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                  <text>JEANETE M SILVEIRA LOPES
ELIANE RIBEIRO DEÍÍIZOT
CECÍLIA MARIA PEREIRA DO IÍASCII-ÍE2ÍTO

BIBLIOTECA DE EMPRESA
COM FUTÍÇÃO
EDUCACIONAL, SOCIAL E CULTURAL

89 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação, Brasília, 20 a 25 de julho de 1975*

RIO DE JAÍÍEIRO

•

1975

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gentilmente por:

1

�JEANETE DA SILVEIRA LOPES
Rua Gastao Bahiana, 155/^í^
COPACABAííA - RIO DE JANEIRO
20.000 - RJ

ELIANE RIBEIRO DENIZOT
Av. Estácio de Sá, 4l5
ICARAÍ - fTITERÓI
24.000 - RJ

CECÍLIA MARIA PEREIRA DO HASCIMEUTO
Rua Real Grandeza, U0/405
BOTAFOGO - RIO DE JANEIRO
20.000 - RJ

Digitalizado
gentilmente por:

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SUMARIO

PG
1

-

A RSSPONS.ABILinADE SOCI.AL DA BIBLIO-TSCA DZ EMPRESA

01

2

-

POR QUE ATRIBUIR À BIBLIOTECA DE EMPRESA RESPONSABILIDADE SOCIAL:

0 GIGA-NTIS^K) EMPRESARIAL E A BIBLIOTECA DE EMPRESA -COM FüNÇCES DE HTBLIOTEC.A PÚBLICA E ESCOLAR
5

-

02

COMC- A FUNÇÃO EDUCACIONAL, SOCIAL E CULTURAL AITRIBUÍDA À BIBLIOTECA

DE EMPRES.A PODE SERVIR PARA QUE ESTA CUMPRA SUA FUNÇÃO TÉCNICA

L

-

05

5.1.

A Função Técnica que não se cimçsre

O5

5.2.

Consxiltar a Biblioteca: Habito a ser desenvolvido

05

A FUNÇÃO EDUCACIONAL, SOCIAL E CULTURAL A.TRIBUÍDA Â BIBLIOTECA

DE

EfIPRESA C0r-K5 FATOR DE MOTIVAÇÃO DO INDIVÍDUO: A DESPERSONALIZA-ÇÃO DO INDI
VÍDUO E A ESCALADA NA HIERARQUIA EMPRESARIAL
5

-

0?

MAS AFINAL, 0 QUE È ATRIBUIR A FUNÇÃO EDUCACIONAL, SOCIAL E CULTU -

RAL À BIBLIOTECA DE EMPRESA?: A REDE OU SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA

GRANDE

EMPRESA

6

-

05

5.1.
da

A. Biblioteca de Empresa como Biblioteca Técnica e Especializa

5.2.

A Biblioteca de Empresa como Biblioteca Escolar

C6

5.5*

A Biblioteca de Empresa como "Biblioteca de Lazer"

07

5.U.

0 Setor Cultural de \ima unidade geograficamente isolada

08

C5

5.5.
Subordinaçax) da Rede de Bibliotecas ao Setor de Documentação
da Empresa
^

09

5.6.

09

Acervo das Bibliotecas da Rede e Pessoal Encarregado

POR QUE A GRLNDE EMPRESA DEVE ASSUMIR A FJN-ÇAO EDUCACIONAL,

SOCIAL

E CULTURAL ?

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�iH

AGKAJDECIMSEíTO

Agradecemos a

^flLSON
0D3TTE
RARIA M PENHA
ESLISBIlíA
JOAQUIM

Nossos pais, pelo incentivo

S também a

K.AGAE ESPATfflA GOMES
CELIA REGINA M SILVA
! ]

Que trabalharam conosco na revisão e preparaçao dos textos para iirpressão.

