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                  <text>ARQUIVOS EM SISTEMAS NACIONAIS DE INFORMAÇÃO

NILZA TEIXEIRA SOARES
Diretora da Coordenação de Arquivos da
Câmara dos Deputados
Brasília, DF. Brasil

RESUMO
Enfatiza o valor dos arquivos como importante fator no planejamento e
desenvolvimento dos países. Enumera as funções dos serviços de arquivos que,
além de memória
rhemória nacional, têm importante papel a desempenhar no sistema
nacional de informações. Identifica as atividades de documentação como
exercidas sobre dois grandes acervos — o de biblioteca e o de arquivo. Caracteriza o arquivo como acervo oficial, — documentos produzidos e recebidos no
desempenho de atividades regimentais — e reserva à área de biblioteca o
acervo de documentos adquiridos por compra, doação e permuta. Examina a
nova função do arquivista, — a de administrar documentos e enumera suas
implicações na qualidade dos arquivos de custódia permanente. Menciona a
não integração dos arquivos nos serviços de documentação como uma anomalia. Ao falar dos serviços de documentação de órgãos ministeriais, criados nas
décadas de 40 e 50, invoca a estrutura básica que se lhes atribuía, bem como a
dos atuais, e examina os exemplos do Centro de Documentação da Câmara
dos Deputados e do Ministério das Comunicações. Analisa o primeiro projeto
de Sistema Nacional de Arquivo do Brasil, bem como, o atual, em fase de
estudo, elaborado pela Secretaria de Planejamento do Ministério da Justiça.
Enfatiza a necessidade do arquivista participar dos programas de processamento de dados e outros com vistas à integração de informação e documentos.

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lÊÊf^
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�0. INTRODUÇÃO
Neste painel, que versa sobre o tema central deste Congresso, — Integração dos
Sistemas de Informação no Desenvolvimento Nacional — cabe-me falar sobre Arquivos em
sistemas nacionais de informação.
Tentarei, quanto possível, evitar digressões teóricas. Farei, ao contrário, uma abordagem prática, voltada para a realidade brasileira.
Ao mesmo tempo que vemos os órgãos ministeriais do nosso país, empenhados em
desenvolver sistemas de informação, por processos tradicionais e sobretudo pelo processamento eletrônico de dados, verificamos contudo, que dissociam inteiramente os arquivos
desse mecanismo de informação. Ficam os arquivos das entidades governamentais reduzidos a meros depósitos. Custodiam-se os processos e demais documentos arquivísticos,
porém não são os mesmos inseridos no estudo e na dinâmica da problemática da informação oficial. Algumas das causas desse esquecimento, quando da montagem dos sistemas de
informação, são por nós identificadas nesta comunicação.
Os arquivos constituem fonte de informação oficial e não há como admitir que não
sejam os mesmos parte do sistema de informação de um país.
A falta de um planejamento integrado do sistema documental e de informações
torna o processo de recuperação de dados e documentos difícil, senão impossível. A
simples guarda de documentos não permite o controle das informações neles contidas.
Métodos e técnicas que a ciência dos Arquivos equaciona devem ser aplicados à documentação oficial.
Os arquivistas têm um papel a exercer.

