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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
HISTÓRIA CULTURAL DAS PRÁTICAS DE LEITURA DE ESTUDANTES
UNIVERSITÁRIOS
Andréa Pereira dos Santos,
Professora adjunta do Curso de Biblioteconomia da UFG. Email:
andreabiblio@gmail.com
1 Introdução
Desde o ano 2006 ministro disciplinas ligadas à leitura (teoria e história)
no curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Além dos alunos
do curso de biblioteconomia ministro a disciplina para alunos de outros cursos em
formato de núcleo livre.
Nessas disciplinas, procuro discutir a leitura levando em consideração a
história das práticas de leitura dos estudantes colocando-os como personagens
dessa. Tal atividade me surpreende a cada ano e não poderia deixar de
compartilhar tais percepções.
Uma pesquisa sobre leitura, que envolve a participação dos estudantes,
é bastante produtiva, pois os torna objeto da própria discussão. E nada mais atual
do que estudos como esse, principalmente nesse contexto de leituras
fragmentadas tanto pela explosão da informação, quanto pelo acesso, cada vez
maior (pelo menos para boa parcela), com o advento da Internet.
Um outro aspecto interessante é que tal atividade envolve os familiares
dos estudantes e é uma forma de aproximação entre a família e a universidade.
O questionamento levantado com essa atividade é: como se dá o
processo de construção e formação de leitores dos estudantes dos cursos de
graduação da UFG? Objetiva-se, assim, compreender o processo de formação e
construção do leitor por meio da história das práticas de leitura familiar.
Trabalhos sobre práticas de leitura são bem recorrentes em nossa
literatura. Entretanto, autores que me influenciaram nessa temática foram: Chartier
(1990, 2001), que no primeiro livro discute a história cultural e no segundo as
práticas de leitura; Abreu (1999, 2001), com discussões em torno da história da
leitura e dos preconceitos em leitura. Destaco essa última, porque a história das
práticas de leitura dos universitários revela resquícios de preconceitos com certos
tipos de leitura. Por fim, Melo (2007) que, em sua tese de doutorado transformada
em livro, discute as primeiras práticas de leitura em Goiânia.
2 Caminho metodológico
As pesquisas qualitativas são importantes para que possamos realizar
análises de forma crítica, pois não nos predemos em números e sim em dados

�que revelam resultados imensuráveis, principalmente quando o objeto de pesquisa
é o ser humano. Assim, optou-se pela pesquisa qualitativa tendo como
metodologia a história cultural. A historia cultural é aquela que não está presente
na grande história tradicional; ela é a micro história ou história vista de baixo
(BURKE, 2008; DOSSE, 2003; HUNT, 2001; LE GOFF, 1998).
O procedimento de coleta de dados utilizado foi gerado durante as
atividades realizadas nas duas disciplinas ministradas: Leitura e Sociedade e
História dos Registros do Conhecimento. Cada estudante deveria levantar a
história das práticas de leitura familiar entrevistando avós, pais, irmãos e um relato
da própria prática.
Depois o estudante apresentaria sua história em formato de seminário e
entregaria um texto dissertativo sobre o tema.
Minha análise constou de observar a postura dos estudantes durante a
apresentação: suas emoções e inquietações e de verificar se eles faziam relação
das histórias das práticas de leitura com os grandes acontecimentos ditados pela
história tradicional.
3 As práticas de leitura na história de vida dos estudantes
Durante esses anos ministrando as disciplinas ligadas à leitura e a
história da leitura e acompanhando os trabalhos apresentados pelos estudantes
dentro delas, pude perceber que houve uma aproximação bem maior dos
estudantes com a teoria apresentada em sala de aula. Mesmo porque, eles se
viram dentro das discussões.
As apresentações, em muitos momentos, foram carregadas de emoção,
pois com toda a correria da vida e da própria universidade, a maioria não conhecia
a própria história e nunca tinha parado um pouco para refletir.
Percebi um fato bastante difundido por inúmeros autores: que acesso
ao material livro é mais comum nas famílias com maior poder aquisitivo e com pais
com formação superior (Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 2011).
Outro detalhe que chama a atenção é a onipresença da bíblia na
maioria dos lares. Tendo-a como principal instrumento de leitura independente da
classe social. Interessante, pois, desde Idade Média e da invenção da imprensa
de Gutenberg, ela é presença na nossa história da leitura.
E por fim, vários estudantes revelaram certos preconceitos ligados à
leitura, ou seja, não consideravam como leitura algumas revistas, livros e outros
materiais escritos, comprovando os estudos de Abreu (2001).
4 Considerações Finais
É relevante nesse atual contexto dar atenção às práticas de leitura
reveladas na atualidade. Critica-se e fala-se muito de leituras fragmentadas e
acusa-se a juventude de não gostar de ler. Talvez hoje (esse é o resultado de uma
pesquisa de doutorado finalizado em 2014) é que o jovem lê mais. De forma
fragmentada? Talvez. E, provavelmente, não poderia ser diferente já que há uma
infinidade de informações difíceis de digerir.

�Enfim, desconfio que essas redes sociais e a própria internet tem
contribuído para a construção e formação desse jovem leitor. Podemos pensar
também que ele esteja praticando aquela leitura extensiva mencionada por
Darnton (1992). Segundo ele, antes do século XVIII era possível a prática da
leitura intensiva, já que a produção livreira era restrita na Europa. Porém, depois
dessa data, a produção de informações se tornou mais extensa não sendo
possível a prática da leitura intensiva.
5 Referências
ABREU, Márcia (org.). Leitura, história e história da leitura. Campinas, SP:
Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil – ALB. São Paulo: FAPESP,
1999.
______ . Diferença e desigualdade: preconceitos em leitura. In: MARINHO,
Marildes (org.) Ler e navegar: espaços e percursos da leitura. Campinas:
Mercado das Letras, 2001.
BURKE, Peter. O que é história cultural? 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
2008.
CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Trad.
Maria Manuela Galhardo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990. 245p.
CHARTIER, Roger (org.). Práticas da leitura. 2. ed. São Paulo: Estação
Liberdade, 2001.
DARNTON, Robert. História da leitura. In: BURKE, Peter (Org.). A escrita da
história: novas perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992. p. 199-236
DOSSE, François. A história em migalhas: dos Annales à nova história. Bauru,
SP: Edusp, 2003.
HUNT, Lynn. A nova história cultural. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
LE GOFF, Jacques. A história nova. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
MELO, Orlinda Carrijo. A invenção da cidade: leitura e leitores. Goiânia: Ed. Da
UFG, 2007.

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