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�NOTA IMPORTAI'rrS

As opinioes aqiú expressas nao representam necessariamente a opinião

da Einpresa

da qual fazemos parte. Representam, isto sim, pontos de vista estabelecidos a pax
tir da experiência que adquirimos no planejamento de uma Rede composta de uma Biblioteca Central e de Bibliotecas Setoriais, todas com caráter técnico. Esta Rede
de Bibliotecas Técnicas atenderia aos Escritórios Centrads da Sn^sresa no Rio

de

Janeiro e aos setores sediados em diversas localidades do Estado do Rio de Janeiro, Sao Paulo, Minas Gereds e GÓias. As Bibliotecas setoriais variam a coirç&gt;osição
do acervo, de acordo com a unidade ou setor a que sem^^e mas em nenhuma

hipótese

cogita, a enq)resa organizar Bibliotecas escolares, profissionalizantes ou de lazer.

�bIBLIOTECA DE EMPRESA COM FUNÇÃO EDUCACIONAL, SOCIAX E CULTURAL.

Rede ou Sistema de Bibliotecas de Snçjresa:
Bibliotecas Técnicas, Especializadas, Escolares,
Profissionalizantes e "de Lazer". Função Educacional, Social e Cultural da Rede.

1.

A RESP0NSA3ILID.ADE SOCIAL DA. EIELIOTECA DE EMPRS3.A.

A grande Empresa hoje vem sentindo, cada vez mais, a importância dos programas

de

desenvolvimento de pessoal dos seus elementos a nivel técnico e também socio-cultural, para que seus objetivos sejam alcançados satisfatóriamente. Isto pode ser

fa-

cilmente verificado se considerarmos o aiimento de programas de desenvolvimento

de

pessoal e a criaçao de setores voltados especificamente para este fim,

como

funda

ções de assistência social, que buscam a integração do indivíduo ao meio social
que vivem. Acreditamos que a Empresa possa ter na Bibiáoteca, acrescida de
educacionais, sociais e cult\irais,

instrumento importante para alcançar

en

funções
estes

objetivos.
A responsabilidade social da Biblioteca como fator de educaçao pode ser facilmente
entendida quando se consideram as Bibliotecas ligadas diretamente à função educativa, como as Bibliotecas EscolcLres, Universitárias e Públicas e ainda as Bibliotecas
ligadas a fimdaçoes particulares ou governamentais de pesquisa ou bem-estar social.
Bibliotecas estas que organizadas e mantidas, na maioria das vezes, com recvirsos da
comunidade a qual foi destinada a servir, deve prover aos in-dividuos desta comunida
de àqueles recursos necessários à s\ia auto-educaçao, seja por colocar à disposição
literatura de alto-nivel ou material didático em nivel médio, ou promo^/er eventos de caráter sócio-cultural tais como palestras, exposições, cxirsos e semdnários.
Atribuir, no entanto, à Biblioteca de Empresa a funçac educativa parece ser aprio risticamente um absurdo.
A nossa experiencia de gerencia de uma Biblioteca de Enmresa e um projeto que desen
volvemos recentemente no sentido de dotar uma Empresa de um Sistema de Bibliotecas
com base em uma-Biblioteca Central Técnica e Bibliotecas Setoriais, técnica mas nao
funcionalmente subordinadas a Central, tera-nos levado a acreditar que a Biblioteca
de complexo organizacional tem neto somente funcao educativa, como também social

e

cultural. Chegamos a afirmar que a Biblioteca da grande Empresa deserpenha pa-j^a

a

comunidade empresarial a que serve o mesmo papel que, a nível macrosocial,
penha a Biblioteca Publica.

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desem-

�Discutiremos aqui, a nivel geral, por que afirmamos que também a Biblioteca de Enipre
sa tem responsabilidade social no plano educacional, e cultui'al.
2.

POR QUE /ÍTRIBUIR À BIBLIOTECA DE EMPRESA RE3POKSA3ILIPA.DE SOCI.AL ?
0 GIGANTiS^D Ef-RRESARIAL E A BIBLIOTECA DE EMPRES.íTCOM FUNÇÕES DE BIBLIOTECA
PÚBLICA E ESCOLAR.

A Biblioteca ds Empresa deve suprir as necessidade da comunidade de técnicos a

que

está destinada a servir, especificamente as necessidades a nível profissional.

