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                  <text>CDU 001.81:378
CURSO DE TÉCNICA DA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: Programa-Padrão
para a Universidade de São Paulo
C.S.A.L. AGUIARI
Bibliotecária Chefe da Escola de Enfer.. magemdaUSP
,, j
magem da USP
Z. SCALCO ,
,
Bibliotecária Chefe da Faculdade de
Medicina da USP
R.C.B. BELUZZO
r.c.b;
Bibliotecária da Faculdade de Odontologia
de Bauru USP
R.E. HORCH
Bibliotecária do Instituto de Estudos Brasileiros USP
A. STINGEL
Bibliotecário Chefe da Faculdade de Odontologia de Bauro USP
ir ■
T &gt;
O.M. ASSADA (
Bibliotecária da Faculdade de Odontologia
da USP
M.W. da C.P. GONÇALVES
Bibliotecária do Instituto de Biociências da
USP
'
RESUMO

'

Com base em pesquisa realizada nas bibliotecas de unidades de ensino
superior (USP e outras), apresenta-se um programa-padrão mínimo para
"Cursos de Técnicas da Pesquisa Bibliográfica" em âmbito da USP. Os
pontos-chave do programa são esquematizados
esquernatizados e comentados, com o intuito
iiítuito
de servir de orientação ao désènvolvimento
desenvolvimento de um modelo adaptado
adaptado'às
às
circunstâncias particulares. Sugere-se às bibliotecas das unidades em
erh todas as
áreas a confecção de um "Manual de Instruções" ou "Guiadé
"Guia de Biblioteca" para
seus usuários; ressalta-se a absoluta necessidade de .apoio
apoio e compreensão da
administração superior e corpo docente, para que os objetivos
objetiyps .propostos
sejam atingidos na íntegra, com a introdução oficial
dp
oficiai nas unidades da USP do
"Curso de Técnicas da Pesquisa Bibliográfica". i
í
■ '‘
' ■
•
GRUPO DE INTEGRAÇÃO DO SISTEMÀ
SISTEMA DÉ
DE BIBLIOTECAS DA U.S.P. - Comissão
de Planejamento de Cursos de Técnica da Pésquisa
Pesquisa Bibliográfica
^'
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�INTRODUÇÃO
A biblioteca na Universidade desempenha papel primordial no contexto de ensino,
pesquisa e serviço à comunidade. Eis porque alguns autores a consideram a espinha dorsal,
outros o coração, da Unidade a que pertence. As bibliotecas universitárias são freqüenfrequentadas por.
por estudiosos, I estudantes, técnicos e-docentes,
e docentes, tendo como objetivo comum o
acesso imediato aos conhecimentos e/ou informações.
Nos cursos profissionalizantes ministrados nas universidades, os ensinamentos
formais a respeito de como os usuários deverão proceder nas bibliotecas são, de modo
geral, relegados ao esquecimento. Daí a preocupação que vem sendo sentida pelos bibliotecários que atuam nas diversas áreas, cada vez mais cônscios da necessidade do planejamento sistemático de cursos que:
1. familiarizem os usuários com a biblioteca da Instituição, indicando-lhes os meios
adequados para a utilização do material bibliográfico disponível;
2. lhes proporcionem orientação básica sobre como proceder a uma pesquisa bibliográfica racional, e como apresentar seus trabalhos científicos.
Por esta razão, na 10® reunião ordinária do Grupo de Integração do Sistema de
Bibliotecas da USP (GISBUSP), realizada a 2 de outubro de 1974, foi constituída, pelo
sistema de livre escolha, como uma das diversas comissões de estudo sugeridas pela
coordenadora, bibliotecária Rosmarie Appy, a Comissão de Planejamento de Cursos de
Técnica da‘
da Pesquisa Bibliográfica, composta dos seguintes membros: Carmen Sylvia
Arantes Leal Aguiari, Zilda Scalco, Regina Célia Baptista Beiluzzo, Rosemarie Erika
Horch, Antonio Stingel, Olivia Miuako Assada e Marianne Wutzl da Câmara Pereira
Gonçalves.
Esta Comissão ficou incumbida de realizar preliminarmente um levantamento que
evidenciasse quais as .unidades
unidades da USP que já mantinham curso de Técnica da Pesquisa
Bibliográfica; sua duração; nível dos "alunos" a que se destinavam; bem como os
programas adotados. O objetivo era elaborar um estudo que resultasse num programapadrão para a USP, dentro de uma orientação uniforme, tanto para as unidades que já
ministravam o curso, como para as que pretendessem introduzí-lo, a fim de que a
experiência dos veteranos pudesse servir de orientação e incentivo para os novatos.
A programação e ministração de tais cursos constituem responsabilidade direta de
cada biblioteca individualmnete para com sua clientela própria, pois;
pois:
1. são as bibliotecas das unidades que armazenam o material bibliográfico relativo às
diversas àreas^
áreas^ *;
‘;
2. é nos acervos dessas bibliotecas que os estudiosos da área irão procurar o material
bibliográfico necessário ao aprimoramento e ampliação de seus conhecimentos
profissionais*®'*^;
profissionais’®'^^;
&gt;
3. é aí também que encontrarão as obras de referência especializadas que constituem a chave para cada setor de estudo, e que facultarão o levantamento
bibliográfico em que necessariamente precisa se apoiar, como primeiro passo,
toda pesquisa científica, seja ela de caráter histórico, experimental ou de
campo®;
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�4. a autoridade de um trabalho científico está fundamentada no rigor da busca
bibliográfica preliminar, à qual o estudioso acrescentará a contribuição pessoal de
novas descobertas em sua área específica'^.
específica*
ÉE por estas razões que a técnica da pesquisa bibliográfica — definida esta, com
propriedade, como "a prática ou arte da busca aos documentos impressos" — deve ser
ensinada junto ao próprio material a ser utilizado, e somente um bibliotecário familiarizado com a área em questão poderá fazê-lo a contento; sua formação profissional aliada
à experiência lhe permitem a realização de um trabalho bem adaptado às circunstâncias. O
estudioso que se baseasse exclusivamente em textos de metodologia da pesquisa — embora
seu esforço merecesse total louvor —.
— incorrería certamente na imperfeição e na
omissão de minúcias de relevância na execução de uma pesquisa bibliográfica completa 3,2
' 7,3
' 1 ,32,3
' ' 3_. Uma orientação segura, dada formalmente por profissional expeperiente, lhe evitaria aborrecimentos e perda de tempo precioso.
perienté,
Limitamos o programa-padrão às características fundamentais gerais, deixando o
critério individual adaptá-lo às feições específicas de cada área. Se não o fizéssemos, este
programa tornar-se-ia por demais extenso e sua elaboração inviável.