1. FUNÇÃO DOS ARQUIVOS
Tradicionalmente a idéia de arquivo está ligada à pesquisa histórica, à cultura,
quando não "à poeira e traçaria", no dizer do próprio Ruy Barbosa, ao prever o destino
de parecer emitido em projeto de lei sobre educação.
Há que se considerar os arquivos não só como memória, depositários que são de um
passado histórico, embora essa já fosse'
fosse uma razão suficiente para justificar maior atenção
e destaque no panorama governamental para essas fontes. Os arquivos têm também importante papel a desempenhar no desenvolvimento nacional, quer científico, tecnológico,
industrial, agronômico, geológico ou outros.
Jean-Jacques Valette, ex-diretor do Serviço de Arquivo e de Documentação de
Madagascar e Conservador da Cidade Interministerial dos Arquivos da França, elaborou
trabalho em convênio com a UNESCO sobre o papel dos arquivos e do pré-arquivo na
administração pública e na política de planejamento em países em desenvolvimento.
Arrola uma série de exemplos em que enfatiza o aspecto econômico da utilização dos
arquivos, quando da formulação de novos projetos, ou da retomada de outros que não se
concluíram no passado. Com o apoio em experiências anteriores, podem os responsáveis
pelo planejamento proceder a uma análise das razões que levaram ao insucesso ou ao
desvio dos objetivos finais de determinados projetos’.
projetos*.
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�Todos os
OS centros de pesquisa pura ou aplicada acumulam determinada massa de
experiência que seria, segundo Valette, criminoso não utilizar. A conservação de documentos relativos a experiências anteriores, ainda que frustradas, evita desperdício de
tempo, esforços e verbas.
;
Menciona Valette vários empreendimentos relativos a recursos hídricos (bacias fluviais, canais, terra irrigada, etc), iniciados em Madagascar e abandonados por motivos
financeiros ou técnicos. Quando mais recentemente desejou o governo daquele país retomar os projetos, verificou-se considerável economia de tempo e verbas nos casos em que
os engenheiros puderam contar com os dossiês de arquivo. Aponta o prejuízo causado
pelo fato de não haverem sido recolhidos ao Arquivo, por exemplo, os dados relativos a
estiagem e precipitação pluvial, fenômenos que demandaram longo período de observação
para serem reconstituídos. As somas despendidas em razão da não conservação dos dossiês
ultrapassam em muito às que ocorreríam,
ocorreriam, se fossem os mesmos conservados^.
Os arquivos têm um importante papel a exercer no planejamento e desenvolvimento
dos países. Pesquisas sobre matérias-primas, mão-de-obra, meios de transporte, custo de
produção etc., se processam a partir de fatores anteriormente registrados. Valette invoca,
ainda, o exemplo do Serviço de Arquivo e Documentação de Madagascar que, informado
previamente dos problemas que seriam focalizados, facilitava o acesso às equipes encarregadas, tornando as pesquisas menos onerosas e mais rápidas, pois podiam passar de imediato a etapas posteriores. Não há dúvidas, pois, de que, em matéria de desenvolvimento
nacional, os arquivosconstituem precioso patrimônio a ser preservado e utilizado. Oferecem os arquivos valor de pesquisa não apenas histórica. A guarda de cada dossiê constitui
medida válida e representa uma diminuta parcela da quantia que seria necessária aplicar
para refazê-la.
Em benefício da própria economia do país é de toda a conveniência que se disponha de um eficiente sistema de arquivos e que possam os responsáveis pelo governo
contar com os mesmos, como subsídio quanto a realizações e tentativas passadas, no
sentido não só de evitar que se repitam pesquisas já levadas a efeito, mas, também, de
permitir que se continue do ponto em que se parou em tentativas anteriores. Afirmaríamos que a falta de hábito de recorrer aos arquivos, fazendo-se tábua rasa do que se
passou anteriormente, deve-se ao fato de não se contar com eficientes serviços de arquivo.
Cabe, pois, à falta de profissionais habilitados que se responsabilizem por esse acervo e
que respondam pela documentação de caráter oficial, colocando-a a serviço do governo.

2. DOCUMENTOS E AROUlVOS
ARQUIVOS
Os documentos são a base em que se fixam materialmente as informações relativas a
atos e fatos. Muitas são as formas de que lança mão o administrador moderno para fazer
circular as informações. A transposição das informações primárias para outros suportes é
um recurso de que se vale hoje o administrador, para maior funcionalidade nas operações,
tanto nos meios burocráticos como científicos. Encontra o homem moderno, como
instrumentos de agilização dos sistemas, os processos de computação e microfilmagem.
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m

�Reportamo-nos aos Arquivos como sendo conjunto de documentos produzidos ou
recebidos pelos órgãos no exercício de suas funções. Cabe, pois, aos Arquivos, ou melhor,
àqueles que estão à frente dos comandos arquivísticos, a responsabilidade do planejamento, coordenação e controle de todo o processo documental, seja ele represeiptado,
represeptado, na
forma de papel, fita, disco magnético, filme, microfilme ou microficha, ou qualquer outro
meio.
Os documentos, durante o seu ciclo de vida, segundo a teoria das três idades,
percorrem três fases:
fases;
1.

^) corrente, ativa, dinâmica ou administrativa;
®)

2.

^) semi-corrente, semi-ativa ou intermediária; e

3.

^) de custódia permanente ou histórica.

