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BIBLIOTECONOMIA BIOMÉDICA NOS PAfSES
RAISES EM DESENVOLVIMENTO:
um enfoque internacional
CAVAN McCARTHY
McCarthy
Professor, Escola de Biblioteconomia,
Universidade Federal de Minas Gerais.

AGRADECIMENTOS
As idéias expressas são de responsabilidade do autor, que agradece Maria Lúcia
Paixão, Paulo da Terra Caldeira, Murilo Bastos da Cunha, Lfgia
Lígia Maria Moreira Dumont,
Vânia Maria Corrêa e Maria do Carmo Rosa da Silva, pela ajuda na preparação da versão
em português.

RESUMO
O subdesenvolvimento causa problemas de todos os tipos para
bibliotecários biomédicos. Consultores estrangeiros nem sempre são eficazes e
os bibliotecários freqüentemente necessitam treinamento especializado,
embora estudo em nações industrializadas possa ter efeitos negativos. Um
programa regional de treinamento baseado numa grande biblioteca biomédica,
e não numa escola de Biblioteconomia, foi implementado com êxito no
Brasil. O "status" só é adquirido através de serviços aos usuários da biblioteca.
O acervo de uma biblioteca biomédica num país em desenvolvimento deve ser
especializado, e o material requer manipulação especial. É difícil a acquisição
acquisiçâo
de obras publicadas em países industrializados organizando-se para isso
sistemas complexos de permuta. As bibliotecas são relativamente pequenas
sendo essencial a cooperação, que pode ser feita com as maiores bibliotecas
médicas e científicas do mundo, sendo que a América do Sul já tem uma rede
regional. Muitas vezes, é mais fácil conseguir equipamento que utilizá-lo com
eficiência. As condições de saúde em países em desenvolvimento estão
melhorando, embora haja muito que fazer; o caminho para frente é pela
formação de redes regionais.
1 - INTRODUÇÃO
A Biblioteconomia biomédica não se restringe apenas à aplicação de regulamentos
fixos nem é um grupo de fatos isolados, mas um conjunto de recursos e idéias que podem
ser aplicadas a sociedades, culturas ou circunstâncias individuais. Partindo deste ponto de
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�vista èé possTvel
possível extrair um grupo de tendências dentro da disciplina que podem ser
aplicadas à maioria dos países em desenvolvimento. Este trabalho se situa dentro da
biblioteconomia internacional: examinarei uma atividade num grande número de países e
tentarei formar uma síntese da minha própria experiência em países em desenvolvimento,
no Brasil e na Nigéria, unindo isso à experiência de outros bibliotecários relatada pela
literatura profissional. É claro que existem diferenças enormes entre os países em
desenvolvimento. 0
O Brasil, por exemplo, possui áreas muito desenvolvidas e
provavelmente é o único destes países que pretende ser superpotência e que tem os
recursos para alcançar tal posição; os países pobres do interior da África, por exemplo,
dificilmente pensam nestes termos embora, de modo geral, existam grandes similaridades
entre países em desenvolvimento. Pretende examinar o efeito do subdesenvolvimento
sobre alguns aspectos da biblioteconomia biomédica;
biomêdica; é claro que não poderei falar das
cuasas do subdesenvolvimento nem da biblioteconomia em geral.
A Biblioteconomia biomêdica
biomédica é uma profissão bastante valorizada nos países
industrializados; assim é facil esquecer como é vista em países onde não tem tradição e
somente uma pequena parte dos recursos nacionais éê dedicado às bibliotecas. Por isso
começaremos com uma visão deste assunto nos países onde ele é menos desenvolvido. O
0
bibliotecário biomédico pode até se assemelhar ao seguinte modelo asiático: "Um
funcionário mal pago, sobrecarregado de trabalho, ajudado por uma equipe de dois ou
três assistentes semi-alfabetizados, com os dias arruinados por cerca de mil estudantes da
graduação, famintos de livros, e também pela irresponsabilidade de professores que
apoderam-se de livros sem levar em consideração os regulmantos e a procura."*
procura."'
