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BIBLIOTECA 24 HORAS: a informação na ponta dos dedos
ZINSLY, S. M.1
DAMIANO, L. C. C.2
GARCIA, E. M.3
GUSTINELLI, M.4

RESUMO
Com base no Planejamento estratégico da Divisão de Biblioteca e Documentação da
ESALQ/USP este relato de experiência trata das ações de marketing empreendidas
por ocasião da X Semana do Livro e da Biblioteca. Visou impactar positivamente
seus clientes quanto à diversidade de bases de dados nacionais e internacionais
disponíveis na web, de forma a aperfeiçoar as formas de acesso e promover a
escolha assertiva de acordo com as necessidades de informação identificadas. O
sucesso do evento foi validado tanto pela parceria com as empresas fornecedoras
destes produtos como pelo empenho dos colaboradores da DIBD, enquanto
mediadores da informação na busca pela racionalização dos altos custos de
aquisição e pela garantia de resultados positivos para a produção científica no
âmbito institucional.
Palavras-chave: Marketing em bibliotecas. Capacitação de usuários.

ABSTRACT
Based on Strategic Planning of Esalq/USP Library Division and Documentation this
report of experience deal with marketing actions undertook by the time of X Library
and Book Week where it seeks to impact positively its clients regarding the diversity
of national and international data bases available in the web being that it could be
improving the access form as well to promote the quite choose according to
necessities of identified information. The event successful was validated even by the
partnership with supplier companies of these products as well as DIBD’s co-workers
effort mediating the information rationalization search of acquirement high costs and
guarantee of positive results to the scientific production in the institutional ambit.
Keywords: Marketing in libraries. Users training.

�2

1 INTRODUÇÃO
A Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD, da Escola Superior de
Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ, tem como papel promover o acesso e
incentivar o uso e a geração da informação, contribuindo assim, para a qualidade do
ensino, pesquisa e extensão, em todas as áreas do conhecimento, com a utilização
eficaz dos recursos públicos.
Orientada pelo compromisso com a democratização do acesso à informação
de forma eqüitativa, respeitando o patrimônio, a ética e os valores humanos, tem a
visão de ser um modelo brasileiro de excelência na gestão e disseminação da
informação até 2010.
Neste contexto, os profissionais da informação têm sido responsáveis por
colocar à disposição dos clientes os recursos de comunicação, informação e de
produção do conhecimento pertinente, exercendo um papel de gerenciadores d as
o p ç õ e s o f e re c id a s p e lo mundo virtual e digital, a p a rt ir d as habilidades
exigidas para que sejam assertivos em sua atuação. De acordo com Cortes e Lopes
(2008), é necessário analisar se os serviços e recursos disponibilizados na web
atendem às reais necessidades de informação dos usuários de forma atraente.
Nesta linha de raciocínio, percebe-se claramente que há inúmeras
oportunidades a serem aproveitadas por profissionais arrojados e criativos enquanto
buscam por um perfil de rapidez e criatividade solicitado pelo ambiente em que atuam.
Silva (2007) preconiza que “as mudanças, em muitos casos, significam inovar ou
antecipar e, portanto, aceitar os ajustes, adaptar-se ou renovar-se”. O bibliotecário
precisa ter visão estratégica; ter visão econômica; adotar técnicas de qualidade e
marketing; saber trabalhar em equipes multidisciplinares; ser gestor e não mais
“guardião” da informação; saber manipular com habilidade as tecnologias da
informação e utilizar tais tecnologias para redefinir tarefas antigas.
Em síntese, a prática cotidiana do profissional da informação passa pelo
compromisso de ser um agente na mediação entre os conjuntos de conteúdos
digitais e seus potenciais clientes, criando condições para sua recuperação seja
eficaz frente ao novo contexto de espaço e tempo que se estabelecem.

�3

1.1 Contextualização do Evento
A DIBD/ESALQ realiza há 10 anos atividades em comemoração à
Semana do Livro e da Biblioteca, evento que ocorre simultaneamente em todo o
Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBi da Universidade de São Paulo – USP. Em
Piracicaba, o tema proposto pela DIBD para 2007 foi “Serviços On-Line: Biblioteca
24 horas”, escolhido a partir da necessidade identificada junto aos seus clientes de
divulgar as principais fontes de informação científicas e tecnológicas disponíveis aos
pesquisadores na internet, tanto aquelas adquiridas em parcerias com Agências de
Fomento, quanto as de acesso livre.

2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Perfil da Organização
A Divisão de Biblioteca e Documentação – DIBD, funcionando desde
1901, está subordinada administrativamente à Escola Superior de Agricultura “Luiz
de Queiroz” – ESALQ, da Universidade de São Paulo – USP, e inserida entre 40
bibliotecas que compõem o Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBi / USP.
Seu core business é a prestação de serviços de informação em diferentes
suportes para docentes, pesquisadores, alunos, bem como para funcionários,
instituições e para a comunidade, em âmbito nacional e internacional. Para melhor
dimensionar o porte da DIBD, alguns itens merecem destaque (Ano base 2007):
Nº de Clientes

Nº de

Freqüência

Nº de

Atendimentos

Acessos

aos Clientes

ao Site

Acervo

Nº de

Recursos Financeiros

Computadores
(R$)

da DIBD
Reais
3.840

Potenciais
5.277

61.997

Quadro 1 – DIBD em números

154.510

308.238

436.725

118

Externos

Internos

603.299,65

42.639,60

�4

2.2 Objetivos
A partir destes números, viabilizou-se a proposta de realização de um
evento acadêmico de grande impacto objetivando:
- Aproximar os fornecedores das bases de dados e os pesquisadores da ESALQ /
USP (alunos de graduação, pós-graduação e docentes), através da realização de
oficinas de treinamento interativas.
- Mobilizar a comunidade acadêmica da ESALQ / USP para conhecer na prática os
modernos recursos disponíveis na web, viabilizando a recuperação eficaz da
informação diante da diversidade de fontes existentes.

2.3 Ações realizadas
As duas ações de marketing propostas aconteceram simultaneamente, e
foram fundamentadas em duas frentes, descritas a seguir.
2.3.1 Divulgação dos Serviços On-line disponibilizados pela Divisão de Biblioteca e
Documentação da ESALQ / USP
Ação realizada em stand montado no hall de entrada da Biblioteca
Central, com exposição de Banners e apresentação dos Serviços On-line:
•

Aquisição de Publicações: Sugestões para desenvolvimento do acervo
recebidas pelo formulário on-line (http://dibd.esalq.usp.br/aquisicao.htm).

•

Vocabulário Controlado do SIBi/USP: Apresentação da terminologia
adotada para a indexação da informação nos Bancos de Dados da USP
(DEDALUS e PERI) (http://www.sibi.usp.br/vocab).

•

Virtual Private Network – VPN ou Rede Privada Virtual: Serviço de
conexão à Internet, disponibilizado pelo Centro de Informática na Agricultura
– CIAGRI para acesso a publicações eletrônicas de acesso restrito a partir de
um

computador

localizado

fora

do

campus

(http://www.ciagri.usp.br/recursos/vpn.php).
•

Normalização e Editoração: Orientação na elaboração de trabalhos técnico-

�5

científicos, utilizando as normas da ABNT, adotadas pelos cursos de
graduação e pós-graduação da ESALQ (http://dibd.esalq.usp.br/netec.htm).
•

Base PERI: Base de Dados da Literatura Periódica em Ciências Agrárias,
com cobertura de certa de 300 títulos de periódicos selecionados desde
1975,

com

aproximadamente

71.000

artigos

científicos

indexados

(http://dibd.esalq.usp.br/peri.htm).
•

Produção Bibliográfica USP: Possibilita a localização de documentos
publicados desde a década de 80, nos diferentes formatos e suportes (Livros,
Teses, Artigos de Eventos e de Periódicos, Entrevistas etc.) que compõem a
Produção

retrospectiva

dos

Docentes

da

USP.

(http://143.107.253.125:4500/ALEPH/POR/ESA/ESA/ESALQ/).
•

Comutação Bibliográfica: Serviço que permite o recebimento de cópias de
documentos que constam em acervos de Bibliotecas do Brasil como também
de instituições no exterior (http://dibd.esalq.usp.br/comut.htm).

•

Empréstimo entre Bibliotecas: Serviço que possibilita o acesso a livros,
teses, monografias e folhetos de outras bibliotecas (USP, UNESP, UNICAMP,
UNIMEP entre outras) (http://dibd.esalq.usp.br/eeb.htm).

•

Renovação on-line e Inscrição do usuário: É permitido para todos os
inscritos na DIBD, incluindo o corpo docente e discente do Campus,
funcionários e pesquisadores, para renovação de materiais sem reserva e
sem atraso. O pedido de renovação on-line deve ser efetuado com 1 dia de
antecedência ao prazo de devolução.�(http://dibd.esalq.usp.br/renova.htm).

•

Stand “Prêmio Paulista de Qualidade de Gestão – PPQG”: Apresentação
da trajetória da DIBD na conquista da medalha de bronze (pontuação
superior à de 2003), com reconhecimento do governo estadual.

2.3.2 Oficinas presenciais de demonstração on-line de Bases de Dados nacionais e
internacionais disponíveis na USP
Ação realizada no auditório da Biblioteca Central, a partir de
equipamentos disponibilizados aos palestrantes convidados para explanação,
através de demonstração interativa com o público. As oficinas aconteceram em
curtos espaços de tempo, de acordo com a temática do período, durante toda a

�6

semana.
A partir do site da DIBD (http://dibd.esalq.usp.br) foram demonstradas as
Bases de Dados nacionais e internacionais disponíveis, agrupadas por área de
interesse dos cursos: Ciências Agrárias, Ciências dos Alimentos, Ciências
Biológicas, Ciências Ambientais e Florestais e Ciências Econômicas e Sociais.

2.4 Público-alvo atingido
Além de diversas Instituições de Ensino e Pesquisa parceiras, foram
convidados para participação das oficinas e exposição 234 Docentes da ESALQ,
1037 Alunos de Pós-graduação (Mestrado e Doutorado) e 1932 Alunos de
Graduação. Foram registrados cerca de 1300 visitantes durante o decorrer do
evento, sendo que 600 usuários participaram das Oficinas oferecidas.

2.5 Parcerias e Patrocinadores
Consideramos a grande oportunidade de retorno para as instituições e
empresas parceiras na medida em que apoiaram iniciativas junto aos clientes USP,
quando houve grande exposição de sua marca através das ações propostas na
programação e de toda mídia espontânea gerada pelo evento. Somando o público
visitante, estimamos que as marcas dos patrocinadores foram vistas por cerca de
2.000 pessoas durante todo o evento. Houve sorteios diários de Brindes.
Os patrocinadores contribuíram de forma inequívoca para o resgate
cultural e sócio-econômico da cidade de Piracicaba, pois apoiaram atividades que
envolveram a pesquisa científica no campus “Luiz de Queiroz”. Enquanto segmento
da sociedade, o patrocinador foi indiretamente beneficiado, pois facilitou o acesso às
fontes de informações científicas internacionais agregando valor imediato aos
resultados das pesquisas acadêmicas.

�7

2.6 Canais de Divulgação e Marketing
O impacto da X Semana do Livro e da Biblioteca foi destaque na mídia
através do Sistema de Bibliotecas da USP – SIBi/USP, Site da DIBD, Site da
ESALQ, Câmara e Prefeitura Municipal de Piracicaba, Secretaria de Ação Cultural
de Piracicaba (placas de divulgação de rua), Assessoria de Comunicação, Rádio
Educativa FM, EPTV, TV Beira Rio, Jornal de Piracicaba, Gazeta de Piracicaba,
Listas de Discussão e Panfletagem em Salas de Aula e Restaurante Universitário,
Departamentos e Bibliotecas Setoriais.

2.7 Avaliação das Ações
Os resultados superaram as expectativas de toda a equipe envolvida na
organização do evento, que foi avaliado por 120 pessoas, através de questionários
entregues aos participantes inscritos nas Oficinas. Estes registraram vários
comentários neste sentido: -“Achei a iniciativa fantástica”; “Evento muito bem
organizado”; “Atendimento excelente pelos funcionários”; “Muito interessante a
iniciativa dos sorteios”.
Grau de importância do tema
“Serviços On-line” para melhoria do
desempenho das atividades de
pesquisa

Grau de satisfação em relação aos
Recursos On-line oferecidos

20
57

20

Muito importante
Importante
100

Pouco Importante
Sem importância

Muito Satisfeito
61

Satisfeito
Pouco Satisfeito
Insatisfeito

- Sobre as oficinas de bases de dados: - “Ótimas e esclarecedoras; informaram a
real importância das bases de dados e como utilizá-las”; “Muito adequadas, sugiro
serem repetidas todos os anos”; “Auxiliam muito nas pesquisas, pois facilitam o
acesso ao material didático”; “Bem estruturadas, com ótimos palestrantes e infraestrutura atraente aos alunos”.

�8

- Sobre o stand “Serviços on-line”: - “Ótimas explanações e apresentação de
conteúdo”; “Gostei, consegui entender melhor”; “De vital importância para
pesquisas no computador”; “Muito oportunas e interessantes as informações”;
“Fiquei extremamente satisfeito com o que vi”.
- Sobre o stand “Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão – PPQG”: - “Muito
importante e interessante, pois ferramentas da qualidade são utilizadas em meu
grupo de estágio”; “Importante prêmio para a melhoria em pesquisas”; “A
Biblioteca está realmente de parabéns pelos resultados da gestão”; “Estimula
organizações públicas a aderirem a um programa de gestão de qualidade”.
- Sobre o espaço de doação de publicações: - “Ótima oportunidade de aquisição
de documentos”; “Ótima iniciativa”; “Livros de boa qualidade”; “Muito bom;
pessoas às vezes não têm como adquirir livros. A ESALQ facilitou isso”.

3 CONCLUSÕES
A experiência da organização deste evento foi, sem dúvida, um marco na
trajetória profissional de cada Colaborador envolvido, e a metodologia desenvolvida
foi aprovada em sua totalidade tanto pelos Fornecedores da Biblioteca, quanto pelos
seus Clientes finais. O desenvolvimento de projetos deste porte com Planejamento,
Criatividade e Parcerias certamente agregou valor aos produtos da DIBD,
caracterizada por um Sistema de Gestão que permite a implantação de novas
práticas e melhorias na rotina dos funcionários de tal forma que seu impacto seja
percebido pelo usuário final.
Neste sentido, entendemos que a postura do profissional bibliotecário
deve contemplar muito mais que uma posição de “mediador” ou “facilitador” no uso
da informação. Enquanto cidadão, sua atuação deve considerar o alto custo das
bases de dados nacionais e internacionais disponíveis e as respectivas estatísticas
de uso. O aumento do uso das fontes de informação poderá ser muito mais
expressivo quando houver espaço para ações criativas e ousadas nas Bibliotecas,
visando dar maior significado ao investimento atualmente recebido.

�9

REFERÊNCIAS
CORTES, M.D.F.; LOPES, M.L. As bibliotecas universitárias federais brasileiras e a
acessibilidade das informações em seus websites. Revista ACB: Biblioteconomia
em Santa Catarina, Florianópolis, v. 13, n. 1, p. 117-129, jan./jun. 2008.
SILVA, P.M. Sistemas de informação em bibliotecas: comportamento dos usuários e
bibliotecários frente às novas tecnologias da informação. Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 5, n. 2, p. 1-24, jul./dez.
2007.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
REIS, M.M.O.; CASTRO, G. de. As rupturas tecnológicas na sociedade da
informação. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 8/9,
p. 88, 2003/2004.
SOUTO, L.F. (Org.). O profissional da informação em tempo de mudanças.
Campinas: Ed. Alínea, 2005. 102 p.

_____________________________
1

Silvia Maria Zinsly, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Divisão de Biblioteca e Documentação, smzinsly@esalq.usp.br.
2
Ligiana Clemente do Carmo Damiano, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura
“Luiz de Queiroz”, Divisão de Biblioteca e Documentação, ligiana@esalq.usp.br.
3
Eliana Maria Garcia, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Divisão de Biblioteca e Documentação, emgarcia@esalq.usp.br.
4
Midiam Gustinelli, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Divisão de Biblioteca e Documentação, mgustine@esalq.usp.br.

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>Com base no Planejamento estratégico da Divisão de Biblioteca e Documentação da ESALQ/USP este relato de experiência trata das ações de marketing empreendidas por ocasião da X Semana do Livro e da Biblioteca. Visou impactar positivamente seus clientes quanto à diversidade de bases de dados nacionais e internacionais disponíveis na web, de forma a aperfeiçoar as formas de acesso e promover a escolha assertiva de acordo com as necessidades de informação identificadas. O sucesso do evento foi validado tanto pela parceria com as empresas fornecedoras destes produtos como pelo empenho dos colaboradores da DIBD, enquanto mediadores da informação na busca pela racionalização dos altos custos de aquisição e pela garantia de resultados positivos para a produção científica no âmbito institucional.</text>
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E-LIS: um repositório digital para a Biblioteconomia e Ciência da
Informação no Brasil
WEITZEL, S. R.1
LEITE, F. C. L.2
MÁRDERO ARELLANO, M. A.3

RESUMO
Esclarece como surgiu a base que apóia os repositórios digitais, a função dos
repositórios digitais na comunicação científica e o papel do E-LIS para a
organização, disseminação e acesso internacional à produção científica brasileira
em biblioteconomia e ciência da informação.
Palavras-chave: Repositórios digitais. Repositórios temáticos. Repositórios
institucionais. Ciência da informação. Biblioteconomia. E-LIS. Produção científica.

ABSTRACT
This paper describes the bases of digital repositories, its function within the scientific
communication and the role of E-LIS in the organization, dissemination and
international access to Brazilian scientific publications in Library and Information
Science.
Keywords: Digital repositories. Subject repositories. Institutional repositories. Library
and information science. E-LIS. Scientific publication.

1 INTRODUÇÃO
A Internet na atualidade oferece não apenas as condições para apoiar um
sistema de publicação científica de forma controlada e de qualidade em meio digital,
mas também um novo tipo de acesso à produção científica. Os fundamentos que
norteiam tais transformações pressupõem que qualquer pessoa possa baixar
conteúdo sem pagamento.

�2

Essas duas novas características, isto é, o sistema de publicação
científica, e o novo tipo de acesso à produção científica evidenciam estratégias que
reformularam as condições de produção, organização, disseminação, acesso e uso
da informação científica e tecnológica (ICT) no mundo a ponto de afetar os papéis
que os atores – autores, editores, agências de fomento, bibliotecas, fontes de
informação, instituições de ensino e pesquisa – costumavam desempenhar no fluxo
da ICT. Dentre as alterações mais contundentes está o papel do autor que tem à sua
disposição ferramentas para publicar e/ou divulgar suas produções na internet.
Barreto (1998) explica que as alterações que vinham ocorrendo no final da década
de 1990 eram decorrentes de uma reestruturação do fluxo da ICT contribuindo para
as relações mais flexíveis, colaborativas e integrativas. Isto possibilita, segundo o
autor,

amplo

compartilhamento

de

idéias

entre

pesquisadores

e

demais

interessados.
A reestruturação do fluxo da ICT corresponde nos dias de hoje à
constituição de uma infra-estrutura que permite maior liberdade de acesso sem
prescindir da qualidade e de outros estatutos inerentes à ciência. A Iniciativa de
Arquivos Abertos (Open Archives Initiative – OAI) conseguiu estabelecer os
requisitos necessários para permitir a descentralização do processo de publicação
por meio de softwares de código aberto e protocolos de comunicação garantindo a
interoperabilidade entre sistemas de informação e o acesso permanente à produção
científica de qualidade. Evidentemente que esta transição não foi abrupta e ainda
está em curso de modo que cada vez mais somam mais adeptos e integrantes. Uma
parte significativa da comunidade científica mundial vem incentivando as vantagens
de se adotar tais requisitos por meio de movimentos em prol do acesso aberto1 a fim
de proporcionar maior desenvolvimento científico e tecnológico e também das
ferramentas que apóiam tal infra-estrutura. Considera-se que um dos elementos que
mais tem contribuído para a inovação no sistema de comunicação da ciência sejam
os repositórios digitais de acesso aberto, sejam eles institucionais ou temáticos.
O objetivo deste trabalho é esclarecer como surgiu a base que apóia os
repositórios digitais, sua função na comunicação científica e o papel do E-LIS para a
1

Acesso livre ou aberto neste contexto são sinônimos e significa que o texto pode ser baixado e lido
sem pagamento e que o ambiente onde este texto está armazenado é interoperável segundo as
bases da OAI.

�3

organização, disseminação e acesso internacional à produção científica brasileira
em biblioteconomia e ciência da informação.

2 A IMPORTÂNCIA DOS REPOSITÓRIOS DIGITAIS TEMÁTICOS
Antes de destacar a importância dos repositórios digitais temáticos no
processo de comunicação científica é necessário explicar como foi estabelecida a
infra-estrutura que a apóia.
A infra-estrutura desenvolvida pela OAI é constituída por três elementoschave: provedores de dados e provedores de serviços que se comunicam entre si
graças ao Protocolo OAI-PHM (Open Archives Initiative – Protocol for Metadata
Haversting). Os provedores de dados podem ser entendidos como unidades
próprias, com seus conteúdos e metadados tal como uma biblioteca, periódico
científico eletrônico ou repositório digital. Aos provedores de serviços cabe a tarefa
de coletar somente os metadados de vários provedores de dados independentes,
conforme a figura 1:

Figura 1 - Esquema de funcionamento da Infraestrutura da OAI
Fonte: OPEN ARCHIVES FORUM (c2003)

A inovação do processo de publicação, e, sobretudo, de comunicação
científica, está nos princípios que regem esta reestruturação que de acordo com
Triska e Café (2001) são: auto-arquivamento, interoperabilidade e revisão de pares.
O auto-arquivamento requer as seguintes ações do autor: cadastramento
em um repositório digital, preenchimento dos metadados correspondentes (autor,

�4

título, resumo, palavras-chave, entre outros) e upload do arquivo correspondente de
sua produção científica já veiculada pelos canais certificados pela própria
comunidade – artigos de periódicos, trabalhos apresentados em eventos,
dissertações e teses aprovadas, entre outros tipos de produtos científicos –
permitidos pelo autor e, quando aplicável, pelo publicador. Este procedimento
descentraliza a ação de seleção de itens de interesse e da representação descritiva
e temática racionalizando grandes custos para o tratamento da ICT. Aqui, caberá à
equipe desses repositórios a conferência da pertinência do item à política de
desenvolvimento de coleções digitais do próprio repositório bem como da qualidade
dos metadados e do arquivo. No Brasil, o auto-arquivamento é denominado também
de depósito.
A interoperabilidade é o recurso fundamental que permite que diferentes
provedores de dados (repositórios digitais ou periódicos científicos eletrônicos)
tenham seus metadados coletados por diferentes provedores de serviços. Isto é, os
provedores de serviços permitem uma busca integrada e unificada entre todos os
provedores de dados cadastrados. Dessa forma, caso um pesquisador faça uma
busca sobre o tema ‘bibliotecas universitárias’, o resultado da busca terá itens
provenientes dos mais variados provedores de dados. Ao clicar no item da lista de
resultados, o provedor de serviços encaminha diretamente para o repositório que
armazena aquele conteúdo. Ou seja, os textos completos estão armazenados nos
repositórios digitais e os provedores de serviços somente coletam os metadados
racionalizando o uso da capacidade dos servidores de cada agente no processo.
Portanto, a interoperabilidade é que permite este tipo de intercâmbio de dados. No
entanto, para que a estrutura funcione é necessário que todos os envolvidos adotem
o Protocolo OAI-PMH e padrão de metadados, como, por exemplo, o esquema
Dublin Core.
A revisão pelos pares é um princípio do acesso aberto que salienta que os
conteúdos a serem depositados em repositórios digitais devam ser de qualidade.
Para isso, é fundamental que a produção científica depositada seja oriunda dos
canais certificados pela própria comunidade, conforme visto. Por outro lado, é
possível depositar a produção científica não certificada. Neste caso, é recomendável
que seja preenchido o metadado correspondente às obras não certificadas por

�5

pares. Aqui são fundamentais a responsabilidade do autor e o papel da equipe do
repositório para garantir a fidedignidade no processo.
Visto como funciona a estrutura que apóia os repositórios digitais agora é
possível destacar sua importância e papel no fluxo da ICT aprofundando algumas
questões em relação aos repositórios digitais temáticos, sobretudo.
Primeiramente é preciso conceituar repositórios digitais de acordo com a
literatura especializada. Um repositório digital é considerado um arquivo digital que
reúne uma coleção de documentos digitais (EPRINTS, 2006). Nesse sentido, é
possível encontrar as expressões "repositórios institucionais" ou "repositórios
temáticos" (tradução dos termos em inglês subject ou disciplinary repositories), que
foram

adotadas

para

caracterizar

os

repositórios

digitais

que

reúnem,

respectivamente, a produção científica de uma instituição e de uma área do
conhecimento. Como exemplo de repositório institucional, o Glasgow ePrints Service
(www.eprints.gla.ac.uk), da Universidade de Glasgow, e como exemplo de
repositório temático o Organic eprints (http://orgprints.org/).
De acordo com Weitzel (2006) a função dos repositórios digitais “é permitir
o acesso organizado e livre às publicações e a toda a produção científica. Isto é feito
de forma descentralizada e dependente da iniciativa de cada autor”. Por esta razão,
é fundamental que os repositórios invistam em estratégias de incentivo ao autoarquivamento de modo que a área ou a instituição tenha maior representatividade.
A importância de repositórios desta natureza assemelha-se ao de uma
base de dados especializada, com a diferença do acesso livre aos metadados e aos
textos completos e dos padrões de interoperabilidade. Como a lógica da
organização da produção científica online está baseada em outra estrutura – a OAI –
é importante que as publicações primárias oriundas da produção científica estejam
agrupadas em fontes secundárias e terciárias de naturezas semelhantes para
proporcionar a identificação, seleção, uso e compilação da ICT. Tal como ocorreu no
mundo impresso, em que os periódicos científicos eram indexados em bases de
dados e estes em bibliografias de bibliografias, o mesmo deve ocorrer agora no
mundo digital. De acordo com Chin (1999, p. 6), a ausência destes mecanismos
prejudica a circulação dos novos conhecimentos produzidos pela ciência além de

�6

demonstrar o estágio em que uma disciplina se encontra em relação ao tratamento,
armazenamento e recuperação da ICT.
Portanto, os mecanismos de busca que as próprias fontes primárias da
atualidade permitem não são suficientes para promover a organização destas
coleções. Nesse sentido, percebe-se a grande contribuição da OAI com sua infraestrutura, uma vez que foi possível transpor para o meio digital a estrutura da
produção científica composto pelas fontes primárias (publicações científicas online),
secundárias (repositórios temáticos e institucionais) e terciárias (provedores de
serviços). A implementação e uso destes três tipos de fontes são urgentes para
promover o desenvolvimento científico na atualidade (WEITZEL, 2006).
Esta reestruturação fez com que os repositórios digitais se tornassem uma
via alternativa de comunicação na ciência na medida em que incorporam os
produtos do sistema de publicação científica, especialmente artigos de periódicos,
além de encurtar o fluxo da ICT. Este último aspecto refere-se ao tempo despendido
entre a produção da publicação e o uso por parte da comunidade científica.
Incorporando a infra-estrutura OAI, as iniciativas fomentadas pela própria
comunidade científica envolvida permitiram o desenvolvimento de estratégias de
ação voltadas para periódicos e repositórios. Nesse sentido, a Via Dourada refere-se
à estratégia de publicação de periódicos eletrônicos como texto completo livre e a
Via Verde refere-se à estratégia de depositar os artigos provenientes de periódicos
restritos em repositórios digitais.
A literatura especializada tem questionado o papel dos repositórios
temáticos como estratégia efetiva de promoção do acesso aberto à informação
científica. Os argumentos giram em torno do fato de que tem se constatado
empiricamente que o fator que maximiza o auto-arquivamento e o povoamento em
repositórios institucionais é a implementação de políticas mandatórias de depósito
na instituição. De fato, as universidades e institutos de pesquisa dispõem de
mecanismos necessários para garantir a efetividade do acesso aberto à sua
produção científica, o que constitui o argumento defensor do auto-arquivamento em
repositórios

institucionais

Diferentemente,

o

e

não

em

auto-arquivamento

repositórios
em

temáticos

repositórios

ou

centrais.

temáticos

depende

exclusivamente da ação do autor, que podem ser mobilizados por meio de

�7

estratégias de marketing e conscientização dos benefícios do acesso aberto.

Por

outro lado, é necessário destacar também que os repositórios temáticos possuem
funções a serem cumpridas neste sistema de comunicação na ciência em relação ao
fortalecimento das áreas em que atuam.
Embora a ciência esteja constituída em uma emaranhada rede de
relacionamentos e fluxos de informação, as condições para sua produção,
organização, acesso e uso são diferenciadas em função do estágio de
desenvolvimento dos países ou regiões. Dessa maneira, o esforço coletivo para
fomentar o controle bibliográfico da produção científica internacional por disciplinas
ou áreas do conhecimento sob as bases da OAI tem potencial para garantir maior
representatividade e uma amplitude muito mais eficiente que no passado como as
bases de dados ou as bibliografias especializadas.
Os repositórios institucionais, ao contrário, não têm a vocação de espelhar
áreas de conhecimento, mas a produção institucional, ou seja, outro tipo de ação.
Além disso, a infra-estrutura de países em desenvolvimento e, sobretudo, de países
pobres não garante que todas as suas universidades e institutos de pesquisa
tenham as condições necessárias para criação de repositórios institucionais.
O Brasil deu o primeiro passo para a constituição de uma política nacional
para a organização da produção científica com a aprovação do Projeto de Lei
1120/2007 na Câmara dos Deputados em 5 de junho deste ano. O projeto prevê a
criação de repositórios institucionais para dissertações e teses bem como resultados
de pesquisa financiada com recursos públicos (IBICT, 2008). Mesmo que o Projeto
de Lei não garanta recursos paras as instituições, esta é uma boa notícia para a
comunidade científica brasileira, pois certamente estimulará a constituição de
repositórios institucionais.
Visto que os repositórios institucionais e temáticos têm funções distintas,
recomenda-se, portanto, depositar em ambos, tal como ocorre com os periódicos
que são indexados em várias bases dados. Para isso, a depender da tecnologia
empregada no repositório, é possível, a partir do sistema de identificadores
persistentes,

importar,

automaticamente,

disponibilizados em outros repositórios.

metadados

de

documentos

�8

3 REPOSITÓRIOS DIGITAIS DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
A

comunidade

de

profissionais

e

pesquisadores

das

áreas

de

biblioteconomia e ciência da informação gradativamente tem adotado o acesso
aberto como modelo alternativo de publicação e de comunicação do conhecimento
na área. Isto é perceptível ao constatar-se o surgimento de inúmeros recursos
eletrônicos criados sob os fundamentos do acesso aberto, seja para a publicação
propriamente dita, seja para a disseminação e acesso à produção científica.
No que diz respeito ao acesso aberto da publicação, correspondente à Via
Dourada, há uma quantidade significativa de periódicos científicos eletrônicos que
adotam a filosofia. Ressalte-se que apenas no Directory of Open Access Journals
(http://www.doaj.org/) estão registrados cerca de 90 periódicos científicos eletrônicos
que oferecem acesso aberto na publicação. Em relação aos repositórios digitais
(institucionais ou temáticos) correspondentes à Via Verde para o acesso aberto, a
área também tem à sua disposição ambientes para que pesquisadores e
profissionais auto-arquivem sua produção científica de modo a complementar a via
tradicional de comunicação científica, promovendo sua organização e ampla
disseminação.
Além disso, a biblioteconomia e ciência da informação contam, também,
com provedores de serviços especializados, além daqueles multidisciplinares. Suas
principais funções são centralizar a coleta de metadados e os mecanismos de
buscas sobre todos os repositórios digitais (institucionais, temáticos, de eventos ou
bibliotecas digitais) e periódicos científicos eletrônicos que compartilham padrões de
interoperabilidade comuns. A seguir serão explorados alguns dos provedores de
dados e provedores de serviços especializados em biblioteconomia e ciência da
informação que se destacam tanto no exterior quanto no Brasil.

3.1 Provedores de serviços – mecanismos de buscas
Os provedores de serviços têm como principal utilidade reunir e permitir
acesso unificado a diferentes fontes de informação distribuídas em todo o mundo, de
modo que seja possível agilizar a comunicação entre produtores e consumidores de

�9

informação na área. Os provedores de serviços da área de biblioteconomia e ciência
da informação são:
a) Metalis (http://metalis.cilea.it/): coleta metadados de 9 repositórios digitais
mantidos por instituições que oferecem acesso integral a conteúdos das áreas de
biblioteconomia e ciência da informação. Trata-se do primeiro provedor de serviços
especializado na área e é mantido pela AePIC (Advanced e-Publishing
Infrastructures

do

Consorzio

Interuniversitario

Lombardo

per

l'Elaborazione

Automatica - Cilea). Note-se que o Metalis não trabalha em conjunto com periódicos
científicos eletrônicos.
b)

Bibliorandum

(http://www.bibliorandum.net/):

buscador

especializado

em

biblioteconomia e ciência da informação que faz uso do protolocolo OAI-PMH, de
tecnologia RSS e da ferramenta Google Custom Search para reunir diferentes
recursos de informação tais como periódicos científicos, blogs, repositórios digitais e
notícias em um único serviço de informação. A inovação não reside na tecnologia
empregada, mas sim no fato de agregar fontes de informação provenientes de
diferentes canais de comunicação.
c) Search Digital Library - SDL (http://drtc.isibang.ac.in/sdl/): iniciativa do
Documentation Research and Training Centre (DRTC) do Indian Statistical Institute
of Bangalore, coleta atualmente 9 provedores de dados (repositórios e periódicos
científicos eletrônicos), totalizando aproximadamente 22.200 registros.
d) DL Harvest (http://dlharvest.sir.arizona.edu/): criado e mantido pela University of
Arizona, coleta metadados de 14 provedores, dentre eles repositórios e periódicos
científicos eletrônicos, atingindo cerca de 30.000 registros.
e) Holmes (http://www.holmes.feudo.org/): primeira experiência brasileira com
software de provedor de serviços baseado no protocolo OAI-PMH. Criado pelo
Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia. Atualmente
coleta metadados de 34 provedores de dados (repositórios digitais e periódicos
científicos eletrônicos) reunindo cerca de 26.000 registros.

�10

3.2 Provedores de dados – repositórios institucionais
Como dito anteriormente, repositórios institucionais reúnem e permitem
acesso à produção científica de uma instituição. Embora trabalhem com conteúdos
de biblioteconomia e ciência da informação, os repositórios mencionados a seguir
são institucionais, pois se dedicam apenas à produção intelectual de uma instituição.
Mesmo estando disponíveis para a coleta e uso, apenas aos membros da instituição
é permitido o auto-arquivamento. Associações profissionais, sociedades científicas,
departamentos de ensino de universidades (recorrentemente denominados na
literatura por ‘repositórios departamentais’) e institutos de pesquisa são algumas
organizações mantenedoras dessas iniciativas na área.
a) Australian Library and Information Association E-prints – ALIA Eprints: (http://eprints.alia.org.au/): o objetivo do repositório institucional da Associação Australiana
de Biblioteconomia e Ciência da Informação é complementar a via tradicional de
publicação científica e aumentar a visibilidade e acessibilidade aos resultados de
pesquisa na área. Atualmente o ALIA Eprints provê acesso a aproximadamente
2800 registros e é coletado por diversos provedores de dados.
b)

Caltech

Library

System

Papers

and

Publications

–

CaltechLIB

(http://caltechlib.library.caltech.edu/): repositório que reúne produção científica dos
membros do Sistema de Bibliotecas do Instituto de Tecnologia da Califórnia,
constituinte do Caltech Collection of Open Digital Archives (CODA).
c) School of Information and Library Science Electronic Theses and Dissertations –
SILS ETD’s (http://etd.ils.unc.edu/): repositório de teses e dissertações da Escola de
Ciência da Informação e Biblioteconomia da University of North Carolina at Chapel
Hill. Atualmente conta com 420 registros. O repositório está integrado com a
Networked Digital Library of Theses and Dissertations – NDLTD.
d)

Repositório

da

Associação

Portuguesa

de

Sistemas

de

Informação

(http://repositorio.apsi.pt:8080/): o objetivo do repositório é armazenar, preservar,
divulgar e dar acesso aos artigos publicados na revista "Sistemas de Informação",
aos artigos aceites na Conferência da Associação Portuguesa de Sistemas de
Informação (CAPSI) e à produção intelectual em formato digital. Atualmente conta
com 498 registros.

�11

e) CNR Bologna Research Library (http://biblio-eprints.bo.cnr.it/): permite o autoarquivamento de artigos científicos e relatórios técnicos em ciência da informação,
ciência da computação e areas relacionadas.

3.3 Provedores de dados – repositórios temáticos
Diferentemente dos repositórios institucionais, os serviços mencionados
permitem à comunidade da área auto-arquivar sua produção científica, garantindo
dessa maneira a preservação, acessibilidade e visibilidade.
a)

Archive Ouverte en Sciences de l'Information et de la Communication

-

@rchiveSIC (http://archivesic.ccsd.cnrs.fr/): criado em 2002, o repositório conta com
939 registros, mantido pela Unité Régionale de Formation Scientifique et Technique
(URFIST) da École Nationale Superieure des Sciences de l’Information et des
Bibliothèques (ENSSI).
b) Mémoires de Master en Sciences de l'Information et de la Communication MémSIC (http://memsic.ccsd.cnrs.fr/): mémSIC é repositório para auto-arquivamento
teses e dissertações nas areas de ciências da informação e comunicação. A maioria
dos conteúdos disponibilizados está em francês.
c)

Digital

Library

of

Information

Science

and

Technology

-

DLIST

(http://dlist.sir.arizona.edu/): criado em 2002 e vinculado à School of Information
Resources and Library Science e do Learning Technologies Center, da Universidade
do Arizona. Aceita somente conteúdos em língua inglesa.
d) Librarians' Digital Library – LDL (https://drtc.isibang.ac.in/): iniciativa do
Documentation Research and Training Centre (DRTC) do Indian Statistical Institute
of Bangalore. O repositório armazena produção científica da área proveniente de
qualquer e país e idioma.
e) Diálogo Científico - Ciência da Informação – DiCi (http://dici.ibict.br/):

O

repositório armazena a produção científica brasileira de várias áreas do
conhecimento incluindo a ciência da informação que contém atualmente 657 itens
depositados.
f) E-LIS (eprints.rclis.org): este repositório é o tema do trabalho e suas informações
seguem na próxima seção.

�12

4 E-LIS: espelho da produção científica brasileira em biblioteconomia e ciência
da informação no mundo
Entre as plataformas utilizadas para a criação de repositórios de
Biblioteconomia e Ciência da Informação pode ser destacado Eprints, por ter sido o
primeiro sistema a ser utilizado na construção de repositórios temáticos em arquivos
abertos. Das iniciativas internacionais que usam o Eprints e que recebem maior
adesão por parte da comunidade internacional da área está o repositório E-LIS (Eprints in Library and Information Science - http://eprints.rclis.org), estabelecido como
provedor de serviços da RCLIS (Research in Computing, Library and Information
Science) e mantido pelo CILEA (Consorzio Interuniversitario Lombardo per
l'Elaborazione Automatica), Itália (http://eprints.rclis.org/).

Figura 2 – Página principal do E-LIS
Fonte: E-LIS (2008)

O E-LIS, conforme visto, é um repositório temático pois é devotado à
área Biblioteconomia e Ciência da Informação e não possui fronteiras institucionais
ou geográficas. Criado em 2003, O E-LIS ainda não soma 200 depósitos brasileiros
de sua produção total. Países como Cuba e Índia reúnem mais de 500 itens e os
Estados Unidos da América mais de 1.500 itens. Dessa forma, o Brasil, que possui

�13

grande expressão no ensino e pesquisa na área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, certamente está muito aquém na sua representatividade no repositório.
No E-LIS estão envolvidos 84 países no arquivamento de mais de
7.900, fazendo dele o maior repositório digital da área (MORRISON, 2007). Sua
interface simples e acessível segue a linha do movimento do acesso aberto a partir
de uma iniciativa desenvolvida por voluntários. As normas de funcionamento
determinam que sejam depositados documentos publicados formalmente ou não, em
qualquer idioma e formato. Os autores, ou depositantes autorizados, são orientados
a realizar o auto-arquivamento de sua produção, incluindo os metadados que melhor
descrevam seus documentos. Em seguida essas informações são conferidas pelos
comitês editoriais de cada país (BASSI; SUBIRATS; De ROBBIO; KRICHEL, 2005).
O Brasil, assim como Portugal, participa desta iniciativa integrando os
conteúdos em língua portuguesa dos diferentes arquivos/repositórios de acesso
aberto nacionais neste provedor de dados (SEQUEIROS, 2007). Desse modo, o
país encontra-se na sexta posição em quantidade de documentos depositados por
países do continente americano, logo atrás dos Estados Unidos, Canadá, Cuba,
México e Argentina.
Em termos institucionais, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT) tornou-se parceiro efetivo do E-LIS, visando alcançar maior
visibilidade dos esforços do instituto na implantação de softwares para repositórios
digitais nas comunidades científicas brasileiras e a promover a possibilidade de
futuras colaborações internacionais com instituições que trabalham com conteúdos
semelhantes. Atualmente são três editores pelo Brasil cujas atribuições incluem a
divulgação entre os profissionais da informação e pesquisadores da área no país,
dos benefícios do acesso aberto e do auto-arquivamento.
A prática de auto-arquivamento no E-LIS permite que os editores locais
atuem como intermediários no depósito da produção científica da área. Também é
do mesmo modo importante o papel dos editores na avaliação, do ponto de vista
descritivo e do cumprimento das regras, dos trabalhos a serem aprovados para
constituição do acervo do repositório.

�14

Dos 197 documentos produzidos no Brasil depositados no E-LIS 83 são
artigos publicados em periódicos científicos da área. Desses periódicos 16 são
brasileiros. As revistas brasileiras representadas no E-LIS são: Biblionline, Biblios,
Cadernos de Biblioteconomia, Arquivística e Documentação, Ciência da Informação,
DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, Em Questão, ETD - Educação
Temática Digital, Informação &amp; Informação, Informação &amp; Sociedade: Estudos,
Perspectivas em Ciência da Informação, Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Revista de
Biblioteconomia de Brasilia, Revista de Biblioteconomia e Comunicação, Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, TransInformação.
Os editores de periódicos científicos da área da ciência da informação no
Brasil estão começando a ter conhecimento dos alcances da comunidade E-LIS, tais
como:
• maior visibilidade dos conteúdos em língua portuguesa na Internet (a
produção na área de CI em português ainda é minoritária);
• compartilhamento da experiência editorial em CI local e globalmente;
• auxílio na definição de políticas e estratégias para envolver um número maior
de autores.
A disseminação do conteúdo dos periódicos brasileiros da área no E-LIS é
fundamental para a visibilidade da produção científica nacional. Essa visibilidade
permite que sejam acompanhados a origem dos usuários e os documentos que
possuem um maior impacto na área.

5 CONCLUSÕES
A representatividade e a formação e desenvolvimento de coleções digitais
em repositórios dependem das ações da própria comunidade científica. Assim,
pesquisadores da área, bibliotecários e outros profissionais da informação devem
estar conscientes da importância de se obter maior controle, visibilidade e acesso à
produção científica por meio das estratégias desenvolvidas pela OAI entre outras
iniciativas congêneres.

�15

Esta é a estratégia adotada por grande parte da comunidade científica
internacional a fim de permitir o acesso aberto às publicações científicas,
especialmente em países em que grandes editoras comerciais são responsáveis
pela publicação dos principais títulos de periódicos no mundo, e também para países
pobres ou em desenvolvimentos cujos sistemas de informação científica encontramse desestruturados ou carecem de investimentos.
No Brasil, o acesso aberto não enfrenta embates com grandes editores
científicos comerciais uma vez que as instituições de ensino e pesquisa são as
principais responsáveis pela maior parte da atividade de edição de periódicos
científicos. Por esta razão, a adoção dos repositórios deveria ser mais facilitada. No
entanto, não tem sido esta a realidade. A maioria dos pesquisadores desconhece
como colocar à disposição seus trabalhos avaliados e perdem com maior dispersão
e pouco impacto dos resultados de suas pesquisas. A forma como são recebidos os
repositórios de acesso aberto pelas comunidades científicas depende de como os
seus membros percebem os benefícios ao ter sua produção científica aberta através
do auto-arquivamento.
Caberá, portanto, aos bibliotecários universitários a grande função de
esclarecer para a sua comunidade a importância e o papel dos repositórios
institucionais e temáticos no fluxo da ICT e às associações científicas e outros
órgãos representativos de área bem como institucionais, a exemplo da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU), iniciativas para estimular o depósito
nas comunidades universitárias envolvidas.

REFERÊNCIAS
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comunicação eletrônica. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 2, p. 122-127,
maio/ago. 1998.
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Thomas. E-LIS: E-prints in Library and Information Science. In: IFLA COUNCIL AND
GENERAL CONFERENCE, 71., 2005, Oslo. Proceedings of... Oslo: IFLA, 2005.

�16

CHIN, Robert A. Disseminating, archiving, and retrieving new knowledge in industrial
technology: implications for the discipline and NAIT. Journal of Industrial Technology,
v. 15, n. 2, Feb/Apr. 1999. p. 6.
DANIELS, Tim (Eds.). Proceedings 26th Annual Charleston Conference. Charleston,
2006.
ELIS. Browse by country. 2008. disponível em:
&lt;http://eprints.rclis.org/view/countries/&gt;. Acesso em: 15 jun. 2008.
IBICT. Aprovado na CTCI projeto que facilita divulgação de pesquisas. Brasília,
2008. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/noticia.php?id=503&gt;. Acesso em: 15 jun.
2008.
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In: STRAUCH, Katina P.; STEINLE, Kim; BERNHARDT, Beth R.;
OPEN ARCHIVES FORUM. OAI for Beginners: the Open Archives Forum online
tutorial. c2003. Disponível em: &lt;http://www.oaforum.org/tutorial/english/page2.htm&gt;.
Acesso em: 21 jun. 2008.
SEQUEIROS, Paula. E-LIS fala Português? É um prazer conhecê-lo! In:
CONGRESSO NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS ARQUIVISTAS E
DOCUMENTALISTAS, 9., 2007, Ponta Delgada. Anais... Ponta Delgada: ABAD,
2007.
TRISKA, Ricardo; CAFÉ, Lígia. Arquivos abertos: subprojeto da biblioteca digital
brasileira. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, p. 92-96, set./dez. 2001.
WEITZEL, Simone da Rocha. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na
estrutura da produção científica. Em Questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 51-71,
jan./jun. 2006.

__________________
1

Simone da Rocha Weitzel, UNIRIO e editora do E-LIS, simone.weitzel@gmail.com.
Fernando César Lima Leite, UnB / Embrapa Informação Tecnológica. Editor do E-LIS,
fernandodfc@gmail.com.
3
Miguel Angel Márdero Arellano, IBICT e editor do E-LIS, miguel@ibict.br.
2

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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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ESTRUTURAÇÃO DOS SERVIÇOS ON-LINE NA BIBLIOTECA VIRTUAL
DA UNISUL PARA ATENDER SUA COMUNIDADE
VIRTUAL DE APRENDIZAGEM
WALTRICK, S. A.1
MACHADO, C. S.2
BLATTMANN, U.3

RESUMO
A educação a distância proporciona a seus estudantes o aprendizado na
virtualidade, neste contexto cabe ao bibliotecário criar condições para suprir as
necessidades informacionais oriundas desta demanda. Essa realidade resultou na
criação da Biblioteca Virtual da Unisul, desenvolvida com os princípios da
funcionalidade e usabilidade. Focalizando a clareza nas informações para facilitar o
acesso aos dados bibliográficos, textos completos, imagens, sons e outras
informações acessíveis pela Internet. Este artigo discorre sobre a estruturação dos
serviços on-line oferecidos por essa biblioteca, a qual atende a comunidade
acadêmica da Unisul nas modalidades do ensino presencial, misto e a distância.
Palavras-chave: Biblioteca virtual. Serviços de informação em linha. Recursos
eletrônicos de informação. Educação à distância.

ABSTRACT
The distance education provides to its students learning in the virtual world. In this
context it fits the librarian to create conditions to supply the information needs of this
demand. This reality resulted in the creation of the Virtual Library of the Unisul,
developed with the principles of the functionality and usability. Focus information
clearness and objectiveness to facilitate access to bibliographic data, full texts,
images, sounds and other information accessible through the Internet. The present
article presents the on-line services structure offered by the library, which serves the
Unisul academic community in the face-to-face, mixed and distance education
modalities.
Keywords: Virtual library. On-line information services. Electronic information
resources. Distance education.

�2

1 INTRODUÇÃO
A educação a distância enfatiza a mudança do paradigma do processo de
transmissão de conhecimento para o processo de produção e construção
colaborativa desse conhecimento. É uma forma de educação inovadora preconizada
pelo comprometimento, responsabilidade, disciplina e autonomia do estudante. Essa
prerrogativa faz com que o professor conteudista1 e o professor tutor2 exerçam uma
função especial no sentido de selecionar a indicação de conteúdos que venham
propiciar o desenvolvimento da qualidade da discussão, para a construção
colaborativa do conhecimento, que pretendem desenvolver em seus estudantes. É
nessa tônica que o olhar do bibliotecário, envolvido no processo de educação a
distância deve observar e trabalhar juntamente com o usuário (estudante e
professor) o acesso às bibliografias em suporte físico, assim como o acesso às
fontes eletrônicas de informação, propiciando a busca e a localização da informação
desejada.
Com todos os recursos informacionais existentes dentro da biblioteca e
fora dela, o usuário se depara com a dificuldade de manipular estratégias de busca
para suprir sua necessidade informacional. Então, surge a necessidade da
disponibilização

de

fontes

de

informação

avaliadas

e

selecionadas

para

complementar o material didático preparado para as disciplinas a distância.
Conforme argumentam Sartori e Roesler (2005, p. 32) “o material didático tem como
objetivo básico fornecer os conteúdos a serem estudados e debatidos, mas não
exclui a possibilidade de pesquisa em outros materiais, impressos ou não.” Nessa
perspectiva, a biblioteca universitária engajada na missão de difundir o acesso a
distância à informação, disponibiliza conteúdos digitais previamente analisados e
pensados enquanto suporte informacional aos cursos superiores a distância.
Trabalhando uma biblioteca que possibilite e facilite o acesso a serviços, que podem
ser usufruídos a distância – uma biblioteca virtual.
Este artigo enfocará a criação de uma biblioteca virtual voltada para
facilitar o acesso à informação, no qual será apresentado o case Biblioteca Virtual da
Unisul e a estruturação dos serviços on-line e a informação digital acessível.
Professor da Unisul que trabalha os conteúdos do material didático de uma disciplina.
Professor da Unisul que trabalha como facilitador da compreensão dos conteúdos de uma disciplina
e estimula o estudante à pesquisa a fontes de informação visando ampliar seu conhecimento.

1
2

�3

2 BIBLIOTECA VIRTUAL DA UNISUL
A biblioteca virtual entendida como um espaço estruturado e organizado
para o acesso a dados bibliográficos, textos completos, imagens, sons e serviços,
que possam ser atreladas a educação a distância conforme colocam os autores
Mueller (2000), Blattmann (2001), Brasil (2002), Mostafa (2003), Liberatore e Vuotto
(2004), Groupe de Travail ad hoc Sur I'accès aux Périodiques en mode Électronique
(2000 apud LEROUX, 2007), é possível a criação de um ambiente em que
ferramentas, conteúdos e serviços pensados e desenvolvidos com o objetivo de
ofertar a essa comunidade acadêmica a biblioteca virtual como um organismo
dinâmico com capacidade de adaptação e inovação constantes, acompanhando as
mudanças das tecnologias de informação e comunicação seja em ações concretas
no operacional, funcional e estratégico.
Nesse contexto, a Biblioteca Virtual da Unisul (BV) foi criada para dar
suporte aos programas de ensino pesquisa e extensão da Universidade do Sul de
Santa Catarina (Unisul)3, especialmente no acesso a conteúdos digitais. Esse
ambiente visa apresentar a comunidade acadêmica on-campus e off-campus, o
acesso à informação de forma amigável e autônoma. Para tanto criou-se links que
conduzem a tutoriais, com o passo a passo para a consulta aos recursos
informacionais

disponibilizados, além de indicar o acesso a outros serviços

disponíveis no formato on-line.

3 OS SERVIÇOS ON-LINE E A INFORMAÇÃO DIGITAL ACESSÍVEL VIA BV
Ao pensar na comunidade que pretende atender, em especial atenção a
uma comunidade de aprendizagem virtual, ou seja, que pratica o aprender na
virtualidade4, cabe lembrar que esse usuário, em particular, não terá o contato
presencial para esclarecer suas dúvidas em relação ao acesso aos conteúdos e

Instituição de ensino superior do Sul do Brasil que pratica o ensino superior nas modalidades
presencial (5 campi), mista (disciplina a distância em cursos presenciais, conforme estabelece a
Portaria 4059/2004, do Ministério da Educação e a Resolução 021/2005, do Conselho Estadual de
Educação de Santa Catarina) e a distância (Campus UnisulVirtual).
4
Na Unisul a educação a distância é praticada pelo Campus UnisulVirtual, com vinte disciplinas a
distância para cursos presenciais, vinte e dois cursos de graduação, dez cursos de especialização e
onze cursos de extensão/capacitação.
3

�4

serviços disponíveis e acessíveis para atender suas necessidades informacionais.
Nesse sentido, a Biblioteca Virtual da Unisul estruturou uma página elegendo os
princípios de funcionalidade e usabilidade, enfatizando a clareza nas informações
para facilitar o acesso aos usuários a que se dedica. O acesso a página da
Biblioteca Virtual da Unisul é possível via a página da Biblioteca Universitária da
Unisul, ou pela página do Campus UnisulVirtual, ou pelo Espaço Virtual de
Aprendizagem5. Acompanhe na figura 1 a visualização da página da BV seguida da
descrição das principais partes que a compõem:

1
3

2

4
5
Figura 1 – Home Page da Biblioteca Virtual da Unisul. (continua)
Fonte: Universidade do Sul de Santa Catarina (2008).

O item 1 – Serviços – remete aos serviços on-line oferecidos a
comunidade acadêmica on-campus e off-campus, a saber: Acesso usuário;
empréstimo (esclarecendo sobre os tipos de empréstimo: diário; domiciliar; entre
bibliotecas da Unisul; interbibliotecas e empréstimo para o aluno a distância);
renovação; reserva; carteira usuário; comutação bibliográfica; orientação à
normalização de trabalhos acadêmicos; ficha catalográfica; visita orientada e
recuperação da informação. Ao clicar sobre cada um desses itens abre-se
5

EVA – espaço colaborativo de aprendizagem, disponível por disciplina, no qual se encontra o
conteúdo da disciplina e as ferramentas que fazem parte da metodologia de ensino a distância
UnisulVirtual.

�5

explicação sobre o serviço com orientações de como fazer uso do mesmo. No item 2
– Pesquisa a publicações on-line e pesquisa no acervo – são encontrados duas
formas de pesquisa (geral e avançada) aos materiais cadastrados na base de dados
Pergamum, arrolando o acervo em formato digital e o acervo em formato físico
disponíveis nas bibliotecas da Unisul. No item 3 – Tutoriais para acesso a
publicações on-line – conduz o usuário a tutoriais que dão acesso a texto completo
de monografias, dissertações, teses, livros on-line; acesso artigos de revistas
e jornais on-line assinados pela Unisul; acesso a artigos de periódicos
científicos publicados e indexados por instituições de ensino superior que fazem
parte da Rede Pergamum. O item 4 – Acesso usuário – permite o acesso direto ao
preenchimento de matrícula e senha para acesso a renovação de empréstimo,
reserva de material emprestado e bases de dados assinadas pela Unisul. Visando
facilitar o acesso do usuário aos serviços on-line foi criado no item 5 – Acesso
rápido (figura 2) – no qual se encontram as perguntas mais freqüentes recebidas via
e-mail pela BV. O clique sobre a pergunta remete a resposta em questão,
conduzindo ao link que disponibiliza o serviço on-line.

Figura 2 – Acesso rápido – perguntas mais freqüentes à BV.
Fonte: Universidade do Sul de Santa Catarina (2008).

Na figura 3 acompanhe a visualização da parte final da página da BV
seguida da descrição das partes que a compõem:

�6

6
7
8

9

10
Figura 3 – Home Page da Biblioteca Virtual da Unisul. (conclusão)
Fonte: Universidade do Sul de Santa Catarina (2008).

No item 6 – Acesso as Bases de dados assinadas pela Unisul – estão
relacionadas as bases de dados assinadas oferecendo tutorial de acesso as
mesmas fora do domínio Unisul. Item 7 – Bases de dados acesso temporário
gratuito – são disponibilizados trials fornecidos por editoras e provedores comerciais
de acesso a bases de dados, com o intuito de difundir e avaliar seu uso pela
comunidade acadêmica, com vistas à assinatura futura. Item 8 - Bases de dados
em texto completo – Acesso livre – arrola principais bases de dados disponíveis
em acesso free (gratuito) na Internet. No item 9 – Links selecionados por área de
conhecimento – estão listados recursos da Internet como: bases de dados, banco
de teses e dissertações, revistas em texto completo; links de sites, portais com
conteúdos científicos, selecionados por área de conhecimento, voltados aos cursos
oferecidos pela Unisul. Item 10 - Contatos – indica telefone e e-mail para contato
com a Biblioteca Virtual da Unisul.
Com a implantação dessa estrutura, observou-se que os tutoriais foram
ferramentas de utilidade no sentido de orientar o usuário no acesso a documentos
em formato digital cadastrados na Biblioteca Virtual da Unisul. Esse indicador
representa os resultados de enquetes realizadas com perguntas relacionadas a esse
tema. Em que 55% dos usuários respondentes não conseguem pesquisar a
publicações on-line com sucesso, destes, 80% recorreram ao passo a passo dos
tutoriais criados para esse fim, conforme representado na figura 4:

�7

Figura 4 – Resultados apresentados nas enquetes.
Fonte: Elaboração das autoras, 2008.

No caso dos 20% dos respondentes que afirmam não ter utilizado os
tutoriais para realizar com sucesso a pesquisa a publicações on-line, acredita-se que
a informação a respeito do auxílio à pesquisa que prestam os tutoriais não serviu
como ferramenta de orientação à consulta desejada pelo usuário. Pode-se aferir que
o usuário que não utilizou os tutoriais, conseguiu por outro meio o acesso a esse tipo
de publicação, uma vez que não houve contato com a BV relacionado a esse tema,
ou talvez, o usuário tenha respondido inadequadamente a essa questão. Por fim, o
que se pode observar é que com a utilização dos tutoriais 80% dos usuários
obtiveram sucesso em suas pesquisas.

4 CONCLUSÃO
A biblioteca universitária engajada à educação a distância deve dedicar
especial atenção ao atendimento a comunidade virtual de aprendizagem. Com a
criação de uma biblioteca virtual focada essencialmente na oferta de serviços a
distância e que possibilita acesso facilitado a conteúdos, independentemente do
formato e o suporte (impresso ou eletrônico), acessíveis ou solicitáveis pela Internet
a qualquer momento. Na Biblioteca Virtual da Unisul, essas questões foram
pensadas para atender particularmente ao estudante off-campus, sabendo que
essas prerrogativas viriam também beneficiar ao usuário on-campus. A atenção

�8

volta-se ao estudante a distância, pois ele está, muitas vezes, sozinho entre quatro
paredes e um computador, atuando e interagindo a partir de suas dificuldades e
necessidades. Ele é o usuário que necessita acesso ao suporte informacional
disponibilizado na forma mais facilitada possível, para que possa agir com
autonomia, recuperando dados informacionais relevantes para seu estudo e
pesquisa. Pensando nisso, a criação de tutoriais para facilitar a compreensão da
lógica de pesquisa à base de dados, comprova que sua utilização por parte da
comunidade acadêmica, serviu de orientação na localização de conteúdos digitais.
Diante disso, a Biblioteca Virtual da Unisul, criada para dar suporte informacional
aos programas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade do Sul de Santa
Catarina, percebe-se alinhada à missão precípua do acesso a serviços e conteúdos
pensados especialmente para incrementar o aprendizado da sua comunidade virtual
de aprendizagem.

REFERÊNCIAS
BLATTMANN, Ursula. Modelo de gestão da informação digital online em
bibliotecas acadêmicas na educação a distancia: biblioteca virtual. 2001. 187 f.
Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
2001.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria 4.059, de 10 de dezembro de 2004.
Disponível em: &lt;http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/port4059-2004.pdf&gt;.
Acesso em: 10 fev. 2008.
______. Secretaria de Educação Superior. Comissão Assessora para Educação
Superior a Distância. Relatório: agosto 2002. Disponível em:
&lt;http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/EAD.pdf&gt;. Acesso em: 10 fev. 2008.
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA. Resolução 021:
regulamenta a oferta de disciplinas na modalidade a distância nos cursos de
educação superior, de 17 de maio de 2005. Disponível em:
&lt;http://www.cee.sc.gov.br/ensino_distancia/Resp021_170054_662046%5B1%5D.do
c&gt;. Acesso em: 10 fev. 2008.
LEROUX, Eric. Bibliotecas virtuais e desenvolvimento de coleções: o caso dos
repertórios de sites web. Encontros Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf.,
Florianópolis, n. 23, 1. sem. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/316/393&gt;. Acesso em: 16
jun. 2008.

�9

LIBERATORE, Gustavo; VUOTTO, Andrés. El papel de los servicios bibliotecarios
en línea en la formación universitaria a distancia en la Argentina. Ciência da
Informação, Brasília, v. 33, n. 3, p. 105-110, set./dez. 2004.
MOSTAFA, Solange P. EAD sim, mas com qual biblioteca? Revista Digital
de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.1, n.1, p. 1-11, jul./dez.
2003.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Universidade e informação: a biblioteca
universitária e os programas de educação a distância – uma questão ainda não
resolvida. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, v.1, n.4, ago. 2000.
Disponível em: &lt;http://www.dgzero.org/ago00/F_I_art.htm&gt;. Acesso em: 10 maio
2006.
SARTORI, Ademilde; ROESLER, Jucimara. Educação superior a distância:
gestão da aprendizagem e da produção de materiais didáticos impressos e on-line.
Tubarão: Ed. Unisul, 2005.
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Biblioteca Virtual da Unisul.
Disponível em: &lt;http://www.unisul.br/bibliotecavirtual/&gt;. Acesso em: 1 jun. 2008.

__________________
1

Soraya Arruda Waltrick, Universidade do Sul de Santa Catarina, soraya.waltrick@unisul.br.
Cristiane Salvan Machado, Universidade do Sul de Santa Catarina, cristiane.machado@unisul.br.
3
Ursula Blattmann, Universidade Federal de Santa Catarina, ursula@ced.ufsc.br.
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>A educação a distância proporciona a seus estudantes o aprendizado na virtualidade, neste contexto cabe ao bibliotecário criar condições para suprir as necessidades informacionais oriundas desta demanda. Essa realidade resultou na criação da Biblioteca Virtual da Unisul, desenvolvida com os princípios da funcionalidade e usabilidade. Focalizando a clareza nas informações para facilitar o acesso aos dados bibliográficos, textos completos, imagens, sons e outras informações acessíveis pela Internet. Este artigo discorre sobre a estruturação dos serviços on-line oferecidos por essa biblioteca, a qual atende a comunidade acadêmica da Unisul nas modalidades do ensino presencial, misto e a distância.</text>
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���� ��

�������� ����� �� ����������

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MELHORIA DE PROCESSO NAS ROTINAS DE EMPRÉSTIMO DE
PERIÓDICOS DO SBU, DISPONIBILIZADOS NA BASE
ACERVUS/UNICAMP
VOSGRAU, S. R. C.1
D’ALÓIA, M. P.2
VICENTE, V. S.3
ANDRADE, M. C.4

RESUMO
A base de dados bibliográfica da UNICAMP “Acervus” utiliza o software integrado de
funções VIRTUA que abrange também o módulo de Periódicos, ainda não ativo. O
objetivo do trabalho é a inserção e disponibilização da coleção de periódicos na
Base Acervus/Virtua, a ativação e rastreabilidade desse módulo, a qualidade dos
serviços ao usuário, o acesso ao texto completo on-line para os títulos de periódicos
que a UNICAMP possui também em assinatura eletrônica e a padronização dos
registros bibliográficos na base Acervus/Virtua com a garantia do usuário realizar
suas pesquisas com resultados qualitativos. Como resultado, o usuário final ao
acessar a Base Acervus/Virtua, poderá realizar buscas de forma unificada para
informações de títulos de periódicos disponíveis na UNICAMP e recuperar esse
material com rapidez e confiabilidade. O tempo de empréstimo, a qualidade do
atendimento e a rapidez no acesso ao artigo impresso ou ao periódico em meio
eletrônico, serão as maiores vantagens obtidas a partir da implantação desse
processo de melhoria das Bibliotecas do SBU.
Palavras-chave: Melhoria de processo. Periódicos-Empréstimo. Qualidade dos
serviços ao usuário.

ABSTRACT
The Acervus bibliograsphic database of Unicamp uses VIRTUA integrated software
of functions, which also encompasses the Jornals’ module, which is not active yet.
The purpose of the work is to include and make the journals’ collection available in
the Acervus/Virtua database, the activation and tracking of this module, the quality of
services to user, the acess to the complete online text for the journal titles to wich
Unicamp is also entitled by electronic subscription, the standardization of

�2

bibliographic records at the Avervus/Virtua (data) base to assure the user in carrying
out researches with good quality results. As a consequence, when accessing the
Acervus /Virtua Base, the final user may perform searches for journal titles available
at Unicamp and at the same time recover this material safely and quickly. The time of
loan, the service quality and the speed of the acess to the printed article or to the
journal in the electronic media, shall be the great advantages obtained with the
improvement process in the SBU Libraries.
Keywords: Process improvement. Journals-Loan. User service quality.

1 INTRODUÇÃO
A Base Acervus/Virtua é composta de monografias, Teses, TCCs e
materiais em formatos especiais como cds, disquetes, partituras, etc, dos acervos
das Bibliotecas do SBU – Sistema de Bibliotecas da UNICAMP e atende a toda a
comunidade

universitária

interna

–

alunos

de

graduação,

pós-graduação,

professores, pesquisadores, funcionários – e a comunidade externa de outras
instituições públicas e particulares. Esses registros são organizados de forma que as
informações sobre os documentos ali incluídos possam ser recuperadas em
atendimento às demandas dos usuários.
A coleção de periódicos do SBU é composta de aproximadamente 16.000
títulos adquiridos com verba orçamentária da Universidade, no montante de R$
13.581.293,93.
Em estudos realizados para avaliação dos títulos adquiridos, no cômputo
geral a Unicamp na sua coleção é empiricamente classificada com nível “Ótimo” e
observou-se ao avaliar uma amostragem das Teses publicadas pela Universidade,
no período de 2005, que 60,64% dos títulos foram citados em suas referências
bibliográficas. Também ao avaliá-los em nível nacional, tendo como indicador o
Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas – CCN do IBICT, muitos títulos
são únicos no Brasil e outros tem as coleções mais completas.
As bibliotecas universitárias estão diretamente ligadas à qualidade dos
cursos de graduação ou de pós-graduação. Segundo o Anuário Estatístico da
UNICAMP 2008 (ano base 2007), em Bibliotecas da área de Exatas, onde esse
trabalho está direcionado e onde serão feitos os estudos propostos, na Biblioteca do
Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (BIMECC) existem 736

�3

títulos de periódicos, sendo 399 correntes e 337 não correntes. Em 2007 foram
registrados 54.821 circulações de material bibliográfico, incluindo periódicos, livros,
teses, etc.
Na Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin (BIF) existem 624
títulos de periódicos, sendo 318 correntes e 306 não correntes. E em 2007 foram
registrados 66.099 circulações de material bibliográfico.
A automação da coleção de periódicos do SBU foi iniciada em 1985,
disponibilizando o catálogo eletrônico do Banco Bibliográfico ACERVUS, o qual
então foi alocada na máquina corporativa Mozart da UNICAMP, contando com o
trabalho de manutenção de uma equipe formada por bibliotecários do SBU e
analistas do CCUEC, que desenvolveram vários sistemas em micro e foram
implementando melhorias conforme as necessidades .
Hoje esta máquina abriga apenas a base de periódicos, aguardando a
migração para o Software Integrado de Funções “Virtua” e então será desativada.
Esse sistema não trabalha com padrões para entrada de dados e as funções não
são integradas, não configurando um processo de trabalho continuo. Com a
migração dos dados para o novo software teremos um grande avanço em nossos
serviços.

2 DESENVOLVIMENTO
Nossa base de dados local utiliza o software VIRTUA, que é um software
integrado de funções e abrange os módulos de Catalogação, OPAC, Circulação,
Periódicos e Chameleon iPortal. Esse sistema elimina a duplicidade na alimentação
dos dados, garante a compatibilidade desses dados, aceita a inserção de registros
em formato MARC em sua forma completa, armazena todos os seus elementos de
dados e possibilita a extração de registros completos.
A aplicação de formato MARC1, que é um conjunto de padrões para
identificar, armazenar e comunicar informações bibliográficas em formato legível por
máquina, é uma vantagem para as bibliotecas brasileiras, pois a compatibilização de

�4

registros permite o intercâmbio de dados e compartilhamento de recursos, não só
com as bibliotecas brasileiras, mas também com as estrangeiras.
O Software Integrado de Funções “Virtua” possui um módulo exclusivo
para periódicos, ainda não ativo, o que torna necessário antes de tudo, que seja feita
a carga dos registros das publicações seriadas (título / ano / volume / fascículo /
biblioteca depositária) para que seja possível a pesquisa dos títulos em uma base
única (livros / teses / revistas, etc.) assim como a padronização do empréstimo de
periódicos.
Ocorrem ainda nas bibliotecas do SBU, duas vertentes a serem
consideradas, as bibliotecas que disponibilizam seus fascículos de periódicos para
empréstimos e as que disponibilizam apenas para consulta. Sendo assim o cenário
atual dessas bibliotecas que disponibilizam os periódicos para empréstimos seguem
metodologias diferenciadas nesse processo.
O usuário que necessita do empréstimo de periódicos se depara com
diferentes realidades no SBU, como também nos serviços que envolvem esse
processo, trazendo dificuldades e retrabalho aos funcionários.
Em contrapartida verifica-se na coleção, periódicos históricos que ao
serem emprestados, estão sujeitos a extravio, a não devolução e a má utilização/
conservação por parte do usuário. As falhas na coleção geram prejuízos financeiros
para a Universidade e insatisfação do usuário que necessita do material para suas
pesquisas. A cobrança manual desse tipo de material também não é eficiente, pois
se baseia em formulários preenchidos e arquivados no balcão de empréstimo.
Diante desse cenário em que se encontram as coleções de periódicos das
Bibliotecas do SBU, o objetivo desse trabalho é a inserção e disponibilização dessa
coleção na Base Acervus/Virtua, a ativação e rastreabilidade do módulo de
empréstimo de periódicos (incluindo o controle, a cobrança e a confiabilidade em
relação a coleção), a qualidade dos serviços ao usuário, o acesso ao texto completo
on-line para os títulos de periódicos que a UNICAMP possui também a assinatura
eletrônica (periódicos eletrônicos) e a padronização dos registros bibliográficos na
1

Formato MARC – Machine Readable Cataloging (Catalogação Legível por Máquina)

�5

base Acervus/Virtua com a garantia do usuário realizar suas pesquisas com
resultados de qualidade (Figura 1).

Figura 1 - Uso Mensal Periódicos Impressos
Fonte: Relatório Estatístico de Empréstimo de Periódicos / SBU - 2007

O incômodo nas bibliotecas do SBU é a falta de padronização do
empréstimo de periódicos, que é feito de forma manual (papeleta impressa), uma
vez que o Módulo de Periódicos da Base Acervus / Virtua ainda não está ativo. Com
a inserção da coleção nesse módulo as bibliotecas poderão efetuar o empréstimo via
sistema padronizando assim o empréstimo. Dessa forma, foram analisados no
período de 27/11/2006 à 07/12/2006, dados do tempo de empréstimo manual na
BIMECC e BIF, resultando na comparação do tempo de empréstimo manual entre as
bibliotecas, mostrando que a variação do tempo é de 60s a 80s (Figura 2).

�6

Figura 2 - Tempo Médio de Empréstimo Manual BIMECC e BIF

Verificou-se também que o maior número de empréstimo de periódicos é
feito as quartas e quintas-feiras, uma vez que para a maioria dos usuários desse tipo
de material são os alunos de pós-graduação e preferem retirar os periódicos que
serão utilizados por eles no final de semana (Figura 3).

Figura 3 - Quantidade de Empréstimo por Dia da Semana – BIMECC e BIF

�7

3 DESENVOLVENDO PROPOSTAS DE MELHORIA
Essa mudança será visualizada principalmente na área de serviços ao
público, tanto na atualização das Bases de Periódicos, quanto nas buscas por
determinados títulos de periódicos e na rapidez do empréstimo desse tipo de
material.
A informatização e a padronização das rotinas de empréstimo de
periódicos irão beneficiar os usuários, assim como a eliminação do retrabalho que
ocorre em função da Base única de periódicos ainda não estar ativa, trazendo
maiores facilidades e ganho de tempo para os funcionários do atendimento ao
público. Os Conceitos de Mudança2 aplicados para o desenvolvimento dessa
Proposta de Melhoria serão: “Usar Automação”, “Dar Acesso à Informação às
Pessoas”, “Reduzir Tempo de Espera” e “Padronização”.
Outra melhoria seria o controle e gerenciamento da coleção, que é
composta também de periódicos históricos que em geral não podem ser
emprestados, pois estão sujeitos a extravio, a não devolução e a má utilização /
conservação por parte do usuário, somente estão disponíveis para consulta. No caso
de perda ou não devolução, acontecem falhas na coleção, que geram prejuízos
financeiros para a Universidade e insatisfação do usuário que necessita do material.
A cobrança automatizada dos periódicos com atraso na devolução seria
mais uma melhoria. Mais eficiente e confiável, tornaria possível detectar todos os
usuários em atraso e todos os títulos não devolvidos poderiam ser levantados
rapidamente, demonstrando assim, a eficiência e confiabilidade dos nossos serviços.
E isso seria assegurado, pois o usuário ficaria bloqueado em todas as bibliotecas do
SBU enquanto o periódico em atraso não fosse devolvido.

2

The Improvement Guide. San Francisco: Jossey-Bass, 1996.

�8

4 CONCLUSÃO
Após a análise dos dados coletados, acreditamos que a disponibilização
da coleção das Publicações Seriadas na Base Acervus/Virtua, permitirá o
gerenciamento eficiente e confiável dos dados , garantindo um significativo avanço
em nossos serviços. Esse procedimento possibilitará uma programação de ações
imediatas que trarão melhorias nas rotinas de empréstimo de periódicos do SBU e
ainda, a diminuição do tempo de empréstimo e das perdas dos fascículos, trazendo
maior qualidade para nossos serviços e ganhos financeiros.
Dessa forma, alcançaremos o objetivo desse trabalho que é a inserção e
disponibilização da coleção de periódicos, composta por 16 mil títulos, na Base
Acervus/Virtua, a ativação e monitoramento das rotinas do módulo de empréstimo de
periódicos, incluindo o controle da coleção, a cobrança, a confiabilidade em relação
a coleção, a qualidade dos serviços ao usuário, o acesso ao texto completo on-line
para os títulos que a UNICAMP possui também a assinatura eletrônica e a
padronização dos registros bibliográficos na base Acervus/Virtua, garantindo ao
usuário que suas pesquisas tenham resultados qualitativos.
Ao acessar a Base Acervus/Virtua, o usuário realizará buscas de forma
unificada com relação a informações de títulos de periódicos disponíveis na
UNICAMP, em papel ou em meio eletrônico, que poderão ser recuperados com
rapidez e confiabilidade. O tempo de empréstimo, a qualidade do atendimento e a
rapidez no acesso ao artigo impresso ou ao periódico em meio eletrônico, serão as
maiores vantagens obtidas a partir da implantação desse processo de melhoria das
Bibliotecas do SBU.

REFERÊNCIAS
FARIA, C. A. de. Servqual : uma ferramenta para medir a qualidade dos serviços.
Disponível em: &lt;http://www.merkatus.com.br/10_boletim/26.htm&gt;. Acesso em : 28
maio 2008.
PARASURAMAN, A. SERVQUAL : a multiple-item scale for measuring consumer
perceptions of service quality. Journal of Retailing, v. 64, n.1, p. 12-40, 1988.

�9

UNICAMP. Anuário Estatístico da UNICAMP 2008: base 2007. Disponível em:
&lt;http://www.aeplan.unicamp.br/anuario_estatistico_2008/index.htm&gt;. Acesso em: 30
de maio 2008.
UNICAMP. PLANES : Planejamento estratégico, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.cgu.unicamp.br/pei/index.html&gt;. Acesso em: 20 de março 2007.

__________________
1

Sonia Regina Casselhas Vosgrau, UNICAMP, SBU, DTRI, soninha@unicamp.br.
Marcia Aparecida Pillon D'Aloia, UNICAMP, IMECC, pillon@ime.unicamp.br.
3
Valkíria Succi Vicente, UNICAMP, IFGW, valkiria@ifi.unicamp.br.
4
Maurício Calixto de Andrade, UNICAMP, IMECC, calixto@ime.unicamp.br.
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>A base de dados bibliográfica da UNICAMP “Acervus” utiliza o software integrado de funções VIRTUA que abrange também o módulo de Periódicos, ainda não ativo. O objetivo do trabalho é a inserção e disponibilização da coleção de periódicos na Base Acervus/Virtua, a ativação e rastreabilidade desse módulo, a qualidade dos serviços ao usuário, o acesso ao texto completo on-line para os títulos de periódicos que a UNICAMP possui também em assinatura eletrônica e a padronização dos registros bibliográficos na base Acervus/Virtua com a garantia do usuário realizar suas pesquisas com resultados qualitativos. Como resultado, o usuário final ao acessar a Base Acervus/Virtua, poderá realizar buscas de forma unificada para informações de títulos de periódicos disponíveis na UNICAMP e recuperar esse material com rapidez e confiabilidade. O tempo de empréstimo, a qualidade do atendimento e a rapidez no acesso ao artigo impresso ou ao periódico em meio eletrônico, serão as maiores vantagens obtidas a partir da implantação desse processo de melhoria das Bibliotecas do SBU.</text>
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COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: princípios para a formação contínua
de profissionais da informação em bibliotecas universitárias
VITORINO, E. V.1

RESUMO
Os resultados iniciais do projeto “Competência Informacional: construção social da
realidade sob o olhar do Profissional da Informação Bibliotecário” apresentados
neste trabalho, corresponde à primeira fase da pesquisa, identificada no projeto
inicial com o título de “Elaboração de um corpus teórico (baseado em levantamento
bibliográfico da literatura) sobre Competência Informacional nas suas diversas
dimensões e contextos”. Termo discutido amplamente, a Competência Informacional
já está bastante sólida noutros países, mas no Brasil ainda carece de estudos
teóricos e principalmente práticos, apesar do esforço importante realizado por
instituições de pesquisa e pesquisadores brasileiros. Este cenário indica que no
tocante a estudos teóricos sob a ótica dos profissionais da informação e a respeito
da atuação destes mesmos profissionais, são carentes na literatura e necessários
para o enriquecimento da Ciência da Informação. Articulada à atuação profissional
está a Competência Informacional do Bibliotecário em Bibliotecas Universitárias
tendo em vista que seu principal propósito é atender as necessidades informacionais
da comunidade acadêmica (corpo docente, discente, pesquisadores e técnicoadministrativos). O profissional da Informação Bibliotecário é a figura central no
discurso da Competência Informacional, pois se espera que saiba utilizar os
recursos informacionais para a resolução de problemas e aprendizado ao longo da
vida.
Palavras-chave: Competência Informacional. Profissionais da Informação.
Biblioteca Universitária.

ABSTRACT
The first results of the "Information Literacy: reality social production in the view of
Library Information Professionals" project, herein presented, regarding the first phase
of the research, named, in the initial project, "The production of a theoretical corpus,
based on the literature review, about information literacy in its different dimensions
and contexts". Widely discussed, the terminology 'Information Literacy' is already
soundly integrated in other countries, though further theoretical and, mainly, practical

�2

studies are needed in Brazil, despite the great efforts made by Brazilian research
institutions and researchers. This state of affairs indicates that theoretical studies in
the view of information professionals and practices of these same professionals are
reduced in the literature and imperative to the enrichment of the information science.
The information literacy of librarians is connected with the practice of such
professionals that work in university libraries, since their main purpose is to meet the
information needs of the academic community (faculty members, students,
researchers, and staff). The library information professionals are fundamental for the
Information literacy, in view of the fact that they are expected to know how to use
information tools in order to solve problems and to pursue their lifetime education.
Keywords: Information Literacy. Information Professional. University Library.

1 INTRODUÇÃO
Este artigo apresenta um conjunto de reflexões sobre o tema Competência
Informacional. Vislumbram-se possibilidades de aplicabilidade da temática, tanto em
nível de pesquisas no Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação
(PGCIN), como em desdobramentos possíveis em nível de ensino, extensão e
educação continuada de Profissionais da Informação em geral e de Bibliotecários em
serviço. O propósito deste trabalho de pesquisa é a Competência Informacional no
âmbito do Profissional da Informação Bibliotecário. Assim, serão obtidos em etapa
posterior da pesquisa os discursos desses profissionais sobre as práticas
bibliotecárias à Competência Informacional em Bibliotecas Universitárias de Santa
Catarina, buscando-se elementos para a educação continuada desses profissionais.

2 PRINCÍPIOS À COMPETÊNCIA INFORMACIONAL
Para dar início a este trabalho, partiremos de um ponto bastante
discutível, mas que merece atenção: em dezembro de 1998, pesquisando na
Internet no provedor em serviços de pesquisa Altavista foram encontrados 9.510
resultados com a expressão information literacy (DUDZIAK, 2003, p.27). A título de
atualização e de comparação, inclusive, em fevereiro de 2008 (quase 10 anos
depois), pesquisando na Internet também no mecanismo de busca Altavista (2008)
foram encontrados 6.400.000 resultados no mundo (aproximadamente) e no
Google (2008) - uma ferramenta de busca de informações na Web - foram
encontrados 1.400.000 resultados no mundo e 3.110 no Brasil (aproximadamente)

�3

com a expressão information literacy. Este fato concreto denota um interesse cada
vez maior pelo tema e o crescimento vertiginoso de sites preocupados com o
assunto.
Tomemos, agora, como outro ponto de reflexão, as Metas do Milênio
(MDMs), constituintes da Declaração do Milênio, aprovada por 189 países, a qual
menciona que os governos "não economizariam esforços para libertar nossos
homens, mulheres e crianças das condições abjetas e desumanas da pobreza
extrema." Acima de tudo, as MDMs expressam a decisão da comunidade
internacional de reduzir à metade o número de pessoas que vivem com menos de
um dólar por dia até o ano 2015. Posto isso, as metas assim foram anunciadas (UN
MILLENNIUM, 2008) e uma delas em especial nos interessa – é a meta indicada
na alínea “h”: estabelecer parceria mundial com os países em desenvolvimento,
formular e executar estratégias que permitam aos jovens obter trabalho digno e
produtivo e tornar mais acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em
especial das tecnologias de informação. Como se pode observar, a MDM em
destaque refere-se à educação contínua (lifelong learning) e a competência
(literacy) quando menciona a inserção dos jovens no mundo do trabalho “digno” e
“produtivo”, seja ela voltada à tecnologia ou à informação (Competência
Informacional) para o uso de recursos informacionais.
Uma terceira argumentação também se faz necessária para discutir a
questão da Competência Informacional: historicamente a finalidade da formação
educacional foi a de formar profissionais para um trabalho estável, por toda a vida,
com indivíduos aptos a exercer uma função especializada. Essa situação já não é a
mesma nos dias atuais: cresce cada vez mais a demanda por profissionais flexíveis,
multicapacitados, capazes de aprender ao longo da vida. Dudziak (2003, p.31) nos
auxilia nesse argumento quando afirma que a informação, o conhecimento e a
habilidade em lidar com grandes massas de informação, assim como demandas
pessoais e profissionais, transformaram-se nos maiores determinantes dos avanços
sociais e econômicos.
Tal análise, referente ao mundo do trabalho, em se tratando dos
profissionais que lidam intensivamente com a informação e, em específico dos
profissionais da informação da área de Ciência da Informação já é motivo de estudos

�4

desde 1969 e de estudos recentes realizados pela Federação Internacional de
Documentação (FID) em 1997, estudos sobre a existência de mercados específicos
do profissional da informação (por exemplo em OBSERVATÓRIO..., 2006), o que
nos leva a crer na existência de uma tendência sem volta (não se trata de um
“modismo”) à educação ao longo da vida para a Competência Informacional. Tais
“entidades” não podem e não devem ser consideradas em separado, tendo em vista
que na maior das vezes ocorrem simultaneamente. Desses mercados, é possível
encaminhar uma importante noção do verdadeiro papel do profissional da
informação: o exercício da responsabilidade social e o auxílio e facilitação da
comunicação do conhecimento para aqueles que o necessitam (FERREIRA, D.,
2003). Esta situação demandou em todo o mundo o planejamento de projetos
educacionais buscando estabelecer uma educação centrada no aprendiz, em seus
processos de construção de conhecimentos e de cidadania. Expressões como
“aprendizagem do docente para o aprendiz”, “educação de qualidade”, “aprender a
aprender” enfatizando a formação totalizante do indivíduo, caracterizam as práticas
pedagógicas deste século, as quais se baseiam numa cultura educacional que
privilegia a atitude investigativa, a autonomia crítica e a busca criativa.
É fato, portanto, que novas competências profissionais só sobrevivem se
apoiadas numa prática reflexiva, na profissionalização, no trabalho em equipe e por
projetos, na autonomia e na responsabilidade crescentes, em pedagogias
diferenciadas, na centralização sobre as situações de aprendizagem, na
sensibilidade quanto ao saber. É, por assim dizer, um “novo ofício”, o qual surge
relacionado a uma crise, em um tempo em que os profissionais tendem a se voltar
para o coletivo e para as práticas que se mostraram válidas em suas trajetórias.
A partir do conhecimento de fatos e eventos históricos, e tendo-se em
mente que o próprio conceito de competência mereceria longas discussões neste
contexto (como nos assevera PERRENOUD, 2000, p. 15) – aliás, esse “atrativo
estranho” suscita desde tempos um número expressivo de estudos, tanto no mundo
do trabalho e da formação profissional, como na escola (PERRENOUD, 2000, p.15) e a partir da conscientização da importância da informação em meio às
transformações sociais, educacionais, políticas e econômicas do atual século, é
possível iniciar uma atitude em direção à transformação dos paradigmas
educacionais, profissionais e informacionais existentes. É nesse momento que se

�5

insere a information literacy, contemplando o uso de recursos informacionais para a
resolução de problemas e aprendizado ao longo da vida.

2.1 Argumentos à Competência Informacional
Os

termos

informação

e

conhecimento

são

reconhecidamente

compreendidos como elemento incontestável em todos os segmentos da sociedade:
é condição elementar para a cidadania plena dos indivíduos. Assim, há uma
tendência natural à crescente disponibilização de dados e de informações cujo
principal objetivo é a geração de conhecimento. De forma paradoxal, o que é
disponibilizado por vezes com essa intenção, torna-se exagero, principalmente via
Internet, surgindo daí “[...] barreiras relacionadas ao seu acesso, tais como o número
ilimitado de fontes e o desconhecimento de certos mecanismos de filtragem,
organização e mesmo da apropriação da informação.” (DUDZIAK, 2003, p. 23).
É, portanto, um cenário rico e ao mesmo tempo empobrecedor: acesso à
informação, e, excesso de informação. Pois aquilo que não é incorporado e
absorvido pelo indivíduo, transformando-se em conhecimento, acaba por se tornar
desinformação, levando ao lado perverso da informação: a dúvida e o
desconhecimento. Polêmicas à parte, este também é um cenário que propiciou o
surgimento de uma tendência sem volta: o da necessidade da information literacy
(aqui traduzida por Competência Informacional), principal propósito de indivíduos e
sociedade, e de Profissionais da Informação, particularmente no ensino universitário.
Termo discutido amplamente noutros países, a Competência Informacional
já está bastante sólida em outros contextos, mas no Brasil ainda carece de estudos
teóricos e principalmente práticos, apesar do esforço importante realizado por
instituições de pesquisa e pesquisadores brasileiros. Rockman (2004, p. 5), por
exemplo, argumenta que o termo, mesmo que de forma rudimentar, já se
apresentava na literatura mundial na década de 50, enquanto que para outros
pesquisadores isso só ocorreu na década de 70, com o relatório produzido por
Zurkowski (1974).
É possível afirmar, diante dos estudos já realizados e, neste caso por
Dudziak (2003, p. 23), que a information literacy ainda permanece, conceitualmente,

�6

um tanto indefinida. Nesta tendência, muitos estudos têm sido realizados sobre a
Competência Informacional abordando a definição, as características, as diferentes
concepções, as questões sobre a influência do contexto e alguns casos práticos
(DUDZIAK, 2003, p.23; BELLUZZO, ROSETTO, 2005). Porém, a pesquisa em
information literacy ainda está na sua “infância” (BRUCE, 1999; DUDZIAK, 2003) e é
um conceito dinâmico e constantemente repensado (DUDZIAK, 2003, 2007). É na
formação inicial e contínua do Profissional da Informação que a Competência
Informacional pode tomar proporções nunca antes imaginadas.

2.2 A Formação Contínua para a Competência Informacional
O aprendizado de toda a vida prepara o Profissional da Informação
Bibliotecário a atingir metas e aproveitar oportunidades em evolução para o
benefício compartilhado. Além disso, auxilia-o a enfrentar os desafios tecnológicos,
econômicos

e

sociais

para

reverter

as

desvantagens

e

incrementar

as

oportunidades. O que pensa o Profissional da Informação Bibliotecário sobre a
Competência Informacional? O Bibliotecário reconhece quais são as necessidades
informacionais dos usuários e as suas próprias? O Bibliotecário reconhece a
necessidade de aprendizado contínuo e das competências necessárias a sua
profissão?
Os Bibliotecários, parte do conjunto dos Profissionais da Informação (entre
eles os arquivistas, documentalistas, gerentes de bases de dados, consultores de
informação, profissionais da comunicação, analistas de informação, professores
etc.), por “tratarem” a informação – na sociedade da informação – requerem grande
variedade de competências (PIGGOT, 1996 apud FERREIRA, D., 2003). Desta feita,
surgem no cenário brasileiro, principalmente nos anos de 2000, um número
significativo de estudos que buscam tratar desse tema (CAMPELLO, 2003;
FERREIRA, D. 2003; GÓMEZ, 2003; FERREIRA, R., 2003; SILVA et al., 2005;
DUDZIAK, 2003, 2005; BELLUZZO e ROSETTO, 2005), contudo, a maior parte
deles sob o olhar dos usuários.
Percebe-se, então que estudos teóricos sob a ótica dos Profissionais da
Informação e a respeito da atuação destes, são necessários ao enriquecimento da

�7

Ciência da Informação levando-os à condição de agentes de transformação
(DUDZIAK, 2007). O atual cenário evidencia ainda que o próprio conceito de
Sociedade da Informação e do conhecimento necessitará de longas discussões
(TAKAHASHI, 2000).

2.3 Sociedade da Informação e Competência Informacional
Sociólogos como Castells (2002) e Lévy (1999) já mostravam que, das
sociedades descritas por eles, decorrem novas formas de pensar e de se relacionar
com a realidade, considerando-se a existência de novas economias informacionais e
a necessidade de uma cultura da informação. A sociedade da informação representa
uma profunda mudança na organização da sociedade e da economia – um novo
paradigma – mas é, principalmente um fenômeno global com elevado potencial
transformador das atividades sociais e econômicas, uma vez que a realidade social
será em alguma medida afetada pela infra-estrutura de informações disponível
(BRASIL, 2000).
É fundamental preservar o ambiente crítico e autocrítico para poder reduzir
e controlar a informação. Demo (2000), no seu artigo sobre as “ambivalências da
sociedade da informação”, discute de forma pontual e esclarecedora a também
“ambivalência da informação”. Segundo o autor, “[...] não se trata apenas de nos
entupir com informação de tal forma que já não a saibamos manejar, mas, sobretudo
de usá-la para seu oposto, no sentido mais preciso de cultivo da ignorância [...]”, pois
para ele, a informação é em si ambivalente, tanto em quem a pronuncia, quanto em
quem a recebe e em todos os momentos passa pelo filtro da subjetividade, além de
sua dimensão estar limitada pelo aparato perceptor e conceitualizador (DEMO, 2000,
p.41). A questão mais dura (e a que mais incomoda) quando estamos às voltas com
a compreensão da Sociedade da Informação se constitui no poder de agregar e
segregar que a informação alcança: constitui-se em duas mãos de direção de uma
operação construtiva que se funda em processos de emissão e captação de sinais,
em trocas que vinculam ou desvinculam (BAITELLO JUNIOR, 1994).
Segundo Campello (2003), a Sociedade da Informação é o espaço mais
abrangente por onde trafega o movimento da Competência Informacional. É um

�8

ambiente tão mutante que exige novas habilidades para nele se sobreviver. Pois
segundo os estudos de Campello (2003), um período de mudanças profundas na
educação e de intenso aumento da acessibilidade à informação, proporcionados
pelas TICs, é também uma oportunidade de desafiar Bibliotecários a planejar um
futuro proporcionalmente superior para os ambientes informacionais, pois é ao
mesmo tempo um momento complexo e potencialmente desafiador em todos os
sentidos.
No documento Information Literacy: a position paper on information
problem solving (AASL, 2001 apud CAMPELLO, 2003) afirma-se que a Competência
Informacional prepara o indivíduo para tirar vantagem das oportunidades inerentes à
Sociedade da Informação, constituindo-se em espaço para se discutirem questões
como a capacidade do país em competir internacionalmente, bem como as injustiças
sociais e econômicas, desde que as pessoas sejam capazes (literacy) para lidar com
a enorme quantidade de informação disponível.
Tanto a transformação do capital, quanto da ciência, articulada às
mudanças tecnológicas referentes à circulação da informação, produziu a idéia de
sociedade do conhecimento, na qual o fator mais importante é o uso intensivo e
competitivo dos conhecimentos (CHAUÍ, 2003). Nas palavras de Chauí (2003, p.8),
ao se tornarem forças produtivas, o conhecimento e a informação passaram a
compor o próprio capital, que passa a depender disso para sua acumulação e
reprodução. Cabe enfatizar que na sociedade da informação o conhecimento é
inseparável da velocidade, isto é, a acentuada redução do tempo entre a aquisição
de um conhecimento e sua aplicação tecnológica, a ponto dessa aplicação acabar
determinando o conteúdo da própria investigação científica. Fala-se, deste modo,
numa explosão do conhecimento, quantitativa e qualitativa, tanto no interior das
disciplinas clássicas como na criação de disciplinas novas e novas áreas de
conhecimento (CHAUÍ, 2003).
Assim sendo, a Sociedade da Informação constituída em um ambiente de
abundância informacional tem na tecnologia os recursos que irão permitir lidar com o
problema, potencializando o acesso à informação e conectando as pessoas aos
produtos da mente (UNITED KINGDOM, 1997). Aliada do Bibliotecário na
intensificação do acesso e uso da informação, a tecnologia é também fonte de

�9

preocupação constante: fala-se que a fluência nas TICs é apenas um dos
componentes da Competência Informacional (BAWDEN, 2001). Muitos especialistas
(entre eles OBERMAN, 1991) aconselham os Bibliotecários a resistir à sedução da
tecnologia, mas ao mesmo tempo compreender seu impacto e planejar estruturas
em que a tecnologia fortaleça a aprendizagem significativa e não a substitua.
A tendência em mostrar as TICs como meras ferramentas da Competência
Informacional, nas palavras de Campello (2003), não impediu que diversos textos
fossem escritos destacando o papel das tecnologias no processo de aprendizagem.
Em Tarapanoff et al. (2002), observa-se que entre as funções sociais delineadas
para o Profissional da Informação na Sociedade da Informação, está a função
educativa e a de mediação. A educativa relaciona-se à alfabetização em informação,
e a segunda, à animação da inteligência coletiva. Educar a si próprios e educar aos
outros para a sociedade da informação é um dos grandes desafios para o
Profissional da Informação e um passo importante para a formação da cultura
informacional na sociedade com o uso racional e equilibrado das TICs.

2.4 Competência Informacional em Bibliotecas Universitárias
O principal papel da Biblioteca Universitária – e por conseqüência dos
profissionais que nela atuam – é atender às necessidades informacionais da
comunidade acadêmica (corpo docente, discente, pesquisadores e técnicoadministrativos), concentrando sua coleção nos conteúdos programáticos ou em
projetos acadêmicos dos cursos ministrados pela universidade a qual está vinculada.
Há que se ponderar quanto à atuação do Profissional da Informação
Bibliotecário – e em específico de Biblioteca Universitária que a educação
continuada deste profissional é de responsabilidade do próprio profissional, pois ao
assumir uma postura ativa e crítica, o que pressupõe uma disposição de busca
incessante, o Bibliotecário terá competência para atuar em prol da sociedade
contemporânea (VALENTIM, 2002).
Para Bertucci (2000) muitas inquietações estão presentes há anos no
universo dos profissionais que atuam nas bibliotecas universitárias, mas que agora
ganham magnitude: preocupações com o tamanho das coleções, com a utilização

�10

da informática, com a formação contínua dos profissionais e com as relações
humanas (entre aqueles que atuam na instituição e entre eles e os usuários, são
alguns exemplos). Para a autora “[...] as bibliotecas e os que nelas trabalham estão
sendo cada vez mais cobrados pelos serviços que prestam.” (BERTUCCI, 2000,
p.3). Miranda (2007, p. 4) complementa: “[...] o seu diferencial com relação a outras
unidades de informação ocorre em virtude de a educação ser a base do
planejamento e seus usuários serem heterogêneos.” O profissional que pertence a
esta categoria de biblioteca tem um papel determinante no desempenho da
organização (MIRANDA, 2004). Assim, às atividades tradicionais atribuídas aos
Bibliotecários, como mediador entre a informação e o usuário, devem ser agregadas
as experiências com as técnicas de gerenciamento da informação e conhecimentos
sobre as tecnologias da informação para a confirmação do seu papel de filtrar a
informação em produtos e serviços de informação (MIRANDA, 2004).
Deste modo, o discurso é de dupla face: de um lado realça a competência
tradicional e única do Bibliotecário na abordagem crítica da informação, na sua
capacidade para lidar com os mais variados formatos da informação e na sua
sensibilidade para entender as necessidades de informação de diferentes públicos.
Noutra face, há insistência em que o Bibliotecário deva mudar, adotando atitudes
condizentes com o novo ambiente social (FRANCELIN, 2003). Isto significa que a
simples disponibilização de materiais na biblioteca, combinada com o nível limitado
de auxílio ao usuário, não é considerada suficiente para atender à crescente
sofisticação das demandas de aprendizagem sugeridas para a universidade na
Sociedade da Informação. Ainda, é preciso esclarecer que concepções “abstratas e
ambíguas” são insuficientes: o foco da biblioteca deve se deslocar dos recursos para
o usuário/cliente, a fim de criar a comunidade de aprendizagem (AASL, 1998 apud
CAMPELLO, 2003).
A percepção da necessidade desse viés educacional na profissão de
Bibliotecário não é recente. Desde a década de 1950 já havia a percepção por parte
de Bibliotecários de que a biblioteca poderia embasar uma aprendizagem mais ativa,
constituindo-se em campo fértil para o desenvolvimento de estratégias de
aprendizagem condizentes com as teorias educacionais centradas no aluno
(CAMPELLO, 2003). É fato que os documentos institucionais divulgados em todas
as partes do mundo sobre Competência Informacional mencionam de forma

�11

exaustiva as habilidades que consideram essenciais para sobreviver na Sociedade
da Informação (habilidades cognitivas de ordem superior ou de pensamento crítico):
habilidade de solucionar problemas; habilidade de aprender independentemente
(autonomia); habilidade de aprender ao longo de toda a vida (lifelong learning);
habilidade de aprender a aprender; habilidade de questionamento; e, habilidade de
pensamento lógico.
O Profissional da Informação imbuído da Competência Informacional pode
dar soluções a esta realidade que agora se faz presente e tem evidenciado ese
hecho, pois é mais visível e dramático através das demandas dos habitantes deste
mundo global (MORALES, 2006). Para Campello (2003), o discurso da Competência
Informacional se desenvolve em torno de quatro aspectos: a Sociedade da
Informação, as teorias educacionais construtivistas, a tecnologia da informação e o
Bibliotecário. Cabem aí importantes possibilidades de temas para a formação
contínua dos Profissionais da Informação Bibliotecários em serviço.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Até este ponto – aqui representado por algumas reflexões oriundas de
pesquisa em andamento – há uma sutileza neste estudo que nos transmite a
importância da educação para o desenvolvimento da Competência Informacional. Na
verdade, o engajamento em ações sobre o tema, a participação no debate sobre a
Competência Informacional e a formação continuada dos Profissionais da
Informação, nos possibilita prever que este é o caminho certo para alcançarmos
resultados futuros estimulantes para a continuidade desta pesquisa.
Entre as ações já desenvolvidas estão: docência na pós-graduação em
nível de mestrado da Disciplina PCI3304-04 (Tópicos Especiais - Competência
Informacional), ministrada no 3º. Trimestre de 2007, no Programa de Pós-Graduação
em Ciência da Informação (PGCIN) da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC); trabalhos aceitos em eventos, para apresentação oral; trabalhos publicados
em revistas com Qualis A; orientações em nível de graduação (Trabalho de
Conclusão de Curso - TCC) e de mestrado – em andamento; participação em
bancas de mestrado relativas à temática; projetos de pesquisa encaminhados a

�12

órgãos de fomento; projeto de pesquisa aprovado por órgão de fomento1 proposta
de oficina para Bibliotecários da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC); disciplina optativa em andamento, ofertada no segundo semestre
de 2008 para os alunos do Curso de Graduação em Biblioteconomia da UFSC.
Sendo assim, já é possível perceber com os dados levantados até então
que a temática é oportuna e vital à formação do Profissional da Informação
Bibliotecário, em Bibliotecas Universitárias.

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Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, com aprovação em julho de 2008, sob n. de
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&lt;http://eric.ed.gov/ERICWebPortal/custom/portlets/recordDetails/detailmini.jsp?_nfpb=t
rue&amp;_&amp;ERICExtSearch_SearchValue_0=ED100391&amp;ERICExtSearch_SearchType_0=
no&amp;accno=ED100391&gt;. Acesso em: 19 jun. 2008.

__________________
1

Elizete Vieira Vitorino, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências da
Educação (CED), Departamento de Ciência da Informação (CIN), elizete@cin.ufsc.br.

�</text>
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                <text>Competência informacional: princípios para a formação contínua de profissionais da informação em bibliotecas universitárias.</text>
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                <text>Os resultados iniciais do projeto “Competência Informacional: construção social da realidade sob o olhar do Profissional da Informação Bibliotecário” apresentados neste trabalho, corresponde à primeira fase da pesquisa, identificada no projeto inicial com o título de “Elaboração de um corpus teórico (baseado em levantamento dimensões e contextos”. Termo discutido amplamente, a Competência Informacional já está bastante sólida noutros países, mas no Brasil ainda carece de estudos teóricos e principalmente práticos, apesar do esforço importante realizado por instituições de pesquisa e pesquisadores brasileiros. Este cenário indica que no tocante a estudos teóricos sob a ótica dos profissionais da informação e a respeito da atuação destes mesmos profissionais, são carentes na literatura e necessários para o enriquecimento da Ciência da Informação. Articulada à atuação profissional está a Competência Informacional do Bibliotecário em Bibliotecas Universitárias tendo em vista que seu principal propósito é atender as necessidades informacionais da comunidade acadêmica (corpo docente, discente, pesquisadores e técnico-administrativos). O profissional da Informação Bibliotecário é a figura central no discurso da Competência Informacional, pois se espera que saiba utilizar os recursos informacionais para a resolução de problemas e aprendizado ao longo da vida.</text>
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DIMENSIONAMENTO DO NÚMERO MÍNIMO DE EXEMPLARES DE
TÍTULOS DE BIBLIOGRAFIAS BÁSICAS DE CURSOS DE GRADUAÇÃO:
proposta para o SIBi/USP
VILLELA, M. C. O.1
PRATI, S. C.2
FLEXA, R. M. A.3
FONTES, C. A.4
LAET, M. A.5
PUCCINELLI, S. M. S.6
SOUSA, M. F. A.7

RESUMO
Apresenta os resultados de pesquisa realizada junto a bibliotecas universitárias
brasileiras e internacionais para identificar os parâmetros utilizados na definição do
número mínimo de exemplares dos títulos de livros de bibliografias básicas de
cursos de graduação a serem adquiridos. A variedade das respostas e justificativas
obtidas pela pesquisa, assim como literatura disponível sobre o assunto, demonstra
que não há uma maneira unívoca de determinar o número mínimo de exemplares da
bibliografia básica. Recomenda como diretrizes a aquisição de pelo menos dois
exemplares de cada título da bibliografia básica e a formalização de uma política de
aquisição.
Palavras-chave: Bibliografia básica. Desenvolvimento de coleções. Aquisição de
livros.

ABSTRACT
It presents the results of a survey conducted among Brazilian and international
university libraries to know which are the parameters used to set the acquisition of
multiple copies of book titles belonging to the undergraduate courses teaching
collections. The diversity of answers and justifications obtained, as well the available
literature on that issue, shows that there is no univocal manner to determine the
minimum number of books of a same title. It proposes as guidelines the acquisition of
at least two copies of each book title and the need of a formal acquisition policy.
Keywords: List of reading. Teaching collections. Collection development. Library
books acquisition.

�2

�

1 INTRODUÇÃO
O acervo das bibliotecas universitárias visa oferecer apoio informacional
às disciplinas de graduação, pós-graduação e atividades de pesquisa e extensão,
além de permitir a expansão dos conhecimentos dos seus usuários pela oferta de
material bibliográfico adicional àquele indicado pelos professores aos alunos. A
bibliografia básica, composta pela relação de livros e artigos de leitura recomendada
pelos professores é o ponto central da coleção de uma biblioteca universitária.
Por sua importância, os recursos das bibliotecas fazem parte dos critérios
das avaliações periódicas do Ministério da Educação e Cultura brasileiro (MEC) para
autorização, credenciamento e renovação de credenciamento de cursos de
graduação, sendo analisados o espaço físico, o acervo e serviços oferecidos
(BRASIL, 2007, p. 16-18). No que tange à disponibilidade dos livros da bibliografia
básica das disciplinas, o MEC recomenda, mas não de forma obrigatória, a “[...]
proporção de um exemplar para até 15 alunos previstos no curso, de quaisquer
títulos indicados na bibliografia [...]”, sendo necessário que estejam atualizados
(BRASIL, 2007, p. 57-60).
Outros fatores, além das recomendações do MEC, influenciam o
desenvolvimento de coleções. As bibliotecas também convivem com as limitações
orçamentárias e de espaço, além das demandas crescentes por parte dos usuários.
Nesse contexto, uma das questões que se coloca é: qual seria o número
mínimo de exemplares dos títulos de livros da bibliografia básica a serem adquiridos
para os cursos de graduação? Quais seriam os parâmetros ideais a serem adotados
em bibliotecas universitárias?
Os autores que tradicionalmente tratam de políticas de desenvolvimento
de coleções não se posicionam de forma definitiva sobre essa questão, citando
fórmulas para a definição do número de exemplares nos acervos (LANCASTER,
1996; VERGUEIRO, 1989).
Entretanto, a discussão em torno do acesso à bibliografia básica tem se
mostrado importante a ponto de ultrapassar os limites das bibliotecas e chegar à

�

�3

�

mídia, que aborda a necessidade dos alunos, o custo dos livros e as questões de
direitos autorais.
Pesquisa recente (COPIAR..., 2008; PESQUISA..., 2007) demonstrou o
alto custo das obras para os alunos e a inacessibilidade de vários títulos, levando à
necessidade de realizar cópias reprográficas de livros. Esta solução, encontrada por
acadêmicos para terem acesso aos textos de estudo, é grandemente combatida
especialmente pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), a partir
de 2004 (ROSA et al. 2005; SOUZA, 2006).
Da mesma forma que a aquisição de exemplares das bibliografias básicas
é economicamente onerosa para o aluno individualmente, ela também o é para as
bibliotecas universitárias.
Preocupado com esse cenário, o Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBi/USP), desde 1997, formalizou as diretrizes para o
desenvolvimento e estabelecimento de políticas de acervo (UNIVERSIDADE DE
SÃO PAULO, 1997, 1998). No entanto, frente às novas demandas, propôs como
parte do seu Planejamento Estratégico (PE) de 2007, o Projeto “Dimensionamento
do Número Mínimo de Exemplares de Títulos de Bibliografias Básicas” para as
disciplinas dos cursos de graduação da USP, com o objetivo de propor diretrizes
para definir o número mínimo de exemplares dos títulos indicados nas bibliografias
básicas. Este texto é uma condensação do relatório apresentado pelo grupo de
trabalho que se envolveu com essa questão.

2 A PESQUISA
Para se chegar ao objetivo proposto, realizou-se uma pesquisa composta
por levantamento bibliográfico sobre o assunto, com a elaboração e envio de
questionário às bibliotecas universitárias brasileiras. Para conhecimento das práticas
internacionais de aquisição, foi realizado um levantamento na Internet e
encaminhadas questões a algumas universidades estrangeiras, por e-mail.

�

�4

�

2.1 O universo de pesquisa
Para definir as instituições que receberiam os questionários, tomou-se
como parâmetro as bibliotecas filiadas à Comissão Brasileira de Bibliotecas
Universitárias (CBBU). Incluem-se entre essas, as bibliotecas das universidades
estaduais paulistas, que fazem parte do CRUESP (Conselho de Reitores das
Universidades Estaduais Paulistas) – USP, UNESP, UNICAMP – representadas por
suas coordenadorias.
Buscando a abordagem das bibliotecas universitárias, tanto no âmbito
estadual como no federal, foram selecionadas a REBAE – Rede de Bibliotecas da
Área de Engenharia e Arquitetura1, que abrange 47 unidades entre bibliotecas
universitárias e especializadas, e o Sistema de Informação Especializado na Área de
Odontologia (SIEO)2,

que reúne 12 bibliotecas entre universitárias estaduais e

federais.
Essas bibliotecas receberam um questionário, enviado por e-mail, que foi
estruturado nas seguintes partes:
�

Parte 1 – Questões sobre políticas de aquisição de Bibliografia Básica nas
Instituições;

�

Parte 2 – Documentação das Políticas (se existente);

�

Parte 3 – Identificação do respondente.
No total, foram enviados 508 questionários às instituições de todo o

território nacional. As respostas das unidades que não ofereciam cursos de
graduação não foram analisadas; no caso da UNICAMP, considerou-se a resposta
encaminhada pela Coordenação como válida para todo o Sistema, computando-se
apenas um questionário. Ao final foram considerados válidos e tabulados 70
questionários (14% do total enviado).

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1

REDE DE BIBLIOTECAS DA ÁREA DE ENGENHARIA E ARQUITETURA. Disponível em:
&lt;http://www.rebae.cnptia.embrapa.br/index.jsp?url=bibliotecasAfiliadas.jsp.&gt;. Acesso em: 31 ago. 2007.
2
SISTEMA DE INFORMAÇÃO ESPECIALIZADO NA ÁREA DE ODONTOLOGIA. Disponível em:
&lt;http://www.fo.usp.br/sdo/sieo/quemparticipa.htm.&gt;. Acesso em: 31 ago. 2007.

�

�5

�

A distribuição das respostas, segundo as Instituições que os
responderam, pode ser observada na Tabela 1.
Tabela 1 – Questionários tabulados, por Instituições
Quantidade

Porcentagem

5

7%

3

4%

USP

32

46%

UNESP

10

14%

UNICAMP

1

2%

Privadas

19

27%

Total

70

100%

Instituição
Federais
Estaduais (não
CRUESP)
CRUESP

A seguir, é apresentada a análise das respostas, na mesma ordem dos
itens do questionário e com destaque sempre que possível para as respostas do
CRUESP e/ou da USP separadamente.

2.2 Política de aquisição
A Tabela 2 mostra a situação das instituições em relação à existência de
uma Política de Aquisição da Bibliografia Básica para as disciplinas oferecidas nos
cursos de Graduação:
Tabela 2 – Detalhamento das respostas sobre a existência de Política de Aquisição
Política

Bibliotecas Instituições
Gerais

Bibliotecas USP

Quantidade

Porcentagem

Quantidade

Porcentagem

Política formal

13

19%

05

16%

Política informal
Política formal em
construção
Sem Política

45

64%

21

66%

02

3%

0

0%

10

14%

06

18%

Total

70

100%

32

100%

Observa-se que 64% das bibliotecas trabalham com políticas informais,
sendo que no âmbito da USP, esta porcentagem eleva-se para 66%.

�

�6

�

2.3 Parâmetros quanto ao número de exemplares por título
A questão 2 tratava especificamente do tema desta pesquisa, ou seja, a
existência ou não de parâmetros (limites mínimos e máximos) para a aquisição de
exemplares dos títulos da Bibliografia Básica em relação ao número de alunos. As
respostas apontam que a maioria das bibliotecas os adota, conforme detalhado na
Tabela 3.
Pode-se observar que um grande número de instituições estabelece um
número mínimo de exemplares, adotando como parâmetros número de alunos ou o
número de exemplares por título. Poucas instituições estabelecem um número
máximo.
Tabela 3 – Parâmetros para a aquisição de exemplares
Parâmetros

Quantidade Percentual

Por alunos
1 exemplar / 5 alunos

01

1,5%

1 exemplar / 7 alunos

01

1,5%

1 exemplar / 10 alunos

23

33%

1 exemplar / 15 alunos

03

4%

1 exemplar / 20 alunos

03

4%

2 exemplares / título

03

4%

3 exemplares / título

03

4%

5 exemplares / título

03

4%

6 exemplares / título

01

1,5%

10 exemplares / titulo

01

1,5%

Máximo de 15 exemplares / título

01

1,5%

Máximo de 30 exemplares / título

01

1,5%

1 a 8 exemplares / título

01

1,5%

Em fase de construção

01

1,5%

Sem definição de limite

24

35%

Total

70

100%

Outras respostas

Nota-se que o número de bibliotecas que não estabelece limites (35%) é
maior que o número daquelas que dizem seguir a recomendação do MEC de
fornecer 1 exemplar de quaisquer títulos das bibliografias básicas para até 10 alunos

�

�7

�

(33%). Deve-se apontar que atualmente o MEC recomenda 1 exemplar para até 15
alunos previstos no primeiro ano dos cursos (BRASIL, 2007, p. 60).
Detalhando-se a distribuição das respostas das bibliotecas do CRUESP,
pode-se observar a Tabela 4.
Tabela 4 –
Instituição

USP

Parâmetros para a aquisição de exemplares da bibliografia
básica nas Bibliotecas do CRUESP
Parâmetros
1 exemplar / 05 alunos
1 exemplar / 10 alunos
1 exemplar / 15 alunos
1 exemplar / 20 alunos
2 exemplares / título
3 exemplares / título
5 exemplares / título
6 exemplares / título

Quantidade
1
4
1
2
2
1
3
1

Percentual
2%
9%
2%
5%
5%
2%
7%
2%

1

2%

16
2

38%
5%

1 exemplar / 20 alunos

1

2%

Sem definição de limite

7

17%

1 exemplar / 10 alunos

1

2%

Total

43

100%

Política em fase de construção
Sem definição de limite
1 exemplar / 10 alunos
UNESP
UNICAMP

Observa-se que um elevado número de bibliotecas, da USP e da UNESP,
não define parâmetros para número de exemplares adquiridos. Entretanto, pelos
comentários que acompanhavam as respostas e pelo conhecimento do processo de
aquisição de livros na Universidade, constata-se que a inexistência de uma diretriz
nesse sentido não significa que a aquisição é realizada aleatoriamente.
Na verdade, a aquisição tem por parâmetros o acompanhamento das
necessidades dos usuários a partir do Setor de Referência e Circulação, o
atendimento às necessidades apontadas pelo corpo docente e discente e pelo
acompanhamento das Bibliografias Básicas das disciplinas oferecidas à Graduação.
Em todos esses casos, leva-se em consideração também a verba concedida para a
aquisição de material bibliográfico, que é de suma importância para a efetivação de
uma política de aquisição pela instituição, pois, dependendo do valor destinado à

�

�8

�

compra de material bibliográfico, as diretrizes estabelecidas a esse respeito ficam
inviabilizadas, como deixam claro Vicentini et al. (2006).
Quanto às respostas das bibliotecas das instituições federais, estaduais e
particulares, sem considerar o CRUESP, a tabulação está apresentada na Tabela 5,
onde se repete a preponderância da proporção de 1 exemplar para cada 10 alunos,
conforme apontado anteriormente.
Tabela 5 – Número mínimo de exemplares da bibliografia básica nas bibliotecas
federais, estaduais e particulares, sem considerar o CRUESP (USP, UNESP e
UNICAMP)
Tipo de
Instituição
Federal

Estadual

Particular

Situação

Quantidade

Percentual

1 exemplar / 10 alunos

4

14%

3 exemplares / título

1

4%

Sub-Total

5

18%

1 exemplar / 10 alunos

2

7%

1 a 8 exemplares / título

1

4%

Sub-Total

3

11%

1 exemplar / 7 alunos

1

4%

1 exemplar / 10 alunos

10

37%

1 exemplar / 15 alunos

2

7%

2 exemplares / título

1

4%

3 exemplares / título

1

4%

5 exemplares / título

1

4%

10 exemplares / título

1

4%

Sem definição de limite

2

7%

Sub-Total

19

71%

Total

27

100%

3 PRÁTICAS INTERNACIONAIS
A preocupação com o número ideal de exemplares para atender à
demanda dos alunos e a verba existente para a compra é uma preocupação também
presente em bibliotecas de outros países.
A fim de verificar a existência de padrões internacionais para a compra de
exemplares da bibliografia básica, foi realizada pesquisa em sites e por e-mail. Os
�

�9

�

e-mails

foram

enviados

a

algumas

bibliotecas

de

grandes

universidades

estrangeiras: Harvard, New York, Oxford, Yale, Califórnia/Berkeley, porém nem
todas responderam. Procurou-se observar que representantes de todas as áreas
(Biológicas, Humanas, Exatas e Tecnológicas) fossem contatados, no entanto, a
maioria dos respondentes foi da área de Humanas (Quadro 1).
Biblioteca

N. Mínimo /
Título

Procedimentos

Obs.

Empréstimo de curto
prazo para os
principais livros-texto
Limite máximo indicados pelo staff
de 1 exemplar acadêmico. Também
para 10 alunos. têm fotocópias de
artigos e notas de
leitura que obedecem à
Lei de Direito Autoral.

Dublin City
University

Harvard Lamont
(Humanidades,
Ciências Sociais,
Música e
Multimídia e
Poesia
Contemporânea)

Exemplares
Adicionais

1-50 alunos/1
ex.
50-100 alunos/2
ex.
&gt; 100 alunos/3
ex.

Harvard Widener
Não incorpora
(Ciências Sociais,
livros-texto à
Humanidades,
coleção.
Línguas)

Oxford Bodleian Law
Library

1 exemplar por
título da lista de
leitura dos
principais cursos
(core) da
graduação. Para
as disciplinas
obrigatórias, são
2 exemplares.

Exemplares
adicionais
conforme o n.
de alunos da
disciplina e a
quantidade de
exemplares
existente nas
outras
bibliotecas da
universidade.

Principal
biblioteca de
Direito de Oxford,
mas há títulos
repetidos em
outras bibliotecas
da mesma área.

Oxford - Health
Care Library

Para os
estudantes de
Clínica, 6
exemplares por
título (exceto se
for muito caro ou
primordialmente
uma obra de
referência).

Se for um título
muito usado,
são 11
exemplares; 1
exemplar fica
na consulta.

Caso haja
solicitação do
professor
responsável,
compra-se mais 5
exemplares para
consulta.

5 exemplares para
empréstimo de 2
semanas e 1 para
consulta.

Quadro 1 - Demonstrativo de práticas internacionais de aquisição da bibliografia básica

�

(continua)

�10

�

Biblioteca

N. Mínimo /
Título

Exemplares
Adicionais

Oxford - Sackler
(Arqueologia,
Egiptologia,
História da Arte,
etc.)

3 exemplares
por título

Até 12
exemplares
dos mais
usados.

Oxford - Social
Science Library

2 exemplares:
um em consulta
e um para
empréstimo)

Para
empréstimo: 1
para cada 10
alunos da
disciplina.

Oxford University of
Engineering
Science

�
Procedimentos
Também oferece
fotocópias de artigos
que podem ser
emprestados e
copiados. Não há
limitação de
empréstimos (1
semana).
Consultas; empréstimo
por períodos curtos;
acompanhamento das
listas de leitura;
comunicação com os
docentes;
monitoramento do uso
da coleção.

1 exemplar por
título

1 exemplar dos
títulos que estão
na lista de leitura
adicional.

A compra é
baseada em: uso
prévio; n. de
alunos; conversa
com professores;
custo do livro.

Não há
diretrizes.

Yale University

Obs.

Exemplares
adicionais
(livros e
artigos) são
comprados
mediante
solicitação do
professor.
Nesse caso, é
um exemplar
para cada
15/20 alunos.

Neste caso, são feitos
empréstimos de curto
prazo: de 3 horas a 1
dia. Ao final do
semestre, esse
material é incorporado
à coleção e, se não for
usado em alguns anos,
é descartado.

Não compra
livros-texto/
didáticos para
suprir
necessidade de
compra dos
alunos. Pode-se
comprar 1 para a
coleção.

Quadro 1 - Demonstrativo de práticas internacionais de aquisição da bibliografia básica

(conclusão)

Pela análise do quadro acima, verifica-se que não há uma diretriz uniforme
para a aquisição de bibliografia básica, nem mesmo entre bibliotecas de uma mesma
universidade, mas alguns padrões chamam a atenção:
•

o reduzido número de exemplares comprados para cada título da bibliografia
básica;

�

•

a existência de limites para a aquisição de exemplares extras;

•

a existência de restrições de circulação para a bibliografia básica

�11

�

(comentários oferecidos espontaneamente).
Dessa maneira, vê-se que, internacionalmente, as limitações de compra
também existem e que o bibliotecário se preocupa com o uso racional da verba e
impõe restrições de circulação como forma de maximizar o uso.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A variedade das respostas e justificativas obtidas pela pesquisa, assim
como as leituras realizadas, demonstram que não há uma maneira unívoca de
determinar o número mínimo de exemplares da bibliografia básica.
A definição desse número pode ser afetada por uma série de variáveis que
assumem pesos diferentes de acordo com cada instituição e unidades de uma
mesma Universidade, como: os limites orçamentários, os parâmetros do MEC para
credenciamento de novos cursos, a quantidade de títulos presentes nas bibliografias
básicas das disciplinas, a constante atualização das edições, o valor das obras, o
número de alunos de cada unidade, o uso da coleção, a limitação do espaço físico
das bibliotecas.
Nenhuma variável, entretanto, justifica a inexistência de diretrizes para a
aquisição da bibliografia básica, pois elas são essenciais para atender à demanda
dos usuários e estabelecer o uso racional da verba destinada.
Levando-se

em

consideração

as

informações

levantadas

e

em

alinhamento com a preocupação já antiga na Universidade de São Paulo com o
estabelecimento de uma política de desenvolvimento de acervos (UNIVERSIDADE
DE SÃO PAULO, 1997, 1998), apresentam-se algumas recomendações para o
estabelecimento de diretrizes de aquisição da bibliografia básica para as disciplinas
dos cursos de graduação da USP:
•

Definição de números de exemplares da bibliografia básica: recomenda-se
que sejam adquiridos ao menos 2 exemplares de cada título, sendo um deles
colocado em reserva, para que esteja sempre disponível ao aluno para consulta.
Esse número indica um parâmetro mínimo tendo em vista que nem todos os

�

�12

�

títulos pertencentes à bibliografia básica são utilizados de maneira constante e
parte de deles é consultada apenas esporadicamente.
Nesse sentido, é importante que cada biblioteca leve em consideração o núcleo
básico de sua área (isto é, dos títulos da bibliografia básica mais
utilizados/consultados/emprestados pelos alunos), cujos títulos constituintes
devem ser adquiridos em proporções (e, talvez, com limites) a serem definidos
por cada biblioteca de acordo com suas necessidades. Sugere-se a adoção de
coleta e análise de informações referentes ao uso da coleção, bem como
sugestões de profissionais de bibliotecas, docentes e alunos.
•

Estabelecimento formal de Políticas de Aquisição: as bibliotecas devem
formalizar suas políticas de aquisição, recomendando-se a atualização constante
deste documento pelas bibliotecas que já as adotam.
Quaisquer que sejam as práticas e políticas de trabalho adotadas é

preciso ter em mente que a biblioteca não é uma entidade isolada dentro de sua
unidade e que o profissional da informação não pode atuar de forma independente
de sua comunidade. Deve haver um trabalho conjunto entre docentes e biblioteca,
para o acompanhamento e atualização da bibliografia indicada e também validar em
conjunto com a Comissão de Biblioteca, parâmetros adotados.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Departamento
de Supervisão da Educação Superior. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira. Manual de verificação in loco das condições
institucionais: credenciamento de instituições não universitárias (faculdades);
autorização de cursos superiores (ensino presencial). Brasília: MEC/SESU, 2007.
Disponível em: &lt;http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/Manual1.pdf&gt;. Acesso
em: 23 maio 2007.
COPIAR é preciso. Revista do IDEC, São Paulo, n. 120, p. 20-23, abr. 2008.
LANCASTER, F. W. Avaliação do acervo: fórmulas, julgamento por especialistas e
cotejo com bibliografias. In: ______. Avaliação de serviços de bibliotecas.
Brasília: Briquet de Lemos, 1996. cap. 2, p. 20-50.

�

��

13

PESQUISA do IDEC constata que bibliotecas não disponibilizam números razoáveis
de exemplares de livros. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.idec.org.br/files/PI2_160507.pdf&gt;. Acesso em: 02 maio 2008.
ROSA, F. G. M. G. et al. Cópia de livros nas universidades brasileiras. In:
ENCONTRO LATINO DE ECONOMIA POLÍTICA DA INFORMAÇÃO,
COMUNICAÇÃO E CULTURA, 5., Salvador, 2005. Trabalhos aprovados. Salvador:
UFBA, s.d. Disponível em: &lt;http://www.gepicc.ufba.br/enlepicc/pdf/FlaviaRosa.pdf&gt;.
Acesso em: 23 maio 2007.
SOUZA, A. R. Copiar ou não copiar? Verbo: Revista Brasileira do Livro Universitário,
São Paulo, n. 1, p. 16-17, set. 2006. Disponível em:
&lt;http://abeu.org.br/revista_livro_universitario/Revista_Brasileira_do_Livro_Universita
rio_001_092006.pdf&gt;. Acesso em: 01 out. 2007.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR no. 3090, de 06 de novembro de
1997. Estabelece as Diretrizes para o Desenvolvimento de Acervos das Bibliotecas
do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Disponível em:
&lt;http://leginf.uspnet.usp.br/port/pgr3090.htm&gt;. Acesso em: 02 maio 2008.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS.
Comissão de Estudos para Gerenciamento de Acervos. Subsídios para o
estabelecimento de política de desenvolvimento de acervos para as bibliotecas
do SIBi/USP. São Paulo: SIBi/USP, 1998. 14 p. (Cadernos de Estudos, n.7).
VERGUEIRO, W. Avaliação de coleções: a busca do método. In: ______.
Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis, 1989. p. 81-91. (Palavra-Chave,
1).
VICENTINI, L. A. et. al. Aquisição de livros de graduação na UNICAMP: política de
alocação e divisão de recursos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14., 2006, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2006. 1 CD-ROM.

_________________
1

Maria Cristina Olaio Villela, Universidade de São Paulo, cristina.villela@poli.usp.br.
�Suely Cafazzi Prati, Universidade de São Paulo, prati@usp.br.
3
Raimunda Miguelina Alves Flexa, Universidade de São Paulo, lina@usp.br.
4
Cybelle de Assumpção Fontes, Universidade de São Paulo, caf@fob.usp.br.
5
Maria Aparecida Laet, Universidade de São Paulo, mlaet@igc.usp.br.
6
Solange Maria Simões Puccinelli, Universidade de São Paulo, solange@iqsc.usp.br.
7
Maria de Fátima Alves de Sousa, Universidade de São Paulo, mfsouza@sbi.if.usp.br.
2

�

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46950">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46951">
                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
                </elementText>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46952">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="46953">
                  <text>CRUESP</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="46954">
                  <text>2008</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="46955">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                  <text>Evento</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>São Paulo (São Paulo)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Dimensionamento do número mínimo de exemplares de títulos de bibliografias básicas de cursos de graduação: proposta para o SIBi/USP.</text>
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                <text>Villela, M. C. O.</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Apresenta os resultados de pesquisa realizada junto a bibliotecas universitárias brasileiras e internacionais para identificar os parâmetros utilizados na definição do número mínimo de exemplares dos títulos de livros de bibliografias básicas de cursos de graduação a serem adquiridos. A variedade das respostas e justificativas obtidas pela pesquisa, assim como literatura disponível sobre o assunto, demonstra que não há uma maneira unívoca de determinar o número mínimo de exemplares da bibliografia básica. Recomenda como diretrizes a aquisição de pelo menos dois exemplares de cada título da bibliografia básica e a formalização de uma política de aquisição.</text>
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UMA ANÁLISE DOS SÍTIOS DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
FEDERAIS NA ÓTICA DE SERVIÇOS DE REFERÊNCIA DIGITAL
VIEIRA, D. V.1
LAZZARIN, F. A.2
BRITO, J. L.3

RESUMO
Os Serviços de Referência Digital - SRDs - oferecem acesso à informação em qualquer
lugar e em qualquer tempo. O presente estudo enfocou o papel da informação e da
tecnologia nas Bibliotecas Universitárias Federais frente aos serviços eletrônicos
disponibilizados através da Web. Discute sobre a implementação dos SRDs, ocorridos
nos sítios das Bibliotecas Universitárias Federais de vinte e seis estados brasileiros e
uma do Distrito Federal. Buscou-se analisar através de um quadro de referência quais
fazem uso das novas fontes para informação de acesso on-line. Os impactos percebidos
neste cenário indicam: o oferecimento de ferramentas on-line para oferecer suporte aos
usuários, bem como uma nova forma de atuação para o bibliotecário de referência.
Palavras-chave: Tecnologia da Informação. Serviço de Referência Digital.
Bibliotecas Universitárias Federais.

ABSTRACT
Digital Reference Services - DRSs - offers information access in anywhere and anytime.
The present paper focus in the leading of information and technology on Federal
Universities Libraries across electronic services available on Web. Discuss about
implementation of DRSs, available on the Federal Universities Libraries’ web site of
twenty six Brazilian states and one in Federal District. It analyses through framework
which of them use yourself new information fonts of on-line access. The impacts realized
on this scenario indicates the availability of on-line tools to help users and a new leading
of reference librarian.
Keywords: Information Technology. Digital Reference Services. Federal Universities
Libraries.

�2

1 INTRODUÇÃO
A informação sempre teve uma vasta importância na vida das sociedades,
em todos os tempos; contudo, no contexto atual, a informação se configura como
insumo básico, passando a ser considerada, como um bem imprescindível para
tomada de decisões em diversas áreas do conhecimento. De acordo com Araújo
(1995), o poder da informação, aliado aos modernos meios de comunicação de
massa, tem a capacidade ilimitada de transformar culturalmente o homem, a
sociedade e a própria humanidade como um todo.
Tal acesso à informação, e através dela ao conhecimento, proporcionou e
alterou em maior medida o cotidiano das pessoas, criando e recriando novas
identidades, novos hábitos sociais, e uma nova forma de cultura através das
Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC – cujo ícone é a Internet.
Desta forma, com o advento da Internet, criada em 1983, há uma explosão
de informação, e as antigas ressalvas ocorridas no início do uso deste conglomerado
de redes on-line interligadas mundialmente, que chegaram até mesmo a gerar
documentos com recomendações e dicas sobre como o usuário se comporta ao
navegar com uma maior segurança, foram, aos poucos, sendo transpostas,
revertendo o que era ameaça de ambiente em forte aliado para a aquisição e
disseminação da informação. De acordo com Bottentuit Junior (2003):
Um dos principais e mais difundidos meios de comunicação de
informação na atualidade, é feito via Internet, isto é resultado do seu
poder de alcance e rapidez de transmissão, ou seja, porque constitui
hoje, o meio mais fácil de se trocar informações em tempo real e com
menor custo possível.

Assim sendo, diante de tais transformações, as Bibliotecas Universitárias
Federais, se vêem impelidas a adentrarem em um novo contexto. O que antes era a
biblioteca de referência, cuja principal função era a de assistir de forma direta ao
consulente, depara-se hoje com um usuário mais exigente, reclamando ao direito de
mudanças quanto às formas operacionais da disseminação da informação por parte
do bibliotecário.
Caminhando neste prisma que o serviço de referência digital – SRD –
através do advento de novas TICs, permitiu aos bibliotecários redefinir e explorar

�3

mais livremente todas as possibilidades dos serviços de referência. Através de email, Chat, video-conferência, softwares específicos para este serviço, entre outros,
o SRD sugere-se como uma ferramenta poderosa de comunicação para os usuários
e bibliotecários.

É assim que, Marques &amp; Gouveia (2004) apud Alves &amp; Vidotti

(2006), apresentam a importância do SRD para as bibliotecas ao descreverem que :
Preparar, identificar conceitos-chaves, palavras, sinônimos e termos
relacionados, construir a pesquisa com emprego de ferramentas
comuns como operadores booleanos, truncatura, sistemas de
classificação com índices e thesaurus, identificar os auxiliares
disponíveis em cada base de dados, analisar criticamente os dados
obtidos são atividades que devem estar por detrás de um serviço de
referência digital que permita criar um serviço com a capacidade
responder a um utilizador cada vez mais exigente, uma vez que
agora no mundo digital as bibliotecas digitais não lidam com perfis
pré-estabelecidos de utilizadores, mas com todos aqueles que
navegam diariamente na Web.

Tal conceituação descreve os maiores avanços que as Bibliotecas
Universitárias Federais podem adquirir, gradativamente, através dos SRDs. É deste
modo que, o presente foco de análises, deste artigo, busca através de vinte e seis
estados brasileiros e um Distrito Federal, quais são os sítios de Bibliotecas
Universitárias Federais que fazem uso das novas fontes para informação de acesso
on-line. Busca também dimensionar quais os impactos que os SRDs podem gerar
nestas, salientando que não se trata de estudo exaustivo, mas de caráter informativo
e instrucional.

2 AS BIBLIOTECAS E O ACESSO A INFORMAÇÃO
As

bibliotecas

carregaram

ao

longo

dos

tempos

estigmas

que

impregnaram o seu sentido e o seu significado de existência; estes estigmas mesmo
séculos depois, ainda se fazem presentes nas bibliotecas dos “novos tempos”. Os
usuários das bibliotecas monásticas, ao entrarem neste ambiente, tinham sua ânsia
de informações podadas em primeira instância pelo silêncio inviolável e, em
segunda, pelo receio de pedir uma informação, que para o bibliotecário da época,
poderia ser entendido como inconveniente; fato este que impedia o usuário de
avançar e se aprofundar em suas pesquisas.

�4

Hoje, por outro lado, o novo usuário não se depara com restrições quanto
a sua entrada e sua permanência dentro das bibliotecas, mas encontra-se com outro
tipo de silêncio, um antagonismo dos tempos modernos, onde a informação precisa
ser disseminada, o usuário precisa desta informação, mas a interação entre
bibliotecário-usuário está constantemente sendo interrompida pelo fato do usuário
não saber recuperar a informação da qual necessita.
É neste contexto que, o crescente papel desempenhado pelas TICs,
adentrou nos processos das Bibliotecas Universitárias Federais, processos tais
como: a aquisição da informação, o gerenciamento desta, o armazenamento, o
tratamento e a utilização adequada da informação; estes fazem parte de um mundo
informacional com muitos labirintos dos quais, muitas vezes, o usuário se perde na
hora de recuperar as informações necessárias para ele; ou por uma escassez de
conhecimento ou por falta de treinamento para o uso destas novas tecnologias, o
usuário depara-se a necessidade de um modelo de organização que o leve com
eficiência à informação e ao conhecimento.
Para tanto, Heijst (1996) criou um modelo organizacional objetivando
alavancar a informação/conhecimento conforme a Figura 1.
Interação

Sistema de
informação

Usuário

Comunicação

falada
Proc. Inf.

Desen. Inf.

impressa

Combinação da
Informação

Resultado

Triagem

Seleção/Uso

em rede

Difusão de Informação

Figura 1 – Modelo organizacional de informação
Fonte: baseado em Heijst, 1996.

Neste modelo percebe-se a importância da interação entre o sistema
de informação e a comunicação com o usuário. Para que o usuário possa ser
beneficiado através do processo de informação, o desenvolvimento deste modelo se

�5

dará de três formas distintas: falado, impresso ou em rede. Tendo, portanto, a
combinação de elementos necessários para que o resultado da pesquisa do usuário
seja positivo, concretizando-se a difusão da informação, que é o papel fundamental
das Bibliotecas Universitárias Federais.

3 O BIBLIOTECÁRIO E O SERVIÇO DE REFERÊNCIA DIGITAL
Comparando a sociedade industrial ainda muito presente nos anos de
1990, com a sociedade informacional, período do qual vivenciamos, meados dos
anos 2000, denominado a Era da Informação e do Conhecimento, verifica-se que a
atual

está

marcada

basicamente

pela

intensa

e

contínua

evolução

do

desenvolvimento das TICs e pelo processamento da informação. Este fato gerou um
grande número de informações disponibilizadas, principalmente on-line, e que tem
causado embaraços aos usuários no momento da busca de um acesso preciso e
relevante aos documentos disponibilizados na Internet.
É neste ambiente de diversos links e múltiplas fontes que o bibliotecário e
o SRD adentram nas Bibliotecas das Universidades Federais: o bibliotecário como
um agente facilitador que busca atender a necessidade da informação que o usuário
traz consigo; e o SRD como uma fonte estratégica de pesquisa e captura de
informações nas bases de dados disponíveis na Web.
De acordo com Márdero Arellano (2001), os serviços de referência virtual
estão se tornando realidade, e são parte ativa na evolução dos serviços de
bibliotecas na Internet, pois este serviço diz respeito a uma rede de conhecimentos
técnicos, de intermediação e de recursos colocados à disposição de alguém que
procura informação num ambiente ‘em linha’. (LANKES, apud FERREIRA, 2004).
Há tempos ocorre por parte dos bibliotecários a intenção de aprimorar o
processo de comunicação com os usuários da biblioteca, bem como, a disseminação
dos serviços de informação através de mecanismos virtuais que busquem reproduzir
a interação em tempo real, e garantir qualidades a esta mediação.
Em documento da Reference and User Services Association (RUSA,
2004), a referência virtual é um serviço de referência iniciado eletronicamente,

�6

freqüêntemente em tempo real, onde os usuários utilizam computadores ou outra
tecnologia da Internet para se comunicarem com a equipe de referência sem
estarem fisicamente presentes.
Neste contexto, os SRDs têm objetivado promover melhores práticas de
referência digital, prestando um serviço público com utilização das novas
ferramentas de tecnologia, tendo em si suas características exclusivas. É o que
destaca Ferreira (2004) ao afirmar que os serviços de referência digital têm suas
características peculiares como a inclusão do conhecimento humano e do
conhecimento do assunto, características advindas deste assunto específico.
Ainda como característica humana, a virtualização pode ser aplicada a
qualquer área da vida, inclusive no exercício profissional em benefício da qualidade
da mediação com o sujeito interlocutor. Portanto, o serviço de referência e a
virtualização não são algo novo na Biblioteconomia, pois as bibliotecas tradicionais
estão repletas de mecanismos virtuais de referência e mediação, como por exemplo
o catálogo e todas as suas derivações.
A essência nesta prestação de serviços de referência permaneceu ao
longo dos anos, assim como hoje, de um lado, os usuários buscando informações, e,
do outro, bibliotecários com o objetivo de atender-lhes, porém, o que vem mudando
de acordo com Linguanotto; Grandi; Sampaio (2001) é a maneira como esses
serviços vêm sendo prestados diante das realidades atuais das bibliotecas, onde a
cada dia são disponibilizadas novas ferramentas de apoio à organização, busca e
recuperação de informações.
Mood (1994) apud Darries (2002), ainda argumenta que os bibliotecários
de referência devem proporcionar aos usuários a informação e a escolha de artigos
ou livros, isso resultará ao usuário gastar seu tempo lendo, absorvendo e aplicando
a informação disponível, não envolvido no processo de procura da informação. Tal
afirmação em um banco de dados on-line não sobrecarregaria o usuário de
informações indesejáveis e os bibliotecários passariam a dar conselhos mais
específicos.
Os serviços de referência que utilizam tecnologia digital, de uma ou de
outra forma, são intercambiáveis para descrever os diversos termos: “referência

�7

digital”, “referência virtual”, “referência permanente”, “referência on-line”, e “serviço
de informação em Internet”, de acordo com a Virtual Reference Canadá (VCR).

4 ADMINISTRAÇÃO DOS SRD NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS
O Serviço de Referência Digital nas Bibliotecas Universitárias tem uma
relevância estratégica, constituindo-se em fator importante para o sucesso de
qualquer biblioteca. Bax (1998) ressalta que a Web é de importância fundamental
para as bibliotecas e centros de informação, sendo que as bibliotecas que não forem
capazes de integrar tais mudanças de forma efetiva, ainda que gradual,
simplesmente desaparecerão ao longo do tempo, muito provavelmente por falta de
usuários.
Mas para que tais mudanças sejam implantadas de forma efetiva e para
que as melhorias na prática de uso sejam alcançadas, faz-se necessário seguir
algumas recomendações estratégicas para nortear a utilização do SRD nas
Bibliotecas Universitárias Federais. Algumas dessas recomendações são definidas
na IFLANET Reference Work Section (2004), pois antes de iniciar o SRD, deve ser
identificado o usuário ao qual o serviço será dirigido, e:
devem-se examinar as políticas institucionais existentes, de modo a
identificar as prováveis mudanças que serão provocadas pela
introdução de tecnologias no ambiente, como por exemplo,
adaptações físicas, metodológicas e políticas no ambiente de
serviço. Precisam-se estabelecer políticas de referência, como por
exemplo: objetivos para o novo serviço, elaborar normas de
funcionamento em consonância com tais objetivos e com a missão
da instituição; estabelecer uma equipe supervisora, responsável por
desenvolver melhores práticas e definir a conduta aceitável e as
normas de funcionamento; estabelecer a periodicidade em que estas
políticas serão revistas; como se dará este procedimento e quem
serão os responsáveis; assegurar regras de respeito aos diretos
autorais e demais restrições legais aplicáveis; definir a clientela
primária; e, estabelecer quais as informações que se pretende
oferecer, como dados de conteúdo ou referência que se quer.

As recomendações acima requerem o planejamento, que é de
fundamental importância, pois as ofertas de serviços devem estar de acordo com a
necessidade dos usuários aos quais se pretende servir e com os recursos
financeiros disponíveis na instituição. Dentro do planejamento precisa-se: identificar

�8

as opções de serviço que pretende oferecer de imediato, e aqueles que pretende
oferecer a médio e longo prazo; avaliar os serviços de programas informatizados que
estejam

disponíveis;

determinar

os

serviços

e

programas

informatizados

necessários; coletar informações em uma amostra de clientela; por fim, elaborar um
plano de ação e então, assegurar o apoio institucional.
Tais diretrizes estabelecidas têm o intuito de subsidiar a implantação de
um SRD nas bibliotecas brasileiras, neste estudo específico, nas Bibliotecas
Universitárias Federais.

5 TIPOS DE SRD
Existem vários tipos de SRD oferecidos pelas Bibliotecas Universitárias
Federais, que podem ser desde os mais simples, onde as bibliotecas disponibilizam
suas obras de referência na rede, até os serviços mais avançados, que são
classificados pela sua sincronia, os assíncronos e os síncronos. Os assíncronos
através de e-mail e formulário Web, não sendo este, realizado em tempo real. Os
síncronos, como chat e videoconferência, em que o usuário interage em tempo real.
De acordo com Janes; Carter e Memmot (1999) apud Darries (2002), estudos
realizados, revelaram que até 1999, em 150 bibliotecas universitárias americanas
pesquisadas, aproximadamente a metade oferecia SRD assíncrono, entretanto
nenhuma delas oferecia SRD em tempo real, síncrono.
E ainda neste estabelecimento de idéias que a produção exponencial de
conhecimentos on-line estimula as bibliotecas a criarem acordos de cooperação que
se efetivarão em catálogos coletivos, redes cooperativas de catalogação e,
atualmente, em bibliotecas digitais e virtuais. Foi desta forma que ocorreu com o
(SRD), no exterior, que, na maioria das vezes, se estabeleceu mediante projetos
colaborativos.
Inúmeras iniciativas de serviços colaborativos de referência digital vêm se
destacando no cenário internacional.
Em 2004, Sloan relacionou 77 projetos colaborativos em diversos
países, dentre os quais podemos citar The Alliance Library System
(Illinois, EUA) que congrega 253 participantes e o das bibliotecas do

�9

Colorado (EUA, em número de 43), que tem um diferencial nos
serviços : disponibilizam-nos em dois idiomas, em inglês e espanhol.
As redes de serviço colaborativo com maior destaque no cenário
mundial são a do QuestionPoint Cooperative Reference (inicialmente
Collaborative Digital Reference Service (CDRS) e a do Vitual
Reference Desk Project (VRD). (BOTTARI e SILVA, 2005)

Embora a sociedade esteja passando por um período de transformações
tecnológicas e esteja enfrentando os conseqüentes impactos sociais gerados por
esta, as dúvidas quanto ao processo de aquisição e recuperação digital, tem gerado
entraves para a disseminação de tal serviço.

6 METODOLOGIA
O presente estudo analisou quais são os sítios de Bibliotecas
Universitárias Federais que fazem uso das novas fontes para informação de acesso
on-line e os impactos que os Serviços de Referência Digital podem gerar nestas. A
pesquisa é de cunho exploratório e possui uma amostra de 27 Bibliotecas
Universitárias Federais sendo 26 de todos os Estados Brasileiros e 1 do Distrito
Federal. O levantamento foi realizado no período de maio a junho de 2008.
Para determinar estes impactos selecionamos como variáveis os
seguintes

serviços: a) “pergunte ao bibliotecário”; b) tipo de orientação; c)

capacitação do usuário; d) arquivo com orientação de uso da biblioteca ao usuário;
e) página de orientação de normalização ABNT; f) mensagem instantânea; g) fórum
de discussão (pergunta e resposta); h) e-mail para referência (podendo ser o do
bibliotecário).
Foi realizada também uma pesquisa bibliográfica onde foram visitadas as
principais revistas da área de ciência da informação, encontros ou congressos
também da área, sítios da internet e dissertação de mestrado na área. A maioria das
fontes da presente pesquisa foi acessada via rede mundial Internet.

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7 RESULTADOS
A presente análise dos resultados baseia-se nas informações obtidas
somente via on-line através dos sítios web das Bibliotecas Universitárias Federais
conforme o anexo do artigo.
Na conjuntura em que as Bibliotecas Universitárias Americanas se
encontravam em 1999, conforme citado anteriormente por Janes; Carter e Memmot
(1999) apud Darries (2002) em seus estudos realizados sobre SRD é que as
Bibliotecas Universitárias Federais Brasileiras ainda caminham conforme os quadros
de 1 a 4 descritos abaixo:

Quadro 1 – Bibliotecas Universitárias Federais da Região Norte do Brasil

No quadro 1 referente as Bibliotecas da Região Norte constata-se que os
SRDs são os mais escassos. Porém para destacar algumas delas encontramos por
exemplo, no sítio da biblioteca da UFPA, como tipo de orientação ao usuário o meio
multimídia. Quase todas ofereciam e-mail para referência ao usuário. O sítio da
UNIR não oferecia nenhum tipo destas variáveis encontradas.

Quadro 2 - Bibliotecas Universitárias Federais da Região Nordeste do Brasil

No quadro 2 referente as Bibliotecas da Região Nordeste verificou-se de
forma positiva que os SRDs presentes nos sítios destas, trabalhavam com a

�11

capacitação do usuário e com arquivos de orientação para o uso da biblioteca ; do
mesmo modo oferecem e-mail para referência em todos eles.

Quadro 3 – Bibliotecas Universitárias Federais da Região Sudeste e Sul do Brasil

No quadro 3 que representa as Bibliotecas da Região Sudeste e Sul, é
importante destacar de forma positiva como ferramentas para as práticas dos SRDs,
o sítio da Biblioteca da UFSC que oferecia um fórum de discussão com pergunta e
resposta, e também um Mecanismo On-line para REferências chamado (MOREhttp://more.rexlab.ufsc.br). O sítio da USP também oferecia um fórum de discussão.
Sendo

estas

significativas

ferramentas

de

serviço

on-line.

Contudo,

não

encontramos no próprio sítio das bibliotecas um espaço que oferecesse um serviço
de mensagem instantânea ou SRD síncrono.

Quadro 4 – Bibliotecas Universitárias Federais da Região Centro-oeste e Distrito Federal do
Brasil

No quadro 4 que representa as Bibliotecas da Região Centro-oeste e
Distrito Federal, assim como nas análises dos sítios anteriores, percebe-se a
presença dos serviços de capacitação do usuário e com arquivos de orientação para
o uso da biblioteca ; do mesmo modo oferecem e-mail para referência em todos
eles. Pode-se verificar também que a UNB apresentava uma página de orientação

�12

para normalização no padrão da ABNT que é o mesmo endereço disponibilizado
pela UFSC.

8 CONCLUSÃO
O advento das novas TICs permitiram redefinir o âmbito dos serviços de
referência e explorar livremente todas as suas possibilidades, inserindo as
Bibliotecas Universitárias Federais em um novo cenário, o do mundo virtual.
Possibilitando assim, aos usuários buscarem as respostas as suas necessidades, e
tendo por certo que a realidadade do mundo virtual está muito próxima a ele através
dos SRDs.
Tal serviço mostrou-se de suma importância dentro destas, pois é o
agente facilitador que agiliza, informa, diminui custos, tempo e consolida a inserção
destas bibliotecas no mundo eletrônico.
Apesar dos SRDs através da Web estarem desafiando e mostrando novas
oportunidades para as Bibliotecas Universitárias Federais, o impacto gerado pela
utilização destas, até o momento, ainda não proporcionou um lado mais interativo,
ou seja, com o uso de ferramentas do tipo síncrono.
Percebe-se que entre algumas das bibliotecas avaliadas, há entre elas
uma que disponibiliza ferramenta on-line que ajuda no processo de referenciar uma
bibliografia no padrão da ABNT. Este é um grande avanço para a interação do
usuário com a Biblioteca, pois proporciona uma desintermediação para o usuário
intermediário (aquele que precisava da intermediação do bibliotecário) acaba virando
usuário final pela primeira vez ao fazer uso da automatização dos serviços da
biblioteca
É nesta conjuntura que o bibliotecário de referência passa a atuar como
instrutor primordial das ferramentas de busca da informação no futuro.

�13

REFERÊNCIAS
ALVES, A. P. M.; VIDOTTI, S. A. B. G. O serviço de referência e informação digital.
Biblionline, v. 2, n. 2, p. 01-08, 2006. Disponível em:
&lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/article/viewFile/611/448&gt;. Acesso em:
10 nov. 2007.
ARAÚJO, V. M. R. H. Sistemas de informação: nova abordagem teórico-conceitual.
Ciência da Informação, Brasília, v. 24, n. 1, p. 54-76, jan./abr. 1995.
BAX, M. P. As Bibliotecas na Web e Vice-versa. Perspectivas em Ciência da
Informação. Belo Horizonte, MG, v. 3, n. 1, p. 5-20, 1998.
BOTTARI, C. T. R.; SILVA, N. C.. Serviços de referência virtual: subsídios para
implantação em bibliotecas brasileiras. In: SIMPOSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 3, 2005, São Paulo. Anais ... São Paulo: Universidade de
São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 2005.
BOTTENTUIT JUNIOR, J. B. A informática na Educação: Mudando os Paradigmas
da Educação. Revista Olhares Trilhas, v. 4, n.4, 2003, Uberlândia: Universidade
Federal de Uberlândia, p. 105-110. Disponível em:
&lt;http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/viewFile/161/159&gt;. Acesso
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Information Science) University of Cape Town, South Africa, 2002.
FERREIRA, M. I. G. M. High Tech/High Touch: Serviço de Referência e Mediação
humana. In: VIII Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e
Documentalistas. 2004, Estoril. Anais... Estoril: APBAD, 2004. Disponível em:
&lt;http://badinfo.apbad.pt/congresso8/com29.pdf&gt;. Acesso em: 13 nov. 2007.
HEIJST, Gertjan van. Organizing corporate memories. In: X Banff Workshop on
Knowledge Acquisition for Knowledge-Base Systems. 1996, Canada.
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OF THE INSTITUTE, 1998, Washington, DC, 1998. Disponível em:
&lt;http://lcweb.loc.gov/rr/digiref/&gt;. Acesso em: 18 set. 2007.

�14

LINGUANOTTO, A.R.J.; GRANDI, M.E.G.; SAMPAIO, M.I.C. Indicadores de
qualidade para o serviço de referência: uma proposta de aplicação às bibliotecas
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Virtual Reference Canadá (VCR). Disponível em:
&lt;http://www.collectionscanada.ca/vrc-rvc/&gt;. Acesso em: 18 mai. 2008.

ANEXO
Sítios das Bibliotecas Universitárias Federais visitados
UFAM
UFPA
UNIFAP
UNIR
UFRR
UFT

http://www.ufam.edu.br/bc/index.php
http://www.ufpa.br/bc/
http://www.unifap.br/biblioteca.php
http://www.unir.br/index.php?pag=biblioteca
http://www.bc.ufrr.br/
http://www.bibliotecas.uft.edu.br:3128/

UFC
UFMA
UFPE
UFRN
UFPB
UFBA
UFS
UFPI
UFAL

http://www.biblioteca.ufc.br/
http://www.biblioteca.ufma.br/
http://www.ufpe.br/
http://www.bczm.ufrn.br/
http://www.biblioteca.ufpb.br/
http://www.bibliotecacentral.ufba.br/
http://www.biblioteca.ufs.br/
http://www.ufpi.br/
http://www.sibi.ufal.br/index.php

USP
UFRJ
UFMG
UFES

http://www.usp.br/sibi/
http://www.sibi.ufrj.br/
http://www.bu.ufmg.br/
http://www.bc.ufes.br/

UFPR
UFSC
UFRGS

http://www.portal.ufpr.br/index.php
http://www.bu.ufsc.br/
http://www.biblioteca.ufrgs.br/

UFMT
UNB
UFMS
UFG

http://www.ufmt.br/
http://www.bce.unb.br/
http://www.cbc.ufms.br/
http://www.bc.ufg.br/page.php

_________________
1

David Vernon Vieira, Universidade Federal do Ceará, Campus do Cariri, profdavidvernon@yahoo.com.br.
Fabiana Aparecida Lazzarin, Universidade Federal do Ceará, Campus do Cariri,
fabilazzarin@yahoo.com.br.
3
Jorgivânia Lopes Brito, Universidade Federal do Ceará, Campus do Cariri, vania_ufc@yahoo.com.br.
2

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Uma análise dos sitios das bibliotecas universitárias federais na ótica de serviços de referência digital.</text>
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                <text>Vieira, D. V.; Lazzarin, F. A.; Brito, J. L.</text>
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                <text>Os Serviços de Referência Digital - SRDs - oferecem acesso à informação em qualquer lugar e em qualquer tempo. O presente estudo enfocou o papel da informação e da tecnologia nas Bibliotecas Universitárias Federais frente aos serviços eletrônicos disponibilizados através da Web. Discute sobre a implementação dos SRDs, ocorridos nos sítios das Bibliotecas Universitárias Federais de vinte e seis estados brasileiros e uma do Distrito Federal. Buscou-se analisar através de um quadro de referência quais fazem uso das novas fontes para informação de acesso on-line. Os impactos percebidos neste cenário indicam: o oferecimento de ferramentas on-line para oferecer suporte aos usuários, bem como uma nova forma de atuação para o bibliotecário de referência.</text>
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�������� ����� �� ����������

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������������������������� �!��"�����#����

CARTÃO DE IDENTIDADE INSTITUCIONAL E SUA UTILIZAÇÃO
NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP
VICENTE, G.1
CECCOTTI, H. M.2

RESUMO
O crescimento de aplicações, sistemas e repositórios de informações tem sido
observado nos últimos anos, intensificando esforços de integração de diferentes
sistemas, provocados pelos movimentos de processos integrados de negócio, pelas
estratégias de relacionamento com clientes e necessidade de geração de
informações de apoio a tomadas de decisão. A estratégia mais adequada aponta
para a integração das aplicações já existentes ao invés de tentar uma unificação de
ambientes, plataformas e tecnologias, dado ao alto custo e tempo anteriormente
investidos. Este documento foi baseado no Trabalho de Conclusão de Curso do
autor, apresentado ao Programa de Desenvolvimento Gerencial – PDG, utilizando os
métodos SIPOC dos processos atuais, PDCA sobre a revisão do processo e VOC. O
objetivo deste trabalho foi apresentar o grau de satisfação versus tempo de espera
dos usuários na atualização de seus dados. Para isso foram aplicados 50
questionários no balcão de circulação de empréstimo da Biblioteca Central Cesar
Lattes. Os resultados obtidos apontaram a integração dos sistemas Virtua e Smart
Card como solução, pois a falta de visão de um banco de dados para outro tem
trazido um legado de transtornos aos usuários do sistema e aos operadores e
administradores, que despendem tempo extra de atividades para solucionar
problemas.
Palavras-chave: Revisão de processo. Banco de dados – integração. Cartão de
identidade institucional – Gestão.

ABSTRACT
The growth of information systems, repository and applications has been observed
over the latest years, increasing integration efforts from different systems, caused by
movements of integrated business processes, through customer relationship
strategies and the need of generating support information for decision-making. The
most adequate strategy points out to the integration between the already existing

�2

applications, instead of trying to join environments, platforms and technologies, due
to the high cost and time already invested. This paper is based on the author’s final
graduation work, presented at the PDG - Program of Managemental Development,
using the methods SIPOC of the current processes, PDCA about the process review
and VOC. The objective of this work was to present the users’ satisfaction degree
versus their waiting time when updating their data. For that purpose, 50
questionnaires were applied at the lending circulation desk of Central Library Cesar
Lattes. The results obtained pointed out to the integration of Virtua and Smart Card
systems as a solution, because the lack of vision from a data base to another has
brought a legacy of troubles to system users, operators and managers, who have
spent an extra amount of time in problem-solving activities.
Keywords: Process review. Database – integration. Institutional Identity Card –
Management.

1 INTRODUÇÃO
Já faz algum tempo que os gerentes de Tecnologia da Informação se
vêem frente ao desafio de integração das diferentes aplicações corporativas que
suportam os processos de negócio nas instituições. Nos últimos anos observou-se
um crescimento do número de aplicações, sistemas, repositórios de informações que
coexistem dentro de uma corporação. Por outro lado, intensificou-se o esforço de
integração desses diferentes ativos de sistemas e dados, provocados pelos
movimentos de integração e racionalização dos processos de negócio, pelas
estratégias de relacionamento com clientes e pela necessidade de geração de
informações de apoio a tomadas de decisão.
A diversidade de sistemas coexistindo nas instituições é enorme, indo de
grandes pacotes comerciais a aplicações desenvolvidas” in house”, com diferentes
tecnologias, em diferentes plataformas. A estratégia mais adequada aponta para a
integração das aplicações já existentes, ao invés de tentar uma unificação de
ambientes, plataformas e tecnologias, devido ao alto custo, tempo e investimentos
despendidos com os atuais sistemas.
Este documento foi baseado Trabalho de Conclusão de Curso de autoria
de Gilmar Vicente, apresentado ao Programa de Desenvolvimento Gerencial – PDG,
sob a orientação do Prof. Ms. Marcus Leite Lüders. Os métodos utilizados foram

�3

SIPOC1 dos processos atuais, PDCA2 sobre a revisão do processo e VOC3 da
avaliação de qualidade dos serviços e satisfação dos usuários.
Portanto, o objetivo deste trabalho foi apresentar o grau de satisfação
versus tempo de espera dos usuários na atualização de seus dados.

2 O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
(SBU) E SMART CARD
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU) é
composto por uma Coordenadoria e 24 bibliotecas seccionais, alocadas nas
Unidades de Ensino e Pesquisa, Arquivos, Centros e Núcleos nas áreas de
Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e Biomédicas. O SBU tem como
objetivos: dar suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão; definir a
política de desenvolvimento dos diferentes acervos que compõem as bibliotecas da
Universidade; possibilitar a comunidade universitária e à comunidade científica o
acesso à informação armazenada e gerada na UNICAMP; promover intercâmbio de
experiências e acervos.
O acervo do Sistema é constituído de 766.285 volumes de monografias,
16.033 títulos de periódicos (6.461 correntes) e 20.340 materiais não-convencionais.
Tem acesso a aproximadamente 21.000 títulos de periódicos eletrônicos, 200.000 ebooks, 22.000 teses ou dissertações e a 140 bases de dados referenciais. Em 2007,
a circulação de materiais bibliográficos no Sistema ultrapassou 1 milhão; também
atendeu a aproximadamente 3.000 solicitações de empréstimo entre bibliotecas e
16.000 solicitações de comutação bibliográfica. Seus usuários potenciais são em
torno de 42.000, sendo 10.000 de alunos de graduação, 15.000 de alunos de pósgraduação, 10.000 funcionários (docentes e não docentes).
Ao se inserir na comunidade da Unicamp, o usuário recebe um cartão de
identidade institucional (Smart Card4) que são gerados pelos órgãos/unidades:

Supplier, Input, Process, Output e Customer (Fornecedor, Entrada, Processos, Saídas e Clientes) =
Metodologia para mapeamento de processos.
2
Plan, Do, Check and Action (Planejamento, Desenvolvimento, Controle e Ação) = Método de gestão.
3
Voz do Cliente = Pesquisa de satisfação do usuário.
4
Smart Card - cartão que assemelha-se em forma e tamanho a um cartão de crédito convencional de
plástico com tarja magnética e chip. Possui capacidade de processamento, pois embute um
1

�4

Diretoria Acadêmica (DAC) para alunos, Diretoria Geral de Recursos Humanos
(DGRH) para funcionários docentes e não docentes, Fundação de Desenvolvimento
da Unicamp (Funcamp), Colégio Técnico de Campinas (CTC), Colégio Técnico de
Limeira (CTL) e Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). A figura 1
demonstra a dinâmica de geração destes cartões.
Início

Matricula

Aluno confirma
matricula e recebe
cartão provisório

Cartão definitivo é
gerado e enviado
para a unidade do
aluno

Aluno confirma
matricula, recebe
cartão definitivo e
devolve provisório

Cartão provisório é
devolvido a DAC
para reutilização

Fim

Figura 1 – Geração de cartões - DAC

O cartão de identidade institucional contém código de barras e chip.
Apresenta foto, informações como nome, função e número da matrícula no caso de
servidores e professores ou RA e curso no caso de estudantes. O chip contido no
cartão permite, ainda, que sejam armazenadas informações como a assinatura
digital do portador e até mesmo a sua impressão digital para exercer um controle
ainda mais rigoroso do acesso à locais com circulação restrita.
microprocessador e memória que armazena vários tipos de informação na forma eletrônica, ambos
com sofisticados mecanismos de segurança.

�5

Atualmente os cartões são usados em todas as Bibliotecas da Unicamp
para o controle de acesso e empréstimos domiciliares. Também serão utilizados nos
restaurantes geridos pela Universidade, aonde os alunos podem adquirir créditos
referentes a um determinado número de refeições, que serão descontados
automaticamente de acordo com o consumo.
Atualmente o Sistema de Biblioteca utiliza os dados contidos no Sistema
Smart Card por meio de coletas e conversões, usando o aplicativo denominado
MARCMaker (aplicativo de conversão de dados) que tem como característica
principal a conversão de arquivos TXT para MARC21/ISO 2709, ou seja, através do
cronograma de matrículas, ou sempre que necessário, a Diretoria de Tecnologia de
Informação do SBU solicita extrações ao Centro de Computação da Universidade
para conversão e carga no Banco de Dados no software Virtua (Anexo 1).
A estrutura utilizada no sistema Smart Card está baseada no uso de
conteúdo das informações via chip e o Sistema de Bibliotecas utiliza o código de
barras do cartão. O primeiro cartão ofertado ao usuário na matrícula é provisório.
Assim que o definitivo é gerado, o aluno efetua substituição do cartão provisório pelo
definitivo, com seus dados personalizados. No entanto, pelo fato dos dados ou
atualizações estarem armazenados no chip, estes não são recuperados pelas
Bibliotecas, pois o Sistema utiliza o código de barras para as circulações.
Diante da dinâmica de alterações de dados via DAC, o SBU tem
encontrado

problemas

de

atualizações

de

dados

de

seus

usuários.

Os

procedimentos de correção (aproximadamente 4.000/ano somente para troca de
cartão provisório por definitivo) têm de ser efetivados manualmente, gerando
desconforto para os usuários, com o agravante de ocorrerem transações
inconsistentes nos cadastros, ou seja, demora na atualização do código de barras
versus informações do chip podem acarretar empréstimos incorretos.

2.1 Cartão Provisório versus Definitivo
Os problemas mais freqüentes encontrados nos atendimentos das
Bibliotecas do Sistema com relação à substituição do cartão provisório pelo definitivo
– lembrando que a DAC utiliza as informações do chip e as Bibliotecas o código de
barras são:

�6

a) se o usuário trocar seu cartão provisório pelo definitivo (figura 2) na DAC e
não efetuar a alteração na Biblioteca, quando a DAC reutiliza este cartão
provisório, isto é, entrega-o a outro aluno, estabelece-se o problema.
b) quando um aluno recebe o cartão provisório anteriormente utilizado por outra
pessoa e se cadastra no SBU, o software Virtua identifica a duplicidade de
informação no campo destinado a este dado e coloca os dois cadastros em
estado de erro. Importante esclarecer que o atendimento fica “truncado”,
pois o atendente não tem privilégio para alterar registros em estado de erro.
Muitas vezes este atendente tem de fazer um cadastro fictício para atender
ao usuário que está aguardando a finalização da transação para somente
depois relatar todas as suas ações para serem tomadas as providências de
verificação, edição ou exclusão. Observa-se média de 15 registros diários
em estado de erro, dificultando e criando morosidade ao processo;
c) o novo cadastro subscreve o primeiro, isto é, se o usuário já cadastrado no
Sistema tiver atividade (empréstimos ou suspensão, por exemplo), esta
movimentação passa a ser atribuída ao novo usuário. Como o primeiro
cadastro foi subscrito, não há como recuperar seus dados, ficando o
Sistema

de

Bibliotecas

sem

identificar quem fez

realmente

o(s)

empréstimo(s) – acarretando perda de material bibliográfico. Importante
ressaltar que a reposição do material bibliográfico tem um custo médio de
R$ 150,00.

Figura 2 - cartão provisório e cartão definitivo

�7

3 METODOLOGIA
Para este estudo foi utilizado o processo vinculado à DAC, em virtude
deste órgão ser responsável pela emissão de 83% dos cartões.
A fim de estudar o grau de satisfação versus tempo de espera dos
usuários mediante a atualização de seus dados de forma manual, foi aplicado um
questionário (VOC) baseado e adaptado do Programa de Avaliação da Qualidade
dos Produtos e Serviços das Bibliotecas do SIBi, da Universidade de São Paulo USP, ferramenta utilizada para medir a qualidade dos serviços disponibilizados aos
usuários.
A amostra contou com a aplicação de 50 questionários – número
considerado razoável para a medição do tempo de atualização dos cadastros,
baseando-se em predições anteriores. Os questionários foram aplicados no balcão
de circulação de empréstimo da Biblioteca Central Cesar Lattes. Esta Biblioteca foi
escolhida pelas características de seu acervo e por receber usuários oriundos de
todos os Institutos e Faculdades da Unicamp.
A pesquisa foi realizada em duas fases utilizando a Técnica de
Observação, a primeira fase mediu o tempo de atualização necessária, ou seja,
atualizações parciais menos críticas (atualização de endereço) e atualizações mais
criticas (duplicação de usuário, atualização de categoria, pesquisa e substituição do
código de barras e atualização de endereço).
Na segunda fase foi feita a abordagem direta do usuário, aonde foram
respondidas as seguintes perguntas:
a) quanto à satisfação do usuário em relação ao tempo de espera para
atualização dos dados: em relação ao tempo de espera para
atualização de seus dados cadastrais seu conceito e:

• muito insatisfeito;
• satisfeito;
• pouco satisfeito.
b) quanto à satisfação do usuário em relação ao tempo de espera para
atualização dos dados: na sua opinião a integração de dados do SBU
com o sistema de identidade institucional seria:

�8

• muito bom;
• bom;
• indiferente.

4 RESULTADOS
Após a coleta de dados, verificou-se que o tempo médio de inserção de
registros novos e correções de dados já existentes na base de dados foi de 268
segundos (4min 28seg), levando-se em consideração o tipo de ação com a qual o
operador do sistema se deparou no momento do acesso ao registro. Duas ações
foram consideradas para a medida de tempo durante o processo de coleta de dados:
a) criação de um registro novo; b) correção de possíveis inconsistências e revisão de
dados já existentes. É possível observar na figura 3 que houve variação de 152
segundos para cima e 147 segundos para baixo da média estabelecida, o que pode
ser considerado normal, se for levado em conta o grau de dificuldade encontrado
durante o processo de atualização dos dados cadastrais do usuário.

3

3

OP

1

OP

OP

3

Figura 3 - Tempo médio de cadastro/atualização de usuário

OP

1

OP

2

OP

1

OP

3

OP

1

OP

4

OP

1

OP

3

OP

2

OP

3

OP

1

OP

OP

OP

Operador

1

Tempo de Atualização *

500
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0

1

Tem po em S egundos

Base Acervus Virtua
Cadastro e Atualização de Registros de Usuários de Circulação

�9

Quanto à satisfação do usuário versus tempo de espera (figura 4),
verificou-se que: a) 36% mostraram-se satisfeitos, mas com uma ressalva de que a
Universidade deveria manter um banco de dados único para todos os
órgãos/serviços e que os programas buscassem informações neste banco, não
necessitando de atualizações individualizadas. Observou-se que a satisfação
ocorreu mais pela forma de abordagem, pela presteza e bom atendimento do
funcionário do que pelo tempo de espera; b) 48% da amostra coletada indicou grau
de insatisfação alto, o que é justificado pelo tipo de ação que o operador teve que
realizar nos dados, fazendo com que o tempo de resposta para a realização do
empréstimo fosse elevado; c) 16% mostraram-se pouco satisfeitos. Juntos, os
poucos e muitos insatisfeitos representaram um índice de 64%, considerado
inaceitável.

Figura 4 - Satisfação do usuário versus tempo de espera

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante da complexidade dos processos envolvidos na carga, criação e/ou
atualização dos cadastros dos usuários do Sistema de Bibliotecas da Unicamp,
aliados aos resultados apresentados a proposta é de integração do software Virtua,
utilizado para gerenciamento dos acervos do SBU, com a possibilidade de leitura
das informações contidas no chip do Smart Card – aonde os dados são atualizados
em tempo real, independente do status ou tipo do cartão (seja provisório, definitivo
etc.).
Com esta integração, utilizando o chip para os trâmites de circulação,
vislumbra-se as seguintes vantagens:

�10

•

melhorias no controle de transações de circulação/empréstimo (tempo/horahomem e custo de reposição de obras perdidas/extraviadas);

•

qualidade dos serviços (nível de satisfação do usuário);

•

agilidade nas transações de circulação/empréstimo (tempo/hora-homem);

•

credibilidade do sistema (nível de satisfação do usuário);

•

evitar retrabalho - eliminação da duplicação de procedimentos operacionais
(custo/hora-homem);

•

confiabilidade dos dados.

BIBLIOGRAFIA
LOTTI, Luciane Politi. Disciplina - Indicadores de desempenho. Campinas, SP :
UNICAMP/PRDU/PDG [2005]. 53p. : il. (Programa de Desenvolvimento Gerencial ;
Módulo 2)
MARTINEZ, Maria Helena de Souza Lima; ESTEVES, Suely Bonilha. Disciplina Gestão por processos. Campinas, SP : UNICAMP/PRDU/PDG [2005]. 113p. : il.
(Programa de Desenvolvimento Gerencial ; Módulo 2).
PETENATE, Ademir José; ANDRADE, Maurício Calixto de. Disciplina - Melhoria de
processos : conceitos e métodos para realizar melhorias, ferramentas e métodos
para organizar informações. Campinas, SP : UNICAMP/PRDU/PDG [2005]. 124p. : il.
(Programa de Desenvolvimento Gerencial ; Módulo 2).
______; DELGADO FILHO, Adauto Bezerra. Disciplina - Estatística para melhoria.
Campinas, SP : UNICAMP/PRDU/PDG [2005]. 155p. : il. (Programa de
Desenvolvimento Gerencial ; Módulo 2).

�11

ANEXO 1
Exemplos:
Processos de Coleta, Conversão e Carga
a) Arquivos coletados no formato TXT

b) Relação campos MARC21 / Patron versus Informações coletadas
Origem

RA
Cartão
Nome
Unidade
Categoria
Endereço
E-Mail

Codificação Marc21 / Patron

Parágrafo - 015 \a
Parágrafo - 015 \b
Parágrafo - 100 \a
Parágrafo - 301 \a
Parágrafo - 030 \a
Parágrafo - 270 \a, \b, \c, \d, \k
Parágrafo - 271 \a

c) Arquivos convertidos através do aplicativo MARCMAKER / MARC21/ISO2709
00399nPa 220012
45000080036000000150027000360300007000631000022000702700080000922700035001
72271002700207301004300234-20071020ra1000 - a06010000018157b083150- aGD- a
Abia Filho-1 aRua XV, 201 Apto. 73 b cCIDADE d SP e13010041k(19)99999999 a b c
CIDADE dSP e00000000k-1 a filho@dac.unicamp.br- a UNICAMP bFaculdade de Ciências
Médicas ....

�12

d) Registro de carga no Software Virtua - SBU

4. Registros de carga no Sistema Virtua do SBU

e) Verificação de validação e crítica dos registros carregados (Aplicativo de conversão
e manual disponível em: http://www.loc.gov/marc/makrbrkr.html)
Import Source File: C:\Documents and Settings\gil\Desktop\GD.MRC
Date/time Import Started: 2008/10/08 11:44
GLOBAL STATISTICS:
Number of Records Processed: 2140
Number of Records Successfully Saved to/Validated in DB: 2140
Number of Records by Vericat: 0
Number of Records Not Saved to/Not Valid according to DB: 0
Number of Saved/Validated Records without Diagnostics: 0
Number of not rejected (warning flagged) records: 0

__________________
1
2

Gilmar Vicente, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), gil@unicamp.br.
Heloisa Maria Ceccotti, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), heloisac@unicamp.br.

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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              <name>Subject</name>
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                <elementText elementTextId="46950">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Cartão de identidade institucional e sua utilização no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.</text>
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                <text>O crescimento de aplicações, sistemas e repositórios de informações tem sido observado nos últimos anos, intensificando esforços de integração de diferentes sistemas, provocados pelos movimentos de processos integrados de negócio, pelas estratégias de relacionamento com clientes e necessidade de geração de informações de apoio a tomadas de decisão. A estratégia mais adequada aponta para a integração das aplicações já existentes ao invés de tentar uma unificação de ambientes, plataformas e tecnologias, dado ao alto custo e tempo anteriormente investidos. Este documento foi baseado no Trabalho de Conclusão de Curso do autor, apresentado ao Programa de Desenvolvimento Gerencial – PDG, utilizando os métodos SIPOC dos processos atuais, PDCA sobre a revisão do processo e VOC. O bjetivo deste trabalho foi apresentar o grau de satisfação versus tempo de espera dos usuários na atualização de seus dados. Para isso foram aplicados 50 questionários no balcão de circulação de empréstimo da Biblioteca Central Cesar Lattes. Os resultados obtidos apontaram a integração dos sistemas Virtua e Smart Card como solução, pois a falta de visão de um banco de dados para outro tem trazido um legado de transtornos aos usuários do sistema e aos operadores e administradores, que despendem tempo extra de atividades para solucionar problemas.</text>
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                    <text>��������������
�
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DESCRIÇÃO DAS FONTES DE INFORMAÇÃO ORGANIZACIONAL
DA REDE SENAI/SC
VIAPIANA, N.1
BUENO, S. B.2
RAMOS, M. R.3

RESUMO
Informações organizacionais e tecnológicas são uma constate preocupação para o
SENAI que ciente da sua missão no contexto industrial, está sempre inovando para
não ficar ultrapassado no contexto tecnológico e este artigo discorre sobre a
importância da informação científica, tecnológica, estratégica para negócio no
contexto da busca pela inovação e qualidade dos processos, produtos e serviços. A
informação organizacional é classificada quanto à natureza, função, nível e tipo e
destaca as fontes de informação e informações tecnológicas disponíveis na Rede
SENAI de Santa Catarina para subsidiar os gestores e colaboradores em suas
decisões estratégicas para tal conta com a colaboração da rede de bibliotecas e
seus gestores bibliotecários.
Palavras – chave: Fontes de Informação. Informação Tecnológica. Informação
Científica. Informação Estratégica. Informação para Negócio.

ABSTRACT
Organizational and technological information is a crucial preocupation to SENAI wich
is aware of its mission in the industrial context, it is always innovation not to be
surpassed in tje tecnological context an this work is about the importance of strategic
tecnological and scientific information to business in the context of searching though
innovation and quality of the process, products and service. The organizational
information is classified according to is nature, funtion, level, and type, and shows the
sources of information and tecnological information available at SENAI of Santa
Catarina to subdize the manages and cowokers in their strategic decisions ans it is
done with the help of the library net and librarians.
Keywords : Information sources. Tecnological information. Scientific information.
Strategic information. Bisiness information

�2

1 INTRODUÇÃO
Os tempos contemporâneos são marcados pela dinâmica de geração de
novos conhecimentos, que são instantaneamente transferidos ao setor produtivo. Eis
o surgimento de uma economia informacional onde gestores e empresas necessitam
possuir o conhecimento de gerar, processar e aplicar de forma eficaz a informação
baseada em conhecimento. Para tal, este artigo relata a importância da informação
científica, tecnológica, estratégica para negócio no contexto da busca pela inovação
e qualidade dos processos, produtos e serviços e esta dinâmica tem sido
particularmente acelerada em escolas que primam pelo conhecimento das novas
tecnologias. Assim, é o SENAI, que baseado em tecnologias de informação e
comunicação, valoriza a sua rede de bibliotecas. Os acessos à informação e ao
conhecimento são elementos ligados diretamente no crescimento vertical de uma
instituição.
Atualmente,

a

busca

e

o

processamento

das

informações

são

fundamentais em muitos sistemas sociais e atividades humanas; a análise das
necessidades e usos da informação vem se tornando importantes componentes de
pesquisa do interesse de diversas áreas: comunicação, difusão de inovações,
recuperação da informação, sistemas de informação, tomada de decisões e
aprendizagem organizacional.
A necessidade do acesso à informação organizacional, sejam elas,
tecnológicas, estratégicas, científicas ou para negócio, vem crescendo em função
das exigências impostas pelo mundo global, caracterizado pelo aprimoramento de
processos de gestão, processos de produção, adaptação de tecnologias e
investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Para isso, no SENAI existem os
intercâmbios de caráter tecnológico com nações mais avançadas, visando ampliar
sua competência como entidade de formação profissional.
Nos anos 80 o SENAI (Direção Nacional), já buscava, em conjunto com
um grupo de bibliotecários de alguns Departamentos Regionais, uma estrutura de
informação e documentação visando dar condições mais modernas para a gestão de
Informações institucionais e para tal iniciou com o projeto “Documentação e
Informação” no qual tratava da informatização das unidades de informação.

�3

A informação organizacional é classificada quanto à natureza, função,
nível e tipo. Quanto à natureza podem ser: Informação Científica (resultante de
investigação científica) ou Informação Tecnológica. A funcionalidade representa a
capacidade de trazer Informação Estratégica (relacionada aos ambientes
organizacionais) e ou Informação para Negócio (subsidia o gerenciamento das
organizações). Quanto aos tipos poderão ser: mercadológicas, financeiras,
comerciais, estatísticas, de gestão, tecnológicas e/ou gerais. Quanto ao nível poderá
ser: informação bruta, informação organizada, informação tratada, e/ou informação
avançada.
Independente da natureza que a informação organizacional se apresenta,
seja ela informação técnico-científica ou informação estratégica para negócio,
ambas contribuem significativamente para o desenvolvimento organizacional. A cada
uma atribuem-se características que favorecem o ambiente organizacional de modo
a criar ou gerar benefícios internos ou externos.
O conjunto de informações organizacionais do SENAI une informações
técnico-científicas às informações estratégicas com foco no negócio. Saber e Fazer
são verbos que exprimem toda a essência do SENAI que unidos conferem à
competência do “saber fazer”. Atender as demandas internas e externas, com base
em informações precisas e confiáveis na resolução de problemas e na tomada de
decisão coerentes são principais alvos de atuação e desenvolvimento tecnológicos
das empresas e instituições que primam pela excelência (SENAI, 2005).
Este contexto dinâmico exprime a necessidade de descrever sobre as
fontes de informação da Rede SENAI, sua importância científica, tecnológica,
estratégica e para negócio na busca pela inovação e qualidade dos processos,
produtos e serviços. Destaca as fontes de informação disponíveis na Rede SENAI
de Santa Catarina para subsidiar os gestores e colaboradores em suas decisões
estratégicas. Inicia com o discurso sobre a informação tecnológica, a importância de
transformar informação em conhecimento para o desenvolvimento tecnológico das
empresas. O capítulo seguinte relata sobre a informação estratégica, de suma
importância pois subsidia o apoio a decisão em qualquer âmbito da empresa. Na
seqüência, os capítulos 4 e 5 demonstram as fontes de informação mais difundidas
pela Rede de Bibliotecas SENAI e sua aplicação no meio tecnológico e estratégico,

�4

bem como, os profissionais envolvidos no processo. Conclui afirmando cada vez
mais o valor do acesso, uso e disseminação das fontes de informação para o futuro
de um mercado promissor.

2 IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA OU CIENTÍFICA
A Informação Tecnológica é todo conhecimento de natureza técnica,
econômica, mercadológica, gerencial, social que por sua aplicação favoreça o
progresso, na forma de aperfeiçoamento e inovação e contribui para a mudança e o
aperfeiçoamento de serviço, processo e ou produto industrial, agregando
conhecimento necessário à tomada de decisões, mas para isso precisam ser
dinâmicas, ágeis e tecnologicamente atualizadas para que possam atender as
expectativas do mercado (AGUIAR, 1991).
Este é um dos fatores que caracteriza a revolução tecnológica e a
descentralização de conhecimentos e informações. Mas sim a aplicação desses
conhecimentos e dessas informações juntos com a finalidade de gerarem um
produto, a fim de continuar alimentando o ciclo informacional.
Segundo a Federação Internacional de Documentação – FID - o conceito
de Informação Tecnológica é: Todo conhecimento de natureza técnica, econômica,
mercadológica, gerencial, social entre outros, que por sua aplicação, favoreça o
progresso na forma de aperfeiçoamento e inovação.
A Informação Tecnológica é cada vez mais importante para a capacitação
tecnológica das indústrias.� Para qualquer empresa moderna, a Informação
Tecnológica

é

indispensável,

tanto

como

ferramenta

para

pesquisa

e

desenvolvimento de produtos, como servindo de subsídio ao planejamento
estratégico da empresa. As empresas que possuem melhor desempenho e inovação
tecnológica utilizam conhecimentos técnico-científicos, os quais são essenciais ao
sucesso na resolução de problemas (SUGAHARA, JANNUZZI, 2005).
Na visão do SENAI/SC as informações tecnológicas englobam a
“captação, tratamento e disseminação de todo conhecimento relacionado com o
modo de fazer um produto ou prestar serviço para colocá-lo no mercado” (SENAI,

�5

2002). O foco principal de atuação é atender as demandas internas e externas, com
informações precisas e confiáveis, para que os clientes possam solucionar
problemas e sanar dúvidas, identificando mudanças tecnológicas e tomando
decisões consistentes.
É inegável o papel da informação tecnológica como importante insumo
para a realização dos serviços técnicos e tecnológicos. À medida que a informação é
transformada em conhecimento e disponibilizada adequadamente possibilita, de
forma efetiva, o desenvolvimento tecnológico das empresas e instituições.

3 IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO ESTRATÉGICA OU PARA NEGÓCIO
As Bibliotecas das unidades de informações do SENAI sempre tiveram
como

missão

fornecer

suporte

informacional

aos

processos

de

ensino-

aprendizagem, incluindo-se tanto necessidades dos docentes quanto dos discentes,
garantindo a ação efetiva no contexto educacional.
Para Nonaka e Takeuchi (1997, p. 83) “A função da organização no
processo de criação do conhecimento organizacional é fornecer o contexto
apropriado para facilitar as atividades em grupo e para a criação e acúmulo de
conhecimento em nível individual”.

As informações estratégicas de uma

organização devem estar definidas em fluxos de informações. O gestor da
informação organiza o fluxo informacional e assim a distribuição da informação flui
com qualidade e adequação às necessidades do usuário.
Estudo realizado por Sugahara e Jannuzzi (2005) ao mapear as fontes de
informação utilizadas pelas empresas do setor industrial constatou que as
informações estratégicas ou para negócios recebem um grau maior de relevância.
As principais fontes de informação que apóiam as decisões estratégicas estão
baseadas nas relações comerciais e de mercado, e incluem os eventos como as
feiras e exposições, fontes que caracterizam os contatos profissionais e a
comunicação interpessoal que favorecem as negociações. Neste contexto, segundo
Sugahara e Jannuzzi (2005), as empresas com foco em informação estratégica
estão mais favoráveis à incorporação e adaptação de tecnologias.

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Segundo pesquisa de Oliveira (2004) sobre as fontes de informação mais
utilizadas por executivos destaca que as organizações implementam setores de
informação de apoio a decisão, os quais são utilizados para acesso a informações
internas e externas. Davenport (2000) afirma que é necessário modificar o ambiente
informacional para transformar a situação dos negócios. Identificar à estratégia como
a base do gerenciamento de negócios, e afirma que cada estratégia modifica os
ambientes informacionais. Por exemplo, uma estratégia voltada ao cliente precisa de
informações sobre os consumidores. Uma estratégia voltada a excelência
operacional implica dados como qualidade, quantidade custos e preços de produtos,
fornecedores, entidades de datas logísticas, etc. Estratégias voltadas à inovação de
produtos precisam de um contato pessoal maior e administrado com cuidado.
Como informação interna, destacam-se aquelas de caráter documental e
externas as informações de mercado, geralmente informais. A pesquisa constatou
que os executivos preferem fontes informais, principalmente externas advindas de
clientes, jornais e/ou concorrentes, ou seja, preferem informações vindas de
pessoas.
Segundo o estudo, informações de clientes refletem as tendências,
expectativas e satisfação, que ajudam os executivos a determinar investimentos,
melhorias e inovações. As informações obtidas de jornais fornecem dados
atualizados sobre perspectivas de mercado e economia. Com acesso aos jornais
torna-se possível obter alguns conhecimentos para o processo decisório. As
informações de concorrentes, apesar de não serem muito confiáveis, podem
fornecer detalhes para avaliar a atuação da empresa no mercado.
Considerando o exposto, as informações para negócio constituem uma
fonte rica em dados que podem significar a efetivação ou não de um negócio ou
serviço. Destacando aqui a importância, valoriza-se a análise abaixo, considerando
que a Rede de Bibliotecas SENAI centraliza suas atividades em fornecer
informações para a tomada de decisão.

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4 DESCRIÇÃO DAS FONTES DE INFORMAÇÃO DA REDE SENAI/SC
Este capítulo descreve as fontes de informação que a Rede SENAI/SC
dispõe aos colaboradores para tomada de decisão, atualização, consultoria e
gestão. Na Rede SENAI, estas fontes de informação dividem-se em: Elaboração e
Disseminação de Informações, os Estudos de Mercado e os Eventos Técnicos,
conforme o documento orientativo: “Núcleos de Informação Tecnológica com foco no
negócio” (SENAI, 2005):

4.1 Elaboração e Disseminação de Informações
A elaboração e disseminação de informações abrangem a busca, seleção,
acesso, disseminação de informações para a solução nas áreas técnicas e
tecnológicas, com o objetivo de facilitar e melhorar produtos, serviços e processos
favorecendo a inovação.
Subdividem-se em:
a. Diagnóstico Industrial/Empresarial: verificação dos pontos fortes e
fracos de uma empresa. Proposta de resolução de problemas.
Fortalecimento da competitividade e desenvolvimento da qualidade de
produtos e serviços;
b. Propriedade Industrial, Editoração e Registro de Direitos Autorais:
estudos, orientações ou pesquisas fornecidas sobre a propriedade
industrial e registro de direitos autorais;
c. Resposta Técnica: atendimento das solicitações e engloba a pesquisa
bibliográfica documental, consulta à bases de dados on-line, internet.
As informações são compiladas, tratadas e registradas em relatório
sintético;
d. Levantamento Bibliográfico: identificação exaustiva de documentos
sobre determinado assunto;
e. Disseminação Seletiva da Informação (DSI): divulgação sistemática
e regular de informações atualizadas que são consideradas relevantes

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para determinado perfil de usuário; como exemplos de DSI pode-se
citar relações de documentos, artigos, noticias, novas patentes, sobre a
industria do calçado, gerando um boletim mensal, enviado ao cliente
periodicamente. O clipping especializado é uma DSI, com também um
portal especifico também pode ser uma DSI.
f. Publicações Técnicas e Documentos Técnicos: fornecimento de
publicações técnicas elaboradas por colaboradores da instituição
conforme a demanda dos clientes;
g. Recursos Didáticos: engloba o banco de recursos didáticos e
miniaulas. O Banco de Recursos Didáticos é uma ferramenta online
que possibilita a consulta, download e inclusão de materiais didáticos
pelos colaboradores da instituição de forma colaborativa. As miniaulas
são recursos didáticos desenvolvidos pelos próprios professores para
ajudá-los a contextualizar suas aulas e facilitar a compreensão dos
conteúdos.

4.2 Estudos de Mercado
Os estudos de mercado geram informações e conhecimento atualizado
sobre o ambiente socioeconômico. Fornecem subsídios na política e na prática de
empresas e instituições. Os estudos de mercado englobam:
a. Prospecção Tecnológica: relatório contendo informações com o
acompanhamento da evolução da tecnologia de produtos e/ou
processos para apoio estratégico na tomada de decisão do cliente;
b. Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica: elaboração de relatório
com informações técnicas, econômicas e financeiras. O estudo de
viabilidade técnica e econômica ajuda o cliente na tomada de decisão
de negócio, fabricação de um produto, implantação de processo ou
serviço. As etapas do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica
abrangem: o diagnóstico, a análise, elaboração de alternativas,
perspectivas,
implantação.

viabilização

e

o

planejamento

das

ações

para

�9

4.3 Eventos Técnicos
Os eventos técnicos abrangem a realização de palestras, semanas
tecnológicas, seminários, olimpíadas a nível estadual e nacional além de congressos
e similares sobre temas técnicos específicos. Estes eventos constituem rica fonte de
informações informais obtidas pelos contatos pessoais entre executivos, clientes e
consultores. Como afirmam Oliveira (2004) e Sugahara e Jannuzzi (2005), estes
tipos de relacionamentos informais é visto como um dos mais relevantes meios de
se obter dados e para o desenvolvimento e inovação.
Estas são algumas das ações da Rede de Bibliotecas SENAI para a
melhoria da qualidade dos serviços e produtos e são disseminadas pelos
profissionais da informação que fazem a medição entre as fontes de informação e os
usuários potenciais. O capítulo a seguir descreve o perfil destes profissionais.

5 RECURSOS HUMANOS DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO
A identificação das pessoas envolvidas com atividades de informações
tecnológicas utiliza intensivamente todo o conhecimento disponível nas unidades
operacionais, sejam os acervos bibliográficos, seja o conhecimento que as pessoas
detêm, pois estas são as geradoras do conhecimento, isto é transformam
informações em aprendizado.
Na preparação dos recursos humanos para atuar com Serviços Técnicos e
tecnológicos, dentre os quais informações tecnológicas com valor agregado, é
fundamental, e torna-se imprescindível a estreita relação dos profissionais com a
capacitação multidisciplinar, capazes de atender metas, as competências e
habilidades necessários para o apoio na implantação destes serviços.
Os profissionais Bibliotecários são conhecidos como profissionais da
informação. Algumas das competências mínimas requeridas a estes:
a) Formação técnica, preferencialmente Superior;
b) Experiência profissional em sua área de atuação;
c) Conhecimento de um segundo idioma, preferencialmente inglês;

�10

d) Domínio da operação de programas e equipamentos de informática;
e) Facilidade de relacionamento interpessoal e comunicação;
f) Habilidade para desenvolver trabalho em equipe ou rede de informações;
g) Fluência verbal e escrita;
h) Ciência e pratica da necessidade de aprendizagem continua;
i) Conhecimento do setor em que atua especificamente.
A participação destes profissionais é muito importante também na
prospecção de demandas, de forma articulada com os profissionais de relações com
o mercado de suas unidades operacionais, bem como, no apoio as ações integradas
com outras instituições do sistema SENAI,facilitando assim muitas demandas de
informações satisfeitas no decorrer das atividades.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O capital técnico e tecnológico do SENAI/SC foi reconhecido na
década de 80 e a partir de então as informações organizacionais passaram a ter um
tratamento estruturado. Com a criação dos Núcleos de Informação Tecnológica na
década

de

90,

estimulou-se

o

desenvolvimento

de

serviços

e

produtos

informacionais e educacionais.
Ao analisar a relação entre inovação, competitividade e uso de fontes de
informação, destaca-se que a atitude inovadora das empresas é influenciada pela
aptidão em combinarem informações variadas de fontes internas e externas
(SUGAHARA, JANNUZZI, 2005).
Ogliari, Abreu e Coral (2008, p. 12) destacam que “investimentos em
pesquisa e desenvolvimento e a aplicação do conhecimento científico na indústria
são os pilares da inovação”. Neste sentido, ressalta-se a relevância das fontes de
informação. Cunha (2001), afirma que o conceito de fonte de informação é muito
amplo e envolve os mais diversos tipos de materiais, que, analisados, confirmem
conhecimento e façam parte de uma compilação bibliográfica.

�11

A informação se disseminava, até pouco tempo, apenas em formatos
impressos, disponíveis em unidades especializadas de informação. No entanto,
constata-se que existem os meios informais e de se obter informação técnica ou
para negócio.
A percepção desta nova forma de obtenção das informações aumenta a
responsabilidade das unidades de informação. Neste sentido, os gestores
informacionais podem contribuir mais efetivamente com a organização e com seu
futuro mercadológico a partir do momento em que façam o levantamento, a
filtragem, a organização e a disponibilização das informações relevantes. Como
afirma Oliveira (2004, p. 36) embora a unidade de informação seja de caráter
interno, ela comunica-se de forma constante com o meio externo, extraindo dele as
informações necessárias para o bom andamento da organização.

REFERÊNCIAS
AGUIAR, Afrânio Carvalho. Informação e atividades de desenvolvimento científico,
tecnológico e industrial: tipologia proposta com base em análise funcional. Ciência
da Informação, v. 20, n. 1, p. 7-15, 1991.
CUNHA, Murilo Bastos da. Para saber mais: fontes de informação em ciência e
tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2001.
DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: porque só a tecnologia não basta
para o sucesso na era da informação. 2. ed. São Paulo: Futura, 2000.
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como as
empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 4. ed. Rio de Janeiro: Campus,
1997.
OGLIARI, André; ABREU, Aline França de; CORAL, Elisa (Org.) Gestão integrada da
inovação: estratégia, organização e desenvolvimento de produto. São Paulo: Atlas,
2008.
OLIVEIRA, Silas Marques de. Fontes de informação utilizadas por executivos.
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.1, n. 2, p.
18-40, jan,/jun. 2004.
SENAI. Classificação das ações do SENAI: termos e conceitos dos serviços técnicos
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SENAI. Núcleos de informação tecnológica com foco em negócio: documento
orientativo. Brasília: SENAI/DN, 2005.

�12

SUGAHARA, Cibele Roberta; JANNUZZI, Paulo de Martino. Estudo do uso de fontes
de informação para inovação tecnológica na indústria brasileira. Ciência da
Informação, Brasília, v. 34, n. 1, p. 45-56, jan./abr. 2005.

_________________
1 Noeli Viapiana, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, SENAI, SC,
noeli_viapiana@yahoo.com.br.
2 Silvana Beatriz Bueno, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, SENAI, SC,
silvanabueno@sc.senai.br.
3 Miguel Rahn Ramos, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, SENAI, SC,
miguelramos@sc.senai.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Viapiana, N.; Bueno, S. B.; Ramos, M. R.</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Informações organizacionais e tecnológicas são uma constate preocupação para o SENAI que ciente da sua missão no contexto industrial, está sempre inovando para não ficar ultrapassado no contexto tecnológico e este artigo discorre sobre a importância da informação científica, tecnológica, estratégica para negócio no contexto da busca pela inovação e qualidade dos processos, produtos e serviços. A informação organizacional é classificada quanto à natureza, função, nível e tipo e destaca as fontes de informação e informações tecnológicas disponíveis na Rede SENAI de Santa Catarina para subsidiar os gestores e colaboradores em suas decisões estratégicas para tal conta com a colaboração da rede de bibliotecas e seus gestores bibliotecários.</text>
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QUALIDADE DO PRODUTO E SERVIÇOS TECNICOS E TECNOLOGICOS
NAS BIBLIOTECAS DA REDE SENAI/SC
VIAPIANA, N.1
BUENO, S. B.2

RESUMO
A presença da Biblioteca no Ensino Superior é de fundamental importância para a
construção dos saberes dos docentes, discentes e de toda a sociedade. Estes
usuários reportam-se a estas salas de estudos, na intenção de fazer a relação dos
saberes, num aprender que satisfaça suas necessidades de conhecimento. A
qualidade é elemento estratégico para o sucesso organizacional nas Bibliotecas da
Rede SENAI/SC, as mesmas se beneficiam da aplicação de ferramentas e sistemas
da qualidade para melhoria de atividades e ampliação de benefícios a seus clientes.
Neste contexto, está a avaliação da qualidade de produto e os Serviços Técnicos e
Tecnológicos que representa a alternativa para melhorar os padrões já existentes na
rede de Bibliotecas do SENAI/SC.
Palavras-chave: Sistemas de gestão. Bibliotecas universitárias. Qualidade em
Serviços de Informação. Avaliação de qualidade.

ABSTRACT
The presence of Libraries in colleges is extremely important to the docent and
discent ‘s construction of the knowledge and to the whole society. These users report
to this study rooms in order to learn in a way that they supply their need for
knowledge. The quality is a strategic element of the success in organizing the
libraries of SENAI/SC, the Libraries takes advantages in using those tools and
systems of quality to enhance the activities and to promote the benefit to the clients.
In this context, there is an evaluation of the quality of the product and the Technical
and Technological Services which represent an alternative to heighten the pattern
that we already have in the Libraries of SENAI/SC.
Keywords: Management System. College Libraries. Quality in Information Service.
Quality Evaluation.

�2

1 A REDE DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO DO SENAI/SC
O Serviço Nacional da Indústria de Santa Catarina - SENAI/ SC possui 34
unidades de informação. Nos últimos 53 anos o SENAI/SC sempre esteve
preocupado em disseminar o conhecimento. Para isso, implantou em 1995, a Rede
de Unidades de Informação do SENAI/SC constituída por um Centro de
Documentação e 2 Núcleos de Informação Tecnológica.
O acervo é diversificado em vários tipos de suporte (livros, apostilas,
relatórios, catálogos, plantas, desenhos, projetos, slides, fotografias, vídeos, CD’s,
DVD’s, entre outros). Atualmente a Rede de Unidades de Informação do SENAI/SC
conta com um acervo de mais de 170.000 exemplares.
No que se refere ao compartilhamento do conhecimento, em 2006, a Rede
de Unidades de Informação contabilizou mais de 100.000 mil empréstimos. Neste
contexto, a Rede investe em recursos tecnológicos para agregar valor nos
serviços/produtos prestados aos usuários.
As unidades de informação são consideradas fornecedoras de serviços,
um setor que mais cresce nas organizações (TANAKA, TONETTO, 1996). Para
manter a excelência dos produtos e serviços prestados pela Rede é extremamente
necessário que os profissionais Bibliotecários estejam capacitados e busquem
atualização constante. Gomes Filho (2002) destaca a necessidade de uma visão
holística e um programa de qualidade que inclua as atitudes dos funcionários, as
percepções dos usuários e o gerenciamento do processo através de uma estrutura
de resolução de problemas.
A organização que conseguir manter um equilíbrio entre os aspectos
internos (ética, comprometimento da equipe) e os externos (visão do cliente/usuário)
mais eficientemente conseguirá atingir a satisfação de seus clientes (BUENO, 2005);
Focando na área de Serviços Técnicos e Tecnológicos, as unidades de informação
da Rede SENAI/SC são avaliadas segundo quesitos do Prêmio Nacional de
Qualidade (PNQ). Neste sentido, é importante que os profissionais que trabalham
com a informação na indústria tenham perfil com capacidade sistemática dos

�3

processos, ampla visão de operações complexas e habilidade em gerir toda
informação para o segmento industrial (SENAI, 2002).
Este trabalho relata a participação efetiva do bibliotecário na avaliação da
qualidade do produto e serviços técnicos e tecnológicos nas bibliotecas da Rede
SENAI/SC.

2 HISTÓRICO DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE NA REDE SENAI / SC
A avaliação da qualidade de produto iniciou em 2002, para produtos da
Educação Profissional e avalia os processos do SENAI em Serviços Técnicos e
Tecnológicos (STT) e Educação através da realização de avaliações-piloto para
estas avaliações, onde se avaliou a qualidade os padrões e as referências
agrupadas por itens. Para o ano de 2003, baseado nas experiências piloto, o
instrumento de avaliação foi revisado e aplicado para produtos da Educação
Profissional, priorizando cursos técnicos e cursos superiores de tecnologia, já esta
avaliação foi baseada na análise de processos e produtos NBR ISO 9001 - Sistemas
de Gestão da Qualidade Requisitos - que define os requisitos básicos para a
implantação de um sistema de gestão da qualidade. Em 2006, o formulário da
avaliação da qualidade de produto foi revisado seguindo as alterações propostas
pelo MEC/INEP, onde a avaliação é baseada em instrumento formal, com
categorias, indicadores e critérios definidos, buscando fugir das interpretações
pessoais, padronização do atendimento e apoio às Unidades por meio de
identificação de ações de melhorias.
Os critérios de avaliação de cursos do SENAI/SC estão associados a
indicadores, grupo de indicadores e categorias que são: Instalações Físicas (15,5%),
Organização Didático-Pedagógica (30%), Recursos Humanos (24,5%) e Plano de
Ação (30%), conforme o Instrumento de Verificação do ano de 2008.
As Instalações Físicas, no que se refere à biblioteca, considera-se
pontuação máxima o acervo de livros e de periódicos e atualização dos mesmos,
condições da biblioteca (área física de 1m2 para 3 alunos do período, ventilação,

�4

iluminação e higiene), o número de computadores disponíveis para alunos com
acesso a Internet.
Ao se tratar de organização didático-pedagógica, são avaliados os
aspectos: Disseminação do projeto pedagógico do curso e coerência com políticas
institucionais, adequação da metodologia de ensino, adequação e atualização da
organização curricular e Flexibilidade curricular.
Com relação aos recursos humanos, destacando-se o corpo técnicoadministrativo (Bibliotecária, Secretária, laboratoristas, etc), avalia-se: a formação ou
experiência

profissional,

adequação

da

quantidade

e

do

atendimento

de

profissionais às necessidades do curso, capacitação no âmbito da Unidade que é
quando existe planejamento e o corpo técnico-administrativo da Unidade .
O Plano de Ação refere-se às ações que foram projetadas para a melhoria
do processo, bem como a avaliação e acompanhamento das conclusões.

3 INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO E SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO SENAI SC
Todos os aspectos considerados pertinentes para a Avaliação da
Qualidade do Produto estão reunidos na forma de indicadores no instrumento de
avaliação. Para orientar os avaliadores e as Unidades a serem avaliadas, é de suma
importância que sejam conceituados os critérios para a sua aplicação: categorias,
Grupo de indicadores e Indicadores.
Na categoria Recursos Humanos enquadram-se os grupos de indicadores:
coordenação

de

curso

(6,12%),

corpo

docente

(6,12%),

coordenação

pedagógica/apoio (6,12%) e corpo técnico administrativo (6,12%). Na categoria
Instalações Físicas, os grupos de indicadores e respectivas pontuações são:
biblioteca (5,16%), laboratórios de formação básica e profissionalizante (5,16%),
estrutura de apoio (5,16%). Em relação à categoria Organização DidáticoPedagógica avaliam-se o projeto pedagógico do curso (15%) e o registro escolar e
mercado (15%). No Plano de Ação avaliam-se o número de itens atendidos no plano
de ação com pontuação de 30%.

�5

As

Unidades

que

não

serão

avaliadas

terão

suas

informações

consideradas no planejamento corporativo do negócio STT. A critério dos
avaliadores poderá ser realizada visita extra para complementação da avaliação.

4 PLANEJAMENTO DO BIBLIOTECÁRIO NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO
Para auxiliar no planejamento do bibliotecário existe o Manual de
Verificação in loco das condições institucionais (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÁO,
2002). A utilização deste manual disponível no portal do MEC, juntamente com o
projeto político-pedagógico do curso sujeito do processo de avaliação e poderá
auxiliar em todos os aspectos na preparação da biblioteca para as comissões
verificadoras.
Para dar sentido à avaliação, o planejamento institucional não deve ser
autônomo e sim uma parceria entre bibliotecário e coordenação de ensino. Essa
parceria se faz necessária, pois ele é o administrador da biblioteca, sendo a pessoa
mais indicada no processo para aplicar e fornecer informações na avaliação do
MEC.
De acordo com Lubisco (2002, p. 2), Esta condição impõe que o
planejamento de sua gestão esteja não só alinhado, mas totalmente integrado ao
planejamento global da universidade. Com isto se quer frisar que o cumprimento dos
objetivos, finalidades e missão de uma universidade dependem da parcela de
contribuição que compete à biblioteca, da mesma forma que o cumprimento dos
objetivos da biblioteca depende do seu nível de participação no planejamento da
instituição.
A parceria com o bibliotecário valoriza o profissional na instituição e a
comunidade educacional poderá tirar melhor proveito de suas competências e
habilidades, seja na administração da biblioteca ou na promoção de serviços e
desenvolvimento de produtos. Conforme a exposição de Lima (2002, p. 1), O
desenvolvimento de um planejamento participativo garante maior eficiência ao
processo decisório, estimula o envolvimento do nível gerencial, facilita a integração
de informações, possibilita a formação de um espírito de equipe, permite

�6

coordenação de esforços e estimula a produção de idéias. Além disso, o processo
de planejar age como um catalisador de mudanças na organização.
Diante da afirmação acima, cabe salientar que a biblioteca é um setor de
suma importância na avaliação do MEC: conforme a Portaria n. 563 do MEC, ela
representa 50% na categoria de instalações físicas. Sua importância dá sustentação
ao ensino-aprendizado na instituição. Concorda-se com Lima (2002, p. 2), quando
expõe: ”Aliando os conhecimentos modernos administrativos com as praticas
biblioteconômicas podemos observar um grande avanço no que tange a qualidade
da Biblioteca Universitária.“
Para tornar isso possível, os bibliotecários, além de acompanhar junto ao
MEC todo o processo necessário para aplicação dos indicadores de qualidade,
precisam desenvolver práticas modernas de gestão, inclusive utilizando técnicas e
tecnologias coerentes com a dinâmica do processo administrativo. Certamente, o
MEC tornou-se um mecanismo de melhoria na gestão das bibliotecas de instituições
educacionais, principalmente no ensino superior, o que deveria ser um modelo para
a melhoria da qualidade também nas demais modalidades de ensino assim pode-se
afirmar

analisar

os

indicadores

utilizados

pela

comissão

de

avaliadores,

mencionados nas orientações do Manual do MEC (BRASIL, 2004).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A inexistência de padrões brasileiros como subsídios ao planejamento e à
avaliação de bibliotecas universitárias conduziram à escolha do tema do 7º
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (VII SNBU), realizado em 1991 no
Rio de Janeiro. O enfoque principal do Seminário abordou padrões voltados para a
infra-estrutura

de

pessoal

e

orçamento

nos

serviços

técnicos,

incluindo

desenvolvimento de coleção e de tratamento técnico, para serviços aos usuários e
produtos de informação. Os trabalhos apresentados durante o evento, em sua
maioria, trataram de sugestões e das diversas situações que os bibliotecários que
atuam em bibliotecas universitárias precisam trabalhar e repensar, para que os
padrões sugeridos possam ser utilizados.

�7

O bibliotecário é um profissional de nível superior que atua no mercado de
trabalho com uma visão ampla e objetiva da sociedade e de seus variados
segmentos, atua com base nas necessidades específicas de informação, utilizandose de variados recursos tecnológicos para agilizar e otimizar as funções, foco no
cliente, liderança, envolvimento das pessoas, abordagem de processo, abordagem
sistêmica para a gestão, melhoria contínua, abordagem factual para a tomada de
decisão e benefícios mútuos nas relações com os fornecedores são os oitos
princípios de gestão da qualidade (MELLO et al, 2002). Neste sentido, é importante
que o foco no cliente seja preservado, e portanto, faz-se necessário um diagnóstico
da equipe para identificar necessidades de treinamento e educação formal, além do
desenvolvimento das habilidades e competências necessárias para o atendimento
direto ao cliente. Neste sentido, os serviços de informação passam a integrar as
iniciativas relacionadas à gestão da qualidade, buscar parâmetros para melhorar as
atividades e evoluir as práticas implantadas, como relata a literatura. (VALLS,
VERGUEIRO, 2006).
Entendendo que os Serviços Técnicos e Tecnológicos são “ações
destinadas à criação e/ou melhoria de processos e produtos ou ao desenvolvimento
de conhecimentos e informações sobre os mesmos, bem como a certificação de
produtos, processos e pessoas” (SENAI, 2002), o setor informacional compõe parte
na gestão da qualidade.
A atuação em empresas de serviços técnicos e tecnológicos exige a
construção de sistemas de informação que possam agregar valor a produtos e
serviços, como é o caso dos Núcleos de Informação Tecnológica do sistema SENAI.
Estes núcleos oferecem apoio à educação profissional, apoio ao setor produtivo e
foco no negócio. Buscam “atender às demandas internas e externas, com
informações precisas e confiáveis, para que os clientes possam solucionar
problemas e sanar dúvidas, identificando mudanças tecnológicas e tomando
decisões consistentes” (SENAI, 2005).
Algumas ações agregam valor aos Núcleos de Informação Tecnológicas e
constituem estratégias para divulgação dos serviços, destacando-se as atividades de
Elaboração e Disseminação de Informações: diagnóstico industrial / empresarial,
propriedade industrial, editoração e registro de direitos autorais, resposta técnica,

�8

pesquisa bibliográfica, elaboração e disseminação seletiva da informação,
publicações técnicas e documentos técnicos; Estudos de Mercado: prospecção
tecnológica, estudo de viabilidade técnica e econômica; Eventos Técnicos: palestras,
semanas tecnológicas, seminários, congressos e similares (SENAI, 2005).
O uso instrumental do Marketing para difundir a importância da leitura e os
benefícios do uso da informação a todos os tipos de usuários e promover a formação
cultural do país, é um importante papel de uma unidade de informação e seus
profissionais. O planejamento de serviços bibliotecários, planejamento físico de
bibliotecas e centros de documentação e informação, organização de acervos
(bibliográficos ou não), de serviços técnicos e administrativos ligados à
documentação, avaliação, assessoria, consultoria, ensino, fiscalização técnica,
normalização de documentos, análise de trabalhos técnicos e científicos,
organização de bases de dados virtuais, de intranets, de documentação para
processos de certificação de qualidade, avaliação de conteúdo da Internet
constituem funções específicas.
O bibliotecário é capaz de atuar em qualquer função que vise à
organização e obtenção de informações e, como gestor da informação e do
conhecimento, atender às necessidades de informação da sociedade.

REFERÊNCIAS
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comparado na área de educação, 1996. 189f. Dissertação (Mestrado em Psicologia)
– Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.
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problemas. Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.10, n.1, p. 131-145 ,
jan./dez., 2005.
GOMES FILHO, Antonio Costa. Qualidade: momentos da verdade no serviço de
atendimento aos usuários. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife. Disponível em:
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�9

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implantação no SENAI-SC. Disponível em: &lt;https://wwws.pucpr.br/sistemas_s/
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VALLS, V.M.; VERGUEIRO, W. A Gestão da Qualidade em Serviços de Informação
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Informação, Belo Horizonte, v.11, n.1, p.118-137, jan./abril 2006

_________________
1 Noeli Viapiana, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Santa Catarina, Florianópolis,
Bibliotecária do SENAI das Unidades de Tubarão e Capivari de Baixo,
noeli_viapiana@yahoo.com.br.
2 Silvana Beatriz Bueno, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Santa Catarina, Luzerna,
Bibliotecária do SENAI das Unidades Luzerna e Capinzal, Mestre em Ciência da Informação,
Especialista em Gestão de Bibliotecas, silvanabueno@sc.senai.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A presença da Biblioteca no Ensino Superior é de fundamental importância para a construção dos saberes dos docentes, discentes e de toda a sociedade. Estes usuários reportam-se a estas salas de estudos, na intenção de fazer a relação dos saberes, num aprender que satisfaça suas necessidades de conhecimento. A qualidade é elemento estratégico para o sucesso organizacional nas Bibliotecas da Rede SENAI/SC, as mesmas se beneficiam da aplicação de ferramentas e sistemas da qualidade para melhoria de atividades e ampliação de benefícios a seus clientes. Neste contexto, está a avaliação da qualidade de produto e os Serviços Técnicos e Tecnológicos que representa a alternativa para melhorar os padrões já existentes na rede de Bibliotecas do SENAI/SC.</text>
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APRIMORAMENTO DO VOCABULÁRIO CONTROLADO DA USP NAS
ÁREAS DE ARQUITETURA, URBANISMO E DESIGN: relato da
experiência do SBI da FAUUSP
ULIANA, D. E.1
SAMPAIO, L.2
NASCIMENTO, M. A.3
POLLETTI, M. J.4
KATSUTANI, F.5
HABE, N. K.6
AGOSTINHO, E. A. L.7

RESUMO
A equipe que trabalha com a indexação no Serviço de Biblioteca e Informação da
FAUUSP identificou a necessidade de adequar os vocabulários de suas bases locais
com o Vocabulário Controlado da USP. Para isso criou um grupo de estudos com o
objetivo de sistematizar as ações de aprimoramento e compatibilização dos termos
relativos a arquitetura, urbanismo e design . Desde março de 2006 uma equipe de
indexadores e a bibliotecária de referência reúnem-se mensalmente para discutir
sobre o cadastramento dos vários tipos de documentos existentes na Biblioteca,
compatibilizar os índices de assuntos das várias bases de dados locais com o
Vocabulário Controlado e estudar a inclusão ou alteração de termos. Como resultado
foram alterados 14 descritores e incluídos 31 no SIBIX. A criação deste grupo tem
permitido a normalização e atualização constante dos descritores das áreas.
Palavras-chave: Indexação. Vocabulário Controlado. Arquitetura. Urbanismo.
Design.

ABSTRACT
The group that works with the indexation at FAUUSP Library and Information
Service, noticed the need of an adjustment of the local basis vocabulary with the
USP Controlled Vocabulary. In order to do so, a study group was created by this
team with the objective of organizing the improvement and adjustment actions of the
expressions related to architecture, urbanism and design. Since March 2006 an

�2

indexation group and a reference librarian have a monthly meeting to discuss about
registering the several types of the existing documents in the Library; adjusting the
subjects’ rates of the several local data basis with the Controlled Vocabulary and
studying the inclusion or change of the terms. As a result, 14 descriptors were
changed and 31 were included in the SIBIX. The creation of this group has allowed
the constant updating and normalization of the descriptors in the area.
Keywords: Indexation. Controlled Vocabulary. Architecture. Urbanism. Design.

1 INTRODUÇÃO
A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo FAU-USP - foi criada em 21 de junho de 1948 e o Serviço de Biblioteca e Informação
– SBI-FAUUSP - nasceu como parte integrante da faculdade, tendo como objetivo o
auxílio ao estudo, pesquisa e extensão universitária. Até 1968, o SBI funcionava no
prédio da “Vila Penteado”, depois transferido com o curso de graduação para o
edifício “Vilanova Artigas”, Cidade Universitária, no bairro do Butantã, ficando no
prédio da Vila Penteado a Biblioteca da curso de Pós-Graduação.
Além da coleção de mais de 60 mil livros e teses e mais de 1.000 títulos
de periódicos, o SBI possui também acervos significativos de diapositivos (mais de
80 mil), fotos, CDs, vídeos, DVDs e projetos de arquitetura (mais de 400 mil
desenhos).
Entre os serviços que o SBI oferece, o Índice de Arquitetura Brasileira –
indexação de artigos de revistas brasileiras de arquitetura – criado em 1950, é único
no país e fonte imprescindível para pesquisas em arquitetura e urbanismo. Esta
base de dados, com quase 45 mil registros pode ser acessada no site da biblioteca
pelo link consulta on-line. Já o Setor de Projetos de Arquitetura mantém Banco de
Dados local também disponível online na página da biblioteca.
As atividades de processamento, conservação e divulgação dessa
documentação são realizadas por diferentes setores, e parte do acervo está
cadastrada no BANCO DE DADOS BIBLIOGRÁFICO DA USP – DEDALUS. Esse
cadastramento utilizou desde seu início uma linguagem de tratamento comum, a
LISTA DE ASSUNTOS USP, implantada na década de 80. No entanto, esta Lista
com o tempo, já não contemplava as especificidades das inúmeras áreas das

�3

ciências, representadas nas unidades, isto é, institutos, faculdades e escolas
pertencentes à Universidade.
A partir de 1992, como resultado dos trabalhos do Workshop Interno do
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas - SIBi é que se deu início
aos estudos e aprimoramento do tratamento e recuperação da informação no Banco
Dedalus.
Este projeto contou com a participação efetiva de cerca de 40
bibliotecários do Sistema, assim como com a colaboração de docentes das várias
Unidades da USP, para a estruturação dos sistemas conceituais e adequação
terminológica das áreas contempladas pelo Vocabulário Controlado da USP - SIBIX.
Os docentes integrantes da linha de pesquisa em Análise Documentária e
terminologia do CBD/ECA/USP ofereceram, por sua vez, o aporte metodológico ao
projeto.
Devido a sua complexidade e amplidão de áreas contempladas, somente
em 2001, o Vocabulário Controlado da USP tornou-se a ferramenta definitiva, para a
indexação e recuperação da informação dos recursos bibliográficos da USP.
O vocabulário está estruturado da seguinte forma: Lista Principal de
assuntos, tanto em ordem alfabética com em ordem hierárquica; Tabela Geográfica;
Tabela de Gênero e Forma e Tabela de Qualificadores a ser utilizada em
combinação com a Lista Principal de assuntos.

2 A EXPERIÊNCIA DO SBI-FAUUSP
Com a implantação do Vocabulário Controlado da USP tornou-se evidente
a necessidade de compatibilizar os assuntos adotados nos diversos setores do SBIFAU a esse Vocabulário, já que até 2001, cada setor realizava o controle do
vocabulário próprio, referente aos diversos tipos de materiais que processava .
Tendo em vista as discussões informais que ocorriam sobre o uso ou não
de alguns descritores ou mesmo a substituição e proposição de outros, a equipe de
bibliotecárias resolveu normalizar as diferentes formas de uso desses descritores e

�4

para isso foram estabelecidas reuniões mensais do grupo de indexadores da
biblioteca da FAU.
A necessidade da constante atualização dos descritores é uma
característica de um vocabulário controlado, como foi ressaltado no trabalho
apresentado no 21º. CBBD ( LIMA et al. ,2005 ):
A atualização de um vocabulário controlado é tarefa permanente.
Torna-se necessário criar novos descritores, estabelecer novas
relações, substituir, corrigir ou suprimir descritores e introduzir notas
pra descritores ambíguos (GUINCHAT &amp; MENOU, 1994).É oportuno
lembrar que muitos sistemas de informação tem investido
pesadamente em TICs sem, no entanto, fazer o correspondente
investimento no tratamento da informação e na permanente
avaliação e atualização da indexação e das linguagens utilizadas
nesses sistemas.
A política de manutenção e atualização de uma linguagem
documentária na prática, deve prever dois aspectos: o
gerenciamento do processo e o controle terminológico... ...O
segundo aspecto refere-se à análise dos descritores e não
descritores, à revisão e atualização das relações entre eles e à
consulta de fontes e/ou especialistas da área para garantir a
pertinência das modificações a serem introduzidas (SANTOS, 2002).

3 OBJETIVOS
A partir de março de 2006 a equipe de indexadores e a bibliotecária de
referência passaram a se reunir mensalmente com o objetivo de aprofundar a
discussão sobre o cadastramento dos suportes dos documentos existentes na
Biblioteca , compatibilizar o índice de assuntos das bases de dados locais com o
Vocabulário Controlado, assim como estudar a necessidade de se substituir ou
propor novos termos. Também se propôs a estabelecer a política de indexação do
SBI/FAUUSP, tendo como meta a elaboração de um manual de procedimentos a ser
adotado no futuro.

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4 METODOLOGIA DE TRABALHO
São realizadas reuniões mensais com os indexadores de diferentes
materiais, a saber : livros, teses, artigos de periódico, artigos de jornal, trabalhos de
eventos, CDs, DVs, vídeos, projetos de arquitetura e fotografias, além de contar com
a participação da bibliotecária de referência.
O encontro dos indexadores é fundamental para essa avaliação dos
descritores existentes no Vocabulário e para formular novos termos, pois:
Para compreender um texto, os indivíduos lançam mão de todo o
conhecimento prévio armazenado na memória de longo prazo,
demandando inclusive, possíveis esquemas de procedimento
existentes na memória semântica. O conhecimento anterior facilita o
processamento do texto e compreensão, por oferecer uma estrutura
na qual o conteúdo do material lido possa ser relacionado. A
integração do conhecimento passado com o texto que está sendo
lido permite aos leitores formar o que é chamado por Van Dijk e
Kintsch (1983) e Kintsch (1998) de ‘modelo situacional’. Este
consiste na combinação das informações (ou proposições –
unidades abstratas de significado) retiradas do texto com as
proposições formadas a partir de conhecimentos gerais
preestabelecidos e da experiência pessoal dos leitores. Estudos tem
demonstrado que indivíduos com conhecimento anterior extenso em
um domínio mostram mais geração de inferências, construção de
hipóteses e capacidade de julgamento da adequação e importância
do conteúdo do texto...(NEVES;DIAS;PINHEIRO, 2006 p.142 ).

No início das atividades desse grupo, eram levantados descritores a
serem incluídos ou modificados no Vocabulário USP, de acordo com o que ia
surgindo nas rotinas de indexação dos bibliotecários. Posteriormente, foram
levantadas algumas árvores temáticas que precisariam ser alteradas ou incluídas.
As discussões sempre se pautaram, em primeiro lugar, na freqüência com que
surgiam os novos termos, mas também se ouvia a bibliotecária de referência quanto
às questões de dúvidas ou necessidades dos usuários. A participação da
bibliotecária de referência também se torna importante nesse momento por trazer
para o grupo a maneira como os usuários estão buscando a informação. Ela traz a
expressão como é usada na linguagem oral e, após a discussão pelo grupo, esse
termo é traduzido para uma linguagem de indexação, permitindo a inclusão de novos
descritores.

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Além de consultar a literatura disponível na biblioteca sobre temas das
áreas de arquitetura, planejamento urbano, design, arquitetura paisagística e outras
afins, o grupo ouvia algum especialista/docente caso necessário, assim como
consultava as dissertações e teses defendidas na Unidade. A consulta aos
especialistas e/ou às teses contribuíram muito no momento de propor os novos
descritores a serem acrescentados ao Vocabulário (uma das normas adotadas no
Vocabulário é que o novo descritor deve ser acompanhado por uma definição
retirada da literatura ou feita por um especialista da área).
A título de exemplo, o curso de Design, criado a partir de 2007, influenciou
no aumento de obras e títulos de periódicos desta área, bem como a procura de
material por parte dos pesquisadores e alunos, e como conseqüência, foi necessária
a inclusão de descritores mais específicos, tais como: faca, cadeira, eletrodoméstico.
Como resultado dessas reuniões, tivemos 14 descritores alterados e 31
incluídos no Sibix como apresentamos a seguir no quadro abaixo:
TERMOS SOLICITADOS PARA ALTERAÇÃO
1- ACESSIBILIDADE AO MEIO FÍSICO
2- ARQUITETURA DE EMERGÊNCIA
3- ARQUITETURA ECOLÓGICA
4- ARQUITETURA VERNACULAR
5- BIOMBOS
6- CASAS POPULARES
7- CORTINAS
8- EQUIPAMENTO URBANO
9- ESPELHOS
10- LUMINÁRIAS
11- MOBILIÁRIO DE RUA ver MOBILIÁRIO URBANO
12- MOBILIARIO PARA BIBLIOTECAS
13- MOBILIÁRIO URBANO
14- PERSIANAS
TERMOS SOLICITADOS PARA INCLUSÃO
1- ACESSIBILIDADE
2- ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA
3- ARQUITETURA MÓVEL
4- ARQUITETURA SUBTERRÂNEA
5- ARQUITETURA SUSTENTÁVEL
6- ÁTRIOS (ARQUITETURA)
7- BARREIRAS ARQUITETÔNICAS

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8- BLENDER
9- CADEIRAS
10- COPOS
11- DESENHO UNIVERSAL
12- DESIGN
13- EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS
14- ELETRODOMÉSTICO
15- ESPAÇO PRIVADO
16- ESPAÇO PÚBLICO
17- LOUÇAS
18- MESAS
19- MOBILIÁRIO PARA INFORMÁTICA
20- MURALHA
21- OBITUÁRIO
22- PANELAS
23- PENITENCIÁRIA DE SEGURANÇA MÁXIMA
24- RIO CAPIVARI
25- RIO SAPUCAI (MINAS GERAIS)
26- RIO TAMANDUATEÍ (SP)
27- SÃO JOSÉ DO BARREIRO (SP)
28- TALHERES
29- TAPETES
30- VALE DO ITAJAÍ (SC)
31- VALE DO RIO DOCE (MG)

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A criação de um grupo permanente de estudos do vocabulário controlado
no SBI-FAUUSP tem se mostrado produtiva e importante para a normalização das
bases de dados locais, além de permitir uma atualização constante da lista de
descritores de nossa área. O aprimoramento das ferramentas de acesso à
informação contribui para que estudantes, professores e pesquisadores da área
tenham mais facilidade em localizar as informações em nossos diferentes acervos.
A contribuição que damos ao Vocabulário Controlado da USP também é
relevante, visto que o mesmo é uma das principais ferramentas utilizadas pelos
indexadores do país, pois se trata de um trabalho de excelência e que é aberto a
outros sistemas de indexação de publicações em língua portuguesa.

�8

Acreditamos que essa experiência possa ser considerada por outros
grupos de indexadores de instituições que se preocupem com a qualidade do
atendimento a seus usuários, assim como pelos bibliotecários que trabalham com
indexação na USP, para que de forma cooperativa continuemos a aprimorar a
qualidade dos produtos oferecidos pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo.

REFERÊNCIAS
LIMA, Vânia M. A. et al. Estudos para implantação de ferramenta de apoio à gestão
de linguagens documentárias : o caso do vocabulário controlado da USP. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – CBBD, 21. 2005, Curitiba. Anais... São Paulo :
FEBAB, 2005. em CD-Rom.
LIMA, Vânia M. A.; KOBASHI, Nair Y., IMPERATRIZ, Inês M. M. Vocabulário
Controlado USP: desenvolvimento, implantação e gerenciamento. In: INTEGRAR.
CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002, São Paulo. Textos. São Paulo : Imprensa
Oficial, 2002. p. 225-235.
MARQUES, Eliana A. Serviço de Biblioteca e Informação da FAUUSP. Pós: Revista
do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, São
Paulo, n.20, p.226-235, dez. 2006.
NEVES, Dulce A. B.; DIAS, Eduardo W.; PINHEIRO, Ângela M. V. Uso de
estratégias metacognitivas na leitura do indexador. Ciência da Informação, Brasília,
v.35, n.3, p.141-152, set./dez. 2006.

__________________
1

Dina Elisabete Uliana, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
uliana@usp.br.
2
Letícia Sampaio, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
leticia@usp.br.
3
Mônica de Arruda Nascimento, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
monyfau@usp.br.
4
Maria José Polletti, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
mjpollet@usp.br.
5
Filomena Katsutani, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
fkatsuta@usp.br.
6
Neusa Kazue Habe, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,
nkhabe@usp.br.
7
Emily Ann Labaki Agostinho (in memoriam).

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>A equipe que trabalha com a indexação no Serviço de Biblioteca e Informação da FAUUSP identificou a necessidade de adequar os vocabulários de suas bases locais com o Vocabulário Controlado da USP. Para isso criou um grupo de estudos com o objetivo de sistematizar as ações de aprimoramento e compatibilização dos termos relativos a arquitetura, urbanismo e design . Desde março de 2006 uma equipe de indexadores e a bibliotecária de referência reúnem-se mensalmente para discutir sobre o cadastramento dos vários tipos de documentos existentes na Biblioteca, compatibilizar os índices de assuntos das várias bases de dados locais com o Vocabulário Controlado e estudar a inclusão ou alteração de termos. Como resultado foram alterados 14 descritores e incluídos 31 no SIBIX. A criação deste grupo tem permitido a normalização e atualização constante dos descritores das áreas.</text>
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A APLICABILIDADE DA GESTÃO DE RELACIONAMENTO COM CLIENTE
(CRM) EM BIBLIOTECAS
SILVA, R. C. G.1

RESUMO
Nesta pesquisa, abordam-se algumas questões fundamentais para o entendimento e
a importância do uso de sistemas de informação em bibliotecas. Caracteriza-se por
um levantamento bibliográfico qualitativo, no qual os elementos conceituais levam
em consideração aspectos intrínsecos do gerenciamento da informação junto ao
usuário. Estabelecem-se, também, pontos de convergência entre os conceitos e
pilares do Customer Relationship Management (CRM) com os módulos de usuário
dos aplicativos de gestão utilizados por bibliotecas.
Palavras-chave: Tecnologia da Informação. Gestão de Relacionamento com Cliente
– CRM. Marketing. Disseminação Seletiva da Informação.

ABSTRACT
In this research, the agreement and the importance of the use of systems of
information in libraries are approached some basic questions for. It is characterized
for a qualitative bibliographical survey, in which the conceptual elements take in
consideration intrinsic aspects of the productive process next to the users. They are
established, also, points of convergence between the concepts and pillars of
Customer Relationship Management (CRM) with the modules of used user of the
applicatory ones of management in the library.
Keywords: Marketing. Customer Relationship Management – CRM. Technology of
the information. Selective dissemination of the information.

�2

1 INTRODUÇÃO
Atualmente o sistema de informação na biblioteca mudou a forma de
interação entre o profissional bibliotecário e o seu público, devido a essa nova
proposta de conectividade. Vale ressaltar que o grande favorecido com a introdução
dessas novas tecnologias, pelo menor tempo e custo na busca da informação, é o
usuário.
Integrado com a tecnologia da informação está o marketing de
relacionamento, uma nova concepção para a fidelização de clientes, baseada no
relacionamento entre o cliente e a organização, que rompe com a maneira
convencional de tratar o marketing. “Marketing sempre foi encarado como a técnica
de vender produtos. Hoje, ele é a arte de construir relacionamentos”. (MARCHIONI
apud OLIVEIRA; PEREIRA, 2003).
Para Morigi e Pavan (2004, p.122), “[...] as bibliotecas universitárias
caminham para uma dependência quase total emprego das tecnologias de
informação e comunicação e dos processos automatizados inerentes a essas
tecnologias.”
A Ciência da Informação tem se preocupado em identificar o perfil dos
usuários da informação, como forma de atender suas demandas e necessidades.
Através do estudo do CRM compreendeu-se melhor as necessidades, demandas e
desejos dos usuários da informação, agilizando assim o processo de disseminação
da informação orientado para o usuário.
O

presente

trabalho

bibliográfico

abordará

algumas

questões

fundamentais para o entendimento e a importância do uso de Sistemas de
Informação, especialmente o CRM em bibliotecas, buscando entender, através do
conhecimento, o comportamento dos usuários desses sistemas. A partir da revisão
da literatura dentro de uma visão qualitativa, buscou-se compreender os principais
conceitos do CRM e convergir à realidade das bibliotecas universitárias.
O estudo foi conduzido a partir de um levantamento bibliográfico,
comparando conceituações de pesquisadores da área, numa abordagem crítica.

�3

Como resultado destaca-se que a biblioteca poderá ter seu espaço ampliado pela
capacitação dos bibliotecários e usuários no manuseio dos Sistemas de Informação.

2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Tecnologia da Informação, uma ferramenta do Marketing
A informação é um bem que agrega valor a uma empresa ou a um
indivíduo. A expertise da informação aliada aos dinâmicos avanços da informática
fez desenvolver a Tecnologia da Informação (TI). Portanto, a TI pode ser definida
como um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de
computação. Suas aplicações são diversas e estão ligadas às mais diversas áreas.
Entretanto, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira
apropriada. Isso implica saber otimizar as ferramentas, sistemas ou outros meios
que façam das informações um diferencial competitivo sem tirar o foco do custobenefício da ação. Não existe uma formula pré-definida para determinar como utilizar
da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do
segmento e de outros aspectos de uma organização.
Embora a adoção de novas tecnologias pelas unidades de informação
seja essencial, vista desta maneira, não é simplesmente automatizando serviços que
a unidade de informação passa a atender satisfatoriamente seu público.
No cenário em que atuarem, mas especialmente em se tratando de
bibliotecas universitárias, que precisam da permanente chancela do MEC –
Ministério da Educação, essas organizações continuarão a disputar seu espaço de
sobrevivência junto aos seus concorrentes, mesmo quando dispuserem de produtos
e serviços de informação automatizados. Ainda que disponha dos recursos
tecnológicos mais avançados, as unidades de informação continuarão precisando
conhecer seus usuários para atendê-los em função das atividades que esses
usuários desempenharem, seus desejos e percepções.
Essas atividades consistem no equilíbrio entre o interesse do mercado e o
que a unidade pode oferecer. Nesta perspectiva, a prestação dos serviços de

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informação deve ser considerada a partir da visão da biblioteca sob a ótica
mercadológica. A aplicação das técnicas mercadológicas no setor de informação
permitirá que essas bibliotecas sejam encaradas como um "negócio". Essa
abordagem pode auxiliar o profissional da informação a vislumbrar a dimensão da
unidade de informação e dos serviços prestados pelos seus profissionais da
informação no desenvolvimento da sociedade.
Silva (2007) afirma que hoje as bibliotecas são reconhecidas como
espaços informativos, para conhecer, discutir, criar e recriar. O acervo é planetário e
acessível no intangível formato eletrônico, rapidamente repensado à velocidade da
tecnologia.
Machado (2003, p.75) diz que a aplicação da informática nesse processo
de crescimento da informação foi o grande propulsor do surgimento de sistemas de
informação em bibliotecas. As novas tecnologias implementadas em bibliotecas,
poderosos instrumentos de comunicação que diminuem as distâncias, fizeram com
que as mesmas rompessem com o modelo tradicional: o acervo físico. Para Cuenca
e Tanaka (2003) a tecnologia da informação tem seu maior produto na Internet,
considerado um poderoso instrumento de comunicação.
Os grandes benefícios que as Tecnologias de Informação proporcionam
às bibliotecas são: racionalidade no trabalho, aumento de produção, melhor controle
e uma maior facilidade de armazenamento e disseminação da informação (RAMOS,
2003, p.35).
Oliveira (1996) apud Ramos (2003, p.15), explica que três grupos de
modificações foram possíveis no ambiente das bibliotecas:
a) O primeiro diz respeito à produção física e à produção da informação e
do conhecimento;
b) O segundo grupo refere-se aos trabalhos de coordenação, onde as
tecnologias são o objeto fundamental da mudança. À medida que a distância física é
menor, o tempo de transmissão da informação se reduz e a memória da biblioteca
pode ser conservada em banco de dados, tornando possível uma maior flexibilidade
e concedendo à biblioteca, uma melhor utilização das habilidades existentes;

�5

c) O terceiro grupo diz respeito à gestão, intervindo tanto na direção como
no controle e monitoramento da mesma, em seu meio; o controle do desempenho
conserva-se na direção desejada e planejada, possibilitando uma tomada de decisão
mais eficaz e rápida, tornando as bibliotecas mais flexíveis.

2.2 Marketing
A definição de marketing apresentada pela American Marketing
Association, citada por Casotti (1995, p.12): “marketing é o processo de planejar e
executar a concepção, o preço, a promoção e a distribuição de idéias, produtos e
serviços para criar trocas que satisfaçam os objetivos de indivíduos e organizações”.
Verifica-se outro enfoque conceitual já levando em consideração as
regras das mudanças sociais e ambientais:
Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos
de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a
criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor
com os outros (Philip Kotler apud Crocco, 2006).

Bretzke (2000) salienta que o desafio do marketing é decodificar o modo
de pensar, de compreender e lidar com a realidade, oferecendo as informações
necessárias para que os executivos possam tomar decisões, com base no
conhecimento do ponto de vista do cliente. O diálogo e a construção de
relacionamentos estáveis e duradouros com os clientes surgem como resposta ao
desafio imposto ao marketing pelas mudanças no ambiente competitivo e no
comportamento do consumidor.
O marketing pode ser visto como um processo gerencial, valorizando as
trocas voluntárias de valores para garantir a sobrevivência das organizações. É
entendido como uma combinação de técnicas, cuja aplicação visa ao perfeito
processo de troca, beneficiando todos os elementos que nela interagem. O
marketing permitirá que, na relação de troca, a necessidade não satisfeita de uma
das partes seja atendida pelas condições oferecidas pela outra parte, mediante uma
negociação estabelecida entre elas.

�6

Quando a unidade de informação está orientada para o marketing, sua
filosofia de atuação se volta para o atendimento, com ênfase na função de troca,
mediante ações administrativas visando aos objetivos organizacionais.
O profissional da informação deve estar atento, percebendo que a
disseminação das técnicas mercadológicas poderá contribuir para a efetiva mudança
de atitude profissional, pois representa uma oportunidade de inovação.
A opção pela orientação de marketing na administração das unidades de
informação propiciará que os recursos sejam mais bem aproveitados, incluindo-se
nesse contexto o aproveitamento máximo da potencialidade das novas tecnologias
disponíveis para a captação e recuperação da informação.
Neste panorama, o papel do gerente da unidade de informação adquire
uma perspectiva importante na adoção do marketing. Sua capacidade gerencial
assume posição de destaque à medida que sua atuação influencia a equipe sob sua
responsabilidade. É o gerente que transmitirá ao seu pessoal a necessidade do
engajamento de cada um na sua tarefa. Assim, o conceito ou mentalidade de
marketing adotado como filosofia de atuação da unidade de informação
provavelmente adquirirá sua importância na mesma proporção em que for assumido
pelo próprio gerente, refletindo a filosofia adotada pela biblioteca.

2.3 Marketing de relacionamento
Em marketing, uma das melhores maneiras de definir um conceito ou
técnica é fazê-lo em termos daquilo que você quer que os clientes pensem ou
sintam, como resultado do seu uso do conceito. O autor conceitua de forma muita
prática e funcional afirmando que:
Marketing de relacionamento é como nós achamos você, passamos
a conhecê-lo, mantemos contato com você, tentamos assegurar que
obtenha de nós aquilo que quer, não apenas em termos de produto
mas também em todos os aspectos do nosso relacionamento.
Verificamos se você está obtendo aquilo que lhe prometemos, desde
que, naturalmente, isso também seja vantajoso para nós (Stone,
1998).

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As informações sobre o cliente e o relacionamento entre ele e a empresa
estão no foco das expectativas do cliente. Tornando o banco de dados fundamental,
este deve conter informações sobre a relação com o cliente. Atitudes como lealdade,
comprometimento e reconhecimento fazem um grande diferencial.
Gonçalves (2002) afirma que o marketing de relacionamento é direto. Em
seu conceito deve-se ter em mente a pergunta: o que devemos fazer pelas pessoas
que queremos ter como clientes? Busca-se, portanto, um relacionamento de longo
prazo, compensador e interativo.
Para McKenna (1998), o marketing de relacionamento é a resposta para
as empresas enfrentarem o desafio das mudanças, pois se baseia na experiência e
exige o domínio do conhecimento sobre a tecnologia inerente à sua atividade, seus
concorrentes e seus clientes.

2.4 Do marketing ao CRM
O conceito de CRM (Custumer Relationship Management) ou Gestão de
Relacionamento com o Cliente é bastante abrangente e é abordado por alguns
autores. Segundo Rogers Group (2000, p.35) CRM é uma estratégia de negócios
voltados ao atendimento e antecipação das necessidades dos clientes atuais e
potenciais das empresas.
Do ponto de vista tecnológico, CRM envolve capturar os dados do cliente
ao longo de toda a empresa, consolidar todos os dados capturados interna e
externamente em um banco de dados central, analisar os dados consolidados,
distribuir os resultados dessas análises aos vários pontos de contato com o cliente e
usar essa informação para interagir com o cliente através de qualquer ponto de
contato com a empresa.
De acordo com McKenna (1992, p.105) “O marketing de relacionamento é
essencial ao desenvolvimento da liderança no mercado, à rápida aceitação de novos
produtos e serviços e à consecução da fidelidade do consumidor”. Entretanto, o
autor afirma que, em um mundo no qual o cliente tem tantas opções, mesmo em

�8

segmentos limitados, uma relação pessoal é a única forma de manter a fidelidade do
cliente.
Alguns itens importantes a serem considerados a respeito do atendimento
ou contato com cliente, de acordo com Bee (2000, p.14), são:
a) Clientes satisfeitos provocam menos estresse.
b) Clientes satisfeitos tomam menos o nosso tempo. Lidar com queixas e
problemas pode consumir muito tempo e eles sempre surgem quando
você está mais ocupado.
c) Clientes satisfeitos falam de sua satisfação a outras pessoas, o que amplia
a boa reputação da organização.
d) Clientes satisfeitos trazem satisfação ao trabalho e podem ajudar a
motivar você e sua equipe.
e) Clientes são seres humanos: é natural querer proporcionar um atendimento
atencioso, prestativo ao cliente.

2.5 Sistemas para CRM
Atualmente, para se realizar um projeto de Marketing de Relacionamento,
existem, no mercado, algumas ferramentas – softwares – que podem ser utilizadas
para auxiliar em todo o processo de execução.
Do ponto de vista dos softwares, CRM é a integração dos módulos de
Automação da Força de Vendas, Gerência de Vendas, Telemarketing e Televendas,
Serviço de Atendimento e Suporte ao Cliente, Automação de Marketing,
Ferramentas para Informações Gerenciais, Web (Internet) e Comércio Eletrônico.
Sem a definição e o planejamento do modelo de relacionamento e sem
um redesenho dos processos de atendimento ao cliente, a tecnologia de CRM tornase uma mera ferramenta. Será apenas um projeto de informatização de call center,
como função de apoio, sem implementar o conceito de cliente-interativo, com
respostas em tempo real (Bretzke, 2000).

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O uso da tecnologia CRM abre oportunidade, então, para que o gerente
de bibliotecas possa antecipar-se às necessidades e acompanhar as solicitações do
cliente. O gerente passa a ter uma postura mais pró-ativa em relação ao contato e
ao atendimento do cliente, uma vez que as informações decorrentes da utilização do
CRM possibilitam gerenciamento mais efetivo do processo de trabalho e melhor
planejamento das atividades.

3 CONCLUSÃO
Não se pode dizer que as questões relacionadas ao Marketing e
Disseminação Seletiva da Informação sejam prerrogativas atuais na área da Ciência
da Informação. Indubitavelmente, essas questões remetem às cinco leis da
biblioteconomia instituídas por Ranganathan em 1931 e que são referência até hoje.
Entretanto, é válido afirmar que o mercado informacional de hoje exige que o
profissional bibliotecário tome avançadas técnicas administrativas como referência
de gestão.
A Ciência da Informação tem se preocupado em identificar o perfil dos
usuários da informação, como forma de atender às suas demandas e necessidades.
É no intuito de aprimorar sua relevância para a área de Ciência de Informação que
se faz necessário avaliar novas técnicas e conceitos da contemporaneidade, em
relação a antigas práticas e hábitos do profissional da informação.
Todo o sucesso das unidades de informação está centrado no adequado
tratamento dado ao fluxo da informação. Emissores e receptores podem ser agentes
internos ou externos, mas devem gerar insumos que por sua vez moverão
sistematicamente os processos gerenciais.
Graças à Tecnologia da Informação (TI), os gestores de bibliotecas
dispõem de uma gama de ferramentas que lhe facilita e confere com precisão o
sucesso tão necessário para a sobrevivência da organização. Os recursos de
Marketing e da Gestão de Relacionamento com Cliente – CRM em unidades de
informação podem ser entendidos como uma filosofia de gestão administrativa na
qual todos os esforços convergem em promover, com eficiência, o sistema.

�10

Cabe ao gestor, após uma avaliação criteriosa, identificar o software que
disponha das ferramentas necessárias para subsidiar o planejamento estratégico
com foco no relacionamento com o cliente.
O cadastro e o perfil do usuário devem incluir não apenas dados básicos
como endereço e telefone, curso e período, mas informações que complementem as
características que o tornam uma pessoa única quanto às suas necessidades de
informação. Dessa forma, deve estar integrado com outros cadastros da instituição.
Os conceitos do CRM inseridos na realidade bibliotecária podem:
Identificar: material pendente, área de interesse, multas, sanções e bloqueios,
integração com o sistema acadêmico, categorias, direitos, políticas; Diferenciar:
parâmetros, listas de sugestão, seleção, aquisição, reclamações, cartas de
cobrança, de agradecimentos e de relacionamento (datas importantes para o
usuário), autocadastro e autoperfil (atualização); Interagir: verificar situação, alertas
bibliográficos, DSI; Personalizar: alerta de aquisição (para o solicitante).
Após identificar as várias características dos usuários pode-se classificálos e categorizá-los em pequenos grupos de modo a facilitar o gerenciamento das
relações com o usuário. A diferenciação ocorre quando são traçados direitos e
políticas para cada grupo, respeitando suas características específicas.
Para que haja interação, é necessário que as partes envolvidas no
relacionamento possam expressar-se e captar a expressão alheia. Para isso, devese abrir diversos canais de comunicação, cada um com uma finalidade específica
para facilitar o controle.
A visão sistêmica não nos permite enxergar apenas partes recortadas de
um todo, exige que se considere cada subsistema como uma parte inter-relacionada
com as outras partes do sistema. Ou seja, a universidade não é um aglomerado de
setores e unidades, mas um conjunto articulado de subsistemas sinergicamente
funcionais.

�11

REFERÊNCIAS
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com CRM (Customer Relationship Management). São Paulo: Atlas, 2000.
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cliente nunca satisfeito. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
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&lt;http://www.enancib.ppgci.ufba.br/premio/UFSC_Rostirolla.pdf&gt;. Acesso em: 24 de
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�12

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__________________
1

Rita de Cassia Gonçalves Silva, Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe (FANESE),
ritadecassia@fanese.edu.br, biblioteca@fanese.edu.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A partir da evolução tecnológica, a internet surge como uma nova forma de comunicação através da conexão de vários computadores, tornando-se uma fonte aparentemente inesgotável de informação, possibilitando o uso de correio eletrônico, a comunicação com imagem e som em tempo real. Nesse contexto, a biblioteca, que tem como principal produto a informação, passou a usufruir desta tecnologia, a qual proporcionou a melhoria na prestação de seus serviços, possibilitando aos usuários obter informações em um menor tempo. Assim, este trabalho tem como objetivo verificar o grau de satisfação dos alunos após a implantação do sistema Pergamum na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus de Campo Mourão. Utilizou-se o método descritivo, uma vez que os dados coletados e analisados permitiram a descrição das opiniões dos alunos com relação ao novo sistema. Os resultados obtidos mostram que o sistema é bom, pois permite viabilizar um melhor uso e uma maior eficiência da biblioteca, sendo de fácil entendimento e utilização. Também causou impacto, porque exige um novo comportamento por parte dos alunos e funcionários.</text>
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GESTÃO DO CAPITAL INTELECTUAL E AS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
TORINO, E.1
PAIVA, M. R.2
TORINO, L. P.3

RESUMO
A crescente competitividade impulsiona as organizações a investirem em algo que
realmente as propicie vantagens competitivas, com isso, é possível verificar que o
conhecimento contido nos recursos humanos dessas organizações é o único bem
capaz de lhes assegurar um bom posicionamento no mercado. Esta relação entre
organização e funcionários, quando vista sob a nova ótica do conhecimento, tornase mais clara, com isso, é perceptível a necessidade de investimento em
aprendizagem, uma vez que o conhecimento é o único ativo que permanece capaz
quando todo o restante está em crise. A organização que realmente investe em
aprendizagem, geração de conhecimento e valoriza o seu capital intelectual possui
um grande diferencial frente à concorrência, já que esses ativos, que constituem o
capital intelectual é que determinam o sucesso ou o fracasso de uma organização.
Neste sentido, o presente estudo se insere no contexto das bibliotecas universitárias
e discorre sobre a importância da valorização atribuída ao capital intelectual dos
seus gestores.
Palavras-chave: Capital intelectual. Aprendizado. Conhecimento.

ABSTRACT
The growing competition stimulates organizations to invest in something that
provides them with very competitive advantages. Through this, it is possible to verify
that the contained knowledge in the organizations' human resources is the unique
belonging capable of assuring them a good position into the market. The relationship
between organization and its staff, when viewed through the optics of knowledge,
becomes clearer. Due to this, it is noticeable the need for investment in learning,
once knowledge is the only one active which remains powerful when all the rest is in
crisis. The organization that really invests in learning and knowledge generation, that
values its intellectual capital, owns a great differential in the face of competition once
these actives, which constitute the intellectual capital, determine either the success

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or failure of an organization. In this sense, this work is inserted in the context of
university libraries and aims to approach the importance of attributing value to the
intellectual capital of their managers.
Keywords: Intellectual capital. Learning. Knowledge.

1 INTRODUÇÃO
Qualidade, produtividade e competitividade, são sem dúvida os três
conceitos sinalizadores dos atuais desafios das organizações, desta forma, a fim de
garantir a competitividade e até a sua sobrevivência no mercado, faz-se necessário
criar e cultivar um ambiente organizacional voltado e motivado para o constante
aprendizado.
Novas e relevantes percepções emergem quando as organizações
passam a ser vistas também sob a ótica do conhecimento. Na nova dinâmica, as
organizações, impulsionadas pela velocidade das mudanças do mercado, reduziram
a distância diferenciadora entre elas, que passaram a ter possibilidades de acesso
às novidades e evoluções surgidas em qualquer parte do mundo. Nesta ótica, a
única diferenciação sustentável que uma organização pode ter é o conhecimento
humano, capaz de gerar inúmeras vantagens competitivas para as organizações. O
conhecimento porém, precisa ser estimulado e valorizado, de forma a aperfeiçoar
ainda mais o aprendizado, envolvendo-se no ciclo da geração do conhecimento,
com isso, se inserem as teorias do capital intelectual.
Neste sentido, o presente trabalho, discute o capital intelectual na
realidade as bibliotecas universitárias e seus gestores.

2 CAPITAL INTELECTUAL
O capital intelectual é um assunto muito discutido atualmente, porém sua
existência e importância para as pessoas, as organizações e para as relações de
trabalho são muito antigas. Ao que Pontes e Sardenberg (2002, p. 2) acrescentam:
o Capital intelectual manifesta-se em todas as ações da vida, nas
decisões e até mesmo na sobrevivência da espécie humana, é a
partir de bem pouco tempo que as organizações e seus

�3

administradores vêm percebendo a sua influência e suas implicações
nos resultados empresariais.

O conhecimento, cuja origem está diretamente relacionada aos agentes
criativos da organização é que geram valores econômicos. Organizações de poucos
bens e muitos cérebros passam a ser mais valorizadas.
Neste cenário, impulsionadas pela competitividade as organizações
passam a encontrar nos seus recursos humanos um grande diferencial com relação
à concorrência, neste sentido, Rezende (2002, p.77) argumenta:
o diferencial entre as empresas não são mais as máquinas utilizadas
no processo produtivo, mas sim o somatório do conhecimento
coletivo, gerado e adquirido, as habilidades criativas e inventivas, os
valores, atitudes e motivação das pessoas que as integram, e o grau
de satisfação dos clientes.

O capital intelectual é uma das chaves criadoras de valor organizacional
na nova economia. É o capital contido no intelecto das pessoas, proveniente do
trabalho e da criação, que envolve habilidade, experiência, conhecimento e
informação. No contexto organizacional, é a experiência acumulada pela pesquisa
de novos produtos e métodos de trabalho, pelo desenvolvimento e domínio de
tecnologias e aprimoramento das relações e parcerias, é o talento e o nível de
eficiência atingidos e colocados efetivamente a serviço da realização de objetivos
econômicos. Rezende (2002, p. 78) acrescenta, “quanto mais inteligente, sofisticada
e integrada à nova economia, caracterizada por um alto grau de diversificação,
velocidade e complexidade, mais chances a empresa terá em sobreviver e crescer”.
As organizações, uma vez reconhecendo e investindo em capital
intelectual, estarão gerando constantemente conhecimentos capazes de levá-las ao
topo do mercado. Esses investimentos precisam crescer à medida que cresce o
patrimônio da organização. Ao que Chiavenato (1996, p. 180) complementa: “o êxito
de uma empresa depende do aumento da qualidade de seus produtos e serviços,
isto é, da sua competitividade como empresa no mercado. E a competitividade de
uma empresa depende do seu pessoal, seu principal ativo”.

�4

2.1 A importância do capital intelectual nas organizações
Presenciamos constantemente uma série de mudanças, que causam
impactos diretos à economia e conseqüentemente às organizações. Além de
mudanças estruturais, ocorrem as mudanças culturais e comportamentais
transformando o papel dos indivíduos envolvidos em seus processos, desta forma,
alteram-se as relações humanas e de trabalho.
Na realidade, alterações de cenários sempre aconteceram, a diferença,
atualmente, é que elas acontecem cada vez mais rápido. Esta aceleração ocasiona
a necessidade de atualização constante, uma vez que se faz necessário competir
com competência, e assim, garantir espaço no mercado.
As organizações, neste cenário turbulento, encontram no conhecimento
humano uma grande vantagem competitiva. Com isso, “o ser humano [...] passa a
ser o centro das atenções, pois somente os seres humanos competentes e
devidamente qualificados poderão produzir ou prestar serviços com qualidade”
(LOUREIRO, 2008).
Neste sentido, torna-se clara a importância da qualificação e do
conhecimento dos funcionários para sustentar vantagens competitivas frente à
concorrência.
Vivenciamos um momento em que a força de trabalho braçal é substituída
pela força de trabalho intelectual. Isso gera nas organizações uma necessidade de
possuir em seus funcionários conhecimentos gerais, do mercado e dos processos de
produção - entre outros - voltando suas atenções para a necessidade e satisfação
dos clientes, bem como as tendências da concorrência. Neste sentido, Monteiro
(2008), acrescenta:
o gerenciamento das informações (adquiridas) no mercado ou
acumuladas na história da empresa, coletadas e analisadas
estrategicamente permite encontrar soluções criativas para os
problemas organizacionais, construindo novos produtos e serviços e
melhorando o relacionamento com os clientes.

Desta forma o capital intelectual finalmente passa a ser visto com
importância vital nas organizações, uma vez que ele constitui-se de todo o

�5

conhecimento existente na organização e pode ser utilizado para a criação de
vantagens diferenciadas. Desta forma, quanto maior o conhecimento que a
organização possuir em seus funcionários, maiores as chances que ela terá de
sustentar-se e crescer.
O reconhecimento do capital intelectual nas organizações é uma maneira
de organizar ou estabelecer métodos para criar e renovar o conhecimento, bem
como investir em pessoas, a fim de desenvolver talentos e buscar excelência.
Vale destacar que, com a crescente competitividade, já não basta saber, é
necessário ser “o melhor”, ser capaz de utilizar o conhecimento com eficácia. Para
tanto, o acesso à informação e a geração do conhecimento precisam ser tão
dinâmicos quanto as mudanças no mercado.

2.2 Gestão do capital intelectual
O capital intelectual, à medida que objetiva se tornar visível e duradouro,
em complemento ao balanço tradicional, e de servir de elo entre as mais diversas
funções nas organizações, necessita ser gerenciado. Em contrapartida, será
possível executar a sua gestão?
O capital intelectual envolve valores extra-balanço, mede o imensurável,
busca relações humanas por meio de idéias e conhecimento, é um recurso
altamente renovável, por isso precisa ser cultivado. No entanto trata-se de um
processo orgânico, que não pode ser controlado, daí a relevância de suas
implicações nos resultados empresariais. Neste sentido Ludwing apud Rezende
(2002, p. 80) complementa:
gerenciar o capital intelectual é uma tarefa complexa, até porque
estão inclusas neste conceito a gestão do conhecimento (parte do
capital intelectual) e a gestão da informação (parte da gestão do
conhecimento), exigindo, portanto, da função de administrá-lo,
esforço multidisciplinar.

A gestão do capital intelectual é definida como uma abordagem
disciplinada para a identificação e o emprego produtivo, capaz de criar valor
econômico na organização. Esta forma de gestão torna-se complexa, uma vez que,
trata do conhecimento existente na organização em seus recursos humanos,

�6

portanto, trata de algo puramente intangível. Neste sentido, Cianconni (2001, p. 37)
afirma que a gestão de capital intelectual, por meio do conhecimento corporativo,
parece tentar resgatar o lado humano dos processos de gestão da
informação e da tecnologia nas organizações, partindo do princípio
que devem ser igualmente administradas as informações registradas
– os estoques de informação formalmente armazenados e as
informações informais, não registradas, ou seja, o conhecimento
tácito que reside no ser humano, agora considerado o principal papel
das organizações.

Com isso, é possível afirmar que grande parte do capital intelectual
consiste em conhecimento tácito e ainda não-expresso. Nas organizações, isso é
fundamental, uma vez que o conhecimento é a única forma de assegurar vantagens
competitivas no mercado, e a geração do conhecimento ocorre de forma simples,
necessita apenas de comprometimento das duas partes, uma no sentido de
maximizar as possibilidades de educação continuada – seja por meio de palestras,
eventos, especialização, etc. – e a outra, utilizando-se destes eventos para tornar-se
apto a gerar vantagens ao cenário em que está inserido. Além disso, vale destacar a
importância da comunicação interna da organização, capaz de realizar trocas de
informações

valiosas,

de

forma

a

cooperar

no

aprendizado

global

e

conseqüentemente na geração do conhecimento. Para tanto, a organização precisa
adotar uma cultura voltada à geração de conhecimento.
A organização, uma vez investindo adequadamente em aprendizado e
possibilitando esta troca de informações entre os funcionários, estará gerando
capital intelectual. Desta forma, gerenciá-lo torna-se mais simples, sendo necessário
apenas motivar as pessoas a cooperar para atingir um objetivo global, e certamente
o fluxo de conhecimento ocorrerá de forma a impulsionar a organização a gerar
novos conhecimentos e conseqüentemente sustentar suas vantagens competitivas.
Isso não significa que gerenciar ou administrar o capital intelectual de uma
organização seja uma função simples, uma vez que, trata-se de uma atividade nova,
para a qual ainda não há pontos de referência anteriores. Isso exige dos
profissionais envolvidos muita habilidade e conhecimentos específicos em recursos
humanos, o que possibilita maior aproveitamento das aptidões individuais, com isso,
a soma dos resultados individuais, será superior ao que se espera do grupo.

�7

2.3 Avaliação do capital intelectual
A humanidade, desde os primórdios, adotou a avaliação como um
conceito intrínseco aos seus padrões culturais, portanto ela sempre esteve presente
e ligada ao cotidiano das sociedades.
Da mesma forma que a competitividade propicia a geração de
conhecimento nas organizações, elas devem utilizar-se de práticas para avaliar se a
aprendizagem proporcionada está sendo utilizada adequadamente e se garante
algum retorno visível à realização de atividades profissionais. Nesse sentido
Stollenwerk (2001, p. 156) afirma que “devem ser medidos e acompanhados o
desempenho, o comportamento e as atitudes, para poder efetuar-se o devido
reconhecimento e a recompensa aos colaboradores”.
Isso significa que esta avaliação, assim como a avaliação de desempenho,
tem por finalidade observar se o funcionário possui os requisitos – de conhecimento
e comportamento – estabelecidos para o seu cargo, estimulá-lo a melhorar os
resultados de seu trabalho, desenvolver-se ainda mais. Ou seja, a importância da
avaliação, é diagnosticar por meio de inúmeras ferramentas, o desempenho dos
recursos humanos em determinado tempo, com isso a organização estará apta a
direcionar suas ações e políticas de geração de conhecimento, visando à
maximização do desempenho individual e global dos funcionários.
Essa atividade exige imparcialidade, uma vez que julgar terceiros envolve
opiniões, atitudes e interesses individuais, portanto, para que a avaliação seja justa,
faz-se necessário ponderar uma série de variáveis, dentre as quais a mais
importante é a aptidão de cada indivíduo dentro do conjunto.
Segundo Brooking (1996) apud Carvalho e Souza (1999, p. 77) a
avaliação

pode

ser

encarada

como

complemento

para

o

gerenciamento

organizacional, uma vez que possibilita à empresa:
� analisar o seu valor;
� fornecer informações básicas para seus programas de
reestruturação organizacional;
� melhor planejar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento;
� servir-se de base para a elaboração de programas de educação
organizacional e treinamento;

�8

� certificar-se de sua habilidade para atingir seus objetivos;
� ampliar a memória organizacional.

Nesta ótica, torna-se relevante afirmar que as atividades de avaliação e
acompanhamento permitem melhor foco nas ações, facilitam atingir as metas,
permitem melhor definição de padrões, etc.
Uma vez identificados os fatores de avaliação, torna-se importante definir
a forma de recompensar a colaboração dos empregados, para tanto, faz-se
necessário estabelecer uma política de reconhecimento e recompensa bem
definidas. Ao que Quinn, Baruch e Zien (1997) apud Stollenwerk (2001, p. 157)
sugerem: “as pessoas inovadoras seriam estimuladas pelos seguintes fatores:
desafios, reconhecimento pessoal, liberdade de ação e recompensa financeira”.
Porém, analisar o cenário da organização, bem como suas especificidades é
certamente o mais viável para estabelecer esta política de reconhecimento e
recompensa.

2.4 Bibliotecas Universitárias e Capital Intelectual
A Universidade, foco do presente estudo, pode ser entendida como uma
organização, cuja trajetória histórica e peculiaridades a torna sobremaneira
complexa, o que justifica a necessidade de informações atualizadas e pertinentes
para o cumprimento de sua missão. “A universidade é na realidade, do ponto de
vista organizacional, a instituição de estrutura mais complexa da sociedade
moderna” (LEITÃO, 1993, p. 69).
A isso, Botomé (1996, p. 106) acrescenta:
dizer que os objetivos ou as funções sociais da universidade são o
ensino, a pesquisa e a extensão é um equívoco. As atribuições da
universidade reduzidas aos seus tipos de atividade geram várias
dificuldades para o desenvolvimento e para a administração da
instituição. Esses três tipos de atividades são formas (meios) para a
instituição realizar suas funções ou atribuições na sociedade onde se
insere: produzir o conhecimento e torná-lo acessível a todos. A
pesquisa é um tipo de atividade por meio do qual se produz
conhecimento. Os demais tipos de atividades – o ensino e a
extensão – são meios para tornar o conhecimento produzido
acessível à sociedade.

�9

Sendo assim, pode-se afirmar que a Universidade é uma organização cuja
especificidade decorre de suas características em nível administrativo, da
qualificação dos profissionais que exercem suas atividades de forma autônoma,
porém dependente de intensa integração. Desta forma, torna-se relevante
diagnosticar as ações utilizadas pelas organizações acadêmicas para promover a
construção do conhecimento.
Em geral, as Bibliotecas Universitárias, figuram nos organogramas das
organizações acadêmicas como um órgão suplementar, que apóia as atividades de
ensino, pesquisa e extensão.
Neste sentido, torna-se relevante enfatizar que a biblioteca universitária
assume uma posição importante na gestão do conhecimento, uma vez que atua na
seleção, organização, armazenagem e disseminação de informações relevantes a
todos os setores, bem como à comunidade atendida pela organização.
Assim sendo, o bibliotecário, gestor das referidas unidades de informação
é um profissional qualificado a exercer tal atividade, e tendo em vista as alterações
no mercado organizacional, precisa adequar-se a elas, por meio da qualificação e
capacitação, com vistas a aplicação efetiva da gestão da informação, do
conhecimento e das tecnologias da informação.
Nesse sentido, Terra (2004) afirma que:
a verdadeira vantagem competitiva reside no “know-how” dos
indivíduos, sintetizada em capacitações organizacionais, próprias de
cada organização, e na construção de modelos mentais
compartilhados. Essas duas dimensões, técnica e cognitiva,
caracterizam o conhecimento tácito da organização, e é ele a real
fonte de vantagem competitiva sustentável.

De igual maneira, torna-se relevante salientar a importância dos
bibliotecários trocarem informações e construírem o conhecimento organizacional.
Isso posto esclarece que a construção do conhecimento organizacional ocorre por
meio de processos sociais capazes de gerar conhecimentos a partir da conversão
dos conhecimentos tácito e explícito em estratégico, subdivisão proposta por
Miranda (1999, p. 286).

�10

Na abordagem de Nonaka e Takeuchi apud Sveiby (1998, p. 97),
salientam-se

quatro

processos

que

poderiam

ser

desempenhados

ou

acompanhados pelo gestor visando promover a interação dos conhecimentos tácito
e explícito, a qual se denomina conversão do conhecimento do processo:
� A socialização – processo de trocas de experiências, de
conhecimento tácito, como os modelos e habilidades mentais
compartilhados, assim como faz o mestre e o aluno.
� A exteriorização – processo de articulação do conhecimento
tácito em explícito, onde o tácito assume forma de metáforas,
modelos, conceitos e equações.
� A combinação - processo de sistematização de conceitos
explícitos em um sistema de conhecimento, ou seja, de
conhecimento explícito para explícito.
� A interiorização – a absorção de conhecimento explícito em
tácito, intimamente ligado ao aprendizado pela prática.

Assim, uma vez inseridos no ciclo de geração do conhecimento, e em
constante atualização, os bibliotecários precisam ter seu capital intelectual
valorizado e recompensado, já que, a partir deles, há a disseminação da informação
para a construção de conhecimentos individuais e organizacionais, processo este
que envolve, docentes, discentes, funcionários administrativos, pesquisadores e até
mesmo a comunidade externa.

3 CONCLUSÃO
Discutir a importância do capital intelectual em uma organização pode
parecer simples e óbvio, uma vez que nenhum processo ocorre sem pessoas.
A valorização dos recursos humanos presentes em uma organização é
visível pelo simples fato de analisar a importância deles principalmente na geração
dos recursos intangíveis, expressos por conhecimentos, que são materializados nos
produtos/serviços

e

estes

por

sua

vez,

recursos

tangíveis

e

facilmente

contabilizados.
O que ocorre em muitos casos, é que esta relação direta, que confere aos
recursos humanos, “proprietários” do conhecimento gerador de recursos financeiros,
não é reconhecida pelos gestores das organizações, que continuam vendo as
pessoas apenas como mão-de-obra produtiva em atividades estáticas. Contudo,

�11

verifica-se que as organizações buscam recursos humanos qualificados, capazes de
auxiliá-las na obtenção de melhores resultados frente à concorrência por mercado.
Porém, a administração de recursos humanos, atualmente denominada
gestão de pessoas, ainda trabalha um modelo fechado e autoritário, preso a regras e
idéias permanentes, o que não ocorre de maneira alguma com a geração de capital
intelectual, que necessita de liberdade.
A geração de conhecimento e conseqüentemente de capital intelectual
não trabalha com verdades únicas, mas sim com a construção de um bem que não
pode ser exposto em gráficos ou planilhas de relatórios anuais.
Neste sentido, cabe a cada organização verificar onde está sua falha no
tocante à valorização do capital que possuem em cada funcionário. Ou falar em
capital intelectual, bem como na sua importância e valorização será algo
extremamente teórico e até mesmo utópico.

REFERÊNCIAS
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propostas para sua avaliação. Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 4, n. 1,
p. 73-83, jan./jun. 1999.
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um centro de lucro. São Paulo: Makron Books, 1996. 209 p.
CIANCONI, Regina. Gestão da informação na sociedade do conhecimento.
Brasília: Senai, 2001.
LEITÃO, S. P. A decisão na academia I. Revista de Administração Pública, Rio de
Janeiro, v. 27, n. 1, p. 69-86, jan. /mar. 1993.
LOUREIRO, Roberto de Oliveira. Como competir na era do capital humano.
Disponível em: &lt;http://http://www.informal.informal.com.br/artigos/a26102000.htm&gt;.
Acesso em: 08 jan. 2008.
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pelas empresas. Cienc. inf., Brasília, v. 28, n. 3, p. 284-290, set./dez. 1999.

�12

MONTEIRO, Lúcia G. O Capital intelectual chegou para ficar. Disponível em:
&lt;http://www.vece.com/capitalintelectual&gt;. Acesso em: 08 jan. 2008
PONTES, Ronaldo Miranda; SARDENBERG, Dalton Penedo. Capital intelectual:
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Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina.
REZENDE, Yara. Informação para negócios: os novos agentes do conhecimento e a
gestão do capital intelectual. Cienc. inf., Brasília, v. 31, n. 1, p. 75-83, jan./abr. 2002.
STOLLENWERK, Maria de Fátima Ludovico. Gestão do Conhecimento: conceitos e
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Disponível em : &lt;http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/recursos
humanos/artigos/200704-recursos humanos_gestao_conhecimento_terra.shtm&gt;
Acesso em: 01 out. 2004.

__________________
1

Emanuelle Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Campus de Apucarana, Paraná,
emanuelle@utfpr.edu.br.
2
Márcia Regina Paiva, Universidade Estadual de Maringá. Campus Regional de Cianorte, Paraná,
mpaiva76@yahoo.com.br.
3
Ligia Patricia Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Campus de Campo Mourão,
Paraná, torino@utfpr.edu.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A crescente competitividade impulsiona as organizações a investirem em algo que realmente as propicie vantagens competitivas, com isso, é possível verificar que o conhecimento contido nos recursos humanos dessas organizações é o único bem capaz de lhes assegurar um bom posicionamento no mercado. Esta relação entre organização e funcionários, quando vista sob a nova ótica do conhecimento, torna-se mais clara, com isso, é perceptível a necessidade de investimento em aprendizagem, uma vez que o conhecimento é o único ativo que permanece capaz quando todo o restante está em crise. A organização que realmente investe em aprendizagem, geração de conhecimento e valoriza o seu capital intelectual possui um grande diferencial frente à concorrência, já que esses ativos, que constituem o capital intelectual é que determinam o sucesso ou o fracasso de uma organização. Neste sentido, o presente estudo se insere no contexto das bibliotecas universitárias discorre sobre a importância da valorização atribuída ao capital intelectual dos seus gestores.</text>
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CAPACITAÇÃO DE COLABORADORES DE BIBLIOTECA NO SERVIÇO
DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO
TETERYCZ, T.1

RESUMO
Todas as bibliotecas e unidades de informação, mesmo as que não possuem um
setor de referência estruturado, prestam serviço de referência. Serviço este
considerado resultado final do trabalho conjunto de todos os setores, serviços e
pessoas lotadas na biblioteca. Por isso, a qualidade do serviço de referência é
primordial, porém, sabe-se que são muitas as bibliotecas universitárias ou unidades
de informação que não dispõe de profissionais bibliotecários em número suficiente
para o pleno atendimento de referência, motivo pelo qual vêem-se obrigados a
delegar parte desse atendimento a seus colaboradores. O presente trabalho tem o
propósito, relatar a experiência vivenciada na Biblioteca Setorial do SIBI/PUCPR
Campus São José dos Pinhais, a partir da capacitação dos colaboradores que
atuam no atendimento aos usuários. Acredita-se ser indispensável que os
colaboradores que fazem o atendimento desses usuários estejam capacitados para
orientá-los de forma segura e precisa no que diz respeito à pesquisa, localização e
uso dos recursos informacionais.
Palavras-chave: Serviço de referência. Treinamento de pessoal. Qualidade no
atendimento.

ABSTRACT
All the libraries and information centers, even the less structured ones, work with
reference. This job is considered the final result of a team work by all the people
working in the library. Therefore, the quality of a reference job is fundamental,
although we know about many university libraries and information centers where
there aren’t enough librarians to supply total reference. That’s why they are forced to
delegate this job to their staff. The present work has purpose, report the experience
happened at SIBI/PUCPR Library in São José dos Pinhais, with the qualification of its
staff that help the users. It’s essential that the library employees are qualified to guide
the users’ research, location and use of information in a safe and precise way.
Keywords: Reference Job. Staff Training. Quality Service.

�2

1 INTRODUÇÃO
Diante das novas tendências organizacionais e o emprego das TICs na
organização de bibliotecas e serviços de informação, exige-se uma formação
mínima do corpo técnico-administrativo para oferecer serviços com qualidade, tendo
como foco principal atender as necessidades dos usuários (RAMOS, 1995). Sendo
assim, desenvolver as competências dos colaboradores de uma organização ou
setor é imprescindível, sendo para isso necessário capacitá-los em termos de
conhecimento, habilidades e atitudes.
A evolução tecnológica e da comunicação fez emergir mudanças de
paradigmas e, conseqüentemente, surge a preocupação voltada para o homem,
considerando

sua

capacidade

de

compreensão,

comparação,

sentimentos,

habilidades intelectuais, relacionais e técnicas (TAVARES, 1991). Os novos
paradigmas centrados no indivíduo despertam o interesse por parte das
organizações, já que são elas as responsáveis pelos resultados dos objetivos das
organizações onde atuam.
Pautadas nesses novos paradigmas as organizações buscam através da
capacitação de seus colaboradores contribuir na formação e desenvolvimento de
competências técnicas e humanas. O SIBI/PUCPR, onde a busca pela excelência
norteia suas atividades, encontra-se entre elas.
O presente trabalho tem como propósito, relatar a experiência vivenciada
na Biblioteca Setorial do SIBI/PUCPR Campus São José dos Pinhais, a partir da
capacitação dos auxiliares de bibliotecas, aqui chamados de colaboradores, que
atuam no atendimento dos usuários.

2 JUSTIFICATIVA
Em uma sociedade onde na formação básica, em grande parte das
escolas, não se tem o hábito da leitura e da pesquisa, os acadêmicos chegam à
universidade sem muito conhecimento sobre o que uma biblioteca pode oferecer
para a sua formação. Sendo assim, não basta somente oferecer acervos, bases de
dados, laboratórios e novas tecnologias de informação. É preciso capacitá-los para a

�3

utilização de tudo o que está disponível. Para isso, é indispensável que os
colaboradores que fazem o atendimento desses usuários estejam capacitados para
orientá-los de forma segura e precisa no que diz respeito à pesquisa, localização do
conhecimento e principalmente o uso dessas novas tecnologias.
Vale lembrar que existem usuários independentes que, a partir de uma
capacitação buscam sozinhos as informações desejadas, entretanto há também
aqueles que dependem totalmente do serviço de referência para suprir suas
necessidades de informação.
Alves e Vidotti (2006, p. 7) salientam:
A importância do serviço de referência e informação, digital ou tradicional, na
mediação da informação e na satisfação do usuário, como o serviço-fim que
expõe o trabalho da biblioteca e do bibliotecário, gerando o reconhecimento
por parte dos usuários e da classe, traduzindo na satisfação da necessidade
informacional do usuário o resultado do serviço biblioteconômico.

Pode-se considerar que o serviço de referência é o resultado do trabalho
conjunto de todos os setores, serviços e pessoas lotados na biblioteca. Porém,
sabe-se que muitas bibliotecas não dispõem de profissionais bibliotecários em
número suficiente para o pleno atendimento, além de existirem as que um único
profissional

desenvolve

todas

as

atividades

da

biblioteca:

administrando,

coordenando, catalogando, atendendo os usuários, entre outras. Sendo assim, não
é raro o serviço de referência acabar nas mãos dos colaboradores que auxiliam no
atendimento. Desse modo, é imprescindível que esses colaboradores recebam
capacitação condizente com as necessidades que o serviço de referência exige.
Cabe ressaltar que a intenção desta reflexão não é incentivar a
substituição do profissional bibliotecário do serviço de referência – sabe-se da
importância de competências e habilidades que tal serviço requer e com o
compromisso e a ética profissional que temos com os usuários – mas, amenizar a
grande lacuna existente na prestação desse serviço. A partir de conhecimentos
empíricos e com base em estudo realizado por Littiere e Teterycz (2006) com 14
bibliotecários de universidades e faculdades na cidade de Curitiba que atendem
aproximadamente entre 500 a 12.000 usuários a realidade é bem diferente daquela
que considera-se ideal.

�4

O índice de bibliotecas que não possuem bibliotecários para o serviço de
referência é de 21,05%, bastante alto, se juntarmos a ele os 31,57% dos
casos em que existe apenas um bibliotecário para a realização de todas as
atividades técnico-administrativas e o serviço de referência. Conforme a
pesquisa 38,84% das bibliotecas possuem apenas um profissional qualificado
para o serviço de referência. Em 5,26% dos casos existem dois profissionais
e 5, 26%, possuem em média quatro profissionais qualificados para o
serviço. (p.10)

3 SERVIÇO DE REFERÊNCIA
Os serviços de referência têm seu desenvolvimento atrelado aos ideais da
biblioteca, que é desenvolver o papel como instituição educativa, prestar serviço à
comunidade acadêmica, disponibilizando os recursos informacionais e auxiliando os
usuários na localização e uso das informações. Todas as bibliotecas, mesmo as que
não possuem um setor de referência estruturado, prestam serviço de referência.
Autores como Talavera Ibarra (1998), Ferreira (2004), Alves e Vidotti
(2006), destacam o serviço de referência como aquele que identifica as
necessidades informacionais dos usuários e facilita o acesso aos recursos e fontes
que irão satisfazer as suas necessidades de informação.
Diante do contexto explanado é possível considerar que as principais
funções do serviço de referências são: a) acolher – receber com simpatia e
profissionalismo os usuários, pois a qualidade do acolhimento é crucial para a
captação de novos usuários, bem como para a fidelização daqueles que já fazem
uso da biblioteca; b) Informar – solucionar de forma rápida e precisa as
necessidades de informação dos usuários; c) Formar – ensinar os usuários na
utilização dos serviços e dos recursos da biblioteca; d) Orientar – orientar o usuário
na localização dos materiais e das informações, assim como na seleção da obra,
fonte ou recurso de informação e nas técnicas de pesquisa. (COMO planificar...,
2007).

4 CAPACITAÇÃO DE COLABORADORES
Como já mencionado no início deste trabalho, o termo auxiliar de
biblioteca, aqui tratamos como colaborador, e assim o faremos no que diz respeito

�5

ao termo treinamento que será tratado como capacitação, pois, em nosso
entendimento, treinar está associado a adestramento; já capacitar é criar condições
para que os colaboradores desenvolvam competências e habilidades; é considerar o
indivíduo como um ser que merece a oportunidade de preparar-se para pensar
situações criticamente.
Bomfin (1998, p. 29) aborda “a importância da [capacitação] para a
melhoria da competência profissional nos seus campos técnico, humano e político,
visando sempre o aumento da produtividade nas empresas.” Cria atitudes e
comportamentos positivos para com os objetivos organizacionais e dos indivíduos.
Corroborando com Chiavenato (1999), as pessoas constituem o principal
patrimônio de uma organização e o capital humano passa a ser uma questão vital
para o sucesso. Dessa forma, a capacitação e o desenvolvimento das pessoas pode
ser considerado um dos pontos-chave para a melhoria da produtividade e,
conseqüentemente, da qualidade.
Quanto à capacitação de recursos humanos em bibliotecas, de acordo
com estudo realizado por Belluzzo (1996, p.142),
a maioria das bibliotecas ressente-se de formação adequada na área
profissional e de iniciativas de programas de formação em serviços para
melhor qualificação dos recursos humanos no trabalho e conseqüentemente
para alcançar maior otimização na satisfação do usuário.

5 BIBLIOTECA SETORIAL DO SIBI/PUCPR CAMPUS SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
A Biblioteca Setorial Campus São José dos Pinhais faz parte do Sistema
de Bibliotecas - SIBI/PUCPR que é constituído pela Biblioteca Central e cinco
Bibliotecas Setoriais. O perfil do quadro funcional da Biblioteca Setorial Campus São
José dos Pinhais é o seguinte: 6 (seis) colaboradores com o Ensino Médio; 2 (dois)
colaboradores com Ensino Superior completo e 1 (um) colaborador graduando. O
tempo de atuação dos mesmos na biblioteca está entre 4 (quatro) e 12 (doze) anos.
A necessidade de capacitação e reflexão sobre o tema surgiu quando ao
assumir a administração da biblioteca do Campus, observou-se que os
colaboradores apesar de estarem trabalhando há vários anos na biblioteca,

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desconheciam muitos produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas do SIBI,
assim como não conheciam técnicas básicas de pesquisas. Dos 9 (nove)
colaboradores lotados na biblioteca apenas 2 (dois) dominavam totalmente o
conhecimento sobre os serviços e produtos e tinham total domínio sobre o uso de
todos os recursos informacionais. Outros atuavam apenas no balcão de
atendimento, o que pode ter motivado a falta de conhecimento de todos os serviços
e produtos.
Os objetivos que pautaram a capacitação foram: a) Proporcionar o
desenvolvimento pessoal, interpessoal e profissional dos colaboradores da
biblioteca; b) Propiciar a motivação ao processo de ensino-aprendizagem contínuo
dos colaboradores, no uso das tecnologias e recursos informacionais, e
consequentemente; c) Oferecer um atendimento com qualidade aos usuários da
biblioteca.
A capacitação foi realizada na própria biblioteca e para tal foi elaborado
um tutorial com todas as informações sobre as bases de dados, serviços e produtos
existentes no SIBI/PUCPR, bases de dados disponíveis em outras instituições, dicas
de pesquisas e exercícios práticos. Os colaboradores foram capacitados também,
para a interação com os usuários no atendimento na ilha de pesquisa, no acervo e
na biblioteca virtual para que todos possam interagir diretamente na orientação dos
usuários, com relação ao uso dos recursos, fontes e localização da informação.
Foi surpreendente o resultado obtido em curto espaço de tempo.

De

acordo com estudo realizado com aproximadamente 70% dos usuários sobre a
qualidade dos serviços, após a capacitação dos colaboradores,

os resultados

obtidos foram: 47% Excelente, 45% Bom e apenas 6% regular e 2% (ruim.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecas são o reflexo das transformações políticas, sociais,
econômicas, culturais e tecnológicas da sociedade na qual estão inseridas, por isso,
devem estar em constantes mudanças para acompanhar essas transformações,
principalmente no que tange ao volume de informações disponíveis e ao surgimento

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das novas TCIs - ferramentas que complementam os serviços das bibliotecas - em
especial as bibliotecas digitais e virtuais, que modificaram a natureza, o tratamento e
a recuperação da informação.
Para isso, faz-se necessário adotar novos procedimentos centrados no
usuário, cujo foco é exatamente o usuário e a informação, e não os sistemas e
suportes informacionais. O usuário atual necessita de orientação sobre como
conduzir suas pesquisas, como selecionar a informação mais relevante, mais
confiável, designando para o bibliotecário o papel de educador, requerendo do
mesmo competências no sentido de incentivar a aprendizagem e a construção do
conhecimento.
Nesse contexto, ressalta-se aqui a preocupação com a capacitação dos
colaboradores quanto ao uso dos recursos e fontes informacionais, uma vez que,
auxiliam o bibliotecário no atendimento dos usuários cada vez mais exigentes que
precisam de respostas eficazes em meio a um emaranhado de informações no
mundo digital.
Com a convicção de que, o conhecimento/educação é o alicerce para um
mundo melhor e perseguindo a excelência em qualidade na prestação de serviços,
acreditamos que a capacitação dos colaboradores no local de trabalho através do
aprendizado compartilhado, o relacionamento e a troca de informações, facilitam a
transformação do seu potencial, comportamentos, atitudes em resultados positivos,
buscando dessa forma amenizar a deficiência encontrada na prestação dos serviços
de referência, por falta do profissional bibliotecário em número suficiente para esse
fim.

REFERÊNCIAS
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digital. Disponível em: &lt;http://www.biblionline.com.br &gt; Acesso em: 27 de mar.
2008.
BARRETO, Y. Como treinar sua equipe. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995.
BOMFIN, D. Pedagogia no treinamento: correntes pedagógicas no treinamento
empresarial. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1998.

�8

BELLUZZO, R. C. B. Da capacitação de recursos humanos à gestão na qualidade
em bibliotecas: paradigma teórico prático para ambiente de serviço e referência da
informação. Ciência da Informação, v.25, n.2, p.142-52, 1996. Disponível em:
http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=501&amp;layout=html.
Acesso em: 23 mar.2008.
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http://www.bibliosperu.com Acesso em 27 de mar. 2008.
FERREIRA, M. I. G. High tech/hitgh toch: serviço de referência e mediação humana.
In: CONGRESSO NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E
DOCUMENTALISTAS, 8, 2004, Estoril, Portugal. Actas... Estoril: Associação
Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, 2004. Disponível em:
&lt;http://sapp.telepac.pt/apbad/congresso8/com29.pdf&gt; Acesso em: 20 de mar. 2008.
LITTIERE, L. F.; TETERYCZ, T. Serviço de referência e o uso das tecnologias da
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RAMOS, P. B. Gestão da qualidade em unidades de informação. Ciência da
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TAVALERA IBARRA, A. M. El bibliotecólogo electrónico: consideraciones em
torno al servicio de referencia em la era digital. Biblios, 3, jna./mar. 2000. Disponível
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2008.
TAVARES, M. das G. P. Cultura organizacional: uma abordagem antropológica da
mudança. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1991.

__________________
1

Teresinha Teterycz, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Campus São José dos
Pinhais, teterycz@yahoo.com.br, teresinha.teterycz@pucpr.br.

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                <text>Capacitação de colaboradores de bibliotecas no serviço de atendimento ao usuário. (Pôster)</text>
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                <text>Todas as bibliotecas e unidades de informação, mesmo as que não possuem um setor de referência estruturado, prestam serviço de referência. Serviço este considerado resultado final do trabalho conjunto de todos os setores, serviços e pessoas lotadas na biblioteca. Por isso, a qualidade do serviço de referência é primordial, porém, sabe-se que são muitas as bibliotecas universitárias ou unidades de informação que não dispõe de profissionais bibliotecários em número suficiente para o pleno atendimento de referência, motivo pelo qual vêem-se obrigados a delegar parte desse atendimento a seus colaboradores. O presente trabalho tem o propósito, relatar a experiência vivenciada na Biblioteca Setorial do SIBI/PUCPR Campus São José dos Pinhais, a partir da capacitação dos colaboradores que atuam no atendimento aos usuários. Acredita-se ser indispensável que os colaboradores que fazem o atendimento desses usuários estejam capacitados para orientá-los de forma segura e precisa no que diz respeito à pesquisa, localização e uso dos recursos informacionais.</text>
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BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA COMO COADJUVANTE NO
DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO CRÍTICO DO DISCENTE DE
GRADUAÇÃO
TETERYCZ, T.1

RESUMO
O presente trabalho tem como intuito fazer uma reflexão sobre a participação do
bibliotecário de referência na educação e no desenvolvimento do discente como um
profissional-cidadão, crítico e reflexivo. Aborda a lacuna deixada pela formação
básica e o papel das universidades e das bibliotecas universitárias para amenizá-las.
Considera que na atual conjuntura de acelerada evolução das tecnologias de
comunicação e informação, do eminente volume de informações disponíveis em
diversificados meios e suportes, o usuário necessita de orientação sobre como
conduzir suas pesquisas, como selecionar a informação mais relevante, mais
confiável, designando para o bibliotecário de referência o papel não apenas de
orientador, mas também de educador no desenvolvimento da visão crítica e reflexiva
do usuário. Isso acontece quando através das funções que exerce incentiva a
aprendizagem do uso dos recursos informacionais, motiva a exploração do
conhecimento existente através da pesquisa, instiga o questionamento, a crítica e a
reflexão das informações sob os variado pontos de vista para que ele não haja
apenas como reprodutor daquilo que o professor conhece, mas seja capaz de
construir novos conhecimentos.
Palavras-chave: Bibliotecário de referência. Pensamento crítico. Biblioteca
universitária. Usuários de biblioteca.

ABSTRACT
The present work aims to reflect about the involvement of the Reference Librarian in
education and in the development of the learner as a professional citizen, critical and
reflexive. It approaches the gap left behind by the basic education and the role of the
universities and their libraries. It also considers that with the fast evolution of
communication and information technologies and the eminent volume of available
information on several means and supports, the user needs an orientation on how to
lead their researches and select relevant and reliable information, thus, is up to the

�2

Reference Librarian not only the role of a guider, but also the educator on the
development of the critical and reflexive vision of the user. That happens when they
encourage the learning of the information resource use; motivate the exploration of
the knowledge in the research; and urge the questioning, the criticism and the
reflection of the information by different points of view. So they don’t only act as a
reproductive of what the professor knows, but they are able to build new minds as
well.
Keywords: Reference Librarian. Critical Thinking. University Library. Library Users.

1 INTRODUÇÃO
A sociedade é marcada por momentos históricos culturais, econômicos e
políticos. Em cada época é possível identificar qual o fator determinante para seu
desenvolvimento, seu maior bem econômico. Na sociedade medieval, o meio de
subsistência social era a Terra. Já a industrial tinha como seu produto o capitalismo
com a centralização da produção mecanizada. Atualmente, na sociedade
caracterizada como do Conhecimento, o insumo é a informação, com produtos
intangíveis, ativos e a permanente aprendizagem.
Segundo Miranda (2004, p. 113), fazemos parte de “uma sociedade onde
a informação e o conhecimento tornam-se fatores integrantes da produção”.
Já para Takahashi (2000, p. 05),
A informação representa uma profunda mudança na organização da
sociedade e da economia, havendo quem considere um novo
paradigma técnico-científico. É um fenômeno global com elevado
potencial transformador das atividades sociais e econômicas, uma
vez que a estrutura e a dinâmica dessas atividades inevitavelmente
serão, em alguma medida, afetadas pela infra-estrutura de
informações disponíveis.

No processo de evolução da humanidade, observa-se que as descobertas,
as conquistas de novos domínios e as inovações em todas as áreas do
conhecimento sempre estiveram relacionadas a questionamentos, ao inconformismo
e à capacidade reflexiva, crítica e criativa do homem. O desejo de desvendar o
desconhecido e produzir novos conhecimentos impulsiona e projeta a humanidade
em direção ao desenvolvimento constante por meio de um círculo dinâmico de
inovações como novos meios de comunicação, de negociação e produção
envolvendo o ensino, a pesquisa e a tecnologia e refletindo na sociedade como um

�3

todo, marcada por transformações onde o domínio do saber, do poder, do uso das
TCIs e de informação adquiriu valor econômico. O indivíduo que desejar fazer parte
dessa sociedade precisa firmar competências no que se refere à busca e ao uso da
informação e, principalmente, ter habilidade na interpretação crítica da informação
para geração de novos conhecimentos.
Diante desse contexto no qual o ensino, a pesquisa e as inovações
tecnológicas são fundamentais para o progresso social, cabe à universidade o papel
de fonte geradora, detentora e transmissora do saber, capaz de produzir novos
conhecimentos, além da função primordial de formar profissionais de espírito
reflexivo, crítico e de capacidade criadora para interagirem no desenvolvimento do
sistema social, econômico e político ao qual pertencem.

2 JUSTIFICATIVA
As bibliotecas fazem parte do contexto organizacional e pedagógico das
instituições de ensino, seja ela de formação básica ou superior, de modo que as
próprias instituições, e também a literatura, defendem a tese de que a biblioteca é o
“coração” das escolas. As bibliotecas participam diretamente do processo de
ensino/aprendizagem, tendo o papel de educadoras e isso acontece no momento
em que seus profissionais interagem com os alunos no desenvolvimento de suas
pesquisas e também na provisão, organização e disseminação do conhecimento, o
que vai ao encontro da afirmação de Fragoso (2005, p. 47) sobre a biblioteca ser “o
coração da escola, concedendo vida à comunidade escolar, uma vez que
permanece em constante sintonia com o processo pedagógico.”
No que refere-se às bibliotecas universitárias, essas devem acompanhar
a função das Instituições de Ensino Superior – IES – que, conforme Milanesi (1995),
é prover suporte para o ensino, pesquisa e extensão. Ainda de acordo com Milanesi
(1995, p. 72), “uma medida de qualidade de uma IES está na excelência de sua
biblioteca”, afirmação que tomamos a liberdade de estender a todos os tipos de IES,
que englobam, impreterivelmente, a educação e o conhecimento.

�4

O interesse por este tema é reflexo de motivações de ordem pessoal e
profissional. No âmbito pessoal, surgiu a partir da percepção de que um elevado
número de ingressos na universidade não possuem visão crítica e reflexiva do
cotidiano. O segundo fator está relacionado à atuação profissional em bibliotecas
universitárias nas quais observou-se que: se por um lado, os ingressos têm
dificuldades na formulação do pensamento crítico e na argumentação e produção de
conhecimento, por outro, muito se tem falado em tecnologias da informação,
sistemas de recuperação de informações, entre outros mecanismos, deixando uma
lacuna na reflexão sobre a contribuição da biblioteca na educação, visto que é de
extrema importância na formação do indivíduo como profissional-cidadão.
Esse pensamento é respaldado na afirmação de Rodrigues (2002, p. 04)
ao defender que “o mundo contemporâneo, em que o conhecimento evolui de forma
incontrolável, exige uma educação voltada para a autonomia do educando, o que
implica

numa

metodologia

de

aprendizagem

ancorada

na

produção

do

conhecimento, através da investigação e solução de problemas”.
Ainda de acordo com Rodrigues (2002), essa metodologia ameniza a mera
reprodução do conhecimento, ajudando os educandos a alcançar a competência
emancipatória.
Para Moraes (2001, apud Rodrigues, 2002, p. 07), “somente quem
consegue defender seus pontos de vista pode interferir no discurso coletivo.
Portanto, somente quem é possuidor de uma desenvoltura argumentativa é capaz
de concretizar sua cidadania de forma plena”. Diante disso, busca-se com este
estudo fazer algumas reflexões sobre o tema, visando a atuação da biblioteca na
formação do pensamento crítico e reflexivo do indivíduo e, conseqüentemente, no
desenvolvimento da produção do conhecimento.
A principal meta de todo o sistema de educação é fazer com que o
educando adquira o conhecimento que ele possa aplicar em diversas situações de
sua vida pessoal e profissional. Para isso, a instituição de ensino deve ter a
preocupação com a formação do pensamento crítico de seus educandos,
preparando-os para a autonomia e o comprometimento social.

�5

O descaso com as disciplinas de formação básica (tais como Filosofia,
Metodologia Científica, Sociologia, Ciência Política entre outras), isto é, aquelas que
muitos educandos não sabem para que servem, mas sem elas, são incapazes de
orientar-se no tempo e no espaço, bem como entender como funciona a sociedade
da qual fazem parte, coloca as universidades frente a estudantes mal-preparados
(FAZITO, 2007) que chegam ao ensino superior com dificuldades em compreender
textos simples, escrever um paper ou mesmo fazer uma leitura crítica.
Em face dessa problemática, a questão aqui levantada é: qual a
participação do bibliotecário de referência como educador no desenvolvimento do
discente como profissional-cidadão crítico e reflexivo durante o processo
acadêmico?

3 UNIVERSIDADE
No entendimento de Charles e Verger (1996), as primeiras universidades
remontam por volta dos séculos XII e XIII na Europa Ocidental, inicialmente
caracterizada pelas artes liberais – Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Música,
entre outras – e a Teologia, considerada a ciência sagrada. De 1780 a 1867,
acontece um primeiro movimento de renovação no contexto das universidades e
surge o questionamento: a ciência ou a profissão? Foi o momento em que levaram
as universidades a tornarem-se espaços políticos decisivos, sendo a pesquisa e a
formação profissional responsabilidade das instituições de ensino. O período entre
1860 e 1940 foi caracterizado como o período da diversificação, da expansão e da
profissionalização do ensino superior.
O surgimento de conflitos éticos e religiosos, o desenvolvimento e a
urbanização social destacam desigualdades e a universidade passa a ser fator
central de promoção social dos indivíduos, de afirmação nacional, de formação de
elites e de progresso científico e econômico. A demanda pelo ensino superior
cresceu exponencialmente, e conseqüentemente, o surgimento de diversificados
modelos pedagógicos que desde seu início vem se adequando às necessidades
mercadológicas e sociais.

�6

Com referência à educação superior no Brasil, o tripé no qual se assenta o
papel da universidade está no artigo 207 da Constituição Federal de 1988, o qual
dispõe que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa
e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio da indissociabilidade
entre ensino, pesquisa e extensão” (BRASIL, 2002, p. 128).
Para Hofmeister (2000, p. 70),
O porvir de um país depende do valor que se dá à educação e à
formação. O fator-chave é o conhecimento e, portanto, a educação.
As sociedades modernas são sociedades do saber. Na universidade
se acumula o saber. Ela é a base não só para a formação dos
estudantes, mas também, para estender os limites de conhecimento,
intensificar a criatividade e, por fim, moldar a identidade de um país
e de uma nação. O empenho da universidade e de toda a educação
superior têm repercussão direta na evolução econômica e social.

Entende-se, dessa forma, que o ensino, a pesquisa e a extensão
universitárias são as funções básicas da universidade, merecendo equivalência e
igualdade em seu trato, pois ela é o espaço de desenvolvimento do pensamento
crítico, da produção do conhecimento e da formação do indivíduo como profissional
e cidadão: agente e participante da sociedade.

3.1 Universidade, espaço do desenvolvimento crítico e reflexivo e da produção
do conhecimento
É importante aqui esclarecer que pensamento crítico e/ou reflexivo e
senso crítico são denominados por muitos autores como sinônimos e, da mesma
forma, serão utilizados neste texto.
Inicialmente, cabe aqui definir pensamento crítico de acordo com Lipman
(1991, p. 01 apud Silva, 2003, p. 01),
Senso crítico como capacidade de estabelecer juízos
fundamentados na observação objetiva dos fatos contemplando os
aspectos éticos, com capacidade de compreender a realidade, [ou
seja], é saber pensar de forma lógica a partir de observações,
comparações, inferências e julgamentos.

Da mesma forma, é conveniente fazer algumas pontuações sobre
produção do conhecimento. Como já mencionado anteriormente a sociedade vive
em um emaranhado de informações dos mais variados tipos, mas a informação por

�7

si só não basta, ela precisa ser trabalhada, interpretada e transformada em
conhecimento, isto é, em produto.
Para Freire (1997, p. 27),
O conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito em face ao
mundo. Requer sua ação transformadora sobre a realidade.
Demanda uma busca constante. Implica em invenção e reinvenção.
Reclama reflexão crítica de cada um sobre o ato mesmo de
conhecer, pelo qual se reconhece conhecendo e, ao reconhecer-se
assim, percebe o “como” de seu conhecer e os condicionamentos a
que está submetido.

Takahashi (2000, p. 17) cita a informação como matéria-prima que produz
o conhecimento quando afirma que:
A capacidade de gerar, tratar e transmitir informação é a primeira
etapa de uma cadeia de produção, que se completa com sua
aplicação no processo de agregação de valor a produtos e serviços.
Nesse contexto, impõe-se para empresas e trabalhadores, o desafio
de adquirir a competência necessária para transformar informação
em um recurso econômico estratégico, ou seja, o conhecimento.

Para se produzir conhecimento é imprescindível que se passe pela
pesquisa das informações existentes e do conhecimento histórico, atividade esta
que

se

inicia

na

educação,

perpetuando-se

pela

vida

acadêmica

e,

conseqüentemente, na vida profissional, sendo a responsabilidade dessa atividade
atribuída às instituições de ensino. Essa afirmação é corroborada por Milanesi (2002,
p. 07) ao afirmar que “o desafio maior da universidade não é produzir profissionais
para ocupar vagas do mercado [...], mas formar aqueles que vão incentivar as novas
possibilidades de atender às necessidades coletivas.”
Autores como Demo (2005) e Silva (2003) apóiam as idéias da educação
pela pesquisa, que deve ser uma atitude cotidiana e não apenas para atender as
exigências curriculares. A instituição de ensino não deve somente se pautar no
processo de transmissão de informações, mas também num instrumento em que o
aluno desenvolve a capacidade de articular novos conhecimentos, estabelecer
relações, inovar e ser autor do seu próprio conhecimento. Porém, faz-se necessária
a preocupação em formar o indivíduo capaz de utilizar o conhecimento existente
para comparar com a realidade, e assim, fazer suas opções profissionais, culturais e
políticas de forma consciente.

�8

Cabe também à instituição de ensino proporcionar ao discente atividades
com pesquisas para trabalhar a análise, interpretação, argumentação e crítica,
tornando-o um indivíduo consciente, crítico e autônomo. Demo (2005, p. 38) aponta
três características de uma aprendizagem autêntica:
a) a existência de esforço reconstrutivo pessoal; b) a valorização da
posição do professor e do contexto social; c) a emancipação do
“sujeito”, pois “aprendizagem que não gera autonomia [capacidade
critica e reflexiva, conseqüentemente geração de novos
conhecimentos] não é aprendizagem.

A instituição de ensino devem ser um local onde o aluno possa refletir,
ousar e desenvolver habilidades de forma coerente e responsável para proporcionar
a transformação da informação em conhecimento, através de discussões,
questionamentos e argumentações, tornando o aluno um indivíduo independente
que entenda e participe da sociedade de forma ativa, visto que a formação de
profissionais comprometidos com a sociedade é muito mais que a transmissão de
conhecimentos.

3.2 A biblioteca no contexto das instituições de ensino superior
A capacidade de comunicação por meio de diversos tipos de documentos
escritos, gráficos e visuais é a característica peculiar do homem. A criação, difusão,
conservação, recuperação e utilização desses documentos são atividades que
desempenham um papel importante na evolução da humanidade (DENES;
GUITTERREZ; TETERYCZ, 2001).
A visão da biblioteca como mais um lugar para armazenar e preservar os
materiais bibliográficos relevantes para o ensino e a pesquisa, com as exigências
das grandes transformações ocorridas na história da humanidade, passa a ser cada
vez mais o centro nervoso para a interação entre aqueles que produzem a
informação e o conhecimento e seus usuários dos quais o ensino e a pesquisa
modernos dependem para o progresso da sociedade.
Para Dias Sobrinho (2005, p. 80), “é fundamental que os conhecimentos
se transformem em desenvolvimento da sociedade e elevação da vida humana, em
geral, e não se privatizem como bens individuais”.

�9

Para Santomé (1998, p. 130),
A ação educacional pretende, além de desenvolver capacidades
para a tomada de decisões, oferecer aos estudantes e ao próprio
corpo docente uma construção reflexiva e crítica da realidade,
tomando como ponto de partida as teorias, conceitos, procedimento,
costumes, etc., que existem nessa comunidade e aos quais se deve
facilitar o acesso.

A existência de cidadãos conscientes, críticos e participativos da
sociedade da qual fazem parte depende da formação recebida e que está inserida,
grande parte, nos conteúdos curriculares planejados e trabalhados pelas instituições
de ensino e disponíveis nas bibliotecas.

3.3 Bibliotecário de referência como coadjuvante na educação
A Classificação Brasileira de Ocupações – CBO (2002) define os
profissionais da informação, bibliotecários, documentalistas e analistas de sistemas
como:
Aqueles que disponibilizam informação em qualquer suporte;
gerenciam unidades como bibliotecas, centros de documentação,
centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de
informação. Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos
informacionais; disseminam informação com o objetivo de facilitar o
acesso e geração do conhecimento; desenvolvem estudos e
pesquisas; realizam difusão cultural; desenvolvem ações
educativas [grifo nosso].

Concorda-se com o pensamento de Milanesi (2002) quando comenta que
a atividade de educação é compartilhada entre bibliotecários e docentes no
momento em que se cria demanda para a pesquisa, a leitura e estabelece o
itinerário pelos caminhos do conhecimento. Já ao docente cabe o desafio
permanente de capacitar o educando para o desenvolvimento de uma reflexão
própria e a criação de seu próprio discurso.
Ainda segundo Milanesi (2002, p. 07),
Um dos grandes desafios da educação e da universidade
[envolvendo docentes e bibliotecários] está em ensinar o educando
a localizar, interpretar e reagir às informações disponibilizadas em
inúmeros bancos de dados através de múltiplos canais de acesso,
desenvolvendo o aprendizado da pesquisa, da capacidade analítica,
interpretativa e criativa, da habilidade em problematizar os objetos

�10
de investigação, construir síntese de elementos relevantes aos
propósitos almejados, posicionar-se eticamente frente aos conflitos
humanos, comunicar o conhecimento e transformar suas próprias
ações[...].

Segundo Santomé (1998, p. 174), “existem escolas de pensamento,
orientações ideológicas, temas conflituosos e polêmicos [...], mas, mediante consulta
a diferentes fontes podemos solucionar muitas dúvidas”. O autor complementa ainda
que “aprendemos a aprender”, algo que as instituições de ensino [docentes e
bibliotecários] devem ensinar de forma prioritária”.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nas reflexões deste trabalho, chama-se a atenção para a
importância da sincronia entre biblioteca e corpo pedagógico e, principalmente, ao
bibliotecário de referência que, segundo Bertholino e Curty (1997, p. 215), tem as
funções de:
a) responder chamadas dos usuários; b) dar assistência no
monitoramento da busca/pesquisa dos usuários; c) interpretar os
meios de acesso da network; d) interpretar a informação; e) aplicar o
sense-making (filtrar, achar o significado, compreender|) para o
usuário; f) prover assistência de referência para usuários; g) tornarse um professor, instruindo pessoas em como explorar recursos
informacionais; h) instruir no uso da biblioteca eletrônica.

Consideram os autores supracitados que na atual conjuntura de acelerada
evolução das tecnologias de comunicação e informação, do eminente volume de
informações disponíveis em diversificados meios e suportes, o usuário necessita de
orientação sobre como conduzir suas pesquisas, como selecionar a informação mais
relevante, mais confiável, designando para o bibliotecário de referência o papel não
apenas de orientador, mas também de educador no desenvolvimento da visão crítica
e reflexiva do usuário. Isso acontece quando, através das funções que exerce,
incentiva a aprendizagem do uso dos recursos informacionais, motiva a exploração
do conhecimento existente através da pesquisa, instiga o questionamento, a crítica e
a reflexão das informações sob os variado pontos de vista para que ele não atue
somente como reprodutor daquilo que o professor transmite, mas como um indivíduo
capaz de construir novos conhecimentos.

�11

REFERÊNCIAS
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seus títulos: o que faremos e como seremos chamados no futuro? SEMINÁIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO, 6.
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informação para o acervo de periódicos. Curitiba: FESPR, 2001. (TCC
apresentado para a conclusão do Curso de Especialização em Gestão da
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__________________
1

Teresinha Teterycz, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR),
teresinha.teterycz@pucpr.br.

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>O presente trabalho tem como intuito fazer uma reflexão sobre a participação do bibliotecário de referência na educação e no desenvolvimento do discente como um profissional-cidadão, crítico e reflexivo. Aborda a lacuna deixada pela formação básica e o papel das universidades e das bibliotecas universitárias para amenizá-las. Considera que na atual conjuntura de acelerada evolução das tecnologias de comunicação e informação, do eminente volume de informações disponíveis em diversificados meios e suportes, o usuário necessita de orientação sobre como conduzir suas pesquisas, como selecionar a informação mais relevante, mais confiável, designando para o bibliotecário de referência o papel não apenas de orientador, mas também de educador no desenvolvimento da visão crítica e reflexiva do usuário. Isso acontece quando através das funções que exerce incentiva a aprendizagem do uso dos recursos informacionais, motiva a exploração do conhecimento existente através da pesquisa, instiga o questionamento, a crítica e a reflexão das informações sob os variado pontos de vista para que ele não haja apenas como reprodutor daquilo que o professor conhece, mas seja capaz de construir novos conhecimentos.</text>
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GERENCIAMENTO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
uma questão de qualidade
TEIXEIRA, C.1
SILVA, D. R.2
AVELAR, M. C.3

RESUMO
O gerenciamento adequado da informação tem representado um recurso
indispensável para o sucesso de uma unidade de informação. Neste sentido, este
estudo visa abordar a importância da gestão das tecnologias de informação e
comunicação no ambiente das Unidades de Informação, enfatizando não apenas o
seu uso, mas, principalmente, a qualidade destes serviços automatizados.
Verificando, ainda, se estes estão atendendo satisfatoriamente às necessidades da
instituição, bem como do cliente.
Palavras-chave: Unidade de Informação. Tecnologias de Informação e
Comunicação. Qualidade total.

ABSTRACT
The appropriate management of information has set up a resource essential to the
success of a unit of information. Accordingly, this study aims to address the
importance of management information and communications technologies in the
environment of units of information, emphasizing not only its use, but mainly the
quality of these automated services. Noting, even if they are satisfactorily given to the
needs of the institution and the client.
Keywords: Unit of Information. Information and Communications Technologies. Total
quality.

�2

1 INTRODUÇÃO
No atual cenário econômico, o termo qualidade se tornou a palavra-chave
na gestão das organizações, como meio de sobrevivência e crescimento neste
mundo competitivo. Assim, como forma de garantirem-se no mercado competitivo,
as organizações estão, cada vez mais, adotando técnicas e métodos de
gerenciamento, isto é, filosofias que as auxiliem na administração dos seus
negócios.
Nesta nova sociedade, denominada de Sociedade da Informação, em que
o capital intelectual se tornou a mola precursora das organizações, é indispensável o
gerenciamento adequado da informação produzida, responsabilidade esta das
Unidades de Informação, que têm por finalidades, primordiais: a geração,
organização e disseminação do conhecimento à sociedade.
Entretanto, o seu gerenciamento não é fácil de ser realizado, pois
trabalham com o material intangível, visto hoje pelas empresas como insumo
imprescindível

ao

desenvolvimento

sócio-econômico,

cultural,

científico

e

tecnológico: a informação.
Devido as constantes mudanças e inovações, principalmente referentes
aos avanços de tecnologias de informação, faz-se necessária a aplicação de
ferramentas administrativas na gestão destas unidades, tanto no ambiente interno e
externo, como também na postura do profissional da informação precisará estar
capacitado e atualizado no meio em que se insere, a fim de satisfazer eficazmente
às necessidades do cliente.
Nesta perspectiva, o presente trabalho visa abordar a importância da
gestão das tecnologias de informação e comunicação no ambiente das Unidades de
Informação, enfatizando, não apenas o seu uso, mas, principalmente, a qualidade
destes serviços automatizados. Verificando, ainda, se estes estão sendo
satisfatórios às necessidades da instituição, bem como do cliente.

A metodologia

utilizada foi pesquisa de caráter exploratório com procedimentos técnicos pautados
na pesquisa bibliográfica/ documental.

�3

2 UNIDADES DE INFORMAÇÃO VERSUS TICs
A sociedade vem sofrendo grandes mudanças nos últimos anos, com a
adoção de novos conceitos como globalização, responsabilidade social e
econômica, tecnologia de comunicação, entre outros, levam as empresas a
organizar-se em busca de melhores condições de sobrevivência, fazendo com que
estas redefinam seu papel e atuação perante o mercado.
A gestão é o instrumento de que se valem os indivíduos, as unidades de
informações, as organizações e os governos, objetivando manutenção, crescimento
e desenvolvimento. Pois “[...] como função administrativa significa o ato de organizar,
estruturar e integrar os recursos e órgão incumbido de sua administração
estabelecendo relações entre eles [...]” (CHIAVENATO, 1993).
Percebe-se, porém, que certa

impaciência tem se disseminado entre

muitos gestores dessas instituições, com relação à administração. Tal fato deve-se,
entre outras variáveis, à utilização pouco séria de métodos e instrumentos, no
âmbito das mesmas. Uma vez que o
[...] sucesso de um empreendimento começa por sua correta organização.
È também o primeiro passo para assegurar a qualidade e a produtividade
na produção de bens e serviços. Ao se iniciar uma nova unidade ou
revitalizar e redefinir suas funções, a questão da organização merece uma
atenção especial [...] (RAMOS, 1995, p. 3).

No entanto, é possível reafirmar que administrar é uma atitude natural do
ser humano que estabelece e persegue objetivos em um horizonte de tempo
estabelecido. Atitude que precisa ser apoiada em processos de análise e de tomada
de decisões realistas, sobre ações que precisam ser concretizadas no nível
operacional do funcionamento e da atuação institucional.
As novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) alteraram
significativamente o ambiente das bibliotecas. Nesse sentido, Rosados (199-?, p. 75)
afirma que
[...] O cenário mundial sofreu significativas transformações na década de
80 impingindo uma nova ordem mundial orquestrada, principalmente pela
globalização. Neste processo, o final do século XX mostrou que a
informação e o conhecimento passaram a desempenhar um novo e
estratégico papel devido à conjunção e a sinergia de uma série de
inovações sociais, tecnológicas, institucionais, organizacionais, econômicas

�4

e políticas. Novos saberes e competências, novos aparatos e instrumentais
tecnológicos, maior intensidade no uso da informação e do conhecimento
são fatores-chave na nova conformação, tendo como ponto central a
convergência das Tecnologias de Informação e da Comunicação (TICs).

Com isso, as empresas estão mais voltadas aos serviços de informação
associados às novas TICs, do que somente à força de produção, ou seja, uma
transição do capital produtivo ao intelectual. Mas que relação as TICs possuem com
os serviços e produtos das Unidades de Informação?
Entende-se por serviço a “execução de todos os meios possíveis de dar
satisfação ao consumidor por algo que ele adquiriu” (COBRA, 1997, p. 221). Já o
produto é “qualquer coisa que possa ser oferecido a um mercado para satisfazer
uma necessidade ou desejo do cliente” (MEGISON, 1998, p. 20).
Em relação aos produtos e serviços destas unidades destacam-se:
a) Provisão de documentos: circulação, consulta local, cooperação entre
bibliotecas, comutação, traduções;
b) Serviço de referência: acesso a base de dados, respostas rápidas;
c) Auxílio bibliográfico: pesquisa documentária, verificação de referência;
d) Serviços pro - ativos: serviços de alerta formal (sumário corrente,
boletim bibliográfico) e informal (mural, painéis)
e) Serviços cooperativos: DSI, COMUT, BIRENE, banco de dados.
A Sociedade da Informação, advinda com a explosão documental,
caracterizada como “conjunto de informações, mais especificamente, de informações
científicas, tecnológicas, financeiras e culturais” (ARAÚJO; DIAS, 2005, p. 115).
Possibilitou a passagem da produtividade industrial para a informacional. Esta nova
estrutura é baseada nas novas tecnologias de informação e comunicação em que
segundo Araújo e Dias (2005, p. 117)
[...] constituem um equipamento que podem desempenhar tarefas que
envolvem, como elemento principal, o processamento e a transmissão da
informação. São exemplos destas tecnologias: telecomunicação viasatélite, processamento de imagens, smart card (cartão inteligente), EDI
(transferência eletrônica de dados), home banking, entre outros [...]

Diante do moderno modelo econômico, as organizações perceberam que
seu crescimento estava intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da ciência e

�5

tecnologia (C&amp;T). Nesta acepção, várias medidas foram adotadas, uma delas foi a
criação de órgãos de fomento que financiassem pesquisas em C&amp;T.
No Brasil, essa iniciativa se deu no governo de Getúlio Vargas, onde foram
criadas as primeiras instituições: CNPq e o CAPES. Consequentemente os outros
governos deram continuidade a estes programas (VALENTIM, 2002).
Acoplada a essa trajetória, as empresas perceberam a necessidade de
terem “acesso a uma grande quantidade de informação, organizada, tratada e
acessada de acordo com suas necessidades” (VALENTIM, 2002, p.4). Com isso,
foram desenvolvidos e intensificados serviços de informação, que contribuíssem no
gerenciamento e disseminação do conhecimento, abrangendo todas as áreas, sendo
estes associados às TICs para agilizar e facilitar o tratamento documental.

3 GESTÃO DE QUALIDADE DAS TICs EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO
Mediante o atual panorama da economia global, onde a questão da
qualidade dos serviços e produtos é o insumo básico das organizações, é inevitável,
que as mesmas se sintam pressionadas por uma sociedade mais exigente. Aspectos
como: concorrência, atualização no mercado, terceirização dos serviços, auto –
atendimento, entre outros, fazem com que diariamente as empresas revejam seus
métodos gerenciais.
Uma espécie de corrida pela sobrevivência, onde Abreu (1999, p. 45)
afirma ser um quadro de muitas organizações, em que estas saem da fase do
desligamento, percebendo que ficaram alheias às transformações da sociedade e de
seus consumidores, despertando ainda que incipientes à realidade exigida pelo
mercado.
Para sanar tais lacunas, estas organizações adotaram medidas e técnicas
de administração, a fim de aperfeiçoar a gestão de suas empresas. A qualidade total
é uma delas, quer dizer, a mais difundida na Era da Sociedade da Informação, tida
por muitas instituições, principalmente em dificuldades, como tábua de salvação.
(ABREU, 1999. p.15). Mas o que torna a qualidade total a filosofia das

�6

organizações? Nesta perspectiva irá se abordar algumas definições sobre qualidade
e sua origem.
Horovitz (1993) define qualidade como o nível de excelência que a
empresa escolheu para alcançar seus objetivos e satisfazer seus clientes. Uma ação
transformadora, “é tudo que alguém faz ao longo de um processo para garantir que
um cliente, fora ou dentro da organização, obtenha exatamente aquilo que se deseja
em termos de características intrínsecas, custo e atendimento” (PINHEIRO; COSTA,
1998 apud LOBOS, 1991, p. 2).
Gabor (1994, p. 8) aduz a qualidade como uma forma de “antecipar-se as
necessidades do cliente, traduzindo essas necessidades em um produto útil e
confiável [...] a fim de que represente um produto de valor para o cliente e lucro para
a empresa”.
Para Abreu (1999, p. 19) a qualidade de um produto ou serviço do ponto
de vista mercadológico
[...] é uma conjugação entre a capacidade de desempenhar funções
requeridas pelo mesmo e a posse de características que levem ao
consumidor a optar por um produto ou serviço, tais como custo compatível e
durabilidade máxima, ou seja, o desempenho das funções durante o maior
tempo possível.

A partir dos pontos citados, verifica-se que a qualidade de uma empresa
deve atender não só as necessidades internas, mas também, as externas,
alcançando assim a excelência quando atingida esses objetivos, pois segundo
Pinheiro e Costa (1998, p. 3) uma organização só atinge o nível de qualidade global,
quando é capaz de “[...] atender as necessidades internas e a do mercado sobre a
qual atua. Se não possuir essas características de capacidade de atendimento, não
atingirá seus resultados de mercado, e conseqüentemente, seus resultados
econômicos serão atingidos.” Implicações estas representadas na figura 1.

�7

QUALIDADE

RESULTADOS
GLOBAIS

RESULTADOS
ECONÔMICOS

RESULTADOS DE
MERCADO

Figura 1 – Conseqüências da Qualidade Total
Fonte – Adaptado de Abreu (1999).

Reforçando esse mesmo ponto de vista, Albuquerque e França (1998, p.
2) conceituam a qualidade como um “conjunto de ações de uma empresa que
envolve

diagnóstico

e

implantação

de melhorias

e

inovações

gerenciais,

tecnológicas e estruturais fora e dentro do ambiente de trabalho [...]”.
Deste modo, a qualidade deve ser vista como filosofia, cujo objetivo
principal concerne na gestão da qualidade em todos os aspectos institucionais,
sendo um processo permanente e não apenas como uma atividade isolada, uma vez
que “para sua efetiva utilização, são necessários inúmeros esforços por parte da alta
administração da organização” (VERGUEIRO; MARTIM, 1998, p. 2).
No que diz respeito às Unidades de Informação, Vergueiro e Martin (1998,
p.131) apresentam que “o avanço da gestão da qualidade nos serviços de
informação parece ter motivado os dirigentes destes serviços e os pesquisadores a
se aprofundarem em assuntos relacionados”. Entretanto, esta preocupação de
avaliar constantemente seus serviços informacionais ainda é insuficiente. Muitas
dessas organizações, principalmente as bibliotecas falham nessa perspectiva, por

�8

não conseguirem vislumbrar os reais objetivos estabelecidos no planejamento.
Conclusão: deficiência na prestação de seus serviços e produtos ao cliente.
Vergueiro e Martin (1998) analisam esse aspecto quando afirmam que as
unidades de informação
[...] tendem a rever seu papel diante das Instituições mantenedoras
(universidades, empresas privadas, fundações, institutos etc) que passam a
exigir, no mínimo, alinhamento aos objetivos estratégicos, otimização de
recursos e níveis de qualidade que justifiquem a própria manutenção do
serviço. Adicionalmente, é necessária uma nova postura com os clientes
direto (os usuários dos serviços) que assumem cada vez mais um papel ativo
e exigente, fazendo parte do processo e posicionando-se, muitas vezes, de
maneira crítica em relação a ele. Para que este reposicionamento tenha
êxito, entretanto, é necessário que alguns paradigmas sejam quebrados.
Talvez o mais importante esteja relacionado ao fato do profissional da
informação, em geral, acreditar que conhece as necessidades dos clientes e
que ele mesmo (o fornecedor de serviços) está apto a direcionar o
planejamento e a execução dos produtos e serviços oferecidos, sem que seja
dada ao cliente a chance sequer de se posicionar.

Neste sentido, a qualidade foi instituída na gestão destas unidades, devido
à constatação de que 80% dos seus problemas se concentravam no planejamento
inicial da organização, prejudicando assim, seu processo produtivo. Desta forma,
“temos condição de compreender melhor a importância da aplicação e adequação
destes princípios para o trabalho informacional como instrumento estratégico para a
melhoria da qualidade das bibliotecas” (PINHEIRO; COSTA, 1998, p. 3).
No que diz respeito à automação dos serviços da Unidade de Informação
percebe-se

que

necessariamente

se

adequar

as

essas

novas

tecnologias

não

significa

preencher todo o ambiente da instituição de computadores e

outros aparatos tecnológicos. É necessário analisar a real necessidade da mesma, e
disponibilizar os instrumentos da melhor forma possível. Processo esse, que
depende de postura de decisão por parte do profissional da informação e
conhecimento macro destas novas tecnologias. Um estudo de caso e um bom
planejamento devem ser feitos, a fim de facilitar a operacionalização dos processos,
oferecendo assim resultados em curto e médio prazo.

�9

3.1 O profissional da informação na gerência da qualidade das TICs
A exigência de profissionais com perfil diferenciado e preparado para
enfrentar as mudanças ocorridas quotidianamente é cada vez maior. Por trabalhar
com informação, o bibliotecário deve adequar-se a essas transformações e ao seu
contexto. Antes visto como guardião de livros, hoje assume uma nova postura:
gestor de unidades de informação. Entretanto, ressalta-se a importância da atuação
desse profissional não só na administração dos processos técnicos da instituição,
mas, também, no gerenciamento da qualidade total dos serviços e produtos
oferecidos pela mesma.
As tecnologias de Informação e Comunicação exigiram do bibliotecário,
habilidades e competências na sua operacionalização. Desafios enfrentados e,
conseqüentemente, superados. Mota e Oliveira (2005, p. 117) aduzem que “a partir
da inserção de novas tecnologias, estes profissionais passaram a redesenhar suas
tarefas passando a desenvolver não só o de cunho técnico, mas também, gerencial”.
O domínio de ferramentas que garantam a qualidade consiste numa das
indispensáveis habilidades que o bibliotecário deve ter. Uma vez que “no processo
de aprendizagem é necessário que o profissional compreenda a necessidade de
manter-se atualizado e de saber utilizar as ferramentas disponíveis” (NUNES;
SANTOS, 2007, p. 5).
Obter conhecimento dos pontos fracos e fortes da ambiência interna e
externa, avaliar as dificuldades de implantação dos sistemas, como estrutura física,
recursos financeiros e humanos, ter um bom relacionamento com o analista de
sistema e entre outros, devem ser vistos pelo profissional da informação como
decisões necessárias que objetivem a melhoria da qualidade total da TICS de uma
instituição.

�10

4 CONCLUSÃO
Com o desenvolvimento tecnológico se propagando e se desenvolvendo
de maneira cada vez mais acelerado é impossível deixar de perceber as mudanças
que configuram as estruturas atuais de uma Unidade de Informação, embora
algumas instituições permaneçam aquém das novas tecnologias de informação e
comunicação, a sociedade de maneira geral tem exigido mudanças que rapidamente
tem se incorporado às rotinas básicas de uma Unidade de informação,
proporcionando-lhes vantagens competitivas no mercado repleto de desafios.
Neste sentido, a qualidade tem se constituído como uma necessidade
elementar, pois, apesar da sociedade exigir informações rápidas, exige, também,
qualidade e segurança nos produtos e serviços disseminados pelas unidades de
informação. É necessário, portanto, que as organizações invistam na aquisição de
novas

tecnologias

de

comunicação,

mas

principalmente,

valorizem

seus

profissionais, possibilitando a eles a aquisição de novos conhecimentos que lhes
favoreçam a aquisição de habilidades e competências para a sua operacionalização.

REFERÊNCIAS
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– trabalho – homem – qualidade total. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1999. p.
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recursos e a gestão da qualidade de vida no trabalho: o stress e a expansão do
conceito de qualidade total. Revista de administração, São Paulo, v.33, n. 2, p.4051, abril/jun.1998.
ARAÚJO, Eliany Alvarenga; DIAS, Guilherme Atayde. A atuação do bilbiotecário no
contexto da sociedade de informação: os novos espaços de informação. In:CEDÓN,
Batriz Valadares; et al. Ciências da Informação e Biblioteconomia. Belo
Horizonte: UFMG: 2005, cap. 6.
COBRA, Marcos. Marketing básico: uma abordagem brasileira. 4. ed. São Paulo:
Atlas, 1997. p. 552 p.
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Xérox e da Florida Poewr e Light. Rio de Janeiro: Quality, 1994. p. 317.

�11

MEGISON, Leon C. et al. Administração: conceitos e aplicações. 4.ed. São Paulo:
Harbra, 1998. P. 614.
MOTA, Francisca Rosaline Leite; OLIVEIRA, Marlene de. Formação e atuação
profissional. In: CEDÓN, Batriz Valadares; et al. Ciências da Informação e
Biblioteconomia. Belo Horizonte: UFMG: 2005, p. 98-109.
PINHEIRO, Edna Gomes; COSTA, Maria de Fátima Oliveira.Qualidade total em
bibliotecas universitárias, a filosofia de Deming e a biblioteca universitária:
uma nova relação em busca da gestão da qualidade. Disponível em:
&lt;http//www.biblioteca. ufc.br/artqualidade&gt; A cessado em: 25. jul.2007.
RAMOS, Paulo Baltazar. A gestão na organização em unidades de informação.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 25, n. 2, 1995.
ROSADOS, Helen Beatriz Frota. A informação científica e tecnológica e os serviços
de informação. Inf. &amp; Soc., João Pessoa, v. 16, n. 1, p. 65-82. [199-?]
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos; MARTIN, Valéria Valls. A gestão da
qualidade em serviços e produtos de informação no Brasil: uma revisão de literatura.
Pespect. Cienc.infor., Belo Horizonte, v.3. n.1, p. 47-59, jan /jun. 1998. Disponível
em: &lt;http//www.ui.ufmg.br&gt; Acessado em: 25. julh. 2007.

__________________
1

Cenidalva Teixeira, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), ceni@ufma.br.
Diana Rocha da Silva, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), rocha146@hotmail.com.
3
Marta Cristina Avelar, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), martaavelar@yahoo.com.br.
2

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O gerenciamento adequado da informação tem representado um recurso indispensável para o sucesso de uma unidade de informação. Neste sentido, este estudo visa abordar a importância da gestão das tecnologias de informação e comunicação no ambiente das Unidades de Informação, enfatizando não apenas o seu uso, mas, principalmente, a qualidade destes serviços automatizados. Verificando, ainda, se estes estão atendendo satisfatoriamente às necessidades da instituição, bem como do cliente.</text>
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SEÇÃO DE BIBLIOTECA DO MUSEU REPUBLICANO “CONVENÇÃO DE
ITU” - MP/USP: agindo sobre novas demandas
TASCA, M. C. M.1

RESUMO
Discute a questão das diferenças na distribuição e oferta dos estoques
informacionais. Identifica demanda por informações utilitárias e escolares no Centro
de Estudos do Museu Republicano “Convenção de Itu”-MP/USP, e descreve
proposta de parceria com Instituições de Ensino e Biblioteca Pública local para
realização de estudo de usuário, com propósito de identificar e categorizar as
necessidades de informação da população que recorre ao Centro. Propõe,
transferência de demanda, de forma planejada e gradativa, ao local apropriado para
atendimento aos estudantes e ao cidadão.
Palavras-chave: Bibliotecas públicas. Informação utilitária.

ABSTRACT
Discuss the differences in the distribution and offering of the information stocks.
Identify demand for utility and school information at the “Centro de Estudos do Museu
Republicano “Convenção de Itu” - MP/USP”, and describe a partnership with Schools
and the Public Library of the city, in order to realize an user’s study and identify and
classify the information necessities of the people that go to the Study Center.
Suggest a gradual and planning transference of demand for the appropriated places
to attend students and citizens.
Keywords: Public library. Public information.

�2

1 INTRODUÇÃO
Um dos problemas de maior interesse da Ciência da Informação é
destacado por Wersig e Neveling apud Freire et al. (2002, p. 2) como sendo a
responsabilidade social de transmissão do conhecimento para aqueles que dele
necessitam. Compromisso que para as universidades públicas merece registro em
sua missão onde se pretende: “o ensino de graduação e pós-graduação, a pesquisa
e a cultura e extensão de serviços à comunidade em geral”.
Já é sabido que países desenvolvidos têm a informação como insumo
básico

para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social. Em

contrapartida, países incapazes de criar sistemas de informação adequados às
variadas demandas, estarão fadados a utilizar estoques informacionais, por vezes,
distorcidos e comprometidos com interesses não éticos, acentuando o estado de
dependência e a perda de autonomia.
Informação, aqui, é entendida como

“conjuntos significantes com a

competência e a intenção de gerar conhecimento no indivíduo, em seu grupo ou na
sociedade. Sendo seu destino final criar conhecimento modificador e inovador no
indivíduo e no seu contexto”. (BARRETO, 1999).
Do ponto de vista social, a construção da cidadania passa pelo
conhecimento dos direitos e deveres de cada cidadão, o que permite a tomada de
decisões consciente, tanto individual como coletivamente. Subsidiar cidadãos de
informação utilitária, organizando e disseminando estoques informacionais capazes
de alterar paulatinamente os estoques de conhecimento da população, poderá
motivar o indivíduo à busca de novos conhecimentos que o levem, em última
instância, a melhores condições de vida. Lembramos do símbolo piramidal elaborado
por Barreto (2000), para refletir a busca por informação e sua evolução qualitativa. O
autor registra que, somente com informação que garanta a satisfação das
necessidades básicas de alimentação, habitação, vestuário, saúde, educação; que
representam a segurança de existir em um determinado espaço, o indivíduo estará
motivado a galgar estágios informacionais superiores. Num segundo momento, a
informação garantirá o acesso ou permanência segura nos diversos grupos sociais a
que pertence ou deseja pertencer. Neste estágio, o indivíduo orienta-se por um

�3

comportamento participativo e pelo desejo de permanência nos grupos aos quais
pertence, seja no trabalho, na comunidade, afetivos ou profissionais. Por último, os
indivíduos já estão aptos a elaborarem a informação em proveito próprio. No topo da
pirâmide de Barreto, estão os indivídios que, tendo satisfeitas as necessidades
anteriores, são impulsionados por sentimentos de auto-realização e vinculam-se à
informação com compromissos de reflexão, criatividade e realização de seu
potencial.
Entretanto, os estoques informacionais e sua oferta relacionam-se à
demanda de maneira inversamente proporcional, lembra o autor. Ou seja, há
racionamento de informação utilitária e excesso de informação para indivíduos que
já se encontram na fase de informação seletiva.
Embora todos concordem com a necessidade de oferecer à sociedade
estoques de informação utilitária, recorrendo a diferentes suportes e mediadores,
testemunhamos, ha décadas, o descaso com as bibliotecas públicas, principais
responsáveis pelo atendimento das demandas da comunidade em geral.
O manifesto da UNESCO (UNESCO, 2008) sobre Bibliotecas Públicas,
declara que sua missão está relacionada com a informação, alfabetização, educação
e cultura da comunidade onde se inserem, direcionando seus acervos, produtos e
serviços em atendimentos às necessidades locais, garantindo livre acesso a todos,
incluindo diferentes tipos de suportes e tecnologias. As coleções devem ser isentas
de qualquer forma de censura ideológica, política ou religiosa e de pressões
comerciais. Denomina a Biblioteca Pública como:
Porta de acesso local ao conhecimento [que] fornece as condições
básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de
decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos
indivíduos e dos grupos sociais. [...] Força viva para a educação, a
cultura e a informação, e como agente essencial para a promoção
da paz e do bem-estar espiritual nas mentes dos homens e das
mulheres. (UNESCO, 2008).

Observa-se, entretanto, um fortalecimento de unidades de informação
especializadas e universitárias, em detrimento das públicas e escolares. As
primeiras, atendendo a uma minoria da população, o “topo da pirâmide”, as últimas,
resistindo a sucessivos descasos das políticas públicas.

�4

No universo das bibliotecas públicas, um crescente baixo status dos
profissionais e dificuldades de recursos humanos, financeiros e de infra-estrutura,
resultam em uma prestação de serviços que, muitas vezes, se resume a meras
rotinas burocráticas. Certamente tais premissas determinaram a péssima imagem de
grande parte das bibliotecas públicas e a percepção equivocada de seus reais
compromissos pela população.
Embora as bibliotecas universitárias e especializadas desfrutem de uma
situação mais confortável que permite a realização de grande parte dos seus
objetivos frente à comunidade acadêmica, é freqüente o registro de demandas por
informação, decorrentes de outros segmentos da população. O estudante do ensino
fundamental e médio e o

cidadão comum, que, num primeiro momento, não

consistem em foco principal destas unidades informacionais, também constituem-se
em demanda facilmente observada. Tais usuários, que recorrem diariamente aos
acervos das bibliotecas universitárias e especializadas, representam um pequeno
percentual da demanda não atendida. Usuários com necessidades informacionais e
coragem suficientes para acessarem tais unidades. Esta demanda, povoa
constantemente as inquietações dos profissionais de bibliotecas especializadas e
universitárias. Atendê-la ou não?
A observação cotidiana leva-nos à constatação de que grande parte da
população carece de acesso à informação, sobretudo utilitária, recorrendo, desta
forma, à unidade de informação que está ao seu alcance, sendo esta, algumas
vezes, a biblioteca universitária ou especializada. É neste contexto que se encontra
a Biblioteca Especializada do Museu Republicano “Convenção de Itu”, extensão do
Museu Paulista da Universidade de São Paulo e o projeto de parceria instituído, em
2007, com a Biblioteca Pública Municipal de Itu.
O projeto que ora desejamos apresentar reflete, por um lado, o
compromisso da Universidade de São Paulo com o local onde se insere e, por outro,
uma tentativa de alertar para a necessidade de estabelecimento de políticas públicas
que contemplem a criação de unidades informacionais que atendam às
necessidades da população em geral

�5

2 A SEÇÃO DE BIBLIOTECA DO MUSEU REPUBLICANO “CONVENÇÃO DE
ITU” (MRCI)-MP/USP
A Seção de Biblioteca do MRCI iniciou-se em 1987, e durante 18 anos
funcionou em uma das salas do Museu Republicano “Convenção de Itu”, inaugurado
pelo Presidente do Estado de São Paulo, Washington Luis Pereira de Sousa, a 18
de abril de 1923 e desde então subordinado administrativamente ao Museu Paulista
(o popularmente conhecido Museu do Ipiranga) que, em 1934, tornou-se Instituto
complementar da recém-criada Universidade de São Paulo e a ela se integrou pela
Lei No. 7.843, de 11 de março de 1963.
O edifício, sobrado de taipa de pilão e pau-a-pique, construído em meados
do século XIX, abrigava, além das áreas expositivas, os acervos biblioteconômicos,
arquivísticos e iconográficos. Com o desenvolvimento das coleções e o aumento das
atividades educativas e de extensão, o edifício, tombado pelo IPHAN e
CONDEPHAAT, tornou-se insuficiente e inadequado ao armazenamento das
coleções documentais e o atendimento ao público pesquisador.
Negociações com os poderes legislativo e executivo do município
possibilitaram a aquisição de novo espaço, com melhores condições para realização
das atividades desenvolvidas. Atualmente, a biblioteca do MRCI localiza-se em
edifício estrategicamente posicionado na área central da cidade de Itu (SP)1,
próximo às áreas de comércio, instituições financeiras, agência de correio e com
fácil acesso ao transporte coletivo. Popularmente conhecido como “Casa do Barão”,
o edifício funcionou, anteriormente, como sede da Prefeitura e Secretaria Municipal
de Turismo, abrigando, por décadas, diversos órgãos públicos municipais e, a partir
de novembro de 2005, passou a ser chamado Centro de Estudos da Universidade
de São Paulo e por ela será utilizado e administrado por um período de 30 anos, em
regime de comodato.
1

Município localizado a 101 km da capital do Estado, com 147.157 mil habitantes. Situa-se entre o planalto
cristalino e o sedimentar. Relevo de colina suave e nas regiões limítrofes algumas altitudes. A cidade é famosa
por seus objetos com tamanhos exageradamente grandes. Possui um centro histórico e diversos museus e igrejas,
além das centenárias fazendas de café. O clima da região é tropical e a temperatura varia de 16º a 22º em média.
O verão é muito quente e seco, o inverno é seco. O município é banhado pelo Rio Tietê e alguns outros de menor
extensão como o Itaim Mirim, Itaim Guaçu e Braiaiá.

�6

Criada como um ramal da biblioteca do Museu Paulista, a biblioteca do
MRCI ocupa parte do piso inferior do edifício e tem como objetivo básico
desenvolver produtos e serviços que subsidiem projetos de natureza científica,
educacional e cultural realizados sob o tema Movimento Republicano e História da
Primeira República (1889-1930).
Seu núcleo inicial foi constituído pela Biblioteca Prudente de Moraes,
doada na década de 1920 por familiares do primeiro presidente civil do Brasil. Desta
coleção, composta de 1.222 volumes, destacam-se obras de jurisprudência,
legislação, relatórios provinciais e de setores do aparelho do Estado e anais da
Câmara Federal e do Senado.
A este núcleo acrescentaram-se, primeiramente, obras duplicadas e
transferidas da Biblioteca do Museu Paulista da USP e doações recolhidas desde o
início das atividades do Museu no ano de 1923. As doações foram intensificadas na
década de 1990, por campanhas junto a professores e estudiosos dos primeiros
anos da República.
Gradativamente a coleção vem sendo atualizada através de aquisição por
compra e doações de trabalhos acadêmicos: monografias de final de curso,
dissertações e teses, desenvolvidas a partir do acervo institucional.
No ano de 2005 a biblioteca recebeu, através de doação do Banco Itaú,
cerca de 27.000 obras pertencentes à biblioteca particular do Prof. Edgard Carone.
O acervo conta com livros sobre história do Brasil, mais especificamente do período
republicano, certamente, coletados no decorrer dos longos anos como professor do
Instituto de História da Universidade de São Paulo. Há, também, grande coleção de
livros sobre comunismo, socialismo, movimento operário e revoluções russa e
cubana, resultado de sua atuação política como membro do Partido Comunista.
À coleção base, composta hoje por cerca de 32.000 volumes entre livros e
teses, 142 títulos de periódicos da área, além de 23 títulos de jornais da região
referentes ao período de 1870-1930, incorporaram-se, em decorrência do interesse
do público usuário e de doações da própria comunidade, duas coleções de
fundamental importância: biografias de contemporâneos representativos do período
e história local e regional.

�7

Para melhor atender ao público usuário, a biblioteca criou serviços
especiais de orientação bibliográfica, orientação quanto às normas de referências e
apresentação de trabalhos acadêmicos, treinamentos em bases de dados,
levantamentos bibliográficos e desenvolvimento de projetos especiais envolvendo
professores e alunos de escolas do ensino fundamental e médio.

3 DETECTANDO NOVAS DEMANDAS
Embora o foco central da biblioteca do MRCI seja o pesquisador e o
público acadêmico de graduação e pós-graduação, sobretudo das áreas de História,
Arquitetura, Sociologia e Direito, a unidade sempre recebeu solicitações de
estudantes de primeiro e segundo graus e, mais recentemente, com a mudança do
acervo para a “Casa do Barão”, passou a receber grande quantidade de cidadãos
comuns, às voltas com dúvidas sobre serviços e produtos de caráter público.
O atendimento à demanda estudantil foi prontamente solucionado com o
desenvolvimento de projetos educativos junto à Diretoria de Ensino local, incluindo o
atendimento às pesquisas escolares, desde que, devidamente engajadas em
projetos cujos temas são atendidos pelo acervo da Instituição. Anualmente,
professores do ensino fundamental e médio incluem os recursos informacionais da
biblioteca em seus planos pedagógicos, se antecipam na seleção de fontes
bibliográficas e instrumentalizam os estudantes para o trabalho de pesquisa.
Incluímos no atendimento às Escolas de Ensino Fundamental e Médio, cursos
oferecidos em parceria com Oficinas Pedagógicas, para orientação dos docentes
sobre normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para
elaboração de projetos de pesquisa, trabalhos acadêmicos, citações e apresentação
de referências bibliográficas. As oficinas, destinadas aos professores, e atendendo a
pedidos destes, atingem também o público discente, que recebe instruções sobre as
normas em sala de aula.
Com relação à demanda por informações utilitárias, notou-se uma
intensificação, desde a transferência dos acervos para o novo prédio (2005), com
arquitetura mais adaptável aos acervos e serviços da biblioteca e cujas
dependências já recebiam grande freqüência de cidadãos comuns. Após dois anos

�8

de funcionamento no local, a equipe da biblioteca constatou uma recorrência da
população em busca de informações de caráter utilitário.
Conscientes de que a Prefeitura do Município mantêm apenas duas
bibliotecas públicas (uma das quais distante cerca de 12 quilômetros da área central)
para atendimento a cerca de 150 mil habitantes, que a unidade de informação em
questão, embora recentemente reformada, passa por dificuldades técnicas,
administrativas e financeiras, que seus serviços destinam-se, prioritariamente, ao
atendimento de estudantes do ensino fundamental e médio, e que grande maioria da
população desconhece sua existência ou possui percepção errada de seus
objetivos; a equipe da biblioteca do MRCI optou por aproximar-se desta instituição.
O contato objetivou o estabelecimento de parceria para troca de conhecimento,
aplicável aos problemas observados na biblioteca pública municipal, responsável
pelo atendimento à demanda detectada pelos funcionários da Biblioteca do MRCI.
A biblioteca especializada do MRCI conta com excelente espaço físico,
mobiliário adequado, equipe qualificada e com todas as facilidades técnicas e
administrativas decorrentes do pertencimento ao Sistema de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBi-USP). Suaiden (2000) afirma em seu oportuno
texto “A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação” que, em estudos
para desenvolvimento dos serviços bibliotecários, iniciados em 1936 no Governo de
Getúlio Vargas, com a Criação do Instituto Nacional do Livro.
[...] ficou comprovada uma tendência de que as bibliotecas
especializadas e centros de documentação que começavam a ser
criados tinham mais recursos que os demais tipos de bibliotecas.
Era uma grande inversão de valores na medida em que as
bibliotecas infantis, públicas e escolares, que deveriam privilegiar a
formação do leitor, não contavam nem com recursos humanos, nem
com recursos financeiros adequados.

Certamente temos mais recursos e não é o cidadão comum, o foco
principal de nossos produtos e serviços; porém, diante da situação que nos foi
apresentada, não conseguimos nos furtar a uma ação que possibilitasse o
fortalecimento da biblioteca pública localizada na área central do município, para
proceder uma transferência da demanda, de forma gradativa e planejada.

�9

Nos primeiros contatos, observou-se que a biblioteca pública abrigava
problemas já conhecidos da literatura especializada. A inexistência de bibliotecas
escolares no município e a obrigatoriedade do desenvolvimento de projetos de
pesquisa nos estabelecimentos de ensino levaram uma legião de alunos do ensino
fundamental e médio a ocuparem a biblioteca, ocorrendo um fenômeno de
“escolarização da biblioteca pública” (SUAIDEN, 2000). A exemplo de outras
instituições congêneres, o atendimento a essa demanda obrigou a negligência aos
serviços destinados à população em geral. Um recente reforma, finalizada nos
primeiros meses de 2008, proporcionou melhoras no espaço físico; porém, a
recorrente escassez de recursos financeiros, humanos e físicos tornou o local pouco
atraente por muitas décadas, para qualquer público usuário. O resultado,
afastamento da população e uma percepção bastante negativa dos serviços
bibliotecários.
Nossa intenção, além do compartilhamento do conhecimento, foi auxiliar
no levantamento de necessidades informacionais da população em geral, para
elaboração de diagnóstico consistente, que possibilitasse vincular a biblioteca
pública com os interesses da comunidade, tornando-a interessante e necessária.
Além, obviamente, de atender de imediato a demanda que nos foi apresentada.
Autores como Cunha et al. (2008) e Lemos (2005) fortaleceram nossa
convicção da necessidade da parceria: os primeiros alertam para a importância de
as bibliotecas públicas exercerem suas funções no Programa Sociedade da
Informação no Brasil, sobretudo nas questões de conteúdo e identidade cultural e no
aspecto da democratização do acesso à informação, incluídas que estão na linha de
ação -universalização de serviços para cidadania.
Lemos (2005) registra, por sua vez, que:
Na realidade, as bibliotecas públicas têm sobrevivido, sem rumo e
sem objetivos claros, com suas funções sendo definidas a reboque
das práticas técnicas e não como uma busca constante de
satisfazer as necessidades expressas pela própria comunidade.

Complementa destacando a importância de examinar a situação da
biblioteca pública da perspectiva “mais ampla das desigualdades que caracterizam a
sociedade brasileira”. Desigualdades presentes nos diferentes aspectos da vida

�10

humana: “da moradia à educação, da alimentação ao lazer, da saúde à morte, tudo
isso se acha distribuído de forma cruelmente desigual. E, nos últimos anos, essas
desigualdades se têm acentuado ainda mais.”.
E é concordando com tais colocações que nos sentimos co-responsáveis
pelas dificuldades enfrentadas na biblioteca pública do município de Itu e pelos
indivíduos que procuraram, ao longo destes dois anos, os serviços da Biblioteca
Especializada do MRCI. Refletimos sobre a questão - Atender ou não ? . Optamos
por, agir.

4 AS AÇÕES
Num primeiro momento foram agendadas reuniões com um representante
da biblioteca pública (uma bibliotecária voluntária, há décadas longe do meio
profissional), para levantamento das dificuldades. Cerca de sete encontros foram
necessários para oferecermos orientações sobre descarte/seleção, processamento
técnico, produtos e serviços específicos da biblioteca pública, softwares para
automação de acervos, tratamento de materiais especiais e obras raras, noções
básicas de conservação e preservação de acervos, além de literatura básica sobre
os serviços técnicos bibliotecários. Em seguida, nos prontificamos em selecionar e
dar acesso a textos científicos sobre o papel da biblioteca pública na formação da
cidadania, a fim de sensibilizar os poucos funcionários existentes no local sobre a
importância de suas funções. Visitamos, motivamos, nos aproximamos.
Simultaneamente, no edifício sede da Biblioteca do MRCI, optamos por
atender temporariamente a demanda, registrando todas as necessidades expressas
pela população. E ao mesmo tempo, informando da existência da biblioteca pública,
localizada a cerca de 300 metros de nosso edifício. Os registros das necessidades
são tabulados e enviados periodicamente ao responsável pela biblioteca.
O público que diariamente recorre à Biblioteca do MRCI certamente irá
necessitar de algum tempo para que possa aprender as novas funções da biblioteca
pública. Até que isso aconteça e que a biblioteca esteja preparada para recebê-los,
os registros serão feitos e enviados, garantindo subsídios ao planejamento de

�11

produtos e serviços mais adequados às necessidades locais. A tarefa de registro das
solicitações ficou a cargo de um dos funcionários da biblioteca, responsável pela
recepção ao público, que registra em formulário próprio a data, categoria da
informação

e

o

procedimento

adotado:

satisfação

da

informação

ou

encaminhamento a outro órgão. Para a realização dessa atividade, o funcionário
tomou conhecimento dos órgãos da administração pública local, ligados aos poderes
executivo, legislativo e judiciário, além de serviços de saúde, bancários, correios,
entre outros. O funcionário recebeu treinamento sobre a importância do oferecimento
de informação útil ao cidadão. Munido dessas informações, muitas questões foram
de pronto respondidas e, em outros casos, o cidadão foi encaminhado ao local
desejado. Cabe lembrar que o formulário foi desenvolvido levando-se em conta as
categorias das demandas observadas e apresenta-se em formato simples e prático,
demandando tempo e esforço mínimo para o registro.
Para melhor conhecer os problemas que levam parte da população da
cidade à busca por informações, elaboramos tabela e gráfico que registram o fluxo
de atendimento no período de 31/10/2007 a 11/04/2008, na recepção do edifício
sede da Biblioteca do MRCI:
Tabela 1 - Categorias das necessidades informacionais
(continua)
Solicitação
Quantidade
Atividades culturais e turísticas (museus,

36

grupos de terceira idade, secretaria de
turismo, Biblioteca)
Serviços Públicos federais, estaduais e

31

municipais
Trabalho

12

Comércio

2

Previdência Social

1

Habitação

2

Serviços jurídicos (Cartórios, advocacia)

4

�12

Tabela 1 - Categorias das necessidades informacionais
(conclusão)
Solicitação
Quantidade
Fundo social / assistente social (conselho

71

tutelar, cestas básicas, material escolar,
bolsa escola, fornecimento de alimentação
gratuita...)
Educação (Cursos de capacitação,

83

endereços de instituições de ensino
públicas e privadas)
Câmara Municipal

4

Saúde Pública (Farmácia do Povo,

28

carteirinha do SUS, postos de saúde)
TOTAL

274

Necessidades de informação
90

83

80

Cultura/turismo

71

Ser.Publ.

70

Trabalho

60

Comercial

50
40

Previdência

36

habitação

31

28

30
20
10
0

Serv. Jurídicos
Fundo Social

12

Educação

2

2

1

4

4

Câmara Municipal
Saúde Pública

1

Gráfico 1 - Categoria de necessidades informacionais

As ilustrações sugerem demandas muito concretas por informações de
utilidade pública. Cidadãos que procuram por serviços ligados à educação e
assistência social (conselho tutelar, cestas básicas, bolsa escola, fornecimento de
alimentação gratuita) representam a maior parte das solicitações. Certamente a

�13

demanda por serviços de assistência social, reflete a grande quantidade de pessoas
que ainda necessitam do auxílio do poder público para sobreviver em melhores
condições.
A Saúde Pública (solicitações de endereços de postos de saúde, locais
para confecção de carteiras do SUS e locais para obtenção de remédios gratuitos)
também é preocupação dos munícipes que procuram a “Casa do Barão” para obter
tais informações.
A presença desta e de demandas como habitação e previdência social,
entre outros, indicam demanda pela satisfação de “necessidades básicas que
representam a segurança de existir em um determinado espaço.” (BARRETO, 2000).
Surpreendeu-nos a grande demanda por informações sobre Educação
(cursos de capacitação, endereços de instituições de ensino públicas e privadas).
Tal fato pode indicar a preocupação da população em capacitar-se para ingressar ou
obter melhores colocações no mercado de trabalho.
A demanda por informações culturais e turísticas justifica-se por ser esta
cidade uma Estância Turística, o que implica na necessidade de criação de postos
de informação, também ao visitante externo. Função que poderia ser assumida pela
equipe da biblioteca pública, instalada em local privilegiado, em meio aos principais
pontos históricos da cidade.
Um total de 274 registros entre novembro/2007 e abril/2008 possibilitou
constatar a necessidade de divulgar a biblioteca pública como unidade de
informação utilitária, transferindo gradativamente a demanda atendida por nós, para
o local mais adequado.
Registramos, ainda, casos de indivíduos com impossibilidade ou sérias
dificuldades em preenchimentos de formulários para requisições de serviços
públicos, telefones de utilidade, nomes de ruas, praças e outras informações que
podem facilmente ser resolvidas por um mapa da área central.
Questionados os usuários sobre a biblioteca pública, localizada nas
proximidades da Biblioteca do MRCI, a totalidade informou não ter conhecimento e,
tampouco, que tais informações poderiam ser obtidas no local. Muito embora a

�14

Prefeitura local ofereça um serviço gratuito de informação por telefone, o número
(156), este não é de conhecimento de grande parte da população.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Reiteramos a afirmação de que a Biblioteca Especializada tem como seu
público alvo o pesquisador e estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação
e, para a satisfação destes, desenvolvemos novos conhecimentos, que resultam em
produtos e serviços específicos. Entretanto, insistimos no dever de compartilharmos
nossos recursos para a melhoria das demais instituições informacionais do
município, sem prejuízo de nossas atividades rotineiras, numa tentativa de
comprovar, sobretudo, ao poder público local, a necessidade de melhora dos
serviços públicos de informação, serviços capazes de possibilitar ao cidadão a
educação continuada, informação, cultura e lazer. São estas as demandas por nós
captadas e vão ao encontro das funções inerentes à biblioteca pública.
Compartilhar nosso conhecimento e recursos parece-nos fundamental no
fortalecimento da biblioteca pública, de maneira que possa exercer plenamente suas
funções e, quiçá, estimular a criação de outras unidades em diferentes bairros da
cidade. Entendemos ainda, estarmos em acordo com a missão da Universidade, no
tocante à extensão de seus serviços à comunidade, além de estarmos colaborando
para “assegurar o acesso dos cidadãos a todos os tipos de informação da
comunidade local”, como parte das missões da biblioteca pública, expressas pela
UNESCO. (UNESCO, 1995).
Finalizamos, parafraseando Suaiden (2000), lembrando que, à medida que
a biblioteca pública de Itu se vincular adequadamente à comunidade, passará a ser
o caminho que possibilitará a participação efetiva dos cidadãos na Sociedade da
Informação. Mais concretamente, participando nos destinos do município. Isso,
afirma o autor, é fundamental em um país onde a desinformação atinge altas
proporções, e, dessa forma, o cidadão não tem oportunidade de entender e ter
noção dos seus direitos e deveres em uma sociedade globalizada, pois o acesso à
informação, nos novos tempos, significa o investimento adequado para diminuir as

�15

desigualdades sociais e as formas de dominação que marcaram a história
contemporânea.

REFERÊNCIAS
BARRETO, Aldo de Albuquerque. Os Agregados de informação: Memórias,
esquecimento e estoques de informação. Ci. Inf., v.1, n.3, jun. 2000.
CUNHA, Vanda A. da; DAMASCENO, Elane C.; SANTOS, Levi Alâ N. dos; REIS,
Jandira Santos dos. Biblioteca pública, desafios, perspectivas e (des)caminhos na
inclusão digital. Disponível em:
&lt;http://dici.ibict.br/archive/00000461/01/vandaelanelevijandira.pdf&gt;. Acesso em: 30
jan. 2008.
FREIRE, Isa Maria et al. Estudos de usuários: o padrão que une três abordagens.
Revista Ciência da Informação, Brasília, v.31, n.3, p. 103-107, set. / dez. 2002.
LARA, Marilda Lopes Ginez de; CAMARGO, Joice Claudia C.; ROCHA, Silvia
Gagliardi. Informação estatística e cidadania. Perspec., v.16, n.3 São Paulo
jul./set. 2002.
LEMOS, Antônio Agenor Briquet. Para onde vão as bibliotecas públicas. ExtraLibris,
2005. Disponível em:
http://academica.extralibris.info/bibliotecas/para_onde_vao_as_bibliotecas_p.html.
Acesso em 30 jan. 2008.
SUAIDEN, Emir José. A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação,
Brasília, Ci. Inf., v.29, n.2, maio/ago. 2000.
UNESCO. Manifesto da UNESCO sobre bibliotecas públicas. Disponível em:
&lt;www.bperj.rj.gov.br/manifestounesco-novo.htm&gt;. Acesso em: 30 jan. 2008.

__________________
1

Maria Cristina Monteiro Tasca, Mestre em Ciência da Informação pela PUCCAMP, Bibliotecária do
SIBI/USP, Museu Republicano “Convenção de Itu”-MP, mctasca@usp.br .

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Ciência da Informação&#13;
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                <text>Discute a questão das diferenças na distribuição e oferta dos estoques informacionais. Identifica demanda por informações utilitárias e escolares no Centro de Estudos do Museu Republicano “Convenção de Itu”-MP/USP, e descreve proposta de parceria com Instituições de Ensino e Biblioteca Pública local para realização de estudo de usuário, com propósito de identificar e categorizar as necessidades de informação da população que recorre ao Centro. Propõe, transferência de demanda, de forma planejada e gradativa, ao local apropriado para atendimento aos estudantes e ao cidadão.</text>
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PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA CIENTÍFICA E MAIOR VISIBILIDADE À
PRODUÇÃO CIENTÍFICA DO INSTITUTO DE FÍSICA GLEB WATAGHIN DA
UNICAMP
SPONCHIADO, R. A.1
CARTAXO, S. M. C.2

RESUMO
O presente trabalho busca dar andamento a um serviço já sistematizado da
Biblioteca do IFGW no que tange a gestão dos dados relacionados à produção
científica do instituto. O objetivo é garantir sua memória científica através da
recuperação do texto completo de toda a produção científica indexada do IFGW no
período de 1972 à 2007. Além disso, pretende-se catalogar essa produção no
catálogo bibliográfico da universidade contribuindo assim para aumentar a
visibilidade e acesso ao conhecimento gerado no instituto. Apresentamos a forma
com que esses artigos são recuperados e o andamento desse trabalho, mostrando o
total de artigos publicados, recuperados e linkados. Discutimos a respeito da
manutenção de repositórios institucionais, arquivos abertos e o Movimento de Livre
Acesso a Informação assim como, as novas formas de acesso e transmissão do
conhecimento dentro da universidade. Citamos também a emergência de um novo
Paradigma de Acesso Livre Eletrônico e buscamos sensibilizar através deste, a
discussão da comunidade universitária a esse respeito. Concluímos que a reunião
de toda produção cientifica do IFGW, como também da universidade é de
fundamental importância para o seu auto-conhecimento e o seu próprio
desenvolvimento.
Palavras-chave: Produção científica. Memória científica. Repositórios institucionais

ABSTRACT
This paper seeks to progress to a service already systematized the IFGW Library
regarding the management of data related to the scientific production of the institute.
The goal is to ensure his memory through scientific recovery of the full text of all the
scientific production of IFGW indexed in the period from 1972 to 2007. Moreover, it is
intended to catalogue this production in bibliographic catalogue of the university
helping to increase the visibility and access to knowledge generated in the institute.

�2

We introduce the way in which such items are recovered and the progress of this
work, showing the total amount of published, recovered and linked articles. We
discusse regarding maintenance of institutional repositories, open archives and the
Moviment of Free Access to Information and the new forms of access and
transmission of knowledge within the university. We also discourse about the
emergence of a new paradigm of Free Electronic Access and seek awareness
through this, the discussion of the university community to that. We conclude that the
joining of all scientific production of IFGW, but the university, is of fundamental
importance for its self-knowledge and its own development.
Keywords: Scientific production. Scientific memory. Institutional repositories

1 INTRODUÇÃO
A Universidade Estadual de Campinas, assim como outras universidades
no país vêm buscando viabilizar um ambiente propício para as atividades de ensino,
pesquisa e extensão oferecendo à comunidade universitária toda a infra-estrutura
necessária para o desenvolvimento dessas atividades.
Acompanhando também a discussão a respeito dos repositórios
institucionais, os arquivos abertos (open archives) e o Movimento de Livre Acesso a
Informação tem se observado uma considerável mudança no modo como a
informação é transmitida, publicada e comunicada.
Nesse sentido, esse trabalho tem a intenção de garantir a preservação da
memória científica do IFGW, bem como contribuir para a maior visibilidade dessa
produção indexada e publicada pelo instituto.

2 O ACESSO ABERTO A INFORMAÇÃO
O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) impactaram
todos os aspectos das relações sociais, culturais e econômicas. No contexto
acadêmico essas transformações tiveram dentre uma série de conseqüências, a
emergência de novas formas de comunicação e acesso a informação, criadas em
função do surgimento de novas necessidades.
A OAI – Open Archives Iniciative (Iniciativa dos Arquivos Abertos) foi o
primeiro movimento que refletiu tais mudanças. Esse movimento foi iniciado por

�3

pesquisadores e tinha como objetivo propor uma nova forma de comunicação
científica a partir de soluções tecnológicas que viabilizassem o acesso aberto e livre
ao conhecimento gerado.
Weitzel (2005) coloca que a OAI se caracteriza pelo auto-depósito dos
autores, por metadados padronizados para descrição, pelo acesso livre a produção
científica e o Protocolo OAI que permite a interoperabilidade entre diferentes
arquivos, a recuperação e compartilhamento das informações.
A esse respeito existe uma série de discussões, há aqueles favoráveis ao
estabelecimento desse novo modelo de comunicação atribuindo a essas iniciativas
de acesso aberto como o “modelo ideal” de publicação, uma vez que foge do “eixo
comercial” e que em tese garantiria o acesso a todos. Há também aqueles que
consideram tais iniciativas ainda incipientes, refletindo a respeito da fragilidade e a
não garantia de qualidade e legitimidade do que é publicado. Há também aqueles
que utilizam as duas formas de comunicação existentes e ainda não possuem uma
opinião formada a esse respeito. Apesar de não existir um consenso, não é possível
desconsiderar que esse movimento de acesso livre exista e que tem ganhado cada
vez mais espaço, sendo inclusive apoiado por sociedades científicas nacionais e
internacionais.
Para Weitzel (2005) o desafio da OAI está na conformação com os pilares
que fundamentam a comunicação cientifica clássica. Apesar disso, a autora afirma
que no âmbito da comunicação científica há uma transição do modelo clássico,
caracterizado essencialmente pelos periódicos por assinatura que se apóiam nos
três pilares ( acessibilidade, confiabilidade e publicidade), para o modelo de acesso
livre que visa garantir o acesso público e gratuito à informação científica. Weitzel
(2005) cita que esse momento de transição pode ser considerado como o
surgimento de um novo paradigma de Acesso livre eletrônico.
Há uma preocupação crescente em garantir o acesso e a difusão do
conhecimento gerado na universidade e nos órgãos públicos de pesquisa,
sobretudo, quando consideramos que os recursos utilizados para a realização
dessas pesquisas e conseqüentes resultados advêm de financiamentos públicos.
Um exemplo disso pode ser refletido na agenda do governo brasileiro quando em

�4

maio de 2007, Rodrigo Rollemberg propõe uma ementa que orienta as instituições
públicas de ensino superior a constituírem repositórios institucionais para depósito
de sua produção técnico-científica. Além disso, citamos as diferentes oportunidades
que o acesso livre à informação tem proporcionado, tais como o desenvolvimento de
repositórios institucionais ou temáticos, bibliotecas digitais, publicação de periódicos
científicos de acesso aberto e repositórios de eprints.

3 REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Os repositórios institucionais (RI) são atualmente uma fonte bastante
utilizada pelas universidades e instituições de ensino e pesquisa para reunir e tornar
acessível todo o conhecimento gerado por elas. De acordo com Crow (2002) os
repositórios institucionais são “coleções digitais que capturam e preservam a
produção intelectual de uma única universidade ou de uma comunidade multiuniversitária”. Para esse autor, os repositórios institucionais atendem a duas
estratégias fundamentais; a primeira delas diz respeito a melhoria da comunicação
científica dentro dessas instituições proporcionando melhores condições de
aprendizado e realização da pesquisa; a segunda, aos

indicadores tangíveis

oferecidos por esses repositórios sobre a qualidade da instituição, aumentando sua
visibilidade e conferindo prestígio e valor público para a instituição que o mantêm.
O trabalho de Crow (2002) é uma das referências a respeito de
repositórios institucionais, nele o autor cita a experiência da SPARC (The Scholarly
Publishing &amp; Academic Resources Colalition), realizando uma análise sobre os
repositórios institucionais no que se refere ao contexto, principais elementos,
importância, impactos e custos desse tipo de empreendimento.
Crow

(2002)

menciona

que

a

manutenção

desses

repositórios

institucionais contribui para o aumento da competição entre os fornecedores
comerciais de informação, reduzindo o monopólio e os altos custos de manutenção
dessas assinaturas.

�5

Johnson (2002) coloca que os repositórios institucionais “ são uma prática
eficaz em termos de custos e de meios estratégicos para as instituições construírem
parcerias para avançar na comunicação acadêmica”.
Para Leite e Costa (2006) a implementação de repositórios institucionais
traz diversas possibilidades de melhoria no processo de comunicação e o aumento
da interação entre os membros das comunidades científicas.
O número de repositórios institucionais e o número de registros têm
crescido consideravelmente, esse fato pode ser visualizado através do gráfico 1:

Gráfico 1 - Crescimento dos arquivos/repositórios institucionais
Fonte: Viana, Márdero Arellano e Shintaku (2005)

Conforme demonstrado no gráfico 1 o número de repositórios aumentou
significativamente entre os anos de 2002 e 2005, observa-se que o número de
repositórios em 2002 se aproximava de 30 e chega perto de 120 em 2005. O mesmo
aumento ocorre com o número de registros nesses repositórios. Viana, Márdero
Arellano e Shintaku (2005) afirmam que desses repositórios institucionais
espalhados pelo mundo, 100 deles são mantidos por universidades.

�6

4 IMPLICAÇÕES: DIREITO AUTORAL x LIVRE ACESSO
Uma das principais discussões com relação aos arquivos abertos e
repositórios institucionais se baseiam nas questões de direito autoral, tanto em
relação aos autores dos manuscritos, como em relação aos fornecedores comerciais
que possuem o direito sobre o conteúdo publicado.
Essa discussão gira em torno da dificuldade de salvaguardar o direito
intelectual que em “tese” é garantido nos meios de comunicação tradicionais.
Viana, Márdero Arellano e Shintaku (2005) citam que, embora existam
alguns tipos de licença como Common License/ Creative License que seguem as
normas de direito autorais ainda há atualmente poucos avanços com relação às
políticas institucionais que requeiram o auto-arquivamento da sua produção
científica.
Como vemos, há uma série de obstáculos que limitam o livre acesso ao
conhecimento gerado na universidade; o principal como dito anteriormente continua
sendo o aspecto legal, o dos direitos autorais, dos mecanismos de legitimação e de
preservação digital e a citação desses documentos que circulariam livremente.
No caso dos artigos científicos a sua incorporação aos repositórios
institucionais ainda é vetada, mesmo que os autores tenham origem na
universidade. Apesar disso, existe atualmente o chamado prazo de embargo, que
corresponde ao tempo em que o artigo fica impedido de ser divulgado livremente –
esse tempo varia conforme o título do periódico.
Um indicativo de que avanços têm sido realizados no sentido de permitir a
evolução dessas iniciativas de acesso aberto é a constituição do Sherpa (Securing a
Hybrid

Environment

for

Research

Preservation

and

Access

-

http://www.sherpa.ac.uk/index.html) que permite atualmente a consulta sobre o
tempo de embargo de uma série de títulos de periódicos internacionais. O objetivo
do Sherpa é investigar e tornar possível o desenvolvimento de repositórios
institucionais de acesso aberto nas universidades, de modo a facilitar a
disseminação do conhecimento e melhorar a comunicação no meio acadêmico.

�7

5 MATERIAIS E MÉTODOS
Com a intenção de dar andamento a um trabalho já sistematizado na
gestão dos dados relativos à produção científica indexada do IFGW, a Biblioteca
tem trabalhado na localização e recuperação dessa produção em texto completo,
seja por meio das fontes disponíveis nos acervos eletrônicos na universidade, da
localização em outras universidades ou da digitalização dos artigos impressos
constantes no acervo.
Atualmente o trabalho de recuperação desses artigos pode ser visualizado
através da Tabela 1 abaixo:
Tabela 1: Situação da digitalização e recuperação dos artigos
Produção científica indexada (ISI) do
IFGW/Unicamp 1972 -2007
Artigos publicados (total)

4901

Artigos digitalizados

3606

Artigos não recuperados

1295

Fonte: Biblioteca do Instituto de Física Gleb
Wataghin/UNICAMP -2007

Conforme se observa na Tabela 1 temos um total de 4901 artigos
publicados pela comunidade do IFGW, sendo que desses, 3606 artigos já foram
digitalizados e são mantidos no servidor do IFGW. Esses trabalhos não estão
disponíveis por questões autorais.
Além disso, a intenção é realizar a catalogação dessa produção no
catálogo bibliográfico “Acervus” da universidade para dar maior visibilidade a essa
produção, linkando quando possível o artigo caso a Unicamp possua a assinatura
eletrônica do periódico.
De todo modo, consideramos que a reunião dos dados de todo o
conhecimento produzido na universidade é algo fundamental. Atualmente a Unicamp
conta com o Sipex (Sistema de Informação de Pesquisa e Extensão) que é mantido
com o objetivo de gerir dados relacionados à pesquisa, extensão e ensino. Embora
tente reunir de alguma forma toda a produção científica da universidade, esse
sistema não é utilizado propriamente como fonte para a pesquisa.

�8

6 RESULTADOS E DISCUSSÔES
Acompanhando

as

tendências

relativas

ao

desenvolvimento

de

repositórios institucionais, arquivos abertos e ao Movimento de Livre Acesso a
Informação, a Universidade Estadual de Campinas tem sido uma das referências no
país com a manutenção e disponibilização de sua Biblioteca Digital, que vêm
permitindo desde o seu estabelecimento, maior visibilidade ao conhecimento gerado
na universidade de forma pública e gratuita.
Desde o início e atenta a essas oportunidades, a Biblioteca do IFGW
lançou em 2002 a sua própria Biblioteca Digital de Teses e Dissertações que
atualmente integra o acervo da Biblioteca Digital da Unicamp.
A Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin vêm realizando um
trabalho exaustivo desde 1995 na “gestão” da produção científica indexada. Neste
caso, podemos citar a realização de buscas sistemáticas junto às bases de dados,
seleção e identificação dos respectivos departamentos onde os artigos são
provenientes, manutenção dos dados relativos à produção anual na home page da
Biblioteca e a publicação do boletim bimensal Abstracta da produção do IFGW
(publicado desde 1997) distribuído gratuitamente a pesquisadores e instituições na
área de física.
Dando continuidade, esse trabalho de recuperação dos artigos indexados
e publicados pela comunidade do IFGW visa garantir a preservação da memória
cientifica do instituto.
Entendemos e trazemos esse trabalho que está sendo realizado também
como uma forma de discussão e reflexão sobre essa questão. Sendo que o seu
desenvolvimento tem como objetivo garantir a preservação da memória e também
facilitar o acesso mesmo que internamente ao conhecimento gerado dentro da
instituição e a favor do seu próprio desenvolvimento. Leite e Costa (2006) chamam a
atenção para o fato de que a universidade é responsável pela prioridade dada às
atividades de transferência do conhecimento dos indivíduos da instituição e que em
parte, essas prioridades são resultados de questões organizacionais manifestadas
em políticas e práticas, sendo essas capazes de promover a transferência do
conhecimento de forma visível e tangível.

�9

7 CONCLUSÕES
O trabalho até então empreendido na recuperação do texto completo da
produção científica do IFGW pretende além de garantir a preservação da memória
dessa produção, ampliar o acesso, a divulgação e a disseminação do conhecimento
que está sendo constantemente gerado no instituto. O trabalho busca tornar
acessível todo o patrimônio científico de modo a valorizar todo capital intelectual
disponível com vistas para o futuro.
Em um segundo momento, pretendemos por meio desse trabalho suscitar
e sensibilizar a comunidade universitária para a discussão das várias possibilidades
que a reunião e preservação dessa produção científica possa significar. Além disso,
esse trabalho busca tornar a biblioteca parte dessa mudança, uma vez que valores e
comportamentos estão sendo modificados constantemente. Em resposta a esse
cenário, surge a necessidade de novos serviços que atendam essa demanda que
não está focada exclusivamente nos serviços tradicionais prestados pela biblioteca.
Acreditamos que tais mudanças no processo de comunicação, publicação
e transmissão do conhecimento, até então realizados somente através do modelo
clássico, tendem a migrar ou coexistir com outros meios alternativos. Essa nova
realidade tem motivado a efervescência de novas oportunidades e desenvolvimento
de áreas emergentes, a transferência de tecnologia e o diálogo crescente com o
poder público no que tange as questões de acesso e disseminação da informação e
do conhecimento na sociedade.

REFERÊNCIAS
CROW, R. The case for institutional repositories: a SPARC position paper.
Washington: Scholarly Publishing &amp; Academic Resources Coalition, 2002.
Disponível em: &lt;http://www.arl.org/sparc/IR/ir.html&gt;. Acesso em: 3 jun. 2008.
LEITE, F. C. L.; COSTA, S. Repositórios institucionais como ferramentas de gestão
do conhecimento científico no ambiente acadêmico. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.11, n.2, p.206-219, mai./ago, 2006.

�10

Johnson, R. K. Institutional repositories: partnering with faculty to enhance scholarly
communication. D-Lib Magazine, v.8, n.11, nov. 2002. Disponível em:
&lt;http://www.dlib.org/dlib/november02/johnson/11johnson.html&gt;. Acesso em: 10 jun.
2008.
VIANA, C. L. M.; MÁRDERO ARELLANO, M. A.; SHINTAKU, M. Repositórios
institucionais em ciência e tecnologia: uma experiência de customização do
DSPACE. In: Proceedings Simpósio Internacional de Bibliotecas Digitais. 3., 2005,
São Paulo. Anais... Disponível em:
&lt;http://bibliotecascruesp.usp.br/3sibd/docs/viana358.pdf.&gt;. Acesso em: 3 jun. 2008.
WEITZEL, S. R. Iniciativa de arquivos abertos como nova forma de comunicação
científica. In: Proceedings III Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa
em Comunicação 3., 2005, São Paulo. Anais... Disponível em:
&lt;http://eprints.rclis.org/archive/00004186/&gt;. Acesso em: 21 mai. 2008.

__________________
1

Rita Aparecida Sponchiado, Universidade Estadual de Campinas, Biblioteca do Instituto de Física
“Gleb Wataghin”, library@ifi.unicamp.br.
2
Sandra Maria Carlos Cartaxo, Universidade Estadual de Campinas, Biblioteca do Instituto de Física
“Gleb Wataghin”, scartaxo@ifi.unicamp.br.

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                <text>O presente trabalho busca dar andamento a um serviço já sistematizado da Biblioteca do IFGW no que tange a gestão dos dados relacionados à produção científica do instituto. O objetivo é garantir sua memória científica através da recuperação do texto completo de toda a produção científica indexada do IFGW no período de 1972 à 2007. Além disso, pretende-se catalogar essa produção no catálogo bibliográfico da universidade contribuindo assim para aumentar a visibilidade e acesso ao conhecimento gerado no instituto. Apresentamos a forma com que esses artigos são recuperados e o andamento desse trabalho, mostrando o total de artigos publicados, recuperados e linkados. Discutimos a respeito da manutenção de repositórios institucionais, arquivos abertos e o Movimento de Livre Acesso a Informação assim como, as novas formas de acesso e transmissão do conhecimento dentro da universidade. Citamos também a emergência de um novo Paradigma de Acesso Livre Eletrônico e buscamos sensibilizar através deste, a discussão da comunidade universitária a esse respeito. Concluímos que a reunião de toda produção cientifica do IFGW, como também da universidade é de fundamental importância para o seu auto-conhecimento e o seu próprio desenvolvimento.</text>
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COMPETÊNCIA: diferentes abordagens e interpretações como
estímulo à Ciência da Informação
SOUZA, K. M. L.1
SAMPAIO, L. A. C.2
SILVA, L. C.3
NINA, R.4
LEMOS, W. S.5

RESUMO
Abordam-se conceitos sobre o termo competência, sob diversas áreas do
conhecimento. A definição de competência e conhecimento é semelhante para
muitas disciplinas, inclusive para a Ciência da Informação. Este trabalho tem por
objetivo fazer a análise das abordagens sobre competência com estímulo à Ciência
da Informação. Para tanto, foi realizado um estudo sobre a relação entre os dois
termos - competência e conhecimento - focando nas diferentes abordagens, mesmo
porque essas palavras sugerem diversas interpretações, dependendo do contexto
em que são usadas. Destacam-se, em síntese, alguns conceitos para competência,
de acordo com os principais autores da área. Enfim, estudou-se o que seriam as
competências para a ciência da informação, destacando as habilidades sugeridas
para o desenvolvimento das atividades profissionais, bem como as influências da
evolução da sociedade que induzem ao novo perfil do profissional da informação.
Palavras-chave: Competências. Ciência da Informação. Conhecimento. Profissional
da Informação.

ABSTRACT
It approaches concepts about the term “competence” in various areas of knowledge.
The definition of competence and knowledge is similar to many disciplines, including
the Information Science. This work aims to make the analysis of approaches about
competence as a stimulus of Information Science. For this, a study was conducted
on the relationship between the two terms: competence and knowledge, focusing on
different approaches, even because those words suggest various interpretations,
depending on the context in which they are used. It is, in short, some concepts about
competence, under the responsibility of the main authors of the area. Finally, it has

�2

been studied about what would be competence to the science of information,
highlighting the skills suggested for the development of professional activities as the
influence of evolution of society leading to the new profile of professional information.
Keywords: Competencies. Information Science. Knowledge. Informational
Professional.

1 INTRODUÇÃO
Ao final do século XX, as formas de se comunicar tornaram-se mais
eficazes e eficientes com a ocorrência da globalização e do progresso extraordinário
das ciências e das técnicas de comunicação, além do desenvolvimento de novos
materiais virtuais que facilitam o acesso à informação segura e uniforme.
Tarapanoff, Araújo Junior e Cormier (2000) salientam que, na Sociedade
da Informação, iniciaram-se as principais mudanças na estrutura do sistema
informacional com relação à predominância da produção do conhecimento e à
satisfação dos indivíduos e das organizações como desenvolvimento social e
econômico.
O maior desafio das organizações é identificar e assimilar o conhecimento
crítico que propicie um comportamento inovador. A exploração e o compartilhamento
do conhecimento desenvolvem a Gestão do Conhecimento, que acontece em três
estágios: “busca, transferência e integração” (ALMEIDA; PHENE; GRANT, 2003).
Com a valorização da informação e da tecnologia, a necessidade de gerenciar o
conhecimento para obter vantagem competitiva tornou-se uma realidade nas
organizações, principalmente para os indivíduos não se perderem com a quantidade
de informações produzidas diariamente.
A Ciência da Informação surge como uma disciplina dedicada à
acumulação e transmissão do conhecimento, que estuda sobre qualquer aspecto, o
registro e o acesso à informação, as forças que governam seu fluxo e os meios de
processamento para otimizar sua acessibilidade e utilização (BORKO, 1968).
Na busca por informações, o mercado de trabalho, antes centrado na
máquina, se volta para o indivíduo ativo, produtivo e consumidor. A valorização da
pessoa e suas interações sociais desenvolvem organizações e alimentam a
economia.

�3

A ênfase no indivíduo, como necessário para o progresso da sociedade e
das organizações, foi uma evolução da visão da área de Administração sobre o
desenvolvimento de recursos humanos na Inglaterra e nos EUA, por volta de 1980.
Devido a essa mudança de foco, iniciaram-se estudos sobre competências,
principalmente na aprendizagem relacionada com a valorização e criação da
informação. A compreensão do conceito de competência deve se utilizar de um novo
olhar, analisando todo o contexto que a envolve, inclusive, questões éticas e sociais
(RUTH, 2006). Para o autor, a análise tem sido feita com abordagens
comportamentais padronizadas – habilidades, desempenho, etc. –, que não levam
em conta o processo de aprendizagem e o desenvolvimento de conhecimento.
Neste sentido, indica uma investigação situacional que se utiliza da abstração,
aglomeração e padronização para construir o conceito de competência, semelhante
à contextual de Levy-Leboyer, Durand, entre outros.
Uma revisão de literatura sobre competências em diversas áreas nos
mostra que seu conceito se confunde com conhecimento e está relacionado às
capacidades, às habilidades e às atitudes, inclusive na Ciência da Informação, e
nesse sentido, examina-se a seguir essa associação.

2 RELAÇÃO ENTRE CONHECIMENTO E COMPETÊNCIA
No processamento do saber, a competência é o aspecto relevante do
conhecimento, a qual envolve a expertise, como o aprendizado e destreza em
realizar e discernir a essencialidade do fazer. Neste sentido, o exercício das
profissões acompanha as necessidades da sociedade emergente que, cada vez
mais exigente, tanto na interação pessoal, quanto na formação especializada,
direciona o profissional a buscar conhecimento (NINA, 2006, p.32).
Para Polanyi (1983) não há conhecimento objetivo e absoluto. O
conhecimento é construído por seres humanos que possuem valores e experiências
pessoais e sociais, que intervêm e são influenciados a cada fenômeno social.
Portanto,

enriquecem

com

cada

nova

idéia

ou

situação

adotada.

Conseqüentemente, define-se o conhecimento tácito como originalmente constituído
pela mente humana, com seus sentimentos e sensações, intangível, pessoal e

�4

implícito ao indivíduo, que alia o conhecimento intelectual ao prático e está em
freqüente transformação e movimento (POLANYI, 1983).
Sveiby (1998) faz uma comparação entre conhecimento e competência com
relação à capacidade de saber. Especifica o conhecimento como a capacidade de
saber e aprender continuamente e a competência como a capacidade de identificar
nas informações as formas e regras de ação com a segurança de um especialista.
Aprimora a competência com a perícia, que no caso, possibilita transformar,
readaptar e inovar as ações. Assim como o conhecimento é a base para a
competência, a perícia é o diferencial de inovação e segurança de ação que o
profissional competente desenvolveu. Indica o alto nível de conhecimentos
reagentes e intrínsecos ao indivíduo que possibilitam o imediatismo e a precisão de
reação.
Neste caso o conhecimento tácito é uma ferramenta fundamental que orienta
como se deve agir ou reunir novos conhecimentos para realizar uma ação
focalizada. Segundo Polanyi (1983), a percepção e apreensão do conhecimento
concentram o poder de criatividade e o processo comportamental do homem. No
entanto, o conhecimento inerte armazenado em qualquer suporte não influi reação,
não interage com o seu meio e não se desenvolve. Portanto, o compartilhamento do
conhecimento é que o desenvolve e recria as novas competências.

3 COMPETÊNCIA EM DIFERENTES ABORDAGENS
O tema competência, desde a década de 1970, é pesquisado por
psicólogos e educadores (FLEURY; FLEURY, 2001). A partir desse período, tomou
impulso e entrou para a pauta das discussões acadêmicas e empresariais,
associado às diferentes instâncias de compreensão em termos dos seguintes
aspectos: da pessoa (as competências do indivíduo), das organizações (as core
competences) e dos países (sistemas educacionais e formação de competências).
Nos últimos anos, Flink e Vanalle (2006) abordam a importância que a gestão
baseada em competências vem assumindo, apoiando seus estudos em McClelland.
A noção de competências surgiu nas Ciências Organizacionais, na
Europa, por volta 1980 (DELUIZ, 2001) e se desenvolveu junto aos sistemas de

�5

informações estratégicos. Segundo Zarifian (2001), é na década de 1980 que a
interseção de conhecimentos e habilidades profissionais e sociais estimula o
desenvolvimento de competências essenciais no indivíduo. O autor afirma que o
indivíduo deve dispor de seu potencial de conhecimento em prol dos objetivos e
estratégias de competitividade da organização através dos pequenos grupos. Os
potenciais de conhecimentos e habilidades individuais são cooptados, e se
transformam em competências ao compartilharem e interagirem com empenho, com
responsabilidade e comprometimento. Zarifian (2001) tenta demonstrar a inegável
relação do conceito de competência com as transformações ocorridas na sociedade
ao longo da história do trabalho. Também, Santos (2001), Hammel &amp; Prahalad
(2001) e Durand (1999) conectam as competências com as tarefas profissionais.
Nas relações de trabalho que se processavam nos primórdios do
capitalismo industrial das fábricas de produção, o trabalhador era utilizado apenas
como mais um recurso de produção, não se levava em conta suas capacidades
pessoais, conhecimentos e sentimentos. Em muitos momentos a produtividade no
trabalho era considerada a velocidade na execução de tarefas, comparando-se,
desta forma, o trabalho das máquinas ao trabalho humano.
As mutações que se processaram durante o século XX em termos
econômicos e tecnológicos desenvolveram novas lógicas de relação entre trabalho e
trabalhador.

Para

Zarifian

(2001),

essas

transformações

baseiam-se

no

entendimento de três abordagens principais: evento, comunicação e prestação de
serviço. Nesta acepção, pode-se verificar que as transformações processadas ao
longo dos tempos na relação trabalho e trabalhador deram origem a novos conceitos
de produtividade e eficiência. O trabalho é o prolongamento direto das competências
pessoais que um indivíduo possui para a solução de situações inesperadas
(eventos) que exigem processos de socialização (comunicação) contínuos para o
alcance de objetivos (prestação de serviços) aos clientes ou aos usuários cada vez
mais exigentes quanto à qualidade. Segundo o autor, a competência de um sujeito
se manifesta em situações práticas, e somente quando se põe em prática as
competências torna-se possível avaliá-las.
Le Boterf (2003) procura demonstrar as mudanças que se processaram no
mundo do trabalho para explicar o desenvolvimento do modelo de competências.

�6

Apresenta uma análise contrapondo dois modelos de competência existentes. O
primeiro modelo, relacionado ao conceito de “tempos e movimentos” das
concepções tayloristas e fordistas, em que a competência se limitava a um saberfazer em termos de comportamento esperado, observável e mecanizado. E o
segundo, relacionado ao desenvolvimento da economia de serviço no século XX,
período no qual houve transformações significativas para a vida dos trabalhadores
em todo o mundo. Para este autor, no segundo modelo o indivíduo é visto mais
como um ator do que como um simples operador de tarefas. Neste cenário, o
profissional competente é aquele que sabe agir em situações diversas, vai além do
prescrito e toma iniciativas quando necessário. A administração da complexidade é
apontada como o maior desafio para os trabalhadores competentes. Para que essa
administração possa se efetivar, é preciso um conjunto de qualidades que é definido
em cinco ações principais:
•

Saber agir e reagir com pertinência;

•

Saber combinar recursos e mobilizá-los em um contexto;

•

Saber transpor (capacidade de aprendizado e adaptação);

•

Saber aprender e aprender a aprender;

•

Saber envolver-se
Para o autor, um conjunto de qualidades inter-relacionadas em um

contexto prático se soma com o objetivo de não só desenvolver competências, mas
também, profissionalismo. De forma resumida, esse conjunto de qualidades forma
um triângulo cujo centro contém a competência e o profissionalismo. Três ações
compõem os vértices desse triângulo: querer agir, saber agir e poder agir. Em
seqüência ao estudo ressaltam-se definições de competência.
A palavra competência sugere muitas interpretações, dependendo do
contexto em que é usada. Conforme Levy-Leboyer (1997), competência pode
representar: autoridade, quando significa o poder que se encontra na alta direção;
capacitação, quando significa o “saber fazer” e o “saber conhecer” do indivíduo;
competição, quando estabelece as metas a serem alcançadas, gerando rivalidade;
qualificação, quando na área de Gestão de Pessoas psicólogos do trabalho apontam
candidatos aptos, ou não, para o cargo, uma referência à capacidade que a pessoa
tem de lidar com os próprios problemas e resolvê-los de uma maneira mais efetiva;

�7

incumbência, que é utilizada por agentes sociais ao se definirem as tarefas e
funções de responsabilidade de um determinado profissional; suficiência, que se dá
na execução de um trabalho, quando se tem a especificação mínima para ser
competitivo.
Brandão

(1999)

descreve

a

competência

nos

diferentes

níveis

organizacionais e afirma que alguns autores elevam o conceito de competência à
equipe de trabalho ou mesmo à organização como um todo. Zarifian (2001) sustenta
que não se deve desconsiderar a dimensão da equipe no processo produtivo. Para
esse autor, em cada grupo de trabalho se manifesta uma competência coletiva, que
é mais do que a simples soma das competências de seus membros. Da mesma
forma, Le Boterf (2003) argumenta que, em se tratando de equipes de trabalho, a
competência coletiva se forma a partir da sinergia das competências individuais que
o grupo de trabalho possui. Enquanto, Prahalad e Hamel (1995) estabelecem o
conceito de competência essencial (core competence) e tratam do conceito no nível
organizacional, referindo-se à competência como um conjunto de fatores –
conhecimentos, habilidades, valores, tecnologias e sistemas físicos e gerenciais –
que gera um diferencial competitivo para a organização (HAMEL; PRAHALAD,
2001).
Durand (1999) chama a atenção para esses fatores ao comentar que
crenças e valores compartilhados e outras relações sociais existentes no âmbito do
grupo influenciam sobremaneira a conduta e o desempenho de seus membros,
representados na fig.1 a seguir:

Figura 1 - Esclarecimento das três dimensões da competência
Fonte: Durand (2006, p. 281, tradução nossa)
1

Explicitation des trois dimensions de la competénce,

1

�8

O autor propõe um modelo de competência articulada em torno de
três dimensões que são: conhecimento (savoir), práticas (savoir-faire) e atitudes
(savoir être). Esse modelo engloba não só o processo de gestão, mas também de
estrutura organizacional, decisão estratégica e analogias sociais.
Devido

ao

grande

número

de

abordagens

levantadas,

foram

destacados os seguintes conceitos para competência:
AUTOR
Durand (1999)
Fleury &amp; Fleury
(2001)
Flink e Vanalle
(2006)
Le Boterf (1995)

Levy-Leboyer
(1997, p.13)
Prahalad e Hamel
(1998, p. 298)
Real Academia
Espanhola (2000)

Santos (2001, p.27),
Zafirian (2003,
p.137)
Zarifian (2001,
p.66); MEDEF
2
(1998)

DEFINIÇÃO
Competências são conhecimento, habilidades e atitudes necessárias
para se atingir determinados objetivos
Competência é saber agir responsável e reconhecido, que implica
mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que
agregam valor econômico à organização e valor social ao indivíduo
As competências podem ser de três tipos: essenciais, funcionais e
individuais. Os autores utilizam os estudos de McClelland para avaliar as
competências que devem ser desenvolvidas
A competência é o saber agir responsável e que é reconhecido pelos
outros. Implica saber como mobilizar, integrar e transferir os
conhecimentos, recursos e habilidades, num contexto profissional
determinado
Competências são “repertórios de comportamentos que algumas
pessoas dominam melhor que outras, o que as fazem mais eficazes em
uma determinada situação”
"As competências essenciais são o aprendizado coletivo na
organização, especialmente como coordenar as diversas habilidades de
produção e integrar as múltiplas correntes de tecnologia"
Competência é “[...] tanto obrigação como atitude ou habilidade para
fazer algo”.
Competência “não é apenas conhecimento e habilidades para a
realização do trabalho (saber fazer), mas também atitudes, valores e
características pessoais vinculados ao bom desempenho no trabalho
(querer fazer)”
“Competência é a tomada de iniciativa e o assumir de responsabilidade
do indivíduo sobre problemas e eventos que ele enfrenta em situações
profissionais”
Competência profissional “[...] é uma combinação de conhecimentos, de
saber-fazer, de experiências e comportamentos que se exerce em um
contexto preciso”

Quadro 1 - Definições de competência

Como se observa em vários autores, a competência tem vários
conceitos, ou melhor, significados, pois assim como o significado de
conhecimento acompanha o contexto em que foi analisado, o mesmo ocorre com
a competência analisada sob diversas teorias e sentidos.

Movimento de Empresas da França (Medef), ex-CNPF, Jornadas Internacionais de Deauville,
1998: objetivo competências, t. 1, out. 1998.
2

�9

4 O QUE SÃO COMPETÊNCIAS PARA A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO?
Na abordagem das competências e habilidades sugeridas no
documento do IV Encuentro de Directores de Escuelas de Bibliotecología y
Ciencia de la Información del Mercosur; anexo 3 (apud VALENTIM, 2000, p.17-21,
tradução nossa) – verificam-se múltiplas indicações para o profissional da Ciência
da Informação graduando em Biblioteconomia. Identificam-se competências em
várias atividades, com destaque para as seguintes: a coleta e a disseminação da
informação; estímulo do pessoal e o controle de recursos financeiros. Constatamse a abrangência e distinção de competências em áreas científicas, políticas e
sociais. No documento indica-se que, segundo a Real Academia Espanhola,
competência é “[...] tanto obrigação como atitude ou habilidade para fazer algo”. E
ainda, afirma-se que competência profissional compreende “um conjunto de
habilidades, destrezas e conhecimentos requeridos em um profissional em
qualquer disciplina para cumprir com sua atividade especializada”. Ressalta-se a
necessidade do profissional oferecer “[...] garantia sobre [...] seu trabalho, tanto
aos seus clientes ou empregadores, como [...] a sociedade da qual faz parte”.
Esses conceitos corroboram com a proposta de Durand, englobando a identidade
organizacional e a gestão por experiências e comportamentos.
Ainda em relação às competências para profissionais da Ciência da
Informação, junto à orientação do mercado empregador e de trabalho, a
Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho (BRASIL,
2002) apresenta a categoria de profissional da informação, que compreende as
profissões de bibliotecário, documentalista e analista de informações. Nesta
categoria, organizada por um grupo de profissionais da área, são descritas a
esses profissionais, idênticas funções gerais, características profissionais,
competências pessoais e áreas de atividades, ou seja, estes profissionais podem
desempenhar os mesmos serviços de organização e disseminação da
informação, apesar de seus ambientes de trabalho serem diferenciados. O
importante é o domínio que exercem sobre a informação ao atuarem em campos
diferentes, tendo como objetivo facilitar o acesso à informação e à produção do
conhecimento.

�10

As orientações para as ocupações desta categoria são apresentadas
em um discurso único, para todas as três profissões. Nesta perspectiva, a CBO
indica que os profissionais, em relação às funções gerais:
Disponibilizam informação em qualquer suporte; gerenciam
unidades como bibliotecas, centros de documentação, centros de
informação e correlatos, além de redes e sistemas de informação.
Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos informacionais;
disseminam informação com o objetivo de facilitar o acesso e
geração do conhecimento; desenvolvem estudos e pesquisas;
realizam difusão cultural; desenvolvem ações educativas. Podem
prestar serviços de assessoria e consultoria (BRASIL, 2002).

Considerando as informações acima, verificam-se a abrangência de
serviços e a necessidade de conhecimento inerentes a esse profissional, para
efetivar os serviços e participar do desenvolvimento da sociedade no exercício de
suas funções.
A CBO (BRASIL, 2002) estabelece como competências pessoais:
1.

Manter-se atualizado

2.

Liderar equipes

3.

Trabalhar em equipe e em rede

4.

Demonstrar capacidade de análise e síntese

5.

Demonstrar conhecimento de outros idiomas

6.

Demonstrar capacidade de comunicação

7.

Demonstrar capacidade de negociação

8.

Agir com ética

9.

Demonstrar senso de organização

10. Demonstrar capacidade empreendedora
11. Demonstrar raciocínio lógico
12. Demonstrar capacidade de concentração
13. Demonstrar pró-atividade
14. Demonstrar criatividade
Através das especificações acima, visualizam-se as responsabilidades
do profissional da informação com seu aprendizado contínuo, para conhecer as
características e abrangências dos recursos e a diversidade de modos para

�11

acessar as informações, além de sua participação social para desenvolver sua
capacidade de inovação e de relacionamento pessoal.
Apresentam-se a seguir vários autores e idéias, que também apontam
as habilidades e as competências sugeridas para o desenvolvimento das
atividades profissionais, bem como influências da evolução da sociedade que
induzem ao novo perfil do profissional da informação.
Baseando-se nas alterações ocorridas ao longo do seu trabalho e por
pesquisas realizadas junto aos profissionais bibliotecários, Arruda, Marteleto e
Souza (2000) sugerem a educação continuada, como um fator conseqüente da
variedade de informações surgidas no dia-a-dia do ambiente de trabalho
profissional em

vias/suportes

inovadores,

como

evolução

tecnológica

e

informacional.
Várias pesquisas de autores, como Barbosa (1998), Castro (2002),
Cunha (2000), Guimarães (1997), Valentim (2000), entre outros, sobre
qualificação do bibliotecário, visam à adequação do curso de Biblioteconomia às
realidades da demanda de trabalho. Para Nina (2006) estes autores destacam
que o profissional da informação deve ter sua formação ampla, não rígida – para
atuar em diferentes espaços de informação, não somente em bibliotecas, museus
e arquivos – flexibilizando as técnicas específicas e readaptando-as às novas
necessidades de atuação profissional.
Estas competências, apesar de serem indicadas para o bibliotecário, o
documentalista ou o museólogo, devem ser inerentes a todos os profissionais que
lidam com a informação, mesmo porque estas competências são pessoais e não
se restringem aos profissionais citados.
Como Nina (2006) observa em várias propostas, devido à diversidade
crescente e constante dos sistemas de informação, de práticas e perfis
profissionais na sociedade da informação, o profissional da informação deverá
analisar suas necessidades contínuas de conhecimento. Nestas circunstâncias, é
preciso revisar e atualizar as respectivas competências para as várias atividades
de trabalho, tanto para qualificar suas habilidades profissionais, quanto para
auxiliar o desenvolvimento da organização em seu meio interno e externo.

�12

5 CONCLUSÃO
A vantagem de trabalhar com o “conceito” de competência é que ele
permite direcionar o foco e concentrar energias no que é necessário para que as
organizações alcancem seus objetivos operacionais e estratégicos. Na sociedade
da informação, as organizações são instigadas a buscar competências táticas a
fim de garantir vantagem competitiva e estimulam a adoção das mesmas em seus
colaboradores.

Dessa

maneira,

o

profissional

que

estiver

munido

de

competências essenciais – integração de habilidades, talentos e tecnologia com
os objetivos da empresa – poderá garantir vantagem competitiva e ser um fator
crítico de sucesso. No mesmo sentido, o profissional da informação que for capaz
de promover a integração dos conhecimentos de gerenciamento, de tecnologias e
técnicas para a geração, o tratamento e o uso da informação, em sintonia com os
objetivos e metas da organização, poderá proporcionar subsídios para oferecer
um benefício fundamental ao cliente, diferenciação entre concorrentes e
capacidade de expansão da empresa. Assim, o profissional da informação estará
satisfazendo as necessidades de informação de seu usuário/cliente, sua principal
função enquanto gestor da informação e do conhecimento.
Por meio das definições e das análises apresentadas, ressalta-se a
importância do aprimoramento dos estudos da competência dentro da Ciência da
Informação, a fim de permitir esquematizar o desenvolvimento do profissional da
informação quanto aos conhecimentos necessários à atuação, à flexibilidade e à
adaptabilidade às mudanças permanentes da sociedade e do mercado de
trabalho.

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�13

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__________________
1

Katyusha Madureira L. de Souza, Universidade Nacional de Brasília (UNB), Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, katyushams@yahoo.com.br.
2
Larissa Amorim C. Sampaio, Universidade Nacional de Brasília (UNB), Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, lallasamm@yahoo.com.br.
3
Luciana Candida da Silva, Universidade Nacional de Brasília (UNB), Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, candida.luciana@gmail.com.
4
Renée Nina, Universidade Nacional de Brasília (UNB), Programa de Pós-Graduação em Ciência
da Informação, reneenina@ig.com.br.
5
Wilda Soares Lemos, Universidade Nacional de Brasília (UNB), Programa de Pós-Graduação em
Ciência da Informação, wilda@alfa.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>2008</text>
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                <text>Abordam-se conceitos sobre o termo competência, sob diversas áreas do conhecimento. A definição de competência e conhecimento é semelhante para muitas disciplinas, inclusive para a Ciência da Informação. Este trabalho tem por objetivo fazer a análise das abordagens sobre competência com estímulo à Ciência da Informação. Para tanto, foi realizado um estudo sobre a relação entre os dois termos - competência e conhecimento - focando nas diferentes abordagens, mesmo porque essas palavras sugerem diversas interpretações, dependendo do contexto em que são usadas. Destacam-se, em síntese, alguns conceitos para competência, de acordo com os principais autores da área. Enfim, estudou-se o que seriam as competências para a ciência da informação, destacando as habilidades sugeridas evolução da sociedade que induzem ao novo perfil do profissional da informação.</text>
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A BIBLIOTECONOMIA E A CRIATIVIDADE
SOUZA, C. R. S.1
SILVA, J. F. M.2

RESUMO
Com o objetivo de divulgar o tema Criatividade, através de uma revisão
bibliográfica, a autora apresenta dados estatísticos e cronológicos de como o
esse assunto se comporta na área da biblioteconomia entre 1980 e 2005, nas
conclusões apresenta metodologias para desenvolvimento do potencial criador
na biblioteca.
Palavras-chave: Criatividade. Técnica de Criatividade. Biblioteconomia.

ABSTRACT
With the objective of publishing the theme Creativity, through a bibliographical
revision, the author presents statistical and chronological data of as the that
subject behaves in the area of the librarianship between 1980 and 2005, in the
conclusions it presents methodologies for development of the creative potential
in the library.
Keywords: Creativity. Creativity technique. Librarianship.

1 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento da criatividade é importante fator de sucesso
para gerar inovação e mudanças em qualquer empresa ou instituição, inclusive
na biblioteca. Observando a literatura da Biblioteconomia, em um recorte de
tempo, observamos como esse assunto vem sendo apresentado na literatura
da área.

�2

Desta forma temos por objetivo divulgar o tema Criatividade,
acreditando que a prática da atividade criadora dentro das bibliotecas poderá
não só trazer inovações a esse ambiente de informação, mas também
contribuirá para que ele se transforme em espaço motivador de troca e geração
de novas idéias.
Este texto é um resumo do trabalho de conclusão de curso
desenvolvido sobre o tema da Criatividade, apresentado ao Departamento de
Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo. É também um esforço colaborativo entre
orientando e orientador em refletir sobre a temática na área da Biblioteconomia.

2 ESTUDO DA LITERATURA
Tendo como ponto de partida o texto de Hexsel (1996), iniciamos uma
exploração do tema. Constatou-se que até 1996 havia pouca literatura na área,
embora houvesse concentração sobre o tema na década de 1980. A pesquisa
bibliografica foi inicialmente desenvolvida em banco de dados especializados
como LISA (Library Information Science Abstract), Wilson Web, Emerald,
Ebsco, Pro Quest. Consultou-se revistas como: Library Management, Librarian
Career Development, Library Information Science &amp; Technology Abstracts,
Library Literature &amp; Science, Library Journal, LISA, Journal of Documentation,
entre outras. Como os resultados da consulta obteve-se muitos textos
estrangeiros a partir do ano 2000 em diante, e algumas referências.
Também levantamos periódicos impressos especializados da Ciência
da Informação na década de 1980, mais significativos desse período, para
certificação da quebra de continuidade da discussão sobre o tema na área da
Biblioteconomia, aspecto indicado por Hexsel (1996). São eles: Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Revista de Biblioteconomia de
Brasília, Revista de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) e Ciência da Informação.

