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                  <text>A FEBAB E O MOVIMENTO ASSOCIATIVO BRASILEIRO

ESMERALDA MARIA DE ARAGÃO
ARAGÄO
Presidente — FEBAB

SUMÁRIO

0.
Introdução
1.
A biblioteconomia brasileira — formação profissional e movimento associativo
2.
Z
Movimento associativo
3.
I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
4.
II Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
5.
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários
6.
Sede — estrutura e organização da FEBAB
6.1 Órgãos dirigentes
6.1.1 Conselho Diretor
6.1.2 Diretoria
6.1.3 Conselho Fiscal
6.1.4 Comissões Permanentes
,,
6.1.5 Associações filiadas
7.
Atividades da FEBAB
7.1 Legislação — regulamentação profissional
7.2 Implantação dos Conselhos
7.3 Encontro das Comissões Permanentes
7.4 Publicações da FEBAB
8.
Conclusão
9.
Referências Bibliográficas

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�0. INTRODUÇÃO
As profissões nascem e se desenvolvem por exigências da organização social de sua
eficiente atuação para possibilitar, por sua vez, a complexa atividade do homem em seu
meio, na sua ação do dia a dia.
Dir-se-ia que as classes profissionais se assemelham, dentro da estrutura social, a um
edifício em construção onde cada pedra, ccda tijolo, depende de outro para atingir o
objetivo da projeção arquitetônica. Os objetivos de cada classe, somados aos de tantas
outras, formam a civilização e a cultura dos povos.
O bibliotecário é o profissional de quem se exige habilitação superior e sua atividade
se desenvolve no trato com o livro e materiais outros da comunicação humana, para
atingir o seu objetivo específico — servir ao homem comum, em suas várias faixas etárias,
como ao cientista, o pesquisador enfim, na busca da informação. Ele é, como qualquer
profissional, importante e necessário para que os países se representem na interação de
valores estáveis de sua problemática sócio-cultural.
Uma classe profissional atinge reais possibilidades de se alçar no conceito da sociedade por duas posições básicas: formação profissional e organização associativa. A primeira lhe dará as condições necessárias a desempenhar bem o seu mister e a segunda fortificará a sua ação, prestígio social, determinando sua importância como classe
ciasse e parcela
significativa do desenvolvimento da sociedade a que está vinculada.

1. A BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA - FORMAÇÃO PROFISSIONAL E MOVIMENTO ASSOCIATIVO
Não poderiamos situar o movimento associativo da Biblioteconomia Brasileira, o
seu mais alto estágio de desenvolvimento através da Federação Brasileira de Associação de
Bibliotecários (FEBAB), sem nos referirmos, em leves pinceladas, ao panorama nacional
da classe, antes de sua criação, com relação às duas posições referidas — formação profissional e movimento associativo.
Evidentemente, temos que considerar o início da formação do profissional bibliotecário para chegarmos a consideração do seu movimento associativo.
Embora o Decreto 8835, de 11 de julho de 1911, tenha criado o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional, sõ
só em abril de 1915 ele se instalou. Seus objetivos
estavam vinculados a uma formação atualizada, imposta pela necessária reorganização dos
serviços existentes. Configuramos, assim, nesse movimento, o aspecto mais importante do
exercício profissional — habilitação. Esta se faz mediante a aprendizagem sistemática de
técnicas indispensáveis ao processamento do material de que se valem os bibliotecários
para atingir o fim de sua missão — o leitor ou usuário dos serviços biblioteconômicos.
Essas técnicas que foram e continuam sendo as ferramentas de seu trabalho são adquiridas
ao lado de uma formação humanística, que facilita o melhor relacionamento entre o
consulente — biblioteca. A criação, o incentivo e sucessivas reformulações do referido
Curso se devem ao então Diretor da Biblioteca Nacional — Manuel Cícero Peregrino da
Silva.
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�0 segundo curso de biblioteconomia no Brasil viria a ser instalado em São Paulo, em
1929 no Mackenzie College, hoje Universidade, orientado pela bibliotecária americana
Mrs. Dorothy Muriel Gedds Gropp. Graças à compreensão do Prefeito Fábio da Silva
Prado o primeiro curso oficial de São Paulo foi instalado em 1936. Os bibliotecários
Rubens Borba de Moraes e Adelpha Silva Rodrigues Figueiredo foram escolhidos como
diretores. Laura Russo em seu trabalho A Biblioteconomia Brasileira: 1915-1965 diz mui
justamente: "A esses profissionais se deve não só a implantação de uma biblioteconomia
nova, sendo a Biblioteca Municipal de São Paulo o laboratório onde puderam treinar
muitas gerações de bibliotecários e provar quanto é benéfico um acervo organizado a
serviço da coletividade".

