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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
BIBLIOTECA DO CEBM COMO ESPAÇO SOCIALIZADOR E DEMOCRÁTICO
Marchelly Pereira Porto. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Gestão de
Unidades de Informação (UDESC). Bibliotecária do Corpo de Bombeiro Militar de Santa
Catarina. marchellyporto@gmail.com
Natalí Ilza Vicente. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Gestão de Unidades
de Informação (UDESC). Bibliotecária do Corpo de Bombeiro Militar de Santa Catarina.
natalivicente@gmail.com
Introdução
Falar sobre acesso e uso em uma unidade de informação pode parecer comum
e trivial, a privação ou restrição da entrada e saída ou mesmo a permanência de um
interagente em suas instalações físicas são impensadas. Quando se fala em biblioteca
temos que levar em consideração a sua pluralidade, nenhuma é igual a outra, possuem
suas especificações, seja escolar, universitária, especializada, etc. e mesmo o tipo de
público que atende.
No ambiente militar este fluxo de ir e vir, principalmente no período de formação,
pode ter seus percalços. Devido a pluralidade de cursos oferecidos, e logo as patentes
envolvidas, é comum alunos-soldados, cadetes e coronéis, por exemplo, transitarem no
mesmo espaço. É importante destacar que, certamente não há questões de ordem
social entre os bombeiros militares da instituição, pelo contrário: a cultura
organizacional é bastante forte neste sentido, são todos membros de uma mesma
corporação, são “irmãos de farda”. A questão da hierarquia e disciplina, porém, nesta
fase de formação é mais enfatizada e marcante. Os subordinados precisam prestar
continência (uma forma de saudação militar), se apresentar e também cumprir
determinada tarefa que qualquer superior possa lhe dar.
Compreender o ambiente externo as paredes da biblioteca, a rotina do CEBM e
a realidade dos alunos é fundamental para repensar o espaço e os serviços oferecidos.
Entendemos que a biblioteca, apesar de ser um centro de recursos educativos,
integrado ao processo ensino-aprendizagem, deve ter o foco em seu público.
Relato da experiência
O meio militar tem em seus preceitos na disciplina e hierarquia, sendo uma
instituição de estrutura verticalizada.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, sendo uma Corporação militar
fixa-se portanto na hierarquia e disciplina. De acordo com o artigo 14 da Lei nº 6.218,
de 10 de fevereiro de 1983, Estatuto dos Militares Estaduais, a hierarquia e disciplina
ficam assim dispostas:

�Art. 14 - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar. A
autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquico.
§ 1º - A hierarquia policial militar é a ordenação de autoridade em níveis
diferentes dentro da estrutura da Polícia Militar. A ordenação se faz por postos
ou graduações; e dentro de um mesmo posto ou graduação, se faz pela
antiguidade. O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de
acatamento a sequência de autoridade.
§ 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis,
regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo policial
militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico traduzindo-se pelo
perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos
componentes desse organismo.
§ 3º - A disciplina e o respeito a hierarquia devem ser mantidos em todas as
circunstâncias, entre policiais militares da ativa, da reserva e reformados
(SANTA CATARINA, 2012).

Ao ingressar na Corporação o candidato a militar inicia sua carreira no Centro de
Ensino, que é o responsável pelo processo formador dos bombeiros militares em Santa
Catarina e desde o início segue os preceitos militares.
A Biblioteca do CEBM está vinculada a Divisão de Ensino e portanto faz parte
desta estrutura militar. Foi criada em 2010 com a contratação de duas bibliotecárias
civis.
Tendo a experiência profissional em unidades de informação no meio civil,
inicialmente as bibliotecárias diagnosticaram que a questão hierárquica poderia de
alguma forma inibir o uso da biblioteca pelos militares, principalmente dos
hierarquicamente inferiores. Ao entrar na biblioteca caso houvesse algum superior o
militar teria, por questões militares, solicitar a permissão para entrar e assim também
ao sair. Todo esse processo causava não somente a inibição de uso, mas também
atrapalhava a concentração e os estudos dos superiores que precisavam permitir a
entrada e saída de seus subordinados.
Após um processo de conversas informais com alunos, militares que
frequentavam a biblioteca, bem como reuniões com os militares superiores do CEBM
foi constatada que sendo a biblioteca um local reservado ao estudo, uma extensão da
sala de aula e que deveria participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem
do militar em formação, necessitava ser um ambiente de livre acesso resultando no
criação do art. 16 do regulamento da Biblioteca: “O espaço da Biblioteca é um
ambiente de livre acesso, independente do posto ou graduação, sendo desnecessária
a solicitação de permissão a superiores para entrar, permanecer ou sair do espaço da
Biblioteca.”
O resultado foi a transformação da biblioteca que antes era somente reservado
para estudo, para um local de convivência e lazer, utilizado durante o tempo livre dos
militares.
Considerações Finais
Em tempos de discussões acerca das unidades de informação como ambientes
colaborativos, democráticos e de participação, pensar somente em criar coleções e
disponibilizar produtos e serviços já não se faz suficiente, tem-se que pensar com foco
em seus interagentes.

�As tecnologias vem sendo uma das principais questões no processo de
transformação dos espaços das bibliotecas. Com o uso cada vez mais frequente do
ciberespaço pelas pessoas, os ambientes físicos das bibliotecas tem que se remodelar.
No caso da Biblioteca do CEBM, além das tecnologias havia as implicações do
meio militar. Atitudes em transformar seu ambiente em um espaço de socialização
democrático, criando um espaço de convívio social e de muitas vezes válvula de
escape durante o processo estressante de formação fez com que muitos que não
tinham contato com bibliotecas passassem a utilizar e perceber a importâncias desse
espaço dentro da Corporação.
Palavras-chave: Corpo de Bombeiros
organizacional. Biblioteca Militar.

Militar

de

Santa

Catarina.

Cultura

Referências:
SANTA CATARINA. Lei n. 6.218, de 10 de fevereiro de 1983. Dispõe sobre o Estatuto
dos Policiais-Militares do Estado de Santa Catarina, e dá outras providências.
Disponível em: &lt;http://200.192.66.20/alesc/docs/1983/6218_1983_lei.doc&gt;. Acesso em:
27 mar. 2015.
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. Biblioteca CEBM.
Regulamentos e políticas. Disponível em:
&lt;http://biblioteca.cbm.sc.gov.br/biblioteca/index.php/regulamentos-e-politicas&gt;. Acesso
em: 27 mar. 2015.
Agências financiadoras
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

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