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CONTROLE BIBLIOGRÁFICO NO BRASIL; Algumas Reflexões

RELINDA KOHLER CRB/9-03
Prof. Assistente
Dep. Biblioteconomia
Universidade Federal do Paraná

RESUMO
Comenta-se a idéia de controle bibliográfico subjacente na evolução
principalmente da Bibliografia e da Catalogação. Descrevem-se alguns aspectos
brasileiros, como a bibliografia nacional corrente, o depósito legal, a
catalogação-na-fonte, o papel das bibliotecas e dos Cursos de Biblioteconomia
no controle bibliográfico nacional.

1 - INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como objetivo fornecer subsídios à reflexão e estimular
discussões em torno do controle bibliográfico.
Sob essa denominação — Controle Bibliográfico — podem acomodar-se diversos
pontos da Biblioteconomia antes esparsos, que assim adquirem consistência bastante para
sugerir ao bibliotecário uma revisão das suas atribuições, de modo a colocá-las num
amplo: da elaboração do trabalho intelectual à produção dos materiais
contexto bem mais amplo;
de informação até a dinamização e ao adequado uso das publicações como fatores que são
do desenvolvimento do país.
O trabalho não pretende ser mais que uma introdução, abordando aqueles pontos
em que, mediante uma mudança de atitude ou uma colaboração mais consistente do
bibliotecário, o levantamento e a utilização do potencial bibliográfico brasileiro seriam
mais efetivos.

2 - EVOLUÇÃO DO CONTROLE BIBLIOGRÃFICO
BIBLIOGRÁFICO
A preocupação com o controle bibliográfico — identificação das obras nas
bibliografias e sua localização por meio dos catálogos — acompanha, guardadas as devidas
proporções, praticamente a história do registro da informação.
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�0 catálogo coletivo, reiventado no fim do século XIX, tem sua origem no século
XIII na Inglaterra. O
0 depósito legal é uma invenção francesa, com 450 anos de vigência
naquele país e uma história proporcional em idade à história do desenvolvimento da
maioria dos países novos. A catalogação na fonte é a resposta que os bibliotecários de
hoje dão a um clamor de Charles Jewett, já secular, contra o absurdo de se catalogar a
mesma obra tantas vezes quantas constar em bibliotecas.
Panizzi, ao elaborar um conjunto de normas catalográficas, anunciava, há 136 anos,
a possibilidade de sistematização dos catálogos de uma biblioteca e prenunciava a
aplicabilidade do mesmo sistema a mais bibliotecas.
As fichas impressas que a Library of Congress começou a distribuir há 76 anos
deram uma dupla contribuição: ao disseminarem o uso de si mesmas — o que dá ao
catálogo uma flexibilidade não superada, senão pela introdução do computador em
algumas bibliotecas, décadas mais tarde — as fichas influenciaram simultaneamente os
catalogadores, convencendo-os desvantagens da uniformização.
Os códigos de catalogação, servindo primeiramente a uma biblioteca, a várias de um
país, a países de uma língua, influenciando e impondo-se em outros, mostraram
claramente a possibilidade de superação de barreiras lingüísticas e ideológicas, o que foi
definitivamente confirmadocom o estabelecimento dos Princípios de Paris em 1961.
Depois desse fato que se mostrou capaz de atingir de algum modo a todo o universo .
bibliográfico — da produção ao consumo — estava criado o clima para o estabelecimento
da Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada — os padrões ISBS — com vistas à
automação, colocando o controle bibliográfico ao ritmo da tecnologia, possibilitando
acelerá-lo quanto o permitirem as condições técnico-sócio-econômicas de cada país.
No entanto é ao International Standard Book Number (ISBN) que cabe,
potencialmente, possibilitar o efetivo controle da produção bibliográfica futura.
Nada há de novo na essência do controle bibliográfico. As bibliografias surgiram
para noticiar, para identificar as publicações existentes; os catálogos surgiram para
localizá-las.
As mudanças ocorridas verificam-se quanto ao âmbito e quanto aos meios.
À medida em que os assuntos se subdividem e especializam e as publicações
proliferam, as bibliografias se vão restringindo. A elaboração, de individual e artesanal,
passou para o domínio das instituições e a sofisticação das máquinas. De listas,
consideradas definitivas, passou-se a publicações abertas, correntes, uma vez que, como
suporte do desenvolvimento, a publicação de hoje e a de amanhã são potencialmente
mais úteis que as de ontem.
À medida em que a reputação de uma biblioteca se faz e se consolida como
especializada ou como de alto nível, o seu catálogo passa a ter valor e interesse para além
das suas paredes. Por isso, verifica-se uma política de revalorização do catálogo impresso,
possível onde se conta com recursos técnicos avançados.
E numa época em que nada parece mais precioso que o tempo, cresce a função do
catálogo coletivo.
Ainda estamos, infelizmente, ancorados numa fase em que se pensa mais na
organização do acervo das bibliotecas pela sua organização, do que pela rentabilidade
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�desse acervo em termos de prestação de serviços para o desenvolvimento integrado do
país.
pa
ís.
Os catálogos em que se investe muita mão-de-obra e dinheiro sem dinamizar o seu
uso e, consequentemente,
conseqüentemente, o do acervo, são uma prova disso.
Ainda se faz muito catálogo pelo catálogo — ou pelo catalogador — sem ter em vista
a disseminação, parcial e corrente, das informações, a sua compatibilidade com outros e,
muito menos, a sua publicação na íntegra.
As causas desta situação talvez devam ser procuradas na resistência que o catálogo
em fichas encontrou para ser aceito. Tantas loas se teceram aos seus méritos, que dar
crédito às vantagens dos catálogos em livros poderia parecer uma perda de terreno na
modernização das bibliotecas.
E assim permanecem fechados em si mesmos uns tantos excelentes acervos — como
os das bibliotecas universitárias, constituídos na sua maior parte de caros materiais
importados — por motivos econômicos, táticos ou de estreiteza de visão.