Os estudantes que utilizam tais bibliotecas naõ têm o menor respeito por este tipo .
integralmente,
de bibliotecário, não somente porque ele não consegue assistí-los integral
mente, mas
também porque eles o vêm como um burocrata de baixo nível, tentando explorar uma
posição de poder temporário sobre pessoas que, em pouco tempo, alcançarão um "status"
superior ao dele. Muitas bibliotecas são de acesso fechado e em alguns lugares os
estudantes são confinados a suas próprias salas de leituras, as quais, podemos garantir, são
infinitamente mais tristes e menos confortáveis do que a dos professores.^ Devido a isso
os estudantes recebem a pior imagem possível da biblioteca, a qual os acompanhará
através de suas carreiras, mesmo quando eles tiverem acesso a uma das muitas bibliotecas
biomédicas eficientes e bem-equipadas, administradas por um bibliotecário entusiasmado.
Se estes estudantes forem lecionar numa escola de medicina de seu país, eles
provavelmente evitarão a biblioteca e não terão interesse em difundir a sua utilização.
Acontece que tais professores poderão não ter tempo de frequentar a biblioteca porque,
particulares.^''* Outros se
além de suas atividades didáticas, atenderão em consultórios particulares.^'^
afastarão para dar a impressão de que sabem tudo e não necessitem de ler!^
2 - CONSULTORES
Consultores estrangeiros que, normalmente, fazem visitas rápidas, dispõem de
conhecimentos insuficientes e nenhum sentimento para o "background" do país; por isso
é raro serem eficazes.^ Eles chegam em países que lhes foram há pouco tempo apontados
num mapa, não estando preparados para enfrentar a realidade. Durante sua permanência
são freqüentemente protegidos por membros da elite, por intérpretes, motoristas e
empregados que impedem um contato mais significativo com o país. Visitam bibliotecas e
certamente entendem o seu funcionamento mas, raramente, apreciarão a função da
biblioteconomia na estrutura social do país. Os consultores sabem como realizar tarefas
em seus países de origem, mas estes procedimentos não podem ser encaixados e
exportados "in totum" para utilização nos países em desenvolvimento. Eles podem chegar
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�a soluções relevantes mas não podem calcular o grau de dificuldade na introdução de
mudanças. Finalmente, mesmo o relatório mais brilhante pode ser engavetado ou
esquecido pela burocracia. É provável que somente os poucos estrangeiros que
permanecem bastante tempo no país podem ter a oportunidade de fazer uma
contribuição realmente sólida.
3-TREINAMENTO
Muitos bibliotecários biomédicos estudaram nos Estados Unidos sob diferentes
convênios, principalmente bolsas de estudo oferecidas pela Medicai Library Association,
American Library Association, Pan American Health Organization e China Medicai
Medical
Board.® Em certos casos, isto influenciou
influênciou bastante no desenvolvimento das bibliotecas
biomédicas num determinado país; por exemplo, dois artigos diferentes falam dos
bibiotecários tailandeses que receberam treinamento nos Estados Unidos.®'’ Em outros
casos, formam-se laços pessoais entre os americanos e bibliotecários biomédicos de outros
países, como se pode ver no relato de uma norte-americana sobre a sua visita a um
bibliotecário que já trabalhou com ela naquele país como estagiário.^
O Reino Unido, ao contrário, oferece poucas bolsas, podendo existir uma
justificativa para isso, devido aos resultados nem sempre satisfatórios. Um bibliotecário
biomédico de um país em desenvolvimento que recebeu treinamento numa nação
industrializada pode ficar desorientado e alienado quando voltar a sua pátria.^ As Escolas
de Biblioteconomia na América do Norte e nas Ilhas Britânicas ainda não oferecem cursos
especiais para estudantes estrangeiros. É difícil organizar tais cursos pois eles estão fora do
âmbito destas escolas e podem sugerir a existência de dois níveis acadêmicos. O
estrangeiro aprende uma biblioteconomia referente ao país em que estuda, sem nenhuma
referência ao seu próprio meio-ambiente. Separados das maravilhas mecânicas da América
do Norte, os bibliotecários de um país em desenvolvimento notam, de forma ainda mais
marcante, a burocracia e a falta de recursos dos seus prórios países. É possível suportar
uma falta de material, exíguos lugares de trabalho e cortes de luz freqüentes, até que se
descobre que outros países sofrem muito menos destes males. Isso faz parte da
aculturação ou esquizofrenia mencionada acima; um sintoma desta doença é o costume de
começar frases com as palavras "Quando eu estava nos Estados Unidos..." e uma solução
freqüente é a emigração para este país. Uma outra alternativa é a formação de guetos nos
centros das grandes cidade, onde constrói-se um ambiente similar às cidades
norte-americans e européiasl
européias!