METODOLOGIA
O primeiro passo para o estudo foi a revisão bibliográfica relativa ao tema e o
segundo, foi enviar às bibliotecas das Unidades da USP e demais instituições de ensino
superior do Estado de São Paulo, uma circular, solicitando que nos fornecessem todo
material disponível sobre cursos ministrados aos usuários.
Recebemos algumas respostas negativas e diversas positivas. Estas, embora em
•número
número reduzido, nos deram subsídios importantes, especialmente as do instituto
Instituto de
Energia Atômica*^,
Atômica'^, das Faculdades de Odontologia da Capital e de Bauru, da Escola de
Enfermagem da Capital, do Conjunto das Químicas^®, da Faculdade de Saúde Pública*,
do Instituto Tecnológico da Aeronáutica^®
Aeronáutica^* e da Faculdade de Farmácia e Odontologia de
Araraquara'“.
Araraquara***.
Analisando atentamente o material obtido e fundamentando-se sobretudo em
DOMAY^, contará o profissional da área com o programa-padrão proposto, de cuja
necessidade nos convenceram os argumentos defendidos na publicação norte-americana
"Using the Library"^^;
Library"^’; destinando-se aos alunos de graduação e pós-graduação.
Sua apresentação leva em conta o fato de que quanto mais cedo o estudante se
adestra na utilização adequada da biblioteca, tanto maior será sua capacidade de proceder
bibliográfica'*'
desembaraçadamente a uma revisão bibliográfica*
Dando prosseguimento, chegou-se a uma redação preliminar do programa-padrão
mínimo, que foi enviado, acompanhado de circular a todas as Unidades da USP, pedindo
sugestões para um aprimoramento do mesmo. A falta de respostas foi interpretada como
aprovação unânime, tendo-se, pois, adotado a redação proposta.
Cumpre-nos salientar que um dos pontos mais discutido no decorrer do trabalho foi
a diversidade com que têm sido tratadas as citações bibliográficas e notas de rodapé, entre
outras disparidades*®.
disparidades'*. Concluimos
Concluímos que, nos casos em que já existiam normas padroni369

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�zadas em âmbito nacional^, estas deverão ser seguidas; quanto às questões não abrangidas
por elas, sugerimos que sejam sanadas pelo "Manual of Style" da Universidade de
Chicago^*.
Quanto ao método didático, não foi abordado no projeto, ficando a critério do
profissional da área. Isto porque, o método a ser usado, depende das condições de pessoal
e material didático disponíveis. Cada um recorrerá aos meios ao seu alcance para tornar a
efetiva^*.
aprendizagem efetiva^
*.
RESULTADOS: PROGRAMA-PADRÃO
RESULTADOS;
PROGRAMA-PADRÄO MllMIMO
I - PARTE TEÓRICA
1 - BIBLIOTECAS
1.1 — Conceito
1.2 — Finalidade
1.3 —Tipos
2 - BIBLIOTECA DA INSTITUIÇÃO
2.1 — Acervo
2.2 — Organização do material bibliográfico
2.2.1 — Classificação
2.2.2 — Catalogação
_ CATÁLOGOS
CATÁLOGOS
33 3.1 — Livros
3.2 — Publicações seriadas
3.3 — Outros
4 - LOCALIZAÇÃO DO MATERIAL BIBLIOGRÁFICO
5 - SERVIÇOS
SERVIÇOSOFERECIDOS
OFERECIDOS PELA BIBLIOTECA
6 - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
6.1 — Definição
6.2 — Documentação científica
0.2.1 —
- Apresentação dos documentos científicos
6.2.1
6.2.2 — Normalização dos documentos científicos
6.3 —
- Delimitação do assunto da pesquisa
6.4 — Acesso à informação da área
6.5 — Fases da pesquisa bibliográfica
6.5.1— Identificação dos documentos
6.5.2 —
- Localização dos documentos
6.5.3 — Obtenção dos documentos
6.5.4 — Armazenamento das informações
6.5.5 — Redação do trabalho
6.5.6— Divulgação do trabalho
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�7 - ESTRUTURA DO TRABALHO CIENTIFICO
7.1 —Tese/Dissertação
— Tese/Dissertação
7.2
— Artigo científico
7.2—Artigo
7.3 — Relatório técnico-científico
II - PARTE PRÁTICA
— Demonstrações
— Manuseio de catálogos e obras de referência
— Exercícios
— Avaliação
III - CARGA HORÁRIA
Itens 1 a 5
Itens 6 a 7

—
—

8 horas aproximadamente
24 horas aproximadamente

COMENTÁRIOS AO PROGRAMA-PADRÃO MÍNIMO
O desenvolvimento do programa-padrão mínimo deverá apresentar aulas teóricas e
práticas, conforme a sua distribuição. Para tanto, sugerimos que venha obedecer o
seguinte critério:
— aos alunos em nível de graduação deverão se limitar os itens de 1 a 5, consistindo
na introdução à biblioteca, podendo-se acrescentar um ou outro tópico dos itens
6 a 7, como por exemplo, referenciação bibliográfica, resumos e indexação de
artigos.
— aos alunos em nível de pós-graduação corresponderá o curso em sua totalidade,
com ênfase especial para os itens 6 e 7.
Nunca é demais lembrar que, ao ministrar um curso deste tipo — sobretudo a alunos
em nível de pós-graduação — o bibliotecário precisa demonstrar firmeza, conhecimento e
atualização. Não deve poupar èsforços
esforços no sentido de munir-se de todo apoio material que
lhe possa garantir a necessária segurança, como sejam: notas de leitura, esquemas, quadros
sinóticos, ou até mesmo a redação minuciosa das aulas teóricas, conforme a maior ou
menor facilidade de cada um. Também a parte prática exige rigorosa preparação
preliminar.
Os comentários aos itens do programa que damos a seguir representam tão somente
algumas idéias que nos ocorreram e talvez possam ser úteis aos colegas na elaboração do
curso. Não se pretende com eles, entretanto, limitar a criatividade ou cercear a liberdade
individual.