3 - CONTROLE BIBLIOGRÁFICO UNIVERSAL
Se a idéia e as tentativas são antigas, a expressão controle bibliográfico universal não
deve ser anterior à década de setenta, salvo melhor informação.
Parece ter sido forjada como decorrência da Reunião Internacional de Especialistas
em Catalogação (Copenhagem, 1969) e já em franco uso no 39.° Congresso da FIAB
(Grenoble, 1973) e.e aparecendo na literatura biblioteconômica pelo menos desde 1971.
No Brasil é o IBBD Notícias que divulga as novidades. Também quanto ao controle
bibliográfico universal parece ter sido assim, pois a primeira informação encontrada — se
bem que a busca não tenha sido metódica nem exaustiva em outras fontes — é a do Curso
de Reciclagem em Catalogação, da Prof.® Lia Manhães de Andrade Frota, sob os auspícios
da Associação Sul-Riograndense de Bibliotecários em outubro de 1975, que "focalizará
especialmente os padrões internacionais de catalogação visando ao Controle Bibliográfico
Universal (UBC)."’
Outra notícia na mesma fonte;
fonte: a Unesco promovia, de 14 a 16 de maio de 1975,
uma reunião de especialistas "para esboçar um plano de ação para o Controle
Bibliográfico Universal."^
O tema, porém, foi desencadeado durante o VIII Congresso Brasileiro de
0
Biblioteconomia e Documentação em Brasília, principalmente pela Prof.^
Prof.® Maria Luzia
Monteiro da Cunha, ao distribuir dois textos seus em português: Planejamento e
normalização, suportes indispensáveis ao controle bibliográfico universal^ e Controle
bibliográfico universal, novo desafio às bibliotecas universitárias. *
Nos dias que precederam o Congresso de Brasília, realizou-se no então IBBD uma
Reunião de Especialistas para implementação do NATIS no Brasil. Uma forma
interessante de divulgar os trabalhos foi a sua distribuição aos responsáveis pelos catálogos
coletivos regionais, que assim os levaram a todos os Estados, com a possibilidade de
fazê-los chegar aos bibliotecários interessados e aos Cursos de Biblioteconomia.
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�De posse dos documentos brasileiros e procurando acompanhar a literatura
estrangeira do assunto, jã
já volumosa, professores do Departamento de Biblioteconomia e
Documentação da Universidade Federal do Paraná decidiram agrupar sob a denominação
de Meios de Controle Bibliográfico Universal algumas unidades didáticas das disciplinas de
Catalogação e Bibliografia, de modo a constituir uma disciplina de 3 créditos, que foi
ministrada no primeiro semestre de 1977 pela terceira vez.
A disciplina, como foi estruturada, permite enfatizar dois pontos: a importância da
compatibilidade entre os meios de controle e o papel do bibliotecário como orientador
desse controle a partir do seu próprio trabalho na comunidade em que se insere.
i
Quanto a viabilidade do controle, permite analisar os meios disponíveis no Brasil, as
suas deficiências e limitações, mas também as suas potencialidades. A disciplina permite
enumerar entidades e pessoas que apesar das condições pouco favoráveis vêm trabalhando
obstinadamente por melhorar o fluxo das informações no país.