A solução óbvia é treinar os futuros bibliotecários nos seus próprios países. Mas, no
caso específico da Biblioteconomia biomédica, é raro tentar estabelecer cursos completos
em países em desenvolvimento. Não existe procura suficiente para estes cursos, e mesmo
se existisse, seria difícil reunir os recursos humanos e bibliográficos necessários ao ensino
desta matéria. Parece que as escolas não oferecem estes cursos; a literatura inclui uma
menção de um curso que foi fechado,^ e em outras ocasiões relata fatos negativos sobre o
assunto.^^ Nenhuma das escolas de Biblioteconomia em países em desenvolvimento
assunto.^®'^^
que publicaram os seus currículos no World quide to library schools and tranining courses
in documentation^^ oferece um curso de biblioteconomia biomédica. Um trabalho
In
interessante, publicado há bastante tempo, sugeria que os cursos para bibliotecários
biomédicos na América do Sul deveriam basear-se nas bibliotecas das escolas de medicina,
e foi isso mesmo que aconteceu.*®
aconteceu.*^
Na América Latina a Biblioteconomia se concentra na área das Ciências Humans; a
exigência brasileira de que todos os estudantes de Biblioteconomia estudem História da
Arte e Paleografia é uma ótima ilustração disto. Os estudantes e também os professores
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�têm uma formação educacional generalizada; os níveis do magistério nem sempre são altos
e existe muito pouca experiência no ensino de cursos opcionais sobre assuntos altamente
especializados como a Biblioteconomia biomêdica.
biomédica. As bibliotecas das escolas de
Biblioteconomia não se destacam das outras bibliotecas do continente; são bastante
pobres. Felizmente, em vez de oferecer um grande sortimento de cursos de baixo
rendimento, preferiu-se, na América do Sul, organizar cursos intensivos de curta duração
para bibliotecários biomédicos com estágio na maior biblioteca médica do continente, isto
é, na Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), vinculada à uma das maiores escolas
médicas de São Paulo.^ ^ Oferece cursos com duração de oito semanas para bibliotecários,
ou de quatro semans para funcionários de biblioteca sem formação universitária.*'^
universitária.*^ Mais
de 160 bibliotecários de vários países latino-americanos estudaram lá.*®
lá.*^ São Paulo ataca
este problema em outra direção organizando Seminários sobre Informação Biomédica
Biomêdica
para o corpo docente de escolas de Medicina.**
Medicina.*® A BIREME é, portanto, uma instituição
única, que ainda não foi copiada por nenhum outro país em desenvolvimento. Uma
recente sugestão da Nigéria visa o aproveitamento de cientistas nas bibliotecas e seu envio
ao exterior para treinamento.*’
treinamento.*^ Entretanto, treinamento em países industrializados é, de
certa forma, um passo atrás para a Nigéria, que já tem duas escolas de Biblioteconomia e
logo terá uma terceira. Outra sugestão nigeriana é que as duas bibliotecas médicas em
Lagos, ambas governamentais, sejam unidas para formar uma Biblioteca Nacional de
Medicina;** tal biblioteca poderá ser o local para uma Biblioteca Regional de Medicina
Medicina;*®
oferecendo treinamento e outros serviços na África Ocidental ou mesmo além desta
região.
