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                  <text>OS USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO E A LEITURA DOS REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS: A
CATALOGAÇÃO COMO PROCESSO COMUNICATIVO
1 INTRODUÇÃO
Viver em sociedade requer a aceitação de normas e hábitos específicos, impregnados a
uma cultura que identifica as características de um grupo social que compartilha ideais
semelhantes na busca pela sobrevivência. Os membros desses grupos estabelecem
relações comunicativas de modo que as crenças e valores sejam compartilhados e as
informações não relevantes para o grupo sejam refutadas.
Assim, a comunicação torna-se essencial para a existência da sociedade. O ato de
comunicar-se constitui um vetor que transmite ou compartilha informações entre diferentes
indivíduos, sendo necessária para concretização da comunicação a presença de quatro
elementos, que são: um agente emissor, um receptor, uma mensagem e um canal de
comunicação.
Não resta dúvida de que, quando queremos nos comunicar é necessário haver a
presença desses elementos, caso contrário, não seria possível exteriorizar nossos
sentimentos e opiniões. Mesmo havendo a presença desses elementos, faz-se
imprescindível o entendimento da mensagem transmitida pelo emissor para o receptor. Não
havendo entendimento, o processo comunicativo não se consolida.
Ora, a comunicação requer o estabelecimento de sentido entre os sujeitos envolvidos.
França (2002, p. 13, grifo nosso) define comunicação como o “[...] processo de produção e
compartilhamento de sentidos entre sujeitos interlocutores, realizado através de uma
materialidade simbólica (da produção de discursos) e inserido em determinado contexto
sobre o qual atua e do qual recebe os reflexos.
No âmbito da Biblioteconomia e Ciência da Informação, nota-se que, ao trabalhar as
linguagens documentárias e considerando o ciclo da informação, o conjunto de fazeres
específicos dos profissionais da informação está imbuído no processo de comunicação
(DODEBEI, 2002). Mey e Silveira (2009) ao discorrerem sobre a catalogação e a função dos
catálogos nas bibliotecas, consideram esses fazeres como práticas que se colocam a serviço
da comunicação.
A verdade é que ao representar as características dos itens informacionais de uma
coleção em um catálogo, seja ele impresso ou automatizado, pretende-se estabelecer pontos
de acesso entre a informação e o registro bibliográfico representado, tendo como intenção
viabilizar a recuperação da informação. Essa recuperação e, consequentemente, a
localização do item na estante somente ocorrerá se houver entendimento por parte do
usuário, ou seja, se ele atribuir sentido aos códigos e formatos de catalogação.
Nessa discussão, Mey e Silveira (2009, p. 3, grifo nosso) dialogam com Rudiger (2004,
p. 85-86), descrevendo que: “As mensagens veiculam símbolos e sinais, que precisam ser
entendidos pelas pessoas: transferências de informações só podem ocorrer dentre de
processos de compreensão [...]”.
Constata-se que a comunicação somente ocorre se houver compreensão. Desse modo,
o processo de catalogar ou representar os itens bibliográficos através de linguagens e
códigos específicos da Biblioteconomia torna-se uma atividade complexa, exigindo inúmeras
habilidades do bibliotecário, sobretudo ao considerar o usuário como um dos principais
elementos do processo, pois é ele quem decodificará a mensagem contida nos códigos de
representação.
Portanto, propõe-se a elaboração deste artigo, cujo objetivo é apresentar a percepção
dos usuários quanto ao processo de catalogação realizado por bibliotecários em uma
biblioteca. O estudo foi conduzido por meio de objetivos específicos que são: primeiramente,

�realizou-se um estudo teórico na literatura de catalogação, tendo em vista encontrar
evidências sobre o processo comunicativo e, em um segundo momento, através da análise
sobre a opinião de usuários da biblioteca, descrever as percepções deles e suas
considerações acerca das formas de representação existente no catálogo eletrônico da
referida unidade de informação.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Este estudo desenvolveu-se em meio a duas etapas: em um primeiro momento
recorreu-se à literatura da área de Catalogação, haja vista encontrar embasamento teórico
sobre a catalogação como processo comunicativo; posteriormente, realizou-se estudo focal
através de discussões junto a um grupo de dez alunos iniciantes do Curso de
Biblioteconomia, com o intuito de investigar a interpretação que os alunos possuíam sobre as
representações descritivas inseridas no catálogo eletrônico da biblioteca a qual estavam
vinculados.
A revisão bibliográfica pautou-se em livros de Catalogação utilizados pelos cursos de
Biblioteconomia no Brasil e artigos científicos sobre a mesma temática publicados em
revistas científicas da Ciência da Informação no contexto brasileiro. O estudo focal foi
conduzido por meio de perguntas abertas socializadas com alunos sendo as discussões
devidamente gravadas.
Devido à natureza específica deste trabalho, resumo expandido, apresenta-se a seguir
alguns resultados preliminares, seja das reflexões propostas pelos teóricos da área, seja dos
comentários principais e mais instigantes observados durante o estudo focal.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Analisando a literatura sobre catalogação, de modo geral, detectou-se que poucos
autores abordam a catalogação levando em consideração os aspectos da comunicação. Mey
e Silveira (2009) evidenciam a necessidade de o profissional ter o cuidado em realizar os
processos de representação considerando o contexto do usuário, pois é necessário que se
crie uma linguagem de representação passível de ser decodificada por esse sujeito.
A catalogação torna-se um fazer complexo. Isso porque os profissionais embora saibam
da importância de separar suas ideias, crenças e valores das práticas profissionais, acabam
por levar esses aspectos individuais no contexto de seu trabalho. A esse respeito, Mey e
Silveira (2009, p. 4) discorrem que “[...] os fatores pessoal, social e profissional se acham
indissoluvelmente ligados [...]”.
Assim, as atividades de catalogação, além de sofrerem interferências do catalogador,
também estão sujeitas aos fatores advindos das tecnologias utilizadas para representar,
normalizar e formatar a informação registrada. Segundo o estudo de Castro e Santos (2009,
p. 74), a representação descritiva no panorama atual “[...] vem sofrendo mudanças notórias
de modelos de descrição bibliográfica convencionais, permeadas pelas tecnologias de
informação e comunicação o que conduz a ou requer olhares diferenciados no tratamento de
recursos informacionais [...]”.
Conforme defendido no estudo de Mey (1995, p. 9), os instrumentos de representação
descritiva, como por exemplo, o catálogo, garante a função de comunicação atribuída à
catalogação. Isso porque, o catálogo representa “[...] um canal de comunicação estruturado,
que veicula mensagens contidas nos itens, e sobre os itens, de um ou vários acervos,
apresentando-se sob forma codificada e organizada, agrupadas por semelhanças, aos
usuários desse(s) acervo(s)”.
A respeito do estudo focal realizado com dez alunos, notou-se que a maioria possui
dificuldades em entender as descrições do catálogo. Para um dos membros do grupo

