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                  <text>SISTEMA DE INFORMAÇÃO CIENTIFICA E TECNOLÓGICA DO EXTERIOR (SICTEX)

MARIA ESTHER DE ARAÚJO
ARAUJO COUTINHO
Técnico de Desenvolvimento Científico do
Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq)

I. INTRODUÇÃO
Considerando a necessidade de que exista um canal que facilite o recebimento, pelo
Brasil, de informações provenientes do exterior foi criado o SICTEX (Sistema de
Informações Científicas e Tecnológicas do Exterior), sob a coordenação do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério das
Relações Exteriores (MRE) que utiliza as Embaixadas para coletar informações,
principalmente documentárias, difíceis de serem obtidas pelos canais normais e
difundí-las entre as entidades brasileiras que se dedicam as atividades científicas e
tecnológicas.

2. ORGANIZAÇÃO
No Brasil, o SICTEX tem a sua Unidade Executiva que funciona na Divisão de
Ciência e Tecnologia (DCTEC) do Departamento de Cooperação Cultural, Científica e
Tecnológica (DCT) do MRE e no exterior, atualmente, o SICTEX funciona através dos
Setores de Ciência e Tecnologia (SECTECs) das Embaixadas do Brasil na Argentina,
Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Japão, México, e República
Federal da Alemanha e é apoiada, ainda, pelas Missões junto à ONU, UNESCO e CEA.
A orientação, para o estabelecimento dos Setores, foi prioritariamente no sentido
de instalação não só em países desenvolvidos, com abundantes fontes de informação
científica e tecnológica mas países cujo estágio de desenvolvimento nesse campo pudesse
ser considerado similar ao do Brasil.
Outras Embaixadas, como a da Venezuela, colaboram espontaneamente
espontâneamente com o
SICTEX e, por outro lado, deverá ser verificada a utilidade de ser aumentado o número de
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�unidades externas, levando em consideração que a informação científica e tecnológica
(ICT) de outros países também será relevante para o Brasil. Pode ser o caso da Dinamarca,
por exemplo, que dispõe de um conceituado serviço de informações para a indústria e da
Suécia cujo Royal Institute of Technology desenvolveu um grande serviço de Disseminação Seletiva de Informação (DSI) a partir da conversão de programas das mais importantes bases de dados do mundo (Sistema VIRA).

3. USUÁRIOS
Foi iniciado, em 1976, o estudo para o levantamento dos usuários e determinação
das suas áreas de interesse, tendo sido estabelecido que, na sua fase atual, serão considerados usuários do SICTEX todas as entidades brasileiras que se dedicam às atividades
científicas e tecnológicas bem como os cientistas e técnicos brasileiros que realizam
pesquisas em áreas consideradas prioritárias pelo Governo.

4. COMO FUNCIONA
No Brasil, a Unidade Executiva, recebe os pedidos de informação das entidades
brasileiras e envia os pedidos às Embaixadas no exterior, orientando as mesmas quanto às
fontes de informação que deverão ser contactada. Uma vez obtidas, pelos Setores de
Ciência e Tecnologia (SECTECs) as informações solicitadas, as mesmas são encaminhadas
às respectivas entidades solicitantes.
Independente de solicitações, no entanto, os SECTECs selecionam material informativo, constituído de documentos ou informação considerada relevante para a Ciência e
a Tecnologia no Brasil e encaminha, através da Unidade Executiva, a entidades-usuárias
brasileiras.

5. SERVIÇOS QUE PRESTA
Tendo iniciado suas atividades em setembro de 1976, o SICTEX se propõe a atender, atualmente, o usuário quando os recursos informativos existentes no país se esgotaram, ou não são suficientes, no que se refere a:

5.1. — Levantamentos bibliográficos retrospectivos
Mediante solicitações, por escrito, constantes os dados essenciais necessários (i.é.,
assunto, período, a ser coberto e idiomas) o SICTEX poderá recorrer a Sistemas de
informação, automatizados ou não, do exterior, para obtenção de levantamentos bibliográficos de tópicos específicos.
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�5.2. — Disseminação seletiva da informação (DSI)
O SICTEX, mediante solicitação por escrito, poderá adquirir, no exterior, para as
áreas ainda não operacionais ou ainda não cobertas no Brasil, perfis de interesse de
pesquisadores, a fim de que estes recebam um serviço de DSI de forma rápida e econômica que incluam referências bibliográficas e resumos.
Os sistemas, no Brasil, que fornecem ou pretendem fornecer, em breve, serviços de
DSI são:
a) o da área de Energia Nuclear (CNEN)
b) os da área de Agricultura (EMBRAPA e EMBRATER)
c) o da área de Medicina (BIREME)
(BI REME)
d) o do Instituto de Pesquisas Rodoviárias
Portanto, algumas especialidades estão sendo cobertas por centros adequados. No
entanto, para todas as demais áreas, os serviços de DSI do exterior poderão ser de máxima
importância no que se refere a atualização constante de ICT.