44 - CONTROLE BIBLIOGRÁFICO NO BRASIL
4.1 — Bibliografia brasileira corrente
1
O maior entrave à efetivação do controle bibliográfico brasileiro atual é a situação
em que se encontra o depósito legal, a começar pela lei que o institui.
Criado pelo decreto n.° 433, de 3 de julho de 1847, com instruções para sua
execução decretadas em 26 de novembro de 1853 sob o n.° 1283; na República, pelo
decreto n.° 1825, de 20 de dezembro de 1907, com instruções de 19 de dezembro de
1930, o depósito legal precisa de urgente revisão, inclusive para revogação do decreto-lei
n.° 824, de 5 de setembro de 1969.
O Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional^, cuja função é divulgar as
publicações regularmente depositadas na Biblioteca Nacional em cumprimento ao
depósito legal, voltou a ser publicado em 1973.
A julgar pelo que ocorre no Paraná, o depósito legal não é devidamente efetuado.
O volume 1, número 1, de 1976, que é o mais recente número publicado, registra
um total de 1838 publicações monográficas depositadas no período, das quais 15 (quinze)
procedem do Paraná. Dessas, uma (tese) não é impressa.
Mas, nota-se uma inquietação pela situação oficial da produção bibliográfica em
diversos pontos do país, inquietação no sentido de recolher criteriosamente a
documentação local. A cidade de São Paulo e o Estado do Rio Grande do Sul têm as suas
experiências na área do depósito local. A Rede de Bibliotecas da Amazônia (REBAM),
órgão da SUDAM, estuda uma fórmula para implantá-lo na sua jurisdição. A Secretaria de
Estado de Educação e Cultura do Rio de Janeiro recolhe subsídios para o estudo do
assunto. No Paraná o assunto já esteve em pauta, como o documenta um projeto de lei
engavetado.
São esforços isolados, mas a solução, pensando-se em termos de INTEGRAÇÃO
DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO NACIONAL, está na
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�revisão do instrumento legal a nível nacional e numa imediata, persistente e consistente
política de orientação ao depositante. Política de estímulo; coercitiva apenas em último
caso.
Criam-se incentivos para todas as áreas de algum modo carentes. Por que não
criá-los para valorizar o labor intelectual já realizado e que, abandonado à sua sorte,
perde-se para a coletividade?
O Instituto Nacional do Livro, que desenvolve um trabalho no sentido de levar o
livro a todos os municípios brasileiros, poderia ser honrado com a missão,
cumulativamente, de encaminhar para a Biblioteca Nacional todas as publicações, também
as produzidas nos pontos de mais difícil controle.
0 importante é que não se trata de criar mais algum órgão ou onerar os existentes.
O
Trata-se de aproveitar uma capacidade de trabalho efetiva, adequando o treinamento dado
aos representantes regionais e, por meio deles, às pessoas encarregadas das bibliotecas
locais, no sentido de se recolher e valorizar devidamente o labor intelectual onde quer que
se verifique.
Como resultado, a imagem do Brasil refletida no Boletim Bibliográfico da Biblioteca
Nacional ser\a bem mais real ea própria publicação, plenamente aproveitável.
Com base nessa publicação poder-se-ia fazer o mapeamento dos níveis e interesses
culturais do povo, o que serviria como subsídio aos planos da política educacional do
Governo, bem como à indústria do livro, com a finalidade de programar a produção e a
distribuição das publicações.
Ao tornar-se autêntico como espelho da cultura nacional, o Boletim Bibliográfico
teria um papel definido a cumprir junto às instituições de ensino e pesquisa, como
manancial de sugestões para o estudo de problemas — ou da realidade brasileira. E junto
às universidades, em relação aos cursos de mestrado e doutorado e às dissertações e teses
que se devem produzir, a exploração metódica da bibliografia nacional seria de
importância capital.
É sabido que essas dissertações e teses visam mais o treinamento do candidato que a
sua admissão em algum colégio invisível, razão pela qual o tema do trabalho pode,
perfeitamente, ter caráter local.
Toda tentativa de controle bibliográfico, por mais idealista que seja, se não enfatizar
a bibliografia nacional é, no conjunto, mais prejudicial que benéfica, por estar dividindo
em vez de somar.
O depósito regional, em instituição estadual ou municipal, é tarefa meritória
enquanto desperta o interesse dos responsáveis e da população pelas próprias realizações,
estimulando-as reflexivamente, mas representa um esfacelamento se a produção local não
for integrada na produção nacional.