Des

ta forma, a Biblioteca de Enç»resa é também especializada na aoi-/idade fim da Enipresa a que serve. As demais necessidades do indivíduo, em se tratando de Biblioteca ,
devem ser supridas pelas Bibliotecas públicas, escolares e universitárias.
No entanto, a moderna economia

faz gerar grandes conglomerados economicos, que po-

dem se desenvolver vertical ou horizontalmente dentro de uma mesma linha de 'orodu qão.

.Algumas vezes e difícil classificar um conglomerado.

As especialidades, as áreas de atuação da grande Empresa se diversificam. È di.fícil
afirmar que uma Biblioteca de vtma grande Empresa e especializada num assimto.
de regra o conglomerado atua

Via

em mais de um setor da economia o que requer ume lite

ratijra de base específica do assunto.
Da mesma forma a grande Empresa cria uma comunidade própria, com características es
peci^^icas.
De acordo com a área de atuação da Empresa, sua localização geográfica, sua estrutu
ra organizacional, ela pode até criar varias comunidades com cara.cterísticas

pró-

prias que se constituem em núcleos urbanos.
A grande Empresa governamental ou privada gera novas corranidades sociais dentro

de

outra.s comunidades maiores ou comunida.des geograficamente isoladas. Os escritórios
centrais de una grande Empresa ou as fábricas fora io perimetro urbano são comunida
des com características próprias.
Para esta grande Ent&gt;resa o seu Sistema de Bibliotecas tem cue suprir as funções das
demais Bibliotecas, \risto nao existir nas coimonidades fora dos centros urbanos
gãos que posssam assumir estas funções ou porque a comuniiade característica

órpor

ela gerada, dentro de um núcleo urbano muito maior, não podem ser supridas adequada
mente pela rede de Bibliotecas destinadas a este fi.m.
Defendemos o principio de que urna .Biblioteca ou Sistema de 3iblioteca.s de um^ grsnde Empresa perde a sua finalidade especificamente teenica para ganhar características ta-mbem de Bibliotecas Públicas e Escolares. Isto pode ser facilmente e.ntendido
se verificamos alguns casos das emprese.s com fabricas distannes centenas de ouilome
tros dos centros urbanos e que para suprir as necessidades de seus técnicos e ooerá
rios tes’. que criar todas as condiçoes necessárias a 'oma comunidade urbana.
Sao construidas escolas, unidades medicas locais, centrais ãe abastecimento, clubes,
cinemas , etc. via de regra, a Bibüoca .Publica, Escolar ou Univ^ersitaria está ausen
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�te desta coaiunidade.
5.

COMO A FUIÍQÃO EDUCACIONAL, SOCIAL E CULTUIV.L ATRIfí'IinA À BIHLIOTEOt\ DE Ef^IPRESA
PODE SERVIR PARA QUE ESTA CUMPRA SUA FUNÇÃO TÉCNICA.

3.1.

A Função Técnica que nao se cumpre.

A Biblioteca de Finpresa está destinada a manter a com.’jnid.ade de técnicos a que serve, permanentemente informada acerca das inovapoes técnicas restritas ao sou canç50
específico de atuação. 0 indivíduo entendido como ser social nao participa como fa
tor que orienta a organização e iraplantaçao de tal Biblioteca. É o técnico que

de

senvolve o seu trabalho específico que determina e orienta a atuaçao da Biblioteca.
A Qnpresa canaliza recursos, planeja, organiza e mantem uma Biblioteca técnica especializada com base nestes critérios.
No entanto, na maioria das vezes, a Enroresa verifica que o instrumento que deveria
servir á comunidade de técnicos nao esta sendo bem recebido e que está havendo mui
tas vezes resistência ã criaçao de unm Biblioteca ou ainda que as caríssimas coleções de revistas técnicas com indices para

acesso a assuntos altamente especiali-

zados estão às moscas.
Sera que seus técnicos consideram a organizaçao do acervo segundo a