�3

3 CRIATIVIDADE NA BIBLIOTECONOMIA
A revisão da literatura entre os anos de 1980 e 2006, conforme citado
mostrou que o primeiro texto da área de Biblioteconomia enfocando
Criatividade como tema central é o artigo de Corsetti (1982).
Que a atividade de criação como necessária para todas as funções
desempenhadas pelo do bibliotecário, e mesmo no aspecto da sua construção
do perfil profissional.
A Tabela 1 apresenta a linha do tempo com as abordagens
encontradas no período da pesquisa. Esta cronologia contém o ano, temática
do artigo, título da revista e um pequeno contexto da abordagem.
Tabela 1 - Cronologia do tema
ANO

TEMA

REVISTA

1980

Formação do Bibliotecário

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação

(continua)

Estudos do conhecimento mínimo do profissional da área.
1980

Formação do Bibliotecário

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação

Importância da educação continuada tendo em vista as mudanças tecnológicas que ocorriam.
1981

Perfil Profissional

1982

Criatividade

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação

Analisa a necessidade do mercado de trabalho e o perfil do bibliotecário.
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG

A Criatividade na Biblioteconomia
1983

Serviço de Referência

Revista de Biblioteconomia de Brasília

Recomendações sobre que características do profissional devem estar presentes no serviços de referências.
1983

Perfil Profissional

Ciência da Informação

Discute características do bibliotecário, biblioteca na realidade brasileira.
1983

Formação do Bibliotecário

Revista de Biblioteconomia de Brasília

Estudantes da UFMG repensam o perfil do profissional e as possibilidades dentro do mercado de trabalho.
1984

Nada

Nada

1985

Ensino de Biblioteconomia

Ciência da Informação

Estudo sobre a evolução histórica do currículo mínimo.
1985

Avaliação

Ciência da Informação

Avaliação de desempenho do pessoal da biblioteca.
1986

Criatividade

Journal of Information Science

�4

Tabela 1 - Cronologia do tema
ANO

TEMA

(continua)

REVISTA

Como fator crítico de sucesso no perfil do bibliotecário que auxilia a pesquisa científica trazendo informação e
desenvolvendo a criatividade do pesquisador.
1987

Ensino de Biblioteconomia

Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG

Estudo sobre a causa da desistência de cursos e trancamentos X características de alunos.
1988

Usuário

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação

Adequações necessárias à biblioteca e ao bibliotecário, necessidade de reformulações e inovações.
1989

Formação do Bibliotecário

Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG

Estudantes da UFMG repensam o perfil do profissional e as possibilidades dentro do mercado de trabalho.
1989

Inovação

Ciência da Informação

A informação (instituições e profissionais) como fator crítico de sucesso para o desenvolvimento da inovação na
sociedade.
1989

Criatividade

1989

Criatividade

Journal of Library Administration

A criatividade como característica do bibliotecário.
Journal of Library Administration

Aspectos da empresa que influem na criatividade (estrutura física e organizacional, oportunidades de
aprendizado, estilo de liderança, ambiente).
1989

Criatividade

Journal of Library Administration

Aspectos em que a liderança influi e que determinam ou não o desenvolvimento da criatividade.
1990

Produção de Conhecimento

Ciência da Informação

1991

Nada

Nada

1992

Nada

Nada

1993

Criatividade

Library Management

A importância do profissional da informação para a Indústria de Produção de Conhecimento.

Implicações da gestão da criatividade para os gestores da biblioteca.
1994

Criatividade

Library Management

1995

Nada

Nada

1996

Criatividade

Revista de Biblioteconomia e Comunicação

Implicações da gestão da criatividade para os gestores da biblioteca.

Aborda a Criatividade como conhecimento teórico e técnico de trabalho a ser aplicado em bibliotecas e serviços
de informação.
1997

Nada

Nada

1998

Usuário

Research Strategies

1999

Nada

Nada

2000

Perfil Profissional

XIX Congresso Brasileiro de Biblioteconomia

Pensamento criativo como estratégia para o treinamento de usuários na biblioteca.

Necessidade do uso cotidiano da criatividade no dia a dia do profissional, em aspectos de planejamento, chefia e
administração estratégica.
2000

Perfil Profissional

Ciência da Informação

Discute as características do profissional para que ele se torne sujeito frente as mudanças do mercado de
trabalho.
2000

Biblioteca

2001

Biblioteca

Library Management

Criatividade e Inovação como fator crítico de sucesso para a biblioteca que quer estar aberta no futuro.
Library Management

Como a introdução da informática levou a adaptação da biblioteca e como ela deve lidar com o sistema de
“feedback” dinâmico não linear.
2002

Perfil Profissinal

Information Outlook

�5

Tabela 1 - Cronologia do tema
ANO

TEMA

(conclusão)

REVISTA

Criatividade como uma das características fundamentais para o bibliotecário empreendedor.
2003

Gestão da Mudança

The New Review of Academic Librarianship

Metodologias para gerir e avaliar mudanças com a finalidade de transformar o ambiente em inovador.
2003

Diversão

Reference Services Review

Importância da diversão no ambiente de trabalho.
2004

Nada

Nada

2005

Criatividade

Information Outlook

Caos criativo como evolução natural do desenvolvimento da ordem na biblioteca pelo bibliotecário.
2005

Biblioteca

PNLA Quarterly

Falas dos usuários do concurso "Lendo nas entrelinhas" da Biblioteca de Vancouver, onde descrevem o ambiente
como relaxante, convidativo e criativo.
2005

Usuário

Reference Services Review

Uso do humor durante o treinamento de usuários na biblioteca.
2006

Gestão de biblioteca

Library Management

Fatores que afetam a performance da equipe de trabalho no ambiente da biblioteca.
2006

Biblioteca

Library Hi Tech

Frente às mudanças tecnológicas, quais são as mudanças e melhoramentos necessários a biblioteca e seus
serviços?

Fonte: SOUZA, 2007, p.71-73

Foram inseridos textos que faziam menção ás características
relacionadas

diretamente

com

aspectos

da

Criatividade

como:

comprometimento com o trabalho, otimismo, coragem para correr riscos,
flexibilidade, tolerância a ambigüidade, autoconfiança, iniciativa, persistência.
Este conjunto é denominado ”Ocorrência Indireta”. Já os artigos enfocando
diretamente o tema, denomina-se “Ocorrência Direta”.
Observando a ocorrência do tema de uma forma geral, percebe-se
dois pólos de concentração:
a) pólo 1 - 1980 a 1989;
b) pólo 2 – 2000 a 2005.
O gráfico 1 mostra a freqüência dividida nos dois tipos de ocorrência
e o destaque com as linhas vermelhas marca os períodos de concentração.
Apresentando a ocorrência do tema no recorte temporal determinado pela
pesquisa, em azul têm-se as ocorrências indiretas, em amarelo as ocorrências
diretas.

�6

Gráfico 1 – Comparação entre ocorrência direta e indireta do tema
CRIATIVIDADE
Fonte: SOUZA, 2007, p.74

Podemos depreender do gráfico que a Criatividade como ocorrência
direta não é constante no tempo.
Um possível desvio desta análise está no ano de 1989, destacado
por uma flecha; Embora passe a impressão de ser o momento de divulgação
máxima, na realidade, é a representação de um único periódico. No caso, é o
Journal of Library Administration, que apresenta em seu volume 10, número
2/3, Criatividade, Inovação e Empreendedorismo na Biblioteca, como tema
central.
Tendo em vista os pólos de freqüência e os títulos observados,
apresentamos abaixo o Gráfico 2:

�7

Gráfico 2 – Ocorrência do tema em revistas diferentes
Fonte: SOUZA, 2007, p.75

O gráfico apresenta em quantas revistas o tema apareceu,
destacando a intensidade das ocorrências entre em 1980-1989 e 2000-2006,
reforçando as suspeitas iniciais de que houve uma quebra na continuidade da
abordagem do assunto na área da Biblioteconomia.
Já no Gráfico 3 apresenta-se a ocorrência por título de revista, na
linha amarela as ocorrências diretas, e na linha azul, as indiretas.
Destacam-se como relevantes aqueles títulos que apresentam, ao
menos uma vez, a ocorrência direta e que tem uma ocorrência indireta maior
que 2.
Neste sentido evidenciam-se como títulos relevantes: Ciência da
Informação; Library Management; Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG.

�8

Gráfico 3 – Ocorrência do tema CRIATIVIDADE por título
Fonte: SOUZA, 2007, p.76

4 RELATOS DA LITERATURA
A abordagem e a discussão do tema, na área da Biblioteconomia tem
destaque inicial em 1982, um período na qual a literatura enfoca a questão da
formação do bibliotecário.

�9

Neste sentido, Corsetti (1982) salienta a necessidade de trabalhar o
caráter criador na Ciência da informação. Descreve os conceitos, processos e
características do perfil criativo. Apresenta fatores da personalidade, e do
ambiente que dificultam o processo criador no indivíduo. A autora, dá ênfase
também às técnicas de criatividade como forma de exercitar e melhorar o perfil
do profissional. Na biblioteconomia, defende os aspectos de criação como
catalisadores de mudanças e oportunidades.
Autora comenta, ainda, a falta de literatura sobre o tema e como este
fato implica diretamente no dia-a-dia do bibliotecário: pequena quantidade de
novas técnicas, falta de adaptação de técnicas já existentes, entre outros.
Como causa do problema, aponta como ponto importante a educação do
profissional, não só durante o curso de formação, mas posteriormente, na
educação continuada.
A autora conclui destacando que a discussão sobre Criatividade na
Biblioteconomia está intimamente ligada à questão do perfil profissional. É
interessante enfatizar que, nos anos seguintes, a literatura abordou muito deste
aspecto, citando muitas vezes o caráter criador, como visto na Tabela 1 –
Cronologia do Tema, p.3.
Em 1986 é publicado artigo tratando do caráter criativo do
pesquisador, que deve ser estimulado pelo bibliotecário durante a pesquisa
científica, com a finalidade de alcançar a inovação (BAWDEN, 1986).
Bawden (1986) apresenta o profissional da informação como um
profissional dinâmico e ativo no auxílio ao cientista durante o processo da
pesquisa. Coloca o profissional como um elemento de fator crítico de sucesso
para o alcance da inovação. Sua atividade vai desde selecionar o material
objetivamente pertinente à pesquisa, bem como materiais análogos ao projeto
e ainda tem papel de “personal meetter”1, ou seja, é aquele que coloca
pessoas com afinidades científicas ou de interesse comum em contato.

1

Termo do autor

�10

O autor trabalha com descrição da criatividade científica dentro do
processo de pesquisa e desenvolvimento na área de ciência e tecnologia; é
bem mais específico do que os aspectos tratados. Porém, não deixa de ser um
ponto de vista avançado em relação ao papel do bibliotecário dentro da
questão da criatividade. Este papel é trazido como modelo ao final da década
de 1990, pela Gestão do Conhecimento, agora sob denominação de Gestão da
Criatividade.
Consideramos este tema, bastante isolado do contexto dos anos
anteriores e seguintes que visa avaliar os serviços de informação em relação
aos usuários e à formação do profissional de Biblioteconomia.
Em 1989, Figueiredo levanta a discussão da necessidade de inovação
no ambiente de informação. Este meio é não só o cotidiano do profissional,
mas também do pesquisador e de outros profissionais que transformam a
informação em algo novo.
A autora trabalha a questão da capacitação do bibliotecário para atuar
de forma efetiva e motivada neste cenário, propõe diretrizes para invenção de
novos produtos informacionais por meio da metodologia de Wasserman (1985
apud FIGUEIREDO, 1989, p. 91):
a) identificação de necessidades e lacunas – por meio da experiência pessoal,
observação, necessidade, estudo do processo de pergunta e resposta,
entrevista com equipe de trabalho e usuários, inventários de produtos
ultrapassados, estudo dos limites informacionais de uma disciplina ou
campo do conhecimento, extensão de produtos locais a um nicho maior,
análise de questões não respondidas;
b) identificação de quem deve inventar e desenhar novos produtos – se grupos
ou indivíduos, se bibliotecas ou agências contratadas;
c) quando, como fazer, e considerações mercadológicas e econômicas –
temos tempo para fazer? Qual é o budget? Existem incentivos? Pessoas
para executar? Capacitação? Qual será o preço? Existe público para
consumir? Como será a divulgação? Como será o fluxo de trabalho? Etc.

�11

Segundo a autora, não existem receitas para transformar bibliotecas
em organizações inovadoras, mas que é interessante estudar as características
dessas instituições e adaptá-las ao ambiente dos sistemas de informação.
Ressalta os aspectos de um clima saudável para este desenvolvimento, como
destacado também por Bruno-Faria e Alencar (1998).
Em 1989 o Journal of Library Administration publica um número
completo dedicado à questão da Criatividade, Inovação e Empreendedorismo
em Bibliotecas. Para o tema, o material pertinente enfoca de maneira geral:
conceitos, processos e a abordagem na Biblioteconomia.
Kruger (1989) reforça a carência de literatura sobre a questão, e
destaca a abordagem mais encontrada, semelhante a realizada nesta
pesquisa, de âmbito mais geral, e que chamamos de ocorrência indireta: o
perfil profissional.
O autor apresenta fatos que ligam a atividade do bibliotecário à
criatividade como algo inato, como por exemplo: a organização da coleção de
Thomas Jefferson em Memória, Razão e Imaginação, a criação da
Classificação de Dewey e da impressão por Gutenberg. Conclui que, com o
desenvolvimento de novas tecnologias, basta o profissional manter o espírito
aventureiro e exercitar a criatividade que muitas inovações irão advir.
Outros textos pertinentes a este trabalho, trazem: os aspectos do clima
organizacional que interferem na criatividade (JUBANS JR, 1989). E, a
importância da chefia da biblioteca em promover um clima propício à atividade
criadora (EUSTER, 1989).
Nos anos seguintes, voltam-se os olhos para a questão do
Conhecimento. Em 1990 é publicado artigo descrevendo a importância do
profissional da informação para a produção do conhecimento, seguidos de dois
anos áridos como mostra a Tabela 1 (BARRETO, 1990).

�12

4.1 Exercício de criatividade na Biblioteca
Em 1993 e 1994, o texto de Burke é publicado primeiramente na
Library Management e posteriormente na Librarian Career Development. Nele
é apresentada duas estruturas consideradas ideais para aplicar em um
ambiente de informação para desenvolver a criatividade: Círculos de
Criatividade (assim como os círculo de qualidade) e Modelo “Snowflake”
(desenvolvido por Perkins psicólogo da Universidade de Harvard, em que são
desenvolvidos seis aspectos da pessoa: objetividade e encorajamento da
crítica, mobilidade mental, tolerância à complexidade, auto-motivação,
habilidade em encontrar problemas, gosto por correr risco).
A autora elabora um paralelo interessante entre o Modelo “Snowflake”
e a atividade do profissional da informação. A Tabela 2 apresenta um resumo
do texto de Burke (1994), destacando o princípio de Perkins X o cotidiano do
bibliotecário:
Tabela 2 -Modelo “Snowflkes” e a atividade do bibliotecário
Aspectos do Modelo “Snowflake”
Objetividade e encorajamento da crítica.
Mobilidade mental

Tolerância a complexidade

Automotivação

Habilidade em encontrar problemas

Gosto por correr risco

Atividade do Bibliotecário
Constante checagem do bibliotecário ao usuário em
relação à sua satisfação com o material indicado.
Negociações com colaboradores ou clientes em que é
necessário compreender o seu ponto de vista para
depois agir.
A coerência de um mesmo serviço prestado a uma
organização ou para um indivíduo, tendo em vista que a
biblioteca é uma organização, mas também um
subsistema de uma instituição.
Rodízio de atividades, muitas formas de se alcançar um
objetivo ou de executar uma tarefa dão liberdade ao
bibliotecário na forma de trabalhar, aumentando sua
motivação.
O primeiro passo no atendimento de referência é fazer
as perguntas certas ao usuário para juntamente com ele
formular a verdadeira questão de pesquisa.
A adoção pelas bibliotecas de novos softwares,
publicação de catálogos na Internet mostram que o
profissional não tem medo de aplicar em seu cotidiano
inovações.

Fonte: SOUZA, 2007, p.81

Ressaltam-se duas formas de transpor a gestão da criatividade para a
prática da biblioteca, isto é, a necessidade da

aplicação do Círculo de

Criatividade, onde se deve praticar os Seis Pontos Estratégicos: 1)

�13

conscientizar as pessoas de seu potencial criador, 2) apreender técnicas de
criatividade, 3) praticar as técnicas, 4) permitir que as pessoas errem, 5)
analisar e evoluir, e 6) interagir.
Como técnica para desenvolver uma idéia de forma criativa, sugere o
acrônimo SCAMPER criado por Osborn (1988 apud BURKE, 1994) que
significa: Solidify (solidificar), Combine (arranjar, organizar, combinar), Adapt
(adaptar), Modify (modificar, mudar), Put to other uses (utilizar em outros
contextos), Eliminate (exclusão) e Rearrange (reordenar, reorganizar, mudar as
partes de lugar).
Burke (1994) finaliza o texto enfatizando a necessidade de usar a
criatividade na tomada de decisão no trabalho do profissional da informação,
mas que, para isso, é importante que a liderança esteja “afinada” com a força
de trabalho, o que é proporcionado pelos círculos de criatividade.
Depois de um ano sem publicações pertinentes, Hexsel (1996) retoma
a abordagem de Corsetti (1982), inclusive usando a mesma estrutura editorial.
O diferencial está nas reflexões que a autora provoca claramente no leitor com
perguntas ao tipo: as bibliotecas e serviços de informação têm um ambiente
promissor a criatividade? A biblioteca é um organização eficiente e com
credibilidade diante do mercado? O bibliotecário é visto como profissional que
trabalha usando recursos da criatividade?
Em 2000, as revistas retomam o estudo do perfil do bibliotecário. Ano
em que, Spies (2000) apresenta questões sobre como a biblioteca conseguirá
sobreviver à globalização e às novas tendências mundiais. Focaliza sua
resposta na relação amigável e próxima ao usuário, uma liderança inteligente e
atualizada em relação as tendências, desenvolvimento constante de inovações
nos serviços de informação. Tudo isso, sustentado por uma cultura
organizacional voltada à criatividade e à mudança. Faz um alerta de que as
bibliotecas e centros de informação devem mudar agora e devem se envolver
com o desenvolvimento/invenção do futuro.

�14

Como contexto do período que segue, temos a literatura voltada à
adaptação do bibliotecário e da biblioteca ao ambiente de mudança trazido
pela competitividade de mercado, da globalização entre outros fatores.

4.2 O Bibliotecário empreendedor
Com a competitividade em foco, Toftoy (2002) defende características
empreendedoras para o profissional da informação como forma dele sobreviver
no mercado de trabalho. Dentre os 12 passos para se tornar empreendedor
está a criatividade inserida. Vale ressaltar que muitas das outras características
apresentadas coincidem com o perfil criativo: paixão pelo trabalho, entusiasmo,
persistência, flexibilidade, autoconfiança e intuição.
Com mais uma fase árida de material objetivo sobre criatividade, onde
encontramos textos que falavam sobre gestão de mudanças. Em 2005,
Schachter defende o conceito de Caos Criativo a ser aplicado na biblioteca.
Este conceito é usado em ambientes industriais para elaboração de
novos produtos; sugere a aplicação deste para reexaminar toda a estrutura e
processos de trabalho, o que claramente implica no encorajamento da
criatividade dentro da biblioteca pela força de trabalho, patrocinado pela chefia.
Nesse momento surge uma fase em que os textos contam casos
criativos, ou seja, prêmios de design criativo em biblioteca, aplicação de
técnicas em treinamento de usuário, entre outros assuntos que dão ênfase
mais ao usuário e tecnologias que à criatividade em si, tornando-a apenas
coadjuvante.
Posto isso, percebemos que houve uma evolução da atividade criativa
na biblioteconomia, mas não uma conscientização pela categoria profissional e
pelos envolvidos para com ela. Essa evolução parece uma necessidade de
mercado, uma intuição, acredito que seja a hora de tratar de forma mais clara e
produtiva o tema em nossa área, aplicando a criatividade no cotidiano das
bibliotecas e serviços de informação.

�15

REFERÊNCIAS
BARRETO, Aldo de Albuquerque Barreto. A formação de recursos humanos
para otimizar a indústria da produção de conhecimento no Brasil. Ciência da
Informação, Brasília, v. 19, n. 2, p.113-116, jul./dez., 1990.
BAWDEN, David. Information systems and the stimulation of creativity. Journal
of Information Science: Principles &amp; Practices, [s.l.], v.12, n. 5, p. 203-216,
1986.
BRUNO-FARIA, Maria de Fátima; ALENCAR, Eunice M. L. Soriano de
Indicadores de clima para criatividade: um instrumento de medida da
percepção de estímulos e barreiras à criatividade no ambiente de trabalho.
Revista de Administração, São Paulo, v. 33, n. 4, p.86-91, out./dez., 1998.
BURKE, Maria E. Creativity Circles in Information Management. Librarian
Career Development, [s.l.], v. 2, n. 2, 1994.
BURKE, Maria E. Creativity: Snowflakes and circles in information
management. Library Management, [s.l.], v. 14, n. 6, 1993.
CORSETTI, Lenira. Criatividade e Biblioteconomia. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p.209-229, março,
1982.
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__________________
1
2

Camila Rodrigues de Souza e Souza, Universidade de São Paulo, milargarcia@gmail.com.
José Fernando Modesto da Silva, Universidade de São Paulo, fmodesto@usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Com o objetivo de divulgar o tema Criatividade, através de uma revisão bibliográfica, a autora apresenta dados estatísticos e cronológicos de como o esse assunto se comporta na área da biblioteconomia entre 1980 e 2005, nas conclusões apresenta metodologias para desenvolvimento do potencial criador na biblioteca.</text>
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INFORMAÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA PARA PROFISSIONAIS DO SUS:
capacitação via internet
SOUZA, A. M. M.1
CUENCA, A. M. B.2

RESUMO
A Biblioteca/CIR da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
capacita seus usuários por meio de seu Programa Educativo e percebe a
necessidade de abranger também os profissionais do Sistema Único de Saúde
(SUS), atuantes em todo o Brasil. Esses profissionais, com conhecimentos no
acesso à informação em saúde, podem promover a participação social. Um dos
instrumentos para capacitá-los é via cursos à distância, por meio da internet. O
objetivo do trabalho é apresentar panorama da literatura publicada sobre educação a
distância, via internet, realizada no ambiente de bibliotecas acadêmicas, como
ferramenta educacional viável para cursos em informação em saúde pública para
profissionais do SUS. Para isso foi realizada busca bibliográfica na literatura
publicada nos últimos anos relacionando educação a distância em bibliotecas. São
apresentados os aspectos envolvidos no desenvolvimento de um curso de educação
a distância, via internet, de forma que a Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública
tenha subsídios para implantação de um curso dessa natureza. Concluiu-se que a
Biblioteca/CIR pode viabilizar cursos via internet sobre o uso dos seus recursos
informacionais para esse público da área da saúde. Percebe-se que há muitos
desafios a serem vencidos e considera-se que este trabalho é a primeira etapa para
sua consolidação.
Palavras-chave: Educação a Distância. Saúde Pública. Bibliotecas. Internet.

ABSTRACT
The Library of the Faculty of Public Health at the University of Sao Paulo enables its
users through its Education Program and intends to reach the health professionals of
the Single Health System (SUS) whose are distributed by Brazil. This work suggests
the creation of a course via the Internet as a tool to empower these professionals, at
a distance. The objective is provide overview of published literature on distance
education via Internet, held in the environment of academic libraries, as a viable

�2

educational tool for training in public health information. For this was done search
literature in the databases relating to distance education in academic libraries. The
Library has subsidies for developing a course about how to access public health
infomation for health professionals endusers. It was concluded that courses through
Internet is the way to promote health empowering health professionals in information
resources, distributed in several places in Brazil and the Library can create this
course. Clearly there are many challenges to be overcome and believes that this
work is the first step towards consolidation of this type of course.
Keywords: Distance Education. Public Health. Libraries; Internet.

1 INTRODUÇÃO
O SUS – Sistema Único de Saúde – representa o conjunto de ações e
serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e
municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder
Público, conforme consta na Lei nº 8.080 (BRASIL, 1990). É considerado como a
mais importante reforma de Estado em curso no Brasil e tem provocado várias
mudanças nas práticas de saúde, segundo Oliveira (2007).
A 4ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, conhecida
como Conferência de Jakarta, realça o acesso à educação e à informação como
forma de se alcançar a participação social (BUSS, 2003). Mas, para que isso ocorra,
é necessário saber buscar e selecionar a informação em saúde, para poder analisála e utilizá-la como ferramenta para tomada de decisão em saúde pública.
Neste sentido, as bibliotecas universitárias, há várias décadas, têm
desempenhado papel fundamental na capacitação de usuários para uso dos
recursos

informacionais,

oferecendo

cursos

e

treinamentos

para

torná-los

autônomos na busca da informação. Com este objetivo a Biblioteca/CIR: Centro de
Informação e Referência em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP
(FSP/USP) oferece um Programa Educativo desde 1992, que abrange várias
modalidades de treinamentos, com mais de 10.000 usuários egressos1.
A Biblioteca, na lida com seus usuários, detecta a necessidade de maior
inserção dos profissionais de saúde em seu Programa Educativo. Por serem
presenciais e oferecidos em nível local, os cursos têm atendido, de forma mais
1

De acordo com relatórios internos da Biblioteca/CIR, do período de 1992 a 2006.

�3

direta, o público acadêmico. Isto restringe a participação dos profissionais,
principalmente os do SUS, distribuídos por todo o Brasil, que necessitam dessa
capacitação para promover a saúde de forma mais eficiente. Caso fossem
oferecidos via internet, poderiam ser importante instrumento de capacitação desses
profissionais.

Nesse

sentido

é

fundamental

conhecer

as

iniciativas

em

desenvolvimento no meio acadêmico, no uso do ensino a distância para capacitação
de categorias específicas de profissionais realizados em bibliotecas acadêmicas.

2 OBJETIVO
Apresentar um panorama da literatura publicada sobre educação a
distância, via internet, realizada no ambiente de bibliotecas universitárias, como uma
ferramenta educacional viável para a capacitação em informação em saúde pública
para os profissionais do SUS.

3 MÉTODO
Foi realizada busca na literatura publicada nos últimos anos sobre
educação a distância utilizada em bibliotecas universitárias. Estas foram feitas nas
bases de dados consideradas com abrangência para essa temática como: LISA –
Library and Information Science Abstracts2; ERIC – Education Resources Information
Center3; SciELO Brasil – Scientific Electronic Library Online4. Foram consultados
ainda, os catálogos da Biblioteca/CIR da FSP/USP e o buscador Google
Acadêmico5, sem restrição de período.
Além da busca bibliográfica foram identificados na literatura, os principais
aspectos de um curso presencial, que pudessem subsidiar um curso via internet,
alcançando objetivos similares de capacitação do presencial.

2

LISA – Disponível somente nos computadores da USP a partir do Portal da Pesquisa em:
http://www.portaldapesquisa.com.br. Acesso em 22/09/2007 e 02/02/2008.
3
ERIC – Disponível em http://www.eric.ed.gov. Acesso em 21/09/2007 e 08/03/2008.
4
SciELO – Disponível em http://www.scielo.br. Acesso em 21/09/2007.
5
Google Acadêmico – Disponível em: http://scholar.google.com.br/schhp?hl=pt-BR. Acesso em
25/09/2007.

�4

4 RESULTADOS E COMENTÁRIOS
Verificou-se que o Brasil vem se firmando no campo do ensino a distância,
publicando vários trabalhos. Porém, a atuação das bibliotecas nesta área é ainda
incipiente comparada à literatura internacional. Além disso, são poucas as iniciativas
de cursos a distância com enfoque na informação em saúde pública voltada aos
profissionais do SUS. Considerou-se relevante apresentar os seguintes aspectos:

4.1 Educação a Distância via Internet nas bibliotecas
Várias universidades têm introduzido a educação a distância como
modalidade de ensino-aprendizagem. Essas universidades, em geral, possuem
bibliotecas bem estruturadas que, no aprendizado a distância, são especialmente
inseridas como apoio pedagógico e informacional (BLATTMANN; DUTRA, 1999).
De forma geral, as bibliotecas universitárias brasileiras já oferecem
serviços a distância como: acesso on-line aos seus catálogos; acesso às bases de
dados; disponibilização de documentos/conteúdos em formato digital; renovação de
documentos (por e-mail ou telefone), entre outros demandados pelo usuário,
remotamente.
No Brasil, a utilização da educação a distância pelas bibliotecas como
recurso para capacitação de usuários, está presente em algumas iniciativas. A partir
da literatura analisada, percebe-se que as bibliotecas da área da saúde destacam-se
como pioneiras na educação a distância.

4.2 Sistema de Educação a Distância via Internet6
Um sistema de educação a distância envolve vários processos referentes
ao ensino e o aprendizado a distância, como a construção do conteúdo, tipo de
abordagem educacional, escolha do software mais adequado, entre outros. Estes
são apresentados a seguir, visando o desenvolvimento de um curso de educação a
distância, via internet, da Biblioteca da FSP/USP.
6

A partir daqui serão utilizados os termos curso a distância ou educação a distância, ao invés de
curso a distância via internet ou educação a distância via internet.

�5

4.2.1 Fontes de Conhecimento
As fontes de conhecimento são os conteúdos do curso, que devem ser
desenvolvidos pelos especialistas no assunto. Em geral, a principal fonte de
conhecimento é o corpo docente ou os colaboradores da organização (MOORE;
KEARSLEY, 2007).
No caso da Biblioteca/CIR, as fontes do conhecimento são seus
bibliotecários especializados em saúde publica, inclusive em nível de mestrado e
doutorado, a experiência com seu Programa Educativo, o conhecimento das
necessidades informacionais dos profissionais do SUS que propiciarão o
delineamento dos conteúdos para o curso.

4.2.2 Criação de um Curso a Distância
Com relação à abordagem educacional, a criação de um curso deve ter
como focos centrais o material instrucional, o professor, o aluno ou as relações entre
todos os participantes (ALMEIDA, 2003). Para o curso a distância em questão,
recomenda-se analisar a abordagem empregada, tendo em vista a tecnologia
disponível na Unidade e a familiaridade da equipe de instrutores com esta
modalidade de ensino.
Os materiais do curso devem ser elaborados por especialistas em
pedagogia, designer gráfico, programador e produtor de internet, produtor de
áudio/vídeo, editor, avaliador, e um gerente de equipe para fins administrativos,
estabelecendo-se a “secretaria do curso” que responderá pelos procedimentos de
matrícula, cadastro de senhas, certificados entre outros (MOORE; KEARSLEY,
2007).
Há ainda uma série de detalhes que devem ser discutidos a partir da
formação da equipe de trabalho, como: quantidade de alunos por curso, carga
horária, critérios de seleção, divulgação do curso etc.

�6

4.2.3 Interação
O curso a distância depende muito da boa interação entre seus
participantes (MORAN, 2005). Para facilitar a comunicação existe a figura do
instrutor cujo perfil ainda não está completamente configurado. Neste trabalho será
utilizado o termo “instrutor” para denominar a pessoa responsável por interagir com o
aluno, e “professor” ou “docente”, aquele que responde pela elaboração do
conteúdo.
É importante o envolvimento da equipe de instrutores e colaboradores,
bem como da alta direção, de forma que todos compreendam o novo ambiente de
aprendizagem e os novos espaços de interação com os alunos existentes.
Para que haja interação entre os alunos e o instrutor, deve-se conhecer e
utilizar as ferramentas de comunicação síncronas (simultâneas – exemplo: chat ou
sala de bate-papo) e assíncronas (não simultâneas – exemplos: e-mail, fóruns de
discussão) disponíveis no ambiente de aprendizagem.

4.2.4 Software de Gerenciamento de Aprendizado
Existem atualmente no mercado diversos softwares (programas) de
gerenciamento de aprendizado, desenvolvidos por empresas ou instituições de
ensino e pesquisa.
Dentre os softwares de gerenciamento de aprendizado disponíveis,
podemos citar o WebCT, AulaNet, Moodle, TelEduc, com destaque para:
CoL7 - Cursos on-Line – é um sistema desenvolvido pelo Laboratório de
Arquitetura de Redes de Computadores (LARC) do Departamento de Engenharia da
Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de
São Paulo (POLI/USP).
Whitsed (2006) considera que ter familiaridade com as tecnologias
envolvidas é um requisito-chave para quem está tentando desenvolver novos
modelos educacionais. Neste sentido, o CoL poderia ser utilizado pela experiência
7

Disponível em http://col.usp.br. Acesso em 16/02/2008.

�7

da Biblioteca/CIR neste sistema, tanto de bibliotecários como de técnicos e
auxiliares.
Entretanto, a Biblioteca pode utilizar a metodologia proposta por Andrade
e Brasileiro (2008) para avaliar e selecionar outros disponíveis no mercado.

5 CONCLUSÕES
Verificou-se que a educação a distância via internet é viável para a
capacitação em informação em saúde pública aos profissionais do SUS distribuídos
em várias localidades do Brasil, que pode ser utilizada pela Biblioteca/CIR para
criação de um curso dessa natureza.
Entretanto, mediante a análise dos componentes para um sistema de
educação a distância, percebe-se que há muitos desafios a serem vencidos para
esta implantação. Tanto um curso a distância quanto um presencial dependem de
uma equipe madura intelectual e emocionalmente (alunos, professores, instrutores,
administradores, coordenadores) e que entendam todas as dimensões envolvidas no
processo pedagógico (MORAN, 2005).
As bibliotecas universitárias têm como desafio atuarem como centros de
aprendizagem e de ensino, propiciando aos alunos e pesquisadores capacitação no
acesso e uso das bases de dados especializadas e a tecnologia que disponibiliza
aos seus usuários. Isto pode ser ampliado com o ensino a distância, podendo
abranger toda a comunidade – local e remota – atuante na sua área de
conhecimento.
Este trabalho caracteriza-se na primeira etapa para a implantação de um
curso a distância de capacitação em informação em saúde pública. Este pode ser
oferecido aos profissionais da saúde do SUS, contribuindo para sua educação
contínua e conseqüente melhoria da saúde da população.

�8

REFERÊNCIAS
1. ALMEIDA, M. E. B de. Educação a distância na internet: abordagens e
contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa,
2003, v. 29, n. 2, p. 327-340.
2. ANDRADE, M. V.; BRASILEIRO F. V. Sistemas de gerenciamento de
aprendizagem: uma metodologia de avaliação. Disponível em:
&lt;http://fgsnet.nova.edu/cread2/pdf/Andrade.pdf&gt;. Acesso em: 18 fev. 2008.
3. BLATTMANN, U.; DUTRA, S. K. W. Atividades em bibliotecas colaborando
com a educação a distância. São Paulo: Associação Paulista dos Bibliotecários;
1999. Disponível em:
&lt;http://www.geocities.com/ublattmann/papers/atividade_ead.html&gt;. Acesso em:
21 set. 2007.
4. BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições
para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o
funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.
Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/leis/L8080.htm&gt;. Acesso em:
23 out. 2007.
5. BUSS, P. M. Uma introdução ao conceito de promoção da saúde. In:
CZERESNIA, D.; FREITAS, C. M. de (Org.). Promoção da saúde: conceitos,
reflexões e tendências. Rio de Janeiro: editora Fiocruz, 2003. p. 15-38.
6. MOORE, M.; KEARSLEY, G. Educação a distância: uma visão integrada. São
Paulo: Thomson Learning, 2007.
7. MORAN, J. M. O que é um bom curso a distância? In: ALMEIDA, M. E. B.;
MORAN, J. M. (Org.). Integração das tecnologias na educação: o salto para o
futuro. Brasília: MEC, 2005. p. 146-149.
8. OLIVEIRA, M. A. N. Educação à Distância como estratégia para a educação
permanente em saúde: possibilidades e desafios. Revista Brasileira de
Enfermagem, 2007, v. 60, n. 5, p. 585-589.
9. WHITSED, N. Learning and teaching. Health Information and Libraries
Journal, 2006, v. 23, n. 1, p. 73-75.

__________________
1

Alice Mari Miyazaki de Souza, Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública,
Biblioteca/CIR: Centro de Informação e Referência em Saúde Pública, alicemiy@usp.br.
2
Angela Maria Belloni Cuenca, Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública,
Biblioteca/CIR: Centro de Informação e Referência em Saúde Pública, abcuenca@usp.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Biblioteca/CIR da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo capacita seus usuários por meio de seu Programa Educativo e percebe a necessidade de abranger também os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), atuantes em todo o Brasil. Esses profissionais, com conhecimentos no acesso à informação em saúde, podem promover a participação social. Um dos instrumentos para capacitá-los é via cursos à distância, por meio da internet. O objetivo do trabalho é apresentar panorama da literatura publicada sobre educação a distância, via internet, realizada no ambiente de bibliotecas acadêmicas, como ferramenta educacional viável para cursos em informação em saúde pública para profissionais do SUS. Para isso foi realizada busca bibliográfica na literatura publicada nos últimos anos relacionando educação a distância em bibliotecas. São apresentados os aspectos envolvidos no desenvolvimento de um curso de educação a distância, via internet, de forma que a Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública tenha subsídios para implantação de um curso dessa natureza. Concluiu-se que a Biblioteca/CIR pode viabilizar cursos via internet sobre o uso dos seus recursos informacionais para esse público da área da saúde. Percebe-se que há muitos desafios a serem vencidos.</text>
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ACESSO LIVRE E REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL:
uma ferramenta indispensável nas Instituições de Ensino Superior
SOUSA, M. C. P.1
CRUZ, M. A. L.2
BRAGA, M. F. A.3

RESUMO
Repositórios digitais como alternativa para preservar, organizar e divulgar a
produção científica. Comenta sobre as ferramentas de implementação dos
repositórios institucionais como forma de subsidiar a disseminação do conhecimento
gerado nas instituições, em especial o software DSpace. Apresenta uma
metodologia para o modelo de gestão e implementação de um Repositório
Institucional, a partir do uso da ferramenta DSpace, visando à gestão do
conhecimento. Finaliza o trabalho ratificando a necessidade de organizar e
disponibilizar os conteúdos técnico-científicos gerados na Universidade Federal do
Maranhão, através do gerenciamento de Repositório Institucional.
Palavras-chave: Acesso livre. Repositório institucional. Gestão do conhecimento.
Software DSpace. Universidade Federal do Maranhão.

ABSTRACT
Digital repositories as alternative to maintaining, organizing and disseminating the
scientific production. Talk about the tools to implement the institutional repositories as
a away to help the knowledge dissemination created in the isntitutions, such as the
software Dspace. Show a metodology for the management pattern and executing of
a institutional repository based on the use of the tool Dspace aiming at the
knowledge management. Finish the work ratifying the necessity to organizing and
become available the technical and scientific contents created at Federal University
from Maranhão through institutional repository management.
Keywords: Free access. Institutional repository. Knowledge management.
SoftwareDSpace. Federal University from Maranhão.

�2

1 INTRODUÇÃO
Na era da Gestão do Conhecimento, cada vez mais no Brasil, as
universidades,

os

institutos

e

grandes

centros

de

pesquisa

buscam

a

democratização das informações geradas, tentando despolarizar, de certa forma, o
meio digital dos inclusos e exclusos informacionalmente.
Inseridas em um contexto organizacional maior, a Universidade e suas
bibliotecas universitárias estão sujeitas a influências externas e internas do ambiente
que as cercam. Especificamente, essas bibliotecas, como órgãos vivos e dinâmicos,
acompanham os desafios a que as Instituições de Ensino Superior (IES) estão
sujeitas, por isso requerem modernização em sua estrutura e formas de
operacionalização.
Vistas dessa forma, entendemos que a biblioteca universitária é um canal
indispensável para o fomento da informação, no âmbito da Universidade e
comunidades adjacentes, configurando-se como um centro institucional por
excelência. Portanto, é papel dessas bibliotecas lutar por sua integração junto à
administração superior das instituições a que pertencem, para viabilizar a produção
e disseminação do conhecimento científico gerado e oferecer serviços online, como
catálogos em rede, entre outros, com vistas a acompanhar o progresso da
sociedade.
Tal posição estratégica faz-se necessária, tendo em vista o compromisso
social desse tipo de biblioteca: contribuir para uma sociedade democrática mais justa
e igualitária, além da responsabilidade de divulgação do conhecimento científico
produzido na instituição.
Esses parâmetros de atuação exigem bibliotecas atualizadas e dinâmicas,
com uma estrutura operacional capaz de fomentar subsídios à criação de novos
conhecimentos e oferecer suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão
da universidade, a fim de disponibilizar acervo e flexibilizar serviços através do uso
das novas tecnologias. Isso propicia a integração entre as unidades responsáveis
pelo gerenciamento dos programas dos cursos, com as bibliotecas assumindo uma
postura pró-ativa, na geração do conhecimento.

�3

Dentre

as

alternativas

disponíveis,

ressaltamos

os

repertórios

institucionais, os quais devem ser concebidos sob uma estrutura apoiada em
plataformas de padrões e linguagens, universalmente, aceitas. Assim sendo,
possibilitarão agregar, de forma gradativa, várias ferramentas para facilitar o acesso,
preservar, divulgar e dar visibilidade à produção acadêmica institucional. Tal
iniciativa garantirá a sua interoperabilidade com outros sistemas e a participação em
consórcios de bibliotecas digitais, o que proporcionará mais um recurso
informacional, voltado para a disseminação e geração de novos conhecimentos.
Por sua vez a
[...] implantação de sistemas que armazenam, gerenciam e disseminam o
conhecimento nas organizações [...] [forneçam a] base para a
transformação do conhecimento tácito em explícito, no sentido de implantar
uma cultura organizacional onde o conhecimento individual existente em
cada pessoa possa ser registrado e compartilhado com os demais na
organização. (SILVA; FERREIRA JÚNIOR, 2007).

Este artigo trata de uma revisão de literatura sobre a estruturação e
operacionalização de repositórios institucionais de Instituições de Ensino Superior
(IES), com utilização da ferramenta D-Space.

2 REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS E FERRAMENTAS DE IMPLEMENTAÇÃO
A preservação digital dos documentos e sua disponibilidade a qualquer
pessoa é uma preocupação no mundo contemporâneo. Isso se constata em
organizações como universidades, centros de pesquisa, institutos, bibliotecas, entre
outros, que já dispõem de seus próprios repositórios digitais, revelando-se uma
tendência mundial no meio cientifico, com movimentos em favor do acesso livre à
informação.
Tais repositórios possuem formas de armazenamento de objetos digitais,
com capacidade de manutenção e gerenciamento de materiais por longos períodos,
e acesso adequado que, juntamente com a investidura nos protocolos de coleta de
metadados da Iniciativa dos Arquivos Abertos (OAI-PMH), diminuíram as
dificuldades dos autores, na disponibilização dos resultados de suas pesquisas.

�4

Viana, Márdero Arellano e Shintaku (2005) evidenciam que os repositórios
digitais
[...] incentivam a publicação na Rede gerenciada pelo pesquisador (selfarchiving), utilizam novas tecnologias abertas (open source), e as
informações ficam disponíveis para serem acessadas permanentemente por
diversos provedores de serviços a nível nacional e internacional.

Podemos enumerar como principais características dos repositórios
digitais: conteúdo em regime de acesso aberto; garantia de preservação digital do
conteúdo a longo prazo (memória da produção científica); preservação dos direitos
autorais a longo prazo (auto-arquivamento); sistema de gestão integrado com outros
serviços; interoperabilidade com sistemas e padrões universais, como o protocolo
OAI.
Lynch (2003) aponta dois tipos de repositórios digitais, a saber: temáticos
– aqueles com foco em determinada área do conhecimento; institucionais: conjunto
de serviços ofertados por uma instituição a seus membros, permitindo a gerência e
disseminação dos materiais criados por ela.
Qualquer que seja o tipo enumerado por Lynch, os repositórios
institucionais, de uma maneira geral, “[...] são sistemas de informação que servem
para armazenar, preservar, organizar e difundir os resultados (a produção científica)
de uma dada instituição, utilizando um software” (REPOSITÓRIO..., 2007). No
mesmo sentido, Kuramoto (2006) define-os como “[...] um conjunto de serviços
oferecidos por uma instituição aos membros de uma comunidade para a gestão e
disseminação da sua produção técnico-científica em meio digital”. Crow (2002), os
considera como “[...] arquivo digital de produtos intelectuais criados por uma
comunidade de pesquisadores, estudantes e professores de uma instituição”.
Na perspectiva de Lawrence (2003), entender os repositórios institucionais
é perceber a “[...] manifestação visível da importância emergente da gestão do
conhecimento na educação superior”. Nesse sentido, é válido ressaltar, conforme
enfatiza Crow (2002), que os repositórios institucionais constituem “[...] um sistema
global de repositórios distribuídos e interoperáveis que fundamentam um novo
modelo de publicação científica.”

�5

Isso significa que, além da facilidade do acesso e disseminação, a partir
da reunião de vários materiais em um único lugar, há também a projeção de toda a
produção científica da instituição, permitindo maior visibilidade dessa produção.
Para potencializar os repositórios digitais, foram criados os softwares:
Eprints – voltado para servir aos repositórios temáticos ou institucionais; DSpace –
software para construção de repositórios institucionais. Ambos são iniciativa das
instituições University of Southamption (Inglaterra) e Massachussetts Institute of
Technology – MIT, respectivamente.
Atualmente, o DSpace é o software mais utilizado internacionalmente,
adotando o protocolo para coleta de metadados da OAI-PMH v. 2.0, tendo sido o
software adotado como referência no Brasil pelo IBICT. De acordo com Viana,
Márdero Arellano e Shintaku (2005), desde 2003, o IBICT realiza estudos sobre
ferramentas para repositórios institucionais, analisando softwares mais adequados
para a finalidade, entre os quais foram testados o Archimede (Layal University
Library Software), o CDSware (CERN), o FEDERA (Universidade de Virgínia e
Cornell) e o DSpace (MIT).
O IBICT considerou o DSpace o software que melhor se adaptou às suas
necessidades. O teste inicial com essa ferramenta deu-se, a partir da criação do
repositório piloto RIDI (Repositório Institucional Digital do IBICT), o qual se encontra
em fase de aprovação de normas, assinatura de termos de compromisso, entre
outros.
É oportuno lembrar que, a partir dos estudos do IBICT, várias iniciativas
brasileiras utilizam o software DSpace como ferramenta de implementação de seus
repositórios institucionais, tais como: Reposcom (PortCom); Biblioteca Digital de
Vídeos (UFPR); BDJur (Biblioteca Digital Jurídica do STJ); Instituto Antônio Carlos
Jobim; Repositório de Ciências Aquáticas (Unifau); Biblioteca Virtual sobre
Corrupção

(Controladoria

Geral

da

União);

(Universidade Católica de Brasília), entre outras.

Repositório

Institucional

UCB

�6

3 GESTÃO DO CONHECIMENTO E REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL
Ter

controle

e

facilidade

de

acesso

ao

conhecimento

gerado

institucionalmente, mantendo um gerenciamento sobre as informações produzidas é
um diferencial competitivo das organizações no mundo globalizado. Este
gerenciamento, no entanto, deve ser de forma integrado e relacionado, visto que a
Gestão do Conhecimento é um processo sistemático, executado de forma articulada
e intencional, com o objetivo de apoiar a geração, a codificação, a disseminação e a
apropriação do conhecimento, visando atingir a excelência organizacional e
institucional.
A constante avaliação a que são submetidas as universidades públicas
pelo sistema educacional nacional determina uma maior agilidade no seu fluxo
produtivo, para criar e divulgar conhecimento científico atualizado. O mundo
globalizado requer um período menor no ciclo tecnológico das inovações e, nesse
sentido, exige esforços em todas as etapas do processo de geração e divulgação
das informações científicas, objetivando intensificar as práticas de compartilhamento
de informações.
Mais do que adotar ferramentas tecnológicas, é preciso criar uma cultura
institucional de compartilhamento de informações. Esta filosofia de atuação requer
quatro linhas de aplicação:
a) gestão da informação com a função de capturar, processar e
disponibilizar informações, sob os mais variados suportes e nas mais
variadas áreas de conhecimento;
b) gestão

do

conhecimento

com

o

objetivo

de

promover

o

compartilhamento do conhecimento, através da interação entre o
conhecimento explícito e o conhecimento tácito da instituição,
assegurando sua proteção;
c) gestão de inteligência para negócios com o objetivo de

consolidar

informações para tomada de decisão, com foco no mercado real e
potencial de novas tecnologias, otimizando o fluxo de produção da
instituição;

�7

d) gestão de tecnologia da informação para promover a governança do
conjunto de recursos não humanos da instituição, referentes ao
armazenamento, processamento e organização nos vários sistemas e
subsistemas criados pelo repositório;
Partindo desse entendimento, os repositórios institucionais devem ser
concebidos de forma a criar um ambiente digital de colaboração que ofereça
visibilidade à produção científica local, fato esse que se coaduna com os objetivos
conceituais da Gestão do Conhecimento explicitados por Zabot e Silva (2002), quais
sejam:
a) tornar

acessível

a

maior

parte

da

informação

corporativa,

compartilhando as melhores práticas e tecnologias existentes;
b) permitir a identificação dos ativos de conhecimento existentes e de
qualquer informação útil à organização, de forma a garantir a memória
organizacional;
c) apoiar

a

geração

de

novos

conhecimentos,

propiciando

o

estabelecimento de vantagens competitivas para a organização;
d) propiciar a aplicação do conhecimento, tornando-o utilizável e útil como
informação essencial ao desenvolvimento organizacional e comunitário.
e) organizar e dar lógica aos dados gerados, de forma a torná-los
aplicáveis.
Convém ressaltar que a unidade de análise do conhecimento não deve
ser a organização, nem o indivíduo, mas sim grupos que interagem em um contexto
comum (BRINT INSTITUTE, 1998).
O que até aqui foi evidenciado são indicadores básicos para uma nova
ordem, no segmento das universidades brasileiras. Contudo não podemos deixar de
resgatar as observações de Terra (2008), quando afirma que nossas universidades
ainda são organizações avessas ao uso de novas ferramentas e tecnologias
disponíveis, possuindo métodos de ensino e pesquisa dissonantes, com relação à
nova sociedade de informação. Entendendo assim, ele lista dez temas para reflexão
sobre esta situação:

�8

1. Será possível que na Era das inovações trans-disciplinares e do trabalho
baseado em rede e em projetos, nossas universidades ainda insistam na
estrutura departamental levada ao extremo?
2. Como se justifica que universidades públicas não exijam que seus
professores e alunos (principalmente de pós-graduação) divulguem seu
trabalho de forma mais aberta para a sociedade? Será que o mecanismo de
trabalhos publicados, dissertações e teses em papel nas bibliotecas leva em
consideração as melhores tecnologias atualmente existentes?
3. Quem sabe o quê nas nossas universidades? É possível para um
cidadão comum ou mesmo para os mais familiarizados com o meio
acadêmico chegar na porta (sites) das nossas universidades e realmente
descobrir quem sabe o quê? Quem tem interesse em quê? Quem está
fazendo o quê?
4. Na Era do “Information Overload”, é possível saber quais foram os 100
trabalhos mais relevantes, mais consultados e melhor avaliados de uma
grande universidade ou mesmo grande departamento?
5. Não seria possível se pensar em mecanismos para reconhecer e
recompensar os professores e pesquisadores que mais compartilham seu
conhecimento? Não existiriam também mecanismos para reconhecer
também os alunos que mais compartilham seu conhecimento?
6. Por que apenas no primeiro dia oficial de aula os alunos têm acesso aos
textos, notas de aula, dinâmicas e exercícios? Por que estas coisas não
estão permanentemente disponíveis para qualquer um acessar a qualquer
momento? Por que não reservar o precioso horário de aula apenas para
debates e discussões?
7. Quais são os mecanismos existentes para se capturar os “insights”
registrados na sala de aula (e fora dela) e torná-los disponíveis para outros
alunos e novas turmas? Será que os professores são o único e melhor
mecanismo de transmissão do conhecimento?
8. Seria possível se pensar em mecanismos mais efetivos de educação
continuada? Ou melhor: seria possível se pensar em um mecanismo onde
os alunos nunca saem da universidade? Onde eles apenas escolhem o grau
e freqüência de contato?
9. Quando nossos bibliotecários vão deixar de ter um mero papel de
controladores do fluxo e estoque de publicações da biblioteca para se
tornarem efetivos “knowledge brokers” especializados em áreas temáticas?
10. Seria possível mudar-se totalmente o conceito de classe, turma e
disciplina? Seria possível se estruturar uma universidade a partir de equipes
de projeto, objetos do conhecimento, knowledge brokers, mapas de
competência e expertise? Seria possível se criar um mercado aberto para
os demandantes e “ofertantes” de conhecimentos? (TERRA, 2008).

Para atuar no meio universitário, tendo por base as premissas enunciadas
acima, torna-se necessário criar uma estrutura norteada pelas seguintes linhas de
atuação:
a) uma plataforma adequada que permita a articulação de vários tipos de
informação,

com

parâmetros

adequados

de

escalabilidade,

versatilidade e capacidade de replicação, pois a conseqüência natural
de um sistema como esse é o crescimento exponencial de dados e
informação aglutinada;
b) um sistema de gestão de conhecimento que, aplicado também os
conceitos de gestão de serviços de tecnologia da informação, seja

�9

capaz de receber informações de retorno sobre os acertos e erros,
classificando-os para que, com sua simples análise e correlação, seja
possível gerar mais conhecimento;
c) uma sistemática que permita aumento progressivo de qualidade do
sistema, conseqüentemente do valor das informações geradas,
tornando o seu uso cada vez mais necessário à vida organizacional.
É com base nessas reflexões que os repositórios institucionais das
Instituições de Ensino Superior (IES) devem ser pensados, com o objetivo de não
apenas divulgar a produção cientifica institucional, mas também inovar e repensar
alguns dos seus processos mais tradicionais ainda em uso. Por isso apontamos o
Dspace como a ferramenta ideal para implantação desse processo institucional, à
medida em que, segundo o Dspace Org. ([2005?]), corresponde às características
que seguem:
a) permite recolher e descrever documentos digitais, possibilitando
estabelecer um workflow adaptável aos processos específicos de cada
comunidade;
b) possibilita distribuir os documentos criados na web, através de um
acesso controlado, com vários níveis de pesquisa, preservando os
criados por um longo prazo;
c) pode ser customizado de acordo com o perfil institucional e as
comunidades que serão inseridas, aceitando todas as formas de
materiais como texto, vídeo e áudio, além de custodiar seu acesso;
d) caso seja necessário sigilo, permite estabelecê-lo, tanto no próprio
documento como na coleção que o contém;
e) a inclusão de documentos é descentralizada, com os metadados sendo
gerados, a partir da tipologia documental;
f) gera estatísticas de uso e indicadores de produção, permitindo que
cada comunidade tenha sua identidade visual, de acordo com os
parâmetros institucionais;
g) é de uso gratuito, não gerando ônus para a instituição.

�10

O Dspace é um produto opensource que pode ser customizado nos
termos da BSD (Berkeley Standard Distribution License). Utiliza linguagem Java,
compatível com todos os sistemas operacionais Unix, servidor web Apache e base
de dados PostgressSQL. E ainda, possui metodologia de arquivos abertos, é
totalmente compatível com o Dublin Core, a exemplo da BDTD, e é altamente
interativo, permitindo a interoperabilidade com outras aplicações que, porventura,
possam ser incorporadas ao repositório.

4 MODELO DE GESTÃO E IMPLEMENTAÇÃO
As experiências nacionais de repositórios já implementados, encontrados
na literatura (Repositório Institucional da Universidade Católica de Brasília (UCB) e
Repositório Institucional do Instituto de Biotecnologia da Amazônia), apresentam a
seguinte estrutura padrão: organização em Comunidades, Subcomunidades e
Coleções, atreladas à estrutura acadêmica da IES vinculada; as Comunidades
correspondem aos Centros Acadêmicos existentes, onde podem subdividir-se em
Subcomunidades correspondentes aos Cursos de Graduação, Programas de PósGraduação Lato Sensu e Stricto Sensu e Pesquisa, correspondendo aos Projetos de
Pesquisa em desenvolvimento pelos Centros; as Coleções relacionam-se às
monografias, artigos de periódicos, livros, anais de eventos, textos para discussão,
relatórios técnicos e mesmo aulas especiais (em vídeo), que possam ser relevantes
para pesquisas futuras (CARVALHO et al., 2006; SILVA; FERREIRA JÚNIOR,
2007).
As formas de acesso dos repositórios, relatados por Carvalho et al. (2006)
e, Silva e Ferreira Júnior (2007), obedecem ao que segue:
a) acesso público: navegação de livre acesso, com a realização de
download de documentos tipo público na íntegra;
b) acesso de usuários registrados: navegação em comunidades de
acesso livre, realização de download dos documentos tipo público; no
caso de documentos de acesso restrito, somente com a autorização do
administrador da comunidade. Usuários registrados também poderão
criar comunidades e arquivos do tipo restrito, concedendo visualização

�11

aos seus próprios usuários selecionados. Esses usuários registrados
podem ser categorizados pela função de administrador, do tipo
moderado ou avançado;
c) usuários selecionados: navegação em comunidades de livre acesso,
realização de download de documentos tipo público e restrito, conforme
autorização do administrador da mesma, mas com acesso temporário e
sem direito à criação de comunidades próprias dentro do sistema. Tipo
de acesso idealizado para pesquisadores que não têm vínculo
institucional,

mas

desenvolvem

atividades

de

pesquisa

nas

comunidades locais.
Apenas o administrador avançado de cada comunidade tem autorização
para criar, editar e excluir comunidades, categorias, pastas e arquivos.
Esta estrutura permite que cada Comunidade e Subcomunidade tenha
flexibilidade na decisão de como gerenciar seu fluxo informacional, estabelecendo
uma política própria de acesso aos seus membros, forma de criação e depósito de
vários documentos, além da forma de utilização de cada um.
A Subcomunidade Pesquisa permitirá gerenciar e cadastrar todos os
projetos de pesquisa em andamento na instituição, permitindo mensurar a
produtividade institucional em seus aspectos quantitativos e qualitativos, de forma a
possibilitar o estabelecimento de metas na aplicação dos recursos destinados à
pesquisa cientifica local.

5 CONCLUSÃO
A informação técnico-científica é vista hoje como um bem público global,
que deve beneficiar a todos. Nessa perspectiva, modelos alternativos de
comunicação científica, como os repositórios institucionais, estão cada vez mais se
institucionalizando no âmbito das universidades, como um meio não só de
preservação, mas também de comunicação do saber produzido, permitindo um
amplo acesso à documentação variada, oriunda das atividades da própria
universidade.

�12

Entendemos que o objetivo primordial na criação de um repositório
institucional é estabelecer um novo parâmetro para a comunicação científica, seja
ele local seja externo. Esse novo parâmetro deve trazer não apenas visibilidade no
meio acadêmico, mas também uma nova concepção do fazer científico, sem o qual
não é possível o uso adequado de novas tecnologias. A facilidade de operação da
ferramenta deve proporcionar maior interesse e envolvimento dos atores
institucionais, em todas as fases da produção científica – coleta, gestão, divulgação
e preservação da produção científica – não ficando esta responsabilidade restrita
apenas a um determinado setor. Todos se envolvem, pois o processo é contínuo.
O conhecimento gerado no processo alimentará a própria universidade
em autoconhecimento, identificando seu potencial competitivo tanto nas áreas em
que já atua, como na identificação de potenciais, ainda insuspeitados, de atuação e
liderança em novas frentes de atuação.

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their new book Working Knowledge: how organizations manage what they know.
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tecnologia construindo a inteligência coletiva. Rio de Janeiro: Atlas, 2002.

__________________
1

Maria da Conceição Pereira de Sousa, Universidade Federal do Maranhão, Núcleo Integrado de
Bibliotecas (NIB), Biblioteca Central, Especialista em Gestão de Arquivo,
conceicaosousa@yahoo.com.br.
2
Maria Aparecida Lopes da Cruz, Universidade Federal do Maranhão, Núcleo Integrado de
Bibliotecas (NIB), Mestre em Biblioteconomia, cidazen@gmail.com.
3
Maria de Fátima Almeida Braga, Universidade Federal do Maranhão, Núcleo Integrado de
Bibliotecas (NIB), Doutoranda em Psicologia Social, Professora do Curso de Biblioteconomia,
Diretora do NIB/UFMA, bibliotecacentral@ufma.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Repositórios digitais como alternativa para preservar, organizar e divulgar a produção científica. Comenta sobre as ferramentas de implementação dos repositórios institucionais como forma de subsidiar a disseminação do conhecimento gerado nas instituições, em especial o software DSpace. Apresenta uma metodologia para o modelo de gestão e implementação de um Repositório Institucional, a partir do uso da ferramenta DSpace, visando à gestão do conhecimento. Finaliza o trabalho ratificando a necessidade de organizar e disponibilizar os conteúdos técnico-científicos gerados na Universidade Federal do Maranhão, através do gerenciamento de Repositório Institucional.</text>
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USO DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICs)
NOS SERVIÇOS DE REFERÊNCIA DAS BIBLIOTECAS DOS CENTROS
FEDERAIS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA (CEFETs)
SOUSA, B. A.1
LIMA, I. F.2

RESUMO
Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com os
coordenadores das bibliotecas dos Centros Federais de Educação Tecnológica
(CEFETs), cujo objetivo foi averiguar o uso das novas tecnologias da informação e
comunicação (TICs) nos serviços de referência das referidas bibliotecas. O estudo
fundamentou-se nos seguintes questionamentos: Quais os serviços oferecidos por
esses setores e quais as tecnologias aplicadas a esses serviços? O instrumento de
coleta de dados empregado foi o questionário, enviado por e-mail aos 32
coordenadores das bibliotecas estudadas, com o retorno de dez respostas, o que
representou 31% do universo da pesquisa. Os resultados demonstraram que o uso
das TICs ainda consiste um desafio para as bibliotecas pesquisadas. Pelos dados
obtidos, percebeu-se a existência de duas necessidades básicas para essas
bibliotecas: a contratação de profissionais para os serviços de referência e a
capacitação do profissional da informação para o emprego dos meios eletrônicos
nos serviços de referência.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Serviços de referência.

ABSTRACT
This paper presents the results of a research carried out on coordinators of libraries
of the Federal Centers of Technological Education (CEFET) to ascertain the usage of
new information and communication technologies (TICs) in reference services of the
aforementioned libraries. The study was grounded in the following questioning: what
are the services offered by these sectors and what are the technologies applied to
these services? A questionnaire was utilized as an instrument of data collection. It
was sent, via e-mail, to the 32 coordinators of the libraries that were being studied.
There were 10 responses to those e-mails which represented 31% of the universe of
the research. The results demonstrated that the usage of TCIs is still a challenge to

�2

the libraries that were analyzed. From the data that were collected came the
realization of the existence of two basic needs for these libraries. The first one is the
recruitment of professionals for the reference services and the second is the
qualification of the information professionals in the usage of electronic means in
reference services.
Keywords: University libraries. Reference Services.

1 INTRODUÇÃO
Nesse contexto de constantes mudanças, as bibliotecas, em particular, as
universitárias, assumem papel decisivo na sociedade, funcionando como um
organismo aberto para captar, organizar, disponibilizar e proporcionar o acesso e o
uso das informações.
Enquanto agente mediador entre a informação e o usuário, a biblioteca
desempenha o papel de oferecer a seus usuários oportunidades de explorar um
universo informacional rico e diversificado, que atenda não apenas às suas
necessidades reais, mas também às expectativas futuras, garantindo-lhes a
informação precisa, de forma facilitada e no momento real, sem levar em
consideração a distância geográfica onde eles (usuários) e elas (informações) se
encontram.
Para

atender a

esses

desígnios,

a

biblioteca

tem

estabelecido

significativas mudanças, não apenas na sua estrutura física e organizacional, mas
também e, principalmente, na ampliação e gestão de seus serviços. Preocupada
com a qualidade dos serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias, a
Association of College and Research Libraries - ACRL (Associação de Bibliotecas
Universitárias e de Pesquisa, americana) elaborou um documento com várias
diretrizes, das quais elegemos como essenciais:
� Os serviços bibliográficos e informacionais baseados em
computador;
� O acesso confiável, rápido e seguro às redes da instituição e de
outras, inclusive à Internet;
� O serviço de orientação;
� O programa de instrução ao usuário, destinado a habilitá-lo a
usar com independência recursos informacionais, ao mesmo
tempo em que satisfaz às necessidades de alunos e de
professores dos programas a distância;
� O auxílio com equipamento e mídia não-impressa;

�3

� O empréstimo entre bibliotecas, respeitando-se as práticas de
“fair use”1 da lei de copyright;
� O serviço de entrega rápida de documentos, tais como
transmissão eletrônica e malotes;
� O acesso a serviços de reserva de matérias, respeitando-se as
políticas “fair use”;
� Os horários adequados de serviços, tendo em vista maximizar
oportunidades de acesso pelos usuários;
� A antecipação das necessidades dos usuários e a inclusão de
serviços personalizados (ACRL, 1998 apud MUELLER, 2000, p.
76).

Figueiredo (1996) sugere que as bibliotecas universitárias ofereçam os
seguintes serviços:
a) Provisão de documentos: circulação, consultas, empréstimo entre
bibliotecas, comutação, fornecimento de cópias, entrega de material,
preparação de traduções;
b) Provisão de auxílio bibliográfico: localização de material, verificação de
referências, levantamento bibliográfico em assuntos especializados;
c) Serviço de alerta: informais (exposições), formais (lista de novas
aquisições);
d) Orientação ao usuário: provisão de guias, consulta orientada, cursos de
instrução, promoção de serviços, auxílio editorial e preparação de obras
individuais. Segundo a autora, os serviços variam de acordo com o perfil da
biblioteca e de seus usuários.
Tendo em vista os avanços das tecnologias de informação e comunicação
e sua aplicação nas bibliotecas, Carvalho e Lucas (2005) adaptaram as categorias
propostas por Figueiredo (1996) ao contexto atual.

Segundo as autoras, as

bibliotecas podem oferecer esses serviços das seguintes formas:
a) Através da provisão de documentos – Esse serviço pode ser oferecido
de forma física, como já acontece tradicionalmente e/ou por meio eletrônico.
• Pesquisa on-line do acervo da biblioteca - Com os recursos provenientes das
redes de computadores e das constantes inovações tecnológicas, a consulta
1

uso honesto ou uso justo, na tradução literal para o português, melhor entendido como uso razoável, uso
aceitável, é um conceito da legislação dos Estados Unidos da América que permite o uso de material protegido
por direitos autoriais sob certas circunstâncias, como o uso educacional (incluindo múltiplas cópias para uso em
sala de aula), para crítica, comentário, divulgação de notícia e pesquisa. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fair_use,
2008)

�4

on-line permite que o usuário remoto, conectado à internet, tenha acesso ao
acervo da biblioteca.
• Comutação bibliográfica on-line – Pode ser feita de três maneiras - Através de
formulário on-line, próprio para a solicitação de comutação bibliográfica; - a
biblioteca pode disponibilizar um tutorial que auxilia o usuário a fazer sua
solicitação diretamente no site do IBICT, e/ou, ainda, fornecer um hiper link de
acesso direto a sites que disponibilizam o serviço de comutação bibliográfica.
• Fornecimento de cópias on-line – Criação de links de anais, teses,
dissertações e periódicos eletrônicos, que disponibilizam versões eletrônicas
dos seus originais impressos, sempre respeitando os direitos autorais e a
liberdade de disseminação do original.
• Empréstimo entre bibliotecas - A biblioteca pode disponibilizar formulário online para a solicitação de empréstimo entre bibliotecas e um tutorial para guiar
melhor o usuário nessa solicitação, podendo, também, realizar esses
empréstimos através de consórcios ou por meio de redes de cooperação entre
bibliotecas.
• Entrega de material - Pode ser feita via e-mail, FTP e/ou utilizando-se
programas específicos. Em muitos casos, a solicitação é feita de forma on-line,
mas, por vezes, é atendida de forma tradicional, através da Agência Brasileira
de Correios e Telégrafos ou de empresas que prestam serviços na área
logística.
• Preparação de traduções – Criação de links com tradutores on-line.
b) Através da provisão de auxílio bibliográfico – pode ser atendida por:
• Questões de referência simples e questões de referência complexas - Os
serviços de mensagens pela Internet e o de telefonia estão sendo
mundialmente difundidos, principalmente nas ações que envolvem rapidez
quanto à troca de informações emergenciais. Esses recursos podem ser muito
bem aproveitados e utilizados para esclarecimento de questões de referência
simples. Lembrando, ainda, os canais: pergunte à biblioteca, e-mail ou
formulário previamente elaborados e disponibilizados no site da Biblioteca, que
permitem aos usuários elaborar e sanar dúvidas em questões de referência
mais complexas.

�5

• Localização de material - O bibliotecário de referência geralmente localiza
informações de todas as fontes e suportes. No caso da publicação eletrônica, o
bibliotecário pode localizar e indicar ou referenciar ao usuário, através de email, o material solicitado.
• Fazer levantamento bibliográfico em assuntos especializados - A oferta de
formulários on-line para solicitação de levantamento bibliográfico de assuntos
especializados dinamiza o mais antigo dos serviços bibliotecários.
c) Através de serviços de alerta eletrônico – informais - divulgação de novos
serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, de cursos oferecidos e
promoções, através de boletins informativos on-line ou alerta eletrônico no site
da biblioteca; formais - lista de novas aquisições on-line, lista de duplicatas,
formulário on-line para solicitação de novas aquisições, formulário on-line para
solicitação de duplicatas.
d) Orientação ao usuário - Corresponde a esse segmento as seguintes
atividades
• Orientação e normalização técnica por meio da Web - O serviço de referência
e informação on-line pode disponibilizar tutorias e manuais explicativos sobre
interpretação de normas e exemplos de como elaborar trabalhos científicos,
através do site da biblioteca.
• Elaboração de vocabulário controlado - Disponível na forma virtual, através de
documento de texto ou a partir do próprio software.
• Elaboração índice de assuntos - Com finalidade de padronizar a terminologia
técnica utilizada na unidade de informação, visando agilizar a recuperação da
informação por parte do usuário.
É notório que todo o processo de evolução das bibliotecas, ao longo
dos anos, tem como base o uso das tecnologias da informação e seus aplicativos. A
utilização desses recursos, além de otimizar significativamente os serviços
presenciais, cria uma concepção de serviço de informação on-line nunca visto antes,
que permite o acesso a acervos documentais em vários formatos, com a
disponibilização de textos completos para download, possibilitando o uso simultâneo
da mesma informação por múltiplos usuários, ao mesmo tempo, e de ferramentas

�6

avançadas de recuperação da informação, que auxiliam o usuário a encontrar a
informação de que necessita no menor espaço de tempo.
Entretanto, os serviços de referência que dinamizam o uso das
informações, servindo de elo entre os usuários e os documentos numa biblioteca,
são concebidos como uma projeção da união e da harmonia de todos os setores,
serviços e recursos humanos existentes na biblioteca, para atender às necessidades
informacionais dos usuários (ALVES; VIDOTTI, 2006 citado por LITTIERE;
TETERYCZ, 2006),
Pelo exposto, pode-se afirmar que o sucesso de uma biblioteca está
relacionado com o desenvolvimento de serviços de intermediação entre o
documento e o usuário, facilitando o acesso e o uso da informação de forma rápida
e precisa. Esses serviços são denominados de serviços de referências e,
atualmente, encontram-se apoiados no uso das tecnologias de informação e
comunicação (TICs).
A respeito disso, realizou-se uma pesquisa com os coordenadores das
Bibliotecas dos CEFETs, objetivando-se averiguar como funcionam os serviços de
referência

nessas

bibliotecas.

Para

tanto,

adotaram-se

os

seguintes

questionamentos:
Quais os serviços oferecidos por esses setores?
Quais as tecnologias aplicadas a esses serviços?

2 SERVIÇO DE REFERÊNCIA
Em princípio, o serviço de referência compreendia as atividades de
localização de material, auxílio no uso do catálogo ou das obras de referência e
levantamentos bibliográficos. Entretanto, com o avanço tecnológico, que tem
disponibilizado novas e sofisticadas formas de comunicação, o aumento e a
diversificação da literatura impressa e o surgimento de vários formatos de
documentos, o modo como são desenvolvidos e oferecidos esses serviços nas
unidades de informação foi alterado.

�7

Ranganathan (1961, citado por MARTINS; RIBEIRO 1979, p.16) definiu os
serviços de referência como sendo “o processo de estabelecer contato entre o leitor
e seus documentos de uma maneira pessoal”. Enfatiza, assim, a importância da
proximidade entre leitor (usuário) e bibliotecário, no momento da mediação com o
documento (informação). Para Silva e Beuttenmüller (2005), embora tenham
conservado a essência do conceito posto por Ranganathan, os serviços de
referência vêm evoluindo no decorrer dos tempos e hoje já se fala na expressão
"processo de referência", definido como uma seqüência lógica das seguintes etapas:
o problema, a necessidade de informação, a questão inicial, a questão negociada, a
estratégia de busca, o processo de busca, a resposta, a solução e a avaliação
(GROGAN, 2001).
Macedo (1990) conceitua os serviços de referência sob duas dimensões.
Na primeira, mostra que a essência desses serviços é o atendimento pessoal do
bibliotecário ao usuário que, em dado momento, procura-o para satisfazer a uma
necessidade de informação. Nesse caso, o bibliotecário é o mediador entre o usuário
e a informação, podendo auxiliar com seus conhecimentos. Na segunda dimensão,
ele apresenta uma visão mais ampla sobre esses serviços, considerando-os como
atividades direcionadas não só para atender ao usuário e interagir diretamente com
ele, mas também que possam prever e antecipar a demanda de informações que
orientem o usuário no uso da biblioteca, disseminem os recursos de informação
disponíveis e orientem para o uso da Internet e dos novos recursos tecnológicos de
busca e de recuperação da informação.
No conceito moderno, além da orientação do bibliotecário nas pesquisas e
nas consultas realizadas em qualquer tipo de material existente na unidade de
informação, o encaminhamento do usuário a outras fontes externas e ao empréstimo
entre bibliotecas, surgem também os serviços virtuais que, embora atendam aos
mesmos objetivos do serviço de referência tradicional, usam as tecnologias de
informação e comunicação para ampliar o universo das informações e facilitar o
“contato” entre usuário, bibliotecário e a informação, buscando desenvolver atitudes
necessárias para a realização da pesquisa (BURIN; HOFFMANN, 2005; DE PAULA
1992; FERREIRA et al, 2006; MOYO 2004; SILVA; BEUTTENMÜLLER, 2005).

�8

Assim, verifica-se que o serviço de referência, via web, principalmente
através da popularização do correio eletrônico, exerce um papel fundamental no
processo de mediação e disseminação da informação, para que os documentos
sejam acessados, facilitando, portanto, o compartilhamento das informações.

3 O SERVIÇO DE REFERÊNCIA VIRTUAL
As Tecnologias da Informação e Comunicação favoreceram a expansão
das fronteiras do serviço de referência para além do balcão de atendimento das
bibliotecas e das suas coleções de referência. Com os avanços das tecnologias,
muitas unidades de informação passaram a oferecer esses serviços de forma virtual,
com o propósito de facilitar a localização e o acesso aos documentos de forma
remota.
Em relação a esse aspecto, Figueiredo (1996, p.38) afirma que “ os
serviços on-line permitiram à biblioteca oferecer um nível mais alto de serviço, por
um custo aceitável, com grande presteza e pequeno trabalho adicional para a equipe
de pessoal”. Já na década de 90, De Paula (1992, p. 44) apontava os serviços de
informação on-line como extensão dos serviços de referência e destacava os vários
benefícios que as bibliotecas teriam utilizando-se desse recurso, dentre os quais,
destacam-se:
�
�
�
�
�
�

O acesso rápido à grande quantidade de informações;
Maior relevância na recuperação da informação;
Velocidade nas pesquisas;
Eliminação de tarefas auxiliares;
Aumento da freqüência no uso da biblioteca;
Aumento do tráfego de empréstimo entre bibliotecas.

Moyo (2004, p. 223) acrescenta outras vantagens proporcionadas pelo
serviço de referência on-line, a saber:
� É facilmente acessível onde quer que haja um acesso à Internet;
� Potencialidade para alcançar usuários remotos e locais da
biblioteca;
� Serviço distribuído;
� Aumento de acessibilidade dos bibliotecários aos usuários da
biblioteca;
� Fornece um ponto de auxílio às necessidades dos usuários;

�9

� É conveniente para aqueles usuários que não podem de outra
maneira vir à biblioteca (por exemplo: mobilidade danificada,
invalidez etc.);
� Permite a expansão do espaço de serviços da biblioteca ao
estender horas de serviços;
� Fornece uma opção adicional de uma comunicação para
usuários da biblioteca;
� Proporciona uma oportunidade de introduzir no mercado a
biblioteca para as comunidades virtuais;
� Atende às expectativas dos usuários, com relação ao
atendimento.

Segundo o autor, os usuários da biblioteca esperam que ela ofereça os
serviços em linha de competidor, comparáveis aos que funcionam na operação
bancária, no shopping, nos investimentos, no entretenimento etc.
Silva e Lima (2006) referem que os serviços de referência virtual surgiram
no final da década de 80, nas bibliotecas americanas, quando se tornou comum a
utilização de e-mails como ferramentas de comunicação com os usuários, ao mesmo
tempo em que as bibliotecas colocavam seus catálogos na Internet. De acordo com
as autoras, esse serviço era voltado para a comunidade dos campi das
universidades.
Arellano (2001, p. 10) afirma que “o primeiro serviço de referência on-line,
no mundo, a funcionar 24 horas por dia, foi o da North Carolina State University
Virtual Reference Service”, utilizando-se o Library Systems and Services (LSSI)
Virtual Reference Desk, software implantado no primeiro semestre de 2001,
desenvolvido para o comércio eletrônico e perspectivas dos serviços de referência
digital.
Apesar de a idéia de prestar serviços de informação fora do ambiente
físico das bibliotecas não ser inédita, no Brasil, os serviços de referência virtual nas
bibliotecas universitárias têm índices muito baixos. É o que mostra uma pesquisa
realizada por Marcondes, Mendonça e Carvalho (2005), entre agosto de 2004 e julho
de 2005. Foram avaliadas as páginas de internet de 209 bibliotecas universitárias,
em todas as regiões brasileiras, e se chegou à seguinte conclusão: no Brasil, não
existem serviços do tipo Ask a Librarian como os utilizados no exterior, e um dos
serviços mais diferenciados é o de pergunta/resposta à Biblioteca, via correio
eletrônico, e que, mesmo assim, não são oferecidos de forma expressiva pelas
bibliotecas pesquisadas.

�10

4 PESQUISA
Além de se fundamentar na literatura corrente sobre a temática,
enfatizando a função da biblioteca no atual contexto e, em particular, a importância
do uso das TICs nos serviços de referência, trata-se de uma pesquisa de campo, de
caráter descritivo, com abordagens qualitativas e quantitativas, tendo como universo
da pesquisa os 32 coordenadores de bibliotecas dos CEFETs, localizadas em todo o
território brasileiro. Para a coleta dos dados, utilizou-se um questionário composto
por cinco perguntas abertas e fechadas.

4.1 Procedimentos
Foram encaminhados, via e-mail, 32 (trinta e dois) questionários, dos
quais 10 (dez) foram respondidos, uma amostra correspondente a 31% do universo
da pesquisa. Os dados foram analisados e discutidos, observando-se a ordem dos
objetivos.

5 RESULTADOS
O objetivo da primeira pergunta era saber quais os serviços de referência
oferecidos por essas bibliotecas. Para dar um encaminhamento à resposta, foi
disponibilizada uma lista identificando seis serviços considerados comuns às
bibliotecas, deixando uma lacuna para ser preenchida, caso os informantes
precisassem mencionar outros serviços não contemplados na lista.
Serviços
Serviços de levantamentos bibliográficos e informacionais
Acesso às redes da instituição e de outras, inclusive à Internet
Serviço de orientação ao usuário
Disseminação seletiva de informações
Empréstimos entre bibliotecas
Uso de mídia eletrônica (base de dados, Portal de periódicos CAPES,
COMUT)
Pesquisa on-line (de forma eletrônica)
Divulgação dos recursos informacionais
Outros
Quadro 1 – Apresentação dos resultados da pesquisa

Bibliotecas
2
10
5
_
2
-

�11

Pelos dados apresentados, observa-se que, nessas bibliotecas, os
serviços de referência não contemplam nenhuma prática de atendimento virtual, e
somente 20% das bibliotecas que responderam o questionário fazem uso da
pesquisa em mídia eletrônica. Esperava-se maior uso do Portal de Periódicos da
Capes, por ser esse um recurso de uso gratuito para usuários das instituições
conveniadas, como é o caso dos CEFETs. Porém, pelo exposto, não tem sido
utilizado com muita intensidade nas bibliotecas.
Macedo (1984, p. 83) reconhecia quatro linhas de atuação nos Serviços de
Referência:
1 Referência propriamente dita [...] o bibliotecário, aguardando
ser procurado pelo usuário, responde a questões de referência e
assiste o mesmo em suas dificuldades de localização e de obtenção
da informação, [...]
2 Orientação formal ao usuário quando o setor programa, de
forma sistemática, visitas orientadas, cursos etc., para instruir os
usuários no manejo da biblioteca, na prática da pesquisa
bibliográfica etc.
3 Disseminação da informação, que se preocupa em antecipar a
busca da informação pelo usuário, preparando boletins bibliográficos
e informáticos; sínteses da informação; instrumentos de alerta e
disseminação seletiva, corrente da informação, [...]
4 Divulgação e interpretação da biblioteca de meios vários:
impressos, comunicação visual, audiovisuais [e-mails, homepages]... a fim de mostrar ao usuário o que existe e como funciona o
sistema de informação.

Assim,

as

bibliotecas

pesquisadas

não

chegam

a

atender

satisfatoriamente sequer às duas primeiras linhas, que são consideradas as
tradicionais.
Foi perguntado, na questão 2 (dois), se a biblioteca disponibilizava página
na Internet. Apesar de todos os CEFETs disporem de sites e até de portais
eletrônicos, foi constatado que nenhuma das bibliotecas respondentes tem página
própria na Internet. Através de visita feita aos sites dessas instituições, observou-se
que alguns deles apontavam um link para biblioteca que serve para mostrar e
divulgar o acervo documental através de um catálogo eletrônico.
É sabido que a disponibilização de uma página na Internet para a
biblioteca geraria novas possibilidades, como por exemplo, uma estrutura
tecnológica que permitisse a comunicação com os usuários, através de um e-mail

�12

institucional de perguntas e respostas, além de outros serviços que poderiam ser
oferecidos a partir dessa base o que facilitariam e ampliariam os serviços de
referências dessas bibliotecas. Isso demonstra que as referidas bibliotecas ainda
não estão se beneficiando dos recursos tecnológicos como deveriam.
Nas questões 3 (três) e 4(quatro) da pesquisa, foi perguntado se as
bibliotecas ofereciam alguma modalidade de serviço de referência de forma on-line e
quais os recursos utilizados na operacionalização desses serviços. Das dez
bibliotecas que participaram da pesquisa (31% do total do universo escolhido),
nenhuma oferece ainda esse tipo de serviço.
Nesse contexto, em que as tecnologias de informação e comunicação
(TIC’s) têm atingido todos os campos de atuação profissional, era de se esperar que
todas as bibliotecas universitárias já tivessem, de alguma maneira, utilizando-se
desses recursos para atender às demandas de informação de seus usuários, pois,
como foi mencionado anteriormente, elas são de fundamental importância no
processo de mediação e resolução de questões de referência, na divulgação,
recuperação e troca de informação. No entanto, as bibliotecas pesquisadas ainda
não fazem uso desses recursos.
Essas limitações foram justificadas pela falta de bibliotecário para atender
nesse setor e pela falta de capacitação desse profissional, como mostra este
depoimento:
Na biblioteca que trabalho possui uma única bibliotecária (que no caso
sou eu) onde infelizmente existe um acúmulo de serviço. Sou
responsável por tudo, desde catalogação, indexação até a mais
simples impressão de uma folha. Com isso fico sem tempo para me
dedicar a projetos de melhoria do setor, como por exemplo, uma
política de referência.

A quinta pergunta da pesquisa tratava dos fatores que dificultam o
andamento dos serviços de referência nessas bibliotecas.
Como a pergunta podia levar a múltiplas respostas, 80% dos
respondentes apontaram a falta de profissionais para o setor; 60% enfatizaram a
falta de capacitação desses profissionais, e 20% destacaram a falta de planejamento
e de políticas.

�13

Porém, a falta de suporte tecnológico, um dos itens investigados na
pesquisa, não foi assinalada por nenhum dos respondentes. Isso mostra que esses
recursos já se encontram disponíveis nas bibliotecas, o que significa um ponto
positivo para a melhoria dos serviços de referência, pois a falta desses recursos era,
segundo Kairalla (1990 apud DE PAULA, 1992, p. 44), uma das barreiras para a
implantação dos serviços de referências on-line nas bibliotecas brasileiras. A autora
citava uma segunda barreira que era a necessidade de uma equipe preparada. Pelo
que se pode observar, ainda falta o profissional capacitado para executar esse tipo
de serviço.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estudos mostram que as TICs estão cada vez mais presentes nas
bibliotecas e, em especial, nos serviços de referências das bibliotecas universitárias.
No entanto, no contexto das unidades de informação estudadas, o uso desses
recursos é incipiente, sobretudo, por falta de profissionais para os serviços de
referência.
Os dados obtidos na pesquisa revelam que existem duas necessidades
básicas para essas bibliotecas: a de contratar profissionais para os serviços de
referência e a de treinar e capacitar o profissional da informação para a utilização
dos recursos eletrônicos, visando atender às questões de referência.
O baixo índice de questionários respondidos pode caracterizar que as
bibliotecas dos CEFETs ainda não fazem uso das TICs nas suas atividades de
atendimento ao usuário. Na resposta de uma coordenadora, ficou evidente que o
número de profissionais contratados é insuficiente para que possam prestar um bom
serviço de referência.
Considerando que a Internet e seus aplicativos nos serviços de referência
são instrumentos capazes de possibilitar o acesso a várias fontes de informação e
sua recuperação de forma remota, com rapidez e precisão, conclui-se que as
bibliotecas estudadas não têm prestado um serviço satisfatório que atenda às reais
necessidades de seus usuários.

�14

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2008.

__________________
1

Beatriz Alves de Sousa, Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba, (CEFET/PB),
beatrizalvesjp@bol.com.br.
2
Izabel França de Lima, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), belbibb@yahoo.com.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com os coordenadores das bibliotecas dos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs), cujo objetivo foi averiguar o uso das novas tecnologias da informação e comunicação (TICs) nos serviços de referência das referidas bibliotecas. O estudo fundamentou-se nos seguintes questionamentos: Quais os serviços oferecidos por esses setores e quais as tecnologias aplicadas a esses serviços? O instrumento de coleta de dados empregado foi o questionário, enviado por e-mail aos 32 coordenadores das bibliotecas estudadas, com o retorno de dez respostas, o que representou 31% do universo da pesquisa. Os resultados demonstraram que o uso das TICs ainda consiste um desafio para as bibliotecas pesquisadas. Pelos dados obtidos, percebeu-se a existência de duas necessidades básicas para essas bibliotecas: a contratação de profissionais para os serviços de referência e a capacitação do profissional da informação para o emprego dos meios eletrônicos nos serviços de referência.</text>
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SEÇÃO INFANTIL:
um serviço sustentável em bibliotecas universitárias
SOUSA, A. S.1
CUTRIM, R. F.2

RESUMO
O presente trabalho apresenta uma proposta inovadora nos serviços das bibliotecas
universitárias - implantar uma seção infantil, com a finalidade de desenvolver
atividades lúdicas e culturais para os filhos, dos professores, alunos e funcionários
da faculdade, adolescentes e crianças, tendo como objetivo fazer deste serviço um,
diferencial entre as faculdades da região, bem como, trabalhar a educação e o
incentivo à leitura, de toda a comunidade a qual a biblioteca está inserida.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Seção Infantil. Serviços inovadores.
Incentivo à leitura.

ABSTRACT
This paper presents an innovative proposal in the offices of university libraries – to
implant an infantile section, with the aim of developing culture and recreational
activities for children, teachers, students and employees of the college, adolescent
and children, with the aim of making of a service, differential between the faculties of
the region, and work to education and encouraging the reading of the entire
community which the library is inserted.
Keywords: Library Academic. Section Babyish. Service innovative. Bait at the milk.
1 INTRODUÇÃO
Os ambientes infantis de leitura abrigam um leque de atividades, não só
para crianças e adolescentes, mas, também, para a sociedade. Com o intuito de
fazer com que estes usuários criem um hábito pela leitura, esses espaços
proporcionam um ambiente onde é possível adquirir hábito de leitura e absorver
informações, sobre cultura e conhecimentos gerais.

�2

Nesse contexto, a biblioteca do Instituto de Ensino Superior do Sul do
Maranhão (IESMA) idealizou uma seção infantil, com o intuito de oferecer aos filhos
de alunos, funcionários e professores um espaço lúdico e cultural.
Dessa forma, surgiu a partir do acervo de livros infantis, formado através
do Programa de Penas Alternativas e da Campanha de Doação de Livro Infantil,
realizado todos os anos no mês de outubro, considerado mês da criança.
No Programa de Penas Alternativas, a aquisição dos livros infantis
acontece da seguinte forma: a cada atraso na devolução do livro da biblioteca
universitária, paga-se a penalidade com a doação de um livro infantil. Desde que, o
Programa e a Campanha foram implantados, o acervo de livros infantis chegou a
mais 100 exemplares.
Outro fator que contribuiu para a idealização da seção infantil, foi a
freqüente constatação de que, funcionários, professores e alunos levam seus filhos
à Instituição, a fim de conciliar estudo ou trabalho com as obrigações familiares.
Nestas ocasiões, observou-se que a maior parte dos pais que levam seus filhos para
a faculdade, apresentavam-lhes a biblioteca. Portanto, este trabalho tem como
objetivo apresentar como uma seção infantil no ambiente da biblioteca universitária
pode se tornar um serviço inovador e sustentável para a Instituição a qual está
inserida.

2 BIBLIOTECAS DE CARÁTER INFANTIL
A biblioteca, mais especificamente as bibliotecas de caráter infantil, tem o
compromisso de estimular a prática de leitura nas crianças, desenvolvendo suas
aptidões e seu senso de responsabilidade, tornando-a um membro proveitoso e
vantajoso para a sociedade. É preciso, assim, dirigir-se por princípios em que o foco
seja a criança enquanto um ser ativo, construindo conhecimentos sobre o mundo e
sobre si mesma. Na concepção de Amato (1989 apud PINHEIRO; SACETTI, 2006),
a biblioteca é um setor dentro de qualquer instituição de ensino fundamental e
médio, que dedica cuidados especiais à criança e ao adolescente. Desta forma,
estas bibliotecas são um dos meios educativos, ou seja, um recurso indispensável

�3

para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e formação do
educando.
No entender de Panet (1988), apud Pinheiro; Sacetti (2006), as
bibliotecas infantis, junto com os educadores, devem criar oportunidade para
discussões, troca de idéias, ou seja, proporcionando ocasiões para que a criança,
além de desfrutar de recursos que não encontra em casa, possa ler, falar, ouvir,
desenvolver seu vocabulário e espírito crítico. Por isso, a biblioteca infantil deve ser
um espaço planejado e montado especialmente para tornar esse primeiro contato
com os livros o mais agradável e natural possível, a fim de atingir, dessa forma, um
de seus objetivos maiores que é fazer da criança um usuário constante e atuante em
bibliotecas.
O acesso e uso das informações, através das bibliotecas infantis,
proporcionam ao aluno condições de desempenho na sua formação acadêmica.
Mas, para obter acesso fácil a essas informações, a biblioteca precisa ter uma
política de organização.
Com o passar dos anos, vários tipos de bibliotecas foram criados, de
modo a atender às especificidades do público e as necessidades funcionais dos
mesmos. Para Meireles (1984), “A biblioteca infantil corresponde a uma necessidade
da nossa época, frente às profundas transformações vividas pela família e pela
sociedade como um todo”. Tendo em vista que atualmente, tanto os pais quanto as
mães saem para trabalhar e estudar, a alternativa é levar os filhos para os locais
onde estão, sem atrapalhar o progresso profissional e nem perder as obrigações de
mãe e pai.
A biblioteca infantil é de vital importância para a cultura nacional, é uma
necessidade, uma vez que nesses primeiros espaços de convivência, a criança
começa a estabelecer relações e a formar sua cultura.
Se ao nascer, a criança já é “leitora” das coisas ao seu redor, sua
freqüência à biblioteca deve anteceder à matrícula escolar, iniciando assim um
processo saudável com os livros.
Dentro dessa concepção, Sandroni e Machado (1998), comentaram:

�4

As crianças deveriam freqüentar a biblioteca desde cedo, iniciando
um contato agradável com os livros ilustrados mesmo antes da
matrícula escolar. Poderiam se portar na biblioteca como quisessem,
ficar sentadas ou deitadas, isto é, na posição que preferissem:
importaria apenas o hábito que começa, o manuseio do livro que
inicia.

A biblioteca infantil é um espaço lúdico por excelência, pois é o lugar do
brincar com os livros e com as letras, do faz de conta, do contar e do ouvir histórias.
É o local onde se pode dançar; desenhar e ouvir músicas. Deve ser um convite a
brincadeiras, viajar no mundo da imaginação, como relata Fragoso (2003) apud
Pinheiro; Sacetti (2006).
Desta forma, o horizonte cultural humano é o espaço compartilhado por
onde emerge a socialização, entendida nas diferentes formas de transmissão de
conhecimentos, habilidades, heranças culturais e que envolve a apropriação de
valores, tradições e ideologias. Aquilo que é transmitido pelos homens é também
criado por ele no conjunto de relações interpessoais.

3 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Uma visão geral e superficial da biblioteca universitária considera sua
função o fornecimento de recursos informacionais aos cursos, pesquisa e extensão
mantidos pela Universidade. E para que o papel da biblioteca se concretize, Oliveira
(2006, p. 368) pontua que,
É primordial que a comunidade universitária tenha conhecimento do
que seja uma biblioteca, da sua importância no contexto universitário,
e de quais são os produtos e serviços que ela oferece. É
imprescindível, ainda, que o usuário tenha confiança e credibilidade
nos serviços oferecidos pela biblioteca transformando-a em um
propagador de sua importância.

Entretanto, com o advento da sociedade do conhecimento, tornou-se
ultrapassado pensar em unidades de informação universitária como centros focados,
exclusivamente, na formação de coleções voltadas ao suporte do tripé acadêmico,
haja visto que a biblioteca depara-se com,
[...] diferentes abordagens e políticas educacionais e de pesquisa,
transformando a tarefa de implementar conceitos de qualidade nos
serviços, complexa e desafiadora. A [...] biblioteca encontra-se

�5

atingida pelo desafio de inovar [...] às funções tradicionais devem ser
incorporadas novas funções [...] novos papéis devem ser assumidos
pelas bibliotecas, o que afetará sua organização. Novos modelos de
organização vêm surgindo e direcionando-se para o processo de
transformação, do qual deriva o compromisso como o cliente como
elemento central estratégico (SPECTOR, 1998 apud ANDRADE,
1998, p. 311).

Neste sentido, observa-se que o autor esclarece que o objetivo primordial
que se busca ao inovar na biblioteca é, essencialmente, a satisfação do cliente, pois
as
[...] bibliotecas estão convivendo com usuários mais sofisticados e
que possuem exigências diferenciadas, tornou-se importante que o
profissional bibliotecário reconheça as expectativas, as motivações e
as necessidades diversas tanto de seus clientes reais como dos
potenciais (OLIVEIRA, 2006, p. 367).

Não obstante, inovações significam mudanças e estas devem ser, além
de aplicadas, acompanhadas de uma nova concepção intelectual que contemplasse
todo o processo de desenvolvimento, de serviços e produtos desenvolvidos para as
unidades de informação.
Aos bibliotecários, e a todos aqueles que lidam com a informação
armazenada, deve-se a tarefa, incorporar os papéis profissionais que lhes são
impostos, sob pena de que, a unidade de informação da qual é líder, se tornar
obsoleta, inviabilizando o desenvolvimento e satisfação de seus pares e clientela.
A tarefa de inovar na biblioteca universitária requer bem mais do que as
tradicionais habilidades gerenciais, como planejamento, controle e liderança, mais
uma sensibilidade aguçada para perceber ou mesmo desenvolver e fazer funcionar
demandas e clientela, produtos e serviços, visto que fez-se notória a mutabilidade
social, gerando, conseqüentemente, a necessidade de combinar competência e
habilidade, seja através de atualização em sua área específica ou em área afins.
Neste sentido, em seu estudo “Mapeamento de competências em bibliotecas
universitárias”, Oliveira (2006, p. 373) observa que,
O segmento bibliotecário mostrou-se que tem facilidade para
adaptar-se a novos métodos de trabalho, porém deve realizar cursos
de curta duração relacionados a aplicações e novos suportes das
tecnologias da informação e comunicação, à administração de
recursos informacionais e atividades de conhecimentos específicos,
com objetivos definidos contemplando parte teórica e prática para

�6

que possa desempenhar com eficiência suas funções, ressaltando as
gerencias já que é este segmento quem planeja, implanta e inova os
produtos e serviços nas bibliotecas.

3.1 Biblioteca “Carlota Carvalho”
A biblioteca do Instituto de Ensino Superior do Sul do Maranhão foi
inaugurada em 4 de abril de 2005, denominada - de Biblioteca “Carlota Carvalho”. A
Instituição homenageia a escritora maranhense do início do século XX, precursora
da luta pela criação de um novo estado no Sul do Maranhão, autora de “Os sertões:
subsídios para a história e a geografia do Brasil”. A biblioteca funciona numa sala de
170m2, com 100m2 destinados ao acervo. Há um projeto de ampliação da biblioteca,
onde consta a seção infantil e pretende implantar as atividades.
A missão da Biblioteca “Carlota Carvalho” é proporcionar aos discentes,
docentes, colaboradores e comunidade externa, acesso ao conhecimento científico
através da prestação de serviços e desenvolvimento de atividades, interdisciplinares
e multidisciplinares de caráter científico, cultural e social, para serem aplicados às
atividades de ensino, pesquisa e extensão.

4 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E SUA SEÇÃO INFANTIL
A apresentação da biblioteca se dá por solicitação da criança, outros por
ser um lugar mais tranqüilo para esperar os pais terminarem o que têm de fazer
casa; outros para fazer o dever de casa. Os que pedem para ir à biblioteca, já sabem
até o que querem: atlas de anatomia, dinâmicas de grupo, dicionários, dentre outros.
Nesse sentido, viabilizar a produção do conhecimento, a partir do
crescimento cultural, por meio do acesso a outras visões de mundo que possibilitem
estabelecer novas relações com o mundo que cerca essas crianças, se tornou uma
atividade relevante para as bibliotecas universitárias.
As bibliotecas universitárias, por meio da seção infantil, podem realizar
atividades que favoreçam o marketing da Instituição, uma vez que, no momento em
que os adolescentes fizerem suas escolhas profissionais, bem como, optem pela

�7

faculdade a ingressar, haverão de considerar aquela que já frequentam. Há ainda, a
intenção de chamar a atenção dos pais para as ações culturais da Instituição,
contribuindo, assim, para a sugestão dos pais no momento da escolha da
organização em que seu filho irá cursar o nível superior.
A biblioteca tem como objetivo primordial, familiarizar as crianças com os
diversos materiais que poderão enriquecer suas horas de lazer. Visa despertá-las
para os livros e para a leitura, desenvolvendo sua capacidade de expressar-se.
Dessa forma, dentre as atividades que podem ser desenvolvidas estão:
Curso de Pesquisa Escolar: direcionado ao público adolescente, ensina
como fazer uma pesquisa escolar, técnicas de pesquisa, formatação de trabalhos
para os níveis do ensino médio e fundamental;
A hora do conto: narração de uma estória, tendo como base o livro do
acervo. As estórias serão contadas com o auxílio das imagens ampliadas, o que
contribui para o gosto pela leitura;
Jogos educativos e recreativos: quebra cabeça, jogo da memória, com
base nas estórias dos livros do acervo;
Seção de arte: pintura, escultura e desenhos com base na biografia de
artistas plásticos.
Essas atividades serão de grande fonte de satisfação, tanto para as
crianças e adolescentes, quanto para os adultos que os acompanham nessa
aventura.

5 CONCLUSÃO
A idealização de uma seção infantil no interior de uma universitária pode
ser, à primeira vista, um tanto quanto desconexo, mas, pensando na realidade em
que a Instituição de Ensino Superior particular em estudo está inserida, é de
fundamental importância, tanto para a comunidade quanto para de Instituição.
Proporcionar um ambiente com as características da seção infantil pode
favorecer sobremaneira a visão dos clientes em relação à Instituição.

�8

O conhecimento que se tem em relação às instituições de ensino superior
particulares, contribuiu para a formulação dessa proposta, visto que, a IESMA
caminha de acordo com as variações e com o segmento de mercado.
Desta forma, a Biblioteca procura sensibilizar os diretores das Instituições
de Ensino Superior quanto à viabilidade desta proposta, pois, o segmento da seção
infantil mostrou que tem facilidade de adaptar-se às novas formas de oferecer os
serviços em bibliotecas universitárias.
Com isso, a elaboração desta proposta de serviço permitiu identificar as
competências necessárias e existentes do bibliotecário, bem como dos serviços
oferecidos pelas bibliotecas.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Teresinha Dias de et al. Mudanças e inovações: novo modelo de
organização e gestão de biblioteca acadêmica. Ci. Inf. , Brasília, v. 27, n. 3, 1998 .
Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651998000300009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 30 Jun 2008. doi:
10.1590/S0100-19651998000300009.
OLIVEIRA, Ângela Maria et al . Mapeamento de competências em bibliotecas
universitárias. Perspect. ciênc. inf. , Belo Horizonte, v. 11, n. 3, 2006 . Disponível
em: &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S141399362006000300006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 30 Jun 2008. doi:
10.1590/S1413-99362006000300006
PINHEIRO, Mariza Inês da Silva; SACHETT, Vana Fátima Preza. Classificação em
cores: uma alternativa para bibliotecas infantis. Disponível em:
&lt;www.eci.ufmg.br/gebe/downloads/319.pdf&gt;. Acesso em: 28 jun. 2008.

__________________
1

Alessandra Saraiva de Sousa, Instituto de Ensino Superior do Sul do Maranhão (IESMA),
alessandra@unisulma.edu.br.
2
Regina França Cutrim, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), reginacutrim@ufma.br.

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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O presente trabalho apresenta uma proposta inovadora nos serviços das bibliotecas universitárias - implantar uma seção infantil, com a finalidade de desenvolver atividades lúdicas e culturais para os filhos, dos professores, alunos e funcionários da faculdade, adolescentes e crianças, tendo como objetivo fazer deste serviço um, diferencial entre as faculdades da região, bem como, trabalhar a educação e o incentivo à leitura, de toda a comunidade a qual a biblioteca está inserida.</text>
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SEER E DSPACE NA BRCDIGIT@L INTERATIVA
DO CAMPUS DE RIO CLARO, UNESP, SP, BRASIL: relato de experiência
SOARES, S. B. C.1
MEDEIROS, A. P. S. C.2
RAMOS, E. M. F.3

RESUMO
SEER (Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas), tradução do canadense OJS
(Open Journal System), e DSpace (Institutional Digital Repository System) foram
selecionados como sistemas gerenciadores do acervo da Biblioteca Digital Interativa
do campus de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (UNESP), estado de São
Paulo, Brasil. Descrição das etapas iniciais de implantação destes softwares, em
2006, e evolução até a situação atual, em 2008. Em outubro de 2006 foram
publicados 2 títulos de periódicos em SEER, com 25 itens. Em maio de 2008 estão
formatados, no Portal de Periódicos da BRCdigit@l Interativa, 13 títulos, 11 dos
quais publicaram um total de 74 fascículos com 687 itens (editoriais, artigos,
resenhas, resumos etc.). Em maio de 2008 o DSpace está em fase final de
customização, após um período de testes, para hospedar a BRCdigit@l Interativa,
que deverá ser o repositório institucional do referido campus. O único conteúdo já
publicado da BRCdigit@l Interativa é o Portal de Periódicos do campus, estando
prevista para outubro de 2008 a abertura deste repositório institucional para
submissão, pelos próprios autores, de todos os demais tipos de documentos.
Palavras-chave: Repositório institucional. Sistema Eletrônico de Editoração de
Revistas. Biblioteca digital interativa. OJS. SEER. DSpace.
Produção científica.

ABSTRACT
SEER (Electronic Periodicals Publishing System), a version from the cannadienne
OJS (Open Journal System) and the DSpace (Institutional Digital Repository System)
were chosen as the Interactive Digital Library collection´s manager systems. This
digital library belongs to Sao Paulo State University whose the campus is located in
Rio Claro city. Evolution and results since the implementation of these softwares,
between 2006 and 2008 are described. Two periodicals with 25 items were published
on October 2006. The Interactive BRCdigit@l Library keeps at least on May 2008 a

�2

Periodicals Portal with 13 titles, 11 of them has published a range of 74 issues with
687 itens (editorials, articles, summaries, abstracts etc.). On may 2008 the DSpace
find itself on the final step of customization after a test period, to host the Interative
BRCditi@l Library whose will be the Institucional Repository of the cited campus.
Therefore the Periodicals Portal is the only one content published until now. It is
expected to October 2008 the opening of this Institucional Repository to submissions
throught self-archiving to all documents type.
Keywords: Institutional repository. Electronic Periodicals Publishing System.
Interactive Digital Library. OJS. SEER. DSpace. Scientific production.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” –
UNESP, Campus de Rio Claro, iniciou o projeto BRCdigit@l Interativa – Biblioteca
Digital Interativa (Figura 1) – em maio de 2006 (SOARES et al., 2007), com a
formatação de dois periódicos em SEER (Sistema Eletrônico de Editoração de
Revistas). BRC é a sigla da Biblioteca de Rio Claro, na Rede de Bibliotecas da
UNESP e no sistema COMUT, do IBICT. Denominar-se uma Biblioteca Digital
“Interativa” justifica-se pela abertura de diversos canais de interação on-line, em
tempo real ou diferido, que buscam estimular, promover e incentivar a interação
entre “produtores” e “consumidores” dos conteúdos publicados (PORTAL, 2008).
Além do SEER, que é específico para periódicos, optou-se ainda pelo
DSpace como sistema gerenciador do repositório institucional do campus.
“O sistema DSpace foi desenvolvido para possibilitar a criação de
repositórios digitais com funções de captura, distribuição e preservação da produção
intelectual” (INSTITUTO, 2008a). Em DSpace pode-se publicar qualquer tipo de
publicação eletrônica, em qualquer formato. Tem funções de auto-arquivamento,
armazenamento, indexação e preservação da produção intelectual de uma
comunidade científica. Supre, portanto, às necessidades da BRCdigit@l.
A missão da BRCdigit@l Interativa é “coletar, publicar, preservar, indexar
e permitir o acesso aberto, em um único portal, à produção acadêmica do Campus
de Rio Claro, UNESP, mediante a postagem voluntária, pelos próprios autores, de
seus trabalhos” (PORTAL, 2008). Tem como objetivo ampliar a visibilidade desta

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produção acadêmica de tal forma que haja um aumento significativo de citações, no
menor período de tempo possível.
Para que um título seja publicado no Portal de Periódicos é pré-requisito
que o editor chefe seja usuário cadastrado na Biblioteca presencial do Campus de
Rio Claro, UNESP. Da mesma forma, sendo a BRCdigit@l o repositório institucional
do campus de Rio Claro, UNESP, não serão analisadas e/ou publicadas as
submissões de autores não vinculados ao mesmo.

2 A BRCDIGIT@L INTERATIVA E O SEER
O SEER “é um software desenvolvido para a construção e gestão de uma
publicação periódica eletrônica, sendo uma ferramenta que contempla ações
essenciais à automação das atividades de editoração de periódicos científicos”
(PORTAL, 2008). Dessa forma, “o SEER faz parte da nova geração de sistemas de
gerenciamento de periódicos científicos, pois amplia o acesso, a preservação e o
impacto das pesquisas e dos resultados do conhecimento científico”. (MÁRDERO
ARELLANO; SANTOS; FONSECA, 2005).
O SEER “foi traduzido e customizado pelo Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, baseado no software desenvolvido
pelo Public Knowledge Project (Open Journal Systems), da Universidade British
Columbia” (MUNIZ JUNIOR; FERREIRA, 2005, INSTITUTO, 2008b). Esse sistema
automatiza todo o fluxo editorial, já consagrado pela academia, incluindo as
comunicações entre autores/editores/avaliadores, até à publicação na web.
Foi criado, portanto, um Portal de Periódicos do campus, dentro da
BRCdigit@l Interativa, para que todos os títulos utilizassem o mesmo servidor e
mesmo software, possibilitando ao leitor realizar sua busca em um periódico
específico, ou simultaneamente em todos eles, agilizando sua pesquisa.
Em termos de recursos humanos temos, até o momento, a dedicação em
tempo integral de 1 cibertecário que implementou e se responsabilizou pelo
desenvolvimento da BRCdigit@l. Procede a revisão da normalização dos originais

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de 8 títulos, orienta todos editores e participa de suas reuniões, oferece
treinamentos e palestras, presta atendimento personalizado aos autores. Os
contatos, para sanar dúvidas dos autores, editores e seus auxiliares, têm sido feitos,
na maioria das vezes, pelo MSN, SKYPE ou e-mail. Cada periódico é de total
responsabilidade de seu editor e auxiliares, com assessoria do cibertecário.
O suporte de informática é feito por um programador do Pólo
Computacional do campus. Para segurança dos dados, é feito o backup automático
diário do servidor web, em outro servidor, em outro prédio.
Os problemas mais comuns detectados no processo de revisão dos
originais tem sido o recebimento de artigos em desacordo com os padrões das
revistas, das normas editoriais, com referências erradas, incompletas ou faltando
dados de local de publicação dos periódicos, endereços eletrônicos dos textos
completos de artigos, teses etc. É comum a citação de autores que não foram
referenciados e vice-versa, erros na ordem alfabética das referências, erros de
digitação dos nomes dos autores, títulos, números, datas.
A Figura 1 mostra a tela de entrada do Portal, com as informações gerais.

Figura 1 - Tela de entrada do Portal de Periódicos
Fonte: http://cecemca.rc.unesp.br/ojs

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Os 2 primeiros títulos
publicaram seus primeiros

Crescimento do Portal de Periódicos em SEER

fascículos em outubro de

Outubro
2006

Outubro
2007

Maio
2008

Titulos
formatados

2

13

13

Periódicos, 13 títulos, de

Títulos
publicados

2

9

11

diferentes áreas. Destes, 11

Fascículos
publicados

2

50

Artigos [...]
publicados

25

74
687

2006. Em maio de 2008 estão
formatados, no Portal de

títulos estão com 74 fascículos
publicados, com 687 itens, tais
como artigos, resenhas etc.,
conforme mostra Figura 2.

Suely de Brito Clemente Soares, 2008

Figura 2 - Dados dos Títulos do Portal de Periódicos

A Figura 3 mostra que apenas 2 títulos ainda não publicaram fascículos.
Os títulos de 1 a
10 são os que já
têm fascículos
publicados. Os 2
títulos marcados
estão formatados,
mas ainda não
publicaram
fascículos. O
número 11 é o
título publicado

01
02
03
04
05
06
07
08
09
10

11
teste

para testes.

Suely de Brito Clemente Soares, 2008

Figura 3 - Tela com os 13 títulos publicados no Portal de Periódicos
Fonte: http://cecemca.rc.unesp.br/ojs

Estão em andamento algumas ações que visam melhoria de qualidade
do Portal, quais sejam: a) submeter títulos à indexação de outros indexadores gerais
e específicos, por área; b) atribuir licenças Creative Commons aos títulos; c) atribuir
link resolver (DOI ou HANDLE) aos títulos; d) proceder uma revisão geral das
Normas Editoriais, adequando-as ao SEER, tendo sido feita apenas para o título

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Motriz; e) escolher tesauros/índices para normatizar descritores/palavras-chave; f)
cadastrar catálogo da biblioteca presencial e outras ferramentas de busca de
interesse específico de cada título; g) divulgação do Portal pela própria Instituição
UNESP; h) estimular autores a redigirem artigos hipermídia, com tabelas dinâmicas
e demais recursos de redação acadêmica para a web 2.0 e não somente textos a
serem convertidos em PDF, i) promover a interação entre leitores e autores dos
artigos através da ferramenta “comentários”, o que se configura como uma mudança
cultural difícil, que gera resistências; j) implementar contadores de acessos e demais
melhorias de coleta de dados de uso do Portal.

3 A BRCDIGIT@L INTERATIVA E O DSPACE
O DSpace Institutional Digital Repository System possibilita a criação de
repositórios

digitais

com

funções

de

captura,

armazenamento,

indexação,

preservação, gerenciamento e distribuição da produção científica e acadêmica
gerada por uma comunidade de pesquisa ou instituição (INSTITUTO, 2008a).
O DSpace foi desenvolvido em parceria pelos laboratórios da HewlettPackard (HP) e as bibliotecas do Massachusetts Institute of Technology (MIT)
(MODESTO, 2005). Foi criado em 2000 e disponibilizado gratuitamente a partir de
novembro de 2002. Em abril de 2004 foi iniciada a sua implantação no IBICT.
(MÁRDERO ARELLANO, 2008). Permite adaptações às necessidades de cada
instituição que o instala, pois é um software livre e de código fonte aberto.
A criação de repositórios digitais amplia e facilita o acesso à informação
da produção científica de uma instituição, permitindo a consulta na íntegra de vários
arquivos em formato digital, por qualquer usuário, a qualquer momento e de
qualquer lugar.
Nesta perspectiva, o DSpace além de possibilitar o acesso à informação
nele depositada, também controla o envio e o recebimento dos arquivos digitais,
possibilitando o auto-arquivamento pelo autor. Possui também a característica de
preservar a informação, ou seja, os conteúdos digitais, possibilitando a realização de
cópias de segurança e prevendo a migração de um suporte obsoleto para outro mais
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atual (MODESTO, 2005). Além disso, garante a persistência dos seus endereços na
internet, pois os identificadores URLs não sofrerão alterações, mesmo que ocorra
migração do conteúdo, porque, no ato do depósito, a cada documento o DSpace
atribui um identificador pelo sistema HANDLE (2008), que é similar ao DOI (2008),
atribuído aos artigos de periódicos eletrônicos.
O DSpace, como repositório, possibilita agrupar todas os arquivos digitais
da instituição, inclusive o Portal de Periódicos que utiliza o sistema SEER e OPAC
da biblioteca presencial que, neste caso, utiliza o software Aleph.
Os metadados em Dublin Core estão sendo adequados aos registros
MARC21 do Aleph para todas as coleções da BRCdigit@l Interativa. Este repositório
foi dividido em 32 coleções: Apostilas e ensaios, Arquivos em áudio – Podcasts,
Arquivos em vídeo – Videocasts – Webcasts, Aulas inaugurais, Bibliotecas Digitais,
Repositórios e/ou Base de Dados, Conferências – Palestras – Discursos,
Dissertações, Entrevistas, Imagens, Livros, Livros – Capítulos, Livros – Resenhas,
Manuais e Tutoriais, Mapas, Memoriais, Mensagens de e-mails, listas de discussão,
wikis e/ou bloggers, Músicas, Objetos de aprendizagem, Portal de Periódicos do
campus de Rio Claro, UNESP, Programas de computador, Projetos de pesquisa,
Pôsteres, Relatórios de pesquisa, Reportagens de jornais, Reportagens de televisão
e/ou WebTv, Reportagens, comunicações e/ou notas publicadas em revistas de
divulgação científica (magazines), Seminários, Separatas de periódicos científicos,
Teses de doutorado e/ou livre-docência, Trabalhos apresentados em eventos,
Trabalhos de conclusão de curso – Especialização e/ou Aperfeiçoamento, Trabalhos
de conclusão de curso – Graduação.

4 CONCLUSÃO
Foram descritos os resultados das etapas iniciais de implantação destes
softwares, em 2006, e evolução até a situação atual, em 2008. Em outubro de 2006
foram publicados 2 títulos de periódicos em SEER, com 25 itens. Em maio de 2008
estão formatados, no Portal de Periódicos da BRCdigit@l Interativa, 13 títulos, 11
dos quais publicaram um total de 74 fascículos com 687 itens (editoriais, artigos,
resenhas, resumos etc.).
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Tendo sido finalizada a implantação do Portal de Periódicos em SEER em
2007, em 2008 todos os esforços estão sendo direcionados para a customização do
DSpace que, até então, estava sendo formatado em fase de testes, no servidor do
IBICT. O único conteúdo já publicado da BRCdigit@l Interativa é, portanto, o Portal
de Periódicos do campus, estando prevista para outubro de 2008 a abertura deste
repositório institucional para submissão, pelos próprios autores, de todos os demais
tipos de documentos.

REFERÊNCIAS
BRCdigit@l Interativa do campus de Rio Claro, UNESP: DSpace: repositório de
pesquisa: repositório de testes da versão 1.4.2. Disponível em:
http://repositorio.ibict.br/rep142/handle/rep142/96 Acesso em: 24 abr. 2008.
DOI&gt; The DOI system. [S.l.]: The International DOI Foundation, 2008. Disponível em:
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HANDLE SYSTEM: Unique persistent identifiers for internet resources. Reston:
Corporation for National Research Initiatives, 2007. Disponível em:
http://www.handle.net Acesso em: 24 abr. 2008.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Repositórios digitais. Brasília, DF, 2008a. Disponível em: http://dspace.ibict.br
Acesso em: 24 fev. 2008.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas - SEER. Brasília, DF, 2008b.
Disponível em: http://seer.ibict.br Acesso em: 24 fev. 2008.
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Repositórios institucionais DSpace.
Brasília, DF: IBICT, 2008. Disponível em: http://dspace.ibict.br/dmdocuments/
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MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel; SANTOS, Regina Maria Duarte Moreira dos;
FONSECA, Ramón Martíns Sodoma da. SEER: disseminação de um sistema
eletrônico para editoração de revistas científicas no Brasil. Arquivística.net, Rio de
Janeiro, v. 1, n. 2, p. 75-82, jul./dez., 2005. Disponível em:
http://www.arquivistica.net/ojs/viewarticle.php?id=33&amp;layout=abstract Acesso em: 17
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MODESTO, Fernando. DSpace na biblioteca para ampliar os serviços de
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17 fev. 2008.

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�9

MUNIZ JÚNIOR, José de Souza; FERREIRA, Sueli Mara Soares Pires. A alteração
de práticas de editoração científica tradicionais promovidas pelas ferramentas de
publicação eletrônica – um novo habitus profissional? In: INTERCOM JÚNIOR, 1.;
CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 28., 2005, Rio de
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http://dici.ibict.br/archive/00000570/01/artigo2.pdf Acesso em: 17 fev. 2008.
PORTAL de periódicos: campus de Rio Claro, UNESP. Disponível em:
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SOARES, Suely de Brito Clemente; AMARAL, Sérgio Ferreira do; MÁRDERO
ARELLANO, Miguel Ángel; SANTOS, Gildenir Carolino. I Workshop Virtual
Cibereduc – SEER: periódicos eletrônicos: editoração e acesso = I Workshop Virtual
Cibereduc – SEER: eletronic journals: editing and access. ETD - Educação
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SOARES, Suely de Brito Clemente; SENEDA, Regina Maria; FERREIRA, Amilton;
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Anais... São Paulo: CRUESP Bibliotecas, 2007. Disponível em:
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=23463 Acesso em: 24 abr. 2008.

__________________
1
2
3

Soares, Suely de Brito Clemente, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Rio Claro,
suelybcs@rc.unesp.br.
Medeiros, Ana Paula Santulo Custódio de, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de
Rio Claro, asantulo@rc.unesp.br.
Ramos, Eugenio Maria de França, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Rio Claro,
eugenior@rc.unesp.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>SEER (Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas), tradução do canadense OJS (Open Journal System), e DSpace (Institutional Digital Repository System) foram selecionados como sistemas gerenciadores do acervo da Biblioteca Digital Interativa do campus de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (UNESP), estado de São Paulo, Brasil. Descrição das etapas iniciais de implantação destes softwares, em 2006, e evolução até a situação atual, em 2008. Em outubro de 2006 foram publicados 2 títulos de periódicos em SEER, com 25 itens. Em maio de 2008 estão formatados, no Portal de Periódicos da BRCdigit@l Interativa, 13 títulos, 11 dos quais publicaram um total de 74 fascículos com 687 itens (editoriais, artigos resenhas, resumos etc.). Em maio de 2008 o DSpace está em fase final de customização, após um período de testes, para hospedar a BRCdigit@l Interativa, que deverá ser o repositório institucional do referido campus. O único conteúdo já publicado da BRCdigit@l Interativa é o Portal de Periódicos do campus, estando prevista para outubro de 2008 a abertura deste repositório institucional para submissão, pelos próprios autores, de todos os demais tipos de documentos.</text>
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HISTÓRIA DAS “NOSSAS BIBLIOTECAS”: o Sistema de Bibliotecas da
UNEB em discussão
SILVA, Z. P.1
VIEIRA, L. M. L.2
SILVA, A. L. G.3
MARAUX, A. T. S. R.4

RESUMO
Apresenta uma breve história do Sistema de bibliotecas da Universidade do Estado
da Bahia, levando em conta a experiência dos sujeitos sociais envolvidos na ação de
“Ler, pensar e escrever” a biblioteca universitária. Ressalta as articulações da
Administração da universidade com o objetivo de promover a qualificação, a
valorização e a visibilidade das suas bibliotecas, a partir da criação da Comissão de
Estruturação do Sistema de Bibliotecas da Uneb. Apresenta algumas ações
desenvolvidas pela referida comissão e alguns resultados obtidos. Conclui com uma
reflexão sobre a necessidade do deslocamento do olhar dos (as)gestores(as) para
as bibliotecas universitárias, justificando assim sua existência como espaço de
extensão da sala de aula e ambiente dialógico por excelência.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Sistema de Bibliotecas da Uneb SISB/Uneb. Comissão de Estruturação do SISB/Uneb.

ABSTRACT
It shows a very short report about the library system from the State University of
Bahia ( UNEB) according to experience from those who are engaged socially in
order to read, think and write the university library. It points out the administration
articulations of the university in order to promote the qualification, valorization as well
as the visibility of its libraries through of the propagation of the Libraries System
Structural Commission of the UNEB. It reveals some actions which are developed by
such a commission and some results which are really gotten. That is to say, it is
fundamental that the managers think over about the university libraries in order for
them to have visibility.
Keywords: University library. Libraries System from the UNEB.Structure
Commission from the UNEB.

�2

1 INTRODUÇÃO
Contar história de bibliotecas é uma tarefa árdua, que exige emoção e
afetividade. Sem amor ao livro e á leitura não se faz história de bibliotecas.

A

biblioteca não é como pensam alguns, um depósito de livros, ou um repositório de
curiosidades. Como já nos disse Bartles, em sua “Conturbada história das
bibliotecas, (2003, p.11), a biblioteca é “um mundo a um só tempo complexo e
incompletável, cheia de segredos. Ela está submetida a um regime de mudanças e
ciclos que contrastam com a permanência insinuada por suas longas fileiras
ordenadas de livros”. Para nós, bibliotecárias e professoras que acreditamos na
biblioteca como o ponto de partida da “viagem “ em busca do saber, a biblioteca
universitária é uma extensão da sala de aula, um espaço dialógico com diferentes
atores e atrizes sociais, embora na prática isso não se efetive.
A partir desse entendimento, o ponto de partida para a construção da
nossa História do Sistema de Bibliotecas da Universidade do Estado da Bahia,
doravante chamado SISB/UNEB, é a leitura dessas bibliotecas através das fontes
consultadas e da nossa experiência, enquanto professoras e bibliotecárias da
UNEB.
Nosso objetivo é apresentar a experiência da UNEB na reestruturação do
seu sistema de Bibliotecas. É nosso objetivo ainda promover uma reflexão sobre os
nossos fazeres como profissionais comprometidas com a reestruturação das
bibliotecas da Uneb. Isso significa que essa História não é neutra, é intencional.
Somos parte dela.Ela traz as marcas das nossas convicções, vivências, dos nossos
saberes, fazeres, frustrações e expectativas. Como militantes da leitura, do livro e da
biblioteca queremos que “nossas” bibliotecas sejam transformadas em espaço de
formação cidadã, capaz de intervir na sociedade e modificar realidades, em especial,
a realidade da leitura nas regiões onde elas estão inseridas.

�3

2 A UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA E SUAS BIBLIOTECAS: breve
contextualização
A UNEB é uma universidade estruturada sob forma multicampi, que está
localizada em vinte e quatro municípios que abrangem quase todo o território
baiano.
Anteriormente, uma universidade voltada para a interiorização do ensino
superior, com ênfase na formação de professores, a UNEB, de acordo com a
proposta do contida em seus documentos pedagógicos, começa a repensar o seu
papel e abre espaço para uma política que possibilite a pesquisa e a extensão em
todos os seus vinte e nove departamentos localizados em vinte e quatro cidades1. O
Sisb/UNEB é formado por 24 bibliotecas, sendo uma Biblioteca Central - BC,
localizada na Capital e 23 Bibliotecas Setoriais, localizadas no interior do Estado. A
implantação dessas bibliotecas ocorreu a partir da expansão da Uneb com a
ampliação de cursos e Departamentos, em consonância com a Lei, que exige a
criação de biblioteca. Mas, como diz Silva (2001), a existência da Lei que
consubstanciou a reforma do ensino superior brasileiro, modificou o ensino, mas foi
omissa em relação à biblioteca. Segundo a autora,
[...] os administradores das universidades que entenderam que a
biblioteca é parte integrante da mesma e que mudando uma muda a
outra, a biblioteca se desenvolveu e tornou-se grande centro de
informação. Mas, para aqueles que a perceberam como um anexo,
ela de fato tornou-se o anexo onde os livros são depositados (SILVA,
2001, p.26).

Ser, ou tornar-se um depósito de livros, é o destino de muitas bibliotecas
universitárias. O crescimento da Uneb e a conseqüente criação de bibliotecas, não
permitiu que o Sistema de Bibliotecas se desenvolvesse de forma sistêmica e
coordenada, o que resulta em entraves para que as bibliotecas possam efetivamente
atender às necessidades de informação e apoio às atividades de ensino, pesquisa e
extensão.

Salvador, Alagoinhas, Juazeiro, Jacobina, Santo Antônio de Jesus, Caetité, Senhor do Bonfim,
Paulo Afonso, Barreiras, Teixeira de Freitas, Serrinha, Guanambi, Itaberaba, Conceição do Coité,
Valença, Irecê, Bom Jesus da Lapa, Eunápolis, Camaçari, Brumado, Ipiaú. Euclides da Cunha, XiqueXique e Seabra.
1

�4

3 A BIBLIOTECAS DA UNEB E SINAIS DE “DEPOSITITE”: uma “enfermidade” a
ser combatida
Ousando criar um neologismo, dizemos que as bibliotecas que se tornam
depósitos de livros morrem de “depositite”. Para constatar este fato, basta uma
incursão pelas bibliotecas, seja através da literatura ou da observação in loco.
O vírus da “depositite”, já se instalou no sistema de bibliotecas da Uneb.
Os sintomas dessa enfermidade podem ser localizados em diferentes estudos,
produzidos por profissionais da Uneb. Dentre eles destacamos a dissertação de
Silva (2001), sobre o modelo de gerenciamento da informação adotado na Biblioteca
Edivaldo Boaventura, a Biblioteca Central do Sistema, identificada pelo(as)
profissionais que nela atuam como BC/Uneb. No referido estudo, que teve como
população-alvo as bibliotecárias e auxiliares de biblioteca, além dos(as) usuárias, a
autora aponta que a BC/Uneb tem que melhorar a organização administrativa do seu
ambiente informacional. Aponta ainda, que “mais da metade dos(as) usuárias da
referida biblioteca se dizem pouco ou nada satisfeitos com o gerenciamento da
informação da biblioteca e com os serviços oferecidos por ela. “ (SILVA, 2001,
p.112).
Da mesma forma que encontramos na literatura elementos que indicam a
“depositite” no SISB/UNEB, também encontramos sinais de que nem todas as
bibliotecas do sistema estão contaminadas. Estamos nos referindo aos trabalhos de
Silva (2004, 2006, 2007) e de SANTOS (2007), que relatam o movimento de uma
das bibliotecas da UNEB para não se tornar um depósito de livros e se destacar no
cenário como uma biblioteca viva, pulsante, atuante. Nossa experiência, aliada ao
nosso desejo, também mostra que há esperança de erradicação do vírus da
“depositite” nas bibliotecas. Para tanto, sabemos, é preciso um tratamento sério. É
preciso um “novo olhar” para o SISB/Uneb.

�5

4 NOVA GESTÃO NA UNEB, UM NOVO OLHAR PARA AS BIBLIOTECAS: a cura
da “depositite”?
Uma das primeiras ações de combate ao vírus da “depositite”, provocada
pelo “novo olhar” da atual gestão da universidade foi a criação da Comissão de
Reestruturação do Sistema de Bibliotecas da Uneb2, doravante chamada
“Comissão”, formada por bibliotecárias e professoras da universidade. Somos
membros integrantes dessa Comissão, que foi criada com o objetivo de assessorar,
acompanhar e elaborar projetos e realizar estudos e eventos concernentes ao
SISB/Uneb, bem como, promover a formação continuada do pessoal nele atuante.
A criação da Comissão não se deu de forma tranqüila. Houve, e ainda há,
resistências por aquelas(es) que temem mudanças. Mas, as “resistências” são, de
forma lenta, porém contínua, vencidas, diante dos resultados obtidos pelos
deslocamentos e acontecimentos registrados durante os últimos dois anos.
A mais importante ação de combate ao vírus foi o “deslocamento“ do
SISB/UNEB, na estrutura da Universidade. Antes, subordinado a Pró-Reitoria de
Graduação, agora vinculado à Reitoria. Esse “novo lugar”, provocado por ação
política da Comissão, em conjunto com os demais sujeitos envolvidos no processo
de reestruturação das bibliotecas da Uneb, vale ressaltar, ainda não foi formalizado.
É simbólico, pois não houve alteração no Regimento da Instituição, porém, se
constitui como um passo importante na mudança de status das nossas bibliotecas
na estrutura administrativa da universidade.

4.1 Ações desenvolvidas pela Comissão...
A proposta de deslocamento do SISB/Uneb da sua antiga estrutura tem
propiciado um “novo” olhar para as nossas bibliotecas. Um passo importante desse
processo é, sem dúvidas, a tomada de consciência dos gestores da universidade
quanto à necessidade dessa mudança. É fundamental atentarmos para esse fato,
pois sabemos que deslocamentos estruturais não são frutos apenas de pressão e
negociação política. Os processos devem ser acompanhados de estudo e
2

Portaria n. 0213/2006, do DOE de 18/01/2006.

�6

planejamento, que possibilite a construção de um projeto que nos dê as dimensões
de um conjunto de políticas em todas as áreas de ação da biblioteca, devidamente
articulado com o ensino, a pesquisa e a extensão. Nesse sentido, alguns passos
vêm sendo dados, a saber:
a) Diagnóstico das bibliotecas
Visando a reestruturação das bibliotecas da Uneb, a Comissão, que
atualmente é presidida pela Vice-Reitora, em 2006, deu início a um estudo para
diagnosticar cada biblioteca3. O objetivo maior foi apontar elementos para a
elaboração de políticas institucionais focadas na qualificação e na valorização de
cada biblioteca em especial, levando em conta as suas especificidades, e de todo o
SISB/Uneb, levando em conta a sua grandeza.
Após discussão interna, foi elaborado um questionário com 12 questões,
fechadas e abertas, abordando aspectos relacionados a : recursos humanos,
acervo, estrutura física, condições de acesso, informatização, entre outros.
Após sistematização dos dados, a Comissão planejou uma ampla
discussão dos resultados com todos(as) os(as) profissionais que “fazem” as
bibliotecas da Uneb, com vista a construção do documento final (relatório). Assim,
amparada na literatura especializada, que aponta a capacidade da Comunidade
Virtual para promover um novo modo do ser, de saber e de apreender, que implicam
novas competências e novas formas de construir conhecimento, a Comissão criou a
Comunidade Sisbiblio Uneb, no ambiente de aprendizagem Moodle.

Essa

comunidade foi amplamente divulgada através do site institucional e da lista de
discussão do SISB/Uneb. Mas, não foi exitosa sua experiência.
Para a Comissão era muito importante discutir os resultados do
diagnóstico primeiramente com os(as) profissionais envolvidos com a biblioteca. E
assim foi feito.

Cf. Relatório Diagnóstico do Sistema de Bibliotecas da UNEB. Universidade do Estado da
Bahia. COM/ SISB. Salvador, 2007.
3

�7

A primeira apresentação dos resultados do estudo foi feita no I encontro
de Bibliotecários(as) da Sistema de Bibliotecas da Uneb4, Nesse encontro foi
definida uma nova forma de contribuição dos participantes na análise dos dados, ou
seja, por email, e não mais através da participação da Comunidade virtual Sisbiblio
Uneb.
O Relatório Diagnóstico do Sistema de Bibliotecas da Uneb, publicado
pela universidade em 2007, foi divulgado à comunidade acadêmica e à sociedade
em geral através do site da instituição5.
A apresentação do documento foi elaborada pela Vice-reitora, que diz:
É com satisfação que apresento o Relatório diagnóstico [...] que após
envidar esforços coletivos socializa com a comunidade unebiana um
mapeamento inicial das condições estruturais das nossas bibliotecas
[...].
Esta gestão tem entre suas prioridades (re)colocar a biblioteca em
seu lugar de primazia em consonância com os outros órgãos da
Uneb, dotada de autonomia, para que preste serviços de qualidade à
comunidade acadêmica e à sociedade em geral [...] (Maraux,
2007,p.1)

b) Grupo de Trabalho e Estudo
A comissão, reconhecendo a necessidade de sensibilizar o grupo gestor
da Universidade para a problemática vivenciada pelas bibliotecas, bem como de
ampliar as discussões dentro da universidade em torno do modelo, ainda em
construção, realizou no mês de março do ano em curso um ciclo de reuniões com
diversos segmentos da Administração Central da UNEB.
Posteriormente aos encontros internos, revelou-se a necessidade de
discutir a proposta de estruturação do Sistema de Bibliotecas da Uneb com outros
profissionais da área da Biblioteconomia. Nesse sentido, a Comissão se reuniu com
a Professora Doutora Nídia Lubisco, do Instituto de Informação -ICI/UFBA. Desse
encontro nasceu, ou (re)nasceu, a proposta de composição do Grupo de Trabalho e
Estudo-GTE, que se constitui como fomentador e mediador da discussão/elaboração
da proposta de Estruturação do SISB/UNEB. O referido Grupo tem se debruçado em

4
5

Realizado em. 18.12.2007 no Hotel Vilamar.
www.uneb.br.

�8

estudos sobre organização/gestão/ de bibliotecas universitárias. A proposta do GTE
coaduna com a diretriz da atual gestão acerca da (re)estrutração da multicampia,
considerando as ações já desenvolvidas, a saber: investimento nas ações
extensionistas; na pesquisa, na pós-graduação stricto sensu e ainda a estruturação
dos cursos de graduação.
c) Informatização das bibliotecas
Um ponto importante a ser considerado é a informatização de todas as 24
bibliotecas. Esse projeto é fruto de uma emenda parlamentar, cujos recursos foram
garantidos após negociação política que garantiu o valor de 400 mil reais, para
aquisição de equipamentos. Atualmente 10 bibliotecas estão informatizadas, com
planejamento previsto para a conclusão desse processo até dezembro de 2008. A
informatização é uma das bases estratégicas de efetivação do processo de
estruturação do sistema.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As ações e propostas e desenvolvidas pela Comissão, fazem parte de
uma série de medidas institucionais que visam o fortalecimento da universidade para
o processo de recredenciamento da mesma, previsto para 2010. Assim, é no interior
do debate sobre a universidade, que está em processo de auto-avaliação, que o
SISB-UNEB está sendo discutido e (re)pensado.
Além de melhorar a infra-estrutura das bibliotecas, é necessário antes de
tudo a mudança de “olhar dos gestores”, a defesa intransigente em prol da
biblioteca, para que esta, tenha

“’defensores entusiasmados’, é preciso que

adquiram visibilidade, justificando assim sua existência como espaço de extensão da
sala de aula e ambiente dialógico por excelência.

�9

REFERÊNCIAS
BATTLES, Matthew. A Conturbada História das Bibliotecas. [s/local]: Planeta,
2003.240 p.
MARAUX, Amélia Tereza Santa Rosa. Apresentação. In: Universidade do Estado da
Bahia. Relatório Diagnóstico do Sistema de Bibliotecas da Uneb.Salvador, 2007. p.9.
SANTOS, S. M. D. ; Silva, C.H.V. . Biblioteca Universitária: Partejando Saberes e
Sabedoria. 2007. (Apresentação de Trabalho/Congresso).
SILVA, Z. P. O olhar do usuário da Biblioteca Central da Uneb em relação ao
gerenciamento da informação na biblioteca. In: XIII Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 2004, Natal. XIII Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias. Natal Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2004.
SILVA, Z. P.; Vieira, Lucilia Maria Lima. Consciência Coletiva: a biblioteca
universitária combatendo a violência contra a mulher na Região Sisaleira, BA. In:
XIV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 2006, Salvador. XIV Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias. Salvador: Uneb, 2006.

__________________
1
2
3
4

Zuleide Paiva da Silva, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), zpaiva@uneb.br.
Lucília Maria Lima Vieira, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), lvieira@uneb.br.
Ana Lúcia Gomes da Silva, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), algsilva@uneb.br.
Amélia Tereza Santa Rosa Maraux, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), arosa@uneb.br.

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                <text>Apresenta uma breve história do Sistema de bibliotecas da Universidade do Estado da Bahia, levando em conta a experiência dos sujeitos sociais envolvidos na ação de “Ler, pensar e escrever” a biblioteca universitária. Ressalta as articulações da Administração da universidade com o objetivo de promover a qualificação, a valorização e a visibilidade das suas bibliotecas, a partir da criação da Comissão de Estruturação do Sistema de Bibliotecas da Uneb. Apresenta algumas ações desenvolvidas pela referida comissão e alguns resultados obtidos. Conclui com uma reflexão sobre a necessidade do deslocamento do olhar dos (as)gestores(as) para as bibliotecas universitárias, justificando assim sua existência como espaço de extensão da sala de aula e ambiente dialógico por excelência.</text>
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A FACE OCULTA DA BIBLIOTERAPIA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
os ditos e os não ditos dos bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB
SILVA, W. P.1
PINHEIRO, E.G.2

RESUMO
Apresenta os resultados da pesquisa realizada na Biblioteca Central da UFPB,
partindo do princípio de que a biblioterapia se utiliza de recursos informacionais e
que as informações contidas nesses recursos, quando assimilados, transformam-se
em conhecimentos que podem modificar a visão de mundo de um indivíduo,
reeducando-o, adaptando-o ao seu contexto sócio-educacional e cultural.
Reconhece que a biblioteca universitária ao vislumbrar a necessidade emergente de
fazer parte da imensa revolução da sociedade da informação, deve repensar seus
espaços, abrindo horizontes para garantir seu papel como protagonista de uma
missão inovadora: criar novas formas de mediação para o acesso a informação e a
promoção da leitura, no intuito de democratizar o conhecimento, fator decisivo para
o pleno exercício da cidadania e da inclusão social. Apresenta como objetivos:
Identificar opiniões e conhecimentos dos bibliotecários da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sobre a biblioterapia e o seu potencial
estratégico junto à comunidade acadêmica; conhecer as habilidades e competências
dos bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB, para conduzirem atividades
inerentes a biblioterapia; conhecer a opinião dos bibliotecários da UFPB sobre os
atuais perfis acadêmicos propostos pelos Cursos de Biblioteconomia, se eles
contemplam ou não a formação do bibliotecário, enquanto biblioterapêuta. Pesquisa
do tipo exploratória com abordagem quali-quantitativa, ancorada na pesquisa
bibliográfica para o embasamento teórico e na pesquisa de campo para coletar seus
dados e investigar os pesquisados no seu contexto. Conclui que os bibliotecários da
Biblioteca Central da UFPB não estão preparados para atuar em atividades
biblioterapêuticas. Isso reflete o caráter notadamente técnico dos Cursos de
Biblioteconomias que negligenciam o comprometimento com a responsabilidade
social, convenção basilar que os bibliotecários e as bibliotecas universitárias devem
efetivamente abraçar.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Biblioterapia.

�2

ABSTRACT
It presents the results of research done in the Central Library of UFPB, assuming that
the bibliotherapy is used for informational resources and that the information
contained in these resources, when assimilated, transform themselves into
knowledge that can change the world view of an individua, teaching again it, adapting
it to its own socio-educational and cultural. Recognizes that the university library to
see the emerging need to be part of the vast revolution of the information society
should rethink its space, opening horizons to ensure its role as protagonist of an
innovative mission: to create new forms of mediation for access to information and
promotion of reading in order to democratize the knowledge, decisive factor for the
full exercise of citizenship and social inclusion. It indicates that the study was done in
an attempt to reveal the understanding of librarians on the bibliotherapy. It presents
the following objectives: Identify opinions and knowledge of librarians of the Central
Library of the Federal University of Paraíba (UFPB), the bibliotherapy and its
strategic potential with the academic community; know the abilities and skills of
librarians from the Central Library of UFPB, to conduct activities inherent in
bibliotherapy; know the opinion of the librarians UFPB profiles on the current
academic courses offered by Librarianship, or if they do not include the formation of
the librarian as biblioterapêuta. Search type of exploratory approach to quality,
quantity, anchored in the literature search for theoretical foundamentation research in
the field to collect their data and investigate searched in context. It concludes that the
librarians of the Central Library of UFPB are not prepared to act in bibliotherapeutycs
activities. This reflects the remarkably characters of technical courses Librarianship
neglect that the commitment to social responsibility, basic agreement that the
librarians and university libraries should actually embrace.
Keywords: University Library. Bibliotherapy.

1 INICIANDO A NOSSA CONVERSA
A Biblioterapia, embora seu nome pareça estranho ou em alguns casos,
sofisticado, não é uma novidade, visto que a prática biblioterapêutica vem sendo
aplicada desde a Antiguidade, porém sofrendo constantes evoluções. Todavia, no
Brasil essa prática, ainda é incipiente, tendo em vista que a maioria das Escolas de
Biblioteconomia

não

contempla

em

seus

programas,

disciplinas

voltadas

especificamente a essa temática. É notória a existência de um número reduzido de
Cursos de Biblioteconomia que oferecem formação adequada às competências
exigidas para o bibliotecário desenvolver práticas biblioterapêuticas. Em geral, o foco
dos Cursos de Biblioteconomia reside em serviços, sistemas de informação e
tecnologias, o que de certa forma, direciona os profissionais da área, apenas às
questões técnicas de processamento, armazenamento e disseminação da

�3

informação, negligenciando, assim, o comprometimento desses profissionais com a
responsabilidade social da profissão que abraçaram.
À luz dessa asseveração constata-se que apesar de a Biblioterapia ser
uma atividade exercida por equipes multidisciplinares, a participação do bibliotecário
nessas equipes é escassa. Talvez, pelo fato de estarem despreparado para atuar
nesse campo, haja vista os Cursos de Biblioteconomia, na sua maioria, não
promoverem uma formação específica nesse sentido, fato esse que gera
dificuldades para os bibliotecários promoverem um trabalho de ação sócio-cultural
que ultrapasse os limites da área acadêmica, integrando universidade e sociedade
na busca da cidadania. Um trabalho que seja capaz de levar as bibliotecas a
desenvolverem atividades biblioterapêuticas, a fim de incentivar a socialização das
informações, e assim constituir um meio de unir as necessidades informacionais da
sociedade com o papel social que o bibliotecário deve exercer.
Diante da constatação de que a Biblioterapia é um campo de atuação, no
qual o bibliotecário e as bibliotecas devem se fazer presentes, surge algumas
indagações: até que ponto o bibliotecário, especialmente, os bibliotecários das
bibliotecas

universitárias

estão

preparados

para

participar

de

atividades

biblioterapêuticas? Que modalidades de trabalho dessa natureza podem eles
desenvolver? Essas respostas não são fáceis de responder, todavia estudos
apontam que o bibliotecário tem o seu lugar reservado na Biblioterapia, cabendo a
ele e as escolas de Biblioteconomia explorarem este campo, cogitando a diversidade
de possibilidades existente no mercado de trabalho.
Com o propósito de discutir essas e outras indagações, esse de trabalho
tem como objetivo geral analisar o papel do bibliotecário x biblioterapia no contexto
da biblioteca universitária da UFPB. Para tanto, foi realizada uma pesquisa
bibliográfica na literatura especializada, na qual foram coletadas informações no
intuito de

promover um entendimento generalizado sobre a temática e o

embasamento teórico da pesquisa. Nesse sentido foram colhidas opiniões dos
bibliotecários

da

UFPB,

relevantes

a

investigação,

tais

como:

Qual

o

comprometimento da Biblioteconomia com a responsabilidade social? Qual o
impacto que a leitura pode provocar nas pessoas? Qual o entendimento desses
profissionais sobre a Biblioterapia? A Biblioterapia se constitui em um ramo de

�4

atuação do bibliotecário? Os atuais perfis propostos nos Cursos de Biblioteconomia
contemplam a atuação do bibliotecário, enquanto biblioterapêuta?
Desta maneira, partindo desses questionamentos, considera-se importante
à participação da biblioteca universitária e dos seus bibliotecários nas ações de
responsabilidade social, dinamização da leitura, democratização do acesso a
informação como a mediação do conhecimento, na perspectiva de mudanças
substanciais no diz respeito aos aspectos sócio-culturais e cognitivos dos usuários
da informação.
Ao organizar as idéias, esse trabalho ficou estruturado da seguinte forma:
Introdução - onde foram apresentados os aspectos gerais do tema da pesquisa;
Fundamentação Teórica - construída por idéias e pensamento dos autores que
mais se identificam com a temática desse estudo; Trilha metodológica - apontada
pelos caminhos escolhidos utilizando o método, técnica local da pesquisa e os
atores envolvidos. As falas dos Bibliotecários no contexto da Biblioteca
Universitária da UFPB - compreendendo as categorias das falas detectadas pelos
atores da pesquisa envolvidos na pesquisa. E por fim a consideração final.

2 BIBLIOTERAPIA: construindo a gênese do estudo
Considera-se a palavra Biblioterapia como oriunda do grego, significando
Biblion – livro e Therapia – tratamento. Conforme, Pereira (1996) o termo
Biblioterapia não foi completamente aceito. Segundo a autora, alguns estudiosos da
tematica por considerarem uma denominação muito aberta, recomendaram
terminações menos abrangentes como biblio – diagnóstico para avaliação, ou
bibliofilaxia – uso preventivo da leitura. Outros entenderam que a terminologia era
muito limitada e indicaram Bibliogonomia, Biblioconselho ou Terapia Bibliotecária.
Os termos têm aplicações mais amplas porque não se limitam à palavra Terapia.
O panorama acerca da evolução histórica da Biblioterapia, alicerçado na
literatura consultada, enfatiza as raízes da Biblioterapia na Biblioteconomia, nas
Ciências Humanas, na Psiquiatria, nas Ciências Comportamentais, e na Psicologia.
Segundo Ouaknin (1996), a leitura oferece ao leitor, além do prazer do texto, por

�5

apropriação e projeção, a possibilidade de descobrir segurança material e
emocional, além de uma catarse dos conflitos e da agressividade um sentimento de
pertencimento, de amor, engajamento na ação, valores individuais, a superação das
dificuldades, etc. Nesta perspectiva, a leitura pode ser considerada um elemento
biblioterapêutico no processo de tratamento de pessoas acometidas por qualquer
tipo de doença. É o que vamos perceber no breve panorama histórico a seguir
apresentado.
Contudo, ainda que a leitura tenha sido usada desde a Antiguidade como
um instrumento terapêutico que visava à transformação dos indivíduos e a cura de
pacientes hospitalizados acometidos por distúrbios das mais diversas ordens,
inúmeras controvérsias sobre as origens do termo Biblioterapia ainda são mantidas,
apesar de já se saber que surgiu na América do Norte na primeira metade do século
XIX, em trabalho relacionando biblioteca e ação terapêutica Pereira (1996), afirma
que:
As primeiras experiências em Biblioterapia foram realizadas por médicos
americanos entre 1802 e 1853, os quais recomendavam como uma das
melhores receitas para seus pacientes hospitalizados, a leitura de livros
cuidadosamente selecionados e adaptados às necessidades individuais.

(PEREIRA, 1996, p. 37)
A autora supracitada em sua dissertação defendida em 1989 deixa clara a
importância da leitura para melhoria da qualidade de vida das pessoas. Segundo a
autora, existem três tipos de Biblioterapia, a saber:
a) Biblioterapia Institucional que se refere ao uso da literatura – primeiramente
didática – com clientes, individualmente, e que já se encontra institucionalizada.
Inclui o uso médico da tradicional de Biblioterapia cujos textos de higiene mental são
recomendados a pacientes mentais;
b) Biblioterapia Clínica que menciona à utilização, numa etapa inicial, da literatura
imaginativa, junto a um grupo de pacientes com problemas emocionais ou
comportamentais, que podem ou não participar do programa voluntariamente;
c) Biblioterapia Desenvolvimental que pontua à utilização da literatura imaginativa e
didática com grupos de pessoas consideradas normais. O grupo é conduzido por um
bibliotecário, um professor ou outro profissional auxiliar, no sentido de promover o
desenvolvimento normal e auto-atuação ou para manter a saúde mental.

Vale salientar que Shrodes (SHRODES apud CALDIN, 2001, p. 4), tornouse pioneira nos estudos sobre Biblioterapia ao defender em 1949 sua tese de
doutorado onde estudava a teoria biblioterapêutica. Em seus estudos concluiu que a
Biblioterapia é um processo dinâmico de interação entre a personalidade do leitor e

�6

a literatura imaginativa que pode atrair as emoções do leitor e liberá-la para o uso
consciente e produtivo; onde a arte proporciona um tipo de reconciliação entre o
principio de prazer e o principio de realidade. Em sua tese Shrodes utilizou como
foco os pensamentos de Aristóteles e a teoria psicanalítica de Freud para explicar a
influência da leitura sobre o comportamento humano. Para ela a literatura ficcional
era tida como a mais eficiente no processo biblioterapêutico, pois buscava relacionar
a realidade ao principio do prazer proporcionado pelo inconsciente através da leitura
(FERREIRA, 2001).
Desta forma o biblioterapêuta tem a função de intervir durante esta
transfiguração para “moldar” os pensamentos do leitor durante o processo narrativointerpretativo.

3 PERCURSO METODOLÓGICO: O caminhar faz a trilha
Pesquisa exploratória do tipo quanti-qualitativa. Apoiada com subsídios da
pesquisa bibliográfica para cristalizar o embasamento teórico. Segundo Lakatos e
Lakatos (1991, p.183) esse tipo de pesquisa “abrange toda bibliografia tornada
pública em relação ao tema pesquisado. Sua finalidade é colocar o pesquisador em
contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto.
Ancorada, ainda numa pesquisa de campo, que segundo Prestes (2003, p. 27), “é
aquela em que o pesquisador, através de questionários, entrevistas, protocolos
verbais, observações, etc., coleta seus dados, investigando os pesquisados no seu
meio”.

3.1 Instrumentos de coleta de dados
Para a coleta dos dados foi aplicado um questionário junto aos
Bibliotecários lotados na Biblioteca Central da UFPB, constituído de questões
abertas, que permitiram aos respondentes expressar livremente suas opiniões e
percepções sobre: o comprometimento da Biblioteconomia com a responsabilidade
social; o impacto que a leitura provoca nas pessoas; os atuais perfis propostos nos
cursos de Biblioteconomia para a efetivação da Biblioterapia.

�7

3.2 Análise e Interpretação dos Dados: o início do ato de desvelar
Uma vez coletados os dados, esses foram tabulados e analisados sob a
ótica da abordagem quanti-qualitativa. E, os informantes aparecem no anonimato,
devido a questões éticas.
1ª Parte: Caracterização dos sujeitos:
A tabela abaixo apresenta a tabulação geral dos dados coletados no
questionário, aplicado junto aos bibliotecários lotados na Biblioteca Central da
UFPB, no que diz respeito à idade, sexo, formação acadêmica, tempo de formado,
tempo de serviço e função exercida.
Tabela 1 - Perfil dos profissionais que atuam na área de Biblioteconomia na Biblioteca
Central/UFPB
ID

SEXO

IDADE
(anos)

FORMAÇÃO
ACADÊMICA

01 Masculino
37
Superior
02 Masculino
46
Superior
03 Feminino
48
Superior
04 Feminino
54
Sup./Espec.
05 Feminino
53
Superior
06 Feminino
52
Superior
07 Feminino
40
Superior
08 Feminino
28
Superior
09 Feminino
47
Sup./Espec.
10 Feminino
40
Mestrado
11 Feminino
52
Superior
12 Feminino
54
Superior
FONTE: Pesquisa in loco.

TEMPO DE
FORMADO
(anos)
06
15
23
29
23
22
16
04
09
29
29
08

TEMPO DE
SERVIÇO
(anos)
03
22
27
28
29
28
14
03
29
28
32
12

FUNÇÃO QUE EXERCE
Bibliotecário
Bibliotecário
Chefe de Seção
Bibliotecário
Coordenadora de seção
Diretora de seção
Bibliotecário
Bibliotecário
Chefe de Seção
Bibliotecário
Bibliotecário
Chefe de seção

Observa-se que a presença de mulheres na função de profissional da
informação é predominante na Biblioteca Central da UFPB, haja vista que a tabela
revela um percentual onde 83,3% dos profissionais são do sexo feminino e apenas
16,7% são do sexo masculino. Essa conclusão só evidencia o que a literatura
biblioteconômica já revela, mesmo tendo ocorrido uma mudança substancial na
questão de gênero nessa área. Quanto à idade, verificou-se que 16,7% têm 54 anos;
16,7%, 52 anos; 16,7%, 40 anos e os demais entre 28 e 53 anos de idade. Tais
resultados revelam que o quadro de bibliotecários da BC da UFPB, em sua maioria,
está constituído por pessoas na faixa etária entre 40-50 anos de idade. Isso
representa que nos próximos 17 anos, o quadro de bibliotecários sofrerá uma
ameaça com o contingente de profissionais a serem incluídos no processo de

�8

aposentadoria. Cruzando esses dados com as informações da Tabela 4, observa-se
essa certeza.
Tabela 2 - Formação acadêmica
Formação Acadêmica
Superior
Sup./Espec.
Mestrado
TOTAL

Bibliotecários Percentual
9
75 %
2
16,7%
1
8,3%
12
100%

Fonte: Pesquisa direta.

No que se refere à formação acadêmica, verificou-se que a maioria dos
bibliotecários, 75%, possui apenas a graduação; 16,7% são especialistas e 8,3%
mestres. Uma vez que a grande maioria possui apenas a graduação, constata-se a
ausência de educação continuada, cruzando esses dados com os dados da tabela
3, referente ao tempo de formação na área, verificou-se que a maioria dos
bibliotecários, 25% estão formados há 28 anos; 16,7% há 23 anos; e os demais
entre 4 e 22 anos. Tais resultados demonstram que a maioria dos bibliotecários
lotados na Biblioteca Central da UFPB concluiu a graduação há bastante tempo.
Esses percentuais demonstram a necessidade de cursos de atualização na área,
haja vista os programas dos cursos de Biblioteconomia terem sofrido mudanças ao
longo dos anos, alterando assim, o perfil do bibliotecário.
Tabela 3 - Tempo de serviço
Tempo de serviço Bibliotecários Percentual
32
29
28
27
22
14
12
3
TOTAL

1
2
3
1
1
1
1
2
12

8,3 %
16,7 %
25 %
8,3 %
8,3 %
8,3 %
8,3 %
16,7 %
100 %

Fonte: Pesquisa in loco.

Com relação ao tempo de serviço, verificou-se que 25% dos bibliotecários
atuam a 28 anos na profissão; 16,7%, 29 anos; 16,7%, 3 anos; e os demais com
8,3% variam em tempo de serviço,

de 12 a 32 anos de serviços prestados à

Biblioteca Central da UFPB. Tais resultados revelam que os bibliotecários lotados na

�9

instituição são profissionais que exercem a profissão, a prática bibliotecária há
bastante tempo, o que leva a crer que possui uma vasta experiência na área.
Tabela 5 - Função que exerce
Função
Bibliotecário
Chefe de seção
Coordenador de seção
Diretor de seção
TOTAL

Bibliotecários Percentual
7
58,3%
3
25 %
1
8,3 %
1
8,3 %
12
100 %

Fonte: Pesquisa in loco.

Quanto à função desempenhada verificou-se que 58,3% exercem a função
de bibliotecário; 25% de chefe de seção; 8,3% de coordenador de seção e 8,3% de
diretor de seção. Tais resultados demonstram que o campo de atuação para o
profissional

com

formação

na

área

de

Biblioteconomia

abrange

funções

diferenciadas, demonstrando assim, que a Direção da Biblioteca Central oferece
possibilidades de cargos de forma a descentralizar rotinas de trabalho e a delegar
autoridade.
2º Parte: Objeto de estudo
A visão particular dos sujeitos da pesquisa sobre o comprometimento Social
dos cursos de Biblioteconomia:
Com relação ao comprometimento social da Biblioteconomia, os
bibliotecários lotados na Biblioteca Central da UFPB declararam:
“a Biblioteconomia está efetivamente inserida no social, promovendo

um desenvolvimento do meio social”. (Bibliotecário 1)

“o bibliotecário do futuro necessitará cada vez mais de habilidades
específicas, pois o mercado exige cada vez mais indivíduos flexíveis,
adaptáveis e principalmente, imaginativos e proativos, preparados
para os desafios”. (Bibliotecário 3)
“o bibliotecário deve se integrar a grupos na sociedade que de fato
se predisponham a contribuir para o desenvolvimento social”.
(Bibliotecário 4)
“desconheço o desenvolvimento de alguma prática social ligado ao
profissional bibliotecário”. (Bibliotecário 9)
“as ações sociais desenvolvidas por profissionais de Biblioteconomia
precisam ser mais agressivas, seja em projetos sociais já existentes,
como também, em ações isoladas do profissional ou do curso”.
(Bibliotecário 12)

�10

Constata-se que nas falas dos sujeitos investigados existe a consciência
de um profissional pró-ativo e comprometido com questões sociais através da
prestação de serviços de informação. Verifica-se também, em suas falas um desejo
latente de que sua atuação profissional junto à comunidade seja mais efetiva e
abrangente, contemplando não apenas à comunidade acadêmica, mas à sociedade
como um todo, no sentido de contribuir para o desenvolvimento social através de
atividades associadas à Biblioteconomia. Observa-se, ainda que o profissional
bibliotecário que atua na Biblioteca Central da UFPB tem consciência da importância
do seu trabalho.
Concepção sobre o impacto da leitura de um livro em uma pessoa
Nesse particular, os bibliotecários declararam:
“é fundamental, pois segundo Mário Quintana: “Livros não mudam o
mundo; quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam
as pessoas”. (Bibliotecário 3)
“o hábito de ler é uma experiência positiva, que familiariza o
indivíduo com o meio, seja intelectual e/ou social. (Bibliotecário 5)
“a leitura causa mudanças na maneira de pensar e no jeito de viver
das pessoas.” (Bibliotecário 7)
“quando relacionado à vida acadêmica, o impacto da leitura vai
depender do seu compromisso.” (Bibliotecário 11)

A opinião dos bibliotecários sobre o impacto da leitura traduz o
entendimento dos mesmos de que a leitura pode promover mudanças significativas
na vida das pessoas e consequentemente, do meio onde vivem, através da
transformação intelectual ocasionada pela informação adquirida nos livros.
Como os bibliotecários investigados definem a Biblioterapia
Quando solicitados a definir a Biblioterapia, os bibliotecários declararam:
“a Biblioterapia é uma terapia, e porque não, uma terapêutica que
pode gerar novo sentido à vida, bem como o aumento do acervo
pessoal de informações culturais do leitor.” (Bibliotecário 1)
“tratamento que serve como estimulador à leitura, ou seja, fonte de
fuga do mundo real ou ainda, fonte de estímulo e tolerância do que
parece irreal.” (Bibliotecário 2)
“a terapia através do livro, aplicando a leitura como elemento
renovador.” (Bibliotecário 5)

�11

“uma terapia que expõe uma maneira de ajudar os mais
necessitados, amenizando seus problemas emocionais, pessoais e
até na mudança de comportamento.” (Bibliotecário 6)
“terapia na qual a leitura é utilizada para tranqüilizar, distrair,
reanimar, encorajar e ajudar no restabelecimento de enfermos.”
(Bibliotecário 8)

Percebe-se nas considerações registradas, que o entendimento dos
bibliotecários em relação à Biblioterapia é bastante diversificado. Enquanto alguns
vêem a Biblioterapia como uma terapia através da leitura, outros a consideram um
instrumento através do qual se pode obter fortaleza emocional e espiritual. Contudo,
o que parece evidente, é que os bibliotecários investigados não possuem
conhecimento aprofundado sobre essa questão, pois suas respostas são um tanto
quanto vagas e subjetivas, o que demonstra a deficiência dos Cursos de
Biblioteconomia em negligenciar formação específica em Biblioterapia como campo
de trabalho da Biblioteconomia. Urge, pois a necessidade de realização de cursos
específicos sobre o assunto, a fim de proporcionar aos bibliotecários a possibilidade
de aprofundamento nessa área, no sentido de torná-la mais um campo de atuação
do bibliotecário, bem como de evitar que outras áreas do conhecimento a tomem
para si. Ademais, não se pôde observar, em nem um momento, o entendimento dos
mesmos em relação à questão de atribuição de sentido e interpretações das leituras
na atividade biblioterapêutica, onde o livro é somente o ponto de partida para um
momento de conversas, interpretações e atribuição de valores às situações expostas
pelas leituras.
Outro aspecto observado, diz respeito à associação da Biblioterapia às
questões de saúde. Talvez isso se deva ao fato de que a Biblioterapia, desde o seu
surgimento, sempre esteve ligada a questões medicinais e também pelo peso
semântico que o seu próprio nome possa trazer. Nesse sentido é importante atentar
para os objetivos da Biblioterapia para que ela possa ser aplicada. Esses objetivos
podem ser assim pontuados: ampliar a compreensão e conhecimento de um
problema ou diagnostico; incentivar habilidades sociais e reforçar comportamento
aceitável e corrigir ou remover comportamento nocivo ou confuso; dar orientação
espiritual ou inspirativa; desenvolver um senso de pertencimento, o qual por sua vez
ajuda o paciente a se sentir melhor emocionalmente; explorar metas e valores
pessoais. Partindo destes objetivos, nota-se que a Biblioterapia pode ser usada em
vários locais, como escolas, asilos, hospitais, centros de detenção, clinicas de

�12

tratamento de dependentes químicos entre outros. Porem deve-se atentar para a
escolha do tipo de Biblioterapia que será utilizado, para isso se faz necessário um
estudo do paciente leitor, tendo em vista obter conhecimentos de quais problemas e
necessidades informacionais enfrentadas por cada indivíduo.
CONCEPÇÃO SOBRE A BIBLIOTERAPIA COMO CAMPO
DE ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO:
Nesse item, os bibliotecários investigados declararam:
“o campo bibliotecário oferece diversas oportunidades de interagir
com a comunidade e a Biblioterapia é uma dessas formas.”
(Bibliotecário 1)
“não só ajuda com o conhecimento adquirido, como também
acrescenta maior responsabilidade sobre o papel que o profissional
ocupa.” (Bibliotecário 2)
“a atuação do bibliotecário se expande de acordo com sua
disponibilidade em interagir com o social e, a Biblioterapia oferece
ao profissional a oportunidade de colocar em campo as várias
formas de estímulo que propõe, seja na área de saúde ou em áreas
afins.” (Bibliotecário 3)

Observa-se que os bibliotecários concordaram, unanimemente, que a
Biblioterapia é também um campo de atuação relevante para o bibliotecário. Porém,
verifica-se mais uma vez, que o conhecimento dos bibliotecários entrevistados em
relação à Biblioterapia é um tanto superficial, ou seja, baseia-se provavelmente em
suposições e no senso comum, enquanto deveria estar alicerçado em bases sólidas
e específicas advindas de sua formação acadêmica ou de cursos extracurriculares
disponibilizados nas universidades como complementação à graduação, ou ainda,
em cursos de especialização, mestrado e doutorado.
Participação em atividades associadas à Biblioterapia
Quando perguntados se já participaram de atividades associadas à
Biblioterapia, todas as respostas foram negativas. Contudo, vale salientar que, todos
demonstraram interesse realizar, com maior freqüência, atividades relacionadas à
Biblioterapia. Tais resultados demonstram que os profissionais investigados, apesar
de atuarem na área há bastante tempo, não receberam qualquer formação inerente
a Biblioterapia durante a graduação, e tampouco foram estimulados a se interessar,
efetivamente, pela prática biblioterapêutica, o que demonstra a deficiência dos

�13

cursos de Biblioteconomia em negligenciar uma área tão importante para o contexto
social da modernidade. A Biblioterapia poderia ser abraçada pelos profissionais
bibliotecários, e adotada como um dos seus campos de atuação específica.
Competências e habilidades que um profissional deve possuir para
conduzir uma atividade de Biblioterapia
Nesse questionamento os bibliotecários declararam:
“criatividade, imaginação, dinamismo, solidariedade e uma visão
pró-ativa.” (Bibliotecário 1)
“gostar de ler, de fazer amizades, participar de grupos, ser paciente
e amável.” (Bibliotecário 4)
“habilidade específica para a pesquisa, para lidar com grupos e
dirigir discussão, ter conhecimentos dos diversos problemas que
podem ser objeto para a Biblioterapia. “(Bibliotecário 6)
“ser consciente, aberto às mudanças, para desenvolver a interação
do individuo com o meio.” (Bibliotecário 9)

Nas falas dos sujeitos investigados, verifica-se uma visão generalizada
acerca das habilidades e competências que o profissional bibliotecário deve possuir
para conduzir atividades de Biblioterapia, ou seja, nas entrelinhas das falas percebese que os mesmos não possuem conhecimento específico sobre a questão.
Os atuais perfis propostos nos cursos de Biblioteconomia para o profissional
bibliotecário contemplam a sua atuação, enquanto biblioterapêuta?
Os bibliotecários declararam que:
“ainda não. Falta conscientização sobre os critérios de atuação
neste campo.” (Bibliotecário 1)
“apesar de o conteúdo programático ser muito técnico, sempre
existe a possibilidade de desenvolver um bom trabalho em cima de
questões que acrescentem ao profissional.” (Bibliotecário 9)
“não. A função do bibliotecário é técnica e elitizada, com pouco
conteúdo de práticas sociais.” (Bibliotecário 12)

Vale

salientar

nas

falas

dos

bibliotecários

investigados,

o

desconhecimento quase absoluto sobre a Biblioterapia, o que só vem a confirmar
que os mesmos não estão preparados para atuar em atividades biblioterapêuticas.
Isso mostra que os Cursos de Biblioteconomia realmente não promovem formação
específica

sobre

o

assunto,

ficando

evidente,

portanto,

o

seu

caráter

terminantemente técnico, o qual direciona os profissionais da área apenas às

�14

questões técnicas de processamento, armazenamento e disseminação da
informação,

negligenciado,

lamentavelmente,

o

comprometimento

da

Biblioteconomia com a responsabilidade social necessária ao desenvolvimento
social.
A biblioterapia pode beneficiar a recuperação e amenizar o estado psíquico de
pacientes em tratamento de doenças como depressão, câncer, AIDS, etc.:

Nesse particular, os bibliotecários declararam:
“produz melhora no estado psíquico dos pacientes, lembrando que,
o profissional deve ter consciência do momento de saber ouvir, bem
como de saber se fazer ouvir.” (Bibliotecário 4)
“ajuda a aliviar as tensões do dia-a-dia vivenciadas por eles nos
hospitais, aumentando a auto-estima, fazendo-os esquecer por
algumas de seu sofrimento.” (Bibliotecário 6)
“a Biblioterapia funciona como fio condutor que redireciona os
problemas a um espaço no subconsciente, proporcionando alívio
temporário”. (Bibliotecário 7)

Observar-se nas falas dos bibliotecários a crença de a Biblioterapia ser
realmente útil quando aplicada a pacientes com doenças graves. Tal entendimento
revela que os sujeitos da pesquisa – apesar de não dominarem os conhecimentos
específicos inerentes às atividades biblioterapêuticas – têm plena ciência dos
benefícios que as mesmas podem trazer aos pacientes acometidos por doenças ou
que necessitem aumentar auto-estima. Isso, ratifica a relevância de ser incluída nos
Cursos de Biblioteconomia, formação específica em Biblioterapia, considerando que
os profissionais da área podem atuar como mediadores, facilitadores na aplicação
das técnicas biblioterapêuticas, a fim de contribuir para o desenvolvimento social,
haja vista ser um dos papéis que a Biblioteconomia, efetivamente deve incorporar.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS: a falta do ponto final
Uma das missões da bibliotecária universitária é fazer com que a
informação chegue a tempo útil às mãos daqueles que dela necessita, penetrando
no interior da comunidade acadêmica, através dos seus serviços informacionais,
com vistas a conhecer os anseios, desejos de mudança e comportamentos dos seus
usuários. Por isso, não deve estar voltada apenas para questões de cunho
tecnicista. Mais do que selecionar, adquirir e processar materiais de informação,

�15

seus profissionais devem planejar serviços e produtos direcionados, isto é com foco
no usuário.

Além de ter responsabilidade sobre as questões técnicas de

Biblioteconomia a biblioteca universitária e seus bibliotecários devem estar
sintonizados com a responsabilidade social da sua missão. O prisma atual dessa
responsabilidade está focado nos usuários, nas suas necessidades, desejos e busca
da informação, por meio de uma cultura de contato direto, que garante o êxito de
quem a busca a informação para mudar suas estruturas de conhecimento.
Ressalta-se que os bibliotecários, da Biblioteca Central da Paraíba, pouco
se aproximam deste campo de trabalho, talvez pelo fato de não terem sido
preparado na sua graduação para assumir atividades inerentes à Biblioterapia.
Dessa forma, conclu-se que a Biblioterapia não deve ser tratada como uma atividade
informal de corredores de universidades. Ela precisa ser concretamente amparada
nos currículos dos Cursos de Biblioteconomia, como atividade coordenada e
orientada por professores. Desta maneira a Biblioterapia deixa de ser apenas mais
uma competência no hall de habilidades do bibliotecário e passa a ser de fato uma
realidade de transformação de vida dos usuários.
Observa-se nas falas dos profissionais entrevistados, que a ausência de
intimidade com as atividades biblioterapêuticas está transparente, o que é
lamentável. Isto é o reflexo de currículos arcaicos e ultrapassados que urgem por
inovações e transformações urgentes.
Enfim, só resta uma certeza, a Biblioterapia é uma realidade. É uma
atividade de disseminação de leitura que restitui a vida, o movimento e o tempo,
através da informação e dos sentidos, falta apenas o empenho das escolas de
Biblioteconomia em inserí-la nos seus currículos, a fim de os bibliotecários se
tornarem precursores de novas atitudes, normas e mecanismos que diluam a
exclusão social e favoreçam o perfilamento da leitura/informação como produtora
crítica do conhecimento na sua multiplicidade de sentidos.

�16

REFERÊNCIAS
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reintegração social. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v.
15, n. 1/2, jan./jun. 1982. p. 54-61.
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PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A pesquisa e a construção do conhecimento
científico: do planejamento aos textos, da escola à academia. 2. ed. rev. São Paulo:
Rêspel, 2003.
________________
1
2

Wilton Pereira da Silva, Universidade Federal da Paraíba, wilps2001@yahoo.com.br
Edna Gomes Pinheiro, Universidade Federal da Paraíba, ednagomespi@yahoo.com.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Apresenta os resultados da pesquisa realizada na Biblioteca Central da UFPB, partindo do princípio de que a biblioterapia se utiliza de recursos informacionais e que as informações contidas nesses recursos, quando assimilados, transformam-se em conhecimentos que podem modificar a visão de mundo de um indivíduo, reeducando-o, adaptando-o ao seu contexto sócio-educacional e cultural. Reconhece que a biblioteca universitária ao vislumbrar a necessidade emergente de fazer parte da imensa revolução da sociedade da informação, deve repensar seus espaços, abrindo horizontes para garantir seu papel como protagonista de uma missão inovadora: criar novas formas de mediação para o acesso a informação e a promoção da leitura, no intuito de democratizar o conhecimento, fator decisivo para o pleno exercício da cidadania e da inclusão social. Apresenta como objetivos: Identificar opiniões e conhecimentos dos bibliotecários da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sobre a biblioterapia e o seu potencial estratégico junto à comunidade acadêmica; conhecer as habilidades e competências dos bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB, para conduzirem atividades inerentes a biblioterapia; conhecer a opinião dos bibliotecários da UFPB sobre os atuais perfis acadêmicos propostos pelos Cursos de biblioteconomia, se eles contemplam ou não a formação do bibliotecário, enquanto biblioterapêuta. Pesquisa do tipo exploratória com abordagem quali-quantitativa, ancorada na pesquisa bibliográfica para o embasamento teórico e na pesquisa de campo para coletar seus dados e investigar os pesquisados no seu contexto. Conclui que os bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB não estão preparados para atuar em atividades biblioterapêuticas. Isso reflete o caráter notadamente técnico dos Cursos de Biblioteconomias que negligenciam o comprometimento com a responsabilidade social, convenção basilar que os bibliotecários e as bibliotecas universitárias devem efetivamente abraçar.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE SOFTWARE DE GESTÃO DE
BIBLIOTECAS: foco na usabilidade da interface de pesquisa
SILVA, T. M.1
AMARAL, R. M.2

RESUMO
A qualidade é hoje a grande motivadora em todas as áreas de atividade humana e
tornou-se mais uma ferramenta que ajuda as organizações no mercado. A demanda
por qualidade tem motivado as comunidades de softwares a desenvolverem modelos
e aplicações de normas para a avaliação dessa qualidade. O objetivo do trabalho é
avaliar a qualidade das interfaces de pesquisa dos softwares de gestão de
bibliotecas. O método de pesquisa utilizado constitui-se em três etapas:
Levantamento e análise bibliográfica; Elaboração de uma lista de critérios para
avaliação da qualidade dos softwares, com foco no requisito usabilidade; e a
Avaliação da qualidade dos softwares de gestão de bibliotecas (com foco na
usabilidade da sua interface de pesquisa) das Instituições de Ensino Superior (IES)
localizadas na cidade de São Carlos-SP. Os resultados obtidos foram uma lista de
critérios de qualidade para softwares de gestão de bibliotecas e a identificação de
melhorias a serem implementadas nas interfaces de pesquisa a partir da sua
avaliação. Conclui-se que o usuário é o principal avaliador de um sistema e a sua
satisfação um elemento que caracteriza a qualidade de um software, a lista de
critérios apresentada contribui para o aumento da qualidade dos softwares de
gestão de bibliotecas.
Palavras-chave: Qualidade de software. Usabilidade.

ABSTRACT
The quality today is the great motivator in all areas of human activity and has become
a tool that helps organizations in the market. The demand for quality has motivated
the communities of software applications to develop models and standards for the
evaluation of its quality. The objective is to assess the quality of the software
interfaces for search-management libraries. The research method is used in three
steps: survey and literature review; Establishment of a list of criteria for assessing the
quality of software, with focus on usability requirement, and evaluation of the quality
of software management of libraries (with focus on usability of its search interface) of

�2

(IES) located in the city of São Carlos-SP. The results were a list of criteria for
quality-management software for libraries and the identification of improvements to
be implemented in the search interface from its assessment. It follows that the user is
the main evaluator of a system and their satisfaction an element that characterizes
the quality of software, the list of criteria presented contributes to improving the
quality of management software for libraries.
Keywords: Quality of software. Usability.

1 INTRODUÇÃO
Hoje em dia, inegavelmente, a tecnologia da informação está muito
presente na vida das pessoas. Os avanços da informática, dos computadores e de
outras formas de tecnologia têm exercido efeito significativo também na vida das
organizações, provocando mudanças em seus processos.
A revolução tecnológica fez com que as organizações reestruturassem a
execução do trabalho, levando-as a automatizarem processos e atividades
aumentando a disponibilidade, e recuperação em tempo hábil das informações,
assim como o seu armazenamento. Provocaram ainda uma alteração nos processos
de coleta, disponibilização e análise das informações.
Em tempos onde a informação é apontada como um dos objetos mais
importantes em processos de valorização das organizações, garantir um
gerenciamento eficiente da informação tornou-se indispensável para a satisfação de
seus usuários.
Gerenciar a informação faz parte das atividades de uma biblioteca. Definese uma biblioteca por seus usuários, que influenciam nos sistemas de gestão
informatizados das bibliotecas. Os usuários podem, por exemplo, determinar o tipo
de interface apropriada para o catálogo.
Dentro do escopo de gerenciamento das informações em uma biblioteca, o
uso de softwares busca atender às necessidades informacionais da biblioteca e seu
público. Definir um software que atende às necessidades para uma melhor gestão
em bibliotecas não é uma tarefa fácil, no entanto, pesquisadores têm se preocupado
em criar maneiras para avaliar a qualidade de softwares.

�3

O presente trabalho tem o propósito de avaliar a qualidade das interfaces
de pesquisa dos softwares de gestão de bibliotecas, com enfoque no requisito
usabilidade e averiguar se os softwares de gestão de bibliotecas usados nas
Instituições de Ensino Superior (IES) da cidade de São Carlos atendem aos
requisitos de qualidade.

2 QUALIDADE DE SOFTWARE: usabilidade
Laudon &amp; Laudon (c1999) definem software como instruções detalhadas
que controlam a operação do hardware do computador, apresenta três funções
principais; ele desenvolve as ferramentas para aplicação do hardware do
computador na resolução de problemas; possibilita que uma organização gerencie
seus recursos computacionais; o software serve como intermediário entre a
organização e suas informações armazenadas.
De acordo com Natali &amp; Falbo (1999) a preocupação com a qualidade de
um software é cada vez maior, e essa preocupação é causada principalmente pela
dificuldade em determinar meios através dos quais a qualidade possa ser planejada,
avaliada e, enfim, alcançada.
A Associação Brasileira de Controle da Qualidade (2007) define a
qualidade como a totalidade das características de um produto, que determina a sua
habilidade em satisfazer um determinado usuário.

A usabilidade é uma dessas

características compreendida pela norma de qualidade de produto de software ISO/IEC 9126 (NBR 13596). Definida como um conjunto de atributos que evidenciam
o esforço necessário para se poder utilizar o software, bem como o julgamento
individual desse uso, por um conjunto explícito ou implícito de usuários.
A ISO/IEC 9126 (NBR 13596) define a capacidade para uso/usabilidade
como um conjunto específico de subcaracterísticas (ou atributos) de um produto de
software:
•

Operacionalidade: evidencia o esforço do usuário para a operação e controle
do software;

•

Aprendizagem: evidencia o esforço do usuário para aprender a utilizar o
software;

�4

•

Compreensibilidade: evidencia o esforço do usuário para reconhecer o
conceito lógico e aplicabilidade do software.
Os atributos podem ser avaliados de acordo com vários critérios:

•

Auditabilidade: capacidade do software de verificar a integridade dos dados e
de rastrear as atualizações significativas nos dados (quem fez, o que fez e
quando fez) (BAJERSKI, 1994).

•

Auto-instrução: capacidade do software de proporcionar ao usuário
aprendizagem através de uma simulação;

•

Documentação: consiste na composição de Manuais e Cartão de Referência
com linguagem clara e abrangente, permitindo que o usuário possa conhecer
todo o potencial do software;

•

Facilidade de instalação: capacidade do software de interagir com o usuário
na instalação para o seu efetivo uso;

•

Glossário: consiste na capacidade do software de oferecer ao usuário um
dicionário de termos técnicos utilizados pelo mesmo;

•

Help on-line: help por função: descrição breve do que é, como funciona, para
que serve e como usar a função. Help por campo: descrição breve do que
representa e qual o conteúdo a informar, possibilitando consulta às opções
existentes;

•

Mensagens: capacidade do software de interagir com o usuário, através de
mensagens claras e objetivas, utilizando-se de um vocabulário comum;

•

Navegação: facilidade de caminhar entre funções e/ou sistemas, respeitando
a segurança de acesso e possibilitando a passagem de parâmetros para uma
nova função;

•

Padronização: utilização de um modelo único dentro do sistema quanto às
telas, relatórios e procedimentos;

•

Prevenção contra erros de operação: capacidade do software de validar os
dados e/ou opções de entrada, alertando o usuário quando a operação
comprometer a integridade dos dados;

•

Reaproveitamento da entrada de dados: capacidade do software de
aproveitar os dados já informados em funções anteriores sem necessidade de
nova entrada;

�5

Uma definição simples para interface pode ser considerada como aquilo
que interliga dois sistemas. Interação é a comunicação entre o usuário e o sistema,
inter + ação processo que engloba ações do usuário sobre o sistema e
interpretações dos resultados. Uma característica da interface com usabilidade é a
responsabilidade em fazer com que o usuário tenha condições de interagir com as
funcionalidades do sistema facilmente (SANTOS, 2001).
Vários estudiosos fizeram pesquisas sobre a usabilidade de softwares de
gestão, dentre esses estudos destacam-se as heurísticas de Nielsen. É um método
de avaliação de usabilidade onde um avaliador procura identificar problemas de
usabilidade numa interface com o usuário, através da análise e interpretação de um
conjunto de critérios ou heurísticas (AS 10..., 2007). Esses critérios são: diálogo
simples e natural; falar a língua do usuário; minimiza a carga cognitiva do usuário;
consistência; feedback; saídas marcadas claramente; atalhos; mensagens de erro
precisas e construtivas; previne erros; ajuda e documentação.

3 BIBLIOTECAS E SISTEMAS DE GESTÃO
A

tecnologia

da

informação

(software

e

hardware)

modificou

fundamentalmente a maneira como se organizam e administram as bibliotecas e
demais serviços, que se dedicam à atividade de processamento, recuperação e
disseminação de informações. Os sistemas informatizados de gerenciamento
(software de gestão) de bibliotecas lidam com a manutenção de registros
necessários à administração eficiente e eficaz dessas organizações.
A automação em bibliotecas tem sido um dos fatores mais complexos na
implementação de uma política de informatização de rotinas e processos
biblioteconômicos. Automatizar não é apenas introduzir computadores e instalar um
software de gerenciamento de acervo, e sim um planejamento sistemático que
envolve recursos humanos, treinamento de pessoal e pesquisa sistemática de todo
os processos administrativos da instituição. Assim, como consiste em uma
elaboração de um projeto centrado nas necessidades reais e potencias dos usuários
e de toda a estrutura da biblioteca.

�6

O usuário é o cliente da biblioteca e, como o principal objetivo é auxiliá-lo
na consulta ao acervo, é desejável que se pesquise a satisfação do usuário quanto
ao uso do sistema que ele utiliza. O usuário é, portanto o principal avaliador de um
sistema e a sua satisfação um elemento que caracteriza a qualidade de um software
(ALMEIDA et al 2004).

4 METODOLOGIA
O método usado no trabalho constitui-se em três etapas:
•

Levantamento e análise bibliográfica: foram recuperados artigos de
autores (experts) que versavam sobre o tema qualidade de software,
com foco na usabilidade: heurística de Nielsen (AS 10..., 2007); norma
NBR 13596 (característica usabilidade); Vilella (2003); e Café, Santos e
Macedo (2001);

•

Elaboração e preenchimento de uma lista de critérios de qualidade
relacionados à usabilidade das interfaces de pesquisa dos software de
gestão de bibliotecas;

•

Avaliação da qualidade dos softwares de gestão de bibliotecas (com
foco na usabilidade da sua interface de pesquisa) das IES localizadas
na cidade de São Carlos-SP. A opção pelo objeto de estudo, esta
relacionada à importância do pólo tecnológico de São Carlos-SP e a
concentração de IES públicas que a cidade apresenta.

5 RESULTADOS
O levantamento bibliográfico foi fundamental para a realização do trabalho.
Através dos estudos efetuados por vários autores foi possível estabelecer check list
(Lista de verificação ou critérios de verificação) para a avaliação da qualidade dos
softwares de gestão usados nas bibliotecas. O Quadro 1 apresenta o check list com
breve descrição dos requisitos de qualidade, mais pertinentes, para avaliar a
dimensão usabilidade das interfaces de pesquisa das bibliotecas. Fizeram parte da
amostra analisada quatro bibliotecas de IES da cidade de São Carlos-SP,

�7

denominadas no trabalho de “A”, B”, “C” e “D”. Na avaliação das interfaces de
pesquisa (catalogo on-line) pelos pesquisadores, foram estabelecidos 2 pesos para
pontuar o check list.
•

Sim (1) – O catálogo on-line atende ao critério proposto.

•

Não (0) – O catálogo on-line não atende ao critério proposto
Quanto maior a pontuação que os catálogos on-line das bibliotecas das

IES apresentarem, maior a qualidade de seu software de gestão. Quanto menor a
pontuação que os catálogos on-line das bibliotecas das IES apresentarem, menor a
qualidade de seu software de gestão.

Vilella
(2003)
NBR
13596
heurísti
ca de
Nielsen
Vilella
(2003)
NBR
13596
heurísti
ca de
Nielsen

Planejamento Visual Gráfico

1
2
3
4
5

Navegação

Vilella
(2003)
NBR
13596
heurísti
ca de
Nielsen

Critério

6
7
5

Navegação

Autor

6
7

Descrição
No catálogo on-line, os caracteres (visual)
encontram-se o mais legível possível, levandose em conta a utilização de contraste e cores
de plano de fundo.
A rolagem vertical da página a 800x600 do
catálogo on-line é evitada.
Os elementos mais críticos do catálogo estão
visíveis “acima da dobra” (na primeira tela de
conteúdo, sem rolar verticalmente), no tamanho
de janela mais predominante (800x600).
O layout permite o ajustamento do tamanho da
homepage a diversas resoluções de tela.
A área de navegação principal está alocada em
um local destacado, permitindo sua imediata
identificação.
Itens do catálogo estão agrupados na área de
navegação, de modo que as categorias
semelhantes ou relacionadas estão próximas
entre si.
Está presente um link ativo para a homepage
na própria homepage.
A área de navegação principal está alocada em
um local destacado, permitindo sua imediata
identificação.
Itens do catálogo estão agrupados na área de
navegação, de modo que as categorias
semelhantes ou relacionadas estão próximas
entre si.
Está presente um link ativo para a homepage
na própria homepage.

Bibliotecas das IES
A

B

C

D

não

sim

sim

não

não

sim

não

não

não

sim

não

não

sim

sim

sim

sim

sim

não

não

sim

não

sim

sim

não

não

sim

sim

não

sim

não

não

sim

não

sim

sim

não

não

sim

sim

não

(continua)
Quadro 1 - Avaliação da Qualidade de Software de gestão de bibliotecas das IES da Cidade de
São Carlos/SP

�8

Vilella
(2003)
NBR
13596
heurísti
ca de
Nielsen

Critério
8
9
Link

Autor

10
11

Vilella
(2003)
NBR
13596
heurísti
ca de
Nielsen

Procedimento de busca

12
13

14

15
16
17
18
19

Café,
Santos
e
Macedo
(2001)

Resultado de busca

20
21
22
23
24
25

26

Descrição
A presença de links do catálogo é indicada
claramente.
Os links do catálogo são claramente
diferenciados, de forma a tornar fácil a
compreensão de seu conteúdo.
O catálogo ordena e classifica (livro, periódico
etc) os resultados pesquisados.
O catálogo apresenta ícones indicando o tipo
de material que foi recuperado.

Bibliotecas das IES
não

não

sim

não

não

não

sim

não

sim

sim

não

não

sim

não

não

não

Os termos utilizados para definir as opções de
navegação de categorias, são claros, sendo as
categorias diferenciáveis entre si.
O acesso às buscas do catálogo é direto.

sim

sim

sim

não

sim

não

não

sim

O catálogo apresenta recursos para facilitar a
apreensão do funcionamento da aplicação
como por exemplo, seções de ajuda e FAQ’s,
estão disponíveis e são facilmente
identificáveis.
Instruções de uso do catálogo on-line são
fornecidas (Manual).
O catálogo on-line pode ser acessado através
de outras mídias, como celulares ou palm-tops,
informando isso aos usuários.
O catálogo on-line oferece recursos especiais
para acesso de pessoas portadoras de
deficiência.
O catálogo on-line apresenta histórico de busca.
O catálogo indica o status do documento
pesquisado, se emprestado, indisponível ou
disponível.
O catálogo apresenta a visualização do número
total de registros recuperados.
O catálogo tem Interface de pesquisa simples
e/ou avançada, e/ou filtro.
No catálogo existe a possibilidade de salvar
estratégicas de buscas para utilização posterior.
Há possibilidade no catálogo em fazer busca a
partir de determinada data ou entre datas.
No catálogo tem a possibilidade de filtrar os
resultados obtidos.
O catálogo apresenta a recuperação de
informações por truncamento á esquerda, á
direita e ao meio, operadores booleanos ou
qualquer palavra.
O catálogo apresenta a visualização dos
resultados da pesquisa em forma de Referência
bibliográfica de acordo com a ABNT.

não

sim

não

não

sim

sim

não

sim

não

não

não

não

não

não

não

não

não
sim

não
sim

não
não

não
sim

sim

sim

sim

sim

sim

sim

sim

sim

não

não

não

não

não

sim

não

não

não

sim

não

não

sim

sim

não

sim

sim

não

não

não

(conclusão)
Quadro 1 - Avaliação da Qualidade de Software de gestão de bibliotecas das IES da Cidade de
São Carlos/SP
Fonte: Adaptado de heurística de Nielsen (As 10..., 2007); NBR 13596 (1996); Vilella (2003); e
Café, Santos e Macedo (2001).

�9

Após a aplicação dos critérios de qualidade de software com foco na
usabilidade, pelos pesquisadores, foi possível construir a Tabela 1 com as
informações sobre as pontuações alcançadas por cada IES em porcentagem.
Tabela 1 - Pontuação do Check list.
Critérios
Planejamento
Visual/Gráfico
Navegação
Links
Procedimento
de busca
Resultado de
busca
TOTAL

A

Bibliotecas das Instituições
B
C

25%

D

100%

50%

25%

66,66%

66,66%

33,33%

25%

50%

0%

50%

50%

0%

33,33%

55,55%

66,66%

22,22%

44,44%

46,15%

61,53%

30,77%

30,77%

33,33%
50%

A seguir são apresentadas análises individuais dos resultados da
avaliação:
Instituição A (catálogo on-line da biblioteca): De acordo com análise dos critérios
estabelecidos para o planejamento visual/gráfico, o catálogo obteve uma baixa
pontuação o que resulta em pouca qualidade, representando assim na visão do
usuário um requisito para ser melhorado. A navegação do catálogo também é um
elemento que deve revisto, verificou-se que seus itens não estão bem alocados e
relacionados o que dificulta a sua navegação. Dentre os critérios levantados os
Links do catálogo apresentam boa qualidade, os resultados pesquisados estão
ordenados e classificados e os ícones do tipo de material encontrado está
representado de forma clara. O Procedimento de busca possui boa qualidade
perante aos outros catálogos, apresenta instruções de uso, porém necessita de uma
melhor visualização, o acesso ao catálogo está na primeira página e os termos
utilizados na navegação são claros.

O ultimo critério, resultado de busca, foi o

catálogo da biblioteca quem apresentou a segunda maior pontuação, logo obteve
uma boa qualidade, o catálogo indica o status do documento, o total de registros
encontrados, apresenta filtro para a pesquisa e tem a possibilidade de trucar e usar
operados booleanos para melhorar a pesquisa.

�10

Instituição B (catálogo on-line da biblioteca): Foi

o

que

apresentou

a

maior

pontuação total, o que representa assim a maior qualidade. O seu planejamento
visual/gráfico obteve pontuação bem significativa, o seu catálogo possui caracteres
bem legíveis, a rolagem da página é evitada, os elementos do catálogo estão bem
representados e o layout permite o ajustamento do tamanho da homepage a
diversas resoluções de tela. O critério navegação apresenta também boa qualidade,
pois os itens estão bem organizados e apresenta um link ativo na própria homepage.
Na análise do critério Links, o catálogo apresentou baixa qualidade, há necessidade
de melhorias, como a inserção de informações sobre o tipo de material. Os links não
estão claros e nem diferenciados. No procedimento de busca o catálogo apresenta
boa qualidade, deve-se melhorar o acesso através de outras mídias, apresentar
recursos que permitam o acesso de pessoas portadoras de deficiência e a busca
deve ser direta no catálogo. O critério resultado de busca foi o que obteve maior
pontuação, porém, deve-se melhorar a visualização dos resultados de acordo com a
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e permitir ao usuário salvar as
estratégicas de buscas anteriores.
Instituição C (catálogo on-line da biblioteca): De acordo com análise geral do
ckeclist, o catálogo da biblioteca C obteve um baixo índice de qualidade.

O

planejamento visual/gráfico apresenta boa qualidade, deve-se melhorar a rolagem
horizontal da página que não é evitada e melhorar a visualização dos elementos
mais críticos, com por exemplo, procedimento de busca e resultado de busca em
que o catálogo apresenta baixa porcentagem. A navegação tem boa qualidade, há
necessidade de melhorarias na área de navegação principal, visando facilitar a
visualização do usuário no momento em que acessa o catálogo on-line. A presença
de Links é indicada claramente e são diferenciados de fácil compreensão, no
entanto, não apresentou ordenação e classificação dos resultados pesquisados,
nem informações indicando o tipo de material recuperado, mesmo assim, pode-se
concluir que apresentou boa qualidade perante aos outros catálogos pesquisados. O
critério procedimento de busca foi o que não apresentou nenhuma pontuação,
qualidade muito baixa. Melhorias precisam ser implementadas, como por exemplo, a
possibilidade de salvar as estratégicas de buscas anteriores, realizar busca através
de datas, filtrar os resultados, truncar e usar operados booleanos e de visualizar os
resultados em formato de referência bibliográfica de acordo com a ABNT.

�11

Instituição D (catálogo on-line da biblioteca): O catálogo da biblioteca D também
obteve um baixo índice de qualidade no resultado total dos critérios estabelecidos.
O critério planejamento visual/gráfico obteve uma baixa qualidade, precisa ser
melhorada a visualização do catálogo, a rolagem da página que não é evitada o que
pode confundir o usuário, os elementos que não estão organizados na página. A
navegação teve também baixa qualidade, os itens do catálogo não estão agrupados,
não estão relacionados e não apresenta um link ativo na própria homepage. Todos
os critérios Links, devem ser melhorados, o catálogo da biblioteca D não apresentou
nenhum ponto. O critério, procedimento de busca, do catálogo da biblioteca da D
também apresentou baixa qualidade, precisa apresentar recursos que orientem a
melhor forma de utilização do catálogo e recursos para pessoas portadoras de
deficiência. O critério, resultado de busca, foi à pontuação maior que o catálogo da
biblioteca D obteve, porém uma qualidade baixa diante da pontuação dos catálogos
das outras instituições, o catálogo não salva estratégica de buscas anteriores, não
apresentam histórico de busca, não tem a possibilidade de pesquisa pela data do
documento, não filtra os resultados obtidos e não tem a visualização dos resultados
em forma de referência bibliográfica de acordo com a ABNT.

6 CONCLUSÃO
Na medida em que cada biblioteca tem as suas próprias necessidades em
relação ao tipo de automação que deseja implementar, a escolha do software de
gestão requer uma grande atenção. A decisão por um software de qualidade não é
uma tarefa fácil, a variedade de opções existentes aliadas às peculiaridades de cada
biblioteca dificulta ainda mais essa decisão.
O trabalho teve seus objetivos alcançados, ou seja, estabeleceu critérios a
partir da literatura levantada e adaptada em um check list, que possibilitou a
avaliação da interface de pesquisa dos softwares de gestão de bibliotecas; com foco
na usabilidade, usados pelas IES da cidade de São Carlos/SP. O resultado da
avaliação mostrou que nenhuma das interfaces de pesquisa analisadas alcançou
índice de qualidade de software, que permitam afirmar que elas possuem qualidade,
pois somente uma IES obteve um índice de qualidade acima da média, porém pouco

�12

expressivo. Há de se concluir que existem muitas ações de melhorias a serem
implementadas.
Quanto às limitações de trabalho, ele não teve o intuito de abordar todos os
requisitos de qualidade de software. A que se levar em conta que um software de
gestão de bibliotecas é composto por vários módulos, como por exemplo: circulação;
processamento técnico; aquisição entre outros. Sendo assim, é recomendável que
se avance na elaboração de critérios de qualidade de software, que consigam dar
conta de todos os módulos de um software de gestão de bibliotecas, visando sempre
à adequação às necessidades de seus usuários.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO Brasileira de Controle da Qualidade. Disponível em:
&lt;http://www.abcq.org.br/loja_default.asp&gt;. Acesso em: 10 set.2007.
ASSOCIAÇÃO Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em:
&lt;http://www.abnt.org.br&gt;. Acesso em: 03 set. 2007.
______. NBR13596: Tecnologia de Informação – Avaliação do Produto de Software
– Características de Qualidade e Diretrizes para o seu uso. Rio de Janeiro, 1996.
ALMEIDA, F. G. et al. Qualidade dos Sistemas Integrados de Gestão: um estudo
de caso. Rio de Janeiro: Departamento de Informática e Ciência da Informação.
UERJ, 2004.
As 10 heurísticas de Nielsen. Disponível em: &lt;http://www.usabilidoido.com.br&gt;.
Acesso em 12 out.2007.
BAJERSKI, C. D. et al. Qualidade de software: usabilidade. Revista Bate Byte,
n.38, abr.1994.
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software de automação de bibliotecas. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.2,
p.70-79, maio./ago. 2001.
LAUDON, K. C; LAUDON, J. P. Sistema de Informação: com internet. 4. ed. Rio de
Janeiro: LTC, c1999.
NATALI, A. C. C.; FALBO, R. A. Gerência de Conhecimento de Qualidade de
Software. Santa Catarina: Departamento de Informática. UFSC, 1999, p. 1-10.
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interface Web. Rio de Janeiro, 2001. Disponível em:
&lt;http://www.robsonsantos.com&gt;. Acesso em 17 set. 2007.

�13

VILELLA, R. M. Conteúdo, usabilidade e funcionalidade: três dimensão para
avaliação de portais estaduais de governo eletrônico na Web. 2003. 262f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal de Minas
Gerais, Belo Horizonte, 2003.

__________________
1
2

Tatiana Messias da Silva, Universidade Federal de São Carlos, tatymessias@gmail.com.
Roniberto Morato do Amaral, Universidade Federal de São Carlos, roniberto@nit.ufscar.br.

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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A qualidade é hoje a grande motivadora em todas as áreas de atividade humana e tornou-se mais uma ferramenta que ajuda as organizações no mercado. A demanda por qualidade tem motivado as comunidades de softwares a desenvolverem modelos e aplicações de normas para a avaliação dessa qualidade. O objetivo do trabalho é avaliar a qualidade das interfaces de pesquisa dos softwares de gestão de bibliotecas. O método de pesquisa utilizado constitui-se em três etapas: Levantamento e análise bibliográfica; Elaboração de uma lista de critérios para avaliação da qualidade dos softwares, com foco no requisito usabilidade; e a Avaliação da qualidade dos softwares de gestão de bibliotecas (com foco na usabilidade da sua interface de pesquisa) das Instituições de Ensino Superior (IES) localizadas na cidade de São Carlos-SP. Os resultados obtidos foram uma lista de critérios de qualidade para softwares de gestão de bibliotecas e a identificação de melhorias a serem implementadas nas interfaces de pesquisa a partir da sua avaliação. Conclui-se que o usuário é o principal avaliador de um sistema e a sua satisfação um elemento que caracteriza a qualidade de um software, a lista de critérios apresentada contribui para o aumento da qualidade dos softwares de gestão de bibliotecas.</text>
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USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E SUAS
DEMANDAS SUBJETIVAS
SILVA, R. C. G.1

RESUMO
Busca-se provocar no Profissional da Informação uma reflexão sobre a visão
pragmática que os norteia em suas funções, não se pode furtar de levar em conta a
realidade da sociedade contemporânea produtora de subjetividades onde o sujeito,
usuário, emerge de um contexto social em que não consegue dar conta. Tal
formulação caracteriza-se por um levantamento bibliográfico qualitativo, remetendo o
profissional da informação ao paradigma natureza da relação sujeito e objeto,
devendo buscar numa visão empreendedorística estratégias no sentido de poder
incidir e intervir sobre essas questões.
Palavras-chave: Demandas Subjetivas. Usuários da Informação.

ABSTRACT
Search to provoke in the Information Professional a reflection on the pragmatic vision
that guides them in their functions, it’s impossible leave to take into account the
reality of the contemporary society producer of subjectivities where the person, user,
emerge of a social context where it’s not possible to take account. Such
formularization is characterized for a qualitative bibliographical survey, sending the
information professional to the nature paradigm of subject and object relation, having
to search in a entrepreneur vision strategies in the direction of being able to incur and
to intervene on these questions.
Keywords: Subjective demands. Information User.

�1 INTRODUÇÃO
Sabe-se que a comunicação é um tipo de relação humana e humanizante
que pressupõe a participação e a reciprocidade, quer dizer, o reconhecimento do
outro enquanto alteridade. Nesse sentido, a própria comunidade é definida a partir
da presença do fenômeno comunicacional. Essa participação recíproca incita modos
de ser que adquirem novos e imprevisíveis significados.
Neste ponto observamos que “...o processo de comunicação implica no
conhecimento de causas e princípios teóricos; conhecimento de determinada
técnica; conhecimento de um fato específico; e conhecimento de um estado
específico. Qualquer que seja o termo utilizado, deixamos implícito que há uma
realidade externa a nós que é a origem daquilo que resolvemos chamar
“informação”, e que existe um “eu” que alega empregar essa informação para vários
tipos e formas de conhecimento” (McGarry, 1999).
Para (Shannon, 1962) recebemos informação quando o que conhecemos
se modifica. Informação é aquilo que logicamente justifica alteração ou esforço de
uma representação ou estado de coisas. As representações podem ser explicitas
como um mapa ou preposição, ou implícitas como no estado de atividade orientada
para um objetivo do receptor.
Torna-se também importante caracterizar a evolução histórica de estudos
de usuários, o termo apareceu em 1960, antes ele estava incluído dentro de um
grande

assunto

denominado

"levantamento

bibliotecário"

(library

survey).

Levantamento bibliotecário é "coleção sistemática de dados concernentes a
bibliotecas, suas atividades, operações, pessoal, uso e usuário, num dado tempo ou
num período de tempo" (Line, 1967). Foi no início dos anos sessenta, conforme
observação de Tobin (1974) , que o termo estudo de usuário (user studies) começou
a ser indexado no Library Literature. Nessa obra, o mesmo estudioso identificou, no
período de 1960-1973, 477 referências bibliográficas sobre o assunto, das quais 293
eram contribuições norte-americanas e 184 de outros países.
Lancaster (1977), ao traçar a evolução histórica dos levantamentos
bibliotecários, afirma que a pesquisa pioneira remonta ao ano de 1876, quando o

�relatório Public libraries in the United States divulgou fatos e dados estatísticos sobre
as bibliotecas públicas norte-americanas.
É geralmente reconhecido que o sucesso de um organismo de informação
científico tecnológica, aqui entendido como qualquer uma de suas denominações, a
saber: biblioteca, centro de documentação, centro de informação ou centro de
informática, depende do conhecimento que se tem das necessidades de informação
das pessoas que utilizam seus serviços. Entretanto, o problema de estudo das
necessidades de informação não foi totalmente resolvido, tendo em vista que ainda
não existem métodos ou uma metodologia suficientemente desenvolvida para a
perfeita coleta, análise e avaliação dos dados na área da Biblioteconomia. Problema
idêntico tem ocorrido frequentemente com as outras ciências. É conhecida a crise
por que passou a Psicologia ao colocar em dúvida as leis e métodos até então
utilizados. Isto é sinal de que há uma insatisfação com os resultados da investigação
social (Cunha, 1982).
Ao abordar esta questão polêmica, Felix Kaufmann afirmou que "o
cientista social fica inclinado a concluir que o método da Física, se aplicável às
Ciências Sociais, é o único correto ou, de qualquer modo, o melhor método. (. . .)
Todas as asserções na ciência natural são intersubjetivamente controláveis, muitas
delas experimentalmente, e a forma matemática em que aparecem são o sinal de
sua precisão. Por comparação, as Ciências Sociais parecem estar bem mal. Isso se
explica em parte pelo fato de que seu assunto é mais complicado do que o das
Ciências Naturais. Mas os métodos empregados nas Ciências Sociais também são
responsáveis. Tais métodos estão, com poucas exceções, num estado de
desenvolvimento há muito ultrapassado pelas Ciências Naturais. Os cientistas
sociais desconfiam das abstrações, relutam em substituir qualidades por
quantidades

e,

por

conseguinte,

operam

com

dados

que

não

são

intersubjetivamente controláveis (KAUFMANN, 1977).
Identifica-se que o estudo em questão perpassa por uma postura
metametodologica do profissional da informação volta-se para “um olhar a mais”,
focando o “sujeito” também nas demandas psicológicas.

�2 DESENVOLVIMENTO
As origens dos princípios de universalidade e da objetividade das
explicações científicas são encontradas na história da ciência. O nascimento da
ciência moderna foi precedido, e acompanhado, pelo desenvolvimento do
pensamento

filosófico

formulado

a

partir

do

dualismo

espírito/matéria

e

sistematizado no século XVII por Descartes. Para ele, a observação da natureza,
objeto da ciência, se dá a partir de uma divisão fundamental do mundo em dois
reinos separados e independentes entre si: o mundo da mente e o mundo da
matéria (Borges, 2004).
Esta visão "cartesiana" levou os cientistas a acreditar que, por um lado,
seria possível tratar a matéria como algo inteiramente desvinculado de si mesmo e,
por outro lado, a considerar o mundo material como uma vastíssima quantidade de
objetos que compunham uma máquina de gigantescas proporções. Nessa
perspectiva, cabe ao cientista "cartesiano" explicar, racionalmente (a partir do mundo
da mente), o funcionamento desta máquina do universo (mundo da matéria), se
necessário, decompondo-a em máquinas menores cuja explicação seria facilitada
(técnica do reducionismo). Como resultante dessa exclusão do sujeito do objeto de
seu conhecimento, a ciência "cartesiana" deixou sob a responsabilidade da filosofia,
realizar a reflexão do sujeito sobre si próprio (Borges, 2004).
Tais pressupostos assumem que a informação é objetiva; é algo fixo,
imutável e igual para todos; tem aplicação universal; convive numa relação sem
conflitos de poder na sociedade; os usuários são considerados sujeitos passivos,
meros receptores de informações transferidas pelo sistema; os estudos buscam
apenas prever comportamentos externos de uso da informação, que passam a ser
adotados como indicadores de necessidades e demandas do usuário (Borges,
2004).
As discussões vindas da filosofia da ciência e das ciências sociais,
aliadas aos desafios das novas formas de comunicação através das redes de
computadores, exigem que se enfrentem novas questões na abordagem da
informação. Chega-se a perceber o reflexo dessas questões na literatura da ciência
da informação, ao se identificar uma espécie de perplexidade entre seus praticantes,
como se a segurança de seu objeto de trabalho e de pesquisa, localizado na

�concretude das instituições bibliotecárias e dos documentos, tivesse sido rompida
por novos elementos e novas demandas que o desenvolvimento tecnológico e o
movimento social têm trazido (Nehmy, 1998).
As discussões a respeito do comportamento do usuário da informação
têm sido, historicamente, centrais na ciência da informação. De um modo geral, os
estudos sobre necessidades, demandas e uso de informação procuram investigar
como pessoas buscam informação sobre algo, que fontes lhes são importantes e
como as utilizam, bem como e para que e como usam determinada informação.
Esses aspectos levantados têm, como pano de fundo, investigar que tipo de
problemas os usuários procuram solucionar através do uso de determinada
informação (NASSIF, 2007).
O processo de busca de informação é descrito por Kuhlthau (1991) em
termos de fases ou estágios que representam a tarefa principal de cada ponto do
processo: iniciação, seleção, exploração, formulação, coleta e apresentação. Apesar
de sugerir uma certa linearidade pela forma como é descrito no modelo, o processo
é recursivo e interativo e raramente se desenvolve diretamente da fase de seleção
para a apresentação. O modelo também incorpora três dimensões da experiência
humana que assumem características em cada estágio experienciado: a física
representada pelas ações; a cognitiva descrita pelos pensamentos; e a afetiva por
sentimentos.
Nessa perspectiva, uma pessoa move-se de um estado inicial de
necessidade de informação para um estado final de resolução do problema através
de uma série de escolhas feitas pela conjugação entre sentimentos, pensamentos e
ações. O critério para escolha é influenciado pelas restrições ambientais, pelas
experiências anteriores, pelo conhecimento e interesse disponível, pelos aspectos
do problema, pelo tempo disponível para resolução, e pela relevância e conteúdo da
informação recuperada (NASSIF, 2007).
Já

numa

visão

de

subjetividade

Jacques

Lacan

(1950

apud

ROUDINESCO, 1998 p. 742), entre 1950 e 1965, conceituou a noção lógica e
filosófica do sujeito no âmbito de sua teoria do significante, transformando o sujeito
da consciência num sujeito inconsciente, da ciência e do desejo.

�“O cientista da informação fala em comparar os conceitos presentes num
documento com os conceitos presentes na consulta formulada. O conceito pode ser
qualquer objeto de percepção, junto com sua importância ou significado, ou qualquer
coisa que se possa imaginar e que possa ser distinguida de outras coisas.
Conhecimento que não é diretamente apreendido por meio dos sentidos, mas é
resultado da manipulação dos dados ou impressões sensoriais (McGarry, 1999, p.
35).”
As discussões a respeito do comportamento do usuário da informação
têm sido, historicamente, centrais na ciência da informação. De um modo geral, os
estudos sobre necessidades, demandas e uso de informação procuram investigar
como pessoas buscam informação sobre algo, que fontes lhes são importantes e
como as utilizam, bem como e para que e como usam determinada informação.
Esses aspectos levantados têm, como pano de fundo, investigar que tipo de
problemas os usuários procuram solucionar através do uso de determinada
informação (NASSIF, 2007).

�3 CONCLUSÃO
Diante de tal pressuposto nos deparamos com os usuários dos serviços
das bibliotecas que apresentam urgência angustiante de respostas às suas
formulações.
A

Biblioteconomia

hoje

é

considerada

Ciência

da

Informação,

denominação que lhe imputa a necessidade de conhecer questões ou de responder
satisfatoriamente a um dado problema. Essa ciência utiliza-se da metametodologia
para atender às demandas de informação dos seus clientes.
Enquanto Cientistas da Informação, a caracterização do termo “usuário da
informação” toma outra conotação, voltando o nosso olhar para o “sujeito” que busca
a Unidade de Informação com uma demanda que pode ser conceitual ou subjetiva e
que exige indubitavelmente do profissional “um olhar a mais”. O sujeito é visto como
único e não de forma cartesiana.

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2008.

__________________
1

Rita de Cassia Gonçalves Silva, Faculdade de Administração e Negócio de Sergipe (FANESE),
ritadecassia@fanese.edu.br.

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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Usuários de bibliotecas universitárias e suas demandas subjetivas. (Pôster)</text>
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                <text>Busca-se provocar no Profissional da Informação uma reflexão sobre a visão pragmática que os norteia em suas funções, não se pode furtar de levar em conta a realidade da sociedade contemporânea produtora de subjetividades onde o sujeito, usuário, emerge de um contexto social em que não consegue dar conta. Tal formulação caracteriza-se por um levantamento bibliográfico qualitativo, remetendo o profissional da informação ao paradigma natureza da relação sujeito e objeto, devendo buscar numa visão empreendedorística estratégias no sentido de poder ncidir e intervir sobre essas questões.</text>
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A SATISFAÇÃO DOS ALUNOS APÓS A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA
PERGAMUM NA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ,
CAMPUS DE CAMPO MOURÃO
TORINO, L. P.1
TORINO, E.2
PAIVA, M. R.3
NAKASATO, M. M.4

RESUMO
A partir da evolução tecnológica, a internet surge como uma nova forma de
comunicação através da conexão de vários computadores, tornando-se uma fonte
aparentemente inesgotável de informação, possibilitando o uso de correio eletrônico,
a comunicação com imagem e som em tempo real. Nesse contexto, a biblioteca, que
tem como principal produto a informação, passou a usufruir desta tecnologia, a qual
proporcionou a melhoria na prestação de seus serviços, possibilitando aos usuários
obter informações em um menor tempo. Assim, este trabalho tem como objetivo
verificar o grau de satisfação dos alunos após a implantação do sistema Pergamum
na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus de Campo Mourão.
Utilizou-se o método descritivo, uma vez que os dados coletados e analisados
permitiram a descrição das opiniões dos alunos com relação ao novo sistema. Os
resultados obtidos mostram que o sistema é bom, pois permite viabilizar um melhor
uso e uma maior eficiência da biblioteca, sendo de fácil entendimento e utilização.
Também causou impacto, porque exige um novo comportamento por parte dos
alunos e funcionários.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Automação. Sistema Pergamum.

ABSTRACT
Since the technological evolution, the Internet emerges as a new form of
communication through the connection of several computers and becoming an
apparently inexhaustible source of information besides enabling the use of e-mail
and, thus, also allowing communication with images and sound in real time. In this
context, the library which has information as main product, started making use of this
technology that brought improvement to its service due to the fact that information

�2

became available in a much shorter time. Therefore, this paper has the objective of
checking the degree of satisfaction of the students after the implementation of the
Pergamum system at the Federal University of Technology Paraná, Campo Mourão
Campi. The descriptive method was used since the data collecting and analysis
allowed a description of the student opinions in relation to the new system. Results
show that the system was effective since information has been easily retrieved and
used. The use of the library has become more efficient. It has also caused an
impact on students and employees who needed to face new behaviour patterns.
Keywords: University library. Automation. Pergamum system.

1 INTRODUÇÃO
Atualmente a sociedade situa-se num ambiente globalizado, no qual
ocorrem profundas mudanças que vêm construir novos paradigmas sociais. Em
conseqüência, surgem novos perfis de profissionais e de instituições. É a sociedade
da informação, com suas novas técnicas informacionais.
A partir da evolução tecnológica, por volta dos anos de 1970 a 1980, a
Internet surge como uma nova forma de comunicação por meio da conexão de
vários computadores, tornando-se, ao mesmo tempo, uma fonte aparentemente
inesgotável de informação, possibilitando o uso de correio eletrônico, a comunicação
com imagem e som em tempo real. “Todas essas inovações tecnológicas estão
trazendo uma mudança de paradigma tanto para as bibliotecas quanto para os
profissionais que trabalham com a informação” (RAMOS, 1999, p. 11).
O produto principal da biblioteca é a informação, independente do suporte
em que forma se apresente: livros, folhetos, periódicos e multimeios. Este produto
depois de preparado tecnicamente deverá estar à disposição dos usuários para
consultas, pesquisas, empréstimos e devoluções.
Já o bom funcionamento de uma biblioteca e a melhoria da prestação de
seus serviços depende de todos os que nela trabalham e de sua preocupação em
conquistar e manter uma excelente imagem junto aos seus usuários.
Para tanto, o presente estudo foi realizado na biblioteca da UTFPR
(Universidade Tecnológica Federal do Paraná), campus de Campo Mourão, a fim de
verificar a qualidade da prestação de serviço do sistema informatizado, e a
aceitabilidade dos alunos, decorrente da implantação do sistema Pergamum, um

�3

sistema informatizado desenvolvido pela PUC - Pontifícia Universidade Católica do
Paraná que permite que os funcionários adquiram novas obras façam a catalogação
e o controle de entradas e saídas de materiais, e efetua automaticamente a
cobrança de multas. Por sua vez, o usuário pode fazer consultas, reserva de
material e renovação do material em seu poder, a partir de casa, através da internet.
Ele ainda recebe aviso por e-mail quando o material reservado estiver à disposição
na biblioteca.
A biblioteca da UTFPR campus de Campo Mourão utiliza este sistema
padronizado e automatizado a partir da reitoria localizada em Curitiba que hospeda e
disponibiliza o referido software para mais onze campi no Estado do Paraná.
Em Campo Mourão o empréstimo automatizado está ocorrendo desde
março de 2007, portanto, foi realizada uma pesquisa com o objetivo de avaliar o
grau de satisfação dos alunos após a implantação do sistema Pergamum na
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus de Campo Mourão.

2 AUTOMAÇÃO DA BIBLIOTECA
Nas últimas décadas houve um crescimento no volume de documentos,
considerada “explosão da informação”. No entanto, o acesso a essas informações
era difícil para os estudantes e os cientistas até a criação do computador que veio
contribuir na busca pelos volumes. É possível afirmar que a introdução do
computador como forma de organizar documentos e materiais de pesquisa foi um
dos eventos mais importantes na biblioteconomia.
Por volta dos anos de 1960, o número de referências armazenadas e
disponibilizadas a cada ano já chegava a mais de dois milhões. De acordo com
Cunha (1984, p. 23) “durante os anos 50, as bibliotecas usavam o computador em
“batch” (lote) para acelerar o processo de aquisição, circulação e outras atividades
técnicas”.
O evento mais marcante na era do sistema de informação para biblioteca
ocorreu no ano de 1961, quando o computador foi aplicado no processamento da
informação bibliográfica para gerar índices.

�4

Para Marcondes (2006, p.206) a biblioteca evoluiu conforme sua
necessidade
O espaço da biblioteca e a formação do próprio profissional da
informação como o conhecemos organizaram-se e evoluíram em
função das características físicas da informação em átomos. A
biblioteca era e ainda é, para muitos, um local onde reside um objeto
analógico (o livro, o documento etc.) e para onde se dirigem os
usuários em busca de informação. Prateleiras para armazenamento,
critérios de indexação, catálogos, normas técnicas, serviços de
empréstimo, subdivisões de funções etc. criaram-se em virtude
destas características físicas.

O grande crescimento da literatura mostra que as bases de dados
desempenham um importante papel na área da biblioteconomia.
Após o desenvolvimento de bases de dados, tornou-se possível a busca
da informação em modo interativo. O usuário poderá estar em contato direto, a partir
de um terminal de computador, por meio de um sistema de telecomunicações, com
bases de dados em um sistema de computador localizado, possivelmente, a
quilômetros de distância.
As bases de dados estão se tornando uma ferramenta bibliográfica
comum nas bibliotecas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e
outros países industrializados. Nesses países existe não somente
uma boa infra-estrutura bibliotecária, como também um pessoal
treinado. (CUNHA, 1984, p. 25).

A partir dos dados coletados e armazenados em uma base de dados,
facilita aos bibliotecários responsáveis pelo setor de aquisição da biblioteca que tem
acesso imediato às decisões de colegas com as mesmas responsabilidades em
outras instituições, assim como outros serviços.
Para tanto, o impacto mais visível das bases de dados de bibliotecas, está
no setor de catalogação, pois é possível ter acesso a uma grande e atualizada
coleção de informações bibliográficas, por meio de diversos sistemas de rede de
bibliotecas.
A disponibilidade de acesso em linha a dados catalográficos a partir de uma
base MARC, onde monografias individuais podem ser acessadas, dá à
biblioteca a possibilidade de receber os catálogos (ou fichas catalográficas)
mais rapidamente e em diferentes formatos (CUNHA, 1984, p. 36).

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Outra vantagem notada por Cunha (1984, p. 38) na adoção de um
programa utilizando a base de dados, é “o acesso rápido a dados bibliográficos
relacionados com diversos assuntos. Pode-se assim reduzir o tempo dedicado a
uma pesquisa bibliográfica, notadamente quando ela é retrospectiva”.
Com a utilização do computador no controle bibliográfico é possível se ter
acesso a um documento não somente por seu autor ou alguns assuntos, mas
também por uma grande variedade de outros pontos de acesso, tais como o ano de
publicação, tipo de documento, etc.

3 METODOLOGIA
Para esse estudo foi utilizado a pesquisa descritiva, uma vez que os dados
coletados e analisados permitiram a descrição das opiniões dos alunos com relação
ao novo sistema.
A pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos
ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los.Procura descobrir, com a
precisão possível, a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua
relação e conexão com outros, sua natureza e características.Busca
conhecer as diversas situações e relações que ocorrem na vida
social, política, econômica e demais aspectos do comportamento
humano, tanto do indivíduo tomado isoladamente como de grupos e
comunidades mais complexas. (CERVO; BERVIAN, 1996, p. 49).

A população aqui considerada foram os alunos que atualmente
encontram-se matriculados nos segundos, terceiros e quartos anos dos Cursos:
Técnico, Graduação e Pós-Graduação, que estão distribuídos nas diversas áreas do
conhecimento, e que tiveram contato com o antigo sistema utilizado na biblioteca.
Assim, os alunos pertencentes aos primeiros anos dos cursos que a
UTFPR, campus de Campo Mourão oferece não participaram da pesquisa, pois não
tiveram contato com o antigo sistema (empréstimo manual) e, assim, não
contribuiriam para o alcance do objetivo geral do presente trabalho.
Deve-se esclarecer também que alunos dos últimos anos dos cursos de
graduação não participaram da pesquisa, pois no último ano realizam apenas o
estágio e o trabalho de conclusão, e não permanecem em sala de aula e por isso

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não foram encontrados para a aplicação do questionário. A técnica para colher a
amostragem foi probabilística estratificada, calculada com base no universo
considerado.

4 RESULTADOS
De acordo com a pesquisa realizada na UTFPR – campus de Campo
Mourão, a maior parte dos alunos costumam a freqüentar a biblioteca de duas a três
vezes por semana. Atrelam-se a esse motivo as respostas com relação a outras
questões tenham sido mais críticas, como para a infra-estrutura, particularmente
para a rapidez dos computadores disponíveis para consulta. Por outro lado
demonstraram estarem satisfeitos com relação a transição do sistema manual para o
sistema informatizado, pois melhorou a organização e conseqüentemente agilizou o
processo de empréstimo.
Os dados sobre a transição do sistema manual para o sistema
informatizado Pergamum, foi questionado sobre o treinamento oferecido na
transição da operação manual para o sistema informatizado Pergamum, obteve-se
uma média das respostas entre bom e excelente, percebe-se que este foi
considerado bom pela maioria dos alunos e funcionários. Pelo fato da utilização do
sistema ser recente, os alunos ainda sentiam dificuldade em entender seu
funcionamento. Alguns alunos solicitaram um melhor esclarecimento sobre suas
funções.
Quanto à substituição da carteirinha da biblioteca pelo crachá
institucional, a maioria dos respondentes consideraram excelente. Nesse sentido,
deve-se salientar que isso foi possível com a implementação do sistema, pois o
mesmo é capaz de fornecer uma etiqueta com os seguintes dados: Código do
usuário, Nome e Código de Barras, que deverá ser fixada na carteira do usuário
para melhoria dos processos de empréstimo e devolução dos materiais. Isso gera
uma maior confiabilidade e segurança, como apontaram alguns dos respondentes.
O sistema é simples de ser operado, e isso facilitou tanto para os alunos
quanto para os funcionários o controle dos empréstimos dos documentos da

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Biblioteca, pois o Pergamum mantém o histórico de cada usuário. Esta questão, foi
avaliada positivamente pelos respondentes, uma vez que torna possível o controle
on-line de suas solicitações, reservas, empréstimos e outras movimentações
geradas na biblioteca.
Como a infra-estrutura de pesquisa é essencial, já que sem um bom local
e um bom equipamento é impossível um atendimento satisfatório aos alunos,
buscou-se também a avaliação dos sujeitos de pesquisa.
A quantidade de computadores disponíveis para consulta foi apontada
pela maioria dos respondentes como ruim e regular, mostrando que é insuficiente o
número de máquinas para acesso a informação, o que pode tornar-se um problema,
principalmente com a ampliação do número de usuários que se cadastrarão quando
ingressarem na instituição. Mas, uma parte dos alunos indica que é boa a
quantidade de computadores disponíveis para consultas. O que se pode inferir, é
que aqueles que apontaram como ruim e regular, possivelmente não estão
considerando que a Internet e a rede que estão utilizando pode estar congestionada,
o que leva o usuário a permanecer mais tempo junto ao computador.
É interessante notar que, diferentemente da questão anterior, a maioria
aponta como bom o número de computadores disponíveis para efetuação de
empréstimos e devoluções. O que confirma a análise da questão anterior. Como já
colocado, pode ser o congestionamento da rede que está fazendo com que alunos
ocupem por mais tempo a máquina em busca de informações.
Quanto à rapidez dos computadores disponíveis para consulta dos
alunos, a maioria apontou como ruim e regular. Este problema pode estar
relacionado ao Hardware utilizado, os quais incluem os computadores e seus
periféricos (dispositivos de entrada, saída e armazenamento), bem como os
dispositivos de interconexão e equipamentos de telecomunicação como placas de
rede, roteadores, hubs, antenas, satélites e outros.
Para os alunos é boa a manutenção dos computadores disponíveis para
consulta. Como se observa, um sistema requer não só a alimentação de dados, mas
também a manutenção e atualização do mesmo, ou retro alimentação (feedback)
que propicia ao sistema de informação um mecanismo de controle. Como afirma

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Audy (2005, p.114-115), os profissionais de sistema de informação são responsáveis
pelo desenvolvimento, manutenção e suporte do sistema de informação. Portanto, a
manutenção dos computadores da Biblioteca da UTFPR encontra-se adequada ao
sistema, porém, pode melhorar e alcançar um nível ótimo.
O sucesso do funcionamento de um sistema pode ser considerado
quando há uma efetiva gerência dos recursos e do processo. Para verificar se o
funcionamento do Sistema Pergamum foi bem-sucedido, foram realizados alguns
questionamentos.
Em uma média da classificação de bom, ótimo e excelente, a grande
maioria dos alunos aponta que há rapidez na localização do material procurado,
mostrando a eficiência do Sistema Pergamum, apesar de o programa permitir mais
funções para esse fim que ainda não são utilizadas pela Instituição, como a
identificação das prateleiras por cores, ou mapa. Porém, apesar de o sistema
apresentar facilidade de entendimento, porém, os alunos ainda encontraram
dificuldade no processo de transição do sistema manual para o sistema
informatizado.
Para a grande maioria dos sujeitos da pesquisa o atendimento do sistema
na busca por assuntos é bom. Há aqueles alunos que se julgam descontentes,
solicitando que hajam mais informações cadastradas, o que facilitaria ainda mais a
busca por assuntos. Apesar disso, pode-se afirmar que o sistema implantado pela
UTFPR está proporcionando aos usuários a obtenção das informações desejadas,
com eficiência e eficácia.
Outros dois pontos positivos apontados pelos respondentes são: a
renovação e a reserva de material no sistema. Um sistema informatizado que
permite aos funcionários proceder à catalogação e ao controle de entradas e saídas
de materiais. Por sua vez, proporciona ao aluno fazer consultas, reserva de material
e renovação do material em seu poder, a partir de seu domicílio, utilizando a
Internet, e, ainda, receber aviso por e-mail quando o material reservado estiver à
disposição na biblioteca.
O produto principal da biblioteca é a informação, seja ela em que forma se
apresente: livros, folhetos, periódicos e multimeios. Este produto depois de

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preparado tecnicamente deverá estar à disposição dos usuários para consultas,
pesquisas, empréstimos e devoluções. Nesse critério, os alunos estão satisfeitos,
pois a grande maioria apontou como ótimo o empréstimo interbibliotecário. Vale
destacar que esta modalidade de empréstimo é realizada a partir da consulta pelo
aluno no sistema. Se o material procurado estiver à disposição em outra biblioteca
da rede UTFPR, é possível ser feito o pedido para empréstimo. Após a chegada do
material na biblioteca, é enviado um aviso e os demais procedimentos são os
mesmos.
No que tange às vantagens e desvantagens da automação da biblioteca,
os alunos elogiaram a rapidez e eficiência que o sistema proporciona ao fazerem o
empréstimo de materiais, bem como a facilidade da renovação que pode ser feita a
partir de seu domicílio, não precisando dirigir-se a instituição toda vez que necessitar
manter o material em seu poder para continuação dos estudos. O novo sistema foi
julgado como menos burocrático do que o sistema manual, utilizado anteriormente.
Outro ponto apontado é a questão da utilização do crachá institucional e senha
individual para a realização de transações na biblioteca, o que segundo os
respondentes torna o sistema mais seguro e confiável.
A comodidade é sempre um benefício para obter a satisfação do usuário,
e além da renovação do material a partir de seu domicílio, o aluno pode também
fazer a reserva do material, o que antes era realizada somente se deslocando até a
biblioteca.
Com relação às desvantagens, o principal problema apontado é com
relação à falta de um outro meio para emprestar o livro quando o sistema não está
funcionando.

Como

nas

questões

sobre

infra-estrutura,

a

falta

de

mais

computadores para pesquisa e realização do empréstimo deixa a desejar, pois um
grande número de alunos fica a espera para realização da consulta.
Um fato que pode ter influenciado negativamente nas respostas dos
alunos com relação à falta de funcionamento do sistema é a de que, uma semana
antes da aplicação do questionário, o hub da instituição teve um problema e não
estava funcionando. Por esse motivo vários alunos deixaram de retirar materiais da
biblioteca por não ter um outro mecanismo de realização de empréstimo.

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5 CONCLUSÃO
O presente estudo teve como objetivo avaliar o grau de satisfação dos
alunos após a implantação do sistema Pegamum na Universidade Tecnológica do
Paraná, campus de Campo Mourão como instrumento de processamento de
informações para os alunos matriculados regularmente nos cursos da instituição.
Pode-se verificar que, com a caracterização do sistema informatizado foi
possível levantar dados, que analisados, pode dar suporte para chegar ao grau de
satisfação dos alunos com relação ao sistema.
Ao verificar o grau de satisfação dos alunos da UTFPR após a
implantação do novo sistema, quanto a transição do sistema manual para o sistema
informatizado Pergamum, a infra-estrutura de pesquisa na biblioteca, e o
funcionamento do sistema Pergamum, pode-se verificar que os alunos estão
satisfeitos, porém, necessitam de mais tempo para se adaptarem ao novo sistema,
como também mais informações sobre o funcionamento do Pergamum.
No que diz respeito às vantagens que o novo sistema proporcionou aos
alunos, que na visão dos mesmos, foi rapidez na pesquisa oferecida pelo programa
Pergamum, assim como a eficiência e a segurança. A comodidade, de fazer a
renovação a partir de seu domicílio também foi apontada como uma grande
vantagem que o sistema proporciona.
Além disso, pode-se afirmar que o maior problema é com relação à falta
de flexibilidade quando ocorre um problema na internet, ou aparelhos necessários
para utilização do sistema, no qual o aluno não pode fazer empréstimo de material
da biblioteca.
Considerando-se o objetivo inicialmente proposto e com base nos
resultados obtidos, foi possível inferir algumas conclusões. O sistema foi apontado
como bom e, conseqüentemente, foi aprovado no contexto da biblioteca do campus
de Campo Mourão. Isso pode ser interpretado como mérito do sistema, o qual tem
relação direta com a sua função de suprir as necessidades dos alunos, permitindo
viabilizar um melhor uso e uma maior eficiência da biblioteca já que o sistema é fácil
de aprender e de utilizar.

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Ainda, ficou claro que o bom funcionamento do sistema depende muito do
objetivo claro dos alunos e de suas expectativas quanto ao resultado, quando da
busca de informações, porém o trabalho só estará completo quando melhorado a
infra-estrutura, o qual depende de recursos financeiros.
Portanto, a partir das análises, pode-se argumentar que a implantação de
um novo sistema na biblioteca trouxe aos alunos facilidades para a pesquisa.
Uma recomendação que é importante ressaltar, é que seja criada uma
forma no qual o aluno possa retirar o material da biblioteca mesmo quando o
sistema não estiver funcionando.
As sugestões para trabalhos futuros, é que aumente o número de
computadores disponíveis para que os alunos façam suas pesquisas com mais
comodidade, já que essa foi a maior crítica apontada na pesquisa.
A última sugestão é que seja realizada uma nova pesquisa no futuro
quando a instituição tiver com mais tempo de utilização do sistema, para estar
melhorando sempre mais e manter os alunos satisfeitos.

REFERÊNCIAS
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Alegre: Bookman, 2005.
BATISTA, Emerson de O. Sistemas de informação: o uso consciente da tecnologia
para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2006.
CERVO, Amado Luiz; BERVIN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 4. ed. São
Paulo: Makron books, 1996.
CIDRAL, Alexandre. Metodologia de aprendizagem vivencial para o
desenvolvimento de competências para o gerenciamento de projetos de
implementação de sistemas de informação. Florianópolis, 2003. 243f. Tese
(Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção) – Universidade Federal
de Santa Catarina. Florianópolis, 2003.
CUNHA, Murilo Bastos. Base de dados e biblioteca brasileiras. Brasília: Abdf,
1984.

�12

LEITÃO, Bárbara Júlia Menezello. Avaliação qualitativa e quantitativa numa
biblioteca universitária. Rio de Janeiro: Inteciência, 2005.
MARCONDES, Carlos H.. Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador:
Edufba, 2006.
PERGAMUM, Sistema Integrado de Bibliotecas. Disponível em:
&lt;https://wwws.pucpr.br/sistemas_s/pergamum/pergamum/php/home.php&gt;. Acesso
em: 13 jun. 2007.
RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo. Tecnologia e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999.

__________________
1

Ligia Patricia Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus de Campo Mourão,
Paraná, torino@utfpr.edu.br.
2
Emanuelle Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus de Apucarana, Paraná,
emanuelle@utfpr.edu.br.
3
Márcia Regina Paiva, Universidade Estadual de Maringá, Campus Regional de Cianorte, Paraná,
mpaiva76@yahoo.com.br.
4
Maitê Mitiko Nakasato, Universidade Estadual de Maringá, Paraná, minakasato@hotmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Nesta pesquisa, abordam-se algumas questões fundamentais para o entendimento e a importância do uso de sistemas de informação em bibliotecas. Caracteriza-se por um levantamento bibliográfico qualitativo, no qual os elementos conceituais levam em consideração aspectos intrínsecos do gerenciamento da informação junto ao usuário. Estabelecem-se, também, pontos de convergência entre os conceitos e pilares do Customer Relationship Management (CRM) com os módulos de usuário dos aplicativos de gestão utilizados por bibliotecas.</text>
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ABORDAGEM NO ESTUDO DE USUÁRIO DESENVOLVIDO COM OS
ALUNOS SURDOS DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO
TECNOLÓGICA DE SÃO JOSÉ: estágio obrigatório em biblioteconomia
SILVA, R. A.1
MORAES, K. V. G.2

RESUMO
Relato de experiência que descreve as atividades desenvolvidas em estágio
obrigatório do curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal de
Santa Catarina, realizado na biblioteca do Centro Federal de Educação Tecnológica
de Santa Catarina - unidade de São José. Entre as atividades desenvolvidas estão:
processamento técnico, estudo de usuário, alimentação da base de dados Sophia,
atendimento ao usuário e elaboração de um protótipo de serviço de disseminação da
informação. Identifica as dificuldades da biblioteca para atender aos alunos surdos
que freqüentam o ensino médio bilíngüe do CEFET. Propõe a implantação de um
protótipo de serviço de disseminação da informação que possa atender às
necessidades de informação destes usuários. Ressalta a importância dos estágios
para a formação profissional dos acadêmicos servindo de ponte entre teoria e
prática.
Palavras-chave: Estágio obrigatório. Prática profissional - Bibliotecário. Biblioteca
escolar. Aluno surdo. Usuário surdo. Acessibilidade.

ABSTRACT
The report of the experience describes the activities developed in the obrigatory
traineeship program of the graduation in the Librarian ship of the Universidade
Federal de Santa Catarina, maid in the library of Centro Federal de Educação
Tecnológica de Santa Catarina – unit of São José. Among the developed activities
there are the technical processament, the study of the user and the feed of the data
Sophia bases, care of the user and the elaboration of the prototype of the spread
service of the information. Identify the dificults of the library to attend the deaf
students Who take the bilingue teaching of CEFET. Propose the implantation of a
spred services of the information. Which can attend the need of information of these

�user. Stand out the importances of the traineeship to the to the professional
formation of the academics working as a link between theory and practices.
Keywords: Obrigatory – trainee. Professional practices. Librarian school. Deaf
student. Deaf user. Accessibility.

1 INTRODUÇÃO
O estágio obrigatório permite ao universitário aplicar os conhecimentos
teóricos adquiridos na academia. É através dele que o futuro profissional poderá
atuar no mercado de trabalho no exercício da profissão.
Conforme Silva, Conceição e Braga (2004, p. 134) a escolha do estudante
pelo local onde o estágio será realizado depende dos seus interesses pessoais e
das habilidades e competências profissionais que pretende desenvolver.
Em função disso, optou-se pela realização do estágio na biblioteca do
Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina, na unidade de São
José. Isto se deve por esta biblioteca ser caracterizada como mista e por permitir ao
estagiário atuar em todos os setores: processamento técnico, setor de referência,
cadastramento de dados através do sistema de gerenciamento, entre outros.
A biblioteca mista é definida por Mattos e Pinheiro (2006, p. 180) como a
união entre a biblioteca escolar e a universitária, atendendo aos alunos de educação
fundamental, médio e superior e abrigando o acervo, produtos e serviços num
mesmo local.
Com o crescimento do número de instituições de ensino privadas que
atuam nos níveis fundamental, médio e superior, as bibliotecas mistas têm sido
incorporadas a estas instituições com o objetivo de suprir as necessidades de
informação de seus usuários.
Foi elaborado um plano de estágio no qual foram selecionadas as
seguintes atividades: processamento técnico, alimentação da base de dados,
organização do acervo, serviço de empréstimo, estudo de usuário e a elaboração do
protótipo de um serviço de disseminação da informação.

�O estágio teve como objetivo geral proporcionar ao acadêmico a prática
dos conhecimentos biblioteconômicos obtidos em sala de aula. Entre os objetivos
específicos estão: verificar e identificar os serviços prestados na unidade de
informação e seus setores, desenvolver as atividades definidas no plano de estágio
e sugerir melhorias nas políticas da biblioteca a fim de contribuir na qualidade dos
serviços prestados.

2 DIAGNÓSTICO DA UNIDADE DE INFORMAÇÃO
A biblioteca do CEFET de São José está localizada no segundo pavimento
do prédio da instituição. Ela é climatizada e o seu acervo está distribuído no térreo e
no mezanino.
Os usuários que utilizam a unidade de informação são formados por
estudantes de ensino médio, técnico e superior e servidores da instituição. Entre os
serviços oferecidos pela biblioteca estão: acesso à Internet para pesquisa, consulta
local e on-line do acervo, empréstimo domiciliar, renovação de empréstimo local,
levantamento bibliográfico, serviço de referência normalização de trabalho
acadêmico e visita orientada.
O acervo é formado por aproximadamente 9.000 exemplares incluindo:
livros, periódicos, dissertações e relatórios de estágio. As obras de referência que
compõe o acervo são formadas por dicionários, enciclopédias e catálogos e o seu
uso está limitado ao ambiente da biblioteca.
O empréstimo domiciliar está disponível para alunos e servidores da
instituição. Os alunos podem solicitar até duas obras, sendo que o prazo para
devolução é de 7 dias consecutivos para obras didáticas/técnicas e 15 dias
consecutivos para obras de literatura/romances. Os servidores podem solicitar até 3
obras para empréstimo e o prazo para devolução é de 15 dias consecutivos.
A equipe de trabalho que compõe a biblioteca é formada por uma
bibliotecária e por 4 auxiliares administrativos.

�3 ESTUDO DE USUÁRIO
O estudo de usuário desenvolvido na biblioteca do CEFET, teve como
objetivo identificar as necessidades de informação dos alunos surdos que estudam
no Ensino Médio Bilíngüe da instituição.
O surdo, de acordo com Behares (1993 apud Oliveira, 2001) desenvolve
potencialidades psicoculturais que o difere do ouvinte, através da aquisição de um
sistema lingüístico próprio. Isto permite que ele se comunique através da língua de
sinais ou por leitura labial.
É importante, de acordo com Strobel (2006), que os surdos identifiquemse como “surdos” e valorizem a cultura surda. Isto se deve pelo fato destes
apresentarem características lingüísticas e culturais próprias que os diferenciam dos
demais.
Conforme Baptista e Cunha (2007, p. 169), os estudos de usuários visam
“coletar dados para criar e/ou avaliar produtos e serviços informacionais, bem como
entender melhor o fluxo da transferência da informação”. A pesquisa é descritiva,
pois de acordo com Gil (2002) tem como objetivo descrever as características de
uma população específica.
O universo da pesquisa é formado por uma turma de 20 alunos surdos,
estudantes do ensino médio do CEFET e dois professores do Núcleo de Estudos e
Pesquisas em Educação de Surdos (NEPES). A coleta dos dados foi realizada
através de questionário, aplicado aos estudantes com o auxílio de uma intérprete em
Libras.
Aplicou-se uma entrevista estruturada a dois professores do NEPES com
o objetivo de identificar as fontes mais utilizadas nas aulas como recursos
pedagógicos. Em relação aos dados obtidos no estudo de usuário, verificou-se que
dos 20 alunos surdos participantes, 18 responderam ao questionário.
A turma de alunos apresenta entre 16 e 20 anos de idade (83,33%) e mais
de 20 anos (16,67%). Em relação ao gênero, observa-se que 55,55% são homens e
44,45% são mulheres. Os livros são as fontes mais consultadas (34,29%), seguido
pelas revistas (31,43%) e jornais (20%).

�Tabela 1 - Distribuição das fontes mais consultadas para pesquisa
Fontes (respostas múltiplas)

Sujeitos

Freqüência %

Livros
Revistas
Jornais
Gibbis
Outros
Não gosto de ler

12
11
7
4
1
0

34,29
31,43
20
11,43
2,85
0

Total

35

100

Em relação aos serviços, 66,68% dos alunos informaram ter conhecimento
dos serviços que a biblioteca oferece e 33,32% responderam que não. No que diz
respeito à freqüência do uso da biblioteca, constatou-se que os alunos consideraram
na pergunta “qual seria a freqüência ideal do uso da biblioteca”. Das respostas
obtidas, 33,34% informaram que o ideal é freqüentar a biblioteca de 6 a 7 vezes por
semana, 27,76% informaram que não vão à biblioteca e 16,66% responderam que o
ideal é 5 vezes por semana.
Tabela 2 - Distribuição da freqüência do uso da biblioteca
Freqüência

Sujeitos

Freqüência %

Até 5 vezes por semana
De 6 a 7 vezes por semana
Mais de 7 vezes por
semana
Não vou a biblioteca
Não respondeu

3
6

16,66
33,34

2
5
2

11,12
27,76
11,12

Total

18

100

As principais causas indicadas pelos alunos para não freqüentarem a
biblioteca são: dificuldade no acesso (55,56%) e por não conhecerem a sua
localização (38,89%).
O computador é mais requisitado para o uso da Internet (37,84%) e
digitação de trabalhos da escola (32,43%). Metade dos alunos respondeu (50%) que
utiliza o computador em casa e 33,34% dos estudantes afirmaram que o utilizam na
biblioteca.

�Tabela 3 - Distribuição dos locais em que os estudantes utilizam o computador
Local (Respostas mútiplas)

Sujeitos

Freqüência %

Em casa
Na biblioteca
Outros
Não informa

12
8
3
1

50
33,34
12,5
4,16

Total

24

100

Em relação à Internet, 50% dos respondentes a utilizam para pesquisa
escolar, 39,28% para verificar o E-mail e 10,72% para entretenimento. As fontes
mais consultadas na Web são: 78,26% sites de busca (Ex.: Google, Yahoo, etc.),
17,39% revistas eletrônicas e 4,35% livros eletrônicos.
Para a análise dos dados obtidos nas entrevistas dos professores, foi
elaborado um quadro contendo as principais respostas. Através deste recurso, foi
possível comparar as duas entrevistas e definir o protótipo do serviço de
disseminação da informação a ser sugerido para a biblioteca.
PERGUNTA

PROFESSOR 1

PROFESSOR 2

Disciplina ministrada

- Biologia

- Matemática

Serviços da biblioteca utilizados
para atividades pedagógicas

- Empréstimo de livros didáticos

- Livros na área de educação
do surdo (para a formação
teórica do professor)

Fontes que indica para
pesquisa

- Vídeos

- Vídeos

- Livros ilustrados

- Sites da Internet

-YouTube (Vídeos educativos)
Considera os serviços da
biblioteca suficientes para o
aluno surdo?

- Não

- Não

O que falta na biblioteca

- Sinalização adequada para o
surdo

- Acervo na língua de sinais
(Libras)

- Livros didáticos em Libras

- Fontes que utilizem recursos
audiovisuais

- Vídeos (com locutor utilizando
a Libras)
Comentários

- A biblioteca necessita dispor
em seu acervo de material em
Libras.

Quadro 1 - Comparação das respostas dos professores

- O uso de recursos
audiovisuais na matemática,
estimula o aluno surdo a criar
estratégias de raciocínio.

�4 PROTÓTIPO DO SERVIÇO DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO
A partir da pesquisa desenvolvida com os alunos surdos do CEFET, foi
possível identificar as necessidades de informação destes usuários e definir o
protótipo do serviço de disseminação da informação a ser implantado na biblioteca.
O acervo oferecido nas bibliotecas para os usuários surdos, na maioria
das vezes é inadequado por apresentar poucos recursos visuais. De acordo com
Rosa (2006, p. 62) o uso da linguagem visual através de figuras é necessário para
que o surdo tenha mais facilidade na compreensão do texto.
Moro e Estabel (2004, p. 197) verificaram em pesquisa desenvolvida com
PNEs que o acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) permite
que estes indivíduos “estejam inseridos em um mundo de tantas diferenças onde a
inclusão digital e social possibilita o compartilhamento e a cooperação entre os
sujeitos ativos do processo de aprender”.
As bibliotecas virtuais, conforme Marchiori apud Blattmann (2001, p. 97),
“estão diretamente relacionadas com a tecnologia da realidade virtual, através da
interação entre software e máquina na reprodução do ambiente da biblioteca,
facilitando a interação com o usuário”.
Para Blattmann (2001, p. 97) o uso da realidade virtual possibilita “simular
um ambiente real facilitando o aprendizado de conhecimentos táticos”. Esta
informação corrobora com os resultados obtidos no estudo de usuário aplicado aos
alunos surdos do CEFET. De acordo com o estudo, o ambiente virtual, com o uso da
Internet, tornou-se um ambiente de aprendizagem para os surdos, através do
acesso às páginas web, sites de pesquisa, vídeos educativos, entre outros.
A utilização dos recursos de multimídia possibilita a produção de material
didático digital que atenda às necessidades dos educandos (TORRES; MAZZONI;
ALVES, 2002). Cabe às bibliotecas digitais o papel de repositórios destes materiais
úteis para a formação e desenvolvimento dos alunos, especialmente os deficientes
físicos.

�Com base no estudo de usuário desenvolvido com os alunos surdos,
optou-se em desenvolver como protótipo de um serviço de disseminação da
informação uma biblioteca virtual.
A biblioteca virtual deve apresentar uma interface amigável, com conteúdo
bem distribuído, facilitando ao usuário surdo a localização do que necessita.

A

página principal deve apresentar um sistema de busca, que facilite a localização do
conteúdo por palavras-chave. Os links devem estar distribuídos abaixo do campo
”Busca no site”. Cada link deverá apresentar a tradução simultânea em Libras
informando o conteúdo da página que está sendo acessada.
Ao clicar em Leis, na página principal, o usuário terá acesso a uma página
que dispõe uma relação de leis e políticas voltadas à acessibilidade dos portadores
de necessidades especiais.
O link “vídeos e sites educativos” da página principal da biblioteca virtual
deverá direcionar o usuário à uma página que contenha uma relação de vídeos e
sites da Internet com conteúdo pedagógico analisado pelos professores do NEPES.
Este núcleo de estudos desenvolve material pedagógico para os alunos surdos e
administra os cursos de ensino médio bilíngüe, libras e especialização.
O material coletado da Internet deverá estar separado por disciplinas:
ciências, artes, geografia, história, literatura e matemática.
Ao clicar no link, “dicionário de Libras”, o usuário irá acessar uma página
que oferece uma relação de dicionários e vocabulários de Libras, permitindo através
do acesso online a tradução do termo do português para a Libras.
A página “novidades” da biblioteca virtual irá informar uma relação de
cursos que abordam sobre formação continuada e a capacitação profissional do
surdo e os principais eventos relacionados com a temática do surdo.
No link “materiais” serão divulgados os resumos de livros de publicação
recente que estão relacionados com a surdez. Cada resumo identificará brevemente
o assunto principal do livro e informará os dados técnicos da obra como. A página
“Links úteis” da biblioteca virtual deverá dispor uma relação de links que permitam
acesso às páginas dos: institutos, associações de surdos, federações de surdos,

�fundações, sites internacionais que abordam a temática da surdez, entre outros sites
nacionais e internacionais que contenham conteúdo de interesse do surdo.

5 CONCLUSÕES
Com o advento da Sociedade Pós-Industrial o mercado de trabalho sofreu
alterações em sua estrutura e passou a requisitar profissionais mais qualificados.
Com isso, a universidade assumiu uma responsabilidade maior na formação e
qualificação dos futuros profissionais. Portanto, o estágio curricular representa um
ambiente enriquecedor para o acadêmico, pois permite aplicar a teoria estudada na
academia através da prática profissional.
A partir da aplicação do estudo de usuário com os alunos surdos do
CEFET verificou-se que a biblioteca não oferece ambiente adequado para o surdo,
pois não apresenta acervo nem sinalização que atendam às necessidades destes
usuários.
O ambiente digital favorece à acessibilidade dos portadores de
necessidades especiais à informação e o uso do ambiente multimídia, através
Internet. A utilização deste recurso tecnológico de comunicação facilita a
compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Segundo Oliveira (2001), o surdo apresenta “as mesmas possibilidades de
desenvolvimento dos ouvintes e necessita ter as suas necessidades especiais
supridas”. Cabe à biblioteca a função de atender as necessidades de informação
dos usuários surdos e contribuir para o seu desenvolvimento intelectual.
A turma de surdos que participou do estudo de usuário demonstrou ter
contato com as novas tecnologias, especialmente a Internet. Por isso, constata-se
que a criação de uma biblioteca virtual vem atender a necessidade de informação
destes usuários.
Através da biblioteca virtual, os surdos terão acesso a uma série de
informações voltadas para a temática do surdo, através de leis; vídeos e sites
educativos, dicionários de Libras; cursos e eventos relacionados com os surdos;

�resenhas de livros que apresentem a temática do surdo e sites de federações,
associações e institutos de surdos.
A elaboração do plano de estágio foi importante para definir as atividades
a serem realizadas, entretanto não representou uma regra rígida, permitindo que
outras atividades fossem desenvolvidas. Com isso, buscou-se adequar os interesses
da instituição com as minhas necessidades de aprendizagem, de forma que ambos
foram beneficiados. Com o término do estágio, percebe-se que os objetivos
propostos foram alcançados.

REFERÊNCIAS
BAPTISTA, Sofia Galvão.; CUNHA, Murilo. Bastos. Estudo de usuários: visão global
dos métodos de coleta de dados. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 12,
n. 2, p. 169, maio/ago. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/issue/view/28&gt;. Acesso em: 15 maio
2008.
BLATTMANN, Ursula. Modelo de gestão da informação digital on-line em
bibliotecas acadêmicas na educação a distância: biblioteca virtual. 2001. 198 p.
(Tese de Doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.
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MARCHIORI, Patrícia Zeni. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
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MATTOS, A. L. O.; PINHEIRO, M. O perfil das novas bibliotecas escolaresuniversitárias (biliotecas mistas) nas instituições de ensino privado no estado de
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MORO, Eliane L. da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. A utilização das tecnologias
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�SILVA, Chirley Cristiane Mineiro da Silva; CONCEIÇÃO, Márcia. Regina.; BRAGA,
Roberto. Carlos. Serviços de coleções especiais da Biblioteca Central da
Universidade Federal de Santa Catarina: estágio curricular. Revista ACB,
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STROBEL, L. K. A visão histórica da in(ex)clusão dos surdos nas escolas.
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Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/cionline/viewissue.php?id=12&gt;. Acesso em: 03
maio 2008.

__________________
1
2

Romario Antunes da Silva, Universidade Federal de Santa Catarina, romarioantunes@gmail.com.
Karla Viviane Garcia Moraes, Centro Federal de Educação Tecnológica de São José,
karla@cefetsc.edu.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Abordagem no estudo de usuário desenvolvido com os aluno surdos do Centro Federal de Educação Tecnológica de São José: estágio obrigatório em biblioteconomia.</text>
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                <text>Relato de experiência que descreve as atividades desenvolvidas em estágio obrigatório do curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina, realizado na biblioteca do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina - unidade de São José. Entre as atividades desenvolvidas estão: processamento técnico, estudo de usuário, alimentação da base de dados Sophia, atendimento ao usuário e elaboração de um protótipo de serviço de disseminação da informação. Identifica as dificuldades da biblioteca para atender aos alunos surdos que freqüentam o ensino médio bilíngüe do CEFET. Propõe a implantação de um protótipo de serviço de disseminação da informação que possa atender às necessidades de informação destes usuários. Ressalta a importância dos estágios para a formação profissional dos acadêmicos servindo de ponte entre teoria e prática.</text>
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BIBLIOTECÁRIO COMO TEMA À LUZ DAS COMUNICAÇÕES
SUBMETIDAS AO SNBU (2000-2006)
SILVA, N. C.1
FONSECA, N. L.2
FONSECA, F. M. L.3

RESUMO
Trata-se de projeto de pesquisa que se propõe a um levantamento das
comunicações sobre o bibliotecário, apresentadas no Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias (SBNU). Parte da hipótese de que os avanços
tecnológicos tanto da automação de processos, quanto de telecomunicações
tenham se refletido nessas comunicações. A pesquisa visa a identificar tais reflexos,
a tipologia desses trabalhos, quem são seus produtores e o volume dessa produção.
Cita a metodologia, que utilizará uma abordagem quali-quantitativa, tendo como
instrumento principal a análise de conteúdo. A pesquisa objetiva ensejar reflexões
sobre o tema, mapear o perfil, a identidade e a produção dos bibliotecários e
preservar a memória do evento.
Palavras-chave: Projeto de pesquisa. Bibliotecário. Comunicações científicas.
SNBU.

ABSTRACT
It concerns about research project that proposes a survey of the communications
about librarians presented in the Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
(SBNU), between 2000 and 2006. At first the hypothesis is that the technological
advances as the automation’s processes and telecommunications have reflected in
this communications. The research aims to identify such consequences, the kinds of
these works, who is its producers and the volume of this production. It cites the
methodology, that will use a quali-quantitative approach, having as main instrument
the content analysis. The objective of this research is to try reflections on the subject,
to draw the profile, the identity and the production of the librarians and to preserve
the memory of the event.
Keywords: Research project. Lybrarian. Scientific comunications. SNBU.

�2

1 INTRODUÇÃO
Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta
é preciso sempre recomeçar (André Gidde).

A dinâmica e rapidez das mudanças que caracterizam a modernidade
geram situações inusitadas, como a compressão do espaço-tempo e afetam a
sociedade, com implicações na economia, política, cultura, educação e nas relações
sociais. O impacto nas instituições, dada a emergência de novos paradigmas, abala
o status quo. Dúvidas e questionamentos de toda ordem irrompem no cotidiano das
pessoas, inclusive no espaço profissional. Fazer

face aos desafios que se

apresentam, implica, segundo Castells (2007, p.42), observar, analisar e teorizar,
para ajudar a construir um mundo diferente e melhor.
Esse processo de reflexão, agora intensificado, resulta em contribuições
técnico-científicas que necessitam ser disseminadas, criticadas e retomadas, em um
ciclo de produção e comunicação do conhecimento, em que são utilizados canais
formais e informais. Definido como processo de comunicação científica por Garvey
(1979), este ciclo se compõe de um conjunto de atividades, que se iniciam no
momento em que o cientista concebe uma idéia para pesquisar, e se prolonga até
que os seus resultados sejam aceitos e integrados ao conhecimento científico, o que
propicia novas apropriações, e gera outras questões.
Dentre as etapas desse processo, destaca-se a da disseminação, por se
constituir em ponto de partida ou de chegada, conforme o estágio em se encontre o
pesquisador. Atualmente, as possibilidades de contato ampliaram-se, quase que na
mesma medida da complexidade dos problemas a serem enfrentados. O que se
observa é a convivência de recursos de comunicação novos e tradicionais, como os
eventos científicos. Considerados importantes fóruns de discussão, debates e
disseminação de estudos e pesquisas – espaço ímpar para comunicações formais e
informais –, permitem identificar as tendências e o desenvolvimento. de uma
determinada área.
Na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, o Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), realizado a cada dois anos, é um dos
eventos mais representativos, no cenário de gestão da informação, em ambientes
acadêmicos. Reconhecido pela sua longevidade (30 anos) e pela mobilização da

�3

categoria (o número de participantes aumenta a cada edição), o SNBU tornou-se,
ele mesmo, objeto de pesquisa. E que tipos de problemas se procura entender a
partir dos trabalhos apresentados nesse evento? Problemas tão diversificados
quanto os relacionados às bibliotecas digitais, ao desenvolvimento de coleções e à
formação profissional, por exemplo.
Evidencia-se um processo de re-alimentação do sistema de comunicação
científica - a produção a partir da produção –, de tal forma que se pode associar o
SNBU à construção da memória dos profissionais que atuam em bibliotecas
universitárias. Memória esta que é atualizada, a cada vez que se apresenta um
trabalho desse tipo.
Ao se eleger, como foco de pesquisa, o profissional bibliotecário, no
universo das comunicações apresentadas nas edições do SNBU, pretendeu-se
investigar de que forma o tema foi abordado, entre 2000-2006, em termos de
volume, produtores e tipologia dos trabalhos (relatos de experiência, discussão
teórica, revisão de literatura, entre outros).
Com esse mapeamento da produção científica espera-se contribuir para
divulgá-la, ensejar reflexões e preservar a memória do evento, tendo em vista que
analisar o que se lembra e o que se esquece (nesses trabalhos do SNBU) pode
fornecer subsídios sobre uma coletividade - a dos bibliotecários - que favoreçam
uma abordagem diferenciada desse tema.
Inicialmente, serão aqui apresentados os motivos que levaram à pesquisa,
nesse recorte temporal, seguindo-se os procedimentos teórico-metodológicos
adotados, e uma breve descrição do evento, com alguns resultados obtidos a partir
dos levantamentos preliminares. Ao final, mencionam-se alguns trabalhos que
tiveram o SNBU como tema.

2 IDENTIDADE PROFISSIONAL: alguns aspectos da atualidade
O debate em torno da identidade profissional vem sendo suscitado por
mudanças na denominação de escolas de Biblioteconomia, e também por alterações
na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), em 2002. Nas denominações das

�4

escolas, não se faz mais referência à palavra biblioteca substituída por termos como
“gestão da informação”, ou “ciência da informação”, o que por vezes, expressa
mudanças curriculares, que pretendem desvincular o exercício da profissão de um
espaço físico, ampliando-se, pelo menos teoricamente, suas possibilidades de
atuação.
Com relação às alterações promovidas pela CBO, os bibliotecários foram
incluídos na família ocupacional Profissionais da Informação, por sua vez,
subdivisão de uma família mais abrangente: Profissionais da Comunicação e da
Informação1,

que

engloba,

além

de

Bibliotecário,

também

as

seguintes

denominações: Analista de informações; Analista de Documentação; Bibliógrafo;
Cientista de Informação; Consultor de Informação; Especialista de Documentação2 .
Destacamos o fato de a CBO ser um documento balizador do mercado de
trabalho, porque padroniza os códigos e descrições (atribuições) das diferentes
ocupações, além de apresentar as características do trabalho (condições gerais de
exercício e formação e experiência exigidas).
A CBO é o documento que reconhece, nomeia e codifica os títulos
e descreve as características das ocupações do mercado de
trabalho brasileiro. Sua atualização e modernização se devem às
profundas mudanças ocorridas no cenário cultural, econômico
e social do País nos últimos anos, implicando alterações
estruturais no mercado de trabalho. (BRASIL. Ministério do
Trabalho e do Emprego, 2004, grifo nosso).

Nesse cenário se pressentem situações nunca dantes imaginadas, como a
gradativa, mas contínua diluição das fronteiras que determinam o domínio das áreas
do conhecimento, com reflexos no mercado de trabalho, na definição das categorias
profissionais e, também, na atuação profissional.
Assim, o ano 2000 foi eleito como marco para esta pesquisa, não por suas
implicações apocalípticas (bug do milênio etc.), mas por permitir uma análise mais
próxima, no tempo, de um fenômeno, que tende a sofrer transformações, tanto mais
1

As famílias ocupacionais são constituídas por um conjunto de ocupações similares correspondentes
a um domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação (BRASIL. Ministério do Trabalho e
do Emprego, 2004).
2
Sobre essa problemática cabe citar Valentim (2000, p.48 apud SÁ, 2005), que apresenta várias
designações coletadas de textos da literatura da área, de palestras a que compareceu, relatos e
indicações de amigos, colegas e alunos, bem mais numerosa que a da CBO.

�5

profundas quanto o sejam a expansão das tecnologias de informação e
comunicação (TICs) – a atuação do bibliotecário. A dimensão desse fenômeno pode
ser mensurada pela quantidade de estudos desenvolvidos por pesquisadores do
porte de Francisco das Chagas de Souza, Kyra Tarapanoff, Ligia Valentim, Miriam
Cunha, Regina Belluzo, só para citar alguns.
Portanto, ainda que se tenha percebido, na literatura, a utilização tanto do
termo bibliotecário, quanto de profissionais da informação, sinalizando para a
necessidade de adequação já mencionada. Mesmo que não se pretenda, pelo
menos a principio, entrar nessa discussão, parece interessante verificar, justamente
nessa fase, que reputamos de transição, como o próprio profissional bibliotecário se
vê.

3 METODOLOGIA
O foco na produção apresentada no SNBU deve-se ao fato de este ser um
evento consolidado na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, em que
profissionais do Brasil e do exterior, discutem o tema biblioteca universitária, sob
diversas abordagens. Isto favorece um mapeamento de tendências nacionais,
quando se trata desse universo definido.
Como já mencionado, a pesquisa abrangerá o período de 2000 a 2006.
Dos trabalhos publicados nos anais do SNBU serão considerados pertinentes
aqueles que mencionem, no título, nas palavras-chave ou no resumo, o bibliotecário,
ainda que por vezes citado como profissional da informação, gestor de biblioteca, ou
termos assemelhados.
A expectativa é a de que seja possível captar reflexos na atuação e na
produção dos profissionais bibliotecários advindos dos processos de modernização
das BU's, em decorrência da difusão das TICs, intensificados a partir da década de
1990.
Para

fundamentar

teoricamente

a

pesquisa

serão

realizados

levantamentos, na literatura, sobre identidade e atuação profissional, no período
mencionado.

�6

Pretende-se utilizar como instrumento de pesquisa a análise de conteúdo
para “[...] extrair sentidos dos textos, respondendo à questão o que o texto quer
dizer?” observando “[...] através dos elementos internos do texto e como eles se
organizam.” (ORLANDI, 1999 apud SERPA; VALIO, 2001?).
Segundo os autores citados, a Análise de Conteúdo
[...] trabalha com postulados das metalinguagens de
tradução, tratando o isolamento de termos como uma
relação semântica de significação definitiva. A formulação
de modelos, neste tipo de análise, decorre da extração de
termos representativos e validados pela noção do
absoluto. (SERPA; VALIO, 2001?).

Assim, a análise de conteúdo dos trabalhos com o objetivo de mapear os
enfoques de cada texto decorrerá de forma natural da leitura, e a atribuição de
termos de indexação será feita, a princípio, confrontando-se os termos atribuídos por
cada uma das pesquisadoras. O critério a ser utilizado para a seleção dos termos
que representarão tais enfoques será o da garantia literária, ou seja, termos
empregados pelos próprios autores, ressalvados os casos de sinonímia e
adequação vocabular. Posteriormente, os trabalhos serão agrupados em sub-temas
para análises específicas.
A leitura dos trabalhos servirá também para atribuir a cada um deles um
código alfanumérico, em que a letra inicial corresponde ao tipo de trabalho, a saber:
CO (Comunicação oral) ou P (Pôster), seguido de numerais arábicos seqüenciais
(dentro de cada ano). Após a barra inclinada, dois (2) dígitos indicam o ano em que
foi publicado. Este procedimento tem o intuito de preservar a identidade dos autores.
Pretende-se portanto, nesta pesquisa de caráter exploratório, empregar
tanto procedimentos de cunho quantitativo quanto de qualitativo.

4 O BIBLIOTECARIO EM FOCO NO SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: aproximação do tema
Novos eventos científicos, na área de Biblioteconomia, vêm surgindo com
temáticas diversificadas. No entanto, como já mencionado, no Brasil, o SNBU está

�7

consolidado, pelo tempo de existência, pela regularidade com que ocorre e por
congregar bibliotecários de todo o país e do exterior.
O primeiro data de 1978, no Estado do Rio de Janeiro. Em 2008, portanto,
o SNBU comemora seu trigésimo aniversário. Ao longo desses anos houve catorze
(14) SNBU’s (Quadro 1 ).
SNBU

Tema

Ano

I

A Biblioteca com suporte do ensino e da pesquisa no desenvolvimento nacional

1978

II

Avaliação do desempenho da Biblioteca Universitária no Brasil

1981

III

Mecanismo de administração de Bibliotecas Universitárias

1983

IV

Bibliotecas universitárias: usuários e serviços

1985

V

Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU)

1987

VI

Automação de bibliotecas e serviços aos usuários

1988

VII

Padrões Nacionais para Planejamento e Avaliação em Bibliotecas Universitárias

1991

VIII

Integração e compartilhamento

1994

IX

A Biblioteca Universitária e a sociedade da informação

1996

X

Gestão de Bibliotecas Universitárias: estratégias para um novo tempo

1998

XI

A biblioteca universitária do século XXI

2000

XII

Bibliotecas universitárias: espaços de (r)evolução do conhecimento e da
informação

2002

XIII

Bibliotecas universitárias: (re)dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão
estratégica à inclusão social

2004

XIV

Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias

2006

Quadro 1 – SNBUs e os temas centrais (1978-2006)
Fonte: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 2008.

A análise dos temas centrais permite afirmar que em nenhum dos eventos
já realizados, houve referência direta ao profissional bibliotecário. Até o limiar do
século XXI (1998), houve apenas dois sub-temas relacionados - Recursos humanos
em bibliotecas universitárias (1987) e O capital humano e seu desenvolvimento
contínuo (1998) –, mesmo assim de forma indireta.

�8

Causa surpresa que, nesse reconhecido fórum de debates sobre os
problemas que afetam as bibliotecas universitárias, justamente os gestores dos
impactos decorrentes do paradigma tecnológico não sejam destacados.

A

preocupação com o instrumental e com a tecnologia, ainda parece sobrepor-se ao
“humano”. Porém, isso não significa a ausência de trabalhos sobre o profissional
bibliotecário, haja vista o estudo de Cunha, Silva e Menezes (2000) que analisou o
conteúdo dos trabalhos publicados nos anais dos SNBUs (1978-1998) sobre o tema
Formação Profissional. A autora conclui que
Os trabalhos apresentados durante os 20 anos do SNBU
mostram que a temática – formação de recursos humanos não tem sido explorada em profundidade. As abordagens
estão restritas a necessidades de treinamento e treinamentos
realizados, propostas e avaliação de cursos. O que chama a
atenção neste contexto é que, apesar das universidades
serem o lugar privilegiado para a realização de cursos desta
natureza, e embora a oferta de formação tenha aumentado
nos últimos anos ela não tem sido acompanhada por uma
reflexão sistemática sobre o assunto. Na realidade esta
reflexão é irregular e dispersa (CUNHA; SILVA; MENEZES,
2000).

Nos eventos seguintes, objetos desta pesquisa, cinco palestrantes
focaram suas falas (em conferências, painéis e mesas-redondas) no profissional
bibliotecário (Quadro 2).

SNBU

Tema

Ano

O Profissional da Informação para as Bibliotecas Universitárias do próximo
século (Israel Nuñes Paula)
XI

2000
As Novas Tendências e o Profissional da Informação nas Bibliotecas do Século
XXI (Profª Drª Kira M. A. Tarapanoff)

XII

Ética na formação do profissional de informação da atualidade
(Profª Drª Solange Puntel Mostafa)

2002

A educação corporativa para bibliotecários e sua contribuição à gestão de
competências em serviços de informação (Profª Drª Regina Célia B. Belluzzo)
XIII

2004
O profissional da informação no contexto das bibliotecas universitárias: em
busca de um novo perfil (Prof. Dr. José A. Chaves Guimarães)

XIV

Sem menções

Quadro 2 – Menções diretas ao bibliotecário nos SNBU’s (2000-2006)

2006

�9

Esses últimos eventos reuniram na sua totalidade 885 trabalhos,
apresentados nas modalidades Comunicação Oral (CO) e Pôster (P), como pode ser
visualizada no Gráfico 1.

300
247

250
200

18 2
14 3

150
100

92

76

74

48

50

23

0
SNBU 2000

SNBU 2002

SNBU 2004

CO

SNBU 2006

P

Gráfico 1 – Comunicações orais (CO) e Pôsters (P) no período
de 2000 a 2006

Constata-se, entre 2000-2006, o aumento das comunicações, destacandose que, no último SNBU (2006), mesmo sem um sub-tema específico sobre o
profissional bibliotecário, vários trabalhos o enfocaram (Gráfico 2)

SNBU2006
SNBU2004
SNBU2002
SNBU2000
0

10

20

P

30

40

50

CO

Gráfico 2 – Produção científica no tema profissional Bibliotecário

O fato de em 2006 terem sido apresentados tantos trabalhos com foco no
bibliotecário estimula as pesquisadoras a darem continuidade à pesquisa. O que
teria despertado esse interesse por parte da própria categoria? Quais terão sido os
aspectos da atuação profissional abordados? Em que eles diferem e o que teriam
em comum? Isso seria um indício de uma mudança de comportamento? Em que

�10

direção? Esses são apenas alguns dos questionamentos que surgiram na etapa
inicial da pesquisa, aqui relatada.

5 O SNBU EM FOCO
Os anais do SNBU se constituem em fontes de pesquisa abrangentes, que
favorecem a composição de painel nacional sobre temas os mais diversos, como se
pode constatar por alguns dos estudos citados a seguir.
Vieira et al (2000), por exemplo, delinearam os aspectos temáticos da
primeira década do SNBU e analisaram a contribuição desse evento para o
“profissional da informação”.
Machado e Silva (2002) utilizaram o método quantitativo para analisar a
produção referente à temática desenvolvimento de coleções, na década de 1990,
enquanto Noronha; Población e Santos (2000) adotaram a análise cienciométrica,
para identificar a literatura utilizada pelos autores das comunicações apresentadas,
o que revelou que os autores recorrem a “literatura atualizada e de ampla
divulgação”, na elaboração de seus trabalhos, preferindo a convencional: livros e
artigos de periódicos.
Já os temas biblioteca digital e biblioteca virtual foram objeto de diversas
pesquisas, que verificaram os aspectos abordados (OHIRA; OHIRA, 2007), a
produtividade, a autoria e a literatura citada (SCHMIDT; OHIRA, 2002; ROSADO;
OHIRA, 2006).
Percebe-se que avaliações qualitativas do SNBU, em termos do tipo de
produção nele veiculada, os temas recorrentes etc. favoreceriam mensurar e retratar
o crescimento não apenas desse evento e da própria área, mas principalmente das
pessoas que o tornam relevante. Espera-se que em 2010 se possas oferecer uma
contribuição nesse sentido.

�11

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Classificação brasileira de ocupações –
CBO. Disponível em: &lt; http://www.mtecbo.gov.br/index.htm&gt;. Acesso em: 05 de nov.
2004.
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_________________
1

Neusa Cardim da Silva, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ncardims@gmail.com.
Nadia Lobo da Fonseca, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, nadialoboxxi@yahoo.com.br.
3
Fernanda Maria Lobo da Fonseca, UniverCidade, fernanda.lobo@gmail.com.
2

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                <text>Trata-se de projeto de pesquisa que se propõe a um levantamento das comunicações sobre o bibliotecário, apresentadas no Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SBNU). Parte da hipótese de que os avanços tecnológicos tanto da automação de processos, quanto de telecomunicações tenham se refletido nessas comunicações. A pesquisa visa a identificar tais reflexos, a tipologia desses trabalhos, quem são seus produtores e o volume dessa produção. Cita a metodologia, que utilizará uma abordagem quali-quantitativa, tendo como instrumento principal a análise de conteúdo. A pesquisa objetiva ensejar reflexões sobre o tema, mapear o perfil, a identidade e a produção dos bibliotecários e preservar a memória do evento.</text>
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DECODIFICANDO O CONHECIMENTO TÁCITO EM BIBLIOTECA
UTILIZANDO A TÉCNICA DO PROTOCOLO VERBAL
SILVA, M. R.1
FARIA, S. F.2
NOMURA, C. K.3

RESUMO
A sociedade do conhecimento concebe o trabalho intelectual como o principal ativo
das organizações como fonte essencial de estratégia e vantagem competitiva. Essa
questão coloca em cheque a mensuração e registro desse capital que vem a ser o
conhecimento que as pessoas criam e desenvolvem nas organizações ao longo do
tempo. Nesse sentido, temos como objetivo refletir sobre as novas tendências da
gestão do conhecimento nas organizações com especial enfoque ao registro do
conhecimento tácito, tomando como estudo de caso a prática bibliotecária, utilizando
esse conhecimento para o registro em instrumentos que possam ser utilizados para
agregar valor aos processos e para transferência de conhecimento à outros
membros da equipe da biblioteca acadêmica da Faculdade de Engenharia de
Alimentos da Universidade Estadual de Campinas. Para tanto, utilizamos o Protocolo
Verbal individual como metodologia para decodificar o conhecimento tácito de uma
experiente bibliotecária, o que possibilitou desvendar seus fazeres e saberes ao
longo dos anos em sua atividade profissional.
A técnica permitiu que o sujeito revelasse o seu conhecimento tácito através das
verbalizações dos processamentos mentais durante a realização de uma dada
tarefa, podendo ser de utilidade para construção do mapa do conhecimento.
Palavras-chave: Bibliotecário. Protocolo Verbal. Gestão do Conhecimento

ABSTRACT
The society of knowledge conceives intellectual work as the main catalyst of
organizations as essential source of strategy and competitive profit. This issue puts in
check the mensuration and registry of this capital that is the knowledge people create
and develop in those organizations as time goes by. In this sense, our goal is to
reflect on new tendencies of knowledge management with special emphasis on the
record of implicit knowledge, having library practice as the study case, use this
knowledge to register in tools that can be used to add value to the processes and to

�2

the exchange of knowledge among other members of the academic library at the
Faculty of Food Engineering of the Universidade Estadual de Campinas. Therefore,
we use the individual Verbal Protocol as method to decode implicit knowledge of an
experienced librarian, which made possible to discover his tasks and know-how
along his professional experience. The technique as it allows the individuals disclose
the implicit knowledge through verbalizations of mental process during the execution
of a given task, witch may be of use to build the knowledge map in the future.
Keywords: Librarian. Verbal Protocol. knowledge management.

1 INTRODUÇÃO
1.1 A Gestão do conhecimento nas organizações
Segundo a instituição internacional Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 1999, mais de 55% da riqueza gerada no
mundo veio do conhecimento. Pela primeira vez na história da humanidade, os
fatores de produção tradicionais - terra, capital, trabalho e matéria prima -, deixaram
de ser os principais criadores de riqueza. Vivemos uma transição da Sociedade
Industrial para a Sociedade do Conhecimento (BALCEIRO ; ÁVILA, 2003).
A nova economia do trabalho à qual se referem como a sociedade do
conhecimento e que se distingue do passado pelo papel-chave que o conhecimento
desempenha nela, elegeu o trabalhador do conhecimento como o maior ativo das
organizações, segundo Sveiby (2000) considerando-o como fonte essencial de
estratégia e vantagem competitiva.
Valorizar seu capital no que diz respeito às pessoas, seu intelecto, seus
conhecimentos e experiências a empresa competitiva, não só no que diz respeito à
sua missão primeira, mas também no campo organizacional - criando ambientes de
transformação do conhecimento que irão propiciar contextos para a geração de
conhecimentos novos e inovadores.
Segundo Nonaka e Takeuchi (1997), o aprendizado consiste em dois tipos
de atividades. O primeiro tipo é a obtenção de know how para soluçao de problemas
específicos com base nas premissas existentes. O segundo tipo de aprendizado é o
estabelecimento de novas premissas (ou seja paradigmas, esquemas, modelos
mentais ou perspectivas) com o objetivo de anular as existentes. Para os autores, a

�3

criação do conhecimento envolve uma interação entre os dois tipos de aprendizado,
que formam uma especie de espiral dinâmica.
Uma organização não pode criar conhecimento sem os indivíduos, e
portanto o conhecimento só é criado por indivíduos, que apoiados pela mesma cria e
amplia o conhecimento organizacional num processo de interação com a
comunidade que atravessa níveis e fronteiras interorganizacionais – dimensão
ontológica. E no plano epistemológico, o conhecimento pode ser tácito e explícito.
Por exemplo, o conhecimento da experiência tende a ser tácito, físico e subjetivo,
enquanto que o conhecimento da racionalidade tende a ser explícito, metafísico e
objetivo. Um é criado “aqui e agora” que pode ser compartilhado em um processo de
comunicação. Por outro lado, o conhecimento explícito lida com acontecimentos
passados ou objetos “lá e então” e é orientado para uma teoria independente do
contexto. Contudo, eles não são entidades totalmente separadas, e sim
complementares, e interagem um com o outro.
As empresas estão preocupadas em identificar indicadores adequados
para mensurar seus ativos intangíveis, como o capital humano (talentos e
habilidades de seus funcionários) e o capital estrutural interno (sistemas
administrativos internos) e externo (apoio e interesse de seus clientes e a idoneidade
e rapidez de seus fornecedores). Esse tipo de capital é aquele que tem seu alicerce
no conhecimento tácito, na gestão de talentos e nas competências essenciais e
complementares.
O conhecimento, material intelectual bruto, transforma-se em capital
intelectual a partir do momento em que passa a agregar valor aos produtos/serviços
da organização, ou seja, a partir do processo de socialização do conhecimento. E
esse capital é, em alguns casos, mais valioso do que o próprio capital econômico.

1.2 Como as empresas estão mensurando o intelecto profissional?
Karl E. Sveiby (2000), perito em gestão do conhecimento e autor de “a
nova riqueza das organizações”, preconiza que o trabalhador do conhecimento é o
ativo da empresa, e sendo a aptidão das pessoas que trabalham em sua equipe ou

�4

as relações que mantém com clientes e fornecedores, são ativos intangíveis, e de
difíceis medições.
Contudo, o conhecimento que importa medir, segundo o autor, é
exatamente o saber tácito, compartilhado e dinâmico, que muda constantemente.
Na visão de Sveiby (2000), o objetivo primordial ao medir ativos
intangíveis é aprender, conhecer realmente a empresa e saber como ela funciona, e
é isto que determina o valor da empresa, e o conhecimento tácito só pode ser
avaliado por meio da ação, daí medir o desempenho com a menor intermediação
possível. Por exemplo, quando a empresa se relaciona com os clientes ou
funcionário desempenha uma tarefa. E partindo da premissa de que o conhecimento
é o recurso mais valioso, pode-se afirmar que, num ambiente adequado, cada
indivíduo tem uma capacidade infinita de criar, de inovar.
Nessa linha, buscamos realizar uma prática de registro do conhecimento
tácito de um bibliotecário utilizando a técnica de Protocolo Verbal Individual.

1.3 Protocolo Verbal
O Protocolo Verbal ou “Pensar Alto” (Think aloud) definida por Ericsson e
Simon (1987) como uma técnica que faz parte dos métodos de coleta de dados
introspectivos refere-se a observações de processo que fornecem informações sobre
passos de processamento individual captadas pelas verbalizações espontâneas e
seqüências e de movimentos pelo sujeito informante durante a solução de uma
tarefa. A seqüência das verbalizações, para os autores, corresponde à seqüência
dos pensamentos gerados e à seqüência de estados mentais em que cada estado
corresponde ao pensamento sob o foco da atenção.
Cavalcanti e Zanotto (1994) definem Protocolos Verbais como relatos
verbais dos processos mentais conscientes do sujeito durante a realização de uma
dada tarefa.

�5

As técnicas introspectivas são classificas por Radford e Burton1 (1974
apud CAVALCANTI, 1989, p. 138, grifo da autora) em três grupos:
(1) auto-observação (introspecção propriamente dita) – o analista-obsevador
relata seus próprios eventos mentais.
(2) Auto-relato ou autopercepção (retrospecção) – os sujeitos contam sua
experiência ao pesquisador/analista.
(3) Pensar alto (protocolos verbais ou análise do protocolo) – os sujeitos pensam
em voz alta enquanto realizam uma tarefa.
Cohen (1987, p. 133-134) classifica em três tipos básicos de dados
provenientes de métodos de coleta de dados introspectivos. Os três tipos de dados
mentalísticos observados por Cohen são: “Auto-relato”, “auto-observação” e “autorevelação”. O autor explica que “auto-relato” corresponde às descrições dos sujeitos
sobre o que eles acreditam que fazem quando executam uma tarefa.
No contexto das atividades bibliotecárias, o Protocolo Verbal aparece em
várias pesquisas que buscam observar estratégias de leitura durante a análise de
assunto para geração de produtos documentários (NAVES, 2000; FUJITA, NARDI;
FAGUNDES, 2003, FAGUNDES, 2001; SOUZA, 2002 apud SILVA, 2004), e mais
recentemente o de Rubi (2008). Observada a eficiência do uso do protocolo verbal
nas pesquisas, e a escassez de uma metodologia organizacional popularizada para
registro do conhecimento tácito, e preocupados em registrar o conhecimento
bibliotecário acumulado, acreditamos que o Protocolo Verbal possa ser um
instrumento a ser considerado para essa difícil tarefa.
A decoficação do conhecimento não é um fim em si mesma, ela está
vinculada ao mapeamento de competências organizacionais das empresas para
facilitar o compartilhamento de idéias e experiências, segundo afirmação de Faria et
al. (2005), alinhando-a a uma ferramenta maior que permitirá o gerenciamento das
competências, com ênfase no conhecimento tácito.

1

RADFORD, J. ; BURTON, A. Thinking: its nature and development. John Wiley, 1974.

�6

2 OBJETIVO
Explorar uma metodologia para o registro do conhecimento tácito de um
bibliotecário com larga experiência em biblioteca acadêmica, buscando materializar
um conceito da gestão do conhecimento nas organizações.

3 METODOLOGIA
Preocupados em registrar o conhecimento de um profissional, cuja
atuação na Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) completa trinta anos. O
profissional, identificado como CKN, agrega largo conhecimento do acervo
construído na referida biblioteca desde 1978. Buscando encontrar uma ferramenta
que possibilite agregar valor ao portfólio de conhecimentos da biblioteca em questão,
utilizamos o Protocolo Verbal Individual como instrumento de observação do
processo de tratamento dos conteúdos bibliográficos dos livros adquiridos. Este
processo, por sua vez, segue as regras do controle bibliográfico do Sistema de
Bibliotecas da Unicamp (SBU).
Tendo em vista o difícil acesso às ferramentas e metodologias para o
registro do conhecimento tácito utilizado pelas grandes organizações, resolvemos
explorar através da observação e registro da atividade de análise de assunto por
CKN. A técnica do Protocolo Verbal já vem sendo aplicada em vários estudos no
contexto das atividades biblioteconômicas, conforme citações em tópico anterior.
Realizamos uma conversa informal com esse profissional, explicamos o
Protocolo Verbal, e apresentamos os passos na aplicação dele e uso que já teve em
unidades de serviço de informação.
Em seguida, antes da coleta propriamente dita, passamos formalização da
coleta de dados assim constituída:
1. Familiarização da técnica do Protocolo Verbal;
2. Esclarecimento dos objetivos específicos da coleta de dados.

�7

3. Gravação da tarefa isolada para observação com gravador de voz MP3
4. Entrevista retrospectiva para esclarecimento de dúvidas e complemento
essenciais para melhor registros dos passos e estratégias das ações
durante a execução da tarefa
5. Transcrições das gravações: tarefa observada e entrevista retrospectiva

4 DESCRIÇÃO DA TAREFA OBSERVADA
De acordo com a verbalização do profissional CKN, os livros adquiridos
por verba orçamentária são encaminhados à Biblioteca especializada já catalogados
e classificados pela seção de processamento técnico da Biblioteca Central (BC) da
Unicamp. Após o recebimento e devidas checagens físicas da remessa, o
profissional responsável pelo processamento do controle bibliográfico da Biblioteca
da FEA efetua uma análise cuidadosa do assunto verificando e validando a notação
de assunto e, geralmente, acrescentando mais descritores do conteúdo de acordo
com sua percepção. Para a análise, CKN explica que toma como parâmetro as
demandas informacionais dos usuários tais como: alunos de graduação, alunos de
pós-graduação, professores e pesquisadores. Tendo em vista as categorias de
usuários e suas demandas específicas, realiza a leitura documentária dos livros,
checando se o livro em questão pode responder às necessidades dos mesmos e às
linhas de pesquisa de cada um dos quatro departamentos da FEA.
Cada livro analisado recebe uma anotação dos termos considerados
relevantes para serem acrescentados ao campo de assunto do registro bibliográfico.
Tais anotações são feitas em um caderno mantido pela própria catalogadora. Em
seguida, a mesma procede à pesquisa no catálogo para verificação da existência
dos termos que ela considerou importantes para definição do assunto, pois todos os
termos devem estar autorizados nos catálogos de autoridade, CKN expõe que
inexiste uma política de indexação no SBU formalizada em manuais e determinando
a quantidade de termos a serem adotados, mas um acordo verbal para acrescentar
até três termos a mais caso as bibliotecas especializadas considerem relevantes.
Se o termo em questão é encontrado é finalmente adicionado ao registro.

�8

Se o termo não é encontrado nos catálogos vigentes e adotados pelo
SBU, em uma segunda fase, a catalogadora efetua vários cruzamentos dos mesmos
considerados por ela relevantes na representação do conteúdo do livro em análise.
Após a realização dessa pesquisa, a mesma ainda retorna à uma segunda análise
da publicação para se certificar de que a busca por determinado termo recuperará
aquele livro, e se é possível adotá-lo da forma encontrado no Catálogo Unificado do
Sistema de Bibliotecas. CKN coloca que inúmeras vezes os termos que ela destaca
como necessários para identificação da obra não constaram na primeira
classificação e, portanto, CKN envia uma lista para a BC solicitando a implantação
dos novos termos, ressaltando a importância deles retratarem a publicação com
fidelidade e especificidade para que o usuário encontre com facilidade e junto das
publicações de mesmos assuntos.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Analisando o processo descrito pelo bibliotecário, podemos conhecer a
forma de análise efetuada, bem como os fatores considerados para a análise.
O Protocolo Verbal aplicado revelou-nos que a análise de assunto
acontece em duas vias: do ponto de vista do usuário para o livro e do ponto de vista
do catálogo para o livro, em contraposição ao processo efetuado pela catalogação
centralizada, que analisa o livro calcada na racionalização da atividade pura e
simplesmente, e não para a necessidade do usuário, que certamente irá deparar-se
com dificuldades para recuperar a publicação que procura.
O processo descrito dessa forma, é diferenciado daquele que descreve
simplesmente as atividades e as sub-atividades ligadas ao mesmo nos manuais de
procedimentos, sem atentar para o resultado ou produto final do processo. A
ferramenta é util também para apontar-nos as possibilidades de desconexões no
processo, tendo em vista a satisfação do usuário.
A partir da verbalização do sujeito informante durante a realização de uma
tarefa específica, da gravação e transcrição da gravação, das respostas dadas às
perguntas de uma entrevista retrospectiva, podemos propor a elaboração de um

�9

portfólio do conhecimento dos processos da biblioteca como viabilização do registro
do conhecimento profissional, para ser utilizado por aquele que vir a assumir tal
atividade na organização onde ela se concretiza.
Esse registro na forma de portfólio poderá permitir uma análise e crítica
posterior de modo a encontrar problemas, falhas, incompletude para propor
melhorias no processo de realização de tarefas, instrumentalizando a melhoria
contínua dos processos.
O uso do Protocolo Verbal permitiu nos permitiu conhecer o modo de
pensar e o conhecimento acionado pelo por CKN durante a realização da tarefa
observada, bem como conhecer todo o tramite envolvido na tarefa.
Sabendo que registrar o conhecimento tácito é a tarefa mais árdua no
processo do mapeamento de competências, acreditamos que a técnica do Protocolo
Verbal pode ser uma forma de registro desse tipo de conhecimento acumulado por
um profissional, que traz em si as nuances da atividade que dependem da visão que
ele acumulou acerca da organização, dos processos, das ferramentas bem como
dos produtos que irão atender a uma determinada clientela.

REFERÊNCIAS
BALCEIRO, R. B. ÁVILA, G. M. gestão de pessoas para o profissional do
conhecimento. In: KMBRASIL, 2003, São Paulo. Anais... São Paulo: SBGC Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento. 2003. Disponível em:
&lt;http://portal.crie.coppe.ufrj.br/portal/data/documents/storedDocuments/%7B93787C
AE-E94C-45C7-992B-9403F6F40836%7D/%7BBD865CF8-7743-4FBC-800DCAFC9EE33F5D%7D/gestao%20de%20pessoas%20para%20o%20profissional%20
do%20conhecimento.pdf &gt;. Acesso em: 29 jun. 2008.
CAVALCANTI, M. C. I-n-t-e-r-a-ç-a-o leitor-texto: aspectos de interpretação
pragmática. Campinas: UNICAMP, 1989.
CAVALCANTI, M; ZANOTTO, M.S. Introspection in Applied Linguistics: metaresearch on verbal protocols. In: BARBARA; SCOTT (Ed.). Reflections on Language
Learning. Cleverdon: Multilingual Matters, 1994. p. 148-156.
COHEN, A.D. Using verbal reports in research on language learning. In: FAERCH, C;
KASPER, G. (Ed.). Introspection in second language research. Cleverdon:
Multilingual Matters, 1987. p. 82-95.

�10

ERICSSON, K.A.; SIMON, H. A. Verbal reports on thinking. In: FAERCH, C;
KASPER, G. (Ed.). Introspection in second language research. Cleverdon:
Multilingual Matters, 1987. p. 24-53.
FARIA, S. F. et al. Competências do profissional da informação: uma refelxão a
partir da Classificação Brasileira de Ocupações. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 2, p. 2633, maio/ago. 2005.
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa. Rio de Janeiro:
Campus, 1997
RUBI, M. P. Política de indexação para construção de catálogos coletivos em
bibliotecas universitárias. Marília: 2008. 169f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade
de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2008.
SVEIBY, K.E. O valor do intangível. HSM Management, São Paulo, v. 4, n. 22, p. 6669, set./out. 2000.
SILVA, M.R. A localização do tema no artigo científico. 2004. Dissertação (Mestrado
em Ciência da Informação), Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade
Estadual Paulista, Marília, 2004.

__________________
1

Maria dos Remédios da Silva, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),
remedios@fea.unicamp.br.
2
Sueli de Fátima Faria, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sulaff@fea.unicamp.br.
3
Creusa Kasumi Nomura ,Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), kreusa@fea.unicamp.br.

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>A sociedade do conhecimento concebe o trabalho intelectual como o principal ativo das organizações como fonte essencial de estratégia e vantagem competitiva. Essa questão coloca em cheque a mensuração e registro desse capital que vem a ser o conhecimento que as pessoas criam e desenvolvem nas organizações ao longo do tempo. Nesse sentido, temos como objetivo refletir sobre as novas tendências da gestão do conhecimento nas organizações com especial enfoque ao registro do conhecimento tácito, tomando como estudo de caso a prática bibliotecária, utilizando esse conhecimento para o registro em instrumentos que possam ser utilizados para agregar valor aos processos e para transferência de conhecimento à outros membros da equipe da biblioteca acadêmica da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas. Para tanto, utilizamos o Protocolo Verbal individual como metodologia para decodificar o conhecimento tácito de uma experiente ibliotecária, o que possibilitou desvendar seus fazeres e saberes ao longo dos anos em sua atividade profissional. A técnica permitiu que o sujeito revelasse o seu conhecimento tácito através das verbalizações dos processamentos mentais durante a realização de uma dada tarefa, podendo ser de utilidade para construção do mapa do conhecimento.</text>
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MARKETING EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
SILVA, M. C. S.1

RESUMO
O objetivo de uma organização é, em última instância, satisfazer as necessidades de
seus clientes. Este artigo mostra como as bibliotecas universitárias do setor público
podem utilizar os canais de marketing para atingir os objetivos específicos de
satisfação dos clientes. Discute o estudo do marketing e a importância da atuação
dos profissionais da informação, conceitua e exemplifica os canais de comunicação
e distribuição, incluindo o ambiente das bibliotecas.
Palavras-chave: Biblioteca universitária do setor público. Canais de marketing.
Promoção. Canais de comunicação.

ABSTRACT
The goal of an organization is, ultimately, meet the needs of its customers. This
article shows how the university libraries of the public sector can use the channels of
marketing to achieve specific objectives of customer satisfaction. Discusses the study
of marketing and the importance of the performance of information professionals,
concepts and exemplifies the channels of communication and distribution, including
the library environment.
Keywords: University library of the public sector. Marketing channels.
Communication channels. Promotion.

1 INTRODUÇÃO
É um desafio, para os bibliotecários e profissionais da informação,
transferir os conhecimentos de marketing do setor lucrativo às peculiaridades de
bibliotecas e unidades de informação, principalmente no serviço público. A
preocupação primordial do marketing é a produção de resultados que o mercado-

�2

alvo valorize, sendo que no setor público a valorização e satisfação do cidadão são
o ponto-chave.
Nele, observa-se que o marketing é aplicado de forma menos agressiva, já
que tal setor tem como objetivo a prestação de serviços à comunidade, acadêmica
ou não. No entanto, as bibliotecas universitárias do setor público oferecem aos seus
clientes inúmeros serviços que necessitam de divulgação.
Segundo Weingard (apud AMARAL, 2001), o relacionamento das
bibliotecas com os usuários tem sido confortável. Entende-se, porém, que essa
situação não poderá ser sustentada por muito tempo, tendo em vista mudanças
econômicas,

sociais

e

tecnológicas

que

estão

ocorrendo

rapidamente

e

transformando o comportamento dos usuários.
No Brasil, o marketing de bibliotecas e de unidades de informação ainda é
incipiente. Algumas bibliotecas entendem marketing como promoção de seus
produtos e serviços e praticam apenas o marketing direto. Ainda é raro biblioteca
possuir plano de marketing estruturado.
Oliveira (1994 apud AMARAL, 2008) demonstra sua preocupação com
relação à resistência dos profissionais da informação em adotar técnicas
mercadológicas.
Para Amaral (2008, p. 33) a ótica mercadológica leva ao melhor
conhecimento de qual é o nosso “negócio”, questão fundamental na orientação de
marketing. Essa afirmação indica a necessidade dos profissionais da informação em
conhecerem as técnicas administrativas e mercadológicas.
O objetivo deste trabalho consiste em realizar uma pesquisa bibliográfica
sobre marketing em bibliotecas. A justificativa para a realização da pesquisa se
pauta na necessidade dos profissionais da informação conhecerem e utilizarem as
ferramentas de marketing utilizáveis em uma biblioteca. As principais fontes de
informação utilizadas foram os trabalhos dos autores: Amaral (2001, 2008), Dias e
Ferraz (2006), Neves (2005), Kotler (2000) e Kotler e Keller (2006).

�3

2 DESENVOLVIMENTO
A sociedade atual depara-se com uma infinidade de serviços oferecidos
por bibliotecas aos clientes. Diante desse cenário, observa-se que o marketing se
torna imprescindível para a aproximação da empresa com seus clientes. As
organizações dependem de informações atualizadas e de valor para a tomada de
decisões, portanto a adoção de estratégias de marketing em serviços de informação
será de grande valia tanto para as instituições quanto para os consumidores.
Para que o marketing de serviços de informação seja efetivo, faz-se
necessário o entendimento de alguns conceitos.
Serviço é qualquer ato ou desempenho, essencialmente intangível, que
uma parte pode oferecer a outra e que não resulta na propriedade de nada
(KOTLER; KELLER, 2006, p. 397)
A informação se diferencia dos demais recursos nas organizações.
Segundo McGee e Prusak (1994 apud AMARAL, 2008, p. 34):
As diferenças decorrem do próprio potencial da informação, assim
como do desafio de administrá-la ou gerenciá-la. A informação é
infinitamente reutilizável, não se deteriora nem se deprecia, e seu
valor é determinado exclusivamente pelo usuário; a fortuna de uns é
a desgraça dos outros.

Entende-se por serviços de informação: [...] as organizações sociais
responsáveis pelo armazenamento, tratamento e disseminação de informações.
(DIAS; FERRAZ, 2006, p. 31)
E por bibliotecas universitárias:
[...] órgãos de apoio informacional às atividades de ensino, pesquisa
e extensão de instituições de ensino superior; atendem alunos de
graduação, pós-graduação, professores, pesquisadores, funcionários
e comunidade em geral. (DIAS; PIRES, 2003 apud DIAS; FERRAZ,
2006, p. 32)

O planejamento dos serviços de informação deve estar orientado aos
consumidores, principalmente na relação qualidade do produto/serviço versus
percepção do consumidor e sua satisfação. Segundo Dias e Ferraz (2006, p. 37) o
planejamento de um serviço de informação está:

�4

[...] fundamentado no conhecimento dos meios pelos quais a
informação flui entre grupos de usuários e das circunstâncias em que
ocorre a transferência da informação entre os não-usuários, aqueles
que não estão cientes dos serviços ou não têm acesso a eles por
desconhecer ou por não saber como usá-los ou, ainda, por não ter
confiança nele e, sobretudo, aqueles que não sabem que precisam
dos serviços oferecidos.

O conteúdo e a qualidade de um serviço de informação dependem da
interação entre o prestador de serviços e seu público-alvo. (DIAS; BELUZZO, 2003
apud DIAS; FERRAZ, 2006, p. 30)
Kotler (2000, p. 30) define marketing como “um processo social e gerencial
pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da
criação, oferta e troca de produtos de valor com outros”. Las Casas (1989, p. 30)
propõe uma definição mais detalhada:
Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades
concernentes às relações de troca, orientadas para a satisfação dos
desejos e necessidades dos consumidores, visando alcançar
determinados objetivos e considerando sempre o meio ambiente de
atuação e o impacto que essas relações causam no bem-estar da
sociedade.

A informação como recurso e o marketing como ferramenta na gestão de
serviços de informação, estão relacionados ao interesse e necessidade de
relacionamento com a comunidade, na capacidade de informar, na segmentação do
mercado e na apresentação dos produtos e serviços.
Segundo Las Casas (1989, p. 167) “o produto é o objeto principal das
relações de troca, visando proporcionar satisfação de quem os adquire ou consome”
Esse atendimento aos consumidores passa por diferentes estágios: nascimento
(quando

são

introduzidos

no

mercado),

crescimento

(desenvolvimento),

amadurecimento (sem grandes inovações) e declínio (quando são retirados do
mercado). Para cada um desses estágios são recomendadas estratégias diferentes.
Além do produto em si, devem ser considerados outros elementos como: marca,
embalagem, garantia, qualidade.
Dentro de uma biblioteca, produto pode ser entendido como suas fontes e
recursos de informação, circulação e empréstimo, serviços de referência,
treinamentos, auxílio editorial, etc.

�5

Segundo Dias e Ferraz (2006), o principal foco do marketing é conhecer
seu consumidor profundamente quanto ao atendimento pleno prestado pelos
produtos e serviços. Amaral (2008) enfatiza a adoção do marketing da informação,
destacando a importância do usuário como cliente consumidor da informação,
considerando suas necessidades. Os serviços de informação devem agregar valor
aos produtos e serviços oferecidos, atingindo e/ou superando as expectativas
desses clientes cada vez mais exigentes.
A

função

do

marketing

é

criar

e

fornecer

valor

para

os

consumidores/clientes, definido como a combinação certa de qualidade, serviço e
preço para o mercado-alvo (KOTLER, 2003).
As estratégias de marketing estão diretamente ligadas aos objetivos da
empresa. Segundo Ansoff (1965 apud NEVES, 2005), há uma diferenciação entre os
conceitos de objetivo e estratégia, onde o objetivo é o ponto aonde se quer chegar e
estratégia é o meio para se chegar ao objetivo.
A segmentação deixa claro aonde a empresa quer chegar, aonde irá
empregar as ações competitivas e como irá competir, visualizando os agrupamentos
de consumidores conforme suas características comuns. Para Las Casas (1989, p.
110), segmentação pode ser definida como:
[...] processo de agregação de consumidores com características
homogêneas, diferenciadas de outros grupos, com o objetivo de
planejar programas de marketing que se aproximem mais da
satisfação de desejos e necessidades do grupo ou grupos escolhidos
como mercado alvo.

As

principais

variáveis

para

a

segmentação

são:

geográficas,

demográficas, psicográficas e comportamentais.
Para Kotler (2000, p. 97) “um composto de marketing é um conjunto de
ferramentas que uma empresa utiliza para atingir seus objetivos de marketing”. Elas
são formadas por quatro variáveis – produto, preço, praça e promoção – e suas
subdivisões. Os 4P’s tem como objetivo influenciar os canais comerciais e o
consumidor final (KOTLER; KELLER, 2006, p. 17).
Para atingir o mercado alvo, Kotler e Keller (2006, p. 23) sugeriram a
utilização de canais de marketing que são: canais de comunicação (propaganda,

�6

promoção de vendas, eventos e experiências, relações públicas, marketing direto e
vendas pessoais); canais de distribuição (apresentação, venda e entrega
produtos/serviços); e canais de serviços (efetua transações com compradores
potenciais).
Dentre os canais de marketing será dada mais ênfase aos canais de
comunicação e distribuição, incluindo o ambiente das bibliotecas.
Amaral (2008, p. 34) define promoção como uma atividade de marketing
referente à comunicação com o propósito de fazer conhecer e efetivar o uso ou
adoção de um produto, idéia, comportamento ou serviço. E comunicação como:
A comunicação é o processo transacional entre duas ou mais partes,
em que o significado é trocado dentro do uso intencional dos
símbolos. A questão crucial desse complexo processo é a
compreensão de como o significado é estabelecido e transferido
entre as partes envolvidas nesse processo.

Kotler e Lee (2008, p. 156) afirmam que “a comunicação de marketing é
utilizada para informar, educar e, geralmente persuadir um mercado-alvo sobre um
comportamento desejado”.
A promoção faz uso da comunicação para atrair novos consumidores e
manter o interesse dos clientes antigos. É importante destacar que a comunicação
na promoção faz uso de diferentes técnicas para cada tipo de consumidor e
produto/serviço.
O mix de comunicação pode ser subdividido em comunicação de massa
(propaganda, promoção de vendas, eventos e relações públicas) e comunicações
pessoais (marketing direto e vendas pessoais).
A propaganda é qualquer forma paga de apresentação pessoal e
promocional de idéias, bens ou serviços por um patrocinador identificado. Os
anúncios podem desenvolver uma preferência ou instruir as pessoas (KOTLER;
KELLER, 2006, p. 566).
A propaganda institucional deve promover a imagem, a reputação e as
idéias de uma organização, facilitando as relações da empresa com os ambientes
interno e externo. (MCCARTHY; PERREAULT, 1997 apud NEVES, 2005).

�7

Os principais meios de propaganda são: anúncios (rádio, TV, impresso e
eletrônico), outdoors, espaços públicos, merchandising e pontos de venda. A
propaganda oferece uma razão para comprar.
Apesar dos altos custos, a propaganda pode ser interessante para
bibliotecas e unidades de informação, porém é difícil avaliar o seu retorno quanto à
imediatez e quantificação. A propaganda, em cooperação com as unidades do
campus pode ser uma boa alternativa.
No ambiente universitário do setor público, pode-se exemplificar a
propaganda de uma biblioteca como: anúncios no jornal do campus e na rádio
universitária, outdoors dentro do campus, nas saídas e em locais de grande
circulação do público-alvo, no restaurante universitário, pontos de ônibus, ônibus
circular e de linha, merchandising durante as aulas, filmes, cartazes, manuais,
folhetos, painéis, símbolos e logotipos (que caracterizem a imagem da biblioteca).
Para Kotler e Keller (2006, p. 583) promoção de vendas consiste em um
conjunto de ferramentas de incentivo, a maioria de curto prazo, projetados para
estimular a compra mais rápida ou em maior quantidade de produtos/serviços
específicos por parte do consumidor.
Segundo Neves (2005, p. 120), promoção de vendas “estimula a
comercialização de bens ou serviços, dirige-se a todos os segmentos que participam
do processo mercadológico, são de curto prazo, e dão destaque ao produto ou
serviço”.
As ferramentas de promoção variam de acordo com seus objetivos
específicos. O objetivo mais freqüente do uso da promoção de vendas, no ambiente
de bibliotecas, é atrair novos usuários, através de concursos e distribuições
gratuitas. Um fator importante, ressaltado por Keiser e Galvin (1995 apud Amaral,
2001), é o uso de novas tecnologias e serviços. O usuário deve ser estimulado a
participar de treinamentos ou apresentações, e a biblioteca pode preparar
demonstrações, inaugurações e encontros especiais com o público-alvo. E também
utilizar materiais promocionais, como camisetas, bottons, canetas, fornecidos, por
exemplo, vendedores e produtores de bases de dados.

�8

Os eventos e experiências podem ampliar e aprofundar o relacionamento
da instituição com o público-alvo. A realização de eventos traz uma série de
vantagens, tais como: identificação com o mercado-alvo, associação com a imagem
da empresa/marca, cria experiências e sensações e permite oportunidades de
divulgação/ promoção.
As bibliotecas tanto podem organizar eventos específicos, como podem
oferecer suporte técnico para todos os eventos realizados no ambiente universitário.
Para exemplificar alguns eventos organizados por bibliotecas, podemos citar a
Semana do Livro e da Biblioteca, encontros em datas comemorativas relacionadas a
área de atuação, lançamento de livros de autoria de docentes da Universidade, entre
outros. E como suporte, a revisão técnica dos trabalhos científicos, bem como a
publicação de anais, livros de resumos, etc. A imagem da biblioteca também pode
estar relacionada a eventos externos.
As relações públicas envolvem uma série de programas desenvolvidos
para promover ou proteger a imagem de uma empresa ou de seus produtos em
particular (KOTLER; KELLER, 2006, p. 593)
As relações públicas (RP) e publicidade são atividades diferentes, mas
com a mesma função. Elas têm a função de gerar no público geral boa vontade em
relação à empresa ou organização, concentrando nos relacionamentos criados entre
uma organização e seus vários públicos – fornecedores (ou outros membros do
canal), funcionários, acionistas e a população em geral. (OGDEN, 2002)
A publicidade é uma subfunção das relações públicas. (NEVES, 2005;
OGDEN, 2002). E seu objetivo segundo Ogden (2002, p. 110) “[...] seu objetivo é
gerar notícias sobre a empresa, um indivíduo da empresa, um produto ou serviço ou
algum evento desenvolvido pelo departamento de RP e que mereça ser publicado”.
O papel das relações públicas vai além da simples divulgação, ela oferece
apoio em novos lançamentos, influencia grupos-alvo e constrói uma imagem
corporativa.
Entre as atividades de relações públicas em bibliotecas, estão: administrar
crises e reclamações (criando um banco de dados com as reclamações, suas

�9

soluções, tempo médio de resposta e o setor envolvido); preparar relatórios anuais;
trabalhar com os editores; responder a perguntas de repórteres e dar entrevistas;
fazer lobby; aparecer diante das comissões governamentais; administrar eventos
(sociais e científicos) (DRAGON, 1984 apud AMARAL, 2001).
O marketing direto faz uso de canais diretos para chegar ao consumidor
e oferecer produtos e serviços sem intermediários de marketing. Incluem-se nesses
canais, venda pessoal, mala direta, catálogos, telemarketing, TV interativa,
quiosques, sites, telefones e outros dispositivos móveis (KOTLER; KELLER, 2006, p.
606).
Ele pode ser sincronizado para atingir os clientes alvo de acordo com suas
preferências e interesses.
A mala direta consiste no envio, a um endereço específico, de informações
relevantes a uma pessoa. Ela permite seletividade e direcionamento da informação.
Pode-se utilizar o meio impresso, fax, e-mail e correio de voz. Seja qual for o meio,
deve-se levar em consideração os componentes utilizados, como a linguagem, o
grau de personalização, as cores, o papel e o meio de contato posterior (como
oportunidade para respostas, dúvidas e sugestões). Para ilustrar uma forma de
utilização de mala direta, sugere-se o envio de e-mails de alerta com as novas
aquisições literárias e científicas e programação de eventos, direcionado a cada
grupo alvo.
Os catálogos e folders podem ser enviados ou distribuídos em pontos
específicos, contendo todos os produtos/serviços oferecidos. Independente da mídia
(impresso, CD, DVD, vídeo ou on-line), devem sempre estar disponíveis com clareza
e contendo informações a cada público alvo ao qual se destina.
O uso do telefone (telemarketing) pode ser utilizado para oferecer novos
produtos, entrar em contato com clientes, aferir o grau de satisfação e
principalmente dar suporte técnico.

As bibliotecas normalmente prestam

atendimento aos usuários via telefone, mas ainda é pouco utilizado de forma eficaz.
As vendas pessoais são a forma mais antiga e original. Também pode-se
afirmar uma das mais eficientes e complexas, pois dependem dos funcionários da

�10

empresa. Os funcionários de uma biblioteca (voluntários, monitores, estagiários e
concursados) podem ser identificados como vendedores técnicos e de soluções.
Técnicos porque requerem alto grau de conhecimento do que estão oferecendo e de
soluções porque dependem em parte da capacidade em resolver os problemas dos
usuários.
Venda pessoal envolve a comunicação individualizada, na qual o vendedor
tenta persuadir o indivíduo a comprar seus produtos e serviços da empresa. No caso
de uma biblioteca, os vendedores são a equipe de trabalho, os compradores são os
usuários e os itens a serem vendidos são os produtos e serviços oferecidos pela
biblioteca.
Os usuários reconhecem os funcionários de uma biblioteca como
representantes da instituição. Qualquer membro da equipe, desde os estudantes
que trabalham como monitores/estagiários até o diretor representam a biblioteca sob
sua ótica. Qualquer experiência, boa ou ruim, será refletida na imagem da
instituição.
Segundo Wood e Young (1988 apud AMARAL, 2001), independentemente
do tamanho e tipo de biblioteca, dos produtos – livros, treinamentos, instruções
bibliográficas – o destaque será da equipe de trabalho. Todos os funcionários
promovem seus produtos e serviços.
O gerenciamento da equipe de vendas depende de algumas políticas e
procedimentos que orientam os objetivos da instituição.
O recrutamento e seleção de funcionários é fator fundamental para que a
força de vendas seja bem sucedida. Alguns fatores devem ser levados em
consideração, como grau de instrução, experiência, estilo de vida, personalidade,
atitude e habilidades refletem diretamente no tipo de colaborador e a posição em
que irão ocupar dentro da equipe (KOTLER; KELLER, 2006).
As reclamações devem ser consideradas um aspecto da venda pessoal.
Alguns procedimentos são recomendados por Wood e Young (1988 apud AMARAL,
2001) para lidar com reclamações: registrar todas, agir conforme a rapidez exigida
por elas, informar ao reclamante quais medidas serão tomadas, notificar as pessoas

�11

e seções afetadas, olhar para as reclamações como uma forma de prevenção para
futuros problemas.
O treinamento desses funcionários contribuem para que as operações
desenvolvidas

sejam

eficientes

e

confiáveis,

transmitindo

segurança

aos

funcionários e conseqüentemente aos usuários.
Conforme Silveira (1992 apud AMARAL, 2001, p. 99), “o contato pessoal é
a apresentação oral com o propósito de realizar, trocar ou formar atitudes favoráveis
por parte dos consumidores”. As técnicas de comunicação pessoal devem ser
consideradas principalmente pelas equipes de atendimento e de referência, ao
orientar e atender os usuários.
Algumas delas têm baixo ou nenhum custo para a biblioteca, como: usar
crachás com os nomes dos funcionários, indicar os bibliotecários de referência e
posicioná-los junto ao acervo, manter cortesia e bom relacionamento como fatores
de seleção e promoção da equipe, estimular os funcionários a ficarem longe da
mesa de trabalho para atender e orientar os usuários.
Além da seleção e treinamento, há a motivação. Num ambiente do setor
público, não há motivação financeira, mas há a motivação de crescimento
profissional e pessoal.
Como marketing interativo, entende-se o uso de canais eletrônicos. A
Internet oferece maior interação e individualização a um grupo muito grande de
pessoas. As instituições devem planejar um site atraente, observando alguns
elementos defendidos por Rayporte e Jaworski (apud KOTLER; KELLER, 2006, p.
615), conhecidos como 7C’s, contexto, conteúdo, comunidade, customização,
comunicação, conexão e comércio, incluindo sua constante atualização. A
homepage pode se atualizar tanto no conteúdo, adotando novos serviços – como
sugestão de compras, achados e perdidos, programação cultural – quanto em um
layout baseado na Gestão do Conhecimento, permitindo acesso mais rápido e
direcionado às necessidades dos usuários.
Os canais de distribuição para bibliotecas universitárias do setor público,
são enquadradas no chamado canal de nível zero ou de marketing direto, aonde

�12

entende-se que a biblioteca oferece seus produtos/serviços diretamente ao
consumidor final.
Weingand (1999) destaca a importância da localização física da biblioteca,
influenciando no tempo gasto pelos usuários para acesso aos produtos/serviços.
Kotler e Lee (2008, p. 110) afirmam que “decisões de canal de distribuição impactam
sobre onde, como e quando as ofertas serão entregues e acessadas, incluindo a
atmosfera que rodeia o processo de troca”.
Limitou-se ao aspecto da apresentação do canal de distribuição,
especificamente na ambientação/ layout do ponto de venda. A atmosfera é um
ambiente calculado, que cria ou reforça inclinações à compra e/ou utilização dos
produtos/serviços.
Green (1981 apud AMARAL, 2001) afirma que a responsabilidade em
tornar os livros mais atraentes é dos editores, porém algumas medidas podem ser
tomadas pelos bibliotecários para que a biblioteca se torne um ambiente atraente.
Uma das formas é tornar a disposição dos materiais mais atraente para
que o usuário pegue o documento e possa lê-lo. Também é recomendado o uso de
mobiliário apropriado e chamativo, tendo displays como base, mas vale ressaltar que
a criatividade é fundamental para a curadoria de exposições. Porém merchandising
em bibliotecas não é só a disposição dos materiais, mas também o layout, a
iluminação, equipamentos bons e atualizados, limpeza, sinalização e controle de
ruídos. A atmosfera consiste no clima e no ambiente, refletindo na imagem das
bibliotecas.
Para que as bibliotecas sejam mais atraentes aos usuários, sugere-se
algumas ações, como, adquirir estantes mais modernas, providenciar sinalização
eficiente, reformar a iluminação, alterar o layout em função da circulação dos
usuários, criar salas amplas e confortáveis para leitura, construir salas de estudo
individuais, equipar salas com multimídia, videoteca, dvdteca e criar uma área de
socialização, assim como a instalação de sala de estudos 24h e caixas de
devoluções em pontos de grande circulação do campus. As figuras 1, 2, 3 e 4
ilustram espaços planejados e orientados aos usuários e ao seu bem-estar. A figura
5 mostra uma caixa de devolução 24h para ambientes externos.

�13

Figura 4 - Estantes
Fonte: http://www.longolibraries.com
Figura 1 - Área multimedia
Fonte: http://www.sp.senac.br

Figura 2 - Iluminação
Fonte: http://www.sp.senac.br
Figura 5 - Caixa de devolução 24h
Fonte: http://www.gaylord.com

Figura 3 - Balcão de atendimento
Fonte: http://www.longolibraries.com

Assim, sugere-se a confecção de alguns materiais promocionais, tais
como: canecas, copos, canetas, bloco de anotações, cadernos, réguas, chaveiros,
camisetas, toalhas, bolsas e mochilas, pastas, etc., que poderiam ser vendidos pela
biblioteca, ampliando sua visualização e atingindo um número maior de usuários. A
receita gerada pela venda desses produtos poderia ser revertida em melhorias para
a biblioteca.

�14

Figura 6 - Materiais promocionais
Fonte: http://shop.bl.uk/

Na figura 6, estão representados alguns materiais promocionais, desde
os mais tradicionais – estojo, camiseta e caneca – até uma tábua de carne em forma
de um livro fechado.
Pensando na biblioteca como uma prestadora de serviços para a
comunidade acadêmica, com o objetivo de auxiliar a geração do conhecimento,
sugere-se a compra de um acervo de literatura e a disponibilização, em parceria com
uma livraria, de descontos para a compra de livros e de uma “máquina de livros”,
disposta nos pontos de maior movimentação do campus. Essa máquina de livros, já
é uma realidade em vários pontos da cidade de São Paulo. A figura 7 traz como
exemplo uma dessas máquinas.

Figura 7. Máquina de livros
Fonte: http://24x7.com.br/

Atualmente, muitas empresas estão preocupadas com o meio ambiente.
Já é uma realidade a troca de sacos plásticos por sacolas personalizadas e
retornáveis em alguns estabelecimentos comerciais (supermercados, locadoras de
vídeos, etc). As bibliotecas poderiam criar bolsas próprias, com seus logotipos, e
confeccioná-las em parceria com empresas e/ou editoras que seguem a proposta de
desenvolvimento sustentável.

�15

Também, sugere-se a parceria entre universidades e empresas, tornando
essa relação benéfica para ambos.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo sendo uma análise geral, confirma-se que as bibliotecas não
utilizam todos os recursos e técnicas comuns na promoção do marketing. As
bibliotecas restringem-se à confecção de folders e folhetos como pontos-chave para
o seu marketing. Acredita-se, porém, que esse tipo de atividade não pode ser
considerado marketing (AMARAL, 2001; DIAS; FERRAZ, 2006; NEVES, 2005).
O estudo do marketing em bibliotecas é um tema que merece ser
investigado, dada sua importância para a adequação das bibliotecas universitárias
do setor público, a uma nova realidade tendente a uma posição de mercado.
Ressalta-se a importância da fundamentação das técnicas administrativas
e mercadológicas pelos profissionais da informação.
Transformar o ambiente da biblioteca, assim como tornar seus produtos e
serviços conhecidos e atraentes aos usuários, evidenciar seus benefícios e mostrar
como usá-los, são alguns dos objetivos das bibliotecas alinhados com os objetivos
da promoção.
Além da reestruturação física (arquitetura do prédio, decoração interior),
as bibliotecas necessitam de uma reestruturação organizacional, considerando seu
tamanho e sua diversidade, muitas vezes abrangendo todas as áreas do
conhecimento.
As bibliotecas universitárias, principalmente do setor público devem
atualizar-se e comprometer-se com o marketing dos serviços oferecidos. Somente
assim, a área de Biblioteconomia e Ciência da Informação terão o reconhecimento
de sua importância no apoio ao desenvolvimento do conhecimento científico.

�16

REFERÊNCIAS
AMARAL, S.A. Promoção: o marketing visível da informação. Brasília: Brasília
Jurídica, 2001.
AMARAL, S.A. Marketing da informação: entre a promoção e a comunicação
integrada de marketing. Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 18, n.
1, p. 31-44, 2008.
DIAS, M. M. K.; FERRAZ, M. C. C. Marketing em ciência e tecnologia: conceitos e
princípios básicos para ambientes informacionais acadêmicos e organizacionais.
São Carlos: EdUFSCar, 2006.
KOTLER, P. Administração de marketing. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.
KOTLER, P. Marketing de A a Z: 80 conceitos que todo profissional precisa saber.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
KOTLER, P.; KELLER, K.L. Administração de marketing. 12.ed. São Paulo:
Prentice Hall, 2006.
KOTLER, P.; LEE, N. Marketing no setor público: um guia para um desempenho
mais eficaz. Porto Alegre: Bookman, 2008.
LAS CASAS, A.L. Marketing: conceitos, exercícios e casos. 2. ed. São Paulo: Atlas,
1989.
NEVES, M.F. Planejamento e gestão estratégica de marketing. São Paulo: Atlas,
2005.
OGDEN, J.R. Comunicação Integrada de Marketing: modelo prático para um
plano criativo e inovador. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
WEINGAND, D.E. Marketing/ planning library and information services. 2.ed.
Englewood: Libraries Unlimited, 1999.

__________________
1

Milena Celere de Sousa e Silva, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Direito de Ribeirão
Preto, mcelere@usp.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                <text>O objetivo de uma organização é, em última instância, satisfazer as necessidades de seus clientes. Este artigo mostra como as bibliotecas universitárias do setor público podem utilizar os canais de marketing para atingir os objetivos específicos de satisfação dos clientes. Discute o estudo do marketing e a importância da atuação dos profissionais da informação, conceitua e exemplifica os canais de comunicação e distribuição, incluindo o ambiente das bibliotecas.</text>
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O PERFIL DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO: estudo de caso
da Biblioteca Central de Ribeirão Preto-USP
SILVA, M. A.1
CASTRO FILHO, C. M.2
OLIVEIRA, N. S.3
LEITE, R. A. F.4

RESUMO
A globalização trouxe mudanças para as unidades de informação universitárias,
incluindo informatização, novas tecnologias de informação e disseminação da
informação. Os profissionais da informação precisam acompanhar essas
transformações, cumprindo papéis e atendendo às novas competências exigidas
para sua atuação profissional e para isto, este precisa se especializar e atualizar. A
pesquisa realizada retrata o perfil do profissional da informação baseado na função
gerencial, organizadora e de divulgação. Esta pesquisa visa analisar se o
profissional da informação atuante está cumprindo as atuais necessidades de
qualificação, especialização e atualização necessárias.
Palavras-chave: Profissional da informação. Perfil profissional. Unidade de
informação universitária.

ABSTRACT
Globalization has brought changes to the university units of information, including
informatization, new information technologies and dissemination of information.
Information professionals need the information accompany these changes, fulfilling
roles and given the new skills required for their professional performance and for this,
they need to specialize and update. The survey reflects the profile of the professional
based on the information management function, organizing and dissemination. This
survey aims to examine whether the information profession active is meeting the
current needs of skills, expertise and update necessary.
Keywords: Professional profile. Information Professional. University unities of
information.

�2

1 INTRODUÇÃO
As unidades de informação universitárias passaram por um processo de
transformação nas últimas décadas, inclusive com o advento da globalização, no
que se inclui a informação, a informatização, as tecnologias de informação e
comunicação, e da disseminação da informação. Neste contexto, Faria et al. (2005,
p. 26) acrescenta que as mudanças não são decorrentes apenas dos avanços
tecnológicos, mas também do ambiente que se tornou complexo, demandando
transformações permanentes para se garantir a vantagem competitiva. Deste modo,
os profissionais da informação terão que cumprir novos papéis com produtos e
serviços especializados e com uma formação mais especializada para atender às
necessidades de informação de seus clientes, um público cada vez mais
diferenciado e voraz por informação.
Neste sentido, por se tratar de uma unidade de informação universitária
que agrega os diversos acervos do campus, com equipamentos adequados, acervo
automatizado, salas de estudo individuais e em grupo, rede wireless, podendo seus
usuários portar seus próprios equipamentos, serviço de referência exemplar,
comutação bibliográfica e empréstimo entre bibliotecas e disponibilização de bases
de dados diversas, a Biblioteca Central da Universidade de São Paulo campus
Ribeirão Preto (BCRP), está em consonância com o que se espera de uma unidade
de informação universitária de referência regional, local e até nacional.
Para tanto, torna-se necessário que o profissional da informação assuma
uma postura pró-ativa com um conjunto de compromissos com o usuário, a
organização, a informação, a profissão e com ele mesmo (GUIMARÃES, 2000).
De acordo com Santos (2000, p. 113) o profissional da informação deve
ter como perfil:
a) ser um especialista na área de conhecimento que atua;
b) ser um profundo conhecedor dos recursos informacionais
disponíveis;
c) ser um gerente efetivo;
d) ter domínio das técnicas do tratamento da documentação;
e) ser um líder para enfrentar as mudanças e suas conseqüências.

�3

Diante do exposto,

necessita-se

de

profissionais

capazes

de

acompanhar este processo de informatização e constante aprimoramento.
Ressaltando que não foi feito até o momento nenhum levantamento do perfil da
equipe desta unidade de informação universitária, pretende-se, portanto, com esse
trabalho descrever o perfil dos profissionais da informação, quais sejam, o
bibliotecário, o técnico e o auxiliar de documentação e informação da Biblioteca
Central de Ribeirão Preto.

2 METODOLOGIA E CONTEXTO INSTITUCIONAL
O universo da pesquisa foi a Biblioteca Central de Ribeirão Preto (BCRP),
uma das bibliotecas integrantes do SIBi/USP (Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo). Sua missão é manter a integração dos acervos
bibliográficos e serviços, com estabelecimento de políticas participativas, visando
racionalizar recursos e assegurar acesso à literatura científica para a comunidade do
campus da USP de Ribeirão Preto, como também ao público em geral. Atende e
integra os acervos bibliográficos de 07 Unidades de Ensino1, com 26 cursos de
graduação e 75 cursos de pós-graduação, sediadas no campus de Ribeirão Preto,
conta com aproximadamente 94 mil livros, 12 mil teses, 5 mil títulos de periódicos, 9
mil títulos de periódicos eletrônicos e 52 mil trabalhos científicos.
Através de aplicação de questionários foi levantado o perfil dos
funcionários da Biblioteca Central, que conta com 39 funcionários entre
bibliotecários, técnicos e auxiliares de informação e documentação. Com a análise
quantitativa dos dados obtidos, foi estabelecido o perfil destes funcionários e se este
vai de encontro às competências dos profissionais de informação de acordo com a
Classificação Brasileira de Ocupações, o que falta para atingí-las e o que foi
alcançado.

1

Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – EERP, Escola de Música de Ribeirão Preto – ECA, Faculdade de
Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - FCFRP, Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto
– FEARP, Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto – FFCLRP, Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto – FMRP, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – FORP.

�4

3 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO NA ATUALIDADE
Para as diversas funções exercidas na unidade de informação universitária
é necessário um conjunto de habilidades e competências, unificadas com a
elaboração de políticas de gestão, as quais terão um bom desempenho profissional
das atividades desenvolvidas.
De acordo com Araújo e Oliveira (2005, p. 38) “a função gerencial exige
capacidades analíticas, de julgamento, de decisão e liderança e de enfrentar riscos e
incertezas”; a função organizadora “aglutina atividades muito especializadas do
profissional da informação” e para a função divulgação é necessário dinamismo e
que seja “desenvolvida em consonância com as políticas” estabelecidas pela
unidade de informação universitária. Nota-se que o profissional da informação
necessita de aptidões básicas para o seu desempenho profissional e com a
evolução do caminho da informação, terá a necessidade de conhecimentos cada vez
mais especializados.
Para o Ministério da Educação – MEC, segundo o parecer CNE/CES nº
492/2001, compete ao profissional da informação citado por Mota e Oliveira (2005, p.
104):
• Interagir e agregar valor aos processos de geração, transferência e
uso da informação, em todo e qualquer ambiente;
• Criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e
produtos de informação;
• Trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza;
• Processar a informação registrada em diferentes tipos de suporte,
mediante a aplicação de conhecimentos teóricos e práticos de coleta,
processamento, armazenamento e difusão da informação;
• Realizar

pesquisas

relativas

a

produtos,

processamento,

transferência e uso da informação.

A unidade de informação universitária é a extensão da sala de aula e
sabe-se que é uma instituição ou organização que oferece serviços especializados
com recursos para facilitar a pesquisa científica, seja em ambiente virtual ou
presencial e, portanto, é necessário um trabalho em equipe para planejar, avaliar e

�5

criticar seus produtos e serviços de informação, assim como a utilização de métodos
e técnicas adequadas para satisfazer o cliente final.
Já no contexto da sociedade da informação, a unidade de informação
universitária tem como funções segundo Araújo e Dias (2005, p. 118):
a)

a preservação dos registros da informação;

b)

a organização da informação;

c) a disseminação da informação.
Neste sentido, o perfil do profissional da informação na unidade de
informação universitária deve ser um especialista em elaborar ligações com fontes
externas de informação e ter um maior conhecimento de tecnologias de informação
e comunicação, uma vez que, as coleções serão desenvolvidas virtualmente e as
aquisições na base de consórcios e ações cooperativas. As publicações estão cada
vez mais disponibilizadas em formato eletrônico pela rapidez do acesso e pelo fator
econômico, portanto o profissional da informação tem que gerenciar as informações
utilizando mecanismos eletrônicos e se aperfeiçoando assim, com os meios
tecnológicos.
Ressalta-se ainda que, com as tecnologias de informação e comunicação
interagindo com as unidades de informação universitária, forma-se um espaço
tecnológico e científico de suporte para o ensino. Neste sentido, podemos acreditar
que a unidade de informação universitária, além de um espaço de socialização de
conhecimento, também é de grande relevância no processo de modernização do
ensino superior (CASTRO FILHO, 2008).
Quanto à disseminação da informação, é necessário um posicionamento
proativo do profissional da informação, antecipando as necessidades dos usuários,
utilizando a comunicação eletrônica, e, portanto, faz-se necessário que o profissional
da informação se atualize diante das funções no contexto da sociedade da
informação.
No contexto da Classificação Brasileira de Ocupações - CBO, os
profissionais da informação estão inseridos na CBO (2003) sob o número de 2612,
que se compõe em 2612-05 para o bibliotecário e 2612-10 para técnico de

�6

documentação, que indica como competências pessoais do profissional da
informação:
Tabela 1 – Competências do profissional da informação segundo a CBO
Competências do Profissional da Informação na CBO
Manter-se atualizado
Liderar equipes
Trabalhar em equipe e em rede
Demonstrar capacidade de análise e síntese
Demonstrar conhecimento de outros idiomas
Demonstrar capacidade de comunicação
Demonstrar capacidade de negociação
Agir com ética
Demonstrar senso de organização
Demonstrar capacidade empreendedora
Demonstrar raciocínio lógico
Demonstrar capacidade de concentração
Demonstrar pró-atividade
Demonstrar criatividade
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Disponível
em: &lt;http://www.mtecbo.gov.br&gt;

O mercado de trabalho do profissional da informação requer algumas
qualidades além das adquiridas na formação acadêmica como: liderar em equipes,
conhecimento de outros idiomas, capacidade de comunicação e negociação, entre
outros. Essas habilidades podem ser obtidas por meio da educação continuada, de
cursos de especialização, pós-graduação e treinamentos na área, mas para isso
ocorrer, os dirigentes das unidades de informação universitárias devem incentivar os
funcionários na busca dessas competências, para que os mesmos melhorem seu
desempenho, eficiência e eficácia nos serviços oferecidos à comunidade.
De acordo com Faria et al. (2005) alguns especialistas da informação no
Brasil apontam algumas competências requeridas aos profissionais da informação,
das quais destacamos: conhecimento interdisciplinar e especializado, adaptação ao
novo, ser empreendedor, relacionamento interpessoal, lidar com contradições e
conflitos, domínio de ferramentas e de tecnologias de informação e comunicação e
outras que forem necessárias mediante mudanças no ambiente do trabalho.

�7

4 ANÁLISE E RESULTADOS
Tendo como referência a quantidade de funcionários da BCRP-USP,
distribuiu-se 39 questionários, sendo que foram respondidos cerca de 88% deste
número, o que nos permite uma análise rigorosa e bem perto da realidade.
A partir da proposta de Araújo e Oliveira (2005, p. 38) temos a unidade de
informação universitária como instituição de organização, o que pressupõe três
grandes funções quais sejam:
a)

Função gerencial: administração e organização;

b)

Função

organizadora:

seleção,

aquisição,

catalogação,

classificação e indexação;

c) Função

divulgação:

referência,

empréstimo,

orientação,

reprografia, serviços de disseminação, extensão.

Distribuindo estes funcionários de acordo com as categorias acima,
chegamos aos seguintes resultados:
Profissionais / Função Gerencial

33%

67%

Bibliotecários

Técnicos

Gráfico 1 - Percentual de funcionários envolvidos na função gerencial

A função gerencial que compreende administração e organização, para
Maciel e Mendonça (2000, p. 5) “são aquelas de cunho administrativo e
responsáveis pela ativação de todas as funções meio ou fim e pelo seu
direcionamento e ajuste às metas e objetivos do sistema”.

�8

Conforme o gráfico 1, na função gerencial temos 2 bibliotecários, o que
representa 67% do total e 1 técnico de documentação e informação, representando
33%. Estes bibliotecários possuem respectivamente, cargos de diretoria e chefia,
que de acordo com a CBO, deve gerenciar redes e sistemas de informação,
desenvolver e tratar recursos informação, liderar equipes, demonstrar capacidade de
negociação, empreendedorismo, entre outras.
Já o técnico, está na função gerencial por ser a secretária da Biblioteca,
tratando da parte administrativa, ou seja, por controlar e organizar arquivos
administrativos, elaborar relatórios, capacidade de comunicação, demonstrar senso
de organização. (CBO, 2003)
Profissisonais / Função Organizadora

7%
36%

57%

Bibliotecários

Técnicos

Auxiliares

Gráfico 2 - Percentual de funcionários envolvidos na função organizadora

A

função

organizadora

envolve

seleção,

aquisição,

catalogação,

classificação e indexação. É a função que abarca o maior número de funcionários,
por se tratar de disponibilizar o material bibliográfico ao usuário, sendo composta por
5 bibliotecários, ou seja, 36%, 8 técnicos, totalizando 57% e 1 auxiliar, que soma 7%.
Neste contexto, para os bibliotecários são exigidas competências tais
como migrar dados, registrar, classificar, catalogar, efetuar manutenção de bases de
dados, elaborar linguagens documentárias, gerar fontes de informação entre outros
(CBO 2003), sendo que a função dos técnicos e do auxiliar, é amparar os
bibliotecários.

�9

Profissionais / Função Divulgação

18%
41%

41%

Bibliotecários

Técnicos

Auxiliares

Gráfico 3 - Percentual de funcionários envolvidos na função divulgação

A função divulgação que abrange serviço de referência, empréstimo,
orientação, disseminação e extensão, é composta por 3 bibliotecários (18%), onde
uma possui cargo de chefia; 7 técnicos e 7 auxiliares, que representa 41% cada.
Uma das competências bem marcantes do bibliotecário nesta função, de
acordo com a CBO (2003), é disseminar informação, que aborda compilar
bibliografia e em relação ao serviço de referência: disponibilizar informações em
qualquer

suporte,

prestar

serviços

de

informação

on-line,

atendimento

personalizado, intercambiar informações e documentos entre outros. Já os técnicos
e auxiliares dão suporte no atendimento ao usuário, serviços de empréstimo entre
bibliotecas, COMUT, entre outros.
Quanto ao nível de instrução, podemos observar nos gráficos:

�10

Nível de Instrução / Auxiliares de
Documentação e Informação

13%

25%
62%

Ensino Médio

Técnico

Superior Incompleto

Gráfico 4 - Nível de instrução dos Auxiliares de Documentação e Informação

Para a função de auxiliar de documentação e informação, onde é exigido o
nível de ensino fundamental, a grande maioria dos auxiliares, ou seja, 62% possuem
o nível de ensino médio, indo além da exigência da função. Além de termos 2
funcionários com formação a nível técnico, ou seja 25% e 1 com curso superior
incompleto, o que representa 13%. Nota-se que o nível de formação profissional dos
funcionários da biblioteca, estão acima do exigido na função designada pelo Sistema
Integrado de Bibliotecas (SIBi) da Universidade de São Paulo, facilitando assim, um
melhor desempenho profissional.
Nível de Instrução / Técnicos de
Documentação e Informação

31%

63%

6%

Ensino Médio

Técnico

Superior

Gráfico 5 - Nível de instrução dos Técnicos de Documentação e Informação

�11

Para a função de técnico de documentação e informação, o qual é exigido
o ensino médio, verifica-se também que a maioria, ou seja, 10 (63%), dos 16
funcionários incluídos na pesquisa, possuem nível superior, indo além do exigido na
função. Mais uma vez encontrou-se um diferencial, pois a formação acadêmica
exigida pelo SIBi está aquém da existente na BCRP. Segundo a CBO (2003) as
competências para o técnico de documentação e informação são de participar do
processo de disseminação da informação, atender o usuário de forma presencial e a
distância, tratar informação e documentos, realizar manutenção do acervo entre
outros.
Cursos / Bibliotecários

13%
13%
49%
13%
12%

Especialização concluída
Mestrado concluído
Doutorado em Curso

Especialização em curso
Mestrado em curso

Gráfico 6 - Nível de instrução dos Bibliotecários

Quanto aos bibliotecários, pode-se notar que em grande parte está
interessada em se especializar e se atualizar, pois 49% já fez especialização e uma
boa porcentagem está fazendo algum curso. Pode-se dizer que existe uma evolução
por parte dos bibliotecários em dar continuidade em sua formação. Segundo
Lacombe e Heilborn (2003) os modelos de educação continuada pode envolver
aspectos da aprendizagem por meio da experiência e prática de outros, por meio da
sua própria experiência e pela rápida e eficiente transferência de conhecimentos.
Com a educação continuada os bibliotecários da BCRP atende as competências
pessoais propostas na CBO como: capacidade empreendedora, conhecimento de
outros idiomas, capacidade de negociação, demonstrar pró-atividade entre outros.

�12

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dos resultados obtidos, concluímos que os funcionários da BCRP,
em todos os níveis, superam na maioria a graduação exigida para as suas funções
de acordo com o SIBi, considerado como um diferencial para desenvolver atividades
que estão relacionadas à administração, organização, processamento técnico da
informação e disseminação da informação. Neste sentido a competência profissional
é uma mescla de conhecimentos, saber fazer, experiências e comportamentos na
unidade de informação (FARIA et al., 2005).
Neste aspecto os funcionários da biblioteca se interessam em se
especializar e atualizar e têm todas as condições para atingir as competências
exigidas para os profissionais da informação de acordo com a CBO.
Entendemos que a BCRP atinge as grandes funções de uma unidade
informação, citadas por Araújo e Oliveira (2005, p. 38), já que na função gerencial
existem pessoas capacitadas para liderança, administração e organização; na
função organizadora é onde se tem o maior número de funcionários, e também é a
função com mais atividades funcionais, exigindo competências específicas
alcançadas plenamente pelos funcionários da BCRP, por meio da sua formação; na
função divulgação na BCRP, encontra-se o segundo maior número de funcionários e
que exige destes um conhecimento de toda a unidade de informação, já que o
usuário busca informação e um atendimento com rapidez, eficiência e qualidade.
Consideramos que o perfil apresentado retrata que os funcionários têm
uma formação mais qualificada do que a exigida pelo SIBi e a BCRP utiliza deste
recurso para atingir a missão da universidade que é ensino, pesquisa e extensão.
Entendemos que os profissionais da informação da BCRP, se bem
gerenciados, direcionados, aproveitados e incentivados têm todas as condições de
serem profissionais da informação desejados na atualidade.
Aponta-se que a direção da biblioteca em conjunto com as suas
respectivas chefias, utilize os dados desta pesquisa como subsídios para conhecer e
analisar as competências e habilidades dos funcionários, para que possam ser
melhor aproveitados nas grandes funções. Outro fator importante é o incentivo por

�13

parte da gerência com a educação continuada específica na área de atuação do
funcionário.

REFERÊNCIAS
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bibliotecário no contexto da sociedade de informação: os novos espaços de
informação. In: OLIVEIRA, Marlene. Ciência da Informação e biblioteconomia:
novos conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005. p.
111-122.
ARAÚJO, Eliany Alvarenga; OLIVEIRA, Marlene. A produção de conhecimentos e a
origem das bibliotecas. In: OLIVEIRA, Marlene. Ciência da Informação e
biblioteconomia: novos conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Editora
UFMG, 2005. p. 29-43.
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Recursos para el Aprendizaje y la Investigación (CRAI) e as bibliotecas
universitárias brasileiras: convergências e divergências. Tese apresentada ao
Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e
Artes da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2008.
FARIA, Sueli et al. Competências do profissional da informação: uma reflexão a
partir da Classificação Brasileira de Ocupações. Ciência da Informação, Brasília,
v.34, n. 2, p. 26-33, maio/ago. 2005.
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sua formação. In: VALETIM, Marta Pomim. Profissionais da Informação: formação,
perfil e atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000.
LACOMBE, Francisco; HEILBORN, Gilberto. Administração: princípios e
tendências. São Paulo: Saraiva, 2003.
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In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11, Florianópolis,
2000. Anais... Florianópolis, 2000. 1 CD.

�14

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profissional. In: OLIVEIRA, Marlene. Ciência da Informação e biblioteconomia:
novos conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005. p. 97110.
SANTOS, Jussara Pereira. O perfil do profissional bibliotecário. In: VALETIM, Marta
Pomim. Profissionais da Informação: formação, perfil e atuação profissional. São
Paulo: Polis, 2000.

__________________
1

Marta Adriana da Silva, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, martadrica@usp.br.
Claudio Marconders de Castro Filho, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto,
claudiomarcondes@ffclrp.usp.br.
3
Nair Silva de Oliveira, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, nairsol@usp.br.
4
Renata Antunes de Figueiredo Leite, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto,
rafig@usp.br.
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>A globalização trouxe mudanças para as unidades de informação universitárias, incluindo informatização, novas tecnologias de informação e disseminação da informação. Os profissionais da informação precisam acompanhar essas transformações, cumprindo papéis e atendendo às novas competências exigidas para sua atuação profissional e para isto, este precisa se especializar e atualizar. A pesquisa realizada retrata o perfil do profissional da informação baseado na função gerencial, organizadora e de divulgação. Esta pesquisa visa analisar se o profissional da informação atuante está cumprindo as atuais necessidades de qualificação, especialização e atualização necessárias.</text>
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MODELO CONCEITUAL DE MAPOTECA DIGITAL APLICADO
À SAÚDE PÚBLICA
SILVA, L. O. M.1
RIBEIRO, A. M.2

RESUMO
Apresenta um modelo conceitual de mapoteca digital aplicado a saúde, servindo aos
órgãos e pesquisadores que atuam na área de saúde, como uma ferramenta de
armazenamento das informações relacionadas ao surto da febre tifóide no município
de Anajás-PA. No banco de dados geográfico estarão armazenados textos, tabelas,
e imagens sobre as condições de saúde, saneamento básico e informações sobre a
doença no município. O sistema de informação geográfica foi idealizado como
ambiente gráfico para gerar as análises diversas relacionadas aos agravos de
condições de saúde da população. O modelo propõe uma interface gráfica, a ser
implementada, de acordo com os interesses dos usuários, em potencial, para
facilitar o acesso com mais rapidez e precisão..
Palavras-chave: Mapoteca digital. Sistema de informação geográfica. Saúde.

ABSTRACT
It presents a conceptual model of digital mapoteca applied the health, serving to the
agencies and researchers who act in the health area, as a tool of storage of the
information related to it I occasion of the fever tifóide in the city of Anajás-Pará. In the
geographic data base texts will be stored, tables, and images on the health
conditions, basic sanitation and information on the illness in the city. The system of
geographic information was idealized as surrounding graph to generate the related
diverse analyses to the agravos of conditions of health of the population. The model
considers a graphical interface, to be implemented, in accordance with the interests
of the users, in potential, to facilitate to the access with more rapidity and precision.
Keywords: Digital mapoteca. System of geographic information. Health.

�2

1 INTRODUÇÃO
As novas tecnologias de informação vêm sendo utilizadas nas análises de
saúde pública com eficaz aplicação enquanto suporte de tomada de decisão. Estas
tecnologias têm sido largamente utilizadas, por permitir a execução de análises
relacionadas a componente espacial e temporal existente nas informações em
saúde.
As análises feitas por esta técnica estão relacionadas principalmente à
execução de cálculos de áreas de riscos de contaminação, cálculos de áreas de
influências dos agravos, localização precisa de áreas de coletas de informação e de
reservatórios e criadouros de vetores, conforme (MEDRONHO, 1995).
O uso desses sistemas vem aumentando, cada vez mais, no
planejamento, monitoramento e avaliação das ações de saúde, além de se constituir
em uma importante ferramenta para análise das relações entre o ambiente e as
questões relacionadas à saúde (BARCELLOS e BASTOS, 1996).
Compreender a distribuição espacial de dados oriundos de fenômenos
ocorridos em determinado espaço geográfico constitui um grande desafio para
resolver questões em diversas áreas do conhecimento, seja em saúde, meio
ambiente, geologia, entre outras.
Considerando que os dados espaciais de saúde e ambiente geralmente
agregam grandes volumes de dados, dificultando manipulações, sentiu-se a
necessidade de criar sistemas que fossem capazes de armazenar, manipular esses
dados produzidos por diferentes áreas do conhecimento.
O avanço da informática, bem como o acesso propiciado por sistemas
computacionais, possibilitou o surgimento da mapoteca digital que armazena e
recupera informações geográficas tais como mapas, fotos aéreas, imagens de
satélites.
É em virtude deste cenário, que este trabalho descreve o desenvolvimento
conceitual de um modelo de mapoteca digital para disseminação de dados

�3

geográficos, a partir de um fato concreto, relacionado ao surto da febre tifóide no
município de Anajás, no Estado do Pará.

2 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES CONVENCIONAIS
A incorporação das novas tecnologias da informação nas organizações
vem contribuindo para a mudança na forma de produzir conhecimento, adequandoas às rápidas transformações dos cenários, face cada vez mais instável e
globalizada. Segundo Moraes e Belluzo (2004, p. 77):
Toda mudança implica novos caminhos, novas abordagens e novas
soluções, significa transformação que tanto pode ser gradativa ou
constante, leve ou impactante – questão de velocidade e
profundidade.

O aumento da velocidade e mudanças é devido às inovações tecnológicas
que contribuem para redução do tempo, no que se refere ao aumento da capacidade
de processamento da estrutura organizacional, agilizando o fluxo de informação.
Para Noronha (apud ANDRADE 2001), o fluxo de informação ganha
importância considerada nesse contexto. Com isso as tecnologias da informação
tendem a tornarem-se mais efetivas em virtude da elevação da capacidade de
armazenar e transferir informações, o que torna possível uma maior velocidade na
comunicação, redução no prazo das respostas e melhoria na tomada de decisão,
enfim, um aumento de eficiência organizacional em vários aspectos.
Para o entendimento do que vem a ser sistemas de informação é
necessário fazer a diferença entre dado e informação.
Para Oliveira (1998), dado é qualquer elemento na sua forma bruta que
por si só não leva a nenhum entendimento e compreensão de determinada situação.
Informação é esse dado organizado que ajuda na tomada de decisão.
Já para Gordon e Gordon (apud BEZERRA 2001), dado pode ser definido
como fatos, figuras, observações e palavras sem contexto sem arrumação.
Informação é o dado que sofreu um processo de análise e que foi organizado e
interpretado.

�4

De acordo com os autores citados os dados são itens básicos da
informação antes de serem interpretados, organizados, formatados de uma forma
que as pessoas possam entender e usar, enquanto que informações são os
resultados desses dados moldados e organizados através do conhecimento de uma
forma que é significativa e útil para os seres humanos, conforme mostra o esquema
a seguir.
Processo de transformação.
(aplicando conhecimento pela
seleção, organização e
manipulação de dados).

Dados

Informação

Figura 1 - O processo de transformação de dados em informação
Fonte: Stair e Reynolds (2002)

Segundo Bezerra (2001), as informações são utilizadas para obter
conhecimento, que pode ser definido como sendo a compreensão ou modelo sobre
pessoas, objetos ou eventos, derivado da informação sobre os mesmos. Por último,
tem-se a sabedoria, que é a capacidade de utilizar o conhecimento para uma
finalidade.
O objetivo básico da informação é de ajudar na tomada de decisão,
utilizando recursos como materiais, tecnologia, equipamentos, pessoas etc.,
caracterizando assim, um sistema de informação. Vale ressaltar que quando se fala
em sistema de informação, não está se referindo apenas aos sistemas
informatizados, mas todo e qualquer processo que gera informação.
Para Mañas (1998), sistema de informação é definido como um conjunto
interdependente das pessoas, das estruturas da organização das tecnologias de
informação, dos procedimentos e métodos que deveria dispor, no tempo desejado
das informações que necessita para seu funcionamento atual e para sua evolução.
De acordo com Laudon e Laudon (2001), sistema de informação é um
conjunto

de

componentes

inter-relacionados

que

armazenam,

processam,

recuperam e distribui informação com a finalidade de facilitar o planejamento,
controle, na tomada de decisão.

�5

Já Gordon e Gordon (apud BEZERRA 2001), sistema de informação é a
união de tecnologias com os dados brutos, procedimentos para organizar esses
dados e pessoas que interpretam os dados processados resultando na informação.
De acordo com os autores citados sistemas de informações com auxilio da
tecnologia, ajuda no processo de armazenar as informações relevantes, resolvendo
problemas criados por fatores internos e externos, tais como, mudança no ambiente
onde o mesmo está inserido.
Desse modo sistemas de informações existem para responder às
necessidades do usuário, com a finalidade de fazer com que este usuário
acompanhe com eficácia e eficiência as constantes mudanças que estão ocorrendo
no mundo globalizado.

3. MAPOTECA DIGITAL
Na era da informação, tecnologia de gerenciamento de dados está
emergindo como meios poderosos de manipulação de grandes volumes de
informação cartográfica e embasamento para soluções de problemas que envolvem
o meio ambiente e os seres que nele vivem.
Tais tecnologias junto com os sistemas computacionais facilitaram o
desenvolvimento de software voltado para o processamento de dados geográficos, a
cartografia entra em uma nova fase no que diz respeito ao meio em que disponibiliza
o produto final o mapa.
O mapa convencional usa como meio mais comum o suporte de papel.
Dentro desse ambiente limitado, a representação do mundo real é restrita pela
possibilidade de transportar esse mundo para o mapa. Para fazer a diferença de
pontos no mapa era utilizada uma variedade de recursos como símbolos especiais,
traços especiais, hachuras, separação em cores, estilos de textos.
Essa limitação da imagem analógica disposta no suporte de papel é
devido à dificuldade de manipulação dos elementos informacionais nela contidos,
gerados a partir das interpretações e classificações feitas, em um primeiro momento,

�6

pelos especialistas e validadas, conforme as especificações dos trabalhos que as
requisitam, a partir de uma série de pesquisas de campo, o que dificulta a geração
de novas informações (metainformações) devido às limitações físicas do suporte em
papel (GONÇALVES, 2001).
Semelhantes a outros sistemas geográficos a mapoteca digital tem os
seguintes componentes:
•

Interface com o usuário;

•

Entrada e integração de dados;

•

Funções de procedimentos gráficos e de imagens;

•

Visualização e plotagem;

•

Armazenamento e recuperação de dados geográficos.
A interface homem-máquina define como o sistema é operado e

controlado

no

nível

intermediário

deve

ter

mecanismos

de

entrada,

de

processamento, de visualização e de saída de dados espaciais no nível mais intenso
do sistema, um banco de dados geográficos lida com os dados espaciais e seus
atributos.
O número de atributos mensurados fornece a base para melhor
caracterização da área através do cruzamento de informações. Como o sistema
básico inclui fases de entrada de dados, transformação e saída de informação podese prever a inclusão de novas entidades, aumentando a grandeza da área estudada,
bem como a inclusão de dados sobre novos atributos vão sendo considerados
importantes.
Segundo Teixeira (apud GUEMBAROVSKI 1999), os dados utilizados em
uma mapoteca são oriundos de diversas fontes, que são classificados em primárias,
levantamentos diretos em campo ou sobre produtos do sensoriamento remoto e em
secundárias envolvendo mapas e estatísticas, que são derivadas das fontes
primárias. Na realização de uma pesquisa a fonte de dados deve ser definida de
acordo com sua abrangência espacial, detalhadamente custos, possibilidade de
padronização e confiabilidade.

�7

Ainda segundo o autor:
O levantamento dos dados através das pesquisas de campo exige a
utilização de equipamentos apropriados, conforme o fenômeno que
está sendo pesquisado e o tipo de informação que se deseja. Pode-se
coletar amostras de solo, de sedimentos, superfícies e água. Pode-se
também realizar medições sobre distancias, áreas e efetuar
mapeamentos sobre o uso do solo. As entrevistas possibilitam coletar
informações sobre os aspectos sociais e econômicos da população.
Essas pesquisas servem também para checar e fornecer guias para a
interpretação de fotos aéreas e de outras imagens de sensoriamento
remoto que auxiliam em muito a coleta de dados. (GUEMBAROVSKI,
1999, p. 59)

Em um contexto mais amplo, a mapoteca inclui-se no ambientes
tecnológicos, cuja área de atuação envolve a coleta e tratamento da informação
espacial, assim como o desenvolvimento de novos sistemas e aplicações. Essa
tecnologia envolve equipamentos (hardware) e programas (software) destinados à
implementação de sistemas com fins didáticos, de pesquisas acadêmicas ou
aplicações profissionais e científicas nos mais diversos ramos das geociências
(GUEMBAROVSKI, 1999).
A tecnologia de uma mapoteca digital emprega na maioria de suas
aplicações um banco de dados para indexar informações, o qual pode também ser
aproveitado para gerar outras formas de análise de dados e facilitar a tomada de
decisão. Ela requer recursos de:
•

Entrada de dados a partir de mapas, fotografia aérea, imagens de
satélites, levantamentos de campo;

•

Transformação de dados, análise e modelagem, incluindo estatística
espacial;

•

Comunicação dos dados, através de mapas, relatórios e planos.
As vantagens que uma mapoteca digital proporciona são a segurança e

organização, a democratização de dados cartográficos e geográficos, a troca de
informações entre pesquisadores e usuários que trabalham em todos os campos das
ciências relacionadas com o espaço geográfico.
Segundo Escada (1998), este tipo de mapoteca já é comum em algumas
instituições e países, como exemplo cita-se o Brasil e os Estados Unidos:

�8

3.1 Conceitos
Com relação aos conceitos de mapotecas digitais pode-se citar alguns
autores:
Para Moretti, “Mapoteca digital é uma estrutura de armazenamento de
dados geográficos digitais criada para facilitar o gerenciamento dos arquivos,
incluindo níveis de acesso e procedimentos padronizados de checagem e
atualização”.
Já Viana e Neves (2004, p. 03), “é um banco de dados composto pelos
arquivos digitais de mapas, e imagens, junto com um sistema de identificação de
busca”.
Conforme Gonçalves (2001, p. 40), “é uma coleção não convencional de
informações geográficas dispostas em arquivos digitais de imagens e mapas”.
Esses conceitos estão diretamente ligados ao crescimento do volume de
dados cartográficos disponíveis nas organizações que exigiu a adoção de um
sistema de recuperação de dados mais ágeis e estratégicos de compartilhamento
dos mesmos.
De maneira geral mapoteca é um sistema de informação que serve para
indexar, recuperar e armazenar dados sobre o mundo real, sobre o qual opera um
conjunto de procedimentos para responder a consultas sobre entidades espaciais,
onde integra dados referenciados espacialmente num ambiente de respostas a
problemas.

3.2 Organização Digital
Segundo Meneguette (2005), a organização digital pode obedecer a
estruturas diversificadas como:
Aquisição de dados: os dados são extraídos de banco de dados digitais
existentes, por digitalização de mapas, conversão analógico-digital com
uso de scanner, aquisição direta por levantamento de campo ou
observações científicas.

�9

Armazenamento de dados: Após passar por ajustes, os dados são
armazenados de modo a preservar a topologia, a localização geográfica
de acordo com a projeção geométrica adotada, e atributos descritivos dos
objetos geográficos. O armazenamento pode ser centralizado ou
descentralizado;
Tratamento dos dados: trazendo os dados digitais obtidos em várias
fontes num sistema de coordenadas geográficas comuns e em seguida
transformando esses dados numa estrutura padrão de dados cartográficos
requerida pela mapoteca. Fontes de materiais usados na aquisição de
dados digitais invariavelmente estão em escalas diferentes, projeções
cartográficas diferentes ou são adquiridas em anos ou épocas diferentes.
Esse conjunto de dados devem ser transformados num mesmo sistema de
coordenadas

geográficas,

por

exemplo,

como

coordenadas

UTM

(Universal Transversa de Mercator). Esses dados também devem, se
possível, serem ajustados ao mesmo nível de generalização e para o
mesmo período de tempo;
Processamento e análise de dados: medindo, comparando e modelando
matematicamente ou estatisticamente os diferentes temas dos dados, de
forma que seja gerada a informação geográfica útil que prediga a condição
de um ou mais aspectos do ambiente incluindo funções cartométricas
básicas, como obter comprimento de linha, área da superfície e cálculo de
declividade. Técnicas de análise de mapas, como a habilidade para
sobrepor digitalmente vários conjuntos de dados e extrair áreas que
compartilham características comuns, são essenciais em qualquer
mapoteca;
Geração da informação: colocando os resultados das manipulações dos
dados e análises em formato cartográfico, tabular ou em formato de
arquivo legível pelo computador. Devem ser concebidos e produzidos
mapas que descrevem os resultados de análises e devem ser exibidos
temporariamente ou permanentemente impressas. Além da produção
gráfica, mapas digitais e dados tabulares, que são os resultados de
manipulações e análises por usuários, relatórios e informações de busca
de atributos são também produtos de informação.

�10

São usadas várias técnicas para o armazenamento e a manipulação de
dados para gerar a informação. Por muitos anos, os pesquisadores desta área
focaram em encontrar soluções para estruturação de dados e após várias
experiências chegaram a dois tipos de estruturas de dados, vetoriais e matriciais.
Através destas estruturas a mapoteca permite organizar a informação
sobre uma determinada região ou cidade, como um conjunto de mapas, cada um
deles exibindo uma informação a respeito de uma característica da região.
Cada mapa individualmente é referenciado como um layer (camada),
coverage ou level (nível). Cada camada é cuidadosamente sobreposta de forma que
toda localização é precisamente ajustada às localizações correspondentes em todos
outros mapas. O layer que fica em baixo do diagrama é o mais importante, porque
representa um reticulado com um sistema de referência (como latitude e longitude)
ao quais todos os mapas foram precisamente referenciados.
Portanto mapotecas são ótimas para centros de pesquisa com vários
pesquisadores trabalhando com GIS. Na maioria dos casos, há layers necessários a
mais de um pesquisador da mesma região, como hidrografia, modelos de terreno
digital e imagens de satélites. A mapoteca permite concentrar o trabalho no
desenvolvimento de layers específicos e relevantes a suas áreas de pesquisa.
Tempo e custo da criação do banco de dados geográficos são reduzidos.

Figura 2 - Modelo relacional de bancos de dados integrados
com várias instituições trocando dados entre si.
Fonte: adaptado de Néri, (2004)

�11

4 MAPOTECA DIGITAL APLICADA A SAÚDE PÚBLICA
Nas últimas décadas a saúde pública tem incorporado em suas análises
relacionadas à prevalência de doenças infecciosas e parasitárias, diversas
tecnologias, a mapoteca digital, vêm sendo largamente utilizadas por permitir a
execução de análises relacionadas às componentes espacial e temporal existente
nas informações em saúde.
Na área de saúde, tão importante quanto conhecer a etiologia da doença,
também é necessário ter conhecimento do espaço geográfico onde ela ocorre e
suas interações com as condições econômicas e ambientais do lugar.
Diante deste contexto a mapoteca aplicada a questões de saúde pública
permite o mapeamento de doenças e avaliação de riscos, a integração e o
armazenamento desses dados existentes e sua espacialização, facilitando o
trabalho prático do dia a dia, contribuindo para a tomada de decisões mais
adequadas, propiciando a avaliação do trabalho de campo à medida que este for
sendo realizado, além de periodicamente proceder a análises mais ricas e
acessíveis do quadro epidemiológico mais amplo da endemia.
A mapoteca aplicada à saúde pública serve para melhorar as
possibilidades da descrição e análise espacial das doenças. Estes sistemas podem
ser muito úteis na avaliação de agravos com variáveis ambientais. Suas aplicações
em saúde podem ser identificadas na análise da distribuição de pacientes,
monitoramento da qualidade de água, variações na ocorrência de epidemias,
monitoramento de vetores, avaliação em tempo real, de situações de emergência ou
catastróficas, dentre outras, situação de não menor importância.
A mapoteca facilita também a análise e o planejamento das ações, uma
vez que permite a visualização na forma de mapas dos casos de surto e a
delimitação das áreas a serem trabalhadas, possibilitando também a impressão dos
mapas gerados e sua utilização no campo.
A utilização de mapas para o entendimento e conseqüentemente para o
controle das doenças vem desde o nascedouro da epidemiologia, uma das maneiras
de se conhecer mais detalhadamente as condições de saúde da população de um

�12

município é através de mapas que permite observar a distribuição espacial de
situações de risco e dos problemas de saúde.

Diversos estudos e técnicas de análises sobre as variações geográficas e
a distribuição das doenças, das mortes e da provisão de cuidados para a saúde, tem
suas origens em diferentes períodos na história humana. Porém, a avaliação destes
problemas utilizando técnicas de cartografia e tendo a preocupação de espacializar
os eventos para compreender os impactos na saúde, deu-se segundo Thomé
(1998), por intermédio de um estudo realizado pelo médico John Snow, no ano de
1854.
Neste estudo, Dr. John marcou em um mapa das ruas e residências de
Londres com “X” onde havia poços de água e com “ponto” as residências onde
haviam ocorrido mortes como decorrência da epidemia de cólera que a cidade
estava vivendo. Com estas duas classes de informações espacializadas no mapa, o
Dr. John verificou que havia muitos “pontos” (casos de cólera) próximos a um “X”
(poço) da Broad Street e decidiu lacrar o referido poço. Como conseqüência,
constatou a diminuição dos casos de cólera e evidenciou a associação do cólera
com a água.
Com este exemplo percebe-se que através do mapa é permitido a
execução de análises de cálculos de áreas de riscos, cálculos de áreas de
influências dos agravos, localização precisa de áreas de coletas de informação e
localização precisa desses reservatórios e criadores de vetores.
Portanto a utilização da mapoteca facilita a integração dos dados
coletados de fonte heterogênea. A sua utilização em análise de epidemias é de
fundamental importância, pois, como os mapas são georreferenciados, o uso da
mapoteca se torna uma ferramenta valiosa para a realização de avaliações espaçostemporais. Sua utilização especialmente associada à análise estatística espacial
será certamente uma das mais importantes fronteiras do campo da saúde pública
nos próximos anos.

�13

Conforme Costa, o mapeamento das doenças é fundamental quando se
considera a necessidade de vigilância diante de uma epidemia, pois o conhecimento
do padrão geográfico das doenças pode fornecer informações sobre etiologia e
fisiopatologia de determinados eventos mórbidos. A autora afirma que muitas
doenças possuem um padrão geográfico bem definido.
A mapoteca é de grande importância na área de saúde por que permite:
•

Determinar áreas de riscos ou agravos para saúde humana;

•

Explicar a distribuição das endemias e sua relação com o meio ambiente;

•

Investigar quantitativa e qualitativamente as condições de agravo à saúde
das populações humanas;

•

Construir indicadores sócio-ambientais que podem ter influência sobre
condições epidemiológicas;

•

Avaliar o impacto de políticas e intervenções sobre as condições de saúde
e meio-ambiente;

5 IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO
No modelo proposto a mapoteca foi o foco principal, sendo composto de
dados gerais que englobam toda a região de estudo e dados específicos das áreas
de mais ocorrência do surto.
Entre os dados gerais destacam-se o processamento de imagens do
município, tabelas com dados notificados do surto, dados sobre a doença,
classificação de indicadores sociais, econômicos e de desenvolvimento.
Todos esses dados espaciais e um significado acervo são mostrados na
interface gráfica abaixo como parte ilustrativa da implementação do modelo. A
segurança de acesso aos dados, pode ser concedida em diversos níveis às funções
e/ou tabelas específicas do banco, ou ainda a todo o conjunto de dados. Para ter
acesso é necessário que o usuário tenha que ter identificação e senha cadastradas

�14

Esta é uma amostra da mapoteca digital, em desenvolvimento, para que
em curto prazo esteja implementada e subsidiando as pesquisas e ações no controle
e combate às endemias na Região Amazônica.

Figura 3 - Interface gráfica do modelo conceitual
Fonte: Lobão; Lobão; França-Rocha, 2005 (modelo adaptado pela autora)

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho, pode-se observar através do modelo conceitual que a
mapoteca digital pode ser uma solução para disseminação da informação na área de
saúde, haja vista a facilidade proporcionada por esta em se poder integrar e
manipular uma quantidade extensiva de dados oriundos de diversas instituições.
Com a utilização da mapoteca digital vai ser possível identificar ás áreas
que apresentam as maiores concentrações de contaminação, espacialização de
prevalência de doenças infecto-contagiosas, no caso do surto estudado a maior
incidência de Febre Tifóide foram às áreas dos bairros mais periférico e populoso,
Açaizal prosseguindo por Cidade Nova I, Centro, Cidade Nova II e finalmente
Prainha, onde as condições de saneamento básico são precárias. Para reforçar, as
análises feitas no Instituto Evandro Chagas mostraram que a forma mais comum de

�15

abastecimento de água em Anajás é através de poços, e isso leva a crer que as
pessoas façam ingestão de água contaminada.
A grande quantidade de informações que a mapoteca pode gerar, com
certeza irá contribuir para que os pesquisadores da área de saúde possam participar
de forma mais ativa nas ações de políticas públicas em conjunto com as Instituições
Governamentais de forma que essa integração promova mudanças que culminem
com a melhoria da qualidade de vida da população.

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__________________
1

Luiz Otavio Maciel da Silva, Professor da Faculdade de Biblioteconomia da UFPA,
Chefe da Biblioteca do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da UFPA, loms@ufpa.br.
2
Adriana Mendes Ribeiro, Bibliotecária, UFPA, drica-mendes@hotmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Apresenta um modelo conceitual de mapoteca digital aplicado a saúde, servindo aos órgãos e pesquisadores que atuam na área de saúde, como uma ferramenta de armazenamento das informações relacionadas ao surto da febre tifóide no município de Anajás-PA. No banco de dados geográfico estarão armazenados textos, tabelas, e imagens sobre as condições de saúde, saneamento básico e informações sobre a doença no município. O sistema de informação geográfica foi idealizado como ambiente gráfico para gerar as análises diversas relacionadas aos agravos de condições de saúde da população. O modelo propõe uma interface gráfica, a ser implementada, de acordo com os interesses dos usuários, em potencial, para facilitar o acesso com mais rapidez e precisão.</text>
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PROJETO SIPAM COMO SISTEMA DE INFORMAÇÃO
SILVA, L. O. M.1
MENEZES, M. J. P.2

RESUMO
Relato da implantação do projeto SIPAM, a sua concepção e missão. Descreve a
sua estrutura, funções e parcerias. Ressalta algumas ações e projetos com a
participação do SIPAM em apoio às atividades sociais desenvolvidas no âmbito do
projeto. Ressalta o aspecto informacional do projeto, da coleta de dados até a
difusão de informações. Comenta sobre alguns projetos desenvolvidos pelo SIPAM
na Amazônia, destacando o lado civil.
Palavras-chave: Projeto SIVAM. Projeto SIPAM. Informação. Sistema de
Informação. Amazônia Legal.

ABSTRACT
Report of the deployment of SIPAM project, the design and mission. It describes the
structure, functions and partnerships. Clearly some actions and projects involving the
SIPAM in support of social activities under the project. Emphasized the informational
aspect of the project, the collection of data to the dissemination of information. He
comments on some projects developed by SIPAM in the Amazon, highlighting the
civilian side.
Keywords: Project SIVAM. Project SIPAM. Information. Information System. Legal
Amazon.

1 INTRODUÇÃO
Com o atual avanço tecnológico, que propicia ao homem a informação
instantânea, ainda há muito que ser feito para torná-la acessível à boa parte da
população. Essa mesma informação sistematizada nas mãos dos governantes é

�2

estratégica e simboliza poder. A tomada de decisão baseada em dados confiáveis é
de vital importância para qualquer governo.
No Brasil, o Governo Federal idealizou em 1990 o Sistema de Vigilância
da Amazônia (SIVAM), denominado posteriormente de Sistema de Proteção da
Amazônia (SIPAM).
Em 1997 começa a implantação do projeto, com início operacional em
2005. Para cumprir a missão para qual foi projetado, o Projeto SIPAM tem como
objetivo precípuo “integrar informações e gerar conhecimento atualizado para
articulação, planejamento e coordenação de ações globais de governo na
Amazônica Legal brasileira” (SIPAM, 2007). A sua origem decorre da real
necessidade da obtenção de dados confiáveis sobre a Amazônia, possibilitando
desta forma, planejamentos em médio e longo prazos, sejam no âmbito militar como
no civil.
O SIPAM possui duas grandes áreas: uma subordinada ao Ministério da
Defesa, com responsabilidades de vigilância de fronteira, controle e defesa do
espaço aéreo e fluvial e apoio a unidades militares; a outra subordinada à Casa Civil
da Presidência da República tem seu foco principal no contexto civil, com
informações meteorológicas, apoio aos órgãos parceiros e prefeituras, ajuda em
caso de calamidade etc.
Com o SIPAM uma gama imensa de informação pode ser coletada,
processada e gerada para os mais diversos fins. Os meios utilizados compõem uma
grande infra-estrutura técnica e operacional, composta por satélites, radares,
sensores etc., que podem reunir informações sobre, por exemplo, localização de
tribos indígenas não contatadas, tráfego aéreo, queimadas, desmatamento,
formação de nuvens, entre outras.
A dimensão continental do Brasil, e a posse da maior parte da floresta
amazônica, com riquezas incalculáveis, são motivos mais que suficientes para se
investir num sistema com as proporções do SIPAM. Mas existem vários outros
motivos, como a questão da soberania nacional, o tráfico de drogas, de armas, de
animais silvestres etc.

�3

Com a infra-estrutura do SIPAM, várias ações, programas e projetos,
públicos ou privados, governamentais ou não-governamentais, podem ser
implementados; ligados à educação, à medicina, à assistência social, ao
zoneamento territorial etc.
Desta forma, este trabalho dá uma visão geral do SIPAM, mencionando os
benefícios que as informações geradas por esta grande estrutura, trazem para o
Brasil, e mais especificamente para a Amazônia Legal Brasileira.

2. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
A abordagem sistêmica da informação surgiu como uma necessidade da
natural evolução tecnológica. Contudo, não se pode limitar o conceito de sistema de
informação relacionando-o à informática ou à tecnologia, pois ele sempre existiu de
uma forma ou de outra, mesmo que o processamento dos dados, e sua posterior
transformação em informações, fossem feitos de uma forma mais trabalhosa.
Segundo Orlandini (2007, p. 1)
A principal vantagem proporcionada pela tecnologia aos Sistemas
de Informação é a capacidade de processar um gigantesco número
de dados simultaneamente, tornando a disponibilização das
informações demandadas, praticamente on-line. Mas de pouco
adianta esse potencial se os sistemas (rotinas, processos, métodos)
não estiverem muito bem coordenados e analisados. Informatizar
sistemas ruins traz novos problemas e nenhuma solução, além de
nublar as possíveis causas dessas falhas.

Pode-se definir sistema de informação como “qualquer sistema utilizado
para prover informações qualquer que seja sua utilização” (POLLONI, 2000 apud
REZENDE, 2003, p. 2).
Num aspecto mais técnico, os sistemas de informação podem ser vistos
como um conjunto de programas e de estruturas de dados. Para Rezende (2003, p. 3)

Os métodos de análise e projeto de sistemas historicamente
enfocaram dados e processos. Mas de uma ênfase inicial em
algoritmos, programas e processos, as metodologias de
desenvolvimento migraram para uma abordagem centrada nos
dados. A partir dai, as preocupações dos desenvolvedores e dos

�4

usuários foram passando dos dados operacionais para as
informações agregadas envolvidas no processo de tomada de
decisão.

Portanto, a construção dos sistemas de informação com base em um
processo linear de causa e efeito, obedecendo a um raciocínio analítico, deveria
considerar nas atuais metodologias em que são desenvolvidos, os aspectos que
fazem parte da personalidade de quem toma decisões.

3 PROJETO SIPAM – ANTECEDENTES E IMPLANTAÇÃO
A região Amazônica tem um histórico de esquecimento. Apesar de suas
riquezas naturais, ela sempre foi relegada a um plano secundário em relação às
outras regiões do país, no que diz respeito a investimentos.
Por outro lado, seus recursos e peculiaridades têm despertado a cobiça
internacional.
Para Beker (2005, p.583) a Amazônia não é mera questão regional, mas sim uma
questão nacional. Seu imenso patrimônio natural pouco conhecido e inadequadamente
utilizado é um desafio à ciência nacional e mundial, foco de conflitos quanto à sua
apropriação que afetam a face interna da soberania brasileira e também instrumento de
pressão externa e de negociação do Brasil para adesão ao “norte” no contexto internacional

Várias tentativas desastradas e descoordenadas de projetos para a região
foram executadas, e esta foi ficando cada vez mais vulnerável aos interesses
internacionais, como por exemplo, o contrabando de madeiras nobres e de animais
silvestres; o uso de rotas, plantações e laboratórios clandestinos pelo narcotráfico
etc.
Os problemas nacionais ligados à região, como a ocupação desordenada
de terras, garimpos ilegais, invasão de áreas indígenas, entre outros, foram motivos
que também contribuíram para a implantação do projeto SIPAM.
Portanto, a criação do SIPAM foi uma resposta às questões já citadas, e a
outras relacionadas com a proteção ao vôo e vigilância do espaço aéreo, que antes
do projeto era deficiente, com uma grande área não coberta por radar, o que tornava

�5

a navegação aérea, tanto civil como militar, muito arriscada, em função dos grandes
espaços sem nenhuma possibilidade de comunicação.
Em setembro de 1990, a partir da Exposição de Motivos n° 194 do
Ministério da Aeronáutica, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e do
Ministério da Justiça, apresentada ao presidente da República Fernando Collor de
Mello, originaram-se os sistemas SIVAM/SIPAM.
Os seguintes objetivos estavam fixados na Exposição de Motivos n° 194:
[...] gerar conhecimentos atualizados sobre a Amazônia brasileira;
criar condições para que os órgãos setoriais do Governo se
integrem na busca de soluções para a proteção da Amazônia;
sistematizar o controle, a fiscalização, a monitoração e a vigilância
da região; expandir e aprimorar os meios de comunicações; e
integrar diferentes recursos técnicos com o objetivo de reduzir o
esforço, assegurar a dinâmica do processo e a eficácia dos
resultados (FEDOZZI, 2003, p.46).

Pela Portaria n° 433/92, foi criada a Comissão Coordenadora do Sistema
de Vigilância da Amazônia (CCSIVAM), sob a responsabilidade do Ministério da
Aeronáutica

(atualmente

Comando

da

Aeronáutica),

para

coordenar

o

desenvolvimento das ações relativas à implantação do SIVAM, e de cooperar com a
Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) na implantação do SIPAM.
O SIPAM foi formulado e implantado pela SAE, com a intenção de
coordenar a

atuação

dos órgãos

governamentais,

para a

promoção

do

desenvolvimento sustentável, proteção ambiental e repressão aos ilícitos na
Amazônia.
No processo de implantação do sistema SIPAM houve a necessidade de
preparar e treinar os recursos humanos, e de estabelecer o cronograma das ações e
acordos com os parceiros. Havia também a responsabilidade de implantação dos
meios técnicos que assegurassem o levantamento e a troca das informações entre
os diferentes parceiros.
O

Ministério

da

Justiça,

com

a

finalidade

de

habilitar-se

ao

desenvolvimento de ações de sua responsabilidade, encarregou-se de estruturar um
conjunto de medidas para integrar-se ao SIVAM. Posteriormente, implantou o

�6

Projeto Pró-Amazônia, para aprimorar a capacidade da Polícia Federal no
desempenho de suas tarefas na Região Amazônica.
Estima-se que a concepção do SIVAM demandou um esforço total de
9.000 homens/hora de trabalho, entre setembro de 1990 e abril de 1992. Para sua
configuração, calcula-se um total de 7.000 homens/hora, com a conclusão em
dezembro de 19921.
Uma portaria da SAE, em abril de 1993, constituiu a Comissão de
Implantação do Sistema de Proteção da Amazônia (CISIPAM). Em junho de 1993,
por recomendação da SAE e do Conselho de Defesa Nacional, o presidente da
época, Itamar Franco, dispensou por motivos de segurança nacional, a licitação para
a escolha da empresa brasileira que teria por função gerenciar o SIVAM, e
desenvolver um software para isso, intermediando a relação entre o governo e a
empresa estrangeira que iria implantá-lo, pois para esses órgãos, a divulgação de
requisitos técnicos fundamentais para a compra, era muito comprometedora.
No mês de agosto de 1993, foi criada uma Comissão de 90 especialistas
de vários setores, entre eles a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência
da República, o Banco Central, a Polícia Federal, os Ministérios da Aeronáutica, da
Justiça, da Agricultura, da Marinha, do Exército, do Meio Ambiente, etc. A função
desta Comissão era a de definir os termos que iriam vigorar para regular a
concorrência entre os interessados. E em dezembro de 1993, a empresa brasileira
Engenharia de Sistemas de Controle e Automação (ESCA) é anunciada como
vencedora.
Em julho de 1994, após análise de propostas técnicas, comerciais e de
financiamento de cerca de 80 empresas nacionais e estrangeiras, foi escolhido o
consórcio de empresas comandado pela Raytheon para a implantação do SIVAM,
pois esta garantia todos os recursos necessários, independente da situação
econômico-financeira do Brasil naquele momento, além de possuir uma proposta
técnica superior.
Já em maio de 1995 a empresa ESCA foi excluída do processo de
instalação do SIVAM por irregularidades. Em seu lugar foi contratada a Embraer e
1

Informações obtidas com entrevistas de técnicos do SIVAM.

�7

posteriormente a Aplicação de Tecnologias Críticas (ATECH). A missão da ATECH
era a de garantir a autonomia brasileira na operação, manutenção e evolução
tecnológica da inteligência do SIVAM após o término do contrato de implantação
com a Raytheon.
Em abril de 2002, através do Decreto n° 4.200, a Secretaria Executiva do
Conselho Deliberativo do Sistema de Proteção da Amazônia (SECONSIPAM) foi
transferida do Ministério da Defesa para a Casa Civil da Presidência da República,
alterando sua denominação para Centro Gestor e Operacional do Sistema de
Proteção da Amazônia (CENSIPAM), e dando outras providências.
A partir de 2004, o SIVAM passou por um período de transição, em que a
CCSIVAM (na época sob responsabilidade da Aeronáutica) foi extinta, e o Sistema
passou a ser controlado totalmente pelo CENSIPAM, dirigido pela Casa Civil da
Presidência da República. Nesta nova fase, com a integração do SIVAM e SIPAM, o
Sistema passa a ser designado somente como SIPAM.

4 ESTRUTURA DO SIPAM2
A estrutura de equipamentos do sistema segundo FORÇA AÉREA
BRASILEIRA (2007), está constituída essencialmente por satélites, aeronaves de
vigilância e sensoriamento, estações e radares meteorológicos, plataformas de
coleta de dados, radares de vigilância fixos e transportáveis, sensores de
monitoração de comunicações etc.
Fedozzi (2003) divide o SIPAM em três subsistemas: o de Aquisição de
Dados, em que através de uma rede de sensores (satélites, radares fixos e móveis,
estações meteorológicas, plataformas de coleta de dados ambientais, auxílios à
navegação aérea e de superfície, aeronaves de vigilância e de sensoriamento
remoto, antenas de monitoração de comunicações, entre outros), buscam dados do
ecossistema das condições hídricas e climatológicas, dos recursos minerais, dos
movimentos aéreos e de superfície, das atividades ilícitas e das comunicações
clandestinas, entre outros.

2

Dados extraídos de http://www.sipam.gov.br e http://www.sivam.gov.br

�8

O subsistema de Telecomunicações, em que por intermédio de um
conjunto de equipamentos (antenas, transmissores e repetidores), permite o trânsito
de texto, voz, dados e imagens, de interesse dos usuários do SIPAM. Outro
subsistema é o de Tratamento e Visualização de Dados e Imagens, que por meios
de recursos computacionais, integra e interpreta as informações coletadas,
constituindo-se na inteligência artificial do Sistema, possibilitando a visualização e
operação. Para o gerenciamento e a integração dos dados, utiliza-se um programa
de arquitetura aberta desenvolvido por técnicos brasileiros.
O SIPAM atua de forma articulada e otimizada a partir de um Centro de
Coordenação Geral (CCG) localizado em Brasília, além de centros regionais em três
áreas de jurisdição, denominados Centros Técnicos e Operacionais (CTO),
localizados nas cidades de Belém, Manaus e Porto Velho, devidamente ligados aos
demais centros: CENSIPAM, CCG, CTO, CVA, ÓRGÃOS REMOTOS, ÓRGÃOS
USUÁRIOS, CEU (CENTRO ESTADUAL DE USUÁRIO), SUBSISTEMA DE
AQUISIÇÃO DE DADOS, SUBSISTEMA DE TRATAMENTO E VISUALIZAÇÃO DE
DADOS, SUBSISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES, SUBSISTEMA DE SUPORTE
DE TRANSMISSÃO, SUBSISTEMA DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO AÉREA E
AERONAVES LABORATÓRIO.
A estrutura organizacional de cada CTO está dividida em: Gerência;
quatro coordenações, que são as de Administração; de Infra-estrutura tecnológica,
responsável pela parte de telecomunicação e informática; de Operações Integradas,
responsável pelas questões ambientais, meteorológicas e territoriais; e de
Informações, que é responsável pelo atendimento ao usuário e manutenção do
acervo de dados, processamento de imagens, atendimento de demandas externas,
portal na internet, padronização e avaliação de produtos e qualidade de dados,
conforme mostra o organograma abaixo.

�9

Figura 1 - Organograma – Estrutura organizacional dos CTOs
Fonte: Fuckner (2007).

5 PRINCIPAIS FUNÇÕES DO SIPAM3
A função básica do sistema é proporcionar condições para a aquisição,
produção e veiculação de informações e dados, gerando conhecimento em tempo
hábil, e permitindo a articulação de órgãos governamentais, ou de instituições
envolvidas em programas de desenvolvimento, controle e fiscalização da Amazônia
Legal Brasileira.
Destacam-se as seguintes funções:
• Oferecer à população brasileira informações atualizadas sobre a região
Amazônica;
• Apoiar e contribuir com os órgãos parceiros, os estados e municípios da
Amazônia Legal Brasileira no controle dos desmatamentos, no combate à
biopirataria, na proteção dos parques nacionais, no monitoramento da
ocupação e o uso do solo, na proteção das reservas indígenas, na defesa das
áreas de fronteira, na proteção dos recursos minerais estratégicos, na
implantação e implementação de programas de saúde, educação e inclusão
para as populações amazônicas;
• Observar e divulgar as condições meteorológicas;
• Auxiliar o trabalho da Defesa Civil;

3

Dados extraídos de http://www..sivam.gov.br

�10

• Facilitar as comunicações em áreas remotas;
• Apoiar as atividades de pesquisa na região;
• Promover

o

intercâmbio

entre

instituições

governamentais

e

não-

governamentais atuantes na Amazônia Legal Brasileira, mediante coleta e
troca de informações, conhecimento e infra-estrutura, contribuindo para o
cumprimento das políticas públicas na região;
• Apoiar a integração dos países da Bacia Amazônica, possibilitando a
formação de um cinturão de defesa ambiental da América do Sul;
• Monitoração e apoio ao cumprimento das diretrizes previstas nos Programas
de Zoneamento Ecológico - Econômico (ZEE);
• Monitoração dos recursos hídricos;
• Monitoração da vegetação e de produção agrícola;
• Vigilância e controle dos movimentos aéreos e de superfície;
• Apoio à navegação aérea e fluvial;
• Apoio ao exercício da repressão aos ilícitos, contra a exploração irregular dos
recursos naturais, contrabando, narcotráfico e outros;
• Apoio aos programas de integração regional e de desenvolvimento
sustentável.

6 AÇÕES E PROJETOS
As ações, projetos, programas ou pesquisas, são realizados pelo próprio
SIPAM, ou em parceria com os mais diversos órgãos governamentais ou nãogovernamentais. A seguir, citam-se alguns exemplos de produtos gerados, extraídos
de Projetos (2007) e Notícias (2007):
● O Centro Técnico e Operacional do SIPAM em Belém (CTO/Be), através de
ferramentas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e sistema de informação
geográfica, geram mapas indicativos dos pontos considerados mais prováveis como
área de risco, para a Doença de Chagas. São pesquisadas variáveis que influenciam
na distribuição dos insetos e seus reservatórios, como: localização de palmeiras,

�11

enchentes, densidade populacional, redes viária e hidrográfica e uso e ocupação do
solo. Santarém foi o município escolhido para o primeiro estudo, em virtude do surto
da Doença de Chagas na localidade de Garrafão em julho de 2006. Foram utilizadas
imagens de satélites e do radar SAR R99 do Sipam.
● Projeto SIGIPLAM: sendo uma iniciativa do Centro Técnico e Operacional de
Porto Velho – CTO/PV, o Sistema Geográfico de Informações para o Planejamento
Municipal – SIGIPLAM, tem uma caracterização sócio-econômica e climática, com
mapas temáticos e imagens de satélites, que variam de acordo às peculiaridades do
município em questão. São gerados mapas de Aptidão Agrícola, Direito Minerário,
Estrada, Estrutura, Favorabilidade Mineral, Geologia, Focos de Calor, Precipitação,
Recursos Minerais, Pedologia (solos), e Zoneamento Sócio Econômico. As
informações geradas possibilitam inúmeras aplicações para as Prefeituras,
permitindo decidir, por exemplo, quais os tipos de indústrias podem ser estimuladas,
em função da extração de rochas ornamentais dentro dos limites de cada município.
Desta forma, ampliam-se as possibilidades de planejamento do uso do solo.
● Projeto Atualização da Base Cartográfica do Estado de Rondônia - RO:
este Projeto foi feito em atendimento ao Censo Agropecuário e Contagem da
População (IBGE) e Projetos de Assentamentos (INCRA). Os dados obtidos
subsidiam trabalhos desenvolvidos no Centro Técnico e Operacional de Porto Velho
- CTO/PV, assim como de órgãos parceiros como a Agência de Defesa
Agrossilvopastoril do estado de Rondônia - IDARON e a Polícia Federal. O Projeto é
fruto da parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE,
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, Departamento de
Estradas de Rodagem de Rondônia - DER/RO e SIPAM (CTO/PV).
● Operação Rondônia Legal: realizada em setembro de 2006, pelo CTO/PV e
órgãos parceiros, para permitir a erradicação de cortes ilegais de árvores no Estado
de Rondônia. Através de imagens obtidas por satélite pelo CTO/PV, produziram-se
mapas que identificaram pontos de desmatamento ilegal, de madeireiras e serrarias
etc. O SIPAM forneceu também suporte na área de telecomunicação via satélite,
permitindo a troca instantânea de informações entre os agentes. O Batalhão
Ambiental da Polícia Militar de Rondônia forneceu imagens de sensoriamento aéreo.
A junção desses dados gerou mapas que foram fornecidos aos órgãos

�12

fiscalizadores, para que estes montassem a estrutura de encerramento das
operações ilegais de desmatamento e detecção dos responsáveis.
● Imageamento completo do Estado do Acre: Entregue em dezembro de
2006, o trabalho envolveu o sobrevôo de mais de 152 mil quilômetros quadrados,
perfazendo 85 horas de vôo e gerando 79 gigabytes de dados. Foram utilizadas
aeronaves R99B da aeronáutica, equipadas com sensores SAR (Synthetic Aperture
Radar) de alta tecnologia, capazes de produzir informações precisas mesmo sob
condições atmosféricas adversas, ou quando a região esteja coberta por nuvens.
Posteriormente os dados foram processados pelo Centro Gestor e Operacional do
Sistema de Proteção da Amazônia – CENSIPAM, que gerou um mosaico atualizado
de imagens de radar do Acre com resolução espacial de seis metros. O
imageamento produziu informações sobre a cobertura vegetal, as estradas, a
localização de cidades e povoados, os traçados de rios e os indicadores de textura
do relevo. Como resultado, estas informações ajudarão o Estado do Acre, na
realização de trabalhos como: o planejamento de projetos ambientais, territoriais e
sociais, a identificação de terras indígenas, e os locais ideais para assentamentos.
● Projeto Telemedicina: o SIPAM em parceria com o Conselho Federal de
Medicina, a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo, a
Universidade do Estado do Amazonas e a Universidade Federal do Amazonas,
desenvolve um projeto que alia a tecnologia à informação médica. O que se busca é
aproveitar a estrutura do SIPAM, com seus pontos de presença na Amazônia Legal
Brasileira, para ajudar os médicos que atuam em regiões afastadas. Através do
projeto, os médicos recebem material didático pelo computador para embasar seus
diagnósticos, e conversar com outros médicos localizados em Manaus, sobre as
atitudes que devem ser tomadas com cada paciente, criando dessa forma uma rede
de suporte técnico para quem está sozinho no atendimento às pessoas de
comunidades distantes, evitando em alguns casos o transporte desnecessário do
paciente. O projeto contempla também o denominado Internato Rural, em que os
estudantes das três universidades envolvidas, podem cumprir parte das atividades
práticas exigidas durante a graduação, prestando assistência às comunidades
amazônicas por dois a três meses. Através dos pontos do SIPAM, o trabalho tornase mais eficiente, já que além de locais de contato, servem como moradia.

�13

● A parceria do SIPAM com o IBAMA, Polícia Federal, Ministério Público
Federal, Exército Brasileiro, Polícia Militar, Secretaria de Estado de Segurança
Pública e a Agência Brasileira de Informações – ABIN resultou no ano de 2006, em
uma redução do desmatamento no Estado do Amazonas de 39% em ralação ao ano
anterior.
● Projeto de Avaliação da Saúde Humana e Ambiente, com Ênfase em
Mercúrio: o Projeto é fruto de um acordo de cooperação entre o SIPAM e o Governo
do Estado do Acre. Através da intermediação da deputada Perpétua Almeida do
PCdoB do Acre, o Governo pediu apoio para investigar e descobrir a origem do
mercúrio que provocou nos últimos meses a contaminação de diversos pacientes no
estado. O SIPAM atua na parte logística das ações de campo, oferecendo dados,
informações e tecnologia. O Projeto ainda está em fase de estruturação, precisando
de validação para então entrar na parte operacional. Calcula-se que o estudo durará
18 meses, com investigação da saúde humana, do pescado e ambiental,
abrangendo 4 cidades do Acre.
● Teleducação: Com a parceria das oito universidades federais da região, o
Projeto SIPAM propicia maior ação dos centros de excelência de ensino superior
junto às comunidades da Amazônia, melhorando o nível de professores leigos e
aproximando, em tempo real, alunos e professores dos mais diversos níveis, através
de teleconferências em salas de aula virtuais. Com este passo, estão sendo
vencidas as dificuldades que as distâncias da Amazônia vinham tornando
insuperáveis.
● O Programa de Monitoramento de Áreas Especiais – PROAE, criado pelo
Centro Técnico e Operacional de Porto velho – CTO/PV, tem o objetivo de monitorar
unidades de conservação federais e estaduais, e de terras indígenas em toda a
Amazônia Legal Brasileira. Os resultados permitem informar às autoridades e à
sociedade, sobre as intervenções do homem sobre o meio ambiente na Amazônia,
permitindo antecipar ações que evitem a ampliação de processos de antropização,
preservando o meio natural e prevenindo prejuízos à região.
● O monitoramento da qualidade das águas do Rio Madeira, em Rondônia: É
um trabalho conjunto entre o SIPAM, a Agência Nacional de Águas - ANA e o
Serviço Geológico do Brasil – CPRM. Em 2008 serão instalados sensores capazes
de fazer o acompanhamento permanente de indicadores relativos à poluição das

�14

águas, à quantidade de sedimentos e à variação de qualidade ao longo das
estações secas e chuvosas.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto SIVAM/SIPAM (que posteriormente fundiu-se em SIPAM),
envolveu um vultoso orçamento. A forma como foi feita a licitação, privilegiando
empresas internacionais, gerou revolta na comunidade científica brasileira, que
reclamava sua participação. Incidentes envolvendo suspeitas de corrupção levaram
a instauração de uma CPI, em agosto de 2001, para apurar tráfico de influência e
corrupção ativa na implantação do então SIVAM, devido acusações feitas contra o,
na época, embaixador Júlio César Gomes dos Santos, suspeito de tráfico de
influência a favor da Raytheon, empresa ganhadora da concorrência para o
fornecimento de equipamentos tecnológicos na implantação do SIVAM. A CPI
acabou arquivada em junho de 2002 por falta de provas.
O elevado valor da implantação, era visto como a repetição de antigos
mega-projetos, que deixaram o Brasil num estado de dependência tecnológica, com
manutenção precária dos caríssimos equipamentos adquiridos. Os militares
afirmavam, no entanto, que seria impossível em tempo hábil, desenvolver no Brasil,
equipamentos com a mesma eficácia, necessários para as demandas que se faziam
urgentes na época. Pressões internacionais disseminavam a idéia de um Brasil
desleixado com o meio ambiente. Pairava rumores de internacionalização da
Amazônia. A nova arrumação nas relações internacionais, provocadas pelo fim da
bipolarização, gerou nova conduta de soberania nacional.
O fato de o SIPAM estar subordinado a Casa Civil da Presidência da
República, e não possuir ainda vida própria, independência como órgão
institucionalizado, provoca uma série de problemas burocráticos, como por exemplo,
na contratação de recursos humanos. Observou-se em visita ao CTO Belém, uma
grande estrutura física, mas com necessidade de pessoal. A quantidade de dados
gerados pelo sistema é muito grande, necessitando de uma maior organização e até
normalização dos mesmos. O processo que vai do recebimento dos dados até a sua
disseminação precisa ser mais ágil, com a contratação de mão de obra

�15

especializada em informação. Esses imperativos, entretanto, esbarram na
burocracia, e na temporalidade dos funcionários.
Apesar das dificuldades, o SIPAM mostra-se aberto ao público, que às
vezes, o vê como um órgão militar. As atividades desenvolvidas pelo SIPAM tais
como, treinamentos, oficinas, seminários, cooperação técnica, parcerias etc.,
procuram dar maior visibilidade do sistema. Outra importante ferramenta de
disseminação de informação é o Portal Sipam, que produz boletins climáticos,
mapas, notícias etc. Pôde-se observar, no entanto, que o Portal também necessita
de alguns ajustes, visto que ocorrem problemas na abertura de determinados links, e
em outros, os dados precisam estar mais atualizados. Ressalta-se também, para a
necessidade de uma maior divulgação do SIPAM entre os órgãos responsáveis
pelas ações na Amazônia.

REFERÊNCIAS
BECKER, Bertha K. Ciência, tecnologia e inovação para conhecimento e uso do
patrimônio natural da Amazônia. Parcerias Estratégicas, n. 20, p. 583-612, jun. 2005.
FEDOZZI, Maria Cristina Goiana. Situação da Amazônia e a realidade do sistema de
proteção desenvolvido pelo Brasil na ampliação da segurança hemisférica. 2003. 67
f. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso Superior de Defesa Continental) –
Colégio Interamericano de Defesa, Washington, DC, 2003.
FORÇA AÉREA BRASILEIRA. SIVAM – Serviço de Vigilância da Amazônia.
Disponível em: &lt;http://freepages.military.rootsweb.com/~otranto/fab/sivam.htm&gt;.
Acesso em: 10 nov. 2007.
FUCKNER, Marcus André. Projeto SIVAM/SIPAM. [Belém], Centro Técnico e
Operacional - Belém (CTO/Be) - SIPAM, 04 maio 2007. Entrevista concedida a
Márcio José Pereira Menezes.
IMPLANTAÇÃO. Disponível em: &lt;http://www.sivam.gov.br/PROJETO/impla1.htm&gt;.
Acesso em: 10 nov. 2007.
NOTÍCIAS. Disponível em: &lt;http://www.sipam.gov.br/portal/index.php?option=com_
content&amp;task=section&amp;id=1&amp;Itemid=2&gt;. Acesso em: 10 nov. 2007.
ORLANDINI, Leandro. A importância dos Sistemas de Informação. Disponível
em: &lt;http://www.bonde.com.br/colunistas/colunistasd.php?id_artigo =1646&gt;.
Acesso em: 10 nov. 2007.

�16

PROJETOS. Disponível em: http://www.sipam.gov.br/portal/index.php?option=com_
newsfeeds&amp;task=view&amp;feedid=11&amp;Itemid=7. Acesso em: 10 nov. 2007.
REZENDE, Cátia Gontijo. Conceitos e Perspectivas em Sistemas de Informação e
de Apoio a Tomada de Decisão. Disponível em: &lt;http://www.serpro.gov.br/imprensa
/publicações/tematec/2003/ttec68/?searchterm=sistema%20de%20informação&gt;.
Acesso em: 5 set. 2007.
SIPAM. Disponível em: &lt;www.sipam.gov.br&gt;. Acesso em: 01 maio 2007.
SIVAM. Disponível em: &lt;http://www.sivam.gov.br&gt;. Acesso em: 10 nov. 2007.

__________________
1
2

Luiz Otavio Maciel da Silva, Universidade Federal do Pará, loms@ufpa.br.
Márcio José Pereira Menezes, Universidade Federal do Pará.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
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Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Relato da implantação do projeto SIPAM, a sua concepção e missão. Descreve a sua estrutura, funções e parcerias. Ressalta algumas ações e projetos com a participação do SIPAM em apoio às atividades sociais desenvolvidas no âmbito do projeto. Ressalta o aspecto informacional do projeto, da coleta de dados até a difusão de informações. Comenta sobre alguns projetos desenvolvidos pelo SIPAM na Amazônia, destacando o lado civil.</text>
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PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO: Habilidades requeridas pelo mercado
de trabalho em face às Tecnologias da Informação e Comunicação
SILVA, L. C.1
MUNIZ, F. A.2

RESUMO
O mercado de trabalho do Profissional da Informação (PI) vem ganhando novo
formato devido ao avanço das tecnologias da informação e comunicação (TIC), com
isso, faz-se necessário que o profissional acompanhe as tendências desse mercado,
utilizando as tecnologias como instrumento de trabalho a fim de agregar valor e
modernidade às suas funções. Dessa forma, identificou-se, na literatura, as
habilidades requeridas do profissional da informação pelo atual mercado de trabalho.
Para esse estudo, descreve-se o papel do profissional da informação e as mudanças
que ele enfrenta na sociedade da informação. Aborda-se as tecnologias da
informação e comunicação como objeto de estudo desse profissional. Enfim, foram
enumeradas as habilidades demandadas em face às tecnologias e sugere-se que
adquira também conhecimentos a respeito das novas tendências, como:
teletrabalho, comércio eletrônico e mais recentemente sobre RDA – Resource
Description and Access - o novo padrão para a descrição dos recursos e do acesso
projetado para o mundo digital.
Palavras-chave: Profissional da Informação. Mercado de trabalho. Habilidades
profissionais. Tecnologias da informação e comunicação.

ABSTRACT
The job market of the Information Professional (IP) has gained new format due to the
advancement of Information and Communication Technologies (ICT), with that, it is
necessary that the professional monitor trends in that market, using the technologies
as a working instrument in order to add value and modernity in their duties. Thus,
there were identified in the literature, the skills required of professional information by
the current job market. For this study, describes itself the role of professional
information and the changes it faces in the information society. It is the information
and communication technologies as the object of study of this occupation. Finally,
were listed in the skills demanded in the face of technology and suggests that it also
acquire knowledge about the new trends, such as teleworking, e-commerce and

�2

more recently on RDA - Resource Description and Access - the new standard for
describing resources and access designed for the digital world.
Keywords: Professional Information. Job market. Professional skills. Information
technology and communication.

1 INTRODUÇÃO
As conseqüências da globalização têm influenciado no comportamento
dos profissionais da informação (PI), exigindo mudanças de paradigmas em suas
habilidades. Uma das causas dessas mudanças está relacionada ao rápido
desenvolvimento tecnológico, provocado pela evolução das áreas de microeletrônica
e telecomunicações, e acelerado, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial.
Com o advento das tecnologias da informação e comunicação (TICs), o
mercado de trabalho do profissional da informação vem ganhando novo formato,
com isso, faz-se necessário que o profissional acompanhe as tendências desse
mercado, fazendo uso das tecnologias como instrumento de trabalho, a fim de
agregar valor e modernidade às suas funções. Neste contexto, o diferencial
competitivo no mundo do trabalho atual baseia-se nos valores que se agregam a sua
formação, ou seja, às habilidades e competências individuais. Como disse Dutra e
Carvalho (2006), os profissionais da informação contemporâneos não têm mais seu
espaço de atuação profissional garantido por serem bibliotecários, mas sim, por
reunirem, um conjunto de habilidades e competências que lhes possibilite gerenciar
a informação enquanto recurso.
Para os profissionais da informação, as mudanças estão afetando de
maneira complexa seus tradicionais modelos de trabalho, isto porque, o objeto de
trabalho destes profissionais é a informação. A qual tem sido afetada pelas TICs,
modificando seu formato, seu suporte, seu processamento e disseminação, influindo
na forma de mediação entre o bibliotecário e o usuário/cliente.
O objetivo desse trabalho é identificar, na literatura, as habilidades
requeridas do profissional da informação, mais especificamente do Bibliotecário,
pelo mercado de trabalho em face às tecnologias da informação e da comunicação

�3

(TIC). Para atingir esse objetivo, foi necessário traçar os papéis do profissional da
informação, bem como seu mercado de trabalho. Para então, definir tais habilidades.

2 PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Por profissional da informação, neste estudo, considera-se os profissionais
graduados em biblioteconomia, os quais trabalham em prol da satisfação das
necessidades de informação do seu usuário/clientes, sua principal função, enquanto
gestor da informação. Para Neves (1998), a expressão “ Profissional da Informação”
surge na literatura, a partir do final da década de 80 e ínicio da década de 90, para
atender necessidades das unidades de informação, que trabalham, principalmente,
com a realidade das novas tecnologias e acompanham a evolução do mercado de
trabalho da informação. Em 1992, a Federação Internacional de Informação e
Documentação (FID), criou o grupo Special Interest Group / Modern Information
Professional (SIG/MIP), com o objetivo de estudar às necessidades do mercado de
trabalho emergente e suas implicações na formação do profissional da informação.
Segundo Dutra e Carvalho (2006), o profissional da informação atua na
coleta, tratamento, recuperação e disseminação da informação e executa atividades
técnicas especializadas e administrativas relacionadas à rotina de unidades de
informação. De acordo com Prusak (1999) os profissionais bibliotecários precisam
buscar envolvimentos nas organizações que vão além de papéis tradicionais de
biblioteca, precisam ter desejo para entender como a organização trabalha com
estratégias e prioridades fundamentais a pessoas, o que são e o que eles fazem
como fluxos de conhecimento. Eles precisam cultivar uma atitude empresarial
profissional e comportamento que se ajustam a organização.
Tradicionalmente, o bibliotecário é visto como um sistematizador de
acervos; como aquele que está por trás da organização das unidades de
informação, dos processos de busca e recuperação de informações e como o
profissional da informação que atua como filtro, catalisando tudo o que for relevante
sobre determinado assunto para o seu usuário. Com o surgimento das tecnologias
da informação e da comunicação, da evolução editorial e da explosão documental,
os usuários passaram a buscar e necessitar de um uso seleto da informação.