4.2 — Catálogos coletivos
Os catálogos coletivos a nível nacional estão, bem como algumas bibliografias
especializadas, a cargo do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), antigo IBBD.
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�A instituição não tem tido condições de desenvolver paralelamente os catálogos
coletivos de livros e periódicos. Enquanto aquele se encontra estacionário aguardando
melhores dias, este está sendo gradativamente automatizado desde 1969.
Até julho de 1975 eram cinco os projetos de catálogos coletivos de periódicos em
franco andamento: Agricultura, Biomedicina, Ciências Sociais, Tecnologia e
Documentação, recebendo, inclusive, colaboração em listagens dos seguintes catálogos
coletivos regionais: Bahia, Guanabara, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande doSul
do Sul eSão
Paulo.“*
Pau
Io.
Um aspecto dos catálogos coletivos regionais de periódicos que poderia contribuir
favoravelmente na conquista de adeptos parece estar numa polftica
poh'tica de divulgação das
possibilidades que cria para a aquisição planificada. E no Brasil é preciso ter-se em mente
que a primeira meta a atingir é ainda a cooperação.
Exemplo de cooperação foi o conseguido pela REBAM, permitindo-lhe começar a
^uhWcax Documentação Amazônica: catálogo coletivo, incluindo 12 unidades de
pubWcar
documentação de órgãos dos Estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e Maranhão e com
a previsão de incluir ainda outros Estados e Territórios.
Tanto a filosofia da atividade quanto a apresentação da publicação apresentam
características que merecem ser devidamente apreciadas pelos bibliotecários brasileiros.
Outro exemplo de catálogo coletivo, este de publicações monográficas é o Catálogo
coletivo de literatura, história e geografia do Paraná, que inclui publicações de autores
imp&gt;ortando a
paranaenses no campo da literatura e obras sobre o Paraná, não importando
naturalidade do autor. Inclui publicações localizadas em 28 bibliotecas de Curitiba.'^
Como estes, muitos outros devem existir, não coordenados entre si, de certo modo
estanques e desconhecidos, o que é um lamentável desperdício.