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�I - PARTE TEÓRICA
1 - BIBLIOTECAS
1.1 — Conceito
Ao apresentar a conceituação
conceítuação da "Biblioteca", o curso deverá dar ênfase: ao processo de sua adaptação ao novo ritmo de desenvolvimento, evoluindo de simples depósito
estático de livros ou registro da palavra escrita a um sistema dinâmico de transmissão de
conhecimentos; e à necessidade cada vez maior das bibliotecas experimentada pelo
homem contemporâneo, em decorrência da especialização técnica e da profusão e
encarecimento do material bibliográfico.
1.2 — Finalidade
Deverá ser evidenciado que, em primeiro lugar, a biblioteca serve à comunidade que
se destina, e, por outro lado, deverá ser frisado que as técnicas biblioteconõmicas
biblioteconômicas
(aquisição, registro, catalogação e classificação, conservação do acervo pela desinfecção e
encadernação, etc. . .) constituem atividades-meio, destinadas a colocar a biblioteca em
condições favoráveis ao desempenho eficiente de sua atividade-fim, que é justamente
auxiliar o usuário a encontrar o que necessita e tornar o material acessfvel
acessível através da
consulta e do empréstimo.
1.3 — Tipos
Numa introdução geral, e tendo em vista situar a biblioteca da instituição, será útil
dar uma visão global dos diversos tipos de bibliotecas, procurando situar em particular a
Biblioteca da Instituição.
2 - BIBLIOTECA DA INSTITUIÇÃO
Além das aulas propriamente ditas, sugerimos a confecção de um "Manual de
Instruções" ou "Guia da Biblioteca", previamente elaborado pelo profissional da área,
que deverá evidenciar tópicos importantes referentes à Biblioteca da Unidade, sobretudo
relativos a como proceder para ter acesso ao material bibliográfico e audiovisual de que a
biblioteca dispõe. Cópias do Guia ou Manual devem estar sempre à mão, e o Regulamento, com o horário de funcionamento, as exigências para inscrição, regime e restrições
de empréstimo, penalidade, entre outros, ficar afixado em local bem visível, a fim de
servirem de orientação aos leitores novos ou pouco assíduos.
2.1 — Acervo
Aqui cabe abordar inicialmente, a legislação e o histórico da Biblioteca, dando
ênfase à origem de coleções especiais porventura existentes, seguindo-se a apresentação
física do material representado: livros, publicações seriadas, material áudio-visual, etc..
etc. . .,
demonstrando eventual mobiliário especial para seu armazenamento. Além disso, procurar
convencer o "aluno" de que será impossível ele encontrar tudo de que precisa reunido em
sua biblioteca ou em qualquer outra biblioteca individualmente, donde decorre a
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�importância cada vez maior da cooperação, que põe ao serviço do usuário os recursos
bibliográficos de toda uma rede de entidades. Não deixar de indicar as fontes para o
intercâmbio de informações, em nível regional e nacional, mais acessíveis (catálogos
coletivos, serviços de empréstimo-entre-bibliotecas, possibilidades de obtenção de cópias
reprográficas em âmbito de cidade/estado/país/exterior, etc. ...).
.). É conveniente ressaltar
também o importante papel da coleção de referência como veículo de cunho
essencialmente informativo, indicando a sua localização na biblioteca e a maneira correta
de sua utilização.
Explicar a seguir, quais as funções que a biblioteca executa internamente*®' ®*,
com o objetivo de coletar material pertinente e colocá-lo à disposição do usuário.
Em relação aos tópicos que' se referem mais especificamente à formação e conservação do acervo, não é preciso entrar em detalhes técnicos, mas ressaltar a finalidade de
cada umá
umà das atividades, bem como feições que dizem respeito mais diretamente ao
público.
2.2 — Organização do material bibliográfico
Entrando na organização propriamente dita, o ministrador do curso fará explanação
sobre as características dos diferentes tipos de materiais bibliográficos existentes em sua
biblioteca e a maneira como são tratados, começando com a distinção entre livros/folhetos/publicações seriadas — e, no que se aplica às circunstâncias, acrescentará definições de
manuscritos, recortes de jornais, mapas, diversos tipos de micróformas,
microformas, diapositivos,
etc... .
Ao falar dos periódicos ou publicações seriadas, é importante explicar as variações
de periodicidade, exemplificar os termos "ano", "volume", "fascículo" e suas variantes.
2.2.1 — Classificação
O ministrador apontará as possibilidades de opção entre vários sistemas de
0
classificação existentes, ressaltando sua função de diferenciar e reunir o material
bibliográfico, o que servirá de orientação para outras bibliotecas de que o "aluno" venha a
se utilizar. Deter-se-á, entretanto, mais profundamente no sistema adotado por sua
biblioteca. Se julgar oportuno, poderá estender-se também sobre outros sistemas internacionalmente adotados, empregados, por exemplo, em obras de referência da área.
2.2.2 — Catalogação
Mostrar que basicamente a catalogação é uma síntese da publicação. (3omo
(k&gt;mo na
classificação (item 2.2.1), o ministrador também indicará os diversos códigos de catalogação em uso, nacional e internacionalmente, com destaque para o adotado por sua
biblioteca. Evidenciará os elementos importantes contidos na ficha, bem como uma ou
outra característica do código, cujo conhecimento facilite ao usuário encontrar seu
caminho através do catálogó.
catálogo.
3-CATÁLOGOS