�4

Paralelamente a isto, ocorrem mudanças no contexto social no que concerne à
crescente necessidade de informação para as várias áreas da atuação humana. O
profissional da informação sempre desempenhou um papel importante na
sociedade. Hoje, porém, atua num novo contexto, onde dispõe de novas ferramentas
e, com isso, de novas possibilidades para desempenhar suas funções.
De acordo com Ferreira (2002), as mudanças ligadas a esse setor fizeram
com que se desenvolvessem novas atividades e novos perfis profissionais. E, além
das tecnologias, outros fatores contribuiram para tais mudanças, como: o acesso
individualizado e imediato à informação para o usuário; a fusão do conteúdo e das
novas tecnologias de mediação (CD-ROM, Internet); o fato de que todos os
produtos, serviços e atividades são cada vez mais dependentes de uma informação
que se renova constantemente.
Conseqüentemente, as novas tecnologias diversificam as atividades
acrescidas ao processo de trabalho, atividades estas que constituem um desafio
para o profissional e que demandam um maior envolvimento intelectual. “Isto
significa entender os novos papéis que surgem, as novas necessidades
informacionais e as novas formas de responder a estas necessidades criando novos
métodos e formas de trabalho” (CUNHA, 2000, p.2).
Silva (2004), diz que a tecnologia deve ser compreendida como fator de
mudança para as bibliotecas, provocando novos estímulos e necessidades e
alterando os paradigmas estabelecidos ao longo do tempo. O mesmo autor comenta
ainda que, existe impacto na operação das tecnologias por parte dos profissionais e
os mesmos resistem na mudança de postura no pensar, na aquisição de novos
conhecimentos, nas mudanças de atitudes e de comportamento que visualizem
novas alternativas.
Diante desse comentário, os profissionais da informação têm que ir em
busca de novos conhecimentos, pois a exigência atual é de um profissional atuante,
dinâmico e flexível, com postura e condutas éticas, consciente do seu papel na
sociedade e no mundo.

�5

3 MERCADO DE TRABALHO DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO)1 apresenta o Bibliotecário
como profissional da informação e aponta suas atividades como sendo a
disponibilização de informações em qualquer suporte, objetivando facilitar o acesso
à informação e à geração do conhecimento.
Tradicionalmente, os espaços de atuação do profissional bibliotecário são
as bibliotecas, sejam elas públicas, universitárias, escolares ou empresariais, além
dos centros culturais e os arquivos. Porém, de acordo com Rubi, Euclides e Santos
(2006), com a vinda das tecnologias de informação e comunicação, esses espaços
estão

sendo

ampliados,

possibilitando

ao

profissional

da

informação

o

desenvolvimento de suas atividades em diferentes contextos, tanto em relação à
estrutura do trabalho quanto ao público atendido.
Rubi, Euclides e Santos (2006) identificam, de forma sistematizada, o
mercado de trabalho do profissional bibliotecário, dividindo-o em três grupos:
a) mercado informacional tradicional: esse grupo engloba as bibliotecas
públicas, escolares, universitárias e especializadas, os centros culturais e os
arquivos;
b) mercado informacional existente não ocupado: inserem-se as bibliotecas
escolares (embora seja um mercado tradicional, verifica-se que este é um
mercado não ocupado), editoras e livrarias, empresas privadas, provedores
de Internet, banco de dados e base de dados;
c) mercado informacional - tendências: verifica-se, que existe um imenso e
crescente mercado de trabalho para o profissional da informação. Inclui nesse
grupo de acordo com Rubi, Euclides e Santos: centros de informação /
documentação em empresas privadas, um grande mercado de trabalho em
expansão; bancos e bases de dados eletrônicos e digitais;

e portais de

conteúdo e de acesso sejam na internet ou nas intranets.

1 A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) é um serviço elaborado pelo Ministério do Trabalho e
Emprego, destinada a traçar o perfil do trabalhador brasileiro e retratar a realidade do mercado de trabalho.

�6

As mudanças do mercado emergente têm repercução no mercado
tradicional, visto que as profissões da informação têm se caracterizado pela
variedade e pela multiplicidade de suas funções, sendo plausível que um mesmo
profissional realize, ao mesmo tempo, as atividades tradicionais e as emergentes.
Cunha (2000) cita as principais funções do mercado emergente, que não
são completamente novas, mas que vem enfrentando grandes mudanças nos
últimos anos em decorrência das TICs:
a) Funções de gestão da informação e de coordenação e de fluxos de
informação;
b) Funções de auditoria e consultoria de informação;
c) Funções de comunicação e animação;
d) Funções de análise da informação: análise de valor da informação para ajuda
na tomada de decisões;
e) Funções de interface entre usuários e conceptores de sistemas de
informação;
f) Funções de formação de usuário: atividades que envolvem a Internet,
recursos da rede, organizar informações, acessar bases de dados.
A Internet aparece na literatura como um espaço cada vez mais promissor
para os profissionais da informação. Baptista (2004) diz que, de uma maneira geral,
as oportunidades de trabalho para esse profissional na Internet são geradas pelo
excesso e pela desorganização da informação, e, portanto, todas as atividades
direcionadas para filtrar e organizar a informação terão sucesso.
Percebe-se de acordo com Dutra e Carvalho (2006), que os profissionais
da informação vêem passando por mudanças estruturais nos seus afazeres e no seu
espaço de atuação. Com o advento das TICs e a emergência da sociedade da
informação, a profissão e seu mercado se transformam, surgindo tanto novas
oportunidades quanto ameaças. Diante destas transformações, faz-se necessário
que o profissional da informação seja flexível para se adaptar. Ele deve buscar
atualizações constantes, com vistas a adquirir habilidades e competências

�7

compatíveis com as novas demandas, de modo a assegurar sua permanência no
mercado atual.

4 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
O termo tecnologia da informação (TI), de uma forma mais geral, serve
para designar o conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para geração e
uso da informação.
Takahash (2000, p.176) define as tecnologias da informação e
comunicação como compreendendo “as tecnologias utilizadas para tratamento,
organização e disseminação de informações”.
São consideradas TICs, entre outras: os computadores pessoais: (PCs,
personal computers); as redes de contatos: e-mail, videoconferência, etc.;

a

internet: a world wide web - principal interface gráfica da internet, os home pages, o
streaming -fluxo contínuo de áudio e vídeo via internet, etc.; as tecnologias digitais
de captação e tratamento de imagens e sons: (scanners), a fotografia digital, etc.; e
as tecnologias de acesso remoto.
Desde o advento das TICs vem ocorrendo mudanças significativas em
todo o mundo e, principalmente, na forma de trabalho da área informacional, em
face de ofercerem novas e eficientes possibilidades de armazenar, processar,
recuperar e disseminar informações. Com estas transformações, novas habilidades
são exigidas do profissional da informação. Conforme Dutra e Carvalho (2006), a
“avalanche documental” e a diversificação dos suportes da informação criaram nas
unidades de informação uma padronização organizacional de modo que o uso de
TIC se faz necessário, pois se constitui em fator decisivo no racionamento temporal
dos

processos,

viabilizando

“os

afazeres”

dos

recursos

humanos

e,

conseqüentemente, gerando um melhor desempenho para a própria instituição.
Neste sentido, Cianconi (1991, p. 207) afirma que “o desenvolvimento tecnológico
provou que uma mesma informação pode ser armazenada e divulgada em diferentes
canais de comunicação”. Evidencia-se, assim, o real objetivo das TICs, que é
gerenciar o uso do objeto tranformador: a informação. Assim, percebe-se que a

�8

informação e o conhecimento são elementos essenciais desta nova ordem mundial,
permitindo-nos, novos padrões e possibilidades. Entre eles, destacam-se as novas
formas de trabalho e emprego que estão diretamente relacionadas às TICs,
agregando ainda mais valor ao conteúdo informacional desejado, devido às
possibilidades de suporte e de transmissão desta informação.
Outro aspecto considerado relevante de acordo com Ferreira (2002), é que
a tecnologia da informação, no processo de Gestão, representa um papel
importante, constituindo-se de ferramentas que ajudam no armazenamento e na
disseminação das informações organizacionais: exemplos como bancos de dados,
sistemas de codificações e indexações de assuntos. Mas que, não se pode
considerar que a tecnologia faz todo o papel da Gestão, pois, de acordo com Rory
Chase (Wah, 2000, p. 54 apud Ferreira 2002), diretor de conhecimento da Telos,
uma empresa independente de pesquisa do Reino Unido, “só fornece a estrutura,
porém não o conteúdo”, ou seja, o que a tecnologia da informação pode fazer é
disseminar a informação, sendo um instrumento, um meio. Por isso, é fundamental
valorizar o lado humano, ou seja, enfatizar a importância do indivíduo na
organização e saber muito bem a diferença entre a informação e o conhecimento.
Nesse sentido, é necessário que o trabalho do profissional da informação,
enquanto recurso intangível, seja valorizado para a execução suas funções. Para
tanto, o profissional deve buscar desenvolver determinadas habilidades essenciais
que o mercado requer para atingir o reconhecimento esperado e satisfazer as
necessidades de informação do seu usário/cliente.

5 HABILIDADES DEMANDADAS PELO MERCADO EM RELAÇÃO AO USO DE
TIC
Habilidade está relacionada com a qualidade de estar hábil, ou seja, de
estar preparado para executar determinada função, nesse caso estar treinados e
aptos a utilizar e a prover informação tanto da forma impressa quanto em formatos
digitais.

�9

Foi realizado um levantamento, na literatura, das principais habilidades
demandadas do profissional da informação pelo mercado de trabalho e constatou-se
que as principais atividades da biblioteconomia não foram abandonadas e sim
modificadas e agregadas novas em decorrência da sociedade da informação em que
estamos inseridos, em virtude das TICs. Observa-se também que o profissional da
informação pode trabalhar em espaços diversos, utilizando suas habilidades e
conhecimentos, pois há essa demanda por profissionais munidos de novas
habilidades e competências.
As competências essenciais podem ser definidas, como:
“a aprendizagem coletiva na organização, especialmente relacionada
à como coordenar diversas habilidades de produção e integrar
múltiplos streams de tecnologias, em outras palavras, competências
essenciais é um conjunto de habilidades e tecnologias que permite a
uma empresa oferecer um determinado benefício aos clientes”.
(Prahalad &amp; Hamel 1990, p. 82, tradução nossa)

De acordo com a análise realizada por Dutra e Carvalho (2006) de
anúncios de empregos da empresa Catho On-line entre os anos de 2003 e 2005,
pode-se destacar as principais habilidades requeridas do profissional da informação:
• Uma das mais solicitadas foi o conhecimento de língua estrangeira
(inglês), as autoras destacam que dos 64 anúncios divulgados na Catho On-line em
2005, 20 requeriam conhecimento de língua estrangeira. Este idioma é
imprescindível para os profissionais que buscam inserir, crescer e se manter no
mercado de trabalho.
• Conhecimento em informática: dentre as habilidades em informática,
os conhecimentos mais citados foram: Microisis, Aleph, ambiente de rede e recursos
da Internet e administração e gerenciamento de bancos de dados. Neste sentido,
torna-se indispensável ressaltar a importância do domínio das TIC nesse novo
contexto mundial.
• Conhecimentos técnicos inerentes à área, tais como administração
de arquivos informatizados, gerenciamento de documentos, organização de acervos,
tratamento técnico de acervos bibliográficos e implantação de bibliotecas e arquivos.
Em 2005 os mais procurados foram: levantamento bibliográfico, preservação e
conservação de acervos, técnicas de pesquisa na internet e banco de dados,

�10

habilidade no uso de tesauros, padrão MARC 21, tabelas de temporalidade,
gerenciamento de arquivos eletrônicos, técnicas de classificação, catalogação e
indexação. Além de ambientes tradicionais, cita-se a organização textual das
plataformas de ensino a distância, a organização dos arquivos das bibliotecas
digitais e a indexação textual dos sites de metabusca.
• Conhecimentos gerenciais: coordenação de grupo, gestão de
pessoas, coordenação de equipes e capacidade de liderança, dinamismo na
resolução de problemas, facilidade em dividir conhecimentos, bom relacionamento
interpessoal, criatividade, responsabilidade, pró-atividade e espírito de equipe.
Uma outra pesquisa foi realizada por Lima Jr. e Nascimento (2006), para
se saber quais habilidades o mercado de trabalho busca de um bibliotecário. O
questionário foi aplicado em uma agência bancária do estado. Uma das questões foi:
“Caso você fosse incumbido de contratar um profissional da informação
(bibliotecário) para sua equipe de trabalho, quais os atributos abaixo, além da
formação técnica, você exigiria?”.
Abaixo, foram listados os atributos e os respectivos percentuais
assinalados pelos pesquisados:
•

Domínio das novas tecnologias ........................................................ 92,3%

•

Capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal ........... 84,6%

•

Capacidade gerencial e administrativa ............................................. 76,9%

•

Ser criativo ........................................................................................ 76,9%

•

Experiência (prática) na área de informação .................................... 69,2%

•

Educação continuada ........................................................................ 69,2%

•

Trabalhar em equipe ......................................................................... 53,8%

•

Flexibilidade ...................................................................................... 53,8%

•

Pontual e assíduo ............................................................................. 46,2%

•

Tomada de decisão compartilhada ................................................... 38,5%

•

Boa aparência ................................................................................... 30,8%

•

Conhecimento de língua estrangeira ................................................ 23,0%
Em pesquisa anterior realizada por Ferreira em 2002, sobre as habilidades

demandadas pelo mercado de trabalho, o mesmo utilizou um universo de 12

�11

empresas de recursos humanos, que resultou em 15 habilidades que chamou de
Ranking. Dentre elas, foram destacada para este estudo:
• O domínio na utilização de equipamentos eletrônicos e na operação de
sistemas ou softwares específicos;
•

Conhecimento de bases de dados.
Em se tratando de competências pessoais, Ferreira (2002) cita algumas

em sua dissertação de mestrado:
•

Comprometer-se com a excelência no desempenho de suas atividades
profissionais;

•

Buscar desafios e visualizar novas oportunidades dentro e fora da
organização;

•

Ter uma visão geral e abrangente da organização;

•

Buscar parcerias e alianças;

•

Criar um ambiente de respeito mútuo e confiança;

•

Ter habilidades efetivas de comunicação;

•

Exercer liderança;

•

Planejar, priorizar e focar os pontos críticos;

•

Comprometer-se a aprender durante toda a vida e a planejar a carreira
pessoal;

•

Ter habilidade pessoal para negócios e saber criar novas oportunidades;

•

Reconhecer o valor das redes de contato pessoal e profissional;

•

Ser flexível e otimista em tempos de mudanças constantes.
De acordo ainda com Ferreira (2002), o profissional que irá atuar em

ambientes da comunicação e informação eletrônica demanda conhecimentos
técnicos, humanísticos e culturais, como:
•

Pensamento crítico, curiosidade, persistência, flexibilidade e adaptação a
mudanças;

�12

•

Forte

embasamento

teórico

e

prático

sobre

o

funcionamento

das

organizações virtuais de informação;
•

Domínio na utilização de equipamentos eletrônicos e na operação de
sistemas ou softwares específicos;

•

Conhecimento do maior número possível de bases de dados e outros
produtos da indústria da informação;

•

Maturidade na divisão do poder;

•

Habilidade na identificação e desenvolvimento de parceiros.
Atualmente, o acesso à informação eletrônica é o ponto alto das TICs

aplicadas às consultas a bases de dados e bibliotecas, pois, com a tecnologia das
redes eletrônicas, torna-se possível o surgimento de novos documentos e produtos
e, por conseqüência, a criação de novos serviços, como: a orientação aos usuários
na utilização de seus recursos; o desenvolvimento de home-pages; o agendamento
e o atendimento de novos serviços on-line, como a comutação, o empréstimo entre
bibliotecas, a disseminação da informação e o catálogo.
Além das habilidades é interessante que se conheça as novas tendências
do mercado, tais como: o teletrabalho2 e o comércio eletrônico3. Diante dessas
tendências o profissional da informação adquire novas oportunidades de atuação,
como por exemplo: bibliotecas virtuais – requerem conhecimentos de seleção,
tratamento e disponibilização de forma organizada das informações dispersas na
Internet; e - editoras – necessitam de profissionais que normatizem e auxiliem na
edição de suas publicações; e catálogos dos motores de busca – são construídos a
partir da indexação dos conteúdos disponíveis na Internet.
Além dessas tendências citadas acima, aparece outra prevista para o final
do ano de 2008, chamada de RDA – Resource Description and Access, o qual é um
novo padrão para a descrição dos recursos e do acesso projetado para o mundo
digital. Construído sobre os fundamentos estabelecidos pelo AACR2, o RDA irá
2 Teletrabalho – é uma forma de trabalho onde os trabalhadores podem desenvolver suas atividades
remotamente em casa ou em outro local, com o auxílio das telecomunicações e das tecnologias da informação.
3 Comércio eletrônico – nesta tendência a informação é percebida através dos produtos e serviços
customizados, tais como cursos à distância, currículos on-line, bibliotecas digitais, e-editoras, entre outros.

�13

fornecer um conjunto abrangente de orientações e instruções sobre a descrição dos
recursos e do acesso, abrangendo todos os tipos de conteúdo e mídia.

6 CONCLUSÃO
Conclui-se que o domínio dos conhecimentos específicos da área de
biblioteconomia, aliado às novas habilidades gerenciais das TIC, conhecimento de
outros idiomas e habilidades pessoais, são requisitos básicos para acompanhar as
transformações do mundo do trabalho e fazer parte dele.
A partir dos resultados das pesquisas apresentadas, observa-se a
necessidade constante de uma educação continuada por parte do profissional da
informação, tendo em vista que as tecnologias vêem se modernizando rapidamente
e o mercado atual tende a adquirir e usufruir dessas tecnologias. Desta forma, o
trabalhador precisa se adaptar com rapidez ao mercado, em vez de esperar que
surjam as oportunidades que correspondam ao seu perfil atual.

Assim, faz-se

necessário a reflexão sobre a importância da atualização contínua, com vista a
adquirir habilidades compatíveis com a nova demanda, de modo a assegurar sua
permanência no mercado de trabalho atual.
Além das habilidades, necessita-se de conhecimento das novas
tendências, como comércio eletrônico, teletrabalho e RDA.
Enfim, a demanda do momento exige um profissional atuante e
participativo, dinâmico e flexível, plenamente integrado socialmente e capaz de dar
contribuição e respostas adequadas ao seu papel na sociedade e no mundo.

�14

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da informação : o espaço de trabalho. Brasília: Thesaurus, 2004.
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�15

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IBICT, 2000.

__________________
1

Luciana Candida da Silva, Universidade Nacional de Brasília (UNB), Mestranda do Programa de
Pós-Graduação em Ciência da Informação, lucianaalfa@hotmail.com, candida.luciana@gmail.com.
2
Fabiane Andrade Muniz, Universidade Nacional de Brasília (UNB), Especialista em Docência
Universitária, fabianeam@yahoo.com.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O mercado de trabalho do Profissional da Informação (PI) vem ganhando novo formato devido ao avanço das tecnologias da informação e comunicação (TIC), com isso, faz-se necessário que o profissional acompanhe as tendências desse mercado, utilizando as tecnologias como instrumento de trabalho a fim de agregar valor e modernidade às suas funções. Dessa forma, identificou-se, na literatura, as habilidades requeridas do profissional da informação pelo atual mercado de trabalho. Para esse estudo, descreve-se o papel do profissional da informação e as mudanças que ele enfrenta na sociedade da informação. Aborda-se as tecnologias da informação e comunicação como objeto de estudo desse profissional. Enfim, foram enumeradas as habilidades demandadas em face às tecnologias e sugere-se que adquira também conhecimentos a respeito das novas tendências, como: teletrabalho, comércio eletrônico e mais recentemente sobre RDA – Resource Description and Access - o novo padrão para a descrição dos recursos e do acesso projetado para o mundo digital.</text>
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                    <text>TRABALHO ORAL
EMPREENDEDORISMO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Empreendedorismo na gestão da informação e do
conhecimento

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO DE
PÓS-GRADUANDOS DA ÁREA DE HUMANIDADES
SILVA, H. C.1
SILVA, M. V.2
GUERRERO, J. C.3

RESUMO
O tema competência em informação está às vésperas de completar 40 anos e
passou por diversas transformações ao longo desse período, disseminando-se por
diversos países. No Brasil o tema também vem sendo discutido, com uma grande
preocupação teórica a respeito do termo, sua importância e o papel do bibliotecário.
Porém há poucos trabalhos aplicados, especialmente na avaliação de programas
para a capacitação dos indivíduos. O presente trabalho discute a importância da
competência informacional e apresenta um relato de parte de uma pesquisa sobre
comportamento informacional de mestrandos de quatro programas de pósgraduação das áreas de humanidades de uma universidade paulista, privilegiando
alguns aspectos da competência informacional dos participantes.
Palavras-chave: Competência informacional. Comportamento informacional. Ensino
superior.

ABSTRACT
The theme information literacy is about to complete 40 years and it went by several
transformations throughout this period, being disseminated by several countries. In
Brazil, the theme has also been discussed with a great theoretical concern regarding
the term, its importance and the librarian's paper. However there are few applied
works, especially in the evaluation of programs for individuals' training. The present
work discusses the importance of the information literacy and its relationship with the
Brazilian education system. It presents a description of parts of the results of a wide
research on human information behavior of post graduates of four programs of
masters’ degree of the humanities' areas of a university from São Paulo, benefiting
some aspects of the participants' information literacy competency.
Keywords: Literacy information. Human information behavior. Higher education.

�2

1 INTRODUÇÃO
O tema competência em informação está às vésperas de completar 40
anos. Desde que surgiu, vem passando por diversas transformações e enfoques e
se disseminou por vários países. Melo e Araújo (2007, p. 194) sintetizam estas
transformações da seguinte maneira: “[...] tivemos a emergência do conceito no
período

dos

anos

50

a

70,

desenvolvimento

de

programas

nacionais,

institucionalização nos anos 80 e 90, e no final dos anos 90 e início do século XXI a
avaliação dos programas implementados em diferentes países”.
No Brasil o tema também vem sendo discutido há alguns anos, e é
recorrente em artigos de periódicos da área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Nota-se, no entanto, que há uma grande preocupação em discussões
teóricas a respeito do termo, sua importância e o papel do bibliotecário, numa
tentativa de consolidação do conceito entre os pesquisadores brasileiros. Há, por
outro lado, poucas iniciativas, pelo menos registradas, de trabalhos de aplicação e
principalmente de avaliação de programas que visem à capacitação dos indivíduos.
Trabalhos a respeito da verificação do nível de competência informacional de
diferentes grupos ainda são incipientes. Melo e Araújo (2007), por exemplo,
identificaram apenas três estudos a esse respeito, entre eles o de Rocha (2006),
Santos (2006), e Silva (2006). Porém nem todos estavam relacionados
especificamente ao nível de competência informacional dos indivíduos.
Neste artigo relatamos parte dos resultados de uma pesquisa mais ampla
sobre o comportamento informacional de mestrandos de quatro programas de pósgraduação da área de humanidades de uma universidade paulista, privilegiando
alguns aspectos da competência informacional dos participantes.

2 IMPORTÂNCIA DA COMPETÊNCIA INFORMACIONAL
De acordo com a International Federation of Library Associations and
Institutions – IFLA (2005), a competência informacional está na essência do
aprendizado ao longo da vida, e torna as pessoas capazes de buscar, avaliar, usar e
produzir informação de forma efetiva para atingir metas pessoais, sociais,

�3

ocupacionais e educacionais ao longo da vida. Considera a competência
informacional um direito humano básico em virtude do mundo digital em que
vivemos e também responsável por promover a inclusão social em todas as nações.
Durante o colóquio realizado em 2005, na Biblioteca de Alexandria, cujo
tema foi Competência Informacional e Aprendizado ao Longo da Vida, declarou-se
que tanto a Competência Informacional quanto o Aprendizado ao Longo da Vida são
faróis

da

Sociedade

da

Informação,

iluminando

os

caminhos

para

o

desenvolvimento, a prosperidade e a liberdade. Na mesma ocasião, afirmou-se que
o investimento maciço em estratégias de Competência Informacional e do
Aprendizado ao Longo da Vida cria valor público e é essencial ao desenvolvimento
da Sociedade da Informação (VITORINO, 2007).
Além das habilidades relacionadas ao uso das fontes de informação, a
questão do domínio das tecnologias de informação e comunicação (TICs) é
imprescindível. As habilidades exigidas de um indivíduo na ‘era digital’, são
diferentes das que se exigiam em uma ‘era de documentação impressa’. Identificar e
localizar recursos em um mundo digital pode ser uma tarefa quase infinita. À medida
que se acentua a transição de uma era tradicional para uma digital, se intensifica a
necessidade de habilidades em informação (BARRY, 1997).
Recursos web e ferramentas de organização contribuem com a
disponibilização, cada vez mais e rapidamente, conteúdos em princípio acessíveis
em nível global, mas a acessibilidade não depende apenas da disponibilidade, mas,
também, do desenvolvimento das competências informacionais (conhecimentos
necessários ao acesso, entendimento e uso dos conteúdos) dos usuários da
informação (COSTA, 2005).
Para Dudziak (2001, p. 4), “o acesso à informação tornou-se indicador
incontestável de atualidade, de sintonia com as tendências atuais, um atestado
amplamente aceito de aptidão para o futuro de competência profissional, eficiência e
qualidade”.
As

bibliotecas

surgem

neste

cenário

como

um

dos

elementos

fundamentais para proporcionar aos indivíduos os meios para desenvolverem com
êxito sua aprendizagem, colocando ao seu alcance todos os recursos que o

�4

ajudarão a recuperar de forma eficaz e eficiente a informação necessária para
realizar seus processos de investigação, resolver problemas particulares e/ou
relacionados a seu ambiente de trabalho.
As bibliotecas têm, ainda hoje, um grande desafio: tornar os usuários
sujeitos ativos de sua aprendizagem e capazes de utilizar do melhor modo possível
os recursos por elas oferecidos, posto que a utilização das fontes de informações
científicas propicia uma aproximação com os conceitos, teorias das disciplinas e
conseqüentemente aplicações e inovações nas pesquisas, dando aos indivíduos
oportunidades para transformar seu modo de aprender.
Novos projetos educacionais têm surgido, mas ainda é preciso discutir
amplamente a implementação de um projeto educacional voltado para a
competência em informação, o que exige transformações nos atuais papéis sociais e
profissionais, nos âmbitos educacionais e sociais.

3 A COMPETÊNCIA INFORMACIONAL E O SISTEMA DE ENSINO NO BRASIL
A busca por informação e o processo de aprendizagem estão fortemente
interligados e são interdependentes. Constata-se na área de educação a
necessidade do aprendizado contínuo e/ou ao longo da vida, a fim de se despertar a
capacidade de análise e reflexão que venha em auxílio do (re)significado da
cidadania. O trabalho educativo torna-se, então, o alavancador da construção de
uma sociedade emancipadora e igualitária, sendo a aquisição de competência no
acesso e uso da informação, um elemento essencial na educação contemporânea.
De acordo com as diretrizes contidas no Livro Verde da Sociedade da
Informação no Brasil:
Educar em uma sociedade da informação significa muito mais que
treinar pessoas para o uso das tecnologias de informação e
comunicação: trata-se de investir na criação de competências
suficientemente amplas que lhes permitam ter uma atuação efetiva
na produção de bens e serviços, tomarem decisões fundamentadas
no conhecimento, operar com fluência os novos meios e
ferramentas em seu trabalho, bem como aplicar criativamente as
novas mídias, seja em usos simples e rotineiros, seja em aplicações
mais sofisticadas. Trata-se também de formar os indivíduos para
‘aprender a aprender’, de modo a serem capazes de lidar

�5

positivamente com a contínua e acelerada transformação da base
tecnológica (TAKAHASHI, 2000, p. 45).

No Brasil, não há formalmente nenhum programa para o desenvolvimento
de

competências

informacionais.

Mesmo

não

existindo

um

programa

institucionalizado, pensadores de diferentes áreas têm reconhecido a importância de
estabelecer desde as séries iniciais um trabalho voltado para o uso competente da
informação, como afirma, por exemplo, Soares (2000, p. 4), para quem,
A quantidade de informações, conceitos, princípios, em cada área
de conhecimento, no mundo atual, e a velocidade em com que
essas informações […] são ampliadas, reformuladas, substituídas,
faz com que o estudo e a aprendizagem devam ser a identificação
de ferramentas de busca de informação e de habilidades de usá-las,
através de leitura, interpretação, relacionamento de conhecimentos.
[…] atribuição de todos os professores e de toda a escola.

Assim, embora não haja uma política voltada para esta questão,
verificam-se em documentos oficiais relacionados a diferentes níveis educacionais
referências à habilidade para uso da informação. Na Lei de Diretrizes e Bases - LDB,
bem como no Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, conforme indicam Melo e
Araújo (2007), a habilidade para busca e uso da informação também está
contemplada. O ensino superior, que interessa particularmente neste estudo,
abrange os cursos de graduação e pós-graduação. Nos documentos que lhe são
relativos, a competência informacional também não é mencionada explicitamente.
Porém, a legislação que a regulamenta prevê que ela tem por objetivos:
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito
científico e do pensamento reflexivo;
II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos
para a inserção em setores profissionais e para a participação no
desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua
formação contínua;
III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica,
visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e
difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do
homem e do meio em que vive;
IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o
saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de
comunicação;
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e
profissional e possibilitar a correspondente concretização,
integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa
estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada
geração;

�6

VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente,
em particular os nacionais e regionais, prestar serviços
especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação
de reciprocidade;
VII - promover a extensão, aberta à participação da população,
visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação
cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.
(BRASIL, 1996, p. 15)

Deste modo, para dar cabo à proposição estabelecida para o ensino
superior, seria necessário também promover a competência em informação, em
particular para dar conta do aspecto da pesquisa científica. Cabe aqui uma ressalva
a respeito do sistema de ensino superior no Brasil. Este nível de ensino é
desenvolvido em diferentes tipos de instituições de ensino superior (IES), que estão
separadas em três categorias, a saber: Instituições Isoladas, Centros Universitários
e Universidades.
As Instituições Isoladas incluem as Faculdades, Faculdades Integradas e
Institutos

Tecnológicos.

Elas

devem

oferecer

um

ensino

de

graduação

(bacharelados, licenciaturas e tecnológicos) de excelência, visando formar capital
intelectual aptos a atuarem nas áreas de sua formação acadêmica. Essas
instituições não são obrigadas a desenvolver pesquisas, embora nada proíba que
haja o desenvolvimento de projetos. Além de cursos de graduação, essas
instituições podem oferecer cursos de extensão e de pós-graduação (lato e stricto
sensu).
Os Centros Universitários devem ter pelo menos oito cursos de
graduação reconhecidos pelo Ministério de Educação e Cultura - MEC, e se
caracterizam por possuir uma autonomia restrita ao seu Plano de Desenvolvimento
Institucional. A legislação não o obriga ao desenvolvimento de projetos de pesquisa
pelos docentes, mas devem proporcionar a realização de projetos de iniciação
científica, cuja regulamentação deve ser institucionalizada. Devem ter também um
projeto institucional de atividades/projetos de extensão vinculados aos seus cursos
de graduação.
As Universidades são instituições de ensino superior caracterizadas, pela
LDB de 1996, como sendo aquelas instituições multidisciplinares, pluralistas, onde
há uma integração indissociável entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

�7

Logo, pela legislação, as Universidades são as únicas instituições de ensino superior
que são obrigadas a desenvolver pesquisas. Outra característica peculiar das
Universidades é que para serem consideradas como tal, as mesmas são obrigadas
a oferecer programas de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado, além de
ter um corpo docente com dedicação de tempo integral (40 horas semanais) e
formado por no mínimo 33% de mestres e doutores. Por causa dessa obrigação, as
pesquisas nas Universidades estão intimamente relacionadas com os programas de
pós-graduação e, em menor escala, aos programas de graduação, onde
predominam os projetos/pesquisas de iniciação científica. Como há uma integração
entre ensino, pesquisa e extensão, os projetos de pesquisas desenvolvidos nas
Universidades têm que ser caracterizados pelas áreas dos cursos de graduação
ofertados

pela

IES,

mesmo

tendo

as

Universidades

uma

característica

multidisciplinar/multicurricular.
As IES são periodicamente avaliadas pelo MEC para fins de
credenciamento ou de recredenciamento e a pesquisa é um dos itens avaliados. No
caso das IES isoladas, dada a não obrigatoriedade de ter pesquisas, esse item não
é considerado. Porém, se a IES informa ao MEC que desenvolve pesquisas em
alguma área, ela passa a ter a obrigação de comprovar o desenvolvimento dessa
pesquisa que é assim avaliada pelo MEC. O mesmo se aplica aos Centros
Universitários. No caso das Universidades a pesquisa é avaliada e tem um peso
relativo no conceito final da avaliação. Uma avaliação negativa do item pesquisa
pode não ser motivo para reprovar uma Universidade, mas com certeza irá
influenciar (para menos) no conceito final da instituição. A avaliação da pesquisa
pelo MEC considera os seguintes aspectos: infra-estrutura e corpo docente, no que
diz respeito ao tempo de dedicação dos docentes, à titulação e à produção científica
e às orientações desenvolvidas por eles.
A avaliação da pesquisa tem um peso significativo nas avaliações dos
programas de pós-graduação realizados trienalmente pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Nessa avaliação sim, a
qualidade da pesquisa tem um peso significativo, pois uma avaliação negativa das
mesmas pode levar ao descredenciamento de um programa de pós-graduação
(mestrado e/ou doutorado).

�8

Cavalcante (2006, p. 48) chama a atenção para a importância do
estabelecimento de uma política de formação em competência informacional para
este nível de formação, o que sem dúvida é imprescindível, assim como para os
demais níveis.
Na educação superior está relacionada principalmente com o uso
das tecnologias em diferentes suportes de informação para
favorecer o desenvolvimento das competências dos estudantes, que
beneficiará o crescimento profissional, a capacidade de realização
de pesquisas, planejamento, gestão e avaliação no uso de fontes de
informação.

Embora a pesquisa esteja prevista na legislação brasileira para apenas
alguns tipos de instituições de ensino superior, a importância do espírito investigativo
e de produção do conhecimento se faz necessária em qualquer curso superior e de
pós-graduação. Como ressalta Gonçalves e Silva e Silvério (2004 apud
CAVALCANTE, 2006, p. 51), “as áreas do conhecimento de um modo geral têm
transitado por uma forte evolução científica tecnológica e multidisciplinar, o que
implica algo além do saber acadêmico ou livresco, como uma espécie de transição
de um 'saber viver no singular' em direção a um 'saber viver no plural'”. Porém,
como a pesquisa é uma exigência apenas para a minoria das IES, não se deve
restringir os programas de competência apenas às universidades, mas às
instituições de ensino superior de uma maneira geral, senão, cerca de 80% desta
população estará excluída desta proposta de competência informacional.
Os estudos sobre as Competências informacionais e suas dimensões
técnica, estética, política e ética, e também os aspectos específicos, conhecimentos,
habilidades, comportamentos e atitudes em relação à informação são importantes.
Cavalcante (2006, p. 52), por exemplo, ressalta que “[...] muitos (alunos) entram e
saem de um curso superior com pouco ou nenhum conhecimento sobre
competência no uso eficaz da informação para desenvolvimento profissional”. As
razões para isto são várias. Embora não haja ainda no Brasil pesquisas suficientes
que comprovem a afirmação de Cavalcante (2006), pode-se empiricamente observar
que isto vem acontecendo, mesmo em nível insuspeitável da pós-graduação.
Há então necessidade de se buscar os caminhos para identificação,
reflexão e sistematização dos mecanismos para identificação do nível de
Competência Informacional de diferentes grupos de indivíduos. Internacionalmente,

�9

há alguns documentos importantes que norteiam esta questão, tais como As normas
de competência informacional para ensino superior desenvolvidas pela American of
College and Research Library – ACRL, e pela ALFIN, por exemplo. Porém, pode-se
questionar se estas se adequam à realidade nacional. Tais documentos servem
como parâmetro tanto para a proposição de programas de competência
informacional, como para verificação do nível de competência dos indivíduos. Este
último tipo de estudo, no entanto, vem sendo pouco explorado em pesquisas,
principalmente brasileiras. Deste modo, há a necessidade de realização de
pesquisas que permitam aferir de forma mais sistematizada o nível de competência
informacional de indivíduos, não apenas de alunos de graduação e pós-graduação,
mas também de outros níveis e contextos.
Neste sentido, um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual
Paulista – UNESP, campus de Marília tem se dedicado ao tema desde 2005 (SILVA;
GARCIA, 2005), buscando através das pesquisas do grupo identificar o
comportamento informacional de diferentes grupos de indivíduos, particularmente de
pesquisadores de diferentes áreas.
De acordo com WILSON (1999, p. 249, tradução nossa), por
comportamento informacional “[...] entende-se que são aquelas atividades em que
uma pessoa pode se engajar quando identificam sua(s) própria(s) necessidades de
informação, buscando-a de muitas maneiras, usando ou transferindo aquela
informação”.
Para Case (2007), o comportamento de busca de informação caracterizase como o esforço consciente, que envolve uma variedade de comportamentos de
um indivíduo para adquirir informação como resposta a uma necessidade ou a uma
lacuna em seu conhecimento. Deste modo, a habilidade do indivíduo na busca e uso
da informação, ou seja, a competência informacional é um dos elementos do
comportamento

informacional.

Percebe-se

então

que

o

comportamento

informacional e a competência informacional estão entrecruzados.
Tomando como base o documento da ACRL (2000), selecionou-se os
seguintes aspectos neste relato:
Norma 1:

�10

1. El estudiante que es competente en el acceso y uso de la información es capaz
de definir y articular sus necesidades de información.
2. El estudiante que es competente en el acceso y uso de la información es capaz
de identificar una gran variedad de tipos y formatos de fuentes potenciales de
información.
Norma 2:
1. El estudiante selecciona los métodos de investigación o los sistemas de
recuperación de la información más adecuados para acceder a la información que
necesita.
2. El estudiante competente en acceso y uso de la información construye y pone en
práctica estrategias de búsqueda diseñadas eficazmente.

4 RELATO DA PESQUISA
Participaram da pesquisa 26 sujeitos, alunos de mestrado dos quatro
programas de pós-graduação stricto senso das áreas de ciências humanas e sociais
aplicadas com sede na universidade onde foi realizada a pesquisa. Os sujeitos
foram sorteados aleatoriamente em número proporcional ao total de matriculados
em cada um dos cursos, na seguinte proporção: nove da Educação, seis das
Ciências Sociais, seis da Filosofia e cinco da Ciência da Informação. Cabe ressaltar
que a biblioteca da universidade realiza treinamentos regulares para uso das bases
de dados disponíveis para consulta.
A coleta de dados foi realizada em duas etapas: primeiramente foi
aplicado um questionário para caracterização dos participantes, verificação do tema
e estágio de desenvolvimento de suas pesquisas. O questionário também permitiu
identificar as estratégias e fontes utilizadas pelos participantes para a obtenção de
informações para elaboração de suas dissertações; verificar o grau de familiaridade
dos participantes com as bases de dados especializadas; identificar as principais
dificuldades enfrentadas pelos participantes para obtenção de informações para
desenvolvimento de suas pesquisas; identificar a temática da pesquisa desenvolvida
pelo participante.

�11

Também foi registrado o desempenho dos participantes durante a
realização de buscas em sistemas bibliográficos eletrônicos. Estes procedimentos
foram reaplicados com o mesmo grupo de participantes com o intervalo de seis
meses entre as duas coletas (segundo semestre de 2005 e término em 2006).
No que tange aos resultados, verificou-se o seguinte: perguntou-se se os
participantes

estavam

realizando

levantamentos

bibliográficos

para

o

desenvolvimento de suas pesquisas. 15 dos 26 participantes responderam já
estarem realizando levantamento para as suas pesquisas, o que é interessante,
pois, naquele momento eles ainda estavam cumprindo os créditos e não
desenvolvendo suas pesquisas. Não se sabe, no entanto, se eles responderam
afirmativamente por esta ser a resposta esperada. Outros oito responderam
negativamente e três não responderam esta questão. Verifica-se que entre os
participantes dos programas de Educação e Ciências Sociais há uma maior
incidência daqueles que já iniciaram seus levantamentos em comparação com os de
Filosofa e Ciência da Informação.
Para confirmar se eles estavam realizando o levantamento e identificar as
fontes de informação utilizadas, foi solicitado que indicassem em que fontes eles
estavam realizando o levantamento. Apenas 12 dos 15 participantes que afirmaram
ter iniciado seu levantamento responderam esta questão. Para estes, o catálogo de
bibliotecas é a principal fonte: nove das 12 indicações, sendo que cinco não
especificaram o catálogo utilizado e quatro mencionaram o catálogo online de sua
própria universidade, e apenas um deles indicou utilizar o catálogo local e também o
catálogo geral que abrange toda a rede de bibliotecas da referida universidade.
Também receberam uma indicação os catálogos de outras universidades públicas
paulistas, a Universidade de Brasília UNB e o Unibibliweb (catálogo coletivo que
reúne os catálogos das redes da Universidade de São Paulo, da Universidade
Estadual Paulista e da Universidade Estadual de Campinas). Cabe ressaltar que
embora dois sujeitos tenham indicado consultar além de sua universidade e de
outras instituições paulistas, somente um indicou o catálogo UnibibliWeb.
Vale aqui um comentário a este respeito. Base de dados é um nome
genérico que se dá a um conjunto de dados inter-relacionados, organizados de
forma a permitir a recuperação da informação (ROWLEY, 2002). Existem, pois,

�12

bases de dados de vários tipos e abrangências. Na literatura da área referências a
bases de dados, geralmente, dizem respeito àquelas cujo conteúdo é de cunho
bibliográfico, que arrolam informações sobre o que foi publicado ou produzido em
uma ou mais áreas do conhecimento, incluindo os índices e resumos
predominantemente, podendo estas ser referenciais, apresentando apenas o
resumo e os dados para identificação dos documentos arrolados, ou textuais,
abrangendo também o texto completo dos mesmos. O fato de a fonte estar online
muitas vezes o usuário a identifica como sendo base de dados.
No caso desta pesquisa, sete indicaram utilizar a Internet como fonte para
levantamento de materiais em sua pesquisa, sete fazem busca em sites específicos,
relacionados à sua temática de pesquisa e quatro não especificaram quais os sites
utilizados; quatro afirmam utilizar o Google, entre eles um que utiliza o Google
Acadêmico. É interessante ressaltar a indicação do uso da plataforma Lattes para o
levantamento de material para pesquisa. Este recurso disponibiliza os currículos dos
especialistas de todo o país com a indicação completa de suas produções, o que
facilita uma recuperação posterior e está disponível gratuitamente para a consulta.
Embora esta fonte não tenha esta finalidade específica, ela é, sem dúvida, útil e
relevante para a busca bibliográfica, principalmente se utilizada em conjunto com
outras fontes.
As bases de dados aparecem com sete indicações. Entre aqueles que
especificaram as bases utilizadas estão: três indicações para o Portal de Periódicos
da CAPES, três apontaram o Scielo

e um o Library and Information Science

Abstracts - LISA. Um participante inclusive afirmou que seu orientador indicou o uso
de bases de dados, mas ele não as utiliza. O papel do orientador no comportamento
dos orientados é um fator importante. Relacionado a esta questão foi desenvolvido
outro estudo junto aos orientadores dos quatro programas de desta mesma
universidade que irá complementar os dados desta pesquisa.
Foram indicadas também, com 1 (uma) indicação cada, para a realização
de levantamentos, as seguintes fontes: orientador, livros, referências citadas (citation
chasing supra mencionada), periódicos (Datagramazero, periódico digital da área de
Ciência da Informação), jornais e textos apresentados em disciplinas cursadas por
eles.

�13

Para identificar mais dados a respeito do uso de bases de dados pelos
participantes, foi indagado se eles conheciam bases de dados especializadas que
fossem pertinentes para a realização de levantamento bibliográfico para suas
pesquisas. Na Tabela 1 abaixo se apresenta os resultados:
Tabela 1 - Conhecimento dos participantes a respeito de bases de dados pertinentes para
suas pesquisas

SIM

NÃO

Educação

4

5

Ciências Sociais

1

5

Filosofia

3

3

Ciência da Informação

3

2

11

15

Total

Dos vinte e seis participantes, onze responderam afirmativamente e 15
indicaram não conhecer nenhuma base pertinente. Quando solicitados a especificar
quais seriam as bases conhecidas, verificou-se que: dois não se lembravam do
nome da base no momento em que respondiam o questionário. Dos nove restantes,
quatro fizeram indicações de fontes que de fato se tratam de bases de dados
especializadas: H. W. Wilson (home page), LISA, Portal Periódicos CAPES e Scielo,
estes dois últimos com três indicações. Nos dois primeiros casos trata-se de bases
voltadas para a área de Ciência da Informação, o que está coerente com o programa
cursado pelo aluno. As duas últimas indicações não especificaram a base, mas o
local em que elas podem ser acessadas ou ainda que armazena os textos no caso
da biblioteca digital. De qualquer modo, eles identificaram uma fonte relacionada a
bases especializadas.
Outros fizeram indicações que não se tratam de bases de dados
especializadas, que são: catálogos de bibliotecas, sites da Internet (Ministério do
Meio Ambiente, Rede Brasileira de Educação Ambiental - REBEA, Plataforma
Lattes) – estes contêm bases de dados, porém remetem a recursos sobre
informação científica, entidades associativas, e outros. Enfim, possuem informações
pertinentes às pesquisas, porém, não se trata de bases de dados e não são
utilizados comumente para levantamentos bibliográficos - e a Revista Cadernos da
UNICAMP, cujo link está indisponível atualmente.

�14

Perguntou-se se os participantes estavam utilizando as bases de dados
conhecidas por eles para realização de seus levantamentos. Onze disseram que as
utilizam, um afirmou que não, pois seu projeto está em reformulação, e 14 não
responderam esta questão. Estes são os mesmos que disseram não conhecer
bases de dados pertinentes.
Outro aspecto enfocado na pesquisa foram as dificuldades dos
participantes na utilização das bases de dados especializadas. Perguntou-se se eles
sentiam dificuldades e 17 afirmaram que sim e nove que não. Destes, dois
responderam que não têm dificuldade pelo fato de não utilizarem bases de dados,
sendo que um deles afirmou nunca haver utilizado uma base e outro porque utiliza o
Google por considerá-lo “bem simples”. Assim é provável que estes também tenham
dificuldade quando vierem a utilizar as bases.
Entre as dificuldades apontadas pelos sujeitos verificou-se que:
- Três indicaram ter dificuldade em relação à recuperação temática de informações,
como ilustram os trechos abaixo:
“Nas buscas por termos específicos nos campos “título” e “assunto” às vezes não
obtenho resposta, mas o artigo existe” (s. 24) Neste caso é possível que o termo
utilizado esteja relacionado ao tema, porém não tenha coincidido com o utilizado
pelo autor. O uso de sinônimos ou a consulta ao vocabulário controlado da base
poderiam ser utilizados para tornar os resultados mais satisfatórios.
“Em muitos casos temos que ter o título do artigo/texto” possivelmente referindo-se a
recuperação em um documento específico “[...] e o levantamento por assunto
devolve um número muito grande de informações desnecessárias.” (s.20) – neste
caso os termos utilizados por ele provavelmente são muito abrangentes ou ele não
realiza combinações de termos para especificar a busca. Estes aspectos só podem
ser verificados no momento da busca.
“Cada base utiliza palavras-chave e operadores diferentes.” No caso de operadores
de fato há algumas variações, porém são mínimas. “(...)Eu geralmente peço
trabalhos pelo Comut ou faço download de instituições confiáveis (UNICAMP e
Plataforma Lattes)” (s. 17)– nota-se pela resposta que devido à dificuldade sentida
pelo sujeito ele opta por não utilizar as bases preferindo fontes alternativas.

�15

“não sabe colocar o termo adequado, [...] não sabe exatamente qual a palavrachave”
- Outros apresentaram respostas que não dizem respeito especificamente à
estratégia de busca para recuperação temática de informações:
- Quatro indicaram não ter conhecimento sobre as bases, ou seja, eles não tiveram
oportunidade ou interesse em aprimorar seus conhecimentos sobre as bases e o
seu desempenho nas buscas. Neste caso, um treinamento para o uso das mesmas,
caso haja interesse poderia ajudá-los.
- Um indicou ter dificuldade com relação à informática “o que dificulta um pouco, mas
só no início, depois se acostuma” e completou sua resposta afirmando que “Quando
encontra o material em outras localidades demora para chegar e ás vezes não
consegue o material por estar emprestado em outras localidades” (s. 11). Este
trecho deixa dúvidas se o participante se refere ao uso de catálogos, pois faz
referência a demora para ter acesso ao documento; ou ainda se diz respeito a base
de dados, no caso de ter necessidade de solicitar o documento via Comutação
Bibliográfica – COMUT, ou outro serviço. De qualquer modo as dificuldades
apontadas estão voltadas a questões operacionais e não na interação com as bases
propriamente ditas.
- Um indicou dificuldades em relação ao idioma dos recuperados: “Dependendo do
assunto não acha documentos no próprio idioma” (s.26)
- Um alegou falta de tempo, possivelmente para realizar as buscas nas bases;
- Um indicou como dificuldade o fato de algumas bases não apresentarem o resumo,
provavelmente por utilizá-lo para verificar a pertinência do documento. Deve-se
ressaltar, no entanto, que o sujeito que fez esta afirmação não indicou conhecidas
bases de dados de fato, mas sites institucionais, que possivelmente só apresentem
a referência dos documentos arrolados. Isto se reforça ainda mais se considerarmos
que a maioria das bases de dados traz se não o texto completo, pelo menos o
resumo dos documentos. Assim a dificuldade apontada pelo participante não se
refere especificamente a bases de dados.
- Seis não especificaram quais seriam suas dificuldades, entre estes, três por terem
o costume de utilizar as bases.

�16

Um aspecto que pode ser destacado é que nenhum dos sujeitos
mencionou que costuma solicitar ajuda ou consultar bibliotecários para a realização
de suas buscas ou ainda para sanar as suas dúvidas. Deve-se considerar, no
entanto, que como são alunos ingressantes no mestrado, estes talvez ainda não
tenham vivência deste tipo de auxílio pelos bibliotecários e ainda não tenham sido
orientados para fazer uso dos serviços oferecidos pela biblioteca local, o que remete
a próxima questão.
Perguntou-se

ainda

se

os

participantes

haviam

recebido

algum

treinamento ou orientação para uso de bases de dados. Doze responderam que
haviam recebido e outros doze que não haviam recebido. Dois não responderam
esta questão. Entre os que participaram de algum treinamento, dois afirmaram ter
participado de orientações na UNESP Marília durante o período de graduação,
sendo que um deles especificou que as orientações foram sobre o catálogo e não
sobre bases de dados.
Quando solicitados a apontar as palavras-chave de suas pesquisas, todos
os 26 participantes o fizeram. Há a necessidade de realizar uma análise mais
detalhado a respeito das palavras-chave apontadas pelos participantes, bem como a
relação das mesmas com o tema das pesquisas.
Outro aspecto abordado na pesquisa foi o comportamento dos
participantes durante a realização de uma busca em base de dados eletrônica
(information search). Os resultados serão apresentados a seguir.
Ainda na primeira fase da pesquisa, após a aplicação do Questionário, os
participantes foram convidados a realizarem uma busca sobre o tema de suas
pesquisas em uma base de dados de sua preferência. Todos eles aceitaram e
escolheram espontaneamente a fonte de informação para a pesquisa. Onze
utilizaram catálogos bibliográficos, sendo que dez utilizaram o Catálogo Athena que
integra a rede de Bibliotecas da UNESP e um o Catálogo da Rede de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo, o DEDALUS; cinco utilizaram buscadores da internet,
sendo eles o Google (quatro participantes) e o AltaVista; três utilizaram o Portal
CAPES e um o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais –

�17

INEP. Deve-se ressaltar que vários deles utilizaram mais de uma fonte de
informação para a realização de suas buscas.
Em que pese à característica da área de humanidades, que dá
preferência a fontes de informação no formato de livros e outras obras impressas e
em língua nacional, pode-se inferir que o catálogo tenha sido a escolhida pela maior
parte dos sujeitos por ser aquela com a qual eles estavam mais familiarizados. Estes
dados estão coerentes com o das questões anteriores segundo os quais, dos 26
participantes apenas nove souberam nominar uma base de dados pertinente à
temática de sua pesquisa indicando uma pouca familiaridade dos sujeitos com este
tipo de fonte de informação.
Entre os sete que escolheram o catálogo de sua universidade, três
solicitaram orientação à pesquisadora para realizar a sua busca. Seis realizaram a
busca utilizando a opção “Pesquisa simples” que era default do sistema e apenas
dois a opção “Pesquisa Assistida”, na qual há a possibilidade de especificação do
campo de busca (título, autor, assunto), o que aumenta a precisão da busca.
Dos nove que utilizaram o catálogo de sua universidade, seis não ficaram
satisfeitos com a busca, pois não encontraram resultados pertinentes, um deles
porque já possuía as referências recuperadas. Dois relataram que preferem
consultar diretamente as estantes sem passar pelo catálogo, este resultado está
coerente com as respostas obtidas anteriormente em relação à busca de
informações para elaboração dos projetos para ingresso no mestrado. Dois dos
participantes indicaram que preferem identificar seus materiais diretamente nas
estantes da biblioteca. Um deles justificou sua atitude afirmando que nem sempre
encontra no acervo da biblioteca o material identificado através do catálogo. Um
deles quando se deparou com um registro pertinente, não sabia o que deveria para
anotar para depois obter a obra e solicitou instruções, demonstrando que não tem
experiência no uso de catálogos, o que para um pós-graduando chama a atenção.
Dois recuperaram referências pertinentes e anotaram os dados para procurar os
documentos em outro momento.
O outro catálogo bibliográfico utilizado por um dos participantes foi o
DEDALUS. Nele o participante utilizou a busca por título e por autor, mas não obteve

�18

resultados pertinentes, indo em seguida para o catálogo de sua instituição de
origem.
Com relação a aqueles que utilizam o Google, verificou-se que dos quatro
que iniciaram sua busca pelo Google, assim o fizeram para encontrar periódicos
científicos da área que estão disponíveis on-line, conforme o relato de um deles,
reproduzido a seguir: “[...] normalmente entro no Google e digito o nome do
periódico que desejo e quando o encontro entro e copio todos os sumários, depois
vou até a biblioteca e vejo se tem os artigos que desejo.” (s. 03)
Um participante utilizou também o Alta Vista, ele havia consultado nesta
mesma busca o Portal Capes, mas não havia obtido resultados pertinentes, ao
passo que no buscador ele recuperou resultados pertinentes. O participante revelou
que este buscador foi utilizado por ele para encontrar o “material base para o seu
projeto” (s. 09)
Tais resultados demonstram que embora os participantes não estejam
utilizando uma fonte especializada (chamada geralmente base de dados), eles
possuem critérios para a escolha dos documentos recuperados através da internet,
o que é bastante importante para o uso de informações confiáveis e é um dos
aspectos previstos nas normas para competência do ensino superior.
Dos três que realizaram suas buscas no Portal de Periódicos da CAPES,
apenas um recuperou itens de seu interesse utilizando o LISA, uma base de dados
referencial pertinente a área de pesquisa do participante. Os outros dois que
escolheram o Portal da Pesquisa, demonstraram não ter domínio dos recursos de
busca desta fonte. Um deles, por exemplo, fez busca de assuntos no formulário de
busca de título dos periódicos não recuperando nada de seu interesse e o outro não
conseguiu implementar nenhuma busca e acabou optando por outra fonte, o Athena.

5 CONCLUSÕES
Os resultados revelam uma falta de conhecimento dos participantes a
respeito das bases especializadas disponíveis para a consulta em sua universidade;
a principal fonte de informações utilizada por eles são os catálogos e a internet.

�19

Estes resultados não condizem com o esperado para um grupo de pós-graduação
que, supõe-se, trabalha com resultados recentes de pesquisa em suas respectivas
áreas, veiculados em artigos científicos e bancos de teses e dissertações, muito
embora os sujeitos fossem da área de humanidades que têm no livro sua principal
fonte de informação.
Mesmo utilizando o catálogo bibliográfico para a realização de suas
buscas, os participantes apresentam dificuldade na recuperação de informações
pertinentes a suas pesquisas.
Os resultados não demonstraram uma modificação do comportamento
informacional dos participantes entre as duas fases de coleta de dados, a saber,
ingresso e finalização do mestrado. Este aspecto merece ser mais bem investigado,
indica que os participantes não desenvolveram habilidades de busca e recuperação
de informações para as suas pesquisas, apresentando atitudes semelhantes tanto
na elaboração de seus projetos como depois para o desenvolvimento de suas
pesquisas.
Percebeu-se também que eles não recorreram com muita freqüência aos
bibliotecários que poderiam auxiliá-los nesta tarefa ou mesmo realizar as buscas por
eles, mas não foi a opção escolhida pela maioria dos participantes deste estudo. Isto
é preocupante, considerando que uma das finalidades deste nível acadêmico é a
formação do pesquisador e do docente. Esta falta de habilidade para busca e
recuperação da informação ou ainda o fato de não sentir necessidade de
acompanhar a produção científica da área de uma forma mais ampla utilizando-se
das ferramentas disponíveis para isto é preocupante e que pode influenciar
diretamente na qualidade das pesquisas realizadas.
Espera-se que com os resultados desta pesquisa alertar aos programas
de pós-graduação para a necessidade de se ter a questão da competência
informacional como objeto de discussão. Deve-ser ter clareza do perfil do aluno que
se pretende formar e no que tange a competência informacional todos os docentes
dos programas têm que estar envolvidos em uma proposta desta natureza. A
simples introdução de disciplinas não irá modificar os resultados obtidos nesta
pesquisa. Somente com o envolvimento de todos nas orientações e nas atividades

�20

das disciplinas é que se pode motivar o aluno a utilizar a informação com
competência. Deve-se ressaltar que já foi realizado um levantamento junto aos
docentes orientadores desta mesma universidade a cerca do tema e que os
resultados serão divulgados em breve.

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__________________
1

Helen de Castro Silva, Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências, Campus
de Marília, helenc@marilia.unesp.br.
2
Marli Vítor da Silva, Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências, Campus de
Marília, marli_biblio@hotmail.com.
3
Janaína Celoto Guerrero, Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências,
Campus de Marília, jcguerrero@fca.unesp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>CRUESP</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Avaliação do nível de competência em informaçao de pós-graduandos da área de humanidades.</text>
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                <text>O tema competência em informação está às vésperas de completar 40 anos e passou por diversas transformações ao longo desse período, disseminando-se por diversos países. No Brasil o tema também vem sendo discutido, com uma grande preocupação teórica a respeito do termo, sua importância e o papel do bibliotecário. Porém há poucos trabalhos aplicados, especialmente na avaliação de programas para a capacitação dos indivíduos. O presente trabalho discute a importância da competência informacional e apresenta um relato de parte de uma pesquisa sobre comportamento informacional de mestrandos de quatro programas de pós-graduação das áreas de humanidades de uma universidade paulista, privilegiando alguns aspectos da competência informacional dos participantes.</text>
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O ORTODOCS E OS SEUS USUÁRIOS: delineando uma relação
SILVA, F. M. A.1
RAMALHO, F. A.2

RESUMO
No panorama das tecnologias, a automação em bibliotecas apresenta-se como uma
tendência estratégica que anseia o aumento da eficiência dos serviços prestados
pelas bibliotecas, agilidade nas atividades desempenhadas pelos profissionais,
como também a difusão da informação, principalmente, em relação ao seu acesso e
sua qualificação junto à sociedade. Nessa perspectiva, esta comunicação centra-se
na visão dos usuários da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba
sobre o software de automação em bibliotecas OrtoDocs. Durante a pesquisa,
verificou-se que os usuários sentem dificuldades no uso do software, relativas ao
desconhecimento e/ou pouco uso, terminais de consulta obsoletos, problemas no
sistema, ausência de treinamentos ou orientações especializadas etc. Contata-se,
assim, a necessidade das unidades de informação em desenvolver ações que se
propõem, entre outros, a educar seus usuários, desenvolver estudos de uso,
usabilidade etc., possibilitando um desempenho mais dinâmico e atuante entre o
usuário, o profissional da informação e as unidades de informação.
Palavras-chave: Uso de produtos de Software. OrtoDocs – Estudo de Uso.
Produtos de Software para a Automação em Bibliotecas.
Comunicação da Informação. Biblioteca Universitária.

ABSTRACT
An overview of the technologies show us automation on libraries as a strategic
tendency aimed at increasing the efficiency of services rendered by the libraries, the
agility in the activities carried out by the professionals, as well as the diffusion of
information, above all, its access and its qualification to society. From this
perspective, the focus of this article is the users of the Central Library from Federal
University of Paraíba’s view on the libraries automation software OrtoDocs. During
the research, it was proven that users have problems using OrtoDocs, caused by
rare use or complete ignorance of OrtoDocs, obsolete consult terminals, problems in
the system, absence of user trainings or specialized orientations etc. Thus, is
noticeable the information units’ need for the development of actions that intend,

�2

among other goals, to educate its users, to develop use studies, usability etc.,
making possible a performance more dynamic and active between the user, the
information professional and the information units.
Keywords: Use of Software Products. OrtoDocs - Study of Use. Software Products
for Libraries Automation. Communication of the Information. Academical
Library.

1 INTRODUÇÃO
A sociedade atual encontra-se em grandes mudanças, pois com as
tecnologias da comunicação e informação (TIC’s) inseridas no dia-a-dia, surgem,
entre outros, transformações no comportamento, no modo de pensar, de agir e
interagir entre as pessoas, produtos e serviços oferecidos, provocando uma atuação
mais crítica, mais reflexiva do homem na sociedade. Nesse contexto, é percebido
que as necessidades do ser humano ampliam-se e se potencializam, motivando uma
busca informacional que subsidie a satisfação dessas necessidades. Com isso,
organizações sociais, como a universidade, apresentam-se como cenários que
integram a sociedade às tecnologias, ao despertar das necessidades aos meios
necessários para satisfazê-las, a disponibilização de informações e ao seu livre
acesso.
A biblioteca universitária, como instância que auxilia a universidade na sua
missão, fundamentada em três pilares, ensino, pesquisa e extensão, facilita a
construção do conhecimento e oferece ao ser humano, neste caso ao usuário,
possibilidades de se desenvolver crítica, social e academicamente. Para isso, é
imprescindível que a automação de seus sistemas aconteça em sintonia com as
tecnologias e expectativas de seus usuários, por perceber que a universidade vai
além da preocupação com a formação profissional dos acadêmicos, deve também,
preocupar-se com o desenvolvimento de uma postura crítica e inovadora desses
sujeitos.
Objetivando o melhor atendimento, bem como suprir com as necessidades
e expectativas informacionais, realizam-se estudos visando melhor precisão na
recuperação da informação e disponibilização de melhores serviços. Com esses
estudos é possível tomar conhecimento de novas demandas, mudanças

�3

comportamentais, inserção de tecnologias e possíveis tendências dos clientes e/ou
usuários reais e potenciais, direcionando, assim, a organização para a comunidade
a que se destina, além de possibilitar a redução de possíveis riscos.
Na Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB),
alunos e professores dos diversos cursos (graduação e pós-graduação) buscam
informações que os auxiliam em seus problemas informacionais mais diversos. Com
a implantação do software de automação, OrtoDocs, a BC coloca a consulta on-line
de seu acervo principal ao alcance de seus usuários e assim dinamiza a busca
referencial da informação.
Por concordar com Santiago (2006, p. 11), quando a autora coloca que o
usuário é elemento “fundamental na concepção, avaliação, enriquecimento,
adaptação, estímulo e funcionamento da biblioteca”, surgiu o interesse em realizar
uma pesquisa que teve como objetivo geral identificar os usos do software OrtoDocs
pelos usuários da BC (SILVA, 2007). A importância e satisfação do usuário com o
software, face as suas necessidades informacionais, apresentaram-se como motivos
que direcionaram os serviços disponibilizados, qualificando o atendimento e,
principalmente, para a pesquisa realizada.
Nessa perspectiva, esta comunicação, a partir de um dos objetivos
específicos da pesquisa citada (SILVA, 2007), centra-se na visão dos usuários da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba sobre o software de
automação OrtoDocs.

2

AS

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS

E

AS

TECNOLOGIAS

DA

COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO
As organizações apresentam-se como unidades sociais que buscam
atingir objetivos específicos, composto por vários subsistemas (grupos, centros,
departamentos, etc.), com ampla interação com outras unidades sociais, indiferente
do seu tamanho, como por exemplo, universidade, grupos de pesquisa, comunidade
ou outra determinada sociedade (MOUZELIS, 1975; PARSONS, 1974).

�4

Assim, a universidade, também, é uma organização composta de pessoas,
com missão, objetivos, metas, estruturas, papéis, relações de autoridade, processos
de tomada de decisão e comunicação, dinâmica interpessoal e intergrupal,
necessidades, valores e interfaces.
Nessa perspectiva, os autores, Maciel e Mendonça (2006, p. 2), afirmam
que “as bibliotecas universitárias não são organizações autônomas, mas
dependentes de uma organização maior, as universidades, portanto, sujeitas a
receberem influências externas e internas do ambiente que as cercam”. As
universidades, por sua vez, são classificadas em públicas, quando são mantidas e
administradas pelo poder público; e privadas, quando sua manutenção e
administração são feitas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado.
As bibliotecas universitárias possuem um papel fundamental nos
processos de pesquisa e inovação tecnológica do país, através do conhecimento
universitário desenvolvido nas universidades. Através do contexto universitário, a
biblioteca tem a importante função de intermediar conhecimentos, científico e
tecnológico, com os usuários, sejam elas pessoas físicas ou jurídicas, colaborando
assim com o desenvolvimento do país (DAMÁSIO, 2004; SILVA, 2006).
À medida que a universidade melhora seus padrões de ensino e
pesquisa, sente-se pressionada a dar melhores condições às
bibliotecas para que funcionem com eficácia; e estas, por sua vez,
funcionando, adequadamente, dão melhor apoio aos programas
educacionais da própria universidade. (FERREIRA, 1980, p. 9)

De acordo com Café, Santos e Macedo (2001), na década de 80, houve
grandes discussões a respeito dos sistemas de informação e os computadores,
tendo como foco o usuário final e a criação de redes que, além de facilitar o acesso,
ainda pudessem identificar a “disponibilidade de qualquer documento no acervo por
meio de uma pergunta a esse sistema e/ou gerar relatórios relativos ao uso da
coleção, sem esquecer as outras atividades desempenhadas pela biblioteca.” (p.
71).
Com a informatização dos acervos, as bibliotecas denominadas
tradicionais, (cujo acervo é constituído de documentos em formato
convencional, isto é, em suporte impresso), passaram a ser vistas
nesta “Era da Informação”, como bibliotecas modernas ou
automatizadas (onde o computador é peça chave para as tarefas
mecânicas). (PONTES, 2003, p. 29)

�5

Lima (2001) acrescenta que, diante desse contexto e do novo tipo de
usuário (antes, leitores e hoje, navegadores ou internautas), as bibliotecas estão
envoltas por profundas mutações, além de inquietações que visem uma participação
mais efetiva dos usuários durante todo o processo de construção e desenvolvimento
da ciência e tecnologia. As bibliotecas, em especial as universitárias, necessitam
estar integradas às reais necessidades dos usuários e sua demanda informacional,
para que cumpra o papel de subsidiar o desenvolvimento cientifico de um país.
Nessa perspectiva, Figueiredo (1998) identificou que a informatização
proporciona grande rapidez, agilidade e eficiência no processo de atendimento e
prestação de serviços. Esse benefício deve abranger não somente o usuário, mas
também

“o

controle e

formação do acervo,

levantamentos

bibliográficos,

catalogação, empréstimos, comutação, reclamação de obras em atraso e
processamento técnico”. Dessa forma, para usar um serviço na biblioteca, tanto o
profissional da informação quanto os usuários, em geral, precisam estar preparados
para tirar vantagem desse uso e, para isto, é fundamental que tomem conhecimento
dos programas (softwares) e sistemas utilizados na automação da sua biblioteca,
possuindo habilidades em realizar atividades simples como, por exemplo, uma busca
informacional no acervo.

3 A BIBLIOTECA CENTRAL DA UFPB E O ORTODOCS
Como parte do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da
Paraíba, SISMOTECA, que é um conjunto de bibliotecas integradas sob o mesmo
aspecto funcional e operacional, tendo por objetivo a unidade e harmonia das
atividades de coleta, tratamento, armazenagem, recuperação e disseminação de
informações, para o apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão.
A BC encontra-se informatizada e seu acervo é gerenciado pelo software
de automação de bibliotecas, OrtoDocs. Implantado no final do ano de 1996, período
este usado para treinamento dos funcionários da Biblioteca por especialistas e
profissionais da Potiron Informática, a disponibilização, in-loco e on-line, do acervo
da BC aos usuários externos só aconteceu em 1997.

�6

Durante esses nove anos, o OrtoDocs passou por duas atualizações, fruto,
principalmente, da atualização do software pela Potiron agregando nessas
oportunidades as indicações e sugestões dos bibliotecários da BC, diagnosticadas
durante seu uso diário.

4 O ORTODOCS E OS USUÁRIOS DA BIBLIOTECA CENTRAL
Pesquisa realizada na Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba (SILVA, 2007), que há nove anos tem seu acervo gerenciado pelo software
de automação de bibliotecas, OrtoDocs, teve como sujeitos 68 usuários da Biblioteca
Central (alunos da graduação, especialização e mestrado). Esse número
corresponde aos usuários que responderam o questionário, na Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba, no período determinado para a coleta de dados,
que foi de quatro semanas. Estes sujeitos estão identificados em pela letra U e o
número do questionário que respondeu. Assim, o U23 se refere ao usuário que
respondeu o questionário de número 23.
Partindo da conjectura de que ouvir o usuário é primordial e vital para
qualquer organização que busque permanecer no mercado, fundamentando e
validando, com isso, futuras modificações e/ou adequações, a identificação de
necessidades informacionais dos usuários, das lacunas existentes em sua atuação e
direcionamento das atualizações de acordo com as demandas e expectativas
informacionais dos usuários são ações de fundamental importância. Assim, as
opiniões dos usuários de uma biblioteca são igualmente importantes. Em relação
aos usuários da BC não poderia ser diferente.
Focada neste aspecto, a pesquisa realizada investigou se as tarefas
desempenhadas pelos usuários no OrtoDocs, foram realizadas com facilidade e, em
caso afirmativo ou negativo, que estes justificassem suas respostas.
As justificativas relativas ao “Sim” (72,1%) se referem as facilidades que o
software oferece e, também, a experiência dos usuários no campo, o que se
categorizou como segue:
a) Interface amigável:

�7

O OrtoDocs apresenta interface visual bastante amigável, fazendo
com que as estratégias de busca se tornem eficazes aos usuários.
Ou seja, fácil acesso a recursos eletrônicos, via lista alfabética ou
categoria temática de acordo com interesse de cada usuário (U47)
O programa utiliza uma interface fácil e rápida para acessar as
informações desejadas, com recursos que embora eu julgue
limitados, porém que atende as necessidades (U48)
b) O programa:
É um sistema fácil, que não oferece muitas dificuldades quanto a
recuperação dos números de chamada, mas no tocante a
especificação do material - monografias e livros como um todo, fica
meio confuso para um usuário sem treinamento (U51)
É um programa simples de manusear, qualquer pessoa que tenha
um conhecimento de razoável a bom em informática o faria sem
maiores complicações, trivial (U65)
c) Pesquisa básica:
É fácil o acesso de autor, títulos e assunto (U30)
Apenas as que dizem respeito a consulta do acervo, não costumo
consultar outros serviços (U52)
d) Dados previamente selecionados:
Sempre procuro utilizar da exatidão do nome do autor ou do
livro/documento, para facilitar a busca no software (U11)
Procuro ter informações precisas sobre o material bibliográfico,
facilitando a recuperação da informação (U35)
e) Oferece facilidades:
De modo geral, sim (U23)
Às vezes complica a questão de autores, mas no mais dá para
encontrar com facilidade (U32)
Não sinto necessidade de auxílio de outros (U36)
f) Experiência com softwares:
Tenho experiência em software relacionado (U20)
Não acho difícil utilizar, pois tenho uma certa experiência com
informática e com busca na Internet (U66)
Pelas afirmações supracitadas, percebe-se que os usuários que
responderam que desempenham as atividades no OrtoDocs com facilidade,
apresentam justificativas que fica evidente que, praticamente, todas as respostas
apresentam ressalvas e, de forma geral, as atividades se mostram fáceis quando os
usuários possuem a referência correta, possuem experiência com outros softwares,
noções de informática, realizam apenas buscas básicas etc. Diante dessas
respostas é possível ainda identificar problemas técnicos, de orientação, de busca,

�8

ou confrontando com a teoria apresentada são barreiras informacionais, como as
tecnológicas, terminológicas,de eficiência, entre outras.
Os que responderam que as tarefas não são realizadas com facilidade
(8,9%), centram suas justificativas na forma segue:
a) Falta de prática:
Não tenho prática com busca nesse programa (U41)
b) Dúvidas:
Muitas dúvidas (U34)
c) Problemas do sistema:
Às vezes não aparece claramente o assunto que pedimos (U7)
Devido às vezes a palavra ou frase não ser encontrada com
facilidade (U9)
d) Desconhecimento:
Por não saber do que se trata (U5)
Com relação as dificuldades ou problemas encontrados pelos usuários
quando do uso do OrtoDocs, as respostas estão agrupadas em duas grandes
categorias “enfrentaram dificuldades” e “não enfrentaram dificuldades”:
a) Os

usuários

que

não

enfrentaram

dificuldades

nas

atividades

desempenhadas no OrtoDocs (47,1%), justificaram como segue:
Nada que não pudesse ser resolvido. Questão de prática (U32)
Na maioria das vezes, esse software atendeu as minhas
necessidades informacionais (U61)
A Biblioteca Central dispõe de uma excelente equipe de
bibliotecários de referência, que apóia o usuário em quaisquer
dificuldades (U63)
b) Com relação aos que enfrentaram dificuldades (35,5%), as justificativas se
referem a:
‫ ـ‬Problemas com os terminais:
Geralmente o computador trava durante a busca (U58)
‫ ـ‬A pesquisa é avançada:
Quando faço pesquisa ampliada [...] encontro dificuldade (U30)
‫ ـ‬Problemas técnicos:
Voltar ao índice e também a lista de livros do resultado da busca
sem a necessidade de fazer a mesma busca novamente (U23)
Mas acredito que tenha sido de ordem técnica, pois o sistema não
estava trazendo a recuperação do assunto na primeira página,

�9

seguindo a ordem alfabética, ou seja, após a recuperação de
determinado assunto, ele o trazia em páginas anteriores a exibida na
tela (U51)
‫ ـ‬Falta de prática e desconhecimento do sistema:
A dificuldade estava no manuseio, por desconhecimento (U29)
No início tinha dificuldade (U18)
Não nunca consegui essa façanha, a primeira vez que tentei, há uns
cinco anos atrás, achei complicado e nunca mais procurei, prefiro
procurar os livros na estante mesmo (U67)
Com relação as dificuldades apresentadas destacam-se inúmeras
barreiras ou obstáculos enfrentados nas buscas realizadas pelos usuários,
identificadas na literatura (ARAÚJO, 1998) e apresentadas a seguir:
a) Barreiras psicológicas - São sentimentos oriundos do usuário que o
impedem de obter a informação que necessita por medo, insegurança, raiva,
tristeza, etc. De posse desses sentimentos, o usuário não consegue assimilar de
forma racional e, por conseqüente, dificulta o alcance as suas informações.
Não nunca consegui essa façanha, a primeira vez que tentei, há uns
cinco anos atrás, achei complicado e nunca mais procurei, prefiro
procurar os livros na estante mesmo (U67)
b) Barreiras interpessoais - Envolvem a relação dos usuários com os
profissionais responsáveis que mediam os serviços de informação.
Não sinto necessidade de auxílio de outros (U36)
Necessário maior ajuda dos funcionários aos alunos e usuários que
entra em contato com o programa pela primeira vez (U11)
c) Barreiras terminológicas - Indicam um desconhecimento, do usuário, dos
termos técnicos utilizados para identificar o documento, causando problemas em
obter informações ou interpretações errôneas, causando perda de tempo na busca.
Às vezes não aparece claramente o assunto que pedimos (U7)
d) Barreiras de tempo - Acontecem segundo dois aspectos: “pelo fato que a
informação envelhece, torna-se obsoleta como bem cultural ou de produção [...]” e
pelo tempo gasto na produção e, conseqüente, disseminação da informação na
comunidade por um meio de comunicação eficiente (ARAÚJO, 1998, p. 32).
Só procuro o básico: livros na minha área que são poucos (U62)
No inicio do curso era semanal, hoje não chega a ser nem mensal
devido a escassez de livros na área de computação (U53)

�10

e) Barreiras de eficiência - Ocorre tanto por parte de quem é o mediador da
informação quanto do usuário da informação, no que concerne a estratégias de
buscas.
Quando faço pesquisa ampliada [...]encontro dificuldade (U30)
Voltar ao índice e também a lista de livros do resultado da busca
sem a necessidade de fazer a mesma busca novamente (U30)
f) Barreiras de consciência e conhecimento da informação - Relaciona-se
ao profissional da informação em disponibilizar para o usuário apenas o material
desejado ou dispor todo o material existente sobre a informação requerida.
Precisava de um livro na área de legislação para informática, tentei
através de palavras como legislação, direito informática, mas nada!
Encontrei diretamente na prateleira um que possuía o conteúdo e o
nome do livro era Pirataria de Softwares (U53)
g) Barreiras tecnológicas – referem-se às dificuldades que o usuário tem em
usar determinada máquina ou programa. Essa barreira acontece, quando a máquina
e/ou programa apresentam problemas que independem do usuário.
Problemas com os terminais de consulta (U21)
A dificuldade estava sempre no manuseio, por desconhecimento do
sistema (U29)
Esse sistema tem atendido às minhas necessidades, não obstante,
vez ou outra, encontrar-se fora do ar (U63)
O grau de satisfação dos usuários em relação ao OrtoDocs, é expresso na
escala “satisfeito, insatisfeito, nem satisfeito/nem insatisfeito”, solicitou-se que
ao usuário, além de indicar o seu grau de satisfação com o software, apresentasse
justificativa para o seu posicionamento, o que se apresenta a seguir:
a) Satisfeito (39,7%)
Como geralmente pesquiso o nome do livro, não enfrento
dificuldades [...] (U31)
Os Bancos de Dados de referência, juntamente com recursos
diferenciados suprem às necessidades informacionais e por adotar o
formato MARC 21, sempre ocorre o intercâmbio de registros
bibliográficos. O protocolo Z39.50 torna o programa muito eficiente,
pois, permite a recuperação de informação de computador para
computador, possibilitando a pesquisa em outro sistema que adote o
mesmo protocolo (U47)
Satisfeito, mas pode melhorar (U53)
b) Nem satisfeito/Nem insatisfeito (35,3%)
Não sei utilizar todos os seus recursos, em virtude da falta de
prática, que me impossibilita desvendar todas suas potencialidades
(U66)

�11

Nem satisfeito/Nem insatisfeito. O problema considerado por mim
está mais ligado ao site da universidade do que ao próprio sistema.
Nem sempre o sistema de bibliotecas está acessível. De fácil
manuseio (U56)
Não uso muito, por isso não posso dar uma posição exata (U57)
Os usuários que responderam que estão Insatisfeito (12,9%) não
apresentaram justificativa. E os usuários que não responderam a pergunta totalizam
12,1%.
Sobre a satisfação do usuário com o OrtoDocs, percebe-se que as opções
“satisfeito”

(39,7%)

apresenta

certo

equilíbrio

com

“nem

satisfeito/nem

insatisfeito” (35,3%). Em sintonia com as respostas obtidas até o momento, as
justificativas mais relevantes desta questão se referem à falta de prática dos
usuários, bem como a busca ser bem sucedida quando básica.
A relação dos usuários com o OrtoDocs demonstra consonância com
as respostas apresentadas anteriormente, como se pode perceber pelas afirmações
a seguir, reunidas por categorias:
a) Boa:
Bom, [...] pois só consigo encontrar algo [no acervo], depois que
busco informações nele (U32)
Boa, pois sempre que precisei nunca obtive problemas, porém
nunca realizei uma busca tão detalhada ou específica, pois no geral
é básico, sempre obtive os resultados que queira (U11)
Agora que já tenho experiência considero boa (U23)
b) Eficiente:
A contento, pois é eficiente e eficaz o software (U35)
Sempre consigo as informações que necessito quanto acesso o
OrtoDocs (U24)
c) Ausente:
Não tenho explorado muito este recurso [...] (U31)
Por dificilmente usar o mesmo, não me sinto capaz de determinar a
minha relação ao OrtoDocs (U29)
Um pouco desconhecida (U49)
d) Outros aspectos:
Extremamente necessária (U3)
Busca de aperfeiçoamento (U41)
Flexível (U47)

�12

Diante dos posicionamentos dos usuários pode-se questionar como,
realmente, se configura a relação dos usuários da BC/UFPB com os usuários do
OrtoDocs? Entende-se que a resposta se direciona a uma relação complexa, entre
outras palavras, que, por um lado demanda do usuário conhecimentos técnicos
sobre o OrtoDocs e, por outro lado, exige da BC a realização de treinamento dos
usuários quanto ao uso do OrtoDocs. Acreditando-se que só assim se atingirá uma
relação desejável.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante a pesquisa, verificou-se que os usuários sentem dificuldades no
uso do OrtoDocs, relativas ao desconhecimento e/ou pouco uso do OrtoDocs,
terminais de consulta obsoletos, problemas no sistema, ausência de treinamentos ou
orientações especializadas etc. Essas dificuldades originam um distanciamento do
usuário com o OrtoDocs, meio principal de acesso ao acervo, provocando uma
“atuação autônoma”, consultas diretamente nas estantes, bem como auxílio de
funcionários do setor e de amigos.
Dessa forma, na questão que se solicita ao usuário que defina sua relação
com o software, é percebido imprecisão e pouca intimidade nas respostas,
demonstrando que não há uma relação sólida entre o usuário e o OrtoDocs. Essa
constatação comprova quão necessária se torna uma atualização dos terminais de
consulta, como também uma educação efetiva dos usuários, possibilitada por uma
atuação mais dinâmica e atuante entre o usuário, a informação e as unidades de
informação.
Necessário se faz, também, um estudo de usabilidade que coloque em
relevo a eficácia, a eficiência e a satisfação do usuário em relação ao uso do
OrtoDocs. A esse respeito, sabe-se que ainda são raras as pesquisas de usabilidade
de softwares de bibliotecas, no Brasil, como demonstrou o levantamento
bibliográfico, realizado para a pesquisa. A exemplo, pesquisa com bibliotecas de
Universidades Federais do Nordeste brasileiro, mostrou que embora usando
softwares como o OrtoDocs, o Pergamum e o Aleph, há muitos anos, nenhuma

�13

dessas bibliotecas realizaram estudos de usabilidade até aquele momento (PAIVA;
RAMALHO, 2006).

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universidades públicas e privadas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
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�14

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_________________
1
2

Fernanda Mirelle de Almeida Silva, Universidade Federal da Paraíba, fmirelle@gmail.com.
Francisca Arruda Ramalho, Universidade Federal da Paraíba, arfrancisca@hotmail.com.

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O Ortodocs e os seus usuários: delineando uma relação.</text>
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                <text>No panorama das tecnologias, a automação em bibliotecas apresenta-se como uma tendência estratégica que anseia o aumento da eficiência dos serviços prestados pelas bibliotecas, agilidade nas atividades desempenhadas pelos profissionais, como também a difusão da informação, principalmente, em relação ao seu acesso e sua qualificação junto à sociedade. Nessa perspectiva, esta comunicação centra-se na visão dos usuários da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba sobre o software de automação em bibliotecas OrtoDocs. Durante a pesquisa, verificou-se que os usuários sentem dificuldades no uso do software, relativas ao desconhecimento e/ou pouco uso, terminais de consulta obsoletos, problemas no sistema, ausência de treinamentos ou orientações especializadas etc. Contata-se, assim, a necessidade das unidades de informação em desenvolver ações que se propõem, entre outros, a educar seus usuários, desenvolver estudos de uso, usabilidade etc., possibilitando um desempenho mais dinâmico e atuante entre o usuário, o profissional da informação e as unidades de informação.</text>
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O PERFIL DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO NO CONTEXTO DE
MUDANÇAS DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
SILVA, E. S.1
REIS, M. B.2

RESUMO
Este artigo mostra o papel das unidades de informação, dentre elas a biblioteca
universitária e o perfil do profissional da informação no contexto de mudanças da
universidade. Apresenta os conceitos e as características desse profissional na
visão de diversos autores. Descreve as características e habilidades do bibliotecário
tradicional e do moderno profissional da informação e propõe a necessidade de
adequação do bibliotecário a esse novo perfil.
Palavras-chave: Unidades de informação. Bibliotecas universitárias. Profissional da
informação. Perfil profissional.

ABSTRACT
This article shows the role of units of information, among them the university library
and the profile of professional information in the context of changes of the university.
It presents the concepts and characteristics of a trader in view of various authors. It
describes the characteristics and skills of traditional and the modern librarian training
and information suggests the need for adequacy of the librarian in this new profile.
Keywords: Information Units. University libraries. Information Professional.
Professional profile.

1 INTRODUÇÃO
Podemos afirmar que as grandes transformações econômicas ocorridas,
especialmente nas ultimas décadas, estão diretamente relacionadas com os
acontecimentos verificados em escala global. Em cada grande ciclo, da evolução da
sociedade, há sempre um símbolo que representa o poder. No passado tínhamos a

�2

sociedade agrícola, em que a fonte de poder era a terra. Finalmente, alcançamos a
sociedade industrial, que tem como fonte de poder as indústrias.

Na nova

economia, a informação e o conhecimento são as principais fontes do poder. É o
início da chamada sociedade da informação e do conhecimento.
As organizações modernas, cada vez mais, tornam-se complexas em
relação a saberes, valores, habilidades e ao gerenciamento de suas informações e,
portanto, é imperativo saber lidar com esse ativo intangível.
O ensino superior, representado pela universidade, possui papel
importante na formação de profissionais capazes de exercer funções e atividades
que propiciem a inovação, a formulação de teorias, de metodologias, de
diagnósticos que levem a agilidade na tomada de decisões e, nos proponham
pensar, refletir, concluir e duvidar num processo dialético, numa sociedade
globalizada.
Nesse contexto, a unidade de informação ou biblioteca universitária,
insere-se como provedora e mantenedora do conhecimento de sua época.
Atualmente, esse conhecimento existe sob muitas formas: texto, gráfico, som,
simulação da realidade virtual e, ao mesmo tempo está distribuído em redes
mundiais, em representações digitais, acessíveis a qualquer indivíduo.
Assim, a adequação de profissionais da informação para atender um
número substantivo de usuários reais e potenciais merece ser contemplada de forma
mais contundente nas políticas institucionais, garantindo, dessa forma, a efetiva
comunicação e a satisfação da necessidade informacional do usuário.

2 UNIDADES DE INFORMAÇÃO
O setor de informação é uma das áreas de maior crescimento em
qualquer economia desenvolvida. Ao primeiro e tradicional modelo de biblioteca,
seguiram-se os centros de documentação, os centros de informação, as bibliotecas
virtuais e as bibliotecas digitais. As bibliotecas como instituições sociais são partes
integrantes da sociedade e, sendo assim, devem acompanhar os processos de
desenvolvimento econômico, social e tecnológico.

�3

Segundo Tarapanoff, Araújo Júnior e Comier (2000) as unidades de
informação foram e são, tradicionalmente, organizações sociais sem fins lucrativos,
cuja característica como unidade de negócio é a prestação de serviços, para a
sociedade, de forma tangível (produtos impressos), ou intangível (prestação de
serviços personalizados, pessoais e, de forma virtual, pela Internet).
A biblioteca, como uma organização sem fins lucrativos, porém com
objetivos bem definidos como a prestação de serviços de informação
e o atendimento ao usuário não poderia deixar de estar atenta às
novas formas de gerenciamento e filosofias organizacionais (VANTI,
1999, p. 333).

Dentro desse contexto as bibliotecas universitárias, segundo Dias e
Macedo (1992, p. 43) podem ser entendidas como “órgãos de apoio à consecução
dos objetivos da instituição acadêmica em que se inserem e explicitam seus
objetivos em consonância com as realizações inerentes à universidade e suas
unidades de ensino, pesquisa e extensão”.
Segundo Carvalho e Kaniski (2000) as bibliotecas saíram, ou devem sair,
da postura de armazenadoras de informações para assumir uma postura centrada
no processo de comunicação, o que significa abandonar a filosofia de posse e
investir na filosofia de acesso. Esse investimento envolve o compartilhamento de
recursos informacionais, o trabalho em rede, minimizando pontos deficitários e
eliminando barreiras. Nesse sentido, as tecnologias da informação representam a
possibilidade mais concreta para expandir, ampliar e diversificar os pontos de
acesso à informação.

As bibliotecas universitárias e centros de documentação

devem ser vistos como unidades de geração de novos produtos e serviços.
Entretanto, para assumir a posição de provedoras de acesso à informação, as
bibliotecas precisam rever seus processos, repensando a dimensão dos serviços e
produtos desenvolvidos, pois o usuário de hoje diferencia-se daquele que “apertava
botões” na era industrial.
É possível visualizar algumas mudanças que afetaram, afetam e poderão
afetar a biblioteca, conforme o quadro a seguir:

�4

BIBLIOTECA
PASSADO

ATUAL

FUTURO

Acesso local ao acervo
(Instituição) através de
catálogos

Acesso local ao acervo
através de catálogos e bases
de dados próprias em
formatos eletrônicos (Intranet
e Internet) e ópticos (CdRom)

Acesso ao acervo através
de sistemas
eletrônicos/digitais próprios
(Intranet) e externos
(Internet)

Suporte físico voltado para
o papel

Suportes físicos diversos,
bem como eletrônicos e
digitais

Suportes físicos diversos,
bem como eletrônicos e
digitais

Linguagem codificada
através de códigos de
classificação

Linguagem documentária
através de tesauros e
terminologias

Linguagem natural através
de sistemas especialistas
e inteligência artificial

Administração centrada no
processamento técnico

Administração centrada no
planejamento e usuário

Administração centrada
em produtos e serviços
para o cliente

Grande espaço para
consultas/pesquisas por
parte dos usuários

Espaço planejado entre a
administração, o
atendimento e o usuário

Espaço quase inexistente,
acesso e pesquisa
elaborada pelo cliente
remotamente

Serviços e produtos
gratuitos

Serviços e produtos gratuitos Serviços e produtos
e pagos, dependendo do tipo gratuitos e pagos,
dependendo do tipo

Altos gastos com aquisição Gastos com aquisição de
de material informacional
material de forma planejada
e dirigida

Gastos com aquisição de
material de forma
planejada e dirigida

Quadro 1 – Evolução dos serviços e produtos
Fonte: Adaptado de Valentim (2000).

De acordo com Carvalho e Kaniski (2000), alguns aspectos podem e
devem passar por um processo de redefinição no âmbito das bibliotecas
universitárias:
•

o serviço de atendimento ao usuário deve apresentar resultados que
comprovem a inexistência de paredes entre a informação desejada e a
sua localização espacial;

•

a crença exagerada no poder da técnica, o que torna a área arcaica e
isolada de outras discussões que emergem da sociedade;

•

os serviços e os produtos deverão reordenar continuamente o
conhecimento, que será oferecido em formato compatível com os
interesses e exigências dos usuários.

�5

Constata-se então, que a biblioteca e o bibliotecário devem entender a
informação como o conhecimento que foi organizado e tornado disponível, a fim de
que possa ser comunicado por seus geradores e disseminado para aqueles que dele
necessitam, o que implica uma mudança na função e no perfil do bibliotecário, no
que tange ao seu trabalho nas bibliotecas de universidade.

3 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Valle (1996) considera que, nos últimos 20 anos, com a popularização dos
computadores e o desenvolvimento da microeletrônica, a palavra informação
adquiriu um significado diferente.

Até então, o seu sentido estava restrito à

transmissão de dados acerca de alguém ou de algo, geralmente notícias de fatos
que chegavam ao receptor com certa defasagem temporal. Na década de 50 do
século XX, a comunicação entre duas pessoas, cada uma situada em países ou
estados diferentes, só era possível por meio do telefone, telex ou correios; naquele
tempo não existia a comunicação via satélite, nem Internet, telefone celular, etc.
Nos dias de hoje, a informação tem um significado que está invariavelmente
associado, mesmo que inconscientemente, à velocidade, à tecnologia, ao tempo e
ao espaço.

As noções de tempo e espaço se alteraram radicalmente.

Com o

aperfeiçoamento das telecomunicações e com o advento das novas tecnologias da
informação o tempo agora é tempo real e o distante vai tornando-se gradativamente
mais próximo.
Com as mudanças operadas em termos universais nas esferas
econômica, política, social, científica, tecnológica, dentre outras,
amplas discussões estão sendo travadas em torno da geração,
armazenamento e disseminação da informação, bem como em torno
da formação e das tendências do mercado de trabalho dos
profissionais que, quotidianamente, fazem da informação o seu
objeto de prática (CASTRO, 2000).

Lévy (2000) apud Silveira (2000), diz que a divulgação e o uso de novos
conhecimentos e tecnologias podem fortalecer o processo democrático e possibilitar
à sociedade encontrar novas formas de convivência e de superação dos desníveis
existentes, por meio da construção da chamada “inteligência coletiva”.

Nesse

contexto, a participação do profissional da informação no processo de oferta de
produtos e serviços adquire importância crescente.

�6

Os profissionais da informação lidam, basicamente, com a
organização e o acesso à informação por meio de sistemas, e estão
habilitados para explorar tecnologias. O gerente do projeto de
desenvolvimento da oferta de produtos e serviços informacionais
deve ter o conhecimento e a experiência em estruturas que
contemplem os múltiplos níveis e camadas de interação entre
pessoas, máquinas e tecnologias. (SILVEIRA, 2000, p. 88)

De acordo com Santos (1996), os profissionais da informação são todos
aqueles indivíduos que, de uma forma ou de outra, fazem da informação o seu
objeto de trabalho, entre os quais: arquivistas, museólogos, administradores,
analistas de sistema, comunicadores, documentalistas e bibliotecários, além dos
profissionais ligados à informática e às tecnologias da informação e às
telecomunicações.
Para Le Coadic (1996), devemos entender por profissionais da
informação, pessoas, homens e mulheres, que adquirem informação registrada em
diferentes suportes, organizam, descrevem, indexam, armazenam, recuperam e a
distribuem em sua forma original ou como produtos elaborados a partir dela. Já
Motta (1994) conceitua os profissionais da informação como aqueles engajados em
atividades de informação, em tempo integral.
O volume de informações disponibilizado e acessado através da Internet é
tal, que, torna-se imprescindível um profissional com competências e habilidades
especificas para obter a informação certa à necessidade do usuário. O profissional
mais capacitado para buscar, analisar e organizar a informação é o bibliotecário.
Hoje, a área de atuação dos bibliotecários expande-se, já que as empresas tomaram
consciência de que o conhecimento e a informação são o seu diferencial
competitivo.
A evolução das características e necessidades dos diferentes usuários da
informação vem determinando, ao longo do tempo, não apenas a criação de
diversos tipos de sistemas de informação para atendê-los, como também uma
constante adaptação na forma de atuação dos profissionais da informação.
No ambiente de mudanças atual, informação é vital. Mas a
experiência mostra que não é só de quantidade e de abrangência de
informação que vivem as organizações. Muito mais importante é a
qualidade da informação. Qualidade da informação se traduz em

�7

informações íntegras, atualizadas, precisas e no tempo certo [...].
(TEIXEIRA FILHO, [2000?]).

Percebe-se assim, que no contexto atual, o profissional da informação
pode ser
[...] o analista de negócios, que buscando soluções de tecnologia que
alavanquem a competitividade dos processos empresariais, traz
informações do mundo exterior sobre melhores práticas, tecnologias
emergentes, etc. Por outro, lado, é também o administrador de
banco de dados, que estrutura as informações da empresa de forma
a melhor servir os processos de tomada de decisão, nos diversos
níveis organizacionais. É o webmaster do site Internet da empresa,
responsável pela estruturação, disponibilidade e comunicação de
conteúdo institucional e mercadológico para clientes, através da
home page. É o administrador da Intranet, envolvido com a seleção,
atualização, auditoria, controle de qualidade, segurança e divulgação
do conteúdo do site interno da empresa. Ou ainda o responsável
pelo acervo de documentação da empresa, abrangendo textos,
artigos, livros, periódicos, manuais, plantas, especificações técnicas
e etc., estruturando e mantendo a memória organizacional. Ou até
mesmo o profissional de marketing, preocupado com a pesquisa,
captação, seleção, qualificação, análise e comunicação das
informações sobre o mercado, o desempenho da empresa e da
concorrência. (TEIXEIRA FILHO, [2000?])

Dentre os perfis desejados para o moderno profissional da informação,
Guimarães (1998) apud Castro (2000) enfatiza a criatividade, liderança, dinamismo,
responsabilidade,

visão

interdisciplinar,

profissionalismo,

especialização

dos

conceitos de organização, habilidades de síntese, sensibilidade para assuntos de
política de informação, uso da informação para vantagem competitiva e treinamento
em recursos informacionais. Desse modo, o perfil e as atitudes desse profissional
diferem, em vários aspectos, das características e das atividades do bibliotecário
tradicional, conforme apresenta o Quadro 2.

�8

ASPECTOS DO TRADICIONAL
PROFISSIONAL DA INFORMAÇÂO
às

ASPECTOS DO MODERNO PROFISSIONAL
DA INFORMAÇÂO

•

Demasiada
atenção
biblioteconômicas

técnicas •

•

Atitudes gerenciais ativas

•

Desenvolvimento de práticas profissionais •
em espaços determinados: bibliotecas,
centros de documentação

Desenvolvimento de atividades em
espaços onde haja necessidade de
informação

•

Tratamento e disseminação da informação •
impressa em suportes tradicionais

Tratamento e disseminação da informação
independente do seu suporte físico

•

Espírito crítico e bom senso

•

Espírito crítico e bom senso

•

Atendimento real ao usuário

•

Atendimento real e virtual ao cliente

•

Uso tímido das tecnologias da informação

•

Intenso uso das tecnologias da informação

•

Domínio de línguas estrangeiras

•

Domínio de línguas estrangeiras

•

Práticas
interdisciplinares
representativas

pouco •

Ativas práticas interdisciplinares

•

Pesquisas centradas nas abordagens •
quantitativas

Fusão entre as abordagens quantitativas e
qualitativas

•

Estudo das abordagens de informação •
dos usuários e avaliação de coleções de
bibliotecas

Estudo das necessidades de informação
dos clientes e avaliação dos recursos dos
sistemas de informação

•

Relação biblioteca e sociedade

Relação informação e sociedade

•

Planejamento e gerenciamento de •
bibliotecas e centros de documentação

Planejamento e gerenciamento
sistemas de informação

•

Preocupação no armazenamento e •
conservação
das
coleções
de
documentação e objetos

Preocupação na análise, comunicação e
uso da informação

•

Educação continuada esporádica

•

Intenso processo de educação continuada

•

Treinamento em recursos bibliográficos

•

Treinamento em recursos informacionais

•

Tímida participação em políticas sociais, •
educacionais, científicas e tecnológicas

•

•

Atenção às técnicas biblioteconômicas e
documentais
Atitudes gerenciais pró-ativas

de

Ativa participação nas políticas sociais,
educacionais, científicas e tecnológicas

Quadro 2 - O perfil do profissional da informação
Fonte: Castro (2000).

Para Valentim (2000), o bibliotecário deve perceber claramente seu papel
de processador e filtrador da informação e utilizá-lo de forma coerente e eficiente,
voltado para o usuário.

As tecnologias da informação devem ser consideradas

ferramentas básicas de trabalho, instrumentos para qualquer tipo de unidade de
informação, uma vez que o processamento, o gerenciamento, a recuperação e a
disseminação da informação através dessas tecnologias, são mais eficientes e
eficazes.

�9

O tratamento da informação deve contemplar novas metodologias de
análise, processamento e disseminação, buscando futuras realidades sociais. A
massa documental disponível atualmente é complexa, necessitando de equipes
multidisciplinares para desenvolver seus processos de análise.

Dessa forma, o

bibliotecário deve aprender a trabalhar em equipe, buscando sempre a qualidade
nas respostas às pesquisas solicitadas pelos usuários.
Segundo Valentim (2000), nos últimos anos verifica-se um crescimento na
atuação do bibliotecário, como consultor, assessor, autônomo, ou mesmo
terceirizado.

Ele deve ser mais empreendedor, ousado, flexível, dinâmico,

integrador, pró-ativo e, principalmente, mais voltado para o futuro. Sua formação,
portanto, deve ser voltada a essas características. Deve ser capacitado a:
•

entender como objeto de trabalho, a informação de maneira ampla;

•

trabalhar de forma globalizada e regionalizada, ou seja, pensar
globalmente e agir localmente;

•

conhecer e utilizar as tecnologias da informação;

•

trazer para o cotidiano de trabalho as técnicas administrativas modernas
como a administração por projetos;

•

criar e planejar produtos e serviços informacionais visando o usuário;

•

planejar sistema de custos para cobranças dos produtos e serviços com
valor agregado;

•

trabalhar de forma integrada, relacionando formatos eletrônicos e digitais
à telecomunicação, possibilitando o acesso local e remoto;

•

redefinir a estrutura organizacional da Unidade de Informação de forma a
contemplar o usuário;

•

disponibilizar sistemas que possibilitem a avaliação contínua e sua
melhoria;

•

estudar sistemas especialistas e de inteligência artificial, que ajudem nos
processos repetitivos da unidade de informação.

�10

Todos os setores ligados à informação estão passando pelas mudanças
impostas pelas novas tecnologias da informação e da telecomunicação e, no caso
da biblioteca, elas afetam as formas, os meios e os fins do gerenciamento,
processamento e disseminação de informações, exigindo reposicionamentos
contínuos dos profissionais envolvidos nestes trabalhos.

Além disso, o próprio

usuário exige essa nova postura e, quando isso não acontece, a biblioteca é
subutilizada, bem como não é reconhecida como o local adequado para buscar
informações.
Tarapanoff (1996) diz que a informação é um recurso sinergético: quanto
mais a temos, mais a usamos e mais útil se torna. Para isso o profissional da
informação deve estar consciente de que:
•

as principais decisões estratégicas são tomadas com base em
informações;

•

todo produto ou serviço tem dois componentes: um físico e outro
informacional;

•

o comportamento dos indivíduos é influenciado por de informações.

4 CONCLUSÃO
“Ensinar e aprender exigem disponibilidade para o diálogo.”
Paulo Freire

Segundo Buzzi (2002), a existência abre o presente da identidade
humana para o futuro, e assim, o futuro é sempre a previsão de como se pode e se
deve viver melhor o presente. Dentro dessa prerrogativa é necessário examinar as
enormes possibilidades de futuro e entender que o desafio mais crítico é remover os
obstáculos que impedem a biblioteca universitária de responder às necessidades de
uma

clientela

em

mudanças,

transformando

os

processos

e

estruturas

administrativas que se tornaram obsoletos e questionando as premissas existentes.
A biblioteca, que der um passo nesse sentido de mudança, irá se
perpetuar, já aquelas que defendem rigidamente a posição alcançada se
cristalizarão, e hoje, no mundo globalizado quem pára sob qualquer alegação está
fadado a virar passado e não acompanhar a evolução do vir-a-ser do conhecimento

�11

da humanidade, tendo pouca ou nenhuma chance de ser reconhecida como
instituição necessária.
O bibliotecário é um mediador importante para a efetividade no trabalho
com o fluxo de informação no espaço da universidade. Assim, o objetivo dessa
abordagem de desenvolvimento, de clareza, de atitude diferenciada, é o de propor a
adequação do bibliotecário a esse novo perfil, buscando um profissional com
interação de habilidades e conhecimentos técnicos e gerenciais. Entretanto, com a
utilização mais intensiva das tecnologias da informação e comunicação, o aumento
dos suportes eletrônicos, a criação das bibliotecas digitais e as novas formas de
socialização,

percebe-se

o

bibliotecário

inserido

no

contexto

imagem/informação/sujeito/plural e, aos poucos, verifica-se os primeiros sinais de
rompimento de identificação com o bibliotecário tradicional.

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__________________
1

Edson Sousa da Silva, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio),
edson@dbd.puc-rio.br.
2
Marta Bela Reis, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), marta@dbd.pucrio.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46950">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46951">
                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46952">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>CRUESP</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                  <text>2008</text>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>O perfil do profissional da informação no contexto de mudanças da Biblioteca Universitária.</text>
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                <text>Silva, E. S.; Reis, M. B.</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Este artigo mostra o papel das unidades de informação, dentre elas a biblioteca universitária e o perfil do profissional da informação no contexto de mudanças da universidade. Apresenta os conceitos e as características desse profissional na visão de diversos autores. Descreve as características e habilidades do bibliotecário tradicional e do moderno profissional da informação e propõe a necessidade de adequação do bibliotecário a esse novo perfil.</text>
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GESTÃO DE PESSOAS NA PERCEPÇÃO DE UM BIBLIOTECÁRIO:
relações interpessoais da biblioteca da Escola de Engenharia da UFMG
SILVA, D. A.1

RESUMO
A gestão do capital humano baseia-se em competências técnicas, conceituais,
relacionais, motivacionais e de lideranças que proporcionam à Biblioteca alcançar os
objetivos, valorizando os seus profissionais não só pela técnica, mas como pessoas,
através do desenvolvimento do trabalho em equipe. Chama-se a atenção para o
papel do bibliotecário chefe com relação ao desenvolvimento das competências
necessárias à gestão de pessoas, apontando- lhe seu papel face às novas
exigências da sociedade retratada aqui nas Bibliotecas Setoriais da Escola de
Engenharia da UFMG.
Palavras-chave: Gestão da Informação. Fator Humano nas Organizações.
Competências dos Profissionais da Informação. Motivação.

ABSTRACT
The management of human capital is based on technical skills, conceptual and
relational, motivation and leadership provides the Library achieve their professional
goals valuing not only the technical, but as people through the development of
teamwork. Draws attention to the role of chief librarian in connection with the
development of skills necessary for the management of people, showing them their
role against the new requirements of society represented here in the Libraries
Sectional of the Escola de Engenharia at UFMG.
Keywords: Information Management. Human fator in the organizations. Information
Professional Skills. Motivation.

�2

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca da Escola de Engenharia da UFMG, atualmente, funciona em
dois prédios, distantes um do outro aproximadamente 10 km, um no centro de Belo
Horizonte e outro no Campus Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na
Pampulha, também denominado Pavilhão Central de Aulas - PCA. A administração
tem como objetivos: valorizar o ser humano; estimular o desenvolvimento pessoal e
profissional de seus funcionários; resgatar a essência de cada indivíduo, ou seja,
valorizar as habilidades de cada um; adotar metodologia própria para capacitar,
qualificar e aplicar uma dinâmica de grupos diferenciados, com a participação de
todos os funcionários, de modo que a idéia seja disseminada de forma agradável e
ao mesmo tempo consistente. A presença do gestor na frente de todas as atividades
- até então não existente - deu uma forma transparente e estímulo à auto-reflexão
em relação à postura profissional, aos paradigmas existentes e às novas
concepções que atualmente se impõem aos profissionais da informação. As idéias
de: assumir iniciativas; ir além das suas atribuições; gerenciar situações atípicas no
trabalho; e ser responsável pelo seu desenvolvimento e capacitação; partiram do
envolvimento de toda equipe no I Encontro do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Minas Gerais - SB/UFMG.

2 HISTÓRICO
A Biblioteca da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas
Gerais (BEE/UFMG) foi fundada juntamente com a Escola Livre de Engenharia em
21 de maio de 1911, ano do centenário do patrono da Engenharia Nacional,
Christiano Otoni. O acervo é formado hoje por 36.702 obras, entre livros, teses,
memórias, normas técnicas etc., que cobrem as áreas das Engenharias: Civil;
Controle e Automação; Elétrica; Eletrônica; Mecânica; Metalúrgica; de Minas;
Produção; Química e Nuclear. Mantém 1.555 títulos de periódicos nacionais e
estrangeiros. Desses títulos, 288 são assinados pelo Portal Capes, o que permite ao
usuário o acesso on-line.

�3

A biblioteca encontra-se hoje automatizada em seus serviços de
empréstimo e tratamento do material bibliográfico, integrando-se à rede da UFMG
via Pergamum. O Sistema permite ao usuário a renovação e reservas de livros pela
Internet. Devido à migração dos cursos de Engenharia Elétrica, Eletrônica, Nuclear,
Mecânica, Produção e Controle e Automação para o Campus da UFMG, a Biblioteca
da Escola de Engenharia passou a contar com uma sucursal localizada no Pavilhão
Central de Aulas - PCA. Os alunos durante o ciclo básico são atendidos,
principalmente, pela Biblioteca Central da UFMG, que possui acervo específico para
atender ao ciclo básico da área de Ciências Exatas, Ciências Biológicas e
Geociências. A Biblioteca da Escola de Engenharia da UFMG oferece os serviços:
empréstimo domiciliar e entre bibliotecas; atendimento aos usuários; comutação
bibliográfica;

orientações

à

pesquisa

bibliográfica;

normalização

de

fichas

catalográficas; treinamentos de usuários etc. O site da biblioteca está passando por
uma reestruturação completa, visando melhorar os serviços e com isso atender
melhor aos usuários
As bibliotecas contam com o seguinte quadro de pessoal técnico e
administrativo: 06 Bibliotecários; 08 auxiliares administrativos; 05 estagiários da
Fundação Mendes Pimentel e 04 porteiros. Os auxiliares possuem formação
diversificada, assim composta: uma terapeuta ocupacional, uma mecanógrafa, um
porteiro graduado em Letras, uma cozinheira, um especialista em gestão estratégica
da informação.

3 ADMINISTRAÇÃO DAS BIBLIOTECAS
O sucesso da administração depende de como o administrador vai aplicar
seus conhecimentos em situações complicadas que nem sempre estão sob seu
controle. Para desempenhar bem sua função ele precisa de habilidades técnicas,
que é utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e

equipamentos necessários para

realizar as tarefas tendo como sustentação sua educação e experiência profissional.
Segundo Chiavenato (2002), a habilidade técnica "é a habilidade de fazer coisas
concretas e práticas e está muito relacionado com o hardware disponível". Pode-se,
a partir dessa afirmação, obter e aplicar os recursos disponíveis com os

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equipamentos da biblioteca, principalmente as tecnologias da informação. Sabendo
abstrair tudo que o software utilizado pelo Sistema de Bibliotecas da UFMG, o
Pergamum, que além de relatórios dá uma visibilidade em todos os setores da
biblioteca. É possível ao gestor detectar os pontos fracos, procurando solucioná-los,
e os pontos fortes, esforçando-se para que continuem colaborando para o bom
desempenho da biblioteca.
Outra habilidade fundamental ao gestor é a habilidade humana. Como
nos relata Chiavenato (2002), "consiste na capacidade e discernimento para
trabalhar com pessoas, comunicar, compreender suas atividades e motivações e
desenvolver uma liderança eficaz". Com essa habilidade o administrador tem a
oportunidade de colocar os seus conhecimentos psicológicos, orientando os
funcionários, liderando-os e motivando-os.
E a habilidade conceitual "consiste na capacidade para lidar com idéias e
conceitos abstratos" Chiavenato (2002). São através de conceitos, idéias globais,
valores e regras que a pessoa é capaz de vislumbrar o futuro, ou seja, definir ações
necessárias, além de resolver os problemas e de gerar inovações.
O intercâmbio dessas habilidades permitem posições e supervisões. São
as habilidades conceituais que permitem decidir os destinos e estratégias da
organização.
Atualmente, para gerenciar as duas bibliotecas, o gestor tem que se
desdobrar, ou seja, dividir o tempo entre a Biblioteca do Centro e a do Campus, e
ser o elo entre elas, fazendo que ocorra a unificação sem muitos transtornos,
observando as diferenças, corrigindo quando necessário, mas o mais importante:
elogiando e elevando sempre a auto-estima dos funcionários. Aí é que está a chave
do sucesso de uma boa administração: ver o lado institucional, mas não deixar o
lado humano. Uma biblioteca para atender bem os seus usuários tem que contar
com um quadro de funcionários com a auto-estima elevada e satisfeita, pois isso é
uma corrente que começa bem e termina melhor ainda. E como fazer isto no Setor
Público, onde o servidor vive com a auto-estima baixa, sem aumentos salariais,
carga horária pesada, e ainda vê o seu colega de outro setor que não se preocupa
em cumprir sua carga horária? A biblioteca, tradicionalmente, afasta os funcionários,

�5

pois é um setor que tem que ficar aberto todo o tempo de funcionamento da Escola,
e tem uma carga de serviços muito pesada.

3.1 Metodologia
A metodologia foi definida tendo como parâmetro a motivação, pois, como
Carvalho (2001) diz: "a assimilação de um determinado assunto é mais eficiente e
interessante quando os participantes sentem-se motivados em seu aprendizado".
Coube também um pouco de psicologia da observação, que foi adotada durante seis
meses. Durante este tempo, tendo em vista o grau de satisfação ou insatisfação,
toda equipe foi observada de perto, cada um na sua função e disso coube uma
reflexão: o que precisava mudar. Claro que todas as opiniões foram anotadas.
Um método precisava ser introduzido, trazendo uma uniformidade de
parâmetros entre as duas bibliotecas, quanto aos horários, serviços e atendimentos.
Depois desses seis meses de observação começou-se a introduzir as mudanças,
sempre de forma suave, sem agredir a individualidade de cada um e suas
características pessoais: temperamentos, jeito de agir, enfim o perfil de cada
funcionário.
Em primeiro lugar não se mudou o que era considerado bom e não
apresentava reclamações. Vagarosamente introduziram-se as alterações que vieram
acarretar mais satisfação e fizeram com que as tarefas fossem executadas de forma
satisfatória e correta, sempre observando as normas da Biblioteca e o grau de
satisfação do usuário. Uma condição essencial foi atribuída a todos: que
assumissem uma postura de autonomia em relação ao serviço e em especial ao
colega. Isto veio valorizar cada serviço e trazer benefícios, pois cada funcionário
passou a pensar no outro e que todos os serviços funcionam em cadeia. Outra
condição foi a criatividade como ação reflexiva e crítica. A espontaneidade e a
flexibilidade também presentes, fizeram parte da reflexão sugerida na dinâmica da
equipe.
As atividades envolvem um trabalho em grupo e isto torna-as
interessantes, pois o envolvimento de todos produzem resultados importantes,

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principalmente diante das dificuldades do dia-a-dia e frente aos usuários. Pois
quando a equipe está bem estruturada não há "furos" e nem usuários insatisfeitos.
Considerando esta afirmação, a participação de todos foi fundamental
para o sucesso de todas as atividades. Para que a equipe fosse envolvida, adotouse a metodologia de escala. As escalas foram planejadas por setores com os
respectivos nomes e horários de trabalho.
A autonomia permite ao indivíduo tomar decisões frente às dificuldades,
gerenciar e assumir as responsabilidades pelos resultados de suas atitudes e por
sua atuação no processo de trabalho. A capacitação e a qualificação no mercado de
trabalho atual são indispensáveis à gestão de recursos humanos no processo de
aprendizagem organizacional, considerando o aumento da qualidade e produtividade
das

atividades,

sendo,

inclusive,

um

fator

de

satisfação

do

empregado

(GONÇALVES, 2006). A qualificação, juntamente com o treinamento, permite que o
indivíduo se conscientize cada vez mais da importância de seu papel dentro das
organizações. Assim, o investimento e o estímulo à capacitação, através de um
ambiente para a expressão individual dos funcionários, indubitavelmente, irão refletir
positivamente na instituição. As organizações são dependentes das inovações e
melhorias em seus sistemas e produtos, e estas dependem da criatividade das
pessoas (ANDRIANI, 2004). O indivíduo deve ser conscientizado de que a sua
capacitação é condição essencial para a construção de seu futuro, possibilitando
maiores

oportunidades,

valorização,

reconhecimento

profissional

e,

conseqüentemente, o sucesso.
No ano de 2007 aconteceu o I Encontro do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Minas Gerais (SB/UFMG), no qual a Biblioteca da Escola
de Engenharia da UFMG recebeu o prêmio de 1° lugar entre as Bibliotecas do
SB/UFMG. Este evento serviu de estímulo maior, principalmente, ao pessoal auxiliar
administrativo que se sentia discriminado diante de eventos na área de
Biblioteconomia. Esses funcionários solicitavam sua participação nos eventos da
área, pois somente aos bibliotecários era dada a oportunidade de participar dos
mesmos.

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Vale dizer que, embora, o quadro de funcionários das duas bibliotecas
seja deficitário e o horário de atendimento prolongado em relação a outros setores
da Escola, isso não compromete o atendimento aos usuários e o desempenho das
atividades das bibliotecas. Nesse ponto foi essencial a valorização dos funcionários
e adaptação desses em outras atividades.

3.2 Avaliação
O comportamento dos funcionários e a transparência na gestão atual
evidenciou-se numa integração com os outros setores da Escola e inclusive o
respaldo da Diretoria, que até então não via a Biblioteca com bons olhos.
A coordenação das bibliotecas buscou atender a todos sem prejuízos, de
tal maneira que alguns funcionários comentavam entre si que algo diferente estava
acontecendo. A avaliação do comportamento dos funcionários, que normalmente
ocorre através de depoimentos, aconteceu naturalmente, na forma de elogios e de
palavras de estímulo recebidos pela equipe. O entrosamento de todos trouxe mais
satisfação para toda a equipe, motivando-os a exercerem seus trabalhos com mais
eficiência e isto proporcionou qualidade nos serviços oferecidos e uma maior
satisfação aos usuários
As soluções foram simples e eficientes e não oneraram aos custos da
Instituição, pois foram realizadas varias reuniões entre a equipe das Bibliotecas,
sempre observando as características das atividades e os perfis dos funcionários.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A participação dos funcionários durante a observação possibilitou maior
envolvimento e interação do grupo e uma aprendizagem ativa. A sua eficácia foi
garantida pelo número de participantes e pelo dinamismo da metodologia,
considerando que situações estáticas não atenderiam às expectativas da biblioteca.
A dinâmica proporcionou maior integração da equipe, independente das
afinidades pessoais, um envolvimento considerável e a satisfação dos participantes,

�8

cujo momento vivenciado de maneira adequada evidenciou harmonia nas relações
interpessoais, que contribui para o desempenho das atividades compartilhadas no
ambiente de trabalho.
A comunicação entre o gestor e participantes foi facilitada e a mensagem
foi transmitida com sucesso, devido à diversidade de recursos utilizados na dinâmica
da metodologia, independente da heterogeneidade da equipe.
O gestor teve como responsabilidade conscientizar os participantes da
importância do assunto: a autonomia na busca da capacitação. A postura adequada
e positiva do chefe foi condição essencial para que este objetivo fosse alcançado.
A assimilação do conceito pôde ser comprovada através da participação
dos funcionários em cursos e treinamentos registrados no sistema de informação da
Biblioteca.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A expectativa dos funcionários das Bibliotecas da Escola de Engenharia
da UFMG, é de que cada um procure desenvolver suas atividades, tenha acesso
aos novos conceitos e busque um bom ambiente de trabalho, tornando-o mais
humanizado.
Um dos desafios da administração é não deixar que a equipe acabe
acomodando-se, não buscando melhorias e crescimentos. Para que isto não ocorra,
cabe ao gestor o papel de estimular e incentivar a todos, dando-lhes oportunidades
de valorização e tentativas de melhorias como cursos, treinamentos e participação
em eventos. O crescimento profissional deve tornar-se uma atividade rotineira, pois
isto valoriza o ser humano, que resulta num melhor desempenho de seu papel na
Biblioteca.

�9

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2006.

_________________
1

Dora Aparecida da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Engenharia, Especialista
em Gestão Estratégica da Informação pela Escola de Ciência da Informação da UFMG,
dora@bib.enq.ufmg.br, dorabiblio@yahoo.com.br.

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                <text>A gestão do capital humano baseia-se em competências técnicas, conceituais, relacionais, motivacionais e de lideranças que proporcionam à Biblioteca alcançar os objetivos, valorizando os seus profissionais não só pela técnica, mas como pessoas, através do desenvolvimento do trabalho em equipe. Chama-se a atenção para o papel do bibliotecário chefe com relação ao desenvolvimento das competências necessárias à gestão de pessoas, apontando- lhe seu papel face às novas exigências da sociedade retratada aqui nas Bibliotecas Setoriais da Escola de Engenharia da UFMG.</text>
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SISTEMA DE SOLICITAÇÃO DE FICHA CATALOGRÁFICA SIB-UnP
SILVA, A. C.1
KOSHIYAMA, D. C. A. D. G.2
SILVA, I. G.3
OLIVEIRA, J. G. B. T.4
RESUMO
Relata sobre a inovação do serviço de catalogação na fonte do Sistema Integrado de
Bibliotecas da Universidade Potiguar através do Sistema de solicitação de Ficha
Catalográfica. Cita os principais serviços disponibilizados no auto-atendimento.
Discorre sobre a evolução do serviço de Solicitação de Ficha Catalográfica
idealizado pelos profissionais Bibliotecários e Analistas de Sistema do Centro de
Processamento de Dados – CPD da Instituição, enfocando a motivação para sua
implantação, bem como suas principais características. Descreve sucintamente
sobre as etapas deste serviço, orientando o usuário como proceder para realizar sua
solicitação, assim como apresenta o procedimento que deve ser seguido pelo
bibliotecário para validar o pedido. Este trabalho mostra a importância do
desenvolvimento desse sistema como uma inovação tecnológica, reduzindo o tempo
gasto na resposta para o usuário e facilitando o fluxo de tarefas nas bibliotecas.
Palavras-chave: Catalogação. Serviços on-line. Inovação tecnológica. Sistema de
Ficha Catalográfica.

ABSTRACT
Reporting on innovation in the service of cataloguing source of the Integrated System
Libraries of the University Potiguar through the system of applying for Cataloging.
Cites the main services available in self-care. Announcing about developments in the
service of request for cataloging designed by librarians and, analysts system of the
Center of Data Processing - CDP of the institution, focusing on the motivation for
their implementation, and its main features. Describe briefly on the steps of this
service, guiding the user how to proceed to carry out your request, and introduced
the procedure to be followed by the librarian to validate the request. This work shows
the importance of developing this system as a technological innovation, reducing the
time spent in responding to the user and facilitating the flow of work at libraries.
Keywords: Cataloguing. Services online. Technological innovation. Cataloging
System.

�2

1 CONTEXTO INSTITUCIONAL
A Universidade Potiguar dispõe de um Sistema Integrado de Bibliotecas –
SIB/UnP, formado por cinco bibliotecas setoriais e um núcleo de pesquisa
especializado na área da saúde. O SIB/UnP oferece à seus usuários diversos
serviços de referência, entre eles, o de solicitação da catalogação na fonte, que
confecciona as fichas catalográficas para os trabalhos de conclusão de curso
apresentados pelos alunos dos de graduação e pós-graduação.
Com advento das novas tecnologias e a popularização e disponibilidade
da internet, viu-se a necessidade de disponibilizar serviços oferecidos pela UnP de
modo on-line. Nesse sentido foi desenvolvido no site institucional o autoatendimento, onde o aluno acompanha toda sua vida acadêmica. A biblioteca é um
dos setores que oferece maior número de serviços, os principais são: renovação de
empréstimos; reserva de livros; acesso as bases de pesquisa; manuais para
orientação à normalização de trabalho de conclusão de curso e o Sistema de
Solicitação de Ficha Catalográfica.

2 SERVIÇO DE CATALOGAÇÃO DA PUBLICAÇÃO NA FONTE
Catalogação segundo Santos (2003) é a primeira fase do processo de
tratamento intelectual de um documento, onde objetiva-se descrever de forma única
e precisa do mesmo.
A catalogação da publicação na fonte trata da descrição bibliográfica de
determinado documento com base em originais ainda não publicadas, tendo como
um dos produtos a ficha catalográfica. A Associação Brasileira de Normas Técnicas
– ABNT, na NBR - 14724 (2005) coloca como obrigatório o uso da ficha catalográfica
no verso da folha de rosto dos trabalhos de conclusão de curso.

�3

2.1 Serviço de Catalogação do SIB-UNP
O serviço de catalogação na fonte existe desde a implantação do Sistema
de Bibliotecas, onde os alunos vinham à biblioteca solicitar a catalogação
manualmente, através de um formulário de controle, deixando os dados do autor do
trabalho e a cópia dos elementos pré-textuais. A ficha era elaborada pelos
bibliotecários e remetida para o autor por e-mail ou de forma impressa. Nesta fase
era necessário disponibilizar um funcionário para o cadastro das solicitações;
formulários impressos; espaço para arquivar os elementos entregues para a
confecção da ficha; além de mantê-los organizados por ordem de chegada, o que
despendia grande número de recursos humanos e materiais.
Com a ampliação do número de cursos e alunos, o serviço aumentou
consideravelmente, tornando-se inviável o atendimento de todas as solicitações em
tempo hábil para entrega do TCC. Viu-se, neste momento, a necessidade do
desenvolvimento de um sistema que aperfeiçoasse e melhorasse a qualidade do
serviço. A partir de então o Centro de Processamento de Dados – CPD juntamente
com os bibliotecários começaram a desenvolver o Sistema de Solicitação de Ficha
Catalográfica.

3 SISTEMA DE SOLICITAÇÃO DE FICHA CATALOGRÁFICA
O Sistema de Controle de Ficha Catalográfica - SFC surgiu com a
necessidade de atender um grande número de solicitações de fichas catalográficas,
que fosse disponível para o usuário através do auto-atendimento e de possível
controle. Alguns requisitos foram levantados no início do processo para o
desenvolvimento do Software Web como: o formulário ser baseado no Código de
Catalogação Anglo-Americano – AACR2 (RIBEIRO, 2003); criação de um banco de
dados para armazenamento dos arquivos “Ficha catalográfica” dentro do sistema;
layout ideal dos campos necessários para elaboração da Ficha pelo bibliotecário;
como seria feito o upload do arquivo e em que formato ela poderia ser enviada.
Um requisito determinante para a criação do aplicativo foi à forma de
armazenamento e como o arquivo seria recuperado pelo usuário. Foi levantado pela
equipe responsável como conseguir uma forma de armazenagem que não corresse

�4

risco de perder o arquivo. Então a melhor forma descoberta na área de tecnologia
para linguagem de script (ASP) de computador utilizada para desenvolver o Sistema,
foi a gravação do arquivo em forma binária (forma interpretada apenas por uma
máquina) em Banco de Dados, e conseqüentemente o estudo para à recuperação
do arquivo, onde o usuário pudesse baixá-lo com as mesmas configurações que a
Biblioteca determinou.
A seguir será apresentada a interface do Sistema para o usuário e para o
bibliotecário.

3.1 Solicitação da ficha pelo usuário
Para solicitar a ficha, o usuário precisa acessar o ambiente do autoatendimento institucional. Ao clicar no link “Solicitação de Ficha catalográfica”, o
usuário será encaminhado para a página inicial do sistema, onde terá informações
gerais, prazo de recebimento, onde imprimir a ficha etc.(Fig. 1)

Figura 1 - Tela de informações gerais do sistema

Ao clicar no link “Ficha catalográfica”, o usuário acessará a página inicial
do cadastro (Fig. 2), onde deve clicar em NOVO para iniciar a solicitação.

Figura 2 - Cadastro de novo usuário

�5

O usuário visualizará a tela para o cadastro de todas as informações
necessárias para confecção da ficha (Fig. 3).

Figura 3 - Tela de cadastro

Após concluir a solicitação, a tela do usuário mostrará título cadastrado e a
situação da ficha que será “N”, pois a ficha ainda não foi confeccionada. Quando
estiver pronta o usuário receberá um e-mail informando que a sua solicitação foi
atendida e está disponível acessando o sistema novamente, onde a situação está “S
em seguida faz-se o download clicando em “FichaAluno” e abrir o documento no
Word.” (Fig. 4).

Figura 4 - Tela de ficha catalográfica confirmada

3.2 Solicitação atendida pelo bibliotecário
Ao entrar no SFC, o bibliotecário visualiza as solicitações que estão
pendentes por ordem inversa de chegada (Fig. 5).

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Figura 5 - Tela de visualização das solicitações de fichas pendentes

O bibliotecário então clica em “Imprimir” e visualiza as informações para
confecção da ficha e poderá imprimir ou não esses dados. (Fig. 06)

Figura 6 - Tela com as informações para confecção da ficha

Com essas informações o bibliotecário irá confeccionar a ficha no editor de
texto Word, dentro dos padrões estabelecidos pelo AACR2 (Fig. 07), onde será salva
como um arquivo do tipo “.doc” e enviada através de upload no sistema.

Figura 7 - Ficha editada no word

O sistema oferece ainda ao bibliotecário, a emissão de relatórios das
fichas enviadas por período e por curso solicitante, além de manter no servidor todas

�7

as fichas enviadas, podendo recuperá-las sempre que necessário, realizando
pesquisa pelo título do trabalho para localizar a ficha desejada.

4 CONCLUSÃO
As mudanças que o SFC trouxe para o Serviço de catalogação na Fonte
do SIB-UnP são várias: padronizar as informações enviadas para a confecção da
ficha; dinamizar o tempo do serviço; melhorar a qualidade no atendimento;
Levantamento estatístico do serviço; além de poder recuperar as fichas através do
banco de dados. Assim, os usuários, bibliotecários e administradores do aplicativo
web desenvolvido, estão seguros em se tratando dos dados envolvidos no processo
como um todo: da solicitação ao download.
A parceria firmada entre o SIB e o CPD para a elaboração do SFC foi de
grande importância para a inovação no Serviço de Catalogação na Fonte e para a
criação dessa nova ferramenta de trabalho.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-14724: informação e
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
(Publicada a atualização em dezembro de 2005).
RIBEIRO, Antônia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos
bibliográficos: pelo AACR2R 2002. 2. ed. Brasília: Ed. do autor, 2003.
SANTOS, Gildenir Carolino; RIBEIRO, Célia Maria. Acrônimos, siglas e termos
técnicos: Arquivística, Biblioteconomia, Documentação, Informática. Campinas: Ed.
Átomo, 2003.

_________________
1

Ana Cristina Silva, Universidade Potiguar, a_cris@unp.br.
Débora Costa Araújo di Giacomo Koshiyama, Universidade Potiguar, debora.araujo@unp.br.
3
Ilmar Gabriel Silva, Universidade Potiguar, ilmargabriel@unp.br.
4
José Gláucio Brito Tavares de Oliveira, Universidade Potiguar, glauciotavares@unp.br.
2

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                <text>Relata sobre a inovação do serviço de catalogação na fonte do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Potiguar através do Sistema de solicitação de Ficha Catalográfica. Cita os principais serviços disponibilizados no auto-atendimento. Discorre sobre a evolução do serviço de Solicitação de Ficha Catalográfica idealizado pelos profissionais Bibliotecários e Analistas de Sistema do Centro de Processamento de Dados – CPD da Instituição, enfocando a motivação para sua implantação, bem como suas principais características. Descreve sucintamente sobre as etapas deste serviço, orientando o usuário como proceder para realizar sua solicitação, assim como apresenta o procedimento que deve ser seguido pelo bibliotecário para validar o pedido. Este trabalho mostra a importância do desenvolvimento desse sistema como uma inovação tecnológica, reduzindo o tempo asto na resposta para o usuário e facilitando o fluxo de tarefas nas bibliotecas.</text>
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TREINAMENTO DE USUÁRIOS E DIFUSÃO DOS SERVIÇOS DIGITAIS
ATRAVÉS DO UNIFOR ONLINE
SERRA, L. M. S.1

RESUMO
Apresenta o panorama da difusão dos serviços digitais disponíveis através do
repositório de acesso restrito à comunidade acadêmica da Universidade de
Fortaleza, UNIFOR Online. Mostra a mudança de perfil do usuário e bibliotecário,
etapas do treinamento e a importância da visibilidade dos serviços da Biblioteca
Universitária frente a seus usuários.
Palavras-chave: Treinamento de usuários. Pesquisa científica. Bases de dados.

ABSTRACTS
It presents the picture of the spread digital services available through the repository
of restricted access to the academic community at the University of Fortaleza,
UNIFOR Online. It shows the change in profile of the user, stages of training and the
importance of visibility of the services of the University Library front of their users.
Keywords: Training on users. Scientific research. Databases.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca da Universidade de Fortaleza tem a missão de prover,
disseminar e transferir a informação visando apoiar o ensino, a pesquisa e a
extensão da Instituição.
Com o aumento na utilização de tecnologias que propiciam acesso à
informação de modo mais rápido e específico por usuários de Bibliotecas, os
serviços informacionais da Biblioteca da Universidade de Fortaleza passaram por
reformulações qualitativas para adequar-se aos anseios de sua comunidade

�2

acadêmica. O treinamento de usuários “Pesquisa científica em bases de dados
eletrônicas” tem aumentado o índice de uso dos serviços que a biblioteca
disponibiliza.

2 O SETOR DE MULTIMÍDIA E O TREINAMENTO “PESQUISA CIENTÍFICA EM
BASES DE DADOS ELETRÔNICAS”
Em 1994 foi implantado o setor de multimídia com o objetivo de apoiar a
pesquisa científica para o novo perfil de usuário. O setor conta com 28
computadores de acesso à diversos repositórios digitais, serviços de reprodução
digital, digitalização e treinamento de usuários .
Ampliando a visão de usuários quanto ao uso do setor, foi estruturado em
fevereiro de 2008 o treinamento “Pesquisa científica em bases de dados
eletrônicas”, difundindo assim todos os serviços digitais fornecidos aos usuários
através do repositório restrito à comunidade acadêmica, intitulado UNIFOR Online.

Figura 1 - Tela principal do UNIFOR Online

Através do UNIFOR Online, o usuário pode renovar obras, consultar
empréstimos em aberto, realizar e consultar reservas, verificar histórico de
empréstimos e consultar o acervo impresso e digital, esse último, com acesso na
íntegra onde estiver, basta autenticar-se com número de matrícula e senha.

�3

Pensando em oferecer serviços de qualidade, principalmente por se tratar
de uma biblioteca com processos certificados pela ISO 9001:2000, todos os
funcionários da biblioteca receberam o treinamento e só após, o mesmo foi
divulgado à comunidade acadêmica com o objetivo de atingir 3000 usuários
treinados por semestre nas mais diversas áreas.
A aplicação do treinamento segue a seguinte estrutura:
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) - É apresentada busca
simples e avançada. As teses e dissertações defendidas na UNIFOR são recebidas
em dois formatos (impressa e eletrônica (Cd-rom)) e catalogadas em três formatos
(impressa, eletrônica (Cd-rom) e digitais). A visualização do texto na íntegra é
definida pelo autor no ato da entrega do material à Biblioteca. Muitos autores
utilizam-se

das

licenças

creative

commons,

que

visa

o

licenciamento e

compartilhamento de obras culturais ao disponibilizar seus trabalhos na Internet para
acesso livre, salvaguardando a autoria.
Sumário de artigos de periódicos – É apresentada a diferença na busca
entre título de periódico e sumário de artigo de periódico, definição de periódicos
científicos e informativos. Esse tipo de busca dinamiza o tempo do usuário entre os
2.284 títulos de periódicos existentes na biblioteca.
Bases de dados de acesso restrito – São apresentadas bases de acesso
restrito (Academic Search Elite, Business Source Elite, Fuente Acadêmica, Health
Source, Newspaper Source e Regional Business News) assinadas pela instituição.

�4

Figura 2 - Tela principal da Base de dados A to Z-EBSCO

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para analisar os efeitos do treinamento e da visibilidade dos serviços
digitais disponíveis no UNIFOR Online, utilizamos estatística de uso das bases de
acesso restrito A to Z –EBSCO.

Figura 3 - Estatística de uso das bases de dados de acesso restito A to Z

O gráfico acima mostra os números de busca, havendo assim, um
aumento no uso da Base de Dados após os treinamentos, porém, vale destacar que

�5

os usuários mesmo após treinados, possam contar com o auxílio da biblioteca e
seus profissionais para conhecimento de novas bases de dados de conteúdo
científico.
A experiência do treinamento “Pesquisa científica em bases de dados
eletrônicas” da Universidade de Fortaleza apoiando usuários de graduação e pósgraduação deverá constantemente passar por aprimoramento para atingir anseios
de seus usuários. O bibliotecário por sua vez, torna-se para a comunidade
acadêmica, não mais o retentor do livro, mas o educador que disponibiliza e orienta
a aprofundar informações precisas com acesso mais rápido e ágil.

REFERÊNCIAS
CAVALCANTE, L. E. Patrimônio digital e informação: política, cultura e
diversidade. Encontros Bibli (UFSC), v.23, p. 152-170, 2007.
CÓRDOBA GONZÁLEZ, S. La formación de usuários com métodos participativos
para estudiantes universitários. Ciência da Informação, v.27, n.1, p. 61-65, 1998.
CUENCA, Ângela M.B. et al. Capacitação no uso das bases Medline e Lilacs:
avaliação de conteúdo, estrutura e metodologia. Ciência da Informação, v.28, n.3,
p.340-346, 1999.
______. O usuário final da busca informatizada: avaliação da capacitação no acesso
a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da informação, v.28, n.3, p.
293-301, 1999.
GOMES, Linda Carla Vidal Bulhosa, BARBOSA, Marilene Lobo Abreu. Impacto da
aplicação das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no
funcionamento das bibliotecas universitárias. In: Encontro Nacional de ensino e
pesquisa em informação, 4, 2003, Salvador. Anais...Salvador: UFPB, 2003.

_________________
1

Lucélia Mara de Souza Serra, Universidade de Fortaleza (UNIFOR), luma_serra@unifor.br.

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Documentação&#13;
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                <text>Apresenta o panorama da difusão dos serviços digitais disponíveis através do repositório de acesso restrito à comunidade acadêmica da Universidade de Fortaleza, UNIFOR Online. Mostra a mudança de perfil do usuário e bibliotecário, etapas do treinamento e a importância da visibilidade dos serviços da Biblioteca Universitária frente a seus usuários.</text>
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INOVAÇÃO NO ATENDIMENTO DA COMUTAÇÃO COM EMPREGO DE
RECURSOS DIGITAIS
SERIPIERRI, D.1
MELO, C. A.2
GUIMARÃES, T. B. N.3

RESUMO
A Biblioteca do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo tem como
princípio, no atendimento da comutação bibliográfica, a prática da análise física dos
documentos, evocando sempre a conservação do acervo. Baseado nesse aspecto,
os documentos que apresentam encadernações muito justas, ou são obras raras e
especiais tornam inviável a digitalização por meio de scanner porque, além da
possibilidade de danificar as encadernações, os papéis mais fragilizados não podem
passar por esse processo. Do outro lado dessa questão, encontra-se o usuário que
fica impossibilitado de obter a informação. Sendo assim, com o propósito de
melhorar o desempenho da comutação bibliográfica, a Biblioteca passa a utilizar o
recurso da fotografia digital, agregando valor em sua capacidade de atendimento ao
usuário.
Palavras-chave: Fotografia digital. Comutação bibliográfica.

ABSTRACT
The Library of the Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo has as a
principle the service of the bibliographical commutation, the practice of the physical
analysis of the documents always evoking the conservation of the collection. Based
on this aspect, the documents whose bindings as well as rare and special books, the
practice of the scanner becomes unviable due to the possible damaging of the
bindings. On the other hand, the user is unable to obtain the information. In this way,
with the purpose of improving the acting of the bibliographical commutation, the
Library starts to use the resource of the digital picture, adding value in its service
capacity to the user.
Keywords: Digital picture. Bibliographical commutation.

�2

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo é
originária da Biblioteca do Museu Paulista (USP), a partir de sua criação em 1894. O
desmembramento ocorreu em 1939 quando o atual Museu de Zoologia passou a
integrar a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. A integração para
Universidade de São Paulo ocorreu em 1969. O acervo da Biblioteca do Museu de
Zoologia, desde o início de sua criação, tem sua vocação voltada para Zoologia, cuja
formação se caracteriza pela completeza das coleções de periódicos. O acervo de
livros atinge as necessidades para o desenvolvimento de pesquisas de interesse
para a comunidade científica.
O acervo informacional da USP é único, porém sua forma de organização
é descentralizada, pois cada unidade de ensino possui o acervo de sua
especialidade. Dessa forma, as obras relacionadas à área da Zoologia estão
centradas em sua maior parte na Biblioteca do Museu de Zoologia, que exerce um
papel fundamental à comunidade científica nacional e internacional.
Dentre as atividades que o Museu desenvolve a taxonomia, a
nomenclatura zoológica e a referência às descrições originais das espécies são
indispensáveis.
Diferente de outros acervos especializados nas disciplinas como a
Bioquímica e a Fisiologia, por exemplo, a Zoologia deve manter seu acervo
atualizado bem como conservar as coleções clássicas.
A Biblioteca do Museu de Zoologia conta atualmente com mais de
109.000 volumes entre livros, periódicos, mapas, multimeios, bem como outros tipos
de material, incluindo os novos formatos, quer seja o artefato eletrônico, ou
digital/virtual.
Segundo Cruz; Mendes; Weitzel (2004, p.18),
[...] o acervo é, sem dúvida, rica fonte de informação e instrumento
de trabalho para aqueles que devem atender ao público assim como
o conhecimento das mais diversas fontes de informação voltadas
para a área de atuação. Por isso, a divulgação do acervo da
biblioteca, bem como dos seus serviços prestados, são fundamentais
para o êxito das atividades desempenhadas em uma biblioteca.

�3

2 O SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO
Entre os processos desenvolvidos na Biblioteca, destaca-se o Serviço de
Referência e Informação que fornece atendimento ininterrupto aos usuários desde o
início de sua história. Esse trabalho de atendimento vem se tornando cada vez mais
visível ao usuário com a aplicação das novas tecnologias de atendimento.
As atividades concernentes ao acesso à informação envolvem: a
referência,o empréstimo domiciliar, o empréstimo entre bibliotecas, a circulação, a
comutação bibliográfica, entre outros, dentre os quais se destacam:
�

Referência: o serviço de referência, em uma biblioteca, é aquele que
vai dinamizar as suas coleções, servindo de ligação entre os usuários e
tudo o que a biblioteca tem para oferecer. Por intermédio do serviço de
referência, são feitos o atendimento a consultas, a orientação aos
leitores, a divulgação do acervo, as promoções culturais e outras, e o
empréstimo (CRUZ; MENDES; WEITZEL, 2004).

�

Comutação bibliográfica: é o serviço possibilita aos usuários internos
e externos a obtenção de cópias de artigos publicados em periódicos,
revistas científicas, livros, como também as publicações em formatos
eletrônicos, respeitando a Resolução do Reitor de N.º 5213, de 02 de
Julho de 2005, que regulamenta a extração de cópias reprográficas no
âmbito da Universidade de São Paulo, conforme o que estabelecem as
normas sobre os direitos autorais.

2.1 Programa de Comutação Bibliográfica
O Programa de Comutação Bibliográfica permite às comunidades
acadêmicas e de pesquisa o acesso a documentos em todas as áreas do
conhecimento por cópias de artigos de revistas científicas, teses, anais de
congressos, livros, obras raras, exclusivamente para fins acadêmicos e de pesquisa.
Para isso, atuam por meio de uma rede de bibliotecas, denominada biblioteca-base,
com recursos bibliográficos, humanos e tecnológicos para o atendimento das
solicitações dos usuários.

�4

A razão principal para a comutação bibliográfica é disseminar a
informação e assegurar a preservação das obras. Dessa forma, utiliza recursos que
não afetam a integridade física dos documentos, zelando, assim, pela permanência
e disponibilização ao acesso público.

2.1.1 Sistema COMUT: novo modelo
O Sistema COMUT foi criado em 1980, a partir dos esforços
empreendidos pelo Ministério da Educação, Capes, FINEP, IBICT e SESU, visando
dotar o país de um mecanismo eficiente de acesso à informação. O envio de cópias
era feito pelo Correio e eventualmente pelo Fax, sendo o pagamento efetuado
através de Cupon-COMUT (RODRIGUES, 2005).
No ano de 2002, com o objetivo de modernizar o Programa, foi elaborado
o Projeto Novo Modelo COMUT, o qual passou por algumas modificações
organizacionais e operacionais de modo à amodar-se às novas realidades de
acesso à informação técnico-científica.
As mais relevantes transformações organizacionais acrescentam valores
ao sistema tradicional por possibilitarem a busca de documentos em maior número
de instituições no Brasil e no Exterior; o acesso a textos completos pagos através da
Internet; maior interação com o Portal de Periódicos da CAPES; maior interação com
o Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas – CCN, que também deverá
passar por uma grande modernização.
A característica principal do novo modelo é a utilização conjunta dos
acervos das bibliotecas participantes e o atendimento a solicitações de cópias a
partir de documentos convencionais e eletrônicos.
A nova etapa do COMUT permitiu melhorar e agilizar os processos
informatizados de solicitação e atendimento de cópias. Modernizou os processos
contábeis e criou um sistema eficiente e rápido de monitoramento de todas as
atividades operacionais do Programa, incluindo a coleta de dados para elaboração
de indicadores estatísticos que o auxiliam na administração.

�5

2.1.2 O Sistema COMUT na Biblioteca do Museu de Zoologia: inovação no
atendimento
O Programa de Comutação Bibliográfica como facilitador e mediador do
acesso à informação, reafirma-se o papel que o Programa assume para cada
usuário atendido, ou seja, a satisfação do cliente como parâmetro para a melhoria
dos processos internos, ampliando as possibilidades de desenvolvimento por meio
de oferta de produtos e serviços informacionais (ARAUJO JUNIOR, 2008).
A Biblioteca do Museu de Zoologia participa do Sistema COMUT como
biblioteca-base desde sua implantação e passa a oferecer aos usuários esse
serviço.
Atualmente o sistema COMUT opera através do software Prospero que
possibilita o envio de cópias e que permite a digitalização por scanner.
A Biblioteca do Museu de Zoologia tem a prática de analisar fisicamente
os documentos antes de atender as solicitações de cópias reprográficas,
observando sempre a conservação da obra. Baseado nesse aspecto, a comutação
bibliográfica vem assegurando a preservação de documentos que apresentam
encadernação muito justa, ou são obras raras e especiais, utilizando meios que não
os comprometa devido às novas tecnologias de acesso à informação.
A comutação vem se modernizando e tem adotado novos recursos digitais
com o propósito de buscar alternativas que possibilitem aos usuários o acesso à
informação nos documentos frágeis a serem reproduzidos.
Este sistema de atendimento requer uma infra-estrutura simples,
composta por 1 máquina digital no mínimo de 4.1 pixels, uma mesa e uma estativa
com 2 focos de luz, adquirido em um projeto em parceria com docente do Museu.
A operação desse processo necessita da instalação do Programa Adobe,
pois com ele pode-se gerar o arquivo em extensão PDF, fotografando a imagem
desejada e salvando-a, e encaminhado-a ao solicitante por intermédio de e-mail.
Esse sistema inovador tem proporcionado uma melhoria na qualidade do
serviço, possibilitando ao usuário a acessibilidade rápida da informação que até

�6

pouco tempo só era permitida no ambiente tradicional da Biblioteca.
Os arquivos em PDF’s gerados e armazenados

Drive

C:

podem

ser

recuperados pelo bibliotecário através do número do pedido COMUT. Para otimizar
esta recuperação da informação, está sendo estudado o processo de utilização das
ferramentas apresentadas no Programa Adobe para gerar os metadados.

3 CONCLUSÃO
As necessidades específicas dos usuários conduzem a empregar
tecnologias alternativas que têm por meta a eficiência e personalização no
atendimento, vindo assim a cumprir o objetivo da Universidade em sua missão de
promover o acesso à informação, oferecendo suporte ao desenvolvimento do
ensino, pesquisa e extensão.
A inovação desse serviço agregou um maior valor ao acesso à
informação, proporcionando um diferencial para a Biblioteca do Museu de Zoologia
da USP, pois viabiliza ao usuário local e remoto acesso à informação por intermédio
de imagens digitais dos volumes.
Cabe ao bibliotecário manter-se continuamente atualizado a respeito das
novas tecnologias que afetam seu ambiente de trabalho. Enquanto mediador entre o
usuário e a informação, ele tem a responsabilidade não apenas de fornecer, mas
orientar o usuário no uso das tecnologias que armazenam a informação.

REFERÊNCIAS
ARAUJO JUNIOR, R.H. Acesso à informação: ações de mediação do COMUT.
Disponível em: &lt;http://cdij.mpf.gov.br/noticias/palestra_cbbd/T2.pdf &gt; Acesso em 05
set. 2008.
CRUZ, A.C.; MENDES, M.T.R.; WEITZEL, S.R. A biblioteca: o técnico e suas
tarefas. 2.ed. Niterói: Intertexto, 2004. 108p.
RODRIGUES, R. Novo modelo COMUT. In: Miranda, A.; Simeão, E. (Orgs)
Informação e tecnologia: conceitos e recortes. Brasília: Universidade de Brasília,
Departamento de Ciências da Informação e Documentação, 2005. p. 203-209.

�7

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
LITTIERE, L.F.; TETERYCZ, T. Serviço de referência e o uso das tecnologias da
informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14,
Salvador, 2006. Anais... Salvador: UFBA, SIBI, 2006, 15p. [1 CD-ROM]
MANZI, S.; LOPES, C.O. O cliente virtual: um novo paradigma para melhorar o
relacionamento entre docentes e a divulgação da informação na biblioteca central da
UFPE. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14,
Salvador, 2006. Anais... Salvador: UFBA, SIBI, 2006, 13p. [1 CD-ROM]
RODRIGUES, R. Redes, parcerias e serviços de cooperação em bibliotecas
universitárias: acessibilidade documentária: a comutação bibliográfica.
Disponível em:
&lt;http://209.85.215.104/search?q=cache:1qS98wP_kIMJ:www.ufpe.br/snbu/ricardo.
ppt &gt;. Acesso em 05 set. 2008.
ROSTIROLA, G. Gestão do conhecimento no serviço de referência em bibliotecas
universitárias: uma análise com foco no processo de referência.. Florianópolis, 2006.
174f. Dissertação (Mestrado) Universidade Federal de Santa Catarina.

_________________
1

Dione Seripierri, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, seripier@usp.br.
Claudia Alves de Melo, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, clamelo@usp.br.
3
Teresa Beatriz Nunes Guimarães, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia,
tecaper@usp.br.
2

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>A Biblioteca do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo tem como princípio, no atendimento da comutação bibliográfica, a prática da análise física dos documentos, evocando sempre a conservação do acervo. Baseado nesse aspecto, os documentos que apresentam encadernações muito justas, ou são obras raras e especiais tornam inviável a digitalização por meio de scanner porque, além da possibilidade de danificar as encadernações, os papéis mais fragilizados não podem passar por esse processo. Do outro lado dessa questão, encontra-se o usuário que fica impossibilitado de obter a informação. Sendo assim, com o propósito de melhorar o desempenho da comutação bibliográfica, a Biblioteca passa a utilizar o recurso da fotografia digital, agregando valor em sua capacidade de atendimento ao usuário.</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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        <name>snbu2008</name>
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DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM MÉTODO PARA A
SINALIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
SEBIN, L. T. R. V.1
AMARAL, R. M. 2

RESUMO
A atual necessidade de uma comunicação visual mais eficiente e eficaz em unidades
de informação de acesso público foi o fator determinante do tema deste trabalho.
Visando dinamizar o seu funcionamento e de solucionar problemas estéticos da
comunicação visual interna da biblioteca, criando-se ambientes mais agradáveis, o
objetivo do trabalho foi o desenvolvimento e aplicação de um método para a
sinalização de bibliotecas. O método de pesquisa adotado foi pesquisa-ação e a
aplicação foi realizada junto a Biblioteca Comunitária (BCo/UFSCar) da Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar). A busca de informações sobre o processo
bibliotecário, a análise das instalações e o funcionamento da BCo/UFSCar,
compuseram o desenvolvimento deste método. Definidas as informações
necessárias ao sistema de sinalização, adotou-se uma linguagem gráfica
sistematizada e automatizada, para a sua comunicação, através do uso de
tecnologias como a multimídia e hipermídia. Conclui-se que o método desenvolvido
para a sinalização de bibliotecas é de baixo custo, dinâmico, interativo e aplicável
em qualquer tipologia de biblioteca.
Palavras-Chave: Sinalização. Comunicação visual. Biblioteca.

ABSTRACT
The current need for a visual communication more efficient and effective in units of
information from public access was the determining factor of the theme of this work.
Aiming to boost its operation to solve problems and aesthetic of visual
communication inside the library, a more pleasant environment, the goal of work was
the development and application of a method for signs of libraries. The research
method was adopted research-action and the application was conducted with the
Biblioteca Comunitária (BCo/UFSCar) da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). The search for information about the process librarian, the analysis of the
facilities and operation of BCo/UFSCar, compuseram the development of this
method. Defined necessary information to the signalling system, adopted by a

�2

systematic and automated graphic language, for its communication, through the use
of technologies such as multimedia and hypermedia. It was concluded that the
method developed for the signalling of libraries is low cost, dynamic, interactive and
applicable in any type of library.
Keywords: Signalling. Visual communication. Library.

1 INTRODUÇÃO
A pesquisa, o estudo e a investigação são instrumentos que geram saber,
conhecimento e informação. Com o advento da globalização iniciou-se uma grande
demanda pela organização da informação gerada e registrada através da utilização
do computador. Foi a partir daí que surgiram as novas tecnologias que permitem a
utilização de recursos tecnológicos e computacionais para gerar, disseminar e
manipular a informação.
O acesso à informação utilizando novas tecnologias, é imprescindível para
o desenvolvimento de inúmeras tarefas do ser humano. Com a crescente demanda
de informações, as bibliotecas e os centros de Informação passaram, e vem
passando ao longo do tempo por diversas inovações tecnológicas, exigindo das
mesmas, implantações de novas infra-estruturas para facilitar o acesso e
disseminação das informações.
Uma sinalização adequada pode identificar e localizar o acervo da
biblioteca, orientar os usuários para o acesso e uso de recursos humanos, melhorar
a acessibilidade, identificar recursos, áreas de serviços, acomodações, notificar
mudanças ou condições temporárias.
A atual necessidade de uma comunicação visual mais eficiente em
unidades de informação de acesso público foi o fator determinante do tema deste
trabalho: “Desenvolvimento e aplicação de um método para a sinalização de
bibliotecas”. Visando dinamizar o seu funcionamento e de solucionar problemas
estéticos da comunicação visual interna da biblioteca, criando-se ambientes mais
agradáveis, toda a proposta foi desenvolvida com a meta de sua futura implantação
nos espaços a que se destina. A busca de informação sobre o processo
bibliotecário, a análise das instalações, o funcionamento da biblioteca e a
disponibilidade de novas tecnologias aplicadas na comunicação visual, compuseram

�3

o desenvolvimento deste método, o qual foi aplicado na Biblioteca Comunitária
(BCo/UFSCar ) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

2 SINALIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS
Machado (2003) afirma que “para a realização de qualquer atividade,
pesquisa, atualização na busca de informação ou mesmo de lazer, é necessário ter
acesso aos canais de informação, produtos e serviços oferecidos pela biblioteca”. O
sistema de sinalização da biblioteca é um fator importante na divulgação dos
serviços e produtos oferecidos, pois uma sinalização deficiente dificulta a busca,
recuperação e uso da informação.
O sistema de sinalização poderá identificar e localizar o acervo da
biblioteca, orientar os usuários para o acesso e uso mais eficiente e eficaz dos
recursos humanos e informacionais, além de melhorar a acessibilidade, identificar
recursos, áreas de serviços, acomodações, notificar mudanças ou condições
temporárias.
Como Machado (2003) afirma “a importância no sistema de sinalização,
destaca-se pela necessidade de oferecer ao usuário condições de usufruir dos
benefícios oferecidos pela biblioteca, tendo uma orientação visual suficiente para
obter acesso aos serviços e produtos existentes”.
Para Macedo e Gomes (2006) “o procedimento intencional da sinalização,
é para guiar os usuários, num momento anterior à busca de informação, tornando-os
pessoas mais independentes e sem perda de tempo, tornando tal demarcação em
um ponto positivo na capacitação informacional do usuário”. O sistema de
sinalização deverá ser construído baseado no percurso realizado pelo usuário,
desde o momento da sua entrada na biblioteca, até o momento da obtenção do
produto ou serviço desejado.
O termo sinalização ambiental é um tipo de linguagem específica da área
da comunicação visual, para demarcar os vários setores, serviços públicos e
internos, instrumentos normativos, e até locais externos ao derredor do edifício. Nos
espaços internos de uma biblioteca incluem-se desde a área da recepção aos

�4

usuários aos setores administrativos e serviços técnicos, dos locais onde se
encontram os catálogos tradicionais e on-line à área do acervo geral e núcleos
específicos (multimídia) das salas de consulta, ao atendimento aos usuários e
serviços especializados em conformidade com a área de conhecimento da biblioteca
(MACEDO e GOMES, 2006).
Bastos Filho (1992) afirma que “a comunicação visual é praticamente tudo
que vêem em nossos olhos, uma flor, uma nuvem, um sapato, um cartaz, uma
libélula, um telegrama e até mesmo uma bandeira”. As imagens possuem um valor
distinto, segundo o contexto em que são inseridas, transmitem diferentes
informações. Para o autor um símbolo ou um logotipo não bastam para identificar
uma organização, um evento ou um produto. Para uma identificação precisa é
necessário um projeto de execução e implantação de uma linguagem visual
integrada, coerente e original.
Para constatarmos a importância do processo de comunicação visual em
uma instituição, é necessário analisarmos os fatores que geram a imagem dessa
instituição junto ao seu público interno e externo. A formação da imagem de uma
empresa ou instituição acontece através de seus contatos com os mais diferentes
públicos, através de relacionamentos pessoais e impessoais. Grande parte dos
contatos de uma empresa ou instituição com o seu público é através de impressos,
produtos, publicidade, veículos, elementos proporcionais, uniformes, instalações,
entre

outros

elementos,

denominados

mensagens

visuais,

e

são

fatores

fundamentais na formação da imagem. Vários recursos visuais como nomes,
símbolos, logotipos, são enfim elementos que criarão o diferencial de uma
organização em relação às outras (BASTOS FILHO, 1992).
As mensagens visuais de uma organização possuem duas funções
básicas: projetar para o mundo exterior e refletir para o próprio grupo o que
pretende, seus objetivos, cultura e personalidade. Como Bastos Filho (1992) afirma
“as mensagens visuais devem projetar uma imagem ou personalidade adequada aos
objetivos da instituição, essa adequação de imagem é conseqüência do
planejamento de sua identidade visual”.

�5

A identidade visual de uma empresa ou instituição são os elementos
gráficos aplicados às suas mensagens visuais, como símbolo, logotipo, cor etc.
Compreende todas as manifestações físicas e tangíveis da personalidade da
empresa, devendo, portanto, serem planejadas e controladas para serem realmente
eficazes, isto é, para criar e consolidar uma adequada imagem da empresa
(BASTOS FILHO, 1992).
A criação, desenvolvimento, implantação e normalização de uma nova
linguagem visual recebe o nome de Programa de Identidade Visual, que exprime e
traduz a filosofia, os objetivos, a cultura e a personalidade da empresa através de
uma linguagem adequada a seus públicos internos e externos. De acordo com
Ribeiro citado por Bastos Filho (1992) “a identidade visual é um processo de
comunicação independente em suas etapas, e seu retorno de resultados depende
da circulação, fluidez de dados e a interação de todos os profissionais que compõe o
projeto”.
Hauenstein, Santini e Kuse (2007) relatam que alguns elementos devem
ser levados em conta, quando se pretende sinalizar uma biblioteca, são eles, a
tipografia, a cor e os pictogramas:
•

Tipografia: Componente básico para qualquer projeto de comunicação visual.
Trata-se da coerência formal dos caracteres: proporção, existência e desenho
da serifa, “peso da letra”, correções visuais além do índice de legibilidade e
eficiência de reprodução. Bastos Filho (1984) diz que “a escolha de um
tipo/gráfico está diretamente ligado a todo o conjunto de informação, ou seja,
todos os elementos que participam da linguagem visual”. O índice de
legibilidade e a eficiência de reprodução são outros elementos que definem a
adoção de determinadas tipografias;

•

Cores: Um dos principais elementos do código visual, a cor deve ser sempre
bem destacada para que possa chamar a atenção do usuário e deve ser
tratada em conjunto com todo o espaço físico, mobiliário e equipamentos da
Biblioteca no sentido de buscar um melhor aspecto visual de todo o ambiente;

•

Pictograma: Elemento que caracteriza os setores ou serviços básicos da
biblioteca. São utilizados como informação básica, apenas reforçando a

�6

mensagem visual transmitida por estes símbolos gráficos definindo a função
ou equipamento do setor a que se destinam;
•

Diagrama: Elemento da linguagem visual a ser analisado, pois de acordo com
Bastos Filho (1984) “é a diagramação que organiza todos os outros elementos
dentro do espaço da unidade”. Para Hurlburt citado por Bastos Filho (1984) “o
diagrama permite a criação de vários layouts, contendo uma variedade de
elementos sem fugir da estrutura pré-estabelecida”.
Atualmente o público é bombardeado por uma infinidade de imagens

impressas ou projetadas, a tal ponto que muitas delas se tornam confusas e sem
significado. Hurlburt (1980) relata que “a carga de imagens visuais passa a exigir do
designer maiores conhecimentos e um envolvimento mais profundo com o
planejamento e com a solução dos problemas de comunicação”.
De acordo com Silva citado por Paletta e Watanabe (2000) “a finalidade
maior de um sistema de sinalização deveria ser o de minimizar a frustração do
usuário que busca os serviços disponíveis na biblioteca”. Sendo assim os sentidos
do ser humano devem ser estimulados, a fim de mostrar ao usuário o caminho mais
curto, objetivo e direto para o objeto de suas necessidades.
Paletta e Watanabe (2000) afirmam que “os sistemas de sinalização
funcionam como um todo e não é a improvisação, que não obedece uma estratégia
definida, que vai fazer funcionar a comunicação entre organização e usuário”.
Para Bastos Filho (1984) “um sistema de sinalização tem como objetivo
informar o usuário de todos os serviços que a biblioteca oferece, facilitando seu
acesso, uso e consequentemente dinamizando seu funcionamento”. Deve-se utilizar
critérios apropriados de modo a orientar, informar, direcionar, regulamentar, prevenir,
proibir, identificar as áreas de interesse da comunidade e a disponibilidade da
organização. Três tipos de informações devem ser disponibilizadas aos usuários da
biblioteca:
• Sinalização

dos

setores/serviços:

Sinalização

de

todos

os

setores,

equipamentos e serviços que integram a biblioteca;
•

Sinalização do acervo: É específica à categorização do acervo bibliográfico
por este ser de livre acesso aos usuários;

�7

•

Sinalização institucional: Informa ao usuário os procedimentos que devem ser
adotados no ambiente da biblioteca.
Determinados os tipos de informação que são necessárias aos usuários,

deve-se definir a forma de comunicação destas informações, ou seja, definir a
linguagem visual do sistema de sinalização. Amaral Rezende (1978) tem a seguinte
posição “um projeto de comunicação visual utiliza-se de um léxico, que é um
conjunto de signos e uma sintaxe, que é o conjunto de regras de combinação do
léxico”.
Segundo Bastos Filho (1984) “a combinação dos componentes do léxico,
obedecendo às regras da sintaxe, produz as mensagens visuais capazes de atender
às necessidades de comunicação”. A combinação desses componentes da
linguagem visual propostos, são analisados na seguinte ordem:
•

Dimensionamento/modulação das placas de sinalização;

•

Tipografia, características da informação;

•

Pictogramas que reforçam as informações verbais;

•

Diagramação/composição do conjunto.
O método utilizado por Macedo e Gomes (2006) para a sinalização de

bibliotecas compreende o levantamento da estrutura organizacional do acervo da
biblioteca (setores e serviços, normas internas e divulgação) e também nos
determinantes

operacionais

da

sinalização

(classificação

das

informações,

linguagem adequada ao ambiente e recurso gráfico-visual). Com base no método
proposto pelos autores Macedo e Gomes (2006) a sinalização da biblioteca
acontece em três fases:
•

Identificação do Setor: Visita a unidade em foco para levantamento de dados;
seleção de informações (perfil do usuário, fluxo, número de atendimentos;
estudo

da

planta

baixa

dos

espaços;

condições

físicas

do

prédio/mobiliário/luminosidade e ventilação; definição dos materiais a serem
utilizados, sistema de fixação das placas; de acordo com as características
dos usuários (perfil); linguagem visual a ser adotada; reforços gráficos;
redação do projeto e apreciação do mesmo;

�8

•

Dimensionamento das placas: Diagramação (disposição de textos e
ilustrações), modulação (tamanho, unidade de medida); linguagem visual (cor,
forma, estilo, recursos visuais); tipografia; padronização gráfica;

•

Execução do projeto: Confecção das placas; layout dos espaços, implantação
da sinalização.
Com a evolução e a popularização do computador, bem como do

desenvolvimento das interfaces gráficas, tornou possível a apresentação de vários
tipos de mídia (textos, imagens, animações, vídeos e sons) (BUGAY e ULBRICHT,
2004).

Os

bibliotecários

precisam

identificar

as

facilidades

dos

recursos

proporcionados pelas novas tecnologias, principalmente os baseados na internet.
Entre eles a Multimídia, que permite utilizar vários tipos de mídia em conjunto, ou
seja, a incorporação de informações diversas como sons, textos, imagens, vídeo,
etc., ou a Hipermídia, que engloba recursos de hipertexto e multimídia, permitindo ao
usuário a navegação por diversas parte de um aplicativo, na ordem que desejar, de
forma interativa e não linear. Tais tecnologias podem ser aplicadas no ensino a
distância, quiosques de informações, aplicativos de turismo, treinamento de usuários
entre outros.

3 DESENVOLVIMENTO DO MÉTODO DE SINALIZAÇÃO
A pesquisa-ação foi o método de pesquisa utilizado neste trabalho,
selecionado a partir das características da pesquisa (Coughlan, 2002), a saber:
interação com o objeto de pesquisa e participação ativa dos membros da
organização. A BCo/UFSCar foi o objeto de pesquisa, inaugurada em 17 de agosto
de 1995, é um centro referencial que garante o acesso e o uso de informação em
todos os níveis e para todos os fins. Considerada um eficiente e dinâmico canal
catalisador da informação gerada e armazenada na UFSCar. Possui uma
democratização do espaço físico, do acervo, dos serviços e produtos para atender a
comunidade universitária e científica e a comunidade dos munícipes de São Carlos –
SP.
Devido ao crescente aumento do volume de informações e a diversidade
do acervo, somado ao aumento da demanda provocada pela inserção de novos

�9

cursos de graduação e pós-graduação e a atual situação das instituições publicas de
Ensino Superior Federal, quanto da questão da contratação de pessoal e também
para atender a demanda crescente e otimizar a utilização de seus recursos físicos,
pessoal e informacional. A BCo/UFSCar repensou a sua sinalização, uma vez que o
antigo sistema não oferecia autonomia e interação suficientes para o usuário
encontrar os produtos ou serviços desejados e nem recuperar as fontes de
informação que necessita. O Quadro 1 apresenta uma síntese do método de
pesquisa.

Atividades

Descrição

Foi formado um grupo de estudo constituído por dois
Preparação e formação dos
pesquisadores (Alunos de pós-graduação) e outros
grupos
dois participantes, bibliotecários da BCo/UFSCar.
Consulta a literatura:
Sinalização de Bibliotecas

Transmitir aos participantes conhecimentos teóricos e
práticos
para
auxilio
nas
discussões.
Os
conhecimentos
essenciais
necessários
foram
transmitidos a toda organização.

Centralização das
informações

As informações foram centralizadas pelo grupo de
estudo

Discussões e
Consenso

As discussões e a busca de consenso em torno dos
conceitos envolveram todos os pesquisadores e
bibliotecários.

Definir ações

Todas as ações passaram pelo crivo do grupo de
estudo e dos bibliotecários.

Acompanhamento e
avaliação das ações

As ações tais como pesquisas, levantamentos,
contatos com os bibliotecários e usuários da
BCo/UFSCar, estruturação e aplicação do Método de
Sinalização, foram realizadas e acompanhadas pelo
grupo de estudo.

Divulgação dos resultados

Os resultados foram divulgados a todos os envolvidos.

Quadro 1 – Síntese do método de pesquisa.

A partir das diretrizes apresentadas no referencial teórico para a
sinalização de biblioteca e o contexto vivenciado no dia-a-dia de serviço da
BCo/UFSCar, foi desenvolvido um método de sinalização que abrange tanto a
sinalização fixa (placas) como a dinâmica (uso das tecnologias multimídia e
hipermídia). O método é composto por atividades a serem executadas e ferramentas
para suporte:
1- Formação de equipe: a equipe de trabalho foi composta por um
bibliotecário e um profissional de comunicação visual da BCo/UFSCar,

�10

dois estagiários do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação e
dois estagiários do Curso de Imagem e Som da UFSCar, encarregados da
manutenção da comunicação visual da biblioteca após sua instalação;
2- Levantamento dos pontos estratégicos: estes pontos foram levantados,
considerando-se o trajeto que o usuário faz para adquirir a informação que
necessita, passando pelo acervo, estantes, departamentos, pisos, etc.;
3- Definição das informações primárias e secundárias: este levantamento foi
de suma importância para a comunicação visual, pois foi definida a
informação que irá constar nas placas de sinalização e na televisão de
plasma;
4- Realização de benchmarketing (viagens técnicas): estas viagens são
necessárias para que se conheçam outras bibliotecas que trabalham com
uma comunicação visual moderna e interativa com seus usuários.
5- Levantamento da disponibilidade de novas tecnologias: Mapear as
tecnologias disponíveis (acesso a internet, uso de portais corporativos,
redes sem fio, equipamentos audiovisuais e etc.);
6- Desenvolvimento de aplicações hipermídia ou multimídia: De acordo com
as necessidades informacionais levantadas, elaborar aplicações que
auxiliem na educação do usuário de maneira autônoma, dinâmica e
interativa, como por exemplo: quiosques de informação para visitas
virtuais, auto treinamento no acesso a base de dados; utilização de
equipamentos audiovisuais, como por exemplo, televisores de plasma,
conectados ao portal da biblioteca, para dar conta da sinalização
dinâmica;
7- Diagramação das placas: Realizada após a definição das informações
primárias e secundárias que constarão nestas placas.
8- Instalação da sinalização na BCo/UFSCar: a instalação será realizada
pela equipe de trabalho definida no primeiro passo;
9- Avaliação da comunicação visual instalada: após a instalação da
comunicação visual, esta passará por uma avaliação realizada pelos
usuários da BCo/UFSCar para que se calcule o grau de aceitação e
também o que será preciso modificar e ou melhorar;

�11

10- Melhoria da comunicação visual instalada: após essa avaliação serão
feitas as melhorias necessárias e também a manutenção desta
comunicação visual.

4 APLICAÇÃO DO MÉTODO DE SINALIZAÇÃO
Uma síntese dos resultados alcançados até o momento com a aplicação
do método na BCo/UFSCar, pode ser visualizado no quadro 2.
Item

Balcão de
Empréstimo

TV de Plasma

Pisos

Estantes

Descrição
Atualmente o balcão de empréstimos se situa centralizado no hall
de entrada da BCo/UFSCar. Onde são realizados os serviços de
empréstimo, devolução e reservas de obras, cadastramento de
usuários e confecção de carteirinhas, livros de consulta local,
atendimento ao público. O novo sistema de sinalização propôs
transportá-lo para defronte a entrada da BCo/UFSCar,
possibilitando aos usuários, a devolução mais rápida de suas
obras, sem que o mesmo necessite entrar na biblioteca (como
atualmente é feito) para efetuar as devoluções.
Será instalada próxima a entrada da BCo/UFSCar. Irá conter
informações sobre a biblioteca e seus serviços, para que o usuário
se localize com maior facilidade. Também irá informar os eventos
realizados na UFSCar como um todo.
O sistema de informação para a TV de Plasma, será alimentado
com as informações que constam do Portal da BCo/UFSCar. Por
ser automatizado e dinâmico, este sistema não envolverá custos
adicionais de pessoal para a sua atualização e nem recursos
financeiros para a confecção de placas ou painéis convencionais.
A estrutura física da BCo/UFSCar é dividida em 5 pisos (andares),
que receberão em sua entrada placas de acrílico, indicando em
que piso o usuário se encontra e quais os serviços que lá são
prestados.
Todas as estantes do acervo receberão placas de acrílico em
formato triangular, facilitando desta forma a visualização da
numeração de classificação pelos usuários.

Todos os departamentos e seções receberão em suas portas,
placas de acrílico com a designação dos mesmos e os respectivos
Seções
números de suas salas.
(continua)
Quadro 2 - Resultados alcançados na BCo/UFSCar
Departamentos e

�12

Item

Descrição

Padronização de

A padronização das cores e letras que serão colocadas nas
placas de acrílico, irão seguir as cores da BCo/UFSCar (azul,
amarelo e vermelho).

Cores e Letras

Formação de
Equipe

A equipe de trabalho é formada por um profissional bibliotecário e
um profissional de comunicação visual da própria BCo/UFSCar, 2
estagiários do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação
e 2 estagiários do Curso de Imagem e Som da Universidade
Federal de São Carlos, que farão a manutenção da sinalização.

O tempo estimado para a implantação da Proposta de Sinalização
da BCo/UFSCar é de 6 meses, e seu custo total gira em torno de
Proposta
R$34.000,00.
(conclusão)
Quadro 2 - Resultados alcançados na BCo/UFSCar
Implantação da

5 CONCLUSÕES
Um projeto de comunicação visual não deve ter como objetivo a criação de
propostas revolucionárias e sim, a preocupação da objetividade e coerência da
informação que se deseja veicular. A proposta deste trabalho visou a introdução de
um sistema planejado de comunicação visual em um recinto público, no caso, a
Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos. O objetivo do
trabalho foi planejado, uma vez que apresentou uma solução para os problemas
referentes à comunicação visual da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal
de São Carlos. Solução esta que poderá ser utilizada por outras unidades de
informação, que necessitem de um sistema de comunicação visual eficiente.
O sistema de comunicação visual proposto para a Biblioteca Comunitária
da Universidade Federal de São Carlos, permitirá ao usuário uma maior
compreensão do espaço físico e dos produtos e serviços oferecidos pela instituição.
Permitirá também uma melhor utilização dos recursos humanos, uma vez que alguns
procedimentos do sistema de comunicação visual serão automatizados. O método
desenvolvido para a sinalização de bibliotecas é de baixo custo, dinâmico, interativo
e aplicável em qualquer tipologia de biblioteca.

�13

REFERÊNCIAS
AMARAL REZENDE, Marco Antônio. Identidade visual: conceitos e práticas.
Marketing, São Paulo, v.12, n.65, p.26, 1978.
BASTOS FILHO, Heliodoro Teixeira. Comunicação visual em biblioteca: um
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USP. 1984. 99p. Dissertação (Mestrado em Ciência da Comunicação) – Escola de
Comunicações e Artes. Universidade de São Paulo, São Paulo, 1984.
BASTOS FILHO, Heliodoro Teixeira. Em busca de uma imagem gráfica para a
Escola de Comunicação e Artes. 1992. 86p.Tese (Doutorado em Ciência da
Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes. Universidade de São Paulo, São
Paulo, 1992.
Coughlan, P.; Coughlan, D. Action research for operations management.
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BUGAY, E. L.; ULBRICHT, V. R. Hipermidia. São Paulo: Visual Books, 2004.
HAUENSTEIN, Deisi Maria; SANTINI, Luciane; KUSE, Mara. Sinalização.
Disponível em:&lt;http://campus.fortunecity.com/mcat/102/sinaliza.htm&gt;. Acesso em:
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HURLBURT, Allen. Layout: o design da página impressa. São Paulo: Mosaico,
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MACEDO, Neusa Dias de; GOMES, Maria Cristina Soares. Sinalização de
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MACHADO, Murilo Milton. Mapeamento espacial e proposta de sinalização no
serviço de periódicos da biblioteca central da UFSC. Revista ACB, v.8, n.1, 2003.
PALETTA, Fátima Aparecida Colombo; WATANABE, Edna Tiemi Yokoti.
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Chemical Abstracts – uma experiência da Divisão de Biblioteca e Documentação do
Conjunto das Químicas/USP. Química Nova, São Paulo, v.23, n.2, p.234, 2000.

__________________
1 Luciana Tereza Romanelli Vicente Sebin, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar),
lusebin@power.ufscar.br.
2 Roniberto Morato do Amaral, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar),
roniberto@nit.ufscar.br .

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A atual necessidade de uma comunicação visual mais eficiente e eficaz em unidades de informação de acesso público foi o fator determinante do tema deste trabalho. Visando dinamizar o seu funcionamento e de solucionar problemas estéticos da comunicação visual interna da biblioteca, criando-se ambientes mais agradáveis, o objetivo do trabalho foi o desenvolvimento e aplicação de um método para a sinalização de bibliotecas. O método de pesquisa adotado foi pesquisa-ação e a aplicação foi realizada junto a Biblioteca Comunitária (BCo/UFSCar) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A busca de informações sobre o processo bibliotecário, a análise das instalações e o funcionamento da BCo/UFSCar, compuseram o desenvolvimento deste método. Definidas as informações necessárias ao sistema de sinalização, adotou-se uma linguagem gráfica sistematizada e automatizada, para a sua comunicação, através do uso de tecnologias como a multimídia e hipermídia. Conclui-se que o método desenvolvido para a sinalização de bibliotecas é de baixo custo, dinâmico, interativo e aplicável em qualquer tipologia de biblioteca.</text>
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RECURSOS PARA PESQUISA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
SUPERIOR ATRAVÉS DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO:
um caso para o marketing de serviços
SANTOS. L. S.1
RIBEIRO, R. M. R.2

RESUMO
O artigo aborda a implantação do marketing de serviços em bibliotecas universitárias
como recurso para a dinamização da utilização de ferramentas de pesquisa
pautadas nas novas tecnologias de informação. Essas novas tecnologias podem ser
disponibilizadas por investimento das universidades, como a assinatura de Bases de
Dados “on-line”, em CD-ROM e de tradutores de idiomas ou por órgãos de apoio à
pesquisa, a exemplo do Portal de Periódicos da CAPES. Discorre sobre a
necessidade de ampliar a utilização desses recursos, utilizando como estratégias de
marketing a divulgação dos recursos de pesquisa, a instrumentalização dos
pesquisadores nas ferramentas de pesquisa disponíveis e o monitoramento das
estatísticas de pesquisas da instituição. Trata das dificuldades enfrentadas na
sensibilização da comunidade acadêmica para a utilização dos recursos
disponibilizados como suportes informacionais necessários ao desenvolvimento de
pesquisas e projetos.
Palavras-chave: Ferramentas de pesquisa. Novas tecnologias da informação.
Marketing de serviço. Bibliotecas universitárias. Portal de
Periódicos da CAPES.

ABSTRACT
The article is about the implementation of services marketing in university libraries as
a resource to increase the use of search tools based on new information
technologies. These new technologies may be made available if universities invest in
them by subscribing to online databases, CD-ROMs and idiom translators or through
institutions which support researches, like the Portal de Periódicos da CAPES. The
article mentions the need to increase the use of these resources and recommends as
marketing strategies to do that: the dissemination of the research resources; the
dissemination of how equipped researchers are by using the available search tools;

�2

and the “management” of the research statistics of the institution. The article also
mentions the difficulties to sensitize the university community to the use of the
available resources as useful sources of information for the development of
researches and projects.
Keywords: Research tools. New Information Technologies. Services Marketing.
University Libraries. Portal de Periódicos da CAPES.

1 INTRODUÇÃO
Em bibliotecas universitárias e centros de informação existe uma
preocupação constante em oferecer aos usuários recursos de pesquisa que
viabilizem o desenvolvimento de seus projetos e estudos. No processo de
desenvolvimento do conhecimento através da realização de pesquisas ou estudos
investigativos, informações atualizadas sobre as tendências de pesquisa na área ou
resultados de pesquisas que sejam correlatas são de extrema importância e
instrumentalizam o profissional no desenrolar de suas atividades ou na determinação
de seus objetivos.
A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior) encabeça hoje um projeto que se tornou uma ferramenta importante para
instituições que atuam na área de pesquisa, que é o Portal de Periódicos. O Portal
de Periódicos oferece às instituições que a ele têm acesso 126 bases de dados “on
line”, mais de 12.000 periódicos com texto integral disponível, base de teses e
dissertações, livros, patentes e acesso através de editores e distribuidores, em todas
as áreas do conhecimento (dados de junho de 2008). A disponibilização do serviço é
acompanhada por treinamento (ministrado por funcionários da CAPES e das
editoras que fazem parte do Portal) de profissional para o acesso, formando uma
equipe de multiplicadores nas instituições. Neste ponto se inicia uma questão
importante: e na instituição, como se dá o preparo para o acesso a esse Portal?

2 MARKETING DE SERVIÇO DINAMIZANDO A UTILIZAÇÃO DE NOVAS
FERRAMENTAS DE PESQUISA
As instituições que têm direito ao acesso ao Portal sempre enviam um ou
dois funcionários, geralmente bibliotecários, para participar dos treinamentos,

�3

entretanto a disponibilização do serviço e o preparo de agentes multiplicadores não
solucionam o problema da instituição, que necessita manter a utilização desse
recurso em um grau médio, para não perder o direito de acesso às bases pouco
consultadas no Portal, cedido a instituições que possuem tradição de pesquisa, e
com isso tenham seus mestrados e/ou doutorados avaliados com bons conceitos
pela Capes. Através das estatísticas e da troca de experiências que é realizada
durante os treinamentos, sempre é levantada a necessidade de se aumentar o
numero de acessos ao Portal. Por esse motivo, trazemos a lume a questão da
necessidade de implantação de um planejamento de marketing para esse serviço de
informação.
Para tanto, devemos entender o que vem a ser marketing de serviços que,
segundo Moreira, Pasquale e Dubner (1996. p.155), está relacionado com os
“fenômenos e fatos que ocorrem na venda de serviços”, serviços estes que podem
ser de lazer, de engenharia, de saúde, de transporte, de limpeza, educacionais etc.
Como fica então a venda de serviços em instituições que não visam lucro? É o caso
das Bibliotecas e Centros de documentação, que em sua maioria não possuem a
tradição de vender seus serviços, sendo estes disponibilizados gratuitamente a seus
usuários.
Nesses locais, há objetivos a serem alcançados, como a criação do hábito
de leitura, o aumento do uso dos produtos (catálogos, sumários correntes de
periódicos, lista de novas aquisições etc) e dos serviços oferecidos (serviços de
alerta, tradução, levantamento bibliográfico, consulta, empréstimo etc), bem como o
aumento do fluxo de usuários, e para alcançar esses objetivos se recorre à ajuda do
marketing.
Kotler (1996. p.21) afirma que o propósito do marketing é alcançar os
objetivos organizacionais, sendo que no setor não-comercial o objetivo principal é
declarado em termos de interesse público. Quanto às bibliotecas, centros de
documentação e sistemas de informação, o interesse é prestar um serviço de
qualidade que satisfaça a seu público. Nesse contexto, Silveira, citado por Sayão
(1996. p. 20), argumenta que “o emprego de marketing em sistemas de informação
objetiva provocar trocas de informação onde não existem e estimular trocas onde

�4

existem, isto é, sensibilizar o usuário potencial para torná-lo beneficiário do sistema
e incentivar a utilização pelos usuários efetivos”.
Trabalhar com marketing para um serviço de pesquisa em bases de dados
e periódicos eletrônicos, ou seja, em informação eletrônica, requer paciência e
criatividade, visto que a literatura para esta área ainda é escassa. Segundo Sayão
(1996), o primeiro livro sobre marketing de software só foi publicado em 1990,
contudo nesta data já tínhamos três décadas envolvidos com a informática, daí as
dificuldades de se fazer um planejamento de marketing para esse serviço.

3 PLANEJAMENTO DE MARKETING: implementando o acesso ao Portal da
CAPES e a bases de dados
Produtos de informação eletrônica precisam de tempo para ter seu valor
reconhecido como mercadoria.

Em decorrência, encontramos dificuldades e o

desafio de se fazer um planejamento de marketing para que ocorra aumento do
acesso ao Portal da Capes e das bases de dados. Kotler (2000) afirma que “O
planejamento de marketing implica decidir que estratégias de marketing devem ser
usadas para a empresa atingir seus objetivos estratégicos gerais. É necessário um
plano de marketing para cada negócio, produto ou marca.”
Para o Portal da Capes, esse planejamento de marketing seria dividido em
três etapas: a) divulgação dos recursos de pesquisa disponibilizados pelo Portal da
Capes; b) instrumentalização dos pesquisadores para utilização do Portal; c)
controle e manutenção da freqüência de acessos da instituição.
Em um primeiro momento, os pesquisadores da instituição necessitam
conhecer todas as facilidades que o Portal traz para o desenvolvimento de sua
pesquisa ou de seu projeto. A divulgação dos recursos do Portal pode ser feita
através de uma campanha que utilize:
a)

Instituição de “mailing list” eletrônico e impresso dos pesquisadores,

coordenadores de projetos de pesquisa e coordenadores de cursos de graduação na
instituição para envio de boletim eletrônico e impresso, apresentando o Portal e seus
serviços;

�5

b)

Elaboração de folhetos sobre o Portal, por área de conhecimento, indicando

os editores e distribuidores, bases de dados, índices e resumos de cada área;
c)

Formatação de material de divulgação impresso e eletrônico que explique de

forma clara como acessar o Portal e o que se pode encontrar nele, bem como os
profissionais da instituição capacitados a instrumentalizar o pesquisador para utilizar
o Portal.
Em um segundo momento, a instituição deve estar preparada para
instrumentalizar o pesquisador a utilizar o Portal e, para isso, se faz necessário ter
uma equipe preparada para ministrar treinamento e ter material didático para tanto.
Uma ferramenta imprescindível na elaboração do treinamento é a existência de
apostila, sempre atualizada, que explique passo a passo como o pesquisador pode
realizar sua pesquisa em cada base de dados disponível. Essa apostila seria um
estímulo para que o pesquisador, professor ou aluno, se familiarizasse com as
formas de acesso e de pesquisa, bem como os deixaria com auto-suficiência para
realizar sua própria pesquisa.

Figura 1 - Exemplo de apostila passo-a-passo para acessar o Portal
Fonte: Universidade Estadual de Feira de Santana. Manual para
acessar o Portal Brasileiro da Informação Cientifica. 2008

A instituição deve estar preparada para atender à solicitação de
treinamento de um grande número de pesquisadores e dispor de profissionais que
dominem os recursos e as formas de pesquisa no Portal, que tenham conhecimento
da língua inglesa (quase que a totalidade das bases aceita estratégias de busca

�6

apenas nesse idioma) e que saibam trabalhar com o data-show como ferramenta
didática.
Para formar essa equipe de profissionais é necessário que pelo menos um
profissional da equipe participe das jornadas de treinamento oferecidas pela CAPES.
Nesses treinamentos, a CAPES apresenta os recursos disponíveis no Portal, sendo
esse o local propício para os participantes do Portal interagirem, partilharem suas
dúvidas, bem como as maneiras de treinamento e de divulgação em suas
instituições. De volta a sua instituição, essa pessoa será um multiplicador, vai
preparar sua equipe e será um help desk do Portal em sua instituição.

Figura 2 - Exemplo de material didático para treinamento na base
Fonte: Portal da CAPES - www.periodicos.capes.gov.br

Em uma terceira etapa, a instituição deve acompanhar as estatísticas de
acesso fornecidas pelo próprio Portal da Capes para identificar os momentos em que
novas campanhas de utilização devam ser implantadas.

Esses procedimentos de marketing de serviços não se restringem apenas
ao acesso ao Portal da Capes. Outros recursos de pesquisa disponibilizados pela
instituição podem integrar também a campanha, a exemplo de Bases de dados

�7

assinadas “on-line” e em CD-ROM. Neste caso, a assinatura dessas bases implica
um custo financeiro e a campanha para sua utilização se justificaria pela
necessidade de empregar bem o dinheiro investido, obtendo o retorno através das
pesquisas que esse recurso irá dinamizar.
Para o pesquisador, o Portal não é apenas insumo para suas pesquisas, é
também instrumento de pesquisa para avaliar onde publicar sua produção cientifica,
já que as instituições de ensino superior atualmente exigem, através de portaria ou
incentivos financeiros, que seus pesquisadores e professores publiquem em
periódico indexado, que é aquele que tem seus artigos disponibilizados por uma
base de dados.

4 CONSIDERAÇÔES FINAIS
Se tecnologia da informação pode ser definida como várias atividades
para solucionar problemas através de recursos computacionais, a utilização de
ferramentas de pesquisa pautadas nas novas tecnologias de informação é
imprescindível para o aprimoramento da pós-graduação, bem como para estimular a
pesquisa desde a graduação. De acordo com CARVALHO e FRANKLIN (2008, p.5)
A TI representa a infra-estrutura necessária para tornar
conhecimento organizacional acessível a todos. É a capacidade
captar e gerir o conhecimento humano que torna as tecnologias
informação particularmente apropriadas para lidar com
conhecimento.

o
de
da
o

Os programas de pesquisa, de pós-graduação e de graduação do País,
que produzem e disseminam conhecimento, ganham em qualidade, produtividade e,
com certeza, em competitividade com a utilização do Portal de Periódicos da Capes,
pois este está em permanente desenvolvimento.
Para tanto, é necessário sensibilizar a comunidade acadêmica através de
estratégias de marketing, a fim de que utilizem cada vez mais as bases de dados e o
Portal da Capes, ferramentas e repositórios de conhecimento importantes para
desenvolvimento de ciência e tecnologia.

�8

REFERÊNCIAS
CARVALHO, Elisangela D.; Franklin, Sergio. A gestão do conhecimento em
unidades de informação empresariais: um estudo de caso. In: CINFORM Encontro
Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação, 8, Salvador. Anais... Salvador: ICI,
2008. CDROM.
KOTLER, Philip. Marketing para organizações que não visam o lucro. Tradução
de H. de Barros. São Paulo: Atlas, 1994.
KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. Rio de Janeiro :
Prentice-Hall, Inc, 2000.
MOREIRA, Julio César Tavares, PASQUALE, Perrotti Pietrangelo, DUBNER, Alan
Gilbert. Dicionário de termos de marketing. São Paulo: Atlas, 1996.
SAYÃO, Luiz Fernando. Produção e acesso à bases de dados bibliográficos. Rio
de Janeiro: FGV, 1996.
Universidade Estadual de Feira de Santana. Sistema de Bibliotecas. Manual para
acessar o Portal Brasileiro de Informação Cientifica. Feira de Santana, 2008.

_________________
1
2

Luciana Silva Santos, Universidade Estadual de Feira de Santana, UEFS, lss30br@yahoo.com.br.
Rejane Maria Rosa Ribeiro, Universidade Estadual de Feira de Santana, UEFS, rribeiro@uefs.br.

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                <text>O artigo aborda a implantação do marketing de serviços em bibliotecas universitárias como recurso para a dinamização da utilização de ferramentas de pesquisa pautadas nas novas tecnologias de informação. Essas novas tecnologias podem ser disponibilizadas por investimento das universidades, como a assinatura de Bases de Dados “on-line”, em CD-ROM e de tradutores de idiomas ou por órgãos de apoio à pesquisa, a exemplo do Portal de Periódicos da CAPES. Discorre sobre a necessidade de ampliar a utilização desses recursos, utilizando como estratégias de marketing a divulgação dos recursos de pesquisa, a instrumentalização dos pesquisadores nas ferramentas de pesquisa disponíveis e o monitoramento das estatísticas de pesquisas da instituição. Trata das dificuldades enfrentadas na sensibilização da comunidade acadêmica para a utilização dos recursos disponibilizados como suportes informacionais necessários ao desenvolvimento de pesquisas e projetos.</text>
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CARACTERIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO PARA ATUAR
EM CONTEXTO DIGITAL: uma revisão de literatura
SANTOS, E. L.1
SOUZA, R. R.2

RESUMO
Analisa, através de uma revisão de literatura, o perfil, as competências e habilidades
necessárias ao profissional da informação para atuar de forma bem-sucedida em
contexto digital. Apresenta as várias denominações do termo "profissional da
informação", conceitua as tecnologias de informação e comunicação, destacando
sua importância no processo de organização da informação e por fim, discute os
resultados da pesquisa através da comparação entre as habilidades e competências
requeridas ao profissional da informação apresentadas pelos autores consultados.
Palavras-chave: Profissional da informação. Contexto digital. Organização da
informação. Tecnologia da informação.

ABSTRACT
This work analyzes, through a literature review, the profile, the competencies and the
abilities needed to the information professional to act successfully in digital contexts.
It Present the many nominations of the term "information professional", conceptualize
the technologies of information and communication, highlighting its importance in the
information organization process and finally, presents the results of the research
through the comparison between the abilities and competencies required to the
information professional as presented by the authors studied."
Keywords: Information professional. Digital context. Information organization.
Information technology.

�2

1 INTRODUÇÃO
A sociedade atual é marcada por profundas mudanças impulsionadas
pelas novas tecnologias, pela velocidade das comunicações e pela globalização da
economia. Nesse novo modelo econômico são introduzidas novas formas de gestão
do trabalho e de socialização dos indivíduos. As organizações valorizam cada vez
mais a informação e o conhecimento, utilizando-os com objetivos estratégicos.
Segundo Miller (2002, p.65) estas mudanças sociais “são agentes
transformadores das profissões, à medida que criam, aumentam ou diminuem a
necessidade de uma atividade profissional específica”. Nesse contexto, verifica-se
que o campo de atuação dos profissionais que lidam com a organização e
disseminação da informação foi bastante afetado, principalmente pelos avanços
tecnológicos ocorridos na sociedade.
Nesse contexto, vem à pauta a discussão sobre o papel e a atuação do
profissional da informação na sociedade contemporânea, mais especificamente em
relação ao conjunto de ferramentas tecnológicas existentes na atualidade. Será que
ele está capacitado para lidar com essas novas tecnologias e para atuar de forma
eficiente no meio digital, como mediador da informação? Diante da multiplicidade de
acepções do termo “informação” e da diversidade de possibilidades de atuação para
o profissional da informação, como determinar as competências e habilidades
desejáveis a esse profissional com vistas a atuar em contexto digital?
O profissional da informação pode inserir-se segundo Faria (2005) como
ativo e agente criativo, capitalizando sua competência informacional para as
estratégias da organização em que atua. Torna-se necessário então compreender o
perfil, as competências, habilidades e atitudes requeridas para que este profissional
possa ocupar um espaço amplo e diversificado na Era do Conhecimento - onde as
tecnologias são ferramentas de suma importância.
Sendo assim, tem-se como objetivo geral do trabalho caracterizar o
profissional da informação para atuar em contexto digital no Brasil e como objetivos
específicos analisar o perfil do profissional da informação atuante em atividades que
envolvem o contexto digital; identificar e analisar na literatura o perfil, as habilidades
e competências exigidas do profissional da informação em relação a sua atuação em

�3

contexto digital; realizar um contraponto entre a teoria presente na literatura e a
prática da atuação dos profissionais da informação em contexto digital no Brasil.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Arruda (2000) explica que devido aos novos modelos organizacionais e de
gestão do trabalho a área de informação passou a congregar profissionais de outros
campos de atuação. Verifica-se que a nova dimensão da informação, aliada ao
desenvolvimento tecnológico desvincula a informação de espaços restritos e de
monopólios profissionais.

2.1 O profissional da informação
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disponibilizou, em 2002, a
nova Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), que substituiu a anterior de
1994. O documento reconhece, nomeia, codifica os títulos e descreve as
características das profissões do mercado de trabalho no Brasil.
Conforme Faria (2005), os profissionais da informação estão codificados
na CBO (2003) sob o número 2612, formando uma família que compõe:
bibliotecário; documentalista; analista de informações (pesquisador de informações
de rede) e código 2613: arquivista e museólogo.
Existem limitações no instrumento da CBO, mas é importante que ele seja
citado, pois algumas organizações o utilizam na formulação de planos de cargos e
salários.
É importante ressaltar que não existe consenso em relação ao conceito de
profissional da informação. Mota (2005) afirma que a conceituação está em
processo evolutivo e sua abrangência ainda encontra-se indeterminada, suscitando
vários debates em torno de quem realmente pode ser considerado tal.
Marchiori (2002.p.12) apresenta uma breve evolução da denominação
“profissional da informação”:

�4

aos profissionais da informação ditos “tradicionais” (como os arquivistas, os
bibliotecários, os museólogos, os profissionais dos meios de comunicação
de massa e até mesmo os informáticos) se agregam outros, ditos
“emergentes”, cujas denominações no mercado de trabalho (ainda que não
se reflitam em formação acadêmica formal) indicam forte interação de
habilidades e conhecimentos técnicos e gerenciais disponíveis na arena de
profissionais de informação e de outras áreas, tais como educação,
marketing, história, administração, economia, entre outros. Tais indivíduos
se posicionam no campo de atividades de informação sob variados títulos,
tais como web designers, engenheiros de conteúdo, arquitetos da
informação – advogando, não raras vezes com propriedade que dominam
técnicas de, modelos e metodologias que, se não de todo inéditas,
apresentam respostas efetivas aos problemas crescentes relativos à
gerência dos dados, da informação e da gestão do conhecimento.
(MARCHIORI, 2002 p.12)

Já Barbosa (1998) afirma ser impróprio definir o profissional da informação
como simplesmente aquele que trabalha com a informação em vez de com objetos.
Portanto, são considerados profissionais da informação aqueles onde a informação
constitui o objeto central de sua atuação, considerando o ciclo informacional desde a
geração até o uso pela sociedade.
Percebe-se então que existem características mínimas que são comuns a
todos os chamados profissionais da informação. E por fim, Valentim (2000) entende
por profissional da informação o indivíduo que recebeu formação específica para
trabalhar com dados, informação e conhecimento, bem como sua mediação.

2.2 O contexto digital
Pensar em contexto digital remete ao uso de tecnologias e estas são
definidas por Takahashi (2000) apud Walter (2005) como o conjunto de sistemas e
equipamentos que são utilizados para tratamento, organização e disseminação de
informações.
São múltiplas as aplicações das tecnologias e elas perpassam diferentes
áreas do conhecimento humano desde o sequenciamento genético a utilização de
robôs para exploração em outros planetas.
No campo da ciência da informação não é novidade afirmar que as
tecnologias de informação estão presentes em todas as atividades que dizem
respeito ao acesso, organização, uso e disseminação de informações em unidades

�5

de informação como bibliotecas, arquivos, museus, centros de documentação,
dentre outros.
As principais ferramentas de tecnologias da informação têm como base a
Internet que é instrumento básico para a construção desse novo cenário de
organizações e comunicações virtuais.
Mattos (1999) ao abordar os empregos e as empresas que sofrerão
mudanças com as tecnologias de informação apresenta, na tabela a seguir, algumas
diferenças entre o mundo virtual e o mundo real:
Walter (2005) afirma que a Ciência da Informação encontra nas
tecnologias de informação o suporte indispensável de sua vertente pragmática. A
autora prossegue explicando que os paradigmas de desenvolvimento e prestação de
serviços alteraram-se drasticamente com o uso fundamental das bases de dados,
dos acessos remotos, de sistemas de comunicação e informação que modificaram
substancialmente a relação usuários/acesso à informação.
Contudo, Walter (2005, p.9) ressalta que:
as tecnologias não solucionaram todas as questões relacionadas a
recuperação de informação, mas mesmo assim elas enriqueceram as
possibilidades de registro e de construção de expressões de pesquisa;
tornaram mais importantes os questionamentos quanto a melhor forma de
tratamento das informações; evidenciaram as dificuldades de controle da
produção intelectual, agora em multimídia, conseqüentemente multiplicada
em termos de volume de informações, de fontes e de organização; e
romperam a fronteira de necessidades de informação do campo técnicocientífico para as demandas particulares por informação. (WALTER, 2005,
p.9)

Alguns autores como Hastings e Tennant (1996) apud Walter (2005)
reconhecem que os ambientes digitais requerem profissionais da informação digitais.
Isto significa que para atuar em contexto digital, o profissional necessita estar apto
para lidar com as tecnologias, mas é fundamental que ele tenha consciência das
diferenças de trabalho dos ambientes considerados tradicionais como, por exemplo,
o desenvolvimento de coleções digitais que requer abordagens diferentes em
relação a acesso, uso, preservação, dentre outros aspectos.

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Em alguns casos, as técnicas tradicionais são mantidas o que muda é o
contexto, ou seja, passa-se do mundo do papel, do físico, para o mundo do digital ou
do acesso remoto.
Outro aspecto destacado por Walter (2005) é a importância de o
profissional adaptar as ferramentas tecnológicas às necessidades dos diferentes
segmentos socioeconômicos existentes em qualquer lugar do mundo, com ênfase
especial ao Brasil devido às enormes desigualdades sociais.
As tecnologias proporcionam facilidades no trabalho do profissional da
informação no que se refere à descrição e armazenamento da informação conforme
explica Santos (2002, p.111-112):
com o advento da informática, foram desenvolvidos sistemas para a
representação da informação, em que as informações podem ser
examinadas de modo não-linear, com a utilização de palavras-chave no
texto ou ícones que, ao serem acionados, conduzem a outro documento
em que um tema relacionado à palavra selecionada é desenvolvido. Com
os sistemas do tipo multimídia/hipermídia, pode-se ter grandes bancos de
dados com os documentos contendo textos, imagens, filmes, sons e
animações, inter-relacionados por ligações formadas pelas palavras-chave
de cada documento. (SANTOS, 2002, p,111-112)

Cabe ao profissional da informação conhecer o fluxo de informação e o
ambiente em que este se encontra, possuir destreza no uso dos recursos
tecnológicos que possibilitem o acesso, o tratamento, a recuperação e o uso de
informações que irão permitir a geração de novos conhecimentos.
O campo de aplicação das tecnologias é bastante amplo e o profissional
da informação deve direcionar suas competências nesta área com a visão de que
todos os serviços, produtos e sistemas devem ter como enfoque principal o
atendimento às necessidades de informação sociais, técnicas e científicas dos
usuários. O mais importante é o preparo do profissional para a mediação da
informação em ambientes como o que se vive hoje: mutante, denso e complexo.

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3 METODOLOGIA
O trabalho propõe-se a caracterizar o perfil, as competências e as
habilidades do profissional da informação para atuar em contexto digital. Para isso
desenvolveu-se uma pesquisa documental com o objetivo de determinar o estadoda-arte na caracterização do profissional da informação para atuar em contexto
digital no cenário brasileiro.
Foram analisados documentos publicados no Brasil e no exterior como
artigos de periódicos, livros e trabalhos apresentados em congressos, durante o
período de 1997 a 2006.

Nesta análise foram enfatizados as habilidades,

competências e o perfil do profissional da informação mais destacadas pelos
autores. Escolheu-se tal tipologia de documentos por terem eles maior destaque na
divulgação de pesquisas sobre a temática e este período de tempo devido ao maior
avanço tecnológico ocorrido nesses anos.

Além desses documentos foi feita

também uma pesquisa em páginas de algumas instituições disponibilizadas na
Internet, como o Ministério da Educação e Cultura- MEC e a Classificação Brasileira
de Ocupações- CBO
A primeira parte da pesquisa foi realizar a busca na literatura dos
conceitos de profissional da informação, já que não havia clareza a respeito de tal
denominação. Posteriormente foi feita uma pesquisa sobre as tecnologias de
informação e comunicação e sobre o contexto digital.
Em seguida foram identificadas na literatura as o perfil, habilidades e
competências requeridas pelo profissional da informação, sendo esse um dos
objetivos deste trabalho.
E por último, apresentou-se a contribuição dos teóricos da área, com a
descrição do elenco de habilidades e competências necessárias ao profissional da
informação para atuar de forma bem-sucedida em contexto digital.

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4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A seguir são apresentados os resultados da pesquisa documental:
Barbosa (1998, p.4) cita a lista de competências pessoais e profissionais
desenvolvida pela Special Libraries Association (SLA) para o bibliotecário
especializado, mas que pode ser aplicada a qualquer profissional da informação:
Tabela 1 - Competências pessoais e profissionais segundo a Special Libraries
Association (SLA)
Competências pessoais e profissionais
1
2

Possuir conhecimento especializado do contexto dos recursos informacionais,
inclusive a competência para fazer avaliação crítica e triagem;
Possuir conhecimento especializado do negócio de sua organização ou cliente;

3

Desenvolver e gerenciar serviços de informação eficazes e eficientes em termos de
custo que se encontram alinhados com a direção estratégica de sua organização;

4

Oferecer apoio e treinamento de excelência para os usuários de sua biblioteca ou
serviço de informação;

5

Avaliar necessidades de informação, projetar e comercializar serviços e serviços de
informação de alto valor agregado de forma a atender às necessidades
identificadas;

6

Utilizar a tecnologia de informação apropriada para adquirir, organizar e disseminar
a informação;

7

Utilizar abordagens gerenciais apropriadas para comunicar a importância dos
serviços de informação para a alta administração;

8

Desenvolver produtos de informação especializados para uso interno ou externo à
organização ou por clientes individuais (por exemplo, desenvolver bases de dados,
criar home pages, arquivos de texto integral, etc);

9

Avaliar as conseqüências do uso da informação e conduzir estudos voltados para a
solução dos problemas de gestão da informação;

10

Aprimorar continuamente os serviços de informação em função de novas
exigências;

11

Ser um membro integrante da equipe gerencial e um consultor da organização em
assuntos relativos à informação.

Fonte: BARBOSA, 1998, p.4

Valentim (2000, p.122-124) cita o documento final da Reunião de Diretores
do IV Encuentro de Directores de Escuelas de Bibliotecología y Ciência de la
Información del Mercosur, realizado em Montevidéu em 2000, que divide as
competências para o profissional da informação em categorias:

�9

Tabela 2 - Categorias de competências para o profissional da informação
(continua)
Competências de Comunicação e Expressão
Formular e gerenciar projetos de informação.
Aplicar técnicas de marketing, liderança e relações públicas.
Capacitar e orientar os usuários para um melhor uso dos recursos de informação
disponíveis em unidades de informação.
Elaborar produtos de informação (bibliografias, catálogos, guias, índices,
disseminação seletiva da informação- DSI etc.).
Executar procedimentos automatizados próprios de um entorno informatizado.
Planejar e executar estudos de usuários e formação de usuários da informação.
Competências Técnico-Científicas
Desenvolver e executar o processamento de documentos em distintos suportes
em unidades, sistemas e serviços de informação.
Selecionar, registrar, armazenar, recuperar e difundir a informação gravada em
qualquer meio para os usuários de unidades, serviços e sistemas de informação.
Utilizar e disseminar fontes, produtos e recursos de informação em diferentes
suportes.
Reunir e valorar documentos e proceder ao arquivamento.
Preservar e conservar os materiais armazenados nas unidades de informação.
Selecionar e avaliar todo tipo de material para as unidades de informação.
Buscar, registrar, avaliar e difundir a informação com fins acadêmicos e
profissionais.
Executar procedimentos automatizados próprios em um entorno informatizado.
Planejar, constituir e manipular redes globais de informação.
Formular políticas de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Realizar pesquisa e estudos sobre o desenvolvimento e aplicação de metodologias
de elaboração e utilização de conhecimento registrado.
Assessorar a avaliação de coleções bibliográfico-documentais.
Assessorar e intervir na elaboração de normas jurídicas em Biblioteconomia e
Ciência da Informação.
Realizar perícias referentes à autenticidade, antiguidade, procedência e estado
geral de materiais impressos de valor bibliofílico.

�10

Tabela 2 - Categorias de competências para o profissional da informação
(conclusão)
Competências Sociais e Políticas
Fomentar uma atitude aberta e interativa com os diversos atores sociais (políticos,
empresários, educadores, trabalhadores e profissionais de outras áreas, instituições e
cidadãos em geral).
Identificar novas demandas sociais de informação.
Contribuir para definir, consolidar e desenvolver o mercado de trabalho da área.
Atuar coletivamente com seus pares no âmbito das instituições sociais, com o
objetivo da promoção e defesa da profissão.
Assessorar no planejamento de recursos econômico-financeiros e humanos do
setor.
Planejar e executar estudos de usuários e formação de usuários da informação.
Promover uma atitude crítica e criativa a respeito das resoluções de problemas e
questões de informação.
Buscar, registrar, avaliar e difundir a informação com fins acadêmicos e
profissionais.
Formular políticas de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Competências Gerenciais
Dirigir, administrar, organizar e coordenar unidades, sistemas e serviços de
informação.
Formular e gerenciar projetos de informação.
Planejar, constituir e manipular redes globais de informação.
Planejar e executar estudos de usuários e formação de usuários da informação.
Aplicar técnicas de marketing, liderança e relações públicas.
Assessorar no planejamento de recursos econômico-financeiros e humanos do
setor.
Fonte: VALENTIM, 2000, p.122-124

A Proposta de Diretrizes Curriculares do Ministério da Educação e Cultura
- MEC para a área de Ciência da Informação define algumas competências e
habilidades necessárias para o profissional da informação, conforme a seguir:

�11

Tabela 3 - Competências e habilidades necessárias para o profissional da
informação
Competências e habilidades necessárias para o profissional da informação
1

Utilizar as metalinguagens pertinentes

2

Demarcar campos específicos e integrar conteúdos de áreas correlatas em uma
perspectiva muldisciplinar

3

Produzir e divulgar conhecimentos

4

Gerar produtos resultantes dos conhecimentos adquiridos

5

Desenvolver e aplicar instrumentos de trabalho adequados

6

Processar documentos, quaisquer que sejam os suportes, linguagens e formatos,
de acordo com as teorias, paradigmas, métodos e técnicas da área

7

Gerenciar instituições, serviços e sistemas de documentação e informação

8

Desenvolver ações expositivas, visando a extroversão dos acervos sob sua
responsabilidade

9

Desenvolver ações pedagógicas voltadas tanto para a melhoria do desempenho
profissional, como para a ampliação do conhecimento em geral

10

Realizar atividades profissionais autônomas de modo a orientar, dirigir, assessorar,
prestar consultoria, realizar perícias, emitir e assinar laudos técnicos e pareceres

11

Responder às demandas sociais determinadas pelas transformações tecnológicas
que caracterizam o mundo contemporâneo

11

Refletir criticamente sobre sua prática profissional.

Fonte: MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA, 2006

E dentre as atitudes comportamentais necessárias ao profissional da
informação, segundo o MEC estão:
Tabela 4 - Atitudes comportamentais necessárias ao profissional da informação
Atitudes comportamentais necessárias ao profissional da informação
1

Sensibilidade para a necessidade informacional de usuários reais e potenciais

2

Flexibilidade e capacidade de adaptação

3

Curiosidade intelectual e postura investigativa para continuar aprendendo

4

Criatividade

5

Senso crítico

6

Rigor e precisão

7

Capacidade de trabalhar em equipes profissionais

8

Respeito á ética e aos aspectos legais da profissão

9

Espírito associativo

Fonte: MINISTERIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA, 2006

�12

A tabela 5 apresenta um paralelo entre as competências do profissional da
informação segundo a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO e as
competências requeridas pelas organizações de acordo com o trabalho de Faria
(2005).
Tabela 5 - Competências do profissional da informação e suas correspondências no núcleo
de competências exigidas pelas organizações
COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL DA
INFORMAÇÃO NA CLASSIFICAÇÃO
BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES

COMPETÊNCIAS REQUERIDAS
PELAS
ORGANIZAÇÕES

01

Manter-se atualizado

Disposição para mudanças

02

Liderar equipes

Liderança

03

Trabalhar em equipe e em rede

Afetividade + sociabilidade

04

Demonstrar capacidade de análise e Análise e síntese/ ou avaliação
síntese

05

Demonstrar
idiomas

06

Demonstrar capacidade de comunicação

Comunicação

07

Demonstrar capacidade de negociação

Negociação

08

Agir com ética

Ética ou liderança

09

Demonstrar senso de organização

Organização e planejamento

10

Demonstrar capacidade empreendedora

Realização

11

Demonstrar raciocínio lógico

Criatividade
cognitivas

12

Demonstrar capacidade de concentração

Atenção/priorização

13

Demonstrar proatividade

Antecipar ameaças

14

Demonstrar criatividade

Flexibilidade/criatividade

conhecimentos

de

outros Comunicação

+

outras

capacidades

Fonte: FARIA, 2005, p.30

Percebe-se que as competências da CBO não são muito abrangentes,
mas como infere Faria (2005) elas envolvem facetas que vão do individual ao
sociocultural, situacional e processual, tornando o trabalho mais reflexivo, e se
transforma em linguagem com ligação entre as competências técnicas e
comunicativas.
No que diz respeito às qualificações necessárias ao profissional da
informação, observou-se que os aspectos mais citados foram: domínio das
tecnologias de informação, capacidade de comunicação em mais de um idioma, boa

�13

comunicação e relação interpessoal. Em adição às qualificações técnicas são
exigidas também do profissional qualificações comportamentais tais como
criatividade, interatividade, flexibilidade, sociabilidade, lealdade, responsabilidade e
o aprendizado contínuo.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Delinear perfis, competências e habilidades para o profissional da
informação atuar com sucesso em contexto digital não pode estar relacionado
exclusivamente ao atendimento das exigências do mercado. O perfil do profissional
da informação deve ser estruturado a partir das necessidades reais dos usuários da
sociedade da informação e do conhecimento.
Arruda (2000) afirma que o delineamento de um novo perfil profissional
não é exclusivo da área de informação, mas endógeno ao novo modelo econômico,
que introduz novas formas de gestão do trabalho e de socialização dos indivíduos,
valorizando a atuação em equipe, a interdisciplinaridade, o aprendizado contínuo e
atitudes comportamentais.
E necessário ressaltar que toda tecnologia evolui ou se torna obsoleta em
períodos cada vez mais curtos de tempo e isto dificulta a definição de cenários de
formação profissional e de habilidades específicas.
Segundo Marchiori (2002) a digitalização, as linguagens de marcação, o
design de interfaces web e as linguagens estruturadas para bancos de dados
relacionais são as tecnologias do final do século XX e do inicio do século XXI.
Contudo, não há garantias que estas serão as tecnologias que permanecerão em
um futuro próximo.
O equilíbrio entre as possibilidades oferecidas pelas tecnologias e os
conteúdos, a organização da informação e o respeito às particularidades das
demandas dos usuários deve ser buscado constantemente de modo que as
soluções para as necessidades de informação tenham realmente utilidade,
qualidade e impacto social.

�14

Tarapanoff (2002, p.15) afirma que “a sociedade da informação necessita
de infra-estrutura adequada, softwares, ferramentas e recursos informacionais a
serem trabalhados pelos profissionais da informação”. Mas verifica-se que na
atualidade governos têm disponibilizado equipamentos tecnológicos aos cidadãos
em programas de inclusão digital sem a mediação do profissional da informação não
existe comunicação efetiva e muito menos a satisfação da necessidade de
informação do usuário dessa tecnologia
Ainda para Tarapanoff (2002, p.15) o maior desafio para os profissionais
da informação e um passo importante para a formação da cultura informacional na
sociedade é educar a si próprios e educar aos outros.

REFERÊNCIAS
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA,
Donaldo Bello de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis
profissionais: o bibliotecário em questão. Ci. Inf., Brasília, v.29,n.3, p.14-24,
set./dez.2000.
BARBOSA, Ricardo Rodrigues. Perspectivas profissionais e educacionais em
biblioteconomia e ciência da informação. Ci.Inf., Brasília, v.27, n.1, p.53-60,
jan./abr.1998.
FARIA, Sueli et al. Competências do profissional da informação: uma reflexão a
partir da Classificação Brasileira de Ocupações. Ci.Inf., Brasília,v.34, n.2, p.26-33,
maio/ago.2005.
HASTINGS, Kirk; TENNANT, Roy. How to buid a digital librarian. D-Lib Magazine,
nov.1996. Disponível em
&lt;http://www.dlib.org/dlib/november96/ucb1/11hastings.html.&gt; Acesso em
25/05/2004.
MARCHIORI, Patrícia Zeni. A ciência e a gestão da informação: compatibilidades no
espaço profissional. Ci. Inf., Brasília, v.31, n.2, p.72-79, maio/ago.2002.
MATTOS, A.C. Empregos e empresas que mudarão com a Internet. Revista de
Administração de Empresas, São Paulo, v.39, n.3, p.73-108, jul./set.1999.
MILLER, Jerry P. O milênio da inteligência competitiva. Porto Alegre: Bookman,
2002.
MINISTÉRIO da Educação e Cultura. Proposta de Diretrizes Curriculares. Disponível
em &lt;http://www.mec.gov.br&gt;Acesso em 10 jan.2006

�15

MOTA, Francisca Rosaline Leite; OLIVEIRA, Marlene de. Formação e atuação
profissional. In: OLIVEIRA, Marlene de. Ciência da informação e biblioteconomia:
novos conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2005. p.97-109.
PROGRAMA, Acuerdos y Recomendaciones. In: ENCUENTRO DE DIRECTORES
DE ESCUELAS DE BIBLIOTECOLOGÍA Y CIÊNCIA DE LA INFORMACIÓN DEL
MERCOSUR, 4, 2000, Montevideo. Anais...Montevideo, EUBCA,2000
REZENDE, Yara. Informação para negócios: os novos agentes do conhecimento e a
gestão do capital intelectual. Ci.Inf., Brasília, v.31, n.2, p.120-128, maio/ago.2002.
SANTOS, Plácida L. V. Amorim da Costa. As novas tecnologias na formação do
profissional da informação. In: VALENTIM, Marta Ligia Pomim (Org.). Profissionais
da informação: formação, perfil e atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000
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TAKAHASHI, Tadao (Org.) Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. 176 p.
TARAPANOFF, Kira. Perfil do profissional da informação no Brasil. Brasília:
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______. O profissional da informação e a sociedade do conhecimento: desafios e
oportunidades. Transiformação, v.11, n.1, p.27-38, jan./abr./1999
VALENTIM, Marta Ligia Pomim (Org.). Formação: competências e habilidades do
profissional da informação. In: ______. Profissionais da informação: formação,
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relacionada às tecnologias de informação: os bibliotecários naperspectiva da
literatura, reflexões. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n.19, 1º
sem.2005.

__________________
1
2

Ester Laodiceia Santos, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esterufmg@yahoo.com.br.
Renato Rocha Souza, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), rsouza@eci.ufmg.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Analisa, através de uma revisão de literatura, o perfil, as competências e habilidades necessárias ao profissional da informação para atuar de forma bem-sucedida em contexto digital. Apresenta as várias denominações do termo "profissional da informação", conceitua as tecnologias de informação e comunicação, destacando sua importância no processo de organização da informação e por fim, discute os resultados da pesquisa através da comparação entre as habilidades e competências requeridas ao profissional da informação apresentadas pelos autores consultados.</text>
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PADRÕES ESPACIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO
CONTEXTO DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO: revendo para adequar
SANTOS, A. R.1
ANDRADE, M. V. M.2

RESUMO
Revisão de literatura sobre padrões espaciais em bibliotecas universitárias.
Apresenta fontes primárias, como leis; e fontes secundárias, nacionais e
estrangeiras, que tratam do assunto arquitetura em bibliotecas universitárias,
adequação espacial. Apresenta-se como um estudo teórico, não exaustivo, subsidio
do trabalho no Conselho Técnico do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da
Universidade Federal Fluminense. Esse estudo foi proposto visando à criação de
padrões espaciais para criação e reforma de bibliotecas centrais na Universidade.
Essas obras serão proporcionadas pelo Plano de Reestruturação e Expansão das
Universidades Públicas Brasileiras, REUNI. Tenciona proporcionar a todos nossos
usuários/clientes um ambiente adequado, e inclusivo na sociedade da informação,
através da criação padrões de qualidade.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Arquitetura de bibliotecas.
Padrões de qualidade.

ABSTRACT
Review of literature about standards for libraries in higher education. Provides
primary sources, such as laws and secondary sources, national and foreign, it
presents as a theoretical study, not exhaustive, base for work in the Conselho
Técnico do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense.
This study was proposed to establish standards for space creation and reform of
central libraries in University. Intends to offer to users/customers a suitable
environment and inclusive information society, by establishing quality standards.
Keywords: Academic Libraries. Library Architecture. Library Buildings. Standards of
quality.
.

�2

1 INTRODUÇÃO
O Núcleo de Documentação – NDC é o órgão responsável pela
coordenação técnica e administrativa do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da
Universidade Federal Fluminense. Com o fim de embasar as decisões a serem
tomadas, pelo planejamento de resultados, estabelecimento de estratégias e metas
foi criado o Conselho Técnico – CONTEC, que dentre outras funções compartilha as
responsabilidades de analisar a conjuntura, estudo de alternativas, propostas de
soluções para os problemas do Núcleo (ANDRADE, 2004, p. 95).
No último Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, da UFF (2002),
foi estabelecido como eixo central seria a “Expansão de Vagas e a Melhoria
Qualitativa dos Cursos”. Essa idéia foi reforçada pelo Programa de Apoio a Planos
de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, da UFF que
considera:
O REUNI como uma oportunidade para ampliar, aprofundar e conferir
sustentabilidade às ações de seu PDI, melhorando a qualidade da
expansão já existente e realizando investimentos planejados em
infra-estrutura e pessoal que estabeleçam uma base sólida para o
desenvolvimento da Universidade para além dos 5 anos de duração
deste projeto” (REUNI-UFF, 2007).

O REUNI-UFF destaca também que:
As bibliotecas da UFF têm se pulverizado em bibliotecas menores,
dificultando a alocação de funcionários. Pela construção ou reforma
de biblioteca central em cada campus, serão otimizados recursos
humanos e as bibliotecas funcionarão nos dias úteis das 8:00 às
22:00 horas e nos finais de semana.

Desse modo é exposta a proposta de construção ou reforma de
bibliotecas

centrais

na

UFF.

A

discussão

sobre

a

centralização

e/ou

descentralização começou na década de 70 do século passado, e agora na
chamada sociedade do conhecimento, volta-se a ela. Neste contexto, o Conselho
Técnico – CONTEC do Sistema de Bibliotecas e Arquivos – NDC começou a
desenvolver um estudo de modo a buscar um posicionamento diante do REUNI –
UFF, que propõe a reforma e construção de bibliotecas centrais.

Destarte a

literatura sobre o assunto padrões espaciais e arquitetura de bibliotecas
universitárias começou a ser levantada. Apresenta-se aqui parte deste estudo que
deve subsidiar as discussões desse Conselho. Para corroborar com esta discussão,

�3

a presente revisão de literatura caracteriza as diferentes fases do planejamento
espacial das bibliotecas universitárias, observando as tendências tanto no Brasil
quanto no exterior. A arquitetura de bibliotecas universitárias a muito vem sendo
discutida. No Brasil pouco foi escrito, os poucos padrões estabelecidos precisam ser
rediscutidos nessa nova sociedade, em que a tecnologia da informação e da
comunicação se estabelece como base.

2 CONTEXTUALIZANDO A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
A sociedade nas últimas décadas tem sofrido transformações com a
quebra de paradigmas e o surgimento de novos conceitos como a globalização, os
arranjos

inovativos

e

as

tecnologias

da

informação

e

comunicação.

Conseqüentemente, novos modelos de gestão foram surgindo. Os processos
organizacionais também foram levados a uma mudança, a uma reestruturação para
se adequar a essa nova sociedade que não somente valoriza o conhecimento, como
o reconhece como essencial.
Andrade e Santos (2007) destacam que de maneira geral, as bibliotecas
universitárias também foram englobadas nessa busca por um novo modelo de
gestão, com maior ou menor sucesso. E o que se percebe, no tocante ao
planejamento em Biblioteconomia é que o estabelecimento de padrões é
fundamental. Há muito se procura estabelecê-los e neste novo contexto social, esse
objetivo deve ser alcançado por uma questão de sobrevivência.

Nessa nova

sociedade os padrões devem estar pautados no novo, no flexível. Parece
contraditório, e é. São esses os novos desafios que as tecnologias da comunicação
e informação nos apresentam. E a biblioteca universitária deve está pronta para
desempenhar uma das suas funções primordiais que é disponibilizar informação
cientifica, acadêmica, de qualidade.
Destaca-se ainda que o papel não é mais o seu suporte principal, os
formatos eletrônicos, e principalmente a internet, que vem sendo o suporte preferido
pela academia. Garantir a acessibilidade com qualidade continua ser a missão da
biblioteca. Para isso é preciso rever os padrões espaciais estabelecidos no passado

�4

e contextualizá-los de forma enquadrar a biblioteca universitária nesses novos
tempos.

3 PADRÕES ESPACIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: uma revisão
Carvalho (1981) desenvolveu um estudo sobre padrões de bibliotecas,
nesse a questão espacial é bastante presente, são referenciados padrões nacionais
e estrangeiros. Destaca-se também a discussão quanto à importância da criação e
estabelecimento de padrões.
Percebe-se que os padrões não devem apresentar grande rigidez, mas
devem existir para fins de avaliação, de “benchmarking”, bem como verificar, e
comparar os parâmetros de qualidade.
Miranda (1998) aponta a dissertação, de 1987, de Valci Augustinho a
“Aclimatação ambiental dos prédios de Bibliotecas Centrais universitárias:
especificações de construção seguidas após a Reforma”, como “a primeira grande
avaliação da experiência brasileira de construção de prédios de bibliotecas
universitária”. Na ocasião foram destacadas algumas conclusões:
A maioria das bibliotecas pesquisadas expressou o desejo de levar
em consideração o clima, porém grande parte das soluções e dos
materiais empregados na construção foi inadequada, uma vez que
todos, sem restrição, apresentam algum tipo de problema.
As soluções e materiais utilizados não obedeceram à regionalização
climática. Materiais e soluções de partidos arquitetônicos foram
utilizados indiscriminadamente como se fossem os mesmos para
todas as regiões sem considerar o clima de cada região. (Miranda,
1998, p. 14)

Nas décadas de 70, 80 e 90, do século passado, uma questão polêmica
era o grau de centralização das bibliotecas universitárias, que segundo Miranda
(1998) foi bem equacionada por estudo de Luzimar Silva Ferreira que conclui que:
as bibliotecas mais centralizadas pertencem a: universidades mais
novas, universidades com bibliotecas centrais mais novas,
universidades que possuem menor número de bibliotecas no sistema
e universidades que já funcionam totalmente na Cidade Universitária.
Em outras palavras, quanto mais antigas as universidades, mais
descentralizados os prédios de bibliotecas embora todas elas

�5

estivessem (e continuam) em processo de integração sistêmica em
redes, o que implica em considerar tais tendências no planejamento
da infra-estrutura física. (p. 18)

Nesse artigo, Miranda ainda apresenta aspectos positivos e negativos
relativos às bibliotecas centrais. Destaca-se de seu trabalho de análise e
processamento de dados de 400 bibliotecas, feito em 1993, juntamente com
arquiteto Galbinsky. Miranda revelou em sua conclusão problemas como:
A falta de experiência de equipes locais na fase de planejamento dos
edifícios; uma baixa participação da comunidade nas definições do
partido arquitetônico;. dificuldades de negociação com autoridades e
burocracia das instituições, o que pode ter levado à tomada de
decisões unilaterais por parte das agências financiadoras e das
equipes externas de planejamento e construção; a baixa capacitação
de arquitetos e bibliotecárias em questões específicas.(...) Aquilatar a
própria experiência e detectar os problemas de forma mais científica
já faz parte da própria solução que acreditamos aponta para um
amadurecimento da atividade de planejamento físico de bibliotecas
universitárias no Brasil. (p. 27)

Gico (1990) apud Miranda (2004) alerta em sua dissertação o
autoritarismo na montagem de sistemas de informação no Brasil.
A autora pretendeu esclarecer o princípio da centralização dos
sistemas de bibliotecas, que orientava a organização/reorganização
das bibliotecas universitárias federais e a construção de prédios de
bibliotecas como uma imposição do MEC e do Banco Mundial. A
questão era defendida como necessária, dentro das determinações
legais do princípio de —minimizar custos e maximizar resultados“,
impondo a concentração de esforços e a sistematização das
atividades. Iniciativa louvável, não fosse a maneira impositiva de sua
implantação.

Cunha (2000) apresenta a nova tendência internacional na educação que
preconiza como centro o estudante. Afirma que a biblioteca deve procurar se adaptar
fisicamente a esse novo paradigma, de modo “serem reconhecidas como instituições
necessárias” (p. 18).
Esse novo paradigma da educação centrada no estudante é a tendência
da

educação

superior,

está

assentado

nos

quatro

pilares

da

educação

contemporânea: aprender a ser, a fazer, a viver juntos e a conhecer 1. divulgada na
Conferência Mundial Sobre o Ensino Superior, em 1998. (PPI-UFF, 2002)
1

CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE O ENSINO SUPERIOR (1998: Paris, França). Tendências da educação superior para o
século XXI. Brasília : UNESCO/CRUB, 1999.

�6

3.1 Padrões Espaciais e a Acessibilidade
A questão da acessibilidade (Andrade e Santos, 2004) hoje é um dos
aspectos que não podem ser esquecidos em um projeto de biblioteca. A Lei nº
10.098, de 19 de dezembro de 2000, que “estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências”, pode diminuir as barreiras
urbanísticas, arquitetônicas. O Decreto no 3.298, de 20 de dezembro de 1999, que
regulamenta a Lei no 7.853, em seu artigo 53, estabelece que:
as bibliotecas, os museus, os locais de reuniões, conferências, aulas
e outros ambientes de natureza similar disporão de espaços
reservados para pessoa que utilize cadeira de rodas e de lugares
específicos para pessoa portadora de deficiência auditiva e visual,
inclusive acompanhante, de acordo com as normas técnicas da
ABNT, de modo a facilitar-lhes as condições de acesso, circulação e
comunicação.

A Norma Brasileira sobre “Acessibilidade a edificações, mobiliário,
espaços e equipamentos urbanos” - ABNT NBR 9050:2004 – no que tange às
bibliotecas, destacam-se do item 8.7:
8.7 Bibliotecas e centros de leitura
8.7.1 Nas bibliotecas e centros de leitura, os locais de pesquisa,
fichários, salas para estudo e leitura, terminais de consulta, balcões
de atendimento e áreas de convivência devem ser acessíveis,
conforme 9.5 e figura 1572*.
8.7.2 Pelo menos 5%, com no mínimo uma das mesas devem ser
acessíveis, conforme 9.3. Recomenda-se, além disso, que pelo
menos outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade.
8.7.3 A distância entre estantes de livros deve ser de no mínimo 0,90
m de largura, conforme figura 158*. Nos corredores entre as
estantes, a cada 15 m, deve haver um espaço que permita a
manobra da cadeira de rodas. Recomenda-se a rotação de 180°,
conforme 4.3*.
8.7.4 A altura dos fichários deve atender às faixas de alcance manual
e parâmetros visuais, conforme 4.6 e 4.7*.
8.7.5 Recomenda-se que as bibliotecas possuam publicações em
Braille, ou outros recursos audiovisuais.
8.7.6 Pelo menos 5% do total de terminais de consulta por meio de
computadores e acesso à internet devem ser acessíveis a P.C.R. e
P.M.R. Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10%
sejam adaptáveis para acessibilidade.

*

Os itens e figuras que não foram transcritos podem ser consultados no endereço:
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/ABNT/NBR9050-31052004.pdf.

�7

Como pode ser visto todas essas recomendações demandam alterações
no design das atuais e futuras bibliotecas; e pelo menos por força das leis, devemos
procurar construir ou adaptar nossas bibliotecas, de forma que elas sejam inclusivas.
Fora do Brasil, desde o início da chamada Sociedade do Conhecimento
muitos projetos de novas bibliotecas universitárias e reformas vem sendo
implementados. E o que se tem em comum é a preocupação com a implantação
das tecnologias da informação e da comunicação e a mudança de paradigma do
ensino superior, que agora busca está centrada no estudante.

3.2 A Biblioteca Universitária do “futuro” e os novos espaços
Bazillion (2001) diz que a biblioteca no futuro deverá está preparada para
oferecer instalações especiais para novas tecnologias de comunicação e
informação, se transformando em um componente com valor agregado na educação
superior.
Harrington (2001) apud Schmidt e Wilson (2004) apresenta algumas
tendências em design de bibliotecas, de onde se destacam: auto-serviço e eficiência
operacional, extrema flexibilidade e integração de tecnologias, “construção verde”,
construção Sustentável e preocupação com a estética.
Powell (2002) revendo a literatura aponta a tendência dos designers em
biblioteca para o século 21 tendo como centro o aluno, a aprendizagem, e não mas
o ensino (p.110). Afirma que as novas tecnologias contribuíram enormemente para
esse tendência, e, que desse modo a biblioteca para contribuir deve estar pronta
fisicamente para essas novas tecnologias.
Recomenda a criação de vários espaços, incluindo o chamado “social
space”, que seria um espaço onde se poderia comer e beber, conversar com
amigos.

Powell

justifica

que

esses

espaços

também

colaboram

com

a

aprendizagem, afirmando que:
A literatura sobre espaços de bibliotecas, que colocam o estudante
como centro se caracteriza por duas qualidades: flexibilidade - a
capacidade de reconfigurar o layout para corresponder evolução das
exigências dos usuários; variedade - a oferta de tipos de espaços
que facilitem a diferentes formas de aprendizagem (p. 115-116).

�8

Bundy (2004) reforça essa tendência dos vários espaços, incluindo o
“social space”.

Assim como Schmidt e Wilson (2004), que também ressaltam a

importância da comunicação entre o bibliotecário e o arquiteto.
Em 2004 a Association of College and Research libraries (ACRL) , como
divisão da American library Association (ALA) , lançou a última versão dos
“Standards for Libraries in Higher Education”. Deste, destaca-se o padrão intitulado
facilities, instalações, que pode ajudar na reflexão sobre os novos espaços:
As instalações de uma biblioteca devem ser bem planejadas, de
modo proporcionar um espaço adequado e seguro, propício ao
estudo e de investigação com as condições ambientais adequadas
para os seus serviços, pessoal, recursos e coleções.
Os
equipamentos de uma biblioteca do devem ser adequadas e
funcionais.

Esse padrão apresenta alguns questionamentos, dentre os quais
destacam-se:
•

•
•
•
•

•
•
•
•

Será que a biblioteca proporcionar bem-planejado, seguro, e
espaço suficiente para satisfazer as necessidades do pessoal e
dos usuários?
Os sistemas mecânicos foram devidamente projetados e mantidos
para controlar a temperatura e umidade em níveis recomendados?
Qual a percepção do usuário em relação à oferta de espaços
propícios ao estudo, em relação a quantidade e tipos?
Existe espaço suficiente acervos bibliográficos e de crescimento
futuro?
Será que o pessoal tem espaço suficiente, e é configurado para
promover a eficácia das operações para as necessidades atuais e
futuras?
Será que a sinalização da biblioteca facilita a utilização das
instalações?
Será que a biblioteca previu estações de trabalho ergonômicas
para os usuários e para o staff?
A fiação elétrica e de rede de computares são suficientes para
satisfazer as necessidades relacionadas com o acesso eletrônico
Será que a biblioteca satisfaz as exigências da lei em relação as
pessoa de portadoras de deficiência?

Em 2007, a Association of College and Research Libraries (ACRL) and
the Library Administration and Management Association (LAMA) lançaram um guia
para arquitetos no planejamento de bibliotecas universitárias, onde muitas sugestões
podem ser retiradas, esse guia afirma que os: “Planejadores devem empenhar em
construí projetos flexíveis - ou seja, que preveja futuras tecnologias, e mudanças de
acervos bibliográficos, eventual e futura expansões, alterações usuário no perfil dos
usuários, etc.“ (Guide, c2008).

�9

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se que as Bibliotecas Universitárias e conseqüentemente as
organizações que as abrigam vêm sofrendo os impactos das mudanças decorrentes
da chamada Sociedade do Conhecimento, sejam elas de cunho estrutural ou
tecnológico.
No tocante as Bibliotecas Universitárias as mudanças trazidas ofereceram
possibilidades de crescimento e melhoria da oferta de produtos e serviços em função
do grande potencial das novas tecnologias da informação que permitem agilizar a
produção e disseminação de conhecimentos, ampliando significativamente as
possibilidades de acesso e interação tanto por parte dos produtores quanto por parte
dos “consumidores” de informação.
As Bibliotecas Universitárias devem se adequar aos processos de
reestruturação nos quais são fundamentais os redesenhos estruturais que possam
acomodar as forças que surgem dessas interações, das novas práticas de gestão e
dos novos e diversificados aparatos tecnológicos surgidos da sofisticação e do
refinamento das demandas por novos produtos e serviços.
É observado que os novos “modelos” propostos para a construção e
adaptação das Bibliotecas Universitárias podem representar um fator de
diferenciação, e conseqüentemente, o sucesso da organização, tendo como
resultado positivo a maior interação Universidade X Comunidade, minimizando
assim o processo de exclusão na ambiência de atuação das Universidades. Esse
será um desafio que todas bibliotecas precisarão enfrentar, e essa revisão pretende
ser uma contribuição nesse embate.

REFERÊNCIAS
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universitárias: indicadores de desempenho e padrões de qualidade Dissertação de
Mestrado. Niterói: Universidade Federal Fluminense / Programa de Pós-Graduação
em Engenharia de Produção, 2004.
ANDRADE, M. V. M.; SANTOS, A. R. Acesso a usuários portadores necessidades
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�10

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__________________
1

Ana Rosa dos Santos, Universidade Federal Fluminense, Núcleo de Documentação, Biblioteca das
Faculdades de Nutrição e Odontologia (BNO), ndcars@vm.uff.br.
2
Marcos Vinícius Mendonça Andrade, Universidade Federal Fluminense, Núcleo de Documentação,
Biblioteca da Escola de Arquitetura e Urbanismo (BAU), marcosvinicius@vm.uff.br.

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                <text>Revisão de literatura sobre padrões espaciais em bibliotecas universitárias. Apresenta fontes primárias, como leis; e fontes secundárias, nacionais e estrangeiras, que tratam do assunto arquitetura em bibliotecas universitárias, adequação espacial. Apresenta-se como um estudo teórico, não exaustivo, subsidio do trabalho no Conselho Técnico do Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense. Esse estudo foi proposto visando à criação de padrões espaciais para criação e reforma de bibliotecas centrais na Universidade. Essas obras serão proporcionadas pelo Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Públicas Brasileiras, REUNI. Tenciona proporcionar a todos nossos usuários/clientes um ambiente adequado, e inclusivo na sociedade da informação, através da criação padrões de qualidade.</text>
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SERVIÇO DE PERMUTA E DOAÇÃO DE PERIÓDICOS PERSONALIZADO
SANTOS, A. R.1

RESUMO
Apresenta os resultados do Serviço de Permuta e Doação de Periódicos
Personalizado, da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia. Esse
Serviço foi criado baseado nos serviços de Disseminação Seletiva de Informação,
que visam aumentar o grau de relevância de informação para o usuário/cliente,
neste caso o bibliotecário. Consiste no envio de listas compostas somente por itens
que poderiam gerar a completeza de cada coleção escolhida. Esse serviço
empreendedor buscou oferecer qualidade de serviço a esse usuário/cliente,
agregando valor.
Palavras-chave: Serviço de Permuta e Doação. Agregação de valor.
Disseminação Seletiva de Informação. Bibliotecário.
Usuário/cliente.

ABSTRACT
It presents the results of the personalized service gifts and exchange of the journals
of the Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia. This service was
created based on the services of Selective Dissemination of Information, which aim
to increase the relevance of information to the user/client, in this case the librarian.
This service was the sending of personalized lists, containing only items to complete
collection of the library client. This service enterprise sought to provide quality
service that user / client, adding value.
Keywords: Gifts and Exchange. Aggregation of value. Selective
Dissemination of Information. Librarian; User/client.

�2

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia (BNO), da
Universidade Federal Fluminense tem a função de apoiar às atividades de ensino,
pesquisa e extensão das Faculdades de Nutrição e Odontologia de nossa
Universidade, atendendo também a comunidade em geral. Está subordinada ao
Núcleo de Documentação (NDC), Sistema de Bibliotecas e de Arquivos.
Após a reforma e redimensionamento, proporcionados pelos recursos do
CT-INFRA/FINEP/MCT/UFF1,

novos

serviços

foram

criados.

Dentre

eles

apresentamos o Serviço de Permuta e Doação de Periódicos Personalizado que
consiste no envio de listas personalizadas ao bibliotecário responsável pelos
serviços de permuta e doação, que se torna assim nosso usuário/cliente, e desse
modo tem um produto sob medida, com valor agregado, que pode facilitar o seu
trabalho. Esse resultado só pode se conseguido graças a um trabalho de equipe,
que visa sempre melhores produtos e serviços aos nossos usuários/clientes, em
busca sempre da qualidade.

Para o desenvolvimento desse serviço foi usado o

processo de disseminação seletiva da informação.

2 POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DA BNO
A Política de Desenvolvimento de Coleções da BNO é baseada na Política
do NDC.

Em 2007 o Grupo de Bibliotecas de Ciências da Saúde da UFF

desenvolveu um estudo a fim de criar uma política de desenvolvimento de coleções,
especificamente para coleções de periódicos dessa área.

De acordo com os

resultados desse trabalho os itens das coleções de periódicos foram considerados
não permanentes, podendo assim ser objeto de permuta e doação. Com o resultado
desse estudo podemos conclui o processo iniciado em 2003, quando o acervo
sofreu um desbaste por conta do redimensionamento da Biblioteca. Desse desbaste
1

Fundo criado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para viabilizar a modernização e
ampliação da infra-estrutura e dos serviços de apoio à pesquisa desenvolvida em instituições públicas
de ensino superior e de pesquisas brasileiras, por meio de criação e reforma de laboratórios e compra
de
equipamentos,
por
exemplo,
entre
outras
ações
(Fonte:
http://www.finep.gov.br/fundos_setoriais/ct_infra/ct_infra_ini.asp).

�3

foi gerada uma lista de itens passíveis de doação e permuta.

Desse modo,

reativamos o Serviço de Permuta e Doação de Periódicos da BNO.

3 SERVIÇO DE PERMUTA E DOAÇÃO DE PERIÓDICOS PERSONALIZADO
Fazendo uma análise dos Serviços de Permuta e Doação que na praxe,
nos enviam por e-mail com listas gerais, que são atendidas por ordem de chegada;
percebemos que muitas vezes não tínhamos tempo de fazer a verificação dessas
listas, e perdíamos a oportunidade de completar nossa coleção; e quando tínhamos
tempo, e chegávamos enviar os itens escolhidos não tínhamos resposta, pois
provavelmente outros tinham enviado antes, e a praxe diz que só temos a resposta
se esta for positiva.

Pensamos que assim como nós a maioria das bibliotecas

também sofre com a falta de pessoal, que gera falta de tempo; pensamos então em
um Serviço Personalizado. Esse Serviço teria como diferencial o envio de listas
personalizadas, ou seja, listas que só tivessem itens que efetivamente pudessem
completar a coleção da biblioteca escolhida. O fator falta de pessoal continuava, e
podia impedir a realização da personalização, mas estrategicamente decidimos que
esse serviço era necessário, pois não tínhamos espaço para manter os itens
desbastados, assim com a colaboração da equipe começamos esse novo serviço.
Desse modo passamos a ter o bibliotecário como nosso novo
usuário/cliente:
Segundo Toffler na nova sociedade o produtor é ao mesmo tempo
consumidor, e sugere um novo termo o prosumer. Esta analogia nos
leva à constatação que o saber é cíclico e contínuo, re-começa
quando acaba, necessitando sempre de novas informações para ser
reativado e que todos os que produzem informação e conhecimento
também os consomem (Tarapanof, 2000).

Esse prosumer deve ter serviços sob medida, a fim de ter suas
necessidades satisfeitas.
Tarapanof (2000), diz também que:
O conhecimento de seu cliente é central para um bom serviço
personalizado. Na abordagem de marketing, não é apenas preciso
conhecer as necessidades informacionais, mas antecipar-se a elas,

�4

surpreender e encantar o seu usuário com informação bem
selecionada e com valor agregado.

O conceito de “agregação de valor” foi lançado por Robert S. Taylor, no
seu livro Value-added processes in information systems, (1986).

A idéia seria

transformar dados sem nenhum significado em informação útil.
Agregar valor a produtos ou serviços significa imprimir aos mesmos
uma diferenciação que os torna mais atraentes aos olhos dos
consumidores, quer seja em termos de qualidade, rapidez,
durabilidade, assistência ou preço. Podem ser identificadas seis
categorias de atividades de valor agregado: facilidade de uso,
redução de informação desnecessária (noise), qualidade,
adaptabilidade (refere-se à habilidade do serviço oferecido ser
compatível com as necessidades do usuário em seu ambiente de
trabalho), economia de tempo e economia de custo (Taylor, 1986
apud Tarapanof, 2000).

Resolvemos

então

empreender,

inovar,

agregar

valor,

introduzir

mudanças. O conceito entrepreneuship começou a ser usado na área de ciência da
informação por volta da década de 80, com as idéias de White, Riggs, Cottam e
Dumont (HONESKO, 2002, p. 4).
Cottam (1989, p. 523) diz que:
As bibliotecas precisam de pessoas que rompam com a tradição e
ajam para o desenvolvimento de novos papéis e responsabilidades,
garantir o capital de risco, co-optar tecnologias da informação
emergentes e desenvolver novas, e descobrir novas maneiras de
fazer bibliotecas essenciais em uma informação de base da
sociedade2.

Como já dissemos, utilizamos como base o processo de Disseminação
Seletiva de Informação ou Selective Dissemination of Information (SDI), na
divulgação das listas personalizadas; esse processo foi criado na década de 50 por
Hans Peter Luhn, da IBM Corporation, definido como:
Aquele serviço dentro de uma organização que se preocupa com
uma canalização de novos elementos de informação,
independentemente da fonte, a esses pontos dentro de uma

2

Libraries need people who can break with tradition and act to develop new roles and responsibilities,
secure risk capital, co-opt emerging information technologies and developed new ones, and figure out
new ways to make libraries essential in a n information-based society

�5

organização onde a probabilidade de utilidade, em conexão com o
trabalho atual ou interesses, é elevado3.

Esse processo se divide, basicamente, em: coleta da informação
produzida; indexação dessa informação; divulgação da informação aos usuários;
acessibilidade da informação.
Para começar o processo de disseminação seletiva, selecionamos na lista
dos itens resultante do desbaste os itens sem registro, obedecendo a nossa Política
de Desenvolvimento de Coleções. Localizamos no CCN (Catálogo Coletivo
Nacional) as falhas de cada coleção, para futura oferta desses itens, que poderiam
proporcionar a completeza das coleções das bibliotecas clientes, compondo assim
um índice com os perfis de cada biblioteca.
Começamos a enviar os e-mails para cada biblioteca selecionada;
primeiramente enviamos para as do Sistema NDC; depois iniciamos a divulgação
externa; selecionamos bibliotecas que já haviam nos doado itens, fazendo uma
espécie de permuta retroativa. Como as listas eram personalizadas, sua análise era
facilitada; sem informações desnecessárias (noise), com maior qualidade e
adaptabilidade, se conseguiu a economia de tempo do cliente. Dessa forma os itens
oferecidos em sua maioria foram aceitos.
Destarte, a cada resposta e posterior envio dos itens, podemos ver o
resultado de nosso trabalho, que nos proporcionou o ganho de espaço físico, bem
como a satisfação do nosso usuário/cliente, que nesse caso é o bibliotecário.
O envio dos emails de forma ponto a ponto, tipo “unicast”, ou melhor, do
emissor para um único receptor, é uma forma mais trabalhosa, mas proporciona
maior controle do processo, desse modo a demanda é administrada. No caso de
nossa equipe que não possuir pessoal dedicado a esse serviço foi a melhor opção.
A forma da disseminação manteve a forma tradicional de envio de informação tipo
“push”, que empurra a informação ao usuário/cliente; mas ela foi seletiva buscando

3

That service within an organization which concerns itself with a channeling of new items of
information, from whatever source, to those points within an organization wherethe probability of
usefulness, in connection with current work or interests, is high.

�6

atender a necessidade de cada perfil, de acordo com a análise no CCN, mantendo
assim o diferencial (Araújo, 2001; Torres, 2003).

4 CONCLUSÃO
O resultado positivo do Serviço de Permuta e Doação de Periódicos
Personalizados se deve a cultura da qualidade que é uma constante em nossa
equipe, que busca sempre oferecer os melhores serviços, apesar de todas as
dificuldades.

Desse modo buscamos sempre agregar valor, a fim de satisfazer

nossos usuários/clientes.
O uso do processo de disseminação seletiva nosso Serviço de Permuta e
Doação de Periódicos foi uma estratégia de marketing que vem nos proporcionando
os resultados pretendidos: o ganho de espaço físico, a satisfação do bibliotecário
que ver sua coleção mais completa; o que poderá gerar melhores serviços aos seus
usuários, formando assim uma corrente de satisfação.
Ações empreendedoras acontecem de forma voluntária ou involuntária,
mas elas apresentam melhores resultados quando acontecem como produto de um
grupo comprometido com a qualidade, de uma equipe. Em meio às dificuldades, a
gestão estratégica deve promover uma cultura organizacional que possibilite ações
empreendedoras com resultados positivos, garantindo assim a qualidade dos
serviços e produtos.

REFERÊNCIAS
Araújo, Wagner Junqueira de. Marketing em serviços de informação
governamental na WEB, estudo experimental de promoção do Portal Rede
Governo, 2001. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) -- Departamento de
Ciência da Informação e Documentação, Universidade de Brasília, Brasília. 2001.
Disponível em: http://www6.prossiga.br/escritoriovirtual/EVUnB/pro_cie/mestrado1.pdf.

Acesso em: 12 set. 2008.

COTTAM, Keith M. The impact of the library “intrapreneur” on technology. Library
Trends, v. 37, n. 4, p. 521-531, Spring 1989.

�7

HONESKO, Astrid. 2001. Empreendedorismo em bibliotecas universitárias: um
estudo do cenário paranaense. . In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12, 2002, Recife, Anais... Recife: [S.n.], 2002. CD-ROM.
LUHN, H.P. Selective dissemination of new scientific information with the aid Apr. of
electronic processing equipment. American Documentation, v.12, p.131-138, Apr.
1961.
TARAPANOFF, Kira . As novas tendências e o profissional da informação nas
bibliotecas universitárias do século xxi. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis,
2000. Disponível em: &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/Kira.doc &gt;. Acesso em: 11
jan. 2008.
TORRES, Tânia Fernandes. Utilização de banco de dados eletrônicos na
obtenção de informação científica por médicos dos Centros de Saúde já
informatizados da SMSA, 2003. Monografia (Especialização em Informática
Aplicada) -- Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Belo
Horizonte, 2003. Disponível em:
http://www.pbh.gov.br/smsa/biblioteca/geofi/monografia_cefet.pdf. Acesso em: 12
set. 2008.

__________________
1

Ana Rosa dos Santos, Universidade Federal Fluminense, Núcleo de Documentação, Biblioteca das
Faculdades de Nutrição e Odontologia, ndcars@vm.uff.br.

�</text>
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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta os resultados do Serviço de Permuta e Doação de Periódicos personalizado, da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia. Esse Serviço foi criado baseado nos serviços de Disseminação Seletiva de Informação, que visam aumentar o grau de relevância de informação para o usuário/cliente, neste caso o bibliotecário. Consiste no envio de listas compostas somente por itens que poderiam gerar a completeza de cada coleção escolhida. Esse serviço empreendedor buscou oferecer qualidade de serviço a esse usuário/cliente, agregando valor.</text>
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NECESSIDADES E USO DE INFORMAÇÃO NA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
SANTIAGO, S. M. N.1
PAIVA, E. B.2

RESUMO
Os estudos de necessidades e usos de informação integram a literatura dos estudos
de usuários e são essenciais para compreender as necessidades dos usuários bem
como fazer avaliações a respeito dos serviços oferecidos. Trata-se de um relato de
uma pesquisa que objetivou analisar as necessidades e uso de informação dos
alunos dos Cursos de Mestrado e Doutorado do Centro de Ciências Biológicas da
Universidade Federal de Pernambuco. No universo de 114 alunos, a amostra,
aleatória, representa 57% deste. A metodologia adotada compreendeu um
questionário e a análise dos dados realizou-se numa abordagem qualitativa e
quantitativa, priorizando a Análise do Conteúdo. Os resultados demonstram que as
necessidades informacionais expressadas advêm da área de atuação dos
pesquisados. Concluímos, então, que, os achados da pesquisa corroboram a
literatura da área, pois as necessidades e uso informacionais dos usuários estão em
consonância com as atividades que desempenham.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Estudo de usuário. Necessidades de
informação. Usuário da informação.

ABSTRACT
The necessity of study and uses information make part of users studies literature and
are essencial to understand the users necessities, as well make assessment about
offered sevices. Let’s discuss about a research account which has an objective to
analyse the information use and necessities of the Master’s degree and Doctor’s
degree students from Biological Science Center of Universidade Federal de
Pernambuco. In a universe of 114 students, the sample, aleatory, represents 57% of
this member. The metodology adopted was a questionnaire and a information
analyses and was made in a quantitative and qualitative approach, with a content
analysis priority. The results show the expressed information necessities become
from researches action area. We concluded that the information of the research

�2

agree with area of literature, because the necessities and uses of information by
users agree with their activities.
Keywords: University library. Users studies. Information necessities. Information
users.

1 INTRODUÇÃO
O usuário é um elemento essencial e fundamental na concepção,
avaliação, enriquecimento, adaptação, estímulo e funcionamento da biblioteca. Para
estudá-lo e conhecê-lo, é preciso que haja interação entre ambas as partes,
estabelecendo, assim, um promissor canal de comunicação. Partindo desse
pressuposto, e como profissional da informação, atuando na Biblioteca Setorial do
Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE), observamos a importância de realizar uma pesquisa (SANTIAGO, 2006)
que teve como objetivo geral analisar as necessidades e uso de informação dos
alunos de Mestrado e Doutorado do CCB da UFPE. O presente texto trata de um
relato da referida pesquisa, desenvolvida durante o I Curso de Especialização em
Gestão de Unidades de Informação, da Universidade Federal da Paraíba.

2

SOBRE NECESSIDADES E USOS DE INFORMAÇÃO E BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Os estudos de necessidades e usos de informação integram a literatura

dos estudos de usuários. Os estudos de usuários se baseiam em técnicas que têm
por finalidade observar os usuários das bibliotecas, bem como compreender suas
necessidades, usos, opiniões e avaliações a respeito dos serviços oferecidos.
Embora na literatura o termo usuário possa ter várias acepções, na
pesquisa, nossa atenção voltou-se para o usuário da informação, ou seja, aquele
que faz uso da informação. São indivíduos ou grupos que buscam dados sobre algo
e desfrutam dos mesmos individualmente ou coletivamente. Segundo Sanz-Casado
(1994, p. 19), “usuário é aquele indivíduo que necessita de informação para o
desenvolvimento de suas atividades”, sendo favorecidos com os serviços da
biblioteca, sistemas ou centros de informação e documentação.

�3

Conforme Machado (2000, p. 10), “a biblioteca universitária é considerada
como o centro nervoso da universidade, pois sua função primordial é servir de apoio
bibliográfico a professores, estudantes e pesquisadores, bem como à comunidade
em geral, especialmente nas atividades de ensino, pesquisa e extensão
desenvolvidas pela universidade”.
A biblioteca universitária integra o processo de ensino/aprendizagem de
alunos, professores e pesquisadores, fazendo parte da rotina diária dos mesmos,
devendo ser reconhecida como um porto seguro para os que buscam o
conhecimento na sua essência. Sendo assim, cabe à biblioteca criar mecanismos
e/ou desenvolver ações que possibilitem uma maior interação com os seus usuários,
facilitando o acesso e uso da informação por parte destes.
O uso da informação relaciona-se com “aquilo que um indivíduo aplica,
efetivamente, a algo imediato e concreto. O uso pode ser uma demanda satisfatória
realizada precisamente em um centro de documentação ou biblioteca” (LINE,1974,
apud SANZ-CASADO, 1994, p. 28).
Figueiredo (1991) e Sanz-Casado (1994) concordam quando mencionam
a existência de vários fatores influenciáveis ao uso da informação, tais como:
disponibilidade, acessibilidade, qualidade, custo das informações e dos materiais,
problemas lingüísticos, idade do material e outros de ordem psicológica, a
experiência e maturidade do usuário; a especialização; a etapa do projeto de
pesquisa; área de atuação; assunto; o meio ambiente; o papel que o indivíduo
exerce na sociedade e pelas suas características pessoais. Sendo assim, o uso vai
ser diferente conforme a área de atuação sejam ciências puras, exatas ou humanas;
o ambiente: universidade, empresa pública ou privada; o papel social em ensino de
graduação ou pós-graduação, em pesquisa pura ou aplicada etc. Vale ressaltar,
ainda, que a conveniência, proximidade e acessibilidade, são fatores muitas vezes
mais importantes do que a eficácia dos serviços e a excelência das coleções.
As necessidades de informação nascem e variam conforme as
características dos indivíduos, as circunstâncias e o meio ambiente no qual estão
envolvidos (FIGUEIREDO, 1994). Entendemos, então, que, as necessidades de
informação dos indivíduos são múltiplas e diversificam-se mediante o contexto no

�4

qual está inserido o processo de desenvolvimento científico e tecnológico dos
mesmos.
De acordo com Crawford (1978 apud SANZ-CASADO, 1994, p. 24), a
necessidade de informação “é um conceito muito difícil de definir, isolar ou medir,
pois envolve processos cognitivos que podem operar em diferentes níveis de
consciência e, portanto, podem, inclusive, não estar claro nem para o próprio
solicitante”. Neste sentido, a busca pela informação é parte importante do processo
de criação do conhecimento, embora, muitas vezes, o usuário não consiga
expressar sua necessidade, cabendo ao bibliotecário a tarefa de extrair o que
realmente ele deseja.
Totterdell (apud FIGUEIREDO, 1994) propõe diferentes formas de
necessidades para uma melhor compreensão da atividade bibliotecária. São elas:
necessidades expressas, necessidades não expressas, necessidade não ativada ou
não sentida.
Diante do exposto, percebemos que, cada vez mais, cabe aos
bibliotecários, através de estudos específicos, ou seja, estudos de usuários, a tarefa
de identificar as reais necessidades de seus usuários, para que, assim, a biblioteca
consiga atingir o seu objetivo. Esse tipo de estudo torna-se imprescindível, uma vez
que o usuário é um elemento fundamental para qualquer unidade de informação
existir.

3 A PESQUISA
A pesquisa constitui-se como estudo de caso de cunho exploratório e
realizou-se na Biblioteca Setorial do CCB da UFPE, a partir de diferentes fases:
pesquisa documental, bibliográfica e de campo.
O universo pesquisado foi composto por 114 alunos do CCB da UFPE.
Desses, 84 pertencem aos Cursos de Mestrado e 30, aos de Doutorado. A amostra
caracterizou-se

como

aleatória,

formada

pelo

número

de

questionários

devolvidos/respondidos, correspondendo a 57% do universo da pesquisa, o que se
relaciona a 59 usuários reais e 6 potenciais, totalizando, assim, 65 respondentes. É

�5

pertinente mencionarmos que, na pesquisa, consideramos como usuários reais os
alunos do Mestrado e Doutorado que estão inscritos na biblioteca, e os usuários
potenciais, os não inscritos.
Escolhemos o questionário, contendo perguntas abertas e fechadas, como
instrumento de coleta de dados. Para a referida coleta, aplicamos os questionários
em sala de aula, na Biblioteca Setorial do CCB da UFPE e por correio eletrônico (email), a todos os Mestrandos e Doutorandos do referido centro, considerados
usuários potenciais e reais da biblioteca, e que concordaram em participar da
pesquisa.
A coleta de dados ocorreu no período de 15 de maio a 15 de junho de
2006, nos turnos da manhã, tarde e noite. Após a coleta, os dados foram
codificados, tabulados e analisados. Para a análise, adotamos a Análise de
Conteúdo, que se constitui em uma técnica de tratamento de informações, e que,
segundo Bardin (2004, p. 16), “é uma técnica de investigação que tem por finalidade
a descrição objectiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto da
comunicação”. Para a realização da análise, optamos por uma abordagem que inclui
os métodos quantitativo e qualitativo. O primeiro, objetiva destacar dados
quantificáveis, que podem ser demonstrados através de tabelas e gráficos; e o
segundo, com base em Minayo (1998), pela possibilidade que o método qualitativo
permite de analisar atitudes como: pensamentos, ações, opiniões e informações
livres dos pesquisados. Entendemos os dois tipos de abordagens como sendo
complementares, uma vez que as mesmas podem dar uma imagem mais
consistente da realidade estudada.

4 A BIBLIOTECA SETORIAL DO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
A Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Biológicas é vinculada ao
Sistema de Bibliotecas da UFPE, porém subordinada diretamente à Diretoria do
referido Centro. Sua missão é proporcionar suporte informacional às atividades de
ensino, pesquisa e extensão da UFPE. Dispõe de um espaço físico com uma área
de aproximadamente 732 m², distribuídos em 17 ambientes, tais como: salão de
leitura, setor de empréstimo, setor de processo técnico, sala de restauração,

�6

videoteca, acervos de livros e periódicos, cabines de estudo individual e em grupo,
setor de referência, sala da chefia, sala de pesquisa (Biovirtual), sala do Núcleo de
Documentação sobre Plantas do Nordeste (NUDOC), guarda-volumes, copa,
sanitários, e jardins.
A Biblioteca caracteriza-se como especializada nas áreas de Ciências
Biológicas, Ambientais e Biomédicas e é destinada, principalmente, aos alunos de
graduação, de pós-graduação, docentes e funcionários da UFPE.
Seu acervo é oriundo da Biblioteca Central (BC) e das Bibliotecas dos
Departamentos de Biofísica, Bioquímica, Fisiologia e Micologia. Atualmente, o
mesmo encontra-se informatizado, e é constituído por mais de 50.000 mil volumes
(documentos), sendo livros, periódicos, monografias, dissertações, teses, anais de
congressos, separatas, fitas de vídeo e CD – ROMs.
Os usuários têm livre acesso ao acervo e efetuam suas pesquisas através
de microcomputadores localizados no campus universitário, acessando o Sistema de
Gerenciamento de Bibliotecas (Pergamum), bem como na Internet, uma vez que o
catálogo está disponibilizado eletronicamente no site www.biblioteca.ufpe.br.
Oferece, ainda, os seguintes serviços: empréstimo domiciliar, pesquisa em
bases de dados, comutação bibliográfica (COMUT), levantamento bibliográfico,
reserva e renovação de publicações in loco ou pela Internet, alerta bibliográfico,
catalogação na publicação, salas de vídeo, consulta ao acervo local e por meio da
Internet, cabines para estudo em grupo e individual, artigos de periódicos indexados,
orientação no uso das normas da ABNT, visitas dirigidas, orientação no uso da
biblioteca.

5 PERFIL DOS USUÁRIOS, NECESSIDADES E USO DE INFORMAÇÃO
Com vistas a alcançar os objetivos estabelecidos para a pesquisa,
traçamos o perfil dos usuários, a partir das variáveis: vínculo com a instituição,
curso, sexo, idade, e ocupação.

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No que se refere ao vínculo com a instituição, 80% dos participantes da
pesquisa correspondem aos alunos do mestrado, e 20% aos alunos do doutorado.
Categorizamos os usuários do mestrado e doutorado, constituindo, assim, um passo
importante para se conhecer as suas reais necessidades e uso de informação.
Na distribuição dos usuários por categorias, observamos uma maior
incidência por parte dos usuários reais, aqueles que realmente usam a Biblioteca do
CCB, correspondendo a 91%, enquanto que os potenciais correspondem a 9%, ou
seja, os que não são inscritos na mesma.
A distribuição dos usuários conforme os cursos de origem demonstrou
que, a maioria dos usuários pesquisados é oriunda dos cursos de Mestrado de
Biologia Vegetal (26%) e Biologia de Fungos (25%). Em se tratando do sexo dos
participantes da pesquisa, verificamos que 71% correspondem ao feminino,
enquanto que ao masculino, 29%.Com relação à faixa etária, os dados indicaram
que os informantes estão na faixa de 16 a 25 anos, 52%, seguidos dos que estão
entre 26 e 35 anos, (42%). Quanto à ocupação dos pesquisados, percebemos
através dos dados coletados na pesquisa um percentual significante para o
Estudante (57,5%), enquanto o Biólogo (10,6%).
A segunda etapa da pesquisa diz respeito às necessidades e uso de
informação por parte dos alunos do Mestrado e Doutorado do CCB da UFPE. Para
identificar tais necessidades, elegemos como variáveis para essa parte do
questionário: freqüência, uso, serviços, fontes/canais, temas de interesse, acervo,
barreiras, satisfação e, por fim, sugestões dos usuários.
Quanto ao uso da biblioteca, os resultados da pesquisa apontam que os
pesquisados utilizam a biblioteca numa freqüência muito rara (26%), seguida de
semanal (25%). Dando seqüência, perguntamos quais os motivos que levam os
alunos do mestrado e doutorado a utilizarem a biblioteca. Através dos dados
apresentados na pesquisa, observamos que os usuários procuram a biblioteca para
a realização de pesquisa (45%), seguido do motivo estudo (25%) e interesse em se
aperfeiçoar (16%).

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Quanto aos serviços mais utilizados na biblioteca pelos usuários em
análise, os resultados nos mostram que os alunos utilizam basicamente a biblioteca
para os serviços de empréstimo domiciliar (20%) e consulta local (14%).
Sobre os canais que costumam consultar quando necessitam de
informação, os usuários pesquisados preferem consultar os canais formais, dentre
eles: os periódicos estrangeiros (19%), os livros nacionais (15%), os periódicos
nacionais (14%) e os livros estrangeiros (13%).
Ao serem questionados sobre os temas de seu interesse, os usuários
apontaram diversos. Para analisar os temas de interesse dos usuários da Biblioteca
do CCB, fizemos uma correlação dos temas apontados pelos mesmos e os seus
cursos de origem (Quadro 1).
Área

Temas

GENÉTICA

Genética geral, Evolução, Genética de levedura, Modificações
genéticas, Técnicas moleculares avançadas, Fermentação alcoólica,
Epidemiologia, Genética de microorganismos, Biologia molecular e
de micro organismos, Doenças multifatoriais, Células tronco,
Genética de populações, Microbiologia, Citogenética animal e
humana

BIOLOGIA DE FUNGOS

Fungos,
Microbiologia,
Micologia,
Biologia,
Biotecnologia,
Bioquímica, Ecologia de fungos, Ecologia de microorganismos,
Diversidade e conservação da Mata Atlântica, Fungos anamórficos,
Genética, Microfungos, Micologia médica, Micoses

BIOLOGIA ANIMAL

Zoologia, Comportamento animal, Ecologia, Conservação,
Cnidários, Agronomia, Cognição animal, Controle biológico dos
insetos, Etnologia, Primatologia, Zootecnia, Mastozoologia, genética
dos microorganismos, Biologia marinha, Maricultura, Saúde

BIOLOGIA VEGETAL

Ecologia, Botânica, Conservação, Bioestatística, Biologia,
biogeografia, Biologia da conservação, Anatomia vegetal,
Etnobotânica, Biologia floral, Ecologia de plantas, Microbiologia,
Plântulas, Sementes, Dispersão de sementes, Ecofisiologia vegetal,
Fisiologia vegetal, Taxonomia vegetal, Taxonomia de criptóganeos,
Taxonomia de briófitas, Estatística

FISIOLOGIA

Fisiologia, Farmacologia, Anatomia, Biofísica, Biologia celular,
Cronobiologia, Fisioterapia, Fisiopatologia

BIOQUÍMICA

Bioquímica, Fisioterapia, Biologia, Biologia molecular, Farmácia,
Cicatrização, Citologia clínica, Biotecnologia, Botânica, Imunologia,
Lectinas, Medicamentos, Microbiologia, Parasitologia, Plantas
medicinais, Química, Saúde

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Biologia, Nutrição em aqüicultura, Enzimas digestivas

Quadro 1 - Temas de interesse dos usuários
Fonte: Dados da Pesquisa, maio/junho de 2006

�9

Observamos no Quadro 1 que a maioria dos temas de interesse
apresentados pelos usuários está voltada para as suas áreas de atuação. Os
usuários demonstram interesse em destacar temas pertinentes a sua área de
origem, embora alguns apresentem temas completamente alheios à sua área de
atuação, do que inferimos outras necessidades de informação. Para uma melhor
visualização, segue abaixo:
a) alunos do Mestrado e Doutorado em Genética: Política, Literatura Brasileira,
Física Quântica, Bioinformática;
b) alunos do Mestrado em Biologia Animal: Nutrição, Prática Esportiva, Filosofia,
Direito Ambiental, Gestão Ambiental;
c) alunos do Mestrado e Doutorado em Biologia Vegetal: Biologia Marinha,
Ornitologia, Zoologia;
d) alunos do Mestrado em Bioquímica: Fisioterapia, Nanotecnologia.
Ao serem questionados sobre o acervo da biblioteca, mais da metade dos
usuários consideram que a biblioteca não está totalmente de acordo com as
necessidades, mas auxilia (51,8%), seguido de um percentual equivalente (19,3%)
para inadequado quanto à atualização das obras, e inadequado quanto ao número
de exemplares.
Dentre as barreiras que dificultam o atendimento às necessidades de
informação dos usuários, os dados da pesquisa nos revelaram diversas. No entanto,
a principal barreira/obstáculo ao uso da informação é coleção desatualizada, que
traduzimos como barreira de tempo (35%), seguido de profissional desmotivado, ou
seja, barreira interpessoal (18%) e a sinalização das estantes, que consideram
inadequada, ou seja, barreira técnica (15%).
Ao serem indagados sobre a sua satisfação, ao procurarem a biblioteca,
os dados da pesquisa nos revelam que a grande maioria dos usuários está
parcialmente satisfeita (71,7%). As razões apontadas para essa satisfação parcial
foram: inadequação do acervo para pesquisas, coleção desatualizada e insuficiência
do total de exemplares de livros.

�10

Considerando que o usuário é o elemento principal para a existência de
uma biblioteca, e que é necessária a criação de um elo de comunicação entre
ambos, para que, através deste, sejam explicitados os desejos e anseios dos
respectivos indivíduos, solicitamos que os usuários pesquisados apresentassem
sugestões para melhoria da Biblioteca do CCB da UFPE. As sugestões foram
apresentadas por 94% dos informantes, categorizadas como principais, e se
referem: a atualização do acervo (28%), a ampliação do número de exemplares
(11%), a atividades/ações de marketing (7%) e à capacitação de funcionários (11%).

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir do uso, foi possível detectarmos as necessidades informacionais
dos usuários. Assim, percebemos que, para adquirirem a informação, os Mestrandos
e Doutorandos do CCB da UFPE utilizam tanto os canais formais como os informais.
Por outro lado, é pertinente afirmar que a incidência maior foi para os canais formais,
especificamente o periódico estrangeiro, o que era de se esperar, considerando ser
este a principal fonte de pesquisa para a comunidade científica. O livro nacional, por
sua vez, também teve percentual representativo, embora saibamos que a literatura
nacional, no geral, é escassa, tendo pouca representatividade na produção científica
mundial, levando o pesquisador a recorrer à literatura estrangeira.
Em se tratando de obstáculos e/ou barreiras encontradas à busca e/ou
uso da informação pelos usuários pesquisados, a maior significação foi para a
barreira de tempo, que se constitui, principalmente, na desatualização das coleções
da biblioteca, refletindo, assim, a obsolescência da informação. Ressaltamos que a
barreira de tempo está intimamente ligada à barreira financeira, em razão da
inconstância de recursos, tornando-se desse modo, um grande desafio implementar
as políticas de desenvolvimento de coleções, o que compromete a atualização das
coleções.
Quanto ao nível de satisfação dos mestrandos e dos doutorandos
referente à Biblioteca do CCB da UFPE, identificamos que os mesmos estão
parcialmente satisfeitos. Os principais motivos apontados para justificarem tal
posicionamento foram: inadequação do acervo para as pesquisas, coleção

�11

desatualizada e inadequação da coleção quanto ao número de exemplares. Neste
sentido, observamos a necessidade de se dedicada uma atenção maior ao item
satisfação, uma vez que esta atitude do usuário demonstra a qualidade do
atendimento recebido, enquanto o contrário reflete a inexistência de motivação para
usar os serviços prestados pela biblioteca.
Em linhas gerais, concluímos que as necessidades e uso informacionais
expressados pelos usuários do Mestrado e Doutorado do CCB da UFPE são
provenientes dos cursos de origem, embora alguns poucos citem outras
necessidades completamente alheias a sua área de atuação, o que vem a
corroborar com os escritos da literatura da área, quando nos relata que os
indivíduos, enquanto sujeitos sociais, apresentam necessidades e usos de
informação diversificados e mutáveis, estando, sempre, em consonância com as
atividades que desempenham. Através das sugestões, bem como acatando as
opiniões dos pesquisados, é oportuno que a Biblioteca do CCB da UFPE
implemente ações que venham a proporcionar a melhoria dos serviços e,
conseqüentemente, a satisfação dos seus usuários para que possam freqüentá-la
com maior assiduidade, utilizando-se dos serviços e recursos oferecidos para
atender as suas necessidades, desejos e anseios informacionais.

REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 4. ed. Lisboa: Edições 70, 2004. 225 p.
DUARTE, E. N.; SILVA, A. K. A. (Org.). Gestão de unidades de informação: teoria
e prática. João Pessoa: Editora Universitária, 2007.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Estudos de uso e usuários da informação.
Brasília, DF: IBICT, 1994. 154 p.
______. Metodologias para promoção do uso da informação: técnicas aplicadas
particularmente em bibliotecas universitárias e especializadas. São Paulo: Nobel,
1991. 144 p.
GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel. Os usuários. In: ______. Introdução geral da
ciências e técnicas da informação e documentação. 2. ed. Brasília, DF: IBICT,
1994. p. 481-492.

�12

LE COADIC, Yves-Francois. A ciência da informação. 2. ed. rev. e atual. Brasília,
DF: Briquet de Lemos, 2004. 124 p.
MACHADO, Maria Teresa Ferlini. Biblioteca e usuário uma relação complexa:
olhar crítico sobre a Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Jurídicas da
Universidade Federal da Paraíba. 195 f. 2000. Dissertação (Mestrado) –
Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2000.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade.
10. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. 80 p.
SANTIAGO, Sandra Maria Neri. Necessidades e uso de informação dos
Mestrandos e Doutorandos do Centro de Ciências Biológicas da Universidade
Federal de Pernambuco: um diagnóstico. 72 f. 2006. Monografia (Especialização) –
Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2006.
SANZ-CASADO, Elias. Manual de estúdios de usuários. Madrid: Fundación
Germán Sanchez Ruiperez: Pirâmide, 1994. 279 p.

__________________
1

Sandra Maria Neri Santiago, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
smnsantiago@yahoo.com.br.
2
Eliane Bezerra Paiva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), paivaeb@gmail.com.

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Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Os estudos de necessidades e usos de informação integram a literatura dos estudos de usuários e são essenciais para compreender as necessidades dos usuários bem como fazer avaliações a respeito dos serviços oferecidos. Trata-se de um relato de uma pesquisa que objetivou analisar as necessidades e uso de informação dos alunos dos Cursos de Mestrado e Doutorado do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco. No universo de 114 alunos, a amostra, aleatória, representa 57% deste. A metodologia adotada compreendeu um questionário e a análise dos dados realizou-se numa abordagem qualitativa e quantitativa, priorizando a Análise do Conteúdo. Os resultados demonstram que as necessidades informacionais expressadas advêm da área de atuação dos pesquisados. Concluímos, então, que, os achados da pesquisa corroboram a literatura da área, pois as necessidades e uso informacionais dos usuários estão em consonância com as atividades que desempenham.</text>
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AS BASES DE DADOS EM SAÚDE COMO FERRAMENTAS DE BUSCA DA
INFORMAÇÃO: um relato de experiência da Biblioteca Central Julieta
Carteado
SANTANA, I. C. N.1
FERREIRA, M. C. S. B.2
RIBEIRO, R. M. R.3

RESUMO
O trabalho aborda a questão do acesso à informação técnico-científica na área de
saúde através do uso das bases de dados. Toma como objeto de estudo a Biblioteca
Central Julieta Carteado (BCJC) da Universidade Estadual de Feira de Santana
(UEFS), fazendo um relato de como se deu o início do uso das bases de dados,
através do formato em CD Rom e os avanços tecnológicos até o surgimento e uso
do Portal de Periódicos CAPES com acesso on line. Enfatiza os mecanismos
utilizados pela BCJC para divulgar e incentivar a comunidade universitária para o
uso das bases de dados. Percebe-se uma boa receptividade da área acadêmica,
principalmente na área de saúde, no uso das ferramentas de acesso a periódicos
técnico-científicos, através do acesso livre e gratuito a uma gama de artigos
científicos importantes e disponibilizados aos usuários.
Palavras-chave: Bases de dados em Saúde. Ferramentas de pesquisas. Portal de
Periódicos CAPES.

ABSTRACT
The work deals with access to technical and scientific information in health through
the use of databases. Takes a subject of study at Biblioteca Central Julieta Carteado
(BCJC) of the Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), making a report,
as has the beginning of the use of databases, through the format on CD Rom and
technological advances until the rise and use of Portal de Periódicos CAPES with
online access. Stresses the mechanisms used by BCJC to disseminate and
encourage the academic community for the use of databases. Clearly it is a good
turnaround in academia, particularly in the area of health, the use of tools to access

�2

technical and scientific periodicals, through free and unhindered access to a range of
important scientific articles and available to users.
Keywords: Databases on Health. Tools of research. Portal de Periódicos CAPES.

1 INTRODUÇÃO
As fontes bibliográficas, principalmente as especializadas são de grande
importância para a recuperação da informação, a qual é vital para o
desenvolvimento de pesquisas e estudos em todas as áreas do conhecimento. As
universidades, para subsidiar cursos de graduação e pós-graduação, necessitam de
serviços de informação que permitam o acesso à literatura técnico - científica
publicada. Neste contexto, as bases de dados surgem como fontes secundárias de
pesquisa e informação, relevantes a todas as áreas do conhecimento.
Bases de dados são portais que organizam a informação, criando
caminhos que facilitam ao usuário a recuperação da informação, além de remeter a
outras fontes e/ou ao texto completo. Elas podem ser disponibilizadas em meio
impresso (papel), em CD ROM e online; e classificam-se em Bases de Dados
Referenciais, que são aquelas constituídas de referência e do resumo da obra
(abstract), e Bases de Dados com texto completo (full text), que são aquelas que,
além de trazerem a referência e o resumo, também trazem o texto completo da obra.
O texto pode estar no formato HTML (digitado) e/ou em PDF (digitalizado).
O surgimento e crescimento das bases de dados tiveram como causa
principal o grande avanço da pesquisa científica, pois, passou-se a produzir muito
mais nas diversas áreas do conhecimento. Outro fator foi o desenvolvimento da
tecnologia assistida por computador, que permite a criação de ferramentas de
busca, através das quais o usuário pode especificar a área de conhecimento, o tipo
de material e recuperar a informação desejada de forma rápida. Diante desse
contexto, surgem as Bases de Dados com finalidades específicas, que são:
organização, recuperação; atualização e análise da informação; geração de
produtos (da informação) e controle bibliográfico.

�3

2 AS PRIMEIRAS BASES DE DADOS NA BCJC
As bibliotecas universitárias brasileiras adotam as novas tecnologias de
informação, adquirem equipamentos adequados e investem em novos suportes de
informação. A Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) da Universidade Estadual
de Feira de Santana (UEFS) está inserida neste contexto. Criada em 31 de março
de 1976, hoje faz parte do Sistema Integrado de Bibliotecas da UEFS, que tem como
função organizar e disseminar a informação, apoiado em novas tecnologias de
acesso, para subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, visando contribuir para o
desenvolvimento educacional e cultural. Diante desta função, a BCJC acompanha a
expansão dos cursos da UEFS qualificando o acervo, adquirindo bases de dados e
ampliando o acesso remoto à informação.
A primeira Base de Dados adquirida pela BCJC foi a MEDLINE, na década
de 80, a qual teve ótima aceitação tanto pelos alunos, quanto pelos professores da
área de saúde. A base foi assinada no suporte CD ROM e coube à Seção de
Referencia a tarefa de orientar os usuários quanto ao acesso. A Seção optou por
fazer um formulário de orientação, com o passo-a-passo de como realizar as
pesquisas no CD ROM, o que não impedia o acompanhamento de uma bibliotecária
e uma funcionária para ajudar nas dúvidas e dificuldades de acesso dos usuários.
Neste primeiro momento, os cursos que utilizavam a MEDILINE eram
Odontologia e enfermagem, sendo que o acesso por alunos era cerca de 90% maior
que o acesso pelos professores. Essa utilização era para subsidiar a monografia.
No mesmo ano de aquisição da MEDLINE, foi adquirida a Base LILACS
(Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), a qual teve uma
excelente aceitação, principalmente por ser no idioma português, derrubando o
impacto que a barreira lingüística causa nos alunos sem habilidades com outros
idiomas que não o português. Por algum tempo, estas bases foram as únicas
utilizadas pelos usuários da área de saúde da UEFS.

�4

2.1 LILACS e MEDLINE: do CD ROM ao acesso online - impactos e mudanças
Por um período considerável, as bases de dados Lilacs e Medline foram
as únicas ferramentas da área de saúde que os nossos usuários tinham disponíveis
para pesquisa. Essas bases eram em formato de CD ROM, só podiam ser
acessadas dentro da BCJC e apenas de caráter referencial, isto é, traziam só as
referências e, em alguns casos, o resumo dos trabalhos de acordo com o assunto
que era pesquisado. Existia uma dificuldade, por parte do usuário, em utilizar a base
Medline por esta só aceitar a estratégia de pesquisa (termos) em língua estrangeira.
Certamente, este era um dos motivos pelos quais os usuários acessavam a Lilacs
com mais freqüência, pois esta, além de aceitar o termo na língua portuguesa,
informava em qual biblioteca localizava-se o material.
Com o crescimento tecnológico e o aperfeiçoamento das bases de dados,
atualmente essas bases já estão disponibilizadas para acesso online via Bireme e
Portal da Capes, houve um incremento no que se refere às pesquisas; pois, com o
acesso online, nosso usuário pôde buscar o conteúdo das bases de qualquer
computador, sem precisar estar na biblioteca, o que gerou um crescimento
satisfatório no acesso, porém ainda não é o ideal.
Percebe-se, a partir daí, uma grande diminuição no uso das bases de
dados no formato CD ROM, pois as mesmas já estavam disponíveis via Internet, o
que facilitava o acesso através de qualquer computador conectado a web,
promovendo maior rapidez na recuperação e atualização instantânea das bases
quanto aos novos fascículos que surgiam no mercado.

3 INFORMAÇÃO EM SAÚDE
A saúde é recurso imprescindível em toda e qualquer sociedade, sendo
assim, ter informações atualizadas sobre saúde é fundamental para tomada de
decisões por governantes e profissionais da área de saúde. Com a Internet, houve
uma explosão de informações, entretanto essas informações nem sempre são
confiáveis, pois muitas não passaram por um crivo, uma academia, uma pesquisa.

�5

Podemos citar, também, os dados brutos que nem sempre são considerados
informação por necessitar de um significado.
De acordo com Targino (2006), até os anos 70, no Brasil, os indicadores
de saúde provinham de dados censitários. Só nos anos 90, o Ministério da Saúde
segue em direção à implementação dos Sistemas Nacionais de Informação em
Saúde.
Governantes, profissionais e estudantes da área de saúde precisam de
dados, de informações sobre saúde, e onde encontrá-las? Onde estão as pesquisas,
os indicadores sobre saúde? A solução para esta questão está no acesso às bases
de dados.
As bases de dados em saúde estão crescendo significativamente. Além
das disponíveis gratuitamente via web, como a SCIELO, as bibliotecas virtuais
temáticas, como as do Prossiga, e a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), existem no
mercado os SINASC e SIM com dados sobre mortalidade e nascidos vivos.
As instituições de ensino superior com pós-graduação stricto sensu,
avaliadas pela Capes, recebem o acesso gratuito ao Portal de Periódicos CAPES,
podendo pesquisar em periódicos eletrônicos científicos através de bases de dados
referenciais e de bases com texto completo.

4 O PORTAL DA CAPES E A EXPANSÃO DA PESQUISA NA ÁREA DE SAÚDE
Em 2001, a BCJC teve acesso ao Portal de Periódicos CAPES,
expandindo, assim, a sua possibilidade de pesquisa em fontes informacionais. O
Portal tem por objetivos: apoiar as instituições de ensino superior com programas de
pós-graduação stricto sensu na manutenção dos acervos de periódicos científicos
internacionais, garantindo o acesso da comunidade acadêmica brasileira à produção
científica e tecnológica mundial; democratizar o acesso à informação, contribuindo
para a diminuição das disparidades regionais, de modo a integrar a comunidade
brasileira ao cenário da produção científica mundial; e facilitar a inserção da
produção científica brasileira no contexto da produção universal.

�6

O acesso ao Portal de Periódicos Capes é feito a partir de qualquer
computador ligado à Internet, através de provedores de acesso das Instituições
participantes. Não há necessidade de senha ou de identificação de usuários, a
Instituição informa as faixas de IPs dos micros a serem habilitados. É possível o
acesso remoto do usuário, caso a Instituição participante ofereça o recurso de
acesso remoto ao seu provedor.
O Portal de Periódicos CAPES oferece 126 bases de dados online, mais
de 12.000 periódicos com texto integral, base de teses e dissertações e acesso à
base de periódicos, através de editores e distribuidores, em todas as áreas do
conhecimento. Na área de saúde, disponibiliza 22 bases e 41 editores.
A CAPES capacita bibliotecários que atuam como disseminadores de
acesso ao Portal. No caso da BCJC, os bibliotecários se preocupam com a
capacitação dos pesquisadores para a utilização do Portal e com o controle e
manutenção da freqüência de acessos da instituição. A BCJC mantém um espaço
para acesso às bases de dados online e em CD-ROM, com manuais (passo-apasso); bem como oferece treinamentos, organizados por cursos (graduação e pósgraduação), para acesso às bases. O treinamento é uma grande estratégia para
capacitar o usuário quanto ao acesso às bases de dados. Na BCJC, é oferecido no
início do semestre, aos novos alunos, um seminário para apresentação do Sistema
Integrado de Bibliotecas, das suas normas de funcionamento e dos serviços
oferecidos, oportunidade essa, em que é divulgado o Portal de Periódicos CAPES.
Entretanto, durante todo o semestre, muitos professores solicitam um treinamento
específico para acesso às bases de dados que atendam às disciplinas dos cursos.
Nessa ocasião, o bibliotecário marca o treinamento no laboratório de informática,
oportunizando aos alunos a prática dos procedimentos de acesso aos portais e
bases de dados para a realização da pesquisa específica. No ano de 2007, a BCJC
capacitou 261 usuários quanto ao uso e acesso à informação científica específica
através do Portal da Capes.
Além dos treinamentos, como uma estratégia para divulgar as bases e
orientar o usuário quanto ao uso, a Biblioteca criou o Manual de acesso ao Portal
Capes para facilitar o acesso às várias bases de dados, nas diversas áreas do
conhecimento, através de diferentes estratégias de recuperação da informação.

�7

Esse instrumento contém todos os editores que trabalham com texto completo,
assim como suas áreas de abrangência, apresenta os procedimentos para consultar
a base até obter o artigo completo e discrimina as bases de dados referenciais por
áreas do conhecimento.
O manual permite independência ao usuário, porém o bibliotecário fica à
disposição para orientá-lo sempre que necessário. O manual deve estar sempre
atualizado e cabe ao bibliotecário a atualização e divulgação do mesmo. É
importante que o próprio usuário faça sua busca, uma vez que a pesquisa feita pelo
bibliotecário não permite a familiaridade do usuário com a base. Pois, este está
pesquisando em uma base de dados, é como se ele estivesse caminhando pelas
estantes de revistas, e muitas vezes, além de encontrar a informação desejada,
termina encontrando, também, outros conteúdos que não estava procurando, mas
que servirão para suas pesquisas.
A cada ano, cresce o acesso às bases de dados e a procura por
treinamentos específicos. Na universidade, as pesquisas são feitas por alunos,
professores, pesquisadores e usuários da comunidade externa.

Podemos citar

como motivos para a realização das pesquisas dos alunos, o subsídio para a
elaboração de monografia e a complementação nos estudos das disciplinas da pósgraduação e graduação. Os acessos realizados por professores e/ou pesquisadores
visam o desenvolvimento de projetos de pesquisa. Essa rica ferramenta de busca da
informação tornou-se fundamental para a comunidade acadêmica da UEFS.

5 CONSIDERAÇOES FINAIS
Diante da estatística de uso das bases de dados, percebemos que o maior
número de acessos feitos por alunos da UEFS são na área de saúde e Biologia.
Ressaltamos que a parceria que a Biblioteca realiza com professores das áreas
citadas, para a promoção de treinamentos específicos, atendendo às diversas
disciplinas e para divulgação das bases de dados, facilita o entrosamento dos alunos
com essas ricas ferramentas e proporciona bons resultados quanto à qualidade dos
trabalhos acadêmicos.

�8

Concluímos que as bases de dados de periódicos científicos, por serem
excelentes fontes de informações atualizadas de apoio à pesquisa, servem de
suporte para as bibliotecas universitárias, contribuindo positivamente para o
crescimento informacional e para a democratização do acesso ao conhecimento.

REFERÊNCIAS
TARGINO, Maria das Graças. Olhares e fragmentos: cotidiano da Biblioteconomia
e Ciência da Informação. Teresina: EDUFPI, 2006.

__________________
1

Isabel Cristina Nascimento Santana, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS),
icns@uefs.br.
2
Maria do Carmo Sá Barreto, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), carmo@uefs.br.
3
Rejane Maria Rosa Ribeiro, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), rribeiro@uefs.br.

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                <text>O trabalho aborda a questão do acesso à informação técnico-científica na área de saúde através do uso das bases de dados. Toma como objeto de estudo a Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), fazendo um relato de como se deu o início do uso das bases de dados, através do formato em CD Rom e os avanços tecnológicos até o surgimento e uso do Portal de Periódicos CAPES com acesso on line. Enfatiza os mecanismos utilizados pela BCJC para divulgar e incentivar a comunidade universitária para o uso das bases de dados. Percebe-se uma boa receptividade da área acadêmica, principalmente na área de saúde, no uso das ferramentas de acesso a periódicos técnico-científicos, através do acesso livre e gratuito a uma gama de artigos científicos importantes e disponibilizados aos usuários.</text>
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BIBLIOMETRIA APLICADA ÀS DISSERTAÇÕES E TESES
DE PSICOLOGIA
SAMPAIO, M. I. C.1
ELIAS JR, A. C.2
COSER, E. M. D. D.3
NOMI, G. A. F.4
LIMA, I. L. R.5
SOUZA, O. D.6
“E eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto as mãos ao meu redor
faço o melhor
que sou capaz
só pra viver em paz”
Los Hermanos. O Vencedor
Composição: Marcelo Camelo

RESUMO
Analisa as referências das dissertações e teses de Psicologia apresentadas à
Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade
Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Assis (UNESP) e
Universidade de São Paulo (USP), nos anos de 2004, 2005 e 2006. O objetivo foi o
de identificar indicadores que demonstrassem, a partir da produção dessa área do
conhecimento, a tendência dos pós-graduandos em relação às linhas de pesquisa,
os tipos de trabalhos referenciados, o idioma das publicações utilizadas e quais
obras são mais citadas nos trabalhados. O método utilizado foi o de natureza
documental, especificamente a Bibliometria, aplicado pelas bibliotecas da Rede
Brasileira de Bibliotecas da Área de Psicologia (ReBAP). Os resultados confirmam a
natureza multidisciplinar e plural da Psicologia enquanto ciência. Os livros são a
fonte de informação mais utilizada pelos pós-graduandos na fundamentação teórica
dos seus trabalhos. O idioma das obras referenciadas é, predominantemente, o
português, seguido do inglês.
Comparativamente, os periódicos brasileiros
receberam poucas menções em relação aos estrangeiros. A experiência revelou que

�2

as produções colaborativas entre profissionais de diferentes Estados são possíveis e
a recomendação é que outras iniciativas de cooperação da mesma natureza sejam
levadas a cabo.
Palavras-chave: Bibliometria. Produção científica. Psicologia.

ABSTRACT
Analyses the references of theses and dissertations of psychology submitted to State
University of Rio de Janeiro (UERJ), Federal University of Rio Grande do Sul
(UFRGS), Federal University of Paraíba (UFPB), State University Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” (Campus Assis - UNESP) and University of São Paulo (USP) in
2004, 2005 and 2006. The objective was identify the indicators that show from the
production of that knowledge area, the trend of post-graduating to the lines of
research, the types of work mentioned, the used language of publications and what
works are most cited. The used method was nature documentary, specifically the
Bibliometrics, implemented by librarians of the Brazilian Network of Libraries in the
Psychology Area (ReBAP). The results confirm the multidisciplinary and pluralistic
nature of Psychology as a science. The books are the source of information used by
post-graduating in the theoretical foundation of their work. The language of the
referenced works is predominantly the Portuguese, followed by English. By
comparison, the Brazilians journals were few indications of foreigners. Experience
shows that the collaborative productions between professionals from different states
are possible and generate excellent results and the recommendation is that others
initiatives of cooperation from the same nature are considered.
Keywords: Bibliometry. Scientific production. Psychology.

1 INTRODUÇÃO
A análise da produção de uma determinada área do conhecimento é uma
das formas de se aprender sobre as tendências e o comportamento de uma
comunidade. Segundo Macias-Chapula (1998, p.135)
Os produtos da ciência não são objetos, mas idéias, meios de
comunicação e reações às idéias dos outros. Enquanto os cientistas
e o dinheiro investido em pesquisas estiverem inter-relacionados,
mais difícil será medir a ciência como um corpo de idéias e
fenômenos, ou compreender sua relação com o sistema econômico e
social.

Cada vez mais, os indicadores da atividade científica estão no centro dos
debates e são utilizados para medir a produtividade de pesquisadores, instituições,
regiões e até mesmo países. Para tanto, a Bibliometria vem se apresentando como
uma ferramenta capaz de auxiliar na observação do “estado da ciência e da
tecnologia através da produção da literatura científica como um todo, em um

�3

determinado nível de especialização.” (MACIAS-CHAPULA, 1998, p.135). A
Bibliometria permite analisar e avaliar os processos relacionados à atividade
científica e, a partir da aplicação de um conjunto de técnicas, quantificar o processo
de comunicação científica. Assim, os estudos bibliométricos vêm se apresentando
como um importante método de análise e uma das técnicas mais adequadas para
estudos quantitativos da produção armazenada em fontes de informação. De acordo
com Guedes e Borschiver (2005) a “Bibliometria é um conjunto de leis e princípios
empíricos que contribuem para estabelecer os fundamentos teóricos da Ciência da
Informação.” Os autores explicam ainda que o termo original em inglês, statistical
bibliography, foi utilizado pela primeira vez no ano de 1922 “com a conotação de
esclarecimento dos processos científicos e tecnológicos, por meio da contagem de
documentos.” Entre os estudos dessa natureza, analisar referências de trabalhos
acadêmicos é uma prática importante e uma das técnicas mais adequadas para
estudos quantitativos da produção gerada em uma determinada fonte de informação
e, como é o caso deste trabalho, em uma determinada área do conhecimento.
O estudo das referências de obras científicas permite identificar vários
indicadores da produção em uma área do conhecimento. Peña (2006) chama de
“Análises Neobibliométricas” a técnica de estudar o corpo de dados das referências
e explica que a metodologia permite analisar empiricamente a atividade científica
gerada pelos autores. No caso do trabalho de Peña, os autores eram alunos do
curso de Psicologia da Universidad Nacional Mayor de San Marcos e o objeto do
estudo as teses de pré-grado (Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação)
defendidas naquela universidade.
Analisar referências como forma de avaliação de produtividade é uma
prática muito utilizada na Psicologia. Em 1967, Xhignesse e Osgood analisaram 21
periódicos de Psicologia publicados entre os anos de 1950 e 1960, em relação a
algumas características das citações. Os autores afirmam que a análise de citações
revela certos padrões de uma rede de cientistas. Uma extensa pesquisa
desenvolvida por Endler, Rushton e Roediger III (1978) comparou o impacto e a
produtividade de 180 departamentos de Psicologia de universidades no Canadá,
Reino Unido e Estados Unidos, com base na análise das citações de 5.600
psicólogos. A partir dos artigos publicados pelos professores e indexados no Science
Social Citation Índex (SSCI) os autores afirmam que a contagem de citações foi

�4

extremamente relevante e possibilitou o estudo da produção dos membros das
faculdades. Entretanto, alertam que outras facetas do trabalho dos docentes
também devem ser consideradas como, por exemplo, o ensino, as atividades
administrativas e o trabalho aplicado.
A análise das citações das dissertações e teses em Saúde Pública, do
período de 1990 a 1994, permitiu que Noronha (1998) observasse os tipos de
documentos citados, a temporalidade dos documentos, o idioma e a procedência
geográfica dos documentos e procedesse a uma avaliação da produção científica de
uma área a partir das referências dos trabalhos.
Peña (2006) considera que o estudo bibliométrico é um importante aporte
para dar a conhecer as diferentes áreas de trabalho, escolas teóricas, metodologias,
populações e, sobretudo, para levantar o perfil dos pesquisadores de uma
determinada instituição.
Sampaio (2006) analisou os trabalhos de grau apresentados aos
programas de pós-graduação do Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo, no período de 2000 a 2005, a partir do olhar para as referências aos
periódicos. O estudo detectou que o número de referências às revistas brasileiras é
baixo, considerando o volume de publicações e as fontes de informação que
indexam essa produção. O trabalho recomendou que outros estudos dessa natureza
fossem elaborados, uma vez que a observação das referências neste tipo de
trabalho pode auxiliar na definição de estratégias de divulgação e promoção do uso
da informação em bibliotecas universitárias. Em se tratando de dissertações e teses,
a análise do corpo das referências permite diversas possibilidades de estudos.
Assim, o objetivo do presente estudo foi o de analisar as referências das
dissertações e teses apresentadas em cinco cursos de pós-graduação em Psicologia
no Brasil, nas quais buscamos identificar indicadores que demonstrassem a
tendência dos pós-graduandos em relação às linhas de pesquisa, os tipos de
trabalhos referenciados, o idioma das publicações utilizadas e quais são as obras
mais citadas. Os anos de 2004, 2005 e 2006 foram eleitos para a amostra.

�5

2 MÉTODO
O método de pesquisa foi o de natureza documental, especificamente a
Bibliometria. A coleta de dados foi realizada por bibliotecas cooperantes da Rede
Brasileira de Bibliotecas da Área de Psicologia (ReBAP) que atendem aos cursos de
pós-graduação stricto sensu, mestrado ou doutorado, na área da Psicologia. Para
tanto, encaminhamos convites para participação no trabalho colaborativo às 118
bibliotecas que formavam a Rede na ocasião. Além do envio por e-mail, o material
foi disponibilizado no site da Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia (BVS-Psi). A
coordenação da ReBAP enviou as planilhas, desenvolvidas em Excel, com os
indicadores de análise, para que todos tivessem o mesmo norte na coleta dos dados.
A tarefa consistiu na reunião dos dados considerando os indicadores: a) linhas de
pesquisa; b) tipos de documentos referenciados; c) idioma das publicações; d)
autores dos livros mais citados; e) revistas nacionais presentes nas referências. As
bibliotecas tiveram autonomia para desenvolver a metodologia mais adequada para
a coleta de dados, desde que fossem contabilizados nas planilhas encaminhadas
para tal finalidade. Foi acordado um cronograma para orientação em relação ao
prazo para término da coleta e envio dos dados. Não houve a intenção de
trabalharmos os dados das instituições comparativamente, pois são realidades
diferentes e qualquer comparação deveria levar em conta uma série de variáveis que
não foram controladas neste breve estudo. As bibliotecas tinham a liberdade de
fazer uso dos dados coletados para seus estudos individuais e divulgação entre sua
comunidade.

3 RESULTADOS
Das 118 bibliotecas convidadas para participação no estudo cinco
atenderam ao convite, a saber: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ),
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da
Paraíba (UFPB), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus
de Assis (UNESP) e Universidade de São Paulo (USP). Conhecendo as dificuldades
que os colegas bibliotecários enfrentam para levar adiante tais atividades, devido à
falta de recursos humanos e profissionais especializados para o desenvolvimento

�6

das tarefas, é compreensível o número de participantes neste projeto. Entretanto,
mais do que a cooperação no trabalho colaborativo, a intenção era iniciar um grupo
de pesquisa que apresentasse resultados passíveis de serem publicados e
divulgados. É importante ressaltar que os bibliotecários necessitam se apoderar de
ferramentas como a Bibliometria para ampliarem o escopo da sua atuação
profissional e avançar rumo à geração do novo conhecimento. De posse do saber
que, há muito tempo, organizam e entregam à comunidade podemos contribuir
cientificamente.
O estudo restringiu-se aos programas de pós-graduação em Psicologia.
Vale reforçar que não foi objetivo do trabalho a comparação entre os cursos, mas
sim uma breve demonstração do panorama, ficando para o leitor uma série de
interpretações, com base no conhecimento que cada um tem da área. Passemos
então para a observação dos resultados. Visualizamos na tabela 1 o número de
trabalhos analisados em função do ano de defesa.
Tabela 1 - Número de trabalhos analisados vs. ano de defesa
Instituição

Grau

2004

2005

2006

Total de
trabalhos

UERJ

M/D

29

41

33

103

UFRGS

M/D

33

44

46

123

UFPB

M

11

10

10

31

UNESP

M

10

28

12

50

M/D

106

50

73

229

192

176

174

536

USP
TOTAL

Foram analisadas 536 dissertações e teses das cinco instituições.
Verificamos que o ano de 2005 apresentou a maior marca em relação ao número de
trabalhos na UERJ, UFRGS e na USP, sendo que na UFPb houve diminuição de um
trabalho nos dois últimos anos eleitos para o estudo. A maior coleção analisada foi a
da Universidade de São Paulo, seguida da UFRGS e, em terceiro lugar aparece a
UERJ. As duas universidades com a menor marca no total de trabalhos analisados
oferecem a pós-graduação apenas em grau de mestrado. Uma série de análises
poderia ser efetuada considerando a data de criação dos cursos, a região onde se
encontram, o número de alunos inscritos e outras dimensões. No entanto, não foi o

�7

objetivo desse trabalho explorar esses itens, que poderão ser discutidos em outra
oportunidade.
Apresentamos a seguir as linhas de pesquisa dos trabalhos analisados.
Tabela 2 – Linhas de pesquisa
Linha de Pesquisa

UERJ UFGRS

UFPB

UNESP

USP

1

1

Clínica, Subjetividade e Política

Total de
trabalhos
2

2

Avaliação Psicológica, com Ênfase em
Populações de Risco
Clínica Psicanalítica

(continua)

14

14

Cognição e Envelhecimento

2

2

Comportamento Social, Comunicação e o
Espectro Autista

2

2

Construção, Adaptação, Normatização e
Validação de Instrumentos de Avaliação
Psicológica

5

5

Crianças e Adolescentes em Situação de
Risco Pessoal e Social
Desenvolvimento de Crianças e
Adolescentes em Situação de Risco
Pessoal e Social

4

4

3

3

7
10

7
10

7

7

3

3

1
4

1
4

Desenvolvimento do Bebê e da Família
Desenvolvimento Social
Ecologias Cognitivas: Produção de
Conhecimento, Aprendizagem e Cognição
Epistemologia e História da Psicologia
Estratégias Educativas Parentais
Fenomenologia e Psicologia da
Comunicação

26

Infância e Realidade Brasileira
Interação Pais-bebê/criança
Interação Social entre Pais e Crianças
com Transtornos de Desenvolvimento
Modelos sobre Linguagem e Memória e o
Desenvolvimento
Modos de Subjetivação Contemporâneos
Narrativa, Cultura e Psicopatologia
Neurociências
Práticas Sociais

6

26
6

1

1

5

5

5
3

5
3
30

1

30
1

�8

Tabela 2 – Linhas de pesquisa
Linha de Pesquisa

Psicobiologia
Psicologia Clínica

UERJ UFGRS

(conclusão)
UFPB

UNESP

19

USP

Total de
trabalhos

2
36

2
55

Psicologia da Aprendizagem e
desenvolvimento
Psicologia da Personalidade

3

3

1

1

Psicologia do Desenvolvimento
Psicologia do Trânsito

45
7

45
7

Psicologia Escolar / Educacional
Psicologia Experimental

28
36

28
36

Psicologia Hospitalar
Psicologia Social

5
36

5
148

Saúde Mental
Subjetividade e Saúde Coletiva

81
1

1
24

24
37
2

Trabalho, Saúde e Subjetividade
Transição para a Parentalidade
Total

31

103

123

37
2
31

50

229

A distribuição dos trabalhos pelas 36 linhas de pesquisa dos programas de
pós-graduação analisados demonstra a multiplicidade e pluralidade da Psicologia
enquanto ciência. Chama a atenção o grande número de trabalhos apresentados na
linha “Psicologia Social” (n=148). Em segundo lugar aparece a “Psicologia Clínica”,
com 55 trabalhos e, em terceiro lugar, a área de “Psicologia do Desenvolvimento”
contribuindo com 45 produções. Um leitor familiarizado com os dados da pósgraduação na área certamente fará uma leitura muito produtiva dos dados
apresentados. Na seqüência apresentamos os dados sobre os tipos de trabalhos
referenciados:

536

�9

Tabela 3 – Tipos de trabalhos referenciados vs. Instituição
Documento /
Instituição

UERJ

UFRGS

UFPB

UNESP

Total
de
Referências

USP

M

D

M

D

M

M

M

D

Periódicos
Nacionais

632

455

918

462

381

483

769

Periódicos
Estrangeiros

477

543

1278 2050

752

Livros
Nacionais

3721 1705 3056

807

Livros
Estrangeiros

630

674

760

Eventos
Nacionais

94

51

Eventos
Estrangeiros
Teses Nacionais

18

707

4807

74

2390 2438

10002

1003

2538

2423 2922

18175

792

456

59

836 1588

5795

67

32

40

31

58

143

516

20

22

36

9

0

11

38

154

119

123

234

61

177

191

393

326

1624

Teses
Estrangeiras

2

4

7

5

15

1

9

18

61

Outras
publicações
Nacionais

489

304

529

124

99

194

368

547

2654

Outras
publicações
Estrangeiras

109

89

94

90

48

11

64

105

610

Totais

6291 3968 6965 4459

2980

3582

7321 8832

44398

Foram analisadas 44.398 referências em relação ao tipo de publicação
nas 536 dissertações e teses eleitas para o estudo. Os livros são a fonte de
informação mais utilizada pelos pós-graduandos na fundamentação teórica dos seus
trabalhos. O percentual de referências aos livros nacionais é de 40,5%, seguido
pelos periódicos estrangeiros com 22% das menções nas referências. Os livros
estrangeiros receberam 13% das referências, enquanto os periódicos nacionais
10,8% das citações. Os demais tipos de materiais foram referenciados em 13,7%.
Um leitor especializado no assunto poderá explorar o uso de determinado tipo de
documento referenciado em função das linhas de pesquisa com mais contribuições.
A tabela seguinte demonstra os idiomas eleitos para a leitura dos pós-graduandos.

�10

Tabela 4 – Idiomas dos trabalhos referenciados
Idioma /
Instituição

M

D

M

D

M

M

M

D

Total
de
referências

Português

4981

2982

4888

1523

1742

3452

6904

5006

31478

Inglês

731

917

1774

2694

1031

86

3265

2932

13430

Espanhol

309

119

272

144

121

34

184

504

1687

Francês

151

185

90

99

85

19

151

312

1092

Alemão

1

2

3

11

1

1

23

36

78

Outros

1

5

3

0

0

0

5

28

42

TOTAL

6174

4210

7030

4471

2980

3592

10532

8818

47807

UERJ

UFRGS

UFPB UNESP

USP

No caso da USP, quanto à análise do idioma da obra, diferentemente da
contabilização dos tipos de trabalho, as referências a um mesmo periódico em um
mesmo material (tese ou dissertação), foram contabilizadas, daí a diferença de 3.409
registros entre as duas categorias de análise (tabela 3 e 4). O português é a língua
predominante em 65,8% das referências analisadas, sendo o inglês o segundo
idioma mais lido pelos pós-graduandos. O espanhol aparece com 3,5% das
referências, resultado muito próximo do francês, com 2,2% das menções. Os dez
livros mais referenciados são demonstrados na tabela seguinte.
Tabela 5 - Livros, em português, mais referenciados nos trabalhos
(continua)
Autor

Título

Editora

Data1

Refer.2

LACAN, J.

Escritos

Jorge Zahar

1998

153

FREUD, S.

Obras psicológicas completas de
Sigmund Freud, v. 19

Imago

1990

57

FREUD, S.

Obras psicológicas completas de
Sigmund Freud, v. 1

Imago

1990

50

FORBES, F.
(Org.)

Os casos raros, inclassificáveis, da
clínica psicanalítica : a conversação de
Arcachon

Contra
Capa

1998

43

WINNICOTT, D.
W.

O ambiente e os processos de
maturação - estudos sobre a teoria do
desenvolvimento emocional

Artes
médicas

1982

43

FREUD, S.

Obras psicológicas completas de
Sigmund Freud, v. 14

Imago

1990

42

�11

Tabela 5 - Livros, em português, mais referenciados nos trabalhos
(conclusão)
Autor

Título

Editora

Data1

Refer.2

CAPOVILLA, F.
C.

Neuropsicologia e aprendizagem: uma
abordagem multidisciplinar

Sociedade
Brasileira de
Neuropsicol
ogia/Scortec
ci

2002

41

FREUD, S.

Obras psicológicas completas de
Sigmund Freud, v. 12

Imago

1990

40

ABERASTURY,
A.; KNOBEL, M.

Adolescência normal. um enfoque
Psicanalítico.

Artmed

1981

33

GONÇALVES, M.
J.; MACEDO, E.
C.; SENNYAY, A.
L.; CAPOVILLA,
F. C.

Tecnologia em (re)habilitação cognitiva
2000: a dinâmica clínica, teoria e
pesquisa

Edunisc/Soc
iedade
Brasileira de
Neuropsicol
ogia

2000

32

1- Data da publicação
2- Número de referências ao livro

Os livros nacionais referenciados contabilizaram mais de 5.000 menções.
Para efeito deste trabalho fizemos um recorte na 10ª posição. A coletânea dos 34
artigos e conferências do seguidor de Sigmund Freud, Jacques Lacan, - Escritos - foi
o livro mais referenciado pelas dissertações e teses analisadas. Em segundo lugar
aparece o volume 19 das Obras Completas do criador da psicanálise, d Freud, e o
volume 1 da sua obra completa, surge em terceiro lugar, entre as obras mais lidas.
As obras de Freud aparecem mais duas vezes entre os mais citados, juntamente
com Winnicott, Forbes, Aberastury e Knobel. Aparecem também duas obras de
autoria de Fernando Capovilla, pesquisador que orienta em um dos programas de
pós-graduação mais bem conceituados do Instituto de Psicologia da USP, sendo
uma delas em colaboração com outros pesquisadores.
Na seqüência observamos os dez periódicos brasileiros e os dez
estrangeiros mais referenciados pelos pós-graduandos.

�12

Revistas Brasileiras

Ref.1 Revistas Estrangeiras

Ref.

1- Psicologia USP

128

1- Journal of Experimental Analysis of
Behavior

199

2- Psicologia: Reflexão e Crítica

110

2- Science

129

3- Psicologia: Teoria e Pesquisa 97

3- Journal of Comparative Neurology

100

4- Ciência Cognitiva: Teoria,
Pesquisa e Aplicação

65

4- Animal Behaviour

99

5- Revista Brasileira de
Psicanálise

47

5- Brain Research

94

6- Cadernos de Pesquisa

46

6- Journal ff Personality and Social
Psychology

90

7- Estudos de Psicologia
(Campinas)

44

7- Child Development

84

8- Educação &amp; Sociedade

43

8- Physiology and Behavior

54

9- Temas Sobre
Desenvolvimento

43

9- American Journal of Physiology /
Personality and Individual Differences

43

10- Revista de Saúde Pública
(São Paulo)

40

10- American Psychologist

42

1 Números de referências à revista

Igualmente aos livros, optamos por um recorte na 10ª posição das revistas
mais mencionadas. A revista mais referenciada nos trabalhos é Psicologia USP,
publicada pelo Instituto de Psicologia que forneceu o maior número de trabalhos
neste estudo (n=229). A segunda colocada é a Psicologia: Reflexão e Crítica,
seguida por Psicologia: Teoria e Pesquisa. A segunda e terceira colocadas no
ranking são duas das revistas mais prestigiosas da área, segundo a avaliação da
Comissão Editorial CAPES/ANPEPP. Vale uma ressalva em relação à revista
Ciência Cognitiva, altamente especializada, que circulou com quatro fascículos nos
anos de 1997 e 1998, cujo editor é orientador em um dos programas da USP, coautor na maioria dos trabalhos publicados na própria revista e um dos autores mais
referenciados nos dez livros que aparecem na tabela anterior.

4 COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES
As referências são parte integrante de qualquer trabalho de natureza
científica. A análise do corpo dessas referências nos possibilita inúmeras discussões

�13

sobre uma área da ciência. No caso deste estudo, é necessário retomar alguns itens
dos resultados para breves comentários.
a) Linhas de Pesquisa – Observamos que os trabalhos encontram-se distribuídos
em 36 linhas de pesquisa, o que demonstra a multiplicidade e pluralidade da
psicologia enquanto ciência. A maioria dos trabalhos analisados está inserida na
linha da Psicologia Social, o que demonstra um interesse pela pesquisa neste tema
com abrangência em território nacional.
b) Tipos de material referenciado - Os livros são a fonte de informação mais
utilizada pelos pós-graduandos na fundamentação teórica dos seus trabalhos.
Na área de Ciência da Informação, Campello et al (2007) analisaram

teses e

dissertações sobre biblioteca escolar produzidas no Brasil e verificaram que havia
predominância das citações aos livros, coincidindo com nossa análise. Podemos
concluir que, mesmo com o advento dos periódicos em formato eletrônico, os livros
ainda são as obras mais lidas pelos pós-graduandos dos cursos estudados.
c) Idioma das referências - O idioma das obras referenciadas foi, em grande parte,
o português, permitindo inferir que a literatura científica publicada na área no país
oferece suporte às pesquisas e estudo. Cabe neste item uma reflexão sobre a baixa
citação à literatura em língua espanhola. Os países da América Latina possuem
problemas sociais similares e soluções encontradas nos países da região poderiam
ser aproveitadas, servindo de orientação para nossas sociedades. Por que não
fazemos referências aos trabalhos dos nossos pares latino-americanos? Certamente
a resposta não é simples e nem cabe aqui tamanha discussão, porém a questão
precisa ser trabalhada pela comunidade.
d) Periódicos referenciados – Comparativamente, os periódicos brasileiros
receberam poucas menções em relação aos estrangeiros. A maioria dos pósgraduandos e orientadores brasileiros publica os resultados de suas pesquisas em
revistas brasileiras. A baixa citação a esse tipo de publicação pode nos levar a inferir
que a própria comunidade não referencia o veículo alimentado por suas
contribuições. Trzesniak (1998) afirma que “Ao se elaborar indicadores, há uma
questão fundamental que não pode ser perdida de vista: o mais importante é sempre
a realidade, o processo ou sistema que os indicadores descrevem; se um indicador
diz que o sistema vai mal, mas na verdade ele vai bem, acreditar que isso é possível

�14

é duvidar do primeiro, e não do último.” Não buscamos definir indicadores, uma vez
que a tarefa é árdua e demanda intensas pesquisas e fundamentações. No entanto,
gostaríamos de chamar a atenção para o dado, quando comparado com o número
de revistas de Psicologia publicadas no Brasil. Obtivemos 44.398 referências nos
536 trabalhos analisados. Dessas referências encontramos um percentual de 10,8%
citações a periódicos nacionais. O Índex Psi Periódicos1 reúne mais de 100 títulos de
revistas brasileiras publicadas correntemente. Analisar onde essas revistas estão
sendo referenciadas é um tema a ser tratado em estudos posteriores.
A tarefa não se esgota aqui. Longe de chegar a conclusões, o presente
estudo buscou levantar inquietações. Este trabalho foi uma primeira colaboração
dessa natureza realizada pelos bibliotecários da ReBAP. A experiência revelou que
as produções colaborativas entre profissionais de diferentes Estados são possíveis e
geram excelentes frutos. O tipo de estudo eleito para essa primeira iniciativa, a
Bibliometria, revelou-se totalmente adequada a esse tipo de cooperação. A partir da
técnica de analisar as referências chegamos a uma grande quantidade de dados
que poderá produzir outras contribuições pertinentes. Firmamos aqui o compromisso
de outras reflexões sobre os dados dessa pesquisa bibliométrica, objetivando
análises e discussões que, certamente, auxiliarão as pesquisas em Psicologia no
país.

REFERÊNCIAS
GUEDES, V. L. S.; BORSCHIVIER, S. Bibliometria: uma ferramenta estatística para
a gestão da informação e do conhecimento, em sistemas de informação, de
comunicação e de avaliação científica. In: VI Encontro Nacional de Ciência da
Informação. Anais eletrônicos. Salvador, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/VaniaLSGuedes.pdf&gt;. Acesso em 18 de
jun. 2008.
CAMPELLO, B. S. et al. Literatura sobre biblioteca escolar: características de
citações de teses e dissertações brasileiras. TransInformação, Campinas, v.19, n.3,
p.227-236, set./dez., 2007.
ENDLER, N. S.; RUSHTON, J. P.; ROEDIGER III, H. L. Productivity and scholary
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American Psychologist, v.33, p. 1064-1082, 1978.
1

Disponível em: www.bvs-psi.org.br

�15

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n1.pdf&gt;. Acesso em: 10 de maio de 2008.
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Agradecemos pela colaboração na coleta de dados a:
Camila Maria de Camargo Oliveira, Fernanda Leite Guzmán, Hélina Alves de Araújo,
Ingrid Cadidé do Santos, Michela Cavalcanti, Roseni Vieira Gomes da Silva

__________________
1

Maria Imaculada Cardoso Sampaio, Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia, Bibliotecária,
Biblioteca Dante Moreira Leite, Coordenação da BVS-Psi Brasil e BVS ULAPSI, isampaio@usp.br.
2
Alberto Calil Elias Junior, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Bibliotecário, Biblioteca
CEH-A, ceha@uerj.br.
3
Elise Maria Di Domenico Coser, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de
Psicologia, Bibliotecária, bibpsico@ufrgs.br.
4
Georgia A. de Freitas Nomi, Mestranda do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética
e História da Arte (USP), Assistente de Fontes de Informação BVS-Psi Brasil, georgia@bvspsi.org.br.
5
Ivanilda de Lourdes Rosseto Lima, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
(UNESP), Campus de Assis, Bibliotecária, Biblioteca "Acácio José Santa Rosa",
vana@assis.unesp.br.
6
Oneide Donado de Souza, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Bibliotecária, Biblioteca
Central, oneide@biblioteca.ufpb.br.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Analisa as referências das dissertações e teses de Psicologia apresentadas à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Assis (UNESP) e Universidade de São Paulo (USP), nos anos de 2004, 2005 e 2006. O objetivo foi o de identificar indicadores que demonstrassem, a partir da produção dessa área do conhecimento, a tendência dos pós-graduandos em relação às linhas de pesquisa, os tipos de trabalhos referenciados, o idioma das publicações utilizadas e quais obras são mais citadas nos trabalhados. O método utilizado foi o de natureza documental, especificamente a Bibliometria, aplicado pelas bibliotecas da Rede Brasileira de Bibliotecas da Área de Psicologia (ReBAP). Os resultados confirmam a natureza multidisciplinar e plural da Psicologia enquanto ciência. Os livros são a fonte de informação mais utilizada pelos pós-graduandos na fundamentação teórica dos seus trabalhos. O idioma das obras referenciadas é, predominantemente, o português, seguido do inglês. Comparativamente, os periódicos brasileiros receberam poucas menções em relação aos estrangeiros. A experiência revelou que as produções colaborativas entre profissionais de diferentes Estados são possíveis e a recomendação é que outras iniciativas de cooperação da mesma natureza sejam levadas a cabo.</text>
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DIGITALIZAÇÃO: preservação e acesso informacional
SAMPAIO, A. M. M.1

RESUMO
Feira de Santana – BA, infelizmente, não possui política cultural eficiente no que
tange à preservação da sua memória. Dessa forma, o acervo de jornais da Biblioteca
Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG) é a fonte de pesquisa
documental responsável pelo resgate da imprensa jornalística local e da história
social do município; o que é concretizado através das diversas monografias,
dissertações, artigos, teses, livros entre outras produções geradas a partir das
consultas na BSMG. Este relato aborda a importância dos jornais para a comunidade
de Feira de Santana e região. Porém, o uso diário e a fragilidade que é peculiar aos
jornais acarretaram no desgaste de tão importante coleção para os pesquisadores.
O mais agravante é o fato de que essas edições são as únicas conhecidas em toda
a região e no caso do desaparecimento destes exemplares, informações sobre o
cotidiano feirense, estariam fadadas ao completo desconhecimento pela sociedade
local. O foco desse trabalho está na necessidade de digitalização do acervo, dos
quais muitos exemplares, em estado lastimável, encontram-se sem condições de
uso. Contudo, a digitalização e conseqüente conservação e disseminação da
coleção de jornais da BSMG se faz urgente e necessária, haja vista, ser ela singular
enquanto instrumentos de pesquisa e de informação e plural na infinidade de
possíveis temas e interpretações por partes daqueles que têm na mesma a
renovação do conhecimento acerca da realidade regional.
Palavras-chave: Digitalização jornais. Biblioteca Monsenhor Galvão. Conservação
jornais. Disseminação jornais. Feira de Santana-Ba.

ABSTRACT
Feira of Santana - BA, unfortunately, has no efficient cultural policy with regard to
preserving its memory. Thus, the collection of newspapers of the Library Sector
Monsignor Renato de Andrade Galvão (BSMG) is the source of documentary
research for the redemption of print journalism and local social history of the council,
which is implemented through several books, dissertations, articles, theses, books
and other products generated from the consultations in BSMG. This report addresses
the importance of newspapers for the community of Feira de Santana and region. But
the daily use and the fragility that is peculiar to newspapers in the lead-wear

�2

collection so important to the researchers. The most aggravating is the fact that these
issues are the only known throughout the region and in the case of the
disappearance of these copies, information on the daily feirense, would fadadas the
complete ignorance by the local society. The focus of his work is in need of
digitisation of these assets, of which many copies in sorry state, are unable to use.
However, digitalization and the consequent conservation of the collection and
dissemination of newspapers of BSMG is urgent and necessary it is to be natural as
instruments of research and information in the plural multitude of possible themes
and interpretations by those who have shares in the same renewal the knowledge of
the regional reality.
Keywords: Digitalização periodicals. Library Monsignor Galvão. Conservation
periodicals. Dissemination periodicals.

1 INTRODUÇÃO
A digitalização de documentos vem se tornando um instrumento de
fundamental importância para a conservação e disseminação da informação de
forma universal. Além de ser um procedimento que ajuda a reduzir custos, tempo e
distância, faz com que os usuários se encantem cada vez mais com novas
tecnologias, que estão surgindo a cada dia, dando condições de acesso à
informação desejada no lugar que esteja em questão de segundos. Através desse
recurso, as bibliotecas, arquivos e/ou centros de documentação podem acompanhar
o desenvolvimento da tecnologia digital proporcionando o acesso a informações
existentes e gerenciando as que estão surgindo por meio digital.
Compartilhando do ideal de tornar a Universidade Estadual de Feira de
Santana (UEFS) uma Universidade integrada no contexto da sua vocação múltipla e
universal, o Museu Casa do Sertão, Órgão Suplementar desta instituição, fundado
há 30 anos, objetiva preservar a cultura sertaneja resguardando aspectos do
cotidiano do homem nordestino. Esse objetivo é colocado em prática a partir da
realização de suas atividades de pesquisa e extensão no interior da Biblioteca
Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG).
A BSMG é integrada ao Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual
de Feira de Santana, encontra-se localizada no Museu Casa do Sertão.
Especializada em cultura popular, literatura de cordel, história e geografia regional.
Possui um acervo abrangente de livros raros, documentos impressos e manuscritos,

�3

folhetos religiosos, pastas de referências temáticas, periódicos, em especial, os
jornais feirenses que datam da década de 60 no século XIX ao século XX.
O desenvolvimento das pesquisas é realizado a partir deste precioso
acervo documental e bibliográfico, cujo trabalho se faz presente através da
publicação de instrumentos de pesquisas: inventários sumários e analíticos, entre
outros. A partir desse acúmulo de experiência, o Museu tornou-se um espaço mais
dinâmico, atraindo um público bastante diversificado em busca de informações
culturais e de apoio à pesquisa e preservação da história do município.
Diante

do

exposto,

houve

um

número

crescente

de

pesquisas

desenvolvidas no acervo da biblioteca em sua coleção rara, principalmente a de
jornais que sofreram degradação e deteriorização com o passar do tempo. O
processo de digitalização desses jornais surgiu como uma alternativa imediata para
conservar as informações contidas nessas páginas amarelecidas pelo tempo e
também como um meio de disponibilizar esse precioso acervo de forma universal.

2 DIAGNÓSTICO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO
Uma empresa especializada em restauração elaborou o diagnóstico do
estado de conservação das 1241 folhas iniciais dos jornais do acervo da BSMG.
Fez-se necessário o manuseio das obras para detectar os agentes de degradação.
À primeira vista este acervo apresentou os seguintes problemas em nível de
conservação:
- Umidade relativa do ar inadequada, que favoreceu a proliferação dos
elementos detectados: insetos xilófagos, fungos, acidez, desintegração física dos
materiais que compõem este acervo em papel, material frágil e sujeito a
deteriorização, quando impropriamente acondicionado e manuseado.
- O papel, substância orgânica de fibras celulósicas, sofreu deteriorização de
causas intrínsecas, ou seja, decorrente do comportamento dos resíduos do preparo
da pasta química do papel. Sob condições inadequadas de acondicionamento e
manuseio indevido, reagem entre si, tornando o papel quebradiço. Sofreu também

�4

deteriorações por causa extrínsecas, já citadas, como os fatores do meio ambiente
não propício à conservação dos materiais.

3 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES
Objetivando garantir o acesso às informações contidas nos jornais, que se
caracterizam enquanto importante fonte da memória local buscou-se a preservação
dos mesmos através do processo de digitalização. Para tanto, estão sendo
empreendidas as seguintes atividades: Seleção dos jornais que serão digitalizados;
convertê-los para o meio digital, num trabalho que deverá ter a duração inicial de um
ano, para a digitalização dos jornais mais raros; os arquivos digitalizados são
gravados em CD´s e copiados em um computador na BSMG onde os mesmos
recebem sua classificação e editoração. Os CD`s deverão ser armazenados em
lugar seguro fora do prédio e dentro da biblioteca, garantindo a prevenção de algum
desastre.
Estando em meio digital estes periódicos de papel serão preservados e
armazenados de forma correta e não mais disponibilizados ao público, para que
tenha uma vida útil prolongada, evitando uma menor deteriorização. Esta
intervenção garante o acesso às informações para um público de estudantes e
professores da UEFS, como também, do município e de pessoas de qualquer parte
do mundo que tenham acesso à internet, pois os jornais digitalizados estarão
disponíveis em breve na Home Page da UEFS www.uefs.br, no servidor da BSMG.

4 RESULTADOS ALCANÇADOS
•

Imunização de todo o acervo de jornais da BSMG;

•

Contratação de uma empresa especializada para diagnóstico dos jornais;

•

Digitalização inicialmente dos jornais: Gazeta do Povo – 1891,1898; O
Município – 1892,1978; O Propulsor – 1896; O Progresso – 1900, 1908; Folha
do Norte – 1910-1978; O Republicano – 1912; Folha da Feira – 1932, 1935; O
Coruja – 1956; O Dia a Dia – 1985; Gazeta do Feirense – 1985, 1986.

�5

•

Preservação e conservação dos originais em papel;

•

Aquisição de equipamentos de informática adequada;

•

Preservação e conservação dos CD´s;

•

Instrumentalização do quadro funcional da Biblioteca Setorial Monsenhor
Renato de Andrade Galvão: nível superior e médio, estagiários;

•

Treinamento dos funcionários e usuários;

•

Divulgação do acervo de jornais digitalizados ao público em geral;

•

Armazenamento dos CD´s;

•

Disponibilização dos CD´s na BSMG;

•

Disseminação do acervo de jornais digitalizados na internet.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A imprensa sempre teve grande importância ao acompanhar o desenrolar
dos fatos cotidianos, sejam eles políticos, sociais e culturais da sociedade, pois a
escrita desempenha forte referência existencial. Na verdade, a imprensa
notadamente, conhecida por jornais, exerce o papel de documentar e estabelecer
juízo de valor, ou seja, formar a opinião pública de acordo, muitas vezes, com a
verdade que lhe parece a “verdadeira”.
Nesta perspectiva, a preservação e conservação através da digitalização
de tão importantes documentos (jornais) para a sociedade escrita são necessárias,
haja vista, a visão de mundo registrada em jornais que muitas vezes se tornam para
determinada localidade um referencial e, conseqüentemente, um baluarte da
salvaguarda da memória histórica ou, em muitos casos, aspectos da história
contemporânea. A coleção de jornais da BSMG é responsável pelo resgate não só
da imprensa escrita feirense, mas, sobretudo, da história social do município.
A importância dessa coleção pode ser vista atrvés dos registros de
usuários do ano 2007, onde foram registradas 6.024 consultas e destas 4.439 se
deram na coleção de jornais, representando assim uma porcentagem de 73,68% em

�6

relação às outras fontes existentes na BSMG. Ressaltando que se trata de uma
biblioteca especializada, não é permitido empréstimo e atende a um público de
usuários em sua maioria de pesquisadores. Porém, o uso diário e a fragilidade que é
peculiar ao suporte dos jornais, acarretaram no desgaste de tão importante coleção
para os acadêmicos desta Universidade e, também, de outras que aqui pesquisam.
Dessa maneira se fez mister a digitalização dos documentos, os quais
muitos já se encontram sem condição de uso. A privação se constitui enquanto
entrave do desenvolvimento de novos trabalhos nas áreas da História, Sociologia,
Literatura, Antropologia, Filologia, dentre tantas áreas, que tão bem poderiam
usufruir das importantes informações contidas nesse acervo documental. Temos
conhecimento de que essa fonte de informação são raridades em nossa região,
portanto, no caso do desaparecimento destes exemplares a história do município
estaria fadada ao completo desconhecimento da sociedade local.
Este relato procura atender uma das indicações do Livro Verde da
Sociedade da Informação no Brasil que contém as metas de implantação do
Programa de Informação e constitui uma súmula consolidada de possíveis
aplicações de Tecnologia da Informação.

Esta meta diz que: “Os arquivos,

bibliotecas, museus e centros de documentação cumprirão papel estratégico. (...)
Reproduzirão, na internet, a função de operar coleções de conteúdos organizados
segundo metodologias e padrões de seleção e qualidade” (TAKAHASHI, 2000).
Sabe-se que as mudanças de suportes informacionais são constantes,
principalmente no século XX com o surgimento de novas tecnologias, de maneira
muito rápida e assustadora, logo, não podemos ficar pra trás e sim acompanhar toda
e qualquer evolução favorável ao desenvolvimento humano.
Barros (2003) afirmou que a memória só faz sentido se, após organizada e
tornada disponível ao público, puder ser disseminada por meio de produtos
informacionais, de tal forma que se permita não só a socialização do conhecimento,
mas também a produção de conhecimento inspirada no acervo constituído.

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Temos consciência que o processo de digitalização envolve custos
diversos e elevados e que não é a melhor forma de conservação, pois os recursos e
suportes utilizados podem se tornar obsoletos no futuro, como também, não ser
reconhecido legalmente, mais como solução imediata, foi a melhor maneira
encontrada dentro da nossa realidade para que esses jornais preciosos não
desapareçam por completo, pois, resultaria no corte da nossa história e também que
a informação esteja sempre disponível para os usuários.

REFERÊNCIAS
ARQUIVO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO. Arquivo virtual. Disponível em:
http://www.Rio.Rj.gov.br/instal1.htm&gt;. Acesso em: 22 Abr. 2007.
BARROS, Maria H. T. Costa de. Disseminação da informação. Marília: s.e., 2003.
112p.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca virtual. Disponível em:
http://www.bn.br. Acesso em: 20 Maio 2008.
MERRILL-OLDHAM, Jan; REED-SCOTT, Jutta. Programa de planejamento de
preservação: um manual para auto-instrução de bibliotecas. Rio de Janeiro: Arquivo
Nacional, 2001. 139p.
LÈVI, Pierre. Tecnologias da inteligência. Tradução de Irineu Costa. Rio de
Janeiro, 1993. 208p.
MARCONDES, Carlos H. (Org.). Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador:
EDUFBA, 2006. 337p.
POPINO, Rollie E. Feira de Santana. Bahia: Editora Itapuã, 1968. 328p.
TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade de informação no Brasil: livro verde.
Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. 195p.
UNIVERSIDADE Estadual de Feira de Santana. Museu Casa do Sertão. Feira de
Santana. 2007. Folheto.

__________________
1

Ana Martha Machado Sampaio, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS),
amms2004@yahoo.com.br, mcsertao@ig.com.br.

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Documentação&#13;
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                <text>Feira de Santana – BA, infelizmente, não possui política cultural eficiente no que tange à preservação da sua memória. Dessa forma, o acervo de jornais da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG) é a fonte de pesquisa documental responsável pelo resgate da imprensa jornalística local e da história social do município; o que é concretizado através das diversas monografias, dissertações, artigos, teses, livros entre outras produções geradas a partir das consultas na BSMG. Este relato aborda a importância dos jornais para a comunidade de Feira de Santana e região. Porém, o uso diário e a fragilidade que é peculiar aos jornais acarretaram no desgaste de tão importante coleção para os pesquisadores. O mais agravante é o fato de que essas edições são as únicas conhecidas em toda a região e no caso do desaparecimento destes exemplares, informações sobre o cotidiano feirense, estariam fadadas ao completo desconhecimento pela sociedade local. O foco desse trabalho está na necessidade de digitalização do acervo, dos quais muitos exemplares, em estado lastimável, encontram-se sem condições de uso. Contudo, a digitalização e conseqüente conservação e disseminação da coleção de jornais da BSMG se faz urgente e necessária, haja vista, ser ela singular nquanto instrumentos de pesquisa e de informação e plural na infinidade de possíveis temas e interpretações por partes daqueles que têm na mesma a renovação do conhecimento acerca da realidade regional.</text>
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INCENTIVO A LEITURA E PRESERVAÇÃO DA CULTURA POPULAR
SAMPAIO, A. M. M.1

RESUMO
O nome literatura de cordel vem de Portugal e são folhetos e/ou livretos presos a um
pequeno cordão ou barbante que ficavam expostos nos locais onde eram vendidos.
Esses folhetos de literatura de cordel divulgam as histórias tradicionais através de
narrativas de épocas. Hoje o nordeste brasileiro é o maior produtor e difusor dessa
literatura que narra fatos e manifestações culturais de seu povo. O artigo trata da
importância da preservação e disseminação destes folhetos para o desenvolvimento
cultural de uma sociedade. O objetivo desse trabalho é utilizar os livretos de cordéis
da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG) como
incentivo à leitura e preservação da cultura popular, inserindo “À Hora do Conto
Popular” na grade curricular do Município de Feira de Santana e região. Temos o
dever de não deixar morrer nossas raízes, para que a mesma sobreviva a gerações
posteriores.
Assim, buscaremos uma parceria com as escolas de ensino
fundamental, que é de grande importância para ajudar na formação cultural do
indivíduo, criando em seu cotidiano o hábito da leitura.
Palavras-chave: Conto popular. Livretos de cordel. Incentivo à leitura. Cultura
popular.

ABSTRACT
The names of cordel literature come from Portugal and are leaflets and / or booklets
prisoners to a small cord or string that were exposed in places where they were sold.
These leaflets, literature, string disseminate the stories through traditional narratives
of seasons. Today the northeastern Brazil is the largest producer and diffuser of
literature that tells facts and cultural events of its people. The article deals with the
importance of preservation and dissemination of leaflets to the cultural development
of a society. The objective of this work is to use the booklets of cordage of the Library
Sector Monsignor Renato de Andrade Galvão (BSMG) and encouraging the reading
and preservation of popular culture, including "The Tale of Time People" grade
curriculum in the city of Feira de Santana and region. We have a duty to keep our
roots die, so that it survives the subsequent generations. So find a partnership with
the schools of basic education, which is of great importance in helping cultural
training of the individual, creating the habit in their daily life of reading.
Keywords: Popular story. Ttwine booklets. Incentive the reading. Popular culture.

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1 INTRODUÇÃO
A literatura de cordel é uma das mais conhecidas dentre as manifestações
da cultura popular do nordeste brasileiro. Como tantas outras manifestações
culturais que não são preservadas, uma boa parte de sua história se perdeu com o
tempo sem ter deixado registros muito importante de sua memória. A bibliografia
sobre esse assunto é escassa e muito vem sendo resgatado com testemunhos orais
das pessoas que vivenciaram ou ouviram falar através de seus antepassados. Sabese que sua raiz vem desde a Idade Média ou até mesmo da antiguidade, mas, só há
um século atrás os folhetos de cordel vieram a ser impressos e difundidos
universalmente.
O nome literatura de cordel vem de Portugal e são folhetos presos a um
pequeno cordão ou barbante que ficavam expostos nos locais onde eram vendidos.
Esses folhetos divulgam as histórias tradicionais sobre narrativas de épocas antigas
que são, muitas vezes, acompanhados por cantorias e repentes de viola. O homem
nordestino, através dos seus escritos em forma de verso, expressa a cultura de sua
região, pois a maioria dos poetas e cantadores brasileiros é da região nordeste e
são os principais responsáveis pela maior parte das produções de folhetos de
cordéis em todo país.
Popularmente, literatura de cordel sempre teve e continua tendo uma
função importante para a disseminação da informação em diversas áreas do
conhecimento, pois representa um papel essencial de caráter educador e difusor da
cultura popular. As obras de aventura, amor, mistério, etc., descritos nos cordéis veio
suprir a carência de livros no nordeste no fim do século XIX e início do século XX.
Assim, um mundo mágico iniciou-se: sapos viraram príncipes e bruxas viraram
princesas. Dizem que os primeiros folhetos de trovador, no Brasil, foram impressos
no final do século XIX por Leandro Gomes de Barros e João Martins de Atahyde e
que continuam sendo reimpressos até hoje e vendidos mundialmente.
A literatura de cordel é hoje conhecida em caráter nacional e internacional
e permanece viva a cada dia. Isso se deve, em grande parte, aos cordelistas que
saíram de suas “casas” para divulgarem seus trabalhos nas capitais. A cidade de
São Paulo foi o principal centro de cordelistas do país, onde todos se reuniam para

�3

vender seus trabalhos e através deles buscarem seu sustento, pois, muitos viveram
e vivem com recursos obtidos de vendas dos seus livretos de cordel. O corordelista
João Martins de Athaide, considerado o maior divulgador da literatura de cordel de
todos os tempos, em 1924, descreve esse fato através do poema, em forma de
cordel: “E foge o povo do sertão”, relatando a história de migração do nordestino em
busca de uma vida melhor.
Cremos que em nenhuma outra época a literatura de cordel
despertou mais vivo interesse entre pesquisadores do que nos
nossos dias, determinando uma série de trabalhos e livros do melhor
nível científico. Literatura de cordel que traz em seu conteúdo
contribuição inestimável ao folclorista, o sociólogo, o lingüista, os
cientistas sociais em geral não podem mais ignorar ou menosprezar
essa vertente riquíssima do nosso populário. (MELLO, 1991, p. 5).

A Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG),
situada no Museu Casa do Sertão na Universidade Estadual de Feira de Santana
(UEFS), faz parte do Sistema de Bibliotecas da UEFS, tem um acervo especializado
em Feira de Santana e região e Cultura Popular. A BSMG possui uma coleção
especial com aproximadamente 3.000 livretos de cordel com temas e autores
variados e consagrados na literatura popular, dentre os quais merece destaque o
poeta e cordelista Franklin Maxado, funcionário da UEFS, lotado no Museu Casa do
Sertão, o maior doador destes folhetos existentes na BSMG.

2 DESENVOLVIMENTO
O objetivo desse trabalho é utilizar os livretos de cordéis da Biblioteca
Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG) como incentivo à leitura e
preservação da cultura popular, inserindo “A Hora do Conto Popular” na grade
curricular do Município de Feira de Santana e região. Através da divulgação desses
folhetos mostraremos para as crianças da região nordeste que temos uma cultura
popular própria e que devemos valorizá-la e preservá-la, pois a mesma faz parte de
nossa raiz.
A escola deve ser a grande difusora da literatura de cordel, principalmente
na região nordeste, onde essa cultura foi muito presente. Deve existir um espaço
reservado para o aprendizado e produção literária desse tipo de poesia, e para isso,

�4

buscaremos uma parceria com as escolas de ensino fundamental, inicialmente do
Município de Feira de Santana, inserindo “A Hora do Conto Popular” na grade
curricular. Utilizaremos os livretos de cordéis como incentivo à leitura e preservação
dessa cultura, disseminando-á para que a mesma sobreviva às gerações
posteriores.
O trabalho iniciará no Centro de Educação Básica da Universidade
Estadual de Feira de Santana (UEFS), com crianças de 7a 11 anos de idade. As
atividades desenvolvidas serão realizadas a partir da leitura dos livretos que trazem
idéias sobre a cultura popular da região. Serão desenvolvidas várias atividades além
de contação de histórias, tais como: conversa com os autores (cordelistas), criação
dos poemas populares e confecção dos folhetos de cordéis pelas próprias crianças,
desenhos das capas dos folhetos, desenvolvimento de peças teatrais.
O primeiro momento desse trabalho se dará através de seleção dos
folhetos de cordel que tenham temas de contos populares. Convidaremos o
funcionário e cordelista da UEFS, Franklin Machado, para desenvolver um trabalho
de contação de história usando seu próprio livreto de cordel. Haverá também um
segundo momento onde este cordelista ensinará para as crianças como se escreve
um cordel, incentivando seu potencial intelectual. Já no terceiro momento, essas
crianças apresentarão seus trabalhos contando suas histórias para seus próprios
colegas. No momento final, esses cordéis serão editados e divulgados pela escola
com o apoio da UEFS sendo premiados os que mais se destacarem.
Este trabalho criará oportunidades para que as crianças, com a
orientação de profissionais qualificados (professores, coordelistas, bibliotecários,
etc.), descubram, através da leitura desses livretos, a cultura da região em que
vivem despertando o seu pensamento crítico e reflexivo. Para isso, serão
promovidos, através destes livretos, condições para que as crianças tenham
conhecimento da cultura de seu povo, estimulando a criação de sua própria história
em forma de cordel, incentivando a criatividade, raciocínio e desenvolvimento dos
seus conhecimentos.
Depois do trabalho realizado caberá a escola, juntamente com a UEFS, a
divulgação dos folhetos para outras escolas, dando continuidade com um calendário

�5

fixo e equipe de trabalho definida, com objetivos claros, para que não deixe o projeto
morrer.

Esperamos

contar

com

a

colaboração

de

diretores,

professores,

coordenadores, pedagogos, bibliotecários, cordelistas, enfim, da comunidade
escolar e acadêmica necessária para um bom desenvolvimento, pois só assim esse
projeto poderá dar frutos no futuro.
Além de ser importante para a formação intelectual do aluno, “A Hora do
Conto Popular” vai resgatar uma cultura rica em diversidade de temas da nossa vida
cotidiana, como também temas que contem nossa história de uma forma prazerosa,
sugerindo uma maneira melhor das crianças adquirirem seu aprendizado.
Professores de diversas áreas poderão utilizar a poesia em forma de cordel para
descrever seus assuntos que fazem parte do seu planejamento escolar. O aluno
assimilará os conteúdos de forma prazerosa e com melhor facilidade, podendo eles
mesmos criar seus próprios folhetos de cordel no estudo de determinada disciplina.
Esperamos atingir resultados satisfatórios, que de certo, trará grande
contribuição para a disseminação e preservação da cultura popular nordestina,
fazendo com que as crianças adquiram conhecimento a respeito da riqueza e
grandeza de sua cultura e que também resulte no desenvolvimento de um estímulo
maior pelo hábito de leitura dos livretos de cordel.
Não há melhor laboratório para observação do fenômeno
comunicacional do que a região. Uma região é o palco em que, por
excelência, se definem os diferentes sistemas de comunicação
cultural, isto é, do processo humano de intercambio de idéias,
informações e sentimentos, mediante a utilização de linguagens
verbais e não-verbais e de canais naturais e artificiais empregados
para a obtenção daquela soma de conhecimentos e experiências
necessárias à promoção da convivência ordenada e do bem estar
coletivo. (BELTRÃO, 1976, p. 37).

�6

O NORDESTE VAI JOGAR
CAMELO NO SECO E DURO

Não houve burro ou jegue
Cavalo, boi e até carro.
Que fizesse o Nordeste
Sair de anos de esparro
Desde os portugueses
Que ele nos tira sarro

Não quer se desenvolver
Principalmente no transporte
E se produz alguma coisa
Fica entregue à própria sorte
Apodrecendo em paios
Ou nos campos ser corte [...].
(MAXADO, Frankilin, p.1)

Podemos perceber a riqueza da cultura popular através do poema em
forma de cordel, acima descrito, de autoria do poeta e escritor Franklin Maxado,
onde ele retrata o nordeste brasileiro com características próprias de sua região,
retratando os instrumentos de trabalho e a produtividade do homem nordestino.

�7

3 CONCLUSÃO
A preservação da cultura popular é fundamental para o homem nordestino,
sua disseminação se faz necessária para que permaneçam vivas as origens desse
povo. É imprescindível que se faça um trabalho de conscientização envolvendo a
comunidade na reconstrução de seus conhecimentos, atitudes, competências,
habilidades e valores sociais. Assim, “A Hora do Conto Popular” é uma proposta
conjunta entre pedagogos, bibliotecários e cordelistas da UEFS, que ajudará aos
alunos da Escola Básica a se tornarem autores do descobrimento do homem como
parte integrante do universo, resgatando sua origem e cultura regional.
Atualmente podemos perceber a crescente procura por parte de
professores, estudantes universitários e pesquisadores da cultura regional, que se
encantam com a riqueza impressa em forma de folhetos, os quais servem de estudo
para alunos de graduação e pós-graduação, assim como, para a impressa falada e
escrita e escritores renomados de diversas regiões, estados e países. Mas,
infelizmente, não podemos dizer o mesmo a respeitos das nossas crianças, que em
sua maioria, desconhecem por completo a existência de uma cultura tão rica e vasta
que retrata o nordeste brasileiro.
Esse trabalho ajudará na construção da base do conhecimento intelectual
das crianças, utilizando seu cotidiano e cultura local para retratar em seus escritos
suas vivências, como também dos seus antepassados e assim disseminar a cultura
de sua região. Muitos talentos poderão surgir através da divulgação de seus
trabalhos, fazendo com que a cultura nordestina tenha seu reconhecimento na
história.

REFERÊNCIAS
BATISTA, Abraão. Literatura de cordel: antologia. São Paulo: Global, 1976. 181p.
BELTRÃO, Luiz. Comunicação popular e região no Brasil. In: MELO, José Marques
de. Comunicação/Incomunicação no Brasil. São Paulo: Loyola, 1976.
CASCUDO, Luiz da Câmara. Literatura oral no Brasil. Rio de Janeiro: INL, 1978.

�8

MAXADO, Franklin. O que é literatura de cordel. Rio de Janeiro: Jaguar, 1980.
143p.
MAXADO, Franklin. Cordel xilogravuras e ilustrações. Rio de Janeiro: Codecri,
1982. 90p.
LUYTEN, Joseph Maria. A literatura de cordel em São Paulo. São Paulo: Loyola,
1981. 203p.
MELO, Veríssimo de. Origens da literatura de cordel. Natal: Nordeste Gráfica,
1991. 18p.

_________________
1

Ana Martha Machado Sampaio, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS),
amms2004@yahoo.com.br, mcsertao@ig.com.br.

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Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O nome literatura de cordel vem de Portugal e são folhetos e/ou livretos presos a um pequeno cordão ou barbante que ficavam expostos nos locais onde eram vendidos. Esses folhetos de literatura de cordel divulgam as histórias tradicionais através de narrativas de épocas. Hoje o nordeste brasileiro é o maior produtor e difusor dessa literatura que narra fatos e manifestações culturais de seu povo. O artigo trata da importância da preservação e disseminação destes folhetos para o desenvolvimento cultural de uma sociedade. O objetivo desse trabalho é utilizar os livretos de cordéis da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG) como incentivo à leitura e preservação da cultura popular, inserindo “À Hora do Conto Popular” na grade curricular do Município de Feira de Santana e região. Temos o dever de não deixar morrer nossas raízes, para que a mesma sobreviva a gerações posteriores. Assim, buscaremos uma parceria com as escolas de ensino fundamental, que é de grande importância para ajudar na formação cultural do indivíduo, criando em seu cotidiano o hábito da leitura.</text>
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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2005 – 2015
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ: relato de experiência
SALLES, R. A.1
CARVALHO, R. M. R.2

RESUMO
Este artigo descreve o processo de trabalho para elaboração do Planejamento
Estratégico da Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ, a ser implantado no período
2005-2015. Através de reuniões administrativas, uso de metodologia de tarjetas e
técnica de brainstorm, foi possível identificar problemas, áreas críticas e propor
ações e projetos que, objetivando a melhoria dos serviços, produtos e ambientes
das bibliotecas. Estas reuniões também forneceram subsídios à adequação dos
componentes organizacionais da Rede Sirius aos objetivos definidos no
Planejamento Estratégico da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Apresenta resultados parciais satisfatórios que demonstram a efetividade do
planejamento estratégico como metodologia gerencial que viabiliza a melhoria dos
indicadores das Bibliotecas Universitárias.
Palavras-chave: Planejamento Estratégico – Bibliotecas Universitárias. Bibliotecas
Universitárias - Modelo de Gestão

ABSTRACT
This article describes the process of preparation work for the Strategic Planning of
the Rede Sirius - Library Net of the University of the State of Rio de Janeiro, to be
implanted in the period 2005-2015. Through administrative meetings, using targets
methodology and technique of brainstorm, it was possible to identify problems, critical
areas and propose actions that besides improves library services, products and
environment. Those meetings also provided input to the adequacy of the organization
components of the Rede Sirius, to administration priorities defined at the University of
the State of Rio de Janeiro Strategic Planning. Shows partial results that
demonstrate satisfactory effectiveness of the Strategic Plan, contributing to the
improvement of the Indicators of University Libraries.
Keywords: Strategic Planning - University Libraries. University Libraries - Model
Management

�2

1 INTRODUÇÃO
A Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ apresenta a seguinte estrutura
organizacional: Órgão Colegiado, Direção, 21 bibliotecas (com as respectivas
comissões), 3 núcleos e 2 seções. Atualmente seu quadro de recursos humanos é
composto de 146 servidores efetivos e 33 servidores contratados, entre
bibliotecários e administrativos.
No ano de 2004 a Rede Sirius definiu e institucionalizou sua missão:
“Atuar na promoção do acesso à informação e dar suporte às
atividades de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da
universidade, contribuindo para o desenvolvimento cultural,
econômico e social do Estado do Rio de Janeiro.”

Nessa perspectiva, a Direção da Rede Sirius eleita para o quadriênio
2004-2007, apresentou como um das propostas do programa de gestão, a
elaboração e implantação do planejamento estratégico da unidade, alicerçado em
ações e projetos vinculadas ao conceito de Biblioteca Universitária intrínseco na sua
missão institucional. Em abril de 2005 a Reitoria da UERJ – Universidade do Estado
do Rio de Janeiro, definiu as diretrizes do planejamento estratégico da Universidade
para o período 2005-2015. Coube à Rede Sirius, como unidade da Administração
Central, inserir seu plano estratégico no módulo acadêmico-pedagógico; a ser
desenvolvido em conjunto com as Unidades Acadêmicas e as Sub-reitorias de
Graduação, Pós-graduação e Pesquisa e Extensão, no sentido de promover a
melhoria das condições de acesso à informação em apoio ao ensino e a pesquisa.
De acordo com OLIVEIRA (1999),
“O planejamento estratégico é conceituado como um processo
gerencial que possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser
seguido pela empresa, com vistas a obter um nível de otimização na
relação da empresa com o seu ambiente.” [...]

No contexto ora abordado, BARBALHO (1995) enfatiza:
[...] Informação e Planejamento são elementos indispensáveis para o
sucesso de qualquer organização. A Unidade de Informação pode
ser o instrumento que viabiliza a aceleração de mudanças numa
organização, já que a informação é hoje considerada uma vantagem
competitiva que agrega valor aos produtos ou serviços oferecidos [...]

�3

Com base nesses parâmetros foi construído, de forma coletiva, o
planejamento da Rede Sirius para 2005-2015, contando com a efetiva participação
das bibliotecas e demais setores no diagnóstico e proposições de estratégias de
ações.
Cabe ressaltar que a experiência aqui relatada, pretende fornecer um
referencial viável de gestão para Bibliotecas Universitárias, públicas ou privadas,
calcado na metodologia do planejamento estratégico de ações e projetos de curto,
médio e longo prazos, voltados para a melhoria de produtos, serviços e ambientes,
assim como para o aprimoramento do apoio informacional às atividades acadêmicas.

2 DESENVOLVIMENTO
De acordo com ALMEIDA (2000):
“O planejamento não é um acontecimento, mas um processo
contínuo, permanente e dinâmico, que fixa objetivos, define linhas
de ação, detalha as etapas para atingi-los e prevê os recursos
necessários à consecução desses objetivos. “[...]

Nessa perspectiva, a gestão da Rede Sirius agregou uma visão
estratégica ao papel da Biblioteca Universitária no cenário acadêmico, adotando a
metodologia

gerencial

do

planejamento

para

identificação,

diagnóstico

e

apontamentos de soluções de questões igualmente estratégicas. A título de
ilustração, por exemplo, os critérios utilizados pela Secretaria de Educação Superior
– SESu/MEC no que se refere à categoria de análise Biblioteca, tem como
indicadores a serem avaliados espaço físico, acervo e serviços.

�4

Organograma da Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ

Fonte: PLANO DE IMPLANTAÇÃO DA REDE SIRIUS 1999/2000. Rio de Janeiro, 1998.

2.1 Metodologia
Dada a necessária ótica gerencial e visão global das questões para a
definição de estratégias, e a fim de garantir a representatividade e participação de
todos os setores da Rede Sirius, os trabalhos foram desenvolvidos com as chefias
das Bibliotecas, Núcleos e Seções.
Durante três reuniões, uma preparatória e outras duas efetivamente
produtivas, aconteceram discussões acerca dos problemas e redefinição de áreas
impactantes para a Rede Sirius. Foi adotada nesse processo uma metodologia
dinâmica e inclusiva, com a utilização de tarjetas coloridas para estruturação
visualizada das idéias, a fim de incentivar a objetividade e a agilidade do processo e

�5

a participação de todos. Posteriormente, fez-se uso da técnica de brainstorm
(tempestade de idéias) para as discussões e construção de consensos.
Na reunião preparatória, uma apresentação do histórico da Rede Sirius,
insumos motivadores, objetivos e metodologia a ser empregada, envolveram o
conjunto de chefias na importância de ajustes e atualizações das estratégias
estabelecidas até então.
Na segunda reunião, os participantes o registraram os problemas
observados nos últimos anos. Foram distribuídas tarjetas de cor areia para o registro
destes. Coletadas as tarjetas, foi feita a leitura das mesmas e as duplicidades foram
descartadas. As tarjetas foram organizadas por afinidades, assim se delineando as
áreas de problemas.

Cada área foi representada em um painel no qual foram

coladas as tarjetas-problema relativas àquela área.
Os participantes dividiram-se aleatoriamente em grupos, de forma a
atender à razão de um grupo para cada área de problemas, sendo lhes dada tarefa
de enunciar o problema macro referente à sua área, bem como sugerir ações para
solucionar cada um deles. Distribuíram-se tarjetas de cor azul para o registro das
ações. Os grupos fizeram uso da técnica de brainstorm para as discussões e
proposições.
Na terceira reunião, os grupos continuaram a discutir possíveis soluções,
registrando as ações e sub-ações pertinentes. Finda esta tarefa, foi-lhes solicitado
que estimassem prazo e recursos necessários para a elaboração dos projetos,
visando uma pré-programação das ações por eles propostas.
Cada grupo fez, então, apresentação para o todo das ações e sub-ações
sugeridas por ele. Seguiu-se a discussão aberta sobre as proposições e algumas
alterações foram consideradas. Obteve-se assim, um conjunto de propostas de
curto, médio e longo prazo, formalizadas através de projetos.

�6

2.2 Identificando Áreas Críticas e Ambiência
Durante a segunda reunião de trabalho foram identificadas as áreas
críticas, através da postulação de problemas responsáveis por atrasar ou
interromper as rotinas normais de trabalho e, até mesmo, por originarem outros
problemas.
Através de classificação por afinidades e atributos, os problemas
elencados foram reunidos e discutidos. A análise que se seguiu permitiu a
identificação – a partir das experiências funcionais - das questões em nível micro e
macro, desenhando a ambiência da Rede Sirius. Os rótulos atribuídos às áreas
críticas formam a seguinte lista:
A.1

Recursos Humanos

A.2

Infra-Estrutura

A.3

Recursos Financeiros

A.4

Relações Institucionais

A.5

Qualidade

A.6

Gestão de Acervos Documentais: Bibliográficos e Arquivísticos

A.7

Modernização Tecnológica

A.8

Comunicação

A etapa seguinte deste trabalho, consistiu: em analisar as condições dos
ambientes externo e interno a que está submetida à Rede Sirius, postular as
oportunidades e ameaças e identificar os atuais pontos fortes e fracos das
Bibliotecas UERJ. Este diagnóstico foi de fundamental importância, uma vez que
norteou a priorização na execução das ações.

2.3 Propostas de Ações
Como resultado da ampla e enriquecedora discussão, foi proposto um
conjunto de linhas de ações, planejadas e formalizadas no final de 2005, através de
oito projetos e vinte e cinco subprojetos elaborados por Grupos de Trabalhos de

�7

Servidores Bibliotecários e Administrativos da Rede Sirius. Cabe ressaltar que o
tema estratégico central desse conjunto de projetos tem como meta ampliar em 40%
o acesso da comunidade acadêmica à informação nos próximos quatro anos,
contribuindo em igual parcela no processo de formação do patrimônio intelectual da
Universidade.
PROJETOS

SUBPROJETOS

GESTÃO DE
PESSOAS

RECURSOS
HUMANOS

SAÚDE DO
SERVIDOR

CAPACITAÇÃO

AÇÕES
Desenvolver Política de
Gestão de Pessoas com
a Superintendência de
Recursos Humanos
(SRH).
Promover interação da
Rede Sirius com a SRH.
Realizar treinamentos,
cursos, seminários,
além de capacitar
agentes multiplicadores.

SITUAÇÃO ATUAL
(JUNHO 2008)
Encaminhado à SRH o
Relatório Final da
Análise Situacional de
Pessoas da Rede
Sirius.
Encaminhado à SRH
para subsidiar
programa institucional.
- Promoção de 310
participações;
- Encaminhado à SRH
o Levantamento de
Necessidades de
Capacitação da Rede
Sirius para subsidiar
programa institucional.

Quadro 1- Subprojetos da área de recursos humanos

Esse projeto tem como tema estratégico adequar 100% dos recursos
humanos em cinco anos, compondo em 100% o quadro da unidade em quatro anos,
assim como capacitar 100% das equipes de trabalho em quatro anos.

�8

PROJETOS

SUBPROJETOS

BIBLIOTECA
CENTRAL

LAYOUT

INFRAESTRUTURA

SEGURANÇA

HIGIENIZAÇÃO

CLIMATIZAÇÃO

AÇÕES
Unificar Bibliotecas do
Campus Maracanã e
implantar modelo
administrativo matricial.
Adequar espaço físico
das Bibliotecas CTC-C,
CAP-A , CAP- B, CB-B,
CEH-C, CCS-C, CTC-E,
CTC-F e CTC.-Q.
Elaborar Projeto de
Segurança Integrado
com Prefeitura dos
Campi.

Higienizar acervos e
bibliotecas.
Climatizar Bibliotecas,
dentro dos padrões de
preservação de acervos.

SITUAÇÃO ATUAL
(JUNHO 2008)
Projeto em fase de
captação de recursos.
Projeto concluído na
Biblioteca CTC-F. Em
fase de conclusão nas
Bibliotecas CAP-A,
CAP-B e CEH-C.
Projeto de aquisição
parcial de Sistema
anti-furto e de
monitoramento
aguardando recursos
do CTINFRA/FINEP/2006.
Projeto concluído em 9
Bibliotecas com
recursos do CTINFRA/FINEP/2004.
Projeto concluído em 9
Bibliotecas com
recursos do CTINFRA/FINEP/2004.

Quadro 2 – Subprojetos da área de infra-estrutura

Esse projeto tem como tema estratégico melhorar em 50% a infraestrutura dos serviços nos próximos cinco anos, promovendo ações como: adequar
em 20% do atual espaço físico nos próximos dois anos; criar Biblioteca Central do
Campus Maracanã em quatro anos; aumentar em 70% a segurança nas bibliotecas
nos próximos quatro anos.

�9

PROJETOS

SUBPROJETOS

AÇÕES

SITUAÇÃO ATUAL
(JUNHO 2008)
Captação de
Captar recursos
financeiros com vistas recursos da ordem
de um milhão e
a implementar
RECURSOS
CAPTAÇÃO DE
seiscentos e
melhorias nos
FINANCEIROS
RECURSOS
cinqüenta mil reais,
acervos e espaços
advindos da FINEP,
físicos das
FAPERJ e verbas
bibliotecas.
institucionais.
- Ampliar a
Obtenção de
participação da Rede recursos de
Sirius ao lado das
projetos
Unidades Acadêmicas acadêmicos de
e Sub-reitorias nas
apoio à infraPROJETOS DE
parcerias de projetos
COOPERAÇÃO
estrutura de
RELAÇÕES
de captação de
pesquisa aprovados
INSTITUCIONAIS
por FAPERJ e
recursos;
FINEP.
- Revitalizar o Órgão
Retomada do
Colegiado e
Comissões de
trabalho do Órgão
Colegiado.
Bibliotecas.
AVALIAÇÃO DE
Avaliar e aprimorar
A ser executado.
regularmente serviços
SERVIÇOS E
e produtos.
PRODUTOS
PADRONIZAÇÃO DE Padronizar
A ser executado.
QUALIDADE
PROCEDIMENTOS
procedimentos
administrativos.
SIG - Sistema de
Dar continuidade ao
Funcionando em
Informações Gerenciais desenvolvimento do
constante
da Rede Sirius
sistema.
atualização.
Reformular e atualizar Em fase de
DESENVOLVIMENTO a Política de
implantação.
DE COLEÇÕES
Desenvolvimento de
Coleções.
Propor a gestão
A ser executado.
ACERVOS
técnica da Rede
SATÉLITES da UERJ
GESTÃO DE
Sirius.
ACERVOS
A ser executado.
Implantar Política de
DOCUMENTAIS
GESTÃO
Gestão de Arquivos
ARQUIVÍSTICA
Administrativos.
Adequar o Sistema de Projeto concluído.
GESTÃO DO
Bens Móveis da UERJ
PATRIMÔNIO
à especificidade
BIBLIOGRÁFICO
patrimonial do livro.
Quadro 3 – Subprojetos das áreas de recursos financeiros, relações institucionais,
qualidade e gestão de acervos documentais

O subprojeto Desenvolvimento de Coleções tem como tema estratégico
atualizar em 50% o acervo bibliográfico das bibliotecas.

�10

SUBPROJETOS

AÇÕES

PROJETOS

MODERNIZAÇÃO

MODERNIZAÇÃO
TECNOLÓGICA

AUTOMAÇÃO

Implantar novas
tecnologias e atualizar e
expandir estrutura
informática.
Atualizar Sistema de
Automação.

SITUAÇÃO
ATUAL
(JUNHO 2008)
Executado
parcialmente.
Em fase de
implantação do
sistema VTLSVirtua.
A ser executado.

Ampliar a inserção da
Rede Sirius em Bibliotecas
Virtuais.
Implantar Biblioteca Digital Projeto concluído.
BIBLIOTECAS
de Teses e Dissertações
DIGITAIS
(BDTD) na UER.J.
Reformular e atualizar
A ser executado.
SINALIZAÇÃO
sinalizações da Rede
Sirius.
Divulgar a Rede Sirius
A ser executado.
DIVULGAÇÃO
internamente e
externamente.
COMUNICAÇÃO
Estimular a participação
A ser executado.
dos usuários no processo
NOSSOS USUÁRIOS
de manutenção e
atualização dos acervos.
Elaborar Campanha de
A ser executado.
BOM EXEMPLO
Conscientização no bom
uso da biblioteca.
Quadro 4 – Subprojetos das áreas de modernização tecnológica e comunicação
BIBLIOTECAS
VIRTUAIS

O Projeto Modernização Tecnológica tem como tema estratégico atualizar
em 100% a estrutura informática da Rede Sirius nos próximos quatro anos, como
também automatizar em 100% os serviços técnicos no período de quatro anos.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados obtidos no período 2005-2007 pelo modelo de gestão da
Rede Sirius calcado no Planejamento Estratégico, são satisfatórios. Nesse sentido, o
volume de aporte de recursos financeiros, captados a partir de um intenso trabalho
de relacionamento institucional na UERJ, viabilizou a execução, ainda que
parcialmente, de projetos como a Climatização, Higienização de Acervos, Layout de
Bibliotecas, Atualização de Sistema de Automação VTLS-VIRTUA e BDTD, por

�11

exemplos. Considerado questão estratégica para a melhoria da qualidade dos
serviços de informações, produtos e do ambiente de trabalho, o conjunto dos
projetos da Rede Sirius, uma vez implantado, deverá contribuir para elevar o
posicionamento da UERJ no cenário acadêmico, agregando à Biblioteca
Universitária a efetividade necessária para atender às crescentes demandas das
atividades de ensino, pesquisa e extensão.
A atual Direção da Rede Sirius, eleita para o quadriênio 2008-2011,
apresenta um programa de gestão alicerçado na continuidade da consecução dos
objetivos incluídos no planejamento estratégico. Uma primeira avaliação está
prevista para o final de 2008.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. Brasília, DF: Brinquet de Lemos, 2000.
BARBALHO, Célia Regina Simonetti, BERAQUET, Vera Silvia Marão. Planejamento
estratégico para unidades de informação. São Paulo : Polis/APB, 1995.
OLIVEIRA, Djalma P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e
prática. São Paulo: Atlas, 1999.
PLANO DE IMPLANTAÇÃO DA REDE SIRIUS 1999/2000. Rio de Janeiro, 1998.

_________________
1

Rosangela Aguiar Salles, Especialista em Reengenharia de Recursos Humanos (Universidade
Cãndido Mendes). Bibliotecária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. Coordenadora
do Núcleo de Planejamento e Administração da Rede Sirius, Rede de Bibliotecas UERJ,
ras@uerj.br, aguiarsalles24@yahoo.com.br.
2
Regina Maria Ribeiro de Carvalho, Especialista em Documentação e Informação, CDC Rede e
Sistemas de Informação (Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ). Bibliotecária da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. Bibliotecária Chefe da Biblioteca Biomédica C –
CB/C da UERJ. cbc@uerj.br, reginacarvalhoster@gmail.com.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este artigo descreve o processo de trabalho para elaboração do Planejamento Estratégico da Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ, a ser implantado no período 2005-2015. Através de reuniões administrativas, uso de metodologia de tarjetas e técnica de brainstorm, foi possível identificar problemas, áreas críticas e propor ações e projetos que, objetivando a melhoria dos serviços, produtos e ambientes das bibliotecas. Estas reuniões também forneceram subsídios à adequação dos componentes organizacionais da Rede Sirius aos objetivos definidos no Planejamento Estratégico da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Apresenta resultados parciais satisfatórios que demonstram a efetividade do planejamento estratégico como metodologia gerencial que viabiliza a melhoria dos indicadores das Bibliotecas Universitárias.</text>
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PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA INSTITUCIONAL NO INSTITUTO DE
PSICOLOGIA DA USP
SABADINI, A. A. Z. P.1
VERÍSSIMO, T. G.2
CADIDÉ, I.3
ADES, C.4

RESUMO
Apresenta um breve histórico do Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo (IPUSP) e descreve as iniciativas que estão sendo realizadas para resgatar e
preservar a sua memória. Relata a criação de um Centro de Memória na Biblioteca
Dante Moreira Leite do IPUSP, em 2001, e a construção do site do Centro, em 2008.
Aborda as ações para divulgar o trabalho e os documentos presentes no Centro e
descreve a metodologia de construção do portal. O Centro de Memória é
coordenado por uma Comissão Institucional composta de professores e
bibliotecários e reúne em seu acervo Memoriais, Relatórios de Atividades,
Fotografias, Gravações, Fitas de Vídeo, Filmes, CDs, DVDs e outros documentos,
tanto referentes a épocas anteriores, como aos desenvolvimentos atuais do IPUSP.
Espera-se que o relato de nossa experiência incentive outros centros de
documentação e bibliotecas a iniciarem trabalhos semelhantes de preservação da
memória institucional.
Palavras-chave: Memória. Instituto de Psicologia. Universidade de São Paulo.
Biblioteca universitária. Portal institucional.

ABSTRACT
It presents a brief history of the Psychology Institute of the University of São Paulo
(IPUSP) and gives an account of some of the initiatives taken to preserve its
institutional memory. It reports the creation of the centre of memory in Dante Moreira
Leite Library of IPUSP in 2001, and the construction of the site of the Centre in 2008.
It Approaches the actions to spread the work and the present documents in the
Centre and it describes the methodology of construction of the doorway. The Centre
of Memory is coordinated by an Institutional Commission been composed of teachers
and librarians, joining in his heap Memorials, Reports of Activities, Photographies,

�2

Carvings, Strips of Video, Movies, CDs, DVds, and other documents referring to the
previous times as to the current development of IPUSP. It hopes that the report of our
experiences stimulate other centres of documentation and libraries to begin similar
works of preservation of the institutional memory.
Keywords: Memory. Institute of Psychology. University of São Paulo. University
library. Memory website.

1 INTRODUÇÃO
Dentro do contexto universitário, as bibliotecas, além da função de
disponibilizar revistas, livros e outros documentos e fontes de informação, podem
assumir a tarefa importante de preservar a memória institucional. A memória de um
departamento, de um instituto, ou da própria universidade, mostra como o estágio
atual das atividades acadêmicas provém de um desenvolvimento peculiar, pontuado
pelas iniciativas inovadoras, pelas mudanças na estrutura administrativa, pela
atuação de docentes, estudantes e funcionários, pelos eventos marcantes, tanto na
vida universitária como no contexto social, e por aspectos da produção prévia. Estes
aspectos todos, quando devidamente preservados e postos ao alcance dos
interessados, constituem uma base para se entender melhor a natureza presente da
instituição.
A preservação da memória institucional depende evidentemente da coleta,
da classificação e arquivamento de documentos concretos, como atas, artigos
publicados, teses, fotografias, filmes, etc. Mas ela também pode se valer, dentro do
desenvolvimento impressionante dos veículos virtuais, de contextos informatizados,
que são os sites da Internet. O uso da rede virtual de comunicação permite que uma
informação relevante a respeito da história da instituição possa ser acessada
múltiplas vezes, com facilidades, pelos interessados, propiciando materiais para um
esforço de análise e de pesquisa.
A motivação para a criação do Centro de Memória do Instituto de
Psicologia da USP, em 2001, decorreu da constatação de que se tinha pouco
material disponível produzido pelos docentes que tinham sido ativos no Instituto,
desde o seu início e nas épocas formadoras anteriores, e a respeito das etapas
pelas quais o ensino da Psicologia se desenvolveu na USP, como, por exemplo, as
da promulgação da lei que regulamentou a atuação dos psicólogos e da criação do

�3

Instituto de Psicologia, depois da fase em que atuou como um conjunto de cadeiras,
na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.
O Centro de Memória do IPUSP foi estabelecido dentro da Biblioteca
Dante Moreira Leite, uma opção de grande operacionalidade, uma vez que a
Biblioteca é local privilegiado para a convergência e a manutenção de fontes de
informação. Depois de uma fase em que se deu a organização do material
disponível e iniciativas para coletar novos materiais, assim como a programação de
eventos relativos à história do Instituto, surgiu naturalmente a idéia de estabelecer
um site para o Centro de Memória que pudesse servir ao mesmo tempo como um
disseminador de informações e como uma condição motivadora para esforços dentro
do tema da memória institucional.
O objetivo do presente trabalho é efetuar um levantamento resumido das
iniciativas levadas adiante para resgatar e preservar a memória do Instituto de
Psicologia

da

USP. Compõe-se

de

três

partes.

(1) uma

colocação

do

desenvolvimento histórico do Instituto de Psicologia na Universidade de São Paulo,
(2) a criação do um Centro de Memória e (3) o andamento de um projeto de criação
de um site para o Centro de Memória.

2 O QUADRO HISTÓRICO DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA NA USP1
A Psicologia na Universidade de São Paulo surgiu como uma das
cadeiras do curso de Filosofia, por ocasião da fundação da USP pelo interventor
federal Armando de Salles Oliveira, em 25 de janeiro de 1934 (decreto 6.283).
A época das Missões Francesas, na antiga Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras (FFCL), vai até 1957. Na Psicologia, destacamos as contribuições
dos professores franceses Etiènne Borne, nos anos de 1934 e 1935 e de Jean
Maugüé, no período de 1935 a 1944.

1

Informações extraídas das páginas: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Instituição.
&lt;http://www.ip.usp.br/instituicao/instituicao.htm&gt;; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade
de São Paulo. Histórico do departamento de filosofia. &lt;http://www.fflch.usp.br/df/site/departamento/historico.php&gt;

�4

Arbousse-Bastide (1936, citado por A. Bosi, 1994), em seu artigo de
abertura no Anuário Filosofia, Ciências e Letras, dois anos após a fundação oficial
da USP, escreve: ''é belo assistir ao nascimento de uma universidade''. A Psicologia
foi parte integrante do nascimento da Universidade de São Paulo, um motivo de
orgulho mas também um desafio.
Os primeiros psicólogos “tiveram de ser autodidatas que abriam seu
caminho antes do aparecimento das Faculdades e era na Escola Normal que se
estudava Psicologia e ali se formaram os primeiros laboratórios...” (E. Bosi, 1994, p.
379).
No ano de 1938, foi inaugurado o Curso de Pedagogia na FFCL, oriundo
do Curso de Professores (criado em 1933) no Instituto de Educação (agregado à
USP em 1934), já com uma cadeira de Psicologia Educacional.
A

Psicologia

beneficiou-se

com

as

contribuições

do

professor

norteamericano Otto Klineberg, chefe da Cadeira de Psicologia no Curso de Filosofia
no período de 1945 a 1947. Segundo Ramozzi-Chiarottino (2001, p. 18) é com
Klineberg que a “Psicologia impõe-se como ciência ainda que nascente.”
Em 1947, Annita de Castilho e Marcondes Cabral assumiu a chefia da
Cadeira de Psicologia do Curso de Filosofia e, em 1953, a Congregação da FFCL
aprovou, a partir de uma proposta sua a criação do Curso de Psicologia na USP. No
ano seguinte, foi criada, junto à Cadeira de Psicologia, uma especialização em
Psicologia Clínica, com a colaboração dos professores Durval Marcondes, Anibal
Silveira e Cícero Cristiano de Souza.
Em maio de 1957, a lei nº 3.862 deu bases para a criação do Curso de
Psicologia que começou a funcionar em 1958, na Faculdade de Filosofia, Ciências e
Letras. O curso era formado pelas cadeiras de Psicologia Educacional (curso de
Pedagogia) e de Psicologia (curso de Filosofia), que se desdobrou nas cadeiras de
Psicologia Clínica e Psicologia Experimental e Social, mais tarde transformadas em
departamentos.
As aulas do curso de Psicologia foram ministradas em vários ambientes,
nesta sua fase inicial, as disciplinas Filosofia, Antropologia e Sociologia no prédio da

�5

rua Maria Antonia. No antigo palacete da alameda Glette, a professora Anita e
outros professores da cadeira de Psicologia, ensinavam Psicologia Experimental, em
moldes gestálticos, em um pequeno laboratório localizado no porão da mansão. Em
uma casa ampla na rua Cristiano Viana, transferiram-se mais tarde todas as aulas
da cadeira de Psicologia Social e Experimental. O treinamento clínico era dado,
entre outros locais, na clínica psicológica da rua Jaguaribe e no Hospital Psiquiátrico
da Vila Mariana.
Em 1961, a Psicologia contou com os ensinamentos do professor
americano Fred Keller, que trouxe em nosso meio a análise experimental do
comportamento, em moldes skinnerianos. Formou-se um grupo de behavioristas sob
a orientação da professora Carolina Martuscelli Bori. Nessa época, formou-se
também, uma linha independente de etólogos, iniciada com o professor Walter Hugo
de Andrade Cunha.
O Instituto de Psicologia da USP foi criado no ano de 1969, pelo decreto
nº 52.326, do Governador do Estado; em 1970 é instalado, tendo como primeiro
Diretor o Professor Arrigo Angelini. As aulas eram ministradas em barracões
provisórios (mas um provisório que durou muito tempo), próximo à Raia Olímpica da
Cidade Universitária.
No mesmo ano de sua instalação, 1970, foram criados no Instituto cursos
de pós-graduação, mestrado, em Psicologia Escolar e em Psicologia Experimental;
em 1975, em Psicologia Clínica e, em 1976, em Psicologia Social. O doutorado foi
implantado, em 1974, na Psicologia Escolar e na Psicologia Experimental; em 1982,
na Psicologia Clínica, em 1989, na Psicologia Social e em 1992 em Neurociências e
Comportamento.
O Instituto atualmente conta com 4 departamentos: Psicologia da
Aprendizagem do Desenvolvimento e Personalidade (PSA), Psicologia Clínica
(PSC), Psicologia Experimental (PSE) e Psicologia Social e do Trabalho (PST).
Em resumo, as principais etapas deste desenvolvimento da Psicologia na
USP foram as iniciadas em 1934, pela criação da cadeira de Psicologia; em 1957,
pela criação do Curso de Psicologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; e
em 1969, pela criação do Instituto de Psicologia da USP. Estas etapas constituem

�6

eixos dentro dos quais deverá se desenvolver o trabalho de pesquisa e
arquivamento do Centro de Memória do IPUSP.

3 CENTRO DE MEMÓRIA DO IPUSP

Com o objetivo de criar condições para o resgate da memória da
Psicologia na USP, a Diretoria do IPUSP discutiu, junto à Congregação, em 2000, a
criação de um Centro de Memória. A inauguração do Centro ocorreu em 2001,
durante um evento em que o Instituto de Psicologia comemorava os seus trinta (e
um) anos de existência, denominado “30 Anos do Instituto de Psicologia: Identidade
e Perspectivas". No evento, foram exibidas fotos históricas do Instituto, numa
primeira iniciativa de divulgação do material já coletado e foi inaugurado, como
iniciativa da gestão do Professor César Ades, o Centro de Memória do IPUSP, junto
à Biblioteca Dante Moreira Leite.
O Centro de Memória nasceu com o duplo objetivo de resgatar toda a
documentação possível a respeito das etapas anteriores da vida do Instituto e, em
geral, da Psicologia na USP e de promover um registro sistemático dos fatos e
eventos e da atividade de docência e pesquisa, dentro da atualidade, visando a
constituição de um acervo para futuros estudos.
Localizado na Biblioteca Dante Moreira Leite do IPUSP, o Centro é
coordenado

por

uma

Comissão

Institucional

composta

de

professores

e

bibliotecários e está vinculado à Seção de Multimeios e Apoio as Publicações da
Biblioteca do IPUSP.
Conta com uma sala dotada de armários, arquivo e um computador e
reúne em seu acervo Memoriais, Relatórios de Atividades, Fotografias, Gravações,
Fitas de Vídeo, Filmes, CDs, DVDs e outros documentos, tanto os referentes a
épocas anteriores, como aos desenvolvimentos atuais do Instituto de Psicologia. O
primeiro trabalho da Comissão foi a elaboração do “Projeto Memória do Instituto de
Psicologia da USP”.
Além do trabalho de seleção, organização e processamento dos
documentos e de materiais audiovisuais a Comissão do Centro de Memória organiza

�7

eventos e exposições visando a divulgação da memória institucional. Dentre os
eventos promovidos pelo Centro, destacam-se:
■ Trinta Anos do IPUSP. Exposição de Fotografias, durante o evento “30 anos
do Instituto de Psicologia da USP” (novembro de 2001).
■ Tempos da Psicologia na Universidade de São Paulo. Exposição de
fotografias e de documentos antigos, em comemoração aos 70 anos da USP e aos
450 anos da Cidade de São Paulo (janeiro de 2005).
■ A Glette: um momento na História da Psicologia da USP. Uma exposição
inaugurada no dia 21 de novembro de 2006, com fotos do antigo palacete situado na
alameda Glette, dos laboratórios, dos docentes de Psicologia que lá ensinavam
naquela época, e da figueira (Fícus macrophylla Pers.), árvore símbolo dos alunos
dos cursos de História Natural, Química, Geologia e Psicologia que estudaram no
palacete (novembro de 2006), uma muda da qual foi plantada na ocasião nos jardins
do Instituto de Psicologia. A comissão organizadora do evento era composta por
Neuza Guerreira de Carvalho (da turma de 1951 de História Natural, USP), Carlos
Vilela (IB, USP), César Ades e Aparecida Angélica Z. P. Sabadini (IP, USP).

Figura 1 - Entrada da exposição “Alameda Glette”,
salão de leitura da Biblioteca Dante
Moreira Leite, novembro de 2006.

A exposição permaneceu por várias semanas no salão de leitura da
Biblioteca Dante Moreira Leite, numa condição muito propícia para que fosse vista

�8

pelos estudantes e usuários da Biblioteca. As mesas de leitura permaneciam perto
dos painéis com as fotos e da vitrine com material bibliográfico, uma presença
recuperadora de um tempo passado. As fotos e os documentos expostos durante a
exposição suscitaram bastante interesse nos docentes e alunos da USP e nos das
outras unidades da universidade que tiveram os seus cursos iniciados na Alameda
Glette. Encorajada por esta acolhida, a Comissão organizadora do evento está
preparando um livro com ensaios para divulgar o material e manter viva a memória
de um momento especial da vida da Universidade de São Paulo.
Outra iniciativa da Comissão organizadora do evento foi a apresentação
do trabalho: Palacete Jorge Street: um marco da infância da USP que não foi
tombado, na Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, em 29 de maio de
2008, em Águas de Lindóia (VILELA; CARVALHO; SABADINI; ADES; OSÓRIO).
Embora o objetivo principal do Centro de Memória seja a história da
Psicologia na USP, buscamos, também, apoiar e divulgar iniciativas voltadas a
história da pesquisa e ao ensino da Psicologia, em geral. Promovemos, em 2008,
duas exposições:
■ Instrumentos de Avaliação Psicológica dos Anos 1950. Exposição de
equipamentos antigos usados em laboratório para ensino de técnicas de observação
e interpretação de testes a estudantes de pedagogia e em cursos de especialização
para profissionais das áreas de Educação e Psicologia do Trabalho. Os
equipamentos vieram da Itália no início dos anos 50 e foram doados pelo Pe. João
Modesti ao Núcleo de Estudos em História da Psicologia da PUCSP. A abertura do
evento contou com a participação da Professora Maria do Carmo Guedes, curadora
da mostra e com sua aluna Janaína Barêa, ambas da PUC-SP. Inaugurada no dia
21 de maio de 2008, está aberta para visitação até 30 de junho de 2008.
■ Memórias da Psicologia em Obras Raras e Valiosas: Século XIX – Início do
Século XX. Exposição de livros históricos representados por cópias digitalizadas das
páginas prefaciais das principais obras raras e valiosas do acervo da Biblioteca
Pública do Estado da Bahia. Inaugurada em 21 de maio de 2008, a mostra contou
com a curadora da exposição Professora Nádia Dourado Rocha, que apresentou
uma palestra sobre a história das obras e como essas foram resgatadas e
organizadas na Biblioteca Pública da Bahia.

�9

O Centro de Memória aproveitou a ocasião para expor algumas obras
históricas do seu acervo, dentre as quais Animal Magnetism, de Alfred Binet e
Charles Fere, do ano de 1888.

4 O PORTAL “MEMÓRIA DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA USP”
A partir da decisão da comissão do Centro de Memória em dar maior
visibilidade ao seu trabalho e aos documentos de seu acervo, elaborou-se, em 2008,
um projeto para desenvolvimento e implementação de um site da Internet.
Do projeto constavam: (1) uma definição dos conteúdos do site; (2) o
estabelecimento da estrutura da informação; (3) a definição de ferramentas e
plataformas; (4) a elaboração do projeto gráfico e de navegação.
A Figura 2 mostra a página principal do site. A foto do antigo palacete da
Alameda Glette, foi escolhida por representar um momento significativo na história
da Psicologia e da Universidade, mas a imagem inserida poderá mudar de tempos
em tempos.

Figura 2 - Página principal do Centro de
Memória do IPUSP

O site, que está em processo de construção, foi elaborado inicialmente em
“Linguagem de Marcação de Hipertexto” (Hyper Text Markup Language [HTML]),
linguagem padrão utilizada em páginas Web. Para o desenvolvimento do mesmo
foram utilizados diversos softwares editores, que facilitam a criação do design e a

�10

sistematização do conteúdo de texto HTML.
Entretanto, para facilitar a manutenção do mesmo, uma extensão da
linguagem HTML foi incorporada, a chamada “Folhas de Estilo em Cascata”
(Cascading Style Sheets [CSS]) um tipo de linguagem que permite usar um único
layout em todas as páginas internas ao site, ocupando assim um espaço menor
onde o site for hospedado.
Futuramente, outras ferramentas de criação para Web como o Flash e o
Java script serão utilizadas para tornar o site mais dinâmico.
Notou-se durante o desenvolvimento do site para o Centro de Memória
que este recurso tecnológico proporcionou a organização maior do projeto, além das
vantagens já descritas acima.
Em pesquisas realizadas em outros sites que versam sobre a memória
institucional, foi recorrente o uso de linha do tempo para esclarecer e organizar o
conteúdo histórico. Diante dessa constatação da importância que a linha do tempo
possui na dinâmica interna do site, o Centro de Memória do IPUSP usará também
esse recurso, assim como uma página interativa, solicitando aos que visitam o site a
doação de documentos relativos à história da Psicologia na USP ou em outros
centros.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embora esteja o Centro de Memória do Instituto de Psicologia da USP em
fase inicial de funcionamento, já tem resultados que indicam a sua relevância como
preservador da memória institucional. Além da coleta e preservação de documentos
relevantes, temos realizados exposições, eventos, participado de encontros,
planejado a publicação de um livro e implementado um site que em breve será posto
na Internet.
Espera-se que o relato de nossa experiência incentive outros centros de
documentação e bibliotecas a iniciarem trabalhos semelhantes de preservação da
memória institucional.

�11

REFERÊNCIAS
BOSI, A. Editorial. Estudos Avançados, São Paulo, v. 8, n. 22, p. 5-9, 1994.
BOSI, E. Memória da psicologia. Estudos Avançados, São Paulo, v. 8, n. 22, p. 379388, 1994.
INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Instituição.
São Paulo: IPUSP. Disponível em: &lt;http://www.ip.usp.br/instituicao/instituicao.htm&gt;.
Data de acesso: 12 jun. 2008.
FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Histórico do departamento de filosofia. São
Paulo: FFLCH-USP. Disponível em:
&lt;http://www.fflch.usp.br/df/site/departamento/historico.php&gt;. Data de acesso: 12 jun.
2008.
RAMOZZI-CHIAROTTINO, Z. Annita Castilho Cabral. Rio de Janeiro: Imago, 2001.
(Pioneiros da Psicologia Brasileira)
VILELA, C.; CARVALHO, N. G.; SABADINI, A. A. Z. P.; ADES, C.; OSÓRIO, V. K. L.
Palacete Jorge Street: um marco da infância da USP que não foi tombado
[Comunicação oral]. Trabalho apresentado na 31ª Reunião Anual da Sociedade
Brasileira de Química, 29 de maio de 2008, Águas de Lindóia, SP.

__________________
1

Aparecida Angélica Z. Paulovic Sabadini, Bibliotecária, Biblioteca Dante Moreira Leite do Instituto de
Psicologia da USP, angelica@usp.br.
2
Thiago Gomes Veríssimo, Aluno da Graduação, Instituto de Física da USP (IF-USP). Monitor da
Biblioteca Dante Moreira Leite do PUSP, thiago.verissimo@usp.br
3
Ingrid Cadidé, Aluna da Graduação, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP
(FFLCH-USP), ingridcadide@yahoo.com.br.
4
César Ades, Professor Titular, Instituto de Psicologia da USP, cesarades@gmail.com.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Preservação da memória institucional no Instituto de Psicologia da USP.</text>
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                <text>Sabadini, A. A. Z. P.; Verissimo, T. G.; Cadidé, I.; Ades, C.</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Apresenta um breve histórico do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) e descreve as iniciativas que estão sendo realizadas para resgatar e preservar a sua memória. Relata a criação de um Centro de Memória na Biblioteca Dante Moreira Leite do IPUSP, em 2001, e a construção do site do Centro, em 2008. Aborda as ações para divulgar o trabalho e os documentos presentes no Centro e descreve a metodologia de construção do portal. O Centro de Memória é coordenado por uma Comissão Institucional composta de professores e bibliotecários e reúne em seu acervo Memoriais, Relatórios de Atividades, Fotografias, Gravações, Fitas de Vídeo, filmes, CDs, DVDs e outros documentos, tanto referentes a épocas anteriores, como aos desenvolvimentos atuais do IPUSP. Espera-se que o relato de nossa experiência incentive outros centros de documentação e bibliotecas a iniciarem trabalhos semelhantes de preservação da memória institucional.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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                    <text>��������������
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CAPACITAÇÕES PRÓ-ATIVAS NA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE
PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ROSA, C. R. O.1
PERES, T. C. O.2

RESUMO
Aborda a experiência da Biblioteca do Instituto de Psicologia da Universidade de
São Paulo (IPUSP) em capacitações destinadas ao público interno e externo no uso
de bases de dados. Visa ao desenvolvimento de habilidades para pesquisa
acadêmica que auxiliam na formação e composição da produção científica. Destaca
a importância dos indicadores bibliométricos de citação das ferramentas SCImago e
Thomson Web of Science.
Palavras-chave: Capacitação de usuários. Tecnologia. Bases de dados. Fator de
impacto.

ABSTRACT
It deals with the experience of the Library of the Psychology Institute of University of
São Paulo concerning the ability courses dedicated to community and users
interested in databases researches. Aim the development of searching abilities to
academic searches that assist and increase the formation and composition of
scientific production. It stands out the importance of citation bibliometric indicators
from SCImago and Thomson Web of Science tools.
Keywords: User ability. Technology. Databases. Impact factor.

1 INTRODUÇÃO
A tecnologia da informação (TI), resultante das facilidades geradas da
parceria entre informática e telecomunicações, está presente em todos os setores da
sociedade e na universidade. Dentro dessa comodidade oferecida pelos diversos
setores de serviços figuram, também, as bibliotecas que procuram cada vez mais

�2

oferecer aos seus usuários condições e ferramentas para que estes possam
explorar o mundo virtual.
As novas tecnologias permitem aos usuários o acesso à informação de
forma eficiente e rápida, possibilitando às bibliotecas exercer um de seus papéis que
é atuar na capacitação de pessoas afim de torná-las independentes no uso dessas
ferramentas que muito colaboram para facilitar a vida dos acadêmicos. Cuenca et al.
(1999, p. 340) define o novo papel das bibliotecas neste cenário com as novas
tecnologias

de

acesso

à

informação,

segundo

a

autora

“as

bibliotecas,

principalmente as acadêmicas, tiveram de introduzir em seus serviços a capacitação
de usuários, para que as mesmas fossem rapidamente aceitas e utilizadas”.
O desenvolvimento dessas habilidades na comunidade acadêmica, muitas
vezes, está diretamente ligado ao conhecimento que seus atores possuem, por isso
ao conduzir as pessoas a uma formação completa no uso dos recursos oferecidos
pela universidade as tornamos mais eficientes e capazes no uso destes recursos.
Córdoba Gonzaléz (1998, p. 62) diz que “se deve educar o usuário nas várias etapas
de sua vida para que este se torne um adulto consciente da importância do uso da
informação e, conseqüentemente, tenha interesse em promovê-la e gerá-la”. Para a
autora a definição de educação ou capacitação de usuários está ligada a prover de
conceitos e ferramentas que lhes serão úteis, não somente às suas necessidades
imediatas, mas também ao longo de toda sua vida.
Os treinamentos oferecidos pela Biblioteca “Dante Moreira Leite” do
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) tem como objetivo:
•

Capacitar usuários e pesquisadores no uso de ferramentas e na busca de
informações online;

•

Divulgar os serviços oferecidos pela USP como teses e periódicos com texto
completo;

•

Orientar os usuários no uso de vocabulários corretos para uma pesquisa mais
eficaz;

•

Tornar independente os usuários da TI;

�3

•

Mostrar a importância do uso de bases indexadoras e sua relevância para o
mercado editorial.
Para realização dessas capacitações, a Biblioteca disponibiliza uma sala

moderna e estruturada, contendo nove computadores de acesso restrito.

2 AMBIENTE
De acordo com Sampaio e Serradas (2005), a Biblioteca “Dante Moreira
Leite” do IPUSP, criada em 1971, aparece como centro de referência para a América
Latina na área de Psicologia, contando com acervo expressivo e dispondo da mais
completa coleção de periódicos nacionais e internacionais existentes no país,
segundo afirmação de pesquisadores dos países irmãos que a visitam.
O acervo da Biblioteca possui 6062 teses, 28.885 livros e um total de 903
periódicos, sendo 467 títulos em curso.
Além da biblioteca física, os trabalhos e esforços da equipe são
direcionados ao desenvolvimento de ferramentas que compõem a Biblioteca Virtual
em Saúde Psicologia (BVS-Psi), que segundo Sampaio e Serradas (2005) é um
recurso fundamental de acesso à informação e ao conhecimento psicológico e sua
escalada rumo à gestão da informação em Psicologia no Brasil e na América Latina.
A Biblioteca desenvolve seus serviços por meio das seções abaixo:
- Seção de Aquisição e Processamento da Informação (SAPI),
- Seção de Acesso à Informação e Divulgação (SID),
- Seção de Multimeios e Apoio as Publicações,
- BVS-Psi.
O foco desse relato de experiência é mostrar o ambiente operacional para
realização

dessas

capacitações

em

fontes

de

informação

dirigidas

pesquisadores em geral, sejam eles da comunidade universitária ou externos.

aos

�4

3 FONTES DE INFORMAÇÃO PARA A ÁREA ACADÊMICA
Assim como o mercado de trabalho, a formação acadêmica também passa
por transformações substanciais. As universidades devem ter como premissa
preparar o indivíduo para o mercado de trabalho, colocando à sua disposição
ferramentas que o torne capacitado e independente no desenvolvimento de práticas
profissionais através dos recursos tecnológicos. Para uso dessas tecnologias, o
mesmo necessita desenvolver competências e comportamentos criativos e ter
iniciativas próprias que possam ajudá-lo em sua trajetória profissional. Inseridas
nesse ambiente, as fontes de informação estão sob responsabilidade das
bibliotecas, cuja missão é promover a capacitação visando preparar o usuário para
atuação no complexo mundo do trabalho. Dentro dessa realidade estão os
bibliotecários, possuidores do conhecimento em fontes de informação, cujo objetivo
é capacitar e preparar os clientes das bibliotecas no uso das tecnologias.
Tradicionalmente, a Biblioteca do IPUSP sempre operou com divisão de
trabalho por escala entre os bibliotecários, de modo que todos possam contribuir
frente ao desafio constante das mudanças tecnológicas e estender ao cliente os
benefícios da informação desejada.
O atendimento pressupõe o uso de fontes de informação para propósitos
de pesquisa e ensino. Segundo Dewald e Silvius (2005), bibliotecários acadêmicos
têm o compromisso de assistir na busca de altas fontes de qualidade na web, o que
subentende as questões de interesse dos usuários como revisão e aplicação da
literatura oferecida nas capacitações do uso de inúmeras fontes de informação da
área de Psicologia. As fontes de informação utilizadas nos cursos de capacitação ao
longo do ano são:
a) a web ou sites disponíveis para busca sem custos.
b) os recursos eletrônicos disponíveis no portal da SIBiNet para comunidade USP e
usuários em geral através de contratos de licença firmado entre fornecedores e o
Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi).
Destacam-se as bases de dados:
• Periódicos Eletrônicos em Psicologia – PEPsic

�5

Portal da Biblioteca Virtual em Saúde Psicologia (BVS-Psi) que reúne uma coleção
de revistas científicas brasileiras e latino-americanas em Psicologia e áreas afins. O
objetivo do PEPsic é ampliar o acesso à produção científica através da publicação
de periódicos em texto completo e de sua disponibilização gratuita na Internet.
Nesse portal é possível verificar o relatório de citações de revistas com ênfase no
fator de impacto, nas citações concedidas (quando um determinado periódico faz
referência a artigos publicados em outras revistas) e nas citações recebidas (outras
publicações referenciam artigos da revista em questão).
• SCOPUS
Indexa mais de 15.000 títulos de 4.000 editoras das diversas áreas do
conhecimento, possui cerca de 27 milhões de resumos incluindo citações, desde
1996, também possibilita a localização de artigos científicos na Web, através do
buscador SCIRUS.
• PSICODOC
Oferece acesso ao texto completo de publicações especializadas em Psicologia e
disciplinas afins. Inclui revistas, trabalhos de congressos e livros, editados na
Espanha e América Latina, desde 1975 até a atualidade.
• PsycCINFO
Base referencial da literatura em Psicologia indexada a partir de 1800 até o ano
atual, editada pela American Psychology Association (APA). PsycINFO contém
citações bibliográficas, resumos, citação de referências e links para textos completos
de ciências sociais e da saúde.
• WEB OF SCIENCE
ISI Web of Science é uma base da Thomson que permite a recuperação de
trabalhos publicados em 8700 periódicos internacionais com alto fator de impacto no
mundo. Os usuários podem navegar por artigos eletrônicos de texto completo
quando o mesmo se encontra disponível na web.
O período de cobertura estende-se de 1900 até o ano atual, incluindo o conteúdo da
base "Century of Science" (1900-1944).
Apontamos, nas capacitações de usuários, a importância do indicador
bibliométrico ou fator de impacto na avaliação científica da literatura indexada no
portal PEPsic e nas bases de dados SCOPUS e WEB OF SCIENCE. O fator de

�6

impacto é calculado por meio da divisão do número de citações, que um dado
periódico recebe nos dois anos anteriores, pelo número de artigos publicados
nesses dois anos. Essa medição proporciona à comunidade científica a visibilidade
dos trabalhos publicados.

Figura 1 – Exemplo do fator de impacto da revista Psicologia: Ciência e Profissão
Fonte: Portal PePSIC, Biblioteca Virtual de Psicologia (2008).

O fator de impacto tem relevância para avaliação de um periódico, seja por
parte do autor que busca o melhor para publicar seu trabalho, seja por parte do
editor que almeja ter em sua revista artigos de interesse da comunidade científica, e
para isso seu periódico precisa ser atraente.
De acordo com Strehl (2005, p. 20),
os autores consideram o valor indicado para identificar periódicos
que podem acarretar maior prestígio ao seu trabalho. Os
bibliotecários vêem o FI como um parâmetro para seleção dos títulos
de maior interesse para os cientistas quando precisam alocar
recursos de seus limitados orçamentos.

A autora também destaca a importância do fator de impacto para os
editores de periódicos e para as agências de fomento que utilizam esse parâmetro
na identificação de instituições que correspondem aos objetivos e metas por ele
definidos. Strehl (2005) afirma “nesse ponto, retornando ao início do processo, esse
interesse dos órgãos financiadores acaba realimentando a necessidade de uso do FI
por parte de autores, bibliotecários e editores” (p. 20).

�7

4 VANTAGENS DA CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS DA BIBLIOTECA DO IPUSP
Tradicionalmente, os profissionais da informação preocupavam-se em
repassar aos usuários instruções para manejo do acervo bibliográfico e uso das
normas para elaboração de referências e trabalhos acadêmicos. Com o advento das
tecnologias da informação, segundo Sampaio (1999, p. 18),
a complexidade do meio eletrônico, onde atualmente a
recuperação da
informação encontra-se inserida, requer o
desenvolvimento de habilidades muito diferentes das que eram
necessárias para a busca bibliográfica em uma era de
informação tradicional.
Essas habilidades, aliadas à importância das ferramentas que auxiliam as
buscas e a imediata localização das fontes selecionadas, são oferecidas aos
pesquisadores quando procuram a biblioteca para realizar suas pesquisas
acadêmicas. Diante dessa necessidade, a Biblioteca “Dante Moreira Leite” oferece
capacitações no uso da TI, e ao treinar o usuário, o bibliotecário repassa técnicas
que visam facilitar a descoberta da informação, o armazenamento e a
disponibilização da mesma in loco ou online. Belluzzo e Macedo (1990, p. 78)
afirmam que o treinamento de usuários existe quando há ações estratégicas e/ou
repetitivas com intuito de desenvolver determinadas habilidades no usuário.

5 AMOSTRAGEM DOS NÚMEROS DAS CAPACITAÇÕES NA BIBLIOTECA DO
IPUSP
A Biblioteca divulga o calendário de capacitação anual através do site da
instituição, de murais e mala-direta aos alunos e interessados. No biênio 2006-2007,
houve uma demanda maior no interesse pela capacitação para o uso das fontes de
informação e cada vez mais usuários procuram o serviço, impelidos pela
necessidade e pela oferta de treinamento para uso dessas tecnologias (web, bases
de dados, softwares de comunicação, ensino, pesquisa e desenvolvimento
profissional).
No ano de 2007, a biblioteca ofereceu 25 capacitações conforme apresentado nas
tabelas abaixo, totalizando 228 usuários capacitados.

�8

Tabela 1 - Treinamentos realizados em 2007 no Dedalus/BVS-Psi
Mar
5
23

Sessões de treinamentos
Usuários treinados

Abr
1
5

Jun
1
11

Jul
1
4

Ago
4
50

Total
12
93

Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)
Tabela 2 - Treinamentos realizados em 2007 no Portal Capes
Abr
1
5

Sessões de treinamentos
Usuários treinados

Jun
1
11

Jul
1
4

Ago
4
50

Total
7
70

Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

Tabela 3 - Treinamento em outras bases* 2007
Sessões de treinamentos
Usuários treinados

Jun
1
11

Jul
1
4

Ago
4
50

Total
6
65

Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)
*Scopus, Psicodoc, Psycinfo, Web of Science

Análise dos Resultados
Os gráficos mostram crescente interesse nos treinamentos oferecidos no
início do ano à medida que os calouros são orientados quanto à importância da
capacitação para desenvolvimento de suas atividades acadêmicas. Nos meses de
junho e agosto, período que sinaliza o final e início de novo semestre, identifica-se
um aumento no número de alunos de graduação e pós-graduação interessados no
conhecimento e recuperação da literatura desejada.

Sessões de
treinamentos
Usuários
Treinados

MAR

ABR

JUN

JUL

AGO

Gráfico 1 – Treinamentos Portal Capes 2007
Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

�9

60
50

Sessões de
treinamentos

40
30

Usuários
Treinados

20
10
0
MAR ABR

JUN

JUL

AGO

Gráfico 2 – Treinamentos em outras bases 2007
Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

O ano de 2006 iniciou, como mostram as tabelas, com 15 sessões de
treinamentos e 109 usuários capacitados.
Tabela 4 - Treinamentos realizados em 2006 no Dedalus
Sessões de treinamentos
Usuários treinados

Fev
1
58

Mar
5
9

Abr
6
21

Maio
1
4

Jul
1
6

Ago
1
11

Total
15
109

Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

Tabela 5 - Treinamentos realizados em 2006 no Portal Capes
Sessões de treinamentos
Usuários treinados

Mar
4
8

Abr
6
21

Maio
1
4

Jul
1
6

Ago
1
11

Total
13
50

Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

Tabela 6 - Treinamentos realizados em 2006 na BVS-Psi
Sessões de treinamentos
Usuários treinados

Fev
1
58

Mar
4
8

Abr
6
21

Maio
1
4

Jul
1
6

Ago
2
22

Set
1
5

Total
16
124

Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

Tabela 7 - Treinamentos realizados em 2006 em outras bases*
Sessões de treinamentos
Usuários treinados

Mar
4
8

Abr
4
17

Maio
1
4

Jul
1
6

Ago
1
11

Set
1
1

Out
3
11

Total
15
56

Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)
*Scopus, Psicodoc, Psycinfo, Web of Science

Análise dos resultados 2006
Os gráficos mostram um aumento nas seções de treinamentos e no
interesse dos usuários pelas capacitações durante os meses de abril e agosto. Esse
aumento no início do semestre pode ocorrer porque o interesse por conhecimento e

�10

utilização das bases são estimulados pelas demandas de trabalhos acadêmicos
solicitados pelos docentes.