4.3 — Catalogação-na-fonte
A catalogação-na-fonte é um dos mais avançados postos da Biblioteconomia
brasileira, uma vez que sua implantação efetiva, em larga escala, é simultânea com a dos
Estados Unidos.
Há anos, em diferentes pontos do país, há tentativas esporádicas e assistemáticas de
catalogação-na-fonte, algumas das quais persistem paralelas ao trabalho executado pela
Câmara Brasileira do Livro em São Paulo e pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros
no Rio de Janeiro, entidades que disbribuem entre si o acometimento.
A catalogação-na-fonte contribui para o controle bibliográfico quer acelerando a
organização dos catálogos das bibliotecas, quer elevando o nível e padronizando o
trabalho catalográfico, quer, ainda, produzindo listas auxiliares do maior valor para a
Biblioteconomia brasileira.
brasileira
Ambas as entidades divulgam as obras que catalogaram: o Sindicato Nacional de
Editores de Livros, pelo Informativo Bibliográfico^ a partir de 1976; a Câmara Brasileira
do Livro, em Oficina de Livros*
Livros^ *.
^. São periódicos que, pelo seu valor, deveriam figurar em
todas as bibliotecas e ser divulgados junto a todos os estudiosos. São instrumentos que
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�além de servir à catalogação como facilmente se depreende, servem também para a seleção
de livros brasileiros.
O Centro de Catalogação-na-Fonte da Câmara Brasileira do Livro publica ainda
outras listas derivadas da sua atividade principal, como Cabeçalhos uniformes de nomes,^
Cabeçalhos uniformes dos nomes dos autores e Cabeçalhos de assunto"^
assunto'^ e outras, ajudando
a criar instrumentos brasileiros de trabalho em catalogação.
Sabe-se que o Sindicato Nacional de Editores de Livros vem orientando os editores
quanto à efetuação do deptòsito
depósito legal, de modo a beneficiarem-se da divulgação gratuita
das suas publicações pelo fio/ef/Vr?
Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional.

4.4. Automação
Algumas instituições brasileiras contam com recursos de automação, disponíveis
também para as suas bibliotecas, facilitando-lhes a participação no controle bibliográfico
em escala mais ampla, seja pela participação das suas listas, em fitas, no Catálogo Coletivo
de Periódicos; seja na impressão dos seus catálogos ou na prestação de outros serviços.
O IBICT conta com o auxílio da automação para elaborar o Catálogo Coletivo de
Periódicos.
A Biblioteca Nacional utiliza o Programa CALCO, cedido pelo IBICT, para publicar
atualmente o seu Boletim Bibliográfico.
0 Centro de Processamento de Dados do Senado Federal (PRODASEN) acumula e
recupera informações pertinentes às normas jurídicas editadas no país; armazena e
recupera referências bibliográficas do acervo das Bibliotecas do Senado Federal e da
Câmara dos Deputados, assim como controla e recupera informações em tramitação nas
duas Casas do Congresso Nacional.
Em comemoração ao VIII Congresso de Biblioteconomia e Documentação
publicou, por computador, o Catálogo da Biblioteca do Senado Federal, que divulga parte
do seu acen/o
acervo de livros e periódicos.
Há no país outras experiências mais ou menos recentes e mais ou menos efetivas.
O serviço de automação em bibliotecas será grandemente beneficiado pela
0
implantação dos International Standard Book Number (ISBN) e International Standard
Serial Number (ISSN) em todo o país. Aliás, essa forma de controle atingirá a produção
das gráficas e editoras que trabalham em escalas mais significativas e que são relativamente
poucas. Aquelas que publicam uns poucos trabalhos — nem por isso menos significativos
para a cultura notadamente a regional — talvez continuem escamoteando,
voluntariamente ou não, a sua produção ao controle bibliográfico nacional.
É junto dessas fontes de publicações, que aparecem e desaparecem do cenário, que
mudam de domicílio e razão comercial, que o trabalho de conscientização é mais difícil e
deverá ter caráter mais permanente.
Em geral o pequeno gráfico é mais um artesão que um empresário, daí a displicência
quanto ao destino do próprio trabalho, mas também nesta sua característica a
possibilidade de conquistá-lo como colaborador.
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�4.5 — Fichas impressas
Das fichas impressas pelo antigo IBBD pode-se dizer que apresentam dois ângulos
importantes para o controle bibliográfico: o de facilitar e baratear o serviço de
catalogação e o seu caráter, não explorado e eventual, de catálogo coletivo.
O IBICT não dispõe de espaço para armazenar um estoque de milhões de fichas
impressas, nem de mão-de-obra para a manutenção e a busca em tal estoque.
Hoje, cada ficha recebida é armazenada em fita magnética e reproduzida pelo
processo Flexowriter toda vez que for solicitada uma coleção.
O IBICT não tem divulgado essa atividade. Consta que uma das razões é a inferior
qualidade da catalogação que as bibliotecas cooperantes enviam.
Pela identificação da cooperante na própria ficha é que se localiza a obra em pelo
menos mais uma biblioteca, o que dá ao catálogo de fichas impressas essa conotação de
catálogq coletivo.