4 -STATUS
- STATUS
Uma qualificação é somente uma qualificação; ela não leva automaticamente a um
aumento no "status", porque isso não pode ser conseguido nem mesmo pelo
doutoramento nem pelo nível de professor titular. "Status" é dado pelos usuários em
troca de serviços, não por universidades em troca de dissertações. Um bibliotecário
nigeriano argumentou recentemente com muita ênfase que o bibliotecário biomédico deve
receber o "status" de professor titular, sustentando a sua discussão com comparações de
níveis salariais e hierarquias acadêmicas.**
acadêmicas.*® Claro que ele tem razão. Mas para isso o
bibliotecário terá que oferecer um nível qualitativo de serviço tal que force os usuários à
uma compreensão do seu valor. E temos de lembrar que a biblioteca biomédica
biomêdica já é,
freqüentemente, a melhor biblioteca especializada do campus. Quem visita uma
frequentemente,
universidade brasileira e quer ver as bibliotecas é sempre encaminhado em primeiro lugar à
biblioteca biomêdica.
biomédica. Ela responsabiliza-se por um campo bem definido, cuja importância
é reconhecida por todos. A Escola de Medicina é sempre uma das escolas mais ricas e o
seu corpo docente tem influência suficiente para exigir um orçamento razoável para a sua
biblioteca. Assim, quando o bibliotecário biomédico fala de baixo "status", temos que
lembrar que, em comparação com os seus colegas, ele já tem uma posição invejável. O
serviço é a chave de ganhos futuros e também é o aspecto da Biblioteconomia mais árduo
de ser transmitido através do treinamento formal. A verdade é que muitos países simtém uma "ética de serviço"; não se orientam, basicamente, para o serviço
plesmente não têm
a terceiros.
5 - ACERVOS
Ainda não chegou o dia feliz em que o valor do bibliotecário biomédico seja
plenamente apreciado. Mas, até que isso aconteça, podemos continuar a trabalhar com a
certeza de que, nos países em desenvolvimento, já existem muitos bibliotecários
biomédico excelentes, fazendo maravilhas com escassos recursos. Há pouco anos, um
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�bibliotecário biomédico brasileiro podia ainda falar das bibiotecas do seu país
pafs neste
termos: "0
"O acervo de livros é pobre, o de periódicos é falho e o de referência mal
distribuído."*^ Lembremos, por outro lado, que o bibliotecário biomédico é suportado
por uma excelente infreestrutura
infraestrutura internacional de controle bibliográfico especializado, ao
passo que seus colegas de outras áreas não dispõem de materais tão potentes que os
auxiliem na recuperação e disseminação da informação. Até certo ponto os materiais com
os quais eles trabalham são semelhantes aos de outras bibliotecas biomédicas, mas é
possível encontrar variações consideráveis fora deste núcleo. A mais marcante é que as
bibliotecas biomédicas de países em desenvolvimento têm coleções no campo da medicina
tropical, que é muito diferente da medicina praticada em países industrializados. É claro
que uma biblioteca dará atenção especial às publicações do seu próprio país, ou pode
estender este interesse sobre uma região, como a biblioteca africana que mantém um
arquivo completo de publicações médicas africanas.*^
africanas.*’ Estas publicações, portanto,
exigem armazenamento e processamento especiais; incluem relatórios de governo, trabalhos apresentados em congresso, capítulos de monografias, relatórios para distribuição
interna e trabalhos em revistas locais; em alguns países acresentam-se as teses à lista.
Mu itas vezes é difícil conseguir estes itens: é necessário apresentar-se pessoalmente a uma
Muitas
repartição governamental para conseguir um relatório oficial; trabalhos apresentados em
congressos têm de ser solicitados a participantes e muitas vezes não se consegue a série
completa. Grande parte deste material não será indexado pelas bibliografias internacionais, e o bibliotecário tem que elaborar meios especiais para manipulá-los.*®
Também já foi dito que as bibliotecas deveriam dividir entre si a responsabilidade para
áreas de prioridade secundária em países çm
em desenvolvimento, por exemplo, medicina
industrial, geriatria, etc.^** Tradições linguísticas
lingüístícas também influenciam os acervos: uma
ex-colônia francesa dá prioridade a materiais em francês,*’ enquanto outros países deex-colónia
de
senvolveram padrões ainda mais complexos. Na Turquia algumas bibliotecas biomédicas
refletem forte influência norte-americana,
norteamericana, enquanto outras utilizam quantidades consideráveis de literatura em francês e alemão.'*
alemão.’