Os serviços de arquivo, modernamente, se dividem em duas funções básicas e distintas, porém integradas:
1. Administração de documentos
2. Administração de arquivos
A administração de arquivos diz respeito a acervo de valor permanente já recolhido
a arquivo de custódia. A falta de uma política de arquivos correntes dificulta as tarefas
peculiares da fase de custódia — arranjo, descrição e uso. Vêem-se os arquivos históricos
sobrecarregados com enorme massa de papéis sem nenhum valor.
Vemos surgir as novas funções do arquivista que se traduzem em administrar documentos. Os arquivos devem ser considerados desde a sua criação. Providências em cadeia
asseguram maior eficiência e melhores resultados para as sucessivas funções dos arquivos.
Implica em acompanhar todo o ciclo vital dos documentos, produzidos no desempenho
das respectivas funções.
A era que estamos vivendo, lançada em 1949, nos Estados Unidos, pela Comissão
Hoover, que fez um diagnóstico dos arquivos nos órgãos federais, oferece aos arquivos
condições de se tornarem, realmente, úteis instrumentos da ação governamental e favorece a fase de custódia permanente. As funções do arquivista moderno se ampliaram e não
se limitam ao simples e passivo recolhimento dos documentos em desuso.
A administração de documentos — expressão consagrada pela Associação Latino
Americana de Arquivos — que gostaríamos de insistir em chamar "administração de
arquivos correntes", determina a natureza do trabalho dos arquivistas nos arquivos modernos. Devem os arquivistas reconhecer que tudo que os órgãos da administração fazem ou
deixam de fazer, na fase ativa dos documentos, afeta direta ou indiretamente a qualidade
dos serviços de arquivo. O interesse do arquivista em relação aos documentos nessa fase e,
é,
pois, legítimo e até essencial, no dizer do Prof. Frank Evans.
0 8.° Congresso Internacional de Arquivos do Conselho Internacional de Arquivos,
do qual se pode encontrar um relatório no órgão oficial da Associação de Arquivistas
Brasileiros, — Arquivo &amp; Administração, dedicou uma de suas quatro sessões plenárias à
integração das fases correntes e intermediária à de custódia permanente^.
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�A administração de documentos é um instrumento de eficiência administrativa.
Permite que se conheçam os documentos produzidos nos vários órgãos, que se possa
utilizar essa documentação de maneira pronta e eficiente, que se recuperem as informações desejadas, e que, em épocas oportunas, segundo critérios sistemáticos, se eliminem os
que careçam de valor, reservando aos arquivos de custódia apenas aqueles cuja hipótese de
uso de interesse o justifiquem. Reduz-se a massa documental, determinando-se que séries
e conjuntos devam ser conservados, em caráter permanente, devido ao valor que apresentam como fonte de pesquisa científica, histórica e institucional ou como fonte probatória de direitos.
Através de assistência técnica o arquivista passa a conhecer a rotina documental, o
conteúdo informativo dos documentos produzidos e pode sugerir métodos de classificação que venham a facilitar não só o uso dos documentos correntes, como também as
transferências para arquivos intermediários.
A falta de uma organização adequada aplicada aos arquivos correntes redunda em
desperdício de tempo e de recursos humanos, equipamentos e espaço, sempre insuficientes. Verifica-se uma desordem crescente com prejuízo para o próprio órgão e para o
público. A falta de organização desvirtua a finalidade do arquivo que aos poucos cai no
descrédito geral e os interessados não se animam a recorrer a esse serviço.
A falta de organização dos arquivos e a dificuldade de se encontrar os documentos
procurados, levam ao conceito negativo da burocracia administrativa existente e ainda
concorrem para o mau hábito que se verifica de não se recorrer a precedentes, ainda que
não por indiferença em relação ao passado.
A administração de documentos abrange o pré-arquivo, que é a administração de
documentos em fase intermediária, em que são os mesmos recolhidos a depósitos intermediários e armazenados a baixo custo. Para estes se transferem os documentos dispensados
pelos órgãos da administração, de uso pouco frequente, porém ainda não inteiramente
dispensáveis. Os documentos aguardam o decurso de prazos para serem encaminhados aos
arquivos públicos ou eliminados, sempre de acordo com planos de destinação global.

3. CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO
Faz-se necessário que se distinga nos centros de documentação a existência de dois
acervos: o da Biblioteca e o do Arquivo.
acervos;
Com muita propriedade, já se afirmou que "uma universidade é uma biblioteca
cercada de salas de aula". Eu ousaria afirmar que um centro de documentação é "uma
biblioteca e um arquivo cercados de serviços e usuários"; um centro de documentação se
constitui de atividades documentárias exercidas sobre dois acervos: o biblioteconômico
biblioteconõmico e
o arquivístico.
A documentação e a informatologia (ciência da informação) surgiram da bibliografia instrumento insuficiente para atender ao elevado número de publicações que, por sua
vez, secundou a biblioteconomia, conforme a genealogia estabelecida pelo nosso colega
Edson Nery da Fonseca**.
Fonseca^. Somos de opinião que, embora a metologia arquivística obedeça a princípios próprios e inconfundíveis, as técnicas de documentação e informação
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�são também aplicáveis ao acervo de arquivo. Porém, há que se responsabilizar o arquivista
pelas informações de caráter oficial e os bibliotecários pelas demais.
"Científica ou administrativa a documentação se aplica a todos os documentos,
"Cientffica
inclusive os de arquivo, sobre os quais as funções e as técnicas arquivísticas e documentárias podem e freqüentemente devem ser aplicadas simultaneamente", sustenta Henri
Charnier, autor de um dos três trabalhos de base do Congresso Nacional de Arquivo da
França, em 1974, que teve por tema: Les archives et Ia documentation^. Nessa comunicação a função dos arquivos e bibliotecas — furVção
função memória — foi confrontada com a
função da documentação — associação de idéias. 0
O arquivo se prende à origem do documento e a documentação à utilização da informação.
É de se notar que os serviços de documentação criados nos órgãos da administração
pública federal do Brasil, nas décadas de 40 e 50 limitaram suas atividades, em geral,
a: 1) Referência legislativa (matéria divulgada em Diários Oficiais), 2) Biblioteca
e 3) Publicações. Os arquivos, com todas as suas implicações com atos oficiais e respectivos documentos, não foram integrados naqueles serviços.
Nos últimos anos, vemos surgir os centros de documentação e informação, sob os
mais variados nomes e estruturas, mais completos e sofisticados, porém persiste a mesma
anomalia. Embora existam memórias ou "arquivos" no processo da computação, recurso
utilizado com freqüência, os arquivos dos órgãos estão igualmente divorciados da atividade de informar, no seu mais amplo sentido. Continuam os mesmos minimizados, sem
qualquer compromisso com a informação oficial, salvo no que se refere a processos
tramitados, informações próprias de serviços de protocolo.
Estão os arquivos, via de regra, inseridos no Departamento de Administração, subordinados às Divisões de Comunicações, ao nível das de protocolo e expedição; em situação
paralela, a de transportes, material, zeladoria e outras atividades gerais.
Os órgãos de documentação, por outro lado, são, em geral, subordinados à Secretaria Geral e passaram a contar com serviços de processamento de dados e também com
serviços estatísticos, além dos usuais, já mencionados. Mais do que nunca se torna necessária a integração desses serviços com os de arquivos, pois tanto a estatística quanto a
eletrônica podem concorrer para a meta da arquivística moderna: o máximo de informações no menor volume de documentos.
À tese que se distingam dois acervos documentais básicos segue-se a da necessidade
de que haja uma efetiva responsabilidade dos vários órgãos quanto a informações geradas
no desempenho de suas funções e que nas estruturas desses órgãos, seja o Arquivo a
autoridade no assunto.
Ao usuário, ao cientista, o comum das vezes não interessa saber qual a origem da
informação ou documento. A informação científica não admite qualquer limite ou fronteira geográfica. Contudo, para efeito de sistema de informações, torna-se necessário que
se caracterizem e se limitem os acervos e a procedência dos dados.
No sistema nacional de informações, o registro da ação estatal e oficial deve ocupar
lugar próprio e inconfundível. De não menor importância é o acesso a informações
bibliográficas, periódicos e demais documentos do mundo intelectual, inclusive de outros
países. Feita esta colocação, é preciso que não haja rivalidade entre bibliotecas e arquivos.
Cada um tem seu campo e ambos se completam.
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�De há muito, segundo a teoria arquivística francesa, o acervo de arquivos deixou de
se compor apenas de manuscritos e expedientes datilografados. As publicações oficiais se
tornaram uma importante parcela da produção documental dos órgãos públicos. Os documentos publicados em letra de forma são, via de regra, de grande importância. Embora as
publicações oficiais venham, por tradição, sendo incorporadas aos acervos das bibliotecas
dos órgãos editores, havendo dificuldade em se romper esse hábito, é necessário que se
reconheça nessas publicações peças de arquivo, pois são produzidas pela administração no
desempenho de suas atividades^.
atividades*.
Por razões de ordem prática é conveniente que a biblioteca do órgão disponha, de
imediato, das publicações para empréstimo e consulta. Contudo, é de se recomendar que
o Arquivo dos órgãos recebam, em exemplares únicos, esses documentos, de forma a
constituir o seu arquivo bibliográfico, como o organizado pela Biblioteca da Fundação
Getúlio Vargas ou a biblioteca administrativa, ou os arquivos impressos, a exemplo dos
franceses. Esse acervo bibliográfico, utilizado no atendimento de consultas da parte de
funcionários e de particulares, com o passar dos anos, se constituiu em peças históricas, de
consulta menos freqüente, mas valiosas, inclusive para maior inteligência das demais peças
de Arquivo. O recolhimento dos fundos ao Arquivo Nacional deve ser integrado por esses
documentos.
A diferença básica na constituição do acervo de um arquivo e de uma biblioteca
talvez reforce o nosso ponto de vista. Para estabelecer a diferença diriamos que arquivo é
um todo orgânico e, como tal, é algo estruturado, ao passo que a biblioteca é uma coleção
de peças independentes não relacionadas entre si.
O arquivo se forma de maneira espontânea. Os documentos que se acumulam, fluem
no desempenho das atividades cometidas aos órgãos e são o espelho dessas atividades.
O acervo de livros, periódicos e demais documentos de uma biblioteca, por outro
lado, se forma de maneira mais ou menos arbitrária e casual, por compra, doação ou
permuta, embora obedecendo a eventual planejamento quanto à aquisição e especialização.
Preocupa-se o Governo atual em prover os diversos setores envolvidos, no processo
científico e tecnológico dos recursos da informática. A seleção das espécies documentais
que deverão garantir o processo informativo, básico à evolução das ciências e das técnicas,
e mesmo para o planejamento e controle a longo prazo, parece-nos difícil, se a informação
não obtiver o tratamento que só a técnica e a ciência dos Arquivos podem assegurar.
A simples adoção de sistemas computadorizados, sem o trabalho de base em relação
à documentação oficial, parece-nos inócua e prejudicial se considerarmos o acúmulo de
informações que isto pode representar com o passar dos anos. O diagnóstico das espécies
