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                  <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
INTRAEMPREENDEDORISMO NA BIBLIOTECONOMIA: UM ESTUDO DE
CASO COM BIBLIOTECÁRIOS DO SISTEMA FIRJAN
Priscila Rufino Fevrier. UNIRIO. E-mail priscilafevrier@hotmail.com
Na década de 1980, com as mudanças tecnológicas, houve uma grande
expansão do campo do empreendedorismo se espalhando por várias áreas. Esse
movimento forçou as organizações e instituições a buscar recursos para se
adaptar a essas modificações surgindo assim o empreendedorismo. Dornelas
(2008) conceitua que o empreendedorismo é o comprometimento entre indivíduos
e processos, que associados, conduzem criação de ideias em grandes
oportunidades. A execução destas oportunidades de forma comprometida e bemfeita leva a criação de negócios de sucessos.
Todavia, o empreendedorismo não está ligado somente à criação de novas
empresas, refere-se também ao perfil profissional caracterizado como
intraempreendedorismo. Esta prática significa empreender dentro de uma
organização, ou seja, os profissionais criam e inovam continuamente usando suas
competências e habilidades dentro da organização em que trabalham (ALVES,
DAVOK, 2009). Esses profissionais podem atuar nas mais diversas áreas e
organizações, podendo ser no gerenciamento de pessoas, na criação de produtos
e serviços bem como na Biblioteconomia.
Os profissionais da informação precisam acompanhar as demandas sociais
e se manter competitivos no mercado de trabalho que exige constantes inovações,
para saberem atuar nas áreas emergentes gerando novas oportunidades. Mas
para isso, é preciso que o bibliotecário, geralmente visto desenvolvendo atividades
técnicas tradicionais da área de Biblioteconomia, sinta e veja as mudanças que
esse mercado vem exigindo na sua atuação e assuma uma postura adequada às
demandas como atuar de forma empreendedora, sendo pró-ativo, inovador,
assumindo riscos de suas ideias riscos nas unidades de informação deveria ser
pertinente ao papel do bibliotecário com objetivo de inovar e criar serviços
diferenciados para seus usuários.
Weitzen (1991, p.2) cunhou em 1985 o termo infopreneur para descrever a
nova geração de empreendedores que começa a aparecer na “Era da informação”
e o define como sendo “a pessoa que coleta, organiza e dissemina informação
como um empreendimento comercial ou como um serviço de valor agregado”.
Para Weitzen (1991), o infopreneur é o profissional que detêm
características que inerentes e que definem o empreendedor, mais a capacidade
de trabalhar com dados e tecnologia. O autor deixe claro que de certa forma o
infopreneur não é necessariamente só o bibliotecário, mas pode ser qualquer
outro profissional que trabalhe com informação e dela obtenha lucro, seja
trabalhando para empresas privadas ou em seu próprio negócio, sendo
empreendedor ou intraempreendedor, não descarta a idéia de eles estarem
presentes nas empresas públicas, que considerem outra forma de obter lucro com
a informação.

�Desta forma, esta pesquisa tem o objetivo de conhecer quais as
competências necessárias para que o bibliotecário desempenhe suas atividades
de maneira intraempreendedora e se os bibliotecários que atuam no Sistema
FIRJAN possuem essas competências. Para atingir este objetivo, a pesquisa se
caracteriza como bibliográfica e estudo de caso, por isso, foram escolhidos os
bibliotecários que atuam no Sistema FIRJAN para participar da pesquisa como
estudo de caso.
O Sistema FIRJAN foi escolhido como objeto de estudo por ser parceiro das
empresas do Estado do Rio de Janeiro na busca pelo progresso. O Sistema é
composto por cinco organizações, que oferecem soluções e serviços capazes de
aumentar a produtividade das empresas e melhorar a qualidade de vida dos
funcionários. As cinco organizações são: Federação das Indústrias do Estado do
Rio de Janeiro (FIRJAN), Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ), Serviço
Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e
Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
Essas organizações, segundo os próprios planejamentos estratégicos,
trabalham a fim de garantir uma posição de destaque para a indústria fluminense
nos níveis político, econômico e social do cenário nacional. A Rede de Bibliotecas
do Sistema FIRJAN está presente na FIRJAN (sede), nas unidades do SESI e nas
unidades do SENAI (FIRJAN, 2013). A Rede de Bibliotecas do Sistema FIRJAN,
segundo o próprio planejamento estratégico, tem como missão “gerenciar a
informação, promover e difundir o acesso à informação contribuindo para a
qualidade do ensino” (FIRJAN, 2013).
O instrumento de coleta de dados usado foi um questionário composto por
nove perguntas que foi aplicado com o auxílio do software Survey Monkey.
Continha perguntas abertas e fechadas sobre buscam identificar se o bibliotecário
fez algum curso além da Biblioteconomia, se exerce atividades inovadoras, se
consideram intraempreendedores, entre outras questões. O questionário foi
enviado para o 45 bibliotecários do sistema, mas somente 11 responderam.
Com base em pesquisadores da Administração e da Biblioteconomia como
Dornelas (2008), Honesko (2001), Filion (1999), Drucker (1987), Pinchot III (1989),
Alves (2009), Cottam (1989), Araújo (1988) foi feito um exaustivo levantamento
bibliográfico para subsidiar as discussões em torno dos resultados obtidos com a
coleta de dados.
Nos resultados, percebeu-se que apenas 36% das pessoas que
participaram da pesquisa possuem cursos além da graduação em
Biblioteconomia. São eles, pós-graduação em Informação Tecnológica, pósgraduação em Gestão de bibliotecas escolares, especialização em Indexação da
Recuperação e formação de Formadores em EJA, especialização em Gestão
Eletrônica de Documentos – GED.
Em relação às competências requeridas para ser um intraempreendedor,
destacaram-se como respostas: saber tomar decisões e ser inovador, essas que
estão diretamente atreladas à prática do empreendedorismo. Ser líder, assumir
riscos e ser bem relacionados foram outras competências destacas pelos
bibliotecários do Sistema Firjan como essenciais para ser intraempreendedor. Ao
questionar se eles se consideram intraempreendedores e possuem essas
competências acima citadas, 90% responderam positivamente.
Para Dornelas (2008), os empreendedores sabem tomar as decisões
corretas na hora certa, principalmente nos momentos de adversidade, sendo isso