Classificaçao

Decimal muito complicada e nao conseguem localizar o material de que necessitam?
Será que a Biblioteca está mal localizada ? Seus serviços nao estão sendo divulgados ?
É possível que a resposta nao seja tao complicada. E possível que a ecsmunidade

de

técnicos nao consulte a Biblioteca porque nao tem o habito de usar a Biblioteca co
mo instrumento de trabalho.
Folhetos de divulgação, serviços de alerta, etc podem solucionar o impasse a cturbo
prazo. Mas 'uma nova geraçao de técnicos vira e o problema retomará. É precisociiar
então condiçoes tais que eduquem o técnico ou o operário a considerar a Biblioteca
de sua Empresa como elemento de trabalho. Este procePsO de "educação" ou

formação

de hábitos deve ser continuo e se auto-suprir a longo prazo, sendo tra.osmitido

a

cada nova geraçao de técnicos.
A.creditamos que através da fimçao educacional, social e cultural, atribui da à
blioteca de Empresa este objetivo possa ser alcançado.

5.2,

Consultar a Biblioteca:

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Habito a ser desenvolvido.

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�Afiraamos, portanto, quG nossas tradições culturais tem lnç&gt;edido, de modo geral, que
o estudante ou o cidadao comum brasileiro veja na Biblioteca Escolar, Universitária
e Pública, o instrumento mais barato e mais indicado para o seu auto-aperfeiçoamento.
De modo gerad, o estudante universitário brasileiro chega ao final do seu bacharelado sem conhecer adequadamente cs recursos que tem dispcrâveis na Biblioteca da Facul
dade, Escola ou Universidade’a"que pertence.

Nao por

emissão da Biblioteca ,

mas

porque ele reage a este hábito. Da mesma forma, o operário não qualificado ou de bai
xa qualificação desconhece estes recursos.

Ao ser admitido na Bnpresa que igusdmente dispõe de uma Biblioteca, agora planejada
e organizada para atender aquela microconrunidade de técnicos, operários

e gerentes,

o recem-formado técnico ou operário continuará ignorando os recursos de que

cüírpoe

na Biblioteca da sua Enqjresa.

0 engenheiro, o médico, o advogado continuarão usando os seus velhos manuais da Esco
la e ignorarao, talvez, que a Biblioteca de sua Erpresa já

possui uma edição

recente daquele manual. Locomover-se do seu local de trabalho para ir

à

mais

Biblioteca

nao è loma atitude expontânea neste técnico, que já troiuxe na sua be.gagem universitária o mau hábito de n?.o consiiltar a Bibli oteca de sua Escola. S agora, nao

consulta

a Biblioteca de sua Empresa.

A situaçao piora no caso

do operário nao qualificado, porque ele teme a Biblioteca.

Aquele amontoado de li^vros com numerozinhos nas capas, com letras embaralhadas

numa

língua estranha o assusta mas também o fascina. Quando conseg'.iimos vencer a barreira
que o impede de falar conosco, bibliotecários, iescobrimos maravilhados nos ollios do
homem simples de macacao sujo que faz a limpeza a noite uma pala^vra de agradecimento.
Perdendo o medo, ele começa a descobrir conosco, nas horas vagas, que as

Encic3.opé-

dias contêm quase tudo que ele gostaria de saber.

É preciso levar o individuo a Biblioteca, pois e na Biblioteca que ele

encontrará

disponível a literatura de que necessita para o seu auto-apej-feiçoamento.

&gt;!as levar

o indivíduo ã Biblioteca, significa modificar hábitos de comportamento adquiridos eu&gt;
longo de toda sua vida.

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�|li.
'

A FüT^JÇÃO EX'CACIONAL, SOCI-AX E CrJLTURPX ATRIBUÍDA Ã__BIBLIOTSCA DE EMPRSSuA CO?®
FATOR DE MOTIVAÇÃO DO INDIVÍDUO; A DESPERSONALIZAÇAO DO INDIVÍDUO E A ESCALADA KA HTEPARQIHA EMPRESARIAL.