�estudado: “Sei que cada dado do catálogo quer me transmitir uma informação, mas preciso
pedir ajuda a alguém para decifrá-lo”. Em outra ocasião percebemos dificuldade de
entendimento dos usuários quanto aos códigos estabelecidos que precisam de um
conhecimento prévio para serem entendidos: “Acho magnífico o trabalho do bibliotecário. Só
que quando se cria códigos, como por exemplo, o número de classificação, parece que a
informação está sendo escondida. Já em outras partes, como por exemplo, os dados de
descrição física, eles são facilmente compreendidos por não estarem codificados”. Também
se constatou a necessidade de profissionais ajudando os usuários: “Acho indispensável a
presença do bibliotecário junto ao acervo, ajudando os usuários, pois assim, eles vão se
acostumando e aprendendo a decifrar os dados representados no catálogo”.
De modo geral, percebe-se que a catalogação sozinha pode não consolidar o processo
comunicativo, o que requer a contribuição do serviço de referência. Essa constatação é
pertinente, pois é preciso “[...] pensar a representação bibliográfica como ação
comunicativa e vislumbrar outros olhares sobre nossas práticas; talvez [isso] nos leve à
significativa comunicação com os diferentes sujeitos da documentação (MEY; SILVEIRA,
2010, p. 136, grifo nosso).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através das fontes de pesquisa bibliográfica, até então utilizadas, observa-se,
preliminarmente, que pouco se debate acerca da catalogação no âmbito da comunicação. Os
autores mencionam na literatura as conceituações, definições, historicidade das práticas de
representação, assim como descrevem as metodologias, técnicas e formas de se catalogar
os diversos itens informacionais. Contudo, não abordam, comparativamente, essas práticas e
suas relações com o processo comunicativo, tendo em vista o entendimento do usuário
quanto aos códigos instituídos.
Por meio do estudo focal realizado, analisando os principais e instigantes relatos,
constata-se que, na visão dos alunos investigados, as representações bibliográficas
apresentadas no catálogo, pela falta de conhecimento e familiaridade do usuário com os
registros bibliográficos, não viabiliza de forma satisfatória o entendimento do usuário, não
consolidando o processo de produção de sentido. Esse fato nos infere afirmar sobre a
importância do serviço de referência, que representa uma extensão dos serviços
catalográficos, uma estratégia utilizada pelo catalogador, no sentido de proporcionar aos
usuários o entendimento das descrições bibliográficas. Devido a essa forte relação entre
catalogação e serviço de referência, constata-se a necessidade de realizar pesquisas futuras
que discorrem aspectos necessários ao aprofundamento dessa relação.
Palavras-chave: Catalogação. Representação da Informação. Comunicação. Serviço de
Referência.
REFERÊNCIAS
DODEBEI, V.L.D. Tesauro: linguagem de representação da memória documentária. Niterói,
RJ: Intertexto; Rio de Janeiro: Interciência, 2002.
MEY, E. Introdução à catalogação. Rio de Janeiro: Brinquet de Lemos, 1995.
______; SILVEIRA, N.C. Catalogação no plural. Brasília, DF: Brinquet de Lemos, 2009.
______. Considerações teóricas aligeiradas sobre a catalogação e sua aplicação. InCID: R.
Ci. Inf. e Doc., Ribeirão Preto, v. 1, n.1, p. 125-137, 2010.
CASTRO, F.; SANTOS, P. L. V. A. da C. Uso das tecnologias na representação descritiva: o
padrão de descrição bibliográfica semântica MarcOnt Initiative nos ambientes informacionais
digitais. Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 1, p. 74-85, jan./abr. 2009.

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