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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Eixo V: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
biblioteconomia
Resumo expandido de relato de experiência
O CARD SORTING NO ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA
Viviane de Oliveira Solano - Embrapa Pantanal - solano.viviane@gmail.com
Janicy A. Pereira Rocha - ECI/UFMG - janicy.rocha@gmail.com

Introdução
A representação de objetos e a organização de conteúdos em ambientes
informacionais, atividades comuns entre os profissionais da informação, remete à
dificuldade do seu ensino, o que demanda maior esforço e certa criatividade por
parte dos educadores. Conforme Rodrigues e Campelo (2004) o ensino e
aprendizagem em Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI) necessita de uma
proposta pedagógica diferenciada que proporcione aos educandos condições de
enfrentar com proficiência os problemas de sua prática profissional e refletir
criticamente sobre a realidade que os envolve. Nesse contexto, o professor é
demandado a criar condições que possibilitem ao aluno aprender a traçar
estratégias e desenvolver habilidades para resolver problemas e enfrentar novas
situações, sabendo trabalhar em equipe, respeitando e valorizando a opinião e o
trabalho dos outros (COLL, 2000). Portanto, frente a tais situações, o educador
precisa inovar em sua proposta de docência, selecionando métodos e técnicas que
contribuam para o aprendizado concreto dos alunos.
O Card Sorting (ROSENFELD; MORVILLE, 2006) tem se mostrado uma
técnica eficiente para compreender como os usuários organizam conteúdos
relacionados a determinado domínio, tanto no ambiente digital quanto no físico. A
condução de sua aplicação envolve três etapas. Na etapa de planejamento ocorre
o preparo dos materiais, a seleção e a preparação dos participantes; na etapa de
aplicação os cartões/termos são organizados hierarquicamente a partir de consenso
entre participantes e na etapa de discussão é apresentada a lógica utilizada na
organização dos cartões. Seu uso apresenta-se como uma boa alternativa para o
ensino referente à Organização da Informação (OI), já que permite o entendimento
de terminologias, relações de proximidade ou similaridade e categorias (grupos e
seus nomes) (HUDSON, 2013, online).
Diante do exposto, este relato tem como objetivo descrever a experiência na
condução da aplicação da técnica Card Sorting em sala de aula, no âmbito de
disciplinas da área de BCI, dentro do panorama maior da OI.

�Relato da experiência: a aplicação do Card Sorting
A atividade foi desenvolvida no primeiro semestre do ano letivo 2014 com as
turmas de duas disciplinas: ‘Modelagem conceitual a partir dos princípios de
Ranganathan’ e ‘Arquitetura da Informação e Acessibilidade Digital’, ministradas
pela autora e coautora desse relato, respectivamente. Ambas as disciplinas foram
optativas para o curso de Biblioteconomia da Escola de Ciência da Informação da
Universidade Federal de Minas Gerais e totalizavam 26 alunos.
Inicialmente, realizou-se uma aula expositiva com o intuito de possibilitar aos
alunos o entendimento da técnica e sua aplicação. Na sequência, procedeu-se à
operacionalização das seguintes etapas: a) separação da turma em cinco grupos;
b) entrega da lista de instruções com 53 termos a serem categorizados; c)
delimitação do espaço físico para uso de cada grupo; d) entrega de cartões e fitas
adesivas para fixação nas paredes da sala de aula. O tempo máximo destinado para
a conclusão da atividade foi de 60 minutos, sendo 10 minutos para exposição da
estrutura proposta por cada grupo, seguida de breve discussão.
As instruções conduziram os alunos a discutir e decidir, a partir do consenso
do grupo, a melhor forma de categorizar os termos recebidos. Novos termos e/ou
cartões poderiam ser criados, desde que justificados. Termos também poderiam ser
isolados, se considerados desnecessários, redundantes ou que não se
‘encaixassem’ em nenhuma categoria. Salientou-se que um grupo não deveria ter
contato com outro, para não influenciar no momento da categorização.
Diferentemente da prática tradicional do Card Sorting, não foi dito os alunos qual
domínio estavam modelando para evitar um ‘direcionamento’ intencional na
atividade. Acreditou-se que, pela reflexão dos termos a serem categorizados, seria
possível definir e organizar determinado domínio. Posteriormente, os integrantes
foram questionados sobre qual domínio foi pensado no momento da categorização
e como isso influenciou suas decisões.
Na execução da atividade, ocorreram várias discussões e negociações
quanto aos significados e localização de diversos termos. De uma maneira geral,
os alunos conseguiram eleger as categorias principais e suas respectivas
subcategorias, estabelecendo relações lógicas e justificadas. Foram percebidas
similaridades e diferenças nos resultados dos trabalhos. As estruturas hierárquicas,
apesar de diferirem em detalhes, continham todos os termos constantes da
listagem. Nenhum grupo inseriu novos termos ou isolou cartões. Entretanto, alguns
termos foram duplicados, como pertencentes a mais de uma categoria. Por
exemplo: a categoria ‘Filmes’ poderia ter DVD e Blu-Ray como subcategorias e
nestas estariam duplicados os diferentes gêneros de filmes.
Ressalta-se que, considerando a OI em ambientes digitais, duplicar
subcategorias é uma prática comumente usada. Nesse ambiente, o uso de