4.6 — Bibliotecas e controle bibliográfico
A produção bibliográfica de um país deve ser controlada pelo próprio e, havendo
pretensão de participar do controle universal, já o primeiro deve ser efetuado de maneira
compatível com os demais integrantes do sistema.
É evidente que havendo controle na origem mesma das publicações, todo o trabalho
ulterior, além de simplificado, pode ser consistente e exaustivo.
Para tanto as fichas impressas e a catalogação na fonte devem ser aproveitadas na
medida do possível. A consulta ao Boletim Bibliográfico e às bibliografias especializadas
também é útil.
por algum tempx),
tempo,
Ainda assim, para a maioria dos materiais o bibliotecário terá, pxir
que elaborar as fichas sem outro auxílio que o do código de catalogação adotado, pois
infelizmente nem as nossas maiores bibliotecas dispõem de recursos para materiais
estrangeiros, como o são os catálogos impressos das grandes bibliotecas eeas
as bibliografias
internacionais.
Dois tipos de publicações que devem merecer um especial tratamento do
catalogador: as publicações locais de qualquer época, para as quais há fontes de pesquisa
disponíveis e as publicações menos comuns.
As bibliotecas públicas podem encarar como atribuição especial a de catalogar
devidamente as publicações locais em geral; as universitárias e as demais especializadas
têm ainda a seu encargo o zelo pela catalogação das publicações da instituição e as
publicações importadas.
Paralelo ao serviço de catalogação deve funcionar um bom serviço de disseminação
da informação, tanto na própria instituição como dirigido àquelas que lhe são afins.
Toda biblioteca tem condições de colaborar com o controle bibliográfico nacional
e, por extensão, com o universal, ao desincumbir-se criteriosamente das suas atribuições.
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�Além do serviço a prestar por meio do catálogo e da disseminação dirigida da
informação, cumpre ao bibliotecário a orientação do leitor, principalmente do
pesquisador e autor em potencial, quanto:
1) à existência e uso de bibliografias nacionais, quando pertinente;
2) à existência da Associação Brasileira de Normas Técnicas — (ABNT) e do
conjunto de normas úteis a quem estuda e escreve;
3) à importância da escolha da espécie de publicação em que seu trabalho deve ser
publicado para ser melhor aproveitado;
4) à importância da divulgação do trabalho em fontes secundárias;
5) ao sentido da exigência do depósito legal.
Em bibliotecas de empresa e instituições de ensino, tal trabalho pode ser realizado
por meio de cursos; em outras bibliotecas, mais individual e informalmente.
4.7 — Cursos de Biblioteconomia e controle bibliográfico
Os cursos de Biblioteconomia têm duas maneiras de colaborar. A primeira, direta,
ministrando cursos de orientação bibliográfica a estudantes dos cursos de diversos níveis,
nos cursos de graduação e pós-graduação, podendo influir, a curto e médio prazo não só
na elaboração de trabalhos científicos dentro de padrões aceitáveis internacionalmente,
mas também orientando os estudantes para as potencialidades das bibliografias nacionais
como fontes de escolha do tema e de literatura, e, paralelamente, para o papel do
depósito legal.
Na segunda, e a prazo mais longo, os cursos devem assumir o papel de preparar
profissionais atentos para os planos de desenvolvimento nacional e capazes de dar uma
contribuição positiva a partir da sua realidade mais imediata.
O conhecimento de como se processa o trabalho intelectual científico, com toda a
0
implementação que exige para ser econômico em termos de tempo de elaboração e
produtivo em termos de informação; conhecimento das formas de produção material das
espécies com que trabalha; a consciência do valor do seu trabalho no conjunto dos que
impulsionam o país para o desenvolvimento, são pontos que os currículos de
Biblioteconomia não podem ignorar.