representativas do desempenho das atividades específicas será imprescindível, como ponto
de partida, a qualquer processo de administração de documentos.
Por outro lado, os bancos de dados alicerçados em documentos caracterizados como
de arquivos muito podem contribuir para a redução da massa documental produzida, sem
ocorrer o risco de se perderem informações. É sabido que a maioria dos documentos
detém mero valor informativo, carecendo de valor de pesquisa no sentido mais amplo do
termo. Isto significa que os dados contidos nos documentos podem ser reduzidos a
gg
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�números e quadros estatísticos. Devem, pois, os arquivistas ver no processamento de
dados e nos recursos da estatística excelentes meios para a redução da massa documental,
sem prejuízo da informação.
André Chauleur, Conservador-Chefe dos Arquivos da Região Centro da França, no
trabalho de base que apresentou ao Congresso de Arquivos anteriormente mencionado,
afirma que "de fato a documentação precisa dos arquivos que devem dar maior relevo à
conservação dos documentos menos atuais". Assegura ainda que a "introdução da informática, que acarreta a normalização das indexações, com a possibilidade de estabelecimento de 'pontes' entre os thesauri documentais e os planos de classificação de arquivos,
tenderá a impor uma colaboração entre arquivos e documentação".^
documentação".’
Consideremos a teoria arquivística de que documentos, cujo conteúdo informativo
determine sua guarda, só deverão ser preservados, quando o seu valor se prender apenas a
essa característica, e nenhuma outra fonte possuir essa informação de maneira mais compacta e completa (teoria da unicidade e forma). Os documentos — fonte lançados em
computador e os documentos de saída (relatórios), por exemplo, constituem suportes de
informação condensada que, comparados à documentação básica, poderão possibilitar a
eliminação destas, decorridos os prazos prescricionais, fixados no direito positivo, ou
decorridas as necessidades de uso para fins operacionais ou administrativos.
Uma análise de conjunto, que permita o diagnóstico seguro das fontes com as quais
pode contar o pesquisador e mesmo o administrador, deve englobar todos os recursos da
documentação de forma a que não se vejam esses usuários envolvidos em colossal massa
de informações multiplicadas e descoordenadas, de difícil recuperação.
Gostaríamos de invocar agora, o exemplo do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados (CEDI), criado em dezembro de 1971®.
1971^. Compõem-no as
Coordenações de Arquivo, de Biblioteca, de Publicações, de Estudos Legislativos, além de
uma Seção de Informática e um Serviço Técnico Auxiliar.
Cometeu-se, contudo, salvo melhor juízo, um equívoco, ao atribuir as atividades de
documentação sobre documentos oficiais, isto é, sobre documentos caracterizados como
de arquivo, a uma seção situada fora da estrutura da Coordenação de Arquivo, isto é, na
Coordenação de Estudos Legislativos. A essa Seção, a de Documentação Parlamentar,
compete a indexação do Diário do Congresso Nacional, documento fundamental do
Arquivo da Câmara. Incumbe ainda àquela unidade, entre outras atribuições, a de realizar
pesquisas sobre atividades parlamentares, pesquisas sempre iniciadas e limitadas às fontes
impressas oficiais, mas por vezes concluídas no Arquivo, em documentos inéditos.
Conta ainda a Coordenação de Estudos Legislativos com uma unidade que indexa as
proposições legislativas, iniciando os registros pelas ocorrências de Plenário ou das Comissões e completando-os através de análise do Diário do Congresso Nacional. Esta Seção
fornece elementos de atualização, inclusive, ao centro de processamento de dados do
Senado Federal — PRODASEN — Sistema de Informações do Congresso.
Fossem essas seções subordinadas à Coordenação de Arquivo, teria a Câmara um
Arquivo ideal, integrado por atividades de documentação e responsável pelo sistema de
informações oficiais, paralelo à Biblioteca, responsável pelas informações contidas em
publicações estranhas à Câmara, adquiridas por compra, doação ou permuta.
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�0 trabalho parlamentar constitui excelente exemplo de necessário uso dos arquivos.
Para se propor determinado projeto, para se discutir determinado assunto, deve-se recorrer ao que já foi anteriormente versado. Já expusemos, em trabalho elaborado em 1971,
nosso ponto de vista quanto à conveniência de que haja condições de se suprir o parlamentar com informações relativas aos temas de seu interesse, no sentido de alicerçar as
novas contribuições no patrimônio acumulado no Arquivo. Que um novo projeto de lei
seja precedido de informações analisadas como ponto de partida’.
A Resolução n.° 20/71, da Câmara dos Deputados, preconiza a organização sistêmica de diversas atividades, inclusive a de arquivo. A implantação desse tipo de organização, sem ferir a hierarquia funcional, reforçará a posição do Arquivo como órgão
central e o habilitará a maior entrosamento com os diversos setores da Casa, quer executem ou não atividades documentárias.
Conta a Coordenação de Arquivo com uma Seção de Avaliação e Recolhimento que
vem se ocupando principalmente do levantamento da produção documental com vistas à
avaliação para efeito de elaboração do Plano de Destinação de Documentos. Esse instrumento virá assegurar a preservação dos arquivos, reduzindo seu volume pela eliminação
criteriosa e sistemática.
Na verdade a organização sistêmica se torna essencial quanto a arquivos, pois os
setores de origem devem opinar quanto ao valor dos documentos para fins correntes,
administrativos, funcionais e outros. Ao arquivo cabe opinar quanto ao valor dos documentos para fins de pesquisa e informação não correntes.
Mencionaríamos, como segundo exemplo de arquivo integrado em sistema de informações, o Ministério das Comunicações, que pretende organizar um "Centro de Documentação, Informação e Biblioteca". Tivemos oportunidade de colaborar, na parte relativa a arquivo, no projeto submetido recentemente à apreciação do Senhor Ministro.
Constitui recomendação do referido projeto: que o Arquivo seja parte integrante do
Centro de Documentação, como unidade paralela à Biblioteca, esta responsável pelo
acervo estranho ao Ministério e aquele pelo acervo oficial; que o arquivo não seja um
órgão passivo, mero receptor de documentos mas, ao contrário, tenha suas funções
ampliadas como órgão central e responsável por todas as atividades pertinentes à documentação e informação oficial daquele Ministério. Propusemos que o Arquivo se ocupe da
assistência técnica, acompanhamento e racionalização de toda a atividade documental das
unidades do Ministério, no desempenho de suas respectivas funções, inclusive quanto ao
Protocolo-Geral, no caso, subordinado ao Departamento de Administração. Propusemos
ainda, que o arquivo possa usufruir dos registros e controles elaborados durante a fase
ativa dos documentos; que o arquivo seja mantido em área nobre do Ministério, oferecendo-se, no entanto, depósito de arquivamento intermediário, em área mais remota e de
menor custo para a massa documental a ser avaliada, eliminável em até 80%.
Quanto à estrutura, no contexto da sistemática adotada para o Centro, propusemos
a criação do Serviço de Arquivo e Administração de Documentos, integrado por unidades
de Administração de Documentos e Arquivo Geral.

