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                  <text>BIBLIOTECAS SEM FRONTEIRAS: PRÁTICAS BIBLIOTECÁRIAS NO FOMENTO À
LEITURA
1 INTRODUÇÃO
“A leitura transforma a vida das pessoas”. Essa afirmação é muito conhecida na
sociedade. Além de conhecida é comprovada a interferência da leitura na aquisição de
conhecimentos dos sujeitos, tornando-os reflexivos, críticos, conhecedores e conscientes de
suas atitudes, direitos e deveres em um contexto competitivo.
Com base nesse poder da leitura, instituições sociais colocam-se a serviço de fomentar
a prática da leitura, tendo em vista, sobremaneira, efetivar a prática cidadã. No âmbito
governamental, a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) reveste-se dessa
causa, mobilizando ações em prol da promoção da leitura. Assim, torna-se uma tarefa
conjunta, seja de pessoas, organizações e governo em unir esforços no sentido de promover
parcerias e redes de leitura em todo o país (BRASIL, 2011).
A biblioteca, especialmente, como unidade provedora de informação, e os bibliotecários
inserem-se, nesse contexto, haja vista contribuir com a prática da leitura. Diniz et al. (2011)
destacam que os locais comumente utilizados para realização da leitura são a escola, a casa
e a biblioteca. Santa Anna, Gregório e Gerlin (2014, p. 77) concordam com essa afirmação e
acreditam que a leitura “[...] pode ser realizada em diferentes locais, não se limitando apenas
aos ambientes residenciais, escolares ou de informação como as bibliotecas [...]”.
Essa preocupação com o incentivo à leitura impulsiona os bibliotecários a extravasarem
os muros das bibliotecas, indo ao encontro de leitores. A esse respeito, o bibliotecário vem
expandido suas atividades ao adquirir novas competências, “[...] ampliando sua atuação em
ambientes que extrapolam os limites físicos da biblioteca. Com o propósito de viabilizar
ações que fomentem o incentivo à leitura, esse profissional adquire a missão de agente
educacional, cultural e social [...]” (SANTA ANNA; GREGÓRIO; GERLIN, 2014, p. 77).
Assim, este estudo objetiva apresentar espaços de leitura instituídos em locais externos
às bibliotecas físicas, analisando a percepção dos leitores desses espaços quanto ao
material fornecido e as condições ambientais para concretização da leitura. Discorre acerca
do Projeto Biblioteca Transcol, demonstrando a oferta de material informacional
disponibilizado em terminais rodoviários de grande circulação e disponíveis aos usuários que
utilizam o sistema de transporte urbano.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Esta pesquisa visa conhecer a percepção dos usuários a respeito das atividades
realizadas até então pela Biblioteca Transcol, um projeto gerenciado pela Companhia de
Transportes Urbanos da Grande Vitória (ES), em parceria com a Biblioteca Pública Estadual.
O sistema de transporte coletivo da Grande Vitória é formado por nove terminais,
distribuídos nos cinco municípios existentes. Levando em consideração a quantidade de
pessoas que circulam nesses locais diariamente, e, o tempo gasto na viagem dentro dos
ônibus ou na espera nos terminais, foi instituído um acervo contendo diferentes literaturas,
tendo em vista incentivar a prática da leitura, durante a permanência das pessoas nos
terminais ou dentro dos coletivos.
Tendo em vista detectar se a prática da leitura está sendo consolidada, investigou-se a
opinião de 32 leitores, através da aplicação de questionário com perguntas fechadas,
indagando a respeito dos materiais oferecidos e das condições para realização da leitura.
Após a coleta dos dados, eles foram devidamente tabulados e ilustrado em gráficos.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

�A Biblioteca Transcol foi instituída com o intuito, a priori, de despertar nos usuários do
sistema de transporte, o gosto pela leitura, de forma que o tempo gasto nos terminais e nos
ônibus fosse aproveitado em prol da leitura. O acervo das unidades é formado por obras de
literatura, especificamente romances, sejam nacionais quanto estrangeiros. Analisando a
percepção dos leitores a respeito da qualidade dos materiais disponibilizados no acervo
dessas unidades, para 21 leitores (65,7%) o material é de excelente qualidade, atendendo
suas expectativas; logo, para onze leitores (34,3%), os materiais são bons, porém
recomendam que o acervo poderia ser mais diversificado (Gráfico 1).
80
60
40
20
0

21 leitores
11 leitores

Excelente qualidade.
Não satisfazem
Não satisfazem
Materiais são
Me atendem
minhas necessidades. minhas necessidades.
bons, porém
Conteúdo superficial
Conteúdo difícil poderiam diversificar
entendimento
mais o acervo
Gráfico 1 – Qualidade dos materiais disponibilizados pelas bibliotecas
Fonte: os autores (2015).