25
20

Sessões de
treinamentos

15

Usuários
treinados

10
5
0
MAR ABR MAIO JUL

AGO

Gráfico 3 – Treinamentos Dedalus 2006
Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

25
20
15

Sessões de
treinamentos

10

Usuários
Treinados

5
0
MAR

ABR

MAIO

JUL

AGO

Gráfico 4 – Treinamentos PORTAL CAPES 2006
Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

Sessões de
treinamentos

AG
O

AI
O

Usuários
treinados

M

M

AR

70
60
50
40
30
20
10
0

Gráfico 5 – Treinamentos BVS-Psi 2006
Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

20
15

Sessões de
treinamentos

10

Usuários
treinados

5

JU
L
AG
O
SE
T
O
U
T

AB
R
M
AI
O

M

AR

0

Gráfico 6 – Treinamentos outras bases 2006
Fonte: RELATÓRIO anual... (2005)

�11

6 DISCUSSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Recentemente, uma nova ferramenta que traduz o fator de impacto foi
inserida no mercado das publicações de livre acesso e faz parceria com a editora
Elsevier. Trata-se do Portal SCImago Journal &amp; Country Rank (SJR), que inclui
periódicos e indicadores de citações atrelados ao país de origem do pesquisador,
cujos dados são fornecidos através da base de dados SCOPUS.
O novo indicador SJR mostra a visibilidade dos periódicos contidos na
base SCOPUS desde 1996, com cerca de 20 a 45 por cento a mais de registros que
o Journal of Citation Reports (JCR), ligado à base de dados Thomson WEB of
Science com cobertura de cerca de 9.000 periódicos, enquanto que o Scopus possui
uma abrangência de mais de 15.000 periódicos. Segundo Félix de Moya Anegón
(citado por Butler, 2008) há diferenças na posição das revistas no ranking do SJR e
JCR que se explica em termos de popularidade versus prestígio. Revistas populares
citadas freqüentemente por revistas de baixo prestígio têm fator de impacto mais alto
que o SJR, enquanto as revistas conceituadas são menos citadas por outras revistas
de prestígio, o que influencia SJR mais alto com fator de impacto mais baixo.
Segundo Butler (2008), é necessária uma maior transparência no cálculo
das métricas das citações e dados utilizados pelas bases Web of Science e JCR
conforme solicitações de pesquisadores.
A figura abaixo ilustra a posição da produção brasileira em Psicologia
citada no período de 1996-2007 no portal SCImago.

�12

Figura 2 – Produção brasileira em Psicologia citadas no
período de 1996-2007
Fonte: Portal SCImago Journal &amp; Country Rank (SJR)

Constata-se

um

crescente

interesse

de

pesquisadores

no

desenvolvimento de ferramentas para indexação e análise bibliográfica, o que
demonstra a importância das capacitações de usuários e a responsabilidade e
esforço das bibliotecas em tornar disponíveis essas novas tecnologias no
desenvolvimento de projetos que visam à captação de recursos junto às agências de
fomento e órgãos financiadores para renovação do parque tecnológico e de
assinaturas desses novos produtos.

REFERÊNCIAS
BELLUZZO, R. C. B.; MACEDO, N. D. de. Da educação de usuários ao treinamento
do bibliotecário. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo,
v. 23, n. 1/4, p. 78-111, jan./dez. 1990.
BUTLER, D. Free journal-ranking tool enters citation market. Nature News, London,
v. 451, p. 6, 02 jan. 2008. Disponível em:
&lt;www.nature.com/news/2008/080102/full/451006a.html&gt;. Acesso em 07 jun. 2008.
CÓRDOBA GONZÁLEZ, S. La formación de usuarios con metodos participativos
para estudiantes universitários. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 1, p. 61-65,
1998.
CUENCA, A. M. B. et al. Capacitação no uso das bases Medline e Lilacs: avaliação
de conteúdo, estrutura e metodologia. Ciência da Informação, Brasília v. 28, n. 3, p.
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�13

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&lt;http://muse.jhu.edu/journals/portal_libraries_and_the_academy/v005/5.3silvius.pdf&gt;
. Acesso em: 26 abr. 2008.
PORTAL SCImago Journal &amp; Country Rank. Disponível em: &lt;www.scimagojr.com&gt;.
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Biblioteca Virtual em Saúde Psicologia: &lt;www.bvs.psi.org.br&gt;. Acesso em: 06 maios
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conceituais e metodológicos. Ciência da Informação, Brasília, v. 34, n. 1, p.19-27,
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_________________
1
2

Célia Regina de Oliveira Rosa, Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia, Serviço de
Biblioteca e Documentação, zeuli@usp.br.
Teresa Cristina de Oliveira Peres, Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia, Serviço de
Biblioteca e Documentação, tercrist@usp.br.

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                <text>Aborda a experiência da Biblioteca do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) em capacitações destinadas ao público interno e externo no uso de bases de dados. Visa ao desenvolvimento de habilidades para pesquisa acadêmica que auxiliam na formação e composição da produção científica. Destaca a importância dos indicadores bibliométricos de citação das ferramentas SCImago e Thomson Web of Science.</text>
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BIBLIOTECA DIGITAL: caminhos de uma construção
RODRIGUEZ PEREZ, D.1
LIMA, P.2

RESUMO
Este trabalho pretende abordar as principais questões que devem nortear o
planejamento de uma biblioteca digital, desde a sua concepção, sua evolução a
aspectos técnicos e práticos. Apresenta uma visão conceitual de BD e as bases para
o projeto de sua criação, assim como os aspectos que devem ser considerados
nesse planejamento: custo/valor, sustentabilidade, confiabilidade, interoperabilidade,
persistência, usabilidade, objetos, metadados, serviços e proteção aos direitos à
propriedade intelectual. Alerta para a necessidade do desenvolvimento de
competências e habilidades do pessoal que trabalha com a BD. Destaca a
importância da preservação digital para a garantia da acessibilidade da informação
digital a longo prazo. Descreve estratégias que devem ser adotadas para a
manutenção e preservação da BD: padrões, metadados, migração, emulação,
encapsulamento, monitoramento de suportes e formatos, PDF, TIFF e XML. Analisa
questões dos direitos autorais na divulgação da informação no meio digital e cita
algumas iniciativas para minimizar essa problemática. Aponta fatores importantes
para a sobrevivência da BD e conclui citando o seu valor na comunicação do
conhecimento cultural e científico ao futuro.
Palavras-chave: Biblioteca digital. Acervos digitais. Planejamento de biblioteca
digital. Desenvolvimento de competências. Desenvolvimento de
habilidades.
Preservação
digital.
Metadados.
Migração.
Emulação. Encapsulamento: PDF. TIFF. XML. Direitos autorais.

ABSTRACT
This work intends to approach the main questions that must guide the planning of a
digital library from its conception, evolution to its technical and practical aspects. It
presents a conceptual view of the DL and the fundamentals of the project of its
creation, as well as the issues to be considered on its planning: cost/value,
sustentability, reliability, interoperability, persistency, usability, objects, metadata,
services and the protection to the intellectual property rights. It enhances the
necessity of the development of competencies and abilities of people who deal with
DL. It highlights the importance of the digital preservation for the guarantee of the

�2

digital information accessibility in a long term. It describes the strategies that must be
adopted for the maintenance and the preservation of the DL: patterns, metadata,
migration, emulation, encapsulation, monitoring of supports and formats, PDF, TIFF
and XML. It analyses the features of copyright in divulging the information in the
digital media and cites some initiatives to minimize that problem. It points out
important factors for the survival of the DL and reaches the conclusion about its value
on the communication of the cultural and scientific knowledge in relation to the future.
Keywords: Digital library. Digital collections. Digital library planning. Development of
competencies. Development of abilities. Digital preservation. Metadatas.
Migration. Emulation. Encapsulation: PDF. TIFF. XML. Copyright.

1 INTRODUÇÃO
O advento da Internet, a explosão da informação, a necessidade do
acesso rápido, da sua difusão e da sua democratização foram fatores decisivos no
surgimento do ambiente digital e na eclosão dos documentos digitais.
Há uma diversidade de conceitos atribuídos à BD (ANSARI, 2006;
DIGITAL..., 2004; SANTOS; BARRETO, 2007). Destaca-se a definição encontrada
em Toutain (2006, p. 16):
Biblioteca que tem como base informacional conteúdos em texto
completo em formatos digitais – livros, periódicos, teses, imagens,
vídeos e outros –, que estão armazenados e disponíveis para
acesso, segundo processos padronizados, em servidores próprios ou
distribuídos e acessados via rede de computadores em outras
bibliotecas ou redes de bibliotecas da mesma natureza.

O universo digital evoluiu, amadureceu e encontra-se em um terceiro
estágio, em que outros aspectos devem ser considerados para o êxito no
desenvolvimento

de

coleções

digitais,

como:

custo/valor,

sustentabilidade,

confiabilidade, interoperabilidade, persistência, usabilidade, objetos, metadados,
serviços

e

proteção

aos

direitos

à

propriedade

intelectual

(NATIONAL

INFORMATION STANDARDS ORGANIZATION, 2007). No entanto, o que se
observa nas definições é uma ênfase marcante no acesso aos serviços e ao
conteúdo, algumas vezes denominado coleções, documentos, informação ou objetos
de informação, segundo Seadle e Greifeneder (2007). Para esses autores, as
bibliotecas digitais ainda são muito jovens para serem definidas de forma
permanente. A maneira como pensamos nelas terá muito a ver como as futuras
gerações de bibliotecários conceituarão sua missão no mundo digital.

�3

Este trabalho pretende abordar as principais questões que devem nortear
o planejamento de uma biblioteca digital, desde a sua concepção, sua evolução a
aspectos técnicos e práticos.

2 PROJETO DA BIBLIOTECA DIGITAL
A biblioteca digital deve basear-se nos interesses dos usuários e fornecer
suporte na busca e na obtenção da informação de que necessitam (CUNHA, 2008,
p. 9). Cada instituição deve desenvolver seu projeto de BD indagando sobre a sua
viabilidade, os efeitos e conseqüências e as dificuldades da iniciativa. Se a resposta
for afirmativa, pode prosseguir no planejamento da BD. Para Cervone (2007, p. 3034), o projeto deve ser bem definido e seguir uma metodologia estruturada. Sugere a
estrutura utilizada pelo Project Management Institute (PMI), atualmente denominado
Project Management Body of Knowledge, aplicável a qualquer tamanho de projeto.
Sua base fundamental está definida em nove áreas: escopo, tempo, custo,
qualidade, recursos humanos, comunicações, risco, provimento de produtos e
serviços, integração. O sucesso de qualquer projeto, seja digital ou não, depende
principalmente dos critérios: o sistema deve ser aceito pelo cliente; deve expressar o
plano acordado e estar dentro do orçamento definido; e o seu desenvolvimento deve
ter o mínimo de impacto possível nas operações em andamento. The Digital Library
Federation (2004), estabelecida em 1995, define requisitos e padrões para a
formação de coleções digitais, abordando os aspectos já mencionados no item
anterior deste trabalho, que podem orientar, também, o planejamento de BDs.

2.1 Capacitação das Equipes
O processo de capacitação e de atualização das equipes envolvidas com
a BD deve ser contínuo para acompanhar a rapidez dos avanços da tecnologia
digital. Choi e Rasmussen (2006) realizaram um estudo como contribuição ao
desenvolvimento da educação para bibliotecários digitais, com os objetivos de
identificar as atividades desses profissionais, determinar as habilidades e o

�4

conhecimento exigido para a atuação nesse ambiente e buscar feedback para a
formação dos estudantes de biblioteconomia digital. O levantamento foi distribuído a
123 diretores de bibliotecas membros da Association of Research Libraries (ARL),
de setembro a dezembro de 2005, envolvendo tanto diretores, quanto outros
funcionários que trabalhavam em bibliotecas digitais, em serviços que não atendiam
ao público. Foram coletadas 48 respostas, de 39 bibliotecas.
Os resultados levaram às seguintes conclusões: bibliotecas digitais são o
futuro das instituições acadêmicas e de pesquisa; os programas de educação
profissional deverão fornecer, além do treinamento em bibliotecas tradicionais e
tarefas técnicas, a ênfase na gestão de projetos, incluindo tecnologias digitais, e a
prática em projetos digitais; deverão, ainda, desenvolver competências em relações
interpessoais, comunicação, integração e trabalho em equipe.

2.2 Preservação Digital
A

preservação

digital

compreende

a

capacidade

de

garantir

a

acessibilidade da informação digital, a longo prazo, com características de
autenticidade suficientes para que possa ser interpretada, no futuro, através de uma
plataforma tecnológica diferente da utilizada no momento da sua criação
(FERREIRA, 2008, p. 20).
Segundo Caplan (2008, p. 7), digitalização para preservação é um
conceito análogo ao tradicional campo da conservação e da preservação. Na
década de 1990, várias publicações, livros e jornais, foram microfilmados para
preservar e dar acesso ao seu conteúdo, evitando danificar os frágeis originais. Em
um período seguinte, de transição, o microfilme foi usado para preservar e a
digitalização, para dar acesso. Atualmente, apesar das controvérsias, a digitalização
tem sido proposta para preservação. A política de digitalização para preservação foi
endossada pela Association for Research Libraries, em julho de 2004.
De acordo com Sayão (2006, p. 127), ainda não há, e, provavelmente, no
futuro não haverá, uma estratégia única que seja capaz de resolver todos os
problemas que envolvem a preservação digital.

�5

Sabe-se que preservar não é apenas criar cópias dos arquivos digitais,
guardando-as para serem usadas no futuro. A preservação digital engloba
estratégias como o estabelecimento de padrões; a adoção de metadados para
preservação; o monitoramento de suportes e formatos; a migração (preservação da
presença física e do conteúdo do objeto digital); a emulação (criação de novo
software que emula o funcionamento do antigo hardware e/ou software em um
hardware

mais

moderno);

a

preservação

da

tecnologia

(preservação

de

equipamentos e programas para garantir o acesso aos objetos digitais no ambiente
que os originou); o encapsulamento (preservação de todas as informações, junto ao
objeto digital, necessárias ao desenvolvimento de conversores, visualizadores ou
emuladores, em um futuro longínquo (DIRECÇÃO..., 2008, p. 49)); entre outras
estratégias. Por todos esses motivos, a preservação digital é um dos maiores
desafios para a criação e manutenção de bibliotecas digitais. Destacam-se a seguir
as estratégias mais usadas:
a) Adoção de padrões – estabelece os padrões que orientarão a aplicação das
demais estratégias de preservação, levando em consideração o conteúdo, os
formatos e os suportes dos materiais digitais. Requerem monitoramento, visto que
se modificam, havendo necessidade da migração para novos padrões.
b) Adoção de metadados para preservação – define-se como metadados ou
metainformação a “informação sobre informação, ou mais especificamente dados
estruturados sobre informação capturada no sistema de arquivo”. São um conjunto
de elementos (atributos) que dão significado, contexto e organização ao objeto
digital, permitindo a produção, gestão e utilização dos documentos eletrônicos a
longo prazo (DIRECÇÃO..., 2008, p. 43-45). Por isso, são fundamentais na
preservação digital. Há diversos tipos de metadados: descritivos ou bibliográficos ou
de identificação, administrativos, estruturais, técnicos, de preservação, de controle e
direitos etc. Cada instituição deve optar pelos tipos que melhor atendam às
características e necessidades da sua BD, adotando os padrões para a descrição
desses metadados. Dentre os mais usados, como descritivos, citam-se o Dublin
Core, o MARC e o EAD (Encoding Archiving Description) que permite a descrição da
informação arquivística, de acordo com a General International Standard Archival
Description�)ISAD(G)).

�6

c) Monitoramento de suportes e formatos – estuda a funcionalidade, a
durabilidade dos suportes e os formatos dos arquivos digitais, bem como a
obsolescência dos softwares e hardwares necessários para garantir o acesso futuro
ao conteúdo dos mesmos.
A fragilidade e a obsolescência tecnológica são uma constante ameaça à
durabilidade dos suportes. De acordo com a Direcção... (2008, p. 26), com a
evolução dos suportes, desde 1970 – com a introdução dos cartões perfurados
seguidos das fitas cassetes (início de 1980), dos disquetes de 5,25 pol. (final de
1980) e 3,5 pol. (início de 1990), dos CDs (final de 1990), dos DVDs (início de 2000)
e dos HD-ROMs e Blue-Ray Disc (2005) –, observa-se que os suportes têm mudado
em um intervalo de aproximadamente 10 anos, fato que dificulta a manutenção dos
conteúdos digitais.
De acordo com Bodê (2006, p. 7), formato de arquivo é a forma e estrutura
como as informações estão gravadas nos documentos digitais. Cada formato tem
uma especificação técnica, que pode variar entre suas diversas versões (ex.: TIFF
5.0 e TIFF 6.0). Conhecer as especificações dos formatos é muito importante para a
implementação de ações de preservação digital. Há de se tomar cuidado com a
preservação de formatos proprietários, dependentes de determinado software,
pertencentes a entidades comerciais, que normalmente mantêm sob sigilo as suas
especificações técnicas, e estão sujeitos, ainda, à obsolescência dos softwares que
os originaram. Com o uso das técnicas de emulação e migração, é possível acessar
as informações de documentos gerados a partir de formatos proprietários. No
entanto, deve-se considerar que o uso desses processos pode infringir os direitos
autorais e as leis de software.
Já os formatos abertos, por possibilitarem o acesso ao seu detalhamento
técnico, tornam-se mais indicados para a preservação dos arquivos digitais,
facilitando o uso legal das técnicas de preservação digital.
O Tagged Image File Format (TIFF) foi desenvolvido em 1986 pela Aldus e
pela Microsoft, para ser utilizado como formato padrão para imagem digital.
Atualmente é controlado pela Adobe. As imagens resultantes são de alta definição e
qualidade,

podendo

ser

intercambiadas

e

lidas

por

diversos

softwares

�7

independentemente da plataforma de hardware. Esse formato tem sido muito
utilizado em projetos de digitalização de documentos para os arquivos mestre
(arquivos com alta qualidade e resolução para a preservação, reprodução e
derivação para outros formatos).
O Portable Document Format (PDF) foi desenvolvido pela Adobe Systems,
no início dos anos 1990, com o objetivo principal de trocar documentos. Trata-se de
um formato proprietário cuja especificação está aberta e disponível, e também é
usado para fins de preservação. Tendo em vista que o PDF não atende às
necessidades de preservação futura, um grupo de instituições como a NPES
(National Printing Equipment Association) e a AIIM (Association for Information and
Image Management) iniciou um movimento para a formulação de uma norma ISO
(International Standardization Organization) que determinasse as características do
formato PDF para a preservação. Nasce, assim, a ISO 19005-1:2005, Document,
management – Electronic document file format for long-term preservation – Part 1:
Use of PDF 1.4 (PDF/A-1). Desde então, o PDF/Archive (PDF/A) está sendo
apresentado como uma solução para o problema da preservação digital de longo
prazo e recuperação no futuro, devendo ser combinado com um programa
abrangente

de

gestão

dos

arquivos,

que

inclua

políticas

apropriadas

e

procedimentos bem implementados. A organização deve assegurar processos de
avaliação da qualidade dos documentos que estão sendo preservados (FANNING,
2008).
Algumas pesquisas sobre o assunto apontam o TIFF e o PDF/A como os
melhores formatos de preservação a longo prazo.
Os formatos dos arquivos de uma coleção digital devem variar de acordo
com o tipo de informação e com a finalidade do seu uso. Por exemplo, arquivos para
a preservação de imagens e texto podem ser no formato TIFF; arquivos para acesso
(recuperação em catálogos), nos formatos JPEG, PDF; arquivos de áudio, em MP3
= MPEG-1 Layer III; arquivos de vídeo, em AVI = Audio Video Interleaved ou
MPEG/MPG = Motion Pictures Expert Group (SAYÃO, 2007).
d) Migração – estratégia que consiste em copiar, converter ou transferir a
informação digital da infra-estrutura tecnológica que a sustenta – mídias, software,

�8

formatos e hardware – para uma mais atualizada. Atualmente é uma das estratégias
mais utilizadas na preservação (SAYÃO, 2006, p. 132-133).
e) XML (Extensible Markup Language) – linguagem de enriquecimento de
informação sobre estruturas e significado. Independe de plataforma de hardware e
software, sendo um padrão de tecnologia aberto, reconhecido internacionalmente e
recomendado pelo W3C (World Wide Web Consortium), que favorece a
interoperabilidade e pode ser usado como formato de criação de documentos. Pode,
ainda, ser considerada como uma estratégia de preservação digital por ser vista
como um tipo particular de migração (RODRIGUES, 2003, p. 60).
f) Autenticidade dos documentos digitais – autenticidade é a qualidade de
reconhecer a proveniência de um documento, independente da veracidade de seu
conteúdo (GLOSSÁRIO..., 2004). A autenticidade e a integridade dos documentos
digitais apóiam-se em técnicas como marca d’água, assinatura digital, certificação
digital, algoritmos verificadores etc. (SAYÃO, 2006, p. 123).
Este trabalho não tem a pretensão de detalhar esse assunto. As
abordagens relatadas até aqui podem ser sintetizadas em “Os dez mandamentos da
preservação digital”, idealizados a partir da experiência vivida pelo Arquivo Central
do Sistema de Arquivos da Unicamp, citados por Innarelli (2007, p. 39), por se
enquadrarem nos princípios de uma política de preservação de documentos digitais:
1 – Manterás uma política de preservação; 2 – Não dependerás de hardware
específico; 3 – Não dependerás de software específico; 4 – Não confiarás em
sistemas gerenciadores como única forma de acesso ao documento digital; 5 –
Migrarás seus documentos de suporte e formato periodicamente; 6 – Replicarás os
documentos em locais fisicamente separados; 7 – Não confiarás cegamente no
suporte de armazenamento; 8 – Não deixarás de fazer backup e cópias de
segurança; 9 – Não preservarás lixo digital; e 10 – Garantirás a autenticidade dos
documentos digitais.
Todas as discussões e problemas que envolvem a preservação digital
ainda estão longe de ter uma solução. Muitas das estratégias descritas
anteriormente esbarram em violação da Lei de Direitos Autorais, Lei de Software e
outras questões. A preservação digital é um assunto complexo e que necessita de
muita discussão e estudo por profissionais de diversas áreas, como bibliotecários,

�9

arquivistas, analistas de sistemas etc., cabendo aos primeiros, os profissionais da
informação, garantir a preservação para o acesso aos objetos digitais com todas as
suas características essenciais.

2.3 Direitos Autorais
Um dos maiores desafios na construção e manutenção de bibliotecas
digitais é a questão dos direitos autorais. No Brasil, os direitos autorais são
regulados pela Lei no 9.610, de 19.2.1998 (LDA/1998), que define direitos autorais
como “os direitos de autor e os que lhes são conexos” (BRASIL, 1998). “Entende-se
por direito [sic] conexos os direitos reconhecidos nos planos de autor, a
determinadas categorias que auxiliam na criação, na produção ou na difusão da
obra intelectual” (SANTIAGO, 2007, p. 28).
Segundo Gandelman (2007, p. 33):
O direito autoral apresenta fundamentalmente dois aspectos: o
moral, que garante ao criador o controle à menção de seu nome na
divulgação de sua obra e o respeito à sua integridade, além dos
direitos de modificá-la ou retirá-la de circulação; e o patrimonial, que
visa regular as relações jurídicas da utilização econômica das obras
intelectuais.

Também devem ser considerados os direitos subsidiários, que, de acordo
com Gandelman (2007, p. 48-49), estão relacionados aos diversos usos e
oportunidades de exploração comercial de obras ou criações intelectuais. Envolvem
as novas adaptações, inserção de obras originais a outros produtos e criações de
obras derivadas. “[...] Podemos acrescentar agora, já em plena era digital, as
possibilidades de publicação através da Internet (portais e sites), CD-ROM, DVD,
ringtones, sites de busca etc.” (GANDELMAN, 2007, p. 49).
O plágio é outro problema que tem sido muito discutido pelos autores,
editores, profissionais da informação e outros envolvidos com a divulgação de
informações no meio digital:
O plágio ocorre quando alguém – um estudante apressado, um
professor negligente, ou um escritor inescrupuloso – falsamente
reivindica como suas as palavras de outrem, sejam elas protegidas
pelo direito autoral ou não. No entanto, se a obra plagiada é
protegida pelo copyright, a reprodução não autorizada é também

�10

uma forma de violação de direito autoral (GOLDSTEIN, 1996, apud
GANDELMAN, 2007, p. 101).

Já existem técnicas para a detecção automática de plágio no ambiente
digital que podem ser aplicadas pelos gestores de bibliotecas digitais. “Aplicando
essas técnicas, as Bibliotecas Digitais, em vez de estimularem o plágio, poderão
tornar-se importantes meios para inibi-lo e detectá-lo” (OLIVEIRA et al., 2007).
As possibilidades de copiar, manipular, distribuir, apropriar-se de
documentos ou outros objetos digitais no ambiente digital tendem a facilitar a
violação dos direitos autorais. De acordo com Gandelman (2007, p. 180), “os direitos
autorais continuam a ter sua vigência no mundo online, da mesma maneira que no
mundo físico. A transformação de obras intelectuais para bits em nada altera os
direitos das obras originalmente fixadas em suportes físicos”.
Outro direito que não pode ser negligenciado é o do acesso à informação:
A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 estabelece
que “Toda pessoa tem direito a liberdade de opinião e expressão”.
Este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de
procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer
meios, independente de fronteiras (SANTIAGO, 2007, p. 43).

Diante desse cenário, deve-se encontrar um equilíbrio que garanta o
cumprimento dos direitos do autor, com uma compensação mais justa à realização
do seu trabalho, para a produção de novas informações e conhecimentos e o acesso
à informação a fim de satisfazer os usuários nas suas demandas de pesquisa,
podendo

auxiliar

na

produção

de

mais

informação

e

contribuir

para

o

desenvolvimento do conhecimento.
O conhecimento humano desenvolve-se respaldado na descoberta
anterior. Essa necessidade criou no homem o constante retorno à
sua própria criação. (...) A acessibilidade é o que mantém, facilita e
aprimora esse retorno ao que foi criado (MILANESI, 2002 apud
SANTIAGO, 2007, p. 32).

Em meio a todas essas questões, como manter os acervos das bibliotecas
digitais atualizados e garantir o acesso às informações e o cumprimento dos direitos
dos autores?
Existem algumas iniciativas que podem minimizar esse dilema, tais como:

�11

a) Creative Commons (Criatividade Pública) – projeto lançado em 2001 pelo
professor Lawrence Lessig, da Universidade de Stanford, com o intuito de
disponibilizar gratuitamente ao público um maior número de obras, através do
estabelecimento de licenças em que os autores definem as formas de uso de suas
obras (permissão ou não da utilização para uso comercial, alterações no conteúdo,
criação de obras derivadas etc.). O Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de
Direito da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, é o responsável pela gestão
do Creative Commons Brasil.
b) Open Archives (Arquivos Abertos) – repositórios digitais baseados no protocolo
Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting (OAI-PMH), normalmente
de acesso livre, que permitem aos pesquisadores publicarem e divulgarem trabalhos
científicos, produzidos nas universidades e centros de pesquisas, via web
(TOUTAIN, 2006; GLOSSÁRIO..., 2004).
c) Sistema CORDS – CORDS (Copyright Office Electronic Registration, Recordation
on Deposit System): sistema utilizado pela Biblioteca do Congresso dos Estados
Unidos, que permite aos autores fazerem o registro e depósito de suas obras no
formato digital pela Internet.
Os profissionais que lidam com a biblioteca digital deverão ter
conhecimento das leis que regem os direitos autorais e de uso de softwares para
que possam exercer o papel de mediadores da informação, buscando alternativas
que facilitem o acesso à informação no meio digital e estabelecendo negociações
com os detentores desses direitos.

3 CONCLUSÃO
Em face da natureza dos objetos que compõem a biblioteca digital, sua
sobrevivência requer o monitoramento constante dos fatores essenciais à sua
sustentabilidade, destacando-se:
a) revisão constante do Planejamento da BD, em função dos padrões, da tecnologia,
dos recursos orçamentários e humanos. O desenvolvimento da BD depende de boas
práticas e da experimentação;

�12

b) capacitação constante das equipes que atuam na BD para acompanhar os
desafios do emergente mundo digital;
c) definição e atualização da Política de Preservação da BD, em virtude das
mudanças tecnológicas, dos recursos orçamentários, humanos etc. Para assegurar
a autenticidade, a integridade, a interpretabilidade, a acessibilidade e o contexto do
material digital, a preservação deve estar no coração de qualquer BD; e
d) respeito às legislações de direitos autorais e de software.
O valor da biblioteca digital concentra-se na habilidade de comunicar
nosso conhecimento cultural e científico ao futuro (ROSS, 2007).

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__________________
1
2

Dolores Rodriguez Perez, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, dolores@dbd.puc-rio.br.
Patrícia Lima, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, patricia@dbd.puc-rio.br.

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                <text>Este trabalho pretende abordar as principais questões que devem nortear o planejamento de uma biblioteca digital, desde a sua concepção, sua evolução a aspectos técnicos e práticos. Apresenta uma visão conceitual de BD e as bases para o projeto de sua criação, assim como os aspectos que devem ser considerados nesse planejamento: custo/valor, sustentabilidade, confiabilidade, interoperabilidade, persistência, usabilidade, objetos, metadados, serviços e proteção aos direitos à propriedade intelectual. Alerta para a necessidade do desenvolvimento de competências e habilidades do pessoal que trabalha com a BD. Destaca a importância da preservação digital para a garantia da acessibilidade da informação digital a longo prazo. Descreve estratégias que devem ser adotadas para a manutenção e preservação da BD: padrões, metadados, migração, emulação, encapsulamento, monitoramento de suportes e formatos, PDF, TIFF e XML. Analisa questões dos direitos autorais na divulgação da informação no meio digital e cita algumas iniciativas para minimizar essa problemática. Aponta fatores importantes para a sobrevivência da BD e conclui citando o seu valor na comunicação do conhecimento cultural e científico ao futuro.</text>
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TIPOS DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS SOB A ÓTICA DA COMUNIDADE
USUÁRIA DE UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
RODRIGUES, A. V. F.1
MIRANDA, C. L.2

RESUMO
Em ambiente universitário o bibliotecário é o profissional indicado para orientação e
treinamento da comunidade acadêmica no acesso à informação. Baseado na
experiência profissional, percebeu-se a necessidade de identificar pontos polêmicos,
com interpretações conflitantes ou confusas. Optou-se por um instrumento que, além
de identificá-los, elucidasse dúvidas recorrentes. Foram objetivos da pesquisa:
mensurar o nível de conhecimento da comunidade acadêmica usuária da Biblioteca
da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em
relação aos tipos de documentos científicos; e testar um modelo de questionário do
tipo informativo. Como metodologia foi elaborado um questionário informativo, semiestruturado, do tipo “Teste seus Conhecimentos”, composto por 3 partes:
apresentação do propósito da pesquisa; 7 questões sobre os tipos de documentos
científicos; espaço para identificação do respondente e para comentários. O modelo
traz conceitos, permitindo futuras consultas. Durante o mês de abril de 2008, foram
postos à disposição dos interessados, 50 questionários, dos quais, 30 retornaram.
Os dados resultantes da pesquisa foram: Tese X Dissertação: 60,95%, da
comunidade participante, sabiam diferenciá-los, embora a comunidade
habitualmente as utilizasse como sinônimos; Pôster X Painel: 90% sabiam o que é
pôster, mas 46,6% não sabiam o que é painel; Sujeitos da pesquisa: 26 alunos de
Graduação, 1 de Pós-graduação e 3 professores; 12 receberam, em classe,
orientação sobre trabalhos acadêmicos e 18, não; 20 não buscaram auxílio em
biblioteca e 10, sim (dos quais, 8 sentiram-se satisfeitos e 2, em parte); Modelo de
questionário: 83,3% o aprovaram, com comentários animadores.
Palavras-chave: Documentação: normas. Educação superior. Materiais de ensino.
Questionários. Treinamento de usuário. Universidades.

ABSTRACT
In university environment the librarian is the professional indicated for orientation and
training of the academic community in the access to the information. Based in the

�2

professional experience, was perceived the necessity to identify controversial points
on it – conflicting or confused interpretations. The option was for an instrument that,
beyond identifying them, elucidated recurrent doubts. The research objective was to
measure the knowledge level of the academic users of the library of the Veterinary
Medicine Faculty (Faculdade de Veterinária) of the Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, in relation to the types of scientific documents, and to test a model of
questionnaire - informative type. As methodology, an informative questionnaire, halfstructuralized was elaborated – “Test your Knowledge” – in three parts: introduce the
intention of the research; 7 questions describing the types of scientific documents;
space for identification of the respondent and commentaries. The model brings
concepts, allowing future consultations. In April of 2008, they had been ranks to the
disposal of the interested parties, 50 questionnaires, from which, 30 had returned.
The resultant data of the research had been: Dissertation X Thesis: 60.95% of the
participant community, knew to differentiate them, even so the community habitually
used them as synonymous; Poster X Panel: 90% knew what it is poster, but 46.6%
did not know what it is panel; Participants of the research: 26 Graduation students, 1
Post-graduation student and 3 professors; 12 had received, in classroom, orientation
on academic papers and 18, not; 20 had not searched aid in library and 10, yes (of
which, 8 had felt completely satisfied and 2 satisfied, in part); About the model of
questionnaire, 83,3% approved it, with encouraging commentaries.
Keywords: Documentation: standards. Education, Higher. Teaching materials.
Questionnaires. User training. Universities.

1 INTRODUÇÃO
Atuar na formação de indivíduos para as atividades de pesquisa e
investigação científica é o pressuposto básico das instituições acadêmicas. Para
tanto, as universidades precisam dispor de um conjunto de condições que viabilizem
estas atividades, com a preocupação de ensinar e orientar seus alunos e
pesquisadores, na atual sociedade da informação e do conhecimento. De acordo
com Jiménez Serrano, a aprendizagem é sinônimo de instrução e
[...] é também considerada o efeito direto do processo de ensino,
pois, quando aprendemos, nos apropriamos de determinados
conhecimentos que desenvolvem nossa capacidade de cultura
(2003, p. 4)

Neste contexto, a metodologia assume papel importante, uma vez que
objetiva ensinar, orientar e treinar esses indivíduos no que se relaciona à pesquisa e
busca de documentos que possam auxiliar e corroborar os conceitos já vigentes, em
termos científicos, e o desenvolvimento e/ou descoberta de novos.

�3

Segundo Mattos, Rosseto Júnior e Blecher (2008), o levantamento
bibliográfico constitui-se, em geral, no primeiro passo a ser dado quando se inicia
uma pesquisa científica. É o ato de buscar e selecionar conhecimentos prévios,
publicados por outros autores, acerca de um problema ou hipótese. Os autores
complementam esse pensamento, enfatizando a necessidade de, em qualquer
pesquisa, ser exigida a revisão de literatura, instrumento que possibilita tomar
conhecimento, compreender e analisar os dados culturais e científicos já existentes
sobre um assunto ou tema investigado.
Alexandre, ao conceituar os tipos de trabalhos científicos, afirma sua
obrigatoriedade na maioria dos cursos acadêmicos (2003). Simeão enfatiza a
relação indissociável do tipo de documento com a sua produção. Aborda, entre
outros, os artigos científicos, dissertações e teses acadêmicas como documentos
com configurações convencionais, “[...] sujeitos às exigências formais e normas
adequadas à sua produção e veiculação” (2006, p. 91).
Sendo assim, tem-se na documentação científica o suporte informacional
para a pesquisa, uma vez que essa divulga, através de publicações, o que já foi
estudado nas diversas áreas do conhecimento informando o estágio da investigação
e subsidiando o desenvolvimento de novas.
De acordo com Varela (2006, p. 16), “o século XXI caracteriza-se por um
desenvolvimento sem limites da ciência e da tecnologia, provocando novas
necessidades, novas atitudes” e completa a idéia colocando que “aprender e
compreender uma informação significa considerá-la [...] parte constitutiva de
estruturas mais amplas que a englobam” (VARELA, 2006, p. 17).
O bibliotecário tem, segundo Dalrymple, a função de “[...] adquirir,
preservar, organizar, analisar e prover subsídios de acesso [...]” à informação e
conhecimento gerados (2002, p. 313). Por sua formação, é conhecedor dos
meandros do armazenamento e recuperação documental, no que tange aos
caminhos que levam ao acesso a essa informação. Tem ainda como função, o
treinamento do usuário – “[...] aperfeiçoamento e atualização, visando ao
desenvolvimento de habilidades aplicativas [...]” (COSTA; COSTA, 2001, p. 21) – no
acesso à informação.

�4

Baseado no exposto, na intenção de aperfeiçoar a orientação e
treinamento à comunidade que atende, buscou-se identificar, através de pesquisa de
campo, subsídios para a elaboração de conceitos e implementação de métodos de
orientação, treinamento e capacitação no auxílio à busca e obtenção de material
documental, subvencionando o suporte para o estudo, pesquisa e elaboração de
trabalhos científicos.

2 OBJETIVOS
O presente estudo teve como objetivos:
a) mensurar o nível de conhecimento de uma comunidade universitária,
em seus diversos níveis acadêmicos – discentes, docentes, visitantes –
no que se relaciona aos tipos de documentos científicos;
b) e testar um modelo de questionário do tipo informativo.

3 METODOLOGIA
A pesquisa foi realizada na Biblioteca da Faculdade de Veterinária da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, durante o mês de abril de 2008.
Foi elaborado um questionário informativo, semi-estruturado, do tipo
“Teste seus Conhecimentos”, com questões fechadas - cada uma delas
conceituando dois tipos de documentos e argüindo sobre o nível de conhecimento
destes.
O questionário foi composto por 3 partes: área de apresentação do
propósito da pesquisa; sete questões sobre os tipos de documentos científicos; e
espaço para identificação do respondente com cinco campos, sendo um deles, livre
para comentários. Tencionou-se, através deste espaço ao respondente, identificar
seu nível ou atuação acadêmica, se já havia buscado e/ou recebido informação
sobre o assunto tratado no questionário e seu nível de satisfação com o instrumento
proposto (APÊNDICE).

�5

Foram

postos

à

disposição

dos

interessados,

inicialmente,

10

questionários em caráter de pré-teste. Como não indicaram falhas, foram somados a
estes outros 40 questionários. Com um retorno de 30 questionários (dos 50
aplicados), procedeu-se a tabulação dos dados pelo método quantitativo, em
resultados absolutos e percentuais. As questões abertas foram analisadas
individualmente.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Através dos dados apresentados no Quadro 1, é possível visualizar os
resultados obtidos a respeito do conhecimento dos tipos de documentos
acadêmicos. e, seguindo-se a este, a análise daqueles que apresentaram maior
relevância.

PRIMEIRA PARTE: questões sobre tipos de documentos acadêmicos
TEMA EM QUESTÃO

CONHECIAM

CONHECIAM,
EM PARTE

Dissertação
26
4
Tese
27
3
Periódico científico
27
2
Periódico geral
16
6
Bases de dados
referenciais
10
12
Bases de dados de texto
completo
14
8
Coleção de livros
21
5
Coleção de referência
7
9
Trabalhos enviados para
congresso
19
5
Originais para publicação
em periódicos
15
9
Pôster
27
3
Painel
14
9
Anais de eventos
11
11
Livros de resumos
22
6
TOTAL em nº absolutos
256
92
TOTAL percentual
60,96%
21,9 %
Quadro 1 – Questões sobre tipos de documentos acadêmicos.

NÃO
CONHECIAM

TOTAL

0
0
1
8

30
30
30
30

8

30

8
4
14

30
30
30

6

30

6
0
7
8
2
72

30
30
30
30
30
420

17,14%

100%

�6

Na questão sobre Tese X Dissertação: 60,95%, da comunidade
participante, sabiam diferenciá-los (27 respostas), embora habitualmente as utilize
como sinônimos, quando referidas coloquialmente (Quadro 1). Esta colocação pode
ser parcialmente compreendida, baseada na afirmação de Marconi e Lakatos, (1988)
a respeito do caráter didático desses trabalhos – embora em graus diferentes de
profundidade, ambos requerem investigação, interpretação de dados e adotam
metodologias próprias de trabalhos científicos.
Na questão sobre Bases de dados referenciais X Bases de texto completo:
um terço dos participantes (10 sujeitos) sabia identificar uma base referencial; e dois
terços não sabiam ou sabiam, em parte, o que representa alto percentual de
desconhecimento sobre tema considerado básico no meio acadêmico (Quadro 1).
Não raras vezes, a base referencial possibilita a consulta ao documento na íntegra,
através de link de acesso, o que pode, em tese, ser considerado um fator de
confusão por parte do usuário. Por outro lado, também não raro, nota-se certa apatia
por parte deste. Há interesse em chegar ao documento, sem ater-se às ferramentas
que está utilizando para tal. A pergunta “por que não consigo acessar o artigo pela
Internet?” é recorrente e, a resposta, está justamente nas diferentes possibilidades
de acesso, aos conteúdos, permitidas pelas bases de dados referenciais e de texto
completo. Embora a explosão no uso das bases de dados na segunda metade dos
anos 90, impulsionada pela facilidade de acesso à Internet (CENDÓN 2002), e a
constante utilização destas pelos usuários de biblioteca acadêmica, pode-se, ainda,
considerar que há muito a ser divulgado e informado pelos bibliotecários a respeito
dos conceitos vigentes, conteúdos disponíveis e formas de acesso.
Na questão sobre Pôster X Painel: 90% sabiam o que é pôster (27
respostas), mas 46,6% (7 respostas) não sabiam o que é painel. Segundo Houaiss e
Villar, pôster é “cartaz impresso com motivos variados” (PÔSTER, 2001, p. 2271). A
grande incidência de respostas positivas a respeito de pôster é computada ao fato
de, no meio acadêmico, tratar-se de expediente comumente utilizado em atividades
de extensão - por exemplo, Salões de Iniciação Científica.
As definições de painel são várias, mas, dentre elas, a que mais se
aproxima de pôster e poderia, portanto, ser motivo de alguma confusão conceitual,
apesar de expressar claramente o termo ‘propaganda’ é: “modalidade de

�7

propaganda produzida sobre suporte durável” (PAINEL, 2001, p. 2105). Ainda em
relação a painel, supõe-se que o desconhecimento expresso na pesquisa, quanto ao
seu conceito, seja pelo fato de que, além de ambos os termos pesquisados estarem
relacionados principalmente a eventos, a participação da maioria dos respondentes
desta, em geral, dá-se na qualidade de ouvinte e, raramente, como palestrante
convidado – painelista – não lhes exigindo, assim, atenção para o significado do
termo (Quadro 1). Cabe citar, como elemento ilustrativo que, ainda na obra de
Houaiss e Villar, outro verbete define painel como “grupo de pessoas reunidas em
um debate público” ou, ainda, “debate de um grupo de pessoas sobre um tema em
toda a sua amplitude [...]” (PAINEL, 2001, p. 2105), corroborando os conceitos
abordados na pesquisa ora descrita.
Na questão sobre Coleção de livros X Coleção de obras de referência: um
percentual superior a 47% não soube identificar uma coleção de referência, o que
pode ser visto como indício de necessidade de atenção por parte dos professores e
bibliotecários, uma vez que dicionários, enciclopédias e guias, por exemplo,
costumam fazer parte do acervo de qualquer biblioteca escolar e, portanto, do
quotidiano de estudantes de todas as idades (Quadro 1). Na análise desta questão,
a colocação de Neves (2007, p. 3) a respeito do desenvolvimento das competências
relacionadas à leitura e escrita dos alunos, aborda fato expressivo ao afirmar que
este “[...] não é objetivo de apenas uma disciplina ou de um professor, mas deve ser
um compromisso de todos [...]”.
Sobre os 30 sujeitos da pesquisa, observou-se, principalmente que: dos
26 alunos de Graduação, 1 de Pós-graduação e 3 professores; 12 receberam, em
classe, orientação sobre trabalhos acadêmicos e 18, não. Comparados estes
números ao Quadro 1, percebeu-se a necessidade de reforçar a orientação
metodológica, já na Graduação. Inclusive, a respeito da necessidade de incluir na
grade curricular dos diversos cursos vigentes nas universidades brasileiras, a
disciplina de Metodologia da Pesquisa, alguns estudos têm sido feitos, abordando
aspectos teóricos, qualitativos

e quantitativos. Cruz et al. (2006) abordam a

necessidade de um grau de qualidade dos trabalhos oriundos do meio acadêmico e,
para tanto, a de profissionais bem preparados metodologicamente. Para Neves
(2007), o objetivo da disciplina é levar ao conhecimento dos alunos os instrumentos
necessários à realização do trabalho acadêmico, tanto no favorecimento de leitura e

�8

escrita eficientes, quanto na “[...] pesquisa e redação com embasamento científico
elaborados segundo as técnicas da ABNT” (NEVES, 2007, p. 3). Ao serem
questionados sobre suas expectativas em relação à disciplina de Metodologia da
Pesquisa Científica “[...] os resultados desta consulta têm sido muito interessantes:
manifestam o interesse de compreender a ciência, aprender a fazer pesquisa,
melhorar suas leituras – conhecer novas técnicas de estudo, saber escrever bons
textos” (NEVES, 2007, p. 3).
Na questão sobre busca de auxílio na biblioteca, 20 responderam
negativamente e 10, positivamente, dos quais, em pergunta dependente da anterior
(Sentiu-se satisfeito com o auxílio recebido?), 8 sentiram-se satisfeitos e 2, em parte,
(Quadro 2).

O percentual daqueles que não buscam auxílio na biblioteca, foi

considerado alto, 66,66%, o que pode indicar o desconhecimento por parte dos
usuários da qualificação e competências do bibliotecário no tema abordado.

SEGUNDA PARTE: questões sobre os participantes

Sujeitos da pesquisa

- 26 Alunos de Graduação
- 1 Aluno de Pós-graduação
- 3 Professores
- 0 Visitantes
- 0 Outros

Recebeu em
classe orientação
sobre trabalhos
acadêmicos

Buscou
auxílio em
biblioteca

Sentiu-se
satisfeito com o
auxílio recebido

8, sim

12, sim

10, sim

18, não

20, não

-

30

30

-

TOTAL em nº absolutos

2, em parte

Quadro 2 – Participantes da pesquisa.

O modelo de questionário adotado foi aprovado pela maioria dos
participantes, com comentários estimulantes, tendo em vista que 25 respostas foram
positivas (83,33%) e apenas 5 foram negativas.
Das 25 respostas positivas, que aprovaram esse tipo de questionário, oito
foram comentadas:
a) elaboração de “cartilha“ explicativa para consultas rápidas

�9

b) aprendi mais coisas e tinha tempo para respondê-lo;
c) interesso-me sobre assuntos desse gênero;
d) acho de grande importância para sabermos os recursos que temos à
disposição na biblioteca;
e) para manter-se informado de como produzir artigos científicos,
dissertações;
f) pois é uma busca para melhorar o serviço;
g) ele pode mostrar as nossas deficiências e os do serviço prestado;
h) pois os bibliotecários saberão como orientar melhor os acadêmicos.
Das 5 respostas negativas, que não aprovaram esse tipo de questionário,
foram feitos dois comentários:
a) nada contra;
b) não traz nenhuma informação extraordinária ou relevante.
Ainda sobre essa questão, em relação à metodologia adotada no
instrumento, verificou-se que, de 30, apenas 10 justificaram sua opinião. Tal índice é
considerado pouco significativo para que se possa avaliar qualitativamente o
método. Entretanto, as respostas trouxeram sugestões práticas e viáveis, tais como:
elaboração de “cartilha” destinada a consultas rápidas – desta, surge a idéia de
dispor aos usuários um guia resumido, em tópicos ou esquemas, contendo os
principais conceitos ora abordados. Observou-se que todos os comentários
convergem para a aplicabilidade desse tipo de material em orientação e treinamento
da comunidade cientifica.

5 CONCLUSÕES
Em ambiente universitário o bibliotecário é o profissional indicado para
orientação e treinamento da comunidade acadêmica no acesso à informação.
Percebeu-se, baseado na experiência profissional, a necessidade de identificar
pontos polêmicos, com interpretações conflitantes ou confusas. Optou-se por um
instrumento que, além de identificá-los, elucidasse dúvidas recorrentes.

�10

O modelo de questionário aplicado traz informações relativas aos tipos de
documentos científicos, permitindo futuras consultas, sendo essa sua principal
vantagem. Salienta-se, a partir da solicitação de alguns participantes em ficar com
uma cópia do questionário, que foi atingido este objetivo e conseqüentemente,
aprovado o modelo de questionário aplicado.
O resultado da pesquisa demonstrou que esse modelo tem como
característica o esclarecimento de dúvidas conceituais, surpreendendo os
participantes em relação ao seu desconhecimento no que concerne a alguns pontos
abordados.
Além do propósito informativo do instrumento, os resultados obtidos
poderão servir, efetivamente, como subsídio para o trabalho dos bibliotecários,
facultando, inclusive, a utilização do instrumento como material de divulgação em
unidades

de

informação.

Para

algumas

questões

consideradas

básicas,

surpreendeu o alto índice de desconhecimento. A partir dos resultados torna-se
possível identificar deficiências e adequar a orientação e treinamento à realidade de
cada categoria de usuário.
Considerou-se preocupante o baixo índice de busca por auxílio na
biblioteca, revelando a necessidade, por parte do bibliotecário, de rever ferramentas
ou expedientes que possam auxiliar na divulgação das suas competências
profissionais. A intenção é que o usuário sinta-se encorajado a buscar assessoria,
na biblioteca, visando à obtenção de respostas às suas dúvidas acadêmicas e, no
esclarecimento destas, consolidando sua confiança no profissional.

REFERÊNCIAS
ALEXANDRE, Mário Jesiel de Oliveira. A construção do trabalho científico: um
guia para projetos, pesquisas e relatórios científicos. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2003. 186 p. il.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Bases de dados de informação para negócios.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 31, n. 2, p. 30-43, maio/ago. 2002.
Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n2/12906.pdf&gt;. Acesso em: 2 set.
2008.

�11

COSTA, Marco Aurélio F. da; COSTA, Maria de Fátima Barrozo da. Metodologia da
pesquisa: conceitos e técnicas. Rio de Janeiro: Interciência, 2001. 135 p. il.
CRUZ, Cláudia et al. Metodologia da pesquisa: uma disciplina indispensável. In:
CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO, 14., 14-20 jul.
2006, Campo Grande. Anais... Campo Grande: Sociedade Brasileira de
Computação, 2006. p. 178-187. Disponível em:
&lt;http://natalnet.dca.ufrn.br/sbc2006/pdf/arq0087.pdf&gt;. Acesso em: 31 ago. 2008.
DALRYMPLE, Prudence W. The impact of medical informatics on librarianship. IFLA
Journal, The Hague, v. 28, n. 5/6, p. 312-317, 2002.
JIMÉNEZ SERRANO, Pablo. Metodologia do ensino e da pesquisa jurídica:
manual destinado à requalificação da atividade docente e da pesquisa científica nas
universidades. Barueri: Manole, 2003. 179 p. il.
MATTOS, Mauro Gomes; ROSSETTO JÚNIOR, Adriano José; BLECHER, Shelly.
Teoria e prática da metodologia da pesquisa em educação física: construindo
sua monografia, artigo científico e projeto de ação. 3.ed. São Paulo: Phorte, 2008.
162 p.
NEVES, Josélia Gomes. Metodologia científica ou a dor e a delícia de aprender a ler
e escrever na graduação. Revista Partes, São Paulo, v. 5, p. 1-11, fev. 2007.
Disponível em: &lt;http://www.partes.com.br/educacao/metodologia.asp#_ftn1&gt;.
Acesso em: 31 ago. 2008.
PAINEL. In: HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da
língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 2105.
PÔSTER. In: HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da
língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 2271.
SIMEÃO, Elmira. Origens e epistemologia da ciência da informação e comunicação.
In: ______. Comunicação extensiva e informação em rede. Brasília, DF:
Universidade de Brasília, 2006. p. 61-112.
VARELA, Aida Varela. A explosão informacional e a mediação na construção do
conhecimento. In: MIRANDA, Antonio; SIMEÃO, Elmira. Alfabetização digital e
acesso ao conhecimento. Brasília, DF: Universidade de Brasília, 2006. p. 15-32.

__________________
1

Ana Vera Finardi Rodrigues, Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS), anavera@ufrgs.br.
2
Celina Leite Miranda, Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), celina@ufrgs.br.

�12

APÊNDICE – Questionário sobre Tipos de Documentos Científicos
Sobre a pesquisa:

Somos bibliotecárias da UFRGS e membros da ABNT e pretendemos, através deste
questionário, avaliar seu conhecimento em relação aos tipos de documentos científicos.
Para o êxito desta pesquisa, sua sinceridade será fundamental. Caso queira, você pode ficar
com uma cópia deste questionário, para consulta futura, uma vez que suas questões trazem
informações que podem ser úteis.
Desde já agradecemos sua colaboração.
Ana Vera Finardi Rodrigues
Celina Leite Miranda

1) Você sabia que:
no Brasil, dissertação faz parte dos requisitos para a obtenção do grau de mestre?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
no Brasil, tese faz parte dos requisitos para a obtenção do grau de doutor?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
2) Você sabia que:
periódico científico é aquele que divulga resultados de pesquisa e discute temas de
relevância para a ciência?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
periódico geral ou revista é aquele que divulga temas da atualidade (esporte, lazer,
cultura, política etc.) sem necessariamente cunho científico?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
3) Você sabia que:
bases de dados referenciais são aquelas que fornecem apenas os dados essenciais
para posterior localização de um documento contendo, no máximo, seu resumo?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
bases de dados de texto completo são aquelas que fornecem não só os dados para
localização do documento, mas também o texto na íntegra?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
4) Você sabia que:
uma coleção de livros é composta por obras de leitura tais como livros didáticos e
literatura?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
uma coleção de referência faz parte da coleção de livros, porém é composta por obras
de consulta rápida tais como dicionários, enciclopédias, anuários, guias etc.?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
5) Você sabia que:
as normas da ABNT sobre citações, referências e trabalhos acadêmicos, são aplicáveis
em trabalhos enviados para congressos?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
as normas da ABNT sobre, resumos, citações, referências, apêndices e anexos, bem
como a norma de Artigo em Publicação Periódica Científica Impressa, são aplicáveis no
preparo de originais para publicação em periódicos?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
6) Você sabia que:

�13

Pôster é um instrumento físico utilizado em eventos para a divulgação de conteúdos
sobre determinado assunto, afixado em lugar visível?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
painel consiste em exposição oral, em eventos, ilustrada ou não, sobre determinado
assunto?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
7) Você sabia que:
anais de eventos são compostos pelos trabalhos na íntegra?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
livro de resumos é uma publicação composta somente pelos resumos dos trabalhos
apresentados?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
Sobre você:
Você é:
( ) aluno da Graduação. Curso: __________________. Semestre: ______
( ) aluno da Pós-Graduação. Curso: ______________________________
( ) professor da ______________________________________________
( ) visitante. Ocupação: ________________________________________
( ) outro: ____________________________________________________
Você já recebeu, em classe, informações sobre formatação de trabalhos acadêmicos?
( ) Sim. Onde e quando? _______________________________________
( ) Não.
Já buscou esse tipo de auxílio em biblioteca?
( ) Sim. Onde e quando? _______________________________________
( ) Não.
Sentiu-se satisfeito com o auxílio recebido?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não.
Você gostou deste tipo de questionário?
( ) Sim. Comentário: __________________________________________
( ) Não. Comentário: __________________________________________

Área temática: Qualidade dos serviços e foco no usuário

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Tipos de documentos científicos sob a ótica da comunidade usuária de uma biblioteca universitária. (Pôster)</text>
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                <text>Em ambiente universitário o bibliotecário é o profissional indicado para orientação e treinamento da comunidade acadêmica no acesso à informação. Baseado na experiência profissional, percebeu-se a necessidade de identificar pontos polêmicos, com interpretações conflitantes ou confusas. Optou-se por um instrumento que, além de identificá-los, elucidasse dúvidas recorrentes. Foram objetivos da pesquisa: mensurar o nível de conhecimento da comunidade acadêmica usuária da Biblioteca da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em relação aos tipos de documentos científicos; e testar um modelo de questionário do tipo informativo. Como metodologia foi elaborado um questionário informativo, semi-estruturado, do tipo “Teste seus Conhecimentos”, composto por 3 partes: apresentação do propósito da pesquisa; 7 questões sobre os tipos de documentos científicos; espaço para identificação do respondente e para comentários. O modelo traz conceitos, permitindo futuras consultas. Durante o mês de abril de 2008, foram postos à disposição dos interessados, 50 questionários, dos quais, 30 retornaram. Os dados resultantes da pesquisa foram: Tese X Dissertação: 60,95%, da comunidade participante, sabiam diferenciá-los, embora a comunidade habitualmente as utilizasse como sinônimos; Pôster X Painel: 90% sabiam o que é pôster, mas 46,6% não sabiam o que é painel; Sujeitos da pesquisa: 26 alunos de Graduação, 1 de Pós-graduação e 3 professores; 12 receberam, em classe, orientação sobre trabalhos acadêmicos e 18, não; 20 não buscaram auxílio em biblioteca e 10, sim (dos quais, 8 sentiram-se satisfeitos e 2, em parte); Modelo de questionário: 83,3% o aprovaram, com comentários animadores.</text>
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ADOÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NO
APRIMORAMENTO DOS PROCESSOS DE AQUISIÇÃO DO SERVIÇO DE
BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA FEA/USP
ROBLES, I.1
VASCONCELLOS, M. R. N.2

RESUMO
O presente trabalho descreve a experiência da Seção de Aquisição do Serviço de
Biblioteca e Documentação da FEA/USP, referente ao aprimoramento de seus
processos devido a adoção de tecnologias de informação, especificamente, de
programas de formação de banco de dados. A adoção de TIs garantiu, aos processos
de aquisição de material bibliográfico, a racionalização das rotinas de trabalho e uma
maior consistência dos dados, otimizando o fluxo de informações destinadas aos
usuários, contribuindo, assim para o estudo, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Tecnologias da informação. Banco de dados. Rotinas de trabalho.

ABSTRACT
The present work describes the experience of the Acquisition Service of the Library and
Documentation Service of FEA/USP, in the improvement of its processes with the
adoption of information technologies, especifically through programs of data bank
formation. The adoption of information technologies, guarantee to the acquisition
processes the racionalization of work routines and data consistency, optimizing
information flow addressed to users, contributing to the study, research and extension.
Keywords: Information technologies. Data bank. Work routines.

�2

1 INTRODUÇÃO
O objetivo deste trabalho é descrever a experiência da Seção de Aquisição
do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade da USP, no aprimoramento de seus processos mediante o uso
estratégico das tecnologias.
A adoção das TIs garantiu aos processos de aquisição de material
bibliográfico, a racionalização das rotinas de trabalho e a otimização do fluxo de
informações destinadas aos usuários, por conseguinte, contribuiu para a objetividade
nas pesquisas e investigações para a produção do conhecimento.

2 DESTAQUES HISTÓRICOS
Até o ano de 1996, os processos na Seção de Aquisição do SBD/FEA/USP
eram executados manualmente, na sua totalidade, o que acarretava morosidade na
finalização das tarefas. Para que isso fosse corrigido, a partir desse ano iniciou-se a
modelagem de um banco de dados de aquisição de livros, teses e periódicos
denominado BibFEA, desenvolvido inicialmente em sistema Clipper.
Para a montagem da estrutura do banco de dados, especificamente no
módulo de livros e teses, foram mantidos os moldes tradicionais (manuais), obtendo
assim economia de tempo e consistência dos dados na base, uma vez que a
normalização dos registros tradicionais apresentaram-se favoráveis para garantir a
qualidade na recuperação das informações, possibilitando, ainda, a integração do
BibFEA com a representação descritiva.
A partir de 1998 o Banco de Dados foi transferido para ambiente Windows
(Figura 1), no qual o programa Access possibilitou maior confiança na armazenagem
dos dados, por intermédio do recurso de auto-salvamento das informações.

�3

Figura 1 – Formulário de cadastro de livros e teses
Fonte: Banco de dados do SBD/FEA/USP – Seção de Aquisição

Em 2004, o cadastro de periódicos passou por alterações visando a
otimização do banco de dados, por meio de uma interface auto-explicativa (Figura 2).
A estrutura do módulo de periódicos, inicialmente, não acompanhou a mesma
estrutura do módulo de livros e teses, ou seja, não se baseou nos moldes dos
procedimentos manuais, fato que comprometeu buscas e emissão de relatórios, como
por exemplo, o histórico de uma assinatura de periódico.

�4

Figura 2 – Formulário de cadastro e controle de periódicos
Fonte: Banco de dados do SBD/FEA/USP – Seção de Aquisição

3 CONCLUSÃO
A alteração do módulo de periódicos, nos moldes do controle manual,
proporcionou ao banco de dados funcionalidade, tanto para livros como para
periódicos. Por essa experiência, conclui-se que, a modelagem desse banco de dados,
ao seguir os padrões anteriormente utilizados nos procedimentos manuais, garantiram,
além da economia de tempo, considerando a racionalização das tarefas, também a
consistência dos dados.
De 1996 até o presente, o Banco de Dados da Aquisição da Biblioteca da
FEA/USP vem passando por atualizações constantes, tanto no conteúdo como na
estrutura da base de dados, de acordo com a necessidade detectada pelo
profissional bibliotecário e com o auxílio de estagiários com conhecimento de Banco
de Dados – Access.

�5

REFERÊNCIAS
VIDAL, Antonio Geraldo da Rocha. Clipper 5.0. Rio de Janeiro: LTC, 1995.
VIESCAS, John L. Microsoft Access 97: guia autorizado Microsoft. São Paulo: Makron
Books, 1998.

__________________
1

Ivone Robles, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade, irobles@usp.br.
2
Martha Ribeiro Neves de Vasconcellos, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade, martharn@usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Adoção de novas tecnologias de informação no aprimoramento dos processos de aquisição no Serviço de Biblioteca e Documentação da FEA/USP. (Pôster)</text>
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                <text>O presente trabalho descreve a experiência da Seção de Aquisição do Serviço de Biblioteca e Documentação da FEA/USP, referente ao aprimoramento de seus processos devido a adoção de tecnologias de informação, especificamente, de programas de formação de banco de dados. A adoção de TIs garantiu, aos processos de aquisição de material bibliográfico, a racionalização das rotinas de trabalho e uma maior consistência dos dados, otimizando o fluxo de informações destinadas aos usuários, contribuindo, assim para o estudo, pesquisa e extensão.</text>
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PRODUÇÃO CIENTÍFICA: estudo realizado na Biblioteca Setorial do
Hospital Universitário Cajuru e Campus Toledo da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná
RICHARDT, N. F.1
SCHIAVON, S. H.2

RESUMO
O presente artigo é um relato de experiência do serviço de indexação da
produção científica dos pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do
Paraná – Biblioteca Campus Toledo e Biblioteca Setorial do Hospital Universitário
Cajuru. No Sistema Pergamum, foram indexados somente artigos publicados em
periódicos científicos e artigos submetidos à apresentação em congressos,
seminários, colóquios e encontros. Apresenta a análise, indexação e
armazenamento da produção científica, relacionando a titulação dos docentes, a
distribuição temporal da produção científica, a área do conhecimento que mais
publica, qual o tipo de autoria e qual a avaliação Qualis dos periódicos onde esta
produção foi publicada.
Palavras-chave: Publicações científicas. Indexação.

ABSTRACT
The present article is an experience story of the service of indexation of the
scientific production of the researchers of the Pontifícia Universidade Católica do
Paraná – Toledo Campus Library and of the Sectorial Library of the University
Hospital Cajuru. In the Pergamum System, had only been organized scientific
periodic articles published in and articles submitted to the presentation in
congresses, seminaries, colloquies and meeting. It presents the analysis,
indexation and storage of the scientific production, relating the headings of the
professors, the secular distribution of the scientific production, the area of the
knowledge that more it publishes, which the type of authorship and which the
evaluation Qualis of the periodic where this production was published.
Keywords: Science publishing. Indexing.

�2

1 INTRODUÇÃO
As IES1 têm como um de seus principais objetivos transmitir os
conhecimentos gerados através de suas linhas de pesquisa, ensino e extensão. A
disseminação desses conhecimentos se dá através de sua produção científica.
“A produção científica representa uma parte materializada do
conhecimento gerado e sua disseminação constitui a socialização do saber
(MACHADO; MEIRELLES, 2005, p.170)”
Deve-se ressaltar que essa produção não deve ser considerada apenas
fruto do interesse local ou pessoal de pesquisadores, mas também das demandas
sociais. “A produção científica é também conhecida como produção intelectual,
produção acadêmica, produção do conhecimento, expressões essas que abarcam
as produções bibliográficas, técnica e artísticas realizadas por determinada
comunidade.” (NORONHA; KIYOTANI; JUANES, 2002).
A informação científica é o alicerce para o desenvolvimento técnico
científico de um país. Através dela podemos tomar conhecimento do que está
sendo estudado em diversas áreas do conhecimento. Com a produção científica
as instituições acadêmicas divulgam o conhecimento por elas produzido. O
veículo mais tradicional para a divulgação desta produção são os artigos
publicados em periódicos, que tem como função tornar público o registro oficial da
informação, e é de fundamental importância que as bibliotecas estejam
preparadas para armazenar e processar toda esta informação.
O presente trabalho tem como objetivo relatar a criação de um serviço
de indexação da produção científica dos pesquisadores2 vinculados à Biblioteca
Setorial do Hospital Universitário Cajuru e a Biblioteca do Campus Toledo, as
quais fazem parte do Sistema Integrado de Bibliotecas da PUCPR – SIBI/PUCPR,
que é um Òrgão Suplementar da Pontifícia Universidade Católica do Paraná,
constituído pela Biblioteca Central, Coordenadoria do Sistema, pelas bibliotecas

1
2

Instituições de Ensino Superior.
Aqui entram professores, médicos e residentes todos considerados pesquisadores da instituição.

�3

setoriais dos Campi São José dos Pinhais, Londrina, Toledo, Maringá e pela
biblioteca especializada do Hospital Universitário Cajuru.
Com a indexação dos artigos pode-se analisar a quantidade de
publicações de cada Campi, os periódicos mais escolhidos pelos pesquisadores
para publicação do seu artigo e a área que mais publica. Com este serviço foi
possível quantificar e analisar as publicações dos pesquisadores da instituição,
além de facilitar o acesso aos usuários, foram indexados somente artigos
publicados em periódicos científicos e artigos submetidos à apresentação em
congressos, seminários, colóquios e encontros.

2 METODOLOGIA
O presente trabalho é um relato de experiência do serviço de indexação
da produção científica dos pesquisadores da PUCPR vinculados ao Hospital
Universitário Cajuru e ao Campus Toledo. Para atingir o objetivo proposto, foi
realizado um levantamento de toda a produção científica dos pesquisadores
vinculados às unidades mencionadas.
Foi solicitado através de ofício aos 427 pesquisadores pertencentes ao
Hospital Universitário Cajuru e aos 60 pesquisadores do Campus Toledo que
depositassem na biblioteca a sua produção científica, para que esta fosse
indexada e armazenada. Alguns pesquisadores informaram que as bibliotecas
poderiam estar recuperando as suas publicações através do Currículo Lattes,
visto que o mesmo estaria atualizado. Deste universo foram recuperadas 326
publicações até o ano de 2007.
As publicações foram impressas com a autorização dos autores, para
não gerar nenhum inconveniente quanto a Lei de Direito Autoral e assim
depositada uma cópia no acervo da biblioteca.
Iniciou-se então a indexação, toda a produção recuperada foi indexada
e controlada pelo Sistema Pergamum que é um sistema informatizado de

�4

gerenciamento de Bibliotecas desenvolvido pela Divisão de Processamento de
Dados da PUCPR.
Com a indexação pode-se fazer a recuperação das publicações por:
autor, título do artigo, título do periódico, assunto, classificação Qualis e palavras
do resumo, desta forma a recuperação é mais rápida e eficaz. Para as
publicações que já estavam autorizadas para estarem de acesso livre na Internet
foi inserida na indexação o endereço eletrônico da publicação, assim o usuário
tem o acesso ao texto completo via web. Para as outras publicações, os usuários
podem solicitar o texto na íntegra via e-mail para a biblioteca que possui o
material desejado.
Para a presente pesquisa foram estudadas as seguintes variáveis: a
titulação dos docentes, a distribuição temporal da produção científica, a área que
mais publica, tipo de autoria (única ou em conjunto) e a avaliação Qualis dos
periódicos onde foram publicados os artigos.

3 RESULTADOS, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
Foram recuperadas 271 publicações dos 427 pesquisadores vinculados
a Biblioteca Setorial do Hospital Universitário Cajuru e 55 publicações dos 60
pesquisadores vinculados a Biblioteca Campus Toledo, totalizando 326
publicações indexadas.
A partir do levantamento realizado com a produção científica dos
pesquisadores, foi possível identificar a titulação do pesquisador que mais publica
artigos, quais os anos que mais foram publicados e qual a classificação Qualis
dos periódicos mais escolhidos para publicação, entre outros.
O gráfico 1 apresenta em porcentagem a titulação de pesquisadores
que mais publicam artigos científicos. A titulação foi observada na época da
publicação.

�5

70
60

60

53

50
38

40
%

HUC
TOLEDO

30
20

20

19
8

10
0

0
Graduação

2
Especialização

Mestrado

Doutorado

Gráfico 1 – Percentual de artigos publicados por titulação
Fonte: Biblioteca Setorial do Hospital Cajuru e Biblioteca Campus Toledo

No Hospital Universitário Cajuru os pesquisadores especialistas são
aqueles que mais publicam artigos sendo responsáveis por 53% das publicações,
em seguida aparecem os médicos (graduação) responsáveis por 20% das
publicações, os mestres estão em terceiro com 19% e os doutores com apenas
8% das publicações. Após esse levantamento, verificou-se que no Hospital
Universitário Cajuru, os médicos pesquisadores que concluíram a graduação ou
estão em uma especialização, estão desenvolvendo mais artigos e/ou trabalhos
técnicos.
No Campus Toledo, o resultado foi diferente, os pesquisadores mestres
são responsáveis por 60% das publicações, os doutores ficam em segundo com
38% das publicações e os especialistas aparecem com apenas 2%.
No Hospital Universitário Cajuru o maior número de publicações são de
especialistas, fato este que ocorre pelo desenvolvimento de pesquisas por parte
dos programas de residência médica que o Hospital Universitário Cajuru oferece.
Em Toledo as áreas são mais variadas como: Ciências Biológicas, Veterinária,
Engenharia de Produção, Administração, Enfermagem, Agronomia, Psicologia e
Filosofia.
Por se tratar de um Campus novo da PUCPR, vários projetos estão em
andamento e na maioria os responsáveis são docentes mestres e doutores, os
quais enviam os resultados para publicação. Este fator pode ser um dos
responsáveis pelo grande número de publicações por profissionais com as

�6

titulações mencionadas. Outro fator é que no Campus Toledo 90% dos
pesquisadores são mestres e doutores.
Para este trabalho não foi realizado um controle individual de cada
pesquisador, por exemplo, quantos artigos cada um publicou, o foco é a
quantidade de produção por Campi.
Após o levantamento por titulação, foi realizada uma pesquisa para
verificar em quais anos houve o maior número de publicações.
A Tabela 1 demonstra, por períodos, os anos que mais tiveram artigos
publicados.
Tabela 1 – Distribuição temporal da produção científica
Período

Hospital Universitário Cajuru
(Produção)

Campus Toledo
(Produção)

1971 - 1993
1994 - 1998
1999 - 2003
2004 - 2007

7
30
116
118

0
0
18
37

Fonte: Biblioteca Setorial do Hospital Universitário Cajuru e Biblioteca Campus Toledo
(2007).

Na distribuição por ano das publicações, verificou-se que o maior
número de artigos publicados ocorreu no período de 2004 a 2007, coincidindo nos
dois Campi. Neste período foram criados alguns novos cursos de Especialização
e Mestrado na PUCPR, o que pode ter aumentado o número de publicações.
Observou-se nesta pesquisa que os artigos científicos raramente
possuem apenas um autor, constantemente são escritos por três ou mais autores,
o que facilita a pesquisa além da economia de tempo na produção.
A Tabela 2 demonstra o tipo de autoria dos artigos, isto é, a quantidade
de autores por artigos.

�7

Tabela 2 – Tipos de autoria por quantidade de autores e produção
Quantidade de Autores por
Artigo
01
02
03
mais de 03
Total

Hospital Universitário Cajuru
(Produção)
17
25
33
196
271

Campus Toledo
(Produção)
1
6
7
41
55

Fonte: Biblioteca Setorial do Hospital Universitário Cajuru e Biblioteca Campus Toledo
(2007).

Pode-se observar que dos 271 artigos do Hospital Universitário Cajuru ,
229 foram escritos por três ou mais autores, e dos 55 artigos do Campus Toledo,
48 também foram escritos por três ou mais autores. A publicação de artigos por
mais de um autor mostra o processo de socialização do conhecimento e agiliza o
processo de criação de um artigo científico.
Outro fator relevante é a avaliação Qualis, que determina os melhores e
mais relevantes periódicos de cada área. Os periódicos com avaliação A ou B são
aqueles mais relevantes e importantes de cada área e indicam a qualidade do
periódico. Conseqüentemente, são mais rigorosos na aceitação de artigos
científicos. Alguns títulos de periódicos possuem várias classificações Qualis.
Devido a isso, o total de avaliações mostrado na Tabela 3 é maior do que o total
de periódicos analisados nas duas bibliotecas.
A Tabela 3 demonstra a avaliação Qualis dos periódicos escolhidos
pelos pesquisadores para publicar seus artigos.
Tabela 3 – Avaliação qualis dos periódicos onde foram publicados os artigos
Classificação Qualis
A Internacional
A Nacional
A Local
B Internacional
B Nacional
B local
C Internacional
C Nacional
C Local

Hospital Universitário Cajuru
15
15
03
08
32
01
16
30
02

Campus Toledo
36
72
5
13
41
3
9
46
9

Total
51
87
8
21
73
4
25
76
11

Fonte: CAPES (2008)

Verificou-se que a maioria dos artigos dos pesquisadores do Hospital
Universitário Cajuru foram publicados em periódicos com a classificação B

�8

Nacional e em segundo lugar aparece os periódicos com classificação C
Nacional. Em Toledo os artigos foram publicados em 45 periódicos diferentes com
classificação A Nacional e em segundo lugar com classificação C Nacional.
Observa-se que a produção científica do Hospital Universitário Cajuru e
Campus Toledo foi publicada em periódicos que passaram por uma avaliação
Qualis, demonstrando assim que são publicações de qualidade e de importância
para a divulgação do conhecimento.
Outro meio de divulgação de artigos científicos são os congressos
através de seus anais, que também é um meio procurado pelos pesquisadores.
A Tabela 4 faz um comparativo entre o número de artigos publicados
em periódicos científicos e os publicados em anais de congressos.
Tabela 4 - Tipos de publicação por campi
Publicações
Artigos de periódicos
Artigos para Congressos
Total

Hospital Universitário Cajuru

Campus Toledo

215
56
271

45
10
55

Fonte: Biblioteca Setorial do Hospital Universitário Cajuru e Biblioteca Campus Toledo.

Observou-se que o artigo de periódico foi o meio mais utilizado para
divulgar as pesquisas desenvolvidas na Universidade. A publicação em
congressos é um pouco mais trabalhosa, pois este deve estar entre os assuntos
do evento enquanto nos periódicos o assunto é livre.

4 CONCLUSÃO
A pesquisa demonstra que com a criação do serviço de indexação
dentro do sistema Pergamum, foi possível criar um repositório institucional das
publicações científicas do Hospital Universitário Cajuru e Campus Toledo.,
divulgando assim as publicações dos pesquisadores vinculados a estes Campi.
Com a análise dos dados apresentados foi possível concluir que a
maioria da produção científica vem de autores especialistas e mestres, com

�9

concentração de publicações nos anos de 2004 a 2007. Verificou-se também que
a parceria dos autores está bem marcante nesta comunidade estudada,
pontuando assim que o trabalho em equipe é bem valorizado. O meio de
divulgação escolhida pelos autores é o artigo publicado em periódicos, dos quais
a grande maioria está com Classificação Qualis B Nacional, demonstrando que os
artigos estão sendo publicados em periódicos avaliados, o que dá maior
credibilidade aos autores.
O serviço de indexação de artigos científicos é de grande importância
para divulgar o trabalho dos profissionais na própria Instituição, enriquecer o
acervo da biblioteca, facilitar o acesso, além de servir para as avaliações do
Ministério da Educação e Cultura. O serviço de indexação da produção científica
continuará a ser feito nos Campi pesquisados e sugere-se que as demais
bibliotecas do SIBI/PUCPR iniciem este serviço, formando uma rede de indexação
da produção científica da universidade no Sistema Pergamum.

REFERÊNCIAS
MACHADO, R. N.; MEIRELLES, R. F. Produção científica dos docentes da
Universidade Federal da Bahia da área de filosofia e ciências humanas no
período de 1995-1999. Transinformação, Campinas, v.17, n.2, p. 169-179, 2005.
NORONHA, D. P.; KIYOTANI, N. M.; JUANES, I. A. S. Produção científica em
comunicação dos docentes da ECA/USP. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO. 15. 2002, Salvador. Anais... Salvador: Intercom,
2002.

__________________
1
2

Nadia Ficht Richardt, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), nadia.ficht@pucpr.br.
Sandra Helena Schiavon, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR),
s.sandra@pucpr.br.

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          <name>Dublin Core</name>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O presente artigo é um relato de experiência do serviço de indexação da produção científica dos pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Biblioteca Campus Toledo e Biblioteca Setorial do Hospital Universitário Cajuru. No Sistema Pergamum, foram indexados somente artigos publicados em periódicos científicos e artigos submetidos à apresentação em congressos, seminários, colóquios e encontros. Apresenta a análise, indexação e armazenamento da produção científica, relacionando a titulação dos docentes, a distribuição temporal da produção científica, a área do conhecimento que mais publica, qual o tipo de autoria e qual a avaliação Qualis dos periódicos onde esta produção foi publicada.</text>
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IMPORTÂNCIA DO MARKETING PARA MELHORIA DO STATUS DAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
RIBEIRO, R. M. R.1

RESUMO
Aborda sobre o uso do marketing para melhoria dos serviços, produtos e mudança
do perfil das bibliotecas universitárias. Diante do baixo status, do pouco ou não uso,
das inovações exigidas pela sociedade neste novo milênio, da necessidade das
bibliotecas se modernizarem é preciso que as bibliotecas adotem estratégias da
administração voltadas para o mercado, com foco na satisfação das necessidades
informacionais dos usuários, mas sem esquecer a missão da universidade, se
transformando assim em competitiva e projetando uma imagem de moderna e
atuante na universidade em que esta inserida.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Marketing. Qualidade

ABSTRACT
It addresses on the use of marketing to improve services, products and change the
profile of university libraries. Given the low status of little or no use, the innovations
required by the company in this new millennium, the need for libraries if we need to
modernise the libraries adopt strategies of the administration geared to the market,
focusing on meeting the informational needs of users, but without forgetting the
mission of the university, thus becoming a competitive and projecting an image of a
modern and active in university where this inserted.
Keywords: University Library. Marketing. Quality.

�2

1 INTRODUÇÃO
Nas universidades se concentra a massa crítica do país, segundo Silva
(1994, p.18) “... a universidade brasileira é ainda um centro de excelência, em nível
pessoal e aparelhamento técnico para a formação de recursos humanos e para o
desenvolvimento da pesquisa básica e/ou aplicada”. Apesar de essa afirmação ter
sido feita há mais de uma década, ela continua atual. As bibliotecas universitárias
dão suporte às atividades realizadas pelas universidades, conseqüentemente elas
são relevantes para o aprimoramento do ensino, pesquisa e extensão. Por que
então as bibliotecas passam por cortes nos orçamentos das universidades? De
acordo com Oliveira (1994, p.10) são as primeiras a sofrer com a diminuição de
apoio financeiro, toda vez que a universidade passa por incerteza econômica. Isto
reflete o baixo status das bibliotecas universitárias.
A mudança de status das bibliotecas universitárias vai depender de atitude
administrativa que pode ser encontrada no marketing. Daí o questionamento: até
que ponto o uso dos instrumentos de marketing pode melhorar o status das
bibliotecas universitárias?
Nesse novo milênio são grandes as mudanças na sociedade. O mundo
permanece condicionado pela continuidade nas mudanças e isto causa impacto nas
bibliotecas, os usuários esperam mudanças, inovações nos serviços e produtos e o
marketing é um estilo de administração que emergiu para responder de forma rápida
e consistente às sucessivas alterações do meio envolvente, tem seu foco no cliente,
levando em consideração a segmentação desses clientes (grupos de usuários por
categorias que pode ser de alunos, professores, pesquisadores etc.) e suas
necessidades levantadas através da pesquisa de marketing.
A pesquisa de marketing pode ser realizada pela própria biblioteca ou
encomendada a alguma empresa ou consultor. A pesquisa tem o objetivo de sondar
como esta o mercado e vai subsidiar na tomada de decisões.
Sendo assim, as aplicações de técnicas mercadológicas e instrumentos de
marketing podem representar para os gestores das bibliotecas universitárias em um
melhor aproveitamento dos recursos que sua biblioteca dispõe, na melhoria da

�3

qualidade e aumento da demanda para produtos e serviços e em um novo olhar do
usuário para essas bibliotecas.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS
As bibliotecas universitárias têm como objetivo dar suporte informacional
às atividades de ensino, pesquisa e extensão, atividades estas realizadas pelas
universidades devendo estar de acordo com Almeida; Ferreira (2000, p.22) “atentas
às mudanças do ensino e prontas a estabelecer um maior relacionamento com a
comunidade acadêmica, participando ativamente da vida política da instituição e nos
processos de tomada de decisão”. Isto vai refletir na gestão das bibliotecas, os
administradores devem estar aptos, voltados para as técnicas administrativas, para
o planejamento e avaliação.
Acontece que a administração das bibliotecas fica a cargo de
bibliotecários que não tem em seu currículo do curso de graduação disciplinas
voltada a técnicas de administração. Administrar as bibliotecas universitárias tornase diante dessa carência de conhecimento administrativo, um desafio.
De acordo com Tarapanoffi (1997) citado por Almeida; Ferreira (2000) os
currículos dos cursos de graduação em Biblioteconomia devem ser reformulados,
pois são considerados defasados, rígidos e inadequados para o desempenho de
novos papeis.
Robredo (1989) também critica o currículo do curso de Biblioteconomia e
recomenda um currículo mais flexível e aberto. Martins; Preste; Paula (1991)
concordam com Robredo (1989), pois argumentam que o currículo do curso de
biblioteconomia deve ser reformulado para qualificar o bibliotecário a acompanhar o
desenvolvimento tecnológico.
Os bibliotecários devem procurar na educação continuada, nos cursos de
pós-graduação, subsídios para desempenhar as atividades administrativas, pois
conforme Silva (1994):
A própria complexidade do mundo da informação já não admite
empirismo ou improvisação na gerencia de sistemas de informação. A

�4

explosão documentaria, a fragmentação acelerada do conhecimento, o
alto custo dos materiais informacionais exigem, cada vez mais, que se
adote métodos e procedimentos administrativos capazes de contribuir
para atuação eficaz do sistema em função dos objetivos
organizacionais. (SILVA, 1994, p. 18)

Não resta duvidas que a maneira de administrar vai refletir nos serviços
desempenhados pela biblioteca, sendo assim, Cunha citado por Amaral (1998)
aconselha que as bibliotecas modifiquem seus estilos de gerencia e que vejam a
pesquisa de mercado como uma forma de prever e atender as necessidades dos
usuários. Ele argumenta que o baixo nível de utilização de serviços prestados pelas
bibliotecas como o uso de bases de dados, deve-se a falta de atividades
promocionais desses serviços.
O pouco uso ou a subtilização das bibliotecas é um dos maiores
problemas atualmente enfrentados pelas mesmas. Jimenez-Denis citado por
Dumont (1994, p.698-9) enumera algumas razoes para a pouca ou nenhuma
utilização de serviços de bibliotecas:
1- ter acesso a uma outra via efetiva para resolver suas
necessidades de informação. Seja ela através de conversas,
correspondências trocadas com colegas, meios de comunicação etc.;
2- o tipo de profissão que exerce. A negativa de modificar hábitos
adquiridos na sua formação ou o acomodamento a um sistema de
informação, quando tem ao alcance sua própria memória ou um
colega;
3- a falta de preparação ou motivação do individuo em relação as
reais necessidades dos serviços de informação e de expressar suas
necessidades;
4- o sistema de informação a qual pertence ou conhece e suas
experiências na interação com o mesmo, acesso pouco
representativo, distancia a percorrer da sua casa ou do seu trabalho,
falta de divulgação etc.

É preciso mudar esse cenário, de acordo com Vergueiro; Carvalho (2000)
às bibliotecas deve definir praticas de trabalho e métodos gerenciais que respondam
com rapidez e eficiência as demandas da sociedade e também as características de
seus usuários.

�5

3 MARKETING: dando maior visibilidade a biblioteca
Neste novo milênio o mundo permanece condicionado pela continuidade
nas mudanças e isto implica em mudanças e atualização dos profissionais da
informação/bibliotecários. Estes devem levar em conta as expectativas e anseios do
mercado. Segundo Amaral (1998, p.35), deve haver um equilíbrio entre os
interesses do mercado e o que a biblioteca pode oferecer, onde a “aplicação das
técnicas mercadológicas no setor da informação permitirá que essas unidades sejam
encaradas como negocio. Essa aplicação de técnicas mercadológicas vai
representar em um melhor aproveitamento dos recursos que a biblioteca dispõe”.
Fica visível a necessidade das bibliotecas romperem com os velhos
paradigmas da administração e implantarem um novo estilo de administração
sinalizado por autores como Amaral (1998), Barreto e outros (1997), Figueiredo
(1991) como marketing.
Na literatura da Ciência da Informação, marketing começa a ganhar
destaque na década de 70. Por algum tempo, entretanto foi visto como venda,
publicidade, propaganda, mesmo nos dias atuais ainda encontramos muitas pessoas
conceituando assim o marketing. Algumas bibliotecas, atualmente, utilizam o
marketing como um processo de engenharia para satisfazer as necessidades
informacionais de seus usuários e oferecer serviços com qualidade.
Os Bibliotecários estão tomando consciência para o fato de que o
mercado exige serviços competentes. Barreto e outros (1997) argumentam que o
serviço de marketing em serviços de informação vai estimular trocas onde são
necessárias, isto é, cativar clientes atuais e sensibilizar os potenciais com vista a
torná-los usuários dos serviços e produtos disponíveis. Para Oliveira; Pereira (2008),
o cativar clientes atuais implica em fidelizar esses clientes, criar estratégias para
mante-los sempre satisfeitos e encantados com a biblioteca, o usuário fiel volta
sempre à biblioteca.
O marketing nas bibliotecas vai auxiliar na adaptação e humanização dos
espaços, na melhoria e divulgação de produtos e serviços, na satisfação das
necessidades informacionais de seus usuários. Vai adotar técnicas de fidelização

�6

do usuário, tomando, por exemplo, as técnicas adotadas por grandes empresas
como as de aviação, através do marketing de relacionamento, onde o usuário é o
foco, é a razão para os serviços oferecidos.
Estas estratégias melhoram a imagem da biblioteca na instituição e
conseqüentemente a imagem de seus bibliotecários que serão encarados como
atualizados, comprometidos e atuantes.
A Biblioteca pode e deve optar pelo marketing, entretanto não pode perder
de vista o ambiente externo. Segundo Alentejo (2008, p.11):
O
Marketing,
o
Planejamento
Estratégico,
o
Serviços
Compartilhados, o Gerenciamento de Qualidade Total, entre outros
programas de gestão são apenas ferramentas que devem ser usadas
para colher do exterior às informações para que os processos da
biblioteca caminhem de acordo com o planejamento organizacional.

È claro que a biblioteca deve fazer um plano de marketing que visa definir
programas e ações necessários para atingir os objetivos da biblioteca, identificando
os pontos fracos e fortes na gestão da biblioteca, evidenciando atividades
promocionais como parte integrante e importante das atividades de marketing,
diagnosticando fatores de motivação e desmotivação dos funcionários que
trabalham na biblioteca, levantando as expectativas dos usuários e adequando o
ambiente às necessidades.
Assim, organizar, administrar deve ser feito percebendo os ambientes
externos e internos, vendo as possibilidades de aprimorar cada vez mais os
processos e com isso promover a melhoria e crescimento da biblioteca.

4 CONSIDERAÇÔES FINAIS
Informar é dever das bibliotecas, segundo Vogt (2008, p.1) “... os
contribuintes têm o direito de saber que serviços são oferecidos com o seu dinheiro.
Depois competirá a eles decidir se querem ou não utilizar o serviço.” Para a autora
informar aos usuários reais e potenciais sobre os serviços e produtos que a
biblioteca tem a oferecer é imprescindível, pois é uma forma de publicidade que é

�7

uma das estratégias de marketing. E essa publicidade é gratuita e eficaz já que é a
passada “boca –a- boca”
Vogt (2008, p.1) afirma ainda que “mercadorias são utilizadas, mas
serviços são experienciados. A imagem de um serviço ou de uma instituição é
definida, principalmente através das experiências dos usuários.” Por isso oferecer
serviços com qualidade, aplicar o marketing de relacionamento pode melhorar a
imagem que os usuários têm da biblioteca.
Diante do baixo status, do pouco ou não uso, das inovações exigidas pela
sociedade que é uma constante neste novo milênio, da necessidade das bibliotecas
se modernizarem espera-se que a aplicação dos instrumentos de marketing possa
melhorar a qualidade e o aumento da demanda para produtos e serviços e dar maior
visibilidade às bibliotecas universitárias.

REFERENCIAS
ALENTEJO, Eduardo. Mudanças do paradigma em administração de bibliotecas. In:
CINFORM Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação, 8, Salvador,
2008. Anais... Salvador: ICI, 2008. 1CDROM
ALMEIDA, Maria da Graça Gomes; FERREIRA, Valdinéia Barreto Ferreira. Perfil
dos bibliotecários da Universidade federal da Bahia: impacto da nova tecnologia
da informação. Salvador: [s.n.], 2000.
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing: abordagem em unidades de informação.
Brasília: Thesaurus, 1998.
BARRETO, Auta Rojas e outros. Manual de gestão de serviços de informação.
Curitiba: Tecpar; Brasília: IBICT,1997.
DUMONT, Ligia Maria Moreira. O não-usuário de serviço de informação, este ilustre
desconhecido. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO,17, Belo Horizonte, 1994. Anais... Belo Horizonte: ABM, Escola
de Biblioteconomia da UFMG, 1994. 808p.
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informação: técnicas aplicadas especialmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo: Nobel, 1990.
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Biblioteconomia: perspectivas para o século XXI. Boletim CRB-7. Rio de Janeiro, v.
19, n. especial, p.9 maio/jul. 1991. Entrevista.

�8

OLIVEIRA, Angela M.; PEREIRA, Edmeire C. Marketing de relacionamento para a
gestão de unidades de informação. Inf. &amp; Soc.: Est., João Pessoa, v. 13, n. 2, p. 1336, jul./dez. 2003. Disponível em
&lt;http://www.okara.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/viewFile/89/1556&gt;. Acesso em
14.06.2008.
OLIVEIRA, Silas Marques de. Marketing em Bibliotecas: por que relutar? Revista de
Biblioteconomia &amp; Comunicação. Porto Alegre, n.6, p.9-16, jan./dez. 1994.
ROBREDO, Jaime. Considerações prospectivas para as próximas décadas sobre a
evolução da tecnologia da informação no Brasil: o perfil dos novos profissionais da
informação. Revista Brasileira de Biblioteconomia &amp; Comunicação. São Paulo,
v.22,n.3/4, p.13-31, jul/dez. 1989.
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BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19, Porto Alegre,
2000. Anais... Porto Alegre: ARB,PUCRS, 2000. 1 CDROM
VOGT, Hannelore. As novas tecnologias da informação e o marketing para
bibliotecas. Salvador: Goeth-Institut, 2008.

__________________
1 Rejane Maria Rosa Ribeiro, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), rribeiro@uefs.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Aborda sobre o uso do marketing para melhoria dos serviços, produtos e mudança do perfil das bibliotecas universitárias. Diante do baixo status, do pouco ou não uso, as inovações exigidas pela sociedade neste novo milênio, da necessidade das bibliotecas se modernizarem é preciso que as bibliotecas adotem estratégias da dministração voltadas para o mercado, com foco na satisfação das necessidades informacionais dos usuários, mas sem esquecer a missão da universidade, se transformando assim em competitiva e projetando uma imagem de moderna e atuante na universidade em que esta inserida.</text>
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PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS NA SOCIEDADE DIGITAL
RIBEIRO, R. J. A.1
VETTER, S, M. J.2

RESUMO
Perfil do bibliotecário de referência em bibliotecas universitárias na sociedade digital.
Esta investigação, realizada na literatura existente, tem por base teórica as
pesquisas de Luckesi (1997), Goergen, (1998), Botelho (1997), Mcluham, (1977),
Toffler (1995), Castells, (l999), Weinberg, (1999). Enfoca a evolução da sociedade
tradicional para a digital. Mostra a universidade e conseqüentemente, a biblioteca
universitária como instituições envolvidas no processo de desenvolvimento da
ciência, desde os seus primórdios, até os dias atuais. Estabelece o perfil do
bibliotecário de referência, evidenciando-o como um profissional que deve,
constantemente, atualizar-se para poder responder às necessidades informacionais
dos usuários, através do serviço de referência, nessa sociedade.
Palavras-chave: Sociedade digital. Bibliotecas universitárias. Perfil do bibliotecário
de referência.

ABSTRACT
Profile of the librarian of reference in university libraries in the digital society. This
inquiry, carried through in existing literature, has for theoretical base the research of:
Luckesi (1997), Goergen, (1998), Botelho (1997), Mcluham, (1977), Toffler (1995),
Castells, (l999), Weinberg, (1999). It focuses the evolution of the traditional society
for the digital one. It shows the university, and, consequently, the university library as
institutions involved in the process of development of science, from the beginning,
until the current days. It establishes the profile of the reference librarian, evidencing it
as a professional who must, constantly, to modernize itself to be able to answer to
the informational necessities of the users, through the service of reference, in this
society.
Keywords: Digital society. University Libraries. Profile of the librarian of reference.

�2

1 INTRODUÇÃO
A criação, produção e aplicação de novos conhecimentos nas
universidades não somente têm a finalidade de formar profissionais qualificados,
como também formar cidadãos conscientes e críticos, os quais, através da reflexão
da realidade, possam constituir-se criadores de novas teorias que se aliem à prática
para transformação social, política, econômica e cultural. Segundo Luckesi (1997, p.
51) “O conhecimento tem o poder de transformar a opacidade da realidade em
caminho iluminado”, possibilitando às pessoas agirem com certeza, segurança e
precisão.
Símbolo de progresso e desenvolvimento, a Ciência estabelece uma
relação intrínseca entre o humano e o social. Fazer ciência está entre as principais
finalidades do homem, que constantemente procura respostas às suas questões de
naturezas diversas.
Dentro desse contexto, como instrumento de preservação da cultura,
embora também de transformação social, a universidade começou a ser visualizada
no “sentido da universalidade do saber e da relação entre ciência e sociedade.”
Assim, a pesquisa científica, dentro desta perspectiva é de fundamental importância,
não só para a produção de novos conhecimentos, mas também para torná-los
acessíveis, de forma contínua, a um número de usuários das bibliotecas cada vez
mais crescente.
Desse modo, o cientista moderno tornou-se um decodificador da
informação e a sua importância aumenta à medida que a Ciência consegue atingir
um número cada vez maior de especialistas nas diferentes áreas do saber. (MEIS
apud GOERGEN,1998).
O advento do computador e o avanço das novas tecnologias de
informação e comunicação viabilizaram o surgimento da Rede Mundial de
Computadores (Internet), que oferece possibilidades de acesso à informação para
um número crescente de usuários em âmbito mundial, aumentando, desta forma, o
fluxo de informações cada vez mais atualizadas sobre qualquer área do
conhecimento. Como afirma Botelho (1997), a Internet otimiza o uso de canais de

�3

comunicação científica, resultando em melhoria e agilidade no processo de
divulgação da produção científica, visto que as novas tecnologias de informação e
comunicação possibilitam maior interatividade.
Nesta perspectiva, este estudo fará uma breve abordagem, com base na
literatura existente, sobre a passagem da sociedade tradicional para a sociedade
digital, enfatizando a importância das bibliotecas universitárias e o perfil do
profissional da informação que desenvolve serviços de referência em diversas
instituições da sociedade digital.

2 DA SOCIEDADE TRADICIONAL PARA A SOCIEDADE DIGITAL
Ocorrida em meados do ano 700 aC. conforme afirma Manuel Castells
(1999), a invenção do alfabeto, provocou a passagem da comunicação não
alfabética para a mente alfabética, o que acarretou uma relevante transformação
qualitativa na comunicação humana, proporcionando a comunicação cumulativa
baseada no conhecimento.
Através da comunicação dá-se a transferência da informação, passada de
geração a geração, formando a história de toda uma civilização, contribuindo, desse
modo, para o desenvolvimento educacional, cultural, sócio-político e econômico de
um país. Segundo Toffler (1995), o primeiro cenário relevante de desenvolvimento
social da humanidade foi a Revolução Agrícola, que teve início por volta do ano
8.000 a.C. até cerca de 1650-1750 d.C. e caracterizou-se pela agricultura prémecanizada, pelo cultivo da terra através da exploração de seus recursos naturais,
por meio de métodos artesanais, pelo aumento da mão-de-obra, pela família
baseada no comando do patriarca que era o seu único chefe e pelo domínio da
religião católica, a qual tinha o comando do Estado e ditava as leis, as regras, as
normas e as condutas morais.
No século XVII o homem foi caracterizado como “científico”. No século
XVIII como “industrial” e no século XX foi chamado de “tecnológico”. Em todas estas
fases eles se dedicaram a construir e multiplicar objetos materiais e simbólicos,
passando por três revoluções consecutivas no decorrer da história. (BRASIL , 1997).

�4

A partir da segunda metade do século XVIII surge a Revolução Industrial
que teve dois momentos distintos: o primeiro foi caracterizado por novas tecnologias
como a máquina a vapor, a fiadeira, o processo Cort em metalurgia e, de forma mais
geral, a substituição das ferramentas manuais pelas máquinas. O segundo momento
destacou-se pelo desenvolvimento da eletricidade, do motor de combustão interna,
de produtos químicos com base científica, da fundição eficiente de aço e pelo início
das tecnologias de comunicação, com a difusão do telégrafo e a invenção do
telefone. (CASTELLS, l999)
A Revolução Industrial fez surgir uma nova classe de trabalhadores.
Desencadeando-se como a segunda grande onda de mudança global (produção em
série, introdução de produtos no mercado com base científica, construção de
siderúrgicas etc.). Na década de 50 surgem os primeiros computadores, a aviação
comercial a jato, a pílula controladora da natalidade e outras invenções que
causaram grande impacto. (TOFFLER, 1995).
Com a invenção da imprensa por Gutenberg, o homem consegue a
liberdade de expressão através da escrita, considerada “o grande instrumento da
civilização” (TEIXEIRA, apud McLUHAM, 1977) e dá-se um salto qualitativo através
do livro e do jornal impresso e esses novos instrumentos de comunicação
proporcionam ao homem novas formas de registrar os conhecimentos que estavam
sendo gerados. Mas o homem sentia a necessidade de formas mais dinâmicas e
criativas de comunicação visando dinamizar as relações sociais. Surge o telefone,
(fim do século XIX), e, no início do século XX, aparece: o cinema e o rádio e, em
seguida, a televisão.
A expansão da comunicação (oral, audiovisual, imagem, cor) e da
criatividade trazida pela televisão inaugurou uma nova forma de comunicação de
massa e trouxe tanto benefícios quanto malefícios à sociedade, já que ao mesmo
tempo em que proporciona entretenimento, cria mitos e chega a escravizar.
(BRASIL, 1997). Com a instituição do computador no século XX, a comunicação
escrita sofreu impacto, pois através da criação das Redes de Computadores –
Internet, (1970), o homem pode se comunicar a qualquer hora, de qualquer ponto do
mundo, transpondo obstáculos podendo até mesmo destruir barreiras políticas e
geográficas.

�5

Esse novo fenômeno global (Internet), considerado revolucionário, devido
à capacidade com que dissemina informações, atinge proporções jamais alcançadas
por nenhum outro meio de comunicação. O computador pessoal, por exemplo, levou
16 anos em uso, a televisão 13 anos, o rádio 38 anos para perfazer um total de 50
milhões de usuários. A Internet, nos Estados Unidos, alcançou sozinha, em 4 anos,
este ranking (LIVRO verde, 2000).
Através das novas tecnologias de informação produzidas pela evolução
das tecnologias de telecomunicações, surge uma nova estrutura social baseada no
capitalismo informacional. O capital humano e o conhecimento são moedas de
circulação em caráter global, a produtividade está baseada no surgimento de "[...]
novas tecnologias de geração de novos conhecimentos, de processamento da
informação e da comunicação de símbolos." (CASTELLS, 1999, p.35). Esta nova era
é denominada, pela maioria dos estudiosos, como “Era Informacional.”
O

conhecimento

e

a

informação

são

considerados

base

do

desenvolvimento do processo de produção. A diferença é que cada nova era tem
suas características próprias de trabalho e de produção material de bens e serviços.
Na Sociedade Industrial, a economia baseia-se na maximização da produção,
enquanto que na Sociedade Informacional o desenvolvimento tecnológico baseia-se
na acumulação de conhecimento, produção de bens e serviços personalizados e
atividade cerebral. (CASTELLS, 1999)
Na Sociedade Informacional as novas tecnologias de telecomunicações
“[...] nas duas últimas décadas passaram por três estágios distintos: automação de
tarefas, as experiências de uso e reconfiguração de aplicações,” (CASTELLS, 1995,
p.51). Assim, não é possível contrapor-se ao processo de evolução das tecnologias
de informação, mas é imprescindível o processo de qualificação e capacitação dos
agentes que buscam e transmitem as novas tecnologias de comunicação eletrônica
na era globalizada. O advento da globalização, que hoje se afigura como um
processo que amplia fronteiras comerciais, financeiras, culturais e tecnológicas,
apresenta o homem dito tecnológico - século XX, década de 1990 - que instaura no
cenário mundial a sociedade global.
Desta forma, os novos recursos tecnológicos existentes no mercado

�6

permitem ao ser humano, em qualquer ponto do mundo, através de um computador
ligado em rede, de uma TV por assinatura, da microeletrônica, ter acesso diverso a
uma vasta quantidade de dados, informações que podem ser transformadas em
conhecimentos, de acordo com a sua relevância e com as necessidades de seus
usuários. Nessa perspectiva, “o computador é abaixo de qualquer conceito a mais
extraordinária das roupagens tecnológicas desenhadas pelo homem, uma vez que é
a extensão de [...] sistema nervoso.” humano. (MAcLUHAM apud CRESPO, 1996).
Na sociedade interativa facilitada pela Rede Mundial de Computadores é
imprescindível que o novo homem dito “tecnológico” tenha em mente que não
deverá ser um mero reprodutor ou mediador das novas tecnologias de comunicação.
Ele deverá ser um facilitador do seu uso, garantindo seus direitos de lutar como
cidadão, possibilitando a configuração da aldeia global prevista na década de 1960,
pelo sociólogo McLuhan. Para Kon (1999, p.3), isso nada mais é do que “um
processo histórico de internacionalização do capital.” Ao globalizar-se, o mundo
pluraliza-se, multiplicando suas diversidades. Com a nova divisão transnacional do
trabalho e a emergência das cidades globais, verifica-se o declínio do Estado-nação
que começa a ser obrigado a compartilhar, a aceitar decisões e diretrizes
provenientes de centros de poder regionais e mundiais. (IANNI, 1997).
Enfim, entra-se em um novo ciclo da história da humanidade onde o
poder é caracterizado pelo conhecimento, sendo este dirigido pela mente humana,
ou seja, trata-se da sociedade da informação. Esta sociedade como afirma a maioria
dos estudiosos, aconteceu no século XX, mas todos esses avanços tecnológicos
deram origem a um novo homem altamente individualista e solitário, e neste início
de século XXI “estamos buscando novas tecnologias de humanidade para contrapor
ao ambiente estressante.” (WEINBERG, 1999, p.3).

3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA SOCIEDADE DIGITAL
A universidade, através da comunidade acadêmica que integra a
comunidade científica, cria, transforma e dissemina a informação. A comunidade
científica trabalha em prol do desenvolvimento da Ciência e é formada por “pessoas
que falam a mesma língua.” (ZIMAN, 1979, p. 78) isto é, que estudam os mesmos

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temas e mantêm um intercâmbio entre si para obterem o reconhecimento de seus
trabalhos a partir da aceitação por seus pares.
A universidade é a grande aliada do pesquisador. É dever dessa
instituição, criar oportunidades para que o pesquisador conheça a Ciência e possa
formar seu senso crítico. A partir daí, ele terá muito mais facilidade para desenvolver
suas pesquisas, pois “o ensino universitário não é apenas sobre ciência, mas para a
ciência.” (ZIMAN, 1979, p. 78). O papel da universidade, então, é trabalhar a
criticidade do aluno. Tanto na graduação quanto na pós-graduação, ela deve formálo e ajudá-lo a se tornar um pesquisador. Dessa forma, os alunos terão a
oportunidade de contribuir para a geração de nova Ciência.
Sabedores da importância do desenvolvimento da ciência, para o
progresso da humanidade, convém ressaltar que as instituições de ensino superior
(IES), exemplificando-se as universidades brasileiras, têm buscado diversas formas
de atingir esse objetivo através do incentivo à realização de pesquisas, por parte de
seus docentes. A universidade, além de ser um centro de formação profissional, é
também uma instituição responsável por criar condições básicas para que a
comunidade acadêmica possa realizar pesquisas, criar novos saberes e, por fim,
produzir conhecimento científico que vai dar origem à própria Ciência.
Para que o conhecimento científico possa ser validado como Ciência, é
necessário que seja transmitido através da comunicação científica que associa
diversas atividades, como produção, disseminação e uso da informação. Essa
comunicação se dá de maneira formal e/ou informal e permite ao pesquisador obter
e disseminar informações. Nesse caso, a universidade funciona como veiculadora
do processo de comunicação científica. Assim haverá novas descobertas, novas
portas serão abertas e a ciência crescerá, propiciando o desenvolvimento social,
econômico, político e cultural da humanidade. As novas descobertas só serão
realizadas se a comunidade universitária (professores, pesquisadores, alunos etc.)
tiver acesso aos registros do conhecimento, produzidos nos mais vários suportes e
sobre as diversas áreas existentes. Por isso, é salutar o trabalho desenvolvido pelas
bibliotecas universitárias, pois elas sempre estiveram envolvidas num processo de
vencer desafios. Fatores como:

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invenção da técnica de impressão; crescimento do volume e da
importância da informação; adequação às tecnologias da informação
e comunicação; reconhecimento da importância do compartilhamento
de recursos e do valor dos documentos não impressos; e a busca da
informatização dos seus serviços e produtos, têm levado as
bibliotecas a buscar formas mais apropriadas para seu
gerenciamento [...] (CARVALHO, 2004, p. 77).

O surgimento das bibliotecas universitárias se deu na Idade Média.
Primeiramente elas estavam ligadas às ordens religiosas, época em que
funcionavam como locais reservados e de acesso restrito. Funcionavam como uma
espécie de depósitos do saber, pois o conhecimento ali reunido não poderia ser
divulgado livremente, e seus acervos eram compostos por doações realizadas por
aristocratas, autoridades religiosas, professores e anotações dos alunos das
próprias universidades. Finalizando a Idade Média e adentrando o Renascimento, as
bibliotecas universitárias viveram o momento da criação da imprensa por Gutenberg,
fato que proporcionou acesso aos livros de papel impresso, provocou um estímulo
ao conhecimento das letras, passando a refletir nas bibliotecas que puderam
proporcionar aos seus usuários maior contato com a informação. (MILANESI, 2002).
Diante desse contexto, o grande acontecimento medieval que, de certa
forma, decide os destinos de toda a civilização, e, por conseqüência, os destinos do
livro, é a fundação das universidades, que, atualmente objetiva o desenvolvimento
da ciência, sendo que para isso, deve estar a serviço constante de sua comunidade
(professores, alunos, funcionários etc.).
Outro fator que influenciou a propagação das bibliotecas universitárias foi
a Revolução Francesa. Acontecimento que deu origem a novas formas de produção
e dentre elas a do saber científico, que contribuiu para acelerar a produção do
registro do conhecimento, resultando no surgimento das bibliotecas públicas e
especializadas, no uso de novas técnicas e formas de ensino, atingindo,
principalmente a universidade que acompanha a inclusão no seu ambiente, de
bibliotecas e laboratórios como novos recursos educacionais.
O aumento da variedade de recursos informacionais, principalmente em
ambientes como a web e os suportes não impressos, modificou a forma de trabalho
das bibliotecas universitárias. O principal problema hoje dessas bibliotecas é a
recuperação da informação, no sentido de atender às necessidades dos usuários.

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Diante disso é válido comparar as bibliotecas tradicional e digital para observarmos
as modificações ocorridas ao longo do tempo e, também verificar como a biblioteca
universitária vem atuando nesse contexto:
a) biblioteca tradicional – busca meios mais efetivos para tratar os antigos
e os novos recursos informacionais existentes em sua coleção;
b) biblioteca digital – utiliza ferramenta para garantir geração, tratamento,
armazenamento e uso da informação.
Comparando as duas bibliotecas, observamos que os esforços para
desempenhar seleção, aquisição, tratamento, organização, armazenamento de
recursos informacionais e, principalmente, sua disseminação aos usuários é o ponto
comum entre ambas. No entanto, as formas utilizadas para o cumprimento dessas
funções são diferentes, uma vez que na biblioteca tradicional os meios utilizados
para facilitar o acesso às coleções não respondiam às demandas de forma eficiente.
O contexto digital oferece facilidades, tendo como um dos pontos positivos, o acesso
rápido e, negativo, o pouco ou nenhum acesso, uma vez que muitas pessoas não
dispõem das tecnologias de informação e comunicação nos ambientes onde vivem
ou freqüentam.
Com o avanço das tecnologias de informação e comunicação, a estrutura,
o fluxo da comunicação científica, assim como o próprio conceito e suporte dos
documentos científicos vêm sofrendo consideráveis alterações. Dessa forma, a
missão atual das bibliotecas universitárias é viabilizar mecanismos de busca e
acesso à informação e/ou conhecimento em qualquer recurso informacional.

4 PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA
Diante desse novo paradigma, cujo ator principal é o indivíduo, que perfil
deverá ter o profissional da informação? Esse profissional deverá ser um gerente de
informações que se encaixe às novas exigências do mercado de trabalho, isto é, no
caso do bibliotecário, ele não poderá se comportar como aquele profissional
tradicional que tinha como tarefa apenas a organização, armazenamento e
disseminação de informações. Agora, é preciso que o bibliotecário tenha como

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características a criatividade, liderança, dinamismo, responsabilidade, visão
interdisciplinar e gerencial, capacidade de análise e facilidade de manuseio das
novas ferramentas tratamento, busca e recuperação de informação. (LUCAS, 1996).
O moderno profissional da informação deve estar apto a atuar no novo
mercado de trabalho que muda e se renova constantemente, deve ser, acima de
tudo, um “refinador humano da informação com valor agregado para serviços
específicos.” (LUCAS, 1996, p. 69).
Embora hoje, por meio das redes, se possa ter informações sobre
qualquer assunto em qualquer ponto do mundo que se esteja, até mesmo no
momento em que estão acontecendo os fatos, sem o profissional da informação
habilitado para lidar com essas novas ferramentas de trabalho, a recuperação do
que se deseja, em tempo hábil, é mais difícil. É certo que a Internet oferece a
possibilidade de se está em contato com o mundo e oferece todos os tipos de
serviços e produtos para que se obtenha sucesso nos negócios; sem ela, hoje, será
impossível a qualquer profissional, de qualquer área do conhecimento, se manter
atualizado para concorrer no mercado de trabalho que sofre constantes mudanças.
Mas, no grande volume de informações que é oferecido pela Internet,
muito material não é relevante (lixo), precisa ser selecionado, descartado e filtrado, o
que demanda do profissional da informação, conhecimento, agilidade, habilidade e
rapidez, pois em uma sociedade em que a informação é setor quaternário de sua
economia (sociedade digital), e tem valor de capital, o bibliotecário, enquanto
profissional da informação, com o seu novo perfil terá como função “explorar
intensivamente as fontes de informação existentes e desenvolver núcleos de
recursos bibliográficos.” (PEREIRA, apud VIANA, 1999).
Logo, na sociedade digital, com o auxílio da Internet, tem-se uma nova
concepção de biblioteca que não funciona apenas em espaços físicos determinados,
mas também, no ciberespaço disponível aos seus usuários durante 24 horas por dia.
O bibliotecário moderno tem a responsabilidade de “unir as pessoas e colocar à sua
disposição, recursos de comunicação, informação e produção de conhecimento.”
(VIANA, 1995, p. 5). Além das características citadas anteriormente, o novo
profissional

da

informação

terá

como

tarefas

principais:

difusão,

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seleção/recuperação, mediação ou intermediação, produção e gerenciamento da
informação.
Para que tais tarefas sejam realizadas, é necessário que o profissional da
informação desenvolva seus serviços em diversos espaços. O serviço de referência,
por exemplo, “é a alma e os nervos de toda biblioteca e pela sua eficiência pode-se
avaliar as tarefas anteriores, que em cadeia preparam a informação, ou seja,
aquisição,

registro,

catalogação,

classificação,

preparo

e

armazenamento.”

(FIGUEIREDO, 1992).
O processo de referência começa quando o usuário detecta a existência
de um problema informacional e recorre ao profissional bibliotecário a fim de obter
respostas. Sendo assim, o profissional procurará saber a real necessidade do
usuário para então pensar em uma melhor estratégia de busca.
Grogan (2001) descreve o processo de referência em oito passos:
a) problema – é o início do processo, momento em que o usuário sente
a necessidade de utilizar-se da biblioteca e do serviço do
bibliotecário;
b) necessidade de informação – em alguns momentos vaga e imprecisa;
c) questão inicial – refere-se à busca de informações, por parte do
usuário, quando este faz perguntas de forma compreensível para
obter êxito em suas respostas;
d) questão negociada – inicia-se quando o bibliotecário de referência
recebe as questões apresentadas pelos usuários, verificando assim,
o seu interesse em todas as fases do processo;
e) estratégias de busca – realizada em dois momentos: primeiro pela
análise de forma minuciosa do tema em questão, identificando seus
conceitos e suas relações, no intuito de traduzi-los para um
enunciado de busca apropriado à linguagem do acervo. O segundo
momento consiste em verificar quais seções serão consultadas e em
que ordem, escolhendo entre os diversos caminhos sobre os quais o
bibliotecário deve ter conhecimento profundo, inclusive das várias

�12

fontes de informação disponíveis. O profissional deve desenvolver
atividades de: seleção da categoria da fonte, seleção da fonte
específica, e dos pontos de acesso específicos dentro dessa fonte
f) processo de busca – o bibliotecário realiza a busca no acervo de uma
forma flexível que possibilite mudanças nessa busca, quando
necessário;
g) resposta – nesta etapa o bibliotecário obtém o resultado da busca.
Caso a busca tenha sido feita de maneira correta, o resultado
coincidirá com a solução do problema;
h) solução – a resposta só é considerada uma solução quando não há
mais dúvidas em relação aos questionamentos do usuário.
Esses oito passos de Grogan (2001) sintetizam o processo de referência,
atividade que é vital para o cumprimento da principal função de bibliotecas - sejam
elas tradicionais ou online.

5 CONCLUSÃO
O principal objetivo deste estudo foi evidenciar a importância do
profissional da informação, dando ênfase ao perfil do bibliotecário moderno,
enfatizando suas características, funções e atividades no ambiente das bibliotecas
tanto tradicionais quanto digitais, contextualizando o percurso histórico da evolução
das tecnologias de informação e comunicação da sociedade agrícola à sociedade
digital.
Conforme a literatura sobre o tema, subsídio necessário para a condução
deste estudo, comprovou-se que com a evolução das tecnologias de informação e
comunicação na década de 1990, e conseqüentemente, com o surgimento do
computador, a Internet afigura-se como um fenômeno global de alcance mundial, e
no qual cientistas, pesquisadores e estudantes disponibilizam suas produções
científicas, agilizando não só o processo de divulgação, mas também, o de troca de
informações.

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Portanto, o bibliotecário de referência é indispensável. É aquele que
possibilita aos usuários, por meio do tratamento, organização, armazenamento,
disseminação e uso da informação e/ou conhecimento atualizados, em qualquer
formato, a satisfação das necessidades informacionais para o uso correto das
tecnologias digitais, no intuito de contribuir para o desenvolvimento da ciência e
tecnologia, na sociedade digital.

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_________________
1
2

Raimunda de Jesus Araujo Ribeiro, Universidade Federal do Maranhão, raioluar@yahoo.com.br.
Silvana Maria de Jesus Vetter, Universidade Federal do Maranhão, silnana@yahoo.com.br.

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>CRUESP</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>Português</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Ribeiro, R. J. A.; Vetter, S, M. J.</text>
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                <text>Perfil do bibliotecário de referência em bibliotecas universitárias na sociedade digital. Esta investigação, realizada na literatura existente, tem por base teórica as pesquisas de Luckesi (1997), Goergen, (1998), Botelho (1997), Mcluham, (1977), Toffler (1995), Castells, (l999), Weinberg, (1999). Enfoca a evolução da sociedade tradicional para a digital. Mostra a universidade e conseqüentemente, a biblioteca universitária como instituições envolvidas no processo de desenvolvimento da ciência, desde os seus primórdios, até os dias atuais. Estabelece o perfil do bibliotecário de referência, evidenciando-o como um profissional que deve, constantemente, atualizar-se para poder responder às necessidades informacionais dos usuários, através do serviço de referência, nessa sociedade.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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A ARTE DE RECEBER: reflexões sobre a visita guiada da Biblioteca
Central da PUC-Rio
RIBEIRO, A. M. G.1
REIS, M. B.2
SILVA, E. S.3

RESUMO
Este trabalho descreve o serviço de visitas guiadas da Biblioteca Central da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e propõe uma nova metodologia,
através de um contexto lúdico. Visa a apresentar aos alunos dos primeiros períodos
de graduação os benefícios de se utilizar uma biblioteca universitária. Faz uma
reflexão acerca da efetiva utilização da Biblioteca por parte da comunidade
acadêmica, enfatizando a importância das interações interpessoais: bibliotecário x
usuários.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Biblioteca Central da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro. Serviço de orientação
ao usuário. Visitas guiadas.

ABSTRACT
This paper describes the service of guided tours of the Central Library of the
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro and proposes a new
methodology, through a playfull context. Its aim is to show the students of the first
semesters the benefits of using a university library. It makes a reflection on the
effective use of the library by the academic community, emphasizing the importance
of interpersonal interactions: librarian x users.
Keywords: University libraries. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro –
Biblioteca Central. User's Orientation Service. Guided tours.

�2

1 INTRODUÇÃO
“Quanto mais alta tecnologia há no mundo, mais as pessoas anseiam por
um atendimento com um toque pessoal.”
John Naisbitt

A tecnologia possibilitou uma velocidade extraordinária na comunicação.
As relações interpessoais, no ambiente profissional, foram quase que, totalmente,
substituídas pelo apertar de teclas.

A utilização desses meios tecnológicos é

realmente vantajosa, à medida que se vivencia a impactante disposição de
informações que acompanha a escassez de tempo para a realização de múltiplas
tarefas. No cenário da biblioteca, principalmente, a universitária, não poderia ser
diferente no que tange aos recursos disponibilizados para otimizar o tempo do
usuário.

Reflexo dessas alternativas, a visita guiada virtual propaga-se em

detrimento da visita guiada presencial ou programa de orientação ao usuário. A
denominação não importa. Nota-se que para muitos estudantes universitários, a
biblioteca costuma ser o lugar de “passar batido” e retirar, por empréstimo, o
material desejado ou, um lugar silencioso para leitura e estudo.
Diante desse contexto, a propriedade da auto-suficiência, que uma
parcela considerável dos alunos acredita ter, em relação à busca e recuperação de
informações, produtos e serviços, não reflete a realidade assistida pelos
bibliotecários de atendimento da Biblioteca Central da PUC-Rio. As dificuldades
observadas perpassam desde uma simples pesquisa, no sistema de automação da
biblioteca, para localizar o material desejado, a
oferecido no site da biblioteca.

encontrar e/ou utilizar o que é

Observa-se que os estudantes subutilizam os

recursos e “navegam” sem rumo, perdidos entre o espaço físico e o espaço virtual
de nossas bibliotecas.
Dessa forma, procurou-se refletir acerca da efetiva utilização da
biblioteca, pela comunidade acadêmica. Principalmente, no que se refere aos novos
alunos de graduação, bem como, às relações reais e subjetivas que envolvem todo
esse contexto: biblioteca + bibliotecários + informações + serviços + usuários +
conhecimento + utilização. O bibliotecário tem uma importância fundamental nesse
processo, à medida que reconhece que a tecnologia proporciona autonomia de
pesquisa, com resultados bastante satisfatórios, porém é essencial que o aluno

�3

tenha conhecimento da existência dessas ferramentas. É nesse contexto que foram
desenvolvidas as considerações deste trabalho.
Elaborou-se uma proposta para o serviço de orientação ao usuário,
cognominado: Visita Guiada, com a finalidade de realizar um serviço “sob medida”
para receber as “visitas” na Biblioteca Central da PUC-Rio e contribuir com algumas
idéias para aqueles que desejam, do mesmo modo, repensar sobre a delicada arte
de receber.

2 A IMPORTÂNCIA DA VISITA GUIADA / ORIENTAÇÃO AO USUÁRIO
É importante preservar o calor humano e as interações pessoais –
não importa o nível de automação. Certifique-se de que os usuários
desses novos serviços mantêm relacionamentos humanos reais e
tangíveis que os capacitem a modelar uma experiência ou produto
que possam considerar deles próprios. (KELLEY; LITTMAN, 2007).

A visita guiada apresenta e situa o usuário dentro do espaço físico da
biblioteca. Ela complementa, de forma significativa, o contato do aluno com esse
novo ambiente.

Essa responsabilidade preocupa e motiva à medida que os

bibliotecários são a “ponte” entre o usuário e as informações disponibilizadas por
uma biblioteca, em seus múltiplos suportes.
Apesar de serem, detalhadamente, explicadas as dimensões do uso de
determinados serviços ou produtos, a importância de uma biblioteca e de tudo que
ela pode oferecer, haverá sempre, um percentual de usuários que não se tornará
efetivo.
Pode-se citar uma das cinco Leis de Ranganathan, que diz: “A cada leitor
seu livro” (VINCENTINI, 1972, p. 114). Essa lei foi escolhida pelos bibliotecários de
atendimento da Biblioteca Central da PUC-Rio como um dos alicerces para vivificar
o significado do serviço de visita guiada. Entende-se que cada etapa da construção
do conhecimento tem o seu nível de informação necessário. Portanto, esse serviço
oferecido aos alunos da universidade é a porta de entrada para mostrar o que existe
referente ao uso e à acessibilidade dos recursos disponíveis na biblioteca.

�4

3 VISITA GUIADA: UM GRANDE POTENCIAL NO MARKETING DA BIBLIOTECA
Bueno (2006?) fala que, para fidelizar um cliente é necessário exceder
suas expectativas e que sentimentos são o produto final entregue ao cliente que
realizou uma compra.

Em uma biblioteca, do mesmo modo, se quer atrair os

usuários para torná-los clientes de seu espaço e de seus produtos e, também, se
deseja fidelizá-los. “Vendem-se” os produtos – recursos oferecidos pela biblioteca –
com eficiência, eficácia, cortesia, afeto etc. Que lucro maior uma biblioteca obtém ao
fidelizar seu “cliente”, ou pelo menos, ao iniciar esse processo? Percebeu-se que a
propaganda “gratuita” da excelência no atendimento e nos serviços oferecidos pode
ser a resposta a esta indagação. Esse é o genuíno e verdadeiro lucro almejado por
instituições que sabem que qualidade é ouvir além do que foi pedido e fornecer além
do que é esperado.

4 A VISITA GUIADA, HOJE, NA BIBLIOTECA DA PUC-RIO
As visitas guiadas, em geral, são realizadas na Biblioteca Central por um
bibliotecário da Seção de Circulação ou da Seção de Referência. Esse serviço é
oferecido desde 1999, com dinamismo, porém de uma forma ainda convencional,
limitado à apresentação do espaço físico, acessado pelos usuários, do acervo e dos
serviços e produtos da Biblioteca.
A cada início de semestre as visitas guiadas são agendadas pelos
professores. As turmas geralmente são divididas em grupos de, no máximo, 15
alunos para não comprometer a qualidade deste serviço. Em 2007, inseriu-se no
roteiro das visitas uma passagem pelo Armazém, onde se localizam livros, teses,
periódicos e obras raras. Embora o acervo do Armazém, de acesso restrito, esteja
disponível para consulta e empréstimo e seja localizado através do catálogo on-line,
julgou-se importante que os alunos conheçam os espaços da biblioteca.

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5 A NOVA FACE DA VISITA GUIADA DA BIBLIOTECA CENTRAL DA PUC-RIO
“O verdadeiro ato de descoberta consiste não em encontrar novas terras,
mas em ver com novos olhos.”
Marcel Proust

Todo ato de pensar reflexivamente dá lugar à experimentação. Não
podemos desprezar a necessidade de olhar o que foi feito e analisar o que está
sendo realizado, a fim de (re)formular. Do contrário, as atividades oferecidas se
tornam hábitos arrastados e desordenados.
Dentro deste contexto a Seção de Circulação desenvolveu um projeto
para agregar um diferencial ao serviço de visita guiada, a ser implementado no
segundo semestre de 2008. Considerando os muitos aspectos envolvidos nesta
atividade, traçaram-se estratégias e atitudes que combinassem energia, entusiasmo,
criatividade e execução para que o resultado dessa equação seja de um lado
superar as expectativas dos usuários, surpreendendo-os e, de outro, ultrapassar
nossos limites, enquanto profissionais da informação e da comunicação.
Este projeto tem como objetivo diminuir o percentual de alunos de
graduação que chegam aos períodos avançados sem terem conhecimento dos
recursos que a biblioteca oferece. Para isso, é fundamental firmar uma parceria
entre os Departamentos da Universidade e a Biblioteca Central para que todas as
novas turmas possam participar da visita guiada à Biblioteca. Além deste objetivo
central, apresentam-se outros que merecem ser ressaltados:
� Fazer com que os usuários conheçam o funcionamento e o caminho
percorrido pelo acervo, até a sua disponibilização, incluindo no tour o acesso
às seções da Biblioteca Central;
� Personalizar a visita e facilitar a interação motivando o usuário a “usufruir” da
Biblioteca;
� Registrar as visitas e obter feedback para aprimorar, cada vez mais, o serviço
oferecido.
O Quadro 1, apresenta as principais modificações propostas para o
serviço de visita guiada, oferecido pela Biblioteca Central da PUC-Rio.

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A VISITA GUIADA HOJE

A NOVA FACE DA VISITA GUIADA

Solicitação por professores de alguns
departamentos

Parceria com Departamentos da PUC-Rio,
para a divulgação desse Serviço

Realização para alunos de diversos períodos

Foco nos alunos novos. Também oferecida
aos alunos de outros períodos

Recepção das visitas no hall da Seção de
Circulação

Recepção na porta da Biblioteca

Não identifica cada aluno do grupo visitante

Confecção de crachás com o nome de cada
“convidado”, mediante fornecimento de lista
dos alunos

Visita somente às áreas de livre acesso e
Armazém

Apresentação das outras Seções da
Biblioteca: Aquisição e Processamento
Técnico, incluindo a sala de restauração

Apresentação dos dados estatísticos,
referentes ao acervo de modo geral

Apresentação dos dados estatísticos do
acervo de forma geral e especifica, de acordo
com o curso dos convidados

Apresentação do site da Biblioteca, na tela do
computador de trabalho
Modo convencional

Apresentação do site da Biblioteca, através
de DataShow
Enfoque para um contexto lúdico-pedagógico

Conteúdo com ligação entre biblioteca,
Abordagem da importância da Biblioteca e de
universidade e área cursada pelos alunos,
sua utilização
mediante a leitura de uma história, crônica ou
poema escritos pelos próprios bibliotecários
Registro em agenda

Registrado através de uma lista de presença.
Fotos das visitas, para divulgação no site da
Biblioteca

Não há avaliação pelos alunos

Aplicação de um questionário para avaliação
pelo o professor e pelos alunos

Quadro 1 - As duas faces da visita guiada

Para agregar um diferencial ao novo contexto da visita guiada, idealizouse uma atividade lúdica e pedagógica para mostrar ao aluno a importância de
usufruir da Biblioteca no seu percurso acadêmico.
Não importa que histórias você conte – sejam tours por um escritório
vibrante, sejam protótipos em vídeo de novos produtos ou serviços,
lembre-se da primeira regra dos Contadores de Histórias: torne a
história autêntica e divertida. Faça vibrar cordas emocionais dos
participantes. Transforme-a em narrativas que os ouvintes queiram
passar adiante [...] (KELLEY; LITTMAN, 2007).

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Ao término da visita, o usuário será convidado a tomar um “Chá Virtual”.
Um cenário real de uma mesa de chá estará preparado. Os bules, as xícaras e as
embalagens dos chás são verdadeiros.

Esse chá, na verdade, é um “chá de

informação” e possui os sabores – afeto, cortesia, simpatia, criatividade, qualidade
etc. – que será preparado na água quente da imaginação, para conscientizar os
alunos do potencial dos recursos de informação e serviços que a biblioteca
disponibiliza. Esse chá tem de possuir um “gosto de quero mais”! Quero mais o que?
Quero retornar à biblioteca, buscar a informação, saber localizá-la, utilizá-la para
geração de novos conhecimentos, usufruir desse excelente atendimento, estar
nesse ambiente agradável etc.
Outras ações estão incluídas no Chá Virtual: a leitura de um texto
produzido pela equipe de bibliotecários de atendimento para sensibilizar os alunos,
fazendo-os sentir que são especiais e bem-vindos à Biblioteca; e o oferecimento de
“Balas Mágicas”.

As balas são de verdade, e são mágicas, porque trazem

impresso, nas embalagens, os sabores de comprometimento, organização, ética,
comunicação, iniciativa, pensamento crítico etc. Com isso, almeja-se interagir com o
aluno, mostrando o significado e a importância do desenvolvimento dessas
competências, para a sua formação acadêmica e ao longo de sua vida, contribuindo
para a construção e a reformulação de idéias, com o uso inteligente da informação.

6. CONCLUSÃO
As conclusões deste trabalho basearam-se nas observações efetuadas
no nosso contexto e ambiente de trabalho. Estas proposições podem servir de
alguma forma, para germinar outros estudos sobre o tema, que destaca a
importância do serviço de orientação aos usuários na biblioteca, quando os alunos
ingressam na universidade.
Se o valor de uma instituição/biblioteca, também se fundamenta no
relacionamento que ela mantém com o seu cliente, é inevitável refletir sobre isso. O
bibliotecário sobretudo aquele que presta um serviço de orientação ao usuário, sabe
que a instituição que representa está refletida no atendimento individual ou, em
grupo, que é oferecido aos usuários. O velho ditado: “a primeira impressão é a que

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fica” pode perfeitamente se aplicar nesse contexto e fomentar o trabalho que se
pretende realizar.
Apresentar serviços e produtos de forma clara, vibrante e autêntica, é
possível, quando no espaço de atuação de uma visita guiada, essas palavras
deixam de ser apenas adjetivos, para se tornarem substantivos, fazendo parte do
desempenho de profissionais capazes de potencializar a utilização das fontes e
recursos oferecidos pela biblioteca. Aproximar os alunos da biblioteca, assim que
adentram na universidade é fator fundamental para desenvolver a sua autonomia.
Os três elementos básicos envolvidos nesse processo: bibliotecários + informação +
usuários, somente ganham força, quando a experiência direta neste processo de
interação se torna fecunda ao ponto de suscitar uma nova realidade.
Inquietemo-nos sempre, conformemo-nos jamais!

REFERÊNCIAS
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serviço e fazer que os clientes voltem sempre. Rio de Janeiro: Sextante, 2008. 189
p.
BELLUZO, Regina Célia Baptista. Construção de mapas: desenvolvendo
competências em informação e comunicação. 2. ed. rev. amp. Bauru: Cá entre Nós,
2007. 111 p.
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Disponível em: &lt;http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=4146&gt;. Acesso
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aos serviços de informação. Cadernos Bad, v. 2, p. 7-18, 2004.
Disponível em: &lt;http://eprints.rclis.org/archive/00011443/01/GomesBAD204.pdf&gt;
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saber. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. 251p.
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�9

MORIGI, Valdir José; PAVAN, Cleusa. Tecnologias de informação e comunicação:
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VOGT, Hannelore. Conceitos de marketing para bibliotecas voltadas a clientes:
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&lt;http://www.goethe.de/mmo/priv/2423386-STANDARD.pdf&gt;. Acesso em: 7 jun.
2008. Palestra apresentada no Auditório Paulo Freire da UNIRIO em 28 de junho de
2007.
WHITELEY, Richard C. A Empresa totalmente voltada para o cliente: do
planejamento à ação. Rio de Janeiro: Campus, 1992. 263p.

_________________
1

Ana Maria Gomes Ribeiro, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio,
anaribeiro@dbd.puc-rio.br.
2
Marta Bela Reis, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio, marta@dbd.pucrio.br.
3
Edson Sousa da Silva, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio,
edson@dbd.puc-rio.br.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>A arte de receber: reflexões sobre a visita guiada da Biblioteca Central da PUC-Rio.</text>
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                <text>Ribeiro, A. M. G.; Reis, M. B.; Silva, E. S.</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Este trabalho descreve o serviço de visitas guiadas da Biblioteca Central da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e propõe uma nova metodologia, através de um contexto lúdico. Visa a apresentar aos alunos dos primeiros períodos de graduação os benefícios de se utilizar uma biblioteca universitária. Faz uma reflexão acerca da efetiva utilização da Biblioteca por parte da comunidade acadêmica, enfatizando a importância das interações interpessoais: bibliotecário x usuários.</text>
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PROCESSO DE PUBLICAÇÃO DAS REVISTAS CIENTÍFICAS:
sistema SGP
RAFAEL, S. L. L.1
CURTY, M. G.2
PESTANA, M. C.3
RODRIGUES, A. V. F.4

RESUMO
Além do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), traduzido e
customizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT),
foi desenvolvido o Sistema de Gestão de Publicações (SGP), que possibilita, ao
profissional da informação agilizar o processo de editoração de revistas científicas,
envolvendo todos os trâmites editoriais: submissão e recepção dos artigos,
encaminhamento aos revisores, devolução aos autores para as reformulações
necessárias, envio para correções ortográficas e de normalização, envio ao tradutor
e diagramador, por meio eletrônico. O sistema agrega, também, a possibilidade de
acompanhamento, pelo editor ou secretária, de todo o fluxo editorial, da submissão à
publicação (ou recusa). As informações ficam armazenadas, permitindo o acesso
pelos revisores, secretária (bibliotecária), editores e autores com maior agilidade,
uma vez que o acesso ao artigo é direto, ou seja, não há necessidade de fazer
download de arquivos adicionais.
Palavras-chave: Processos de publicação de artigos. Sistema de Gestão de
Publicações (SGP). Submissão eletrônica de artigos.

ABSTRACT
In addition to the Electronic Periodical Publishing System (SEER), which was
translated and customized by the Brazilian Institute for Information in Science and
Technology (IBICT), the Publications Management System (SGP) was developed to
enable the information professional to expedite the publication process of scientific
periodicals at all stages: submission and receiving of the article, forwarding to
reviewers, return to the authors for the necessary corrections in the article,
proofreading for spelling and norms, translation and layout services – all via
electronic communications. The system also adds the possibility of following the

�2

progress, by the editor or assistant, of the entire editorial process – from submission
to publication (or refusal). The data are stored in the database, so that the reviewers,
general office (librarian), editors and authors can retrieve information more quickly,
as access to the article is direct – meaning there is no need to download any
additional files.
Keywords: Article publishing processes. Publications Management System (SGP).
Electronic article submission.

1 INTRODUÇÃO
O Sistema de Gestão de Publicações (SGP®, GN1, São João da Boa
Vista, SP) atende à emergente necessidade de divulgação das informações
científicas mediante a comunicação de experimentos, pesquisas e descobertas nas
mais diversas áreas. Abrange todos os trâmites inerentes à editoração de
publicações científicas, abreviando os prazos de avaliação dos trabalhos pelo uso de
recursos eletrônicos de envio. Possibilita gerir eletronicamente, de forma integrada,
cada um dos artigos, permitindo o encaminhamento ao bibliotecário para a
normalização técnica, aos pares para avaliação, aos autores para reformulações, de
maneira que todo e qualquer artigo seja devidamente acompanhado e armazenado,
desde a sua submissão até a aprovação ou recusa.
Além da rapidez no processo como um todo, o SGP permite também a
Revisão em Regime Duplo-cego (Double Blind Review ou Double masked Review) utilizada inclusive eletronicamente, como no caso aqui descrito. Por esse sistema, os
artigos são manipulados de maneira que os autores e revisores não sejam
identificados durante os trâmites de submissão e avaliação, preservando-se, assim,
a integridade e imparcialidade da avaliação e do avaliador.
Anteriormente ao Sistema de Gestão de Publicações – Dental Press, a
editora utilizava o programa Microsoft Access® (Figura 1), banco de dados simples,
com limitações nas buscas ou controle das submissões.
Após os autores submeterem seus artigos à editora via postal, cabia à
bibliotecário selecionar os textos e encaminhá-los às revistas condizentes com o
assunto abordado (Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, Revista
Clínica de Ortodontia Dental Press, Revista Dental Press de Estética e Revista
Dental Press de Periodontia e Implantologia). Tal procedimento fazia-se necessário,

�3

uma vez que um número considerável de autores não informava a quais revistas
desejavam submeter seus trabalhos.

Figura 1 – Sistema Microsoft Access

A submissão
•

Conferir se foram enviados: formulário de submissão de artigos; CD contendo
as ilustrações e cópia eletrônica do artigo; duas cópias impressas do artigo
(uma com identificação do autor e outra sem identificação);

•

Confirmar o número de referências (máximo de 30, sistema alfanumérico);

•

Confirmar a revista a ser submetido o artigo;

•

Confirmar a qualidade das ilustrações junto ao diagramador responsável pelo
tratamento destas (Resolução 300 dpi – JPG ou TIF);

•

Cadastrar o artigo no banco de dados Microsoft Access® e atribuir um
número de protocolo para seu controle;

•

Salvar o documento em uma pasta no computador para acesso, na rede,
pelos diagramadores;

•

Enviar e-mail aos autores informando o recebimento ou pendências do artigo.

•

A bibliotecária envia o artigo ao editor, eletronicamente, por FTP;

•

Após o recebimento, o editor informa à bibliotecária para qual consultor /
revisor será enviado o artigo;

�4

•

Definido o revisor, envia-se o artigo por e-mail ou FTP, junto com uma ficha
de avaliação (Figura 2);

•

O artigo pode ser classificado das seguintes formas: aprovado, recusado,
reformulação com retorno ao consultor, reformulação sem retorno ao
consultor;

•

Após avaliar o artigo, o revisor devolve-o ao bibliotecário, via e-mail,
juntamente com a avaliação e sugestões (se houver), para que sejam
encaminhados ao autor. Caso haja alguma informação escrita no texto pelo
revisor, as páginas com as sugestões são escaneadas e enviadas junto com
o artigo;

•

O autor corrige o artigo e devolve à editora, por e-mail;

•

O artigo corrigido é enviado pela bibliotecária ao editor, para que este avalie
as correções feitas pelo autor, conforme sugestões do revisor;

•

Caso o artigo seja recusado, encaminha-se a avaliação ao editor, para que este
dê a avaliação final.

Figura 2 – Ficha de avaliação do revisor

�5

FASE 1
O artigo é submetido à
editora

FASE 2
Após recebimento, a bibliotecária
confere se o artigo está de acordo
com as normas da Revista

FASE 3
Normalização incorreta, a bibliotecária
devolve o artigo ao autor para
correções

FASE 3
Normalização correta,
encaminha-se ao editor para
selecionar um consultor para
avaliação do artigo

Autor faz as correções do artigo e
reenvia para nova avaliação

FASE 4
O bibliotecário envia o artigo ao
consultor ,via correio eletrônico

FASE 5
O consultor avalia o artigo e envia a
bibliotecária, para dar continuidade ao processo

FASE 6
O artigo é enviado ao editor para aprovação
final ou recusa

FASE 7
Artigo recusado

FASE 8
Enviada carta de recusa
ao autor
Quadro 1 – Etapas de publicação

FASE 7
Artigo aprovado

FASE 8
Enviada carta de aceite
ao autor

�6

2 O SGP- DENTAL PRESS
É um sistema on-line e que funciona como uma extranet, permitindo
desde a submissão até a diagramação do artigo no formato da revista, ou seja,
cobre todos os trâmites editoriais de publicações científicas.
O acesso é permitido aos autores, revisores, secretária, editor-chefe e
associado, corretor ortográfico, diagramador, tradutor e webmaster.
Revisor, secretária e editor podem acompanhar e localizar qualquer
artigo, desde a sua submissão até a aprovação ou recusa e vêem seus detalhes
diretamente na tela do SGP–Dental Press, sem precisar fazer download de arquivos
adicionais (Figura 3).

2.1 Duplo-cego
Os artigos são manipulados em regime de duplo-cego, ou seja, os autores
não sabem quem são seus revisores e vice-versa, evitando-se, assim qualquer
parcialidade.
Após a submissão, os artigos são gravados diretamente em um banco de
dados SQLServer, permitindo o acesso a todos os usuários de forma rápida e ágil, sem
a necessidade de downloads.

2.2 Autor
Exemplificando

o

SGP–Dental

Press,

seguem

abaixo

algumas

informações:
O acesso ao sistema faz-se por meio da Internet, acessando o link da
revista desejada – (Figura 3).

�7

Acessar
a revista
desejada

Figura 3 – Acesso à Revista

Figura 4 – Entrada para cadastro de Autor

Os autores, ao fazerem o cadastro no SGP–Dental Press (Figura 4, 5), têm
acesso ao sistema por meio de login e senha.

Figura 5 – Ficha de cadastro de autor

Após acessar o sistema, ao dar início à submissão, o autor deverá
primeiramente inserir as imagens de seu artigo (Figura 6, 7), em formatos JPG, GIF
e TIF (resolução - DPI´s), sendo assim possível apresentar a imagem no conteúdo
do artigo.

�8

Figura 6 – Inserir figura

Figura 7 - Inserir título e legenda da figura

Após inserir as imagens, o autor deverá preencher os dados do artigo
(Figura 8-10) em um banco de dados MS SQL Server, preservando a formatação
original, inclusive quando enviar tabelas. Pelo SGP, o autor terá informações sobre o
status de seu trabalho (recebido, aprovado, recusado, para correção e em revisão)
(Figura 9b).

Figura 8 – Título e palavras-chave

�9

Figura 9 – Inserir o artigo na íntegra

Figura 9b – Status do artigo submetido

Após finalizar a submissão do artigo, o autor poderá imprimir o termo de
Copyright (Figura 10), que garante segurança à publicação (direitos autorais).

Figura 10 – Termo de Copyright

Com a finalização da submissão, o sistema permite, automaticamente,
gerar o artigo para acesso em formato PDF.
Para manter o autor informado sobre o seu artigo, a cada ação no sistema são
geradas mensagens comunicando o status, tais como: confirmação de submissão,
devolução do artigo para correções, aprovação do artigo ou recusa.

�10

Desde que o editor autorize, o autor tem acesso aos comentários enviados
pelos revisores, editores associados, secretária e editor.
Nas Figuras 11-13, pode-se verificar como o editor ou o profissional da
informação poderá enviar um determinado artigo ao revisor

Figura 11 – Acesso do editor aos artigos

Figura 12 – Escolha de um revisor Figura 13 – Escolhido o revisor e seleção de Formulário

2.3 Revisores
Os revisores têm acesso ao SGP–Dental Press, onde podem verificar
suas pendências, revisões concluídas, devolvidas e histórico de artigos (Figura 14).

�11

Figura 14 – Artigo pendente a ser revisado pelo revisor

O editor e a bibliotecária têm acesso aos comentários do revisor (Figura
15a). Com base nesses pareceres, o editor decide o status do artigo (aprovar,
recusar, informar correção ao autor ou nova consultoria) (Figura 15b).

Figura 15a - Acesso aos comentários
do revisor pelo editor e secretaria.

Figura 15b – O editor decidirá o status

É permitido ao editor ou à bibliotecária convidar outro profissional (revisor,
diagramador, tradutor, corretor, editor) para fazer parte da equipe de avaliadores dos
artigos (Figura 16).

�12

Digite aqui o e-mail de
do profissional que
deseja convidar

Figura 16 – Convite a um novo profissional para fazer parte da equipe de avaliadores dos
artigos.

O profissional indicado receberá mensagem para se cadastrar no SGP, caso
aceite ser avaliador para o artigo em questão. Após acessar o SGP, será realizado o
cadastro (Figura 17), que permite visualizar os trâmites do trabalho a ser
desempenhado. No link Disponível para Publicar, o diagramador (Figura 18) terá
acesso aos artigos aprovados para diagramação e posterior publicação.

Figura 17 – Acesso do diagramador

Figura 18 – Acesso aos detalhes do artigo

O SGP–Dental Press agiliza o processo de publicação do artigo, propiciando
rápido acesso aos trâmites pelos autores, editores, profissionais da informação,
diagramadores, corretores e tradutores. Permite, à Instituição que o utiliza, obter
economia tanto em termos de tempo quanto financeiros. Anteriormente ao uso do
sistema na Editora Dental Press, em seu tradicional processo de submissão, os gastos

�13

com envelopes, correios, impressão, entre outros, eram constantes e elevados,
conforme ilustrado na Tabela 1..
TABELA 1 – Processo de submissão tradicional e Sistema de Gestão de Publicações –
Dental Press
TEMPO E CUSTOS – PROCESSO TEMPO E CUSTOS – PROCESSO DE
DE

SUBMISSÃO

TRADICIONAL SUBMISSÃO PELO SGP–Dental Press

(CORREIOS)
Média mensal de gastos com correios Não se utiliza serviço de correios. O envio dos
R$ 1.000,00

artigos aos autores, revisores e editores faz-se via
Internet

Tempo médio de recebimento do Tempo médio de recebimento do artigo - Imediato
artigo - 15 dias
Tempo

médio

de

recebimento, Tempo

médio

de

recebimento,

correção

e

correção e devolução do artigo pelo devolução do artigo pelo consultor – 20 dias
consultor - 50 dias
Tempo médio de recebimento da Tempo
correção

solicitada,

correção

médio

de

recebimento

da

correção

e solicitada, correção e devolução do artigo pelo

devolução do artigo pelo - 40 dias

autor– 20 dias

Avaliação final do editor – 30 dias

Avaliação final do editor - 5 dias

SOMA TOTAL EM DIAS

SOMA TOTAL EM DIAS

135

40

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Adotar no processo de editoração de periódicos o sistema descrito resulta
em vantagens relacionadas à economia de tempo e à redução dos custos, no que
tange ao repasse e acompanhamento das informações pertinentes.
Acompanhar o processo tecnológico na sociedade da informação
globalizada é condição fundamental para a agilização dos processos de produção e
recuperação de informações de cunho científico. Nesse contexto, contando com
recursos estruturados eletronicamente, o profissional da informação pode cumprir
com maior eficácia a sua função, bastando, para tanto, manter-se atualizado a

�14

respeito das tecnologias emergentes. Cria, assim, condições mais favoráveis à sua
atuação no mercado, contribuindo para a disseminação do conhecimento.

REFERÊNCIAS
DENTAL PRESS EDITORA. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia
Facial: sistema de gestão de publicações. Disponível em:
&lt;http://www.dentalpress.com.br/pubartigos&gt;. Acesso em: 20 maio 2008.
GN1. Gênesis Network. SGP: gestão de publicações. Disponível em:
&lt;http://www.gn1.com.br/sgp.asp&gt;. Acesso em: 26 jan. 2008.
IBICT. Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Brasília, DF, c2003.

__________________
1

Simone Lima Lopes Rafael, Bibliotecária da Dental Press, Especialista em Informação Conhecimento
e Sociedade pela Universidade Estadual de Londrina, , monerafael@yahoo.com.br.
2
Marlene Gonçalves Curty, Bibliotecária da Universidade Estadual de Maringá, Consultora da Dental
Press, Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas,
mgcurty@gmail.com.
3
Maria Cláudia Pestana, Bibliotecária da Universidade de São Paulo, Especialista em Gerência de
Sistemas e Serviço, pestana@usp.br.
4
Ana Vera Finardi Rodrigues, Bibliotecária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de
Veterinária, Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas,
anavera@ufrgs.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Além do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), traduzido e customizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), foi desenvolvido o Sistema de Gestão de Publicações (SGP), que possibilita, ao profissional da informação agilizar o processo de editoração de revistas científicas, envolvendo todos os trâmites editoriais: submissão e recepção dos artigos, encaminhamento aos revisores, devolução aos autores para as reformulações necessárias, envio para correções ortográficas e de normalização, envio ao tradutor e diagramador, por meio eletrônico. O sistema agrega, também, a possibilidade de acompanhamento, pelo editor ou secretária, de todo o fluxo editorial, da submissão à publicação (ou recusa). As informações ficam armazenadas, permitindo o acesso pelos revisores, secretária (bibliotecária), editores e autores com maior agilidade, uma vez que o acesso ao artigo é direto, ou seja, não há necessidade de fazer download de arquivos adicionais.</text>
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COMPARAÇÃO DA EDUCAÇÃO PRESENCIAL COM A EDUCAÇÃO À
DISTÂNCIA ATRAVÉS DE UMA PESQUISA APLICADA
PUERTA, A. A.1
AMARAL, R. M.2

RESUMO
Educação à distância (EAD) é um tema que vem sendo intensamente abordado
devido à crescente demanda pela educação continuada, modernização e
disponibilização de novas tecnologias. O objetivo deste trabalho foi analisar a
EAD como modalidade educacional e compará-la com a presencial. O método
usado foi a pesquisa-ação e o objeto de estudo os alunos de Biblioteconomia e
Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os
resultados foram a comparação das modalidades de ensino e a preparação de
material pedagógico para a EAD aplicada à disciplina de Informação para
Competitividade Empresarial (ICE). É possível concluir que a conciliação dos dois
tipos de ensino poderia ser o mais indicado. Esse tipo de junção permitiria cobrir
as lacunas ou deficiências dos dois tipos de ensino.
Palavras-chave: Educação à distância. Ensino presencial.

ABSTRACT
Distance education (DE) is an issue that is being intensively discussed because of
the growing demand for continuing education, modernization and deployment of
new technologies. The research aimed to analyze the DE as educational method
and compare it with presence. The method used was the research-action and
object of study was the students Librarianship and Information Science of Federal
University of São Carlos (UFSCar). The results were a comparison of the methods
of teaching and the preparation of teaching material for the DE applied to the
discipline of Information for the Business Competitiveness (IBC). It is possible to
conclude that the reconciliation of the two types of education could be the most
appropriate. Such a merge would cover the gaps or weaknesses of the two types
of education.
Keywords: Distance education, Presencial education.

�2

1 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento de novas tecnologias tem sido no decorrer dos
anos, um agente relevante de aprendizagem que conduz à expansão das
oportunidades de combinação de recursos tecnológicos e humanos. A educação
à distância (EAD), portanto, decorre da necessidade de novas propostas de
estudo, pelas quais o aluno não tem uma delimitação geográfica e nem uma sala
de aula presencial para buscar sua qualificação. Por isso, estudos sobre a
utilização das ferramentas disponíveis nos ambientes de EAD, tornam-se
necessários para que os recursos empregados não sejam um limitador à
aprendizagem no meio virtual.
Os ambientes virtuais de aprendizagem podem ser definidos como
sistemas de ensino e aprendizagem integrados e abrangentes capazes de
promover o engajamento do aluno. Eles possibilitam criar situações de ensino e
aprendizagem nas quais os alunos organizam seu estudo (princípio do estudo
autônomo). O próprio estudo não é iniciado e dirigido por eventos expositivos e
receptivos ritualizados, mas, sim, por meio de discussão e interação (princípio do
estudo por meio de comunicação e interação) (PETERS, 2001).
A interação num ambiente virtual de aprendizagem é fundamental para
que os alunos possam organizar suas idéias e compartilhar seus conhecimentos
tornando-se sujeitos autônomos de sua aprendizagem. Disponibilizar um
ambiente de aprendizagem virtual que propicie a cooperação e a interatividade
requer, fundamentalmente, algumas ferramentas que suportem tais interações,
tais como: fóruns de discussão, e-mail, chats etc.
Este trabalho partiu da necessidade da implementação do curso de
graduação à distância Sistemas de Informação, que será disponibilizado pela
UFSCar em parceria com a UAB – MEC. Seu objetivo foi analisar a EAD como
modalidade educacional, seus componentes, vantagens/desvantagens e preparar
material pedagógico para a EAD aplicada à disciplina de Informação para
Competitividade Empresarial (ICE). Além disso, também visou destacar o
ambiente virtual de aprendizagem Moodle e comparar a modalidade de educação

�3

presencial com a modalidade à distância.

2 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD)
A EAD pode ser definida como o processo de ensino que ocorre
quando o professor e o aluno estão separados em relação ao tempo e o espaço.
A mediação didáticopedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre
com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com
estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou
tempos diversos (MEC, 2007).
Baseado em autores como Chaves (199), Sarramona (1986) e Leiva
(2003) é possível apresentar algumas características do processo de EAD, o que
permite uma formulação mais clara do conceito: a) o aluno é livre para escolher
os horários mais convenientes para estudo; b) exige todas as condições inerentes
a qualquer sistema educacional, a saber: planejamento, orientação do processo e
avaliação; c) comunicação: aprendizes e/ou instrutores se comunicam de algum
modo, além de reuniões presenciais em sala de aula; e outras.
Hoje em dia, fala-se freqüentemente em ensino à distância e EAD
como se fossem sinônimos, expressando um processo de ensino-aprendizagem.
“Ensino representa instrução, socialização de informação, aprendizagem, etc.”
(PRETI, 1996, p.24), enquanto Educação é “estratégia básica de formação
humana,

aprender

a

aprender,

saber

pensar,

criar,

inovar,

construir

conhecimento, participar etc.” (MAROTO, 1995).
Laaser et al. (1997) ressalta que ensino à distância ou aprendizagem à
distância são termos restritivos demais. Ensino à distância voltado para o
professor, e aprendizagem à distância, para o aluno. Enfatiza o autor que EAD é a
melhor definição, onde a educação é oferecida a estudantes que estão
fisicamente distantes, separados no espaço e no tempo de seus professores. A
educação se dá na relação de seus participantes: professor, aluno e o ambiente.
Hoje

temos

a

educação

presencial,

semi-presencial

(parte

�4

presencial/parte virtual ou à distância) e educação à distância (ou virtual). A
educação presencial (EP), segundo Aretio (1994), dá-se face-a-face, utilizando-se
de comunicação direta entre professor - aluno, em local definido (sala de aula,
oficinas e laboratórios). É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em
parte na sala de aula e outra parte à distância, através de tecnologias. Já a
educação à distância, pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece
fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço
e/ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação
(MORAN, 2002). Outro conceito importante é o de educação contínua ou
continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre,
de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria
experiência, ampliando-a com novas informações e relações.
Semelhante à escola convencional, um sistema de EAD deve ser
formado por componentes que viabilizem o seu efetivo funcionamento, conforme
visualizado no Quadro 1.
COMPONENTE
Aluno

NÍVEL DE IMPORTÂNCIA

Docente

Da formação, da capacidade e das atitudes de seus professores
depende a eficácia das instituições educativas.
Já que a EAD exige um processo específico de comunicação, não
se pode aceitar como professor alguém que não seja um bom
comunicador, tornando-se necessário, escolher a melhor Teoria
da Comunicação para fundamentá-la.
Uma instituição que desenvolva atividades de EAD deve ter uma
estrutura básica e uma organização, que garantam a eficiência e
a eficácia de sua atuação.

Comunicação

Estrutura e
Organização

Elemento básico e central do processo educativo.

Quadro 1 – Componentes do sistema de EAD

Fonte: Baseado em Aretio (1994).
A utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) é o ponto
principal da comunicação entre alunos e professores. Ao escolher um
determinado ambiente para EAD, os profissionais envolvidos devem ter
conhecimento suficiente sobre as implicações de tal escolha, assim como
objetivos claros a serem alcançados, preservando a credibilidade e a seriedade
dos cursos oferecidos.

�5

Os AVAs são ambientes de autoria de cursos à distância que utilizam a
Internet como interface do usuário. Toda a interação entre os usuários e as
ferramentas acontece através de um navegador WEB (browser). Os AVAs
permitem

integrar

linguagens

e

recursos,

múltiplas

mídias,

apresentar

informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e
objetos do conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir
determinados objetivos. De acordo com Almeida (2003, p. 331) a “interação num
AVA é fundamental para que os alunos possam organizar suas idéias,
compartilhar seus conhecimentos tornando-se sujeitos autônomos de sua
aprendizagem”.
O MOODLE (Modular Object-Oriented Dynamic Learning) é uma
ferramenta de gestão de cursos à distância, desenhado para ajudar educadores a
criar, com facilidade, cursos on-line de qualidade. Ferramentas como o Moodle
também podem ser chamadas de LMS (Learning Management Systems), que
significa sistemas de gerenciamento de aprendizagem ou ambientes virtuais de
aprendizagem. As principais ferramentas do sistema Moodle são: fóruns, gestão
de conteúdos, questionários, chat, pesquisa de opinião, wikis, glossários, tarefas.

3 DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
O trabalho partiu da necessidade da implementação do curso de
graduação à distância Sistemas de Informação (SI), que será disponibilizado pela
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a Universidade
Aberta do Brasil (UAB) – Ministério da Educação (MEC). A abordagem
metodológica utilizada foi a pesquisa-ação, devido a necessidade da participação
das pessoas envolvidas no problema investigado (Thiollent, 2000). O objeto de
estudo foi a disciplina de Informação para Competitividade Empresarial (ICE) que
tem como objetivo principal trabalhar as fontes de informação formais e informais
para o subsídio às decisões estratégicas das empresas, voltado para o curso de
SI.

�6

O desenvolvimento do trabalho foi dividido em três etapas: 1)
Conversão do conteúdo da disciplina presencial para a distância; 2) Comparação
entre as modalidades de ensino estudadas; e 3) Análise pelos alunos que
cursaram as duas modalidades de ensino.
Etapa 1 - A conversão da disciplina presencial para a distância
envolveu: um diagnóstico da disciplina presencial visando o levantamento de
informações a respeito de conteúdo, atividades e formas de avaliação. Como
ferramenta de apoio para o AVA foi utilizado o software Moodle. O professor
disponibilizou o material aos alunos através de textos para download em formatos
Word e PDF. As atividades propostas foram feitas através dos fóruns de
discussão.
Etapa 2 - Fundamentando-se no referencial teórico apresentado e no
contexto vivenciado no dia-a-dia da disciplina ICE presencial e a distância, foi
elaborado o Quadro 2, que apresenta uma síntese da comparação entre os
sistemas de ensino da disciplina de ICE nas modalidades presencial e à distância,
a fim de evidenciar as diferenças entre os sistemas de ensino, assim como os
processos pelos quais o aluno passou.
De modo geral, a disciplina à distância apresentou de forma clara seus
objetivos e o processo de avaliação a ser utilizado.

O conteúdo procurou

incentivar a autoaprendizagem através da sugestão de sites e textos a serem
lidos fora do ambiente do curso, ao mesmo tempo em que tentou promover a
aprendizagem colaborativa através da comunicação entre os alunos entre si e
deles com o professor, somente de forma assíncrona por meio de um fórum de
discussão, não oferecendo a disciplina momentos de comunicação em tempo
real.
Outro ponto importante a ser questionado é a forma na qual o aluno
tem acesso ao material didático, na educação à distância o professor prioriza
documentos em formato eletrônico e de acesso livre; já na presencial o aluno
depende da biblioteca para ter acesso ao material.

�7

PARTICULARIDADES

PRESENCIAL

À DISTÂNCIA

Modalidades de ensino

Presencial.

À distância, via Internet.

Métodos pedagógicos

Tradicional.

Objetivista e Construtivista.

Base teórica
Local

Ementa da disciplina de
ICE presencial.
Fixo: sala de aula.

Horário

Determinado e fixo.

Ementa da disciplina de ICE
presencial.
Móvel: depende do acesso a
computador e Internet.
Preferencial e flexível.

Professor

Expositor, centro do saber,
especialista.
No momento da aula,
imediato, através do
contato visual e verbal.
Discurso oral. Quadronegro, retro-projetor,
livros, transparências e
xérox.
Referências bibliográficas
tradicionais, xérox de
livros e textos sobre teoria
da ICE. Acesso ao
material através dos
serviços da biblioteca.

Feedback
Recursos utilizados

Materiais didáticos

Sistema de aulas

Sistema de avaliação

Provas

20 aulas presenciais com
1 hora e 40 minutos de
duração cada, sendo duas
por semana.
Duas provas presenciais,
apresentação de trabalho
final e participação em
aula.
Uma teórica sobre a teoria
de ICE e a outra prática
sobre o conteúdo dos
trabalhos apresentados.
Presença e participação
na sala de aula, valendo
10% na média final.

Orientador, facilitador.
Assíncrono via fórum de
discussão, e-mail etc.
Computador, Internet,
recursos interativos (fórum
de discussão, e-mail), textos
on-line e xérox.
Referências bibliográficas,
textos preparados para a
disciplina de ICE à distância
etc. Acesso ao material em
formato eletrônico de acesso
livre, disponibilizado pelo
professor.
10 aulas on-line, uma vez por
semana, com o conteúdo de
duas aulas presenciais cada.
Duas provas presenciais e
apresentação de trabalho
final.

Uma teórica sobre a teoria
de ICE e a outra prática
sobre o conteúdo dos
trabalhos apresentados.
Participação
Participação nas aulas online e freqüência na
realização das atividades
propostas.
Quadro 2 - Comparação dos sistemas de ensino da disciplina de ICE nas modalidades
presencial e a distância

Etapa 3 – Para analisar a percepção dos alunos sobre a disciplina de
ICE, foi elaborado um formulário aberto e aplicado a alunos do quarto ano de
Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI) da UFSCar que cursaram a

�8

disciplina de ICE tanto na modalidade presencial sem o sistema Moodle, quanto
na modalidade à distância, quando fizeram a recuperação.

O objetivo do

formulário foi comparar as duas modalidades de ensino e checar como o sistema
Moodle para EAD pode ajudar o ensino presencial.
O formulário desenvolvido através de categorias agrupadas nos
componentes do sistema de EAD (Quadro 3) proporcionou a categorização da
EAD vivida pelos alunos, possibilitando a discussão sobre seus sentimentos
quanto às modalidades presencial e à distância, vigentes à época da coleta de
dados. A questão aplicada foi: CARO ALUNO: Através das categorias agrupadas
nos componentes do sistema de EAD e de cada item, faça uma avaliação sobre a
experiência vivida na disciplina de ICE ministrada tanto na modalidade presencial
quanto à distância, destacando os itens mais significativos e que influenciaram
sua aprendizagem.
Os formulários foram analisados mostrando que, em primeiro lugar
constata-se que há um grau de satisfação significativo para o componente aluno
na EAD, o qual representa os sentimentos bem como a descrição direta da
experiência vivida. Representa inclusive a visão do aluno sobre ele mesmo e
sobre os fatores que influenciam sua aprendizagem. Para esses alunos, o
sentimento que a disciplina proporcionou foi a motivação para a pesquisa, a
acessibilidade, a autonomia e a flexibilidade nos estudos. Esses sentimentos
mostram que deve-se adaptar os sistemas de EAD às necessidades dos alunos,
pois com a flexibilidade procuramos adaptarmos às diferenças individuais,
respeitar os diversos ritmos de aprendizagem, integrar as diferenças. Isso está
relacionado ao componente Organização e Estrutura do Sistema de EAD, porque
é com a organização que buscamos gerenciar as diferenças, os tempos, os
conteúdos, estabelecendo os parâmetros fundamentais para o seu gerenciamento
adequado. A EAD deve trabalhar nessa perspectiva: ao respeitar o tempo/espaço
do aluno, a educação tem maior possibilidade de se desenvolver conectada à
realidade do indivíduo.

�9

COMPONENTES DO SISTEMA DE EAD
Relacionados ao aluno
Autonomia nos estudos / Motivação para a pesquisa / Acessibilidade / Disciplina nos
estudos / Construção do conhecimento
Relacionados ao Docente
Dedicação do professor para transformar problemas em soluções
Atenção do professor no fórum de discussão, no chat e nas respostas aos e-mails
Metodologias e estratégias de ensino-aprendizagem
Relacionados à Comunicação
Inclusão digital / Conteúdo (módulos, material impresso) / Ambiente virtual de
aprendizagem (AVA)
Relacionados à Estrutura e Organização
Distribuição dos materiais (organização e estrutura) / Processos de comunicação e
avaliação
Quadro 3 - Itens para análise dos componentes do sistema de EAD

Para o aluno a partir do momento que a EAD apresenta possibilidades
concretas para o aprendizado (transferência da teoria para a prática), há uma
transformação positiva da realidade agregando-lhe novos valores aos já
presentes bem como criando novos valores que antes não eram comuns a esses
alunos.
Sobre

a

modalidade

presencial

os

alunos

destacaram

como

desvantagem a falta de flexibilidade e tempo para leitura e reflexão dos
conteúdos, bem como a falta de tempo e dificuldade para reunir o grupo para
desenvolvimento do trabalho final da disciplina. A partir daí no componente aluno,
a modalidade mais interessante e na qual os alunos tiveram um aprendizado
maior foi a EAD pois segundo eles, a disciplina foi considerada dinâmica e
flexível, o que despertou a criatividade e permitiu a organização do tempo de
forma individual.
Em segundo lugar recebe destaque o componente docente. O foco
principal destacado pelos alunos refere-se à atenção do professor, a metodologia
de ensino e às estratégias de ensino-aprendizagem. Uma abordagem focada na
percepção do aluno baseiase na crença de que o professor não pode ensinar mas

�10

apenas facilitar a aquisição do conhecimento. Ele conseguirá isso se unir as
seguintes características: flexibilidade, disposição para aprender com os alunos,
disposição para ceder autonomia aos alunos, disposição para a colaboração
(trabalho colaborativo) e disposição para afastar-se do papel tradicional do
professor.
Em relação à modalidade presencial os alunos consideraram como
vantagem a velocidade das respostas do professor às dúvidas, o que instiga a
curiosidade e a capacidade de relacionar conteúdos. Mas logo comentaram que
essa vantagem perde um pouco de valor quando evidenciamos o maior tempo de
reflexão e assimilação que a EAD proporciona ao aluno, permitindo que ele
mesmo solucione problemas menos complexos.
Em terceiro lugar recebe destaque o componente comunicação.
Todos os itens foram mencionados em igual proporção. Sobre a inclusão digital,
um aluno ressalta: “Confesso que a princípio ocorreu um certo estranhamento de
minha parte, talvez pelo fato de desconhecer a proposta de EAD, por esse motivo
eu imaginava que o conteúdo seria pouco absorvido ou que haveriam dificuldades
na comunicação de um conteúdo ministrado à distância, porém com o decorrer
da disciplina foi possível notar que o fato do professor estar sempre presente e
pronto a solucionar dúvidas que surgiam ao passo em que entravamos em
contato com novos conteúdos, fez meu preconceito inicial em relação a educação
à distância desaparecer por completo”.
Claro que, inicialmente os alunos quando se deparam com uma nova
ferramenta tecnológica podem ter mais dificuldades de inserção e sentirem-se
mais desprotegidos logo, o papel do professor ou monitor é essencial num curso à
distância. Estes devem adotar estratégias que envolvam o desenvolvimento de
tarefas bem definidas e promover a discussão em grupo através do lançamento
de novas idéias e pistas para discussão. É o que acontecia no decorrer de toda a
disciplina de ICE. A cada atividade proposta havia um fórum de discussão para
que todos os alunos pudessem enviar suas dúvidas, suas idéias, suas respostas
e tudo o que quisessem relacionado com o conteúdo aplicado.
Em

relação

aos

recursos

tecnológicos

utilizados

para

o

�11

desenvolvimento da disciplina, os alunos apontaram como fator facilitador a
manutenção de uma via de comunicação permanente com o docente, o que
possibilitou a retroalimentação do processo de aprendizagem à medida que as
atividades eram realizadas. No entanto, enfatizaram como um dos fatores que
dificultaram a disciplina, as limitações iniciais decorrentes da implementação da
comunicação pelo fórum de discussão o que logo foi despertando o interesse do
aluno, motivando-o a trocar informações com os demais colegas e a se socializar
com todo o grupo.
Sobre a modalidade presencial os alunos ressaltaram como vantagem
o contato social e pessoal que a mesma proporciona, adiantando o que nos
proporciona um ambiente de trabalho, pois no mesmo geralmente estamos em
contato com alguém e comumente trabalhamos em parceria, esse contato
social/pessoal com os colegas de turma e professor propicia a ocorrência de
conversas informais as quais eles consideram tão importantes para o aprendizado
quando o conteúdo formal das aulas.
Para eles o modelo ideal de ensino uniria o dinamismo das aulas à
distância com o contato mais intenso com o docente e colegas, característica das
aulas presencias. E sugeriram que essa interação poderia ser constituída pelos
chats em tempo real com alguns dias e horas destinadas pelo professor, contando
com uma avaliação do desempenho de cada aluno à medida que se entretecem
com a discussão em questão.
Por último, mas não menos importante, os alunos citam o componente
estrutura e organização. Na avaliação do material foi enfatizada a sua
aplicabilidade na discussão da teoria com base na experiência prática e na
ampliação do conhecimento por meio da indicação de leituras complementares de
interesse pessoal. Sobre o processo de avaliação (provas prática e teórica,
participação, apresentação de trabalho final), os alunos ressaltaram que cada
modalidade de ensino exige formas diferentes de avaliação e consideraram as
avaliações aplicadas justas pois se adaptaram de maneira satisfatória às suas
necessidades e aos objetivos da disciplina.
Comparando o ensino presencial com a educação à distância foi

�12

constatado que ambos apresentam vantagens e desvantagens. Considerando
essas vantagens e desvantagens, em muitos casos a conciliação dos dois tipos
de ensino poderia ser o mais indicado. Este tipo de junção permitiria cobrir as
lacunas ou deficiências dos dois tipos de ensino considerados.
Cabe ressaltar que como limitação, o estudo comparativo foi feito com
alunos que fizeram a disciplina nas duas modalidades de ensino, tanto a
presencial quanto à distância.

4 CONCLUSÃO
A elaboração do presente trabalho trouxe uma nova maneira de se
pensar em educação à distância e ensino presencial, focando uma disciplina
ministrada nas duas modalidades, as diferenças na forma de ensinoaprendizagem, as vantagens e desvantagens e os tipos de avaliação.
Foi possível comparar a forma de ensinar ICE nas duas modalidades e
avaliar qual seria a mais adequada ou de preferência dos alunos e assim criar um
material pedagógico para educação à distância.
A experiência descrita mostra a importância de um planejamento,
organização e produção dos materiais no enfoque de um constante repensar,
quando esse processo envolve a modalidade de EAD. Estar envolvido numa rede
de colaboração auxilia e amplia os significados tanto no contexto de
conhecimento quanto no contexto de comunicação. O professor deve ter
competências científicas e pedagógicas para um bom desempenho do aluno no
processo educacional como um todo, independentemente do meio em que está
atuando, numa sala de aula presencial ou à distância, é preciso que ele tenha
consciência do processo de transformação e assimilação de conhecimentos para
poder criar estratégias eficazes de aprendizagem. Quanto ao aluno por sua vez,
percebe-se que os recursos de comunicação e interação têm motivado a
participação nas aulas.
As instituições devem realizar esforços que resultem na percepção do

�13

ensino presencial e da educação à distância como partes integrantes do mesmo
projeto educacional, e não partes isoladas que competem entre si “por um lugar
ao sol”. O que importa é que ambas as estratégias possam contribuir para
ampliar, em qualidade e em quantidade, as oportunidades educacionais que a
instituição coloca à disposição da sociedade. Proponho para trabalhos futuros a
avaliação de outras experiências empíricas que abordam a complementariedade
das

duas

modalidades

de

ensino,

presencial

e

à

distância,

para

o

aperfeiçoamento de conteúdo visando a melhoria da qualidade de ensino.

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dos ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.
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Disponível em: http://www.mec.gov.br/Sesu/ftp/dec_2494.doc&gt;. Acesso em: 4 jun.
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&lt;http://www.edutecnet.com.br/&gt;. Acesso em: 27 maio 2007.
DIAS, A. I. A. S.; REZENDE, W. M. Informática na educação: ensino presencial e
educação à distância. In: Anais do XV Seminário de Computação, Blumenau,
20-22 de Novembro, 2006. p 75-84.
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LANDIM, C. M. F. Educação à distância: algumas considerações. Rio de
Janeiro, s/n, 1997.
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Matemática computacional) – Instituto de Ciência Matemática e de computação,
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�14

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Centro de Educação à Distância. SENAI, Rio de Janeiro, ano 1, n.5, out/dez,
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__________________
1

Adriana Aparecida Puerta, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar),
dripuerta@yahoo.com.br.
2
Roniberto Morato do Amaral, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar),
roniberto@nit.ufscar.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Educação à distância (EAD) é um tema que vem sendo intensamente abordado devido à crescente demanda pela educação continuada, modernização e disponibilização de novas tecnologias. O objetivo deste trabalho foi analisar a EAD como modalidade educacional e compará-la com a presencial. O método usado foi a pesquisa-ação e o objeto de estudo os alunos de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os resultados foram a comparação das modalidades de ensino e a preparação de material pedagógico para a EAD aplicada à disciplina de Informação para Competitividade Empresarial (ICE). É possível concluir que a conciliação dos dois tipos de ensino poderia ser o mais indicado. Esse tipo de junção permitiria cobrir as lacunas ou deficiências dos dois tipos de ensino.</text>
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                    <text>PÔSTER
EMPREENDEDORISMO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Empreendedorismo na gestão da informação e do
conhecimento

BIBLIOTECA DA EMBRAPA RONDÔNIA E COMUNIDADE ACADÊMICA
DE PORTO VELHO: um estudo das necessidades informacionais
PINTO, D. M.1
SOLANO, V. O.2

RESUMO
A Embrapa Rondônia é uma unidade descentralizada da Embrapa, que tem como
missão viabilizar soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável da
agropecuária da Amazônia, com foco em Rondônia, em benefício da sociedade.
Neste sentido, este estudo, realizado pela supracitada instituição, na figura de sua
Biblioteca Especilizada, objeta conhecer as necessidades informacionais de
estudantes universitários, da cidade de Porto Velho, cujos cursos se relacionam
diretamente às áreas de pesquisas da Embrapa Rondônia e confrontá-las à
realidade informacional disponível para acesso na biblioteca desta Empresa. Essa
pesquisa, de caráter quantitativo, envolveu graduandos e pós-graduandos de 5
cursos, de diferentes universidades da cidade de Porto Velho, que foram encarados
como usuários potenciais da Biblioteca da Embrapa Rondônia. Para atingir o
objetivo proposto optou-se pela pesquisa por amostragem, mediante aplicação de
questionários. Foram aplicados 250 questionários e obteve-se 90 respostas. A partir
da análise dos questionários pode-se perceber os pontos fortes e fracos da referida
Biblioteca e das bibliotecas universitárias. O estudo também demonstrou a
possibilidade e oportunidade em se realizar parcerias com as instituições envolvidas.
Palavras-chave: Estudo de usuários. Usuários potenciais. Biblioteca especializada.
Comunidade acadêmica.

ABSTRACT
Embrapa Rondônia is a non-centered Embrapa’s unit which aim is to create
technological solutions for the development of farming and cattle rising at Amazonia,
with focus on Rondonia, in order to benefit its society. In this sense, this paper, done
by the mentioned institution, in the figure of its Specialized Library, intends to present
the informative necessities of the university students, from the city of Porto Velho their studies are also related to Embrapa’s Rondonia researches – and to confront
them with the informative reality available on the library of the company. This
research, a quantitative one, took undergraduate and postgraduate students from 5

�2

courses, from different universities of the city, viewed as potential users of the
Embrapa’s Rondônia Library. In order to achieve the presented objective we chose
to search by sample, with questionnaires. There were 250 surveys and we received
90 answers. From the analysis of the surveys it was possible to perceive the strong
points and weaknesses of the Library and of the universities’ libraries. The research
also made clear that it is possible to promote partnerships between the involved
institutions.
Keywords: Users’ study. Potential users. Specialized library. Academic community.

1 INTRODUÇÃO
No que concerne às práticas de gestão do conhecimento destaca-se o
papel da informação como fonte de inovação e de vantagem competitiva. O
crescimento acelerado da sociedade da informação e a percepção da informação
como valor são alguns dos fatores que colaboraram para modificar profundamente o
papel da biblioteca como unidade informacional.
Dentro desse panorama as bibliotecas especializadas, unidades de
informação, exercem papel fundamental no processo de produção e comunicação
do conhecimento. Assim, este trabalho se propõe a estudar a comunidade
acadêmica da cidade de Porto Velho, assumindo a importância da biblioteca na
formação profissional do indivíduo, ao mesmo tempo colaborando para o
desenvolvimento científico do Estado.
Ao gestor da unidade de informação de uma empresa, como a Embrapa,
cabe reconhecer as necessidades informacionais de seu público, adequá-las e saber
direcioná-las no momento preciso.

Para tanto se torna estratégico o

uso de

ferramentas que auxiliam esse processo de identificação das reais necessidades
dos indivíduos que fazem uso dos serviços prestados pela unidade e por aqueles
que ainda os desconhecem.
A fim de identificar os pontos fortes e fracos da Biblioteca da Embrapa
Rondônia, este artigo apresenta uma pesquisa, de caráter quantitativo, com usuários
potenciais, caracterizados pela comunidade acadêmica de Porto Velho.
Para atingir o objetivo proposto optou-se pela pesquisa por amostragem,
mediante aplicação de questionários, onde foram levantadas algumas questões, tais

�3

como: Qual a área e o tema/assunto de interesse; Quais meios utilizam para
conseguir informações para desenvolvimento de seus trabalhos; Se utilizam a
biblioteca da universidade e como ela os atende em relação às suas demandas por
informação; Se conhecem, ou já utilizaram, a Biblioteca da Embrapa Rondônia; e,
por último, estaria essa biblioteca “adequada” para atender a comunidade
universitária do município?
É importante e oportuno tentar responder essas questões, visto que,
durante um longo período, a Biblioteca da Embrapa Rondônia não pôde contar com
um profissional especializado para gerenciá-la. Através de diagnóstico realizado
anteriormente foi possível identificar inúmeros problemas, desde as condições
físicas de seus materiais e deficiências de layout às muitas inconsistências na base
de dados; dentre outros.
Através deste estudo, poderemos também evidenciar pontos fortes e
fracos das bibliotecas universitárias do município e, com isso, oportunizar o
estabelecimento de parcerias favorecendo os dois universos: comunidade
acadêmica e Embrapa Rondônia. Se torna fundamental para a otimização das
funções de uma Unidade de Informação

a realização de um estudo capaz de

evidenciar a relação entre a unidade de informação da Embrapa Rondônia e sua
utilidade junto à comunidade do município.

1.2 Objetivo
Este trabalho pretende conhecer as necessidades informacionais de
estudantes universitários, da cidade de Porto Velho, cujos cursos se relacionam
diretamente às áreas de pesquisas da Embrapa Rondônia e confrontá-las à
realidade informacional disponível para acesso na biblioteca desta Empresa.

2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
Para auxiliar nossa discussão, frente à apresentação dos dados, faz-se
necessário,

antes,

que

apresentemos

alguns

conceitos

sobre

biblioteca

�4

especializada e estudo de usuários.

2.1 Universo da pesquisa - Biblioteca da EMBRAPA Rondônia
A Embrapa Rondônia, antes CPAF-RO e UEPAT-Porto velho, nasceu em
1975, tendo como missão viabilizar soluções tecnológicas para o desenvolvimento
sustentável da agropecuária da Amazônia, com foco em Rondônia, por meio da
geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício
da sociedade. Durante os primeiros anos de sua criação, a unidade esteve
localizada na região central da cidade de Porto Velho, porém, desde 1983 seu
endereço é o atual, situado a 12 km do centro da capital.
A biblioteca da Embrapa Rondônia, criada no mesmo ano de inauguração
da Unidade de Porto Velho. Surgiu para dar suporte às pesquisas realizadas na
unidade, como também organizar e disponibilizar as informações produzidas e
editadas por essa unidade. Desta forma, ela caracteriza-se como uma biblioteca
especializada em agricultura e pecuária.
O Estado de Rondônia tem sua economia baseada no agronegócio. A
instalação da Embrapa Rondônia, em meados da década de 70, teve como objetivo
auxiliar o desenvolvimento econômico do Estado que estava nascendo. Implantar
uma instituição de Pesquisa nesta região significou e significa desenvolver
mecanismos adaptados às realidades climáticas, geográficas e, principalmente
socioeconômicas da região. Com seus esforços, durante mais de 30 anos, esta
unidade da Embrapa sente, gradativamente, a aproximação da sociedade.
O respeito adquirido pela instituição faz com que sua procura, por parte
de pesquisadores, professores, estudantes, extensionistas rurais e produtores rurais,
venha aumentando freqüentemente. Neste sentido, a Biblioteca da unidade é a porta
de entrada desses indivíduos, atendendo um número considerável de usuários
externos que necessitam de informações a respeito do setor agropecuário.
A cidade de Porto Velho possui aproximadamente 10 bibliotecas
especializadas, segundo dados coletados com profissionais do município, em março
de 2008. A Biblioteca da Embrapa Rondônia é a única biblioteca especializada em

�5

agropecuária, com acervo superior a 10 mil títulos existente na cidade.
Conhecer as necessidades da comunidade acadêmica, possibilita a
formação de parcerias e com isso, amplia-se o universo informacional daqueles que
fazem uso efetivo de uma unidade de informação, aqui representada pela biblioteca
especializada.

Pode-se dizer ainda, que através destas parcerias, haverá uma

maior divulgação dos trabalhos realizados pela Embrapa Rondônia e Embrapa em
geral.
Além de verificar suas potencialidades, através da comparação entre o
conhecimento disponível e os interesses e necessidades de informação de um grupo
que supostamente não conhece sua existência, este estudo demonstra a
preocupação social existente na Embrapa, uma vez entendida o papel modificador
que uma informação precisa possui e age, de certa forma, como divulgador da
unidade de Porto Velho, assim como a Empresa num todo.

2.2 Biblioteca especializada
O objetivo básico de uma biblioteca é organizar, tratar e disponibilizar o
acesso à informação existente em seu acervo. Mais que isso, uma biblioteca desta
natureza deve permitir o acesso à informação segura e atual para seu usuário.
Desta forma, o acervo de uma biblioteca especializada, que serve aos membros de
uma instituição e que a utilizam como fonte de informação para desenvolver suas
atividades,deve representar fidedignamente as necessidades informacionais perante
o desenvolvimento da organização. Contribuindo, então, para com os processos de
tomada de decisão que afetam o meio ambiente interno e externo.
Segundo Guinchat e Menou (1994) e Figueiredo (1994) as bibliotecas
especializadas existem desde a antiguidade. Neste período, afirmam Guinchat e
Menou, a sociedade as viam como instrumentos de conservação e garantia de
acesso ao conhecimento.
Volpato (2001, p. 39), cita uma importante passagem da obra de Nice
Figueiredo (1979, p. 336), a qual conceitua as bibliotecas especializadas por serem
unidades de informação que se interessam por “qualquer conhecimento ou

�6

experiência que possa ser coletada, para avançar os trabalhos desta empresa e
fazê-la, assim, atingir os seus objetivos.” Em outras palavras, isso quer dizer que
tudo o que estiver ao alcance da unidade de informação para conseguir uma
informação, independentemente de seu suporte e tipologia, deverá ser feito. Os
usuários, dessas unidades, criam uma demanda que, em geral, exige respostas
urgentes, precisas e atualizadas.
Guinchat

e

Menou

(1994,

p.

336)

caracterizam

as

bibliotecas

especializadas segundo a natureza de sua especialização:
algumas são especializadas em um tipo de documento, como as
patentes, as normas e os documentos administrativos. Outras são
abertas apenas a uma categoria definida de usuários, geralmente, os
membros da organização na qual se encontra a biblioteca, e,
eventualmente, as pessoas com uma autorização especial.

Esses dois autores dizem que atualmente as bibliotecas especializadas
realizam atividades nas áreas de documentação (como indexação) e de informação,
como serviços de pergunta-resposta e de análise de informação.
Para Salazário (2000, p. 26), citando Ashworth (1967), o conceito de
biblioteca especializada deve ser visto como: (...) uma biblioteca quase
exclusivamente dedicada a publicações sobre um assunto ou sobre um grupo de
assuntos em particular.
Em consonância à citação do autor acima, o acervo de uma biblioteca
especializada é - ao menos deve ser - um reflexo da natureza do trabalho realizado
numa determinada instituição.

2.3 Informação agrícola
As áreas de pesquisa da Embrapa Rondônia estão divididas em núcleos
temáticos sendo:
•

Núcleo Animal: no qual se concentram linhas de pesquisas que trabalham
com: Sanidade Animal/Parasitologia Animal e Nutrição Animal/Forragens e
pastagens;

�7

•

Núcleo de Florestas: Silvicultura tropical; Manejo de florestas plantadas;
Ecologia; Manejo de florestas nativas com enfoque em produtos não
madeireiros e Economia florestal;

•

Núcleo Vegetal: Botânica; Cafeicultura; Fruticultura: cupuaçu; Grãos: arroz;
soja, feijão, milho;
Com aproximadamente 13 mil títulos, no acervo da Biblioteca encontra-se

a produção técnica produzida e editada pela Embrapa Rondônia. Este material está
tematicamente dividido, sendo que:
Cerca de 52% do acervo editado e produzido pela Embrapa são de
materiais relacionados ao núcleo vegetal; 33% representam as pesquisas realizadas
no núcleo Animal; 15 % representam a pesquisa feita com sistemas agroflorestais.
Essas publicações podem ser encontradas em diferentes tipologias documentais:
folhetos, séries, folders, livros, dentre outros. As mesmas estão catalogadas na base
de dados referenciais AINFO, aplicativo desenvolvido pela Embrapa. Esta base está
disponível online, através da Internet, pela interface da BDPA – Base de Dados da
Pesquisa Agropecuária, a qual reúne toda a informação disponível nas 40 unidades
centralizadas e descentralizadas da Embrapa.
No site da BDPA é possível consultar o acervo referente a cada unidade
da Embrapa e ter acesso a algumas publicações disponíveis na íntegra (a base de
dados remete ao local de origem da publicação).

2.4 Estudo de usuários
Consciente de que há uma confusão, na própria literatura, entre estudos
de uso e de usuários, as informações apresentadas foram selecionadas tomando
como base o conceito de estudos de usuários a partir do confronto entre unidades
de informação e necessidades informacionais de um grupo de indivíduos para o qual
a unidade foi criada. Nesse sentido, os estudos de usuários são investigações
realizadas com objetivo de identificar, caracterizar e adequar os serviços e fontes de
informações

disponíveis

em

uma

determinada

unidade

informacional

às

necessidades dos indivíduos, grupos ou comunidades que são favorecidos pela
unidade de informação.

�8

Moraes (1994) salienta que essas investigações buscam determinar a
demanda informacional dos usuários; descobrir quais meios eles utilizam para a
obtenção da informação necessária, se a conseguem e quais os processos de busca
utilizados. Ferreira (1996 apud Aguiar et al (2002), afirma que os estudos de
usuários fundamentam-se em dois tipos de abordagem:
� as abordagens convencionais ou conservadoras, centradas no sistema e
na observação de grupos de usuários, e as abordagens da percepção ou
� abordagens alternativas, centradas no indivíduo e na análise das
características únicas de cada usuário, como meio de chegar às
características cognitivas comuns à maioria dele.
Lancaster (2004), quando se refere aos estudos de usuários, diz que uma
avaliação dos materiais disponíveis em uma biblioteca não deve ser feita de forma
isolada, mas verificando sua utilidade para os indivíduos que deles fazem uso.
Neste sentido o autor explica que:
Ao avaliar um acervo, o que se procura de fato é determinar o que a
biblioteca deveria possuir e não possui, e o que possui mas não
deveria possuir tendo em vista fatores de qualidade e adequação da
literatura publicada, sua obsolescência, as mudanças de interesse
dos usuários, e a necessidade de otimizar o uso de recursos
financeiros limitados (1996, p. 20).

Para Figueiredo (1994) o uso “é o que um indivíduo realmente utiliza. É a
necessidade ou desejo recebido pelo indivíduo”. A autora ainda escreve que a
utilização do acervo, por parte dos indivíduos, pode se dar apenas ao que está
acessível. Ou seja, é necessário atentar para a questão da forma como se dá a
disponibilização de informação, pois nem tudo o que existe numa unidade de
informação está acessível, ora porque está sendo apresentado de uma maneira
obtusa, ora porque não está sendo apresentado. Sobre isso Lancaster (2004) diz
que se necessário muitos esforços para usar determinada informação ou serviço, o
usuário julgará “inacessível”, além disso, o tempo deste indivíduo deve ser visto
como um tempo sinônimo de custo. O disponível, portanto, nem sempre está
acessível.
Entender a biblioteca como parte de uma organização, supõe estudar

�9

suas dimensões pretendendo sua interação com os indivíduos membros da
organização.
Há duas décadas, Targino (1988, p. 19) escrevia que
é indiscutível que a Biblioteconomia, voltada fundamentalmente para
os problemas técnicos, tem sido, pouco a pouco, substituída por
uma Biblioteconomia centrada no usuário. Assim sendo, além da
introdução no currículo de Biblioteconomia da disciplina Estudo de
Usuário e similares, inúmeros estudos têm sido empreendidos no
sentido de conhecer o posicionamento desses usuários face à
biblioteca como instituição social.

A importância dos estudos de usuários de acordo com o já citado autor
Lancaster (2004) deve ser vista quando a biblioteca [ou unidade de informação] só
pode ser avaliada, em termos de qualidade informacional, em função de seus
usuários.
Contradizendo Oliveira (1993), as bibliotecas não oferecem seus
materiais disponíveis apenas em“troca” do tempo do usuário e de sua atenção. A
biblioteconomia centrada no paradigma cognitivo, apresentada por Capurro (2001),
pensa o acesso à informação na perspectiva do uso, do produto a ser gerado, na
mudança de visão ou de vida do usuário.
Estudar os usuários de uma unidade de informação é adequar não
apenas o conteúdo intelectual disponível neste ambiente, como também estimular
seus usuários a conhecer, utilizar e avaliar os serviços lá disponíveis. Através deste
estudo também é possível antecipar a demanda por determinada informação, o que
vem de encontro à realidade de uma instituição de pesquisa, cujo objetivo é a
geração e adaptação de tecnologias e aplicação de conhecimento.

3. METODOLOGIA
Os meios utilizados para execução da pesquisa foram:
•

Levantamento bibliográfico de literatura nos temas: Biblioteca Especializada;
Estudo de Usuários e Tipos de Pesquisa;

•

Elaboração de questionários;

�10

•

Mapeamento de cursos, relacionados às áreas de pesquisa realizadas na
Embrapa Rondônia;

•

Aplicação dos questionários;

•

Análise das respostas.

3.1 Comunidade acadêmica
Para

levantamento

dos

dados

relacionados

às

necessidades

informacionais dos usuários foi elaborado um questionário contendo 10 questões.
A pesquisa envolveu graduandos e pós-graduandos de 5 cursos, de
diferentes universidades da cidade de Porto Velho, diretamente relacionados às
áreas de pesquisas da Embrapa Rondônia. Foram entregues 250 questionários para
este grupo e obteve-se 90 respostas.
Participaram desta pesquisa os cursos de Agronomia; Biologia; Geografia;
Medicina Veterinária e Engenharia Florestal, cada um de uma universidade distinta,
da cidade de Porto Velho – RO.
A pesquisa pretendeu identificar os interesses informacionais desse
grupo, os meios utilizados para conseguir a informação desejada; se utilizam e para
quê utilizam as bibliotecas das faculdades; se elas atendem suas demandas; se
conhecem e já haviam utilizado a biblioteca da Embrapa Rondônia.
O quadro 1 mostra os assuntos que mais interessam os usuários
potenciais, demonstrando que a área de Solos foi comumente citada, posicionandose como maior interesse para dois cursos. A maioria que sinalizou este assunto,
referenciou o estudo de manejo de solos do Estado e município como principal
interesse. O acervo da Embrapa Rondônia possui aproximadamente uma centena
de títulos relacionados diretamente a este assunto. A área de pesquisa em Botânica,
realizada na Embrapa, é relativamente recente e o fato de ter sido citada por dois
outros cursos, ressalta interesses comuns das três instituições.

�11

CURSO
AGRONOMIA
BIOLOGIA
ENG. FLOR.
GEOGRAFIA
MED. VET.

ASSUNTO 1
SOLO
BOTANICA
IMPACTOS
SOLOS
VET. (GERAL)

ASSUNTO 2
BOTANICA
MICROBIOLOGIA
BIODIVERS.
MINERALOGIA/CLIMA/REC. HÍDRICOS
MANEJO/PATOLOGIA/REPR. ANIMAL

Quadro 1 - Cursos X Assuntos

MEIOS UTILIZADOS
75
70
65
60
55
50
45
40
35
30
25
20
15
10
5
0

BASES
BIBLIOTECA
AC. PESSOAL
MAT. TRA BALHO
OUTROS

Coluna B

Os participantes da pesquisa indicaram como meios mais utilizados as
bases de dados na internet e as bibliotecas de suas universidades, para acessar a
informação.8,2% disseram que utilizam material pessoal e 17,6% afirmaram que o
material do trabalho é a principal fonte de informação para suas pesquisas. Outros
3,5% fazem uso de jornais e revistas; 3 graduandos mencionaram solicitar auxílio a
profissionais especializados, mas não escreveram o bibliotecário representante
dessa categoria.
Dos que fazem uso da biblioteca da faculdade, 12% disseram utilizarem
apenas as salas de estudos, enquanto 20% utilizam para estudar em grupo e discutir
trabalhos; 13,7% afirmaram não utilizar e apontaram como principal motivo a falta de
livros e periódicos na área. Os cursos de Medicina Veterinária e Engenharia florestal
foram os que mais reclamaram com relação ao acervo de suas faculdades.
100% dos pesquisados, vinculados ao curso de Geografia, afirmaram
utilizar a biblioteca de sua faculdade, mas 74% deles avaliaram a recuperação da
informação como regular.
Com relação à busca e recuperação de informação nas bibliotecas
universitárias, a pesquisa revelou que:

�12

Para 68,4% dos usuários destas bibliotecas, a recuperação da informação
é regular. Observou-se que os cursos de Agronomia, Engenharia Florestal e
Medicina Veterinária tem o maior número de queixas.
Salienta-se que apenas a faculdade referente ao curso de Engenharia
Florestal, Geografia e Biologia possuem terminais para consulta à base de dados da
biblioteca. Pode-se inferir que a boa e má avaliação possa estar relacionada a este
fato.
O curso de biologia tem o maior número de usuários satisfeitos, dentro
desse grupo, sendo que 65% dos alunos pesquisados avaliaram como ótimo e
excelente o retorno das buscas na base de dados de sua biblioteca.
Sobre o conhecimento da Biblioteca da Embrapa Rondônia:
76,6% disseram que não conheciam a Biblioteca da Embrapa Rondônia;
De 23,4% dos que tinham conhecimento da existência da biblioteca da Embrapa
Rondônia:
−

90,4% souberam de sua existência por indicação de amigos, professores e
funcionários da Empresa. 19% pelo próprio site da Embrapa Rondônia; 4,7%
através de jornais locais e outros 4,7% por meio de sites de busca.

−

Quando questionados sobre o uso desta biblioteca, apenas 9,6% disseram nunca
tê-la utilizado.

−

Daqueles que procuraram por informação nesta biblioteca, 19% não tiveram um
retorno positivo.
Perguntamos a esse grupo se conheciam e se já haviam utilizado o Portal

Capes; sabíamos que das 5 universidades selecionadas para este estudo, apenas 1
disponibilizava acesso ao Portal de Periódicos Capes. Entretanto, 94,2% disseram
desconhecer o Portal e nunca terem feito uso.
Os 5,8% restantes, que afirmaram conhecer e já terem utilizado, nenhum estava
relacionado à universidade que permitia o acesso.

�13

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo permitiu verificar a relação usuário e biblioteca e, a partir da
análise dos dados coletados, contribuir para com a melhoria dos serviços.
Constatou-se, para a questão sobre a possibilidade da Biblioteca da Embrapa
Rondônia em atender ou não a comunidade universitária, que esta biblioteca pode
sim auxiliar os estudantes em grande parte dos assuntos apresentados como seus
interesses informacionais, e também ser útil em outros serviços, como a comutação.
Pode ser demonstrada a necessidade de um trabalho de divulgação e
marketing desta unidade de informação, visto que grande parte da comunidade
acadêmica a desconhece e que aqueles que a utilizaram, ou utilizam, souberam de
sua existência através dos professores do curso, que são, em alguns casos,
pesquisadores da Embrapa Rondônia.
Através do estudo percebe-se a necessidade em formar parcerias com as
universidades. Que os usuários potenciais podem ser atendidos por esta biblioteca,
mas que a distância é um fator impeditivo ao uso.
Este estudo será apresentado à diretoria da Embrapa Rondônia a fim de
que ela apóie e inicie mudanças em função de sua melhoria.

REFERÊNCIAS
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contrastes. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 7, n. 1, p. 9-25,
jan./jun. 1979.
FIGUEIREDO, N. M. Estudos de uso e usuários da informação. Brasília: IBICT,
1994. 154 p.
GUINCHAT, C.; MENOU, M. Introdução geral às ciências e técnicas da
informação e documentação. Brasília: IBICT, 1994. 540p.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, DF: Briquet de
Lemos/Livros, 2004. 356 p.
MORAES, C. Usuários de bibliotecas: informação X cidadão comum. Biblios , Rio
Grande, v. 6, p. 119-133, 1994.

�14

SALAZÁRIO, M. G. da C. Biblioteca especializada e informação: da teoria conceitual
à prática na biblioteca do Laboratório de Mecânica de Precisão -LMP/UFSC.R. ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, v. 5, n. 5 /2000.
TARGINO, M. das G. Bibliotecas universitárias e especializadas de São Luís (MA).
R. Bibliotecon. Brasília, v. 16, n. 1, p. 19-32, jan./jun.1988.
VOLPATO, S. M. B. A trajetória de uma biblioteca especializada: o caso da
biblioteca do curso de pós-graduação em Administração da UFSC. 1999. 153f.
Mestrado (Engenharia da Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis.

_________________
1
2

Daniela Maciel Pinto, EMBRAPA, dmaciel@cpafro.embrapa.br.
Viviane de Oliveira Solano, EMBRAPA, visolano@cpap.embrapa.br.

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A Embrapa Rondônia é uma unidade descentralizada da Embrapa, que tem como missão viabilizar soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável da agropecuária da Amazônia, com foco em Rondônia, em benefício da sociedade. Neste sentido, este estudo, realizado pela supracitada instituição, na figura de sua Biblioteca Especilizada, objeta conhecer as necessidades informacionais de estudantes universitários, da cidade de Porto Velho, cujos cursos se relacionam diretamente às áreas de pesquisas da Embrapa Rondônia e confrontá-las à realidade informacional disponível para acesso na biblioteca desta Empresa. Essa pesquisa, de caráter quantitativo, envolveu graduandos e pós-graduandos de 5 cursos, de diferentes universidades da cidade de Porto Velho, que foram encarados como usuários potenciais da Biblioteca da Embrapa Rondônia. Para atingir o objetivo proposto optou-se pela pesquisa por amostragem, mediante aplicação de questionários. Foram aplicados 250 questionários e obteve-se 90 respostas. A partir da análise dos questionários pode-se perceber os pontos fortes e fracos da referida Biblioteca e das bibliotecas universitárias. O estudo também demonstrou a possibilidade e oportunidade em se realizar parcerias com as instituições envolvidas.</text>
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QUALIDADE EM SERVIÇOS: análise da percepção dos clientes da
Biblioteca Central da FAIESP - UESP
PINHEIRO, M. I. S.1
SUKEYOSI, K. V. F.2
MEDEIROS, A. A.3

RESUMO
A percepção do cliente sobre a qualidade dos serviços é fundamental para a
consolidação da imagem da biblioteca e principalmente para o gestor bibliotecário na
elaboração do planejamento de sua atuação frente à administração da unidade de
informação. O objetivo desta pesquisa é analisar a percepção dos clientes, a fim de
verificar a qualidade dos serviços prestados referente ao atendimento, espaço físico
e acervo bibliográfico da Biblioteca Central FAIESP-UESP. Na revisão da literatura
constatou-se a importância de fazer estudos de usuário, pois os clientes/usuários
das bibliotecas universitárias estão mais críticos sobre a prestação de serviços,
principalmente no que tange ao atendimento, que é o melhor marketing da
biblioteca. A metodologia adotada constitui-se de uma pesquisa descritiva em uma
amostra aleatória representativa do quadro de discentes dos cursos de graduação,
pós-graduação e funcionários da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral
Pinto, Rondonópolis, Mato Grosso, Brasil. Para isso, utilizou-se como instrumento de
coleta de dados a aplicação de 120 questionários. A pesquisa permite concluir que a
percepção do cliente exerce influência positiva no gerenciamento da qualidade dos
serviços bibliotecários.
Palavras-chave: Gestão de serviços. Percepção dos clientes. Bibliotecas
Universitárias. Gestor bibliotecário.

ABSTRACT
The client’s perception of service quality is essential to the consolidation of the library
image and mostly to the library manager when planning his/her actions in the
information unit management. Thus, the goal of this research is to analyze client’s
perception in order to verify the quality if the services available regarding assistance,
physical space and FAIESP-UESP Main library bibliographical collection. The
literature revision section displays the importance of a users’ study, since
clients/users of university libraries are more critical of serviçes availability, mainly

�2

when it comes to assistance, whinc is best marketing tool to the library itself. The
adopted methodology is part of a descriptive reserch in a random sample
representing teh professors’ staff in graduation and post-graduation courses, as well
as employees at Sobral Pinto Social and Human Sciences College, located in
Rondonópolis, Mato Grosso, Brazil. As data collection instrument, 120
questionnaires were applied. Such research results allow us to conclude that the
client´s perception influences positively in managing qualitatively the library services.
Keywords: Services management. Clients perception. University libraries. Library
manager.

1 INTRODUÇÃO
Apesar de estudos sobre qualidade em serviços bibliotecários não serem
recentes, existe ainda algumas dificuldades voltada para a gestão, uma vez que
envolve recursos humanos, financeiros e tecnológicos. Com a escassez desses
recursos, administrar uma biblioteca, com competência e resultados, exige
planejamento e controle das atividades bibliotecárias.
No entanto, a gestão de serviços nas bibliotecas universitárias deve ter
mais enfoque neste século, visto que a educação continuada é necessário em
virtude do crescimento de instituições de ensino superior no Brasil.
Uma vez que Rondonópolis, cidade de Mato Grosso, não fica fora desse
segmento de mercado importante para a sociedade de serviços, que precisa gerir
informação e conhecimento. Assim as bibliotecas universitárias são componentes de
suma importância para a sociedade da informação e do conhecimento por ser
mediadora na disseminação da informação.
Nesse sentido, justifica-se a realização de uma pesquisa voltada para
esse tema em questão: a percepção dos clientes sobre a qualidade de serviços
informacionais de uma dada instituição universitária, pois as bibliotecas oferecem
serviços muito semelhantes e só existem demandas diferenciadas pelos
clientes/usuários, seja potencial ou real, quando forem de qualidade.
Observa-se que as instituições de ensino superior estão preocupadas em
ofertar serviços de qualidade devido à acirrada concorrência no setor educacional,
como é o caso da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto, que tem
a excelência em serviços como meta. Evidentemente, os clientes estão cada dia

�3

mais exigente em relação aos serviços prestados, os quais, no nosso entender,
devem surpreender as expectativas dos seus discentes, tendo noção acerca de suas
necessidades e desejos, a fim de satisfazê-los de modo eficaz.
Diante disso, surgiu o interesse em desenvolver essa pesquisa, com
intuito de verificar o nível de percepção dos clientes da Biblioteca Central FAIESPUESP (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto – União de Escolas
Superiores Sobral Pinto) em relação ao atendimento, espaço físico e acervo
bibliográfico, principalmente, por ser uma instituição em plena expansão. Partindo
desse entendimento, emerge o seguinte questionamento:
Qual a real percepção dos clientes em relação ao atendimento e serviços
disponibilizados pela Biblioteca Central FAIESP-UESP?
O fator da percepção na biblioteca universitária é fundamental para a
gestão da qualidade dos serviços que se direciona para a fórmula da satisfação dos
clientes, que é a percepção sobre a expectativa. É assim que o gestor bibliotecário
pode conceituar que percepção é a forma como os clientes visualizam os serviços
oferecidos, como também o todo da unidade de informação de acordo com suas
necessidades e desejos.
Para que possamos responder ao questionamento acima sugerido,
definimos o seguinte objetivo geral que norteará o desenvolvimento da pesquisa:
analisar a percepção dos clientes da Biblioteca Central FAIESP-UESP no que se
refere ao atendimento, espaço físico e acervo bibliográfico.
E tendo como objetivos específicos: avaliar o desempenho da biblioteca
em atender a demanda dos cursos de graduação e pós-graduação frente às suas
necessidades e interesses de informação; verificar se o espaço físico está adequado
à demanda dos clientes; conhecer os hábitos de freqüência à biblioteca e o uso das
informações e documentos pelos discentes dos cursos de graduação, pósgraduação, corpo docente e funcionários.
Assim percebemos, dentre outros fatores, que essa pesquisa dará
condições de colocar a instituição citada no âmbito competitivo com outras unidades

�4

de informação, mais precisamente em relação à oferta de serviços de informação de
qualidade.
Seguindo esse raciocínio, Pinheiro e Godoy (2002), salientam que entre
qualidade e informação, existe uma afinidade muito grande. As organizações
prestadoras de serviços enfrentam um grande desafio, ou seja, estar sempre entre
as melhores, e, para estar neste rol, precisa oferecer o melhor de seus serviços.
Em virtude disso, a Biblioteca Central FAIESP-UESP visa excelência em
serviços e, ao priorizar o seu enfoque no cliente, a unidade estará adotando como
uma de suas ações a avaliação da qualidade de seus serviços informacionais.

2 GESTÃO DA QUALIDADE EM SERVIÇOS
A gestão dos serviços oferecidos pela biblioteca é um processo complexo
devido às características das operações de serviços, como mencionam Gianesi e
Corrêa (1994, p. 32), “a intangibilidade dos serviços, a necessidade da presença do
cliente [...] e o fato de que geralmente os serviços são produzidos e consumidos
simultaneamente”, como também a heterogeneidade comentada por Amboni (2002),
sobre o aspecto de heterogeneidade cria um dos maiores problemas de
gerenciamento dos serviços, ou seja, como manter uma qualidade uniforme
percebida dos serviços produzidos e entregues aos usuários. Isso, porque a relação
social entre as pessoas é diferente. Cada usuário responde de forma diferente.
O gerenciamento dos serviços bibliotecários deve ser concebido na
perspectiva da qualidade. Para tanto, a conceituação da qualidade mais apropriada
é de Cerqueira Neto (1993, p. 17), “o que as pessoas pensam que é, percebem que
é, ou tiveram experiências” e tem origem na satisfação do cliente.
Entretanto, o gestor bibliotecário exerce um papel estratégico no
gerenciamento da qualidade para criar e desenvolver na biblioteca universitária a
cultura da excelência em serviços baseada na percepção do cliente, como
argumentam Silva, Schons e Rados (2006, p. 16), as bibliotecas universitárias
necessitam monitorar e aprimorar constantemente suas políticas de gestão, uma vez
que fatores como satisfação dos usuários, qualidade em serviços, gerenciamento

�5

eficiente da produção entre outros, são fundamentais para o sucesso e
sobrevivência em longo prazo. Evidentemente, a garantia da gestão da qualidade
em serviços é um conceito bastante intangível e subjetivo, que significa determinar e
atender as necessidades informacionais dos clientes.
A gestão da qualidade dos serviços se faz pela estrutura de um programa
de avaliação da qualidade e atividades gerenciais para facilitar a criação de
conceitos inovadores que envolvem os serviços e a disseminação das melhores
práticas no atendimento ao cliente. De um lado Sampaio et al. (2002, p. 13) afirma
que “o programa de avaliação da qualidade parte da premissa de que é urgente
investir na promoção da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas
bibliotecas [...], a partir do conhecimento das expectativas e desejos dos clientes.”
Por outro lado, Nascimento, Trompieri Filho e Barros (2005, p. 241) comentam a
importância das atividades gerenciais para a gestão da qualidade em serviços:
Essas atividades gerenciais são: definição das metas
organizacionais; obtenção dos recursos para alcançar as metas;
identificação dos programas e serviços para atingir as metas;
otimização da alocação dos recursos para os programas e serviços;
garantir que os recursos alocados sejam utilizados do melhor modo
possível.

Para a adoção da filosofia da gestão da qualidade em serviços, Ramos
(1999 p. 13) também adverte que “a biblioteca precisa estar preparada
administrativa e tecnicamente, ter sua missão, propósitos e objetivos bem definidos,
dispor de um bom acervo bibliográfico [...], contar com pessoal capacitado e em
número suficiente” para que os clientes tenham uma boa percepção da imagem da
unidade de informação.
O gestor bibliotecário deve fazer uso de técnicas de marketing, que
envolvem pesquisar as necessidades dos clientes para projetar, divulgar e distribuir
serviço e produto informacional, implantar programa de qualidade total, como
também

o

certificado

credenciado

pela

International

Organization

For

Standardization (ISO) é indispensável para se diferenciar das outras unidades de
informação e focar no atendimento aos clientes.
Portanto, na biblioteca, a expressão “gestão da qualidade em serviços”
exprime a diferenciação em relação às outras unidades de informação através de

�6

boas ações administrativas e também do fomento de inovação tecnológica para
satisfazer os clientes.

2.1 Satisfação de clientes/usuários da biblioteca universitária
Recorreu-se também à literatura sobre satisfação de clientes e estudo de
usuário no qual se destaca que o estudo de uso da biblioteca foi enfaticamente
trabalhado durante décadas, enquanto que os estudos para conhecer as reais
necessidades de informação dos usuários não eram levados em consideração.
Tinha-se uma preocupação maior com os aspectos quantitativos e não qualitativos
das pesquisas que envolviam os usuários, como vemos em Mello e Martins (2006, p.
4), ”os estudos tem avaliado principalmente o lado quantitativo da informação
recebida, relegando a um segundo plano o lado qualitativo.”
Na biblioteca universitária, portanto, que diversas pesquisas envolvem os
clientes/usuários para conhecer sua satisfação em relação ao atendimento, acervo,
à recuperação da informação, entre outros. Nessas instituições, costumam ser
aplicado estudo de usuários que objetivam principalmente saber se há uma eficácia
nos serviços prestados, por exemplo. De acordo com Figueiredo (1999, p. 31), “uma
das finalidades da biblioteca universitária é o apoio ao pleno desenvolvimento das
atividades de ensino, pesquisa e extensão”, para poder com isso obter um resultado
eficaz de seus produtos e serviços. Nesse sentido é fundamental haver um processo
de transferência e democratização da informação, a fim de possibilitar o apoio
necessário à produção de novos conhecimentos.
A biblioteca universitária está inserida no terceiro setor, como afirma
Figueiredo (1999, p. 13):
A biblioteca está no ramo de prestação de serviços, é aconselhável
aprender o que é melhor para os clientes, falar a linguagem deles,
parar de colecionar coisas desnecessárias e ignorar regras
obsoletas, trabalhar cooperativamente e inteligentemente, mudando
antes que se perceba que não está mais trabalhando
satisfatoriamente ou oferecendo um bom serviço.

Em outras palavras, a função desse tipo de biblioteca é fornecer
rapidamente a informação para seus clientes/usuários com o objetivo de atingir a

�7

qualidade em serviços, que atualmente é o grande diferencial na prestação de
serviços.
Ao gestor bibliotecário cabe, por sua vez, conhecer os clientes/usuários
para ofertar produtos e serviços que atendam suas necessidades informacionais.
Em Almeida (2000, p. 74), encontramos que, através do estudo de usuário,
passamos a nos “preocupar em entender as necessidades de informação, as
preferências, opiniões e avaliações do usuário a respeito dos serviços oferecidos”
pela instituição.
Conforme Almeida (2000, p. 73), ”satisfação do cliente é um dos critérios
mais importantes para se avaliar a eficácia e a qualidade do serviço. A qualidade é
entendida como algo sentido pelo usuário (algo a que ele atribui valor) e é também
uma característica do serviço em si”.
As concepções do processo de atendimento ao cliente/usuário é o
elemento fundamental para a melhoria na prestação de serviços dentro da
biblioteca. Em razão disso, é cada vez maior o número de bibliotecas universitárias
preocupadas em avaliar a qualidade e a rapidez desse atendimento ao
cliente/usuário.
De acordo com Albrecht e Bradford (1992, p. 72), “a percepção do cliente
da qualidade do serviço está nos detalhes”. Por isso, a eficácia e a qualidade no
atendimento são pontos vitais para oferecer às bibliotecas capacidade competitiva e
uma das principais evidências de que mantêm a freqüência dos clientes/usuários.
Sobre esse assunto, Maciel (1995, p. 49), diz que “a qualidade dos
serviços e produtos oferecidos pela biblioteca aparece diretamente relacionado com
a qualidade dos recursos humanos”.
A biblioteca precisa de profissionais de atendimento, como assegura
Marins (2003), pois o sucesso da organização depende desses profissionais, através
de postura ideal que é gostar de servir, trabalhar com pessoas e principalmente
estar à disposição. No ambiente da biblioteca deve-se cultivar

espírito positivo,

saber lidar com situações difíceis, ter bom senso e empatia para atender bem ao
cliente/usuário.

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A partir do momento que a biblioteca investe para melhorar a opinião que
os funcionários têm sobre a imagem da organização, essa atitude positiva
influenciará na percepção do cliente sobre a qualidade na prestação de serviços e
na gestão de desenvolvimento do acervo.

2.2 Gestão de desenvolvimento de acervo
A gestão da expansão do acervo também influência nos índices de
qualidade na prestação de serviços desempenhado pela biblioteca, por isso requer
análise e avaliação periodicamente por parte do bibliotecário através da política de
desenvolvimento de coleção, como enfatizam Maciel e Mendonça (2000, p. 16), o
“processo de formação, desenvolvimento e organização de coleções, de modo geral,
deve ser encarado e equacionado como uma atividade de planejamento”. Os
autores ainda mencionam que deve-se ter conhecimento da comunidade a ser
servida e suas características culturais e informacionais, oferecendo base
necessária e coerente com estabelecimento de políticas de seleção, para as
decisões relativas ao processamento técnico dos documentos e ao seu
armazenamento.
No entanto, a biblioteca universitária está vinculada a uma instituição
particular ou pública e o conteúdo do seu acervo refere-se à grade curricular da
bibliografia básica e complementar dos cursos de graduação e pós-graduação que
esta em funcionamento ou em processo de criação. Com isso, acervo é formado de
acordo com o ementário dos cursos que a instituição oferece, e gestor bibliotecário
precisa ter conhecimento e saber gerenciar as alterações dos planos de ensino,
como argumenta Miranda (2007, p. 18), a qualidade no gerenciamento de materiais
informacionais encontra-se fundamentada na elaboração de desenvolvimento de
coleções condicionada a flexibilidade para alterar ou ajustar as mudanças no plano
de ensino sempre que for constatado que a biblioteca não está satisfazendo aos
seus usuários buscando adequá-la as atuais necessidades acadêmicas.
A formação do acervo é direcionada aos usuários, como afirma Maciel
(1995, p. 57) “a clientela deve ser sempre o parâmetro para a formação e

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desenvolvimento das coleções, daí a importância de estudos regulares (periódicos)
de comunidades e de usuários”.
Portanto, o planejamento do acervo deve ser rotineiro na agenda do
bibliotecário, como afirmam Borinnelli e Nascimento (2006, p. 1), o “desenvolvimento
de coleções é uma atividade contínua e sistemática baseada principalmente nas
características da unidade em que a biblioteca está inserida e deve ser incorporada
no dia-a-dia da biblioteca para que a mesma mantenha um acervo seletivo e
dinâmico”.

3 BIBLIOTECA CENTRAL FAIESP-UESP: características
A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto é mantida pela
União de Escolas Superiores Sobral Pinto, com logotipo FAIESP-UESP. É uma
instituição particular de regime especial de ensino, pesquisa e extensão, vinculada
ao Ministério da Educação e Cultura, com sede e foro na cidade de Rondonópolis,
no Estado de Mato Grosso. Conforme seu estatuto de 12 de julho de 2002 goza de
autonomia didático-científica, disciplinar, administrativa e de gestão financeira e
patrimonial.
Para atender a toda a sua comunidade, a FAIESP-UESP dispõe de uma
biblioteca central que começou a ser montada em 2003 para fornecer suporte
informacional. A missão da biblioteca é favorecer o acesso à informação necessária
ao desenvolvimento do ensino, e ser o elo entre o cidadão e a produção do
conhecimento e da cultura. Com o objetivo de promover a aquisição, organização,
conservação e disseminação da informação, de forma a interagir com os clientes,
oferecendo um ambiente pitoresco, a fim de fortalecer as atividades de ensino,
pesquisa e extensão. A visão é ser um centro de excelência em informação,
fornecendo subsídios para o reconhecimento da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas Sobral Pinto como instituição de excelência em educação.
O espaço físico da Biblioteca Central FAIESP-UESP é de 260 m² e
organizado por seção de processamento técnico e administrativo, e de circulação
(empréstimo e devolução). No final de 2007, contava com 1.500 clientes/usuários

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cadastrados na base de dados da biblioteca e no quadro de funcionários: uma
bibliotecária e cinco auxiliares de biblioteca.
O acervo da biblioteca da FAIESP-UESP é formado de aproximadamente
13.000 exemplares em diversos tipos de materiais bibliográficos, tais como: obras de
referência, livros, monografias, teses, dissertações, periódicos e multimeios.

4 PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO DA PESQUISA
Considerando o universo desta pesquisa, a Biblioteca Central da FAIESPUESP, a amostra é composta por discentes de graduação dos cursos de
Administração, Ciências Contábeis e Direito, Pós-Graduação (Planejamento Fiscal e
Tributário), corpo docente e funcionários para recolhimento dos dados.
Para coletar as opiniões do universo da pesquisa em relação ao
atendimento, espaço físico e acervo bibliográfico foram elaborados um questionário
com questões abertas e fechadas de forma objetiva, e acrescentamos o item de
identificação dos clientes para sabermos as informações demográficas. As questões
foram organizadas em quatro tópicos para facilitar a tabulação e o processamento
dos dados, bem como a análise dos resultados, da seguinte forma: identificação do
cliente, instalações físicas da biblioteca, acervo e atendimento. Foram coletados na
presença do pesquisador, os 120 questionários efetivamente utilizados na pesquisa
no mês de outubro à novembro de 2007.
Dos entrevistados, 74 são do sexo feminino e 46 do sexo masculino,
portanto, temos predominância feminina neste estudo, assim como no corpo
discente da instituição.
Ao analisarmos os resultados sobre espaço físico, iluminação, mobiliário e
terminal de computador, observamos que, 92 dos respondentes como regular; 26
como ótimo; dois não informaram.
A climatização do ambiente da biblioteca mantém a temperatura ideal por
meio de instalações de ar–condicionado que reflete no conforto dos freqüentadores.

�11

Por isso, está de acordo com as respostas dos acadêmicos, que o consideram ótimo
89, regular 29 e dois consideram insuficientes à climatização da biblioteca.
De acordo com a opinião dos entrevistados, o ruído da Biblioteca Central
da FAIESP-UESP é elevado para 79 respondentes, médio para 11, baixo para 26 e
quatro não informaram sua opinião.
Ao questionarmos sobre a limpeza da biblioteca constatou-se que 97 dos
entrevistados responderam ótimo; 20 como um nível regular; dois informaram
insuficiente e um não informou.
Analisou-se a freqüência e horário em que a biblioteca é mais utilizada
pelos alunos. Notamos que a maioria dos alunos permanece na biblioteca até no
máximo 30 minutos, tempo mais que necessário para o empréstimo e devolução de
livros, num total de 45 entrevistados. No entanto, 44 discentes responderam que
permanecem na biblioteca até uma hora; 27 mais de uma hora e quatro não
informaram.
A avaliação dos clientes/usuários sobre o acervo foi regular em 64
respostas, ótimo em 36, insuficiente em nove, e não informaram quatro, devido ao
fato de o número de exemplares disponíveis para empréstimos não ser suficiente
para suprir toda a demanda.
Quanto aos serviços oferecidos pela Biblioteca Central FAIESP-UESP, 75
clientes o classificaram como bom; 27, excelente; 13, regular e 5, insuficiente e o
atendimento também foi recebido pela equipe como bom por 60 pesquisados; 35
mencionaram como excelente; 9 não informaram; 8, regular e 8 insuficiente.
A última questão do questionário foi a indicação de sugestões explicitadas
pelos clientes para a melhoria da biblioteca como um todo. Foram reivindicados mais
espaço, livros e computadores na biblioteca, além de melhor atendimento, silêncio
por parte dos discentes, aumento do quadro de funcionários, salas individuais para
estudo, melhor sinalização do acervo, mais mobiliário e permissão para entra na
biblioteca com bolsa, pastas, fichários etc.

�12

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dentre os atuais desafios enfrentados pelas bibliotecas universitárias no
contexto da sociedade de serviços destaca-se o gerenciamento da qualidade, que
irá auxiliar o gestor bibliotecário a otimizar o processo de prestação de serviços, pois
os clientes tendem a se tornar cada vez mais exigentes com relação à qualidade dos
serviços e produtos que lhes são oferecidos.
Esta pesquisa teve como objetivo analisar a percepção dos clientes da
Biblioteca Central FAIESP-UESP referente ao atendimento, espaço físico e acervo e
mostra dados importantes para avaliar e promover melhorias na prestação de
serviços da biblioteca.
A percepção geral sobre o atendimento ao cliente ficou com indicador
“bom”, enquanto que o espaço físico e o acervo ficaram com indicador “regular”, isto
comprova que os clientes estão mais críticos e conscientes sobre a qualidade dos
serviços.
Dentro desta realidade, Nascimento, Trompieri Filho e Barros (2005, p.
238),

comentam

que

“na

sociedade

contemporânea,

observa--se

que

a

competitividade acirrada não perdoa erros; portanto, a qualidade nos detalhes de um
produto ou serviço faz a diferença.”
Sobre a freqüência observou-se que o tempo de permanência utilizado
pelos discentes para obter informações sobre um determinado assunto são na busca
de uma das principais fontes de informação, o livro. E percebeu-se que a maioria
dos pesquisados freqüentam a biblioteca apenas para fazer empréstimos.
Em linhas gerais, os resultados foram positivos. Destaca-se a importância
de fazer anualmente estudo de usuário para conhecer os níveis de percepção dos
clientes/usuários e saber o que realmente os clientes pensam sobre o papel da
biblioteca, para se obter subsídios que irão auxiliar nas tomadas de decisões
administrativas.
Para alcançar os objetivos da biblioteca é primordial investir em seleção e
treinamento de pessoal, padronizar o processo de atendimento e monitorar a
percepção dos clientes/usuários. Isto possibilita uma maior probabilidade de acertar

�13

continuamente o processo decisório e atingir um nível mais que satisfatório de
eficiência e a eficaz dos serviços bibliotecários.
Neste enfoque, Pinheiro e Godoy (2002), esclarecem que a qualidade não
está apenas nas modernas tecnologias, mas também nas pessoas; nada se faz sem
um grupo de pessoas qualificadas e motivadas. A qualidade nos serviços está na
qualidade pessoal. Salientam ainda que, as Bibliotecas Universitárias devem buscar
qualidade e uma melhoria contínua desta, direcionada aos seus clientes/usuários
internos e externos, para garantir a máxima satisfação a estas pessoas. Sendo
assim, as bibliotecas universitárias devem desenvolver uma postura mais ativa para
a gestão da qualidade dos serviços, a fim de atender as necessidades
informacionais dos clientes/usuários. Nesse aspecto a Biblioteca Central da FAIESPUESP, com base no que foi exposto, não pretende ser exceção.

REFERÊNCIAS
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competitiva. São Paulo: Makron Books, 1992.
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
ALMEIDA, Sérgio. Cliente, eu não vivo sem você: o que você não pode deixar de
saber sobre qualidade em serviços e clientes para lucrar mais. Salvador: Casa da
Qualidade, 1995.
AMBONI, Nárcisa de Fátima. Qualidade em serviços: dimensões para orientação e
avaliação das bibliotecas universitárias federais. 2002. 277 f. Tese (Doutorado em
Engenharia da produção). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
2002. Disponível em: &lt;http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/2999.pdf&gt;. Acesso em: 18
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coleção de livros que atende ao curso de comércio exterior da universidade do Vale
do Itajaí. Biblioline, v.2, n.1, 2006. Disponível em:
&lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/issue/view/55/showToc&gt;. Acesso em:
15 maio 2007.
CERQUEIRA NETO, Edgard Pedreira de. Gestão da qualidade: princípios e
métodos. 3. ed. São Paulo: Pioneira, 1993.
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IBICT, 1994.

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GIANESI, Irineu G. N.; CORRÊA, Henrique Luiz. Administração estratégica de
serviços: operações para a satisfação do cliente. São Paulo: Atlas, 1994.
MACIEL, Alba Costa. Instrumentos para gerenciamento de bibliotecas. Niterói:
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São Paulo: Commit, 2003. 1 DVD.
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&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/98.a.pdf&gt;. Acesso em: 23 jun. 2007.
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em Santa Catarina, Florianópolis, v.7, n.2, p. 198-218, jul./dez. 2002.

__________________
1

Mariza Inês da Silva Pinheiro, Professora do Curso de Biblioteconomia da UFMT,
mariza.ines@terra.com.br.
2
Kênia Vanni Freitas Sukeyosi, Bibliotecária gerente da Biblioteca Central da FAIESP (UESP),
ksukeyosi@hotmail.com.
3
Almira de Araújo Medeiros, Bibliotecária formada na UFMT, almiraayalla@hotmail.com.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Qualidade em serviços: análise da percepção dos clientes da Biblioteca Central da FAIESP - UESP. (Pôster)</text>
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                <text>A percepção do cliente sobre a qualidade dos serviços é fundamental para a consolidação da imagem da biblioteca e principalmente para o gestor bibliotecário na elaboração do planejamento de sua atuação frente à administração da unidade de informação. O objetivo desta pesquisa é analisar a percepção dos clientes, a fim de verificar a qualidade dos serviços prestados referente ao atendimento, espaço físico e acervo bibliográfico da Biblioteca Central FAIESP-UESP. Na revisão da literatura constatou-se a importância de fazer estudos de usuário, pois os clientes/usuários das bibliotecas universitárias estão mais críticos sobre a prestação de serviços, principalmente no que tange ao atendimento, que é o melhor marketing da biblioteca. A metodologia adotada constitui-se de uma pesquisa descritiva em uma amostra aleatória representativa do quadro de discentes dos cursos de graduação, pós-graduação e funcionários da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto, Rondonópolis, Mato Grosso, Brasil. Para isso, utilizou-se como instrumento de coleta de dados a aplicação de 120 questionários. A pesquisa permite concluir que a percepção do cliente exerce influência positiva no gerenciamento da qualidade dos serviços bibliotecários.</text>
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APLICAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS COMO RECURSOS AUXILIARES À
EDUCAÇÃO DE DEFICIENTES VISUAIS
PINHEIRO, M. I. S.
ANDRADE, F. S.

RESUMO
Este trabalho apresenta o papel das bibliotecas universitárias como um recurso que
auxilie o acesso à educação superior pelos deficientes visuais. Tem o intuito de
expor as políticas de inclusão que podem ser adotadas nessas bibliotecas. A
pesquisa, realizada por meio de uma revisão de literatura procura abordar aspectos
sobre o direito do usuário à informação e às tecnologias de informação e
comunicação, especificamente as tecnologias assistivas, utilizadas para promover a
acessibilidade das pessoas com deficiências. Faz referência, ainda, às iniciativas
realizadas por bibliotecas universitárias brasileiras, demonstrando que o processo de
integração social dos deficientes visuais tem avançado no país.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Direito à informação. Deficiente visual.
Tecnologias assistivas.

ABSTRACT
This research presents the role of university libraries as a source to help the access
to education by visually impaired at universities. It has the aim to show the inclusion
policies which can be adopted persons at those libraries. The research is based on
bibliography review and tries to discuss some aspects related to the right to
information by users, as well as to information and communication technologies,
especially the assistant one used to promote the accessibility for disabled people. It
also refers to initiatives adopted by some Brazilian university libraries, showing that
the process of social integration of visually impaired has improved in this country.
Keywords: University library. Information right. Visually impaired. Assistant
technologies.

�2

1 INTRODUÇÃO
A informação e o conhecimento se tornaram fundamentais nesta era
tecnológica e, conseqüentemente, o desenvolvimento científico e tecnológico se dá
de forma acelerada e contínua, assim como as implicações de sua aplicabilidade
nos processos educacionais. Neste contexto, é interessante ressaltar a importância
das bibliotecas universitárias.
A princípio, a palavra biblioteca significava “lugar ou móvel em que se
guardam livros” e o que deveria ser apenas uma questão morfológica se fixou como
o modo pela qual a sociedade vem encarando a biblioteca durante séculos, ou seja,
um lugar onde se guardam livros.
Nos tempos atuais, cabe à biblioteca um outro conceito, uma vez que a
informação tornou-se essencial para o progresso de qualquer nação; porém, o órgão
“gratuito” e responsável por ela não acompanhou esta evolução, o que representa
um prejuízo para os que nela buscam informação e conhecimento.
Assim, procurando rever esta condição, algumas bibliotecas universitárias
têm sido palco de imprescindíveis mudanças, em cujo bojo, elas vêm adotando
políticas que visam à inclusão social e reconhecendo que o mais importante não é a
manutenção e conservação do acervo que contêm, mas o acesso a este pelos
usuários que necessitam de informação. E esta nova postura, de que fazem parte as
atitudes inclusivistas, tem feito com que a biblioteca seja inserida no grupo dos
instrumentos necessários ao desenvolvimento cientifico e tecnológico.
Neste contexto, para que a biblioteca seja cada vez mais um centro de
transmissão de informações que permita todo e qualquer usuário o acesso imediato
à informação de seu interesse, independentemente de suas condições físicas,
sociais, econômicas ou psicológicas, é necessário seu funcionamento em várias
categorias,

tais

como

a

biblioteca

infantil,

escolar,

pública,

universitária,

especializada e virtual.
No caso deste estudo, volta-se a atenção para a biblioteca universitária
que dispõe de um acervo para deficientes visuais, que é um exemplo vivo da
situação das bibliotecas no país. A grande maioria destas faz parte de instituições

�3

especializadas, as quais atendem apenas os portadores de deficiências visuais que
utilizam o seu ambiente.
Diante de tal circunstância, estas pessoas fazem parte de um grupo social
que, muitas vezes, sofre discriminação e é privado de muitos de seus direitos por
falta de acesso aos meios. O usuário com deficiência deve ter a possibilidade de
entrar na biblioteca, usar qualquer informação de seu interesse e ser bem atendido,
assim como os outros clientes da instituição, pois o que ele necessita é de
tratamento igualitário.
Portanto, uma biblioteca universitária que esteja determinada a cumprir
seus objetivos deve preocupar-se com o rompimento de algumas dificuldades
encontradas pelos portadores de necessidades especiais: barreiras arquitetônicas1 e
ausência de acervo especializado e de profissionais preparados para atendê-los.
Porém, quando observamos a verdadeira situação em que se encontram as
bibliotecas universitárias e o tratamento que ali é dado aos deficientes, vêm à nossa
mente certos questionamentos: A biblioteca tem atendido as necessidades
informacionais do deficiente visual, ou apenas têm se caracterizado por ser mais um
local onde ele é marginalizado? É possível que a biblioteca universitária atue como
um instrumento para a inclusão social deste grupo? Será que as bibliotecas das
universidades têm políticas de disseminação da informação para usuários com
deficiência?
Verificar o método de acesso à informação pelo deficiente visual vem ao
encontro de duas importantes características que se tornaram exigências para o
bibliotecário moderno: a preocupação com o lado social da profissão e o uso das
novas tecnologias em suas atividades ocupacionais. Assim, investigar este tema faz
com que nós, na condição de profissionais, adentremos relevantes problemas que a
atual sociedade vem discutindo, além de virmos a conhecer as políticas de inclusão
social que são possíveis através do uso da informação.
Diante do que se expôs, as novas tecnologias constituíram um suporte
fundamental para esta pesquisa, que se valeu de várias fontes de informação com o
1

Uma barreira arquitetônica, urbanística ou ambiental é qualquer elemento natural, instalado ou
edificado, que impeça a aproximação, transferência ou circulação no espaço, mobiliário ou
equipamento urbano (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004).

�4

fim de investigar a respeito dos avanços no sentido de atender os deficientes
visuais. Neste enfoque, mostra-se o processo de uso da informação e as
necessidades por parte destas pessoas, por meio de um estudo exploratório e da
análise da literatura existente na área. Para melhor compreender esse processo,
investigam-se as dificuldades por elas vivenciadas, como também as mudanças que
se podem sugerir para futuros trabalhos de pesquisa.

2 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA EM PROL DO DIREITO DO USUÁRIO Á
INFORMAÇÃO
A sociedade contemporânea determina que o indivíduo deve seguir um
certo padrão para estar incluso: dominar as novas tecnologias, conhecer um outro
idioma e possuir características físicas e psicológicas que estejam de acordo com o
que ela estabelece. Reconhece-se que, no interior da mesma, o indivíduo deve ter a
sua diversidade respeitada, pois esta é inerente a ele, mas não pode fugir dos
mencionados aspectos pré-estabelecidos, que aqui se detalham: saber utilizar o
computador, ser jovem, falar inglês fluentemente, estar preocupado com a estética,
desenvolver a capacidade de liderança, ser comunicativo, ter boa aparência, estar
bem informado, etc.

Aqueles que não se encaixam neste padrão são

marginalizados; é o caso de analfabetos, pobres, idosos, pessoas obesas,
portadores de necessidades especiais e outros, o que demonstra uma gama de
estigmatizados.
Neste sentido, Gil (2006) observa que as principais barreiras que as
pessoas com deficiência enfrentam são os preconceitos, a discriminação e os
ambientes sem acessibilidade, visto que estes últimos foram criados a partir de uma
concepção idealizada de pessoa normal, de homem perfeito.
O que ocorre é que, muitas vezes, por falta de oportunidade e de conhecer
os seus direitos, as pessoas aceitam os rótulos fixados pela sociedade. Para
quebrar esses paradigmas é necessário o acesso à informação, pois é ela que
auxilia no desenvolvimento crítico e intelectual do indivíduo.

�5

Em meio a essas necessidades, a biblioteca universitária, hoje, apresentase como um recurso informacional valioso na formação do pensamento crítico, pois
nela se encontra armazenada grande quantidade das informações existentes.
Quando as pessoas têm acesso ao conteúdo ali depositado, podem despertar para a
necessidade de lutar pelo respeito aos seus direitos.
Assim sendo, essa instituição procura se estruturar de modo a atender as
exigências do usuário e, para tanto, almeja estar com profissionais preparados para
difundir a informação: não técnicos, mas interventores sociais. Acredita-se que o
atual papel do bibliotecário, ao contrário do que se verificava outrora, seja trabalhar
para que todos tenham a possibilidade de desenvolver a consciência crítica que lhes
viabilize modificar a sociedade, portanto, esse profissional deve estar preocupado
com os grupos que não acessam a informação, como os portadores de deficiência
visual, por exemplo.
Admite-se que cada ser humano é capaz de se construir e superar as
desigualdades sociais por meio da conquista do seu espaço no processo
educacional. Nessa perspectiva, Valdés et al. (2005, p. 28) consideram o acesso à
informação e à educação como um direito de todo cidadão, independentemente de
sua origem étnica, social ou religiosa, não se podendo esquecer das pessoas
portadoras de necessidades especiais, sejam estas quais forem.
São poucas as bibliotecas universitárias que tem um serviço direcionado
ao deficiente visual, ainda, Belarmino (s.d.) comenta que a problemática do acesso à
informação pelos usuários cegos continuam sendo um desafio praticamente
intocado no círculo de tais bibliotecas, assim como na maior parte dos serviços
responsáveis pela produção e distribuição dessas informações.
Se, por um lado, algumas bibliotecas universitárias não dispõem de um
acervo vasto e atualizado, especial para essas pessoas, por outro lado, muitas
instituições não governamentais como a Bengala Legal, Ler para Ver, Instituto
Benjamin Constant, Fundação Dorina Nowill, Laramara - Associação Brasileira de
Assistência ao Deficiente Visual e também instituições governamentais como, por
exemplo, o MEC, a Fundação Nacional do Livro Didático, Secretaria de Educação,
etc. estão, cada vez mais, propiciando meios para os deficientes visuais interagirem

�6

na sociedade. Faz-se necessário destacar que, hoje, graças a algumas dessas
instituições, como a Fundação Dorina Nowill, a maior produtora em editoração de
obras em braille, as pessoas com

deficiência

visual têm acesso a muitas

informações em prol do conhecimento.
Sabe-se também que as universidades devem ter estruturas adequadas
para receber esses usuários, os quais precisam contar com soluções que venham
ao encontro de suas necessidades especiais, para que todos possam ter acesso ao
ensino superior de forma igual e sem discriminação.

3 TECNOLOGIA ASSISTIVA E O DEFICIENTE VISUAL
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) têm promovido
mudanças em diversos segmentos da sociedade: na medicina, esportes, lazer e,
inclusive, em unidades de informação. A cada instante, novos equipamentos e
instrumentos têm sido disponibilizados para a melhoria das condições de vida. É o
que vem ocorrendo com a aplicação do uso das Tecnologias da Informação e
Comunicação como a Tecnologia Assistiva na vida dos deficientes visuais.
As tecnologias assistivas podem ser definidas como “toda e qualquer
ferramenta ou recurso utilizado com a finalidade de proporcionar uma maior
independência e autonomia à pessoa portadora de deficiência” (DAMASCENO;
GALVÃO FILHO, 2005). Elas podem variar desde simples óculos a um sistema
computadorizado. De modo mais específico, a Associação Brasileira de Normas
Técnicas (2004, p. 4) descreve-as como o “conjunto de técnicas, aparelhos,
instrumentos, produtos e procedimentos que visam auxiliar a mobilidade, percepção
e utilização do meio ambiente e dos elementos por pessoas com deficiência”.
É verdade que as tecnologias assistivas têm proporcionado aos
portadores de necessidades especiais maior independência e facilidade de vida;
contudo, também têm acarretado o crescimento das desigualdades e da exclusão, já
que sua utilização determina que os usuários necessitam pelo menos saber ler, ter
uma linha telefônica, um computador e uma interface adequada a sua capacidade,
além de dominar o idioma inglês (KOON, 2005). No entanto, mesmo com as

�7

dificuldades existentes e o risco da expansão de maiores desigualdades, os
ambientes que atendem essas pessoas devem promover e oferecer tais mídias.
Realmente, nem todos os deficientes têm acesso às tecnologias: muitos
deles sobrevivem com os equipamentos mínimos necessários para seu cotidiano.
Cabe, então, a cada setor da sociedade a distribuição dos equipamentos e
instrumentos assistivos para uso em cada ambiente.
Considerando este fator, a biblioteca universitária precisa também fornecêlos, visto que ela deve ter o compromisso de facilitar o acesso à informação. Além
de disponibilizar informações necessárias para a luta pelos direitos, ela tem o papel
de auxiliar na redução da exclusão digital quando oferece, gratuitamente, esse tipo
de suporte tecnológico. Ademais, o uso de tecnologias como ampliadores de telas e
fitas gravadas auxilia não só as pessoas com deficiência, mas também idosos e
analfabetos que tenham contato com o local.
Convém ressaltar que a aplicação destas tecnologias vem se afirmando
gradativamente nas bibliotecas, e Fernandes; Aguiar, (2000); Souza et al. (2000);
Silveira, (2000) mostram a importância de tal acessibilidade para os portadores de
deficiência

visual; entre as tecnologias mais difundidas estão os softwares

DOSVOX, Virtual Vision e Jaws, equipamentos como o reglete2, a impressora ou
máquina Perkins de datilografia Braille e o papel Braille. A aplicação destas
tecnologias deve, cada vez mais, ampliar-se e fazer parte do cotidiano de
bibliotecas, isso porque, com o dinamismo exigido pela sociedade atual, o usuário
não pode contar com um único tipo de suporte e que agregue determinados
problemas consigo.

4 INICIATIVAS DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS A FAVOR DA INCLUSÃO
DOS DEFICIENTES VISUAIS
É importante notar que, seja por exigência das normativas para o
reconhecimento

2

de

cursos,

seja

pela

Instrumento de escrita manual do sistema Braille.

emergência

da

conscientização

da

�8

necessidade de inclusão dos deficientes visuais, iniciativas estão sendo registradas
nas universidades de todo o mundo.
A partir do momento em que as unidades de informação passaram a focar
o usuário como o principal ator de seu cenário, conseqüentemente se iniciou a
busca de alternativas para o acesso à informação por este público.
Apresentar avanços desta natureza, verificados em universidades
brasileiras, faz-se necessário para que se perceba que pequenas iniciativas podem
mudar o contexto social, educacional e pessoal dos indivíduos em pauta; assim,
podemos citar:
•

Serviço Braille da Biblioteca Central - Universidade Federal da Paraíba;

•

Sala de Acesso à Informação e Laboratório de Apoio Didático para
Portadores de Necessidades Especiais – UNICAMP;

•

Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (BIBIFCH) –
UNICAMP;

•

Centro de Acessibilidade ao Aluno Deficiente Visual (CADV) - PUCCampinas;

•

Biblioteca Central - Universidade Estadual de Londrinas (UEL);

•

Bibliotecas - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

•

Catálogo Coletivo de Livros em Braille e Livros Falados – USP;

•

Setor Braille da Biblioteca Central - Universidade Federal da Paraíba;

•

Dosvox/Intervox – UFRJ.
Todas essas universidades implantaram os mencionados setores com o

objetivo de auxiliar e se tornar um facilitador na integração social dos portadores de
deficiência visual com as tecnologias e, conseqüentemente, com o processo
acadêmico. Isto serve de exemplo para outras universidades, ao aplicarem projetos
que contemplem iniciativas de inclusão de alunos deficientes visuais dentro da
instituição.

�9

Vale também salientar que os portadores de tal deficiência obtiveram uma
vitória no dia 4 de junho de 2008, na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CCT): os senadores aprovaram o projeto de lei que
disponibiliza na Internet um portal com arquivos digitais de livros didáticos,
científicos, técnicos e literários. A proposta altera a Lei de Acessibilidade (Lei
10.098/00), que prevê apenas a liberação de obras autorizadas pelos detentores dos
respectivos direitos autorais e das que já se encontram em situação de domínio
público.

5 RESULTADOS
Observando a literatura, que aborda o tema em foco, verificamos que há
um movimento por parte das bibliotecas das universidades no sentido de promover a
acessibilidade do deficiente visual, o que demonstra que, na atualidade, não se pode
projetar uma biblioteca acessível que tenha por objetivo ser um agente de
transformação sem incluir em seu ambiente equipamentos e instrumentos de
tecnologias assistivas. Estas tecnologias, como se observou, podem facilitar o uso
das bibliotecas pelas pessoas com deficiência visual e auxiliá-las em seu processo
de construção cognitiva. Além disso, é necessário estabelecer políticas tanto para
pessoas cegas como para as com visão subnormal.
Foi possível constatarmos, também, que as barreiras arquitetônicas e
humanas só podem ser amenizadas através de mudanças físicas no ambiente e da
habilitação dos funcionários para atitudes inclusivistas. Acreditamos que, se a
biblioteca não proporciona esses dois requisitos básicos aos deficientes visuais
(acessibilidade física e humana), ela não está apta a ser definida como agente de
transformação: pelo contrário, sua atuação refletiria ações segregadoras. A
argumentação de que os obstáculos simplesmente ocorrem devido a diversos
problemas na instituição e na sociedade que não sabem como lidar com os usuários
deficientes, mostra-se ilógica quando notamos que, se não existe a possibilidade de
oferecer-lhes serviços específicos, a biblioteca tem por obrigação fornecer o básico,
tal qual disponibiliza para os outros usuários: condições de ir e vir no local e
atendimento prestado pelos funcionários.

�10

Entendemos que, para se modificar o quadro verificado nas bibliotecas
universitárias, é preciso que o profissional que esteja à frente da instituição analise a
questão da falta de serviços que atendam o usuário com deficiência e proceda a
debates acerca da deficiência e das dificuldades encontradas para proceder ao
atendimento dos deficientes visuais, sejam estas de ordem financeira, humana ou
material. Ele deve também fazer o mapeamento das principais necessidades das
pessoas com deficiência visual no uso informacional da biblioteca; definir o papel da
instituição no que tange ao aspecto da inclusão social e digital; proceder à
formulação de políticas voltadas para o deficiente visual e buscar uma estruturação
do ambiente de tal modo que este possa receber quaisquer usuários,
independentemente de sua condição física e mental. Além disso, é preciso que os
gerenciadores de bibliotecas promovam ações que viabilizem mudanças neste
ambiente.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As conclusões à que chegamos com a pesquisa levada a efeito permitem
a sugestão de algumas políticas e serviços voltados para o deficiente visual. As
recomendações propostas não são normativas, mas sugerem atitudes que,
adotadas, poderiam minimizar as dificuldades destes usuários.
Acreditamos que unidades de informação são constituídas por pessoas,
serviços, ambiente físico, equipamentos/instrumentos, acervo e políticas que
determinam

seu

funcionamento3.

Deste

modo,

mostra-se

necessária

uma

estruturação de todo esse composto, para que a acessibilidade realmente ocorra. O
primeiro ponto a ser trabalhado nas instituições refere-se ao profissional que ali atua,
pois de nada adiantam serviços, estruturas, equipamentos ou acervo que visem à
acessibilidade se ao chegar à biblioteca o usuário não receber o atendimento que
necessita e deseja. Estas barreiras podem ser vencidas por meio de treinamento
voltado para os funcionários e também para os usuários, relativamente à utilização
dos recursos disponibilizados.

Neste caso, tais políticas não representam as normas que ditam o funcionamento da unidade de
informação, mas sim as atitudes que poderiam facilitar as atividades desenvolvidas por ela.
3

�11

A criação de serviços para os deficientes visuais também se constitui uma
necessidade urgente; além dos serviços comumente disponibilizados na biblioteca, é
preciso que se promova a criação de outros, um pouco mais específicos. No
entanto, essa disponibilização deve ser avaliada de acordo com a possibilidade da
biblioteca em manter futuramente esses serviços. Pode-se criar, por exemplo, um
setor de lazer onde se disponibilizem jogos recreativos. Gravação de textos em CDROM ou transcrição para o braille, digitalização de documentos e disponibilização
de ledores também poderiam mostrar-se úteis na consecução dos objetivos de
crescimento e integração desses indivíduos.
A acessibilidade física é mais difícil de ser alcançada, por não depender
de ações ou políticas desenvolvidas pelos gerenciadores, mas pela própria
universidade. No entanto, existem pequenas mudanças que podem ser realizadas
com sucesso e pequeno custo:
�

Adoção de sinalização tátil nas estantes e no catálogo de fichas;

�

Sinalização dos equipamentos;

�

Construção de rampas de acesso nos locais onde elas forem

necessárias;
Disponibilização de maquete ou mapa em relevo da biblioteca.

•

As modificações relativas aos aspectos físicos devem ser efetivadas
conforme a NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos.
Outro ponto importante é a disponibilização, para os dificientes visuais, de
certos equipamentos e instrumentos, que podem ser utilizados tanto pelos usuários
como pelos funcionários ao projetar os serviços. Eles constituem-se, na maioria, de
tecnologias assistivas, tais como: fones de ouvido, gravadores, regletes e pulsão
para uso no local, fornecimento de papel, teclado e impressora braille para
computador, scanner para se obter o material bibliográfico para leitura em braille,
materiais recreativos e adoção de sistemas alternativos e aumentativos de acesso à
informação.

�12

O DOSVOX4 é um exemplo deste tipo de tecnologia; ele consiste em um
sistema para microcomputadores alternativo que se comunica com o usuário através
da síntese da voz (PROJETO DOSVOX, 2002). Este projeto é distribuído em duas
versões: para DOS e para Windows (também chamado de WINVOX) e, de acordo
com Sonza; Santarosa (2003, p. 4), oferece ao deficiente visual os seguintes meios
de acesso à informação:
•

Sistema operacional que contém os elementos de interface com o
usuário;

•

Sistema de síntese de voz para a língua portuguesa;

•

Editor, leitor e impressor/formatador de textos;

•

Impressor/formatador para braille;

•

Diversos programas de uso geral para deficientes visuais, como caderno
de telefones, agenda de compromissos, calculadora, preenchedor de
cheques, cronômetro, etc;

•

Jogos de caráter lúdico;

•

Ampliador de telas para pessoas com visão reduzida;

•

Programas para ajuda à educação de crianças com deficiência visual;

•

Programas sonoros para acesso à Internet, correio eletrônico e batepapo;

•

Leitor de telas/janelas para DOS e Windows.
Existem, ainda, muitos outros softwares, como o Virtual Vision e JAWS;

entretanto, o DOSVOX apresenta uma grande vantagem sobre os demais: é que,
além da gama de programas acoplados, é gratuito e em português, o que facilita sua
implantação em qualquer unidade pública.
As bibliotecas universitárias podem e devem estabelecer parcerias com
instituições especializadas no atendimento aos deficientes visuais, bem como outras
que facilitariam sua atuação no atendimento. Verificaram-se, especificamente,

Desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ).
4

�13

algumas parcerias bem sucedidas nos casos pesquisados como os cursos de
Informática/Ciência da Computação e universidade; Institutos locais especializados e
as editoras universitárias.
É importante lembrar que, com tecnologias, principalmente a Internet, os
deficientes visuais podem se conectar no mundo virtual. Um exemplo claro é o bate
5

papo atrás do chat oferecido pela Rede Saci . Sendo assim, as bibliotecas podem
disponibilizar em seus laboratórios esta fonte informacional.
As recomendações fornecidas neste estudo baseiam-se na idéia de que
as bibliotecas universitárias são refletoras das políticas da sociedade e que cabe a
esse órgão mudar as questões negativas que podem advir deste fato; se parte da
sociedade tem excluído ou discriminado as pessoas com deficiência visual, a
biblioteca não pode permitir que isso também ocorra em seu ambiente.

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edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004. 97
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5

A Rede SACI – Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação visa a estimular a inclusão social,
a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania das pessoas portadoras de deficiência.
Suas principais ferramentas de trabalho são a Internet e os Centros de Informação e Convivência
(CICs). Por meio da Internet, disponibiliza aos seus usuários endereço eletrônico, suporte técnico,
softwares adaptados para deficientes, além de bases de dados, listas de discussão, agenda de
eventos, entre outros serviços. Site: http://www.saci.org.br/index.php?IZUMI_SECAO=2.

�14

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�15

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__________________
1

Mariza Inês da Silva Pinheiro, Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de
Mato Grosso (UFMT), mariza.ines@terra.com.br.
2
Fabiana Souza de Andrade, Bibliotecária gerente da Biblioteca Regional de Alto Araguaia da
Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), fabyana.souza@hotmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Este trabalho apresenta o papel das bibliotecas universitárias como um recurso que auxilie o acesso à educação superior pelos deficientes visuais. Tem o intuito de expor as políticas de inclusão que podem ser adotadas nessas bibliotecas. A pesquisa, realizada por meio de uma revisão de literatura procura abordar aspectos sobre o direito do usuário à informação e às tecnologias de informação e comunicação, especificamente as tecnologias assistivas, utilizadas para promover a realizadas por bibliotecas universitárias brasileiras, demonstrando que o processo de integração social dos deficientes visuais tem avançado no país.</text>
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MARKETING OLFATIVO: um jeito inovador de sentir a biblioteca
universitária - do visível ao invisível
PINHEIRO, E. G.1
SILVA, A. K. A.2
LIMA, I. F.3
CORREIA, A. E. G. C.4
SILVA, R. Z. L.5

RESUMO
Enfatiza que enquanto existem temas que são alvos certeiro de incontáveis estudos
e pesquisas nas bibliotecas universitárias, outros carecem de interesse por parte dos
pesquisadores ou bibliotecários, tal como a questão dos aromas no ambiente
organizacional. Salienta que os aromas corporativos requerem uma técnica ainda
incipiente denominada Marketing olfativo. Essa técnica surge do convencimento de
que os objetos têm aroma e que as pessoas, as casas, as comunidades, as cidades,
e até mesmo os países, têm seu próprio cheiro. Afirma que as bibliotecas
universitárias, organizações que não visam lucro, apesar de terem sua identidade
corporativa baseada na imagem (no logotipo, no patrocínio ou no mobiliário) ainda
não atentaram para o efeito que um aroma agradável produz na experiência dos
usuários. Mostra como as noções filtradas pelo marketing olfativo podem levar as
bibliotecas universitárias a usarem adequadamente o espaço físico para atrair seus
clientes, e assim compreenderem o aroma do seu ambiente organizacional como
algo estratégico, capaz de mudar profundamente sua identidade, sua marca,
otimizando o desenvolvimento e a qualidade de serviços inovadores com foco no
usuário. Conclui que os métodos e estratégias do marketing olfativo, mesmo sem o
seu potencial totalmente explorado, podem atribuir um grande apelo emocional a
comunidade usuária das bibliotecas universitárias, influenciando diretamente nas
decisões e na satisfação do usuário, no momento da execução de suas pesquisas,
estudos e realizações acadêmicas.
Palavras-chave: Marketing olfativo. Biblioteca universitária. Memória olfativa.
Conforto ambiental. Aromarketing.

�2

ABSTRACT
It emphasizes that while there are issues that are rights targets of countless studies
and research in the university libraries, others lack of interest on the part of
researchers and librarians, as the issue of fragrances in the organizational
environment. It stresses that the aromas corporate require a technique called smelly
marketing still incipient. This technique is the conviction that the objects that have
aroma and the people, places, communities, cities and even countries, have their
own smell. It affirms that the university libraries, organizations that do not aim to
profit, although its corporate identity based on the image (in the logo, sponsorship or
the furniture) has not still looked to the effect that produces a pleasant aroma in the
experience of users. It shows how the concepts filtered by smelly marketing can take
university libraries to use properly the physical space to attract customers, and thus
understand the aroma of their organizational environment as something strategic,
capable of profound change their identity, their brand, optimizing the development
and quality of innovative services focused on user. It concludes that the methods and
strategies smelly marketing, even without its potential fully exploited, can assign a
great emotional appeal the user community of university libraries, directly influencing
the decisions and the satisfaction of the user, during the execution of their research,
studies and academic achievements.
Keywords: Smelly marketing. University library. Smelly memory. Environment
comfort. Aromarketing.

1 INICIANDO O ASSUNTO
A produção científica brasileira, direcionada ao “aroma nas Bibliotecas
Universitárias”, ainda não apresenta um tratamento adequado para esse assunto.
Enquanto existem temas que são alvo certeiro de incontáveis estudos e pesquisas,
outros necessitam de interesse por parte dos pesquisadores e/ou bibliotecários.
Marketing olfativo é um deles, haja vista a sua incipiência na esfera intelectual, por
estar relegado à instância menor das preocupações intelectuais.
Todavia, as organizações que visam lucro passaram a dar à devida
importância à questão do aroma em seus ambientes, a exemplo de shoppings, lojas,
bancos, etc. Isso se justifica devido à maioria dessas empresas reconhecer que a
emoção evocada por um odor pode ser decisiva na hora da compra, sendo possível
identificá-lo com os valores que a marca pretende transmitir, podendo inclusive,
servir para melhorar a produtividade e as condições de trabalho de uma empresa.
Diante dessa asseveração podemos constatar que houve na escolha do
cliente uma mudança de tendência relevante, devido à descoberta da neurociência,

�3

ciência que analisa o papel do cérebro quando o sujeito aprecia uma decisão a
tomar, quando avalia riscos e recompensas e a forma como as pessoas interagem
umas com as outras (GARDNER, 1996).
Esse fato aguçou o interesse em se perceber que produtos e serviços vão
além das percepções individuais e de suas dimensões tangíveis e que as
percepções obrigam os usuários fazer escolhas, isto é, processarem os sinais
vindos do ambiente, avaliar alternativas e optar. “Para corroborar nesse sentido
surge a neuroeconomia, nascida há pouco mais de três anos nos Estados Unidos, é
compreendida como uma simbiose entre a Economia e a Neurociências no estudo
do processo de escolha dos indivíduos” (PEYROLÓR ADAMS, 2002, p.6). Essa
simbiose permite entender com precisão a resposta dada pelo consumidor a uma
ação de marketing, diante, por exemplo, das cores, da luz e dos aromas. Assim
sendo, a neuroeconomia é um campo de investigação novo, mas que se apresenta
muito promissor no que se refere ao estudo do comportamento das pessoas em
tomadas de decisão que envolvam uma complexa rede de fatores psicológicos
(intuitivos, emocionais, etc.) presentes nas decisões.
Abraçamos as idéias dessa simbiose no intuito de compreender melhor a
dimensão do efeito do aroma nos comportamentos de consumo e nos produtos e
serviços como estratégia para conquistar os usuários das bibliotecas universitárias.
Isto nos leva a entender os aspectos psicológicos presentes nas decisões desses
usuários, implica em reconhecer a importância do aroma no contexto ambiental
dessas organizações que não visam lucro, a fim de conhecerem o poder da sua
marca na mente dos seus clientes. Neste caso, o que está em jogo é fazê-los
participarem desse universo, consumindo os produtos e os serviços oferecidos. Uma
das alternativas para viabilizar essa participação no que diz respeito a manter e a
conquistar o cliente diz respeito à aplicação das técnicas de marketing, visto que
essa é a natureza do marketing.
Contudo, devido à diversidade de métodos e estratégias de marketing, a
questão do aroma ambiental é tratada no campo especifico do marketing olfativo ou
aromarketing, cuja técnica mesmo sem estar totalmente explorada, possui uma força
substancial no que se refere ao conforto ambiental das organizações. Estamos,
portanto, diante de uma alteração de vocação no que tange a percepção dos odores

�4

corporativos e que nos leva ao seguinte questionamento: por que o aroma não
aparece no rol das preocupações organizacionais das unidades de informação?
Entendemos que as bibliotecas universitárias, não podem continuar alheias a essa
questão. Nesse sentido, podemos dizer: para os propósitos desse estudo, não basta
apontar com o dedo em riste que “o aroma é essencial para as bibliotecas
universitárias”, o que nos importa é evidenciar como essas bibliotecas podem
articular as noções filtradas pelo marketing olfativo ou aromarketing e inseri-las em
seus empreendimentos e inovações, utilizando-as para realizar um trabalho objetivo,
consciente e revolucionário.
A motivação para a elaboração desse artigo justifica-se pela carência de
bibliografia específica sobre essa temática na área da Biblioteconomia e da Ciência
da Informação e pela proliferação de novas empresas e produtos que tratam
especificamente da questão do aroma nas organizações. Isto nos leva a crer que a
Biblioteconomia e a Ciência da Informação não devem ignorar essa questão, haja
vista o marketing olfativo ser uma ferramenta ligada às empresas voltadas para
aromatização de ambientes comerciais e residenciais, spas, clínicas de terapias
alternativas, dentre outros. É uma técnica ainda recente, talvez isso justifique a
incipiência dessa questão nas bibliotecas universitárias. Apesar de trabalhar o
estímulo do consumo através do centro das emoções (Sistema Límbico) visando
aproximar cliente x marca com apelos institucionais e de identidade olfativa, criando
um vínculo de sinergia e empatia com o produto ou empresa, as bibliotecas
universitárias, ainda, não direcionaram suas preocupações para o marketing olfativo.
Assim sendo, o marketing olfativo nas bibliotecas universitárias passou a
ser a tônica desse estudo, partindo das percepções dos problemas gerados devido à
ausência do cuidado inerente aos aromas no ambiente organizacional das unidades
de informação. Todavia, antes de discutirmos o tema central é necessário
realizarmos uma abordagem sobre as bibliotecas universitárias e a presença do
marketing em suas ações, para posteriormente adentrarmos nas questões
específicas do marketing olfativo ou aromarketing nas bibliotecas universitárias.

�5

2 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: lendo nas entrelinhas
A

existência

da

Universidade

perpassa

por

períodos

seculares,

resguardando para a sociedade o exercício da teoria/prática quanto formadora e
gestora de conhecimentos, assumidos de forma constante e/ou estandardizada. A
padronização da Universidade revela-se, no âmbito das relações transcorridas pela
historicidade, latente com o poder político, sistema de produção organizada e a
sociedade como principal protagonista.
A universidade ao vislumbrar a necessidade emergente de fazer parte da
imensa revolução da sociedade da informação, procura repensar seus espaços
informacionais e adequar as suas bibliotecas, abrindo horizontes para o mundo que
a cerca. Nesta perspectiva, a biblioteca universitária colaborando com o ensino,
pesquisa e extensão - tripé da universidade, e tendo como missão fornecer suporte
informacional a essas atividades, o que está diretamente ligado à função das
universidades, aparece como protagonista de uma missão inovadora: criar novas
formas de mediação para a obtenção de informação (CUNHA, 2000).
A biblioteca universitária pode ser considerada como espaço essencial de
transmissão da cultura com vistas à inclusão social, uma vez que proporciona o
acesso do professor, do pesquisador e do aluno à informação. Atualmente, não é
possível imaginar o ensino desagregado da utilização de bibliotecas. Além do
relevante papel de favorecer o desenvolvimento de potenciais, fornecendo meios
para que os cidadãos formem idéias próprias e tomem decisões próprias,
as unidades de informação, como espaços documentais e
informacionais e agentes catalisadores da cultura das comunidades
nas quais estão inseridas, precisam ser efetivamente reconhecidas e
utilizadas como instrumentos para a construção e a apropriação
coletiva do conhecimento, atuando constritamente como um nó em
uma rede que possibilita a formação, a interação a integração social,
cultural, política, tecnológica e mesmo individual, contribuindo assim
para o desenvolvimento de um amplo plano social (SANTOS, 2002,
p.108).

Para Fujita (2005, p.101), “a biblioteca universitária insere-se em um
contexto [...] cujos objetivos maiores são o desenvolvimento educacional, social,
político e econômico da sociedade humana”. Mas, para que isso se concretize,
contribua para reduzir as desigualdades culturais e possibilite o acesso dos cidadãos

�6

à informação, na perspectiva da inclusão social e digital, é necessário que a
biblioteca tenha um acervo atualizado e adequado ao nível acadêmico que se
propõe atender, além de pessoal capacitado em seu quadro de serviços. Hoje, as
instituições federais de ensino superior sofrem com as políticas econômicas e a falta
de investimentos, o que resulta numa série de problemas e prejuízos para as
bibliotecas e seus usuários.
Na nossa visão, a biblioteca universitária deveria ser um ambiente
dinâmico de informação centrado no usuário, onde o profissional bibliotecário
mantivesse a preocupação de estar constantemente atualizado, acompanhando a
evolução das tecnologias, a fim de proporcionar à comunidade acadêmica serviços
de qualidade e acesso democrático à informação. Nesse prisma, não é possível
imaginar o ensino desagregado da utilização de bibliotecas, que além do relevante
papel de favorecer o desenvolvimento de potenciais, fornece meios para que os
cidadãos construam idéias e tomem decisões próprias.

3 MARKETING: refletindo sobre uma nova / velha história
A história do marketing está relacionada diretamente a história e a
evolução da humanidade e sua idéia nasceu quando o homem efetuou a primeira
intenção comercial, isto é a primeira troca. Daí a essência do marketing centrar-se
nas “relações de trocas” originadas no decorrer dos anos, podendo ser definido
como o processo por meio do qual, grupos de pessoas obtêm aquilo que necessitam
e o que desejam com outras pessoas (KOTLER, 1998, p.30). Portanto, tem sofrido
transformações cada vez mais rápidas, modificando conceitos, valores, crenças e
reformulado os paradigmas no que se refere ao modo de produção e às relações de
permuta. Dessa forma, o marketing pode ser definido como:
[...] um processo de análise, planejamento, implantação e controle
de programas destinados a levar a efeito as trocas desejadas com
públicos visados e tendo por objetivo o ganho pessoal ou mútuo. Ele
se baseia fortemente na adaptação e n coordenação de produto,
preço, promoção e lugar para alcançar uma reação eficiente
(KOTLER,1998, p.38).

Nessa direção Las Casas (1997, p.26), ao construir um conceito mais
amplo de marketing, afirma que:

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[...] o marketing é a área do conhecimento que engloba todas as
atividades concernentes às relações de troca, orientadas para a
satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores, visando
alcançar determinados objetivos de empresa ou indivíduos e
considerando sempre o meio ambiente de atuação e o impacto que
essas relações causam no bem-estar da sociedade.

Segundo a American Marketing Association (1988, p.322) “marketing é um
processo pelo qual se planeja e efetua a concepção, a fixação do preço, a promoção
e a distribuição de idéias, bens e serviços que estimulam trocas que satisfazem aos
objetivos individuais e organizacionais.”
Vale à pena lembrarmos Drucker (1992, p.36) ao afirma que “pode-se
presumir que sempre haverá alguma necessidade de vender. Mas a meta do
marketing é tornar a venda supérflua, é conhecer e entender tão bem o consumidor
que o produto se adapte a ele e se venda sozinho.” Para corroborar com essas
idéias Richers (1981, p.5) afirma que “marketing é a intenção de entender e atender
o mercado.” Amaral (2007, p.21) complementa a idéia ressaltando que marketing é
“a

filosofia

administrativa

ou

gerencial

para

integrar

os

métodos/técnicas/instrumentos na ótica do mercado em ação, ou seja, do mercado
em movimento.”
Para Machline et al. (2003, p.9), “a função do marketing envolve tomada
de decisões, gestão de recursos, coordenação de processos e avaliação de
resultados dentro de quatro áreas de responsabilidade, a saber:”
a) Análise de marketing - analisar os riscos e as oportunidades de mercado;
b) Planejamento de marketing - selecionar o mercado-alvo e as estratégias de
marketing;
c) Implementação de marketing - desenvolver o mix ou composto de
marketing;
d) Controle de marketing - avaliar os resultados das estratégias e dos
programas.

Nessa perspectiva podemos constatar que o marketing torna-se
importante não apenas às organizações lucrativas como as organizações que não
visam o lucro, dentre essas, as unidades de informação que passaram a adotar
estratégias de marketing para atender as exigências e as necessidades dos seus
usuários, e assim, conquistá-los e mantê-los. A razão básica de uma organização
que não visa lucro interessar-se pelos princípios formais de marketing é que eles

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permitem que a organização se torne mais eficaz na obtenção de seus objetivos.
Dentre eles, podemos citar: aperfeiçoar a missão educacional de uma instituição, a
relação e satisfação entre seus públicos, à eficiência de suas atividades e a atração
de novos recursos (KOTLER, 1994).
Inseridas nesse contexto as bibliotecas universitárias para cumprirem o
seu papel devem estar conectadas aos conceitos de marketing, no sentido de
melhor atender as necessidades da comunidade acadêmica, objetivando a sua
satisfação no que diz respeito aos ajustes de suas ações, produtos e serviços às
exigências do seu público. Para que isto ocorra, utilizam diversas ferramentas para
obter as respostas desejadas de seus mercados-alvo. Essas ferramentas constituem
o marketing mix ou composto de marketing, que segundo Kotler (2001, p.37), é “o
conjunto de ferramentas de marketing que a empresa utiliza para perseguir seus
objetivos de marketing no mercado-alvo”. Conforme McCarthy (1996 apud KOTLER,
2001, p.37) essas ferramentas estão classificadas em quatros grupos denominados
de os 4P’s do marketing: produto, preço, praça e promoção, conforme ilustra a
Figura 1.
MIX DE MARKETING

PRODUTO
Qualidade.
Design.
Marca.
Embalagem.
Características.

PREÇO
Preço de lista.
Descontos.
Prazo de
Pagamento.
Financiamento.

PROMOÇÃO
Publicidade.
Força de
vendas.
Relações
Públicas.
Marketing
direto.

PRAÇA
Canais.
Cobertura
Locais
Estoque.
Transporte

Figura 1: Os 4P’s do mix de marketing
Fonte: Baseado em Kotler (2001)

Mais do que elementos operacionais, os 4P’s são vistos como ferramentas
estratégicas que sinalizam mudanças efetivas no discurso e na manutenção da
coerência da identidade organizacional. Neste sentido, o marketing mix tem
encontrado no espaço das bibliotecas universitárias um importante meio de
relacionar-se, na medida em que atua de forma complementar, permitindo trabalhar
em conjunto com a missão organizacional e respeitando as especificidades da
biblioteca. Assim, garantindo a eficácia de sua estrutura organizacional, a priori –

�9

explorando suas potencialidades articulada e integrada, na filosofia de ação das
estratégicas de marketing.
Nesse encadeamento, o marketing integra e coordena cuidadosamente
uma

multiciplicidade

de

estratégias

planejadas

e

desenvolvidas

para

as

organizações, com o objetivo de agregar valor à sua marca ou de consolidar a sua
imagem junto aos usuários. Uma dessas especificidades diz respeito ao marketing
olfativo, técnica de indiscutível importância, que pode se revelar como um poderoso
recurso voltado tanto para a conquista do público interno e externo das bibliotecas
universitárias, como para a garantia da qualidade da sua imagem institucional. O
marketing olfativo poderá vir a ser um verdadeiro sustentáculo dos negócios das
unidades informacionais. Para que isso ocorra, basta verificarmos o quanto a
maneira de atingir, conquistar e manter o cliente mudou nos últimos anos.

4 O OLFATO E O MARKETING OLFATIVO PEDEM PASSAGEM
Acredita-se que o olfato seja o mais primitivo dos sentidos e que, no
princípio da evolução, o homem o utilizou de forma muito mais intensa, tendo sido
essencial para sua sobrevivência. No entanto, existe uma noção de que, por ser um
sentido pouco elucidado, difícil de ser abordado, sua natureza seja irrelevante.
Pouco se tem escrito sobre o sentido do olfato na literatura, ainda que seja apontado
como um dos mais primitivos sentidos que possuímos, não deve ser encarado como
inexpressivo, dentro do espectro de sensações que obtemos através dos processos
de percepção, tão importante para a experiência humana.
Dessa forma o comportamento modificado através de um odor nos leva a
procurar entender o papel que o cheiro desempenha. Este conhecimento pode nos
permitir falar sobre a complexidade da percepção olfativa no contexto das
organizações, até mesmo porque não podemos esquecer que o olfato é o mais
primitivo de todos os sentidos. O ser humano tem mil genes relacionados ao olfato e
cerca de 60% estão hoje inativos (BLANCO, 2008).
Nessa linha de pensamento consideramos que os aromas podem
aumentar o nível de atenção dos indivíduos. Aroma de menta e erva doce reduz a
sensação de estar em lugares fechados; aromas frescos ou da natureza aumentam

�10

o bom humor; aromas ozônicos dão a impressão de estar ao ar livre como em
bosques e praias; aromas marinhos proporcionam tranqüilidade, dentre outros, como
a lavanda, alecrim, menta, tangerina, eucalipto (SDR, 2008).
A partir do pressuposto acima o sentido do olfato está sendo introduzido
pelo marketing olfativo para conduzir mudança no comportamento individual, que
segundo Fredrickson (2000), impacta de forma incisiva na mente e no emocional das
pessoas. Essa técnica de marketing é mais uma entre as várias técnicas do
marketing emocional. Ela surge do convencimento de que os objetos têm aroma.
Dessa forma, o marketing tem conduzido estudos na área do olfato. Percebemos,
assim, que a cada ano, surge uma nova forma de fazer marketing, não que os
conceitos, métodos e ferramentas criados há 20, 30, 40 anos não funcionem. Mas
porque o consumidor, a economia e o cenário competitivo mudam, acarretando o
nascimento de novos modelos de fazer marketing.
Nasce, portanto, novos retratos do consumidor e surge um novo cliente,
um novo usuário. E como sempre, conhecer suas exigências e necessidades é
essencial. O cliente nesse estudo é aquele que impõe desafios ainda maiores às
unidades de informação que carecem de estudos mais efetivos em relação ao aroma
no seu ambiente organizacional. Conseqüentemente, urge a necessidade de
aplicação do marketing olfativo, ou aromarketing nas bibliotecas universitárias.
O termo marketing olfativo entrou na moda aproximadamente no ano de
1993, quando se começou a trabalhar com o neuromarketing - combinação de
conhecimentos de duas áreas que, embora distintas, não são estanques – a
neurociência e o marketing (NUNES, 2008). A tendência chegou primeiramente pela
publicidade subliminar e, desde então, estudam-se os estímulos que afetam
positivamente o cérebro. Além disso, somam-se ao estudo as recentes pesquisas
acadêmicas de caráter científico, estabelecendo-se uma distinção entre a
associação de cheiros às lojas e o projeto de um odor corporativo (BLANCO, 2008).
É interessante demonstrar como uma empresa pode incorporar o aroma
em suas atividades. A título de ilustração apontamos a Disney: a produtora
americana passou a utilizar essa ferramenta há 15 anos em seus parques temáticos.
Primeiro, se preocupou em atribuir um toque de realismo a seu público de filmes de

�11

ação ao introduzir cheiro de pólvora e de borracha queimada nas salas onde os
visitantes estavam. Depois, impregnou as ruas e parques da Disney com cheiro de
pipoca para despertar o apetite dos seus clientes e assim, aumentar suas vendas
nas praças de alimentação da empresa. O sucesso da técnica empregada pela
Disney incentivou outras empresas a fazerem o mesmo (BLANCO, 2008). Nessa
linha de pensamento podemos afirmar que não é por acaso que todos os carros
novos possuem um cheiro específico de novo. Esse odor é resultante da dedicação
de especialistas no assunto, por isso existem aromas que são específicos e outros
que são universais.
O êxito do marketing olfativo consiste em obter um aroma que lembre a
marca. Os especialistas estão de acordo com o fato de que criar um “odótipo” eficaz
requer vários meses de trabalho. É necessário saber onde a marca se acha exposta,
analisar o contexto em que é consumida e em que cenário os usuários se
relacionam com ela. No caso específico das bibliotecas universitárias, é preciso
descobrir com o que ela deseja se identificar, como vai difundir o odor, onde quer
marcar presença com ele e onde não quer.

5 QUE CHEIRO TEM A MARCA DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS? (des)
simplificando uma tendência delicada
Mas afinal, de que aroma estamos falando? Se a questão é de ordem
prática podemos perguntar, que aroma tem as marcas? Por que um aroma nos
lembra objetos, situações, pessoas e marcas? Por que o cheiro de areia molhada
nos lembra chuva? Por que uma colônia infantil lembra bebê? Até pouco tempo,
ninguém parava para pensar nisso e as empresas não tinham se dado conta do
efeito que produz um aroma agradável na experiência do cliente, apesar das
organizações basearem sua identidade corporativa na imagem, no logotipo, no
patrocínio, no mobiliário, ou no som - o fundo musical das lojas ou a melodia de um
anúncio da televisão nos remetem a imagem da organização, a exemplo do PLIMPLIM da rede Globo.
Até bem pouco tempo atrás, se ouvíssemos falar a palavra “marketing
olfativo”, com certeza a nossa expressão facial seria de indiferença. Mesmo

�12

conhecendo o significado dos termos marketing e olfato, não conseguiríamos
visualizar uma relação semântica entre elas. Atualmente, em vários ambientes e
situações - no trabalho, no cafezinho, no shopping, em casa, na rua, no carro, ou em
uma infinidade de ocorrências – nos deparamos com a atribuição de um sentido,
ligado a situações devido à incorporação do odor direcionado a imagem, identidade
ou a marca de uma empresa. Sabemos que estamos circundados por uma enorme
variedade de cheiros, mas ainda assim nosso mecanismo de percepção nos previne
de ficarmos constantemente oprimidos por eles. A percepção de um odor em relação
ao ambiente organizacional é notória, especialmente quando se trata de bibliotecas,
pois sabemos que o cheiro de mofo, livro empoeirado, etc. traduz os efeitos que
esses aromas podem refletir nas atitudes dos seus usuários.
À luz dessas considerações podemos dizer que uma empresa que não
cria novas estratégias para incorporar aromas ou odores em seu ambiente
organizacional, pode perder a força de penetração no mercado e enfraquecer sua
imagem ou marca de qualidade junto aos seus usuários. A oferta e a procura podem
funcionar pelo cheiro; e os usuários podem ser conquistados através da inovação do
uso de aromas específicos no ambiente organizacional das bibliotecas universitárias.
O cheiro pode aparecer como imperativo categórico na aplicação do marketing e na
sedução das mudanças.
A inexistência de estudos que subsidiem o processo das técnicas do
marketing olfativo na otimização do uso das bibliotecas universitárias e na melhoria
da qualidade dos seus produtos e serviços constitui um “gap” em relação à
promoção de inovações que dinamizem a permanência de usuários reais e a
conquista de usuários potenciais - cujo desejo das unidades de informação é
transformá-los em novos clientes, reais e participativos.
Constatamos a partir das idéias sobre os aromas no ambiente das
organizações, sua influência na melhoria da percepção dos clientes e na avaliação
de ambientes de lojas, defendidas por Spangenberg, Crowley e Henderson (1996)
que a aplicação do marketing olfativo nas bibliotecas universitárias é relevante para
medir o retorno de suas ações e conhecer o cliente - algo que parece por vezes
esquecido.

�13

6 CONSIDERAÇÔES FINAIS
As mudanças organizacionais são processos amplos e complexos, e
porque não afirmar, necessários para que uma organização sobreviva.

Muitos

concordam que o princípio de sucesso não se dá apenas no nível econômico e
tecnológico. Atualmente, não há dúvidas, que o marketing olfativo é considerado um
mecanismo eficaz e competitivo para a organização.
Para remate final, consideramos alguns pontos básicos que servem de
delimitadores do assunto em pauta:
a) o marketing olfativo pode ser responsável pela construção ou fortalecimento
da imagem de uma unidade de informação;
b) o êxito do marketing olfativo nas bibliotecas universitárias consiste em
conseguir criar um aroma que lembre a marca, a imagem e a identidade
dessas organizações;
c) é impossível que uma mesma fragrância transmita a mesma mensagem a
todos. Daí a certeza de que obter um aroma universal que agrade a todos
os usuários é irrealizável.
Os profissionais engajados no contexto informacional devem, portanto, se
voltar para a questão do aroma no ambiente organizacional. As unidades de
informação não podem se preocupar apenas com a rotina de seus processos
técnicos. É necessária uma maior sensibilização no que diz respeito à adoção
marketing olfativo ou aromarketing, haja vista esta técnica tornar o ambiente
organizacional mais atrativo e prazeroso. O ambiente aromatizado pode aumentar a
freqüência e a permanência dos usuários na biblioteca, todavia é necessário
escolher a fragrância certa para o local, sempre tendo como foco os usuários. Ao
sentirem maior prazer em permanecer na biblioteca, criarão um vínculo com a
marca, à identidade e a imagem da biblioteca, por meio do apelo emocional
vinculado a conquista e a atração dos usuários.
Vale ressaltar, entretanto, que a promoção do prazer e do conforto
ambiental através do aroma é uma possibilidade que deve ser considerada com
cautela, pois, ao se trabalhar fragrâncias, nem todos aceitam alguns aromas

�14

específicos, o que interfere de forma substancial na conduta dos sujeitos frente ao
uso cotidiano das unidades de informação. Os aromas são percebidos de maneira
diferente, por isso é difícil obter um aroma universal, que agrade a todos. É
impossível que uma mesma fragrância transmita a mesma mensagem a todos.
Isso posto, eis algumas sugestões para as bibliotecas universitárias
começarem a se preocupar com o marketing olfativo como estratégias de promoção,
no que diz respeito à melhoria da qualidade do conforto ambiental dos usuários:
1. as bibliotecas devem buscar novos meios para se comunicar com os usuários.
Algo além dos meios comuns já utilizados na comunicação (visão e audição),
começando assim, a dar mais atenção a um sentido humano pouco explorado, o
olfato;
2. estudar o ambiente da unidade da informação para identificar os aromas mais
apropriados para cada setor, e assim aplicar o aromarketing nas unidades de
informação, por exemplo: o aroma de menta e erva doce nas cabines de estudo,
favorecendo o aumento do nível de atenção dos usuários; os aromas frescos ou da
natureza nas seções de tratamento técnico e atividades internas para reduzir a
sensação de estar em lugares fechados, bem como aromas relaxantes como ylang,
ylang, lavanda, cítricos e ozônicos, entre outros para aumentar o humor,
possibilitando bem estar ao pessoal da unidade de informação; na seção de
empréstimo, reserva, acervo e os ambientes com maior fluxo de usuário aplicar
aromas de lavanda, alecrim, eucalipto, etc. que proporcionam tranqüilidade;
3. aromatizar, por exemplo, as exposições (eventos) realizadas nas dependências
da biblioteca, aplicar aromas que reflitam a marca dos produtos que estão sendo
expostos,

proporcionando

conforto

ao

visitante.

Os

aromas

por

estarem

armazenados em diversos tipos de suporte, devem ser escolhidos pelos
bibliotecários, considerando a adequação apropriada para o ambiente a ser
aromatizado. A exemplo dos encontrados nos difusores elétricos, difusores à vela e
difusores peebles, que além de aromatizar são decorativos. Outra alternativa mais
econômica e prática de utilizar são os aromas em incensos e sachês1.
1

Os tipos de aromas podem
http://www.aromagia.com.br/

ser

visualizados

no

site

da

Aromagia

pelo

endereço

�15

Sem dúvida, podemos afirmar que o marketing olfativo é um assunto amplo,
motivo pelo qual não esperamos que as bibliotecas universitárias se familiarizem de
imediato. Entretanto, não há razão para que elas desconsiderem a importância dos
enfoques essenciais tratados nesse artigo, os quais julgamos inconclusos, mas
suficientes para impulsionar estudos e pesquisas relevantes para as bibliotecas que
desejarem abraçar o aromarketing. O futuro dessa questão, portanto, está
fortemente ligado as mudanças não apenas no que se refere ao trato de questões
vistas apenas como algo desejado pelos usuários, mas como uma condição para o
sucesso de uma organização.

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__________________
1
2
3
4
5

Edna Gomes Pinheiro, Universidade Federal de Minas Gerais/PPGCI (UFMG),
ednagomespi@yahoo.com.br.
Alzira Karla Araújo da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais/PPGCI (UFMG),
alzirakarla@gmail.com.
Izabel França de Lima, Universidade Federal de Minas Gerais/PPGCI (UFMG),
belbibb@yahoo.com.br.
Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia, Universidade Federal de Minas Gerais/PPGCI (UFMG),
egcc3@gmail.com.
Rosa Zuleide Lima da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais/PPGCI (UFMG),
rosazuleide@hotmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Enfatiza que enquanto existem temas que são alvos certeiro de incontáveis estudos e pesquisas nas bibliotecas universitárias, outros carecem de interesse por parte dos pesquisadores ou bibliotecários, tal como a questão dos aromas no ambiente organizacional. Salienta que os aromas corporativos requerem uma técnica ainda incipiente denominada Marketing olfativo. Essa técnica surge do convencimento de que os objetos têm aroma e que as pessoas, as casas, as comunidades, as cidades, e até mesmo os países, têm seu próprio cheiro. Afirma que as bibliotecas universitárias, organizações que não visam lucro, apesar de terem sua identidade corporativa baseada na imagem (no logotipo, no patrocínio ou no mobiliário) ainda não atentaram para o efeito que um aroma agradável produz na experiência dos usuários. Mostra como as noções filtradas pelo marketing olfativo podem levar as bibliotecas universitárias a usarem adequadamente o espaço físico para atrair seus clientes, e assim compreenderem o aroma do seu ambiente organizacional como algo estratégico, capaz de mudar profundamente sua identidade, sua marca, otimizando o desenvolvimento e a qualidade de serviços inovadores com foco no usuário. Conclui que os métodos e estratégias do marketing olfativo, mesmo sem o seu potencial totalmente explorado, podem atribuir um grande apelo emocional a comunidade usuária das bibliotecas universitárias, influenciando diretamente nas decisões e na satisfação do usuário, no momento da execução de suas pesquisas, estudos e realizações acadêmicas.</text>
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REPOSITÓRIOS DIGITAIS E SUA COLABORAÇÃO PARA
DISSEMINAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA GRADUAÇÃO
PETINARI, V. S.1

RESUMO
Aborda-se a comunicação científica e discute-se a disseminação da informação por
meio de repositórios digitais de acesso livre. Avalia-se na visão dos graduandos,
egressos e docentes do Curso de Ciência da Informação da Faculdade de
Biblioteconomia da PUC-Campinas o uso e a aplicabilidade dos repositórios digitais
de acesso livre para disseminação do conhecimento científico e o quanto seu uso
concretiza uma novidade na área. Utiliza-se como método pesquisa científica de
caráter exploratório e aplica-se questionário como instrumento da coleta de dados.
Tem-se como resultado que os docentes consideram pertinente a disponibilidade
das monografias em meio digital e que há interesse da comunidade acadêmica a
estoques informacionais por meio dos repositórios digitais. Conclui-se que, embora
ainda não seja uma prática, o uso de repositórios digitais de acesso livre de
monografias para a comunidade de sujeitos pesquisada, apresenta-se como uma
nova ferramenta para disseminação da comunicação científica na área da Ciência
da Informação.
Palavras-chave: Repositório digital. Comunicação científica. Ciência da Informação.

ABSTRACTS
It is presented scientific communication and it is discussed the information
dissemination by means of digital repositories of free access. It is evaluated in the
point of view of undergraduate, graduated and professors of the Course of
Information Science of the College of Library Science of the Pontifical University
Catholic of Campinas the use and the applicability of the digital repositories of free
access for dissemination of the scientific knowledge and all that its use makes a
novelty real in the area. It is used as the method scientific search of exploratory
character and it is applied as instrument of the collection of data questionnaires
structuralized. He has yourself as resulted that the professors consider pertinent the
availability of the monographs in digital way and that there is interest of the
academic community in having access to informational contents by means of the
digital repositories. It is concluded that, even so it is not a current practice the use of

�2

digital repositories of free access of monographs for the community searched,
presented as a new tool for dissemination of the scientific communication in the area
of Information Science.
Keywords: Digital repository. Scientific communication. Information Science.

1 INTRODUÇÃO
No contexto brasileiro, a produção científica da área de Ciência da
Informação concentra-se nas quarenta e duas escolas de biblioteconomia e nos
nove programas de pós-graduação, mas ainda é pequeno o grupo de pesquisadores
da área, sendo sua produção concentrada nas universidades públicas e privadas
que mantêm programas de pós-graduação e no Instituto Brasileiro de Ciência e
Tecnologia (IBICT), entidade governamental que trata da informação científica
brasileira (LEITE; MÁRDERO ARELLANO; MORENO, 2006).
Observa-se que o acesso digital a essa produção científica ainda é
limitado, mesmo havendo a Portaria nº 13, de 15 de fevereiro de 2006 da Fundação
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que
constitui a obrigatoriedade das Instituições de Ensino Superior (IES) em divulgar de
forma digital as teses e dissertações produzidas pelos programas reconhecidos de
doutorado e mestrado.
Com relação à disponibilidade percebe-se que quando o assunto é tratado
sob a ótica da graduação e de seus trabalhos de conclusão de curso (TCCs) ou
monografias o acesso torna-se mais limitado, pois quase não há iniciativas nesse
sentido.
Sabe-se que as monografias depois de concluídas e apresentadas a uma
banca examinadora, as mesmas tornam-se mais uma coleção, no suporte papel, nas
prateleiras das bibliotecas acadêmicas. Por meio dessa ação, as IES disponibilizam
os conteúdos à comunidade acadêmica, porém, seria mais interessante se essas
coleções tivessem a mesma disponibilidade das teses e dissertações em meio
digital.

�3

2 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E REPOSITÓRIOS DIGITAIS DE ACESSO LIVRE
Garvey (1979 apud PEDRINI, 2005, p.19) conceitua o processo de
comunicação científica como sendo “um conjunto de atividades relacionadas à
produção, disseminação e uso da informação” e envolve coleta de informações,
armazenamento, divulgação de pesquisas e resultados das investigações,
contribuindo para que a informação produzida pela comunidade científica alcance o
maior número possível de interessados no mesmo assunto, sendo a mesma
validada e aprovada pelos pares.
Dentro de estrutura de comunicação científica, identificou-se que as
monografias de conclusão de curso enquadravam-se nos canais informais, pois o
acesso é restrito e são fontes primárias, sendo as mesmas também classificadas
como literatura cinzenta, ou seja, “usada para designar documentos não
convencionais

e

semipublicados,

produzidos

nos

âmbitos

governamental,

acadêmico, comercial e da indústria” (GOMES; MENDONÇA; SOUZA, 2000, p. 97).
Conforme Severino (2000, p. 128) o termo monografia designa “um tipo
especial de trabalho científico. Considera-se monografia aquele trabalho que reduz
sua abordagem a um único assunto, a um único problema, com um tratamento
especificado“.

Reforçando tal citação e a própria prática da Faculdade de

Biblioteconomia (FABI) da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCampinas), Marconi e Lakatos (2001, p. 151) mencionam que “a monografia é o
primeiro passo da atividade científica do pesquisador. Algumas faculdades exigem
que seus alunos, para obtenção de grau, realizem um trabalho cientifico de final de
curso, ou seja, a monografia”.
Observa-se que o trabalho monográfico vai ao encontro de algumas
finalidades da educação superior do Brasil, mencionadas na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (LDB) nº 9.394 de 1996, a saber:
I. Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito
científico e do pensamento reflexivo;
III. Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica,
visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e
difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do
homem e do meio em que vive;
IV. Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o

�4

saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de
comunicação (SOUZA; SILVA, 1997, p. 71).

Essas finalidades também confirmam o quanto à publicação da produção
científica e acadêmica é fundamental para o desenvolvimento da maturidade e da
experiência científica iniciante dos acadêmicos.
Oliveira e Noronha (2006) mencionam a comunicação científica eletrônica
como sendo uma nova categoria em prol da comunicação científica, pois a mesma
estabelece-se por canais eletrônicos possuindo tanto as características informais
quanto formais da comunicação científica.
Nota-se com isso que a comunicação científica ampliou sua forma de
disponibilizar a informação, ganhando um perfil híbrido - do tradicional ao eletrônico e certamente com esse novo perfil novos produtos e serviços vêm surgindo, entre
eles os repositórios digitais de acesso livre.
Viana; Márdero Arellano e Shintaku (2005, p. 3) definem repositórios
digitais como “uma forma de armazenamento de objetos digitais que tem a
capacidade de manter e gerenciar material por longos períodos de tempo e prover o
acesso apropriado”.

Os repositórios digitais, também denominados pela

comunidade científica como e-prints, surgiram como alternativas ao tradicional
sistema de comunicação científica (KURAMOTO, 2006).
Observam-se algumas categorias de repositórios digitais de acesso livre,
como o caso do repositório digital temático que pode ser entendido como aquele que
armazena documentos científicos por área do conhecimento. Sabe-se que no Brasil
há repositórios temáticos que podem ser acessados por meio do Diálogo Científico
(DICI) do IBICT. Esses repositórios foram classificados a partir da tabela de áreas do
conhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) que foi dividida em nove grandes áreas e suas sub-áreas (VIANA;
MÁRDERO ARELLANO, 2006).
Existe o repositório digital institucional que segundo Lynch (2003 apud
Leite; Costa, 2006, p. 213) “é um conjunto de serviços que a universidade oferece
aos membros de sua comunidade, visando ao gerenciamento e disseminação dos
materiais digitais criados pela instituição e pelos membros de sua comunidade”.

�5

Também há os open archives de acesso público, que são definidos como:
Diretórios existentes em um computador que estão abertos para o
acesso via File Transfer Protocol (FTP) ou HiperText Transfer
Protocol (HTTP), armazenando uma coleção de séries de artigos ou
uma coleção de dados sobre artigos armazenados em outro local
(SENA, 2000, p. 72).

Segundo Sena (2000); Triska e Café (2001) o conceito de arquivos
abertos teve seu marco consolidado na Convenção de Santa Fé realizada no Novo
México, em 1999. Durante a Convenção foram discutidos e definidos os critérios a
serem estabelecidos para o desenvolvimento de um serviço universal de autoarquivamento executado pelos próprios pesquisadores referente aos seus trabalhos
acadêmicos.

Entre os critérios foram destacados três princípios considerados

principais: auto-arquivamento, revisão entre os pares e interoperabilidade.
Leite, Márdero Arellano e Moreno (2006, p. 84) mencionam que “os
arquivos/repositórios de acesso livre, baseados em arquivos abertos, são
interoperáveis e, por esta razão, podem ser acessados por diversos provedores de
serviços disponíveis em nível nacional e internacional”. São arquivos que reúnem eprints das diversas áreas do saber e que são abertos à consulta pública, bem como
à publicação automatizada dos trabalhos por parte dos pesquisadores (SENA,
2000).
Um repositório digital de acesso livre e aberto “exerce simultaneamente o
papel de produtor, editor e biblioteca” (WEITZEL; FERREIRA, 2005, p. 5). Para
esses autores a proposta de e-prints ultrapassa as redes e sistemas que
armazenam estoques informacionais, pois permite o uso, a construção e a
disseminação de um novo conhecimento registrado ainda in loco (WEITZEL;
FERREIRA, 2005).
Comparando os repositórios digitais de acesso aberto com o sistema
tradicional de comunicação científica observa-se que os mesmos podem ser mais
eqüitativos e eficientes para a disseminação da informação científica (SENA, 2000).

�6

3 MÉTODO
O estudo consistiu em uma pesquisa científica de caráter exploratório que
contribuiu para uma reflexão sobre o conhecimento, a atitude e a prática dos sujeitos
com relação a repositórios digitais de acesso livre de monografias na área de
Ciência da Informação. O universo de sujeitos da pesquisa totalizou 130, sendo: 32
graduandos matriculados em 2007 no oitavo período; 79 egressos das turmas de
2001 a 2003 e 19 docentes, todos vinculados ao Curso de Ciência da Informação
com habilitação em Biblioteconomia da FABI da PUC-Campinas.
Para a coleta de dados foi solicitado a IES autorização para realização
desta pesquisa e utilizados como instrumento para coleta de dados três
questionários distintos para cada categoria de sujeitos, estruturados com perguntas
fechadas e abertas, sendo que algumas perguntas foram feitas às três categorias e
enviados de forma individual para os endereços eletrônicos dos sujeitos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para apresentação e tabulação dos dados foram agrupadas nas mesmas
tabelas

as

respostas

(freqüências)

das

três

categorias

de

sujeitos,

independentemente do total de cada categoria, de modo a permitir melhor leitura,
interpretação e discussão dos dados. Apesar dos valores de freqüência dos grupos
de sujeitos apresentarem-se diferentes para os questionamentos, os mesmos
representam apenas indícios e não se pode afirmar incidência maior ou menor sobre
as categorias de sujeitos sem que sejam feitos testes de hipótese estatísticos
aplicáveis a estes tipos de variáveis e características amostrais.
Tabela 1 - Sujeitos da pesquisa por categoria
Categorias de Sujeitos

Questionários
Enviados
32

Questionários
Respondidos
21

Respostas
em %
65,6

Egressos

79

40

50,6

Docentes

19

10

52,6

Total dos Sujeitos da Pesquisa

130

71

54,6

Graduandos

�7

O total de sujeitos que responderam a pesquisa foi de 71, correspondendo
a 54,6% dos pesquisados, sendo 21 graduandos, 40 egressos e 10 docentes.
Tabela 2 - Utilização da coleção de TCCs da Biblioteca da FABI pelos graduandos
Opções
não utilizavam
utilizavam
Total

Freqüência

%

03
18
21

14,3
85,7
100%

Identificou-se que a maioria dos graduandos utilizava à coleção de TCCs
do curso, dado já esperado, uma vez que todos estavam em fases de
desenvolvimento de projetos ou monografias de final de curso. Constatou-se que
dos 18 graduandos que utilizavam à coleção, 13 consideraram que a disponibilidade
da coleção em formato impresso era ruim, pois nem sempre o TCC que o graduando
procurava estava disponível para consulta ou empréstimo. Alguns graduandos
também comentaram que muitas vezes o material estava desaparecido e que o
número de exemplares era insuficiente.
Tabela 3 - Conhecimento dos egressos sobre a disponibilidade de suas monografias
Opções

Freqüência

%

não disponíveis na biblioteca

03

7,5%

disponíveis na biblioteca

28

70,0%

não sabiam

09

22,5%

Total

40

100%

Constatou-se que 09 egressos não sabiam informar se as suas
monografias estavam catalogadas na biblioteca da FABI da PUC-Campinas e
somente 03 disseram que suas monografias não estavam disponíveis. Isso pode
representar que esses egressos foram aprovados na disciplina de TCC, mas seus
trabalhos não obtiveram notas médias iguais ou superiores a sete. Tal critério de
nota consta no Artigo 26, do Regimento de TCC em Ciência da Informação na PUCCampinas e determina que o TCC não seja incluído na coleção de TCCs da FABI.

�8

Tabela 4 - Conhecimento sobre a existência da biblioteca digital de teses e dissertações
do Sistema de Bibliotecas e Informação (SBI) da PUC-Campinas
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freq.

%

Freq.

%

Freq.

%

não sabiam da biblioteca digital

04

19,0

15

37,5

02

20,0

sabiam da biblioteca digital

17

81,0

25

62,5

08

80,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Observou-se que houve freqüência considerável nas três categorias de
sujeitos que não tinham conhecimento da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
do SBI da PUC-Campinas. Essas freqüências poderiam ser considerados
reveladores e importantes para o SBI, por se tratar de um produto oferecido
recentemente à comunidade, isto porque a biblioteca digital foi implementada no
primeiro semestre de 2007, provavelmente cumprindo as exigências da Portaria n.
13, de 15 de fevereiro de 2006.
Tabela 5 - Definição de repositório digital
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

09

42,9

31

77,5

05

50,0

discordaram

00

0,0

03

7,5

00

0,0

não sabiam

12

57,1

06

15,0

05

50,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Percebeu-se que somente 03 egressos discordaram da citação que define
repositório digital como “uma forma de armazenamento de objetos digitais que tem a
capacidade de manter e gerenciar material por longos períodos de tempo e prover o
acesso apropriado” (VIANA; MÁRDERO ARELLANO; SHINTAKU, 2005, p. 3).
Notou-se por meio dos comentários dos sujeitos certa insegurança dos
mesmos quando na definição constou “capacidade de manter e gerenciar material
por longos períodos de tempo e prover o acesso apropriado”. A dúvida dos sujeitos
foi de que a infra-estrutura tecnológica é que deveria garantir capacidade de manter
estoques informacionais por longos períodos de tempo. Os repositórios digitais e

�9

profissionais seriam responsáveis por gerenciar materiais e prover o acesso
apropriado, com ajuda das TICs que garantiriam a interoperabilidade.
Tabela 6 - Conhecimento sobre Repositório Digital de Acesso Livre
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freq.

%

Freq.

%

Freq.

%

03

14,3

09

22,5

02

20,0

18

85,7

31

77,5

08

80,0

21

100%

40

100%

10

100%

nunca ouviram falar de repositório
digital
já ouviram falar de repositório
digital
Total

Notou-se, por meio das freqüências, que as três categorias de sujeitos
responderam nunca terem ouvido falar em repositórios digitais de acesso livre.
Verificou-se que são quantidades baixas, entretanto, são resultados a serem
observados, pois a grade curricular do curso apresentou disciplinas como Fontes e
Redes de Informação Especializada; Educação do Usuário, Disseminação da
Informação; entre outras, que buscam discutir tendências e apresentam produtos e
serviços passíveis de inovação à unidade de informação.
Tabela 7 - Colaboração de um repositório digital de acesso livre
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

18

85,7

39

97,5

09

90,0

discordaram

01

4,8

00

0,0

01

10,0

não sabiam

02

9,5

01

2,5

00

0,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

As freqüências confirmam a colaboração de um repositório digital de
acesso livre para disseminação da informação. Tais resultados vêm ao encontro de
uma das justificativas deste trabalho que também foi respaldada nas orientações e
definições de Mueller (2006, p. 5) quando disse que “os repositórios institucionais
têm o objetivo de permitir e estimular o acesso à produção da universidade, sendo o
acesso aberto a todos os interessados”.

�10

Tabela 8 - Consenso no pensamento dos sujeitos da pesquisa sobre a importância em
disponibilizar a Produção Científica
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

17

81,0

31

77,5

07

70,0

discordaram

01

4,8

01

2,5

02

20,0

não sabiam

03

14,3

08

20,0

01

10,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Observou-se que a categoria dos docentes foi a que mais discordou da
citação, isto é, dois. Já as categorias de graduandos e egressos foram as que mais
responderam que não sabiam se havia ou não consenso.
De modo geral, identificou-se por meio dos comentários que as três
categorias de sujeitos mencionaram preocupação com relação a disponibilizar
estoques informacionais na Internet, pois na visão dos mesmos, os responsáveis por
essa disponibilidade, deveriam garantir qualidade e confiabilidade das informações
disponibilizadas.
Tabela 9 - Monografia de final de curso versus produção científica avaliada
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

18

85,7

32

80,0

06

60,0

discordaram

02

9,5

05

12,5

03

30,0

não sabiam

01

4,8

03

7,5

01

10,0

Total

21

100%

40

100%

10

100%

Notou-se que a grande maioria das três categorias de sujeitos concordou
com a afirmação de que a monografia de final de curso poderia ser considerada
produção científica avaliada e aprovada pelos seus pares, uma vez que a mesma é
desenvolvida com a orientação de um professor e posterior análise e julgamento de
pesquisadores da área por meio de uma banca examinadora.
Constatou-se que a visão dos sujeitos corresponde com a revisão de
literatura, no que tange que, a monografia é “um tipo especial de trabalho científico”

�11

(SEVERINO, 2000, p. 128) e que “é o primeiro passo da atividade científica do
pesquisador” (MARCONI; LAKATOS, 2001, p. 151).
A questão da avaliação pelos seus pares foi confirmada confrontando os
comentários dos sujeitos com o regimento da disciplina de TCC do curso, pois nele
constava que o aluno deveria elaborar individualmente o TCC sob a orientação de
um professor, e ser submetido à avaliação de uma banca examinadora composta
por três membros (professor-orientador; um professor que poderia ser orientador
temático e outro professor ou profissional de reconhecida capacidade com ou em
vínculo empregatício com a PUC-Campinas).
É importante observar que essa avaliação ocorre sob a ótica acadêmica,
por meio de um regimento interno do curso especificamente para a disciplina de
TCC, diferentemente da produção científica publicada em periódicos científicos das
várias áreas do conhecimento, pois neste caso os conteúdos (artigos) são
submetidos a avaliadores, revisores e editores.
Tabela 10 - Pertinência, na visão dos docentes, em disponibilizar a produção científica da
graduação em um repositório digital de acesso livre
Opções

Freqüência

%

considerou pertinente

08

80,0%

não considerou pertinente

01

10,0%

não sabiam

01

10,0%

Total

10

100%

Observou-se que a maioria dos docentes, oito, considerou pertinente
disponibilizar a produção científica da graduação (monografias) em um repositório
digital de acesso livre.
Tabela 11 - Disponibilidade de TCCs em algum repositório digital de acesso livre
Opções

Graduandos

Egressos

Freq.

%

Freq.

%

tinham interesse ou depositaram os TCCs

14

66,7

01

2,5

não tinham interesse ou não depositaram os TCCs

07

33,3

39

97,5

Total

21

100%

40

100%

�12

Notou-se que 14 dos graduandos tinham interesse em depositar seus
TCCs. Entretanto, apenas 01 egresso mencionou ter depositado sua monografia em
um repositório digital de acesso livre.
Observou-se que a forma de depósito coincidiu com a revisão de literatura,
isto é, auto-arquivamento.
Tabela 12 - Produção cientifica da graduação e possibilidades de novos produtos e
serviços
Opções

Graduandos

Egressos

Docentes

Freqüência

%

Freqüência

%

Freqüência

%

concordaram

19

90,5

37

92,5

09

90,0

discordaram

00

0,0

01

2,5

00

0,0

não sabiam

02

9,5

02

5,0

01

10,0

Total

21

100%

41

100%

10

100%

Percebeu-se que as opiniões dos sujeitos da pesquisa atreladas à
situação atual da instituição, corresponderam com a revisão de literatura, pois a IES
ainda não usufrui amplamente de um repositório digital institucional. Confirmou-se
possibilidade do SBI oferecer novos produtos e serviços pelo por meio de um
repositório digital.

5 CONCLUSÃO
Notou-se que, embora os sujeitos não tivessem muita compreensão e
distinção entre bibliotecas digitais e repositórios digitais, o acesso on-line a estoques
informacionais foi considerado interessante e confirmou-se a sua aplicabilidade para
armazenamento, compartilhamento, disseminação e recuperação do conhecimento
científico, pois havia demanda de interesse da comunidade científica para o acesso
digital aos TCCs.
Verificou-se que a coleção de TCCs da biblioteca da FABI era utilizada
pelos alunos do último ano do Curso de Ciência da Informação, resultado
considerado favorável e desejável uma vez que todos encontravam-se em fase de
desenvolvimento de projetos ou monografias de final de curso, embora

�13

comentassem que há poucos exemplares disponíveis. Essa dificuldade mencionada
pelos graduandos com relação à coleção impressa reforça a possibilidade de criação
de um repositório digital institucional para disseminação das monografias.
Os resultados apontaram que os docentes do Curso de Ciência da
Informação consideraram pertinente a disponibilidade da produção científica da
graduação (monografias) em um repositório digital de acesso livre embora exista
preocupação relacionada à confiabilidade e credibilidade das informações por meio
dos repositórios digitais de acesso livre foi notada.
Considerou-se que, embora ainda não seja uma prática, em especial pelos
egressos, o uso de repositórios digitais de acesso livre de monografias para a
comunidade de sujeitos pesquisada, apresenta-se como uma nova ferramenta para
disseminação da comunicação científica na área a Ciência da Informação.

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Institui a divulgação das teses e dissertações. Diário Oficial [da União], n. 35,
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006.
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Ciências da Comunicação promovendo o acesso livre e o desenvolvimento
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em: &lt;http://eprints.rclis.org/view/conftitle/&gt;. Acesso em: 20 abr. 2007.

__________________
1

Valdinéa Sonia Petinari, Universidade Estadual de Campinas, val@ceb.unicamp.br.

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Aborda-se a comunicação científica e discute-se a disseminação da informação por meio de repositórios digitais de acesso livre. Avalia-se na visão dos graduandos, egressos e docentes do Curso de Ciência da Informação da Faculdade de Biblioteconomia da PUC-Campinas o uso e a aplicabilidade dos repositórios digitais de acesso livre para disseminação do conhecimento científico e o quanto seu uso concretiza uma novidade na área. Utiliza-se como método pesquisa científica de caráter exploratório aplica-se questionário como instrumento da coleta de dados. Tem-se como resultado que os docentes consideram pertinente a disponibilidade das monografias em meio digital e que há interesse da comunidade acadêmica a estoques informacionais por meio dos repositórios digitais. Conclui-se que, embora ainda não seja uma prática, o uso de repositórios digitais de acesso livre de monografias para a comunidade de sujeitos pesquisada, apresenta-se como uma nova ferramenta para disseminação da comunicação científica na área da Ciência da Informação.</text>
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POLÍTICA DE QUALIDADE NO NÚCLEO INTEGRADO DE BIBLIOTECAS
DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
PEREIRA, M. R. S.1
FIGUEIREDO, R. B. A.2

RESUMO
Gestão de qualidade em bibliotecas universitárias. Proposta de implantação de
indicadores para gerenciamento da qualidade em bibliotecas. Escolheu-se o
Programa de Gestão Pública, por ser voltado para resultados e se desenvolver a
partir de princípios constitucionais. Baseado em produtos como a avaliação
continuada, desburocratização e gestão de atendimento sendo prioritariamente
aplicada a administração pública federal.
Palavras -chave: Gestão Pública. Qualidade. Bibliotecas universitárias.

ABSTRACT
It’s about the quality management at university libraries. A proposal for quality
management indicators implementation in libraries is made. The Public Management
has been chosen because it aims results and develops itself through constitutional
principles. The proposal is based on products as continual evaluation, nonbureaucratic processes and service management that should be applied in the first
instance to the federal public management.
Keywords: Quality management. Public university libraries. Public Management

1 O PONTO DE PARTIDA
Os avanços tecnológicos advindos dos séculos XX e XXI proporcionaram
às bibliotecas mudanças de paradigmas e visão empreendedora aos profissionais da
informação (gestores, bibliotecários e técnicos).

�2

Tal evolução, atrelada à implantação do sistema da qualidade em
bibliotecas, proporciona aos seus usuários melhoria contínua dos serviços e
produtos oferecidos, uma vez que estabelece avaliações processuais de
desempenho constantes, buscando atender às exigências dos usuários.
Assim, prestar um serviço de qualidade, que possa ser referência
institucional no atendimento a clientes internos e externos torna-se um grande
desafio para o Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA, que no momento, inicia
um novo estilo gerencial, baseado em indicadores de desempenho.
Diante disso, o Programa de Gestão Pública (GESPÚBLICA) se
apresenta como modelo de qualidade em serviços, por permitir sua aplicação
setorial, e ser desenvolvido para a área pública, contendo assim, os requisitos
necessários para sua utilização em uma área sem fins lucrativos. Destaca-se,
porém, que esta é apenas uma proposta a ser apresentada à Administração
Superior para aprovação.(BRASIL, 2007a)
O objetivo do GESPÚBLICA na perspectiva do Schauff (2006, p.20) é:
[...] aumentar a competitividade das organizações públicas e
contribuir para a melhoria da qualidade de vida do cidadão,
instrumentalizando sua gestão, para assegurar a obtenção de lucros
sociais decorrentes de bons produtos e serviços.

As pretensões iniciais configuram-se apenas em seguir-se um programa
estruturado de atendimento, baseado em critérios pré-estabelecidos e reconhecidos
como padrões de avaliação. A partir dessa experiência, pretende-se concorrer com o
prêmio GESPÚBLICA.

2 O NÚCLEO INTEGRADO DE BIBLIOTECAS
O Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) da Universidade Federal do
Maranhão (UFMA) se constitui de 13 Unidades Setoriais e uma Unidade Central,
denominada Biblioteca Central, responsável administrativa e tecnicamente pela
coordenação das demais, conforme a Resolução n º03/84 – CA de 15/08/1984.

�3

A finalidade do NIB é disponibilizar informações técnico-científicas à
comunidade acadêmica, através de seus acervos e instalações, como suporte aos
programas de ensino, pesquisa e extensão da UFMA, possibilitando o acesso à
informação armazenada e gerada na universidade.
No ano de 2007, teve-se uma média, em todas as unidades do NIB, de
456 empréstimos ao dia. Um número significativo para uma instituição com 11.418
alunos matriculados e um acervo de 54.793 títulos. Esses empréstimos foram
realizados, em sua maioria, na Biblioteca Central, que tem o maior acervo do NIB,
por incluir conteúdos dos currículos de graduação do maior campus da UFMA, o
Campus I, em São Luís.

3 PROPOSTA PARA O NIB
A estrutura1 proposta adequa a gestão de serviços, produtos e recursos
humanos possibilitam o melhor desenvolvimento das funções existentes adequandoas sem desvios. Tal estrutura permite, ainda, separar gerencialmente os serviços de
atendimento dos serviços de processamento técnico, e, quando necessário, integrálos para buscar soluções para as demandas identificadas.
DIRETORIA
Comissão Consultiva

Vice-Diretoria
Secretaria

Divisão de Serviços
Técnicos

Divisão de Bibliotecas

Figura 1 - Proposta de organograma para o NIB

Nessa perspectiva, interessa-nos, para efeito desta proposta de trabalho,
a Divisão de Bibliotecas, que inclui o serviço de Referência em todas as bibliotecas
do Núcleo.

1

A estrutura proposta está em fase de avaliação pela Administração Superior da UFMA.

�4

As ações serão realizadas, a priori, no serviço de referência da Biblioteca
Central. A escolha desta biblioteca dá-se por ela ter o maior fluxo de usuários / dia,
e, portanto, ter um impacto maior no momento em que se implanta um novo serviço
ou uma nova forma de gerenciamento.
Outra justificativa para esta escolha, é que ela tem uma gama de serviços
potencialmente maior que as demais unidades, por concentrar a maior quantidade
de servidores, principal desafio na implementação de um serviço baseado em
resultados e desempenho.
Para atingir os padrões de qualidade desejados na biblioteca universitária,
é necessária a aplicação de métodos e ferramentas, bem como ter clareza da sua
missão e objetivos. Esses dados, para efeitos deste trabalho, serão coletados a
partir do Instrumento Padrão de Pesquisa de Satisfação (IPPS), instrumento
próprio do GESPÚBLICA para pesquisa de opinião no serviço público.(BRASIL,
2007b).
Ao se comprometer em trabalhar com qualidade, a instituição passa por
um processo de autoconhecimento e de avaliação crítica que leva ao
aperfeiçoamento de sua gestão.(BRASIL, 2007b).
Para aderir ao Programa de Qualidade no Serviço Público, inicialmente,
pretende-se a implementação da prática de gerenciamento coletivo e baseado em
indicadores. Para tanto, a Biblioteca está implementando mecanismos que possam
embasar este programa em ações que visem realizar suas atividades focadas em
resultados.(VERGUEIRO; CARVALHO, 2000).
O primeiro passo a ser tomado, nessa implementação de serviço voltado
para a qualidade, será a auto-avaliação e a elaboração de um plano de melhoria
para sanar as questões identificadas no setor. Essa auto-avaliação será realizada a
partir de reflexões dos servidores que atuam no setor de referência da Biblioteca
Central, e comparar essas reflexões com o que se encontra na literatura sobre o
assunto; o segundo passo, será a elaboração do IPPS, para medir a satisfação dos
usuários do NIB.

�5

Para a execução do programa planeja-se o envolvimento de todos os
Bibliotecários que atuam no setor de Referência da Biblioteca Central, e entre estes,
formar um comitê de gerenciamento, composto por três bibliotecários, que serão
responsáveis pelas diretrizes do programa na Biblioteca.
A adequação do IPPS será por meio de uma parceria com os alunos da
disciplina Estudo de Usuários, do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal
do Maranhão. Essa parceria visa aproximar as práticas biblioteconômicas na sala de
aula. Após a aplicação do IPPS, e o conhecimento da opinião dos usuários desta
biblioteca sobre seus serviços e produtos, será realizado o planejamento para
ajustar os serviços à necessidade identificada e divulgar os resultados encontrados.
A partir de então, serão construídos os padrões de qualidade de
atendimento aos usuários dos serviços da organização e elaborada a Carta de
Serviços ao Cidadão.

4 RESULTADOS ESPERADOS
O gerenciamento de serviços públicos é sempre um desafio. Em se
tratando de serviço de informação, por ser de difícil mensuração a situação se torna
bastante intrigante, ainda mais ao se considerar que a literatura não relata ainda
padrões específicos para a implementação de um sistema de qualidade nacional
para bibliotecas universitárias públicas.
No âmbito da Biblioteca Central da UFMA, pretende-se:
a) Implementar um processo de gestão adequado para serviços e setor
público;
b) conhecer a opinião dos usuários desta biblioteca sobre os serviços e
produtos desenvolvidos;
c) obter padrões estabelecidos para a manutenção e criação de novos
serviços / produtos;
d) avaliar e divulgar os resultados de todas as ações desenvolvidas;

�6

e) conseguir recursos humanos mais motivados, a partir da divulgação
dos resultados de sua produtividade e de seu envolvimento no
processo de gestão;
f) tornar a avaliação uma constante no processo de gestão da biblioteca;
g) ter um programa de gestão estruturado e capaz de concorrer ao
Prêmio Nacional de Qualidade no Serviço Público.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Documento de
referência. Brasília, 2007a. Disponível em:
&lt;http://www.gespublica.gov.br/menu_principal/folder.2007-0404.1517049614/folder.2007-05-14.5766839347/&gt;. Acesso em: 1 out. 2007.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instrumento de
avaliação da gestão ciclo 2007. Brasília, DF, 2007b.
SCHAUFF, C. A. Ferramentas de apoio ao processo de avaliação da gestão pública.
Caderno GESPÚBLICA, Brasília, n. 2, p. 20-21, 2006.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Conselho de Administração.
Resolução nº 03/84, de 15 de agosto de 1984.
VERGUEIRO, Waldomiro; CARVALHO, Telma de. Indicadores de qualidade em
bibliotecas universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19. 2000, Curitiba.
Anais... Curitiba: FEBABA; PUCRS, 2000. 1 CD-ROM.

__________________
1

Maria Rosivalda da Silva Pereira, Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
rosivaldapereira@uol.com.br.
2
Regycléia Botelho Alves Figueiredo, Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
regycleiaf@yahoo.com.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Gestão de qualidade em bibliotecas universitárias. Proposta de implantação de indicadores para gerenciamento da qualidade em bibliotecas. Escolheu-se o Programa de Gestão Pública, por ser voltado para resultados e se desenvolver a partir de princípios constitucionais. Baseado em produtos como a avaliação , desburocratização e gestão de atendimento sendo prioritariamente aplicada a administração pública federal.</text>
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A INFORMAÇÃO CIENTÍFICA NA ROTINA DOS MÉDICOS RESIDENTES:
Residência em Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade
Estadual de Campinas
PEREIRA, J. D. S.

RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo conhecer o comportamento do médico
residente em relação às necessidades de informação científica decorrentes da sua
rotina na conduta clínica. O estudo foi baseado na opinião de 28 dos 34 médicos
residentes de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em
2007. Para a obtenção dos dados, optou-se por um questionário com a utilização de
duas técnicas: levantamento de dados e incidente crítico. Todos os residentes
pesquisados afirmaram que durante os últimos trinta dias, anteriores à resposta do
questionário, haviam consultado alguma fonte de informação relacionada ao
atendimento de pacientes. A decisão de procurar a informação necessária pode ser
impedida, para 23 (82%) dos residentes pela falta de tempo, para 17 (61%) pela
dificuldade em localizar documentos pertinentes. Entre as fontes de informação mais
procuradas estão: a coleção particular 19 (68%), seguido do médico supervisor 17
(61%). Para 25 (89%) dos residentes a informação encontrada contribuiu para
modificar ou esclarecer alguma decisão tomada anteriormente. Pôde-se detectar
que a informação científica é pouco utilizada na rotina médica desses profissionais.
Essa conclusão originou-se na verificação da escassa utilização e manejo
inadequado dos recursos informacionais disponíveis. Entretanto, também foram
identificadas uma real necessidade e vontade, por parte dos residentes
pesquisados, de possuir as diretrizes necessárias para o acesso adequado e
constante às fontes de informação especializadas.
Palavras-chave: Informação bibliográfica. Informação em saúde. Serviços de
informação. Informação em C&amp;T.

ABSTRACT
This study aimed to find out the behavior of the resident doctor regarding to scientific
information needs, resulted from their routine in clinical practice. The study was
based on the opinion of 28 out of 34 medical residents of Ophthalmology of the State

�2

University of Campinas (UNICAMP) in 2007. To obtain the necessary data, it has
been chosen a questionnaire using two techniques: data review and critical incident.
All residents interviewed said that over the last thirty days, prior to answer the
questionnaire, they had searched some kind of information source related to patients
care. The decision to seek the necessary information can be blocked, for 23 (82%) of
residents by the lack of time, for 17 (61%), by the difficulty of finding relevant
documents. Among the most demanded information sources are: the private
collection 19 (68%), followed by the medical supervisor 17 (61%). For 25 (89%) of
residents, the found information helped to modify or clarify some decision taken
earlier. It was found that scientific information is not much used in the routine of such
medical professionals. This conclusion was based on the evidence of the little and
inappropriate use of informational resources available. However, it was also
identified, on the part of residents interviewed, a real need and desire to know the
guidelines in order to get the proper and constant access to specialized information
sources.
Keywords:
Bibliographic
information.
Health
Information.
Information
services.Information on S &amp; T.

1 INTRODUÇÃO
Devido ao desenvolvimento tecnológico, o conhecimento vai se tornando
obsoleto, exigindo dos profissionais uma atitude contínua de aprender e a posse de
habilidades para a busca e crítica das informações obtidas. Neste contexto, o médico
encontra-se em situações que, mais do que nunca, exigem permanente processo de
aprendizagem, uso intensivo de tecnologias eletrônicas e enfrentamento dos
problemas decorrentes da falta de tempo e do excessivo volume de informação. O
médico do século 21, segundo Lima-Gonçalves1 (2002), deverá reconhecer que,
para o bom desempenho profissional, necessitará ser um “eterno estudante”, sempre
em busca de informações e de novos procedimentos.
A prática clínica privilegia o contato médico-paciente e trabalha com um
conhecimento baseado na teoria, manifestando-se principalmente através da
experiência do médico e do que ele especificamente percebe nesse paciente. O
médico, na prática, vivencia necessidades informacionais especificas onde a
velocidade, a relevância e a validade da informação são fundamentais.
A importância do conhecimento para a prática médica é evocada
constantemente na literatura especializada. Um dos mais importantes manuais de
clínica: Harrison’s Principles of Internal Medicine, Isselbacher et al.2(1994),
apresenta uma nota de advertência, estimulando os leitores a confirmar as

�3

informações nele contidas com outras fontes, que se inicia com a seguinte frase: ”A
medicina é uma ciência em permanente mudança”.
A Residência Médica prepara para a prática de uma especialidade médica.
Conforme Nowinski3 (1983) trata-se de uma fase da educação médica onde também
ocorre uma complementação do processo de graduação. Desta forma os residentes
encontram-se num momento crítico de sua formação e exercem sua prática
profissional com uma dedicação diferente, objetivada principalmente pela vontade e
a necessidade de aprender, onde o atendimento ao paciente é sua principal
atividade. Os residentes constituem um grupo de usuários valioso para este estudo,
uma vez que são oriundos de variadas escolas de medicina no Brasil, com
realidades e experiências diferentes, o que permite tentar conhecer um pouco de
suas vivências no uso de informação científica na conduta clínica. O objetivo deste
trabalho é conhecer o comportamento do médico residente em relação às
necessidades de informação científica decorrentes da sua rotina na conduta clínica.

2 DESENVOLVIMENTO
Nesta pesquisa, realizada como requisito para a integração ao Curso de
Pós-gradução (Mestrado em Ciências Médicas) pela Faculdade de Ciências Médicas
(FCM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), foram utilizadas duas
técnicas de pesquisa: levantamento de dados e incidente crítico (técnica que permite
que o pesquisado evoque um fato ou incidente que está em sua memória e a ela se
refira quando responder aos questionamentos do pesquisador).
Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário
composto de 25 questões fechadas, sendo realizado um pré-teste para a validação.
O questionário foi estruturado em cinco módulos, a saber: 1) Perfil do pesquisado; 2)
Comportamento

informacional

do

pesquisado;

3)

Hábitos

e

preferências

relacionados aos recursos informacionais; 4) Conhecimento e utilização dos
recursos informacionais; e 5) Informação sobre a necessidade real da informação
científica surgida no atendimento ao paciente, nos últimos trinta dias (incidente
crítico).

�4

A população de estudo foi composta pelos 34 médicos residentes de
Oftalmologia da UNICAMP em 2007. Com essa delimitação, pretendeu-se obter uma
população homogênea atuante na área de especialização. Desse universo foram
obtidos 28 (82%) com aceitação para participar da pesquisa.
Tal população foi abordada durante o mês de junho de 2007, sempre às
sextas-feiras no período da manhã, no próprio Hospital das Clínicas (HC) da
UNICAMP, após a reunião semanal dos residentes com os professores. Ao final da
reunião o pesquisador fazia um breve relato sobre sua pesquisa e solicitava a
colaboração no preenchimento do questionário. O pesquisador recebia, juntamente
com o questionário, duas cópias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
contendo as informações sobre a pesquisa e o pesquisador, sendo que uma das
cópias deveria ser assinada e devolvida ao pesquisador. Conforme instituído no
Termo de Consentimento o pesquisado tinha aproximadamente vinte minutos para
preencher o questionário. O procedimento metodológico adotado foi aprovado pelo
Comitê de Ética da FCM da UNICAMP.
Em relação ao perfil dos pesquisados verificou-se, nos 28 questionários
respondidos (82%), que os residentes em Oftalmologia compõem um grupo de
pessoas jovens, maioria mulheres 15 (54%), com uma média de idade de 26 anos,
sendo a idade mínima 23 anos e máxima 32 anos. No Programa de Residência
Médica 12 (43%) estão no primeiro ano, 10 (36%) no segundo ano e 6 (21%) no
terceiro ano. Em relação às instituições de ensino da graduação dos pesquisados
tem-se o resultado: 22 (79%) da Região Sudeste, 5 (18%) da Região Nordeste e 1
(3%) da Região Sul. Estes residentes atendem em média 29 pacientes por dia em
uma média de 9,1 horas diárias de trabalho.
A decisão de procurar a informação necessária pode ser impedida, para
23 (82%) dos residentes pela falta de tempo, para 17 (61%) pela dificuldade em
localizar documentos pertinentes e para 16 (57%) pela inexistência de uma
biblioteca de fácil acesso que ofereça acervo e serviços adequados. Transparece a
necessidade que os residentes têm, em sua prática clínicas, em recorrer a fontes de
fácil acesso e também confiáveis, devido à necessidade de urgência na resposta.
Tais constatações foram verificadas nos estudos de Green, Ciampi e Ellis4 (2000)

�5

quando apenas 29% dos pesquisados procuraram informação e os que não o
fizeram (60%) foi por falta de tempo.
A utilização das bibliotecas da área médica ocorreu em 32% das
respostas. Para 14 (50%) dos residentes a freqüência é rara. Não freqüentam a
biblioteca 5 (18%) dos residentes, sendo que 3 (60%) atribuem o fato à
desatualização dos acervos, inexistência de acervo pertinente e a falta de preparo
dos bibliotecários. Andrade et al.5 (2003) destacaram que a comunidade estudada
necessitava da ajuda dos bibliotecários para o uso das tecnologias da informação,
considerando o treinamento a forma mais eficaz para auxiliá-la nesse aspecto. A
literatura, aqui representada por Dudziak, Gabriel e Vivella6 (2000), Cuenca7 (1997),
Marquetis et al.8 (2002), Cunha9 (2000), Lima e Souza10 (2002), recomenda que as
bibliotecas universitárias brasileiras passem a trabalhar para a independência de
seus usuários, quanto ao uso dos recursos informacionais. Segundo Silva11 (1986)
os médicos raramente encontram, nos serviços de biblioteca, respostas eficazes
para suas necessidades de informação.
A coleção particular dos residentes aparece como importante fonte de
informação. A Figura 1 mostra os tipos dos recursos bibliográficos que compõem a
coleção particular dos residentes. Nos estudos de Peixoto e Matos12 (2002),
Rankin13 (1992) e Puga14 (2000) os livros também foram citados como a principal
fonte de informação.
liv r o s

1 0 0 %
C D -R O M

8 2 %

a n a is d e
c o n g re s s o
4 3 %
p e r ió d ic o s
im p r e s s o s
p e r ió d ic o s
e le tr ô n ic o s
4 %

2 1 %

p o r t a is d a
In te rn e t
1 1 %

v íd e o s
1 1 %

Figura 1- Coleção particular dos residentes em oftalmologia da FCM-Unicamp

Outro componente importante nos recursos disponíveis em domicílio, pelo
grupo de itens da coleção particular, é o computador com acesso à Internet. Apurouse que 27 (96%) possuem esse equipamento e que 26 (93%) conectam a Internet

�6

por banda larga. Esse resultado assemelha-se ao apurado por Martinez-Silveira15
(2005) onde 94,5% possuíam computador pessoal com conexão à Internet,
indicando a existência da ferramenta tecnológica na rotina dos residentes. Com a
Internet, bibliografias, bases de dados e periódicos com seus textos completos
tornaram-se, mais acessíveis, permitindo atualização nunca antes pensada em
termos de rapidez e eficiência no acesso e na obtenção de informação, como
afirmam Cuenca e Tanaka16 (2005).
A ordem de preferência dos residentes na utilização de recursos
informacionais é: Livros, Recursos Eletrônicos, Artigos de Periódicos e Trabalhos de
Congressos. A preferência por livros também foi detectada nos estudos
apresentados por Green, Ciampi e Ellis 4 (2000) e Covell, Uman e Manning17 (1985).
Os resultados apontam que 79% dos residentes se mantêm informados
através da participação em Eventos Formais, 71% pelo contato com colegas,
professores e outros profissionais, 54% indicam igualmente os Eventos Informais
(reuniões, sessões clínicas, etc.) e Artigos de Periódicos. Outros meios têm pouca
influência neste aspecto, como os Trabalhos de Laboratórios Farmacêuticos (21%) e
a Biblioteca (11%). A constatação do resultado da baixa procura da Biblioteca pode
ser comparada à pesquisa de Tenopir, King e Bush18 (2004).
Sobre a utilização dos recursos informacionais 64% dos residentes
declaram que aprenderam a pesquisar com a prática. Ao mesmo tempo 29%
declaram não saber se usam as técnicas corretamente. Somente 7% receberem
orientação ou treinamento de um bibliotecário. A Tabela 1 apresenta as frases
escolhidas pelos residentes para expressar sua avaliação quanto ao resultado das
suas pesquisas bibliográficas em bases de dados. Nesta questão específica do
questionário, instrumento de coleta de dados da pesquisa, era permitida a escolha
de quantos itens os residentes desejassem. A carência de habilidades no manejo
das bases de dados e outros recursos eletrônicos não é uma característica somente
da população pesquisada, pelo contrário, é um fato também constatado nas
pesquisas de Mullaly-Quijas, Ward e Woelfl 19 (1994) e Pyne et al.20 (1999).

�7

Tabela 1-Avaliação do resultado da pesquisa em bases de dados bibliográficas
Avaliação

N

%

17

61%

Apesar da grande quantidade de resultados, consegue encontrar o que precisa.

9

32%

Obtém resultados muito amplos, a maior parte dos quais não se aplica ao tema.

9

32%

Não sabe se a pesquisa foi exaustiva e em geral não tem tempo para aprofundar os

6

21%

Recupera um número suficiente e acessível de referências (menos de 100).

3

11%

Sempre encontra rapidamente o que precisa.

2

7%

Nunca encontra o que precisa.

0

0%

Percebe que necessita aprender a manejar melhor as estratégias de busca.

resultados.

Foram indicadas as bases de dados bibliográficas mais conceituadas e
acessíveis, na área médica, com o objetivo de verificar o conhecimento dos
residentes e freqüência de uso: MEDLINE, LILACS, WEB OF SCIENCE,
COCHRANE, EMBASE, entre outras. Observou-se que houve inversão de utilização
freqüente entre as bases de dados bibliográficas: LILACS e MEDLINE, comparando
a presente pesquisa com o estudo de Puga14 (2000), pois foi verificado que a base
MEDLINE é mais utilizada que a LILACS, pelos médicos residentes. Não será
abordada a questão da barreira lingüística, entretanto observa-se que pelo índice de
utilização freqüente (32%) da base MEDLINE, apresentada na língua inglesa, os
residentes pesquisados apresentam pouca dificuldade referente ao idioma.

50%

50%

36%
32%

32%
29%

29%

29% 29%
25%

18%

18%

14%

7%

7%

2%
0%
MEDLINE

0%
LILACS
Frequentemente

0%

Web Science
Raramente

COCHRANE
Nunca

0%

EMBASE
Não conhece

Figura 2 - Utilização das Bases de Dados Bibliográficas pelos
residentes em Oftalmologia da FCM - Unicamp.

�8

Dentre os itens priorizados na seleção dos documentos a questão do texto
completo ser gratuito aparece em 64% das respostas, assim como a atualidade ou
novidade da informação (61%) ou o texto completo ser de fácil acesso (50%).
Após a seleção do artigo de interesse (36%) dos residentes buscam obter
o documento completo em sites gerais da Internet, seguidos de (29%) que procuram
igualmente: no Portal da CAPES, na Biblioteca e somente obtém o que está gratuito.
Todos os residentes pesquisados afirmaram que durante os últimos trinta
dias, anteriores à resposta do questionário, haviam consultado alguma fonte de
informação relacionada ao atendimento de pacientes. Na pesquisa de Ramos,
Linscheid e Schafer.21 (2003) foi apurado um número menos de respostas, 66%,
entretanto eles foram pesquisados através da observação no momento da consulta,
então o comportamento é baseado em uma atitude imediata, envolvendo outros
fatores complicadores.
Entre as fontes mais procuradas estão: a coleção particular 19 (68%),
seguido do médico supervisor 17 (61%) e as bases de dados ou sites da área 8
(29%). Na hipótese da informação ter sido encontrada o impacto provocado foi para
16 (57%) o interesse em aprofundar o tema, para 11 (39%) foi a obtenção de
informação nova e 10 (36%) pôde utilizar alguma informação imediatamente.
Igualmente, no estudo de Green, Ciampi e Ellis4 (2000), os residentes procuraram
em sua maioria os seus próprios livros, divergindo da pesquisa de Ramos, Linscheid
e Schafer21 (2003) onde os colegas foram os mais citados.
Para 25 (89%) dos residentes, a informação encontrada contribuiu para
modificar ou esclarecer alguma decisão tomada anteriormente, principalmente para
23 (82%) nos critérios do tratamento e escolha de outros tipos de tratamento,
seguidos de 22 (79%) nos exames e diagnósticos requeridos, como também, nas
recomendações feitas ao paciente. No estudo de Burton22 (1995) 92,8% dos
médicos indicaram que a informação foi utilizada para confirmar mudanças no
diagnóstico, 40% nos medicamentos receitados ou 35,2% nos exames e
diagnósticos indicados e ainda 54% indicaram que a informação encontrada
contribuiu para modificar as recomendações feitas aos pacientes.

�9

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando as limitações do presente estudo, por tratar apenas de uma
amostra dos médicos residentes do país, pôde-se detectar que a informação
científica é pouco utilizada na rotina médica desses profissionais. Essa conclusão
originou-se na verificação da escassa utilização e manejo inadequado dos recursos
informacionais disponíveis. Entretanto, também foram identificadas uma real
necessidade e vontade, por parte dos residentes pesquisados, de possuir as
diretrizes necessárias para o acesso adequado e constante às fontes de informação
especializadas.
Diante da inquestionável organização da documentação científica da área
de ciências da saúde, em âmbitos nacional e internacional, a falta de conhecimento
ou de orientação sobre os recursos e fontes informacionais não poderá ser fator de
impedimento para a plena utilização pelos interessados.
Estudos futuros poderão investigar o impacto da utilização das fontes de
informação científica na prática médica dos residentes, o que certamente trariam
benefícios para esses profissionais que necessitam de conhecimentos que vão além,
tanto da própria experiência, como também do conhecimento teórico. Diante da
significativa e crescente produção da informação médica é imperioso ressaltar a
importância da obtenção de habilidades para a busca e seleção de informações
relevantes às práticas profissionais. E, inegavelmente, o bibliotecário deverá ter
atitudes pró-ativas e constantes nesse processo de gestão da informação e do
conhecimento.

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__________________
1

Joana D’Arc da Silva Pereira, Universidade Estadual de Campinas, joanads@unicamp.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente trabalho teve como objetivo conhecer o comportamento do médico residente em relação às necessidades de informação científica decorrentes da sua rotina na conduta clínica. O estudo foi baseado na opinião de 28 dos 34 médicos residentes de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 2007. Para a obtenção dos dados, optou-se por um questionário com a utilização de duas técnicas: levantamento de dados e incidente crítico. Todos os residentes pesquisados afirmaram que durante os últimos trinta dias, anteriores à resposta do questionário, haviam consultado alguma fonte de informação relacionada ao atendimento de pacientes. A decisão de procurar a informação necessária pode ser impedida, para 23 (82%) dos residentes pela falta de tempo, para 17 (61%) pela dificuldade em localizar documentos pertinentes. Entre as fontes de informação mais procuradas estão: a coleção particular 19 (68%), seguido do médico supervisor 17 (61%). Para 25 (89%) dos residentes a informação encontrada contribuiu para modificar ou esclarecer alguma decisão tomada anteriormente. Pôde-se detectar que a informação científica é pouco utilizada na rotina médica desses profissionais. Essa conclusão originou-se na verificação da escassa utilização e manejo inadequado dos recursos informacionais disponíveis. Entretanto, também foram identificadas uma real necessidade e vontade, por parte dos residentes pesquisados, de possuir as diretrizes necessárias para o acesso adequado e constante às fontes de informação especializadas.</text>
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                    <text>TRABALHO ORAL
IMPACTO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NA GESTÃO
DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Atuação do profissional da informação

A QUESTÃO DA LIDERANÇA NO CONTEXTO BIBLIOTECONÔMICO
PEREIRA, D. G.1
BRAGA, M. F. A.2

RESUMO
A questão da liderança no contexto biblioteconômico universitário. Pauta-se em
revisão de literatura, onde se retrata o posicionamento de autores selecionados
como Kotter, Goleman, Heifetz, Figueiredo, Pinto e Blattman entre outros, sobre
liderança. Traz à tona a liderança e sua incorporação no âmbito das organizações,
como geradora de mudanças, sejam estas atitudinais ou institucionais. Evidencia-se
a necessidade do bibliotecário desenvolver a capacidade de líder, mostrando como
este profissional poderá trazer para o ambiente da biblioteca universitária uma nova
forma de administrar. Conclui-se com a proposta de uma mudança paradigmática
quanto ao papel do profissional da informação, caracterizando-o como um
profissional capaz de liderar em ambientes competitivos, desprendendo-se de
modelos arraigados e de paradigmas ultrapassados.
Palavras-chave: Liderança. Bibliotecário-líder. Biblioteca Universitária.

ABSTRACT
The question of the leadership in the university biblioteconômico context. Guideline in
revision of literature, where if it portraies the positioning of selected authors as Kotter,
Goleman, Heifetz, Figueiredo, Pinto and Blattman among others, on leadership. It
sails in direction to the good winds of the leadership and its incorporation in the
scope of the organizations, as generating of changes, is these institutional or
attitudinal. It is proven necessity of the librarian to develop the leader capacity,
showing as this professional will be able to bring for the environment of the university
library a new form to manage. It is concluded with the proposal of a paradigmatic
change how much to the paper of the professional of the information, characterizing it
as a professional capable to lead in environments competitive, getting loose
themselves of arraigados models and exceeded paradigms.
Keywords: Leadership. Librarian-leader. University library.

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1 INTRODUÇÃO
Ver a organização sob a ótica da satisfação do cliente e plena realização
profissional são alguns requisitos que fazem com que o esforço de desenvolver tal
estudo valha à pena. Mas, por que trabalhar a liderança no âmbito de uma
Biblioteca? Trazer à tona a questão da liderança, no contexto de uma unidade de
informação, é manter viva a chama latente de melhoria do ambiente organizacional,
posto que assumir uma posição de comando nas organizações pode transformar-se
numa real conquista, a partir da ação, convicções, ambiente no qual se está
atuando, pessoas envolvidas, causa abraçada, dentre outras.
A liderança é um processo envolvido por atitudes e atividades de
naturezas diversas, as quais podem ser aprendidas e desenvolvidas pelas pessoas
que buscam comandar outras, em prol de objetivos comuns. Esse processo,
construído no dia-a-dia através do relacionamento entre líderes e liderados, exige
esforço, dedicação e postura de ambas as partes, procurando algo quão se
conheça, entenda, aceite e seja incorporado na força de vontade dos envolvidos.
A história da liderança se confunde com a própria história da humanidade,
visto que por milhares de anos, tem-se mostrado hierárquica em sua estrutura. No
entanto, através de uma filosofia de liderança é possível uma organização tornar-se
bem sucedida, pois o líder suscita nas pessoas a conquista por vitórias, sejam
cooperativas e felizes no trabalho e na vida, além de assegurar que as atividades
sejam executadas. Assim, numa era em turbulência, os vencedores serão aqueles
empenhados em lidar com a realidade das mudanças organizacionais, que estão
ocorrendo em grande escala; deparam-se com novas tecnologias, reestruturações e
estratégias, globalização e metamorfoses culturais, as quais precisam ser
compreendidas e tratadas de maneira adequada.
De acordo com Kotter (2002, p. 193), “O pensamento claro é fator crítico
da mudança em grande escala, seja em corporações gigantescas, seja em unidades
de negócios menores ou em empresas de pequeno porte [...]”. A partir dessa
premissa, pode-se inferir que a Biblioteca, como veículo de disseminação da
informação tratada, possui, em seu âmbito, um negócio de muita valia que precisa
ser bem gerenciado para ter valor agregado e não assumir uma posição de mera

�3

interlocutora.
Isso se reflete, com mais intensidade, quando se abordam as bibliotecas
universitárias, pois se chega à conclusão de que estas possuem um verdadeiro
arsenal de capital intelectual, gerador de riquezas, detentores de bens intangíveis
(conhecimento e informação), o que representa, nos dias atuais, o grande diferencial
de competitividade no mercado. Portanto, é necessário avaliar os processos de
gestão que são utilizados pelas lideranças das bibliotecas; se estão sendo
potencializados para um propósito comum, para que seu pessoal tenha sentido de
missão, direcionamento, valores ou foco.
Como se faz notar no decorrer do trabalho, os líderes de mudança
assentam as armas contra os chefes castradores, contra as informações
inadequadas e das barreiras mentais à autoconfiança, decidindo, com astúcia, para
que a visão se converta em realidade, fomentando uma nova cultura, na qual as
mudanças são incorporadas como algo duradouro.
Tais líderes, considerados globais, são pessoas abertas, que têm a
capacidade e o carisma da comunicação, não se fecham em si mesmas, sabendo
transmitir seus pensamentos, dividir conhecimentos e, acima de tudo, liderar equipes
e perpetuar idéias. Apesar dessa moderna concepção,
O mito do indivíduo que triunfa sozinho está arraigado no espírito
mundial. Somos um mundo enamorado de heróis solitários,
autodidatas e vigorosos que enfrentam e vencem as adversidades.
Nossas visões contemporâneas de liderança estão vinculadas às
nossas idéias de heroísmos. Tanto isso é verdade que as distinções
entre líder e herói (ou celebridade, neste caso) muitas vezes se
confundem. Em nossa sociedade, liderança é freqüentemente vista
como um fenômeno individual. (FIGUEIREDO, 1999, p. 85).

Uma organização não deve se pauta nesse tipo de liderança em que o
egoísmo é fator vital, pois a força do impacto desse novo cenário difere dos padrões
do passado, tendo uma ligação mais forte com a estrutura do pensar e do agir. Esse
cenário exige um novo líder, com características e atributos diferenciados, formando
um novo perfil, que, de acordo com Vianna e Junqueira (1996, p. 21), é “[...]
entusiasta, comprometido, humano, motivador, tem vontade de aprender, prazer de
ensinar, visão estratégica, empreendedor, assertivo, ético [...]”.

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2 O BIBLIOTECÁRIO E A QUESTÃO DA LIDERANÇA EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
As necessidades da organização de hoje são muito diferentes daquela de
um passado relativamente recente. Por meio de profundas transformações no modo
de trabalhar, nos processos de produção e no perfil do trabalhador, percebe-se que,
além dos ativos físicos e financeiros, outro recurso, denominado conhecimento, tem
se mostrado com forte poder de agregar valor à organização.
Portanto, é o conhecimento o principal produto do que se produz, compra
e vende. Assim, a geração, o compartilhamento, o armazenamento e a utilização
deste, vêm sendo cada vez mais difundidos e aplicados nas organizações.
Dentro desse contexto, as mudanças que se apresentam de forma
latente, estão afetando o gerenciamento das bibliotecas universitárias brasileiras e,
em especial, o comportamento dos bibliotecários-líderes, face às necessidades de
se atualizarem, com vistas a acompanhar essas mudanças impostas pela
ambiência.
Torna-se importante que os bibliotecários conheçam as tendências
administrativas, assim como as teorias que as fundamentam, para que possam ser
adaptadas e aplicadas às bibliotecas universitárias, pois apesar de serem
organizações sem fins lucrativos, as turbulências ambientais lhes conferem
características competitivas e inovadoras necessárias à auto-afirmação no mercado.

2.1 Biblioteca universitária e o capital intelectual
O conceito moderno de biblioteca, como organismo vivo, emergiu no
século XIX, a partir da proliferação das universidades e, conseqüentemente, com o
surgimento das bibliotecas universitárias. Elas não são organizações autônomas e,
sim, dependentes de uma organização maior, a Universidade e, portanto, sujeitas a
receber influências internas e externas do ambiente que as cercam. Desse modo, as
questões referentes à estrutura de uma organização determinam, em parte, quais
são os fatores ambientais que serão percebidos num meio influenciado pela própria
ação da organização.

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Devido à sua natureza, as instituições acadêmicas tornaram-se centros
de produção do capital humano, responsáveis pelo crescimento econômico,
científico e tecnológico dos países. À medida que elas se desenvolvem e se tornam
mais complexas, faz-se necessária uma preocupação maior com sua administração
(MACIEL; MENDONÇA, 2004).
Infelizmente, nas bibliotecas universitárias, principalmente as públicas
federais, o capital intelectual ainda não está recebendo o seu devido valor. As
deficiências são muitas, configurando-se, entre outras, a carência de pessoal e o
compartilhamento do conhecimento gerado, que têm provocado sérias dificuldades,
afetando os produtos e serviços oferecidos à clientela. Urge, portanto, que essas
instituições se adaptem à situação vigente, principalmente aquelas em que a rigidez
estrutural é ainda fator marcante em sua ambiência, capaz até mesmo de provocar
um choque com a realidade e, de certa forma, impedir que elas entendam o seu
próprio desígnio de criação.
Trabalhando com a informação, matéria-prima para a produção do
conhecimento, a biblioteca pode tornar-se o grande diferencial, à medida que
incorpore o novo conceito de desenvolvimento e competitividade que ora se
apresenta e desempenhe com competência o seu papel de gerenciadora da
informação para produção do conhecimento, o que por certo contribuirá na
relevância da biblioteca e, consequentemente, maiores investimentos destinados à
ela.
Por outro lado, há uma grande necessidade de ligação entre a biblioteca e
o seu meio: universidades, docentes, pesquisadores, alunos e a sociedade,
caracterizando o meio externo, o que exige compromisso e participação de todos os
funcionários para tornar claro o papel vital que a informação desempenha,
socialmente, no desenvolvimento e geração de novos conhecimentos. No tocante ao
ambiente interno, é a comunicação e o trabalho em equipe que irão garantir que
todos os recursos, esforços, desempenhos e relações interpessoais se conjuguem,
harmoniosamente, para alcançar os objetivos estratégicos e operacionais. Essas
relações, portanto, devem ser repensadas nas estruturas de uma biblioteca
universitária. Isso abrange desde o ambiente em que ela está inserida, até a
presença do bibliotecário, elemento essencial para o funcionamento de uma

�6

verdadeira biblioteca seja ela universitária ou não.
Por conseguinte, o capital humano cresce quando funcionários se sentem
responsáveis e parte integrante do processo de crescimento; os resultados do
trabalho executado, portanto, tornam-se melhores, porque, essencialmente, são
tarefas humanas como sentir, julgar, criar e desenvolver relacionamentos. É
importante, também, que sejam identificadas novas lideranças no ambiente da
biblioteca, pois esses novos líderes, além de comandar subordinados, precisam
aprender a liderar em situações que não fazem parte do organograma da biblioteca.

2.2 A questão da liderança e o bibliotecário
A competitividade começa nos negócios, passa pelo desenvolvimento das
tecnologias e chega às profissões e ao emprego. Por força dessas pressões
ambientais, atuando sobre as organizações que produzem e prestam serviços, para
apresentarem melhores resultados e padrões de qualidade, é necessário encontrar
maneiras e meios de maximizar o desempenho dos profissionais, das equipes e das
lideranças. Dentro desse contexto, Resende (2003, p. 9) aponta soluções
fundamentais: “[...] a) melhorar a utilização do potencial humano, o que significa
identificar e desenvolver competências e habilidades; b) melhorar a eficácia
(competência) organizacional e de gestão dos recursos utilizados [...]”.
A ênfase e importância que estão sendo dadas ao atributo organizacionalcompetência, em todo o globo, transformam o fato em fenômeno e, por suas
características de evolução, expansão e durabilidade, estão evoluindo, forte e
rapidamente. Isso significa que deve haver, também, a expansão da noção da
necessidade de competência profissional, organizacional e comportamental, nos
diversos níveis e setores sociais, em virtude da sua oportunidade, importância e
urgência, do envolvimento e participação das lideranças em geral, dos formadores
de opinião, dos educadores e da mídia.
Nessa atual conjuntura, conhecimento e informação estão sendo
considerados como patrimônio importante, principal diferencial competitivo das
pessoas e das organizações. A informação tornou-se uma matéria-prima abundante,
está em toda parte e tem-se “fácil” acesso a ela. A geração, transmissão e

�7

publicação da mesma tem crescido rapidamente, principalmente com a evolução das
tecnologias. No entanto, a quantidade de informações geradas é tão grande que
estamos incapazes de reuni-las adequadamente. Daí, como resultante dessa
realidade, tanto as pessoas, quanto as organizações, precisarão desenvolver a
competência de selecionar e priorizar informações; caso contrário, não serão
capazes de absorvê-las e tirar bom proveito. Nessa perspectiva, Resende (2003, p.
68) afirma: “Estar bem informado ou deter informações pode não significar
competência, se não as registrar, assimilar e elaborar bem, ou se não se fizer bom
uso delas [...]”.
Quando a autora se refere à elaboração da informação, deixa explícita a
necessidade de agregar valor a mesma, ou seja, transformá-la em conhecimento,
pois este é produto de maior peso e significado, posto que seja resultado de muitos
processamentos intelectuais, de associações e amadurecimentos mentais.
Como mencionado alhures, a informação passou a exercer novos valores,
decorrentes não só do seu uso, mas, principalmente, no fluxo intenso de
transmissão, o que, de certa forma, altera o seu significado nas organizações, pois
permeia, desde a utilização das redes de computadores, gestão dos talentos
humanos e inovação, até no “aprender a aprender”, alicerçando, assim, novos
valores na cultura organizacional. Por conta disso, Pinto e Blattman (2003, p. 2)
assinalam:
Técnicas informacionais passaram a ser integrantes nesse cotidiano.
O indivíduo necessita realizar constante o processo de busca, de
acesso e de disseminação da informação. A informação comunicada
exerce poder nas diferentes organizações, passando a ser um canal
formal de integração que serve como influenciador e facilitador na
tomada de decisão do líder.

Face ao exposto, o líder dentro de uma organização, constitui-se no elo
fundamental que interfere no desempenho da informação e da comunicação, posto
que pode ser considerado como identificador e comunicador de valores coletivos,
pelo fato de ouvir a maior parte do tempo, movendo equipes e a autonomia, que
privilegia a utilização de habilidades, talento e criatividade, para a resolução de
problemas dos clientes, bem como na busca de resultados melhores, necessários
para o desempenho eficiente e eficaz no atendimento das demandas do cliente.

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As habilidades envolvem conhecimentos teóricos e aptidões pessoais e
se relacionam à praticidade desses conhecimentos e aptidões. Assim, as
habilidades de liderança são aprendidas e moldadas, ao longo do tempo; e as
características da pessoa a ajudam a aprender.
Baseados nessa dinamicidade imposta pelo ambiente institucional,
Heifetz (1999, p. 64) propõe um modelo de liderança, cujos pilares são: habilidades,
conhecimentos e atitudes, representados no quadro abaixo:
HABILIDADES

CONHECIMENTOS

VALORES

Refletir e analisar

Análise pessoal e do contexto

Aumento da capacidade de
adaptação do sistema social

Diferenciar-se do papel
desempenhado no momento

Contexto para um processo
sistemático de trabalho de
adaptação

Paixão pela sabedoria

Saber ouvir

Contexto para a intervenção

Exame dos valores

Impor limites e saber lidar com
eles

Conhecimento de temas,
processos, instituições e
políticas relevantes.

Dilemas morais da liderança

Como lidar com a autoridade
Criar e aproveitar associações
Orquestrar o conflito e a
diversidade
Inspiração
Criatividade e curiosidade
Coragem e resistência

Quadro 1 - Novo sistema de liderança
Fonte: HEIFETZ, 1999, p. 63.

Em relação às habilidades, onde se apresenta a questão da autoridade,
esta foi algo presente no passado e agora cede espaço a uma atitude muito mais
participativa, em termos de liderança, o que não significa fraquejar, tendo em vista
que, hoje, começam a falar de uma liderança mais ampla, que não visa,
simplesmente, manter a eficiência, mas, também, criar um processo contínuo de
mudança organizacional. Mas, será que um líder, o qual não recorre à autoridade
pode criar um ambiente cujas pessoas permaneçam unidas, apesar dos conflitos, e
sejam capazes de resolvê-los de forma construtiva? A respeito dessa questão,
Heifetz (1999, p. 62) assinala:

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Um ambiente desse tipo forma-se com múltiplos ingredientes de
coesão, nos quais a autoridade não está necessariamente incluída.
O que não pode faltar, no entanto, é a confiança no líder; valores
semelhantes, uma linguagem parecida, tradição, laços de afinidade
entre os membros do grupo, familiaridade com o conflito e normas
que recompensem a solução e o aprendizado de novos
comportamentos.

Ademais, as características apresentadas são passíveis de adaptações
ao meio ambiente, pois nada é previsível, tendo em vista que não está garantido que
o perfil do líder atual será o mesmo do líder no futuro.
Ao cabo do que foi dito, faz-se necessária à pergunta: Como o
bibliotecário será capacitado para um ambiente altamente competitivo? Ao que
parece, existe uma quase indiferença da sociedade para com a biblioteca; o trabalho
do bibliotecário é pouco conhecido e, quando o é, diz-se que se tem uma imagem
estereotipada do profissional, o que o leva à insatisfação na realização dos
trabalhos, de certa forma, distanciando a profissão do trabalho social.
Assim, parece ser fundamental verificar, urgentemente, a questão central
da Biblioteconomia, não tão somente no conhecimento das necessidades
informacionais dos vários segmentos sociais e de sua capacidade profissional em
satisfazê-las, mas, também, centrada no entendimento mais preciso e crítico da sua
relação com a sociedade. Dessa forma, estará cumprindo com o papel para o qual
foi criada a profissão, que a Biblioteconomia encontrará o caminho para uma prática
profissional, em consonância com os interesses maiores da sociedade como um
todo, colocando-a entre as profissões, de que a população tem conhecimento,
porque precisa dela e ela corresponde aos seus interesses (CYSNE, 1993).
Em assim sendo, o trabalho do bibliotecário imergirá da conotação de
prática utilitária de recuperação de determinada informação, contida em diferentes
suportes físicos, para cumprir um interesse imediato de um estudante, professor,
técnico ou um pesquisador.
A desvinculação do estudo dos problemas informacionais com questões
sociais, políticas, econômicas e culturais do País, que produz indivíduos letrados ou
socialmente aptos ao acesso a informações produzidas e sistematizadas, e um
grande contingente de analfabetos e analfabetos funcionais, expropriados de bens

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materiais, produtivos e culturais e, por isso mesmo, sem as condições favoráveis ao
uso da informação registrada, leva a se ter uma análise parcial e, portanto, limitada
do fenômeno biblioteconômico. Dentro desse contexto, Almeida Júnior (1997, p. 92)
assinala:
A população vê a biblioteca como o templo dos eleitos: aqueles a
quem foi permitido entender o sentido daquele agrupamento de
símbolos impressos num livro. Ela não está entre os eleitos: logo,
aquele não é um lugar seu. Deve ser, tem que ser, mas na realidade,
não é. E a culpa é de toda uma estrutura que o bibliotecário ajuda a
manter.

Desde o início da sociedade, a biblioteca tem sido uma das responsáveis
pela organização da informação, tornando-se, também, uma acumuladora de
conhecimentos, não necessariamente uma disseminadora. Com as novas
tecnologias de apoio e com mudança de postura do bibliotecário, pode-se verificar
avanços na área. A biblioteca deixa de ser simples catalisadora de informações e o
bibliotecário como guardador de livros, assume a condição de líder e administrador,
tanto de pessoas, quanto de conhecimento, adotando uma postura ágil e dinâmica,
com uma visão moderna de gestão e organização.
Segundo Arruda (apud MARTINS 2004), a inserção das novas
tecnologias, bem como as novas formas de gerenciamento, traçam um novo perfil
para o bibliotecário, onde algumas qualificações são necessárias, tais como:
a) domínio das tecnologias de informação;
b) aquisição de mais de um idioma;
c) capacidade de comunicação e de relacionamento interpessoal;
d) capacidade gerencial e administrativa;
e) administração estratégica;
f) educação continuada;
g) planejamento estratégico;
h) gestão participativa, envolvendo todos os funcionários da unidade de
informação;
i) tomada de decisão compartilhada;

�11

j) trabalhar em equipe de forma globalizada e regionalizada;
k)

deve ser participativo, flexível, inovador, criativo, delegar poderes,
facilitando a interação entre os níveis hierárquicos e a comunicação
entre eles.

O perfil do bibliotecário deve ser caracterizado pelos atributos específicos
de um gerente de mudanças, capaz de gerenciar os recursos informacionais, com
habilidade exigida pelo setor de informação quaternário. Deve gerenciar sua unidade
de informação como um líder de uma organização moderna, com uma visão
centrada no ser humano, como um sistema aberto, participativo, com coresponsabilidades, voltado para interação com o meio externo e apresentar
características de administração estratégica, flexibilidade na hierarquia da unidade,
exercendo

controle

sobre

resultados,

trabalhando

em

equipe,

de

forma

compartilhada, com capacidades para avaliar a informação, da mesma forma que
deve possuir uma visão sistêmica da realidade, para que amplie a capacidade
organizacional de sua unidade de informação, criando e, por fim, inovando.
Com a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação, instituída no Brasil em
1993, surgem as Diretrizes Curriculares para a área de Biblioteconomia, que
flexibilizaram a estrutura curricular dos cursos de biblioteconomia e tornaram os
profissionais da informação mais ágeis e dinâmicos. O quadro a seguir faz um
demonstrativo das competências e habilidades dos graduados de Biblioteconomia,
baseado nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ministério da Educação, aprovado
em 03 de abril de 2001.

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Competências e Habilidades dos Graduados em Biblioteconomia
• Gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los;

Formular e executar políticas institucionais;
Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
Utilizar, racionalmente, os recursos disponíveis;
Desenvolver e utilizar novas tecnologias;
Traduzir as necessidades de indivíduos, grupos e comunidade nas respectivas
áreas de atuação;
• Desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir,
assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e
pareceres;
• Responder a demandas sociais e de informação, produzidas pelas
transformações tecnológicas que caracterizam o mundo contemporâneo.
•
•
•
•
•

G
E
R
A
I
S

•

E
S
P
E
C
I
F
I
C
A
S

•
•
•

•

Interagir e agregar valor nos processos de geração, transferência e uso de
informação, em todo e qualquer ambiente;
Criticar, investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de
informação;
Trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza;
Processar a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a
aplicação de conhecimento teóricos e práticos de coleta, processamento,
armazenamento e difusão da informação;
Realizar pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da
informação.

Quadro 2 - Competência dos graduados em Biblioteconomia
Fonte: BRASIL, 2004.

O que fica visível é que as competências e habilidades para o
desempenho das tarefas gerenciais, nos Sistemas de Informação, serão cada vez
mais indispensáveis. Os líderes precisam conhecer e lutar pela diversidade de idéias
existentes, mas precisam ter, constantemente, de acordo com Pinto e Blattman
(2003, p. 6):
[...] a devoção, a flexibilidade, a adaptação, a tenacidade, a
persistência, o comprometimento, a paixão para defendê-las e
implementá-las. Ao repensar estas colocações na formação dos
profissionais, significa em suma capacitar pessoas, fornecendo-lhes
valores éticos e respectivas técnicas [...].

Convém reiterar que os bibliotecários necessitam trabalhar dentro das
equipes nas organizações, evitando isolar os que pensam dos que executam, pois o
processo é sistêmico e a soma dos indivíduos faz o diferencial; conseqüentemente,
o saber fazer não pode ser substituído pelo saber operar, pois o símbolo de uma

�13

empresa é a inversão da pirâmide hierárquica, onde os clientes internos e externos
são colocados na primeira fila do espetáculo chamado negócio. Um líder eficiente
deve saber aplicar a inteligência emocional, ser aberto a críticas, saber recebê-las e
fazê-las; saber ouvir, resolver problemas, dentre outros.
Para enfrentar desafios e tomar decisões audaciosas, é preciso trabalhar,
tanto o aspecto psicológico, quanto o espiritual. Um líder deve ter força emocional
para tolerar incerteza, frustração, angústia e dor. Mas, também, não precisa levar
adiante o mito da liderança, segundo o qual o líder é um guerreiro solitário. Segundo
Goleman (1999, p. 68), “QI e conhecimentos técnicos são importantes, mas
inteligência emocional é condição sine qua non para a liderança eficaz [...]”. Para
tanto, os bibliotecários devem ir além dos conhecimentos técnicos, procurando
desenvolver componentes de inteligência emocional para a prática de uma liderança
eficaz, os quais podem ser com base em Goleman (1999, p. 71), visualizados no
quadro a seguir:
OS CINCO COMPONENTES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
AUTOCONHECIMENTO

AUTOCONTROLE

AUTOMOTIVAÇÃO

Capacidade de reconhecer e
compreender estados de espírito,
emoções, impulsos, bem como o
efeito desses aspectos sobre
outras pessoas
Capacidade de controlar ou
redirecionar impulsos e estados de
espírito perturbadores
Propensão a não julgar e a pensar
antes de agir

Autoconfiança
Auto-avaliação realista
Capacidade de rir de si mesmo
Confiança e integridade
Bem-estar na ambigüidade
Abertura a mudanças

Forte impulso para alcançar o
Paixão pelo trabalho por motivos
objetivo
que não dinheiro ou status
Otimismo, mesmo diante do
Propensão a perseguir objetivos
fracasso
com energia e persistência
Comprometimento com a empresa

Capacidade de compreender
a constituição emocional dos
EMPATIA

SOCIABILIDADE

outros
Habilidade para tratar as pessoas
de acordo com suas reações
emocionais
Competência para administrar
relacionamentos e criar redes
Capacidade de encontrar pontos
em comum e cultivar afinidades

Habilidade para formar e reter
talentos
Sensibilidade intercultural
Atendimento a clientes

Eficácia para liderar a mudança
Persuasão
Experiência em construir equipes e
liderá-las

Quadro 3 - Os cinco componentes da inteligência emocional
Fonte: GOLEMAN, 1999, p. 68.

�14

De todas as dimensões da inteligência emocional, a empatia é a mais
facilmente reconhecida. Para um líder, empatia não significa tomar os sentimentos
de outras pessoas como seus, nem tentar agradar a todo mundo. Isso seria um
pesadelo e impossibilitaria qualquer ação. Empatia, na verdade, significa levar em
consideração, seriamente, os sentimentos dos funcionários, junto com outros
fatores, no processo de tomada de decisão.
Contudo, pensar o papel das bibliotecas como centro de excelência,
inovação e crescimento, diante das ameaças e oportunidades do momento é,
necessariamente, pensar um novo perfil profissional para aqueles que atuam em
centros de informação, avaliando competências, talentos, lideranças, potenciais,
atitudes, interesse, valores, objetivos e forças individuais e coletivas.

3 CONCLUSÃO
Vive-se numa sociedade repleta de transformações que alteram o modo
como se vê as estruturas organizacionais. O que, antes, parecia estar firme e
moldado em gerenciamentos hierarquizados e de sistemas fechados, começou a ser
questionado, pois não mais se adaptam às mudanças de cunho global que causam
desordens e competitividade, fazendo com que a própria organização esteja fadada
ao fracasso, se não se revestir de uma maneira holística para observar seu
ambiente interno e externo.
O período que atravessamos é de questionamentos e reformulações dos
pressupostos que determinam o alicerce para o desenvolvimento das organizações.
Muitas transformações estão ocorrendo, determinadas, ora pelas imposições do
mercado, ora pela necessidade de reorganizar o ambiente interno das organizações,
sugerindo novas formas de administrar. A era do conhecimento mostra que muitos
motivadores de sucesso da era industrial se esgotam e necessitam de uma
reavaliação. O conhecimento humano emana como principal fonte de vantagem
competitiva para as organizações. Esse fato conduz para uma série de mudanças
organizacionais que possibilitem a criação e o compartilhamento do conhecimento,
por meio da adequação do ambiente e, principalmente, pela mudança de
comportamento do líder e dos colaboradores.

�15

Percebe-se que a liderança, baseada no comando e controle, na
autoridade e subordinação, aos poucos, foi sendo questionada e substituída por uma
visão mais comportamental, em uma era na qual o capital intelectual vem sendo
cada dia mais valorizado. Nesse contexto, surge a importância do líder, como figura
marcante no ambiente organizacional, capaz de buscar a qualidade dos serviços e
produtos oferecidos, sob diferentes aspectos (emocionais, sociais, econômicos,
políticos, educacionais), propiciando ao grupo confiança capaz de transcender os
limites das barreiras da própria existência.
Para gerar essas transformações, o líder deve buscar, dentro de sua
personalidade e competência, novas formas de relacionamento e condução, tanto
dos seus colaboradores quanto da ação administrativa. Ele deve estar apto a
desempenhar um papel mais afetivo na organização, responsabilizando-se pela
autonomia que lhe será dada e pelo grupo que compõe, comprometendo-se com a
organização.
Por conseguinte, o líder deve ser o articulador responsável pela mudança,
deve mostrar e ajudar as pessoas a perceberem as novas possibilidades de ação,
conquistando-as e engajando-as de forma determinante no processo de mudança,
possibilitando, assim, a expansão das visões pessoais, a reavaliação dos modelos
mentais, a realização do processo de aprendizagem organizacional e o
desenvolvimento do pensamento sistêmico; deve possuir outras habilidades, como
visão compartilhada, modelos mentais, aprendizado, trabalho em equipe.
Nesse contexto, o trabalho em equipe é visto como um fator facilitador,
pois ajuda a promover a criatividade do grupo, pela ruptura do isolamento individual
e pela dinâmica do trabalho multifuncional. Um grupo pode reunir diversas
habilidades diferentes e complementares, de forma que o desempenho do conjunto
se apresenta superior à soma dos desempenhos individuais. Assim, o ambiente
onde existe colaboração e compartilhamento torna-se mais prazeroso, pois a
informação flui e a criação se multiplica.
Esse período de transição e mudanças exige que os profissionais das
bibliotecas universitárias brasileiras integrem-se ao novo paradigma do capital
intelectual e humano, o que representa um salto estratégico rumo ao crescimento de

�16

suas

estruturas

internas,

proporcionando a

sua notoriedade

no mercado

informacional.
Sentimos que é possível as bibliotecas universitárias transformarem-se
em centros de excelência. No entanto, faz-se necessário o despreendimento de
modelos arraigados de paradigmas ultrapassados, para inovação e crescimento,
diante das ameaças e oportunidades do momento. A flexibilização das estruturas e o
melhor trabalho em equipe fazem com que o grupo se sinta parte integrante da
organização, por ter um ambiente propício ao desenvolvimento de suas
competências e participar ativamente das ações desenvolvidas pela mesma, além
do comprometimento com a missão e os objetivos a serem alcançados, o
compartilhamento e o cooperativismo para a obtenção dos resultados.
É notório, entretanto, que mudanças são necessárias e que o bibliotecário
deve assumir uma postura de verdadeiro líder, no âmbito de uma unidade de
informação, não por modismo e, sim, por compreender a real necessidade de fazer
parte do mundo dos negócios com imponência e compromisso para o exercício
profissional.

REFERÊNCIAS
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Paulo: Polis, 1997. 129 p.
BRASIL, Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes
curriculares para os cursos de biblioteconomia. Disponível em:
&lt;http://www.mec.gov.br/ sesu/ftp/ces0492.doc&gt;. Acesso em: 20 mar. 2004.
CYSNE, Fátima Portela. O problema e seu contexto: o social e o educativo da
Biblioteconomia. In: _____. Biblioteconomia: dimensão social e educativa.
Fortaleza: UFC, 1993. p. 21-68.
FIGUEIREDO, José Carlos. O ativo humano na era da globalização. São Paulo:
Negócio, 1999. 154 p.
GOLEMAN, Daniel. Do que é feito um líder. HSM Managemente, São Paulo, v. 3, n.
14, p.68-78, maio / jun. 1999.
HEIFETZ, Ronald. Os novos desafios. HSM Managemente, São Paulo, v. 3, n. 14,
p. 60-66, maio / jun. 1999.

�17

KOTTER, John P. O coração da mudança. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 202 p.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. A função gerencial
na biblioteca universitária. Disponível em:
&lt;http://www.ced.ufsc.br/bibliote/encontro/&gt;. Acesso em: 06 jan. 2004.
MARTINS, Robson Dias. Perfil do bibliotecário: uma realidade brasileira.
Disponível em: &lt;http: // www. sinddibrj.com.br/artigos/0001.htm/&gt;. Acesso em: 29
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PINTO, Marli Dias de Souza; BLATTMAN, Ursula. Habilidades e competências do
líder e a gestão da informação. Disponível em: &lt;http://www.ufsc.br/&gt;. Acesso em:
09 dez. 2003.
RESENDE, Maria Claúdia. Desafios da sociedade do conhecimento e gestão de
pessoas em sistemas de informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, n. 2,
maio / ago. 2003. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/ scielo &gt;. Acesso em: 12 abr.
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VIANNA, Marco Aurélio Ferreira; JUNQUEIRA, Luís Augusto Costa Curta. Gerente
total: como administrar com eficácia no século XXI. São Paulo: Gente, 1996. 177 p.

__________________
1

Dejenane Gusmão Pereira, Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do
Maranhão (UFMA), Especialista em Didática do Ensino Superior, Especializanda em Gestão
Empresarial, dejenanepereira@hotmail.com.
2
Maria de Fátima Almeida Braga, Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal
do Maranhão (UFMA), Mestra em Psicologia Social, Doutoranda em Psicologia Social,
mfabraga@uol.com.br.

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Documentação&#13;
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                <text>A questão da liderança no contexto biblioteconômico universitário. Pauta-se em revisão de literatura, onde se retrata o posicionamento de autores selecionados como Kotter, Goleman, Heifetz, Figueiredo, Pinto e Blattman entre outros, sobre liderança. Traz à tona a liderança e sua incorporação no âmbito das organizações, como geradora de mudanças, sejam estas atitudinais ou institucionais. Evidencia-se a necessidade do bibliotecário desenvolver a capacidade de líder, mostrando como este profissional poderá trazer para o ambiente da biblioteca universitária uma nova forma de administrar. Conclui-se com a proposta de uma mudança paradigmática quanto ao papel do profissional da informação, caracterizando-o como um profissional capaz de liderar em ambientes competitivos, desprendendo-se de modelos arraigados e de paradigmas ultrapassados.</text>
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REPOSITÓRIO DIGITAL: acesso livre à informação na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
PAVÃO, C. G.1
ARAÚJO NETO, A. C.2
CAREGNATO, L. F.3
COSTA, J. S. B.4
HOROWITZ, Z.5
OLIVEIRA, Z. P.6
SAATKAMP, C. M.7

RESUMO
Este trabalho descreve a concepção e organização do projeto-piloto do LUME Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciativa conjunta
da Biblioteca Central e do Centro de Processamento de Dados. Aborda os recursos
de software e de hardware utilizados e os padrões de representação da informação
empregados na sua implementação, tendo em vista a preservação e divulgação do
seu conteúdo e sua interoperabilidade com outros repositórios digitais.
Palavras-chave: Repositórios digitais; Repositórios institucionais; Iniciativa de
Arquivos Abertos; Metadados; DSpace.

ABSTRACT
This paper describes the design and organization of the pilot project of LUME Digital Repository of Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS), a joint
initiative of the Central Library and the Computer Center of the University. It shows
the resources of software and hardware and the patterns of representation
concerning the information used in its implementation, aiming at the preservation and
dissemination of its content and interoperability with other digital repositories.
Keywords: Digital repositories; Institutional repositories; Open Archives Initiative;
Metadata; DSpace.

�2

1 INTRODUÇÃO
A tecnologia da informação tem um papel estratégico na UFRGS, não
apenas no que refere às possibilidades de expansão dos serviços bibliotecários e
como instrumento fundamental para o ensino presencial e a distância, mas também
como fonte de indicadores gerenciais e integração com outros repositórios de ensino
e pesquisa no país. A grande quantidade de produção de conhecimento dentro das
universidades faz com que seja necessário, além da sua difusão e uso, a sua
preservação.
Os repositórios institucionais visam promover o acesso livre à informação
científica e acadêmica e, sobretudo, possibilitam armazenar, preservar e divulgar a
produção intelectual, aumentando o impacto e a visibilidade das pesquisas
desenvolvidas na instituição (CAMARGO, 2006). Com base nesta perspectiva está
sendo desenvolvido o projeto LUME, denominação atribuída ao Repositório Digital
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, alvo deste trabalho, que tem por
objetivo apresentar sua concepção, organização e recursos utilizados na sua
implementação.

2 LUME - REPOSITÓRIO DIGITAL DA UFRGS
O LUME teve início em 2007, como proposta de ampliação da Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações da UFRGS (BDTD) que foi o veículo escolhido, em
2001, para divulgar e preservar um acervo em contínuo crescimento, por agregar à
descrição bibliográfica e temática, o conteúdo do documento. O Repositório assume
papel relevante na tarefa de reunir o acervo digital das demais coleções existentes
no SBU e coleções dispersas em outros órgãos da Universidade, otimizando sua
organização, gerenciamento, manutenção e compartilhamento de recursos. Aos
usuários finais, possibilita a realização de buscas num único portal de informações
de acesso irrestrito.

�3

2.1 Objetivos
O LUME tem por objetivos reunir, preservar, divulgar e garantir o acesso
confiável e permanente aos documentos acadêmicos, científicos, artísticos e
administrativos gerados na Universidade, bem como às suas coleções históricas e a
outros documentos de relevância para a Instituição, que fazem parte de suas
coleções, embora não produzidos por ela, maximizando o uso desses recursos.
A preservação dos documentos digitais pode ser apontada como uma das
principais atribuições dos repositórios, mas também propiciam, à instituição,
transparência e acessibilidade, pois disponibilizam à comunidade em geral a sua
produção científica, permitem maximizar o impacto das pesquisas, aumentam as
possibilidades de arrecadação de fundos, obtenção de prêmios e prestígio
compartilhado pelos pesquisadores e pela instituição (CAFÉ, 2003).

2.2 Tecnologias utilizadas: softwares e hardware
O LUME foi concebido utilizando o DSpace Institutional Digital Repository
System (DSPACE, 2008), desenvolvido em parceria pelo MIT (Massachusetts
Institute of Technology, EUA) e a HP (Hewlett-Packard Company, EUA), orientado à
criação de repositórios institucionais e à preservação digital de sua produção
intelectual. Na UFRGS, o DSpace está instalado em um servidor Linux. O software,
escrito em Java, é apoiado por um conjunto de ferramentas de código aberto: Banco
de dados relacional PostgreSQL, onde estão armazenados os metadados (dados
sobre dados); Servidor de aplicações Java TOMCAT Servlet Engine; Motor de
pesquisa LUCÈNE, para indexação e recuperação dos metadados e documentos
textuais; Apache HTTP Server; Bibliotecas Java (JavaBeans Activation Framework,
Java Servlet e JavaMail API) e Compilador Ant.
O uso do DSpace permite estruturar a informação do repositório, conforme
a estrutura organizacional da instituição, de modo a identificar setores ou grupos de
pesquisa, sob a forma de comunidades, subcomunidades e coleções. Sob as
coleções estão os itens, que correspondem ao conteúdo digital. Pode haver um ou
mais objetos digitais - texto, imagem, vídeo e áudio - associados a um documento

�4

digital. Para personalizar a interface gráfica do DSpace, tornando-a mais amigável, é
utilizado o software Manakin (DIGITAL INITIATIVES..., 2005), desenvolvido pela
Universidade Texas A&amp;M. É uma interface alternativa à original do DSpace,
desenvolvida utilizando uma filosofia de orientação a aspectos, o que permite a
separação completa entre o desenvolvimento de funcionalidades e a customização
do ambiente do sistema (temas, cores, fontes, logotipos, etc.).
Para garantir o acesso permanente aos documentos digitais, independente
de qualquer mudança de endereço do servidor, utiliza-se o Handle System, serviço
fornecido pelo CNRI - Corporation for National Research Initiatives (CORPORATION
FOR..., 2008), que consiste em atribuir identificadores persistentes para cada
documento digital garantindo que, mesmo que o endereço do servidor do repositório
digital mude, os recursos possam continuar sendo referenciados univocamente.
O sistema e o banco de dados encontram-se em um equipamento HP
Proliant ML370, com sistema operacional Linux Red Hat Enterprise.
Atualmente, o LUME contém metadados e documentos digitais oriundos
da coleta automática de outros sistemas (harvesting), permitindo a integração de
diferentes processos de depósito necessários a um sistema multidisciplinar:
�

o sistema MUSEU, contém o acervo de fotos do Museu da UFRGS e o

acervo histórico da Escola de Educação Física da UFRGS. Os dados encontram-se
num BD SQL Server - servidor Windows, e os documentos digitais em outro servidor
Windows. O link destes documentos digitais é feito com o uso do software Samba;
�

o sistema SABi, Sistema de Automação de Bibliotecas da UFRGS, utiliza o

software Aleph500, que gerencia as atividades e serviços oferecidos pelas
bibliotecas à comunidade usuária. As informações do sistema estão armazenadas
num BD Oracle, numa máquina Linux, onde encontram-se, também, os documentos
digitais.

�5

2.3 Organização e interface gráfica
O DSpace é composto por comunidades, subcomunidades e coleções. No
projeto-piloto do LUME foram definidas, até o momento, as seguintes comunidades:
Acervo do Museu Universitário; Acervo Histórico da Escola de Educação Física;
Teses e Dissertações; Trabalhos de Conclusão de Curso de Especialização e
Trabalhos de Eventos.
Cada comunidade determina sua própria política de informação, fluxo de
depósito e níveis de acesso aos documentos, e pode ser dividida em
subcomunidades e em coleções. Cada coleção contém itens compostos por
metadados como título, autor, data, palavra-chave, resumo, tamanho em bytes,
entre outros, e por um ou mais arquivos em formatos variados (pdf, jpg, avi, mp3,
html, etc.) chamados de bitstreams, com o conteúdo digital propriamente dito. É
possível recuperar informações a partir de filtros genéricos pré-definidos, em forma
de listas, nos metadados de título, autor, palavra-chave e ano, como também a partir
de filtros específicos de uma determinada comunidade. É possível ainda fazer uma
pesquisa genérica, em todo o repositório.
Para este projeto-piloto foram feitas várias alterações na interface original
do DSpace, com o uso da ferramenta Manakin, onde foi possível programar
alterações estruturais diretamente no código fonte da aplicação, personalizando
totalmente o sistema. Além das alterações visuais, foi realizada a tradução, do inglês
para o português, de diversas etiquetas de campos de itens do menu, de textos de
ajuda e outros.
Os documentos no LUME estão, em sua maioria, disponíveis em texto
completo, salvo algumas exceções que, por solicitação do autor, são divulgados
parcialmente, por se tratarem de artigo de periódico submetido para publicação, por
conterem dados sigilosos de empresas ou pacientes, entre outros. Há, ainda,
documentos digitais de acesso restrito, em função dos direitos autorais, para os
quais criou-se um Login específico, viabilizando que somente os usuários UFRGS
tenham direito de acesso aos mesmos. A autenticação é feita de forma segura,
através de cryptografia SSL.

�6

O usuário tem a possibilidade de indicar o seu perfil de interesse,
mediante assinatura das coleções. Desta forma, quando houver a inclusão de novos
documentos nas coleções assinadas, receberá a relação dos mesmos por correio
eletrônico.
Foi criado um link “Estatísticas” contendo informações a respeito dos itens
mais consultados em cada Comunidade, bem como número de downloads geral ou
por Comunidade e o número de usuários cadastrados UFRGS e não UFRGS.

2.4 Metadados e interoperabilidade
O LUME é composto por metadados e informações digitais. Os metadados
são informações estruturadas que possuem semântica padronizada e são utilizados
para representar as informações digitais de maneira bibliográfica. Seguem o padrão
Dublin Core - Dublin Core Metadata Initiative (DUBLIN CORE..., 2008), que consiste
de quinze elementos básicos usados para identificar e descrever documentos
digitais, aos quais podem ser atribuídos qualificadores, de acordo com as
especificidades e necessidades da instituição. A adoção deste padrão possibilita um
detalhamento

mais

refinado

do

conteúdo

de

documentos

digitais,

com

características tão peculiares, normalmente não abrangidas num catálogo on-line, o
que só vem em benefício dos usuários.
Para garantir a interoperabilidade com outros repositórios digitais é
utilizado o protocolo de coleta de metadados da iniciativa de arquivos abertos OAIPMH - Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting (THE OPEN...,
2004), permitindo a transferência de dados entre repositórios digitais. Este protocolo
é construído sobre o protocolo http e é baseado em requisições do tipo requestresponse definidas utilizando a linguagem de descrição XML, o que lhe fornece
compatibilidade praticamente universal.

�7

3 CONCLUSÃO
O LUME está se estabelecendo como um projeto permanente na UFRGS
e, como tal, é um serviço que requer continuidade. Neste sentido, já se evidencia a
necessidade de definir a política institucional para inclusão dos novos tipos de
documentos provenientes das unidades acadêmicas e de outros órgãos da
Universidade, sejam estes documentos de acesso público ou de uso restrito.
Considerando a ampliação de sua abrangência para todo o acervo digital
da Universidade planeja-se a aquisição de equipamento dedicado exclusivamente
ao sistema. Existe, também, possibilidade de propiciar uma maior autonomia aos
usuários, permitindo que eles gerenciem suas informações, através do autoarquivamento.
A experiência vivenciada até então é o ponto de partida para a
consolidação do LUME como uma poderosa ferramenta auxiliar na organização,
divulgação, preservação e visibilidade dos estoques de informação da Universidade.

REFERÊNCIAS
CAFÉ, Lígia et al. Repositórios institucionais: nova estratégia para publicação
científica na Rede. Trabalho apresentado no 26º Congresso Brasileiro de Ciências
da Comunicação (INTERCOM), Belo Horizonte, 2003. Disponível em:
&lt;http://dspace.ibict.br/dmdocuments/ENDOCOM_CAFE.pdf&gt;. Acesso em: 28 maio
2008.
CAMARGO, Liriane Soares de Araújo; VIDOTTI, Silvana Ap. Borseti Gregorio.
Elementos de personalização em repositórios institucionais. Trabalho
apresentado na 1ª Conferência Iberoamericana de Publicações Eletrônicas no
Contexto da Comunicação Científica, Brasília, 2006. Disponível em:
&lt;http://dici.ibict.br/archive/00001077/01/cipecc_liriane.pdf&gt;. Acesso em: 5 jun. 2008.
CORPORATION FOR NATIONAL RESEARCH INITIATIVES. The Handle System.
2008. Disponível em: &lt;http://www.handle.net/&gt;. Acesso em: 3 jun. 2008.
DIGITAL initiatives: research and technology. DSpace Manakin. 2005. Disponível
em: &lt;http://di.tamu.edu/projects/xmlui&gt;. Acesso em 16 maio 2008.
DSPACE. DSpace Institutional Digital Repository System. Disponível em:
&lt;http://www.dspace.org/&gt;. Acesso em: 20 maio 2008.

�8

DUBLIN CORE METADATA INITIATIVE. Using Dublin Core. 2008. Disponível em:
&lt;http://www.dublincore.org/documents/usageguide/&gt;. Acesso em: 28 maio 2008.
THE OPEN Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting. 2004. Disponível
em: &lt;http://www.openarchives.org/OAI/openarchivesprotocol.html&gt;. Acesso em: 6
maio 2008.

__________________
1

Caterina Groposo Pavão, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro de
Processamento de Dados, comissao@cpd.ufrgs.br
2
Afonso Comba de Araújo Neto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro de
Processamento de Dados, comissao@cpd.ufrgs.br
3
Lais Freitas Caregnato, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro de
Processamento de Dados, comissao@cpd.ufrgs.br
4
Janise Silva Borges da Costa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro de
Processamento de Dados, comissao@cpd.ufrgs.br
5
Zaida Horowitz, , Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro de Processamento
de Dados, comissao@cpd.ufrgs.br
6
Zita Prates de Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro de
Processamento de Dados, comissao@cpd.ufrgs.br
7
Carla Metzler Saatkamp, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Centro de
Processamento de Dados, comissao@cpd.ufrgs.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Este trabalho descreve a concepção e organização do projeto-piloto do LUME - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciativa conjunta da Biblioteca Central e do Centro de Processamento de Dados. Aborda os recursos de software e de hardware utilizados e os padrões de representação da informação empregados na sua implementação, tendo em vista a preservação e divulgação do seu conteúdo e sua interoperabilidade com outros repositórios digitais.</text>
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A EDUBASE COMO MEDIADORA NO PROCESSO DE CO-AUTORIA EM
REDES SOCIAIS : compartilhando conhecimento na área educacional
PASSOS, R.1
SANTOS, G. C.2

RESUMO
A base de dados referenciais EDUBASE, desenvolvida e gerenciada pela Biblioteca
da Faculdade de Educação/UNICAMP, inicialmente constituída para ser uma base
local, a partir do momento em que inicia a indexação de artigos de periódicos
nacionais em Educação, amplia suas funções tornando-se um instrumento de
mediação para análises de redes sociais de co-autoria, promovendo o intercâmbio
de informações entre a comunidade científica da área educacional. O presente
artigo, descreve conceitos redes sociais na área da ciência da informação,
sugerindo a aplicação de metodologias e o desenvolvimento de estudos sobre
analise de redes sociais ARS ou SNA (Social Network Analysis) que contribuam
para a percepção do fluxo de circulação da informação
e construção de
conhecimento no âmbito educacional.
Palavras-chave: Base de dados. Redes sociais. Educação – Tecnologia.
Compartilhamento.

ABSTRACT
The database benchmarks EDUBASE, developed and managed by the Library of the
Faculty of Education / UNICAMP, originally formed to be a local basis, from the
moment they start the indexing of articles in national journals in education, expands
its functions become an instrument of mediation for analyses of social networks coauthored by promoting the exchange of information between the scientific
community's educational area. This article, describes concepts social networks in the
area of information science, suggesting the application of methodologies and the
development of studies on analysis of social networks or ARS SNA (Social Network
Analysis) that contribute to the perception of the flow of information and movement of
construction of knowledge within education.
Keywords: Data bases. Social Network. Education – Techonology. Sharing.

�2

1 INTRODUÇÃO
A temática sobre redes sociais tem emergido singularmente nas diversas
áreas do conhecimento humano, como forma de compreensão do processo de
disseminação, transferência e recuperação da informação, no caso específico, o
enfoque é direcionado à área de Educação.
A

organização

independentemente

da

em
vontade

rede

acontece

na

dos

indivíduos.

As

sociedade
redes

humana,

possibilitam

o

desenvolvimento, a modificação e o estabelecimento de relações, conforme a
trajetória e o interesse de cada sujeito social. As informações e o conhecimento são
compartilhados e construídos nos espaços das redes, o que promove a interação
entre sujeitos, fomentando o desenvolvimento de inovações.
As redes sociais ocupam espaços organizacionais,
sejam espaços presenciais ou virtuais, onde é possível
o compartilhamento de informação e conhecimento
espaços onde a informação é compartilhada com o
objetivo de troca de experiência, criando e gerando
informações importantes no setor em que atuam.
(TOMAEL; ALCARA; DI CHIARA, 2005, p.93)

O contexto atual da pesquisa científica solicita que além da gestão e
conhecimento das tecnologias de comunicação e informação, seja possível criar
mecanismos que possibilitem o entendimento da estrutura e funcionamento de
organizações responsáveis pela administração de redes de informação, bem como a
identificação dos fluxos de compartilhamento de informações e de conhecimento.
Nessa perspectiva, a EDUBASE, base de dados e indexadora de artigos
de periódicos nacionais em Educação, produzida pela Biblioteca da Faculdade de
Educação da Unicamp, torna-se um instrumento de mediação para análises de
redes sociais de co-autoria, promovendo o intercâmbio de informações entre a
comunidade científica da área educacional.
Apresentamos neste artigo, conceitos e definições sobres redes sociais na
área da ciência da informação, identificamos na EDUBASE as condições
necessárias, para atuar como ferramenta para o fornecimento de dados que
permitam a aplicação de metodologias e desenvolvimento de estudos de analise de

�3

redes

sociais ARS ou SNA (Social Network Analysis) que contribuam para a

percepção do funcionamento da circulação da informação no âmbito educacional.

2 REDES: O QUE SÃO E COMO FUNCIONAM
A palavra rede tem a sua origem no latim – retis , cujo significado é o
entrelaçamento de fios com aberturas regulares que forma uma espécie de tecido.
Registros históricos apontam que mesmo antes do advento da Internet (1969) (rede
de intercomunicação) - acrônimo de Intercommunication Network, um dos pioneiros
da Ciência da Informação, Paul Marie Gislain Otlet (1868-1944) , cientista e
acadêmico belga, já previa a possibilidade de divulgação de informações através de
redes, foi sua a idéia inicial da web, inclusive criando o termo "link" para as relações
entre informações. Em 1920, Otlet, vislumbrava a possibilidade do armazenamento
eletrônico, chegando a mencionar em seu livro “Monde”, a criação de um “cérebro
mecânico coletivo”, que abrigaria toda a informação do mundo, com acesso
instantâneo em uma rede global. Em sua visão Otlet descrevia o que hoje
denominamos de redes de pesquisas.
A rede é uma forma de comunicação expressiva de compartilhar recursos
e serviços disponíveis, poupando aos indivíduos a duplicação de informações, com a
possibilidade de melhorar e desenvolver qualquer pesquisa que se pretenda
socializar e não se tenha como implementar e disseminar no momento.
Uma rede de pesquisa colabora para o compartilhamento de informações
e recursos entre pesquisadores geograficamente distantes, através de redes
eletrônicas interligadas, em diferentes países e continentes no mundo.
Redes de informação são consideradas um conjunto de unidades
informacionais, que agrupam pessoas e/ou organismos com as
mesmas finalidade, onde a troca de informações é feita de maneira
organizada e regular, por meio de padronização e compartilhamento
de tarefas e recursos . (ROMANI; BORSZCZ, 2006, p.12)

Silva et al. (2006, p.77) define rede como “[...] sistemas compostos por
“nós” e conexões entre eles, que, nas ciências sociais, são representados por

�4

sujeitos sociais (indivíduos, grupos, organizações, etc.) conectados por algum tipo
de relação”.
Segundo Severino (2000, p.133), a Internet, a rede das redes :
Representa hoje um extraordinário acervo de dados que está
colocado à disposição de todos os interessados, e que pode
ser acessado com extrema facilidade por todos eles, graças à
sofisticação
dos
atuais
recursos
informacionais
e
comunicacionais acessível no mundo inteiro.”

A Internet possibilita a utilização de uma variedade de técnicas na busca
de

informações

para

realização

da

pesquisa

bibliográfica.

Na

área

da

Biblioteconomia, ciência que se preocupa com as técnicas e organização de
bibliotecas, predomina as redes de informações, “[...] consideradas um conjunto de
unidades informacionais, que agrupam pessoas e/ou organismos com as mesmas
finalidades, onde a troca de informações é feita de maneira organizada e regular, por
meio de padronização e compartilhamento de tarefas e recursos”. (ROMANI;
BORSZCZ, 2006, p.12)”.
Em redes de bibliotecas o sentido de “rede” enfatiza no “tipo especial de
colaboração bibliotecária para o desenvolvimento centralizado de serviços e
programas

cooperativos,

incluindo

a

utilização

de

computadores

e

telecomunicações” (SANTOS; RIBEIRO, 2003, p.206). De acordo com os objetivos
podem funcionar de forma virtual, presencial ou das duas maneiras.
De acordo com Cendon (2005, p.80-81), na Ciência da Informação os
tipos mais comuns de rede são:
o

o

Redes de serviços e de apoio institucional, que compartilham
dados, e desenvolvem padrões comuns e a comutação
bibliográfica entre bibliotecas e centros de informação.
Redes de serviços de busca e recuperação da informação,
que identificam e compartilham recursos informacionais.

Esses tipos de redes determinam suas principais funções de utilização: a
cooperação, o compartilhamento, intercâmbio e acesso remoto a informação de
documentos e recursos computacionais ( CENDON, 2005, p.79-80),

�5

A vantagem do estabelecimento de redes em unidades de informação está
em:
•

otimizar e interligar recursos, visando o melhor atendimento a um número
de clientes, em um raio de alcance mais amplo;

•

racionalizar gastos com infra-estrutura técnica (acervo, recursos humanos
e equipamentos)

•

racionalizar esforços para o mesmo fim;

•

minimizar custos para os usuários, maximizando a disponibilidade e a
qualidade de informação;

•

aumentar da disponibilidade e acesso a informações
As redes são caracterizadas de acordo com os objetivos que

compartilham, e que são construídos coletivamente. O desenvolvimento de redes em
unidades de informação contempla o dinamismo e a intencionalidade dos sujeitos
envolvidos em sua construção e manutenção. A reedição da informação, processo
em que os dados fornecidos por colaboradores, são submetidos a uma nova
estrutura, de acordo com padrões estabelecidos pelo gerenciamento da rede,
possibilitam que a circulação da informação flua de forma eficiente. No processo de
gerenciamento de redes de informação encontramos “um ambiente fértil para
parcerias, oportunidades para relações multilaterais” (RIBAS ; ZIVIANI, 2008, p.4)
Ribas e Ziviani (2008, p.3-4) afirmam que a circulação da informação em
rede, adquiri um poder maior e mais dinâmico, a tecnologia é direcionada para a
disseminação, “A informação não se encontra mais centralizada, o seu detentor não
e mais uma única pessoa, ou seja, ampliam-se às fontes de informação”. Outro fato
destacado pelos autores é de que a potencialidade na constituição de redes de
informação, tem modificado as funções de aquisição, armazenagem e disseminação
da informação e do conhecimento.
Os aspectos de redes apresentados anteriormente possibilitam a
visualização da EDUBASE como ferramenta para análise e estudo de redes sociais
de co-autoria, pois a sua constituição engloba todos os conceitos principais
necessários, para o estabelecimento de uma rede de informação.

�6

3 REDES SOCIAIS NA ÁREA EDUCACIONAL
As redes sociais são estabelecidas e representadas, no momento em que
um conjunto de participantes autônomos une suas idéias e recursos e passam a
compartilhar de valores e interesses comuns. O termo redes sociais começou a ser
utilizado entre os anos de 1930 a 1970, para designar a intermediação das relações
interpessoais e sociais. O relacionamento nas redes sociais ocorre em detrimento de
estruturas hierárquicas (MARTELETO, 2001, p.72).
Em uma rede social o relacionamento entre cooperantes acontece de
forma direcional, não direcional ou recíproca, isso significa que ao mesmo tempo em
que o cooperador é um transmissor, pode desempenhar o papel de receptor, ou os
dois ao mesmo tempo. Essa forma de relacionamento não hierárquico ocorre no
intuito de facilitar a disseminação e o compartilhamento de informações, o que
acarreta maior dinamismo no fluxo de informações. (RIBAS ; ZIVIANI, 2008, p.4)
Os valores e expectativas em torno da rede dão origem a
normas de controle sobre seus membros. Ressaltam a
importância da análise de redes sociais para que se possa
compreender o processo de acesso a informação, bem como
para o desenvolvimento da sociedade do ponto de vista
econômico e social de comunidades e de grupos sociais.
(MARTELETO ; SILVA, 2004, p.43)

A abordagem sobre redes sociais na área educacional contempla uma das
necessidades primordiais dos pesquisadores da área, que está em estabelecer um
maior envolvimento entre diferentes regiões do território nacional, ampliando a
comunicação e a troca de informações, concernentes ao desenvolvimento de
políticas educacionais, desenvolvimento de projetos pedagógicos, pesquisas e
estudos em andamentos.
É com esse intuito que a EDUBASE, focada como rede de informação, se
coloca como porta de acesso e ponto de partida para consolidação de uma rede
social na área educacional.

�7

3.1 EDUBASE como rede de informação
A EDUBASE começou a ser estruturada em setembro de 1994, quando se
idealizou um instrumento de recuperação da informação de documentos para
atender as necessidades internas dos usuários da Biblioteca da Faculdade de
Educação da UNICAMP (BFE-UNICAMP).
A EDUBASE é uma base de dados de artigos de periódicos nacionais em
Educação, desenvolvida e criada pelo bibliotecário - diretor da BFE-UNICAMP.
Constam na base, além de artigos de periódicos: anais de eventos, relatórios técnico
- científicos, textos e capítulos de livros relacionados à Educação. (SILVA, 2003).
Inicialmente foi desenvolvida em ambiente DOS através do software Micro
CDS/ISIS da Unesco, com parceria da BIREME, onde hoje se encontra migrada em
ambiente Web pelo WWWISIS. (SANTOS; PASSOS, 1997; EDUBASE, 2003).
A BFE-UNICAMP tem buscado um constante aperfeiçoamento na
estrutura do seu Serviço de Referência, preocupando-se em disponibilizar o maior
número de informações dos documentos bibliográficos que compões o acervo da
Biblioteca.
A preocupação em proporcionar agilidade e rapidez na disseminação e
recuperação de informações deu origem ao projeto “Indexação de Artigos de
Periódicos Nacionais em Educação”, com financiamento FAEP – Fundo de Apoio ao
Ensino e à Pesquisa.
O projeto executado englobava a contratação de um profissional por um
período de três meses para realizar os serviços de indexação e alimentação da base
de dados EDUBASE, ocorrido no ano de 1997. (SANTOS; PASSOS, 1997).
A partir dessa iniciativa, a indexação passou a ser realizada por um
profissional bibliotecário da Faculdade de Educação, responsável pela manutenção
da base, seguindo o fluxo de serviço, conforme pode ser observado na figura 1.

�8

Tipos de documentos
(artigos, anais de
eventos, etc)

Seleção
dos Documentos

Análise
Conceitual

Descrição e
Indexação

Tradução de PalavrasChave no BRASED

Vocabulário

Análise
Conceitual

Busca e Resultado

Indexação

Edubase (como rede
de informação)

Índices

Estratégia de busca

Usuário

Pergunta de
busca

Figura 1 - Do processo a recuperação da informação na EDUBASE1

Assim que a EDUBASE passou a ser disponível on-line em 1998, através
da plataforma WWWISIS, houve o aumento do acesso e da requisição de
documentos pela comunidade externa, o que nos levou a legitimar a EDUBASE
como base de dados em Educação, solicitando o seu registro junto ao IBICT,
seguindo o exemplo de bases de dados internacionais que possuem o ISSN.
(EDUBASE, 2003).
Desde a implementação e reconhecimento da EDUBASE em 2000, a base
agrega 73 títulos para indexação. Desses 73 títulos de periódicos impressos e
digitais indexados, quatro títulos são da UNICAMP. A produção de publicações da
área Educacionais e afins concentra-se a maior parte nas regiões Sudoeste e Sul,
devido ao grande número de Editores de Educação centrados nestas regiões. Por
outro lado, o Norte do país não vê a importância da indexação de suas publicações
em bases de indexação de assuntos pertinentes, conforme o gráfico a seguir:

1 Adaptado de Lancaster (1979) apud Cedon (2005).

�9

23%

7%

Centro-Oeste
Nordeste
Norte
Sudeste

14%

Sul

56%
0%

Gráfico 1 – Distribuição geográfica da EDUBASE no Brasil

Motivados pelo reconhecimento e classificação das suas publicações pelo
Qualis /Capes, os editores (desempenham o papel de co-autores) procuram cada
vez a EDUBASE, para indexar e referenciar suas publicações no mundo referencial
e digital. Como retorno a EDUBASE ganha reconhecimento nacional, e a Biblioteca
da Faculdade de Educação/UNICAMP recebe por meio de compartilhamento de
serviços, a coleção da publicação para o seu acervo.
As conexões existentes através das interações estabelecidas
nas redes sociais criam possibilidades para que as pessoas
atuem como multiplicadores e organizadores de uma dada
comunidade. Ou seja, a comunicação se dá de maneira rápida
e direcionada para um publico específico. (RIBAS ; ZIVIANI,
2008, p.3-4)

Conforme a apresentação gráfica acima é possível visualizar que a
EDUBASE abrange todas as regiões do território nacional brasileiro, seja em
maiores ou menores proporções. Dessas regiões, participam da indexação,
instituições de ensino particulares, estaduais, federais, entre organizações,
fundações e associações (OFA), perfazendo um total de 58 cooperantes, com
missões e objetivos diferenciados, mas com o objetivo específico de divulgar a
informação na área educacional. Partindo desse pressuposto, estudos sobre ARS

�10

nessa base de dados2, conseguiriam mapear o alcance do fluxo de informação
disponibilizada pela EDUBASE, e identificar qual o nível de sua interferência na
produção do conhecimento científico.
23
20

15
Estaduais

15

Federais

11
9

10

OFA
Particulares

5

0

Estaduais

Federais

OFA

Particulares

Gráfico 2 – Participação dos tipos de instituição na EDUBASE

Nessa perspectiva, a EDUBASE, torna-se um instrumento de mediação
para ARS de co-autoria, promovendo o intercâmbio de informações entre a
comunidade científica da área educacional.

3.2 Proposta de estudos de co-autoria na EDUBASE através de análise de
redes sociais

A análise de redes sociais, conhecida como ARS, tem sua origem na
expressão em inglês SNA que significa Social Network Analysis, tem emergido como
uma nova proposta para a Ciência da informação, como uma ferramenta
metodológica que pode ser aplicada em estudos de bases de dados bibliográficas e
referenciais. (SILVA et al., 2006, p.77)
Este tipo de análise de acordo com Marteleto e Silva (2004, p.48) é “uma
alternativa metodológica que permite uma interlocução entre as ciências sociais e a
ciência da informação”.

2 Está em andamento proposta para o desenvolvimento de projeto de doutorado sobre ARS na EDUBASE, com
o foco na área educacional na linha de pesquisa de Educação, Ciência e Tecnologia (FE/UNICAMP).

�11

Para Alcara et al. (2006, p.150) as etapas para análise de redes sociais
envolvem os seguintes procedimentos:
•

identificação da população para a aplicação da análise de redes sociais

•

coleta de dados (questionários, entrevistas, diários, etc.)

•

configuração da rede feita por um software, analisa as ligações dos atores na
rede em um diagrama que possibilita distinguir as medidas/indicadores dos
atores no conjunto de suas ligações na rede.