6-AQUISIÇÕES
Quando um bibliotecário biomédico fala de aquisições, ele sempre menciona os
problemas do atraso no recebimento de publicações e das dificuldades na remessa do
pagamento. 0 bibliotecário sempre tem que esperar para conseguir publicações remetidas
do exterior, por exemplo, 5-6 meses na India;^ livros publicados fora da França levam 4-6
meses para chegar ao Senegal,*’ e um outro trabalho menciona uma interrupção do
comércio marítimo ("shipping embargo").® Um bibliotecário da Nigéria dedicou um
artigo inteiro às frustações sentidas por quern
quem se responsabiliza pelo controle de
periódicos.^* Relatou atrasos de 4-6 meses na entrega de periódicos estrangeiros e a
impossiblidade de reclamar um exemplar perdido porque as editoras exigem que a
reclamação seja feita dentro de um prazo menor do que o tempo normal de recebimento
do exemplar. E, pior ainda, ele disse que alguns periódicos nigerianos no campo
biomédico são mais difíceis de se conseguir que os do exterior!
exterior) Normalmente a aquisição
é feita através de um agente local, porque são poucas as bibliotecas biomédicas que tém
têm a
paciência ou a experiência para comprar publicações diretamente do exterior. Os cupons
da Unesco permitem pagamento de faturas estrangeiras sem formalidades, mas são pouco
utilizados; por exemplo, somente 2% das bibliotecas biomédicas asiáticas os utilizam.^^
Tal situação parece ser o simples resultado da disponibilidade; em São Paulo comprava-se
tais cupons facilmente e eles eram bastante utilizados até recentemente; na Nigéria eles
eram, aparentemente, desconhecidos. Às vezes, uma coleção de livros é doada a uma
biblioteca, por exemplo pelo Conselho Britânico,* ou um ex-professor.^® Muitas
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�bibliotecas organizam sistemas de trocas, distribuindo revistas por elas editadas, e
recebendo revistas de outras escolas e instituições. Tal tradição estabeleceu-se há muitos
anos; em geral uma biblioteca brasileira é responsável pela distribuição dos periódicos
publicados pela instituição à qual pertence e um correspondente indiano afirma a
existência do mesmo sistema dentro das bibliotecas biomédicas do seu país.^^ Tais revistas
proporcionam publicidade a suas instituições, permitem o corpo docente de publicar seus
trabalhos e divulgam materiais de interêsse imediato na região, com eficiência e pouca
despesa. Por outro lado eles contribuem também para a explosão da informação, embora,
as vezes, as suas normas para seleçãp
seleção de trabalhos apresentem deficiências.
Frequentemente são enviadas a bibliotecas biomédicas de pafses
países subdesenvolvidos
coleções de revistas médicas usadas. Esta é, talvez, a maior e mais contínua ajuda que elas
recebem.
A Medicai Library Association, a Seção Médica de Library Association do Reino Unido, a
Universal Seriais and Book Exchange, e a Organização Mundial de Saúde oferecem sistemas
de trocas que são utilizados por bibliotecas do mundo inteiro.^® Porém, nem todas as
bibliotecas utilizam estes meios: somente 20% das bibliotecas biomédicas da India
Tndia
participam do sistema da Organização Mundial de Saúde, e precisamente duas do sistema
da Medicai Library Association, mas as bibliotecas que se beneficiam destas trocas louvam
o seu valor.^®
valor.^* Às vezes o esquema pode ser bastante complexo; depois do bombardeio de
um importante hospital em Hanoi, que funcionava também como escola e centro de
pesquisa, bibliotecários biomédicos norte-americanos montaram uma campanha para
renovar as suas coleções, assinando e despachando dois terços das revistas americanas
constantes da lista do Abbreviated Index Medicus e tentando reunir coleções usadas das
mesmas revistas até o ano de 1960.^^ A Associação de Bibliotecários da Tailândia publica
livros para crianças e livros sobre Biblioteconomia em inglês, enviando exemplares para a
Universal Seriais and Book Exchange, recebendo revistas em troca.
troca.^^ É certo que se pode
obter revistas usadas e preencher falhas nas coleções existentes, mas temos de reconhecer
as limitações eventuais desta ajuda. Os países em desenvolvimento utilizaram os trastes do
mundo industrializado desde os dias em que se trocava velhas chaleiras e panelas por
escravos do litoral ocidental africano. Mas a obtenção de materiais usados deve ser feita
dentro da política da aquisição da biblioteca;
biblioteca: seria inútil empilhar revistas velhas para dar
peso à estatística de biblioteca.