Dentro do gigantismo empresarial, o indivíduo toma-se ■'«■átima do seij próprio esforço
para o desaivolvimento pessoal, perde sua identidade e se toma parte da grande

Em-

! presa. Seu interesse pelo trabalho diminue e sua produtividade decresce; a escalada
hierárquica empresarial e longa e seu trabalho se toma fonte de tensão.

0 indivl -

duo desconhece a importância do trabalho que realiza na grande máquina empresarial e
a sua unica e grande motivaçao e esta escalada em direção a cargos e salários elevados, nao condizentes muitas vezes, com o seu nivel de competência.
A Biblioteca de Empresa com função educativa é um elemento que a grande Empresa pode
lançar mão para ajustar o indivíduo á sua função.

5.

MAS AFINAL, 0 QUE É ATRIBUIR A FUNÇÃO EDUCACIONAL, SOCIAL E CULTURAL À BIBLIOTECA DE EMPRESA ? A REDE OU SISTEMA DE BIELIOTECA.S DA GRANDE EMPRESA.

Viemos feCLando em atribuir a função educacional, social e cultural k Biblioteca

de

j Empresa, mas em termos práticos o que isto significa ?

Entendemos que no planejamento do Sistema ou Rede de Bibliotecas que atenderá a gran
de Empresa, tres características da Empresa orientarão este planejamento:
a)

o tipo de estrutura organizacional

b)

a localizaçao geográfica dos setores da Empresa e/ou de suas subsidiárias, filia
das, etc.

c)

a quantidade de empregados

: A partir destas características o Sistema ou Rede de Biblioteca deverá prever a orga
nização paralela as ribliotecas Tecnica.s e Especializadas, de ribliotecais de Lazer e
Escolares.

b.l.

A Biblioteca de Empresa como Biblioteca Técnica e Especializada.

Cabe ks "Bibliotecas Técnicas e Especializaias" da Rede ou Sisrema as funções da Biblioteca de Empresa e da fciblioseca Universitária ou de Pesq^oisa, ou seja, deve

dis

por de documentação e ser\lços cue possam suprir as necessidades dos técnicos de nív'-*l superior e operacionais, no exercicio de saas :\mçoes, e proporcionar condições
de atualizaçaio e pesquisa em suas areas de atuação.

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-li/

�DizeT.os 0’ie esta Biblioteca de Eknpresa poderá ser Técnica ou Especializada era fimqão
do ceinipo de atuacao da grande Empresa. Se esta atua era diversas ai~eas econoraicas podamos dispor na Rede:
a)

de Bibliotecas especializadas em ass'ür.tos relativos a cada area de atua:^ao
mrar.de Empresa

da

bl

de Bibliotecas Técnicas pue reunam, ass^untos relativos as areas de atuação da
mrande Empresa, ou relativos a algumas das areas. neste caso a Biblioteca de Snpresa não sera especializada em determinado assunto

c)

de um complexo de Bibliotecas Técnicas e Especializadas

0 trinônio localização + estrutura ■*- quantidade de empregados indicara a melhor
cpção,

5.2.

A Biblioteca de Empresa como Biblioteca Escolar,

Cabe às "Bibliotecas Escolares" da Rede ou Sistema, as f^unçoas da Biblioteca Escolar
do 19 e 29 grau e ainda de cursos profissionalizantes.
0
A grande Empresa mantem Escolas de 19 e 29 grau para os filhos de seus espregaàos lo
tados em 'unidades ou setores longe dos centros 'urbanos. lía maioria das vezes,

estas

escolas sao as únicas disponiveis em uma região distante centenas de quilômetros dos
centros urbanos.

Da mesma forma, a grande Empresa mantem, curses profissionalizantes para o seu pes soai operacional. Estes cursos, em ni'/el medio, sao ministrados também na unidade ou
setor longe dos centros urbanos. Via de regra, o Centro de Eormaçao de Pessoal

para

operaçao funciona junto à unidade para a quai forma o pessoal.