2. MOVIMENTO ASSOCIATIVO
Diplomados os primeiros bibliotecários paulistas em 1938, surgiu o entusiasmo
profissional pela formação e a necessidade de abertura do mercado de trabalho, despertando a segunda posição da classe: organização associativa. Nasce a liderança associativa com
a fundação da Associação Paulista de Bibliotecários, APB, em 1938.
Foi um trabalho pioneiro, notável na congregação de esforços para conscientização
da importância da união da classe e na sua expansão fora das fronteiras do Estado. A elá
ela
se deve o grande desenvolvimento das bibliotecas paulistas e o reconhecimento público
biblioteconòmico do país, seguido pelo Rio
nacional de São Paulo, como o maior centro biblioteconômico
de Janeiro, antigo Distrito Federal.
Apesar do grande impulso que a APB deu ao desenvolvimento biblioteconòmico
biblioteconômico de
São Paulo, o seu exemplo só foi seguido 10 anos depois, em 1948, com a fundação da
Associação Pernambucana de Bibliotecários, hoje Associação Profissional de Bibliotecários de Pernambuco (APBPE). Dois anos após, o curso isolado que vinha funcionando
foi incorporado à Universidade com o nome de Curso de Biblioteconomia e Documentação da UPE. Em 1949, os bibliotecários cariocas, sob a liderança de Antonio Caetano
Dias, criaram a Associação Brasileira de Bibliotecários, pretendendo que ela se tornasse
uma associação nacional.
À medida que novos cursos iam sendo fundados novas turmas de bibliotecários
foram formadas, criaram-se as associações. Na Bahia, Bernadeth Sinay Neves instalou o
primeiro curso em 1942, tendo como seguidora desse trabalho a professora Felisbela
Liberato de Matos Carvalho que dirigiu a Escola de Biblioteconomia e Documentação até
1968, quando passou a ter a denominação de Escola de Biblioteconomia e Comunicação.
Em 1949, reuniram-se os bibliotecários baianos para criarem uma associação e, só
em 1952 passou a mesma a ter existência legal.
Em 1951, fundou-se a Associação Riograndense de Bibliotecários após quatro anos
de funcionamento da Escola de Biblioteconomia, atual Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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�3. I CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
O I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia teve lugar no Recife em
èm 1954. Os
bibliotecários pernambucanos, entusiasmados com o desenvolvimento da biblioteconomia
em seu Estado, organizaram o I Congresso sob o patrocínio da Prefeitura do Recife e da
Universidade de Pernambuco. Compareceu mais de uma centena de bibliotecários de
quase todos os Estados da Federação. Discutiu-se a formação do profissional e o ensino
então ministrado nos cursos existentes, necessidade de cursos de pós-graduação, processos
técnicos, tipos de bibliotecas e bibliografias. Todos esses assuntos foram distribuídos nos
oito itens do temário. O 8.° tema enfocou a matéria Associações de Bibliotecários e
Legislação Bibliotecária, tendo sido apresentado o trabalho de Luiza Fonseca, de São
Paulo, intitulado "Situação atual da Biblioteconomia no Brasil" que enfatizou a necessidade dos bibliotecários se unirem para defendersem seus direitos em âmbito nacional.
No sub-item Federação de Associações de Bibliotecários nenhum trabalho foi apresentado. A preocupação do Congresso foi com as técnicas, a formação e talvez, não
estivesse ainda na consciência de todos, a importância do movimento associativo.

4. II CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
A sede do II
li Congresso deveria ser São Paulo, de acordo com resolução dos participantes do Congresso do Recife. O prazo para sua realização, dois anos depois, isto é,
1956. Mas a APB, a quem se deu a responsabilidade de realizá-lo, alegou falta de condições para assegurar o seu patrocínio. Em 1959, estando áà frente da APB o saudoso colega
Abnar LeIlis
Leilis Corrêa
Correa Vicentini e persistindo aquela situação anterior, decidiu apelar para a
Associação Baiana, na época sob a nossa presidência, no sentido de transferir para Salvador, a sede do II Congresso. Faltando oito meses para a realização do conclave, a Associação Baiana de Bibliotecários com o estímulo e a égide da Universidade Federal da Bahia,
deliberou aceitar a responsabilidade, reunindo em Salvador naquele ano de 1959, mais de
duas centenas de bibliotecários, notadamente os nomes mais expressivos da Biblioteconomia Brasileira e três convidados estrangeiros: Professor Lasso de La Vega, Marieta Daniels
e William Jackson.
Estávamos no fim da década de 50 preocupados, não só com a biblioteconomia e
suas técnicas, mas com o tratamento que se dava então nos países desenvolvidos aos
documentos de um modo geral, ensejando a inclusão de uma nova disciplina nos currículos — a documentação. Isto motivou o título de II CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. O seu temário abordou, assim, o assunto de
maior polêmica na Biblioteconomia Brasileira — formação de bibliotecários documentaristas. Deu-se ênfase, também, às Relações Públicas aplicadas às bibliotecas, destacando a
rístas.
Ética Profissional e o tema Associações de Bibliotecários.