7 - VOLUME DO ACERVO
As bibliotecas de países em desenvolvimento são, de modo geral, pequenas e as
bibliotecas biomédicas não constituem exceção.A maior biblioteca biomédica da África
Oriental anunciou possuir um acervo de 30.000 volume e planejava aumentá-lo até 50.000
em 15 anos.^® Comparações diretas com estatísticas dos acervos de países
industrializados são provavelmente inúteis, mas podemos desviar-nos rapidamente para
anotar que a média das bibliotecas de escolas de medicina nos Estados Unidos aproxima o
seu acervo a 100.000 volumes.^® Uma pesquisa conclue que 50% das bibliotecas
biomédicas deste continente possuiam menos de 10.000 volumes; somente 9%
anunciaram possuir mais de 25.000 volumes.^ ^ É provável que este número seja generoso
porque é raro que bibliotecas em países em desenvolvimento guardem estatísticas precisas
e, por motivos psicológicos, são mais aptas a superestimar do que a subestimar (também
as bibliotecas pequenas, às vezes, não devolvem os questionários que lhes foram enviados).
Estatística de acervo em volumes é um indicador notório por sua falta de precisão. Nunca
se sabe o que significa "um volume", nem se pode avaliar a utilidade dos mesmos. Grande
parte da coleção de algumas pequenas bibliotecas biomédicas consiste de velhos livros de
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�texto, doados à biblioteca por professores que não os utilizam mais. Assinaturas atuais de
revistas profissionais formam uma melhor indicação, porque elas mostram a atividade da
biblioteca em termos da informação corrente. Uma pesquisa asiática indica que cercada
metade das bibliotecas biomédicas recebem mais de 200 periódicos atuais;^ ^ este fato nos
anima mas não podemos julgar a qualidade dos títulos selecionados. É claro que revistas
de resumos e indexação (abstracting &amp; indexing journals) são escassas, visto que 40% das
mesmas bibliotecas recebem três ou menos desses títulos.^^
títulos.^ ^ Obras de referência também
são poucas; bibliotecários de países em desenvolvimento têm uma tradição de serviços de
referência fraca,''
fraca,‘ ‘ da mesma forma que, às vezes, falta a orientação ao serviço. Mesmo se
o bibliotecário encontra as citações, ainda resta obter as revistas. "Ele pode fazer ótimas
pesquisas bibliográficas e ganhar elogios do corpo docente, para descobrir depois, para sua
infelicidade, que a maioria dos materiais necessários (freqüentemente
(frequentemente revistas), não se
encontram na coleção."*^ (segundo depoimento de bibliotecário biomédico nigeriano).