Noutros casos, sao mantidos

convênios para form.açac de pessoal entre Empresas e cea

tros de pessoal, que formam, simultaneamente, técnicos para \'U.ria.s Empresas.
cursos requerem literatura especializada, com ?-gravarites:

Estes

esta literacura nao

está

disponivel para compra no setor ou unidade d?_ Erroresa onde f^unciona o c'urso e, mesmo
que estivesse, o poder aquisitivo do treinando, normalruente recrutado na.s localida des urbanas próximas nao permite a compra de tsE. literatura.

Desta forma a Rede de Bibliotecas da Empresa ieve suprir as funções de Bibliotecas
Escolares.

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�Sstas xinidades da Rede, mesmo que localizadas numa mesma unidade ou setor onde

ja

f^.nciona ■^jma Biblioteca Técnica ou Especializada, nao devem estar fisicamente localizadas no mesmo prédio, uma vez que os requisitos ambientais para cada uma

delas

são diferentes.

No item 5.4, descrevemos como supomos que estas unidades da Rede devem se interligar.

5.3«

A Biblioteca de Earoresa como "Biblioteca de Lazer".

Se já dissemos que a grande Empresa cria uiaa comunidade de características próprias,
esta comunidade a semelhança de qualquer outra se caracterizará por anseios, aníbi —
çoes, expectativas e tensões. A Rede de Bibliotecas da Eisjresa suprindo esta comuni
dade de literatura e material de lazer, adequadamente escolhido, poderá desenvolver
e canalizar a criatividde de seus indivíduos;

ajustando-o a sua fiftiçáo na Ecpresa,

melhorando o seu nível cultural, fazendo-o ter melhor compreensão do contexto sócioeconomiCO-cultural do qual é parte integrante.

Esta afirmativa e reforçada no caso das unidades e setores geograficamente isolados
onde o indivíduo "acorda", "trabalha", "come," 'Srive" e "dorme" com a Enpresa.

Nesta unidade isolada a responsabilidade social da Ezpresa se avoluma e cabe, somen
te a ela, manter não só o indivíduo, mas também sua família em um nível de satisfação desejável.

A Biblioteca de Lazer pode não só fornecer a literatura e o material necessário, mas
também tomar a si a iniciativa de promoções de caráter cultirral, muitas vezes, consi^
gnadas aos setores de operaçao da grande Empresa ou aos cluoes com carater esportivo.

A promoção de palestras, conferências, reuniões, concursos, projeção de filmes, se£
soes de slides, de música, poderão despertar no individuo, isolado na comunidade

-

distante do centro urbano, ou no individuo "isolado" no grande centro urbano o instinto de participacao, de cooperação. A sua satisfaçao, o seu ajustamento ao gnipo
de trabalho serão decorrências lógicas.

Cabe ã Biblioteca de Lazer criar e desenvolver na comunidade a que serve o há.bito de
consultar a Biblioteca.
Se o indivíduo vai ã Biblioteca por auto-recreaçao, para conversar, se divertir, dis
cutir os problemas da sua comunidade ele aprendera a aliar um.a motivaçao positiva a
constilta à Biblioteca.
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�Dai sera apenas ■'om passo leva-lo expontaneanente ao auto-aperfeiçcanento

através

das Bibliotecas Escolares, Tecnica.s e Especializadas da Rede, S o mais inçiortante é
que este deseco de auto-aperfeiçoamento pode estar aliado nao somente ao desejo

de

escalar a hierarquia empresarial em di.recao a aluos cargos e salários, fonte de ten
sao e insatisfaçao do indivíduo, mas também pode estar aliado ao desejo genuíno

de

auto-aperfeiço£iTaento, de saber mais para compreender melhor.

5.^.

0 Setor Cultural de uma unidade geograficamente isolada.

Supomos qine era setores ou unidades geograficamente isolados, possam ser formados se
tores culturais. 0 Setor Cultural compreendería:

as Escolas, os Centros d.e Foma -

ção, o Clube e as Bibliotecas da Rede.

