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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DA BIBLIOTECONOMIA: DA GESTÃO DA
BIBLIOTECA À PROMOÇÃO DO EFETIVO USO DA INFORMAÇÃO

Autor: Carlos Alberto Ávila Araújo.
Gerais. casalavila@yahoo.com.br.

Universidade

Federal

de

Minas

Introdução: A pesquisa aqui relatada insere-se no âmbito de um projeto maior
relacionado com a epistemologia da Biblioteconomia. Neste texto, são
apresentados três aspectos relacionados com a produção de conhecimentos em
Biblioteconomia: a) os desafios que se colocaram para a área em diferentes
períodos históricos, e as respostas a esses desafios; b) as diferentes correntes
teóricas produzidas na área, e a necessidade contemporânea de fazer dialogarem
essas correntes – potencializada por meio de uma perspectiva da complexidade;
c) as demandas contemporâneas, em que a promoção do efetivo uso da
informação, num contexto em que se verifica a abundância de acesso e
disseminação da informação, sugere e reivindica novas construções teóricas e
metodológicas.

Método da pesquisa: Para a consecução da pesquisa vem sendo realizado um
extenso trabalho de pesquisa bibliográfica em obras sobre Biblioteconomia,
biblioteca, livros, história dos registros de conhecimento e em áreas correlatas
como a Ciência da Informação, a Arquivologia, a Documentação e a Museologia.

Resultados: A primeira questão aqui tratada é a da história dos desafios
colocados para a Biblioteconomia. Seguindo a lógica desenvolvida por Burke
(2012), percebe-se que, num primeiro momento, foi necessário para a
humanidade acumular e salvaguardar os registros de conhecimento, em períodos
em que esses registros eram escassos ou ameaçados de destruição. Na medida
em que se acumulavam muitos registros, foi preciso organizá-los de alguma
forma, listá-los para se ter um controle de sua existência e localização. Iniciou-se
aí uma perspectiva que teve nas regras de catalogação e classificação do século
XIX o seu auge. Sobressaiu-se depois, no século XX, a necessidade de torná-los
acessíveis, promover a sua distribuição e disseminação. Conforme Burke, o
desafio contemporâneo no campo dos registros do conhecimento é a ação. Nos
dias atuais, em que a escassez de informação ou as barreiras ao acesso não são
mais tão importantes enquanto desafios a serem superados, volta-se o esforço

�reflexivo para a própria definição do que é o informacional – as decisões humanas
sobre o que deve ser destacado e selecionado, para ser tratado, disseminado e
preservado para as gerações futuras. E, também, fazer com que todo esse
conhecimento tão amplamente disponível seja realmente utilizado, de modo crítico
e plural, pelas pessoas, em seus distintos contextos de atuação. A segunda
questão diz respeito ao tipo de conhecimento produzido no âmbito da
Biblioteconomia. Seguindo a metodologia da arqueologia do saber de Foucault
(2000), a partir do conceito de episteme, pode-se identificar a origem da
Biblioteconomia, como disciplina científica, diretamente vinculada à episteme do
renascimento, da valorização da cultura humana. Nos séculos seguintes, a
Biblioteconomia vinculou-se à episteme moderna sem, contudo, se opor ao
modelo anterior. As transformações vividas pela instituição biblioteca fizeram com
que a sua própria condição de instituição passasse a ser o centro da área, numa
perspectiva universalista. O século XX trouxe, contudo, a aproximação a uma
nova episteme: a da especificidade das ciências humanas e sociais, de
explicações contingenciais, da busca da singularidade dos processos, de sua
inserção em contextos sociohistóricos específicos e da consideração do caráter
ativo dos sujeitos. Na Biblioteconomia, esse movimento se deu, inicialmente, com
a construção de quatro perspectivas teóricas de estudo dos fenômenos
biblioteconômicos: os estudos funcionalistas, os estudos críticos, os estudos
desde a perspectiva dos sujeitos e os estudos sobre representação.
Contemporaneamente, novas abordagens têm tentado conciliar aspectos e
achados dessas distintas correntes teóricas, merecendo destaque os estudos
recentes sobre mediação da informação (ALMEIDA JR., 2009), competência
informacional (CAMPELLO, 2003), bibliotecas digitais (ROWLEY, 2002), biblioteca
como esfera pública (VENTURA, 2002) e a “Nova Biblioteconomia” (LANKES,
2011). Juntando essas duas dimensões, percebe-se que se torna essencial para a
Biblioteconomia redefinir-se como prática profissional, como ator social e como
ciência, portanto produtora de teorias, conceitos e métodos de pesquisa. Essa é a
terceira questão tratada nesse texto, apresentada no tópico seguinte.