Através desses dados, percebe-se que, o acervo está atendendo as necessidades dos
usuários. Alguns consideram como melhoria a diversificação do acervo. De qualquer forma, é
preciso monitoramento por parte do bibliotecário, sendo indispensável que o profissional
conheça muito bem todo o seu acervo e o perfil de seus usuários, possibilitando satisfação
dos leitores e produção de conhecimento (DINIZ, 2011).
Quando indagados a respeito do que poderia ser feito para que a leitura fosse mais
concretizada, 22 leitores (68,75%) pensam que a unidade poderia oferecer mais materiais;
dois leitores (6,25%) sugerem a disponibilização de espaço com mesas e cadeiras; por fim,
oito leitores (25%) acham importante que o material emprestado tivesse um prazo mais
estendido (Gráfico 2).
80
60
40
20
0

22 leitores
8 leitores
2 leitores
Oferecer mais materiaias
além dos já disponibilizados

Disponibilizar espaço com
cadeiras e mesas nos
terminais

Estender o prazo de
permanência do material
com o leitor

Gráfico 2 – Opções adotada pela biblioteca que poderiam viabilizar o hábito da leitura
Fonte: os autores (2015).

Nota-se que, na opinião dos leitores, a maioria considera como principal fator a ser
pensado na tentativa de incentivar a prática da leitura é diversificar as coleções que forma o
acervo. Esse resultado condiz com o que reza o PNLL ao dispor sobre a necessidade de
ofertar livros em diferentes formatos e que atenda as necessidades do público servido.
As unidades existentes nos terminais possuem acervo composto por livros em estantes
e alguns computadores para consulta ao acervo e para viabilizar acesso à internet. Não há
disponibilização de espaço para leitura com cabines, mesas e cadeiras. Ao perguntar aos
leitores sobre a montagem de um espaço para leitura, contendo mobiliário apropriado, 17

�leitores (53,1%) entendem que seria bom, pois aumentaria o poder de concentração; para
seis leitores (18,7%), o espaço seria bom, pois diminuiria problemas de postura, uma vez que
usuários aguardam o transporte em pé; já para três leitores (9,3%) esse espaço não ajudaria
em nada, pois eles fazem as leituras em suas residências; outros seis leitores também
disseram que não ajudaria em nada, pois eles fazem as leituras nos ônibus (Gráfico 3).
60
50
40
30
20
10
0

17 leitores
6 leitores

3 leitores

6 leitores

Seria bom, pois
Seria bom, pois
Não me auxiliaria em Não me auxiliaria em
aumentaria o poder diminuiria problema nada, pois faça as
nada, pois faça as
de concentração
de postura
leituras em casa
leituras dentro dos
ônibus
Gráfico 3 - Criação de espaços de leitura, com mesas e cadeiras, na biblioteca
Fonte: os autores (2015).

Percebe-se que a maioria considera a estruturação do espaço como viável. Assim, não
basta apenas oferecer as fontes, é preciso também, disponibilizar um espaço adequado e
agradável (BRASIL, 2011). Segundo Santa Anna, Gregório e Gerlin (2014), a fim de
despertar o gosto e motivação dos leitores/educandos, faz-se imprescindível a estruturação
de um espaço dinâmico, interativo e acolhedor, o que exige criatividade e inovação por parte
dos profissionais responsáveis pelo gerenciamento do espaço.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo apresentou algumas características da Biblioteca Transcol e a
percepção dos leitores quanto ao papel dessa unidade no fomento à leitura. Logo, o objetivo
da pesquisa foi atendido. De modo geral, constata-se ser uma ação válida a gestão desse
projeto, uma vez que atende as recomendações do PNLL.
Na percepção dos usuários, a unidade oferece material de qualidade e no que se refere
ao fomento à leitura sugerem a construção de um espaço físico estruturado para abrigar
leitores, bem como a necessidade de diversificar as coleções que formam o acervo.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto n.º 7.559, de 1.º de setembro de 2011. Dispõe sobre o Plano Nacional do
Livro e da Leitura (PNLL) e dá outras providências. Disponível em: &lt;
http://www.planalto.gov.br/c civil_ 03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7559.htm&gt;. Acesso em:
12 fev. 2014.
DINIZ, Jaiene Gomes; et al. O bibliotecário como agente incentivador da leitura:
apresentação do projeto de extensão Doutores da Leitura. In: ENCONTRO REGIONAL DE
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E
GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 14, Anais eletrônicos. São Luiz: Universidade Federal do
Maranhão, 16 a 22 de janeiro de 2011.
SANTA ANNA, Jorge; GREGÓRIO, Elaine; GERLIN, Meri Nadia. Atuação bibliotecária além
da biblioteca: o espaço de leitura do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes
(HUCAM). Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.19, n.1, p. 7788, jan./jun., 2014.
Palavras-chave: Bibliotecário - Leitura. Práticas de Leitura. Bibliotecário – Papel Social.
Plano Nacional do Livro e da Leitura.

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