5-CONCLUSÕES
5.1 — Apesar de latentes nas atividades biblioteconòmicas,
biblioteconómicas, a importância e a
viabilidade de um controle bibliográfico universal efetivo, só recentemente foram
admitidas.
5.2 — No Brasil podem citar-se várias contribuições ao controle bibliográfico
nacional, limitadas inclusive pela falta de cumprimento do depósito legal e pelo estágio
ainda inicial da implantação do ISBN e ISSN.
5.3 — Os bibliotecários e professores dos cursos de Biblioteconomia muito podem
colaborar, nas suas respectivas esferas de ação, para que o controle bibliográfico nacional
Venha
venha a corresponder às aspirações desenvolvimentistas do país.
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�ABSTRACT
Comments are given on the idea of bibliographic control as subjacent to the
evolution of Bibliography and Cataloguing. Some Brazilian aspects are described, like
likethe
the
Brazilian current bibliography, legal deposit, cataloguing-in-print, and the role libraries
and Librarianship Courses play in national bibliographic control.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BOLETIM BIBLIOGRÁFICO DA BIBLIOTECA NACIONAL.Rio de Janeiro, 19182. CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO. CENTRO DE CATALOGAÇÃO-NA-FONTE.
Cabeçalhos uniformes de nomes: 1.7.71 a 31.12.71. São Paulo, 1975;
1975i
3

Cabeçalhos uniformes de nomes dos autores e cabeçalhos de assunto
(1.7.71-31.7.72) São Paulo, 1972.

4. CONTROLE Bibliográfico Universal (UBC). !IBB D Notícias, 9(2);1,
9(2):1, mai./jun. 1975.
5. CUNHA,Maria Luisa Monteiro da. Controle bibliográfico universal, novo desafio às
bibliotecas universitárias. São Paulo, 1975.
6.

Planejamento e normalização, suportes indispensáveis
gráfico universal. São Paulo, 1975.

7. CURSOS. IBBD Notícias. Rio de Janeiro, S(5):3, set./out. 1974.
8. DOCUMENTAÇÃO AMAZÔNICA; catálogo coletivo. Belém, Rede de Bibliotecas da
Amazônia, 19749. INFORMATIVO BIBLIOGRÁFICO. Rio de Janeiro, Sindicato Nacional dos Editores
de Livros, 197610. INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO. COMISSÃO
BRASILEIRA DE CATÁLOGO COLETIVO. Relatório do responsável pelo
Catálogo Coletivo Nacional, apresentado por ocasião da 11.® Reunião da
IBBD/CBC. Rio de Janeiro, 1975.
11. OFICINA DE LIVROS, São Paulo, Centro de Catalogação-na-Fonte da Câmara Brasileira do Livro, 1974—
1974 —
12. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. CENTRO DE ESTUDOS BRASILEIROS. Catálogo coletivo de literatura, história e geografia do Paraná. Curitiba,
1972.

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                <text>CBBD - Edição: 09 - Ano: 1977 (Porto Alegre/RS)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Inclui também os anais da V Jornada Sul-Rio-Grandense de&#13;
Biblioteconomia e Documentação</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Type</name>
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              <text>Evento</text>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Tratamento da Informação </text>
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              <text> Bibliografia </text>
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              <text> Representação Descritiva</text>
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              <text>Comenta-se a ideia de controle bibliográfico subjacente na evolução principalmente da Bibliografia e da Catalogação. Descrevem-se alguns aspectos brasileiros, como a bibliografia nacional corrente, o depósito legal, a catalogação-na-fonte, o papel das bibliotecas e dos Cursos de Biblioteconomia no controle bibliográfico nacional.</text>
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