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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
INCLUSÃO DE COLABORADORES SURDOS NO ATENDIMENTO AOS
USUÁRIOS NA BIBLIOTECA PROFESSOR GAIO - IPTAN
Autores:
Mônica Geralda Palhares. Instituto Presidente Tancredo de Almeida Neves.
palharesenator@gmail.com
Márcia Maria Palhares. @cervus.doc. mmpalhares@gmail.com

Introdução:
O bibliotecário hoje em parceria com a instituição já trabalha com a
inclusão social de um modo geral. Diante disso, é fato que a Biblioteca Professor
Gaio já conta com pessoas surdas em seu quadro de colaboradores.
O bibliotecário que trabalha diretamente com a inclusão tem que ser uma
pessoa inquieta, pois um novo desafio está para enfrentar, e tem que aprender
para saber lidar com as situações que podem ocorrer.
Como mediador, o bibliotecário vem colaborar com a transformação da
informação e do desenvolvimento social e humano de quem frequenta a biblioteca.
Treinar os colaboradores surdos para o atendimento ao usuário vai além
da localização dos livros nas estantes, da organização e guarda. Incluir o
colaborador surdo nas atividades diárias da biblioteca é o objetivo do projeto
IRENA desenvolvido na Biblioteca Professor Gaio – IPTAN.
Assim como foi necessário treinar os colaboradores, a bibliotecária
também passou por treinamento, sobretudo, a aprendizagem de linguagem de
sinais – Libras. Com essa aprendizagem, também a bibliotecária pode apresentar
aos usuários da biblioteca como a informação pode ser disseminada e aplicada de
forma correta em prol do desenvolvimento comum.
Ramires (2008) disse que existem várias atividades para desenvolvimento,
mas os resultados em cada uma delas é diferente, porque a verdade é que em
ciência não existe verdade absoluta mas, transitória, e, completando esse
pensamento assim acontece nas atividades diárias do Bibliotecário.
Esse projeto coloca em prática o que foi firmada na Proposta Curricular
para Deficientes Auditivos (PDCA) do Ministério da Educação em 1979, ou seja,
trabalhar para a inclusão social de um modo geral.
Os resultados de estudos tem mostrado que a personalidade do
deficiente auditivo apresenta como características básicas a rigidez, o
concretismo na análise da realidade e a imaturidade social e emocional.
Essas características dependem de cada indivíduo, do seu ambiente
familiar e de suas oportunidades educacionais e sociais. Quanto mais
forem suas oportunidades de vida maiores serão as chances de
minimização dessas características (BRASIL, 1979, p. 14).

�Durante o trabalho da biblioteca no decorrer da adaptação do surdo,
percebeu-se que sua maturidade social ocorre involuntariamente, isso é reflexo
dos índices de desenvolvimento alcançados nos aspectos: intelectual, motor e
emocional, pois os critérios de valores usados pela sociedade não dizem respeito
ao que a pessoa tem, mas ao uso que ela faz daquilo que possui (BUST apud
BRASIL, 1979).
Os bibliotecários devem saber e ter consciência que são o impulso para
desenvolvimento, porque estão ligados a todas as áreas do conhecimento e
educação.
Se as Bibliotecas são importantes para o ensino em geral, no ensino
superior seu papel é proeminente em virtude do valor da própria
universidade, pois nenhuma outra instituição ultrapassa em magnitude a
contribuição universitária, a qual torna possível o formidável avanço
tecnológico e científico que registra atualmente em todos os campos do
conhecimento. [...] em todo processo educacional, é decisiva a influência
da biblioteca, que se pode constituir num dos principais instrumentos de
que a universidade dispõe para atingir suas finalidades (FERREIRA,
1980, p. 23).