•

oferecimento de condições para intervenção estratégica no ambiente, permite
gerenciar as ligações dos atores visando estratégias competitivas.
No caso especifico da Educação, a análise de uma rede que indexe

artigos pertinentes a essa especialidade, verifica não só a qualidade e quantidade de
dados disponíveis, mas sim o capital social despendido para que a EDUBASE
funcione efetivamente como rede social.
O capital social [...] é definido como as normas, valores,
instituições e relacionamentos compartilhados que permitem a
cooperação dentre ou entre os diferentes grupos sociais...
Assim , fica evidente a estrutura por trás do conceito de capital
social, que passa a ser definido como um recurso da
comunidade construído pelas suas redes de relações. A
construção de redes sociais é a conseqüente aquisição de
capital social, condicionada por fatores culturais, políticos e
sociais. (MARTELETO, R.M. ; SILVA, 2004, p.44)

Na estrutura de funcionamento da EDUBASE, o capital social está nas
instituições de ensino que procuram a administração da base de dados para indexar
sua produção científica, incluindo o capital humano que representado na figura de
professores pesquisadores, alunos de graduação e pós “engloba as habilidades e
competências dos indivíduos que, em conjunto com outras características pessoais e
o esforço dependido, aumentam as possibilidades de produção do conhecimento”
(MARTELETO ; OLIVEIRA E SILVA, 2004. p. 44)
Uma rede de co-autoria é uma rede na qual os nós são os
professores / pesquisadores, e há conexão entre eles sempre
que partilham a autoria de um artigo. Conecta grupos que não
tem relação entre si. (SILVA et al., 2006, p.78).

�12

A análise de redes de co-autoria permite o aprofundamento de estudos
sobre diferentes comunidades científicas e seus colégios invisíveis, permitindo
facilidade no acesso às bases de dados, manuseio e visualização de resultados. A
análise abrange dados sobre os atributos dos pesquisadores, sua produtividade, o
envolvimento com outras áreas do conhecimento, enfim engloba a esfera de alcance
de uma publicação científica a partir de sua indexação em base de dados. Este
mapeamento sobre como funciona a EDUBASE como uma rede de informação de
co-autoria, pode ser observado na figura 2 como se segue:
Editor entra em contato
por email ou envia
diretamente
publicações com
correspondência

Recebemos o email
p/formalizar pedido
e/ou publicações com
correspondência

Estagiário/Bibliotecário
seguem os
procedimentos para
indexação

EDUBASE
(Editor
como rede
de coautoria)

Email e
correspondência
respondidos sobre as
condições e critérios
de indexação

Analise-se pedidos e
as publicações para
saber se atendem aos
critérios

Informações dos
editores disponíveis no
portal e dados
bibliográficos
disponíveis p/ consulta

Publicação aceita é
encaminhada para
indexação
Se a publicação estiver
na área e atende aos
critérios comunicamos
aos editores sobre a
aprovação

Figura 2 – EDUBASE como uma rede de informação de co-autoria

A EDUBASE proporciona condições para o desenvolvimento de estudos
de co-autoria entre os professores/pesquisadores das diferentes instituições do
território nacional, que cooperam no envio de publicações para indexação na base.
O

empreendimento

na

ARS

contribui

para

a

compreensão

do

organograma institucional e estrutura de recursos humanos, e também no
entendimento da estrutura informacional da organização, pois possibilita a
identificação dos fluxos de compartilhamento da informação e do conhecimento.
Dessa forma é possível obter uma exata configuração da rede em seu ambiente

�13

externo e visualizar suas ligações com o ambiente externo e avaliar o impacto que a
organização da rede exerce no contexto de sua atuação. (ALCARA et al., 2006,
p.146)

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Refletir sobre ARS em bases de dados na área de educação fez com que
percebêssemos a real dimensão do trabalho que é realizado dentro das unidades de
informação para a disseminação e recuperação de dados bibliográficos, fica notória
a importância de todo o processo na indexação, e os resultados que podem ser
obtidos a partir de um trabalho estruturado, coeso e importante para a divulgação da
comunicação científica no campo educacional.
A expansão da Internet proporcionou um avanço significativo no que se
refere à disseminação da informação.

A EDUBASE como um canal e fonte de

informação, desde a sua criação até o momento, propôs o enfoque na dinamização
e certificação da qualidade de dados informacionais em sua estrutura técnica, física
e na padronização de dados, de acordo com as normas internacionais de bases de
dados, conforme mencionados por Rowley (2002).
No momento atual, além da estrutura técnica e a padronização de dados
informacionais, a EDUBASE apresenta condições de promover uma análise no
campo da Educação, que não se limita apenas na quantificação de dados e simples
conferência de registros cadastrados. Constituída como uma rede de informação, a
EDUBASE, torna-se um instrumento que permite a verificação do impacto que os
conteúdos por ela disponibilizados, exercem não só na comunidade científica
educacional, mas em áreas afins. Os estudos de ARS são considerados eficientes
na medida em que determinam a finalidade das unidades de informação
especializada, que é a divulgação da informação, como meio da promoção do
estreitamento da comunicação científica, contribuindo assim para o contínuo
desenvolvimento do conhecimento humano.

�14

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�15

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Estadual Paulista, Marília, SP. 2003.

__________________
1

Rosemary Passos, Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação,
bibrose@unicamp.br.
2
Gildenir Carolino Santos, Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação,
gilbfe@unicamp.br.

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>A base de dados referenciais EDUBASE, desenvolvida e gerenciada pela Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP, inicialmente constituída para ser uma base local, a partir do momento em que inicia a indexação de artigos de periódicos nacionais em Educação, amplia suas funções tornando-se um instrumento de mediação para análises de redes sociais de co-autoria, promovendo o intercâmbio de informações entre a comunidade científica da área educacional. O presente artigo, descreve conceitos redes sociais na área da ciência da informação, sugerindo a aplicação de metodologias e o desenvolvimento de estudos sobre analise de redes sociais ARS ou SNA (Social Network Analysis) que contribuam para a percepção do fluxo de circulação da informação e construção de conhecimento no âmbito educacional.</text>
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LEITORES DE TELAS: ferramenta de documentos acessíveis
PASSOS, J. R.1
VIEIRA, R. Q.2
SAHEKI, Y.3

RESUMO
As tecnologias de acessibilidade possibilitam a produção e a disseminação de novos
formatos de documentos, seja em braille, áudio, ampliado ou digital, à pessoas com
deficiência visual. Em especial, o princípio do uso de voz em programas de leitores
de tela, que força a volta positiva do acesso sonoro à informação na história cultural
do deficiente visual. Apresentam-se as características principais dos leitores de telas
e comparam-se pontos positivos de cinco programas mais conhecidos. Discute-se a
mudança, ou até mesmo, a perda de informação quando se muda do formato
tradicional (papel e tinta) para o formato acessível, e quais medidas podem
minimizar esta perda.
Palavras-chave: Deficientes visuais. Leitores de tela.

ABSTRACT
The accessibility technologies enable the production and dissemination of new
documents - braille, audio, digital or magnified formats - to people with visual
impairments. In particular, the principle of the use of voice in screen readers, which
forces the back of positive sound access to information on the cultural history. This
work presents the main characteristics of the readers of screens and compares the
positive points of five best-known programs. It discusses the change, or even the loss
of information when it changes the traditional format (paper and ink) for the
accessible
format,
and
what
measures
can
minimize
this
loss.
Keywords: Visually Impaired. Screen Readers.

�2

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho tem o objetivo de trazer discussão sobre o uso do leitor de
telas, programa destinado a pessoas com deficiência visual, uma ferramenta que
pode ser usada em ambientes de bibliotecas. Através da tecnologia de acesso ao
áudio, principalmente pelo computador, pode-se acessar a informação contida em
formatos de livros em papel e tinta, antes inacessíveis a este usuário. Acredita-se
que a biblioteca, em especial a universitária, tem muito a contribuir, através da
acessibilidade à informação, com a inclusão do deficiente visual à comunidade do
ensino superior.
Para desenvolver esta discussão, trabalha-se com duas linhas principais.
A primeira baseia-se nos leitores de tela como ferramentas tecnológicas de acesso à
informação. Para isso faz-se um estudo comparativo entre os principais leitores de
tela disponibilizados com o objetivo de entender o quanto cada leitor de tela pode
colaborar com o trabalho do bibliotecário e com a inserção do usuário na vida
acadêmica. A segunda discussão traz os problemas e algumas considerações
envolvidos no uso do leitor de telas no que diz respeito a desconstrução do texto e
sua reconstrução num novo formato acessível, cujas mudanças devem ser
monitoradas para que o oferecimento de informações tenha o mínimo de qualidade e
sentido ao usuário.
Com este trabalho espera-se compartilhar e colaborar com os colegas
bibliotecários e demais profissionais, que atuam direta e indiretamente com os
deficientes visuais, a experiência no oferecimento de formatos acessíveis.

2 LEITORES DE TELA E DEFICIÊNCIA VISUAL
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
cerca de 14,5% da população possui alguma deficiência (cerca de 24 milhões de
pessoas), sendo a maior parte formada por pessoas cegas ou que tenham alguma
dificuldade de enxergar (NERI, 2003). Já se discutiu no trabalho de Bazante e Vieira
(2006), o crescimento do número de pessoas com deficiência no ensino superior no
Brasil e seu impacto em bibliotecas universitárias. Existem três formatos principais e

�3

acessíveis que podem auxiliar o deficiente visual em seu desenvolvimento na vida
acadêmica, não só em seus materiais de estudos, como também em outros
documentos como provas, certificados, regulamentos etc. Estes três suportes podem
se combinar para formar outros formatos híbridos, como o LIDA (Livro Digital
Acessível)1. Os três formatos mais comuns são apresentados a seguir:

• Letras ampliadas: recomenda-se, segundo Maskort (2005), a fonte Helvética
ou Arial. Usuários do Espaço Braille do Campus Senac - São Paulo, também
demandam pela fonte Arial Black, cujo tamanho varia de acordo com a
capacidade de visualização individual. Como este tipo de formato exige muito
papel, recomenda-se retirar as margens do papel e inserir hifenização do
texto (usando-se o processador de texto).

• Braille: a impressão tátil demanda uma impressora de braille, papel adequado
que, segundo Lemos (2006), deve ser de gramatura 120. Há necessidade
também de um transcritor de braille2 e conhecimentos básicos da escrita para
correção e conferência da impressão. Recomenda-se que a impressora tenha
a opção de impressão interpolada, ou seja, que imprima os dois lados da
folha. Assim, é possível diminuir em 50% o tempo de impressão, folhas,
volume e peso do documento.

• Áudio: é o formato gerado automática e instantaneamente por leitores de telas
ou ainda registrado, através de ferramentas especiais, em formatos de
arquivo digital ou Cds (em diversos formatos como o áudio e o MP3, por
exemplo). Pode-se produzir livros com voz humana, através de gravações em
estúdios.
O oferecimento dos diversos formatos pode ajudar o deficiente visual a
acessar documentos antes inacessíveis, trazendo novas perspectivas de inclusão.
Houve um tempo na história da humanidade em que as informações eram
transmitidas de pessoa a pessoa, substancialmente via linguagem, em detrimento do
visual (ainda assim através da linguagem corporal). Segundo McGarry (1999, p.65),
a sociedade ágrafa utilizava a memória humana como principal fonte de informação.
1
2

Livro Digital Acessível. Projeto LIDA. Disponível em:&lt;http://www.lida.org.br&gt;. Acesso em: 20/05/2008.

Programa que traduz o alfabeto comum em escrita braille. Existem vários disponíveis, como o “Braille Fácil”
(http://intervox.nce.ufrj.br/brfacil/ ), Duxbury (http://www.duxburysystems.com/ ), Winbraille
(http://www.indexbrailleaccessibility.com/downloads/winbraille.htm ).

�4

Por este motivo, era importante estar próximo das pessoas sábias e detentoras de
conhecimentos. As informações dos ancestrais eram passadas através de contos,
versos, cantos e histórias que se reproduziam em toda a sociedade circunscrita.
Com a invenção da escrita por volta de 1.700 a.C. (MCGARRY, p.71), e seu
posterior desenvolvimento ao longo dos séculos, houve a possibilidade que os
conhecimentos pudessem ser registrados de forma duradoura e serem acessados
de forma mais independente, se comparada à linguagem. Com o desenvolvimento
da imprensa por Gutemberg em 1450, o conhecimento passou definitivamente a ser
registrado, guardado e acessado por gerações anteriores e atuais.
Infelizmente para o deficiente visual a conquista da escrita e da imprensa
implicou

em

conseqüências

inversas:

houve

aumento

da

marginalização

informacional, pois se passou a valorizar a informação na forma visual, na
comunicação e no registro, e menos na transmissão sonora (como nas sociedades
ágrafas), com o agravante da falta de preocupação ou disponibilidade tecnológica
para a adaptação destes formatos. Houve tentativas de minimizar este impacto
negativo desde o início da Era Cristã (SILVA, 1987, p. 161-162), passando pela
Idade Média (Royal National Institute of Blind People, 2008), de onde se extraem
relatos de uso ou do ensino da escrita aos deficientes visuais, através do alfabeto
romano, em formato de relevo (madeira, relevo, tecido e etc.), porém, foi a partir de
1824, mais de três mil anos depois da invenção da escrita, que a escrita braille foi
desenvolvida, possibilitando aos deficientes visuais não só o acesso à informação
escrita, como também produzi-la de maneira independente e eficiente.
Percebe-se que o acesso sonoro à informação, na cultura do deficiente
visual, não possui todas as vantagens da escrita, porém é a alternativa mais corrente
em sua história, visto que ainda nem se completou 200 anos da existência da escrita
braille. O acesso sonoro à informação é herança fortemente herdada da
Antigüidade. Até hoje, as mães têm o hábito de ler junto com seus filhos deficientes
visuais, pois a oferta de materiais registrados em braille ou até mesmo em áudio são
sempre inferiores à demanda. Na Biblioteca do Instituto Benjamin Constant - Rio de
Janeiro, oferece-se um serviço muito interessante desta herança: a do ledor
voluntário, que dispõe de seu tempo para ajudar o deficiente visual no acesso às
informações escritas (FERREIRA, 2007).

�5

Este modo de acesso sonoro à informação voltou a ter sua importância na
Era das Tecnologias da Informação, que se iniciou efetivamente na segunda metade
do século XX. O computador vem ganhando adeptos por ser uma ferramenta mais
inclusiva, pois ao contrário da escrita braille, os signos exibidos na tela podem ser
compartilhados por videntes ou deficientes visuais3. Além disso, o computador pode
substituir o ledor humano por um ledor mecânico.
O leitor de telas utiliza a tecnologia de síntese de voz que é o "...processo
de geração de amostras de um sinal digital que deveria soar como se um humano
tivesse tido lido o texto" (NELSON NETO; SILVA; SOUSA, 2005, p.326). Segundo os
mesmo autores, a síntese de voz não pode ser confundida com a digitalização,
registro e utilização posterior da voz humana. O Dosvox, por exemplo, é um
programa que reúne tanto a síntese de voz, quanto a utilização de voz registrada.
O programa “leitor de tela” descreve o conteúdo exibido no monitor de
computador ou ainda de um código de fonte de página de Internet. Esta tecnologia é
chamada de “text-to-speech” ou TTS. Alguns leitores lêem basicamente textos
exibidos, enquanto outros lêem adicionalmente partes gráficas de programas ou de
páginas de Internet, lendo textos ocultos, ou seja, o leitor de telas reconhece
também algo que está escrito dentro do programa descrevendo de modo sonoro o
texto que não é visivelmente percebido. HEMELRIJK descreve que a maioria dos
leitores de telas “...é geralmente uma placa que pode ser inserida internamente no
computador ou então um dispositivo externo, ligado ao computador através da porta
serial ou paralela.” (p.49-50, 2000).
Segundo Peters e Bell (2007), as primeiras vozes sintetizadas produzidas
estavam associadas às máquinas, e não a computadores, como o “The Voder”,
equipamento lançado no final da década de 20, nos Estados Unidos. Segundo
Cooke (2004), o primeiro leitor de telas, no sentido como se conhece hoje, foi
produzido para o ambiente DOS em 1984 e é atribuído à IBM o desenvolvimento e
disponibilização aos seus funcionários com deficiência visual.

3

Para o vidente ler o braille há duas saídas, aprender o braille (pelo menos visual) ou utilizar o BR-Braille,
ferramenta gratuita para transcrição do Braille para a escrita comum,disponível em:
&lt;http://www.fee.unicamp.br/deb/brbraille/&gt;.

�6

Atualmente há diversos leitores de tela à venda no mercado nacional e
internacional e alguns disponíveis gratuitamente na Internet. Para esta discussão,
selecionou-se alguns leitores de telas mais conhecidos pelos deficientes visuais.
Esta seleção levou em conta algumas características em comum, conforme a seguir:

• Disponibilidade de idioma em língua portuguesa. Todos apresentam a opção
do idioma ou a possibilidade de uso de voz SAPI (ver adiante).

• Leitura de HTML: este formato é mais utilizado na Internet. Isto não significa
que obrigatoriamente o leitor, por mais eficiente que seja, leia todas as
páginas da rede, isto se deve à acessibilidade (ou não) do código fonte
produzido pelos desenvolvedores das páginas.

• Funcionamento na plataforma Windows. Para o sistema operacional Linux, há
distribuição gratuita do leitor “Orca”4. No Brasil, a Universidade Federal do Rio
de Janeiro criou uma versão do Dosvox para o Linux (Linvox5), também,
indicando grandes avanços brasileiros na construção de programas gratuitos,
principalmente neste sistema operacional.

• Uso de teclas de atalho e teclas exclusivas: têm em comum utilizar as teclas
de atalho do Windows, em maior ou menor abrangência, como também há
combinações de teclas exclusivas para cada leitor.
Os leitores de tela também apresentam funções que não são comuns a
todos, sendo de grande relevância mencioná-los, pois podem ajudar nas tomadas de
decisão na aquisição e operacionalização. Optou-se em comparar as características
conforme a seguir:

• Desenvolvedor: empresa ou instituição criadora e distribuidora.
• Custo: necessidade de compra de licença ou possibilidade de aquisição
gratuita pela Internet.

• PDF: A opção de leitura de documentos em formato PDF é requisito
importante, pois segundo Prado (2007), 71,01% dos documentos disponíveis
na Rede encontram-se neste formato.

4

GNOME. Orca. Disponível em: &lt;http://www.gnome.org/projects/orca/&gt;. Acesso em: 20/05/2008.
NÚCLEO DE COMPUTAÇÃO ELETRÔNICA – UFRJ. Projeto Linvox. Disponível em:
&lt;http://intervox.nce.ufrj.br/linvox/&gt;. Acesso em: 20/05/2008.

5

�7

• SAPI: sigla inglesa para Speech Application Program Interface. Este recurso
do Windows permite a inserção de vozes sintéticas de outras empresas. Isto
significa que um mesmo programa pode comportar várias vozes e suas
variações (tonalidade, velocidades, idioma e etc.). Segundo o Núcleo de
Computação Eletrônica – UFRJ (2008), há várias empresas que vendem
vozes (SAPI 4 ou SAPI 5)6 com qualidade superior e que podem ser
incorporados a outros leitores de tela. Todas as vozes em português brasileiro
são comercializadas.

• Registro em áudio: função que permite gravar o documento de texto em
documento de áudio.

• Lê outros programas: como processadores de textos, Windows Explorer e etc.

LEITOR

Custo

PDF

SAPI

Registro
em áudio

Leituras de
programas

Nenhum

Não

Sim

Sim

Não

Sim

Sim

Não

Não

Sim

CPQD9 e FUNTTEL10
http://www.mc.gov.br/

Nenhum

Não

Não

Não

Sim

Microsoft
http://www.nvdaproject.org/download.html

Nenhum

Sim

Sim

Não

Sim

Sim

Não

Não

Não

Sim

Desenvolvedor

DOSVOX
Núcleo de Computação
(MONITVOX) Eletrônica – UFRJ7
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/
JAWS

LEITOR
CPQD
NVDA

VIRTUAL
VISION

Freedom Scientific8
http://www.freedomscientific.com/
fs_products/software_jaws.asp

MicroPower
http://www.micropower.com.br/v3
/pt/acessibilidade/vv5/index.asp

Quadro 1- Comparativo de características de alguns leitores de tela

6

SAPI 4: Deltatalk da empresa MicroPower, o Eloquent Technology da ScanSoft e o Viavoice. SAPI
5: Raquel da Nextup.
7
Universidade Federal do Rio de Janeiro
8
É comercializado pelo Instituto Laramara para Cegos: http://www.laramara.org.br/softwares.htm
9
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações
10
Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações

�8

3 TEXTO DIGITAL E LEITOR DE TELAS
Adquirir um ou mais leitores de telas para a biblioteca pode significar um
salto positivo na qualidade do serviço de atendimento ao deficiente visual,
entretanto, é precoce afirmar que o trabalho está terminado ou que o deficiente
visual terá acesso à informação. A maioria dos catálogos on-line não é acessível, o
que dificulta a busca de resultados, seja por problemas intrínsecos ou porque muitos
catálogos

estão

subordinados

à

hospedagem

de

páginas

da

instituição

mantenedora, que também apresentam falta de acessibilidade, somando dois erros
muito comuns, e ao mesmo tempo, graves. Para conhecer os problemas básicos de
acessibilidade da página da biblioteca e do catálogo on-line, pode-se utilizar uma
ferramenta

gratuita

de

diagnóstico

chamada

“DaSilva”11,

apenas

como

demonstração.
Outro problema diz respeito à escassez de livros e documentos digitais
para os usuários. No ambiente da biblioteca universitária, este problema toma
proporções preocupantes, se for observada a quantidade de livros por disciplinas
obrigatórias e complementares. Isto sem considerar, documentos de apresentações,
revistas, artigos etc. Buscar formas alternativas de acesso à informação faz parte, ou
deveria, dos atributos da biblioteca.

3.1 O documento digital
Antes que o texto possa ser lido, ele precisa estar num formato digital
para que os leitores de tela possam reconhecer o HTML ou formato de texto (gerado
pelos processadores de texto) para depois produzir sons. Para se oferecer o texto
digital, existem dois caminhos.
O primeiro deles é entrar em contato com as fontes produtoras, como
editoras e professores e solicitar o arquivo digital do texto.
Em 2005, a biblioteca do Campus Senac realizou uma pesquisa em 12
editoras, cuja seleção foi aleatória, para medir o grau de disponibilidade de arquivos
11

ACESSIBILIDADE BRASIL. DaSilva: primeiro avaliador de acessibilidade em português para
websites. Disponível em: &lt;http://www.dasilva.org.br/&gt;. Acesso em: 30 maio 2008.

�9

digitais de livros para pessoas com deficiência visual. O resultado da pesquisa
demonstrou que somente três editoras responderam positivamente à solicitação. A
maioria dos pais de usuários deficientes visuais, em idade escolar, relata que é
comum encontrar este tipo de recepção por parte das editoras, pelo receio de outras
pessoas, no caso os videntes, se apropriarem indevidamente do arquivo do livro. Na
verdade, já existe uma grande facilidade de se encontrar livros em formatos digitais
que estão em domínio público, porém a maior resistência ocorre justamente nos
arquivos de livros didáticos, que são mais necessários aos estudantes, incluindo os
universitários.
O segundo caminho para se conseguir o arquivo digital é a sua produção
dentro do próprio ambiente da biblioteca. Segundo a lei nº. 9.610 (BRASIL, 1988),
pode-se digitalizar qualquer livro e oferecer gratuita e exclusivamente a pessoas com
deficiência visual. Portanto, o bibliotecário pode, se ele achar devido, digitalizar e
oferecer o produto ao deficiente visual.
Existem dois métodos para se converter um livro comum em formato
digital: a digitação e a digitalização. O primeiro consiste na leitura e reprodução do
livro em um processador de texto como o Bloco de Notas ou Word. O segundo
consiste em utilizar um conjunto de tecnologias que proporcionam rapidez na
conversão do formato físico para digital. Este conjunto é formado por um escâner,
um programa OCR (Reconhecedor de Caracteres Óticos) e um computador. O
escâner e o computador direcionados para este trabalho são absolutamente
normais, podendo ser adquiridos em qualquer loja. O programa OCR geralmente
vem no pacote de programa do escâner comum, porém não apresenta a eficiência e
um sistema de reconhecimento tão amplo quanto programas específicos para
deficientes visuais como, por exemplo, o OPENBOOK12. Apesar da necessidade de
vários recursos diferentes para o processo de digitalização, a rapidez na conversão
dos suportes e satisfação do usuário são notórias.

12

Este programa proporciona um amplo acesso à informação: digitalização, leitura por síntese de voz, ampliação
e gravação em áudio. É desenvolvido também pela Freedom Scientific.

�10

3.2 A correção do arquivo digitalizado
Esta é a fase mais importante e mais demorada da rotina de
disponibilização de documentos digitais. Isto porque o programa OCR, por mais
potente que seja, não reconhece 100% dos caracteres do original, há trocas de
caracteres por outros. Dependendo da qualidade do documento original, do
contraste entre a letra e o papel, a digitalização pode chegar a 95%. É por este
motivo que se torna necessária a correção manual do texto. O tempo para a revisão
do documento depende do conteúdo digitalizado. Por exemplo, livros de bioquímica
são mais complicados de corrigir do que livros de literatura, por causa dos termos
técnicos da área que muitas vezes são desconhecidos pelo corretor automático ou
até mesmo pela pessoa que executa a correção.

Quanto mais se corrige um

documento, mais tempo se leva para que o usuário possa ter acesso a ele. Devido
às necessidades imediatas, alguns deficientes visuais dispensam a correção
completa do material. Para minimizar os prejuízos desta escolha, a biblioteca pode
trabalhar com voluntários, familiares ou amigos do solicitante, no serviço de correção
de textos digitalizados.
Outra questão importante é a presença de gráficos, tabelas, ilustrações e
figuras. É provável que os programas de OCR não consigam reconhecê-los, sendo
impossível para o leitor de telas interpretar dados que só fazem sentido aos olhos,
sua dinâmica automática de leitura é linear (da esquerda para direita e da parte
superior para o inferior da página de documento de texto). A estratégia de interpretar
estes dados, parte ou nenhum deles, dependerá de quanto a biblioteca tem
capacidade ou tempo para processá-los adequadamente. Na Biblioteca do Campus
Senac, optou-se pela supressão total de quaisquer dados ligados à interpretação
visual e que não possam ser reconhecidos pelos leitores de telas.

3.3 Revisão estrutural e gravação em CD
Mesmo que se termine a correção do livro, recomenda-se fazer uma
revisão estrutural do texto antes que ele seja entregue ao usuário. Muitas vezes, o
usuário deseja que o texto esteja dividido por capítulos, ou ainda, que seja gravado

�11

em CD de áudio (ou MP3). Na biblioteca do Campus Senac, oferecem-se os
seguintes recursos:

• Manutenção dos dados da capa, folha de rosto, dados técnicos (inclusive
ficha catalográfica), índice, dedicatória, prefácios, bibliografia, apêndices e
etc.

• Indicação da página original do livro. Na maioria das vezes, a página original
do livro não coincidirá com página do documento digitalizado, sendo
necessário manter a indicação original.

• Presença de títulos de legendas de figuras, gráficos e etc.
• Gravação em CD. Separam-se as partes do mesmo (dados técnicos, capa,
prefácio, bibliografia, capítulos e etc.) por faixas para facilitar ao acesso a
partes específicas do texto. Depois de pronto, faz-se um sumário como
primeira faixa do CD para informá-lo do conteúdo, possibilitando a navegação
entre as faixas.

4 CONCLUSÃO
Com a inclusão de leitores de telas no ambiente da biblioteca, outras
questões são levantadas, como a acessibilidade de páginas da Internet e livros
digitais, mostrando que o trabalho do bibliotecário tem outras competências a
desenvolver se ele deseja tornar o usuário, em especial o deficiente visual, o foco de
suas atividades profissionais.

�12

REFERÊNCIAS
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deficiência visual e o desafio do bibliotecário. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14, 2006, Salvador. Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias. Salvador: Ufba, 2006. p. 1 - 15.
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&lt;http://www.afb.org/afbpress/pub.asp?DocID=aw050207&gt;. Acesso em: 21 maio
2008.
FERREIRA, Ana Fátima. Biblioteca Louis Braille do Instituto Benjamin Constant:
assegurando ao deficiente visual acesso ao conhecimento. Revista ACB, Brasília,
DF, n.13, 14 mar. 2008. Disponível em:
&lt;http://www.acbsc.org.br/revista/ojs/viewarticle.php?id=270&gt;. Acesso em: 29 maio
2008.
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deficientes físicos. 2000. 77 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Senac
SP, São Paulo, 2000.
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&lt;www.ibge.gov.br&gt;. Acesso em: 30 maio 2005.
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Braille. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação
Especial, 2006.
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Acesso em: 20 maio 2008.
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FUNDATION WORKSHOP, 10, São Paulo, nov. 2005. CD-ROM.
MCGARRY, Kevin. O contexto dinâmico da informação: uma análise introdutória.
Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
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LATINOAMERICANA DE INTERAÇÃO HUMANO-COMPUTADOR, 2., 2005,
Cuernavaca. Software usando reconhecimento e síntese de voz, 2005. p. 326 - 331.
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&lt;http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/manuais/SapiUtil.txt&gt;. Acesso em: 20 maio 2008.

�13

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&lt;http://porta25.technetbrasil.com.br/porta25/BLOG/tabid/53/EntryID/294/Default.aspx
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&lt;http://www.rnib.org.uk/xpedio/groups/public/documents/Visugate/public_rbytouch.hc
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SILVA, Otto Marques Silva. A epopéia ignorada: a pessoa deficiente na história do
mundo de ontem e de hoje. São Paulo: CEDAS, 1986.

__________________
1

Jeane dos Reis Passos, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac SP),
jpassos@sp.senac.br.
2
Ricardo Quintão Vieira, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac SP),
ricardo.qvieira@sp.senac.br.
3
Yuka Saheki, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas, yukasah@usp.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>As tecnologias de acessibilidade possibilitam a produção e a disseminação de novos formatos de documentos, seja em braille, áudio, ampliado ou digital, à pessoas com deficiência visual. Em especial, o princípio do uso de voz em programas de leitores de tela, que força a volta positiva do acesso sonoro à informação na história cultural do deficiente visual. Apresentam-se as características principais dos leitores de telas e comparam-se pontos positivos de cinco programas mais conhecidos. Discute-se a mudança, ou até mesmo, a perda de informação quando se muda do formato tradicional (papel e tinta) para o formato acessível, e quais medidas podem minimizar esta perda.</text>
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�&amp;�����������'(����"��

DIMENSIONAMENTO DO IMPACTO DOS RECURSOS ELETRÔNICOS NA
COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA DA ESCOLA DE ENGENHARIA DE
SÃO CARLOS - USP
PASCHOALINO, R. A.1
GOMES, A. C. P.2
GONÇALVES, E. L. P.3
ROMA, M. O.4

RESUMO
Descreve as principais mudanças que ocorreram nas bibliotecas universitárias
desde a criação do COMUT, há 27 anos, passando pela consolidação do Consórcio
ISTEC - The Ibero American Science and Technology Education Consortium, uma
organização sem fins lucrativos, que engloba instituições da América Latina e
Península Ibérica, criado na Universidade do Novo México, em 1990 com o objetivo
de promover a pesquisa científica em Engenharia a partir do avanço tecnológico; e
pela criação dos portais de texto completo (Portal Capes e Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações). Estabelece uma relação entre tais marcos e as mudanças
vivenciadas na comutação bibliográfica na Biblioteca da Escola de Engenharia de
São Carlos-USP, através de gráficos, informações estatísticas e fatos que fizeram
com que a realidade se alterasse de forma tão contundente. Conclui que a
comutação, sempre muito beneficiada pelos avanços tecnológicos, hoje atende a
contento aos usuários mais exigentes. Entretanto, é evidente sua diminuição à
medida que a informação disponível em papel se desatualiza e é substituída pela
informação digital. Os avanços tecnológicos transformaram em realidade o sonho
da democratização do acesso ao conhecimento, propiciando a pesquisadores e
estudantes das universidades brasileiras o acesso à produção científica mundial
atualizada.
Palavras-chave: Comutação.

ABSTRACT
It describes the main changes that happened to the libraries of the universities sinse
the creation of COMUT, 27 years ago, going through the consolidation of the ISTEC The Ibero American Science and Technology Education Consortium, a non-profit

�2

organization that encloses institutions of Latin America and Iberian Peninsula,
created at the New Mexico University, in 1990, aiming to promote the cientifical
engineering research from the technologic advances; and from the creation of the
Portal Capes and Digital Library of Thesis and Dissertations. It stabilishes a relation
between those marks and changes that happened to the bibliografic comuting at the
library of the São Carlos Engineering School, shown by graphics, statistical
information and happenings that made reality change in such a forceful way. I've
concluded that the commutation, always with the benefits of the technological
advances, today takes care of the content of the most demanding users. Although, it
is clear that it decreases according to the way that information available in papers
outdates and is replaces by digit is replaced by digital information. The technological
advances turned real the dream of democratization of access to knowledge,
propitiating to brazilian universities researchers and students the access to global
scientifical production updated.
Keyword: Commuting.

1 INTRODUÇÃO
As inovações constantes em hardware e software vêm modernizando diaa-dia a indústria, o comércio e toda área de prestação de serviços. Na educação se
concentram as maiores mudanças: as universidades com pesquisas de ponta, a
automação dos laboratórios e bibliotecas, os novos equipamentos para treinamento
como o ensino à distância, as teleconferências colocam as universidades em
patamares superiores aos demais setores da economia. Atualmente pode-se contar
com bibliotecas universitárias com toda estrutura de redes de comunicações e com
sofisticados equipamentos capazes de prover os usuários de todo tipo de acesso:
informação, texto completo, som e imagem, serviços, etc.
Esse contexto permite mudanças estruturais e organizacionais nas
bibliotecas visando ampliar a integração entre usuários e a instituição e aumentar a
eficiência na prestação de serviços. Na busca de alternativas, as redes de
informação, especificamente a Internet, ocupam um lugar de destaque entre a
informação e o usuário, garantindo dessa forma a velocidade de atualização
necessária para o desenvolvimento do ensino e pesquisa. Para as bibliotecas as
redes viabilizam o compartilhamento de recursos entre instituições, em qualquer
nível, na busca pelos padrões de excelência (SANTORO; LLULL, 1996).
À medida que essas condições foram se instalando nas bibliotecas, os
usuários optaram pelos caminhos mais curtos e se tornaram mais exigentes em

�3

relação aos serviços oferecidos. Em contrapartida, a informação, ao lado da
informatização, se transformou no grande desafio para as equipes que atuam em
bibliotecas, alterando as tarefas diárias e, modificando dessa forma, a atuação
profissional.
Este artigo pretende evidenciar as principais mudanças que ocorreram nas
bibliotecas universitárias a partir do avanço tecnológico e traçar um paralelo entre
tais mudanças e os impactos que a Biblioteca da Escola de Engenharia de São
Carlos-USP vivenciou. Essa comparação vai se revelar através de gráficos,
informações estatísticas e fatos que fizeram com que a realidade se alterasse de
forma tão contundente.

2 COMUTAÇÃO
As mudanças estruturais e organizacionais ocorridas nas bibliotecas e a
modernização de equipamentos trouxeram melhorias sucessivas aos serviços
oferecidos. Nesse contexto, destaca-se o serviço de comutação que, desde o início,
foi o maior beneficiado pelos recursos computacionais incorporados às bibliotecas e,
devido a isso, apresentou uma seqüência de melhorias, que rapidamente se
tornaram essenciais para a comunidade acadêmica e bibliotecas.
Há 27 anos surgia a primeira iniciativa em nível nacional, o COMUT que
até hoje atende adequadamente às necessidades dos pesquisadores no Brasil.
Criado com o objetivo de permitir o uso compartilhado dos periódicos técnicocientíficos, desde o início de suas atividades o COMUT utiliza-se do CCN – Catálogo
Coletivo Nacional para identificar as bibliotecas que possuem os documentos
solicitados. Segundo Rodrigues (2005), o acesso à informação sobre bibliotecas e
coleções em microfichas caracterizou-se como a primeira grande inovação, em
1983. Os arquivos eram consultados em leitoras de microfichas, doadas pela FINEP,
Financiadora de Estudos e Projetos, para cerca de 250 bibliotecas participantes do
COMUT, que em 1988 apropriou-se de um moderno sistema de transmissão de
dados à época: o fax, tornando o atendimento muito mais rápido caracterizando uma
evolução na comutação.

�4

No mesmo ano se iniciou a informatização de algumas atividades do
Programa, entre as quais a coleta de dados estatísticos. Essa iniciativa foi seguida
de várias outras no sentido de informatizar todo o processo. Em 1996 estavam
automatizadas as atividades de solicitação de cópias e pagamento dos serviços.
Em 2001 o sistema foi reformulado e modernizado, agilizando assim o processo de
solicitação/atendimento de cópias e gerenciamento de bibliotecas fornecedoras
conforme a disponibilidade. O modelo de coordenação centralizada e execução
descentralizada adotado pelo COMUT é o que mais se ajusta à realidade do país.
Ao longo dos anos, praticamente todas as bibliotecas e centros de
informação, governamentais, universitários e especializados no Brasil se afiliaram ao
Programa por meio de mecanismo eficiente de acesso à informação existente nos
seus acervos, (artigos científicos, teses e partes de livros). Em 2005 o COMUT
registrava 376 bibliotecas fornecedoras, 1.766 bibliotecas solicitantes, 18.611
usuários individuais e fornecia cerca de 1.500.000 cópias de documentos por ano
(INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA IBICT, 2005).
Para acesso às informações sobre os acervos, as bibliotecas e
pesquisadores individuais, participantes do Programa, ainda utilizam o mesmo
suporte cooperativo de informação, que é o Catálogo Coletivo Nacional de
Periódicos (CCN), do IBICT, disponível agora em meio eletrônico.
Assim como o CCN, outras bibliotecas no Brasil e exterior começaram a
publicar seus catálogos na Internet e, embora os documentos obtidos via COMUT
tem custos reduzidos, que apenas pagam as cópias e o envio, os catálogos on-line
somados a transmissão eletrônica de documentos permitiram a comutação sem
custos (SOUTO; VALÉRIO, 2002).
Isso se consolidou posteriormente na Biblioteca da Escola de Engenharia
de São Carlos quando iniciou-se a participação no Consórcio ISTEC - The Ibero
American Science and Technology Education Consortium. Trata-se de uma
organização sem fins lucrativos, que engloba instituições educacionais de pesquisa
e indústrias de toda a América Latina e Península Ibérica. Foi criado na
Universidade do Novo México, em 1990 com o objetivo de promover a pesquisa

�5

científica em Engenharia e desenvolver esforços conjuntos entre seus membros
para fornecer alternativas, a baixo custo, para aplicação e transferência da
tecnologia. Atualmente engloba mais de 50 membros através de quatro redes
regionais: LIGDOC – Brasil; PREBI – Argentina, REDIBIMEX – México, e Red de
Bibliotecas Digitales Colombianas – Colômbia.
No Brasil, o Serviço LIGDOC teve início em abril de 1994, na Universidade
de Campinas (UNICAMP) por iniciativa da Biblioteca da Área de Engenharia (BAE).
Através desse Projeto Piloto, deu-se a primeira transferência eletrônica de
documentos entre as Bibliotecas da área de Engenharia que, desde então,
começaram a acompanhar as evoluções tecnológicas implícitas nesse Serviço e
gradualmente aderiram às vantagens recíprocas advindas do Consórcio.
À época, Santoro e Coletta (2004) apontaram os principais impactos e
benefícios obtidos. Em primeiro lugar, destacam a utilização do software Ariel, a
primeira ferramenta desenvolvida especificamente para a transmissão e recepção de
documentos via internet. Desenvolvido nos Estados Unidos pelo Research Libraries
Group o software proporcionava qualidade de imagem e resolução gráfica,
substituindo o fax com as vantagens de ser mais econômico e a impressão a laser
ser mais durável que a impressão térmica dos aparelhos de fax (BCR ONLINE,
2008). A inovação trouxe rapidez no acesso ao documento, melhoria na qualidade
da cópia, maior confiabilidade no serviço e possibilitando a gratuidade na
comutação. Anos depois a maioria das bibliotecas substituiu o Ariel pelo Próspero,
software compatível desenvolvido pela Universidade de Ohio que, além da
gratuidade, apresentava também as vantagens de ter sido construído em software
livre, em código aberto, economia de recursos informáticos com a transmissão das
cópias em formato em PDF, legível por vários outros aplicativos.
Com isso, o prazo de envio da cópia do documento que podia demorar
semanas via postal foi bastante reduzido, conforme se verifica na figura 1.
Atualmente, mais da metade dos documentos (51%) é entregue em 48 horas. Do
restante, 34% dos documentos foram entregues no prazo entre três e nove dias e
15% dos documentos demoraram dez dias ou mais. Esses números garantem a
qualidade do serviço. (ARAUJO; PASCHOALINO; COLETTA, 2006).

�6

30%
25%
20%
15%
10%
5%
0%

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Prazo
atendimento
(dias) (em dias)
Figura 1 – Prazo
de de
entrega
do documento

A rapidez no prazo de entrega propiciada pelo LIGDOC bem como o
acesso aos acervos internacionais, até então possíveis somente através do
convênio com a British Library a um custo aproximado de US$ 15.00 por artigo
fizeram com que o volume da comutação aumentasse aproximadamente sete vezes
em cinco anos. Isso pode ser verificado na figura 2 (UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO, 2004; 2005; 2006; 2007; 2008).
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
0
1995

1996

1997

1998

1999

2000

Figura 2 – Documentos fornecidos entre os anos de 1995 e 2000

Em paralelo ao surgimento dos catálogos on-line, foi estabelecido um
acordo entre o ISTEC e a biblioteca do Canada Institute for Science &amp; Technology
Information (CISTI), que possui uma coleção de grande relevância e fornecia
documentos para as bibliotecas da Rede com custos subsidiados pelo Comitê
Executivo do ISTEC. Esse fato transformou o LIGDOC no serviço de maior
relevância oferecido pelas bibliotecas conveniadas.
O acordo com a biblioteca do CISTI esteve disponível até o ano de 2000 e
a partir daí, começa a se registrar na EESC, a exemplo do que ocorreu nas
Bibliotecas ISTEC, uma diminuição no volume nas solicitações e fornecimentos da
comutação (figura 3).

�7

10000
9000
8000
7000
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0
2000

.

2001

2002
EESC

EP

2003
BAE

2004

2005

ITA

Figura 3 – Solicitações efetuadas entre os anos de 2000 e 2005

10000
9000
8000
7000
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0
2000

2001

2002
EESC

EP

2003
BAE

2004

2005

ITA

Figura 4 – Atendimentos efetuados entre os anos de 2000 e 2005

A partir de 2005, na Universidade de São Paulo foi implantado o COMUT
Grupos, que se caracteriza como um atendimento entre as unidades da mesma
instituição. Utilizando a já conhecida estrutura do Programa as bibliotecas solicitam e
enviam documentos gratuitamente via internet. Esse atendimento veio completar os
serviços oferecidos pela comutação e é bastante procurado pelos usuários das
Unidades USP. De acordo com o estabelecido em treinamentos, o tempo não deve
exceder 48 horas. No entanto, o atendimento, na maioria das vezes, é imediato.

�8

Pode-se observar a eficiência do serviço pela reação da comutação observada nas
figuras 3 e 4.

3 PORTAIS DE TEXTO COMPLETO
Em 1999, baseando-se na realidade já vivida em países desenvolvidos, a
FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo lançou o
Programa Biblioteca Eletrônica (PROBE). Iniciativa pioneira no Brasil, o Programa
envolvia instituições estaduais e federais situadas no Estado de São Paulo e tinha
como objetivo adquirir e tornar disponível o acesso a textos completos de revistas
científicas eletrônicas internacionais, em especial, aquelas referenciadas na Web of
Science. As instituidoras do consórcio foram: USP, UNESP, UNICAMP, UNIFESP/
BIREME e UFSCar. Da data de sua criação até 2001, ingressaram no consórcio
mais 35 instituições de ensino e pesquisa, totalizando 41 instituições no Estado de
São Paulo, com uma comunidade de 140.000 usuários potenciais e com acesso a
2.340 títulos com textos completos de diferentes editoras, assim como à base
SciELO (KRZYZANOWSKI; TARUHN, 2002).
Desde a sua concepção o projeto envolveu tecnologia de ponta, e tinha
como objetivo a ampliação do acesso à informação, com a redução ou divisão de
custos orçamentários, reforçando as atividades de cooperação e compartilhamento,
até então existentes em pólos isolados.
A partir da iniciativa da FAPESP, a CAPES - Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior implantou, em tempo recorde, no
final de 2000, o mais abrangente programa nacional de acesso on-line
compartilhado de periódicos científicos eletrônicos: o Portal de Periódicos da
CAPES, atualmente denominado Portal Brasileiro de Informação Científica. Com
essa ação, a CAPES expandiu, de forma notável, as possibilidades de acesso
eqüitativo à informação. O Portal envolve atualmente 191 instituições de ensino
superior e de pesquisa em todo o País. Oferece acesso ao texto completo de artigos
de mais de 12.300 revistas internacionais, nacionais e estrangeiras e 126 bases de
dados com resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento já
integradas, em sua maioria, com seus respectivos textos completos. O acesso é livre

�9

e gratuito para os usuários das instituições participantes a partir de qualquer terminal
ligado à Internet localizado nas instituições ou por elas autorizado.

Em 2005

atendeu a um universo de 1.000.000 usuários potenciais. As estatísticas de uso
demonstraram mais de 80.000 acessos diários (LIMA, 2005).
No mesmo ano de 2000 teve início na USP a criação do Portal do
Conhecimento, uma iniciativa inovadora com o intuito de disponibilizar mundialmente,
pela Internet, o seu conhecimento produzido e acumulado. O primeiro conteúdo
desenvolvido especialmente para o Portal do Conhecimento foi a Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações, criada para disponibilizar as teses e dissertações defendidas
na USP para consulta ou download (MASIERO et al., 2001). Assim, as comunidades
brasileiras e mundial poderiam ter uma versão digital completa gratuita de teses e
dissertações que lhes interessarem.
A Biblioteca Digital foi criada com base em uma iniciativa global
reconhecida pela UNESCO, a Networked Digital Library of Theses and Dissertations
(NDLTD), o que lhe garantia maior confiabilidade e abrangência.. Dois anos após, foi
aprovada a criação do Consórcio Brasileiro de Teses e Dissertações, formado por
instituições de ensino e pesquisa que cooperam com o IBICT. Dessa forma, o Instituto
era responsável pelo registro bibliográfico e pela publicação eletrônica de teses e
dissertações.
Com a possibilidade de acessos domiciliares, não há como precisar o
número de documentos baixados pelos usuários EESC. Existe uma lacuna de 2000
documentos apontada no gráfico estatístico de solicitações na comutação entre os
anos de 2000 e 2008 que supostamente está sendo suprida pelos documentos
eletrônicos. Entretanto, a comutação ainda representa um serviço de primeira linha na
EESC. Atualmente, os artigos vêm, na maioria pelo COMUT Grupos (figura 6) e os
documentos são fornecidos principalmente pelo COMUT (figura 7).

�10

4 CONCLUSÃO
Pode-se afirmar que os inúmeros avanços tecnológicos surgidos a partir da
década de 80 mudaram drasticamente a postura das bibliotecas e de seus usuários.
Hoje os usuários são mais exigentes e em contra partida, as bibliotecas têm recursos
pra mediar com muito mais eficácia o acesso entre a comunidade e a informação.
A comutação, sempre muito beneficiada pelos avanços tecnológicos, hoje
atende, na maioria dos casos, gratuita e rapidamente aos usuários mais exigentes.
Toda a operação é feita sem que o usuário precise comparecer à biblioteca. No
entanto, a demanda pelos documentos comutados diminui à medida que a informação
disponível em papel se desatualiza e é substituída pela informação digital.
Atualmente, a comutação abrange basicamente os títulos não publicados em formato
eletrônico ou não incluídos nos mais de 14 mil títulos disponíveis no Portal Capes.
O

Portal

de

Periódicos

transformou

em

realidade

o

sonho

da

democratização do acesso ao conhecimento, propiciando a pesquisadores e
estudantes da EESC o acesso à produção científica mundial atualizada, deixando
para ocasiões especiais a comutação com todas suas facilidades.

REFERÊNCIAS
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BIBLIOTECAS DIGITALES, 4., 2006, Málaga. Anais... Málaga: Universidad de
Málaga, 2006. p.1-10.
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2008.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA. 2005.
Disponível em:&lt;http://www.ibict.br/seção.php?cat=Comut&gt;. Acesso em: 10 jun
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KRZYZANOWSKI, R.F.; TARUHN, R. O Uso da informação em suporte eletrônico:
uma experiência do PROBE/FAPESP. Revista USP, São Paulo, n.55, p.26-37,
2002.

�11

LIMA, J.F. Acesso à informação científica no Brasil: políticas estratégias e
programas. In: SEMINÁRIO DE CONSÓRCIOS DE BIBLIOTECAS ÍTALOIBEROLATINO-AMERICANO, 2005, São Paulo. Disponível
em:&lt;http://www.bv.fapesp.br/scbiila/apresentacoes/brasil_capes.ppt &gt;. Acesso em:
30 maio 2008.
MASIERO, P.C. et al. A Biblioteca digital de teses e dissertações da Universidade
de São Paulo. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.3, p.34-41, set./dez. 2001.
RELATÓRIO gerencial estatístico do SBU Disponível
em:&lt;polares.bc.unicamp.br/relatório/índex.php?link=4&gt;. Acesso em: 13 jun. 2008.
RODRIGUES, R. Programa de comutação bibliográfica COMUT: 25 anos de
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Acesso em: 29 maio 2008.
SANTORO, M.I.; COLETTA, T.G. O Sucesso de uma parceria: dez anos de
LIGDOC/ISTEC. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
13., 2004, Natal. Anais... Natal: UFRN, 2004. 1
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SANTORO, M.I.; LLULL;, H. O ISTEC e a Internet acelerando a cooperação na
Ibero-América. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
9., 1996, Curitiba. Anais... Curitiba: UFPR, 1996. v.4, p.420-429.
SOUTO, M.F.; VALÉRIO, D.S. Avaliação do serviço de comutação bibliográfica
através do software SCADUNESP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12, 2002, Recife. Anais... Recife: UFPE, 2002. Disponível
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TARAPANOFF, K. Parâmetros de qualidade para o Comut. In: SEMINÁRIO
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.
Dados estatísticos do Sistema Integrado de Bibliotecas 2004. São Paulo: USP/SIBI,
2004.
______. Dados estatísticos do Sistema Integrado de Bibliotecas 2005. São Paulo:
USP/SIBI, 2005.
______. Dados estatísticos do Sistema Integrado de Bibliotecas 2006. São Paulo:
USP/SIBI, 2006.

�12

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Dados estatísticos do Sistema Integrado de
Bibliotecas 2007. São Paulo: USP/SIBI, 2007.
______. Dados estatísticos do Sistema Integrado de Bibliotecas 2008. São Paulo:
USP/SIBI, 2008.
�

_________________
1

Rosana Alvarez Paschoalino, Universidade de São Paulo, Bibliotecária do Serviço de Biblioteca da
Escola de Engenharia de São Carlos, rosana@sc.usp.br.
2
Adriana Coscia Perez Gomes, Universidade de São Paulo, Técnico em Documentação e Informação
do Serviço de Biblioteca da Escola Engenharia de São Carlos, dri@sc.usp.br.
3
Elena Luzia Palloni Gonçalves, Universidade de São Paulo, Bibliotecária do Serviço de Biblioteca da
Escola de Engenharia de São Carlos, elena@sc.usp.br.
4
Marielza Ortega Roma, Universidade de São Paulo, Bibliotecária do Serviço de Biblioteca da Escola
de Engenharia de São Carlos, maroma@sc.usp.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>CRUESP</text>
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              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Dimensionamento do impacto dos recursos eletrônicos na comutação bibliográfica da Escola de Engenharia de São Carlos- USP.</text>
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                <text>Paschoalino, R. A.; Gomes, A. C. P.; Gonçalves, E. L. P.; Roma, M. O.</text>
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                <text>Descreve as principais mudanças que ocorreram nas bibliotecas universitárias desde a criação do COMUT, há 27 anos, passando pela consolidação do Consórcio ISTEC - The Ibero American Science and Technology Education Consortium, uma organização sem fins lucrativos, que engloba instituições da América Latina e Península Ibérica, criado na Universidade do Novo México, em 1990 com o objetivo de promover a pesquisa científica em Engenharia a partir do avanço tecnológico; e pela criação dos portais de texto completo (Portal Capes e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações). Estabelece uma relação entre tais marcos e as mudanças vivenciadas na comutação bibliográfica na Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos-USP, através de gráficos, informações estatísticas e fatos que fizeram com que a realidade se alterasse de forma tão contundente. Conclui que a comutação, sempre muito beneficiada pelos avanços tecnológicos, hoje atende a contento aos usuários mais exigentes.Na medidada que a informação disponível em papel se desatualiza e é substituída pela informação digital. Os avanços tecnológicos transformaram em realidade o sonho da democratização do acesso ao conhecimento, propiciando a pesquisadores e estudantes das universidades brasileiras o acesso à produção científica mundial atualizada.</text>
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ANÁLISE DA APLICABILIDADE: apoio ao serviço de aquisição
bibliográfica da UNIUBE – Relato de uma rotina de trabalho
PALHARES, M. M.1

RESUMO
Apresenta um relato de experiência sobre o serviço de aquisição bibliográfica na
Biblioteca Central da Universidade de Uberaba. Mostra como é feito todo o
trabalho de aquisição e como esse serviço é otimizado utilizando uma ferramenta
específica do sistema de gerenciamento da biblioteca. Essa ferramenta informa
dados estatísticos sobre a utilização da obra solicitada. Facilita a execução do
serviço de aquisição com mais precisão e clareza.
Palavras-chave: Aquisição. Biblioteca – Serviços. Serviços – Automação.

ABSTRACT
This work presents a report of experience above the service of acquisition
bibliographic on Library Central from University of Uberaba. It shows how is made
all of the work of acquisition and how this service is optimized by using a tool
specific of the system of management from library. This tool informs statistical data
above the utilization from the requestted work. It facilitys the execution of the
service of acquisition with added precision and clarity.
Keywords: Acquisition. Library – Service. Services – Automation.

�2

1 INTRODUÇÃO
A história da hoje Universidade de Uberaba, Instituição sem fins
lucrativos, mantida pela Sociedade Educacional Uberabense, remonta ao ano de
1940, quando Mário Palmério funda o Lyceu do Triângulo Mineiro. Com essa
iniciativa, o educador dava os primeiros passos na direção de um projeto muito
mais ousado: dotar a pacata Uberaba da época de uma escola voltado para a
oferta do ensino superior. Até que a idéia se transformasse em realidade, Mário
Palmério põe em prática outras duas ações. Transfere a sede do Lyceu, mais
tarde chamado de Colégio Triângulo Mineiro, para um conjunto de edifícios onde,
hoje, funciona o Campus Centro e decide criar a Escola Técnica de Comércio do
Triângulo Mineiro. Em 1947 o governo federal autoriza a abertura da Faculdade
de Odontologia do Triângulo Mineiro. Em menos de dez anos, outras duas
escolas entram em funcionamento: a Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro,
em 1951, e a escola de Engenharia do Triângulo Mineiro, em 1956. Uberaba,
então, passa a se projetar também em razão de sua importante estrutura, voltada
para o ensino superior, privilégio de poucas cidades mineiras, no início dos anos
50. Junto com essas importantes conquistas, veio a necessidade de expansão da
estrutura física. Em 1976, começa a funcionar o Campus Aeroporto.
A nova estrutura começou a funcionar a partir de 1972, as faculdades
isoladas dão lugar a uma nova organização e a Instituição passa a se chamar
Faculdades Integradas de Uberaba, ficando conhecida pela sigla FIUBE. A
mudança possibilita que se criem, em 1973, novos cursos. O ano de 1981 marca
a fusão com a Fista - Faculdades Integradas Santo Tomás de Aquino. Incorpora
outros cursos e amplia ainda mais a oferta de vagas.
A mais significativa das conquistas se dá em 1988: o reconhecimento
como Universidade de Uberaba pelo Ministério da Educação. A mudança garante
à Instituição autonomia para a criação de novos cursos. Entre 1989 e 1991. A
Universidade de Uberaba passa a oferecer mais oito novos cursos de graduação.
Em 1997, a Instituição dá um importante passo para se firmar também
como centro de excelência para o ensino de graduação na área da saúde. Por
decisão do Conselho Universitário, é autorizada a criação de vários cursos na

�3

área da saúde. Atualmente, a Universidade de Uberaba oferta cursos presenciais
em todas as áreas (exatas, humanas, saúde) e EAD com pólos em todo o país e
fora dele e, cursos Tecnológicos e Seqüenciais.

1.1 Biblioteca Central
A Biblioteca Central da Universidade de Uberaba funcionava no
Campus Centro, até 1978, localizado na Avenida Guilherme Ferreira, 217 Centro, atendendo aos cursos de Direito, Educação Física, Odontologia e
Psicologia. Em fevereiro de 1979, passou a funcionar no bloco A do campus
Aeroporto, na Avenida Nenê Sabino, 1801 - Bairro Universitário, onde funcionou
até abril de 1998, quando foram inauguradas as novas e modernas instalações,
climatizadas, com iluminação e ventilação planejadas. A biblioteca está aberta a
toda a comunidade, porém o empréstimo domiciliar é concedido somente ao
corpo docente, discente e administrativo da UNIUBE. Tem como missão:
disponibilizar serviço de informação eficiente e de qualidade à comunidade
acadêmica e atuar como mediadora na capacitação de todos os envolvidos no
processo de ensino, pesquisa e extensão, possibilitando-lhes autonomia diante de
suas necessidades informacionais em todas as áreas do conhecimento.
Seu acervo abrange todas as áreas do conhecimento e permite o livre
acesso às estantes. É constituído de:
� Monografias (Livros, folhetos, eventos, teses, dissertações, etc.)
� Periódicos (jornais, revistas, boletins, anuários, etc.)
� Obras de referência (dicionários, enciclopédias, etc.)
� Multimeios (CD-ROM, DVD, disquetes, fitas de vídeo, etc.)
O acervo está informatizado e pode ser consultado nos computadores
locais, bem como via internet. A Biblioteca Central ocupa área com mais de 4.000
m2, distribuídos em dois pavimentos.
a) Primeiro piso (térreo) encontram-se os seguintes setores:
� Recepção.

�4

� Setor de Referência.
� Setor de Circulação e empréstimo.
� Acervo geral.
� Sala de leitura informal.
� Setor de Processos Técnicos.
� Setor de Seleção e Aquisição.
� Suporte em Informática.
� Setor Braille.
� Memorial Mário Palmério.
� Reprografia (terceirizado).
Área de estudos, 40 baias (estudo individual ), e 8 cabinas de estudo em
grupo e 2 cabinas de estudo individual com capacidade de dois usuários por
cabina.
b) Segundo piso
� Setor de Periódicos.
� Setor de Mapoteca.
� Setor de Multimeios.
� Setor de Coleções Especiais Obras Raras, Antigas e Preciosas.
� Acervo de EAD.
� Acesso à internet com 36 computadores.
� Sala de audiovisual.
� Sala de som.
� Secretaria
� Sala da Direção.
Possui 27 câmeras instaladas em pontos estratégicos (primeiro e
segundo piso) possibilitando o pleno controle de todos os ambientes da biblioteca.
Dispõe de sistema anti-furto, operado por um portão eletrônico.

�5

Oferece os seguintes serviços:
� Auxílio à pesquisa no acervo local
� Catalogação na fonte
� Comutação bibliográfica
� Empréstimo, renovação e reserva
� Internet
� Levantamento bibliográfico
� Treinamento para consulta às bases de dados
� Visita orientada
O acervo da Biblioteca Central da Universidade de Uberaba – UNIUBE
é composto por milhares de obras que atendem e aos cursos de graduação, pósgraduação e EAD, bem como aos órgãos e departamentos da instituição. A
aquisição é feita para Biblioteca Central e para as bibliotecas setoriais tanto em
Uberaba (MG) como Uberlândia (MG), Araxá (MG) e Itapagipe (MG). Todo o
processamento técnico de todas as bibliotecas é realizado na Biblioteca Central,
com o sistema Winisis e MARC 21, com o Sistema de Gerenciamento Infoisis.
Cada biblioteca possui sua base própria.
A Biblioteca Central conta com 7 bibliotecárias assim designadas: 01
(direção), 02 (processamento técnico de monografias), 01 (referência), 01
(periódicos), 01 (processamento técnico de materiais especiais), 01 (seleção e
aquisição). Com 55 colaboradores a biblioteca funciona 16 h por dia de segunda a
sexta-feira e 12 h no sábado. Atende em média vinte mil alunos (presenciais e
EAD); e mais de dois mil e quinhentos colaboradores (administrativos e
professores).
Realiza

em

média

setenta

e

quatro

mil

operações

entre

empréstimo/devolução/reserva de materiais por mês, entre alunos, professores e
colaboradores.
Toda a aquisição bibliográfica da instituição é feita por meio da
Biblioteca Central. A demanda é grande, pois atende mais de 90 cursos entre

�6

graduação e pós-graduação e todos os departamentos dos campi da UNIUBE.
Diante disso, foi necessário criar uma metodologia de aquisição juntamente com
os cursos, órgãos e departamentos para otimizar o serviço de aquisição.
Esse relato informa como a Bibliotecária de Seleção e Aquisição utiliza
uma ferramenta do sistema de gerenciamento da biblioteca no decorrer da
aquisição bibliográfica.

2 O PROCESSO DE AQUISIÇÃO
Os formulários de aquisição são disponibilizados on line na página da
Biblioteca Central e cada curso/departamento pode fazer a solicitação de acordo
com o tipo de material. Em solicitações específicas para cursos presenciais e
EAD. Os materiais que podem ser solicitados junto ao Setor de Seleção e
Aquisição são:
� CD-Áudio
� CD-Rom
� DVDs e Fitas de vídeo
� Livros nacionais
� Livros internacionais
� Mapas e cartas
� Normas técnicas
� Teses e dissertações
� Outros materiais (figuras, slide, imagens de satélite, etc.).
E, é por meio de cada formulário é que a solicitação de compra é
realizada, de acordo com os passos a seguir:
1. Solicitação da bibliografia da disciplina do professor ao Diretor do
Curso.
2. Aprovada a solicitação pelo Diretor do Curso, é preenchido o
formulário relacionado ao material e enviado à Biblioteca.

�7

3. A Bibliotecária de Seleção e Aquisição analisa o pedido, normaliza
de acordo com as normas estabelecidas pela instituição para
solicitação (se vierem fora do padrão) e verifica as incoerências que
existam.
4. Depois de analisado o pedido, esse vai para o Departamento de
Compras onde é feita a cotação em no mínimo cinco distribuidores
para que seja elaborado um mapa de concorrência.
5. Fechada o mapa de cotação esse é enviado para a Biblioteca fechar
o pedido.
6. fechamento do pedido se dá ao verificar itens com incoerência de
dados antes não identificados, e itens esgotados. Esses são
devolvidos aos cursos para que estejam cientes dos problemas
ocorridos durante o processo de cotação.
7. Durante o fechamento é feito uma verificação nas bases de dados
(Winisis, formato Marc 21) referente a cada Biblioteca se a obra
existe no acervo e, se existe quantos exemplares tem e desses
exemplares, para quais cursos foram comprados, pois no na
catalogação é identificado com códigos os cursos para os quais as
obras são compradas.
8. Após essa identificação é feita a ANÁLISE DA APLICABILIDADE, ou
seja, a análise de USO/RESERVA da obra no decorrer de um ano,
ou de acordo com a data que a obra entrou no acervo.
9. Essa ANÁLISE DA APLICABILIDADE é feita utilizando uma
ferramenta de pesquisa no sistema de gerenciamento da biblioteca
Infoemp-Infoisis, a qual informa quantas vezes a obra foi
emprestada no período, se houve reservas, e quantas pessoas
utilizaram cada exemplar.
10. Depois de feita a ANÁLISE DA APLICABILIDADE é que se faz a
solicitação efetiva dos exemplares necessários para cada título
solicitado.

�8

11. Com a ANÁLISE DA APLICABILIDADE é possível determinar uma
quantidade de exemplares maior a ser adquirida para determinada
obra de acordo com a variável alta de USO/RESERVA e uma
quantidade menor de exemplares a ser ou não adquirida para outra
obra com uma variável baixa de USO/RESERVA.
12. Essa ferramenta é de fundamental importância no serviço de
aquisição da Biblioteca Central da Universidade de Uberaba UNIUBE, pois com ela é possível detectar a necessidade ou não da
obra no acervo, o que leva a evitar gastos desnecessários e/ou
atualização do acervo com obras mais recentes, ou ampliação do
acervo de acordo com obras já existentes, porém em número
insuficiente. Após fechar todo o trabalho de análise do pedido, é
solicitado aos departamentos a liberação da compra.
13. Após a aprovação dos departamentos competentes é feito a compra
pelo Departamento de Compras, de acordo com cada fornecedor
ganhador, nesse caso é verificado entre outras coisas, prazos,
condições de pagamento e resolução imediata de problemas, tudo
para que seja efetuado o fechamento da compra.
14. Fechado a compra dos livros, a Biblioteca recebe uma AF –
Autorização de Fornecimento por curso/órgão/departamento e/ou
biblioteca, e aguarda o recebimento do material, o qual será todo
preparado (Processos Físicos e Técnicos) e direcionado à Biblioteca
a qual pertencerá.
15. E a parte burocrática de Notas Fiscais e Pagamentos são
designados aos setores responsáveis da instituição. E o Setor de
Seleção e Aquisição faz o controle, para o fechamento anual de
aquisição.
16. Setor

de

Seleção

e

Aquisição

mantém

todos

os

cursos/órgãos/departamentos informados sobre o andamento das
aquisições por e-mail ou com arquivos atualizados na rede.

�9

Para o Setor de Seleção e Aquisição da Biblioteca chegar ao ponto
onde se está hoje, foram anos de atividades intensas com trabalho praticamente
manual, para se ter conhecimento de todo o acervo e como seria a melhor forma
de recuperar as informações no momento da aquisição.
Uma ferramenta simples que baseada no sistema de gerenciamento da
Biblioteca oferece uma gama de informações que são cruciais para o sucesso do
serviço de aquisição de todos os cursos/órgãos/departamentos da instituição.

3 CONCLUSÃO
O processo de aquisição de todas as bibliotecas da UNIUBE, ainda tem
muito a evoluir, pois há mais ou menos oito anos todos os pedidos eram feitos
manualmente e não existia uma análise das obras, e nem a quantidade real de
cada obra no acervo, pois ele ainda não estava totalmente informatizado.
Anteriormente

haviam

aquisições

desnecessárias,

devido

ao

desconhecimento do acervo e a inexistência de um profissional para fazer o
trabalho de seleção e aquisição. Com a informatização total do acervo, com
definição de todas as bibliografias por curso, e o desenvolvimento de ferramentas
para execução desse serviço, facilitou a recuperação das informações no
momento da aquisição.
Não foi feito um estudo de quanto era comprado antes da
informatização geral do acervo, até porque esses dados não existem, pois já se
passaram longos anos. Mas, é fato que antes compravam-se quantidade e o
acervo se desenvolvia desordenadamente. Hoje o acervo cresce de acordo com
cada disciplina e/ou necessidade do curso, e exigências do MEC, porém com
quantidade e qualidade adequadas para atender à demanda. Com um
crescimento médio de dezoito mil exemplares por ano.
Diante

disso,

é

importante

ressaltar

que

a

ANÁLISE

DA

APLICABILIDADE é mais que meio de recuperação das informações na hora da

�10

aquisição, que otimiza e facilita todo o processo de aquisição das bibliotecas da
UNIUBE.
É apenas o relato de uma rotina de trabalho que após utilizar várias
formas e meios de aplicação de recursos, conseguiu definir e otimizar o serviço
de aquisição da instituição num todo.
Talvez pequenas iniciativas possam gerar grandes resultados. No caso
da Biblioteca Central, essa ferramenta do sistema de gerenciamento da biblioteca
Infoemp-Infoisis facilita, otimiza e produz resultados para todos os interessados,
para a biblioteca que quer oferecer bem seus produtos, para a instituição que
quer atender bem aos alunos e para os alunos que contam com um acervo
sempre atualizado e adequado de acordo com a demanda.

REFERÊNCIAS
CRUZ, A. C.; MENDES, M. T. R.; WEITZEL, S. R. A biblioteca: o técnico e suas
tarefas. 2. ed. Niterói: Intertexto, 2004.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet e
Lemos, 1996.
SILVA, F. C. C. Bibliotecários especialistas: guia de especialidades e recursos
informacionais. Brasília: Thesaurus, c2005.
WEITZEL, S. R. Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções
em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência, 2006.
UNIVERSIDADE DE UBERABA. Biblioteca Central. [Desenvolvida pelo Núcleo
de Informática da Universidade de Uberaba], 2007. Disponibiliza informações
sobre a Biblioteca. Disponível em:
&lt;http://www.uniube.br/new/institucional/biblioteca/ura/index.php&gt;. Acesso em: 11
set. 2008.

__________________
1

Márcia Maria Palhares, Universidade de Uberaba ( UNIUBE), marcia.palhares@uniube.br.

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TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO, EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO
EM BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
PALETTA, F. C.1
PALETTA, F. A. C.2

RESUMO
O estudo aborda a temática do empreendedorismo e inovação como um novo
modelo de gestão nas bibliotecas das universidades. As novas tecnologias e a
utilização de rede são desenvolvidas de maneira descentralizada e onde decisões
rápidas e eficientes são requeridas. Essa dinâmica leva as bibliotecas a
estabelecerem uma nova postura na administração, mediante a adoção de
Tecnologia de Informação (TI), empreendedorismo e inovação centrada no usuário.
A forma inovadora de atuação permite uma melhor utilização dos recursos
disponíveis, favorece um maior entrosamento e promove um atendimento e serviços
de qualidade a serem oferecidos.
Palavras-chave: Tecnologia de informação. Empreendedorismo em biblioteca.
Inovação em biblioteca.

ABSTRACT
This paper is focused on the theme of entrepreneurship and innovation like a new
model of management at libraries and universities. The new technologies and the
use of net are developed in decentralized way and where fast and efficient decisions
are required. This dynamics takes the libraries to establish a new position in the
administration, by means of the adoption of Technology of Information (TI),
entrepreneurship and innovation centered in the user. The innovative form of
performance allows one better use of the available resources, it favors a bigger
intermeshing and it promotes an attendance and services of quality to be offered.
Keywords: Technology of Information. Entrepreneurship in Library. Innovation in
Library.

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1 INTRODUÇÃO
O economista Schumpeter (1942) definiu o termo "destruição criativa"
para descrever um dos aspectos da inovação. Esse termo incorpora as implacáveis
influências e melhorias de inovações anteriores para criar novas inovações de maior
valor. A qualidade cumulativa dessa definição indica que a inovação é o resultado
de melhorias contínuas em ambientes relativamente estáveis. Schumpeter também
acreditava que as grandes organizações eram os baluartes da inovação, implicando
que a inovação é um empreendimento previsível e de baixo risco.
No livro “O Dilema da Inovação” Christensen (1947) argumenta que
muitas organizações dedicam-se tanto à melhoria dos produtos e serviços
existentes para os clientes/ usuários de hoje que simplesmente não conseguem ver
a chegada das mudanças radicais até que seja tarde demais.
Atualmente, a Internet aumenta as chances em níveis nunca vistos. Pelo
fato de combinar alcance global com custos de transações cada vez menores e
retornos de escala cada vez maiores, ela torna a revolução dos modelos de gestão
dos recursos de Tecnologia da Informação (TI) muito mais universal.
Embora as inovações de produtos, serviços e processos possam ser
grandes fontes para agregar valor, as inovações radicais são fundamentais e fator
predominante no aumento da valorização pelo usuário.

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2 INOVAÇÕES EM SERVIÇOS E O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE VALOR
A incorporação da inteligência nos modos de produção e a conseqüente
conquista de novos serviços abrangentes vêm recebendo destaque e ganhou novas
roupagens nas últimas décadas: inovação e globalização.
Para se tirar vantagens das oportunidades apresentadas pelas novas
tecnologias, são necessárias a criação de instituições e mecanismos que permitam
a atualização e modernização dos modelos de gestão. Um fator importante neste
novo contexto é a inovação e o empreendedorismo.
O conhecimento, que sempre foi um dos principais insumos para a
geração de riqueza e bem estar social, passou a ser reconhecido como tal a partir
da revolução da informação trazida pela Internet. A capacidade de uma nação de
gerar conhecimento e converter conhecimento em riqueza e desenvolvimento social
depende da ação de alguns agentes institucionais geradores e aplicadores de
conhecimento. Os principais agentes que compõem um sistema nacional de

�4

geração e apropriação de conhecimento são organizações, universidades e
governo.
Empreendedores sociais formam modelos de políticas públicas no Brasil.
Em geral, eles partem da identificação de um problema e da busca de soluções
inovadoras, que não reproduza modelos existentes, comprovadamente ineficazes.
Passa-se então à experimentação dessa solução em uma pequena escala. Uma vez
que o modelo foi testado com sucesso, em geral o empreendedor vai buscar sua
expansão, através de sua sistematização e multiplicação. Assim, a solução
inovadora ganha escala e pode vir a se tornar um modelo.
Podemos identificar as várias “gradações” da inovação e enumerar sua
presença na cronologia da longa jornada de evolução da humanidade. O ponto de
inflexão dessa evolução ocorreu com a publicação do livro “Discurso sobre o
Método” do filósofo e matemático francês Descartes (1937) Essa obra marca o início
do método científico, o pensamento metodológico que possibilitou a passagem do
estágio da observação e da lógica para o estágio da experimentação. Nessa
metodologia,

partindo

do

nível

das

idéias

e

observações,

chegamos

à

experimentação que conduz naturalmente ao desenvolvimento tecnológico. No
mundo globalizado a etapa seguinte consiste em levar a tecnologia para o mercado,
mediante o uso de modelos de gestão. Essa cadeia de valores, que fornece a
metodologia para se passar do nível das idéias para os serviços é o que chamamos
de “pipeline” de inovação. Desse ponto de vista, a inovação é o uso de novas idéias
para melhorar os processos ou para diferenciar os produtos ou serviços. Portanto,
não basta ter novas idéias, elas devem se refletir nos serviços da empresa, e na
cadeia de valores que leva do universo das idéias ao dos serviços. Gestão da
inovação é, na realidade, a gestão desses “pipeline” que envolve idéias, modelos de
gestão e processos. É uma área multidisciplinar e multifuncional que abrange
pesquisa e desenvolvimento, planejamento estratégico, produção, operações,
marketing e desenvolvimento organizacional.
Quando nos referimos à inovação na biblioteca universitária, visando
melhorias de processos e diferenciais de serviços, estamos falando sobre a cadeia
de valores que transforma idéias em experimento, que resulta em aplicações
associadas a modelos de atendimento. Através da inovação, as Bibliotecas

�5

evoluem, lançam novos serviços e produtos, conquistam novos usuários e criam
diferenciais estratégicos.
A gestão da inovação é fundamental para desenvolver os serviços da
biblioteca, e o bibliotecário empreendedor é o elo chave nesse processo. Podemos
definir um empreendedor como um gestor da inovação. Ele atua em um amplo
espectro que vai da estratégia da inovação à estratégia dos serviços. O bom
empreendedor não é necessariamente um bom gestor de serviços. A gestão de
serviços está relacionada com a qualificação e treinamento nos processos
administrativos, enquanto a gestão da inovação exige uma associação do gene da
inovação com o dos serviços. É essa conjunção que caracteriza o DNA do
empreendedor. O grande desafio do empreendedorismo está em concentrar a área
de conhecimento na gestão da inovação e não na gestão do serviço. Como gestor
da inovação, o empreendedor é uma figura essencial para a biblioteca devido à sua
visão estratégica da inovação.
Em uma economia baseada no capital intelectual e de relacionamento,
poucas pessoas discutem que a inovação, avanço científico e mudanças
tecnológicas são fatores preponderantes na criação de valor e na determinação de
fatores de desempenho.
A inovação é a principal alavanca no processo de criação de valor.
Entretanto, poucas pessoas entendem o que é inovação, muito menos como ela
afeta a criação de valor. E menos pessoas ainda conseguem enxergar além das
crenças tradicionais sobre inovação – elas pressupõem que se trata apenas do
desenvolvimento de novos produtos ou de um novo processo de fabricação,
alcançando novas interpretações que são essenciais ao alto desempenho. Esses
mal-entendidos destacam a necessidade de se desenvolver um novo vocabulário
para a inovação.

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3 EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO
O trabalho de Christensen (1997) professor em Harvard, continua de
onde Schumpeter parou. Em seu livro, “O Dilema da Inovação”, CHRISTENSEN
(1997) postula que as grandes organizações ficam tão envolvidas em atender à
base de clientes que já possuem que não conseguem compreender o impacto
revolucionário das novas tecnologias em seus mercados. Assim, as tecnologias
revolucionárias acabam levando ao deslocamento das grandes organizações. Nos
primeiros estágios, o risco é moderado, aumentando radicalmente à medida que a
nova tecnologia obtida se estabelece.
Começando pelo exemplo do ramo de unidades de armazenagem de
informação tal como o disco rígido, Christensen mostra como a maioria das
primeiras organizações que dominaram o setor acabou por ser deslocada pelos
novos concorrentes. Essas organizações desenvolveram unidades de disco
menores, com menos funções, direcionadas a mercados menores não atendidos
pelas grandes organizações. Embora fizessem tudo certo para atender aos clientes
que já possuíam as grandes organizações não conseguiram avaliar a “trajetória”
entre valor e desempenho da tecnologia mais recente. Quando perceberam que a
nova tecnologia evoluíra para atender às necessidades do mercado em geral, já era
tarde demais. O resultado disso foi que os novos concorrentes derrubaram as
grandes organizações dos seus pedestais de domínio do mercado.
Christensen (1997) destaca que se dedicando aos clientes que já
possuíam, as organizações enfatizavam a inovação paulatina para melhorar os
produtos e serviços já oferecidos. Portanto, elas tiravam o foco da tecnologia e
negligenciavam o impacto potencial futuro das novas tecnologias em suas áreas de
atuação. Em outras palavras, elas não conseguiam desenvolver uma abordagem de
diversificação que equilibrasse inovações incrementais e radicais. Como na tragédia
grega, Christensen mostra como essa situação se repetiu em ramos de atividade
diferentes entre si, como computadores, equipamentos de escavação, motocicletas
e siderurgia.
A Internet leva a visão de Christensen a um ser mais abrangente. As
organizações menores, com menos capital físico e novos modelos de serviços,

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podem surgir da noite para o dia em qualquer lugar do mundo. Aprimorando seus
serviços centrais e, ao mesmo tempo, estabelecendo parcerias de maneira fluída
para ter acesso a conhecimentos complementares, elas ameaçam reconstituir
dinamicamente as economias de escopo que antes só podiam ser atingidas por
hierarquias maiores.
Existe outro fator na equação da inovação radical: as mudanças radicais
nos novos modelos de serviços são precedidas por um evento precursor ou
disparador. O telégrafo despedaçou os atrasos associados ao transporte físico da
informação. O motor a vapor, o motor de combustão interna e as viagens em
aparelhos mais pesados que o ar fizesse surgir, respectivamente, os ramos
ferroviário, automotivo e de viagens aéreas. A Internet combina forças tais como
alcance global, redução nos custos de transações e maiores retornos de escala,
fazendo surgir novos modelos de serviços.
Além disso, outros catalisadores de revoluções estão no horizonte. O
mapeamento do genoma humano promete redefinir o ramo farmacêutico e de
seguros. A tecnologia de célula a combustível poderá substituir o motor de
combustão interna, afetando o ramo petrolífero.
O empreendedorismo em torno da inovação demanda investimentos e
uma avaliação do conceito de uma hierarquia entre inovação e valor. Inovações
radicais de alto risco, em caso de sucesso, devem obter a maior valorização pelo
mercado. Inovações incrementais previsíveis devem acompanhar valorizações
menores.

Dois elementos são indispensáveis nessa cadeia: aquele que gera a

inovação e o empreendedor que a implementa.
A hierarquia entre inovação e valor apresenta o principal aspecto de uma
decisão sobre inovação, gerando questões como: Que tipo de inovação as
organizações devem assumir – radical ou incremental?

Ter a capacidade para

atingir o sucesso em inovações incrementais não significa necessariamente a
capacidade de dominar inovações radicais. Na verdade, elas estão, freqüentemente,
em extremos opostos. Na época do descobrimento do transistor, os especialistas
em amplificadores a válvula queriam compactá-las a dimensões milimétricas, onde
atualmente cabem milhões destes componentes.

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Se uma empresa estiver preparada para gerar apenas inovações
incrementais, ela não conseguirá gerar as inovações radicais necessárias à
reinvenção do seu modelo de serviços. Um dos argumentos centrais é que a
inovação bem-sucedida leva à criação de valor.
Devemos considerar as seguintes definições:
� Inovação Incremental: O refinamento e aprimoramento contínuos de
produtos, serviços ou processos existentes dentro de um ambiente
competitivo, relativamente estável.
� Inovação Radical: A exploração dedicada de tecnologias emergentes para
reinventar radicalmente os ramos de atividade (através de novos modelos de
serviços) ou para deslocar produtos ou serviços de organizações em
mercados atuais.
� Criação de Valor: avaliação entre dois períodos do capital integralizado,
mantendo-se constantes todos os outros fatores.
A hierarquia entre inovação e valor apresenta o principal aspecto da sua
decisão sobre inovação. Que tipo de inovação assumir? – Radical ou Incremental?
Ter a capacidade para atingir o sucesso em inovações incrementais não significa
necessariamente a capacidade de dominar inovações radicais. Na verdade, elas
estão, freqüentemente, em extremos opostos.
A inovação bem-sucedida não cria valor por si mesmo, simplesmente
conduz a ele. Como inovação e valor estão ligados entre si? O que leva uma
empresa a inovar? O economista Romer (2006), argumenta uma elegante resposta
capitalista: “A inovação é gerada pela sedução do poder semelhante ao do
monopólio. Obter uma presença incontestável na sociedade do conhecimento,
mesmo por um breve período, é o bastante para impulsionar a inovação”.
Uma ferramenta de auto-diagnóstico é apresentada para determinar o
estado das iniciativas de inovação de uma organização. Seus filtros proporcionarão
um conjunto de competências principais, de apoio e um conjunto que pode ser
executado de forma mais eficiente que é por parcerias. O grupo de competências

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principais é o mais importante – o qual realmente cria valor para a sua empresa - e
cuja defesa merece investimentos sérios. (FIGURA 1).

Figura - 1 - Avaliando a capacidade de inovação.
Fonte: Cambridge Technology Partners

Os esforços para chegar primeiro ao mercado podem ser recompensados
pela aceitação de pioneiros fundamentais, o que pode levar ao aumento dos
retornos de escala e, potencialmente, a margens mais elevadas para subsidiar a
rodada seguinte de inovações. É um ciclo virtuoso que pode reforçar o predomínio
na sociedade do conhecimento. Esse predomínio, por sua vez, leva as grandes
valorizações na sociedade do conhecimento. Se a meta for o predomínio, qual é a
estratégia?
Em toda a era capitalista, os inovadores bem-sucedidos sempre
invocaram variações de uma estratégia em três estágios. Primeiro, eles entram no
jogo logo no início. Em segundo lugar, eles expandem agressivamente a sua rede

�10

de usuários. Finalmente, eles se dedicam a atividades defensáveis e que agregam
valor.
A mudança para uma economia em rede está intensificando esses
princípios estratégicos. A convergência da economia de rede, a redução dos ciclos
de serviços, o aumento dos retornos de escala e as leis da vantagem comparativa
estão remodelando a clássica estratégia de três etapas.
As clássicas curvas normais de maturidade de mercado classificam
distintamente os compradores em pioneiros na adoção, normais e retardatários.
Uma organização pode optar por representar o papel de líder de mercado, seguidor
acelerado ou concorrente atrasado.
Essas convenções funcionam bem em mercados estáveis, com longos
ciclos de serviços. Comprima esses ciclos em 18 meses ou menos, e a coisa muda
de figura. Apague a categoria dos “retardatários”; os líderes de mercado não terão
tempo de cortejá-los. Elimine os concorrentes atrasados; eles perderão cada vez
mais a sua presença na sociedade do conhecimento para os pioneiros.

4 INTERNET COMO CATALIZADORA DE MUDANÇAS
Ter uma presença incontestável na sociedade do conhecimento, ainda
que por um curto período, é o suficiente para impulsionar a inovação. Os esforços
para chegar primeiro à sociedade do conhecimento podem ser recompensados com
a aceitação por parte de pioneiros cruciais na adoção, os quais podem levar a
retornos em escala cada vez mais alta e retornos potencialmente maiores para
subsidiar a próxima rodada da inovação.
A Internet apenas cataliza estes efeitos, reduz os custos de transações e
coordenação, proporcionando às pequenas organizações interligadas em rede as
mesmas vantagens de grandes organizações estruturadas em uma hierarquia
vertical. Em vez de construir ou adquirir todas as competências necessárias para
entrar em novos mercados, elas podem reunir os pontos fortes de competências
coordenadas - mesmo que seja por um breve período. A Internet desencadeia um
poderoso efeito de rede que acelera os fluxos de informação.

�11

Mas ter o que é necessário para atingir o sucesso em inovações
incrementais não significa necessariamente a capacidade de dominar inovações
radicais. Então, o que é necessário? No livro “A Disciplina dos Líderes de Mercado”,
os autores Treacy &amp; Wiersema (1995) propuseram que as organizações se
dedicassem principalmente a uma dentre três dimensões de valor. Organizações
voltadas ao cliente dedicam-se a aproveitar os relacionamentos com clientes e
parceiros de serviços. Esse é o capital de relacionamento. Organizações dedicadas
a produtos ou serviços aproveitam o poder intelectual dos seus funcionários para
criar novas ofertas. Esse é o capital intelectual. E as organizações dedicadas a
operações aproveitam seu patrimônio – o capital estrutural – para superar em
desempenho os seus rivais. Cada uma dessas dimensões possui um conjunto
associado de especialidades, e que as estratégias de inovação radical exigem
especialidades diferentes das especialidades exigidas pelas estratégias de inovação
incremental. Os quadros abaixo apresentam comparativo estratégico entre inovação
incremental e inovação radical.

Estratégias de Inovação Radical Exigem Competências Diferentes...
Componentes da Estratégia
Meta

Exemplos

Pioneiro na
Introdução...

Rede de
Usuários-Alvo

Competência
Base de Capital

Competências
Aproveitáveis

Pioneiros na
Adoção entre as
Grandes
Organizações da
Base de Clientes

Intelectual

Reinventar
o Ramo

Novo Modelo de
Serviços Que
Enxerga a
Tecnologia

Conquista de
clientes
Gestão de
parcerias e
alianças

E commer
MP3

Reinventar
a Categoria

Introduzir a Nova
Tecnologia em
um Mercado
Existente

Pioneiros na
Adoção fora da
“Zona de
Conforto” das
Grandes
Organizaçòes

Conhecimento
em pesquisa
Projeto e
Desenvolvimento
Transferência de
Experiência

Biotecnologia
Corretagem
on-line

Relacionamento
Estrutural

�12
...........das Estratégias de Inovação Incremental
Componentes da Estratégia
Meta

Pioneiro na
Introdução...

Rede de
Usuários-Alvo

Competência
Base de Capital
Intelectual

Refinar
Produtos ou
Serviços

Novas
Melhorias e
Recursos de
Produtos

Base Principal
de Clientes

Relacionamento

Otimizar a
Execução

Economia de
Tempo e/ou
Custos

Parceiros de
Serviços

Estrutural

Competências
Aproveitáveis
Projeto e
desenvolvimento
Gestão de Projetos
Melhores Práticas
Gestão de Marcas
Gestão da Cadeia
de Suprimentos
Cumprimento
Eficiente
Utilização do
Patrimônio

Exemplos

Farmacêuticas
Software

Manufatura
Telecomunicações

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A inovação é uma proposta inerentemente arriscada que exige
significativos investimentos adiantados e a conquista de novos usuários e a
aceitação pela sociedade não é garantida. Portanto, não basta simplesmente ser o
primeiro a entrar na sociedade do conhecimento. O status semelhante ao do
monopólio será concedido ao pioneiro que explorar com sucesso as oportunidades
que surgirem. Para isso, é fundamental avançar ao segundo estágio da estratégia
de inovação: o poder da economia de rede, capaz de criar as condições para
comercialização e distribuição dos resultados da inovação.
O apoio às atividades com uma vantagem intelectual também apresenta
duas opções. Primeiramente, elas são linhas de defesa potencial na proteção das
suas

competências

principais.

Em

segundo

lugar, trata-se de áreas de

conhecimento que é possível oferecer aos parceiros de serviços para fortalecer o
seu relacionamento. Finalmente, o apoio as atividades que não geram vantagens
intelectuais representam áreas nas quais é importante manter o ”status quo”.
Compreender os elos existentes entre a inovação e a criação de valor é essencial
para compreender onde a empresa começa e termina na economia de rede. Para

�13

atingir o sucesso nesse ambiente, é preciso olhar com muita atenção para o espelho
corporativo e avaliar, com metodologia, as competências exclusivas que a empresa
possui. Conhecendo-as, pode-se determinar onde será agregado valor na economia
de rede, através do planejamento estratégico do serviço.
Os candidatos a empreendedores com capacidade e domínio dos fatores
essenciais à elaboração de uma estratégia para o sucesso, ou seja, um Plano de
Serviços que lhes permita abrir a “porta” do sucesso constituem a exceção e não a
regra. As suas “start-ups normalmente possuem nenhum ou quase nenhum dos
critérios que se utiliza para identificar empreendimentos de sucesso: vantagens
competitivas sustentáveis, dimensionamento do serviço, planejamento estratégico,
definição de mercados, foco e estratégia de serviço”.
Todavia,

acredita-se

que

é

possível

agregar-lhes

competências,

principalmente em gestão organizacional e na definição de estratégias para
alavancarem do serviço o fortalecimento de sua credibilidade além de capital de
risco para suportar um processo de crescimento sustentável da organização.
No que diz respeito à incorporação de inovações tecnológicas, as
organizações do topo da pirâmide, quando não mantém estruturas próprias de
pesquisa e desenvolvimento, têm amplas possibilidades de contratá-las fora. Reside
aí um dos principais diferenciais competitivos dessas organizações, que é a
dinâmica inovadora. As organizações da base da pirâmide, situadas na fronteira do
conhecimento produtivo, possuem uma dinâmica de inovação muito própria e são
vistas como fundamentais às práticas indutoras de processos de mudanças
organizacionais, capazes de criar mecanismos internos facilitadores da incorporação
de inovações e condições favoráveis à ampliação da capacidade produtiva e
empreendedora.

�14

REFERÊNCIAS
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�15

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__________________
1
2

Francisco Carlos Paletta, Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), fpaletta@ipen.br.
Fátima Aparecida Colombo Paletta, Universidade de São Paulo (USP), Divisão de Biblioteca e
Documentação do Conjunto das Químicas (DBDCQ), fatima@bcq.usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O estudo aborda a temática do empreendedorismo e inovação como um novo modelo de gestão nas bibliotecas das universidades. As novas tecnologias e a utilização de rede são desenvolvidas de maneira descentralizada e onde decisões rápidas e eficientes são requeridas. Essa dinâmica leva as bibliotecas a estabelecerem uma nova postura na administração, mediante a adoção de Tecnologia de Informação (TI), empreendedorismo e inovação centrada no usuário. A forma inovadora de atuação permite uma melhor utilização dos recursos disponíveis, favorece um maior entrosamento e promove um atendimento e serviços de qualidade a serem oferecidos.</text>
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AUDIOLIVRO : inovações tecnológicas, tendências e divulgação
PALETTA, F. A. C.1
WATANABE, E. T. Y.2
PENILHA, D. F.3

RESUMO
O acesso à leitura é parte fundamental da educação de qualquer indivíduo, seja ele
deficiente ou não. Com o surgimento de novas tecnologias e o uso acelerado de
novas mídias, o audiolivro surge como alternativa para os leitores, possuindo um
formato que se adapta ao cotidiano das pessoas do mundo atual, que tem cada vez
menos tempo livre. Ouvir um livro tornou-se, deste modo, a atividade cultural do
homem moderno. Além disso, o audiolivro é uma ótima ferramenta de interação e
reflexão entre colegas de trabalho, professores, educadores e alunos. Os livros
falados são todos editados com a ajuda do computador, utilizando dispositivos de
captura de som, software de edição e um drive gravador de CD. A adesão a este
novo suporte está revolucionando cada vez mais o mercado editorial.
Palavras-chaves: Audiolivro. Inovação tecnológica. Educação. Livro falado.

ABSTRACT
The education of any individual, even if he or she has some kind of disability, should
primarily foresee the access to reading material. With the advent of new technology,
as well as with the increase in the use of new media, the audio book appears as an
alternative for readers, since it comes in a format that can be easily adapted to
modern life, where people are running out of leisure time. In fact, listening to a book
has become a cultural pastime for the modern man. Audio books also constitute an
excellent tool for interaction and debate among fellow workers, professors,
educators, and students. All talking books are produced with the aid of computers by
means of audio recording tools, sound editing software, and a CD-ROM recorder
drive. This new option is becoming increasingly popular among readers, and is
bringing about a revolution in the publishing market.
Keywords: Audio book. Technological innovation. Education. Talking book.

�2

1 INTRODUÇÃO
Audiolivro é um livro em áudio, para se ouvir. Também chamado de livro
falado ou audiobook. Os arquivos de áudio geralmente são salvos em MP3, WMA,
entre outros, podendo ser gratuitos ou pagos. As versões pagas contam com a
vantagem de possuírem narradores profissionais contando a história, podendo haver
ainda efeitos sonoros, que ajudam na interpretação do texto e evitam a monotonia
na escuta. Já os gratuitos trazem uma grande variedade de obras para download, a
maioria atualmente em domínio público, copyleft ou outra licença pública livre
disponível, narradas por voluntários gratuitamente.
Com o ritmo acelerado nas grandes cidades, os congestionamentos de
trânsito, a falta de tempo para ler, muitas pessoas optaram pelos audiolivros para
poder “ler” enquanto dirigem, faz ginástica ou andam de transportes públicos.

2 HISTÓRIA
Dos tijolos de barro aos dígitos eletrônicos, o livro tem muita história para
contar. Nem sempre as escritas foram em papel, ou tivemos computador para
armazenar informações. Os povos antigos usavam materiais disponíveis, como
vegetais, animais e minerais. O papel substituiu o pergaminho, os bytes substituíram
os manuscritos, as telas substituíram o papel. Os meios audiovisuais são muitos. Os
livros de papel perderam a novidade, mas não a importância. (FIRMINO, 2008).
Na Idade Média, o ato de ler estava sempre ligado ao de falar: a leitura em
voz alta era muito difundida. A tradição foi mantida também na Idade Moderna.
Ainda no século XIX, lia-se muito em voz alta: poesias, livros e cartas. Com o passar
do tempo, diante do avanço da alfabetização, a leitura de um texto foi perdendo sua
ligação intrínseca com a voz. Nas famílias, mantiveram-se quando muito o costume
de ler para as crianças, quase sempre antes de adormecerem. (BORCHARDT,
2008).
As gravações de obras literárias e teatrais surgiram pouco depois da
Primeira Guerra Mundial para entreter soldados que perderam a visão durante as

�3

batalhas. O que era um produto para cegos, porém, foi se tornando uma opção
também para pessoas que não tinham tempo para ler livros tradicionais.
Com o advento das tecnologias digitais, os audiolivros surgem como novo
tipo de produto que tem tudo para revolucionar o hábito de leitura.
Os Estados Unidos saíram na frente em 1980 na popularização do formato
e hoje possuem o maior mercado de audiolivros do mundo, com mais de 18 mil
títulos disponíveis. Segundo a APA - Audio Publishers Association, o segmento vem
crescendo a uma taxa de 10% ao ano e já movimenta mais de US$ 800 milhões
anualmente.
Na Europa, os audiolivros são sucesso principalmente na Grã-Bretanha e
Alemanha. Desde a década de 90 surgiram inúmeras editoras especializadas nesse
formato. As crianças são incentivadas à leitura, e em inúmeros locais pode-se ouvir
um livro, como em bares, pontos de encontro e festivais de literatura falada.
O interesse pelo formato faz com que, nesses países e nos Estados
Unidos, os lançamentos editoriais sejam, com freqüência, disponibilizados
simultaneamente em versão impressa e em áudio.
Segundo a Publishing Trends, publicação norte-americana especializada
no mercado editorial, uma pesquisa realizada em 2005 nos Estados Unidos mostrou
que 53% dos fãs do formato ouvem os livros falados nos seus carros ou em
transportes públicos.
Na Inglaterra, há audiolivros em todas as livrarias e os preços são
semelhantes aos dos livros.
Em Portugal foi anunciado para 2008, o lançamento do I-Phone, uma
revolução ao I-Pod, que possibilitará ouvir o audiolivro no próprio telefone celular.
No Brasil, contabiliza apenas 140 audiolivros, segundo a Biblioteca
Nacional, mas a oferta começa a aumentar. O audiolivro é predominantemente visto
como um auxílio para deficientes visuais. As Instituições de apoio ao deficiente
visual como o Centro Cultural São Paulo (CCSP) e Lara Mara dispõem de
audiolivros. O CCSP tem um convênio com a Fundação Dorina Nowill, que também

�4

faz gravações. Essas instituições produzem livros em áudio em estúdio de rádio,
tentando melhorar a qualidade dos audiolivros que fazem, normalmente com a ajuda
de locutores voluntários. Os CDs produzidos não podem ser vendidos, porque não
são produtos feitos para o mercado e, portanto, estão livres de vários encargos e
burocracias.

3 RECURSOS EDUCACIONAIS
Nas bibliotecas norte-americanas, o audiolivro aparece em lugar de
destaque, pois se tornaram populares entre os americanos, que os ouvem
especialmente nas estradas e nos congestionamentos e as bibliotecas perceberam
que valia a pena, incluiu-os na listagem de compra.
No Brasil, as bibliotecas para deficientes visuais, são as pioneiras a
divulgar o material. A biblioteca do Senac Ribeirão Preto é uma das nove de todo o
Estado de São Paulo a contar com um acervo de CDs de audiolivros (arquivos em
MP3). A iniciativa faz parte do projeto piloto Ilha de Audição, da Fundação Dorina
Nowill para Cegos (FDNC), que visa levar obras contemporâneas gravadas nesse
formato para portadores de deficiência visual. Os usuários podem escutar os
audiolivros dentro da biblioteca da instituição utilizando o aparelho com MP3 ou
computadores, e os que possuem equipamentos em casa ainda têm a possibilidade
de solicitar o empréstimo gratuito dos títulos.
A produção de audiolivros em meio digital é feita pela Fundação Dorina
Nowill para Cegos há cerca de um ano. A escolha das obras é baseada na lista dos
livros mais vendidos, publicada semanalmente pela revista Veja. Os títulos que
permanecem mais de quatro semanas consecutivas nessa relação são gravados em
MP3.
A Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa – Escola do
Futuro da Universidade de São Paulo - USP (FIGURA 1), reúne clássicos da
literatura nacional no formato de livro falado. A pesquisa pode ser feita por gênero
ou título, no site (http://www.bibvirt.futuro.usp.br), é um projeto que visa oferecer
gratuitamente recursos educacionais úteis para estudantes e professores desde o
ensino infantil até o universitário, ajudando a suprir a carência de bibliotecas

�5

escolares no país e de material de qualidade em língua portuguesa na Internet, além
de estimular o interesse pela leitura. Ao mesmo tempo, é uma iniciativa que
pretende contribuir para a criação de infra-estrutura para o ensino à distância e
inclusão digital. O acervo compreende textos integrais de obras literárias, textos,
artigos, documentos, imagens, sons e vídeos. Ali se encontram, entre outros
materiais, centenas de obras de literatura brasileira e estrangeira, a coleção dos
livros do Telecurso 2000, livros falados da Fundação Dorina Nowill, documentários
em vídeo, vozes de personalidades da história, artigos sobre Educação e parte do
acervo permanente do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São
Paulo. Recentemente foi incorporado o projeto Gutenberg, que é conhecido
mundialmente por ter sido um dos primeiros a disponibilizar textos eletrônicos
gratuitos para download na Internet e por reunir clássicos da literatura em suas
línguas originais. Atualmente, o projeto possui cerca de 10.000 obras disponíveis.
Ressaltamos que as obras de Domínio Público estão disponíveis a todos
os usuários e os indivíduos privados de visão podem acessar as obras, de acordo
com a lei n°9.610, sendo beneficiário da Lei de Isenção de Direito Autoral
(http://www.audiolivro.com/legal.php).

Figura 1 – Pesquisa na Biblioteca Virtual do Estudante e Língua Portuguesa

�6

4 PROCEDIMENTOS DE GRAVAÇÃO
•

O narrador precisa ter uma voz saudável (sem patologias), clara e bem
articulada, trabalhando a dicção, ou seja, articulação, entonação, inflexão,
ritmo, respeitando o timbre de voz de cada pessoa.

•

Estar atento à velocidade da fala. Falar rápido demais dificulta a articulação e a
compreensão das palavras; e falar lento demais pode tornar a fala monótona e
desinteressante. O ideal é equilibrar a velocidade da fala.

•

Verificar o tipo de equipamento que deve ser utilizado para a gravação, pois ele
tem influência direta na qualidade do som. A seleção do microfone, do software
de gravação e do formato de compactação do som são alguns dos aspectos
que devem ser observados.

•

Explicitar as técnicas de gravação, ou seja, o que gravar dos livros, como
gravar e organizar essas informações para que possam ser facilmente
acessadas pelos usuários.

5 TIPOS DE ARQUIVOS SONOROS
Em termos de qualidade de som os arquivos sonoros praticamente se
equivalem, mas em tamanho eles se diferenciam e muito.
Existem vários tipos de arquivos sonoros, como:
•

O wave, formato padrão do Windows, oferece uma excelente qualidade de
som. Sua principal desvantagem é o tamanho do arquivo. Ainda assim, é o
formato mais utilizado por produtores profissionais devido à sua fidelidade de
som. Praticamente qualquer software de edição de áudio para Windows suporta
este padrão de áudio digital.

•

O mp3 (Movie Pictures Expert Group nível áudio 3) é um sistema de som
comprimido que pode gerar um arquivo de som de excelente qualidade,
próxima à qualidade de CD, mantendo o tamanho do arquivo bastante
pequeno.

•

O wma (Windows Media Audio) é o novo formato de áudio compactado criado
pela Microsoft para disputar mercado com o mp3. Com ele consegue-se uma

�7

taxa de compactação maior que o mp3 (são 42% menores que os mp3) com
uma perda de qualidade quase imperceptível.
•

Os arquivos de Real Áudio, com as extensões rm, ram, ou ra, utilizam uma
tecnologia muito empregada para streaming (rádio e/ou vídeo on-line) na
Internet. Com ele consegue-se uma boa taxa de compactação com uma boa
qualidade de áudio.

•

Outras codificações de arquivos sonoros: aiff, mp3pro, a2b music, sox, asf,
twinVQ file, vqf, ogg vorbis, PlayJ, mp4, algumas prometendo revolucionar esta
área.

•

A taxa de transferência (bitrate) de um arquivo influência diretamente no
tamanho e na qualidade do arquivo sonoro. À medida que a taxa de
transferência aumenta, a qualidade do som melhora e o tamanho do arquivo
cresce; se a taxa de transferência diminuir, acontece o inverso. Embora a taxa
de transferência de 128Kbps seja o padrão industrial para gravações no
formato mp3, a maioria dos usuários não percebe uma diferença significativa
entre arquivos gravados em 128Kbps ou em 320Kbps.
O mercado oferece vários modelos e aparelhos portáteis e soluções para

escutar MP3 no seu carro:
� IPOD

� Sistemas que tocam CD´s de MP3

� MP3 players

�8

� Sistemas que têm entrada de auxiliar para
você

plugar

seu

mp3

player

portátil

FM

transmiter – um aparelho portátil ligado no
acendedor de cigarros. Ele se conecta ao seu
IPOD ou aparelho de MP3 portátil e transmite
uma onda na freqüência de seu rádio.

6 VANTAGENS DO AUDIOLIVRO
•

Pode ser usado em situações nas quais a leitura não é possível, e por
pessoas com deficiência visual;

•

Não ocupam espaço na sua prateleira ou em sua casa;

•

Não têm peso ou volume, o audiolivro é um arquivo digital;

•

As páginas não podem ser rasgadas ou danificadas;

•

São muitos versáteis, permitindo que o usuário realize “multi-tarefas”,
enquanto ouve;

•

O livro em papel e o audiolivro são duas realidades que não se excluem.
Ouvir pode ser um estímulo para a compra do texto em suporte impresso;

•

O audiolivro não vai concorrer diretamente com o livro impresso, mas sim
complementá-lo; o preço em relação ao impresso pode reduzir em 50%;

•

Devido à possibilidade de interpretação, em determinados trechos, o áudio é
muito superior ao livro impresso, pois consegue dar ao ouvinte a dimensão
exata das técnicas sugeridas;

•

Ler em voz alta para as crianças é uma das atividades que mais ajudam a
desenvolver a habilidade de leitura. Ouvindo um livro falado, as crianças
ampliam o vocabulário, aprendem entonação, pronúncia e, principalmente,
têm contato com o universo da literatura de uma forma lúdica e agradável.

•

Os clássicos da literatura que são incluídos, nas listas de leitura obrigatória
dos principais vestibulares do País, estão em formato de audiolivros.

�9

7 DEPOIMENTOS
“Quando quero ler, eu ouço. Pago uma pessoa para gravar os livros em fitas e
depois, quando sinto vontade, as coloco para tocar”.
(Oscar Niemeyer)
Há cerca de três anos, o bibliófilo José Mindlin sofreu um problema na visão que o
impede de ler os livros. Desde então, conta com pessoas que lêem para ele e
recentemente experimentou e gostou de acompanhar as narrativas literárias
gravadas em CD (audiolivros). "É uma ferramenta a mais que, como tal, deve ser
aproveitada. Não tem o mesmo encanto do contato físico com o livro, mas quando
isso não é possível, o CD substitui".
(José Mindlin)
“Para a comunicação verbal o audiolivro é um apoio extraordinário. Sem conteúdo
não há que falar. E sem leitura fica difícil ter conteúdo. Com o audiolivro as pessoas
terão mais uma boa opção para obter informações e enriquecer a mensagem. Se
você ainda não ouviu um audiolivro, sugiro que experimente. Tenho certeza de que
terá muito prazer em ouvir o conteúdo de um livro de sua preferência”+�
(Reinaldo Polito)
Uma degeneração ocular poderia inibir a realização de um dos mais perfeitos
sonhos do doutor em educação Osmar Salles de Figueiredo, primeiro diretor do
Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), da Unicamp: a publicação de mais um livro.
Mas aos 90 anos, não se rendeu às circunstâncias e teve outra brilhante idéia:
gravou em áudio o texto de Sofia e Moria e acabou desenvolvendo uma técnica de
gravação de voz sintetizada para ser usada em qualquer mídia. Além da versão
impressa, Sofia e Moria pode ser vista em libras e ouvida na televisão, no
computador, no MP4 e no iPod.
“A técnica é acessível a deficientes visuais, auditivos, físicos e até acamados, que
podem fazer a leitura pela televisão com letras em tamanho grande”.
(Osmar Salles de Figueiredo)

�10

REFERÊNCIAS
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&lt;http://portuguese.articlespublish.com/multimedia/audio-livro-downloads.html&gt;.
Acesso em: 04 jun. 2008.
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&lt;http://www.movimentosdasartes.com.br/htm/mda_It/pop_071/070221b.htm&gt;.
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&lt;http://establog.uniblog.com.br/324032/audiolivros-uma-opcao-boa-e-barata.html&gt;.
Acesso em: 12 maio 2008.
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&lt;http://www.cfh.ufsc.br/abho4sul/pdf/Daniela%20Bunn.pdf&gt; Acesso em: 18 maio
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COSTA, V. M. Da celulose ao som: o processo de gravação na Biblioteca Virtual
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DE NECESSIDADES ESPECIAIS, 3, 2004. Disponível em:
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Acesso em: 18 abr. 2008.

__________________
1
2
3

Fátima Aparecida Colombo Paletta, Universidade de São Paulo (USP), Divisão de Biblioteca e
Documentação do Conjunto das Químicas (DBDCQ), fatima@bcq.usp.br.
Edna Tiemi Yokoti Watanabe, Universidade de São Paulo (USP), Divisão de Biblioteca e
Documentação do Conjunto das Químicas (DBDCQ), ednatyw@bcq.usp.br.
Débora Ferrazoli Penilha, Universidade de São Paulo (USP), Divisão de Biblioteca e Documentação
do Conjunto das Químicas (DBDCQ), debora@bcq.usp.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Audiolivro : inovações tecnológicas, tendências e divulgação. (Pôster)</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>O acesso à leitura é parte fundamental da educação de qualquer indivíduo, seja ele deficiente ou não. Com o surgimento de novas tecnologias e o uso acelerado de novas mídias, o audiolivro surge como alternativa para os leitores, possuindo um formato que se adapta ao cotidiano das pessoas do mundo atual, que tem cada vez menos tempo livre. Ouvir um livro tornou-se, deste modo, a atividade cultural do homem moderno. Além disso, o audiolivro é uma ótima ferramenta de interação e reflexão entre colegas de trabalho, professores, educadores e alunos. Os livros falados são todos editados com a ajuda do computador, utilizando dispositivos de captura de som, software de edição e um drive gravador de CD. A adesão a este novo suporte está revolucionando cada vez mais o mercado editorial.</text>
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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PÚBLICA E O USO DA TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO NOS SEUS SERVIÇOS
PAIVA, M. R.1
TORINO, L. P.2
TORINO, E.3

RESUMO
As bibliotecas universitárias passaram por alguns estágios, nos quais muitos
serviços foram automatizados, e a partir dessas experiências seus produtos foram
aperfeiçoados de acordo com as necessidades de cada setor e com essas
transformações surgiram produtos especializados para bibliotecas. Toda mudança
implica em novos caminhos, novas abordagens, novas soluções e sendo assim, na
universidade o avanço tecnológico teve grande significado e a biblioteca, parte
integrante da Instituição e que gerencia diretamente a informação não poderia deixar
de alinhar-se ao movimento. Com o uso dessas tecnologias há chances de novas
formas de sociabilidade. Assim, na era da informação, é quase impossível não ter
relações intermediadas pela informática. O presente trabalho tem como objetivo
compreender o emprego da tecnologia da informação (TI) nos serviços da biblioteca
universitária.
Palavras-chave: Tecnologia da informação. Biblioteca universitária. Bases de
dados.

ABSTRACT
Libraries have passed through some phases where lots of services have been
automated, and from these experiences the products have been improved according
to the necessities of each sector and with those transformations more specialized
products appeared for the libraries. Every change implies new ways, new
approaches, new solutions, thus the technological progress in the university had
great significance and the library, integrating part of the institution that deals straight
with information couldn’t be away from that movement. With the use of those
technologies there are chances of new forms of sociability. Nowadays in the
information age, it is almost impossible not to have relations mediated by computing.
The Central Library of the University of Maringá (UEM) has the mission of supporting
the centers and other agencies in their activities of teaching, research and extension.

�2

The present paper has the objective of understanding the use of the information
technology in the university library services.
Keywords: Information technology. University library. Data base.

1 INTRODUÇÃO
De tempos em tempos observam-se transformações nos diferentes
campos da atividade humana: lazer, educação, saúde, agricultura, indústria,
comércio, pesquisa, transporte, telecomunicações, informação e outros. Essas
mudanças ocorrem, em grande parte, em conseqüência do aperfeiçoamento e das
inovações tecnológicas. Seus impactos na sociedade são tão significativos, que
podem ser consideradas verdadeiras revoluções tecnológicas, estabelecendo novas
perspectivas quanto a forma de viver.
Conforme manifesta Côrte (1999, p.54), “são inegáveis os benefícios do
avanço tecnológico, das facilidades promovidas pelo processo de comunicação
entre as pessoas.”
Tais tecnologias somadas aos avanços da informática determinam o ritmo
atual das organizações na sociedade, pois,
a revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do
capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade
em rede. Essa sociedade é caracterizada pela globalização das
atividades econômicas decisivas do ponto de vista estratégico, por
sua forma de organização em redes; pela flexibilidade e instabilidade
do emprego e pela individualização da mão-de-obra. Por uma cultura
de virtualidade real construída a partir de um sistema de mídia
onipresente, interligado e altamente diversificado. (CASTELLS apud
MORIGI; PAVAN, 2004, p. 117).

Vencidos os obstáculos das primeiras gerações, os computadores e a
informação

digital

se

disseminaram

rápida

e

indiscriminadamente.

Muitos

consideram o computador como a maior invenção do século passado, pois,
conforme justificam Libâneo, Oliveira e Toschi (2005, p.63), “seu fascínio, seu
aperfeiçoamento e sua utilização não parecem ter limites”.
Junto ao aparato tecnológico, os setores de aplicação também vão se
adequando. Então, se a informação está disponível sob variados suportes e se

�3

trabalhos e documentos se avolumam em meio digital, nada melhor do que
disponibilizar a recuperação desses documentos on-line, ou seja, por meio de
diretórios, bases de dados e/ou ferramentas de busca, pois o acesso é rápido e a
atualização contínua, evitando duplicidade de pesquisas. Foi desta forma, ou seja,
pautadas pelos recursos da Tecnologia da Informação (TI), que as bibliotecas
universitárias mudaram um paradigma de trabalho, em favor da qualidade, no
atendimento aos usuários.
O presente trabalho, objetiva compreender o emprego da tecnologia da
informação nos serviços da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá
(UEM).
Para o desenvolvimento desse trabalho foi realizado um estudo descritivo
baseado no site da referida biblioteca, por meio da análise do uso da tecnologia da
informação nos serviços disponibilizados.

2 FUNÇÕES DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PÚBLICA
A biblioteca é um órgão social, tem processos de desenvolvimento e evolui
continuamente. Para Leitão (2005, p.24) as
[...] bibliotecas não existem de forma independente da sociedade e
das instituições às quais se vinculam. Elas acompanham as
tendências que se verificam na vida social, em especial aquelas
relacionadas ao campo do conhecimento e da educação.

Ao longo do tempo, objetivando maior eficiência, as bibliotecas
experimentaram diferentes modos no armazenamento, registro, disseminação e
recuperação da informação. Passaram por alguns estágios, nos quais muitos
serviços foram automatizados e, a partir dessas experiências, seus produtos
passaram a ser elaborados de acordo com as necessidades de cada setor, com
essas transformações começaram a surgir cada vez mais produtos especializados
para bibliotecas.
Para Gomes e Barbosa (2007), além do suporte às ações inerentes ao
caráter formativo da universidade, a biblioteca exerce também um papel social, pois:

�4

A biblioteca universitária já nasce subordinada a uma instituição de
ensino superior, com a função específica de apoiar as atividades
desta instituição. Seu papel é contribuir decisivamente para o ensino,
a pesquisa e a extensão, assumindo, assim, a função social de
prover a infra-estrutura documental e promover a disseminação da
informação, em prol do desenvolvimento da educação, da ciência e
da cultura.

Na presença das tecnologias da era da informação, a biblioteca vê-se
impelida a responder por ações comprometidas com uma qualidade compatível às
exigências dessa “nova” sociedade. Para Morigi e Pavan (2004, p.122) “as
bibliotecas universitárias são responsáveis pelo tratamento, armazenamento e
disponibilização do acervo das mesmas e devem estar de acordo com os objetivos
de suas instituições mantenedoras”.
Segundo a UNESCO (apud CARVALHO, 1981, p.35) as bibliotecas de
ensino superior, são dedicadas primordialmente ao serviço dos estudantes e do
pessoal docente das universidades e de outras instituições de ensino superior,
podendo estar abertas ao público.
Para o delineamento dessas ações, cumpre à biblioteca observar amplo
leque de fatores que determinarão, em última análise, sua forma de trabalhar.
Na realidade, os fatores que incidem mais diretamente sobre os
principais elementos das bibliotecas universitárias, ou seja,
concorrência e alternativas, política educacional e tendências, fontes
de recursos e necessidade do mercado, são provenientes dos fatores
sociais, econômicos, políticos e demográficos [...] Esses fatores não
só provocam mudanças como também mudam rapidamente. As
empresas, organizações, universidades, bibliotecas e pessoas, que
não estiverem atentas e agirem levando em consideração estas
transformações, vão rapidamente se tornar obsoletas e incapazes de
oferecer produtos e serviços competitivos, e, talvez, não servirão
para realizar o trabalho que se propuseram. (OLIVEIRA, 2007)

Dessa forma, cumpre à biblioteca universitária identificar entre esses
fatores, aqueles que são determinantes, estabelecer as relações entre eles e com
outros fatores contextualizados para adotar uma gestão compatível às expectativas
da cultura instalada.

�5

3 ANÁLISE DOS DADOS
A Biblioteca Central da UEM é um órgão suplementar, que subdivide-se
em bibliotecas setoriais e seccionais, vinculado administrativamente à Pró-Reitoria
de Ensino, elas têm por finalidade apoiar os centros e demais órgãos em suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como atender às comunidades
universitária e externa. Com a criação da Fundação Universidade Estadual de
Maringá, em 1970, iniciou-se o processo de construção do Campus Universitário e o
prédio da biblioteca, ocupava então uma área de 1.050 m2, e em virtude do aumento
expressivo do número de usuários, no segundo semestre de 2007, foi concluída a
construção do prédio, totalizando uma área de 13.298,03 m2.
Em 2006, foi encaminhada à administração da Universidade, uma
proposta para readequar a estrutura da BCE, por meio da criação do Sistema
Integrado de Bibliotecas (SIB) para integrar acervos e serviços das demais
bibliotecas pertencentes à Instituição, como as setoriais localizadas na cidade de
Maringá: Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura (Nupélia) e do
Hospital Universitário (HUM) e as demais bibliotecas que estão distribuídas nos
campi de extensão: Cianorte, Diamante do Norte, Goioerê e Umuarama.
O acervo é composto por: coleções de obras de referência, obras raras e
especiais, publicações periódicas, publicações oficiais, e demais materiais
distribuídos nos acervos bibliográficos, multimeios e eletrônicos, conforme mostrado
na TAB. 1.

�6

TABELA 1 – Resumo quantitativo dos Acervos Bibliográficos,
Multimeios e Eletrônicos
Material

Títulos

Volumes

CD-ROM

226

389

Diapositivos

04

04

Disquetes

85

164

DVD

44

47

Fita cassetes

74

200

Fitas de vídeo

606

785

2.428

4.131

Globo

01

01

Ilustrações didáticas

08

20

Jogos

03

03

Livros

71.437

145.573

Manuscritos

01

01

Mapas

316

384

Microfichas

1.031

3.515

Microfilmes

02

02

Modelo

16

29

Partituras

264

319

6.075

236.848

Relatórios técnicos

41

42

Separatas

05

08

3.865

4.252

Folhetos

Publicações periódicas

Teses

Fonte: Universidade Estadual de Maringá. Biblioteca Central, 2007.

O site da BCE foi construído em 1999 com a chegada da analista de
sistemas à Biblioteca Central e foi sendo alterado conforme as necessidades e
sugestões dos usuários e servidores da biblioteca. Atualmente a página do Sistema
de Bibliotecas da UEM (SIB/UEM) – www.bce.uem.br/sib – está com informações
diversas sobre as bibliotecas setoriais e serviços prestados, bem como alguns
serviços que disponibilizados on-line.
A informática e as telecomunicações se uniram, formando uma rede de
informações, em nível mundial. Por meio do micro-computador, é possível ter
acesso, em poucos segundos, a qualquer parte do mundo. O uso do computador é
um meio para alcançar a informação e não um fim, pois existem outras formas de
transmitir informações, é a chamada tecnologia da informação (SILVA, 1998, p.14).

�7

Alguns exemplos de TI utilizados atualmente são: computador, rádio,
jornal, antena parabólica, revista, vídeo, televisão, fibras óticas, telefone, fax,
celulares, satélites e outros. Eles estão presentes nos espaços sociais, de maneira
que alteram hábitos, costumes e necessidades. Os usos das novas tecnologias de
telecomunicações nas décadas de 80 e 90 passaram por três estágios distintos: a
automação de tarefas, as experiências de usos e a reconfiguração das aplicações
(CASTELLS, 2005, p.69). Os efeitos da TI são percebidos de maneira diferenciada
conforme a área de atuação.
Ao mesmo tempo em que as tecnologias moldam a sociedade, também
são moldadas por ela. As tecnologias de informação e comunicação exercem
influências profundas no dia-a-dia. Porém, elas não são autônomas e, portanto, não
podem ser desligadas do contexto social em que foram produzidas (MORIGI;
PAVAN, 2004, p.119).
De certa forma as bibliotecas sempre foram dependentes dos recursos
tecnológicos, como da,
[...] passagem dos manuscritos para a utilização de textos impressos,
o acesso a base de dados bibliográficos armazenados nos grandes
bancos de dados, o uso do CD-ROM e o advento da biblioteca
digital, no final dos anos 90, altamente dependente das diversas
tecnologias de informação, demonstram que, nos últimos 150 anos,
as bibliotecas sempre acompanharam e venceram os novos
paradigmas tecnológicos (CUNHA, 2000, p.75).

Analisando o site da Biblioteca Central, percebe-se que vários serviços
oferecidos por ela estão descritos no próprio site e que acompanham as
transformações tecnológicas.
O processo de informatização da BCE foi planejado estrategicamente para
aperfeiçoar os serviços de atendimento, bem como agilizar a pesquisa de seus
usuários. O Sistema de informatização do SIB/BCE/UEM denomina-se Base
Universum, gerenciada pelo Software Virtua da VTLS, Inc. - Universidade da
Virgínia, com sede em Blacksburg, VA, e com representante no Brasil na cidade do
Rio de Janeiro, a VTLS-Americas, que viabilizou o projeto de informatização, visando
otimizar os serviços de referência e agilizar os processos de busca e de pesquisa de

�8

seus usuários, bem como propiciar condições para o tratamento e organização da
informação e do conhecimento.
A Base Universum é composta por um catálogo on-line das bibliotecas da
UEM, que reúne o acervo do SIB/UEM, calcado em uma política de padronização e
serviços. O software Virtua é o mesmo da UNICAMP, Biblioteca de Alexandria
(Egito) entre outras de destaque. O sistema é de forma integrada, com protocolo
Z39.50, estruturado em formato MARC, editado pela Library of Congress (USA) e
específico para controle e registro bibliográfico. O sistema foi inaugurado no dia 03
de julho de 2006, com a liberação oficial das etapas, primeira foi a migração, a
segunda liberação da consulta on-line e a terceira etapa será liberada quando o item
do módulo empréstimo e a implantação do código de barras estiverem concluídas.
Outro recurso a ser implantado será a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Produção Científica da UEM, para tanto, no final de 2006 foi
formalizado um Convênio entre a UEM e a Universidade de Campinas (Unicamp),
visando à cessão e o direito de uso pela Unicamp do software Nou-rau e a
metodologia adotada para a implantação da Biblioteca Digital na UEM. A Biblioteca
Digital da Unicamp tem sido referência para várias instituições que desejam instalar
suas bibliotecas digitais, a primeira experiência nesse tipo de suporte foi em 2006
com a instalação da Biblioteca Digital na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Algumas instituições são tidas como modelos na área de Bibliotecas Digitais, são
elas: Banco de Teses da Capes; Biblioteca Digital da Unicamp; BDTD da USP;
BDTD da UFSC; BDTD da UNESP; BDTD do Ibict e outras universidades.
Dentre os vários serviços prestados pelos diferentes setores da BCE/UEM,
há aqueles calcados na tecnologia da informação, cabe mencioná-los: normalização
de publicações da UEM - Projeto NBR – 14724/2002 ABNT; correção de referências
– NBR 6023/2000 ABNT, Vancouver e normas editoriais conforme publicação
científica de livros e revistas; orientação via telefone sobre normalização
bibliográfica; catalogação-na-publicação (CIP - NBR 12899/1993 ABNT); orientação
para a busca de material bibliográfico na internet, por meio de Portais de Informação
Científica, Bases de Dados e Bibliotecas Virtuais (levantamento bibliográfico);
treinamento para utilização do Portal de Periódicos da CAPES e comutação
bibliográfica (Comut e Bireme). Vale destacar que parte desses serviços são

�9

realizados pelo setor de Serviço de Disseminação da Informação (SDI), mais
conhecido como setor de Comut.
Entre as práticas mencionadas acima, percebe-se que a atividade que
mais retrata o uso de recurso digital é o serviço de levantamento bibliográfico, pois
as bases de dados multidisciplinares e as especializadas são fontes de informação
utilizadas tanto por profissionais e pesquisadores quanto por acadêmicos, desse
modo evita-se a duplicidade de trabalhos científicos, facilita e agiliza pesquisas,
levantamentos bibliográficos e a localização de documentos, uma vez que a
atualização das bases é freqüente.
As bases de dados correspondem hoje o meio mais rápido e eficiente de
obter informações nas mais variadas áreas do conhecimento. Este fato, somado à
perspectiva dos lucros financeiros advindos da produção e comercialização de bases
de dados, contribui para o surgimento e a crescente expansão de uma verdadeira
‘indústria’ voltada às fontes computadorizadas de informação (O QUE, 2001).
Segundo Cunha (1984, p.33) “as bases de dados são apenas (meras)
ferramentas que um bibliotecário pode usar para auxiliá-lo a encontrar a solução
para uma questão específica ou problema bibliográfico”.
As bases de dados são classificadas de acordo com seu custo de acesso
às informações, tais como: bases de domínio público: elaboradas e disponibilizadas
sem fins lucrativos, por vários tipos de instituições, destacando-se as academias; e
bases comerciais: o acesso às informações armazenadas e disponibilizadas neste
tipo de base, é cobrado do usuário, que também tem que arcar com os custos de
telecomunicações para o acesso via linha discada ou via rede. As bases de dados
também são classificadas, de acordo com a forma de apresentação dos dados, ou
seja, referenciais, bibliográficas, diretórios, cadastrais, fonte, textual-numéricas,
textual (full-text), numérica e/ou gráficas (O QUE, 2001).
No site da biblioteca há um diretório que foi criado com a intenção de
auxiliar

nos

processos

de

pesquisa

bibliográfica

das

diversas

áreas

do

conhecimento. Dessa forma, esse diretório de bases de dados, revistas e livros
eletrônico/digital, é um subsídio importante ao desenvolvimento das pesquisas e
ferramenta essencial para as revisões bibliográficas. Como exemplo o Portal de

�10

Periódicos da Capes (http://www.periodicos.capes.gov.br) – no qual estão inseridas
as bases de dados Scopus e Web of Science, por exemplo. O uso do Portal é livre e
gratuito para os usuários das instituições participantes, e o acesso é realizado a
partir de qualquer terminal ligado à Internet localizado nas instituições filiadas.
Como complemento a essas atividades, a BCE também faz uso do correio
eletrônico (e-mail); treinamento de calouros em Power point; acesso ao catálogo online; diferentes mídias (texto, imagem e som) inseridas no acervo; e empréstimo
entre as bibliotecas pertencentes a UEM.
Para Lancaster (1994, p.8) é “[...] a tecnologia disponível que determina
como os serviços de biblioteca serão no futuro.” Desta forma, fica explícito que o
surgimento das inovações tecnológicas e a implantação da TI na biblioteca, faz com
que hajam alterações na realidade das mesmas, pois os serviços oferecidos por elas
evoluem e maximizam tanto a qualidade, quanto a quantidade, nas práticas da
biblioteca. Portanto, partimos do pressuposto de que ao satisfazer a necessidade do
usuário, ele terá novas dúvidas, o que gerará um ciclo de uso da informação. Assim,
a BCE busca capacitar seus colaboradores para manter e ascender à satisfação do
usuário, no que tange à qualidade dos serviços oferecidos.
Entre as práticas apresentadas na BCE, o levantamento bibliográfico é um
serviço que faz uso diretamente de diretórios, bases de dados (on-line ou CD-ROM)
e ferramentas de busca e torna evidente a sua importância no meio acadêmico, já
que por meio desse serviço o usuário terá uma vasta visão do que já foi produzido a
respeito do assunto de seu interesse. E, para afirmar a relevância desse serviço faz
a menção da idéia de Marinho (1997, p. 247) quando ele assinala que a importância
das bases de dados está na transferência da informação e no esclarecimento dos
problemas técnicos-científicos, a partir do momento que estas fontes de informação
se tornam imprescindíveis como geradoras de conhecimento e propulsora do
desenvolvimento sócio-econômico dos países.
São notórias as vantagens do uso da TI, tais como: acesso rápido a
determinadas informações que antes demandavam um tempo longo; facilidade e
agilidade para localizar e obter fontes de informação impressa, sem depender de
terceiros; conforto e economia de tempo para pessoas e organizações; uso de

�11

informações sem se deslocar do local e independentemente de horários pré-fixados;
e disponibilidade de informações de várias áreas sem custo. Em contrapartida há
algumas desvantagens na Internet, como: retirada ou alteração de informações da
Internet a qualquer momento; impossibilidade de identificar a versão ou edição do
que

está

acessando;

confiabilidade

das

informações;

qualidade da fonte

diversificada de site para site; excesso e variedade de informações na Internet sem
uma padronização de estrutura definida; e dispêndio de tempo por causa do excesso
das informações e congestionamento das linhas para transmissão de dados
(TEIXEIRA; SCHIEL, 1997, p.71).
Ao se considerar que as tecnologias de informação atingem várias
dimensões da atividade humana e do desenvolvimento científico e tecnológico,
coloca-se em questionamento o uso de fontes tradicionais de informação e o seu
papel na pesquisa científica, pois nesse século, as organizações que pretendam
mediar as mudanças deverão voltar-se para o uso de sistemas de computação e
telecomunicação, e aqui se incluem as bases de dados como meio de suprir às
lacunas existentes no ciclo de recuperação e disseminação da informação. A
importância das bases de dados no processo de transferência da informação, e na
elucidação de problemas técnico-científicos será consolidada a partir do momento
em que essas se tornaram uma indispensável fonte de informação para ampliação
do conhecimento e propulsora do desenvolvimento sócio-econômico dos países
(MARINHO, 1997, p.247).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pelo estudo descritivo apresentado em relação ao uso das tecnologias da
informação nos serviços apresentado no site da BCE percebe-se que essas
transformações, significam a coexistência do manual e da tecnologia.
De acordo com os autores citados neste estudo, que discorrem sobre a
missão da biblioteca universitária pública, verifica-se que ela está acompanhando as
mudanças e cumprindo a sua missão.

�12

O uso da tecnologia da informação na biblioteca, geralmente proporciona
benefícios, tanto aos profissionais bibliotecários, aos técnicos e auxiliares no
desenvolvimento de suas atividades, quanto aos usuários no atendimento das suas
necessidades de pesquisa. Um ponto positivo é que muitos dos usuários já dominam
as ferramentas de informática, sobretudo a internet.
As práticas baseadas em TI na BCE vêm acompanhando as transições
pelas quais passaram as bibliotecas universitárias, pois em algumas áreas a
Biblioteca Central da UEM é referência no Sul do Brasil, como exemplo a área de
química que já foi contemplada com projeto e teve um acréscimo significativo no
acervo devido ao alto índice de produção científica na área.
Em suma, há a expectativa de que este estudo possa subsidiar a
reflexão sob as ponderações das novas demandas por serviços na biblioteca
universitária pública, e a possibilidade de ampliar a quantidade de serviços que
utilizam recursos tecnológicos, bem como um maior número de usuários que
realmente estejam interessados em fazer uso desses serviços.

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�13

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__________________
1

Márcia Regina Paiva, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Campus Regional de Cianorte,
Paraná, mpaiva76@yahoo.com.br.
2
Ligia Patricia Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Campo
Mourão, Paraná, torino@utfpr.edu.br.
3
Emanuelle Torino, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Apucarana,
Paraná, emanuelle@utfpr.edu.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>As bibliotecas universitárias passaram por alguns estágios, nos quais muitos serviços foram automatizados, e a partir dessas experiências seus produtos foram aperfeiçoados de acordo com as necessidades de cada setor e com essas transformações surgiram produtos especializados para bibliotecas. Toda mudança implica em novos caminhos, novas abordagens, novas soluções e sendo assim, na universidade o avanço tecnológico teve grande significado e a biblioteca, parte integrante da Instituição e que gerencia diretamente a informação não poderia deixar de alinhar-se ao movimento. Com o uso dessas tecnologias há chances de novas formas de sociabilidade. Assim, na era da informação, é quase impossível não ter relações intermediadas pela informática. O presente trabalho tem como objetivo compreender o emprego da tecnologia da informação (TI) nos serviços da biblioteca universitária.</text>
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BUSCA MONITORADA: Serviço de Referência Digital
PAIVA, D. S. 1
CARVALHO, I. 2
FEITOSA, L. 3

RESUMO
O propósito deste trabalho é divulgar e apresentar os resultados obtidos pelo serviço
de Busca Monitorada, um serviço de referência digital oferecido pela Gerência do
Comut (Programa de Comutação Bibliográfica). Serviço que antes atingia apenas
uma pequena parcela da comunidade científica e cujo crescimento foi significativo
nos últimos quatro anos, expandindo o alcance também às organizações de cunho
desenvolvimentista que atuam em diversas áreas do conhecimento.
Palavras-chave: Busca Monitorada. Referência digital. Programa de Comutação
Bibliográfica. COMUT.

ABSTRACT
The purpose of this work is to disseminate and to present the results obtained by
Monitored Search, a service of digital reference offered by the management of
Comut (Program for Bibliography Commutation). This service before was used only a
small portion of the scientific community and whose growth was significant in the last
four years, also to expanding the scope of stamp developmental organizations that
operate in several areas of knowledge.
Keywords: Monitored Search. Digital reference. Program for Bibliography
Commutation. COMUT.

�2

1 INTRODUÇÃO
Os profissionais da informação que hoje atuam na área acadêmica devem
ter uma postura muito mais pró-ativa no que diz respeito à satisfação das
necessidades informacionais dos seus usuários. As mudanças provocadas pelos
avanços tecnológicos exigem muito mais dinamismo e agilidade na prestação de
serviços à comunidade usuária. Conhecer e saber utilizar estrategicamente as
tecnologias de informação em favor do usuário tornou-se requisito básico para tais
profissionais exercerem de maneira satisfatória suas atividades.
A idéia para a realização desde trabalho surgiu da proposta de divulgar e
apresentar os resultados obtidos pelo serviço de referência digital chamado Busca
Monitorada, que é oferecido pela Gerência do Comut (Programa de Comutação
Bibliográfica). Serviço que antes atingia apenas uma pequena parcela da
comunidade científica e cujo crescimento foi significativo nos últimos quatro anos,
expandindo o alcance também às organizações que atuam em diversas áreas do
conhecimento com ações de pesquisa e desenvolvimento.

2 A BUSCA MONITORADA
A Busca Monitorada é um serviço de referência digital, como já dito
anteriormente, oferecido pela Gerência do Comut, que permite localizar, solicitar e
receber documentos técnico-científicos existentes em instituições localizadas no
Brasil ou no exterior.
Existem duas modalidades de Busca Monitorada: no Brasil e no exterior. A
Busca no Brasil é realizada no âmbito das bibliotecas bases e solicitantes do Comut,
por meio dos catálogos on-line das bibliotecas (OPACs), do CCN (Catálogo Coletivo
Nacional), da BDTD (Biblioteca Digital de Teses e Dissertações), do portal periódicos
Capes, assim como mecanismos de busca (Google, AltaVista, Yahoo!), dentre
outros.

A figura 1 permite verificar o fluxograma dos procedimentos para

atendimento da Busca Monitorada.

�3

Figura 1 – Fluxograma dos procedimentos para atendimento da Busca Monitorada

Quando a Busca Monitorada é realizada no exterior, a mesma é
viabilizada por meio do convênio com a Online Computer Library Center (OCLC),
que é uma organização dedicada a prestar serviços bibliotecários computadorizados
e de pesquisa, com o propósito de facilitar o acesso à informação. Milhares de
bibliotecas utilizam os serviços da OCLC para localizar, adquirir, catalogar,
compartilhar e preservar material bibliográfico por intermédio do FirstSearch, um
serviço on-line que oferece acesso a uma rica coleção de bancos de dados de
referência.
Segundo Santos (2006), o ponto central do FirstSearch é o WorldCat, a
fonte bibliográfica mais abrangente disponível no momento e que consiste no
catálogo coletivo da OCLC. Por meio do FirstSearch é possível acessar o WorldCat
e solicitar os materiais às bibliotecas provedoras, ou seja, aquelas que fazem o
atendimento de acordo com o permitido pelo convênio. Algumas instituições não
somente efetuam atendimento por meio de cópias, como também chegam a fazer
empréstimo interbibliotecário (Interlibrary Loan) e enviam o material original para ser
reproduzido, em qualquer suporte, como livro ou microficha. Esse convênio torna
acessível à Busca Monitorada aproximadamente 108 milhões de registros
bibliográficos de 112 países e territórios mundiais.

�4

A Busca Monitorada atende usuários brasileiros, usuários estrangeiros que
entram em contato informalmente e diretamente com a Gerência do Comut e
atualmente a grande novidade é que a Busca Monitorada representa a parcela
brasileira que efetua atendimentos aos usuários da rede OCLC, por meio do
FirstSearch.
Na figura 2 pode-se observar o roteiro dos atendimentos efetuados no
Brasil utilizando-se os acervos de bibliotecas estrangeiras e o roteiro dos
atendimentos efetuados no exterior, utilizando os acervos de bibliotecas brasileiras
participantes da rede Comut.

Figura 2 - Roteiro dos atendimentos efetuados pela Busca Monitorada no Brasil e
no exterior

Para utilizar o serviço de Busca Monitorada o usuário deverá estar
cadastrado na rede Comut. O cadastro está disponível na página do Comut
(http://comut.ibict.br/comut) tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica
(instituições). A princípio o serviço de Busca Monitorada no Brasil custa 2 bônus a
mais além dos bônus da paginação e a Busca Monitorada no exterior custa 4 bônus
a mais. Um bônus equivale à R$1,82 e dá direito à cinco páginas de documento.

�5

3 HISTÓRICO DE ATENDIMENTOS
Quando iniciou suas atividades, em 2004, a Busca Monitorada efetuou em
um ano o total de 239 atendimentos de pedidos oriundos em sua maioria de
universidades, para atender a estudantes de mestrado e doutorado, o que
caracteriza que a maior parte das demandas por informações técnico-científicas
ainda estava vinculada ao espaço acadêmico.
Passados quatro anos, o histórico de atendimentos da Busca Monitorada
apresenta outro ambiente de atuação. Em 2007 foram atendidas 2455 solicitações e
até maio de 2008, 1343 solicitações atendidas oriundas não somente do meio
acadêmico como também de organizações técnico-científicas dos mais variados
campos de atuação (engenharias, medicina, computação, mineração, economia,
dentre outros) que atuam diretamente no desenvolvimento do país.

Figura 3 – Histórico de atendimentos da Busca Monitorada (2004 à maio de 2008)

Um dos motivos do aumento da demanda pelo serviço são os constantes
treinamentos que vêm sendo realizados pela gerência do Comut em universidades e
em instituições técnico-científicas que utilizam o programa em todas as regiões do
país, o que contribui para a atualização e aperfeiçoamento dos profissionais
envolvidos no processo de busca e recuperação de informações.

�6

4 CONCLUSÃO
Há uma demanda latente pela divulgação do serviço de Busca Monitorada
entre as bibliotecas universitárias e entre os usuários vinculados ao meio
acadêmico. Os treinamentos oferecidos pela Gerência do Comut têm proporcionado
um impacto positivo sobre a utilização do serviço, entretanto a potencialidade de
alcance do mesmo pode ser estendida para uma grande parcela da comunidade
científica que ainda o desconhece.
Aliada á essa prerrogativa, a Busca Monitorada vem proporcionando à
comunidade científica brasileira a disponibilidade e a acessibilidade necessárias
para obtenção de documentos técnico-científicos, que resultam no avanço de
pesquisas que impactam diretamente no desenvolvimento científico e tecnológico do
Brasil.

REFERÊNCIAS
ARAÚJO JÚNIOR, Rogério de Araújo &amp; ARAÚJO, Ideliza Amélia. Modelo de gestão
da informação do Programa de Comutação Bibliográfica - COMUT. Informação. &amp;
Sociedade, João Pessoa, v.18, n.1, p.121-130, jan./abr. 2008. Disponível em:
&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1723/1642&gt; Acesso em: 4
ago. 2008.
KIELGAST, Soeren ; HUBBARD, Bruce A. Valor agregado à informação: da teoria à
prática. Ciência da Informação, Brasília, vol.26, n.3, set./dez. 1997. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010019651997000300007&amp;script=sci_arttext.&gt; Acesso em: 4 ago. 2008.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Tradução de Maria Yêda F.
S. de Filgueiras Gomes. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2004. 124 p. il.
Título original: La science de l'information. ISBN 8585637234.
MARCONDES, Carlos H. et al. Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2. ed.
Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 2006. 336 p.
ISBN 8570130627.
SANTOS, Shirley Lopes dos. Busca Monitorada: o serviço de Information Broker ao
alcance dos usuários do Comut. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITARIAS, SNBU (14. : 2006 : SALVADOR), 22-27 out. 2006, Salvador,
Bahia. Anais do XIV SNBU. Salvador: UFBA, 2006.

�7

VALENTIM, Marta Lígia Pomim. O custo da informação tecnológica. São Paulo:
Polis, 1997. 91 p. (Coleção Palavra-Chave, 8). ISBN 8572280057.

__________________
1

Diego da Silva Paiva, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT),
diego@ibict.br.
2
Isabelle Carvalho Silva, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT),
isabelle@ibict.br.
3
Luana Feitosa, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), luana@ibict.br.

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Documentação&#13;
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                <text>O propósito deste trabalho é divulgar e apresentar os resultados obtidos pelo serviço de Busca Monitorada, um serviço de referência digital oferecido pela Gerência do Comut (Programa de Comutação Bibliográfica). Serviço que antes atingia apenas uma pequena parcela da comunidade científica e cujo crescimento foi significativo nos últimos quatro anos, expandindo o alcance também às organizações de cunho desenvolvimentista que atuam em diversas áreas do conhecimento.</text>
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TÍTULO UNIFORME: um metadado esquecido que merece estar presente
em catálogos e bases de dados
PACHECO, K. L.1
ALVARENGA, L.2

RESUMO
Este artigo tem por objetivo focalizar o ponto de acesso título uniforme de registros
bibliográficos, em seus aspectos teóricos e empíricos, abordando seu conceito, as
funções, formação e o uso na recuperação de documentos em sistemas de
informação. É abordada com uma maior ênfase a construção de títulos uniformes
para documentos musicais, considerando os níveis de manifestação e expressão de
acordo com o modelo conceitual FRBR (Functional Requirements for Bibliographic
Description).
Palavras-chave: Título uniforme. Ponto de acesso. Catalogação. Música –
Documentos musicais.

ABSTRACT
This article aims to study the uniform title, one of access point of document
representation for information systems retrieval, considering theoretical and
normative aspects, some attributes of its concept rules for construction and use. It is
emphazised uniform titles for musical documents, considering their manifestation and
expression levels, according to Functional Requirements for
Bibliographic Description FRBR.
Keywords: Uniform title. Cataloguing Access points. Music – musical documents

1 INTRODUÇÃO
As

normas

destinadas

à

catalogação

de

registros

bibliográficos

contemplam os elementos necessários à representação descritiva dos mais diversos
itens. Entre os pontos de acesso para os registros bibliográficos de documentos,

�2

encontra-se o título uniforme que é usado para recuperação de informações em
catálogos e bases de dados documentais. Para muitos bibliotecários catalogadores
os títulos uniformes são freqüentemente esquecidos, pouco usados ou até mesmo
desconhecidos, talvez por serem considerados aspectos complexos e difíceis de
identificação e construção de registro bibliográfico, até mesmo para aqueles
profissionais que possuem considerável background na área do conhecimento do
item a ser catalogado.
De acordo com Koth (2008) o conhecimento do Anglo-American
Cataloguing Rules, 2nd ed. (AACR2, 2002) e das Normas de Interpretação da
Library of Congress (LCRIs) torna-se essencial para o entendimento e a
compreensão do uso e dos princípios que regem os títulos uniformes. A
familiaridade com o formato de entradas de dados bibliográficos e de intercâmbio
MARC

(Machine

Readable

Cataloging)

também

é

importante,

devido

à

complexidade do campo (tag) e dos subcampos referentes a título uniforme.
O capítulo 25 do AACR2 (2002) é todo dedicado às regras para
formulação de título uniforme, sob as mais variadas situações.
Este texto tem por objetivo focalizar a questão do título uniforme, sua
definição, seus princípios, sua função e formação segundo as normas vigentes
disponíveis, visando os catálogos online e proporcionando com seu uso um maior
aperfeiçoamento no processo de recuperação de documentos em sistemas de
informação, por parte dos usuários. Este artigo não cobrirá todas as regras descritas
no código, mas as regras fundamentais que devem ser seguidas para sua
formulação, introduzindo os bibliotecários que desejam se aprofundar no estudo e
uso desse ponto de acesso, que permite um maior aperfeiçoamento dos catálogos,
especialmente nas áreas da música e da literatura.

2 DEFINIÇÃO E USO
A definição para título uniforme apresentada no glossário do Código de
Catalogação Anglo Americano, 2ª edição (AACR2) envolve três concepções,
descritas abaixo:

�3

“1. Um determinado título sob o qual uma obra pode ser identificada
para fins de catalogação. 2. Um determinado título usado para
distinguir o cabeçalho de uma obra do cabeçalho para uma obra
diferente. 3. Um título coletivo convencional utilizado para agrupar as
publicações de um autor, compositor ou entidade, compreendendo
diversas obras, ou extratos etc.de diferentes trabalhos (p. ex. obras
completas, diversas obras em determinada forma literária musical).”
(CCAA2, 2002, Apêndice D-15)

O título uniforme proporciona meio para reunir num só local do catálogo
todas as expressões e manifestações de uma mesma obra, quando esta obra tem
título principal diferente nas publicações. Por esta razão, muitos autores consideram
que o título uniforme é o melhor elemento identificador do registro bibliográfico de
uma obra em particular, em um catálogo ou base de dados.
Com o objetivo de uma maior compreensão dos títulos uniformes, cumpre
que sejam ressaltadas definições dos termos obra, expressão e manifestação, de
acordo com a filosofia dos Functional Requirements for Bibliographic Records,
FRBR, proposta de estruturação de metadados descritivos, segundo o modelo
entidade relacionamento. Obra consiste na idéia original, anterior à publicação,
sendo a essência de um trabalho, trabalho propriamente dito de um determinado
autor/compositor, independentemente de seu formato físico e da forma de seu
conteúdo. Já a expressão é a realização de uma obra em formatos específicos (som,
imagem, objeto, etc.) ou numa combinação de formatos. Por manifestação
compreende-se a incorporação física da expressão de uma obra, o tipo de suporte
da informação. Quando o processo de produção envolve mudanças na forma física
do suporte da informação o produto resultante é considerado uma nova
manifestação.
O uso do título uniforme é opcional, segundo o AACR2 (2002). A decisão
do uso é baseada em diversos fatores e é uma determinação que deve constar da
política de catalogação da agência catalogadora. Na regra 25.1O do código de
catalogação é indicado critérios que auxiliam na decisão sobre o uso do título
uniforme.
“1. o quanto a obra é conhecida. 2. quantas apresentações da obra
estão envolvidas. 3. Se outra obra com o mesmo título principal foi
identificada. 4. se a entrada principal é pelo título. 5. se a obra
apareceu originalmente em outra língua. 6. o quanto o catálogo é
usado para fins de pesquisa.” (CCAA2, 2002, 25-5)

�4

A decisão de uso do título uniforme como ponto de acesso na
representação bibliográfica de documentos inclui tanto fatores intrínsecos à natureza
da obra (por exemplo, se a obra é bem conhecida e quantas manifestações existem)
quanto fatores relacionados ao uso e ao tipo de organização do catálogo (por
exemplo, a intensidade do uso do catálogo ou se o título uniforme será uma entrada
principal).
Em sua obra Uniform titles for music, Koth (2008) afirma que tanto as
regras 25.2 A do AACR2 quanto a norma correspondente no Library of Congress
Rule Interpretations (LCRIs) sugerem a importância do título uniforme ser exibido em
Catálogos Públicos de Acesso Online (OPAC).
Após conhecermos a definição de título uniforme, estabelecida no principal
instrumento de trabalho dos bibliotecários catalogadores, vamos resumidamente,
verificar as funções e benefícios do titulo uniforme para os usuários.

3 FUNÇÃO
De acordo com AACR2 (2002), regra 25.1A, os títulos uniformes podem
ser empregados para os mais variados fins, tais como:
“para reunir todas as entradas de uma obra, quando aparecerem
apresentações diferentes (por exemplo, edições, traduções) dessa
obra sob vários títulos; para identificar uma obra, quando o título pelo
qual é conhecida difere do título principal do item que está sendo
catalogado; para distinguir entre duas ou mais obras publicadas sob
títulos principais idênticos; para organizar o arquivo.” (CCAA2, 2002,
p. 25-5)

Como mencionado acima, o título uniforme tem por finalidade: ajudar o
usuário a localizar diferentes versões de uma obra quando cada versão recebe um
título diferente; ajudar a localizar todas as versões de um determinado título, mesmo
quando há versões em idiomas desconhecidos pelo usuário. Exemplificando, a obra
de Anne Frank, publicada sob vários títulos conforme sua versão: O Diário de Anne
Frank; The Diary of a Young Girl; Anne Frank: the diary of a young girl; The Diary of
Anne Frank. Estas obras poderiam ser reunidas, sob o título uniforme “Achterhuis”

�5

Neste caso, o título uniforme está em alemão, porque a referida obra foi publicada
originalmente no idioma alemão.
Com o título uniforme o usuário também pode ser conduzido a pontos do
catálogo online onde ele poderá navegar por várias obras de um autor de um
determinado título ou gênero, no caso de obras musicais (sonatas, sinfonias,
quartetos, etc.) ou na literatura (contos, novelas, romances). Um outro exemplo,
semelhante ao anterior que elucidaria de maneira mais clara esta situação seria
quando um usuário deseja encontrar todas as versões das completas sinfonias de
Beethoven, que são intituladas das mais diferentes maneiras (The Complete
Symphonies of Beethoven, Nine Symphonies, ou Beethovens’s Sinfonies). Neste
caso, ele digitaria, no momento da busca, apenas o termo “sinfonias” e o nome do
compositor e conseqüentemente recuperaria todos os registros bibliográficos
existentes no catálogo ou base de dados sobre as sinfonias completas de
Beethoven.
Ressaltando-se como um benefício suplementar para o usuário, podemos
dizer que o uso do título uniforme poderá prover o usuário com outros termos de
busca para sua pesquisa.

4 ENCONTRANDO UM TÍTULO UNIFORME
Existem algumas situações em que o título de uma mesma obra pode
sofrer variações: uma obra pode ser publicada com um determinado título, e mais
tarde, em outra edição, pode ocorrer uma variação do título e a mesma obra ser
publicada com um título diferente da primeira edição; uma obra pode ser publicada
em diferentes países com o título traduzido para o idioma dos países de publicação;
uma obra antiga que é reconhecida sob vários títulos diferentes. Em síntese, muitas
obras podem se beneficiar do título uniforme para reunir suas mais variadas
expressões e manifestações em um único ponto do catálogo, tais como: leis,
manuscritos, tratados, obras sacras, traduções, escrituras e música.
Torgerson (2004) sugere que o bibliotecário catalogador identifique o título
uniforme de uma determinada obra, através de conhecimento adquirido em

�6

consultas a fontes de referência sobre a obra em questão e/ou sobre seus autores
ou compositores. O catalogador também pode formar um título uniforme para uma
obra, ou um padrão para um título genérico, observando os elementos descritos nos
registros bibliográficos em catálogos ou bases de dados que tenham representação
descritiva da obra em questão, ou do autor/compositor.
No registro bibliográfico de uma obra, descrita de acordo com as regras do
AACR2 e disponível em formato bibliográfico MARC é mais comum encontrar o título
uniforme no campo 240. Também podemos encontrá-lo em vários outros pontos do
registro bibliográfico como: a) junto à informação de título que segue um nome
pessoal ou usada como um ponto de acesso de assunto no campo 600, subcampo
“t”; b) no campo 610 subcampo k; c) no campo 630; d) adicionado entre os pontos
de acesso, campo 700, subcampo “t”, campo 710, subcampo k e em raríssimos
casos no subcampo t; e) podemos encontrá-lo no parágrafo 130 como entrada
principal ou adicionado no campo 730. De acordo com Koth (2008) os campos 130 e
730 contêm titulo uniforme para obras únicas de autoria desconhecida; F) no campo
800 subcampo t contém o nome ou o título uniforme de uma série de forma diferente
da encontrada na obra.
No próximo tópico trataremos da criação do título uniforme, mostrando
passo a passo a formação deste elemento tão importante na organização de
catálogos, dando um maior destaque para o emprego do título uniforme em
publicações de obras musicais.

5 CRIANDO UM TÍTULO UNIFORME
Para formação do título uniforme devemos seguir as regras preconizadas
no capítulo 25 do Código de Catalogação Anglo Americano. Neste artigo daremos
destaque para as regras mais essenciais.
Primeiramente o título uniforme deve ser registrado entre colchetes, indicando uma
interpolação, ou seja, dados obtidos fora da fonte de informação prescrita, conforme
a regra 25.2 A. O software utilizado pela agência catalogadora poderá incluir
automaticamente os colchetes na exibição do registro bibliográfico em seu OPAC.

�7

Compositor: Chopin, Frédéric, 1810-1849
Título Uniforme:
[Valsas, piano, op. 69. N. 2]
Título do item:
Valse in B minor, op. 69, n. 2
O artigo inicial deve ser eliminado do título, regra 25.2C1. Consultar
sempre o Apêndice E - Artigos Iniciais do AACR2 para esclarecimentos de dúvidas
de artigos em vários idiomas. Para obras produzidas após 1500 a forma escolhida
para o título é a que se tornou conhecida, através de suas diferentes apresentações
ou de fontes de referência, regra 23.3 A. E se não houver, na língua original,
nenhum título consagrado, ou em caso de dúvida, use o título principal da edição
original, conforme instrução da regra 25.3B.
Compositor:

Mozart, Wolfgang Amadeus, 1756-1791

Título Uniforme: [Don Giovanni]
Título do item: Il dissoluto punito, ossia, II Don Giovanni
Para obras publicadas simultaneamente na mesma língua com dois títulos
diferentes, a escolha é a forma usada no título da edição publicada no país da
agência catalogadora, ou o título da edição recebida em primeiro lugar. (ver regra
25.3C1). Podem ser usados vários acréscimos especiais nome, data, ou
qualificadores de idioma para distinguir uma forma de título de um título diferente
que tem conteúdo idêntico. Instruções detalhadas na regra 25.5. Coleção de leis use
o título [Leis, etc.], enquanto que para atos legislativos individuais, sobre a mesma
matéria use o título oficial (ver regras 25.15). No caso de tratado e/ou outros acordos
entre duas partes use o título uniforme [Tratados, etc.]. Se no tratado, em questão,
existir somente uma parte do outro lado, acrescente o nome da parte e a data de
assinatura. Um tratado com quatro ou mais partes use o nome pelo qual ele é mais
conhecido (regras 25.16). Numa escritura sagrada de uma religião, o título uniforme
será o mais conhecido e usado nas fontes de referência daquela religião (ver o
detalhamento e os acréscimos nas regras 25.17 e 25.18).
As instruções para formação de título uniforme para obras musicais com
títulos individuais ou coletivos assim como seus acréscimos estão descritas nas
regras 25.26-25-35 do AACR2 (2002). Koth (2008) ressalta que considerando a
natureza das publicações de música, geralmente é necessário o emprego do título
uniforme em seus registros bibliográficos, pois, entre os meandros da prática os

�8

achados nas publicações e nos registros musicais nem sempre estão completos, ou
ainda contém informações enganosas ou incoerentes. Para melhor compreensão,
podemos citar os casos em que uma obra musical é extraída de uma maior (por
exemplo, uma ária de uma ópera), ou obras que foram arranjadas para um meio de
expressão diferente da intenção original do compositor, estas informações
geralmente, não estão indicadas em nenhuma parte da publicação. Em publicações
de obras musicais, não é rara a publicação conter como título somente o nome da
forma de composição sem outras palavras que identifiquem melhor a obra. É
importante lembrar que o processo de catalogação inicia-se com a identificação da
obra.
Títulos uniformes são geralmente necessários para todas as formas de
composição musical (concerto, sinfonia, trio sonata, cantata), para todos os tipos de
composição (capricho, intermezzo, noturnos), para termos comumente usados
(movimento, peça), para música de câmera (trio, quarteto, quinteto). Estes títulos
são considerados genéricos e são representados no plural. É o que ocorre na maior
parte da música sinfônica e de câmara e em outros gêneros, principalmente os de
música instrumental. Neste caso, o termo genérico é sempre acompanhado de
elementos especificadores (instrumentação, identificação de número, escala,
tonalidade, indicação de partes, etc.) tantos quantos forem necessários para que
associadas ao mesmo autor, não possa haver duas obras com o mesmo título
uniforme.
Compositor: Rachmaninoff, Sergei, 1873-1943
Título uniforme:

[Concertos, piano, orquestra, n. 2, op. 18, dó menor]

Título do item:

Piano concerto n. 2, in C minor, op.18

Títulos distintos geralmente não são qualificados por meio de expressão,
numeral, ou escala e tonalidade. É importante e necessário, o bibliotecário
catalogador saber distinguir entre títulos genéricos e distintos. O título distinto é
baseado no título original da obra dado pelo compositor, isto é um título específico
atribuído à obra como um nome ou uma frase. É o que acontece sempre nas óperas,
mas também em outros gêneros, principalmente os de música vocal.

�9

Compositor: Mozart, Wolfgang Amadeus, 1756-1791.
Título uniforme:

[Zauberflote]

Título do item:

The Magic flute : an opera …

Compositor: Handel, George Frederic, 1685-1759.
Título uniforme:

[Messiah]

Título do item:

Messiah : a sacred oratorio …

Koth (2008) apresenta os três principais passos para a formação do título
uniforme em música.
O primeiro passo é determinar o título original da obra atribuído pelo
compositor na língua em que foi apresentado (regra 25.27 A1). Smiraglia (1997)
recomenda consultar índices temáticos e listas de obras em enciclopédias
especializadas em música compostas antes de 1800 para determinar o título original
de uma composição. O dicionário GROVE (The New Grove Dictionary of Music and
Musicians), o MGG (Musik in Geschich und Gegenwart) e a base de dados RILM
(Répertoire International de Littérature Musicale) podem ser ferramentas de
pesquisa muito úteis nesta fase. O processo de pesquisa para estabelecer o título
original de uma composição é uma oportunidade para o bibliotecário catalogador
encontrar outras informações que podem ser úteis na formação do título uniforme.
O segundo passo compreende o isolamento do elemento inicial do título,
conforme a definição apresentada no glossário do AACR2.
“A palavra ou palavras selecionadas do título de uma obra musical e
colocadas em primeiro lugar no título uniforme dessa obra. Se, de
acordo com as regras, não forem necessários acréscimos ao
elemento inicial do título, ele se torna o título uniforme da obra.”
(CCAA2, 2002, p. D-4)

Para isolar o elemento inicial do título devem-se retirar os termos, meio de
expressão, escala e tonalidade, números identificadores, instrumentação (que pode
estar implícita ou explícita no título), data da composição, que geralmente são
encontrados em títulos de obras musicais, tal como a seguir exemplificados:
1 st string quartet in D major for 2 violins, viola &amp; violoncello, opus 11 (1902)
Elemento inicial do título: Quarteto

�10

O terceiro passo consiste na análise do elemento inicial do título,
verificando seu caráter de generalidade ou especificidade. Existem recursos que nos
permitem determinar se o elemento inicial do título é uma forma de composição, tais
como: O manual “ Types of Compositions for Use in Music Uniform Titles : A Manual
for Use with AACR2 Chapter 25” do The Bibliographic Control Committee of the
Music Library Association� , disponível online e em enciclopédias e dicionários de
música.
Se houver necessidade de se fazer remissivas no catálogo ou base de
dados torna-se necessário consultar as regras do capítulo 26 do AACR2. Neste
capítulo, regras gerais 26.1A, recomenda-se que ao elaborar as remissivas o
bibliotecário catalogador deve observar que:
“a) existe uma entrada no catálogo sob o cabeçalho de nome ou de
título uniforme para o qual deve ser feita a remissiva e/ou do qual
deve ser feita uma remissiva ver também. b) existe um registro de
cada remissiva sob o cabeçalho do nome ou do título uniforme ao
qual remete, a fim de tornar possível a correção ou supressão dessa
remissiva.” (CCAA2, 2002, p. 26-2)

As regras específicas para remissivas de título uniforme são as 26.4. As
remissivas mais comuns feitas para título uniforme são as remissivas “ver” das
formas variantes de título ou títulos diferentes.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em linhas gerais a formação do titulo uniforme obedece a dois princípios
fundamentais: a) o título uniforme é sempre aquele que foi atribuído pelo
autor/compositor, na língua original, ainda que a obra seja conhecida por outros
títulos ou pelo mesmo título, mas em outra língua; b) o título uniforme é sempre o da
obra, mesmo se tratando de uma tradução, ou em obras musicais transcrição,
arranjo ou redução. Pretende-se que o mesmo título uniforme seja o cabeçalho que
agrupe todas as expressões de uma mesma obra.
É importante salientar que o título uniforme não tem como objetivo
descrever ou explicar qualquer aspecto de uma obra, mas apenas e somente
identificá-la de forma unívoca.

�11

REFERÊNCIAS
CÓDIGO de catalogação anglo americano. Preparado sob a direção do Joint
Steering Commitee for Revision of AACR. – 2. ed. rev. 2002. São Paulo: FEBAB,
2004.
KOTH, Michelle. Uniform titles for music. Toronto: Sacarecrow, Music Library
Association, 2008.
KRANZ, J. The music uniform title: sources for the novice cataloger. Cataloging &amp;
Classification Quarterly, 1988, V. 9 n. 2, p 73-80.
LÖNN, Anders. Thematic catalogue numbers in music uniform titles: an international
comparison. Fontes artis musicae, v. 35, n. 4, p. 224. ISSN: 0015-6191. Oct-Dec,
1988.
MARC 21: format for bibliographic data: including guidelines for content designation.
Prepared by Newwork Development and M/arc/standards Office. Washington, DC:
Library of Congress, 1999.
SMIRAGLIA, Richard P. Describing music materials: a manual for descriptive
cataloging of printed and recorded music, music videos and archival music
collections: for use with AACR2 and APPM. 3rd ed. / rev. and enlarge. with Taras
Pavlovsky. Lake Crystal, Minn.: Soldier Creek, 1997.
SMIRAGLIA, Richard P. Shelflisting music guidelines for use with the Library of
Congress classification: 2nd ed. Middleton: Music Library Association, 2007. 48 p.
SMIRAGLIA, Richard P. Uniform titles for music : an exercise in collocating works.
Cataloging &amp; Classification Quarterly. v. 9, 1989, p. 97-114.
TORGERSON, Rick. The uniform title: an unsung hero. Mississippi Libraries. v. 68, n.
4, Winter 2004, p. 113-115.
WISE, Matthew W. – Principles of music uniform titles: a brief introduction. 1995.
Disponível em: &lt;http://www.music.indiana.edu/tech_s/mla/ut.gui&gt;. Acesso em: 30
fev. 2008.

__________________
1

Kátia Lúcia Pacheco, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da
Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, Especialista em
organização da Informação em Contextos Digitais e Bibliotecária da Escola de Música da UFMG,
katialp@ufmg.br.
2
Lídia Alvarenga , Professora Associada da Escola de Ciência da Informação da Universidade
Federal de Minas Gerais, com atuação no PPGCI na área da representação descritiva e temática da
informação, lidiaalvarenga@eci.ufmg.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Este artigo tem por objetivo focalizar o ponto de acesso título uniforme de registros bibliográficos, em seus aspectos teóricos e empíricos, abordando seu conceito, as funções, formação e o uso na recuperação de documentos em sistemas de informação. É abordada com uma maior ênfase a construção de títulos uniformes para documentos musicais, considerando os níveis de manifestação e expressão de acordo com o modelo conceitual FRBR (Functional Requirements for Bibliographic Description).</text>
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PANÓPLIA 2.0: a nova forma de exploração da informação e do
conhecimento pelas bibliotecas
OLIVEIRA, W. C.1
VIDOTTI, S. A. B. G.2

RESUMO
A web 2.0 consiste em uma série de ferramentas que ajudam a formar e gerir pares
ou comunidades de usuários no Ciberespaço. Discutir termos como folksonomias,
blogs e ambientes colaborativos de desenvolvimento é chamar a atenção para uma
nova geração de plataformas em que a característica é a ruptura de assimetria que
marcou a relação anterior entre usuários e geradores de conteúdo. Este trabalho
destina-se a descrever e caracterizar, sumariamente, a web 2.0, sua fase de
desenvolvimento, com a intenção de promover a sua utilização no domínio das
bibliotecas como uma ferramenta que melhor satisfaça as necessidades de
informações do usuário e de ajudar a preservar e manter a memória de parte da
humanidade.
Palavras-chave: Web 2.0. Bibliotecas 2.0. Construção social do conhecimento.

ABSTRACT
The Web 2.0 consists of a series of tools that help train and manage pairs or
communities of users in Cyberspace. Discuss terms as folksonomies, blogs and
collaborative environments of development is to raise a new generation of platforms
on which the feature is a breakdown of asymmetry that marked the previous
relationship between users and generators of content. This work is intended to
describe and characterize summarily, the Web 2.0, its stage of development, with the
intention of promoting its use in the field of libraries as a tool that best meets the
needs of the user's information and help preserve and keep the memory of the
humanity.
Keywords: Web 2.0. Libraries 2.0. Social construction of knowledge.

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As Novas Eras
As novas eras não começam de uma vez
Meu avô já vivia no novo tempo
Meu neto viverá talvez ainda no velho.
A nova carne é comida com os velhos garfos.
Os carros automotores não havia
Nem os tanques
Os aeroplanos sobre os nossos tetos não havia
Nem os bombardeiros.
Das novas antenas vêm as velhas tolices.
A sabedoria é transmitida de boca em boca.
Bertold Brecht
Poemas 1913 – 1956

1 INTRODUÇÃO
Encontramos no poema “As novas eras”, de Bertold Brecht, alguns dos
principais elementos presentes na atualidade das mídias impressa e eletrônica.
Convivemos, na contemporaneidade, com produtos da “novas eras” materializados
tanto nos armamentos bélicos de última geração como nas novas tecnologias de
informação e comunicação. Bertold Brecht também nos chama a atenção, através do
verso: “a sabedoria é transmitida de boca em boca”, sobre o fato de que a produção
de conhecimento parece seguir rotas alternativas, paralelas, antigas.
Desde tempos imemoriais, ao transcender a pura satisfação das
necessidades, desperta no homem um desejo de conhecer, natural segundo
Aristóteles (1997); essa característica humana coloca o conhecimento como
condição necessária, embora não suficiente, para sua sobrevivência no meio
ambiente. Este desejo, supostamente ilimitado, é o que o fez mover-se rumo ao
domínio e a exploração da natureza.
Nesta caminhada, o homem criou diversas formas de conhecimento: a
religião, a arte, o mito, a filosofia, a ciência, entre outros. Em última instância, são os
indivíduos os produtores desses diversos tipos de conhecimento. Paradoxalmente, o
surgimento do conceito de indivíduo é bastante recente na história do pensamento
ocidental. Segundo Georges Gusdorf, a tradição filosófica negou-se a admitir a
“existência individual do sujeito”, argumentando que o “[...] sábio deve permanecer
no plano do universal. Para ele, tudo o que é privado é errôneo e culpado”. Não
obstante, segundo Gusdorf, a antropologia contemporânea tem como princípio a
condição da pessoa como origem de toda e qualquer verdade. “Todo o

�3

conhecimento, por impessoal que seja, prende-se, direta ou indiretamente, a um eu,
onde toma o essencial de seu sentido” (GUSDORF, 1960, p. 258). Mas, o que
constitui o eu? Explicitará Gusdorf (1960, p. 258) que o seu elemento constitutivo é o
corpo vivido como corpo, a despeito da tradição intelectualista que procura esquecêlo, recusando, assim, a presença da encarnação e, por conseguinte, todas as
experiências que são manifestas nessa dimensão: sentimento, sofrimento, alegria,
morte.
Em síntese, vivemos um momento histórico caracterizado por dois
movimentos concomitantes. Por um lado, a revolução tecnológica, fundamentada na
construção coletiva do conhecimento, que está operando amplas transformações no
mundo da produção econômica por meio da implementação da web 2.0; o que
coloca em primeiro plano a virtualização como um novo patamar de desenvolvimento
material. Por outro, há o conflito entre tendências individualistas e coletivistas que
tendem à homogeneização globalizante. Esses dois movimentos são como ilhas
flutuantes no oceano da produção de conhecimento, do qual participam todas as
pessoas que até hoje construíram a história humana.
Perante a este cenário mutável e transformador, encontram-se as
bibliotecas que, nas últimas décadas, assistem a profundas metamorfoses
decorrentes da evolução das tecnologias de informação e comunicação e da
emergência do Ciberespaço. Nesta perspectiva, adotando-se um conceito de
biblioteca em mudança, um dos principais desafios que se impõe é a conversão da
biblioteca tradicional, entre outras vertentes, numa biblioteca 2.0, na qual seus
usuários possam adquirir um conjunto de competências que os tornem mais
autônomos na pesquisa, seleção e organização da informação1.

2 O INÍCIO DA CONSTRUÇÃO SOCIAL DO CONHECIMENTO
A partir de uma abordagem sociocultural para o estudo da história social
do conhecimento, Burke (2003) destaca a importância dos encontros sociais, do
intercâmbio entre outsiders e establishments, entre amadores e profissionais. Do
1 A idéia é que a biblioteca se torne mais dinâmica e que os usuários colaborem para a organização
de conteúdo.

�4

século XV ao XVIII, período marcado pelas grandes navegações, o contato com
marinheiros e mercadores mantinha a população européia informada sobre
novidades e descobertas trazidas do Novo Mundo. Para Burke (2003, p. 60), os
portos “[...] eram também os lugares perfeitos para encontros entre diferentes tipos
de conhecimento e entre diferentes tipos de pessoas”. O fluxo de comércio e o
caráter portuário caracterizavam uma cidade como centro de informações. Assim
aconteceu com Veneza, Amsterdã e Londres, cujos portos promoviam não apenas a
circulação de mercadorias como também de idéias. As histórias coletadas
subsidiaram as publicações que deram início ao mercado editorial europeu; um
negócio lucrativo estimulado pela invenção da imprensa em 1450. Segundo Burke
(2003), a profusão de informações em locais de sociabilidade foi reforçada na Paris
do século XVII, onde os cafés eram sinônimos de espaços de diálogo e
disseminação de novas idéias.
A facilidade de reprodução de escritos provocou uma mudança na postura
da sociedade em relação ao texto. Enquanto que na Idade Média o texto útil era
visto como uma “propriedade comum”, no período moderno o conhecimento será
visto como “obra de um cérebro individual”. Isso criou a necessidade de “proteger os
segredos do ofício como propriedade intelectual valiosa”. Além disso, a liberdade
excessiva de interferência na reprodução de documentos praticada por muitos
escribas também impulsionou o “fechamento” da obra original através de leis de
direitos autorais. Apesar da aprovação das primeiras leis de direito autoral na GrãBretanha, em 1709 e na França, em 1791, o plágio continuou (BURKE, 2003).
Enquanto as cópias produzidas na Idade Média eram absolutamente
passíveis de interferência, o conhecimento circulante nas Universidades mantinha-se
inalterável sob o domínio clerical, que preferia forçar um consenso a estimular o
debate. Embora a Igreja Católica tenha desempenhado um importante papel na
coleta e conservação de documentos, seu trabalho com a educação limitava-se à
mera reprodução das opiniões e interpretações dos grandes pensadores e filósofos
do passado, “[...] de tal forma que a tarefa dos professores se limitava a expor as
posições das autoridades (Aristóteles, Hipócrates, Tomás de Aquino e outros)”
(BURKE, 2003, p. 38).
Na

tentativa

de

incorporar

conhecimentos

alternativos

ao

saber

�5

estabelecido, desenvolveu-se a chamada Revolução Científica. Os adeptos do
movimento fundaram sociedades científicas, como a Academia del Cimento, em
Florença (1657), a Royal Society, em Londres (1660), a Académie Royale des
Sciences, em Paris (1666). A estrutura comunitária desses grupos contribui para a
legitimação de novas idéias (BURKE, 2003).
Kuhn (1987) vai destacar a importância da estrutura comunitária para o
desenvolvimento da ciência, à medida que reúne pesquisadores em torno de um
paradigma compartilhado, que tanto motiva quanto inspira as investigações.
Maturana (2001, p. 132), ao entender que os domínios de ações humanas (como
culturas, instituições, sociedades, clubes etc.) se constituem como rede de
conversações, defende a idéia de que na ciência tais redes são também
fundamentais para o progresso científico: “A ciência, com um domínio cognitivo, é
um domínio de ações, e como tal é uma rede de conversações que envolve
afirmações e explicações validadas pelo critério de validação das explicações
científicas sob a paixão do explicar”.
Com efeito, a rede de conversações, caracterizada pelo Ciberespaço2,
surge como uma “desterritorialização” da biblioteca. Como uma volta em espiral à
oralidade das origens humanas, o saber volta, de uma nova forma, a ser carregado
pelas comunidades vivas. Seu fio condutor é o próprio Ciberespaço, onde as
entidades se descobrem e constroem objetos de comunicação.
O ponto essencial, na utilização do Ciberespaço, é a mudança qualitativa nos
processos de aprendizado, ou seja, implementar novos paradigmas de aquisição e
de construção do conhecimento.

3 WEB 2.O: intróito
O Ciberespaço atravessa, há alguns anos, uma etapa transformadora. A
convergência de diferentes mídias, a utilização da web como plataforma e o
2 O Ciberespaço configura-se como um locus de extrema complexidade, de difícil compreensão em
termos gerais, cuja heterogeneidade é notória ao percebermos o grande número de ambientes de
sociabilidade existentes, no interior dos quais se estabelecem as mais diversas e variadas formas de
interação, tanto entre homens, quanto entre homens e máquinas e, inclusive, entre máquinas
(OLIVEIRA, 2002).

�6

surgimento de tecnologias que estimulam o compartilhamento de informações e as
práticas colaborativas são algumas das características que marcam este momento.
Se nos anos 80 e 90 predominavam o conceito de digitalização e a abstração das
informações, na cultura das redes, o foco são os grupos, as comunidades e os links.
Alguns pesquisadores, evidenciando os aspectos distintivos dessa etapa, têm usado
o termo web 2.0. Apesar de polêmico, o conceito ajudar a refletir sobre várias
questões. Para Primo (2008):
A segunda geração de serviços online se caracteriza por
potencializar as formas de publicação, compartilhamento e
organização de informações, além de ampliar os espaços para a
interação entre os participantes do processo. A web 2.0 refere-se não
apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços web,
linguagem Ajax, web syndication etc.), mas também a um
determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias
mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo
computador.

O demiurgo do termo, Tim O'Reilly (2005), enfatiza que não há como
demarcar precisamente as fronteiras da web 2.0. Trata-se de um núcleo ao redor do
qual gravitam princípios e práticas que aproximam diversos sites que os seguem.
Um desses princípios fundamentais é trabalhar a Web como uma plataforma, isto é,
viabilizando funções online que antes só poderiam ser conduzidas por programas
instalados em um computador. Porém, mais do que o aperfeiçoamento da
“usabilidade”, Tim O'Reilly evidencia o desenvolvimento do que chama de
“arquitetura de participação”: o sistema informático incorpora recursos de
interconexão, compartilhamento e os aplicativos da web passam a utilizar os efeitos
de rede e se tornam melhores na medida em que quanto mais são usados pelas
pessoas, catalisando o potencial de emergência da inteligência coletiva.
No Ciberespaço, varias lógicas e práticas se transformam. O surgimento
de micro-públicos, por exemplo, é algo típico desse momento e aponta para novas
realidades econômicas. Na lógica da Long Tail (“cauda longa”), serviços de web 2.0
vendem menos itens do mesmo produto, no entanto, vendem mais os produtos
diferentes. O conceito de cauda longa foi proposto por Chris Anderson (2008), editorchefe da revista Wired, para descrever as transformações que as novas mídias
estavam propiciando na economia. Antes das redes telemáticas, predominava um
tipo de serviço no qual, para ser viável economicamente, buscava-se um consumo

�7

massificado de produto, quantitativo. Com as redes informacionais, um novo modelo
de negócios, no qual a oferta de produtos é praticamente ilimitada, torna-se viável.
Como exemplo desse modelo, citamos o caso da livraria Amazon. Essa lógica está
aumentando o acesso a conteúdos e produtos variados, assim como transformando
hábitos de consumo e estilos de vida. Em paralelo, novas maneiras de acesso a
conteúdo e personalização vêm emergindo.
Recentemente, os sistemas de utilização de tags (etiquetas ou palavraschaves) têm se tornado altamente populares. O “tagueamento” permite que os
usuários adicionem palavras-chave para recursos da web, tais como websites,
páginas, imagens músicas etc. A vantagem das tags é que são personalizáveis, isto
é, não precisam ser palavras institucionalizadas ou rótulos controlados ou prédefinidos. Por esse motivo, são sistemas de folksonomia, em contraste com as
ordenações fixas da taxonomia. O termo folksonomia foi criado por Thomas Vander
Wal (2008), um designer da informação, e expressa um tipo de organização criada
por pessoas. Assim, os sistemas de “tagueamento” são ferramentas com alto poder
que estimulam conversações em comunidades ou grupos com interesses
semelhantes, sendo simultaneamente flexíveis e adaptáveis aos fluxos dos
discursos. Através de movimentos como repetições de tags, os grupos se identificam
e constroem vocabulários com sutileza e precisão impossíveis de serem obtidas em
taxonomias generalizadas.
Como se observa, a escrita coletiva ciberespacial3 e o processo de
“tagueamento” demonstram que a abertura para o trabalho colaborativo oferece uma
dinâmica alternativa (não uma substituição) ao modelo de produção, indexação,
armazenamento e controle por equipes de autoridades. A partir de recursos da web
2.0, potencializa-se a livre criação e a organização distribuída de informações
compartilhadas através de associações mentais. Nesses casos, importa menos a
formação especializada de membros individuais. A credibilidade e relevância dos
materiais publicados são reconhecidas a partir da constante dinâmica de construção
e atualização coletiva.
3 A nova escrita eletrônica não será meramente informativa; será também interativa. Será escrita de
movimento, de engendramento, de transformação: múltipla, pública, espetacular, imaterial. No
Ciberespaço hipertextual, a escrita conteria a sua própria transformação visual e emocional.

�8

A web 2.0 segue uma filosofia com princípios de leitura e escrita de
natureza participativa, em que cada usuário pode intervir diretamente na escolha e
introdução de dados no âmbito de cada site; é cooperativa, uma vez que compartilha
idéias, preferências, informações e conhecimento; é interativa, na medida em que,
através de toda a gama de recursos multimídia, é possível um diálogo simultâneo
com os usuários; é democrática, pois sob essa filosofia existe liberdade de
expressão,

de

pensamento,

e,

sobretudo,

de

trânsito

de

informações,

independentemente dos interesses de cada um; é também sóciotecnica, pois,
através de todas as suas características, é possível um intercâmbio de culturas,
religiões, etnias e outros. Finalmente, outra característica da web 2.0 é o
desenvolvimento de um grupo diversificado de recursos emergentes, que contribuem
para a manutenção e a continuidade da presente filosofia.
As implicações desta revolução na Web são enormes. Bibliotecários estão
apenas começando a explorar e a escrever sobre isso, principalmente na
"biblioblogosfera" (weblogs escritos por bibliotecários). Revistas e outras literaturas
mais tradicionais ainda têm de resolver completamente o conceito. Mas, com a
aplicação da web 2.0, pensamento e tecnologias para bibliotecas e coleções de
serviços têm sido amplamente enquadrados como Biblioteca 2.0 (MILLER 2005a,
2005b).
A maior parte dos pesquisadores da Biblioteca 2.0 concordaria que muito
do que as bibliotecas aprovaram na primeira revolução da Web são estáticos. Por
exemplo, catálogos online de acesso público (OPAC) exigem que os usuários
busquem a informação. Embora muitos estejam iniciando a incorporar técnicas da
web 2.0 relativas à pesquisa de dados, eles não respondem com recomendações, tal
como a Amazon, que se apresenta com um maior dinamismo. Do mesmo modo, a
primeira geração de biblioteca online foi elaborada através de textos tutoriais
estáticos e que não respondiam às necessidades dos usuários, nem permitiam que
interagissem uns com os outros. As bibliotecas, porém, tem começado a evoluir
numa estrutura mais interativa, meios de comunicação social e rico em tutoriais,
programação e animação com o uso de banco de dados mais sofisticados. As
bibliotecas estão já em movimento na web 2.0, mas o movimento só agora começou.

�9

4 BIBLIOTECA 2.0
A web social, i.e., web 2.0 nas bibliotecas pode ser uma ferramenta que
possibilite a gênese de uma base de conhecimento a partir da inteligência coletiva,
como também ferramenta para a gestão do conhecimento que facilite, de maneira
interativa, a descoberta dos mesmos.
Alguns pesquisadores (CASEY; SAVASTINUK, 2006; MILLER, 2005b)
propõem uma nova geração de serviços biblioteconômicos designada “biblioteca
2.0” - semelhante a web 2.0 – em que a idéia chave é uma atitude participativa por
meio da utilização da biblioteca 2.0. Isso significa que esta nova versão é
fundamentada na participação, interação dos usuários a partir de inúmeras
contribuições que podem fazer, fornecendo conteúdos destinados à construção de
espaços públicos de conhecimento, entre outros.
A idéia subjacente é romper o modelo tradicional de biblioteca onde
somente se consulta e se retira material. Agora, pensa-se em criar comunidades de
usuários e bibliotecários para gerir esta área como um todo intelectual. Em outras
palavras, pretende-se socializar a gestão das bibliotecas.
Neste modelo – biblioteca 2.0 – descentralizado, o potencial de
crescimento dos indivíduos e os resultados são maiores do que no modelo
tradicional. Esta evolução só é possível a partir de um eficiente sistema de
informação e comunicação, Ciberespaço, e várias ferramentas de software que
viabilizem este novo rol de usuários. Dessa maneira, contemporaneamente, as
bibliotecas contam com a web 2.0 para estabelecer os blogs, canais de
disseminação de conteúdos (RSS), sistemas sociais de catalogação de conteúdos,
designados de folksonomias, e plataformas wiki (páginas comunitárias na internet
que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso).
As bibliotecas recuperam, codificam e armazenam o conhecimento
proveniente de uma plêiade de fontes informacionais com a intenção de auxiliar, da
melhor forma possível, os usuários sobre como resolver suas necessidades
informacionais. As bibliotecas utilizam sistemas de organização do conhecimento
com o propósito de que os bibliotecários desenvolvam suas tarefas de uma forma
eficiente. A web 2.0 permite organizar o conhecimento, prover um eficiente serviço

�10

de respostas e perguntas freqüentes (FAQs), melhorar o trabalho de auxílio aos
usuários e contribuir para que as formas de acesso à informação sejam mais
dinâmicas e eficazes.
A web 2.0 pode ajudar na transformação e construção de bibliotecas 2.0
em sete aspectos:
a) Gestor interno do conhecimento, articulando bases de dados de perguntas e
respostas freqüentes (FAQs), cuja vantagem é a flexibilidade para modificar e
expandir conteúdo. Outra função pode ser a construção de guias coletivos como
recurso, em que os bibliotecários fornecem referências de inúmeros meios em uma
área de conhecimento específico;
b) Com a finalidade de fomentar suporte a espaços públicos de armazenamento de
conhecimento, em que, através da web 2.0, pode-se adicionar revisões
colaborativas de recursos de referências;
c) O usuário centrado. Usuários participam na criação de conteúdos e serviços
dentro da perspectiva da biblioteca web-presença, OPAC, etc. O consumo e a
criação de conteúdos são dinâmicos, e, portanto, os papéis do bibliotecário e o
usuário nem sempre são claros;
d) A biblioteca 2.0 prevê uma experiência multimedia. Tanto as coleções quanto os
serviços da Biblioteca 2.0 contém componentes de áudio e vídeo. Embora este não
seja freqüentemente citado como uma função da Biblioteca 2.0, sugerimos que o
deveria ser;
e) É socialmente rico. A biblioteca da presença inclui a comparência de webusuários. São ambos síncrono (por exemplo, IM) e assíncrono (por exemplo, wikis),
maneiras para usuários se comunicarem um com o outro e com os bibliotecários;
f) É comunitariamente inovadora. Este é talvez o aspecto mais importante da
Biblioteca 2.0. Ela repousa sobre a fundação de bibliotecas como um serviço
comunitário, mas compreende que as comunidades mudam, as bibliotecas devem
alterar não só com eles; eles devem permitir aos usuários a mudança da biblioteca.
Destina-se a alterar continuamente os seus serviços a fim de encontrar novas
maneiras de permitir que comunidades, e não apenas os indivíduos, busquem,
encontrem e utilizem informações;

�11

g) Como espaços colaborativos, onde possam ajudar a gerir conhecimento em
projetos privados ou restritos, realizadas por equipes de bibliotecários de referencial.
Por exemplo, um grupo de bibliotecários de diversas universidades do mundo
poderia estar elaborando um novo padrão de metadados. Nesse caso, uma
plataforma web 2.0 poderia ajudá-los na coordenação de ações entre os comitês
técnicos de trabalho e também servir como espaço interativo de documentação das
tarefas realizadas.
Faqueti; Alves (2006) tem sugerido outros usos para as plataformas web
2.0 em bibliotecas, tais como: meios alternativos para formação do usuário,
assistente de pesquisa em bases de dados, elemento de colaboração entre
bibliotecários e pesquisadores em projetos de pesquisa, repositório da memória
institucional, atualização de conteúdos em páginas institucional de bibliotecas, entre
outros. No caso de uma biblioteca avaliar a incorporação da tecnologia web 2.0, a
fim de melhorar a sua organização interna ou expandir seus serviços aos usuários,
ela deve contemplar - no caso de instituições que possuam parcos recursos de
hardware, de comunicações ou de apoio técnico informático – a existência de
servidores externos de hospedagem para a referida tecnologia. Esta opção permite
que em pouco tempo, e com custos mínimos, a biblioteca tenha uma plataforma
aberta de edição profissional.
No início deste século, diferentes grupos de pesquisa fomentaram a
problemática relativa à conservação - por meio eletrônico – de documentos digitais.
Surgiram protótipos de plataformas baseados na necessidade de reproduzir o
material e de controlar periodicamente o seu estado de integridade (KUBIATOWICZ
et all., 2000; DINGLEDINE; FREEDMAN, 2001). Não obstante, as plataformas web
2.0 são uma forma alternativa de preservação do conhecimento, onde a plataforma é
o elemento que assegura que os conteúdos sejam mantidos ao longo do tempo. Isso
é realizado, em grande parte, por seu modelo, a partir de contínuas revisões a fim de
melhorar a qualidade e ao mesmo tempo atualizar o conteúdo de acordo com a
evolução da humanidade. Mas, por outro lado, os usuários e sua contínua demanda
também ajudam para que tais conhecimentos estejam disponíveis. A necessidade
de fazer com que os conteúdos cheguem às populações de baixa renda faz com que
os mesmos sejam armazenados em mídia portátil (CD-ROM, DVD, Pen Drives). Esta

�12

situação contribui para a preservação da idéia de que quanto mais dado, que quanto
mais exemplares existentes, maior a garantia de disponibilidade para o futuro do
conhecimento.
A web 2.0, na sua essência, é um espaço de trabalho colaborativo, onde
um grupo de usuários, ao abrigo de uma simples organização, constrói documentos
web de múltipla autoria, usando ferramentas de marcas e formatos simples. Da
lacônica análise realizada, observam-se as seguintes vantagens e/ou benefícios do
uso dessa ferramenta de edição aberta: mínima formação para utilização e apoio
técnico aos parceiros; atualizações imediatas de conteúdo, possibilidade de acesso
aberto, todos os conteúdos são revistos, corrigidos e ampliados e uma boa
estratégia para preservar o conhecimento produzido.
As desvantagens são a ausência de uma organização forte, problemas de
vandalismo e a inexistência de uma norma para definir o idioma de edição.
A partir da concisa revisão bibliográfica realizada sobre a utilização da web
2.0 em bibliotecas, constata-se – até o presente momento - que o emprego da web
2.0 ainda é pouco disseminado em tal área. Verificamos que há situações em que a
ferramenta pode contribuir para o desenvolvimento de uma biblioteca como um todo
(usuários e profissionais).
Temos a perspectiva de que a aplicação mais importante da ferramenta
web 2.0 em bibliotecas seja a atualização e preservação do conhecimento humano.
A Wikipedia (Wiki), o Del.icio.us (Tags sociais), o Flickr (Compartilhamento de
imagens), o Youtube (Compartilhamento de vídeos), entre outros, já evidenciaram
um ambiente favorável para atingir esses objetivos, e as bibliotecas devem tomar
esses exemplos e cooperar na melhoraria dos efeitos de tão nobre empreendimento.
Estas novas ferramentas de software, aliadas ao crescimento e expansão das
comunicações, oferecem uma oportunidade única de especialistas em Ciência da
Informação construírem, junto aos usuários, os serviços que podem colaborar, por
um lado, para satisfazer da melhor forma possível necessidades de informação e,
por outro, para a preservação e manutenção da memória da humanidade atualizada.

�13

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A utilização destas tecnologias e aplicações web 2.0, e outros aqui não
mencionados e aqueles que ainda não foram inventados, constituirão uma mudança
significativa e essencial na história das bibliotecas. A biblioteca se tornará mais
interativa e totalmente acessível. Os serviços da biblioteca estão se transformando,
concentrando-se mais na facilitação da transferência de informações e de literacia
em vez de prestar informações controlando o acesso a tais serviços. Este artigo
postula, sucintamente, 7 descrições da Biblioteca 2.0: trata-se do gestor interno do
conhecimento, fomentar suporte a espaços públicos de armazenamento de
conhecimento, usuário-centrado; uma experiência multimídia; estrutura socialmente
rica; ambiente comunitário, inovador e um espaço colaborativo.
Acreditamos que a melhor concepção da Biblioteca 2.0, neste momento,
seria uma rede social cuja interface é construída pelo usuário. Trata-se de uma
OPAC personalizada que inclui o acesso às mensagens instantâneas, feeds RSS,
blogs, wikis, tags públicas e privadas e perfis dentro da rede da biblioteca. Trata-se
de realidade virtual da biblioteca, um lugar onde não se pode fazer uma única busca
de livros e revistas, mas interagir com uma comunidade, um bibliotecário, e
compartilhar conhecimento e entendimento com eles. Encontra-se, assim, a
Biblioteca 1.0, construída de coleções esparsas e serviços para o ambiente online, e
Biblioteca 2.0 que irá reconfigurar o pacote completo dos serviços de em suporte
eletrônico.
A Biblioteca 2.0 apresenta-se como inovação, mas sua natureza está
vinculada à tradição e a missão das bibliotecas. Ela permite o acesso, a partilha de
informação em toda a sociedade, bem como a utilização da mesma para o
progresso. Biblioteca 2.0, realmente, é apenas uma descrição das últimas de uma
instância de longa data em uma sociedade democrática. Web 2.0 e bibliotecas estão
bem adaptadas para o casamento, e muitos bibliotecários têm reconhecido isso.
Apesar de esta mudança ter-se encaixado tão bem com a história das
bibliotecas e de sua missão, ainda é a grande transformação paradigmática para o
bibliotecário, não apenas no sentido de abrir o acesso a seus catálogos e acervos,
mas também permitir o seu controle. Biblioteca 2.0 demanda que as bibliotecas

�14

concentrem-se menos em sistemas de inventário e mais em sistemas colaborativos.
Existe talvez uma grande sincronia entre bibliotecário e web 2.0, mas,
holisticamente, a Biblioteca 2.0 irá revolucionar a profissão. Em vez de criar
sistemas e serviços para os usuários, os bibliotecários irão permitir aos usuários
criarem-se a si mesmos. Uma profissão mergulhada em décadas de uma cultura de
controle e de previsibilidade terá de continuar avançando para abraçar a facilitação.
Esta evolução corresponde a semelhante na história da biblioteca, incluindo à
inclusão de ficção e de brochuras, no início do século 20.
A Biblioteca 2.0 reconhece que os seres humanos não procuram e utilizam
informações como indivíduos, mas como comunidade. Alguns exemplos da
passagem da Biblioteca 1.0 para Biblioteca 2.0 incluem:
•

E-mail, referência / FAQs � Chat de referência;

•

Texto baseado em tutoriais � Streaming media interativo; tutoriais com bases
de dados;

•

Listas de discussão, webmasters � Blogs, wikis, RSS feeds;

•

Sistemas de classificação controlados � Tagueamento acoplado com
sistemas controlados;

•

OPAC � Interface de rede social personalizada;

•

Catálogo de imprimir em grande parte confiável e acervos eletrônicos �
Catálogo de explorações “suspeitas”, páginas Web, blogs, wikis, etc.
Finalmente, também é necessário considerar que a Web irá continuar a

mudar rapidamente por algum tempo. Web 2.0 apresenta-se apenas como um início
de muitas outras inovações. As bibliotecas devem adaptar-se a ela, como fizeram
muito originalmente na Web, e deve adaptar continuamente no futuro previsível.
Neste "beta perpétuo" (O'REILLY, 2005), qualquer outra estabilidade do que a
aceitação da instabilidade é insuficiente.

�15

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�16

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_________________
1

Walter Clayton de Oliveira, Universidade do Estado de Mato Grosso, Unemat,
wcoliveira@gmail.com.
2
Silvana Ap. Borsetti Gregorio Vidotti, Universidade Estadual Paulista, UNESP, FFC, Marília,
vidotti@marilia.unesp.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A web 2.0 consiste em uma série de ferramentas que ajudam a formar e gerir pares ou comunidades de usuários no Ciberespaço. Discutir termos como folksonomias, blogs e ambientes colaborativos de desenvolvimento é chamar a atenção para uma nova geração de plataformas em que a característica é a ruptura de assimetria que marcou a relação anterior entre usuários e geradores de conteúdo. Este trabalho destina-se a descrever e caracterizar, sumariamente, a web 2.0, sua fase de desenvolvimento, com a intenção de promover a sua utilização no domínio das bibliotecas como uma ferramenta que melhor satisfaça as necessidades de informações do usuário e de ajudar a preservar e manter a memória de parte da humanidade.</text>
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IDENTIFICAÇÃO DA PREDOMINÂNCIA DAS PALAVRAS-CHAVE DAS
DISSERTAÇÕES E TESES DAS FICHAS CATALOGRÁFICAS ELABORADAS
PELA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE QUÍMICA DA UNICAMP E
RESPECTIVA INCIDÊNCIA DESSAS PALAVRAS NO SCIFINDER
OLIVEIRA, S. L. G.1
MARTINS, L. S.2
BIANCHIN, E. A.3
CRUZ, A. A.4
FIRMINO, R. A. B.5
RESUMO
Este trabalho consistiu na identificação dos assuntos predominantes nas pesquisas
no Instituto de Química-Unicamp, expressos através de palavras-chave indicadas
em fichas catalográficas. Foram realizados levantamentos nas fichas catalográficas
elaboradas pela Biblioteca e na base de dados Scifinder Scholar. Quanto aos
resultados obteve-se a constatação da dinâmica das pesquisas do Instituto, em
sintonia com outras comunidades acadêmicas e científicas, a constatação da
necessidade de maior reflexão do bibliotecário quando no exercício de suas
atividades, uma vez que delas poderá extrair dados importantes para o ambiente
onde atua e, por último, o ineditismo deste trabalho, pelo seu caráter inovador.
Palavras-chave: Predominância das palavras-chave. Tendências de pesquisa em
química. Catalogação na fonte.

ABSTRACT
This work consisted on identification of predominant subjects in searches at Institute
of Chemistry-Unicamp, expressed through keywords indicated in cataloging in
publication. Has been done searches in cataloging in publication prepared by the
Library and database Scifinder Scholar. The results were the observation of dynamic
on research at the Institute, in line with other academic and scientific communities,
the perception of need of reflection by the librarian when exercises its activities,
because is possible extract important information to the environment where acts and,
finally, the innovative character this work.
Keywords: Predominance of keywords. Trends of search in chemistry. Cataloging in
publication.

�2

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca do Instituto de Química (BIQ) pertence a uma das
comunidades acadêmicas e cientificas mais produtivas da Unicamp. É altamente
utilizada pelos usuários internos e externos a Unicamp, porque tem empenhado
esforços para se manter atualizada, acompanhando as mudanças ocorridas no
acesso à informação.
Ao longo dos anos o Instituto de Química (IQ) tem apresentado excelentes
resultados de desempenho. Esses resultados o posicionam como uma Unidade que
se destaca no âmbito da Unicamp e, conseqüentemente, lhe permite contribuir para
o desenvolvimento acadêmico, científico e tecnológico da sociedade em geral.
Pode-se pontualizar alguns indicadores que demonstram a proeminência
do Instituto, dentre outros: consecutivos conceitos A na avaliação anual da CAPES,
maior número de registros de patentes da Unicamp, premiações recebidas pelos
seus acadêmicos e pesquisadores, representações em comitês nacionais e
internacionais.
A comunidade acadêmica e científica do IQ compõe-se basicamente de
docentes, alunos de graduação e pós-graduação.
Os alunos de pós-graduação, especificamente mestrado e doutorado, são
advindos de todas as regiões do Brasil, além daqueles oriundos de outros países. A
propósito, é válido dizer que é o IQ que vai a busca de seus futuros alunos e
pesquisadores, pois realiza exame de seleção para ingresso nas seguintes cidades
do Brasil: Teresina, Recife, Belo Horizonte e Florianópolis. Atualmente possui 364
alunos de pós-graduação regularmente matriculados.
Os fatos acima resultam, em média, em 100 defesas de dissertações e
teses por ano.
De fato, como observa Bailón-Moreno (2006), as atividades científicas e
tecnológicas são manifestadas através de documentos científicos e tecnológicos.
Neste sentido, a produção de dissertações e teses é uma das formas características
e genuínas de pesquisas que evidenciam os assuntos pesquisados no IQ, e que dão

�3

origem a outros documentos, como artigos de periódicos, patentes, livros e
apresentações em eventos.
A finalidade deste trabalho é justamente conhecer esses assuntos
verificando-se a predominância das palavras-chave das fichas catalográficas das
dissertações e teses.
Kademani (2005) lembra que é bem conhecido como indicador de
produtividade de uma Instituição o número de publicações produzidas pelos seus
cientistas e grupos de pesquisa e, acrescenta que muitos estudos têm sido
conduzidos para avaliar a produtividade da pesquisa em Química. No entanto, o
diferencial deste trabalho não é verificar a quantidade, mas sim conhecer os
assuntos pesquisados.
Trabalhos com abordagens semelhantes já foram realizados, tais como:
análise quantitativa de assuntos publicados por determinados editores (Chen, 2008);
análise quantitativa de teses citadas na literatura de ciências naturais e engenharia
(Larivière, Zuccala e Archambault, 2008); ranking de pesquisa dos EUA em relação
a outras regiões e países (Casey, Francisco e Masciangioli, 2007); evolução da
nanotecnologia nos últimos anos (TOMA, H. E., 2005); mineração de textos usando
distribuição de palavras-chave (FELDMAN, R.; DAGAN, I.; HIRSH, H., 1998);
evolução da nanotecnologia nos últimos anos (TOMA, H. E., 2005); análise
quantitativa da evolução e tendência da pesquisa em química no Brasil (CAGNIN,
1991); predominância de assuntos em determinadas revistas (Ayers, 1970).
Entretanto, o diferencial deste trabalho e o que o torna inovador, é a identificação
dos assuntos predominantes, expressos através de palavras-chave indicadas nas
fichas catalográficas elaboradas pela BIQ (catalogação na fonte) das dissertações e
teses do Instituto, comparando-os com a literatura disponível em base de dados, e
identificando uma coerência com as pesquisas do IQ aqui desenvolvidas.
De maneira intrínseca a BIQ participa dos resultados produzidos no IQ,
pois exerce a função de prover grande parte da informação necessária para a
geração e multiplicação do conhecimento que é colocado à disposição da sociedade
em um formato organizado e estruturado, seja ele impresso ou eletrônico.

�4

Na sua função, cabe a BIQ a elaboração da ficha catalográfica, onde são
registrados os assuntos aos quais o trabalho se refere, através das palavras-chave.
Essas palavras-chave serão divulgadas nas bases de dados, nos catálogos
eletrônicos e serão recuperadas, inclusive seus respectivos conteúdos, sempre que
pesquisadas por usuários presenciais ou não. Este é um fator relevante, pois sendo
a Química uma ciência básica, pela sua própria característica, é necessária e
aplicável aos diversos setores produtivos da sociedade. As palavras-chave são
determinantes no processo de busca de informações.
Conhecer a predominância das palavras-chave das fichas catalográficas é
também dispor de um instrumento para avaliação do acervo da Biblioteca. Ademais,
outro mérito deste trabalho, é a extrapolação do serviço de catalogação na fonte,
utilizando-o como fonte de informação.
De acordo com Fessler (2007), um dos papéis da biblioteca é manipular os
pacotes de informação para torna-los úteis aos usuários. É gerenciar a informação
disponível no processamento técnico e colocá-la em evidência.
O bibliotecário não raramente perde a visão do seu meio, porque está
voltado apenas às suas próprias atividades e preocupado em desempenhar suas
funções, sem refletir sobre as informações e dados que manipula, bem como com os
resultados advindos do uso destes recursos.

2 DESENVOLVIMENTO
Conforme consta em CIP – Catalogação na Publicação, a catalogação na
fonte compreende a catalogação de livros, dissertações, teses, entre outros, quando
se encontram em elaboração, de maneira a permitir a impressão no próprio
documento antes de divulgar ou publicá-lo. Os objetivos são a redução do tempo
entre a publicação de uma obra e sua disponibilidade aos usuários em uma unidade
de informação, a padronização da elaboração de fichas catalográficas e a
diminuição dos custos com a catalogação individual em cada biblioteca. Geralmente
a impressão é feita no verso da página de rosto da publicação.

No Brasil, a

�5

atividade de catalogação na fonte iniciou-se em 1971, sendo regulamentada pela
ABNT através da NBR 12899 de 1993 “Catalogação na Publicação de Monografia”.
A catalogação na fonte das dissertações e teses produzidas no IQUnicamp é feita pela BIQ. A solicitação da ficha catalográfica é feita pelos alunos de
mestrado e doutorado, na ocasião da defesa da dissertação ou tese e
conseqüentemente, no término da pós-graduação. Os alunos submetem a
solicitação através do preenchimento de um formulário eletrônico disponível no site
da BIQ (http://biq.iqm.unicamp.br/). Neste formulário é preciso informar, entre outros
dados, três ou quatro palavras-chave. As palavras-chave escolhidas pelos alunos
devem representar o trabalho, ou seja, devem expressar o assunto pesquisado.
Dada a rápida evolução da ciência e a abrangência das pesquisas, é
natural a indicação de palavras-chave que ainda não constam (termos ainda não
autorizados) nas bases de dados consultadas pela BIQ quando na elaboração de
fichas catalográficas. São verificadas as bases: Catálogo online do Sistema de
Bibliotecas da Unicamp, VIRTUA e o catálogo online de bibliotecas da Library of
Congress dos EUA. Nesses casos, o docente orientador do trabalho providencia
uma autorização para que a palavra-chave seja cadastrada e utilizada no Virtua
Unicamp, contribuindo então para o desenvolvimento e crescimento de termos
autorizados na base. A possível desconsideração dessas palavras implicaria numa
estagnação dessas bases de dados, uma vez que a disponibilidade e a recuperação
de conteúdos devem corresponder à evolução das pesquisas. Neste sentido, a
catalogação na fonte constitui-se uma excelente fonte de dados, uma vez que as
palavras-chave ou assuntos nela contidos correspondem às atuais temáticas
estudadas pelo Instituto.
De acordo com a NBR 6028, a definição de palavra-chave corresponde a
“palavra representativa do conteúdo do documento, escolhida, preferencialmente,
em vocabulário controlado”. Embora considerado parâmetro essencial para a
identificação e indicação de palavras-chave, deve-se considerar a limitação do
vocabulário controlado em relação a sua atualização que não é constante e gerar
possibilidades de inclusão de novas palavras em correspondência aos assuntos
pesquisados.

�6

As bases de dados, sistemas estruturados que através das tecnologias de
informação armazenam e disponibilizam grandes quantidades de informação,
também são excelentes fontes de informação no que toca ao conhecimento sobre os
assuntos predominantes nas agendas de pesquisas.
O Scifinder é a principal base de dados de Química e ciências a fins. Esta
base é uma função do Chemical Abstracts, a mais importante Obra de Referência de
Química, com o MEDLINE que possui semelhante proeminência em ciências
médicas.
O Scifinder indexa mais de 44 milhões de artigos de periódicos, patentes
de 57 instituições do gênero, anais de eventos, livros eletrônicos, dissertações,
revisões, entre outros. Os resultados das pesquisas nesta base de dados são
informações atualizadas, confiáveis e de grande abrangência, tanto geográfica
quanto de tempo, desde 1907 até os dias atuais.
Considerando o potencial desta base de dados e sua representatividade
na área de Química, adotou-a como fonte de comparação da predominância das
palavras-chave nas fichas catalográficas do Instituto de Química da Unicamp com a
predominância temática nas pesquisas desenvolvidas por outras comunidades
acadêmicas e científicas.

3 METODOLOGIA
3.1 Levantamento das palavras-chave de fichas catalográficas
Para o desenvolvimento deste trabalho foi realizado um levantamento das
palavras-chave constantes em 100% das fichas catalográficas elaboradas pela BIQ
no período de 2005 a 2007. Consistiu na identificação das palavras-chave que
evidenciaram os assuntos pesquisados pelo Instituto. Os dados obtidos constam em
tabelas.

�7

3.2 Levantamento das palavras-chave das fichas catalográficas em artigos de
periódicos indexados pelo Scifinder Scholar
Também foi realizado um levantamento na base de dados Scifinder
Scholar das palavras-chave contidas nas fichas catalográficas elaboradas pela BIQ
no período de 2005 a 2007. O objetivo foi a comparação da predominância temática
das pesquisas do Instituto de Química com outras comunidades acadêmicas e
científicas.

3.2.1 Estratégia de pesquisa no Scifinder Scholar
-

New Task (Nova Tarefa)

-

Locate: localizar uma referência específica ou substância

-

Locate Literature: localizar informações bibliográficas

-

Opção “Journal Reference”: pesquisa pelas palavras-chave nos títulos dos
artigos indexados/publicados no Scifinder Scholar, por cada ano individualmente.

-

Opção “Remove Duplicates”: remoção de artigos publicados duplicadamente.

-

Opção “Analyze/Refine”: identificação da freqüência das palavras-chave.

4 RESULTADOS
A base para o desenvolvimento desta pesquisa foi o levantamento das
palavras-chave indicadas nas fichas catalográficas elaboradas pela BIQ no período
de 2005 a 2007. Neste período foram elaboradas 191 fichas catalográficas, das
quais foram obtidas 649 palavras-chave. Todas as fichas foram computadas no
levantamento.
Verificou-se grande dispersão de palavras; um elevado número de
palavras-chave foi indicado apenas uma, duas ou três vezes. Esta dispersão pode
ser atribuída a fatores como: variedade de linhas de pesquisas desenvolvidas neste
Instituto, amplitude de cada trabalho e também por constarem três ou quatro
palavras-chave em cada ficha.

�8

A tabela 1 apresenta o número de palavras-chave e suas respectivas
freqüências nas fichas.
Tabela 1 - Freqüência acumulada de número de palavras-chave no período de 2005 a 2007
FREQÜÊNCIA DE PALAVRAS-CHAVE

FREQÜÊNCIA ACUMULADA DE
NÚMEROS DE PALAVRAS-CHAVE

1 vez – excluídas da análise (dispersas)

370 palavras-chave

2 vezes – excluídas da análise (dispersas)

65 palavras-chave

3 vezes – excluídas da análise (dispersas)

30 palavras-chave

4 vezes

8 palavras-chave

5 vezes

8 palavras-chave

6 vezes

2 palavras-chave

7 vezes

5 palavras-chave

8 vezes

5 palavras-chave

9 vezes

1 palavra-chave

10 vezes

1 palavra-chave

11 vezes

1 palavra-chave

17 vezes

1 palavra-chave

32 vezes

1 palavra-chave

TOTAL

498 palavras-chave

Conforme observa-se, é interessante destacar que não obstante a grande
dispersão de palavras, ou seja, 370 delas constarem apenas uma vez, por outro
lado, em outro extremo, é revelador que uma mesma palavra-chave tenha sido
indicada 32 vezes.
Considerando-se que o levantamento das palavras-chave foi realizado em
100% das fichas elaboradas no período de 2005 a 2007 e que foram analisadas
aquelas palavras cuja freqüência foi acima de três vezes, tem-se uma relação
composta de 34 palavras-chave.
A tabela 2 apresenta as 34 palavras que alcançaram a freqüência
estabelecida, distribuídas por ano, no período correspondente à realização do
levantamento.

�9

Tabela 2 - Predominância das palavras-chave no período de 2005 a 2007
PALAVRAS CHAVES MAIS UTILIZADAS EM FICHAS CATALOGRÁFICAS 2005-2007
Freqüência
Freqüência Freqüência Freqüência acumulada
Palavras-chave
2005
2006
2007
2005-2007
32
1. Polímeros
9
16
7
17
2. Nanotecnologia
3
4
10
11
3. Combustíveis
8
2
1
10
4. Infravermelho
4
3
3
9
5. Sílica
5
3
1
8
6. Catálise
2
5
1
7. CLAE (Cromatografia Líquida de
8
2
2
4
Alta Eficiência)
8
8. Ensino de química
4
3
1
8
9. Óleos
2
3
3
6
10. Quimiometria
1
3
4
7
11. Ácido
1
6
0
7
12.Espectroscopia
2
3
2
7
13. Fases estacionárias
4
2
1
7
14. Íons
1
6
0
7
15. Óxidos
3
3
1
6
16. Alcalóides
1
5
0
6
17. Fenton
6
0
0
5
18. Biocatálise
0
4
1
5
19. Cabelo
0
4
1
5
20. Câncer
4
0
1
5
21. Compostos
3
1
1
5
22. Cromatografia
2
2
1
5
23. Degradação
2
2
1
5
24.Filmes
2
2
1
5
25. Sol-gel
3
2
0
5
26. SPME
4
1
0
4
27. Adsorção
1
1
2
4
28.Blendas
2
2
0
4
29. Calorimetria
1
2
1
4
30. Célula solar
3
0
1
4
31. Efluentes
4
0
0
4
32. Leite
0
0
4
33. RMN (Ressonância Magnética
4
1
2
1
Nuclear)
4
34. Sensores
2
1
1
Total
92
95
56
243

Observou-se que houve variação da predominância das palavras-chave.
Segundo os anos há uma tendência em permearem-se. Algumas palavras foram

�10

mais freqüentes em 2006 e menos em 2007, enquanto que com outras ocorreu o
contrário.
As

palavras-chave

polímeros,

nanotecnologia,

combustíveis

e

infravermelho foram as 4 primeiras que predominaram nas fichas catalográficas e
apresentaram freqüências correspondentes a 32, 17, 11 e 10 respectivamente. A
palavra-chave polímeros teve

sua maior freqüência em 2006, enquanto que

nanotecnologia obteve a maior freqüência em 2007, tendo sido crescente nos três
anos. Combustíveis, por sua vez, foi indicada 11 vezes, destacando-se em 2005.
Infravermelho obteve uma freqüência regular durante todo o período analisado.
Conforme pode ser verificado na tabela 2, seguem-se 30 palavras-chave,
cuja freqüência máxima foi 9 correspondente a sílica. As palavras-chave catálise,
CLAE, ensino de química e óleos também compõem a lista dentre as
predominantes, com freqüência 8. Quimiometria faz parte com uma freqüência igual
a 6 e crescente durante os anos. Foram indicadas 7 vezes as palavras ácidos,
espectroscopia, fases estacionárias, íons e óxidos, à exceção de fases
estacionárias, observa-se que a maior freqüências dessas palavras foi em 2006. É
curioso que fenton e alcalóides tenham sido indicadas 6 vezes somente em 2005,
ambas não constam em 2007. A freqüência correspondente a 5 refere-se a uma
maior diversidade de palavras-chave, as quais foram: cabelo, câncer, compostos,
cromatografia, degradação, filmes, sol-gel, SPME, porém foram predominantes em
2005, exceto cabelo; em 2007 a freqüência destas palavras foi equivalente a “1” ou
“0”. As palavras-chave adsorção, blendas, calorimetria, célula solar, efluentes, leite,
RMN e sensores, indicadas 4 vezes, representam o maior conjunto de freqüências,
entretanto há que ser observado que a palavra-chave leite foi indicada as 4 vezes
apenas em 2007.
Um aspecto importante de ser destacado é a diversidade de assuntos
evidenciados através das palavras-chave. Este fato é mais um indicador sobre a
aplicação da Química e as possibilidades de pesquisas nas diversas áreas que
abrangem as atividades científicas e tecnológicas.

�11

Tabela 3 - Pesquisa de palavras-chave no Scifinder Scholar no período de 2005 a 2007
(continua)
Palavras-chave
1. Polímeros / Polymers
2. Nanotecnologia / Nanotechnology
3. Combustíveis / Fuels
4. Infravermelho
5. Sílica / Silica
6. Catálise / Catalysis
7. CLAE (Cromatografia Líquida de Alta
Eficiência) / HPLC (High Performance Liquid
Chromatography)
8. Ensino de química / Chemistry teaching
9. Óleos / Oils
10. Quimiometria / Chemometric
11. Ácidos / Acids
12.Espectroscopia / Spectroscopy
13. Fases estacionárias / Stationary phases
14. Íons / Ions
15. Óxidos / Oxides
16. Alcalóides / Alkaloids
17. Fenton / Fenton
18. Biocatálise / Biocatalysis
19. Cabelo / Hair
20. Câncer / Cancer

21. Compostos / Compounds
22. Cromatografia / Chromatography
23. Degradação / Degradation
24. Filmes / Films
25. Sol-gel
26. SPME (Solid Phase Microextraction)
27. Adsorção / Adsorption
28. Blendas / Blends

Freqüência
2005
518
241
268
1335
282
296

Scifinder
Freqüência
2006
651
262
282
1423
302
262

Freqüência
2007
271
259
212
1248
226
198

717

701

667

39
1113
60
Não consta
como palavrachave
402
92
204
198
10
58
Não consta
como palavrachave
506
Não consta
como palavrachave
Não consta
como palavrachave
238
615
2760
1287
Não consta
como palavrachave
3246
Não consta
como palavrachave

50
1101
58
Não consta
como palavrachave
361
86
209
167
34
85
Não consta
como palavrachave
430
Não consta
como palavrachave
Não consta
como palavrachave
219
713
2852
1172
Não consta
como palavrachave
3224
Não consta
como palavrachave

52
986
73
Não consta
como palavrachave
380
51
212
98
39
94
Não consta
como palavrachave
481
Não consta
como palavrachave
Não consta
como palavrachave
187
588
2458
1074
Não consta
como palavrachave
3031
Não consta
como palavrachave

�12

Tabela 3 - Pesquisa de palavras-chave no Scifinder Scholar no período de 2005 a 2007
(conclusão)
Scifinder
Palavras-chave
Freqüência
Freqüência
Freqüência
2005
2006
2007
29. Calorimetria / Calorimetry
82
85
83
30. Celula solar / Solar cell
236
196
158
Não consta
Não consta
Não consta
31. Efluentes / Effluents
como palavra- como palavra- como palavrachave
chave
chave
32. Leite / Milk
1113
1268
1221
33. RMN (Ressonância Magnética Nuclear) /
1408
1604
1244
NMR (Nuclear Magnetic Resonance)
34. Sensores / Sensors
370
299
435

Obteve-se também grande diferença na predominância entre as palavraschave, isto é, algumas são mais freqüentes e outras nem tanto, porém não
necessariamente coincidiram com as palavras mais freqüentes do trabalho, por
exemplo: infravermelho é uma técnica e polímeros é um assunto.
Curioso e instrutivo foi o fato de algumas palavras-chave não serem
indexadas no Scifinder, o que sugere a necessidade de consulta-lo antes da
indicação das palavras nas ficha catalográficas.

5 CONCLUSÃO
A conclusão deste trabalho pode ser expressa sobre três aspectos: quanto
ao objetivo proposto, à atividade do bibliotecário e ao ineditismo do trabalho.
Quanto à predominância das palavras-chave observou-se que, durante o
período analisado, houve uma variação de freqüências que parece ser decorrente da
flexibilidade e mobilidade de enfoques das pesquisas, como é esperado e desejável,
considerando-se a própria dinâmica da ciência, bem como dos pesquisadores.
Deve-se ressaltar, contudo, que as palavras mais predominantes nas
fichas catalográficas constatam uma característica deste Instituto em acompanhar e
desenvolver pesquisas seguindo as principais tendências em ciência e tecnologia,
como está evidente com o aumento da freqüência da palavra “nanotecnologia”,
principalmente em 2007.

�13

Constata-se também em “polímeros” o aumento da sua freqüência,
especialmente em 2007, fator devido à tradição de pesquisas do IQ, que além de
outras áreas, desenvolve estudos e possui grupos de pesquisas voltados a este
assunto.
O resultado do levantamento do Scifinder demonstrou que também houve
grande diferença na predominância entre as palavras-chave, isto é, algumas são
mais freqüentes, outras nem tanto, porém não necessariamente houve uma
coincidência.
Aspecto que despertou a atenção, não tão pertinente ao objetivo do
trabalho, mas relevante para a atividade de catalogação na fonte, foi a constatação
de que algumas palavras-chave não são indexadas na base Scifinder, o que sugere
que é preciso consultá-lo antes da elaboração da ficha catalográfica.
No que se refere ao lidar do bibliotecário pode-se concluir que este
também recebe informações dos usuários cotidianamente, devendo interpretá-las,
seja para seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional, seja para contribuir
com dados para evidenciar a realidade do ambiente que atua.
Este trabalho, por sua vez, pode ser considerado inédito, seja pelo seu
caráter inovador ou pelos resultados alcançados. Através de literaturas consultadas
para a fundamentação deste trabalho não foram constatadas abordagens que
visaram os mesmos objetivos e obtiveram resultados semelhantes.

REFERÊNCIAS
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documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro, nov. 2003.
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Chemical, v. 11 n. 1. 1971.
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Nova, v. 14 n. 3, p. 219-231. 1991.
CASEI, C. P.; FRANCISCO, J. S.; MASCIANIOLI, T. M. The future of U. S. chemistry
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2007.

�14

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52, p. 33-40. 2008.
CIP: Catalogação na publicação. Disponível em:
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_________________
1

Simone Lucas Gonçalves de Oliveira, Unicamp, Instituto de Química, simone@iqm.unicamp.br.
Ledenice Simão Martins, Unicamp, Instituto de Química, ledenice@iqm.unicamp.br.
3
Elaine Aparecida Bianchin, Unicamp, Instituto de Química, bianchin@iqm.unicamp.br.
4
Antonio Anastácio da Cruz, Unicamp, Instituto de Química, toninho@iqm.unicamp.br.
5
Rosemary Aparecida Bianco Firmino, Unicamp, Instituto de Química, bianco@iqm.unicamp.br.
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A language of the resource</description>
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                <text>Identificação e predominância das palavras-chave das dissertações e teses das fichas catalográficas elaboradas pela Biblioteca do Instituto de Química da UNICAMP e respectiva incidência dessas palavras no SCIFINDER.</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Este trabalho consistiu na identificação dos assuntos predominantes nas pesquisas no Instituto de Química-Unicamp, expressos através de palavras-chave indicadas em fichas catalográficas. Foram realizados levantamentos nas fichas catalográficas elaboradas pela Biblioteca e na base de dados Scifinder Scholar. Quanto aos resultados obteve-se a constatação da dinâmica das pesquisas do Instituto, em sintonia com outras comunidades acadêmicas e científicas, a constatação da necessidade de maior reflexão do bibliotecário quando no exercício de suas atividades, uma vez que delas poderá extrair dados importantes para o ambiente onde atua e, por último, o ineditismo deste trabalho, pelo seu caráter inovador.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/30/4152/SNBU2008_001.pdf</src>
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BIBLIOTECA DIGITAL ÁGORA E SEU PAPEL NA EDUCAÇÃO
PERMANENTE
OLIVEIRA, J. P.1
MIRANDA, R. J.2

RESUMO
Este trabalho tem por objetivo apresentar a Biblioteca Digital Ágora que além da
disseminação da literatura científica, surgiu com o desafio de ofertar algo que
resgatasse e valorizasse o conhecimento adquirido pela prática. Este desafio foi
vencido pelo sistema de interação que possibilita ao profissional da saúde falar de
sua prática e comentar a literatura científica e as normas e protocolos considerando
a sua realidade de trabalho, bem como ser um espaço de debate entre os pares.
Palavras-chave: Biblioteca digital. Disseminação da informação. Educação
continuada. Educação à distância

ABSTRACT
This paper aims to present the Digital Library Ágora, designed to dissemination of
scientific literature, and beside this, to rescue and enhance the practical knowledge.
This challenge was possible by the interactive system that enables health
professionals
to talk about their practice, scientific literature, standards and
protocols considering the reality of their work, and be an area of debate among
colleagues.
Keywords: Digital library. Dissemination of information. Continuing education.
Distance education

�2

1 INTRODUÇÃO
Há muito a sociedade de forma geral enfrenta e discute a Educação
Continuada não somente para a capacitação dos profissionais em exercício, mas
também visando os produtos e serviços que estes profissionais desenvolvem.
Educação Continuada não é um conceito novo, mas nestes últimos anos
vem ganhando especial relevância, tendo em vista as recentes transformações no
mundo do trabalho e no conjunto da sociedade. É aquela que se realiza ao longo da
vida, continuamente, é inerente ao desenvolvimento da pessoa humana e relacionase com a idéia de construção do ser. Essa noção de educação envolve todos os
universos da experiência humana, além dos sistemas escolares ou programas de
educação não-formal. Enfim, a idéia de uma Educação Continuada associa-se à
própria característica distintiva dos seres humanos, a capacidade de conhecer e
querer saber mais, ultrapassando o plano puramente instintivo de sua relação com o
mundo e com a natureza.
Recentemente, o crescimento da Internet resultou na disponibilização de
diversos recursos como bases de dados interativas, cursos à distância e etc., os
quais facilitaram a aquisição de conhecimento e treinamentos valiosos por parte dos
profissionais.
Neste contexto a universidade busca ofertar cursos de aperfeiçoamento,
especialização e, mais recentemente, de mestrado profissional respondendo desta
forma à demanda apresentada pela sociedade.
Nos diversos desafios que são apresentados à universidade, a biblioteca,
como parte integrante e importante desta, é convidada a participar dando a sua cota
de colaboração. Foi neste cenário que surgiu a Biblioteca Digital Ágora cujo objetivo
inicial era tão somente levar a literatura de interesse do Curso de Especialização em
Atenção Básica em Saúde da Família, destinados a médicos, enfermeiros e
dentistas em exercício da profissão. Porém, no desenvolvimento do curso ficou
realçado que há um conhecimento gerado pela prática e que este conhecimento não
era discutido com os pares de forma ampla, não era comparado com a literatura

�3

cientifica, logo não era validado cientificamente e nem pelos órgãos de controle e
normatização e também não era difundido.
Portanto, o desafio era fazer o profissional falar de sua prática e comparar
a literatura científica e as normas e protocolos com a sua realidade de trabalho, e
este desafio foi vencido permitindo que o usuário da biblioteca digital, que é um
profissional em exercício, assim que lê um texto científico ou um protocolo entre em
contato com o autor do texto, ou as autoridades responsáveis pela emissão de
normas técnicas e protocolos ou ainda somente comente e divulgue uma idéia,
necessidade ou realidade.
Desta forma o autor tem o feedback do texto ou protocolo que elaborou e
a sociedade tem a realidade da prática e o saber gerado por esta.

2 O PROGRAMA ÁGORA
Ágora é um programa interdisciplinar, interdepartamental, interunidades e
interinstitucional que articula ensino - pesquisa - extensão, implementado pelo
Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da UFMG
(NESCON). Também participam as faculdades de Educação , Medicina, Odontologia
e Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, Cátedra Unesco
de Educação a Distância, Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED ),
integrante do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e Rede Multicêntrica de
Apoio à Especialização em Saúde da Família ( Rede MAES) .
O objetivo do Programa Ágora é reunir todos os cursos, tanto à distância
quanto presenciais, desenvolvidos pelo NESCON. Neste espaço democrático, os
cursos podem tornar públicas suas informações, ao mesmo tempo em que
compartilham, interagem e convergem.

3 BIBLIOTECA DIGITAL ÁGORA
A Biblioteca Digital ÁGORA foi desenvolvida utilizando o software
WWWISIS, que é um programa executável desenvolvido em linguagem C pela

�4

BIREME com a biblioteca de funções CISIS que funciona como uma interface entre
o CGI (Common Gateway Interface) do servidor web e a aplicação escrita em sua
linguagem nativa - o IsisScript - permitindo o gerenciamento de informação em
bases de dados do modelo ISIS.
Tem como objetivos disponibilizar a literatura científica necessária às
atividades didático-pedagógicas do Curso de Especialização em Atenção em Saúde
da Família; promover a interação entre o usuário da informação e o autor e, entre o
aluno e o professor, dinamizando o processo de comunicação educativa.
Contém aproximadamente 5.000 títulos, entre artigos e publicações
governamentais, e 3.000 links para solicitação de empréstimo bibliotecônomo ou de
comutação bibliográfica dos materiais não disponibilizados.
A disponibilidade dos registros feitos pelos trabalhadores em saúde é fonte
de informação para a investigação científica de novas demandas e possibilidades, e
é feedback aos Órgãos Normalizadores para repensar e aperfeiçoar os protocolos
em saúde.
Considerando que os usuários são também trabalhadores em saúde, e
reconhecendo que a prática gera um conhecimento que raramente é oficializado, o
sistema incentiva a divulgação e a discussão do saber adquirido pela prática
ambulatorial, através do registro de críticas e sugestões.

4 INTERFACES E OPÇÕES DE BUSCA DA BIBLIOTECA DIGITAL
A Biblioteca Digital Ágora apresenta as seguintes opções de busca:
- Pesquisa Simples: Pesquisa a partir de qualquer termo(s) em toda a base. Podese utilizar os caracteres especiais '$' (truncamento), '+' (ou) e '*' (booleanos) entre os
termos de busca..
- Pesquisa Guiada: Permite especificar qual o campo deve ser pesquisado. A
indicação de mais de um campo implica em restringir a pesquisa. Também pode-se
utilizar os caracteres especiais '$' (truncamento), '+' (ou) e '*' (e) entre os termos de
busca.

�5

- Pesquisa por Termos: Apresenta todos os termos de busca definidos na banco de
dados em ordem alfabética.

4.1 Interfaces de consulta e bibliografia básica
As interfaces de consulta da Biblioteca Digital Ágora são amigáveis com
alguns elementos principais como navegabilidade, funcionalidade, suporte e
feedback ao usuário.
A interface de Bibliografia Básica apresenta

relação da bibliografia

sugerida no curso. Para cada referência o usuário tem a possibilidade de acessar
os dados na biblioteca digital pelo link no titulo da obra, bem como, em seu resultado
solicitar o documento na íntegra.
Interface de Pesquisas

Bibliografia Básica
Link para a
obra na base
de dados

Comutação
bibliográfica

Figura 1 - Interface de consulta e bibliografia básica

�6

4.2 Interface de apresentação dos resultados de consultas
A interface de apresentação do resultado de consultas contém opção para
escolha do formato de exibição (completo), opção para impressão, acesso ao artigo
(texto completo), envio e visualização de comentários sobre o artigo, e caso não
tenha artigo disponível o leitor poderá solicitar por comutação bibliográfica.

Acesso ao texto
completo do artigo

Possibilidade de inserir e
visualizar
comentários
sobre o artigo

Figura 2 - Interface de apresentação do resultado de consulta

5 CONCLUSÃO
A implantação da Biblioteca Digital Ágora, através da cooperação dos
profissionais e usuários, possibilitará a pesquisa, desenvolvimento e operação de
fontes

de

informação

científica

tecnológica,

que

atendam

progressiva

e

eficientemente às demandas de informação por tomadores de decisões.
A Biblioteca Digital Ágora poderá vencer as barreiras culturais do trabalho
de pesquisa e do seu processo de criação de conhecimento mapeado, auxiliando

�7

nos processos de busca, reunião e preservação da informação, associada a cada
item do conhecimento construído em função das necessidades e peculiaridades de
cada biblioteca. Este conhecimento estará disponível na Biblioteca Digital Ágora, a
fim de favorecer o engajamento das pessoas na conversão do conhecimento, na
atualização e na busca da inovação.

REFERÊNCIAS
CAMARGO, L. S. A. Arquitetura da informação para biblioteca digital
personalizável, 2004. 145 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) –
Universidade Estadual Paulista, Marília, 2004.
COELHO, Maria de Lourdes; AMARAL, Ana Lúcia. A formação continuada de
professores universitários em ambientes virtuais de aprendizagem : evasão e
permanência, 2001. 191 f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação,
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001.
CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção da biblioteca digital. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 255-266, set./dez. 1999. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/&gt;. Acesso em: 30 mar. 2008.
HADDAD, Sérgio. Educação continuada e as políticas públicas no Brasil. In
RIBEIRO, Vera (org). Educação de Jovens e Adultos – novos leitores, novas leituras.
Ação Educativa: Campinas, 2001.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.

__________________
1
2

Jacqueline Pawlowski Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bibliotecária e

Especialista em Engenharia de Software, jackie@ufmg.br.

Ricardo José Miranda, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bibliotecário da Faculdade de
Educação da UFMG, rmiranda@fae.ufmg.br.

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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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VISIBILIDADE CIENTÍFICA: o caso da Revista Geologia USP Online
OLIVEIRA, E. B. P. M.1
ZANON, E.2
ORSI, A.3

RESUMO
Os periódicos eletrônicos têm se tornado cada vez mais presentes na comunicação
científica, possibilitando maior rapidez na divulgação de pesquisas e acesso a um
público mais amplo, ampliando a visibilidade da produção científica. Nesse contexto,
relata o desenvolvimento da revista eletrônica “Geologia USP Online”, desenvolvida
pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Desde 2003, seu uso
cresceu 1496%, com média de 275 acessos/artigo, com os 10 artigos mais
acessados somando 14.000 visitas. O acesso aberto a Geologia USP tem
contribuído para o aumento de visibilidade não só da publicação, mas também da
produção científica nacional.
Palavras-Chave: Periódicos eletrônicos. Comunicação Científica. Geociências.

ABSTRACT
The electronic journals have become more present in scientific communication,
making the divulgation of researches faster and giving access to a wider audience,
enlarging the visibility of scientific production. In this context, this paper reports the
development of “Geologia USP Online” electronic journal, made by Instituto de
Geociências of Universidade de São Paulo. Since 2003, its use growth 1496%, with
about 275 accesses /article, and the top 10 articles received 14.000 accesses. The
open access to Geologia USP are contributing to the amplification of its own visibility,
as also to the national scientific production.
Key-Words: Electronic Journals. Scientific Communication. Geosciences.

�2

1 INTRODUÇÃO
O acesso a periódicos eletrônicos é hoje uma realidade na área científica;
o número de títulos eletrônicos tem crescido rapidamente, não apenas os publicados
por editoras comerciais, mas também publicações de instituições de pesquisa,
universidades

e

sociedades

científicas,

muitos

dos

quais

disponibilizados

gratuitamente na Web.
O surgimento do periódico eletrônico vem contribuir de forma decisiva
para a agilização do processo de publicação, no qual todos os participantes estão
envolvidos: autores, editores, publicadores, bibliotecários, leitores.
Vários motivos colaboraram para o sucesso do periódico eletrônico: maior
agilidade ao processo de comunicação científica, divulgação dos resultados de
pesquisas de forma mais rápida e com possibilidade de se atingir um público mais
amplo se comparado com as versões impressas, em especial se o acesso for
gratuito. Essas características proporcionam maior visibilidade à produção científica,
o que é fator essencial para o desenvolvimento científico de um país. Outras
vantagens do periódico eletrônico são apresentadas por diversos pesquisadores:
• disponibilização rápida de um artigo específico, além da possibilidade de busca
simultânea em vários fascículos diferentes (CHAN, 1999; BIOJONE, 2001);
• possibilidade de ser ter disponível maior quantidade de informação e maior
facilidade de arquivamento dos dados, inclusive em bases de dados pessoais
(GOMES, 1999);
• possibilidade de se disponibilizar os artigos assim que forem aprovados para
publicação, não necessitando esperar pela formação de um fascículo
completo para a publicação.
Apesar dos primeiros títulos eletrônicos terem surgido no início da década
de 90, com as editoras comerciais disponibilizando seus títulos impressos também
eletronicamente, e com títulos “nascidos” eletrônicos, chegamos ao século XXI com
o problema do aumento de preço das assinaturas ainda sem solução, o que continua
dificultando a manutenção das coleções, em especial das bibliotecas envolvidas com
o ambiente acadêmico e/ou de pesquisa (PANITCH; MICHALAK, 2005).

�3

Como resposta a essa situação, surge em 1991 as primeiras iniciativas de
acesso aberto, que consiste em possibilitar o livre acesso a produção científica,
através de repositórios (Green road) ou de periódicos científicos (Golden road),
contribuindo assim para a socialização do conhecimento e o desenvolvimento
científico, em especial dos países em desenvolvimento, que têm maiores
dificuldades de acesso às informações científicas.
Desde essa época, diversos projetos de sucesso surgiram, tais como
ArXiv.org, Public Library of Science – PloS, EPrints, e mais recentemente Bio Med
Central, além das iniciativas de Santa Fé, Bethesda, Berlim e Budapeste, que
consolidaram ainda mais esse movimento (POYNDER, 2004).
Nesse contexto, o Instituto de Geociências da USP desenvolveu e
disponibilizou na Internet, de forma gratuita e com texto completo dos artigos, a
versão eletrônica das três séries de sua publicação Geologia USP, com o objetivo de
aumentar a visibilidade e divulgar para um público mais amplo as pesquisas
desenvolvidas na área de geociências e publicadas nesse veículo.

2 GEOLOGIA USP
O Instituto de Geociências da USP publica desde 1970 o Boletim IG-USP,
atualmente denominado revista Geologia USP, com o objetivo de “incentivar a
divulgação científica em geral, em especial das pesquisas brasileiras, geradas pelas
Instituições de Ensino e Pesquisa, compatível com a relevância da publicação
Geologia USP” (TEIXEIRA, 2002).
A partir de 1984, diante da necessidade de diversificar as publicações
para abranger um espectro mais amplo, o Boletim IG-USP subdividiu-se em três
séries: Série Científica, Publicação Especial e Série Didática. Em 2001, o Boletim IGUSP foi substituído pela revista Geologia USP, também subdividida em três séries:
· Geologia USP: Série Científica - (ISSN = 1519-874X), primeiro volume – 2001:
dedicada à divulgação de artigos inéditos, criteriosamente revisados por um corpo
editorial qualificado, com tiragem de 400 exemplares que abrangem o intercâmbio
com as principais bibliotecas de universidades brasileiras e estrangeiras;

�4

· Geologia USP: Série Didática - (ISSN = 1677-7549), primeiro volume – 2002:
reunindo temas para uso em nível de graduação e pós-graduação;
· Geologia USP: Publicação Especial - (ISSN = 1675-7819X), primeiro volume –
2002: voltada a assuntos temáticos diversos e contribuições científicas em eventos.
Com o objetivo de proporcionar maior visibilidade à produção científica
publicada nas três sérias de sua revista, em 2002 o Instituto desenvolveu e
disponibilizou gratuitamente na Internet a versão eletrônica de sua revista e, a partir
de 2007, com acesso a toda coleção desde o n. 1.

2.1 Geologia USP Online
Em 2001, em um trabalho conjunto entre diversos setores do Instituto
iniciou-se o desenvolvimento da versão eletrônica da revista Geologia USP,
denominada Geologia USP Online. O acesso à revista pode ser feito através do site
do

Instituto

-

http://www.igc.usp.br

-

ou

diretamente

no

endereço

http://geologiausp.igc.usp.br.
Os setores envolvidos no desenvolvimento foram:
• Serviço de Biblioteca e Documentação: a Biblioteca, através da Seção de
Publicações e Divulgação, coordenou o projeto, sendo responsável pelo
cadastramento de todos os artigos na base de dados e elaboração da
interface gráfica;
• Seção Técnica de Informática: desenvolveu a base de dados e a interface de
busca;
• Seção de Publicações: responsável pela elaboração dos arquivos em PDF dos
artigos, além de todas as atividades envolvidas na publicação das três séries.
Para a disponibilização da versão eletrônica da revista, optou-se pelo
desenvolvimento de uma base de dados onde foram indexados todos os artigos
publicados em todas as publicações do IGc/USP e a interface Web para a
disponibilização dos artigos completos em PDF, gerando os metadados necessários
para a interoperabilidade e pesquisa dos registros por outros sistemas.

�5

A base de dados é composta de duas tabelas: uma para cadastramento
do título e fascículo da revista e outra para cadastramento dos artigos. Essa opção
facilita o cadastramento, pois a inclusão dos dados da revista/volume/fascículo e ano
de publicação é feita através de um menu, o que torna desnecessária a digitação
desses dados no cadastramento dos artigos:
• PERIODICOS: na qual são registrados os periódicos publicados, constando
título, volume, número e ano, além de seu número de registro;
• ARTIGOS: nesta tabela são cadastrados todos os artigos já publicados, com
um campo responsável por relacionar o artigo com o periódico no qual foi
publicado (já cadastrado na tabela citada acima). Também existem campos
para autores, título, páginas, palavras-chaves em português e inglês, idioma,
resumo, também em português e inglês, arquivo em PDF, notas e acessos,
sendo que este último mantém o número de vezes em que este artigo foi
consultado na base.
No intuito de desenvolver a base de dados e as interfaces de
cadastramento e consulta da revista com tecnologia atual, com grande capacidade
de armazenamento, flexível, portável, de rápido processamento e de fácil utilização,
e, além disso, apoiando a utilização de software livre, optou-se pela utilização do
servidor de banco de dados MySQL e pela linguagem de scripts PHP (Hypertext
processor) integrada com HTML.
Para a alimentação desta base de dados, foi criada uma interface
acessada via browser. Optou-se pelo cadastramento via navegador de Internet para
que a partir de qualquer microcomputador, seja este novo ou antigo, seja plataforma
Windows, Linux ou outra qualquer, fosse possível a realização deste serviço sem
qualquer problema de lentidão ou compatibilidade.
A interface de busca foi desenvolvida utilizando-se, além do PHP
integrado a HTML, as ferramentas Macromedia Dreamweaver e Fireworks, a fim de
que o desenho das páginas fosse realizado de forma rápida e eficiente. Para atingir
um público mais amplo, foram desenvolvidas interfaces em português, inglês e
espanhol.

�6

Na página inicial estão disponibilizadas as imagens das capas de todas
as publicações do IGc/USP e que funcionam como links para acessar os volumes
publicados em cada título, com posterior acesso aos artigos. Para realizar a consulta
dos artigos, o usuário é induzido a clicar, quando na página principal do site, na foto
da capa de uma das publicações. Neste momento são exibidos todos os volumes e
números desta. Ao escolher um dos números, o usuário recebe a lista dos artigos
publicados na revista, podendo obter todas as suas informações, e, se for o caso,
também o download do artigo completo em PDF.
Também foi desenvolvida uma interface de busca, através da qual, o
usuário pode digitar palavras referentes ao seu assunto de interesse ou nome de
autores, por exemplo, e obter os artigos que contemplam esta pesquisa, podendo
acessá-los diretamente.

2.2 Utilização da revista eletrônica
A partir de 30 de março de 2003, foi iniciado o trabalho de levantamento
estatístico de uso do site da revista. Neste período, o número médio de acessos
registrados passou de 26 acessos para 389 em 2008, com crescimento de 1496%.
Apenas nos seis primeiros meses deste ano, totalizamos 64.289 visitas ao site.
Com relação à origem dos acessos, no período 2003/2005 verificamos
que 92% dos acessos eram provenientes do território nacional, com apenas 8% do
restante do mundo. Em 2008, a situação é 40% provenientes do Brasil e 60% do
restante do mundo, o que colaborou para a visibilidade internacional dos artigos
publicados, aliado ao fato de ter sido incluída na base de dados Scopus e no portal
EbscoHost.
Durante esse período, foram realizados mais de 500.533 acessos aos
artigos, com uma média de 275 visitas por artigo; todos os artigos obtiveram ao
menos um acesso, e os dez artigos mais acessados somam cerca de 14.000 visitas.
Foi verificada também que a média diária de acessos vem crescendo com
o tempo, ou seja, o público é crescente, o que mostra que esta publicação eletrônica
não está limitada a um público cativo. Com as versões em inglês e espanhol já

�7

disponíveis acreditamos estar atingindo um público mais amplo, o que pode ser
confirmado com a submissão de um artigo para publicação proveniente do exterior.
Podemos afirmar que a utilização de periódicos eletrônicos já está
consolidada no ambiente acadêmico, com os usuários solicitando o acesso não
apenas aos fascículos mais recentes, mas também a coleção retrospectiva.
Iniciativas como o OAISTer – desenvolvido pela University of Michigan, que permite
a pesquisa em repositórios virtuais, sistemas “OAI Googles” como o ParaCite que
localiza e agrega artigos em texto completo permitindo busca cruzada através de
uma única interface e o CiteBase, ferramenta de faz análise de impacto, ambos
desenvolvidos

pela

Southampton

University,

evidenciam

a

importância,

o

fortalecimento e o reconhecimento dos periódicos de acesso aberto pela
comunidade científica (POYNDER, 2004).
Zimba e Mueller (2004) consideram que uma visibilidade alta ocorre
quando os trabalhos e idéias do pesquisador se tornam acessíveis de maneira fácil,
o que aumenta as chances de que possam ser recuperados, lidos e citados. No
entanto, os periódicos internacionais privilegiam as pesquisas alinhadas ao
mainstream da área, o que exclui os resultados de pesquisas de interesse regional
ou nacional, mesmo que tenham qualidade internacional. Assim, os periódicos
nacionais têm então um importante papel na disseminação dessa informação, sendo
que quando a disponibilização de forma aberta na Internet, cumprem esse papel e
dão visibilidade a essa produção que de outra forma ficaria restrita a uma
comunidade específica.
Uma questão muito importante para os pesquisadores no momento de
escolher onde publicar seus trabalhos é selecionar os títulos que tenham maior
visibilidade e reconhecimento, verificado pelo fator de impacto da publicação. Além
disso, a análise das citações são importantes para que possam acompanhar o
impacto do artigo. Isso é proporcionado para os títulos incluídos no portal Web of
Science e na base de dados Scopus, o que ocorre com os títulos majoritariamente
publicados por editoras comerciais ou associações que comercializam suas
publicações. No entanto, nos últimos anos essas bases de dados têm incluído
alguns títulos de acesso aberto e estudos realizados sobre o impacto dos downloads
no impacto desses títulos têm mostrado um quadro muito interessante.

�8

Steven Hitchcock, por exemplo, mantém uma página chamada “The effect
of Open Acess and Downloads (Hits) on Citation Impact: a Bibliography of Studies”
que indica que o acesso aberto está associado ao aumento nas citações para
autores e publicações, e um estudo realizado por Steven Lawrence em 2001
demosntrou que os artigos em acesso aberto na área de ciências da computação
obtiveram 4,5 vêzes mais citações que os equivalentes em formato impresso
(WILLINSKY, 2006).

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar de terem sido realizadas até o momento poucas atividades de
ampla divulgação da revista eletrônica junto ao seu público alvo, as estatísticas de
utilização podem ser consideradas muito satisfatórias, e com certeza, realizando-se
um trabalho de divulgação, estes números tendem a crescer consideravelmente,
fornecendo assim uma boa ferramenta de pesquisa a toda comunidade geológica.
O desenvolvimento da versão eletrônica da revista Geologia USP
propiciou uma maior visibilidade à produção científica ali veiculada. O envio das três
séries da revista, em sua versão impressa (através de doação ou permuta) se
restringe a instituições, tanto nacionais quanto internacionais. Através de sua
disponibilização na Internet, a revista passa a ser acessada por qualquer pessoa
com conectada à rede.
Por ter sua versão eletrônica disponibilizada de forma gratuita a revista foi
incluída no Portal de Periódicos da Capes, na relação de periódicos eletrônicos
disponibilizada no site do SIBi/USP, no portal de periódicos eletrônicos do CNEN.
Mais recentemente, foi incluída na base de dados Scopus e no portal EbscoHost,
além de ser indexada em outras bases como GeoRef, Ulrich´s, Geobase e Biosis.
Essas iniciativas certamente dão maior visibilidade não apenas à
publicação, mas também aos autores que nela publicam. Esse foi um dos objetivos
principais para o desenvolvimento desse projeto.

�9

REFERÊNCIAS
CHAN, L. Electronic journals and academic libraries. Library Hi Tech, Ann Arbor, v.
17, n. 1, p. 10-16, 1999.
GOMES, S. H. A. Inovação tecnológica no sistema formal de comunicação
científica: os periódicos eletrônicos nas atividades de pesquisa dos acadêmicos de
cursos de pós-graduação brasileiros. 1999. 465 f. Tese (Doutorado) – Faculdade
de Estudos Sociais Aplicados, Universidade de Brasília, Brasília, 1999.
MEADOWS, A.J. Comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 268p.
MIRANDA, D. B. O periódico científico como veículo de comunicação: uma revisão
de literatura. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, set./dez. 1996. Disponível
em: &lt;http://www.ibict.br/cionline&gt;. Acesso em: 08 jul. 2003.
PANITCH, J. M.; MICHALAK, S. The serial crisis: a white paper for the UNC-Chapel
Hill Scholarly Comunications Convocation, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.unc.edu/scholcomdig/whitepapers/panitch-michalak.html&gt;. Acesso em:
08 mar. 2008.
POYNDER, R. Tem years after. InformationToday, v. 21, n. 9, oct. 2004. Disponível
em: &lt;http://wwwinfotoday.com/it/oct04/poynder.shtml&gt;. Acesso em: 08 mar. 2008.
TEIXEIRA. W. Histórico das Publicações do Instituto de Geociências da
Universidade de São Paulo. 2000. Disponível em:
&lt;http://www.igc.usp.br/geologiausp&gt; Acesso em: 10 set. 2005.
WILLINSKY, J. The access principle: the case for open access to research and
scholarship. Cambridge: MIT Press, 2006.
ZIMBA, H. F.; MUELLER, S. P. M. Colaboração internacional e visibilidade científica
de países em desenvolvimento: o caso da pesquisa na área de medicina veterinária.
Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 14, n. 1, 2004. Disponível em:
&lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br&gt; Acesso em: 28 out. 2004.

__________________
1

Érica Beatriz Pinto Moreschi de Oliveira, Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Geociências,
Diretora Técnica, Serviço de Biblioteca e Documentação, moreschi@usp.br.
2
Erickson Zanon, Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Geociências, Chefe Técnico, Seção
Técnica de Informática, erickson@igc.usp.br.
3
Antonio Orsi, Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Geociências, Técnico de
Documentação e Informação, Serviço de Biblioteca e Documentação, orsia@usp.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Os periódicos eletrônicos têm se tornado cada vez mais presentes na comunicação científica, possibilitando maior rapidez na divulgação de pesquisas e acesso a um público mais amplo, ampliando a visibilidade da produção científica. Nesse contexto, relata o desenvolvimento da revista eletrônica “Geologia USP Online”, desenvolvida pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Desde 2003, seu uso cresceu 1496%, com média de 275 acessos/artigo, com os 10 artigos mais acessados somando 14.000 visitas. O acesso aberto a Geologia USP tem contribuído para o aumento de visibilidade não só da publicação, mas também da produção científica nacional.</text>
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O USO DO CATÁLOGO ON-LINE DO PERGAMUM NA UFMG
OLIVERIA, C. C. V.1

RESUMO
Os catálogos on-line, também conhecidos como Online Public Acess Catalogue,
mudaram a rotina dos usuários de bibliotecas, possibilitando a utilização de diversos
recursos por vários usuários ao mesmo tempo, sem limite de espaço. Essa pesquisa
analisa a interação dos usuários de oito bibliotecas pertencentes ao Sistema de
Bibliotecas da UFMG com o catálogo on-line do Sistema Pergamum – Sistema
Integrado de Bibliotecas. Identifica os recursos e as pesquisas disponíveis no
catálogo que os usuários efetivamente utilizam, apresenta um perfil de usuário do
catálogo on-line da UFMG; verifica se o sistema possui alguns quesitos de
usabilidade listados na literatura e compara as diferenças e semelhanças dos
resultados encontrados com usuários de diversas áreas de conhecimento. Trata-se
de uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo e utilizou-se a técnica da entrevista
individual e do incidente crítico para avaliar o uso do catálogo na perspectiva do
usuário final.
Palavras-chave:
Interação Homem-Máquina. Catálogo On-line. Usabilidade.
Pergamum. Estudos de Usuário. Avaliação do Catálogo.
ABSTRACT
The on-line catalogues, also known as On-line Public Access Catalogue, changed
the users’ routine, making possible simultaneous access to different resources by
users in different places. This research analyses the interaction of users of the
Pergamum Integrated Library System on-line catalogue in eight libraries of UFMG’s
library system. It also verifies the use of search resources and features available in
the catalogue, shows the profile of users, verifies if the system has attends to some
usability requirements listed in the literature and compares the differences and the
similarities in the results for users in different fields of knowledge. This is a qualitative
and descriptive research in which individual interview and critical incident techniques
were used, in order to evaluate the catalogue from the end-users’ perspective. The
study shows that users are satisfied with the Pergamum catalogue, although they do
not use the many of the search resources available in the system.
Keywords: Human-Computer Interaction. OPAC. Usability.
Pergamum. User
Studies. Catalog Evaluation.

�2

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca universitária deve ser um espaço de múltipla comunicação,
que visa facilitar a aprendizagem, disponibilizando itens informacionais de maneira
ágil de modo a possibilitar a geração de novos conhecimentos. Com a disseminação
da Internet, as unidades de informação têm expandido o acesso aos seus produtos e
serviços, possibilitando que muitas das bibliotecas universitárias divulguem seus
serviços pela Web, bem como implantem de suas próprias bibliotecas virtuais.
Disponibilizar conteúdo informacional aos seus usuários: estudantes,
pesquisadores, professores, profissionais, funcionários, ou seja, toda a comunidade
acadêmica é o papel da biblioteca universitária. Observa-se que, com a automação
e o acesso às fontes eletrônicas de informação, esse usuário passa a ter uma
relação diferente com a biblioteca que, além do acervo físico, pode disponibilizar o
acervo virtual através da criação da biblioteca virtual ou digital ou das bases de
dados e periódicos eletrônicos.
A evolução dos catálogos de bibliotecas, em grande parte, disponíveis online, possibilita ao usuário um acesso dinâmico as informações bibliográficas, não
sendo necessário ao usuário se locomover até uma biblioteca para realizar
pesquisas bibliográficas, para renovar um material ou solicitar a reserva de um item
específico.
Vários softwares foram desenvolvidos e estão sendo aperfeiçoados
objetivando possibilitar à unidade de informação instrumentos para gerenciar as
principais funções das bibliotecas como aquisição, catalogação, malote, empréstimo
entre outros. Mas neste estudo procurou-se avaliar apenas o módulo do catálogo.
Realizou-se um estudo no contexto de oito bibliotecas universitárias da
UFMG, avaliando a interação dos usuários com o catálogo on-line do Sistema
Pergamum, software comercializado no Brasil desde 1997 e adotado por muitas
bibliotecas universitárias. A motivação dessa pesquisa foi entender como os
usuários dessas bibliotecas interagem e usam o Pergamum para recuperação de
informações.

�3

A interface do catálogo on-line do Sistema Pergamum, avaliada neste
estudo, será descrita a seguir.

2 DESENVOLVIMENTO
Os catálogos on-line tornam possível a utilização de vários dos recursos,
ocorrendo grande dinamicidade no uso dos sistemas e no acesso às informações,
possibilitando o acesso de um item no mesmo momento por uma infinidade de
usuários. Funcionam como parte da biblioteca da realidade virtual e apresentam-se
com estruturas de bibliotecas físicas.
A literatura sobre catálogo on-line de bibliotecas revela pouco consenso
sobre como chamar esse sistema de recuperação da informação. Eles são
diversamente designados por catálogos de computador (computer catalogs),
catálogos on-line (online catalogs), catálogos de fichas automatizados (automated
card catalogs), catálogos de acesso de cliente (patron access catalogs), ou catálogo
em linha de acesso público (online públic access catalogs), sendo este último o mais
adotado na literatura. (HILDRETH, 1985).
Balby (2002) apresenta as características das OPACs (online public acess
catalogs) em três gerações. Na primeira geração, são considerados catálogos
automatizados com pontos de acesso somente para autor e título e como forma de
busca apenas a combinação exata de palavras ou frases. Na segunda geração
surgem os índices, a visualização e relações entre termos pelos usuários, registro
bibliográfico em formato completo, possibilitando a expansão da busca através de
links, agrupamentos de registros em bases lógicas e ligações hierárquicas e
horizontais entre registros, entre outros. Já a terceira geração, além das
características da segunda, eles possibilitam o acesso a banco de dados comerciais,
relação do registro bibliográfico com os arquivos digitais e mecanismos de busca.

�4

2.1 O Catálogo on-line do Sistema Pergamum
O Sistema Pergamum, objeto deste estudo, foi desenvolvido pela
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em parceria com a Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Esse sistema começou a ser
comercializado nacionalmente a partir de 1997.
O Pergamum possui vários módulos representando as principais funções
de uma biblioteca, como empréstimo, catalogação, aquisição, relatórios entre outros.
Mas para este estudo, focou-se no módulo denominado consulta, mas que se
adotou neste trabalho a denominação de catálogo on-line.
Este trabalho avaliou o módulo do catálogo da 6ª versão do Sistema
Pergamum na UFMG que apresenta as seguintes opções de pesquisa:
a) Pesquisa Rápida, que busca por palavras ou termos, considerando qualquer
palavra integrante do autor, título ou assunto. Possibilita o aceso direto
pesquisa por materiais (multimeios, periódicos, teses, dissertações,
monografias e etc.) através do recurso material, bem como a escolha da
biblioteca e a ordenação da pesquisa.
b) Pesquisa Booleana, que utiliza os operadores booleanos (and, or e not);
c) Pesquisa por Autoridade, pontos de acesso a registros bibliográficos que
possibilitam formas padronizadas de entrada de nomes pessoais, entidades
coletivas, eventos e séries, título uniforme de séries e assuntos (nomes
geográficos e subdivisões de assunto).
d) Pesquisa por Multimeios possibilita o acesso direto aos materiais multimeios
da biblioteca, separando os títulos por ordem alfabética.
e) Pesquisa por Periódicos possibilita o acesso direto aos periódicos
existentes na biblioteca através dos títulos em ordem alfabética. A fig. 6
apresenta a interface.
f) Pesquisa por Publicações On-line disponibiliza o acesso às teses,
dissertações e artigos on-line, fornecendo o acesso ao link destas
publicações. Dessa forma, possibilita a pesquisa por tipo de obra (livros,
folhetos, dissertações, teses, capítulo de livro, entre outros) e a seleção da
unidade (biblioteca a ser pesquisada), o que permite a busca por lista
alfabética (por títulos) ou a busca por assunto, autor ou título separadamente.
g) Pesquisa por Índice possibilita o acesso aos termos cadastrados no sistema,
pelo título, autor ou assunto (através do vocabulário controlado pela
instituição), série, editora, código de classificação, número de chamada,
ISBN, ISSN, código do exemplar entre outros.

�5

h) Acesso ao Usuário possibilita ao usuário controlar a quantidade de materiais
emprestados e o período do empréstimo, renovar o material, acompanhar a
sua situação da reserva, verificar se tem débito e o valor, se os seus dados
pessoais estão corretos, se deseja receber e-mail, o histórico de suas
movimentações (empréstimo e devolução) por período determinado, a
possibilidade de verificar a situação da sugestão de aquisição de material e a
área de interesse do usuário para receber informações sobre novas
aquisições das bibliotecas (Serviço de Disseminação Seletiva da Informação).
i) Material Incorporado ao Acervo exibe as aquisições incorporadas ao acervo
referente ao um determinado período. Essa pesquisa em algumas instituições
usuárias é denominada “Novas Aquisições”.
j) Sugestão para Aquisição permite ao usuário fornecer sugestões de compra
de materiais para a biblioteca.
k) Comentários Gerais, recurso possibilita ao usuário comunicar com a equipe
da biblioteca fazendo crítica, sugestões e até mesmo elogios.
A fig. 1 mostra o menu de entrada do catálogo on-line do Sistema
Pergamum em que as opções de pesquisa disponível são definidas pela instituição
usuária. Na UFMG, no momento da realização deste estudo, janeiro de 2006 a
dezembro de 2007, a interface utilizada é a apresentada abaixo:

Figura 1 - Menu Inicial da consulta
Fonte: &lt;http://webpergamum.adm-serv.ufmg.br/biblioteca/php/opcoes.php&gt;

Muitos dos estudos desenvolvidos sobre o sistema pergamum relatam
exemplos práticos do uso do sistema por bibliotecários, retratando a implantação, a

�6

migração dos dados e algumas experiências pessoais. A maioria desses estudos é
incentivada pela Rede Pergamum, constituída pelas instituições clientes do
pergamum, que visa à cooperação dos serviços técnicos e o compartilhamento de
recursos de informação.
Como o foco deste trabalho foi à interação dos usuários universitários com
o catálogo on-line, estudamos a área de interação homem-computador e os estudos
de usabilidade, buscando maior fundamentação para este estudo.

2.2 Estudos de Usuários
A área de estudos de usuários tem uma história de desenvolvimento de
pesquisa e conhecimento acumulado em dois grupos: no primeiro, estão os estudos
sobre uso, que possibilitam a avaliação e o conhecimento de serviços, sistemas,
instrumentos de representação da informação, fontes de informação, entre outros;
no segundo, estão os estudos voltados para o planejamento da biblioteca, sistema
de informação e do fluxo informacional (ARAÚJO, 2007).
Figueiredo (1979) apresenta esses estudos como investigações que visam
saber o que os indivíduos precisam em matéria de informação ou se as
necessidades informacionais dos usuários de uma unidade de informação estão
sendo satisfeitas de maneira adequada.
Na literatura especializada, há uma grande ênfase na análise quantitativa
de usuários, deixando num segundo plano a análise qualitativa dos serviços das
unidades informacionais. Recentemente é que tem havido um direcionamento aos
aspectos menos tangíveis, como satisfação, necessidades, interação dos usuários
com os serviços.
Segundo Swason (1971), os estudos de bibliotecas universitárias podem
ser classificados em cinco temas: a) os fatores que afetam o uso de bibliotecas; b)
os fatores ambientais no uso de bibliotecas; c) o comportamento anti-social em
bibliotecas; d) as tendências no uso de bibliotecas e por último e) os estudos de uso
de catálogos.

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2.3 Estudos de Usabilidade e Interação Homem-Computador
A área de interação homem-computador, visa o estudo do comportamento
humano, da tecnologia computacional e das maneiras em que elas se interagem
possibilitando o projeto, a implementação e avaliação de interfaces mais
confortáveis, tornando o trabalho do homem mais produtivo e saudável.
O desenvolvimento de interfaces adequadas entre o ser humano e o
computador é uma tarefa complexa. O seu estudo tem envolvido diversas áreas
ligadas a fatores humanos, como psicologia, sociologia, antropologia, associadas à
computação e áreas afins (OLIVEIRA, 2008).
Ao considerar a interface como instrumento para construção da interação
entre o sistema e o usuário, existe uma série de desafios como o de conhecer,
estudar e apreender conhecimento dos modelos mentais que o usuário tem em
relação às suas interações com o mundo; articular, explorar e representar os
modelos mentais identificados junto ao usuário em um projeto conceitual coerente;
acompanhar as evoluções nos modelos mentais dos usuários e alcançar e gerenciar
a efetividade e naturalidade na interação entre homem (modelo mental) e o sistema
(interface que representa o modelo conceitual proposto) (FERREIRA E SOUTO,
2006).
A área de usabilidade também tem estudado modelos cognitivos do
comportamento humano em relação ao uso do computador, avaliando os usuários
finais e suas tarefas. Essa área tem sido estudada tanto na Ciência da Computação
quanto na Ciência da Informação.
Dias (2003, p.29) define a usabilidade como “uma medida da qualidade da
experiência do usuário ao interagir com alguma coisa – seja um site na internet, um
aplicativo de software tradicional ou outro dispositivo que o usuário possa operar de
alguma forma”. A usabilidade considera o usuário como peça essencial no processo
de interação. A experiência de usuários específicos, utilizando sistemas para
finalidades específicas, torna-se mais efetiva, eficiente e satisfatória.
Bohmerwald (2005) mostra que a avaliação de usabilidade é realizada de
acordo com alguns critérios definidos, como fatores de medição, como a facilidade

�8

de aprendizagem, taxa de erros, tempo de retenção de aprendizado, tempo para
completar uma tarefa, satisfação do usuário, entre outros. Mas ressalta que a
medição desses critérios é uma tarefa muito complexa, pois envolve questões
subjetivas que variam de uma pessoa para outra.
A avaliação de usabilidades pode ser realizada em qualquer fase do
desenvolvimento de sistemas interativos. Na fase inicial, ela serve para identificar os
parâmetros e os elementos a serem implementados nos sistemas. Na fase
intermediária, ela possibilita a validação ou o refinamento do projeto e, por último, na
fase final, ela assegura que o sistema atenda os objetivos e às necessidades dos
usuários. É recomendado, para não ter que realizar uma completa reformulação do
sistema, que as avaliações sejam realizadas nas duas primeiras fases (DIAS, 2003).

2.4 A Interação dos Usuários da UFMG com o Catálogo On-line
Este estudo caracterizou-se por ser uma pesquisa descritiva, tendo por
objeto de estudo o catálogo on-line do Pergamum e como universo de pesquisa, oito
bibliotecas da UFMG, cada uma de uma área de conhecimento.
O Sistema de Biblioteca da UFMG é coordenado pela Biblioteca
Universitária e é composta por 28 bibliotecas setoriais em diversas áreas do
conhecimento. Os participantes foram escolhidos de modo aleatório, sendo universo
da pesquisa uma biblioteca de cada área do conhecimento (Ciências Sociais
Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Ciências Agrárias,
Engenharias, Lingüística, Letras e Artes, Ciências Humanas e Ciências da Saúde)
Coletou-se dados quantitativos e qualitativos, embora a análise dos dados tenha tido
predominância da abordagem qualitativa.
Os instrumentos de coleta de dados adotados foram a entrevista semiestruturada e a técnica do incidente crítico. Entrevistou-se o máximo de 15 usuários
em cada biblioteca, num período de 45 dias. Na análise e interpretação dos dados
utilizou-se a técnica de análise de conteúdo.
Foram

entrevistados

alunos

de

graduação,

pós-graduação

(especialização, mestrado e doutorado), professores, funcionários e visitantes.

�9

Tentou-se no primeiro momento identificar o perfil dos usuários do catálogo on-line
da UFMG.
Ainda com referência ao perfil dos entrevistados, 52% disseram ter
acessado o catálogo do Pergamum em outra instituição, as mais citadas foram:
PUCMG, Biblioteca Pública, Faculdades Newton Paiva, UNI-BH, UMA, FUMEC,
IBMEC, UFAL, IMPA, UNB.
A experiência do usuário com outros catálogos de bibliotecas também foi
identificado. Foi detectado que 55 % dos entrevistados já utilizaram outro catálogo
de biblioteca, os mais citados foram: VTLS, Virtua, PHL, Sophia, Acervus, Dedalus,
e até o próprio catálogo de fichas.
Foi comprovado que 83% dos entrevistados utilizam outros sistemas de
recuperação da informação em suas pesquisas, foi citado o portal capes, o Scielo, o
Pubmed, o Google, o Google acadêmico, entre outros. Através dessa questão foi
possível perceber a familiaridade dos usuários no uso de sistemas para buscar
informações.
Os usuários apresentaram alguns problemas no processo de interação
com o catálogo on-line, bem como, apresentaram alguns fatores que interferem no
sucesso da atividade. A dificuldade de buscar por assunto e recuperar resultados
satisfatórios foi muito ressaltada pelos usuários. Alguns usuários manifestaram a
falta dos recursos: de pesquisa booleana, de possibilitar refinamento na busca por
assunto, de pesquisar por artigos diretamente no catálogo, de disponibilizar
sumários, artigos de periódicos, etc.
Os usuários não utilizam muito dos recursos disponibilizados pelo catálogo
do Pergamum. Os recursos de pesquisa mais utilizados são a pesquisa rápida, que
possibilita a busca por palavra nos diversos suportes. Já o acesso ao usuário,
permite ao pesquisador consultar a sua conta com a biblioteca, bem como renovar
os itens emprestados e acompanhar a sua situação de reserva e débito com a
biblioteca.
Somente 9% dos entrevistados disseram já ter utilizado o recurso que
divulga as novas aquisições da Biblioteca, muitos usuários disseram não conhece-lo.

�10

A pesquisa de periódicos já foi utilizada por 25% dos entrevistados. Eles
manifestaram ser o processo de pesquisa de periódico mais complexo do que a
pesquisa rápida. Entre as dificuldades sentidas, destaca-se a forma de pesquisar os
títulos, a visualização dos resultados, questões de interface.
O recurso de pesquisa denominado publicações on-line foi utilizado por
7% dos entrevistados. A pesquisa de multimeios é conhecida pelos usuários,
embora apenas 16%

disseram realmente utilizá-lo. A interface da pesquisa de

multimeios é a mesma da pesquisa de periódicos e dos materiais recentemente
incorporados no acervo. Foi observado ao longo da entrevistas que os usuários
buscam interfaces mais simples com a da pesquisa rápida e que a diversidade de
interface no catálogo também tornar-se um limitador para o bom uso do catálogo por
usuários inexperientes.
A pesquisa por índice, possibilita ao usuário o acesso aos termos
adotados pela instituição, facilitando a busca por assunto. Entre os entrevistados,
apenas 14% conhecem e utilizam os recursos dessa pesquisa. Os alunos disseram
ter conhecido esse recurso ou sozinhos ou através da indicação de um funcionário
da biblioteca. E muitos deles ressaltaram que para busca por assunto só utilizam
essa pesquisa.
Foi observado também nesse trabalho que os usuários normalmente
evitam solicitar ajuda aos funcionários das bibliotecas. A ajuda de colega para
colega é muito comum, muitos deles ressaltaram ter aprendido a usar algum recurso
através das dicas por colegas. Eles buscam no catálogo o máximo de objetividade e
rapidez possível, não costumam utilizar muitos recursos e explorar as possibilidades
de busca.
Das oito unidades entrevistadas, apenas uma possui o treinamento formal
realizado uma vez por semestre. As demais utilizam a orientação individual, desde
que solicitada pelo usuário. Ocorre um treinamento formal na biblioteca universitária,
que é divulgado pelas unidades, também uma vez por semestre.
O catálogo foi considerado por eles como fácil de usar, desde que seja
fornecido um treinamento ou orientação introdutória ao sistema. Sugere-se para
minimizar as dificuldades dos usuários, a disponibilização no sistema de um help on-

�11

line. Muitos dos usuários disseram gostar de usar o catálogo on-line do pergamum,
mas sentiu-se ao longo das entrevistas que a interação deles com o sistema poderia
melhorar se o pergamum fosse mais dinâmico, interativo, como algumas bases de
dados.
Dentre os itens de usabilidade observados, destaca-se que o catálogo online é de fácil memorização, o que foi comprovado por usuários que ficaram muito
tempo sem acessá-lo. Com uma orientação inicial ele foi considerado pelos usuários
como usável, sendo de fácil uso até por aqueles que não costumam utilizar outros
sistemas de recuperação da informação. Atualmente, os usuários consideraram o
catálogo rápido, houve críticas de que no início da implantação do sistema na
universidade o sistema era muito lento. Dos 117 entrevistados, 85 % disseram
gostar de usar o catálogo e estão satisfeitos com o seu uso.
Com a técnica do incidente crítico, conseguiu-se confirmar alguns dados
fornecidos pelos usuários durante as entrevistas, destaca-se: a dificuldade do
usuário na elaboração de termos na busca por assunto, a dificuldade do usuário de
localizar o item na estante e a imprecisão dos resultados na busca por assunto na
pesquisa rápida.

3 CONCLUSÃO
Os estudos de usuários na ciência da informação são constantemente
divididos sob dois prismas distintos: os estudos de uso (com o foco nos aspectos de
usabilidade) e os estudos de usuários (com o foco na análise comportamental e na
exteriorização dos sentidos, observando a interação e o uso de informação pela
comunidade, independentemente do sistema). Diferentemente dessa tendência, o
presente estudo busca entender especificamente a interação dos usuários com
catálogo Pergamum na UFMG, embora tenha permeado os dois prismas.
Importante ressaltar que os dados coletados são característicos de uma comunidade
em especial e não podem ser generalizados, uma vez que não se pretendeu obter
uma representatividade nem fazer uma análise estatística.

�12

O catálogo do pergamum tem como vantagem o fato de estar em
constante atualização e de possuir uma rede em que as bibliotecas usuárias juntamse para detectar as falhas e identificar as soluções para o aprimoramento dele.
Observou-se que grande parte dos usuários entrevistados usa o catálogo
on-line tanto nos terminais da biblioteca quanto através da internet em suas casas,
trabalhos e laboratórios. Ressaltou-se apenas 3% que não usam o catálogo nos
terminais da biblioteca. Esses dados mostram que o usuário, por comodidade,
segurança ou conforto, utiliza do espaço e dos recursos da biblioteca para pesquisar
informações nos catálogos. O acesso fora da biblioteca foi destacado nas
renovações on-line e nas reservas, serviços muito utilizados pelos usuários.
Observa-se que quanto mais informação divulgada no catálogo, mais
confuso este se torna para o usuário, considerando que muitos nem enxergam as
opções de pesquisa nele disponíveis. Os recursos devem ser disponibilizados se
estiverem prontos para o uso; caso contrário podem gerar insegurança para o
usuário.
Foi observado durante a coleta de dados que os usuários das áreas de
Humanas, Artes e Lingüísticas e Medicina utilizam muito o catálogo, estando os
terminais de consulta constantemente cheios. A pesquisa por periódicos foi mais
utilizada pelos entrevistados da área de Ciências Biológicas e Ciências Agrárias. A
pesquisa por índice é mais utilizada na área de Ciências Biológicas. A maioria dos
entrevistados da área de Ciências Agrárias não utiliza os serviços de reserva e
renovação.
Conclui-se com este estudo que, apesar de grande parte estar satisfeita
com o Pergamum, os usuários interagem com o catálogo de modo parcial. Algumas
das observações expressas ao longo do trabalho, em alguns casos, não incidem
sobre o catálogo, como a questão da lentidão do sistema, alta revocação e baixa
precisão nos resultados das buscas.

�13

REFERÊNCIAS
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Sociedade: interlocuções e perspectivas. Belo Horizonte: Novatus, 2007. p.81-100.
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__________________
1

Carla Cristina Vieira de Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais, cvieirao@yahoo.com.br.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Os catálogos on-line, também conhecidos como Online Public Acess Catalogue, mudaram a rotina dos usuários de bibliotecas, possibilitando a utilização de diversos recursos por vários usuários ao mesmo tempo, sem limite de espaço. Essa pesquisa analisa a interação dos usuários de oito bibliotecas pertencentes ao Sistema de Bibliotecas da UFMG com o catálogo on-line do Sistema Pergamum – Sistema Integrado de Bibliotecas. Identifica os recursos e as pesquisas disponíveis no catálogo que os usuários efetivamente utilizam, apresenta um perfil de usuário do catálogo on-line da UFMG; verifica se o sistema possui alguns quesitos de usabilidade listados na literatura e compara as diferenças e semelhanças dos resultados encontrados com usuários de diversas áreas de conhecimento. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo e utilizou-se a técnica da entrevista individual e do incidente crítico para avaliar o uso do catálogo na perspectiva do usuário final.</text>
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PROPOSTA PARA ORGANIZAÇÃO DA COLEÇÃO DE FOTOGRAFIAS DO
CENTRO DE INFORMAÇÕES DA FUNDAÇÃO DOM CABRAL
OLIVEIRA, A. P.1
VINHAL, S. M.2
CARVALHO, S. C. M.3

RESUMO
Este trabalho é uma proposta para a organização da coleção de fotografias, parte
integrante do acervo do Centro de Informações da Fundação Dom Cabral. Neste
apresenta-se a atual situação da coleção, os recursos necessários para execução
de um projeto de organização e um cronograma de atividades. Ao final comenta-se a
respeito de um segundo projeto.
Palavras-chave: Organização da Informação. Recuperação da Informação.
Coleções Especiais. Fotografia

ABSTRACT
This paper is a proposal to the organization of the Photographs Collection from
Information Center at Dom Cabral Foundation. The paper shows the current situation
that this collection organization is found, the needed resources for a project
execution and also an active schedule. At the end there is a comment about a
second project.
Keywords: Organizational Information. Retrieval Information. Special Collections.
Photography.

1 INTRODUÇÃO
Devido a grande importância da coleção de fotografias do Centro de
Informações da Fundação Dom Cabral (CI – FDC) para a memória organizacional da
instituição, na elaboração de materiais de divulgação e comemorações, faz-se

�2

necessário um devido acondicionamento e criação futura de um acervo eletrônico
das fotos, visando preservar e melhor recuperar os materiais desejados.
Esta proposta visa não somente facilitar a recuperação dos registros das
pessoas que contribuíram com o trabalho da instituição, mas também, preservar
esse material como fonte de pesquisa durante muitos anos. Pois, o material
fotográfico, do CI – FDC, não se encontra em boas condições de acondicionamento,
o que pode acarretar o desgaste e conseqüentemente a perda desses registros
(ANEXO A – Atual organização do acervo de fotos).
Com a organização da coleção, a localização do material será mais
eficiente, o trabalho das pessoas que o utilizam será otimizado e será evitado com
isso, o constante manuseio das fotos, o que pode diminuir a vida útil das mesmas.

2 JUSTIFICATIVA
A proposta aqui apresentada pretende possibilitar a disponibilização do
acervo fotográfico do Centro de Informações da Fundação Dom Cabral aos demais
setores internos da instituição, divulgando e preservando a história da organização.
Para

alcançar

o

objetivo

maior,

exposto

anteriormente,

deve-se

primeiramente buscar atingir outros objetivos da proposta, como: facilitar a
recuperação das fotografias, preservar o acervo fotográfico da Fundação Dom
Cabral e digitalizar o acervo criando condições para futuramente implantar um banco
de imagens.
Ações são necessárias para o desempenho satisfatório dos objetivos da
proposta. Ou seja, como será executado o projeto para organização da coleção de
fotografias parte integrante do acervo do CI – FDC.
Para tanto, propõe-se primeiramente a reestruturação física de todas as
fotografias do CI – FDC que se encontram em formato impresso. As atividades terão
início pela classificação das fotos, por evento e pelo ano. Em seguida elas serão
organizadas em pasta catálogo, anexadas em papel cartolina formato A4 e de pH

�3

Neutro, com suporte de cantoneiras e proteção de papel A4 vegetal, também de pH
Neutro. Cada pasta receberá sua respectiva sinalização.
Após a organização da coleção de fotografias impressas, do CI – FDC, há
uma segunda proposta: a estruturação de um acervo eletrônico para a coleção. Essa
ação requer uma segunda proposta, que permitirá a criação de um banco de
imagens desse acervo.

3 RECURSOS NECESSÁRIOS
Para execução da proposta serão necessários recursos humanos e
materiais. Como recursos humanos há a necessidade de um profissional técnico –
Auxiliar Administrativo – que executará a atividade de organização física do material,
cujas características devem ser: nível médio, habilidade manual e noções de
organização de materiais. Um profissional com conhecimentos em organização e
preservação de coleções especiais, para orientar e coordenar as atividades do
técnico. E um profissional par executar e controlar a parte logística do projeto, como
por exemplo, a compra e a cotação do material e a negociação com fornecedores.
Esses dois últimos profissionais preferencialmente devem ser do CI – FDC.
Os recursos materiais para execução da proposta foram estipulados
mediante a quantidade de fotografias disponíveis no acervo. Abaixo os
apresentaremos e uma vez aprovada a execução da proposta serão de
responsabilidade e orçados pelo CI – FDC.
Os materiais de consumo serão aproximadamente 04 (Quatro) caixas de
etiquetas brancas – Modelo Pimaco – Tamanho 12,7 x 44,45mm – Código 6187, 300
(Trezentos) blocos contendo 50 folhas de papel vegetal A4 – pH Neutro, 15.000
(Quinze Mil) folhas de papel cartolina A4 – pH Neutro, em torno de 100.000 (Cem
Mil) cantoneiras para suporte das fotografias e 100 (Cem) pastas catálogo.
Entre os materiais de trabalho, que deverão estar disponíveis no CI,
podemos citar: 01 (Um) computador, 01 (Uma) impressora colorida multifuncional,
material de escritório: lápis, caneta, apontador, grampeador, borracha, gominhas,
pacote de folha A4, cartucho colorido e preto e branco, entre outros.

�4

4 CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES
A expectativa é que a proposta seja aprovada para o início do ano de
2009. Criou-se, portanto, um cronograma para execução das atividades de
reestruturação física, classificação, organização e acondicionamento da coleção de
fotografias do CI – FDC, apresentado no quadro abaixo.

Cronograma de Atividades – Ano 2009

Mar.

Abr.

Maio

Jun.

Jul.

Ago.

Set.

Atividades
Semanas Semanas Semanas Semanas Semanas Semanas Semanas

1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4
ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª ª
1. Reestruturação

X X X X

2. Classificação

3. Organização/
Acondicionamento

X X X X X X X X
X X X X X X X X X X X X X X X X

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No primeiro momento, pretende-se disponibilizar o acervo de fotografias
do CI – FDC de forma organizada e acessível aos usuários internos da instituição.
Atualmente, o acervo fotográfico está no Centro de Informações da
Unidade Belo Horizonte. Posteriormente será remanejado para o acervo do Centro
de Informações Unidade Campus Alphaville e futuramente será parte integrante do
acervo do Centro de Desenvolvimento do Conhecimento em Gestão – CDCG da
FDC.
Esta proposta dará origem a um segundo projeto também de suma
importância para a instituição e seus usuários: a criação de um banco de imagens

�5

do acervo fotográfico da FDC. É intenção da supervisão do Centro de Informações
instalar nas dependências do CDCG um ambiente denominado “Espaço Histórico da
FDC”, do qual o citado banco de imagens será parte integrante.

ANEXO A - Atual organização do acervo de fotos.

__________________
1

Ana Paula de Oliveira, Fundação Dom Cabral, anapaulaoliveira@fdc.org.br.
Sandra Maria Vinhal, Fundação Dom Cabral, sandravinhal@fdc.org.br.
3
Stela Catarina Medeiros de Carvalho, Fundação Dom Cabral, stela@fdc.org.br.
2

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                <text>Este trabalho é uma proposta para a organização da coleção de fotografias, parte integrante do acervo do Centro de Informações da Fundação Dom Cabral. Neste apresenta-se a atual situação da coleção, os recursos necessários para execução de um projeto de organização e um cronograma de atividades. Ao final comenta-se a respeito de um segundo projeto.</text>
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REPENTE NA BIBLIOTECA: o resgate da cultura popular
OLIVEIRA, A.1
REIS, C. S.2
SILVA, M. F.3
SOUZA, N. C. R.4
NEIVA, T. B. M. S.5
RIBEIRO, R. M. R.6

RESUMO
O trabalho aborda a importância de conscientizar os calouros quanto à utilização dos
produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca do Instituto de Ciência da Informação
(ICI) aos alunos dos cursos de Biblioteconomia e Arquivologia, da Universidade
Federal da Bahia, utilizando o repente. O repentista apresenta o universo da
biblioteca de forma lúdica e descontraída. Através desta ação cultural a biblioteca
enfatiza sua importância, divulga aos novos usuários seus serviços e valoriza a
cultura regional.
Palavras-chave: Bibliotecas - Orientação aos usuários. Estudantes universitários Orientação no uso da biblioteca. Biblioteca universitária –
Serviços. Repentistas.

ABSTRACT
The job is about the major importance of building new students on the use of
products and services offered by the Library of the Institut of Information Science of
courses in Library Science and Arquivologia in the Federal University of Bahia. To
target this issue, we intend to use the cultural Northeast region popular music
repente. the singer, in this case called as repentista presents the universe of the
library in a playful and relaxedway.Through this action the library emphasizes its
cultural importance, announcing the new users to its services and values of the
regional culture.
Keywords: Libraries - Orientation to the users. Academical Students - Orientation in
the use of the library. Academical Library – Services. Repentistas.

�2

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca é depositária do conhecimento humano através dos séculos.
Para utilizar os produtos e serviços que ela oferece é necessário saber fazer uso dos
mecanismos de recuperação da informação. Assim, capacitar o usuário no uso
eficiente é lhe garantir o mínimo de autonomia para pesquisar e escolher as fontes
de informação. Para Milanesi (2003, p.108): “o usuário com interesse num
determinado tema pode obter informação utilizando diferentes meios”.
No ensino primário e secundário muitos conhecem a biblioteca como local
de castigo ou quando necessitam fazer “pesquisa” ou simplesmente, não a utilizam.
Essa não utilização ou utilização parcial certamente foge ao propósito de sua
existência.
A grande maioria dos estudantes quando ingressam na universidade
possivelmente está diante de um mundo completamente desconhecido quanto à
organização da biblioteca, a localização dos livros, o sistema de classificação que os
ordena na estante, a que se referem os dados nas lombadas dos livros. Essas são
informações básicas para o aluno transitar no universo da informação. Deve-se
também, ter o conhecimento necessário de como fazer busca no catálogo, conhecer
o acervo e fazer anotações das leituras realizadas. (LITTON, 1975, p.18-19)
A falta de familiaridade com as fontes de informação necessita de uma
apresentação do funcionamento e organização da biblioteca. Com intuito de divulgar
seus produtos e serviços utiliza-se de guias, murais ou a habitual visita orientada.
Esta é tradicionalmente feita para um grupo de estudantes na biblioteca.
Atualmente a presença da música é muito grande na sociedade e em
especial no cotidiano do jovem. Considerando-se esse fator, surgiu a idéia de fazer
as tradicionais visitas orientadas em forma de apresentações cantadas utilizando o
repente. Elas seriam uma forma lúdica de apresentar a biblioteca aos calouros.
O repente segundo Essinger (1999, p.1): “se caracteriza pelo improviso –
os cantadores fazem os versos ‘de repente’, em um desafio com outro cantador. Não
importa a beleza da voz ou a afinação – o que vale é o ritmo e a agilidade mental
[...]”. Este foi escolhido por fazer parte da cultura nordestina e está sendo esquecido

�3

aos poucos em detrimento às novas tecnologias de comunicação (televisão, rádio,
internet, etc.) que privilegiam a cultura massificada. Segundo Targino (2006, p.65):
[...] é finalidade da biblioteca, em qualquer nível que opere maximizar
a utilidade social dos registros gráficos, mantendo vivas a identidade
e a memória da cultura local, o que favorece o impulso do nível
cultural brasileiro. Compete à biblioteca liderar a luta para evitar a
massificação das culturas locais [...]

2 A BIBLIOTECA
A Universidade Federal da Bahia – UFBA possui um sistema de
bibliotecas composto por uma Biblioteca Central e 27 bibliotecas setoriais. Entre elas
está inclusa a Biblioteca do Instituto de Ciência da Informação (ICI).
Em 1942 foi criado na Biblioteca Pública do Estado, o primeiro curso
Técnico de Biblioteconomia da Bahia, que oferecia noções das práticas
biblioteconômicas. E em 1946 a Universidade Federal da Bahia, implementou o
curso superior de biblioteconomia que funcionava no antigo prédio da biblioteca da
Escola Politécnica situada na Avenida Sete de Setembro, São Pedro, n° 55. Na
gestão do diretor Leopoldo Amaral, Bernadete Sinay Neves, engenheira civil e
bibliotecária da referida escola, obteve autorização para que continuasse no citado
prédio o curso de biblioteconomia, em duas salas do andar superior, com uns
conjuntos de estantes para os poucos livros de que dispunham sobre técnicas
biblioteconômicas. Para as pesquisas e consultas de caráter geral os discentes
usavam a coleção de referência recém-instalada na Biblioteca Pública do Estado.
Em novembro de 1953, ficou deliberado que funcionasse em todas as universidades
brasileiras um Serviço Central de Informações Bibliográficas (S.C.I.B.) destinado a
prestar assistência aos corpos docentes e discentes, fornecendo-lhes toda a
informação bibliográfica necessária.
O Serviço Central de Informações Bibliográficas foi instalado, em caráter
provisório no subsolo da Reitoria. Mais tarde sob a gestão do Reitor Albérico Fraga
passou a funcionar no prédio da Avenida Araújo Pinho n° 22 no extinto Instituto de
Cultura Hispânica da Universidade. Inicialmente no andar superior, logo passando

�4

para o primeiro piso. Atualmente o referido prédio abriga o Instituto de Ciência da
Informação e sua biblioteca.

Foto 1 - Entrada da Biblioteca

Foto 2 - Área interna da Biblioteca

A sua missão é:
subsidiar as atividades de ensino, a realização de estudos e
pesquisas na área de ciência da informação e atende aos cursos de
Arquivologia, Biblioteconomia e pós-graduação em Ciência da
Informação. O acervo é constituído de livros, dissertações, teses,
monografias, periódico, etc. Opera em sistema de livre acesso às
estantes, propiciando o contato mais próximo do usuário com a
literatura. (INSTITUTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, [200-], p. 1)

�5

Seu quadro de funcionários é composto por dois bibliotecários e três
auxiliares e funciona de segunda a sexta das 8h às 19h.

3 VISITA ORIENTADA
O Projeto apresentações musicadas tem como objetivo apresentar o
universo da biblioteca, os produtos e serviços aos novos alunos de Biblioteconomia
e Arquivologia, utilizando a cultura popular, além de mostrar aos usuários a
importância de conhecer os recursos disponíveis no acervo da instituição. As
apresentações musicadas serão feitas por repentista falando dos pontos básicos do
Sistema de Bibliotecas da Universidade, SiBi/UFBA, auxiliado pelo bibliotecário,
auxiliares de biblioteca e alunos dos semestres anteriores. Essa atividade será
desenvolvida no início de cada semestre letivo com a turma de calouros dos cursos
de Biblioteconomia e Arquivologia.
A recepção acontecerá em dois turnos, matutino e vespertino na Praça
Bastos Tigre localizada em frente à Biblioteca, ou no espaço lateral do Instituto que
contém um busto de Cervantes e bancos, reativando este espaço que se encontra
inutilizado e proporcionando maior integração entre os alunos.

Foto 3 - Praça Bastos Tigre

�6

Foto 4 - Praça Bastos Tigre

Foto 5 - Área lateral do Instituto de Ciência da Informação

�7

Foto 6 - Área lateral do Instituto de Ciência da Informação

No período que anteceder a apresentação os participantes receberão
material informativo com um breve histórico do Instituto, horário de funcionamento
da biblioteca, seus produtos e serviços. Durante a apresentação o bibliotecário
deverá colocar no chapéu uma contribuição e os demais poderão contribuir com
qualquer valor, estas contribuições fazem parte da tradição da festa.
Após as apresentações será visitado o espaço físico da biblioteca e
agendado através de lista, dia e horário para a visita orientada propriamente dita
para pequenos grupos de alunos. Assim, estes poderão assimilar detalhes e tirar
dúvidas acerca do sistema de biblioteca.

4 CONCLUSÃO
Nos tempos em que se vive na chamada sociedade da informação,
habilitar o usuário a ser autônomo em relação ao uso da informação é primordial.
Sendo os estudantes em sua maioria jovens, de uma geração em que a audição é
bastante estimulada, acreditamos que a música seria um diferencial para a melhor
apreensão dos assuntos que cercam a visita orientada.
O repente na biblioteca busca incentivar os futuros usuários a evitar a
subutilização do acervo adotando uma metodologia que envolve aspectos lúdicos.

�8

A música pode ser uma forma de disseminação do conhecimento, veículo
de divulgação da importância da biblioteca. Através dos seus versos, o repentista
chama a atenção dos ouvintes e dá visibilidade a biblioteca.
Com a realização desta ação a biblioteca do Instituto fortalece sua relação
com os usuários, difunde seus serviços e valoriza a cultura popular.

REFERÊNCIAS
ARAGÃO, Esmeralda Maria de (Coord.). Cinqüentenário da Escola de
Biblioteconomia e Documentação. Salvador: Gráfica Universitária, 1992.
ESSINGER, Silvio. Repente: batalha verbal no ritmo das violas. [S.n.: s.l.], 1999. Disponível em: &lt;
http://cliquemusic.uol.com.br/br/Servicos/ParaImprimir.asp?Nu_Materia=25 &gt;.
Acesso em: 03 jun. 2008.
INSTITUTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Biblioteca do ICI/UFBA. Disponível
em:&lt;https://www.twiki.ufba.br/twiki/bin/view/ICI/Biblioteca. Acesso em: 30 maio 2008.
LITTON, Gaston. Introdução aos serviços da biblioteca. In: ______. Como orientar
o leitor na escola. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1975. p. 18-19
MILANESI, Luís. A casa da invenção: biblioteca centro de cultura. 3. ed. rev. ampl.
São Caetano do Sul, São Paulo: Ateliê, 1997.
SANTOS, Luciana Silva; FERREIRA, Maria do Carmo Sá Barreto; RIBEIRO, Rejane
Maria Rosa. Biblioteca universitária e o serviço de visita orientada como instrumento
de incentivo a leitura e conscientização do usuário quanto à conservação e
preservação do acervo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 21, 2005, Curitiba. Anais do XXI
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação - CBBD. Curitiba: [s.n.], 2005.
TARGINO, Maria das Graças. Bibliotecas como preservadoras e disseminadoras da
cultura local. In: ______. Olhares e fragmentos: cotidiano da Biblioteconomia e
Ciência da Informação. Teresina: Editora Gráfica da UFPI, 2006. p. 65

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APÊNDICE A – Projeto para as visitas orientadas

Projeto: Apresentação musicada
Elaboração
Agnaldo de Jesus
Clemilda dos Reis
Marcelo da Silva
Nívea de Souza
Thaíse Moreira
Execução
Biblioteca do Instituto de Ciência da Informação – Universidade Federal da Bahia
Justificativa
A biblioteca universitária se consagra como um suporte ao aprendizado do
aluno. Nela busca-se expandir, aprimorar o conhecimento teórico apresentado em
sala de aula.
Atualmente a chamada “sociedade da informação” requer do indivíduo
desenvoltura no uso dos mecanismos de recuperação informacional.
A Biblioteca do Instituto de Ciência da Informação propõe ao usuário saber
utilizar os meios de recuperação da informação para ter autonomia na escolha das
fontes de informação de sua pesquisa.
Objetivo geral
� Apresentar os produtos e serviços da biblioteca do Instituto de Ciência da
Informação através da música.
Objetivos específicos
� Mostrar ao usuário a importância de usar eficientemente os recursos
disponibilizados pela Instituição para recuperação de informação.
� Integrar o universo da biblioteca universitária com a cultura popular, resgatando a
tradição nordestina.

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Metodologia
As apresentações musicadas serão feitas por repentistas, auxiliado por
bibliotecário, auxiliares de biblioteca e alunos veteranos no início de cada semestre
letivo com a turma dos novos alunos dos cursos de Biblioteconomia e Arquivologia
pela manhã e à tarde. Estas serão realizadas no espaço da Praça Bastos Tigre
localizada em frente à Biblioteca, ou na área lateral do Instituto que contém um
busto de Cervantes e bancos que podem proporcionar maior integração, reativando
este espaço que se encontra inutilizado.
No período que anteceder a apresentação os participantes receberão um
folder informativo da Biblioteca (horário de funcionamento, serviços, etc.).
Posteriormente devem preencher uma lista contendo o dia e horário de realização
da visita técnica propriamente dita. Esta visita será realizada com grupo de no
máximo dez alunos.
Recursos humanos
1 bibliotecário;
2 auxiliar de biblioteca;
2 repentistas
Alunos veteranos
Recursos materiais
Folder informativo adquirido na gráfica da Universidade.
Recursos financeiros
Os recursos para o pagamento do cachê do artista serão através de
arrecadações realizadas no momento da apresentação. Este pagamento acontece
junto com a apresentação. É colocado um chapéu no meio da roda e as doações
são depositadas de acordo com as “músicas” que estimula a contribuição.
_________________
1

Agnaldo Oliveira de Jesus, Universidade Federal da Bahia, agnaldoufba@hotmail.com.
Clemilda Santana dos Reis, Universidade Federal da Bahia, clemildasantana@yahoo.com.br.
3
Marcelo Fraga da Silva, Universidade Federal da Bahia, celofraga@hotmail.com.
4
Nívea Câmara Rocha de Souza, Universidade Federal da Bahia, nivea1107@hotmail.com.
5
Thaíse Barbara Moreira da Silva Neiva, Universidade Federal da Bahia,
thaisemoreira81@yahoo.com.br.
6
Rejane Maria Rosa Ribeiro, Universidade Federal da Bahia, rribeiro@uefs.br.
2

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                <text>O trabalho aborda a importância de conscientizar os calouros quanto à utilização dos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca do Instituto de Ciência da Informação (ICI) aos alunos dos cursos de Biblioteconomia e Arquivologia, da Universidade Federal da Bahia, utilizando o repente. O repentista apresenta o universo da biblioteca de forma lúdica e descontraída. Através desta ação cultural a biblioteca enfatiza sua importância, divulga aos novos usuários seus serviços e valoriza a cultura regional.</text>
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PEDAGOGIA DO OLHAR: oficina permanente para tratamento técnico de
imagem em movimento
NOGUEIRA, C. A. A.1
FERREIRA, M. A. P.2
FONSECA, M. T.3

RESUMO
A presença da imagem enquanto documento na história da humanidade remonta às
pinturas rupestres, os pictogramas das cavernas. As pesquisas físico-químicas que
conduziram ao surgimento da fotografia, o advento do cinema, televisão e vídeo
confirmam a “espetacularização” da sociedade preconizada por Guy Debord na
década de 1960. Um grande e diversificado acervo de imagens vem se constituindo
desde então, e a Universidade Pública não foge a essa realidade. O objetivo desse
trabalho, no entanto, é a criação de uma Oficina Permanente de Imagens em
Movimento voltada para a qualificação de profissionais de biblioteconomia e seus
auxiliares que atuam junto ao Sistema de Informação e Bibliotecas-SIBI/UFRJ tendo
como campo de atuação o Acervo de Imagens do Núcleo de Tecnologia Educacional
para a Saúde-NUTES.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Universidade Pública. Imagem em Movimento.
Educação. Saúde.

ABSTRACT
The presence of images as documents in the history of mankind dates back to rock
art, pictograms in caves. Chemistry and physic researches that led to the emergence
of photography, and the beginning of cinema, television and video confirm the
“spectacularization” of society preconized by Guy Debord in the decade of 1960. A
large and diversified image archive is being composed since then, and the Public
University is a part of this reality. The objective of this work is, however, the creation
of a Permanent Archive of Images in Motion, aimed at the qualification of
biblioteconomy professionals and assistants that act together at the Libraries and
Information System-SIBI/UFRJ, with its acting field in the Center for Educational
Technology in Health Image Archive-NUTES
Keywords: Biblioteconomy. Public University. Images in Motion. Education. Health.

�2

1 INTRODUÇÃO
No decorrer dos 36 anos de existência do NUTES/UFRJ, Núcleo de
Tecnologia Educacional para a Saúde, órgão suplementar do Centro de Ciências da
Saúde (CCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criado em 1972,
um considerável acervo de imagem em movimento foi constituído, através da
produção de 290 vídeos pelo Laboratório de Vídeo Educativo, da aquisição e doação
de outras instituições de 250 programas, sem considerar um número expressivo de
fitas com material bruto que se encontra em nosso Banco de Imagens.
Parte desse acervo, constituído pelas cópias dos vídeos editados,
encontra-se na Biblioteca de Recursos Instrucionais (BRI), que tem como objetivo
apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão, com a intenção de gerenciar e
disseminar as informações técnico-científicas produzidas e adquiridas pelo NUTES.
Em decorrência do acervo constituído em sua maior parte por documentos
audiovisuais,desenvolve atividades diferenciadas das demais bibliotecas que
compõem o Sistema de Bibliotecas e Informação –SIBI/UFRJ, do qual faz parte.
A produção de imagens para a televisão e o vídeo envolve em seu
processo a geração de um grande número de gravação de cenas — material bruto.
Na edição, apenas algumas cenas são aproveitadas. As gravações não utilizadas ou
parcialmente utilizadas devem receber tratamento técnico visando a sua busca e
recuperação para a reutilização em outras produções audiovisuais, e em atividades
de ensino, pesquisa e extensão, gerando

estoques de informação (BARRETO,

2000).
Esse material bruto encontra-se em nosso Banco de Imagens — setor de
tratamento técnico e armazenamento de imagens (brutas ou editadas/ fixas ou em
movimento), que podem ser reutilizadas em pesquisas; produções jornalísticas;
campanhas publicitárias; estruturação de cursos e outras atividades acadêmicas,
além de constituir a memória visual informatizada da instituição responsável por sua
criação.

�3

2 CONCEITOS E TRATAMENTO DE IMAGENS
Tornou-se lugar comum afirmar que vivemos numa sociedade em que a
linguagem imagética predomina. Na década de 1960 foi cunhada a expressão
sociedade do espetáculo livro quase profético de Guy Debord que antecipa a era da
aparência em detrimento da essência (DEBORD, 1997). A imagem enquanto
documento está presente na história da humanidade desde o período paleolítico,
onde as imagens faziam parte de um processo de magia. Ao pintar um animal numa
rocha, o homem paleolítico acreditava produzir um animal real. A representação
pictórica nada mais era do que a antecipação do efeito desejado (HAUSER, 1982).
As imagens se estruturam em dois domínios que interagem entre si. No
primeiro como representações visuais e objetos materiais —desenhos, pinturas,
gravuras,

fotografias,

cinema,

televisão,

vídeo,

infografia,

holografia,

que

representam o nosso ambiente audiovisual. O segundo domínio tem caráter imaterial
— visões, fantasias, imaginações são representações mentais (SANTAELLA e
NÖTH,1997)
De acordo com Aumont, são três as funções da imagem: o

modo

simbólico, no campo religioso consideradas como meio para se atingir o sagrado; o
modo epistêmico, como informação tal qual os manuscritos iluminados da Idade
Média; o modo estético, hipoteticamente nas pinturas rupestres e atualmente na
publicidade que por vezes pode ser considerada como arte (AUMONT, 1993).
Educar para a decodificação das mensagens audiovisuais, no entanto,
significa a não aceitação passiva daquilo que é visto, mostrado, ou seja, decodificar
os meios e processos de criação das imagens audiovisuais e desenvolver novos
hábitos capazes de conduzir o cidadão a um espírito crítico na maneira de olhar o
mundo que o cerca.

2.1 A decupagem
Decupar é dividir o filme ou o vídeo em planos. Sob o aspecto físico, o
plano é um segmento de imagem contínua compreendido entre dois cortes, ou seja,
é a imagem registrada durante o intervalo de tempo no qual a câmera está ligada,

�4

gravando uma cena; em relação ao enquadramento, o plano é classificado de
acordo com o tamanho da figura humana dentro do quadro. Decupar, então, é reunir
uma série de fragmentos de imagem contínua, filmados ou gravados sob diversos
ângulos e com pontos de vista diferentes.
Um conjunto de planos chama-se cena, e um conjunto de cenas chama-se
seqüência. Para melhor entender o que significa plano, cena e seqüência, convém
fazer um paralelo com a literatura. Comparando-se um filme (ou vídeo) com um livro,
pode-se dizer que as seqüências seriam os capítulos, as cenas seriam os parágrafos
relacionados com a mesma ação e/ou com o mesmo cenário e os planos seriam as
frases (SANTOS,1993).

2.2 Oficina Permanente
O termo oficina nos remete a idéia de espaços coletivos de atividades
práticas e produção de conhecimento. Nessa modalidade de formação contínua a
identificação prévia e objetiva da necessidade de formação é imprescindível. No
contexto desse trabalho o termo oficina se articula com o conceito de educação
permanente ou continuada, difundido como estratégia pedagógica indispensável
frente a um mundo globalizado e em constante transformação. Segundo CHAUÍ,
precisamos estar atentos ao conceito de educação permanente presente na nova
forma do capital que produz a obsolescência da mão-de-obra contribuindo para o
chamado desemprego estrutural. Dessa forma passa-se a confundir educação e
“reciclagem”, exigida pelas condições do mercado de trabalho: aquisições e técnicas
por meio de processos de adestramento e treinamento. A educação é inseparável da
formação e é por esse motivo que ela só pode ser permanente (CHAUÍ, 2003).

3 OBJETIVOS
Atualmente algumas bibliotecas que constituem o Sistema de Informação
e Bibliotecas SIBI/UFRJ possuem um pequeno acervo de imagens em movimento
(vídeos), como a Biblioteca de Recursos Instrucionais do NUTES, o Instituto de
Pesquisa e Planejamento Urbano Regional e a Escola de Belas Artes dentre outras.

�5

O objetivo desse trabalho, portanto,
Informação

é estruturar, com o apoio do Sistema de

e Bibliotecas -SIBI/UFRJ, uma oficina permanente voltada para a

capacitação dos profissionais de bibliotecas e auxiliares de biblioteconomia.
Também faz parte de nosso objetivo oferecer mais um espaço de estágio para os
alunos de graduação do curso de biblioteconomia da UFRJ, integrando-os a todas
as etapas do processo de produção de imagens do Laboratório de Vídeo Educativo,
através de bolsas de extensão, assim como a participação desses futuros
profissionais nas atividades de tratamento técnico de imagem em movimento tendo o
acervo do Banco de Imagens e da Biblioteca de Recursos Instrucionais do NUTES
como campo de atuação.

4 METODOLOGIA
Para atingir nossos objetivos utilizaremos como metodologia atividades em
grupo para o conhecimento do conteúdo de nosso acervo. Faremos levantamento
bibliográfico visando uma melhor compreensão e análise desse universo imagético
com ênfase nos temas comunicação, imagem, documento, educação e saúde.
Analisaremos os conteúdos de programas produzidos pelo NUTES e pelas
TVs abertas e por assinatura visando conhecer e refletir sobre suas estruturas e
formatos (linha de shows, telejornal, documentário, educativo, institucional,
teledramaturgia, etc)
Paralelamente a essas atividades desenvolveremos praticas de produção
de sinopses, classificação e indexação de imagens obedecendo às seguintes
etapas:
a) Descrição
Coleta dos elementos de identificação do documento audiovisual :
- número de registro da fita de vídeo
- título do vídeo
- projeto a que está vinculado o vídeo
- número da cena no vídeo
- localização da cena no vídeo (tempo inicial e final)

�6

- ambiente da cena (interior e exterior)
- natureza da cena :
Conceituais:

Cenas

que

apresentam

relação

direta

com

depoimentos

e/ou

determinado tema ou conceito.
Documentárias:

Cenas

que

apresentam

entrevistas.
Genéricas: Cenas que não apresentam relação direta com um
determinado tema ou conceito na área de saúde.
- descrição dos elementos da cena.
- identificação de personagens e objetos
- descrição da cena
- descrição das informações contidas em cada cena, em planilhas de
acordo com os critérios estabelecidos .
- identificação através do uso de descritores .
- digitação das informações em um programa computacional (software)
- testes das planilhas e dos instrumentos normativos
- ajustes na Linguagem Documentária adotada
- realização de seminários envolvendo profissionais das áreas de Cinema,
Documentação, Comunicação e Informática com o objetivo de
apresentar resultados, ouvir sugestões e fazer ajustes.
b) Representação
Nesta fase, correspondente à indexação propriamente dita, ocorre a análise
dos elementos de descrição e sua tradução para um código semântico
estruturado.
Os problemas que ocorrem na indexação de documentos audiovisuais
através de palavras é que eles fazem parte de uma realidade bidimensional
modelada por um instrumento unidimensional.
O uso de palavras configura como uma aproximação, da mesma forma que
fotos bidimensionais são descrições aproximadas e inexatas da realidade
tridimensional.

�7

4.1 Mostra de acervo de imagens brutas
No processo de tratamento técnico de imagens em movimento, assim
como na edição, aqui entendida como atividade intelectual com viés ideológico, a
etapa mais importante é a da decupagem.
A seguir apresentamos um modelo de planilha de decupagem a partir de
imagens brutas do vídeo AIDS: o desfio é nosso produzido pelo NUTES em 1991. O
vídeo editado foi dividido em sete blocos temáticos: revelação, discriminação, risco,
afeto, serviço de saúde, morte e pequenas vitórias.
Na decupagem das fitas brutas do referido vídeo a diversidade de visões
sobre o tema AIDS e seus diferentes aspectos na área da Saúde estão presentes.
As cenas do cotidiano de um hospital filmado/gravado em diversos planos, o drama
dos soropositivos, médicos, enfermeiros e familiares. Essa narrativa fica clara pelo
domínio da decupagem e da compreensão da imagem como linguagem (Planilha).
Planilha - Decupagens - AIDS

Fita/Volta/
Tempo

Imagem

Fita
001
022/364

370/421

Depoimento de militante do Grupo Gay da Bahia, sobre AIDS e
comunidade homossexual: a dolorosa opção e suas implicações em
termos de violência, discriminação e desrespeito aos Direitos Humanos
e cidadania dos homossexuais.
Mulher em leito de hospital relatando suas expectativas para o parto.
Obs: esta cena deve ser deletada.

Fita
002
020/200

201/407

Entrevista com o Dr. Luiz Antonio Alves de Lima, do Hospital
Universitário Clementino Fraga Filho/UFRJ, sobre AIDS: o medo dos
profissionais de saúde; a mudança de hábitos no combate á
contaminação .
Entrevista com o Dr. Carlos Alberto M. Peixoto, do Hospital Universitário
Clementino Fraga Filho/UFRJ, sobre AIDS : a relação médico-paciente;
a fantasia da contaminação ao lidar com os pacientes com AIDS.

�8

Fita
003
024/068
070/155
157/173
176/186
187/194
197/370

Ambulância parada
no pátio do Hospital Geral de Bonsucesso;
ambulância entrando no hospital.
Máquina de hemodiálise sendo manipulada por enfermeira; paciente
ligada à máquina; detalhes da máquina de hemodiálise.
Mãos de profissional com luva cirúrgica esterilizando tesouras em uma
bandeja de metal.
Tubos de hemodiálise em lata de lixo (Zoom in e zoom out).
Três enfermeiras: colocando material na estufa; organizando material em
estante; e, fazendo anotações.
Entrevista com ..., (ver nome especialidade e instituição), sobre AIDS: os
cuidados na realização da endoscopia para evitar o contágio do HIV.

Fita
004
011/396

Entrevista com o DR. Paulo Feijó Barroso, do Hospital Universitário
Clementino Fraga Filho/UFRJ, sobre AIDS: experiência no tratamento de
pacientes com AIDS; relação médico paciente.

5 CONCLUSÃO
A partir do conceito de Educação Continuada ou Permanente tratado de
forma crítica, ou seja, no contexto da Universidade Pública enquanto instituição
social, diferente das aquisições e técnicas por intermédio de adestramento, é nosso
principal intento unificar uma metodologia para indexação de imagens e capacitar
para a pedagogia do olhar, ou seja, dar acesso aos profissionais das áreas de
biblioteconomia, arquivologia e documentação que atuam nas bibliotecas com
acervo de imagens (fixas ou em movimento), que compõem o Sistema de
Informação e Bibliotecas da UFRJ-SIBI, ao conhecimento dos processos e meios de
produção de imagens dos primórdios do paleolítico, passando pelas artes plásticas,
fotografia, cinema, TV e Vídeo, através de oficinas de indexação de imagens, grupo
de estudo multidisciplinar sobre Imagem e sociedade, e exercícios práticos a partir
do Banco de Imagens em Ciências da Saúde do NUTES/UFRJ

�9

REFERÊNCIAS
AUMONT, Jacques. A significação na imagem. In: A imagem. São Paulo: Papirus
Editora, 1993.
BARRETO, Aldo. Os agregados da informação – Memórias e estoques de
informação. Revista Ciência da Informação,v.1, n.3, p. 5-11, 2000.
CHAUÍ, Marilena. A universidade pública sob nova perspectiva. Revista Brasileira
de Educação, n.24, p.5-15, 2003.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
HAUSER, Arnold. História social da literatura e da arte. Madrid: Mestre Jou, 1982.
SANTAELLA, Lucia; NÖTH, Winfried. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São
Paulo: Iluminuras, 1994.
SANTOS, Rudi. Manual de vídeo. Rio de Janeiro: UFRJ, 1993.

__________________
1

2
3

Carlos Alberto Alves Nogueira, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Técnico em Assuntos
Educacionais/ Laboratório de Vídeo Educativo do Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde
(NUTES), Mestre em Memória Social e Documento carlos.nogueira@yahoo.com.br.
Maria Alice Peixoto Ferreira, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bibliotecária da Biblioteca
Central do Centro de Ciências da Saúde (CCS), alice@acd.ufrj.br.
Maria Teresa da Fonseca, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bibliotecária da Biblioteca
Central do Centro de Ciências da Saúde (CCS), m_teresa@uol.com.br.

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Documentação&#13;
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                <text>A presença da imagem enquanto documento na história da humanidade remonta às pinturas rupestres, os pictogramas das cavernas. As pesquisas físico-químicas que conduziram ao surgimento da fotografia, o advento do cinema, televisão e vídeo confirmam a “espetacularização” da sociedade preconizada por Guy Debord na década de 1960. Um grande e diversificado acervo de imagens vem se constituindo desde então, e a Universidade Pública não foge a essa realidade. O objetivo desse trabalho, no entanto, é a criação de uma Oficina Permanente de Imagens em Movimento voltada para a qualificação de profissionais de biblioteconomia e seus auxiliares que atuam junto ao Sistema de Informação e Bibliotecas-SIBI/UFRJ tendo como campo de atuação o Acervo de Imagens do Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde-NUTES.</text>
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BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, ACESSO LIVRE À
INFORMAÇÃO E REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS:
contribuições para gestão do conhecimento acadêmico
NEVES, E.1
SUANNO, M. V. R.2

RESUMO
Analisa as transformações advindas da sociedade da informação e as implicações
ocasionadas pelas tecnologias de informação. Enfatiza a importância da biblioteca
universitária no contexto das instituições de ensino superior, ressaltando sua
relevância na gestão do conhecimento acadêmico, aliado ao acesso livre à
informação e aos repositórios institucionais.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Acesso livre. Repositórios institucionais.
Conhecimento acadêmico.

ABSTRACT
It analyses the changes stemming from the information society and the implications
caused by information technologies. Stresses the importance of the university library
in the context of higher education institutions, highlighting its importance in the
management of academic knowledge, coupled with free access to information and
institutional repositories.
Keywords: University libraries. Open access. Institutional repositories. Academic
knowledge.

1. INTRODUÇÃO
Na sociedade da informação ou sociedade em rede, assim designada por
Manuel Castells, a grande questão é como as pessoas terão amplo e livre acesso
aos benefícios das tecnologias de informação e comunicação (TICs), de maneira

�2

que por sua apropriação social, seja um poderoso instrumento de educação, ciência
e tecnologia, cultura e formação de cidadania. Em A sociedade em rede, o autor
mapeia um cenário mediado pelas novas tecnlogias de informação e comunicação
(TICs) e como estas interferem nas estruturas sociais. Castells(2001) descreve a
sociedade contemporânea como uma sociedade globalizada, centrada no uso e
aplicação de informação e conhecimento, cuja base material está sendo alterada
aceleradamente por uma revolução tecnológica concentrada na tecnologia da
informação e em meio a profundas mudanças nas relações sociais, nos sistemas
políticos e nos sistemas de valores.
São

evidentes

as

transformações

advindas

pelas

novas

TICs.

Tofller(1990) esclarece que a tecnização, informatização e globalização da
sociedade colocam o conhecimento em posição privilegiada como fonte de valor e
de poder.
O pensador polonês Adam Schaff publicou o livro: A sociedade
informática, apresentando - o como uma obra de "futurologia sócio-política”, na qual
procura dar resposta a seguinte pergunta: Que futuro nos aguarda? No que se refere
às dimensões sociais do desenvolvimento, dando conta de uma visão de futuro para
vinte ou trinta anos.
De acordo com Schaff(1995), as três últimas décadas do século vinte,
mostram as sociedades humanas em meio a uma acelerada e dinâmica revolução
da microeletrônica na qual as possibilidades de desenvolvimento são enormes, da
mesma forma, que são enormes os perigos inerentes a elas, não só nos aspectos
tecnológicos mas igualmente nas relações sociais, uma vez que as transformações
da ciência e da técnica, com as conseqüentes transformações na produção e nos
serviços deverão conduzir a transformações também nas relações sociais.
Embora a gestão do conhecimento tenha se desenvolvido no ambiente
das organizações empresariais e tem suas pesquisas e aplicações voltadas para o
ponto de vista do conhecimento organizacional. Observamos que existem outros
contextos nos quais, a gestão do conhecimento pode ser estudada, como por
exemplo, o contexto acadêmico, direcionado para a perspectiva do conhecimento
científico.

�3

Dentro das Instituições de Ensino Superior (IES), as bibliotecas
universitárias se apresentam como fortes aliadas no processo de mediação do
conhecimento, pois é nela que estão armazenados conteúdos necessários para
subsidiar estudos e pesquisas da comunidade acadêmica.
Sendo a informação um elemento essencial para que as atividades
profissionais estejam incorporadas na evolução que acelera a universalidade do
conhecimento, o bibliotecário deve estar atento em proporcionar aos usuários, a
informação certa, de forma rápida e precisa, nos diversos suportes informacionais.
É notório que a explosão de informações que hoje se apresenta em vários
recursos informacionais precisa ser avaliada pelo profissional da informação em
decorrência da constante evolução de informações em diversas áreas e sabemos
que não é fácil acompanhar esse processo. Nesse sentido, o Open Archives ou
Acesso Livre, e os Repositórios Institucionais, aparecem com alternativas bem
sucedidas para a transmissão rápida de informações.
O presente estudo propõe discutir a importância da biblioteca universitária
no contexto acadêmico, destacando seu valor dentro do sistema de avaliação
proposto pelo Ministério de Educação (MEC). São descritos os conceitos de Acesso
livre à informação e repositórios institucionais, analisando suas contribuições para a
democratização do acesso à informação, ao mesmo tempo em que proporcionam
maior visibilidade da produção científica.

2. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: SUA RELEVÂNCIA PARA O ENSINO
SUPERIOR
A biblioteca universitária é uma importante unidade no contexto
acadêmico, desenvolvendo um papel essencial para o ensino superior.
A American Library Asociation (ALA), definiu a biblioteca universitária
como aquela estabelecida, mantida e administrada por uma universidade, para
cumprir as necessidades de informação de seus estudantes e apoiar programas
educativos de investigação e outros serviços.

�4

Na descrição de Silva (2004) a biblioteca está diretamente ligada ao
ensino superior e é uma instituição fundamental para auxiliar no processo de
aprendizagem. Sua influência está relacionada ao auxílio, ao ensino, à pesquisa, ao
atendimento a estudantes universitários e a comunidade em geral. Seu papel é
suprir as necessidades de informações técnicas, científicas e literárias ao ensino,
pesquisa e extensão.
Como defende Silva C. (2006) esta tríade: ensino, pesquisa e extensão
fornecem apoio à consecução dos objetivos da universidade, centrando seu foco nas
necessidades informacionais dos indivíduos. A autora destaca a missão da
biblioteca universitária:
•

Prestar serviço de informação as atividades de ensino pesquisa e
extensão;

•

Promover o acesso, a recuperação e a transferência de informação para
toda a comunidade universitária, colaborando no desenvolvimento
científico, tecnológico e cultural da sociedade como um todo;

•

Prover a infra-estrutura bibliográfica, documentária e informacional para
apoiar as atividades da universidade, centrando seus objetivos nas
necessidades informacionais dos membros da comunidade universitária.
De acordo com Garbelini (2004) as bibliotecas universitárias são os

sistemas de informação mais representativos de um país quanto à produção da
informação e do conhecimento no contexto da sociedade global e com muitas
possibilidades para uma integração diante dos desafios da globalização.
Ainda segundo Norezo e Vaughan (2000 apud Gaberline, 2004), as
bibliotecas universitárias, são um fenômeno do século XXI no que diz respeito à
educação superior, enfrenta numerosos desafios, por passar por constantes
mudanças dentro de si mesma e por vivenciar uma realidade que oferece todos os
recursos tecnológicos. A biblioteca universitária, por assim dizer, deve possuir
material de referência bibliográfico e eletrônico; um serviço de informação para apoio
a pesquisa e ainda favorecer o acesso à cultura do seu entorno e época.

�5

Contudo, Cunha (2000) adverte que para a biblioteca, torna se cada vez
mais difícil prover acesso à totalidade da informação demandada por seus usuários.
Isso se dá principalmente pelo fato da chamada explosão bibliográfica, por questões
de custos e da falta de espaço é praticamente impossível de adquirir todas as
publicações que são produzidas. De acordo com Hankins (1994 apud CUNHA,
2000), o crescente custo dos documentos é um dos óbices, porém talvez o mais
importante seja a explosão bibliográfica que tornou quase impossível adquirir e
encontrar espaço físico para atender uma gama de interesses dos possíveis
usuários.
Segundo Pinto (1993), as bibliotecas universitárias são instituições e,
como tal, constituídas por um conjunto de funções responsáveis, que vão desde a
localização até a recuperação. A sua estrutura organizacional está formada por
departamentos denominados de divisões e seções que, em muitos casos, são
designados com outros nomes. A cada departamento cabe a responsabilidade pelo
desenvolvimento de algum produto e/ou serviço, formando uma cadeia até a
execução final.
Para Woodsworth(1989), o valor da biblioteca não será mensurado pelo
tamanho, profundidade ou amplitude das coleções que possuem, mas sim, pela sua
capacidade de prover acesso a informação em todos os formatos possíveis.
Nesse contexto, com afirma Silva C.(2006), as atividades do bibliotecário
em sua essência não mudam, o seu trabalho continua sendo o de apoio à busca de
informação. O que mudou foi à tecnologia utilizada para a realização desse trabalho.

2.1 A biblioteca universitária diante dos olhares do instrumento de avaliação dos
cursos de graduação
A Biblioteca é um setor estratégico dentro de uma instituição de ensino
superior, uma vez que, é um dos itens de grande importância e peso nos critérios de
avaliação, utilizados pelo Ministério de Educação (MEC) para a autorização e
reconhecimentos dos cursos de graduação.

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A Avaliação dos Cursos de Graduação é um método empregado pelo
MEC para o reconhecimento ou renovação de reconhecimento dos cursos de
graduação, representando uma medida necessária para a emissão de diplomas.
No próprio texto de apresentação sobre avaliação dos cursos de
graduação é esclarecido que existem três grandes dimensões a serem avaliadas: a
qualidade do corpo docente, a organização didático-pedagógica e as instalações
físicas, com ênfase na biblioteca.
Quando discutimos a necessidade de melhorar a biblioteca temos como
referencial pelo menos dois pontos fortes: a necessidade de oferecer a comunidade
acadêmica (professores, alunos e funcionários da instituição) melhores condições
para desenvolver suas atividades e a necessidade de atender as exigências feitas
pelo MEC.
Esses pontos são extremamente importantes, pois, sabemos que uma
biblioteca com qualidade pode contribuir muito para boa formação dos alunos, além
disso, são eles que sustentam a instituição por meio do pagamento das
mensalidades, no caso de instituições privadas e, portanto, merecem ensino de
qualidade. É do nosso conhecimento que os docentes e funcionários necessitam de
acesso a informações para melhor desempenharem suas funções. Atender as
exigências do MEC é também imprescindível, pois é este o órgão que autoriza e
reconhece os cursos superiores.
Mas, vale salientar, que além de cumprir com as exigências do MEC, a
biblioteca deve assumir seu papel, pedagógico, social, de dar suporte informacional
ao ensino, pesquisa e extensão, contribuindo também para o desenvolvimento da
sociedade.
De acordo com Krzyzanowski (1998) a Universidade é o contribuinte
dinâmico no processo pela geração, difusão e intercâmbio de novas idéias e
conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa e do ensino. Neste contexto,
cabe às bibliotecas universitárias tornar disponível a informação, tanto para apoio às
atividades de ensino e pesquisa, como para subsídio à tomada de decisão. O uso
das tecnologias da informação e da comunicação eletrônica apropriada ao acesso, à
organização e ao processamento da informação, cada vez mais eficientes e

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eficazes, fundamenta as ações estratégicas das bibliotecas universitárias e trazem
novos desafios para o cumprimento de seus objetivos, exigindo um moderno perfil
gerencial dos agentes de informação.

2.3 Acesso livre: caminhos percorridos e análise conceitual
Por Acesso Livre, podemos afirmar que se trata de um movimento a favor
da informação de acesso aberto e digital, on line, isento de taxas para leitura e livre
de muitas restrições de direito autoral e licença. Consideramos oportuno descrever
caminhos percorridos por esse movimento.
Com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação
surgiram novas alternativas de comunicação científica provocando alterações nos
seus paradigmas e dando origem ao Acesso Livre. Podemos citar com exemplo, o
Open Archives Initiative (OAI), a partir do qual foram estabelecidos alguns padrões
tecnológicos e ideais que se associam em um processo visando a democratizar o
acesso à informação científica.
Em decorrência dessa iniciativa, surgiu o movimento denominado Open
Access to Knowledge and Information in Sciences and Humanities. Diversas
instituições de pesquisa, localizadas em vários países, integraram esse movimento
por meio de declarações, como, por exemplo, a Declaration of Berlin, a Declaration
of Bethesda, na Europa e o Manifesto Brasileiro de Apoio ao acesso livre à
Informação Científica no Brasil, lançado em setembro de 2005 pelo Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). A origem desse
movimento se deve em função das dificuldades encontradas para se obter acesso à
produção da informação publicada pelos pesquisadores, nem sempre acessível pela
própria comunidade científica.
Mueller (2006) lembra que a aparente estabilidade de que gozava o
sistema de comunicação científica mundial foi abalada quando estourou a chamada
crise dos periódicos, em meados da década de 1980, que já vinha se anunciando
desde a década de 70. O gatilho da crise foi a impossibilidade de as bibliotecas
universitárias e de pesquisa americanas continuarem a manter suas coleções de
periódicos e a corresponder a uma crescente demanda de seus usuários,

�8

impossibilidade decorrente da falta de financiamento para a conta apresentada pelas
editoras, cada ano mais alta, mais alta mesmo que a inflação e outros índices que
medem a economia. Isso já vinha acontecendo nos países em desenvolvimento,
inclusive no Brasil, cujas bibliotecas já não conseguiam manter suas coleções
atualizadas, mas a crise só detonou quando atingiu as universidades norteamericanas.
Ainda de acordo com Muller(2006) quando estourou a crise, novas
alternativas para os periódicos científicos foram procuradas. O estado de
desenvolvimento da tecnologia de informação na época permitia antever muitas
possibilidades, quase sempre suprimindo as editoras do processo. Essas
alternativas começam a ganhar espaço nas discussões acadêmicas nos últimos
anos da década de 80 e no início de década de 90. Um artigo que marcou época,
Scholarly Skywriting and the Prepublication Continuum of Scientific Inquiry, de
Stevan Harnard (1991), preconizava skywriting – escrever nos céus, uma expressão
que ele criou para exprimir sua visão de futuro: ele previa que a disseminação da
palavra escrita na “Era Pós-Galáxia de Gutenberg” seria como escrever no céu, para
todo mundo ver e adicionar seus comentários como se fosse grafite nos banheiros
públicos”, mas em uma escala galáctica Harnad (1998 apud MULLER 2006).
Também nesta época começam a surgir iniciativas concretas de acesso livre a
textos acadêmicos. Uma das mais bem-sucedidas dessas iniciativas foi o arquivo de
pré-prints montado em Los Alamos, em 1991, por Paul Ginsparg, que, de acordo
com artigo publicado na seção “Debates” da revista Nature em 2002 (portanto já
com alguma perspectiva histórica), teria transformado a natureza e o alcance da
informação científica em física e outras áreas. Ginsparg iniciou um sistema
eletrônico no Laboratório Nacional de Los Alamos, Novo México, Estados Unidos,
que permitia que pesquisadores da área de física e outras áreas relacionadas,
localizados em qualquer parte do mundo, enviassem seus trabalhos para um
repositório central, de onde poderiam ser recuperados por outros pesquisadores
interessados. Na maioria dos casos tais trabalhos não haviam sido avaliados, mas o
sistema verificava alguns pontos para garantir uma qualidade mínima (por exemplo,
filiação do autor). Os autores enviavam seus preprints para Los Alamos, ao mesmo
tempo em que os submetiam às editoras. Cada dia, o sistema comunicava por
correio eletrônico aos seus assinantes quais trabalhos haviam sido depositados, e,

�9

no caso de interesse, o assinante recebia, também por correio eletrônico, uma cópia
do trabalho Levy (2006 apud MULLER 2006). Atualmente, esse serviço está
instalado em Michigan.
Mas, vale salientar, que essas iniciativas precursoras não foram de início,
recebidas como formas legítimas de certificação da ciência e comunicação científica.
Nas primeiras propostas que foram feitas, ainda na década de 90, vislumbrava - se
um mundo novo, mais democrático, no qual seria se não eliminado, pelo menos
bastante diminuído o poder das editoras e dos avaliadores. E foram justamente esse
dois pontos os maiores entraves para sua aceitação. A legitimidade foi negada às
publicações eletrônicas porque predominava a crença de que apenas à publicação
nos moldes tradicionais poderia ser atribuída autoridade para validação do
conhecimento científico.
De acordo com Kuramoto(2006) a publicação de acesso livre deve
satisfazer a duas condições:
•

Autor (es) e o(s) detentor (es) de direitos de reprodução (copyright)
concede(m) a todos os usuários o acesso livre mundial e perpétuo ao
trabalho, assim como uma licença de cópia, uso, distribuição,
transmissão e exibição pública, e ainda de produzir e distribuir
trabalhos dele derivados, em qualquer meio digital, para qualquer
finalidade devida atribuição de autoria*, e concedem adicionalmente o
direito de produção de uma pequena quantidade de cópias impressas
para seu uso pessoal.

•

Uma versão integral do trabalho e de todo o material suplementar,
incluindo uma cópia da permissão, em um formato eletrônico
adequadamente padronizado, é depositada imediatamente após a
publicação inicial em um repositório on-line mantido por uma instituição
acadêmica,

por

uma

associação

científica,

por

uma

agência

governamental ou por qualquer outra organização solidamente
estabelecida, a qual vise a propiciar o acesso livre, a distribuição
irrestrita, a interoperabilidade e o arquivamento de longo prazo (para as
ciências biomédicas, a PubMed Central se constitui em um repositório
desta natureza.

�10

De acordo com o autor, Acesso Livre representa um marco, pois, oferece:
soluções técnicas efetivas, ágeis, econômicas e viáveis para que comunidades
científicas reconstruam práticas e processos de comunicação científica, sistemas de
gestão cooperativos, mecanismos de controle bibliográfico, preservação da
memória, promovendo assim a consolidação de seu corpus de conhecimento.

2.4. Repositório institucional: recurso de apoio à gestão do conhecimento
acadêmico
Na definição apresentada no glossário do IBICT, repositórios são sistemas
de informação que armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à produção
intelectual de comunidades científicas. Incentivam e gerenciam a publicação pelo
pesquisador (auto-arquivamento), utilizam tecnologia aberta e podem ser acessados
por diversos provedores de serviços nacionais e internacionais.
Linch(2003) esclarece que eles podem ser temáticos : quando colocam o
foco em uma determinada área do conhecimento; ou institucionais : quando se
constituem em um conjunto de serviços oferecido por uma dada instituição aos
membros de sua própria comunidade para a gerência e a disseminação dos
materiais digitais criados por ela, ou seja, seu foco é a memória técnica de uma
dada instituição que pode ser composta por trabalhos publicados e/ou originais e
apresentados em distintos formatos, suportes e tecnologias.
De acordo com Crow (2002) repositório institucional é um conjunto de
serviços que a universidade oferece aos membros de sua comunidade para a gestão
e disseminação de materiais digitais criados pela universidade e membros de sua
comunidade.
Sinteticamente Kuramoto (2006), define repositórios institucionais como
um conjunto de serviços oferecidos por uma instituição aos membros de uma
comunidade para a gestão e disseminação da sua produção técnico-científica em
meio digital.
Os repositórios institucionais têm aumentado de forma significante nos
últimos anos especialmente dentro da comunidade universitária, com objetivos
direcionados à gestão, ao armazenamento, à preservação e à disseminação do

�11

trabalho intelectual produzido pela comunidade acadêmica. Eles podem reunir todos
os tipos de documentos produzidos na instituição, como por exemplo, trabalhos dos
professores e pesquisadores apresentados em congressos e reuniões profissionais,
versões de artigos impressos, relatórios de pesquisa, programas de disciplinas e
textos elaborados para aulas, monografias, dissertações e teses, trabalhos de
disciplinas, anais e toda a produção científica produzida pela comunidade
acadêmica.
Segundo Crow (2002) os repositórios institucionais possibilitam reunir,
preservar, dar acesso e disseminar boa parte do conhecimento da instituição,
contribuindo para aumentar a visibilidade da sua produção cientifica.
Como defende Weitzel (2006), os repositórios podem ser visualizados
como readaptações das antigas bibliografias especializadas, ou ainda, dos serviços
de indexação e resumo, agora implementados e gerenciados pelas próprias
comunidades científicas visando contribuir para: o aumento da visibilidade, estatuto,
imagem e “valor” público da instituição, servindo como indicador tangível de sua
qualidade e demonstrando as relevâncias científicas, econômicas e sociais das suas
atividades de pesquisa e ensino; a reforma do sistema de comunicação científica,
expandindo o acesso aos resultados da pesquisa, reassumindo o controle
acadêmico sobre a publicação científica, aumentando competitividade e reduzindo o
monopólio das revistas científicas,
Os repositórios institucionais tem sido fruto da necessidade de instituições,
de preservar digitalmente documentos, que antes se encontravam apenas em meio
impresso e permitir que os mesmos estejam acessíveis a qualquer pessoa,
independente do local que estiver.
É notável que os repositórios contribuam de forma contundente para a
gestão do conhecimento acadêmico, em seu livro: A quinta disciplina, Peter Senger,
afirma que a gestão do conhecimento tem como principal objetivo transformar o
conhecimento em bem institucional, ao invés de um bem de um individuo ou de um
grupo dentro de uma instituição. Condizente a essa informação os repositórios
aparecem como recurso decisivo de compartilhamento e difusão de conhecimento e
informação entre as pessoas e as organizações.

�12

Nesse sentido, Crouw (2002) defende que enquanto os repositórios
institucionais centralizam, preservam, tornam acessíveis e disseminam o capital
intelectual de uma instituição, ao mesmo tempo eles constituem um sistema global
de repositórios distribuídos e interoperáveis que fundamentam um novo modelo de
publicações científicas.
Dessa forma, podemos afirmar que os repositórios são ferramentas que
possibilitam agrupar e disseminar o conhecimento produzido na organização,
mostrando com mais visibilidade a produção técnico-científica da instituição. Além
de contribuir para a preservação da memória institucional.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o advento da sociedade da informação, onde a produção de
informação é exorbitante e o crescimento das tecnologias de informação e
comunicação (TICs) é acelerado, o grande cerne da questão é como transmitir as
informações necessárias aos pesquisadores e como as TICs podem ajuda-los.
As novas tecnologias da informação e da comunicação trouxerem
mudanças significativas, surgiram novas alternativas de comunicação científica
provocando alterações nos seus protótipos e deram origem ao Acesso Livre ou
Open Archives, cujo objetivo se concentra em democratizar o acesso à informação
científica. Além disso, reforçaram a idéia de que a informação, bem utilizada, é um
valioso instrumento de poder.
Os repositórios institucionais contribuem de forma significativa para a
gestão do conhecimento científico produzido nas universidades, uma vez, que é
possível armazenar documentos, projetos, artigos e trabalhos produzidos na
instituição, proporcionando também a preservação e divulgação dos mesmos.
Os profissionais devem ser cautelosos diante das alterações na estrutura
da sociedade, preparando-se para desenvolver suas competências de modo a
acompanhar as tendências de mudanças. Para resistir a esse contexto, é
fundamental que esses indivíduos saibam absorver as transformações e estejam
aptos em ocasionar inovações no ambiente que atuam.

�13

Por excelência, a biblioteca universitária é considerada instituição
essencial para orientar no processo de aprendizagem. Sua influência está
relacionada ao auxílio, ao ensino e a pesquisa para toda a comunidade universitária.
Pressupõe que seus objetivos estejam de acordo com o meio acadêmico a qual está
inserida.
O bibliotecário é o agente mediador entre o conhecimento, a biblioteca
universitária e o pesquisador. Nesse sentido, esse profissional deve estar preparado
para lidar com todos os suportes informacionais e dominar as tecnologias de
informação.

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escolar: temas para uma prática pedagógica. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003,
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__________________
1

Edilane Neves, Instituto Aphonsiano de Ensino Superior (IAESup), edilaneneves@yahoo.com.br,
biblioaphon@terra.com.br.
2
Marilza Vanessa Rosa Suanno, Instituto Aphonsiano de Ensino Superior (IAESup),
marilzasuanno@uol.com.br.

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COMPORTAMENTO DOS DOCENTES DO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO (PPGA) DA UNIVERSIDADE DE
BRASÍLIA NA BUSCA E USO DA INFORMAÇÃO
NASSER, J. C.1
DANTAS, J. H.2
AMARAL, S. A.3

RESUMO
Pesquisa descritiva de caráter exploratório teve como objetivo verificar como os
docentes do Programa de Pós Graduação em Administração da Universidade de
Brasília buscam e utilizam a informação para realizar suas atividades acadêmicas
Foi identificado o perfil dos docentes de acordo com a análise documental dos
currículos da Plataforma Lattes do CNPq. O comportamento dos docentes foi
pesquisado por meio de questionário distribuído pessoalmente, com questões
referentes às variáveis estudadas: forma de aquisição de novos conhecimentos,
formas de atualização, fontes informacionais mais utilizadas, dificuldades
enfrentadas pelos docentes no processo de busca e uso da informação científica;
suas preferências na busca de informações para realização das atividades
acadêmicas; indicação dos serviços da Biblioteca Central (BCE) da UnB aos alunos,
e satisfação dos docentes em relação aos resultados obtidos em suas próprias
buscas. Os resultados indicaram carências referentes à busca e ao uso da
informação pelos docentes. São apresentadas sugestões para os gestores da
Biblioteca da UnB referentes à prestação de serviços e reformulação das políticas
adotadas para minimizar as dificuldades enfrentadas pelos docentes para que
fiquem mais satisfeitos com os resultados das suas buscas de informação.
Palavras-chave: Estudo de usuários. Comportamento de busca de informação. Uso
da informação. Biblioteca Central da Universidade de Brasília.

ABSTRACT
An exploratory-type descriptive research aimed to ascertain how the professors of
the Graduation Program in Administration, at the University of Brasília, search and
use information to perform their academic activities. The professors’ profile was
identified according to the documental analysis of the Lattes Platform’s curricula of

�2

the CNPq. The professors’ behavior was assessed through a questionnaire handed
to them, with questions regarding the variables studies: form of acquisition of new
knowledge, forms of updating, most used information sources, hindrances faced by
the professors during the scientific information search and use process; their
preferences when searching for information to carry out their academic activities;
indication of the UnB’s Central Library (BCE) services to students and the
satisfaction of the professors regarding the results achieved from their own searches.
The results showed deficiencies regarding the search and use of information by the
professors. Suggestions are presented to the UnB’s Library managers concerning
the rendering of services and the reformulation of the policies adopted to minimize
the difficulties faced by the professors, in order they be more satisfied with the results
obtained in their searches for information.
Keywords: Study on users. Information search behavior. Use of information.
University of Brasília’s Central Library

1 INTRODUÇÃO
Estudar o comportamento de usuários de informação é um dos requisitos
para desenvolver as atividades gerenciais em bibliotecas. Ao identificar a
necessidade do usuário, os gestores podem inserir modificações nos serviços
oferecidos e atender efetivamente a demanda de sua comunidade.
A biblioteca da universidade que o professor está vinculado deve oferecer
meios de acesso à informação científica com maior agilidade, evitando atrasos na
obtenção da informação que gerem prejuízos às atividades acadêmicas.
Knoplich (1998, p. 2) trata da obrigatoriedade da atualização do
conhecimento para professores universitários, já que dão aulas, fazem pesquisas e
orientam teses, necessitando dos conceitos mais atuais em cada especialidade,
levantando a preocupação da necessidade da seleção do que lêem, considerando a
confiabilidade das publicações.
De

acordo

com

Guevara

Villanueva

(2004,

p.19),

estudar

o

comportamento de usuários da informação é um objetivo que deve ser priorizado por
centros de informação e bibliotecas, pois ajuda seus gestores a detectar as
mudanças nos hábitos e necessidades de seus usuários e pesquisadores.
O desempenho eficaz da Biblioteca Central (BCE) da Universidade de
Brasília (UnB), por meio de seus produtos e serviços, é fundamental. Ao propor a

�3

realização de uma pesquisa para verificar o comportamento de busca e uso da
informação pelos professores de pós-graduação, foi selecionado o Programa de
Pós-Graduação em Administração (PPGA), utilizando metodologia que pudesse ser
aplicada posteriormente nos demais programas de pós-graduação da Universidade.
Os resultados da pesquisa contribuirão como subsídios aos gestores para direcionar
os seus esforços de gestão no sentido de adequar a prestação de serviços de
informação oferecidos pela BCE aos seus usuários.
A pergunta que norteou a pesquisa foi: como os docentes do Programa de
Pós Graduação em Administração da Universidade de Brasília buscam e utilizam a
informação, para realizarem suas atividades acadêmicas?

2 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS ESTUDOS DE USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO
Diversos são os estudos de usuários para subsidiar as bibliotecas na
produção de mudanças necessárias em seus serviços para aprimorar o atendimento
aos seus usuários.
Segundo Figueiredo (1994)
O estudo de usuário é uma investigação realizada com o propósito
de saber o que os indivíduos precisam em matéria de informação,
ou então para se ter conhecimento sobre as necessidades reais de
informação do usuário de uma biblioteca ou de um centro de
informação.

Ferreira (1996) observa que os estudos de usuários fundamentam-se em
dois tipos de abordagem: as abordagens convencionais ou conservadoras,
centradas no sistema e na observação de grupos de usuários e as abordagens da
percepção ou abordagens alternativas, centradas no indivíduo e na análise das
características únicas de cada usuário como meio de chegar às aspectos cognitivos
comuns à maioria deles.
De acordo com Maia (2005, p.5), analisar apenas um usuário do sistema
de informação não ajudaria, pois a preferência e satisfação do usuário tendem a ser
altamente voláteis e específicas. Os estudos devem ser focados em características
mais estáveis como a perspectiva de uso de uma comunidade de usuários.

�4

Para Le Coadic (1996, p. 110), as pesquisas sobre usuários de serviços
de bibliotecas surgiram a partir de perguntas sobre as atividades destes usuários
que, imaginados como passivos e disciplinados, necessitam da ação do bibliotecário
na obtenção da informação. O estudo de usuário visa obter melhor conhecimento de
suas práticas, modos de agir, usos, meios de operação ou esquemas de ação.
De acordo com Ferreira (1996, p.220),
... compreendendo os comportamentos de busca de informação mais
profundamente, poderemos capacitar as organizações provedoras de
informação a melhor servir às necessidades de seus clientes,
aumentando, assim, a eficiência específica dos indivíduos nos meios
pessoais, sociais e profissionais. O ideal seria alcançar o conceito
global para uma dada comunidade, usando classificações
abrangentes em que todas as situações individuais pudessem ser
enquadradas.

Teixeira (2004, p. 211) observa que “os usuários fazem uso de serviços,
mas não os exploram de maneira aprofundada, por não terem conhecimento da
capacidade do sistema”. Com isso, faz-se importante considerar que além das
publicações em papel existe também uma quantidade crescente de informação
eletrônica.
Calva Gonzales (2004) em seu estudo sobre a necessidade de
informação, traz uma importante contribuição ao estudo dos usuários, pois aborda
os fundamentos do surgimento das necessidades de informação, embora não a
partir de uma perspectiva meramente conjuntural com intenção de estabelecer
programas de previsão de serviços bibliotecários. Seu enfoque é mais profundo, já
que trata de elucidar as origens das necessidades de informação procurando entre
as necessidades dos seres humanos. Ao situar as necessidades de informação
neste contexto, dá-se forma a uma das contribuições mais importantes do trabalho,
já que as necessidades humanas são a origem e causa de muitas atitudes.
Preenche um vazio sobre o tema, pois até o momento não se haviam explorado as
necessidades de informação com um enfoque parecido. De acordo com os estudos
de Calva Gonzáles (2004), observa-se a mudança no foco dos estudos de usuários,
ao procurar entender todo o processo desde o surgimento da necessidade ao
momento da satisfação do usuário.

�5

3 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE
INFORMAÇÃO
Os usuários de bibliotecas universitárias necessitam usar serviços que
atendam suas necessidades de informação para realizar suas atividades
acadêmicas.
Tavares (2005) destaca que
“a finalidade das bibliotecas em centros de pesquisa é dar apoio ao
pleno desenvolvimento de atividades ligadas ao ensino, pesquisa e
extensão, por isso o desempenho eficaz de seus produtos e serviços
é fundamental no processo de transferência e democratização da
informação, afim de possibilitar estrutura necessária à produção de
novos conhecimentos”.

A biblioteca sendo um dos eixos de sustentação das atividades de ensino
e pesquisa deverá adequar seus serviços para essas atividades desenvolvidas no
meio acadêmico.
Garcez (2000) enfatiza que, para as bibliotecas alcançarem seus objetivos
de atender e satisfazer as necessidades e expectativas de seus usuários, têm que,
inicialmente, conhecê-los. Portanto, os serviços oferecidos pela biblioteca deverão
estar adequados aos perfis de usuários, o tipo de acervo tem que estar relacionado
ao tipo de pesquisa realizada na instituição, deverá também identificar o tipo de
formato, impresso ou eletrônico que o pesquisador tem preferência e oferecer auxílio
constante na pesquisa, entre outros.
Cuenca, Moraes e Fontes (2000) destacam que na transição do impresso
para o eletrônico, as bibliotecas universitárias tiveram papel fundamental na
introdução dos pesquisadores para o uso das novas tecnologias, facilitadoras na
atualização dos avanços da ciência.
Tavares (2005) observa a interação entre biblioteca e usuário como o pilar
do

desenvolvimento

de

percepção

de

valor,

confiança

e

compromisso,

demonstrando a responsabilidade que a biblioteca tem na criação e adequação de
um sistema de informação eficiente voltado a pesquisadores.

�6

4 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA SOBRE COMPORTAMENTO DOS
DOCENTES DO PPGA DA UNB
A pesquisa realizada foi descritiva. Segundo Vieira (2002) e Malhotra
(2001) esse tipo de pesquisa tem por finalidade observar, registrar e analisar os
fenômenos sem, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo.
A pesquisa foi censitária, uma vez que os questionários foram
distribuídos a todos os 20 docentes do PPGA, segundo consulta ao site do
Programa (www.unb.br/face/ppga), em 20 de abril de 2007.
Para identificar o perfil dos docentes foi realizada a análise documental
dos seus currículos disponíveis na Plataforma Lattes do CNPq, compreendendo o
período de 2004 (data da criação do PPGA) até 2006. A coleta de dados foi
realizada em 18 de abril de 2007. As variáveis de identificação do perfil foram: tempo
de

docência;

área

do

conhecimento

de

formação;

publicações

(artigos

/livros/capítulo de livro/ organização livro/anais congressos); orientações concluídas
(mestrado/doutorado/iniciação cientifica/ graduação); projeto de pesquisa concluídos
e em andamento.
Antes de distribuir os questionários, foi contatado o Coordenador do
Programa para explicar os objetivos da pesquisa e solicitar autorização do envio. A
distribuição foi feita pessoalmente aos docentes na forma impressa na secretaria do
PPGA e enviado por e-mail aos docentes que optassem por essa forma de remessa.
As questões desse instrumento de coleta obtiveram respostas sobre as
variáveis

relativas

aos

objetivos

específicos

da

pesquisa

referentes

ao

comportamento dos docentes de busca e uso da informação, que foram: forma de
aquisição de novos conhecimentos, formas de atualização, fontes informacionais
mais utilizadas, dificuldades enfrentadas pelos docentes no processo de busca e uso
da informação científica; suas preferências na busca de informações para realização
das atividades acadêmicas; indicação dos serviços da BCE aos alunos, e satisfação
dos docentes em relação aos resultados obtidos em suas próprias buscas.
No dia 16 de maio foi aplicado o pré-teste do questionário. Verificadas e
corrigidas algumas falhas, o instrumento de coleta de dados ficou composto de 10

�7

questões sendo 8 fechadas e duas semi-abertas. O objetivo geral da pesquisa foi
explicado de modo direto e simplificado, com o propósito de sensibilizar os
respondentes. Foi especificado, também, o prazo para devolução do questionário,
estabelecendo-se uma data para seu recolhimento na Secretaria do Programa. A
entrega na secretaria do PPGA ocorreu no dia 18 de maio de 2007 e foram
recolhidos no dia 25 de maio de 2007. Os questionários remetidos por e-mail foram
encaminhados no dia 24 de maio e recolhidos no dia 28 de maio de 2007.

5 SOBRE A UNB, O PPGA E A BCE
Para descrever o ambiente organizacional (UnB, PPGA e BCE) foi
utilizada a técnica de análise documental com a consulta a documentos impressos e
a informações disponíveis na Internet.
A Universidade de Brasília tem por objetivo cultivar o saber em todos os
campos do conhecimento puro e aplicado, ou seja, ministrar ensino em grau
superior, formando profissionais e especialistas; realizar pesquisas e estimular
atividades criadoras nas ciências, nas letras e nas artes; estender o ensino e a
pesquisa à comunidade, mediante cursos ou serviços especiais (UNIVERSIDADE
DE BRASÍLIA, 1976).
O Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da UnB,
vinculado à Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da
Informação e Documentação (FACE), é composto do Curso de Doutorado em
Administração, dois cursos de Mestrado em Administração (acadêmico) e Gestão
Social e Trabalho (profissional), e de cursos de pós-graduação lato sensu. Formam
seu corpo docente professores do quadro de pessoal da UnB, de distintas
formações, lotados em diferentes unidades acadêmicas da Universidade e
colaboradores externos.

�8

6 PERFIL DOS DOCENTES DO PPGA/FACE/UNB
Dos 20 docentes integrantes do PPGA, foram considerados 15 em pleno
exercício de suas atividades acadêmicas, uma vez que os demais não responderam
ao questionário por estarem no exterior, em gozo de licença. A análise das
informações dos currículos evidenciou a importância do conhecimento do perfil para
compreender o comportamento dos docentes do PPGA, relacionando-o às suas
atividades acadêmicas.
O gráfico 1 apresenta o tempo de docência no ensino superior dos
professores do PPGA/FACE/UnB.

20 a 25 anos
1 docente
7%
11 a 15 anos
4 docentes
27%

1 a 5 anos
6 docentes
39%

6 a 10 anos
4 docentes
27%

Gráfico 1 - Tempo de Docência

Utilizou-se escala com intervalos de 5 anos para analisar o tempo de
docência. Somados o percentuais de tempo de docência de 6 a 10 anos com os
percentuais de 11 a 15 anos, a soma (54%) excede o percentual de docentes com
tempo de docência de 1 a 5 anos (39%). Logo, a maior parte dos docentes são
experientes na prática de ensino superior, o que contribui para a sustentação do
programa. Por outro lado, os tempos diversificados no exercício da docência
permitem aliar a experiência com a inovação.

7 COMPORTAMENTO DOS DOCENTES NA BUSCA E USO DA INFORMAÇÃO
Dos 15 questionários, 13 foram respondidos no formato impresso (75%) e
dois por e-mail.

�9

A tabela 1 apresenta o comportamento dos docentes na aquisição de
novos conhecimento na sua área de atuação.
Tabela 1 - Aquisição de novos conhecimentos

Diaria
n %

Semanal Mensale Semestral Anual Nunca
n
%
n
%
n
%
n % n %

Total
n
%

Congressos e
seminários.

0

0

1

7

2

13

6

40

6 40

0

0

15 100

Bibliotecas e
centros de
informação.

2

13

2

13

5

33

3

20

2 14

1

7

15 100

Periódicos
nacionais e
Internacionais.

1

7

1

73

2

13

1

7

0

0

0

0

15 100

Livros

2

13

3

20

6

40

3

20

1

7

0

0

15 100

Internet

14 93

0

0

1

7

0

0

0

0

0

0

15 100

Vídeo
conferência

2

13

1

7

0

0

0

0

4 26

8

53 15 100

Conversa com
colegas

7

46

6

40

1

7

0

0

0

0

1

7

Lista de
discussão

3

20

3

20

1

7

1

7

0

0

7

46 15 100

Bases de
dados

4

26

8

53

2

13

1

7

0

0

0

0

15 100

15 100

Verificou-se que a maioria mantinha o hábito de atualização sistemática
em sua área de atuação. Quanto à conversa com colegas, 93% (14) dos docentes
utilizavam este procedimento de atualização. Quanto às bibliotecas e centros de
documentação o índice maior (33%) de utilização era mensal. Em contrapartida,
46% utilizavam diariamente a conversa com os colegas.
No gráfico 2 verificou-se que os docentes do PPGA preferiam buscar as
informações necessárias às suas atividades acadêmicas, consultando a Internet.

�10

Ir pes soalmente à
BCE/UnB
0%

Cons ultar outros
docentes
13%
Consultar s ua
coleç ão particular
20%

P esquisar via
Internet
67%

Gráfico 2 – Preferência na Busca por Informação

Essa preferência justifica-se por uma tendência indicada por Cardoso
(2006), que destaca que a Internet tem contribuído para a busca e uso da
informação, por ser uma ferramenta mais ágil.
Ficou evidenciado o escasso tempo dos docentes, que muitas vezes
preferem consultar a Internet e a sua coleção particular por serem meios mais
práticos e rápidos, do que o deslocamento à biblioteca. A opção de ir pessoalmente
a Biblioteca não foi indicada por nenhum docente, embora 20% dos docentes
preferirem consultar sua coleção particular.
A consulta aos colegas docentes teve 13% na preferência, indicando a
importância do colégio invisível na comunicação científica entre os docentes do
PPGA, além de reforçar a questão do tempo reduzido devido ao acúmulo de
atividades,

tornando-se

mais

fácil

consultar

outros

docentes

que

estão

desenvolvendo atividades similares.
Observa-se no gráfico 3 certa confirmação dos tipos de fontes que os
docentes utilizam para publicar.Eles preferiam publicar em anais de congressos,
periódicos científicos e em capítulos de livros. Essas três formas de publicação
figuraram entre as mais consultadas pelos docentes do PPGA. A maior freqüência
de uso foi relativa à consulta aos periódicos científicos e livros por quase
unanimidade dos docentes (n=14). A menor freqüência ocorrida foi referente à
consulta aos materiais especiais, realizada por apenas um professor.

�11

16

14

14

14

14
12

12

11

11
9

10
8

6

6
4

4

3

Maio r freq ue ncia

etc.)

(vídeos, fitas

cassetes, mapas

Material Especial

científicos

Fontes eletrônicas

Papers

Anais de

científicos

Periódicos

1
Relatórios

1
Livros

1

0

eventos/congressos

2

4

Menor fre que nc ia

Gráfico 3 - Freqüência de consulta aos diversos tipos de materiais

No gráfico 4 observa-se que os serviços da BCE mais utilizados eram os
oferecidos via Web, como o Portal da Capes e o próprio site da BCE. Este resultado
confirmou os resultados obtidos no gráfico 6, que demonstrou ser a pesquisa na
Internet o meio mais utilizado, ou seja os serviços da BCE oferecidos pela rede
também eram os mais utilizados.
14
13
12

10
8

8

8
7
6

6

6
5
44

4
33

5

4
3

4

2
1

1

1

4

3

3

3
2

2
1

555

1

2

2

2 2

1

2
1

11

1

0
Portal de
Site da BCE
Periódicos da
CAPES

Sites de
pesquisa em
BD

Biblioteca
Digital de
Teses e
Dissertações

Catálogo on
line da BCE

Pesquisa
bibliográfica

Serviço de
empréstimo

Treinamento
em BD

COMUT

Gráfico 4 – Uso dos serviços oferecidos pela BCE/UnB

O uso dos serviços da BCE pelos docentes do PPGA era diversificado
conforme mostrou o gráfico 4. Variaram os tipos de serviços e a freqüência de uso.
Destacou-se como serviço mais utilizado o Portal de Periódicos da CAPES, usado
semanalmente por 8 docentes, mensalmente por 6 e diariamente por um docente.
Em seguida, ficou o site da BCE, usado semanalmente por 7 docentes,

�12

mensalmente e semestralmente por 3 docentes enquanto um docente utilizava o site
diariamente.
O serviço menos utilizado era o treinamento em bases de dados, pois 13
dos docentes nunca haviam utilizado, e apenas dois docentes haviam feito uso do
serviço.
O gráfico 5 mostra os serviços da BCE indicados pelos professores aos
seus alunos.

Treinamento para o
uso da biblioteca
4%
Sites de pesquisa em
base de dados
8%

Treinamento em BD
2%

Portal de Periódicos
da CAPES
15%
Serviço de
empréstimo de
material bibliográfico
14%

Catálogo on line da
BCE
8%

Serviço de
Comutação
Bibliográfica
11%

Pesquisa bibliográfica
14%

Site da BCE
12%

Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações
12%

Gráfico 5 - Serviços da BCE indicados pelos docentes aos alunos

Dentre os serviços indicados pelos docentes, a Pesquisa ao Portal de
Periódicos da CAPES (15%), e o Site de pesquisa em base de dados (14%) eram os
mais indicados, confirmando a ocorrência maior para a indicação aos alunos dos
serviços on-line. Constatou-se que os serviços menos indicados eram os
treinamentos oferecidos pela biblioteca e a utilização da BCE, ambas indicações
com 4% de ocorrência cada uma, e a indicação para o uso das bases de dados, com
2% de ocorrências. Essas freqüências de ocorrências apresentam semelhança com
a análise do gráfico 8.
A biblioteca como um dos eixos de sustentação das atividades de ensino e
pesquisa deve, segundo, Tavares (2005) adequar-se às atividades desenvolvidas
pela comunidade acadêmica. A BCE desenvolve atividades que procuram atender a
esses objetivos, oferecendo diversas opções de serviços informacionais aos seus
usuários, mas seus recursos ainda não refletem uma atuação dinâmica que estimule
os docentes a indicarem o seu uso aos seus alunos.

�13

Verificaram-se no gráfico 6 as dificuldades para realização de pesquisa na
BCE/UnB apresentadas pelos docentes do PPGA.

Falta de orientação no
processo de busca e
obtenção da
informação na BCE
8%

Demora na obtenção
de documentos
4%
Material bibliográfico
insuficiente e/ou
desatualizado na
biblioteca
42%

Indisponibilidade de
tempo para ir a BCE
21%

As informações
existentes não são
suficientes
25%

Gráfico 6 - Dificuldades para realizar pesquisa na BCE/UnB

Pôde ser observado no gráfico 6 que 21% dos docentes apresentaram
dificuldades relacionadas à falta de tempo para ir a BCE. Confirmaram-se assim os
resultados apresentados, que indicaram o uso de maior freqüência dos serviços online.
A maior barreira enfrentada pelos docentes em suas pesquisas estava
relacionada aos recursos, pois 42% dos docentes identificaram existência de
material bibliográfico insuficiente ou desatualizado na biblioteca e 25% assinalaram
que as informações existentes não eram suficientes.
Analisando o gráfico 7, percebeu-se que as dificuldades apresentadas
pelos docentes eram: volume de informações disponíveis (23%) e indisponibilidade
de tempo para pesquisar na Internet (23%). As duas variáveis que se apresentaram
com maior porcentagem revelam semelhança e complementação entre elas, pois a
grande

quantidade

das

informações

existentes

na

Internet

exige

maior

disponibilidade de tempo para buscá-la. A menor dificuldade era referente ao acesso
restrito a bases de dados pagas (6%). Apenas 6% dos docentes indicaram não ter
dificuldades para buscar informações na Internet.

�14

Acesso
restritos/bases de
dados pagas
6%

Não tem dificuldade
6%

Grande variedade das
fontes de
informação/volume
disponível
23%

As informações
existentes na Internet
nem sempre são
confiáveis
12%

Falta de recurso
tecnológico adequado
para buscar a
informação
12%
Interfaces difíceis de
usar/Sites não
amigaveis
18%

Indisponibilidade de
tempo para pesquisar
na Internet
23%

Gráfico 7 - Dificuldade para realizar pesquisas na Internet

Esses índices demonstraram autonomia dos docentes na realização das
suas pesquisas. Isto pode sugerir aos bibliotecários que sejam oferecidos aos
docentes treinamentos adequados e de qualidade para a realização de pesquisas
em base de dados, e que seja reformulada a política de divulgação desse serviço
pela BCE.
Na representação do gráfico 8 observou-se que a maior barreira na busca
de informações em bases de dados advinha do fato de as bases de dados serem
pagas (32%). Igualaram-se em dificuldade o conhecimento inadequado para o uso
de ferramentas de buscas, a seleção dos termos (palavras chave) e a combinação
de termos e operadores (and, or, not), todos com 17% de ocorrência. A menor
dificuldade apontada foi em relação a idiomas, apesar de poucas bases recuperarem
termos em língua portuguesa (6%)

Conhecimento inadequado
para usar ferramentas de
buscas
11%

Poucas bases que
recuperam termos em
língua portuguesa.
6%

Informações que necessito
estão em bases de dados
pagas
32%

Seleção dos termos
(palavras-chave)
17%

Combinação de termos e
operadores (and, or, not)
17%

Escolha da base de dados
17%

Gráfico 8 - Dificuldades para realizar pesquisa em bases de dados

�15

Em relação à satisfação dos docentes com os resultados das buscas da
informação realizadas por eles, 73% afirmaram que as próprias buscas atendiam
parcialmente as suas expectativas e 27% que os resultados atendiam plenamente.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise dos resultados do comportamento dos docentes do PPGA na
busca e no uso da informação possibilitou verificar as formas de obtenção de
informação mais utilizadas por eles. Os resultados da pesquisa indicaram que os
serviços oferecidos via rede eram os mais consultados, já que os docentes
desenvolviam diversas atividades acadêmicas.
Quanto à satisfação em relação às fontes de informação disponíveis os
docentes indicaram carências referentes às consultas a bases de dados, às
pesquisas efetuadas na Internet e ao acervo da BCE. No que diz respeito às
dificuldades dos docentes em relação à pesquisa os aspectos apontados reforçaram
a necessidade do desenvolvimento de treinamentos virtuais, serviços de help-desk e
reformulação da política de divulgação dos serviços oferecidos pela Divisão de
Referência da BCE, em especial os treinamentos no uso de bases de dados.
Os

resultados

apresentados

são

de fundamental importância.

A

metodologia adotada na pesquisa demonstrou-se pertinente para o estudo do
comportamento de busca e uso da informação de docentes para realização das suas
atividades acadêmicas. A mesma metodologia poderá ser aplicada aos doentes de
outros programas de pós-graduação, com os devidos ajustes específicos para cada
programa. Os resultados servirão para subsidiar uma nova política que vise à
otimização da BCE, para atender satisfatoriamente os docentes nas suas
necessidades informacionais nas práticas de ensino, pesquisa e extensão. É preciso
ousar e criar o novo perfil da BCE para que ela seja um instrumento de modernidade
comprometida com a renovação em seus métodos de trabalho em sintonia com a
comunidade universitária.
Ficam como sugestões: a realização de estudos para implementar os
treinamentos em bases de dados; as mudanças na política de desenvolvimento do

�16

acervo e divulgação dos serviços; propor serviços focados e adequados às
necessidades dos usuários da BCE. Para por em prática essas sugestões a direção
da BCE deve reivindicar não apenas a contratação de novos profissionais por
concurso público, mas também preocupar-se em capacitar seus funcionários para o
trabalho em equipe e sensibilizá-los no comprometimento da prestação dos
sereviços. A educação continuada dos profissionais que trabalham em bibliotecas
universitárias é muito importante para criar uma nova cultura organizacional e
filosofia administrativa na Biblioteca comprometida com a prestação de serviços por
profissionais comprometidos com a instituição e preparados para executar suas
atividades.

REFERÊNCIAS
CALVA GONZÁLEZ, Juan José. Las necessidades de informação: fundamentos
teóricos y métodos. México: Universidad Nacional autônomo de México, 2004. 284
p.
CUENCA, A. M. B.; MORAES, C.; FONTES, C. de A. Uso da internet por usuários de
bibliotecas acadêmicas. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11,
2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis : UFSC, 2000.
FERREIRA, Sueli Mara. Novos paradigmas da informação e novas percepções do
usuário . Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n.2, ago. 1996. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cionline/viewarticle.php?id=481&gt;. Acesso em: 28 01 2007.
FIGUEIREDO, Nice de Menezes. Estudos de uso e usuários da informação.
Brasília: IBICT, 1994. 154 p.
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�17

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&lt;http://www.icml9.org/program/track10/public/patricia%20costaTavares152704.doc&gt;. Acesso em: 22 nov. 2006.
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__________________
1

Janne Cury Nasser, Universidade de Brasília, janne@bce.unb.br.
Jefferson Higino Dantas, Universidade de Brasília, jefferson@bce.unb.br.
3
Sueli Angélica do Amaral, Universidade de Brasília, samaral@unb.br.
2

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Pesquisa descritiva de caráter exploratório teve como objetivo verificar como os docentes do Programa de Pós Graduação em Administração da Universidade de Brasília buscam e utilizam a informação para realizar suas atividades acadêmicas Foi identificado o perfil dos docentes de acordo com a análise documental dos currículos da Plataforma Lattes do CNPq. O comportamento dos docentes foi pesquisado por meio de questionário distribuído pessoalmente, com questões referentes às variáveis estudadas: forma de aquisição de novos conhecimentos, formas de atualização, fontes informacionais mais utilizadas, dificuldades enfrentadas pelos docentes no processo de busca e uso da informação científica; suas preferências na busca de informações para realização das atividades acadêmicas; indicação dos serviços da Biblioteca Central (BCE) da UnB aos alunos, e satisfação dos docentes em relação aos resultados obtidos em suas próprias buscas. Os resultados indicaram carências referentes à busca e ao uso da informação pelos docentes. São apresentadas sugestões para os gestores da Biblioteca da UnB referentes à prestação de serviços e reformulação das políticas adotadas para minimizar as dificuldades enfrentadas pelos docentes para que fiquem mais satisfeitos com os resultados das suas buscas de informação.</text>
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ANÁLISE DAS INSTRUÇÕES AOS AUTORES UTILIZADAS PELOS
PERIÓDICOS DO PORTAL PEPSIC
NASCIMENTO, M. M.1

RESUMO
Foram analisadas as “Instruções aos autores” em 57 periódicos latino-americanos
disponíveis no portal de Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PEPsic). Os dados
serviram de base para o estudo dos itens: forma de apresentação das citações no
texto e referências no final do artigo e a presença de resumos e descritores em mais
de um idioma, como exigência aos autores para publicação de seus artigos. Os
resultados obtidos evidenciam que existe uma diferenciação entre os tipos de estilo
de referências adotados pelos periódicos, embora haja uma grande tendência entre
os editores em se adotar o estilo APA. Quanto às exigências em apresentar resumos
e descritores em mais de um idioma, ficou evidente que o idioma inglês é mais
solicitado. Isso permite concluir que autores e profissionais da informação devem
estar atentos a essa grande diversidade de padrões existentes e que os editores
devem adotar estilos de normalização que não deixem dúvidas aos autores.
Palavras-chave: Editoração. Periódicos. Psicologia.

ABSTRACT
Analyze the "Instructions to authors" in 57 Latin American periodicals available on the
portal of Electronic Journals of Psychology (PEPsic). The data served as the basis
for the study of items: manner of presentation of quote in the text and list of
references, and the presence of summaries and descriptors in more than one
language. The results showed the distinction between types of reference style
adopted by journals, although there is a big trend among publishers to adopt the APA
style. As the requirements to submit abstracts and descriptors in more than one
language, it was evident that English is the language most usual. This indicates that
authors and professionals in the information must be attentive to the great diversity of
existing standards and that publishers should adopt style that leave no doubt to
authors.
Keywords: Publishing. Periodicals. Psychology.

�2

1 INTRODUÇÃO
O periódico se consolidou há muito tempo como o principal instrumento de
divulgação científica em todo o mundo. Desde sua origem, datada de 1668, até os
dias atuais, o periódico científico passou por diversas transformações. A evolução da
ciência, o surgimento de agências de fomento à pesquisa, mudanças nas carreiras
acadêmicas, entre outras coisas, contribuíram para o crescimento da produção
científica e, conseqüentemente, para o aumento na produção de periódicos,
tornando-os cada vez mais temáticos e específicos.
Essas mudanças ocasionaram problemas no modo tradicional de produzir
o periódico, como por exemplo, a morosidade na divulgação dos resultados obtidos
com pesquisas, elevado custo de produção - tornando o produto mais caro para
aquisição, aumento da diversidade de títulos, ocasionando maiores dificuldades na
localização e recuperação da informação relevante (GRIEBLER; MATTOS, 2007).
Com as rápidas transformações ocorridas no mundo globalizado, não se
pode mais pensar no periódico como antes, pois a demora no processo editorial e a
dificuldade na aquisição por parte de alguns países podem significar atrasos no
desenvolvimento de estudos, pesquisas e descobertas científicas. Soma-se a isso,
conforme Mendes e Marziale (2002), o fato de hoje, os próprios cientistas já exigirem
maior agilidade na divulgação, intensificando o problema da editoração.
O desenvolvimento e aprimoramento das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs) vieram contribuir para suprir as barreiras geográficas, facilitar e
democratizar o acesso à informação, e também contribuíram para aumentar a
produção de títulos de periódicos científicos. Em muitos casos esses periódicos são
produzidos

no

formato

eletrônico,

aumentando

sua

visibilidade

(DANTAS;

CAREGNATO, 2007).
Nesse contexto, tais acontecimentos, acarretaram a necessidade de se
desenvolver padrões de qualidade para a produção de periódicos científicos. Na
literatura, podem-se encontrar vários artigos sobre avaliação de periódicos técnicos
e científicos, o que demonstra a necessidade de se estabelecer critérios para
mensurar a qualidade da informação neles registrada.

�3

Segundo estudo realizado por Yamamoto et al. (2002) um dos problemas
de qualidade encontrado nos periódicos científicos é a falta de normalização dos
artigos, o que dificulta a indexação em bases de dados reconhecidas.
Em uma investigação realizada em 19 periódicos brasileiros que publicam
artigos de cirurgia, Goldenberg et al. (1995) concluíram que há falta de clareza,
objetividade e homogeneidade das informações disponíveis nas “instruções aos
autores” em toda a amostra analisada.
Para Castro, Ferreira e Vidili (1996), que analisaram 311 títulos de
periódicos latino-americanos, o quesito normalização nos periódicos obedece aos
critérios desejáveis de apresentação. Mesmo assim, a “baixa freqüência de
normalização das referências bibliográficas nos artigos prejudica a identificação e
localização da bibliografia citada, o que pode ser indicativo de pouco rigor científico
na apresentação de trabalhos nesses periódicos”. Constataram, também, que os
descritores (palavras-chave), que deveriam ser agregados pelos autores ou editores,
na maioria dos casos analisados é praticamente inexistente.
Visto isso, esse trabalho procurou analisar as “Instruções aos autores” dos
periódicos disponíveis no portal PEPsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia), no
que diz respeito à apresentação de referências e citações no texto e ao uso de
descritores e resumo em mais de um idioma.

1.1 A importância da normalização
“NORMALIZAR É SALUTAR. Evita angústias e confusões. Principalmente
quando a normalização é CONSENSO E UNIVERSAL.” São essas as palavras de
Goldenberg (2000) em seu editorial para a revista Acta Cirúrgica Brasileira.
A normalização das publicações científicas, conforme uma revisão da
literatura sobre o assunto realizada por Delgado López-Cózar (1997), é fator
essencial para assegurar aos autores intelectuais do trabalho a legitimidade, a
continuidade, a credibilidade e a acessibilidade de suas investigações.

�4

Além disso, significa ganho de tempo e economia de esforços por parte de
todos os agentes da informação, como é o caso dos editores dos periódicos
científicos, implicando numa maior racionalização dos processos produtivos.
Para os bibliotecários, ainda segundo Delgado López-Cózar, identificar de
maneira rápida e precisa os elementos informativos para a análise documental
contida nos artigos, possibilita implantar serviços de difusão e de recuperação da
informação mais eficiente.
Para os leitores dos periódicos, implica no aumento e na melhora da
informação consumida, uma vez que propicia e beneficia a captação de dados e
idéias.

1.2 A escolha do portal PEPsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia)
O PEPsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia), é fruto da parceria entre
a Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia (BVS-Psi) e a Associação Brasileira de
Editores Científicos de Psicologia (ABECiP).
A escolha do portal para subsidiar a análise dos padrões adotados pelas
revistas de psicologia se deu pelo fato de ser um instrumento de pesquisa de acesso
livre, democrático e universal, e permite aos editores disponibilizarem suas coleções
de periódicos científicos de maneira descentralizada.
No ano de 2006 o PEPsic foi incorporado ao Portal de Periódicos CAPES
e considerado como fonte de informação essencial para a área da psicologia.1

2 MÉTODO
A partir do portal de revista PEPsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia),
foram analisados 57 títulos de periódicos (Anexo 1), conforme descrito na tabela 1,
de 11 países latino-americanos.

1

Informações extraídas do site PEPsic, em www.bvs-psi.org.br

�5

Tabela 1 - Distribuição de títulos de periódicos analisados por país

País
Argentina
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba
México
Peru
Republica Dominicana
Uruguai
Venezuela

Títulos analisados
2
42
1
5
1
1
1
1
1
1
1

Foram analisadas as “Instruções aos autores” em cada um dos periódicos,
no que diz respeito à forma de apresentação das referências bibliográficas no texto
(citação) e no final do artigo (lista de referências) e a presença de resumos e
descritores em mais de um idioma, como exigência aos autores para publicação de
seus artigos.
Os dados obtidos foram organizados em grupos e tabelados, conforme
apresentados a seguir.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise das informações contidas nas “Instruções aos autores” dos
periódicos disponíveis no portal PEPsic mostrou que há uma tendência por parte dos
editores em adotarem estilos de normalização internacional.
Dos 57 títulos analisados, 30 utilizam as recomendações do Manual de
Publicação,

editado

pela

Associação

Americana

de

Psicologia

(American

Psychological Association, APA) para a elaboração das referências e citações no
texto. Em dois deles, a recomendação é utilizar o estilo do Grupo de Vancouver,
também conhecido como Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas
(International Committee of Medical Journal Editors, ICMJE), em um caso,
recomenda-se utilizar APA, Vancouver ou ISO (International Organization for
Standadization). Entre as 42 revistas brasileiras analisadas, 11 utilizam a norma

�6

NBR 6023 da Associação Brasileira de Normas Técnica (ABNT), essa norma é
regulamentada para uso no Brasil.
Do total de títulos analisados, 13 não especificam o padrão a ser seguido
ou não disponibilizam instruções. Nesse grupo, encontraram-se cinco títulos que não
disponibilizam as instruções no site PEPsic, enquanto oito títulos não especificam o
padrão mas trazem exemplos de como proceder para elaborar as referências e
citações.
Esses dados podem ser confirmados na tabela abaixo:
Tabela 2 - Distribuição por tipo de normalização utilizada para elaboração de
referências e citações no texto

Instruções
Utilizam APA
Utilizam ABNT
Utilizam Vancouver
Utiliza APA/Vancouver/ISO
Exemplos próprios
Exemplos de acordo com APA
Exemplos de acordo com ABNT
Não disponibilizam instruções

no. de revista
30
11
2
1
5
1
2
5

%
52,6
19,3
3,5
1,8
8,7
1,8
3,5
8,7

Pode-se notar, por essa análise, que é crescente entre os editores de
revistas de psicologia, a adoção dos modelos de referências e citações propostos
pela APA, visto a prevalência de 52,6% do uso deste estilo de normalizar nos
periódicos analisados.
Em estudo anterior, Sabadini, Nascimento e Cadidé (2006) constataram
que entre as revistas brasileiras disponíveis eletronicamente em portais de acesso
livre na Internet, 51% delas utilizam o estilo APA, o que corrobora com os resultados
aqui encontrados. Das revistas brasileiras analisadas, 22 utilizam o estilo APA, o que
correspondem a 52,4%. Apesar disso, ainda é grande a diversidade de padrões
adotados pelas revistas brasileiras de psicologia.
Entre os títulos internacionais analisados, há predominância pela adoção
do estilo APA. Embora a amostragem seja pequena, é possível verificar, conforme a
tabela 3, que a padronização elaborada pela Associação Americana de Psicologia,
está sendo aceita e adotada pelos editores.

�7

Tabela 3 - Distribuição pela adoção do estilo APA por países

País
Argentina
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba
México
Peru
Rep. Dominicana
Uruguai
Venezuela

no. de revistas
analisadas
2
42
1
5
1
1
1
1
1
1
1

Adotam o estilo APA

%

Não informam
22
1
4
1
Não informa
Não informa
1
1
Não informa
1

52,4
100
80
100
100
100
100

Quanto às exigências para apresentação de resumos e descritores em
mais de um idioma, verificou-se que é predominante entre as revistas a utilização do
idioma inglês. Dos títulos analisados que apresentam aos autores a instrução para
redigirem resumos e descritores, apenas 3,5% não indicam fazê-los em inglês.
Mesmo assim, exigem um segundo idioma, nesse caso específico, o idioma adotado
é o espanhol, conforme demonstrado na tabela abaixo:
Tabela 4 - Idioma dos resumos e descritores adotado pelas revistas analisadas

Idioma dos resumos e
descritores
Português/Inglês
Português/Espanhol
Português/Inglês/Espanhol
Português/Inglês/Espanhol/Francês
Espanhol/Inglês
Inglês/Francês/Espanhol
Português/Inglês/Francês
Português com Inglês opcional
Idioma original do texto e Inglês
Não tem a instrução

no. de revistas

%

22
2
10
2
4
1
1
1
6
8

38,5
3,5
17,5
3,5
7,1
1,7
1,7
1,7
10,5
14,1

Nota-se, conforme apresentado na tabela 1, que a maioria das revistas
presentes no PEPsic é editada no Brasil, o que justifica a grande ocorrência do
idioma português na elaboração dos resumos e dos descritores. Percebe-se,
também, que em muitos casos, as revistas exigem um terceiro idioma, na sua
maioria, é solicitado o idioma espanhol.

�8

Isso indica que os editores das revistas de psicologia preocupam-se em
tornar suas revistas com maior visibilidade internacional, tendo em vista a
necessidade de atingir o público também no exterior.
Vale ressaltar que o autor que queira publicar seu trabalho deve redigi-lo
de acordo com as exigências determinadas pelo editor do periódico escolhido. “Eis
por que o sucesso de um bom trabalho científico não depende apenas da
qualificação e da competência dos autores que são analisados pelos referees, mas,
principalmente do veículo de divulgação” (GOLDENBERG et al., 1995, p. 58).

4 CONCLUSÃO
Por essa análise pode-se concluir que embora haja prevalência entre as
revistas de psicologia em adotar os padrões propostos pela APA - uma vez que
52,6% dos títulos analisados indicam sua utilização na elaboração de referências e
citações no texto -, ainda existe uma grande diversidade na adoção de padrões
editoriais normativos.
A importância de se adotar padrões, conforme divulgado na literatura
acima citada, faz com que entidades de classe de várias áreas do conhecimento
estabeleçam seus critérios, dificultando aos editores a escolha de um padrão
uniforme, principalmente em áreas multidisciplinares como é o caso da psicologia.
Nesse contexto, cabe aos autores uma atenção especial no tocante às
exigências editoriais estabelecidas pelas revistas ao redigirem e submeterem seus
trabalhos para apreciação.
Para os bibliotecários e profissionais que trabalham com a organização da
informação, é importante salientar que esses devem desenvolver habilidades para
trabalhar com uma gama tão diversificada de padrões, uma vez que, muitas revistas
contam com o trabalho do bibliotecário para realizar a normalização técnica dos
artigos a serem publicados, pois a maioria das revistas científicas é produzida em
universidades. Além disso, são esses profissionais que organizam índices e banco
de dados, tornando a informação acessível.

�9

Aos editores, ao estabelecerem as “instruções aos autores”, é importante
que as façam de forma clara e objetiva, buscando minimizar dúvidas por parte dos
autores. É importante também ressaltar, que essas instruções devem estar sempre
atualizadas nos websites das revistas e também nos portais eletrônicos, pois esses
canais facilitam a busca de informação.

REFERÊNCIAS
CASTRO, R. C. F.; FERREIRA, M. C. G.; VIDILI, A. L. Periódicos latino-americanos:
avaliação das características formais e sua relação com a qualidade científica.
Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, 1996. Disponível em
http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=500&amp;layout=abstract.
Data de acesso: 03 de jun. de 2008.
DANTAS, G. G. C.; CAREGNATO, S. E. Busca e uso de informação em periódicos
científicos eletrônicos. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO – ENANCIB, 8., 28 a 31 de outubro de 2007.
DELGADO LÓPEZ-CÓZAR, E. Incidencia de la normalización de las revistas
científicas em la transferencia y evaluación científica. Revista de Neurologia, v. 25, n.
148, p. 1942-1946, 1997.
GOLDENBERG, S. et al. Editoração de revistas científicas. Análise das instruções
aos autores de 19 revistas brasileiras. Acta Cirúrgica Brasileira, v. 10, n. 2, p. 55-60,
1995.
GOLDENBERG, S. Editorial. Normalizar é salutar. Acta Cirúrgica Brasileira, v. 15, n.
2, 2000. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010286502000000200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&gt;. Data de acesso: 03 de jun. de
2008.
GRIEBER, A. C. F.; MATTOS, A. M. Novas tecnologias, novas mídias, velhas
dificuldades: aprimorando a interface com o usuário para a escolha de bases de
dados ou periódicos. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, Florianópolis, n. 23, p. 73-87, 2007.
MENDES, I. A. C.; MARZIALE, M. H. P. As novas exigências da comunicação
científica na era do conhecimento. Revista Latino-americana de Enfermagem, v. 10,
n. 3, p. 259-260, 2002.
SABADINI, A. A. Z. P.; NASCIMENTO, M. M.; CADIDÉ, I. Análise das Normas de
referências adotadas pelas revistas brasileiras de Psicologia. In: SEMINÁRIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS BRASIL, 2007. São Paulo.
Resumos... São Paulo, 2007. Disponível em
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?code=23553&gt;. Data de acesso: 03 jun. de 2008.

�10

YAMAMOTO, O. H. et al. Avaliação de periódicos científicos brasileiros da área de
psicologia. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 2, p. 163-177, maio/ago., 2002.

ANEXO 1 – Títulos das revistas analisadas
n

país

(continua)

Título

1. Argentina

Psicologia para América Latina

2. Argentina

Revista electrónica de psicología política

3. Brasil

Aletheia - revista do curso de psicologia

4. Brasil

Arquivos brasileiros de psicologia

5. Brasil

Avaliação psicológica

6. Brasil

Boletim de psicologia

7. Brasil
8. Brasil

Cadernos de psicologia social do trabalho

9. Brasil

Cogito

Cadernos de psicopedagogia

10. Brasil

Construção psicopedagógica

11. Brasil
12. Brasil

Epistemo-somática
Escritos sobre educação

13. Brasil

Estilos da clínica

14. Brasil

Estudos de psicanálise

15. Brasil
16. Brasil

Estudos de Psicologia (Campinas)
Estudos e pesquisas em psicologia

17. Brasil

Imaginário

18. Brasil

Interações – estudos e pesquisas em psicologia

19. Brasil

Latin American Journal of Fundamental
Psychopathology On Line

20. Brasil
21. Brasil

Mental

22. Brasil

Psic: revista da Vetor Editora

23. Brasil

Psicologia da Educação

24. Brasil
25. Brasil

Psicologia em revista
Psicologia Escolar e Educacional

26. Brasil

Psicologia hospitalar

27. Brasil

Psicologia USP

28. Brasil
29. Brasil

Psicologia: Ciência e profissão

30. Brasil

Psicologia: teoria e prática

31. Brasil

Psico USF

32. Brasil

Reverso

33. Brasil

Revista brasileira de crescimento e desenvolvimento
humano

Natureza humana

Psicologia: pesquisa e trânsito

�11

Títulos das revistas analisadas
n

país

(conclusão)

Título

34. Brasil

Revista brasileira de orientação profissional

35. Brasil

Revista brasileira de psicanálise

36. Brasil

Revista brasileira de terapia comportamental e
cognitiva

37. Brasil

Revista brasileira de terapias cognitivas

38. Brasil

Revista da SBPH

39. Brasil
40. Brasil

Revista da SPAGESP
Revista de etologia

41. Brasil

Revista interamericana de psicología

42. Brasil

SMAD: revista eletrônica saúde mental, álcool e
drogas

43. Brasil

Temas em psicologia

44. Brasil

Vínculo

45. Chile
46. Colômbia

Cuadernos de neuropsicología
Diversitas - Perspectivas en Psicología

47. Colômbia

Psicología desde el Caribe

48. Colômbia

Revista Latinoamericana de Psicología

49. Colômbia
50. Colômbia

Suma Psicologica
Universitas psychologica

51. Costa Rica

Actualidades en psicología

52. Cuba

Revista cubana de psicología

53. México
54. Peru

Revista mexicana de orientación educativa
Revista de investigación en psicología

55. República Dominicana

Perspectivas psicológicas

56. Uruguai
57. Venezuela

Boletín (Sociedad de Psicología del Uruguay En línea)
Revista de psicología - Escuela de Psicología,
Universidad Central de Venezuela

__________________
1

Maria Marta Nascimento, Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Psicologia, Biblioteca Dante
Moreira Leite, martamn@usp.br.

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Análise das instruções aos autores utilizados pelos periódicos do Portal PEPSIC. (Pôster)</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Foram analisadas as “Instruções aos autores” em 57 periódicos latino-americanos disponíveis no portal de Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PEPsic). Os dados serviram de base para o estudo dos itens: forma de apresentação das citações no texto e referências no final do artigo e a presença de resumos e descritores em mais de um idioma, como exigência aos autores para publicação de seus artigos. Os resultados obtidos evidenciam que existe uma diferenciação entre os tipos de estilo de referências adotados pelos periódicos, embora haja uma grande tendência entre os editores em se adotar o estilo APA. Quanto às exigências em apresentar resumos e descritores em mais de um idioma, ficou evidente que o idioma inglês é mais solicitado. Isso permite concluir que autores e profissionais da informação devem estar atentos a essa grande diversidade de padrões existentes e que os editores devem adotar estilos de normalização que não deixem dúvidas aos autores.</text>
              </elementText>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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        <name>snbu2008</name>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/30/4155/SNBU2008_004.pdf</src>
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DESAFIOS DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DIANTE DO AVANÇO
DO ENSINO SUPERIOR À DISTÂNCIA NO BRASIL
NASCIMENTO, A. V.1

RESUMO
A educação superior à distância vem crescendo a cada ano no Brasil e
conquistando a credibilidade da sociedade. O governo federal aliado às
universidades está se empenhando na melhoria desta modalidade de ensino,
que devido há algumas mudanças, hoje já é conhecido como curso
semipresencial, por ter como obrigatoriedade a presenças dos alunos nos
pólos de apoio. As bibliotecas universitárias estão inseridas neste contexto
como um fator de responsabilidade na qualidade desses cursos por serem
considerados “preenchedoras de lacunas” ou a continuação do ensino, tanto
tradicional quanto à distância. E devido a essas transformações estão
adequando seus produtos e serviços a uma nova modalidade de usuário, o off
campus. Diante da explosão de informação veiculada, aos bibliotecários é
lançado o desafio de rever suas atribuições e inovar na qualidade e no tipo de
serviços prestados à comunidade no geral.
Palavras-chaves: Educação superior à distância no Brasil. Biblioteca
Universitária.

ABSTRACTS
Higher education is increasing the distance to each year in Brazil and gained
the credibility of society. The federal government ally to the universities is
working on improving this type of teaching that because of some changes,
today is known as “semipresence” course, for having such requirement for
attendance of students at the poles for support. The university libraries are
included here as a factor of responsibility for the quality of these courses as
being "fill of gaps" or the continuation of education, both traditional about the
distance. And because of these changes are appropriate to their products and
services to a new type of user, the off campus. Given the explosion of
information conveyed, the librarians launched the challenge is to review its
mission and innovate in the quality and type of services provided to the
community in general.
Keywords: Up to distance education in Brazil. University Library.

�2

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca universitária tem como uma de suas principais
atribuições dar suporte e apoio educacional, científico, tecnológico e cultural à
comunidade acadêmica, para isso precisa estar atenta às mudanças
tecnológicas e educacionais, adequando seus serviços e acompanhando-os
aos novos paradigmas do processo educacional.
As instituições de ensino superior reunidas em universidades,
faculdades, escolas superiores de ensino, oferecem hoje cursos de graduação
e pós-graduação em várias áreas do conhecimento, e há alguns anos, estas
mesmas instituições vêm criando, como forma de estender os números de
estudantes matriculados e satisfazendo a demando do ingresso numa
universidade, a implantação do ensino superior à distância, ou cursos
semipresenciais.
As bibliotecas universitárias estão se adequando a essas mudanças
educacionais, procurando melhorar os seus serviços e adequá-los a essa nova
modalidade de ensino e conseqüentemente aos novos tipos de usuários, que a
cada ano aumentam e exigem um ensino de qualidade. Para isso faz-se
necessário, além do quadro de professores, uma excelente infra-estrutura na
instituição, e claro, a biblioteca inclui-se nessa excelência.
Este trabalho vem tratar do paradigma dos serviços prestados pelas
bibliotecas universitárias à Educação à Distância no Ensino Superior que aos
poucos está se adaptando aos novos usuários, mas que ao mesmo tempo
continua sendo um desafio diante da realidade da educação brasileira.

2 ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA NO BRASIL
O ensino à distância existe há quase cinqüenta anos em outros
países como Estados Unidos, Canadá. Inicialmente oferecendo cursos
direcionados a pessoas adultas com pouco tempo disponível para o estudo,
sendo na maioria das vezes os estudos realizados em casa, ou no trabalho.

�3

No Brasil o ensino superior à distância está presente em
universidades através da UNIREDE (Associação Universidade em Rede),
consórcio interuniversitário criado em dezembro de 1999 com o nome de
Universidade Virtual Pública do Brasil, esta reúne 82 instituições públicas de
ensino superior e 7 consórcios regionais, com o objetivo de democratizar o
acesso à educação de qualidade por meio de oferta de cursos à distância nos
níveis de graduação, pós-graduação e extensão, sob a forma de ensino regular
gratuito e educação continuada. Através deste consórcio (Unired) a EAD
cresceu no país. (Leite, 2008)
O

Ministério

funcionamento

desses

da

Educação

cursos

tem

procurado

estabelecendo

regras

garantir

o

e

para

leis

bom
o

credenciamento dos cursos nas instituições de ensino superior, também deverá
manter sistemas de informação, aberto ao público, disponibilizando os dados
nacionais referentes à educação à distância.
A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação nacional estabeleceu
as bases legais para a modalidade de educação à distância (Lei 9.394 de
dezembro de 1996) e está regulamentada pelo decreto 5.622, do D.O.U. de 20
de dezembro de 2005, que por sua vez revogou o decreto 2.494 de 10 de
fevereiro de 1998 e 2.561 de abril deste mesmo ano. E em 3 de abril de 2001,
o CNE (Conselho Nacional de Educação) estabeleceu as normas para o
programa de pós-graduação com a resolução nº1.
Em 2007, segundo o folhetim A Tarde On Line de 17 de set. de 2007,
o Ministério da Educação estabeleceu critérios para garantir a qualidade
desses cursos, onde inclui os chamados pólos presenciais, novidade que
surgiu com o advento da EAD, estes funcionam como extensões das
universidades, são instalados em municípios e atuam como apoio para os
alunos, são tão importantes que, segundo o MEC, a partir da existência dos
pólos os cursos passaram a se chamar de semipresenciais.
Os pólos presenciais deverão, por sua vez, oferecer aos seus alunos
recursos que garantam a qualidade dos cursos como: acesso à internet,
bibliotecas, laboratórios e professores de apoio.

�4

No que concerne a avaliação, o MEC fará em três etapas que se
completam: a instituição, os cursos e os pólos presenciais, serão avaliados
pelo mesmo sistema dos cursos de campus fixos, o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (SINAES), e recebem também conceitos que
variam de 1 a 5.
Outro critério da Secretaria de Educação a Distância do MEC, é que
os cursos possuam materiais didáticos disponíveis na internet, estimulando o
estudo autônomo, e guias de estudo à distância com a finalidade de produzir
qualidade. Outro ponto está na experiência tanto da instituição como dos
professores na área em que os cursos serão criados, tendo estes, que
comprovar suas experiências.
Também há a avaliação dos tutores, estes são professores
responsáveis em acompanhar o desempenho dos estudantes, bem como
facilitar o aprendizado dos mesmos. O MEC em contra partida exige a
capacitação desses tutores e qualificação em mestrado e doutorado.
Algumas instituições brasileiras de ensino superior reuniram-se
formando consórcios e oferecendo os cursos de graduação, como é o caso do
Centro de Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro
(CEDERJ), o Universidade Aberta, lançado nos mesmos moldes pelo governo
federal, com participação das universidades federais.
As bases legais para a criação de cursos de educação superior no
Brasil estão contribuindo cada vez mais para o aperfeiçoamento destes,
incentivando a demanda através da elaboração de decretos, portarias, novas
formas de avaliação, e assim ajudando a dar credibilidade aos cursos, que têm
como forma de ingresso o vestibular.

3 A BIBLIOTECA NO CONTEXTO DA EAD
Com o advento do ensino a distância no Brasil, as universidades
estão procurando rever a forma como a informação é processada e
disseminada no ensino, na pesquisa e extensão. A biblioteca universitária

�5

sempre desempenhou um importante papel nessa tarefa, porém neste
momento precisa adequar-se e garantir aos estudantes e pesquisadores a
qualidade no aprendizado, através dos serviços oferecidos e de sua infraestrutura.
Segundo o documento nº. 5.622 do MEC (2007), os cursos à
distância devem ter em sua infra-estrutura de apoio, as bibliotecas dos pólos,
com acervo atualizado, amplo e compatível com as disciplinas dos cursos
ofertados e em diferentes mídias. Também é importante que haja consultas on
line, solicitações virtuais de empréstimos de livros, e outros suportes que
agilizem e facilitem a busca pela informação, e espaço interno de salas de
estudos individuais e em grupo.
De acordo com o documento, os serviços aos usuários-clientes são
peças fundamentais na razão de ser das bibliotecas no geral, devem integrar o
acesso a várias tecnologias, adaptando e ao mesmo tempo agregando
diversos tipos de usuários, local (campus fixos), off campus (semipresenciais) e
remoto, em diferentes locais, satisfazendo suas diferentes necessidades.
É aí onde entram as novas tecnologias, o uso de programas que
disponibilizem o acesso remoto a periódicos, teses e dissertações, livros
eletrônicos, por meio de senha de acesso, que demandam um custo nem
sempre acessível às bibliotecas.
Sabemos que hoje estes recursos são importantes para a
sobrevivência das bibliotecas, visto que as tecnologias são úteis no processo
de recuperação e acesso à informação. Uma alternativa de driblar a falta de
recursos seria a cooperação entre bibliotecas, através de acordos na divisão
dos custos, disponibilizando os serviços em rede, e favorecendo não só aos
clientes de uma instituição, mas de várias.
Dessa forma, pode-se imaginar que alguns usuários passariam de
locais a off campus ou remotos, visto que a partir do momento que se tem
disponível em internet informações antes disponibilizadas apenas na biblioteca
(fisicamente), os clientes teriam maior comodidade, com apenas um clique ou
um download não precisariam deslocar-se de onde estão.

�6

Em relação aos alunos dos cursos à distância, esses teriam ao seu
dispor serviços antes prestados apenas àqueles que se dirigiam à biblioteca.
Essa atitude gera uma expectativa em relação aos serviços disponíveis e
oferecidos pelos bibliotecários a estes usuários.
Ao profissional da informação cabe orientar os usuários de cursos à
distância como também os usuários locais o manuseio das ferramentas de
acesso à informação. Também se atribui a esse profissional a sua eventual
presença nos pólos de apoio, visto que os serviços prestados pelas bibliotecas
universitárias não se resumiriam a acessos remotos.
Os serviços tradicionais não podem no todo ser disponíveis em
acesso remoto, pois sabemos das diversas dificuldades que os usuários
enfrentam e suas limitações.
Pensando nesses aspectos a ALA elaborou o Guidelines for Distance
Learning Library Services (Orientações para Serviços de Bibliotecas de Ensino
a Distância), tendo sua 1ª versão em 1963 e a última em 2004. Com a
preocupação de assegurar a prestação de serviços equivalentes de bibliotecas
universitárias aos professores, alunos e demais pessoal de acesso remoto.
(AMERICAN...2004)
O guia traz orientações referentes à definição dos serviços para
educação à distância: filosofia, administração, recursos financeiros, pessoal,
político e relação de materiais a serem utilizados no processo de implantação
dos serviços remotos pelas bibliotecas universitárias. E diz que “eficaz e
adequado devem ser os serviços para ensino à distância, podem diferir as
comunidades, mas os serviços devem ser equivalentes ao de um campus
tradicional.” (AMERICAN...2004)
Porém, o guia reconhece as dificuldades a serem enfrentadas e diz
que deve haver incentivo financeiro e político dentro da instituição, também
orienta que haja uma constante avaliação por parte dos gestores de
bibliotecas.

�7

O guia define os usuários de uma biblioteca dos cursos à distância
como “todos os indivíduos e organismos, instituições ou envolvidos diretamente
com programas acadêmicos ou extensão longe de um campus tradicional ou
na

ausência

dele,

incluindo

estudantes,

professores,

pesquisadores,

administradores, patrocinadores.” (AMERICAN...2004) A este que vezes
tratamos de usuários-clientes “são garantidos os direitos de uma boa infraestrutura com recursos tecnológicos, material e a disposição de centros de
documentação e informação ou midiatecas.” (AMERICAN...2004)
São os usuários o termômetro que indica a qualidade e eficácia dos
serviços prestados pelas bibliotecas, e especificamente neste caso, os
recursos tecnológicos são indispensáveis, não que haja a possibilidade de
dispensá-los no caso de um campus fixo, mas usuários off campus definidos
por Garcez (2002) como professores, alunos e pesquisadores que se
encontram distantes geograficamente das bibliotecas, mas estão inseridos nos
programas de ensino, pesquisa e extensão das IES, necessitam destes
recursos para desenvolver e aprimorar seu aprendizado.
Como parte desses recursos o guia orienta que as bibliotecas
disponibilizem assistência remota à referência, computadores com bases de
dados e serviços informativos, assistência ao usuário, incluindo as instruções
da utilização de ferramentas e equipamentos, empréstimos, e todos os outros
serviços prestados por uma biblioteca convencional.
Para que todas as orientações sejam otimizadas com eficácia, se faz
necessária

a

qualificação

de

pessoal.

Bibliotecários,

assistentes

em

administração, pessoas que acima de tudo tenham o compromisso, o
entusiasmo e a capacidade de querer fazer um novo conceito de biblioteca.

4 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO DIANTE DAS MUDANÇAS
Com todas essas mudanças no contexto da educação superior, se
faz necessária uma releitura do ser bibliotecário. A educação superior à
distância já é uma realidade, as mudanças estão acontecendo rapidamente, e

�8

não será permitido que o “profissional da informação” fique fora desse contexto,
afinal, tudo gira em torno da informação.
O que a sociedade pode esperar então deste profissional? Blattman
e Dutra (2001) afirmam que “bibliotecários auxiliam os educandos a localizarem
as informações que são necessárias desde publicações até listas de
organizações importantes, portanto, o bibliotecário desempenha um papel
coadjuvante no processo de ensino aprendizagem.”
Usuários-clientes esperam, além do que o bibliotecário está
habituado a oferecer, que utilize sua capacidade profissional para resolver o
máximo para eles. E acreditam, que melhor do que ninguém este profissional
possa lidar com a informação de forma rápida e eficaz.
Poucos serão os usuários off campus que terão disponibilidade de
dirigir-se à biblioteca e fazer suas pesquisas. E no futuro bem próximo ou por
que não dizer agora, as bibliotecas podem acrescentar em seu leque de
serviços a recuperação da informação podendo até cobrar a preços acessíveis.
E isto está diretamente relacionado aos programas à distância, pois quanto
mais distante for o curso, mais necessidades há de adquirir informação.
Assim, tanto bibliotecários, como bibliotecas precisam modernizar-se
e ficar atentos as transformações para garantirem a necessidade deste
profissional na sociedade, pois quanto mais informação for disponibilizada na
internet, mais riscos correm de cair nos esquecimento.
A sociedade irá exigir muito mais do que o bibliotecário está disposto
a oferecer. As tecnologias da informação favorecem a este profissional inovar
na atividade, o novo bibliotecário terá muitas competências a desenvolver,
como a capacidade de interpretar o que está sendo requisitado, sem o contato
direto, direcionar os usuários para os recursos virtuais, e assim o Dublin Core,
o Z 39.50 serão tão acessíveis a este profissional, quanto o MARC, e o
AACR2, basta que ele se empenhe em assimilar essas TIs e saiba, de forma
inteligente, utilizar todas as ferramentas que lhe são apresentadas.

�9

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação superior à distância está crescendo consideravelmente
no Brasil, e conquistando a credibilidade de quem almeja ingressar numa
graduação ou até mesmo numa pós-graduação. O governo federal, através dos
Ministérios da Educação e Secretária Especial de Ensino à Distância está
investindo nesta modalidade de ensino de forma financeira, estrutural e
avaliativa.
Através de consórcios de rede de ensino as universidades federais
estão unidas e comprometidas em tornar cada vez melhor a qualidade do
ensino superior à distância. Para isso devem se responsabilizar em oferecer
aos alunos matriculados nesses cursos, serviços e recursos bibliotecários,
assegurando aos mesmos a oportunidade de adquirir informação, visto que
este é um dos problemas enfrentados pelos cursos convencionais, onde os
mesmos muitas vezes são prejudicados pela não aquisição de bibliografias
básicas.
Já a biblioteca universitária deve investir na melhoria de seus
serviços, adaptando-se às mudanças dos novos moldes de veiculação da
informação, disponibilizando seus acervos, catálogos, textos digitalizados,
fornecimento de material via correio, empréstimos entre bibliotecas, e serviços
bibliotecários disponíveis em rede também se fazem necessários.
Para obter-se bons resultados os alunos não precisam apenas de
uma biblioteca nos pólos, com livros e periódicos disponíveis, mas de um
conjunto de outras funções que contribuam como base para um bom
desempenho educacional.
Ao bibliotecário, cabe a preocupação em acompanhar estas
mudanças, pois estão afetando de forma direta o mercado de trabalho,
podendo ser trabalhadas e discutidas desde cedo, quando ainda estão
cursando o curso de biblioteconomia.

�10

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�12

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maio 2008.

_________________
1

Aline Vieira Nascimento, Universidade Federal do Ceará, Bacharel em Biblioteconomia,
Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da UFC, alinevn@ufc.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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              <name>Creator</name>
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                <text>A educação superior à distância vem crescendo a cada ano no Brasil e conquistando a credibilidade da sociedade. O governo federal aliado às universidades está se empenhando na melhoria desta modalidade de ensino, que devido há algumas mudanças, hoje já é conhecido como curso semipresencial, por ter como obrigatoriedade a presenças dos alunos nos pólos de apoio. As bibliotecas universitárias estão inseridas neste contexto como um fator de responsabilidade na qualidade desses cursos por serem considerados “preenchedoras de lacunas” ou a continuação do ensino, tanto tradicional quanto à distância. E devido a essas transformações estão adequando seus produtos e serviços a uma nova modalidade de usuário, o off campus. Diante da explosão de informação veiculada, aos bibliotecários é lançado o desafio de rever suas atribuições e inovar na qualidade e no tipo de serviços prestados à comunidade no geral.</text>
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CONHECER PARA SATISFAZER:
aplicação da técnica de análise de citações na
Biblioteca Setorial do CCSH/UFSM
NAGEL, M. A. B.1
LOBLER, M. L.2

RESUMO
Este artigo analisa as 2.725 citações bibliográficas constantes nas 36 dissertações
defendidas nos anos de 2005 a 2007 do Curso de Mestrado em Administração do
Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da Universidade Federal de Santa
Maria visando: verificar os materiais citados e sua distribuição; identificar os autores
mais citados; determinar a idade média dos livros citados e estabelecer o percentual
de coincidência entre os livros citados e o acervo da Biblioteca Setorial do CCSH. Os
resultados revelaram que: livro é o tipo de material que se apresenta como a
principal fonte de consulta, acima de 47% nos três anos analisados e o maior índice
de citações concentra-se nos últimos dez anos. A disponibilidade dos livros na
Biblioteca Setorial do CCSH não corresponde à metade dos livros citados. Essa
pesquisa quantitativa permitiu conhecer deficiências, lacunas, tendências e
necessidades da Biblioteca Setorial do CCSH para acompanhar o desenvolvimento
científico dos seus usuários, que entre eles estão os alunos do mestrado. Diante
desses resultados, medidas deverão ser tomadas para alcançar índices mais
próximos da qualidade do acervo comparado com as necessidades de seus usuários
para melhor satisfazê-los.
Palavras-chave: Análise de citações. Dissertações de mestrado em Administração.
Biblioteca universitária.

ABSTRACT
This article analyzes the 2.725 bibliographic citations in 36 thesis defended, between
2005-2007, by students of Administration Master Program of Centro de Ciências
Sociais e Humanas (CCSH), at Universidade Federal de Santa Maria, aiming to
verify the citations and it’s distribution; identify the authors cited more; determine the
age average of the books cited and establish the percentage of coincidence between
the books cited and the collection of the Biblioteca Setorial do CCSH. The results

�2

showed that: book is the type of material that presents itself as the main source of
consultation, above 47% in the three years examined and the highest rate of citations
focuses on the past ten years. The Biblioteca Setorial do CCSH hasn’t available the
half of the books cited. This quantitative research aimed identify weaknesses, gaps,
trends and needs of the Biblioteca Setorial do CCSH to follow the scientific
development of their users, who among them are students of the Masters. Front
these results, measures should be taken to achieve rates closer to the quality of the
collection compared with the needs of its users to better satisfy.
Keywords: Citation analysis. Master’s Thesis in Administration. University Library.