,

&lt;•

O ministrador procurará apresentar os diversos catálogos da biblioteca como sendo
0
a chave para seu acervo.
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�3.1 — Livros
Explicar como o catálogo ou fichário de livros reune, em benefício
beneffcio do usuário, a
indicação de todas as obras de um autor ou sobre determinado assunto, existentes na
biblioteca. Começar pela estrutura do próprio catálogo, conforme ele seja dicionário;
alfabético, com separação de autores e assuntos; ou sistemático. Algumas indicações sobre
convenções adotadas para a alfabetização ou ordenação das fichas, podem ser úteis.
Informar em que casos e de que forma se pode localizar um item pelo título.
tftulo. Explicitar
entradas de colaboradores, editores, tradutores e mencionar as entradas feitas por entidades ou instituições responsáveis por publicações. Mostrar a função das remissivas.
3.2 — Publicações seriadas
Nesta parte, o ministrador mencionará os catálogos especfficos
específicos para as publicações
periódicas ou seriadas, e explicará as convenções destinadas a representar a coleção de
fato existente na biblioteca. Indicará a finalidade e modo de utilização dos catálogos que
ficam à disposição do público (por tftulo,
título, assunto, entidades, regiões geográficas, datas,
etc. . .). Pode ser mencionado também o fichário Kardex ou congênere, esteja ou não
acessível ao público, e sua função de controlador da coleção.
3.3 — Outros
No caso de haver outros catálogos destinados a materiais bibliográficos não
mencionados anteriormente, deverão ser detalhados aqui. Neste ponto, é importante
indicar também os catálogos coletivos impressos, de âmbito regional, nacional ou
internacional, eventualmente existentes para a área, e a forma de utilizá-los corretamente,
como instrumentos básicos do intercâmbio entre bibliotecas (ver também 2.1).
4 - LOCALIZAÇÃO DO MATERIAL BIBLIOGRÁFICO
O passo seguinte será mostrar qual o caminho a seguir após consultar o catálogo
para se chegar ao próprio material, começando pela explicação detalhada do número de
chamada para os diversos tipos de material bibliográfico. Indicará como anotar o número
de chamada ou preencher as requisições, conforme a biblioteca seja de livre acesso ou não.
nlo.
No primeiro caso, deverá seguir-se um treinamento bastante minucioso sobre a forma de
se encontrar as obras nas estantes, convenções adotadas na ordenação, regulamentos ou
eventuais restrições quanto ao acesso, proibição ou nlo
não de recolocação de volumes nas
estantes, forma de proceder quanto à consulta no local ou ao empréstimo a domicílio,
etc...
etc.
. . Quando os materiais forem de acesso mais restrito, como no caso de manuscritos,
gravuras, mapas, obras raras e outras, indicar como se processa a consulta.
Nunca deixar de frisar que, esgotados os recursos de consulta na própria biblioteca,
sempre se pode tentar localizar o material bibliográfico pertinente em outras bibliotecas,
através do catálogo coletivo ou de outras fontes de informação^ *.
5 - SERVIÇOS OFERECIDOS PELA BIBLIOTECA
Recordando os pontos principais do Regulamento da biblioteca em relação à
consulta local e o empréstimo domiciliar de material bibliográfico, indicar, obviamente de
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�acordo com as circunstâncias específicas, que outros serviços a biblioteca oferece ao
usuário, por exemplo: xerox, laboratório fotográfico, localização de trabalhos pedidos de
determinadas revistas ou em outras bibliotecas, empréstimos-entre-bibliotecas,
levantamentos bibliográficos, traduções, datilografia de trabalhos, serviços de
disseminação seletiva de informação, etc..., sendo que, para cada serviço apontado,
mencionar as condições e formas de acesso.
OBSERVAÇÃO: Mquns
Alguns pontos que serão detalhados na fase seguinte do programa,
destinada ao nível de pós-graduação, poderiam com vantagem ser transmitidos já aos
alunos de graduação, em especial: referências bibliográficas (PNB-66 da ABNT^;
elaboração de resumos (NB-88 da ABNT^;
ABNT*; e resumos e indexação de artigos^^.
artigos*“*.
6 - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Preliminarmente, sugerimos ao ministrador do curso o exame ou leitura de algumas
teses bem feitas, dentro de sua área, e, mais especificamente, dentro da área em que será
ministrado o curso. Isto lhe dará maior desembaraço na exposição do tema.
Antes de tudo, é preciso que o "aluno" se convença da importância essencial da
pesquisa bibliográfica e da necessidade de dominar a metodologia que a envolve, ponto
este fundamental do curso^^,
curso**, decorrente da: a) necessidade de atualização profissional,
por meio de participação em cursos, conferências, seminários, troca de correspondência,
separates, utilização da biblioteca; estudo (por iniciativa particular), como
permuta de separatas,
hábito do pesquisador, para comprovar fatos, para verificar a evolução de um assunto,
para elaborar trabalhos científicos; b) necessidade de racionalizar o relacionamento
pesquisador/informação científica, devido à inflação bibliográfica; dificuldade dè
pesquisador/inform^ão
de acesso
ao documento original, suprida pela alternativa do documento secundário;
impraticabilidade da pesquisa científica sem acesso à respectiva informação.
6.1 — Definição
Ao definir a pesquisa bibliográfica, lembrar-se de que é inicialmente um meio de
abordagem da literatura corrente e/ou retrospectiva, complementado pela procura de
