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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
21 a 24 julho de 2015
AS APROPRIAÇÕES DO FACEBOOK PELAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS
ESTADUAIS BRASILEIRAS

Alberto Calil Junior. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO). caliljr@unirio.br
Gabriela Almendra. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO). gabrielaalmendra@gmail.com

Introdução:
Periodicamente, o Comitê Gestor da Internet publica um conjunto de dados
relativos ao uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no país.
No relatório do ano de 2012 (COMITÊ, 2012) assinala-se que as ferramentas
de redes sociais na internet vêm se configurando como uma das principais
portas de entrada na internet por muitos brasileiros. Já em relação ao acesso, o
relatório relativo ao ano de 2013 (COMITÊ, 2014) aponta que 43% dos
domicílios brasileiros possuíam acesso à internet, enquanto que, de acordo
com os dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE,
2013), o Brasil possui 105,1 milhões de internautas.
A penetração das TICs no cotidiano de milhões de brasileiros incita a reflexão
sobre os seus usos, não apenas pelos seus usuários, como também por
instituições, como, por exemplo, as Bibliotecas Públicas. Tais instituições
possuem, idealmente, a sua relevância na sociedade contemporânea, uma vez
que seu conceito baseia-se no fornecimento igualitário de acesso a todos os
cidadãos, além de disponibilizar todo o tipo de conhecimento à comunidade
(FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2010).
Na esteira do debate sobre a presença das Bibliotecas Públicas na sociedade
brasileira, a presente comunicação tem por objetivo discutir algumas das
apropriações do Facebook realizada por quatro Bibliotecas Públicas Estaduais
(BPEs) brasileiras, a saber: Biblioteca Púbica do Estado do Acre, Biblioteca
Pública do Paraná, Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco e Biblioteca
de São Paulo.
Método de pesquisa:
Realizou-se o mapeamento da presença das BPEs no ciberespaço, a fim de
identificar seus ambientes virtuais. Estes foram identificados, assim como as
plataformas utilizadas pelas Bibliotecas, verificando-se que o Facebook surgia
como a mídia social mais utilizadas pelas BPEs em análise. Optou-se por
analisar uma biblioteca de cada região brasileira (excetuando-se a região
Centro-Oeste, pois à época da investigação nenhuma BPEs dessa região fazia
uso da mídia social aqui em análise). Para a realização da análise foram
capturadas as postagens veiculadas nos perfis das bibliotecas selecionadas no

�período de janeiro a junho de 2013 e efetuou-se uma classificação das
postagens conforme categorização realizada a partir da leitura de todo o
universo em análise.
Resultados e Discussão:
Apesar da incidência da reflexão sobre a noção de Biblioteca Pública ser
relativamente baixa no campo informacional (CALIL JUNIOR, 2014) é possível
identificar algumas prevalências no que concerne à noção de Biblioteca
Pública em nossa sociedade. Uma das narrativas presentes no main-stream
possibilita o entendimento que qualquer cidadão é atraído a frequentar essa
instituição, ou seja, a Biblioteca Pública funcionaria como um atrator, sendo por
excelência um espaço para todos. No entanto, esse relativo consenso em torno
da noção é questionado a partir de estudos que mostram que no Brasil,
historicamente, ocorre um processo de escolarização das Bibliotecas Públicas
(INSTITUTO PRÓ-LIVRO, 2012; MILANESI, 1986) e que, ao contrário, as BPs
sofrem uma crise de identidade (MEDEIROS, 2010, p.12), pois autoridades,
cidadãos e até mesmo seus funcionários não sabem qual é a sua função.
Outra questão que emerge desse debate é a carência no que se refere ao
marco legal. No Brasil, a legislação envolvendo as políticas públicas para as
bibliotecas é incipiente (MACHADO, CALIL JUNIOR, ACHILES, 2014) e, na
prática, muitas bibliotecas acabam por ter como norte o Manifesto da IFLA para
as BPs (UNESCO, 1994) assim como o documento Biblioteca Pública:
princípios e diretrizes (FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2010). No que
concerne as transformações societárias advindas da emergência das TICs, as
influências de dois documentos recentes da IFLA – Diretrizes da IFLA sobre os
serviços da BP (INTERNATIONAL, 2012) e Riding the waves or caught in the
tide (INTERNATIONAL, 2013?) – se fazem notar tanto na literatura do campo
informacional, quanto nas práticas de algumas bibliotecas públicas, como por
exemplo na criação de perfis no Facebook.
Para efeitos da análise, optou-se por criar categorias. O processo de
construção das categorias se deu a partir de uma leitura preliminar do conjunto
de postagens realizadas pelos perfis das bibliotecas e do agrupamento de
postagens semelhantes. As referidas categorias são: a) eventos; b) serviços da
biblioteca; mensagens; questões administrativas; d) datas comemorativas; e)
obituário; f) fotos.
O universo analisado representa uma parcela das BPEs brasileiras presentes
no ciberespaço, ou seja, é apenas uma fração do conjunto dos equipamentos
de informação disponíveis para uma parte da população que se conecta cada
vez mais segundo pesquisas veiculadas tanto na mídia quanto dados oficiais
do governo. Conquanto, a investigação aqui realizada atualiza algumas
questões e sugere que as bibliotecas, ao se apropriarem de um serviço no
ciberespaço, não devem reiterar a mesma lógica praticada fora dos ambientes
digitais.
Considerações finais:
A pesquisa identificou a tentativa de aproximação entre BP e usuários através
do uso de uma das mídias sociais de maior uso entre os brasileiros – o