1 INTRODUÇÃO
Uma das preocupações dos atuais gestores é conhecer a clientela e
adotar medidas que compatibilizem com os interesses dos clientes de forma
eficiente. Numa biblioteca setorial universitária a importância do conhecimento de
seus usuários e suas publicações é um dos requisitos indispensáveis para a
condução de uma boa gestão.
A Bibliometria é o estudo dos aspectos quantitativos da produção,
disseminação e uso da informação registrada. Desenvolve padrões e modelos
matemáticos para medir esses processos, usando os resultados para elaborar
previsões e apoiarem tomadas de decisão (MACIAS-CHAPULA, 1998). A análise de
citação é uma parte da Bibliometria que tem sido usada em várias áreas do
conhecimento como uma ferramenta para auxiliar o desenvolvimento das coleções
nas bibliotecas. Com os dados retirados das citações é possível descobrir os autores
mais citados em um determinado campo de pesquisa, tipo de documento mais
citado, idade média da literatura utilizada, elite de pesquisa, entre outros dados
significativos. Entretanto, no Brasil não foi encontrada publicação na área de
administração, que analise as citações da produção de teses e/ou dissertações e
forneça relacionamento com o acervo local onde o estudo foi realizado.
Edwards (1999) cita várias razões para ser realizado um estudo de
citações de um grupo particular de usuários de uma biblioteca, servindo como um
instrumento de apoio para qualquer tomada de decisão. Afirmou que uma biblioteca
deve servir um grupo local de autores e não um campo de assunto específico.
Assim, o bibliotecário deve conhecer o que está sendo usado e citado por aqueles

�3

que usam a biblioteca e não somente o que é citado por aqueles que publicam num
determinado periódico ou campo de assunto.
A dissertação de mestrado é considerada um dos primeiros trabalhos
científicos que expressa o resultado de uma pesquisa individual. É o fruto dos
estudos do aluno de mestrado exigido oficialmente para a obtenção do grau de
mestre. Conforme Vallmitjana (2008), as teses e dissertações contêm um grande
número de citações porque os estudantes tentam ser cronológicos e exaustivos na
revisão bibliográfica referente ao assunto proposto. Para Lakatos (2001), a
dissertação é a aplicação de uma teoria já existente empregada num determinado
problema que exige, por parte do autor, uma fundamentação teórica e o
conhecimento deste tema. As referências citadas nas dissertações servem para
sustentar as declarações dos autores e a forma como chegaram aos resultados
alcançados. Sendo assim, a análise de citações das dissertações contribui como um
bom instrumento para avaliação de uso da coleção.
A Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), situada no centro da cidade de Santa
Maria, RS, foi criada em 1983, visando atender mais especificamente os cursos de
graduação e pós-graduação nas áreas de Administração, Ciências Contábeis,
Direito, Economia, Psicologia e Odontologia ministrados neste campus, além de toda
comunidade universitária.
O mestrado em Administração, objeto do estudo, foi criado em 2003,
visando gerar conhecimentos centrados nas áreas de competitividade e estratégia
empresarial a partir da integração entre conhecimentos teóricos e conhecimentos
práticos.
Para este estudo foi selecionado um grupo específico de usuários da
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais e Humanas (BSCCSH) que são os
alunos do curso de mestrado em Administração, com o objetivo de analisar as
citações bibliográficas apresentadas nas dissertações do curso defendidas nos anos
de 2005 a 2007, com a finalidade de:
a) verificar os materiais bibliográficos citados e sua distribuição;
b) identificar os autores mais citados;

�4

c) determinar a idade média dos livros citados;
d) estabelecer o percentual de coincidência entre os livros citados e o acervo da
Biblioteca Setorial do CCSH.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
Buzzard (1983), em seu estudo sobre citações, concluiu que a avaliação
através da análise de citações é uma ferramenta valiosa para avaliar a sustentação
da coleção e pode ser usada em todas as disciplinas. Lancaster (1996) afirmou que
o tamanho do acervo precisa estar relacionado com a quantidade, tamanho e
complexidade dos programas acadêmicos. Mas o teste final da qualidade da coleção
de uma Biblioteca é a extensão e medida de seu uso, e o acervo (insumo) deve ser
avaliado em função da medida em que satisfaz as demandas que lhe são feitas
(produto).
Para Arantes (1998), o valor de um produto só pode ser medido por sua
adequação à satisfação das necessidades e dos desejos dos clientes, e esta
avaliação só poderá ser feita após o uso efetivo do produto pelo cliente.
Em função desse pressuposto, o que impulsiona os bibliotecários a
avaliarem as áreas da literatura e, mais especificamente as relações usuáriocoleção, é seguir a visão de Drucker (1998), quando afirma que “a meta é
compreender tão bem o cliente que o produto ou o serviço se adapte tão bem a ele
que se venda por si só”. Em poucas palavras, é “conhecer para satisfazer” e, com
isso, equilibrar os escassos recursos orçamentários com os serviços e produtos
oferecidos.

3 METODOLOGIA
Para o presente estudo foram utilizadas as citações incluídas em todas as
dissertações de mestrado apresentadas no Curso de Mestrado de Administração do
Centro de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Federal de Santa Maria nos
anos de 2005, 2006 e 2007.

�5

Foram identificadas 36 dissertações, sendo 13 de 2005, 5 de 2006 e 18 de
2007 que contêm um total de 2.725 citações, compreendendo: livros, artigos de
periódicos, literatura eletrônica que foi denominada como WWW, teses e
dissertações, trabalhos apresentados em congressos e seminários que foram
denominados como eventos e literatura cinzenta, que se refere a tudo o que não foi
enquadrado nas categorias acima citadas, como, por exemplo, relatórios técnicos
das empresas, entrevistas, trabalhos não publicados, bem como citações
incompletas e/ou não identificadas.
As citações referentes a periódicos, WWW, teses e literatura cinzenta
foram contadas apenas para verificação do percentual da literatura estudada, não
sendo incluídas nas demais análises.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Os resultados encontrados nas tabulações dos dados que caracterizam as
referências bibliográficas citadas nas dissertações estudadas são apresentados a
seguir:
Tabela 1 – Percentual da distribuição dos materiais bibliográficos citados por ano

MATERIAIS

2005

%

2006

%

2007

%

TOTAL

%

TOTAL

874

32

483

18

1368

50

2725

100

LIVROS

465

53

275

57

652

48

1392

51

PERIÓDICOS
EVENTOS

138
32

16
3

118
25

24
5

346
138

25
10

602
195

22
7

WWW

112

13

25

5

98

7

235

9

TESES

50

6

6

80

6

159

6

77

9

2

54

4

142

5

LITERATURA
CINZENTA

29
11

�6

Analisando os tipos de materiais citados nas 36 dissertações defendidas, o
livro figura como principal fonte de consulta, apresentando uma leve queda no ano
de 2007. Este resultado confirma a afirmação de Meadows (1999) sobre a análise da
comunicação científica nas diferentes áreas do conhecimento, de que nas ciências
sociais e humanidades os livros constituem a mais importante fonte de informação. E
ainda, confirma o que Carvalho declarou em 1981 sobre o estabelecimento de
padrões para bibliotecas universitárias, quando verificou que o orçamento das
bibliotecas das áreas sociais e humanas aloca mais recursos na aquisição de livros,
supondo que o ensino nessa área é mais dependente de livros do que de periódicos.
Inversamente, as áreas de ciências puras e aplicadas concentram seu orçamento na
aquisição de periódicos.

4.1 Autores mais citados
Um dos desafios deste estudo foi identificar os autores mais citados
pelos alunos de Mestrado em Administração do CCSH/UFSM. Segundo, Price, em
1965, quando estabeleceu o Princípio do Elitismo, afirmou que a raiz quadrada do
conjunto produtor corresponde a metade do conjunto produzido, ou seja, “toda a
população de tamanho N tem uma elite igual a √N” (RODRIGUES, 1982).
Neste estudo, a população N é de 1392 livros citados. Aplicando-se o
Princípio do Elitismo, foi verificado que o grupo de elite do Curso de Mestrado da
Administração do CCSH/UFSM são os 37 autores listados na Tabela 2.

�7

AUTORES

CITAÇÕES

%

Nº DE

CITAÇÕES

AUTORES

Nº DE

Tabela 2 – Grupo de Elite dos Autores de Livros do Curso de Mestrado CSSH/UFSM

%

TOTAL

384

27,59

19

RICHARDSON, R.

08

0,57

1

PORTER, M.

37

2,65

20

VERSCHOORE, J

08

0,57

2

GIL, Antonio C.

30

2,16

21

CAPRA, F.

07

0,50

3

HAIR JR, J. F.

20

1,44

22

MATTAR, F. N.

07

0,50

4

YIN, R. K.

17

1,22

23

MINAYO, M.C.S.

07

0,50

5

LAKATOS, E. M.

16

1,15

24

OLIVEIRA, D. R.

07

0,50

6

MINTZBERG, H.

16

1,15

25

SENGE, P.

07

0,50

7

ANSOFF, I. H.

15

1,08

26

LORANGE, P.

06

0,43

8

KOTLER, P.

14

1,01

27

NONAKA, I.

06

0,43

9

CASTELS, M.

13

0,94

28

SELLTIZ, C.

06

0,43

10

MALHOTRA, N. K

13

0,94

29

STONER, J.A. F.

06

0,43

11

TRIVINOS, A.N. S

13

0,94

30

CASAROTTO F., N

05

0,36

12

DRUCKER, P.

12

0,86

31

HAMEL, G.

05

0,36

13

FERRAZ, J. C.

10

0,72

32

LEVITT, T.

05

0,36

14

DEMO, P.

09

0,65

33

LIKERT, R.

05

0,36

15

FLEURY, M.T. L.

09

0,65

34

MCKENA, R.

05

0,36

16

MORGAN, G.

09

0,65

35

MARCONI, M.A.

05

0,36

17

AMATO NETO, J.

08

0,57

36

MARTINS, G.A.

05

0,36

18

FLEURY, A.

08

0,57

37

TOFFLER, A.

05

0,36

No caso do livro não apresentar autor ou apresentar vários autores, foi
considerado a primeira indicação de responsabilidade. Diante desse quadro, pode-se
perceber que o objeto de investigação ou o foco desses autores compactua com as
áreas de concentração do Curso de Mestrado que era competitividade e estratégia
empresarial, temas abordados na bibliografia do autor mais citado, Michael Porter.
Os livros de Michael Porter citados foram: Estratégia competitiva de 1986
com 11 citações, Competição=on competition de 1999 com 10 citações, Vantagem
competitiva de 1992 com 10 citações, Vantagem competitiva das nações de 1993
com 3 citações e ainda A nova era da estratégia de 2002 também com 3 citações,
totalizando 37 citações deste autor.

�8

O Mestrado em Administração do CCSH/UFSM é acadêmico, com o foco em
pesquisa, fato este evidenciado quando 12 livros dos 37 mais citados referem-se à
metodologia científica, fazendo requerer mais atenção na hora da compra.

4.2 Temporalidade dos livros citados
De acordo com Lancaster (1996), o tempo de pertinência dos conhecimentos
produzidos e sua correspondente utilização variam de acordo com o suporte em que é
publicado e o ritmo de atualização de cada um dos diversos ramos do saber,
apresentando reflexo direto na idade das referências citadas. A diminuição do uso
versus a idade do documento será bem mais rápida na área da tecnologia do que na
área das humanidades. A taxa de obsolência nas ciências sociais, e mais
especificamente nas humanidades, é muito mais lenta.
As citações dos livros foram agrupadas segundo sua temporalidade em
períodos de 10 anos demonstradas na tabela seguinte.
Tabela 3 - Temporalidade dos Livros Citados
IDADE DAS
CITAÇÕES
DOS LIVROS

2005

%

2006

%

2007

%

TOTAL

%

462(1)

33,33

275

19,84

649(1)

46,83

1386

100

4

0,88

3

1,09

7

1,08

14

1,01

1967 – 1976

16

3,46

8

2,91

16

2,47

40

2,89

1977 – 1986

44

9,52

21

7,64

39

6,00

104

7,50

1987 – 1996

148

32,03

56

20,36

159

24,50

363

26,19

1997 – 2006

250

54,11

187

68

428

65,95

865

62,41

TOTAL DE
CITAÇÕES
DE LIVROS
ANTERIOR A
1966

1 A data não foi citada em 3 obras

Com o conhecimento da “meia vida das citações” (MV) - termo este que teve
origem no conceito físico de meia-vida dos materiais radioativos e logo foi transposto

�9

para a área de informação - como sendo o tempo medido em anos, em que concentra
50% das referências citadas (BURTON e KLEBER, 1960), verificou-se, neste estudo,
que a MV dos livros citados é igual a dez anos.

4.3 Percentual de disponibilidade dos livros citados na UFSM
A disponibilidade dos livros citados na Biblioteca Setorial do CCSH não
corresponde à metade dos livros utilizados nos anos de 2006 e 2007. No ano de 2006,
acima de 50% das bibliografias utilizadas inexistem na UFSM, mostrando que na
maioria das vezes o aluno tem que se valer de outros meios para completar e concluir
a sua dissertação conforme se pode observar na tabela abaixo:

Tabela 4 - Percentual de Disponibilidade dos Livros na UFSM

DISPONIBILIDADE DOS
LIVROS NA UFSM

2005
(%)

2006
(%)

2007
(%)

�

Biblioteca CCSH

57,63

28,36

43,22

43,07

Outras Bibliotecas – UFSM

9,03

17,26

7,52

11,27

Não tem na UFSM

33,34

54,38

49,26

45,66

Bourne apud Figueiredo (1977), enfatizou que a biblioteca deve atender a
90% ou 80% das demandas, já que o investimento para atender 100% das demandas é
desproporcional aos resultados obtidos.

5 CONCLUSÃO
O presente artigo propôs-se a aplicar a técnica de análise de citações como
um instrumento de avaliação da relação usuário-coleção da Biblioteca Setorial do
CCSH/UFSM,

no

sentido

de

conhecer

seus

usuários,

necessidades. Desse esforço, algumas conclusões são visíveis.

suas

publicações

e

�10

Atualmente, com a explosão das publicações, mesmo em uma área
especifica do conhecimento, torna-se cada vez mais difícil a seleção e aquisição de
todo o material bibliográfico pertinente a uma biblioteca setorial universitária. Portanto,
é preciso selecionar os materiais de acordo com as necessidades dos usuários,
levando-se em conta fatores de qualidade, tais como a pertinência do acervo com o
que é citado, a sua obsolescência, as mudanças de interesses de seus usuários e,
ainda, a necessidade de otimizar o custo de recursos financeiros limitados.
Nesse estudo constatou-se que mesmo com a proliferação do uso da Internet
e do maior alcance que os periódicos estão tendo, através do Portal CAPES, a consulta
de livros ainda é bem expressiva no Curso de Administração da UFSM,
correspondendo a mais de 50% das bibliografias encontradas nas dissertações de
2005 e 2006 e 48% nas dissertações de 2007.
Entretanto, o grupo de elite, formado pelos autores dos livros mais citados
da Biblioteca Setorial do CCSH, alcançou somente 27,59% do total das bibliografias
citadas, não atingindo a metade do conjunto produtor mencionado por Price (1965).
Esse resultado demonstra certa dispersão dos autores citados, o que não surpreendeu
os pesquisadores locais que atuam nesta área, alegando a grande interdisciplinaridade
da administração atualmente. Assim, esta área necessita de mais recursos para manter
e atender as necessidades de seus usuários visto a dispersão dos assuntos.
Acredita-se que, se houvesse maior agilidade e rapidez entre a solicitação da
obra e a disponibilização da mesma na Biblioteca, o resultado da pesquisa poderia ser
diferente. No entanto, a Biblioteca Setorial do CCSH, sendo uma unidade vinculada a
um órgão público (UFSM), tem obrigatoriedade de adquirir material através de licitação
pública, sendo um processo bastante demorado, o que produz efeito desestimulante na
hora da solicitação por parte dos docentes.
A adequação do acervo ao nível de mestrado é outro fator que pode ter
influenciado no baixo índice de coincidência entre a bibliografia citada e o acervo da
Biblioteca estudada, uma vez que o mestrado teve suas primeiras dissertações
defendidas em 2005.
Enfim, essa pesquisa quantitativa permitiu conhecer deficiências, lacunas,
tendências e necessidades da Biblioteca Setorial do CCSH para acompanhar o

�11

desenvolvimento científico dos seus usuários, que entre eles estão os alunos do
mestrado. Diante desses resultados, medidas deverão ser tomadas para alcançar
índices mais próximos da qualidade do acervo comparado com as necessidades de
seus usuários para melhor satisfazê-los.

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administração de empresas válidas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 439 p.
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era. São Paulo: Futura, 1998.
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1999.
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Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, 1977.
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�12

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as a tool for collection management in an academic chemistry library. College &amp;
Research Libraries, v. 69, n.1, p. 72-81, jan. 2008.

__________________
1

Maria Alice de Brito Nagel, Bacharel em Biblioteconomia UFRGS/RS, Especialista em Administração e
Gestão Pública, Diretora da Biblioteca Setorial do CCSH/UFSM, britonagel@gmail.com.
2
Mauri Leodir Lobler, Doutor em Administração UFRGS/RS, Professor Adjunto do Departamento de
Ciências Administrativas/UFSM, lobler@ccsh.ufsm.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este artigo analisa as 2.725 citações bibliográficas constantes nas 36 dissertações defendidas nos anos de 2005 a 2007 do Curso de Mestrado em Administração do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da Universidade Federal de Santa Maria visando: verificar os materiais citados e sua distribuição; identificar os autores mais citados; determinar a idade média dos livros citados e estabelecer o percentual de coincidência entre os livros citados e o acervo da Biblioteca Setorial do CCSH. Os resultados revelaram que: livro é o tipo de material que se apresenta como a principal fonte de consulta, acima de 47% nos três anos analisados e o maior índice de citações concentra-se nos últimos dez anos. A disponibilidade dos livros na Biblioteca Setorial do CCSH não corresponde à metade dos livros citados. Essa pesquisa quantitativa permitiu conhecer deficiências, lacunas, tendências e necessidades da Biblioteca Setorial do CCSH para acompanhar o desenvolvimento científico dos seus usuários, que entre eles estão os alunos do mestrado. Diante desses resultados, medidas deverão ser tomadas para alcançar índices mais próximos da qualidade do acervo comparado com as necessidades de seus usuários para melhor satisfazê-los.</text>
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TESES E DISSERTAÇÕES SOBRE A AMAZÔNIA: disponíveis na
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPA – BDTD/UFPA
MOREIRA, S. M. B. L.1

RESUMO
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Federal do Pará
(BDTD/UFPA) disponibiliza os conteúdos na íntegra das TDEs defendidas nos
programas de pós-graduação da UFPA visando à divulgação do conhecimento
gerado na instituição e sua integração à BDTD nacional mantida pelo Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e à Networked Digital
Library of Theses and Dissertations (NDLTD). A literatura científica produzida na
Amazônia, onde se inclui a da UFPA como a mais expressiva, traduz marcas da
cultura, identidade regional, potenciais científico e tecnológico instalados na região e
constitui a produção científica que norteia a política de desenvolvimento regional.
Nesse contexto, a criação de uma Biblioteca Digital na UFPA é fator incondicional
com vistas a acompanhar as tendências da sociedade atual. A disseminação do
novo conhecimento gerado na UFPA permite caracterizar o estado da arte das
ciências da maior universidade da Amazônia brasileira, em número de alunos e em
desempenho. Dessa forma, a UFPA constitui um centro referencial para difundir
novas políticas e serviços com alta tecnologia e com isso, ocupa lugar de destaque
no processo de transferência de informações e tecnologia de ponta para a Região
Amazônica.
Palavras-chave: Biblioteca digital. Produção científica. Tese. Dissertação.
Amazônia. Universidade Federal do Pará.

ABSTRACT
The Digital Library of Theses and Dissertations of the Federal University of Pará
(BDTD / UFPA) makes available the contents TDEs defended in full of programs for
graduate of UFPA seeking the dissemination of knowledge generated in the
institution and its integration with national BDTD maintained by the Brazilian Institute
for Information in Science and Technology (IBICT) and Networked Digital Library of
Theses and Dissertations (NDLTD). The scientific literature produced in the Amazon,
including the UFPA of the most expressive, reflects the brand culture, regional
identity, scientific and technological potential installed in the region and is the

�2

scientific production that guides the policy of regional development. In this context
the creation of a Digital Library of UFPA is unconditional factor in order to monitor
trends in current society. The dissemination of new knowledge generated in UFPA
allows characterize the state of the art of science's greatest university of the Brazilian
Amazon by number of students and in performance. Thus, the UFPA is a reference
center to disseminate new policies and services with high technology and with it,
occupies a prominent place in the process of transfer of information and technology
to the Amazon region.
Keywords: Digital library. Scientific production. Thesis. Dissertation. Amazon.
Federal University of Pará.

�3

BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES DA UFPA – BDTD/UFPA
Disponibiliza os conteúdos na íntegra das Teses e Dissertações
defendidas nos Programas de Pós-Graduação da UFPA.
Os dados das TDEs estão incorporados à BDTD nacional, mantida pelo
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e à Networked
Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD).

É utilizado o Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações –
TEDE Simplificado

�4

Simples e avançada e ainda, por todos os registros das TDEs, por
programa de pós-graduação

A literatura científica produzida na Amazônia, onde se inclui a da UFPA, a
maior universidade da Amazônia brasileira, como a mais expressiva, traduz marcas
da cultura, identidade regional e potenciais científico e tecnológico instalados na
região.

�5

Portanto, torna-se premente a sua publicação eletrônica aumentando sua
visibilidade para a comunidade acadêmica brasileira.

__________________
1

Silvia Maria Bitar de Lima Moreira, Universidade Federal do Pará (UFPA), bitar@ufpa.br.

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Teses e dissertações sobre a Amazônia: disponíveis na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPA – BDTD/UFPA. (Pôster)</text>
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                <text>A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Federal do Pará (BDTD/UFPA) disponibiliza os conteúdos na íntegra das TDEs defendidas nos programas de pós-graduação da UFPA visando à divulgação do conhecimento gerado na instituição e sua integração à BDTD nacional mantida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e à Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD). A literatura científica produzida na Amazônia, onde se inclui a da UFPA como a mais expressiva, traduz marcas da cultura, identidade regional, potenciais científico e tecnológico instalados na região e constitui a produção científica que norteia a política de desenvolvimento regional. Nesse contexto, a criação de uma Biblioteca Digital na UFPA é fator incondicional com vistas a acompanhar as tendências da sociedade atual. A disseminação do novo conhecimento gerado na UFPA permite caracterizar o estado da arte das ciências da maior universidade da Amazônia brasileira, em número de alunos e em desempenho. Dessa forma, a UFPA constitui um centro referencial para difundir novas políticas e serviços com alta tecnologia e com isso, ocupa lugar de destaque no processo de transferência de informações e tecnologia de ponta para a Região Amazônica.</text>
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ACESSIBILIDADE À INFORMAÇÃO AOS DEFICIENTES VISUAIS NA
BIBLIOTECA CENTRAL CLODOALDO BECKMANN DA UFPA
MOREIRA, S. M. B. L.1

RESUMO
A Biblioteca Central Prof. Clodoaldo Beckmann da Universidade Federal do Pará
(UFPA) fazendo jus a sua taxa de responsabilidade social trabalha cooperativamente
desde 1996 na manutenção de um serviço de atendimento às pessoas portadoras
de deficiência visual — a Seção Braille. Em 2006, objetivando modernizar os
serviços e produtos oferecidos pela Seção Braille com infra-estrutura e tecnologia
assistiva, a fim de atender às demandas informacionais da comunidade da UFPA e
vestibulandos portadores de deficiência visual foi submetido o projeto intitulado
“Modernização da Seção Braille da Biblioteca Central da Universidade Federal do
Pará” à seleção do Programa Incluir da Secretaria de Educação Especial (SEEsp) do
Ministério da Educação (MEC)/Secretaria de Educação Superior (SESu), o qual
objetiva apoiar propostas elaboradas pelas instituições federais de ensino superior
com o objetivo de garantir o acesso e a permanência em igualdade de
oportunidades para estudantes com deficiência. Após aprovação e execução do
projeto o Espaço Braille foi reinaugurado em 19 de dezembro de 2007, por ocasião
dos festejos dos 45 anos da Biblioteca Central. Atualmente, o Espaço Braille é
dotado com modernos recursos tecnológicos de acessibilidade utilizados pelos
deficientes visuais - cegos e usuários de baixa visão. Com a utilização das
tecnologias de informação e comunicação, por meio da web e do uso de softwares e
hardwares, a Biblioteca Central da UFPA promove a inclusão digital e social e
reconhece a necessidade da democratização do acesso, disponibilizando aos
deficientes visuais o que mais inovador existe para o acesso à informação.
Palavras-chave: Acessibilidade; Deficiente visual; Braille; Tecnologia assistiva;
Universidade Federal do Pará.

ABSTRACT
The Central Library Prof. Clodoaldo Beckmann of the Federal University of Pará
(UFPA) doing justice to their level of social responsibility works cooperatively since
1996 to maintain a service organization for people with visual impairment - the
Section Braille. In 2006, to modernize the services and products offered by Section

�2

Braille with infrastructure and assistive technology in order to meet the demands of
the community's informational UFPA and students of the third year of high school
with visual impairment was apprised of the project entitled "Modernization of Section
Braille Library Central Federal University of Para "to the selection of the program
include the Bureau of Special Education (SEESP) of the Ministry of Education (MEC)
/ Department of Higher Education (SESu), which aims to support proposals
developed by the federal institutions of higher education with the goal of ensuring
access and permanence in equal opportunities for students with disabilities. Upon
approval and implementation of the project area in Braille again on December 19,
2007, during the celebrations of 45 years of the Central Library. Currently, the Space
Braille is equipped with modern technological resources of accessibility used by the
blind - blind and low vision users. With the use of information and communication
technologies, through the web and the use of software and hardware, the Central
Library UFPA promotes digital inclusion and social and recognizes the need for
democratization of access, providing the visually what most innovative exists for
access to information.
Keywords: Accessibility; Visually impaired, Braille, Assistive technology; Federal
University of Pará.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Central Prof. Clodoaldo Beckmann da Universidade Federal
do Pará (UFPA), fazendo jus a sua taxa de responsabilidade social trabalha
cooperativamente desde 1996 na manutenção de um serviço de atendimento às
pessoas portadoras de deficiência visual — a Seção Braille.
O acervo da Seção Braille da Biblioteca Central da UFPA é formado de
documentos produzidos e/ou formatados no Espaço sob demanda dos usuários para
serem acessados por meio de softwares de acessibilidade — são reproduções de
livros, partes de livros, apostilas de curso, trabalhos escolares e textos capturados
da internet —; livros em grafia Braille contemplando todas as áreas do conhecimento,
sendo que a área de literatura tem maior predominância; periódicos e documentos
digitais adquiridos por doação.
Oferece serviços como: atendimento especializado, orientação ao usuário
na utilização de softwares de acessibilidade, auxílio na transliteração de textos em
vários idiomas para o Braille, escanerização e formatação de textos; leitura de
documentos em negro, gravações, consulta à Coleção Braille, empréstimo,
impressão em escrita Braille e acesso à lnternet.

�3

Sua clientela é composta por universitários, vestibulandos, professores e
profissionais liberais.
Em 2006, objetivando modernizar a Seção Braille da Biblioteca Central da
UFPA com infra-estrutura e tecnologia assistiva, a fim de atender às demandas
informacionais da comunidade da UFPA e vestibulandos portadores de deficiência
visual foi submetido o projeto intitulado “Modernização da Seção Braille da Biblioteca
Central da Universidade Federal do Pará” à seleção do Programa Incluir, programa
desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de
Educação Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Especial (SEEsp), o qual
objetiva apoiar propostas elaboradas pelas instituições federais de ensino superior
com o objetivo de garantir o acesso e a permanência em igualdade de
oportunidades para estudantes com deficiência.
Após aprovação e execução do projeto o Espaço Braille foi reinaugurado
em 19 de dezembro de 2007, por ocasião dos festejos dos 45 anos da Biblioteca
Central e atualmente, vem se destacando como um importante expoente na
prestação de serviços de qualidade que vão ao encontro das demandas
informacionais desta clientela especial.

2 JUSTIFICATIVA
Considerando o fato da UFPA ser uma instituição que trabalha com o
propósito de atender à comunidade universitária sem distinção de qualquer natureza
e exercer um papel preponderante com a responsabilidade social contribuindo para
o desenvolvimento da sociedade em que atua, conforme expressa sua missão
Gerar, difundir e aplicar o conhecimento nos diversos campos do
saber, visando à melhoria da qualidade de vida do ser humano em
geral, e em particular do amazônida, aproveitando as potencialidades
da região mediante processos integrados de ensino, pesquisa e
extensão, por sua vez sustentados em princípios de
responsabilidade, de respeito à ética, à diversidade biológica, étnica
e cultural, garantindo a todos o acesso ao conhecimento
produzido e acumulado (grifo nosso), de modo a contribuir para o
exercício pleno da cidadania, fundada em formação humanística,
crítica, reflexiva e investigativa (UNIVERSIDADE FEDERAL DO
PARÁ, 2008)

�4

Foi criada na Biblioteca Central, em 1996 a Seção Braille com o fim de
proporcionar aos alunos deficientes visuais da UFPA condições e suporte
adequados às suas necessidades especiais de informação.
No entanto, a Seção nos últimos anos passou por dificuldades em virtude
da falta de recursos financeiros, notória em instituições públicas federais de ensino,
para aquisição de equipamentos e softwares de acessibilidade aos deficientes
visuais, imprescindíveis para um melhor atendimento aos usuários em suas
pesquisas e conseqüentemente, buscando um ensino de qualidade na graduação e
especialmente, na pós-graduação. Ressalte-se, que a impressora braille encontravase obsoleta e com defeito.
Nesse contexto, a idéia de Silva (apud LOPES, 2006) é corroborada
quando afirma:
o processo de inclusão social da pessoa com deficiência não deve
excluir serviços especializados de atendimento a esta pessoa,
enquanto forem necessários. Pelo contrário, os serviços devem ser
melhorados, para prestar atendimento cada vez melhor funcionando
como facilitadores de um processo saudável de inclusão.

Pupo; Melo e Pérez Ferrés (2006) ressaltam que o “planejamento de
instalação e funcionamento de uma biblioteca acessível, seja em pré ou em pósocupação, requer principalmente um ideal de acesso democrático e abrangente a
todas as pessoas, que são os princípios do desenho universal, ou desenho para
todos”.
Obedecendo ao Art. 6 da DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS
PESSOAS DEFICIENTES, o qual prevê, que
As pessoas deficientes têm direito a tratamento médico, psicológico e
funcional, incluindo-se aí aparelhos protéticos e ortóticos, à
reabilitação médica e social, educação, treinamento vocacional e
reabilitação, assistência, aconselhamento, serviços de colocação e
outros serviços que lhes possibilitem o máximo desenvolvimento de
sua capacidade e habilidades e que acelerem o processo de sua
integração social

Cabe à Biblioteca Central como unidade de informação compromissada
com a sociedade fazer uso de estratégias e recursos que possibilitem superar as

�5

limitações e conceder a estes cidadãos oportunidades de integrar-se à sociedade e
desenvolver-se enquanto pessoa.
Segundo Borges (1996, grifo nosso) “uma pessoa cega pode ter algumas
limitações, as quais poderão trazer obstáculos ao seu aproveitamento produtivo na
sociedade”. O autor ressalta que grande parte dessas limitações pode ser eliminada
por meio de duas ações: uma educativa adaptada à realidade destes sujeitos e o
uso de tecnologias para eliminar barreiras.
Objetivando sempre à melhoria das condições de atuação do indivíduo
portador de deficiência visual na sociedade moderna, o favorecimento à
disponibilidade de novos recursos facilitadores e/ ou estimuladores ao seu
desenvolvimento intelectual e a sua inclusão social, a Biblioteca Central da UFPA
pretende consolidar um serviço de pesquisa com qualidade para atender sua
clientela interna e num futuro bem próximo suplantar os limites de nossos muros e
atingir a clientela externa que ressente deste tipo de serviço.

3 OBJETIVOS
Objetivo Geral
•

Modernizar os serviços e produtos oferecidos pela Seção Braille utilizando as
novas tecnologias de informação e comunicação fazendo com que os
deficientes visuais se apropriem do conhecimento com maior facilidade.

Objetivos Específicos
•

Facilitar a pesquisa aos dvs fazendo uso de softwares de acessibilidade;

•

Oferecer suporte fundamental às necessidades educacionais dos usuários;

•

Proporcionar aos dvs um ambiente digital com o fim de diminuir barreiras;

•

Facilitar e agilizar os serviços de transcrição de texto para Braille;

•

Permitir o acesso com rapidez às bases de dados especializadas nacionais e
internacionais;

•

Ampliar o atendimento atingindo novas clientelas;

•

Capacitar os dvs no uso das novas tecnologias visando a sua inclusão social;

•

Implantar novos serviços especializados.

�6

4 METODOLOGIA
Para tornar o projeto exeqüível foram executadas as seguintes etapas:
•

Recrutamento de alunos voluntários dos Cursos de Psicologia, Pedagogia,
Biblioteconomia e Serviço Social interessados em colaborar com o projeto de
modernização do Espaço Braille da Biblioteca Central da UFPA;

•

Treinamento dos voluntários por meio de palestras e mini-cursos sobre os
serviços oferecidos pelo Espaço Braille como gravação de livros falados,
atendimento personalizado aos dvs, leitura e formatação de textos etc.

•

Levantamento das necessidades e interesses dos usuários a fim de priorizar
as obras que seriam transliteradas para o Braille ou gravadas em CD-Rom;

•

Seleção de textos a serem transcritos para Braille ou gravados em arquivos
de áudio;

•

Escanerização e impressão em Braille dos documentos sugeridos pelos dvs

•

Gravação, depuração e reprodução dos arquivos de áudio das obras
solicitadas pelos dvs;

•

Realização permanente de cursos no Espaço Braille para capacitar os
usuários em prol da otimização do uso de novas tecnologias de informação e
comunicação.

5 RESULTADOS
Atualmente, o Espaço Braille é dotado com os modernos recursos
tecnológicos e instrumentos de acessibilidade utilizados pelos deficientes visuais –
cegos e de baixa visão. Foram adquiridos novos equipamentos e softwares com
recursos financeiros oriundos do Tesouro e do Programa Incluir.

Figura 1 - Equipamentos e instrumentos existentes no
Espaço Braille da Biblioteca Central da UFPA

�7

SOFTWARES ASSISTIVOS

Figura 2 - Softwares de acessibilidade aos ambientes
digitais virtuais para deficientes visuais utilizados
no espaço Braille da Biblioteca Central da UFPA

Houve a ampliação do espaço físico facilitando o fluxo de usuários, como
também foi adquirido mobiliário moderno para o maior conforto e permanência dos
dvs para estudo e pesquisa nesse Espaço.
O número de usuários atendidos da comunidade interna aumentou 100%,
como também foi estendido o atendimento à comunidade externa. Além desses, a
prestação de serviços foi ampliada a outras instituições como a disponibilização do
Espaço e recursos tecnológicos para a aplicação de provas em processos seletivos
de vestibulares, concursos etc. utilizando os softwares, bem como soluciona muitas
das dificuldades que os estudantes e professores enfrentam para realizar suas
pesquisas e estudar.
A doação de acervo em Braille foi intensificada e o processamento técnico
iniciado encontrando-se disponível no catálogo online do Sistema de Bibliotecas da
UFPA (SIBI/UFPA).

6 CONCLUSÃO
A inclusão digital dos deficientes visuais tornou-se uma realidade na UFPA
devido ao empenho e a determinação da equipe de trabalho do Projeto e pelo

�8

Programa Incluir do MEC em concretizar ações que garantiram dignidade e respeito
à diversidade das pessoas portadoras de necessidades especiais.
Os resultados do projeto têm sido positivos e podem servir de exemplo a
outras bibliotecas universitárias públicas, quer seja pelo produto final obtido póstratamento, quer seja pela iniciativa de aplicar conhecimento de tecnologia de
informação e comunicação para acessibilidade de modo a resgatar a confiança, o
respeito e o cuidado para com os usuários especiais.
Com a utilização das tecnologias de informação e comunicação por meio
da web e do uso de softwares e hardwares de acessibilidade, a Biblioteca Central da
UFPA insere-se no compromisso da inclusão digital e social e reconhece a
necessidade da democratização da informação. Assim, atualmente, o Espaço Braille
propicia um ambiente digital e virtual, imprescindível para um melhor atendimento e
facilita o acesso à informação, e ao conhecimento aos deficientes visuais.

REFERÊNCIAS

BORGES, José Antônio. Dosvox: um novo acesso dos cegos à cultura e ao trabalho.
Revista Benjamin Constant, n. 3, maio 1996.
LOPES, Angélica Maria Ferreira et al. Inclusão dos portadores de necessidades
especiais em unidades de informação: o setor de cadastramento da Biblioteca do
IESP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14., 2006,
Salvador. Anais eletrônicos... Salvador, 2006.
PUPO, Deise Tallarico; MELO, Amanda Meincke; PÉREZ FERRÉS, Sofia (Org.)
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas, SP:
Unicamp, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.todosnos.unicamp.br:8080/lab/producao/livro_acessibilidade_bibliotecas
.pdf/view&gt;.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Disponível em: http://www.ufpa.br. Acesso
em: 5 de setembro de 2008.

__________________
1

Silvia Maria Bitar de Lima Moreira, Universidade Federal do Pará (UFPA), bitar@ufpa.br.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Biblioteca Central Prof. Clodoaldo Beckmann da Universidade Federal do Pará (UFPA) fazendo jus a sua taxa de responsabilidade social trabalha cooperativamente desde 1996 na manutenção de um serviço de atendimento às pessoas portadoras de deficiência visual — a Seção Braille. Em 2006, objetivando modernizar os serviços e produtos oferecidos pela Seção Braille com infra-estrutura e tecnologia assistiva, a fim de atender às demandas informacionais da comunidade da UFPA e vestibulandos portadores de deficiência visual foi submetido o projeto intitulado “Modernização da Seção Braille da Biblioteca Central da Universidade Federal do Pará” à seleção do Programa Incluir da Secretaria de Educação Especial (SEEsp) do Ministério da Educação (MEC)/Secretaria de Educação Superior (SESu), o qual objetiva apoiar propostas elaboradas pelas instituições federais de ensino superior com o objetivo de garantir o acesso e a permanência em igualdade de oportunidades para estudantes com deficiência. Após aprovação e execução do projeto o Espaço Braille foi reinaugurado em 19 de dezembro de 2007, por ocasião dos festejos dos 45 anos da Biblioteca Central. Atualmente, o Espaço Braille é dotado com modernos recursos tecnológicos de acessibilidade utilizados pelos deficientes visuais - cegos e usuários de baixa visão. Com a utilização das tecnologias de informação e comunicação, por meio da web e do uso de softwares e hardwares, a Biblioteca Central da UFPA promove a inclusão digital e social e reconhece a necessidade da democratização do acesso, disponibilizando aos deficientes visuais o que mais inovador existe para o acesso à informação.</text>
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DESDOBRAMENTO DA FUNÇÃO QUALIDADE (QFD) APLICADO NA
DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA ESALQ/USP
MORAES, T. C. C.1
SAAD, M. R. M.2

RESUMO
Avaliar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela DIBD constitui um dos
principais fatores para o alcance da melhoria contínua, à tomada de decisão e à
satisfação do usuário. Com esse propósito e, atrelado ao sistema de gestão, o
método QFD foi aplicado com o objetivo de determinar uma sistemática para
mensurar a qualidade do serviço prestado à comunidade esalqueana, bem como
para apoiar na definição dos planos de ação da DIBD. As etapas do trabalho
consistiu em identificar as necessidades dos clientes, detalhar as características
dos produtos requisitados, estabelecer os parâmetros e metas da qualidade
planejada dos produtos, medir o grau de satisfação do cliente em relação ao
produto e serviço oferecido. A aplicação da metodologia QFD (Casa da
Qualidade) foi composta pela identificação das qualidades exigidas pelos clientes,
sendo estas traduzidas em 35 características técnicas. Nesse contexto, os
resultados alcançados serviram de base para a elaboração da “matriz da
qualidade”, bem como para identificação das lacunas e das prioridades na
definição das diretrizes, com o objetivo de obter a qualidade nos produtos e
serviços da biblioteca.
Palavras-chave: Método QFD. Avaliação de service. Pesquisa.

ABSTRACT
To assess the quality of products and services offered by DIBD is one of the main
factors to the extent of continuous improvement in order to decision-making and
the user satisfaction. To that end, and tied to the management system, the method
QFD is applied with the goal of a systematic measure to determine the quality of
service provided to esalqueana community, as well as assisting in the definition of
plans action of DIBD. The stages of work are to identify the customer needs,
detailing the characteristics of products required to establish the parameters and
goals of the quality of planned products, measure the degree of customer

�2

satisfaction for the product and service offered. The application of the
methodology QFD (House of Quality) was composed by identifying the qualities
required by customers, and these translated in 35 technical characteristics. In this
context, the achievements formed the basis for drafting the "matrix of quality "as
well as to identify the gaps and priorities in defining the guidelines, with the goal of
achieving library quality in products and services.
Keywords: Method QFD. Evaluation Service. Search.

1 INTRODUÇÃO
A análise das tendências sobre a aplicação da gestão da qualidade em
serviços de informação, evidencia certa predisposição por parte dos dirigentes
destes serviços em modernizar as práticas gerenciais utilizadas, buscando
inclusive novas formas de organização do trabalho focado no atendimento das
necessidades dos usuários.
De acordo com Marcos (2001) uma empresa orientada para o
atendimento ao cliente tem seus processos consistentes e adequadamente
controlados (eficiência); seus produtos especificados de acordo com as
necessidades dos seus clientes (eficácia); e são flexíveis para adaptar-se com
rapidez as mudanças, tendo visão do futuro (efetividade).
A qualidade do serviço é dada pela comparação entre a percepção do
cliente quanto ao serviço prestado e a expectativa que ele tinha quanto ao
serviço. Assim, conforme Gianesi (1994), identificar os critérios segundo os quais
os clientes avaliam os serviços é uma forma de compreender melhor as
expectativas dos clientes, os quais devem refletir na satisfação deles.
A Divisão de Biblioteca e Documentação (DIBD - ESALQ/USP) através
do sistema de gestão, implantado em 1999, tem o objetivo de adequar a sua
estrutura de modo a atender os requisitos do modelo de excelência, apresentando
uma visão global cujo foco é o cliente. Assim, itens de controle são características
que precisam ser monitoradas para garantir a satisfação dos clientes.

�3

Nesse sentido, visando o alcance da melhoria contínua, da tomada de
decisão e da satisfação do usuário, a DIBD propõe a utilização da ferramenta
QFD (Quality Function Deployment – Desdobramento das funções da qualidade).
De acordo com Cheng et al. (1995) o QFD foi criado por Akao e Mizuno
durante o período de 1960 e 1965, porém somente por volta de 1978 foi
reconhecido como o método que operacionaliza a garantia da qualidade durante o
desenvolvimento do produto. Considera-se como sendo um sistema para traduzir
a voz do cliente em requisitos adequados para a empresa através de todo o ciclo
de desenvolvimento do produto, contribuindo para o alcance da melhoria
desejada e auxiliando à tomada de decisão.
Diante do estudo realizado, autores confirmam que o QFD é um indutor
da busca e da integração de conhecimentos das áreas funcionais da empresa,
tendo como princípio garantir qualidade do desenvolvimento do projeto e a
satisfação do cliente, esta mensurada através do monitoramento dos serviços
requisitados.
O trabalho apresentado pode ser visto de uma forma ampla, constituída
das seguintes etapas: identificar as necessidades dos clientes, detalhar as
características dos produtos requisitados por eles, estabelecer os parâmetros e
metas da qualidade planejada e medir o grau de satisfação do cliente em relação
ao produto e serviço oferecido.

2 DESENVOLVIMENTO
A primeira etapa da implantação do método QFD consistiu em ouvir a voz
do cliente através de pesquisa exploratória. Foi aplicado um questionário (figura
1) aos usuários, o qual contou com a participação de uma equipe multidisciplinar,
visando à avaliação da qualidade de serviços e produtos oferecidos pela DIBD.

�4

Figura 1 - Questionário de avaliação de serviços e produtos oferecidos pela biblioteca

A prioridade na elaboração do questionário foi o uso de perguntas
fechadas, sendo estas identificadas através da caixa de sugestões e
complementadas pelos funcionários que atuam nos processos de atendimento ao
cliente. Adaptações foram feitas baseadas em exigências dos usuários, definidas
juntamente com a participação da alta administração, utilizando a técnica de
brainstorming.
A amostragem para a pesquisa de opinião contou com o levantamento
e identificação da quantidade de docentes e alunos matriculados na ESALQ,
obtendo a seguinte representação: 50 graduandos, 50 pós-graduandos e 43
docentes.
A identificação das exigências dos usuários foi traduzida em 35
características

visando

conhecer

as

suas

preferências

e

verdadeiras

necessidades, levantar os pontos fortes dos itens abordados e de melhoria (na
visão do cliente), bem como permitir a eles sugestões de mudanças através de
“comentários e sugestões” (questões aberta).

�5

Em cada item pesquisado, o entrevistado atribuiu o grau de importância
através da seguinte escala: 1. Nenhuma importância; 2. Pouca importância; 3.
Alguma importância; 4. Importante; 5. Muito importante.
Para avaliar o desempenho do serviço prestado, utilizou-se a escala: 1.
Péssimo; 2. Ruim; 3. Regular; 4. Bom; 5. Ótimo. Nesse contexto, o trabalho teve
como princípio responder o grau de importância do serviço prestado pela
biblioteca e como o cliente avalia tal serviço.
A aplicação da metodologia benchmarking foi inserida no questionário,
como forma de comparar e avaliar como outras bibliotecas da área de Ciências
Agrárias estão desenvolvendo suas atividades voltadas ao usuário.
Inicialmente, a avaliação quantitativa da preferência e percepção dos
usuários foi obtida através do levantamento dos dados do questionário, sendo
analisadas as informações que obtiveram avaliação regular (índice 3), cujo índice
foi considerado crítico e passível de melhoria, apresentados através do

4,61

4,60
3,97

3,98

Am biente Sinalização das
estantes

3,95

Am biente Tem peratura

3,73

3,58

3,50

Grau de importancia

4,67

Acervo Estado de
conservação

3,91

4,84

Acervo Conteúdo

3,93

Equipam entos Disponibilidade

3,89

4,85

4,61

Acervo Atualização

4,69

4,50

Equipam entos Atualização

4,54

Postura de
atendim ento Cópias

6,00
5,00
4,00
3,00
2,00
1,00
0,00

Rapidez no
atendim ento
(fila) - Cópias

M eta

histograma (Figura 2).

Avaliação do serviço

Figura 2 - Histograma dos dados parciais da pesquisa para grau de importância

2.1 Matriz da qualidade
Em cada ciclo do QFD (figura 3), relacionam-se as necessidades da
qualidade (“o que se espera”) com os requisitos da qualidade (“como se pretende

�6

fazer”), identificando na matriz de relações, a intensidade do relacionamento entre
eles por meio de “símbolos de relações”, sendo representados numericamente.

Figura 3 - Esboço da “casa da qualidade” destacando suas seções básicas
Fonte: Milan, 2003 – adaptação realizada pela autora

A partir da análise dos resultados do questionário, ocorreu a
identificação da característica da qualidade técnica dos serviços pesquisados,
informações estas obtidas através de reunião com as lideranças envolvidas, cujo
objetivo consistiu em detalhar as características dos produtos especificados e
requisitados pelos clientes, de modo a estabelecer indicadores.
Após a definição dessas características, a alta administração realizou a
relação entre as características da qualidade técnica e a qualidade exigida pelo
cliente, identificando o nível de relacionamento entre elas (figura 4). Tal
correlação utilizou a técnica de multi-votação simultaneamente entre as diretorias,
evitando que o voto de uma tivesse influencia sobre a outra. No caso de haver
divergência nos votos, os membros discutiram rapidamente sobre o assunto e
realizaram uma nova votação.

�7

Figura 4 – Matriz de relação da qualidade técnica e a qualidade exigida pelo cliente

Após essa etapa, foi necessário o preenchimento da matriz com o
resultado dos pesos absolutos e relativos, referentes às características
correlacionadas, com o objetivo de estabelecer os parâmetros e metas da
qualidade planejada dos serviços e do grau de importância de cada item.
Para que as metas e parâmetros fossem definidos, a avaliação
competitiva entre as outras instituições citadas foi fundamental e por isso foram
consideradas as seguintes características: Maior número de instituições citadas;
Instituições relacionadas aos cursos oferecidos pela ESALQ.
Para a construção do “telhado” da casa da qualidade (figura 5),
elaborou-se o diagrama de correlação entre os itens da característica técnica e as
características requisitadas pelo cliente, cujo referencial foi o resultado do peso
absoluto e o peso relativo.

Nesse momento, a multi-votação com a alta

administração foi realizada novamente.
Para o preenchimento da qualidade projetada dos itens analisados,
utilizou-se a especificação do produto, associada aos Processos envolvidos em
cada

característica

técnica.

Essa

etapa

prevê

o

desenvolvimento

de

�8

procedimentos operacionais correspondentes ao padrão da rotina, visando
atender os requisitos dos clientes.

Figura 5 – Construção do “telhado” da casa da qualidade

O resultado da matriz mostrou que, dos 35 itens analisados pelos
clientes, os pesos relativos de maior relevância foram: “Atualização do acervo”
com 3,68%; “Conteúdo – pertinência na área de interesse” com 3,52%; “Homepage – acesso e localização das informações” com 3,20%; “Home-page – acesso
e localização das bases de dados ” com 3,19%; ” Postura de atendimento na
Referência” com 3,10%; “Acervo – estado de conservação” com 3,08% e
“Ambiente - Sinalização das estantes” com 3,07%.
Das 27 características da qualidade técnica identificadas, os pesos
relativos de maior relevância são: “Comportamento - Nº reclamações/processo”
com 15,2%; “Comunicações: Nº reclamações/funcionários” com 14,4%; “Nº
serviços requisitados/realizados” com 11,1%; “Acessibilidade da Home-Page” com
6,4%; “Freqüência de atualização da Home-Page” com 6,3%; “Incrementos no
Site” com 5,9% e “Operação Amigável das Bases de Dados” com 5,6%.

�9

Além disso, foram analisados os comentários com o intuito de conhecer
as sugestões de melhorias indicadas para melhor atender as necessidades dos
usuários, bem como a tabulação dos dados sobre os sites de busca que os
alunos mais utilizam, podendo ser evidenciada conforme gráfico abaixo:
15

Outros
3

CAPES

3

WEB OF SCIENCE

4

GOOGLE SCHOOLAR

4

SCIELO

4

SITE DIBD

9

DEDALUS

38

GOOGLE
0

5

10

15

20

25

30

35

40

Gráfico 1 – Sites de busca mais utilizados

3 CONCLUSÃO
A partir da matriz da qualidade, o item “Atualização do acervo” foi
identificado como umas das qualidades exigidas pelo usuário, sendo desdobrada
no plano de ação através da definição do item “Avaliação do acervo”.
Quanto ao item “Conteúdo – pertinência na área de interesse”, este
definiu o desdobramento com foco no “Relacionamento com o docente”, uma vez
que o conteúdo programático e a bibliografia básica são de responsabilidade dos
mesmos. Deste resultado surgiu o plano de ação de melhoria, cujo objetivo é
estreitar o relacionamento com os docentes visando obter maiores sugestões,
com base no acervo existente, nas demandas do aluno e dos cursos de
graduação e pós, através da grade curricular.
Através da aplicação do método QFD, melhorias foram comprovadas,
seja no aumento da satisfação e percepção do cliente quanto à capacidade de
inovação tecnológica, bem como na redução das reclamações de clientes no que
se refere aos itens pesquisados.

Assim, o auxílio na tomada de decisão é

realizado com base em dados e fatos.

�10

Na definição do mapa estratégico da DIBD, indicadores foram
estabelecidos para 2006, 2007 e 2008, sendo estes determinados em conjunto
com as informações extraídas da casa da qualidade, com o objetivo de medir o
grau de satisfação do cliente em relação ao produto e serviço oferecido.
Fica claro que para o sucesso do desenvolvimento do produto é
necessário que as áreas funcionais da biblioteca estejam capacitadas a formar o
produto de acordo com o especificado. Nesse sentido, a DIBD atrelada ao
sistema de gestão, conta com a definição do planejamento estratégico
anualmente.
A principal dificuldade encontrada durante a implantação do QFD esta
na falta de experiência da utilização dessa ferramenta, no que se refere à
aplicação em bibliotecas e centros de documentação. Mesmo assim, inovações
surgiram da opção de “ouvir o cliente”, uma vez que o aprendizado e a
experiência da biblioteca puderam ser replicados, inclusive para alunos de
graduação e pós-graduação da ESALQ.

REFERÊNCIAS
CHENG, L.C. et al. QFD: planejamento e qualidade. Belo Horizonte:
UFMG/Fundação Christiano Ottoni, 1995. 292p.
GIANESI, I.G.N.; CORRÊA, H.L. Administração estratégica de serviços:
operações para a satisfação do cliente. São Paulo: Ed.Atlas, 1994. 233p.
MARCOS, S.K. Desenvolvimento de tomate de mesa, com o uso do método
QFD (Quality Function Deployment), comercializado em um supermercado.
2001. Campinas. Tese (Doutorado) – UNICAMP. 200p.
MILAN, M. Função desdobramento da qualidade: QFD. Sorocaba: FDA, 2003.
20p.

__________________
1

Thais Cristiane Campos de Moraes, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura
“Luiz de Queiroz”, Divisão de Biblioteca e Documentação, tcmoraes@esalq.usp.br.
2
Marcia Regina Migliorato Saad, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz
de Queiroz”, Divisão de Biblioteca e Documentação, mrmsaad@esalq.usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Avaliar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela DIBD constitui um dos principais fatores para o alcance da melhoria contínua, à tomada de decisão e à satisfação do usuário. Com esse propósito e, atrelado ao sistema de gestão, o método QFD foi aplicado com o objetivo de determinar uma sistemática para mensurar a qualidade do serviço prestado à comunidade esalqueana, bem como para apoiar na definição dos planos de ação da DIBD. As etapas do trabalho consistiu em identificar as necessidades dos clientes, detalhar as características dos produtos requisitados, estabelecer os parâmetros e metas da qualidade planejada dos produtos, medir o grau de satisfação do cliente em relação ao produto e serviço oferecido. A aplicação da metodologia QFD (Casa da Qualidade) foi composta pela identificação das qualidades exigidas pelos clientes, sendo estas traduzidas em 35 características técnicas. Nesse contexto, os resultados alcançados serviram de base para a elaboração da “matriz da qualidade”, bem como para identificação das lacunas e das prioridades na definição das diretrizes, com o objetivo de obter a qualidade nos produtos e serviços da biblioteca.</text>
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TERMINOLOGIA DE MATEMÁTICA:
revisão da área para o Vocabulário Controlado da USP
MORAES, J. S.1
CRISTIANINI, G. M. S.2

RESUMO
Como matéria-prima para a elaboração das linguagens documentárias, a
terminologia requer constante estudo e atualização para conseguir refletir o
estado de desenvolvimento de uma área do conhecimento. Essa atualização
aproxima a linguagem documentária da realidade que ela pretende representar,
propiciando coerência e garantia de recuperação no contexto dos sistemas de
informação. Dando continuidade ao processo de revisão do Vocabulário
Controlado da USP, a terminologia da área de Matemática foi revisada. O método
empregado foi utilizado em outro processo de revisão anterior e contempla o
endosso do usuário e a garantia literária. Os usuários foram representados por
pesquisadores da área e a garantia literária por uma reconhecida fonte de
referência. A área de Matemática do Vocabulário Controlado da USP foi dividida
em trinta e seis áreas menores e distribuídas para nove pesquisadores. Os
pesquisadores opinaram sobre os termos a partir dos critérios: termos
desconhecidos, termos mal traduzidos, termos em hierarquia errada, termos a
serem excluídos e ausência de termos importantes. Os novos termos sugeridos,
assim como os assinalados como desconhecidos foram checados no MathSciNet,
a fonte de referência escolhida. Termos faltantes foram inseridos, outros em
desuso foram excluídos, alguns mudaram de denominação e de hierarquia. A
nova proposta para a terminologia de Matemática foi encaminhada ao Grupo
Gestor do Vocabulário e foi devolvida com algumas dúvidas a serem sanadas.
Após esta última fase será implementada.
Palavras-chave: Vocabulários controlados. Terminologias.

ABSTRACT
As essential material for the development of documentary languages, the
terminology requires constant study and update to achieve reflect the state of
development of an area of knowledge. This update brings the documentary

�2

language on the reality that it aims to represent, providing consistency and
guarantee of retrieval in the context of information systems. Continuing the
process of revision of the USP Controlled Vocabulary, the terminology of the
area of Mathematics was revised. The method employed was the guarantee
of common use or consensus and guarantee literary. Users were represented
by researchers in the field and the guarantee by a recognized literary source of
reference. The area of Mathematics of the USP Controlled Vocabulary was
divided into thirty-six smaller areas and distributed to nine researchers.
Researchers reported on the terms from the criteria: unknown terms, poorly
translated terms, terms in wrong hierarchy, terms to be excluded, and the absence
of important terms. The new terms suggested, as well as the unknown terms were
checked into MathSciNet, the source of reference chosen. Missing terms were
inserted, others were excluded, some changed their names and hierarchy. The
new proposal for the terminology of Mathematics was referred to the Vocabulary's
Group Manager and was returned with some questions to be resolved. After this
last phase will be implemented.
Keywords: Controlled vocabularies. Terminologies.

1 INTRODUÇÃO
Como matéria-prima para a elaboração das linguagens documentárias,
a terminologia requer constante estudo e atualização para conseguir refletir o
estado de desenvolvimento de uma área do conhecimento.

Essa atualização

aproxima a linguagem documentária da realidade que ela pretende representar,
propiciando coerência e garantia de recuperação no contexto dos sistemas de
informação.
Este trabalho abordou a manutenção do Vocabulário Controlado da
USP, revisado e atualizado continuamente. Em função da necessidade de
permanente continuidade, a manutenção do Vocabulário Controlado da USP é
entendida como um processo do Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBi/USP,
isto é, com equipe permanente e trabalho contínuo de revisão por áreas.
Como parte desse processo de manutenção, este artigo discorre especificamente
sobre a metodologia utilizada para a revisão do repertório terminológico da área
de Matemática, propondo alterações e atualizações necessárias.

�3

2 BREVE CENÁRIO
Os sistemas de informação trabalham com as representações dos
objetos informacionais, tanto no aspecto descritivo como no aspecto de
conteúdo do objeto. São essas representações os pontos de acesso para o
objeto físico e ou à informação na íntegra. A teoria recomenda que a
elaboração de tais representações seja feita a partir de instrumentos auxiliares,
criados especificamente para esse fim e, por isso, com condições de
garantirem padrão e coerência neste processo.
Sobre essa questão, Kobashi (2007) comenta que a informação
organizada requer mecanismos de mediação ou instrumentos, e esses são as
chamadas linguagens documentárias, que possuem uma dupla função: a de
representar o conhecimento inscrito e a de promover interação entre usuário e
instrumento.
A representação do conhecimento e a interação com o usuário se
fazem essencialmente por meio da linguagem; decorre disso que a linguagem
pode ser entendida como a responsável direta pelo êxito dessas funções.
Confirma esse entendimento Garcia Gutierrez (1990) quando pressupõe que os
problemas relacionados à informação são problemas de linguagem.
Partindo desse pressuposto, um novo campo de estudos foi delineado
na Ciência da Informação: a Lingüística Documentária cuja proposta é observar
os problemas que caracterizam as linguagens documentárias, consideradas uma
forma específica de linguagem (LARA &amp; TÁLAMO, 2007).
A terminologia aparece, assim, como matéria-prima das

linguagens

documentárias e também como método na elaboração e sustentabilidade da
estrutura das mesmas, dependendo do seu enfoque, seja o concreto ou o
teórico-metodológico, respectivamente (BARROS, 2004).
Por outro lado, a terminologia também está presente no contato
direto dos bibliotecários com o usuário e na consulta de diferentes fontes de
informação.

�4

Para Boccato e Fujita (2006) é fundamental a avaliação de uma
linguagem

documentária,

sob

o

ponto

de

vista

do

indexador

e

do

usuário/pesquisador para se verificar o comprometimento do desempenho de
um sistema de informação a partir de sua utilização. A linguagem documentária
deve estar de acordo com as políticas de indexação definidas pelo sistema e deve
considerar a instituição onde se desenvolve; as expectativas e necessidades do
usuário; as características do assunto tratado; os recursos humanos, físicos e
financeiros; os produtos e serviços visados e a relação custo/desempenho.
O trabalho conjunto entre bibliotecários e pesquisadores já foi
proposto anteriormente por Cristianini e Moraes (1998) quando afirmaram que a
integração de diferentes profissionais pode ser vista como um modelo de
compartilhamento do conhecimento para um objetivo comum, possibilitando maior
precisão para o trabalho desenvolvido, uma vez que ele é analisado por diferentes
prismas e auxiliam a otimização do tempo despendido, já que este trabalho é
direcionado a quem o conhece.
Assumido o uso das linguagens documentárias como instrumento
auxiliar imprescindível no processo de representação da informação e a
participação de usuários/pesquisadores para a avaliação das mesmas, a
questão passa a ser a manutenção de tais instrumentos, visto que eles
necessitam estarem atualizados de acordo com a área do conhecimento que
estão destinados a representar.
Formados, basicamente, por um vocabulário de termos específicos de
uma área do conhecimento e de relações entre eles, a atualização dessa
terminologia é a parte da manutenção mais complexa e demorada, por isso, é
considerada, muitas vezes, como a grande desvantagem das linguagens
documentárias.

Kobashi (2007) cita

a

manutenção

das

linguagens

documentárias como um desafio permanente, pois devem estar atualizadas o
bastante para que possam atender à sua função de comunicação.
O trabalho de revisão e manutenção dessas linguagens demanda
tempo, estudos e profissionais especializados; quando uma nova versão está
finalizada, é certo que outra revisão deve ser iniciada, considerando que neste

�5

intervalo a área do conhecimento abordada já evoluiu e sua terminologia
também, conseqüentemente.
É com essa filosofia que foi criado o Vocabulário Controlado da
USP e também a que continua a norteá-lo na sua ampliação e atualização.
O Vocabulário Controlado da USP é a atualização e expansão da
antiga Lista de Assuntos da USP, utilizada até meados de 2000 pelas
bibliotecas pertencentes ao Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi /
USP. A transformação dessa Lista de Assuntos em um vocabulário controlado
surgiu como uma das propostas para o aprimoramento do Banco de Dados
Bibliográficos – Dedalus (VOCABULÁRIO, 2001).
Atualmente o

Vocabulário é apresentado em lista sistemática ou

hierárquica e também em lista alfabética, com complementação opcional de
tabela de qualificadores, geográfica e de gênero e forma. Ele está disponível
para todos os interessados na página do SIBi na Internet, conhecida como
SIBiNet1.

3 REVISÃO DA TERMINOLOGIA DE MATEMÁTICA
O método utilizado para a revisão seguiu a proposta de Moraes &amp;
Cristianini (2006), elaborada para a revisão da área de Ciência da Computação
também para o Vocabulário Controlado da USP. Nessa proposta o processo
metodológico é composto pelas seguintes etapas: subdivisão da área em questão
em áreas menores ou subáreas; escolha de juízes usuários da área em questão;
escolha de fontes de informação na área em questão; checagem das fontes;
análise dos dados; elaboração da proposta; correções e alterações, elaboração
da proposta final e implementação.
Nesse fluxo, a revisão da terminologia de Matemática contou com as
etapas: subdivisão da área de Matemática em classes menores; escolha de um
pesquisador para cada classe para colaborar na revisão dos termos;
procedimentos de análise dos termos; escolha das fontes de informação para
1

http://www.usp.br/sibi

�6

checagem; anotações da checagem; elaboração da proposta final; supervisão do
Grupo Gestor do Vocabulário; alterações e aprovação.
Inicialmente a área de Matemática foi dividida em classes, levando em
consideração as grandes classes existentes no Vocabulário Controlado da USP.
Essa divisão resultou em 36 classes: álgebra, análise construtiva, análise
funcional, análise matemática, análise p-ádica, análise real, aritmética, cálculo
diferencial e integral, cálculo de variações, equações, filosofia da matemática,
funções de uma variável complexa, funções de várias variáveis complexas,
funções

harmônicas,

fundamentos

da

matemática,

geometria,

geometria

diferencial, geometria diferencial clássica, geometria não-euclidiana, grupos de lie,
lógica matemática, sistemas dinâmicos, matemática finita, medida e integração,
recreações matemáticas, séries, sistemas de numeração, sistemas numéricos,
teoria do potencial, teoria homológica, topologia, topologia algébrica, topologia
diferencial, variedades diferenciáveis, variedades complexas e, por fim, vetores.
As classes foram atribuídas a nove pesquisadores, indicados pela
Comissão de Biblioteca, levando em consideração a área de domínio de cada um.
A análise de cada classe ocorreu a partir do Vocabulário Controlado da
USP; sua estrutura de subclasses e sua terminologia foram checadas pelos
pesquisadores. O fluxo de trabalho compreendeu duas etapas: a leitura dos
termos e a análise dos mesmos segundo um roteiro pré-estabelecido. Esse roteiro
indicou sob quais aspectos os termos deveriam ser analisados, sendo eles:
termos desconhecidos, termos mal traduzidos, termos em hierarquia errada,
termos a serem excluídos e, por fim, ausência de termos importantes. Para cada
um desses aspectos uma letra foi indicada para ser utilizada como identificadora
do aspecto ou problema envolvido com o termo. Essas letras foram inseridas na
frente de cada termo existente do Vocabulário Controlado da USP, representando
a opinião do pesquisador sobre aquele termo.

�7

Tabela 1 – Aspectos analisados e seus identificadores

Identificador

Aspecto ou Problema identificado no termo

D

Desconhecido

T

Problema com tradução

L

Problema com lugar; hierarquia.

E

Exclusão

N

Novo termo; acréscimo.

Para problemas com a tradução, com a hierarquia e para os acréscimos
foi solicitado que os pesquisadores dessem respostas, sugerissem outras
traduções, assim como indicassem o local correto na hierarquia para determinado
termo e colocassem por extenso os novos termos sugeridos seguidos do seu local
de aparecimento.
Dessa maneira, além da checagem dos termos existentes, outras
tarefas foram realizadas: acréscimo de termos, sugestões de supressão,
sugestões de remissivas e avaliação de traduções.
Os dados coletados foram tratados, resultando em uma tabela para
cada aspecto analisado. As tabelas elaboradas continham o termo, o código alfanumérico do termo no Vocabulário, a sugestão do pesquisador e o código atual,
inserido após a reestruturação de toda a terminologia. Como exemplo:
Tabela 2 – Exemplo de tabela gerada

Aspecto / Problema de tradução
Termo

Código original

Sugestão

Código atual

Convexidade

CE550.3.14

Análise convexa

CE550.29.14

Completion

CE550.48.14

Completamento

CE550.73.13

Esse procedimento metodológico, de coleta de termos a partir do
usuário da informação, é reconhecidamente uma das maneiras de compilação e
validação da terminologia para a elaboração de linguagens documentárias, e é
denominado “garantia do uso comum, endosso do usuário ou consenso”
(LANCASTER, 1987).

�8

Os termos acrescidos e os assinalados como desconhecidos foram
consultados em uma fonte especializada da área de Matemática. Essa fonte foi o
MathSciNet2, formado por duas importantes bases de dados: Mathematical
Reviews e Current Mathematical Publications, consideradas referência na área. A
consulta foi realizada em dois produtos diferentes e disponíveis na base de
dados: as bases de dados propriamente ditas e a tabela de classificação
Mathematics Subject Classification, que indexa essas bases. Como a fonte
selecionada está em língua inglesa, os termos foram consultados nessa língua e
a tradução deles ficou sob a responsabilidade dos pesquisadores.
Além da consulta ao MathSciNet, esses termos foram também
consultados em todo o Vocabulário Controlado da USP, no intuito de verificar se
já existiam em outras áreas do conhecimento.
Os termos encontrados no MathSciNet foram separados para entrarem
na nova terminologia de Matemática; os não encontrados foram separados para
comporem uma lista de candidatos a termos. Os termos já existentes em outras
áreas do conhecimento, dentro do Vocabulário Controlado da USP, foram
analisados pelos mesmos pesquisadores que os indicaram com o objetivo de
identificar a necessidade de inseri-lo novamente no contexto da Matemática,
juntamente com um qualificador, ou, a não necessidade da duplicação do termo
no mesmo vocabulário.
A essa consulta dá-se o nome de garantia literária, ou seja, significa
que o sistema de informação está utilizando a linguagem contida nos materiais
informacionais que nele são introduzidos e que são de uso de sua comunidade
usuária (FOSKETT, 1973). “Um termo se justifica apenas se ocorre dentro da
literatura recente de um determinado assunto, e com algum grau de freqüência”,
assim explica Lancaster (1987) o princípio da garantia literária.
Ainda

sobre

a

metodologia

para

compilação

e

validação

da

terminologia, Battaglia (1999) afirma que a validação dos termos levantados da
2

De responsabilidade da American Mathematical Society (www.ams.org). Assinatura paga para a comunidade USP, com

acesso através do IMPA.

�9

terminologia representa a parte mais importante e de maior trabalho no estudo
para a construção e ou atualização da linguagem documentária. Tal importância e
dificuldade se devem à comprovação do uso dos termos na literatura técnicocientífica da área estudada e do uso comum, em outras palavras, a garantia
literária e a garantia do uso comum ou consenso, respectivamente.
Finalizada a consulta, a estrutura do vocabulário foi reelaborada a partir
das alterações indicadas pelos pesquisadores e das consultas ao MathSciNet e
ao Vocabulário Controlado da USP. Foram inseridas as novas traduções, as
relações de sinonímia sugeridas, os qualificadores necessários para os termos
homógrafos e duplicados no Vocabulário, alguns termos foram realocados na
hierarquia e outros foram inseridos. Paralelamente, tendo como base a tabela
resultante do tratamento dos dados sobre os termos a serem excluídos, foi
elaborada uma relação com esses termos.
Terminada a elaboração da nova terminologia proposta para a área de
Matemática, uma cópia foi enviada ao Grupo Gestor, que supervisionou o
processo, para análise e aprovação. Até o presente momento, algumas dúvidas
sobre os termos foram levantadas pelo Grupo e estão sendo novamente
analisadas. Os principais pontos levantados dizem respeito aos termos em
duplicidade considerando todas as áreas do Vocabulário, aos termos sugeridos
para exclusão, a grafia correta e dúvidas quanto ao conceito de alguns termos.

4 CONSIDERAÇÕES
O trabalho de revisão pretendeu contribuir na ampliação e atualização
da área de Matemática do Vocabulário Controlado da USP, considerado
importante instrumento auxiliar no processo de representação e recuperação da
informação no cenário das bibliotecas brasileiras, e, este relato, pretendeu
compartilhar
metodológico.

a

experiência

desse

trabalho,

especialmente

no

aspecto

�10

A nova terminologia de Matemática está em sua última fase: a
resolução das dúvidas levantadas pelo Grupo Gestor. Finalizada essa fase, a
terminologia será implementada no Vocabulário Controlado da USP.
As revisões dos repertórios terminológicos são imprescindíveis para a
manutenção das linguagens documentárias, como única garantia de instrumentos
úteis e efetivos. Os bibliotecários precisam se engajar em projetos dessa natureza
e compreendê-los como parte da sua atuação profissional. Tendo em vista a
dinâmica do desenvolvimento científico e, por decorrência, da terminologia que o
acompanha, toda contribuição nessa direção é bem-vinda e necessária.

REFERÊNCIAS
BARROS, L.A. Curso básico de terminologia. São Paulo: EDUSP, 2004.
BATTAGLIA, M.G.B. Tesauro de Química em Língua Portuguesa. Tesquímica.
Ciência da Informação, v. 28, n.2, 1999. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019651999000200014&gt;. Acesso em: 19 jun. 2008.
BOCCATO, V.R.C.; FUJITA, M.S.L. Estudo de avaliação quantitativa e
qualitativa de linguagens documentárias: uma síntese bibliográfica.
Perspectivas em Ciência da Informação, v. 11, n. 2, p. 267-281, 2006.
CRISTIANINI, G.M.S.; MORAES, J.S. Bibliotecários e pesquisadores: a
cooperação vital na sociedade da informação. In: Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 10., Fortaleza, CE. Anais... Fortaleza:
UFC/UNIFOR/ABC, 1998.
FOSKETT, A.C. A abordagem temática da informação. Tradução de Agenor
Briquet de Lemos. São Paulo: UnB ; Polígono, 1973.
GARCÍA GUTIÉRREZ, A. Estructura linguística de la documentación: teoría y
método. Murcia: Ed. Universidad de Murcia, 1990.
KOBASHI, N.Y. Fundamentos semânticos e pragmáticos da construção de
instrumentos de representação de informação. Datagramazero – Revista de
Ciência da Informação, v.8, n.6, dez. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.dgz.org.br/dez07/F_I_art.htm&gt;. Acesso em: 20 jun. 2008.
LANCASTER, F.W. Construção e uso de tesauros: curso condensado. Brasília:
MCT/CNPq/IBICT, 1987.

�11

LARA, M.L.G; TÁLAMO, M.F.G.M. Uma experiência na interface Lingüística
Documentária e Terminologia. Datagramazero – Revista de Ciência da
Informação, v.8, n.5, out. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.dgz.org.br/out07/F_I_art.htm&gt;. Acesso em: 20 jun. 2008.
MORAES, J.S.; CRISTIANINI, G.M.S. Terminologia em Ciência da Computação:
revisão da área implementada no Vocabulário Controlado do SIBi/USP. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., 2006,
Salvador. Anais... Salvador, BA: UFBA/SIBI, 2006.
VOCABULÁRIO controlado USP: base de dados em língua portuguesa para
indexação e recuperação da informação. São Paulo: USP/SIBi, 2001.

_________________
1

Juliana de Souza Moraes, Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Ciências Matemáticas e
de Computação (ICMC), jumoraes@icmc.usp.br.
2
Gláucia Maria Saia Cristianini, Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação (ICMC), glaucia@icmc.usp.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Como matéria-prima para a elaboração das linguagens documentárias, a terminologia requer constante estudo e atualização para conseguir refletir o estado de desenvolvimento de uma área do conhecimento. Essa atualização aproxima a linguagem documentária da realidade que ela pretende representar, propiciando coerência e garantia de recuperação no contexto dos sistemas de informação. Dando continuidade ao processo de revisão do Vocabulário Controlado da USP, a terminologia da área de Matemática foi revisada. O método empregado foi utilizado em outro processo de revisão anterior e contempla o endosso do usuário e a garantia literária. Os usuários foram representados por pesquisadores da área e a garantia literária por uma reconhecida fonte de referência. A área de Matemática do Vocabulário Controlado da USP foi dividida em trinta e seis áreas menores e distribuídas para nove pesquisadores. Os pesquisadores opinaram sobre os termos a partir dos critérios: termos desconhecidos, termos mal traduzidos, termos em hierarquia errada, termos a serem excluídos e ausência de termos importantes. Os novos termos sugeridos, a fonte de referência escolhida. Termos faltantes foram inseridos, outros em desuso foram excluídos, alguns mudaram de denominação e de hierarquia. A nova proposta para a terminologia de matemática foi encaminhada ao Grupo Gestor do Vocabulário e foi devolvida com algumas dúvidas a serem sanadas. Após esta última fase será implementada.</text>
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VISIBILIDADE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA E A DIGITALIZAÇÃO
RETROSPECTIVA: o caso da FURG
MORAES, A. R.1
LIMA, J. L. B. 2
MORAES, M. H. M. 3
WESKA, S. F. 4
MIRANDA, A. C. D. 5

RESUMO
O presente trabalho aborda a digitalização retrospectiva de periódicos e a criação do
repositório institucional. Mostra a experiência da equipe no desenvolvimento do
trabalho operacional e a transição do meio impresso para on-line. Seu principal
objetivo foi ampliar a visibilidade da produção cientifica da Universidade Federal do
Rio Grande, FURG. Usou a Plataforma Open Journal Systems (OJS), customizado
no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)
como Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Como metodologia,
usou ferramentas de comunicação on-line bem como ambiente colaborativo. Nas
considerações finais destaca o registro de leitores, número de acessos às revistas
digitalizadas bem como dados estatísticos obtidos desde a implantação do portal.
Palavras-chave: SEER. Open Journal Systems. Produção Científica, FURG.

ABSTRACT
In this work, we will show the results obtained with the participation student in the
process of retrospective digitization of scientific newspapers in the FURG (Fundação
Universidade Federal do Rio Grande). It shows the experience of the team in the
development of the operational work and the transition of the newspapers printed
papers for on-line papers. It used the Platform Open Journal System (OJS), in Brazil
from IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Brazilian
institute of Information in Science and Technology) as SEER (Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas - Electronic system of Editorial business of Magazines) for
attainment of the proposed work. In the final considerations it thinks about the
importance of the participation student in the project and of the new directions of the
project in case.
Keywords: SEER. Open files. Open Journal Systems. Scientific production, FURG.

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1 INTRODUÇÃO
Vive-se numa época em que todo e qualquer tipo de organização busca
formas de explorar os benefícios da rede mundial de computadores. Através da
revisão dos seus processos, na literatura, discussões em eventos e nas diversas
formas de interação do conhecimento, investigam maneiras de melhorar. Cada
instituição tem como meta sua adaptação a uma realidade cada vez mais dinâmica.
De acordo com Camargo e Vidotti, (2007, p. 3), houve um aumento de trabalhos
científicos disponibilizados na Internet, sob esse aspecto, as Instituições Federais
de Ensino Superior encontraram no movimento de acesso livre oportunidade única
para promover sua produção científica. Outra questão destacada pelos autores é o
fato de que a cada dia os usuários científicos estão cada vez mais usando o meio
eletrônico. Assim,

o interesse em disponibilizar os periódicos institucionais no

ambiente web é cada vez maior.
De acordo com Miranda (2003, p. 168) “... o conhecimento é visto como
um bem social e a ciência como um fato de aceleração do desenvolvimento...”.
Desta forma, percebe-se que a divulgação do conhecimento científico é algo
necessário e todos os estudos e pesquisas auxiliam no fortalecimento de uma
sociedade independente.
Importante salientar a importância da comunicação científica como veículo
propulsor da troca de informações e de cooperação entre os pares, na construção e
evolução rápida do conhecimento e edição dos periódicos científicos, que
representam o registro oficial, sendo a sua preservação essencial

para a

continuidade do ciclo evolutivo. (FACHIN, p. 17, 2006)
O presente trabalho objetiva apresentar as etapas de implementação do
Portal de Periódicos Científicos na Universidade Federal do Rio Grande, conhecida
com FURG, localizada no extremo sul do país. Trata-se de um relato de experiência,
focado no Open Journal Systems (OJS). Sua metodologia mostra que o trabalho foi
desenvolvido através de ambientes colaborativos e reuniões on-line, utilizando-se as
ferramentas proporcionadas pela rede mundial de computadores.

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2 HISTÓRICO
Em meados de 2005 dava-se início ao uso do Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas na FURG. A primeira revista da Instituição, adotada para
testes foi a

BIBLOS– Revista do Departamento de Biblioteconomia e História. Um

grupo, formado por bibliotecárias e uma professora, dava início à exploração de um
novo sistema que despertava curiosidade. Numa experiência não muito promissora,
visto a falta de condições que se apresentava no momento, logo o projeto veio a
falhar. Com o apoio de outras pessoas, no ano de 2006 o projeto vislumbrou a
possibilidade de ser adotado pela instituição. Ao final desse ano, mais uma revista
passou a fazer parte do projeto, a VETOR -

Revista de Ciências Exatas e

Engenharias. No ano subseqüente, o projeto ganhou força institucional, recebeu um
servidor para sua instalação e deu-se início a uma nova etapa de trabalho. Ainda em
2007, as Pró-Reitorias de Pesquisa e Pós-graduação (PROPESP) e Pró-Reitoria de
Assuntos Comunitários e Estudantis (PROACE), inseriram o referido projeto no
programa de apoio à comunicação científica, já existente na IFES. Foi divulgado em
âmbito institucional, momento em que outros periódicos científicos procuraram os
responsáveis para que suas revistas passassem a fazer parte do OJS. De duas
revistas passava-se à quatro revistas e em poucos meses a instituição descobriu no
SEER uma importante ferramenta de disseminar sua produção.
O grupo de trabalho, formado por bolsistas do curso de Biblioteconomia
(FURG-RG) e um aluno do curso de Sistemas para Internet (FAS-RG), orientados
por uma professora em afastamento, trabalharam para consecução e implementação
do OJS na instituição.
Em janeiro de 2008, durante a Feira do Livro, realizada na praia do
Cassino (RG/RS), a FURG lançou seu Portal de Periódicos. Em marco do corrente
ano, proporcionou aos Editores das revistas, um curso de capacitação. Atualmente,
discute os pontos a serem melhorados.

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Figura 1 – Portal de Periódicos da FURG
Fonte: Portal de Periódicos da FURG http://www.seer.furg.br

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3 OBJETIVOS
O objetivo principal do presente projeto é ampliar a visibilidade da
produção intelectual da

FURG, visto a partir do momento em que as revistas

passam a fazer parte dos bancos de dados internacionais, ela deixam de ter
somente o alcance local. Ainda que a eficiência dos serviços bibliotecários de
intercâmbio sejam inegáveis, o alcance da revista em papel é desproporcional às
possibilidade existentes no uso da rede mundial de computadores.

4 METODOLOGIA
Em virtude do trabalho desenvolvido basear-se nas revistas que já foram
publicadas, ficou claro aos envolvidos que um dos quesitos seria a fidedignidade ao
material publicado. Acordou-se que seria seguido o modelo da revista impressa,
poderiam ser feitas sugestões mas, os dados publicados não deveriam ser
modificados sob qualquer hipótese. A metodologia usada para desenvolvimento das
atividades baseou-se numa proposta de ambiente colaborativo conforme descrito
abaixo:
•

Sugeriu-se a cada membro da equipe inscrever-se no Fórum do IBICT, para
sanar e compartilhar dúvidas, juntamente dos demais usuários, além de leituras
sobre temas pertinentes..

•

Foram criadas planilhas para inserção dos metadados (inicialmente cada
número foi descrito nas planilhas do googlegroups, logins e senhas foram criados
para os autores).

•

No primeiro ano de trabalho, usou-se quase que diariamente ferramentas de
comunicação online, tipo Skype e Windows Live Messenger, visto que os
participantes do projeto atuaram em suas residências e estarem separados
fisicamente. Destaca-se que a professora orientadora, por motivo de qualificação
encontra-se afastada da instituição.

•

Além das planilhas no googledocs, usou-se uma lista de discussão, cujo objetivo
maior foi, e continua sendo, o de uma melhor comunicação. Desta forma, as

�6

dúvidas foram compartilhadas com toda a equipe, uma vez que os editores
passaram a fazer parte da lista.

5 RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES
Atualmente o Portal de Periódicos da FURG disponibiliza oito revistas
online. Dessas, duas apresentam uma parte em formato texto completa e outra
parte somente com os resumos. As demais (seis) encontram-se em fase de
digitalização, tendo de um a dois volumes na rede mundial de computadores,
devidamente cadastrada em Harverster.
Na tabela 1, mostra-se um dos primeiros resultados da estatística de
acesso.
Tabela 1 – Estatísticas de Acesso
resumos
inseridos
(s/ texto)

artigos
digitalizados

Usuários
cadastrados

Acessos
a revista

Edições
publicadas

Novos
leitores

197*

77

274

5.296

20

154

6

6

41

4.415

1

17

119*

25

342

14.634

16

291

ATLANTICA

14

14

46

736

2

39

MOMENTO

17

17

75

5.431

2

54

JURIS

26

26

95

11.408

1

87

VITTALLE

8

8

38

3.815

1

19

387

153

824

45.735

43

605

Revistas

BIBLOS
SINERGIA
VETOR

TOTAL

(texto
completo)

* resumos inseridos de edições que não existem os docs disponíveis (Biblos v.1 ao v. 13 - Vetor
v. 1 ao v. 14)

Fonte: Portal de Periódicos da FURG http://www.seer.furg.br (dados relativos a
11/06/08)

Embora os resultados do presente trabalho sejam bastante motivadores,
convém destacar que o caminho que existe pela frente é muito maior já percorrido.
As revistas científicas apresentam as características do meio impresso tais como
edição e revisão por parte da editora da universidade. Em março do corrente ano,
após a capacitação dos editores, acredita ter-se dado início à etapa pós-

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digitalização. Questões relativas à padronização dessas revistas, discutidas a luz
literatura tiveram início. A partir de agora, começa-se a pensar nelas sob o aspecto
da virtualização dos seus processos onde a submissão, avaliação e editoração darse-à somente através do sistema. Nesse trajeto, desde a primeira instalação do
sistema

em 2005, até a presente data, as parcerias institucionais foram

fundamentais. Outro fato a considerar é que o desenvolvimento do trabalho
aconteceu com mão de obra dos acadêmicos do curso de biblioteconomia da
instituição e um acadêmico da faculdade particular existente no município. As horas
de exploração do sistema, visto que o curso aconteceu do portal instalado, e as
reuniões on-line foram fundamentais para sanar as dúvidas. Conforme já exposto,
digitalizar o que já foi publicado no papel foi somente o início, para que esse fosse a
motivação da comunidade científica ao perceber o amplo alcance da ferramenta
OJS. Outro fato constatado, é a eficiência do fórum do Ibict e das relações em rede.
Entre os fatores considerados como motivadores, destaca-se o número de registro
de leitores, o acesso aos periódicos científicos, comprovante que ao estar no
ambiente virtual, o alcance é amplo possibilitando uma maior visualização de
periódicos tidos como locais em sua avaliação.

REFERÊNCIAS
CAMARGO, Liriane Soares de Araújo de ; VIDOTTI, Silvana Ap Borseti Gregorio .
Análise de elementos de arquitetura da informação em repositórios institucionais
digitais: um enfoque ao acesso. In: Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais
Brasil, 2007, São Paulo. Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais Brasil, 2007.
FACHIN, G. e ANDRADE, A. I. Periódico científico : padronização e organização.
Florianópolis: Ed. da UFSC, 2006.
MIRANDA, Antonio. Ciência da Informação. Brasília: Thesaurus, 2003.

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Agradecimentos :
• Ás bibliotecárias Simone Echebeste Bandeira e Maritza Martins por terem acreditado no Projeto
desde seu início;
• Ao ex-aluno, e hoje Professor, Clériston Ribeiro Ramos, por ter levado o projeto adiante no
decorrer de 2006;
• Ao Professor Cláudio Omar Nunes, por ter promovido o projeto institucionalmente;

• À Professora Ursula Blattman – UFSC, pelo apoio e motivação bem como à sua equipe por
compartilhar dúvidas e certezas.

• Ao Centro de Processamento de Dados – CPD, Núcleo de Informação e Documentação – NID,

Editora e Gráfica da FURG – Edigraf, Departamento de Biblioteconomia e História – DBH, PróReitoria de Pesquisa e Pós-Graduação - PROPESP; Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e
Estudantis – PROACE e a todos que hoje, fazem parte do trabalho.

__________________
1

Ademar Rodrigues de Moraes, Acadêmico do 2º ano do Curso Sistemas para Internet, Faculdade
Atlântico-Sul, Rio Grande, hamedmor@gmail.com.
2
Jeane de Lucia Barros Lima, Acadêmica do Curso de Biblioteconomia, Universidade Federal do Rio
Grande (FURG), jeane_95@hotmail.com.
3
Maria Helena Machado de Moraes, Acadêmica do Curso de Biblioteconomia, Universidade Federal
do Rio Grande (FURG), machmor@hotmail.com.
4
Stephan Farias Weska, Acadêmica do Curso de Biblioteconomia, Universidade Federal do Rio
Grande (FURG), motora540@hotmail.com.
5
Angélica Conceição Dias Miranda, Professora MSc, Orientadora do Projeto, Universidade Federal do
Rio Grande (FURG), angelicam@furg.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente trabalho aborda a digitalização retrospectiva de periódicos e a criação do repositório institucional. Mostra a experiência da equipe no desenvolvimento do trabalho operacional e a transição do meio impresso para on-line. Seu principal objetivo foi ampliar a visibilidade da produção cientifica da Universidade Federal do Rio Grande, FURG. Usou a Plataforma Open Journal Systems (OJS), customizado no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) como Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Como metodologia, usou ferramentas de comunicação on-line bem como ambiente colaborativo. Nas considerações finais destaca o registro de leitores, número de acessos às revistas digitalizadas bem como dados estatísticos obtidos desde a implantação do portal.</text>
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CATALOGAÇÃO E INDEXAÇÃO DE PATENTES: estudo desenvolvido na
DTRI/SBU/UNICAMP em parceria com a INOVA-UNICAMP
MONSANTO, F. O. R.1
CASTRO, M. L. N. D.2
RIBEIRO, C. M.3
VICENTE, G.4
VOSGRAU, S. R. C. 5

RESUMO
Procurou-se demonstrar um estudo desenvolvido, em 2007, pela Diretoria do Tratamento
da Informação, do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (DTRI/SBU/UNICAMP) em
parceria com a Inova-Unicamp para que as Patentes da Universidade tivessem seus
dados disponibilizados, também, na Base ACERVUS. Como não foram encontrados
padrões de catalogação referentes a esse tipo de documento em nenhuma base de
dados de monografias, resolveu-se estudar as possibilidades de criação de uma planilha
MARC 21 - formato internacional de intercâmbio de dados - com as informações mais
importantes referentes a esses materiais, retiradas da própria Base de dados de Patentes
da Inova-Unicamp. Partiu-se da constatação de que, mesmo sem haver uma planilha
apropriada, existe no MARC o parágrafo 013 destinado a Patent Control Information
(Controle de Informação de Patente). Criou-se, então, uma planilha específica, em MARC
21 para descrição dos metadados de Patente, com catalogação pelo AACR2, contendo
resumo, abstract e o destaque para o termo [inventor] e [patente] para possibilitar acesso
a todos os nomes dos inventores. Foram acrescentados ainda, campos para cabeçalhos
de assuntos em português e inglês, como forma de agregar valor à catalogação desses
documentos. Acredita-se, com isso, poder contribuir com a disseminação das
informações tecnológicas, geradas pela Unicamp, facilitando as buscas do usuário
pesquisador/estudante e do usuário empreendedor de empresas, para uma efetiva
transformação de Patentes em inovações tecnológicas, visando o progresso em âmbito
interno e externo a Universidade.
Palavras-chave: Patentes. Banco de dados. Catalogação descritiva. Indexação.
Inovações tecnológicas. Inova-Unicamp.

�2

ABSTRACT
Seeks to demonstrate a study developed, in 2007, by the Directorate of Information
Processing of the State University of Campinas Libraries System, in partnership with the
Agency of Innovation (Inova-Unicamp) aiming at made available the data of University
Patents, in the Acervus OPAC too. As there were no standard cataloguing for this kind of
material found in any monograph database, it was decided to study the possibility of
creating a spreadsheet in MARC 21 - international format for exchange of data - with the
most important information relating to these materials, taken from the Inova-UNICAMP
Patents Database. It was realized that MARC Format provides a field (013)‘Patent Control
Information’ that could be adapted for this purpose. Then, a special MARC21 spreadsheet
was created for the description of patent metadata, with fields for abstract, in Portuguese
and English, giving emphasis on the term [inventor] and [patent] to allow the access to the
names of all the inventors, according to AACR2 rules. Also, subject fields for headers in
Portuguese and English was included, as a way to add value to the cataloguing of these
documents. It is believed that, this can contribute to the spread of information technology,
generated by Unicamp, promoting the improvement of users' searches, as for
researchers/students or business entrepreneurs, for an effective transformation of Patents
in technological innovations, targeting the internal and external progress.
Keywords: Patents. Databases. Descriptive cataloging. Indexing. Technological
Innovations. Inova-Unicamp.

1 INTRODUÇÃO
A busca pelo conhecimento produzido e o objetivo de produzi-lo, tem sido
um dos desafios enfrentado pelas universidades ao longo dos tempos. A missão de
formar profissionais qualificados e de contribuir para o aprimoramento da ciência e
da tecnologia do País, resulta numa enorme responsabilidade e precisa ser exercida
além de suas fronteiras. Estudos sobre inovação tem mostrado o papel que essas
instituições de ensino superior possuem no desempenho de funções essenciais,
como o de liderar o processo geral de investigação científica, produzindo resultados
que podem afetar a tecnologia, gerando um tipo de conhecimento diretamente
aplicável aos processos industriais de produção. Além disso, formam profissionais e
pesquisadores qualificados, que levam consigo conhecimentos e habilidades para
realizar e desenvolver idéias de maneira inovadoras, detendo o “conhecimento do
Conhecimento”.
As universidades não são apenas usuárias das novas tecnologias, são,
principalmente, o berço de grande parte delas e, atualmente, a maioria das
inovações têm origem nos laboratórios científicos dessas instituições.

�3

As bibliotecas com seus acervos e catálogos desempenham um papel
relevante junto às universidades, auxiliando-as em suas tarefas de desenvolver as
condições de ensino, pesquisa e criação de inovações.

2 DESENVOLVIMENTO
2.1 A Unicamp e a inovação
A inovação, tanto na universidade quanto fora dela, é um poderoso
instrumento multiplicador de conhecimentos. Dentro desse contexto, a Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) sentindo a necessidade de organizar e fortalecer
as ações de parcerias com os diferentes setores da sociedade, bem como, de
aprimorar a política, as estratégias e as ações relacionadas à propriedade intelectual
nos âmbitos internos e externos à Universidade, criou a Agência de Inovação da
Unicamp (Inova-Unicamp).
O papel da Unicamp como Instituição geradora de conhecimento científico
e formadora de mão-de-obra qualificada, atraiu, nos últimos 35 anos, outros centros
de pesquisa vinculados ao governo federal ou estadual, além de um importante
parque empresarial nas áreas de telecomunicações, de tecnologia da informação e
biotecnologia. Muitas dessas empresas, quase uma centena, somente na região de
Campinas, nasceram na própria Unicamp, fruto da capacidade empreendedora de
seus ex-alunos e professores.
Ao mesmo tempo, a Unicamp tem tido uma forte atuação no campo das
políticas públicas através de suas pesquisas no campo das ciências sociais e
políticas, da economia, da educação, da história, das letras e das artes. A maioria
dessas pesquisas não só está voltada para o exame da realidade brasileira como,
muitas vezes, tem-se convertido em benefício social imediato.

�4

2.2 Inova-Unicamp
A Agência de Inovação da Unicamp foi criada dia 23 de julho de 2003 pela
RESOLUÇÃO GR Nº 51, teve seu processo de institucionalização atualizado pela
Deliberação CAD-A-2, de 12 de novembro de 2004 (UNIVERSIDADE ESTADUAL
DE CAMPINAS, 2004). Seu objetivo é estabelecer uma rede de relacionamentos da
Unicamp com a sociedade para incrementar as atividades de pesquisa, ensino e
avanço do conhecimento. E tem como foco de sua missão "Fortalecer as parcerias
da Unicamp com empresas, órgãos de governo e demais organizações da
sociedade, criando oportunidades para que as atividades de ensino e pesquisa se
beneficiem dessas interações e contribuindo para o desenvolvimento econômico e
social do País.” Tendo como visão "Gerar benefícios concretos para a Unicamp e a
sociedade, consolidando a Inova como modelo auto-sustentável de efetivação de
parcerias." (AGÊNCIA DE INOVAÇÃO DA UNICAMP, 2008; CASTRO, 2007).
A tradição da Unicamp na pesquisa científica e no desenvolvimento de
tecnologias deu-lhe a condição de Universidade brasileira que mantém mais vínculos
com os setores de produção de bens e serviços. Nos últimos anos, foram firmados
cerca de 210 contratos de serviços e de repasse tecnológico com o meio
empresarial. Em relação à propriedade intelectual, a Unicamp é a Universidade
brasileira que detém o maior numero de patentes, com 514 pedidos depositados até
junho de 2008, sendo 463 patentes requeridas e 51 patentes concedidas. Além de
76 marcas, das quais 44 são registradas e 32 são requeridas e 84 Softwares
registrados/requeridos/deferidos. O número de pedidos de depósitos de patentes por
ano tem apresentado um aumento significativo, e, entre as patentes da Unicamp, 35
já receberam o “Premio Governador do Estado Invento Brasileiro”, no concurso
nacional promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento
Econômico do Estado de São Paulo (CERDA, 2008).

2.3 Patente
Segundo o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) uma
“Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de
utilidade, outorgados pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas

�5

físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Em contrapartida, o
inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria
protegida pela patente. Durante o prazo de vigência da patente, o titular tem o direito
de excluir terceiros, sem sua prévia autorização, de atos relativos à matéria
protegida, tais como fabricação, comercialização, importação, uso, venda, etc.” O
termo “patente” tem sua origem no termo “para patentear”, o qual significa colocar
em aberto, ou seja, à inspeção pública, remetendo originalmente aos decretos reais
que concediam direitos exclusivos a determinados indivíduos ou negócios.
Ela representa, ainda, uma forma de proteção da propriedade industrial.
Um privilégio concedido ao dono de uma invenção que lhe dará exclusividade
comercial, ou seja, monopólio, sobre o produto ou processo patenteado durante um
período que varia de 15 a 20 anos. (INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE
INDUSTRIAL, 2008).
Segundo o Tratado internacional sobre aspectos do direito de propriedade
intelectual relacionado ao comércio – Acordo TRIPS - o prazo de validade das
patentes requeridas após 07 de junho de 1995, passa a ser de 20 anos, a contar da
data do requerimento para a concessão da patente. (TRIPS, 1994)
As patentes e os direitos autorais constituem as duas principais categorias
de direitos de propriedade intelectual – que incluem, além dessas, as marcas e os
segredos comerciais, como outras duas categorias importantes. As patentes e os
direitos autorais têm muito em comum em sua constituição e história, mas também,
é claro, aspectos que são peculiares a cada um dos sistemas. Eles compartilham,
em primeiro lugar, as mesmas época e região de surgimento: ambos tiveram origem,
não por acaso, durante o Renascimento, nas repúblicas de Florença e Veneza. Não
por acaso, porque são essas a região e a época em que muitos historiadores situam
os primórdios do sistema capitalista, e as patentes e os direitos autorais, são
instituições capitalistas por excelência. (OLIVEIRA, 2007, p.2)

�6

2.4 Base ACERVUS
A Base ACERVUS contém os dados bibliográficos do Sistema de
Bibliotecas da Unicamp, está disponibilizada no Software Integrado de Funções para
Bibliotecas Virtua / VTLS – Virginia Technical Library Service - e é composta de
monografias, teses, TCCs e materiais em formatos especiais como CD-ROM, DVD,
fitas de vídeo, disquetes, partituras, mapas, etc. As Bibliotecas do SBU atendem a
toda a comunidade universitária interna – alunos de graduação, pós-graduação,
professores, pesquisadores, funcionários – e a comunidade externa de outras
Instituições públicas e particulares. Seus registros são organizados de maneira que
as informações sobre os documentos ali incluídos, se tornem acessíveis a todos,
com rapidez e em formato internacionalmente aceitável. Os dados bibliográficos
fundamentais relativos a esses materiais, são oferecidos, proporcionando o controle
das informações contidas neles, tornando cada item um documento único e, ao
mesmo tempo, procurando multidimensionar suas possibilidades de recuperação e
uso.

2.5 Parceria entre a Inova-Unicamp e o SBU
Em 2007 a Inova-Unicamp solicitou ao Sistema de Bibliotecas da Unicamp
– SBU uma parceria para que as Patentes da Universidade tivessem seus dados
disponibilizados, também, na Base ACERVUS. Como não foram encontradas
catalogações referentes a esse tipo de documento em nenhuma base de dados de
monografias, resolveu-se estudar as possibilidades de criação de uma planilha
MARC 21 - formato internacional de intercâmbio de dados - com as informações
mais importantes referentes a esses materiais, retiradas da própria Base de
Patentes da Inova-Unicamp (Fig.1). Partiu-se da constatação de que, mesmo sem
haver uma planilha apropriada, existe no MARC o parágrafo 013 destinado a: Patent
Control Information (R) (Controle de Informação de Patente) no qual, deve constar: o
número da Patente, a sigla do país de origem, a data do depósito da patente, com o
status de Requerido e a data de concessão e o status de Concedido, quando
houver.

�7

3 METODOLOGIA
A partir dessa realidade, criou-se, então, uma planilha específica, em
MARC 21 para descrição dos metadados de Patente, com catalogação pelo AACR2,
constando, entre outros, os dados de Classificação Internacional de Patente, World
Intellectual Property Organization (WIPO/INPI) 1. Quando o número de inventores
excedesse a 3 (três) usou-se, como recurso, a expressão latina [et al.]
imediatamente após a entrada do primeiro nome e em seguida o destaque para o
termo [inventor] para sinalizar aos usuários que não é catalogação de monografia e
para que todos os nomes dos inventores pudessem constar no registro bibliográfico,
pois, sem dúvidas, tratava-se de um desafio para a realização dessa tarefa. Após o
título, tem-se, ainda, a indicação de que se trata de uma [patente]. Consta, também,
título em inglês, resumo, abstract, e entradas para a Faculdade ou Instituto onde a
pesquisa foi realizada, possibilitando a extração de relatórios, além de ponto de
acesso e do link para a Inova - Unicamp

, e para o Instituto Nacional de

2

3

Propriedade Industrial .
Acrescentou-se campos para cabeçalhos de assuntos em português e
inglês, como uma forma de agregar valor à catalogação desses documentos.
Designou-se o parágrafo 944 como atributo local à planilha MARC 21 para registrar
o nome da Universidade Estadual de Campinas como [Depositante] ou [Titular] da
Patente.

1

&lt;http://www.wipo.int/classifications/ipc/ipc8/&gt;
&lt;http://www.inova.unicamp.br/site/06/&gt;
3
&lt;http://www.inpi.gov.br/principal?navegador=IE&amp;largura=1152&amp;altura=864&gt;
2

�8

3.1 Modelo de planilha padrão em MARC 21 para catalogação de patentes

Figura 1 – Planilha em MARC 21 com as informações mais importantes referentes aos
dados de patentes, incluindo o parágrafo 013 destinado a: Patent Control
Information (R) (Controle de Informação de Patente).
Fonte: Planilha elaborada por: Francisca Olinda Raposo Monsanto, a partir de uma planilha
padrão do Software Virtua/VTLS.

�9

3.2 Resultado da aplicação da planilha MARC 21, na catalogação de uma
patente da Base de Patentes da Inova-Unicamp

(continua)
Figura 2 - Planilha específica em MARC 21, com a descrição dos metadados de uma
patente catalogada pelo AACR2, para um número de inventores até 3
pessoas.

�10

(conclusão)
Figura 2 - Planilha específica em MARC 21, com a descrição dos metadados de uma
patente catalogada pelo AACR2, para um número de inventores até 3
pessoas.
Fonte: Planilha elaborada por: Francisca Olinda Raposo Monsanto, a partir de uma
planilha padrão do Software Virtua/VTLS.

�11

3.3 Resultado da aplicação da planilha MARC 21, na catalogação de uma
patente da Base de Patentes da Inova-Unicamp, com número de
inventores maior que 3 (três) pessoas

(continua)
Figura 3 - Planilha específica em MARC 21, com a descrição dos metadados de uma
patente catalogada pelo AACR2. Exemplo de registro com mais de 3
inventores.

�12

(conclusão)
Figura 3 - Planilha específica em MARC 21, com a descrição dos metadados de uma
patente catalogada pelo AACR2. Exemplo de registro com mais de 3
inventores.
Fonte: Planilha elaborada por: Francisca Olinda Raposo Monsanto, a partir de uma
planilha padrão do Software Virtua/VTLS.

4 CONCLUSÃO
Conclui-se que a codificação correta dos dados é essencial para a
exibição precisa das informações contidas nesses documentos e que o estudo
apresentado, poderá ser utilizado no armazenamento e comunicação dos dados
bibliográficos identificados nas patentes.
A análise dos campos específicos do formado MARC 21 para descrição
de patente, resulta em uma inovação para os catálogos bibliográficos do SBU e no
estabelecimento de uma parceria na divulgação dessas informações. A aplicação
desse formato internacional de dados é uma vantagem, pois, permite o intercâmbio e
compartilhamento dos recursos informacionais gerados na Universidade.
Conclui-se, também, que as bibliotecas devem participar ativamente do
processo de geração do conhecimento, adaptando-se às novas demandas, serviços
e produtos, acompanhando, portanto, a evolução tecnológica e que ao possibilitar a
descrição bibliográfica de patente, completa-se o círculo do processo de catalogação
institucional no qual, inicialmente cataloga-se obras para dar suporte ao estudante

�13

pesquisador, para depois catalogar as teses e, finalmente, catalogar uma
percentagem dessas últimas, como patentes.
Acredita-se, com isso, poder contribuir com a disseminação das
informações tecnológicas, geradas pela Unicamp, facilitando as buscas do usuário
pesquisador/estudante e do usuário empreendedor de empresas, para uma efetiva
transformação de patentes em inovações tecnológicas que visem o progresso
interno e externo da Unicamp e do País.

REFERÊNCIAS
AGÊNCIA DE INOVAÇÃO DA UNICAMP – INOVA. Disponível em
&lt;http://www.inova.unicamp.br/site/06/&gt;. Acesso em: 20 jun.2008.
CASTRO, A. C.; JANUZZI, C.A.S.C.; MATTOS, F. A. M. de. Produção e
disseminação de informação tecnológica: a atuação da Inova-Agência de Inovação
da UNICAMP. Transinformação, Campinas, v.19, n.3, p.265-277, set./dez., 2007.
CERDA, C. de la. Atualização das informações [mensagem pessoal]. Mensagem
recebida por &lt;soninha@unicamp.br&gt; em 20 jun. 2008.
INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL. O que é patente?
Disponível em: &lt;http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/patente/pasta_oquee&gt;.
Acesso em: 23 jun. 2008.
OLIVEIRA, M. B. de. Patentes e direitos autorais em perspectiva (versão
preliminar e parcial, para discussão). Disponível em:
&lt;http://www.ige.unicamp.br/gapi/PATENTES_E_DIREITOS_AUTORAIS_EM_PERS
PECTIVA.pdf&gt;. Acesso em: 19 jun. 2008.
TRIPS – Acordo sobre aspectos dos direitos de propriedade intelectual
relacionados ao comércio. Disponível em: &lt;http://www.museugoeldi.br/NPI/docs/TRIPS.doc&gt;. Acesso em: 23 jun. 2008.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Procuradoria Geral. Deliberação
CAD-A-2, de 2-11-2004: dispões sobre a criação da Agência de Inovação da
Unicamp – INOVA. Disponível em:
&lt;http://www.pg.unicamp.br/delicad/2004/CAD02A04.htm&gt;. Acesso em: 19 jun. 2008.
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&lt;http://www.wipo.int/about-wipo/en/info_center&gt;. Acesso em: 23 jun. 2008.

�14

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CORONADO GUERREIRO, D.; ACCOSTA SERÓ, M.; MARÍN MUNÕS, R. La
contribucion de la Universidad al Desarrollo de Tecnologia Industrial. Diferencias
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REGIONALES, 30., 2003. Anales electronicos... Disponível em:
&lt;http://www.aecr20.unican.es/paginas/Programa.htm&gt;. Acesso em: 20 jun.2005.
FERREIRA, M. (Comp.) MARC 21: formato condensado para dados bibliográficos. 2.
ed. Marília : UNESP, 2002. v.1. (Publicações técnicas; n.2)
INSTITUTO DE TECNOLOGIA DO PARANÁ. Informação de patentes. Disponível
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Acesso em: 20 jun. 2008.
JOINT STEERING COMMITTEE FOR REVISION OF AACR. Código de
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São Paulo: FEBAB, 2004. 1v.
REBELO, M. Catalogação de patentes. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida
por &lt;soninha@unicamp.br&gt; em 1 nov. 2006.

_________________
1

Francisca Olinda Raposo Monsanto, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),
olinda@unicamp.br.
2
Maria Lucia Nery Dutra de Castro, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),
maluci@unicamp.br.
3
Célia Maria Ribeiro, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), celiam@unicamp.br.
4
Gilmar Vicente, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), gil@unicamp.br.
5
Sonia Regina C. Vosgrau, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), soninha@unicamp.br.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Catalogação e indexaçao de patentes: estudo desenvolvido na DTRI/SBU/UNICAMP em parceria com a INOVA-UNICAMP.</text>
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                <text>Monsanto, F. O. R.; Castro, M. L. N. D.; Ribeiro, C. M.; Vicente, G.; Vosgrua, S. R. C.</text>
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                <text>Procurou-se demonstrar um estudo desenvolvido, em 2007, pela Diretoria do Tratamento da Informação, do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (DTRI/SBU/UNICAMP) em parceria com a Inova-Unicamp para que as Patentes da Universidade tivessem seus dados disponibilizados, também, na Base ACERVUS. Como não foram encontrados padrões de catalogação referentes a esse tipo de documento em nenhuma base de dados de monografias, resolveu-se estudar as possibilidades de criação de uma planilha MARC 21 - formato internacional de intercâmbio de dados - com as informações mais importantes referentes a esses materiais, retiradas da própria Base de dados de Patentes da Inova-Unicamp. Partiu-se da constatação de que, mesmo sem haver uma planilha apropriada, existe no MARC o parágrafo 013 destinado a Patent Control Information (Controle de Informação de Patente). Criou-se, então, uma planilha específica, em MARC 21 para descrição dos metadados de Patente, com catalogação pelo AACR2, contendo resumo, abstract e o destaque para o termo [inventor] e [patente] para possibilitar acesso a todos os nomes dos inventores. Foram acrescentados ainda, campos para cabeçalhos de assuntos em português e inglês, como forma de agregar valor à catalogação desses documentos. Acredita-se, com isso, poder contribuir com a disseminação das informações tecnológicas, geradas pela Unicamp, facilitando as buscas do usuário pesquisador/estudante e do usuário empreendedor de empresas, para uma efetiva transformação de Patentes em inovações tecnológicas, visando o progresso em âmbito interno e externo a Universidade.</text>
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TRABALHOS ACADÊMICOS DE ACORDO COM NORMAS NACIONAIS,
PELA ÓTICA DE UMA COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA:
metodologia para testar conhecimentos
MIRANDA, C. L.1
RODRIGUES, A. V. F.2

RESUMO
Pesquisa teórico-formal desenvolvida na comunidade usuária da Biblioteca da
Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sobre as regras
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), referentes à elaboração de
trabalhos acadêmicos. Objetivou-se: testar o conhecimento dos participantes acerca
de temas polêmicos em questionário inédito; apresentando, na própria questão, a
regra vigente. Elaborou-se um questionário informativo, semi-estruturado, composto
por doze questões de escolha simples, agrupadas, duas para cada assunto. Foram
abordados: elementos pré X pós-textuais; títulos de seção numerados X nãonumerados; dedicatória X agradecimentos; citação em epígrafe X não-citação em
resumos e conclusões; sumário X índice; apêndice X anexo. Setenta questionários
foram oferecidos aos usuários locais, em abril de 2008, em diferentes horários. Dos
45 questionários respondidos, observou-se que: 51,48% conheciam as regras em
questão; 19,07% as conheciam, em parte; 29,45% as desconheciam. Os
participantes foram: alunos de Cursos de Graduação (51,12%), 33,34% alunos de
Pós-Graduação, 8,88% professores e 6,66% outros usuários. Considerou-se
relevante que 95% dos participantes aprovaram o modelo de questionário utilizado
fazendo comentários positivos. Participaram da pesquisa: 23 alunos de Graduação,
15 de Pós-graduação; 4 professores; 2 visitantes; 1 ex-aluno; 30 receberam, em
classe, orientação sobre trabalhos acadêmicos e 15 não; 28 não buscaram auxílio em
biblioteca e 17, sim (15 sentiram-se satisfeitos e 2, em parte). Concluiu-se que a
comunidade conhecia a maioria das regras em questão, mas considerou válida a
pesquisa, pois elucidara dúvidas isoladas, opinião compartilhada por professores de
Disciplinas de Metodologia Científica que solicitaram autorização para aplicá-lo em
classe.
Palavras-chave: Educação superior. Materiais de ensino. Questionários.
Universidades.

�2

ABSTRACT
Formal theoretician research developed with the using community of the Library of the
Law School (Faculdade de Direito) of the Universidade Federal do Rio Grande do Sul
on the standards of the Brazilian Association of Thecnical Standards (Associação
Brasileira de Normas Técnicas – ABNT), about the elaboration of academic works.
The objectiv was: test the knowledge of the participants concerning controversial
subjects in an original questionnaire and to present, in the proper question, the
effective rule. A half-structuralized and informative questionnaire, was composed by
twelve questions of simple choice, grouped, two for each subject. The subjects
boarded: pre-textual X post-textual elements; headings of section numbered X notnumbered; dedication X gratefulness; citation in epigraph X not-citation in summaries
and conclusions; summary X index; appendix X annex. Seventy questionnaires had
been offered to the local users, in April of 2008, in different times. From 45 answered
questionnaires, was observed that: 51.48% knew the rules in question; 19.07% knew
them, in part; 29.45% were unaware of them. The participants was: students of
courses of graduation (51.12%), 33.34% students of post-graduation, 8.88%
professors and 6.66% other users. It was considered excellent that 95% of the
participants had approved the questionnaire model with positive commentaries.
Participated in the survey: 23 students of graduation, 15 of post-graduation; 4
professors; 2 visitors; 1 former-pupil; 30 had received, in classroom, orientation on
academic works and 15 not; 28 had not searched aid in library and 17, yes (15 had
felt and 2 satisfied, in part). The conclusion was that the community knew most of
these standards, but considered valid the research once that elucidates isolated
doubts, opinion shared for professors of Scientific Methodology discipline who had
requested authorization to apply it in their classroom.
Keywords: Education. Higher. Teaching materials. Questionnaires. Universities.

1 INTRODUÇÃO
Quando da elaboração e apresentação de trabalhos universitários
(trabalhos de disciplina, artigos de periódico, trabalhos para congressos, trabalhos
de conclusão de curso), os estudantes, sejam em nível de graduação ou pósgraduação, enfrentam dificuldades em relação à aplicação das normas. Tendo
definidos alguns conceitos básicos, é facultado ao estudante atender, com mais
facilidade, às normas exigidas para a execução de um trabalho de qualidade.
A confusão, por parte dos acadêmicos, é fato em relação aos conceitos
vigentes no que tange às partes integrantes de um trabalho nesse âmbito. Percebese, através de um trabalho metodológico desenvolvido na instituição, dúvidas a
respeito do desenvolvimento do trabalho. Marconi e Lakatos (1988, p. 182)
defendem que "os trabalhos científicos devem ser elaborados de acordo com
normas preestabelecidas [e que devem, também,] servir de modelo ou oferecer

�3

subsídios para outros trabalhos". Sendo assim, buscou-se aplicar a pesquisa, ora
descrita, na intenção de mensurar o nível de conhecimento e esclarecer,
aos possíveis participantes, do meio acadêmico, informações referentes à estrutura
dos documentos científicos produzidos dentro das universidades.
Fernandes et al. (2005) abordam a importância da atualização do homem
em relação à informação produzida e a ênfase que deve ser dada à
sua comunicação possibilitando-lhe, de posse destas, as vantagens da ação.
Baseado nisto, não há como desconsiderar a estrutura física necessária à
elaboração de um trabalho concatenado, organizado e inteligível, propriedade
possibilitada pela adoção e correta utilização de normas técnicas de documentação.
Além dos esclarecimentos conceituais, considera-se importante enfatizar
a importância do profissional bibliotecário como mediador deste conhecimento, uma
vez que, quando da sua formação, entre as disciplinas vigentes está o estudo e
interpretação das normas elaboradas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), quando adquire os conhecimentos necessários à orientação
metodológica referente à elaboração de trabalhos de cunho acadêmico.
Em pesquisa teórico-formal desenvolvida junto à comunidade usuária da
Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), abordaram-se as regras da ABNT referentes à elaboração de trabalhos
acadêmicos adotando um questionário específico.
Pode-se definir questionário como:
[...] um instrumento de investigação que visa recolher informações
baseando-se, geralmente, na inquisição de um grupo representativo
da população em estudo. Para tal, coloca-se uma série de questões
que abrangem um tema de interesse para os investigadores, não
havendo interacção directa entre estes e os inquiridos (AMARO;
PÓVOA, MACEDO, 2004/2005, f. 3).

Pode-se, ainda, defini-lo como “um instrumento de coleta de dados,
aplicado quando se quer atingir um grande número de indivíduos” (COSTA; COSTA,
2001, p. 38).
Diversos são os modelos de questionários disponíveis para aplicação em
pesquisa. Sistemas automatizados on line podem trazer nova versão para o

�4

consolidado modelo de respostas “Verdadeiro ou Falso”, pois, além da frase
afirmativa e as duas alternativas fechadas, podem oferecer uma avaliação
automática na própria tela ou através do envio das respostas por e-mail. É o caso do
simulador de provas de física, elaborado pelo programa Educar da Universidade de
São Paulo (USP).
[...] 23. As forças de ação e reação são forças que se anulam.
( ) Verdadeiro
( ) Falso (GUERRINI, [2007]).

O estilo “Teste seus conhecimentos” se caracteriza por trazer questões
que, em geral, apresentam gabarito com respostas. No modelo utilizado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em página destinada a
adolescentes (ícone Testando), por exemplo, as respostas só figuram após o final do
teste, e as questões podem trazer uma frase informativa seguida de outra a ser
completada.
[...] Você sabia que o tráfico de animais silvestres é a terceira
atividade ilegal do mundo? E que só perde para:
( ) pesca de baleias e caça da onça pintada
( ) roubo de carros e falsidade ideológica
( ) contrabando de drogas e armas (INSTITUTO BRASILEIRO DE
GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, [2008]).

Tantos outros modelos de questionários, são aplicados à comunidade em
revistas e jornais de grande circulação, ou mesmo em enquetes, sensos etc, nas
ruas, através de telefone, correios ou Internet. Responde-se, por exemplo, sobre
companhias aéreas, serviços de telefonia, preferências políticas, temas polêmicos e
satisfação de serviços. Cabe observar que a
[...] importância dos questionários passa também pela facilidade
com que se interroga um elevado número de pessoas, num espaço
de tempo relativamente curto. [...] Estes podem ser de natureza
social, económica, familiar, profissional, relativos às suas opiniões, à
atitude em relação a opções ou a questões humanas e sociais, às
suas expectativas, ao seu nível de conhecimentos ou de consciência
de um acontecimento ou de um problema, etc (AMARO; PÓVOA,
MACEDO, 2004/2005, f. 3).

Abordar e convencer o público-alvo a respondê-lo, é um grande desafio e
a construção de um questionário pode ser, portanto, a primeira grande expectativa.
Demasiadamente extenso, mal preparado, com questões repetidas, incoerentes,
ambíguas, sem seqüência lógica, fora do contexto, sem relevância para o resultado

�5

que se pretende alcançar, são preocupações constantes na busca de se evitar
falhas que comprometam a eficácia da pesquisa. Portanto,
[...] a construção de um inquérito por questionário é uma tarefa difícil
e por vezes morosa, pois [deve] ter-se em conta uma grande
variedade de parâmetros, os quais implicam alguma destreza e
experiência por parte de quem os formula (AMARO; PÓVOA,
MACEDO, 2004/2005, f. 8).

Previamente à sua aplicação, cabe ao
[...] investigador [...] uma revisão gráfica pormenorizada daquele, de
modo a evitar erros ortográficos, gramaticais ou de sintaxe, que
tanto pode provocar erros ou induções nas respostas dos inquiridos,
como pode fazer baixar a credibilidade do questionário por parte
destes (AMARO; PÓVOA, MACEDO, 2004/2005, f. 8).

No meio acadêmico utiliza-se, além disso, os recursos de pré-teste e
amostragem, visando reduzir ao máximo o ruído na obtenção dos dados. Ainda
assim, estando em sintonia com o propósito e com o tema, corre-se o risco do
insucesso, caso o sujeito da pesquisa não esteja estimulado a respondê-lo.
Mais que observar o conhecimento da comunidade usuária sobre o tema a
ser abordado, imaginou-se criar um questionário que estimulasse a participação dos
pesquisados. Assim, considerou-se que o próprio enunciado poderia trazer uma
afirmação, no caso, uma condensação de regras acerca de um assunto, de forma
que o participante testasse seus conhecimentos a respeito. E, ainda, que o
agrupamento de pares de temas, comumente confundidos, pudessem figurar de
forma comparativa, evidenciando suas diferenças.
Através dessa técnica, o participante sentir-se-ia estimulado a ler o
questionário em sua totalidade e, simultaneamente, observar sua realidade, avaliar
seu desempenho e domínio sobre as regras, voluntariamente, sem vínculo ou
compromisso curricular. Poderia, também, armazenar uma via do questionário,
prevendo consultá-la sempre que necessário.

�6

2 OBJETIVOS
Foram objetivos da pesquisa:
a) testar o conhecimento dos participantes acerca de seis temas
polêmicos e que, em geral, suscitam dúvidas entre os acadêmicos,
apresentando-lhes, na própria questão, a regra vigente; e
b) testar

modelo

de

questionário,

do

tipo

informativo,

prevendo

possibilidade de consulta posterior.

3 METODOLOGIA
A pesquisa se realizou na Faculdade de Direito da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, no ambiente de sua Biblioteca, em período letivo. A
Faculdade possui ainda a Biblioteca Depositária da ONU (Organização das Nações
Unidas), e ambas compõem o universo de 33 bibliotecas do Sistema de Bibliotecas
da UFRGS.
Foi criado um questionário semi-estruturado, do tipo informativo, composto
por doze questões de escolha simples, agrupadas, duas para cada assunto
(APÊNDICE).
Foram abordados os seguintes temas:
a) elementos pré X pós-textuais;
b) títulos de seção numerados X não-numerados;
c) dedicatória X agradecimentos;
d) citação em epígrafe X não-citação em resumos e conclusões;
e) sumário X índice;
f) apêndice X anexo.
Durante o mês de abril de 2008, em diferentes horários, 70 questionários
foram oferecidos aos usuários locais da Biblioteca (aluno, professor ou visitante,
com ou sem vínculo com a UFRGS), sem interferência do pesquisador. Destes, dez
tinham sido aplicados em caráter de pré-teste, e, por não indicarem falhas, foram

�7

considerados no montante das respostas, somando-se às demais. Retornaram,
portanto, 45 questionários respondidos.
Foi utilizado, para a tabulação dos dados, o método quantitativo. A análise
dos resultados, absolutos e percentuais, será apresentada a seguir, bem como a
análise das questões abertas.

4 ANÁLISE DAS RESPOSTAS
Observou-se que, dos 45 questionários respondidos, 51,48% conheciam
as regras em questão (278 respostas); 19,07% as conheciam, em parte (103
respostas); e 29,45% as desconheciam (159 respostas), totalizando 540 respostas
(Quadro 1).
Tema em questão

Conheciam

Conheciam,
em parte

Não
conheciam

Total

Elementos pré-textuais

21

14

10

45

Elementos pós-textuais

25

10

10

45

Seções pré e pós-textuais

16

12

17

45

Seções textuais

17

6

21

45

Dedicatória

31

11

3

45

Agradecimentos

38

4

3

45

Obra citada

9

6

30

45

Citações

18

9

18

45

Sumário

40

4

1

45

Índice

22

9

14

45

Apêndice

16

10

19

45

Anexo

24

8

13

45

278

103

159

540

51,48%

19,07%

29,45%

100%

Total em nº absolutos
Total percentual

Quadro 1 - Temas abordados nas questões sobre trabalhos acadêmicos.

�8

Percebeu-se que a participação foi, em sua maioria, de alunos de Cursos
de Graduação (51,12%), dos seguintes cursos: Direito, Engenharia Mecânica,
Engenharia Civil, Matemática e Relações Internacionais, todos da UFRGS. Além
destes, 33,34% alunos de Cursos de Pós-Graduação, predominantemente da
Especialização em Direito do Estado (com 12 dos participantes) seguido de 1 aluno
da Especialização em Direito Público, e houve 2 alunos do Mestrado. Observou-se
que nenhum aluno de Doutorado respondeu ao questionário. Responderam ainda:
8,88% de professores e 6,66% de usuários de outras categorias (Quadro 2):
Análise das respostas: questões sobre os participantes
Sujeitos da
pesquisa
- 23 Alunos de
Graduação

Recebeu em classe
orientação sobre
formatação de
trabalhos acadêmicos

Buscou
auxílio em
biblioteca

30, sim

17, sim

- 15 Aluno de
Pósgraduação
- 4 Professores

Sentiu-se
satisfeito com o
auxílio recebido
15, sim
2, em parte

15, não

28, não

-

45

-

- 2 Visitantes
- 1 Ex-aluno
TOTAL em nº
absolutos

45
Quadro 2 – Participantes da pesquisa.

Participaram da pesquisa: 23 alunos de Graduação, 15 de Pós-graduação;
4 professores; 2 visitantes e 1 ex-aluno; 30 receberam, em classe, orientação sobre
trabalhos acadêmicos e 15 não; 28 não buscaram auxílio em biblioteca e 17, sim (dos
quais, 15 sentiram-se satisfeitos e 2, em parte, conforme ilustrado no Quadro 2).
Considerou-se relevante que 95% dos participantes manifestaram sua aprovação no
modelo de questionário utilizado fazendo, inclusive, comentários positivos (Quadro
3).

�9

Você gostou deste tipo de questionário?
43, sim (sugestões e comentários, abaixo)
2, não (não comentados)
- Sim, aprendi detalhes que não conhecia.
- Sim, relembrei de algumas coisas e soube de outras.
- Sim, por ele ser informativo, aprendi algumas normas.
- Sim, [e] poderia perguntar [ainda] se a pessoa conhece o conceito.
- Sim, foi útil. Muito bem elaborado. Parabéns!
- Sim, pois contribui para aprimorar os serviços.
- Sim, informou-me de coisas que eu não sabia.
- Sim, explica como, onde e o porquê das partes de um trabalho.
- Sim, sugestão: o referido (presente) questionário poderia ser respondido no âmbito dos
cursos de pós-graduação da UFRGS, objetivando a otimizar a técnica utilizada
nos trabalhos acadêmicos.
- Sim, aprendi algumas coisas.
- Sim, como dá para notar, muitas coisas eu não sabia.
- Sim, é um pouco estranho, mas válido.
- Sim, é objetivo e pode contribuir à otimização do estudo e serviço.
- Sim, muito bom o questionário, mas deveria ser mais difundido.
- Sim, contribui para auxiliar as pessoas em seus futuros trabalhos.
- Sim, é fundamental para a compreensão da metodologia do trabalho científico.
- Sim, interessante para conhecer os elementos de um trabalho acadêmico.
- Sim, aborda fatos normalmente ignorados.
- Sim, fiquei assombrado com meu desconhecimento desses conceitos.
- Sim, fiz algumas observações.
- Sim, ótimo.
- Sim, aprendi que não se coloca citação na conclusão.
- Sim, produtivo.
- Sim, é uma forma de ajuda.
- Sim, pois é informativo para quem responde.
Quadro 3 - Opinião sobre a metodologia do questionário.

As justificativas dos participantes para sua aprovação ao modelo de
questionário criado, convergem com o propósito do estudo, visto que a própria
comunidade declarou: que aprendeu regras, observou detalhes despercebidos,
relembrou conceitos, verificou seu desconhecimento parcial e às vezes, total sobre
algum tema, e, o mais importante, sentiu-se amparado, auxiliado e com um
importante ponto de referência na elucidação das próximas dúvidas, vinculando a
profissão do bibliotecário à aplicação da norma em sua forma mais completa.

�10

Embora fosse possível que tal modelo de questionário trouxesse um
sistema de pontuação, para que o participante pudesse avaliar seu nível de
conhecimento (ou de desconhecimento - alto, médio, baixo), considerou-se que, para
ter validade científica, o nivelamento dependeria de variáveis e estudos mais
aprofundados. A categoria do participante e a educação formal, em classe, por
exemplo, poderiam ser consideradas, as quais dariam peso justo tanto às respostas
de um professor de metodologia quanto às de um aluno de primeiro semestre na
Academia.
Na pesquisa aqui descrita, no entanto, participantes de níveis acadêmicos
díspares que tenham demonstrado domínio sobre o tema abordado, não
configuraram resultado relevante, visto que o foco foi conhecer sua opinião acerca do
modelo de questionário adotado e, especialmente, criar espaço para seus
comentários.

5 CONCLUSÕES
Concluiu-se que a comunidade local conhecia a maior parte das regras da
ABNT para trabalhos acadêmicos.
Percebeu-se que o modelo proposto anula a maior desvantagem de um
questionário - que é a desmotivação do participante, levando-o à desistência de
respondê-lo até o final - transformando-a em vantagem, visto que no modelo
informativo, este se sentirá interessado em passar por todas as perguntas.
Como constatado nos comentários positivos registrados na última questão,
os participantes consideraram válida a pesquisa, uma vez que o modelo informativo
de questionário elucidara dúvidas isoladas. O objetivo de informar através de
enunciado com conteúdo de seu interesse, portanto, foi alcançado. Tal opinião foi
compartilhada por professores de Disciplinas de Metodologia Científica que,
inclusive, solicitaram autorização para aplicá-lo em classe.

�11

Quando

da

devolução

dos

questionários,

alguns

participantes

manifestaram desejo de conhecer os resultados da pesquisa. Considerou-se positiva
esta repercussão, estimulando a aplicação da mesma metodologia em outras
unidades de informação da própria Universidade - divulgando o método, bem como
outros conceitos que, conforme a necessidade de cada comunidade, possam vir a
ser abordados.
Uma vez observado o elevado índice de aprovação do modelo (de 95%) e
considerável repercussão junto aos docentes, imagina-se que seja possível
desenvolver esse método direcionando-o a uma aplicação didática, provavelmente,
com grade de nivelamento para a auto-avaliação do participante. Sugere-se, para
trabalhos posteriores aos resultados dessa primeira investigação, a inclusão dessa
opção de nivelamento, pois, devido à sua complexidade, exige aplicação de novos
testes que a consolidem, técnica e didaticamente.
Pôde-se evidenciar, através da pesquisa, ser o bibliotecário o profissional
mais indicado para esclarecer dúvidas referentes à aplicação das normas da ABNT,
em todas as suas especificidades, vinculando-o à qualidade na padronização dos
trabalhos

científicos,

conquistando

a

confiança

da

comunidade

usuária,

independentemente do seu nível acadêmico.

REFERÊNCIAS
AMARO, Ana; PÓVOA, Andréia; MACEDO, Lúcia. A arte de fazer questionários.
Porto: Universidade do Porto, 2004/2005. 10 f. Disponível em:
&lt;http://www.jcpaiva.net/getfile.php?cwd=ensino/cadeiras/metodol/20042005/894dc/f
94c1&amp;f=a9308&gt;. Acesso em: 3 set. 2008.
COSTA, Marco Antonio F. da; COSTA, Maria de Fátima Barrozo da. Metodologia
da pesquisa: conceitos e técnicas. Rio de Janeiro: Interciência, 2001. 135 p. il.
FERNANDES, Ângela Silva et al. Tecnologia e comunicação. In: MIRANDA, Antonio;
SIMEÃO, Elmira (Org.). Informação e tecnologia: conceitos e recortes. Brasília, DF:
Universidade de Brasília, 2005. p. 22-42. (Comunicação da Informação Digital, 1).
GUERRINI, Iria Muller. Teste seus conhecimentos: 1. [São Carlos]: Centro de
Divulgação Científica e Cultural, [2007]. Disponível em:
&lt;http://educar.sc.usp.br/fisica/conhecimentos.html&gt;. Acesso em: 2 set. 2008.

�12

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Testando. Rio de
Janeiro, [2008]. Disponível em:
&lt;http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/ecologia/quizz2.html&gt;. Acesso em: 3 set.
2008.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. São
Paulo: Atlas, 1988. 205 p.

__________________
1

Celina Leite Miranda, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mestre em Ciência da
Informação, celina@ufrgs.br.
2
Ana Vera Finardi Rodrigues, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mestre em Ciência da
Informação, anavera@ufrgs.br.

�13

Apêndice – Questionário sobre Trabalhos Acadêmicos
Sobre a pesquisa:

Solicitamos 10 min. do seu tempo para responder este questionário, através do qual,
pretendemos avaliar seu conhecimento na temática “Trabalhos Acadêmicos”.
Sua sinceridade, portanto, será fundamental para o êxito da pesquisa. Se desejar, você
poderá guardar uma cópia do questionário, uma vez que ele é do tipo informativo, ou seja, mesmo
em branco, suas questões trazem informações que podem ser armazenadas para consulta futura.
Dede já agradecemos sua colaboração.
Celina Leite Miranda e Ana Vera Finardi Rodrigues
Bibliotecárias da UFRGS e Membros da ABNT

Sobre Trabalhos Acadêmicos:
QUESTIONÁRIO INFORMATIVO
1) Você sabia que:
elementos pré-textuais são aqueles que precedem o corpo do trabalho, ou seja, capa,
folha de rosto, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, resumo, lista(s) e sumário?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
elementos pós-textuais são aqueles que complementam o trabalho, ou seja, referências,
apêndice(s), anexo(s) e índice(s)?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
2) Você sabia que:
as seções pré e pós-textuais têm seus títulos centralizados e não numerados?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
as seções textuais são alinhadas à esquerda e numeradas?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
3) Você sabia que:
dedicatória é uma seção opcional, cujo texto deve ser sucinto e ocupar a parte inferior
direita da folha?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
agradecimentos é uma seção opcional, onde, em alguns parágrafos, faz-se menção
àqueles que contribuíram para a realização do trabalho?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
4) Você sabia que:
a obra citada na epígrafe (autoria, título, ano) não figura na parte textual do trabalho e,
conseqüentemente, não constará nas referências?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
não se faz citações no resumo e nas conclusões?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
5) Você sabia que:
sumário é elemento obrigatório e pré-textual, onde as partes do trabalho são listadas
conforme figuram no documento, informando sua respectiva página?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.

�14

índice é elemento opcional e pós-textual, que consiste em lista de assuntos tratados,
ordenados alfabeticamente?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
6) Você sabia que:
apêndice é elemento pós-textual, elaborado pelo próprio autor do trabalho e mencionado
no texto?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.
anexo é elemento pós-textual, elaborado por terceiro(s), agregado ao trabalho para
ilustrá-lo e mencionado no texto?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não sabia.

Sobre você:
Você é:
( ) aluno da Graduação. Curso: __________________. Semestre: ______
( ) aluno da Pós-Graduação. Curso: ______________________________
( ) professor da ______________________________________________
( ) visitante. Ocupação: ________________________________________
( ) outro: ____________________________________________________
Você já recebeu, em classe, informações sobre formatação de trabalhos acadêmicos?
( ) Sim. Onde e quando? _______________________________________
( ) Não.
Já buscou esse tipo de auxílio em biblioteca?
( ) Sim. Onde e quando? _______________________________________
( ) Não.
Sentiu-se satisfeito com o auxílio recebido?
( ) Sim.
( ) Sim, em parte.
( ) Não.
Você gostou deste tipo de questionário?
( ) Sim. Comentário: __________________________________________
( ) Não. Comentário: __________________________________________

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Trabalhos acadêmicos de acordo com as normas nacionais pela ótica de uma comunidade universitária: metodologia para testar conhecimentos. (Pôster)</text>
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                <text>Miranda, C. L.; Rodrigues, A. V. F</text>
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                <text>Pesquisa teórico-formal desenvolvida na comunidade usuária da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sobre as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), referentes à elaboração de trabalhos acadêmicos. Objetivou-se: testar o conhecimento dos participantes acerca de temas polêmicos em questionário inédito; apresentando, na própria questão, a regra vigente. Elaborou-se um questionário informativo, semi-estruturado, composto por doze questões de escolha simples, agrupadas, duas para cada assunto. Foram abordados: elementos pré X pós-textuais; títulos de seção numerados X não-numerados; dedicatória X agradecimentos; citação em epígrafe X não-citação em resumos e conclusões; sumário X índice; apêndice X anexo. Setenta questionários foram oferecidos aos usuários locais, em abril de 2008, em diferentes horários. Dos 45 questionários respondidos, observou-se que: 51,48% conheciam as regras em questão; 19,07% as conheciam, em parte; 29,45% as desconheciam. Os participantes foram: alunos de Cursos de Graduação (51,12%), 33,34% alunos de Pós-Graduação, 8,88% professores e 6,66% outros usuários. Considerou-se relevante que 95% dos participantes aprovaram o modelo de questionário utilizado fazendo comentários positivos. Participaram da pesquisa: 23 alunos de Graduação, 15 de Pós-graduação; 4 professores; 2 visitantes; 1 ex-aluno; 30 receberam, em classe, orientação sobre trabalhos acadêmicos e 15 não; 28 não buscaram auxílio em biblioteca e 17, sim (15 sentiram-se satisfeitos e 2, em parte). Concluiu-se que a comunidade conhecia a maioria das regras em questão, mas considerou válida a pesquisa, pois elucidara dúvidas isoladas, opinião compartilhada por professores de Disciplinas de Metodologia Científica que solicitaram autorização para aplicá-lo em classe.</text>
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���� ��

�������� ����� �� ����������

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������������������������� �!��"�����#����

UMA VISÃO SOBRE SERVIÇOS BASEADA NA GESTÃO DO
CONHECIMENTO
MIRANDA, A. C. D.1
REMOR, L. C.2
RADOS, G. J. V.3
FORCELLINI, F. A.4

RESUMO
O presente trabalho tem como tema os serviços na Gestão do Conhecimento.
Procura retratar a visão de determinados autores, citados e referenciados no
decorrer do texto, dando ênfase à importância da visão dos serviços dentro da
organização. Apresenta uma visão sobre as tecnologias de informação, conceitos de
serviços e gestão do conhecimento e procura fazer um link entre estes. Nas
considerações finais, discute a relevância das pessoas em todo o processo.
Palavras-chave: Serviços. Pessoas. Conhecimento. Gestão do conhecimento.

ABSTRACT
The present work has as subject the services in the Management of the Knowledge.
Search portray the vision of certain authors, cited and referenced throughout the text,
emphasizing the importance of the vision of the services within the organization. It
presents a vision on the information technologies, concepts of services and concepts
of knowledge management, and searches to make a link between them. In final
considerations, discusses the relevance of people throughout the process.
Keywords: Services. People. Knowledge. Knowledge management.

�2

1 INTRODUÇÃO
É notável o crescimento e a importância que o setor de serviços tem
demonstrado. De acordo com Berry e Shankar (2006, p. 63),
os serviços já são dominantes e totalizam cerca de 70% da produção
agregada e do emprego dos países que fazem parte da Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e
representam cerca de 75% da renda dos EUA.

De acordo com essa visão, constata-se o crescimento do setor de serviços
bem como sua relevância. O objetivo deste trabalho é, a partir das tecnologias de
informação, abordar o referido setor apresentando a posição de autores (citados e
referenciados) bem como promover uma reflexão baseada na Gestão do
Conhecimento.

2 TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E O OFERECIMENTO DOS SERVIÇOS
Nas últimas décadas, a evolução das tecnologias de informação
proporcionou um aumento significativo no oferecimento de serviços, fazendo com
que as organizações passassem a buscar o diferencial competitivo. Segundo tal
perspectiva, Troger (1997, p. 2) expõe:
Para conseguir suprir as novas demandas, as organizações,
observando o contexto de globalização, sociedade da informação e
tecnologia da comunicação, no qual estão imersas, tentam encontrar
uma opção que implemente as mudanças necessárias para essa
competição.

Corroborando a afirmação, Silva et al. (2006, p. 2) afirmam que “A
popularização da tecnologia e o avanço da economia digital colocaram a tecnologia
da informação definitivamente no centro do ambiente empresarial”.
Gianesi e Correia (1994, p. 17) destacam:
Entre os fatores que propiciam aumento da demanda por serviços,
está: melhoria da qualidade de vida, mais tempo para o lazer,
urbanização, mudanças demográficas (aumento de crianças e/ou de
idosos), mudanças socioeconômicas (maior sofisticação dos
consumidores, progressão tecnológica...)

�3

Conforme as citações anteriores percebem-se uma mudança na rotina de
todos: tecnologias, pessoas, organizações, todos em busca de melhor qualidade de
vida. Observa-se que a sociedade busca seu aprimoramento, a facilidade de
resolver suas questões, momento em que as organizações se prevalecem do uso da
TI, a fim de propiciar melhoria no oferecimento dos seus serviços. Convém afirmar
que a TI exerce uma função muito importante na vida dos cidadãos, desde as
classes mais humildes até as mais abastadas. Seu uso proporciona o diferencial,
desde o momento em que os serviços bancários são usados, até o exame
laboratorial mais complexo. Todos se tornam dependentes da tecnologia: quanto
maior for sua utilização, maior a dependência que causa.
Qualidade e conceito dos serviços
Discutir a prestação de serviços é uma necessidade constante, bem como
saber inferir sobre qualidade. É importante destacar que poucos são os profissionais
que atentam para debater acerca dos seus conceitos. Assim, esse tema, por vezes,
passa despercebido, visto que a tônica é falar a respeito do que é prestado e não do
seu conceito. Conforme Gianesi e Correia (1994, p. 32), “a intangibilidade dos
serviços torna difícil sua avaliação”. Os mesmos autores afirmam não haver como
padronizá-lo, o que torna sua gestão mais complexa. Rados (2005, p. 4) ratifica que
os serviços são intangíveis e os produtos também, conforme figura abaixo. Segundo
Grönroos (2006, p. 89), “normalmente os serviços são produtos que exigem elevado
envolvimento do consumidor no processo de consumo”. Assim, constata-se a
dificuldade da padronização e até a mensuração dos serviços. Ao adquirir um
produto, mesmo antes da aquisição, podemos constatar se ele está de acordo com o
que nos foi vendido, podemos analisar e voltar atrás, caso não o queiramos mais;
em contrapartida, não poderemos analisar o serviço senão no ato da sua execução.
Grönroos (op. cit., p. 89) afirma:
o serviço é basicamente algo imaterial e pode ser caracterizado
como uma atividade em que a produção e o consumo se dão
simultaneamente, em grande medida. Nas interações entre
comprador e vendedor, o serviço é prestado ao consumidor.
Evidentemente, o que se passa nessas interações terá impacto sobre
o serviço percebido.

�4

Convém dizer que padronizar produtos e discutir seus padrões de
qualidade é menos complexo do que fazer o mesmo com os serviços. Verifica-se na
afirmação de Parasuraman, Zeithaml e Berry (2006, p. 97), que:
Serviços não são objetos, mas são prestados envolvendo o
desempenho dos prestadores de serviço. Por isso raramente é
possível estabelecer especificações de fabricação precisas quanto a
uma qualidade uniforme. A maioria dos serviços não pode ser
contada, medida, inventariada, testada e verificada antes da venda
para garantir a qualidade (...).

Nas afirmações anteriores, constata-se o quanto é difícil especificar a
qualidade de um serviço. As palavras dos autores são bastante claras e explicam a
importância de saber trabalhá-lo na atualidade. Assim como a TI proporcionou
considerável aumento no oferecimento dos serviços, trouxe consigo a dificuldade de
avaliá-los. Mas, certamente, a mesma tecnologia que facilitou o oferecimento de
serviços e produtos poderá criar formas de mensurá-los.
Ainda a respeito dos serviços, Rados (2005, p. 7-8) sustenta que se
dividem de duas formas, conforme ilustração da figura x:
1. Serviços explícitos =&gt; cujos benefícios são prontamente percebidos pelos
sentidos e considerados características essenciais dos serviços. Ex.
companhia aérea, atendimento no balcão;
2. Serviços implícitos =&gt; benefícios psicológicos ou características acessórias
de serviços. Ex. companhia aérea, segurança, status.
Trata-se, então, de outra visão envolvendo a especificação dos serviços,
lembrando sempre que eles dependem de pessoas para serem postos em prática.
Um caixa eletrônico presta um serviço, mas, caso a máquina apresente um
problema, será impossível o conserto sem a intervenção de uma pessoa
encarregada de resolvê-lo. A figura 1 ilustra as características dos produtos e
serviços exposta no presente trabalho.

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Serviço

Produto

Tangível
Figura 1 Intangível
– Características dos serviços e produtos
Fonte: Adaptado de Rados (2005, p. 3)

3 UMA VISÃO SOBRE GESTÃO DO CONHECIMENTO
Atualmente muito se tem falado na Gestão do Conhecimento em artigos,
livros, eventos, entre outros. Espera-se que nas próximas décadas seja cada vez
mais intensificada a visão da importância da valorização do conhecimento e,
conseqüentemente, o mesmo para quem o detém, uma vez que tal ato torna-se
impossível sem destacar quem o possui.
Muitos trabalhos têm salientado a importância do conhecimento nas
organizações (TOFLER, 1991; NONAKA; TAKEUCHI, 1997; SVEIBY, 1998; SILVA,
2002; SILVA, 2004; ALMEIDA, 2006). Os exemplos citados certamente não esgotam
a lista de estudiosos preocupados com o tema em questão, um assunto bastante
importante e que mostra cada vez mais que o conhecimento do ser humano deve
ser destaque na organização.
Em

estudo

acerca da

Gestão

do

Conhecimento na

Alemanha,

encontramos em Edler (2003, p. 90) a seguinte afirmação:
Nossa definição de GC significa que podemos vê-la no trabalho não
somente como a administração de informação codificada com a
ajuda dos processos da TI (Tecnologia de Informação), mas como
um conjunto de práticas abrangendo soluções de TI para
armazenagem interna e comunicação de dados para treinamento e
instrução, dos planos de estratégia da GC às práticas de aquisição
do conhecimento. (tradução dos autores)

Assim, diz-se que a GC não se refere apenas à administração da
informação, mas vai além, vislumbrando a estratégia da organização. Pensar que a

�6

GC trata da parte administrativa nos leva a uma visão simples e burocrática, quando
na verdade seu interesse extrapola tais questões.
Conforme essa visão, convém analisar o dizer de Ortiz Laverde et al.
(2003, p. 1):
Durante os últimos anos, há um crescente interesse para a
aprendizagem e os processos de criação de conhecimento. O
resultado de tudo isso é o aparecimento de vários modelos teóricos
que buscam explicar como o conhecimento organizacional é criado,
transferido e cristalizado. (tradução dos autores)

O autor destaca o quanto o interesse na GC tem crescido e,
principalmente, a necessidade de explicar acerca da criação e transferência do
conhecimento.
Toffler (1993, p. 40) é bastante claro quando afirma que o poder da mais
alta qualidade vem da aplicação do conhecimento. Nos últimos anos as
organizações estão realmente levando a sério tal afirmação e investindo em
conhecimento.

4 SERVIÇOS E A GESTÃO DO CONHECIMENTO
A GC necessita cristalizar o conhecimento da organização para fazer-se
presente e mostrar sua função. Por outro lado, conforme já colocado anteriormente,
o serviço, visto como algo intangível, não pode ser estocado e conseqüentemente
avaliado no ato da sua prestação. Verifica-se, então, um link importante da GC com
as organizações de serviços, haja vista a relevância da troca de conhecimento.
Santos (2007) afirma que criar conhecimento em uma organização
significa harmonizar o trabalho de criação com a disseminação e a incorporação nos
produtos, serviços e sistemas dessa organização, o que vem a corroborar o peso do
processo nas organizações de serviços. De que forma uma organização que atua
com prestação de serviços poderá explorar o potencial de seus colaboradores?
Certamente investindo no conhecimento individual de cada um.
Edler (2003, p.112) defende que: “The motivations to use KM are broad,
but three basic families stick out: internal integration of knowledge, human resource

�7

development and capture and control” [as motivações para usar a GC são muito
amplas, mas três delas se destacam: a integração interna de conhecimento,
desenvolvimento de recursos humanos e a captura e controle].
Nesse patamar, evidencia-se em primeiro lugar a necessidade de que a
própria organização tenha conhecimento do seu conhecimento. Não há como uma
empresa sobreviver durante a vida inteira sem saber o que possui. Em segundo,
vem o desenvolvimento dos recursos humanos, o que significa permitir o acesso ao
conhecimento, nos diferentes setores da organização, e finalmente, a captura e o
controle do conhecimento, o que a fará ter uma visão não somente das suas
condições, mas também do mercado.
De acordo com Edler (2003, p. 91), ao comentar a visão da GC na
indústria alemã:
Nossa premissa aqui é que as companhias de serviço confiam mais
do que as companhias de manufatura no conhecimento de seus
empregados, como também sua organização e uso da GC é
diferente. [Tradução nossa]

A GC significa trabalhar com o conhecimento tácito e explícito que,
segundo Santos (2006, p. 6 e 8), tem o seguinte conceito:
Conhecimento tácito

Conhecimento explícito

Conhecimento pessoal, específico de um determinado
contexto, difícil de ser formulado e comunicado; envolve
modelos mentais que estabelecem e manipulam
analogias; seus elementos técnicos podem ser
exemplificados como o know-how concreto, técnicas e
habilidades que permitem ao indivíduo o saber-fazer,
dirigido à ação.

Conhecimento declarativo, transmissível em linguagem
formal e sistemática que permite ao indivíduo o saber
(entender e compreender) sobre determinados fatos e
determinados eventos, mas não lhe permite agir.

Quadro 1 – Conceito de conhecimento
Fonte: Santos (2006, p. 6 e 8)

Pode-se dizer, então, que a prestação de serviços está diretamente
envolvida com o conhecimento e a experiência de cada um, visto que ele (o serviço)
não é passível de padronização – depende diretamente da visão, da experiência e
do conhecimento de quem o executa. Tomemos como exemplo o atendente de uma
biblioteca: ele aprenderá como executar suas tarefas e rotinas, através de leituras,
mas certamente não saberá lidar com questões mais complicadas. Se alguém tentar
retirar um livro de consulta local, ele dirá que a obra não poderá sair da biblioteca,

�8

salvo após determinado horário. Se um atendente mais experiente estiver ao seu
lado poderá observar outras questões, tais como: se o livro é bastante procurado ou
se está destinado à consulta local por política da biblioteca. Apenas responder que
não pode sair porque é de consulta local pode não ser esclarecedor ao usuário. Se o
atendente não tiver bons argumentos, poderá fazer o usuário procurar o chefe do
setor para pedir mais explicações. Assim, pode se perceber que o conhecimento
individual de quem trabalha com a prestação de serviços é o diferencial em qualquer
organização. Numa biblioteca, prestadora de serviços sem fins financeiros, mas
certamente com a finalidade de prestar um bom serviço, num dentista ou num posto
de gasolina, embora cada um com suas peculiaridades, o objetivo sempre será o de
atender bem.
A figura 2 ilustra a relação entre a GC e os serviços, seja na forma
explícita ou tácita. Na verdade o objetivo é mostrar que esse conhecimento está nas
pessoas que desenvolvem atividades.

Figura 2 – Gestão do conhecimento, pessoas e serviços
Fonte: os autores, 2007.

Para Davenport (1998, p. 16), “o conhecimento e outros intangíveis
relacionados constituem não só a base de operação de empresas, como também
parte ou a totalidade dos produtos que as empresas oferecem”.
Tal afirmação corrobora o destaque que se dá às pessoas numa
organização de serviços. Se o conhecimento é importante, ele está na mente das
pessoas. Então, acima dele se destacam as pessoas e, depois, o que elas sabem da
organização. “Em uma organização, ter patrimônio intelectual ou conhecimento é
saber administrar o conhecimento das pessoas” (DAVENPORT, op. cit.,).

�9

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Numa certa época, quando a tecnologia começou a se destacar, todos
discutiram sua importância, chegando a temer os prejuízos que poderia causar.
Hoje, percebemos o caminho inverso. Antes, usávamos indistintamente as pessoas
ou os robôs. Mas agora precisamos da inteligência delas. Usar robôs era bom, mas
agora estamos descobrindo que usar pessoas é, na verdade, muito mais rápido
(DAVENPORT, 1998, p. 17).
Assim, convém dizer que para uma organização ter sucesso é essencial
que valorize seus colaboradores. Certamente a tecnologia de informação lhe
possibilitará meios para competir, mas centrar a atenção no fator humano será
fundamental. É preciso lembrar que o mundo empresarial não vive sem as máquinas
para acelerar e qualificar seu crescimento, mas, muito mais do que máquinas, são
necessárias pessoas para fazê-las funcionar. Sem motivação e interação, máquinas
e pessoas terão o mesmo peso, além disso as máquinas são passíveis de descarte,
pessoas não. Levy (1993, p. 56) salientou: “a competição aumentada e a mudança
acelerada requerem inovação constante”.
Hoje em dia, a capacidade de fazer com que um negócio aconteça
depende, muitas vezes, mais do conhecimento do que dos dólares que se leva à
mesa (Idem, p. 53). Considera-se assim que os recursos financeiros são passíveis
de serem encontrados, mas que o conhecimento especializado passou a ser o
diferencial. O conhecimento é a verdadeira alavanca do poder (Ibidem).
A GC lida com o conhecimento tácito e o conhecimento explícito, fazendo
um link com as pessoas que estão no centro e no mundo. Os serviços necessitam
de pessoas para acontecer, a GC também. Dessa forma, as pessoas são tão
importantes para o desenvolvimento da GC quanto dos serviços, reiterando a
afirmação feita anteriormente: pessoas devem ser o centro da organização para que
esta tenha bom desenvolvimento, aliando a TI como elemento agregador para
aproveitamento do conhecimento.

�10

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Dagoberto Alves de et al. Gestão do Conhecimento na análise de falhas:
mapeamento de falhas através de sistema de informação. Prod., v.16, no.1, p.171188, jan./abr. 2006, ISSN 0103-6513.
BERRY, L. L.; SHANKAR, V. Creating new markets through service innovation. MIT
Sloan Management Review, vol. 47 n. 2, 2006.
DAVENPORT, T. H.; PRUSAK, L. Conhecimento empresarial: como as
organizações gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
EDLER, Jakob. The management of knowledge in German industry. In:
ORGANIZATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT.
Measuring knowledge management in the business sector: first steps. Paris: OECD,
2003. cap. 4.
GIANESI, Irineu G. N.; CORRÊA, Henrique Luiz. Administração estratégica de
serviços. São Paulo: Atlas, 1994.
GRÖNROOS, Christian. Um modelo de qualidade de serviço e suas implicações
para o marketing. RAE, Fundação Getúlio Vargas, v. 46, n. 4, 2006.
LEVY, Pierre. As tecnologias da inteligência. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.
NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa. Rio de Janeiro:
Campus, 1997.
ORTIZ LAVERDE, Adriana Maria et al. Knowledge processes: an overview of the
principal models. In: EUROPEAN KNOWLEDGE MANAGEMENT SUMMER
SCHOOL, 3rd., 7-12 Sept., San Sebastian, Spain, 2003.
PARASURAMAN, A.; ZEITHAML, V. A.; BERRY, Leonard L. Um modelo conceitual
de qualidade de serviço e suas implicações para a pesquisa no futuro. RAE,
Fundação Getúlio Vargas, v. 46, n. 4, 2006.
RADOS, G. J. V. Processos e serviços. Florianópolis, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.lgti.ufsc.br/posgraduacao/aula_00(servicosGP).pdf&gt;. Acesso em: 15
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SANTOS, Néri. Gestão estratégica do conhecimento. Florianópolis, 2006. Disponível
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SILVA, Eduardo Margara da; YUE, Gin Kwan; ROTONDARO, Roberto Gilioli et al.
Gestão da qualidade em serviços de TI: em busca de competitividade. Prod., v.16,
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cienciadainformacao/viewarticle.php?id=202&gt;. Acesso em: 14 jan. 2007.

�11

SILVA, Sergio. Gestão do conhecimento: uma revisão crítica orientada pela
abordagem da criação do conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, 33.2, 10
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TRÖGER, Ane. Um Estudo sobre Organizações Virtuais. Disponível nem:
&lt;http://www.ppga.ufrgs.br/gesid/artigos/ti-692.html&gt;. Acesso em: 15 nov. 2006

_________________
1

Angélica Conceição Dias Miranda, Professora Assistente no Departamento de Biblioteconomia e
História da Universidade Federal do Rio Grande FURG, Rio Grande, RS, Brasil. Doutoranda em
Engenharia e Gestão do Conhecimento na Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC,
angelicam@furg.br.
2
Lourdes de Costa Remor, Enfermeira na Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina,
Florianópolis, SC, Brasil. Doutoranda em Engenharia e Gestão do Conhecimento na Universidade
Federal de Santa Catarina, UFSC, louremor@matrix.com.br.
3
Gregório J. V. Rados, Professor Adjunto no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão
do Conhecimento na Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC.
4
Fernando Antônio Forcellini, Professor Adjunto no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e
Gestão do Conhecimento na Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC,
forcellini@deps.ufsc.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O presente trabalho tem como tema os serviços na Gestão do Conhecimento. Procura retratar a visão de determinados autores, citados e referenciados no decorrer do texto, dando ênfase à importância da visão dos serviços dentro da organização. Apresenta uma visão sobre as tecnologias de informação, conceitos de serviços e gestão do conhecimento e procura fazer um link entre estes. Nas considerações finais, discute a relevância das pessoas em todo o processo.</text>
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PADRONIZADOR: instrumento de apoio a normalização de trabalhos
acadêmicos da UNIFACS
MENDONÇA, G. M.1
SAMPAIO, E. M.2
ANDRADE, R.3

RESUMO
Apresenta o software Padronizador de Trabalhos Acadêmicos, ferramenta
desenvolvida no programa da Microsoft Word. O trabalho surgiu diante da
necessidade de atender, não só aos critérios de avaliação do Ministério da
Educação e Cultura (MEC), que recomenda às Instituições de Ensino Superior (IES)
que disponibilizem instrumentos de apoio a normalização de trabalhos acadêmicos,
mas principalmente, ao notar a dificuldade dos alunos na apresentação dos
trabalhos de conclusão de cursos. Assim, apresenta-se a ferramenta que foi
desenvolvida visando padronizar os trabalhos produzidos na Universidade Salvador
– UNIFACS, em nível de graduação e pós-graduação. O aplicativo foi desenvolvido
baseado no conjunto de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) referente aos aspectos estruturais e de apresentação gráfica.
Palavras-chave: Normalização. Trabalhos acadêmicos..

ABSTRACT
It presents the software Padronizador de Trabalhos Acadêmicos, the tool developed
for the program Microsoft Word. The idea came not only from the need to fulfill the
evaluation criteria of the Minister of Education and Culture (MEC), which
recommends to universities, institutes and colleges (IES) to share supporting tools
for standardizing academic texts, but mainly from the observation of the difficulty of
the students during the presentations of their graduation’s texts. At this point, it
introduces the tool built for standardizing texts developed at Universidade Salvador –
UNIFACS for undergraduate and graduate courses. This application obeyed
structural and format rules established by Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT).
Keywords: Standardizing. Academic texts.

�2

1 INTRODUÇÃO
A elaboração de trabalhos de conclusão de curso, seja de graduação ou
pós-graduação, é uma das exigências para obtenção de uma titulação acadêmica.
Tendo em vista o grau pretendido, os temas dos trabalhos são comunicados sob a
forma de monografias, dissertações e teses, documentos que possuem basicamente
a mesma estrutura, variando na sua extensão e no nível do aprofundamento de
acordo com a pesquisa realizada.
Para garantir o reconhecimento e acesso dos trabalhos desenvolvidos no
ambiente acadêmico, os autores devem obedecer a diretrizes e normas de
apresentação que, no Brasil, são editadas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT) e adotadas pelas instituições de ensino superior (IES) através de
manuais publicados e adaptados para realidade dos cursos por elas oferecidos.
Na maioria das IES, a responsabilidade de elaborar e divulgar os manuais
que orientam na elaboração e formatação de trabalhos acadêmicos é uma atribuição
das bibliotecas. Rocha (2006) destaca que esta prática é conseqüência de uma
recomendação do Ministério da Educação (MEC) para avaliação in loco das IES que
passam por processos de autorização, reconhecimento de cursos, credenciamento e
recredenciamento.

De acordo com as

Diretrizes e Instrumentos do Instituto

Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para efeito
das referidas avaliações, a biblioteca universitária é responsável por oferecer apoio
aos alunos para a normalização de trabalhos monográficos. Neste contexto, o
Sistema de Bibliotecas da UNIFACS disponibiliza no site da universidade o Manual
de Elaboração Trabalhos Acadêmicos.
A

existência deste tipo de publicação que orienta a padronização de

trabalhos acadêmicos, não têm sido suficiente para resolver as dúvidas dos autores
na apresentação formal das monografias, dissertações e teses, fazendo com que o
profissional bibliotecário, mediador entre a informação e o pesquisador, sinta-se
pressionado a buscar soluções tecnológicas que amenize a tarefa dos autores de
apresentarem os resultados de suas pesquisas (RIBEIRO, 2006).

�3

Frente as novas modalidade de ensino e aprendizagem que vem sendo
oferecidas nas IES, como o ensino a distância (EAD), os bibliotecários dessas
instituições devem disponibilizar para seus usuários recursos e serviços que os
tornem cada vez mais autônomos na busca e na produção do conhecimento.
Neste sentido, uma equipe de bibliotecários da UNIFACS idealizou o
desenvolvimento do aplicativo Padronizador de Trabalhos Acadêmicos com o
objetivo instrumentalizar a comunidade acadêmica da UNIFACS na formatação dos
trabalhos de conclusão de cursos de acordo com a ABNT NBR 14724.

2 A UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACS
Instituição de ensino superior particular, localizada em Salvador, iniciou
suas atividades em 1972, ainda como faculdade e foi credenciada como
Universidade em 1997. Atualmente, a UNIFACS oferece cursos de graduação plena,
graduação tecnológica, pós-graduação lato sensu e stricto sensu, sendo 4
mestrados e 2 doutorados credenciados pela CAPES.

3 O PADRONIZADOR DE TRABALHOS ACADÊMICOS
O padrão de apresentação de trabalhos acadêmicos, nos aspectos
estruturais e gráficos são orientados pela ABNT através da NBR 14724 que sugere
a organização dos trabalhos em três grupos de elementos: pré-textuais, textuais e
pós-textuais.
Para auxiliar os autores na formatação dos trabalhos de conclusão de
curso na UNIFACS, foi desenvolvido em forma de template, conforme demonstrado
na Figura 1, o Padronizador de Trabalhos Acadêmicos.

�4

Figura 1 – Tela principal do Padronizador de Trabalhos Acadêmicos

A ferramenta oferece a opção de formatação dos elementos pré-textuais
e textuais de monografias, dissertações e teses. Ao escolher o tipo de trabalho que
irá desenvolver, o autor encontrará de forma pré-definida, os campos necessários à
sua identificação e do seu curso conforme apresentado na Figura 2.

Figura 2 - Tela para geração de capa

�5

Para gerar a folha de rosto basta acrescentar o nome do orientador do
trabalho, e opcionalmente o nome do co-orientardor. Os demais dados de
identificação previstos nesta página serão importados do formulário anterior que
gerou a capa. Figura 3.

Figura 3 - Tela para geração da folha de rosto

No termo de aprovação, apresentado na Figura 4, o autor deve informar a
principal titulação e nome da

instituição na qual os membros da banca e o

orientador se titularam, e o nome da instituição a qual pertencem.

Figura 4 - Tela para geração do termo de aprovação

�6

Para os demais elementos pré-textuais previstos como: dedicatória,
agradecimentos, epígrafe e resumos em língua vernácula e estrangeira foram
formatados espaços para geração dos textos livres.
O Padronizador oferece também as opções de geração e atualização do
sumário e das listas de quadros, figuras e tabelas, conforme apresentado na Figura
5.

Figura 5 - Tela para geração do sumário e das listas de quadros,
figuras e tabelas

3.1 Desenvolvimento do padronizador
O Padronizador de Trabalhos Acadêmicos deveria ser desenvolvido para
operar em conjunto com um processador de texto. Na época, o processador mais
utilizado pela UNIFACS para desenvolver os textos acadêmicos era o Microsoft®
Office Word. Apesar de ser um software de licença paga, o Word atualmente é o
processador de texto mais conhecido e amplamente usado, principalmente para a
elaboração de documentos produzidos em ambientes acadêmicos.
Como o Padronizador deveria ser uma ferramenta a ser usufruída por
toda a comunidade acadêmica

ele foi construído para executar no Word. Isso

facilitou o seu aprendizado, uma vez que a ferramenta no qual ele está disponível é
familiar aos autores dos trabalhos. Na elaboração dos formulários que automatizam

�7

os elementos pré-textuais previstos pela NBR-14724 da ABNT, foi aproveitado o
sistema de criação de macros do Word, ou seja, uma série de comandos realizados
em uma determinada ordem. Com este recurso é possível executar tarefas de forma
automática e transparente para o usuário. No processo de construção das macros,
foi usada a interface do Word, chamada de VBE (Visual Basic Editor), que
disponibiliza uma ferramenta de montagem de formulários e também de construção
de macros, programáveis na linguagem VBA (Visual Basic for Applications).

4 CONCLUSÃO
O Padronizador de Trabalhos Acadêmicos teve uma boa aceitação por
parte dos alunos e professores que tem registrado a satisfação com o uso desta
ferramenta através de depoimentos, mensagens e divulgação do recurso.
A experiência bem sucedida na implantação deste aplicativo, que também
tem despertado interesse de outras IES, estimulou a equipe envolvida neste no
projeto a ampliar os recursos de automação da atividade de normalização de
trabalhos acadêmicos. As próximas etapas deverão contemplar as normas ABNT
NBR 6023 - Elaboração de referências e a NBR 10520 - Apresentação de citação
em documentos.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2005.
BRASIL. Ministério da Educação. Avaliação externa de instituições de educação
superior: diretrizes e instrumentos. Brasília: INEP, 2006. 180 p.
DIAS, M. M. K. Normas técnicas. In: CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B. V.; KREMER,
J. M. (Org.) Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo
Horizonte: UFMG, 2000. p. 137-151.
FERNANDES, P. V. N. D.; SANTOS, J. O. A normalização como insumo da
documentação científica. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14., 2006, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2006. CD-ROM.

�8

GOMES, H. F. A normalização do trabalho científico: algumas reflexões sobre a
indicação das fontes na documentação pessoal do autor e no texto final. In: MATOS,
M. T. N. B. Saúde e informação. Salvador: EDUFBA, 1999. p. 97-105.
INSTITUITO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Sobre a BDTD. Disponível em:&lt;http://bdtd.ibict.br&gt; Acesso em: 10 set. 2008.
RIBEIRO, C. M. Da produção acadêmica à comunicação científica: padronização
como instrumento de socialização do conhecimento. 2006. 112 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) – Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas, 2006.
ROCHA, M. Q. Programa de apoio à elaboração de trabalhos acadêmicos: a
contribuição da biblioteca universitária na produção do conhecimento (experiência
do centro universitário) In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14., 2006, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2006. CD-ROM.
RODIGUES, M. E. F.; LIMA, M. H. T. F.; GARCIA, M. J. O. A normalização no
contexto da comunicação científica. Perspectiva da Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 3, n. 2, p. 147-156, jul./dez. 1998.

__________________
1

Gismalia Marcelino Mendonça, Universidade Salvador (UNIFACS), gismalia@unifacs.br.
Eduardo M. Sampaio, Universidade Salvador (UNIFACS), edmsampaio@gmail.com.
3
Roseli Andrade, Universidade Salvador (UNIFACS), roseliandrade@gmail.com.
2

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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PERIÓDICO COMO FONTE DE INFORMAÇÃO DOCUMENTAL DA
ARQUIVOLOGIA: um estudo de gênero, titulação e ocupação
MENDES, S. O.1
SOUSA, M. C. P.2

RESUMO
Analisa a produção científica da Arquivologia nos periódicos Ciência da Informação
e Perspectivas em Ciência da Informação, de 1995 a 2005, enfocando a relação das
variáveis gênero, titulação e ocupação dos autores. A pesquisa é do tipo descritiva
documental, quantitativa e com cálculos estatísticos, tendo como universo 23
produções científicas dos periódicos estudados. Os resultados demonstram uma
produção com baixa representatividade no campo da Arquivologia, no que tange à
divulgação em periódicos, não havendo nenhuma relação entre as variáveis
estudadas.
Palavras–chave: Comunicação Científica. Periódico Científico. Relação de gênero.
Produção científica.

ABSTRACT
Examines the scientific production in Archivology in journals Ciênica da Informação
and Perspectivas em Ciência da Informação, from 1995 to 2005, focusing on the
relationship of variables gender, occupation and titling of the authors. The research is
descriptive of the type documentary, quantitative and statistical calculations, the
universe was 23 scientific productions in the journals studied. The results show a
production with low representation in the field of Archivology, as far as disclosure in
journals, with no relation between these variables.
Keywords: Scientific communication. Scientific journal. Relationship of gender.
Scientific production.

�2

1 INTRODUÇÃO
O periódico científico possui a característica de fonte de informação para o
desenvolvimento da ciência e indicador da produção científica teórico-prática
divulgada em suas publicações.
A matéria que aparece nos periódicos pode ser considerada o produto
final do trabalho do pesquisador: comunicando as informações e garantindo a
propriedade científica (divulgação). A veiculação dos resultados dos artigos de
pesquisa científica é, em grande parte, feita em periódicos especializados que
denotam as tendências das pesquisas e o reconhecimento dos pesquisadores,
possibilitando um norteamento daquilo que foi produzido. Autores como Jardim
(1998), na Arquivologia, Mueller (1999) e Pecegueiro (2001), na Ciência da
Informação e Biblioteconomia são nomes probatórios de reconhecimento pela
divulgação científica periódica de seus estudos.
Nesse contexto tem-se na Arquivologia, um valioso objeto de investigação,
tratando-se da produção científica em periódicos. Porém, diante da diversidade de
publicações que enfatizam essa área, este trabalho aborda somente artigos de
periódicos publicados nas Revistas Ciência da Informação (CI) e Perspectivas em
Ciência da Informação (PCI), de 1995 a 2005, com o objetivo de analisar a influência
existente entre as variáveis gênero, titulação, profissão e suas relações diretas com
a produção científica da Arquivologia.
Desta forma, espera-se que o registro dos resultados da referente
pesquisa sirva de incentivo para novas produções na área, contribuindo então, para
disseminação da informação e benefício científico.

2 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E OS PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
A comunicação científica divulgada por um pesquisador deve possuir além
do saber científico (rigorosidade comprobatória), conhecimento útil, tanto entre os
pares como para a sociedade em geral, entendendo-se que a divulgação visa a um
revigoramento da sociedade (KUNSCH, 2003). Pois a comunicação e o uso

�3

informacional estão intrinsecamente inter-relacionados, obedecendo a máxima: só
se usa porque foi comunicado e só se comunica porque se usou a informação.
Tal afirmativa é reforçada por Le Coadic (2004, p. 26) ao comentar sobre o
fluxo existente entre ciência, informação, pesquisa e conhecimento, este último é
“[...] continuamente produzido e renovado, [e] a informação só interessa se circula
[...]”, possibilitando o crescimento científico.
Os pesquisadores inseridos neste contexto automaticamente estabelecem
um processo comunicacional entre si, ou seja, disseminam informações científicas e
tecnológicas, intra e extrapares, por meio de canais formais (livros, papers,
periódicos científicos, etc.) ou informais (cartas, conferências, correio eletrônico, etc.)
essenciais ao desenvolvimento da ciência (PECEGUEIRO, 2001).
Targino (2000) relata que a comunicação científica consiste na circulação
das atividades dos membros dessa comunidade, permitindo a troca de informações
entre si, cujas atividades são associadas à produção, disseminação e uso da
informação, desde a idéia de pesquisa, até a aceitação dos resultados, o que
constitui o estoque universal de conhecimento.
Sob esta perspectiva de produção e disseminação da informação do
processo de comunicação científica, temos no periódico científico um importante “[...]
veículo de comunicação escrita, que disponibiliza aos leitores, artigos científicos no
formato impresso ou eletrônico.” (CURTY; BOCCATO, 2005, p. 2), o que representa
o avanço do conhecimento solidificado em sua área de abrangência.
Assim, o conteúdo dos periódicos quase sempre é formado por artigos, os
quais são considerados correspondência entre pares, a fim de divulgar e preservar o
conhecimento entre estes, que apresentam resultado de estudos, pesquisas ou
revisão de literatura (SOUSA; VIDOTTI; FORESTI, 2004).
Para atingir seu objetivo macro, os artigos de periódicos devem fornecer
uma contribuição efetiva, propor novas teorias, apontar novos casos/experimentos,
validar ou refutar teorias antigas, e ainda criticar os paradigmas conhecidos. Isso faz
com que o conhecimento evolua.
Vários estudos sobre a produção científica, como os de Meadows (1999),

�4

Mueller (1999), Pecegueiro (2001), Jardim (1998) entre outros, já foram e continuam
sendo desenvolvidos. Sob a ótica da Arquivologia, Fonseca (2005, p. 76, grifo
nosso) comenta que: “[...] os periódicos arquivísticos [ou sobre arquivologia] não
têm sido objeto da [própria] Arquivologia [...].”
Diante desse fato, percebemos nos periódicos que tratam sobre
Arquivologia, principalmente os relatados nesta pesquisa, importantes objetos de
investigação, que precisam ser levados em consideração para o avanço da área.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Neste estudo, a pesquisa realizada foi do tipo descritiva documental,
quantitativa, cuja população constituiu-se de todos os textos publicados nos
periódicos Ciência da Informação e Perspectivas em Ciência da Informação que
discorressem sobre a Arquivologia, de 1995 a 2005, os quais compreenderam 23
produções.
A obtenção do material coletado deu-se mediante leitura e recuperação
dos sumários das revistas investigadas para identificar as produções de interesse.
Para aqueles de sentido dúbio foram lidos os textos na íntegra.
Os dados das variáveis gênero, titulação e ocupação foram extraídos a
partir da identificação de responsabilidade nos próprios documentos recuperados.
Quando não havia dados suficientes para a coleta, adotou-se, para autores
brasileiros, a consulta do histórico profissional pela Plataforma Lattes, e para os
autores estrangeiros, a recuperação do histórico por meio da Instituição indicada no
texto.
As análises compreenderam cálculos estatísticos, como o cálculo dos
valores absolutos, relativos e do qui-quadrado, visualizados através de gráficos e
tabelas.

�5

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
No atinente aos anos de maior produção do periódico Ciência da
Informação, verificamos que tal fato ocorreu nos 6 últimos anos da década de 1990,
enquanto na Perspectivas em Ciência da Informação somente no primeiro
qüinqüênio do século XXI (Tabela 1).
Tabela 1 – Distribuição das produções textuais científicas (1995-2005)
Ano

Periódico

Total

CI
Produções
no geral

ƒ

%

PCI

Produções
de
Arquivologia

ƒ

%

Produções
no geral

ƒ

69
13
1995
76
14,4
2
18,2
28
1996
49
9,3
2
18,2
25
1997
50
9,5
3
27,2
28
1998
42
8
1
9,2
28
1999
38
7,2
71
2000
37
7
57
2001
40
7,6
37
2002
44
8,3
50
2003
53
10
3
27,2
39
2004
30
5,7
21
2005
11
100
384
Total 528 100
Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 33)

Produções
de
Arquivologia

Produções
no geral

Produções
de
Arquivologia

%

ƒ

%

ƒ

%

ƒ

%

-

-

-

69

7,64

-

-

7,3

-

-

104

11

2

8,69

6,5

2

16,7

74

8

4

17,39

7,4

-

-

78

8,64

3

13,05

7,4

-

-

70

7,76

1

4,36

18,5

-

-

109

12

-

-

14,8

2

16,7

94

10,42

2

8,69

9,6

3

25

77

8,53

3

13,05

13

2

16,7

94

10,42

2

8,69

10

1

8,2

92

10

4

17,39

5,5

2

16,7

51

5,65

2

8,69

100

12

100

902

100

23

100

A partir da Tabela 1 podemos observar que do total geral de 902 textos
científicos identificados, somente 23 representam a Arquivologia, havendo assim,
uma proporção deste para aquele de 1:40.
Outro dado inquietante é a escassa produção da área pesquisada, cuja
média aritmética anual em cada periódico correspondeu a 1 para a CI e 1,2 para a
PCI. Estes pequenos valores ficam díspares quando comparados à média aritmética
das produções no geral, que foram de 48 para a CI e 37,4 para a PCI.
O alto índice de produção científica na década de 1990 reflete a realidade
vivenciada naquele momento, pois conforme enfatizado por Miranda (2000, p. 2):
“Nas décadas de 80 e 90 ampliou-se a literatura científica com o crescimento de

�6

cursos de mestrado e de doutorado, [...] a maioria dos congressos e seminários
passou a ter os seus anais publicados com exclusividade.” Assim foi a partir da
segunda metade do século XX, que as publicações seriadas tiveram um crescimento
exponencial, duplicando-se a cada década (BOMFÁ; CASTRO, 2004).
O Gráfico 1 permite a visualização dos anos de ápice dos textos
estudados – 1996 e 2000 – o que indica um aquecimento da produção científica na
Área da Ciência da Informação, fato também constatado nos estudos de Bufrem
(2006).
20%
18%

17,39%

17,39%

16%
14%
13,05%

13,05%

12%

12%
11%

8%

7,94%

10,42%

10,42%

10%
8,64%

8,69%

8,69%

8,53%

10%

8,69%

8,69%

7,76%

8%

6%

5,65%
4,36%

4%
2%
0%

0
1995

0
1996

1997

1998

1999

Produção dos periódicos no geral

2000

2001

2002

2003

2004

2005

Produções deinteresse da Arquivologia

Gráfico 1 – Produção científica geral versus a produção de interesse
da Arquivologia conforme ano de publicação
Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 34)

Por conseguinte, a revista Ciência da Informação destaca-se na
quantidade de publicações. Isto em decorrência de sua história editorial de
regularidade, constância na disponibilização de seus exemplares e de sua
periodicidade

quadrimestral,

contrapondo-se

à

periodicidade

semestral

da

Perspectivas em Ciência da Informação.
Mueller e Pecegueiro (2001) comentam a ininterrupta e crescente
editoração da CI, ao fato desta ter vínculo com o Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT), órgão de credibilidade no país. Salientamos que os
anos de 1996 e 2000 não representam grande produtividade da Arquivologia, o que
só acontece nos anos de 1997 e 2004 (Gráfico 1).

�7

Na Tabela 2 demonstramos as localidades geográficas das Instituições de
origem dos autores da CI, que aponta o Paraná, com 26,6%, e e para os autores da
PCI, aparece Minas Gerais, com 84,6%. Também analisamos as publicações no
todo, e os lugares continuam os mesmos, em primeiro Minas Gerais, em segundo
Paraná (Tabela 2).
Tabela 2 – Localização geográfica das Instituições de vinculação dos autores
Local
Periódico
Total
ƒ

%

ƒ
2
1
4
3
1
3
1

%
13,3
6,7
26,6
20,0
6,7
20,0
6,7

ƒ
1
11
1
-

%
7,7
84,6
7,7
-

2
2
11
1
4
3
1
3
1

7,15
7,15
39,3
6,58
14,2
10,73
3,58
10,73
3,58

15

100

13

100

28

100

CI
Rio de Janeiro
São Paulo
Minas Gerais
Bahia
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Espanha
Distrito Federal
(Brasília)
Total

PCI

Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 36)
Notas: Para fins deste cálculo, as localidades foram consideradas a cada
vez que os autores apareceram, sendo que estes foram
contabilizados sempre que publicaram entre os textos analisados.
Nesta tabela, houve um autor que na sua produção, não possuía
ocupação e nem Curriculum Lattes, não sendo, portanto, incluso nos
cálculos.

Dentro da perspectiva da ciência brasileira, na base de dados Institute for
Scientific Information (ISI), Castro e Cabral (1998 apud TARGINO; GARCIA, 2000)
comentam

sobre

as

regiões

e

seus

estados,

apontando

o

Nordeste,

independentemente do indicador social escolhido, como o território mais
desfavorecido em relação à situação privilegiada do Sudeste e do Sul brasileiro,
onde estão os centros de excelência, o maior número de pesquisadores e cursos de
pós-graduação, as grandes editoras e empresas, bem como os meios de
comunicação mais poderosos.
No presente estudo, as regiões brasileiras predominantes e o único país
estrangeiro de vínculo dos autores desta pesquisa foram: Centro-Oeste (43%), Sul
(28%), Sudeste (14%), Nordeste (4%), Espanha (11%), sendo que a região Norte do
Brasil não registrou representatividade para Arquivologia (Gráfico 2). Este fato

�8

também foi apontado por Jardim (1998), que além do Norte, não encontrou material
no Nordeste. Entendemos que esse modesto crescimento na Região Nordeste,
representado na atual pesquisa, pode ser considerada uma evolução da produção
científica em periódicos para a Arquivologia.

4%

100%
80%

14%

60%

28%

40%
43%

20%

11%

0%

Brasil
Centro-Oeste

Exterior
Sul

Sudeste

Nordeste

Espanha

Gráfico 2 – Localização geográfica das Instituições de vinculação dos
autores
Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 38)

Uma possível causa para a baixa produção ou sua ausência nas regiões
Nordeste e Norte, deve-se talvez aos cursos de graduação em Arquivologia1 não
abrangerem o Norte do país, pois se verifica que somente os estados do Rio de
Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraná, Bahia, Paraíba e o
Distrito Federal (Brasília) oferecem o Curso.
Jardim (1998) também elenca os países de procedência dos autores em
sua pesquisa, sendo os países de maior destaque os Estados Unidos e a Espanha
com mesmo percentual (30%), proporcionando a tais países, o primeiro lugar dentre
os demais identificados.
Na Tabela 3, os dados de titulação foram considerados para aqueles

1 As Instituições que possuem curso de Graduação em Arquivologia são: Universidade Federal Fluminense,

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Universidade
Federal do Espírito Santo, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal da Bahia, Universidade
Estadual Paulista, Universidade de Brasília, Universidade Estadual de Londrina (BRASIL, 2006). Além destas
foram recém-criadas as do: Centro Universitário de Assunção (ROXO, 2006) e da Universidade Estadual da
Paraíba (ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS DO RIO GRANDE DO SUL, 2005).

�9

autores que, no ato da divulgação dos textos científicos, já haviam concluído suas
pós-graduações ou graduações. Deve-se destacar que não existiram registros de
pós-doutorado.
Tabela 3 – Produção científica conforme grau de titulação dos autores
Titulação

Produção científica
CI
PCI
ƒ
%
ƒ
%
4
25
1
7,7
6
37.5
6
46,15
6
46,15
6
37.5
16
100
13
100

Graduado / especialista
Mestre
Doutor
Total

Total
ƒ
5
12
12
29

%
17,2
41,4
41,4
100

Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 39)
2

Notas: Xo = 2,8

2

Xe =7,81

Para fins deste cálculo, os autores foram considerados todas as
vezes que apareceram, isto é, as produções diferentes, mas de
mesmo autor foram contabilizadas por texto publicado.

Esclarecemos que a célula que traz graduação e especialização juntas,
apresenta, respectivamente, 3 produções para autores graduados e 2 para
especialistas, sendo 3 para graduados da CI (com maior quantidade). Os
especialistas constituíram-se em 1 para CI e 1 para PCI. Em comparação com os
demais graus (mestre/doutor), o resultado do desdobramento da célula mencionada
demonstra índices relativamente pequenos, haja vista o mestrado e doutorado
representarem juntos 82,8% das produções identificadas.
Mas, a relação estatística entre titulação e produção científica não mostrou
significância entre as variáveis, evidenciando que os fatos ocorridos foram obras do
acaso.
Éfrem de Aguiar Maranhão, em sua tese de doutorado do ano de 2002,
intitulada “Análise das correlações entre a titulação e a produção acadêmicocientífica de professores de medicina em duas universidades brasileiras: uma
reflexão para uma proposta de formação docente para ensino médico”, também
pesquisou a produção científica, correlacionando-a diretamente com a titulação, e
esse pesquisador identificou que existe relação entre as variáveis propostas quando
a titulação é de doutor, não havendo significação relevante entre as demais
titulações (BRASIL, 2004).

�10

A Tabela 4 evidencia a predominância feminina com relação à produção
textual científica pesquisada, apresentando um percentual de 69%. Mas, ainda
assim, a associação entre as variáveis de gênero e produção científica não
possuíram valores estatisticamente relevantes.
Tabela 4 – Produção científica conforme o gênero dos autores
Gênero

Masculino
Feminino
Total

Produção científica
CI
PCI

Total

ƒ

%

ƒ

%

7
9
16

43,75
56,25
100

2
11
13

15,38
84,62
100

ƒ

%

9
20
29

31
69
100

Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 41)
2

Notas: Xo =1,31

2

Xe = 3,81

Para fins deste cálculo, os autores foram considerados todas as vezes que
apareceram, isto é, as produções diferentes, mas de mesmo autor foram
contabilizadas por texto publicado.

Os dados não oferecem dúvidas sobre a inclusão feminina cada vez maior
nas várias segmentações da ciência, seja na educação ou na vida profissional,
ocupando espaços que só eram habitados por homens. Porém, a sociedade
brasileira até hoje se espanta com os números cada vez mais freqüentes de uma
ocupação feminina participativa, pois estudos como a Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (PNAD) vem mostrando que as mulheres se responsabilizam
cada vez mais pela renda domiciliar (IBGE, 2005).
A análise dos números da Tabela 5 enfatizam a docência como
propulsora da vida literária científica, representando 68%.
Tabela 5 – Relação entre ocupação2 profissional e produção científica
Ocupação

Docente
Outras (1)
Total

Produção científica
CI
PCI
ƒ

%

ƒ

%

12
4
16

75
25
100

7
5
12

58
42
100

ƒ

Total
%

19
9
28

68
32
100

Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 42)
2

Notas: Xo = 3,01

2

Xe = 7,81

Para fins deste cálculo, os autores foram considerados todas as vezes
2 Para este estudo, o termo ocupação possui a acepção de cargo, função, profissão ou ofício exercido por uma

pessoa, como denotado pelo IBGE (2005).

�11

(1)

que apareceram, isto é, as produções diferentes, mas de mesmo autor
foram contabilizadas por texto publicado.
Na variável sobre ocupação houve um autor que no ano da publicação
de sua produção, não possuía ocupação, o que totalizou 28.

Na Tabela 5, além da predominância de profissionais docentes (68%),
obteve-se 32% na célula “Outras” funções cujas freqüências foram ≤3 por
ocupação, onde estas são demonstradas no Gráfico 3.

70%
60%
50%
40%
30%

4%
68%
4%
4%
8%

20%
10%

12%

0%
assessor

Docente

diretor

arquivista

Outras

consultor

historiógrafo

docente

Gráfico 3 – Distribuição da freqüência relativa por ocupação
dos autores
Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 43)

O Gráfico 3 evidencia e confirma a predominância da profissão de
professor com o maior índice de produção. Neste sentido, Mueller e Pecegueiro
(2001, p. 50) também apontaram números de grandes contribuições destes
profissionais em suas pesquisas, o que segundo as autoras não é de se estranhar,
“[...] pois pesquisar e escrever artigos faz parte da carreira universitária.”
Na opção “Outras” da variável Ocupação, os 32% demonstrados tanto
pela Tabela 5 quanto pelo Gráfico 3 revelam o baixo índice de publicação das
profissões técnicas ou de liderança, talvez pela falta de: costume na elaboração de
pesquisas ou mesmo desconhecimento dos métodos científicos; ausência de
orientação adequada; excesso de jornada de trabalho, que culmina na falta de
tempo; desconhecimento dos órgãos fomentadores de pesquisa; ou ainda, devido a
dificuldade no uso das tecnologias.
O Gráfico 4 permite a visualização da diferença entre as variáveis titulação

�12

e gêneros. Na análise dos percentuais de titulação por gênero verificamos que,
apesar do menor índice ter sido para o sexo masculino, este apresenta maior
escolaridade, conforme demonstrado na titulação de doutorado – 26,316% para
mulheres e 57,143% para os homens – havendo um acréscimo de 30,827% de
doutores masculinos para femininos.
60%
57,14%
52,63%
50%

40%

30%

28,57%
23,32%

20%
14,29%
10%

10,53%

10,53%

0

0%
G

E

Feminino

M

D

Masculino

Gráfico 4 – Titulação feminina versus titulação masculina
Fonte: Sousa e Mendes (2007, p. 45)

A ocorrência de maior titulação masculina demonstrada pelo Gráfico 4
contraria a PNAD, que indica a mulher com maior tempo de escolaridade e os
homens com menor escolarização, em decorrência de entrarem mais cedo no
mercado de trabalho, dados estes que se tornam mais acentuados no Nordeste, com
níveis percentuais que chegam a 10% sobre educação superior de graduação e pósgraduação (IBGE, 2005).
Neste

estudo

detectamos

que

para

cada

homem

existem

aproximadamente 2,5 mulheres. Essa é uma história que acompanha as mulheres
desde sua iniciação na educação. Neste particular, o peso da profissão docente para
o sexo feminino reflete a ideologia machista reinante, no que tange aos diferentes
atributos dos sexos feminino e masculino, sobretudo, com relação a atuação como
professora, principalmente de 1º e 2º graus, sendo considerada uma extensão da
função materna.
Martucci (1996) corrobora mencionando, que essas impressões advém
desde o século XIX, onde a mulher era considerada pura, obediente, vista pela
ideologia

patriarcal

com

extensões

extradomésticas.

Destaca-se

ainda,

a

�13

respeitabilidade profissional das mulheres como sendo pessoas cultas, mães
intelectuais.
Por outro lado, aos poucos esses processos históricos estão se
desfazendo. Mas, até essa realidade tornar-se igualitária entre os gêneros, talvez
demore.

5 CONCLUSÃO
A análise da produção dos periódicos pesquisados (CI e PCI) no contexto
da Arquivologia, relativo a 11 anos (1995-2005) nos demonstrou que houve maior
nível de titulação masculina (57,143%) em contrapartida a uma maior produção do
gênero feminino (69%). Outro ponto relevante são os dados sobre ocupação e
titulação, que se equiparam com os de ocupação e gênero, evidenciando a função
da docência, para a primeira relação, com 68%, e o gênero feminino com 70,6%,
para a segunda relação.
O teste de significância estatística adotado no estudo (qui-quadrado)
mostrou que os resultados encontrados foram casuais, sem consistência, não
obtendo representatividade numérica em seus valores que proporcionassem
relevância estatística entre si, dessa forma, não existiu associação entre as variáveis
pesquisadas (ocupação, gênero, titulação e produção científica).

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�
�

__________________
1

Suênia Oliveira Mendes, Bibliotecária, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Núcleo
Integrado de Bibliotecas (NIB), Especialista em Gestão de Arquivo, bibliotecaenfermagem@ufma.br.
2
Maria da Conceição Pereira de Sousa, Bibliotecária, Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB), Especialista em Gestão de Arquivo,
conceicaosousa@ufma.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Analisa a produção científica da Arquivologia nos periódicos Ciência da Informação e Perspectivas em Ciência da Informação, de 1995 a 2005, enfocando a relação das variáveis gênero, titulação e ocupação dos autores. A pesquisa é do tipo descritiva documental, quantitativa e com cálculos estatísticos, tendo como universo 23 produções científicas dos periódicos estudados. Os resultados demonstram uma produção com baixa representatividade no campo da Arquivologia, no que tange à divulgação em periódicos, não havendo nenhuma relação entre as variáveis estudadas.</text>
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FORMAÇÃO DE USUÁRIOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
MENDES, S. O.1
PEREIRA, M. R. S.2

RESUMO
Formação de usuários na Biblioteca de Enfermagem. A “Biblioteca na Sala de Aula”
é um projeto desenvolvido pela Biblioteca de Enfermagem da Universidade Federal
do Maranhão com o objetivo de formar usuários aptos à utilização dos serviços e
produtos e o uso consciente dos recursos da Biblioteca de Enfermagem. A pesquisa
foi do tipo descritiva com abordagem quantitativa cujo tamanho amostral foi de 78
alunos no período de dezembro de 2006 a outubro de 2007. A maioria dos
pesquisados veio de escolas privadas (75,6%) que possuíam bibliotecas (94,87%).
Os alunos geralmente utilizavam livros próprios para realização das atividades no
ensino médio; na graduação, 67,53% dos estudantes não utiliza o Sistema de
Automação de Bibliotecas (SAB/UFMA), direcionando-se diretamente às estantes e
sua finalidade na busca informacional na Biblioteca é para complemento dos
conteúdos ministrados em sala de aula e/ou elaboração de trabalhos acadêmicos.
Concluiu-se que a Biblioteca necessita estreitar sua relação com os usuários para
seu melhor funcionamento.
Palavras-chave: Formação de usuários. Biblioteca de Enfermagem.

ABSTRACT
Formation of users in the Library of Nursing. The project “Library in Classroom” was
development by Library of Nursing at Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
with goal forming users of the services, products and It raise about the resources
awareness of the Library of Nursing. This study was descriptive quantitive. The
sample was 78 nursing' students, between 2006 December to October 2007. 75,6%
they studied at private high school, 94,87% of the High Schools had libraries. The
students used your own book for they did activities in High School. 67,53% nursing
students didn’t search in the Library Automation System (SAB/UFMA), they search
the books directly in the shelves. The purpose of the search informational in the
Library is for they do academic work. It was concluded that the library need to have
relation more private with your users to better her functioning.
Keywords: Training of users. Library of Nursing.

�2

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Setorial de Enfermagem faz parte do Núcleo Integrado de
Bibliotecas (NIB) e visa atender primordialmente aos alunos do Curso de Graduação
em Enfermagem. Esta Unidade conta com um quadro de recursos humanos de um
bibliotecário, em tempo integral (40h) e um bolsista (em meio expediente), que
juntos, são responsáveis pelo gerenciamento da unidade e pelo serviço de
atendimento.
Em diagnóstico, realizado por observação, foi possível constatar que
esses alunos não sabem localizar o material procurado nas estantes, uma vez que
após cada consulta de acervo na estante o material está visivelmente fora do lugar;
outra característica identificada foi o estado físico dos livros quando voltam do
período de empréstimo.
Após essas observações, e diante da completa ausência de um programa
formal de educação de usuários instituído no âmbito do NIB do qual faz parte, essa
biblioteca iniciou o projeto “Biblioteca na Sala de Aula”.
Juntamente com o projeto de formação, foi desenvolvido um questionário
respondido antes da exposição oral do projeto para que não houvesse influência nas
respostas. Este foi aplicado para identificar de forma mais consciente como os
usuários daquela biblioteca utilizavam-na quando buscavam alguma informação; seu
conhecimento anterior sobre como usá-la e se na escola em que cursaram o ensino
nédio dispunha deste tipo de unidade de informação. A partir desses dados, foi
possível conhecer os hábitos anteriores e atuais do usuário no uso de bibliotecas e
assim, definir políticas mais voltadas para torná-lo consciente e hábil no uso de
qualquer sistema de informação.

�3

2 A EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
Um programa de orientação de usuários torna-se fundamental quando se
percebe a não habilidade no uso dos recursos informacionais por parte dos usuários
mais constantes das bibliotecas. Essa verificação se dá através de sintomas como: a
constante desorganização do acervo nas prateleiras; livros danificados por máutilização; não localização da informação necessária; alto índice de furtos ou quando
da implantação de novos produtos ou serviços no momento em que são
apresentados à comunidade.
Diversas são as terminologias utilizadas para descrever a ação de se
trabalhar com o usuário da informação no ambiente da biblioteca: educação de
usuários, orientação de usuários, treinamento de usuários; cada uma dessas
terminologias tem uma concepção própria.
Córdoba Gonzalez (1998), em suas reflexões sobre formação de usuário,
apresenta três conceitos: o primeiro deles destaca o objetivo utilitário, e se prende
ao ensino de determinada ferramenta; implica em um treinamento mais direcionado
para o manuseio de uma ferramenta específica, como o de um índice ou de uma
base de dados online, por exemplo. Esse tipo de treinamento implica na otimização
do tempo do usuário e do bibliotecário, uma vez que torna (o usuário) autônomo no
uso de tal ferramenta.
No segundo conceito apresentado, Córdoba Gonzalez (1998), apresenta
uma associação entre a formação do usuário e a divulgação de serviços: a
elaboração de manuais de uso, regulamentos, boletins, folders etc. são exemplos de
recursos utilizados para divulgação de serviços para os usuários.
Embora pareça limitado tratar de forma restrita apenas da utilização das
fontes e recursos documentais, tem-se em vista o objetivo maior traçado pela
biblioteca, de subsidiar seus usuários na utilização dos recursos disponíveis,
otimizando o tempo do estudante e o do bibliotecário, na perspectiva de torná-los
aptos a utilizar de forma autônoma qualquer unidade de informação.

�4

O terceiro conceito apresentado por Córdoba Gonzalez (1998) baseia-se
na conscientização do usuário sobre o valor da informação para a realização de
atividades especializadas e sua pró-atividade na busca e recuperação dessas
informações.
Dias e Pires (2004) corroboram com Córdoba Gonzalez (1998), pois
remetem à diferenciação que permeiam os diversos conceitos relacionados ao
assunto. Assim, a educação de usuários é tratada por Dias e Pires (2004, p. 38)
como o “[...] processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos adequados em
relação ao uso da biblioteca e desenvolve habilidades de interação permanente com
sistemas de informação.” Esse processo de educação pode ser visto como algo
mais permanente, amplo e duradouro, e que se estende a qualquer tipo de sistema
de informação. É a completa autonomia do usuário em relação a qualquer tipo de
unidade de informação.
Outras formas de transmissão de informação utilizada em bibliotecas são
os treinamentos de usuários, definidos por Dias e Pires (2004, p. 38) como
[...] parte do processo de educação, em base repetitiva, compreende
ações e/ou estratégias para desenvolver determinadas habilidades
ou habilidades específicas do usuário por desconhecer situações
específicas de uso da biblioteca e seus recursos informacionais, que
envolvem o conjunto de meios necessários para tal.

No entanto, esses conceitos apresentados não atendem à demanda
inicial da Biblioteca Setorial de Enfermagem, uma vez que os usuários reais ali
inscritos necessitam de conhecimentos básicos de uso de uma biblioteca, tal como
manusear o material bibliográfico, conhecer a organização da biblioteca, em seu
layout, os conteúdos ali armazenados, e outras informações básicas de como
funciona e como utilizá-la. Assim, o conceito utilizado para o projeto foi o de
formação de usuário, que na perspectiva de Dias e Pires (2004, p. 38) “[...] significa
esclarecer o usuário sobre a organização da biblioteca, layout e serviços oferecidos,
espaços ambientais, uso em geral, como horário de funcionamento, regulamentos,
utilizando guias da biblioteca, visitas orientadas, palestras, folhetos, sinalização.”
As habilidades desenvolvidas através desses treinamentos buscam
subsidiar os usuários com ferramentas adequadas para seu desenvolvimento no

�5

mundo das informações e das bibliotecas. O que pode soar diferente, que em pleno
século XXI ainda haja a preocupação em desenvolver habilidades simples de como
localizar livros em estantes, ou o correto manuseio dos livros.

3 METODOLOGIA
O programa foi desenvolvido no período de dezembro de 2006 a outubro
de 2007, com alunos do curso de graduação em Enfermagem da Universidade
Federal do Maranhão, inscritos entre o primeiro e quarto períodos. A limitação de
períodos deu-se porque os alunos a partir do quinto período têm suas aulas
ministradas no Hospital Universitário e/ou em outras unidades acadêmicas, o que
dificultaria a realização das atividades propostas.
O estudo foi do tipo descritivo com abordagem quantitativa.
O projeto foi exposto na reunião de Departamento da Enfermagem e os
docentes que estavam presentes concordaram em disponibilizar 30 minutos do
tempo de aula para a explanação in loco, mediante agendamento prévio.
A população do estudo compreendeu todos os matriculados (262) no
primeiro semestre de 2007. A amostra foi não probabilística por conveniência, isto é,
todos os alunos que se encontravam presentes na hora da exposição oral do projeto
o que abrangeu 30% (78) da população.
Os dados foram coletados por meio de um questionário de perguntas
fechadas aplicado antes da exposição oral do Projeto a fim de não influenciar nas
respostas. A análise dos questionários foi realizada por cálculos estatísticos dos
dados absolutos e freqüência relativa sendo expostos por gráficos, quadros e
tabelas.

�6

4 ANÁLISE DOS DADOS
Esta análise está subdividida em dois tópicos. O primeiro referente aos
dados gerais, isto é, aqueles que independentemente do período que o aluno estuda
sua concepção sobre as questões aplicadas não modifica. E o segundo,
compreende os tópicos específicos, ou seja, aqueles que a opinião dos participantes
pode mudar conforme sua vivência acadêmica, assim esse tópico foi dividido pelos
períodos o que evidenciará a evolução da vida acadêmica.

4.1 Dados gerais da pesquisa
Inicialmente, houve o interesse de se identificar onde foram desenvolvidos
os primeiros contatos dos pesquisados, conhecendo o tipo de escola onde
estudaram o Ensino Médio e se nessas escolas havia biblioteca.

75,60%

100%

94,87%

80%
60%
40%

19,20%

2,60% 2,60%

20%
0%
Pública
Cooperativa

Privada
Pública/privada

Gráfico 1 – Alunos segundo o tipo de escola

100%
80%
60%
40%
20%
0%

5,13%

Sim

Não

Gráfico 2 - Existência de biblioteca na
escola onde estudou o Ensino
Médio

A maioria dos alunos (75,60%) estudou em escolas privadas e dos 78
pesquisados, 94,87% são egressos de escolas com bibliotecas, o que nos permite
deduzir que já possuíam alguma experiência na utilização deste local de estudo.
Ressalta-se que a realidade maranhense em relação a bibliotecas escolares ainda é
muito incipiente, tanto em escolas públicas quanto privadas.
No âmbito público, poucas escolas de ensino médio mantêm bibliotecas,
e quando o fazem não têm bibliotecários em tempo integral este último aspecto,

�7

também, é realidade encontrada na iniciativa privada1. Assim, fica para a
universidade a responsabilidade de ensinar os primeiros passos no uso de uma
biblioteca, e tornar seus alunos auto-suficientes no seu uso, bem como de seus
recursos informacionais.
Diante da escassez de profissionais qualificados nas bibliotecas torna-se
necessário compreender como esses alunos eram subsidiados no desenvolvimento
de suas atividades escolares. Encontrou-se o seguinte quadro:
Materiais

Quantidade*

Biblioteca
Livros próprios
Livros emprestados pelos professores
Outros. Qual?**

24/78
59/78
4/78
20/78

(*) Na coluna “Quantidade” consta o número de respondentes e o número total da
amostragem, pois esta variável foi investigada com múltiplas respostas.
(**) Das respostas do tópico “Outros” todos responderam “Internet”.

Quadro 1 – Origem dos materiais informacionais utilizados na realização das
atividades de ensino médio

Em primeiro lugar (59) encontra-se a utilização de livros próprios o que
reforça a tese do não incentivo à utilização dos serviços e produtos da Biblioteca.
Mesmo esta ficando em segundo lugar (24) a diferença existente entre esta e a
utilização da Internet (20) é mínima.

4.2 Dados específicos da pesquisa
Diante das informações gerais sobre o contato pregresso desses alunos
com uma biblioteca e seus recursos informacionais, passa-se então, a um momento
mais presente na graduação desses estudantes.
Uma das questões levantadas foi sobre a importância da biblioteca em
sua vida acadêmica, e o que mais chama a atenção é que a resposta foi unânime de
que a biblioteca é fundamentalmente importante.

1

Levantamento realizado pelo Conselho Regional de Biblioteconomia-13ª Região, em 2006, na
atividade de Fiscalização.

�8

Isso é realmente comprovado pela freqüência desses alunos nas
unidades do NIB. No entanto, ressalta-se que o quadro de desordenamento do
acervo, causado pelo mau uso, comprova a pouca experiência desses usuários na
utilização dos serviços e produtos das bibliotecas.
Assim,

buscou-se

conhecer

como

esses

usuários

localizam

as

informações necessárias para identificação do material bibliográfico na biblioteca.
Observou-se que a maioria dos pesquisados não utiliza o Sistema de Automação de
Bibliotecas (SAB), que gerencia o acervo, para localizar o material de interesse nas
estantes, ou saber se o mesmo encontra-se disponível para empréstimo.
Surpreendente é que os alunos do primeiro período utilizam mais o SAB
do que aqueles de períodos mais avançados, conforme mostra a Tabela 1. Cabe
então, uma avaliação posterior de como esse sistema está estruturado e os motivos
que levam aos estudantes perderem o hábito de usar o SAB na localização do
material bibliográfico necessário para o desenvolvimento de suas atividades
acadêmicas.
Tabela 1 – Busca do material informacional na Biblioteca pelo SAB
Respostas 1° período
2° período
3° período*
4° período
N
20
12
32

Sim
Não
Total

%
62,5
37,5
100,0

N
1
13
14

%
7,14
92,86
100,0

N
3
11
14

%
21,43
78,57
100,0

N
1
16
17

%
5,88
94,12
100,0

Total

N
25
52
77

%
32,47
67,53
100,0

(*) Neste período houve um aluno que não respondeu esta questão

Para uma melhor compreensão dos dados obtidos quando questionados
“Quando você quer procurar um assunto ou livro na Biblioteca qual o percurso você
realiza? Enumere em ordem crescente (1, 2 e 3)” as respostas serão expostas
pelos números. Explica-se que as opções para as respostas eram: (

) Procura no

Sistema de Automação da Biblioteca (SAB); ( ) Vai direto à estante; ( ) Pergunta
para a bibliotecária.
Nessa análise, os dados apresentados não apresentaram diferenciação
entre os períodos. Apesar de ter essa possibilidade a mesma não foi concretizada,
dessa forma, os dados foram demonstrados com a população total (78) dos
pesquisados.

�9

(3) (1) (2)

100%
80%
60%
40%
20%

(1) (3) (2)

60,26%
14,10%
8,98% 6,40%

(2) (1) (3)
(3) (2) (1)
5,12% 3,86%

0%

1,28%

(1) (2) (3)
(2) (3) (1)
(-) (1) (-)

Gráfico 4 - Percurso realizado quando o usuário de Enfermagem deseja
recuperar informações no acervo

A moda2 deste tópico é a seqüência 3, 1 e 2 o que corresponde em
primeiro lugar o usuário ir direto a estante, para depois pedir ajuda a bibliotecária e
por último buscar no SAB. Aqui, identifica-se a resposta de um dos primeiros
questionamentos observados sobre o mau estado de conservação do acervo, é a de
que o usuário não sabe onde se encontra ou se a biblioteca possui o material
desejado.
O hábito de ir diretamente à estante localizar o material desejado, sem
antes ter a certeza de que o material exista naquela biblioteca e que esteja
disponível para consulta/empréstimo, leva à busca aleatória pelo assunto e assim, à
perda de tempo na localização do material de interesse.
Sobre a finalidade das informações pesquisadas na biblioteca, o item
complemento dos conteúdos de aula, foi o que recebeu o maior número de
respostas, nos três primeiros períodos; a elaboração de trabalhos acadêmicos foi
citada como o segundo motivo e por último, vem o aprimoramento de atividades de
conhecimento diversos a sua área acadêmica.

2

Clegg (1995) explica que moda é o valor que se repete o maior número de vezes, num conjunto, isto
é, o mais freqüente.

�10

Respostas

1° período

2° período

3° período

4° período

23/32

9/14

14/15

9/17

21/32

7/14

14/15

12/17

10/32

2/14

10/15

8/17

0

1/14

0

1/17

Complemento dos
conteúdos das aulas
Elaboração dos trabalhos
acadêmicos
Aprimoramento de
conhecimentos diversos da
sua área acadêmica
Outras. Explique*

(*) Leitura de conhecimentos gerais.
(**) Este Quadro (2) possui a descriminação por período. Observa-se que os números apresentados
mostram as várias vezes em que esta opção foi escolhida visto que este item era de múltiplas
respostas juntamente com o número total de pesquisados nos respectivos períodos.

Quadro 2 – Finalidade das informações pesquisadas na Biblioteca**

Um dado concreto identificado foi a busca de informações apenas para
suprir as necessidades acadêmicas. Isto mostra que os alunos ainda estão restritos
em suas áreas específicas faltando a efetivação da visão holística do conhecimento
e de sua interação com os conhecimentos específicos apreendidos nos Cursos de
forma a compreender a realidade local, regional, nacional e mundial do contexto em
que todos estamos inseridos.

5 CONCLUSÃO
Conhecer melhor o público usuário de uma biblioteca é uma das
ferramentas mais importantes para a melhoria do desempenho dos serviços.
Com a experiência dessa fase piloto do projeto “Biblioteca na Sala de
Aula”, desenvolvido no curso de graduação em Enfermagem da UFMA, busca-se
estabelecer o programa de educação de usuários nas bibliotecas do NIB e
estabelecer uma parceria mais íntima entre a unidade de informação e usuários, em
seus interesses informacionais.
Com essa proximidade, muito salutar no ambiente acadêmico, se busca
estabelecer parcerias, da importância de preservação/conservação do patrimônio
público da biblioteca, com o manuseio mais adequado dos recursos disponíveis; e
ainda, uma relação de benefício entre as expectativas dos usuários e da unidade de

�11

informação. Pois como foi detectado, estes acreditam no valor da Biblioteca só que a
mesma, ainda, não está presente de forma ampla em seu cotidiano. Dessa forma, a
interação entre ambos é de fundamental importância e emergência a fim de agregar
valor ao mundo informacional disponibilizado aos usuários.

REFERÊNCIAS
CLEGG, Francês. Estatística para todos. Lisboa: Gradiva, 1995.
CÓRDOBA GONZÁLEZ, S. La formación de usuários com métodos participativos
para estudiantes universitários. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 1, p. 6165, jan./abr. 1998.
DIAS, M. M. K.; PIRES, D. Usos e usuários da informação. São Carlos: Edufscar,
2004.
OLIVEIRA, S. F. J. de. A contribuição dos esforços de educação de usuário para a
formação dos usuários de informação tecnológica. In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto Alegre. Anais...
Brasília: IBICT, 2006.

__________________
1
2

Suênia Oliveira Mendes, Universidade Federal do Maranhão, bibliosuenia@yahoo.com.br
Maria Rosivalda da Silva Pereira, Universidade Federal do Maranhão, rosivaldapereira@uol.com.br

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Formação de usuários na Biblioteca de Enfermagem. A “Biblioteca na Sala de Aula” é um projeto desenvolvido pela Biblioteca de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão com o objetivo de formar usuários aptos à utilização dos serviços e produtos e o uso consciente dos recursos da Biblioteca de Enfermagem. A pesquisa foi do tipo descritiva com abordagem quantitativa cujo tamanho amostral foi de 78 alunos no período de dezembro de 2006 a outubro de 2007. A maioria dos pesquisados veio de escolas privadas (75,6%) que possuíam bibliotecas (94,87%). Os alunos geralmente utilizavam livros próprios para realização das atividades no ensino médio; na graduação, 67,53% dos estudantes não utiliza o Sistema de Automação de Bibliotecas (SAB/UFMA), direcionando-se diretamente às estantes e sua finalidade na busca informacional na Biblioteca é para complemento dos conteúdos ministrados em sala de aula e/ou elaboração de trabalhos acadêmicos. Concluiu-se que a Biblioteca necessita estreitar sua relação com os usuários para seu melhor funcionamento.</text>
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A QUESTÃO DO ACESSO ABERTO EM PORTUGAL E NO BRASIL
MELO, L. B.1
SAMPAIO, M. I. C.2
PIRES, C.3

RESUMO
O Acesso Aberto ao conhecimento, cumprindo seu princípio de disponibilizar livre e
publicamente para que qualquer usuário faça leitura, download, cópia, impressão,
distribuição, busca ou o link com o texto completo de artigos, respeitado os direitos
legais de autoria, poderá, finalmente, aproximar os pesquisadores de países
distantes para uma cooperação internacional. Essa integração, certamente, resultará
em benefícios para todas as nações. Independentemente da realidade social e
cultural a maioria dos países ao redor do mundo sofre o problema da falta de
visibilidade do conhecimento gerado por seus pesquisadores. Objetivando discutir,
brevemente, sobre a importância do acesso aberto à informação este trabalho
apresenta um rápido panorama das ações levadas a cabo, em Portugal e Brasil,
para a promoção do conhecimento gerado nesses países. Projetos de Acesso
Aberto em Portugal e no Brasil são, cada vez, em maior número. No entanto,
aparecem em etapas de desenvolvimento diferenciadas. É importante estabelecer
parcerias e reunir esforços dentro do próprio país e, também, com parceiros de
outros países e aproveitar os recursos da Internet. Desses fatores irão emergir,
decerto, iniciativas de maior dimensão, com mais qualidade e otimização de custos.
Palavras-chave: Acesso Aberto. Produção científica. Promoção da Informação.

ABSTRACT
The purpose of this paper is to discuss and identify some benefits of Open access
(OA) initiatives in Portugal and Brazil. Open access is a powerful tool to promote
knowledge and means that any individual user, anywhere, who has access to the
Internet, may link, read, download, store, print-off, use, and data-mine the digital
content of a research article published in peer-reviewed journals. This article usually
has limited copyright and licensing restrictions. OA is an idea that might change the
publishing landscape to bring benefits to many researchers all over the world and to
approach them for international partnerships. That integration will result in benefits
for all the nations. Besides many countries have the problem of the lack of visibility of

�2

the knowledge generated by their researchers. There are a lot of important OA
initiatives in Brazil and Portugal. These initiatives appear in differentiated
development stages. It is very important to establish partnerships and to gather
efforts inside of the country and, also, with other countries to take advantage of the
internet resources. These issues will certainly lead to the emergence of larger
projects, with more visibility, quality and improvement of costs.
Keywords: Open Access. Scientific research. Scientific Information.

1 INTRODUÇÃO
O uso das tecnologias de informação e comunicação criou uma
extraordinária revolução no mundo da informação. Para os pesquisadores, os
editores, os bibliotecários e profissionais da informação a Internet surgiu como um
poderoso meio de acesso e disseminação do conhecimento técnico e científico.
A par de muitos países, Portugal e Brasil observaram na rede uma
oportunidade para, de acordo com as suas necessidades e recursos, dar a devida
visibilidade ao conhecimento gerado por seus pesquisadores e promover as citações
cruzadas entre autores em redor do mundo. O Acesso Aberto1 ao conhecimento, a
partir do seu princípio maior: disponibilizar livre e publicamente na Internet, de forma
a permitir a qualquer usuário a leitura, download, cópia, impressão, distribuição,
busca ou o link com o texto completo de artigos, bem como o uso para qualquer
outro propósito legal, funciona para aproximar os pesquisadores de países distantes
originando uma cooperação internacional que, certamente, resultará em benefícios
para todas as nações.
Este

texto

discute,

brevemente,

os

esforços

empreendidos

por

portugueses e brasileiros na promoção do Acesso Aberto ao conhecimento técnico
científico gerado por pesquisadores e profissionais dessas duas culturas.

1

Acesso Aberto é a designação utilizada por parte dos pesquisadores da comunidade lusófona para
identificar o fenómeno do Open Access (AO), em Portugal é utilizado o termo Acesso Livre derivado
da tradução francesa « Libre Accès ».

�3

2 CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO
Quando falamos de conhecimento estamos nos referindo a uma séria de
atividades que vão desde a geração do conhecimento puro (ciência) e aplicado
(tecnologia) até a capacidade de, a partir dele, produzir riqueza (inovação).
Entretanto, para esse conhecimento produzir riquezas precisa ser difundido e estar
acessível para as pessoas que dele quiserem se utilizar. O acesso ao conhecimento
proporciona o aumento da produtividade, levando ao desenvolvimento social e
econômico. Ao contrário, a exclusão informacional é a mais perversa de todos os
tipos de exclusão. Quando não possibilitamos o acesso à informação estamos
impedindo que as pessoas aprendam, transformem-se e produzam mais em seus
trabalhos. Pessoas ignorantes têm baixas aspirações, produzem pouco e o seu
consumo é limitado. Além disso, trabalham o mínimo necessário para suprir suas
necessidades básicas e não assumem riscos de empreendimentos individuais,
mantendo sempre a condição de subordinação, em uma total dependência do patrão
e do governo. (SOUZA; OLIVEIRA, 2006). Por outro lado, os indivíduos que têm
acesso à informação são capazes de compreender a importância da educação e
investem na sua formação, obtendo maiores opções de escolhas, aumentado sua
renda, consumindo mais, fazendo girar a economia e gerando riquezas, para si
próprios, e para o país. Nos países em desenvolvimento, ainda hoje, apesar dos
avanços tecnológicos, o acesso ao conhecimento está restrito à parcela mais rica da
população, assim, a minoria obtém os retornos que a educação possibilita.

3 O ACESSO ABERTO AO CONHECIMENTO E SUAS FERRAMENTAS
Os investimentos em geração de conhecimento trazem desenvolvimento
para o país. Entretanto, esse conhecimento só contribuirá efetivamente para os
avanços da sociedade se estiver disponível e acessível gratuitamente. Vale lembrar
que estamos falando de pouco dinheiro e uma grande quantidade de pessoas que
precisam aprender. Apesar dos esforços sempre envidados pelas bibliotecas para
garantir o acesso à informação ao maior número de usuários possível, o
conhecimento esteve restrito a uma parcela pequena da população até ao evento da
Internet. Nunca o mundo dispôs de um instrumento tão fantástico como a Internet.

�4

Nunca as bibliotecas contaram com uma ferramenta tão revolucionária para exercer
seu papel de provedoras de informação. O Manifesto da International Federation of
Library Association and Institutions (IFLA) declara em seus princípios que:
O livre acesso à Internet, oferecido pelas bibliotecas e serviços de
informação, contribui para que as comunidades e os indivíduos
atinjam a liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento.
As barreiras para a circulação da informação devem ser removidas,
especialmente aquelas que favorecem a desigualdade, a pobreza e
o desespero (IFLA, 2002).

Nos finais dos anos 90, tendo como principais metas a disseminação e o
acesso a baixo custo à informação técnica e científica, surgiram projetos válidos em
algumas universidades. As iniciativas que mais se destacaram foram o software
específico, de Acesso Aberto, para criação de arquivos de informação científica,
nomeadamente, o Eprints2 da University of Southampton, o DSpace de uma acção
conjunta entre as bibliotecas do Massachussets Institute of Technology (MIT) e a
HP-Labs e ainda o Fedora que surgiu de uma parceria da Cornell University
Information

Science

com

a

University

of

Virgínia

Library

(EUROPEAN

COMMISSION, 2006). Os repositórios que surgiram são de dois tipos:
•

Arquivos temáticos que armazenam coleções de pre-prints da mesma
área do conhecimento (exemplo: Física, Saúde, etc.); e,

•

Repositórios institucionais que preservam e disseminam a produção
científica produzida por uma dada instituição (teses, dissertações,
working papers, comunicações de conferências e artigos publicados).

Em 2001, a Open Archives Initiative3 cria a primeira versão do protocolo
OAI-PMH4 (Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting) que possibilita
a interoperabilidade entre os servidores que albergam os arquivos de acesso aberto.
O protocolo OAI-PMH vem possibilitar a partilha de dados entre repositórios digitais,
assente na troca de metadados XML, em formato Dublin Core.

2

Primeiro software criado para repositórios de literatura técnica e científica.
Disponível em: &lt;http://www.openarchives.org/&gt;. Acesso em 13 jun. 2008.
4
Disponível em: &lt;http://www.openarchives.org/pmh/&gt;. Acesso em 13 jun. 2008.
3

�5

Na última década, o Acesso Aberto tem vindo a conquistar uma posição
importante no âmbito da divulgação da Ciência e do Conhecimento, apesar dos
obstáculos que ainda existem a nível comercial, por parte de alguns editores e
associações científicas. Rodrigues (2004) afirma que a prova desse fato são os
inúmeros

documentos,

manifestações

de

interesse

e

iniciativas,

que

as

universidades, as sociedades científicas e as organizações governamentais de todo
o mundo, produziram em defesa do acesso aberto, nomeadamente, entre outros, a
Budapest Open Initiative5, em 2002, a Declaração de Princípios e Plano de Acção da
Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação da Organização das Nações
Unidas, em 2002, a Declaração de Berlim6 sobre o Acesso Aberto ao Conhecimento
nas Ciências e Humanidades, em 2003, a Declaration on Access to Research Data
From Public Funding7, aprovada por representantes ministeriais de 34 países da
OCDE (incluindo Portugal), em 2004.
Em 2006, o relatório “Study on the economic and technical evolution of the
scientific publication markets in Europe” (EUROPEAN COMMISSION, 2006) recomenda

que as instituições européias, que financiam projetos de investigação e
desenvolvimento, devem exigir que os artigos publicados no âmbito desses projetos
sejam arquivados em repositórios de Acesso Aberto após sua divulgação pública.
Recentemente, deparamos com afirmações animadoras sobre as
estimativas percentuais de literatura científica disponível em acesso aberto.
Rodrigues (2008) refere o estudo, realizado pelos filandeses Bo-Christer Björk,
Annikki Roos e Mari Lauri, “Global annual volume of peer reviewed scholarly articles
and the share available via different Open Access options”, que conclui:
Cerca de 8.1% está disponível através da designada via dourada,
através de revistas em acesso livre (4,6%), ou com embargos até um
ano (3,5%), e 11,3% através da designada via verde, através do
depósito de cópias dos artigos em repositórios (ou páginas
pessoais).

5

Disponível em: &lt;http://www.soros.org/openaccess/read.shtml&gt;. Acesso em 10 jun. 2008.
Disponível em: &lt;http://oa.mpg.de/openaccess-berlin/berlindeclaration.html&gt;. Acesso em 10 mai.
2008.
7
Disponível em: &lt;http://www.codataweb.org/UNESCOmtg/dryden-declaration.pdf&gt;. Acesso em 16
mai. 2008.
6

�6

4 A INFORMAÇÃO CIENTÍFICA EM PORTUGAL
Do ponto de vista histórico, inúmeras bibliotecas acadêmicas portuguesas
tiveram a sua origem a partir de uma unidade central, que posteriormente se
desdobrou em bibliotecas departamentais e/ou especializadas em função das
diversas áreas do conhecimento. Esse fenômeno surgiu da necessidade de
descentralizar os serviços e tornar a documentação mais acessível aos docentes e
pesquisadores de departamentos e laboratórios. Em países da Europa Central,
América, Austrália e Japão também se observou a criação de bibliotecas
departamentais, no entanto, não houve qualquer prejuízo para as grandes unidades
centrais de documentação. Sem graves problemas orçamentais, as bibliotecas
gerais universitárias, de países de maior desenvolvimento econômico e cultural,
puderam ver-lhes atribuídas boas instalações, situadas nos centros dos campus
universitários, e recheadas de ótimos equipamentos e coleções de publicações em
vários suportes (Melo, 2005). Em Portugal é bem evidente a distinção das
universidades mais antigas e de maior dimensão (Coimbra, Lisboa e Porto) que
apresentam os seus acervos repartidos pelos departamentos, e as universidades de
criação mais recente (Açores, Algarve, Aveiro, Beira Interior, Évora, Madeira, Minho
e Trás-os-Montes) onde existem serviços de documentação centralizados com
instalações dignas que armazenam valiosas e atualizadas coleções.
O advento das tecnologias para organização e recuperação da informação
teve grande impacto nas ações das bibliotecas, principalmente nas do ensino
superior. Em meados da década dos anos 80, as bibliotecas universitárias
portuguesas iniciam o processo de informatização, com a automatização dos seus
catálogos bibliográficos. Este processo teve a sua origem na divulgação do
Programa Mini-Micro CDS/ISIS pela Biblioteca Nacional (software cedido pela
UNESCO) e na cooperação com a PORBASE. A adesão das bibliotecas acadêmicas
foi total porque, ao elaborarem as suas bases de dados bibliográficos eletrônicos,
estavam simultaneamente criando, com a Biblioteca Nacional Portuguesa a Base
Nacional de Dados Bibliográficos.
No final da década de 90, com o rápido desenvolvimento tecnológico e o
crescimento da indústria da informação, nomeadamente, com o surgimento de
vários produtos em suporte digital (bases de dados bibliográficos e periódicos

�7

científicos em texto integral) surgiu a necessidade de implementar uma nova
dinâmica, que englobou várias questões, entre elas a formação a dois níveis:
formação de profissionais da informação e formação de usuários (GONÇALVES... et
al., 1993).
À escala mundial, a indústria da informação científica, devido ao seu
crescimento criou graves problemas nos orçamentos das bibliotecas acadêmicas.
Com a fusão de editoras e o aparecimento das empresas multinacionais, os custos
da informação científica tornaram-se insustentáveis. Para ultrapassar esta situação,
as palavras de ordem foram: cooperar, partilhar recursos, estabelecer novas
parcerias e criar medidas políticas apropriadas.
Às bibliotecas acadêmicas portuguesas que integravam grandes coleções
em suporte papel (bibliotecas tradicionais) foi acrescentado mais valor com a adição
das bibliotecas digitais. Esse processo, à semelhança do que aconteceu em muitas
bibliotecas em todo o mundo, realizou-se com a criação de um consórcio nacional,
em 1999. Na atualidade, os pesquisadores e os acadêmicos portugueses têm
acesso a informação científica de grande qualidade e em quantidade muito
apreciável no Consórcio Nacional da b-on – Biblioteca do Conhecimento On-line8
(COSTA, 2007).
Os bibliotecários portugueses acompanharam, desde logo, o movimento
mundial em favor do Acesso Aberto ao conhecimento científico. Eles envolveram-se
em ações para promover esta forma de disponibilizar informação técnica e científica
no País. Vários projetos surgiram -

merece especial destaque o Repositório

Institucional da Universidade do Minho, que recebeu a designação de RepositóriUM,
e foi disponibilizado publicamente em Novembro de 2003 (RODRIGUES, 2005). Este
projecto pioneiro é o que, na atualidade, apresenta um conteúdo com maior número
de documentos.
Em 2006, no decorrer da 2ª Conferência sobre Acesso Livre, organizada
pela Universidade do Minho, um conjunto de bibliotecários e técnicos superiores de
informação do ensino superior e de institutos de investigação e desenvolvimento do

8

Disponível em: &lt;http://www.b-on.pt&gt;. Acesso em 19 mai. 2008.

�8

Brasil, Portugal e Moçambique elaboraram o “Compromisso do Minho: compromisso
sobre o Acesso Livre à informação científica em Países Lusófonos” 9 .
Estes profissionais afirmam que “os países lusófonos constituem uma das
maiores comunidades lingüisticas do mundo” e que “ uma iniciativa integrada tem
mais

impacto

que

várias

iniciativas”.

Os

signatários

deste

testemunho

comprometem-se a promover, junto da tutela das instituições e organismos onde
desenvolvem atividade profissional, ações com o objetivo de criar projetos
integrados no âmbito do Acesso Aberto para maximizar o impacto global da
produção científica de expressão de língua portuguesa.
Nos últimos anos, inúmeras iniciativas foram desenvolvidas em Portugal.
No anexo A, apresenta-se uma listagem das mais divulgadas nos ambientes
acadêmicos. Faz-se constar o nome do projeto, a instituição a que pertence e o
URL.
Estes projetos de acesso aberto revelam uma grande diversidade em
tecnologias, conteúdos e dimensão. Existem repositórios que utilizam software
DSpace, Fedora e protocolo OAI-PMH, coleções digitais associadas a catálogos
eletrônicos do sistema ALEPH e outras plataformas de acesso aberto desenvolvidas
com múltiplas tecnologias (SEQUEIROS, 2007).
À semelhança da época da informatização dos catálogos de dados
bibliográficos, na década de 80, também nos últimos anos a Biblioteca Nacional
Portuguesa desenvolveu software que abrange simultaneamente a estruturação de
conteúdos, a produção de metadados, a publicação e a pesquisa de coleções
digitais. Santos (2007) explica que as ferramentas desenvolvidas pela Biblioteca
Nacional Digital10 (BND) encontram-se disponíveis “em livre acesso e código aberto,
para um conjunto de aplicações que possibilitam a colocação e a pesquisa em linha
de conteúdos digitais, nomeadamente a aplicação Papaia (Processamento de
Páginas Digitais), o sistema ContentE (Editor de Conteúdos Estruturados), o sistema
SECO (Serial COnverter) e o sistema MITRA para pesquisa de conteúdos”. Borbinha
(2007) adianta que no caso da BND todos os “objetos de preservação” estão
organizados de tal forma que cada um dá origem a uma pasta. Essa pasta contém
9

Disponível em: &lt;www.ibict.br/anexos_secoes/compromissoDoMinho.doc&gt;. Acesso em 19 mai. 2008.
Disponível em: &lt;http://bnd.bn.pt/&gt;. Acesso em 25 mai. 2008.

10

�9

todos os ficheiros com os conteúdos de informação, os respectivos metadados
estruturados, oferecendo a possibilidade de em qualquer instante se manusear o
conteúdo do documento. Este conjunto de ferramentas tem sido utilizado, quer por
universidades, quer por outras instituições, para organização de coleções digitais.
Iniciativa de Acesso Aberto que exibe enorme sucesso por funcionar em
parceria é o projeto SciELO (EUROPEAN COMMISSION, 2006). Este projeto pelo
seu notável valor será novamente referido no texto, neste momento, adianta-se que
Portugal participa com 19 títulos de periódicos científicos (SciELO Portugal, 2008).
No anexo A, além de iniciativas acadêmicas, referem-se coleções digitais
de instituições nacionais, serviços públicos jurídicos e da Rede de Conhecimento
das Bibliotecas Públicas. Existem bibliotecas digitais que se revelam fontes de
informação úteis na área do Direito. Há outras, que disponibilizam monografias,
periódicos e manuscritos dos séculos XVII a XIX, tornando-se fontes prestáveis para
o desenvolvimento de investigação na área das Ciências Sociais, nomeadamente,
na História e na Sociologia.
Vale, neste contexto, apresentar a produção científica Portuguesa, de
1996- 2007. Os dados de 1999-2006 foram obtidos do SClmago (2007) e os valores
de 2007 são de Gomes, Delerue-Matos, Nouws, Albergaria e Vieira (2008).
Produção Científica de Portugal 1999-2007

Número de Documentos

9000
8000
7000
6000
5000
4000
3000
2000
1000

19
96
19
97
19
98
19
99
20
00
20
01
20
02
20
03
20
04
20
05
20
06
20
07
*

0

Ano

* Os valores para o ano de 2007 são provisórios por estarem a
ser introduzidos diariamente novos documentos

Figura 1 – Gráfico da Produção Científica
Portuguesa de 1999 a 2007

A par de outros fatores (aumento do número de alunos de estudos pósgraduados e financiamentos em equipamentos e instalações para investigação) a

�10

conexão a informação científica, na Internet, vem contribuir para o acentuado
aumento de documentos publicados, a partir de 2003, como se ilustra na Figura 1.
Portugal na atualidade ocupa o 33º lugar no ranking do SCImago constituído por um
total de 205 países.

5 ENQUANTO ISSO NO BRASIL...
No Brasil, além das diferenças da educação entre a camada mais rica e a
mais pobre da população temos o problema das diferenças regionais, ou seja, o país
não se desenvolve da mesma forma nas várias partes de seu imenso território. As
regiões que investem mais em ciência e tecnologia vêm alcançando um grau de
desenvolvimento elevado, comparado com as demais do país onde não é possível o
mesmo investimento. Uma forma de minimizar os malefícios das disparidades
regionais é o investimento na difusão do conhecimento em que regiões com mais
estoques de conhecimento compartilhem seus produtos de informação com aquelas
menos favorecidas. Retirar o conhecimento das estantes das bibliotecas das regiões
privilegiadas do país, onde estão restritas a uma pequena parcela da população e
protegido pelo fantasma do direito autoral, tornando a informação em um bem
público, parece ser um grande passo rumo ao desenvolvimento nacional. Nos países
como o Brasil, com tradição no direito continental, os direitos autorais são
regulamentados como direito da pessoa, tendo um certo equilíbrio entre o direito
privado e o público, embora esse equilíbrio não seja o desejável. Craveiro, Machado
e Ortellado (2008) orientam que o Estado é o grande financiador da pesquisa
científica, da educação e da cultura no país e os recursos vêm diretamente do
contribuinte e explicam que
desde a década de 1960, o Estado estabeleceu uma política de
imunidade tributária à indústria do livro, tendo deixado de recolher,
apenas no ano de 2007, cerca de 1 bilhão de reais em tributos como
ICMS, Imposto de Importação, Imposto sobre Serviço, PIS e
COFINS/PASEP. Destinados a estimular e promover a educação e a
cultura, esses incentivos cumprem muito parcialmente o seu objetivo.
As restritas exceções e limitações da nossa lei de direitos autorais e
a ausência de políticas para o licenciamento livre de conteúdos
financiados com recursos públicos têm criado barreiras ao acesso
público à informação.

�11

Iniciativa, coroada de sucesso, ao reunir, organizar e disseminar
informação no ambiente virtual, partiu do Centro Latino-Americano de Informação
em Ciências da Saúde11 (BIREME) com a criação da Biblioteca Virtual de Saúde12
(BVS), no ano de 1998. Um ano antes, 1997, também sob a coordenação da
BIREME, nascia o modelo SciELO13 de publicação eletrônica que viria mudar,
definitivamente, o sistema de publicação científica e do qual falaremos mais adiante.
Com a instalação de seu primeiro terminal, em 1972, a BIREME entra
definitivamente no mundo da informação eletrônica, operando com a National Library
of Medicine14 (NLM) via Satélite Intersat, exercitando o que viria a ser na era da
informação: a rede das redes na área da saúde.
Atualmente, a BIREME, com seus nós em todos os países da América
Latina e em países da Europa e África, caracteriza-se pelo trabalho em rede e
operação de fontes de informação de acesso remoto, enfatizando, sobretudo, o
trabalho cooperativo.
A mais recente iniciativa sob a coordenação da BIREME é a Global Health
Library, cuja meta é promover o acesso democrático à informação científica em
saúde como condição essencial para o progresso da saúde15. Biblioteca Virtual em
saúde do Mundo conta com a coordenação do Brasil para o desenvolvimento e
operação da plataforma metodológica e tecnológica a partir da que opera a
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), amplamente disseminada na região da América
Latina e Caribe, que é mantida e desenvolvida pela BIREME e por uma rede de
desenvolvedores.

5.1 Visibilidade do conhecimento gerado no Brasil
O compromisso que pesquisadores, editores, bibliotecários e muitas
outras pessoas envolvidas com a geração e disseminação do conhecimento
assumiram a favor da promoção e divulgação da produção científica no Brasil é

11

Disponível em: &lt;http://www.bireme.br/bvs/bireme/homepage.htm&gt;. Acesso em 25 mai. 2008.
Disponível em: &lt;http://www.bireme.br/php/index.php&gt;. Acesso em 25 mai. 2008.
13
Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/?lng=pt&gt;. Acesso em 25 fev. 2008.
14
Disponível em: &lt;http://www.nlm.nih.gov/&gt;. Acesso em 25 mai. 2008.
15
Disponível em: &lt;http://newsletter.bireme.br/new/index.php?lang=pt&amp;newsletter=20080109#4&gt;
12

�12

louvável. Lutar para que o conhecimento gerado no país, e quiçá na América Latina,
esteja disponível e visível para um grande número de leitores e pesquisadores
ganha força na comunidade científica. Além da bandeira a favor da visibilidade da
"ciência perdida do terceiro mundo”, que Gibbs (1995) explorou com muita
propriedade, há um sentimento da necessidade de conscientização da comunidade
em prol da valorização da ciência construída nos países latino-americanos, uma vez
que grande parte dessa produção da região não está escondida por falta de
qualidade, mas simplesmente por dificuldades de acesso.
A realidade dos países em desenvolvimento, na América Latina e Caribe,
exige esforços para a construção de conhecimentos e práticas que possam
responder de modo adequado às necessidades e urgências da sociedade. As
dificuldades do acesso à informação e falta de visibilidade do conhecimento gerado
nos países pobres são atribuídas, muitas vezes, a pouca aceitação de suas revistas
nas bases de dados internacionais. De acordo com Oliveira (2005) Zimba e Mueller
(2004) definem visibilidade científica como “o grau de exposição e evidência de um
pesquisador ante a comunidade científica”. A autora explica que a “visibilidade
elevada ocorre quando os trabalhos e idéias do pesquisador se tornam acessíveis
de maneira fácil, o que aumenta as chances de que possam ser recuperados, lidos e
citados.”. Ferreira e Yoshida (2004) reconhecem que uma maior proporção de
trabalhos indexados não corresponde, necessariamente, a maior produção na área,
já que nem toda ela chega a ser submetida à indexação pelos editores, seja por não
atender aos critérios das bases de dados, ou porque não houve iniciativa ou
possibilidade por parte dos editores para fazê-lo. Os autores conferem que maior
visibilidade e acesso à produção poderiam ser provocados pela presença
significativa da produção científica nacional em bases de dados internacionais.
Gibbs (1995) no artigo Lost Science in the Third World, concluiu que 70% dos
periódicos latino-americanos não estavam incluídos em nenhuma base de dados, o
que condenava essas publicações a uma “existência fantasma”. Ainda sobre a
importância da indexação em bases de dados, Oliveira (2005) afirma que
A Internet tornou a pesquisa mais rápida e a informação acessível a
pessoas localizadas em diferentes partes do mundo, aumentando
ainda mais a importância da indexação dos periódicos em bases de
dados conceituadas em suas áreas de atuação.

�13

Mesmo contando com as facilidades da rede, os periódicos brasileiros
ainda apresentam uma baixa presença nas principais bases de dados. Uma
ilustração do quadro pode ser demonstrada considerando uma área que possui
muitas revistas publicadas no Brasil - a Psicologia.
A Tabela 1 apresenta um panorama dos 69 títulos de revistas avaliados
pela Comissão Editorial CAPES/ANPEPP (Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior/Associação Nacional de Pós-Graduação em Psicologia),
no ano de 2007, e suas indexações nas bases de dados reconhecidas pela área.
Consultando o Índex Psi Periódicos16 percebemos que a área publica correntemente
mais de 100 títulos, entretanto vamos nos deter aos títulos avaliados.
Tabela 1 – Número de Revistas de Psicologia Indexadas nas
Principais Bases de Dados da Área
Base de dados
Total de
indexadas

revistas

PsycInfo

Psicodoc

Scopus

LILACS

12

4

3

65

Não incluímos as bases de dados do ISI/Thomson por não indexar nenhuma revista brasileira de Psicologia

Dos 69 títulos avaliados no ano de 2007, apenas 12 são indexados na
principal base de dados indexadora da literatura psicológica PsycInfo. Desenvolvida
e mantida pela American Psychological Association (APA) a base de dados, que
inclui revistas desde o ano 1800, reúne publicações de todo o mundo. Psicodoc é
publicada pelo Colégio de Psicólogos de Madrid e inclui revistas, trabalhos
publicados de congressos e livros editados na Espanha e América Latina, desde
1975 até a atualidade e apresenta quatro títulos brasileiros. Lançada em 2004, pela
editora Elsevier, a base de dados de citações SCOPUS é outra importante fonte de
informação disponível para bibliotecários, cientistas da informação, editores e
pesquisadores que desejam recuperar e avaliar a literatura científica nas suas áreas
e indexa três títulos brasileiros da área de Psicologia. Criada em 1982 pela BIREME,
LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) é
produzida de forma cooperativa pelas instituições que integram a rede de
informação da BIREME, da qual a Rede de Bibliotecas da Área de Psicologia
(ReBAP) é membro ativo na indexação de revistas. A seleção de títulos LILACS da

16 Disponível em: &lt;www.bvs-psi.org.br&gt;. Acesso em 20 jun. 2008.

�14

Psicologia está vinculada à avaliação da CAPES/ANPEPP. O avanço que as
revistas da área vivenciaram nos últimos anos possibilitou o aumento expressivo de
títulos LILACS, culminando com os 65 títulos indexados no ano de 2007. Como
podemos observar, excetuando-se a LILACS, o número de revistas aceitas para
indexação nas principais bases de dados da área é reduzido. Retomando a
discussão anterior que a indexação em bases de dados estimula a visibilidade do
conhecimento publicado em revistas, que é o mais reconhecido instrumento para
registro e divulgação dos saberes, a Psicologia brasileira tem motivos de sobra para
se preocupar.
Meneghini (1998) comparou o conhecimento gerado no Brasil a um
iceberg, pois apenas uma pequena parte estava visível nas bases de dados
internacionais, sendo que mais de 80% permanecia escondido e sem visibilidade.
Dez anos depois, em relação à Psicologia, o panorama continua o mesmo. Foi
buscando mudar essa realidade que o SciELO (Scientific Electronic Library Online),
modelo de publicação eletrônica, foi desenvolvido. Em 1997, a BIREME, em parceria
com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) criou
uma plataforma para publicação de revistas eletrônicas que viria abalar o cenário
das publicações científicas. O projeto acompanhou as experiências internacionais
para publicações dessa natureza e, pela primeira vez, ofereceu uma solução para
medir o fator de impacto das revistas brasileiras, a partir do módulo de Bibliometria.
O SciELO conta hoje com coleções certificadas em oito países e, em
desenvolvimento, em mais cinco países da América Latina e Caribe, contabilizando
o total de 555 títulos acessíveis gratuitamente, vinte e quatro horas, sete dias por
semana, tornando-se uma das mais bem sucedidas iniciativas de acesso aberto.
A Psicologia entendeu que o modelo SciELO operou mudanças em
relação à falta de visibilidade do conhecimento gerado nos países em
desenvolvimento e adaptou a plataforma para a publicação de suas revistas. Assim,
no ano 2005, nasceu o Portal de Revistas Eletrônicas de Psicologia17 (PePSIC) que
começou como um projeto para o Brasil e foi ampliado para a América Latina, em
2006. O PePSIC publica revistas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica,
Cuba, México, Peru, Republica Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo a meta
17 Disponível em: &lt;http://scielo.bvs-psi.org.br/scielo.php&gt;. Acesso em 20 jun. 2008.

�15

publicar, ao menos, um título de cada país irmão. A próxima etapa é a promoção da
prática das citações entre os países da região, uma vez que observamos que os
autores desses países referenciam autores europeus e norte-americanos, porém
não citam os trabalhos dos seus colegas de região, que escrevem sobre os mesmo
problemas tratados em seus artigos.
A breve discussão demonstra que estamos trilhando o caminho certo, ao
desenvolvermos nossas próprias ferramentas para promover a visibilidade do
conhecimento gerado em nossa região. Como país emergente, o Brasil não pode
esquecer que por trás das bases de dados e das revistas internacionais está o jogo
de interesse comercial.
A Figura 2, ilustra o crescimento da produção científica brasileira, com
base SCImago, a partir do número de documentos publicados no período de 1996
até 2006.

SCImago. (2007). SJR — SCImago Journal &amp; Country Rank.
Retrieved June 16, 2008, from http://www.scimagojr.com

Figura 2 – Evolução do número de documentos
publicados no Brasil (1996-2006)

O gráfico demonstra que houve um expressivo crescimento do número de
publicações no Brasil nos cinco anos (2002-2006), o que explica o 18º lugar do país
no ranking do próprio SCImago.
O Portal de Periódicos, mantido pela CAPES,
oferece acesso aos textos completos de artigos de mais de 12.365
revistas internacionais, nacionais e estrangeiras, e 126 bases de
dados com resumos de documentos em todas as áreas do
conhecimento. Inclui também uma seleção de importantes fontes de
informação acadêmica com acesso gratuito na Internet. O uso do

�16

Portal é livre e gratuito para os usuários das instituições
participantes. O acesso é realizado a partir de qualquer terminal
ligado à Internet localizado nas instituições ou por elas autorizado.18

e é aclamado como um dos grandes responsáveis pelo avanço da pósgraduação no país, comprovando que a informação é a grande promotora das
mudanças.
Como afirmam Pinto e Andrade (1999)
Tradição científica exige tempo, e uma nação como o Brasil onde a
atividade científica é recente e a pós-graduação só há pouco tempo
começa a se consolidar, (...) se abrir mão de sua independência
científica trilhando o caminho da imitação, ao invés de construir sua
própria história de desenvolvimento, estará condenada ao
subdesenvolvimento eterno.

O Projeto de Lei Nº 1120, de 2007, de autoria de Rodrigo Rollemberg,
considera que a concentração de conhecimento gerado nos países localizados no
hemisfério norte, além dos altos custos de manutenção das publicações periódicas,
gera um novo fenômeno chamado de “exclusão cognitiva” e propõe que
instituições de ensino superior de caráter público, assim como as
unidades de pesquisa, ficam obrigadas a construir os seus
repositórios institucionais, nos quais deverão ser depositados o
inteiro teor da produção técnico-científica conclusiva do corpo
discente, com grau de aprovação, dos cursos de mestrado,
doutorado, pós-doutorado ou similar, a produção técnico-científica
conclusiva do corpo docente dos níveis de graduação e pósgraduação, assim como a produção técnico-científica, resultado das
pesquisas realizadas pelos seus pesquisadores e professores,
financiadas com recursos públicos, para acesso livre na rede mundial
de computadores.19

O momento reclama por atitudes pró-ativas em prol do favorecimento da
visibilidade do conhecimento gerado no país e nós, trabalhadores da ciência, temos
que ser incansáveis na luta pela promoção do nosso bem maior: o saber.

18

Disponível em:&lt;http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp&gt;. Acesso em: 10 jun. 2008
Disponível em: &lt;http://www.ici.ufba.br/twiki/bin/view/GEC/AchadosRodrigoRollemberg&gt;. Acesso em 20
jun. 2008

19

�17

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Globalmente, verificamos que esforços estão sendo efetuados no sentido
de tornar o conhecimento disponível e visível para todos. Projetos de Acesso Aberto
em Portugal e no Brasil são, cada vez, em maior número. No entanto, aparecem em
etapas de desenvolvimento diferenciadas, que são as seguintes: período de tempo
de existência; tecnologias utilizadas (plataformas, harvesting e recolha de dados); e,
quantidade de conteúdos. Mas há boas notícias - Google e Yahoo têm indexado
metadados de vários arquivos e servidores, facilitando o acesso a esses conteúdos.
É importante estabelecer parcerias e reunir esforços dentro do próprio país e,
também, com parceiros de outros países. Desses fatores irão emergir, de certo,
iniciativas de Acesso Aberto de maior dimensão, com mais qualidade e otimização
dos custos.
A tecnologia aproxima pessoas e possibilita a cooperação internacional,
como é caso desse trabalho, onde as autoras estão em Portugal e Brasil e se
encontram na rede para uma cooperação frutífera. Assim, iniciativas de Acesso
Aberto como - repositórios institucionais, bibliotecas virtuais, periódicos com texto
completo de acesso livre são todas muito bem-vindas e devem ser estimuladas,
principalmente por aqueles profissionais que têm na informação a razão de existir do
seu labor.

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NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALISTAS, 9,
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�18

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&lt;http://dici.ibict.br/archive/00000577/01/Sociedade_do_conhecimento,_pol%C3%ADt
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�19

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&lt;http://cibertecario02.blogspot.com/2008/04/estimativa-da-percentagem-daliteratura.html&gt;. Acesso em 7 mai. 2008.
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&lt;http://www.softwarelivre.gov.pt/boas_praticas/mc/swmc/document_view . Acesso
em 16 mai. 2008.

�20

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Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais - Observatório da Ciência e do
Ensino Superior - Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, 2008 .
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Acesso em: 24 abr. 2008.
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Disponível em: &lt;http://eprints.rclis.org/archive/00008309/01/eLIS.pdf&gt;. Acesso em
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2006. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/1127/1570&gt;. Acesso em
09 de jun. 2008.

__________________
1

Luiza Baptista Melo, Bibliotecária, Departamentos de Botânica e Matemática Aplicada, Faculdade de
Ciências, Universidade do Porto, Investigadora do CIDEHUS da Universidade de Évora, Portugal,
lbmelo@fc.up.pt.
2
Maria Imaculada Cardoso Sampaio, Bibliotecária, Biblioteca Dante Moreira Leite/Coordenação da
BVS-Psi, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, Brasil, isampaio@usp.br.
3
Cesaltina Pires, Professora Associada com Agregação, Departamento de Gestão, Universidade de
Évora, Portugal, cpires@uevora.pt.

�21

ANEXO A
Tabela 2 - Projectos e Iniciativas de Acesso Aberto em Portugal

(continua)

Nome do Projecto

Instituição

URL

Arquivo Maria de Lourdes Pintasilgo

Fundação Cuidar o Futuro

http://www.arquivopintasilgo.pt/MLP/

Bases Jurídico-Documentais

Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça - Ministério da
Justiça

http://www.dgsi.pt/

Biblioteca Antiga Digital

Universidade Aberta

http://www.univ-ab.pt/bad/

Biblioteca Digital Ardies

Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

http://www.fd.unl.pt/ConteudosAreas.as?Area=BibliotecaDigital

Biblioteca de Arte da Gulbenkian

Fundação Calouste Gulbenkian

http://www.biblartepac.gulbenkian.pt/ipac20/ipac.jsp?session=R1618J7087R03.32054&amp;profile=ba&amp;menu=tab13&amp;ts=1161857087265#focus

Biblioteca Digital Camões

Instituto Camões

http://www.instituto-camoes.pt/cvc/bdc/index_arte.html

Biblioteca Digital da Faculdade de Direito

Universiade de Coimbra

http://bibdigital.fd.uc.pt/

Biblioteca Digital da Faculdade de Letras

Universidade de Lisboa

http.://www.fl.ul.pt/biblioteca/biblioteca_digital.html

Biblioteca Digital da Imprensa Periódica
Vilacondense

Biblioteca Municipal José Régio - Vila do Conde

http://www.bm-joseregio.com/periodicos/

Biblioteca Digital do Alentejo (BDA)

Fundação Alentejo - Terra Mãe

http://www.bdalentejo.net/

Biblioteca Digital do IPP - DigIPP

Biblioteca Central do Instituto Politécnico do Porto

http://ipac.sc.ipp.pt:81/ipac20/ipac.jsp?session=X19626955J84L.962&amp;profile=ippbc&amp;menu=tab41&amp;ts=1196269556926#

Biblioteca Geral Digital

Universidade de Coimbra

http://web.bg.uc.pt/BibliotecaDigital/

BibRia: Biblioteca Digital Municípios da Ria de
Aveiro

Consórcio das Camaras Municipais de Aveiro, Oliveira do Bairro e
Ovar

http://bibria.cm-aveiro.pt/Forms/Highlights.aspx

BN Digital

Biblioteca Nacional de Portugal

http://bnd.bn.pt/

Boletim / Gazeta Jurídica / Revista

Ordem dos Advogados

http://www.oa.pt/Conteudos/Arquivo/lista_artigos.aspx?idc=30777&amp;idsc=20018

BPMP DIGIT@L- Biblioteca/Repositório Digital

Biblioteca Pública Municipal do Porto

Projecto em curso a disponibilizar via WWW no último trimestre de 2008 (COSTA, 2008)

Centro do Conhecimento dos Açores-Biblioteca
Digital

Direcçaõa Regional da Cultura - Governo dos Açores

http://pg.azores.gov.pt/drac/cca/edicoes/introducao.aspx

Conferences - ISCTE

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa

https://publicacoes.iscte.pt/

Conteúdos de cidadania na Internet

Fundação Mário Soares

http://www.fundacao-mario-soares.pt/arquivo_biblioteca/default.asp

Diário da República Electrónico

Imprensa Nacional Casa da Moeda

http://dre.pt/gratis/historico/diplomasmenu.asp

�22

Tabela 2 - Projectos e Iniciativas de Acesso Aberto em Portugal
Nome do Projecto

Instituição

URL

Dited - Depósito de Dissertações e Teses Digitais

Biblioteca Nacional de Portugal

http://dited.bn.pt

Espaço Electrónico de Engenharia em Portugal

Universidade do Porto - Faculdade de Engenharia

http://biblioteca.fe.up.pt

Fundo Antigo da Faculdade de Ciências

Universidade do Porto

http://www.fc.up.pt/fa/

Hemeroteca Digital

Câmara Municipal de Lisboa

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/

Journals - ISCTE

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa

https://conferencias.iscte.pt/

Memória de Áfica Digital

Fundação Portugal África

http://memoria-africa.ua.pt/Digital_Coleccoes.aspx

PAM - Portuguese Archive of Mathematics

Centro de Estudos em Optimização e Controlo Universidade de
Aveiro

http://ceoc.mat.ua.pt/dspace/

Papadocs

Universidade do Minho - Departamento de Sistemas de Informação

http://papadocs.dsi.uminho.pt

Repositório Científico da Universidade de Évora

Universidade de Évora

http://dspace.uevora.pt:8080/otic/

Repositório da Universidade do Porto

Universidade do Porto

http://repositorio.up.pt/dspace/

Repositório do ISCTE

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa

https://repositorio.iscte.pt/

Repositório e-learning

Universidade de Minho e TecMinho

http://e-repository.tecminho.uminho.pt

RepositóriUM

Universidade do Minho

http://repositorium.sdum.uminho.pt/

RODA - Repositório de Objectos Digitais
Autênticos

Direcção-Geral de Arquivos

http://roda.iantt.pt/

Projecto TT Online

Direcção-Geral de Arquivos (DGARQ)

http://ttonline.iantt.pt/

SciELO Portugal

Observatório da Ciência e do Ensino Superior ( Portugal)

http://www.scielo.oces.mctes.pt

SinBAD

Universidade de Aveiro

http://sinbad.ua.pt

Tesouros da Torre do Tombo

DGARG - Direcção Geral de Arquivos

http://ttonline.iantt.pt/tesouros.htm

Wildlife Biology in Practice

SPVS (Portuguese Wildlife Society)

http://www.socpvs.org/

Wildrepositorium

SPVS (Portuguese Wildlife Society)

http://www.socpvs.org/journals/index.php/wbp

(conclusão)

�</text>
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              </element>
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    <collection collectionId="30">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46949">
                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
                </elementText>
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            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="46950">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46951">
                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
                </elementText>
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                <text>O Acesso Aberto ao conhecimento, cumprindo seu princípio de disponibilizar livre e publicamente para que qualquer usuário faça leitura, download, cópia, impressão, distribuição, busca ou o link com o texto completo de artigos, respeitado os direitos legais de autoria, poderá, finalmente, aproximar os pesquisadores de países distantes para uma cooperação internacional. Essa integração, certamente, resultará em benefícios para todas as nações. Independentemente da realidade social e cultural a maioria dos países ao redor do mundo sofre o problema da falta de visibilidade do conhecimento gerado por seus pesquisadores. Objetivando discutir, brevemente, sobre a importância do acesso aberto à informação este trabalho apresenta um rápido panorama das ações levadas a cabo, em Portugal e Brasil, para a promoção do conhecimento gerado nesses países. Projetos de Acesso Aberto em Portugal e no Brasil são, cada vez, em maior número. No entanto, aparecem em etapas de desenvolvimento diferenciadas. É importante estabelecer parcerias e reunir esforços dentro do próprio país e, também, com parceiros de outros países e aproveitar os recursos da Internet. Desses fatores irão emergir, decerto, iniciativas de maior dimensão, com mais qualidade e otimização de custos.</text>
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HEMEROTECA DIGITAL TEMÁTICA:
socialização da informação em cinema
MEDEIROS, R.1
MELO, E. S. F.2
NASCIMENTO, M. S.3

RESUMO
Apresenta a criação de uma Hemeroteca Digital sobre cinema. Um corpora
documental constituído de 180 artigos de jornais impressos, cujo acervo pertence à
Seção de Coleções Especiais, da Biblioteca Central Zila Mamede da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tornou-se objeto desse estudo. Essa
documentação retrata a história do cinema em âmbito nacional e internacional,
referente ao período de 1959 a 1990. Durante esse processo investigativo, tornou-se
possível identificar a falta de tratamento técnico desse material informacional. Com
isso, o seu objetivo principal foi tratar documentariamente esse artigos para
elaboração e recuperação de informações, tanto do material impresso quanto o de
conteúdo digital, com vistas a sua visibilidade e disponibilização na internet. A
pesquisa foi desenvolvida no período de agosto de 2007 a junho de 2008. Sua
metodologia foi constituída dos seguintes processos: seleção, representações
descritiva e temática, digitalização, tratamento de imagens e inserção dos dados no
sistema automatizado ALEPH. Com isso os principais resultados obtidos foram:
tratamento dessa coleção, visibilidade, acesso e possibilidade de recuperação,
preservação através da sua disponibilização em formato digital, permitindo assim
uma grande circulação desse material, independente do lócus geográfico onde se
localiza a demanda de informação nesse campo do saber. Ademais, o seu principal
resultado foi a própria criação de uma fonte de informação digital. Portanto, esse
estudo contribuiu, fundamentalmente, para a organização de informação e pesquisa
em cinema, por meio desses resultados estruturantes que permitiram a difusão e
recuperação dessa documentação em dois formatos: impresso e o digital.
Palavras-chave: Hemeroteca digital. Cinema. Comunicação.

�2

ABSTRACT
This work deals with the creation of a newspaper library on cinema. It has 180 printed
newspaper articles that belong to Special Collections of the Zila Mamede Central
Library at the Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). This
documentation retreats the national and international story of cinema related to the
period between 1959 to 1990. During this investigative process it was possible to
identify the lack of technical treatment towards this kind of informational material.
Thus, this work aims to treat this collection, either printed or digital, so information
retrieval and its visibility through the Internet is possible.The research was developed
from August of 2007 to July 2008. The methodology was selection: descriptive and
thematic representation, digitalization, image treatment as well as data input in the
ALEPH library software. The main results obtained were: collection treatment,
visibility, access and information retrieval possibility. The collection also permits
preservation once it is in digital format and is an information font, making its
circulation wider (digital and printed) independently of the geographical place of the
information demand in the area. Thus, this study fundamentally contributes for the
organization information related to the cinema subject.
Keywords: Newspaper Digital Library. Cinema. Information Socialization

1 INTRODUÇÃO
Durante a Segunda Guerra Mundial a produção cientifica e técnica se deu
de forma exponencial, cujo resultado acarretou no acúmulo de informação. Com o
pós-guerra, identificou-se o grande registro dessas informações, até então, mantido
em sigilo. E, ainda, a necessidade de que toda essa gama informacional seja
disponibilizada para a sociedade, independente do lócus geográfico. Assim, diante
do fenômeno da explosão informacional têm-se questionado, a partir desse período,
o modo de organização, disponibilização e recuperação dessas informações.
A partir disso, se inicia uma preocupação com as técnicas de
processamento, armazenamento e recuperação da informação. Nesse sentido,
surgiu uma proposta fundamental que viabilizasse o processo de tratamento e
recuperação da informação dessa natureza, como exemplo, o Memory Extension
(Memex) de Vannevar Bush. Este, por conseguinte, apontou para a utilização do
aparato tecnológico para a documentação e a sua recuperação. (OLIVEIRA, 2005).
Então, com a evolução da sociedade e as suas conseqüências surge, no
âmbito da documentação, a necessidade premente de novos conhecimentos que
incorporassem a informação como objeto de discussão e, notadamente, de ordem

�3

teórico-conceitual. Nesse sentido, surge a Ciência da Informação como uma
disciplina científica que privilegia sobremaneira a geração, difusão e recuperação da
informação e, ainda, por meio do uso das tecnologias de informação.
Na incursão pela literatura, tornou-se evidente uma vasta terminologia que
tende caracterizar a sociedade atual, ou seja, Sociedade da Informação, Sociedade
do Conhecimento, Sociedade Tecnotrônica, Era Informacional ou, ainda, Era Digital.
Nesse contexto, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) têm
contribuído fundamentalmente para o tratamento, armazenamento, preservação,
visibilidade e recuperação da informação, bem como a democratização do acesso e
uso da Informação (TAKAHASHI, 2000).
Diante disso, as bibliotecas universitárias emergem nesse contexto como
um espaço privilegiado de produção, transferência e recuperação da informação,
sobretudo, a técnico-científica. Com isso, assumem um papel de grande importância,
ou seja, criar novos produtos e serviços de informação evidenciando o uso das TICs
para promover o acesso aos seus acervos em tempo real.
Desde logo, a Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (UFRN), Zila Mamede, ao perceber os avanços dessa sociedade, tem
buscado de forma incessante, modos alternativos de gerar conteúdos digitais.
O acervo da Seção de Coleções Especiais, que é diretamente relacionada
à Divisão de Apoio ao Usuário (DAU), se constitui de materiais informacionais
especiais. Então, ao se identificar à importância de uma parte desse acervo – artigos
de periódicos sobre cinema – percebeu-se a necessidade de dar um tratamento
técnico que desse visibilidade a essa importante massa documental, haja vista que a
mesma se encontrava apenas armazenada e sem grande visibilidade e acesso.
Entretanto, trata-se de um acervo que contém um caráter também memoriográfico.
Por

isso,

buscou-se

um

tratamento

documental

que

possibilitasse

seu

armazenamento, conservação, preservação, difusão, acesso e uso.
Torna-se oportuno destacar, que o acervo dessa Seção é formado por
periódicos, coleção de autores norte-riograndense, coleção da UFRN, coleção Zila
Mamede, coleção acadêmica, eventos, folhetos, obras raras, multimeios e coleção

�4

cinema. Esse último é objeto desta investigação por se tratar de um acervo
especializado e relevante. Este, por conseguinte, é formado de livros, periódicos,
dentre outros. No que concerne aos periódicos sobre a temática cinema, esses
datam de 1919 a 2002, enquanto que os recortes de jornais são de 1959 a 1990.
Com isso, o propósito deste trabalho foi investigar sobre a possibilidade de
criar uma hemeroteca digital temática, cujo objetivo foi tratar parte dessa
documentação - artigos de jornais e revistas - na área de cinema, com vistas a sua
disponibilização e a sua recuperação na Internet.
Para

tanto,

tornaram-se

imprescindíveis

os

questionamentos

que

nortearam o desenvolvimento deste estudo, ou seja: Em que medida tornar-se-ia
possível o tratamento dessa documentação especializada? Como seria possível a
geração de um produto de informação digital que contribuísse para o processo de
ensino-aprendizagem e de difusão na Internet?
Considerando que este trabalho tratou de um projeto piloto, o corpora
documental, atualmente trabalhado, se constitui apenas de artigos de jornais e
revistas, tanto de caráter local quanto nacional. Dentre esses se destacaram: Folha
de São Paulo, O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, A República, Correio do
Povo, O Poti, O Diário de Pernambuco, Diário de Natal e Tribuna do Norte, O Globo,
Correio Braziliense, Isto é, Gazeta de notícias e Veja. Os recortes de jornais dos
referidos periódicos datam de diversos momentos do século XX, respectivamente,
anos de 1959 a 1990 e, ainda, meados do século XXI.
Deste modo, foi necessário o uso de alguns procedimentos de ordem
teórico-metodológica que possibilitassem a elaboração de uma ferramenta que
privilegiasse o acesso a essa coleção. Isto posto, pela fundamental importância da
coleção, bem como pela criação de conteúdos digitais a partir desses textos
jornalísticos.
Então, no intuito de desenvolver essa ferramenta de pesquisa, ou seja,
Hemeroteca Digital sobre Cinema, foram adotados os seguintes procedimentos
metodológicos: seleção, catalogação no sistema Automated Library Expandable
Program (ALEPH 500), uso de linguagem documentária, digitalização dos artigos,
tratamento da imagem e disponibilização em rede. Esses procedimentos se

�5

adequaram à natureza desse tipo de material, ou seja, o texto jornalístico.
Portanto,

presumiu-se

que

o

tratamento

dessa

documentação

possibilitasse a disponibilização dos artigos de jornais e revistas na rede mundial de
computadores,

favorecendo

o

acesso

democrático

e

a

socialização

da

informação/conhecimento, em especial, na área de cinema.
Então, no sentido de elucidar a importância dessa Nova Era e a sua
articulação com o processo de produção da informação, enfoca-se a seguir aspectos
inerentes à Sociedade da Informação.

2 A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
De modo geral, o Programa Sociedade da Informação tem sido
evidenciado, notadamente, com o processo de globalização. Por isso, foi
desenvolvido com o objetivo de lançar políticas de desenvolvimento nas diversas
áreas do conhecimento e em diversos países do mundo.
No Brasil, nas duas últimas décadas, discute-se o papel da informação
como um insumo para geração do conhecimento, bem como elemento estratégico
para tomada de decisão. Com isso, emergem programas e projetos que têm
contemplado a informação enquanto elemento de medida das organizações.
No caso brasileiro, o programa partiu da iniciativa do Ministério da Ciência
e Tecnologia (MCT) em 2000 e buscou contribuir de forma efetiva para:
-

-

a construção de uma sociedade mais justa, em que sejam
observados princípios e metas relativos à preservação de nossa
identidade cultural, fundada na riqueza da diversidade;
a sustentabilidade de um padrão de desenvolvimento que
respeite as diferenças e busque o equilíbrio regional [...].
(TAKAHASHI, 2000, p. 6)

Ainda de acordo com esse Programa que objetiva também integrar,
coordenar e fomentar ações para a utilização de Tecnologia de Informação e
Comunicação (TIC) promove a inclusão social de todos os brasileiros e assim ter
uma economia competitiva no mercado globalizado.

�6

Com a globalização do mercado, o produto intelectual passa por diversos
processos de mudanças. Isso se dá em função da TIC ter propiciado um grande
número de informação circulando pela internet e mídias eletrônicas.
No tocante aos aspectos de geração de conteúdos e da regionalização
brasileira discutidos no ‘Livro Verde’ afirma-se que:
[...] a maior parte dos conteúdos nacionais são produzidos nas
grandes cidades e nas corporações localizadas no Centro-Sul do
País, o que remete para a necessidade de se incentivar a produção
de conteúdos que expressem a cultura de diversas regiões, bem
como daqueles que se identificam por área de interesse profissional
[...] e até mesmo de caráter alternativo. (TAKAHASHI, 2000, p. 63)

Logo, pautado nessas premissas, essa instituição buscou produzir uma
fonte de informação alternativa para disponibilizar esse acervo para acesso na
Internet e, ainda, de modo presencial. Pois, ao organizar esse conteúdo em formato
impresso e, ainda em digital, a Biblioteca Central Zila Mamede possibilitou a
disponibilização e o acesso à informação de modo democrático, onde todos terão
livre acesso a essa informação.
Nesse sentido, Carvalho (2004, p. 22) afirma que:
[...] as bibliotecas universitárias federais brasileiras devem se
revestir como catalizadoras, como espaço de comunicação
pedagógica para promover a cooperação entre pessoas e grupos,
canalizando o potencial das tecnologias da informação e
comunicação no sentido de acelerar a socialização do conhecimento
estocado em seus ambientes quer no tradicional, quer no virtual [...].

No que diz respeito às informações que circulam na rede Takahashi (2000,
p. 8) afirma que: “passa a ser um indicador da capacidade de influenciar e de
posicionar as populações no futuro da sociedade”.
Deste modo, vê-se a necessidade de aumentar tanto a quantidade como a
qualidade desses conteúdos informacionais que circulam na rede nacional.
Assim, tendo como base o contexto da política desenvolvida pelo
Programa Sociedade de Informação, a BCZM buscou a possibilidade de promover o
tratamento, a disponibilização e o acesso a uma hemeroteca digital temática, com a
finalidade de democratizar o acesso e uso da informação especializada.

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Na perspectiva de melhor compreender a temática cinema, faz-se em
seguida uma breve abordagem conceitual.

3 CINEMA: uma base conceitual
A arte cinematográfica possibilita em termos visuais representar, por meio
da mensagem fílmica, os movimentos das formas de vida.
De acordo com Morais (2007, p. 9 ) o cinema é definido “[...] como um
sistema de imagens em movimento”, e pode ser considerado como um meio de
comunicação

que

causou

grande

impacto

na

sociedade

do

século

XX,

revolucionando o conceito da arte.
Por isso, essa arte é um instrumento que traduz “manifestações em
diferentes momentos históricos como forma de expressão e comunicação”
(MORAIS, 2007, p. 9).
Com isso, reflete comportamentos, valores e ideologias de uma
determinada sociedade, em um determinado período histórico. Pois, o seu
significado social “e seus efeitos supõem uma revolução na concepção da arte e da
cultura em geral: o progresso conseguido através da reprodução da obra de arte
tirou-a do terreno do sagrado, da elite, e tornou-a acessível às massas”.
(FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, 1987, p.187).
Na discussão acerca dos tempos do cinema, enquanto importante
referência cultural os autores Silva; Chaves (2006, p. 14) afirmam que:
O florescer da cultura cinematográfica significou a formação
continuada de fazedores de filmes (diretores, atores,
técnicos
etc.), o crescimento de setores especializados da imprensa e de
outras áreas da cultura (universidades, bibliotecas, cinematecas,
museus), dedicados ao noticiário, à preservação e à exegese das
obras e um saber disseminado entre apreciadores [...].

Diante disso, ressalta-se o valor histórico da arte do cinema e,
conseqüente mente, da documental, visto que o próprio filme, os estudos e
documentos que fazem análise sobre o seu conteúdo, são de mera importância em
estudos históricos. Desse modo, observou-se à importância da temática cinema

�8

como fonte de informação e estudo em várias áreas das ciências sociais e humanas,
especialmente, na História, nas Ciências Sociais e na Arte.
Assim, passa-se então a apresentação de aspectos sobre uma
hemeroteca.

4 HEMEROTECA: do formato impresso ao digital
No contexto documental, uma hemeroteca se constitui como uma fonte de
informação alternativa, seja impressa ou digital.
De acordo com Buonocore (1976) hemeroteca é um termo de origem
grega, onde heméra significa “dia” e théke, significa “depósito” ou “coleção”.
Para Ferreira (1986, p. 886) o termo hemeroteca significa “seção das
bibliotecas em que se colecionam jornais e revistas”.
Diante do exposto, entende-se que hemeroteca refere-se a um acervo de
jornais e revistas, de modo que apresente uma determinada organização técnica
que facilite o processo de busca e recuperação da informação.
No seu processo organizacional, faz-se uso de técnicas documentárias
como, por exemplo, a indexação de assunto, tanto de modo genérico, quanto
específico.
Geralmente, o arranjo de uma hemeroteca impressa é feito por assunto ou
título, e seu armazenamento é realizado em pastas suspensas ou em caixas arquivo,
podendo também passar por uma encadernação (OLIVEIRA, 2005). Esse tipo de
hemeroteca exige bastante espaço por parte das bibliotecas ou centros de
documentação, o que pode torná-la inviável para a instituição.
Deste modo, justificou-se o desenvolvimento de uma hemeroteca digital na
Biblioteca Central Zila Mamede, uma vez que foi identificada uma brecha digital
nesse espaço institucional.
Segundo Fernandes e Ferreira Júnior ([200_?], p. 37) “o conceito de

�9

hemeroteca digital não foge ao atribuído às hemerotecas tradicionais. Estas apenas
diferem na forma de armazenamento, ou seja, do armazenamento físico para o
digital”. Este tipo de hemeroteca possibilita o armazenamento e o tratamento do
conteúdo de forma digital, facilitando sobremaneira o acesso e uso dessas
informações, independente de onde surja à demanda de informação.
Com a digitalização do conteúdo informacional encerra-se, de certa forma,
a problemática do armazenamento, uma vez que não se torna mais necessário o
dispêndio de um determinado espaço físico para a sua disponibilização. Assim
como, facilita também a comunicação à medida que possibilita a transmissão de
dados em tempo real, pois o suporte de veiculação é a rede mundial de
computadores.
Nesse

sentido,

Lévy

(2000

apud

MONTEIRO,

2007),

conceitua

ciberespaço como um “[…] espaço de comunicação aberto pela interconexão
mundial dos computadores e das memórias dos computadores. E, complementa
ainda que:
Essa definição inclui o conjunto dos sistemas de comunicação
eletrônicos (aí incluídos os conjuntos de rede hertzianas e
telefônicas clássicas), na medida em que transmitem informações
provenientes de fontes digitais ou destinadas à digitalização. Insisto
na codificação digital, pois ela condiciona o caráter plástico, fluido,
calculável com precisão e tratável em tempo real, hipertextual,
interativo e, resumindo, virtual da informação que é, parece-me, a
marca distintiva do ciberespaço. Esse novo meio tem a vocação de
colocar em sinergia e interfacear todos os dispositivos de criação de
informação, de gravação, de comunicação e de simulação. A
perspectiva da digitalização geral das informações provavelmente
tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e suporte de
memória da humanidade a partir do próximo século.

Conforme premissa acima, o processo de digitalização desenvolvido por
este trabalho viabilizará a disponibilização dos artigos de jornais sobre cinema no
ciberespaço.
No caso específico deste estudo, a indexação dos artigos de jornais foi
feita por meio de instrumentos teórico-metodológicos e à luz da Análise
Documentária. Conseqüentemente, fez-se uso do processo de leitura para fins
documentários e, ainda, de Linguagem Documentária (LD). Isto se deu em função
da necessidade de dispor uma informação qualitativa. Pois, para Cintra et al. (2002,

�10

p. 34-35) as linguagens documentárias são:
[...] construídas para a indexação, armazenamento e recuperação
da informação e correspondem a sistemas de símbolos destinados a
“traduzir” os conteúdos dos documentos.[...] Sua função
comunicativa, entretanto é restrita a contextos documentários , ou
seja, as LDs devem tornar possível a comunicação usuário-sistema.

Sendo o texto jornalístico objeto de análise desse trabalho, o uso da
linguagem documentária, tornou-se essencial para qualificar a informação tratada.
Nesse sentido, é importante ressaltar as acepções de Medeiros (1999, p. 350, grifo
nosso) acerca do texto jornalístico:
Caracterizam-se pela questão da atualidade e dos fatos sociais
[históricos] sem se preocuparem com a estrutura científica da
informação. Em geral, são solicitadas pelo usuário para inteirar-se
de acontecimentos diários ou de uma determinada época. Por isso,
se constrói em instrumentos utilizados tanto pelo cidadão comum
como pelo pesquisador.

Portanto, após essa breve abordagem passa-se então a apresentação da
metodologia utilizada no desenvolvimento deste estudo.

5 METODOLOGIA
A presente pesquisa foi desenvolvida no contexto da UFRN, no período de
agosto 2007 a junho de 2008.
Os procedimentos metodológicos que constituíram o presente trabalho são
abordados a seguir, por meio do material e do método.

5.1 Material
O universo da pesquisa envolveu um acervo físico sobre cinema,
constituído de artigos de revistas e jornais. Ademais, o espaço físico da Biblioteca
Central Zila Mamede, especialmente, na Seção de Coleções Especiais, na Seção de
Automação e Estatística (SAE) e na Seção de Processos Técnicos.
Desta forma, os recursos humanos envolvidos nesse processo foram
constituídos de Bibliotecário-Documentalista, Informático e bolsistas na área de

�11

Biblioteconomia, Letras e História.
Quanto aos instrumentos metodológicos adotados estes foram aplicados à
guisa da análise documentária, por meio de linguagens documentárias Classificação
Decimal Universal (CDU), Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2) para
os processos de representações, ou seja, temática e descritiva, respectivamente.
Além de ferramentas de tecnologias de informação e comunicação como: sistema
automatizado ALEPH, scanner, computador e impressora.

5.2 Método
O processo operacional desenvolvimento neste estudo foi realizado
totalmente na BCZM, especialmente, na Seção de Coleções Especiais, pois o
acervo físico estava armazenado nessa seção.
Com isso, buscou-se adotar uma metodologia que privilegiasse tanto o
processo de representação do conteúdo informacional dessa documentação, quanto
o tratamento digital. Logo, a sua metodologia foi abordada com os seguintes
procedimentos:

seleção,

representação

descritiva,

representação

temática,

digitalização, tratamento das imagens e inserção dos dados no sistema
automatizado, ou seja, o ALEPH.
Inicialmente foi feita a leitura documentária para a compreensão dos
conceitos a serem extraídos, uma vez que a mesma subsidiaria a extração das
palavras-chave, isto é, dos termos que traduzem o conteúdo do documento. Nesse
processo, denominado de análise documentária, fez-se o uso de linguagem
documentária para o processo de representação temática, onde foram extraídos
termos da CDU.
O processo seguinte foi à catalogação dos documentos, ou seja, a
representação descritiva dessa massa documental, onde foi utilizado o AACR2. Para
o processo de inserção automatizada dos dados descritivos foi utilizado o sistema
ALEPH. Neste sistema, esse processo fez uso de uma linguagem de padrão
internacional, o formato Machine-Readable Cataloguing (MARC 21) que permitiu a
conversão dos registros de entrada de dados bibliográficos e de automação dos

�12

textos analisados. Este se constitui numa ferramenta tecnológica que permite tanto a
inserção de dados bibliográficos, como a interatividade e a interoperabilidade dos
dados a partir do conteúdo gerado dos textos.
Então, por tratar-se de documentos de natureza jornalística e, ainda, pelo
motivo de seu conteúdo ser disponibilizado eletronicamente, observou-se a
necessidade de se fazer adaptações na planilha eletrônica do ALEPH.
Em seguida, a digitalização dos artigos foi feita através de scanner. As
imagens foram tratadas eletronicamente, sendo adaptadas dimencionalmente para
se adequarem ao layout estabelecido para a interface dessa hemeroteca digital.
Após o tratamento das imagens, estas foram inseridas nesse sistema
automático de gerenciamento – ALEPH, para a sua posterior disponibilização em
rede através do catálogo on-line do referido sistema. Em seguida a esse processo
tornou-se possível manter a preservação dos documentos, bem como a ampla
divulgação e socialização desse material informacional.
Portanto, torna-se oportuno destacar que o sistema acima mencionado faz
parte das TICs do Sistema de Bibliotecas da UFRN e que permitiu que essa
documentação fosse disponibilizada via rede mundial de computadores.

5.3 Coleta de dados
A coleta de dados foi realizada na referida Seção, onde foram
selecionados 180 recortes de artigos de jornais e revistas, para posteriormente
serem tratados tecnicamente. Em seguida o material foi identificado segundo a sua
fonte e sua data de publicação, conforme quadro abaixo:

�13

Título do periódico

Décadas dos artigos
1959 - 60

1961 - 70

1971 - 80

Diário de Natal

-

-

Tribuna do Norte

-

-

O Poti

-

-

13

-

A Republica

-

-

01

-

O Globo

-

-

01

25

Folha de São Paulo

-

-

06

46

Jornal do Brasil

-

-

19

20

Correio do Povo

01

-

-

-

Gazeta de Notícias

-

-

01

-

Correio Braziliense

-

-

-

01

Veja

-

-

03

-

Isto É

-

-

-

02

O Estado de São Paulo

-

-

04

04

01

-

81

98

Subtotal
Total

330

1981 - 90
-

180

Quadro 1- Caracterização dos recortes de jornais e revistas

4 RESULTADOS
Com base nos dados coletados, a análise parcial permitiu tratar,
documentariamente, 180 artigos de jornais. A partir desses resultados parciais
tornou-se evidente que essa ação viabilizou a produção de uma fonte de informação
digital que inclui, até o presente momento, esse total de artigos sobre cinema. Com
isso, o trabalho em discussão está em consonância com a promoção do acesso à
informação na Era Digital.
A contribuição de diversos atores sociais foi fundamental para a geração
desse produto informacional, notadamente, no que diz respeito ao processo de
representação, bem como do tratamento das imagens. Pois, o refinamento inerente
a esse tipo de produto informacional tornou-se essencial.
Portanto, por meio do seu tratamento técnico tornou-se possível
democratizar o acesso e uso da informação nesse campo do saber, permitindo
assim um fato emblemático, ou seja, a socialização da informação/conhecimento

�14

através de uma hemeroteca digital sobre cinema.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No âmbito da Biblioteca Central Zila Mamede, visualizou-se a importância
de se trabalhar tecnicamente um acervo sobre cinema, até então, apenas
armazenado nessa unidade de informação. Isto se deu em função da relevância do
tema e pela possibilidade de se dar maior visibilidade a essa coleção documental
composta de artigos de periódicos.
Com base nos procedimentos adotados para consecução dos objetivos
propostos, a linguagem documentária e o processo de representações utilizadas
nesse trabalho permitiram atribuir uma maior qualidade na organização dessas
informações, bem como proporcionar ao pesquisador uma maior precisão na busca
e recuperação dessas informações tratadas.
Após todo o seu tratamento e a criação de uma fonte de informação digital
sobre cinema, tornou-se possível o acesso a pesquisadores e admiradores da
temática a este conteúdo. Isto poderá contribuir para que os mesmos tenham
contato com a história do cinema e suas contribuições para a história das
sociedades. Logo, a possibilidade de registrar em formato digital esse tipo de
manifestação artística, por meio de recortes de jornais, resultou na geração de uma
fonte de informação alternativa sobre a temática em discussão.
Cabe enfatizar, que na fase de elaboração deste estudo, a participação do
profissional bibliotecário e do informático tornou-se essencial, haja vista a
intervenção dos mesmos para possíveis tomadas de decisões, a respeito do
tratamento técnico para geração dessa fonte de informação.
Por fim, um resultado estruturante acerca dessa fonte de informação
digital diz respeito também à possibilidade da sociedade inteirar-se da concepção de
cinema em determinadas épocas. Pois, a documentação analisada compreende um
período do cinema em preto e branco até os dias atuais.

�15

REFERÊNCIAS
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Aires: Marymar, 1976.
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das bibliotecas universitárias. Niterói: Intertexto; Rio de Janeiro: Interciência,
2004.
CINTRA, Anna Maria Marques et al. Para entender as linguagens documentárias.
2. ed. revista e ampliada. São Paulo: Polis, 2002.
FERNANDES, T. B.; FERREIRA JÚNIOR, J. R. C. Hemeroteca digital: modelo para
implementação no Centro de Biotecnologia da Amazônia. [200_?]. Disponível em:
&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=23465&gt;. Acesso em 26 maio 2008.
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língua portuguesa. 2. ed. rev. aum. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, c1986. p. 886.
FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. A leitura documentária na perspectiva de suas
variáveis: leitor-texto-contexto. DataGramaZero, v.5, n. 4, ago. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.dgz.org.br/ago04/F_I_art.htm&gt;. Acesso em: 04 jun. 2008.
FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Instituto de Documentação. Cinema. In:
Dicionário de Ciências Sociais. 2. ed. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 1987. p.187
LÉVY, Pierre. O que é o virtual? Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Editora 34,
1999. (Coleção Trans).
MEDEIROS, Rildeci. Tratamento do texto jornalístico escrito à luz da análise
documentária: o caso do resumo. Informação &amp; sociedade: estudos, João Pessoa,
v. 9, n. 2, p. 346-353, jul./dez. 1999.
MONTEIRO, Silvana Drumond. O Ciberespaço: o termo, a definição e o conceito.
DataGramaZero, v. 8, n. 3, jun. 2007. Disponível em:
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MORAIS, Eliane Bezerra de. Cinema como fonte de informação. 2007. 99f.
Monografia (Graduação em Biblioteconomia) – Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, Natal, 2007.
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OLIVEIRA, Marlene de (Coord.). Ciência da Informação e Biblioteconomia: novos
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�16

TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília, DF: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.

__________________
1

Rildeci Medeiros, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ril@bczm.ufrn.br
Érica Simony Fernandes de Melo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
erica@bczm.ufrn.br
3
Maria do Socorro do Nascimento, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
socorronascimento@bczm.ufrn.br
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Apresenta a criação de uma Hemeroteca Digital sobre cinema. Um corpora documental constituído de 180 artigos de jornais impressos, cujo acervo pertence à Seção de Coleções Especiais, da Biblioteca Central Zila Mamede da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tornou-se objeto desse estudo. Essa documentação retrata a história do cinema em âmbito nacional e internacional, referente ao período de 1959 a 1990. Durante esse processo investigativo, tornou-se possível identificar a falta de tratamento técnico desse material informacional. Com isso, o seu objetivo principal foi tratar documentariamente esse artigos para elaboração e recuperação de informações, tanto do material impresso quanto o de conteúdo digital, com vistas a sua visibilidade e disponibilização na internet. A esquisa foi desenvolvida no período de agosto de 2007 a junho de 2008. Sua metodologia foi constituída dos seguintes processos: seleção, representações descritiva e temática, digitalização, tratamento de imagens e inserção dos dados no sistema automatizado ALEPH. Com isso os principais resultados obtidos foram: tratamento dessa coleção, visibilidade, acesso e possibilidade de recuperação, preservação através da sua disponibilização em formato digital, permitindo assim uma grande circulação desse material, independente do lócus geográfico onde se localiza a demanda de informação nesse campo do saber. Ademais, o seu principal resultado foi a própria criação de uma fonte de informação digital. Portanto, esse estudo contribuiu, fundamentalmente, para a organização de informação e pesquisa em cinema, por meio desses resultados estruturantes que permitiram a difusão e recuperação dessa documentação em dois formatos: impresso e o digital.</text>
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INDEXAÇÃO DE TESES E DISSERTAÇÕES EM EDUCAÇÃO: o caso da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
MEDEIROS, R.1
NASCIMENTO, M. S.2

RESUMO
Analisa o processo de indexação de uma parte do acervo de teses e dissertações do
Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, produzida no período de 2004 a 2006. Seu objetivo principal foi analisar o
uso dos termos atribuídos a esse acervo especializado. A hipótese deste estudo foi
que a imprecisão terminológica no processo de indexação interfere diretamente na
estratégia de busca e recuperação da informação. O material analisado foi composto
de 42 teses e 49 dissertações, com 467 descritores, cuja análise se deu a partir do
confronto de linguagens de indexação por meio do método comparativo. Para tanto,
foram adotados procedimentos tais como: seleção, análise conceitual e a
identificação da estrutura dos termos genéricos e específicos. Dentre os seus
primeiros resultados percebeu-se a grande quantidade de termos atribuídos
livremente, embora o uso da Classificação Decimal Universal e o Tesaurus Brased
para o processo de indexação, também foram identificados. Assim sendo, propõe-se
uma reestruturação na política de indexação destes trabalhos acadêmicos, pois se
verificou que o uso das linguagens construídas agiliza o processo de comunicação
dando maior precisão e eficácia na recuperação da informação/documento.
Palavras-chave: Representação temática. Política de indexação. Educação. Teses
e Dissertações. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

ABSTRACT
This work aims to analyze the indexing process of part of a collection composed by
thesis and dissertation of the Post Graduation Program in Education at Universidade
Federal do Rio Grande do Norte, produced between the period of 2004 a 2006. The
research’s main objective was to analyze the use of terms that were attributed to this
specialized collection. The hypothesis relied on the fact that there is terminological
imprecision in the indexing process and it interferes directly in the search strategy
necessary for the informational retrieval. The material that was subject to analysis
was composed of 42 thesis e 49 dissertations, with 467 preferred terms. The analysis

�2

was made through the confrontation of indexing languages by a comparative method.
Thus, few procedures were adopted such as: selection, concept analysis as well as
the identification of the structure of narrower and broader terms. Amongst the results
it was possible to perceive that there were several terms freely attributed, however
was observed the frequently use of the Universal Decimal Classification and the
Thesaurus Brased for the indexing process. Thus, proposes the restructuring of the
indexing policy of this academic work, since it was verified that the use of controlled
languages fastens the communication process and make the process of information
retrieval a more precise and effective one.
Keywords: Thematic Representation. Indexing Policy. Education. Thesis and
Dissertations. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

1 INTRODUÇÃO
Com a revolução científica e técnica causada pela Segunda Guerra
Mundial, a produção do conhecimento teve um crescimento exponencial,
notadamente, em Ciência e Tecnologia (C&amp;T). Nessa dimensão evolutiva, uma
característica marcante foi a explosão bibliográfica. Esta, por seu turno, deu início a
um grande problema no que se refere ao tratamento, disponibilidade e recuperação
dos documentos e, conseqüentemente, da informação.
Nesse sentido, ressalta-se que a produção da informação técnicocientífica produzida no âmbito das universidades cresceu de forma significativa, nas
últimas décadas, o que gerou dificuldades de acesso e recuperação.
Assim, a nova forma de divulgação do conhecimento, sobretudo, dos
documentos digitais, através da rede mundial de computadores, tem favorecido
maior visibilidade, difusão, acesso, recuperação e uso da informação. Porém, tornase justificável atribuir um tratamento temático a determinados documentos, no
sentido de facilitar a sua recuperação de forma rápida e precisa. Pois, a precisão
terminológica torna-se essencial nesse processo, haja vista ser considerada um fator
determinante para a recuperação da informação, tanto no sistema de recuperação
manual, como no on line.
Com base nessa premissa, este estudo buscou estabelecer como o seu
universo investigativo uma parte da produção científica do Programa de PósGraduação em Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),

�3

disponíveis na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), dessa
universidade.
Para tanto, fez-se um recorte temático dessa produção científica. Isso
privilegiou a área de Educação, pelo fato do programa de pós-graduação acima
citado ter, no momento da pesquisa, o maior número de teses e dissertações
inseridas na BDTD. Diante do exposto, convém destacar a relevância da pesquisa
nesta área, uma vez que se buscou analisar as palavras–chave que representam
esses documentos.
Estabeleceu-se como objetivo geral deste estudo analisar os descritores
das teses e dissertações do programa acima mencionado, com vistas apenas aos
textos disponibilizados em formato digital. Dentre os seus objetivos específicos
destacaram-se: a análise das ferramentas utilizadas na indexação; a qualidade dos
seus descritores e o nível de precisão conceitual atribuído a esses termos. Ademais,
se estabeleceu como hipótese deste estudo que a qualidade da indexação interfere
no processo de recuperação da informação.
Diante disso, indagou-se: 1) Como analisar o processo de indexação das
teses e dissertações desse programa de pós-graduação em educação? 2) Em que
medida as linguagens documentárias foram utilizadas no processo de representação
do conteúdo informacional dessa massa documental? 3) Como identificar esse
processo de determinação de assuntos feito pelos autores? 4) Como caracterizar a
qualidade das palavras-chave atribuídas a esses documentos? 5) Como mensurar
os seus termos controlados e livres?
Nessa perspectiva, torna-se oportuno ressaltar que esses trabalhos
acadêmicos apresentam-se inseridos no sistema Automated Library Expandable
Program (ALEPH) do Sistema de Bibliotecas (SISBI) da UFRN. Além disso, a BDTD
enquanto repositório nacional do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT) e, também, disponível na Networked Digital Library of Theses
and Dissertation (NDLTD), no Chile tem permitido maior visibilidade dessa produção
do conhecimento e, ainda, o acesso e a sua recuperação em rede.

�4

A sua amostragem se caracterizou por meio de 42 teses e 49
dissertações, o que totalizou 91 desses trabalhos acadêmicos, produzidos no
período 2004-2006. Assim, as palavras-chave enquanto elementos constitutivos
dessa produção científica são objetos de estudo desse trabalho, totalizando 467
termos analisados.
Então, no sentido de ampliar a legibilidade do tema em discussão, a
fundamentação teórica apontou para a necessidade de uma política de indexação,
para a dimensão conceitual desse processo e, de modo similar, para o uso de
linguagens documentárias nesse processo de representação, ou seja, a indexação.
Assim, após esse enfoque introdutório e a contextualização do objeto de
estudo, passa-se então a discorrer sobre o ato de indexar.

2 INDEXAÇÃO: um processo complexo
A grande massa documental produzida em instituições de ensino e
pesquisa, assim como o desenvolvimento contínuo da Tecnologia da Informação e
Comunicação (TIC) tem gerado um grande volume de documentos, tanto no formato
impresso, quanto no formato digital. Com isso, evidencia-se cada vez mais a
necessidade de se fazer estudos dos processos de representação temática dos
conteúdos desses documentos, notadamente, os de cunho técnico-científico.Isto se
justifica, em função muitas vezes da imprecisão terminológica identificada, quando
da tentativa de recuperação de informação em rede.
Sobre esse aspecto, Dias (2001, p. 1, grifo nosso) entende que:
Nos sistemas de informação e de recuperação da informação, o
tratamento é definido como a função de descrever os documentos,
tanto do ponto de vista físico[...] quanto do ponto de vista temático
[...]. Essa atividade resulta na produção de representações
documentais [...] que não apenas se constituem de unidades mais
fáceis de manipular num sistema de recuperação da informação[...]
como também representam sínteses que tornam mais fácil a
avaliação do usuário quanto à relevância que o documento integral
possa ter para as suas necessidades de informação.

�5

Nesse sentido, a discussão de cunho teórico-conceitual abordada neste
estudo acerca da indexação fez-se à luz da Análise Documentária (AD). Pois, a
indexação é um processo decorrente desse tipo de análise.
Pois, para Cunha (1987, p.38) a AD “é um conjunto de procedimentos
efetuados com o fim de expressar o conteúdo de documentos, sob formas
destinadas a facilitar a recuperação da informação”.
Nessa perspectiva, Cintra et al. (2002, p.34) complementam dizendo que a
análise documentária é “uma metodologia específica no interior da Documentação,
que trata da análise, síntese e recuperação da informação, com o objetivo de
recuperá-la e disseminá-la”.
Então, para o serviço de indexação, torna-se fundamental que a instituição
implante uma política de indexação. Esta, por conseguinte, deve privilegiar tanto o
que diz respeito à entrada dos dados, como a sua saída, haja vista que uma política
bem definida otimiza, racionaliza e dá consistência aos processos inerentes ao
tratamento e uso da informação.
Tornou-se oportuno identificar que para o estabelecimento de uma política
de indexação, o sistema de recuperação da informação deve observar alguns
aspectos, ou seja: a instituição e a clientela a que serve, bem como os aspectos
financeiros, materiais e humanos.
Para Carneiro (1985), outros elementos são de grande importância e
devem compor a política de indexação, ou seja: a) Cobertura de assunto; b) Seleção
e aquisição dos documentos fontes; c) Processo de indexação; d) Estratégia de
busca; e) Tempo de resposta do sistema; f) Forma de saída; e g) Avaliação do
sistema.
Cintra (1983, p. 5), ao discutir o processo de indexação o denomina como:
“a tradução de um documento em termos documentários, isto é, em descritores,
cabeçalhos de assunto, termos-chave, que tem como função expressar o conteúdo
do documento”.

�6

Ainda, no que diz respeito a esse processo Silva e Fujita (2004, p. 138)
compreendem que:
A indexação em análise documentária, sob o ponto de vista dos
sistemas de informação é reconhecida como a parte mais
importante porque condiciona os resultados de uma estratégia de
busca. [complementa, ainda dizendo que]
o bom ou mau
desempenho da indexação reflete-se na recuperação a informação
feita por índices.

Lancaster (1993) aponta que a indexação de assuntos compreende duas
etapas, ou seja, a analise conceitual e a tradução.
Desse modo, torna-se perceptível que o processo de indexação é
concebido como um ato complexo.
Para esse processo de representação é possível identificar diversos tipos
de LD’s, como por exemplo, os sistemas de classificação bibliográfica a
Classificação Decimal de Dewey (CDD) e Classificação Decimal Universal (CDU) e o
Tesauro.
Cabe enfatizar, que na área específica da educação pode-se citar o
Thesaurus Brasileiro de Educação (BRASED), desenvolvido pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) disponível na internet,
no seguinte endereço: http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/. Este instrumento
tem como finalidade precípua atribuir conceitos enquanto descritores de assunto
neste campo do saber.
Em seguida, faz-se uma breve apresentação sobre questões inerentes ao
fazer prático na indexação.

3 PRÁTICAS DE INDEXAÇÃO NA BDTD
A UFRN tem um sistema de bibliotecas, cuja Biblioteca Central Zila
Mamede tem como sistema automatizado para o seu gerenciamento, o Aleph500.
Para tanto, faz uso do formato MARC e protocolo Z39.50, o que permite o trabalho
cooperativo em rede e a troca de informações entre os sistemas.

�7

Quanto à política de indexação de assuntos da BDTD, o sistema orienta
que para representação dos seus conteúdos, as instituições cooperantes insiram na
base de dados os descritores atribuídos pelo próprio autor do trabalho, independente
de serem termos controlados ou não.
Diante disso, o profissional bibliotecário ao considerar pertinente a
inserção de algum outro descritor que melhor represente o conteúdo informacional
do documento, poderá interferir nesse processo, acrescentando no sistema, os
termos que melhor representem o assunto tratado. Para tanto, necessário se faz que
o indexador faça uso de vocabulários controlados.

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Este estudo de cunho exploratório analisou o processo de indexação
dessa produção acadêmica. O seu universo de pesquisa se deu a partir de um
fragmento da totalidade da BDTD nacional, ou seja, da BDTD/UFRN.
Com isso, buscou-se fazê-lo em um determinado campo do saber, isto é,
na área de Educação e por meio dos descritores atribuídos às teses e dissertações,
produzidas pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, dessa Universidade.
A coleta de dados foi feita diretamente no repositório institucional, ou seja,
na BDTD/UFRN, com anotações e o uso da internet.
O método para análise se deu de forma comparativo-analítica, por meio
das palavras-chave determinadas pelos autores versus linguagens documentárias,
nas 42 teses e 49 dissertações.
Com efeito, o universo e a amostragem acima mencionados tornaram-se
representativas correspondendo a 91% dessa produção científica inserida nesse
repositório institucional e com um total de 467 termos atribuídos. Este último aspecto
totalizou a amostragem em 100%.

�8

Embora, o período de abrangência do material inserido nessa biblioteca
digital seja de 1998 a 2007, fez-se um recorte temporal para esta investigação, cuja
análise dos descritores de assunto compreendeu apenas os anos de 2004 a 2006.
Para tanto, optou-se para os procedimentos de análise o estabelecimento
de parâmetros que garantissem a qualidade desse processo. Portanto, cinco
critérios foram essenciais para análise comparativa desse conteúdo, conforme os
instrumentos metodológicos e os procedimentos a seguir.
1) Linguagem Documentária/Vocabulário Controlado: foram definidos como
termos controlados aquelas palavras-chave ou descritores que foram atribuídos
segundo as linguagens documentárias do tipo: Classificação Decimal Universal
(CDU) e Thesaurus BRASED;
2) Termos Genéricos: refere-se aos termos que antecedem o termo específico e
que estão inseridos em uma faceta de assunto geral;
3) Termos Específicos: são aqueles que tratam de assuntos de forma mais
específica a partir do termo genérico e, de modo, relacional.
4) Termos Livres: trata dos termos que foram usados, porém não foram traduzidos
por nenhuma linguagem documentária, seja a CDU ou o Thesaurus BRASED,
enquanto ferramentas metodológicas desta pesquisa.
De acordo com os objetivos propostos para este estudo o processo de
análise foi realizado na seguinte ordem:
•

Seleção de todos os documentos inseridos na Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações/UFRN;

•

Análise comparativa de todos os descritores de assunto com a Classificação
Decimal Universal (CDU);

•

Identificação e seleção dos termos encontrados na CDU, conforme categoria
geral ou específica de assunto;

•

Anotações das categorias dos termos;

•

Pesquisa direta no Thesaurus Brased dos termos não identificados na CDU.

�9

4.1 Análise e discussão dos resultados
Ao utilizar os instrumentos metodológicos e procedimentos analíticos para
atribuição dos descritores de assunto desse corpus documental, tornou-se possível a
tabulação dos dados, onde se apresentaram os termos genéricos e específicos
pautados por uma linguagem documentária, a CDU. Cabe enfatizar ainda, o uso
também do Thesaurus Brased, bem como dos termos livres de acordo com os
percentuais abaixo especificados.

Gráfico 1 – Percentual das Linguagens Documentárias e Termos Livres

Desse modo, a expressão gráfica acima apontou que 35% dos resultados
corresponderam

aos

descritores

abordados

pela

CDU,

sendo

que

14%

corresponderam aos termos genéricos e 21% aos termos específicos, enquanto que
9% corresponderam ao uso do Thesaurus Brased e 56% estão relacionados aos
termos que não apresentaram consistência na indexação.
Assim sendo, depreendeu-se que este último percentual correspondeu aos
termos atribuídos, livremente, para representar o conteúdo dos trabalhos
acadêmicos.
Neste caso, identificou-se o uso da CDU e do Tesaurus Brased no
processo de determinação de assuntos, porém observou-se, ainda, através desses

�10

resultados o uso exacerbado de termos livres para representar o conteúdo
informacional dos documentos.
Desde logo, com a utilização freqüente desse tipo de representação
documental por meio de termos livres, diferentes formas foram verificadas para
representar o mesmo conteúdo nesta área. Assim, para um melhor entendimento
dessa discussão segue exemplo abaixo.
Ex: Saberes de tradição (termo livre)
Saberes de um povo (termo livre)
Nesse sentido, tornou-se oportuno ressaltar a importância, cada vez
maior, do uso dos termos autorizados enquanto elementos constitutivos das LD’s,
uma vez que os termos livres, muitas vezes, não são suficientes para a tradução e,
conseqüentemente, poderão interferir no processo de busca e recuperação da
informação.
Diante do exposto, faz-se necessário apontar que o uso de linguagens
documentárias é fundamental para o processo de indexação, pois ao padronizar os
termos e permitir associações dos conceitos, isto proporciona, sobretudo, a
qualidade da informação tratada, bem como facilita a busca e recuperação da
informação. Dessa forma, possibilita ao usuário da informação resultados com um
maior índice de revocação e precisão.
Nessa perspectiva, emerge o Thesaurus Brased como um outro
instrumento metodológico de grande importância, tanto pela sua estrutura
hierarquizada, como pela precisão terminológica para o processo de representação
temática, nesse campo do saber.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nos dias atuais, a preocupação com o processo de geração, busca e
recuperação da informação é eminente. Isso ocorre pelo grande acúmulo de
informação gerada em diversos formatos, ou seja, do impresso ao digital. Para tanto,

�11

torna-se essencial se adotar um rigor metodológico no processo de tratamento
documental.
Assim, essa ação investigativa permitiu demonstrar as diversas formas de
organização do objeto analisado, bem como dos instrumentos e métodos utilizados
para a representação e recuperação da informação. Para tanto, a abordagem
teórico-conceitual associada aos instrumentos, ou seja, a Classificação Decimal
Universal (CDU) e o Thesaurus Brased e, ainda, os procedimentos de cunho teóricometodológicos foram essenciais para o processo de análise do conteúdo
informacional desse corpus documental.
A partir da análise das relações entre os termos atribuídos, enquanto
descritor de assunto a esses documentos, detectou-se uma inconsistência
terminológica que, possivelmente, decorre da atribuição de termos livres no
processo de indexação, principalmente, quando atribuída pelos próprios autores. Isto
causou um obstáculo no processo de busca e recuperação desse acervo
especializado, pois ao se fazer buscas utilizando esses termos os resultados foram
os mais diversos. Apesar disso, identificou-se o grau de representatividade dos
conteúdos estudados.
Ainda em relação à multiplicidade de termos livres para representar o
mesmo assunto, isto causou um grande problema no momento da busca da
informação, pois apenas parte do assunto desejado foi recuperado. Logo, a
diversidade de termos impossibilita a recuperação imediata de todos os documentos,
uma vez que o usuário não saberá quais os termos certos para sua busca.
Ainda, no decorrer dessa análise identificou-se que alguns termos não
foram encontrados. Isso pode ter sido decorrente da evolução conceitual, o que
acarreta a não inserção imediata de novos conceitos nas linguagens documentárias
tradicionais e, ainda, nas modernas. Ademais, por se tratar também de ‘jargões
acadêmicos’ incorporados à área estudada e sem um controle terminológico. Por
fim, verificou-se o uso freqüente do plural em termos que deveriam ser usados no
singular.

�12

A partir dessas reflexões depreendeu-se que em todo o processo de
indexação aplicam-se, necessariamente, os procedimentos técnicos específicos e
domínio terminológico da área do conhecimento a ser analisada.
Para esse caso específico, sugere-se o uso de LD’s, tais como: Thesaurus
BRASED - referência nacional enquanto instrumento de representação de conteúdo
documental nessa área do saber e a CDU.
Em função da diversidade de variáveis pertinentes para uma política de
indexação indica-se que novos estudos sejam feitos no sentido de elucidar questões
do tipo: termo homógrafo ou inconsistente, sinônimo, descritores que indicam
período histórico, singular e plural, número de palavras por descritores, relação de
assuntos com subcategoria, dentre outros que devem ser previstos na política de
indexação.
Portanto, este estudo ao considerar a importância de uma política de
indexação em sistemas de informação contribuiu também, por meios dos seus
resultados com a política de indexação da referida biblioteca. Ademais, ao
considerar que o processo de geração da informação para fins documentários é um
ato complexo, tornou-se evidente a necessidade também de intervenções na
dimensão pública da informação disponível no ciberespaço.

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_________________
1
2

Rildeci Medeiros, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ril@bczm.ufrn.br.
Maria do Socorro do Nascimento, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
socorronascimento@bczm.ufrn.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Analisa o processo de indexação de uma parte do acervo de teses e dissertações do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, produzida no período de 2004 a 2006. Seu objetivo principal foi analisar o uso dos termos atribuídos a esse acervo especializado. A hipótese deste estudo foi que a imprecisão terminológica no processo de indexação interfere diretamente na estratégia de busca e recuperação da informação. O material analisado foi composto de 42 teses e 49 dissertações, com 467 descritores, cuja análise se deu a partir do confronto de linguagens de indexação por meio do método comparativo. Para tanto, foram adotados procedimentos tais como: seleção, análise conceitual e a identificação da estrutura dos termos genéricos e específicos. Dentre os seus primeiros resultados percebeu-se a grande quantidade de termos atribuídos livremente, embora o uso da Classificação Decimal Universal e o Tesaurus Brased para o processo de indexação, também foram identificados. Assim sendo, propõe-se uma reestruturação na política de indexação destes trabalhos acadêmicos, pois se verificou que o uso das linguagens construídas agiliza o processo de comunicação dando maior precisão e eficácia na recuperação da informação/documento.</text>
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DESDOBRAMENTOS INSTITUCIONAIS E CIENTÍFICOS NA CRIAÇÃO DE
UM REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL: a proposta da Universidade Federal
de Goiás / Campus Jataí
MEDEIROS. E.1
RODRIGUES, R. P.2

RESUMO
Discute a criação de um repositório institucional abordando aspectos institucionais e
científicos para sua efetiva implementação em universidades. Discorre sobre
questões relativas a recursos humanos nas bibliotecas universitárias fazendo o
debate entre a demanda de serviços tradicionais com o uso de novas tecnologias da
informação, e critica a política de pessoal existente nas bibliotecas universitárias
federais. Acrescenta a essa discussão a problemática existente sobre a competência
do bibliotecário frente ao desafio de viabilizar um repositório institucional,
destacando o distanciamento existente entre a equipe de profissionais da tecnologia
da informação e a equipe de profissionais da informação. Além disso, discute a
política de um repositório institucional baseada num modelo que garanta a qualidade
cientifica dos documentos depositados. Conclui apresentando 3 (três) aspectos
críticos observados durante a experiência de um repositório institucional proposto na
Universidade Federal de Goiás / Campus Jataí, que podem interferir diretamente na
implantação desta ferramenta.
Palavras-chave: Repositório Institucional. Monografias, Biblioteca Universitária.
Comunicação científica. Universidade Federal de Goiás.

ABSTRACT
Discuss the creation of an institutional repository addressing scientific and
institutional aspects for their effective implementation in universities. Relates about
human resource issues in university libraries making the debate between the demand
for traditional services with the use of new information technologies, and critics the
policy of existing staff in the federal university libraries. It adds to that discussion the
existing problem of the librarian’s abilities facing the challenge of making an
institutional repository, highlighting the distance between the team of professionals in
information technology and the team of information professionals. Also, discusses the

�2

policy of an institutional repository based on a model which ensures the quality of
scientific papers filed. It presents three (3) critical issues observed during the
experience of an institutional repository proposed at the Federal University of Goiás /
Campus Jataí, which can interfere directly in the implementation of this tool.
Keywords: Institucional Repository. Monographs. Libraries of University. Scientific
Communication. Federal University of Goiás.

1 TRANSFORMAÇÕES NA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E OS OPEN ARCHIVES
Nos últimos anos, a comunicação científica têm se modificado de forma
estrutural no que diz respeito à produção, disseminação e uso da informação
trocada entre os membros de uma comunidade científica. Os principais problemas
apontados pelos pesquisadores no modelo tradicional de comunicação científica são
focados no alto custo de assinaturas a periódicos científicos e no modelo de
negócios das editoras comerciais, que convergem na restrição ao acesso à
informação científica. Com o advento das novas tecnologias de informação foi
possível a comunidade científica a elaboração de algumas propostas que levariam a
um novo modelo de comunicação para superar estes problemas que tem angariado
amplo apoio político em instituições de pesquisa denominado open archives.1
Confundido por muitos que o considera apenas como um software que
permite a disponibilização de publicações científicas na rede mundial de
computadores, o open archives é um movimento que propõe o rompimento de
alguns paradigmas da comunicação científica uma vez que as publicações não são
cerceadas por assinaturas de periódicos e colocam em evidência comunidades
científicas marginalizadas pelos procedimentos tradicionais.
Da mesma forma que o open archives não é somente um pacote de
softwares, a sua implementação não se trata apenas da instalação desse pacote de
ferramentas informáticas, e sim da adoção de uma complexa política de normas e
procedimentos institucionais que devem interferir na produção científica de forma
significativa.

1

Também conhecido como Open Access Initiative.

�3

Basicamente, os objetivos de um projeto de repositório, que segue os
padrões do movimento open archives, consistem no auto-arquivamento da produção
da instituição, no gerenciamento dessas coleções, na preservação deste conteúdo
digital, na publicação digital desses conteúdos e na adoção de protocolos
internacionais de descrição e compartilhamento de dados, informações e conteúdo.
Quanto à metodologia, esta tem recomendações padrões sugeridas pelos fóruns
desse movimento, mas que devem seguir principalmente as especificidades da
instituição que o implementa.
A proposta de um repositório institucional baseada no movimento open
archives abordada neste trabalho vai ser delineada sobre dois aspectos:
a) o institucional: como um repositório institucional é viabilizado nas instituições
de ensino superior federal abordando a proposta de um repositório
institucional para a Universidade Federal de Goiás / Campus Jataí.
b) o científico: como um repositório institucional auxilia na construção do
conhecimento científico no espaço universitário.

2 RECURSOS HUMANOS PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS

Atualmente, o Campus Jataí da Universidade Federal de Goiás passa por
um processo2 de consolidação e expansão que tem lhe exigido a discussão de
novas políticas em vários setores. Referente à pesquisa, por se tratar de um dos
eixos que definem constitucionalmente a universidade e sendo ele o principal
diferencial da universidade pública em relação às universidades privadas, é de
extrema relevância para essa instituição que sejam implementadas medidas para o
seu amplo desenvolvimento.
Acompanhando esse processo a biblioteca universitária do Campus Jataí
busca auxiliar o desenvolvimento institucional trazendo novas propostas para a
2

Esse processo diz respeito ao Programa de expansão do sistema público federal de educação
superior (2004/2006) e ao Programa de Reestruturação e expansão da universidades federais –
2007.(REUNI)

�4

dinamização dos resultados das pesquisas. Desta maneira a criação de um
repositório institucional no Campus Jataí se torna uma ferramenta imprescindível
para garantia desse resultado. A problemática, no entanto é: como se chegar a um
repositório institucional que se constitua de fato uma ferramenta que auxilie o ensino
a pesquisa e extensão? E, ao mesmo tempo, como garantir a funcionalidade
adequada?
Partindo dessas duas questões a Biblioteca Universitária do Campus Jataí
(BCAJ) organizou um estudo que visava verificar a viabilidade técnica para criação
de um repositório dentro dos recursos disponíveis da instituição.
Neste estudo foi constatado que os recursos humanos da biblioteca
universitária seriam o principal obstáculo para criação desse repositório institucional,
pois, de fato há uma insuficiência de pessoal para o trabalho de implementação
dessa ferramenta. Notou-se que mesmo adotando uma política de autoarquivamento no repositório ainda assim seria necessária a intermediação de um
profissional da informação.
É importante observar que apesar da euforia que as novas tecnologias
causaram no processo de disseminação da informação e comunicação cientifica é
concreto que o trabalho em bibliotecas universitárias ainda em sua grande maioria é
baseado no gerenciamento de acervos bibliográficos de suporte em papel. Assim, a
demanda de bibliotecários nas universidades federais é em função de suprir as
necessidades tradicionais de trabalho.
Entende-se nesse momento uma discussão política de pessoal que as
bibliotecas universitárias precisam observar, pois, os repositórios institucionais são
um desafio para os bibliotecários, porque neste modelo de comunicação científica
eles podem passar a integrar o processo de publicação científica, assumindo em
certa medida, o papel de editores. (COSTA ; LEITE, 2006).
A discussão sobre a política de pessoal nas bibliotecas universitárias
federais poderia percorrer também sobre um aspecto político externo que envolve o
sucateamento que as universidades federais sofreram nas últimas décadas. Acerca
disto, seria possível fazer uma tabulação de dados e verificar um decréscimo

�5

significativo no quantitativo de bibliotecários contratados em concurso, para o
desenvolvimento das atividades reais demandadas nas bibliotecas universitárias.
Mas essa comprovação não desabona afirmação que,
a responsabilidade das bibliotecas universitárias aumenta perante sua
mantenedora porque, mesmo com recursos escassos e tendo de avaliar
como manter e administrar o ensino, a pesquisa e a extensão, cabe ainda
aos administradores das bibliotecas demonstrar o real e devido
aproveitamento dos recursos investidos, bem como a geração do suporte
necessário ao desenvolvimento da instituição.(LEITÃO, 2005).

Neste âmbito soma-se a esses fatores o debate das competências
profissionais que os bibliotecários precisam ter ao usar efetivamente as novas
tecnologias. Santos e Tolfo (2006) abordam que, “os estudos relacionados com
competências passaram a influenciar trabalhos de gestão com forte tendência na
área de gestão de pessoas e na área de tecnologia da informação.” É necessário
ressaltar que a idéia de competência que precisa ser trabalhada ao implantar um
repositório institucional esta ligada diretamente a competência informacional que
Miranda (2004) define como
[...] expertise em lidar com o ciclo informacional, com as tecnologias da
informação e com os contextos informacionais. O ciclo informacional
identifica todas as fases do trabalho com a informação: determinação das
necessidades de informação, coleta, processamento, uso e distribuição da
informação. A tecnologia da informação (TI) pode ser definida como
tecnologia que influi na arquitetura do conhecimento (suporte, formato,
conteúdo e tipo), e que, na “era da informação”, envolve computadores,
telecomunicação e sistemas de software que ajudam a organização,
transmissão, armazenamento e utilização de dados, informações ou
conhecimentos. O contexto informacional é o contexto no qual se realiza o
ciclo informacional e que influencia no seu fluxo e suas características:
informação tecnológica, informação para negócios, informação científica etc.

Assim a conclusão que se chegou à problemática de pessoal encontrada
especificamente no caso da BCAJ é que precisaria ser estudado um meio de
racionalizar as tarefas tradicionalmente efetuadas com eficiência e eficácia.
Inúmeros caminhos podem ser tomados neste aspecto, porém, vale citar que o uso
efetivo de um planejamento estratégico pautados num programa de gestão
administrativa participativa somada automação de alguns procedimentos foi
significativo para dinamizar processos que demandavam tempo e competência
informacional.
Mas é importante relatar que se faz necessário existir no âmbito das
universidades federais uma política de pessoal para bibliotecas universitárias que

�6

projetem essas novas demandas de tarefas relacionadas com as novas tecnologias
da informação como, por exemplo, o repositório institucional, e, ainda, que haja uma
política do governamental que visualize isto como uma forma de implementar o
acesso livre ao conhecimento científico produzido nas universidades federais.

2.1 A informática e a informação
No

contexto

de

novos

meios

de

comunicação

científica

e

processamento de informações, é correto afirmar que se tornam obsoletas até
mesmo propostas que ainda não foram objetivadas e permanecem somente no
ideário de alguns profissionais da informação. Propostas que envolvem a automação
de processos humanos que agregam valor a informação, já foram desconstruídas no
âmbito da teoria e da prática de algumas organizações, sendo agora exclusividade
de futurólogos entusiastas.
"Ainda que as redes de computadores ofereçam muitas vantagens, não
podem pensar em nosso lugar. Falharam as antigas expectativas
entusiásticas de que a TI pudesse executar tarefas mais sofisticadas, tais
como sínteses e interpretações. Computadores limitam-se a realizar tarefas
relativamente simples, como armazenar e recuperar dados, e a informação
só pode ser mantida por pessoas" (DAVENPORT ; PRUSAK, 2003 p.140).

Infelizmente, expectativas tecnológicas que sugerem que as ferramentas,
ou melhor, hardwares e softwares, são capazes dos processos informacionais ainda
tem influência na alocação de recursos dentro das organizações, desde a seleção e
aquisição de recursos, sejam eles materiais ou humanos, à sua distribuição, uso
(função no caso dos recursos humanos) e manutenção (capacitação no caso dos
recursos humanos).
Neste sentido criam-se centros, setores ou equipes especializadas em
tecnologias da informação, compostos por "peritos em tecnologia" (DAVENPORT ;
PRUSAK, 2003) obcecados por ela, que por sua vez solicitam equipamentos,
considerados por eles indispensáveis para suas atividades, mas que não
representam, fora destes espaços, melhorias de fato. Equipamentos que devem ser
constantemente repostos devido a sua dita obsolescência, reposições que geram
gastos, principalmente na capacitação de usuários e peritos, mas que por fim são
voltados para os peritos devido a complexidade dos equipamentos. Ou seja, como
reflexo da fé obstinada de que as tecnologias são capazes de agregar valores

�7

humanos à informação, percebemos em muitas organizações uma alocação de
recursos exagerada em atividades meio do processo informacional em detrimento
das atividades fim do processo informacional.
Na Universidade Federal de Goiás / Campus Jataí foi observado que a
enorme quantidade de esforços que o setor de informática efetua é voltada para as
atividades meio da universidade, vide o grande número de sistemas focados na
operacionalização de dados administrativos, o baixo número de sistemas e
plataformas voltadas para o ensino, pesquisa e extensão, e principalmente, a
terceirização da automação de parte dos serviços da biblioteca, principal fonte de
informação e conhecimento essencial para o desenvolvimento das atividades fins da
universidade.
Alguns podem apontar tal situação como óbvia, principalmente no caso da
biblioteca, argumentando que não é de responsabilidade dos bibliotecários a gestão
das tecnologias da informação e, que por sua vez não é responsabilidade dos
programadores e analistas de sistemas a gestão dos serviços da biblioteca.
Argumento plausível em um nível operacional ou em uma sub-categoria teórica e
principalmente se desconsiderarmos os fins da informação e a complexidade do
processo informacional. Porém, em níveis estratégicos, táticos ou em campos
conceituais mais amplos é um argumento corporativista, frágil, que beneficia
somente os "peritos em tecnologia", atualmente em voga, e fortalece uma dicotomia
no processo informacional organizacional que só impede uma gestão da informação
de fato.
Um repositório institucional pode ser implementado em uma universidade
com tal estrutura dicotômica, mas sua eficiência será questionável. Pois, pode-se
afirmar que ele possuirá limitações que questionarão sua legitimidade como
ferramenta para promover a comunicação científica idealizada pela iniciativa
"arquivos aberto". Frente à complexidade do processo informacional que um
repositório institucional propõe, é fundamental para seu êxito e desenvolvimento

3

que seja criado para sua implementação uma "equipe especializada em informação"
(DAVENPORT; PRUSAK, 2003) que não seja uma simples prestadora de serviços
3

Desenvolvimento em termos amplos, ou seja, atualização, melhoramento e ampliação constante da
plataforma tecnológica e das políticas de seleção, processamento técnico, descrição e disseminação
dos conteúdos.

�8

que atende aos pedidos dos usuários de forma passiva, mas que:
"Também busca e estimula ativamente a criação de fontes e canais de
informação, assim como de programas para usuários que ainda não sabem
que necessitam de determinada informação [...] Têm familiaridade com
tecnologias-chave de informação, embora não sejam obcecados por elas
[...] Em outras palavras, sua razão de ser é adicionar valor à informação."
(DAVENPORT; PRUSAK, 2003, p.150).

Vislumbrando uma equipe com tais finalidades, a proposta de criação de
um repositório institucional numa biblioteca universitária federal, neste caso o
Campus Jataí, observou que de fato há um distanciamento das relações harmônicas
da equipe de profissionais especializados em tecnologia da informação com a
equipe de profissionais da informação, o que causa de certa forma uma barreira para
execução do objeto proposto. No entanto todo esforço esta sendo empreendido por
parte da equipe de profissionais da informação para que a garantia de
funcionalidade tecnológica da proposta seja preservada.
Ainda sobre este assunto é importante relatar que para execução com
sucesso de um repositório institucional é necessário que o profissional da
informação tenha conhecimento aprofundado sobre a cultura informacional da
instituição que pretende usar tal ferramenta. Essa atitude facilitará a compreensão
qualitativa do status quo da tecnologia na instituição e evitará eventuais dissabores
de se deparar com uma visão simplista do tratamento e recuperação da informação.

3 O REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL E A QUALIDADE CIENTÍFICA
A criação de um repositório institucional na universidade possibilita
segundo Camargo e Vidotti (2006),
[...] apoio e suporte a gestão de topo; propagam e divulgam as informações
acadêmicas; melhoram a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pela
instituição; favorece a colaboração com outras instituições, por meio de
convênios e interação; possibilitam auto-arquivo simples e fácil; e podem
disponibilizar serviços atrativos e úteis.

Nesse sentido é possível apontar inúmeras vantagens que disseminam a
necessidade de se criar repositórios institucionais, no entanto é necessário discutir
sobre quais alicerces será construído o conceito de utilidade desta ferramenta na
instituição.

�9

Partindo desse principio a BCAJ realizou um estudo junto aos seus
usuários que objetivou levantar dados sobre o uso das monografias4 e trabalhos de
conclusão de curso (TCC)

5

pelos cursos existentes no Campus Jataí. Este estudo

foi realizado em virtude de uma reforma sobre a política de guarda de monografias e
TCCs existentes na BCAJ, esses materiais a partir do ano de 2006 foram retirados
do espaço físico da biblioteca e remanejados as coordenações de curso. Esta
atitude foi tomada baseada, na pouca utilização desses materiais e principalmente
na otimização do espaço físico da biblioteca, devido ocupar muito espaço. Portanto
foi considerada dispendiosa a guarda física de tais materiais informativos na BCAJ.
Procurando chegar ao consenso de utilização e disseminação da
informação no que diz respeito as monografias e TCCs, a BCAJ desenvolveu a
proposta de se criar um repositório institucional que objetiva:
a) Implementar o auto-arquivamento da produção cientifica do Campus Jataí.
b) Arquivar e disseminar monografias e TCCs.
c) Desenvolver a gestão dessas coleções.
d) Preservar as coleções.
e) Publicar essas coleções na rede mundial de computadores.
A metodologia que definiu esta proposta esta pautada num alicerce de
pensar que o repositório institucional do Campus Jataí, “vai ter o potencial para
servir de indicador concreto da qualidade de ensino da instituição de forma aumentar
a visibilidade da instituição, estatuto público e de valor”. (CROW, 2003).
Este raciocínio para divulgação dos conteúdos exige uma política rígida
de normalização da produção científica que também trará benefícios a comunidade
interna, trazendo para o processo de aprendizado de todos, este conhecimento
essencial que são as normas de publicação, e trata com maior rigor a qualidade da
produção interna.
4

Monografia é destacado aqui como é uma dissertação sobre um ponto particular de uma ciência, de
uma arte, de uma localidade, sobre um mesmo assunto ou sobre assuntos relacionados.
Normalmente escrito apenas por uma pessoa. É critério em alguns cursos do Campus Jataí para
término do curso
5
O trabalho de conclusão de curso é apontado aqui como todo produto acadêmico que excluindo a
monografia é requisito para término de curso como, por exemplo: relatório de estágio supervisionado,
projetos de pesquisa etc.

�10

Para Baptista et al (2007),
[...] um repositório institucional não pode ser assemelhado a um armazém,
onde tudo o que é gerado dentro de uma instituição é colocado. Ele é uma
das faces visíveis dessa instituição e, por isso, apenas material previamente
sujeito a controle de qualidade (artigos já publicados, teses e dissertações
já defendidas etc,) deverá ser depositado.

Desta maneira a implementação deste modelo trabalha sob uma ótica que
entende que as monografias e os TCCs produzidos no Campus Jataí, são produtos
informacionais que carregam uma bagagem de conhecimento adquirido no período
de vida acadêmica do estudante, e passam pelo crivo da avaliação científica dos
professores/pesquisadores dando as mesmas um teor de cientificidade. O circulo
deste processo configura o modelo de auto-arquivamento que trabalha com
adaptação lógica do tramite da produção científica do Campus Jataí a estratégia de
implantação de um repositório institucional.
ESTUDANTE = MONOGRAFIA/TCC/
PROFESSOR = AVALIAÇÃO

DEPARTAMENTO/COORDENAÇÃO = RECEBIMENTO = AUTO-ARQUIVAMENTO

REPOSITÓRIO
Figura 1 - Modelo esquemático do fluxo de trabalho para implementação do
repositório institucional no Campus Jataí.

Observe que a proposta da política desse repositório se baseou trabalhar
num fluxo que define:
a) Os docentes e investigadores da Universidade Federal de Goiás / Campus
Jataí sejam filtro de qualidade e relevância científica das publicações e documentos
depositados no repositório.
b) Os Departamentos e Coordenações adotem políticas de auto-arquivamento
e depósito da produção científica.
c) Os autores de monografias e TCCs aprovados pela Universidade Federal
de Goiás / Campus Jataí autorizem o depósito no repositório.

�11

Ao adotar esta forma de política a BCAJ se preocupou com a atividade de
qualidade e controle informacional promovidas pelas mudanças introduzidas pelo
desenvolvimento e implementação de repositórios institucionais no ambiente da
universidade. Tais mudanças se inserem no debate a respeito do sistema de
comunicação cientifica, em um diversificado número de disciplinas.
Desta forma é entendido que a qualidade cientifica dos materiais
depositados no repositório vai ser constantemente supervisionada pelos atores
ligados diretamente ao processo de produção cientifica.

4 CONCLUSÃO
O trabalho de criação e manutenção de um repositório institucional se
constitui um grande desafio para bibliotecas universitárias. A experiência da BCAJ
ao propor a criação de um repositório observou grandes dificuldades na execução
das ações, tanto no âmbito da viabilização institucional quanto no cientifico. Por isso,
o uso desta ferramenta no Campus Jataí ainda esta em fase de experimentação. A
idéia é que a ferramenta seja testada e avaliada por toda comunidade interna
(professores/estudantes/técnicos) antes de ser publicada na rede mundial de
computadores.
Desta forma, o debate institucional e cientifico configurado neste trabalho
dirigido a criação de um repositório institucional concluiu que 3 (três) aspectos
críticos podem interferir na viabilidade do uso da ferramenta. São eles:
a) Recursos Humanos: a biblioteca universitária deve estar consciente que o
trabalho tradicional das bibliotecas vão conviver com as novas demandas de uso da
informação, por isso, o planejamento de recursos humanos deve necessita de
espaço para lotação de pessoal qualificado para exercer funções novas.
b) Recursos Tecnológicos: a criação de um repositório institucional esta
estritamente ligado a dependência de recursos como hardware e software, nesse
sentido a implementação com sucesso de tal ferramenta exige um diagnóstico
detalhado de tais recursos na instituição, os requisitos técnicos disponíveis devem

�12

estar em consonância com a proposta apresentada a falha neste aspecto afeta
diretamente na viabilidade da ferramenta.
c) Política científica: a política de um repositório institucional em biblioteca
universitária deve estar atenta ao desenvolvimento científico institucional, pois os
repositórios institucionais nos ambientes universitários servem não apenas para
preservar a produção intelectual de uma dada comunidade acadêmica, mas,
sobretudo para difundir e dar projeção a essa produção junto a outras comunidades
universitárias e científicas, e da sociedade em geral.(CAMARGO; VIDOTTI, 2006).
É importante citar que as bibliotecas universitárias não podem correr o
risco de ao se propor a criação de um repositório institucional acabem criando
armazéns digitais de materiais sem nenhuma funcionalidade científica. Por isso, a
política do repositório institucional deve ser calcada em critérios de avaliação que
foquem a objetividade cientifica, participação dos atores (docentes /pesquisadores) e
acessibilidade técnica. Mas que para isso os pré-requisitos observados e apontados
nesta conclusão sejam de fato levados em consideração em qualquer planejamento,
ou até mesmo, que sejam condição sine qua non para a criação de um repositório
institucional.

�13

REFERENCIAS
BAPSTISTA, Ana Alice; COSTA, Sely Maria de Souza; KURAMOTO, Hélio;
RODRIGUES, Eloy. Comunicação científica: o papel da Open Archives Initiative no
contexto do acesso livre. Encontros Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf.,
Florianópolis, n.esp., 1° sem. 2007.
CAMARGO, Liriane de Araújo; VIDOTTI, Silvana Ap. Borseti Gregorio. Elementos de
personalização em repositórios institucionais. In: CONFERÊNCIA IBEROAMERICANA DE PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS NO CONTEXTO DA
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA, 1., 2006. Brasília. 1ª Conferência Ibero-Americana
de Publicações Eletrônicas no Contexto da Comunicação Científica. Brasília:
Universidade de Brasília - Departamento de Ciência da Informação / Uniderp, 2006.
COSTA, S. M. S.; LEITE, F. C. L.. Repositórios institucionais: potencial para
maximizar o acesso e o impacto da pesquisa em universidades. In: CONFERÊNCIA
IBERO-AMERICANA DE PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS NO CONTEXTO DA
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA, 1., 2006. Brasília. 1ª Conferência Ibero-Americana
de Publicações Eletrônicas no Contexto da Comunicação Científica. Brasília:
Universidade de Brasília - Departamento de Ciência da Informação / Uniderp, 2006.
CROW, Raym. The case for institutional repositories: a SPARC position paper.
ARL, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.arl.org/sparc/bm~doc/ir_final_release_102.pdf&gt;. Acesso em: 25 abr.
2008.
DAVENPORT, Thomas H., PRUSAK, Laurence. Equipe especializada em
informação. In: Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o
sucesso na era da informação. Tradução Bernadette Siqueira Abrão. São Paulo :
Futura, 1998. p. 140- 172.
LEITÃO, Bárbara Júlia Menezello. A biblioteca universitária. In: Avaliação
qualitativa numa biblioteca universitária. Niterói: Intertexto, 2005. p.24-32.
MIRANDA, S. V. Identificando competências informacionais. Revista Ciência da
Informação, v. 33, n. 2, p. 112-122, maio/ago. 2004
SANTOS, A. S. ; TOLFO, S. R. . Competências demandadas dos bibliotecários
frente às novas tecnologias de informação em bibliotecas universitárias. Encontros
Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n.21, 1° sem. 2006.

__________________
1

Enderson Medeiros, Universidade Federal de Goiás (UFG), Coordenador da Biblioteca do Campus
Jataí, enderbass@hotmail.com.
2
Rodolfo Peres Rodrigues, Universidade Federal de Goiás (UFG), Arquivista do Campus Jataí,
rodolfopr_go@hotmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Discute a criação de um repositório institucional abordando aspectos institucionais e científicos para sua efetiva implementação em universidades. Discorre sobre questões relativas a recursos humanos nas bibliotecas universitárias fazendo o debate entre a demanda de serviços tradicionais com o uso de novas tecnologias da informação, e critica a política de pessoal existente nas bibliotecas universitárias federais. Acrescenta a essa discussão a problemática existente sobre a competência do bibliotecário frente ao desafio de viabilizar um repositório institucional, destacando o distanciamento existente entre a equipe de profissionais da tecnologia da informação e a equipe de profissionais da informação. Além disso, discute a política de um repositório institucional baseada num modelo que garanta a qualidade cientifica dos documentos depositados. Conclui apresentando 3 (três) aspectos críticos observados durante a experiência de um repositório institucional proposto na Universidade Federal de Goiás / Campus Jataí, que podem interferir diretamente na implantação desta ferramenta.</text>
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                    <text>PÔSTER
A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E O CONTEXTO INSTITUCIONAL
Acesso livre e repositórios institucionais: maior
visibilidade da produção científica institucional

CREDENCIAMENTO DE PERIÓDICOS
CIENTÍFICOS EDITADOS PELA PUC-CAMPINAS
MATOSO, M. C.1
JACON, M. C. M.2
OLIVEIRA, R. M. V. B.3

RESUMO
O objetivo principal deste estudo foi avaliar o desempenho dos periódicos científicos
editados pela PUC-Campinas, no período 2005-2007. Utilizou-se o modelo de
avaliação de desempenho elaborado por Kryzanowisk e Ferreira, Matoso e Oliveira e
pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia, com
alterações na atribuição de pesos e incorporação de critérios SciELO e Qualis. A
metodologia estabelece critérios de pontuação, determinando o nível de
desempenho dos periódicos em “Muito Bom”, “Bom”, “Mediano” e “Fraco”. Concluise que os títulos com desempenho “Muito Bom” e “Bom” estão credenciados a
receber apoio institucional e fomento. Os 11 títulos com desempenho “Mediano” e
“Fraco” necessitam de aprimoramento da qualidade nos aspectos intrínsecos e
extrínsecos: aumentar, em nível nacional, a abrangência de artigos e regularizar
periodicidade para credenciamento junto aos serviços de indexação. Dos 16 títulos
analisados, 11 estão indexados na Biblioteca Digital de Artigos da CVA-RICESU; 2
títulos estão presentes na SciELO e apenas um título utiliza a metodologia SEER,
indicando que a editoração eletrônica de periódicos científicos na PUC-Campinas
ainda é incipiente. Considerando-se a visibilidade das publicações disponibilizadas
em acesso livre e a necessidade de atendimento aos critérios de seleção para
manutenção do padrão de qualidade das bases de dados nacionais, recomenda-se,
para o ambiente da PUC-Campinas, a adoção da metodologia SEER, em portal
corporativo, criando-se condições favoráveis de padronização e uso de tecnologia
na busca de credenciamento dos títulos com desempenho “Mediano” e “Fraco”.
Palavras-chave: Acesso aberto. Avaliação de periódicos. Indicadores de qualidade.

ABSTRACT
This study main objective was to assess the performance of scientific journals
published by PUC-Campinas in the period from 2005 to 2007. The instrument used
was the performance evaluation form developed by Kryzanowisk and Ferreira, by

�2

Matoso and Oliveira and also by the Brazilian National Association for Posgraduate
and Research in Psychology – ANPEP, with some adaptations in weight distribution
and in adopting some SciELO and Qualis criteria. The methodology used established
pointing criteria, classifying the journals performance levels in “Very Good”, “Good”,
“Moderate” and “Weak”. As conclusion, journals “Very Good” and “Good” are able to
get institutional financial support. The 11 Journals with performance “moderate” and
“weak” need quality improvement on intrinsical and extrinsical aspects in order to
address basic criteria of official approval in the indexing services. From 16 journals,
11 are indexed full text in the CVA-RICESU Digital Library Papers; 2 journals are
indexed at SciELO (Scientific Electronic Library Online) and only one title uses the
SEER methodology, showing that the production of scientific journals at PUCCampinas with free softwares (Open Archives) is still incipient. Considering the
visibility of available publications in open access as well as the need to meet the
selection criteria to keep the national data basis quality standards, it is highly
recommended for the PUC-Campinas context the adoption of SEER methodology on
its corporate site, in order to create favorable standard conditions and technology use
when searching for official approval for titles with “Moderate” and “Weak”
performances.
Keywords: Open access. Journal assessment. Quality indicators.

1 OBJETIVOS

�

Avaliar o desempenho dos periódicos científicos editados na PUC-Campinas
(2005-2007);

�

Identificar pontos críticos no processo editorial e fornecer subsídios para
incremento da qualidade no processo de credenciamento dos periódicos
editados.

2 MÉTODOS

�

Instrumento utilizado: Ficha de Avaliação baseada no modelo elaborado por
Kryzanowisk &amp; Ferreira (1998), Matoso &amp; Oliveira (2001) e na metodologia
desenvolvida pela ANPEPP (2007).

Estrutura da Ficha de avaliação de desempenho:

�
�
�
�

Normalização
Fascículo
Periodicidade
Indexação

�3

�
�
�
�

Difusão
Colaboração e Divisão
Gestão Editorial e
Escala de valorização

Amostragem

�

16 títulos de periódicos científicos, nas áreas de: Ciências da Saúde e Biologia,
Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Lingüística, Letras e Artes,
publicadas no biênio 2005/2006 e pelo menos um fascículo em 2007.

�4

Tabela 1 - Avaliação de títulos de periódicos editados entre 2005-2007, com periodicidade sem atraso. Campinas (SP), 2008.
Desempenh
Status
Escala de
Desempenho Escala de
Início
Pontuação majorado /
Área
Título
Pontuação o 2007 (2ª
Valoração
publicação
2005 - 2006 Valoração
fase)
diminuído
1
1
1987
Biologia
Bom
56-80
75
Bom
56-80
80
Acima
de
Acima
de
101
=
101
Muito Bom
2
19882
Nutrição
Muito Bom
80
80
Acima de
Acima de
3
19831,2
104
96
Muito Bom
Psicologia
Muito Bom
80
80
4
1991
Ciência Social
Fraco
Até 30
27
Fraco
Até 30
27
=
5

19961

Educação

Bom

56-80

56

Bom

6

19891,3

Biblio/C.I.

Bom

56-80

80

Muito Bom

Disponível em: 1ARTE (CVA-RICESU); 2SciELO; 3 SEER.

56-80
Acima de
80

68
81

�5

Tabela 2 - Avaliação de títulos de periódicos editados entre 2005-2007, com periodicidade em atraso. Campinas (SP), 2008.
Desempenh Escala de
Desempenh Escala de
Status
Início
Título
Área
o 2005 Valorizaçã Pontuação o 2007 (2ª Valorizaçã Pontuação majorado /
publicação
2006
o
o
fase)
diminuído
7

1982

Mediano

31-55

46

Não publicou

31-55

48

Fraco

Até 30

29

Não publicou

--

--

Mediano

31-55

45

Mediano

31-55

41

Mediano

31-55

36

Não publicou

--

--

19691

Letras
Comunicação
Social
Filosofia
Ciências
Humanas
História

8

1982

9

19981

10

19971

11

Mediano

31-55

33

Não publicou

Até 30

29

12

19841

Direito

Mediano

31-55

42

Mediano

31-55

47

13

1992

Mediano

31-55

40

Mediano

31-55

49

14

19921

Mediano

31-55

37

Não publicou

Até 30

25

15

19751

Arq. Urbanismo
Economia Adm.
Contábeis
Filosofia

Bom

56-80

67

Bom

56-80

63

16

19921

Medicina

Bom

56-80

75

Bom

56-80

75

1

Disponível em: ARTE (CVA RICESU).

--

--

=

�6

Tabela 3 - Critérios a serem atendidos e recomendações para aprimoramento dos periódicos científicos. Campinas (SP), 2008.
Critérios
Itens

Recomendações
Extrínseco

Regularizar periodicidade

n
10

%
62,5

Aumentar periodicidade

6

37,5

3

18,7

Incluir a afiliação do Conselho
Editorial
Aumentar abrangência do Corpo
Editorial
Aumentar abrangência de artigos
(Nacional)
Aumentar abrangência de artigos
(Internacional)

Intrínseco
n

%

Itens

Extrínseco
n
4

%
25,0

5

31,2

Incluir página de rosto

1

6,3

Incluir ficha catalográfica
Incluir legenda bibliográfica na capa de todos os
fascículos e/miolo

10

62,5

Incluir endereço completo

1

6,3

11

68,7

Incluir instruções bilingüe aos autores em todos os
fascículos

3

18,7

6

37,5

Incluir sumário bilingüe

3

18,7

9

56,2

9

56,2

9
7

56,2
43,7

1

6,3

8

50,0

4

25,0

Incluir no Conselho Editorial
Membros de Instituições
estrangeiras/nacionais

8

50,0

Aumentar a captação de artigos
originais

1

6,3

Incluir, nas instruções aos autores, informações
referentes aos procedimentos adotados pela
revista para análise e aprovação dos manuscritos
(Sistema Peer review), conflito de interesse e
normas adotadas para referência e citação, com
exemplos em todos os fascículos
Normalizar referências de acordo com a norma
adotada
Incluir afiliação completa dos autores
Normalizar/padronizar resumos e descritores
Classificar/categorizar sumário de acordo com as
páginas do texto
Incluir a data de recebimento, tramitação e aceite
dos artigos em todos os fascículos
Incluir ISSN na capa, página de rosto e/ou
sumário

�7

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desempenho

�

Do total de 16 títulos avaliados, 2 (12,5%) atingiram desempenho “Muito Bom”,
5 (31,0%) “Bom”, 7 (44,0%) “Mediano” e 2 (12,5%) “Fraco”.

�

Destes títulos, 14 (88,0%) estão disponibilizados em acesso livre: SciELO (2);
SEER (CVA-RICESU) (1); ARTE (11).

Busca de Qualidade

�

Nove títulos (56,0%) com desempenho “Fraco” e “Mediano” necessitam de
aprimoramento da qualidade intrínseca e extrínseca para atendimento a
critérios básicos de credenciamento junto aos serviços de indexação.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PRESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM PESQUISA.
Avaliação de publicações. Disponível em: &lt;http://www.anpepp.org.br/indexaval.htm&gt;. Acesso em: 23 maio 2007.
KRZYZANOWSKI, R.F.; FERREIRA, M.C.G. Avaliação de periódicos científicos e
técnicos brasileiros. Ciência da Informação, Brasília, v.27, n.2, p.165-175, 1998.
MATOSO, M.C.; OLIVEIRA, R.M.V.B. Critérios de avaliação e qualidade de
periódicos editados pela PUC-Campinas. In: ENCONTRO NACIONAL DE
EDITORES CIENTÍFICOS, 7., 2001, Atibaia. Cadernos de Resumos... Atibaia:
ABEC, 2001. Pôster.

_________________
1

Maria Cristina Matoso, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC-Campinas,
mcmatoso@puc-campinas.edu.br.
2
Maria do Carmo Moreira Jacon, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC-Campinas,
mariadocarmo@puc-campinas.edu.br.
3
Rosa Maria Vivona Bertolini Oliveira, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC-Campinas,
vivona@puc-campinas.edu.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Credenciamento de periódicos científicos editados pela PUC-CAMPINAS. (Pôster)</text>
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                <text>O objetivo principal deste estudo foi avaliar o desempenho dos periódicos científicos editados pela PUC-Campinas, no período 2005-2007. Utilizou-se o modelo de avaliação de desempenho elaborado por Kryzanowisk e Ferreira, Matoso e Oliveira e pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia, com alterações na atribuição de pesos e incorporação de critérios SciELO e Qualis. A metodologia estabelece critérios de pontuação, determinando o nível de desempenho dos periódicos em “Muito Bom”, “Bom”, “Mediano” e “Fraco”. Conclui-se que os títulos com desempenho “Muito Bom” e “Bom” estão credenciados a receber apoio institucional e fomento. Os 11 títulos com desempenho “Mediano” e “Fraco” necessitam de aprimoramento da qualidade nos aspectos intrínsecos e extrínsecos: aumentar, em nível nacional, a abrangência de artigos e regularizar periodicidade para credenciamento junto aos serviços de indexação. Dos 16 títulos analisados, 11 estão indexados na Biblioteca Digital de Artigos da CVA-RICESU; 2 títulos estão presentes na SciELO e apenas um título utiliza a metodologia SEER, indicando que a editoração eletrônica de periódicos científicos na PUC-Campinas ainda é incipiente. Considerando-se a visibilidade das publicações disponibilizadas em acesso livre e a necessidade de atendimento aos critérios de seleção para manutenção do padrão de qualidade das bases de dados nacionais, recomenda-se, para o ambiente da PUC-Campinas, a adoção da metodologia SEER, em portal corporativo, criando-se condições favoráveis de padronização e uso de tecnologia na busca de credenciamento dos títulos com desempenho “Mediano” e “Fraco”.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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�
�

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�
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���#��$�#������

A CONSTRUÇÃO DE INDICADORES PARA INOVAR A GESTÃO
DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO
MARTINS, V. S. G.1

RESUMO
O desempenho da organização sempre foi um ponto crítico de preocupação e
reflexão no que tange às questões de gestão das empresas e das instituições, pois
consiste não só em um conjunto de ferramentas para sua avaliação mediante os
resultados que obtém, como também em uma adequada visão e compreensão do
negócio em si. No mundo das teorias dos negócios, a mensuração é uma
importante ferramenta gerencial. Os indicadores daí resultantes fornecem aos
gerentes informações relevantes e oportunas sobre o desempenho da empresa, a
serem utilizadas como base de decisões eficazes para melhoria dos resultados. O
presente trabalho tem como objetivo propor um modelo conceitual, sob as
perspectivas do Balanced Scorecard (BSC), onde possibilite a construção de
indicadores estratégicos que possam auxiliar na gestão da informação e do
conhecimento em bibliotecas. A metodologia utilizada foi benchmarking em fontes de
dados nacionais e internacionais, consulta à bibliografia do tema e através de um
processo de análise a concepção do modelo conceitual de indicadores. Como
resultado o trabalho propõe um modelo conceitual de indicadores, onde as variáveis
de medição de desempenho dos sistemas de informação e do conhecimento, em
bibliotecas, são levantadas e distribuídas de acordo com as perspectivas do BSC.
Espera-se que o presente estudo possa contribuir na inovação da gestão em
bibliotecas, visando o alinhamento de seus objetivos e ações em suas instituições de
origem.
Palavras-chave: Indicadores. Gestão da informação. Gestão do conhecimento.
BSC. Sistemas de medição.

ABSTRACTS
The organizational performance was always considered the critical point of concern
and reflection about the companies management issues. The performance results is
not consist only a set of tools that can be evaluation this results as well as the whole
vision of the business directions. In the world of the businesses theories the
measurements is an important managerial tool and theirs indicators provide the result

�2

of the informational performance for the managers that could be used as a base
decisions and improvements. The work’s goals is to propose the conceptual model
according to the Balanced Scorecard (BSC) perspective that makes the construction
of strategic indicators to help Library’s informational and knowledge management.
The methods used were the national and international data reference as
benchmarking, the bibliography theme reference and the process analyses. The
intended result is the conceptual model of the indicators where the performance
variables of the informational and knowledge management were appointed and
distributed according to the Balanced Scorecard (BSC) perspective. The study
intended should be contributed with the innovation in Library management.
Keywords: Indicators. Informational management. Knowledge management. BSC.
Measurement system.

1 INTRODUÇÃO
O desempenho da organização sempre foi um ponto crítico de
preocupação e reflexão no que tange às questões de gestão das empresas e das
instituições, pois consiste não só em um conjunto de ferramentas para sua avaliação
mediante os resultados que obtém, como também em uma adequada visão e
compreensão do negócio em si.
Outros fatores, como a explosão dos recursos informacionais, a
necessidade de atender as novas expectativas e nível de exigência do usuário,
racionalização e otimização dos recursos, custo versus benefício, a sociedade da
informação/gestão do conhecimento e a forte ênfase tecnológica, têm contribuído
nas transformações rápidas e profundas das organizações, levando-as a defrontarse, freqüentemente, com questões decisórias que dizem respeito à continuidade ou
mudança, sobrevivência ou expansão, tradição ou inovação.
Este tipo de estratégia, perfeitamente aplicável em outros segmentos, tem
constituído fatores predominantes para o dinamismo dos profissionais que atuam
nas áreas de informação gerindo seus recursos, sejam eles humanos, técnicos,
financeiro ou de infra-estrutura.
Uma organização, assim como um sistema de informação em bibliotecas
começa com fluxos de insumos – pessoas, energia, materiais ou informações – a
partir de fontes situadas no ambiente externo, sendo estes insumos então

�3

convertidos, por meio de um sistema técnico e/ou humano, em saídas
(produtos/serviços) que são fornecidas aos usuários.

2 INDICADORES E O DESEMPENHO GERENCIAL
No mundo das teorias dos negócios, a mensuração é uma importante
ferramenta gerencial. Os indicadores daí resultantes fornecem aos gerentes
informações relevantes e oportunas sobre o desempenho da empresa, a serem
utilizadas como base de decisões eficazes para melhoria dos resultados.
Okland (1994) menciona que, em um ambiente orientado para a qualidade
e o melhoramento contínuo, existem motivos que justificam porque as medições são
necessárias e porque representam um papel chave no aperfeiçoamento da
qualidade e da produtividade. São eles:
[...] “ter capacidade de estabelecer objetivos razoáveis e atingi-los;
fornecer padrões de comparação; dar visibilidade e fornecer um
painel de resultados para que o pessoal possa monitorar seus
próprios níveis de desempenho; ressaltar os problemas da qualidade
e determinar as áreas que precisam de atenção prioritária; dar
indicação dos custos da má qualidade; justificar o uso dos recursos;
fornecer feedback e orientar o esforço de melhoramento”. (OKLAND,
1994, p.167).

Segundo Hammer (2001), no mundo real, contudo, os sistemas de
mensuração geralmente produzem uma enxurrada de dados quase sem significado,
que quantificam praticamente tudo, não importa a relevância. Essa massa de
informações é sempre tão volumosa e chega com tanto atraso que se torna
inoperante e embaraçosa.
A construção de um modelo de negócio, a coleta de dados para testá-lo e
a subseqüente utilização destes dados para impulsionar os esforços de melhoria dos
resultados, de certo, partem de bases científicas, sobretudo a mensuração
cuidadosa e a formulação e teste de hipóteses.
Hammer (2001) recomenda, ainda, que os bons indicadores devem ser:
exatos, realmente refletindo as condições para cuja descrição foram concebidos;
objetivos, de modo a não estarem sujeitos a debates e questionamentos;

�4

abrangentes, assim como de fácil compreensão e comunicação; pouco dispendiosos
e simples de calcular; e oportunos, ou seja, não envolvendo um intervalo muito
grande entre a ocorrência da condição e a disponibilidade do dado. A construção de
indicadores que atendam a estes critérios não é tão fácil quanto à mera listagem dos
requisitos desejáveis; continua sendo mais arte do que ciência.

3 BALANCED SCORECARD (BSC)
O Balance Scorecard representa um sistema de gerenciamento que
fundamenta uma organização orientada para a estratégia. O BSC configura-se como
parte deste sistema para a implementação da estratégia, representando um
programa de mudança e não simplesmente um programa de medição.
O BSC (2001) define este sistema como um fluxo de trabalho que auxilia
as organizações a traduzir a estratégia em objetivos operacionais que direcionam
comportamentos e desempenho.
A conversão da estratégia em um sistema integrado, visando à obtenção
de resultados, é realizada em pelo menos quatro perspectivas estratégicas que
seriam: financeira, cliente, processos internos e aprendizagem e crescimento,
conforme demonstra a Figura 1.

•

Financeira

•

Cliente

•

Processos Internos

•

Aprendizagem e Crescimento

Resultados gerados pela
organização
Atividades que a organização
realiza para atingir os resultados

Figura 1 - Perspectivas Estratégicas do BSC

Convertida a estratégia em objetivos, a cada perspectiva cabem linhas de
ação, como por exemplo, a perspectiva financeira pode tratar de assuntos
relacionados à lucratividade, aos fluxos de caixa e as receitas operacionais.
À perspectiva do cliente, cabem assuntos de identificação dos segmentos
de clientes e mercado, satisfação, retenção, lucratividade e aquisição de novos

�5

clientes, participação de contas em segmentos alvos, rapidez da produção,
pontualidade, inovação e atendimento.
À perspectiva de processos internos cabem os assuntos relativos à
identificação de processos críticos, processos de negócio, criação de produtos,
desenvolvimento de produto, produção, marketing e pós-venda, sendo que, a
inovação e a criação de processos referem-se exclusivamente ao atendimento à
necessidade do cliente.
Por fim, à perspectiva de aprendizado e crescimento, cabem os assuntos
relativos aos cuidados com a infra-estrutura necessária e adequada para que a
empresa possa gerar crescimento e melhoria, tendo como base à infra-estrutura, tais
como, capacidade das pessoas, dos sistemas e dos procedimentos internos.
O conceito do BSC, segundo Poll (2001) ainda traduz que a perspectiva
do planejamento de uma instituição (missão, estratégia, visão e metas), dentro de
um sistema de medição de indicadores de desempenho, envolva todos os aspectos
importantes, isto é, processos internos e atividades de melhoria.
Segundo Kaplan e Norton (1997), os objetivos e as medidas utilizadas no
Balanced Scorecard não se limitam a um conjunto aleatório de medidas de
desempenho financeiro e não-financeiro, pois derivam de um processo hierárquico
(de cima para baixo) norteado pela missão e pela estratégia da unidade de
negócios. Desta forma, deve traduzir a missão e a estratégia de uma unidade de
negócios em objetivos e medidas tangíveis. As medidas representam o equilíbrio
entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes, e as medidas internas
dos processos críticos de negócios, inovação, aprendizagem e crescimento.

4 JUSTIFICATIVA
O desenvolvimento de um sistema de informação gerencial pode
proporcionar à organização o fornecimento de informações sobre o ambiente,
redução na ambigüidade e fornecimento de uma base empírica para a tomada de
decisão, avaliação da situação passada e presente, com perspectivas de
prognosticar o futuro, avaliação e monitoramento das atividades em termos de

�6

processo e progresso. Sistemas gerenciais, por si só, não conduzem a organização
ao fracasso, nem tampouco podem assegurar seu sucesso. Mas eles podem,
certamente, contribuir para o declínio ou sobrevivência das organizações. Com as
organizações diversificadas tentando competir, a necessidade por sistemas
excelentes para direcionar os investimentos de capital, fornecer metas aos gerentes,
coordenar operações, julgar eficiência de processos internos e avaliar a
rentabilidade dos produtos oferecidos.
Para tal ensejo, os sistemas de informação gerencial devem estar
atrelados ao processo decisório e embasados por um sistema de informação
estratégico, de tal forma que se defina um conjunto estruturado e interativo de
dados, bem como informações sobre a organização, proporcionando, desta forma, a
otimização do processo de gestão na sua interligação com fatores ambientais
(externos e internos).
Segundo Tarapanoff (1995), pode ainda trazer benefícios à organização,
tais como:
[...] redução dos custos de operações; melhoria no acesso às
informações, propiciando relatórios mais precisos e rápidos, com
menos esforço; melhoria na produtividade, tanto setorial quanto
global; melhoria nos serviços realizados e oferecidos; redução do
grau de centralização de decisões na organização; melhoria na
adaptação da organização a acontecimentos na previstos; aumento
do nível de motivação das pessoas envolvidas; redução dos custos
operacionais e redução dos níveis hierárquicos[...] (TARAPANOFF,
1995, p.17).

Desta forma, um sistema de informação gerencial consolida a sustentação
organizacional nos aspectos de qualidade, produtividade e participação.

5 OBJETIVOS
Neste contexto de mudanças, que atinge tanto o ambiente organizacional
como a forma de gerir as organizações, o presente trabalho tem como objetivo
propor um modelo conceitual, sob as perspectivas do BSC, onde possibilite a
construção de indicadores estratégicos que possam auxiliar na gestão da informação
e do conhecimento.

�7

5.1 Objetivos Específicos
Identificar os principais indicadores utilizados no gerenciamento dos sistemas

�

de informação em bibliotecas em âmbito nacional e internacional;
Construção do modelo conceitual de indicadores, demonstrando como o

�

balanceamento dos indicadores podem estar inovando a gestão da
informação e do conhecimento.

6 MÉTODO
A metodologia para o desenvolvimento do trabalho pautou-se em etapas:
benchmarking em fontes de dados nacionais e internacionais; consulta a bibliografia
relacionada ao tema e através de um processo de análise o balanceamento das
variáveis que englobam a concepção do modelo conceitual de indicadores, sob as
perspectivas do BSC.

7 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os resultados obtidos a partir dos objetivos propostos estão expostos a
seguir:
Etapa 1- Elaboração de uma matriz de correlação entre os indicadores utilizados, a
partir de fontes de dados nacionais e internacionais, e as prioridades de
contemplação, conforme apresentado no Quadro 1. As prioridades estabelecidas
foram atribuídas a partir de critérios como: indicadores usados por órgãos oficiais
avaliadores e órgãos normalizadores; indicadores usados por bibliotecas de
universidades e recomendações da bibliografia.

�8

Prioridade de
contemplação

Indicadores
Divisão pelas
perspectivas do BSC

Exigências governamentais
(Ministério da Educação, Censo
da Educação do Ensino
Superior)
Normas existentes
(ISO, IFLA, JFC)1
Benchmarking com
Universidades
Acréscimos da bibilografia
consultada

1
2
3
4

Quadro 1 - Matriz de Correlação de Fontes de Dados

Etapa 2 - Construção do Modelo Conceitual sob as perspectivas do BSC
Como parte do conhecimento da situação, foram divididas as seções e as
métricas em aspectos do Cliente, Financeiro, de Processos Internos, Aprendizagem
e Crescimento, conforme apresentado na Figura 2. Para que a inter-relação das
métricas pudesse ser avaliada, foi necessário, primeiramente, observar o
balanceamento destas métricas sob perspectivas estratégicas. Para tanto, foram
utilizados os princípios que norteiam a ferramenta do Balance Scorecard - BSC,
tendo em vista sua aplicabilidade no auxilio das organizações em traduzir a
estratégia

em

objetivos

operacionais

que

direcionam

comportamentos

e

desempenho.
Cabe ressaltar que, devido às fontes consultadas não priorizarem o
caráter ganho financeiro e existirem diferenças marcantes entre os objetivos do setor
privado e do setor público, foi necessário reformular a arquitetura dos aspectos
estratégicos do BSC, de tal forma que os clientes ou constituintes figurassem no alto
da pirâmide, pois, neste caso, o sucesso financeiro não é considerado como o
objetivo principal da organização, como ocorre nas questões de formação e
satisfação do cliente.

1

International Standard Organization (ISO); International Federation of Library Associations and Institutions
(IFLA); Joint Funding Councils’ Ad-hoc Group on Performance Indicators for Libraries (JFC).

�9

Figura 2 – Balanceamento dos Indicadores de Desempenho para os Sistemas de Informação em Bibliotecas

�10

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No campo da ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I), a existência de
sistemas de indicadores, segundo descreve Pacheco (2003), é um instrumento
essencial para melhor compreender e monitorar os processos de produção, difusão
e uso de conhecimentos científicos, tecnologias e inovações. Essa colocação geral
para a necessidade dos sistemas de indicadores pode ser desdobrada,
basicamente, em três outros motivos específicos: razão científica, que está
relacionada com a busca da compreensão dos fatores determinantes daqueles
processos; razão política, associada com as necessidades e possibilidades da
utilização dos indicadores de CT&amp;I como instrumentos para a formulação, o
acompanhamento e a avaliação de políticas públicas; e a razão pragmática, a qual
refere-se ao uso dos indicadores como ferramenta auxiliar na definição e avaliação
de estratégias tecnológicas de instituições e empresas, assim como na orientação
das atitudes e ações de trabalhadores, instituições e do público em geral em temas
relacionados.
No contexto dos sistemas de informação em bibliotecas, fatores
interferem na qualidade de sua avaliação, destacando-se a falta da construção de
sistemas da medição gerenciais adequados e do registro sistemático de dados sobre
seu desempenho, permitindo que todos os níveis da organização participem de seu
planejamento e tenham acesso e entendimento de seu uso.

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__________________
1

Valéria Santos Gouveia Martins, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Biblioteca
Central Cesar Lattes, valeria@unicamp.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O desempenho da organização sempre foi um ponto crítico de preocupação e reflexão no que tange às questões de gestão das empresas e das instituições, pois consiste não só em um conjunto de ferramentas para sua avaliação mediante os resultados que obtém, como também em uma adequada visão e compreensão do negócio em si. No mundo das teorias dos negócios, a mensuração é uma importante ferramenta gerencial. Os indicadores daí resultantes fornecem aos gerentes informações relevantes e oportunas sobre o desempenho da empresa, a serem utilizadas como base de decisões eficazes para melhoria dos resultados. O presente trabalho tem como objetivo propor um modelo conceitual, sob as perspectivas do Balanced Scorecard (BSC), onde possibilite a construção de indicadores estratégicos que possam auxiliar na gestão da informação e do conhecimento em bibliotecas. A metodologia utilizada foi benchmarking em fontes de dados nacionais e internacionais, consulta à bibliografia do tema e através de um processo de análise a concepção do modelo conceitual de indicadores. Como resultado o trabalho propõe um modelo conceitual de indicadores, onde as variáveis de medição de desempenho dos sistemas de informação e do conhecimento, em bibliotecas, são levantadas e distribuídas de acordo com as perspectivas do BSC. Espera-se que o presente estudo possa contribuir na inovação da gestão em bibliotecas, visando o alinhamento de seus objetivos e ações em suas instituições de origem.</text>
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USO DO PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES PELOS
PROFISSIONAIS DA SAÚDE DA FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO
JOSÉ DO RIO PRETO (FAMERP)
MARTINS, C. A.1
BRAILE, D. M.2

RESUMO
Atualmente, tem-se acesso a inúmeras fontes de informação em diferentes meios, o
que por um lado, amplia a coleta de dados que podem ser convertidos em
conhecimento, mas por outro, exige habilidades e comportamentos específicos para
utilizar a informação coletada. Por essa razão, a Coordenação de Pessoal de Nível
Superior (CAPES) desenvolveu o Portal de Periódicos da CAPES, como forma de
facilitar o acesso à informação científica e apontou o bibliotecário das Instituições de
Ensino Superior como seu promotor, e um dos atores mais importantes desse novo
cenário, para auxiliar alunos e pesquisadores no desenvolvimento de suas
habilidades informacionais, no que diz respeito ao uso efetivo do portal. Esse
trabalho pretende avaliar o uso do portal da CAPES pelos profissionais de saúde da
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e checar a
necessidade de desenvolvimento de linhas de ação para ampliar seu acesso.
Palavras-chave: Acesso à Informação. Sistemas de Informação. Produtos e
Serviços de Informação. Pessoal de Saúde.

ABSTRACT
Nowadays, it has access to a number of information sources in different media, what
on the one hand, expands the data collection which can be converted into
knowledge, but on the other hand, it requires specific skills and behaviors in order to
use all the information collected. For this reason, the Coordenação de Pessoal de
Nível Superior – CAPES –, which is a public foundation attached to the Ministry of
Education with the mission to promote the development of graduate and research
programs in Brazil, has developed the Portal de Periódicos da CAPES: the Brazilian
national electronic library consortium for science and technology, as a mean of
forward the access to scientific information and nominated the librarian of universities
and colleges as its representative, and one of the leading man/woman of this new

�2

scenario, to help students and researchers in the development of their informational
skills regarding the effective use of the Portal. This study intends to evaluate the
potential benefit of use of Portal de Periódicos da CAPES by the health professionals
of the Medical School of São José do Rio Preto (FAMERP), and to verify the
necessity of developing lines of action to expand the access.
Keywords: Access to Information. Information Systems. Information Products and
Services. Health Personnel.

1 INTRODUÇÃO
Imprevisível, irresistível e incompreensível. Essas palavras foram usadas
pelo historiador Nicolau Sevcenko1 para descrever o “aparato tecnológico vigente”
que se amplia, se condensa e se miniaturiza, freqüentemente, em escala mundial.
Segundo o historiador, os conhecimentos técnicos e tecnológicos que impulsionam
essa evolução dobram a cada 5 anos e meio.
De acordo com Sevcenko1 e Castells2, a aplicação dessas Tecnologias de
Informação e Comunicação se dá, em praticamente, todos os campos do
conhecimento e em todos os âmbitos da vida no planeta, interferindo diretamente na
forma de “pensar, produzir, consumir, negociar, administrar, comunicar, viver,
morrer, fazer guerra e fazer amor” dos seres humanos2.
Essas novas tecnologias proporcionaram uma “explosão” da informação,
nunca antes presenciada em nossa história. Como exemplo dessa abundância de
dados, podemos citar a Biblioteca da Universidade de Harvard, que levou 275 anos
para reunir seu primeiro milhão de livros, mas reuniu o último milhão em apenas
cinco anos3.
Hoje, a informação se torna a cada dia, mais vasta e acessível, graças aos
recursos proporcionados pela Word Wide Web, que por volta do ano 2000 já reunia
550 bilhões de páginas ou documentos, 95% dos quais eram publicamente
acessíveis4.
Segundo Tedesco5 “o problema para a educação na atualidade não é
onde encontrar a informação, mas como oferecer acesso a ela sem exclusões e, ao
mesmo tempo, aprender e ensinar a selecioná-la, avaliá-la, interpretá-la, classificá-la

�3

e usá-la”. O desenvolvimento dessas habilidades necessárias para interagir no
ambiente digital, vêm sendo chamado de Competência Informacional6.
Dessa forma, se faz necessário que todos os segmentos sociais ligados
diretamente com o processo educativo cooperem para o desenvolvimento da
Competência Informacional dos cidadãos, e conseqüentemente com a eqüidade do
acesso à informação relevante.

2 O PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES
Como exemplo de ação voltada à acessibilidade da informação científica
podemos citar a iniciativa da CAPES (Coordenação de Pessoal de Nível Superior)
que desenvolveu um portal eletrônico, chamado Portal de Periódicos da CAPES,
que disponibiliza, via Internet, o acesso gratuito a importantes fontes de informação
acadêmica a 129 instituições brasileiras de ensino superior e de pesquisa. Outras 60
instituições acessam o portal mediante pagamento7.
Além de proporcionar o acesso a uma gama de informações científicas via
portal, a CAPES delegou às bibliotecas universitárias, e em especial aos seus
bibliotecários a responsabilidade de promover a utilização dos recursos do Portal
realizando apresentações, treinamentos e divulgação de notícias no âmbito de sua
instituição.
Nesse sentido, o Serviço de Biblioteca e Documentação Científica “Prof.
Dr. José Victor Maniglia” (SBDC) da Faculdade de Medicina de São José do Rio
Preto (FAMERP), pretende assumir seu papel educacional e oferecer apoio para o
desenvolvimento das competências informacionais dos profissionais da saúde que
trabalham e desenvolvem pesquisas, como instrumento de efetivação do uso do
Portal.
Assim, além de promover o acesso ao Portal, a FAMERP, representada
por seus bibliotecários, ampliaria sua contribuição para o desenvolvimento da
Ciência, e conseqüentemente para a promoção da saúde dos seres humanos.

�4

2.1 Caracterização do Portal de Periódicos da Capes
O Portal de Periódicos da CAPES foi criado em 2000, para “reduzir
disparidades regionais, permitindo acesso on-line da produção científica e
tecnológica produzidas mundialmente”7. De acordo com a CAPES seu portal de
periódicos é uma das maiores bases científicas do mundo7.
Dentre as fontes disponibilizadas pelo portal estão artigos com texto
completo de mais de 12.300 revistas internacionais e nacionais, sendo que 18%
delas estão relacionadas às Ciências da Saúde e 10,5% às Ciências Biológicas, ou
seja, mais de ¼ dos periódicos correspondem às Ciências da vida.
A base oferece busca por título de periódico, por grande área do
conhecimento ou por editor. Também disponibiliza um filtro de títulos nacionais, que
correspondem

aos

periódicos

avaliados

como

A

ou

B,

pelo

Programa

Qualis/CAPES8.
A busca e a recuperação de assuntos deve ser feita por editor ou em cada
periódico. Não existe um mecanismo único de busca para todos os títulos, em razão
das particularidades de cada editora e seus registros. O que por vezes torna a busca
mais morosa e dificultosa, desafiando a paciência e experiência de alguns usuários.
Ao todo a base mantém contrato com 61 editores. São eles:
•
•
•
•
•
•
•

•
•

AAP – American Academy of
Periodontology
Academy of Operative Dentistry
AMA
–
American
Medical
Association
American Academy of Psychiatry
and the Law
American Association for the
Advancement of Science – AAAS
American Association of Critical
Care Nurses
American
Association
of
Veterinary
Laboratory
Diagnosticians
American Chemical Societey –
ACS
American Institute of Physics –
AIP

•
•
•

•
•
•
•
•
•
•
•
•

American Physiological Society
American
Psychological
Association – APA
American
Society
for
Biochemistry
and
Molecular
Biology
American Society for Cell Biology
American Society of Agronomy
American Society of Hematology
Annual Reviews
Art Museum Image Gallery
ASA – American Society of
Andrology
ASN – American Society for
Nutrition
Association
for
Computing
Machinery – ACM
Association of Clinical Scientists

�5

•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

BioOne
Blackwell
British Medical Journal Publishing
Group
Cambridge University Press
Cold Spring Harbor Laboratory
Duke University Press
Ebsco
Emerald
Endocrine Society
FDI – World Dental Federation
Federation of American Societies
for Experimental Biology
Gale
Genetics Society of America
Gerontological
Society
of
America
Guilford Press
Highwire Press
IEEE/IET
INFORMS
Institute of Physics – IOP
JSTOR
Karger

•
•
•
•

•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

Maney Publishing
Massachusetts Medical Society
Nature
OECD
(Organization
for
Economic
Co-operation
and
Development)
Outros editores
OVID
Oxford University Press
PePSIC – Periódicos Eletrônicos
em Psicologia
Royal College of Psychiatrics
Royal Society of Chemistry
Sage
SciELO – Scientific Electronic
Library Online
Science Direct
Slack Inc.
Society for Leukocyte Biology
Springer Verlag
Thieme
Wilson
World Scientific

Além dos artigos, estão disponíveis mais de 90 bases de dados referencias
que contemplam todas as áreas do conhecimento.
O acesso a estas fontes é irrestrito às instituições que possuem um
programa de pós-graduação bem avaliado pela CAPES e restrito às instituições que
adquiriram assinatura por meio de convênio.
No ano de 2006, somando todas as instituições participantes, a estimativa de
acesso às bases referenciais foi de 32.000.000, e a recuperação de textos completos
foi estimada em cerca de 15.000.000 7.
A manutenção financeira do portal fica por conta da CAPES, com uma
pequena parcela de contribuição das instituições pagantes. O custo arcado por elas é
de US$ 26.906.134,48 para manter as bases de textos completos, e de US$
8.472.055,00 para oferecer acesso às bases referenciais7.

�6

O portal também agrega links de arquivos abertos e redes de e-prints, livros,
bancos de teses e dissertações, estatísticas, patentes e outras fontes, cobrindo as
áreas biológicas, humanas e exatas.

3 JUSTIFICATIVA
A

CAPES

avaliou

o

programa

de

Pós-Graduação/FAMERP,

em

funcionamento desde 1993, com nota 4, nos triênios 2001/2003 e 1998/2000.
Por esta razão, em 2001, a CAPES ofereceu a FAMERP o acesso irrestrito a
todo o conteúdo do Portal de Periódicos da CAPES, por meio de qualquer
computador da rede FAMERP.
Ao todo são 423 computadores da rede FAMERP conectados a Internet. O
que propicia aos seus, cerca de 400 profissionais da saúde vinculados à instituição por
meio do ensino, da pesquisa ou extensão, acesso direto ao Portal.
Dessa data em diante o Serviço de Biblioteca e Documentação Científica
“Prof. Dr. José Victor Maniglia” (SBDC) vêm desenvolvendo ações para auxiliar esses
profissionais no uso efetivo do conteúdo do portal.
No entanto, seis anos após sua implantação, o SBDC, com o apoio da
Diretoria Adjunta de Pós-Graduação da FAMERP, pretende avaliar a abrangência de
suas ações e delinear um plano de divulgação mais incisivo, se necessário for, para
ampliar o número de acessos ao portal e conseqüentemente às informações cientificas
que poderão auxiliar os profissionais em suas práticas cotidianas, na produção de
conhecimento científico e tecnológico e na prestação de serviços à comunidade.

4 OBJETIVOS
Os objetivos deste trabalho são:
•

avaliar o uso do portal de periódicos da CAPES, por meio de questionários;

•

checar as razões para uso e não uso do portal;

�7

•

avaliar a necessidade de desenvolver ações pontuais para ampliar o acesso
ao portal de periódicos da CAPES;

•

divulgar o portal de periódicos da CAPES e os recursos científicos oferecidos
por ele;

•

propiciar o acesso ao conhecimento científico e a produção de novos
conhecimentos.

5 METODOLOGIA
Os questionários destinados a avaliar o uso do Portal de Periódicos da
CAPES serão aplicados de janeiro/2008 a julho/2008, em uma amostragem de
aproximadamente 70% dos 400 profissionais da saúde vinculados à FAMERP, tais
como: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais,
fonoaudiólogos.
As respostas obtidas serão tabuladas quantitativamente. Mediante a
investigação dos resultados serão delineadas ações para promoção do uso do portal,
que poderão abranger a realização de cursos apostilados, divulgação por meio de
cartazes, folders, site, correio eletrônico, etc.
Os profissionais que demonstrarem interesse em participar dos cursos serão
convidados para integrarem uma turma de treinamento com no máximo 40 alunos.
Os treinamentos acontecerão no anfiteatro da FAMERP, e serão ministrados
pela equipe da CAPES e representantes de editores e agregadores do portal. A
programação inicial é de 8 horas/aula, dividida em 2 dias, mas poderá ser modificada
dependendo das necessidades informacionais manifestadas por seus participantes.
Ao término dos treinamentos serão aplicados questionários avaliativos para
checar o nível de aproveitamento do curso, necessidade de aprimoramento dos
conteúdos e avaliação dos docentes.
O conteúdo programático abordado pelo curso deverá ser composto por
todos os recursos disponíveis no Portal de Periódicos da CAPES.

�8

Após, aproximadamente, dois anos de ações promocionais o SBDC deverá
aplicar novamente questionários investigativos ao mesmo público-alvo com o intuito de
checar a eficácia de sua iniciativa e a necessidade de ampliar e qualificar suas futuras
ações.
A análise dos resultados será feita de modo quantitativo, com a mensuração
dos questionários respondidos para avaliar a necessidade de desenvolvimento de um
programa mais completo de divulgação e ampliação de uso do Portal de Periódicos
da CAPES.
O presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
FAMERP.

6 CONCLUSÃO
Como resultado desse projeto espera-se contar com a participação de um
expressivo número de profissionais da saúde, respondendo aos questionários e
participando das ações de promoção e divulgação do portal, e que conseqüentemente
a quantidade de acessos seja ampliada.
Espera-se também que os profissionais envolvidos no projeto possam ter sua
competência informacional desenvolvida, no que se refere ao uso do Portal, e que a
atualizem ao longo de sua vida, sempre aprendendo a aprender.

REFERÊNCIAS
1. SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa. São
Paulo: Cia das Letras, 2001. 140 p.
2. CASTELLS, M. A sociedade em rede. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. 617 p.
3. BOK, D. Higher learning. Cambridge: Harvard University Press, 1986 apud
TEDESCO, J. C. (Org.) Educação e novas tecnologias: esperanças ou incerteza?
Brasília: UNESCO, 2004. 255 p.
4. LYMAN, P.; VARIAN, H. R. How much information? 2000. Available from:
&lt;http://www2.sims.berkeley.edu/research/projects/how-much-info-2003/&gt;. Access in: 09
June 2006.

�9

5. TEDESCO, J. C. (Org.) Educação e novas tecnologias: esperanças ou incerteza?
Brasília: UNESCO, 2004. 255 p.
6. CAMPELLO, B.; ABREU, V. L. F. G. Competência informacional e formação do
bibliotecário. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p.
178-193, 2005.
7. BRASIL. Ministério da Educação. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior. Portal de Periódicos da CAPES. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/documentos/apresentacoes&gt;. Acesso
em 13 fev. 2007.
8. BRASIL. Ministério da Educação. Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior. Coordenadoria das Atividades Colegiadas e de
Consultorias. Tabela das áreas do conhecimento. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.capes.gov.br/capes/portal/conteudo/TabelaAreasConhecimento.pdf&gt;.
Acesso em: 25 out. 2007.

__________________
1

Cláudia Araujo Martins, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP),
claudia@famerp.br.
2
Domingo M. Braile, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP),
domingo@braile.com.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Atualmente, tem-se acesso a inúmeras fontes de informação em diferentes meios, o que por um lado, amplia a coleta de dados que podem ser convertidos em conhecimento, mas por outro, exige habilidades e comportamentos específicos para utilizar a informação coletada. Por essa razão, a Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES) desenvolveu o Portal de Periódicos da CAPES, como forma de facilitar o acesso à informação científica e apontou o bibliotecário das Instituições de Ensino Superior como seu promotor, e um dos atores mais importantes desse novo cenário, para auxiliar alunos e pesquisadores no desenvolvimento de suas habilidades informacionais, no que diz respeito ao uso efetivo do portal. Esse trabalho pretende avaliar o uso do portal da CAPES pelos profissionais de saúde da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e checar a necessidade de desenvolvimento de linhas de ação para ampliar seu acesso.</text>
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MONITORANDO OS BYTES NO CIBERESPAÇO DOS IMORTAIS DA
ACADEMIA
MARTINS, C.1

RESUMO
Narrativa da tessitura da teia harmoniosa e simbólica entre a Biblioteca e a
Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Nesse contexto, coexistem o
bibliotecário e 30 acadêmicos, Engenheiros Agrônomos, com idades entre 60 e 88
anos que, motivados e numa atitude pró-ativa, pesquisam e produzem
conhecimento, publicam textos sempre aliados à paixão pela causa agronômica.
Atendendo ao chamado da Biblioteca, esses imortais além de ocuparem o espaço
físico da Biblioteca, pois a Academia é nela sediada, convivem no espaço virtual,
denominado de “cyiberespaço dos imortais” e nele tornam pública a memória da
Agronomia Pernambucana.
Palavras-chave: Cyberespaço. Comunicação virtual. Agronomia.

ABSTRACT
Narrative of the web harmonious symbolic between the Library and the Academy
Agronomic Science of Pernambuco. In this context, the librarian coexist with 30
academics, Engineers of Agronomy, aged between 60 and 88 years, motivated and a
pro-active, searching and produce knowledge, publish texts always allies to
agronomic passion for the cause. Given called the Library, these immortal live in
virtual space, known as "cyberspace the immortal" and to make public the memory of
Agronomy of Pernambuco.
Keywords: Cyberspace. Virtual communication. Agriculture.

1 INTRODUZINDO A COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA
Vive-se hoje, no binômio da comunicação/gestão da informação, um
ambiente de mutação radical onde imperam o computador, a internet e a intranet,

�2

que possibilitam o acesso e a troca de informações, de forma veloz, segura e
flexível. A linguagem fragmentada e imediata dos meios de comunicação vem dessa
forma, substituindo o estático pelo dinâmico, onde o homem interage com o real e
tem suas relações cotidianas de permuta determinadas pelas novas tecnologias e
pelo mundo virtual, no qual a informação direta vem sendo substituída pela indireta,
mediatizada pelos canais de informação que, entretanto, não substituem o discurso
e as relações interpessoais.
Nesse sentido, na Biblioteca Central da UFRPE, especialmente, no Núcleo
do Conhecimento Professor João Baptista Oliveira dos Santos, vem sendo gestada
uma atitude positiva e pró-ativa alterando sua forma de interação com o grupo de 30
Acadêmicos Titulares que compõem a Academia Pernambucana de Ciência
Agronômica – APCA. Através da abordagem online junto a 27 desses Engenheiros
Agrônomos, ditos imortais da Ciência Agronômica que já utilizam a internet como
ferramenta em suas pesquisas, mas, sobretudo, tomando como fio condutor desse
processo, a troca de mensagens através do correio eletrônico aliados à criação e ao
uso da homepage da Academia.
O retorno de 90% dos acadêmicos reflete uma resposta que não se
resume apenas a troca de e-mails. O diálogo cresceu. Outras demandas surgiram.
Afetividade e confiança passaram a se fazer presentes. Respostas ágeis continuam
a ser encaminhadas. Através delas cada imortal recebe notícias e toma
conhecimento das ações cotidianas e dos serviços que demandou. Esse resultado
vem ratificando a importância da comunicação que reflete uma rede inovadora no
cenário da Academia, no qual velhos atores desempenham novos papéis,
compartilham idéias, trançam os fios e amarram os nós que compõem essa teia,
num trabalho interativo.

2 O CIBERESPAÇO DOS IMORTAIS
Na escrita deste texto, nos inspiramos na atividade criadora da aranha ao
tecer a sua teia. Aquele ato de criação, ao mesmo tempo tão simples e tão
complexo, há algum tempo nos serve como metáfora para a leitura e a compreensão
da teia das relações interpessoais.

�3

Diante do novo cenário mundial, ratificamos as funções da Biblioteca como
de preservação da memória documental e, nos últimos tempos, também de
preservação digital que inclui a informação impressa ou contida em vários formatos
tais como cd’s ou pen drive. Nesse ambiente, assumimos a tarefa e o olhar
bibliotecário. Contextualizamos a biblioteca em sua prática sócio-cultural deixando à
mostra sua relação com a Academia Pernambucana de Ciência Agronômica - APCA
- ao entrelaçar os fios que compõem a teia da memória coletiva desses imortais
monitorando, também, os bytes da comunicação eletrônica que ocorre nesse grupo.
Sediada no Núcleo do Conhecimento, a APCA veio agregar valor à
biblioteca e com ela iniciar a urdidura da trama aqui narrada. Idealizada pelo
engenheiro agrônomo Eudes de Souza Leão Pinto, foi fundada em 30 de setembro
de 1983 por ocasião do XXIII Congresso Brasileiro de Agronomia, realizado no
Centro de Convenções em Olinda, Pernambuco. Foi então criada como instituição
pioneira em território brasileiro, confirmando a liderança e a vanguarda desses
engenheiros agrônomos e instalada em 31 de maio de 1984.
Ao longo de 24 anos de existência, 04 deles, compartilhando atividades no
Núcleo do Conhecimento, na Biblioteca Central, esse grupo vivencia constantes
transformações que exigem novos perfis e adaptações à realidade econômica,
política, social e cultural. Em especial, no que diz respeito à evolução tecnológica.
Em 2004, ao iniciarmos esse trabalho conjunto, apenas 10 acadêmicos utilizavam a
comunicação eletrônica, ao longo desses 04 anos 70% deles passaram a adotar as
ferramentas tecnológicas e a interagir no espaço virtual no intuito de acompanharem
a evolução individual e coletiva.
De Masi (2003) ratifica o nosso pensamento no que se refere ao grupo,
definindo-o

como

“um

sistema

coletivo

em

que

operam

sinergicamente

personalidades imaginativas e personalidades concretas cada uma contribuindo com
o melhor de si, num clima entusiástico, graças a líder carismático e a uma missão
compartilhada”. Ao longo do desenvolvimento dos grupos, segundo De Masi, os
seus objetivos são atingidos de forma mais adequada quando seus membros tomam
para si a responsabilidade de torná-lo uma experiência significativa, tendo a
compreensão da importância de sua participação.

�4

No grupo em questão, o acadêmico mais jovem tem 57 anos, em
contraponto ao mais longevo, no caso, 05 acadêmicos com 88 anos de idade. O
convívio diário com o dinamismo, a alegria de viver e o entusiasmo contagiante
desses velhos-jovens internautas representa uma experiência singular.
Nessa gestão da informação eletrônica, presenciamos no âmbito da
Academia o surgimento de um estilo de vida digital em complemento ao padrão
analógico a que estavam acostumados. Nela, os 27 imortais que compõem esse
grupo, vêm buscando se amoldar aos novos tempos da internet, das redes e da
comunicação online, apesar de conservarem, de certa forma, seu estilo de vida
analógico. Assim, a dinâmica de utilização do correio eletrônico apresenta a
configuração discriminada abaixo, destacando que cerca de 50% usa diariamente o
correio, fazendo parte desse percentual 05 imortais octogenários.
5
Diário
Semanal

13

Mensal

7

Nessa trama a livre circulação de idéias é marca registrada. Há uma
disponibilidade para comunicar e trocar idéias, divulgar progresso e resultados, na
convicção de que a ciência pertence a todos. Nesse contexto, cientistas,
especialistas e técnicos tornam-se os elementos-chave e têm na informação o
insumo para a geração do conhecimento, que de fato confere poder na sociedade. A
interação com as tecnologias de informação tem proporcionado a esse grupo de
imortais o acesso e a utilização dos novos suportes de armazenamento de dados e
às novas formas de acesso ao conhecimento, exigindo o domínio desses novos
instrumentos da sociedade da informação.
O processo de interação entre a biblioteca e a APCA vem sendo
enriquecido pela abordagem online, numa via de mão dupla na qual as relações
cotidianas de permuta e validação vêm ocorrendo também no mundo virtual. Nele as
tecnologias de informação influenciam as relações pessoais, de trabalho e de
informação, tornando produtos e serviços mais necessários. Conforme demonstrado

�5

no gráfico a seguir, as Notícias sobre as Reuniões, a Circulação das Atas das
Reuniões, as Mensagens da Comissão Organizadora do Seminário Biodiesel, e a
Troca de Mensagens de Validação aparecem quase com o mesmo percentual, com
relativa liderança para a veiculação para as notícias que são recebidas, repassadas
e comentadas entre o grupo.
Notícias
10

19

Circulação da Ata

14

Mensagens Comissão
Biodiesel
Pesquisa
Intercâmbio Artigos
16

9
8

Envio de Artigos
Mensagens de Validação

15

9

Socialização de Atividades

O ciberespaço tem sido a infovia que nos permite também a Troca de
Informações e Validação num clima de confiança, empatia e sinergia. Nele, ocorre a
circulação das atas das reuniões mensais para a leitura, sugestões e críticas
daqueles que integram este mundo virtual. Por outro lado, buscamos estimular os 03
acadêmicos que até o momento têm se mostrado avesso a essa tecnologia, os sem
e-mails, que continuam à margem desse “ciberespaço dos imortais”, como denomina
o acadêmico Fernando Chaves Lins.
Observamos, por outro lado, a capacidade criativa dessas cabeças
pensantes, especialmente no que diz respeito à qualidade e ao volume da produção
científica e intelectual dos mesmos, o que ratifica a afirmativa de Castoriadis (2001)
de que “Pensar não é sair da caverna nem substituir a incerteza das sombras pelos
contornos nítidos das próprias coisas, a claridade vacilante de uma chama pela luz
do verdadeiro Sol. É entrar no Labirinto, mais exatamente fazer ser e aparecer um
Labirinto ao passo que se poderia ter ficado ‘estendido entre as flores, voltado para
o

céu’.

É perder-se

em

galerias que só existem porque

as cavamos

incansavelmente...”
Nessa comunicação eletrônica metaforicamente, uma Ariadne moderna
compartilha e “orienta” o processo e no labirinto dos bytes, nos auxilia a interagir
com os 90% desses imortais que, internautas, utilizam a internet como ferramenta

�6

em suas tarefas e pesquisas. Ao fazer uso desse formato e exercitar com a APCA
essa estratégia de comunicação, passamos a praticar com esses acadêmicos, em
especial, com aqueles de 88 anos, novas habilidades, visando a estimulá-los a
pulverizar idéias e costumes, sentindo-se modernos. Levá-los a reavaliar valores e
conceitos, mas, sobretudo, a sentirem prazer ao fazer parte deste mundo virtual.
Nesse grupo conectado em rede, uma nova dinâmica social vem
ocorrendo, caracterizada pelo fluxo e troca quase instantânea de informações e
comunicação cultural, ratificando a afirmativa de Castells (2003). Nela, fios se
entrelaçam, nós a arrematam, o labirinto dos bytes é monitorado. Coordenada, essa
rede virtual demonstra que a tradição se cristaliza, porém, novas atitudes estão
sendo absorvidas e praticadas. Percebemos que a circulação de dados e
informações aparece seguida pelo feedback, portanto, há comunicação virtual.
25

Dados/Infor
m ações
Artigos
científicos
55

11
9

Sugestões
de links
Feedback

3 ACESSANDO E NAVEGANDO: algumas considerações finais
No cotidiano desse nicho de imortais, partilhamos a vida, a rotina, as
lembranças desses homens e mulheres, enfim, somamos olhares. Nesse processo,
enquanto profissionais da informação, assumimos o papel de pró-ativos interagindo
de modo presencial e no mundo virtual. Passamos aos poucos a ser partícipes
desse grupo que representa a memória viva da Universidade Federal Rural de
Pernambuco, atualmente com 96 anos de existência. Esse encontro levou o grupo a
gestar

uma

nova

ação.

Foi

criada

a

homepage

da

APCA

(www.apcagronomica.org.br) que disponibiliza na web informações básicas sobre a
APCA, torna de domínio público através do link resultados de pesquisas, crônicas e
artigos dos integrantes da Academia.
Como foi possível observar, nessa integração da biblioteca universitária da
Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE com a Academia
Pernambucana de Ciência Agronômica – APCA- tem sido uma prática constante

�7

(re)fazer, (re)criar, quebrar paradigmas, oxigenar as relações interpessoais e
interinstitucionais, intensificando a qualidade e a rapidez das informações. Esse
monitoramento do ciberespaço da Academia encontra-se em pleno desenvolvimento
conforme depoimento do acadêmico Hélvio Azevedo de Queiroz: “neste nosso
ciberespaço renovamos nossos conhecimentos, adotamos novas ferramentas e
ativamos nossos neurônios. Por isso, precisamos cada vez mais navegar na rede,
interagir com nossos pares, fazer novos amigos e, principalmente, interagir com a
biblioteca e com a Universidade”.

REFERÊNCIAS
CASTELLS, M. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e
cultura. 6ª ed. São Paulo: Paz e Terra: 2003. v. 1
CASTORIADIS , Cornelius. As encruzilhadas do labirinto I. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1997.
DE MASI, Domenico. Criatividade e grupos criativos. Rio de Janeiro: Sextante,
2003.

__________________
1

Conceição Martins, Bibliotecária, Biblioteca Central da Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE), Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, cmartins3012@gmail.com.

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                <text>Narrativa da tessitura da teia harmoniosa e simbólica entre a Biblioteca e a Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Nesse contexto, coexistem o bibliotecário e 30 acadêmicos, Engenheiros Agrônomos, com idades entre 60 e 88 anos que, motivados e numa atitude pró-ativa, pesquisam e produzem conhecimento, publicam textos sempre aliados à paixão pela causa agronômica. Atendendo ao chamado da Biblioteca, esses imortais além de ocuparem o espaço físico da Biblioteca, pois a Academia é nela sediada, convivem no espaço virtual, denominado de “cyiberespaço dos imortais” e nele tornam pública a memória da Agronomia Pernambucana.</text>
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MEMÓRIA E INFORMAÇÃO: o testemunho das engenheiras agrônomas
pernambucanas
MARTINS, C.1

RESUMO
Resgata e socializa o testemunho de duas mulheres que ingressaram no Curso de
Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, e concluíram o
Curso nos anos de 1948 e 1949, escrevendo a história da Ciência Agronômica no
Estado. Suas memórias e histórias de vida contribuem para divulgar o conhecimento
gerado pelas mulheres na Ciência Agronômica Pernambucana. Ao obter essas
relembranças atuo como mediadora, entre a UFRPE e a Academia Pernambucana
de Ciência Agronômica, referencial da Agronomia Nacional.
Palavras-chave: Mulher. Memória. Ciência Agronômica.

ABSTRACT
Rescue and socialize the testimony of two women who entered in the course of
Agronomy at University Federal Rural of Pernambuco - UFRPE, and completed the
course in the years of 1948 and 1949, writing the history of Agronomic Science in the
State. Their memories and stories of life help to disseminate the knowledge
generated by women in science Agronomic of Pernambuco. To obtain such
memories, I act as a mediator between the UFRPE and Academy of Science and
Agronomic of Pernambuco, national reference of Agronomy.
Keywords: Women. Memory. Agronomic Science.

1 INTRODUZINDO AS PISTAS E OS VESTÍGIOS...
Sentada ao largo do tempo, folheio a cópia da primeira Ata da criação dos
Cursos Superiores de Agronomia e Medicina Veterinária em 1912 nas terras dos
Caetés, nas sete colinas denominadas de Olinda pelos antigos holandeses, onde um
grupo de Monges do Mosteiro de São Bento, idealizadores, entusiastas e ousados,

�2

decidiu que era chegada a hora de serem implantados os mesmos pilares
educacionais dos Monges Beneditinos da Alemanha. Surgiam então, em
Pernambuco, o ensino superior das Ciências Agrárias.
Ponho-me a esperar... Esperar duas renomadas mulheres que tiveram e
ainda têm importância particular na história da educação agrícola pernambucana
para com elas dar início a um trabalho gratificante. Buscar na memória individual, as
lembranças, o compartilhamento de fatos que, agregados a documentos impressos
e fotográficos, nos permitem retroceder no tempo para, assim, acessar essa
informação, patrimônio cultural imaterial e simbólico.
Nesse

sentido,

enquanto

Bibliotecária,

coordeno

o

Núcleo

do

Conhecimento Professor João Baptista Oliveira dos Santos, dedico-me ao resgate e
à pesquisa histórica da memória da Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE hoje com 96 anos, rumo ao centenário. A essa pesquisa, associo o resgate
da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica - APCA, formada por 30
imortais, criada em 1984, atualmente com 24 anos de profícua existência. Única
Academia sediada no campus de uma Universidade, especificamente, no espaço
físico do Núcleo do Conhecimento, a APCA veio agregar valor à biblioteca e com ela
iniciar a urdidura da trama aqui narrada.
Considero que a Biblioteca Universitária e instituição de memória,
necessita cada vez mais de profissionais que desempenhem esse papel específico,
ou seja, Bibliotecários agentes ativos do processo de disseminação da informação e
socialização da memória. É evidente que o livro armazenado é objeto de memória
em seu contexto, em sua forma física, em todo o processo em que foi produzido,
porém, a memória individual e grupal ao ser obtida nos depoimentos orais,
representa um bem patrimonial cultural, imaterial e simbólico. Através dela,
indivíduos resgatam histórias de vida, interagem e se emocionam, rememoram feitos
e fatos vividos com os outros membros do grupo social ao qual pertencem que após
a leitura das transcrições possibilitam também a recuperação da história
institucional, de um tempo, de uma época.
Nessa espera, nessa colheita, dois fatores orientam esta pesquisa: a
história

oral

e

a

memória,

duas

grandezas

diretamente

relacionadas

e

�3

interdependentes que necessitam de profunda investigação. Thompson (2002)
define amplamente a história oral como sendo a “ interpretação da história e das
mutáveis sociedades e culturas através da escuta das pessoas e do registro de suas
lembranças e experiências”. Alega também que a história oral é um método de
pesquisa essencialmente interdisciplinar e que a sua força está diretamente
relacionada em permanecer como “uma fundamental de interação humana que
transcende essas fronteiras disciplinares”.
Quanto às entrevistas, mesmo sendo de caráter individual, possibilitam
amplas formas de avaliação, equiparando-as às demais fontes e permitindo uma
aproximação real do objeto, afinal meu objetivo é compreender e aprofundar
conhecimentos sobre o ensino agrícola em Pernambuco, e os depoimentos orais
podem ampliar meu olhar.

Sobre a utilização de entrevistas, afirma Thompson

(1992): “As entrevistas, como todo testemunho, contém afirmações que podem ser
avaliadas. Entrelaçam símbolos e mitos com informação, e podem fornecer-nos
informações tão válidas quanto as que podemos obter de qualquer outra fonte
humana. Podem ser lidas como literatura: como também podem ser computadas”.
Durante os depoimentos, observei que as entrevistadas, relembrando o
passado, traziam à tona, com mais facilidade, as lembranças ligadas ao grupo a que
pertencem, confirmando assim as afirmações de Bosi (2003): “É preciso reconhecer
que muitas de nossas lembranças, ou mesmo de nossas idéias, não são originais:
foram inspiradas nas conversas com os outros. Com o correr do tempo, elas passam
a ter uma história dentro da gente, acompanham nossa vida e são enriquecidas por
experiências e embates.”
É nesse sentido do atuar nessa via de mão dupla tomando a informação
como fonte da memória, que há algum tempo, venho me dedicando a buscar pistas,
vestígios e indícios que me permitam transpor as dificuldades para recuperar o
grupo das primeiras mulheres que optaram por ingressar e concluir o Curso de
Agronomia na então Escola Superior de Agricultura da Universidade Rural de
Pernambuco – ESAP. Posteriormente, denominada Universidade Federal Rural de
Pernambuco – UFRPE, recorte de pesquisa repleto de detalhes e narrativas à
espera de serem capturados pelo resgate da memória da Ciência Agronômica
Pernambucana.

�4

2 MEMORIAL COMO TRAMA... FIOS E ESPESSURAS
Mesmo com fios que podem arrebentar à evocação de tempos passados
e de momentos vividos, acredito que essas memórias, através dos relatos das
histórias de vida dessas pioneiras que atentamente escuto, compreendem “a
lembrança pura, que se atualiza na imagem-lembrança, pois resgata a consciência
de um momento único, singular, não repetido, irreversível da vida” (Bosi, 1994).
Ousadia e inovação formam o fio condutor, instrumento dessa
reconstrução. Com ele, tal qual uma Ariadne pós-moderna, trago essas mulheres ao
olhar contemporâneo como modelos de papéis femininos por considerar que a
divulgação das suas histórias de vida e de seus feitos forma uma história singular
que merece se tornar de domínio público.
Antes, porém, ressalto que a educação feminina no século XIX tomou
impulso na constituição de um novo campo de trabalho para a jovem da classe
média: o ensino primário. Inicialmente, o ensino era uma esfera de atividade
masculina, mesmo porque, até o início do século XX, um conjunto de medidas legais
restringia o acesso das mulheres às escolas, e, portanto, à habilitação profissional.
As primeiras Escolas Normais foram fundadas na Bahia em 1835 e em São Paulo
em 1836. No entanto, apesar da excelência de algumas escolas que já apareciam,
alguns pais retiravam suas filhas, pois ainda consideravam que elas deveriam estar
aptas para o casamento, convictos de que esta era a opção de futuro mais
adequada às mulheres.
As mulheres, porém, começaram a desenvolver estratégias individuais no
âmbito da família, determinadas a romper o paradigma vigente e revelaram grande
esforço para transpor os obstáculos e vencer os preconceitos e, porque não dizer,
ousarem penetrar no espaço considerado exclusivo do gênero masculino. Como em
muitas partes do país e do mundo, as mulheres pernambucanas, em especial, as
recifenses, que perseguiam seus propósitos, eram alvo de críticas ao pretenderem
continuar seus estudos indo além do Magistério, considerado à época, a profissão
destinada às mulheres, para ingressarem num curso superior.
Acerca das 02 mulheres, que compõem esta pesquisa, meu olhar utiliza
uma nova lente através da qual enxergo a ação, o cotidiano, as regras não ditas, a

�5

vida. O resultado é muito interessante, pois evidencia o intenso relacionamento do
gênero com a política, com as hierarquias sociais, com os contextos econômicos e,
especialmente, deixa à mostra suas participações nos eventos históricos local, como
protagonistas anônimas, ratificando o pensamento de Vainfas (2002). Observo,
através de suas narrativas, as mudanças sutis ocorridas com o ingresso dessas
primeiras alunas no âmbito da Universidade, sobretudo, no que diz respeito ao
comportamento dos alunos seus colegas de turma e dos professores, seus
contemporâneos.

3 NA URDIDURA... EMOÇÃO E SIMBOLISMO
Segundo os padrões educacionais da época, perpassados pela família,
pela escola e por outras instituições sociais e meios de comunicação, surgiam
profissões que as mulheres não deveriam seguir. Dentre elas, estava a Engenharia
Agronômica. Reduto masculino, a Agronomia foi apropriada e, por que não afirmar,
reapropriada pelas mulheres, que superaram os mitos da fragilidade feminina e de
serem menos capazes para exercê-la. Em Pernambuco, a primeira mulher colou
grau como Engenheira Agrônoma, no ano de 1944, pela Escola Superior de
Agricultura de Pernambuco - ESAP, vinte e oito anos após a colação do primeiro
Engenheiro Agrônomo1.
Esses entrelaçamentos da história, educação e memória servem bem aos
propósitos da problemática colocada por estas mulheres, que metaforicamente,
sentadas em torno do tempo, narram suas trajetórias e enfatizam a escrita da
história da Ciência Agronômica Pernambucana no feminino. Imagino uma roda de
fiar, muitos fios e 03 fiandeiras: uma que escuta e duas que narram. Fiar e tecer é a
tônica do momento. Fiar é um verbo que tem diversos significados, como o de
vender a crédito, ou acreditar na palavra de alguém. Mas fiar também significa fazer
fio, no sentido de enrolar fibras, como as de algodão, linho ou lã em um fio, linha ou
cordão usado para tecer. Essa tradição deixada pelas nossas antepassadas que em
grupos de mulheres e crianças, sentados em círculo transformavam as fibras em

1

Nesse período, colaram grau na Escola Superior de Agricultura de Pernambuco – ESAP, 219
Engenheiros Agrônomos.

�6

pastas, passando-os na roca transformando-os em fios, tem sido metaforicamente,
retomada, nos últimos tempos com esse grupo das pioneiras.

4 PRIMEIRO TRANÇADO, RESULTADOS INICIAIS
Utilizo a metáfora das fiandeiras dos tempos imemoriais que se reuniam
no espaço privado levando os fios ao tear onde os transformavam em colchas,
cobertores, toalhas, tapetes e peças do vestuário, para fazer uma analogia do
singular encontro com essas 02 mulheres na faixa etária dos oitenta anos que, há
anos, quebraram as amarras do privado e lançaram seus fios no espaço público,
trançando novas tramas e revelando novos relacionamentos. Um surpreendente e
rico encontro histórico entre o passado e o presente.
Nossa primeira entrevistada é a Engenheira Agrônoma Maria Celene
Ferreira Cardoso de Almeda, que acaba de completar 82 anos. Seu depoimento
enriqueceu as informações do seu Currículo. De origem portuguesa, nasceu em
Aveiro, Portugal, em 14 de junho de 1926, veio para o Recife aos dois anos de
idade, naturalizando-se brasileira. Integrou uma turma composta por 40 alunos,
sendo 38 deles do sexo masculino. Terceira mulher a colar grau como Engenheira
Agrônoma no estado, concluiu o curso de graduação no ano de 1948, continuando
seus estudos, fez cursos de pós-graduação na Venezuela sobre Educação
Agropecuária e na Universidade de Porto Rico na área de Extensão Agropecuária. A
Professora Maria Celene exerceu o magistério na Universidade Federal Rural de
Pernambuco e ocupou diversos cargos e funções na Secretaria de Agricultura
Indústria e Commercio de Pernambuco.
Esta pioneira apresenta uma peculiaridade bem particular, ao regressar
de Porto Rico, após realizar Curso de Pós-Graduação, trouxe consigo algumas
sementes de uma pequenina fruta denominada “cereja das antilhas”, a chamada
Acerola, que plantada no campus da UFRPE, em Dois Irmãos, Recife, Pernambuco,
logo difundida para todo o território nacional. Cabe então a essa Engenheira
Agrônoma pernambucana o título de introdutora dessa fruta rica em vitamina C no
Brasil. Titular da cadeira nº 28 é imortal da Academia Pernambucana de Ciência
Agronômica.

�7

A segunda entrevistada é Tereza de Jesus Correia Gayão Loreto, fará 82
anos em 27 de outubro de 1926, nascida no Recife, Pernambuco. Durante a
entrevista nos falou que cursou Agronomia em uma turma formada por 21 alunos,
tenso sido a única representante do sexo feminino, a colar grau no ano de 1949.
Melhor aluna da turma, superando a massa cinzenta dos colegas, recebeu como
prêmio sua nomeação como Engenheira Agrônoma para a Empresa Pernambucana
de Pesquisa Agropecuária – IPA.
Posteriormente, aprovada em concurso público, foi nomeada para o
Ministério da Agricultura sendo, anos depois, selecionada para a Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA. Pesquisadora Assistente e Pesquisadora
Orientadora do CNPq, desenvolveu e coordenou pesquisas nas áreas de
Fitopatologia, Microbiologia, Botânica e Entomologia. Autora de diversos trabalhos
científicos é contemporânea dos Engenheiros Agrônomos Antonio Ribeiro Godoy,
titular da cadeira nº 29 e Hélvio Azevedo de Queiroz, titular da cadeira nº 26 da
Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. Os colegas de turma quando
questionados sobre ambas, relembram suas figuras, as brincadeiras e curiosidades
que elas provocavam entre os eles.

5 TECERAM COM CLIO E REMEMORAM COM MNEMÓSINE
Como considerações finais, baseada nos depoimentos obtidos a partir
das entrevistas, observamos a emblemática participação dessas mulheres na
história da Ciência Agronômica, pois representaram e continuam a representar
modelos de papéis femininos que valem a pena serem expostos aos olhares da
atualidade.
Considero, por fim, que o resgate e a divulgação de suas histórias de vida
e de seus feitos, podem contribuir para a disseminação do conhecimento gerado
pelas mulheres na Ciência Agronômica Pernambucana. Assim, metaforicamente,
sentada lado a lado com essas mulheres, trançando nossos fios, me ponho a ouvilas. Ouço suas histórias, ouço seus silêncios, o dito e o não dito. Enfim, aos poucos,
juntas, tecemos a história da Agronomia com os delicados e, ao mesmo tempo,
fortes fios dessas duas pioneiras de renome.

�8

REFERÊNCIAS
BOSI, E. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das
Letras, 1994.
________ O tempo vivo da memória: ensaios de psicologia social. São Paulo:
AteliêEditorial, 2003.
THOMPSON, P. A voz do passado:História oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
____________. História oral e contemporaneidade. Revista da Associação
Brasileira de História Oral. São Paulo, Associação Brasileira de História Oral, v.5,
p.09-28, jun. 2002.
VAINFAS, R. Os protagonistas anônimos da história: micro-história. Rio de
Janeiro: Campus, 2003.

__________________
1

Conceição Martins, Bibliotecária, Biblioteca Central da Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE), Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, cmartins3012@gmail.com.

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                <text>Memória e informação: o testemunho das engenheiras agrônomas pernambucanas. (Pôster)</text>
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                <text>Resgata e socializa o testemunho de duas mulheres que ingressaram no Curso de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, e concluíram o Curso nos anos de 1948 e 1949, escrevendo a história da Ciência Agronômica no Estado. Suas memórias e histórias de vida contribuem para divulgar o conhecimento gerado pelas mulheres na Ciência Agronômica Pernambucana. Ao obter essas relembranças atuo como mediadora, entre a UFRPE e a Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, referencial da Agronomia Nacional.</text>
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���� ��

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������������������������� �!��"�����#����

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS EM INFORMAÇÃO
CIENTÍFICA DA BIBLIOTECA CENTRAL CESAR LATTES/UNICAMP:
a evolução desde sua implantação
MARQUETIS, E. M.1
CECCOTTI, H. M.2
VICENTINI, R. B.3
LIMA, V. L.4
SOUSA, D. D.5
PEREIRA, J. D. S.6
GODOI, A. T. C. A.7
MOURA, R.8
RAVASCHIO, P. P.9
RESUMO
Em 2001, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU)
implantou um Programa de Capacitação de Usuários em Informação Científica, com
o objetivo de capacitar sua comunidade acadêmica no acesso às diversas fontes de
informação e recursos disponíveis na Universidade. O Programa é avaliado
periodicamente e, com base nessas avaliações, tem sido reformulado quando
necessário. Desse modo, o presente trabalho apresenta um estudo comparativo
entre 2002 e 2007/2008 dos resultados das avaliações dos usuários ao final de cada
módulo.
Palavras-chave: Educação de usuários - bibliotecas universitárias. Capacitação de
usuários - bibliotecas universitárias.