I
8 - COOPERAÇÃO
8Entende-se,atualmente, que uma biblioteca biomédica não pode ser suficiente por si
só, mas que ela deve ter a possibilidade de aproveitar do acervo de outras bibliotecas:
bibliotecas;
"Bibliotecas biomédicas de países em desenvolvimento não têm condições de enfrentar a
vida sozinhas."^® O único autor que sugere "suficiência local" (local self-sufficiency)
como a cura do isolamento e dos serviços lentos do correio é do Senegal, e seu ponto de
vista reflete, provavelmente, a tradição francesa mais que o clima de opinião mundial.*®
mundial.'®
Um outro bibliotecário biomédico da África apresenta algumas estatísticas muito precisas
sobre artigos que ele pediu do estrangeiro:
estrangeiro; 55% dos títulos pedidos num período de 18
meses foram solicitados somente uma vez. Como ele mesmo conclue: "Para a biblioteca
não é econômico tentar satisfazer todos os pedidos. O apoio de fontes estrangeiras sempre
será necessário."^* As fontes estrangeiras são as grandes bibiotecas médicas e científicas
do mundo. Na América do Sul a BI REME funciona atualmente como um filtro,
despachando milhares de páginas de cópias pelo continente inteiro, e mandando pedidos
paraa National Libraryof
Library of Medicine dos Estados Unidos (NLM). Esta biblioteca e a Bristish
Library, Lending Division, na Inglaterra, são as maiores fontes mundiais para recursos
bibliográficos, mas existem pequenas diferenças nas suas atividades. A NLM desempenha
um papel ativo no desenvolvimento de bibliotecas médicas em outros países; por exemplo
um bibliotecário da NLM foi diretor interino da BIREME.^^ A British Library, Lending
Division dá maior ênfase ás fotocópias, onde tem um tempo de produção mais rápido;
oferece serviços limitados de leitura no prédio e, uma outra diferença da NLM, é de
nunca ter enfrentado processo jurídico por ter distribuído fotocópias. Serviços de
tradução representam um outro problema; pessoas de países em desenvolvimento já têm
dificuldades suficientes para aprender a língua de seus antigos donos coloniais, e não
aprendem outras. Pessoas que falam outras línguas logo aprendem a calar-se sobre as suas
capacidades, para evitar pedidos de traduzir, (sem pagamento, é claro) toda sorte de
artigos enfadonhos. Isso, sem dúvida, contribui para o comentário de um Nigeriano, que é
país.'® A India goza de serviços de tradução, mas o
difícil encontrar tradutores neste país.*®
tempo de entrega para um pequeno trabalho varia de seis a oito meses.*
meses.^^^
9- EQUIPAMENTO
Examinando o equipamento das bibliotecas, encontramos uma situação altamente
complexa; é comum a biblioteca poder conseguir equipamento com facilidade; o
problema é como utilizá-lo. Uma fonte informa que é mais fácil para um bibliotecário da
Indonésia, por exemplo, conseguir um computador que um colega adicional.® Mas
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�computadores precisam de elementos humanos altamente especializados, instalações
especiais com ar condicionado, e sobretudo um suplemento regular de eletricidade sem
variações de voltagem; tais condições estão freqüentemente ausentes em países em
desenvolvimento. Mesmo nos Estados Unidos as máquinas para reprografia muitas vezes
precisam de força elétrica de voltagem constante. Mas reprodução em tamanho original é
necessário, porque as bibliotecas nem sempre têm o equipamento para ler microfilmes; só
um quarto das bibliotecas biomédicas da Ásia, por exemplo, possuem um leitor de
microfilmes.^^ Alguns campus da África estão semeados de máquinas de escrever elétricas
que não podem ser utilizadas; o mecanismo se enche de poeira e ninguém sabe consertá-las.
Mesmo com o equipamento mais simples, como arquivos para fichas catalográficas, é
possível que o bibliotecário tenha que escolher entre treinar um produtor local ou
importar o arquivo do exterior.^ Só os mais ricos dos países em desenvolvimento, por
exemplo o Brasil, pode considerar a instalação de uma rede Medline;^^ a grande maioria
ainda está distante deste ponto. A BI REME se responsabiliza por pesquisas em bancos de
dados na área biomédica na América do Sul. Outros países em desenvolvimento são
servidos pelo World Health Organization em Geneva, que é ligado por satélite com a NLM
perto de Washington.^® É interessante observar que, em descrevendo este serviço, o autor
constantemente dá ênfase à falta de infraestrutura
infreestrutura nos países em desenvolvimento. Ele
apresenta duras críticas sobre o preparo dos bibliotecários (".. . o inglês deles é
normalmente ainda mais elementário do que o inglês do seus usuários
usuários.. ...")
.") e o estado das
bibliotecas (". ..
. . em muitas áreas serviços de biblioteca não são somente inadequados,
mas simplesmente não existem . . ."). Nesta forma, voltamos ao nível do bibliotecário
asiático com quem abrimos nossa discussão; agora, entretanto, temos um caminho para o
futuro.