acesso às publicações, de interesse, quer através do acervo das bibliotecas disponíveis,
quer por outras fontes. Insistindo na importância de a pesquisa bibliográfica preceder a
fase de experimentação, a fim de evitar que o pesquisador lançando-se diretamente à parte
experimental do seu projeto, venha posteriormente a constatar a existência de trabalhos
idênticos ao seu ou que o superam, já registrados pela bibliografia científica.
Devem ser destacados os objetivos da pesquisa bibliográfica: evidenciar a ausência
de trabalhos idênticos; detectar aspectos novos ainda não esclarecidos por outros autores
e; sugerir ou criar idéias, com o apoio de novos métodos, materiais ou teorias.
6.2 — Documentação científica
O papel da documentação científica como instrumento de trabalho para a pesquisa
bibliográfica deve ser ressaltado, evidenciando-se sobretudo: a apresentação dos
documentos científicos e, a necessidade de sua normalização.
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�6.2.1 — Apresentação dos documentos científicos
Quanto à apresentação destes documentos, deve ser explicado que se classificam
em: documentos primários ou originais (relatórios técnico-científicos,
técnico-cientfficos, teses de grau, "data
books", manuscritos e outros); e documentos secundários (bibliografias, índices,
"abstracts", "advances", "progress", "reviews", entre outros).
Em vista das dificuldades de acesso aos documentos primários, discorrer mais
detalhadamente sobre os documentos secundários, conceituando os diversos tipos, uma
vez que constituem o recurso mais imediato para se efetuar a contento uma pesquisa
bibliográfica.
6.2.2 — Normalização dos documentos científicos
Situar a função da International Organization for Standardization (ISO) e da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) além de apresentar todos os NBs e
PNBs de interesse para o pesquisador^. A importância de tais normas deve ser enfatizada,
levando os "alunos" a convencer-se da necessidade de sua obediência quando da anotação
dos elementos bibliográficos, bem como da organização do trabalho
trabaiho em sí, podendo
maiores detalhes sobre o assunto serem encontrados em ZAHER^®.
6.3 — Delimitação do assunto da pesquisa
Segundo vários autores que abordaram a "metodologia da pesquisa", dentre eles
SALOMON^^, a fase preliminar de toda pesquisa científica é a determinação do tema ou
assunto a ser tratado, cabendo ao ministrador salientar sobretudo os seguintes aspectos;
aspectos: a
escolha do tema é normalmente realizada com o auxílio do orientador do trabalho,
levando em conta as tendências e aptidões do pesquisador*®; o tema não precisará
obrigatoriamente ser original, desde que o enfoque seja inédito; e que essa escolha deverá
ser feita com uma antecedência considerável em relação à data-limite pré-fixada para a
conclusão do trabalho*®.
trabalho* ®.
6.4 — Acesso à informação da área
Algumas considerações sobre o acesso à informação da área devem ser feitas, com
destaque para as exigências preliminares: definição do tema, buscando suas implicações e
relacionamentos e descobrindo suas limitações, através da utilização dos compêndios,
etc.. ., existentes sobre o assunto desejado; conhecimento da
tratados, manuais, etc...,
terminologia mais freqüentemente usada para tratar do assunto, sua sinonimia e
significados exatos, consultando os dicionários técnico-científicos; estabelecimento dos
correspondentes desses termos em vários idiomas, por meio do uso de dicionários
piurilingües aplicáveis à área; determinação de assuntos correlatos, consultando,
bilíngües e plurilingües
se for necessário, pessoas especializadas no campo; e a seleção das obras de referência mais
indicadas para a pesquisa, levando em conta a especialização, o período abrangido e o
âmbito geográfico dessas obras.
Além desses, outros pormenores, tais como o estabelecimento preciso dos objetivos
e limites da pesquisa, do período a ser coberto pelo levantamento bibliográfico, do tipo
de trabalho a ser elaborado, deverão ser mencionados, como parte essencial aos
preliminares de uma pesquisa bibliográfica bem sucedida*^' *^'
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�6.5 — Fases da pesquisa bibliográfica
Após uma introdução mais teórica referente ao assunto, passar para a parte
eminentemente prática, onde toda a teoria será obrigatoriamente acompanhada de
exercícios, cuidadosamente elaborados com o intuito de fazer com que os "alunos"
possam corresponder satisfatoriamente aos propósitos do curso, tornando a aprendizagem
efetiva^ ®.
efetiva^®.
0 primeiro passo será enunciar a sistemática que envolve a pesquisa bibliográfica,
O
fazendo com que todos tomem consciência das suas fases seqüenciais
sequenciais a serem
criteriosamente obedecidas e que são as seguintes*^':
seguintes*^'
identificação dos
documentos; localização dos documentos; obtenção dos documentos; armazenamento das
informações; redação do trabalho; e divulgação do trabalho.
Trataremos a seguir, de cada uma delas em separado, a fim de dar uma idéia ampla
sobre o assunto e qual a melhor forma de apresentá-lo.
6.5.1 — Identificação dos documentos
Antes de mais nada, é preciso que sejam citados e analisados
"instrumentos de identificação" de que disporá o pesquisador, aplicáveis
quais sejam: índices e bibliografias; serviços de resumos analíticos;
"advances", "progress in"; catálogos impressos de bibliotecas, etc...
etc. ....