ABSTRACT
In 2001 the Patron Training Program in Scientific Information was implemented at the
UNICAMP´s Libraries System (SBU), aiming to help the academic community to
access different sources of information and tools available at the University. This
program has been evaluated and based on this evaluation it has been reformulated
when necessary. This paper presents a comparative study of the period of 2002 and
2007/2008 of patron evaluation data at the end of each module.
Keywords: Library orientation – academic libraries; Library patrons training program
- academic libraries.

�2

1 INTRODUÇÃO
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU) é
composto por uma Coordenadoria e 24 bibliotecas seccionais, alocadas nas
Unidades de Ensino e Pesquisa, Arquivos, Centros e Núcleos nas áreas de
Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e Biomédicas.
Tem como objetivos:
� dar suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão;
� definir a política de desenvolvimento dos diferentes acervos que
compõem as bibliotecas da Universidade;
� possibilitar a comunidade universitária e à comunidade científica o
acesso à informação armazenada e gerada na UNICAMP;
� promover intercâmbio de experiências e acervos.
O acervo do SBU é constituído de 766.285 volumes de monografias,
16.033 títulos de periódicos (6.461 correntes) e 20.340 materiais não-convencionais.
Tem acesso a aproximadamente 21.000 títulos de periódicos eletrônicos, 200.000 ebooks, 22.000 teses ou dissertações e a 140 bases de dados referenciais. Em 2007,
a circulação de materiais bibliográficos no Sistema ultrapassou 1 milhão; também
atendeu a aproximadamente 3.000 solicitações de empréstimo entre bibliotecas e
16.000 solicitações de comutação bibliográfica. Seus usuários potenciais são em
torno de 42.000, sendo 10.000 de alunos de graduação, 15.000 de alunos de pósgraduação, 10.000 funcionários (docentes e não docentes).
Diante dos números expostos, a capacitação dos usuários no uso dos
novos recursos informacionais que surgem e crescem rapidamente é imprescindível,
uma vez que o constante e rápido avanço das tecnologias da informação e
comunicação – que permite o acesso à informação de maneira mais veloz e eficiente
– apresenta um desafio aos profissionais da informação e às unidades de
informação, principalmente as acadêmicas e de pesquisa. Já em 1999a, Cuenca
(p.340) afirmou “com as novas tecnologias de acesso à informação, as bibliotecas,
principalmente as acadêmicas, tiveram de introduzir em seus serviços a capacitação
de usuários, para que essas tecnologias fossem rapidamente aceitas e utilizadas.”

�3

Córdoba González (1998) afirmou que a capacitação de usuários é
valiosa para o desenvolvimento de uma comunidade acadêmica, levando os
usuários a serem mais produtivos, reflexivos e capazes de explorar mais
eficientemente os inúmeros recursos de informação colocados à sua disposição.
Para a autora, a definição de educação ou capacitação de usuários é o de provê-los
de conceitos e ferramentas que lhe serão úteis, não somente às suas necessidades
imediatas, mas também através de toda sua vida.
Segundo Oliveira (2000), “a educação de usuários de bibliotecas, de
modo geral, entende-se como o processo pelo qual o usuário interioriza
comportamentos adequados com relação ao uso da biblioteca e desenvolve
habilidades de interação.”
A educação de usuários é uma atividade de suma importância nas
unidades de informação, como relatam os trabalhos de Martins (2002), Marquetis
(2002), Souto (2004), Bidart Escobar (2005), Cuenca (2005).
Neste contexto de novos recursos para obtenção da informação, o
bibliotecário assume o papel de educador – não aquele que tradicionalmente é
ensinado nos cursos de graduação, mas “aquele que capacita os usuários a se
tornarem permanentemente autônomos para fazer suas buscas nos sistemas de
informação automatizados de forma eficiente e, sobretudo, eficaz” (CUENCA, 1999b,
p.293).
Procurando atender suas demandas, e com o objetivo de capacitar os
usuários nas novas ferramentas de acesso à informação, o SBU implantou um
Programa de Integração e Capacitação de Usuários em 2001 de forma sistemática.
Em 2006 a Biblioteca Central Cesar Lattes assumiu o Programa e outras Bibliotecas
do Sistema passaram a adotá-lo em suas Unidades de Ensino e Pesquisa, como o
Instituto de Biologia e o Instituto de Estudos da Linguagem, além do Programa já
consolidado da BAE (Biblioteca das Áreas de Engenharia).
Desse modo, o presente trabalho tem por objetivo comparar os resultados
das avaliações efetuadas pelos usuários que participaram do Programa durante o
ano de 2002 com os resultados de 2007/2008, em virtude das reformulações que
passou o Programa desde sua implantação.

�4

2 O Programa de Capacitação de Usuários da UNICAMP
O Programa de Capacitação de Usuários da UNICAMP foi estruturado em
módulos instrucionais, com o intuito de nortear os usuários desde o momento inicial
da pesquisa, quando este necessita conhecer as fontes de informação e os tipos de
documentos, passando pelos acessos às informações disponíveis em meios
eletrônicos, finalizando com a elaboração do seu trabalho científico.
A estrutura dos Módulos Instrucionais foi elaborada a partir da definição
da ementa, conteúdo programático, metodologia a ser aplicada, bem como público
alvo. Os Módulos I, II e III atualmente são ministrados em uma sala contendo 16
microcomputadores com rede banda larga, sendo um computador por aluno para
prática. O Módulo IV é oferecido para 25 participantes, em sala de aula. Todos os
Módulos contam com apresentação em arquivo .ppt (PowerPoint) e projetor
multimídia. O Programa normalmente é oferecido uma vez ao mês durante o ano
letivo e, quando há maior demanda, novas turmas são ofertadas.
Desde sua implantação, o Programa passou por várias reformulações, de
modo a adequá-lo às necessidades dos usuários e ao constante avanço das
tecnologias da informação, bem como o surgimento de novas fontes de informação.
No quadro abaixo é possível verificar as ementas de cada módulo quando da
implantação do Programa e como se apresenta atualmente.
Módulos
Módulo I

2002

2008

Tipos de Documentos: Fontes Primárias,

Fontes de Informação:

Secundárias, Terciárias, Livros, Periódicos,

Ementa: Apresentar os serviços e

Obras de Referência; Suportes da

produtos oferecidos pelo SBU e as

Informação: Impressos e Meio Eletrônico,

fontes de informação disponíveis,

apresentando as fontes de informação

impressas e/ou eletrônicas, identificando

existentes, das impressas às eletrônicas,

os vários tipos de documentos, visando

identificando os vários tipos de documentos e

otimizar o processo de escolha das

os canais da comunicação científica: Canais

fontes relevantes para o

formais e Canais informais, com a finalidade

desenvolvimento da pesquisa científica.

de ajudar no processo de escolha das fontes,

Carga horária: 3h

quando da elaboração da pesquisa
bibliográfica. Carga horária: 4h
(continua)

Quadro 1 – Ementas do Programa em 2002 e 2008

�5

Módulos

2002

2008

Módulo II

Catálogos e Bibliotecas Eletrônicas: Acervus,

Bases de Dados:

CAPES, Web of Science, ERL, Scielo entre

Apresentação das fontes de informação

outros. Consulta às principais Bases de

eletrônica disponível para a pesquisa

Dados Nacionais e Internacionais,

científica, objetivando proporcionar aos

apresentando os diferentes tipos de Bancos e pesquisadores o reconhecimento das
Bases de Dados disponíveis no mercado

diferentes interfaces de busca utilizadas

informacional, suas diferenças, conteúdos,

pelos sistemas, bem como a elaboração

formas de acesso e recuperação da

de estratégias de pesquisa que

informação científica e tecnológica, visando

possibilitem a otimização no processo de

propiciar aos participantes conhecimento na

acesso e recuperação da informação

seleção e uso dos recursos das tecnologias

relevante. Carga horária 4h

de informação, com especial ênfase, às
disponíveis nas Bibliotecas da Unicamp.
Carga horária: 8h
Módulo III Pesquisando na Internet através dos

Periódicos Eletrônicos e E-books: Serão

mecanismos de Busca: Genéricos e listas,

apresentadas as fontes de informação

Mecanismos de Pesquisa Brasileiros, Fotos,

que contém conteúdo em texto completo,

Gráficos, Música, Metabuscadores,

de importantes editores de revistas

apresentando os mecanismos de busca

eletrônicas disponíveis para a

(search engines) mais utilizados na Web,

comunidade científica através do Portal

fornecendo dicas para refinar a pesquisa e

de Periódicos da Capes, Portal de

escolher o serviço de busca mais adequado

Periódicos do SBU e diretamente nos

para o trabalho desejado, enfocando também

sites dos editores e fornecedores de

os cuidados que se deve ter em relação à

revistas eletrônicas. Também é

confiabilidade das fontes de informação e sua apresentado o portal que reúne sete
atualização. Carga horária: 4h

coleções de e-books, nas diversas áreas
do conhecimento. Carga horária: 4h

Módulo IV Elaboração de Trabalhos Científicos:

Normalização de Trabalhos Científicos:

Trabalhos de Conclusão de Curso,

Capacitar os pesquisadores quanto à

Dissertações e Teses. Apresentação da

apresentação, normalização e

estruturação de trabalhos científicos, tais

estruturação de trabalhos científicos

como: trabalho de conclusão de curso,

(trabalho de conclusão de curso,

dissertação e tese, elaboração de resumos e

dissertação e tese) de acordo com as

identificação de palavras-chave, estruturação

normas e padrões de documentação

de referência e citação bibliográfica de

nacionais e internacionais. Carga

diversos tipos de documentos de acordo com

horária: 4h

as normas vigentes da ABNT. Carga horária:
8h
(conclusão)

Quadro 1 – Ementas do Programa em 2002 e 2008

�6

Ao final de cada módulo, o usuário preenche um formulário de avaliação
(anexo 1), aonde conceitua como “ótimo”, “bom”, “regular” ou “ruim” os seguintes
quesitos:
� Treinamento, de maneira geral;
� Aproveitamento do usuário;
� Entendimento dos assuntos apresentados;
� Desempenho do instrutor;
� Carga horária;
� Formato de apresentação;
� Satisfação das expectativas do usuário.

3 RESULTADOS
As avaliações dos usuários do Programa de Capacitação em 2002 (20
módulos) e 2007/2008 (20 módulos) são apresentadas comparativamente a seguir:

3.1 Módulo I
Como pode ser observado na tabela 1 e figura 1, a avaliação 2007/2008
apresentou índices superiores à avaliação de 2002, obtendo maior quantidade de
“ótimo” e pouquíssimos conceitos “regular” e nenhum “ruim”.
Tabela 1 – Avaliação do Módulo I
Ótimo (%)
Item avaliado

Bom (%)

2002

2007/08

2002

2007/08

Treinamento

34

72

63

28

Aproveitamento

21

49

72

Entendimentos
dos assuntos

30

65

Desempenho
do instrutor

50

Carga horária

Regular (%)
2007/08

2002

2007/08

3

0

3

0

51

7

0

0

0

69

33

1

2

0

0

75

45

25

5

0

0

0

36

43

49

52

14

5

1

0

Apresentação

41

62

41

35

17

3

1

0

Expectativas

28

56

59

42

13

2

0

0

34,29

60,28

56,86

38

8,57

1,71

0,45

0

Média

2002

Ruim (%)

�7

70
60
50
40
30
20
10
0
Ótimo
2002

Ótimo
2007/08

Bom
2002

Bom
Regular Regular
2007/08 2002 2007/08

Ruim
2002

Ruim
2007/08

Figura 1 – Avaliação global do Módulo I

3.2 Módulo II
A tabela 2 e a figura 2 demonstram equilíbrio entre as duas avaliações
(2002 e 2007/2008), não apresentando diferenças estatisticamente significantes. Em
ambas as avaliações os usuários consideraram o Módulo como bom e ótimo.
Tabela 2 – Avaliação do Módulo II
Ótimo (%)
Item avaliado

Bom (%)

2002

2007/08

2002

2007/08

Treinamento

55

46

43

51

Aproveitamento

32

41

61

Entendimentos
dos assuntos

37

45

Desempenho
do instrutor

63

Carga horária

Regular (%)
2007/08

2002

2007/08

2

3

0

0

56

7

3

0

0

58

54

5

1

0

0

51

37

46

0

3

0

0

30

26

47

65

23

9

0

0

Apresentação

52

46

45

51

3

2

0

1

Expectativas

49

42

46

51

5

7

0

0

45,43

42,83

48,14

53,43

4

0

0,14

Média

2002

Ruim (%)

6,43

�8

60
50
40
30
20
10
0
Ótimo
2002

Ótimo
2007/08

Bom
2002

Bom
Regular Regular
2007/08
2002
2007/08

Ruim
2002

Ruim
2007/08

Figura 2 – Avaliação global do Módulo II

3.3 Módulo III
Para o Módulo III as avaliações também não apontaram diferenças
estatisticamente significantes na média geral (tabela 3 e a figura 3). No entanto, o
treinamento de modo geral, o aproveitamento, a forma de apresentação, as
expectativas e, em especial, o desempenho do instrutor foram melhores avaliados
em 2007/2008.
Tabela 3 – Avaliação do Módulo III
Ótimo (%)
Item avaliado

Bom (%)

2002

2007/08

2002

2007/08

Treinamento

44

68

51

32

Aproveitamento

34

47

59

Entendimentos
dos assuntos

51

61

Desempenho
do instrutor

59

Carga horária

Regular (%)
2007/08

2002

2007/08

5

0

0

0

51

7

2

0

0

44

39

5

0

0

0

73

38

27

3

0

0

0

44

36

46

56

10

8

0

0

Apresentação

49

58

41

38

10

4

0

0

Expectativas

38

55

49

44

13

1

0

0

45,57

56,86

46,86

41

7,57

2,14

0

0

Média

2002

Ruim (%)

�9

60
50
40
30
20
10
0
Ótimo
2002

Ótimo
2007/08

Bom
2002

Bom
2007/08

Regular
2002

Regular
2007/08

Ruim
2002

Ruim
2007/08

Figura 3 – Avaliação global do Módulo III

3.4 Módulo IV
A tabela 4 e figura 4 indicam que o Módulo IV em 2007/2008 atendeu
mais

objetivamente

aos

interesses

dos

usuários,

demonstrando

diferença

significante em relação à avaliação de 2002 – destaque para os quesitos carga
horária e desempenho do instrutor.
Tabela 4 – Avaliação do Módulo IV
Ótimo (%)
Item avaliado

Bom (%)

2002

2007/08

2002

2007/08

Treinamento

48

62

49

38

Aproveitamento

22

44

70

Entendimentos
dos assuntos

31

57

Desempenho
do instrutor

38

Carga horária

Regular (%)
2007/08

2002

2007/08

3

0

0

0

52

8

4

0

0

64

39

5

4

0

0

73

52

26

7

1

2

0

18

50

70

48

10

0

2

0

Apresentação

36

50

56

43

9

7

0

0

Expectativas

42

53

47

45

11

2

0

0

33,57

55,57

58,29

41,57

7,57

2,57

0,57

0

Média

2002

Ruim (%)

�10

70
60
50
40
30
20
10
0
Ótimo
2002

Ótimo
2007/08

Bom 2002

Bom
2007/08

Regular
2002

Regular Ruim 2002
Ruim
2007/08
2007/08

Figura 4 – Avaliação global do Módulo IV

3.5 Avaliação Geral
Analisando os dados gerais foi possível observar que os módulos I e IV
de 2007/2008 apresentaram melhora significativa nas avaliações. Também é
observada queda acentuada nas avaliações “regular” e praticamente zeradas as
avaliações “ruim” (tabela 5 e figura 5).
Tabela 5 – Avaliação geral dividida por Módulos
Ótimo (%)
Módulos

Bom (%)

Regular (%)

Ruim (%)

2002

2007/08

2002

2007/08

2002

2007/08

2002

2007/08

Módulo I

34,29

60,28

56,86

38,00

8,57

1,71

0,45

0

Módulo II

45,43

42,83

48,14

53,43

6,43

4,00

0

0,14

Módulo III

45,57

56,86

46,86

41,00

7,57

2,14

0

0

Módulo IV

33,57

55,57

58,29

41,57

7,57

2,57

0,57

0

�11

70
60
50

Mod 1
Mod 2
Mod 3
Mod 4

40
30
20
10

Ótimo

Bom

Regular

2007/2008

2002

2007/2008

2002

2007/2008

2002

2007/2008

2002

0

Ruim

Figura 5 – Avaliação geral dividida por Módulos

Os dados globais (tabela 6 e figura 6) apontam melhora significativa nas
avaliações de 2007/2008 em relação às de 2002.
Tabela 6 – Avaliação geral
Quesitos

2002

2007/2008

Ótimo

40,48

53,61

Bom

51,29

43,60

Regular

7,78

2,69

Ruim

0,45

0,04

60
50
40

2002
2007/2008

30
20
10
0
ótimo

Bom

Figura 6 – Avaliação geral

Regular

Ruim

�12

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
De maneira geral, o Programa de Capacitação está sendo bem aceito
pela comunidade. Nas avaliações são observados comentários recorrentes como
“este Programa deve ser obrigatório para todos os alunos da Universidade”, ou “este
Programa enriquece nosso conhecimento e facilita a pesquisa”.
Os dados apresentados indicaram que a maturidade do Programa de
Capacitação, ao longo do período de sua oferta, e de suas freqüentes adequações
às necessidades apontadas pelos usuários, por meio dos formulários de avaliação,
forneceu resultados animadores, pois, comparado às avaliações de 2002, o
Programa de 2007/2008 foi melhor avaliado.
O Módulo IV, que não foi tão bem avaliado em 2002, mereceu especial
atenção e recebeu reformulação profunda. Este esforço mostrou-se válido, uma vez
que este Módulo se equiparou aos demais na avaliação de 2007/2008.
Os programas de capacitação de usuários devem ser incentivados
sempre, tendo em vista o rápido avanço das tecnologias da informação, bem como o
surgimento de novas fontes de informação. É necessário considerar que as
facilidades dos meios eletrônicos e a habilidade dos usuários em utilizar novas
tecnologias, não os prepara ou capacita para a utilização dos novos serviços e
produtos oferecidos através das unidades de informação.
Para se implantar este tipo de Programa há que se considerar que o
mesmo deve ser avaliado e adequado continuamente – o que demanda tempo e
dedicação constantes.

�13

REFERÊNCIAS
BIDART ESCOBAR, Claudia et al. Formación de usuários en bibliotecas
universitarias del Uruguai. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, São
Jose, v. 10, n. 1, p. 145-157, jan./dez. 2005.
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para estudiantes universitários. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 1, p. 6165, 1998.
CUENCA, Ângela M. B. et al. Capacitação no uso das bases Medline e Lilacs:
avaliação de conteúdo, estrutura e metodologia. Ciência da Informação, Brasília, v.
28, n. 3, p. 340-346, 1999a.
________. et al. Capacitação de usuários da Biblioteca Virtual em Saúde Pública. In:
INTERNATIONAL CONGRESS ON MEDICAL LIBRARIANSHIP – ICML, 9th, 2005,
Salvador. ICML9 Abstracts of the 9th International Congress on Medical
Librarianship. Salvador: National Institutes of Health/National Library of Medicine,
2005. Disponível em:
&lt;http://www.icml9.org/program/track9/public/documents/Angela%20Maria%20Belloni
%20Cuenca-110441.doc&gt;. Acesso em: 30 jun. 2008.
________. O usuário final da busca informatizada: avaliação da capacitação no
acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da Informação,
Brasília, v. 28, n. 3, p. 293-301, 1999b.
FERRAZ, Kátia M. de Andrade et al. Atendimento de excelência: serviço de
orientação personalizada ao usuário de biblioteca. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004, Natal, RN. Anais... Natal: UFRN,
2004, 2004. 1CD-Rom.
GARCEZ, E. M. S.; RADOS, G. J. V. Necessidades e expectativas dos usuários na
educação a distância: estudo preliminar junto ao Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 1, p. 13-26, 2002.
MARQUETIS, Eliana Marciela et al. Avaliação do programa de capacitação de
usuários do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife, PE. Anais... Recife: UFPE,
2002. 1 CD-Rom
MARTINS, Valéria dos Santos Gouveia. Programa de integração e capacitação de
usuários: a experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. In:
CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS – INTEGRAR, 1., 2002, São Paulo. Anais... São
Paulo: FEBAB, 2002.

�14

OLIVEIRA, S. F. J. de. A contribuição dos esforços de educação de usuário para a
formação dos usuários de informação tecnológica. In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000, Porto Alegre. Anais...
Porto Alegre : ARB, 2000. 1 CD-Rom.
SOUTO, Leonardo Fernandes. O leitor universitário e sua formação quanto ao uso
de recursos informacionais. Biblios: Revista de Bibliotecología y Ciências de la
Información, v. 5, n. 17, p.1 6-24, 2004. Disponível em:
&lt;http://www.bibliosperu.com/articulos/17/2004_003.pdf&gt;. Acesso em: 20 jun. 2008.

__________________
1

Eliana Marciela Marquetis, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Diretora Técnica da
Biblioteca do Centro de Lógica e Epistemologia, marciela@cle.unicamp.br.
2
Heloisa Maria Ceccotti, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Diretora Técnica de
Difusão da Informação, Biblioteca Central Cesar Lattes, heloisac@unicamp.br.
3
Regina Blanco Vicentini, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Coordenadora do
Programa de Acesso à Informação Eletrônica, Sistema de Bibliotecas/UNICAMP,
rblanco@unicamp.br.
4
Vera Lucia de Lima, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Bibliotecária de Referência,
Biblioteca Central Cesar Lattes, veralima@unicamp.br.
5
Danielle Dantas de Sousa, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Supervisora da Seção
de Serviços ao Público, Biblioteca Central Cesar Lattes, danielle@unicamp.br.
6
Joana D'Arc da Silva Pereira, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Bibliotecária de
Referência, Biblioteca Central Cesar Lattes, joanads@unicamp.br.
7
Alda Tenório Coelho A. Godoi, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Supervisora da
Seção de Desenvolvimento de Coleções, Biblioteca Central Cesar Lattes, aldagod@unicamp.br.
8
Regina de Moura, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Técnica em Biblioteconomia da
Seção de Referência, Biblioteca Central Cesar Lattes, rmoura@unicamp.br.
9
Patricia de Paula Ravaschio, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Bibliotecária de
Referência, Biblioteca Central Cesar Lattes, pdpaula@unicamp.br.

�15

ANEXO 1 – Formulário de avaliação

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��

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PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS EM INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
2008

FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO
Módulo X – XXXXXXXXXXXXXXXX
Formador:

Data:

Assinalar com um "X" sua opinião

Ótimo

Bom

Regular

Ruim

1- O treinamento foi:
2- Na atividade desenvolvida, o seu aproveitamento foi:
3- O entendimento dos assuntos apresentados foi:
4- O desempenho do instrutor foi:
5- A carga horária foi:
6- O formato de apresentação do treinamento foi:
7- Quanto à satisfação das suas expectativas, o
treinamento foi:
8- Sugestões e comentários:

IDENTIFICAÇÃO (não obrigatória)
Nome:
Telefone:

E-mail:
BCCL - 2008

�</text>
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        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="46950">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="46951">
                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="46952">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <elementText elementTextId="46953">
                  <text>CRUESP</text>
                </elementText>
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              <name>Language</name>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                  <text>Evento</text>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>São Paulo (São Paulo)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="47812">
                <text>Programa de capacitação de usuários em informação científica da Biblioteca Central Cesar Lattes/UNICAMP: a evolução desde sua implantação.</text>
              </elementText>
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          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="47813">
                <text>Marquetis, E. M. et al.</text>
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          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>São Paulo (São Paulo)</text>
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          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <elementText elementTextId="47815">
                <text>CRUESP</text>
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          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="47816">
                <text>2008</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="47818">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Em 2001, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU) implantou um Programa de Capacitação de Usuários em Informação Científica, com o objetivo de capacitar sua comunidade acadêmica no acesso às diversas fontes de informação e recursos disponíveis na Universidade. O Programa é avaliado periodicamente e, com base nessas avaliações, tem sido reformulado quando necessário. Desse modo, o presente trabalho apresenta um estudo comparativo entre 2002 e 2007/2008 dos resultados das avaliações dos usuários ao final de cada módulo.</text>
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ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE EXISTENTES NAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS PARA USUÁRIOS
PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
MARENGO, L.1
DUTRA, S. K.2

RESUMO
O trabalho buscou dimensionar a infra-estrutura de ambientes inclusivos existentes
nas bibliotecas universitárias brasileiras, em decorrência do impacto das tecnologias.
Foi realizado um levantamento dos aspectos da acessibilidade arquitetônica,
comunicacional, instrumental e metodológica e verificou-se a existência de ações
voltadas à definição de metodologias e rotinas de atendimento, o suporte
pedagógico nas atividades oferecidas nas bibliotecas, o processo de constituição do
acervo; a capacitação dos bibliotecários responsáveis pelo setor especializado; a
definição e projeção do espaço físico necessário. Apesar da baixa adesão à
pesquisa, apenas 10,3% de participação no total de 771 bibliotecas, o estudo
revelou a necessidade de investimentos nas bibliotecas das Instituições de Ensino
Superior para que estejam aptas a receber os alunos portadores de qualquer tipo de
deficiência. Das questões propositivas apresentadas, 73% das bibliotecas
responderam não e apenas 26% das questões foram afirmativas.
Palavras-chave: Acessibilidade. Inclusão. Bibliotecas universitárias.

ABSTRACT
This work reached to evaluate the necessary infrastructure of existing inclusion
environments at the Brazilian University Libraries. It was made a scrutiny of several
aspects, as: accessibility, architectural, communicability, instrumental and
methodology, and it was checked existing actions, directed to the definition of
methodologies and routines for the attendance services, the pedagogical support for
the activities offered at the libraries, the process to build a book collection, the skills
of librarians responsible for such specialized sector; definition and projection of the
necessary physical space. Despite the low adhesion to this research, only 10.3% of
participation among 771 libraries, the study shows the necessity of investments in the
university libraries, so that they would be able to welcome students with any kind of

�2

physical deficiency. From the presented proposals questions, 73% of the libraries
gave a negative answer and just 26% gave a positive one.
Keywords: Accessibility. Inclusion. University libraries.

1 INTRODUÇÃO
A promoção de políticas públicas voltadas à diminuição das desigualdades
sociais é iniciativa percebida em muitas instâncias da sociedade atual. Assim, a
bandeira da inclusão social e educacional é um processo que se observa no Brasil, e
no que se refere à política de educação inclusiva, seus pressupostos filosóficos
compreendem a construção de uma escola aberta para todos.
Nesse contexto, percebem-se mudanças significativas nos sistemas
educacionais, considerando necessário torná-los cada vez mais inclusivos, ou seja,
possibilitar o acesso ao conhecimento e eliminar as barreiras existentes, pois se
traduzem em fontes de discriminação e perda de oportunidades.
A Federação Internacional de Associações de Bibliotecários- IFLA, no
âmbito da Seção Bibliotecas para Deficientes Visuais (Libraries for the Blind Section)
manifesta a preocupação com os serviços da biblioteca para os deficientes visuais e
outras pessoas com deficiência. Os principais esforços da Seção são nacionais e
internacionais visando a cooperação neste domínio e o incentivo na investigação e
no desenvolvimento desta área, melhorando assim o acesso à informações aos
deficientes visuais. O foco está no estabelecimento de metas, padronização de
material, problemas de direitos autorais, controle bibliográfico, normas técnicas, o
livre envio postal e de telecomunicações ou de qualquer meio de distribuição de
material, bem como a identificação dos locais de acesso à coleções especiais e
atividades para os deficientes visuais.
Ao longo da última década, a IFLA, tem desenvolvido uma consciência
internacional, em particular entre as organizações de e para os deficientes visuais,
revelando que ainda é restrito o acesso à leitura das pessoas deficientes visuais, o
que reduz suas oportunidades de qualidade de vida, bem como em termos de
colocação no mercado de trabalho e de lazer.

�3

Neste sentido, considera-se necessário verificar as ações das bibliotecas
universitárias brasileiras na busca de soluções estratégicas que contemplem o
acesso à informação, considerando-se as diferentes necessidades de seus usuários
em face às mudanças decorrentes do impacto das tecnologias.

2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Biblioteca universitária e a acessibilidade
A demanda real vem se ampliando e a legislação vigente exige das
instituições públicas e sociedade em geral o compromisso legal e social de adequar
suas estruturas para a inclusão social da pessoa portadora de deficiência. A questão
da acessibilidade da pessoa deficiente é fato consolidado na legislação e nas
políticas sociais. Em vista disto, o planejamento da construção e adaptação de
edifícios, criação de setores específicos e/ou implantação de serviços especializados
deve se orientar pela legislação vigente, que é vasta.
Para Mazzoni et all (2001, 30) sugere que para todas as pessoas, ter o
acesso à informação é parte indissociável da educação, do trabalho e do lazer, e
isso, naturalmente, também se aplica às pessoas portadoras de deficiência. São as
pessoas que constroem o conhecimento, gerando informação, e esta diferença de
posição, de agente passivo à agente ativo do conhecimento, corresponde a uma
grande diferença qualitativa.
A ação de inclusão deve, portanto, construir uma integração com a
comunidade, com as associações e estabelecer parcerias entre a comunidade e a s
instituições, no sentido de facilitar a inclusão na escola e no mercado de trabalho.
Pupo (2006, 42) ressalta que “o principal objetivo da educação inclusiva é
não deixar ninguém de fora da escola, em todos os níveis da classe de ensino
regular, e para tanto propõe uma organização escolar e pedagógica que considera
todos os alunos em função de suas necessidades”.

�4

Para Souza (2006, 1) a acessibilidade no contexto escolar representa para
um aluno com deficiência visual a facilidade na aproximação, na obtenção de
alguma coisa. Significa ter permissão para ir, vir, possuir, sentir, falar, pensar, etc.
Freqüentemente, a instituição universidade, a fim de fortalecer as ações
de inclusão, é responsável pela criação de um Laboratório de Educação Inclusiva
com o objetivo de ampliar a ação de inclusão dentro da IES e atendendo também as
demandas sociais. Neste sentido cabe ao Laboratório de Educação Inclusiva criar
projetos mais amplos que abordem todos os aspectos necessários e cabe à
biblioteca a disponibilização e o acesso à informação mediante consultas e uso de
seus acervo e serviços.
Para Pupo (2007):
Para as pessoas com deficiência, os principais resultados da
legislação traduziram-se em ações voltadas à vida independente e
autonomia a partir do final do século passado, destacando-se:
implementação de projetos de equiparação de oportunidades;
implantação de redes locais de informação, conectadas a redes
regionais e internacionais e implementação gradual das leis de cotas
na contratação de pessoas com deficiência. Vale ressaltar que os
avanços em Ciência e Tecnologia e o desenvolvimento de novas
tecnologias
da
informação
e
comunicação
contribuíram
significativamente, ampliando as possibilidades de acesso de
pessoas com deficiência à web e, conseqüentemente, ao
conhecimento.

Mazzoni et all. (2001, 29) também menciona que o desenvolvimento de
ajudas técnicas, principalmente com a contribuição no século XX das tecnologias da
informática e comunicação, permite hoje que muitas pessoas portadoras de
deficiência encontrem as condições necessárias para que possam se dedicar às
atividades de estudo, trabalho e lazer, contribuindo, assim, de forma ativa, para o
desenvolvimento da sociedade.
O setor inclusivo de uma biblioteca universitária deve oferecer serviços de
pesquisas bibliográficas, consultas internas e externas, realizando os mesmos
serviços básicos oferecidos pelo sistema de bibliotecas. O ambiente físico do setor
deve ser estruturado com os equipamentos e softwares especiais, ressaltando ainda
que o acervo e o complexo tecnológico deve ser constituído para atender não
somente o deficiente visual, mas também contemplando o atendimento aos

�5

portadores de diferentes limitações físicas. Daí a necessidade de constituir acervos
físicos e eletrônicos.
Nesse sentido, as tecnologias assistivas são recursos e serviços que
visam facilitar o desenvolvimento de atividades da vida diária das pessoas com
deficiência. Procurando aumentar capacidades funcionais e, assim, promover a
autonomia e a independência de quem as utiliza. Existem tecnologias assistivas para
auxiliar na locomoção, no acesso à informação e na comunicação, no controle do
ambiente, e em diversas atividades do cotidiano, como o estudo, o trabalho e o
lazer. Cadeiras de rodas, bengalas, órteses e próteses, lupas, aparelhos auditivos,
softwares e o controles remotos são alguns exemplos de tecnologias assistivas.
As novas tecnologias da informação e da comunicação têm contribuído
para amenizar a questão da acessibilidade, especialmente aquelas pessoas com
deficiência física ou sensorial. Entretanto, a aquisição e equiparação das bibliotecas
universitárias nem sempre é possível, dada as restrições orçamentárias, pois é alto o
custo dos equipamentos e a manutenção.

2.2 Contextualização nacional
Os dados do Censo da Educação Superior 2005 revelam que 49% das
6.328 matrículas de alunos portadores de necessidades especiais estão em
Instituições de Educação Superior localizadas na Região Sudeste. A seguir vêm o
Sul, com 24% desse total, e o Centro-oeste, com 14%. O Nordeste e o Norte
concentram, respectivamente, 9% e 4% desse universo de estudantes.
De acordo com as estatísticas do Censo da Educação Superior 2005, o
tipo de deficiência mais freqüente entre os alunos portadores de necessidades
especiais matriculados nas Instituições de Educação Superior é a física (38%). A
seguir vêm os estudantes com deficiência visual, que representam 32% do total. Já
os deficientes auditivos detêm 23% dessas matrículas.
O INEP também coleta, entre os dados de alunos portadores de
necessidades especiais, informações de superdotados. De acordo com essas
estatísticas, há registro de 306 estudantes com “altas habilidades” matriculados em

�6

IES brasileiras, sendo que 184 (60%) estão em instituições privadas e 122 (40%),
em públicas.
O número de alunos portadores de deficiências e necessidades especiais
(como deficiência física, auditiva e visual e dislexia) nas universidades do país
aumentou 179,4% entre 2000 e 2005. As matrículas passaram de 2.155 para 6.022
em cinco anos. Se considerados os alunos superdotados, os matriculados subiram
de 2.173 para 6.328 e o aumento percentual foi de 191%.
Em função dos dados acima algumas ações, programas e projetos foram
implantados no âmbito do Ministério da Educação, através da secretaria de
Educação Especial, como o programa educação inclusiva: direito à diversidade;
apoio à educação de alunos com deficiência visual, com surdez e deficiência
auditiva, apoio à educação infantil e educação profissional, apoio técnico e
pedagógico aos sistemas de ensino, projeto de informática na educação especialPROINESP, Programa de apoio à educação especial – PROESP, Projeto Educar na
adversidade e Programa INCLUIR - Igualdade e oportunidades para estudantes com
deficiência
O Programa INCLUIR é uma iniciativa da Secretaria de Educação Especial
e da Secretaria de Educação Superior que visa principalmente:
•

Promover a acessibilidade na Educação Superior

•

Promover ações que garantam o acesso pleno de pessoas com deficiência às
Instituições Federais de Educação Superior

•

Apoiar propostas desenvolvidas nas IFES para superar situações de
discriminação contra os estudantes com deficiência;

•

Fomentar a criação e/ou consolidação de núcleos de acessibilidade nas
instituições federais de ensino superior

•

Implementar a política de inclusão das pessoas com deficiência na educação
superior;

•

Promover a eliminação de barreiras atitudinais, pedagógicas, arquitetônicas e
de comunicações. 2.3 A Proposta da CBBU

�7

A Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias – CBBU, criada em
1987 tem como principal meta a elaboração de diagnóstico da situação das BUs com
a finalidade de mapear características e disponibilidades visando a intensificação de
intercâmbio e a criação de programas cooperativos, propiciando as condições
adequadas ao atendimento das necessidades da comunidade científica brasileira.
Atua no sentido de promover o compartilhamento dos recursos bibliográficos e indica
diretrizes para aperfeiçoamento das BU's.
Conforme salientam Mazzoni et all. (2005)
“ dentro da estrutura de uma biblioteca universitária, a
acessibilidade
envolve
tantos
aspectos
urbanísticos
(estacionamento e caminhos de acesso), como aspectos
arquitetônicos (iluminação, ventilação, espaço para circulação
entre .ambientes, banheiros, rampas adequadas) e aspectos de
infonnação e comunicação (sinalização, sistemas de consulta e
empréstimos, tecnologia de apoio para usuários portadores de
deficiências, sistemas para acesso remoto).

Para dimensionar uma infra-estrutura adequada e acessível foi preciso
fazer um levantamento dos materiais e recursos necessários, desde os tecnológicos,
mobiliários e de pessoal, bem como verificar a existência de ações voltadas a
definição de metodologias e rotinas de atendimento; suporte pedagógico nas
atividades oferecidas nas bibliotecas, o processo de constituição do acervo; a
capacitação dos bibliotecários responsáveis pelo setor especializado; o tratamento
técnico do acervo (catalogação); definição e projeção do espaço físico necessário.
Lembrando ainda que a estrutura física adequada deve considerar o
mobiliário, os acessos, sinalização, pisos antiderrapantes, área espaçosa e sem
interferências para o deslocamento e locomoção, equipamentos e softwares
especiais, recursos didáticos adequados para usuários com deficiência visual.
Assim, a proposta de verificar a infra-estrutura de ambientes inclusivos em
bibliotecas existentes nas BUs brasileiras considerou:
•

Constituição do acervo;

•

Planta baixa e layout do espaço físico para o setor especial;

•

Mobiliário;

�8

•

Estabelecimento de rotinas e metodologia de trabalho para o atendimento no
setor;

•

Recursos tecnológicos (hardware, software e periféricos);

•

Sinalização (comunicação visual);

•

Adequação da página da biblioteca na web em relação ao setor especial;

•

Capacitação Pessoal;

•

Plano de Marketing para Divulgação do Serviço.

3 METODOLOGIA
A natureza do levantamento proposto é essencialmente quantitativo, e é
do tipo exploratório, descritivo e avaliativo baseando-se no conhecimento e
experiência prévia das autoras, abordando fundamentos teóricos de outros trabalhos
sobre a temática, apresentando ao final uma análise dos dados levantados e
recomendações para incremento da promoção da acessibilidade nas Bibliotecas
Universitárias.
A

população

consultada

consistiu

no

conjunto

das

bibliotecas

universitárias brasileiras, pois é o objeto de estudo da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias – CBBU. O total de bibliotecas universitárias cadastradas
no banco de dados da CBBU é de 771 instituições, para onde foram enviados os
questionários, e das quais foram recebidos somente 80 questionários o que
representa apenas 10,3% do total de bibliotecas universitárias brasileiras.
O material utilizado para a coleta dos dados foi um questionário de 15
questões, que foram enviados via lista de mailing da CBBU. As questões
contemplaram os seguintes aspectos (PUPO, 2006):
•

acessibilidade arquitetônica

•

acessibilidade comunicacional

•

acessibildade instrumental

•

acessibilidade metodológica

�9

•

acessibilidade Programática.

4 RESULTADOS
Os resultados se baseiam nas respostas das 80 instituições que
participaram da pesquisa, respondendo ao questionário. Embora não seja
numericamente expressiva, essa massa, pode ser considerada representativa, o
suficiente para se fazer uma análise inicial sobre a questão da acessibilidade nas
Bibliotecas Universitárias do Brasil.
Para a primeira questão “A Biblioteca tem informações sobre o número de
estudantes portadores de necessidades que freqüentam a universidade?“ 65% das
instituições responderam que não tinham conhecimento do número de alunos
portadores de deficiência e 35% responderam que sim. O que demonstra que
apenas uma pequena parcela das bibliotecas estudadas tem conhecimento da
existência

de

usuários

portadores

de deficiência nas

suas

IES,

e

que

conseqüentemente, reduz a possibilidade da biblioteca criar novos ou serviços
específicos para esse tipo de usuário.
Sobre a questão se a Biblioteca possui informações sobre o número de
estudantes portadores de necessidades que freqüentam a biblioteca, 54%
responderam que sim e 46% não tinham conhecimento dos alunos portadores de
deficiência que freqüentavam a biblioteca. O que nos leva a supor que nem todas as
bibliotecas têm conhecimento ou dados sobre a comunidade que atende.
A questão sobre a existência de recursos financeiros assegurados para
que a biblioteca possa atender as leis de acessibilidade, obteve um resultado
relevante, demonstrando que 92% das instituições não possuem em seus
orçamentos recursos para contemplar a acessibilidade. Apenas 8% responderam
que sim.
Questões sobre a acessibilidade arquitetônica foram contempladas da
quarta à décima questão e revelaram que:

�10

•

92% das bibliotecas possuem as medidas ideais na entrada para cadeirantes
e apenas 8% não obedecem este padrão mínimo.

•

83% o balcão não permite a aproximação frontal para a utilização de um
usuário cadeirante, com redução de altura para 75 ou 85 cm e 17% das
bibliotecas possuem balcão com a altura ideal.

•

88% das bibliotecas não existem faixas guias táteis e pisos antiderrapantes
apenas em 12% das bibliotecas possuem.

•

53% das bibliotecas não possuem banheiros ou não são adaptados, dos
banheiros existentes somente 47% são adaptados.

•

64% não existem elevadores nas bibliotecas e/ou não são adaptados e 36%
possuem elevadores e rampas, sendo que apenas 3% dos elevadores
possuem voice.

•

98% das bibliotecas não há sinalização tátil com caracteres em Braille e em
relevo nas placas sinalizadoras acessíveis ao alcance do tato localizadas nas
portas, entrada a novos cômodos ou salas, somente 2% possuem esses
recursos.
Sobre as questões das tecnologias disponíveis nas bibliotecas, os

resultados demonstram que há 57% de computadores com ferramentas de busca de
informação com programas de informática e páginas de internet acessíveis, e 43%
das bibliotecas não possuem, sendo que 47% das bibliotecas consideram que
disponibilizam quantidade de computadores suficiente para a comunidade especial e
53% consideram insuficientes.
A grande maioria das bibliotecas (88%), não possui em seu quadro de
pessoal profissional capacitado para atender e desenvolver atividades ligadas à
acessibilidade, somente 12% das bibliotecas possuem.
Nas bibliotecas 85% não possuem acervos específicos, das quais, 80%
não investem em aquisição desses acervos. Os tipos de acervo para deficientes
visuais mais encontrados nas bibliotecas foram nessa ordem: periódico 23%,
multimídia 31%, livros 38%, outros 8%.

�11

5 CONCLUSÕES
Os resultados deste diagnóstico, ainda sem uma análise mais profunda e
que levem em consideração todas as questões do formulário, com uma amostra com
maior número de instituições, já aponta para a necessidade de se investir ainda nas
bibliotecas das Instituições de Ensino Superior para que estejam aptas a receber os
alunos portadores de qualquer tipo de deficiência.
Das

questões

propositivas

apresentadas,

73%

das

bibliotecas

responderam não e apenas 26% das questões foram afirmativas.
As Instituições de ensino superior são o espaço ideal para a construção do
processo de construção da acessibilidade, pela formação de diferentes categorias
de profissionais e seu efeito multiplicador na sociedade. A acessibilidade é um
processo dinâmico, associado não só ao desenvolvimento tecnológico, mas
principalmente ao desenvolvimento da sociedade.
A sociedade que garantir às pessoas portadoras de deficiência o direito de
participar da produção e disseminação do conhecimento, contará com a participação
ativa destas pessoas em todos os seus setores. Para tanto, é necessário criar
ambientes nas Bus para oferecer os recursos de acessibilidade, com a infraestrutura necessária aos estudos e pesquisas com recursos tanto em termos de
mobiliário, software e hardware, etc.
Recomenda-se ainda que as políticas públicas para as Instituições de
Ensino Superior insiram a questão da acessibilidade de forma mais efetiva.

REFERÊNCIAS
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bibliotecas universitárias. In: Ciência da Informação.Brasília, v.30, n.2, p.29-34,
maio/ago. 2001.

�12

MAZZONI, A.A. et all. Propostas para alcançar a acessibilidade para os portadores
de deficiência na biblioteca universitária da UFSC. Revista ACB, Brasília, DF, 5.5,
22 08 2005. Disponível em:
&lt;http://www.acbsc.org.br/revista/ojs/viewarticle.php?id=50&gt;. Acesso em: 24 06 2008.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Espacial. Programa Incluir.
Disponível em:
&lt;http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&amp;task=view&amp;id=557&amp;Itemid=
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PUPO, D.T.: MELO, A.M.: FERRÉZ, S.P. Acessibilidade: discurso e práticas no
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&lt;http://www.ic.unicamp.br/~melo/livro_acessibilidade_bibliotecas.pdf &gt;. Acesso em:
22 out. 2007.
PUPO D. T., CARVALHO, S. H. R. de, OLIVEIRA,V. C. Educação inclusiva e
bibliotecas acessíveis, na teoria e na prática: atendimento a alunos com deficiência
visual na Biblioteca Central César Lattes da Unicamp. V SENABRAILLE –
Seminário Nacional de Bibliotecas Braille. Florianópolis: 23 e 24 de novembro de
2007. Disponível em:
&lt;http://64.233.169.104/search?q=cache:w2C8YfKxR8MJ:styx.nied.unicamp.br:8080/t
odosnos/artigos-cientificos/doc-educacao-inclusiva-e-bibliotecas-acessiveis-nateoria-e-na-pratica-atendimento-a-alunos-com-deficiencia-visual-na-biblioteca-centralcesar-lattes-daunicamp+Para+as+pessoas+com+defici%C3%AAncia,+os+principais+resultados+da
+legisla%C3%A7%C3%A3o&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;cd=4&amp;gl=br&gt;. Acesso em 22.out.
2007
SOUZA, Olga Solange Herval. Acessibilidade: problematizando a integração do dv
no contexto escolar. Disponível em: &lt;http://intervox.nce.ufrj.br/~abedev/TextoOlga.doc&gt;. Acesso em 28/ ago. 2006.

__________________
1
2

Lúcia Marengo, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), luciamarengo@udesc.br.
Sigrid Karin Dutra, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sigrid@bu.ufsc.br.

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O trabalho buscou dimensionar a infra-estrutura de ambientes inclusivos existentes nas bibliotecas universitárias brasileiras, em decorrência do impacto das tecnologias. Foi realizado um levantamento dos aspectos da acessibilidade arquitetônica, comunicacional, instrumental e metodológica e verificou-se a existência de ações voltadas à definição de metodologias e rotinas de atendimento, o suporte pedagógico nas atividades oferecidas nas bibliotecas, o processo de constituição do acervo; a capacitação dos bibliotecários responsáveis pelo setor especializado; a definição e projeção do espaço físico necessário. Apesar da baixa adesão à pesquisa, apenas 10,3% de participação no total de 771 bibliotecas, o estudo revelou a necessidade de investimentos nas bibliotecas das Instituições de Ensino Superior para que estejam aptas a receber os alunos portadores de qualquer tipo de deficiência. Das questões propositivas apresentadas, 73% das bibliotecas responderam não e apenas 26% das questões foram afirmativas.</text>
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INDEXAÇÃO ANALÍTICA DE PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA DA
FACULDADE DE FARMÁCIA DA UFMG
MANHÃ, E. M.1
PEREIRA, F.2
FARIA, M. L. L.3
COSTA, M. U. P.4
SANTOS, S. A.5

RESUMO
O periódico científico possui grande importância para a divulgação e disseminação
de publicações dos resultados de pesquisas científicas. Também é reconhecida a
importância e a contribuição das tecnologias da informação e comunicação na rotina
das bibliotecas universitárias. Este trabalho apresenta a indexação analítica de
artigos de periódicos e o serviço de conversão para o formato eletrônico destes
documentos pela equipe da biblioteca da Faculdade de Farmácia da UFMG. O
objetivo do trabalho realizado é a disponibilização dos textos completos dos artigos
da área de farmacologia para a comunidade acadêmica e científica. Apresenta-se na
metodologia, uma maior exploração do campo 856 do MARC 21 e os resultados
alcançados até o momento.
por
assunto.
Periódicos.
Palavras-chave:
Indexação.
Catalogação
Recuperação da Informação

ABSTRACT
The scientifical periodical has great importance for the divulgation and publications
dissemination and results of scientific researches. It is also known the importance
and contribution of information and communication technologies in the routine of the
university libraries. This paper presents the analytical indexation of periodicals and
the change to electronic format of these documents by the UFMG- Pharmacy
University Library staff. The objective of this project is the availability of the complete
pharmacology articles for the scientific and academic communities. The methodology
is presented with a bigger exploration of the item 856 from MARC 21 and the results
obtained until now.
Keywords:
Indexing.
Subject
cataloging.
Analytical
indexing.
Information retrieval. Periodicals

�2

1 INTRODUÇÃO
O acervo da Biblioteca da Faculdade de Farmácia é muito rico,
principalmente em periódicos mais antigos.

Alguns títulos deixaram de ser

produzidos e seus artigos não foram indexados em nenhuma base, portanto a
possibilidade de localização fica comprometida. Além disto, várias revistas foram
digitalizadas a partir de uma determinada data e os artigos mais antigos não
passaram por este processo. Como não é possível disponibilizar o texto completo de
todos os artigos, a indexação por assunto se apresenta como recurso minimizador
para o problema dos artigos que não puderem ou não tiverem autorização dos
autores para disponibilização do texto completo.
A visibilidade dos artigos leva à citação. A citação é fator motivador para o
pesquisador publicar. É um indicador importante para avaliação da capacidade
científica tanto do indivíduo, quanto departamento, universidade ou país. É
importante para a sobrevivência da própria revista citada.
Diante desse cenário, a Biblioteca da Faculdade de Farmácia da UFMG
implantou um projeto de indexação analítica de artigos de periódicos ainda
indisponíveis em base de dados. O projeto teve início com 12 volumes da Revista de
Farmácia e Bioquímica da UFMG, publicação da Instituição, interrompida em 1992,
passando para a Revista Brasileira de Farmácia, umas das mais importantes da
área, contendo na coleção da Biblioteca da Faculdade de Farmácia da UFMG 68
volumes. Será efetuada uma pesquisa da produção dos docentes da Faculdade e se
priorizará a disponibilização dos artigos na integra, com autorização do autor.

2 CATALOGAÇÃO E INDEXAÇÃO ANALÍTICA
O periódico científico tem a finalidade principal de divulgar o resultado de
pesquisas científicas (MUELLER, 2000), sendo considerado atualmente o principal
canal formal da comunicação científica (OHIRA; SOMBRIO; PRADO, 2000). O
aumento dessas publicações dá a dimensão da dificuldade encontrada pelos
pesquisadores em manterem-se atualizados com as tendências de sua linha de
pesquisa. A indexação dos periódicos mostra-se essencial neste ambiente, uma vez

�3

que permite que a informação se torne visível à comunidade científica, de forma
rápida e sistemática. A fim de se garantir eficácia no controle e na organização das
informações contidas em documentos, atualmente, é imprescindível a automação de
várias atividades desenvolvidas nas bibliotecas e nos centros de informação. A
adoção das tecnologias de informação torna-se cada dia mais parte da realidade
destas instituições, desde a fase da formação e desenvolvimento de acervo,
passando pelo tratamento da documentação até a fase de disseminação ou
disponibilização dos documentos.
Em Biblioteconomia, a indexação é reconhecida como um dos processos
mais importantes do tratamento da informação, quando os documentos são tratados
para serem inseridos em uma base de dados. Existe uma confusão terminológica
quando se fala em indexação. Vários termos como análise de assunto, análise
documentária, catalogação de assunto, aparecem em uma emaranhada e confusa
rede conceitual. É possível definir indexação como processo de definição de termos
que irão representar o conteúdo de documentos em sistemas de informação ou em
catálogos de bibliotecas. A indexação é definida como:
[...] a terminologia mais usada para designar o trabalho de
organização da informação quando realizado nos chamados
serviços de indexação e resumo. Esses serviços têm por finalidade
organizar informações referentes, principalmente, a artigos de
periódicos. Essas informações não são, normalmente, organizadas
nas bibliotecas. Estas costumam se limitar à organização dos
periódicos considerados em seu todo. Os produtos principais
daqueles serviços são os índices/abstracts, que tanto podem estar
disponíveis em forma impressa como na forma de bases de dados.
(DIAS; NAVES, 2007, p.16).

Silva e Fujita (2004) apresentam uma diferenciação no conceito da prática
da indexação por duas correntes, a francesa e a inglesa. A francesa, seguindo a
linha teórica de Gardin (1981), apud Silva e Fujita (2004), tende a tratar a indexação
como uma operação dentro do processo de análise documentária, ao passo que os
ingleses e norte-americanos chamam de indexação a própria análise documentária.
Segundo as autoras, a existência destas linhas teóricas, que não se restringem
somente a prática da indexação, é que gera diferentes conceitos e entendimentos
sobre esta área.

�4

Lancaster (2004, p.8-9) afirmou que a indexação de assuntos envolve
duas etapas: análise conceitual e tradução.
A análise conceitual é o trabalho intelectual, também denominado análise
de assunto (Dias; Naves, 2007), em que o indexador procura entender os assuntos
de um documento e depois retirar da linguagem termos que os representem.
Segundo Lancaster (2004), a indexação de assuntos de um documento é eficiente
quando ela vai além dos assuntos tratados no documento. O indexador deve tomar
sua decisão de indexar baseada na causa do documento, além de observar
prováveis interesses para um determinado grupo de usuários. A tradução, segundo
Lancaster, “envolve a conversão da análise conceitual de um documento num
determinado conjunto de termos de indexação”. Nesta fase, geralmente é utilizado
algum tipo de vocabulário controlado para extração de termos controlados. O autor
apresenta como três os principais tipos de vocabulário controlado: esquemas de
classificação bibliográfica, listas de cabeçalhos de assuntos e tesauros.
Os termos catalogação e indexação podem ser entendidos como
complementares no tratamento da representação dos documentos nos catálogos de
bibliotecas. A indexação é a responsável pela descrição semântica, ou de conteúdo,
ao passo que a catalogação seria o processo técnico de representação descritiva
dos documentos, definição de pontos de acesso.
A catalogação visa criar representações dos documentos,
conhecidos como fichas de catalogação, ou fichas catalográficas,
que descrevem tanto os aspectos físicos, objetivos do documento
(autor, título etc.), quanto os aspectos de conteúdo, ou seja, o
assunto ou assuntos de que trata. À atividade de descrição dos
aspectos físicos costuma se dar o nome de catalogação descritiva, e
à do conteúdo, catalogação por assunto. (DIAS; NAVES, 2007,
p.16).

Tanto a catalogação quanto a indexação fazem parte do tratamento da
informação, que pode ser definido como uma função de descrever os documentos,
tanto do ponto de vista físico como pelo ponto de vista temático. Desta atividade
resulta a produção de representações documentais como fichas de catálogos,
referências bibliográficas, resumos, termos de indexação, etc. O tratamento da
informação é uma função dependente de outras funções, como a seleção, descarte,
análise de TIC, entre outras. (DIAS, 2006, p.67-68).

�5

3 METODOLOGIA
No trabalho de catalogação da Biblioteca Professor Lair Remusat Rennó
da Faculdade de Farmácia, da UFMG, a indexação é automatizada, aonde a
primeira etapa, que analisa o conteúdo do documento (análise de assunto), é feita
por uma bibliotecária que, após seu trabalho intelectual, insere os termos numa base
de dados automatizada, utilizando-se da lista de cabeçalhos de assuntos
autorizados do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Na maioria das bibliotecas
universitárias não há uma divisão real das atividades técnicas de indexação,
catalogação, ou mesmo, classificação. As três atividades são efetuadas pela mesma
pessoa e quase sempre simultaneamente. Isto ocorre, geralmente, pela falta de
pessoal, ou pela necessidade de disseminação rápida dos documentos.
O indexador especialista do assunto nem sempre é o que de fato
indexa nas bibliotecas universitárias e a exigência de se indexar
determinada quantidade de documentos não permite que o
indexador faça uma leitura necessária do documento, o que se
sugere que ele somente faça um misto de leitura e ‘passagem dos
olhos’ pelo texto (Lancaster, 2004, p.24).

Os campos do Formato MARC 21 utilizados na indexação de artigos dos
periódicos, na biblioteca da Faculdade de Farmácia da UFMG são:
o Campo 008 – Elementos de dados de extensão fixa
o Campo 040 – Fonte da catalogação (NR)
o Campo 090 – Número de classificação (R)
o Campo 100 – Entrada principal – autor pessoal (NR), subcampo a
o Campo 245 – Título do documento e indicação de responsabilidade (NR),
subcampos a e b ou a, b e c
o Campo 246 – Forma variante do título (R), subcampo a
o Campo 650 – Assunto tópico (R), subcampo a e v
o Campo 700 – Outros autores (NR), subcampo a
o Campo 773 – Entrada analítica, subcampos t, d, g, x e w
o Campo 856 – Acesso e localização eletrônica (R), subcampos u, 2 e n.

�6

Será tratado com maior atenção o campo 856 que, permite acesso e
localização do artigo fornecendo link para a informação eletrônica. Esta é uma
possibilidade que privilegia o usuário, pois permite acesso direto online, sem que
haja necessidade de deslocamento à biblioteca para acesso do material, tornando a
recuperação da informação mais rápida. Além destes benefícios, a conversão do
documento impresso para o formato digital, aliada a outras ações, garante sua
preservação. No entanto, algumas observações devem ser consideradas pelas
bibliotecas antes da indexação deste campo, tais como: a questão do direito autoral
e a necessidade da existência de um servidor que suporte bem a inserção dos
arquivos. No caso específico da Biblioteca Prof. Lair Remusat Rennó será utilizado o
servidor da Faculdade de Farmácia. Também estão sendo contatados os autores
para se obter a licença de disponibilização online do artigo na íntegra.
O campo 856 do Marc 21, campo de Acesso a Localização Eletrônica,
contém a informação necessária para se localizar e acessar um recurso eletrônico.
O campo é repetitivo e a utilização do indicador 1 dependerá da disponibilização
http. O indicador 2 fica em branco e no Sistema de Bibliotecas da UFMG é
substituído por #. Os subcampos utilizados para indexação analítica de periódico
foram:
o $u, URL - Uniform Resource Locator.
o $2, método de acesso.
o n, nome da localização do HOST no subcampo.
Exemplo: 856 | 4 | # | $u http://www.farmacia.ufmg............. $2 http $n
No exemplo o indicador 1 é utilizado, sendo preenchido com o número 4,
indicação para http. O subcampo $u indica a URL do artigo disponível em texto
completo.

�7

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Até o momento foram indexados 310 artigos. Finalizou-se a indexação da
Revista de Farmácia e Bioquímica da UFMG e o trabalho com a Revista Brasileira
de Farmácia encontra-se bem adiantado.
O projeto já começou a apresentar resultados positivos, uma vez que foi
possível verificar aumento na consulta dos periódicos indexados.
O próximo passo será iniciar o contato com os professores, para solicitar
autorização de disponibilização dos artigos na íntegra.
Para atingir a visibilidade dos artigos, não basta colocá-los simplesmente
na web. Será preciso que os artigos sejam tratados de forma tal a serem
encontrados pelos provedores de serviço e serviços de indexação, quando esses
são acionados por leitores que buscam informações e artigos nos temas em que
estão pesquisando.

REFERÊNCIAS
DIAS, Eduardo Wense. Organização do conhecimento no contexto de bibliotecas
tradicionais e digitais. IN: NAVES, Madalena Martins Lopes; KURAMOTO, Hélio
(Org.). Organização da informação: princípios e tendências. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 2006, p.62-75.
DIAS, Eduardo Wense; NAVES, Madalena Martins Lopes. Análise de assunto:
teoria e prática. Brasília: Thesaurus, 2007.
GARDIN, J. C. et al. La logique du plausible: essais d’epistemologie pratique.
Paris: Maison de Sciences de L’Homme, 1981.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática. 2.ed. Brasília, DF:
Brinquet de Lemos, 2004.
MARC standards. Disponível em: &lt;http://www.loc.gov/marc/&gt;. Acesso em: 26 maio
2008.
MUELLER, Suzana P. M. O periódico científico. In: CAMPELLO, Bernadete Santos;
CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Org.). Fontes de
informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2000. p.73-95.

�8

OHIRA, Maria Lourdes Blatt; SOMBRIO, Márcia Luiza Lonzetti Nunes; PRADO,
Noêmia Schoffen. Periódicos brasileiros especializados em biblioteconomia e ciência
da informação: evolução. Enc. Bibli: R. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n.10,
out. 2000. Disponível em: &lt;http://www.encontrosbibli.ufsc.br/Edicao_10/lurdinha.htm&gt;. Acesso em: 24 maio 2008.
SILVA, Maria dos Remédios da; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. A prática da
indexação: análise da evolução de tendências teóricas e metodológicas.
Transinformação, Campinas, v.16, n.2, p.133-161, maio/ago. 2004.

__________________
1

Elizabeth Martins Manhã, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bibliotecária, Faculdade
de Farmácia, bethmanha@farmacia.ufmg.br.
2
Fernanda Pereira, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Acadêmico, Curso de
Biblioteconomia, feufmg@yahoo.com.br.
3
Maria Lúcia de Lacerda Faria, malu@farmacia.ufmg.br.
4
Mateus Uérlei Pereira da Costa, mateusuerlei@gmail.com.
5
Simone Aparecida dos Santos, sast@ufmg.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>O periódico científico possui grande importância para a divulgação e disseminação de publicações dos resultados de pesquisas científicas. Também é reconhecida a importância e a contribuição das tecnologias da informação e comunicação na rotina das bibliotecas universitárias. Este trabalho apresenta a indexação analítica de artigos de periódicos e o serviço de conversão para o formato eletrônico destes documentos pela equipe da biblioteca da Faculdade de Farmácia da UFMG. O objetivo do trabalho realizado é a disponibilização dos textos completos dos artigos da área de farmacologia para a comunidade acadêmica e científica. Apresenta-se na metodologia, uma maior exploração do campo 856 do MARC 21 e os resultados alcançados até o momento.</text>
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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS (SIB/UEPB) COMO ELEMENTO DE AÇÃO
EMPREENDEDORA
MAIA, M. E.1
OLIVEIRA, B. M. J. F.2

RESUMO
O papel de gerenciar é uma das tarefas difíceis, sobretudo, em instituições sem fins
lucrativos, a exemplo das bibliotecas universitárias, cuja missão acadêmica cumpre
subsidiar informacionalmente as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sob
essa perspectiva, compete ao gestor, além de bom senso, ter capacidade
empreendedora, organizar e estimular os recursos humanos. Com esse objetivo,
apresentam-se as mudanças ocorridas no Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB) da
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A metodologia de intervenção do SIB
baseou-se teoricamente na perspectiva da escola estratégica empreendedora,
estudada por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel. Utilizou-se, como parâmetro para a
elaboração deste artigo, o diagnóstico feito nas bibliotecas do SIB e o relatório das
atividades desenvolvidas ao longo de um ano e seis meses, que apresentam as
mudanças sucedidas a partir da adoção da gestão empreendedora. Percebeu-se, ao
longo do período administrativo analisado, que a ação de diagnosticar constitui-se
relevante para definir os objetivos estratégicos, considerando, em sua formulação, a
organização do ambiente analisado em seus espaços internos e externos.
Palavras-chave: Gestão estratégica. Empreendedorismo.

ABSTRACT
The role of managing is one of the most difficult tasks, overall, in non-profit
organizations, such as university libraries whose academic mission aims to subsidize
information to teaching, research and extension activities. Under this context, it is the
manager´s duty, besides good sense, to have the entrepreneurship ability, to be able
to organize and stimulate the human resources. Having this objective in mind, the
changes that took place in the Library Integrated System (LIS) of the State University
of Paraíba (UEPB) are presented. The intervention methodology of the LIB was
theoretically based on the perspective of the entrepreneurship strategic school,

�2

studied by Mintzberg, Ahlstrand and Lampel. In order to write this article, it was used,
as parameter, the diagnose accomplished at the libraries of the LIS as well as the
report of the activities developed during 18 months, which presents the changes
occurred from the implementation of the entrepreneurship management. It was
noticed, during the analyzed administrative period, that the action of diagnosing is
relevant in order to define the strategic goals, taking into account, in their formulation,
the organization of the analyzed environment in its internal and external areas.
Keywords: Strategic management. Entrepreneurship.

1 INTRODUÇÃO
Gerenciar é uma tarefa difícil, sobretudo, em instituições sem fins
lucrativos, como a biblioteca, que tem como finalidade acadêmica subsidiar
informacionalmente as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sob essa
perspectiva,

compete

ao

gestor,

além

de

bom

senso,

ter

capacidade

empreendedora, organizar e estimular os recursos humanos. Também é seu papel
atualizar as relações pessoais, as informações cotidianas e as tecnológicas e driblar
problemas financeiros, que assolam qualquer administração, principalmente, a
pública.
Cabe,

ainda,

ao

gestor

perceber

a

realidade

que

o

circunda,

diagnosticando problemas e planejando as ações, com o objetivo de praticar uma
administração eficaz, como exemplificado pelo Sistema Integrado de Bibliotecas
(SIB) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), composto por 18 bibliotecas,
distribuídas, territorialmente, no Estado da Paraíba, com a seguinte estrutura
organizacional:
Estrutura 1: Biblioteca Central, Biblioteca Átila Almeida, Biblioteca Digital, Biblioteca
do CIPE e Biblioteca da Pós-graduação (localizadas no bairro de Bodocongó, em
Campina Grande);
Estrutura 2: Museu, Biblioteca do CEDUC I (Pedagogia, Geografia e História),
CEDUC II (Filosofia e Letras), Administração e Contabilidade, Comunicação, Serviço
Social e Direito (localizadas em diversos bairros de Campina Grande);
Estrutura 3: Bibliotecas de Lagoa Seca, Monteiro, Patos, Guarabira, Catolé do
Rocha e João Pessoa (localizadas nas cidades da Paraíba, excetuando-se Campina
Grande).

�3

Nessa perspectiva, foram operacionalizadas ações, utilizando-se os
pressupostos teóricos da estratégia empreendedora que, de acordo com Mintzberg;
Ahlstrand e Lampel (2006, p.98), sugerem sua aplicação em organizações nãogovernamentais e / ou sem fins lucrativos, mas que tenham uma visão a alcançar.
“Essa visão serve como inspiração e também como um senso daquilo que precisa
ser feito – uma idéia guia, se você preferir.” Tendo em vista que a Escola
Empreendedora se baseia no alcance dos objetivos futuros, devem essas
instituições “submeter-se a líderes visionários que podem realizar mudanças
drásticas, através de reformulações” (MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL, 2006,
p. 113).
Do ponto de vista administrativo, o SIB é gerenciado pela Direção da
Biblioteca Central (BC), sediada no Campus I, em Campina Grande, órgão
responsável pela coordenação geral das atividades do Sistema. Tal sistema trata do
conjunto de bibliotecas integradas, sob os aspectos funcional e operacional, tendo
por objetivo a unidade das atividades de coleta, armazenagem, recuperação e
disseminação de informações, para apoiar os programas de ensino, pesquisa e
extensão oferecidos pela UEPB.
Na circunscrição territorial paraibana, a UEPB destaca-se por sua
importância e inserção em boa parte do estado, desempenhando papel social, ao
viabilizar um processo educacional de qualidade e preocupar-se com a melhoria de
seus procedimentos. Quanto a sua inclusão, é visível sua participação ativa nas
cidades de Campina Grande e João Pessoa e nas mais distantes, como Lagoa
Seca, Guarabira, Catolé do Rocha, Monteiro e Patos, municípios de expansão da
UEPB.
Essa dispersão territorial apresenta algumas questões de cunho
operacional e organizacional no referido sistema, especificamente no que respeita à
unidade central, quanto à orientação e ao direcionamento de todas as bibliotecas
que integram o SIB.
Essas bibliotecas se originaram, quase sempre, para atender às
especialidades de determinadas áreas, mesmo quando fisicamente dentro do
mesmo campus, a exemplo das cinco bibliotecas no Campus da UEPB / Campina

�4

Grande / Bodocongó, a saber: Biblioteca Central, Biblioteca Átila Almeida, Biblioteca
da Pós-graduação, Biblioteca Digital e Biblioteca da CIPE; sete bibliotecas setoriais,
localizadas no centro de Campina Grande e em outros bairros, como Catolé e São
José, quais sejam: Biblioteca do CEDUC I, Biblioteca do CEDUC II, Biblioteca de
Direito, Biblioteca de Serviço Social, Biblioteca de Comunicação, Biblioteca de
Contabilidade e de Administração e Biblioteca do Museu; Acrescem-se a essas
outras seis bibliotecas setoriais localizadas em municípios fora da cidade de
Campina Grande, a saber: Lagoa Seca, Guarabira, Catolé do Rocha, João Pessoa,
Monteiro e Patos.
A dinâmica organizacional coaduna-se com os interesses e as propostas
da atual administração, procurando elevar a qualidade dos serviços prestados pelo
SIB, entendendo-o como unidade de informação que baseia seus serviços na
qualificação de pessoal e tecnológica, por meio das mudanças realizadas para
atingir a visão, mesmo que em longo prazo.
Nesse sentido, a proposta trata de implementar um gerenciamento
“motivado, acima de tudo, pela necessidade de realização. Como as metas da
organização são simplesmente a extensão daquelas do empreendedor, a meta
dominante da organização que opera de modo empreendedor parece ser o
crescimento,

a

mais

tangível

manifestação

de

realização.”

(MINTZBERG;

AHLSTRAND; LAMPEL, 2006, p. 106). O sistema competitivo, interligado, integrado
e pró-ativo do SIB busca parcerias locais, regionais, nacionais e internacionais, com
o intuito de ampliar, cada vez mais, seus serviços, sem esquecer as possibilidades
de rejeição das inovações propostas. No pensamento dos autores citados, “o ponto
crítico é que uma visão articula uma expectativa de um futuro realista, digno de
crédito e atraente [...], uma condição melhor, em alguns aspectos importantes, que
aquela atualmente existente”.

2 BIBLIOTECA: espaço de interconexão de estratégias empreendedoras
A mudança parece ser a marca da era moderna. A evolução nas áreas da
informação, da comunicação e da telecomunicação exemplifica os últimos 200 anos
da humanidade em seu processo de transformação social. Observa-se, cada vez

�5

mais, o modelo de sociedade aproximar-se de um suporte tecnológico baseado na
interconexão, que tem como matéria-prima a informação, cuja importância é dada,
sobretudo, por sua capacidade de atingir a vida humana e pelo favorecimento da
lógica de redes, que atende à complexidade das relações sociais.
Além disso, segundo Castells (2000), a informação mostra-se flexível nos
processos e nos espaços institucionais, demonstrando competência de se reconfigurar a cada situação dada. Esse processo faz edificar o que se denomina
sociedade em rede, que demonstra não apenas ter habilidade de se comunicar, mas
de se apresentar estrategicamente no jogo de posições, convergindo para a
formação de um sistema altamente integrado entre as pessoas e os espaços físicos
e sociais.
A informação favorece, portanto, em seu cerne, a interdependência entre
os espaços e os saberes. Nessa direção, com essas configurações sociais, os
espaços e as pessoas passam por uma reanálise gerencial.
A princípio, o planejamento administrativo compreendia a organização
como sistema fechado, centralizando sua preocupação na estrutura e nas tarefas. A
partir da década de 60 do Século XX, o planejamento e a gestão funcionam na
perspectiva do entorno, ou seja, está em permanente diálogo com as estruturas
externas, envolvendo o campo da política, da educação, da cultura e da economia.
Dessa forma, planejar torna-se força estratégica para a vida das organizações, cuja
base é a relação de interdependência entre as partes que compõem uma
sistemática mais ampla (CHIAVENATO, 2000). Próximo dessa realidade, o
planejamento de escolas, de bibliotecas e de outras instituições se insere em um
prisma sistêmico, observando o contexto do qual fazem parte.
No que diz respeito à postura do planejador / gestor, o que nos parece
mais convincente é um modelo gerencial pautado na estratégia empreendedora que,
segundo Mintzberg (1973 apud MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL, 2006, p.
105), permanece ativa de novas oportunidades, centralizando de certo modo, o
poder de decisão das atividades nas mãos do principal gestor,.a quem competirá,
também, promover “grandes saltos”, tendo como meta dominante a mudança
movida pelo “ego empreendedor”.

�6

Nesse sentido, a direção do SIB adotou diretrizes amparadas em
posições de investimentos estratégicos. Isso acarreta, dentre outras implicações,
investimentos nas pessoas e na infra-estrutura, a fim de consolidar um espaço
competitivo e estratégico. Para atingir essas diretrizes e os interesses competitivos,
delineados segundo perspectivas estratégicas, é crucial a operacionalidade por meio
de ações, que decorrerão de modo concreto da execução dos planos, o que
pressupõe, dentre outros, um intenso processo de atuação, ajuste, controle e
avaliação. Assim, a ação diagnóstica é de fundamental importância para se
definirem os objetivos estratégicos, considerando, em sua formulação, a
organização do ambiente analisado em todos os seus espaços.

2.1 Estratégia empreendedora para o SIB
Na direção da ação empreendedora pautada em processos de
interconexão, vislumbrou-se a associação de um planejamento estratégico a ser
vivenciado por essa organização. Essa pareceu ser uma das formas de possibilitar
“golpes ousados”, com os quais a biblioteca poderá obter ganhos consideráveis.
Diante da complexidade da estrutura do SIB e da prioridade emergencial
de ações a serem viabilizadas, a análise tomou por base o envolvimento de parte
dos servidores da Biblioteca, somando o total de 23. Desses, sete são bacharéis em
Biblioteconomia, dois, auxiliares de serviços, três, servidores de carreira do quadro
funcional, e 11, colaboradores técnico-administrativos. Além disso, contou com a
participação de 28 professores efetivos, representantes das várias áreas do
conhecimento da UEPB. A elaboração do planejamento para o SIB ocorreu em três
fases, a saber:
�

A primeira fase: de caráter analítico-descritivo, objetivou conhecer, em
detalhe, o ambiente interno, através do diagnóstico situacional da Biblioteca.
Para tanto, foi elaborado um mapeamento do ambiente interno, cujo auxílio
dos servidores foi vital para tal empreendimento. A partir disso, identificaramse os pontos fortes e fracos, o que facilitou a tomada de decisão do gestor
com vistas à melhoria dos serviços e finalidades para a qual a biblioteca e o
seu sistema se destinam;

�7

A segunda fase: voltada para a análise bibliográfica referente à educação

�

superior, tanto em nível nacional quanto regional. Considerou documentos
das seguintes espécies: (1) de ordem técnica: textos voltados para as tarefas
e a prestação dos serviços da área de Biblioteconomia; (2) de ordem
estrutural: documentos legais, que dizem respeito à organização de
bibliotecas (seu ambiente físico); (3) de ordem gerencial: referências que
tratam das atividades a serem viabilizadas pelo gestor de unidades de
informação. Esta última análise teve como preocupação o enlace externo e
suas repercussões para o SIB / UEPB;
A terceira fase: nessa fase, apresentaram-se as escolhas e as decisões para

�

o gerenciamento do sistema. Definiram-se a missão e a perspectiva de futuro
(visão) para o SIB, que deve se organizar em sintonia com o mercado, com os
seguintes objetivos: atingir os princípios gerenciais a serem adotados; as
estratégias em longo, médio e curto prazos; os recursos humanos, físicos e
financeiros disponíveis.

2.1.1 Síntese da avaliação interna e organizacional da Biblioteca Central
As raízes da atual UEPB estão no ano de 1966, quando surgiu da Lei
Municipal n. 23, de 15 de março de 1966. Nascia com o nome de Universidade
Regional do Nordeste (URNe), funcionando como autarquia municipal.
Só em 1987, no governo de Tarcísio de Miranda Burity, a URNe foi
transformada em Universidade Pública Estadual, sendo somente reconhecida pelo
Conselho Federal de Educação no ano de 1996, com o nome de Universidade
Estadual da Paraíba. Uma espera de 30 anos, mas que mostrou o intenso processo
de luta e de afirmação dessa instituição no cenário paraibano e nordestino
(UNIVERSIDADE..., 2006). Essa luta e afirmação apresentam um quadro
significativo para a instituição, principalmente, nos últimos cinco anos, quando, de 31
cursos de graduação, a instituição passou a oferecer 42, e da inexistência de cursos
de pós-graduação para seis programas em pleno funcionamento, como se percebe a
seguir.
Hoje, a UEPB constitui-se num dos maiores parâmetros
de Campina Grande e Centro de Ensino Superior da

�8

melhor qualidade para a Paraíba e até mesmo para o
Nordeste, [...] contando com cerca de 42 (quarenta e
dois) cursos de graduação em todas as áreas, [6 (seis)
cursos de pós-graduação nível mestrado] e com mais
de 15.000 (quinze mil) alunos. (UNIVERSIDADE...,
2006)

A configuração estrutural da UEPB tem característica descentralizadora.
Os cursos funcionam em diferentes bairros / espaços, no município de Campina
Grande, bem como em outras cidades. Já que isso ocorre, a opção da instituição foi
a de estabelecer também a descentralização das bibliotecas, tanto do ponto de vista
físico quanto de acervo.
A Universidade foi crescendo e, junto com ela, a vontade de unir os cursos
em um único espaço. Daí ocorreu a transferência de alguns cursos para o novo
Campus, no bairro de Bodocongó / Campina Grande, e parte do acervo, constituindo
a nova sede da Biblioteca Central (BC).
Tal espaço se organizou em uma casa de aproximadamente onze
cômodos. Apesar do tamanho, era inadequado para instalar fisicamente a biblioteca.
O acervo encontrava-se dividido em Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) e
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Apesar de instalados no mesmo
ambiente, não havia princípios de unidade administrativa para a organização do
acervo e para a tomada de decisão. Além dessas questões, verificou-se que, na BC,
não havia direcionamento concretizado por uma série de documentos e ações, tais
como: regimento interno; políticas de desenvolvimento de coleções e de interface
usuário-biblioteca; controle e acesso de material utilizado pelo usuário; política de
manutenção e conservação documental do acervo regular; políticas de divulgação
interna e externa; manual de serviços, descrevendo rotinas destinadas aos setores e
suas atividades; reformulação da infra-estrutura para viabilizar o estudo individual e
em grupo e, implementação de sistemas de automação das rotinas..
Tal realidade só era possível adotando-se de uma gestão empreendedora,
em mãos de dirigente único, com capacidade de desenhar as ações estratégicas e
de ter veio indutivo para promover tais ações de forma radical e com criatividade,
como reafirmado por Cole (1959, apud MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL,
2006), ao mencionar o inventor calculista, o inovador que está sempre com idéias
criativas, o promotor superotimista e o construtor de um empreendimento forte.

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2.1.1.1 Da organização da biblioteca
Uma das primeiras questões viabilizadas foi a reestruturação orgânicoadministrativa da BC, considerando-se ser ela a responsável administrativa das
demais bibliotecas que compõem o SIB, gerenciando, portanto, todas as atividades
e se subordinando financeira e administrativamente ao Gabinete da Reitora, na
qualidade de órgão suplementar, com o objetivo de articular o planejamento /
gerenciamento e a execução das atividades que a envolvem.
Cabe acrescentar que o bibliotecário passou a desempenhar, de maneira
formal, as atividades e as funções determinadas na Lei n. 4.084, datada de 30 de
junho de 1962, e da Lei n. 7.504 de 02 de julho de 1986, como crédito aos
profissionais bibliotecários.
Outro aspecto corrigido na organização, no gerenciamento e na definição
de tarefas constou de mecanismos reguladores devidamente aprovados pelos
órgãos superiores da UEPB.
2.1.1.2 Infra-estrutura da biblioteca
Tornou-se urgente o redimensionamento do espaço físico da BC. Nesse
sentido, sua direção encaminhou proposta de mudança, para melhor redimensionar
os aspectos físicos de lay-out, resultando na seguinte estrutura: 1) setor destinado à
diretoria, com secretaria e sala de reunião; 2) setor de desenvolvimento de coleções;
3) setor de processos técnicos; 4) setor de orientação de trabalhos acadêmicos; 5)
setor de manutenção e conservação de acervo; 6) setor de periódicos; 7) auditório
para eventos; 8) seção de referências e do acervo geral e 9) setor de multimídia.
Seguindo as recomendações estabelecidas pelo Ministério da Educação,
foram incluídos as “cabines individuais” e o “espaço de estudo grupal”, pontos de
rede para acesso de informações acadêmicas por parte do usuário e para o uso de
serviço de automação da biblioteca. Atentou-se, sobretudo, para as questões
referentes à acessibilidade, o que requereu longas discussões e negociações com o
setor de arquitetura / engenharia da UEPB, para adequar a estrutura física,
vislumbrando o atendimento aos portadores de necessidades especiais.

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2.1.1.3 Avaliação dos serviços
Alguns serviços foram avaliados a fim de facilitar os processos que
culminaram na disseminação da informação, independentemente do seu suporte, a
saber: elaboração de página na internet do SIB; elaboração de ficha de catalogação
dos trabalhos acadêmicos dos alunos da UEPB, por via presencial e on-line; criação
de “caixa de sugestões” para conhecer e atender às expectativas dos usuários do
sistema; melhorias do serviço de comunicação entre a Direção da BC e as
coordenações de cursos e chefias departamentais; aquisição de 13 computadores
interligados à rede, visando à pesquisa dos usuários, entre outros serviços
relacionados à disseminação da informação, como a aquisição de sistema de
automação.
2.1.1.4 Tratamento e atualização do estoque informacional
No SIB, é usual utilizar como mecanismos de tratamento da informação o
Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2), o Código Decimal Dewey (CDD),
cabeçalhos de assunto e a tabela de notação de autor, e outras possibilidades
técnicas que envolvem as linguagens pré e pós-coordenadas. No caso dos livros e
das monografias, o procedimento adotado envolveu o processo de desdobramento
das fichas catalográficas em autor, título, assunto e topográfica, para o que usa
programa criado pelos servidores da biblioteca, recém-contratados por concurso
público, dando celeridade aos serviços, considerando que esse era um processo
realizado em máquina manual.
Outra questão solucionada se refere a cerca de 2.000 títulos a serem
recuperados ou desbastados, considerando-se a Lei n. 10.753, de 30 de outubro de
2003, em seu Art. 18, que estabelece o livro como material de consumo,
considerado na política de desenvolvimento de coleções, que levou em conta os
trâmites legais, estabelecidos pelos órgãos superiores.
Outra questão digna de menção é a relação livro / usuário. Ao que
indicavam as estatísticas, o acervo do SIB / UEPB deixava a desejar quanto às
orientações do MEC, que estipula a relação de um título para cada seis usuários, por
disciplina. Tendo em vista o atendimento a tais recomendações, empreendeu-se a

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atualização do acervo, com aquisição semestral de publicações bibliográficas e não
bibliográficas.
2.1.1.5 Os recursos humanos e a atmosfera organizacional
Partiu-se de uma análise pautada na observação da ação dos recursos
humanos nas bibliotecas dos Complexos 1, 2 e 3. Sem dúvida, havia um esforço
coletivo em satisfazer os usuários na busca pela informação. Porém, no caso das
setoriais observadas, a falta de conhecimento técnico acarretava dificuldades em se
atingir o desejado.
Por outro lado, em relação à BC, a atitude tomada foi a de estabelecer a
permanência de um bibliotecário responsável pela unidade de informação que,
dentre outras funções, orientaria os colaboradores, no tocante ao conhecimento
técnico e na relação para com o usuário, objetivando atingir, com eficácia, sua
finalidade: a disseminação da informação. A mesma proposta deveria ser realizada
entre a unidade de informação matriz e as suas filiais (setoriais), a fim de
estabelecer padrões de rotinas entre elas.
Cabe salientar que se intenta estabelecer diálogo permanente com o
Curso de Psicologia, para se investigar, com freqüência, o nível de satisfação dos
servidores, sobretudo, em relação às atividades que desempenham. Para tanto,
foram postos em evidência o relacionamento e a cordialidade entre gerência /
colaboradores, gerência / usuários e usuários / colaboradores; o atendimento aos
anseios e as afinidades nas atividades que exercem, focalizando a capacitação
quanto ao domínio técnico e ao atendimento ao usuário e sua permanente
percepção enquanto cliente.
2.1.1.6 Recursos disponíveis para o tratamento, a organização e a disseminação da
informação
Uma biblioteca universitária que se pretenda empreendedora firma-se no
tripé: tratamento, organização e disseminação da informação, com visão futurista.
Para a consolidação dessa base, são necessários recursos tecnológicos viáveis
para sua agilidade, segurança e exatidão. Quanto aos recursos tecnológicos,
devem-se adquirir equipamentos como: computadores, data-show, retro-projetor,

�12

aparelhos de som, entre outros, que auxiliem os usuários ao acesso às informações
e que favoreçam uma política educacional, por meio do uso da biblioteca e do
desempenho técnico de seus servidores / colaboradores, considerando a celeridade
dos procedimentos técnicos e de disponibilização de informações.

2.2 Síntese a avaliação externa
Observados os espaços nacionais e estaduais que envolvem o SIB da
UEPB, seu regulamento deve seguir as disposições legais determinadas pelo
Decreto nº 3.860, de 9 de julho de 2001, que trata da organização do ensino
superior, da avaliação de cursos e de instituições. Particularmente, no Art. 17, que
versa sobre a avaliação dos cursos superiores, o § 1o, item IV, estabelece que as
bibliotecas devem dar especial atenção ao acervo especializado, incluindo-se o
eletrônico, assim como às condições de acesso às redes de comunicação e aos
sistemas de informação, regime de funcionamento e modernização dos meios de
atendimento.
Ainda do ponto de vista do diálogo com o entorno, a Biblioteca da UEPB,
como instituição de Educação Superior, deve, segundo a Portaria nº 2.864, de 24 de
agosto de 2005, em seu Art. 1º, tornar públicas e manter atualizadas, em página
eletrônica própria, as condições de ofertas bibliográficas e não bibliográficas
referentes aos cursos ministrados pela instituição, em que há obrigatoriedade da
disponibilidade em rede da descrição da biblioteca quanto ao acervo de livros e de
periódicos, por área de conhecimento, política de atualização e informatização, bem
como, área física disponível e formas de acesso e utilização.
Tais exigências consideram adequação ao crescimento do mercado
competitivo e à satisfação do usuário / cliente, ênfase primordial de qualquer
empreendimento. Por isso, para a BC da UEPB, tornou-se urgente programar a
automação do sistema, considerando que a escolha fora encaminhada pela sua
Direção aos setores competentes. Outro fator importante e de impacto tecnológico e
informacional é a possibilidade de aquisição do Portal Capes. Ambos, sistema de
automação e Portal Capes, contribuem, satisfatoriamente, para a organização, o

�13

controle e a disseminação da informação contida em periódicos e aumento das
possibilidades de recuperação de informação, numa ação pró-ativa.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A missão de qualquer biblioteca deve se coadunar com os interesses da
instituição à qual pertence. Mas toda e qualquer organização tem também que ter
visão futurista, isto é, criatividade para atingir mudanças, não somente no início e na
formação de novas organizações, mas também na “reformulação” de organizações
com problemas (MINTZBERG; AHLSTRAND; LAMPEL, 2006, p.102). O trabalho da
BC / UEPB, volta-se para a qualidade dos seus serviços, apresentando como visão
“a produção e a socialização do conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento
educacional e sócio-cultural da Região Nordeste, particularmente do Estado da
Paraíba”. (UEPB, 2006). No cumprimento da missão da Biblioteca, está a excelência
da qualidade dos serviços que deve prestar para os usuários que utilizam tal sistema
de informação, apoiando o tripé das instituições superiores de educação: o ensino, a
pesquisa e a extensão acadêmicos.
Atingir tais objetivos estratégicos definidos por uma personalidade
empreendedora tornou-se condição vital para a reformulação institucional. Porém a
permanência ativa de suas atividades pressupõe mudanças individuais, coletivas,
sociais e culturais que começam a se definir pelo investimento em atitudes novas ou
em realização de coisas feitas de uma nova maneira. Isso atende ao que
preconizam Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2006), ao afirmarem que, entre as
características

atribuídas

à

personalidade

empreendedora,

estão

fortes

necessidades de controle, de independência e de realização e a tendência a aceitar
riscos, desde que de forma moderada.
Isso implica a não acomodação, ajustando-se, para tanto, a missão e a
visão de futuro, o que se consegue com a valorização e a capacitação permanente
dos recursos humanos, investimento permanente em tecnologias da informação e
comunicação, além de recursos materiais e financeiros, elementos essenciais para
tal propositura.

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REFERÊNCIAS
BIO, Sérgio Rodrigues. Sistemas de informação: um enfoque gerencial. São Paulo:
Atlas, 1996.
CASTELLS, Manuel. A revolução da tecnologia da informação. In: _______. A
sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de
Janeiro: Campus, 2000.
FURTADO, João Salvador. Informação e organização. Revista Ciência da
Informação. Brasília, v. 11, n. 1, mar. 1982.
OLIVEIRA, Ângela Maria. Gerenciamento do capital humano em bibliotecas ou
centros de informação: desafio imposto pela sociedade do conhecimento.
Transinformação. São Paulo, v. 12, n. 2, jul./dez. 2000.
MINTZBERG, Henry; AHLSTRAND, Bruce; LAMPEL, Joseph. Safári de
Estratégias: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre:
Brokman, 2006.
OLIVEIRA, Bernardina Maria Juvenal Freire de. Plano de ação estratégica:
biblioteca central do UNIPÊ. João Pessoa, [s. n], 2005.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA. Disponível em:
&lt;http://www.uepb.pb.gov.br/&gt;. Acesso em: 15 out. 2006.

__________________
1
2

Manuela Eugênio Maia, manuelamaia@gmail.com.
Bernardina Maria Juvenal Freire de Oliveira, bernardinafreire@yahoo.com.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>O papel de gerenciar é uma das tarefas difíceis, sobretudo, em instituições sem fins lucrativos, a exemplo das bibliotecas universitárias, cuja missão acadêmica cumpre subsidiar informacionalmente as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sob essa perspectiva, compete ao gestor, além de bom senso, ter capacidade empreendedora, organizar e estimular os recursos humanos. Com esse objetivo, apresentam-se as mudanças ocorridas no Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A metodologia de intervenção do SIB baseou-se teoricamente na perspectiva da escola estratégica empreendedora, estudada por Mintzberg, Ahlstrand e Lampel. Utilizou-se, como parâmetro para a elaboração deste artigo, o diagnóstico feito nas bibliotecas do SIB e o relatório das atividades desenvolvidas ao longo de um ano e seis meses, que apresentam as mudanças sucedidas a partir da adoção da gestão empreendedora. Percebeu-se, ao longo do período administrativo analisado, que a ação de diagnosticar constitui-se relevante para definir os objetivos estratégicos, considerando, em sua formulação, a organização do ambiente analisado em seus espaços internos e externos.</text>
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PREPARO TÉCNICO E PEDAGÓGICO DO PROFISSIONAL DA
INFORMAÇÃO QUE MINISTRA CURSOS DE PESQUISA EM BASE DE
DADOS
MACEDO, M. V. R.1
FRANCO, V. F.2
DRIGO, R.3

RESUMO
O presente estudo contempla uma proposição em relação ao preparo técnico e
pedagógico do bibliotecário para ministrar Cursos de Capacitação em Acesso a
Bases de Dados dentro do ambiente universitário. Em virtude da carência de
programas de educação continuada para o profissional da informação, a equipe de
bibliotecários do Centro Universitário São Camilo - Sistema Integrado de Bibliotecas
Pe. Inocente Radrizzani - buscou desenvolver habilidades didático-pedagógicas com
o objetivo de orientar buscas em bases de dados eletrônicas para sua comunidade
acadêmica. Para fundamentar a importância desses cursos, foi observada a
utilização das bases de dados: Ovid; Thomson-Gale (Portal da Pesquisa); MedLine
With Full Text e MedLine Select - EBSCO Information Services, assinadas no
período de 2003 e 2008. Tomando por base o referencial teórico, a análise dos
dados apresentados buscou demonstrar a necessidade de atualização e
capacitação do profissional.
Palavras-chave: Bibliotecário – Educação continuada. Bases de dados
bibliográficas – Internet. Usuário da informação.

ABSTRACT
The present study considers a proposition regarding the technical and pedagogic
training of Librarians to give Courses of Database Access in the university setting.
Owing to the lack of programs of continued education for information professionals,
the team of librarians of Centro Universitário São Camilo - Integrated Library System
Father Innocenti Radrizzani – decided to develop pedagogical-educational abilities
aiming to guide searches in electronic databases for its academic community. To
substantiate the importance of these courses, we examined the use of Ovid,
Thomson Gale Power- Search Information Portal, and MedLine With Full Text and

�2

MedLine Select - EBSCO Information Services databases subscribed in the period
2003-2008. Taking as a basis the theoretical foundations adopted, the analysis of the
collected data aimed to demonstrate the necessity of enhancing and developing
abilities of the information professional.
Keywords: Librarian – Continued education. Bibliographical databases – Internet.
Information user.

1 INTRODUÇÃO
A pesquisa na internet enquanto recurso da sociedade atual provocou
alterações substanciais no cotidiano das pessoas, fazendo da rede mundial de
computadores o ponto de convergência dos meios de comunicação, onde
informações aparecem em profusão, muito embora de forma desorganizada e pouco
sistemática.
Para que a informação possa agregar valor e ser diferencial na produção
do conhecimento, deve estar estruturada por necessidades de pesquisas com base
na autonomia e competência daqueles que fazem uso dos recursos disponíveis em
bases de dados e sistemas de buscas na Internet.
As bases de dados eletrônicas são modelos representativos da
organização sistematizada da informação. Dentro do processo informacional o
profissional da informação é responsável pela mediação entre a informação e a
capacitação, uma vez que a pesquisa para atender aos usuários é uma prática
constante dentre as atividades desenvolvidas, evidencia-se, no entanto, a
necessidade de cursos ou programas para capacitar formalmente o profissional da
informação no atendimento das demandas de pesquisa sempre crescentes.
O presente estudo teve como base a análise dos dados estatísticos
relativos à utilização das bases de dados pelos alunos do Centro Universitário São
Camilo em decorrência da implantação dos cursos de acesso a base de dados e sua
importância. Foi observado que ao ministrar cursos de Capacitação em Acesso a
Bases de Dados o bibliotecário faz uso de práticas docentes no processo de
construção do conhecimento a fim de capacitar usuários para a seleção e busca da
informação.
O artigo demonstra a necessidade de preparo do profissional da

�3

informação, frente à oferta de cursos de capacitação de usuários, dentro de um
processo de educação continuada considerando as necessidades de atualização e
acompanhamento em fontes de informação eletrônica e especificamente nas
principais bases de dados bem como o enfoque pedagógico envolvido no processo.

2 A PESQUISA NA UNIVERSIDADE
Os novos desafios da educação superior do final do século XX estão
voltados principalmente para as transformações sociais, visto que a universidade
tem relevância no processo de transformação da sociedade, sobretudo por meio do
ensino, pesquisa e extensão. De acordo com a Conferência Mundial sobre o Ensino
Superior,
“[...] sem uma educação superior e sem instituições de pesquisa
adequadas que formem a massa crítica de pessoas qualificadas e
cultas, nenhum país pode assegurar um desenvolvimento endógeno
genuíno e sustentável e nem reduzir a disparidade que separa os
países pobres e em desenvolvimento dos países desenvolvidos. O
compartilhar do conhecimento, a cooperação internacional e as
novas tecnologias podem oferecer oportunidades para reduzir esta
disparidade [...]”. (CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE O ENSINO
SUPERIOR, 1999).

Daí a transformação da universidade para cumprir um papel inovador em
relação ao aluno, como afirma Demo (2002, p. 15) “[...] é essencial desfazer a noção
de aluno como sendo alguém subalterno, tendente a ignorante, que comparece para
escutar, tomar nota, engolir ensinamentos, fazer provas e passar de ano.”. A
inovação da universidade trata fundamentalmente a questão do aprender a pensar,
pesquisar e formar espírito científico fazendo do aluno sujeito do ato de estudar
distanciando-se da condição passiva neste contexto.
Dentre os aspectos significativos a serem considerados no processo de
reestruturação da universidade, hoje, está a incorporação dos avanços tecnológicos.
Nesta pauta também se torna destaque a importância do saber consciente e
desmistificado de que a tecnologia aconteça sempre a serviço do homem e não crie
barreiras para o seu crescimento intelectual. Percebe-se, no entanto no dizer de
Buarque (1994, p. 29), que o “[...] descompasso entre avanço técnico e o retrocesso
utópico tem como lógica a falta de uma ética que regule o uso do conhecimento que

�4

a universidade desenvolve [...]”.
A utilização das novas tecnologias de informação é instrumento essencial
para a disseminação de novos conhecimentos bem como a pesquisa é primordial ao
processo de educação superior, nos dias de hoje, ressaltando a necessidade de
utilização de recursos tecnológicos para o seu desenvolvimento e o preparo para a
utilização desses recursos.
A universidade enquanto promotora de novos conhecimentos destaca a
pesquisa como ponto fundamental desse processo e a utilização da informação e de
recursos de recuperação crucial para a construção do conhecimento. A transição da
universidade é inquestionavelmente lenta no que diz respeito aos avanços
tecnológicos existentes hoje. É incontestável a importância da pesquisa dentro da
universidade, uma vez que é indissociável do ensino, ou seja, a “[...] produção de
novos conhecimentos é função de pesquisa e a formação de pessoal altamente
qualificado é função de ensino [...]” (ZAINKO, 2004, p.191), reforçando-se neste
contexto a indissociabilidade.
O conceito de pesquisa científica ao implicar as dimensões da relação
teórico/prática reconfigura-se sob a ótica da interdisciplinaridade. Sendo assim, a
biblioteca se torna ativa participante neste processo ao possibilitar aos estudantes a
explorar todos os recursos disponíveis para a recuperação da informação, utilizandoos de forma inteligente e eficaz.
Segundo Demo (2002, p. 10), “[...] a pesquisa não se basta em ser o
princípio científico, pois precisa também ser princípio educativo [...]”, e é através
desse papel interdisciplinar que a biblioteca universitária deve estar preparada para
este novo contexto, onde a educação para pesquisa irá proporcionar ao aluno as
competências necessárias para buscar a informação que deseja e transformá-la em
conhecimento.
O acesso às fontes de informações e o processo de pesquisa, não são
missões exclusivas do profissional da informação e/ou do professor, e sim de todos
os atores envolvidos no processo de construção do conhecimento. Assim, os cursos

�5

de Capacitação em Acesso a Bases de Dados (CABD) são oportunidades de
atualização e aprimoramento dos conteúdos ministrados, possibilitando troca de
experiências e proporcionando “feedbacks” no processo de recuperação da
informação.
Dessa forma, o profissional da informação passa a ser sujeito do processo
pedagógico, ao adotar postura em relação ao desenvolvimento de habilidades no
compartilhamento da construção do conhecimento uma vez que se torna instância
do aprimoramento da pesquisa.

3 CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS PARA ACESSO À BASE DE DADOS constatações
Ao constatar a importância da pesquisa na universidade e a dificuldade
enfrentada pelos alunos no que diz respeito a buscas em bases de dados e
compreensão das fontes seguras de informação, a equipe de bibliotecários do
Centro Universitário São Camilo passou a promover cursos de Capacitação em
Bases de Dados à sua comunidade acadêmica.
O conteúdo proposto no curso de CABD busca aproximar o usuário da
terminologia utilizada em sua área, apresentar os diversos métodos de pesquisas
existentes em bases de dados, suas diferenças e as possíveis perdas de informação
pela falta de conhecimento da funcionalidade das ferramentas de buscas. Para
tanto, os bibliotecários responsáveis pela elaboração e aplicação dos conteúdos
apresentados durante os cursos necessitam de conhecimento prévio das turmas,
bem como terminologias e conteúdo parcial de algumas disciplinas, podendo assim,
trabalhar com exemplos reais do cotidiano do aluno.
O Sistema Integrado de Bibliotecas Pe. Inocente Radrizzani, do Centro
Universitário São Camilo oferece regularmente o CABD com o intuito de aprimorar o
desenvolvimento educacional de toda a comunidade acadêmica. Criados em 1998,
os cursos passaram a ser oferecidos regularmente somente em 2006 nos meses de
maio e outubro uma vez por semana, seguindo esse mesmo padrão durante o ano
de 2007. São realizados impreterivelmente nos laboratórios de informática com
duração de quatro horas. Mediado por dois Bibliotecários, com abordagens

�6

conceituais sobre bases de dados referenciais e textuais, orientação sobre
descritores, vocabulários controlados, técnicas de busca e recuperação de
documentos, seguidas de orientações técnicas e práticas de pesquisas voltadas aos
conteúdos de interesse dos usuários. Para estimular a participação dos alunos o
curso conta como hora de atividade complementar, e também é ministrado de forma
articulada dentro da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, apresentando
ao aluno a pesquisa na prática proporcionando maior visibilidade dos conceitos
abordados durante as aulas de metodologia.
À medida que os conteúdos abordados durante o curso servem de apoio
ao desenvolvimento das pesquisas em meio eletrônico é perceptível a autonomia do
aluno quanto à utilização dos recursos de recuperação da informação após a
participação nos cursos.
O curso de CABD sofre processo de avaliação contínua. Ao final das
capacitações são entregues formulários aos participantes solicitando que opinem
sobre o conteúdo ministrado e que façam sugestões para que novos conteúdos
sejam acrescentados, portanto, o curso passa por revisões constantes permitindo a
atualização dos bibliotecários.
Estatísticas realizadas verificaram durante o ano de 2003, período inicial
da assinatura do Portal da Pesquisa (Bases Ovid – Thomson-Gale), que a procura e
o acesso às bases tiveram crescimento pouco representativo uma vez que a cultura
de pesquisa ainda não era uma realidade e os cursos de capacitação em bases de
dados eram realizados esporadicamente conforme solicitação dos coordenadores de
curso; assim as bases de dados tiveram uso pouco sistematizado.

3 0 .0 0 0
2 5 .0 0 0
2 0 .0 0 0

S essões
P e s q u is a s
T o ta l T e x to C o m p le to

1 5 .0 0 0
1 0 .0 0 0
5 .0 0 0
0
2003

2004

2005

2006

2007

Ano

Figura 1 – Evolução no número de acessos a Bases de Dados 2003-2007
Fonte: Sistema Integrado de Bibliotecas Pe. Inocente Radrizzani, 2008

�7

10000
9000
8000
7000
6000

Sessões
Pesquisas
Texto Completo

5000
4000
3000
2000
1000
T
ot
al

M
ai
o

A
br
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M
ar
ço

F
ev
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Ja
ne
iro

0

Figura 2 – Evolução no número de acessos a Bases de Dados – Jan. a Maio 2008
Fonte: Sistema Integrado de Bibliotecas Pe. Inocente Radrizzani, 2008

Em 2004 e 2005 houve um aumento pouco significativo devido aos
seguintes fatores: cultura de pesquisa incipiente, cursos de capacitação realizados
esporadicamente, utilização das bases de forma pouco sistematizada. Ao final do
ano de 2006, houve a interrupção da assinatura das bases de dados do Portal da
Pesquisa, muito embora o curso de CABD tenha sido oferecido regularmente
durante esse período, somente em janeiro de 2007 foi renovada a assinatura de
bases de dados através da empresa EBSCO (MedLine With Full Text – MedLine
Select).
Durante o ano de 2007 houve uma mudança significativa nesse cenário,
uma vez que a cultura de pesquisa já estava mais sedimentada e a utilização das
bases de dados tornou-se uma constante através da regularidade dos cursos de
capacitação.
Dados estatísticos coletados durante os meses de janeiro, fevereiro,
março e abril de 2008, apresentados na figura 2, demonstram a evolução de
acessos a Bases de Dados. Foi verificado maior volume de pesquisas em bases de
dados motivadas pela elaboração de trabalhos de conclusão de curso e
monografias, entretanto, no mês de maio de 2008 houve um decréscimo da
pesquisa, pois a realização dos trabalhos acadêmicos já estava praticamente
concluída.
Diante do atual cenário é imprescindível a educação de usuários no
ambiente universitário, pois saber localizar a informação e utilizar os novos recursos

�8

e fontes de informação de forma inteligente e eficaz exige do usuário preparo prévio
e habilidade do bibliotecário no empenho dessa função.
Mediar o aprendizado exige do bibliotecário desenvolvimento de
habilidades pedagógicas não rotineiras no seu dia-a-dia e formação, exigindo do
profissional um papel educativo na interação com o usuário, onde fica evidente a
necessidade de percepção diante da situação de ensino-aprendizagem.
Segundo Dias e Belluzzo (2003 apud Dias et al., 2004, p. 4) “[...] a
adequada capacitação profissional na utilização de modernas e eficazes ferramentas
que agreguem valor à informação e novas abordagens de gerenciamento
favorecerão a oferta de informações transmitindo o conhecimento contido nas fontes
[...]”. A importância da educação continuada do bibliotecário torna-se imprescindível
diante desse cenário, o profissional deve estar capacitado informacionalmente e
preparado a assumir papel educativo diante do processo de ensino-aprendizagem.
Pode-se dizer que o bibliotecário ao ministrar cursos de CABD busca na
prática educativa agregar valores qualificativos da sua prática profissional, ao
apresentar

para

o

seu

aprendiz

a

importância

de

seu

trabalho

busca

aperfeiçoamento contínuo no que diz respeito às novas tecnologias e dos recursos
facilitadores de acesso à informação.
Conforme Dudziak (2003, p. 33), “[...] a verdadeira mediação educacional
ocorre quando o bibliotecário convence o aprendiz de sua própria competência,
incutindo-lhe autoconfiança para continuar o aprendizado, transformando-o em um
aprendiz autônomo e independente.”
Desenvolver componentes que sustentam a verdadeira mediação
educacional exige do bibliotecário um conjunto integrado de habilidades que
permeiam a necessidade de conhecimento da dinâmica relacionada ao conteúdo
proposto no curso de CABD onde o aprendizado contínuo passa a ser uma prática.
[...] os bibliotecários devem ter habilidades especiais em relação ao
ensino-aprendizagem da localização de recursos, a formulação
adequada das buscas, a decodificação da informação, a localização,

�9

a seleção e consulta de registros de documentos em diferentes
suportes e formatos. (DIAS et al., 2004, p. 2).

O bibliotecário comprometido com cursos de capacitação de usuários deve
estar vinculado a programas permanentes de aprendizagem e atualização, seja por
programas de capacitação oferecidos por entidades de classe, ou treinamento em
serviço, iniciativa privada ou as próprias faculdades de Biblioteconomia ou
Instituições de Ensino Superior (IES) em geral.
Além de programas permanentes de aprendizagem, o profissional da
informação no ambiente universitário, deve estar preparado com uma visão
multidisciplinar, trabalhando dentro de uma proposta interdisciplinar onde o processo
de capacitação de usuário ofereça aos seus aprendizes preparo para a busca e
seleção da informação, tornando-os capazes de desenvolver visão investigativa e
comparativa quanto aos conteúdos pesquisados, desenvolvendo habilidades
criativas independentes diante do aprendizado proporcionado pela pesquisa.
O conteúdo proposto nos cursos de capacitação de usuários não deve se
restringir somente ao manuseio de base de dados e sim apresentar ao usuário um
universo informacional capacitando-o a utilizá-lo ao longo de sua vida. Diante dessa
necessidade é merecida atenção referente à efetivação dos cursos de base de
dados como atividade “intracurricular” pois demanda um aprendizado a ser utilizado
e aplicado em todas as áreas do conhecimento, proporcionando facilidades,
autonomia e crescimento do futuro pesquisador e/ou profissional.
Esse novo paradigma requer do bibliotecário uma nova postura dentro do
ambiente universitário, a atualização continuada do profissional passa a ser
fundamental para a manutenção dos conteúdos propostos nos cursos ao mesmo
tempo em que através dessa necessidade e contato o tratamento da informação é
avaliado e atualizado de acordo com as necessidades das demandas.
A atuação do bibliotecário no processo de ensino-aprendizagem
proporciona ao profissional algumas reflexões diante dos resultados do tratamento
da informação como: análise das melhores ferramentas de recuperação da
informação, facilidades de recuperação, necessidades e dificuldades direta dos
usuários quanto à utilização dos recursos, utilização de vocabulários, etc. Esta
percepção exige do bibliotecário flexibilidade e aprendizado contínuo onde a

�10

renovação do conhecimento profissional passa a ser imposta pelas necessidades de
suas funções.
O bibliotecário no cenário universitário precisa desenvolver competências
e estar preparado a desempenhar múltiplas funções sendo um profissional flexível e
atento às exigências do mundo acadêmico e às mudanças nele ocorridas.
Contudo, apesar da necessidade de atualização e preparo do bibliotecário
a oferta de cursos de capacitação profissional nessa área é praticamente inexistente
exigindo do profissional auto-aprendizagem e treinamento em serviço.
Todavia os fatos sinalizam a necessidade de oferta de cursos que
garantam atualização do profissional da informação, pois para atender as freqüentes
mudanças do mercado informacional se faz necessária a existência de cursos de
extensão a fim de manter o profissional preparado para os desafios do dia-a-dia.
Segundo Moreno et al. (2007, p. 44), somente a educação continuada fará com que
o bibliotecário possa adquirir o aperfeiçoamento necessário para seu crescimento,
renovando os conhecimentos e especializando-se na área do seu maior interesse
e/ou atuação.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A avaliação da oferta de cursos de CABD pode ser considerada positiva
visto o aumento de pesquisas realizadas no período de 2006-2008, resultando em
maior autonomia do usuário na realização de suas pesquisas. Esses resultados
demonstram a importância de desenvolvimento de cursos com regularidade na
esfera educacional, uma vez que os mesmos contribuem para a formação do usuário
e expansão de suas competências informacionais.
Com bases nas evidências acima citadas, verifica-se a importância do
preparo do profissional enquanto agente educacional, pois o processo educativo
exige do bibliotecário uma nova postura frente às essas práticas, e por decorrência
se faz necessário desenvolver um conjunto de habilidades relacionadas diretamente
à prática docente.

�11

Dentro dessa dinâmica impõe-se uma reflexão quanto à formação do
profissional e à criação de novas propostas e programas de educação continuada
sedimentados no processo de transformação existente hoje, uma vez que cabe ao
profissional da informação o enfrentamento de inúmeros desafios impostos pelos
programas educacionais voltados para competência em informação.

REFERÊNCIAS
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ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 158 p.
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1994. 239 p.
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1999. 726p.
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120 p. (Coleção Educação Contemporânea).
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&lt;http://www.acbsc.org.br/revista/ojs/viewarticle.php?id=110&gt;. Acesso em: 21 nov.
2007.

�12

ZAINKO, M. A. S. Qualidade, pertinência e inovação do ensino superior. In:
SEMINÁRIO UNIVERSIDADES REDIONAIS BRASILEIRAS: elementos para uma
proposta, 2004, Lajeado, RS. Anais... Lajeado: UNIVATES, 2004.

__________________
1
2
3

Marcus Vinícius Rios de Macedo, Centro Universitário São Camilo,
marcusviniciusrios@yahoo.com.br.
Valdirene Faccio Franco, Centro Universitário São Camilo, vfaccio@terra.com.br.
Rosana Drigo, Centro Universitário São Camilo, rdrigo51@gmail.com.

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O presente estudo contempla uma proposição em relação ao preparo técnico e pedagógico do bibliotecário para ministrar Cursos de Capacitação em Acesso a Bases de Dados dentro do ambiente universitário. Em virtude da carência de programas de educação continuada para o profissional da informação, a equipe de bibliotecários do Centro Universitário São Camilo - Sistema Integrado de Bibliotecas Pe. Inocente Radrizzani - buscou desenvolver habilidades didático-pedagógicas com o objetivo de orientar buscas em bases de dados eletrônicas para sua comunidade acadêmica. Para fundamentar a importância desses cursos, foi observada a utilização das bases de dados: Ovid; Thomson-Gale (Portal da Pesquisa); MedLine With Full Text e MedLine Select - EBSCO Information Services, assinadas no período de 2003 e 2008. Tomando por base o referencial teórico, a análise dos dados apresentados buscou demonstrar a necessidade de atualização e capacitação do profissional.</text>
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PROPOSTAS PARA TRATAMENTO DE IMAGENS DE ARTE
MACAMBYRA, M. M.1
ESTORNIOLO FILHO, J.2

RESUMO
O aumento da produção e circulação de imagens nos últimos anos não foi
acompanhado pela evolução no tratamento desses documentos. Coleções de
grandes bibliotecas universitárias permanecem sem processamento ou tratadas de
forma inadequada. Técnicas desenvolvidas para tratamento de textos não têm bons
resultados quando aplicadas a imagens, o que leva muitas instituições a criarem
normas locais. As imagens de obras de arte apresentam características específicas
decorrentes do fato de serem tratadas como substitutas dos originais. Os Functional
Requirements for Bibliographic Records (FRBR) e o conjunto de normas Cataloging
Cultural Objects são propostas que tentam resolver os principais problemas do
tratamento desse tipo de imagem.
Palavras-chave: Tratamento da informação. Imagem. Obras de Arte. FRBR.
Cataloging Cultural Objects (CCO)

ABSTRACT
The production and circulation of images have been increasing in over recent years;
however, the techniques for bibliographic description have not made the same
progress. University library collections remain unprocessed or poorly cataloged.
Techniques created for texts are not adequate to treat images and this explains why
institutions develop their own cataloging rules. Photographic reproductions of
artworks have specific characteristics because they are treated as surrogates. The
Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) and the Cataloging
Cultural Objects have sought to solve the main problems related to the treatment of
this kind of image.
Key-words: Cataloging. Image. Artworks. FRBR. Cataloging Cultural Objects (CCO).

�2

1 ENQUADRAMENTO
É curioso constatar que uma tecnologia criada em meados do século 19
ainda desperte certa perplexidade entre os profissionais da informação. A fotografia,
que está muito mais presente no cotidiano da população do que a palavra escrita,
eventualmente ainda é chamada de “material especial” na literatura especializada
em tratamento da informação.
A incorporação de imagens às coleções de documentos organizados em
bibliotecas e arquivos começa a se generalizar na década de 1970 (BOULOGNE,
2005, p. 420). Nessa época surgem os primeiros estudos consistentes sobre a
organização de imagens como fonte de informação, assim como a preocupação com
a indexação e a recuperação desses documentos (ENSER, 2000, p. 199; JACOBS,
1999, p. 119). Na década de 1980 foi incorporado ao MARC (Machine Readable
Cataloging) um formato específico para documentos visuais, possibilitando a
inclusão desses documentos em bases de dados intercambiáveis (McRAE; WHITE,
1998, p. 3).
Na década de1990 a tecnologia da digitalização e a possibilidade de
acesso pela internet abrem caminho ao desenvolvimento de coleções de imagens
digitais (WENG; MI, 2006, p. 219). É também nesta época que os profissionais da
informação começam a utilizar a tecnologia da informática para a indexação e
recuperação de imagens digitais baseada em suas características visuais,
considerando alguns atributos intrínsecos da imagem, tais como a cor, a forma e a
textura, técnica conhecida como indexação e recuperação baseada em conteúdo
(ESTORNIOLO FILHO, 2004). A fotografia digital e a internet acrescentam ao nosso
quadro dois elementos de grande impacto:
- a possibilidade de levar a um público amplo e heterogêneo imagens
anteriormente de difícil acesso;
- um enorme crescimento da quantidade de documentos visuais em
circulação, propiciado pela simplificação no processo de produção de imagens.
Com a tecnologia digital infiltrou-se a noção equivocada de que
digitalização seria sinônimo de organização. Numa reação de caráter primitivo ao

�3

avanço tecnológico, houve quem acreditasse que álbuns digitais com imagens
agrupadas em pastas - mais ou menos por grandes assuntos - significassem, em
termos de tratamento da informação, uma evolução em relação aos arquivos de aço
cheios de cópias em papel - mais ou menos agrupadas por grandes assuntos em
pastas suspensas.
Weng e Mi citam estudo realizado em 1998 pela Association of Research
LIbraries, no qual se constatou que grande parte das “coleções especiais” das
maiores bibliotecas universitárias dos EUA não estava catalogada1. Na categoria
materiais gráficos, que engloba a imagem fotográfica, a pesquisa constatou 36% de
material não processado (PANITCH, 2001). As autoras acrescentam que a situação
não é melhor no ambiente digital de hoje, visto que as instituições que investiram
recursos em projetos de digitalização não destinaram pessoal suficiente para tratar
adequadamente os documentos gerados, resultando em coleções de imagens
digitais não catalogadas ou superficialmente catalogadas (WENG; MI, 2006, p. 220).
A imagem fotográfica, como afirma Smit (1996, p. 29), difere do texto em
seu estatuto e pela sua forma de utilização. Entretanto, qualquer profissional que
trabalhe com organização de imagens depara-se, freqüentemente, com a
necessidade de tratar a informação de natureza visual de acordo com princípios
criados para a organização de textos escritos, que não respondem às questões
levantadas pela imagem fotográfica. A adoção forçada desses princípios costuma
ocorrer em nome de uma suposta padronização que, transposta ao contexto de
acervos de imagens, nem sempre consegue cumprir o papel de padronizar.
O universo da imagem dentro da ciência da informação engloba uma vasta
tipologia de documentos. Vamos nos concentrar no estudo de questões específicas
ao tratamento da informação no âmbito das coleções de imagens fotográficas da
área de artes formadas, sobretudo, por reproduções de obras de arte nas mais
diferentes linguagens e técnicas - pintura, escultura, gravura, arquitetura e outras. As
bibliotecas universitárias que atendem a cursos de artes e arquitetura estão entre as
maiores geradoras desse tipo de acervo, fundamental para a pesquisa na área.

1

Não foram localizados estudos semelhantes no contexto brasileiro.

�4

2 EXPOSIÇÃO: a imagem como substituto da obra
Coleções de reproduções fotográficas de obras de arte são geralmente
mantidas por instituições detentoras de acervos artísticos ou por instituições ligadas
ao ensino da arte, com o objetivo de documentar e divulgar suas coleções, no
primeiro caso, e apoiar atividades didáticas e desenvolvimento de pesquisas,
principalmente no segundo.
Em qualquer dos casos, a imagem é gerada e usada com a função
primordial de substituir a obra original. Isso acontece quando um museu publica
fotos de seu acervo num website, que pode ser visitado virtualmente de qualquer
lugar do mundo. Da mesma forma, uma biblioteca universitária oferece ao professor
de história da arte imagens que lhe permitam discutir a obra de um pintor holandês
do século 18 ou as colunas do Partenon, por exemplo, sem levar os alunos a vários
museus europeus ou à Acrópole. A visualização da reprodução fotográfica está
substituindo o objeto fotografado, seja uma tela, uma escultura, um edifício ou uma
instalação. Ninguém ignora que a foto não é o original, mas no momento em que a
Gioconda surge no slide projetado em aula ou no site do Museu do Louvre, a
presença da obra de arte se impõe ao observador.
Num interessante artigo sobre catalogação de slides, Maryly Snow, na
época responsável pela Architecture Slide Library da Universidade da Califórnia,
observa que os documentos mantidos pelos arquivos de slides são coletados pelo
que mostram, pela sua condição de substitutos para obras originais ou lugares
específicos (SNOW, 1989). A autora refere-se especificamente a coleções de slides
porque, antes da popularização da imagem digital, esses materiais eram os
preferidos para compor acervos de reproduções de obras de arte, pela relativa
facilidade de produção e, principalmente, por serem materiais projetáveis, qualidade
que lhes conferia grande utilidade em atividades didáticas.
Essa condição de substituto da obra original está na base de todas as
particularidades do tratamento das imagens de arte, que as tornam caso singular
dentro do universo da análise documentária da fotografia. Apresentaremos, em
seguida, alguns desses aspectos.

�5

•

Tratar as imagens como se fossem a obra original
É prática consagrada nos acervos de imagens de arte fazer a

representação descritiva das reproduções com os dados da obra original, ou seja:
autor, data, dimensões ou técnica serão os da obra original. Ao catalogar uma foto
da Guernica, o nome a ser inserido no campo autor da base de dados será o pintor
Pablo Picasso. O fotógrafo que produziu a imagem não é citado como autor na
catalogação e, freqüentemente, seu nome nem é um dado conhecido. De acordo
com McRae e White (1998), para o catalogador de recursos visuais a obra original é
o que interessa, e não as imagens que a substituem.
Adotam esse princípio, entre outras instituições, a National Gallery of Art
Slide Library, a Universidade da Virginia, o projeto Washingtoniana II, da Library of
Congress (McRAE; WHITE, 1998), a Architecture Visual Resources Library da
Universidade da Califórnia 2, o Getty Photo Archives (SNOW, 1989), a Fundação
Biblioteca Nacional (FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL; CPDOC, 1997) e a
biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
Essa prática tem sua origem na forma como o usuário desse tipo de
imagem utiliza e busca a informação. O pesquisador tem sempre em mente a obra
original, e é dessa forma que faz uma busca. As demandas apresentadas ao
sistema ou ao profissional da informação são, por exemplo, ”obras de Portinari”,
“gravuras de Picasso” ou “esculturas brasileiras do século 18”.
É este o ponto crucial onde residem as maiores diferenças em relação à
catalogação tradicional de documentos impressos ou editados, que se baseia na
idéia de tratar “o item em mãos”. O item catalogado, neste caso, é uma obra de arte
que, geralmente, nem pertence à instituição catalogadora.
A imagem não é, entretanto, um documento que se deixe enquadrar em
regras rígidas. Pela sua própria natureza, presta-se a diversos usos e interpretações
e desliza facilmente de um estatuto para outro. Uma fotografia pode também ser
uma obra de arte em si, qualquer que seja o objeto representado na imagem,
dependendo da qualidade do trabalho do fotógrafo ou de sua importância enquanto
Observado em pesquisa na base de dados Spiro, mantida pela instituição. Disponível em:
&lt;http://www.mip.berkeley.edu/spiro/&gt;. Acesso em: 24 abr. 2008

2

�6

profissional. A foto de um monumento em praça pública, se feita por um fotógrafo de
renome ou por um amador que tenha conferido a essa imagem uma qualidade que
supere o simples registro documental, poderá vir a ser catalogada como obra e,
nesse caso, o fotógrafo será o autor.
A mesma imagem pode ter ao mesmo tempo os dois estatutos, o de
reprodução e o de obra de arte, dependendo do contexto da análise, e até mesmo
no âmbito da mesma coleção, como registram Snow (1989), Caplan (2000) e McRae
e White (1998).
É importante notar que o valor artístico absoluto ou relativo não é o único
fator que define o estatuto da imagem na coleção. Certas decisões tomadas pelo
fotógrafo no momento da captação da imagem quanto ao enquadramento,
iluminação

ou

composição,

por

exemplo,

podem

alterar

o

potencial

de

documentação da foto, se reduzirem a visibilidade do objeto fotografado ou dele
desviarem a atenção do observador. O papel do fotógrafo não pode, portanto, ser
menosprezado. A qualidade da imagem e sua utilidade para o usuário dependem do
trabalho desse profissional cujo nome, se conhecido, deve ser citado na descrição,
ainda que não seja considerado o autor do documento.

•

Identificar os dados do documento a ser tratado
Uma das grandes dificuldades envolvidas no tratamento de imagens de

obras de arte acontece num momento anterior ao processo de análise documentária:
a identificação do documento. O catalogador de recursos visuais deve estar apto a
“ler” uma imagem tanto como um catalogador de livros deve saber francês ou
alemão para processar livros nesses idiomas (McRAE; WHITE, 1998, p. 5). Se a
imagem não estiver acompanhada de legendas ou qualquer fonte de informação
escrita que contenha autor, título, época ou outro dado que permita iniciar uma
pesquisa para estabelecer sua “identidade”, a tarefa pode ser bastante difícil.
O que fazer com uma figura abstrata sem qualquer identificação? É uma
gravura, uma tela, um desenho? Quem seria o artista? Mesmo um especialista em
arte abstrata poderá ter dificuldades para responder a essas questões. Obras de
referência, catálogos de exposições, sites de museus ou galerias e bases de dados

�7

da área de artes são as fontes de consulta utilizadas pelos profissionais da área,
mas é preciso ter ao menos um ponto de partida.

•

Tratar conjuntos de documentos
Para documentar adequadamente todos os aspectos de uma obra de arte

frequëntemente são necessárias múltiplas imagens. Trabalhos de grandes
dimensões têm de ser fotografados em partes; esculturas devem ser vistas de vários
ângulos; telas e gravuras podem exigir recortes que tornem mais visíveis seus
detalhes. Em alguns casos, diferentes fases da execução da obra, como esboços ou
estudos, são registradas.
Para o registro visual de obras arquitetônicas é imprescindível produzir
diversas tomadas: interior, exterior, divisões internas ou externas do edifício,
detalhes de portas e janelas, elementos de decoração, diferentes fachadas, ângulos
variados etc.
Essas imagens só adquirem sentido se tratadas em conjunto e
relacionadas à obra original que representam. Catalogar esses documentos
isoladamente, de acordo com o conceito tradicional de “tratar o item em mãos”
destruiria seu valor documental e dificultaria a recuperação da informação desejada.

•

Desenvolver normas locais de catalogação
É comum o desenvolvimento de normas próprias em instituições

detentoras de acervos de imagens, opção decorrente da percepção de que as
normas criadas para documentos textuais, ainda que posteriormente adaptadas a
outros suportes e linguagens, são falhas ou insuficientes.
Caplan (2000, p. 8) nota que “historicamente, catálogos ou bases de
dados de materiais visuais tendem a ser específicos da instituição, usando
elementos de dados, formatos e autoridades definidos localmente”, lamentando a
redundância de esforços resultante dessa situação. Barta-Norton (2004) e Weng e
Mi (2006) também apontam esse fato.

�8

Uma pesquisa do Institute of Image Data Research, da Universidade de
Northumbria, realizada entre membros da Art Libraries Society do Reino Unido,
constatou que 72% das instituições usavam normas próprias para tratamento de
slides; para fotografias 71%; pinturas 69%; desenhos 67% e reproduções de arte
40% (GRAHAM, 1999). O estudo não menciona que tipos de imagens compõem
essas coleções, mas a resposta à questão sobre as informações descritas na
catalogação inclui elementos indicativos de que sejam imagens de obras de arte.
Analisando essas características específicas do tratamento de imagens de
obras de arte no contexto do enorme crescimento das coleções, da quantidade de
material por organizar e da necessidade cada vez maior de participar de sistemas de
intercâmbio de registros, algumas questões sobre regras de catalogação e padrões
de dados precisam ser levantadas.
Snow (1989) considera que o princípio de tratar a obra de arte
representada na imagem não contraria as normas das Anglo-American Cataloging
Rules (AACR2). Na sua visão, trata-se apenas de uma interpretação diferente da
adotada na catalogação de livros que, na época, encontrava certa resistência dentro
do pensamente dominante entre os catalogadores. Ainda hoje é possível observar
estranhamento em relação a essa prática no meio bibliotecário.
A autora já sugeria nesse artigo que as entidades ligadas às bibliotecas de
arte americanas analisassem as normas existentes, estudassem a prática das
instituições e formulassem princípios que pudessem ser adotados por todos,
facilitando a entrada de slides de obras de arte em sistemas cooperativos como a
OCLC (Online Computer Library Center).
MacRae e White (1998, p. 3-15) reúnem relatos das práticas de várias
instituições que adotam o formato MARC no tratamento de obras de arte e das
imagens delas. As autoras analisam os procedimentos de cada instituição,
esclarecem algumas diferenças importantes entre o tratamento de documentos
textuais e visuais, e apontam limitações do formato MARC para acomodar as
especificidades desses últimos. Resumimos a seguir algumas de suas conclusões:
- O conceito de entrada principal, oriundo da catalogação manual, não é adequado
para a descrição de obras de arte;

�9

- O MARC não consegue acomodar efetivamente as informações sobre obras
originais e suas imagens tratadas como “substitutos”, especialmente em virtude da
possibilidade de flutuação entre uma condição e outra, como vimos anteriormente;
- Num registro MARC as “camadas” de informação relacionadas à obra original e
suas imagens não se distinguem claramente;
- As relações hierárquicas entre uma obra e suas diversas partes não têm solução
adequada no formato;
- Ao tratar uma obra complexa como o teto da Capela Sistina, por exemplo,
instituições diferentes tomam decisões distintas quanto à escolha do objeto
primário num registro em nível de coleção;
- O mesmo tipo de informação pode ser registrado em vários campos do formato: na
amostra apresentada, a data de criação da obra aparece em 17 campos distintos;
- Na descrição de objetos artísticos, as categorias tempo e espaço nada têm a ver
com dados de imprenta usados para documentos textuais publicados;
- Algumas informações importantes para a descrição, como localização da obra no
espaço, não têm campos previstos no MARC, gerando intenso uso dos campos de
notas;
- São necessárias algumas alterações estruturais no formato MARC e mudanças no
AACR2 para que as obras de arte e suas imagens possam ser bem representadas
em bases de dados bibliográficos.

3 PERSPECTIVAS: FRBR e CATALOGING CULTURAL OBJECTS
Nesse quadro em que as questões do tratamento de imagens parecem
pedir, se não uma revolução, pelo menos um outro olhar por parte dos profissionais
da informação, surgem algumas idéias interessantes.
Os Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) ou
Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos, uma proposta da International
Federation of Library Association (IFLA) para “reestruturar os registros bibliográficos
de maneira a refletir a estrutura conceitual de buscas de informação” (MORENO;

�10

MÁRDERO ARELLANO, 2005, p. 23), colocam em foco dois elementos
fundamentais para o tratamento de imagens: a necessidade do usuário e a idéia de
tratar não apenas o item, mas também a obra.
Os FRBR definem quatro entidades consideradas produto do trabalho
artístico: a Obra, uma criação intelectual ou artística distinta; a Expressão, realização
intelectual ou artística de uma obra; a Manifestação, que é a materialização física de
uma obra; o Item, exemplar único de uma manifestação (MORENO; MÁRDERO
ARELLANO, 2005). Exemplificando, o poema Ilíada, de Homero é a Obra; sua
tradução para o português uma Expressão; uma edição impressa dessa tradução
seria uma Manifestação e o Item, aquele exemplar específico que adquirimos na
livraria.
O conceito é interessante para o tratamento de reproduções fotográficas
de obras de arte, já que é o reconhecimento oficial da idéia de tratar a obra quando
o item que se tem em mãos é uma fotografia. Na prática, entretanto, não é muito
simples aplicar as quatro entidades ao universo de que estamos tratando.
Numa aplicação real do modelo, no acervo de pintura e caligrafia chinesa
do National Palace Museum de Taipei (Taiwan), a distinção entre obra e
manifestação foi considerada difícil ou mesmo impossível, em alguns casos (YANING; SHU-JIUN, 2004). Nessa instituição, o objeto original pertencente à coleção
foi considerado como uma Manifestação, sua fotografia como outra Manifestação,
uma cópia específica dessa foto como um Item. Num exemplo didático de Sherman
(2005), uma obra arquitetônica é a Obra, seu desenho é a Expressão, esse desenho
publicado num livro é uma Manifestação, um slide específico copiado desse livro é o
Item.
No texto do relatório da IFLA faltam exemplos para obras de arte visuais
ou arquitetônicas (IFLA, 1997), o que dificulta a interpretação dos princípios dos
FRBR para esse tipo de documento.
A

Visual

Resources

Association

(EUA)

desenvolveu

dois

novos

instrumentos voltados para a área de artes e cultura: o conjunto de metadados VRA

�11

Core 4.0 e o Cataloging Cultural Objects (CCO)3. Este último é um manual de
normas específicas para descrição de conteúdos de obras de arte e arquitetura,
artefatos culturais e das imagens dessas obras, que pode ser usado em conjunto
com o Dublin Core e com o MARC, além do próprio VRA Core 4.0 (BACA et al.,
2006). Embora seja uma outra norma, admite uso complementar em relação ao
AACR2.
Além do fato de ser uma norma especializada, outra qualidade do CCO é
propor uma solução para a questão “obra x imagem substituta”, numa abordagem
semelhante à dos FRBR, mas com uma distinção conceitual básica. Para o CCO,
obra é uma “criação intelectual ou artística distinta, limitada primariamente aos
objetos e estruturas feitas por humanos” (BACA et al., 2006, p. 4). Essa acepção,
mais concreta do que a dos FRBR, parece mais fácil de ser aplicada no contexto das
coleções de imagens de obras de arte. A dificuldade de distinguir entre Obra e
Expressão, relatada no trabalho do National Palace Museum de Taipei, pode ter sua
origem num dado prático. Na descrição de obras de arte literárias ou musicais no
nível da entidade Obra dos FRBR, a maioria dos dados é essencialmente intelectual:
autor, título, data, gênero e estilo, época etc. Isso não acontece quando a Obra
catalogada é um objeto como uma escultura ou uma tela, em cuja descrição entram
forçosamente elementos concretos como dimensões, cor, técnica, material utilizado,
local no espaço etc. É difícil para um catalogador de obras de arte imaginá-las
apenas como criação intelectual, dissociadas de sua dimensão física.
O CCO reconhece e propõe soluções para todas as particularidades da
descrição de imagens de obras de arte, tais como: a possibilidade de tratar a
imagem ora como obra, ora como substituto; a necessidade de trabalhar com
grandes conjuntos de documentos que se relacionam; o problema de decidir o que
tratar como obra principal num item composto por várias partes. Principalmente, tem
como um dos seus princípios básicos distinguir claramente entre o registro de uma
obra e o registro de sua imagem.
Os elementos mínimos para descrever uma obra são: Tipo de obra, Título,
Criador, Função do criador, Dimensões, Materiais e Técnicas, Estado e edição,
3

No site da Visual Resources Association há um resumo das normas e outras informações sobre o
CCO, disponível em http://www.vraweb.org/ccoweb/

�12

Características físicas adicionais, Estilo, Cultura, Data, Local atual, Local anterior,
Local original, Local de descoberta, Assunto, Classe, Descrição, Notas de descrição.
Para descrever a imagem que representa a obra, os elementos são: Descrição da
tomada, Tipo de tomada, Assunto e data. O CCO não inclui dados de descrição
física da imagem, como suporte, dimensões, cor, tipo de arquivo e outras.
Numa conferência da Art Libraries Society of North America foram
apresentadas algumas experiências com a aplicação prática do CCO, entre as quais
uma análise de sua utilização com o formato MARC pela Pierpont Morgan Library
(CATALOGUING..., 2005). O tom geral das apresentações parece positivo, embora
alguns problemas tenham sido apontados.
Em anexo mostramos um exemplo simplificado de como são apresentados
os dados de uma obra arquitetônica e duas fotos da mesma. Acrescentamos à
descrição da imagem o nome do fotógrafo, dado relevante que o CCO não
menciona.

4 BLOW-UP: uma conclusão possível
Gerenciar acervos de imagens de arte em bibliotecas universitárias
coloca o profissional da informação diante de opções difíceis: aceitar tratar esses
documentos de acordo com padrões feitos para texto ou desenvolver normas
adaptadas às características de sua coleção e que respondem melhor às questões
específicas dos pesquisadores da área, mas que dificultam a integração de seus
catálogos a bancos de dados com outros tipos de documentos.
Abre-se agora a esses profissionais um campo de reflexão a ser
explorado, do qual poderá surgir uma alternativa ao antigo problema de adequar
sistemas locais muito especializados a um ambiente de padrões rígidos que
raramente compreende as necessidades do pesquisador em arte.
Ainda não é possível concluir que os novos instrumentos propostos pela
IFLA e pela VRA sejam, um ou outro, a solução que todos esperavam. Analisá-los e
testá-los no contexto dos acervos brasileiros é uma tarefa necessária. Complexa,

�13

mas viável, se for pensada em conjunto por instituições com perfis semelhantes e
por profissionais sem medo de ampliar seu campo de visão.

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works and -their images. Chicago: American Library Association, 2006.
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sponsored by the ARL Research Collections Committee. Washington, DC:
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&lt;http://www.arl.org/bm~doc/spec_colls_in_arl.pdf&gt;. Acesso em: 22 abr. 2008.
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case study for the National Palace Museum in Taipei. Journal of Documentation,
London, v. 60, n. 2, p. 128-143, 2004.

�Anexo: Exemplo de registro da obra e imagens relacionadas
Registro da obra
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�

Classe: Arquitetura
Tipo de obra: Edifício religioso
Título: Templo Expiatório da Sagrada Família Tipo de título: preferido
Título: Catedral da Sagrada Família
Tipo de título: alternativo
Criador: Projetado por Antoni Gaudí (espanhol, 1852-1926), continuado por Domenec
Sugrañes i Gras (espanhol, 1879-1938) e outros.
Função [link]: arquiteto: [link] Gaudí, Antoni
Função [link]: arquiteto: [link] Sygrañes i Gras, Domenec
Data de criação: iniciada em1882, em construção.
Assunto: Arquitetura – Espanha - Século 20; Art Nouveau
Localização atual: Barcelona (Espanha)
Dimensões: nave e ábside 90 m; cruzeiro 60 m; nave central 15 m
Materiais e técnicas: Tijolo catalão
Imagens relacionadas: links para registros de imagens
Registro de imagem

Registro de imagem

� Número: 4008
� Descrição da tomada: vista exterior diurna
dos campanários da Fachada da Paixão.
� Tipo de tomada: vista exterior, vista inferior,
vista parcial.
� Assunto da tomada: Fachada da Paixão.
� Data da tomada: 2007
� Fotógrafo: José Estorniolo Filho
� Obra relacionada [link]: Templo Expiatório da
Sagrada Família
Baseado em BACA (2006, p. 40)

4008

� Número: 4015
� Descrição da tomada: vista interior
mostrando colunas e teto da nave.
� Tipo de tomada: vista interior, vista
inferior, vista parcial.
� Assunto da tomada: Teto; Nave
� Data da tomada: 2007
� Fotógrafo: José Estorniolo Filho
� Obra relacionada [link]: Templo
Expiatório da Sagrada Família

4015

* [link] indica campo indexado e ligado a uma base de autoridades ou ligação entre o
registro da imagem e o registro da obra.

__________________
1

Marina Marchini Macambyra, Universidade de São Paulo (USP), Escola de Comunicações e Artes
(ECA), maca@usp.br.
2
José Estorniolo Filho, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Saúde Pública,
estorniolo@usp.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Proposta para tratamento de imagens de arte.</text>
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                <text>O aumento da produção e circulação de imagens nos últimos anos não foi acompanhado pela evolução no tratamento desses documentos. Coleções de grandes bibliotecas universitárias permanecem sem processamento ou tratadas de forma inadequada. Técnicas desenvolvidas para tratamento de textos não têm bons resultados quando aplicadas a imagens, o que leva muitas instituições a criarem normas locais. As imagens de obras de arte apresentam características específicas decorrentes do fato de serem tratadas como substitutas dos originais. Os Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) e o conjunto de normas Cataloging Cultural Objects são propostas que tentam resolver os principais problemas do tratamento desse tipo de imagem.</text>
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���� ��

�������� ����� �� ����������

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COMPORTAMENTO INFORMACIONAL COMO APORTE TEÓRICO PARA
CONSOLIDAÇÃO CONCEITUAL DE COMPETÊNCIA INFORMACIONAL
NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
LINS, G. S.1
LEITE, F. C. L.2

RESUMO
O estudo procura investigar a relação entre os conceitos de comportamento
informacional e competência informacional para aplicação no contexto da
comunicação científica. Para isso, procura demonstrar que seus fundamentos
podem estar contidos em alguns pontos da definição de habilidades informacionais.
Como primeiro resultado da pesquisa, é mostrado um quadro associativo entre os
dois conceitos. Concluiu-se que, a comparação é possível através das relações
entre as descrições de cada ação entre os dois conceitos.
Palavras-chave: Competência Informacional. Comportamento Informacional.
Comunicação Científica.

ABSTRACT
This paper aims to investigate the relationship between the concepts of information
behavior and information literacy for application in the context of scientific
communication. For this reason, seeks to demonstrate that their foundations may be
contained in some points of the definition of informational skills. As a first result of the
search, it offered a voluntary framework between the two concepts. It was concluded
that the comparison is possible through relations between the descriptions of each
action between the two concepts
Keywords: Information Literacy. Information Behavior. Scientific Communication

�2

1 INTRODUÇÃO
Estudos

sobre

competência

informacional,

ou

information

literacy

(expressão original) estão em expansão, já que sua aplicação se adequa a muitas
áreas do saber, como forma de definição de atributos especiais requisitados para a
relação entre indivíduo e informação. O conceito de competência informacional se
concentra em alguns predicados individuais que se relacionam com capacidades em
utilizar a informação de forma efetiva e eficiente a partir do reconhecimento da
necessidade de informação, passando pelos processos de busca, seleção, acesso,
avaliação, aplicação e comunicação. A existência de diversos conceitos, embora
caracterizados basicamente pelo mesmo sentido, demonstra a variedade de
aplicações, além da diversidade de grupos a partir das quais as competências
informacionais são avaliadas. Tomando por base o conceito normativo de
competência informacional cunhado pela ALA (2000), onde são intituladas
“habilidades” exigidas para estudantes de nível superior, muitos outros conceitos
surgem, porém com finalidades específicas. Segundo a ALA, as habilidades
qualificadas a serem avaliadas por instituições de nível superior são as habilidades
em
1. Determinar a extensão da informação necessária,
2. Acessar a informação necessária efetivamente e eficientemente,
3. Avaliar criticamente a informação e suas fontes e incorporar a
informação selecionada aos seus conhecimentos básicos,
4. Usar a informação efetivamente com um propósito específico,
5. Conhecer os aspectos econômicos, legais e sociais que cercam o
uso da informação, acessar e usá-la eticamente.

Geralmente, os conceitos em diversas abordagens são semelhantes,
ainda que contenham as peculiaridades de aplicações com fins específicos, como,
por exemplo, estudantes de ensino fundamental (as competências são ensinadas e
avaliadas pelo professor em sala de aula), as competências para os profissionais
(educação ou formação continuada), ou ainda competências para indivíduos como
cidadãos (tomada de decisão para assuntos políticos e econômicos). Como
entendimento da expressão competência informacional esteve inicialmente focada
na “informação para o trabalho, técnicas e habilidades para uso de instrumentos de
informação e uso para resolução de problemas” (BEHRENS, 1994), ainda hoje, a
despeito de mudanças para a construção de um modelo completo para a descrição

�3

de competências, sua idéia fundamental volta-se para o acesso efetivo à informação
de qualidade, além da capacitação para o uso e comunicação de novas informações
através do conhecimento adquirido pelas informações recuperadas. Além disso, a
competência informacional é aspecto essencial para a formação individual do
aprendizado ao longo da vida, por meio da abordagem de atitudes específicas para
cada contexto (acadêmico, profissional ou social).
Enquanto os estudos sobre competência informacional se direcionam para
características que qualificam os processos de busca e uso da informação, as
teorias de comportamento informacional, por seu turno, descrevem etapas do
processo de busca da informação a partir de necessidades identificadas, incluindo
ações e interações de busca, fornecimento e uso da informação. O modelo de
comportamento informacional de Wilson (1999) destaca como ação inicial a própria
necessidade, a partir da qual é desencadeado o comportamento de busca da
informação, onde as chamadas variáreis intervenientes (e.g. psicológicas e
demográficas) e mecanismos de ativação (e.g. teoria do stress, teoria da
recompensa) fazem parte do decorrer do processo de busca. A proposta de
Kuhlthau (1994), por sua vez, estabelece ainda como parte do processo de busca da
informação, sentimentos, pensamentos e ações numa perspectiva fenomenológica.
Observa-se dentre as pesquisas de comportamento informacional as mais variadas
abordagens, tais como a diferença de comportamento entre gêneros (STEINEROVÁ;
ŠUŠOL, 2007) e uso da web (CHOO; DETLOR; TURNBULL, 1998).
Nessa

perspectiva,

é

possível

ressaltar

que

a

literatura

sobre

comportamento informacional, especialmente resultados de pesquisa empírica, trata
de modelos aplicados em diferentes contextos, ambientes, grupos ou comunidades.
No caso de comunidades científicas, a pesquisa em comunicação científica tem
explorado significativamente o que se denomina de comportamento informacional de
pesquisadores, nomeadamente as necessidades, busca, uso e, adicionalmente os
padrões de comunicação. Tendo em vista essa questão, um dos pressupostos
básicos dos estudos de comunicação científica é o reconhecimento de que as
diferenças disciplinares influenciam diretamente o comportamento de pesquisadores
no que se refere aos seus padrões de comunicação, bem como ao comportamento
informacional no desenvolvimento de suas atividades (necessidades, busca e uso da
informação).

�4

Portanto, levando em consideração que a competência informacional
prescreve habilidades que se desenvolvidas e incorporadas pelo indivíduo ele estará
mais capaz de lidar efetiva e eficientemente com suas necessidades, busca uso e
assimilação da informação; e que diferenças disciplinares influenciam diretamente o
comportamento informacional e padrões de comunicação de pesquisadores de
áreas do conhecimento distintas, a proposta de pesquisa pretende compreender e
responder a seguinte questão: quais os elementos, conceitos, e relações entre
eles, devem constituir um modelo de competência informacional que acomode
e seja aplicável às comunidades científicas de diferentes áreas do
conhecimento?
O modelo conceitual que norteia a condução da pesquisa embute a teoria
de que modelos de competência informacional devem ser distintos para
pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento uma vez que diferenças
disciplinares determinam padrões de comportamento informacional diferenciados.

2 COMPETÊNCIA INFORMACIONAL E COMPORTAMENTO INFORMACIONAL
Os estudos de competência informacional, de um modo geral, discutem os
processos informacionais a partir da valorização econômica e social da informação,
decorrente disso a concepção da qualidade sobre os processos de busca da
informação. Há certo consenso por parte de institutos renomados, como ALA,
UNESCO e setores governamentais de alguns países, sobre a importância da
divulgação e ensino das habilidades da competência informacional, como diferencial
profissional e principalmente como exercício da cidadania. Nesse contexto, teorias
de competência informacional muito têm a contribuir para a argumentação da
pesquisa sobre comportamento informacional a, especialmente voltados para a
identificação de necessidades e processos de busca e uso da informação.
A ciência da informação domina corpo de conhecimento bem consolidado
no tópico comportamento informacional, especialmente quanto às atribuições e
contextos variados. Miranda (2006) parece concordar com tal afirmativa ao sugerir
que tais estudos podem ter em sua base teórica três abordagens: cognitivas (em que

�5

o indivíduo é o foco), sociais (em que o contexto é o foco) e multifacetadas (que
focam o indivíduo e o contexto ao mesmo tempo).
A teoria de competência informacional não leva em consideração quais
etapas do processo da relação informação x indivíduo podem ser adicionadas ou
sucedâneas por outras, e quais seriam as dificuldades ou facilidades pessoais para
completar a busca de acordo com os procedimentos estabelecidos por modelos de
comportamento informacional, que por sua vez, analisam aspectos internos e
externos ao indivíduo em sua relação com a informação, levando em consideração
as interveniências e facilidades ambientais e outras variáveis. Estudos de
comunicação científica, por seu turno, comumente levam em consideração tanto as
diferenças disciplinares de pesquisadores quanto a natureza dos processos
relacionados com a produção do conhecimento científico, sua disseminação e uso.
Desse modo, contempla também os impactos das tecnologias no comportamento
dos indivíduos.
Nesse contexto, uma análise mais cuidadosa da literatura revela que há
uma relação, ainda não discutida, entre as teorias de comportamento informacional e
competência informacional, e que há uma lacuna a ser preenchida quanto à
flexibilização da determinação das habilidades previstas nos modelos de
competência informacional, principalmente quanto às diferenças contextuais, já
devidamente consideradas e explicitadas de comportamento informacional, como
pode ser verificada na figura 1.

�6

Figura 1 - Modelo de comportamento informacional
Fonte: Wilson (1999).

Portanto, as contribuições desse trabalho, no que diz respeito à
consolidação de estudos sobre competência informacional na ciência da informação,
são especialmente voltadas para o contexto da comunidade científica, onde, por
meio do viés das teorias de comportamento informacional, tende a se completar e
elucidar a partir de modelos relacionais entre pesquisador X informação, em todos
os processos informacionais (necessidade, busca, uso e comunicação da
informação).
Desse modo, a proposta de pesquisa que se apresenta justifica-se por
alguns de seus aspectos. O primeiro deles diz respeito ao tema “competência
informacional”, cuja manifestação como tópico de estudo configura-se ainda recente
mesmo em nível internacional (meados de 1974). Outro aspecto diz respeito às
comunidades cientificas, cujo comportamento de busca e uso da informação vem
sendo transformado por conta da aplicação de tecnologias da informação. Disso
resultam novos modelos que representam o comportamento informacional dos
indivíduos.
No Brasil, há um número significativo de estudos que investigam padrões
de comportamento informacional de diferentes comunidades, e do mesmo modo,

�7

estudos sobre o uso e otimização das competências informacionais, principalmente
sob o ponto de vista acadêmico, tornam-se mais freqüentes. A junção dos dois
aspectos, em nível prático e conceitual, ainda não foi devidamente explorada, pois
modelos de competência informacional limitam-se muitas vezes ao ambiente
educacional como uma questão a ser implementada, uma vez que não se reconhece
facilmente um indivíduo competente em informação, tal como descrito em seus
modelos, como demonstra a figura 21, representação das definições propostas por
Mike Eisenberg e Bob Berkowitz (apud SAYERS, 2006).

Etapas

Ação 1

Ação 2

Definir o problema da

Identificar a informação

informação

necessária

Estratégia de busca da

Determinar todas as

Selecionar as melhores

informação

possibilidades de fontes

fontes

Definição da tarefa

Localizar e acessar

Localizar fontes
(intelectualmente e
fisicamente)

Uso da informação

Síntese

Avaliação

Encontrar informações
dentro das fontes

Dedicação (isto é, ler,

Extrair a informação

ouvir, ver, tocar)

relevante

Organizar de múltiplas
fontes
Julgar o produto
(efetividade)

Atualizar a informação

Julgar o processo
(eficiência)

Figura 2 - The Big 6
Fonte: Adaptação de SAYERS, R. Principles of awareness-raising: Information literacy: a
case study. Bangkok: UNESCO, 2006. p. 77-78.

Assim, a presente proposta, além de ter como objeto de pesquisa as
comunidades científicas como grupos intensivos no uso e produção da informação, a
partir de suas necessidades e processos de busca e uso e padrões de comunicação,
1

Outro exemplo é o modelo Empowering 8 (SAYERS, 2006) que descreve competência informacional como o seguinte conjunto de
habilidades em informação: Identificação, Exploração, Seleção, Organização, Criação, Apresentação, Avaliação e Aplicação. Cada
categoria, aqui resumida em verbos, possui um série de atributos explicativos que qualificam a competência, de forma que o
individuo que as apresenta, obtém de forma satisfatória seu rendimento, em seu caso específico.

�8

pretende contribuir para o desenvolvimento e consolidação de estudos de
competência informacional de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento.
Ao mesmo tempo contribuirá para estudos de comunicação científica na medida em
que aprofunda e situa a intersecção dos temas de competência e comportamento
informacional, reconhecidamente de interesse para a pesquisa em ciência da
informação.
Resultados obtidos em estudo anterior (LINS, 2007) ofereceram indícios
de que algumas habilidades profissionais eram sugeridas como competência
informacional2, mesmo que não fossem reconhecidas como tal, caso se tomasse
como pressuposto os modelos vigentes na literatura especializada. Neste caso,
observa-se a possibilidade de particularizar o conceito de competência informacional
para um determinado grupo de profissionais, o que no caso das comunidades
científicas, leva-se em consideração os estudos já avançados de comunicação
científica e comportamento informacional de pesquisadores.
Outro aspecto que justifica a realização do estudo proposto possui caráter
mais teórico do ponto de vista de sua contribuição ao corpo de conhecimentos da
ciência da informação. Um dos eixos desta proposta, ‘comportamento informacional’
possui forte relação pesquisa em comunicação científica. No entanto, além de uma
postura interdisciplinar, o problema de pesquisa requer a intersecção entre eixos de
pesquisa diferenciados no interior da própria área, como a própria comunicação
científica e estudos de usuários. Além disso, teorias da psicologia cognitiva em dado
momento podem oferecer subsídios para a construção e avaliação do modelo de
competência informacional aplicável às determinadas comunidades científicas.
É importante destacar que o projeto de pesquisa em questão consta em
um plano de pesquisa mais amplo, iniciado anteriormente durante a realização do
curso de mestrado (LINS, 2007). Os resultados do referido estudo propuseram a
inserção de conceitos de competência informacional nas diretrizes curriculares na
formação de profissionais da informação, mas não sem antes definir o que
constituíam essas competências para tais profissionais, além de considerar o uso da
2

No contexto do estudo mencionado, algumas características das atividades dos profissionais da informação foram atribuídas como
competência informacional, a partir dos conceitos básicos, mas que teoricamente não se atribuía ao cotidiano desses profissionais.
Habilidades como definição de características para a criação de sistemas interativos, facilidade de comunicação com o usuário e
conhecimento dos conteúdos das bases de dados da instituição foram categorizadas como competência informacional.

�9

tecnologia da informação e comunicação como tópico essencial a ser considerado
como competência. Ter como foco as comunidades científicas para estruturar um
modelo adequado de competência informacional poderá também subsidiar
constructos básicos para teorias de comportamento informacional, assim como
avaliar práticas de comportamento de pesquisadores e dar suporte ao desenho de
sistemas de informação apropriados.

3 RESULTADOS PRELIMINARES
Como resultados preliminares, e para o alcance do objetivo específico de
relacionar os aspectos intrínsecos entre os modelos de competência informacional e
comportamento informacional sob a perspectiva da comunicação científica
apresenta-se sistematização de conceitos entre competência e comportamento
informacional, e suas relações. A complexidade das características, atribuições e
direcionamentos dos estudos de comportamento informacional, bem como suas
controvérsias e avaliações são encontrados em estudos e pontos de vista teóricos
de autores como Kuhthau (1994), Wilson (1999), Ellis (1993), Dervin (2003),
Chatman (2000), Krikelas (1983), e Savolainen (2005), além de uma extensa e rica
revisão de literatura realizada por Case (2007). Além disso, os resultados
apresentados fundamentam-se, no que diz respeito ao eixo competência e
comportamento informacional, principalmente em estudos recém publicados, relatos
de experiência de aplicação de seus conceitos, além de críticas e reformulações.
Quanto ao eixo comunicação científica adotou-se como quadro teórico de referência
as obras de Meadows (1999) e Garvey (1979).
A demanda por competência informacional surge na medida em que novos
valores e formatos de informação, conhecimento e comunicação são inseridos em
uma determinada comunidade. Os resultados sugerem que nesta situação, não são
observadas as condições de preparação (intelectual e material) do indivíduo para
aquela nova ou atual situação. Em um primeiro momento, a construção conceitual de
parâmetros dentro das teorias de competência informacional demonstra forte
tendência em atribuir etapas de qualificação para os processos de busca e uso da

�10

informação. Esses parâmetros estruturados em modelos não possuem, para sua
constituição, nenhuma relação ao estado comportamental e suas interferências,
como pode ser observado no quadro a seguir. Utilizando o modelo de Wilson (1999),
para comportamento informacional e os modelos The BIG 6, The Empowering 8 e
The Seven Pilars para competência informacional, o quadro sugere a associação de
cada item (denominados de ‘ação’). A teoria de Wilson descreve o comportamento
do usuário de informação, enquanto a teoria de competência informacional “avalia”
este comportamento, através de premissas rotuladas como competência. Neste
caso, vale ainda ressaltar que, em sua origem, a expressão competência
informacional é denominada de information literacy, o que, em sentido literal,
significa letramento, alfabetização. Em sua história, o que se intencionava
inicialmente era o desenvolvimento de novos letramentos, que não fossem o de ler e
escrever e saber funções aritméticas. Portanto, um descreve as etapas do
comportamento (modelo de comportamento informacional), outro qualifica e impõe
ações (competências), que se forem seguidas, poderão resultar em sucesso no
processo do conhecimento individual e social no contexto onde o usuário está
inserido. O quadro, ao pretender associar as duas teorias, competência e
comportamento informacional, demonstra associações de caráter substancial,
relacionado às práticas de competência informacional. Partindo da sistematização
apresentada, sugere-se que as teorias e modelos de comportamento informacional
podem contribuir para uma reformulação da estrutura de competência informacional,
baseada nas diferenças comportamentais das comunidades científicas.

�11
Descrição
Necessidades básicas:
psicológica, afetivas e
cognitivas.
Necessidades secundárias:
Função social e Ambiental
Teoria do stress: O indivíduo
se considera possuidor de
informações o suficiente

COMPORTAMENTO
INFORMACIONAL
Ação
Contexto da
Necessidade de
Informação

Mecanismo de
Ativação

Psicológica
Demográficas
Relacionadas com a função,
cargo; interpessoal
Ambiental

Variáveis
Intervenientes (As
variáveis intervenientes
podem dar suporte ou
impedir o processo de
busca da informação).

Características da Fonte
Teoria do Risco,
Recompensa: Algumas
fontes podem ser mais
utilizadas que outras.
Teoria da Aprendizagem
social: A convicção de que
se pode executar o
comportamento exigido para
produzir o resultado
esperado (Auto-eficácia)

Mecanismo de
Ativação

Associação - Comparação
O modelo sugere que o
comportamento de busca da
informação surge como uma
conseqüência
dentro
do
contexto das necessidades
básicas e/ou secundárias.

COMPETÊNCIA
INFORMACIONAL
Ação
Reconhecimento da
necessidade de
informação

A competência, por sua vez,
é atribuída ao
reconhecimento da
necessidade.

Determinar as
estratégias de busca

As variáveis intervenientes
não estão, em um primeiro
momento,
passíveis
de
serem
associadas
às
competências. No entanto,
na prática do processo de
reconhecimento
da
necessidade e processo de
busca, ela poderá ser mais
bem visualizada como parte
da mesma.

Localizar e Acessar
as fontes

Os mecanismos de ativação
também não estão implícitos
na construção de alguma
competência. No entanto,
possui
relação
com
a
determinação da estratégia
de busca.

Quadro 1 - Associação entre Competência Informacional e Comportamento Informacional

Organizar a
Informação

Descrição
1.Saber o que é conhecido,
2.Saber o que não é conhecido e
identificar as lacunas

1.Determinar todas as
possibilidades de fontes
2. Selecionar as melhores fontes
3. Saber como desenvolver e
refinar uma estratégia de busca

1.Localizar fontes apropriadas
(intelectualmente e fisicamente)
2. Encontrar informações dentro
das fontes
3. Fazer entrevistas, pesquisas
de campo e outras pesquisas

1. Classificar a informação
2. Seqüenciar a informação em
uma ordem lógica

(continua)

�12

Descrição
Atenção Passiva
Busca Passiva
Busca Ativa
Busca Contínua
Demandas em sistemas de
informação OU
Demanda em outras fontes
=
Êxito OU falha

COMPORTAMENTO
INFORMACIONAL
Ação

Comportamento de
Busca da Informação

Intercambio de Informações
Outra pessoa
Feedback do processo
Uso da Informação:
Satisfação ou Não
Satisfação
Novamente, o contexto da
Necessidade de Informação
Fim e reinício do ciclo

Processo e Uso da
Informação

Pessoa no contexto

Contexto da
Necessidade de
Informação

Associação - Comparação

O comportamento de busca
está diretamente ligado aos
processos de Localização e
Acesso. A teoria de Wilson
expõe possíveis situações no
processo de escolha da
forma como se dará a busca,
enquanto
a
teoria
de
competência
informacional
direciona para que essa
busca se torne eficaz.

COMPETÊNCIA
INFORMACIONAL
Ação

Avaliar a informação
criticamente

O processo e uso da
informação se relacionam
tanto com a avaliação quanto
à Aplicação.
Um dos aspectos mais
relevantes no
que
diz
respeito ao estudo de
comunicação científica
A
auto-avaliação
como
competência
informacional
pode
trazer
para
seu
processo o contexto da
necessidade de informação.

Quadro 1 - Associação entre Competência Informacional e Comportamento Informacional

Aplicar e Criar

Comunicar

Auto Avaliação

Descrição

1. Saber como avaliar a
relevância e a qualidade
da informação recuperada;
2. Distinguir entre fatos, opiniões
e ficção
3.Conferir tendências, linhas de
pensamento
4.Procura informações
relacionadas com os interesses
pessoais

1.Conhecer como associar novas
informações às já existentes,
tomar decisões,
2. Saber como compartilhar os
resultados dessas ações ou
decisões com outros
1. Compartilhar a informação
com o público de interesse
2. Exibir o produto em um
formato adequado
1.Julgar o produto (efetividade)
2. Julgar o processo
3. Determinar se novas
habilidades foram aprendidas

(conclusão)

�13

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando o uso da informação como um processo, sob o foco do
conceito de competência informacional, desde o reconhecimento individual da
necessidade da informação até a sua recuperação para tomada de decisão, este
trabalho procurou estabelecer as possíveis relações entre os conceitos de
competência

informacional

e

comportamento

informacional.

Ao

demonstrar

inicialmente as relações que existentes, pretende-se contribuir não só para a
consolidação do conceito de competência informacional, como também para os
estudos de modelos de comportamento informacional, ao mesmo tempo em que é
possível averiguar uma complementaridade entre os dois conceitos.
De fato, o tema competência informacional vem trazendo conceitos
pertinentes ao uso da informação e se constitui de um assunto de extrema
relevância que ultrapassa os limites da ciência da informação, no entanto, no
entanto, é necessário levar em conta que existem percepções complementares
sobre o mesmo objeto, como as teorias de comportamento informacional.

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__________________
1
2

Greyciane Souza Lins, Universidade de Brasília, PGCINF, greycilins@gmail.com.
Fernando César Lima Leite, Universidade de Brasília, Embrapa, Informação Tecnológica,
fernandodfc@gmail.com.

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O estudo procura investigar a relação entre os conceitos de comportamento informacional e competência informacional para aplicação no contexto da comunicação científica. Para isso, procura demonstrar que seus fundamentos podem estar contidos em alguns pontos da definição de habilidades informacionais. Como primeiro resultado da pesquisa, é mostrado um quadro associativo entre os dois conceitos. Concluiu-se que, a comparação é possível através das relações entre as descrições de cada ação entre os dois conceitos.</text>
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INFORMACÃO EM COMUNIDADES CARENTES:
desafio para a biblioteca universitária
LIMA, J. A.1

RESUMO
Este trabalho analisa a existência de comunidades carentes que não contam com a
presença de órgãos públicos de informação. A pesquisa foi realizada em um
conjunto de comunidades denominado de Grande Rosa Elze, situada no município
de São Cristóvão, Sergipe. O objetivo foi analisar a ausência de políticas públicas de
informação e a possível presença da Universidade Federal de Sergipe, através de
um programa institucional, como desafio para a biblioteca universitária. Observou-se
que a circulação da informação é frágil, dependente de fontes midiáticas, e que a
região é tecnologicamente atrasada. Conclui-se que a região é um lugar onde a
informação não acontece, e que é necessário à existência de um órgão público para
integração da comunidade aos processos da informação.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Informação pública. Comunidades
carentes. Circulação da informação. Políticas públicas de informação.

ABSTRACT
This study examines the existence of poor communities who do not have the
presence of organs of public information. The study was conducted in a number of
communities known as Big Rosa Elze, located in the municipality of São Cristóvão,
Sergipe. The objective was to examine the lack of public information policies and the
possible presence of the Federal University of Sergipe, through an institutional
programme, as a challenge for the university library. It was observed that the flow of
information is fragile, dependent on media sources, and that the region is
technologically backward. It follows that the region is a place where the information is
not true, and it is necessary to the existence of a public agency for integration of the
processes of information.
Keywords: University Library. Public information. Communities need. The flow of
information. Public policies for information.

�2

1 INTRODUÇÃO
Criada em 1968, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) teve seu
Campus Universitário construído no ano de 1980. A construção do Campus ocorreu
em área afastada do centro de Aracaju, no município de São Cristóvão, atendendo a
uma proposta de metropolização vigente à época, que consistia na construção de
conjuntos habitacionais para diminuir o déficit habitacional, e ao mesmo tempo
diminuir a concentração populacional na capital.
Sobre o assunto, Lima (2003) afirma que a escolha da área para a
construção da Universidade foi para:
desafogar o centro da cidade de Aracaju, e para atender a demanda
de moradia, pois em virtude do constante êxodo da população do
interior para a capital em busca de emprego e estudo, aqueles mais
pobres se aglomeravam em vilas que aumentavam a cada dia [...]
(LIMA, 2003, p.10).

Com o passar do tempo a região, denominada de Grande Rosa Elze
(GRE), se transforma em área urbana, crescendo sem a devida atenção do setor
público. Além das deficiências infra-estruturais, acumularam-se problemas na área
cultural e educacional. Atualmente, o GRE conta com sete escolas do sistema
municipal de educação e quatro escolas públicas estaduais para atender as 11
comunidades da região, com uma população estimada de 50.000 habitantes. Não
existe biblioteca pública, museu, arquivo, centro cultural, como também nenhum
espaço público que tenha computador à disposição da comunidade.
A Universidade Federal de Sergipe, no ano de 1988, incluiu na sua
proposta para o desenvolvimento do Campus a criação de uma biblioteca
comunitária.

O projeto previa a construção de uma biblioteca para atender as

necessidades de informação das comunidades circunvizinhas. No entanto, quando
construída, embora denominada Biblioteca Comunitária (BICOM), revelou-se uma
biblioteca escolar dentro do Colégio de Aplicação (CODAP), sendo de uso restrito
aos alunos do Colégio.
Com tal decisão, a UFS pretendia resolver a situação da informação na
região, detectada já no início da década de 1980, pela presença constante de
escolares pesquisando na Biblioteca Central.

�3

2 A PRESENÇA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NO GRANDE
ROSA ELZE
A Universidade Federal de Sergipe, por meio da Pró-Reitoria de Extensão
e Assuntos Comunitários (PROEX), vem desenvolvendo ações de promoção social
na região do Grande Rosa Elze desde 2002. A região foi institucionalmente definida
como um local de práticas acadêmicas e para tal foi estabelecido, pela Portaria nº.
395, o Campus Aproximado Grande Rosa Elze, tomando-se como base “a posição
estratégica em que se situa a região do Grande Rosa Elze entre a Capital e a cidade
sede do município de São Cristóvão, no qual se inserem todas as mazelas que
ocorrem em áreas periféricas” e considerando-se que as comunidades com uma
“população em torno de 50.000 habitantes têm em comum indivíduos que em sua
maioria vivem abaixo da linha de pobreza e sem o mínimo atendimento pelas
políticas públicas” (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, 2005, p.6-8).
O programa instituído (Programa Promoção Social) para ser aplicado no
Campus Aproximado Grande Rosa Elze, foi pensado a partir de questões que
promovessem igualdade social, buscando-se a melhoria de índices sociais por meio
de ações de inclusão social.

O Programa privilegia ações voltadas para o

empreendedorismo solidário, a alfabetização de jovens e adultos, a educação
permanente de professores, a agricultura urbana, a educação ambiental e uma linha
de trabalho voltada para a atenção integral à família, à criança e ao idoso. É
aplicado com moradores das comunidades formadas no entorno da cidade
universitária, beneficiando 3.000 pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos.
As ações programáticas são levadas a efeito e apresentadas no Fórum de
Discussão, criado especificamente para dar conhecimento ao poder municipal
(Secretarias da Saúde, Educação, Administração, Ação Social e Sub-Prefeitura), às
organizações sociais (Associações de Moradores e Conselho Tutelar), e a
Organizações Não-Governamentais. Os programas são coordenados e executados
pela UFS, com as organizações sociais sendo responsáveis pela participação da
comunidade, e o poder municipal responsável pelos espaços para operacionalização
dos programas.

�4

3 PRÁTICAS DE OBTENÇÃO DA INFORMAÇÃO
Embora

a

informação

seja

considerada

importante

para

o

desenvolvimento social, e que pode ajudar a combater problemas sociais como os
presentes no GRE as administrações públicas têm demonstrado pouca preocupação
para com a questão da informação. Na ausência de órgãos públicos que possam
fornecer informação, o cidadão tem como fontes de informação os instrumentos
privados, acessados na sua residência, como a TV e o rádio, principalmente, mais
os suportes impressos, jornais e revistas.
Então, o que fazer considerando-se a situação descrita acima? Como as
comunidades têm acesso à informação? Onde buscar a informação necessária?
Como resolver a questão da informação?
Embora existam ações incidindo sobre as comunidades objeto desta
pesquisa (conforme citado no item 2), não existem ações sobre as áreas da
educação e da cultura. Por se tratar de um conglomerado de comunidades carentes,
as dificuldades interpostas para a consecução da informação revelam-se na questão
da escolaridade e do poder aquisitivo. Assim, a informação impressa cede lugar
para a informação oral e visual. Como os modelos e canais de informação são por
demais tradicionais e potencializam a informação impressa, é fácil deduzir que os
habitantes do GRE situam-se naquele nível que Polke (1982, p.131) considera
penalizado: “A obtenção da informação é tanto mais difícil e penosa quanto mais
baixo o nível socioeconômico do indivíduo que a busca”.
Foi

realizada

uma

investigação

pretendendo-se

saber

como

as

comunidades fazem para conseguir informação e quais os meios utilizados para
consegui-las. Através de questionário buscou-se captar junto aos habitantes do
Grande Rosa Elze o significado de informação dentro da realidade das comunidades
sempre expostas ao processo de comunicação midiática, principalmente rádio e TV,
considerando-se a ausência de uma biblioteca pública, ou órgão similar.

�5

4 DIREITO À INFORMAÇÃO
Embora tida como garantida pela Constituição, esta coloca a informação
como um serviço prestado ao público, passa longe de qualquer direito que se queira
previsto. O poder público, conhecido por sua ausência em alguns setores do serviço
público, revela a sua falha para com as necessidades de informação dos seus
cidadãos. È o que afirma Novaes:
[...] hoje um 60 por cento dos brasileiros, carentes de quase tudo,
não têm igualmente direito à informação. Não apenas porque não
têm nenhuma garantia do seu direito de serem informados
corretamente – não há legislação que os proteja -, como também
porque não têm possibilidade de emitir informação, para que seja
recebida pelo conjunto da sociedade e se transforme em objeto de
decisão. (NOVAES, 1994, p. 86).

Garantir o direito à informação pressupõe etapas sociais anteriores,
históricas e políticas ao mesmo tempo: uma educação que atente para um conjunto
social em constante evolução e uma comunicação que atenda uma sociedade
democrática com igualdade estabelecida. O Estado, por um lado, tomando a
iniciativa de aplicar recursos na educação pública, estabelecendo regras que
disciplinem o uso da mídia, e os cidadãos, por outro, incorporando-se à rotina das
comunidades, participando com questionamentos e sugestões para formatação da
informação.
Enquanto se discute a informação pública numa sociedade globalizada,
comunidades se defrontam com todo tipo de carência. Para aproximar-se desta
sociedade é preciso que indivíduos e instituições tenham acesso a informações
básicas que os integre harmonicamente e os façam vencer etapas que levem ao
pleno exercício da cidadania. Ou seja, que permitam o direito à informação. Para
Carvalho (1991, p. 1177) “o direito à informação antecede a prática de direitos
humanos, e precisa-se garantir que as aspirações sociais sejam exercidas com
liberdade”.
A relação necessária entre comunidade e informação se apóia no
pressuposto do exercício da cidadania.

Marshall, citado por Carvalho (1991, p.

1173), articula tal exercício em três categorizações: civil, político e social. O civil
responde pelos direitos individuais de liberdade e propriedade.

O político é a

�6

possibilidade de eleger representantes com o fim de formular políticas públicas e
legislação.

Quanto ao social, busca-se o “bem-estar social e para tanto, as

facilidades de acesso aos serviços de comunicação e de informação...”
(CARVALHO, 1991, p. 1174).
Entretanto, por mais que se queira moderno, no Estado não se pensa na
questão da informação como nos outros setores sociais; há um interesse, é
inegável, em solucionar as áreas de saúde e educação, para citar apenas as mais
pontuais.

No entanto, com políticas públicas sempre em dívida para com a

prestação de serviços, fica cada vez mais distante se ver a informação como
necessidade básica.

O setor informação é cristalizado no setor privado, via

comunicação, e de pouca intervenção estatal (REIS, 2004).
Esse processo de informação fica então mais difícil de ser encontrado em
comunidades excluídas, desfavorecidas por políticas públicas, o que termina por
aprofundar o estado de pobreza que Lewis, citado por Menou e Mchombu (2004,
p.129), denuncia: “A cura fundamental para pobreza não é dinheiro, mas
conhecimento”. Considerando-se como fundamental essa citação de William Arthur
Lewis, precisa-se então entender o processo de conhecimento como resultado do
processo de informação. Não existindo presença do Estado, não existem recursos e
estruturas adequadas para gerenciamento da informação que culmine no
conhecimento.
A esse respeito, Milanesi (1991, p. 182) afirma que “enquanto o país não
tomar como prioridade a batalha do conhecimento, não haverá como superar todas
as feridas e seqüelas que a ignorância propicia”. Essa ignorância é resultado do
desequilíbrio social patrocinado por um Estado que concede privilégios a quem não
precisa e deixa de lado quem necessita. Menor desigualdade social vai implicar em
maior acesso às informações. Isso implicará num equilíbrio que por certo diminuirá
a extrema pobreza do país, quer pela inserção no processo educacional, quer pela
geração de empregos e discussão da distribuição de renda.
Para que a comunidade passe a ter suas necessidades atendidas, é
preciso então que se mude a trajetória tradicional de serviços institucionais.
questão é como fazer tal mudança.

A

A literatura mostra alguns exemplos de

�7

tentativas (MILANESI, 1990; ALMEIDA JÚNIOR, 1997), mas os exemplos citados,
mesmo que insistindo na mudança dos serviços, não promovem o que se persegue:
a democratização dos serviços informacionais, configurada na resposta das
instituições aos anseios de informação.
Então o problema está posto: o atendimento das necessidades de
informação de determinadas comunidades.

Observe-se, entretanto, que as

necessidades referem-se a perspectivas por demais conhecidas: necessidades
localizadas.

Fica difícil, no entanto, pensar informação para o desenvolvimento

(social, econômico) sem pensar no poder público que possibilite a inserção de
informação no cotidiano da comunidade.

5 INFORMAÇÃO EM COMUNIDADES CARENTES: um novo desafio para a
biblioteca universitária
Considerando-se os suportes físicos disponíveis, observa-se que o rádio e
a televisão estão sempre presente nas comunidades. Já a mídia impressa está
associada a algumas situações que não permitem ser alternativa na busca de
informações: a competência do ato de ler é uma delas. A televisão leva vantagem
em relação à leitura por a informação está pronta, não é preciso despender tempo,
nem é preciso se deslocar para comprar a informação.
Os questionários aplicados nas comunidades revelam a conveniência que
a TV proporciona em relação à leitura. Alguns fatores podem ser destacados neste
procedimento, como: a) o índice de escolaridade, pois embora as comunidades
apresentem um grande número de alfabetizados, não existe a seqüência escolar; e
b) e o fator econômico, por existir um número elevado de subempregados e
desempregados. Fatores que podem indicar porque não existe nenhuma livraria e
apenas duas bancas de revistas e jornais no Grande Rosa Elze.
Considerando-se, além das mídias falada, escrita e televisada, a
possibilidade da informação existir em outros equipamentos como os órgãos
públicos de cultura, constata-se a ausência total desses espaços. Não existindo no
Grande Rosa Elze nenhum espaço público de cultura, sejam atuando como

�8

disseminadores de informação, ou proporcionando entretenimento, as mídias falada
e televisada são os meios possíveis para canalizar a informação.
Os comunitários afirmam a importância da existência de uma biblioteca na
região. As pessoas, quando necessitam, usam a Biblioteca Central da Universidade
Federal de Sergipe. Normalmente, tal uso é feito por pessoas diferenciadas dentro
das comunidades, um pequeno número que possui nível de escolaridade de
segundo grau, em busca de realização de trabalhos escolares.
De acordo com as informações levantadas, para os comunitários o
governo tem a obrigação de disponibilizar uma biblioteca para a região,
considerando-se que as dificuldades financeiras impedem que as pessoas se
desloquem até Aracaju. Observa-se que instados a se manifestarem sobre a
importância da biblioteca pública no cotidiano das comunidades, as manifestações
são associadas ao ensino e à pesquisa.

Ou seja, os comunitários consideram

necessário a existência de uma biblioteca na comunidade, mas fazem uma
abordagem formal, uma abordagem da educação escolar para essa necessidade.
Delineia-se, então, uma perspectiva do uso de informação na região: informação
para a educação.
Há o sentimento que, com a inexistência da biblioteca pública na
comunidade, criou-se o distanciamento do público com este tipo de Instituição.
Mesmo diante do exponencial crescimento da região, com uma concentração
populacional maior que muitos municípios sergipanos, não existe qualquer projeto
municipal, estadual ou federal que beneficie a região no trato da informação.
Buscou-se, então, saber qual a importância dada a alguns locais possíveis
de se encontrar informação. Apresentou-se uma relação de locais: associação de
moradores, biblioteca, escola, espaço cultural, igreja, jornal, rádio, revista e
televisão. As respostas apresentadas, em relação à importância que as pessoas
das comunidades dão ao local em que podem encontrar informação, levam à
seguinte classificação: 1˚ – Escola, com 80,88%; 2˚– Biblioteca, com 69,11%; 3˚ –
Jornal, com 58,82%.
Essa classificação guarda uma lógica, pois, a comunidade, convivendo
rotineiramente com problemas sociais, entende: a) a escola como um lugar em que

�9

as informações podem ajudar a melhorar as questões sociais por meio da educação,
residindo, nesse contexto, a preocupação com o mercado de trabalho; b) a biblioteca
é associada à escola, é como ela é conhecida; c) o jornal está associado às
entidades sindicais, e aos classificados em busca de emprego.

6 CONCLUSÃO
A pesquisa realizada nas comunidades pertencentes ao Grande Rosa Elze
evidencia que nada acontece na região em termos de informação. Configura-se,
além da inexistência de biblioteca, conseqüentemente de livros, a inexistência de
computadores colocados à disposição pública, o que impossibilita o acesso à
Internet, o meio de acesso à informação mais difundido modernamente.
Embora a realidade a que está exposta à comunidade do Grande Rosa
Elze, diga respeito ao convívio com o rádio e a TV, tal realidade não se coaduna
com os anseios, pois, quando perguntados sobre a importância que dão a
determinados locais, o rádio e a TV ocupam o quinto e o sexto lugares,
respectivamente. O que comprova que não tendo acesso a algum órgão público que
lhe conceda informação, os residentes dos núcleos habitacionais da Região se
conformam com as informações proporcionadas pelos veículos de comunicação de
massa.
Por outro lado, segundo manifestações, a escola e a biblioteca se
apresentam como os dois locais mais importantes para a comunidade, o que revela
uma preocupação social. Neste sentido, conclui-se pela importância da existência de
uma biblioteca no Grande Rosa Elze, posto que, ao se considerar a escola e a
biblioteca como os locais mais importantes onde se pode encontrar a informação, as
comunidades, mesmo não sendo algo consciente do ponto de vista acadêmico, mas
consciente do ponto de vista social, inserem a informação nos procedimentos
necessários do cotidiano.
Precisam, então, de informação para: 1º – a educação formal, escolar,
quando as famílias concretamente precisam suprir as deficiências de pesquisa para
a confecção de trabalhos escolares, uma vez que não solucionam tal problema nas

�10

escolas; 2º – a melhoria do padrão de vida, quando precisam de informação para a
saúde, como procedimento familiar, para a educação profissionalizante, como forma
de inserção no mercado de trabalho, e para o transporte e moradia, como a melhoria
do bem estar social.
Considerando-se que, na Região, não existe um serviço de informação
prestado pelo poder público municipal ou estadual, e considerando-se a
responsabilidade da Universidade Federal de Sergipe com a área em que está
inserida, configurado no Programa Promoção Social do Campus Aproximado
Grande Rosa Elze, este trabalho conclui pela necessidade da presença da biblioteca
universitária, enquanto órgão público responsável por serviço de informação.
Neste sentido, levanta-se a solução pensada nos anos 1980 citada no
início deste trabalho, quando no ano de 1988 pensou-se e, posteriormente,
construiu-se a Biblioteca Comunitária para fazer frente às necessidades de
informação da região do Grande Rosa Elze.

REFERÊNCIAS
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alternativas. Londrina: Editora da UEL, 1997. 171p.
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BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 16, Salvador, 1991.
Anais. Salvador: APBEB, 1991. V. 2, p. 1172-1180.
LIMA, Deuza Silva. Concepções do ensino de história em escolas públicas noturnas
da Grande Aracaju: diagnósticos no Jardim Rosa Elze, São Cristóvão, Se. São
Cristóvão, 2003. 67p.
MELO, José Marques de. Comunicação: direito à informação. Campinas: Papirus,
1986. 152p.
MENOU, Michel J.; McHOMBU, Kingo. Os profissionais da informação em
comunidades desfavorecidas. In: VALENTIM, Marta Lígia (Org.). Atuação
profissional na área de informação. São Paulo: Polis, 2004. 191p. p. 129-150.
MILANESI, Luís A. A casa da invenção: centros de cultura: um perfil. São Paulo:
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�11

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POLKE, Ana Maria Athayde et al. Biblioteca, comunidade e informação utilitária: um
estudo de como circula a informação utilitária no bairro de Pompéia em Belo
Horizonte. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 11., João Pessoa, 1982. Anais. João Pessoa: APBPB, 1982.
v. 1, p.131-159.
REIS, José Guilherme; URANI, André. Uma visão abrangente das transformações
recentes no Brasil. In: GIAMBIAG, Fábio; REIS, José Guilherme;
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE. Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos
Comunitários. Relatório do Programa Promoção Social no Campus Aproximado
Grande Rosa Elze. São Cristóvão, 2003. 24p.
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__________________
1

Justino Alves Lima, Universidade Federal de Sergipe (UFS), justino@ufs.br.

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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este trabalho analisa a existência de comunidades carentes que não contam com a presença de órgãos públicos de informação. A pesquisa foi realizada em um conjunto de comunidades denominado de Grande Rosa Elze, situada no município de São Cristóvão, Sergipe. O objetivo foi analisar a ausência de políticas públicas de informação e a possível presença da Universidade Federal de Sergipe, através de um programa institucional, como desafio para a biblioteca universitária. Observou-se que a circulação da informação é frágil, dependente de fontes midiáticas, e que a região é tecnologicamente atrasada. Conclui-se que a região é um lugar onde a informação não acontece, e que é necessário à existência de um órgão público para integração da comunidade aos processos da informação.</text>
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OFICINA ACADÊMICA NA BIBLIOTECA SETORIAL DO CENTRO DE
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UFPE: da pesquisa à normalização
LIMA, E. S.1
LUCENA, T. C. M.2
MELO, L. L. S.3
OLIVEIRA, L. M. P.4
SANTIAGO, S. M. N.5

RESUMO
O objetivo deste trabalho é relatar a experiência desenvolvida na biblioteca setorial
do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE). O serviço designado como Oficina acadêmica: da pesquisa à normalização,
tem como objetivo prestar aos usuários vinculados ao Centro, auxílio à pesquisa em
bases de dados componentes do Portal de Periódicos da Capes e, na medida em
que os artigos são selecionados, instruí-los quanto à elaboração das referências, de
modo a se estimular a correta aplicação das normas bibliográficas, além de
promover a usabilidade do Portal. Com essa atividade, atende-se a duas exigências
inerentes à avaliação de cursos: orientar a normalização de trabalhos acadêmicos, e
oferecer a pesquisa em bases de dados. Com a realização das oficinas pretende-se
atingir um público maior, garantindo-se, não apenas o cumprimento do dever
profissional, mas, também, colaborar com o processo educacional dos alunos e,
desse modo, contribuir para a melhoria da qualidade dos seus trabalhos
acadêmicos.
Palavras-chave: Orientação bibliográfica. Portal de Periódicos da Capes.
Usabilidade. Assistência ao Usuário.

ABSTRACT
The aim of this work is to report the experience developed at sectorial library of
Biological Sciences Center (Centro de Ciências Biológicas - CCB) of Federal
University of Pernambuco (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE). The
service called “Academic Workshop: from research to normalization”, aims to provide
to the users bound to the Center, a help on their researchs in CAPES Journal
Gateway database and, as articles are being selected by them, instruct them about

�2

how to make their references, stimulating the correct application of bibliographical
standards, as well as promoting the Gateway usability. With that activity, two
requirements inherent to courses assessment are attended: guide the academic work
normalization, and offer the research in database. With the organization of the
workshops, a bigger audience is sought, ensuring not only the fulfillment of
professional duties, but also supporting to students’ educational process, and so,
contribute to improvement of their academic works quality.
Keywords: Bibliographical orientation. CAPES Journal Gateway. Usability.
Assistance to the user.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Biológicas (CCB), da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), serve à comunidade acadêmica do
Centro a qual é assim constituída:
a) Graduação - Curso de Ciências Biológicas / Bacharelado; Curso de Ciências
Biológicas / Licenciatura; Curso de Ciências Biológicas / Ciências Ambientais; e
Biomedicina;
b) Pós-Graduação - Biologia Animal, Biologia de Fungos, Biologia Vegetal,
Bioquímica e Fisiologia, Ciências Biológicas e Genética.
A biblioteca atende também a alunos do Centro de Ciências da Saúde,
tendo em vista que o ciclo básico desses cursos é ministrado no CCB.
Dois dos serviços oferecidos tem merecido maior atenção e estão em fase
de reestruturação: o serviço de orientação bibliográfica, e a orientação à pesquisa
em bases de dados no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível superior (Capes).
Sendo assim, o trabalho se propõe a analisar a usabilidade do Portal de
Periódicos CAPES e a aplicabilidade das normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) e Vancouver pelos usuários do CCB/UFPE.

�3

2 PERIÓDICOS ELETRÔNICOS: UMA IMPORTANTE FERRAMENTA
Nas bibliotecas, em especial as universitárias e nas instituições de
pesquisa, os periódicos eletrônicos vieram resolver uma série de dificuldades: o
custo crescente para manutenção das coleções; a inserção de inúmeros títulos no
mercado numa velocidade exponencial, conforme se pode observar no gráfico 1;
foram fatores que influenciaram, até certo ponto, a adoção do periódico eletrônico,
em substituição ao periódico impresso.
Crespo e Caregnato (2008) afirmam que seu surgimento provocou a
necessidade de se ampliar o campo de estudos sobre a prática de comunicação dos
diversos grupos de pesquisadores, tendo em vista que possibilitam a geração de
novos modos de busca e uso de informação pelas pessoas. Esses estudos buscam
desvendar a estrutura e características inerentes à interação entre sujeitos com os
recursos, com os serviços, e com as fontes de informação.
De acordo com Unger (2006, p. 45), “a relevância do processo de
informação opera num plano global e o aumento da possibilidade de transmissão do
conhecimento se dá de forma qualitativa e não apenas quantitativa”.

Fonte: CRESPO; CAREGNATO (2008).

�4

2.1 O Portal de Periódicos da Capes
No Brasil, por iniciativa da Capes, criou-se o Portal de Periódicos, em
2000, com o intuito de reduzir as disparidades regionais, oferecendo acesso
imediato e gratuito a professores, pesquisadores, alunos e funcionários de
instituições de ensino superior e de pesquisa (191 atualmente) em todo o País. O
serviço proporciona acesso à produção científica mundial atualizada em bases de
dados de texto completo (mais de 12.365); e bibliográficas (126 bases), além de
importantes fontes de informação acadêmica com acesso gratuito na Internet
(BRASIL, 2004). O Portal está em permanente crescimento.
Cursos de instituições que até a bem pouco tempo não se mantinham por
absoluta impossibilidade de prover o acesso à bibliografia aos seus alunos e
pesquisadores, hoje, vinculados ao Portal, conseguem, inclusive, ampliar o universo
de fontes, com excelente qualidade.
É imprescindível o investimento em estrutura e no suporte tecnológico,
tanto quanto, na capacitação do profissional que media o processo de informação
entre as fontes e o usuário. Não se pode esquecer a permanente atualização, tendo
em vista as constantes inserções de novos recursos, de novas ferramentas
disponibilizadas nas bases de dados, a exemplo das bases componentes no Portal
de Periódicos Capes. Isso pode ser confirmado nas palavras de Souto (2005, p. 47),
quando afirma:
O domínio das técnicas de acesso às bases de dados é uma
importante característica de qualquer profissional da informação. Por
meio dessas bases, tem-se acesso às informações relevantes de
determinada área, previamente organizadas. Para os profissionais
que se aventuram a fazer uso de bases de dados é aconselhável que
estes dediquem uma significativa atenção, por certo período, no
sentido de conhecer todas as particularidades da base, e conheçam
a fundo seus filtros de informação, a fim de minimizar seus esforços
na busca de informações.

2.1.1 A área Ciências Biológicas no Portal
Crespo e Caregnato (2006) afirmam que, pelo fato de se caracterizarem
como produtoras e consumidoras de conhecimento científico atual, as áreas de
Biologia Molecular e Biotecnologia necessitam de informações completas e
atualizadas para fundamentar suas pesquisas.

�5

Essas áreas de pesquisa são inerentes ao CCB e o Portal dispõe de
literatura nesses campos que corresponde a 10,3%, deve-se levar em conta a área
de Ciências Ambientais (1,0%), e a referente às bases Multidisciplinares (0,6%)
(Gráfico 2).
Percentual de Títulos por Grande Área do Conhecimento - 2008
Lingüística, Letras e
Arte s
4,2%

Ciências Ambientais
1,0%

Multidisciplinar
0,6%
Ciências Sociais
Aplicadas
19,5%

Ciências Agrárias
4,0%
Ciências Biológicas
10,3%

Engenharias
10,7%

Ciê ncias da Saúde
17,4%

Ciências Exatas e da
Te rra
14,2%

Ciências Humanas
18,2%

Gráfico 2 - Representação das áreas do conhecimento no Portal
Fonte: Brasil, 2008.

3 OFICINA DE PESQUISA E DE ORIENTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
Desde 1999, a biblioteca presta orientação quanto ao uso e serviços
oferecidos para os alunos recém-chegados, no início de cada semestre acadêmico;
em 2006, atendendo convite das coordenações dos cursos do CCB, os bibliotecários
orientam os concluintes em fase de elaboração de monografia ou sob demanda de
docentes, já tendo, inclusive, se deslocado para outra unidade. Nesses encontros é
notório que para muitos alunos, esse é o primeiro contato com as normas
bibliográficas da (ABNT) ou as de Vancouver, sendo a última muito utilizada na
literatura das áreas de Saúde e Ciências Biológicas.
Após esse trabalho conjunto, biblioteca/alunos/coordenação, já se percebe
melhoras quanto à aplicação das normas, embora muitos trabalhos ainda
apresentem problemas quanto ao seu emprego.
No que se refere ao Portal de Periódicos Capes, a biblioteca possui desde
2004, um setor chamado de BIOVIRTUAL – em fase de reestruturação – destinado
ao atendimento e orientação quanto ao uso das Bases de Dados. Oferece
treinamento interno (em pequena escala) e sob demanda de docentes que

�6

geralmente ocorre em laboratórios dos cursos de pós-graduação (larga escala),
tendo em vista o pequeno espaço físico e quantidade de equipamentos destinado ao
setor na Biblioteca do CCB.
O redimensionamento do serviço certamente ampliará o grau de
usabilidade entre os usuários do CCB. Outro fator importante é a atualização
permanente dos profissionais, considerando a freqüente inclusão de novos recursos
nas bases, aliada a adição de novos títulos ao Portal, o mesmo se aplicando ao
serviço de orientação bibliográfica, tanto em relação às normas da ABNT, quanto às
de Vancouver. Expansão do espaço físico, e investimento em equipamentos
também se constituem em pontos críticos.
O resultado obtido na análise levou a equipe de bibliotecários do CCB a
planejar e elaborar material instrucional em módulos (CDs) com o objetivo de
oferecer oficinas visando: otimizar o uso do Portal; orientar a elaboração das
referências bibliográficas e enfatizar a importância da correta elaboração de
citações. O conteúdo dos módulos está adequado aos diferentes tipos de clientes:
alunos da graduação, pós-graduação, docentes, e ainda para atender aos alunos de
nível médio nas atividades de extensão em que a biblioteca é convidada a participar.
Em fase inicial de reestruturação, as oficinas foram planejadas para serem
ministradas por bibliotecárias da biblioteca setorial, em datas previamente
agendadas com os coordenadores dos cursos. Alguns docentes já estabelecem em
seu calendário um espaço para a ocorrência das orientações.
Diante dos resultados, faz-se necessário uma maior dinâmica, o que
requer a resolução de problemas de extrema relevância, identificados como sendo
os seguintes:
a) Ampliação do espaço físico do Biovirtual;
b) Investimento em treinamento/atualização em bases de dados, normas ABNT, de
VANCOUVER;
c) Aquisição de equipamentos: computadores, impressora, notebook e data show;
d) Dotação dos insumos necessários (papel e tinta para a impressora); Assinatura
da ABNT on-line.

�7

4 METODOLOGIA
A obtenção dos dados deste diagnóstico, se deu por meio de análise
aleatória de trabalhos acadêmicos depositados na biblioteca, o que possibilitou uma
visão mais apurada dos dois fatores observados cotidianamente: pouca utilização
das bases de dados, e problemas quanto à utilização de normas bibliográficas, tais
como, falhas na elaboração das referências, paginação incorreta, dentre outros.

5 CONCLUSÃO
A idéia de criar as Oficinas vem também atender a duas das exigências
inerentes à avaliação de cursos. Aos serviços são atribuídos 40 (quarenta pontos).
Dentre os serviços avaliados, às bibliotecas compete, dentre outras atribuições:
orientar a normalização de trabalhos, e auxiliar a pesquisa em bases de dados
(BARCELOS; GOMES, 2004).
Antes de se constituir em mais uma dificuldade, os critérios para avaliação
de cursos estabelecidos pelo Estado podem ser usados como argumento perante as
instituições para obtenção de recursos que propiciem a oferta de serviços de
qualidade. Sobre isso, Real (2007) afirma que: [...] há uma tendência das instituições
em acatar as determinações apontadas nos relatórios das avaliações.
Em função das novas tecnologias é necessário redimensionar o papel do
profissional da informação. De acordo com Neves (2005, p. 59):
As tecnologias da informação provocam alterações na organização
do processo de trabalho, viabilizando novas oportunidades de
atuação profissional, provocando alterações das funções e,
conseqüentemente, redirecionando a formação acadêmica dos
profissionais.

Assim sendo, a tecnologia faz parte do cotidiano das pessoas e a cada dia
surgem novas fontes de informações, cabendo ao bibliotecário estar devidamente
preparado para lidar com as novas ferramentas, a fim de ser capaz de educar seus
usuários a usar com eficiência e eficácia os recursos disponíveis.

�8

REFERÊNCIAS
BARCELOS, M. E.sa Americano do Sul; GOMES, Maria Lúcia Barcelos Martins.
Preparando sua biblioteca para avaliação do MEC. 2004. Disponível
em:&lt;http://www.cid.unb.br/publico/setores/000/77/materiais/2004/2/109/MaElisaBarc
elos-Preparandosuabiblioteca.pdf&gt;. Acesso em: 22 maio 2008.
BRASIL. Ministério da Educação. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior. Portal.periódicos.Capes. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/documentos/apresentacoes/Treinam
ento_do_Portal_2008.ppt#619,6,&gt;.[2008b] Acesso em: 22 maio 2008.
______. ______. O que é o Portal .periodicos. CAPES? Brasília, DF, 2004.
Disponível em:&lt; http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp&gt;. Acesso
em: 22 maio 2008.
CRESPO, Isabel Merlo; CAREGNATO, Sônia Elisa. Padrões de comportamento de
busca e uso de informação por pesquisadores de biologia molecular e biotecnologia.
Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3,2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652006000300003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 06 jun. 2008.
NEVES, Elisabete da Cruz. Profissional da informação: reflexões sobre sua atuação
na gestão do conhecimento. In: SOUTO, Leonardo Fernandes. O profissional da
informação em tempos de mudança. Campinas, SP: Alínea, 2005, p. 55-68.
REAL, Giselle Cristina Martins. A qualidade revelada na educação superior:
impactos da política de avaliação no Brasil. São Paulo, 2007. 206 f. Tese
(doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo,
2007. Disponível em:&lt; http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde19042007-152405/&gt;. Acesso em: 20 maio 2008.
SOUTO, Leonardo Fernandes. Biblioteconomia em reflexão: cenários, práticas e
perspectivas. In: ______ (org.). O profissional da informação em tempos de
mudança. Campinas, SP: Alínea, 2005, p. 29-53.
UNGER, Roberto José Gervásio. Regimes de informação na Sociedade da
Informação: uma contribuição para a gestão da informação. Rio de Janeiro, 2006.
108 f. Dissertação (mestrado) – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia; Universidade Federal Fluminense. Ciência da Informação. 2006.

__________________
1

Etiene Silva de Souza Lima, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), etieneslim@gmail.com.
Teresa Cristina Moreira de Lucena, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
teresabib@yahoo.com.br.
3
Lílian Lima de Siqueira Melo, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), liliamelo@gmail.com.
4
Luiza Maria Pereira de Oliveira, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
opmluiza@gmail.com.
5
Sandra Maria Neri Santiago, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
smnsantiago@yahoo.com.br.
2

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Documentação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O objetivo deste trabalho é relatar a experiência desenvolvida na biblioteca setorial do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O serviço designado como Oficina acadêmica: da pesquisa à normalização, tem como objetivo prestar aos usuários vinculados ao Centro, auxílio à pesquisa em bases de dados componentes do Portal de Periódicos da Capes e, na medida em que os artigos são selecionados, instruí-los quanto à elaboração das referências, de modo a se estimular a correta aplicação das normas bibliográficas, além de promover a usabilidade do Portal. Com essa atividade, atende-se a duas exigências inerentes à avaliação de cursos: orientar a normalização de trabalhos acadêmicos, e oferecer a pesquisa em bases de dados. Com a realização das oficinas pretende-se atingir um público maior, garantindo-se, não apenas o cumprimento do dever profissional, mas, também, colaborar com o processo educacional dos alunos e, desse modo, contribuir para a melhoria da qualidade dos seus trabalhos acadêmicos.</text>
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COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DOS BIBLIOTECÁRIOS DO CENTRO
DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UFPE
LIMA, E. S.1
LUCENA, T. C. M.2
MELO, L. L. S.3
OLIVEIRA, L. M. P.4
SANTIAGO, S. M. N.5

RESUMO
Este artigo apresenta a forma de trabalho da equipe de bibliotecários do Centro de
Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mostra
a diversidade de competências e habilidades do grupo e como essa
multidisciplinaridade profissional colabora para o sucesso das atividades. O texto
chama a atenção para a necessidade de treinamento constante dos membros da
equipe, assim como a percepção centrada no indivíduo (usuário), o que permite uma
visão sistêmica do ambiente em que se insere a biblioteca. O trabalho discorre sobre
a interação existente (construída) entre bibliotecário-usuário, o que propicia planejar
estrategicamente a partir dessa relação, que observa unidade de informação,
usuários e ambiente (macro e micro), aplicando sempre as competências e talentos
da equipe.
Palavras chave: Profissional da informação. Competências profissionais. Biblioteca
universitária. Serviços de informação.

ABSTRACT
This article presents the form of the team work of librarians of the Centre for
Biological Sciences (CCB), Federal University of Pernambuco (UFPE). It shows the
diversity of skills and abilities of the group and as such multidisciplinary professional
works for the success of activities. The text points out the need for constant training
of members of the team, as well as the perception based on the individual (user),
which allows a systemic view of the environment in which library. The work talks
about the interaction between librarian existing (built) user, which provides strategic
planning from that relationship, which observes unit of information, users and
environment macro and micro, always applying the skills and talents of the team.
Keywords: Information professional. Professional Skills. College Library. Information
service.

�2

1 INTRODUÇÃO
As mudanças advindas das tecnologias de informação e comunicação
trouxeram novos paradigmas na atuação do profissional da informação em
diferentes perspectivas.
A palavra atuação significa ato ou efeito de atuar. Associada a questão
profissional, está relacionada ao desempenho, a maneira que se executam as
atividades. Essa nova condição oferece várias possibilidades na pesquisa,
armazenagem, processamento, recuperação e disseminação da informação. Com
isso são necessárias habilidades e competências adequadas para o profissional da
informação desempenhar da melhor maneira possível os processos e oferecer
serviços de qualidade ao usuário.
O usuário, inserido no contexto da universidade, de acordo com sua
formação e área de atuação, tem diferentes interesses informacionais e isso requer
da biblioteca uma busca constante na eficácia da informação oferecida. Tanto nas
bibliotecas das faculdades privadas como nas públicas, existem necessidades que
são determinantes para a oferta específica de serviço de informação e a partir da
usabilidade deles pode-se avaliar a importância de oferecê-los.
As bibliotecas universitárias devem servir como ambiente promissor de
serviços informacionais eficazes de acordo com as perspectivas dos seus usuários,
e para isso, é preciso que a atuação dos bibliotecários seja parte integrante deste
processo.
Este trabalho pretende apresentar as competências e habilidades
trabalhadas pelos bibliotecários na Biblioteca do Centro de Ciências Biológicas da
UFPE, e como elas contribuem para o processamento e disseminação dos serviços
de informação.

�3

2 A POSTURA DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Há algum tempo pode-se observar que a postura do bibliotecário tem
mudado nitidamente. Isso se deve a vários fatores, entre eles está o avanço no fluxo
da informação e a constante atualização tecnológica.
Nos anos que antecederam esta mudança o bibliotecário era visto como o
guardião do saber, aquele que preservava, catalogava e armazenava as
informações. Tal imagem era tão intrínseca que muitos se sentiam donos da
biblioteca.
Atualmente esta postura mudou, o bibliotecário, atual profissional da
informação, é visto como aquele que filtra, analisa, sintetiza, dissemina a informação
e desenvolve, implanta e opera os dispositivos para executar estas atividades.
Segundo Arruda, Marteleto e Souza (2000, p.17), “Elege-se como ideal o profissional
que potencialize a comunicação, a interpretação de dados, a flexibilização, a
integração funcional e a geração, absorção e troca de conhecimento”.
A polivalência e a multidisciplinaridade são características essenciais no
processamento das atividades e ele precisa interagir melhor com os demais colegas
a fim de que o desempenho da sua equipe se torne algo pelo qual todos se
orgulhem. O profissional precisa estar apto a desenvolver as diversas atividades.
Ferreira (2003, p. 45) em seu trabalho sobre o perfil dos profissionais da
informação destaca:
Tendo em vista que as profissões da informação têm-se
caracterizado pela variedade e pela multiplicidade de suas funções,
parece plausível que um mesmo profissional realize, ao mesmo
tempo, atividades consideradas tradicionais e atividades emergentes.

Sendo assim, é possível evidenciar que independente das atribuições
oriundas da influência tecnológica no ambiente de trabalho, o ideal é agregar e
compartilhar o conhecimento no desempenho destas atividades.

�4

2.1 Bibliotecários do CCB: Habilidades e Competências
A Biblioteca do Centro de Ciências Biológicas da UFPE, conta atualmente
com 5 bibliotecárias/ documentalistas: uma em vias de aposentadoria (a
coordenadora), outra com tempo de serviço intermediário e as demais há 4 anos na
universidade. Quanto à qualificação (Pós-graduação Latu Sensu e Strictu Sensu),
distribuem-se em: Informação tecnológica; Medotologia do ensino superior; MBA em
formação e gestão de competências; Gestão em unidades de informação; Arquivos
públicos e privados e mestrado em Ciência da informação.
As atividades foram distribuídas de acordo com seus perfis, considerandose as habilidades e conhecimentos que cada uma possui, com a condição de que
todas soubessem executar os trabalhos que as outras desempenhavam. Essa
atitude administrativa foi decisiva para o entrosamento da equipe de bibliotecárias,
pois, a visão macro do contexto, possibilita que, na ausência de um profissional os
demais estarão aptos para dar prosseguimento aos serviços sem necessidade de
esperar o retorno da colega.
Durante o ano letivo, em cumprimento ao calendário acadêmico, a equipe
se distribui nos horários de funcionamento da biblioteca (8:00h às 21:00h), de
maneira que permaneça in loco um bibliotecário para intermediar o atendimento aos
usuários nos variados horários de expediente. Esse procedimento favorece o
controle dos serviços e facilita a comunicação da colega que termina e da que inicia
o expediente. No recesso acadêmico, é realizado um planejamento nos setores que
estão com deficiência nos serviços e, todo o grupo de bibliotecárias, se mobiliza para
suprir as carências existentes.
Algumas

habilidades

como

cooperação,

interação,

flexibilidade,

criatividade, conhecimento de outro idioma, capacidade de falar em público, domínio
das tecnologias e da informática, boa comunicação, visão empreendedora e
conhecimentos gerenciais, são fundamentais para a qualidade na prestação de
serviços na biblioteca, por isso, estas e muitas outras habilidades e competências
são estimuladas com capacitação e qualificação dos profissionais.

�5

A cada semestre, cumprindo a programação do Plano de Capacitação e
Qualificação

dos

Servidores,

a

Pró-reitoria

de

Gestão

de

Pessoas

PROGEPE/UFPE), envia à Coordenação da Biblioteca o cronograma de cursos. De
acordo com as necessidades individuais e institucionais, são realizadas as inscrições
da equipe da biblioteca de maneira que agregue conhecimentos teóricos e práticos
aos desenvolvidos na instituição.
Entre 2006 a 2008, a equipe de bibliotecários do CCB, participou dos
seguintes cursos, tanto oferecidos pela PROGEPE quanto por outras Instituições:
Metodologia para elaboração dos projetos científicos, Capacitação em banco de
dados (Pergamum) e base de dados (CAPES), Língua Inglesa, Gestão da
informação, Ferramentas de gestão, Manutenção de Micro, Informática básica e
avançada, Conservação e restauro de materiais bibliográficos, Atualização das
normas da ABNT e Vancouver, entre outros.
Além dos serviços técnicos inerentes a profissão, os Bibliotecários do CCB
participam de outras atividades ministrando palestras, orientando alunos em estágio
curricular, desenvolvendo atividades de extensão.
Toda essa postura pró-ativa e investimento intelectual são de grande valor
porque estimulam a motivação da equipe, e dá subsídios para o planejamento
estratégico antecipando cenários no contexto da biblioteca. As competências mútuas
agregadas são essenciais para a resolução de problemas que em outras bibliotecas
ficam a espera de um técnico específico e que nem sempre chega a tempo para dar
o suporte desejado.

3 USUÁRIO X SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO
Por ser uma biblioteca universitária, a Biblioteca do CCB atende usuários
com diferentes necessidades de informação; diante disso, os profissionais que
atuam nesse tipo de biblioteca precisam estar atentos a serviços que auxiliam de
forma eficiente o fluxo e a disseminação da informação. Amaral (1998, p. 36)
salienta:

�6

O bibliotecário deve conhecer a unidade de informação sob sua
responsabilidade desde os aspectos socioculturais, econômicos,
políticos, tecnológicos, demográficos e legais relacionados com o
meio ambiente em geral e com o ambiente interno onde está
inserida a unidade de informação.

A interação entre bibliotecário/usuário é uma competência que todo
profissional da

informação

das

Instituições

de

Ensino

Superior

precisam

desenvolver, independentemente do setor que esteja, pois a mesma contribui para o
diagnóstico dos serviços oferecidos. Quando o profissional da informação tem
conhecimento e acompanha as necessidades informacionais dos usuários ele deixa
de ser o intermediador passivo para tornar-se ativo. Muitos problemas advindos do
processamento técnico, armazenamento e disseminação da informação dos
documentos podem ser solucionados apenas com a observação e o diálogo com
quem utiliza os serviços.
A percepção centrada no indivíduo fim propicia uma visão sistêmica da
realidade ampliando a capacidade organizacional de sua unidade de informação
com criatividade e inovação. De acordo com Valentim (2000, p. 107):
O profissional da informação necessita antes de qualquer coisa
compreender a realidade que está vivendo, compreender o ambiente
onde está exercendo suas atividades, formando mecanismos eficazes
de atuação na sociedade, não fugindo das mudanças que serão
sempre maiores e prevendo as necessidades futuras.

Essas implicações evidenciam que os serviços de informação dentro de
uma biblioteca universitária precisam ser definidos em consonância com os anseios
da comunidade a que se destina, e o profissional da informação precisa planejar de
maneira estratégica a melhor forma de viabilizá-los utilizando todas as suas
habilidades e competências.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As habilidades e os conhecimentos acima expostos são essenciais para
que o profissional da informação desenvolva seus projetos na perspectiva da
biblioteca universitária. A gestão eficaz dos suportes e das pessoas, o domínio
inteligente dos conteúdos informativos e o permanente espírito de cooperação
contribuem de forma eficaz para a qualidade dos serviços.

�7

É importante que os bibliotecários gestores tenham papel fundamental nas
ações direcionadas à capacitação, qualificação e à educação continuada destes
profissionais, para introduzir novas formas de gestão do trabalho e de socialização
dos indivíduos, valorizando a atuação em equipe, a interdisciplinaridade e o
aprendizado contínuo.
Os profissionais da informação precisam estar atentos a constantes
mudanças

no

ambiente

informacional.

Competências

como:

capacidade

empreendedora, ser comunicativo, criativo e inovador, saber negociar, ter
capacidade para planejar, organizar e liderar, ser assertivo na hora de tomar
decisões,

tendo

flexibilidade

e

agilidade

em

situações

inesperadas,

são

fundamentais para a excelência no desempenho das atividades.

REFERÊNCIAS
AMARAL,S. A. Marketing: abordagem em unidades de informação. Brasília, DF:
Thesaurus, 1998.
ARRUDA, M. C. C.; MARTELETO, R. M.; SOUZA, D. B. Educação, trabalho e o
delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário em questão. Ciência da
Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 14-24, set./dez. 2000.
DUARTE, E. N.; SILVA, A. K. A. (Org.). Gestão de unidades de informação: teoria
e prática. João Pessoa: Editora Universitária, 2007.
FERREIRA, D. T. Profissional da informação: perfil de habilidades demandadas pelo
mercado de trabalho. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 1, p. 42-49, jan./abr.
2003.
VALENTIM, M. L. O Profissional da Informação: formação, perfil e atuação
profissional. São Paulo: Pólis, 2000.

__________________
1

Etiene Silva de Souza Lima, Universidade Federal de Pernambuco, etieneslim@gmail.com.
Teresa Cristina Moreira de Lucena, Universidade Federal de Pernambuco,
teresabib@yahoo.com.br.
3
Lílian Lima de Siqueira Melo, Universidade Federal de Pernambuco, liliamelo@gmail.com.
4
Luiza Maria Pereira de Oliveira, Universidade Federal de Pernambuco, opmluiza@gmail.com.
5
Sandra Maria Neri Santiago, Universidade Federal de Pernambuco, smnsantiago@yahoo.com.br.
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Competências e habilidades dos bibliotecários do Centro de Ciências Biológicas da UFPE.</text>
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                <text>Este artigo apresenta a forma de trabalho da equipe de bibliotecários do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mostra a diversidade de competências e habilidades do grupo e como essa multidisciplinaridade profissional colabora para o sucesso das atividades. O texto chama a atenção para a necessidade de treinamento constante dos membros da equipe, assim como a percepção centrada no indivíduo (usuário), o que permite uma visão sistêmica do ambiente em que se insere a biblioteca. O trabalho discorre sobre a interação existente (construída) entre bibliotecário-usuário, o que propicia planejar estrategicamente a partir dessa relação, que observa unidade de informação, usuários e ambiente (macro e micro), aplicando sempre as competências e talentos da equipe.</text>
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ELABORAÇÃO DE ESTILOS PARA CONFECÇÃO E
DISPONIBILIZAÇÃO DIGITAL DAS DISSERTAÇÕES E TESES E
OUTRAS PUBLICAÇÕES DO INPE
LEMOS, V. S.1
RIBEIRO, M. L.2

RESUMO
Este artigo apresenta um dos itens de atualização da Política Editorial do INPE: os
estilos em Word e LateX e BrOffice.org Writer para facilitar aos autores do INPE,
na elaboração de seus trabalhos científicos como um recurso tanto para promover
a dinamização do processo de comunicação científica da área quanto para sua
inserção ao movimento mundial de acesso livre à produção científica.
Palavras-chave: Estilos. Publicações técnico-científicas. Ferramentas de edição.

ABSTRACT
This article presents one of the updating items of INPE Editorial Policy: the styles
in Word, LateX and BrOffice.org Writer for the scientific papers edition. This
initiative promotes acceleration in the process of communication within the
scientific area and also the insertion of INPE community on free access to the
worldwide scientific production.
Keywords: Styles. Technical-scientific publications. Editing tools.

1 INTRODUÇÃO
A comunidade científica desempenha diversas atividades e funções,
dentre as quais se destaca a função de comunicação. É por meio da comunicação
da ciência que o pesquisador compartilha os resultados de sua pesquisa com a
comunidade de interesse proporcionando a inserção cultural, social, política e

�2

econômica desses conhecimentos. Ou seja, a troca de informações entre
pesquisadores é a base do sistema de comunicação científica (WEITZEL, 2005).
Para Kirchhoff (2000), a publicação científica é o produto final do trabalho do
pesquisador. Não é luxo, nem é favor para ninguém, mas sim é uma etapa
importante do método científico e uma obrigação do pesquisador, principalmente
quando este usa dinheiro público para fazer a sua pesquisa.
Antes da introdução das Tecnologias da Informação e Comunicação
(TIC) no sistema de comunicação científica, os processos formal e informal
estavam limitados às publicações impressas, especialmente as revistas científicas
e aos meios de comunicação tradicionais. Hoje, as publicações eletrônicas em
rede, adicionadas às possibilidades infinitas do hipertexto, ao uso dos arquivos
multimídias e da realidade virtual conjugada aos novos meios de comunicação
pela internet, modificaram o processo de comunicação científica de modo a
comprometer as fronteiras entre a comunicação formal e informal (CHRISTÓVÃO;
BRAGA, 1997).
Uma das principais transformações notadas está na possibilidade
tecnológica de publicação de textos científicos no formato eletrônico na Internet
estendendo o alcance do acesso potencial de cada trabalho. Hoje já existem
experimentos que podem viabilizar uma maneira mais livre de compartilhar
conhecimento. Nos Estados Unidos e na Europa, há instituições que já
recomendam a disponibilização das pesquisas em repositório de acesso livre e
gratuito na Internet. A responsabilidade da Instituição é a divulgação dos
resultados de pesquisa, quanto maior a amplitude da divulgação maior são as
chances do conhecimento gerado na instituição ser reaproveitado pela
comunidade.
Atualmente, torna-se imprescindível o rigor no seguimento das normas
de apresentação dos trabalhos, pois os sistemas automatizados necessitam que
os dados estejam em perfeita sintonia com as normas, para que os computadores
possam interpretá-los eletronicamente. As instituições científicas devem cuidar da
qualidade global das publicações quanto à sua forma (normalização) e mérito
(conteúdo).

�3

Este trabalho tem por objetivo apresentar os estilos em Word, LateX e
BrOffice.org Writer construídos de acordo com a Política Editorial do INPE para
facilitar aos autores de trabalhos científicos do Instituto. Ao utilizar normas e
estilos o autor não tem necessidade de desenvolver uma estética, dentro de uma
ferramenta de edição, economizando tempo. Além disso, a utilização de uma
norma permite a dinamização do trabalho, tornando-o muito mais eficiente.
A meta é a divulgação das teses e dissertações do INPE e outras
publicações no seu formato final, bem como sua disponibilização na Biblioteca
Digital do Instituto, para criar uma cultura de maior interação entre o aluno e o
serviço do Serviço de Informação e Documentação (SID), quanto aos
instrumentos de normalização dos trabalhos. Essa interação foi obtida por meio
de um seminário obrigatório e de um novo fluxograma de encaminhamento dos
originais.

2 O TRABALHO CIENTÍFICO
Observa-se que o valor de um trabalho científico reside na originalidade
de suas idéias e na qualidade de seus dados e referências também na qualidade
final de da apresentação do documento: o mecanismo de edição deve levar a
geração de um produto com a melhor aparência possível, oferecendo a leitura em
um formato mais agradável.
Para selecionar uma das ferramentas de edição de texto, o autor deve
avaliar como ela se adapta ao seu propósito, baseando-se nos critérios como:
desempenho da ferramenta frente à dimensão do documento; o tempo gasto para
abrir ou salvar o documento; confiabilidade da ferramenta frente a um uso
diversificado; conversão do documento em outros formatos (permitir a geração do
documento em outros formatos existentes ou futuros); registro dos direitos morais
do autor (o registro permanente dos direitos morais do autor, independentemente
de migrações digitais) (INPE, 2007a). Estes requisitos permitem melhor
acessibilidade, preservação digital do documento em longo prazo e qualidade.

�4

2.1 A produção do conhecimento no INPE
São muitas as contribuições proporcionadas pelo INPE para a
sociedade brasileira, seja por meio do desenvolvimento do conhecimento
científico e tecnológico, seja pela geração e difusão de produtos, processos e
serviços, bem como da disseminação de novos conhecimentos e formação
recursos humanos (INPE, 2007b).
Para Câmara (2005), o INPE tem três missões, distribuídas em suas
diversas áreas: produção de conhecimento científico através de atividades de
pesquisa; materialização através de artigos científicos na literatura indexada e
teses; geração de resultados e produtos para uso pela sociedade e
desenvolvimento de tecnologia industrial na área espacial, especialmente nos
componentes de satélites com tecnologia de ponta.
O INPE realizou durante dois anos (2006/2007) uma metodologia de
Planejamento Estratégico (PE) que teve como finalidade identificar as
transformações necessárias para ampliar a efetividade e a eficiência das ações
do Instituto junto à sociedade brasileira, bem como capacitá-lo para os desafios
do futuro, incorporando e sistematizando a cultura do planejamento e da prática
estratégica.
Essa foi a oportunidade para o SID assinalar, os serviços que oferece e
os desafios futuros na revisão de sua missão, função e aperfeiçoamento dos
serviços e produtos já existentes, para atender principalmente o objetivo
estratégico do Plano Diretor.
Diante da nova realidade que é a disponibilização da produção
científica em texto completo utilizando a Internet como meio de divulgação e
atendendo a necessidade de padronização e preservação dos trabalhos
publicados pelo Instituto, principalmente as teses e dissertações; o SID e o
Conselho de Editoração e Preservação da Produção Intelectual do INPE
elaboraram um conjunto de instrumentos normativos, relativos à atualização da
sua Política Editorial do Instituto.

�5

A revisão da política de editoração para o INPE leva em conta mais de
quatro décadas de experiência na editoração de textos científicos. Essa
experiência passou, por fases distintas. As iniciais foram caracterizadas por um
conjunto mínimo de normas e um número reduzido de publicações. Na fase
intermediária foi implantado um sistema de classificação das publicações do
INPE, segundo suas diversas características, contando com um sistema
organizado de revisão de linguagem e normas claras de formatação de texto e o
surgimento de novas categorias de publicações e um avanço tecnológico informal
na área da editoração.
A partir da consciência histórica foi possível fazer uma avaliação do que
pode ser aproveitado do passado e do presente. Diante da necessidade e dever
da Instituição de manter a memória da produção intelectual, como afirmação de
sua identidade, bem como facilitar o acesso a essa produção, em 1990, o INPE
começou a implementação da base de dados da produção técnico-científica do
Instituto. O software URLibService foi instalado para servir na montagem e
manutenção de uma biblioteca digital com acervos distribuídos. Além da consulta
aos servidores da URLib, é possível consultar parte do acervo, especificamente
as teses e dissertações, através do Open Archives Initiative Protocol for Metadata
Harvesting (OAI-PMH).
Desde 1998, com a instalação do URLibService, o INPE armazena as
Teses e Dissertações dos seus cursos de Pós-Graduação no acervo da sua
Biblioteca Digital. Dessa forma, das 1.695 Teses e Dissertações já defendidas no
Instituto desde sua criação, 951 já estão com o texto completo acessível on-line.
Em 2003, atendendo a uma recomendação do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), o INPE instalou dois novos módulos
no seu software URLibService, para tornar sua Biblioteca Digital um provedor de
dados, conforme o padrão internacional OAI-PMH. A partir de então, o IBICT
passou a coletar por meios dos metadados as Teses e Dissertações defendidas
no INPE, no padrão XML mtd-br, elaborado pelo IBICT.
Com o sucesso dessa iniciativa, todas as Teses e Dissertações do
INPE, no formato digital, passaram a ser acessíveis a partir da Biblioteca Digital

�6

de Teses e Dissertações (BDTD) do IBICT, o que vai ao encontro da Portaria nº
13/2006 da CAPES, (BRASIL.MEC.CAPES, 2006) que menciona que o acesso
on-line ao texto completo das Teses e Dissertações será levado em conta a partir
de 2006 na avaliação dos cursos de Pós-Graduação. Isso mostra o importante
papel do SID no compartilhamento da informação.
A necessidade constante de revisão dos estilos, não só pelas
atualizações das normas, mas também pelas versões do Word e melhorias nos
pacotes do Latex era responsabilidade do SID. Em 2003 o SID por meio da
Secretaria de Pós-Graduação contratou um serviço para elaboração de um
programa para gerar automaticamente, no formato HTML, as Teses e
Dissertações dos alunos de Pós-Graduação e aperfeiçoar os estilos Latex e Word
de acordo com as normas de editoração do INPE.
O programa incluía as melhorias no estilo em LaTeX1 de documentos
no formato estipulado pelo INPE, a saber: montagem de exemplos de Teses e
Dissertações a fim de testar com maior precisão os estilos; atualização na opção
de relatório; viabilização na inserção de figuras em outros formatos além do pdf e
jpeg. Além de sugestões para a instalação do estilo em Latex e automatização do
procedimento de geração do HTML.
Em 2004 o Conselho de Editoração propôs à Instituição, por meio de
uma resolução a padronização das publicações técnico-científicas (atualização do
Manual de Normas para Publicação Técnico-Científica) a institucionalização da
Biblioteca Digital da Memória Técnico-Científica do INPE em formato eletrônico, e
a disponibilização via Web de Teses, Dissertações e outros trabalhos produzidos
no INPE de interesse do desenvolvimento científico e tecnológico.
No decorrer de 2005/2006 o Conselho de Editoração e o SID
estabeleceram e promoveram uma série de atualizações na Política Editorial do
INPE, advinda das necessidades dos usuários e atualizações dos órgãos
normativos:

Organização

Internacional

para

Padronização

(International

____________
1

Desenvolvido em 1985 por Leslie Lamport, hoje se encontra na Internet vasta literatura e grupos
de desenvolvimento.

�7

Organization for Standardization - ISO), Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), e da evolução das práticas da editoração eletrônica.
O Conselho e o SID elaboraram um conjunto de instrumentos
normativos para ser encaminhado à Direção do INPE para sua aprovação e
implementação atualizando as resoluções da década 902. Este documento
continha as diretrizes para elaboração, formatação e submissão de Teses,
Dissertações e outros trabalhos do Instituto, visando atribuir às publicações do
Instituto uma identidade adequada. Estas normas procuram acompanhar a
evolução de novos recursos tecnológicos na editoração para preservar memória
intelectual do INPE, e garantir a divulgação dos resultados dos trabalhos
produzidos pela Instituição.
Um

dos

desafios

era

atualizar

roteiros

para

submissão

de

Teses/Dissertações e outras publicações (em LaTeX e Word implementados em
2004), inseridos na biblioteca Digital, em caráter experimental. Era importante e
necessário reconhecer que a melhoria dos roteiros seria fundamental para
garantir a agilidade, o bom nível e o progresso da editoração. Nessa nova versão
dos roteiros já havia sido feita uma adequação às normas editoriais mais
próximas da ABNT.
O SID necessitava de soluções não só para atender à Portaria nº 13
CAPES, mas também à Política Editorial do INPE que estabeleceu um prazo de
60 dias após a defesa das teses e dissertações para sua publicação. Esse prazo
de publicação mudou a rotina de revisão que para tal necessitava de um apoio
editorial. Esse apoio veio a ser dado pela construção de formatos padrão que
passaram a ser chamados de estilos. Trata-se de um documento estruturado
dentro das normas da ABNT e INPE, que orientavam o autor na formatação e
normalização de uma tese ou dissertação.

____________
RE/DG-202/90: Conselho de Editoração, RE/DG-203/90: Manual de Normas para Publicação
Técnico-Científica e RE/DG-204/90: Política Editorial do INPE e RE/DIR-261.1/1998: Alteração do
Manual de Normas para Publicação Técnico-Científica.

2

�8

3 OS ESTILOS
Sendo o segundo editor mais utilizado no INPE, o LaTeX, foi escolhido
pelo resultado de sua apresentação final, para elaborar o manual de normas de
publicações, denominado Manual para Elaboração, Formatação e Submissão de
Teses, Dissertações e outros Trabalhos do INPE.

Esse estilo, chamado de

tdiinpe.cls, foi gerado na linguagem LaTeX2e e o editor escolhido foi o software
livre TeXnicCenter para ambiente Windows.
O LaTeX é uma ferramenta de edição baseada no TeX (programa
desenvolvido para a escrita de texto científico e fórmulas matemáticas) que veio
permitir aos autores criarem e imprimir aos seus documentos uma melhor
qualidade tipográfica. Ele vem sendo utilizado pelos pesquisadores e alunos do
INPE, principalmente pela sua facilidade na construção de equações e
expressões matemáticas. Já foram publicados vários trabalhos editados em
LaTeX nas áreas de computação,

engenharia,

geofísica, astrofísica

e

sensoriamento remoto.
Os executáveis para criação de ambientes Windows ou Linux para
trabalhar com o LaTeX apresentam mais estabilidade. O usuário não tem os
problemas que normalmente vem com as mudanças de versão como no Word.
Em 2007, as últimas versões dos softwares que constroem o ambiente LaTeX
para Windows, foram testadas e estão funcionando corretamente com o estilo.
Em 2008, o estilo em LaTeX sofreu uma série de modificações para
atender às normas da ABNT. Uma das principais foi a de um link identificador na
capa de todas as publicações para atender à nova sistemática do Currículo
Lattes. Também neste ano está sendo preparada uma apostila voltada para o
estilo LaTeX, contendo informações detalhadas para quem vai utilizar esse editor.
No rank dos mais utilizados no INPE ainda encontra-se o editor Word.
Tanto nesse editor quanto em outro denominado BrOffice.org Writer, foram
elaborados os estilos denominados tdiinpe.dot para o Word e tdiinpe.ott para o
BrOffice.org Writer. Este último editor também como o LaTeX é software livre
desenvolvido por grupos interessados em oferecer ferramenta similar ao Office,

�9

não comercial. Cada um dos estilos foi criado com as particularidades inerentes
ao seu editor, mas obedecendo às normas e formatos exigidos para a criação de
uma tese ou dissertação.
Buscar um treinamento adequado para o uso efetivo dos editores de
texto é um desafio. A primeira tentativa, como parte de um pacote maior que se
almejava, foi a proposta de um manual de orientação tanto de uso das normas
quanto das ferramentas desenvolvidas, além de documentos exemplos e as
ferramentas para editoração de documentos. Esse pacote seria disponibilizado
na Biblioteca Digital para o aluno entregar seu trabalho dentro dos padrões, e
orientado desde o seu início, na instituição, por meio de treinamento específico.
Hoje temos praticamente separados a orientação do editor da
orientação do estilo. Mesmo porque a primeira exige capacitar o autor para a
ferramenta de edição, o que não é competência do SID.
No manual encontram-se informações sobre como chegar até os estilos
do Word e BrOffice.org Writer e nas apostilas elaboradas para auxiliar no uso
desses estilos, também disponibilizadas na Biblioteca Digital e no Portal Biblioteca
On-line. Quanto ao estilo LaTeX, encontra-se no manual informações de como
acessá-lo e está sendo preparada uma apostila voltada para este estilo, com a
mesma intenção das demais.

3.1 Desenvolvimento dos estilos
Foi realizada uma revisão cuidadosa dos estilos disponibilizados em
2004. As providências para a continuidade desse trabalho foi uma parceria com o
Serviço Corporativo de Tecnologia da Informação (STI) do INPE, para a
atualização do estilo Word e de uma bolsista da Divisão de Geofísica Espacial
(DGE), para realizar o primeiro treinamento no estilo LateX ainda no ano de 2005.
Um levantamento junto aos cursos de pós-graduação do INPE para
pesquisar os editores de texto utilizados, suas versões e as máquinas utilizadas
indicou que aproximadamente 80% do total de alunos de Cursos de PósGraduação, tinham preferência em escrever suas teses e dissertações no editor

�10

Word. Observa-se que o Word por ser um editor comercial exige da Instituição
custos e um dispêndio de esforços humanos para aprender a lidar com as novas
versões do produto. Arquivos antigos em Word muitas vezes nas novas versões
do editor, não são lidos.
A atualização do conteúdo do manual de normas editado em LaTeX
dependia prioritariamente do conhecimento dos comandos desse editor, para
mudanças mais técnicas, isto é, para uma atualização do estilo, seria fundamental
auxílio de de um profissional com maior conhecimento do editor.
O SID apenas contava com um profissional de editoração que não tinha
conhecimento de programação para atualizar os estilos, era necessário recorrer a
um profissional com esse conhecimento em outros setores do INPE.
O estilo em Word - denominado tdiinpe.dot foi criado com a ferramenta
Word, utilizando comandos avançados desse editor. A sua estrutura é a mesma
definida pela ABNT 14724 – Trabalhos Acadêmicos – Apresentação, para uma
tese ou dissertação. Outros tipos de publicações (ABNT, 2005) devem seguir a
mesma estrutura, com pequenas alterações que estão mencionadas no manual
INPE 13269-MAN/45-versão 1.
Inicialmente o estilo Word adotado no INPE possuía macros e foi
desenvolvido por um aluno do Curso de Pós-Graduação em Sensoriamento
Remoto, facilitava a utilização do Word para atender às normas de editoração das
teses e dissertações do INPE; mas já não estavam funcionando bem no Word
2003. Portanto, este modelo levou à seguinte conclusão: todas as vezes que a
Microsoft modificasse o Word teria que atualizar o estilo no que se refere às
macros para que elas funcionassem a contento.
A idéia de criar um novo modelo sem a utilização de macros parecia o
ideal, já que permitiria abrir o modelo também nas versões anteriores à do Word
2003. Ao começar o desenvolvimento deste modelo deparou-se com algumas
dificuldades em solucionar certas questões normativas. Para esta tarefa o SID
necessitaria do apoio de outros setores. Uma especialista auxiliou na análise para
um novo modelo dentro das novas normas sem a utilização de macros.

�11

Constatou-se que sem as macros ficava mais trabalhoso para o autor,
ao mesmo tempo as mudanças de versões do Word exigiriam uma constante
atualização do Office. Para atenuar o segundo problema foi sugerida a construção
de um estilo no editor BrOffice.org Writer, um software livre.

O conceito de

software livre baseia-se na garantia da liberdade do usuário de executar, copiar,
distribuir e aperfeiçoar um programa de computador, para elaboração de
documentos.
Foram, então, realizadas as seguintes práticas: viabilizar a capacitação
dos envolvidos até aqui, na ferramenta BrOffice.org Writer, e a continuidade de
um apoio externo ao SID na elaboração de um novo estilo em Word sem utilizar
macros.
O estilo Word foi concluído em 2007 e o estilo BrOffice.org Writer no
início de 2008. Esse trabalho é contínuo, pois os estilos sempre devem ser
atualizados para atender às mudanças normativas ou novas versões desses
editores.

3.2 Mudanças na rotina de publicação
Foi mostrada aos membros do Conselho de Pós-Graduação a versão
atualizada do fluxograma de rotina de publicação de teses e dissertações. No
novo fluxograma da produção de um trabalho de tese e dissertação, o aluno
entregará simultaneamente uma cópia ao SID e cópias para os membros da
banca (30 dias antes da data da defesa). O SID terá então o prazo de 30 dias
para revisar e devolver ao autor as recomendações de adequação às normas
editoriais,

para

que

ao

mesmo

tempo

em

que

o

aluno

fizer

as

modificações/correções sugeridas pela banca, ele faça também as correções
sugeridas pelo SID.
Também, foi solicitado que os Coordenadores de Cursos sugerissem
aos alunos a leitura do Manual para Elaboração, Formatação e Submissão de
Teses, Dissertações e Outros Trabalhos do INPE, bem como os estilos como

�12

sendo fundamental para que o original do autor chegue à biblioteca com o mínimo
a ser revisado, podendo ser atendido, dessa forma, o prazo definido pela CAPES.
Em 2006, o Conselho aprovou o texto de atualização das resoluções da
Política Editorial do INPE. A minuta atualizada foi encaminhada ao Gabinete e
posteriormente encaminhada à Direção do INPE para sua aprovação e
implementação e em 2007 foram atualizadas as resoluções.
As versões do manual e dos estilos foram enviadas para a revisão final
dos membros dos Conselhos de Editoração e Pós-Graduação, e para dois alunos
participantes do Curso de Capacitação em Editoração Eletrônica; sendo estas
sugestões implementadas.
Uma versão revisada e atualizada do Manual (INPE-5116-MAN/001) e
da RE/DIR-204/90 foram colocadas no Portal Biblioteca On-line, bem como a
atualização dos estilos para submissão de teses/dissertações e outras
publicações (Estilo em LaTeX, Word e BrOffice.org Writer). O estilo BrOffice.org
Writer foi disponibilizado no Portal do SID em 2008 (INPE, 2007 a,b).
Recomenda-se ao autor, em paralelo a leitura do manual de normas, a
leitura das apostilas: Ferramentas do Word de apoio para utilização do
TDIINPE.DOT - INPE-14459-MAN/48 (TIERNO, 2006), preparada para auxiliar
nos comandos de Word avançado; e Ferramentas do BrOffice.org Writer de apoio
para utilização do TDIINPE.OTT - INPE-14780/MAN-49 (TIERNO, 2007) como
apoio na utilização do estilo BrOffice.org Writer, ambas disponíveis no Portal
Biblioteca On-line. Orientações de como buscar e utilizar todos esses estilos
estão disponíveis também no site Biblioteca On-line http://www.inpe.br/biblioteca
no item Como Publicar? (Figura 1).

�13

Figura 1 - Informações para publicar usando os estilos.

Para garantir a agilidade, o bom nível e o avanço da atividade no
Instituto de preservação e divulgação da produção técnico-científica, é
fundamental que o saber-fazer, assim, adquirido deverá ser consolidado por meio
de um serviço para atualização dos estilos e atendimento personalizado ao autor,
possibilitando a esses autores multiplicarem o conhecimento da ferramenta.
A complexidade crescente para cuidar do processo de gestão do
conhecimento por profissionais da informação, atuando no INPE, exigirá de toda a
equipe um repensar na sua forma de organização e atuação perante o
crescimento e mudanças que envolvem a produção científica.

4 CONCLUSÃO
Acredita-se que a padronização da produção científica do INPE deve,
somada à qualidade dos seus conteúdos, contribuir para a sua visibilidade, em
conformidade com padrões de excelência. A exemplo do que pode ser percebido
na informação científica, um autor é mais valorizado quanto mais citados forem os
seus trabalhos. Essa padronização traz uma contribuição efetiva para os

�14

programas de pós-graduação do INPE, podendo sistematizar e uniformizar a
produção, propiciando a disseminação do conhecimento adquirido e evitando o
desperdício de tempo e re-trabalho.
A Biblioteca Digital da Memória ganhou extrema relevância como pode
ser observado pelo crescimento do número de publicações depositadas nos
últimos anos, considerando a Ciência e a Tecnologia (C&amp;T) como bases
fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. O INPE tem um volume
significativo de trabalhos publicados devido ao processo histórico da Ciência
Espacial no País. Destaca-se a importância do agrupamento dessa produção em
um repositório, não apenas para preservar a memória científica, mas, sobretudo
para disseminar esse conhecimento entre outras comunidades, com a
possibilidade de dar continuidade de acesso para a geração futura.

REFERÊNCIAS
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ed. Rio de Janeiro, 2005.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. COORDENAÇÃO DE
APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR
(BRASIL.MEC.CAPES) Portaria n. 13, de 15 de fevereiro de 2006. Institui a
divulgação digital da teses e dissertações produzidas pelos programas de
doutorado e mestrado reconhecidos. Brasília, 2006. Disponível em:
http://www.capes.gov.br /acesso em: 17 jun. 2008.
CÂMARA, G. Um instituto, três missões, dez compromissos: construir juntos o
futuro do INPE. São José dos Campos: INPE, jul. 2005.
CHRISTOVÃO, H. T.; BRAGA, G. M. Ciência da informação e sociologia do
conhecimento científico: a intertematicidade plural. Transinformação, Campinas,
v. 9, n. 3, set./dez. 1997.
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�15

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). Política de
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m.org.br/ &gt; Acesso mar. 2008.

_________________
1
2

Vivéca Sant’ Ana Lemos, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, viveca@sid.inpe.br.
Marciana Leite Ribeiro, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, marciana@sid.inpe.br.

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Este artigo apresenta um dos itens de atualização da Política Editorial do INPE: os estilos em Word e LateX e BrOffice.org Writer para facilitar aos autores do INPE, na elaboração de seus trabalhos científicos como um recurso tanto para promover a dinamização do processo de comunicação científica da área quanto para sua inserção ao movimento mundial de acesso livre à produção científica.</text>
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ORIENTAÇÃO PARA PESQUISA E PUBLICAÇÃO DIGITAL NO INPE
LEMOS, V. S.1
MARCELINO, S. C.2
SOUZA, Y. R.3

RESUMO
Para orientar a comunidade do INPE na elaboração e padronização de
publicações segundo as normas adotadas na Instituição e na utilização das
ferramentas para pesquisa disponibilizadas pelo Serviço de Informação e
Documentação (SID), principalmente os alunos dos cursos de Pós-graduação, foi
criado em 2005 o Curso de Capacitação em Editoração Eletrônica. Por meio da
orientação que recebe o usuário toma conhecimento dos recursos que a
biblioteca oferece, dos serviços e fontes de informações disponíveis, sendo
instruído para sua utilização com eficácia. Assim, este trabalho descreve como
ocorreu a evolução do curso para seminário de “Orientação para Pesquisa e
Publicação Digital no INPE” e, sua proposta de continuidade por meio de um
tutorial on-line. Apresenta ainda o resultado de uma enquete enviada aos alunos
que no ano de 2006 e 2007 participaram dos seminários de editoração e já
defenderam seus trabalhos.
Palavras-chave: Orientação. Fontes de Informação. Padronização. Avaliação.

ABSTRACT
In order to guide the INPE community in developing and standardizing its
publications according to the rules adopted to publish, and training to use the tools
provided by the Office of Information and Documentation (SID), mainly postgraduate students, was created in 2005 the course of Training on Electronic
Publishing. Through the guidance the users take notice of the resources that the
library offers, services and sources of information available, and are instructed to
use effectively. Thus, this work describes how the evolution occurred, from the
course to the seminar "Guidance for Digital Research and Publication at INPE",
and its proposal of continuity through a online tutorial. It also presents the results
of a survey among to students that in 2006 and 2007 attended the seminars, and
has defended their work.
Key-words: Guidance. Sources of information. Standardization. Evaluation.

�1 INTRODUÇÃO
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está vinculado ao
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) do Governo Federal, um centro de
referência do Brasil no campo das atividades espaciais e suas aplicações,
fundado em 1961, com sede em São José dos Campos (SP). O INPE possui
atualmente 1.073 servidores ativos, sendo 192 pesquisadores e 543 da carreira
de desenvolvimento além de 201 bolsistas que contribuem ativamente com a
produção técnico-científica da Instituição. A Pós-Graduação possui 516 alunos
nos cursos de mestrado e doutorado em Astrofísica, Geofísica Espacial,
Computação

Aplicada,

Mecânica

Espacial

e

Controle,

Meteorologia

e

Sensoriamento Remoto.
Diante do dever que o INPE tem de manter a memória da produção
intelectual como afirmação de sua identidade, bem como facilitar o acesso a essa
produção, em 1990 teve início a implantação da base de dados sobre a produção
técnico-científica do Instituto. Atualmente, as teses e dissertações do INPE são
disponibilizadas na Biblioteca Digital do INPE e na Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações (BDTD) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT). O objetivo principal da Biblioteca Digital é preservar a
memória intelectual do INPE e garantir a divulgação dos resultados dos trabalhos
produzidos pela Instituição.
O Serviço de Informação e Documentação (SID) disponibiliza para os
autores o Manual para Elaboração, Formatação e Disponibilização de
Dissertações, Teses e outros Trabalhos do INPE que proporciona aos
pesquisadores e alunos de Pós-Graduação orientações quanto à padronização
dos trabalhos científicos, tendo como base as recomendações da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O SID disponibiliza os estilos em Word,
LaTeX e BrOffice.org Writer1 para formatação de publicações na Instituição. A
____________

1

Word: usa o modelo TDIINPE.dot criado para uso com a ferramenta Word. LaTeX: estilo
TDIINPE.cls, criado para uso com a ferramenta LaTeX2e, software livre muito usado na
editoração científica. BrOffice.org Writer: estilo TDIINPE.ott modelo para uso desse editor que é
semelhante ao editor Word, com a vantagem de ser software livre. Todas essas facilidades
estão disponíveis no site do SID em www.inpe.br/biblioteca.

�disponibilização do manual e dos estilos contribui efetivamente para os programas
de pós-graduação do INPE, atendendo às recomendações da CAPES.
Acredita-se que a padronização, a preservação, e a qualidade dos
conteúdos da produção científica do INPE, em conformidade com padrões de
excelência, contribuem para a sua visibilidade. Para orientar e capacitar os
autores na elaboração, padronização segundo as normas adotadas para
publicações, e utilização das ferramentas disponibilizadas pelo SID, para
publicações técnico-científicas do INPE, foi criado o Curso de Capacitação em
Editoração Eletrônica.

2 ORIENTAÇÃO AOS USUÁRIOS
Com o crescimento das tecnologias da informação e comunicação
(TICs), as bibliotecas buscam uma maior integração com os usuários para
orientá-los no uso adequado das fontes de pesquisa e recuperação de
informação.
Compete às bibliotecas, em larga medida, propiciar a competência
necessária ao seu cliente, promovendo, para isso, programas
específicos sobre o uso de seus recursos, elaboração de pesquisa
bibliográfica, normalização e estrutura da comunicação científica. Tais
programas podem ser ministrados de modo formal ou informal
(PASQUARELLI; TÁLAMO, 1995. p. 228).

Por meio da orientação que recebe o usuário toma conhecimento dos
recursos que a biblioteca oferece, dos serviços e fontes de informações
disponíveis, sendo instruído para sua utilização com eficácia. O SID ao organizar
os treinamentos busca orientar os autores e apresentar o apoio de sua equipe.
Trata-se de um trabalho de mediação da informação.
O papel do bibliotecário, com o desenvolvimento das bibliotecas virtuais,
mudou para acompanhar a necessidade do novo usuário; passou a ser
o do educador (trainer), aquele que capacita os usuários a se tornarem
permanentemente autônomos para fazer suas buscas nos sistemas de
informação automatizados de forma eficiente e, sobretudo, eficaz
(CUENCA, 1993, p.293).

�3 EXPERIÊNCIA DO SID/INPE
Em 2005, o Conselho de Pós-Graduação (CPG) do INPE solicitou a
criação de um curso de editoração, obrigatório para os alunos de Pós-graduação.
Nesse mesmo ano foram dados dois cursos de Capacitação em Editoração
Eletrônica, com o objetivo de orientar autores acadêmicos na elaboração e
normalização, além de capacitá-los nas ferramentas disponíveis. Avaliando o
primeiro curso, optou-se pela sua continuidade em 2006 em formato de seminário.
Nesse mesmo ano, a CAPES divulgou a Portaria nº 13/2006 (BRASIL. MEC.
CAPES, 2006), que instituiu a disponibilização digital das teses e dissertações
produzidas pelos programas de doutorado e mestrado reconhecidos.
Em dezembro de 2006 foi realizado o “1º Seminário de Editoração
Eletrônica” de caráter informativo, com o mesmo objetivo do curso de 2005 e
apresentando os recursos do site do SID. Por meio da avaliação do seminário de
2006, definiu-se que o treinamento poderia continuar no mesmo formato de 2007
com o conteúdo mais aprofundado. No Gráfico 1 é demonstrado o resultado do
total de alunos treinados em 2007.
SEMINÁRIOS DE EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
2007
231

MESTRADO

198

DOUTORADO
TOTAL

133

OUTROS
65

TOTAL GERAL
33

Gráfico 1 - Participantes dos Seminários sobre
Editoração Eletrônica

A legenda “Outros” do gráfico representa alunos que entraram no INPE
em anos anteriores a 2006, servidores ativos, aposentados e um candidato à pósgraduação, o que demonstra o interesse pelo seminário fora do público alvo.
Em 2008, foram ministrados três seminários sendo dois presenciais e
uma vídeoconferência para os alunos dos cursos de Meteorologia e Combustão e
Propulsão de Cachoeira Paulista (SP). O nome foi alterado de “Curso de

�Editoração Eletrônica por meio de Seminários” para “Orientação para Pesquisa e
Publicação Digital no INPE”. O objetivo continuou o mesmo de 2007. Ocorreram
alterações, de 2006 a 2008, no conteúdo dos seminários devido às sugestões dos
alunos; inclusão de novos serviços, produtos e nova rotina de submissão on-line
de publicações2. Para proferir as palestras o evento contou com profissionais do
SID em parceria com a área de Tecnologia da Informação. Segue o conteúdo
atual das palestras dos seminários:
a) Portal do SID – Biblioteca On-line: Utilização dos recursos e ferramentas
de pesquisa disponíveis no site do SID e outros serviços; Biblioteca Digital
da Memória INPE e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD).
b) Normas editoriais: Importância da utilização de normas; Manual para
Elaboração, Formatação e Submissão de Teses, Dissertações e Outros
Trabalhos do INPE; elementos e encaminhamento de uma publicação.
c) Informações sobre os estilo disponíveis no site Biblioteca On-line, para
edição de publicações no INPE, formatados nas ferramentas LaTeX, Word
e Broffice.org Writer.
A divulgação é feita por e-mail para cada aluno, secretarias dos cursos,
e coordenadores agregando o folheto e o formulário de inscrição; divulgação no
site do SID, Intranet e fixação de cartazes em locais estratégicos. Em 2008, uma
pré-divulgação do conteúdo dos seminários foi feita por meio de um CD
distribuído para os alunos no ato da matrícula dos cursos. Para registro na
Biblioteca Digital da Memória do INPE os seminários são filmados em DVD e
fotografados. Em 2008, o filme, as fotos e todas as informações dos seminários
de 2007 foram disponibilizados no site do SID.

4 AVALIAÇÃO DOS SEMINÁRIOS
Em cada evento, é feita uma avaliação com questões para os
participantes referentes a: adequação do conteúdo, esclarecimentos das dúvidas,
____________
A rotina de submissão passou a ser divulgada com a aprovação da nova resolução sobre a
Política de Editoração e Preservação da Produção Intelectual do INPE.

2

�evolução nos resultados obtidos e dificuldades. Com esses resultados é possível
identificar e sanar as falhas, contribuindo para um treinamento mais eficiente.
Essa estrutura de avaliação tabular permaneceu em 2006 e 2007. Em 2008, foi
feita uma experiência de avaliação com perguntas específicas sobre os conteúdos
das palestras, nas quais o aluno selecionava SIM ou NÃO tendo espaço para
comentários. Essa mudança na avaliação permitiu não só conhecer o que os
alunos pensavam sobre o conteúdo do seminário como também avaliar se o que
estava sendo transmitindo coincidia com as expectativas deles e dos palestrantes.
Entre as críticas e sugestões que surgiram de 2006 a 2008, destaca-se
o interesse dos alunos em elaborar seus trabalhos usando o LaTeX e a
ferramenta BrOffice.org Writer. Surgiram solicitações para que se ofereça um
curso específico para cada editor, principalmente de LaTeX, com mais detalhes
de utilização. O curso divulga a ferramenta LaTeX, que permite publicar mais
rapidamente e com menos problemas de formatação. O INPE não obriga o uso de
determinado editor ou estilo; no entanto o uso do estilo dá credibilidade e facilita o
uso das normas. O seminário instiga os autores a avaliarem o editor que usam ou
queiram usar na construção de seus trabalhos. Os participantes sugeriram:
criação de um tutorial com conteúdo do seminário, maior detalhamento sobre as
normas editoriais com exemplos e apresentação do site do SID mais
detalhadamente no início das aulas dos cursos de pós-graduação no INPE. Esta
sugestão motivou a proposta de apresentar o seminário na aula inaugural dos
cursos, a partir do próximo ano.
Em 2008, iniciou-se uma avaliação das teses e dissertações
submetidas para revisão no SID como amostragem, dos trinta e dois alunos que
participaram dos seminários de editoração entre 2006 e 2007 e que submeteram
trabalhos para revisão, dezoito receberam mensagem on-line com a pergunta: As
informações passadas no seminário “Orientação para Pesquisa e Publicação
Digital no INPE” foram suficientes para facilitar a confecção e formatação de sua
tese ou dissertação? Comente. Onze responderam. A seguir tabela contendo os
resultados da enquete.

�Tabela 1 - Resultados da enquete
Comentários
Concorda Discorda
Possibilitou conhecimento das limitações e dos potenciais
2
dos recursos disponíveis no site.
Possibilitou conhecimento das normas.
3
Possibilitou conhecimento do estilo/modelo para confecção
6
da dissertação ou tese.
Contribuição geral para a confecção do trabalho
1
Benefício na mudança periódica das normas.
2
Obrigatoriedade de participar do seminário.
1
Seminário deveria ser quando o aluno está começando a
1
escrever a dissertação.
Dúvidas sanadas durante o seminário.

2

Uso intensivo do Manual para publicação.

1

Excelente iniciativa da equipe de profissionais.

2

Disponibilidade de atendimento
esclarecimento de dúvidas.

da

equipe

Explicação muito clara e material muito bom.

para

2
1

Dez dos onze alunos (99%) que responderam à enquete estão
satisfeitos com o conteúdo e a iniciativa do SID. Para reforçar esse resultado,
abaixo o comentário de um dos respondentes:
Quando existe a colaboração, o trabalho final parece que foi feito por
apenas uma pessoa, posto que suas partes encaixam perfeitamente.
Assim também vejo a memória científica do INPE: se todos os
trabalhos apresentarem-se segundo suas normas, eles realmente vão
parecer ser de uma mesma instituição, mesmo que tenham sido
executados por diversas mãos. (XAVIER, 2008)

Apesar do número reduzido de participantes dos seminários que já
defenderam seus trabalhos, pode-se afirmar que tudo que foi divulgado no
seminário instiga o autor a buscar auxílio da equipe do SID, facilitando o trabalho
da revisão da equipe e diminuindo o tempo para publicação do trabalho.

�5 PRÓXIMOS PASSOS
No primeiro semestre de 2008, além dos seminários presenciais, será
realizada uma videoconferência. No segundo semestre, pretende-se desenvolver
um tutorial on-line, utilizando um ambiente para realização de cursos à distância.
O seminário presencial é um meio mais rápido para tirar dúvidas, mas tem data e
horário fixos. Já o tutorial e a videoconferência possibilitam a participação dos
alunos que estão no exterior ou em regiões remotas no país. O objetivo principal
da realização do tutorial é não restringir o treinamento a horário e local fixos. O
tutorial terá o mesmo conteúdo dos seminários de 2008 e, para sua construção e
atualização será fundamental o apoio de outras áreas da Instituição. No futuro
pretende-se agregar ao tutorial outras ferramentas de ensino a distância, como
listas de discussão sobre os estilos do INPE, normalização, e pesquisas em
bases de dados. Acredita-se que no final do ano, com as avaliações dos
seminários, videoconferência e tutorial será possível identificar qual a forma de
treinamento a ser aplicada em 2009.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao capacitar os autores do INPE para a utilização eficiente dos recursos
que o SID oferece, pretende-se possibilitar maior autonomia na busca por
informação, auxiliando na adequação às normas para a publicação de seus
trabalhos e possibilitando a padronização da produção científica. A padronização
contribui para a preservação da memória técnico-científica e a disseminação
desse conhecimento para a sociedade na Biblioteca Digital.
O compartilhamento dessa experiência desenvolvida no INPE também
visa contribuir para que outras bibliotecas, principalmente universitárias e de
institutos de pesquisa, possam desenvolver trabalhos semelhantes para os
autores de publicações técnico-científicas.

�REFERÊNCIAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. COORDENAÇÃO DE
APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (MEC. CAPES).
Portaria nº 13, de 15 de fevereiro de 2006. Institui a divulgação digital das teses
e dissertações produzidas pelos programas de doutorado e mestrado
reconhecidos. Brasília, 2006. Disponível em: &lt;http://www.capes.gov.br&gt;. Acesso
em: 12 jun. 2008.
CUENCA, A.M.B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da
capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da
Informação, v.28, n.3, p.293-301, set./dez.1999. Disponível em: www.scielo.br.
Acesso em: 13 maio 2008.
INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). Manual para
elaboração, submissão e formatação de teses, dissertações e outras
publicações do INPE. São José dos Campos, 2008, 118p. (INPE-13269-MAN/45
- versão 1). Disponível em: &lt;http://mtc-m18.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/iris%401916/2005/
05.19.15.27/doc/ManualPublicacaoINPE.pdf&gt;. Acesso em: 30 abr. 2008.
PASQUARELLI, M.L.R.; TÁLAMO, M.F.G.M. Sobre a questão da designação
terminológica da disciplina orientação bibliográfica. Ciência da Informação, v.24,
n.2, p.228-231, 1995.
XAVIER, E.M.A. Informações passadas no seminário... [Mensagem pessoal].
Mensagem recebida por silvia@sid.inpe.br em: 26 maio 2008.

__________________
1

Vivéca Sant’Ana Lemos, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), viveca@sid.inpe.br.
Silvia Castro Marcelino, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), silvia@sid.inpe.br.
3
Yolanda Ribeiro Souza, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), yolanda@sid.inpe.br.
2

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                <text>Para orientar a comunidade do INPE na elaboração e padronização de publicações segundo as normas adotadas na Instituição e na utilização das ferramentas para pesquisa disponibilizadas pelo Serviço de Informação e Documentação (SID), principalmente os alunos dos cursos de Pós-graduação, foi criado em 2005 o Curso de Capacitação em Editoração Eletrônica. Por meio da orientação que recebe o usuário toma conhecimento dos recursos que a biblioteca oferece, dos serviços e fontes de informações disponíveis, sendo instruído para sua utilização com eficácia. Assim, este trabalho descreve como ocorreu a evolução do curso para seminário de “Orientação para Pesquisa e Publicação Digital no INPE” e, sua proposta de continuidade por meio de um tutorial on-line. Apresenta ainda o resultado de uma enquete enviada aos alunos que no ano de 2006 e 2007 participaram dos seminários de editoração e já defenderam seus trabalhos.</text>
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AVALIAÇÃO DO AUMENTO DOS PREÇOS DAS ASSINATURAS DE
PERIÓDICOS NO PERÍODO DE 2004 A 2008
LEMOS, F. A.1
OLIVEIRA, C. F. M.2
ORIOLE, R.3
SOUZA, V. J.4
VILLAS BOAS, M. L. F.5

RESUMO
É sabido que aumentos de preços das assinaturas de periódicos não acompanham
os orçamentos das Universidades, em especial as públicas e, como gerenciadores
das assinaturas de periódicos, entendemos que estabelecer uma pesquisa com
base numa amostra de títulos em papel dentro do universo de periódicos assinados
pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, servirá de subsídio para
possíveis justificativas da manutenção da coleção. Com tal pesquisa, pretende-se
mostrar a evolução dos preços das assinaturas de periódicos entre os anos de 2004
a 2008, visando compartilhar conhecimentos para o aprimoramento dos nossos
serviços na tentativa de encontrar caminhos que nos possibilitem maior eficiência de
nossos trabalhos.
Palavras-chave: Aquisição – Periódicos. Preços das assinaturas – Periódicos.

ABSTRACT
It is known that the serials prices increases do not follow the budgets of Universities,
specially the Public Libraries, and as managers of the serials subscriptions, we
understand that establishing a research based on a sample of titles in hard copies
among the universe of the titles subscribed by State University of Campinas UNICAMP, will be serve as subsidy for possible justifications in the maintenance of
the serials collection. This research has the purpose of showing the evolution of the
serials subscription prices between years 2004 to 2008, willing to share knowledge
for the improvement of our services in attempt of finding ways that allow us to provide
a more efficient job.
Keywords: Acquisition – Serials. Subscription Prices – Serials.

�2

1 INTRODUÇÃO
As publicações periódicas retratam o ambiente científico das grandes
universidades brasileiras. Através dos artigos de periódicos é que o pesquisador
expõe suas idéias e se submete à avaliação de seus pares o que lhe confere
credibilidade dentro do mundo científico.
“A informação científica é o insumo básico para o desenvolvimento
científico

e

tecnológico

de

uma

nação”

(INSTITUTO

BRASILEIRO

DE

INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2005).
“Criar e disseminar o conhecimento na ciência, tecnologia, na cultura e
nas artes, através do ensino, da pesquisa e da extensão [...]” faz parte da missão da
Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, sendo dever da instituição pública
dotar a comunidade acadêmica dos meios para que estes princípios sejam
plenamente atingidos. (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, 2006)
Um dos veículos de divulgação da informação científica dentro do meio
acadêmico é a publicação periódica, pela rápida comunicação que ela promove
entre os cientistas.
No último Anuário Estatístico da Unicamp, notamos que houve um
aumento de aproximadamente 55% no número de artigos publicados em periódicos
científicos nos últimos 5 anos, o que reflete a importância

das bibliotecas

universitárias como intermediárias no ciclo da comunicação científica. Estas
bibliotecas encontram dificuldades em manter as coleções de periódicos científicos
existentes ao longo dos anos, devido principalmente ao aumento dos preços das
assinaturas dos periódicos, já que para acompanhar a crescente produção mundial,
é necessário gastar mais a cada ano para atualizar seu acervo. (UNIVERSIDADE
ESTADUAL DE CAMPINAS, 2008)
Muller (1994, p.80-101), relata que “as dificuldades de manter uma boa
coleção de periódicos científicos enfrentadas por bibliotecas universitárias vêm se
agravando desde a década de 80”.
À medida que os periódicos se tornam cada vez mais caros, aumenta a
responsabilidade dos gestores em incluir no processo de seleção, aquisição,

�3

tratamento e disponibilização para a comunidade científica, os princípios da gestão
da qualidade, buscando a otimização como estratégia para a relação custobenefício.
Soares (2004, p.13) aponta que o crescimento dos gastos deve-se à
explosão informacional com a grande multiplicação de revistas acadêmicas,
sobretudo das comerciais, a oligopolização dos provedores e à subseqüente
explosão dos custos, derivadas das práticas comerciais dos grandes editores. Além
disso, o autor menciona uma pesquisa da Universidade de Iowa que mostra que “o
custo das revistas para as Universidades e outras instituições acadêmicas aumentou
207% entre 1986 e 1998”.

2 OBJETIVO
Sabendo que o aumento de preços dos materiais bibliográficos não
acompanha os orçamentos das universidades, em especial as públicas e, como
gerenciadores das assinaturas de periódicos da Unicamp, entendemos que
estabelecer uma pesquisa com base numa amostra de títulos em papel, dentro do
universo de periódicos assinados pela universidade, serviria de subsídio para
possíveis justificativas na manutenção da coleção do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp - SBU.

3 METODOLOGIA
Foram selecionados aproximadamente 3.000 títulos de periódicos em
papel com assinatura comum nos últimos cinco anos, pertencentes tanto a grandes
quanto a pequenas editoras e procedeu-se a coleta dos dados pertinentes.
Deste montante, foram indicados 10% dos títulos de cada área do
conhecimento a saber: Humanidades, Exatas, Tecnológicas e Biomédicas e
Multidisciplinares.
Os dados foram extraídos através de informações contidas nas capas dos
primeiros fascículos de cada título de periódico, pois a idéia foi buscar os preços dos

�4

próprios editores na época da assinatura, observando variáveis que julgamos
importante analisarmos quando da diferença de preço de um ano para outro como:
moeda correspondente, periodicidade dos títulos, país original de cada editora, se o
valor da postagem estava incluído e se o acesso on-line era oferecido juntamente
com o papel.
De posse destes dados, foi montada uma planilha Excel para a
comparação e análise dos títulos, cujos gráficos mostramos a seguir:

Gráfico 1

�5

Gráfico 2

Gráfico 3

�6

Gráfico 4

Gráfico 5

�7

Gráfico 6

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Algumas considerações foram realizadas após a tabulação dos dados,
com o objetivo de informar a comunidade acadêmica, pesquisadores e bibliotecários
a evolução do valor das assinaturas de periódicos e a sua situação no mundo atual.
As editoras sediadas na Europa tiveram um índice maior de alta no preço
da assinatura em relação às americanas, conforme demonstra o Gráfico 1.
Analisando o Gráfico 2, verifica-se que o maior índice de aumento nos
preços das assinaturas deu-se no ano de 2007, (7,96%).
Pela análise do Gráfico 3, percebe-se que a maioria dos títulos teve o
preço de suas assinaturas aumentado em 10% por ano e a área de conhecimento
onde esse aumento foi mais expressivo foi a de Exatas. (Gráfico 4)
Observando o Gráfico 5, percebe-se que de 30 a 40% dos títulos
analisados, o aumento de preços ocorreu na faixa de 20 a 30%, e somente em 4%
dos títulos o valor da assinatura não foi alterado durante os 5 anos.

�8

É importante indicar aqui que, nos últimos anos os editores têm agregado
valores às suas assinaturas, como o acesso eletrônico incluído no papel. Isso pode
ser observado no Gráfico 6, que mostra no ano de 2004 somente 15% dos títulos
com o acesso incluído no preço, índice que passou para 24% em 2008.
Através das análises do presente trabalho, chegamos à comprovação de
que o aumento crescente das assinaturas de periódicos, faz com que os
bibliotecários fiquem atentos para incluir em sua rotina a avaliação constante de sua
coleção através do estudo dos custos das assinaturas e da análise das estatísticas
de uso dos periódicos, ou seja, otimizar a eficiência de seus procedimentos, olhando
mais atentamente para a política de desenvolvimento

de seu acervo. A nossa

intenção é que esta análise comparativa conscientize os bibliotecários que ainda não
fazem este estudo, que a partir de agora o façam, para que seu acervo reflita as
reais necessidades dos seus pesquisadores, aliada ao custo das assinaturas.
Por entendermos que este assunto por muitas vezes torna-se um tanto
polêmico no âmbito das bibliotecas universitárias, seja por onerar seus orçamentos
ou gerar conflitos entre os profissionais bibliotecários e os cientistas e pesquisadores
em geral, relatamos aqui nossas experiências, visando compartilhar ações e
conhecimentos com o objetivo de aprimorar nossos serviços, buscando encontrar
caminhos que possibilitem atingir de forma eficiente às exigências de nossos
usuários.

REFERÊNCIAS
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Manifesto brasileiro de apoio ao acesso livre à informação científica, 2005.
Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/openacess/arquivos/manifesto.htm&gt;. Acesso em:
20 maio 2008.
MULLER, S. P. M. O periódico científico e as bibliotecas universitárias. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., Campinas, 1994.
Anais... Campinas: Unicamp, 1994. p.80-101.
SOARES, G. A. D. O Portal de Periódicos da CAPES: dados e pensamentos.
RBPG, Brasília, DF, v.1, n.1, p.10-25, jul. 2004.

�9

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Anuário Estatístico da Unicamp
2008: base 2007. Disponível em:
&lt;http://www.aeplan.unicamp.br/anuario_estatistico_2008/index.htm&gt;. Acesso em: 01
jun. 2008.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. PLANES: planejamento estratégico,
2006. Disponível em: &lt;http://www.cgu.unicamp.br/pei/index/html&gt;. Acesso em: 02
jun. 2008.

__________________
1

Fabiana Araujo Lemos, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), fabiar@unicamp.br.
Cileia Freitas Marangoni de Oliveira, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),
cileia@unicamp.br.
3
Valeria Jaques de Souza, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, valsouza@unicamp.br.
4
Renata Oriole, Universidade Estadual de Campinas UNICAMP, oriole@unicamp.br.
5
Maria de Lourdes. F. Vilas Boas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),
lvboas@unicamp.br.
2

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>É sabido que aumentos de preços das assinaturas de periódicos não acompanham s orçamentos das Universidades, em especial as públicas e, como gerenciadores das assinaturas de periódicos, entendemos que estabelecer uma pesquisa com base numa amostra de títulos em papel dentro do universo de periódicos assinados pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, servirá de subsídio para possíveis justificativas da manutenção da coleção. Com tal pesquisa, pretende-se mostrar a evolução dos preços das assinaturas de periódicos entre os anos de 2004 a 2008, visando compartilhar conhecimentos para o aprimoramento dos nossos serviços na tentativa de encontrar caminhos que nos possibilitem maior eficiência de nossos trabalhos.</text>
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ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO - CAMPUS DE RIBEIRÃO PRETO: 2002-2007
LEITE, R. A. F.1
AGUILAR, A. M. L.2
CICILLINI, M. A. J.3
FERREIRA, L. C.4
MORAES, P. O. A.5
PEREIRA, S. A. L.6
SANTOS, T. B.7
SANTOS-ROCHA, E. S.8

RESUMO
Diante da expressiva participação dos docentes e pesquisadores da Universidade de
São Paulo (USP) do campus de Ribeirão Preto na Produção Científica Nacional,
apresentamos os dados quantitativos referentes aos trabalhos científicos desta
comunidade, nos últimos seis anos (2002 - 2007). Utilizamos, como fonte de
informação principal, o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS,
especificamente o Catálogo On-line Global da Produção Científica, bem como
planilhas no Excel para representar graficamente as informações obtidas,
possibilitando uma melhor análise. No período abordado, foi cadastrada uma soma
de 248.683 trabalhos, com grande impacto não apenas no âmbito desta
Universidade, como também no contexto nacional. Concluímos assim, que a
Biblioteca Central de Ribeirão Preto, única no gerenciamento das publicações
científicas deste campus, teve significativa contribuição, registrando e
disponibilizando 16% da Produção Científica da Universidade de São Paulo.
Palavras-chave: Produção científica. Análise quantitative. Biblioteca universitária.

ABSTRACT
The aim of this work is to demonstrate the quantitative data of the scientific
production of the professors and researchers from the University of São Paulo,
campus of Ribeirão Preto, Brazil, 2002 to 2007. The Bibliographic Database of São
Paulo University – DEDALUS was our main information source, particularly the
Scientific Production On-line Catalog. Excel forms were used to show the graphs

�2

which allow a better understanding of the data. In the studied period we had an
amount of 248.683 works registered in DEDALUS. It means an expressive
contribution of the scientific community of Ribeirão Preto to the whole intellectual
production of the University of São Paulo. This number is expressive into the national
scenery too. Also we concluded that the Central Library of Ribeirão Preto, the only
library to deal with this high productivity, placed on-line 16% of the whole intellectual
production of the University of São Paulo.
Keywords: Scientific Production. Quantitative data. University Library.

1 INTRODUÇÃO
Há uma crescente preocupação com a monitoração da produção científica
no plano internacional - e o Brasil não é exceção. Nessa direção, estudos têm
procurado situar o Brasil na cartografia da produção científica mundial, abrangendo
questões como a dispersão - concentração da produção e discrepância das diversas
áreas de conhecimento entre outras (BRAUN; GLÃNZEL; SCHUBERT, 1985;
CASTRO, 1985; DE MEIS; LETA, 1996).
Os poucos estudos específicos, que têm sido realizados sobre a produção
de conhecimento no Brasil e registrados na literatura (AGUIAR NETTO, 1988)
apontam a debilidade desse tipo de atividade.
No Brasil, a concentração da produção é, em primeira instância
geográfica, com forte predomínio do eixo Sul-Sudeste (mais de 80% da produção
nacional). Contudo, é inescapável a observação de que, subjacente a tal
centralização geográfica, reside o fator econômico, reproduzindo o quadro
internacional: em 1989, 71% da produção mundial estavam centrados em apenas
sete nações (EUA, Inglaterra, União Soviética, Alemanha, França, Japão e Canadá),
não por acaso as mais ricas do planeta (YAMAMOTO; SOUZA; YAMAMOTO, 1999).
Ressaltamos que uma das principais características do modelo de
produção intelectual no Brasil é que essa produtividade está fortemente centralizada
nas universidades públicas. Em outras palavras, o desenvolvimento científico e
tecnológico, praticamente, não é realizado fora das universidades públicas.
Produção científica no Brasil é sinônimo de universidade pública. (SILVA; BAFFA
FILHO, 2006). Entretanto, há um volume expressivo de autores com um só trabalho

�3

e

este

é

um

indicador

de

debilidade

na

relação

produção

de

conhecimento/publicação.
As atividades de produção de indicadores quantitativos em ciência,
tecnologia e inovação vêm se fortalecendo no país na última década,
com o reconhecimento da necessidade, por parte dos governos
federal e estaduais e da comunidade científica nacional, de dispor de
instrumentos para definição de diretrizes, alocação de investimentos
e recursos, formulação de programas e avaliação de atividades
relacionadas ao desenvolvimento científico e tecnológico no país.
(MUGNAINI; JANNUZZI; QUONIAM, 2004, p. 123).

Nesse contexto, destaca-se o papel das bibliotecas da USP na gestão
documental, onde o setor responsável pelo tratamento, disseminação e preservação
da Produção Científica deve atuar, promovendo e assegurando o controle da
produção intelectual gerada pelas Unidades da Universidade de São Paulo.
Pelo acima exposto, considerando a expressiva participação dos
docentes e pesquisadores das Unidades1 de Ensino do campus da USP de Ribeirão
Preto, pretendemos, com este trabalho, apresentar os dados quantitativos referentes
à produção científica desta comunidade, nos últimos seis anos (2002 - 2007).

2 MATERIAL E MÉTODOS
Para atingirmos o objetivo proposto, utilizamos como principal fonte de
informação o Banco de Dados Bibliográficos da Universidade de São Paulo
(DEDALUS), especificamente o Catálogo On-line Global da Produção Científica2.
Criado em 1986 e regulamentado em 16.11.1994, o DEDALUS armazena os acervos
das bibliotecas e a informação bibliográfica gerada na USP, possibilitando sua
disseminação e uso pela comunidade. O cadastramento de dados bibliográficos no
DEDALUS, orientado e coordenado pela Diretoria Técnica do Sistema de Bibliotecas
da USP (DT/SIBi), adota o formato internacional de estruturas de dados MARC
(Machine Readable Cataloging), de acordo com as regras do AACR2 (Anglo
American Cataloging Rules).
1

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) / Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de
Ribeirão Preto (FFCLRP) / Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) /
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) / Faculdade de
Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) / Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP)
2
Dados cadastrados no DEDALUS até 11 de maio de 2008.

�4

O DEDALUS foi escolhido por ser o único a possuir dados da Produção
Científica das Unidades de Ensino deste campus, organizados de maneira
padronizada, o que possibilitou a obtenção de números confiáveis para o
desenvolvimento do trabalho.
A representação gráfica das informações adquiridas foi desenvolvida com
o apoio de planilhas no Excel, objetivando a visualização dos dados e possibilitando
sua melhor análise.
Quanto à forma de abordagem, trata-se de uma pesquisa quantitativa,
pois segundo Gil (1991), esse tipo de análise considera que tudo pode ser
quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para
classificá-los e analisá-los. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas.

3 CONTEXTO DA BIBLIOTECA CENTRAL
Quando se trata de perfil de biblioteca universitária, a Biblioteca Central
da USP de Ribeirão Preto (BCRP) possui características diferenciadas, uma vez que
atende seis unidades de ensino e um público vindo de diversas áreas do
conhecimento. Seus usuários são a comunidade acadêmica composta por docentes,
alunos de graduação e pós-graduação, funcionários e comunidade externa.
Segundo informações que recebemos via Departamento Pessoal de cada Unidade
deste campus, a comunidade acadêmica, responsável pela produção e publicação
dos trabalhos científicos, é composta de 885 docentes, 5566 alunos de graduação e
2749 alunos de pós-graduação.
Conforme os números acima apresentados, a BCRP recebe uma vasta
produção científica anual, que passa por tratamento técnico e alimenta o DEDALUS
que, por sua vez, disponibiliza as informações on-line aos usuários. Conforme
demonstra o quadro abaixo, são previstos para o cadastramento 41 tipos de
publicações.

�5

. Apresentação sonora/cênica/entrevista
. Artigo de jornal
. Artigo de jornal (depoimento/entrevista)
. Artigo de jornal (resenha)
. Artigo de jornal (tradução)
. Artigo de periódico
. Artigo de periódico (apresentação/introdução)
. Artigo de periódico (carta/editorial)
. Artigo de periódico (depoimento/entrevista)
. Artigo de periódico (divulgação)
. Artigo de periódico (resenha)
. Artigo de periódico (tradução)
. Bibliografia
. Curadoria
. Editor de periódico
. Folheto
. Laudo/ parecer técnico/ consultoria/ projetos
. Maquete/ protótipo
. Material didático
. Material Cartográfico (Mapa, Carta, Globo, etc)
. Monografia/livro

. Monografia/livro (edição/organização)
. Monografia/livro (revisão técnica)
. Monografia/livro (tradução)
. Outros
. Parte de material didático
. Parte de monografia
. Parte de monografia (apresentação/ prefácio/ posfácio)
. Parte de monografia (tradução)
. Parte de produção artística
. Patente
. Produção artística e/ou material audiovisuais
. Programa de computador
. Relatório técnico
. Revisão de tradução
. Texto na web
. Trabalho de evento (trabalhos em anais)
. Trabalho de evento anais periódico
. Trabalho de evento resumo
. Trabalho de evento resumo periódico
. Website

Quadro 1 – Tipos de publicações previstas para cadastramento

Para realizar os procedimentos técnicos, armazenamento e preservação
da produção científica, a Biblioteca Central conta com uma equipe composta por um
bibliotecário, quatro técnicos de informação e um auxiliar de documentação e
informação. Eventualmente, recebe apoio de bibliotecários e técnicos de outras
seções, principalmente em períodos de maior fluxo.

4 INDICADORES QUANTITATIVOS DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Conforme indicadores da FAPESP, a produção científica no Brasil está
concentrada nas universidades públicas. A USP lidera o ranking das instituições
brasileiras com mais artigos indexados pelo ISI. Ela responde, sozinha, por 25,6%
da produção científica nacional e por 49,3% da produção do Estado de São Paulo
(CASTRO, 2005).
Diante desses dados, ressaltamos a importância de situar a produção
científica do campus de Ribeirão Preto neste cenário, dando visibilidade a sua
participação no conjunto gerado pela Universidade de São Paulo.

�6

84%

16%

Ribeirão Preto

Demais

Figura 1 - Produção Científica de Ribeirão Preto em relação aos
demais campus (2002-2007)

Como mostra a Figura acima, podemos afirmar que no período de 20022007 o campus de Ribeirão Preto representou 16% do total de publicações
cadastradas no Dedalus.

4.1 Indicadores distribuídos por Unidade no campus de Ribeirão Preto
Para melhor visualização da Produção Científica das Unidades EERP,
FCFRP, FEARP, FFCLRP, FMRP e FORP, representamos, através dos gráficos
abaixo, os dados quantitativos referentes à produção científica do campus de
Ribeirão Preto, com o total de trabalhos cadastrados no período estudado. Em
seguida, apresentamos uma breve análise dos mesmos.
Vale ressaltar que não é intuito deste trabalho comparar a produtividade
científica de cada Unidade de Ensino. Tratando-se de diferentes áreas do
conhecimento, cada uma possui sua dinâmica interna de publicação.

4.1.1 Indicadores EERP
A Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São
Paulo (EERP) foi criada através da Lei Estadual 1467, de 26 de dezembro de 1951,
anexa à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo

�7

(FMRP/USP). Independente a partir de 1964, possui 91 docentes, 483 alunos de
graduação e 363 alunos de pós-graduação.
800
641

629
600

400

529

542
597
415

491

473

531

414

361

358

200
110
56

32

51

54

56

0
2002

2003

2004

Nacional

2005

Internacional

2006

2007

Total

Figura 2 - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – EERP

Conforme observamos na Figura 2, em 2002, foram publicados 529
trabalhos, entre eles, 473 nacionais e 56 internacionais; em 2003, 629 trabalhos
foram publicados, sendo 597 nacionais e 32 internacionais; em 2004, 542 trabalhos,
sendo 491 nacionais e 51 internacionais; em 2005, 415 trabalhos, entre os quais 361
nacionais e 54 internacionais; em 2006, 641 trabalhos, 531 nacionais e 110
internacionais; em 2007, 414 trabalhos foram publicados, dos quais 358 são
nacionais e 56 internacionais.
No período abordado, a Unidade publicou 951 artigos de periódico, sendo
nacionais 835 e 116 internacionais. Em relação às demais modalidades previstas
para cadastramento no DEDALUS, 243 trabalhos internacionais e 1976 trabalhos
nacionais.

4.1.2 Indicadores FCFRP
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) pelo
Decreto nº 5407, de 30 de dezembro de 1974, incorporou-se à Universidade de São
Paulo, o que se efetivou a partir de 1º de janeiro de 1975. Atualmente, possui 94
docentes, 480 alunos de graduação e 245 alunos de pós-graduação.

�8

800
669

666
579

600

558

539

592

520
479
400
364

384

359

200

337
220

175

221

187

208

149

0
2002

2003

2004

Nacional

2005

Internacional

2006

2007

Total

Figura 3 - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - FCFRP

Conforme observamos na Figura 3, em 2002 foram publicados 539
trabalhos, entre eles 364 nacionais e 175 internacionais; em 2003, 669 trabalhos
foram publicados, sendo 520 nacionais e 149 internacionais; em 2004, 579
trabalhos, sendo 359 nacionais e 220 internacionais; em 2005, 666 trabalhos, entre
os quais 479 nacionais e 187 internacionais; em 2006, 558 trabalhos, sendo 337
nacionais e 221 internacionais; em 2007, 592 trabalhos foram publicados, sendo 384
nacionais e 208 internacionais.
Nos últimos seis anos, os artigos de periódicos somaram 745
internacionais e 223 nacionais, totalizando 968 artigos de periódicos. Em relação
aos demais trabalhos, a Unidade publicou 415 trabalhos internacionais e 2220
publicações nacionais.
4.1.3 Indicadores FEARP
Em 1992, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da
Universidade de São Paulo decidiu implantar uma extensão em Ribeirão Preto,
atendendo a antigas demandas da sociedade. Porém, somente a partir de 2002,
tornou-se uma Unidade independente. Atualmente, possui 76 docentes, 1200 alunos
de graduação e 114 alunos de pós-graduação.

�9

250

200

183

150

127
108

100

108

114

88
92

86
50

101

118

90

82

69

9

22

16

6

0
2002

2003

2004

Nacional

2005

2006

Internacional

Total

11
2007

Figura 4 - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto FEARP

Conforme observamos na Figura 4, em 2002, foram publicados 183
trabalhos, entre eles 114 nacionais e 69 internacionais; em 2003, 127 trabalhos
foram publicados, sendo 118 nacionais e 9 internacionais; em 2004, 108 trabalhos,
sendo 86 nacionais e 22 internacionais; em 2005, 108 trabalhos, entre eles 92
nacionais e 16 internacionais; em 2006, 88 trabalhos, dentre eles 82 nacionais e 6
internacionais; em 2007, 101 trabalhos foram publicados, sendo 90 nacionais e 11
internacionais.
Totalizando 125 artigos de periódico nos últimos seis anos, a FEARP
publicou 17 artigos internacionais e 108 nacionais. Em relação aos demais tipos de
trabalhos previstos para cadastramento, a Unidade publicou 111 trabalhos
internacionais e 438 nacionais, totalizando 549 trabalhos.

4.1.4 Indicadores FFCLRP
A Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP)
foi criada em 25 de junho de 1959 pela Lei Estadual no 5377, mas suas atividades
acadêmicas foram efetivamente iniciadas em março de 1964. Atualmente, possui
223 docentes, 1926 alunos de graduação e 561 alunos de pós-graduação.

�10

1200
991
1000

888

953

992

896

784
800

600

400

732

760

721

200
174

156

175

732

658

610
231

295

260

0
2002

2003

Nacional

2004

Internacional

2005

2006

2007

Total

Figura 5 - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto - FFCLRP

De acordo com a Figura 5, em 2002 foram publicados 784 trabalhos, dos
quais 610 nacionais e 174 trabalhos internacionais; em 2003, 888 trabalhos foram
publicados, 732 nacionais e 156 internacionais; em 2004, 896 trabalhos, 721
nacionais e 175 internacionais; em 2005, 991 trabalhos, 760 nacionais e 231
internacionais; em 2006, 953 trabalhos, 658 nacionais e 295 internacionais; em
2007, 992 trabalhos foram publicados, 732 nacionais e 260 internacionais.
Nos últimos seis anos, a FFCLRP publicou 862 artigos de periódicos
internacionais e 441 nacionais, totalizando 1303 artigos de periódicos. Em relação
aos demais tipos de trabalhos previstos para cadastramento, a Unidade publicou
3772 trabalhos, sendo 429 publicações internacionais e 2880 publicações nacionais.

4.1.5 Indicadores FMRP
A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) foi criada a partir da
lei nº 161 de 1948. Porém, suas atividades acadêmicas tiveram início em 1952.
Atualmente, possui 304 docentes, 1147 alunos de graduação e 1302 alunos de pósgraduação, que contribuem para o avanço científico da unidade de ensino.

�11

2500
2075
1923
2000

1735

1693

1586

1695

1500
1480
1000

1272

1250
1031

500

992
651

555

485

595

961
701

734

0
2002

2003

2004

Nacional

2005

Internacional

2006

2007

Total

Figura 6 - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP

Conforme a figura 6, no ano de 2002, foram publicados 1586 trabalhos,
sendo 1031 nacionais e 555 internacionais; em 2003, foram publicados 1735
trabalhos, 1250 trabalhos nacionais e 485 internacionais; em 2004, 1923 trabalhos,
1272 nacionais e 651 internacionais; em 2005, 2075 trabalhos, 1480 nacionais e 595
internacionais; em 2006, 1696 trabalhos, 992 nacionais e 701 internacionais; em
2007 foram publicados 1695 trabalhos, sendo 961 nacionais e 734 internacionais.
Nos últimos seis anos, foram publicados pela FMRP 2005 artigos de
periódicos internacionais e 1454 nacionais, totalizando 3459 artigos de periódicos.
Em relação aos outros tipos de trabalhos previstos para cadastramento, a Unidade
publicou 1716 trabalhos internacionais e 5533 nacionais.

4.1.6 Indicadores FORP
A Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) foi incorporada à
Universidade de São Paulo pelo Decreto nº 5407, de 30 de dezembro de 1974.
Atualmente, possui 97 docentes, 330 alunos de graduação e 164 alunos de pósgraduação.

�12

800
622
600

637
598

592

540
500
542
494

493
452

400
388

374

200
152

128

140

126

95

105

0
2002

2003

2004

Nacional

2005

2006

Internacional

Total

2007

Figura 7 - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - FORP

De acordo com a figura 7, em 2002 foram publicados pela FORP 540
trabalhos, sendo 388 nacionais e 152 internacionais; em 2003, foram publicados 622
trabalhos, entre eles 494 trabalhos nacionais e 128 internacionais; em 2004, 592
trabalhos, 452 nacionais e 140 internacionais; em 2005, 637 trabalhos, sendo 542
nacionais e 95 internacionais; em 2006, 500 trabalhos, 374 nacionais e 126
internacionais; em 2007 foram publicados 598 trabalhos, 493 nacionais e 105
internacionais.
Nos últimos seis anos, foram publicados 437 artigos de periódicos
internacionais e 296 nacionais, totalizando 733 artigos de periódicos. Quanto aos
demais

tipos

de

trabalhos

previstos

para

cadastramento,

309

trabalhos

internacionais e 2447 trabalhos nacionais foram publicados pela FORP.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Atingindo um patamar de 248.683 trabalhos cadastrados no DEDALUS no
período de 2002 a 2007, podemos concluir que é expressiva a contribuição dos
docentes e pesquisadores das Unidades de Ensino da USP de Ribeirão Preto para o
conjunto da produtividade intelectual da Universidade de São Paulo, sendo

�13

representativa não apenas no âmbito desta Universidade, como também a nível
nacional.
Podemos concluir também que a Biblioteca Central de Ribeirão Preto,
única a gerenciar a produção científica deste Campus, teve uma expressiva
participação, disponibilizando on-line 16% da produção científica da Universidade de
São Paulo, no período abordado neste trabalho.

REFERÊNCIAS
AGUIAR NETTO, M. C. A produção do conhecimento psicológico fora do espaço
acadêmico. In: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. (Org.). Quem é o
psicólogo brasileiro? São Paulo: Edicon, 1988. p.123-137.
BRAUN, T.; GLÃNZEL, W.; SCHUBERT, A. Scientometrics indicators: a 32country comparative evaluation of publishing performance and citation impacto.
Singapore: World Scientific Publishing, 1985.
CASTRO, C. M. Há produção científica no Brasil? Ciência e Cultura, Campinas, v.
37, p. 165-187, 1985.
CASTRO, R. C. G. Os números da inovação no País. Jornal da USP, São Paulo, a.
20, n. 726, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2005/jusp726/pag03.htm&gt;. Acesso em: 25 maio
2008.
DE MEIS, L.; LETA, J. O perfil da ciência brasileira. Rio de Janeiro: Editora UFRJ,
1996.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.
MUGNAINI, R.; JANNUZZI, P.; QUONIAM, L. Indicadores bibliométricos da
produção científica brasileira: uma análise a partir da base Pascal. Ciência da
Informação, Brasília, v. 33, n. 2, p. 123-131, maio/ago. 2004. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a13v33n2.pdf&gt;. Acesso em: 20 out. 2007.
SILVA, J. A.; BAFFA FILHO, O. A centralização do saber. In: SILVA, J. A. et al.
(Eds.). Reflexões sobre universidade, ciência e pós-graduação. Ribeirão Preto:
Holos, 2001. p. 102-104
YAMAMOTO, O. H.; SOUZA, C. C.; YAMAMOTO, M. E. A produção científica na
psicologia: uma análise dos periódicos brasileiros no período 1990-1997. Psicologia
Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 12, n. 2, p. 549-565, 1999.

�14

__________________
1

Renata Antunes de Figueiredo Leite, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do
campus Administrativo de Ribeirão Preto, rafig@usp.br.
2
Angela Maria Lucato Aguilar, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do campus
Administrativo de Ribeirão Preto, angelalucato@usp.br.
3
Maria Aparecida Joaquim Cicillini, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do
campus Administrativo de Ribeirão Preto, majoci@usp.br.
4
Leda Colangelo Ferreira, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do campus
Administrativo de Ribeirão Preto, ledacolangelo@usp.br.
5
Paula de Oliveira Almeida Moraes, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do
campus Administrativo de Ribeirão Preto, paulalmeida@usp.br.
6
Sandra Aparecida Lunardelo Pereira, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do
campus Administrativo de Ribeirão Preto, sandralu@usp.br.
7
Tamara Batista dos Santos, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do campus
Administrativo de Ribeirão Preto, tamarasantos@usp.br.
8
Ednéia Silva Santos Rocha, Universidade de São Paulo, Biblioteca Central da Prefeitura do campus
Administrativo de Ribeirão Preto, edneia@usp.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Diante da expressiva participação dos docentes e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) do campus de Ribeirão Preto na Produção Científica Nacional, apresentamos os dados quantitativos referentes aos trabalhos científicos desta comunidade, nos últimos seis anos (2002 - 2007). Utilizamos, como fonte de informação principal, o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS, especificamente o Catálogo On-line Global da Produção Científica, bem como planilhas no Excel para representar graficamente as informações obtidas, possibilitando uma melhor análise. No período abordado, foi cadastrada uma soma de 248.683 trabalhos, com grande impacto não apenas no âmbito desta Universidade, como também no contexto nacional. Concluímos assim, que a Biblioteca Central de Ribeirão Preto, única no gerenciamento das publicações científicas deste campus, teve significativa contribuição, registrando e disponibilizando 16% da Produção Científica da Universidade de São Paulo.</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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�
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���� ��

�������� ����� �� ����������

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����������������������� �������!����" ����
���#��$�#������

BIBLIOAÇÃO: empreendedorismo se faz com pessoas
LEBER, A.1
BERLIM, C. B.2
ANDRETTI, C. R.3
COELHO, M. R.4

RESUMO
O artigo destaca a relevância do empreendedorismo no Sistema Integrado de
Bibliotecas da UNIVALI - Sibiun, especificamente na Biblioteca Central e Setorial do
Centro de Ciências da Saúde, com a experiência do BiblioAção, considerada no
Sistema uma ferramenta de gestão e importante elemento para agregar valor,
promover a coesão e o sentimento de pertencer, contribuindo para a formação de
um ambiente dinâmico e empreendedor e conseqüentemente obter melhores
resultados no atendimento aos usuários.
Palavras-chave: Empreendedorismo. Bibliotecas Universitárias. Comunicação.

ABSTRACT
This article highlights the importance of entrepreneurship in the Integrated System of
Libraries of UNIVALI - Sibiun, specifically in Central Library and Sector of the Center
for Health Sciences, with the experience of BiblioAção, taken as a tool of
management system and important element to add value, promote cohesion and a
sense of belonging, contributing to the formation of a dynamic and entrepreneurial
environment and consequently achieve better results in service to users.
Keywords: Entrepreneurship. University Libraries. Communication.

1 INTRODUÇÃO
A carpa japonesa (koi) tem a capacidade natural de crescer de
acordo com o tamanho de seu ambiente. Assim, num pequeno
tanque, ela geralmente, não passa de cinco a sete centímetros – mas
pode atingir três vezes esse tamanho se for colocada num lago. Da
mesma maneira, as pessoas têm a tendência de crescer de acordo

�2

com o ambiente que as cerca. Só que neste caso não estamos
falando de características físicas, mas de desenvolvimento
emocional, espiritual e intelectual. (COELHO, 2001).

Para se falar em empreendedorismo, temos também que falar do
empreendedor, uma figura central e fundamental no contexto econômico, pois inova,
descobre talentos, injeta recursos e busca oportunidades. O termo advém do
“francês entrepreneur, que significa aquele que assume riscos e começa algo novo.”
(CHIAVENATO, 2006, p.3, grifo nosso).
Podemos historicamente citar o que Dornelas (2005, p.29), descreve como
sendo o primeiro uso do termo empreendedorismo:
[...] empreendedorismo pode ser creditado a Marco Pólo, que tentou
estabelecer uma rota comercial para o Oriente. Como
empreendedor, Marco Pólo assinou um contrato com um homem
que possuía dinheiro (hoje mais conhecido como capitalista) para
vender as mercadorias deste. Enquanto o capitalista era alguém que
assumiu riscos de forma passiva, o aventureiro empreendedor
assumia papel ativo, correndo todos os riscos físicos e emocionais.

Para empreender basta que as pessoas inovem um simples processo
técnico ou alterem uma rotina de trabalho pré-estabelecida, podendo também criar
um novo produto ou um serviço. Isto caracteriza o empreendedor, que
diferentemente do administrador tradicional, alavanca mudanças significativas no
mercado ou uma necessidade da própria sociedade. O importante sempre é inovar,
na visão de Hashimoto (2006, p. 111), “Com o atual nível de competitividade, não
basta mais às empresas poupar, cortar, e apertar o cinto. Para crescer e se manter,
as empresas precisam aumentar, combinar, multiplicar e gerar inovação a partir da
identificação de oportunidades”.
Segundo Bernardi (2007, p. 8) as oportunidades são detectadas ou
reveladas de forma racional ou intuitiva das demandas bem como, pela observação,
percepção e análise das atividades, necessidades e tendências, nas culturas, na
sociedade ou no desenvolvimento de um negócio existente.
O empreendimento também pode surgir de habilidades pessoais,
compatibilidade com uma área, e outras formas de negócio, que podem aperfeiçoar
as já existentes ou criar uma nova.

�3

E empreendedorismo, na visão de Dornelas (2005, p.39) “[...] é o
envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam à
transformação de idéias em oportunidades. E a perfeita implantação
destas oportunidades leva à criação de negócios de sucesso”

Elevar a produtividade é outra preocupação das bibliotecas e neste
processo de empreender quando aplicada aos seus colaboradores, se dá como
decorrência

da

maior

satisfação,

motivação

das

pessoas

envolvidas

e

conseqüentemente o aumento de usuário utilizando os serviços oferecidos pela
biblioteca e é certo afirmar que o centro de informação socialmente responsável
alcança diversos outros tipos de retorno, como por exemplo:
•

melhoria na qualidade de vida dos colaboradores com reflexo positivo no
atendimento aos usuários;

•

aumento da auto-estima dos colaboradores;

•

melhor clima organizacional;

•

maior integração social entre os colaboradores;

•

diminuição dos gastos por parte da instituição com saúde e assistência social;

•

maior criatividade e inovação no trabalho;

•

finalmente, retorno sob a forma de cidadania profissional (transformação dos
colaboradores em colaboradores cidadãos).
Chiavenato (2006, p. 157) descreve com toda clareza: “São as pessoas

que fazem o negócio”. Devido a isto, muitas empresas acabam se estagnando ou
morrem por não compreenderem que são as pessoas e não somente os recursos
financeiros e físicos que movimentam a organização e dão vida a ela, Numa
empresa todos são importantes, desde o colaborador que desempenha uma função
mais simples até o mais alto. Esta importância atinge também aos fornecedores,
parceiros estratégicos e clientes. Neste sentido, Cottam (1989), afirma que a
instituição biblioteca precisa de gestores empreendedores, equipe de sonhadores,
pessoas para quebrar a tradição e agir no desenvolvimento de novos papéis e
responsabilidades. Marchiori (1996, p.31) também admite a importância do
empreendedorismo, quando diz que “[...] o bibliotecário não deve ser mais um
obscuro num canto de quatro paredes, mas um empreendedor e amante da
visibilidade [...]”

�4

Tarapanoff (1999, p.28) compartilha da visão dos outros autores ao dizer
que cabe ao novo profissional bibliotecário ser: “inovador, criativo, líder, negociador,
empresário, especialista na busca diante da explosão da informação e especialista
em redes”.

2 SOBRE O SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UNIVALI - SIBIUN
O Sibiun é formado por 10 bibliotecas distribuídas pelos campi onde a
UNIVALI está sediada. Com essa estrutura, o Sibiun proporciona maior cooperação
entre as suas bibliotecas, unindo competências e recursos, a fim de prestar serviços
que facilitem a busca e recuperação da informação à comunidade universitária.
As Bibliotecas estão abertas à comunidade universitária e a comunidade
em geral. Alunos, professores, funcionários e egressos da UNIVALI bem como,
professores e servidores das Prefeituras dos Municípios de Itajaí e Balneário
Camboriú, podem retirar para empréstimos as obras do acervo.
Os serviços oferecidos pelo Sibiun aos usuários são: Ação Cultural;
Acesso à Internet; Biblioteca Virtual; Bases de Dados; Capacitação de Usuário;
Catalogação na Fonte; Comutação Bibliográfica; Consulta Local; Consulta on-line ao
Acervo; Empréstimo/Devolução; Renovação/Reserva; Indexação de Artigos de
Periódicos; Levantamento Bibliográfico; Orientação Bibliográfica; Participação em
Redes; Serviço de Referência; Pesquisa Bibliográfica; Sumários Correntes; Visitas
Orientadas.

3 ONDE TUDO COMEÇOU: UMA AÇÃO EMPREENDEDORA
A idéia do projeto BibliAção, surgiu no segundo semestre em 2007,
quando percebeu-se um alto nível de estresse e desmotivação da equipe de
referência, da Biblioteca Central Comunitária - BCC por lidarem com situações
diversas, como: aumento do número de usuários, lesão por esforço repetitivo,
redistribuição das atividades que pertenciam aos bolsistas extintos do quadro de
colaboradores e a criação de novas formas de organização dos serviços. O

�5

BiblioAção no seu sentido mais amplo envolve ações de melhoria no ambiente de
trabalho: clima e cultura, integração entre os colaboradores, relacionamento interpessoal e a participação e conscientização nos processos visando conhecer os
objetivos e as metas a serem atingidas e o comprometimento com o trabalho e os
serviços que a BCC presta aos seu usuários.
Assim, com a participação efetiva dos colaboradores nas atividades os
mesmos imprimem na biblioteca uma renovada energia, um novo astral em
decorrência da oportunidade de aprendizado natural e de atitudes, até mesmo de se
apropriarem de novos valores de trabalho e vida como: a motivação, sociabilidade,
tolerância, cooperação, altruísmo e segurança. Isso vem de encontro ao que diz
Melo Neto (2001, p. 109) “Portanto agem como promotores da melhoria da
qualidade de vida no trabalho” e conseqüentemente as pessoas envolvidas ganham
respeito, admiração e reconhecimento por parte dos usuários e gestores. Diante
disso o BiblioAção surgiu fazendo com que cada colaborador conhecesse o negócio
do Sibiun como um todo e pudesse sentir e fazer parte desse negócio. Com o
BibliAção, a comunicação passou a ser uma ferramenta de gestão, que gera coesão
e agrega valor.
Outro fator importante é a atenção e o cuidado com a imagem, já que
sabemos ser um dos grandes diferenciais competitivos para as organizações. Com
essa preocupação o BiblioAção assume entre os colaboradores o fluxo de
informações, criando um sentimento de “pertencer” ajudando a construir o futuro do
Sibiun. O empregado é o cliente interno e por isso é o mais estratégico e o mais
importante para a organização, sendo formador de opinião aos clientes.
Há pouco tempo, no cenário das organizações, comunicar era sinônimo de
produzir jornalzinho aos empregados ou o enviar informativos burocráticos para
manter os trabalhadores atualizados. O mundo vem mudando constantemente numa
velocidade

espantosa,

gerando

profundas

transformações

na

gestão

das

organizações, na estrutura dos mercados, nas relações entre capital e trabalho e no
comportamento dos clientes, forçando as empresas a mudarem a sua ligação com a
sociedade. Outros fatores como: a globalização, competitividade acirrada entre as
organizações, com o avanço das tecnologias de comunicação e informação,
principalmente o forte impacto da Internet, é fundamental que a comunicação

�6

alcance os públicos que estejam ligados ao negócio principalmente: clientes e
empregados. A comunicação organizacional é aquela que cria valor e que têm
importância ímpar na construção da imagem organizacional.
Na biblioteca é necessária uma boa comunicação interna e o discurso não
pode ser diferente da ação. A comunicação é fundamental para gerar credibilidade e
confiança, mostrar claramente o foco nos negócios, estimular posturas interativas e
de coesão, comprometimento e mobilização para metas, criar espírito de pertencer e
um clima favorável ao crescimento e desenvolvimento das organizações.
A criação de valor para a organização pode-se dar permitindo o diálogo
horizontal entre os membros do grupo, entre superiores e subordinados. As decisões
compartilhadas em grupo também fortalecem a criação de valor, onde o próprio
grupo discute problemas, trabalha com metas e buscam soluções de problemas
entre eles, no qual os objetivos da organização passam a ser os seus próprios.
Com isso o BiblioAção faz com que os colaboradores estejam atentos em
satisfazer suas necessidades, principalmente a necessidade de mudar e ver que
mudança faz parte do dia a dia, a necessidade de se motivar, por que é sabido que
motivação é a força motriz que alavanca as pessoas a buscarem a satisfação do
crescimento humano. O lendário Walt Disney disse certa vez: “ Você pode sonhar,
criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo...mas é preciso gente para fazer
do sonho uma realidade”.

4 AS FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO UTILIZADAS NO BIBLIOAÇÃO
Para marcar a atuação dos profissionais bibliotecários e auxiliares de
biblioteca, no BiblioAção destacam-se as principais ferramentas dessa ação
empreendedora:
•

Workshops : Ensinando e aprendendo
Os workshops consistem em oficinas destinadas ao desenvolvimento
de habilidades específicas por meio de palestras, ministradas por
convidados ou pelos próprios colaboradores do Sibiun, que encorajam
a promoção da inovação, motivação e o trabalho em equipe.

�7

•

Sustentabilidade: Nossa responsabilidade
O Sibiun trouxe para suas bibliotecas, ações de desenvolvimento
econômico sustentável que, com idéias simples, garantem benefícios
para o meio ambiente e para a UNIVALI. Entre as ações mais
importantes do Sibiun, pode-se destacar o uso de canecas que
substituíram os copos descartáveis, o reaproveitamento do papel
rascunho para as atividades internas e a confecção de panfletos de
divulgação com papel reciclado.

•

Hora do Conto
A Hora do Conto propõe o incentivo à leitura por meio da contação de
histórias, realizada mensalmente com as turmas da Educação Infantil e
séries iniciais do ensino fundamental do Colégio de Aplicação da
UNIVALI.

Este projeto aborda a importância da literatura como

estímulo à imaginação e criatividade, incentivando a leitura e
sensibilizando as crianças para o uso da biblioteca. Os colaboradores
são estimulados a participarem ou assistirem os momentos da Hora do
Conto.
•

Vou Te Contar
A Biblioteca Central Comunitária lançou um projeto piloto de contação
de histórias chamado “Vou te contar”, voltado para o público jovem e
adulto, que tem como objetivo proporcionar aos freqüentadores da
Biblioteca, momentos de lazer e cultura, bem como o incentivo à leitura
de escritores nacionais e estrangeiros. Os colaboradores são
estimulados a participarem ou assistirem os momentos deste projeto.

•

Benchmarking
O Sibiun tem realizado benchmarking com outras bibliotecas com o
objetivo de compartilhar experiências e realizar mudanças positivas em
seus processos. Essa ferramenta de gestão tem oportunizado a criação
e renovação dos serviços porque incentiva toda a equipe a reconhecer
oportunidades de melhorias, tornando-a mais motivada.

•

Sharepoint

�8

O Sharepoint pode ser definido como uma plataforma de colaboração
que permite a equipe compartilhar informações e documentos,
tornando os processos internos mais eficientes. Pode ser acessado
somente por colaboradores da UNIVALI que têm permissões
específicas de acordo com a sua atividade.
•

Homepage: As notícias
A homepage do Sibiun é outro canal de comunicação muito importante.
É por meio dela que são divulgadas notícias, eventos e exposições
além de diversas informações relacionadas ao conhecimento e a
cultura. São disponibilizados também serviços on-line, como a consulta
ao acervo, renovação e reserva, além de uma variedade de bases de
dados de artigos, teses, dissertações e outros sites que compõem o
nosso acervo virtual.

•

Adesivos
A Biblioteca tem uma importância fundamental na comunidade
acadêmica e, mais do que divulgar e oferecer serviços de excelência, é
fundamental disseminar seu objetivo como educadora. Partindo deste
propósito, a Biblioteca divulga em cada mesa de estudo, um adesivo
com a missão, visão e valores do Sibiun.

•

E-mails
O uso do e-mail tem um relevante papel para transmitir informações e
notícias relativas ao Sibiun. As aplicações de correio eletrônico
oferecem aos usuários uma série de ferramentas que, combinadas
entre si, contribuem para uma melhoria na comunicação e integração.
Os colaboradores do Sibiun fazem parte de grupos, de acordo com o
setor ou função, que garantem a distribuição das informações para
todos os membros dos respectivos grupos. Podemos utilizar como
analogia, uma sala de reuniões em que todos participam e recebem as
mesmas informações. Deste modo, não há descontinuidade das
informações e as atividades se tornam mais eficientes.

�9

5 A PARTICIPAÇÃO DOS COLABORADORES
No Sibiun aos colaboradores são permitidas características do espírito
empreendedor e os mesmos são estimulados a educação continuada e
comunicação, a correr riscos calculados quando se dedicam as idéias e produtos
inovadores, colaboração administrativa na solução de problemas e trabalhar dentro
das limitações burocráticas para superar obstáculos assumindo responsabilidades
por uma iniciativa pessoal.

6 CONCLUSÃO
O empreendedorismo não é incumbência exclusiva daquele que cria ou
gerencia uma empresa. Pode estar presente nas organizações com ou sem fins
lucrativos e não está ligado somente a criação de novos produtos e serviços visando
lucros financeiros, como no caso das bibliotecas universitárias, já que existem para
suprir informação aos clientes.
Com a experiência do BiblioAção acredita-se que o empreendedorismo
tem lugar nas bibliotecas universitárias, e que os colaboradores devam ter apoio de
seus gestores para criarem e inovarem, serviços e produtos com objetivo de atingir
resultados, que está diretamente ligado a satisfação dos clientes em verem suas
necessidades antecipadas e atendidas.
Neste sentido, podemos afirmar que os colaboradores envolvidos no
BiblioAção do Sibiun sentem-se incorporados ao processo de gestão, pois
demandam de idéias mais constantemente, trocando informações entre si, com a
equipe e com a gerência, através de uma lista de discussão do grupo e reuniões
periódicas.

Participam

mais

ativamente

de

palestras

e

eventos

culturais

desenvolvidos na Biblioteca, e promovem o uso mais freqüente de ferramentas
informacionais como o Sharepoint na busca por soluções cotidianas, Por meio de
estudos de usuários ten se comprovado melhores resultados em relação ao uso dos
serviços informacionais da Biblioteca e postura profissional da equipe do Serviço de
Referência.

�10

A maneira de pensar das pessoas mudou, estão mais focadas nos
usuários, não apenas interessadas nos seus setores, mas em toda a biblioteca e
demais bibliotecas do Sibiun, vendo-o realmente como um sistema integrado. O
nosso próximo desafio é tornar os nossos colaboradores automotivados e o mais
importante saberem o que tem de fazer para isso.

REFERÊNCIAS
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�11

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__________________
1

Alexsander Leber, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), leber@univali.br.
Claudia Bittencourt Berlim, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).
3
Cristiani Regina Andretti, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), andretti@univali.br.
4
Marcia Regina Coelho, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O artigo destaca a relevância do empreendedorismo no Sistema Integrado de Bibliotecas da UNIVALI - Sibiun, especificamente na Biblioteca Central e Setorial do Centro de Ciências da Saúde, com a experiência do BiblioAção, considerada no Sistema uma ferramenta de gestão e importante elemento para agregar valor, promover a coesão e o sentimento de pertencer, contribuindo para a formação de um ambiente dinâmico e empreendedor e conseqüentemente obter melhores resultados no atendimento aos usuários.</text>
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O HIPERTEXTO NA PESQUISA ESCOLAR: uma abordagem sob o prisma
dos usuários da Biblioteca do Centro de Divulgação Científica e
Cultural-CDCC/USP
LAMON, S. P.1

RESUMO
No processo de ensino-aprendizagem a busca de bibliografias pertinentes e acima
de tudo de qualidade é fundamental. Uma das metas da Biblioteca do Centro de
Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo (Campus
São Carlos) é estimular a prática desta pesquisa escolar desde o início da educação.
O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre a utilização da Internet como
ferramenta de busca de informações para realizar pesquisas escolares, utilizada
especialmente por alunos do ensino fundamental e médio a fim de promover a
eficácia da construção e concretização do conhecimento, através da pesquisa.
Aborda sobre os hipertextos essencialmente encontrados na Internet, que
geralmente são o suporte informacional nestas pesquisas escolares. Propõe o
desenvolvimento de coleções de sites na Web com conteúdos indicados a pesquisas
escolares.
Palavras-chave: Internet. Pesquisa escolar. Hipertextos. Desenvolvimento de
Coleções de sites na Web.

ABSTRACT
In the teaching-learning process the search of pertinent bibliographies and above all,
of quality is fundamental. One of the goals of the Library of the Center of Scientific
and Cultural Dissemination (CDCC) of the São Paulo State University (USP-Campus
São Carlos) is to stimulate the practice of this scholar research since the beginning of
the education. The present work project presents a reflection about the use of the
Internet as tool for the search of information to accomplish school researches,
especially used by students of the elementary and high school grades in order to
promote the effectiveness of the construction and materialization of the knowledge
through the research. He/she approaches the hypertexts essentially found on the
Internet, which are usually the informational support in these scholar researches. It

�2

proposes the development of site collections in the Web with suitable containt for
school researches.
Keywords: Internet. School researches. Hypertexts. Development of site collections
in the Web.

1 INTRODUÇÃO
A crescente preocupação, nos últimos anos, pela melhoria da qualidade
do ensino fundamental e médio é notória, havendo inúmeras iniciativas de
instituições universitárias que propõem alternativas, nas diversas áreas do
conhecimento humano, para dinamizar o ensino.
Com esta proposta várias universidades vêm atuando, integrando-se ao
ensino fundamental e médio das cidades onde estão localizadas, procurando assim,
contribuir com ações e reverter algumas situações encontradas na educação
brasileira.
O surgimento das tecnologias de comunicação (multimídia e interativa) é,
atualmente, um dos maiores agentes de mudança social no Brasil. Essas mudanças
são de natureza qualitativa, pois, propiciam as novas bases para construção de um
novo processo de aprendizagem, que requer a criação de um novo espaço de
conhecimento e de novas competências.
Neste sentido, é importante salientar um trabalho realizado na cidade de
São Carlos pela Biblioteca do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), da
Universidade de São Paulo (USP), que desempenha um papel importante na
Divulgação Científica, principalmente dos conhecimentos gerados pela própria
universidade. Oferece acesso a informações em diversas formas, especialmente a
hipermídia como Internet, CDROM’s, DVD’s entre outras e, em várias áreas do
conhecimento, contribuindo assim, para a disseminação da informação a
profissionais e alunos da área da educação.
Nesta perspectiva, a Biblioteca incorporou em seu plano de atuação uma
Pesquisa em andamento que visa motivar os usuários a desenvolverem suas
pesquisas escolares de forma autônoma e eficiente e que abordará a utilização das
novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), representada aqui pela

�3

Internet; que em geral é pensada como fonte de pesquisa na construção de
trabalhos escolares.
Toda esta facilidade de comunicação e informação levanta algumas
questões a serem discutidas que merecem atenção, tais como: o problema do “colacopia”, a seleção das informações relevantes frente às inúmeras informações
levantadas, a “fidedignidade” do material encontrado, entre outros.
Para tanto, é necessário conhecer o relacionamento do aluno com os
hipertextos

consultados

da

Internet,

a

maneira

pelo

qual

ele

escolhe/seleciona/pesquisa este material para ler e elaborar suas pesquisas
escolares e o modo como este processo é tratado pelo professor em sala de aula,
são algumas das preocupações das investigações que se pretende realizar.
Esta Pesquisa em andamento contemplará três momentos importantes:
fase 1 (concluída)- identificar os procedimentos dos alunos na busca de informações
para elaboração de suas pesquisas escolares em hipertextos consultados da
Internet; fase 2 (concluída)- levantamento dos requisitos básicos para o
desenvolvimento de Coleções de sites na WEB, contribuindo para que haja uma
menor ocorrência de pesquisas escolares com conteúdos improcedentes e, fase 3
(em andamento)- levantamento das opiniões dos professores e alunos a respeito da
problemática da pesquisa, permitindo a visualização de diferentes pontos de vista e
mesmo das similaridades internas do grupo estudado.

2 A INTERNET NA ESCOLA: uma ferramenta pedagógica no processo de
ensino e aprendizagem
Hoje, a globalização da sociedade trouxe a necessidade imprescindível do
acesso à “informação” de uma forma global.

A tecnologia mudou substancialmente

o padrão de mercado, abriu espaço para a concorrência (comunicação mundial) e
ofereceu oportunidades praticamente ilimitadas. Agora, os alunos podem contar com
a biblioteca da escola e com informação interativa via Internet e CDROM’s.

�4

Um incalculável volume de informações à disposição dos alunos não pode
ficar de fora do processo educacional; acessá-las e processá-las só contribui para a
melhor formação dos estudantes.
No Brasil, ainda de maneira tímida, a Internet está sendo usada como
instrumento de apoio em algumas poucas parcelas das escolas de ensino
fundamental e médio, conectando salas de aula e laboratórios de informática.
Em escolas particulares, as tecnologias avançam de forma expressiva,
atualmente com a chegada da lousa interativa, que permite ao professor usar sites
da Internet e intervir sobre eles; além de ampliar as páginas virtuais para toda a
classe, a lousa possui um software, por meio do qual o professor pode acrescentar
informações dos sites e depois gravar tudo em um disquete ou no hardware.
Esta nova tecnologia redefine o real papel do professor e do aluno,
modificando principalmente a postura do aprender no lugar de ensinar e a distinção
entre informação e conhecimento.
Antes desta revolução tecnológica, o professor ensinava quando transmitia
informação ao aluno e este conseguia memorizá-la. Hoje, esta transmissão de
informação é construída com conteúdos apropriados dia a dia.
Neste sentido Valente (2000, p.1) afirma que,
Atualmente recebe-se tanta informação fora da escola, por meio das
mais diversas mídias e com velocidades alucinantes, que está cada
vez mais difícil prender a atenção dos alunos em aulas
convencionais. A necessidade de remodelar cursos e métodos de
ensino existe em função de facilitar a árdua missão de educar além
de motivar.

Confirmando esta nova tendência da informação é importante observar
relato de uma professora na Revista Nova Escola citado em Serpa (2007),
Percebendo a falta de interesse das crianças pelas aulas, decidiu
mudar de método. Aprendeu a manejar as novas mídias e
abandonou os livros e as apostilas tradicionais. Suas aulas agora
giram em torno de notícias de jornais, documentários em vídeo,
pesquisas na Internet e fotografias.

Outro fator inovador para o ensino é a utilização da Internet para
“pesquisar”. A pesquisa via Internet deve ser realizada com critério, copiar apenas os

�5

conteúdos da Internet não acrescenta aprendizado àquele aluno. Deve-se
proporcionar o estímulo a continuidade desta pesquisa em bibliotecas, utilizando os
livros, as revistas e os materiais audiovisuais.
Como defensor do livro Almeida (1996, p.372) salienta que “os livros
oferecem ambientes de conhecimento, com tempo próprio de reflexão e diálogo
interior que muito pouco pode ser substituído por outros veículos cujos padrões de
assimilação são diversos e incomparáveis”.
Os principais aspectos de comparação da pesquisa na Internet com a
pesquisa física em bibliotecas podem ser observados no Quadro 1. a seguir.
Características da pesquisa na Internet
Oferece um número praticamente ilimitado de recursos (o que
não quer dizer que a Web contenha tudo)
Requer uma palavra-chave para pesquisar e não tem, ao
contrário da biblioteca, uma organização precisa
Promove o esforço pessoal de pesquisar, visto que não conta
com uma “intermediária”, (Bibliotecária) para ajudar nas buscas
Não resulta de um esforço de reunir todas as informações
relevantes, cada site determina que material apresente, o que
pode deixar alguns assuntos em segundo plano
Pode estar sobrecarregada no momento em que se procura
alguma coisa
O formato eletrônico dos dados facilita sua obtenção
Facilita a descoberta de múltiplos pontos de vista sobre um
mesmo assunto
É facilmente atualizável, podendo conter as informações mais
recentes
Requer que se desenvolva uma boa capacidade de selecionar
aquilo de que se precisa, evitando supérfluo
Não parte, dada sua
específicas dos usuários

generalidade,

das

necessidades

Quadro 1 - Característica da pesquisa na Internet
Fonte: Sobral, 1999

Para tanto, é importante salientar os dizeres de Veiga (1999, p.60),
Em matéria de uso da Internet no dever de casa, é a escola
que está correndo atrás do aluno. Sem que ninguém lhe
mostrasse o caminho das pedras, a meninada descobriu que,
com um clique do mouse, tinha acesso a um volume de

�6

informações muito mais do que na desanimadora enciclopédia
caseira.

Uma nova postura deve ser tomada pelo professor: orientar seu aluno na
utilização de sites. É importante que ele selecione e indique aos seus alunos os
melhores sites para se pesquisar. Seu papel é transformar em conhecimento, as
informações retiradas da internet, por meio de discussões em salas de aula.
A Internet já faz parte da vida de crianças e adolescentes. Por isso, cabe
aos educadores, e aqui se inclui os pais, dar uma boa formação aos alunos/filhos
para que o conteúdo inadequado de certos sites não prevaleça em suas vidas.
Uma análise atenta das considerações relatadas até o momento
demonstra que a Internet é essencialmente um meio de obtenção e troca de
informações, portanto, um ambiente ideal para a pesquisa de diferentes temas.
Os recursos que a Internet oferece são praticamente inevitáveis para as
atividades escolares. Nota-se que não se faz tarefas escolares sem a consulta à
rede. E esta tendência no ensino parece-nos inevitável, irreversível, inadiável.
Para Moran 2000, p.21,
Cada vez são mais difundidas as formas de informação
multimídia ou hipertextual e menos a lógico-seqüencial. As
crianças e os jovens estão totalmente sintonizados com a
multimídia e quando lidam com texto fazem-no mais facilmente
com o texto conectado através de links, de palavras-chave, o
hipertexto. Por isso o livro se torna uma opção inicial menos
atraente, está competindo com outras mais próximas da
sensibilidade deles, das suas formas mais imediatas de
compreensão.

Outros autores como Serpa (2007) são contrários a esta tendência do
ensino, questionando alguns aspectos considerados negativos do uso da Internet
pelos alunos “muitos alunos têm o costume de tirar cópias impressas de qualquer
informação que apareça na tela do computador para tê-las mais tarde. No entanto,
dificilmente fazem isso, desperdiçando tempo e deixando de lado a avaliação do que
estão pesquisando”.
É importante que o aluno tenha um roteiro bem definido na hora de
pesquisar na Internet, pois, qualquer informação pode ser inserida no computador do

�7

usuário, mesmo se estiver incorreta. Quando houver dúvidas quanto à procedência
da informação, é necessário consultar outra fonte de pesquisa e, principalmente o
professor.
Para se ter uma idéia da importância em orientar os alunos para o uso das
novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC`s), Barbosa (2005 p.146)
relata a experiência voluntária com alguns alunos,
...percebi que os alunos estavam completamente desconectados,
sem saber por onde começar e como planejar uma seqüência de
conteúdo. Estavam somente entusiasmados com os jogos e
motivados com as pesquisas nas enciclopédias. Porém, não
conseguiram sistematizar essas atividades com a finalidade de
aquisição de conhecimento.

O desafio para a escola brasileira consiste na ampliação da participação
do educando no processo de construção do conhecimento, de modo que este seja
resultado de uma ação cooperativa – professor – escola – aluno.
Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso
crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de
observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar
e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a
representação de redes, de procedimentos e de estratégias de
comunicação. (PERRENOUD, 2000, p.128).

3 DESENVOLVIMENTO
A pesquisa foi aplicada com alunos do ensino fundamental (5ª, 6ª, 7ª e 8ª
séries) que freqüentam a Biblioteca do Centro, durante os meses de agosto a
novembro do ano letivo escolar de 2007, em dias e horários alternados.
A primeira fase da pesquisa qualificou-se pelo estudo de caso, através da
análise investigatória do procedimento do sujeito (aluno) na busca dos sites na WEB
e dos conteúdos dos materiais (hipertextos) coletados via Internet, constituindo-se
em três aspectos: a escolha dos documentos, o acesso (seleção de sites) e a sua
análise e, no estudo de caso, aplicado nos sujeitos (alunos), adotando um enfoque
exploratório e descritivo utilizando uma variedade de dados coletados em diferentes
momentos.

�8

Os instrumentos de coleta de dados selecionados para essa fase da
pesquisa foram: a técnica de diários de registros de reflexões foi aplicada direto pelo
pesquisador e no término do procedimento de cada pesquisa escolar, como forma
de obter uma auto-análise do sujeito (aluno) com relação a todo o seu procedimento
de trabalho; a técnica de questionário foi “estruturada”; isto é, com perguntas
fechadas e previamente formuladas e aplicado pelo pesquisador aos sujeitos
(alunos); a técnica de observação participante foi realizada através do contato direto
do pesquisador com os observados (sujeitos alunos). O instrumento de coleta de
dados utilizado nesta técnica foi um “roteiro de observação” preenchido pelo
observador, como forma de facilitar o registro das observações.
Na segunda fase da pesquisa realizou-se um levantamento bibliográfico
como instrumento para elaborar requisitos ao Desenvolvimento de Coleções de sites
na Web, com conteúdos indicados, considerando padrões de fidedignidade de
conteúdo nas diversas áreas do conhecimento humano.
Desta forma, a pesquisa qualitativa proporcionou averiguar como
determinado fenômeno se manifesta nas atividades, procedimentos e interações
diárias na busca e seleção de informações em Hipertextos levantados na Internet.

3.1 Resultados
Fase 1 (concluída)- identificar os procedimentos dos alunos na busca de
informações para elaboração de suas pesquisas escolares em hipertextos
consultados na Internet: a pesquisa foi aplicada em 350 usuários respondentes,
alunos cursando de 5ª à 8ª séries do ensino fundamental de escolas públicas da
cidade de São Carlos-SP.
Nesta fase, o levantamento de dados norteou 4 (quatro) questões básicas:
• Primeiro: verificar se o aluno buscou outras fontes de pesquisa (livros-texto,
artigos de periódicos) antes de utilizar a ferramenta Internet para proceder suas
pesquisas escolares: em relação a essa questão os dados apurados constataram
que 69% dos alunos buscaram, como primeira fonte de pesquisa, a Internet,
deixando para uma segunda opção a consulta aos livros e periódicos da Biblioteca.
Os demais alunos, 31%, preferencialmente utilizaram os livros e revistas da

�9

Biblioteca como primeira fonte de pesquisa, colocando a consulta na Internet como
segunda opção se o conteúdo não fosse suficiente ou se o assunto não fosse
localizado no acervo da Biblioteca.
Constatou-se, de um modo geral, que a pesquisa escolar ainda não é
entendida pelo aluno como um processo de averiguações, nem percebem que, para
a realização de tarefas escolares com pesquisas relevantes e eficientes, é
necessário ter fontes de consulta que, na sua maior parte, devem ser buscadas nas
bibliotecas. O processo de ensino e de aprendizagem direcionado ao aluno só se
tornará possível na medida em que cada consciência esteja em todos os
profissionais da área educacional.
• Segundo: levantar o procedimento do aluno na elaboração de pesquisas escolares
utilizando-se de hipertextos levantados na Internet: com relação ao uso das
informações levantadas em suas pesquisas verifica-se que dos 69% dos alunos que
utilizaram a Internet como fonte principal, 42% retiraram as informações da Internet
utilizando o material na íntegra sem mesmo uma leitura prévia, utilizando a
sistemática do “cola-copia” e entregando direto ao professor, os demais 27%
produziram seu próprio texto a partir dos hipertextos.
Neste trabalho, a utilização da Internet por estes alunos, trouxe a
constatação de que este uso indiscriminado e sem planejamento está acarretando
uma “cegueira” no ato de levantar tais informações que, conforme relato dos próprios
alunos,

acabam

coletando

informações

desnecessárias

com

conteúdos

improcedentes para seus trabalhos escolares. Desta forma, o procedimento destes
alunos na hora de investigar os temas necessários, está cada vez mais direcionado
à pesquisa via Internet, ficando para o segundo plano, os livros, revistas e jornais.
• Terceiro: identificar o critério de seleção de sites pelos alunos: 82% dos alunos
não realizam seleção de sites, e sim, utilizam a ferramenta de busca “Google” e
acessam o primeiro site da lista, correndo o risco de utilizar informações
improcedentes e inadequadas em suas pesquisas. Com o resultado da pesquisa
pôde-se observar uma profunda inexperiência dos alunos no processo de busca de
informações e de produção de textos na pesquisa escolar.
• Quarto: verificar o índice de aceitação dos professores por trabalhos impressos:
61% dos alunos indicaram que os professores só aceitam a apresentação do

�10

trabalho no formato manuscrito; 39% dos alunos indicaram que os professores
permitem a apresentação tanto no formato manuscrito como no impresso, neste
último caso, todos os alunos foram unânimes em afirmar que os professores apenas
exigem que os sites pesquisados sejam diferentes para cada aluno.
Esta questão confirmou que as pesquisas escolares com conteúdos
extraídos de sites na íntegra são aceitas, em sua maioria, pelos professores sem a
preocupação de se trabalhar este conteúdo integrado a outros suportes
informacionais, como livros, revistas, entre outros e, principalmente, introduzindo
discussões, questionamentos e integrando totalmente o aluno a este processo.
Fase 2 (concluída)- levantamento dos requisitos básicos para o
desenvolvimento de Coleções de sites na WEB, contribuindo para que haja uma
menor ocorrência de pesquisas escolares com conteúdos improcedentes: os
resultados obtidos deste levantamento foram descritos considerando os requisitos:
seus respectivos autores e a descrição dos mesmos. Estes componentes podem ser
observados na Tabela 1., a seguir.
Tabela 1 - Requisitos para construção de Biblioteca Virtual de sites
Requisitos

Autor(s)

Informação de Identificação
Apropriado

Sales e Almeida (2007, p.76)
Kovacs e Elkordy (2000, p.345-347)

Conteúdo

Kovacs e Elkordy (2000, p.345-347)

Tipos de formatos de arquivos

McGee e Prusak (2006, p.112

Links

Sales e Almeida (2007, p.77)
McGee e Prusak (2006, p.112)

Apresentação das informações
recuperadas
Tipos documentais

McGee e Prusak (2006, p.112)

Consistência das Informações

Sales e Almeida (2007, p.76)

Oportunidade

Kovacs e Elkordy (2000, p.345-347)

Layout de Fonte
Outras Observações Percebidas

Sales e Almeida (2007, p.77)
Sales e Almeida (2007, p.78)

Aspectos Legais

McGee e Prusak (2006, p.112)

Tipos de estratégia de busca

McGee e Prusak (2006, p.112)

Tipos de componentes de interfaces

McGee &amp; Prusak (2006, p.112)

Tipos de interfaces

McGee e Prusak (2006, p.112)

Apropriado para formato
digital/formato WEB

Kovacs e Elkordy (2000, p. 345-347)

Restrições Percebidas

Sales e Almeida (2007, p.77)

�11

A partir do levantamento dos requisitos básicos, iniciou-se o processo de
levantamento dos sites direcionados à pesquisa escolar na Web. Aplicou-se,
portanto, a metodologia de investigação Nível 1: Check-up inicial de requisitos por
exclusão, tais como: apropriado, facilidade de uso e links. Este processo encontra-se
em andamento. A próxima investigação será do Nível 2: Requisitos que requerem
maior tempo de investigação e por último o Nível 3: Requisitos complementares.
Quanto à aplicação realizada na presente pesquisa, enfatiza-se que os
“requisitos” levantados são apropriados não somente para avaliar os sites, mas
também para avaliar qualquer tipo de fonte de informação, sobretudo de caráter
acadêmico e científico, disponível na Internet.
Os “requisitos” são itens importantes a serem levantados visando o
sucesso e a eficiência dos serviços da Biblioteca Virtual. Com isso, forma-se uma
Biblioteca navegável, com mecanismos de busca eficazes que facilitam a
recuperação de trabalhos/ conteúdos com disponibilidade do texto integral, com
facilidade para identificar os autores e referências bibliográficas completas.

4 CONCLUSÃO
O sucesso na utilização da Internet dependerá da compreensão de como
exatamente ela se relaciona com a sala de aula. É importante a adequação da
escola para receber em suas salas de aula as mais avançadas técnicas de pesquisa,
coleta, interpretação e aplicação de dados necessários ao trabalho do professor.
Para tanto, vários obstáculos terão que ser transpostos, desde o papel do
professor, do aluno e da escola. É necessário saber também como evitar o mau uso
da Internet na execução de trabalhos escolares, uma vez que é comum que alunos,
inclusive do ensino superior, copiem material disponível ou reproduzam informações
duvidosas. É importante ensinar aos alunos que ser competente, neste contexto, é
incluir pensamento crítico e saber lidar com as informações contidas na Internet.
Estas constatações advertem para uma preocupação mais direcionada à
educação, no que diz respeito ao processo de ensino e de aprendizagem, pois, da

�12

forma como estas pesquisas vêm ocorrendo não condizem com o objetivo principal
desta nova forma de obter informação, que é a construção do conhecimento.
Nessa nova postura de busca de informações deve estar incluída a
reflexão sobre o conteúdo, ou seja, a qualidade dessa informação. Saber organizar
esta informação de forma a envolver a participação do aluno é construir o
conhecimento, analisando, discutindo e reformulando conceitos e conteúdos que
efetivamente contribuirão para o processo de ensino e aprendizagem.
Tem-se consciência de que uma grande parte das informações existentes
disponíveis na Internet precisa de uma boa seleção, com critérios educacionais e
cabe ao professor orientar e selecionar cuidadosamente estas informações.
O desafio de desenvolver uma Biblioteca Virtual de sites é um trabalho
novo ao Bibliotecário e profissional da informação que continuam uma tradição de
selecionar recursos de qualidade para os usuários, utilizando os mesmos critérios
básicos de formar um acervo de qualidade nas Bibliotecas tradicionais. Assim,
construam coleções de sites na WEB considerando conteúdo de informações úteis,
idioma apropriado, facilidade de uso, produzido por autores reconhecidos.
Desta forma, avaliar e aplicar “requisitos” que garantam qualidade às
fontes de informação é fator imprescindível à comunidade de usuários (alunos e
professores do ensino fundamental e médio) que irá utilizar este novo serviço da
Biblioteca do CDCC/ USP. Este modelo poderá ser aplicado a outros públicos, já que
compõem “requisitos” básicos indispensáveis à construção de Bibliotecas Virtuais de
sites.
A proposta da pesquisa de desenvolver coleções de sites na WEB, com
conteúdos indicados para pesquisas escolares, contribuirá para minimizar os
problemas já citados do uso sem critério dos sites e hipertextos pelos alunos e
proporcionará a interação do professor com esta nova Tecnologia de Comunicação e
Informação (TIC´s).

�13

REFERÊNCIAS
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Anais... Florianópolis: UFSC, 1996. p.371-373.
BARBOSA, R.M. (ORG.) Ambientes virtuais de aprendizagem. Porto Alegre:
Artmed, 2005. 184p.
KOVACS, D.K.; ELKORDY, A. Collection development in cyberspace: building an
electronic library collection. Library Hi Tech, USA, v.18, n.4, 2000. p.335-359.
McGEE, J. ; PRUSAK, L. Gerenciamento estratégico da informação. Rev. Eletr.
Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n. esp., 1º sem., 2006.
MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovisuais e
telemáticas. In: MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. AP. Novas
tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000. 173 p. (Coleção
Papirus Educação) Cap.1, p.11-65.
PERRENOUD, P.. 10 novas competências para ensinar: convite à viagem. Porto
Alegre: ARTMED, 2000.
SALES, R.; ALMEIDA, P.P. Avaliação de Fontes de Informação na Internet:
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em: &lt;http://www.uol.com.br/novaescola/edição0398/didática2.htm&gt;. Acesso em:13
jan. 2007.
SOBRAL, A. Internet na escola: o que é e como se faz. São Paulo: Edições Loyola,
1999. 118p.
VALENTE, J. A. (Org.) Computadores e conhecimento: repensando a educação.
2. ed. Campinas: Gráfica Central Unicamp, 2000.
VEIGA, A. Surfe a sério: a população da Internet está mudando a forma e o
conteúdo do dever de casa. Revista Veja, São Paulo, v.32, n.9, 03 mar. 1999. p.6061.

_________________
1

Silvelene Pegoraro Lamon, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Divulgação Científica e
Cultural (CDCC), silvelen@cdcc.sc.usp.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O hipertexto na pesquisa escolar: uma abordagem sob o prisma dos usuários da Biblioteca do Centro de Divulgação Científica e Cultural-CDCC/USP.</text>
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                <text>No processo de ensino-aprendizagem a busca de bibliografias pertinentes e acima de tudo de qualidade é fundamental. Uma das metas da Biblioteca do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo (Campus São Carlos) é estimular a prática desta pesquisa escolar desde o início da educação. O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre a utilização da Internet como ferramenta de busca de informações para realizar pesquisas escolares, utilizada especialmente por alunos do ensino fundamental e médio a fim de promover a eficácia da construção e concretização do conhecimento, através da pesquisa. Aborda sobre os hipertextos essencialmente encontrados na Internet, que geralmente são o suporte informacional nestas pesquisas escolares. Propõe o desenvolvimento de coleções de sites na Web com conteúdos indicados a pesquisas escolares.</text>
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FRBR – REQUISITOS FUNCIONAIS PARA REGISTROS
BIBLIOGRÁFICOS: primeiro estudo investigativo da USP
KNÖRICH, E. M. G.1
MORAES, J. S.2
FACINI, A. L. L.3
WOJCICKI, A. T.4
DIMARIO, C. J. K.5
JUK, G. B.6
FILET, N. B.7
RESUMO
Os FRBR se apresentam como uma nova filosofia na descrição dos objetos de
informação. Como tema recente no cenário biblioteconômico brasileiro, um grupo
de projetos do SIBi-USP propôs um estudo investigativo dos aspectos teórico e
prático sobre o tema. O método contemplou a pesquisa documental e o
levantamento de experiências. Os resultados indicam que a literatura em
Português ainda é incipiente, sendo a compreensão do tema dependente da
literatura inglesa. As vantagens da prática do modelo FRBR parecem ser a forma
de exibição das informações ao usuário e a facilidade na catalogação dos
registros. Não há relato da prática no Brasil; como conseqüência, não há
pesquisas de satisfação de usuários dos FRBR.
Palavras-chave: FRBR. Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos.

ABSTRACT
The FRBR are presented as a new philosophy in descriptive representation. As a
recent subject in brazilian library context, a group of projects of SIBi-USP
proposed an investigative study of theoretical and practical aspects on the subject.
The method included the documentary research and the practice in this subject.
The results indicate that the literature in Portuguese is still incipient, and the
understanding of the subject dependent on English literature. The advantages of
the practice of FRBR model seem to be how to display the information to the user
and how it makes the cataloguing of records easier. There is no report of the
practice in Brazil; as a result, there are no surveys of satisfaction of FRBR’s users.
Keywords: FRBR. Functional Requirements for Bibliographic Records.

�2

1 BREVE CENÁRIO DO EMPREENDEDORISMO
O termo empreendedorismo não representa algo novo no cenário
administrativo já há algum tempo; o conceito passou a ser uma marca desejada
por instituições privadas e públicas: ser uma organização empreendedora. Da
mesma maneira, no nível individual, o empreendedorismo passou a ser uma
característica requisitada e valorizada no perfil dos funcionários das organizações.
Sinônimo de habilidade criativa, de renovação, de mudança e de
implementação (VENTURE CAPITAL, 2008), mais que uma nova tendência
administrativa, o empreendedorismo pode ser compreendido como uma atitude
quase que obrigatória de garantia para a sobrevivência das organizações no
mercado em constante mudança.
Esse conceito surgiu no Brasil na década de 90, com a criação do
SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e da
Softex (Sociedade Brasileira para Exportação de Software). O SEBRAE é
conhecido pelos pequenos empresários brasileiros pelo suporte fornecido para o
início de suas empresas até a resolução de pequenos problemas dos seus
negócios, além das possibilidades de consultorias e de treinamentos; já a Softex
foi criada com o objetivo de levar as empresas de software do país para o
comércio externo, necessitando, para isso, de treinamento e de capacitação dos
empresários brasileiros de informática. Nesse contexto de parcerias, incluindo
incubadoras de empresas e universidades, é que o tema empreendedorismo
surgiu na sociedade brasileira (DORNELAS, 2005).
Para Hisrich &amp; Peters (2004, p.29)
O empreendedorismo é o processo dinâmico de criar mais
riqueza. A riqueza é criada por indivíduos que assumem os
principais riscos em termos de patrimônio, tempo e ou
comprometimento com a carreira ou que provêem valor para
algum produto ou serviço. O produto ou serviço pode ou não ser
novo ou único, mas o valor deve de algum modo ser infundido
pelo empreendedor ao receber e localizar as habilidades e os
recursos necessários.

Observa-se que o empreendedorismo não está vinculado apenas aos
serviços e produtos novos, mas também aos já existentes, favorecendo, com isso,

�3

um novo modelo de gestão nas organizações, focado no incentivo à inovação e à
criatividade dos funcionários.
No

nível

individual,

Dornellas

(2005)

cita,

pelo

menos,

três

características do empreendedor, sendo elas: 1) a iniciativa de criar um novo
negócio e gostar do que faz; 2) utilizar os recursos disponíveis de forma criativa
com a finalidade de transformar o meio social e econômico onde vive; 3) assumir
e aceitar os riscos previstos e o possível fracasso dentro de uma organização.
O empreendedorismo é resultado de um conjunto de habilidades que
algumas pessoas possuem e que podem ser potencializadas em função de um
ambiente organizacional favorável. Tais habilidades conduzem a vida da
organização, os seus projetos, os produtos e serviços oferecidos e a sua relação
com os clientes, imprimindo a todos a marca da sua conduta e do seu
comportamento no mercado.
Dentre as organizações consideradas empreendedoras, especialmente
nos aspectos técnico, científico e tecnológico, estão as universidades. Oliveira
Filho (2007) considera as pesquisas universitárias como fontes de idéias para
novos negócios, principalmente os de base tecnológica, embora, por outro lado,
afirme que a grande parte dos resultados das pesquisas tem sido patenteada em
outros países.
Além desse foco, Grynszpan (1999) coloca mais um ponto sobre a
universidade no cenário empreendedor, o de formadora de profissionais
inovadores. As organizações inovadoras precisam de profissionais que sejam
capazes de inovar, que sejam empreendedores; e, para o autor, esse é o principal
produto das universidades para as organizações.
Nesse raciocínio, como responsáveis pela geração e transferência do
conhecimento

e

pela

formação

de

profissionais

empreendedores,

as

universidades necessitam de infra-estrutura também com características do
empreendedorismo para a concretização dessas atividades, e neste ponto entram
as bibliotecas universitárias.

�4

As bibliotecas universitárias são consideradas segmentos importantes,
responsáveis pela infra-estrutura da informação registrada e utilizada nas
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Gomes &amp; Barbosa (2001), quando
comentam a função da biblioteca universitária, colocam-na como contribuidora
decisiva no ensino, na pesquisa e na extensão, assumindo, assim, a função social
de prover a infra-estrutura documental e promover a disseminação da informação,
em prol do desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura.
A infra-estrutura informacional de qualidade e com a carga de inovação
necessária para o atendimento da nova demanda universitária – a de ser também
uma organização empreendedora - passa obrigatoriamente pelo bibliotecário, que
requer novos conhecimentos e permanente atualização, especialmente após a
inserção das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no seu ambiente
de trabalho.
De acordo com Dalpian, Fragoso &amp; Rozados (2007), dentre as
características determinantes para um perfil empreendedor do profissional
bibliotecário estão a atualização constante, a flexibilidade, a criatividade, a
polivalência, a liderança, o saber negociar, a excelência na comunicação, na
participação e nas redes tecnológica e social e, ainda, ser inovador.
Se uma das características do empreendedor é inovar e, por
conseqüência, introduzir mudanças no ambiente de trabalho, os gestores das
bibliotecas

precisam

estar

cientes

da

necessidade

da

existência

de

empreendedores em suas equipes e receptivos para tal fato, assim como
precisam criar ambientes favoráveis para que funcionários sejam motivados a
desenvolverem seus espíritos empreendedores. Conclui-se, portanto, que não
basta ter habilidades de empreendedor, é fundamental ter também espaço para
‘praticar o empreendedorismo’.
Sob a análise de COTTAM (1989), algumas características do espírito
empreendedor em bibliotecas incluem a permissão para que os funcionários
sejam estimulados a correr riscos calculados enquanto se dedicam a idéias e
produtos inovadores, a colaboração e apoio administrativo na resolução de

�5

problemas e o trabalho dentro das limitações burocráticas para superar
obstáculos, assumindo responsabilidades por uma iniciativa pessoal.
Na prática, destaca-se a constante preocupação do Sistema Integrado
de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - SIBi-USP, como exemplo na
capacitação de sua equipe de profissionais e na prospecção das novas
tendências para as bibliotecas universitárias. Cursos, palestras, workshops,
eventos e a participação em projetos pertencentes ao Planejamento Estratégico
são formas freqüentes de atualização profissional e de estímulo à participação no
Sistema.
Em 2006, como primeiro reflexo da abordagem de um novo modelo
para a descrição da informação, os Requisitos Funcionais para Registros
Bibliográficos (FRBR), e preocupado com a inserção do novo tema dentre as
bibliotecas universitárias da USP, o SIBi ofereceu uma palestra sobre esse novo
modelo aos seus bibliotecários catalogadores.
Em 2007, o tema foi novamente citado e indicado para constar como
um dos projetos que compôs o Planejamento Estratégico do SIBi-USP daquele
ano. Após a manifestação de interesse dos bibliotecários catalogadores, foi criado
o grupo de estudos.
O presente estudo fez parte do projeto 2, intitulado FRBR – Requisitos
Funcionais para Registros Bibliográficos: um estudo investigativo.

2 INTRODUÇÃO AOS FRBR E AO ESTUDO DO SIBI-USP
Com o objetivo de discutir uma estrutura que possibilitasse relacionar os
registros bibliográficos com as necessidades dos usuários e, somando a isso, o
desenvolvimento das tecnologias de informação, o crescimento vertiginoso do
número de publicações e a conseqüente elevação dos custos de catalogação
desses materiais, a partir da década de 90 um grupo de estudos da IFLA iniciou
uma reavaliação das práticas e normas de catalogação.

�6

O resultado desse estudo foi a proposta de um novo modelo de
descrição, os FRBR – Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos, que
pretende organizar a informação sob um novo olhar, com foco nas necessidades
de busca do usuário final.
Para atender a esse objetivo o modelo FRBR utiliza uma estrutura de
relacionamentos clara e lógica ao usuário, de modo que ele possa navegar
facilmente nos espaços de informação, facilitando a obtenção de resultados para
suas buscas e, mais, ampliando o rol de resultados possíveis, inclusive com
resultados sequer imaginados pelo próprio usuário. O modelo FRBR pode ser
definido como um modelo conceitual de descrição, baseado na concepção
“entidade-relacionamento”.
Considerando tal situação e a hipótese de que o modelo FRBR venha a
ser a nova filosofia no campo da representação descritiva, o estudo forneceu ao
Departamento Técnico do SIBi-USP um estudo preliminar. Além disso, este
estudo possibilitará que o modelo seja mais conhecido entre os bibliotecários do
SIBi, o que vem ao encontro da filosofia do Sistema sobre a inovação e
atualização permanente da sua equipe.
O objetivo geral do estudo foi investigar o modelo FRBR nos aspectos
teórico e prático e, para tanto, o estudo permeou entre a pesquisa teórica e a de
levantamento de experiências.

3 PESQUISA TEÓRICA DOCUMENTAL
Essa etapa da pesquisa abrangeu a revisão da literatura nacional e
internacional sobre o tema, e posterior leitura e análise dos conteúdos
encontrados. Uma lista de discussão foi montada (frbr-l@sibi.usp.br) com o
objetivo de possibilitar a troca de informações entre os membros da equipe. O
resultado dessa revisão encontra-se listado no último capítulo: Fontes
consultadas.

�7

4 PESQUISA DE LEVANTAMENTO DE EXPERIÊNCIAS
Essa etapa foi dividida em duas fases. A primeira delas foi a
identificação de empresas que produzem e ou comercializam softwares que
suportam o modelo FRBR e, conseqüentemente, as bibliotecas que trabalham
com esses sistemas. A segunda fase consistiu no levantamento de informações
técnicas e operacionais sobre a implementação e o uso do modelo FRBR por
meio das bibliotecas identificadas na primeira fase.
De acordo com Moreno (2006, informação verbal)1, atualmente a única
empresa a desenvolver um software que suporte a descrição e exibição de dados
utilizando o modelo FRBR é a VTLS (Visionary Technology in Library Solutions),
cujo software é chamado Virtua.
A partir dessa constatação a VTLS foi contatada com o objetivo de
identificar bibliotecas usuárias do software Virtua, obrigatoriamente implementado
com o modelo FRBR. Embora várias bibliotecas brasileiras utilizem o software
Virtua para gerenciar seus acervos, nenhuma delas estava com o modelo FRBR
implementado e em uso até o momento da pesquisa.
Em função da impossibilidade de levantamento das informações
técnicas e operacionais com um cliente real do sistema, foi realizado um segundo
contato com a empresa VTLS, com a finalidade de agendar uma demonstração
on-line do software implementado pelo modelo FRBR. Por meio das tecnologias
VNC (Virtual Network Computing) e Skype foi realizada a demonstração do
software à distância.
A demonstração durou duas horas, havendo explanação teórica e
exibição do banco de dados implementado com o modelo. Houve tempo para
perguntas, que seguiram um roteiro pré-estabelecido: procedimentos empregados
na representação descritiva; formatos de exibição; produtos e serviços; custo da
implementação; vantagens; pesquisa sobre a satisfação dos usuários após a
implementação dos FRBR e outras.

1

Informação fornecida por Fernanda Moreno, durante o workshop FRBR – Requisitos Funcionais para
Registros Bibliográficos, realizado em novembro de 2006, na FMVZ / USP, para os bibliotecários do SIBiUSP.

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5 SISTEMATIZAÇÃO DA TEORIA E OS RESULTADOS PRÁTICOS
A estrutura e a descrição da informação sempre foram realizadas com
ferramentas construídas na perspectiva de quem gerencia a informação e não na
perspectiva do usuário da informação.
Na reunião de Estocolmo, em 1990, uma comissão de estudos foi
estabelecida para reexaminar e indicar algumas diretrizes para o processo de
catalogação. O relatório final foi publicado em 1998, configurando uma
recomendação para reestruturar os registros de maneira a refletir a estrutura
conceitual das buscas de informação, levando em conta diferentes tipos de
usuários, tipos de materiais, tipos de suportes físicos e formatos. Nascia o modelo
Functional Requirements for Bibliographic Records – FRBR, desenvolvido
pela IFLA.
A intensificação dos custos de catalogação, a necessidade de
economia no processo de catalogação, o crescimento vertiginoso de publicações
e a rápida proliferação de novos formatos e materiais, com diferentes métodos de
acesso, todos aliados ao desenvolvimento tecnológico, impulsionaram a criação
dos FRBR.
A principal proposta dos FRBR é fornecer uma estrutura clara para
relacionar dados de registros bibliográficos às necessidades dos usuários desses
registros e, mais, recomendar um nível básico de funcionalidade para registros
criados por entidades bibliográficas nacionais. A primeira proposta, em especial,
indica que os catálogos on-line possam mostrar as relações entre os registros de
forma mais clara ao usuário, de maneira que ele possa navegar nos espaços de
informação e que o resultado da sua busca reflita um rol maior de registros
recuperados. Para o modelo FRBR todos os dados são usados conforme a
necessidade do usuário, e apresentados como uma hierarquia, da forma mais
ampla para a mais específica, resultando na particularização da busca pela
informação. A segunda proposta indica um nível básico ou mínimo de elementos
para a descrição bibliográfica, elementos esses identificados como necessários
para diversos tipos de usuários.

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No modelo FRBR são elementos da descrição: as entidades, os
atributos e os relacionamentos. Essa estrutura de entidades, atributos e
relações, assim como sua técnica de análise, é chamada de Modelo EntidadeRelacionamento, criada na década de 70. Modelos de dados são conjuntos de
conceitos utilizados para descrever um banco de dados; esse modelo específico é
um modelo lógico com base em objetos, e a identificação dos relacionamentos
entre eles é entendida como a captura da semântica desses dados, ou seja, do
que significam no universo a que pertencem. Esse modelo não visa à prática ou
implementação, pois está no âmbito da modelagem e representação dos dados.
Uma entidade é uma coisa ou objeto do mundo real, pode ser concreto
ou abstrato e, ainda, que pode ser descrito de forma unívoca. Os atributos são
as características da entidade, as suas propriedades descritivas e os
relacionamentos são as ligações, as associações entre as entidades.
Assim como o Modelo Entidade-Relacionamento, o FRBR não é um
modelo de dados, não é um formato de registro, tampouco um vocabulário de
metadados. O modelo FRBR opera no nível conceitual, é abstrato e genérico; é
uma nova percepção do objeto de informação para efeito da sua descrição.
As entidades podem ser subdivididas em 3 grupos. O grupo 1 reúne as
entidades que compreendem o produto do trabalho intelectual e ou artístico. Esse
grupo traz o grande diferencial na forma como o profissional deve perceber o
objeto de informação no momento da sua descrição e é composto por quatro
outras entidades. São elas: obra: entidade abstrata, criação intelectual ou artística
distinta; expressão: entidade abstrata; é a realização intelectual ou artística
específica da obra, excluindo-se seus aspectos físicos; manifestação: entidade
concreta; é a materialização da expressão de uma obra, ou seja, seu formato,
suporte físico e outras descrições físicas; item: entidade concreta; é um exemplar
da manifestação.
O grupo 2 reúne as entidades responsáveis pelo conteúdo intelectual e
ou artístico ou, ainda, responsáveis pela produção física, pela disseminação ou
pela guarda das entidades do primeiro grupo, sendo elas: pessoa e entidade

�10

coletiva. O grupo 3 reúne as entidades consideradas como assuntos das obras.
São elas: conceito; objeto; evento e lugar.
Os atributos são características atribuídas às entidades; podem estar
ligados direta ou indiretamente à entidade. Os atributos diretos ou inerentes estão
ligados aos aspectos físico e formal, ou outros identificados pelo exame do item.
Os atributos indiretos ou externos são aqueles imputados a uma entidade, são os
identificadores individuais e suas informações contextuais. Normalmente esses
atributos requerem o uso de outras fontes para serem estabelecidos. A principal
contribuição em definir entidades com seus atributos é distingui-las em seu
conteúdo intelectual ou artístico.
Os relacionamentos são considerados veículos para descrever as
ligações entre uma entidade e outra, e, conseqüentemente, como um meio de
ajuda ao usuário para navegar no universo do catálogo ou de um banco de dados.
Vários são os tipos de relacionamentos que existem entre os 3 grupos de
entidades, inclusive outros relacionamentos podem ser observados no decorrer
do uso do modelo FRBR. Três relacionamentos são claros e sempre presentes: o
relacionamento de responsabilidade, que associa as entidades do primeiro
grupo com as entidades do segundo grupo, ou seja, as obras com os seus
responsáveis, sob vários aspectos; o relacionamento de assunto, que une as
entidades do primeiro grupo (obras) e do segundo grupo (responsáveis) com as
entidades consideradas como assunto (conceito, objeto, evento e lugar); e os
relacionamentos implícitos, que representam a relação hierárquica natural entre
as quatro entidades do primeiro grupo, isto é, entre a obra, a expressão, a
manifestação e o item.
A estrutura do modelo FRBR, isto é, a hierarquia existente entre as
entidades do primeiro grupo e os relacionamentos possíveis entre todas as
entidades presentes no modelo, permite que o resultado da busca seja mais
amplo, exibindo, inicialmente, a reunião das obras que atendem ao requisito da
busca do usuário. Em seguida, para cada obra listada, diferentes expressões dela
mesma são desdobradas (original, traduções, versões, edições...). Em função do
desejo e da necessidade do usuário, cada uma das expressões é novamente
desdobrada em suas diferentes manifestações, ou seja, diferentes suportes

�11

(livros, e-books, artigos de periódicos, filmes...) e, ao final, a partir da
manifestação escolhida, tem-se acesso aos itens, isto é, aos exemplares da
manifestação por meio das suas notações de localização. Nesse raciocínio, o
modelo FRBR monta para o usuário uma árvore hierárquica seguindo a estrutura
proposta no seu modelo, do mais genérico para o mais específico, ou seja, da
obra para o item. Essa forma de exibição é sugerida como a forma pela qual o
usuário busca uma informação. Além da lógica do usuário e da didática na
exibição, o modelo ainda proporciona um rol de resultados maior do que o
oferecido pelos atuais sistemas de informação.
A sistematização da teoria cobriu detalhadamente a origem dos FRBR,
definição, propostas, elementos da descrição, estrutura e hierarquia. Em função
do tamanho previsto para os artigos, ela não pôde ser integralmente apresentada.
Toda a sistematização da teoria poderá ser obtida entrando em contato com os
autores por meio dos seus e-mails.
Sob o aspecto da pesquisa de levantamento de experiências, quanto
aos procedimentos empregados na representação descritiva, a implementação do
modelo FRBR não implica em mudança nos procedimentos tradicionais da
catalogação. A entrada de dados se faz com o uso do formato de registro MARC
e a descrição dos itens com as regras do AACR2. Bibliotecas que implementarem
o modelo em registros existentes não necessitam alterar seus procedimentos de
trabalho e as novas bibliotecas, que iniciarão a descrição de seu acervo já no
modelo FRBR, poderão estabelecer seus procedimentos de entrada de dados
conforme desejarem.
Quanto aos formatos de exibição, na prática, o software implementado
pelo modelo FRBR apresenta apenas um formato para o usuário. O modelo exibe
as informações resultantes da busca seguindo a hierarquia do modelo, ou seja, na
seqüência obra-expressão-manifestação-item. Dessa maneira, o modelo
apresenta primeiramente a “obra” e a partir dela, seguindo a vontade do usuário,
são desdobrados os tipos de “expressão” existentes. A partir de cada expressão
são apresentadas as “manifestações” e, por último, os “itens” para cada
manifestação existente. Essa característica propicia o diferencial da exibição e
apresentação das informações inseridas, pois, a partir dessa estrutura, podem ser

�12

visualizadas na forma hierárquica ou hierárquica inversa, denominadas como
“árvore” e “árvore inversa”, respectivamente.
Quanto aos produtos e serviços oferecidos, como conseqüência da
implementação do modelo FRBR, dois diferenciais podem ser classificados como
significativos: o enriquecimento do catálogo e a forma de exibição e apresentação
das informações ao usuário. O enriquecimento do catálogo se dá na medida que
todas as informações inseridas no banco de dados apresentam relações com
outras informações sob vários aspectos, estabelecendo uma teia entre registros
bibliográficos, integrando os semelhantes sob determinados aspectos. Além
disso, a catalogação é realizada seguindo também a hierarquia do modelo FRBR
(obra-expressão-manifestação-item), o que resulta em economia e facilidade de
catalogação num sistema cooperativo. Decorre daí a exibição e apresentação das
informações em forma de “árvore” e “árvore inversa”, conforme citado no
parágrafo anterior.
Quanto ao custo da implementação, é importante salientar que o
modelo FRBR não se trata de um módulo específico, sendo assim, não existe a
possibilidade de implementá-lo em separado em qualquer software de biblioteca.
Essa característica já limita a noção de custo. As propostas são calculadas em
função das características e necessidades de cada biblioteca como, por
exemplos, volume de registros bibliográficos existente, número de usuários
simultâneos e módulos a serem adquiridos.
Quanto à satisfação do usuário com sistemas implementados pelo
modelo FRBR, como não há biblioteca brasileira que já tenha a experiência de
uso do modelo, também não há pesquisas nesse aspecto, portanto, não existe o
olhar do usuário sobre a questão. No cenário internacional, até o momento da
pesquisa, também não se tinha conhecimento de pesquisas de usuários dos
FRBR.
Outros aspectos surgiram durante a demonstração; especial foco foi
dado com relação à migração de registros já existentes para o modelo FRBR.
Nesse aspecto é necessário realizar uma pesquisa com o banco de dados
existente com o intuito de verificar quais registros são candidatos a serem FRBR.

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Os registros que cumprem a hierarquia obra-expressão-manifestação são
candidatos a serem FRBR, pois têm a estrutura do modelo. Dentro desse
raciocínio, todos os registros constantes de um banco de dados são candidatos
(visto que são catalogados como um todo, ou seja, da obra até o item), desde que
sejam catalogados segundo a estrutura do MARC e as regras do AACR2. Na
transferência dos registros tradicionais para FRBR, eles são alterados em sua
estrutura, sendo então divididos em obra, expressão, manifestação e item, porém,
não sofrerão alterações em seus conteúdos. Para a entrada de dados, na ocasião
da inserção de um novo registro é possível optar por criar um registro tradicional
ou um registro FRBR e os catálogos, como conseqüência, podem ser puros ou
mistos.

6 CONCLUSÕES E PERSPECTIVA
A literatura em Português sobre o tema ainda é incipiente. Após estudo
e análise as vantagens da implementação do modelo FRBR parecem ser: a forma
de exibição das informações ao usuário e a facilidade na catalogação dos
registros. Não há relato da prática, visto que não existe efetiva aplicação no Brasil
e, como conseqüência, não há também pesquisas relatando a satisfação do
usuário com relação ao modelo. Em nível internacional os estudos também estão
em andamento. Por esses motivos este foi um estudo investigativo, sem uma
avaliação mais aprofundada da sua necessidade para a comunidade USP, bem
como sobre a aplicabilidade no seu banco de dados bibliográficos - DEDALUS.
Se o modelo se consolidar nos aspectos teórico e prático, e, ainda, nos
softwares de aplicação, certamente será necessário novo estudo, para que o SIBiUSP tenha subsídios suficientes para uma tomada de decisão e não fique à
margem das inovações no campo da representação da informação.

�14

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_________________
1

Edna Maria Gonçalves Knörich, Universidade de São Paulo, USP, eknorich@sibi.usp.br.
Juliana de Souza Moraes, Universidade de São Paulo, USP, jumoraes@icmc.usp.br.
3
Ana Lúcia de Lira Facini, Universidade de São Paulo, USP, anafacin@usp.br.
4
Andréia Teresinha Wojcicki, Universidade de São Paulo, USP, andreiaw@usp.br.
5
Clelia Junko Kinzú Dimário, Universidade de São Paulo, USP, clelia@iqsc.usp.br.
6
Guaraciaba de Barros Juk , Universidade de São Paulo, USP, guarajuk@usp.br.
7
Neide Bombeiro Filet , Universidade de São Paulo, USP, neide@biblioteca.fm.usp.br.
2

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Os FRBR se apresentam como uma nova filosofia na descrição dos objetos de informação. Como tema recente no cenário biblioteconômico brasileiro, um grupo de projetos do SIBi-USP propôs um estudo investigativo dos aspectos teórico e prático sobre o tema. O método contemplou a pesquisa documental e o levantamento de experiências. Os resultados indicam que a literatura em Português ainda é incipiente, sendo a compreensão do tema dependente da literatura inglesa. As vantagens da prática do modelo FRBR parecem ser a forma de exibição das informações ao usuário e a facilidade na catalogação dos registros. Não há relato da prática no Brasil; como conseqüência, não há pesquisas de satisfação de usuários dos FRBR.</text>
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TERCEIRA IDADE: fonte fundamental para rever valores e atitudes
HÖNEL, S. M. J. A.1
SANTOS, S. A. M.2

RESUMO
No Brasil, a preocupação com a terceira idade divide-se em duas partes: a política
do estado e a científica da medicina. Porém, a terceira idade não pode ser vista
apenas com estas duas vertentes; o idoso de hoje é ativo, participativo e senhor de
sua própria educação, tornando-a permanente para conquistar uma velhice feliz e
consciente de seus direitos. Desta forma, este projeto desenvolveu atividades com o
objetivo de valorizar e resgatar a auto-estima da comunidade pertencente à terceira
idade, diagnosticando, por meio da história de vida dos participantes, a mudança de
valores ocorridos na sociedade, no modo de vida e no reflexo do desenvolvimento
tecnológico no ambiente. Os resultados obtidos no processo de interação educativa
denotaram um alto grau de participação e interação do grupo; a valorização da autoestima colaborou com a interatividade familiar e o resgate no interesse pela leitura
através dos recursos disponibilizados pela biblioteca do CDCC na sensibilização das
questões ambientais.
Palavras-chave: Terceira idade. Meio ambiente. Memória.

ABSTRACT
In Brazil, the concern with the third age is separated in two parts: the government
politics and the scientific medical approach. But the third age cannot be seen just
with these two slopes; the senior today is active, engaged and master of his/her own
education, making it permanent to conquer a happy old age, conscious of their rights.
In this way, this project developed activities with the objective of valuing and rescuing
the self-esteem of the third age community, diagnosing, through the history of the
participants' life, the change of values in society, in the way of life and the reflex of
the technological development in the environment. The results obtained in the
process of educational interaction denoted a high degree of participation and
interaction of the group; the valorization of the self-esteem collaborated with the
family interactivity and the rescue of the interest of reading through the resources
available in CDCC´s library and in the sensitization the environmental subjects.
Keywords: Third age. Environment. Memory.

�2

1 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento do Projeto “Terceira Idade: fonte fundamental para
rever valores e atitudes” é tema da monografia apresentada à Universidade Federal
de São Carlos - UFSCar como parte dos requisitos para obtenção do título de
especialista em Educação Ambiental. Este curso de especialização, financiado pelo
Fundo Nacional do Meio Ambiente, está sendo realizado pelo CESCAR – Coletivos
Educador São Carlos, Araraquara, Jaboticabal e Região/ Projeto “Viabilizando a
Utopia”, do qual participam 38 instituições, entre elas, a UFSCar como instituição
âncora e o CDCC – Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de
São Paulo, como uma das parceiras.
O CDCC possui uma biblioteca que tem como proposta apoiar com
informações técnicas e científicas os setores que constituem o centro. Ela atende
comunidade em geral, apóia a educação formal, desenvolve atividades que
incentivam a leitura e a divulgação científica. Desta forma, este projeto foi uma das
atividades de extensão desenvolvida pela biblioteca onde a autora é funcionária.
O tema “Terceira idade” se justifica porque no Brasil, a preocupação com
esta faixa etária, divide-se em duas partes: a política do estado e a científica da
medicina. Para o Estado, esta questão se dá por meio de leis, decretos, portarias e
por via previdência social a partir dos sessenta anos de idade. Ficando o lazer, o
apoio ao desenvolvimento científico e cultural em segundo plano.
Segundo Haddad (1986, p.10) “As duas ciências médicas da velhice têm
grande interesse em traçar com clareza o perfil do idoso, programando-lhe o modo
de ser - da resistência e harmonia do físico ao equilíbrio e eficiência mental com os
temperos humorais pretendidos”. Mas a terceira idade não pode ser vista apenas
com estas duas vertentes; o idoso de hoje é ativo, participativo e senhor de sua
própria educação, tornando-a permanente para conquistar uma velhice feliz e
consciente de seus direitos.
Para Debert (2007, p.9): “Os Programas para a Terceira Idade são
exemplos utilizados pela mídia e pelos especialistas em Gerontologia, para
demonstrar que a experiência de envelhecimento pode ser vivida de maneira

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inovadora e gratificante”. Com o intuito de proporcionar um envelhecimento que
supra de forma mais completa as necessidades da terceira idade, este projeto criou
a oportunidade de enriquecer e transmitir conhecimentos específicos na área de
educação ambiental e, ao mesmo tempo, dinamizar a leitura e o incentivo na busca
da informação.
Neste contexto, foi possível trabalhar duas abordagens; uma relacionada à
ciência e à cultura, e outra, que aborda a temática sobre educação ambiental (uma
temática sobre educação ambiental no âmbito da ciência e outra cultural , no que se
refere à disseminação da informação e ao acesso da mesma pela terceira idade).
Se fizermos uma analogia entre os problemas ambientais e o papel da
educação ambiental como instrumento para rever valores e atitudes, temos muitos a
aprender com a tomada de atitudes dos que passam dos 60 anos e não se
intimidaram perante as dificuldades da própria idade, buscando soluções criativas as
quais são incorporadas no seu dia-a-dia.
O Projeto “Terceira Idade: fonte fundamental para rever valores e atitudes”
foi desenvolvida junto ao grupo “Projeto Vivência Lassalista – 3° idade”, mantido
pelo Colégio Diocesano La Salle de São Carlos, SP. Esta experiência enquadra-se
no programa Universidade Aberta à Terceira Idade, que possibilita ao idoso
aprofundar seus conhecimentos em áreas de seu interesse e, ao mesmo tempo,
trocar informações e experiências.

O resgate do gosto pela leitura e a busca da

informação através da biblioteca do CDCC, podem estimular ao idoso a descoberta
de novos valores e estar aberto a mudanças em um processo constante de
aprendizagem.

2 DESENVOLVIMENTO
O grupo é composto principalmente por mulheres com faixa etária entre 50
e 80 anos. O número de inscritos é de 60 alunos. As atividades foram desenvolvidas
durante o período de outubro de 2007 a maio de 2008, todas as terças-feiras, das
15h às 16:30h, totalizando 27 encontros com carga horária total de 40 horas.
Durante o primeiro encontro em abril de 2007, foi apresentada a proposta e definido

�4

o tema de interesse dos participantes que foi “consumo de água”. Todas as
atividades desenvolvidas foram interativas, utilizando livros, artigos, filmes,
pertencentes à biblioteca do CDCC; o que possibilitou aos idosos gerenciar seus
próprios conhecimentos, além de proporcionar o resgate da familiaridade com a
leitura.
As atividades abordaram o uso racional da água e suas relações com:
energia elétrica, vegetação, alimentação, infra-estrutura do bairro e descarte do
resíduo sólido domiciliar que podem afetar os lençóis freáticos, resgatando, portanto,
não só a memória ecológica de uma época, mas também a história. Com a
finalidade de estimular as lembranças e reavivar fatos da infância e juventude dos
participantes, foram utilizados fotografias e vídeos.
As praticas foram efetuadas em duas etapas: primeiro levantou-se a
memória de como era a relação com o ambiente durante a infância e juventude e
depois foi feito uma comparação entre as atitudes atuais e as do passado. Destas
reflexões foram definidos os temas relevantes para o desenvolvimento das
atividades de interação educativa.

2.1 Interações sócio-ambientais: apresentação de vídeos, palestras, visitas a
campo, leitura e pesquisa de textos e artigos
Para estimular a memória e enriquecer seus conhecimentos sobre a água,
nascentes, córregos, poluição dos rios, bacia hidrográfica, foram apresentados seis
fitas de vídeos sobre os temas citados, incluindo a história da cidade e seu principal
córrego.
Complementando a discussão sobre o vídeo: “O bonde dá saudade”, que
relata a história da cidade, foi proferida uma palestra pelo prof. Marco Antônio
Brandão, historiador e responsável pela argumentação e pesquisa do filme. Para
atender uma solicitação dos participantes foi realizada uma palestra sobre “O meio
ambiente e a agenda 21” –. Proferida por Iuri Gebara, médico veterinário,
especialista em Gestão Ambiental.

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A visita monitorada à Bacia Hidrográfica do Córrego do Gregório, oferecida
pelo CDCC permitiu conhecer o conceito de bacias hidrográficas, observar os
impactos ambientais causados pela ocupação na área urbana e rural e refletir sobre
possíveis maneiras de minimizar os impactos observados.
O tema Água também foi trabalhado por meio de textos e artigos retirados
de livros e revistas, dando um panorama global da água no planeta. O objetivo da
inserção de textos foi de torná-los leitores autônomos e não apenas receptores da
informação, indivíduos capazes de gerar seus próprios conhecimentos e saberes, a
partir de fontes que não faziam mais parte de seus cotidianos, e incentivá-los a
buscar a informação, transformando-as em conhecimento e exercitando o senso
crítico. Os textos/artigos trabalhados em sala de aula, fazem parte do acervo da
biblioteca do CDCC.

3 CONCLUSÃO
Os resultados obtidos superaram as expectativas em vários aspectos: a
participação foi total e muito ativa do grupo, que cresceu em freqüência com o
desenvolvimento da atividade. Era freqüente ouvir dos participantes que a atividade
deveria continuar após o término do projeto; isso demonstrou que a atividade foi
interessante e inovadora, que possibilitou unir ciência e literatura.
O resgate da auto-estima por meio da valorização da memória de vida
transformou um grupo de terceira idade em indivíduos ativos, interessados em
cooperar, atento à informação escrita (leitura) e noticiário, pois nunca é tarde para
aprender (segundo eles).
A interação educativa mudou a postura familiar, aumentando o diálogo,
fazendo desta maneira uma troca de informação entre o passado e o presente.
Com o resgate da memória da infância e da juventude e os conhecimentos
adquiridos através da leitura, perceberam que a facilidade de hoje ao acesso á água
induz ao consumo desordenado, que facilita o desperdício e que antes a dificuldade
e a escassez da água promoviam uma consciência maior no consumo.

Como

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resultado desta conscientização, ocorreu uma redução de dezesseis por cento no
consumo de água doméstico.
A atividade desenvolvida com a terceira idade proporcionou uma nova
experiência para a biblioteca com um segmento da população que tem dificuldades
para acessar informações científicas e culturais. Desse modo, a biblioteca do CDCC
inovou sua relação com o público ao levar um conjunto de informações históricas e
tecnológicas sobre a água no meio ambiente.

REFERÊNCIAS
DEBERT, G. G. A invenção da terceira idade e a rearticulação de formas de
consumo e demandas políticas. São Paulo: ANPOCSociais, 2007. Disponível em:
http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_34/rbcs34_03.htm. Acesso em:
13 jun. 2007.
HADDAD, E.G. de M. A ideologia da velhice. São Paulo: Cortez, 1986. p.10.

__________________
1

Suzi Maria José Alcaraz Hönel, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Divulgação Científica
e Cultural (CDCC), suzi@cdcc.sc.usp.br.
2
Silvia Aparecida Martins dos Santos, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Divulgação
Científica e Cultural (CDCC), silvias@cdcc.sc.usp.br.

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A ARTE DE CONTAR A CIÊNCIA NOS JARDINS DA PERCEPÇÃO
DO CDCC-USP
HÖNEL, S. M. J. A.1
LAMON, S. P.2
SILVA, G. C. C. S.3
GUERRA, A. C. R.4
BOSSOLAN, N. R. S.5

RESUMO
O Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo
tem como meta principal estabelecer um vínculo duradouro entre a Universidade e a
Comunidade, facilitando o acesso da população aos meios e aos resultados da
produção científica e cultural da Universidade. O CDCC implementou uma nova área
museológica, concebida em duas temáticas: “Os Jardins da Percepção” e o “O
Jardim do Céu na Terra”. Nesse contexto, o principal objetivo do presente trabalho é
integrar a pesquisa sobre a ciência e a arte e o desenvolvimento de atividades
artísticas (contação de história), de modo a promover a apresentação e a discussão
de temas da ciência. Para alcançar esse objetivo, propôs-se a utilização dessa
estratégia para abordar alguns dos temas integrantes dos “Jardins da Percepção”. O
primeiro tema abordado foi sobre Arquimedes, físico e matemático que viveu nos
anos 200 a.C. e a quem se atribui à descoberta do princípio da alavanca. Alguns
resultados coletados durantes as contações serão apresentados neste artigo.
Palavras-chaves: Museus e centros de ciências. Divulgação científica. Contação de
histórias.

ABSTRACT�
The Center for Scientific and Cultural Dissemination (CDCC) at the University of São
Paulo (campus São Carlos) has as main goal establish a lasting bond between the
University and Community, facilitating access of the population to the means and
results of scientific and cultural production of the University. The CDCC implemented
a new museological area, designed on two themes: "The Gardens of Perception" and
"The Garden of the Sky on Earth ". In this context, the main goal of this work is to
integrate research on the science and art and the development of artistic activities

�2

(story-telling) so as to promote the presentation and discussion of issues of science.
To achieve this goal, it was suggested to use this strategy to address some of the
themes of the "Gardens of Perception." The first theme discussed was about
Archimedes, physicist and mathematician who lived in the years 200 BC and to
whom it is attributed the discovery of the principle of leverage. Some results collected
during the presentations will be discussed in this article.
Keywords: Museums and science center. Science communication. Story telling.

1 INTRODUÇÃO
O Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de
São Paulo iniciou suas atividades em 1980 e está sediado em um prédio histórico
localizado no centro da cidade de São Carlos, SP. Este Centro de Ciências tem
como meta principal estabelecer um vínculo duradouro entre a Universidade e a
Comunidade, facilitando o acesso da população aos meios e aos resultados da
produção científica e cultural da Universidade. Idealizado desta forma definiu como
objetivos as funções de: desenvolver atividades de divulgação científica, visando,
principalmente, o ensino fundamental e médio; promover a integração entre a
universidade e a comunidade, facilitar o acesso às produções científicas e culturais
da Universidade; promover e orientar atividades que visam despertar nos cidadãos,
em especial nos jovens, o interesse pela Ciência e pela Cultura; colaborar com o
curso de Licenciatura em Ciências Exatas do campus USP São Carlos, repassando
a seus estudantes meios e métodos elaborados em projetos destinados à melhoria
do ensino fundamental e médio; propiciar aos alunos dos cursos de graduação do
Campus USP São Carlos um espaço para vivenciar as atividades integradas ao
CDCC por meio das monitorias; promover apoio à educação do ensino fundamental
e médio; possibilitar ao professor a atualização de seus conhecimentos através de
cursos e orientações específicas.
O CDCC desenvolve atividades diversificadas envolvendo programações
educativas como mini-cursos, visitas científicas monitoradas, capacitação para
professores, observações de fenômenos de astronomia, olimpíada de ciências,
atividades de informática e exposição interativa de física e exposição de ecologia. A
divulgação cultural é realizada por meio de sessões de cineclube, exposições
itinerantes e atividades lúdica. Cerca de 100.000 pessoas visitam o CDCC
anualmente. O público atendido, como participantes das diversas atividades ou

�3

simplesmente como visitante, é formado por estudantes, professores e interessados
em geral.
Um dos projetos de destaque do CDCC é o “Contação de Histórias”,
elaborado e desenvolvido pela biblioteca do CDCC desde 2002, com o objetivo de
incentivar crianças, jovens e adultos à leitura. Recentemente, em 2006, o CDCC
incorporou uma nova concepção de museu, externalizada por uma área
museológica concebida em duas temáticas: “Os Jardins da Percepção” instalado no
prédio sede do CDCC e o “Jardim do Céu na Terra”, no Observatório mantido por
este centro no campus I da USP. Estes jardins, contendo experimentos interativos,
foram concebidos com a finalidade de despertar a percepção de fenômenos naturais
e contrapor esta percepção aos modelos da Natureza que a Ciência oferece
(CURVELO et al., 2003). De modo a integrar os objetivos desses dois projetos
mencionados, teve início, em 2007, o projeto “A arte de contar a ciência nos jardins
da percepção do CDCC/USP”, elaborado e promovido pela biblioteca do CDCC e
financiado pelo CNPq (processo 553831/2006-2), cujo objetivo principal é o de
promover a apresentação e discussão de temas da ciência por meio do
desenvolvimento de atividades artísticas, no caso, a contação de histórias.
Desse modo, o presente artigo apresentará os resultados alcançados a
partir da elaboração e apresentação de uma dinâmica de contação de histórias já
desenvolvida pelo projeto mencionado com o tema de “Arquimedes”.

2 DESENVOLVIMENTO
Tendo em vista o objetivo geral do projeto - Integrar a pesquisa sobre a
ciência e a arte e o desenvolvimento de atividades artísticas (contação de história)
que promova a apresentação e discussão de temas da ciência - a atividade principal
que vem sendo executada são as dinâmicas de contação de histórias com temas
científicos apresentadas no espaço do CDCC, no Observatório Astronômico do
campus I da USP e em outros espaços públicos (escolas e praças, p.e). Essas
dinâmicas são apresentadas por um contador de histórias – um profissional com
formação artística - que participa da elaboração do roteiro juntamente com a equipe
do projeto, e cujo público principal são alunos do 5º ao 9º ano do ensino

�4

fundamental. Dos vinte e cinco temas apresentados nos “Jardins da Percepção” e
“Jardim do Céu na Terra”, oito foram selecionados para serem trabalhados nas
atividades de contação de histórias - “Arquimedes”, “Oswaldo Cruz”, “Vivendo no
Cerrado”, “Os Planetas do Universo”, “Reciclagem”, “Evolução”, “O Som” e
“Percepção e sensações”. Para cada uma das dinâmicas de contação está prevista
a elaboração de um portfólio que a acompanha, com indicação de bibliografia,
figurino, roteiro, imagens, material de divulgação (folders, cartazes, entre outros),
fichas de avaliação, entre outros itens. Ao final do projeto esse portfólio estará
disponível na biblioteca do CDCC bem como em seu site institucional para posterior
utilização por professores e pelo público em geral.
Dos oito temas propostos, três já foram desenvolvidos – “Arquimedes”,
“Oswaldo Cruz” e “Vivendo no Cerrado” – e a seguir serão relatados aspectos
relativos ao desenvolvimento e resultados alcançados na contação de “Arquimedes”.

2.1 Arquimedes
Esse tema foi escolhido de modo a privilegiar uma atividade existente no
Jardim da Percepção – a alavanca – e que suscita muita curiosidade entre o público
visitante do CDCC. O roteiro foi elaborado pelo ator Laerte Asnis, bolsista do projeto,
que intercalou elementos da vida desse importante cientista que nasceu em 287 a.C.
em Siracusa e a quem se atribui à descoberta do princípio da alavanca. Na
elaboração do roteiro foram consultados livros de divulgação científica bem como
sites da internet, cujos conteúdos foram supervisionados por especialistas da área
de física.
Ao todo foram realizadas 14 apresentações entre os meses de agosto a
outubro de 2007, atingindo um público total de 481 pessoas. Dessas apresentações,
5 foram feitas ao público essencialmente escolar, a partir de visitas agendadas ao
CDCC, e 9 apresentações feitas aos sábados, igualmente no CDCC, de modo a
divulgar o tema e o projeto entre o público geral, não escolar.

�5

A avaliação do impacto da apresentação entre o público foi feita (a) por
meio da coleta de registros escritos e orais desse público, após as apresentações
(quadro 1), e (b) por meio de registros da equipe do projeto relativos ao
desenvolvimento e dificuldades encontradas (quadro 2). Nesta primeira etapa do
projeto o principal objetivo foi realizar uma sondagem

acerca do impacto das

apresentações para os visitantes. Foi neste sentido que viabilizamos a coleta de
depoimentos dos mesmos ao término de cada apresentação. Entretanto, esta
estratégia não visou verificar níveis de aprendizagem em decorrência das
apresentações, somente refletem a opiniões, sentimentos, críticas e sugestões do
público. A escolha dos depoimentos reflete apenas uma amostragem do total, com o
percentual de 30%, tendo por principal finalidade representar a opinião do público
em questão.
Em contrapartida, a escolha por realizar registros se justifica na
possibilidade de estabelecer uma comparação com os depoimentos obtidos. Estes
retratam as principais estratégias, dificuldades e mudanças decorrentes de cada
apresentação. Pode-se considerar que a maneira escolhida de busca de dados
resultou em uma análise informal das atividades realizadas, mas gerando
considerações importantes para melhores resultados posteriores.
Depoimentos
Data: 18/08/07 – Sábado
Sra. M. T.A.
“Primeiramente devo parabenizá-los por esse projeto sobre a apresentação da ciência de
forma lúdica. A idéia do teatro é excelente, pois atinge diretamente as pessoas,
principalmente as crianças. Outra coisa importante é a utilização desse espaço maravilhoso
que é o Jardim das Percepções, onde as pessoas são apresentadas aos experimentos
contados nas peças. Mas eu acho que o mais importante é poder proporcionar a toda
comunidade a oportunidade de participar disso tudo. Por isso, minha sugestão é que se faça
uma ampla divulgação desse evento para toda a comunidade são-carlense (e quem sabe
até em outras cidades)”.
(continua)
Quadro 1 - Transcrição de alguns depoimentos escritos e orais do público da contação
“Arquimedes”

�6

Depoimentos
Data: 18/08/07 – Sábado
E.M., 16 anos, estudante da 2ª série do Ensino Médio.
“Na minha opinião, a peça foi muito bem apresentada, pois consegui visualizar todo o
conteúdo de uma maneira simples e fácil. Aprendi coisas que eu nem imaginava, confesso
que já sabia da história de Arquimedes, mas vi coisas novas. Os atores são muito bons, pois
sabem chamar a platéia e explicar muito bem”.
Data: 25/08/07 – Sábado
V. A. A., 33 anos, acompanhada das filhas de 6 e 13 anos, e das sobrinhas de 6 e 7 anos.
“Como fui informada? Minha patroa me avisou. Você perguntou se eu gostei? Sim, porque
só aqui fiquei conhecendo sobre esse grande matemático. Se achei importante? Achei sim,
através de teatro e apresentações conseguimos memorizar mais, principalmente as
crianças. Eu acho que é importante para eles, até mesmo para um trabalho de escola a
inteligência evolui bastante”.
(conclusão)
Quadro 1 - Transcrição de alguns depoimentos escritos e orais do público da contação
“Arquimedes”
Registros
4ª Apresentação (25/08/07) – sábado
“Como era esperado para o sábado, o público diminuiu bastante (12 pessoas)
ocasionado atraso para o inicio da peça para esperar que mais pessoas chegassem.
Estavam presentes algumas famílias, visitantes em grupo de amigos e sozinhos. Neste dia a
presença das crianças foi relevante para a condução da peça, que teve que ser adaptada
para a faixa etária presente. As crianças possuem maior facilidade de interação em
situações deste tipo, como pode ser observado, pelo alto nível de participação das mesmas.
Ao final da apresentação, algumas pessoas foram convidadas a descrever, em forma de um
pequeno texto (chamados pelos pesquisadores de Depoimentos), a experiência teatral
vivida para futura avaliação das peças. Alguns principais” problemas“ detectados – p.e.
público (e divulgação), citado inicialmente, e a adaptação da peça em conseqüência do
público presente - devem ser fortemente discutidos e resolvidos. O roteiro poderia ser
reformulado para que não houvesse a necessidade de modificação constante. Entretanto é
importante manter o conteúdo, para que possua caráter científico necessário a qualquer
veículo de divulgação científica“.
(continua)
Quadro 2 - Exemplos de registros feitos pela bolsista de Iniciação Científica, com
colaboração da equipe do projeto, relativos ao desenvolvimento e dificuldades
encontradas nas apresentações.

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Registros
13ª Apresentação (18/10/07) – quinta-feira
“A interação com a peça foi intensa e contínua, e tanto alunos quanto professoras se
mostraram admiradas com o CDCC e a iniciativa de apresentar uma peça teatral. Vale
ressaltar que foi a primeira visita deste grupo ao CDCC, portanto foi de fundamental
importância a opinião de professoras e alunos sobre o projeto, como público neutro. Durante
a apresentação perguntas e comentários muito interessantes e pertinentes foram
registrados”:
1. Em que ano ele morreu?
2. ...”os museus de ciências ficam mais interessantes...”
3. Como ele conseguiu puxar o navio? Resposta: com explicação do monitor na polias.
“Uma reflexão sobre as perguntas e comentários pode indicar alguns pontos falhos na peça,
como a não clareza da morte de Arquimedes e o episódio do navio. As demais perguntas
demonstraram a curiosidade dos alunos sobre outros temas, o que nos motiva a realizar
mais apresentações baseadas em temas diversificados, utilizando-se talvez de comentários
como estes”.
(conclusão)
Quadro 2 - Exemplos de registros feitos pela bolsista de Iniciação Científica, com
colaboração da equipe do projeto, relativos ao desenvolvimento e dificuldades
encontradas nas apresentações.

3 CONCLUSÕES
Pelos dados obtidos até o momento, concluímos que essas dinâmicas
constituem uma maneira lúdica e atrativa de se abordar uma temática científica,
corroborando a importância do papel de espaços não formais no ensino de Ciências.
A escolha do método adequado de avaliação desse impacto bem como a realização
de um trabalho conjunto com as escolas no tratamento das temáticas abordadas é
aspectos que podem reforçar esse papel e que estão sendo buscados nesse projeto.
Nos próximos temas iremos trabalhar a metodologia da Lembrança Estimulada
(FALCÃO e GILBERT, 2005), que pressupõe o trabalho com um grupo fixo de
alunos, que assiste às apresentações, após as quais se reúne com os membros da
equipe do projeto, para uma discussão da temática. Pretende-se ainda levantar os
conhecimentos prévios que esses alunos têm sobre as temáticas, de modo a avaliar
o impacto das apresentações e das discussões sobre o grupo.

�8

REFERÊNCIAS
CURVELO, A.A. da S. et al. Os Jardins da Percepção. Projeto aprovado pelo
CNPq/Vitae, 2003. (Edital MCT/SECIS/CNPq n.07/2003).
FALCÃO, D.; GILBERT, J. Método da lembrança estimulada: uma ferramenta de
investigação sobre aprendizagem em museus de ciências. História, Ciências,
Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v.12 (supl): p.91-115, 2005.

__________________
1 Suzi Maria José Alcaraz Hönel, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Divulgação Científica
e Cultural (CDCC), suzi@cdcc.sc.usp.br.
2 Silvelene Pegoraro Lamon, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Divulgação Científica e
Cultural (CDCC), silvelen@cdcc.sc.us.br.
3 Giuliana Carla Corrêa Soares da Silva, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Divulgação
Científica e Cultural (CDCC), giuliana@cdcc.sc.usp.br.
4 Ana Cláudia Ribeiro Guerra, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Divulgação Científica e
Cultural (CDCC), acrg@cdcc.sc.usp.br.
5 Nelma Regina Segnini Bossolan, Universidade de São Paulo (USP), nelma@ifsc.usp.br.

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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2008</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>O Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo tem como meta principal estabelecer um vínculo duradouro entre a Universidade e a Comunidade, facilitando o acesso da população aos meios e aos resultados da produção científica e cultural da Universidade. O CDCC implementou uma nova área museológica, concebida em duas temáticas: “Os Jardins da Percepção” e o “O Jardim do Céu na Terra”. Nesse contexto, o principal objetivo do presente trabalho é integrar a pesquisa sobre a ciência e a arte e o desenvolvimento de atividades artísticas (contação de história), de modo a promover a apresentação e a discussão de temas da ciência. Para alcançar esse objetivo, propôs-se a utilização dessa estratégia para abordar alguns dos temas integrantes dos “Jardins da Percepção”. O primeiro tema abordado foi sobre Arquimedes, físico e matemático que viveu nos anos 200 a.C. e a quem se atribui à descoberta do princípio da alavanca. Alguns resultados coletados durantes as contações serão apresentados neste artigo.</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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                <text>pt</text>
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        <name>snbu2008</name>
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PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS: aplicação da NR 23 em bibliotecas
universitárias setoriais.
HENN, G.1
LIMA, G. F. C.2
GALVÃO, R.3
GENÉSIO, A.4

RESUMO
Este trabalho visa alertar os bibliotecários, e trabalhadores de bibliotecas
universitárias, para as formas adequadas de proteção contra incêndio. Apresenta a
aplicação da Norma Regulamentadora 23 – Proteção contra incêndios – em
bibliotecas universitárias setorias das Universidades Federais da Paraíba e de
Pernambuco. Avalia como as regras preconizadas pela NR 23 estão sendo
observadas nas bibliotecas.
Palavras-chave: Proteção contra incêndios. NR 23. Biblioteca universitária.

ABSTRACT
This work aims to alert the librarians, workers and university libraries, for the
appropriate forms of protection against fire. Presents the application of standard
Regulatory 23 - protection against fire - in academic libraries of Federal Universities
of Pernambuco and Paraiba. Evaluates the rules as recommended by the NR 23 is
being observed at libraries.
Keywords: Protection against fire. NR 23. Academic library.

1 INTRODUÇÃO
Incêndio é um risco iminente em bibliotecas universitárias. Para a
ocorrência do incêndio ou fogo, é preciso que se forme a junção adequada de três
componentes básicos: combustível, oxigênio e calor. A falta de qualquer um dos três
inviabiliza a formação ou a persistência do fogo (Gonçalves, 2007). Em uma

�2

biblioteca, esses três elementos são encontrados em abundância. Os livros, de
papel, sempre próximos demais uns dos outros - às vezes ainda coincidem das
estantes também serem de madeira – são excelentes combustíveis. O espaço da
biblioteca guarda bastante oxigênio. E o calor é constante, pois a necessidade de
iluminação em um ambiente de leitura é primordial. O grande fluxo de pessoas,,
instalações elétricas em praticamente todos os setores inclusive entre os livros, são
outros fatores que merecem constante atenção e precaução dos gestores.
Bibliotecas podem ser comparadas, sem exagero, a um barril de pólvora pronto a
entrar em combustão.
As causas de um incêndio podem ser de vários tipos, desde os acidentais
aos propositais, passando pelos incêndios por razão de negligência. As bibliotecas
costumam adotar medidas preventivas, como controlar o acesso de pessoas a
ambientes restritos, verificar fiações elétricas, desligar aparelhos ao final do
expediente e impedir o fumo dentro do seu ambiente. São medidas preventivas
simples que são tomadas automaticamente, e às vezes não são ligadas ao risco de
fogo. Apesar de tudo, os incêndios ainda ocorrem, por isso não basta fazer a
prevenção, é preciso também proteção contra incêndio. A legislação brasileira exige
que as empresas não apenas cumpram o que diz a NR-23 – Proteção contra
incêndio, mas também as determinações específicas contidas na legislação federal
e de cada Estado da Federação (Corpo de Bombeiros). Pois, quando o incêndio
ocorrer, como proceder?
É de fundamental importância dizer que ainda mais importantes que os
livros e todo o saber que uma biblioteca guarda são as pessoas que utilizam e que
trabalham na biblioteca. Quando um incêndio ocorre, as chances de atingir um
trabalhador são enormes, pois o tempo que a equipe de trabalho passa na biblioteca
é bem superior ao tempo que um usuário passa.
Diante do exposto, apresentaremos neste trabalho um estudo realizado
nas Bibliotecas Setoriais das Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco,
onde analisamos o uso da NR 23 (Proteção contra incêndio), para alertar os
profissionais bibliotecários e/ou trabalhadores de bibliotecas sobre a importância da
existência de equipamentos contra incêndio em seus ambientes de trabalho.

�3

2 NR-23: PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
A Norma Regulamentadora 23 – Proteção contra incêndio, atualizada em
2001, traz disposições básicas sobre como e o quê um ambiente de trabalho deve
se precaver para combater e proteger as pessoas do fogo. A norma traz disposições
gerais, informando que todas as empresas deverão possuir:
a) proteção contra incêndio;
b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso
de incêndio;
c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu princípio;
d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.
A importância das saídas para o caso de bibliotecas universitárias é
grande. Primeiro, pelo fato de que em uma situação de desespero as pessoas vão
procurar a saída mais próxima, logo, quanto mais saídas, melhor. Segundo, as
bibliotecas, por questões de precaução com o material, costumam manter apenas
uma saída e uma entrada, muitas vezes com obstáculos como catracas, alarmes,
entre outros, o que em um momento de pânico pode causar acidentes,
atropelamentos, e até mesmo morte. Por isso, é importante que uma biblioteca,
especialmente universitária por conta do grande movimento de usuários, disponha
sempre de uma saída de emergência.
A NR-23 dá atenção especial às saídas, e explana uma série de
disposições para elas, determinando até mesmo a distância entre o local de trabalho
e a saída. Foca também, nesse ponto, que a circulação deve ser livre de obstáculos,
para que a chegada até a saída do ambiente seja facilitado.
Quanto ao equipamento para combater o fogo em seu início, a NR-23 foca
em 2 pontos: exercícios de alerta e extintores de incêndio. Os exercícios de alerta
devem ser feitos periodicamente, de forma que todos saibam como se comportar em
um caso de incêndio, que a evacuação do local seja feita sem pânico. Pontos
básicos como acionar o sistema de alarme e chamar imediatamente o Corpo de
Bombeiros são de extrema importância nos exercícios. Quanto aos extintores, a
norma determina que devem existir pelo menos 2 extintores em cada pavimento,

�4

independente da área ocupada. Para bibliotecas, é fundamental que combatam as
classes de fogo A (materiais de fácil combustão, como papel, madeira, tecidos, etc.)
e C (origem em equipamentos elétricos energizados, como transformadores,
quadros de distribuição, etc.). A norma ainda descreve como esses extintores devem
estar localizados e sinalizados.
Diante de tanta informação, cabe a pergunta: será que as bibliotecas
universitárias estão preparadas para combater o fogo? Será que observam a NR23? É com o intuito de lançar um olhar sobre essa questão de segurança, que este
artigo se apresenta.

3 METODOLOGIA
A pesquisa foi feita em bibliotecas setoriais da Universidade Federal da
Paraíba e da Universidade Federal de Pernambuco, no mês de maio de 2008. O
instrumento de avaliação foi o formulário (anexo) onde constam perguntas
avaliativas do tipo SIM ou NÃO com base no que preconiza a NR-23. A opção pelo
formulário, e não pelo questionário, deve-se a dois fatos: primeiro, evitar respostas
evasivas dos questionados, que poderiam dificultar a pesquisa; e, segundo, permitir
que o avaliador observasse com mais liberdade.
A avaliação foi feita em 5 bibliotecas setoriais, de um total de 17, da
UFPB, e em 5 bibliotecas setoriais, de um total de 19, da UFPB.

�5

4 ANÁLISE DOS DADOS
4.1 Saídas
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0
Sim

Não

Figura 1 - A biblioteca possui uma única entrada e saída

Por questões de segurança do acervo e controle do público, as bibliotecas,
de forma geral, costumam adotar uma única entrada e saída. Dessa forma,
protegem os livros, mas põem em risco as pessoas que estão dentro do ambiente,
em especial os trabalhadores. Em uma situação de pânico, as pessoas tendem a se
locomover rapidamente para a saída e quando só há uma saída os riscos de
choques e atropelamentos entre pessoas aumentam, agravando a situação. Por
isso, a NR-23 diz que deve haver mais de uma saída dos ambientes.
Tanto as setoriais da UFPB quanto da UFPB seguem a entrada/saída
única. Na UFPB, no entanto, uma das setoriais analisadas possui outra saída.
Porém, tal saída é acessível apenas para os funcionários que trabalham
internamente, e assim mesmo essa saída fica trancada, tendo sua chave em poder
da direção da biblioteca.

4.1.1 Saída de emergência
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 2 - Existe uma saída de emergência

�6

Saída de emergência é fundamental em qualquer ambiente fechado. É um
recurso que as bibliotecas setoriais, por serem de menor porte, poderiam utilizar
uma vez que só seriam utilizadas em casos de emergência, sem impedir o fluxo
comum das bibliotecas.
Na análise, 100% das bibliotecas estudadas, tanto da UFPB quanto da
UFPE, não possuem saída de emergência. Observamos durante as visitas que tais
bibliotecas surgiram de sala de aula desativada, logo explica-se a ausência da
inexistência de saída de emergência, pois tais ambientes (biblioteca setorial), não
obedecem a NR-23 que determina a instalação de saídas de emergência em caso
de incêndio.

4.1.2 A largura mínima da abertura de saída é igual ou superior a 1,20m
4
3
UFPB

2

UFPE
1
0
Sim

Não

Figura 3 - Largura mínima da abertura de saída

A largura mínima de saída indicada na NR-23 é de, no mínimo, 1,20m. É o
suficiente para duas pessoas atravessarem ao mesmo tempo.
Na análise, apenas 2 bibliotecas na UFPB e 1 na UFPE apresentam
aberturas desse tamanho. Isso constitui uma situação de risco para outras
bibliotecas, pois em caso de incêndio, se houver um grande número de pessoas
dentro do recinto, o aspecto de ter a abertura de saída inferior a 1,20m, fará com
que a evacuação seja mais demorada, podendo causar acidentes ainda mais
graves.

�7

4.1.3 As saídas não são obstruídas por escadas, catracas (borboletas) nem por
nenhum outro obstáculo
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0
Sim

Não

Figura 4 - Obstrução de saídas

As saídas não podem ser obstruídas por nenhum obstáculo que dificulte
ou que possa causar acidentes em situações de pânico. Na análise, foi observado
que, enquanto na UFPB apenas 1 das 5 setoriais estudadas apresentam obstáculo,
na UFPE, todas apresentam obstáculos.
Na UFPB, o obstáculo encontrado foi uma catraca que a despeito de servir
para controlar o fluxo de usuários na biblioteca, dificulta a saída. As catracas
também foram encontradas em bibliotecas da UFPE. No entanto, na UFPE o que
chama mais atenção são as torres de alarme que constituem obstáculo ao diminuir o
espaço de saída para 90 centímetros e por poder causar tropeços dos usuários.
Outro ponto que precisa ser exposto é que em uma das setoriais
analisadas há uma escada na frente da porta de saída. Não poderia haver pior
obstáculo.

�8

4.2 Portas
4.2.1 As portas de saída são corrediças ou de batente
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0
Sim

Não

Figura 5 - Portas de saída

Segundo a NR-23 as portas de saída devem ser de batentes ou portas
corrediças horizontais, a critério da autoridade competente em segurança do
trabalho. Neste aspecto todas as bibliotecas estão em conformidade com a Norma
que rege a Proteção contra incêndios.

4.2.2 O sentido de abertura da porta é para fora da biblioteca
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 6 - Abertura da Porta

As portas precisam abrir para fora do ambiente para facilitar a saída das
pessoas. Na UFPB, apenas 1 biblioteca setorial apresenta este tipo de abertura,
enquanto as bibliotecas da UFPE se enquadram na NR-23. Observamos que as
bibliotecas setoriais da UFPB no momento de instalar as portas, não se
preocuparam em observar o sentido de sua abertura, o que indica o não
cumprimento da norma e que pode causar um risco no momento de um incêndio,
dificultando o fluxo de passagem das pessoas.

�9

4.2.2.1 Ao abrirem, as portas de comunicação não impedem as vias de passagem
4
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0

UFPB
UFPE

Sim

Não

Figura 7 - Portas de comunicação

Na análise da figura acima, podemos perceber que as bibliotecas setoriais
da UFPB em sua maioria, mesmo não tendo as portas de abertura abrindo para fora,
as vias de passagem não são impedidas caso haja incêndio ou se precise fazer uso
das mesmas no momento de perigo. Já as bibliotecas setoriais da UFPE apresentou
um índice alto em relação a UFPB, afirmando que as portas de comunicação quando
abertas impedem as vias de passagem, isso pode agravar uma situação ao
prejudicar o fluxo de saída das pessoas dos vários ambientes de uma instituição.

4.2.3 As portas de saída são visíveis
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 8 - Portas de saída

Como a maioria das bibliotecas setoriais apresentam apenas uma
entrada/saída, esta fica bastante visível. Apenas 1 biblioteca da UFPB não
apresenta boa visibilidade para sua saída, por ficar fora da visão dos trabalhadores e
dos usuários. Conforme citamos em análise anterior na figura 1, a saída da
biblioteca setorial da UFPB fica restrita aos funcionários internos.

�10

4.3 Combate ao fogo
4.3.1 Há facilidade de identificar o número do Corpo de Bombeiros próximo ao
telefone
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 9 - Telefone do Corpo de Bombeiros

Uma das medidas básicas de segurança contra incêndio é anexar em
pontos visíveis e estratégicos, como ao lado dos telefones da biblioteca, o número
do Corpo de Bombeiros.
Nenhuma biblioteca disponibiliza esse número. Apesar de ser um número
fácil, e dos usuários utilizarem celulares, em uma situação de risco é importante
lembrá-los de que podem ligar para os bombeiros.

4.3.2 Há sistema de alarme
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 10 - Alarme contra incêndio

O alarme é importante para que todos saibam que a situação é de
incêndio e que possam agir da maneira adequada.
2 bibliotecas da UFPE possuem sistema de alarme. Na UFPB, nenhuma.
Este é um problema que deve ser tratado com bastante cuidado, pois a inexistência

�11

de um sistema de alarme contra incêndios dificulta o processo de evacuação do
ambiente, diferente da existência, que envia sinal para as pessoas alertando do
perigo em que se encontra o ambiente.

4.3.3 Há placas, cartazes, e/ou sinalização quanto ao correto comportamento em
caso de incêndio
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 11 - Sinalização

É importante sinalizar comportamento para casos de incêndio. Sinalizar
onde estão os extintores, as saídas de emergência, os hidrantes, se há portas cortafogo, etc.
Na análise, nenhuma biblioteca apresenta qualquer tipo de sinalização.
Esse fator prejudica as pessoas procederem de forma correta no momento do
incêndio.

4.4 Extintores
4.4.1 Há pelo menos dois extintores de incêndio portáteis
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 12 - Extintores

�12

A importância dos 2 extintores deve-se ao fato de que, especialmente em
uma biblioteca, a causa do incêndio pode ser pelos combustíveis como papel e
madeira, ou por causas elétricas, que exige extintores diferentes.
Enquanto na UFPB nenhuma biblioteca analisada possui 2 extintores, na
UFPE todas as 5 analisadas possuem 2 extintores.
4.4.1.1 Os extintores de incêndio são das classes A e C
4
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0

UFPB
UFPE

Sim

Não

Figura 13 - Extintores A e C

Os extintores de Classe A são utilizados para incêndios em materiais de
fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e
profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras. São
fundamentais em bibliotecas e podem ser de espuma ou água-pressurizada. Os
extintores de Classe C são utilizados em incêndios que ocorrem em equipamentos
elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios.
Como cada vez mais as bibliotecas utilizam mais energia para iluminação,
refrigeração e redes de computadores, é fundamental ter extintores para a Classe
C, que podem ser de Pó Químico Seco ou de Dióxido de Carbono. 4 bibliotecas da
UFPE apresentam extintores de acordo com as classes.

�13

4.4.2 Os extintores possuem uma ficha de controle de inspeção
5
4
3

UFPB

2

UFPE

1
0

Sim

Não

Figura 14 - Controle de inspeção de extintores

A ficha de controle de inspeção é obrigatória de acordo com a NR-23 e
serve para identificar se os extintores estão sendo revisados, com a carga adequada
e dentro do prazo de validade.
Todos os extintores da UFPE possuem esta ficha. A data de inspeção
mais antiga encontrada é de 2003, e a mais recente, de dezembro de 2007.

4.4.3 Os extintores estão em local de fácil acesso
3
2,5
2
1,5

UFPB

1

UFPE

0,5
0
Sim

Não

Figura 15 - Localização dos extintores

Os extintores precisam estar posicionados em locais de fácil acesso, sem
obstáculos que dificultem seu uso.
Na análise, 3 bibliotecas dispõem os extintores em locais de fácil acesso,
como corredores, e 2 em locais de difícil acesso, como extintores atrás de vasos de
plantas. Analisa-se que os extintores mal localizados, no momento do incêndio não
irão servir, pois os mesmos não estarão visíveis para serem usados de forma
adequada no combate ao incêndio.

�14

4.4.4 Os extintores estão em local com pouca probabilidade do fogo bloquear seu
acesso
3
2,5
2
UFPB

1,5

UFPE

1
0,5
0

Sim

Não

Figura 16 - Acesso do extintor

Pouco adianta inserir os extintores em locais onde o fogo poderá bloquear
seu acesso, como entre estantes de livro. Este exemplo ocorre em duas das
bibliotecas avaliadas na UFPE.

4.4.5 O local destinado ao extintor está assinalado por um círculo vermelho ou por
uma seta longa, vermelha, com bordas amarelas
4
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0

UFPB
UFPE

Sim

Não

Figura 17 - Sinalização do extintor

Esta a sinalização indicada na NR-23 para os extintores. Essa marcação
serve para chamar atenção das pessoas para o extintor, bem como para permitir
que não coloquem obstáculos próximos a ele, como vasos, escadas, bebedouros,
etc. Na UFPE, 4 das bibliotecas analisadas não obedecem a norma.

�15

4.4.6 Há uma área de no mínimo 1m x 1m pintada de vermelho embaixo do local do
extintor
3
2,5
2
1,5

UFPB

1

UFPE

0,5
0

Sim

Não

Figura 18 - Sinalização do extintor

Esta figura apresenta dados afirmativos que das 5 bibliotecas setoriais da
UFPE analisadas, apenas 2 obedecem o que preconiza a NR-23 de deixar uma área
de 1mx1m pintada de vermelho, embaixo do local onde está o extintor. Essa
obediência facilita no momento da identificação e manuseio do extintor no momento
do incêndio.

5 CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS
De acordo com o que preconiza a NR-23, as bibliotecas setoriais da UFPB
e UFPE analisadas são bastante parecidas. Em ambas a proteção contra incêndios
se mostra preocupante, com falhas graves como falta de sinalização adequada, falta
de extintores e uma única entrada e saída.
Este trabalho visa alertar os bibliotecários, e trabalhadores de bibliotecas
universitárias, para as formas adequadas de proteção contra incêndio que, em boa
parte, dependem mais de esforço do que de recursos financeiros.
Como trabalhos futuros, sugere-se ampliar a aplicação da NR-23 em mais
setoriais de ambas as universidades, com entrevistas com as equipes de trabalho
das bibliotecas a fim de avaliar o nível de consciência de proteção contra incêndios.