D
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�4. SISTEMA NACIONAL DE ARQUIVO
A Reunião Regional de Especialistas para o Desenvolvimento dos Arquivos Nacionais da América Latina, promovida pela UNESCO, em Bogotá, 1976, atendendo aos
objetivos de uma ação nacional e internacional relativa a Sistemas Nacionais de Informações (NATIS), aprovados na Conferência Intergovernamental sobre Planejamento de
Estruturas Nacionais em Matéria de Documentação, Bibliotecas e Arquivos, realizada em
Paris, 1974, afirmou em seu relatório final que não será possível programar um sistema
nacional de informações sem que se estruture e coloque em funcionamento um sistema
nacional de arquivos^ °.
Via de regra, os governos latino-americanos "preocupados com o problema do
desenvolvimento econômico e cultural, não reconhecem a ajuda considerável que os sistemas nacionais de arquivos podem oferecer a seus esforços para estabelecer planos de
desenvolvimento da administração e utilizar ao máximo os recursos humanos e materiais
país"*'.
do país"''.
No Brasil deve-se a primeira tentativa de se criar um Sistema Nacional de Arquivos
ao Professor José Honório Rodrigues, diretor do Arquivo Nacional, no período de 1958 a
1964.
0 anteprojeto de lei submetido ao então Ministro da Justiça, Dr. Alfredo Nasser,
O
criava o Conselho Nacional de Arquivos que estabeleceria a polírica do Sistema; e ao
Arquivo Nacional caberia supervisionar o seu funcionamento. Abrangeria os documentos
dos Três Poderes;
Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Através de convênios atingiria os
arquivos estaduais e municipais. Criava um Fundo Nacional de Arquivos e cogitava da
formação de arquivistas, pois previa a criação da Escola Nacional de Arquivística.
Na Mensagem de 1977 ao Congresso Nacional incluiu o Presidente da República
item relativo à criação do Sistema Nacional de Arquivo, atribuindo ao Arquivo Nacional a
condição de órgão central. Esse sistema também veio mencionado no 2.° PND (Plano
Nacional de Desenvolvimento).
Elaborou a Secretaria de Planejamento do Ministério da Justiça a minuta do Sistema
Nacional de Arquivo (SINAR), que se encontra em fase de apreciação no próprio Arquivo
Nacional'
Nacional* ^.
O Governo, consciente da necessidade de integração das fases documentais, desde
sua formação até a utilização final para fins de pesquisa, preocupa-se em reunir essas
atividades numa organização sistêmica que garanta a orientação técnica aos responsáveis
pela produção documental, para, ao fim, poder o Arquivo Nacional contar com instrumentos seguros de controle das informações que irão servir de base, à reconstituição dos
fatos, a historiadores, planejadores, sociólogos, e demais especialistas.
O atual projeto é pouco ambicioso. A ser instituído por decreto deverá abranger,
em princípio, apenas os documentos da administração Federal Direta e Indireta. Poderão,
no entanto, integrá-lo os arquivos dos demais Poderes, além dos dos Estados, dos Municípios, etc., através de convênios. Já representa um passo muito significativo, embora não
atribua ao Arquivo a responsabilidade pelas informações oficiais. Pretende o SINAR,
constituir infra-estrutura preliminar ao Sistema Nacional de Informação.
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�0 mencionado Sistema Nacional de Arquivo tem sua finalidade assim definida:
"avaliar e classificar os documentos de uso corrente é preservar os de interesse histórico e
cultural para a Nação". Será o mesmo integrado por dois subsistemas: o de Arquivo
Corrente e o de Arquivo Intermediário e Permanente.
O Subsistema de Arquivo Corrente compreende os documentos de 1idade
0
1.® idade e inclui
a racionalização, controle e guarda dos arquivos de uso corrente de maneira ordenada e
obedecendo a critérios de classificação que retratem a dinâmica de órgão a que pertencem
e aos quais está afeto.
O Subsistema de Arquivos Intermediários e Permanentes incumbe ao Arquivo Na0
cional e compreende o recolhimento, guarda temporária e preservação de documentos,
após criteriosa avaliação. O
0 Arquivo Nacional será o órgão central e uma Comissão Nacional de Arquivos constituirá órgão deliberativo do sistema.
É de se notar que o SINAR, na fase de elaboração da minuta, foi submetido à
apreciação de especialistas no assunto e da Associação de Arquivistas Brasileiros.
Verifica-se também a existência de um Subsistema de Comunicações Administrativas do Sistema de Administração-Geral (SISG), preconizado pelo Decreto 75.657/75,
cujo órgão central é o DASP' ^. Embora criado há dois anos só há dois meses passou a ser
cogitado. A integração desse Subsistema com o Sistema Nacional de Arquivos constitui a
grande esperança do arquivista brasileiro. Que a documentação na fase ativa receba tratamento que garanta a recuperação das informações é o que se espera. E isto só será possCvel
possível
através de uma atuação da autoridade arquivi'stica
arquivística desde a fase de formação dos arquivos.
Embora tenhamos, neste trabalho, apenas examinado o problema dos arquivos
oficiais — pedra fundamental do processo de informações para o desenvolvimento, significativa parcela dõ
do projetado Sistema Nacional de Informações, não se poderá prescindir
dos arquivos de origem privada, sobretudo os de caráter econômico, como os das grandes
empresas. Países há, como a França e outros que os recolhem aos arquivos públicos
convencidos do seu valor para história da evolução de serviços e da economia dos países.