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�5. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS
O II Congresso repetiu o êxito do primeiro e se constituiu num marco para a
Biblioteconomia Brasileira. É que, neste Congresso, foi apresentada uma única tese ao
tema Associações de Bibliotecários —
- o anteprojeto de criação da Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários, logrando aprovação unânime do plenário da Assembléia do
dia 26 de julho de 1959.
De autoria de dois bibliotecários paulistas — Laura Garcia Moreno Russo e Rodolfo
Rocha Júnior — a tese pedia a criação da Federação para congregar todos os bibliotecários
brasileiros, através das associações existentes, "com o objetivo de defender a classe nos
terrenos técnicos, cultural, social e econômico; contribuir para a solução dos problemas
atinentes à ciasse,
classe, quer regionais ou nacionais; prestar toda assistência possível às Associações filiadas; servir como centro de documentação e informação das atividades biblioteconômicas do País, contribuindo, dessa maneira, para o aprimoramento cultural e técnico da
classe e desenvolvimento das bibliotecas brasileiras".
(
6. SEDE - ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA FEBAB
Por aclamação, o II Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação escolheu São Paulo para sede da FEBAB, sigla também aprovada para a Federação Brasileira
de Associações de Bibliotecários. A Secretaria Geral ficou sob a responsabilidade de Laura
Garcia Moreno Russo.
Em 1961, foi eleita a primeira Diretoria, por ocasião do III Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação, realizado em Curitiba em janeiro daquele áno,
àno, ficando
assim constituida: Presidente: Laura Garcia Moreno Russo; Vice-Presidente: Fernanda
Leite Ribeiro; Secretária Geral: Maria Helena Brandão; Primeira Secretária; Philomena
Boccatelli; Segunda Secretária: Odette Senna de Oliveira Penna; Primeira Tesoureira;
Tesoureira:
Maria Alice de Toledo Leite; Segunda Tesoureira: Heloisa Medeiros; Bibliotecária: Cacilda
Basilio de Sousa Reis.
Durante 16 anos, o Conselho Diretor da FEBAB ratificou e reelegeu o nome de
Laura Russo para dirigir os destinos da Federação, e, só em 1975, por razões pessoais que
alegou para não ser novamente reeleita, deixou a Presidência. Tivemos a honra de termos
o nosso nome referendado pelo Conselho Diretor, a 19 de janeiro de'1975,
de 1975, passando,
então, a dirigir a FEBAB no presente triênio.

6.1. ÓRGÃOS DIRIGENTES
Conselho Diretor; Diretoria; Conselho Fiscal e Comissões Permanentes.

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�6.1.1. CONSELHO DIRETOR
É o órgão supremo da FEBAB, nos limites da lei e do Estatuto, com poderes para
resolver todos os assuntos e decidir sobre os atos sociais. É constitufdo
constituído pelos presidentes
das Associações filiadas ou seus representantes.

6.1.2. DIRETORIA
É oO órgão executivo da FEBAB e compõe-se de: Presidente, Vice-Presidente, Secretário Geral, Primeiro e Segundo Secretários, Primeiro e Segundo Tesoureiros, Bibliotecário, Observador Legislativo e Editor. É eleita pelo voto direto e secreto do Conselho
Diretor e exerce o mandato por três anos.

6.1.3. CONSELHO FISCAL
É o órgão controlador das finanças e patrimônio da FEBAB. É composto de três
membros, pertencentes ao Conselho Diretor.

6.1.4. COMISSÕES PERMANENTES
São órgãos auxiliares da Diretoria e se constituem de grupos de bibliotecários para o
estudo de problemas específicos da biblioteconomia e documentação.