Portando, o bibliotecário tem o papel de por meio da informação,
colaborar com a inclusão social, nesse caso, os surdos.
Relato da experiência:
De acordo com o que propõe o PDCA (1997) do MECA, a bibliotecária da
Biblioteca Professor Gaio do Instituto Presidente Tancredo de Almeida Neves –
IPTAN, em São João Del Rei-MG, colocou-se em prática a contratação de
colaboradores com necessidades especiais, para que a inclusão social proposta
fosse atendida. Percebe-se que muitas pessoas com necessidades especiais não
são tão limitadas, mas, lhes faltam oportunidades.
Durante o processo de inclusão social dos surdos nos trabalhos da
biblioteca, a bibliotecária se capacitou para ser mediadora nas atividades
realizadas pelos mesmos junto à comunidade de modo geral.
Diante disso, a bibliotecária da instituição começou a trabalhar com os
surdos em outubro de 2013. A princípio foram dois colaboradores com problemas
de surdez. A primeira uma moça com 19 anos vítima de acidente de carro, o que
acarretou a perda de 50% da audição. O segundo, um rapaz de 25 anos cuja
surdez é do tipo severa, de nascença. A primeira trabalhou durante seis meses e
saiu, mas o rapaz continua exercendo suas atividades até o momento.
De acordo com o andamento dos trabalhos, verificou-se que o rapaz tinha
uma inteligência diferenciada e sua inquietude levou a bibliotecária a criar o
projeto IRENA, que informa e auxilia os profissionais a como lidar e trabalhar com
pessoas com necessidades especiais, sobretudo, diante da inclusão social.
As atividades propostas pelo projeto IRENA incluem a leitura de todo tipo
de material; permitem avaliar o nível de conhecimento geral e a capacidade de
aprendizagem dos mesmos por meio de atividades da rotina da biblioteca.

�Assim como a bibliotecária se capacitou para trabalhar com os surdos, a
biblioteca foi adaptada para atender à demanda que seria atendida pelos
colaboradores surdos, com isso, utilizou-se cartazes com a linguagem de sinais
(alfabeto em libras), como forma de auxiliar tanto os usuários como os demais
membros da comunidade no processo de comunicação com colaboradores
surdos.
A forma de busca de materiais na biblioteca foi adaptada de forma que os
colaboradores surdos entendessem de forma simples o que se procurava, isso
aconteceu com as expressões de busca e número de chamada.
Em relação à socialização, os demais colaboradores da instituição foram
orientados a conhecer mais sobre a linguagem dos sinais, os quais puderam
inclusive fazer um curso de livras ofertado pela instituição.
A interação entre os colaboradores surdos e a comunidade acadêmica de
um modo geral aconteceu de forma tranquila e involuntária, proporcionando
sucesso no processo de comunicação entre todos os envolvidos, principalmente
os colaboradores surdos.
Considerações Finais ou Conclusões:
A resposta ao trabalho de inclusão social está sendo positiva e os
objetivos alcançados. Importante ressaltar que a comunidade dos surdos tem
muito a desenvolver no que diz respeito aos sinais, ciências e linguística, isto é, o
surdo não tem conhecimento de muitas palavras.
Percebe-se que existe um grande senso de observação dos surdos assim
como um grande nível de raciocínio, mediante a informação.
O bibliotecário que media a informação com os surdos deve estar bem
preparado psicologicamente e com conhecimentos apurados para saber lidar com
esse grupo.
A inclusão do colaborador surdo nos trabalhos da biblioteca revelou que
ele tem grande nível de perfeccionismo, é de fácil socialização, preciso e com
grande facilidade para a aprendizagem.
Palavras-chave: Inclusão social. Biblioteca Universitária. Aprendizagem.
Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Proposta curricular para deficientes
auditivos: 8ª série. Brasília: MEC, 1979.
FERREIRA, L. S. Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de estruturas
centralizadas. São Paulo: Pioneira, 1980.
RAMIRES, J. A. F. Didática para todos: técnicas e estratégias. São Paulo:
Atheneu, 2008.

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