Supondo uma comunidade que disponha de uma Biblioteca Escolar, de uma Técnica ou Es
pecializada e de uma de Lazer, consideramos que:

a)

cada •'oma delas deve estar localizada em prédio proprio&gt; especialmente desenhsido
e construi, do para este fim .

b)

os prédios devem estar próximos mas nao •vizinhos, mas ao alcance de uma caminha
da

c)

em ca.da prédio deve ser possivel a^^.sta^ 'jm ou todos os outros prédios das Bibliotecas: o indivíduo deve se sentir parre de um sistema, e a transição de una
Biblioteca para ouxra deve estar clara para ele:
deixar de consultar a Biblioteca Escolar para consultar a Técnica deve ser ijma atitude instintiva, na medida em que o indivíduo avança na sua fornaçao escolar.

d)

a Biblioteca Escolar deve estar situada -vizinha a Escola, mas nao no prédio da
Escola; e preciso q-ae a crianca nao identifique a Escola com a Biblioteca, caso
contrario ao deixar a Escola, deixara também a Biblioteca

e)

da mesma forma, a Biblioteca Escolar áe\*e estar -vizinha ao Centro de Formação ,
e a de Lazer, ao Clube.

f)

a Biblioteca Técnica ou EspeciaJLizada deve estar próxima d?.s demais e
^'izirLha
a Vila Residencial dos técnicos de nivel superior e medio; de preferencia,
no
acesso à Vila: nao deve ser preciso dar voltas para passar pela Biblioteca para apanhar um livro depois do trabalho

g)

os horários de funcionamento de qualquer uma ielas devem ser os mais flexíveis
e se possivel, o seu pessoal, deve trabalhar er_ mais de um turno, sendo irprescin
divel que estas Bibliotecas funcionem à noi-ce

h)

sistemas de "auto-serviço" podem ser organizados e a qualquer hora o indl-víduo
poderá devolver o seu livro e apanhar imi livre q-oe estava reser^/ado emi seu nome

i)

o ambiente em cada uma delas deve ser arejalc, moderno, limpo e agradável, condizente cora o nivei socio-económico-coltiaral ia comunidade a que serve; o luxo,
a linha moderna do mobiliário, cores exuberantes, poderão assustar o inü-víduo

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�se ele nao vier de uma conrinidade urbana maior.
E preciso que o individuo ao
transpor a porta de entrada da Biblioteca nao sinta nenhuma transiçao de ambiente. Se sao usEudos vasos ornamentais, as plantas e flores deve ser nativa da região.

!

5.5.

Subordinação da Rede de Bibliotecas ao Setor de itocumentaçao da Empresa.

Esta Rede de Bibliotecas deve estar subordinada ao Setor de Bocumentaçao da Ençresa
que está tecnicamente habilitado a planejar, organicar e manter tais imidades.

Iso entanto, suas políticas de atuaçao devem ser estabelecidas de acordo com a orien
tacão dos setores técnico e de operação e das unidades de bem-estar-social,

A orientação da iniciativa de promoçoes sócio-cialt’Jirais deve partir da unidade da Eteipresa encarregada do bem-estar social, cabendo a execução destas promoçoes ao Setor de Documentação.

Um Sistema ou Rede de Bibliotecas de uma grande Ecrpiresa deve dispor de uma Assessoria composta de um técnico em nivel superior especializado na atividade fim da Ea presa, um técnico em Administração, com especialização em 0 &amp; M, um técnico em Ensl
no, um técnico em Assistência Social.

Esta -Assessoria estaria diretamente ligada a chefia do Setor de Documentação que ge
re a Rede.

5.6.

Acervo das Bibliotecas da Rede e Pessoal Encarregado.

Deixamos de abordar aqiai aspectos relativos ã ccirposiçsio do acervo das Bibliotecas
(tipo de material, orçamento, etc.) e o tratamento deste acervo (catalogaçao centra
lizada ou nao, Classificaçao Decimal X Classificações especificas, etc.), assim co
mo a formaçao do pessoal técnico e a;oxiliar qiue a"ionara a Rede.

A.creditamos

somente estes aspectos poderiam se constituir num trabalho à paj*te, eis porque

que
a

omissão.