10-0 FUTURO
Os países em desenvolvimento precisam de um desenvolvimento básico, no nível da
infraestrutura, e eles só podem alcançar isso por esforços cooperativos. 0 caminho mais
indicado para eles, no campo da biblioteconomia biomédica, é a formação de mais centros
de redes similar à BI REME. A experiência já existe: muitos países já chegaram a um ponto
de partida de onde tais serviços regionais podem ter um valor inestimável; agora temos
que planejar e aos poucos formar as redes regionais. Depois de serem estabelecidas, podem
ser subdivididas em marcha com o fortalecimento das bibliotecas biomédicas do mundo
inteiro, até que todas as bibliotecas tenham acesso rápido aos serviços de suporte e
consultoria que lhes faltam.
Já conseguimos muito para solucionar os problemas médicos de países em
desenvolvimento: "A
desenvolvimento;
“A prova mais conclusiva de que o progresso está sendo desenvolvido é
no estreitamento progressivo da disparidade das taxas de mortalidade geral e infantil entre
os países em desenvolvimento e aqueles mais avançados. Entre 1966-70 e 1971-75 a
expectativa de vida no nascimento aumentou menos de um ano nos países mais
avançados, e de três anos nos países em desenvolvimento."^®
desenvolvimento."®® Varíola por exemplo tem
sido quase totalmente erradicada. Mas do outro lado ainda resta muita coisa para fazer.
Talvez seja bom terminar este trabalho com uma lembrança do alcance da tarefa que
ainda temos por enfrentar: "Não se tem alcançado grande êxito contra o caramujo que
ajuda a transmitir a Bilharsiosis (Esquistosomose, com uma estimativa de 200 milhões de
vítimas), ou o borrachudo que transmite a cegueira de rio (Onchocercose, com uma
vítimas,),
estimativa de 20 milhões de vítimas), ou a mosca que transmite a doença do sono
(Tripanossomíase, que é uma ameaça constante na África tropical). Estas doenças, bem
como a Bouba (Framboésia) e uma variedade de vermes intestinais e infestações de pele
572

cm

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�ainda enfraquecem os trabalhadores e causam grande sofrimento e morte prematura em
enri
muitos países em desenvolvimento, especialmente na África."^''
África."^ ^

ABSTRACT
Underdevelopment causes innumerable difficulties for medicai
medical librarians. Foreign
consultants are not always effective and al though local librarians frequentiy
frequently lack
specialized training overseas study can have negative resuits.
results. A regional training course
based on a major medicai
medical library, rather than a library school, has been effectively
implemented in Brazil. Status cannot be gained through study, but only through Services
services
to the library's patrons. The collections of medical
medicai libraries in developing coutries will be
specialized in neture, containing much material which will require special handiing.
handling. It is
difficult to purchase from industrialized countriesand
countries and complex exchange systems have
grown up. Libraries are relatively small and therefore cooperation is essential; this can be
direct to the major medicai
medical and scientifica libraries of the world, but South America
already has a regional network. It is often easier to obtain equipment than to utilize it
aiready
fully. Health conditions in developing coutries are improving, but much remains to be
done; the road forward is via the creation of more regional networks.

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O subdesenvolvimento causa problemas de todos os tipos para bibliotecários biomédicos. Consultores estrangeiros nem sempre são eficazes e os bibliotecários frequentemente necessitam treinamento especializado, embora estudo em nações industrializadas possa ter efeitos negativos. Um programa regional de treinamento baseado numa grande biblioteca biomédica, e não numa escola de Biblioteconomia, foi implementado com êxito no Brasil. O "status" só é adquirido através de serviços aos usuários da biblioteca. O acervo de uma biblioteca biomédica num país em desenvolvimento deve ser especializado, e o material requer manipulação especial. É difícil a aquisição de obras publicadas em países industrializados organizando-se para isso sistemas complexos de permuta. As bibliotecas são relativamente pequenas sendo essencial a cooperação, que pode ser feita com as maiores bibliotecas médicas e científicas do mundo, sendo que a América do Sul já tem uma rede regional. Muitas vezes, é mais fácil conseguir equipamento que utilizá-lo com eficiência. As condições de saúde em países em desenvolvimento estão melhorando, embora haja muito que fazer; o caminho para frente é pela formação de redes regionais.</text>
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