�Facebook. Aliar as necessidades informacionais dos usuários às múltiplas
possibilidades que o ciberespaço oferece é de extrema importância para as
Bibliotecas Públicas, pois as mídias sociais podem intensificar o potencial do
bibliotecário como mediador da informação, além de aumentar suas conexões
com usuários, tanto reais como potenciais, uma vez que se mostra crescente o
número de brasileiros que recorrem às mídias sociais como porta de entrada
para a internet. As diversas fan pages nas mídias sociais na internet se
constituem como uma ampliação do modelo físico de biblioteca. Logo, é exigida
do bibliotecário uma atualização contínua para que se adapte a esse cenário
de tecnologias em rede.
Palavras-chave: Bibliotecas públicas estaduais. Mediação da informação.
Competência informacional. Mídias sociais. Facebook.

REFERÊNCIAS
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campo informacional brasileiro. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA
EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2014, Belo Horizonte. Anais
eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://enancib2014.eci.ufmg.br/documentos/anais/anais-gt1&gt;. Acesso em: 31
mar. 2015.
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL. Pesquisa sobre o uso das
tecnologias de informação e de comunicação no Brasil: TIC domicílios e
TIC empresas 2013. São Paulo, 2014. Disponível em: &lt;
http://cgi.br/media/docs/publicacoes/2/TIC_DOM_EMP_2013_livro_eletronico.p
df&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
______. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e de
comunicação no Brasil: TIC domicílios e TIC empresas 2011. São Paulo,
2012. Disponível em: &lt; http://op.ceptro.br/cgi-bin/cetic/tic-domicilios-eempresas-2011.pdf&gt;. Acesso em: 05 nov. 2013.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca Pública: princípios e
diretrizes. 2. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional:
Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, 2010. 173 p. (Documentos Técnicos,
6).
IBOPE. Empresa de pesquisa. [S.I.], 2013. Disponível em:
&lt;http://www.ibope.com.br/ptbr/relacionamento/imprensa/releases/Paginas/Numero-de-pessoas-comacesso-a-internet-no-Brasil-chega-a-105-milhoes.aspx&gt;. Acesso em: 26 jan.
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INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTIONS. Diretrizes da IFLA sobre os serviços da Biblioteca Pública. 2.
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______. Riding the waves or caught in the tide?: navigating the evolving
information environment. Holanda: IFLA, [2013?].

�INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. 2012. Disponível em:
&lt;http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=2834&gt;. Acesso em: 23
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MACHADO, Elisa Campos; CALIL JUNIOR, Alberto; ACHILLES, Daniele.
Diagnóstico das políticas culturais voltadas para as Bibliotecas públicas no
Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 25., 2014, Belo Horizonte. Anais eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://enancib2014.eci.ufmg.br/documentos/anais/anais-gt5&gt;. Acesso em 31
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MEDEIROS, Ana Ligia Silva. Biblioteca e cidadania. Sinais Sociais, Rio de
Janeiro, v. 4, n. 13, p. 10-45, maio/ago. 2010.
MILANESI, Luiz. Ordenar para desordenar: centros de cultura e bibliotecas
públicas. São Paulo: Brasiliense, 1986.
UNESCO. Manifesto da UNESCO sobre bibliotecas públicas. 1994. Disponível
em: &lt; http://snbp.bn.br/manifesto-da-unesco-sobre-bibliotecas-publicas/&gt;.
Acesso em: 18 jan. 2014.

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