6.1.5. ASSOCIAÇÕES FILIADAS
São 17: Associação Paulista de Bibliotecários; Associação Profissional de Bibliotecários de Pernambuco; Associação Profissional de Bibliotecários do Estado do Rio de
Janeiro; Associação Riograndense de Bibliotecários; Associação Profissional de Bibliotecários do Estado da Bahia; Associação dos Bibliotecários Municipais de São Paulo; Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais; Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal;
Associação dos Bibliotecários do Ceará; Associação Campineira de Bibliotecários; Associação dos Bibliotecários Sãocarlenses; Associação Paraense de Bibliotecários; Associação
Bibliotecária do Paraná; Associação Amazonense de Bibliotecários; Associação Profissional de Bibliotecários do Estado do Maranhão; Associação Profissional de Bibliotecários da
Paraíba; Associação dos Bibliotecários de Santa Catarina.

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�PRESIDENTE

VICE-P RE S I DENTE

A PB

“ 1936 \

SECRETARIA
GERAL

ACB - 1963
X

APBEP - 1948

PRIMEIRA
SECRETARIA

ABC - 1963

APBEG - 1949 ^'

SECRETARIA

ABS - 1964
X " ••

ARB

“ 1951

PRIMEIRA
TESOUREIRA

ASPAPI- 1966

APBEB - 1952

SEGUNDA
TESOUREIRA

ABP - 1968

ABMSP - 1956

OBSERVADOR
LEGISLATIVO

AAB - 1971

ABMG “ 1960 ^

BIBLIOTECÁRIO

APBEM-19 72

\

ABDF - 1962

EDITOR

\SMUA
DOBRAS«-S/A aria
^ da
^ TEBAB, em Sao Paulo.
,
siSHMASftt«»oG«*#K;os
Attm. 1.4M

APBPB- 1975

ABSC -1977

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�7. ATIVIDADES DA FEBAB

7.1. LEGISLAÇÃO - REGULAMENTAÇÃO PROFISSIONAL
Duas grandes batalhas precederam a Lei de regulamentação profissional do bibliotecário brasileiro: a aceitação dos cursos nas universidades brasileiras e o reconhecimento do
nfvel superior dos já diplomados. A FEBAB esteve atenta, enviando memoriais, exposições aos goverhos estaduais e universidades, reivindicando a direção de bibliotecas e
serviços de documentação por bibliotecários, e a reclassificação de bibliotecários a nível
universitário, o que foi conseguido a partir de 1963.
Em 1962, depois do parecer favorável da Comissão que estudou o projeto de
regulamentação profissional, iniciou-se a luta para a aprovação do mesmo nos plenários da
Câmara e Senado. Muito deve à classe à persuasão, à paciência e dinamismo de Laura
Russo que, com o apoio e custeio das Associações, especial
especialmente
mente a Associação Paulista de
Bibliotecários,conseguiu que, finalmente, a 30 de junho de 1962 fosse promulgada a Lei
4084, sendo regulamentada, três anos depois, pelo Decreto 56.725, de 16 de agosto de
1965.

7.2. IMPLANTAÇÃO DOS CONSELHOS
Em decorrência da regulamentação profissional, a FEBAB foi indicada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, através da Portaria n.° 615, para coordenar a eleição
e implantação dos Conselhos Federal e Regionais em 1966.
A sede do Conselho Federal esteve em São Paulo durante o primeiro triênio, findo o
qual passou a funcionar na Capital da República, de acordo com o artigo 10 da Lei 4084 e
Portaria 3164, de 24 de março de 1969, do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

7.3. ENCONTRO DAS COMISSÕES PERMANENTES
Em 1974, depois de incentivar as Associações a organizarem "Grupos de Trabalhos
Especializados" para o estudo, levantamento de dados e informações de interesse do
usuário,interligando-os com as seis Comissões Brasileiras de Documentação, encarregadas
usuário,ínterligando-os
de disciplinar, orientar e divulgar os trabalhos recebidos, possibilitou a organização do I
Encontro das Comissões da FEBAB em São Paulo, durante a semana de 15 a 21 de junho
daquele ano, como parte da 111 Bienal do Livro.
A realização foi realmente um sucesso pois foram discutidos trabalhos dos Grupos,
elaborados planejamentos de ação e apresentados Relatórios dos estudos pelos Presidentes
das Comissões, constituindo-se, na realidade, num Congresso de bibliotecários de áreas
especializadas.

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�Neste Encontro, foi formada a Comissão de Processos Técnicos em substituição a
antiga Comissão Brasileira de Catalogação, tendo à frente a Professora Maria Luisa
Monteiro da Cunha, aumentando assim o número das Comissões para sete.
As atividades das Comissões com os Grupos também serão abordadas neste Painel
pela colega Dina Moretti,
Morettí, de São Paulo, daí a razão de não nos extendermos sobre o
assunto.