�hiperlinks permite que sejam feitas mais de uma referência a um mesmo objeto.
Essa prática facilita a localização de determinado item pelos usuários e, é adotada,
sobretudo, para organizar itens que podem se encaixar em mais de uma
categoria/subcategoria. Ao duplicar esses objetos, os grupos afirmaram que tinham
em mente a modelagem do domínio de uma livraria no ambiente digital.
Houve diferenciação estrutural, onde alguns grupos privilegiaram o suporte
como categoria (livro, DVD, Blu-Ray) em detrimento das diferentes tipologias
(filmes, novelas, games) ou o inverso. Alguns grupos tiveram dificuldades em
categorizar os termos: ‘Blu-Ray’, HQs (histórias em quadrinhos), RPG (Role-Playing
Game) e Pocket (livro de bolso) por divergências de significados ou por
desconhecerem as definições, o que gerou longas discussões, na busca de
consenso sobre a melhor categoria onde inserir o termo em questão.
Considerações Finais
Como pode ser aplicado em grupos, o Card Sorting permitiu que fossem
trabalhadas não apenas as habilidades dos alunos referentes à categorização e
organização, mas também o trabalho em equipe, visando a integração de saberes
entre os alunos. Além de ter contribuído para o processo ensino aprendizagem
referente à OI, a experiência também preparou os alunos para que sejam eles os
aplicadores da técnica em suas vivências profissionais e trabalhou habilidades para
que eles possam vir a atuar no tratamento, categorização e organização da
informação em ambientes informacionais digitais. O Card Sorting se apresentou
como uma técnica de fácil aplicação e os aspectos positivos apontados nesse relato
indicam uma experiência bem sucedida. No entanto, a técnica pode ser
incrementada e/ou adaptada ao ser realizada novamente, conforme o contexto.
Palavras-chave: Card Sorting. Organização da Informação. Categorização. Ensino.
Biblioteconomia.
Referências
COLL, C. et al. Os conteúdos na reforma: ensino e aprendizagem de conceitos,
procedimentos e atitudes. Porto Alegre, RS: Artmed, 2000, 182 p.
HUDSON, W. Card Sorting. In: SOEGAARD, M.; DAM, R. F. (Ed.). The Encyclopedia of
Human-Computer Interaction. Disponível em: &lt;http://www.interactiondesign.org/encyclopedia/card_sorting.html&gt;. Acesso em: 26 fev. 2015.
RODRIGUES, M. E. F.; CAMPELLO, B. S. (Org.) A (re) significação do processo de
ensino/aprendizagem em Biblioteconomia e Ciência da Informação: novas abordagens
didático-pedagógicas. Niterói, RJ: Intertexto; Rio de Janeiro: Interciência, 2004. 142p.
ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the World Wide Web.
3ed. Sebastopol: O'Reilly, 2006. 528 p.

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