os principais
à área e afins,
"year-books",
*

Nesta fase, a participação do bibliotecário é fundamental, principalmente para
orientar quanto às fontes e obras de referência a serem consultadas, em relação ao tema
da pesquisa.
Evidenciar os principais títulos representativos da área em pauta, com sua respectiva
sistematização, periodicidade, cobertura de assunto/tempo/geográfica/tipos de
documentos, além da análise de seu arranjo específico quanto à forma, abordagem por
autores e assuntos, e outras feições características.
Outros tópicos a serem lembrados, ainda nesta etapa, são:
— conduzir os "alunos" a elaborar a referência bibliográfica de acordo com o
PNB-66 da ABNT^, sendo recomendável distribuir uma súmula da mesma como
orientação e acompanhar a exposição dos pontos-chave por meio de
projeções^'chamar a atenção sobre o uso dos títulos dos periódicos em
forma abreviada, forma esta que obedece a normas padronizadas em nível
nacionaP e internacional^®; assinalar possíveis discrepâncias, nestes dois pontos,
nacional^
em relação a referências bibliográficas encontradas em fontes de referência;
— aconselhar a anotação dos dados bibliográficos levantados em fichas individuais,
enfatizando as vantagens de seu uso, como sejam, a possibilidade ilimitada de
intercalação de novos itens em seus devidos lugares, a flexibilidade de arranjo de
acordo com as exigências de cada etapa da pesquisa, e a rapidez na recuperação
da informação;
— alertar sobre a necessidade de decisão antecipada sobre se se desejará, no futuro,
recuperar apenas a referência bibliográfica ou também o resumo, o que
determinará o tamanho da ficha a ser utilizada e a maneira de adotar, desde o
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�início, os resultados do levantamento; ressaltar as vantagens e desvantagens da
inicio,
adoção de uma ou outra forma, também em termos de tempo a ser despendido;
— aconselhar ainda, que seja usada inicialmente uma ficha-rascunho, mas com as
anotações completas (medida esta que visa apenas economia), que,
posteriormente, após ser constatado que o documento é de real interesse, será
transcrita para a ficha definitiva de cartolina, com as referências bibliográficas
devidamente enquadradas na norma correspondente;
— lembrar que, nesta fase, as fichas deverão ser mantidas em ordem alfabética de
sobrenome de autores, o que evitará que haja cópia em duplicata da mesma
informação, após se compulsar várias fontes bibliográficas^®.
Concluída a fase de identificação dos documentos pertinentes, o "aluno" deverá ser
orientado no sentido de prosseguir à fase da sua localização, sendo importante frisar que é
desaconselhável fundir numa só, duas ou mais etapas da pesquisa bibliográfica,
recomendando, como princípio, que só se deverá passar à etapa seguinte após haver
terminado a anterior.
6.5.2 — Localização dos documentos
Tendo em mãos as fichas com as informações bibliográficas coletadas, o "aluno"
passará a se preocupar com a localização dos documentos, fase em que serão úteis as
seguintes regras práticas:
— as fichas, que até então se encontravam em ordem alfabética de sobrenomes de
autores, serão separadas em itens que se referem a livros ou monografias (que
continuarão em ordem de autores) e a artigos de periódicos; estas, que
constituirão grande maioria, deverão doravante ser organizadas alfabeticamente
pelo título
titulo das revistas (e dentro de cada um, pela ordem cronológica dos
volumes), o que poupará tempo ao verificar se o título que interessa existe ou
não na biblioteca, uma vez que os catálogos de periódicos das bibliotecas são
assim ordenados;
— como nenhuma biblioteca é autosuficiente, nem todos os documentos poderão
ser localizados na biblioteca da Instituição, devendo o pesquisador lançar mão de
outros recursos, sobretudo os catálogos coletivos, e, na falta destes, os catálogos
de instituições afins;
— além dos recursos locais, lembrar que poderá servir-se de outros, quer sejam
regionais, nacionais ou estrangeiros, mediante o intercâmbio entre bibliotecas
e/ou centros de documentação.
6.5.3 — Obtenção dos documentos
Instruções serão dadas aqui acerca das diversas modalidades de obtenção dos
documentos localizados, seja junto à biblioteca da Instituição ou a bibliotecas congêneres,
seja através de centros de documentação ou dos próprios autores, como por exemplo:
empréstimo na própria biblioteca, empréstimo-entre-bibliotecas, obtenção de cópias
fotostáticas ou equivalente, obtenção de traduções e obtenção de separatas.
separates.
Não será demais lembrar aos "alunos" que, quando estiverem de posse dos
documentos, deverão conferir e, se necessário, completar a referência bibliográfica;
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I Sc a n
^kSystem

�dependendo da decisão tomada anteriormente (ver 6.5.1), acrescentar ainda o resumo,
que deverá estar de conformidade com as normas convencionais, ou seja, de acordo com a
NB-88 da ABNT.
6.5.4 — Armazenamento de informações
Cabe também ao ministrador recomendar que todo pesquisador confeccione seu
próprio catálogo, para que, armazenando as fichas, com as informações que vai coletando,
dentro de uma ordem adequada, possa recuperá-las posteriormente com facilidade*^.
facilidade'*.
As diretrizes sobre como proceder nesse particular acham-se sintetizadas em
FERRAZ*^’
FERRAZ*^'
que divide as possíveis opões em: sistemas convencionais (uso de
descritores, cabeçalhos de assuntos, sistemas de classificação alfabéticos, numéricos ou
alfa-numéricos); e sistemas não convencionais (unitermos, fichas perfuradas nas margens).
Deve-se ressaltar as vantagens e desvantagens da adoção de cada um destes sistemas,
além de conscientizar os "alunos" de que, qualquer que seja o sistema escolhido, será
necessário que se familiarizem com as listas de cabeçalhos de assuntos ou sistemas de
classificação que servirão de base a seu catálogo particular.
6.5.5 — Redação do trabalho
O ministrador procurará nesta parte mencionar as principais exigências práticas na
redação dos documentos científicos®'
científicos®'obedecer
**'
obedecer à uma
estrutura pré-determinada; ser redigido na língua do público a que se destina e
complementado com um resumo em idioma conhecido internacionalmente; usar estilo
claro e conciso, seguindo as regras gramaticais e as normas internacionais de abreviaturas,
símbolos, sistemas de unidades, nomenclatura, etc...; ser o menos extenso possível
(razões de ordem lógica, ética, prática e econômica); especificar a que categoria de
-publicação
publicação científica pertence, quanto à natureza do texto (informação primária,
compreendendo monografias científicas originais, notas prévias ou publicações
provisórias; informação secundária, abrangendo revisões e outros estudos recapitulativos),
e finalmente, submeter todo o manuscrito à uma revisão, antes de enviá-lo para a
impressão definitiva.
6.5.6 — Divulgação do trabalho
Orientar os "alunos" no sentido de que a escolha do veículo de divulgação mais
apropriado deve ser muito cuidadosa, fazendo-os entender que dela depende a maior ou
menor difusão do seu trabalho. Há dois aspectos importantes a serem evidenciados aqui:
aqui;
no caso de artigos científicos, aconselhar a divulgação em revistas especializadas; em se
tratando de teses ou dissertações, lembrar que os exemplares devem ser distribuídos com
critério e enviados aos serviços de indexação existentes para a área da especialidade do
autor.
7 - ESTRUTURA DO TRABALHO CIENTIFICO
O principal objetivo desta parte do curso é explanar a seqüência a ser observada na
disposição dos capítulos e partes em que se dividem os trabalhos científicos.
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�Inicialmente, é interessante lembrar que todas as normas e técnicas que serão
apresentadas têm por objetivo servir de orientação para a elaboração de monografias e
trabalhos considerados como pré-requisitos à obtenção dos graus acadêmicos
correspondentes, não constituindo imposições taxativas. Entretanto, deve-se esclarecer
também que tudo o que se descreve está fundamentado no bom senso e no uso corrente,
acreditando-se que possa ser recomendado, isto porque todos os que se iniciam na técnica
da redação de trabalhos de cunho científico enfrentam inúmeras dificuldades, por não
estarem familiarizados com os conceitos que caracterizam certas formas bibliográficas.
Por outro lado o "aluno"
“aluno" também se ressente da carência de textos em vernáculo sobre a
matéria.