5.3. — Fornecimento
Fcrnecimento de documentos
O acesso ao documento primário, produzidos em outro país,
pais, difícil de ser obtido
pelos canais normais, poderá ser facilitado pelo SICTEX.
Assim sendo, publicações governamentais, teses, trabalhos apresentados em conferências, relatórios de pesquisa, etc, poderão ser solicitados ao SICTEX que os adquirirá,
através das Embaixadas, e das Missões junto à ONU, UNESCO e OEA.
5.4. — Análise de situações em ciência e tecnologia
Mediante encomenda diversas instituições no exterior (Centros de Análise de Informação) encarregam-se de coletar, selecionar e analisar informações sobre determinadas
áreas da ciência e da tecnologia, a fim de elaborar relatórios de síntese (state-of-the-art
reports) que descrevem a situação atual das pesquisas; seus resultados; processos; produtos; técnicas; etc. na área solicitada. Os relatórios de síntese são particularmente importantes na área de tecnologia industrial.
Para esse tipo de trabalho encarrega-se o SICTEX de selecionar e encaminhar às
entidades especializadas no exterior os assuntos e/ou problemas, assim como de estabelecer os entendimentos necessários, mediante contactos diretos, no que se refere às condições para que se efetuem os trabalhos.

5.5. — Negociações para aquisição de bases de dados especializadas
De grande importância para os Centros de Informação é que, de acordo com
documento aprovado pelo CNPq, ficou estabelecido que o SICTEX deverá manter os
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�contactos necessários para os estudos de aquisição de bases de dados especializadas por
parte de instituições.
Deve ser lembrado que as instituições brasileiras que possuam facilidades de computação, e que desejarem adquirir, no exterior, fitas magnéticas que contenham informações
bibliográficas em suas especialidades — e visem ao processamento e disseminação — deverão contactar, inicialmente, o CNPq/IBICT.
Isso é aconselhável porque o CNPq/IBICT deverá ter conhecimento, com antecedência, de quais instituições estão interessadas em adquirir bases de dados, a fim de opinar
sobre sua validade, efetuar a seleção da base de dados mais adequada e efetuar a orientação quanto à utilização da base de dados visando ao atendimento do maior número
possível de usuários.
possivel
No momento em que for decidida a aquisição de uma base de dados o SICTEX
deverá iniciar as negociações necessárias, no país que possuir a base de dados indicada,
para concretizar a compra.

5.6. — Informações diversas
Além das informações acima mencionadas, outras cuja obtenção poderá ser verificada através do SICTEX para seus usuários, mediante solicitação, são;
a) Resumos de pesquisas em andamento ou relatórios técnicos das pesquisas já
completas, efetuadas nos países da rede.
b) Informações sobre eventos no exterior (congressos, seminários, etc) visando sua
melhor divulgação no Brasil e consequentemente a maior participação dos cientistas brasileiros.
c) Envio de documentos científicos e tecnológicos considerados relevantes pelos
SECTECs das Embaixadas da rede.
d) Análise de tópicos técnico-científicos considerados relevantes dentro do panorama mundial de ciência e tecnologia.
e) Pedidos de informações específicas cuja obtenção, de outro modo, seria impossível.

5.7. — Divulgação da literatura técnico-científica brasileira no exterior
O SICTEX tentará promover a inclusão, nos serviços bibliográficos dos diversos
países, das publicações têcnico-científicas nacionais consideradas representativas no que
se refere aos estudos e pesquisas efetuados no Brasil.

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�6. CONCLUSÃO
Considerando que o SICTEX funciona como uma rede de intercâmbio de informações com a finalidade precípua de atuar como intermediário e canal de informações da
exterior para o Brasil, é indispensável que mantenha permanente contacto e entrosamento
com órgãos responsáveis pelo desenvolvimento científico e tecnológico nacional e instituições de pesquisa em geral.
Toda a organização do SICTEX foi planejada tendo em vista que o funcionamento
integrado das atividades de informação como suporte aos trabalhos de pesquisa garantirá
uma utilização racional dos recursos humanos e materiais, a nível nacional, evitando
duplicação de esforços e assegurando o processo científico, tecnológico e social do país.

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Biblioteconomia e Documentação</text>
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