5. CONCLUSÃO:
Como conclusão gostaria de colocar aqui uma mensagem de conscientização de que
os arquivos de que são fonte primária da informação oficial e que se faz necessária a
integração desses nas atividades de documentação e informação. Pierre Gérard coloca o
futuro dos arquivos nos seguintes termos; "É seguindo uma política clara, nítida e precisa
que os arquivos poderão se inserir no mundo documental, que corre o risco, se os arquivos
não tomarem a necessária precaução, de se constituir definitivamente fora dos
mesmos"' .
Alinho uma série de considerações que enfeixam as idéias desenvolvidas ao longo
desta comunicação;
comunicação:
1. Que se reconheça que os serviços de documentação se apoiam em dois grandes
acervos — o de arquivo e o de biblioteca;
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�2. Que os arquivistas se responsabilizem ou participem das atividades tfpicas
típicas de
documentação — registrar, analisar, indexar, e outras que se desenvolvam em serviços
paralelos aos dos bibliotecários, aqueles responsáveis pelo acervo oficial e estes pelo
acervo não oficial;
3. Que tal política habilite os arquivos a atender, satisfatoriamente, nos respectivos
órgãos, e a proceder a transferência de informações de forma a integrar o sistema nacional
de arquivos, parcela do sistema nacional de informações;
4. Que se administrem os documentos de maneira racional, em benefício dos próprios órgãos e de terceiros, de forma a favorecer a qualidade dos futuros arquivos, tornando-os acessíveis ao uso;
5. Que os arquivistas procedam ao levantamento da produção documental dos
órgãos, de forma a conhecer os seus recursos informativos e a determinar-lhes o valor e o
prazo de vida;
6. Que se conheçam, em cada órgão, as rotinas documentais desenvolvidas no desempenho das respectivas atividades;
7. Que na administração de documentos ativos, que também é tarefa do arquivista,
se incluam a participação na elaboração de formulários, o controle da emissão de atos
oficiais e de relatórios;
8. Que os arquivistas participem dos programas de microfilmagem;
9. Que os arquivistas participem dos projetos de processamento de dados, garantia
de integração de informações e documentos;
10. Que os arquivistas opinem quanto ao programa editorial dos órgãos a que
servem e apontem as publicações que se fazem necessárias para a difusão de documentos
oficiais e respectivos dados, face as necessidades de seus serviços e as solicitações formuladas;
11. Que se renove o conceito de arquivo e que seja o mesmo reconhecido como útil
instrumento de administração e de pesquisa; e
12. Que o Arquivo Nacional tenha sua infra-estrutura, recursos humanos e instalações ampliados de forma a poder assumir a responsabilidade pela documentação oficial,
garantir a preservação dos documentos úteis, de valor permanente, e a funcionar como
verdadeira central de informações oficiais.
Assim como um sistema de arquivos de âmbito nacional, estadual ou municipal
prevê a autoridade máxima em arquivos — autoridade central que deva participar do
processo de documentação e arquivo dos vários órgãos, na fase corrente ou intermediária,
sendo-lhe reservado o direito de inspeção e assistência técnica — proponho que este
Congresso formule recomendação no sentido de que os órgãos públicos instituam os
respectivos sistemas de arquivo e designem a autoridade nas respectivas áreas para acompanhar e participar de todo o ciclo de vida dos documentos produzidos e recebidos —
arquivos em potencial. É necessário garantir continuidade nas operações entre os arquivos
dos órgãos e o arquivo público, pois ambos se ocupam dos mesmos documentos em
diferentes estágios do seu ciclo de vida.
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14