7.1 — Tese/Dissertação
7.1—Tese/Dissertação
Nesta parte, deve-se conceituar a tese e a dissertação, destacando-se a estrutura mais
usada para ambas, segundo autores como CAMPOS®, DUGDALE®, FERRAZ*^''®,
GONÇALVES*^', LASSO DE LA VEGA*’,
GONÇALVES*'*,
VEGA*'', MORAES &amp; CORRÊA
CORREA NETO^’,
NETO^'^,
SALOMON^^, SALVADOR^^,
SALVADOR®®, SEVERINO®'*,
SEVERINO®^, SIQUEIRA®®, entre outros, estrutura
esta dividida em:
em; preliminares, texto e material de referência.
Explicar detalhadamente cada uma destas partes, enunciando suas subdivisões, a
saber: Preliminares (página de rosto, agradecimentos e sumário); Texto (introdução,
revisão da literatura, material e métodos, resultados, discussão, conclusão(ões) e resumo)
e Material de referência (referências bibliográficas e apêndices).
Como orientação quanto à forma correta, isto é, normalizada, de apresentação de
cada um dos itens de um original, consultar CUNHA®, recomendando-se incluir a
apresentação sintética das normas e projetos de normas da ABNT® que disciplinam a
matéria, em especial: NB-69 (Numeração progressiva das seções de um documento),
NB-60 (Abreviação de títulos de periódicos), NB-88 (Sinopses e resumos), NB-85
(Sumários de periódicos e outros documentos) e PNB-66 (Referências bibliográficas).
Ainda, para elucidação de dúvidas em questões não abrangidas pela normalização oficial,
sugere-se recorrer ao "Manual of Style" da Universidade de Chicago®*,
Chicago®®, não esquecendo a
consulta obrigatória aos Regulamentos e Portarias baixadas pela Universidade ou pela
Unidade com relação à matéria.
EÉ interessante ressaltar também que, dependendo do tema ou do enfoque específico
da tese ou dissertação, poderão ser excluídas algumas dessas subdivisões ou incluídas
outras, uma vez que não existe uma norma taxativa que regulamente categoricamente este
particular, e, convém lembrar ainda, que a organização prévia de um cronograma, a cujo
cumprimento o autor se submeta, visando à fixação de prazos e ao controle da seqüência
das etapas, é prática muito recomendável, a fim de serem evitados os tão prejudiciais
atropelos de última hora.
7.2 — Artigo científico
Deverá o ministrador, nesta parte, ressaltar que os trabalhos científicos para
publicação são comumente classificados em 3 (três) categorias;
categorias: artigo científico original,
nota prévia e trabalho de revisão*®' **®.
®.
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�Ao divulgar sua contribuição científica, um autor deverá ter em mente que
fundamentalmente precisa explicitar;
explicitar: o tema que abordou, seu ponto de vista, o motivo
de suas investigações, e os resultados a que estas o levaram.
Neste contexto, introduzir a NB-61 (Apresentação de artigos de periódicos) da
ABNT e mencionar que, além disso, a maioria dos periódicos técnico-científicos têm
suas próprias Instruções para os autores", que contém as exigências do corpo editorial da
revista quanto a convenções a serem utilizadas e que precisam ser seguidas pelo autor que
nelas tencione publicar seu artigo.
As normas citadas em 7.1 têm também aplicação neste ponto, em especial a NB-68
e PNB-66, podendo ser consultados igualmente com proveito o *'Guia
"Guia para redação de
artigos científicos destinados à publicação"
publicação' da UNESCO^^,
UNESCO^®, e, como auxílio para a
abreviação de títulos, o "World List of Scientific Periodicals"^®.
Quanto à estrutura dos artigos científicos, poderá, a título de orientação, ser
sugerida a seguinte: Preliminares (título do trabalho e nome do autor); Resumo na língua
original. Texto (introdução (proposição), (revisão da literatura), material e métodos,
original;
resultados, discussão e conclusões); Resumo em outra língua; Material de referência
(referências bibliográficas e apêndices).
Deve-se lembrar que é recomendável a indicação, no final do trabalho, do nome e
endereço da Instituição a que pertence o autor, visando a facilitar a permuta de separatas
separates
entre os especialistas, bem como da data em que o trabalho foi enviado à publicação,
como garantia de direitos autorais. O conjunto de títulos acadêmicos do autor é
usualmente colocado em nota de rodapé, utilizando-se um asterisco após o nome do
mesmo, no cabeçalho do trabalho.
É conveniente dizer que, na prática, é comum, com o fim de reduzir a extensão,
fundir-se algumas das partes na estrutura do artigo, sendo muito freqüente englobar a
introdução, a proposição e a revisão sob o termo único de "introdução", bem como
aparecerem os resultados e a discussão sob um só cabeçalho. FERRAZ*^'
lembra que
a estrutura básica dos artigos científicos é relativamente fixa, não comportando grandes
variações, referindo-se estas a pequenos detalhes de ordem não estrutural.
7.3 — Relatório Técnico-Cientffico
Técnico-Científico
Como para os documentos já abordados, é interessante lembrar
lembrar' inicialmente a
conceituação do relatório técnico-científico, e o papel de relevância que desempenha na
sociedade atual*' ®'
3 3, 34^ apresentando, a seguir, a estrutura básica a ser usada para
esse tipo de trabalho, a saber: Preliminares (página de rosto, sumário e resumo); Texto
(introdução, material e métodos, resultados, discussão, conclusões e recomendações);
Agradecimentos; Material de referência (referências bibliográficas e apêndices).
A discussão é freqüentemente
frequentemente dispensável, quando os resultados de uma
investigação forem óbvios e não comportarem maiores comentários®.
Para concluir o item 7, referente à Estrutura do Trabalho Científico, poderão ser
apresentados alguns comentários de caráter eminentemente prático® sobre: a organização
do índice de trabalhos científicos (o que indexar, como indexar, como alfabetar e dar o
arranjo final); o manuscrito (estilo de redação, a revisão tipográfica e estrutural, a
datilografia para envio à gráfica); o método gráfico e os processos de "pseudo-impressão".
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�II - PARTE PRÁTICA
Deverá ser desenvolvida paralelamente aos itens respectivos do programa teórico,
mediante trabalhos que visem à utilização do material bibliográfico concreto;
concreto: manuseio
dos catálogos e das obras de referência; levantamento bibliográfico e fichamento dos
dados encontrados; princípio de confecção do catálogo do pesquisador, visando à sua
posterior utilização nas bibliografias dos trabalhos a serem realizados. Acompanhando a
evolução do programa, prever o planejamento adequado de exercícios e avaliações.
Quanto aos exercícios, cabe ainda salientar, que deixamos de acrescentar exemplos
devido à diversificação da área, além de que
que,isso
isso tornaria o trabalho muito extenso, mas,
sugerimos que sejam planejados com antecedência, em forma de testes ou questionários,
tomando como base a teoria ministrada no decorrer do curso, tendo como objetivo
principal a verificação do aproveitamento do "aluno".
Já em relação às avaliações, deverão ter como finalidade a apreciação do curso em
si, devendo constar de testes ou perguntas relacionadas com: programa apresentado,
duração do curso, metodologia empregada, material didático utilizado, sugestões, entre
outros aspectos.
111
m - CARGA HORÁRIA
Embora se possa admitir razoável flexibilidade condicionada pelas circunstâncias,
recomenda-se que seja prevista a carga horária de, no mínimo, 32 horas/aula, distribuídas
em dias subseqüentes ou alternados, não ultrapassando, porém, o limite de 2 horas diárias.
Os itens de 1 a 5 exigem de 6 a 8 horas, uma vez que consistem na introdução à
biblioteca, enquanto que os itens 6 e 7, bem mais complexos, requerem pelo menos de 24
a 26 horas.
Lembramos mais uma vez, que as aulas para os "alunos" em nivel de graduação
devem se limitar aos itens 1 a 5 do programa, enriquecidas talvez com um ou outro tópico
dos itens 6 e 7, considerados de maior interesse. Aos "alunos" em nível de pós-graduação,
será ministrado o curso todo, com destaque para os itens 6 e 7, a não ser que já tenham
recebido anteriormente os ensinamentos introdutórios.