7.4. PUBLICAÇÕES DA FEBAB
A partir de 1960, a FEBAB passou a editar o seu "Boletim Informativo", distribuindo-o a cada dois meses, durante treze anos consecutivos, a todas as Associações,
Escolas e principais bibliotecas e entidades oficiais.
A coleção completa, que inclui vasto documentário da Biblioteconomia neste
período, é composta de 26 volumes e 78 fascículos.
Em 1973, o Boletim Informativo foi extinto, tendo seqüência
sequência na REVISTA BRASILEIRA DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, editada em convênio com o
Instituto Nacional do Livro, estando na direção a escritora e bibliotecária Maria Alice
Barroso.
Lamentavelmente, a Revista em 1976, não foi subvencionada pelo INL, tendo
aquele Instituto assumido a responsabilidade de imprimí-la em Brasília. A periodicidade
trimestral iniciada com a RBBD foi interrompida por motivos alheios à nossa vontade,
apesar de se encontrarem naquele Instituto os originais de todos os volumes de 1976,
tendo saído apenas o 1.° fascículo do volume 7, jan./mar.
Para o ano de 1977, em recente entrevista com o Ministro Ney Braga, conseguimos
a liberação de verba necessária à impressão dos volumes relativos ao presente exercício. E,
nessa mesma oportunidade, tivemos conhecimento de que os volumes de 1976 já estão
impressos e logo serão distribuídos pela FEBAB.
A FEBAB editou ainda um volume das Circulares distribuídas de 1961 a 1975, que
foram substituídas pela CARTA MENSAL pela atual gestão da Diretoria na Bahia, tendo
saído 17 números.
Editou também a FEBAB dois trabalhos básicos de informação sobre as duas entidades nacionais da classe: Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários: estrutura
e funcionamento e Conselho Federal e Conselhos Regionais de Biblioteconomia, durante
o ano de 1973.
Duas outras publicações, reunindo informações sobre as Bibliotecas Públicas e Escolares, foram editadas quando esteve à frente das duas Comissões, Lauro Russo.

8. CONCLUSÃO
Os objetivos da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários foram perseguidos desde o início de suas atividades e, como resultado, podemos sentir a crescente
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�evolução da classe desde quando uma estrutura nova alicerçou os ideais da formação
profissional com a colaboração do movimento associativo.
O número de Escolas cresceu e temos hoje pelo menos uma Escola em cada Estado,
com exceção de Mato Grosso, Goiás, Acre, Territórios, Sergipe, Alagoas e Piauí. São 28
escolas e 17 associações.
De 1959 a 1977, foram realizados 7 Congressos, sem contar as Conferências, Seminários, Encontros de Grupos de Trabalho e de Comissões.
A consciência da importância do trabalho da classe a nível de especialização, vem se
fortalecendo desde a criação dos "Grupos de Trabalho" e "Comissões Permanentes de
Documentação", haja visto o número de publicações, à disposição da classe e interessados
nos estudos biblioteconômicos do País, que se encontra na sede da FEBAB, constituindo-se, realmente, no mais importante centro de documentação biblioteconômico
biblioteconòmico brasileiro.
Queremos ainda ressaltar que, apesar do constante intercâmbio mantido pela
FEBAB com suas filiadas, sempre foi respeitada a autonomia de cada uma delas, não se
permitindo atê
até entãó,
então, a aceitação de sócios individuais na FEBAB, a não ser que o seu
Conselho Diretor resolva incluir esse dispositivo nos seus Estatutos.
Para concluir, fazemos um apelo a todos os participantes deste 9.° Congresso no
sentido de preservar e conservar inatingível o fabuloso acervo de realizações desta Federação, a quem devemos o avanço da Biblioteconomia Brasileira em todas as áreas, especialmente na nova estrutura associativa que se deu à classe a partir de 1959 e que
necessita, agora, de maior conscientização associativa, para se fortalecer, cada vez mais,
como classe, na defesa dos seus direitos.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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Biblioteconomia e Documentação</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>bibliotecário é o profissional de quem se exige habilitação superior e sua atividade se desenvolve no trato com o livro e materiais outros da comunicação humana, para atingir o seu objetivo específico — servir ao homem comum, em suas várias faixas etárias, como ao cientista, o pesquisador enfim, na busca da informação. Ele é, como qualquer profissional, importante e necessário para que os países se representem na interação de valores estáveis de sua problemática sociocultural. Uma classe profissional atinge reais possibilidades de se alçar no conceito da sociedade por duas posições básicas: formação profissional e organização associativa. A primeira lhe dará as condições necessárias a desempenhar bem o seu mister e a segunda fortificará a sua ação, prestígio social, determinando sua importância como ciasse e parcela significativa do desenvolvimento da sociedade a que está vinculada.</text>
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