�um fator chave para o seu sucesso. Segundo Drucker (1987), a inovação é um
instrumento inerente aos indivíduos empreendedores, ela é o caminho onde eles
exploram a mudança, como um meio para um negócio inovador ou para um
serviço inovador.
Além disso, 90% dos respondentes se dizem bem relacionados, assumem
riscos e são líderes comprovando que os bibliotecários que atuam no Sistema
Firjan e participaram da pesquisa se consideram intraempreendedores pois tem as
competências elencadas por Honesko (2001) e Dornelas (2008).
Conclui-se que o Sistema Firjan tem a cultura do intraempreendedorismo,
incentiva e oferece recursos para o desenvolvimento dessa prática, facilitando a
criação e a inovação de novos produtos e serviços. (2009), afirma que o
intraempreendedor é um empreendedor interno e tem toda liberdade para inovar,
criar novos produtos e serviços, recebem incentivos e oportunidades da
organização em que este inserido.
Partindo dessa idéia, pode-se dizer que o bibliotecário precisa estar atento
às rápidas mudanças por que passa a sociedade e desenvolver competências
profissionais que lhe permitam oferecer serviços confiáveis, inovadores e de
qualidade dentro das unidades de informação. Diante disso foram identificadas
algumas competências como sendo inerentes as práticas intraempreendedoras
tais como assumir riscos, ser inovador, saber tomar decisões, ser líder, ser bem
relacionado e ter proatividade.
Palavras-chave: Intraempreendedorismo. Biblioteconomia. Empreendedorismo.
Competências empreendedoras.
Referências:
ALVES, Luciano Antôni; DAVOK, Delsi Fries. Empreendedorismo na área de
biblioteconomia: análise das atividades profissionais do bibliotecário formado na UDESC.
Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 14, n. 1, p. 313-330,
jan./jun. 2009.
ARAÚJO, Eduardo Borba. Entrepreneurship e intrapreneurship: uma trajetória literária de
1979 a 1988. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 28, n. 4, p. 67-76,
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DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias em negócio.
Rio de Janeiro: Campus, 2008.
DOLABELA, Fernando. O segredo de Luísa. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
DRUCKER, Peter F. Inovação e espírito empreendedor (entrepreneurship): prática e
princípios. São Paulo: Livraria Pioneira, 1991.
FILION, Louis Jacques. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários-gerentes de
pequenos negócios. Revista de Administração de Empresas, Rio de Janeiro, v. 34, n.
2, p. 05- 28, abr./jun. 1999.
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Conheça o
Sistema FIRJAN. [ Rio de Janeiro?], 2013. &gt;
HONESKO, A. Empreendedorismo em bibliotecárias universitárias: um estudo do
cenário paranaense. 124 f. 2001. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia e Ciência da
Informação)– Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2001.
PINCHOT III, Gifford. Intrapreneuring: por que você não precisa deixar a empresa para
tornar-se um empreendedor. São Paulo: Harbra, 1989.
WEITZEN, H. Skip. O poder da informação: como transformar a informação que você
domina em um negócio lucrativo. São Paulo: Makron Books, 1991.

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