�Para finalizar eu diria que os sistemas de arquivo ao nível dos órgãos governamentais, integrados ao sistema de arquivo nacional, como órgãos setoriais, constituirão
expressiva contribuição ao sistema nacional de informações. O importante é não haver
superposição de áreas, evitando-se a duplicação de serviços. O somatório dessas parcelas
representará expressiva parcela da contribuição do Brasil para o mundo científico e cultural no plano internacional.

6. BIBLIOGRAFIA CITADA:
1. VALETTE, Jean-Jacques. O pape! dos arquivos na administração e na política de
Planificação nos países em desenvolvimento. Rio de Janeiro, Arquivo Nacional,
Pianificação
1973,
1973,63p.
63p.
2. Idem, supra cit, p.34.
3. CONGRESSO Internacional de Arquivos, 8.° Washington, 1973. A revolução do
pré-arquivo. In
!n arquivo &amp; administração. Rio de Janeiro, n.3, dez. 1976, p.10-11.
4. FONSECA, Edson Nery. Informatologia. In Enciclopédia Mirador Internacional. Rio
de Janeiro, São Paulo, Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.,
1975.v.11,p.6114.
1975.
v.11,p.6114.
5. CHARNIER, Henri. Definition de Ia
la documentation. Ingazettedesarchives.
In gazette des archives. Paris, n.°
l.a trim. 1975, p.16.
88, 1.®
6. GÉRAUDEL, P. Les archives imprimées. In association des Archivistes Français. Manuel d'archivistique. Paris, 1970, p.502-506.
p. 502-506.
7. CHAULEUR, Andrée. Les archives et Ia
la documentation au niveau des administrations
centrales. In Gazette des Archives. Paris, n.°88, 1.® trim. 1975, p.27.
8. BRASIL, Congresso. Câmara dos Deputados. Resolução 20, de 30.11.1971. Dispõe
sobre a organização administrativa da Câmara dos Deputados e determina outras
providências: In Diário do Congresso Nacional, Seç. I, 1.12.1971, Supl.
9. SOARES, Nilza Teixeira. Produção documental na Câmara dos Deputados. Centrode
Centro de
Documentação e Informação. Do processo legislativo: ciclo de conferência sobre
a prática legislativa. Brasília, 1972, p.485-569.
10. REUNION Regional de Expertos para o Desarrollo de los Arquivos Nacionales em
America Latina, Bogotá, 1976. Informe final. Bogotá, UNESCO, 1976. 27 p.
11. Idem, supra cit, p.7.
12. BRASIL. Ministério da Justiça. Secretaria de Planejamento. Minuta do Sistema Nacional de Arquivo. Brasília, 1977. 7 p. mimeõgrafo.
mimeógrafo.
13. BRASIL-Leis, decretos, etc. Decreto n.° 75.657, de 25.04.1975, In Diário Oficial,
Seç. I, pt.l, 25.04.1975, p.4.849.
14. GÉRARD, Pierre. Les archives et Ia documentation au niveau des administrations
départementales. !n Gazette des Archives, Paris, n.° 88, 1.® trim., 1975. p.35.
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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Biblioteconomia e Documentação</text>
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              <text>Enfatiza o valor dos arquivos como importante fator no planejamento e desenvolvimento dos países. Enumera as funções dos serviços de arquivos que, além de memória nacional, têm importante papel a desempenhar no sistema nacional de informações. Identifica as atividades de documentação como exercidas sobre dois grandes acervos — o de biblioteca e o de arquivo. Caracteriza o arquivo como acervo oficial, — documentos produzidos e recebidos no desempenho de atividades regimentais — e reserva à área de biblioteca o acervo de documentos adquiridos por compra, doação e permuta. Examina a nova função do arquivista, — a de administrar documentos e enumera suas implicações na qualidade dos arquivos de custódia permanente. Menciona a não integração dos arquivos nos serviços de documentação como uma anomalia. Ao falar dos serviços de documentação de órgãos ministeriais, criados nas décadas de 40 e 50, invoca a estrutura básica que se lhes atribuía, bem como a dos atuais, e examina os exemplos do Centro de Documentação da Câmara dos Deputados e do Ministério das Comunicações. Analisa o primeiro projeto de Sistema Nacional de Arquivo do Brasil, bem como, o atual, em fase de estudo, elaborado pela Secretaria de Planejamento do Ministério da Justiça. Enfatiza a necessidade do arquivista participar dos programas de processamento de dados e outros com vistas à integração de informação e documentos.</text>
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