?or outro lado e bom deixar claro que, qusndo nos referimos a Biblioteca estamos quase nos referindo a tuna "Unidade de Documentaça- " e nao
seu sentido restrito:

a

uma Biblioteca

a nossa "Biblioteca" dispõe no seu acervo de livros, revis -

tas, discos, slides, filmes, microfilmes, microfichas, fitas magnéticas e todo
equipamento audio-visi.ial e de microfi Imagem necessário ao uso deste material.

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�6.

POR QUE A GRANDE EI-ÍPRSSA DEVE ASSüííER A FUNÇÃO EDUCACIONAL, SOCI.AL E CULTURAL ?

Como já dissemos, se a Empresa cid.a na sua gestãxs comunidades com características
próprias, ela assume a responsabilidade social de educar e promnrver a inçilementaçsuD
do nível cultural dos indivíduos destas comunidades.

Uma solução seria carrear os recursos de que dispõe para o órgão público que assund
ria função educativa.

Do ponto de vista exclusivamente técnico, acreditamos que

a

melhor solução não é carrear estes recursos para o órgão público, mas a Empresa assumir estas funções desde que dispõe de recursos materiais humanos suficientes para
tal, e que estes recursos podem fluir através de uma estrutura organizacional já
montada, sem onerar ou sobrecarregar os órgãos, e que é possível Tima atuação

-

mais

eficiente desde que a Empresa, atuando sobre microcosunidades que ela própria gerou,
saberá delimitar com maior precisão as suas próprias necessidades.

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BÁSICO DO SISTEMA OU REDE DE BlBLiOTECAS DE UMA GRANDE EMPRESA

PROPOSTO

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ORGANOGRAMA
CONFORME

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�ORGMOGRAJ^ÍA BÁSICO DO SISTEIÍA. OU REDE DE BIBLIOTECAS DE UMA GRANDE EMPRESA CONFORME
PROPOSTO.

Especificação dos órgãos

1

-

Setor de Doc\imentaçao_ _

2

-

Rede de Bibliotecas Chefia

3

-

Assistentes Especializados em Documentação

U

-

Assessoria para assuntos nao documentais

5

-

Secretaria .Administrativa

6

-

Biblioteca Central

7

-

Grupo para Implantação de Bibliotecas

8

-

Setor de Bibliotecas de "Lazer"

9

-

8.1.

Biblioteca

"A"

8.2.

Biblioteca

"B"

8.3-

Biblioteca

"C"

Setor de Bibliotecas Técnicas e Especializadas
9.1.

9.2.

10 -

Bibliotecas Técnicas
9.1.1.

Biblioteca

"D"

9.1.2.

Biblioteca

"E"

9.1.3.

Biblioteca

"F"

Bibliotecas Especializadas
9.2.1.

Biblioteca

"G"

9.2.2.

Biblioteca

"H"

9.2.3.

Biblioteca

"l"

Setor de Bibliotecas Escolares
10.1. Bibliotecas Escolares
10.1.1.

Biblioteca

"J"

10.1.2.

Biblioteca

"K"

10.1.3.

Biblioteca

"L"

10.2. Bibliotecas de Cursos Profissionalizantes
10.2.1.

Biblioteca

"M"

10.2.2.

Biblioteca

"N"

10.2.3.

Biblioteca

"0"

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�LOPES, Jeenete da Silveira, DSNIZOT, Eliane Ribeiro e KASCIIiErJTO, Cecília

íiaria

Pereira do. Biblioteca de Empresa com função educacional, social e ctiltural.
Rio de Janeiro, 1975.

É suposta uma Rede de Bibliotecas de Empresa composta de Bibliotecas Técnicas,
Especializadas, Escolares e de "Lazer". A Biblioteca de Enpresa assume então
funções educacionais, sociais e culturais. A. f^unça^ educacional, social e cultural como fator de motivação do indivíduo. Setor culttiral de uma, unidade

ou

setor da Empresa geograficamente isolado. Subordinação da Rede de Bibliotecas
ao Setor de Doc\unentação da Empresa. A composição do acervo das Bibliotecas da
Rede Pessoal técnico encarregado da Rede.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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