Discussão: A Biblioteconomia surgiu como prática que, evocando um
determinado conjunto de regras, buscou destacar-se das demais práticas sociais.
Esse processo progrediu por séculos, chegando a um determinado modelo
epistemológico, no final do século XIX, a partir do qual a Biblioteconomia se
constituiu como ciência autônoma, tendo como objetos empíricos de estudo os
seus elementos mais concretos: os livros, os instrumentos de seu processamento
(catalogação e classificação) e a própria instituição biblioteca. Seguindo o
“espírito” positivista, o trabalho biblioteconômico foi tomado em si mesmo, a partir
da perspectiva da “neutralidade” da relação do cientista (e do profissional) com o
real. Ao longo do século XX, as diversas teorias formuladas, agrupadas nos quatro
eixos citados acima, começaram a promover um certo deslocamento da reflexão
biblioteconômica: dos livros e documentos, instrumentos e instituições, para os
processos desempenhados por eles no todo social - os papéis e funções
assumidos; a submissão às lógicas de poder e dominação; as apropriações por

�parte dos sujeitos; as diferentes possibilidades de representação. Tais abordagens
buscaram reparar a restrição anterior, que teria “arrancado” as bibliotecas dos
seus contextos socioculturais, excluindo as interações que os envolvem, as
intervenções dos sujeitos. Esse conjunto de reflexões “preparou o terreno” para as
abordagens contemporâneas, que avançaram nas reflexões sobre as relações
entre as bibliotecas e a vida social e cultural; não mais a partir das bibliotecas,
mas com um novo ponto de partida: a própria vida social. As bibliotecas seriam
mais do que coleções de livros e critérios técnicos de seu tratamento, e também
mais do que seus impactos na vida social – elas são testemunha dos valores e
mentalidades de uma sociedade, resultado de sua maneira de selecionar o que
lembrar e o que esquecer, o que valorizar e o que cultivar.

Considerações Finais: A biblioteca tem uma existência em si mesma, mas ela é
também um dos muitos pontos de passagem da vida de uma sociedade, é um dos
momentos da vida social. Nesse sentido, a prática biblioteconômica é resultado de
um processo de interrelação entre os elementos que com ela se envolvem: os
sujeitos produtores de livros, os bibliotecários, os cidadãos (usuários reais e
potenciais), os instrumentos e tecnologias existentes num determinado período, os
contextos socioculturais. Como consequência disso, desenha-se a necessidade de
modelos mais complexos de pesquisa, voltados para a globalidade dos processos
(a interrelação entre os diferentes atores envolvidos) e para a necessária inserção
de sua realização na experiência, na concretude de uma realização particular.

Palavras-chave: Epistemologia da Biblioteconomia; História da Biblioteconomia;
Biblioteconomia e sociedade.

Referências:
ALMEIDA JÚNIOR, O. Mediação da informação e múltiplas linguagens.
Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, v. 2, n.1, p. 89103, jan./dez. 2009.
BURKE, P. Uma história social do conhecimento II: da enciclopédia à
Wikipédia. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.
CAMPELLO, B. O movimento da competência informacional: uma perspectiva
para o letramento informacional. Ci. Inf., v. 32, n. 3, p. 28-37, set./dez. 2003.
FOUCAULT, M. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências
humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
LANKES, D. The atlas of new librarianship. Cambridge: MIT Press, 2011.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.

�VENTURA, J. Bibliotecas e esfera pública. Oeiras: Celta, 2002.

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