CONCLUSÕES
1. Com base na aplicação prática de programas que vêm sendo ministrados em
diversas instituições e na bibliografia consultada, acreditamos ser absolutamente
imprescindível que Cursos de Técnica da Pesquisa Bibliográfica sejam efetuados
em todas as unidades de ensino da Universidade de São Paulo, como parte
integrante de uma formação intelectual completa. Só com o apoio e compreensão
por parte da alta administração e do corpo docente, poderá tornar-se realidade a
instalação oficial e generalizada de tais cursos na Universidade de São Paulo.
2. O programa-padrão mínimo ora sugerido tenciona servir de esteio e estímulo
inicial aos bibliotecários a cujo encargo terão necessariamente que ficar tais
cursos. São apenas Iinhas-mestras a serem desenvolvidas e adaptadas
individualmente, não tendo o presente trabalho a pretensão de formar docentes
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�na área. Seria altamente desejável que cursos de especialização e pós-graduação
específicos venham a proporcionar a possibilidade de complementação didática
aos bibliotecários interessados em melhor servir à sua comunidade, mediante o
aprimoramento profissional e intelectual.

SUMMARY
It is proposed a minimal curriculum
curricuium for a course on bibliographical research
technic, which is derived from data gathered through a research made on the libraries
located in the many higher education schools in the university of São Paulo.
The main subjects are discussed in order to get a basis to the development of a
model flexible enough to adapt to particular circumstances.
It is suggested that the libraries should prepare "users directions" and it is also
aiso
stressed the need for support from the administrative staff and of the whole faculty to
reach the proposed objectives and for the approval of the suggested course on
bibliographical research technic.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Paulo, Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 1971.
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12. FERRAZ, T.A. — A informação na área nuclear e a estrutura de trabalhos científicos.
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383

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                <text>CBBD - Edição: 09 - Ano: 1977 (Porto Alegre/RS)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Inclui também os anais da V Jornada Sul-Rio-Grandense de&#13;
Biblioteconomia e Documentação</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Curso de Técnica de Pesquisa Bibliográfica: Programa-Padrão para a Universidade de São Paulo</text>
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              <text> Beluzzo, R. C. B. </text>
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              <text> Horch, R. E. </text>
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              <text> Stingel, A. </text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Com base em pesquisa realizada nas bibliotecas de unidades de ensino superior (USP e outras), apresenta-se um programa-padrão mínimo para "Cursos de Técnicas da Pesquisa Bibliográfica" em âmbito da USP. Os pontos-chave do programa são esquematizados e comentados, com o intuito de servir de orientação ao desenvolvimento de um modelo adaptado às circunstâncias particulares. Sugere-se às bibliotecas das unidades em todas as áreas a confecção de um "Manual de Instruções" ou "Guia de Biblioteca" para seus usuários; ressalta-se a absoluta necessidade de apoio e compreensão da administração superior e corpo docente, para que os objetivos, propostos sejam atingidos na íntegra, com a introdução oficial nas unidades da USP do “Curso de Técnicas de Pesquisa Bibliográfica”.</text>
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