�16

REFERÊNCIAS
GONÇALVES, E. A. Apontamentos técnicos-legais de segurança e medicina do
trabalho. São Paulo: LTr. 1995
GONÇALVES, E. A. Manual de segurança e saúde no trabalho. 3 ed. São Paulo:
LTr, 2007.
IIDA, I. Ergonomia, projeto e produção. São Paulo: Edgar Blucher, 2005.
NORMAS REGULAMENTADORAS. Segurança e medicina no trabalho. 52 ed.
São Paulo : Atlas, 2003.

ANEXO
PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Identificação
Biblioteca: _______________________________________________________
1. Saídas
1.1 A biblioteca possui uma única entrada e saída: ( ) sim ( ) não
1.1.1 Se não, quantas saídas a biblioteca possui: ___
1.1.2 Existe uma saída de emergência: ( ) sim ( ) não
1.2 A largura mínima da abertura de saída é igual ou superior a 1,20m: ( ) sim ( ) não
1.3 As saídas não são obstruídas por escadas, catracas (borboletas) nem por
nenhum outro
obstáculo: ( ) sim ( ) não
1.3.1 Se não, qual o obstáculo:_________________________________________
2. Portas
2.1 As portas de saída são corrediças ou de batente: ( ) sim ( ) não
2.1.1 Se não, qual o tipo de porta: _____________________________
2.2 O sentido de abertura da porta é para fora da biblioteca: ( ) sim ( ) não
2.1.1 Ao abrirem, as portas de comunicação não impedem as vias de passagem: ( )
sim ( ) não
2.3 As portas de saída são visíveis: ( ) sim ( ) não
2.4 As portas de saída e de emergência não são fechadas à chave, aferrolhadas,
nem presas durante
as horas de trabalho: ( ) sim ( ) não
2.4.1 Se não, estão fechadas por fora: ( ) sim ( ) não
3. Combate ao fogo
3.1 Há facilidade de identificar o número do Corpo de Bombeiros próximo ao
telefone: ( ) sim ( )
não
3.2. Há sistema de alarme: ( ) sim ( ) não
3.3 Há programa de exercícios de combate ao fogo periodicamente: ( ) sim ( ) não
3.4 Há placas, cartazes, e/ou sinalização quanto ao correto comportamento em caso
de incêndio: ( )
sim ( ) não

�17

4. Extintores
4.1 Há pelo menos dois extintores de incêndio portáteis: ( ) sim ( ) não
4.1.1 Os extintores de incêndio são das classes A e B: ( ) sim ( ) não
4.2 Os extintores possuem uma ficha de controle de inspeção: ( ) sim ( ) não
4.2.1 A data da última inspeção foi: __/__/_____
4.3 Os extintores estão em local de fácil acesso: ( ) sim ( ) não
4.3.1 Os extintores estão em local de fácil de visualização: ( ) sim ( ) não
4.3.2 Os extintores estão em local com pouca probabilidade do fogo bloquear seu
acesso: ( ) sim ( ) não
4.3.3 O local destinado ao extintor está assinalado por um círculo vermelho ou por
uma sete longa, vermelha, com bordas amarelas: ( ) sim ( ) não

4.3.4 Há uma área de no mínimo 1m x 1m pintada de vermelho embaixo do local do
extintor: ( )
sim ( ) não
4.3.5 A parte superior do extintor está a 1,60m do piso ou menos: ( ) sim ( ) não
4.4 Há sprinklers para casos de incêndio: ( ) sim ( ) não
4.5 Se sim, eles utilizam gás inerte: ( ) sim ( ) não
Comentários e observações:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
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___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

_________________
1

Gustavo Henn, Bibliotecário da Procuradoria Regional do Trabalho, gustavohenn@gmail.com.
Geysa Flávia Câmara de Lima, Bibliotecária da Universidade Federal da Paraíba,
geysaflavia@gmail.com.
3
Rodrigo Galvão, Bibliotecário da Universidade Federal de Pernambuco, rodsiq@yahoo.com.br.
4
Antonio Genésio, Bibliotecário da Universidade Federal da Paraíba, tonigenesio@gmail.com.
2

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este trabalho visa alertar os bibliotecários, e trabalhadores de biblioteca universitárias, para as formas adequadas de proteção contra incêndio. Apresenta a aplicação da Norma Regulamentadora 23 – Proteção contra incêndios – em bibliotecas universitárias setorias das Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco. Avalia como as regras preconizadas pela NR 23 estão sendo observadas nas bibliotecas.</text>
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O BLOG BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS: relato de uma
experiência empreendedora
HENN, G.1
LIMA, G. F. C.2
GALVÃO, R.3

RESUMO
Relata a experiência do Blog Biblioteconomia para Concursos. Mostra o processo de
criação do Blog e seu desenvolvimento no período de agosto de 2006 a maio de
2008. Apresenta dados estatísticos referentes a acesso e uso do blog.
Palavras-chave: Blog. Biblioteconomia.

ABSTRACT
Explains the Blog Biblioteconomia para Concursos experience. Shows blog creation
and development between august 2006 and may 2008. Presents blog use and
access statistics.
Keywords: Blog. Librarianship.

1 INTRODUÇÃO
Os

concursos

públicos

são

instrumentos

democráticos

legais

e

apartidários de contratação de pessoal para serviço em órgãos públicos da União,
dos Estados ou dos Municípios. Além disso, ainda cobrem as empresas públicas e
autarquias. Depois de 8 anos de pouca contratação no serviço público federal, no
governo FHC (1994-2002), eram inúmeras as vagas a serem preenchidas. O
governo do Presidente Lula, iniciado em 2003, não apenas sentiu necessidade de
preencher tais vagas, como também de aumentar o número delas, especialmente

�2

devido à criação de novos órgãos e, de forma mais acentuada, à ampliação de
órgãos já existentes, como as instituições federais de ensino superior. Os estados e
municípios também passaram a contratar mais.
A classe bibliotecária, que possui regulação e reserva de mercado, foi uma
das mais favorecidas. Acredita-se que principal responsável por essa demanda seja
o fato das bibliotecas estarem ligadas à cultura, à educação e à ciência e tecnologia.
O resultado imediato dessa demanda foi o aumento da oferta de
bibliotecários candidatos a um emprego público. Um exemplo comparativo pode ser
os dois últimos concursos para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife,
Pernambuco. Enquanto o concurso de 2002 teve 65 candidatos para uma (1) vaga,
o concurso realizado em 2008, teve 253 para formação de cadastro reserva. Ou
seja, não havia vagas, apenas expectativa de vagas. Ainda assim, em 6 anos, a
procura por esse concurso aumentou foi quadruplicada. Não cabe neste trabalho
aprofundar os motivos desse aumento. Fica, no entanto, a sugestão de pesquisa.
Quando a concorrência aumenta, aumenta também a qualidade dessa
concorrência. Para superar os adversários, é preciso se preparar cada vez melhor.
Então, o que era exclusivo de concursos muito concorridos, como para Auditor do
INSS, Auditor da Receita, Juiz, Promotor, entre outros, passou a ser comum. Houve
um aumento dos cursos preparatórios para atender a essa demanda. Os livros
específicos também aumentaram. Atualmente existem livros específicos para
concursos, para organizadoras específicas, e para profissões específicas. Somente
em biblioteconomia, existem dois livros específicos para concursos na área, além de
apostilas e resumos. Cursos preparatórios para concursos em biblioteconomia são
organizados em vários estados do país. Até mesmo a maior associação de
bibliotecários do país, a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas
da Informação e Instituições (FEBAB), abriu um curso de preparação para concursos.

Este relato de experiência apresenta uma das respostas ao que está
acontecendo quanto aos concursos públicos em biblioteconomia.

�3

2 O QUE SÃO BLOGS
De acordo com Barros (2004)
Blog, contrátil de weblog, é um web site que contêm breves
entradas, chamadas posts, arranjadas em ordem cronológica
inversa. Em sua essência, blog é uma aplicação da Web,
gerenciando uma base de dados (de qualquer tipo). Essas entradas
(posts) são normalmente considerados objetos dinâmicos em forma
de relatos/referência, de onde a estrutura do blog irá extrair grande
parte de sua extensão. Os posts são relacionados, dentro da
estrutura do blog, com uma quantidade de elementos. Esses
elementos poderão servir inúmeros propósitos – desde algo simples
como gerar um selo de data para uma entrada no blog, até fornecer
um mecanismo para conduzir uma entrada no blog para um
agregador RSS.

Atualmente, a criação de blogs tem sido facilitada através da existência de
inúmeros serviços gratuitos disponíveis na Internet. Os blogs são instrumentos
facilitadores já que permitem: velocidade entre a produção do conteúdo e sua
publicação, alteração e edição do conteúdo a qualquer momento, acesso a qualquer
pessoa e interação entre leitor e criador do conteúdo.
De acordo com Barros (2004), "como a própria rede, weblogs são um meio
para que pessoas possam se comunicar com outras, baseadas em seus interesses".
Dessa forma, o blog pode ser considerado um canal de comunicação. Ainda
segundo Barros (2004)
Alguns elementos estão presentes em todos os blogs, o que
permitiu a criação de um glossário específico: o autor do blog é
chamado de blogueiro; as inserções textuais são chamadas de
posts ou entradas; os links que referenciam os posts individualmente
são chamados de permalinks; e o ato de blogar se chama blogging.

3 BLOG BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS
O Blog Biblioteconomia para Concursos surgiu em agosto de 2006, criado,
desenvolvido e suportado pela ExtraLibris, associação de informação, cultura e
tecnologia. Surgiu de várias conversas entre os autores do livro Biblioteconomia para
Concursos, Gustavo Henn e Rodrigo Galvão, e os coordenadores da ExtraLibris,

�4

Fabiano Caruso, Moreno Barros e Alex Lennine. A idéia de um blog sobre concursos
surgiu inicialmente em troca informal de e-mails entre os diretores da ExtraLibris em
que Moreno Barros diz (03/08/2006):
Sugestão para o Gustavo: criar um blog com notícias sobre
concursos em biblioteconomia. Coisa simples. Basta se associar a
algumas listas de discussões e fazer uma filtragem dos links para os
editais, esse tipo de coisa. Vai ser best seller, e é promoção para o
livro.
O BSF tem se sustentando muito com a procura pelas provas de
concurso. Se alguém criar um blog, somente com as menções aos
concursos abertos dentro da área (desde prova pra mestrado,
concurso pra docentes e concursos públicos), vai ser bem visitado.
E não dá tanto trabalho.

A idéia inicial era que, por meio do blog, os concursos para bibliotecários
pudessem ter maior divulgação e visualização, e que também servisse de ponto de
encontro para os participantes dos concursos da área de biblioteconomia.
Na época, houve uma certa resistência aos blogs, talvez causada pelo
desconhecimento das funções dessas ferramentas. A resposta de Gustavo Henn foi
(08/08/2006): "O blog de concursos eu dou total apoio, desde que eu não seja o
principal responsável por ele. Moreno, se você topar eu prometo que lanço uns posts
vez ou outra, só não quero ter a obrigação, entende?"
E a resposta de Moreno (08/08/2006) não poderia ser mais animadora:
Os posts relacionados aos concursos provavelmente vão gerar o
maior número de visitas, mas não precisam ser regra também. A
não ser que criássemos o concursos.extralibris.info, mas aí vai
contra a filosofia [da ExtraLibris]. Eu poderia fazer no meu [próprio
blog], ou no próprio BSF [Bibliotecários sem fronteiras], mas acho o
Gustavo a pessoa mais indicada, por conta do livro e tudo mais.
Imagine
que
interessante seria criar posts comentando as questões, o foco das
provas, além de apenas indicá-las.

O Blog Biblioteconomia para Concursos foi criado na mesma semana, e
lançado no dia 11 de agosto de 2006, ainda sob o nome ExtraLibris Concursos, que
alguns meses depois foi trocado por Biblioteconomia para Concursos, como forma
de atrair mais visitantes. Gustavo Henn e Rodrigo Galvão, por já terem experiência
com concursos e por já ter livro publicado sobre o assunto, ficaram à frente do
projeto

como

editores.

O

primeiro

endereço

do

blog

foi

�5

http://concursos.extralibris.info . Na época, a ExtraLibris utilizava o software Movable
Type para gerenciamento de blogs. Em março de 2007, o BBPC migrou para o
Wordpress, que oferece mais possibilidades de customização.

3.1 Evolução do conteúdo
O primeiro post data de 11 de agosto de 2006, e anunciava o concurso
para a FUNDAJ – Fundação Joaquim Nabuco – a ser realizado naquele mesmo ano.
Os posts dos primeiros 2 meses seguiram esse formato, e divulgaram apenas editais
de concursos. Porém, na medida em que a comunidade crescia, somaram-se aos
posts sobre editais, outros com dicas sobre concursos, resenhas de livros, sítios,
com um crescente posicionamento crítico dos autores. Não era mais apenas a
divulgação do edital, mas também a crítica. Perguntas do tipo: Qual a razão desse
salário? Há motivo para o custo da inscrição ser tão alto ? Onde está a bibliografia?
Por quê a bibliografia não está atualizada? O programa condiz com a profissão?
Quais os critérios de contagem de pontos?
Não ficaram por aí os avanços. Resenhas de livros procuravam identificar
os pontos principais dos livros solicitados nos concursos. Artigos de periódicos
também foram resenhados dessa forma. Entrevistas com autores de livros e
bibliotecários aprovados em concursos também foram realizadas, tanto de forma
escrita quanto em áudio. Isso possibilitou conhecer de perto os profissionais que
estão envolvidos com concursos no país. Provas de concursos passaram a ser
analisadas e respondidas. Resultados de concursos passaram a ser analisados.
Pode-se dizer, com o fim de classificar, que atualmente o Blog BPC
apresenta 10 tipos de posts: editais, análise de provas, análise de resultados, dicas
sobre biblioteconomia, dicas sobre concursos, dicas sobre outras disciplinas,
conteúdo criado, resenhas de livros e artigos, entrevistas e divulgação de cursos.
Além disso, ainda disponibiliza, em formato de páginas, provas de concursos
passados, agenda dos editores, e uma página para divulgação dos livros dos
editores.

�6

Algumas iniciativas não tiveram sucesso. Como exemplo, cita-se a agenda
dos concursos, onde seriam indicados os concursos abertos, remuneração e vagas
respectivas. Porém, por demandar mais tempo da equipe, não foi possível dar
continuidade ao projeto.
Cada tipo de post tem suas particularidades.

3.1.1 Editais
Edital de concurso é o texto legal, devidamente publicado em Diário
Oficial, que apresenta as regras e normas do certame. O concurso só passa a existir
com a publicação do edital. Os editais são elaborados conjuntamente pelo órgão que
está solicitando o concurso, e pela empresa organizadora.
É no edital que estão as principais informações sobre o concurso. Datas
de início e término das inscrições; locais de inscrição; locais de prova; datas das
provas; organização da prova; contagem dos pontos; atividades da função;
remuneração; quadro de vagas; conteúdo programático, entre outras informações. A
leitura atenta é primordial e pode fazer a diferença entre ser aprovado ou não.
A não leitura ou a má leitura do edital pode ocasionar (relatos de leitores
do blog):
- Chegar atrasado nas provas (horário de verão);
- Assinalar uma alternativa como correta quando devia assinalar V
(verdadeiro) ou F (falso);
- Fazer inscrição para um concurso e só depois descobrir que a prova será
realizada apenas em um Estado;
- Contar os pontos pelo gabarito sem levar em conta os pesos previstos no
edital.

O Blog BPC procura sempre destacar esses pontos quanto a um edital. Ao
longo do tempo, porém, a ênfase acabou passando para o conteúdo programático e
bibliografia dos concursos, sem desprezar as informações principais do concurso.

�7

3.1.2 Análise de provas
A prova é o momento da avaliação dos conhecimentos dos candidatos a
um cargo público. É quando se têm a oportunidade de saber como aquele conteúdo
programático do edital está sendo exigido. Por isso é tão importante analisar as
provas, seja isoladamente, seja em conjunto – neste caso, provas de uma mesma
organizadora.
O Blog BPC tem a análise de provas como um de seus pilares. Os posts
de análises de provas são responsáveis por uma boa parcela das visitas ao blog.
Foram 28 provas analisadas em 21 meses. Uma média de mais de 2 provas
analisadas por mês.
As análises buscam responder questões, criticar gabaritos e mostrar aos
leitores mais formas de se analisar uma questão de concurso.

3.1.3 Análise de resultados de concursos
O resultado de um concurso traz informações muito valiosas. Ao analisar o
resultado, se descobre o nível da concorrência. A maior nota do concurso; a menor
nota entre os que foram aprovados; o número de candidatos que não foram
aprovados; a nota dos aprovados por disciplina; quais os concorrentes mais fortes.
O Blog BPC procura avaliar os resultados dos concursos mais concorridos
nacionalmente, a fim de estabelecer dados relevantes para seus leitores, dados
estes, que se referem a números de concorrentes que estarão disputando a mesma
vaga.

3.1.4 Dicas sobre biblioteconomia
São dicas sobre assuntos e temáticas de biblioteconomia. Esse tipo de
post é, em geral, curto, e apresenta breves explicações que possam ajudar o leitor.
Outro ponto importante é que os sítios relacionados com biblioteconomia também
fazem parte deste tipo de post.

�8

3.1.5 Dicas sobre concursos
São dicas sobre assuntos e temáticas de concursos. Esse tipo de post é,
em geral, curto, e apresenta breves explicações que possam ajudar o leitor. Outro
ponto importante é que os sítios relacionados com concursos também fazem parte
deste tipo de post.

3.1.6 Dicas sobre outras disciplinas
São dicas sobre assuntos e temáticas de outras disciplinas exigidas em
concursos, como informática, direito administrativo, direito constitucional e
português. Esse tipo de post é, em geral, curto, e apresenta breves explicações que
possam ajudar o leitor. Outro ponto importante é que os sítios relacionados com
concursos também fazem parte deste tipo de post.

3.1.7 Conteúdo criado
Este tópico engloba os conteúdos que são frutos da imaginação de quem
faz o Blog BPC. Aqui se encontram posts que trazem gráfico, vídeo e/ou áudio e que
foram criados em momentos de descontração. Também vale ressaltar a criação de
um pocket mod, um livreto de bolso, que foi distribuído gratuitamente para os leitores
do blog e que teve mais de 100 downloads. Já o simulado criado para o concurso da
Câmara dos Deputados, também distribuído gratuitamente, superou o número de
300 downloads em 2 semanas.

3.1.8 Resenhas de livros e artigos
Resenha é um texto crítico sobre um outro texto. Para os leitores do Blog
BPC, as resenhas poupam tempo e levam direto ao que interessa em cada livro ou
artigo. As resenhas são feitas com base em questões de concursos, apontando os
pontos principais de cada livro. As resenhas dos artigos também seguem este
padrão, porém, pelo fato dos artigos, normalmente, estarem disponíveis na rede,
podem ser lidos concomitantemente à resenha, otimizando o estudo.

�9

3.1.9 Entrevistas
Entrevista é um tipo de conteúdo de complexa produção. Envolve muitos
detalhes, desde o conhecimento prévio do candidato ao meio escolhido para a
realização (áudio, e-mail, vídeo, etc.). E, dependendo do meio utilizado, mais
algumas dificuldades aparecem, como edição de áudio ou vídeo.
O Blog BPC mesclou de forma interessante as entrevistas em áudio e por
e-mail, tendo entrevistado profissionais e pesquisadores de vários estados do país.
Os entrevistados, em sua maioria, foram bibliotecários aprovados em concursos, que
eram solicitados a compartilhar sua experiência. Esse tipo de conteúdo apresenta
grande relevância, e foi muito bem aceito pelos leitores.

3.1.10 Divulgação de cursos
Por fim, a divulgação de cursos para bibliotecários tornou-se um tipo de
conteúdo importante. Como o Blog BPC é muito acessado, passou a ser importante
divulgar cursos que acontecem pelo país para que os leitores possam participar e,
assim, estudar com um melhor acompanhamento.

3.2 O Blog Biblioteconomia para Concursos em números
Neste relato de experiência, é de fundamental importância destacar os
números alcançados pelo Blog Biblioteconomia Para Concursos. Números, aqui,
referem-se tanto às estatísticas de acesso e uso que serão apresentadas, como
também a quantificações do próprio Blog BPC em si.
Os dados estatísticos foram extraídos do Google Analytics, que foi
implantado no Blog desde abril de 2007. Também é importante ressaltar que durante
alguns dias, devido a problemas técnicos, não houve contagem. No entanto, os
dados aqui apresentados são representativos. O período de cobertura foi de 01 de
abril de 2007 a 05 de maio de 2008.

�10

3.2.1 Visitantes
Aqui agruparam-se os dados de visitação do Blog BPC. Exibições de
páginas se referem ao número de vezes que qualquer página do blog (seja post,
página, imagem, etc.) é exibida para um usuário. O número de visitas se refere à
quantidade de visitas recebidas, e o número absoluto de visitantes únicos, como o
nome já indica, significa o número de visitantes únicos que acessaram o blog (as
visitas deles são contadas apenas 1 vez).
Número de Exibições de páginas

432.769

Número absoluto de visitantes únicos

118.518

Número de Visitas

179.366

Média de página por visita

2,41

Média de tempo no blog

00:02:26

Quadro 1 – Páginas acessadas por cada visita
Fonte: Dados da pesquisa, 2008

51-100 vezes

6.362

101-200 vezes

4.947

201+ vezes

3.007

Quadro 2 – Lealdade dos visitantes
Fonte: Dados da Pesquisa, 2008

Quase meio milhão de exibições de páginas para um blog de
biblioteconomia é um feito considerável. Isso mostra que as pessoas que acessam o
blog realmente o lêem - não são visitantes casuais. O número de visitantes únicos e
o alto número de visitas também são grandes, especialmente para um público
específico de uma área pequena. Estima-se que existam cerca de 25 mil
bibliotecários no país, e esses números são bem superiores a isso. É difícil estimar o
número de bibliotecários que são, efetivamente, “concurseiros” (estudam para
concursos). Porém, analisando os números relativos à fidelidade dos visitantes, ou
seja, os visitantes que retornam ao blog, temos 3.007 visitantes que acessaram o
blog 200 vezes ou mais, e outros 4.947 que acessaram o blog entre 100 e 200

�11

vezes. Se considerarmos como extremamente “viciados” no blogs, aquelas pessoas
que o acessam em casa e no trabalho (ou seja, em computadores diferentes que
contam como visitas diferentes), ainda assim teríamos 1500 bibliotecários ou
estudantes de biblioteconomia leitores assíduos do blog, o que é um número alto,
cerca de 5% da população bibliotecária brasileira. Os editores do Blog BPC
acreditam que o número de leitores fiéis do blog esteja entre 1500 e 2000 neste
período, ou seja, em um período de pouco mais de 365 dias, entre 1500 e 2000
pessoas acessaram o blog mais de 200 vezes, o que dá mais de uma visita a cada
dois dias.
Cidades

Número de visitas

Belo Horizonte

19.093

Rio de Janeiro

18.260

São Paulo

16.998

Recife

13.584

Brasília

13.508

Salvador

6.997

João Pessoa

5.809

Porto Alegre

5.242

Fortaleza

4.446

Goiânia

3.417

Quadro 3 – Visitas por cidades
Fonte: Dados da Pesquisa, 2008

As três cidades que mais acessam são aquelas que possuem maior
número de bibliotecários. Note-se que a diferença entre Belo Horizonte, Rio de
Janeiro e São Paulo é pequena. Apresenta uma queda no número de visitas para
Recife e Brasília, e depois a queda se acentua nos números referentes a Salvador,
João Pessoa, Porto Alegre. Belo Horizonte apresentou, nos meses de fevereiro,
março e abril de 2008, um grande número de editais com muitas vagas para
bibliotecários, o que aumentou consideravelmente o número de acessos ao Blog.
Rio de Janeiro e São Paulo são cidades com muitos bibliotecários, e que também
tiveram um número considerável de concursos nos últimos anos. Recife e Brasília
não são cidades com um grande número de bibliotecários, porém são cidades com

�12

histórico de concursos e com uma cultura voltada para concursos, o que justifica a
alta visitação ao blog nessas cidades.
Mecanismos de busca

134.545 (75,01%)

Sites de referência

22.900 (12,77%)

Tráfego direto

21.861 (12,19%)

Quadro 4 – Fontes de tráfego
Fonte: Dados da Pesquisa, 2008

Os mecanismos de busca como Google e Yahoo são responsáveis pela
maior parte da visitação do blog. Porém, uma parcela considerável dessa visitação é
chamada de “paraquedista”, e constitui a taxa de rejeição do blog – são pessoas que
ficam por pouco tempo acessando o blog.
A taxa de visitas por tráfego direto (pessoas que digitam o endereço do
blog no navegador) é considerável, 21.861 visitas foram feitas dessa forma, o que
corrobora a estimativa citada acima, de que o Blog BPC tem entre 1500 e 2000
leitores fiéis.
Biblioteconomia para concursos

2.624

extralibris

1.463

extralibris concursos

1.223

gustavo henn

846

extralibris concurso

681

concursos extralibris

629

decreto 6.029/2007

629

biblioteconomia concursos

507

ibrascon

507

concurso biblioteconomia

476

Quadro 5 – Termos mais procurados nos motores de busca
Fonte: Dados da Pesquisa, 2008

Estes números apresentam os termos que as pessoas digitam para
encontrar o Blog Biblioteconomia para Concursos. Entre os 10 mais digitados, os 6

�13

primeiros indicam diretamente o nome do blog, e os responsáveis pelo blog –
ExtraLibris e Gustavo Henn. Isso pode ser reflexo da propaganda boca a boca.
Post sobre o edital do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba

42.233

Página sobre os livros Biblioteconomia para Concursos Vol. I e II

7.156

Página com provas de concursos

6.257

Post sobre o número de inscritos no concurso da CHESF

4.007

Post sobre o edital do Colégio Pedro II

3.311

Post sobre o Ministério Público de Minas Gerais

2.645

Post sobre a Prefeitura Municipal de Nossa Senhora da Glória

2.576

Post sobre as Sete Ferramentas da Qualidade

2.532

Post sobre o edital do Tribunal Regional Federal da 2ª Região

2.500

Post sobre o edital da Sudecap

2.334

Quadro 6 – Páginas e posts mais visitados
Fonte: Dados da Pesquisa, 2008

Entre as páginas mais visitadas do blog, 6 são relacionadas a editais de
concursos, o que mostra que tal visitação não foi feita apenas por bibliotecários. 2
são relacionadas a produtos do blog – livros e provas. E apenas 1 trata
especificamente de um assunto: as Sete Ferramentas da Qualidade.
Posts

526

Comentários
2.979
Quadro 7 – Números do Blog Biblioteconomia para Concursos
Fonte: Dados da Pesquisa, 2008
Nos dois anos de existência do Blog Biblioteconomia para Concursos
foram publicados 526 posts, que geraram 2.979 comentários, incluídos aí os
comentários dos editores e colaboradores.
Post com maior número de comentários – Comentário de Rodrigo sobre o
concurso da Câmara. 122 comentários.
O post com mais comentários trata de um comentário feito pelo editor
Rodrigo Galvão sobre a prova da Câmara. O post atraiu muita atenção dos leitores,

�14

gerando grande debate. O concurso foi nacional, e esse fato sem dúvida favoreceu a
participação de um número maior de pessoas.
Colaboradores
Os 526 posts foram escritos por 11 colaboradores, mesmo que
indiretamente. A colaboração não foi apenas de conteúdo, mas também de
conhecimentos acerca do que vem a ser blog, do ato de blogar, de conviver na
blogosfera. O Blog Biblioteconomia para Concursos é um aprendizado contínuo.
Abaixo, a lista de todos os colaboradores com uma breve explicação sobre quem
são:
Gustavo Henn – Editor, organizador dos livros Biblioteconomia para Concursos Vol.
1 e 2.
Rodrigo Galvão - Editor, co-autor dos livros Biblioteconomia para Concursos Vol. 1 e
2.
Moreno Barros – Coordenador da ExtraLibris, responsável pelo design do blog.
Fabiano Caruso – Coordenador da ExtraLibris.
Denise Bacellar – Bibliotecária, trabalha no Senado Federal.
Glauco Terra Coelho – Professor de Direito Administrativo e Constitucional.
Francisco Falconi – Advogado.
Diogo Barbosa – Bibliotecário aprovado em vários concursos.
Ana Roberta Mota – Bibliotecária, especialista em Gestão de Unidades de
Informação.
Ana Jesuína – Estudante de biblioteconomia.
Sandryne Barreto – Bibliotecária.
Adriana Lorente – Bibliotecária.

4 TRABALHOS FUTUROS
O Blog Biblioteconomia para Concursos cresceu junto com os concursos
públicos para bibliotecários nos níveis Federal, Estadual e Municipal. As estatísticas
mostram que o Blog BPC tem uma estreita ligação com seus leitores, que participam
da construção diária do blog, seja pelos comentários, ou por e-mails aos editores.
Pode-se dizer que há uma comunidade formada em torno do Blog Biblioteconomia
para Concursos.

�15

Como trabalhos futuros, estão em estudo melhorias na representação e
recuperação da informação, além de esforços relativos à comunidade empresarial do
mercado de biblioteconomia e informação, que serão explorados em outros estudos
de caso.

REFERÊNCIAS
BARROS, M. Blogs e bibliotecários. In: ENCONTRO NACIONAL DOS
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO
DA INFORMAÇÃO, 27., 2004, Recife. Anais... Recife: [s.n], 2004.
______. Um blog, uma revista, um repositório e um portal: experiências discentes
na divulgação e comunicação em Biblioteconomia In: ENCONTRO NACIONAL DOS
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO
DA INFORMAÇÃO, 24., 2006, Recife. Anais... Recife: [s.n], 2006.
______. Esfera pública online e o blog Bibliotecários Sem Fronteira. Disponível
em: &lt;http://eprints.rclis.org/archive/00009590/&gt;. Acesso em: 06 jun. 2008.
BELTON, K. A Design Foundation for Information Architecture. In: MORROGH, E.
Information Architecture: An Emerging 21st Century Profession. New Jersey:
Prentice Hall, 2003, cap. 22, p. 143-153.
CHIOU, F. We are all connected: The path from Architecture to Information
Architecture, Boxes and arrows, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.boxesandarrows.com/archives/we_are_all_connected_the_path_from_ar
chitecture_to_information_architecture.php&gt;. Acesso em: 5 out 2007.
MAURER, D. Four Modes of Seeking Information and How to Design for Them.
Boxes and Arrows, 2006. Disponível:
&lt;http://www.boxesandarrows.com/view/four_modes_of_seeking_information_and_ho
w_to_design_for_them&gt;. Acesso em: 12 out. 2007.
MORROGH, E. Information Architecture: an Emerging 21st Century Profession. New
Jersey: Prentice Hall, 2003.
MORVILLE, P. O uso estratégico da Arquitetura de Informação. Disponível em:
&lt;http://www.semanticstudios.com/events/brazilia.ppt&gt;. Acesso em: 02 nov. 2007.
REIS, Guilhermo Almeida. Centrando a arquitetura de informação no usuário. 2007.
250f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade de São
Paulo, Escola de Comunicação e Artes, São Paulo, 2007.

�16

ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the Word Wide Web.
3.ed. Sebastopol: O'Reilly, 2006.

__________________
1

Gustavo Henn, Bibliotecário da Procuradoria Regional do Trabalho, gustavohenn@gmail.com.
Geysa Flávia Câmara de Lima, Bibliotecária da Universidade Federal da Paraíba,
geysaflavia@gmail.com.
3
Rodrigo Galvão, Bibliotecário da Universidade Federal de Pernambuco, rodsiq@yahoo.com.br.
2

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Relata a experiência do Blog Biblioteconomia para Concursos. Mostra o processo de criação do Blog e seu desenvolvimento no período de agosto de 2006 a maio de 2008. Apresenta dados estatísticos referentes a acesso e uso do blog.</text>
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ADEQUAÇÃO DO ACERVO DA BIBLIOTECA REGIONAL DE
RONDONÓPOLIS DA UFMT À BIBLIOGRAFIA DO CURSO DE HISTÓRIA
GUSMÃO, A. O. M.1
SOUZA, A. M. M.2
SOUZA, K. F.3
DEUS, T. L.4
MARTÍN VEGA, A.5

RESUMO
Avalia a adequação do acervo de livros da Biblioteca Regional de Rondonópolis à
bibliografia das disciplinas do Curso de História. Utiliza o método descritivo e uma
escala de avaliação qualitativa e outra quantitativa. Na avaliação qualitativa, detectase que 39,8% da bibliografia está presente no acervo, percentual considerado
insatisfatório. Quanto à avaliação quantitativa, o resultado também foi considerado
insatisfatório, porque a biblioteca possui em média 2,37 exemplares por título.
Palavras-chave: Desenvolvimento de coleções. Avaliação de coleções. Biblioteca
universitária. História (Graduação). Bibliografia. Bibliometria.

ABSTRACTS
Evaluates the adequacy of the Regional Library of Rondonópolis to the History
course bibliography. It uses the descriptive method as well as a qualitative and
another quantitative evaluation scale. In the qualitative evaluation, it is detected that
39.8% of the bibliography to be present in the library, considered percentage
unsatisfactory.
Keywords: Collections development. Collections evaluation. University library.
History (Graduation). Bibliography. Bibliometry.

�2

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca universitária, para alcançar a meta de atender as
necessidades de informação de seus clientes, deve esforçar-se em garantir a
eficiência e a eficácia de seus serviços e produtos, através da adoção de uma
política de formação e desenvolvimento do acervo e de acessibilidade ao documento
desejado.
A avaliação de um serviço, seja ele qual for, tem papel imprescindível na
tomada de decisão e na solução de possíveis problemas, pois os resultados
encontrados possibilitam ao administrador traçar o diagnóstico e o prognóstico do
serviço avaliado, determinando, dentre várias estratégias, qual será a mais
pertinente no momento.
Para Trindade (apud LUBISCO, 2002, p.1), a função da avaliação
institucional é “rever e aperfeiçoar o projeto acadêmico e sócio-político da instituição,
promovendo a permanente melhoria da qualidade e pertinência das atividades de
ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária”. Infere-se, desse modo, que o
sucesso e cumprimento das metas de uma universidade decorrem da parcela de
contribuição ativa e constante competente à biblioteca, assim como o sucesso e
cumprimento da missão da biblioteca universitária dependem de sua participação no
planejamento da universidade, explicitando um relacionamento intrínseco.
Partindo deste princípio, propõe-se avaliar a adequação do acervo de
livros da Biblioteca Regional de Rondonópolis (BRR) da Universidade Federal de
Mato Grosso à bibliografia mínima recomendada nos planos de ensino do Curso de
História.
Neste contexto, a avaliação do acervo da BRR em termos qualitativo e
quantitativo, como parte integrante do processo administrativo, permite oferecer à
Coordenação do Curso de História e à gerência da Biblioteca subsídios capazes de
minimizar eventuais distorções. Favorece-se, ainda, o desenvolvimento contínuo do
acervo, em vista à constante atualização bibliográfica dos planos de ensino.
Para isto, fez-se necessário:
a – identificar a presença e a ausência dos livros indicados na bibliografia

�3

mínima recomendada nos planos de ensino do Curso de História na BRR;
b – identificar a quantidade de exemplares por título disponíveis no
acervo;
c – determinar o grau de adequação do acervo da BRR à bibliografia
mínima.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Para Vergueiro (1989), a política de formação e desenvolvimento de
coleções é imprescindível, tanto para a atualização dos recursos informacionais
disponíveis na biblioteca, quanto para a avaliação do acervo. Esta política permite
também estabelecer uma atuação formal, visando à melhoria contínua da qualidade
dos serviços prestados à comunidade universitária. O bibliotecário, nesta atividade,
deve estar comprometido com as metodologias adotadas, tendo em vista a
necessidade de minucioso cuidado com a seleção do material, pois na atual
conjuntura já não é tão importante o tamanho da coleção, mas um acervo com
qualidade e coerência e que atenda as necessidades dos usuários.
Almeida (2002, p. 2) relata que “[...] a avaliação tem uma importância
estratégica, pois orienta na escolha de prioridades e na tomada de decisões [...]”.
Contudo, “tão fundamental quanto à avaliação das redes para biblioteca universitária
é a avaliação da situação da informação especializada disponível" (ALMEIDA, 2002,
p. 12). Anteriormente G. Edward Evans (apud VERGUEIRO, 1989, p.17) já indicava
que a avaliação contínua do acervo deveria ser uma das etapas do processo de
desenvolvimento de coleções.
Para uma boa avaliação do acervo é necessário utilizar critérios ou
métodos que possibilitem apresentar o diagnóstico de sua situação. Alguns desses
critérios são as verificações da quantidade de material bibliográfico inserido no
acervo e a verificação de duplicidade de seus periódicos, também podem ser
adotados outros procedimentos concernentes que identifiquem as deficiências ou
adequação do acervo.
O tamanho do acervo ou sua avaliação quantitativa deve ser considerado

�4

um dos critérios mais minuciosos, pois as bibliotecas universitárias são, geralmente,
planejadas para dar suporte informacional às atividades de ensino, pesquisa e
extensão. Incumbindo-lhe, também, a responsabilidade de responder pelo
reconhecimento dos cursos mantidos em suas respectivas universidades.
Lancaster (1993, p. 21) cita a utilização da medida “livros per capita”, isto
é, a quantidade de volumes de livros disponíveis para cada usuário como um dos
índices de avaliação do acervo, possibilitando saber, por meio de cálculos, a
quantidade mínima ou ideal do acervo bibliográfico. Lancaster cita que a Public
Library Association recomenda dois volumes per capita; a Federação Internacional
de Associações e Instituições Bibliotecárias recomenda de dois a três volumes e os
Standarts for Public Library Service in England and Wales recomendam um
acréscimo de 250 volumes por ano por cada 1000 habitantes.
Quanto à necessidade de formação de coleções básicas para os cursos
de graduação, Ferreira (1977) recomenda:
a - aquisição de livros textos em quantidade proporcional ao número de
leitores;
b - aquisição de vários exemplares de obras que sejam adotadas em mais
de um curso, independentemente do número de leitores previstos;
c - aquisição de um exemplar de cada item indicado na bibliografia de
cada disciplina.
Para identificar o grau de adequação do acervo em relação à presença da
bibliografia mínima no mesmo, Krzyzanowski &amp; Monteiro (1986, p. 285) utilizaram a
seguinte escala:
a - de 1% a 50% de existência de material bibliográfico recomendado no
acervo da biblioteca será considerado insatisfatório;
b - de 51% a 75% de existência de material bibliográfico recomendado no
acervo da biblioteca será considerado satisfatório;
c - de 76% a 100% de existência de material bibliográfico recomendado no
acervo da biblioteca será considerado ótimo.
De acordo com Lancaster (1993, p. 21):

�5

Diferentes instituições, inclusive as que têm responsabilidade pelo
reconhecimento de cursos, estabelecem padrões mínimos para o
tamanho de acervo de vários tipos. Tais padrões costumam estar
relacionado com o tamanho da população servida pela biblioteca.

Nesta perspectiva, a Portaria número 877, do Ministério da Educação, de
30 de julho de 1997, estabelece no parágrafo 3, do artigo primeiro, que o
requerimento de reconhecimento de cursos/habilitações deverá ser acompanhado
de documento que contenha, pelo menos, as seguintes informações sobre a
instituição: "[...] VIII - descrição da biblioteca, quanto à sua organização, acervo de
livros,

periódicos

especializados,

assinaturas

correntes,

recursos

e

meios

informatizados, área física ocupada e formas de utilização" (BRASIL, 1997, p. 2).
Posteriormente, o Parecer número CES 1079/99, da Câmara de Ensino
Superior (CES) do Conselho Nacional de Educação (CNE), manifestou junto à
Secretária de Ensino Superior do Ministério da Educação (SESU/MEC) a
preocupação quanto aos critérios que vêm sendo utilizados pelas Comissões de
Especialistas e de Verificação. Por ocasião da análise dos processos de autorização
e de reconhecimento de cursos e no que diz respeito à biblioteca, expôs que:
É preciso maior comedimento na exigência de múltiplos exemplares
dos livros na bibliografia. A bibliografia básica dos cursos é
freqüentemente alterada por que deve ser atualizada constantemente
e a multiplicação de textos desatualizados no acervo constitui em
investimento pouco produtivo. Além do mais, é preciso que a
atualização e a relevância das obras do acervo recebam
consideração maior que o número de livros existentes. [Concluindo
afirma que:] Tanto no caso das bibliotecas como na infra-estrutura de
informática o melhor é exigir a previsão de recursos permanentes
para melhoria, atualização e ampliação do acervo e dos
equipamentos (BRASIL, 1999, p. 2).

Por sua vez, o Decreto Presidencial número 3860, de 9 de julho de 2001,
que muda as regras de organização e avaliação de cursos e instituições do ensino
superior, conforme capítulo IV, artigo 17, estabelece que a avaliação de cursos e
instituições de ensino superior será organizada e executada pelo Instituto Nacional
de Estudos Pedagógicos (INEP), compreendendo um conjunto de ações. Enquanto
o parágrafo 1º expõe que "a análise das condições de oferta de cursos superiores
referida no inciso III será efetuada nos locais de funcionamento dos mesmos, por
comissões de especialistas devidamente designadas, e considerará" (BRASIL, 2001,
p. 6):

�6

Inciso IV: bibliotecas, com atenção especial para o acervo
especializado [destaque nosso], inclusive o eletrônico, para as
condições de acesso às redes de comunicação e para os sistemas
de informação, regime de funcionamento e modernização dos meios
de atendimento.

É pertinente destacar-se que o fator recursos financeiros tem grande
impacto na política de formação e desenvolvimento das coleções. Muitas vezes,
quando há liberação destas verbas, os recursos são ínfimos, e ainda têm de ser
rateados entre os vários departamentos, prejudicando a política de formação e
desenvolvimento do acervo.

3 METODOLOGIA
Adotou-se o método descritivo por ter como objetivo principal a descrição
das características de determinada população ou evento, aliado à técnica de coleta
de dados baseada em Formulário. As fontes de coleta de dados foram os planos de
ensino das disciplinas do Curso de Licenciatura em História.

3.1 Escala de adequação qualitativa
A avaliação qualitativa deu-se através da avaliação da quantidade de
títulos disponíveis no acervo, ou seja, a diversidade de títulos no acervo. Para a
escala de adequação qualitativa adotaram-se os valores definidos e utilizados por
Krzyzanowski &amp; Monteiro (1986, p. 285), a saber:
a - de 1% a 50% de existência de material bibliográfico recomendado no
acervo

da

BRR

(Biblioteca

Regional

de

Rondonópolis)

será

considerado insatisfatório;
b - de 51% a 75% de existência de material bibliográfico recomendado no
acervo da BRR será considerado satisfatório;
c - de 76% a 100% de existência de material bibliográfico recomendado
no acervo da BRR será considerado ótimo [muito satisfatório].

�7

3.2 Escala de adequação quantitativa
A avaliação quantitativa obtém-se através da avaliação da quantidade de
exemplares de cada título disponível no acervo. Para esta pesquisa, elaborou-se e
aplicou-se a escala de adequação quantitativa apresentada a seguir, baseada no
Parecer CNE/CES 1079/99 da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de
Educação (BRASIL, 1999, p. 2), em Figueiredo (1993, p. 78) e em Vergueiro (1989,
p. 11):
a - um exemplar de cada título será considerado muito insatisfatório;
b - dois exemplares de cada título será considerado insatisfatório;
c- três exemplares de cada título será considerado satisfatório;
d- quatro exemplares de cada título será considerado muito satisfatório.

3.3 Mecanismos para análise dos resultados
Para a análise dos resultados, considerou-se:
1 - identificação do grau de adequação quanto à presença da bibliografia
mínima

no

acervo

da

Biblioteca

Universitária

da

UFMT

em

Rondonópolis, em sentido geral, englobando todas as disciplinas em
tabela única e;
2 - identificação do grau de adequação quanto à presença da bibliografia
no acervo da Biblioteca Universitária da UFMT em Rondonópolis, em
sentido restrito, dividindo as disciplinas em áreas de concentração.

4 ANÁLISES DOS RESULTADOS
Quanto à análise da adequação qualitativa geral do acervo bibliográfico do
Curso de História na Biblioteca Regional de Rondonópolis, detecta-se que ela é
insatisfatória, pois, dos 440 títulos indicados na bibliografia, apenas 175 títulos ou
39,8% dos itens estavam presentes no acervo da Biblioteca (TABELA 1).

�8

Tabela 1 – Distribuição da bibliografia do curso de história
Disciplinas
Antropologia
Cultura Brasileira
Didática Geral
Educação Física
Estrutura e Funcionamento do
Ensino de I e II Graus
Filosofia
Geo-História
História Antiga
História Contemporânea
História da América
História da Arte
História das idéias Políticas
História do Brasil I
História do Brasil II
História do Brasil III
História Medieval
História Moderna
História Regional
Introdução à Economia
Introdução à Filosofia
Introdução
aos
Estudos
Históricos
Língua Portuguesa
Metodologia e Teoria da
História
Métodos
e
Técnicas
de
Pesquisas
Monografia
Prática de Ensino de História
Psicologia da Educação
Sociologia
Total de itens
Porcentagem
Média Geral
Média Per Capita

2
3
1
0

Itens
fora do
acervo
3
2
16
5

12

2

10

3

27
10
54
12
5
3
32
17
22
22
40
13
6
19
31

12
6
21
2
3
1
8
11
8
5
15
9
4
6
14

15
4
33
10
2
2
24
6
14
17
25
4
2
13
17

2,25
2
2,28
2,5
2,33
3
2,25
2,54
2,37
2
2,35
2,88
3
2
2

5

4

1

3

18

14

4

2,2

11

1

10

3

8

7

1

2,8

9
15
12
5
440
100%

6
3
5
2
175
39,7%

3
12
7
3

3
2,33
2,6
2

Total de
itens
indicados
5
5
17
5

Itens no
acervo

Média de
Total de
exemplares exemplares
2
2,33
1
0

60,3%
2,4
3,5

Fonte: Pesquisa direta.

Na análise da adequação quantitativa, identifica-se a presença de 415
exemplares, perfazendo a média geral de 2,4 exemplares disponíveis por título
existente no acervo, valor que permite considerar o acervo quantitativamente
insatisfatório (TABELA 1). Quanto à média per capita tem-se a proporção de 3,5
livros por aluno, resultado alcançado através da divisão da quantidade de
exemplares disponíveis no acervo (415 exemplares) pela quantidade de alunos
matriculados no Curso de História (120 graduandos).

�9

Os

resultados

influenciam

negativamente

o

desenvolvimento

das

atividades de pesquisas dos docentes e discentes, bem como na elaboração das
aulas

e

na

execução

dos

trabalhos

distribuídos

em

sala,

acarretando,

sucessivamente, desestímulo e baixo rendimento acadêmico entre professores e
alunos.

4.1 Análise das disciplinas de introdução às ciências sociais
A análise referente à adequação qualitativa do acervo da Biblioteca
Universitária de Rondonópolis à bibliografia mínima das disciplinas da área de
introdução

às

Ciências

Sociais

e

fundamentação

teórica

é

considerada

insatisfatória, pois, dos 76 títulos recomendados, apenas 29 títulos ou 38,2% dos
itens estavam presentes no acervo (TABELA 2). A ausência bibliográfica que mais
influenciou negativamente foi o da disciplina Metodologia e Teoria da História, com
apenas 1 título no acervo, dos 11 títulos indicados. A adequação quantitativa
permite considerá-la insatisfatória, em decorrência de apresentar uma média de
2,33 exemplares por título.
Tabela 2 – Distribuição da bibliografia de introdução às ciências sociais
Introdução às Ciências Sociais /
Fundamentação Teórica
Sociologia
Introdução aos Estudos Históricos
Introdução à Economia
Introdução à Filosofia
Antropologia
Metodologia e Teoria da História
Total
Percentual
Média Específica

Total de itens
5
5
19
31
5
11
76
100%

Itens no
acervo
2
4
6
14
2
1
29
38,1%

Itens fora do Média de
acervo
exemplares
3
2
1
3
13
2
17
2
3
2
10
3
47
61,9%
2,33

Fonte: Pesquisa direta.

4.2 Análise das disciplinas específicas
Quanto à análise qualitativa referente à adequação do acervo da
Biblioteca Regional de Rondonópolis à bibliografia mínima das disciplinas
específicas (TABELA 3), constata-se que a BRR possuía no acervo 40,8% dos itens
recomendados, percentual considerado insatisfatório.

�10

A maior ausência processou-se em relação à disciplina História do Brasil
III, que possuía no acervo da Biblioteca apenas 5 dos 22 itens recomendados. Na
análise dos dados quantitativos, o resultado foi pouco animador, atingindo a média
de 2,47 exemplares por título, quantitativo considerado insatisfatório.
Tabela 3 – Distribuição da bibliografia das disciplinas específicas
Disciplinas Específicas

História Antiga
História Medieval
História Moderna
História Contemporânea
História da América
História do Brasil I
História do Brasil II
História do Brasil III
História Regional
Total
Percentual
Média Específica

Total de itens

Itens no
acervo

Itens fora do
acervo

Média de
exemplares

54
40
13
12
05
17
22
22
06
191
100%

21
15
09
02
03
11
08
05
04
78
40,8%

33
25
04
10
02
06
14
17
02
113
59,1%

2,28
2,33
2,88
2,5
2,33
2,54
2,37
2
3
2,47

Fonte: Pesquisa direta.

4.3 Análise das disciplinas pedagógicas
A adequação qualitativa do acervo referente à bibliografia das disciplinas
pedagógicas foi considerada insatisfatória, porque a presença dos títulos
recomendados pelas disciplinas limita-se a 28,1% das indicações bibliográficas.
Contribui negativamente para este resultado a ausência da bibliografia recomendada
pela disciplina Didática Geral, a qual dispõe apenas de 1 título no acervo, daqueles
17 títulos recomendados (TABELA 4). Quanto à análise da adequação quantitativa,
a média de 2,34 exemplares por título foi considerada insatisfatória.

�11

Tabela 4 – Distribuição da bibliografia das disciplinas pedagógicas
Disciplinas Pedagógicas

Total de itens

Itens no
acervo

Itens fora do
acervo

Média de
exemplares

Psicologia da Educação
Estrutura e Funcionamento do
Ensino de I e II Graus
Didática Geral
Métodos
e
Técnicas
de
Pesquisas
Prática de Ensino de História
Total
Percentual
Média

12

5

7

2,6

12

2

10

3

17

1

16

1

8

7

1

2,8

15
64
100%

3
18
28,1%

12
46
71,9%

2,33
11,73
2,34

Fonte: Pesquisa direta.

4.4 Análise das disciplinas auxiliares
Na área das Disciplinas Auxiliares, o grau de adequação qualitativa do
acervo foi considerado satisfatório, pois dos 28 títulos recomendados pelas
disciplinas, 20 títulos ou 71,4% deles estavam presentes no acervo, contribuindo
positivamente para o resultado alcançado. No que se refere à análise da adequação
quantitativa, a média de 2,1 de exemplares por título foi considerada insatisfatória.
Tabela 5 – Distribuição da Bibliografia das Disciplinas Auxiliares
Disciplinas Auxiliares

Língua Portuguesa
Geo-História
Total
Percentual
Média

Total de itens

Itens no
acervo

Itens fora do
acervo

Média de
exemplares

18
10
28
100%

14
6
20
71,4%

4
4
8
28,6%

2,2
2
2,1

Fonte: Pesquisa direta.

4.5 Análise das disciplinas de Prática para a Pesquisa
Na área das disciplinas de Prática para a Pesquisa, dos 9 títulos
recomendados pelas disciplinas 6 títulos ou 66,7% dos itens estavam presentes no
acervo da Biblioteca Regional, explicitando uma adequação qualitativa considerada
satisfatória. Enquanto a média de 3 exemplares por título posiciona a adequação
quantitativa como satisfatória (TABELA 5).

�12

Tabela 6 – Distribuição da Bibliografia da Área de Prática para a Pesquisa
Área das Disciplinas de Prática
para a Pesquisa

Monografia
Total
Percentual
Média

Total de itens

Itens no
acervo

Itens fora
do acervo

Média de
exemplares

9
9
100%

6
6
66,7%

3
3
33,3%

3
3

Fonte: Pesquisa direta.

Estes resultados contribuem, mas não influenciam na melhoria da
qualidade acadêmica do Curso, principalmente se considerarmos que esta
bibliografia específica é trabalhada e utilizada por vários outros cursos nas
disciplinas de introdução à pesquisa e trabalho de conclusão de Curso, que
possuem entre si uma bibliografia bastante semelhante.
Por si mesma, a presença no acervo da bibliografia das disciplinas de
prática para a pesquisa, direciona, mas não promove nem estimula as atividades de
pesquisas dos alunos e professores do Curso de História, porque as mesmas são
bibliografias instrumentais. Isto é, orientam apenas na indicação dos elementos que
devem conter uma monografia, além dos exemplares disponíveis na Biblioteca
atenderem também os Cursos de Graduação e de Especialização.

4.6 Análise das disciplinas optativas
A adequação qualitativa do acervo da Biblioteca Regional em relação à
bibliografia das disciplinas optativas é considerada insatisfatória, porque dos 40
títulos recomendados existem apenas 12 títulos, ou seja, 30% dos itens disponíveis
no acervo da Biblioteca. Enquanto a média de 2,52 exemplares por título posiciona a
adequação quantitativa como insatisfatória (TABELA 7).
Tabela 7 – Distribuição da Bibliografia da Área de Optativas
Área das Disciplinas Optativas

História da Arte
História das idéias Políticas
Cultura Brasileira
Total
Percentual
Média
Fonte: Pesquisa direta.

Total de itens

Itens no
acervo

Itens fora do
acervo

Média de
exemplares

3
32
5
40
100%

1
8
3
12
30%

2
24
2
28
70%

3
2,25
2,33
7,58
2,52

�13

4.7 Análise das disciplinas de legislação específica
O resultado da análise da adequação qualitativa e quantitativa é muito
insatisfatória, pois não existe a presença de nenhum dos itens recomendados pela
disciplina no acervo (TABELA 7).
TABELA 8 – Distribuição da Bibliografia da Área de Legislação Específica
Disciplinas de Legislação
Específica
Educação Física
Total
Percentual
Média

Total de
itens
5
5
100%

Itens no
acervo
0
0
0%

Itens fora
do acervo
5
5
100%

Média de
exemplares
0
0
0

Fonte: Pesquisa direta.

5 CONCLUSÕES
Na fundamentação teórica deste estudo, detectam-se algumas normas do
MEC que exprimem a necessidade das bibliotecas universitárias possuírem uma
coleção bibliográfica que atenda a bibliografia mínima dos cursos, tanto de livros
quanto de assinaturas correntes de periódicos especializados, bem como de
recursos e meios informatizados.
Considerando a situação do acervo disponível para o Curso de História,
observa-se, infelizmente, a dissociação entre a teoria e a prática, em relação ao
desenvolvimento das coleções bibliográficas das bibliotecas universitárias. Isto nos
leva a refletir que é necessário que a comunidade acadêmico-científica, incluindo
administradores, estudantes, professores e pesquisadores, reaja ante o descaso
latente dispensado às Universidades Públicas, num sentido geral.
Neste contexto, Briquet de Lemos, Etelvina Lima e Antonio Miranda (apud
LUBISCO, 2002, p.13), relatam que a biblioteca universitária “[...] parece decorrer
mais do cumprimento de exigências legais, do que da convicção de que ela é um
fator fundamental para o desenvolvimento do ensino e da pesquisa, no ambiente
acadêmico”.
O resultado desta pesquisa aponta como insatisfatória tanto a adequação

�14

qualitativa quanto a quantitativa do acervo da biblioteca universitária da UFMT em
Rondonópolis à bibliografia mínima do Curso de Historia, comprometendo a
qualificação do corpo discente, bem como do projeto político-pedagógico do Curso.
Os professores e alunos estão literalmente privados do acesso à
informação, privação representada pela ausência da bibliografia no acervo da
Biblioteca. Lamentavelmente esta ausência / privação é constatada em todas as
áreas do Curso de História
Quando da aquisição de livros para os diversos cursos atendidos pela
biblioteca, é preferível adquirir 200 títulos com 3 exemplares cada, do que 100 títulos
com 6 exemplares cada. Disponibilizam-se, assim, mais títulos para consulta,
pesquisa, empréstimo e, conseqüentemente, amplia-se o leque de alternativas para
os usuários. Além disso, há que se considerar que as listas bibliográficas dos Cursos
são constantemente modificadas e atualizadas.
No projeto político-pedagógico do Curso de História (UNIVERSIDADE,
2000) retrata-se que o objetivo do curso é contribuir para a formação de professores
competentes, críticos, atuantes. Contudo, as condições de apoio a docentes e
discentes devem corresponder no mínimo à completude da bibliografia básica das
disciplinas no acervo da Biblioteca. Desrespeitada a premissa anterior, não há
possibilidade de se formar professores eruditos.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Avaliação da biblioteca universitária: algumas
reflexões. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12,
2002, Recife. Anais... Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2002.
Disponível em: &lt;http://www.ufpe.br/snbu/carta.html&gt;. Acesso em: 23 de outubro
2003.
BERTUCCI, Liane Maria. Seleção: aspecto primordial do gerenciamento da
biblioteca universitária no século XXI. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11, 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis: Universidade
Federal de Santa Catarina, 2000. Disponível em:
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t069.doc&gt;. Acesso em: 23 de outubro de
2003.

�15

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Portaria n. 877 de 30 de julho de
1997. Dispõe sobre o reconhecimento de cursos/habilitações de nível superior e sua
renovação.
BRASIL. Presidência da República. Decreto n. 2.026 , de 10 de outubro de 1996.
Dispõe sobre os procedimentos para o processo de avaliação de cursos e
instituições de ensino superior.
BRASIL. Presidência da República. Decreto n. 3.860, de 09 de julho de 2001.
Dispõe sobre organização do ensino superior, a avaliação de cursos e instituições, e
dá outras providências.
FERREIRA, Gilda Pires. A biblioteca universitária em perspectiva sistêmica. Brasília:
Ministério da Educação, Recife: UFPE, 1977. 39 p.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Desenvolvimento e avaliação de coleções. Rio de
Janeiro: Rabiskus, 1993. 136 p.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Fávero., MONTEIRO, Ana Maria Carvas da Costa.
Avaliação do uso da coleção de livros didáticos existentes na biblioteca da
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte: v.15, n.2, p.270-298, set. 1986.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Tradução de Antonio
Agenor Briquet de Lemos. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 1993. 356 p.
LUBISCO, Nídia Maria Lienert. A biblioteca universitária e o processo de Avaliação
do MEC: alguns elementos para o planejamento da sua gestão. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, 2002, Recife. Anais... Recife:
Universidade Federal de Pernambuco, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/117.a.pdf&gt;. Acesso em: 2 de abril de.
2004.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis; APB,
1989.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO. Departamento de História. Projeto
Político Pedagógico do Curso de História. Rondonópolis, MT: O departamento, 2000.

__________________
1

Alexandre Oliveira de Meira Gusmão, Universidade Federal de Mato Grosso,
aomgusmao@hotmail.com.
2
Andréa Machado Moura de Souza, Universidade Federal de Mato Grosso,
souzaamm@hotmail.com.
3
Keyla Ferreira de Souza, Universidade Federal de Mato Grosso, keyla.fs@hotmail.com.
4
Tatiane Luiza de Deus, Universidade Federal de Mato Grosso, ld_tatiane@hotmail.com.
5
Arturo Martin Vega, Universidad Carlos III de Madrid, arturo@bib.uc3m.es.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Avalia a adequação do acervo de livros da Biblioteca Regional de Rondonópolis à bibliografia das disciplinas do Curso de História. Utiliza o método descritivo e uma escala de avaliação qualitativa e outra quantitativa. Na avaliação qualitativa, detecta-se que 39,8% da bibliografia está presente no acervo, percentual considerado insatisfatório. Quanto à avaliação quantitativa, o resultado também foi considerado insatisfatório, porque a biblioteca possui em média 2,37 exemplares por título.</text>
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AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DO CATÁLOGO ELETRÔNICO DA
BIBLIOTECA DO CESUR
GUSMÃO, A. O. M.1
SANTOS, O. N.2
SILVA, K. F.3
DEUS, T. L.4

RESUMO
Pesquisa descritiva que apresenta a avaliação da usabilidade do catálogo eletrônico
da Biblioteca do CESUR sob o ponto de vista dos usuários. Adotou uma amostra
constituída por 75 usuários, correspondente a 10% dos usuários cadastrados na
Biblioteca e como instrumento de coleta de dados foi aplicado um questionário
fechado. Os resultados indicam que o catálogo eletrônico da Biblioteca do CESUR
satisfaz as necessidades de recuperação de informações e que a maioria dos
usuários conhecia e recebeu treinamento para utilizar o catálogo eletrônico.
Palavras-chave: Catálogo eletrônico. Biblioteca universitária. Usabilidade.

ABSTRACTS
Descriptive research that presents the evaluation of the electronic catalogue usability
of the CESUR Library under the view point of the users. It adopted a sample of 75
users, correspondent to 10% of the users registered in the Library and as instrument
of data collection was applied a closed questionnaire. The results indicate that the
electronic catalogue of the CESUR Library satisfies the needs of information
recovery and that the majority of the users knew and received training to use the
electronic catalogue.
Keywords: Electronic catalogue. Library university. Usability.

�2

1 INTRODUÇÃO
Para Lancaster (apud FIGUEIREDO, 1992, p.193) o “catálogo é o caminho
que leva o usuário a encontrar um item bibliográfico em um acervo de biblioteca”.
Sua função é mostrar se a biblioteca possui um item bibliográfico em particular, cujo
autor ou titulo sejam conhecidos e se for onde o item está localizado.
O catálogo também revela as coleções existentes em áreas específicas de
assunto, e indica onde elas se localizam. Finalmente, o catálogo fornece
informações sobre as obras que compõe o acervo. Quanto à avaliação dos
catálogos Lancaster (apud FIGUEIREDO, 1992, p. 194) relata que apesar dos
“catálogos de bibliotecas existirem a séculos, porém somente a partir da década de
90 é que se buscou formas de avaliá-los como ferramentas de buscas bibliográficas”
e apresenta três razões que contribuíram para isso:
a) A preocupação por parte dos bibliotecários em avaliar os serviços
e produtos da biblioteca;
b) a necessidade de saber como o catálogo atua, quais as
deficiências existentes e como se pode aumentar o uso do catálogo
pelos usuários e;
c) os catálogos manuais (em fichas/impressos) aos poucos estão
sendo substituídos pelos catálogos eletrônicos.

Diante desta perspectiva, opta-se por avaliar o catálogo eletrônico da
Biblioteca do Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (CESUR) a fim de
identificar se os usuários da Biblioteca estão satisfeitos com a usabilidade do
catálogo eletrônico, o qual se encontra disponível tanto para acesso local quanto via
Internet.
Quanto à Usabilidade, adotaremos a definição apresentada por Gusmão
(2001, p. 61) que assim preceitua: “Usabilidade – Característica que pretende
evidenciar o esforço necessário para utilizar o software, bem como o julgamento
individual desse uso, por um conjunto explícito ou implícito de usuários”.
O catálogo eletrônico da Biblioteca do CESUR é o principal instrumento de
consulta e acesso do usuário ao acervo, disponibilizando a descrição dos itens
bibliográficos que compõem o acervo da Biblioteca e possibilitando ao usuário
escolher o item bibliográfico que mais satisfaça suas necessidades de informação.

�3

O atual sistema de automação da biblioteca permite cadastrar livros,
revistas e fitas de vídeo, proceder a empréstimo e devolução de documentos,
controle (gráficos e tabelas) do número de consultas realizadas nos terminais,
número de empréstimo efetuado no dia, mês e ano, número de usuários
inadimplentes, obras mais procuradas, aquisições realizadas no ano; controle das
assinaturas de periódicos, indicação do funcionário que está operando o sistema e
número de documentos cadastrados na biblioteca.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Por que avaliar? Esta é uma pergunta que na maioria das vezes fica sem
resposta. Contudo, neste caso específico, avaliamos para medir a satisfação dos
usuários quanto à usabilidade do catálogo eletrônico.
Sobre o processo de avaliação de serviços e produtos oferecidos aos
usuários, Kotler (2000, p. 58) afirma que “para saber sobre processo de satisfação
dos usuários devemos perceber se os usuários buscam informações, o que, como e
quando!”. Ainda segundo Kotler (2000) se a empresa não investe em modernização
dos seus processos ela não possuirá capacidade de crescer. Se bem que, devam-se
cativar os usuários e encanta-los, oferecendo produtos e serviços de qualidade,
tratando cada usuário como um cliente preferencial.
Para Almeida (2000) entender a avaliação como um processo de
desenvolvimento supõe contextualizá-la no processo administrativo onde se
estabelecem metas a serem alcançadas pelas bibliotecas. Pela análise das
condições presentes determinam-se formas de atingir os objetivos estabelecidos
para o futuro e de melhoraria da usabilidade do catálogo.
A avaliação é uma ferramenta indispensável para a administração da
biblioteca, pois pode corrigir ou manter estratégias com a finalidade de atingirem
objetivos pré-determinados. Em relação à avaliação do catálogo da biblioteca a
mesma é indispensável para tomada de decisões. De acordo com Lancaster (1993
p. 1) a “avaliação reúne dados necessários para determinar quais dentre várias
estratégias parecem ter mais probabilidade de obter o resultado almejado”.

�4

A

avaliação

deve

ser

incorporada

ao

dia-a-dia

da

biblioteca,

principalmente se considerar a necessidade de crescer e melhorar o atendimento ao
público usuário. Nesta perspectiva, Almeida (2000 p. 12) relata que a avaliação é
vista como etapa final do ciclo administrativo e possibilita, a partir de “parâmetros
pré-definidos, aferir o sucesso do planejamento e traçar novos objetivos e metas”.
Para Lancaster (1993) através da avaliação identifica-se se os usuários
estão satisfeitos com a usabilidade desse suporte. A “avaliação é o único caminho
que leva a melhoria dos serviços e produtos oferecidos aos usuários e à detecção
dos pontos positivos e negativos da usabilidade de um catálogo, seja ele em linha ou
em fichas” (LANCASTER, 1993, p. 6).
Com o início do processo de automação das bibliotecas no Brasil na
década de 1960, os bibliotecários começaram a perceber a necessidade de avaliar e
melhorar os serviços e produtos oferecidos aos usuários, dentre eles o catálogo.
O catálogo em linha deixou de ser apenas um catálogo em ficha no
formato eletrônico, para se tornar a fonte mais rápida e eficiente de buscas e
consultas sobre títulos, autor, coleções, edições, séries. Ele adquiriu status de porta
que dá acesso às coleções das bibliotecas automatizadas. Porem Lancaster (1993,
p. 135) discorda e afirma que “o catálogo em linha é simplesmente um catálogo em
fichas acessível via computadores”.
A expansão dos catálogos em linha possibilita a transformação dos
serviços e produtos oferecidos aos usuários, propiciando mudanças na relação
usuários x bibliotecas. Porém, Amaral (1995, p. 222) alerta que: “um dos mitos que
fascina a maioria dos bibliotecários é a idéia de que o processo de automação dos
catálogos é a solução para todo o processo de inadequação das bibliotecas
brasileiras”. Na opinião de John Gray (apud AMARAL, 1995 p. 223) há três
elementos essenciais que merecem atenção de qualquer administrador de
Bibliotecas:
a) implantação de políticas de automação que atendam as
necessidades de informação dos usuários;
b) ações para o atendimento das necessidades detectadas.
c) promoção do uso efetivo dos serviços oferecidos aos usuários.

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O catálogo da biblioteca é uma das peças mais importantes do sistema
bibliográfico, sensível e sujeito a mudança. Ele começou como simples inventário,
ou relação dos materiais bibliográficos existentes nas bibliotecas e podia ser
ordenado alfabeticamente por autor, assunto ou simplesmente conforme a posição
dos livros nas estantes.
Isto dependia do conceito pessoal do bibliotecário em relação ao principal
objetivo do catálogo que era facilitar o acesso dos usuários aos itens bibliográficos.
Numa época em que a quantidade de publicações mantinha-se tão pequena e seus
conteúdo podia ser de domínio de todos os pesquisadores a única exigência feita a
um catálogo de biblioteca era que revelasse os itens componentes da coleção.
Com o catálogo em linha é possível reunir dados sobre uso de forma não
participante, ou seja, sem que os usuários saibam que suas ações estão sendo
registradas ou observadas, “porém só é possível obter informações úteis sobre
como uma pessoa consulta um catálogo, fazendo perguntas” (LANCASTER, 1993,
p. 135).
É possível emprega questionários com a finalidade de avaliar o catálogo
eletrônico, isto se torna mais fácil para a biblioteca detectar se os usuários estão
satisfeitos com os produtos e serviços oferecidos.
Uma busca de item conhecido é bem sucedida quando o usuário localiza
uma entrada para o item procurado e mal sucedida se não consegue localizar essa
entrada. Na avaliação é preciso distinguir entre as deficiências do acervo e as
deficiências na utilização do catálogo, isto é, no caso em que o usuário não logra
êxito em sua busca e no caso em que a biblioteca não possui o item.
Cada busca mal sucedida deverá ser repetida por um ou mais
bibliotecários experientes, a fim de constatar se o usuário deixou passar
despercebida uma entrada ou se esta realmente não existe no catálogo. Através do
catálogo em linha é possível avaliar o comportamento do usuário e suas estratégias
de busca.
Hoje, a manipulação de catálogos em linha é instrumento indispensável na
disseminação e recuperação das informações, transpondo limites físicos e

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geográficos, alterando o tradicional conceito que se tem de biblioteca fisicamente
alocada em determinado espaço geográfico.

3 METODOLOGIA
O presente estudo utilizou o método descritivo e a amostra foi constituída
por 75 usuários, que correspondem a 10% dos usuários cadastrados na Biblioteca
do CESUR e que estavam aptos a realizarem empréstimos. Para coleta de dados
ocorreu no mês de março de 2004 e utilizaram-se questionários, aplicados
proporcionalmente entre os dias e os turnos de funcionamento da biblioteca, onde
cada usuário só respondeu uma única vez ao questionário.

4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
A maioria absoluta dos entrevistados (97%) conhecia o catálogo eletrônico
da Biblioteca. Detecta-se também que dentre os usuários que conheciam o catálogo
eletrônico 60% acessavam pelo menos uma vez por mês o catálogo eletrônico da
Biblioteca do CESUR, enquanto 39% acessavam 2 vezes por mês e 1% dos
usuários acessavam três ou mais vezes por mês.
Quanto ao treinamento recebido para utilizar o catálogo eletrônico, 86%
dos usuários responderam que receberam treinamento, enquanto que 14% não
obtiveram treinamento (Figura 2). Estes 14% podem ser enquadrados como
usuários que estavam ausentes quando da realização do treinamento ou não
tiveram interesse em participar do mesmo, tendo em vista que a cada início de
semestre são realizadas visitas orientadas à Biblioteca com todas as turmas
ingressantes no CESUR ou por solicitação espontânea dos discentes.
Quando indagados se sabiam utilizar o catálogo eletrônico, 86% dos
usuários responderam que sabiam utiliza-lo, enquanto 14% responderam que não
sabiam utilizar o catálogo eletrônico. Enquadra-se neste cenário aqueles usuários
que não participaram do treinamento.

�7

Dentre aqueles usuários que sabem utilizar o catálogo eletrônico, 67%
sempre acessam o catálogo eletrônico de pontos externos ao da Biblioteca, 26%
responderam que poucas vezes acessam o catálogo eletrônico de pontos externos
ao da Biblioteca, enquanto que 7% dos usuários nunca acessam o catálogo
eletrônico de pontos externos ao da Biblioteca. Como outro ponto ou ambiente
externo à Biblioteca pode-se citar os laboratórios do CESUR, as empresas em que
os entrevistados trabalham e a própria residência deles.
Neste ultimo cenário, 62% dos usuários responderam que acessavam o
catálogo a partir de sua residência, enquanto 38% responderam que não acessavam
(Figura 6). Dentre os usuários que não acessavam o catálogo eletrônico a partir de
sua residência, acredita-se que os motivos estão relacionados ao fato de

não

possuírem computadores ou acesso a internet em suas residências.
Posteriormente, indagou-se se os usuários necessitavam da ajuda do
bibliotecário ou de um assistente para realizar pesquisas no catálogo eletrônico,
65% dos usuários responderam que sempre necessitavam de ajuda, 31%
responderam que poucas vezes necessitam de ajuda, enquanto 4% responderam
que nunca necessitam da ajuda.
De acordo com 65% dos usuários o catalogo eletrônico da Biblioteca do
CESUR atendia suas necessidades de recuperação da informação, enquanto que
35% responderam que não atendia. Isto infere a necessidade de melhoria do
catálogo eletrônico ou das estratégias de busca dos usuários.
Questionados sobre o nível de sucesso em suas pesquisas no catálogo
eletrônico, 60% dos usuários responderam que sempre eram bem sucedidos, 33%
responderam que poucas vezes eram bem sucedidos, enquanto que 7%
responderam que nunca eram bem sucedidos nas buscas.
A maioria dos usuários, ou seja, 62% dos entrevistados conseguiam
encontrar documentos relevantes quando pesquisavam no catálogo eletrônico, 31%
responderam

que

às

vezes

conseguiam

encontra-los,

enquanto

que

7%

responderam que nunca encontravam documentos relevantes. Estes últimos podem
se enquadrar no universo daqueles que cometem erros nas buscas por autor, título,

�8

assunto ou porque não existem realmente documentos relevantes cadastrados no
sistema.
Questionados quanto ao êxito em pesquisas pelo nome do autor do livro,
62% dos usuários responderam que sempre obtinham êxito em suas pesquisas,
28% dos usuários responderam que às vezes obtinham êxito, enquanto 10%
responderam que nunca obtinham êxito em suas pesquisas. Quanto a estes últimos
usuários, talvez o insucesso da pesquisa esteja vinculado a:
1. falha ou falta de treinamento;
2. biblioteca não possuir o item;
3. não conhecem o nome correto do autor ou digita-lo erroneamente e;
4. erro na catalogação do item.
Avaliando as buscas por título dos documentos, 57% dos usuários
responderam que sempre obtinham êxito, 42% responderam que às vezes obtinham
êxito, enquanto que 1% nunca obtinha êxito.
Questionados se conseguiam localizar no catálogo eletrônico os itens
sabidamente disponíveis nas estantes, 73% dos usuários responderam que sempre
conseguiam localiza-los, 26% responderam que às vezes conseguiam localizá-los e
1% respondeu que nunca conseguiam localizá-los no catálogo eletrônico.
Quando indagados se conseguiam localizar nas estantes os itens
indicados no catálogo eletrônico, 50% dos usuários responderam que sempre
conseguiam localiza-los nas estantes, 49% responderam que às vezes conseguiam
localizá-los nas estantes, enquanto que 1% nunca conseguia localizá-los nas
estantes.
Pode colaborar para o insucesso na localização dos itens nas estantes a
situação dos livros estarem no setor de processamento técnico ou emprestados,
bem como esperando para serem inseridos nas estantes, estarem sobre as mesas
ou inseridos em locais errados.
Na avaliação da satisfação do usuário quanto à facilidade de acesso ao
catálogo da biblioteca, 38% dos usuários estavam muito satisfeitos, 54% estavam
satisfeitos, 7% estavam insatisfeitos, enquanto que 1% estava muito insatisfeitos.

�9

Contribui para isto a falta de treinamentos, a interrupção de tráfego na rede, queda
de energia elétrica e a localização dos terminais.
Quando da avaliação da interface de acesso, 39% dos usuários do
catálogo eletrônico da Biblioteca do CESUR estavam muito satisfeitos, 55% estavam
satisfeitos, enquanto 6% dos usuários estavam insatisfeitos com a interface do
catálogo. Influi para isto a falta de telas atrativas, falta de telas de ajuda e link para
salvar resultados.
Finalizando, 40% dos usuários estavam muito satisfeitos quanto à
disponibilidade das estratégias de pesquisa e com a facilidade em realizar buscas
tanto por expressões quanto por palavras-chaves, 54% estavam satisfeitos,
enquanto 6% estavam insatisfeitos.

5 CONCLUSÃO
Os resultados evidenciam que o catálogo eletrônico da Biblioteca do
CESUR atende de forma satisfatória as necessidades de recuperação de
informações dos usuários e que a maioria dos usuários conhecia o catálogo
eletrônico e receberam treinamento sobre como utilizar o catálogo. A satisfação dos
usuários é expressa pela comodidade de poderem acessar o catálogo de pontos
externos ao da Biblioteca do CESUR via intranet e internet.
Os pontos falhos detectados relacionam-se a utilização de nome incorreto
de autor ou título, bem como a ausência de um grupo de usuários nos treinamentos.
Diante dos resultados, apresentamos algumas sugestões para que o Catálogo
atenda com melhor qualidade os usuários:
a - maior divulgação entre a comunidade acadêmica;
b - distribuição de manual sobre utilização do catálogo;
c - links para salvar resultados de buscas.

�10

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
AMARAL, Sueli Angélica do. Serviços bibliotecários e desenvolvimento social: um
desafio profissional. Ciência da Informação, Brasília, v. 24, n. 2, p. 221-227, 1995.
FIGUEIREDO, Nice Maria de. O processo de automação de bibliotecas. Revista da
Escola de Biblioteconomia da UFMG, v. 21, n. 1, p. 193-208, 1992.
GUSMÃO, Alexandre Oliveira de Meira. Avaliação da qualidade e determinantes de
desempenho do ALEPH 500 em bibliotecas universitárias brasileiras. João Pessoa,
PB: O Autor, 2001. 212p. (Dissertação de Mestrado em Ciência da Informação –
UFPB – CCSA).
KOTLER, Philip. Administração de marketing. São Paulo: Prentice Hall: 2000.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos, 1993.

__________________
1

Alexandre Oliveira de Meira Gusmão, Universidade Federal de Mato Grosso,
aomgusmao@hotmail.com.
2
Odilio Nunes dos Santos, Universidade Federal de Mato Grosso, odilio_ns@yahoo.com.br.
3
Keyla Ferreira de Souza, Universidade Federal de Mato Grosso, keyla.fs@hotmail.com.
4
Tatiane Luiza de Deus, Universidade Federal de Mato Grosso, ld_tatiane@hotmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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AUTOMAÇÃO DO INTERCÂMBIO DE PUBLICAÇÕES DO MUSEU
DE ZOOLOGIA DA USP
GUIMARÃES, T. B.N.1
FLAMINO, A. N.2
LOPES, T. V. G.3
ROCHA, J.4
LUPO, C.5

RESUMO
Descreve o processo de automação do sistema de permuta de publicações do
Serviço de Biblioteca e Documentação do Museu de Zoologia da USP (MZUSP),
visando otimizar os processos de intercâmbio das publicações oficiais do MZUSP
com instituições nacionais e internacionais, além de controlar a reserva técnica e
estoque dessas publicações. A implantação deste processo permitiu um
gerenciamento mais eficiente do intercâmbio das publicações científicas do MZUSP,
trazendo inúmeros benefícios aos usuários e instituições envolvidas.
Palavras-chave: Automação. Intercâmbio. Publicações científicas.

ABSTRACT
It describes the automation process of the publications interchanges of the Library
and Documentation Service of the Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
(MZUSP), aiming to optimize the interchange procedures of the official MZUSP
publications with other national and international institutions, and also to control the
technical reserve and stock of these publications. The implementation of this
procedure has allowed a more efficient managing control of the interchange of the
MZUSP’s scientific publications, offering many benefits to the users and involved
institutions.
Keywords: Automation. Exchange. Scientific publications.

�1 INTRODUÇÃO
O Museu de Zoologia é originário do Museu Paulista, passou a integrar o
Departamento de Zoologia da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, em
1939, e foi incorporado à Universidade de São Paulo, em 1969.
Uma vez caracterizado como instituição universitária, tanto a pesquisa
quanto o acervo bibliográfico do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
(MZUSP) foram dirigidos para novas responsabilidades. Como a Universidade já
possuía numerosas bibliotecas especializadas, a do MZUSP passou por um período
de triagem e seleção na década de 70, época em que o acervo da Biblioteca tornouse efetivamente especializado na área de Zoologia. Publicações de áreas como
Botânica e Mineralogia foram transferidas para o acervo de bibliotecas afins, na
própria Universidade.
Em 2008, é considerada a mais completa e importante do Brasil na área
de Zoologia, atendendo não só a comunidade científica, mas o público, no geral.
Seu acervo é constituído por livros, revistas, separatas, monografias, teses,
dissertações, mapas, cartas geográficas, atas de reuniões e congressos, bem como
outros tipos de materiais, incluindo os novos meios eletrônicos de armazenamento
da informação. Porém são as revistas científicas e outras modalidades de periódicos
ou publicações seriadas que se destacam em seu acervo.
A coleção de periódicos da Biblioteca do MZUSP corresponde
aproximadamente a 80% do total do seu acervo, totalizando 2.829 títulos de
periódicos, sendo que dos 870 títulos correntes, 54 títulos são adquiridos por compra
(impresso), 23 títulos (assinatura on-line), 580 títulos por permuta e 213 títulos por
doação.
O Museu de Zoologia da USP (MZUSP) publica, desde 1941, duas
revistas científicas: Papéis Avulsos de Zoologia e Arquivos de Zoologia. Com elas se
iniciou o sistema de permuta com Instituições congêneres nacionais e internacionais,
e que ao longo do tempo foi-se ampliando.
Papéis Avulsos de Zoologia (PAZ) e Arquivos de Zoologia (AZ)
constituem-se moeda de troca com instituições do mundo todo para o intercâmbio de

�publicações. O acervo da Biblioteca do MZUSP é em grande parte composto por
títulos permutados com instituições nacionais e internacionais. Em conseqüência, as
referidas publicações são de extrema importância para a manutenção e crescimento
deste acervo, justificando a necessidade de atualizar e otimizar todo o processo de
gerenciamento, publicação, estoque e distribuição desses periódicos.
Os PAZ e AZ são enviados regularmente para 481 instituições em todo o
mundo, das quais 119 estão situadas em território brasileiro e 362 distribuídas em 53
países de todos os continentes. Vale ressaltar que a Biblioteca do MZUSP recebe
em troca 580 títulos de periódicos, pontuando-se, desta forma, a importância do
sistema de permuta para a Universidade de São Paulo, que economiza
significativamente com a obtenção destes títulos.
No entanto, as coleções de periódicos adquiridas através do sistema de
permuta eram controladas pelos Catálogos Visirecord, alimentados pelo processo
manual, procedimento que compunha o processo de intercâmbio das publicações
oficiais do MZUSP que ocorria, ainda, de forma fragmentada.
As instituições que possuem acordo de permuta eram cadastradas
através de banco de dados Access, o controle dos títulos permutados e doados era
realizado através de planilha Excel, e o gerenciamento da reserva técnica e do
estoque das publicações era feito através de fichas impressas, alimentadas
manualmente. Esse procedimento continha muitas falhas, inclusive para o controle
de recebimento e reclamações de fascículos pelas instituições envolvidas.
O processo descrito era executado por quatro funcionários, cada um
responsável por parte do serviço. E pelo fato de as informações estarem
fragmentadas e armazenadas em diversos formatos, quando havia necessidade de
mensurá-las ou de elaborar estatísticas, havia muitas dificuldades.
Desta forma, era premente a automação de todos os processos
relacionados ao sistema de permuta visando otimizar os processos de intercâmbio
das publicações oficiais do MZUSP com as instituições nacionais e internacionais,
além do controle da reserva técnica e do estoque dessas publicações.

�A Equipe de Bibliotecários do MZUSP se reuniu por várias vezes para
discutir qual o melhor sistema de gerenciamento para o sistema de intercâmbio de
publicações

científicas

que

permitisse

o

funcionamento

operacional

com

multiusuários. Primeiramente verificou-se se o software Aleph do banco de dados
DEDALUS da USP atenderia a demanda e constatou-se que não, por razões
diversas.
Sendo assim, em 2005, foi apresentado à Caixa Econômica Federal um
projeto para automação dos processos de controle das publicações oficiais do
Museu de Zoologia da USP com instituições congêneres nacionais e internacionais.
O projeto foi aceito e, com o financiamento concedido, passou-se à fase de
levantamento dos softwares disponíveis no mercado. Constatou-se que nenhum
possuía um módulo específico para o controle de intercâmbio de publicações
científicas.
O software Sophia, desenvolvido pela empresa Prima Informática, propôs
o desenvolvimento desse módulo específico para atender todas as especificidades
do processo de intercâmbio do Serviço de Biblioteca do Museu de Zoologia da USP,
o que foi aceito.

2 PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO SOPHIA
Após o desenvolvimento do módulo de intercâmbio, para a implantação do
Sophia, foram adotados os seguintes procedimentos:
a) Importação dos dados das instituições existentes em Access;
b) Importação dos dados dos títulos de periódicos existentes no DEDALUS;
c) Cadastro de instituições e complementação com as seguintes informações:
•

nome, endereço completo, país, e-mail, fone/fax, url;

•

geração de etiquetas de endereçamento;

•

relatórios.

d) Controle de permutas e doações;

�e) Controle de estoque das publicações PAZ/AZ e monografias:
cadastro do título, dados do fascículo, quantidade original,

•

localização e notas;
•

controle de entrada e saída do estoque;

•

baixa automática de volumes enviados;

•

relatórios.
Houve, também, a preocupação em buscar atender alguns requisitos

básicos de software e hardware como base de dados em padrão SQL,
compatibilidade com o formato MARC e servidor destinado para armazenamento
de dados.

2.1 Estrutura do módulo de intercâmbio do software Sophia
A seguir serão apresentadas algumas telas do Módulo de intercâmbio do
Sophia como cadastro das instituições que mantêm permuta com o SBD-MZUSP,
controle dos títulos enviados e recebidos, controle do estoque das publicações,
relatórios diversos e, por fim, a interface Web, que possibilita ao usuário, por
intermédio da Internet, a recuperação dos artigos indexados das publicações oficiais
do MZUSP, Papéis Avulsos de Zoologia e Arquivos de Zoologia.

Figura 1 - Cadastro das instituições permutantes

�Figura 2 - Controle dos títulos enviados e recebidos

Figura 3 - Controle do estoque das publicações oficiais do MZUSP

Figura 4 - Relatórios diversos

�Figura 5 - Interface WEB: Recuperação dos artigos indexados das
publicações oficiais do MZUSP: PAZ &amp; AZ

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Entre as principais vantagens da automação do processo de intercâmbio
das publicações científicas do MZUSP, podem-se destacar: maior segurança no
registro dos dados; rapidez na recuperação da informação; economia de tempo,
melhoria na qualidade do serviço, além de emissão de relatórios que permitem uma
visão global do processo de intercâmbio e auxiliam na gestão de um sistema com
multiusuário.
Nesse sentido, a automação permitiu um maior controle e otimização dos
processos de intercâmbio das publicações oficiais do MZUSP com instituições
congêneres nacionais e internacionais, trazendo inúmeros benefícios aos usuários e
às instituições envolvidas.

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
FAVERO KRZYZANOWSKI, R.; MORAIS IMPERATRIZ, I. M.; ROSETTO, M.;
MEIRELLES DO COUTO, M. L. Implementação do banco de dados DEDALUS, do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Ciência da
Informação, Brasília, vol.26, n.2, p. 168-176, 1997. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010019651997000200010&amp;script=sci_arttext&gt;. Acesso em: 30 maio 2008.
FUJITA, M.S.L. A biblioteca digital no contexto da gestão de bibliotecas
universitárias: análise de aspectos conceituais e evolutivos para a organização da
informação. Disponível em:
&lt;http://dici.ibict.br/archive/00000506/01/MariangelaFujita.pdf&gt;. Acesso em: 08 maio
2008.
MARCELINO, S.C.; FANTINEL, R.G. A evolução da automação na biblioteca do
INPE. In: ENCONTRO SOPHIA, 4., 2006. São Paulo. Anais... São Paulo: INPE,
2006. 6p. Disponível em:&lt;http://mtc-m16.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/mtcm16%4080/2006/10.23.14.26/doc/Artigo%20SophiA.pdf&gt; Acesso em: 02 jun. 2008.
MEGGIOLARO, C.A. Software para intercâmbio de material bibliográfico do
Sistema de Bibliotecas da UFG. Disponível em:
&lt;http://dici.ibict.br/archive/00000698/01/T038.pdf&gt;. Acesso em: 25 mar. 2008.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. Tradução: Antonio Agenor Briquet de Lemos.
Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 2002. 399p.
SANTOS, D.M.; FERREIRA, M.C.M.; PEDROSO, R.K. Análise do sistema de
gestão da biblioteca da UDESC. Florianópolis: Universidade Federal de Santa
Catarina. Centro de Ciências da Informação. Curso de Biblioteconomia, 2007.
Disponível em: &lt;http://rudinei.wikidot.com/local--files/trabalhosacademicos/trabalhoUDESC%5B1%5D.doc&gt;. Acesso em: 30 maio 2008.

_________________
1

Teresa Beatriz Nunes Guimarães, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia,
tecaper@usp.br.
2
Adriana Nascimento Flamino, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, flamino@usp.br
3
Tania Valéria Giovanelli Lopes, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia,
taniavaleria@usp.br
4
Janete da Rocha, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, javictor@usp.br.
5
Carmina Lupo, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, cacalupo@usp.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Descreve o processo de automação do sistema de permuta de publicações do Serviço de Biblioteca e Documentação do Museu de Zoologia da USP (MZUSP), visando otimizar os processos de intercâmbio das publicações oficiais do MZUSP com instituições nacionais e internacionais, além de controlar a reserva técnica e estoque dessas publicações. A implantação deste processo permitiu um gerenciamento mais eficiente do intercâmbio das publicações científicas do MZUSP, trazendo inúmeros benefícios aos usuários e instituições envolvidas.</text>
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"�!)%�#�*� ��

METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO GUIA
DE BIBLIOTECAS DA 1ª REGIÃO
GUIMARÃES, T. P.1
MARCIAL, C. C.2

RESUMO
Este trabalho descreve a metodologia utilizada para o cadastramento de bibliotecas
que resultou no “Guia de Bibliotecas da 1ª Região” em formato impresso e
eletrônico. Ressalta o papel do Conselho Regional de Biblioteconomia na
elaboração e manutenção de cadastros de bibliotecas e unidades de informação, a
importância desses cadastros para a divulgação destas entidades, bem como fontes
bibliográficas para pesquisadores e usuários em geral.
Palavras-chave: Cadastro. Guia. Bibliotecas.

ABSTRACT
This paper describes the methodology used to the registration process of the libraries
that resulted in the launching of the “Directory of the 1st Region Libraries”, in print and
electronic versions. This paper also highlights Library Science Regional Council’s
role in creating and maintaining libraries’ directories, the benefits of these documents
in promoting these institutions, and in serving as information resources to
researchers and individuals in general.
Keywords: Directory. Guide. Libraries.

�2

1 INTRODUÇÃO
O uso regular e efetivo de fontes de informação apropriadas constitui-se
em requisito para o alcance do sucesso na pesquisa e desenvolvimento e em
atividades ligadas à ciência e tecnologia (CUNHA, 2001).
De acordo com Grogan (1970 apud CUNHA, 2001), as fontes de
informação podem ser divididas em três categorias: documentos primários,
secundários e terciários. Estes últimos têm como função principal guiar o leitor na
pesquisa de fontes primárias e secundárias, servindo como sinalizadores de
localização de documentos primários. Diretórios ou cadastros, classificados como
documentos terciários, são listas de pessoas ou organizações que fornecem
informações e dados sobre estes, tais como endereço, produtos e serviços ofertados
e outras informações similares (CUNHA, 2001).
No contexto das bibliotecas universitárias, fontes terciárias como guias e
cadastros de bibliotecas representam instrumento essencial para identificar as
unidades de informação apropriadas para apoiar as pesquisas desenvolvidas por
professores, estudantes universitários e pesquisadores em geral. O Guia de
Bibliotecas da 1ª Região, desenvolvido com o objetivo de divulgar os serviços e
produtos oferecidos por essas unidades, também direciona o usuário para a fonte ou
unidade de informação mais apropriada para a consulta por material bibliográfico.
Este trabalho ressalta o papel de Conselhos de Classe na elaboração e
manutenção de Guias de Bibliotecas, descreve a metodologia utilizada pelo CRB-1
para a publicação das versões impressa e eletrônica do Guia de Bibliotecas da 1ª
Região, servindo como suporte para futuras iniciativas deste gênero.

2 PAPEL DOS CONSELHOS DE CLASSE: cadastro dos centros de
informação, documentação e bibliotecas
O Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região possui sede no Distrito
Federal e jurisdição nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

�3

Dentre as principais competências deste Conselho, o Art. 12 do
Regimento Interno (CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO,
2002) cita a organização e manutenção atualizada dos cadastros dos profissionais
registrados em seus quadros e de instituições como bibliotecas, bancos de dados
bibliográficos, centros e serviços de documentação, informação e/ou informática,
centros de multimeios e demais entidades e/ou instituições que tenham como
objetivo o armazenamento e/ou disseminação da informação. Baseando-se nesta
última competência, a Gestão do CRB-1 2006-2008 compôs comissão para
atualização e organização do Guia de Bibliotecas da 1ª Região, baseando-se na
norma brasileira que trata sobre a preparação de guias de bibliotecas.

3 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DE GUIAS DE BIBLIOTECAS NO
BRASIL
No Brasil, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas, 1992)
editou norma para preparação de guia de bibliotecas e centros de documentação.
Esta norma define guia como: “obra de referência, periódica ou não, que informa
nome, endereço, tamanho da(s) coleção(ões), assunto(s) coberto(s), recursos
humanos e outros dados relativos a bibliotecas, centros de informação e
documentação”.
As informações essenciais e opcionais que devem constar no guia são
definidos nesse documento, a saber: (a) essenciais: nome oficial do centro ou
biblioteca, seguido de sigla; nome da instituição hierarquicamente superior;
endereço completo, endereço telegráfico, número do telefone e código da área,
números de fax; horário de atendimento; tipo de biblioteca; público a que serve;
assuntos principais e correlatos do acervo; tipo de acesso às estantes: livre ou
indireto; tipo de empréstimo; serviços fornecidos; sistema de cobrança para o
fornecimento dos serviços; base de dados assinadas; meio e tipo de acess a estas
bases; (b) opcionais: histórico do centro ou biblioteca, nome do chefe do centro ou
biblioteca; quadro de funcionários; publicações; número total de volumes, de títulos
de periódicos, de microformas, de mapas e outros documentos especiais; área da
biblioteca ou centro; processos técnicos; sistema de automação (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1992).

�4

Outra questão elucidada na norma da ABNT é o tipo de arranjo ou
organização do Guia, podendo relacionar os centros ou bibliotecas em ordem
alfabética, geográfica, por assunto ou por tipo de documento. O guia deve ser
acompanhado de índices remissivos, observando-se a norma NBR 6034
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1992).

4 O GUIA DE BIBLIOTECAS DA 1ª REGIÃO
O primeiro guia publicado pelo Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª
Região foi o de Brasília, em 1975. No ano de 1981, este Conselho publicou
documento mais completo contendo informações sobre as bibliotecas de sua
jurisdição. Este mesmo Conselho lançou, em 1996, o Cadastro de Bibliotecas do
Distrito Federal e, em 2008, o Guia de Bibliotecas da 1ª Região, contendo dados
sobre as unidades de informação do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul, disponível em versão impressa e eletrônica (CONSELHO REGIONAL
DE BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO, 1975, 1981, 1996, 2008).
O “Guia de Bibliotecas da 1ª Região: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso
e Mato Grosso do Sul” disponibiliza informações para contato com bibliotecas,
centros de informação e documentação localizados na região de jurisdição do CRB1. O seu objetivo principal é o de divulgar informações sobre as unidades de
informação tais como endereços, telefones, fax, e-mails, sites, tipos de documentos
disponibilizados

por

essas

bibliotecas,

temas

tratados

nos

acervos,

serviços/produtos oferecidos e sistemas de classificação e de automação utilizados
(CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO, 2008), apoiando
bibliotecários, estudantes, profissionais atuantes e pessoas interessadas em
localizar endereços e informações sobre estas instituições, facilitando a busca e
recuperação de informações e documentos de seu interesse.
O Guia está organizado por Unidade da Federação (Distrito Federal,
Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e em segundo nível por tipo de biblioteca
(escolar, universitária, especializada e pública). Nessa estrutura, as instituições
mantenedoras estão listadas com as informações sobre suas bibliotecas, em ordem
alfabética.

�5

A equipe responsável pelo trabalho, composta por duas conselheiras e
pela bibliotecária fiscal do CRB-1, realizou um acurado levantamento de
aproximadamente 500 unidades de informação por meio de sistema automatizado
de cadastro de bibliotecas, disponível no site deste Conselho (www.crb1.org.br),
abrangendo o ano de 2007. Contou-se também com a colaboração dos Delegados
que compõem a jurisdição do CRB-1 para a realização deste trabalho. A
metodologia utilizada para a elaboração deste Guia é descrita a seguir.

5 METODOLOGIA
Os dados disponíveis no Guia foram cadastrados por profissionais das
próprias unidades de informação, por meio de formulário eletrônico disponível no site
do CRB-1. A maioria das bibliotecas cadastradas localizam-se no Distrito Federal,
com aproximadamente 310 unidades, representando 62% do total. Constam no
sistema aproximadamente 80 unidades do Estado de Goiás, 60 do Mato Grosso do
Sul e 45 de Mato Grosso. Ainda se tratando do total de unidades cadastradas,
aproximadamente 200 são especializadas, 160 universitárias, 100 escolares e 30
públicas.

5.1 Especificações tecnológicas do cadastro online
O cadastro on line de bibliotecas do CRB-1 foi desenvolvido utilizando
tecnologia 100% open source, baseada na linguagem de programação PHP e banco
de dados MySql. Sua manutenção pode ser realizada por qualquer profissional com
conhecimentos nessas tecnologias e ter uma ótima performance na respostas às
consultas e nas inserções de dados. Devido a base ter sido construída com uma
arquitetura simples de tabelas, torna-se possível o desenvolvimento eficaz dos mais
variados tipos de consultas, relacionando e filtrando os campos cadastrados como
foi

feito

na

página:

http://www.crb1.org.br/administrator/pesquisas/bibliotecas_pesquisar_ok.php

ou

criando consultas prontas para que retornem resultados para pesquisas pontuais,
sem

utilização

de

filtros,

como

no

http://www.crb1.org.br/administrator/pesquisas/acervo-saude/biblios-acervo-

arquivo:

�6

especilizado-saude.php onde as bibliotecas que tenham documentons relacionados
com a área de saúde em seu acervo são recuperadas.

5.2 O formulário eletrônico
A

estrutura

do

formulário

(http://www.crb1.org.br/cadastros/bibliotecas/

bibliotecas_cadastrar_biblio.php) foi definida a partir das orientações disponíveis na
norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (1992), disponibilizando os
campos e subcampos com os níveis especificados no quadro abaixo:
CAMPOS

SUBCAMPOS

Informações institucionais

nome da biblioteca ou centro de informação,
sigla, entidade mantenedora, horário de
funcionamento.

Dados do responsável pela biblioteca

nome e cargo.

Informações para contato com a biblioteca

endereço completo, telefones, fax, e-mail e site.

Recursos humanos em números

Tipo de biblioteca

Tipo de documentos disponibilizados

número de bibliotecários, de auxiliares, de
estagiários e outros.
Escolar (pública ou privada)
Especializada
- governamental
- federal
- Poder Executivo
- Poder Legislativo
- Poder Judiciário
- estadual
- Poder Executivo
- Poder Legislativo
- Poder Judiciário
- municipal
- Poder Executivo
- Poder Legislativo
- Poder Judiciário
- iniciativa privada
- organização não-governamental
- organismo internacional
- outro
Pública (estadual ou municipal)
Universitária (pública ou privada)
Outro
livros, jornais, teses, fotos, periódicos, diários
oficiais, monografias, normas, mapas, multimídia,
relatórios.

Quadro 1 - Campos e subcampos do formulário eletrônico

(continua)

�7

CAMPOS

Temática do acervo

Serviços que fornece
Produtos que disponibiliza

SUBCAMPOS
Geral
1
Especializada
- Ciências Exatas e da Terra
- Ciências Biológicas
- Engenharias
- Ciências da Saúde
- Ciências Agrárias
- Ciências Sociais Aplicadas
- Ciências Humanas
- Lingüística, Letras e Artes
empréstimo, atendimento, pesquisa,
disseminação seletiva da informação,
treinamento, eventos culturais, reprografia,
intercâmbio, normalização bibliográfica, outros.
alerta bibliográfico, boletins, sumário corrente,
outros.

Tipo de classificação utilizada

CDD, CDU, LC, outros

Redes em que a biblioteca participa

Aglinet, Antares, Bibliodata, Bibliosus, Bireme,
Bitnet, BLDSC, CCN, Comut, Infoterra, Interdata,
Pergamum, Renap,Renima, Renpac, Repidisca,
RNP, RVBI, Sidra, Sisbacen.

Automação

sistema de automação utilizado

Quadro 1 - Campos e subcampos do formulário eletrônico

(conclusão)

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A gestão 2006/2008 do Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região
cumpriu uma de suas principais competências com a atualização e publicação do
cadastro de bibliotecas. Percebe-se que esta iniciativa contribuiu para uma melhora
da imagem e reputação do CRB-1 perante a comunidade bibliotecária.
Nota-se que as diversas tecnologias disponíveis, aliadas com as
facilidades proporcionadas pela Internet agilizam o procedimento utilizado para a
publicação de cadastros e guias de instituições, desde a coleta dos dados
institucionais até a publicação e divulgação do produto final. Diversos Guias estão
sendo publicados on-line, tais como o Guia de Bibliotecas do Sistema Indústria
(CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA, 2005), o Guia de bibliotecas e
Postos de Serviços de Informação SiBI/UFRJ (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
1

Temática especializada definida segundo a Tabela de Áreas de Conhecimento da Capes:
http://www.capes.gov.br/avaliacao/tabelaareasconhecimento.html

�8

DE JANEIRO, 2005); o Guia de Bibliotecas Públicas do Estado do Rio de Janeiro
(RIO DE JANEIRO, 2002); o Guia de Bibliotecas Públicas Municipais do Paraná
(2004) e o Guia de Bibliotecas da 1ª Região (CONSELHO REGIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO, 2008).
A versão eletrônica do guia de bibliotecas possui algumas vantagens se
comparada à versão impressa: (i) sua estrutura e conteúdo podem ser modificados
com maior rapidez e menor custo; desse modo, a manutenção, a atualização e a
expansão do guia podem ser operacionalizadas com maior facilidade; (ii) o acesso
aos dados contidos em um guia eletrônico é simples e direto - o esquema de
navegação por uma ou várias páginas disponibilizadas via Internet, no formato de
hipertexto, é bem intuitivo, tornando a tarefa de busca e recuperação de informações
mais agradável.
Espera-se que este trabalho possa servir de suporte para futuras atuações
de Conselhos Regionais de Biblioteconomia, associações de bibliotecários e demais
instituições e/ou profissionais que se envolvam no desenvolvimento e elaboração de
cadastros e guias de bibliotecas e unidades de informação. A criação de sistemas e
de metadados desses cadastros on-line deve ser realizada de forma padronizada e
segundo as normas vigentes para que o intercâmbio de dados possa ser alcançado
de forma eficiente, diminuindo esforços duplicados. Estas recomendações poderiam
contribuir para a geração de um Guia de Bibliotecas e unidades de informação
brasileiras, possibilitando dar maior visibilidade para estas instituições em nível
nacional e internacional.
Apesar do enorme esforço para disponibilizar informações atualizadas e
confiáveis, os dados disponíveis no Guia são mutáveis e deverão ser atualizados
periodicamente por futuras gestões do CRB-1. Esse pressuposto deve ser
considerado por todas as instituições envolvidas com o cadastro de bibliotecas,
realizando atualização contante desses documentos e recursos.
É importante lembrar que apesar de toda a evolução tecnológica a
necessidade de se conhecer as fontes e saber identificar e promover o acesso à
informação pertinente continua sendo tão importante quanto sempre foi para os

�9

profissionais que se dedicam ao atendimento ao usuário (CAMPELLO, CENDÓN e
KREMER, 2003, p. 33).

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Preparação de guias de
bibliotecas, centros de informação e documentação. Rio de Janeiro: ABNT,
1992. 2p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Preparação de índice de
publicações: procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1989. 6 p.
CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valdares; KREMER, Jeannette,
Margarite. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2003.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Guia de Bibliotecas do Sistema
Indústria. Brasília: CNI, 2005. Disponível em:
&lt;http://www.sistemacni.org.br/guiadebibliotecas/&gt; Acesso em: maio 2008.
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO. Regimento Interno:
Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região. Brasília: CRB-1, 2002. 61p.
Disponível em: &lt;http://www.crb1.org.br/legislacao/pdf/RegimentoCRB1.pdf&gt; Acesso
em 05 marc. 2008.
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO. Guia de bibliotecas
da 1ª Região: Distrito Federal, Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Território de Rondônia. Braslia: CRB-1, 1981. 76 f.
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO. Guia de bibliotecas
da 1ª Região: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Brasília:
Senado Federal, Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, 2008. 341 p. Disponível em:
&lt;http://www.crb1.org.br/noticias/UserFiles/file/Guia-de-bibliotecas.pdf&gt; Acesso em
05 marc. 2008.
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA 1ª REGIÃO. Cadastro de
bibliotecas do Distrito Federal. Brasilia: CRB-1, 1996. 112 p.
CUNHA, Murilo Bastos da. Para saber mais: fontes de informação em ciência e
tecnologia. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
GUIA de Bibliotecas Públicas Municipais do Paraná. Curitiba: Biblioteca Pública do
Paraná, 2004. Disponível em: &lt;http://www.pr.gov.br/bpp/guia_enderecos.rtf&gt;
Acesso em: 10 maio 2008.

�10

RIO DE JANEIRO. Secretaria Estadual de Cultura. Guia de Bibliotecas Públicas
do Estado do Rio De Janeiro. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.bperj.rj.gov.br/sebguiadebibliotecas_novo.htm&gt; Acesso em: 10 maio
2008.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Guia de bibliotecas e Postos de Serviços de Informação: SiBI/UFRJ.
Rio de Janeiro: UFRJ.SIBI, 2005. 39 p. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/guia.pdf&gt; Acesso em: 10 maio 2008.

__________________
1

Tatiara Paranhos Guimarães, Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região,
tatiaraguimaraes@yahoo.com.br.
2
Cristine Coutinho Marcial, Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região,
cristine.marcial@planejamento.gov.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Este trabalho descreve a metodologia utilizada para o cadastramento de bibliotecas que resultou no “Guia de Bibliotecas da 1a Região” em formato impresso e eletrônico. Ressalta o papel do Conselho Regional de Biblioteconomia na elaboração e manutenção de cadastros de bibliotecas e unidades de informação, a importância desses cadastros para a divulgação destas entidades, bem como fontes bibliográficas para pesquisadores e usuários em geral.</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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CLASSIFICATION SCHEME FOR KNOWLEDGE ORGANIZATION
LITERATURE: uma proposta de expansão
GUIMARÃES, J. A. C.1
PINHO, F. A.2
MILANI, S. O.3

RESUMO
A área de Organização e Representação do Conhecimento (ORC) possui valores e
problemas éticos intrínsecos às suas atividades, mas não assumidos como tais.
Atualmente, pesquisadores têm direcionado seus estudos para os aspectos éticos
relacionados às atividades de ORC, entretanto, esse conhecimento produzido não
pode ser tratado por unidades de informação por não encontrarem notação
adequada no esquema de classificação da área. Dessa maneira, o objetivo deste
trabalho é divulgar a proposta de expansão do Sistema de Classificação para a
Literatura de Organização do Conhecimento, iniciada a partir das pesquisas de
Guimarães e Fernández-Molina (2003) e Guimarães et al. (2007), para que esse
esquema possa prever classes que abriguem o conhecimento constituído sobre a
ética na ORC, auxiliando no tratamento da informação nas bibliotecas. A sugestão
de expansão foi na notação 921, intitulada de Ética em ORC, bem como suas
subdivisões: 921.1 Compromissos éticos; 921.2 Valores éticos; e 921.3 Problemas
éticos.
Palavras-chave: Sistema de Classificação para a Literatura de Organização do
Conhecimento. Ética. Organização e Representação do
Conhecimento.

ABSTRACT
The Knowledge Organization and Representation (KOR) area has ethical values and
problems intrinsic to your activities, but not assumed as that. Actually, researchers
have directed your studies to the ethical aspects related to KOR activities, however,
this knowledge produced can’t be treated by information unities, because they don’t
find an adequate notation in the area classification scheme. In this manner, this
paper objective is to disseminate the Classification Scheme for Knowledge
Organization Literature expansion proposal, started from Guimarães and FernándezMolina (2003) and Guimarães et al. (2007) research, in order to this scheme has

�2

classes to incorporate the KOR ethical knowledge constructed, assisting in the
libraries thematic treatment of information. The expansion suggestion was in the 921
notation, entitled KOR Ethics, as well as your subdivisions: 921.1 Ethical
commitments; 921.2 Ethical values; and 921.3 Ethical problems.
Keywords: Classification Scheme for Knowledge Organization Literature. Ethics.
Knowledge Organization and Representation.

1 INTRODUÇÃO
No contexto das significativas mudanças sociais, em especial na vertente
informacional, observa-se que o conceito de competência profissional na área de
informação, até então entendido como domínio de conteúdos específicos, alargou-se
para abranger também a maneira pela qual esses conhecimentos são materializados
na prática profissional, o que trouxe para discussão o componente ético presente
nas atividades informacionais específicas, como é o caso da Organização e
Representação do Conhecimento (ORC). Essa temática – ética na ORC – tornou-se
objeto de pesquisas em âmbito nacional e internacional, entretanto, não encontra
notação adequada no esquema de classificação da área.
Nesse sentido, o presente artigo está focado não apenas nos valores e
problemas éticos relacionados às questões de organização, representação e
recuperação de informações, mas principalmente em uma proposta de expansão do
esquema de classificação para a área de Organização e Representação do
Conhecimento (ORC) existente, visto a iminência de algumas pesquisas que
envolvem as questões éticas na ORC, tais como: Berman (1993), Dahlberg (1993),
Froehlich (1994), Hudon (1997), Beghtol (2002, 2005), García Gutiérrez (2002),
Olson (2002), Guimarães e Fernández-Molina (2003), Bair (2005) entre outros, os
quais verificaram a existência de valores e problemas éticos que causam impacto na
área, que mesmo não assumidos como tais revelam-se na prática cotidiana.
Tais pesquisas indicaram que a ética assume um papel preponderante,
principalmente no que se refere à dimensão profissional, enquanto conjunto de
valores que um dado segmento social, caracterizado pela especificidade de um
saber e de um fazer, estabelece como necessários e fundamentais ao exercício
dessa profissão.

�3

Os resultados obtidos nesses estudos, ou seja, o conjunto de
conhecimento constituído por eles também necessitará de organização diante dos
fazeres biblioteconômicos, o que quer dizer que os instrumentos de representação
do conhecimento deverão prever classes/subclasses para tal assunto/tema. Por isso,
em investigação recente, Milani (2007) analisou valores e problemas éticos na
literatura internacional, e chegou a um delineamento preliminar do núcleo axiológico
da ética em ORC, que sistematizado empiricamente resultou em termos candidatos
a vocabulários controlados.
A importância desse delineamento dos termos reside no fato de que
auxiliou a compor as classes que serviram de expansão para abrigar tal tema no
Classification

Scheme

for

Knowledge

Organization

Literature

[Sistema

de

Classificação para a Literatura de Organização do Conhecimento], que vem a ser o
esquema de classificação específico para a literatura da área de organização e
representação do conhecimento.
Quando o esquema de classificação foi criado, as pesquisas sobre os
aspectos éticos na ORC eram incipientes ou quase inexistentes, assim, muito
provavelmente essa pouca expressividade resultou na não previsão de notações
para esse tema junto ao esquema. Entretanto, atualmente muitos pesquisadores
(como os citados anteriormente) já apontam para a necessidade de estudos sobre
as questões sociais que envolvem a ORC, sendo a ética uma delas. Todas essas
questões refletem na proposição deste trabalho que é prover e abranger um
esquema de classificação específico para a área de ORC de classes/subclasses que
abarquem os aspectos éticos, bem como os problemas decorrentes de sua negação
junto às atividades específicas da área.
Portanto, objetiva-se divulgar a proposta de expansão do Classification
Scheme for Knowledge Organization Literature, iniciada a partir das pesquisas de
Guimarães e Fernández-Molina (2003) e Guimarães et al. (2007), para que tal
instrumento possa prever classes que abriguem o conhecimento constituído sobre a
temática ética no que tange às atividades relacionadas à ORC, auxiliando no
tratamento da informação em bibliotecas.

�4

2 ÉTICA EM ORC
No âmbito da Ciência da Informação, o conceito de competência
profissional, até então entendido como domínio de conteúdos específicos, alargouse para abranger também a maneira pela qual esses conhecimentos são
materializados na prática profissional, o que trouxe para discussão o componente
ético presente em atividades específicas, como é o caso da ORC, notadamente a
partir dos danos sofridos pelo usuário.
Contudo, constata-se que o problema está na incipiente incorporação das
discussões dos aspectos éticos na literatura internacional, principalmente na sua
vertente temática. Por isso, a discussão sobre os aspectos éticos1 na área da
Ciência da Informação, como destacam Fernández-Molina e Guimarães (2002), tem
sido abordada tradicionalmente em termos de prática profissional (negligência,
responsabilidade), em aspectos de produção e uso da informação (liberdade
intelectual, direito de acesso à informação), muitas vezes mesclada com medidas de
recuperação da informação (conceitos de precisão, hospitalidade e garantia literária)
ou, ainda, entendida como inerente a um conceito genérico e fluido de bom senso e
bem fazer da área.
Então, observa-se, na literatura, uma forte preocupação de natureza
deontológica, voltada especificamente para os códigos de ética profissional. Por
outro lado, e procurando abordar a questão sob um ponto de vista mais axiológico,
autores como Froehlich (1994), Gorman (2000), Koehler e Pembertom (2000), entre
outros, têm abordado o fazer profissional como um todo e, de forma mais
verticalizada.

1

Cortina e Martínez (2005) ao situarem a ética como um saber normativo, orientador das condutas humanas,
diferenciam-na da moral na medida em que, enquanto esta última busca propor ações concretas para situações
concretas, aquela “remonta à reflexão sobre as diferentes morais e as diferentes maneiras de justificar
racionalmente a vida moral, de modo que sua maneira de orientar a ação é indireta [...]”. Nesse sentido, se a
ética propicia a reflexão das normas, regras e princípios que envolvem o ser humano, ou seja, o cidadão
(componentes psicológicos), de um determinado espaço, em um determinado tempo, pertencente a uma
determinada sociedade (componentes sociológicos), “as doutrinas morais se oferecem como orientação
imediata para a vida moral das pessoas [normas de conduta], ao passo que as teorias éticas pretendem antes
dar conta do fenômeno da moralidade em geral”.

�5

Hjørland (2003), discutindo sobre a indexação e condensação de
documentos, exemplificou que um documento sobre judeus escrito por um autor
nazista não deveria ser somente indexado como sendo sobre judeus, como ele o
reivindica, pois os assuntos não são objetivamente “dados”, mas são influenciados
por visões mais amplas que são importantes para o usuário ou aquele que busca
pela informação. Veja-se, então, que a atuação profissional no âmbito da ORC é
mediadora para que o usuário tenha ciência dos documentos existentes e da
diversidade dos assuntos e suas abordagens. Isso revela que essa atividade não é
meramente técnica, como se pensava antes, mas sim uma atividade intelectual que
exige por parte do profissional uma postura consciente e crítica, além de ser pleno
conhecedor dos aspectos históricos e sociais que envolvem o conhecimento
registrado e socializado.
Os problemas de tendenciosidade na ORC são encontrados desde o
momento da criação de instrumentos de representação, como também por parte de
profissionais no momento de sua atuação profissional, seja ao classificar ou atribuir
conceitos no momento de indexação. O produto da representação documental em
seu sentido estrito é o índice, gerado por intermediação da linguagem documental,
de natureza mais generalizante (pois busca o tema do documento) e com relativa
independência do sistema de significação do texto (principalmente se comparado ao
resumo), aspectos que podem, inclusive, gerar desvios. Esses desvios introduzem
distorções que se constituem em obstáculos que, posteriormente, refletirão no
desenvolvimento social, tendo um efeito ainda maior na área das ciências sociais,
partindo da premissa de que o conhecimento contribui para o desenvolvimento da
sociedade.
Assim, apesar do conhecimento produzido sobre a ética na ORC, o
próprio esquema de classificação da área, o Classification Scheme for Knowledge
Organization Literature, possui uma lacuna a esse respeito, tendo em vista que não
assume a ética enquanto ramificação temática em sua estrutura.

�6

3 CLASSIFICATION SCHEME FOR KNOWLEDGE ORGANIZATION LITERATURE
Entre todas as notáveis contribuições da ISKO – International Society for
Knowledge Organization e de seus membros para a área, destaca-se o Classification
Scheme for Knowledge Organization Literature, idealizado pela pesquisadora alemã
Ingetraut Dahlberg em 1993.
Fundadora da ISKO, Ingetraut Dahlberg constatou a falta de literatura na
área de ORC no tocante aos aspectos éticos envolvidos em suas atividades. A
idealizadora, apesar de não prever classes/subclasses para essa temática no
esquema de classificação da área, deixou classes vagas que permitem sua
expansão. Fato imprescindível em qualquer esquema que reconheça a evolução do
conhecimento.
Dahlberg (1993) estabeleceu as diretrizes da ISKO bem como as funções
de seus membros e propôs o Classification System for Knowledge Organization
Literature2. O Classification Scheme for Knowledge Organization Literature foi
originalmente compilado pela Drª Ingetraut Dahlberg para a literatura sobre
classificação em uma das seções da revista International Classification, que
começou

a

ser

publicada

em

1974

(atualmente

denominada

Knowledge

Organization).
Muitas classes desse esquema podem ser subdivididas de acordo com as
disciplinas científicas ou campos de assunto da Organização do Conhecimento. Para
essas subdivisões, utiliza-se o Information Coding Classification - ICC, também
compilado por Dahlberg. O ICC foi publicado no International Classification and
Indexing Bibliography, vol. 1 do Classification System and Thesauri, 1950-1982. As
classes subdivididas com o ICC são marcadas com um asterisco (*). Na maioria dos
casos, os códigos de ICC são combinados com os códigos da classificação da
Knowledge Organization com um hífen (-), mas nas classes 5 e 6 a subdivisão é
direta.
O Classification Scheme for Knowledge Organization Literature é usado e
adaptado pelo editor da revista Knowledge Organization, estando presente em seus
volumes e tornou-se um guia classificatório para a área de ORC.
2

A classificação é também denominada Classification Scheme for Knowledge Organization Literature.

�7

Esse esquema de classificação divide-se em dez grupos maiores, numa
seqüência 3x3, denominada Systematifier. Segundo Dahlberg (1993, p. 212), essa é
“uma seqüência de facetas que pode ser usada por quase todas as áreas e campos
de assunto e ajuda a memorizar mnemonicamente o que deve ser considerado
pertencente a todo campo de assunto.” O sistema apresenta as seguintes divisões
primárias:
0 Divisões de Forma
1

Fundamentos

Teóricos

e

Problemas

Gerais

de

Organização

do

Conhecimento
2 Sistemas de Classificação e Tesauros. Estrutura e Construção
3 Metodologia de Classificação e Indexação
4 Sistemas de Classificação Universais
5 Sistemas de Classificação de Objetos Especiais (Taxonomias)
6 Sistemas de Classificação de Assuntos Específicos
7 Representação do Conhecimento por meio de Linguagem e Terminologia
8 Classificação e Indexação Aplicadas
9 Ambiente da Organização do Conhecimento
O primeiro grupo aborda as questões de forma dos documentos (por
exemplo: bibliografias, dicionários, sistemas de classificação, tesauros, livros,
normas etc.). Os grupos 1-3 representam as divisões desses campos, caracterizada
por: 1) Fundamentos teóricos; 2) Estrutura e construção de sistemas de classificação
e tesauros; e 3) Classificação e indexação.
Os grupos 4-6 representam a aplicação das divisões em: 4) Sistemas
universais; 5) Sistemas de classificação orientados a objetos e tesauros; e 6)
Sistemas de classificação orientados a assuntos especiais e tesauros.
Os grupos 7-9 representam a influência, aplicação e ambiente da área de
Organização do Conhecimento por meio de: 7) Influências externas - Problemas de
representação do conhecimento por meio de linguagem e terminologia; 8) Aplicação
da classificação e indexação para diferentes tipos de dados, títulos e documentos; 9)
Organização do campo em níveis nacional e internacional, seus projetos

�8

educacionais e de capacitação, seus aspectos legais e econômicos, além de
estudos de usuários e padrões.
O Sistema de Classificação para a Literatura de Organização do
Conhecimento,

anteriormente

denominado

Classificação

da

Literatura

de

Classificação - CFC, estrutura a Bibliografia Internacional de Classificação e
Indexação, além de contribuir para o entendimento do alcance, das possibilidades e
das implicações da área, que são representados pelos trabalhos publicados (PINHO,
2006).
O sistema idealizado por Dahlberg (1993), o qual é utilizado pela ISKO e,
conseqüentemente, pelo periódico Knowledge Organization, foi analisado na
pesquisa de Guimarães e Fernández-Molina (2003), que constataram que esse
sistema parte de uma classe inicial teórica (classe 1) para, em continuação, centrarse na construção de instrumentos (classe 2) e no desenvolvimento de processos da
área (classe 3). E continuam, relatando que as classes 4, 5 e 6, por sua vez,
dedicam-se aos instrumentos gerais e específicos da área no âmbito da
classificação para, na classe 8, centrar-se no processo de representação por meio
da linguagem e terminologia.
Os autores afirmam que a classe 9 (Ambientes da Organização do
Conhecimento) representa a dimensão da atuação profissional da organização e
representação do conhecimento, já que se centra em questões relativas a seu
contexto e, propõem uma possível expansão para as notações 912 (Questões
Profissionais, por exemplo: imagem; novas profissões etc.) e 96 (Questões Políticas
e Legais, por

exemplo: copyright de sistemas de classificação; copyright de

programas de computador na área de classificação e indexação etc.). Os autores
também analisaram a notação 17 (Problemas em Organização do Conhecimento),
mas esta se centra apenas em problemas intrínsecos aos instrumentos da área.
Portanto, a partir das pesquisas de Guimarães e Fernández-Molina
(2003), Guimarães et al. (2007) e Guimarães (2007), apresenta-se a proposta de
expansão do Classification Scheme for Knowledge Organization Literature, no que
tange à notação 921 que está propensa à expansão:

�9

921 - Ética em ORC
921.1 - Compromissos éticos em ORC
921.11 - Compromisso com o usuário
921.12 - Compromisso com o conteúdo informacional
921.13 - Compromisso com a instituição
921.2 - Valores éticos em ORC
921.21 - Transculturalidade da mediação
921.211- Garantia cultural (aqui incluindo a garantia de uso)
921.212 - Hospitalidade cultural
921.213 - Respeito ao domínio de conhecimento
921.22 - Confiabilidade da representação
921.221 - Imparcialidade
921.222 - Precisão
921.223 - Exaustividade
921.224 - Consistência
921.225 - Garantia literária
921.226 - Atualização
921.227 - Cooperação
921.23 - 921.28 (Vago)
921.29 - Metavalores em ORC
921.291 - Privacidade
921.292 - Liberdade de expressão
921.293 - Acesso à informação
921.294 - Segurança
921.295 - Eqüidade
921.296 - Respeito à diversidade
921.297 - Propriedade intelectual
921.3 - Problemas éticos em ORC
(Obs.: os problemas específicos abaixo listados podem servir para a
reafirmação ou disseminação de problemas éticos maiores, atualmente observáveis
no universo informacional, tais como: Divisão digital, Violência, Pornografia etc).
921.31 - Desvios
921.311 - Literalidade na tradução
921.312 - Reducionismo (aqui incluídas as categorizações dicotômicas)
921.313 - Generalização
921.314 - Omissões
921.315 - Proselitismo
921.32 - Imprecisões, incorreções e inconsistências
921.321 - Adulterações
921.322 - Deturpações
921.323 - Parcialidade
921.324 - Alienação
921.325 - Falta de clareza
921.326 - Inacessibilidade

�10

921.33 - Preconceitos e idiossincrasias (aqui incluídas questões de
subjetividade, comprometimento ideológico, marginalização e exclusão)
de ORC
de ORC

921.34 - Crença na neutralidade dos processos, produtos e instrumentos
921.35 - Crença no universalismo dos processos, produtos e instrumentos
921.36 - Falta de comprometimento e de responsabilidade social
921.361 - Ineficiência
921.362 - Negligência
921.363 - Censura
921.364 - Vigilância/ Monitoramento
921.365 - Direcionamento informacional
Essa expansão representa a evolução do conhecimento junto à área que

é permeada por várias correntes filosóficas, percorrendo uma trajetória que reúne a
dimensão pragmática dos instrumentos à busca por uma base epistemológica que a
explique e sustente, e é nessa percepção que os resultados e discussões
convergem e reafirmam as discussões anteriores de Guimarães e Fernández-Molina
(2003) e Pinho (2006), que por sua vez, foram sistematizadas em Guimarães (2007),
relativamente à inclusão do tema ética no Classification Scheme for Knowledge
Organization Literature.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A

área

da

Ciência

da

Informação,

e

mais

especificamente

a

Biblioteconomia, ainda não têm se preocupado em explicitar seu núcleo axiológico,
relativamente a questões éticas que o permeiam, notadamente em ORC, mas os
valores e problemas existem e podem ser classificados.
De acordo com reflexões de Milani (2007), os âmbitos do ensino e da
pesquisa ligados às disciplinas de ORC não se podem ater apenas à questão de
conteúdo, muitas vezes iludindo-se com a garantia literária, pois a representação da
informação, enquanto uma atividade que visa a criar substitutos para todo e
qualquer tipo de usuário, deve atuar de forma a que todos, sem distinção, se sintam
refletidos nessa realidade, pois caso algum desvio seja percebido, esse usuário, ou
grupo de usuários, se afastará do sistema de informação como um todo, o qual,

�11

além de não ter cumprido sua função, terá desrespeitado valores e direitos morais
desses usuários.
Em relação à expansão do Classification Scheme for Knowledge
Organization Literature, espera-se ter trazido contribuições e esclarecimentos, em
particular pela atualidade do tema. Foram sugeridas as três subdivisões por
refletirem o núcleo axiológico que envolve a ORC. A primeira trata dos
compromissos que o profissional deve observar em três esferas (usuário, conteúdo e
instituição), portanto, o conhecimento gerado sobre tais compromissos serão
organizados e classificados nessa notação. A segunda versa sobre os valores
propriamente ditos que conduzem a atuação do profissional, o que representa um
grande avanço, uma vez que a própria literatura já traz discussões sobre eles. A
terceira, por sua vez, representa a negação desses valores, ou seja, os problemas
éticos decorrentes de uma atuação considerada incorreta por parte do profissional.
Assim, o conhecimento gerado sobre tais problemas será ali classificado. Essas três
vertentes procuram preencher uma lacuna do esquema de classificação,
possibilitando que as bibliotecas possam reunir e classificar de modo a facilitar a
recuperação desse conhecimento.
Dessa forma, sugere-se, além da expansão acima explicitada, que se
programem nos próximos encontros um subtema dedicado às questões éticas, mais
especificamente em relação à ORC, enquanto processo, assim como os
instrumentos que a permeiam e os produtos que dela decorrem.
Por fim, verifica-se que as questões de ORC - e por decorrência, os
valores e problemas éticos envolvidos - continuam a ser objeto de preocupação de
ambiências informacionais tradicionais, tais como as bibliotecas, mas não deixam de
assumir uma dimensão - potencializada, diga-se de passagem - em contextos mais
complexos de sistemas de recuperação da informação, tais como as bases de dados
especializadas.

�12

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(Graduação em Biblioteconomia) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade
Estadual Paulista, Marília, 2007.
OLSON, H. A. The power to name: locating the limits or subject representation in
libraries. Dordrecht: Kluwer Academic Publisher, 2002.
PINHO, F. A. Aspectos éticos em representação do conhecimento: em busca do
diálogo entre Antonio García Gutiérrez, Michèle Hudon e Clare Beghtol. 2006. 123 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Faculdade de Filosofia e
Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2006.

__________________
1

José Augusto Chaves Guimarães, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus
de Marília, Faculdade de Filosofia e Ciências. Livre-Docente em Análise Documentária e Indexação
e Resumos (UNESP-Marília). Doutor e Mestre em Ciências da Comunicação (ECA-USP). Bacharel
em Biblioteconomia (UNESP-Marília). Docente do Programa de Pós-Graduação e do Departamento
de Ciência da Informação (UNESP-Marília). Pesquisador do CNPq, guimajac@marilia.unesp.br.
2
Fábio Assis Pinho, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Marília,
Faculdade de Filosofia e Ciências. Doutorando em Ciência da Informação (UNESP-Marília). Mestre
em Ciência da Informação (UNESP-Marília). Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação
(UFSCar-São Carlos). Supervisor Técnico da STRAUD da UNESP – Campus de Jaboticabal,
fabio@fcav.unesp.br.
3
Suellen Oliveira Milani, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de
Marília, Faculdade de Filosofia e Ciências. Mestranda em Ciência da Informação (UNESP-Marília).
Bacharel em Biblioteconomia (UNESP-Marília). Bolsista FAPESP, suellenmilani@hotmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>A área de Organização e Representação do Conhecimento (ORC) possui valores e problemas éticos intrínsecos às suas atividades, mas não assumidos como tais. Atualmente, pesquisadores têm direcionado seus estudos para os aspectos éticos relacionados às atividades de ORC, entretanto, esse conhecimento produzido não pode ser tratado por unidades de informação por não encontrarem notação adequada no esquema de classificação da área. Dessa maneira, o objetivo deste trabalho é divulgar a proposta de expansão do Sistema de Classificação para a Literatura de Organização do Conhecimento, iniciada a partir das pesquisas de Guimarães e Fernández-Molina (2003) e Guimarães et al. (2007), para que esse esquema possa prever classes que abriguem o conhecimento constituído sobre a ética na ORC, auxiliando no tratamento da informação nas bibliotecas. A sugestão de expansão foi na notação 921, intitulada de Ética em ORC, bem como suas subdivisões: 921.1 Compromissos éticos; 921.2 Valores éticos; e 921.3 Problemas éticos.</text>
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AÇÕES EDUCATIVAS NA ZOOTECA:
um novo serviço na Biblioteca do Museu de Zoologia da USP
GUIMARÃES, T. B. N.1
LOURENÇO, M. F.2
SILVA, M. C. B.3

RESUMO
A Biblioteca e o Serviço de Atividades Educativas do MZUSP criaram o projeto
Zooteca para atender o público que visita as exposições do MZUSP e tem como
metas: permitir o acesso ao rico acervo bibliográfico tanto em formato impresso
como eletrônico; aumentar a interação do público com o Museu; possibilitar o
aprofundamento das informações apresentadas na exposição; permitir que o Museu
seja um espaço de pesquisa, educação e lazer. São desenvolvidas as seguintes
atividades: treinamento para professores, oficinas pedagógicas, contação de
histórias, trabalhos escolares; formas de acesso a base de dados (internet e outras).
Palavras-Chave: Biblioteca. Serviço Educativo. Museu de Zoologia. Atividades
Educativas. Universidade de São Paulo.

ABSTRACT
The Library and the Educational Department of MZUSP created the project Zooteca
to assist the public that visits the exhibitions of MZUSP and it has as goals: to allow
the access to the rich bibliographical collection so much in format printed as
electronic; to increase the public's interaction with the Museum; to make a profound
study of the exhibition; to allow the Museum to be a research space, education and
leisure. The following activities are developed: training for teachers, pedagogic
workshops, a space to tell stories, school works; access forms the base of data
(internet and other).
Keywords: Library. Educational Department. Zoology Museum. Educational
Activities. University of São Paulo.

�2

1 INTRODUÇÃO
Os Museus ocupam um espaço de educação não-formal na sociedade
atual e vem sendo caracterizados como locais que possuem uma forma própria de
desenvolver

essa

dimensão

educativa.

Além

de

terem

uma

função

de

complementação das atividades desenvolvidas pelo professor em sala de aula, as
visitas a museus podem desenvolver o espírito crítico e proporcionar experiências
significativas para seu público (MARANDINO, 2008).
De acordo com o Estatuto do Comitê Brasileiro do ICOM (Conselho
Internacional de Museus) citado por Almeida e Vasconcelos, Museu é definido como
[...] instituição permanente, sem finalidade lucrativa, a serviço da
sociedade e de seu desenvolvimento. É uma instituição aberta ao
público, que adquire, conserva, pesquisa, comunica e exibe
evidências materiais do homem e de seu ambiente, para fins de
pesquisa, educação e lazer.

Notamos que com esta definição encontramos o paradigma da formação
do homem, o tripé pesquisa-educação-lazer, mostrando uma característica
intrínseca na finalidade de um museu que é de formar. Não basta visitar uma
exposição para que ocorra um processo educativo, é preciso propiciar ao cidadão a
possibilidade de interagir com o objeto, usando, transformando, para desenvolver
uma consciência de preservação do patrimônio (ALMEIDA, VASCONCELOS, 2002).
Neste sentido, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
(MZUSP) que possui o maior acervo representativo da fauna da América do Sul,
com cerca de oito milhões de exemplares, propõe inovações culturais para interagir
com o público. O Museu está organizado em duas divisões: a Divisão Científica que
pesquisa a fauna e faz a curadoria de coleções zoológicas; e a Divisão de Difusão
Cultural, responsável pela difusão científico-cultural.
As informações gerenciadas pela Biblioteca são muito úteis para os
especialistas e requisitadas por todos os interessados em zoologia e educação
zoológica.

�3

2 PROJETO ZOOTECA
2.1 Competências da Biblioteca do MZUSP
A Biblioteca do MZUSP trabalha com o compromisso de proporcionar o
acesso à informação, através da excelência na qualidade de atendimento que presta
à comunidade científica, disponibilizando seu acervo e outros serviços. Hoje é
considerada a mais completa e importante biblioteca de Zoologia no Brasil.
Se antes eram estudantes e professores do ensino superior que a
freqüentavam, agora cabe ao bibliotecário ampliar o atendimento a crianças,
adolescentes e adultos que visitam o Museu.
De acordo com Ferreira (1980) citado por Blattmann e Cipriano (2005,
p.6)
[...] assim como a universidade deve estar voltada para as
necessidades educacionais, culturais, científicas e tecnológicas do
país, as bibliotecas devem trabalhar visando esses objetivos,
condicionada que são as finalidades fundamentais da universidade.
Por isso as bibliotecas devem participar ativamente do sistema
educacional desenvolvido pela universidade.

Portanto, o ambiente da Biblioteca precisa obter qualidade necessária
para oferecer acesso às informações contribuindo para a ampliação do
conhecimento do público, planejando e executando atividades para incentivo da
leitura e da pesquisa de sua comunidade, indiferente se iniciantes ou pós-graduados
(BLATTMANN, CIPRIANO, 2005).

2.2 Competências das Atividades Educativas do MZUSP
O Serviço de Atividades Educativas da Divisão de Difusão Cultural
desenvolve ação educativa através de programas voltados para a pré-escola, ensino
fundamental, médio e 3º grau, profissionais do ensino e comunidade em geral.
Orienta, elabora e desenvolve pesquisas, cursos e treinamentos e produz materiais
didáticos de apoio para profissionais do ensino. Para tanto este serviço possui um
programa de atividades que foi construído baseado nos conceitos da educação
patrimonial, das teorias sócio-contrutivistas e de curadoria moderna.

�4

Em 2007, o MZUSP recebeu a visita de 60.944 pessoas sendo, 32.423 de
estudantes e professores e 28.521 visitantes espontâneos. Os programas
educativos atenderam cerca de 5.100 pessoas em suas oficinas, treinamentos e com
empréstimo de material.

2.3 Zooteca
Para que o acervo bibliográfico e o conhecimento nele contido estejam
efetivamente disponíveis e acessíveis ao público, a Biblioteca e o Serviço de
Atividades Educativas do Museu de Zoologia desenvolvem uma ação conjunta
através da Zooteca que possibilita a acolhida dos interessados em um ambiente com
alta especificidade organizacional e a mediação entre seus propósitos de informação
e os materiais existentes.
Portanto, a Zooteca deve ser inscrita como um serviço de informação que
busca estabelecer relações de integração entre a pesquisa, educação e lazer;
possibilitando ao usuário a recuperação da informação através da exposição,
biblioteca e atividades educativas, permitindo o acesso do público escolar e familiar
ao acervo bibliográfico da instituição.

2.3.1 Localização da Zooteca
Um dos indicadores da participação da Zooteca como elemento
constitutivo do processo educativo e da relação biblioteca-atividades educativas, é o
lugar que ela ocupa na distribuição e organização espacial do Museu. A Zooteca foi
instalada na ante-sala da Biblioteca que faz uma interface com o início da exposição
de longa duração. O espaço conquistado proporcionou mais visibilidade, acesso fácil
e acolhimento para toda a comunidade que visita o Museu.

2.3.2. Construção da linguagem espacial e do mobiliário
O espaço físico é também um sistema de significações das relações que
a Zooteca estabelece. A linguagem desenvolvida para este espaço, como também
para a sinalização do ambiente e das estantes, foi a mesma utilizada pelo projeto da
exposição de longa duração. Para que possa acolher o usuário sem provocar o seu

�5

isolamento da realidade existente na biblioteca permitindo um diálogo entre esta e
as atividades educativas. Também deve possibilitar a construção de relações
interativas entre os sujeitos, a informação e o conhecimento (OBATA,1999).
Portanto, foram

utilizadas

categorias

operacionais

na

linguagem

arquitetônica e espacial da Zooteca; multiplicidade de uso (possibilitar ações e
relações variadas e simultâneas); mobilidade (possibilitar transformações em função
das ações dos sujeitos); padrão estético e de organização espacial adequados.
Portanto, a Zooteca exigiu uma organização espacial em função dos seus diferentes
usos (área de pesquisa, de leitura, de expressão oral e gestual, de atendimento e
gerenciamento) (OBATA, 1999).

2.3.3 Acervo
O acervo informacional da Zooteca foi composto por alguns dos materiais
pertencentes ao acervo da Biblioteca do MZUSP direcionados ao ensino
fundamental, médio e graduação. Para completar este acervo e contemplar toda a
comunidade que freqüenta o Museu, foram adquiridos livros e equipamentos de
informática, através do financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico – CNPq durante o projeto “Produção de materiais didáticos
de apoio às exposições do MZUSP”.
A Zooteca deve dialogar também com a própria cultura da comunidade
escolar e constituir-se, ao mesmo tempo em seu instrumento e espaço de
expressão. Assim, livros, textos, quadros, painéis, fotos, produções das mais
variadas ordens, tanto de alunos quanto de professores são publicadas ou exibidas
pela Zooteca e também podem fazer parte do seu acervo (OBATA, 1999).

2.3.4 Atividades desenvolvidas na Zooteca
A leitura possibilita a tomada de atitude crítica, científica e intelectual,
preparando o indivíduo para as diversidades da sociedade e interferindo diretamente
nas experiências de vida das pessoas, bem como na sensibilidade e personalidade
de cada uma delas.

�6

Para melhorar a integração entre a Biblioteca, Atividades Educativas e a
Comunidade que visita o Museu são realizadas as seguintes atividades:
�

Treinamento para professores: tendo como principais objetivos: (1) possibilitar
o conhecimento dos vários tipos de fontes bibliográficas existentes
atualmente, (2) trabalhar com a organização dessas fontes para a construção
do conhecimento a partir da pesquisa bibliográfica sistemática, (3) divulgar as
possibilidades de trabalho dos alunos com a biblioteca e com o serviço
educativo.

�

Contação de histórias: tem o objetivo de estimular a leitura, a imaginação e a
participação de crianças e seus acompanhantes na biblioteca.

�

Dia de autógrafos com autores;

�

Indexação de links direcionados para as pesquisas em Zoologia e áreas afins,
propiciando

ao

usuário

uma

localização

rápida

na

pesquisa

em

desenvolvimento.
�

Trabalhos escolares: a biblioteca do MZUSP é bastante utilizada para
confecção de trabalhos escolares nas áreas de Ciências e Biologia. Com a
ampliação do material bibliográfico a demanda se ampliará e haverá um
trabalho de orientação para pesquisa.

�

Publicação e Divulgação de folders, boletim informativo.
As atividades desenvolvidas são realizadas em datas comemorativas tais

como: Dia do Bibliotecário, Dia Internacional dos Museus, Dia Mundial do Meio
Ambiente, Dia do Biólogo, Dia da Árvore, Semana do Livro, além das atividades
realizadas diariamente com os usuários que freqüentam a Zooteca. Contemplam
estas

atividades

a

divulgação

sobre

os

assuntos

abordados

nas

datas

comemorativas através do Painel Explicativo com textos incentivando o leitor a
recriar o que vivencia nesse ambiente e incorporar os meios tecnológicos de
informação e comunicação. A preocupação é sempre interagir as atividades com a
temática da exposição e as pesquisas realizadas pelos profissionais do Museu.

�7

3 CONCLUSÃO
A Zooteca é um espaço divertido, agradável e aconchegante que permite
ao usuário o acesso à informação, como também desenvolve atividades lúdicas e
realiza ações para incentivar a leitura. Desta forma, ela veio agregar valor às
atividades desenvolvidas no MZUSP.
Numa época em que o virtual tem toda atenção da mídia, o estímulo a
leitura, o contato com os livros reais, a integração entre a família e a diversificação
dos meios para pesquisa, garantirão as ações de cidadania e desenvolvimento da
ciência e da cultura porque a leitura estimula a criatividade, desenvolve a
compreensão e interfere no desenvolvimento do ser humano.
A Zooteca torna-se um local onde o ensino, a educação e o lazer podem
se encontrar, mostrando que esta colabora nas atividades de ensino-aprendizagem,
transformando os alunos em cidadãos críticos e criativos, além de leitores ativos. Ela
é considerada como um grande solo fértil, pronto para ser cultivado.

REFERÊNCIAS
BLATTMANN, U.; CIPRIANO, A.S. Os diferentes públicos e espaços da biblioteca
escolar: da pré-escola a universidade. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, 21., Anais... 2005, Curitiba, 2005. CD-ROM. Disponível
em:&lt;http://www.geocities.com/ublattmann/papers/p12.html&gt; Acesso em: 04 mar.
2008.
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FEUSP / GEENF, 2008. 48p.
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&lt;http://www.mz.usp.br/index.html&gt;. Acesso em: 19 maio 2008.
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Nova Série, v.1, n.1, p.91-103, 1999.
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Contexto, 2002.

�8

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Interação das bibliotecas escolares e acadêmicas: uma experiência que busca a
garantia do exercício da ciadania. Disponível em:
&lt;http://www.biblioteca.fm.usp.br/Bibacadesc.pdf&gt;. Acesso em 02 jun. 2007.
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&lt;http://www.centrorefeducacional.pro.br/pratcons.htm&gt;. Acesso em: 04 jul. 2004.
LOURENÇO, M.F.; MARQUES, M.D. (Org.). Pesquisa em Zoologia - a
biodiversidade sob o olhar do zoólogo: exposição de longa duração Museu de
Zoologia da USP. São Paulo: MZUSP, 2004. (Monitoria Especial).
SOUZA, L.M.S.; GABERLOTTI FILHO, R.; SILVEIRA, N.C. Sexta de histórias:
leituras, textos, trocas. São Carlos: UFSCar, 2005.

_________________
1

Teresa Beatriz Nunes Guimarães, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, tecaper@usp.br.
Márcia Fernandes Lourenço, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, mfer@usp.br.
3
Maria da Conceição Bueno da Silva, Universidade de São Paulo, Museu de Zoologia, mcbs@usp.br.
2

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Biblioteca e o Serviço de Atividades Educativas do MZUSP criaram o projeto Zooteca para atender o público que visita as exposições do MZUSP e tem como metas: permitir o acesso ao rico acervo bibliográfico tanto em formato impresso como eletrônico; aumentar a interação do público com o Museu; possibilitar o aprofundamento das informações apresentadas na exposição; permitir que o Museu seja um espaço de pesquisa, educação e lazer. São desenvolvidas as seguintes atividades: treinamento para professores, oficinas pedagógicas, contação de histórias, trabalhos escolares; formas de acesso a base de dados (internet e outras).</text>
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A INFORMATIZAÇÃO DA MAPOTECA DO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
DA USP: relato de experiência
GUERRA, S. R. Y.1
LAET, M. A.2
OLIVEIRA, É. B. P. M.3
SEVERINO, M. P.4

RESUMO
Relata a experiência da Biblioteca do Instituto de Geociências da USP na
informatização de sua Mapoteca. O registro dos mapas no Banco de Dados
Bibliográficos da Universidade (DEDALUS) requereu a formação de uma equipe com
representantes de diversas bibliotecas para estudar a maneira como realizar a
catalogação e a indexação. A informatização proporcionou a visibilidade dos mapas
e pôs em evidência tanto a necessidade do trabalho em equipe como necessidade
de fazer descrições bibliográficas adequadas a cada tipo de material.
Palavras-chave: Armazenagem e recuperação da informação. Mapas. Visibilidade.

ABSTRACT
It reports the the USP’s Instituto de Geociências Library experience with its map
collection computerization. The register of maps in the University Bibliographic
Databank (DEDALUS) required the formation of a group with several libraries
representatives to study the way cataloguing and indexation should be done. The
computerization offered visibility to the maps and highlighted the need of group work
and of making adequate bibliographic descriptions to each sort of material.
Keywords: Information storage and retrieval. Maps. Visibility.

�2

1 INTRODUÇÃO
O advento das redes digitais de comunicação e da Internet provocaram
mudanças significativas na comunicação científica na medida em que ampliaram a
interatividade entre produtores e usuários da informação, o compartilhamento e,
nesse sentido, o acesso à informação (POBLACIÓN, GOLDENBERG, 2001;
MORESCHI, NORONHA, 2005).
Nesse contexto, é importante chamar atenção para um aspecto
diretamente relacionado ao acesso: a disponibilização de conteúdos em bancos de
dados bibliográficos, sejam eles de texto completo ou referenciais. É comum que um
material bibliográfico deixe de ser acessado de maneira ampla por falta de registro
em bases de dados ou, se registrado, por falta de descrição adequada, o que gera
certa invisibilidade.
Na Biblioteca do Instituto de Geociências da USP havia um exemplo
bastante claro dessa invisibilidade: até o início de 2004, os mapas constantes do
acervo ainda não estavam registrados no DEDALUS, o Banco de Dados
Bibliográficos da Universidade. Eles estavam catalogados em fichas disponibilizadas
apenas para consulta local.
Para localizá-los, era necessária uma exata compreensão do que se
estava buscando (local e característica técnica do mapeamento) e o auxílio do
responsável por essa parte do acervo. Era, também, comum que usuários
“perdessem a viagem” porque, não havendo a possibilidade de consulta online do
material cartográfico disponível, deslocavam-se até o Instituto por supor a existência
do material.
Fazia-se clara a necessidade de registrar no DEDALUS esse material
cartográfico, de forma a facilitar sua recuperação.
Adicione-se a essas questões, o fato de que os mapas do Instituto de
Geociências (IGc) são bastante consultados não só por membros do mundo
acadêmico, mas também por usuários provenientes da iniciativa privada, que neles
buscam informações importantes para os projetos de suas empresas. O constante
manuseio de um material cujo suporte é frágil pode causar sua rápida deterioração.

�3

A situação é mais grave no caso dos mapas mais antigos, que não foram reeditados
e, portanto, não poderiam ser repostos ainda que houvesse verba para isso.
A digitalização dos mapas passou a ser vista como uma forma de
interromper o uso e a deterioração, pois ao invés do documento em papel, sua
versão eletrônica é que seria oferecida para a consulta do usuário. Os mapas
originais deixariam de ser manuseados e até emprestados, o que contribuiria
enormemente para a sua preservação, inclusive com a possibilidade de reposição
de materiais esgotados que por ventura sofressem algum dano. Propôs-se, então, a
criação de uma base de dados com os registros catalográficos dos mapas e um link
para o material digitalizado.
Dessa forma, os mapas foram sendo cadastrados no DEDALUS seguindo
o AACR2 e o MARC21, com o desenvolvimento em paralelo de uma base de dados
local para inserção dos registros atrelados aos documentos eletrônicos, com a
possibilidade de visualização da imagem digital. Assim, os registros foram sendo
migrados do DEDALUS para a base GEOMapas. A digitalização do material
cartográfico está sendo realizada com recursos próprios do IGc, com a colaboração
da Seção Técnica de Informática, que utiliza um scanner de rolo HP DesignJet 815
MFT e gera arquivos em extensão JPEG, com 300 DPI de resolução. Os dados
gerados são armazenados em um micro servidor e cópias de segurança são
gravadas em DVD.
Essa base terá seu uso regulamentado pelas normas de direitos autorais
vigentes no país, ou seja, o acesso aos registros bibliográficos será franqueado via
Internet a todos os interessados em saber sobre o material cartográfico existente no
IGc, porém só será permitida a visualização dos mapas a partir de computadores
localizados na Biblioteca, sem possibilidade de download dos arquivos.
Dada a tarefa comum às duas propostas (a inserção de dados
catalográficos do material cartográfico do IGc tanto no DEDALUS como na base
local), parte das atividades necessárias à sua implementação foi desenvolvida
conjuntamente. É essa experiência que será narrada.

�4

2 OBJETIVO DO CADASTRAMENTO DOS MAPAS DO IGC
Cadastrar a coleção de mapas da Biblioteca do Instituto de Geociências
no Banco de Dados Bibliográficos da Universidade de São Paulo (DEDALUS), com
vistas a uma posterior migração desses dados para uma base de dados interna que
possibilitará o acesso ao documento em formato digital.

3 DESENVOLVIMENTO DA METODOLOGIA DE TRABALHO
A Biblioteca do Instituto de Geociências conta com mais de 5.800 mapas
topográficos, geológicos, pedológicos, geomorfológicos e de vegetação, do Brasil
(nacionais, estaduais e municipais) e do mundo em diversas escalas e
apresentações acondicionados em 18 mapotecas.
O cadastramento dos mapas no DEDALUS iniciou-se no final de 2004,
sendo que até então não havia registros desse tipo de material no Banco de Dados.
Devido ao pioneirismo da iniciativa e às especificidades dos mapas, foram
encontradas várias dificuldades tanto na descrição física quanto na indexação dos
documentos. Por esse motivo, propôs-se ao Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP (SIBI/USP), em seu planejamento estratégico de 2005, o desenvolvimento de
um projeto para “aprimorar a catalogação e indexação do material cartográfico
existente nos acervos das bibliotecas” da Universidade, com a definição de uma
metodologia comum a todas as bibliotecas que possuam esse tipo de material em
seus acervos (APRIMORAMENTO..., 2005; APRIMORAMENTO..., 2006). Trata-se
dos assim chamados MAPEAR I e MAPEAR II.
A partir desses projetos, foi desenvolvida uma planilha específica para
catalogação do material no DEDALUS e colaborou-se com o aperfeiçoamento do
Vocabulário Controlado da USP através da complementação/inclusão de termos
geográficos (APRIMORAMENTO..., 2006).
Foram migrados para o DEDALUS cerca de 5.000 registros de mapas
indexados em bases internas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
(FFLCH), do Instituto de Oceanografia (IO) e do Centro de Biologia Marinha
(CEBIMAR), que posteriormente seriam complementados e/ou corrigidos pelas

�5

bibliotecas participantes do Projeto com o cadastramento de seus respectivos
acervos.
Assim, no decorrer de 2005, a Biblioteca do IGc deu continuidade ao
trabalho iniciado no ano anterior, mas seguindo as definições adotadas nos Projetos
MAPEAR I e II.

4 METODOLOGIA
A Biblioteca do IGc possui um acervo de mais de 5.800 mapas. Antes do
início da informatização da Mapoteca, eles estavam catalogados de forma
simplificada em fichas em papel e sua recuperação era feita por assunto (nome
geográfico) em catálogo local.
A inserção de dados no DEDALUS envolveu diferentes atividades
exercidas por funcionários de vários setores da Biblioteca: Diretoria, Seção de
Processamento Técnico e Setor de Material Audiovisual, ao qual está atrelada a
Mapoteca. Adicionalmente, contou-se com apoio da Seção de Informática do
Instituto. Foram estabelecidas as seguintes atividades:
� levantamento do número de mapas acondicionados em cada mapoteca, com
seus respectivos números de localização e tombo, a fim de identificar
possíveis extravios e números de tombo/localização vagos;
� catalogação de todos os mapas através do preenchimento de planilha
específica, desenvolvida através dos Projetos MAPEAR;
� cadastramento do material no DEDALUS, com registro de localização no
acervo da Universidade.
Tendo-se em vista a proposta específica da Biblioteca do IGc de criar uma
base

de

dados

própria

com

os

documentos

cartográficos

digitalizados,

acrescentaram-se a essas outras duas atividades:
� a migração dos registros para uma base de dados interna, com verificação de
consistência das informações;
� a digitalização dos mapas, com estabelecimento de links para os registros.

�6

Atualmente, cerca de 79% do acervo de mapas já está cadastrado no
DEDALUS e migrado para a base interna, num total de 4.675 mapas. Com relação à
digitalização, já foram digitalizados 1.697 mapas, com perspectiva de se finalizar
essa atividade até o final de 2008.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A implementação da informatização da Mapoteca demonstrou, na prática,
aquilo que muitas vezes é relatado em textos:
� a impossibilidade do trabalho individual quando se está inserido em
uma rede, o que foi evidenciado pela necessidade de transformar um
projeto local em projeto sistêmico;
� a dificuldade (ou mesmo impossibilidade) de padronizar a descrição de
diferentes materiais bibliográficos sem perda de informação;
� a importância da tecnologia da informação para ampliar acessos,
disponibilizar a informação e, assim, dar visibilidade ao material
informacional existente nos acervos.
O que também traz à tona outra questão: a importância da inserção dos
dados do material bibliográfico nas bases, que deve ser feita seguindo uma política
de catalogação e indexação que permita uma recuperação precisa e uma posterior
unificação de bases de dados. O uso da mais avançada tecnologia da informação
não prescinde da adoção de códigos, padrões e protocolos que viabilizem a troca de
dados entre os diferentes sistemas de informação.
A experiência proporcionada por este trabalho foi bastante rica não só em
termos da aprendizagem de um ponto de vista técnico, mas também no que tange
ao aperfeiçoamento de serviços. Embora a proposta tenha sido concebida para
atender uma comunidade mais local, verificou-se, através de contatos com
profissionais da informação e pesquisadores, que outras bibliotecas que abrigam
material cartográfico têm interesse em desenvolver trabalho semelhante: formar uma
base de dados com registros cartográficos acompanhados de links para os
documentos digitalizados como uma forma de ampliar o acesso e interromper o uso

�7

de documentos tão frágeis. Acredita-se que, por meio da união de interesses e
esforços, pode ser criada uma rede para o intercâmbio desse tipo de informação.
Diversas bibliotecas possuem em seus acervos materiais cartográficos
muitas vezes de difícil obtenção e que, de forma geral, não estão indexados em
nenhuma base de dados sem, portanto, estarem “visíveis” à sociedade. A formação
de uma rede de informações geológicas permitiria a disponibilização dessa
informação aos pesquisadores. Isso em muito beneficiaria a comunidade geológica
nacional na medida em que a cooperação entre instituições com o objetivo de reunir,
divulgar, disponibilizar e compartilhar informações específicas da área daria maior
visibilidade à produção nacional e contribuiria, assim, para o desenvolvimento
científico do país através do aproveitamento dos recursos informacionais ora
disponíveis.

REFERÊNCIAS
APRIMORAMENTO do tratamento técnico das coleções cartográficas da USP
(Projeto 3): caderno de projeto. São Paulo: Universidade de São Paulo. Sistema
Integrado de Bibliotecas, 2005. Relatório interno.
APRIMORAMENTO do tratamento técnico das coleções cartográficas da USP
(Projeto 3) – fase II: caderno de projeto. São Paulo: Universidade de São Paulo.
Sistema Integrado de Bibliotecas, 2006. Relatório interno.
OLIVEIRA, E. M. P. O.; NORONHA, D. A comunicação científica e o meio digital.
Informação e sociedade: estudos, v. 15, n. 1, p. 75-92, jan./jun. 2005. Disponível
em: &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/53/1523&gt;. Acesso em: 20
jun. 2008.
POBLACIÓN, D. A.; GOLDENBERG, S. Acta Cirúrgica Brasileira: visibilidade e
acessibilidade da produção científica na área da cirurgia experimental. Acta
Cirúrgica Brasileira, v. 16, n. 3, jul./ago./set. 2001. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010286502001000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 05 jun. 2008.

_________________
1

Sonia Regina Yole Guerra, Universidade de São Paulo, syog@usp.br.
Maria Aparecida Laet, Universidade de São Paulo, mlaet@igc.usp.br.
3
Érica Beatriz Pinto Moreschi de Oliveira, Universidade de São Paulo, moreschi@usp.br.
4
Maristela Prestes Severino, Universidade de São Paulo, estelaprestes@ig.com.br.
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Relata a experiência da Biblioteca do Instituto de Geociências da USP na informatização de sua Mapoteca. O registro dos mapas no Banco de Dados Bibliográficos da Universidade (DEDALUS) requereu a formação de uma equipe com representantes de diversas bibliotecas para estudar a maneira como realizar a catalogação e a indexação. A informatização proporcionou a visibilidade dos mapas e pôs em evidência tanto a necessidade do trabalho em equipe como necessidade de fazer descrições bibliográficas adequadas a cada tipo de material.</text>
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INDICADORES DE DESEMPENHO PARA BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: projeto desenvolvido no SIBi/USP
GRANDI, M. E. G.1
SAAD, M. R. M.2
FONTES, C. A.3
CAMPOS; E. M.4
DI FRANCISCO, M. H.5
ZANI, R. M. F.6
CARVALHO, T.7
GONÇALVES, V. A.8

RESUMO
Descreve o estudo de uso dos indicadores sugeridos pela International Federation of
Library Associations and Institutions (IFLA) no Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP (SIBi/USP). Foram sugeridos indicadores possíveis de serem implantados
imediatamente e outros que necessitam de estudos e análises mais criteriosos.
Apontam-se os resultados e as sugestões para aperfeiçoamento do uso de
indicadores de uso de coleção, rapidez do processamento técnico, disponibilidade
do documento e agilidade do empréstimo entre bibliotecas e comutação bibliográfica
no SIBi/USP.
Palavras-chave: Indicadores de desempenho, Bibliotecas Universitárias, Qualidade
em Serviços.

ABSTRACT
It describes the study of use of indicators suggested by the International Federation
of Library Associations and Institutions (IFLA) in the University of São Paulo’s
Integrated Library System (SIBi/USP). It suggests possible indicators to be
implemented immediately and others that need more detailed studies and analyses.
It points to the results and suggestions for improving the use of indicators for use of
collection, technical processing speed, availability of the document and agility of the
interlibrary loan in the SIBi / USP.
Keywords: Performance indicators, University libraries, Quality in Services.

�2

�

1 INTRODUÇÃO
Em 2004, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo (SIBi/USP) deu início à implantação de um Sistema de Gestão (SDG),
baseado na premissa de melhoria contínua da qualidade dos serviços e produtos
oferecidos. A partir da experiência da Divisão de Biblioteca da Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), quatorze
bibliotecas e o Departamento Técnico aderiram ao projeto.
Este modelo de gestão prevê o desenvolvimento de um Sistema de
Informação a partir de indicadores de desempenho, para o acompanhamento da
evolução das atividades básicas nas diferentes bibliotecas e desenvolvimento de
análises comparativas. A despeito do SIBi/USP contar com dados anuais do
Relatório Individual de Bibliotecas (RIBi), estes dados estatísticos não possibilitam o
monitoramento efetivo da melhoria e evolução da qualidade dos processos e
atividades, e nem tampouco a tomada de decisões, a proposição de estratégias ou
de planos de melhoria.
Dessa forma, foi estabelecido um grupo de trabalho com o objetivo de
propor indicadores sistêmicos, com base na análise de literatura e experiências
nacionais e internacionais.

2 OBJETIVOS
Os objetivos deste trabalho foram:
•

Formular indicadores de desempenho sistêmicos com base em padrões
nacionais e internacionais.

•

Desenvolver metodologia para padronização da coleta, registro e análise de
dados.

�3

�

3 METODOLOGIA
O ponto de partida foram as diretrizes definidas pela International
Federation of Library Associations and Institutions - IFLA (IFLA, 1996). Após a
tradução do texto, foram selecionados quatro indicadores para estudo piloto:
�

Uso da coleção

�

Rapidez do processamento técnico

�

Disponibilidade do documento

�

Agilidade do empréstimo entre bibliotecas e comutação bibliográfica
Neste Projeto foram envolvidas 11 bibliotecas do SIBi/USP, que realizaram

o piloto da coleta de dados deste indicadores nos meses de setembro a outubro de
2007.
A definição e objetivos, instrumento de coleta de dados e a forma de
cálculo do indicador estão apresentados no Quadro 1.

�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�
�

�4

�
Indicador

Uso da Coleção (UC)

Rapidez no
Processamento
Técnico
(RP)

Disponibilidade do
Documento (DD)

Agilidade do
Empréstimo entre
Bibliotecas (EEB) e
Comutação
Bibliográfica
(AG)

Definição e Objetivo
Determina o grau de uso da
coleção de livros e materiais
não periódicos e,
conseqüentemente, sua
qualidade, definida pelo uso
real da coleção
pelos usuários.
Visa apontar o tempo entre a
chegada do documento na
biblioteca e sua
disponibilização em
expositores/estantes,
demonstrando o quanto está
organizado o trabalho de
processamento na biblioteca,
eliminando o atraso, quando
houver.
Verifica em que proporção a
biblioteca fornece os
documentos que estão sendo
procurados, analisando se: a
coleção foi selecionada de
acordo com as necessidades
dos usuários; há oferta
adequada de exemplares; a
guarda está correta; todos
materiais foram catalogados;
os catálogos são de fácil
utilização.
Verifica a agilidade no
atendimento, considerando o
número de pedidos recebidos e
atendidos e o tempo de
atendimento. Visa monitorar a
rapidez com que a informação
chega ao usuário..

Instrumento
Planilha contabilizando o número de
empréstimos; número de consultas
em de um determinado período de
tempo (geralmente um ano) e número
total da coleção.

Planilha com campos de identificação
do documento e datas do
processamento, sendo essenciais:
data de chegada na biblioteca; data
de envio para exposição/estante; o
total de dias decorridos entre as duas
datas e o total de material
processado no período.
Questionário com informações sobre
a obra procurada e com observações
do usuário quanto ao resultado da
busca e/ou da utilização do
documento; espaço para o
funcionário da biblioteca indicar
status do material: banco de
sugestões, em processo de
aquisição, em processamento,
catalogado, localizado no catálogo,
localizado na estante, deslocado,
emprestado.
Planilhas separadas para pedidos de
EEB e Comutação, constando datas
de entrada e saída de pedidos, índice
de sucesso na recuperação e gráfico
de controle.

Cálculo do Indicador

UC = N. de consultas + N. de empréstimos no
ano
N. total da coleção

RP = N. de dias de processamento
N. material processado

N. de itens da amostra disponíveis para
empréstimo e/ou consulta local x 100
DD��
Itens procurados

AG = (N. de pedidos recebidos X N. de pedidos
atendidos X Tempo de atendimento)

Quadro 1 - Descrição dos indicadores Disponibilidade do Documento e Agilidade do EEB e Comutação Bibliográfica

�5

�

4 RESULTADOS
O grupo responsável pelo projeto realizou a tabulação dos dados
coletados pelas Bibliotecas, os quais apresentaram os seguintes resultados:
•

Indicador Uso da Coleção
Este indicador pôde ser calculado para todas as Bibliotecas do SIBi/USP, tendo

como base o número total de empréstimos e consultas e o número total de acervo
de livros e materiais não periódicos já disponíveis no RIBi. O índice obtido foi de
1,72, porém a própria IFLA não define um parâmetro para análise de desempenho
deste indicador. As questões como tempo de existência da Biblioteca, especificidade
e obsolescência da área, existência de bibliotecas departamentais ou outras
coleções especiais onde dados de empréstimo e consulta não sejam coletados, não
foram considerados nesta etapa piloto e podem ter influenciado o resultado.
•

Indicador Rapidez no Processamento Técnico
Com relação a este indicador observou-se que a média de rapidez de

processamento é de 128,9 dias de processamento por material entre as bibliotecas
piloto. Este resultado indicou a necessidade dos seguintes ajustes: adotar planilhas
separadas,

sendo

uma

para

o

processamento

das

aquisições

correntes

(considerando o ano em curso) e outra para o material não corrente (backlog);
estabelecer parâmetros para cálculo dos indicadores quando houver bibliotecas
centrais e ramais trabalhando em diferentes etapas do processamento de uma
mesma obra.
De forma preliminar, as bibliotecas relataram as seguintes dificuldades: ausência
de

funcionário

(falta,

licença

médica,

férias);

equipamentos

com

defeito;

processamento de obras não prioritárias e antigas na biblioteca, mas não inseridas
até então, por falta de espaço (backlog); grande número de livros já existentes para
processamento devido à compra (FAPLIVROS) ou poucos documentos para serem
processados naquele período. Estes fatores geraram viés e influenciaram os
resultados.
•

Indicador Disponibilidade do Documento
Verificou-se que o índice de Disponibilidade geral do Documento nas bibliotecas

piloto do SIBI/USP foi de 72,12%. Deve-se ressaltar que este instrumento pode ser
adotado para identificar índices específicos sobre a disponibilidade da biblioteca

�6

�

(aquisição, catalogação, falha do catálogo, circulação falha na guarda e falha na
localizaçao pelo usuário), porém, apenas o índice de disponibilidade geral foi
considerado nesta etapa piloto.
•

Indicador

Agilidade do empréstimo entre bibliotecas e comutação

bibliográfica
O resultado apontou para uma média, entre as bibliotecas participantes do piloto,
em torno de 85% do índice de sucesso, ou seja, a informação é recuperada e
entregue ao solicitante em 2 ou 3 dias para comutação. Para EEB, a média ficou em
65% para a confirmação do livro recebido em 6 dias. A demora na entrega do EEB
pode justificar-se devido aos vários campi da USP estarem localizados em cidades
diferentes.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização do projeto piloto para o estabelecimento de indicadores,
tendo como base os conceitos propostos pela IFLA, possibilitou a experiência de
construção dos instrumentos e procedimentos de coleta, tabulação e análise de
resultados.
Com base nesta experiência, observou-se que para todos os indicadores
são necessários alguns ajustes nos procedimentos e instrumentos de coleta, registro
e análise, visando futuras aplicações e, possivelmente, a inclusão de um especialista
em estatística na equipe para o tratamento dos dados.
Verificou-se que os dados extraídos do RIBi e utilizados no indicador
Uso da Coleção, prescindem de procedimentos e monitoramento que garantam a
sua homogeneidade. Outro ponto importante é quanto à coleção da qual será
medido seu uso. Devem ser excluídos materiais especiais, coleções obsoletas,
departamentais e de depósito legal, pois podem influenciar no resultado final.
Para o indicador Rapidez no Processamento, além de parâmetros bem
definidos entre as etapas de processamento, deverão ser consideradas apenas as
aquisições

correntes,

deixando

processamento retrospectivo.

o

backlog

para

um

plano

específico

de

�7

�

O indicador Disponibilidade do Documento requer melhorias nos
procedimentos e instrumentos de coleta de dados, para garantir sua compreensão e
correta aplicação, possibilitando subsídios para uma análise mais abrangente.
Os resultados do indicador Agilidade do Empréstimo entre Bibliotecas e
Comutação demonstram ser necessário dividir a análise dos resultados por
bibliotecas de demandas semelhantes.
Mesmo assim é possível propor uma meta em nível sistêmico, pois os
resultados indicam uma capacidade das bibliotecas em atender até 85% das
solicitações de comutação em 2 ou 3 dias, enquanto que para EEB as metas
precisarão ser distintas para solicitações num mesmo campus, e entre localidades
diferentes. Levando-se em consideração a situação atual, 5 dias pode ser
considerada uma meta exeqüível entre os campi.
Por fim, para medir o desempenho do SIBi/USP por meio de indicadores, é
necessário que existam iniciativas semelhantes em outras bibliotecas ou sistemas de
informação, possibilitando a análise comparativa.O projeto piloto propiciou somente
a comparação entre as bibliotecas participantes, mas seus resultados já apontaram
a necessidade de cuidado na análise, tendo em vista as diferentes realidades.
A despeito das dificuldades encontradas, comprova-se a importância do
estabelecimento de indicadores que permitam monitorar metas de desempenho local
e sistêmicos e, especialmente, como ferramenta do gerenciamento da melhoria
contínua.
Desta forma, podem ser estabelecidos parâmetros que reflitam o conceito
de qualidade almejado pela Universidade e por seus Sistemas de Gestão.

�8

�

REFERÊNCIAS
INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS. Measuring
quality: international guidelines for performance measurement in academic libraries.
München: Saur,1996. 171 p. (IFLA Pub, 76).

_________________
1

Márcia Elisa Garcia de Grandi, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
megrandi@usp.br.
2
Marcia Regina Migliorato Saad, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
mrmsaad@esalq.usp.br.
3
Cybelle de Assumpção Fontes, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
caf@fob.usp.br.
4
Elyde Maurício de Campos, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
elyde@bcq.usp.br.
5
Maria Helena Di Francisco, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
mhelena@ifsc.usp.br.
6
Rosa Maria Fischi Zani, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
rmfzani@usp.br.
7
Telma de Carvalho, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
telmac@usp.br.
8
Vitoria Atra Gonçalves, Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo,
vitoria@iqsc.usp.br.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Indicadores de desempenho para bibliotecas universitárias: projeto desenvolvido no SIBi/USP.</text>
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                <text>Descreve o estudo de uso dos indicadores sugeridos pela International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP). Foram sugeridos indicadores possíveis de serem implantados imediatamente e outros que necessitam de estudos e análises mais criteriosos. Apontam-se os resultados e as sugestões para aperfeiçoamento do uso de indicadores de uso de coleção, rapidez do processamento técnico, disponibilidade do documento e agilidade do empréstimo entre bibliotecas e comutação bibliográfica no SIBi/USP.</text>
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PROJETOS DE EXTENSÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNEB:
o início de uma itinerância
GONÇALVES, M. F.1
SILVA, A. L. G.2
VIEIRA, L. M. L.3
SILVA, Z. P.4
MARAUX, A. T. S. R.5

RESUMO
Apresenta aspectos conceituais da extensão universitária, como elemento
indissociável para assegurar e fortalecer a interconexão com os pilares do ensino e
da pesquisa, que constituem o campo da ação universitária. Relata projetos de
extensão desenvolvidos pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade do Estado da
Bahia-UNEB, a partir de 2007. Os projetos desenvolvidos buscam uma nova
compreensão de gestão e atuação das bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Extensão universitária. Biblioteca universitária. Projetos de
extensão. Sistema de Bibliotecas da UNEB - SISB/UNEB.

ABSTRACT
It shows some conceptual aspects of the university extension as a fundamental
element which strengthen the interconnection among the teaching and research. It
points out some extension actions which are developed by Libraries System from the
State University of Bahia (UNEB) as a valorization politics as well as the integration
of the libraries system.
Keywords: University Extension. University Library.Extension Projects. Libraries
System from the UNEB.

�2

1 INTRODUÇÃO
O mundo atual com a ascensão dos mecanismos tecnológicos e de
informação tem passado por modificações constantes e num ritmo cada vez mais
acelerado. Todo este aparato tem causado impactos em diversos segmentos da
sociedade, como a educação, a política, a economia, a ciência, a cultura, entre
outros.
Não distante desde conjunto de mudanças vivenciadas pela sociedade
atual, as bibliotecas universitárias, de um modo geral, têm sido convidadas a (re)
pensar seu importante papel junto às comunidades que atendem. Neste sentido,
Murilo Bastos Cunha (2000), nos aponta que o futuro das bibliotecas é viabilizar o
conhecimento em rede, de forma a garantir o acesso, o dinamismo e a otimização do
tempo dos usuários ao fazer uso da biblioteca universitária. Dessa forma, é preciso
considerar os novos cenários educativos, que na expressão do autor, se traduz
numa nova compreensão da universidade. “Para ele, a universidade atual pode ser
considerada com um “servidor” de conhecimentos que provê serviços e produtos,
isto é, a criação, preservação e transmissão de conhecimentos sobre qualquer forma
solicitada. ”(CUNHA, 2000, p.5).
Buscando uma sintonia com as demandas desse novo tempo, o Sistema
de Bibliotecas da UNEB (SISB-UNEB) criou uma comissão de reestruturação,
composta por profissionais de diferentes áreas, com a finalidade de desenvolver
ações políticas, buscando por diversos vieses, uma interação entre as suas 24
bibliotecas distribuídas pelos campi localizados em diversos municípios do Estado
da Bahia. O objetivo é “focar o olhar “da comunidade acadêmica para o universo de
saber que constitui uma biblioteca, o qual, em diversos momentos, não é percebido
por muitos dos segmentos que a compõem, sobretudo, a partir da popularização do
universo virtual, que faz parecer erroneamente, que os livros e a leitura são “meios
ultrapassados“ para aquisição do conhecimento científico, já que a biblioteca amplia
ainda, a nossa visão de mundo e do conhecimento.
Neste sentido, diversas ações e projetos extensionistas têm sido
elaborados e realizados, com o objetivo de inovar e ampliar os serviços, bem como
dinamizar os acervos do SISB-UNEB, buscando, desta forma, assegurar e fortalecer

�3

a interconexão com os pilares de ensino, pesquisa e extensão, que constituem o
campo da ação universitária. Assim, a partir de 2007, foram elaborados e
coordenados pelo Sistema de Bibliotecas, projetos de extensão, os quais serão
explicitados neste trabalho. São eles: Diálogos Possíveis, voltado para a
comunidade universitária, Cinemando com a Literatura, direcionado a estudantes
do ensino médio da Rede Pública de Ensino; I Seminário de Biblioteca comunitária
UNEB/ comunidade do Cabula - entrelaces na construção de uma biblioteca
comunitária, o qual foi o primeiro passo para sensibilizar e conscientizar gestores,
gerentes de bibliotecas públicas, representantes das associações de bairro,
representantes do sistema de bibliotecas pública estadual e municipal, em prol da
elaboração

de

políticas

públicas para leitura

e formação de

leitores/as.

Posteriormente foi elaborado por uma comissão, o projeto intitulado “Biblioteca
comunitária do Cabula/UNEB: entrelaces na construção de uma biblioteca
comunitária”, que visa implantar uma biblioteca comunitária para atender o bairro do
Cabula e seu entorno, bairro onde se localiza a universidade parceira, a UNEB.

2 EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: embriões em crescimento
O artigo 207 da Constituição Brasileira dispõe que "As universidades
gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e
patrimonial e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão.”
A literatura produzida sobre a extensão universitária, traz de forma recorrente que a
mesma é considerada um intercâmbio entre a universidade e a sociedade, de forma
a dialogar, partilhar e trocar saberes. Pressupõe ainda, uma ação junto à
comunidade, disponibilizando o conhecimento adquirido e acumulado historicamente
através da pesquisa e do ensino.
Segundo Silva (2008), ensino, pesquisa e extensão constituem as três
funções básicas da Universidade, e devem ser equivalentes, ou seja, merecer
igualdade no tratamento por parte das instituições de ensino superior, pois, ao
contrário, estarão violando esse preceito constitucional. A Universidade do Estado
da Bahia - UNEB, atende ao princípio do Ministério da Educação – MEC (2008)

�4

quanto ao papel da extensão, que tem como pressuposto: [...] Para a formação do
profissional cidadão ser imprescindível sua efetiva interação com a sociedade, seja
para se situar historicamente, ou para se identificar culturalmente e ainda para
referenciar sua formação com os problemas que um dia terá de enfrentar.
Sendo uma instituição de caráter multicampi, presente em 24 municípios
baianos, abrangendo quase todas as regiões do Estado da Bahia, tem entre suas
vocações a estreita relação com a comunidade extramuros, ou seja, o público nãoacadêmico. A UNEB se denomina uma Universidade socialmente referenciada cujo
objetivo precípuo é promover o acesso ao conhecimento científico, através do
ensino, da pesquisa, e da extensão e assim, produzir conhecimentos e fazê-los
circular, dando visibilidade aos grupos minoritários.
Paradoxalmente às efetivas ações extensionistas, o Sistema de
Bibliotecas da UNEB, SISB-UNEB, historicamente não vem acompanhando
efetivamente os princípios e ações da extensão. Tal fato advém da falta de ações
sistêmicas e integração das bibliotecas à realidade do Departamento/Campi onde
estão inseridas, agravada pelas dificuldades de comunicação entre elas, dentre
outros fatores.
Esse quadro pode ser comprovado no “Diagnóstico do Sistema de
Bibliotecas da UNEB”, realizado em 2007, o qual aponta que das 24 bibliotecas,
apenas 2 realizam ações de extensão. O relatório não considerou ação de extensão
o atendimento à comunidade externa pelas bibliotecas, principalmente aos alunos do
ensino de 1º e 2 º graus das escolas situadas nos bairros onde se localizam os
diversos Campi. Ressalta-se que esse atendimento é feito de forma precária,
limitando-se à pesquisa, principalmente das obras de referência.
Realizar ações de extensão que possam ser aplicadas a todas as
Bibliotecas do Sistema, mas preservando a cultura local, torna-se um grande
desafio. Nesse sentido, a atual gestão entende que a valorização, a dinamização e a
visibilidade das bibliotecas são imprescindíveis para que a universidade cumpra
efetivamente seu papel social e sua função de formar profissionais qualificados, que
realizem pesquisa, ensino e extensão de forma eqüitativa.

�5

3 PROJETOS E AÇÕES DO SISB/ UNEB: o início de uma itinerância
O projeto DIÁLOGOS POSSÍVEIS entende diálogo como a troca de
opiniões, conceitos ou discussão de idéias, proporcionando a difusão dos
conhecimentos acumulados nas prateleiras das bibliotecas de forma a fomentar o
debate, uma vez que estes são expostos em seminários ou mesas de discussões,
composta por pesquisadores que compõem o quadro da própria UNEB ou de outras
instituições de ensino superior, contribuindo, desta forma, para ampliar o olhar e a
percepção do corpo discente e docente da UNEB sobre a produção de
conhecimentos de temas diversificados dentro e fora da universidade.
As linhas destas discussões são as mais variadas possíveis, a exemplo
da Antropologia, História, Letras, Geografia, Cinema, Agronomia, Direito, Moda,
Jornalismo, além de outros campos de saber que dialogam entre si, ampliando,
assim, o debate cientifico em sintonia com as demandas emergentes das 24
unidades do SISB-UNEB.
O projeto visa contribuir para criar um mecanismo de circulação de
conhecimento científico produzido entre os docentes e discentes da UNEB,
promovendo

uma

integração

entre

os

saberes

produzidos

em

diferentes

departamentos da instituição. Além disso, pretende-se ainda promover uma efetiva
comunicação entre as diversas unidades da UNEB de forma a socializar estudos,
pesquisas, conhecimentos. Dessa forma busca-se possíveis diálogos entre os atores
e atrizes sociais que atuam na universidade.
O projeto CINEMANDO COM A LITERATURA se insere no âmbito da
formação

de

leitores

e

leitoras,

considerando

a

problemática

discutida

recorrentemente por alunos, pais e coordenadores pedagógicos acerca da juventude
atual

como

um

segmento

pouco

afeito

à

leitura,

demonstrando,

muito

freqüentemente, uma aversão “quase crônica“ a este tipo de exercício de
aprendizagem. Desta forma, a busca de mecanismos de encantamento de alunos
para a leitura tornou-se um desafio para os que lidam com educação.
Buscando constituir o cinema como um recurso eficiente para seduzir
futuros leitores, visto que diversas obras literárias recomendadas para o vestibular já

�6

foram transformadas em películas cinematográficas, os coordenadores do projeto
Cinemando, acreditam que a visualização desta obras fílmicas, articuladas a um
debate fomentado com profissionais capacitados à discussão do tema em evidência,
pode ser o ponto de partida para que os/as estudantes sem o “hábito” freqüente de
leitura construam um outro olhar para com os livros e a leitura.
Além do que, permitirá melhor integrar o aluno e a biblioteca,
despertando-o para a possibilidade de vir a ser um usuário freqüente deste espaço
de conhecimento, bem como ajuda a Universidade a cumprir seu papel de extensão
com a comunidade, priorizando segmentos sociais que historicamente não possuem
acesso aos bens e usufrutos culturais, mesmo sendo direito de todos e todas,
teoricamente. Queremos, pois, efetivar na prática, esse pressuposto.
O público alvo foram os alunos/as do “Programa Universidade para
Todos“e estudantes secundaristas em geral. A metodologia adotada foi de início a
sensibilização do aluno espectador, pois seduzi-los para a leitura das obras valendose da leitura cinematográfica foi uma possibilidade ampla de compreensão do teor
das mesmas, já que, ao término de cada sessão, ainda em meio à emoção da
projeção do filme, o professor debatedor, “entrava em cena” para uma explanação
sobre a obra literária ali vista através da imagem e suas outras nuances. Em termos
gerais, ao ser aplicado em 09 campi da UNEB, o projeto alcançou um público total
de 3605 participantes, envolvendo professores, corpo técnico administrativo e
estudantes da rede de ensino médio e da graduação da própria instituição, tendo
sido debatidas as seguintes obras e autores: “O pagador de promessas“ – Dias
Gomes, “Vidas secas“, Graciliano Ramos, “Tenda dos Milagres” – Jorge Amado, As
meninas – Lygia Fagundes Teles, conforme evidenciado no gráfico a seguir.

�7

DOCENTES

TÉCNICOS

ALUNO UNIV.
PARA TODOS

ALUNOS DO
E. MÉDIO

ALUNOS UNEB

Jacobina

07

05

250

30

30(*)

Senhor do Bonfim

09

05

600

100

30

Juazeiro

06

04

350

150(**)

30

Santo Antonio de Jesus

07

04

250

35

23

Conceição do Coité

04

03

250

30

30

Irecê

04

03

250

50

30

Seabra

05

03

300

50

30

Bom Jesus da Lapa

04

04

250

30

30

Euclides da Cunha

06

04

250

30

30

52

35

2750

505

263

CIDADE/CAMPUS

TOTAL

Quadro 1 - Dados quantitativos do Projeto Cinemando com a literatura
Fonte: Relatório do Projeto Cinemando com a Literatura. 2007. Salvador/BA.

4 I SEMINÁRIO SISTEMA DE BIBLIOTECAS/UNEB E COMUNIDADE DO
CABULA: entrelaces na construção de uma biblioteca comunitária
O referido evento se apresentou como um espaço de diálogo entre a
Biblioteca Central da UNEB/BC/UNEB e a Comunidade do Cabula, visando a
construção de uma biblioteca comunitária no referido bairro.
A Universidade do Estado da Bahia/UNEB, caracterizada por priorizar o
diálogo com a sociedade, mais, uma teve tem uma “escuta sensível” da “polifonia de
vozes” oriundas das múltiplas comunidades que formam o Bairro do Cabula
clamando por espaços de leitura e pela formação de leitores e leitoras.
O Seminário buscou sensibilizar, conscientizar e articular, de forma
sistematizada, a comunidade acadêmica e sociedade civil organizada para fortalecer
parcerias e viabilizar o projeto coletivo que nascido no entrelace da universidade
com a comunidade do Cabula. Posteriormente foi elaborado pela comissão
designada, o projeto da biblioteca intitulado “Biblioteca comunitária do bairro do
Cabula/UNEB: entrelaces na construção de uma biblioteca comunitária”. Atualmente
o referido projeto encontra-se em fase de captação de recursos para sua
implantação.

�8

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As ações extensionistas, ainda embrionárias, realizadas pelo SISB/ UNEB,
através dos projetos relatados, se configuram como uma nova compreensão da
gestão e atuação das bibliotecas universitárias. É necessário, pois, o fortalecimento
dessas ações, para que as mesmas estejam inseridas e engajadas nos projetos
sociais e acadêmicos da universidade, tornando-se espaço de diálogo e sintonia
com as comunidades onde estão inseridas, livrando as bibliotecas do seu
isolacionismo, de forma a promover e visibilizá-las, já que o atual paradigma com
enfoque na mediação da informação traz como desafio contemporâneo saber
mediar. Convidando-nos, pois, a sermos mediadores efetivos das nossas ações.
Nesse sentido, a mediação entre universidade e comunidade através dos projetos
extensionistas, se concretiza em fazeres significativos, promovendo assim, maior
inserção e participação social dos sujeitos envolvidos. E para que esses fazeres
tenham de fato sentido, é preciso que saibamos fazer uso da “escuta sensível”
usando a expressão de René Barbier, pois assim estaremos atentos às demandas
oriundas das comunidades, realizando projetos que nascem no entorno da
universidade.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988.
28. ed. atual.e ampl. São Paulo: Atlas, 1998 337 p.
Cunha, Murilo Bastos. Construindo o futuro: a biblioteca universitária brasileira em
2010. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
PORTAL MEC. Plano Nacional de Extensão. Disponível em:
www.mec.gov.br/sesu.Acesso em 04.06.2008.
Relatório Diagnóstico do Sistema de Bibliotecas da UNEB. Universidade do Estado
da Bahia. COM/ SISB. Salvador, 2007.35 p.
SILVA, Oberdan Dias da. O que é extensão universitária.Disponível em
http://ecientificocultural.com. Acesso em 04.06.08.
__________________
1

Marcos Ferreira Gonçalves, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), mfgoncalves@uneb.br.
Ana Lúcia Gomes da Silva, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), algsilva@uneb.br.
3
Lucília Maria Lima Vieira, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), lvieira@uneb.br.
4
Zuleide Paiva da Silva, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), zpaiva@uneb.br.
5
Amélia Tereza Santa Rosa Maraux, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), arosa@uneb.br.
2

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta aspectos conceituais da extensão universitária, como elemento indissociável para assegurar e fortalecer a interconexão com os pilares do ensino e da pesquisa, que constituem o campo da ação universitária. Relata projetos de extensão desenvolvidos pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade do Estado da Bahia-UNEB, a partir de 2007. Os projetos desenvolvidos buscam uma nova compreensão de gestão e atuação das bibliotecas universitárias.</text>
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PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO PARA USO DOS PRODUTOS
E SERVIÇOS DAS BIBLIOTECAS DA ESALQ / USP
GARCIA, E. M.1
DAMIANO, L. C. C.2
ZINSLY, S. M.3

RESUMO
A evidente demanda dos usuários de Bibliotecas quanto às facilidades e às
possibilidades para a prática de pesquisas bibliográficas na web evidencia a
urgência de ações inovadoras e sistematizadas que possibilitem uma interação mais
eficaz da Biblioteca com seus clientes finais, de acordo com seu perfil e necessidade
individual. Nesse contexto, a Divisão de Biblioteca e Documentação da Escola
Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo desenvolve
o Programa de Capacitação de Usuários para aperfeiçoar o uso das fontes de
informação disponíveis, visando integrar, de forma prática e assertiva, as
competências dos profissionais da informação e as peculiaridades e habilidades de
cada grupo de pesquisadores.
Palavras-chaves: Capacitação de Usuários; Uso de Fontes de Informação; Serviço
de Referência; Biblioteca Universitária

ABSTRACT
The real demand of Libraries users regarding easily and possibilities to the
bibliographic search in the web shows it clearly that it needs with urgency a
systemized and innovator action who allows the better interaction with their final
clients according to profile and individual necessities. In this context the Division of
Library and Documentation of the Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” of
USP develops the User’s Training Program in order to improve the use of the
available source information seeking to gather in the way of practical and right the
professional information competences and the peculiarity and ability of every
searcher group.
Keywords: Users Training, Use of Information Sources, Reference Service,
University Library

�2

1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, as Bibliotecas têm promovido com maior intensidade
métodos e programas de capacitação de usuários de maneira que o forte impacto
das emergentes tecnologias e formas de acesso seja positivamente assimilado
durante a rotina de pesquisa dos usuários finais. Torna-se evidente que a atuação
do profissional da informação é fundamental na divulgação dos produtos e serviços
oferecidos e, como conhecedor das fontes existentes, pode e deve exercer
influência positiva em relação ao aperfeiçoamento do uso de modernos recursos de
acesso livre ou adquiridos por meio de parcerias institucionais.
A Divisão de Biblioteca e Documentação da ESALQ/USP tem
oferecido, ao longo de sua trajetória, espaço para promoção de programas de
capacitação no uso destes recursos de informação, prática que exige esforços
contínuos na atualização de seus profissionais em relação ao acompanhamento das
tendências. Desta forma, a parceria Biblioteca – Docente – Aluno é um caminho
muito promissor na busca pela conscientização sobre as facilidades e as opções de
pesquisa disponíveis aos pesquisadores, para o alcance de uma ótima relação
custo-benefício de todo o trabalho que tem sido desenvolvido para garantir a
qualidade da pesquisa científica na USP.
As peculiaridades do grande número de fontes de informação disponíveis
para pesquisa vêm exigindo do bibliotecário e do pesquisador uma postura de
adequação e seleção das fontes relevantes, para que o conhecimento seja
rapidamente assimilado em meio a esta diversidade. Desta forma, é imprescindível
disponibilizar a informação aos pesquisadores de maneira mais eficaz e demonstrar
os atalhos que facilitem este acesso, para que a informação requerida seja
facilmente localizada.
O Programa de Capacitação de Usuários das Bibliotecas da ESALQ/
USP foi elaborado em sintonia com a missão do Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP, que consiste em “promover o acesso e incentivar o uso e a geração da
informação, contribuindo para a qualidade do ensino, pesquisa e extensão, em todas
as áreas do conhecimento, com a utilização eficaz dos recursos públicos”.

�3

2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Conteúdo Programático
Após análise de sugestões recebidas e percepção das tendências da nova
geração de pesquisadores, o Programa de Capacitação de Usuários da Divisão de
Biblioteca e Documentação da ESALQ/USP promove, de maneira sistematizada, a
orientação no uso dos serviços, produtos e recursos de informação, com ações
direcionadas a:
∞ conhecer o acervo da Biblioteca, os serviços e espaços disponíveis aos usuários;
∞ oferecer oportunidade para domínio no uso das ferramentas necessárias para a
consulta às fontes de informação, com destaque para os meios eletrônicos;
∞ desenvolver as competências e habilidades dos alunos e docentes da ESALQ na
utilização desses instrumentos.

2.2 Módulo 1 - Acesso aos produtos e serviços oferecidos pelas Bibliotecas da
ESALQ e Visita orientada
Ementa

Objetivos
Público-alvo
Carga horária
Conteúdo
Programático

Metodologia
Avaliação

Contato inicial com alunos e docentes para apresentação de
informações gerais sobre os produtos e serviços disponíveis,
identificando os vários tipos de documentos, com a finalidade de
auxiliar no processo de escolha das fontes durante a pesquisa
bibliográfica.
Promover a interação com os sistemas de informação, desenvolver
habilidades adequadas e orientar sobre os procedimentos a serem
seguidos.
Alunos de graduação, alunos de pós-graduação, docentes e outros
pesquisadores.
2 horas / aula.
Apresentação do espaço físico, tipos de materiais e esclarecimento
sobre a organização dos acervos nas Bibliotecas do campus;
Orientação sobre o funcionamento e regulamento das Bibliotecas;
Apresentação do site da DIBD;
Apresentação dos serviços oferecidos.
Aula expositiva com utilização de projetor e microcomputador
conectado à Internet e Visita orientada aos grupos de alunos. Recursos
didáticos: folders, manuais, marcadores de livros etc.
Formulário para avaliação do aproveitamento da aula e coleta de
sugestões dos pesquisadores e alunos.

�4

2.3 Módulo 2 - Acesso às bases de dados referenciais e textuais
Ementa

Objetivos
Público-alvo
Carga horária
Conteúdo
Programático

Metodologia

Avaliação

Demonstrações práticas das bases de dados nacionais e
internacionais, de acesso livre ou assinadas, factuais, referenciais e de
textos completos, apresentando suas peculiaridades, conteúdos,
abrangência e pontos de acesso para recuperação da informação.
Desenvolver habilidades de pesquisa na utilização das bases de
dados, definindo estratégias de busca relevantes para recuperação da
informação.
Alunos de graduação, alunos de pós-graduação, docentes e outros
pesquisadores.
8 horas (4 aulas com duração de 2 horas).
Operadores Booleanos (AND, OR, NOT);
DEDALUS, Base PERI;
UNIBIBLIWEB (Portal de busca simultânea USP/UNESP/UNICAMP);
CCN (Catálogo Coletivo Nacional);
Portais de Teses e Dissertações Eletrônicas;
SIBiNet, Portal da Pesquisa, Portal CAPES, SciELO;
Web of Science;
Sites de Patentes, de Agricultura, de Referência, de Universidades etc.
Aula expositiva com aplicação de exercícios práticos, com projetor e
microcomputador conectado à Internet. Recursos didáticos: folders,
tutoriais, marcadores de livros, quadro para explanação das estratégias
de busca etc. (Figura 1).
Formulário para avaliação do aproveitamento da aula e coleta de
sugestões dos pesquisadores e alunos.

Figura 1 – Exercício de Treinamento das Bases de Dados Internacionais / Nacionais

�5

2.4 Módulo 3 - Normalização e editoração de trabalhos técnicos e científicos
Ementa

Público-alvo

Orientação na elaboração, apresentação e padronização de trabalhos
técnico-científicos utilizando as normas sobre documentação da ABNT,
através da utilização das "Normas para Elaboração de Dissertações e
Teses", adotadas pelos cursos de pós-graduação da ESALQ / USP.
Capacitar os alunos na utilização das normas técnicas de documentação
vigentes e sanar dúvidas em relação ao seu conteúdo, visando facilitar o
processo de padronização dos trabalhos técnico-científicos.
Alunos de graduação, pós-graduação, docentes e outros pesquisadores.

Carga horária

2 horas.

Conteúdo

Orientação sobre a importância da normalização de trabalhos;
Procedimentos para entrega de Dissertações e Teses na ESALQ;
Estrutura do trabalho acadêmico;
Normalização de referências;
Identificação de ferramentas de normalização disponíveis na web;
Exercícios práticos;
Aula expositiva com aplicação de exercícios práticos, utilizando projetor
e microcomputador conectado à Internet. Recursos didáticos: manual de
“Normas para Elaboração de Dissertações e Teses” e quadro para
explanação dos exemplos (Figuras 2 e 3).
Formulário para avaliação do aproveitamento da aula e coleta de
sugestões dos pesquisadores e alunos (Figura 4)

Objetivos

Programático

Metodologia

Avaliação

Figura 2 - Exercício de Treinamento de Normalização

�6

Figura 3 – Folder como Material de Apoio para Normalização

Figura 4 – Formulário de Avaliação das Aulas

�7

2.5 Instrutores, Infra-estrutura e Formas de Divulgação
O programa é executado pelos bibliotecários de referência, os quais são
permanentemente habilitados pelo SIBi / USP na capacitação de usuários.
Os treinamentos são ministrados no Auditório da Biblioteca Central
equipado com 18 terminais de consulta, na Sala de Pesquisa da Biblioteca de
Economia, Administração e Sociologia (10 terminais) ou em outras salas equipadas
com microcomputadores conectados à Internet e projetor de multimídia.
O Programa de Capacitação de Usuários das Bibliotecas da ESALQ/
USP tem sido amplamente divulgado no campus através destes meios:
∞ Assessoria de Comunicação;
∞ Distribuição de cartazes, banners, folders, marcadores;
∞ Agenda no Site da DIBD &lt;http://dibd.esalq.usp.br/semina.htm&gt;;
∞ Contato com usuários e Comissões de Graduação e Pós-graduação da ESALQ.

3 CONCLUSÃO
O acesso à informação via recursos on-line possibilita um alcance
imediato aos recursos para ensino, pesquisa e informação em diversos bancos de
dados agregando valor às buscas bibliográficas, com rapidez no acesso e na
recuperação da informação. As competências individuais, habilidades e práticas no
manuseio de recursos informacionais on-line dos profissionais da informação devem
validar a sua participação para dinamizar o uso da Internet no espaço Biblioteca,
considerando o alto investimento da aquisição das fontes de informações e
equipamentos atualmente disponíveis.
A capacitação do usuário compreende também a habilidade de ser
seletivo em relação ao uso das ferramentas mais adequadas para o seu perfil, para
que os resultados sejam assertivos. Desta forma, os bibliotecários envolvidos com o
Programa de Capacitação de Usuários das Bibliotecas da ESALQ cumprem o papel
de desenvolver habilidades em pesquisas, bem como de garantir que o acesso aos
documentos e fontes existentes seja realizado com qualidade.

�8

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
AMARAL, S.A. do. Web sites: uso de tecnologias no cumprimento das funções da
Biblioteca. Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia,
Brasília, v. 1, n. 1, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/pbcib/viewarticle.php?id=3&gt;. Acesso em: 16 jun. 2008.
ANDRADE, K.M.A.; GARCIA, E.M.; SANTOS, S.H.M.G.R. dos; ZINSLY, S.M.;
DAMIANO, L.C.C. Atendimento de excelência: serviço de orientação personalizada
ao usuário de Biblioteca. In: AMARAL, S.A. do. (Org.). Marketing na ciência da
informação. Brasília: Editora UnB, 2007. Cap. 12, p. 185-196.
CUENCA, A.M.B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da capacitação
no acesso a base de dados em Biblioteca acadêmica. Ciência da Informação,
Brasília, v. 28, n. 3, p. 293-301, set./dez. 1999.
CUENCA, A.M.B.; ALVAREZ, M.C.A.; FERRAZ, M.L.E.F.; ABDALLA, E.R.F.
Capacitação no uso das bases MEDLINE e LILACS: avaliação de conteúdo,
estrutura e metodologia. Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 340-346,
set./dez. 1999.
OTA, M.E.C. Educação de usuários em Bibliotecas universitárias brasileiras: revisão
de literatura nacional. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação,
São Paulo, v. 23, n. ¼, p. 58-77, jan./dez. 1990.
RADCLIFF, C.; DU MONT, M.; GATTEN, J. Internet and reference services:
implications for academic libraries. Library Review, Bradford, v. 42, n. 1, p. 15-19,
1993.
ROSTIROLLA, G. Gestão do conhecimento no serviço de referência em
Bibliotecas universitárias: uma análise com foco no processo de referência. 2006.
174 p. Dissertação (Mestre em Ciência da Informação) – Centro de Ciências da
Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006.
SILVA, F.C.C. da. Bibliotecários especialistas: guia de especialidade e recursos
informacionais. Brasília: Thesaurus, 2005. 264 p.
SOUTO, L.F. (Org.). O profissional da informação em tempo de mudanças.
Campinas: Ed. Alínea, 2005. 102 p.

__________________
1

Eliana Maria Garcia, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Divisão de Biblioteca e Documentação, emgarcia@esalq.usp.br.
2
Ligiana Clemente do Carmo Damiano, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura
“Luiz de Queiroz”, Divisão de Biblioteca e Documentação, ligiana@esalq.usp.br.
3
Silvia Maria Zinsly, Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Divisão de Biblioteca e Documentação, smzinsly@esalq.usp.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A evidente demanda dos usuários de Bibliotecas quanto às facilidades e às possibilidades para a prática de pesquisas bibliográficas na web evidencia a urgência de ações inovadoras e sistematizadas que possibilitem uma interação mais eficaz da Biblioteca com seus clientes finais, de acordo com seu perfil e necessidade individual. Nesse contexto, a Divisão de Biblioteca e Documentação da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo desenvolve o Programa de Capacitação de Usuários para aperfeiçoar o uso das fontes de informação disponíveis, visando integrar, de forma prática e assertiva, as competências dos profissionais da informação e as peculiaridades e habilidades de cada grupo de pesquisadores.</text>
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BIBLIOMETRIA E BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: um estudo analítico das
citações das dissertações de mestrado do Programa de Pós-Graduação
em Psicologia Social (2004-2006) da Universidade Federal da Paraíba
GALVINO, C. C. T.1
SOUZA, O. D.2

RESUMO
Aborda parte de uma pesquisa nacional de cooperação entre a Universidade Federal
da Paraíba e a Rede de Bibliotecas Brasileiras da Área de Psicologia e traz a
especificidade da UFPB. É um estudo bibliométrico, feito através de análise das
referências bibliográficas das dissertações de mestrado do Programa de PósGraduação em Psicologia Social do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da
UFPB defendidas nos anos de 2004, 2005 e 2006. O objetivo é discutir, através das
referencias bibliográficas, até que ponto o acervo da biblioteca tem atendido às
necessidades informacionais e está presente nas citações dos mestrandos. Para
tanto, foi analisada e quantificada a utilização de periódicos (nacionais e
estrangeiros), livros, teses, publicações em eventos e outras publicações. Dessa
forma, queremos trazer à tona discussões sobre o cenário em que as bibliotecas
universitárias brasileiras se encontram e como tem se dado a sua interação com o
seu principal fim que é o usuário e o atendimento às suas reais necessidades de
apoio e constituição do saber científico.
Palavras-chave: Bibliometria. Dissertação de mestrado. Psicologia social. Biblioteca
universitária. Universidade Federal da Paraíba.

ABSTRACT
This work is part of a national survey of cooperation between the Federal University
of Paraiba and the Network of Libraries of the Brazilian Area of Psychology and
brings the specificity of UFPB. It is a bibliometric study, done through analysis of
references of the Masters dissertations of the Postgraduate Program in Social
Psychology of the Centre for Human Sciences, Arts and Letters of UFPB defended in
the years 2004, 2005 and 2006. The objective is to discuss, through references, to
what extent the achievements of the library has attended the informational needs and
is present in the citations of masters. For both, was analyzed and quantified the use

�2

of regular (domestic and foreign), books, theses, publications and events in other
publications. Thus, we want to bring to the surface discussions on the scenario in
which the Brazilian university libraries are and how has given its interaction with its
main purpose is that you and care to their real needs and support establishment of
scientific knowledge.
Keywords: Bibliometrics. Masters dissertation. Social psychology. University Library.
Federal University of Paraíba.

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho faz parte de uma pesquisa Nacional em colaboração com a
Rede de Bibliotecas Brasileiras da Área de Psicologia – REBAP. Esta, por sua vez, é
uma rede constituída pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e pelo Serviço de
Biblioteca e Documentação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
(SBD/IPUSP) e tem como um dos principais focos o investimento no acesso à
informação como contribuição ao desenvolvimento da Psicologia no Brasil.
A partir disso, a REBAP criou uma Rede de Cooperação informacional
com diversas bibliotecas universitárias nacionais. Dessa forma, firmou-se convênio
de cooperação com a Biblioteca Central da UFPB com o objetivo de agregar,
permutar e manter fontes e serviços de informação essenciais ao ensino, pesquisa e
práticas psicológicas.
Em decorrência dessa parceria, realizou-se a presente

pesquisa no

período de abril a dezembro de 2007, tendo como objeto de estudo analisar as
referências das Dissertações e Teses do Programa de Pós-Graduação em
Psicologia Social, referente aos anos de 2004, 2005 e 2006, disponibilizadas no
acervo do SISTEMOTECA da Universidade Federal da Paraíba.
Entendemos que a missão de um Sistema de Biblioteca Universitária é dar
suporte informacional aos programas de ensino, pesquisa e extensão. Com base
nessa premissa, procuramos desenvolver este trabalho tendo como referencial
teórico a bibliometria.
Neste caso, temos como objetivo de pesquisa analisar quanto das
citações ou referencias bibliográficas utilizadas pelos alunos do curso de Mestrado
em Psicologia Social da UFPB estão disponibilizadas no acervo do SISTEMOTECA

�3

desta universidade. Dito de outra maneira, a questão de fundo que se coloca na
orientação da pesquisa é: qual o percentual de utilização dos acervos do
SISTEMOTECA da UFPB pelos alunos do mestrado em Psicologia Social no
desenvolvimento de suas dissertações?

2 SEÇÃO DE INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO (SID): suporte a produção
científica da UFPB
Dentre os diversos departamentos utilizados pela Universidade Federal da
Paraíba para otimizar seus serviços junto ao corpo discente

está a Seção de

Informação e Documentação (SID).
A Seção de Informação e Documentação (SID) é um setor que se
encontra subordinado a Divisão de Serviços aos Usuários (DSU) da Biblioteca
Central. Dentre os serviços disponibilizados a comunidade acadêmica estão:
1) Orientação na normalização de trabalhos científicos segundo as normas da
ABNT;
2) Busca bibliográfica especializada nas bases de dados Nacionais e Internacionais;
3) Comutação bibliográfica – COMUT, facilitando o acesso a documentos existentes
em outras instituições de ensino superior;
4) Serviço Cooperativo de Acesso a Documentos – SCAD/BIREME;
5) Indexação da produção acadêmica da UFPB nas bases de dados da BIREME
como LILACS, BVS/PSI e outras.
A SID é a encarregada por realizar os serviços e atividades de cooperação
com a Rede de Bibliotecas Brasileiras da Área de Psicologia – REBAP.

�4

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: INDICADORES DE UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS
E PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Os indicadores das atividades científicas ganharam destaque nos últimos
anos com o uso da bibliometria, cientometria, infometria e, mais recentemente,
webmetria. Neste sentido, o profissional bibliotecário dever procurar estar capacitado
para atuar com os aparatos tecnológicos das ciências da informação e da
comunicação. Tentando avançar no conhecimento desses novos indicadores das
atividades científicas, procuramos discutir como a bibliometria pode ajudar no
desenvolvimento dos acervos de bibliotecas universitárias.
Na década de 1960, o Institute for Scientific Information (ISI) criou dois
bancos de dados: o Science Citation Index (SCI) e o Social Science Citation Index
(SSCI) com o intuito de avaliar qualitativamente a produção cientifica a partir das
citações em artigos dos principais títulos de periódicos existentes no mundo todo.
Com esse tipo de mensuração da produção científica iniciou-se o que
chamamos, hoje, de análise de citações ou Bibliometria. E com ela outras formas de
análise da produção científica foram surgindo: a Cientometria, a Infometria e,
recentemente, a Webmetria.

Aqui trabalharemos com a análise de citações ou

Bibliometria, no entanto, também nos utilizaremos da Infometria posto que alguns
acervos citados que não tivermos no formato impresso, podemos encontrá-los no
Portal

de

Periódicos

Capes

no

endereço

eletrônico:

http://www.periodicos.capes.gov.br.
Os estudos de avaliação da produção científica ainda são considerados
pouco desenvolvidos para uma abordagem qualitativa. Entretanto, apesar das
restrições a uma avaliação com abordagem quantitativa, um número expressivo de
cientistas aponta a freqüência de citação como um indicador de qualidade
Segundo LIMA (2003), a Bibliometria é o estudo da mensuração da
produção, disseminação e uso da informação registrada. A Cientometria é o estudo
dos fatores quantitativos da ciência enquanto uma disciplina ou atividade econômica.
É uma parte da sociologia da ciência, com aplicação no desenvolvimento de
políticas científicas. A Bibliometria e a Cientometria possuem objetivos comuns, tais

�5

como: identificar tendências e o crescimento do conhecimento nas várias disciplinas,
medir a utilidade e os serviços de disseminação seletiva da informação, preceder as
tendências da publicações, entre outras. Pela observação de Almind &amp; Ingwersen
(apud LIMA, 2003), o termo Webmetria é um ramo da Infometria voltado à análise
quantitativa do conteúdo e da estrutura das home-pages da World Wide Web. A
Infometria estuda os aspectos quantitativos da informação em qualquer suporte e
com relação a qualquer grupo social e não somente a cientistas, assim sendo, a
Infometria englobaria a Bibliometria, a Cientometria e a Webmetria.
Le Coadic (apud LIMA, 2003) diz que a Infometria pode ser dividida em
três grupos de métodos: monodimensionais, bidimensionais e multidimensionais:
•

Os monodimensionais consistem em contagem
dos números de publicações com características
próprias, na avaliação da produção do autor, na
avaliação do impacto de uma publicação em
determinado período, etc.

•

Os bidimensionais também denominada de
relacionais ‘...baseiam-se na detectação de uma
relação entre elementos de informação e visam a
identificar a estrutura de um campo de atividade
científica.’

•

Os multidimensionais ‘...são métodos estatísticos
tradicionais, como a análise fatorial.’

Acreditamos ser importante o conhecimento de todas essas contribuições
e subdivisões de abordagens teóricas que dimensionam a utilização da produção
científica, porém nosso foco se aproxima mais da bibliometria para um estudo
aprofundado das referências bibliográficas.
Neste sentido, concordamos com NORONHA (1998) quando reflete que a
função das referências bibliográficas utilizadas na elaboração de um documento é
dar autoridade, credibilidade aos fatos citados no texto e permitir que outros
pesquisadores da área entrem em contato com o mesmo tema. Assim, a
contribuição das citações está no tipo de literatura utilizada, no caminho sugerido ao
leitor para outras fontes sobre o assunto tratado, no reconhecimento dos cientistas
por seus pares etc. No caso da contribuição para as bibliotecas, as referências
utilizadas pelos pesquisadores indicam prioridades de aquisição de acervo.

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4 METODOLOGIA
O caminho percorrido teve início com pesquisa junto ao acervo da
biblioteca central das dissertações dos alunos de Psicologia Social, tendo como
recorte temporal os anos de 2004 a 2006.
Nas dissertações, focamos as referências bibliográficas como objeto de
estudo. Através das referencias utilizadas pelos mestrandos, procuramos observar e
analisar a porcentagem das mesmas que se encontram ou não

no acervo do

SISTEMOTECA, que tem como finalidade dar suporte informacional aos programas
de ensino e, conseqüentemente aos alunos nas suas produções científicas
A partir de então trabalhamos com as seguintes categorias: periódicos,
livros, eventos, teses, outras publicações (nacionais e estrangeiros); idiomas;
número de teses defendidas por ano / linha de pesquisa. De certa forma, seguimos a
metodologia indicada pela REBAP para o levantamento e análise dos dados, porém
considerando os aspectos singulares a realidade de nosso ambiente de trabalho.
Num recorte mais conciso, optamos enfatizar e aprofundar a análise dos
dados referentes a títulos de periódicos impressos e em linha, além dos títulos de
livros. Estes são os materiais de maior quantidade encontrados nas citações. Como
também, são os periódicos as publicações mais utilizadas pelos cientistas para uma
imediata apreciação por seus pares de suas mais recentes pesquisas.
Ao todo foram 31 dissertações analisadas do Programa de PósGraduação em Psicologia Social da UFPB defendidas nos três anos analisados:
2004, 2005 e 2006. Ressaltamos que a proposta inicial era a análise de dissertações
e teses, porém não foi possível analisar os dados referentes às teses de doutorado,
pois o curso de doutorado é recente, assim até 2006 nenhuma tese havia sido
defendida.
Os resultados da pesquisa serão apresentados em tabelas e gráficos para
facilitar a compreensão, visualização e leitura.

�7

5 ANÁLISE DOS DADOS
Durante o processo de coleta tivemos algumas dificuldades com a falta de
precisão dos dados, pois algumas referências encontradas nas dissertações
estavam

incompletas ou incorretas. Neste sentido, vale ressaltar que a não

observância das regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), ou
outras em vigor na universidade, pode provocar ruídos na informação como também
dificultar que os futuros leitores possam buscar na íntegra as informações
disponibilizadas na bibliografia de um trabalho acadêmico. Assim sendo, o primeiro
aspecto a ser analisado nesta pesquisa é a importância da elaboração de referência
bibliográfica correta, respeitando as normas estabelecidas nos diversos sistemas de
normas técnicas.
Superado esse momento de incompletude de algumas referências,
passamos à montagem dos dados em direção ao que buscamos verificar, ou seja,
confirmar a missão do Sistema de Bibliotecas da UFPB: dar suporte informacional
aos programas de ensino, pesquisa e extensão, através de seus serviços e acervo.
Das 31 Dissertações analisadas e das referencias contidas nesses
trabalhos, o SITEMATECA da UFPB possui aproximadamente 80% dos

títulos

utilizados pelos alunos. Dentre estes títulos ressalta-se que o livro aparece como
sendo o instrumento primeiro de consulta dos alunos com 640 títulos consultados.
Em segundo lugar estão os periódicos com 178 títulos consultados. Porém, quando
se trata de citações, a situação se inverte. Apesar dos livros apresentarem maior
número de títulos consultados, os períodos têm uma porcentagem de citação
consideravelmente maior, levando em conta que o número de títulos consultados é
bem menor em relação aos livros como mostra os gráficos 1 e 2 abaixo:

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Gráfico 1

Gráfico 2

Especificando a análise para a utilização dos periódicos, verificou-se o
total de 178 títulos de periódicos consultados, entre nacionais e estrangeiros
perfazendo um todo de 1133 referências bibliográficas, com uma média de repetição
de 8 vezes de citação. Um dado importante a ressaltar é o crescimento da utilização
das bibliografias nacionais pelos alunos. Podemos verificar no gráfico 3 a ascensão
da citação dos períodos de procedência nacional e um declínio da citação dos
periódicos internacionais.

350
300
250

Periódicos
Nacionais

200

Periódicos
Estrangeiros

150
100
50
0
Mestrado

Mestrado

Mestrado

2004

2005

2006

Gráfico 3

Os cinco periódicos nacionais mais utilizados (Gráfico 4) e disponíveis no
acervo do SISTEMOTECA da UFPB são: Psicologia: reflexão e crítica, Psicologia:
teoria e pesquisa, Estudos de Psicologia, Jornal Brasileiro de Psiquiatria e Revista
Brasileira de Psiquiatria. Já os cinco periódicos estrangeiros mais utilizados (Gráfico
5) foram: Journal of Personality Social Psychology, Child Development, Personality
and Individual Differences, Journal of Vocational Behavior e Psychological Bulletin.

�9

Atualmente, existem direcionamentos dos programas de pós-graduação
para que os artigos científicos utilizados sejam periódicos bem pontuados em
critérios de agências de financiamento nacional e internacionalmente. Essa é uma
questão a considerar para compreendermos o aumento de utilização dos títulos
nacionais.
Verificamos que todos os periódicos utilizados pelos mestrandos do
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da UFPB possuem fator de
impacto maior que 1,0 para os periódicos estrangeiros, indicado pelo Journal
Citation Report (JCR); e o fator Qualis A e AB para os periódicos nacionais, indicado
pela CAPES.

60
50
40
30
20
10
0

2004
2005
PSICOLOGIA: PSICOLOGIA: ESTUDO DE
JORNAL
REVISTA
reflexão e
teoria e
PSICOLOGIA BRASILEIRO BRASILEIRA
crítica
pesquisa
DE
DE
PSIQUIATRIA PSIQUIATRIA

2006
TOTAL

Gráfico 4 – Periódicos nacionais

50
40
30
20
10
0
JOURNAL OF
PERSONALITY
SOCIAL
PSYCHOLOGY

CHILD
DEVELOPMENT

PERSONALITY
AND INDIVIDUAL
DIFFERENCES

JOURNAL OF
VOCATIONAL
BEHAVIOR

PSYCHOLOGICAL
BULLETIN

2004
2005
2006
TOTAL

Gráfico 5 – Periódicos estrangeiros

Dos 178 títulos de periódicos nacionais e estrangeiros (Gráfico 6): apenas
35 títulos (19%) não fazem parte do acervo disponível no SISTEMOTECA da UFPB;
77 títulos (43%) estão disponíveis no formado impresso; 55 títulos (31%) estão

�10

disponíveis em linha no Portal de Periódicos Capes; e 13 títulos (7%) encontram-se
disponíveis em linha, podendo ser acessados em qualquer espaço com internet.

Gráfico 6

As citações dos livros utilizados na pesquisa somam 1459, de um total de
640 livros. Verificou-se então um percentual maior de utilização de livros nacionais e
uma variação relativamente pequena de livros estrangeiros (Gráfico 7).

1200
1000

Livros
Nacionais

800
600
400

Livros
Estrangeiros

200
0
1

2

3

4

Gráfico 7

Outros dados importantes podem ser vistos na tabela abaixo que traz os
demais tipos de documentos referenciados nas dissertações (Tabela 1). Nela
fazemos um cenário mais geral por tipologia de citação, quantidade e ano utilizados.
A tabela vem afirmar o que antes foi diagnosticado, o crescimento da utilização dos
periódicos nacionais e uma queda nos estrangeiros. O mesmo fator se dá com os
livros de publicações nacionais e estrangeiros. Já relacionados a eventos as
publicações apresentaram uma queda durante os três anos. A utilização de teses

�11

nacionais teve um crescimento considerável frente ao pouco uso de teses
estrangeiras.
Tabela 1 - Tipos de documentos referenciados
2004

2005

2006

Total

TIPO / ANO
M*

M*

D**

D**

M*

D**

Periódicos Nacionais

93

121

167

381

Periódicos Estrangeiros

316

222

214

752

Livros Nacionais

274

299

430

1003

Livros Estrangeiros

167

189

100

456

Eventos Nacionais

26

6

8

40

Eventos Estrangeiros

2

6

1

9

Teses Nacionais

91

46

40

177

Teses Estrangeiras

4

3

8

15

Outras publicações Nacionais

21

32

46

99

Outras publicações Estrangeiras

12

22

14

48

Totais

1006

0

946

0

1028

0

2980

*Mestrado **Doutorado

O idioma é outro aspecto que merece destaque, pois constitui um ponto
importante

na

divulgação

das

pesquisas

científicas.

Atualmente,

algumas

publicações periódicas brasileiras são bilíngües ou totalmente em inglês no intuito de
buscar maior visibilidade das produções nacionais a

comunidade científica

internacional. Na tabela 2 o idioma português vem seguido do inglês com os maiores
índices de citações.
Tabela 2 - Idiomas dos trabalhos citados nas dissertações
2004
M*
D**

2005
M*
D**

2006
M*
D**

Português

513

534

695

1742

Inglês

428

332

271

1031

Espanhol

47

37

37

121

Francês

18

42

25

85

Idioma / ANO DE DEFESA

Alemão

1

1

Outros
TOTAIS
*Mestrado **Doutorado

Total

0
1006

0

946

0

1028

0

2980

�12

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Todo o processo de pesquisa nos levou a algumas considerações
importantes como a percepção de que os indicadores da produção científica servem
não somente para percorrer os caminhos de desenvolvimento de uma área do
conhecimento, mas também, para o desenvolvimento dos acervos e do papel das
bibliotecas universitárias. Neste sentido, a análise através da bibliometria aplicada
as dissertações de mestrado em Psicologia Social foi um parâmetro para
percebermos a importância de termos o conhecimento do próprio acervo com o qual
o bibliotecário trabalha e como ele está sendo utilizado pelos usuários.
No caso do acervo do SISTEMOTECA da UFPB, percebemos que o
percentual de uso de 80% dos títulos citados nas dissertações, vem confirmar a
missão das bibliotecas da UFPB que é dar suporte informacional aos programas de
ensino, pesquisa e extensão. Ao mesmo tempo, as referências dos materiais que
não foram encontrados pelos mestrandos no acervo, indicam que as bibliotecas
universitárias precisam estar numa constante renovação de seus títulos. Ou seja,
precisamos estar atentos a necessidade dos usuários e as novas correntes de
publicações científicas que estão envoltas às discussões do meio universitário.
Neste sentido, as aquisições diretas para os acervos devem também
considerar as citações bibliográficas como sugestão para tais aquisições, pois
indicam o quanto determinado material informacional é utilizado e seu grau de
prioridade entre os usuários.
Enfim, o universo da pesquisa é um encontro com as diversas questões e
desafios que a prática biblioteconômica nos apresenta. E cabe aos cientistas da
informação discutir e perseguir tais questões para que este campo científico venha
contribuir cada vez mais com a produção do conhecimento. Somos cientes que as
questões e reflexões aqui apresentadas são o início de diversas outras que virão.

�13

REFERÊNCIAS
BARBALHO, C. R. S. Análise bibliométrica de cinco projetos de pesquisa ambientais
na Amazônia. In: ENANCIB 2007, 7, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2007.
Disponível em: &lt;http://www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT7--147.pdf&gt; Acesso em:
16 jun. 2008
CAMPOS, M. Conceitos atuais em bibliometria. Arquivos Brasileiros de
Oftalmologia, São Paulo, v. 66, p. 1-22, 2003.
LIMA, M. C. de; PINTO, V. B. Diálogos com os professores da UFC através das
citações. In: ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 26, Curitiba. Anais...
Curitiba, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.decigi.ufpr.br/anais_enebd/documentos/oral/ ENEBDMIRIAN.doc&gt;.
Acesso em: 09 jun. 2008
LUZ, M. P. da et al. Jornal Brasileiro de Psiquiatria: um estudo bibliométrico dos
artigos publicados de 1995 a 2004. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de
Janeiro, v. 56, n. 1, p. 29.32, 2007.
NORONHA, D. P. Análise de citações das dissertações de mestrado e teses de
doutorado em saúde pública (1990-1994): estudo exploratório. Ciência da
Informação, Brasília, v. 27, n. 1, p. 66-75, jan./abr. 1998.

_________________
1

Cláudio César Temóteo Galvino, Universidade Federal da Paraíba, UFPB,
claudiocesar@biblioteca.ufpb.br.
2
Oneide Donato de Souza, Universidade Federal da Paraíba, UFPB, oneide@biblioteca.ufpb.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Bibliometria e biblioteca universitária: um estudo analítico das citações das dissertações de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social (2004-2006) da Universidade Federal da Paraíba.</text>
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                <text>Aborda parte de uma pesquisa nacional de cooperação entre a Universidade Federal da Paraíba e a Rede de Bibliotecas Brasileiras da Área de Psicologia e traz a especificidade da UFPB. É um estudo bibliométrico, feito através de análise das referências bibliográficas das dissertações de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB defendidas nos anos de 2004, 2005 e 2006. O objetivo é discutir, através das referencias bibliográficas, até que ponto o acervo da biblioteca tem atendido às necessidades informacionais e está presente nas citações dos mestrandos. Para tanto, foi analisada e quantificada a utilização de periódicos (nacionais e estrangeiros), livros, teses, publicações em eventos e outras publicações. Dessa forma, queremos trazer à tona discussões sobre o cenário em que as bibliotecas universitárias brasileiras se encontram e como tem se dado a sua interação com o seu principal fim que é o usuário e o atendimento às suas reais necessidades de apoio e constituição do saber científico.</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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        <name>snbu2008</name>
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OTIMIZAÇÃO DO GUIA DE PROCEDIMENTOS DE TRABALHO
PARA O DEPARTAMENTO DE PROCESSAMENTO TÉCNICO DA
BCo/UFSCAR
FREITAS, M. P.1
AMARAL, R. M.2

RESUMO
Este trabalho apresenta a otimização de um guia de procedimentos para o
Processamento Técnico da BCo - Biblioteca Comunitária da UFSCar - Universidade
Federal de São Carlos, com o objetivo de valorizar a memória do Departamento e
compartilhar todo conhecimento. O guia de procedimentos foi otimizado para atender
às necessidades do DePT – Departamento de Processamento Técnico, como:
armazenar e proporcionar a rápida localização de informação; facilitar a
externalização e o compartilhamento de conhecimento sobre procedimentos de
trabalho; evitar duplicidade de esforços na aquisição de informação; organizar a
informação utilizada nos vários processos do DePT. Essa ferramenta poderá ser
aplicada em qualquer outro Departamento da BCo, que tiver interesse em construir
uma base de dados textuais, com enfoque na gestão do conhecimento. Apresenta
uma solução prática e de baixo custo para a Instituição.
Palavras-chave: Gestão do conhecimento. Memória organizacional. Guia de
Procedimentos.

ABSTRACT
This work leads with the improvement of a Technical Processing guide of the
Biblioteca Comunitária of the Universidade Federal of São Carlos, it aims at the
rescue of the Department’s memory sharing whole knowledge. The procedure guide
was improved to answer the needs of DePT - Technical Processing , such as: storing
the data and making its location faster; making the externalization and the sharing of
the work processing’s knowledge easier; avoiding doubled effort to get the datum
and organizing the used information in the many DePT’s processings. This tool can
be used in any BCo’s department which shows interest to build a textual data basis

�2

with focus on knowledge management. Besides, this proposal presents an useful
solution with a little cost to the Institution.
Keywords: Management of the knowledge. Organizacional memory. Guide of
procedures.

1 INTRODUÇÃO
A humanidade experimenta um modo de desenvolvimento em que a fonte
da produtividade acha-se centrada na geração, armazenamento, processamento,
uso da informação e comunicação de signos e símbolos, estamos diante de uma
nova dimensão da relação sujeito-informação.
Nessa nova dimensão da relação surge uma nova área de atenção
primária nas organizações: a gestão eficiente e eficaz da informação e do
conhecimento e a criação do capital intelectual (capital humano, capital estrutural e
capital de clientes). As pessoas geram capital para as organizações por meio de
suas competências (habilidades e educação), atitudes (condutas) e capacidade de
inovar (criatividade e agregação de valor). Os dados, tecnologia, estruturas e
sistemas, rotinas e procedimentos organizacionais são influenciados pela informação
e conhecimento.
A questão de pesquisa que se pretende responder no atual trabalho é:
como o processo de trabalho do DePT– Departamento de Processamento Técnico
da BCo - Biblioteca Comunitária Comunitária da UFSCar - Universidade Federal de
São Carlos esta sendo desenvolvido, e como vem sendo preservado o
conhecimento gerado nesse processo?
Um guia de procedimentos é apresentado para facilitar o trabalho de todo
DePT e resgatar parte do conhecimento operacional gerado ao longo de sua
existência, considerando a preocupação com a gestão do conhecimento.
Compreendendo gestão do conhecimento como uma coleção de
processos que governa a criação, disseminação e utilização do conhecimento para
atingir plenamente os objetivos da organização. A gestão do conhecimento abrange
diversos aspectos da organização, é de interesse para este trabalho: a memória

�3

organizacional que pode ser entendida como um conjunto de processos e
ferramentas para organizar, preservar e disponibilizar o acervo de conhecimentos.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
Para Belluzzo (2007), a dinâmica dos processos socioculturais alterou as
formas de vida e a relação do indivíduo com o mundo da produção, assegurando
que a informação e o conhecimento sejam elementos fundamentais de geração da
riqueza e de poder. Esse cenário demanda a inserção do indivíduo na sociedade
que se potencializa pela velocidade, intensificação das tecnologias e a lógica das
redes, em sua capacidade de produzir conhecimento, fazer ressonância no cotidiano
das pessoas, instituir novas formas de comunicabilidade e de promover a
sociabilidade das relações entre os indivíduos.
Pessoas derivam conhecimento das informações nas organizações por:
comparação, experimentação e conexão com redes humanas, e o conhecimento se
encontra em: documentos, bases de dados, sistemas de informação, processos de
negócios, práticas de grupo e experiência acumulada pelas pessoas.
Há varias definições para dado, informação e conhecimento, alguns
autores buscam destacar a diferença existente entre esses três conceitos, fazendo
uma síntese da diferenciação destes conceitos Belluzzo (2007), afirma que as
principais diferenças entre o dado a informação e o conhecimento são: dado é um
fato descrito; informações são dados contextualizados com significado e
conhecimento é a informação entendida e aplicada.
A informação possibilita a redução da incerteza na tomada de decisão,
permitindo que escolhas sejam feitas com menor risco e no momento adequado, e é
um elemento importante para se criar e introduzir produtos (bens e serviços) no
mercado, o que seria um dos principais objetivos da informação estratégica
organizacional (CALAZANS, 2006).
Um dos principais facilitadores para o trabalho segundo Silva (2004), são
redes de trabalho que ligam pessoas experientes e preparadas para atuar em
grupos, integrando basicamente por meio de ampla troca de conhecimentos tácitos.

�4

O conhecimento tácito é baseado na experiência pessoal, de difícil comunicação e
compartilhamento, não sendo acessível de forma direta a outros. A transformação do
conhecimento tácito para o explícito (externalização), é um processo de articulação
do conhecimento tácito em conceitos explícitos, ou seja, de criação do conhecimento
perfeito, o conhecimento externo é usado por uma organização para estabelecer
relações com outras organizações.
O conhecimento explícito pode ser codificado diretamente em um sistema
de linguagem, de fácil comunicação e compartilhamento, sendo de fácil acesso
direto a outros. O conhecimento interno é aquele considerado crítico para o
desempenho de uma organização. A transformação do explícito para o explícito
(combinação) é o processo de internalização do conhecimento explicito que resulta
em conhecimento tácito, em que os colaboradores da organização passam a
vivenciar o resultado prático da nova informação, desenvolvendo conhecimento, cujo
modo de conversão do conhecimento envolve a combinação de conjuntos diferentes
de conhecimento do tácito para o tácito (socialização), que é um processo de
compartilhamento de experiências e, a partir daí, de criação do conhecimento tácito,
como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas (NONAKA e
TAKEUCHI, 1995).
A criação de novos conhecimentos não é uma simples questão de
processamento de informações. O elemento crítico é o comprometimento pessoal e
sua mobilização para o desenvolvimento de um senso de identidade e um propósito
coletivo, é um padrão de comportamento. A criação do conhecimento envolve tanto
idéias quanto iniciativas, o que fomenta a inovação. Neste trabalho a externalização
do conhecimento é um dos seus objetivos principais
A gestão do conhecimento esta relacionada ao processo de aprendizagem
à medida que a organização se preocupa com a aquisição e desenvolvimento de
conhecimentos, a construção e disseminação da memória organizacional e a
existência de um ambiente que permita o desenvolvimento das competências
necessárias à organização. É algo que requer, além da disponibilidade da
informação, a experiência, contexto, negociação, interpretação e reflexão das
pessoas para que esta informação faça sentido e tenha valor (SILVA, 2002).

�5

A criação de conhecimentos novos através de espaços físicos e/ou virtuais
para a contínua conversão entre conhecimento tácito em explícito, forma o núcleo
central de uma das principais abordagens sobre gestão do conhecimento e
aprendizagem organizacional, que é a base necessária para a realização de uma
bem sucedida gestão do conhecimento. Uma eficiente proposta de aprendizagem
em uma empresa significa que os conhecimentos não serão recursos estáticos
acumulados em arquivos ou na cabeça dos indivíduos (AMARAL, 2003).
Quanto a gestão da informação Davenport (1998), diz que em uma
organização ela envolve quatro diferentes abordagens de fluxo: informação não
estruturada (fontes impressas, livros, jornais e relatórios, rumores), informação
estruturada

em

papel (registros,

documentos),

informação estruturada

em

computadores e o capital intelectual ou conhecimento (baseado no conhecimento
dos funcionários). Hoje é preciso passar a ter a preocupação em obter qualidade de
informação, e não quantidade. Albrech (2007) afirma que,
À medida que passamos a conhecer melhor a atuação de qualquer
empresa como uma organização baseada em informação e a
reconhecer os papeis emergentes das pessoas tidas como
profissionais do conhecimento, precisamos buscar novas formas de
torná-los mais eficientes e produtivos. As organizações que tirarem
partido da oportunidade poderão ser regiamente recompensadas. E
parece haver pouco a perder (ALBRECH, 2007).

Os guias de fontes são obras que relacionam fontes de informação sobre
determinado assunto, incluindo comentários a respeito do material citado e
apresentando uma visão geral da produção bibliográfica daquela área. Essa
informação pode estar relacionada a entidades associativas, empresas de
consultoria, institutos de pesquisa, órgãos ligados à política referente ao tema
coberto, instituições de ensino, projetos de pesquisa, bibliotecas/serviços de
documentação especializados, bases de dados e algumas publicações (literaturas
comerciais) relevantes para as atividades desenvolvidas na área de assunto coberta
(AMARAL, 2003).

�6

3 DESENVOLVIMENTO DO GUIA DE PROCEDIMENTOS DE TRABALHO DA
BCO
Na revisão de literatura pode-se constatar que em todos os artigos e
trabalhos há uma definição de informação e organização, mas em qualquer que seja
a definição do conceito informação, os termos conjunto de pessoas, atividades e
objetivos comuns estão sempre presentes.
A figura 1 apresenta uma síntese do método de pesquisa, que teve como
objeto de estudo a BCo. Trabalhou-se com as informações não estruturadas e
estruturadas. O Primeiro passo foi resgatar todo material que continham informações
relevantes, foi a fase da coleta de informações. Nesta fase o profissional bibliotecário
coletou as informações, realizou buscas, contato com ex-funcionários e organizou o
material efetuou o arquivamento das informações potencialmente úteis à resolução
dos problemas. É a fase em que a “matéria-prima” (informação) foi coletada deveria
ficar clara sua grande importância para o trabalho. Essa fase também foi de analise
o que garantiu a qualidade da “matéria-prima”. A coleta e análise foram realizadas
usando os manuais já existentes no DePT, transformando as informações e
esclarecimentos em assuntos, definindo e instruindo no uso.
O Segundo passo contou com o apoio de um analista de sistema de
informação na definição dos metadados e no projeto da base de dados. A inspiração
para o desenvolvimento do Guia de Procedimentos do DePT foi com base no Guia
de Fontes do NIT/Materiais (AMARAL, 2003), porém após análise chegou-se a
conclusão que o guia continham muitas informações que não seriam usadas e
outras que faltavam e seriam relevantes para este guia. Diante deste problema
decidiu-se elaborar um novo guia tendo como referencia os já existentes na BCo,
também desenvolvidos pelo NIT/Matérias, sendo feitas às mudanças necessárias
para atender as necessidades do DePT, o guia desenvolvido foi denominado Guia
de Procedimentos.

�7

Figura 1 - Resumo do fluxo do processo de análise e implantação do guia

O Terceiro passo envolveu a otimização do Guia de Procedimentos e
iniciou o processo de inserção das informações coletadas, analisadas e
devidamente tratadas pelo bibliotecário do DePT. Foi estabelecida uma rotina de uso
para todos os indivíduos (funcionários e estagiários) que atuam no DePT. O Guia de
Procedimentos foi divulgado para toda BCo na expectativa de que outros
departamentos passem a ter um guia de procedimentos próprio, tornando-se um
facilitador no desenvolvimento dos trabalhos, a estratégia do uso de gestão de
sistemas de informação é a resposta à busca de se minimizar o grau de incerteza e,
manter a qualidade da informação.

4 APLICAÇÃO DO GUIA DE PROCEDIMENTOS DA BCO
A aplicação do Guia esta descrita através de três passos descritos a
seguir.
Passo 1 - Após análise feita no Guia de Fontes desenvolvido pelo
NIT/Materiais, nas Bases de Dados já existentes na BCo e nos procedimentos do
DePT, a escolha da ferramenta se deu em primeiro lugar ao tipo da base de dados a

�8

ser criada, uma base de dados estruturada não numérica. O Guia de Procedimentos
utilizou o banco de dados para informações textuais Wxis versão 5.2, desenvolvido
pela UNESCO e distribuído no Brasil pela Bireme (http://www.bireme.br), que
proporciona alta velocidade de busca, tanto em ambiente local como Web. A
estrutura adotada na criação do Guia de Procedimentos permite que outros guias,
sobre outros temas sejam criados de acordo com as necessidades da Biblioteca
permanecendo integrados sob a mesma interface para consulta e edição de
conteúdo.
Passo 2 - As fontes de informação inseridas no Guia de Procedimentos do
DePT foram classificadas segundo diversos critérios, como assunto e tipo de fonte
(Catalogação, Classificação, Indexação, Tombamento, PHL, Bases de Dados,
Preparo físico, Procedimentos do PT, encadernação e outros). O tipo também foi
previamente definido (monografias, teses e dissertações, eventos, multimídia,
periódico, ficha catalográfica, assunto, descritores, Cutter e outros). A precisão na
classificação é importante para facilitar a localização de fontes relevantes no
momento da consulta ao Guia de Procedimentos. O quadro 1 apresenta a
classificação quanto à tipologia do assunto.

Classificação

Descrição
A catalogação é a descrição bibliográfica de um documento, de

Catalogação

modo a que seja identificado com precisão. É conhecida também
como Representação Descritiva, pois vai fornecer uma descrição
única e precisa deste documento.
A Classificação é um sistema multilíngüe de classificação de

Classificação

livros para a organização da biblioteca. Classifica-se o acervo da
BCo por assunto usando tabelas como CDD, CDU e Cutter.

Indexação
Tombamento
PHL

Cabeçalho de palavras-chave ou expressões que representam os
assuntos.
É o registro numérico seqüencial do sistema (com 8 dígitos).
É o sistema usado pela BCo para disponibilizar seu acervo na
Web (PHL - Personal Home Library).

Quadro 1 - Classificação das fontes de informação

(continua)

�9

Classificação
Bases de Dados
Preparo físico

Procedimentos PT

Encadernação
Outros

Descrição
Bases de dados usados no PT, AQUISI, INDBCo e outras.
Envolve todo preparo físico do acervo para disponibilizar aos
usuários, etiquetas magnetização, etc.
Todo procedimento burocrático que envolve o PT, baixa de
patrimônio descarte de obras, etc.
Juntar os cadernos ou folhas de (livros), formando, um volume,
com uma capa rígida, coberta de couro, pano, etc.
Tudo que não se encaixa nos itens a cima.

Quadro 1 - Classificação das fontes de informação

(conclusão)

A classificação do tipo de assunto se baseou na descrição das
tarefas/atividades executadas no DePT, procurou-se usar termos que descrevem os
serviços, na classificação foi definido quanto ao tipo de material e assunto mais
específico dentro da grande área do conhecimento. Esta classificação pode ser
visualizada no quadro 2.

Classificação

Descrição
Publicação não-periódica impressa com, no mínimo, 49 páginas,

Livros

excluídas as capas. Obra literária, científica ou artística que
compõe em regra, um volume. Seção do texto de uma obra,
contida num tomo, e que pode estar dividida em partes.

Teses e
Dissertações

Dissertação ou estudo minucioso que se propõe esgotar
determinado tema relativamente restrito
No dicionário Aurélio é definido como “acontecimento” ou
“sucesso” – tem como característica principal propiciar uma

Eventos

ocasião extraordinária ao encontro de pessoas, com finalidade
específica, a qual constitui o “tema” principal do evento e justifica
a sua realização.

Quadro 2 - Classificação do tipo de assunto

(continua)

�10

Classificação

Descrição
Multimédia ou multimídia é o uso de diferentes tipos de mídia

Multimídia

para informação como texto, áudio, gráfica, animação, vídeo e
interatividade, etc.,

também se refere a mídia na área da

informática.
Publicação periódica são as publicações editadas em partes,
trazendo a colaboração de autores diversos e sob direção de
uma ou mais pessoas ou entidade responsável. Pode tratar de
Periódico

assuntos variados.

A principal característica do periódico é a

continuidade, apresenta aspecto bibliográfico uniforme, cada
caderno é chamado de fascículo ou número e a reunião de um
determinado grupo de fascículos constitui o volume.
Ficha
catalográfica
Assunto
Descritores /
palavras-chave

É a catalogação na fonte, onde o autor esta presente no
momento da confecção da ficha catalográfica.
Assunto quanto a classificação,

por exemplo classificação de

medicina, educação física, etc.
Palavra ou expressão utilizada em indexação e tesauros para
representar, sem ambigüidade, um determinado conceito.

Cutter

Tabela de classificação de autor.

Outros

Tudo que não se encaixa nos itens a cima.

Quadro 2 - Classificação do tipo de assunto

(conclusão)

Passo 3 - Foi a otimização do Guia de Procedimentos e inserção das
informações coletadas. A interface gráfica do Guia de procedimentos foi
desenvolvida com o editor de páginas HTML Microsoft Front Page 2000, é composta
por várias paginas HTML, onde a consulta e a edição do conteúdo do Guia de
Procedimentos podem ser feitas de qualquer local, a partir de um computador
conectado à internet. O acesso ao Guia de Procedimentos é controlado por senha, é
possível diferenciar os direitos de acesso de cada usuário, proporcionando
praticidade na utilização do guia. É possível inserir novas fontes, complementar ou
atualizar fontes já inseridas e excluir fontes que não são mais pertinentes via
interface gráfica, visualizada na Figura 2.

�11

Figura 2 - Interface gráfica

Para acessá-lo é necessário efetuar o cadastro do usuário e determinar o
seu nível de acesso ao Guia de procedimentos: somente pesquisa e/ou edição.
Para a edição de novos registros o usuário deve selecionar o
departamento da BCo do qual será inserida a informação. Depois o campo assunto
e tipo, vão ser determinados, através dos quadros 1 e 2, conforme o que se
pretende inserir, por exemplo: Classificação / Assunto. Descrição do assunto é um
campo para se especificar o assunto, por exemplo: Biografia. Campo definição
assunto, se houver preencher, exemplo: Biografia é a descrição ou história da vida
de uma pessoa. Depois vem Instrução de uso, Memória são decisões que foram
tomadas no setor através de reuniões, estudos, etc. O campo anexo pode ser
colocado artigos, listas, tabelas etc. que se relacione com o assunto tratado.
Seguido dos campos: Notas, Data do cadastro, Status, Quantidade de registro,
Observações, Usuário, entre outros.

�12

A localização das fontes de informação pode ser feita por meio da busca
por palavras ou pelo número do registro. A busca por palavras possui recursos para
o refinamento, que permitem a filtragem e recuperação das fontes mais relevantes
sobre o assunto desejado. Entre os recursos disponíveis estão operadores
booleanos (E, OU, NÃO), truncagem e busca por campos, a interface é autoexplicativa.
A página de resultados traz informação sobre o procedimento técnico e
instruções para utilizá-las com eficiência. Links para documentos completos ou para
sites na internet são indicados quando disponíveis.

5 CONCLUSÕES
O desenvolvimento e a implantação do Guia de Procedimentos
possibilitaram a solução da questão de pesquisa que se pretendeu responder: como
o processo de trabalho do DePT da BCo estava sendo desenvolvido, e como vem
sendo

preservado

o

conhecimento

gerado

nesse

processo.

O

Guia

de

Procedimentos contribui para melhorar o desempenho das atividades do DePT e
valorizar a memória operacional gerada ao longo de sua existência, considerando a
preocupação com a gestão do conhecimento.
O Guia de Procedimentos foi customizado com o objetivo de facilitar, ao
máximo, a busca, a recuperação e o compartilhamento de informações geradas no
DePT. Seus usuários possuem acesso à informação de forma direta, facilitada por
uma busca pré-determinada pelas classificações de entradas, tipo de material e
assunto. Proporcionando uma melhor organização das fontes de informação, além
de permitir melhor distribuição do conteúdo.
Uma preocupação constante foi construir uma interface auto-explicativa,
minimizando a duplicidade de trabalho. Atribuídos padrões visuais para impedir a
desorientação do usuário. O Guia de Procedimentos é um guia dinâmico e
automatizado devido a maior integração com a tecnologia de banco de dados
CDISIS, como conseqüência dessa automação, o Guia de Procedimentos apresenta
uma grande redução do tempo de desenvolvimento, flexibilidade de manutenção,

�13

maior qualidade das informações disponibilizadas, os próprios usuários do guia
podem dar sugestões, ao mesmo tempo fornecer informação para compor seu
conteúdo. A qualidade e a integridade das informações constituem uma
preocupação em comum a todos os usuários.

REFERÊNCIAS
ALBRECH, K. A 3ª revolução da qualidade. 7 p. Disponível em:
&lt;http://www.gepeq.dep.ufscar.br/arquivos/ArtigoQualidadedaInformacaoKarlAlbrecht.
pdf&gt;. Acesso em: 08/11/2007.
AMARAL, R. M. et al. Construção de um guia de fontes de informação para apoio
das atividades de inteligência competitiva do NIT/Materiais. In: WORKSHOP
BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA &amp; GESTÃO DO
CONHECIMENTO, 4., 2003, Salvador. Anais ... Salvador: [s.n.], 2003. CD-ROM.
BELLUZZO, R. C. B. Bibliotecas e a construção do conhecimento: da teoria à
prática. SEMANA DO LIVRO E DA BIBLIOTECA DA UFSCAR, 14., 2007, São
Carlos. Anais... São Carlos: UFSCar/BCo, 2007. CD-ROM.
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DAVENPORT, T. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para
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NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. The knowledge-creating company: how Japanese
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1995.
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31, n. 2, p. 142-151, maio/ago. 2002.
VALEMTIM, M. L. P. Inteligência competitiva em organizações: dado, informação e
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em:&lt;http://www.dgz.org.br/ago02/F_I_art.htm&gt;. Acesso em: 08/11/2007.

__________________
1
2

Marina Penteado de Freitas, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), marinapf@.ufscar.br.
Roniberto Morato do Amaral, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar),
roniberto@nit.ufscar.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Este trabalho apresenta a otimização de um guia de procedimentos para o Processamento Técnico da BCo - Biblioteca Comunitária da UFSCar - Universidade Federal de São Carlos, com o objetivo de valorizar a memória do Departamento e compartilhar todo conhecimento. O guia de procedimentos foi otimizado para atender às necessidades do DePT – Departamento de Processamento Técnico, como: armazenar e proporcionar a rápida localização de informação; facilitar a externalização e o compartilhamento de conhecimento sobre procedimentos de trabalho; evitar duplicidade de esforços na aquisição de informação; organizar a informação utilizada nos vários processos do DePT. Essa ferramenta poderá ser aplicada em qualquer outro Departamento da BCo, que tiver interesse em construir uma base de dados textuais, com enfoque na gestão do conhecimento. Apresenta uma solução prática e de baixo custo para a Instituição.</text>
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MEMÓRIA UERJ: imagens em Movimento
FORTES, J. L.1

RESUMO
Este projeto tem por objetivo resgatar a memória da UERJ produzida em vídeo
desde 1980, pelo Centro de Tecnologia Educacional – CTE / UERJ e por outras
unidades da universidade através da recuperação do acervo existente e da criação
de um banco de imagens visando agilizar o processo de recuperação da informação
e imagens, para proporcionar fácil acesso de toda a comunidade interna e externa. A
UERJ através de diferentes projetos e iniciativas tem buscado cumprir o papel que
lhe cabe na preservação da memória cultural da sociedade, possibilitando o acesso
à produção cultural em diversas áreas. O CTE tem desenvolvido atividades que
objetivam o registro, a preservação e a difusão da memória cultural em vídeo, com
relatos orais de reitores, professores, alunos e funcionários da UERJ, resguardando
também eventos e acontecimentos marcantes da vida/história da instituição. A
exemplo desta linha de ação é o projeto Memória UERJ em Vídeo, que se
caracteriza por atividades contínuas através da busca e alimentação de sua base. O
projeto encontra-se com todo o processamento técnico de recuperação do acervo,
concluído até 2006, tendo sido informatizado e disponibilizado ao público pela
Internet. Um catálogo impresso com a sinopse dos vídeos / DVD, índice de títulos e
personalidades já se encontra disponível para a comunidade. Foram consideradas
todas as cenas filmadas na UERJ, dentro e fora do Campus universitário, mesmo
aquelas em que não há a intencionalidade do registro histórico. Entende-se também
que, quanto mais abrangente formos na recuperação dos fatos, melhor poderemos
atender às pesquisas sobre a UERJ, nas mais diferentes abordagens.
Palavras-chave: Memória. Imagem em movimento. Videoteca. Multimídia.
Educação.

ABSTRACT
This project has for objective rescue the memory of the UERJ produced in video
since 1980, by the Center of Educational Technology – CTE / UERJ and by other
units of the university through the recuperation of the existing collection and of the
creation of a bank of images aiming at hasten the trial of recuperation of the
information and images, for provide easy access of all the external and internal
community. To UERJ through different projects and initiatives has sought to fulfill the

�2

paper that fits him in the preservation of the cultural memory of the society, enabling
the access to the cultural output in diverse areas. It has developed activities that plan
the record, the preservation and the diffusion of the cultural memory in video, with
oral accounts of rectors, professors, students and members of staff of the UERJ,
protecting also events and outstanding events of the life/history of the institution.
Following the example of this line of action is the project Memory UERJ in Video, that
is characterized for continuous activities through the search and food of its base. The
project finds-itself with all the technical processing of recuperation of the collection,
concluded until 2006, having been computerized and disposed to the public by the
Internet. A printed catalogue with the synopsis of the videos / DVD, index of titles and
personalities already is found available for the community. They were considered all
the scenes filmed in the UERJ, inside and outside of the university Campus, even
those in that there is not to intencionalidade of the historical record. It understands
itself also that, specially comprehensive we will go in the recuperation of the facts,
better we will be able to attend to the researches about the UERJ, in the most
different approaches.
Keywords: Memory. Moving image. Multimídia. Education.

1 INTRODUÇÃO
Neste trabalho são propostos e discutidos os meios e as metas para
implantação do Projeto Memória UERJ em vídeo, resgatando os fatos e as pessoas
que contam a história da UERJ, documentados em vídeo desde a fundação do
Campus João Lyra Filho.
Teve como suporte a produção em vídeo pelo CTE, que registra através
de depoimentos, entrevistas e eventos ocorridos na UERJ toda uma memória
institucional desta universidade. Serão definidas ao final do trabalho as linhas
principais de ação a se adotar na implantação do projeto visando a atingir os
objetivos.

1.1 Objetivos
1.1.1 Objetivos gerais
� Resgatar a Memória da UERJ produzida em vídeo pelo CTE e outros
materiais em vídeo que possam existir em diferentes unidades.
� Estabelecer parâmetros teóricos e metodológicos para um modelo de
registro de produção em vídeo de Memória Institucional da UERJ, dando amplitude
sistêmica ao projeto.

�3

� Criar um Banco de Imagens visando agilizar o processo de
recuperação à informação visual.

1.1.2 Objetivos específicos:
� Desenvolver os meios de organização, recuperação e disseminação de
informação em vídeo .
� Buscar na literatura elementos que sirvam de subsídios metodológicos
de registro da Memória Institucional.
� Estabelecer os meios de informatização capazes de proporcionar
agilidade operacional.
� Estimular a produção em , vídeo de assuntos pertinentes à Memória
UERJ.
� Identificar e indexar detalhadamente as cenas das imagens para rápida
disponibilização em outros produtos audiovisuais.

1.2 Justificativa
Ao construir a Memória – construindo ou organizando seus registros – o
homem intervém não só na ordenação dos vestígios, das ocorrências, dos registros,
mas também na sua releitura.
Recuperar a singularidade desses movimentos representa criar condições
para uma avaliação de elementos do passado que se projetam no presente.
Entende-se por Memória Institucional a recuperação da massa documental
produzida em diferentes momentos e suportes representativos da trajetória da
instituição em seus diversos segmentos.
Memória não é somente a repetição ou reprodução daquilo que se
conhece de antemão pela história já documentada e escrita. Os relatos orais, os
documentos escritos, as imagens visuais e os objetos ganham significado quando se
lê e se pensa a história .

�4

Nesse sentido, a história da UERJ vem sendo registrada em vídeo desde
a criação do Centro de Tecnologia Educacional - CTE, através de depoimentos,
entrevistas e eventos.
Portanto, o objetivo do projeto é recuperar esse acervo existente e dar
continuidade ao registro audiovisual definindo as principais linhas que determinam o
que é representativo na Instituição como memória oficial e como memória social.

2 Desenvolvimento
2.1 Videoteca do CTE /UERJ
A Videoteca do Centro de Tecnologia Educacional – CTE , da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, é um espaço aberto a toda a
comunidade acadêmica e à comunidade externa, levando o conhecimento além dos
limites da universidade, desta forma, colocando em prática o papel de disseminador
da informação junto às comunidades através de diferentes meios tecnológicos ,
contribuindo para a formação acadêmica e, em conseqüência a valorização da
cidadania.
O CTE faz parte da Sub-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade.
Ele tem por meta promover o atendimento às solicitações de apoio audiovisual do
corpo docente e discente, na realização de produção em vídeo e áudio, voltadas
para o registro de eventos, e constituição da memória da Universidade, contribuindo
e valorizando a produção cientifica. Conjuga ações de diferentes campos do
conhecimento, respeitando a especificidade de cada área, buscando adequar o
saber científico às demandas sociais, com a utilização da diversidade de
instrumentos introduzidos pelas novas tecnologias. Os recursos didáticos gerados
por esta tecnologia têm trazido vantagens conhecidas no meio acadêmico, através
de seu uso sistemático em atividades científicas, educativas e culturais.
A Videoteca se insere nesta estrutura reunindo o acervo da reprodução
em vídeo do CTE e outras produtoras congêneres, propiciando, através da imagem
em movimento, o conhecimento e compreensão de fatos e situações. Esse acervo é

�5

disponibilizado a toda a comunidade interna e externa à UERJ, em apoio às
atividades acadêmicas.

2.2 Atividades
Construir o tripé informação/memória/educação, constitui o desafio maior
deste trabalho.
Ao longo de sua trajetória o CTE considerou como função prioritária
registrar em vídeo as atividades da UERJ e seus atores, contribuindo, dessa forma,
para a documentação da história da Instituição.
A partir de diagnóstico foram identificadas em torno de 200 horas de
registro, em suporte vídeo U-MATIC e classificadas em:
MEMÓRIA UERJ – ENTREVISTAS/DEPOIMENTOS :
Relatos orais de reitores, professores , funcionários da UERJ, sobre sua
trajetória na Universidade.
MEMÓRIA UERJ – HISTÓRIA :
Relatos sobre acontecimentos marcantes da vida/história da UERJ.
MEMÓRIA UERJ – EVENTOS:
Constituídos de vídeos sobre diferentes atividades que acontecem na UERJ
como visitas de autoridades públicas, personalidades, a realização de eventos como
seminários, congressos e outros.
MEMÓRIA UERJ – INSTITUCIONAL
Compreende a estrutura e funcionamento de alguns setores da UERJ.
Nesse levantamento, O Jornal e a Revista em vídeo UERJ 40 anos,
produzido e veiculados em 1990, foram importantes pela intencionalidade da
documentação histórica, tendo como marco referencial aquele período. Entrevistas
com personalidades representativas para a UERJ, em todos os seus segmentos
profissionais, como ex-alunos, ex-reitores e o relato de fatos, compõem este
importante acervo.

�6

Dando prosseguimento ao projeto, estamos considerando, sem restrições,
todas as cenas filmadas na UERJ, dentro e fora do campus universitário, mesmo
aquelas onde não há a intencionalidade de registro histórico. O programa “ Campus”
tem representado um dos principais alimentadores desse acervo de Memória UERJ,
como “povo fala” dos alunos da UERJ, cursos, pesquisas, depoimentos e atividades
culturais. Entendemos que, quanto mais abrangente formos na documentação dos
fatos, melhor poderemos atender às pesquisas a sobre a UERJ, nas mais diferentes
abordagens.

3 RESULTADOS
As atividades de processamento técnico, compreendem desde a seleção
até a informatização, envolvendo vídeos produzidos desde 1980. Em razão do
acervo encontrar-se em formato U-Matic, já em fase de obsolescência, optou-se pela
copiagem em BETACAM, já concluída.
O demonstrativo do acervo recuperado em U-Matic para BETACAM entre
os anos de 1980 a 2004 é mostrado na tabela 1.
Tabela 1 – Evolução histórica dos registros recuperados

Ano

História

Institucional

Depoimentos

Eventos

Programa

1980 a 2000

027

050

025

148

250

2001 a 2004

005

022

013

091

131

Total

032

072

038

239

381

O resgate e todo o processamento técnico do acervo recuperado no CTE
e outros até 2006 já se encontram organizado e digitalizado. Um catálogo em meio
digital impresso pode ser consultado na Videoteca ou via internet. Todo o acervo
está disponível na Videoteca pra consulta e empréstimo.
A alimentação e manutenção do projeto são feitas através de um trabalho
continuo com inserção de novos títulos produzidos pela UERJ e adquiridos
externamente a outras produtoras.

�7

A partir de 2005, passamos a receber anualmente um acervo, sob a
guarda da COMUNS/UERJ, totalizando 1589 programas, para fazer parte do projeto
Memória. Trata-se de matérias em rádio e televisão, com entrevista de professores,
pesquisadores, funcionários e alunos desta Universidade. Este trabalho, em sua
maioria já informatizado , também tem sido disponibilizado aos interessados, como
apoio didático ou utilização acadêmico-curricular.
A tabela 2 a seguir mostra a abrangência deste acervo em função de
períodos definidos.
Tabela 2 - Evolução dos programas por tipo por períodos

Período

Programas

Formato
1997 / 2002

2002 /2005

917
-

668
371*

VHS-TV
CD – TV
CD – Rádio

* Em processo digitalização e conversão de mídia

4 CONCLUSÃO
“ A memória é a retomada e reconstrução do passado biográfico”.
A Videoteca do Centro de Tecnologia Educacional – CTE, vinculada a
Sub-Reitoria de Extensão e Cultura – SR-3 da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro- UERJ, é um núcleo formador e disseminador do conhecimento em uma
linguagem com vários códigos, facilitando a aprendizagem por suas formas
conjugadas de estímulo.
O papel de uma videoteca educativa se reveste de uma significância
ainda maior quando ela se volta para a comunidade externa quer através do apoio
formal, determinado por suas atribuições regulares, quer por ações mais agressivas,
resultantes da implantação de linhas de trabalho, apoiadas na divulgação de idéias
marcantes de formação do cidadão.

�8

O acervo referido tem sido objeto de consulta e estudos por
pesquisadores, professores e alunos em realização de atividades acadêmicas e
trabalhos de pós-graduação é também motivo de consulta e empréstimo à
comunidade externa em eventos específicos e homenagens às entidades públicas
que participaram de atividades, palestras, visitas a esta Universidade. Suas
atividades são continuas e todo o acervo da Memória encontra-se disponível na
Videoteca do CTE e com acesso disponibilizado via internet.
Num país como o Brasil, dito por muitos como ” desmemoriado”, onde a
história muito pouco conta para situar as identidades e os parâmetros do presente, é
de grande valia a preocupação com o resgate de Memória Institucional. Embora o
conceito de Memória Institucional esteja em evolução os passos dados e as ações
que a determina já constituem etapas prioritárias na produção formal e social da
memória.,
O projeto Memória UERJ, propõe, dentro do registro de sua história, e,
reconhecendo o papel educativo das novas tecnologias, que as linhas de pesquisas
desse projeto se voltem para a produção de vídeos sobre:
� Diferentes setores da UERJ fazendo uma interface entre um segmento
e outro.
� Políticas de extensão da UERJ
� História Oral – através de relatos de diferentes pessoas da comunidade
UERJ.
� Registro dos espaços arquitetônicos que pertencem/ ou pertenceram à
UERJ.
No contexto geral, a Videoteca do Centro de Tecnologia Educacional da
UERJ vem implantando projetos em que o saber acadêmico e as demandas da
comunidade tem vínculos estreitos esperando contribuir para a divulgação do
conhecimento buscando proporcionar benefícios efetivos ao público em geral.

�9

REFERÊNCIAS
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SMIT, J.W. Algumas questões sobre os documentos audiovisuais em biblioteca. São
Paulo: APB, 1995. (Ensaios; 23).

__________________
1

Janny Linhares Fortes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), janny@uerj.br,
jlfortes@ig.com.br.

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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este projeto tem por objetivo resgatar a memória da UERJ produzida em vídeo desde 1980, pelo Centro de Tecnologia Educacional – CTE / UERJ e por outras unidades da universidade através da recuperação do acervo existente e da criação de um banco de imagens visando agilizar o processo de recuperação da informação e imagens, para proporcionar fácil acesso de toda a comunidade interna e externa. A UERJ através de diferentes projetos e iniciativas tem buscado cumprir o papel que lhe cabe na preservação da memória cultural da sociedade, possibilitando o acesso à produção cultural em diversas áreas. O CTE tem desenvolvido atividades que objetivam o registro, a preservação e a difusão da memória cultural em vídeo, com relatos orais de reitores, professores, alunos e funcionários da UERJ, resguardando também eventos e acontecimentos marcantes da vida/história da instituição. A exemplo desta linha de ação é o projeto Memória UERJ em Vídeo, que se caracteriza por atividades contínuas através da busca e alimentação de sua base. O projeto encontra-se com todo o processamento técnico de recuperação do acervo, concluído até 2006, tendo sido informatizado e disponibilizado ao público pela Internet. Um catálogo impresso com a sinopse dos vídeos / DVD, índice de títulos e personalidades já se encontra disponível para a comunidade. Foram consideradas todas as cenas filmadas na UERJ, dentro e fora do Campus universitário, mesmo aquelas em que não há a intencionalidade do registro histórico. Entende-se também que, quanto mais abrangente formos na recuperação dos fatos, melhor poderemos atender às pesquisas sobre a UERJ, nas mais diferentes abordagens.</text>
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ANÁLISE DAS INTERFACES DE NAVEGAÇÃO E BUSCA DE INFORMAÇÃO
NAS BIBLIOTECAS DIGITAIS FEDERADAS DE TESES E DISSERTAÇÕES:
um estudo de caso na área de ciências da comunicação1
FERREIRA, S. M. S. P.1
VIEIRA JUNIOR, N. C.2

RESUMO
A possibilidade de recuperação de textos completos, por meio de interfaces únicas
de acesso, é possível hoje devido ao modelo de bibliotecas digitais federadas
proporcionado pela OAI – Iniciativa de Arquivos Abertos. Este modelo pode e deve
facilitar e valorizar a busca contextualizada, por áreas específicas do conhecimento
e atender necessidades múltiplas desde a identificação de textos, atualização sobre
determinado assunto até dados gerenciais e estatísticos referente aos textos
localizados, tais como quantidade de acesso, perfil de visitantes, redes sociais entre
indivíduos e instituições, comparações de dados, dentre outros. Este paper, tem
como objetivo analisar as interfaces de navegação e de busca (simples e avançada)
tanto da BDTD/IBICT quanto das bibliotecas digitais de teses e dissertações
existentes no país (focando a área de ciências da comunicação), de modo a
identificar as fortalezas e fraquezas no que se refere à construção de bibliotecas
digitais federadas em áreas específicas. O principal resultado encontrado está
diretamente relacionado à inexistência de uma interface única que possibilite buscas
contextualizadas e em profundidade a partir de sub-conjuntos de teses e
dissertações organizados tematicamente.
Palavras-chave: Federação de Bibliotecas Digitais. BDTD. Teses e dissertações.
Ciências da comunicação. Interface de busca. Navegação.

ABSTRACT
One of the possibilities to search and retrieve information in full text disperse in
several server, using a centralized and unique access interface, is the federated
digital library model, provided by OAI - the Open Archives Initiative. This model can
1

Paper submetido ao SNBU2008. Resultados parciais do projeto CNPq 480927/2007-3 “Ferramenta de Busca
Federada de Teses e Dissertações para aplicação em áreas especializadas: estudo de caso na área de Ciências da
Comunicação”.

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and should facilitate and enhance the contextualized search, for specific areas of
knowledge and meet multiple needs from the identification of texts, update of the
issue until data management and statistics datas such as quantity of access, visitors
profile, social networks between individuals and institutions, comparisons of data etc.
An experience of a federated digital library in Brazil is the BDTD / Digital libraries of
theses and dissertations provided by IBICT. This paper describe an analyses of the
navigation and search interface used in the BDTD portal and also in each one of the
digital libraries portal that have graduate program with PHD in communication
science. The purpose of these analyses was identify the strengths and weaknesses
regarding the construction of federated digital libraries in areas specific. The main
result found is directly related to the absence of a single interface that allows retrieval
contextualized information looking at a sub-sets of theses and dissertations
organized thematically. This results, of course, show up the difficulty to implement a
speciallized digital library federation.
Keywords: Libraries Digital Federated. BDTD. Thesis and dissertations.
Communication science. Information retrieval. Interface. Navigation.

1 INTRODUÇÃO
A possibilidade de recuperação de textos completos, por meio de
interfaces únicas de acesso, é possível hoje devido ao modelo de bibliotecas digitais
federadas proporcionado pela OAI – Iniciativa de Arquivos Abertos. Este modelo
pode e deve facilitar e valorizar a busca contextualizada, por áreas específicas do
conhecimento e atender necessidades múltiplas desde a identificação de textos,
atualização sobre determinado assunto até dados gerenciais e estatísticos referente
aos textos localizados, tais como quantidade de acesso, perfil de visitantes, redes
sociais entre indivíduos e instituições, comparações de dados, dentre outros.
Para tanto, a implementação de tais federações exige um planejamento
crítico e detalhado que envolve o estudo das ferramentas tecnológicas envolvidas e,
principalmente, dos procedimentos, políticas e definições metodológicas e
operacionais a serem adotados pelas bibliotecas digitais que se propuserem a fazer
parte da federação.
O projeto BDTD / Biblioteca Digital de Teses e Dissertações desenvolvido
pelo IBICT é o primeiro grande e relevante exemplo brasileiro de bibliotecas digitais
federadas implementado com a estrutura do OAI. Por meio de uma interface única
de acesso, possibilita a recuperação de informações amplas e gerais sobre as teses
e dissertações defendidas nas várias instituições brasileiras e, como retorno, além

�3

de metadados descritos do documento em si, apresenta link para acesso ao texto
completo arquivado na instituição de defesa. Além desta interface de busca
especifica, o IBICT implementou também o OASIS.Br – Portal de Repositórios e
Periódicos de Acesso Aberto – que, por meio de um provedor de serviços, coleta
todos os conteúdos publicados no Brasil, inclusive a BDTD (IBICT, s.d.A).
Porém, mesmo com ambos sistemas (BDTD e OASIS.Br) a pesquisa em
áreas específicas do conhecimento é complexa, pois não se tem disponível
mecanismo de filtro que possibilite buscas contextualizadas em conjuntos restritos
de registros. Por exemplo, não é possível hoje se ter – a partir da interface integrada
de busca da BDTD – a listagem completa e exaustiva das teses e dissertações
defendidas em um dado programa de pós-graduação brasileiro, por exemplo,
ciências da comunicação, engenharia, física ou de qualquer outra. Tampouco é
possível, restringir a busca aos trabalhos defendidos em um grupo seleto de
programas de pós-graduação, inviabilizando assim diversos estudos e pesquisa
quanti/qualitativos em profundidade pelas distintas áreas do conhecimento, a
evolução temporal dos temas estudados, análise das palavras-chave propostas pela
comunidade, estudo dos padrões de classificação utilizados pelas bibliotecas
federadas, quantidade de produtos no espaço e tempo, palavras-chave utilizadas,
parcerias institucionais e redes sociais evidenciadas a partir da composição da
banca de defesa, dentre outras informações de cunho gerencial.
Obviamente, que tal fato se justifica e é facilmente explicável se levarmos
em conta que o objetivo do IBICT é fomentar o crescimento de todas as áreas do
conhecimento de maneira igualitária. Portanto, atividades específicas e de gestão
devem ser assumidas pelas respectivas comunidades e áreas científicas, caso elas
queiram construir acesso digital a coleções específicas em suas áreas temáticas.
É neste contexto que se insere o objetivo do projeto “Ferramenta de Busca
Federada de Teses e Dissertações para aplicação em áreas especializadas: estudo
de caso na área de Ciências da Comunicação”, financiado pelo CNPq, que tem
como objetivos (a) desenvolver uma metodologia para construção de federação de
bibliotecas digitais temáticas com foco na oferta de serviços de busca gerenciais
(dados gerenciais diversos) e serviços de busca temáticas (procura por temas e
autores em nichos restritos atuando verticalmente nos conteúdos); (b) testar tal

�4

metodologia por meio da implementação de um provedor de serviço baseado na
customização e adaptação do software PKP Harvester2, visando potencializar a
consolidação de bibliotecas digitais federadas de teses e dissertações em áreas
especializadas. Para atingir tais objetivos, o projeto se propõe a focar um estudo de
caso com as ciências da comunicação, de modo a servir de parâmetro para a
construção de uma ferramenta pública e aberta passível de ser usada por
comunidades científicas de diferentes áreas.
A primeira etapa deste projeto consiste, portanto, na análise dos
procedimentos e resultados encontrados por um pesquisador interessado tanto em
identificar temas de teses defendidas pelos diferentes programas brasileiros de pósgraduação em ciências da comunicação; como em conhecer os impactos dos
trabalhos identificados em termos de número de acesso, correlação dos temas entre
si, pesquisadores e docentes envolvidos etc. Aqui se insere o conteúdo deste paper,
o qual tem como objetivo analisar as interfaces de navegação e de busca (simples e
avançada) tanto da BDTD do IBICT quanto das bibliotecas digitais de teses e
dissertações brasileiras de instituições com programa de mestrado e doutorado em
ciências da comunicação. A partir desta análise, pretende-se identificar suas
fortalezas e fraquezas no que se refere à construção de bibliotecas digitais
federadas em áreas temáticas.

2 DISCUTINDO O CONCEITO DE BIBLIOTECAS DIGITAIS FEDERADAS
Uma das grandes contribuições da “Open Archives Initiative”(OAI)3 foi a
consolidação e implementação do protocolo OAI/PMH4 que permite uma nova forma

2

Public Knowledge Project (PKP) da Universidade British Columbia, Canadá desenvolve uma série de
ferramentas e tecnologias para desenvolvimento de provedores de dados (OJS e OCS, por exemplo, que no
Brasil são conhecidos como SEER e SOAC respectivamente) e também de provedores de serviços, como é o
PKP Harvester. Mais informações: http://www.pkp.ubc.ca/.
3
Open Archives Initiative – A Iniciativa de Arquivos Abertos (OAI) desenvolve e promove padrões de interoperabilidade
para facilitar a eficiente disseminação de conteúdo científico. Surgiu em outubro de 1999, em Santa Fé, New México.
Maiores detalhes http://www.openarchives.org/documents/FAQ.html
4

Protocolo OAI-PMH – Open Archives Initiative – Protocol for Metadata Harvesting - protocolo de
comunicação para permitir a coleta de metadados entre dois serviços, portanto o compartilhamento metadados
entre dois serviços de informação. Protocolo é um conjunto de regras de comunicação entre dois sistemas.
Exemplos: FTP, HTTP, Z39.50 etc.

�5

de interoperabilidade5 entre sistemas de informação digitais, ou ainda entre os
sistemas denominados “provedores de dados”6 e os “provedores de serviços”7. A
primeira aplicação que se deu a tal protocolo foi
o estabelecimento de serviços de busca federada, plataformas que
permitem o acesso interdisciplinar aos conteúdos de distintos
depósitos, a partir do desenvolvimento de um depósito de metadados
alimentado a partir do protocolo OAI (SERRANO MUÑOZ; PRATS
PRAT, 2005, p. 21).

Os conceitos embutidos nesta aplicação podem ser assim enunciados:
(1) Busca federada se refere à procura por informação usando um software
planejado para possibilitar pesquisa a múltiplos recursos de informação
interligados, através de uma única interface de acesso. (ODLIS, 2007);
(2) “Distintos depósitos referem-se a grupo de bases de dados (repositórios) em
instituições distintas quer seja técnica, geográfica e/ou administrativamente”.
(BUSSE ET AL., 1999, p. 3);
(3) Depósito de metadados alimentados com o protocolo OAI – refere-se a nova
técnica de busca federada que consiste na presença de uma facilidade de
busca centralizada intitulada “harvester” ou “agregador” que visita cada um
dos repositórios parceiros e autônomos coletando os metadados disponíveis,
abastecendo um repositório global e oferecendo uma interface única de
busca. A partir daí, os metadados são apresentados, em um formato sucinto e
unificado, com duplicação mínima, permitindo o acesso a partir de vários
critérios e com distintos valores agregados, direcionando então o usuário ao
registro original e/ou ao documento completo localizado nas diversas
coleções locais dos parceiros, descritos por Jacso (2004, p. 17).
Para Ferreira (2004), a busca federada (seja ela por coleta de metadados
ou não) também pode ser denominada como metabusca ou “cross-database
searching” e destaca que, apesar de sua aparentemente simples definição, a
5

O objetivo da interoperabilidade é construir serviços de forma coerente para os usuários, a partir de
componentes que são distintos técnica e administrativamente em diferentes organizações (ARMS, 2002).
6
Provedor de dados são entidades que implementam e gerenciam repositórios digitais utilizando o Protocolo
OAI-PMH como meio de expor seus metadados para serem coletados por provedores de serviço ou agregadores
(IBICT, s.d.B.)
7
Provedor de serviços - implementam e gerenciam a ferramenta que coleta automaticamente os metadados
expostos pelos provedores de dados, via o Protocolo OAI-PMH, os organiza e oferece produtos e serviços de
valor agregado ao usuário final via interface única de acesso (IBICT, s.d.B).

�6

tecnologia é totalmente complexa e sua implementação no contexto das
bibliotecas é relativamente jovem. A ilustração a seguir representa a busca
simples e a coleta por harvesting em bibliotecas digitais (bib dig).
Busca federada

Coleta de metadados/Harvesting
Usuário

Usuário

busca

busca

query

Bib Dig

Bib Dig

Cópia local
resultados

query
resultados

Bib Dig 1

query
metadados

resultados

Bib Dig 2

…

Bib Dig 1

metadados

Bib Dig 2

…

Figura 1 - Modelo de busca federada e de coleta de metadados/harvesting8

Para Arms (2000) biblioteca digital federada se refere a um grupo de
organizações que trabalham juntas de maneira formal ou informalmente,
concordando em assumir uma série de serviços e padrões comuns, de forma a
buscar a interoperabilidade entre elas. Tais organizações podem ter diferentes
plataformas, desde que implementem serviços compatíveis com os padrões
determinados. Porém, o importante e necessário é que concordem e acordem no
uso tanto dos padrões tecnológicos, quanto nas políticas e diretrizes para atuação
conjunta, compartilhamento de esforços, cooperação de equipes, convergência e
integração das atividades, dos serviços, das práticas, dos procedimentos, dos
conteúdos, das tecnologias e dos atores envolvidos.
Segundo Ferreira e Souto (2006),
[...] trata-se, portanto, de um novo modelo de gestão com valores
agregados tanto aos produtores e geradores de conteúdos como aos
usuários finais a procura desses conteúdos. Tais valores estão
relacionados, dentre outros, à maior escalabilidade nos resultados de
busca, integração de conteúdos dispersos, maior agilidade no
atendimento às necessidades da comunidade, maior visibilidade da
produção local a nível global, garantia de interoperabilidade do
conteúdo e, ainda, enorme economia em termos de recursos
humanos, financeiros e tecnológicos.

8

Fonte: SULEMAN, 2002 apud FERREIRA; SOUTO, 2006.

�7

Do ponto de vista tecnológico, existem vários sistemas disponíveis tanto
para a construção de provedores de dados como para a implementação dos
provedores de serviços (harvesting), devendo especificamente ser utilizado o
protocolo OAI/PMH.

3 BIBLIOTECAS DIGITAIS DE TESES E DISSERTAÇÕES NO BRASIL
Um dos cases de maior sucesso no que se refere à implementação a
bibliotecas digitais federadas utilizando o protocolo OAI/PMH é o projeto
NDLTD/Networked Digital Library of Thesis and Dissertation da Virginia Tech
University9, organização internacional dedicada a promover a adoção, criação, uso,
disseminação e preservação de arquivos eletrônicos correspondente às tradicionais
teses e dissertações impressas. Em parceria com a empresa VTLS – Visionary
Technology in Library Solutions10 mantém o maior banco de dados mundialmente
disponível para acesso e busca da produção acadêmica de inúmeros países. Dentre
seus parceiros está o Brasil, com o projeto da BDTD/Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações11 coordenado pelo IBICT, que já vem ocupando lugar de destaque
sendo o maior banco nacional disponível, contando hoje com a participação de 65
instituições brasileiras e um total de 54.465 documentos registrados.
O projeto brasileiro também adota o modelo distribuído utilizando-se de
tecnologias de arquivos abertos, onde cada IES (Instituição de Ensino Superior)
implementa sua biblioteca digital (provedor de dados) com o sistema que lhe for
mais adequado, integrando-se ao projeto nacional por meio da implementação da
camada do Protocolo OAI-PMH e exposição dos metadados em XML/MTD-BR
(padrão desenvolvido pelo IBICT com base no OAI-DC, padrão Dublin Core no
contexto definido pelo Open Archives Initiative e no padrão ETD-MS da NDLTD).
Deste modo, se tem garantido a interoperabilidade das iniciativas brasileiras com
provedores de serviços (harvesters) compatíveis. O próprio IBICT coleta de maneira
integrada os metadados brasileiros e, agindo como agregador e intermediário, ainda
os repassa ao projeto NDLTD.
9

Mais informações: http://www.ndltd.org/
Mais informações: http://www.vtls.com/ndltd
11
Mais informações: http://bdtd.ibict.br/
10

�8

Para apoiar as instituições brasileiras que queiram implementar suas
bibliotecas digitais de teses e dissertações, o IBICT disponibiliza, gratuitamente, o
Sistema de Publicações Eletrônicas de Teses e Dissertações (TEDE), garantindo
assim sua integração à Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do IBICT e
também à NDLTD, da Virginia Tech University. Para utilizar o sistema TEDE, duas
ferramentas com aplicações específicas se encontram disponível:
(a) o TEDE Modular : requer que haja uma infra-estrutura de integração entre
o curso de Pós-graduação, o autor da dissertação e a biblioteca da instituição, no
processo de publicação eletrônica da tese ou dissertação (TDE). O sistema possui
funções específicas para cada etapa do processo de publicação da TDE.
(b) o TEDE Simplificado: possibilita a publicação eletrônica da tese ou
dissertação pela IES, sem utilizar os recursos do TEDE Modular, diretamente pela
biblioteca, com a autorização do autor da tese ou dissertação.
Para garantir a interoperabilidade entre os sistemas, conforme já
mencionado anteriormente, o IBICT desenvolveu o padrão de metadados MTD-BR
compatível com os padrões Dublin Core e Metadata Standard for Electronic Theses
and Dissertations (ETD-MS), adotado pela Networked Digital Library of Theses and
Dissertation (NDLTD), e implementou o Protocolo OAI-PMH para coleta automática
de metadados (harvesting).
Segundo IBICT (s.d.) o MTD-BR foi desenvolvido, no âmbito do projeto
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), para: (a) atender aos objetivos
de geração de produtos e serviços de informação, com vistas à identificação e
localização das teses e dissertações eletrônicas (TDEs), como também para (b)
permitir a coleta de informação para geração de indicadores e integração com outros
repositórios nacionais de informação de ensino e pesquisa no país.
O desenvolvimento deste padrão de metadados possibilitou que diversas
instituições com bibliotecas digitais desenvolvidas com suporte de outras
ferramentas tecnológicas; que não o TEDE; também pudessem participar da coleta
de metadados da BDTD feita pelo IBICT. Portanto, em junho de 2008, a BDTD conta
com a participação de bibliotecas digitais de setenta e oito IES/Instituições de Ensino
Superior e um total aproximado 66.496 registros.

�9

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Os objetos deste estudo são os mecanismos de recuperação da
informação disponíveis nas bibliotecas digitais de teses e dissertações brasileiras e
também na BDTD. As variáveis de análises definidas foram:
(a) sistema de navegação: análise em duas vertentes:
a1 interface de navegação - itens disponíveis aos usuários para interação
com o sistema em busca de maiores informações e
a2 telas de resultados - itens obtidos a partir da navegação.
(b) sistema de busca: análise em duas vertentes:
b1 interface de busca - itens disponíveis aos usuários para busca no
sistema
b2 telas de resultados - itens recebidos como resposta a busca efetuada.
Os critérios avaliados em cada uma das variáveis descritas acima foram
determinados a posteriori, em função do que se tinha disponível nas bibliotecas
analisadas. Procedeu-se à análise individual de cada uma das bibliotecas do estudo,
depois análise da interface do provedor de serviço BDTD do IBICT, e posterior
comparação.
No que se refere à amostra estudada, foram selecionados apenas os
projetos brasileiros de bibliotecas digitais de instituições possuidoras de programas
de pós-graduação em ciências da comunicação com mestrado e doutorado.

5 ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS
Das bibliotecas digitais em IES com programas de pós-graduação em
ciências da comunicação foram selecionadas treze, conforme pode ser visto na
tabela 1 a seguir.

�10

Tabela 1 - IES com Programas de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação
(Mestrado e Doutorado)
IES
Programa / Área de
Biblioteca Digital
concentração
URL
Software
PUC/RS – Pontifícia
Católica do Rio
Grande do Sul
PUC/SP - Pontifícia
Católica de São Paulo
UFBA –
Universidade Federal
da Bahia
UFF – Universidade
Federal Fluminense
UFMG Universidade Federal
de Minas Gerais
UFPe - Universidade
Federal de
Pernambuco
UFRGS Universidade Federal
do Rio Grande do Sul
UFRJ - Universidade
Federal do Rio de
Janeiro
UMESP –
Universidade
Metodista de São
Paulo
UnB – Universidade
de Brasília
Unicamp –
Universidade
Estadual de
Campinas
Unisinos –
Universidade do Vale
do Rio dos Sinos
USP – Universidade
de São Paulo

Comunicação Social /
Comunicação, Cultura e
Tecnologia – Práticas e
Culturas da comunicação
Comunicação e Semiótica /
Signo e Significação nas
Mídias
Comunicação e Cultura
Contemporânea /
Comunicação e Cultura
Contemporânea.
Comunicação / Comunicação

http://tede.pucrs.br/

TEDE
simplificado.

http://www.sapientia.pucsp.br/

TEDE
simplificado.

http://www.bibliotecadigital.ufb
a.br

Sistema
TEDE

http://www.bdtd.ndc.uff.br/

Comunicação Social /
Comunicação Social

http://www.bibliotecadigital.ufm
g.br/

TEDE
simplificado.
DSpace

Comunicação / Comunicação

http://www.bdtd.ufpe.br/

TEDE
simplificado.

Comunicação e Informação /
Comunicação e Informação

http://www.biblioteca.ufrgs.br/bi
bliotecadigital/

ALEPH

Comunicação / Comunicação
e Cultura

http://fenix2.ufrj.br:8991/F?func
=find-b-0&amp;local_base=tdufrj

ALEPH

Comunicação Social /
Processos Comunicacionais

http://ibict.metodista.br/tedeSim
plificado/

TEDE
Simpliciado

Comunicação / Comunicação
e Sociedade
Multimeios / Multimeios

http://bdtd.bce.unb.br/tedesimpli
ficado/
http://libdigi.unicamp.br/

Sistema
TEDE
Nou-Rau

Ciências da Comunicação /
Processos Midiáticos

http://bdtd.unisinos.br/tde_busca
/

Sistema
TEDE

Ciências da Comunicação /
Teoria e pesquisa em
comunicação; Estudo dos
Meios e da Produção
Mediática; Interface Sociais da
Comunicação

http://www.teses.usp.br/

Adaptação
do software
NDLTD

No que se refere aos softwares utilizados pelas bibliotecas digitais
analisadas observa-se que 03 (três) utilizam o Sistema Tede, 05 (cinco) já estão com
o TEDE Simplificado, 02 (duas) utilizam o Aleph, 01 (uma) o sistema Nou-Rou, 01

�11

(uma) o software Dspace e 01 (uma) recorreu a uma adaptação do software da
NDLTD. Porém, obviamente todas utilizam o protocolo de interoperabilidade OAIPMH, portanto, estão sendo coletadas tanto pela BDTD como pelo OASIS.Br.

5.1 Análise do sistema de navegação
Observando-se especificamente o sistema de navegação de cada uma
das bibliotecas da amostra e também da BDTD, tem-se o seguinte resultado
ilustrado na tabela 2 abaixo.
Tabela 2 – Análise do sistema de navegação – interface de navegação e resultados
apresentados aos usuários

UFF
UFMG
UFPE
UFRGS
UFRJ
UMESP
UNB

��� �
�����
���� � �

X

X

�

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

nº de documento

X

X

X

Programa de PósGraduação

X

Data de defesa

Grau

Grau

Palavra-chava

Unidades

Tipo de trabalho

Área

Programa de Pósgraduação

X

X

�����
�����
�����
���� � �
�
������ �
�����

UNICAMP

�������
������ �
UNISINOS
�����
� �� � ��
USP
�����
BDTD

Autor

Data da Defesa

Data de defesa

Título
X

Quantidade de
Teses

UFBA

Título

PUC/SP

�����
���� � �
�
�����
���� � �
�
������ �
�����
�����
���� � �
�

Resposta/Retorno

Autor

PUC/RS

Navegação
Pós-ordenada
– filtros

Pré ordenada – listagem
Software

UNIVERSIDADE

Navegação

X
X

X
X

X

X
X

X

X

X

X

X

X

�12

Quanto à interface de navegação
Percebe-se que das 13 (treze) bibliotecas digitais analisadas, onze (85%)
oferecem sistema de navegação aos usuários, ou seja, possibilitam que o usuário vá
percorrendo o conteúdo de suas coleções a partir de conjuntos ou índices préestabelecidos. Dentre as onze com navegação, nove delas (70% do total geral)
disponibilizam busca por programa de pós-graduação. Ou seja, possibilita que os
usuários identifiquem a lista das dissertações e teses defendidas em um dado
programa. Além disso, sete bibliotecas oferecem a possibilidade ao usuário de filtrar
a navegação por data de defesa ou tipo de documento.
Quanto à existência de navegação por índices de autor, três bibliotecas
oferecem tal recurso. Índice de título apenas uma biblioteca contempla esta
possibilidade. Acesso a listagem de registros por data de defesa é possível de se
obter em apenas duas bibliotecas. Vale ressaltar que uma biblioteca oferece a
possibilidade de busca por “área” mas, pela interface disponível, não se pode
identificar se este metadado se refere a um macrodescritor, a área de concentração
do CNPq ou, simplesmente, as palavras-chave. Dentre as bibliotecas analisadas,
duas delas não oferecem a possibilidade de navegação pelo seu conteúdo.
Já a análise da interface da BDTD/IBICT não oferece nenhum recurso de
navegação, nem por programa de pós-graduação, nem por autor, título ou qualquer
outro recurso. Três conclusões importantes podem ser obtidas aqui:
(a) cada biblioteca desenvolve o seu próprio formato de interface de navegação, não
existindo um padrão único.
(b) mesmo aquelas que oferecem algum tipo de navegação, estas não ficam visíveis
via interface centralizada da BDTB/IBICT.
(c) uma navegação a partir de uma única interface, por teses ou dissertações dos
programas brasileiros de uma especifica área do conhecimento, não é possível até o
momento.

�13

Quanto à resposta do sistema de navegação
No que se refere às respostas apresentadas aos usuários tem-se que dez
das bibliotecas analisadas apresentam uma lista resumida com autor, título e
quantidade de teses depositadas por programa. E apenas uma biblioteca apresenta,
além destes dados, o número interno do registro recuperado. Algumas informações
gerenciais (do tipo número de teses defendidas em dado programa de pósgraduação) podem ser obtidas em apenas 06 bibliotecas das bibliotecas analisadas.

5.2 Análise do sistema de busca
No que se refere ao sistema de busca, a análise das bibliotecas
evidenciou a existência de duas possibilidades: (a) a busca simples – que na
maioria dos casos se refere a uma simples caixa para simples inserção de palavras
e busca em qualquer campo do banco de dados; (b) busca avançada – que
apresenta uma variedade de possibilidades de recuperação e cruzamento entre as
palavras buscadas. A tabela 3 abaixo ilustra os resultados obtidos na análise da
interface de entrada do sistema de busca.

�14

Tabela 3 – Análise da interface de busca (simples e avançada)

�����

PUC/RS ���� � �

��

UFBA
UFF

UFMG ��� �
UFPE

�����
���� � �

��

BDTD

X

X X X

X X X

X

X

X

X X X

X

X X X

X

X

X

X X X

X

X X X

X

X

X

X X X

X

X X

X

X

X

X X X

X

X

X X

X X X

X X X

X X

X X X

X X X

X X X

Registro p/ Páginas
texto completo ou
referência

palavras adjacentes

Data da defesa

Idioma

Grau / Nível

Patrocinador

Biblioteca depositária

Instituição de defesa

Todos os campo

Série

Identificador

Palavras-chave

Idioma

Ano

Título

Tipo de trabalho

Resumo

Orientador

Nível

Data de defesa

Contribuidor

X

UFRGS �����
UFRJ �����
�����
UMESP ���� � � ��
������ �
UNB �����
UNICAMP �������
������ �
UNISINOS �����
� �� � ��
USP �����

Autor

X

��

������ �
�����
�����
���� � � ��

Uso de filtros

X X X

X

�����

PUC/SP ���� � �

Assunto

Área

Busca simples

Software

UNIVERSIDADE

BUSCA AVANÇADA
Busca por campos específicos

X

X
X

X X X

X

X X X

X

X

X

X X X

X

X X X

X

X

X

X X X

X X X

X

X

X

X X X

X

X X

X

X
X
X
X

X

X
X X X

X

X X X
X

X

X X

Quanto à busca simples
Dentre as treze bibliotecas analisadas, apenas três não oferecem a opção
de busca simples, indo diretamente para a busca avançada, porém com recursos
restritos em alguns casos. A interface da BDTD também oferece busca simples.
Quanto à busca avançada
Quanto à busca avançada, apenas uma única biblioteca não oferece tal
possibilidade. As 11 restantes e também a BDTD oferecem, na maioria dos casos, a
opção de busca por assunto (sendo que uma delas utiliza a expressão palavra
chave), autor e título. A opção de busca por resumo também é possível em oito

X

�15

bibliotecas. A recuperação por contribuidor (incluindo aqui orientador, co-orientador
e membros da banca) é possível em alguns casos e em outros a identificação é por
metadado específico identificado como orientador. Em algumas bibliotecas existe a
possibilidade de se pesquisar por data de publicação, data de defesa, data de
criação ou simplesmente data, levando a uma inexatidão de conceito e terminologia
que confunde o usuário e que pode ocasionar erro quando em situação de
convergência dos dados.
Importante ressaltar que nenhuma biblioteca, e nem mesmo a BDTD,
oferece possibilidade de busca por área do conhecimento ou pelo programa de pósgraduação em que foi defendida a dissertação ou a tese. A BDTD apresenta a opção
de busca pela instituição de defesa, mas tal dado fica comprometido quando se
analisa a resposta e percebe uma falta de padrão no preenchimento deste campo
pelas bibliotecas individuais. Ou seja, nenhum sistema analisado oferece busca (por
qualquer campo) dentro de conjuntos específicos de documentos oriundos de um
determinado programa. Por exemplo: a busca por um tema especificamente dentro
do conjunto de dissertações e teses defendidas em todos os Programas de Pósgraduação em Ciências da Comunicação (via interface da BDTD) ou em uma das
bibliotecas digitais analisada, isto não é possível. Somente é possível navegar nos
conjuntos, mas não fazer busca.
Quanto à resposta obtida nas buscas
No que se refere às respostas obtidas junto aos sistemas de busca das
bibliotecas digitais analisadas e da BDTD, tem-se na tabela 4 abaixo, a síntese dos
resultados.

�16

Tabela 4 – Análise do sistema de busca – resultados apresentados aos usuários

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

UFPE

X

X

X

X

UFRGS

X

X

UFRJ

X

X

X

X

UMESP

X

X

X

UNB

X

X

X

UFMG

UNICAMP

X

X

UNISINOS

X

USP
BDTD

X

Assunto [pt]

X

URL Lattes

X

Autor

X

Título [en]

UFF

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

x

x

x

x

X
X

X
X
x

x

X

X

X
x

X

X
X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X
X

X
X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

x

x

x

x

x

X

X

X

X

x

Área de
concentração
Instituição de
defesa
Programa de PósGraduação

X

X

Unidade

X

X

idioma

X

X

E-mail autor

X

X

X

Membro de banca

Orientador

X

UFBA

X

Co-orientador

URL do arquivo(s)

X

X

X

Tipo de trabalho

Abstract

X

X

X

Titulação

Resumo

X

X

Publicador

X

X

X

Biblioteca
depositaria

X

X

X

PUC/SP

Palavra-chave [pt]
Palavra-chave
[EN]
Grau

X

X

PUC/RS

Asunto [en]

X

X

Título [pt]

X

X

Data de
publicação
Dara da defesa

UNIVERSIDADE

RESPOSTA DETALHADA DO SISTEMA DE BUSCA

X
X
X

X

X

X

X

X

x

São bastante uniformes os metadados incluídos nas respostas emitidas
pelas diversas bibliotecas digitais, com pequenas diferenças. Aqui se percebe a
questão de diversos tipos de datas já mencionados anteriormente. Alguns itens
como biblioteca depositária, publicador, tipo de trabalho, email do autor e mesmo
link para o curriculum lattes são os metadados que aparecem em apenas algumas
das bibliotecas analisadas.
Vale ressaltar que três campos são fundamentais de serem analisados
aqui: o campo de área de concentração, programa de pós-graduação e a unidade de
defesa. Verifica-se que tais informações aparecem em apenas uma ou duas
bibliotecas, portanto, não possibilita ao usuário a identificação da original do registro
recuperado ou mesmo a área do conhecimento em que está inserido.
No que se refere à existência de informações adicionais como: tamanho
do documento, tempo de download, estatísticas de acesso ou outros dados de
cunho gerencial, poucas bibliotecas oferecem, conforme pode ser observado na
tabela 5 abaixo. Somente uma biblioteca apresenta dados sobre número de
visitantes, downloads e listagem de trabalhos supervisionados por um mesmo
orientador.

�17

Downloads

X

Visitas

X

Atualizado

X

Data de

X

Data de Criado

X

para download

Tamanho

X

Tempo estimado

Formato

Nº de páginas

Categoria

UNIVERSIDADE

Tabela 5 – Dados estatísticos ou gerenciais oferecidos pelas bibliotecas digitais

X

X

P U C /R S
P U C /S P
UFBA
UFF
UFM G
UFPE

X

UFRGS
UFRJ
UMESP
UNB
U N IC A M P

X

X

X

X

U N IS IN O S
USP
BDTD

Quanto à análise do conteúdo das respostas apresentadas
Observando especificamente o conteúdo inserido nos metadados
disponíveis nas respostas recebidas, várias outras situações foram percebidas no
que se refere ao preenchimento dos dados pelas diversas bibliotecas analisadas ou
até a programação do sistema:
a) algumas bibliotecas apresentam indiscriminadamente os nomes dos
autores, orientadores, co-orientadores e membros da banca. Parecem
utilizar um único campo de metadados (contribuitor) para incluir todos
esses dados sem preocupação com a determinação das distintas funções.
b) alguns sistemas apresentam erros de programação no sistema de busca.
Por exemplo, a busca de SILVA apresenta resultados com SILVANA.

�18

c) as repostas curtas se alteram de um sistema a outro, por exemplo, alguns
sistemas só permitem o acesso ao documento a partir do registro
detalhado do arquivo.
d) as respostas recebidas nas buscas efetivadas diretamente no central da
BDTD, interface do IBICT, evidenciam um problema no metadado “nome
da instituição”. Alguns registros apontam o nome da instituição maior (por
exemplo: PUC/SP), outras mostram o nome da unidade onde está inserido
o programa de pós (por exemplo: Escola de Comunicações e Artes) e,
finalmente, alguns identificam o nome do Programa de pós-graduação.

6 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pelo estudo apresentado percebe-se que, atualmente, é ainda precária a
recuperação de informações sobre teses e dissertações de áreas específicas do
conhecimento ou de programas de pós-graduação existentes no país. Isto é, a partir
da interface única da BTDT/IBICT ainda não é possível buscar todos os trabalhos
desenvolvidos pelos mestrandos e doutorandos em uma dada área, traçar
inferências sobre assuntos mais explorados, temas de maior freqüência etc.
Tampouco, a busca em cada uma das bibliotecas brasileiras de IES que gerenciam
programas de pós-graduação em áreas específicas, irá oferecer resultados
satisfatórios.
Os problemas e dificuldades encontrados e descritos neste paper, se
mesclam evidenciando diversas possibilidades:
(a)

algumas relativas ao sistema utilizado pela biblioteca (TEDE, Dspace,
Nou-Rou, Aleph e adaptação NDLTD), os quais mantém determinadas
especificidades tecnológicas que podem não estar sendo devidamente
utilizadas, aproveitadas ou mesmo adaptadas.

(b)

outras referentes aos metadados utilizados pelos referidos sistemas,
os quais parecem apresentar dificuldades em adaptação e/ou
equivalência entre eles (incluindo o MTD-BR).

�19

(c)

outras, ainda, no que se refere à interpretação dada aos metadados
pelas distintas equipes das bibliotecas, especificamente quanto ao
processamento e indexação de dados.

(d)

referente a diversidade de objetivos e estratégias assumidas pelas
distintas IES no momento da concepção e definição da política de
serviços e produtos a serem oferecidos por sua biblioteca digital. Vale
ressaltar, que nas bibliotecas estudadas, fica evidente o tratamento
eqüitativo dado a todos os programas de pós-graduação contemplado
em suas respectivas coleções, sem a devida observação de suas
especificidades.

(e)

percebe-se a inexistência de regras claras e definidas para a
implementação individual de bibliotecas digitais nas respectivas IES,
de modo que a coleta de seus conteúdos para a construção da
biblioteca brasileira (ou de bibliotecas temáticas) possibilite a
valorização tanto das partes como do todo e favoreça a oferta de
produtos diversificados.
A possibilidade tecnológica de coleta e oferta de interface única de acesso

para busca pela comunidade já está comprovada e testada, resta porém refinamento
dos serviços oferecidos, a partir de um planejamento estratégico dos rumos de cada
biblioteca institucional para a atuação em coletividade.
A proposta de se pensar a construção de uma biblioteca digital federada
brasileira em uma determinada área do conhecimento parece, a princípio, exigir um
esforço de interpretação e trabalho individual junto à cada biblioteca com coleção na
área em foco, de modo a estabelecer padrões de coleta dos metadados e, posterior,
integração dos dados e implementação de produtos e serviços.

REFERÊNCIAS
ARMS, W. Digital libraries. 2000. Disponível em: &lt;
http://books.google.com/books?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;id=pzmt3pcBuGYC&amp;oi=fnd&amp;pg=
PP9&amp;dq=Arms+(2000)&amp;ots=8RIV8NKLrb&amp;sig=D9Rpt1yy1rblUvHCF3zVFKtnnp8#PP
P1,M1&gt;. Acesso em: 30 maio 2008.

�20

ARMS, W. A Spectrum of interoperability: the site for science prototype for the NSDL.
D-Lib Magazine. v.8, n.1, jan. 2002. Disponível em:
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&lt;http://citeseer.ist.psu.edu/busse99federated.html&gt;. Acesso em: 29 maio 2008.
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&lt;http://www.febab.org.br/rbbd/ojs2.1.1/index.php/rbbd/article/viewPDFInterstitial/3/20&gt;. Acesso em: 27 maio 2008.
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&lt;http://bdtd.ibict.br/utilitario/sobre.jsp&gt;. Acesso em: 26 maio 2008.
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&lt;http://lu.com/odlis/&gt;. Acesso em: 05 jun. 2008.
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Acesso em:16 jun. 2008.

Os autores agradecem a colaboração de Dyane Guedes Cunha, bibliotecária, na coleta
e tabulação dos dados.

_________________
1

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, Professora Associada junto ao Programa de Pós-Graduação em
Ciência da Informação da ECA/USP. Coordenadora do CEDUS, Centro de Estudos Design de
Sistemas Virtuais Centrado no Usuário da ECA/USP, smferrei@usp.br.
2
Nilson Carlos Vieira Junior, Bibliotecário, membro da equipe científica do CEDUS, Centro de
Estudos Design de Sistemas Virtuais Centrado no Usuário da ECA/USP, nilsoncvj@gmail.com.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>Análise das interfaces de navegação e busca de informação nas Bibliotecas Digitais Federadas de Teses e Dissertações: um estudo de caso na área de ciências da comunicação.</text>
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                <text>A possibilidade de recuperação de textos completos, por meio de interfaces únicas de acesso, é possível hoje devido ao modelo de bibliotecas digitais federadas proporcionado pela OAI – Iniciativa de Arquivos Abertos. Este modelo pode e deve facilitar e valorizar a busca contextualizada, por áreas específicas do conhecimento e atender necessidades múltiplas desde a identificação de textos, atualização sobre determinado assunto até dados gerenciais e estatísticos referente aos textos localizados, tais como quantidade de acesso, perfil de visitantes, redes sociais entre indivíduos e instituições, comparações de dados, dentre outros. Este paper, tem como objetivo analisar as interfaces de navegação e de busca (simples e avançada) tanto da BDTD/IBICT quanto das bibliotecas digitais de teses e dissertações existentes no país (focando a área de ciências da comunicação), de modo a identificar as fortalezas e fraquezas no que se refere à construção de bibliotecas digitais federadas em áreas específicas. O principal resultado encontrado está diretamente relacionado à inexistência de uma interface única que possibilite buscas contextualizadas e em profundidade a partir de sub-conjuntos de teses e dissertações organizados tematicamente.</text>
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                    <text>TRABALHO ORAL
IMPACTO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NA GESTÃO
DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Perfil do profissional da informação

O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E AS DESIGUALDADES DIGITAIS
NO MARANHÃO: desafios para a construção da cidadania
FERREIRA, M.1
TEIXEIRA, C.2
BORGES, L. C.3

RESUMO
Discute conceitos e perspectivas sobre a sociedade da informação e as
desigualdades digitais ocasionadas pela falta do acesso as tecnologias de
informação e da comunicação por parte significativa da sociedade. Mostra
indicadores de desigualdades digitais no Maranhão. Reflete sobre as posturas e
enfrentamentos que o profissional da informação deve assumir com o objetivo de
fazer frente às brechas digitais. Debate sobre a construção da cidadania digital como
perspectiva de um futuro melhor e menos excludente do ponto de vista digital.
Finaliza propondo estratégias de enfrentamento às questões.
Palavras-chave: Sociedade da informação. Desigualdades digitais. Cidadania
digital. Profissional da informação.

ABSTRACT
Discussing concepts and perspectives on the information society and digital
inequalities caused by lack of access to the information technologies and
communication by significant part of society. Displays digital indicators of inequality in
Maranhão. Reflects on the postures and confrontations that the information
profession must take in order to tackle the digital gaps. Debate on the construction of
citizenship as digital prospect of a better future and less exclusionary from a digital.
Terminate proposing strategies to confront the issues.
Keywords: Information Society. Inequalities digital. Digital Citizenship.
Information professional.

�2

1 INTRODUÇÃO
As desigualdades digitais são os mais novos problemas sociais oriundas
da não ordem social, cultura, política e, sobretudo, econômica que se desenha em
face das transformações ocorridas com o advento das novas tecnologias de
informação e da comunicação. A sociedade da informação, termo cunhado para
expressa o contexto em que vive a sociedade atual, surge estabelecendo a
informação e o conhecimento como os novos paradigmas econômicos. Nesta
dimensão a informação aparece como um insumo estratégico dessa nova economia,
nessa nova configuração social, merge uma sociedade globalizada na qual as
tecnologias

de

informação

e

comunicação

têm

contribuído

para

uma

desterritorialização, ou seja, para uma perda das fronteiras geográficas ou políticas
tradicionais.
Na contramão desta visão acerca da sociedade da informação, existem
correntes, que focalizam esse fenômeno com uma perspectiva mais realista e que
objetivam analisar as desigualdades sociais e digitais que se agudizam frente a essa
nova organização social. Na abordagem aqui desenvolvida, o objetivo é analisar as
desigualdades digitas no Maranhão, apontando caminhos efetivos para construção
da cidadania digital no Estado.
O percurso metodológico adotado neste trabalho consiste de pesquisa
exploratória pautada nos procedimentos técnicos da pesquisa bibliográfica extensiva
acerca do tema em debate. Na senda dos autores que refletem sobre o problema,
mapeam-se os estudos de Castells (2007), Borges e Ferreira (2006), Tedesco
(2006), Waiselfisz (2007), Bottentuit (2002), dentre outros. Os aportes teóricos
destes autores foram importantes, pois forneceram subsídios durante o processo de
analise dos indicadores de desigualdades sociais e digitais no Maranhão. Durante a
elaboração deste texto também utilizamos dados elaborados através da pesquisa
“Informação e Desigualdade Social no Maranhão”, ora desenvolvida junto ao
Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão. As
informações levantadas através desta pesquisa, forneceram subsídios acerca da
realidade social, cultural e digital do Estado federado em questão.

�3

Este trabalho encontra-se estruturado em três momentos. Inicialmente
discute-se através de breves referências, os conceitos e perspectivas sobre
sociedade da informação. No segundo momento, apontam-se os indicadores de
desigualdades digitais no Maranhão, notadamente um dos Estados mais pobre da
federação. Por fim, no terceiro momento, ressaltam-se os mecanismos que podem
transformar as condições de exclusão sócio-digitais em que estão inseridos muitos
dos cidadãos maranhenses, situando o profissional da informação como mediador
entre o cidadão a informação e o conhecimento.

2 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO: breves referências
Já há algum tempo o termo sociedade da informação tem sido utilizado
para caracterizar a sociedade atual, onde as informações circulam a velocidades e
quantidades inimagináveis há poucas décadas. No contexto atual, frente às
inovações e acontecimentos que transformaram as conjunturas das sociedades
tradicionais ou sociedade industrial, como o advento da energia motora; fato que
possibilitou a Revolução Industrial através da mecanização das fábricas e do cultivo
dos produtos agrícolas, hoje os fluxos mais importantes que definem o poder não
são de energia, e muito menos de matéria-prima, mas sim de informação.
A Sociedade da Informação, segundo Boltansky e Chiapello (2002),
Calderón (2003) Castells (2007), representa profundas mudanças na sociedade,
pois suas características principais influenciam o surgimento de uma nova ordem
social construída a partir do papel central da informação e do conhecimento nos
processos produtivos e sociais. Esses autores apontam que, algumas reflexões,
acerca desses processos, que tem na informação seu fator preponderante, tem sido
otimista e de certa maneira, ingênuos, ao analisar as características da sociedade
informacional apenas sob uma ótica, a dos benefícios econômicos ocasionados pelo
uso das novas tecnologias de informação e da comunicação. Estas definições
acerca da Sociedade em muitos casos, estão fundamentadas em visões que de
alguma maneira transpõem de forma linear as características de produção e
distribuição do conhecimento à sociedade. Contudo, conforme Tedesco (2006, p. 8)
essas leituras sobre a Sociedade da Informação, têm sido substituídas

�4

por visões mais realistas e complexas, que buscam explicar por
que o uso intensivo de conhecimento produz simultaneamente
fenômenos de mais igualdade e mais desigualdades, de maior
homogeneidade e maior diferenciação, de maior racionalidade
e maior irracionalidade no comportamento do cidadão.

As características da Sociedade da Informação enfocadas aqui, a
consideração como ordem social de profunda mudança na organização das relações
sócio-culturais e políticas, configurando-se como um novo paradigma econômico,
caracterizado pela geração e transferência quase instantânea de informação, capital
e bens culturais, regula e condiciona a um só tempo, o consumo e a produção, nas
sociedades capitalistas. Assim, a informação neste contexto, assume o papel de
força motriz do desenvolvimento e nesta mesma perspectiva torna-se a “mola” que
impulsiona o mundo, na mesma medida, justifica e legitima as novas formas de
dominação e exploração do Sistema Capitalista.
O modo de produção do Capitalismo para Chauí (2006, p. 44), legitimase “pela contradição econômica decorrente da divisão entre os proprietários privados
dos meios sociais de produção e os trabalhadores como força produtiva”, o que se
constitui o sujeito social deste sistema, o capital. Esta lógica estabelece o modo de
ser da sociedade, que se fundamenta na exploração econômica e na dominação
política, materializando-se em um conjunto de valores, idéias, normas, práticas e
instituições impostas pela classe dominante à classe dominada. Neste sentido,
entende-se que

o termo Sociedade da Informação é uma nova forma de

denominação utilizada para a apresentação da nova face do capitalismo na
contemporâneidade, haja vista que as transformações ocorridas no mundo inteiro,
apontam a informação como capital.
Este fenômeno é global e pode ser explicado pelo fato de que na
atualidade o acesso a informação é bem mais fácil que em outros tempos, dado o
surgimento das novas tecnologias de informação e da comunicação – TIC´s. Estas
novas tecnologias promovem mudanças que impactam diretamente na vida das
populações ao redor do globo. As TIC´s têm um papel importante na produção de
formas inéditas de inclusão e de exclusão social (TEDESCO, 2006). Segundo dados
da última pesquisa realizada pela UNESCO (2005) sobre o assunto, embora o
número de pessoas conectadas à internet aumente rapidamente (os números
passaram de 3% da população mundial em 1995 para mais de 11% em 2003), o

�5

referido crescimento corre risco de ser detido por fatores ligados aos níveis de
eqüidade social mais geral: ausência de infra-estrutura de comunicações em zonas
pobres, carências educacionais básicas da população e enormes desigualdades na
distribuição da riqueza. É necessário ter em mente que vivemos em uma sociedade
onde 20% da população concentram 80% das receitas.
Tedesco (2006) afirma que “essa ‘fratura numérica’ se associa e alimenta
a ‘fratura congnitiva’, que tende a se converter no fator chave que determina a
inclusão ou exclusão social”. Para esse autor embora o conhecimento tenha sempre
sido um fator chave para a participação social, nesses momentos seu papel assume
características determinantes muito mais fortes do que no passado.
Assim, “as reflexões acerca dos rumos as sociedade da informação giram
em torno de quais dos dois eixos (inclusão/exclusão, homogeneidade/fragmentação)
prevalecerá” (TEDESCO, 2006, p. 8). Neste contexto observa-se que, a orientação
dessa escolha, independente de qual será, é uma opção por uma visão ética e
política e não um produto determinado pelas forças produtivas do Capitalismo.
Contudo, para tomar uma decisão consciente, livre e informada entre um caminho e
outro, torna-se necessário ter o domínio de um conjunto amplo de conhecimentos
técnico-científicos, e nesta perspectiva, a informação e o conhecimento são bens
sociais necessários para se diminuir as distâncias sociais, na medida em que os
indivíduos passam a dominar determinadas informações, estes são empoderados e
portanto, capazes de realizar transformações junto a seus pares em seu meio social
de forma consciente e refletida. Ao apontar essa condição, não significa dizer que
ela é suficiente para a solução dos problemas, mas certamente é o caminho, haja
vista que na atualidade torna-se necessário apoiar iniciativas e práticas que primem
pelos valores éticos, políticos e sociais com base em conhecimentos que viabilizem
ações reais e transformadoras.

3 O MARANHÃO E AS DESIGUALDADE DIGITAIS
Após enfatizar que

as desigualdades sociais e econômicas que

caracterizam as sociedades, em especial o Brasil, determinam significativamente as
condições de acesso aos benefícios das modernas tecnologias de informação e da

�6

comunicação. Neste caso, infelizmente, o Maranhão não é exceção, pelo contrário,
pois se trata de um dos Estados mais pobres da Federação conforme as pesquisas
e seus indicadores de desenvolvimento humanos – IDH, o Estado ainda é presença
garantida nos últimos lugares quando o assunto é desenvolvimento social e humano.
No Maranhão o analfabetismo atinge cerca de 26% da população; 63% são pobres;
68% de pessoas vivem com menos de 80 reais por mês; a concentração de terras
sob o domínio de latifundiários gira em torno de 80% do total de terras férteis e
apenas 2,9% de terras pertencem ao minifúndio. A participação da riqueza nacional
é inferior a 1%, combinada com a desigualdade social, em que menos de 0,5% dos
ricos controlam mais de 60% da riqueza estadual, esses dados compõem o quadro
de pobreza e desinformação a que são submetidos os maranhenses (BORGES;
FERREIRA, 2006).
No campo da política, passa-se por um momento de transição em que sai
do governo estadual uma oligarquia que controlava as riquezas maranhenses há
quarenta anos, responsável por um modelo de desenvolvimento patrimonialista,
assistencialista, marcado por relações hierárquicas cujas disputas entre grupos,
facções políticas contribuíram para a pouca renovação dos gestores públicos
refletindo por sua vez na descontinuidade dos projetos implantados pelo Estado,
levando instituições públicas de socialização da informação e do conhecimento ao
não atendimento das necessidades informacionais da população (BORGES;
FERREIRRA, 2006).
Deste modo, o quadro não tem como ser outro, a população do Maranhão
ao longo das últimas décadas tem vivido a margem dos benefícios das novas
tecnologias de informação e da comunicação, bem como

da Sociedade da

Informação. Em muitas regiões do Estado, o povo ainda luta pela garantia dos
direitos mais elementares, como o acesso a educação básica e alimentação de
qualidade e nutritiva.
No que tange às políticas públicas de informação, consideradas aqui
como estratégias de ação oriundas do Estado, que visam democratizar o acesso a
informação e o conhecimento, aos bens, aos produtos e serviços gerados por ela e
com vistas a socializar o saber e promover a justiça e equidade social, visualiza-se
o quadro de exclusão digital a partir dos dados levantados pela Pesquisa

�7

“Informação e Desigualdade Social no Maranhão”, ora desenvolvida junto ao
Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão1. A
pesquisa visa estudar como estão sendo articuladas as políticas de informação e
leitura no Estado, através de ações articuladas entres Secretarias de Estado e
municípios maranhenses. Ao longo do trabalho de campo2 desta pesquisa visitamos
16 municípios maranhenses situados entre as Regiões Tocantina e Alto Turi
(Imperatriz, Davinopolis, João Lisboa, Governador Edson Lobão, Campestre do
Maranhão, Ribamar Fiquene, Lajeado Novo, Junco do Maranhão, Maracaçumé,
Governador Nunes Freire, Maranhãozinho, Presidente Médici, Centro do Guilherme,
Centro Novo do Maranhão, Santa Luzia do Paruá e Nova Olinda), e constatou-se a
existência de telecentro públicos em apenas 4 destes municípios, nos que possuem
situação econômica mais favorável. De modo geral, destes municípios pesquisados,
apenas 7 possuíam algum tipo de acesso a rede mundial de computadores –
internet e, o acesso a essa tecnologia limita-se muitas vezes aos funcionários da
prefeitura, onde os pontos de acesso a internet estão instalados.
Complementar a este estudo utiliza-se aqui os indicadores de
desigualdades digitais construídos a partir das pesquisas realizadas por Julio Jacobo
Waiselfisz (2007), que revelam o mapa das desigualdades de acesso ao mundo
digital no Brasil, o estudo demonstra que das unidades federadas, o Maranhão
apresenta quadros de extremas situações de desigualdades de infouso3, com 2,1%
de pessoas com acesso domiciliar a rede e 7,7% de usuários de internet, esses
dados se comparados a outras unidades da federação, como o Distrito Federal, com
31, 1% e 41, 1% respectivamente, chocam ainda mais. A pesquisa ainda revela
dados referentes ao uso da internet segundo local de uso: centros gratuitos para a
1

A pesquisa “Informação e Desigualdade Social no Maranhão: as bibliotecas, os arquivos e profissional da
informação – desafios para pensar o Estado democrático”, conta com o apoio financeiro da Secretaria de Estado
da Cultura do Maranhão, da Fundação de Apoio à Pesquisa no Maranhão – FAPEMA e Universidade Federal do
Maranhão/PIBIC/CNPq. Este estudo é coordenado e orientado pela Profa. Dra. Mary Ferreira.

2

O trabalho de campo ocorreu nos meses de janeiro e maio, do ano de 2007. Durante as visitas aos municípios
os bolsistas-pesquisadores entrevistaram vereadores, gestores públicos municipais, moradores das localidades, a
fim de levantar informações sobre como estão sendo desenvolvidas e implementas as políticas públicas de
informação na cidade. Outra técnica utilizada no levantamento de dados deste estudo foi à observação direta dos
aspectos sócio-culturais, educacionais, políticos e econômicos nos municípios. E o mapeamento de todos os
pontos de informação e cultura da cidade pesquisa (museus, centros de cultura, arquivos, telecentros, bibliotecas
públicas, casa de cultura etc.).
3

Desigualdades de Infouso são desigualdades existentes em função de diferenças entre as diversas áreas do país,
notadamente em sua estrutura regional, que originam condições marcadamente diferenciais de acesso aos

�8

população de 10 anos ou mais, os indicadores do Maranhão revelam que por aqui,
0,3 dos 40% mais pobres usam internet em relação aos 2,9 dos 10% mais ricos do
Estado.
Os índices de exclusão digital mostram o Maranhão nas primeiras
posições do índice de desigualdades elaborado pela pesquisa. O Estado ocupa a 1º
posição em desigualdades de infouso; 8º em desigualdades digitais relacionadas às
desigualdades socioeconômicas; o 7º lugar nas desigualdades de acesso por falta
de centros gratuitos de acesso a internet, os telecentros; e no ordenamento geral, o
7º lugar no Índice geral das desigualdades digitais no Brasil.
Assim, diante do exposto percebe-se claramente o modelo concentrador e
excludente em que se formaram, persistem historicamente, as desigualdades no
Maranhão. São inúmeras as evidências que indicam que é pela via de uma proposta
inclusiva e democrática que se poderá garantir o acesso aos benefícios da
sociedade informacional através das tecnologias de informação e da comunicação,
na mesma medida estruturar um papel social a estas ferramentas, gerando
desenvolvimento, igualdade, equidade e justiça social a todos e todas.

4 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E A CIDADANIA DIGITAL
Diante do contexto de exclusão em que estão inseridos grande parte da
população maranhense, sobretudo no que concerne às exclusões digitais, cabe ao
conjunto da sociedade lutar pela garantia e exercício do conjunto de diretos que
identificam os indivíduos como cidadão. Na abordagem aqui desenvolvida
compreendemos cidadania como a expressão dos direitos e deveres dos sujeitos
livres e conscientes. Cidadania, conforme Santos (apud BOTTENTUIT, 2002, p. 88),
“é produto de histórias sociais diferenciadas, protagonizadas por grupos sociais
diferentes”. Segundo Bottentuit (2002) a conquista de uma cidadania digital só se
concretizará através de embates teóricos, da luta permanente pela transformação
das estruturas sociais vigentes, e principalmente, pela garantia do acesso aos
benefícios do mundo digital, através das novas tecnologias de informação.
benefícios digitais. Essa dimensão foi elaborada foi elaborada pela articulação de dois indicadores:
desigualdades de internet domiciliar e desigualdade de uso de internet (WAISELFISZ, 2007, 11-12)

�9

Ao se pensar caminhos para a construção da cidadania digital não se
pode perder de vista o tempo e o espaço em que estamos inseridos, ou mesmo
contexto político, social e econômico e educacional em que se vive. É dever do
Estado, garantir o direito de acesso à informação em todos as suas dimensões e o
acesso as tecnologias de informação e comunicação de forma a diminuir as brecha
digitais, já agudas em grande parte do país. Recomenda-se a elaboração e
implementação de políticas de inclusão digital em todos os pontos públicos de
acesso da população, construção de telecentros, instalação de pontos de acesso a
rede em bibliotecas públicas, implantação de laboratórios de informáticas nas
escolas, tribunais, hospitais, correios e demais locais de grande acesso por parte da
população.
No tocante aos profissionais da informação, torna-se necessário que
estes encarem o problema das desigualdades de acesso ao mundo digital como um
problema social a ser enfrentado, com vistas a diminuir as distâncias e brechas
sociais que situam classe, gênero, raça e etnia em lugares distantes nas sociedades.
O profissional da informação deve entender que, a construção do Estado
democrático caminha junto à garantia de direitos e deveres a todos e todas e, neste
rumo o exercício da cidadania passa necessariamente pela questão do uso e acesso
da informação, “pois tanto a conquista de direitos políticos, sociais e civis, como a
implementação dos deveres do cidadão dependem fundamentalmente do livre
acesso a informação sobre tais direitos e deveres” (ARAÚJO, 1999, p.158).
Resumindo, depende de políticas públicas de informação e de políticas direcionadas
a inclusão digital de todos que formam o conjunto da sociedade e, que nessa
caminhada a sua atuação profissional faz muita diferença, pois este foi formada para
trabalhar, organizar e disseminar a informação, hoje, o bem social mais precioso.

5 CONCLUSÃO
As relexões até aqui construídas, apontam para a necessidade de se
pensar estratégias de enfrentamento dos problemas sociais oriundos da nova ordem
social, a sociedade da informação. Ao longo deste trabalho fica evidente que as
diversas desigualdades sociais que caracterizam o país são fatores que determinam

�10

significativamente as condições de acesso aos benefícios do mundo digital, e por
conseguinte, das tecnologias de informação e comunicação.
Neste novo contexto, em que se desenha a sociedade atual, já é comum
a expressão desigualdade digital, que nada mais são “do que uma nova forma de
manifestação das tradicionais diferenças e divisões existentes em nossas
sociedades e no mundo. Uma nova forma de manifestação dessas diferenças que,
por sua vez, recapitula e reforça as diferenças pré-existentes” (WAISELFISZ, 2007,
p.101-102). Aponta-se que tais diferenças decorrem do sistema do capital, cuja
identidade é gerada pela contradição econômica oriundas da divisão entre os
proprietários privados dos meios de produção e os trabalhadores como força
produtiva das mercadorias. A sociedade capitalista funda-se em uma divisão interna
– a contradição das classes sociais. (CHAUÍ, 2006).
No bojo desse fenômeno, o profissional da informação deve estar ciente
de que no campo digital, da mesma forma como em outras áreas, trabalhar para
reduzir as distâncias sociais no seu meio social, no mundo, fazendo emergi uma
sociedade mais justa socialmente para todos e todas. Alerta-se que é necessário
que o profissional da informação, assim como todos os outros sujeitos/atores sociais,
tomem uma posição e atuem a respeito dessa questão, por que se nenhuma ação
ou medida mais efetiva for feita no sentido de se diminuir as desigualdades digitais,
perigosamente, estaremos reforçando a lógica perversa do sistema, que é
excludente.

REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Eliany Alvarenga de. Informação, sociedade e cidadania: gestão da
informação no contexto das Organizações Não-Governamentais brasileiras. Ciência
da informação, Brasília, v.29, n.2, p.155-167, maio/ago. 1999.
BOLTANSKY, L.; CHIAPELLO, E. O novo espírito do capitalismo. Madrid: Editora
Akal, 2002.
BORGES, Luis Cláudio; FERREIRA, Maria Mary. Informação e desigualdade social:
as bibliotecas públicas e a pratica políticas dos gestores públicos maranhenses. In:
ZANNONI, Cláudio (org.). VI Encontro humanístico: caderno de resumos. São
Luís: EDUFMA, 2006.

�11

BOTTENTUIT, Aldinar Martins. Cidadania Digital: responsabiblidade social em um
mundo conectado e em rede. In: CASTRO, César Augusto (Org.). Ciência da
Informação e Biblioteconomia: múltiplos discursos. São Luís: EDUFMA; EDUFMA,
2002. p. 73-93.
CASTELLS, M. A sociedade em rede: a era da informação. Madrid: Alianza Editora,
2007.
CALDERON, F. É sustentável a globalização na America Latina?. Santiago do
Chile: Fundo de Cultura Econômica, 2003.
CHAUÍ, Marilena. Cidadania cultural: o direito à cultura. São Paulo: Fundação
Perseu Abramo, 2006.
TEDESCO, Juan Carlos. Prioridade ao ensino de ciências: uma decisão política.
Cadernos da Ibero-América. Madrid: Organização dos Estados Ibero-Americanos,
2006.
WAISELFISZ. Julio Jacobo. Mapa das desigualdades digitais no Brasil. Brasília:
RITLA; Instituto Sangari; Ministério da Educação, 2007.
______. Lápis, borracha e teclado: tecnologia da informação na educação Brasil e
América Latina. Brasília: RITLA; Instituto Sangari; Ministério da Educação, 2007.
UNESCO. Vers les sociétés du savoir. Paris: Editions UNESCO, 2005.

__________________
1

Mary Ferreira, Universidade Federal do Maranhão.
Cenidalva Teixeira, Universidade Federal do Maranhão, ceni@ufma.br.
3
Luís Cláudio Borges, Universidade Federal do Maranhão, lcborges2@gmail.com.
2

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                <text>Discute conceitos e perspectivas sobre a sociedade da informação e as desigualdades digitais ocasionadas pela falta do acesso as tecnologias de informação e da comunicação por parte significativa da sociedade. Mostra indicadores de desigualdades digitais no Maranhão. Reflete sobre as posturas e enfrentamentos que o profissional da informação deve assumir com o objetivo de fazer frente às brechas digitais. Debate sobre a construção da cidadania digital como perspectiva de um futuro melhor e menos excludente do ponto de vista digital. Finaliza propondo estratégias de enfrentamento às questões.</text>
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A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A RELAÇÃO COM A SOCIEDADE: um
relato dos serviços extensionistas inovadores do sistema integrado de
Bibliotecas da UEFS
FERREIRA, M. C. S. B.1
SANTANA, I. C. N.2
RIBEIRO, R. M. R.3

RESUMO
Aborda sobre os serviços extensionistas desenvolvidos pelo Sistema Integrado de
Bibliotecas (SISBI) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) com o
objetivo de democratizar o acesso à cultura nas suas diversas modalidades e
garantir o diálogo entre a biblioteca e a sociedade. Percebe-se a grande importância
do SISBI em valorizar as manifestações culturais da região e em levar o usuário a
conceber a biblioteca como espaço do saber, da cultura e do lazer. Relata os
projetos que são mais comuns em bibliotecas e os inovadores criados pelo SISBI, a
metodologia aplicada a cada um deles, suas finalidades, bem como os resultados
alcançados.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Serviços extensionistas. Biblioteca e
Sociedade.

ABSTRACT
It addresses on the extension services developed by the Sistema Integrado de
Bibliotecas (SISBI) of the Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) with
the objective of democratizing access to culture in its various forms and ensure the
dialogue between the library and society. Clearly it is the great importance of SISBI
enhance the cultural events in the region and to bring the user to design the library
as an area of knowledge, culture and recreation. Reporting the projects that are more
common in libraries and created by innovative SISBI, the methodology applied to
each of them, their purposes, and the results achieved.
Keywords: University Library. Services extension. Library and Society.

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1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC), fundada em 1976
conjuntamente a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), gerencia oito
bibliotecas setoriais que estão interligadas através do Sistema Integrado de
Bibliotecas (SISBI). O Sistema tem a Função de organizar e disseminar a
informação, apoiada em novas tecnologias de acesso, para subsidiar o ensino, a
pesquisa e extensão, visando contribuir para o desenvolvimento educacional e
cultural.
O SISBI-UEFS cumprindo sua função desenvolve vários serviços
extensionistas, alguns tradicionais e outros inovadores com a finalidade de buscar a
excelência acadêmica e estreitar os laços entre biblioteca e sociedade.

2 SERVIÇOS EXTENSIONISTAS
A Biblioteca, além de ser um espaço de estudo e pesquisa, deve
proporcionar a difusão da cultura, democratizar o lazer e valorizar as diversas
manifestações artístico-culturais. Ela deve criar mecanismos que permitam a
interação com a sociedade interna e/ou externa. Na sua estrutura física, a BCJC
possui o hall como local destinado à disseminação de valores da cultura local e da
redondeza de Feira de Santana. Neste espaço acontecem exposições de trabalhos
científicos, lançamento de livros, apresentações de teatro e música e exposições de
obras de arte.

2.1 Serviço de Visita Orientada
Serviço este que tem por objetivo mostrar aos seus visitantes toda a infraestrutura da Biblioteca, os serviços que ela oferece aos seus usuários e enfatizar
principalmente a questão da conservação e preservação do patrimônio público. Na
BCJC as visitas são muito freqüentes, recebemos estudantes do ensino fundamental
e médio, pesquisadores, alunos de outras universidades e profissionais da área de
biblioteconomia.

�3

Este serviço além de mostrar toda a estrutura e funcionamento dos
serviços do Sistema Integrado de Bibliotecas (SISBI) da Universidade Estadual de
Feira de Santana (UEFS), enfatiza para os visitantes pequeninos que cada livro
existente na Biblioteca traz uma história diferente e que é importante preservá-lo
para que todos tenham a oportunidade de conhecer as histórias. E para os adultos,
incentiva o hábito de ler como um meio para cada cidadão se sentir incluído na
sociedade da informação, mostrando dessa forma a importância de conservar e
preservar o patrimônio público.

2.2 Exposições artístico-culturais, acadêmicas e apresentações artísticas
As exposições ou apresentações ocorrem mediante agendamento por
parte dos interessados ou através de convite feito pela BCJC. O convite se dá para
garantir uma rotatividade de formatos e estilos das apresentações ou exposições
realizadas durante o ano e é feito dentro de uma programação preestabelecida no
início do ano.
Como canais de divulgação do que é realizado no SISBI, temos a TV
Universitária, a “Agenda Cultural On Line”, link da “home page” da UEFS e “Subaé
Acontece” – divulgação cultural da TV Subaé (Feira de Santana).

2.3 Projeto “CUIDA DE MIM” - seja responsável por um animalzinho
O projeto “CUIDA DE MIM” - seja responsável por um animalzinho de
brinquedo, que tem como objetivo incentivar os usuários da Biblioteca Setorial da
Escola Básica (CEB) do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira
de Santana (UEFS) matriculados nas séries iniciais a trabalhar a leitura e a escrita
através da prática de redigir, adotando uma metodologia que envolve aspectos
lúdicos do universo infantil, partindo do cuidado com um “animalzinho” de estimação.
O animalzinho de pelúcia selecionado foi um macaco, pelo fato de no
Campus da UEFS serem encontrados muitos micos nas árvores. A cada semana um
aluno fica com a guarda do Macaquinho Caco, junto ao bichinho vai uma carta aos
pais e um caderno de capa dura onde o aluno deverá fazer uma redação sobre a

�4

semana com Caco. O relato das atividades desenvolvidas com o macaquinho será
um estímulo para o exercício da escrita, a associação de idéias e a contextualização
dos acontecimentos.

2.4 Projeto Passaporte Biblioteca
Tem por objetivo incentivar os usuários da Biblioteca Setorial da Escola
Básica e da Biblioteca Setorial Monteiro Lobato a adquirirem o habito de ler,
utilizando como metodologia a criação do Passaporte Biblioteca para os usuários
infanto-juvenis da BCEB e BSML.
O trabalho será realizado da seguinte forma:
� A cada visita e conseqüente consulta ao acervo da Biblioteca Setorial
Monteiro Lobato, o passaporte recebe um carimbo com um visto. Quando o
passaporte estiver completo o usuário ganha um pequeno brinde;
� Quanto a Biblioteca do Centro de Educação Básica o passaporte recebe o
visto a cada material retirado por empréstimo domiciliar.

2.5 Mostra de Filmes
Há quatro anos foi implantado na BCJC o Projeto Imagens – Cinema na
UEFS, atividade de extensão que vem proporcionando o encontro da comunidade
acadêmica da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e população da
vizinhança com a recente produção cinematográfica nacional, com obras regionais e
com o cinema de arte geral. Na atuação em Feira de Santana, o projeto exibe filmes
gratuitamente, ocupando novos espaços, formando platéias para o cinema e
democratizando o seu acesso à população excluída das salas de cinema por
motivos econômicos/ financeiros, principalmente. Uma das ações do projeto é a
criação do Cineclube da UEFS (integrante do Conselho Nacional de Cineclubes),
com exibições temáticas para a comunidade universitária e para segmentos
específicos da comunidade feirense (Terceira Idade, alunos de escolas públicas e
outros). O Projeto Imagens tem parceria com o Cinema BR em Movimento e com a

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vídeo locadora, de Feira de Santana, Planet DVD, além de contar com o apoio da
PROEX.

2.6 Biblioteca, Café &amp; Arte
Este Projeto que tem o objetivo de garantir uma maior aproximação do
usuário com a biblioteca acontece mensalmente no Hall da Biblioteca Central.
Através de apresentações artístico-culturais, acompanhadas de um delicioso café, a
biblioteca oferece aos usuários momentos agradáveis e de relaxamento, além de
sorteio de livros.

2.7 Conhecendo novos mundos com a leitura
Através da contação de histórias e de rodas de leitura, o SISBI procura
estimular o hábito da leitura prazerosa. Esse projeto vem acontecendo nas
bibliotecas setoriais (Monteiro Lobato e CEB), principalmente com crianças de Ongs
e da rede pública.

2.8 Apoio as Bibliotecas da rede municipal e estadual
Iniciativa que surgiu devido à procura da comunidade junto a Biblioteca
Central, por informações sobre como organizar bibliotecas e também pelo crescente
número de crianças pesquisando na BCJC, que não possui as devidas condições
para atender a esse público (acervo incompatível e espaço inadequado). Através de
um curso de Auxiliar de Biblioteca, que oferecemos uma vez por ano, orientamos os
interessados quanto à organização e ao funcionamento de uma biblioteca pública ou
escolar, bem como indicamos softwares gratuitos para que a mesma seja
informatizada.

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4 CONSIDERAÇOES FINAIS
Com o desenvolvimento das atividades de extensão através dos projetos e
parcerias, o SISBI se consolida não só como centro de referência acadêmica na
cidade, no estado e no país, mais também como pólo de disseminação da cultura e
valorização da identidade local.
Muitas vezes nos deparamos com usuários que não tiveram nenhum
contato com bibliotecas, por isso, definem biblioteca apenas como um espaço de
empréstimo e devolução de materiais. Entretanto o SISBI quer mostrar um novo
conceito de biblioteca e como ferramenta para isso, utiliza os programas de
extensão, que objetivam a difusão da cultura, democratização do lazer e valorização
das diversas manifestações artístico-culturais regionais. Através do Projeto Imagens
com a formação de platéias para o cinema, democratizando o seu acesso à
população excluída das salas de projeção por motivos econômicos/ financeiros.
Contribuirmos positivamente na formação de leitores, incentivando, através dos
projetos, o uso da biblioteca, a leitura de livros por prazer e a conservação do
acervo.
Portanto, através dos serviços de extensão tradicionais e inovadores, o
SISBI alarga seu canal de comunicação com a sociedade.

REFERÊNCIAS
ALVES, Terezinha das Graças; LIMA, Fernando de Albuquerque. A cultura e o lazer
na Biblioteca do Ministério da Ação Social. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 16., Salvador, 1991. Anais... Salvador:
APBEB, 1991.
PROPOSTA de roteiro para visita orientada. Feira de Santana: UEFS/Biblioteca
Central Julieta Carteado, 2000.

__________________
1

Maria do Carmo Sá Barreto Ferreira, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS),
carmo@uefs.br.
2
Isabel Cristina Nascimento Santana, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS),
icns@uefs.br.
3
Rejane Maria Rosa Ribeiro, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), rribeiro@uefs.br.

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GESTÃO POR PROCESSOS EM BIBLIOTECAS DIGITAIS:
o caso da Biblioteca Digital da UNICAMP
FERREIRA, D. T.1
VICENTINI, L. A.2
VICENTINI, R. A. B.3

RESUMO
O trabalho visa refletir sobre a aplicação de tecnologias da informação em
bibliotecas digitais. Apresenta conceitos sobre gestão por processos com a
finalidade de relatar a importância dos processos e subprocessos relacionados à
rotina da gestão de bibliotecas, em especial traz o exemplo desta gestão na
Biblioteca Digital de Dissertações e Teses da UNICAMP. Expõe a estrutura deste
processo com o intuito de identificar e analisar as etapas das rotinas e serviços,
levantar problemas e propor dinâmicas, buscando enfatizar a melhoria da qualidade
contínua com foco centrado no usuário final.
Palavras-chave: Gestão por processos. Biblioteca Digital – Gestão. Biblioteca
Digital – Qualidade.

ABSTRACT
The work aims to reflect on the application of information technologies in digital
libraries. It presents concepts on management processes in order to report the
importance of sub-processes and procedures related to the routine management of
libraries, in particular brings the example of management in the UNICAMP Digital
Library. It spells out the structure of this process in order to identify and analyse the
steps of routines and services to identify problems and propose dynamic, seeking to
emphasize the continuous improvement of quality with a focus centred on the end
user.
Keywords: Management Processes. Digital Library – Management. Digital LibraryQuality.

�2

1 INTRODUÇÃO
As novas tecnologias da informação e comunicação estão cada vez mais
sendo utilizadas no ambiente e rotinas das bibliotecas, alterando os processos
administrativos, técnicos e operacionais. As mudanças estão centradas em “como”;
“porque” e “para que” são utilizados os recursos disponíveis.
O dia-a-dia da Biblioteca Digital da UNICAMP não tem sido diferente. O
projeto teve inicio em 2002, e desde então passou por reformulações, desde
tecnológicas até operacionais.
A gestão da informação e acesso as TIC’s tem provocado a mudança de
uso destes serviços pelos usuários. Quanto aos aspectos administrativos, a
biblioteca deve projetar em como assimilar o avanço tecnológico, adaptando também
sua cultura organizacional. Assim, este trabalho visa analisar os conceitos e as
características da Gestão por Processos e aplicar na administração da Biblioteca
Digital de Dissertações e Teses da UNICAMP, a fim de implementar a melhoria
continua e a possibilidade da inovação do serviço por meio do uso intensificado das
novas tecnologias da informação e comunicação.

2 GESTÃO POR PROCESSOS
Começamos por considerar que a gestão por processos em bibliotecas é,
segundo Reis e Blattmann (2004) um instrumento na melhoria contínua na qualidade
de processos, serviços e produtos. E, continuando:
“processo é uma seqüência de tarefas e atividades utilizadas na
entrada (input), que agrega determinado valor e gera uma saída
(output) para um cliente específico interno ou externo, utilizando os
recursos da organização para gerar resultados concretos. Todos os
processos necessitam da retro-alimentação (feedback) que viabiliza
mudanças significativas na condução dos processos” (REIS &amp;
BLATTMANN, 2004).

Portanto a gestão por processo é uma ferramenta que permite identificar
problemas, ineficiências e pontos críticos e viabiliza, com grande eficácia, o
alinhamento das rotinas operacionais ao planejamento estratégico. Também,

�3

promove redução de custos e de problemas e até mesmo do tempo necessário para
a execução de cada atividade da organização.
A Gestão por processos, de acordo com Campos (2007, p. 3) traz muitos
benefícios para a organização, tais como:
� Concentra o foco no que realmente interessa: o trabalho;
� É uma ferramenta para implementação da estratégia organizacional;
� Confere simplicidade e agilidade às atividades;
� Dota a organização de flexibilidade organizacional;
� Facilita a gestão através da identificação de indicadores de
desempenho e medição de melhorias de processo;
� Permite uma visão integrada da organização;
� Instrumentaliza a aplicação de abordagens inovadoras;
� Facilita a gestão do conhecimento organizacional e a gestão de
competências.
Segundo Lovelock (1995), a melhoria da qualidade em serviços só é
possível com profundo entendimento do processo. “Assim, o processo assume uma
importância primordial na gestão de serviços” (SANTOS, FACHIN e VARVAKIS,
2003, p.86).
“O processo é um conceito fundamental no projeto dos meios pelos
quais uma empresa pretende produzir e entregar seus produtos e
serviços aos seus clientes. Além disso, muitos dos processos nas
empresas são repetitivos e envolve, no seu conjunto, a maioria das
pessoas da organização” (GONÇALVES, 2000, p. 14).

Ainda em Campos (2007, p.3), a falta de visão sistêmica dos processos
dentro da organização, e a preocupação das equipes somente com suas áreas, não
levando em consideração os clientes internos e externos, são fatores que podem
desencadear esforços desalinhados levando pessoas e equipes a caminhar em
direções contrárias.
Essa preocupação tem que ser transposta para o ambiente da biblioteca,
pois nele existem diversos processos e subprocessos, como por exemplo, os

�4

processos de tratamento técnico da informação e o de atendimento ao usuário, que
influenciam diretamente na qualidade dos serviços prestados. “Os processos não
criam apenas as eficiências do presente, mas também garantem o futuro por meio
de habilidades, isto é, a forma de fazer e que se aplicam aos novos produtos e
serviços”. (REIS; BLATTMANN, 2004, p. 6).
A Biblioteca Digital da UNICAMP, desde a sua implantação em 2002, já
nasceu como um sistema integrado. Seu gerenciamento é baseado no nível dos
seus processos, o que nos permite enxergar como o trabalho é realmente feito.
A Figura 1 objetiva demonstrar os processos da Biblioteca Digital dentro
de uma visão sistêmica (horizontal) que contempla o cenário em que ela se insere. A
visão sistêmica apresenta o caminho natural do processo, mesmo que as atividades
pertençam a outras áreas do organograma.

Legenda: PRPG - Pró-Reitoria de Pós-Graduação; DINF - Diretoria de Difusão
da Informação; TRI - Diretoria de Tratamento da Informação; TI - Diretoria de
Tecnologia da Informação; PAI-e - Programa de Acesso à Informação Eletrônica;
BCCE - Diretoria de Coleções Especiais.

Figura 1 - Mapa de relacionamento da Biblioteca Digital.

�5

A digitalização e disponibilização dos documentos envolvem além da
equipe do Programa de Acesso à Informação Eletrônica (PAI-e) outros setores do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, como por exemplo, o setor de Difusão da
Informação, o das Coleções Especiais (Gráfica) e o Tratamento da Informação
(Catalogação). Destacam-se, portanto a importância de competências, habilidades e
atitudes no gerenciamento destes setores e serviços para a melhoria contínua nos
processos de importação, transmissão, organização, indexação, armazenamento,
proteção e segurança, localização, recuperação, visualização, impressão e
preservação documental garantindo a qualidade da Biblioteca Digital.
Existem dois processos chaves para otimizar o fluxo e a publicação de
teses na Biblioteca Digital da Unicamp, o primeiro processo (figura 2) atende as
teses defendidas e homologadas no ano corrente. Nesse processo o fator
legalização (homologação) é de fundamental importância para a publicação, ou seja,
nenhuma tese (arquivo eletrônico/digital) recebida será publicada sem o recebimento
da versão impressa da tese devidamente homologada pela Pró-Reitoria de Pós
Graduação da Unicamp.

Figura 2 - Processo de publicação das teses atuais

O segundo processo (figura 3) refere-se a digitalização das teses do
acervo retrospectivo, trabalho iniciado no ano de 2006 com meta de finalização no
corrente ano (2008). Pretende-se que até o final de 2008 todas as teses defendidas
na Unicamp e devidamente autorizadas por seus autores e orientadores estejam
publicadas na Biblioteca Digital da Unicamp. Segundo dados da Pró-Reitoria de Pós
Graduação o número de teses defendidas na Unicamp gira em torno de 29.000,
sendo defendidas por ano atualmente 2000 teses.

�6

Figura 3 - Processo de publicação das teses do acervo retrospectivo

O processo apresentado na digitalização das dissertações e teses da
Biblioteca Digital da Unicamp, após diversos ajustes e verificando os pontos de
desconexão, possibilitou nos anos de 2006, 2007 e agora em 2008, um crescimento
exponencial na publicação, acesso e downloads nas teses publicadas no banco
digital.
2002-2004

2005

2006

2007

3.932

2.575

4.690

4.707

2008
(jan-jun)
5.937

Total de teses publicadas até 30/06/2008 = 21.841
Como em todo processo, o da publicação de teses na Biblioteca Digital da
Unicamp deve visar à satisfação de seu “cliente” interno e externo, assim, o volume
de publicações de teses no banco digital possibilitou um crescimento significativo de
downloads nas teses, conforme pode ser aferido no quadro abaixo.
2002-2004

2005

2006

2007

370.371

350.395

728.882

896.591

2008
(jan-jun)
545.086

Total de downloads até 30/06/2008 = 2.891.325
Entre as preocupações que assolam especificamente os administradores
destes processos encontram-se questões desde elaborar uma política de
preservação digital, os cuidados com o documento físico (desde a hora que sai da

�7

gráfica até o seu retorno na estante) até oferecer serviços qualitativos ao usuário
final como, por exemplo, implementações no software que gerencia a Biblioteca
Digital e implantação de recursos que orientam o acesso e uso dos conteúdos
digitais na recuperação da informação para os usuários.
Assim,

a

credibilidade

do

conteúdo

digitalizado

determina

o

reconhecimento da qualidade e da seriedade no serviço, desde a criação do
documento em papel até sua disponibilização em meio digital.

3 CONCLUSÃO
Toda organização, especialmente as bibliotecas, deve conhecer seus
processos. Isto significa mapear cada um, entender e diagnosticar quais são as
atividades e tarefas desenvolvidas e executadas por pessoas (elemento chave de
toda organização). “Isto possibilita facilitar, com maior grau de precisão, interferir,
alterar e modificar a condução dos elementos existentes em cada processo” (REIS e
BLATTMANN, 2004, p.10).
Segundo Davenport (1998) [...] a informação não poder ser considerada
de maneira isolada nas instituições; e que, às bibliotecas está reservado o papel de
repensar

suas

atividades

e

funções,

adaptando-se

aos

novos

modelos

organizacionais e extraindo das tecnologias o substrato para melhoria na prestação
de serviços e na utilização eficaz de informações.
Ao se trabalhar com a Gestão por Processos é necessário acompanhar o
processo de implementação, treinamento e realizar avaliação constante para
analisar, diagnosticar e realizar melhorias contínuas. Além do que as pessoas e
setores envolvidos, quando trabalham em equipe, possuem objetivos mútuos e não
tem medo de inovar, progridem e conseguem atingir metas.
O projeto da Biblioteca Digital do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP
está consolidado, mais de 21.000 teses, ou seja, quase 75% das teses e
dissertações defendidas na Universidade já estão disponibilizadas na íntegra para
acesso on-line. Acreditamos que, hoje, o Sistema de Bibliotecas da UNICAMP
disponibiliza, para a comunidade interna e externa, um instrumento muito rico que

�8

possibilita o crescimento científico, pessoal e profissional de seus usuários e,
sobretudo, contribui para o desenvolvimento da Ciência.

REFERÊNCIAS
CAMPOS, Eneida Rached. Metodologia de Gestão por processos. Campinas:
UNICAMP, 2007. Disponível em:
&lt;http://www.prdu.unicamp.br/gestão_por_processos/gestão_processos.html&gt;.
DAVENPORT, Thomas. Ecologia da Informação. São Paulo: Futura, 1998.
GONÇALVES, J. E. L. As empresas são grandes coleções de processos. Revista de
Administração de Empresas, São Paulo, v. 40, n. 1, p. 6-19, jan./mar. 2000.
LOVELOCK, Christopher H. Product plus: produto + serviço = vantagem
competitiva. São Paulo: Makron Books, 1995. 476 p.
REIS, Margarida Maria de Oliveira; BLATTMANN, Ursula. Gestão de processos em
bibliotecas. Revista Digital de Biblioteconomia &amp; Ciência da Informação, Campinas,
v.1, n.2, jan./jun. 2004. Disponível em: &lt;http://www.sbu.unicamp.br/&gt;. Acesso em:
23/06/2008.
SANTOS, Luciano Costa; FACHIN, Gleisy Regina Bories; VARVAKIS, Gregório.
Gerenciando processos de serviços em bibliotecas. Ciênciada Informação, Brasília,
v.32, n.2, maio/ago.2003. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformacao/include/getdoc.php?id=439&amp;article=155&amp;m
ode=pdf&gt; . Acesso em: 23/06/2008.

___________________
1 Danielle Thiago Ferreira, Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, PAI-E Programa de Acesso à
Informação Eletrônica, danif@unicamp.br.
2 Luis Atílio Vicentini, Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, PAI-E Programa de Acesso à Informação
Eletrônica, vicentin@unicamp.br.
3 Regina Aparecida Blanco Vicentini, Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, PAI-E Programa de
Acesso à Informação Eletrônica, rblanco@unicamp.br.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O trabalho visa refletir sobre a aplicação de tecnologias da informação em bibliotecas digitais. Apresenta conceitos sobre gestão por processos com a finalidade de relatar a importância dos processos e subprocessos relacionados à rotina da gestão de bibliotecas, em especial traz o exemplo desta gestão na Biblioteca Digital de Dissertações e Teses da UNICAMP. Expõe a estrutura deste processo com o intuito de identificar e analisar as etapas das rotinas e serviços, levantar problemas e propor dinâmicas, buscando enfatizar a melhoria da qualidade contínua com foco centrado no usuário final.</text>
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����"���#�#��#�����#�$%�������&amp;'������������������

A CONTRIBUIÇÃO DOS REPOSITÓRIOS DIGITAIS COMO AMBIENTES
COLABORATIVOS PARA A INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL DE
INDIVÍDUOS DA TERCEIRA IDADE
FERREIRA, A. M. J. F. C.1
VECHIATO, F. L.2
VIDOTTI, S. A. B. G.3

RESUMO
A sociedade da informação encontra-se intimamente relacionada ao uso de
tecnologias de informação e comunicação. Destaca-se, nesse contexto, a Web, que
possibilita a criação de conteúdo e o acesso à informação sem barreiras de tempo e
espaço. Com o crescimento do número de adeptos que encontram na Web um
ambiente propício para o desenvolvimento de diversas atividades, atenta-se para os
usuários da terceira idade. Percebe-se, entretanto, que alguns ambientes da Web
não estão organizados adequadamente, o que dificulta sua usabilidade e
acessibilidade, bem como prejudica a inclusão digital e social desse tipo de usuário.
Com a proposta de investigar as relações da terceira idade com a Web, foram
analisados os elementos de Arquitetura da Informação necessários para a criação
de ambientes colaborativos direcionados a esse público. Esses elementos estão
sendo utilizados para a construção colaborativa de um repositório digital que
contemple a produção e a preservação dos documentos da UNATI – UNESP –
Marília, promovendo o compartilhamento do conhecimento direcionado para a
inclusão social e digital dessa comunidade.
Palavras-chave: Inclusão Digital. Inclusão Social. Terceira Idade. Ambientes
colaborativos. Repositórios Digitais.

ABSTRACT
The information society is closely related to the use of information and
communication technologies. It is in that context, the Web, which allows for the
creation of content and access to information without barriers of time and space. With
the growth in the number of fans that are in a web environment for the development
of various activities, given up for users of the elderly. Clearly it is, however, that some

�2

Web environments are not structured properly, which hampers its usability and
accessibility, and affect the social and digital inclusion of such user. With the
proposal to investigate the relationship of seniors with the Web, we analyzed the
elements of Information Architecture required for the development of collaborative
environments targeted to that audience. These elements are being used for the
construction of a collaborative digital repository covering the production and
preservation of documents of UNATI - UNESP - Marília, promoting the sharing of
knowledge directed to social and digital inclusion that community.
Keywords: Digital Inclusion. Social Inclusion. Third Age. Colaborative Environments.
Digital Repositories.

1 INTRODUÇÃO
A sociedade contemporânea está representada por um novo contexto
sócio-político e econômico advindo do fenômeno da globalização, caracterizando-se
como sociedade da informação, na qual a evolução das tecnologias de informação e
comunicação (TIC’s), em especial da Internet, é uma constante. Nota-se o impacto
dessas tecnologias no âmbito social, cultural, educacional e organizacional (LIMA,
2000) desde a percepção por essas vertentes do papel fundamental da informação
na construção, compartilhamento e preservação do conhecimento.
O surgimento da Web, em meados da década de 1990, potencializou o
estabelecimento da sociedade da informação para o acesso e uso da informação,
permitindo a produção, a mediação e o consumo de informações em ambientes
hipermídia informacionais por quaisquer indivíduos e organizações. Isso vem
contribuindo constantemente para o aumento da gama informacional e de adeptos
dessa tecnologia.
Contudo, consideram-se algumas problemáticas intrínsecas a esse novo
contexto que dificulta o acesso e uso de informações, como a escassez de
ambientes informacionais devidamente estruturados a partir de uma arquitetura
informacional coerente com as necessidades de informações de determinados tipos
de usuários.
Além disso, os motivos que inferem na exclusão digital podem provir da
situação sócio-econômica dos indivíduos, bem como de sua dificuldade em operar
os equipamentos tecnológicos e de acessar os conteúdos digitais (CARVALHO,

�3

2003). Isso pode também estar intimamente relacionado à cultura da comunidade
no que diz respeito à localização geográfica em que vivem, ao grupo etário em que
se encontram e às oportunidades individuais de acesso e uso de informação, dentre
outros fatores.
Diante desse contexto, reflete-se sobre um grupo etário específico: os
indivíduos da terceira idade. Representam essa comunidade aqueles que,
atualmente, estão ausentes do mercado de trabalho e/ou aposentados, os quais
integram um grupo etário em crescimento demográfico mundial e que sofrem ainda
com o preconceito e com a dificuldade de exercerem seu papel como cidadãos.
Considera-se a Internet, em especial a Web, um meio que pode contribuir
para a inclusão social desses indivíduos, os quais podem construir conhecimento e
desenvolver habilidades e competências intrínsecas ao paradigma em questão. Para
permitir o desenvolvimento de potencialidades e competências pelos idosos,
entende-se que os recursos da Web podem ser utilizados para a construção de
ambientes que promovam a inclusão social dos indivíduos, além de permitir a
construção e compartilhamento do conhecimento, considerando que a identidade
individual pode inferir numa coletividade.
Além disso, tendo em vista a percepção de ambientes informacionais por
usuários da Web, considerados espaços digitais e/ou virtuais, Pratschke (2005,
p.91), considera que:
A percepção do espaço é sempre individual: sua imagem é formada,
registrada e interpretada pela mente humana. É, principalmente, pela
maneira individualizada como ele é percebido que o espaço digital
pode, por sua vez, ser comparado ao espaço arquitetônico, talvez
nutrindo-se, ambos, das mesmas fontes conceituais e metodológicas.

Assim, afirma-se que a arte de organizar espaços de informação está
atrelada à forma que os indivíduos da terceira idade percebem e interagem com as
informações dispostas no ambiente digital. Reflete-se sobre como esses indivíduos
como usuários da Web podem compartilhar suas percepções individuais na criação
de ambientes informacionais digitais colaborativos.
É necessário atentar-se ao fato de que os ambientes informacionais
devem contemplar os elementos de acessibilidade e usabilidade específicos aos

�4

usuários da terceira idade. Nesse contexto, a Arquitetura da Informação é uma
disciplina que trata o desenho (design) de espaços de informação, favorecendo a
estrutura e a organização das informações em interfaces computacionais que
possibilitem uma interação humano-computador mais efetiva. Para Tosete Herranz e
Rodríguez Mateos (2004), a arquitetura tradicional e a arquitetura da informação
relacionam-se. A primeira com relação à abordagem de princípios e convenções
utilizados para a construção de edifícios; enquanto que a segunda, na criação de
estruturas organizacionais em ambientes informacionais na Web, respectivamente.
A base tecnológica e informacional para a construção desses ambientes
respalda-se em áreas como a Ciência da Computação e a Ciência da Informação,
respectivamente. A Ciência da Computação é responsável pela aplicação das
linguagens e dos suportes tecnológicos disponíveis. A Ciência da Informação, por
sua vez, contempla os aportes teórico-metodológicos, a partir de critérios
preestabelecidos de organização, representação, recuperação e disseminação da
informação, focando seus projetos em usuários potenciais e objetivando torná-los
usuários reais.

2 Inclusão digital e social de usuários da terceira idade e a contribuição dos
repositórios digitais como ambientes colaborativos nesse contexto
A população idosa de todo o mundo está em crescimento devido, dentre
outros fatores, ao aumento da expectativa de vida. Em paradoxo, os idosos, que
deveriam ter grandes oportunidades de inclusão em conseqüência a esse contexto
demográfico, perdem cada vez mais seu direito de exercerem seu papel como
cidadãos. Essa situação contribui, para a exclusão desses indivíduos da sociedade
em alguns países, sendo este um problema de difícil solução.
Nesse contexto, a Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI),
modalidade de educação continuada geralmente proposta como projeto de
extensão, possibilita a inclusão social de idosos por meio de trocas de experiências,
conhecimento

e

promove

o

desenvolvimento

de

suas

potencialidades

e

competências. Essas instituições têm a finalidade de “prover o idoso na retomada de

�5

papéis significativos e importantes dentro da sociedade, retirando-o do isolamento e
da situação de inatividade ou falta de perspectiva” (KACHAR, 2003, p.99).
No Brasil, na década de 1960, uma experiência similar do que seria a
Universidade da Terceira Idade foi implementada pelo Serviço Social do Comércio
(SESC) com a mesma metodologia de serviço social aplicada a crianças, jovens e
adultos. Tal experiência compreendia basicamente as seguintes atividades:
desenvolvimento

físico-esportivo,

recreação,

turismo

social,

biblioteca,

apresentações artísticas, cursos livres e supletivos entre outras atividades
(CACHIONI, 1999).
Outras iniciativas semelhantes à do SESC surgiram no Brasil nessa
época, mas grande parte não foi levada adiante. Somente a partir da década de
1980, “[...] as universidades começaram a abrir um espaço educacional, tanto para a
população idosa como para profissionais interessados no estudo das questões do
envelhecimento” (CACHIONI, 1999, p.161).
Nesse contexto, a partir de 1993, surgiram as UNATI da Universidade
Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) que, segundo Cordeiro (2003),
atuam espalhadas em unidades por todo o Estado de São Paulo. Vinculadas à PróReitoria de Extensão Universitária - PROEX desenvolvem atividades de ensino,
pesquisa e extensão ligadas às questões do envelhecimento humano.
A idade de ingresso dos alunos no programa pode variar de uma unidade
a outra. Como exemplo, a idade mínima para admissão na UNATI da UNESP,
campus de Marília, é de 55 anos independente do nível de escolaridade. No caso
específico desta unidade, seu trabalho foi iniciado em 1995, oferecendo aos
integrantes do programa as seguintes atividades: palestras, cursos de línguas,
biblioterapia, oficinas de informática, oficinas de teatro entre outras (CORDEIRO,
2003).
Outro programa que se destaca é a UNATI da Universidade Estadual do
Rio de Janeiro (UERJ). Seu surgimento data de maio de 1992, como
prosseguimento de outro projeto em andamento, o Núcleo de Assistência ao Idoso
(NAI), criado no final da década de 1980. Esse programa é dividido em três áreas:
ensino (educação permanente e formação; desenvolvimento de recurso humanos

�6

em geriatria e gerontologia); extensão (atendimento ambulatorial, jurídico, nutricional
e do serviço social; cursos introdutórios e mais específicos em gerontologia); e
pesquisa (desenvolvimento de projetos que buscam investigar aspectos variados da
comunidade). Os alunos podem ingressar no programa a partir dos 60 anos,
independente de seu nível de escolaridade (CACHIONI, 1999).
Através da breve descrição dos programas de Educação Continuada para
a Terceira Idade da UNESP e da UERJ, pode-se afirmar que ambas, além de várias
outras espalhadas pelo Brasil, possuem objetivos similares. Seu objetivo principal é
a reintegração dos idosos na sociedade e o desenvolvimento de suas
potencialidades e habilidades.
As UNATI, atualmente, estão investindo também em iniciativas de inclusão
digital. De acordo com esses programas, os idosos se sentem atraídos e querem
aprender e se familiarizar com as tecnologias de informação e comunicação em
constante emergência e desenvolvimento.
Nesse contexto, destacam-se projetos como: o Centro de Referência e
Documentação sobre Envelhecimento (CRDE1), criado pela UERJ – UNATI, em
março de 1999, o qual visa, sobretudo, a inclusão digital do idoso através da
disponibilização de material pertinente à terceira idade, atuando como uma
biblioteca digital; e o primeiro curso virtual para a terceira idade, criado pela UNATI
da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-UATI2), incentivando o uso do
computador a partir de aulas fora do ambiente físico.
As iniciativas de inclusão social, bem como de inclusão digital da terceira
idade pelas UNATI, são de fundamental importância para os indivíduos envolvidos.
Isso diz respeito à reinserção num ambiente de trocas significativas entre membros
da mesma comunidade e indivíduos da comunidade acadêmica, bem como na
apreensão de conhecimento para investigação das tecnologias de informação e
comunicação.

1
2

Disponível em: &lt;http://www.unati.uerj.br&gt;. Acesso em: 04 jun. 2008.
Disponível em: &lt;http://virtual.epm.br/uati/&gt;. Acesso em: 06 jun. 2008.

�7

A percepção da importância dessas tecnologias possibilita melhor convívio
entre os pares; melhor desempenho nas tarefas rotineiras sem limites de espaço e
tempo; o acesso a informações de cunho social, político e intelectual; bem como no
âmbito de conteúdos específicos para a terceira idade.
Além disso, os usuários da terceira idade podem utilizar ambientes da
Web que permitem a interação e a colaboração na construção de conteúdos. Esses
ambientes permitem o compartilhamento de conhecimento entre os membros dessa
comunidade.

2.1 Repositório Digital como Ambiente Colaborativo
Entende-se repositório digital como um ambiente informacional “[...] de
armazenamento de objetos digitais que tem a capacidade de manter e gerenciar
material por longos períodos de tempo e prover o acesso apropriado” (VIANA;
MÁRDERO ARELLANO, 2006, p.2).
Segundo Café et al. (2003, p.3), os repositórios digitais
[...] utilizam tecnologias abertas e seguem a filosofia da Iniciativa dos
Arquivos Abertos, promovendo a maior acessibilidade à produção
dos pesquisadores e à discussão entre seus pares. Suas principais
características são: processamento automático dos mecanismos de
discussão entre os pares; geração de versões de um mesmo
documento; tipologia variada de documentos; auto-arquivamento; e
interoperabilidade entre todos os repositórios temáticos e seus
serviços agregados.

Nesse sentido, os repositórios digitais possibilitam a participação ativa dos
idosos, bem como a interação entre os mesmos através de elementos inclusivos em
interfaces desenvolvidas com usabilidade e acessibilidade digital. Isso contribui para
a criação de comunidades virtuais e para o relacionamento, intercâmbio e
compartilhamento de informações entre membros dessas comunidades.
Rheingold (19963 apud OLIVEIRA, 2005, p.44) define comunidades no
meio digital como “[...] as agregações sociais, que emergem da rede quando
pessoas em número o suficiente levam discussões públicas longe o suficiente, com

3

RHEINGOLD, H. A comunidade virtual. Lisboa: Gradiva, 1996.

�8

suficiente sentimento humano, para formar redes de relacionamentos pessoais no
Ciberespaço”.
Para Lévy (2003, p.104), o ciberespaço designa “[...] o universo das redes
digitais como lugar de encontros e de aventuras, terreno de conflitos mundiais, nova
fronteira econômica e cultural”. Assim, o propósito deste trabalho reflete numa
combinação entre a criação de um espaço de desenvolvimento dos indivíduos
idosos através da inclusão social em face às conseqüências intrínsecas. Como
exemplo, pode-se citar o estabelecimento de uma comunidade digital e a construção
do conhecimento, contribuindo para a inteligência de uma coletividade no
Ciberespaço.
Segundo Lévy (2003, p.28-29), a inteligência coletiva “[...] é uma
inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em
tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências. [...] a base e
o objetivo da inteligência coletiva são o reconhecimento e o enriquecimento mútuos
das pessoas [...]”.
No que diz respeito aos indivíduos da terceira idade, este trabalho almeja
estimular a inteligência coletiva com o intuito de contribuir para a construção do
conhecimento de maneira participativa. Permitindo assim, o estabelecimento de
comunidades virtuais e teias de comunicação, em que os usuários atuam
simultaneamente

como

autores

e

leitores,

compartilhando

informações

e

conhecimento e, criando, sobretudo, uma coleção de produções. “A geração de
conhecimento é um processo que se alimenta de aprendizados dinâmicos,
resultantes de tanto de experiências e

interações, como de informações

classificadas, processadas e analisadas, sobre as quais se reflete de modo a gerar
um tipo novo de saber” (LEGEY; ALBAGLI, 2000, p.4).
Isso propicia que a identidade individual interfira nas opiniões da
coletividade, bem como que a identidade coletiva contribua para o crescimento
intelectual individual. Além disso, contribui ao resgate e registro da memória dessa
comunidade específica, possibilitando o exercício da cidadania. Vianello Osti (2004)
comenta que, através da capacidade de memória, uma comunidade pode construir
conhecimento, sua identidade e sua história.

�9

A construção desse tipo de ambiente parte de uma comunidade local para
uma comunidade global, sendo que “[...] o local constitui-se em suporte e condição
para as relações globais” (FREIRE, 2006, p.59). Portanto, a construção de um
ambiente colaborativo local fornece subsídios para a disseminação da informação e
propicia que a comunidade global de usuários da terceira idade tenha acesso a essa
informação, extrapolando culturas locais e permitindo uma inteligência coletiva mais
efetiva. Isso pode culminar na inclusão desses indivíduos na sociedade da
informação a partir do uso das tecnologias simples para a construção do
conhecimento em nível infindável, contínuo e mutável.

2.2 Projeto de Inclusão Digital para a UNESP – UNATI – Núcleo de Marília
A proposta de identificação de elementos que podem propiciar a inclusão
social/digital através da construção de um repositório digital teve respaldo no projeto
‘Janelas da cultura local’, em desenvolvimento por Freire (2006). Esse projeto visa a
inclusão digital de uma comunidade por meio de um ambiente informacional que
considere a cultura local e que essa seja perpassada, atingindo e inferindo na
cultura global. Assim, como no projeto em questão, estão sendo utilizadas a
pesquisa-ação e a pesquisa-participante, considerando que a comunidade da
terceira idade da Universidade Aberta à Terceira Idade – UNATI – UNESP –
Campus de Marília está participando ativamente desta pesquisa.
Para Martins (2002, p.38), a pesquisa-ação é
[...] um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e
realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução
de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os
participantes da situação ou do problema estão envolvidos de modo
cooperativo ou participativo.

A utilização desse tipo de pesquisa fornece subsídios para a discussão
das necessidades de indivíduos idosos, a partir do auxílio da comunidade de alunos
da UNESP – UNATI – Campus de Marília, culminando em projetos de ação que
contribuem para a inclusão digital da comunidade em foco.
Com relação ao que está sendo realizado, a pesquisa-ação resultou em
palestras sobre o uso de tecnologias de informação e comunicação, em especial a

�10

Web, bem como as oficinas de informática que conta, a cada ano, desde 2004, com
mais interessados.
A pesquisa-participante, por sua vez,
[...] trata-se de um enfoque de investigação social por meio do qual
se busca a plena participação da comunidade na análise de sua
própria realidade, com o objetivo de promover a participação social
para o benefício dos participantes da investigação (MARTINS, 2002,
p.38).

Esse tipo de pesquisa está sendo usado para a construção colaborativa do
repositório digital, em que os alunos da oficina de informática da UNESP – UNATI –
Campus de Marília estão participando ativamente, contribuindo na identificação de
elementos que satisfaçam suas necessidades informacionais.
Um repositório digital permite armazenar qualquer tipo de documento e em
formatos variados. Sendo assim, serão incluídos nesse ambiente informacional,
depois

de

uma

prévia

seleção,

documentos

produzidos

anteriormente

e

posteriormente à criação do repositório da UNATI de Marília. Com relação ao
planejamento do repositório, foram selecionados documentos pertencentes à UNATI
e identificadas as necessidades informacionais dos alunos.
Refletir sobre o contexto da instituição UNATI, no que diz respeito à
missão, aos objetivos e ao público-alvo, bem como às necessidades informacionais
dos usuários que utilizarão o ambiente informacional digital em projeção, recai sobre
os pilares da Arquitetura da Informação (ROSENFELD; MORVILLE, 1998).
A consonância entre necessidades de produtores e necessidades de
usuários de informação possibilita um projeto centrado no usuário, considerando os
fatores humanos envolvidos na interação humano-computador (IHC) e contribuindo
para a acessibilidade e a usabilidade dos ambientes informacionais digitais.
Nesse sentido, são apresentados no Quadro 1 os resultados identificados
pelos alunos referentes às suas necessidades informacionais. As categorias e
subcategorias foram apontadas pelos alunos, inclusive os rótulos empregados para
representar os conteúdos que seriam disponibilizados por meio dos links.

�11

Categorias
A Instituição

Atividades

Cultura e lazer

Criatividade

Atualidades

Subcategorias
Documentos
administrativos

Coleções
- Ofícios
- Projetos de captação
de recursos
Histórico
- Atas administrativas
- Documentos
administrativos
- Portarias
- Regulamentos
Memória
- Filmes
- Fotos
- Folders
- Recortes de jornal
- Oficina de
- Materiais didáticos
francês
- Textos didáticos
- Oficina de Inglês - Textos produzidos
- Oficina de
italiano
- Oficina de leitura
- Oficina de Tai
Chi Chuan
- Oficina de
informática

Descrição
Documentos administrativos de acesso restrito

Ciclo de Cinema

Sinopses de filmes

Eventos
Festas regionais
Música

Fotos de eventos

Informações sobre o ciclo de cinema. Clube do Cinema e
Associação Paulista de Medicina (Marília-SP), PsicoCine
(realizado na UNESP – Campus de Marília), além de
informações sobre cinema em geral, como lançamento de
filmes.
Informações sobre festas, shows, eventos etc.
Informações sobre festas da região.
Informações sobre lançamentos de CDs, DVDs musicais e
letras de músicas.

Informações que resgatem a memória do núcleo, como fotos,
filmes, entrevistas, histórias relacionadas à UNATI.
Descrição das atividades realizadas na UNATI de Marília,
incluindo objetivos, responsável, periodicidade, horários, locais
etc.

- CDs com
apresentação do coral
(músicas natalinas)
- Letras de músicas em
diversos idiomas
Teatro
DVD apresentação de Divulgação do grupo de teatro da UNATI de Marília e de suas
peça de teatro UNATI
apresentações, além de outras divulgações como peças do
Teatro Municipal e da Secretaria da Cultura – SESI (MaríliaSP).
Turismo
Fotos
Informações sobre pontos turísticos de diversas cidades do
Brasil e países do mundo.
Artesanato
Informações sobre tricô, crochê e artesanato em geral.
Criações
Letras de música
Informações sobre a produção artística dos alunos
artísticas
CD-/ROM
Documentos produzidos pelos alunos
Criações literárias - Contos
- Estórias Infantis
- Prosas
Culinária
Livro de receita
Receitas selecionadas pelo grupo e publicação de receitas
pelos usuários, sugestões, dicas etc.
Informações atuais sobre o exercício da cidadania, educação,
Estatuto do idoso
política e espiritualidade.
Leis

Informação
científica
Canais de
Comunicação

Documentos que retratem a história do Núcleo. Informações
sobre o seu funcionamento legal.

- Artigos
- Relatório de
Pesquisa
Depoimentos
Mensagens
motivadoras
Outros canais

Links para bibliotecas digitais e revistas científicas que
abordam diversos temas.
Depoimentos e casos de pessoas que passaram por más
situações e as superaram.
Mensagens enviadas pelos usuários para seus colegas.

Lista de perguntas
mais freqüentes

Livro de visitas, mural, FAQ, bate-papo etc.

Figura 1 – Quadro de conteúdo informacional do repositório
Fonte: Elaborado em conjunto com os alunos da oficina de informática da UNATI – UNESP
– Núcleo de Marília.

�12

Percebe-se que a colaboração dos alunos foi fundamental para a definição
dos conteúdos informacionais, visto que permitiu o direcionamento da Arquitetura da
Informação do repositório digital para as necessidades desse grupo local. Vale
salientar que a estruturação do ambiente informacional com relação aos elementos
da Arquitetura da Informação e dos conteúdos disponíveis encontra-se em fase
contínua de desenvolvimento.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Iniciativas de inclusão digital estão sendo aplicadas amplamente em um
contexto mundial. “O objetivo da inclusão é despertar nas pessoas uma consciência
de respeito ao outro, em que este “outro”, antes considerado ineficiente, sinta-se
parte da sociedade. Assim, inclusão digital e social não é apenas ter acesso ou viver
junto, mas é participar, agir, criar, contribuir” (SPIGAROLI, 2005, p.213).
É nesse contexto que se reflete sobre a inclusão de indivíduos da terceira
idade na sociedade da informação. Verifica-se a importância da inclusão digital na
terceira idade, contribuindo com a qualidade de vida do idoso e proporcionando
maior participação e interação com as tecnologias de informação e comunicação.
Há necessidade de desenvolvimento de habilidades e competências
intrínsecas a esse público, considerando que o conhecimento adquirido no decorrer
de suas vivências pessoais e profissionais é de extrema relevância e deve ser
compartilhado em ambientes colaborativos para a definição e construção de
comunidades virtuais e teias de comunicação.
Os alunos da oficina de informática da UNATI – UNESP – Núcleo de Marília,
participam do processo de inclusão digital, colaboram na construção contínua do
repositório digital, contribuindo efetivamente do ciclo informacional, em atividades de
resgate, produção, representação, organização, auto-arquivamento, disseminação,
uso e preservação das produções individuais e coletivas do Núcleo.

�13

REFERÊNCIAS
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�14

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TOSETE HERRANZ, F.; RODRÍGUEZ MATEOS, D. Arquitectura de la información y
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__________________
1

Ana Maria Jensen Ferreira da Costa Ferreira, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita
Filho” (UNESP), anajfcferreira@hotmail.com.
2
Fernando Luiz Vechiato, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP),
vechiato2004@yahoo.com.br.
3
Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
(UNESP), vidotti@marilia.unesp.br.

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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>A sociedade da informação encontra-se intimamente relacionada ao uso de tecnologias de informação e comunicação. Destaca-se, nesse contexto, a Web, que possibilita a criação de conteúdo e o acesso à informação sem barreiras de tempo e espaço. Com o crescimento do número de adeptos que encontram na Web um ambiente propício para o desenvolvimento de diversas atividades, atenta-se para os usuários da terceira idade. Percebe-se, entretanto, que alguns ambientes da Web não estão organizados adequadamente, o que dificulta sua usabilidade e acessibilidade, bem como prejudica a inclusão digital e social desse tipo de usuário. Com a proposta de investigar as relações da terceira idade com a Web, foram analisados os elementos de Arquitetura da Informação necessários para a criaçã o de ambientes colaborativos direcionados a esse público. Esses elementos estão sendo utilizados para a construção colaborativa de um repositório digital que contemple a produção e a preservação dos documentos da UNATI – UNESP – Marília, promovendo o compartilhamento do conhecimento direcionado para a inclusão social e digital dessa comunidade.</text>
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CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA FACULDADE
DE ODONTOLOGIA DE BAURU:
análise das publicações originadas de dissertações/teses
FERRAZ, V. C. T. F.1
AMADEI, J. R. P.2

RESUMO
Caracterizou-se a produção científica originada das dissertações e teses
homologadas na Faculdade de Odontologia de Bauru, no período de 2005 a 2007, a
fim de identificar os veículos de divulgação utilizados para a disseminação e
divulgação do conhecimento gerado nos programas de pós-graduação. Os dados
das dissertações/teses contidos na base WinISIS foram exportados para uma
planilha eletrônica para geração de tabelas e gráficos. Através da análise dos dados
verificou-se uma maior tendência para publicação dos trabalhos derivados das
dissertações de mestrado em revistas nacionais e do doutorado em revistas
internacionais. As revistas nacionais, em média, possuem uma boa classificação na
Lista QUALIS, enfatizando a preocupação dos autores em lograr uma produção
científica não só baseada em quantidade, mas na qualidade, hoje exigida pelos
órgãos fomentadores de pesquisa, tanto em nível nacional quanto internacional.
Palavras-chave: Produção científica. Pós-graduação. Faculdade de Odontologia de
Bauru.

ABSTRACT
The aim of this study was to characterize the scientific production derived from
dissertations and theses ratified at the Bauru School of Dentistry (Bauru,SP), from
2005 to 2007, as well as to identify the means utilized to disseminate the knowledge
generated. The data on the Dissertations/Theses contained in the WinISIS database
were exported to an electronic sheet, for the generation of tables and graphs.
Through the analysis of the data it was verified a greater tendency for papers
derived from Master’s Dissertations to be published in national magazines and those
derived from Doctor’s Dissertations to be published in international ones, was
verified. National magazines, in average, have a good classification in the QUALIS
list, emphasizing the authors concerns to achieve a scientific production based, not

�2

only in quantity, but also in the quality currently required by organs committed to
promoting research, both national and internationally.
Keywords: Scientific production. Post-graduation. Bauru School of Dentistry.

1 INTRODUÇÃO
A Faculdade de Odontologia de Bauru, desde a sua criação, no ano de
1962, sempre teve a preocupação de coletar, divulgar e disseminar os
conhecimentos por ela produzidos.
No meio acadêmico, e em especial na Pós-Graduação, a pesquisa faz
parte dos requisitos básicos para a formação de pessoal qualificado. Os programas
de pós-graduação desempenham papel fundamental na geração de novos
conhecimentos, uma vez que concentram e orientam as pesquisas científicas.
Diante do investimento concedido e dos resultados obtidos, espera-se, como
contrapartida, a divulgação de resultados nas mais variadas formas, seja com a
divulgação em eventos ou por meio de publicações (PINTO, 2006). O conjunto
destas publicações compõe a produção científica de uma determinada área, grupo
ou pesquisador. Uma vez analisadas estas publicações, é possível conhecer a
dinâmica da comunidade científica, suas peculiaridades e produtividade. (FONTES
et al., 2002).
A pós-graduação da Faculdade de Odontologia de Bauru, desde a sua
implantação, logrou uma produção científica de qualidade, com forte relação às
linhas de pesquisa implantadas pela faculdade.
Desta forma, tanto o Serviço de Biblioteca e Documentação quanto à
Comissão de Pós-graduação sentiram a necessidade de documentar e acompanhar
a trajetória da divulgação do conhecimento científico gerado pelos programas de
pós-graduação através de um formulário que permitisse ter acesso à tramitação
desta pesquisa dentro da instituição.
A partir do ano de 1991, cada pesquisa iniciada na FOB-USP passou a ter
seus principais dados cadastrados na Biblioteca, através de um formulário próprio,
que se denominava Protocolo de Pesquisa. Ao término das pesquisas,
principalmente as de mestrado e doutorado, as informações eram cadastradas na

�3

Biblioteca através do Protocolo de Teses. Neste protocolo, o aluno de pósgraduação indicava também os dados do artigo derivado desta pesquisa e o
comprovante de recebimento da revista, a qual havia encaminhado o trabalho para
publicação. Isto permitia à Biblioteca visualizar os meios de divulgação escolhidos
para publicação dos trabalhos originados das pesquisas de pós-graduação da FOBUSP.
Além da preocupação com a publicação dos resultados, a avaliação da
produção científica por órgãos de fomento deixou de ser meramente quantitativa
como ocorria há alguns anos atrás, os aspectos qualitativos passaram a ser
considerados através da análise dos veículos de divulgação do conhecimento
gerado.
Diversos indicadores bibliométricos têm sido empregados na avaliação de
desempenho de pesquisadores, universidades e países. Indicadores de impacto,
calculados a partir das citações recebidas pelos artigos, têm sido objeto de muitos
estudos constantes da pesquisa documentária.
A publicação científica, nos dias atuais, deixou de ser impulsionada
apenas por medidas quantitativas. Docentes e pesquisadores estão empenhados
em gerar conhecimento qualitativo, considerando as políticas de avaliação da
produção científica. (SANTOS, 2003).
Para auxiliar a análise qualitativa da pesquisa e da produção resultante
nos cursos de pós-graduação, desenvolveu-se, a partir de 1998, a base QUALIS.
(SOUZA; PAULA, 2002, p. 6). Esta base compreende os veículos de divulgação
científica utilizados pelos programas de pós-graduação, classificados conforme
critérios definidos pelas comissões de áreas da Fundação Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, compostas por
especialistas da comunidade, para qualificação da produção científica, docente e
discente do programas de pós-graduação. São atribuídos conceitos A, B ou C aos
periódicos que atendam critérios previamente definidos.
A base QUALIS fundamenta-se no preceito de que os conceitos
atribuídos aos títulos representam a importância do periódico utilizado, inferindo-se
então, o valor do trabalho divulgado. Ao mesmo tempo, todo este processo é

�4

realizado pela própria comunidade científica, isto é, por pares, e revisto anualmente
(SOUZA; PAULA, 2002, p. 9).
O objetivo deste trabalho foi de caracterizar com abordagem quantitativa
e qualitativa o conhecimento gerado pelos programas de pós-graduação da
Faculdade de Odontologia de Bauru tendo como objeto os artigos gerados das
pesquisas científicas realizadas na elaboração de dissertações e teses.

2 METODOLOGIA
Para a investigação da produção científica dos Programas de Pósgraduação foram seguidas as seguintes etapas:
1) criação de uma base de dados no software WinISIS para cadastramento dos
dados das dissertações e teses defendidas na Faculdade de Odontologia de Bauru e
respectivos dados dos periódicos para os quais os artigos derivados desses
trabalhos foram encaminhados;
2) implementada em 2007, a base foi alimentada com os dados das teses
homologadas a partir do ano de 2005. Essas informações foram retiradas de um
arquivo impresso existente no Serviço de Documentação de Divulgação da FOBUSP que já continha essas informações através do preenchimento de formulários
impressos;
3) levantamento dos dados dos trabalhos publicados tendo como fonte o Curriculum
Lattes de cada orientador e/ou pós-graduando para verificar a existência dos dados
do artigo publicado. Também foram feitas buscas no Banco de Dados Bibliográficos
da USP – DEDALUS e no Portal de Periódicos USP e CAPES para saber qual artigo
já havia sido publicado;
4) inserção das informações dos artigos publicados na base WinISIS, a fim de
complementar os campos referentes à publicação, tais como: nome do periódico,
volume, fascículo, paginação, abrangência (internacional/nacional), QUALIS e fator
de impacto;
5) exportação dos campos necessários para análise para o software Microsoft
Excel® para tabulação e geração das tabelas e gráficos.

�5

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Faculdade de Odontologia de Bauru é composta por 6(seis)
departamentos responsáveis pelas disciplinas da graduação e pelos cursos de pósgraduação da universidade. Os departamentos existentes são:
BAO- Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva
BAD- Dentística, Endodontia e Materiais Dentários
BAP- Periodontia, Prótese e Reabilitação Oral
BAE- Cirurgia, Patologia, Radiologia e Estomatologia
BAB- Ciências Biológicas (Histologia, Microbiologia, Fisiologia e Bioquímica)
BAF- Fonoaudiologia
Os cursos de pós-graduação oferecidos por esses departamentos são:
Dentística, Dentística com opção para Materiais Dentários, Estomatologia e Biologia
Oral, Endodontia, Odontopediatria, Reabilitação Oral, Ortodontia e Odontologia em
Saúde Coletiva, Patologia Bucal e Fonoaudiologia.
No período analisado (2005-2007), foram homologadas na Faculdade de
Odontologia de Bauru 235 dissertações/teses, sendo 67 referentes às teses de
doutorado (28%) e 168 às dissertações de mestrado (72%), abrangendo trabalhos
defendidos nos anos de 2002 a 2007 e que foram cadastrados na base WinIsis –
Protocolo de Teses, conforme a apresenta a Tabela 1.
Tabela 1 – Quantidade de artigos científicos originados das
dissertações e teses da FOB/USP por ano da defesa e
indexados na base WinIsis – Protocolo de Teses
ANO

Número de trabalhos

2002

4

2003

15

2004

11

2005

91

2006

37

2007

77

Total

235

�6

A Figura 1 apresenta a participação de cada departamento no total de
dissertações e teses homologadas na Faculdade de Odontologia de Bauru durante o
período de 2005 a 2007.
BAF
3%

BAB
5%

BAO
31%

BAE
15%

BAP
17%

BAD
29%

Figura 1 – Participação dos departamentos no total
de trabalhos homologados (2005-2007)

Para Pinto (2006) espera-se que a contrapartida do investimento
concedido aos programas de pós-graduação seja a divulgação dos resultados
dessas pesquisas de formas variadas. Sendo assim, verificou-se que a Faculdade
de Odontologia de Bauru tem procurado cumprir a função de tornar público os
conhecimentos gerados de suas pesquisas.
Foram

gerados

235

trabalhos

científicos

originados

das

dissertações/teses defendidas na Faculdade de Odontologia de Bauru/USP e
submetidos a 97 revistas diferentes, sendo que 120 (51%) dos trabalhos foram
enviados para publicação em revistas internacionais e 115 (49%) para revistas
nacionais. (Figura 2)

�7

Revistas
Internacionais
51%

120

115

Revistas
Nacionais
49%

Figura 2 – Porcentagem dos manuscritos submetidos a revistas nacionais e internacionais

Ainda, para uma maior visualização desta distribuição, verificou-se a
proporção de trabalhos submetidos para revistas nacionais e internacionais divididos
por grau de mestrado e doutorado.
Pela Figura 3, nota-se que para o grau de mestrado, há uma pequena
tendência à submissão de trabalhos para revistas nacionais, porém, verifica-se que
estes periódicos são em maioria bem conceituados dentro da Lista QUALIS. (Tabela
2). Isto se deve ao fato de que as pesquisas em nível de mestrado não precisam
obrigatoriamente versar sobre tema inédito, esperando-se do aluno amplo
conhecimento teórico da área escolhida e domínio das atividades de pesquisa.
Doutorado Revistas
Internacionais
18%

Doutorado Revistas Nacionais
10%

Mestrado Revistas Nacionais
39%

Mestrado Revistas
Internacionais
33%

Figura 3 – Porcentagem de trabalhos científicos originados de trabalhos de mestrado e
doutorado e submetidos para publicação em revistas nacionais e internacionais
(2005-2007)

�8

Tabela 2 – Revistas nacionais em que foram submetidos os trabalhos de mestrado
Número de
QUALIS
submissões

Revista
Journal of Applied Oral Science

7

A NAC

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial

6

A NAC

5

B NAC

2

C INT

Revista Dental Press de Estética

2

C NAC

Arquivos de Ciências da Saúde da Unipar

1

-

CEFAC

1

C NAC

Ortodontia

1

C NAC

Pesquisa Brasileira em Odontopediatria e Clínica Integrada
Revista da ABRO

1

B NAC

1

B NAC

Revista da FOL (Faculdade de Odontologia de Lins)

1

C NAC

Revista de Ciências Médicas

1

B NAC

Revista da Associação Paulista de Especialistas em
Ortodontia-Ortopedia Facial
Brazilian Oral Research

Total

29

Em nível de doutorado, verificou-se uma percentagem maior de trabalhos
enviados a revistas internacionais. Isto se deve ao fato de alunos de doutorado e
orientadores possuírem uma maior tradição em pesquisa e por seus estudos
versarem sobre temas mais inéditos e conseqüentemente gerarem trabalhos com
resultados de pesquisas com maior potencialidade para publicação em periódicos
internacionais. Outro aspecto a ser considerado é relacionado ao perfil dos alunos
que concluem o curso de doutorado. Muitos deles planejam ou já exercem a
docência acadêmica, necessitando de maior visibilidade para suas publicações.
Desta forma, as revistas internacionais são mais procuradas por apresentarem, em
sua maioria, conceito QUALIS mais elevado que os periódicos nacionais.
Na Figura 4 é apresentada, para cada departamento, a proporção de
trabalhos científicos submetidos a revistas nacionais/internacionais. Nota-se que,
dos seis departamentos existentes, quatro deles possuem a maioria dos trabalhos
submetida a revistas internacionais. São áreas que apresentam também uma maior
quantidade de alunos e conseqüentemente uma maior quantidade de trabalhos
originados de suas dissertações/teses. Vale ressaltar que o programa de pósgraduação em Fonoaudiologia teve suas primeiras defesas no ano de 2006,
justificando o baixo número de artigos submetidos. Uma análise mais detalhada será

�9

possível quando o universo dos trabalhos desta área aumentar nos próximos anos
com a complementação do curso com por outras turmas.

70
60

26
40

50
40
30
20

27

19

14

17

7
5

1
6

BAP

BAE

BAB

BAF

44
29

10
0
BAO

BAD

Periódicos Nacionais

Periódicos Internacionais

Figura 4 – Relação por departamento da quantidade de manuscritos
submetidos para revistas nacionais/internacionais

O ranking das revistas científicas mais procuradas para submissão de
trabalhos originados das pesquisas dos cursos de mestrado e doutorado da
Facudade de Odontologia de Bauru está listado na Tabela 3. As revistas nacionais
que concentram o maior número de submissões de trabalho são ocupadas pelos
periódicos Journal of Applied Oral Science e Revista Dental Press de Ortodontia e
Ortopedia Facial, revistas essas, que pela Lista QUALIS são avaliadas como A
Nacional.
Tabela 3 – Revistas mais procuradas para publicação dos manuscritos originados das
dissertações e teses defendidas na FOB/USP (2005-2007)
(continua)
Revista

Número de
submissões

Journal of Applied Oral Science
Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial

25

American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics

10

Archives of Oral Biology

6

International Endodontic Journal

6

Journal of Dentistry

6

Journal of Periodontology

6

Operative Dentistry

6

22

�10

Tabela 3 – Revistas mais procuradas para publicação dos manuscritos originados das
dissertações e teses defendidas na FOB/USP (2005-2007)
(conclusão)
Número de
submissões

Revista
Journal of Endodontics

5

Journal of Prosthetic Dentistry

5

Oral Surgery, Oral Medicine, Oral Pathology, Oral Radiology and
Endodontology

5

Revista da APCD

5

Revista da Associação Paulista de Especialistas em OrtodontiaOrtopedia Facial

5

O Journal of Applied Oral Science pode ser elencado como o periódico
mais procurado, pois além do fato de publicado pela própria instituição (FOB-USP),
o que facilita o acesso às informações, é também um abrange todas as áreas do
conhecimento do campo da odontologia, demandando uma quantidade maior de
artigos. Em contraponto, a Revista Dental Press de Ortodontia é um periódico de
QUALIS A Nacional e de publicação específica na área de Ortodontia, sendo a
Ortodontia uma das que mais possuem alunos nos programas de pós-graduação e
trabalhos publicados neste periódico, justificando assim, sua grande procura para
publicações.
As submissões para revistas internacionais tendem a ser mais
diversificadas, ocorrendo uma distribuição maior entre os periódicos, já que os
periódicos internacionais possuem um maior número de títulos específicos por área
do conhecimento em odontologia e uma maior quantidade de títulos melhores
conceituados na lista QUALIS da Capes.
Outro tipo de análise que pôde ser realizada foi da permanência do título
do periódico para qual o aluno encaminhou seu trabalho e o periódico no qual o
trabalho foi realmente publicado. Assim, dos 71 artigos submetidos para publicação,
57 foram publicados no mesmo periódico submetido quando da homologação de sua
dissertação/tese e 14 trabalhos acabaram sendo publicados em revistas diferentes
da informada no momento de efetuar o Protocolo de Teses no Serviço de Biblioteca
e Documentação.

�11

Tabela 4 – Relação dos artigos enviados e publicados em revistas nacionais/internacionais
(2005-2007)
Grau

Enviados
para revistas
Internacionais

Publicados
em revistas
Internacionais

%*

Enviados
para revistas
nacionais

Publicados
em revistas
nacionais

%*

Mestrado

77

21

27.27

91

29

31.86

Doutorado

43

15

34.88

24

6

25

*Porcentagem de artigos publicados

O índice de aceitação dos artigos para o mestrado foi de 27.77% para
revistas internacionais e 31.86% para revistas nacionais. Já no doutorado, 34.88%
dos artigos submetidos para revistas internacionais foram publicados e 25% em
revistas nacionais (Tabela 4). Tais dados compravam, mais uma vez, a maior
probabilidade dos trabalhos de doutorado serem publicados em periódicos
internacionais.
O tempo médio que o trabalho leva desde a data de defesa de sua
dissertação/tese até o momento de publicação do trabalho é de aproximadamente 2
anos.
Seguindo a tendência dos dias atuais, na qual verifica-se que
pesquisadores e docentes estão cada vez mais empenhados em gerar
conhecimento qualitativo, conforme Santos (2003), a Tabela 5 apresenta a lista de
todas as revistas que publicaram os artigos no período analisado. Dentre os
periódicos listados, apenas dois não possuem classificação QUALIS, 16 revistas
possuem Qualis A Internacional, 4 Qualis B Internacional e 4 QUALIS C
Internacional. Nas classificações nacionais temos 2, 5 e 4 revistas, respectivamente,
para as classificações A, B e C Nacional.

�12

Tabela 5 – Ranking das revistas que publicaram artigos oriundos das dissertações/teses da
Faculdade de Odontologia de Bauru (2005-2007)
Artigos
publicados

Qualis

Journal of Applied Oral Science

12

A Nacional

Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial

7

A Nacional

American Journal of Orthodontics and Dentofacial
Orthopedics

5

A Internacional

Revista da Associação Paulista de Especialistas em
Ortodontia-Ortopedia Facial

5

B Nacional

Oral Surgery, Oral Medicine, Oral Pathology, Oral Radiology
and Endodontics

3

A Internacional

Brazilian Oral Research

2

C Internacional

Revista

Dental Traumatology

2

B Internacional

International Journal of Paediatric Dentistry

2

B Internacional

Journal of Endodontics

2

A Internacional

Revista Dental Press de Estética

2

C Nacional

The Veterinary Journal

2

A Internacional

Journal of Adhesive Dentistry

2

C Internacional

Arquivos de Ciências da Saúde da Unipar

1

-

American Journal of Medical Genetics. Part A

1

A Internacional

Archives of Oral Biology

1

A Internacional

Caries Research

1

A Internacional

Dental Materials

1

A Internacional

Dentomaxillofacial Radiology

1

B Internacional

European Journal of Dentistry

1

-

European Journal of Oral Science

1

A Internacional

Head and Neck

1

A Internacional

International Dental Journal

1

B Internacional

International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery

1

A Internacional

JBD - Revista Ibero-Americana de Odontologia Estética /
Dentística

1

C Nacional

Journal of Biomedical Materials Research: Part B - Applied
Biomaterials

1

A Internacional

Journal of Oral Rehabilitation

1

A Internacional

Journal of Periodontology

1

A Internacional

Journal of Prosthodontics

1

C Internacional

Medicina Oral, Patología Oral y Cirugía Bucal

1

C Internacional

Operative Dentistry

1

A Internacional

Oral Diseases

1

A Internacional

Pesquisa Brasileira em Odontopediatria e Clínica Integrada

1

B Nacional

Revista CEFAC

1

C Nacional

Revista da ABRO

1

B Nacional

Revista da FOL (Faculdade de Odontologia de Lins)

1

C Nacional

Revista de Ciências Médicas

1

B Nacional

Revista Odonto Ciência

1

B Nacional

Total

71

�13

4 CONCLUSÃO
Pode-se verificar através da análise dos trabalhos produzidos pelos
programas de pós-graduação da Faculdade de Odontologia de Bauru que a forma
como o conhecimento científico é construído e divulgado é de suma importância,
pois estes resultados irão nortear e influenciar futuras pesquisas em todos os
campos do conhecimento.
Os periódicos científicos são as formas mais dinâmicas para a divulgação do
conhecimento gerado pelos pesquisadores.
Desta forma, podemos considerar que:
•

Há uma tendência maior para publicação dos trabalhos derivados das
dissertações de mestrado para revistas nacionais e do doutorado para
revistas internacionais.

•

O índice de aceitação dos trabalhos de mestrado em revistas nacionais é
maior que nas internacionais e que para o doutorado, o índice de aceitação
em revistas internacionais é maior que nas nacionais.

•

As revistas nacionais de caráter geral e bem conceituadas pela lista QUALIS
da CAPES são as mais procuradas no campo da Odontologia, exceto a área
de ortodontia que tem sua maior quantidade de produção em periódico
especializado na área.

•

Os trabalhos levam em média, da sua data de defesa até a data de
publicação, 2 anos para serem publicados.
Ressalta-se que este trabalho é um referencial inicial de uma avaliação que

pretende ser contínua dentro da Faculdade de Odontologia de Bauru. Pretende-se
que estes dados sirvam para orientar os pesquisadores no momento de escolha do
periódico no qual vai divulgar os resultados de suas pesquisas. Assim, como
conclusão parcial pode-se dizer que os programas de pós-graduação têm procurado
direcionar sua produção científica para a publicação de artigos com maior
visibilidade internacional ou com boa qualidade nacional a fim de facilitar a
disseminação dos resultados de suas pesquisas e aumentar de forma substancial
sua contribuição à ciência.

�14

REFERÊNCIAS
FONTES, C. de A. et al. Produção científica em Fonoaudiologia no Brasil: análise
de artigos completos publicados em periódicos. In: SEMINÁRIO DE
COMPARTILHAMENTO DE EXPERIÊNCIAS DAS BIBLIOTECAS DO CRUESP,
São Paulo, 2005. Resumos... São Paulo, CRUESP/Bibliotecas, 2005. p. 54.
PINTO, A. L. A. Pontifícia Universidade Católica de Campinas e a produção
científica. Transinformação, Campinas, v. 18, n. 1, p. 49-62, jan./abr. 2006
SANTOS, R. N. M. dos. Produção científica: por que medir? O que medir? Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 1, n. 1, p. 2238, jul./dez. 2003.
SOUZA, E. P.; PAULA, M. C. S. QUALIS: a base de qualificação dos periódicos
científicos utilizada na avaliação CAPES. Infocapes: Boletim informativo, Brasília, v.
10, n. 2, p. 6-24, 2002.

__________________
1

Valéria Cristina Trindade Ferraz, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Odontologia de
Bauru, valeria@fob.usp.br.
2
José Roberto Plácido Amadei , Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Odontologia de
Bauru, amadei@fob.usp.br.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 15 - Ano: 2008 (CRUESP - São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="48577">
                <text>Caracterização da produção científica da Faculdade de Odontologia de Bauru: análise das publicações originadas de dissertações/teses. (Pôster)</text>
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                <text>Ferraz, V. C. T. F.; AmadeiI, J. R. P.</text>
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            <name>Coverage</name>
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            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="48584">
                <text>Caracterizou-se a produção científica originada das dissertações e teses homologadas na Faculdade de Odontologia de Bauru, no período de 2005 a 2007, a fim de identificar os veículos de divulgação utilizados para a disseminação e divulgação do conhecimento gerado nos programas de pós-graduação. Os dados das dissertações/teses contidos na base WinISIS foram exportados para uma planilha eletrônica para geração de tabelas e gráficos. Através da análise dos dados verificou-se uma maior tendência para publicação dos trabalhos derivados das dissertações de mestrado em revistas nacionais e do doutorado em revistas internacionais. As revistas nacionais, em média, possuem uma boa classificação na Lista QUALIS, enfatizando a preocupação dos autores em lograr uma produção científica não só baseada em quantidade, mas na qualidade, hoje exigida pelos órgãos fomentadores de pesquisa, tanto em nível nacional quanto internacional.</text>
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        <name>snbu2008</name>
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���� ��

�������� ����� �� ����������

�
���������������������������� ��!������

VIDA MÉDIA DA LITERATURA DE BOTÂNICA: um estudo bibliométrico
para medir a obsolescência da literatura
FÉLIX, A.1
SANTOS, M. J. V. C.2
MELLO, P. M. A. C.3

RESUMO
O indicador bibliométrico é utilizado para evidenciar a vida média da literatura
científica para medir a obsolescência da literatura de Botânica. Para a análise foi
selecionado o periódico Boletim do Museu Nacional. Nova Série-Botânica,
considerado relevante para a área. As citações foram coletadas a partir dos artigos
neles publicados, no período de 1995 a 2005, base para o cálculo da vida média.
Palavras-chave: Vida média. Obsolescência. Bibliometria. Literatura de Botânica.

ABSTRACTS
Bibliometric indicators are used to show the cited half-life of botanic literature. Due to
its relevance the periodical “Boletim do Museu Nacional: Nova Serie Botanica” was
chosen to perform the analysis. The citations were extracted from the articles
published therein, from 1995 to 2005. The calculation of the cited half-life and the
obsolescence of the studied literature were done in accordance to the number of
citations found. The main results and the recommendations are presented in order to
support the decision-making in specialized libraries.�
������� �Cited half-life. Cited obsolescence. Bibliometrics. Botanical literature.

�2

1 INTRODUÇÃO
O processo de desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil provocou
e estimulou a criação de recursos que fossem úteis para auxiliar o planejamento,
estabelecimento e avaliação de políticas científicas. A importância do uso dos
indicadores científicos para avaliação de desempenho no setor, foi destacada por
Velho (1985), definindo-os como sendo “técnicas e instrumentos explícitos e
sistemáticos que permitem detectar as determinantes e entender o funcionamento
da atividade científica”.
No campo da Ciência da Informação, a bibliometria é definida, segundo
Tarapanoff, citada por Amaral (2006), como sendo o estudo de aspectos
quantitativos da produção, distribuição e uso da informação registrada, a partir de
modelos matemáticos, para o processo o processo de tomada de decisão. É um
importante instrumento para estabelecer indicadores em uma determinada área do
conhecimento

porque

apresenta

os

aspectos

quantitativos

da

produção,

disseminação e uso da informação científica registrada. Já Marcias-Chapula citado
por Vanti (2002) define cientometria como o estudo dos aspectos quantitativos da
ciência enquanto uma disciplina ou atividade econômica. É um segmento da
sociologia da ciência, sendo aplicada no desenvolvimento de políticas científicas. E
do ponto de vista de Wormell citado também por Vanti (2002), informetria, é um
subcampo emergente da ciência da informação, baseada na combinação de
técnicas avançadas de recuperação da informação com estudos quantitativos de
fluxos da informação. Os resultados de uma análise bibliométrica contribuem para o
estabelecimento de critérios e tomadas de decisões na área estudada.
A Bibliometria apresenta um conjunto de leis e princípios baseados na
observação, utilizando métodos matemáticos e estatísticos para investigar, avaliar e
quantificar os processos de comunicação escrita. Dentre as diversas leis existentes
e mais utilizadas, destacam-se: a lei de Bradford que estima a relevância de
periódicos em determinada área; lei de Lotka que estima a relevância de autores em
determinada área; as leis de Zipf relacionadas à freqüência de ocorrência de
palavras em um determinado texto e os estudos de obsolescência e vida-média da
literatura científica, esses últimos, utilizados na realização deste trabalho.

�3

O interesse do presente trabalho é decorrente de parte de pesquisa
realizada anteriormente por Santos e Mello (1987) para projeto financiado pelo
CNPq que analisava a função do periódico científico nacional, projeto no qual o
Boletim do Museu Nacional. Nova Série-Botânica fazia parte do rol dos periódicos a
serem analisados, CNPq (1983).
No artigo de Miranda e Pereira (1996), são destacadas as funções de
disseminação e recuperação da informação e seu papel importante para a
visibilidade tanto do periódico, quanto de seus autores e editores. Outros aspectos
também

são

considerados

importantes

para

essa

visibilidade

como

o

estabelecimento do periódico no mercado editorial, sua consolidação pelo uso da
comunidade científica, a avaliação pelos pares e o fomento das suas atividades de
pesquisa.

1.1 O Museu Nacional e a edição do “Boletim de Botânica”
O Museu Nacional foi criado por D. João VI em 6 de junho de 1818 e em
1946 passa a integrar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Suas
atividades acadêmicas são desenvolvidas em nível de seus seis departamentos
(Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia/ Paleontologia, Invertebrados e
Vertebrados) e das Coordenações de Pós-Graduação (stricto sensu) em
Antropologia Social, Zoologia e Botânica e (lato sensu) em Geologia e Lingüística.
O surgimento da especialização, a institucionalização das ciências, a
ampliação da demanda de pesquisadores e as disputas de espaços institucionais
próprios, levaram o Museu Nacional a publicar outros periódicos em suas
especialidades. Surgem, entre outras publicações, as séries especializadas do
Boletim do Museu Nacional (Antropologia, Botânica, Geologia e Zoologia), Santos &amp;
Estevão (2007).
O Boletim do Museu Nacional. Nova Série - Botânica (Bol.MN. N.S.Botânica) iniciou sua publicação em 1942, registra e divulga a produção intelectual
da comunidade científica da área. É caracterizado como tradicional e relevante pelos
especialistas, cumpre o registro oficial público da informação, mediante a
reconstituição de um sistema de editor-avaliador e de um arquivo público-público

�4

para o saber científico, características essenciais apontadas por Costa (1988) para
um periódico científico tornar-se relevante. Embora tenha uma periodicidade
irregular é indexado nas principais bases de dados internacionais como: BIOSIS,
Ulrich’s International Periodicals Directory, Periódica, Biological Abstracts e C.A.B.
International.

1.2 Obsolescência e Vida Média da literatura científica
De acordo com Line citado por Guedes (2007), a obsolescência da
literatura de um determinado campo da ciência consiste na análise do declínio de
seu uso, no decorrer do tempo e é determinada na Bibliometria por meio do
indicador denominado vida média da literatura científica. A vida média é estimada a
partir da razão da obsolescência e da razão de crescimento do uso de um
determinado corpo de literatura mediante a análise do número de citações feitas a
determinado item.
Segundo Queiroz (1972), tomando-se por base um determinado ano, vida
média é o período retrospectivo durante o qual metade da literatura de determinado
assunto foi publicada, levando-se em consideração as citações que foram feitas no
ano base. Portanto, o indicador de obsolescência analisa o declínio do uso de
determinada literatura, no decorrer do tempo, e a vida média é calculada medindo as
citações ou referências bibliográficas que formam parte dos artigos de um periódico
científico.
Tem-se como certo que a citação bibliográfica apresenta-se como
evidência do comportamento derivativo e cumulativo da literatura de uma área, na
medida em que é feita a partir de trabalhos anteriores e, de acordo com Ziman
(1979), constituem-se em fundamento para trabalhos posteriores, explicitando
relações ou cruzamentos de informações. Para Garfield citado por Mello (1992) as
contagens de citação podem ser empregadas como medida do nível de contribuição
de um indivíduo para a ciência e proporcionam uma medida objetiva da utilidade ou
impacto do trabalho científico.
O cálculo da vida média em uma área específica do conhecimento é feito
com base em um título de periódico relevante da área realizando-se o levantamento

�5

e análise das referências listadas ano a ano em cada artigo e em um período
preestabelecido.
O indicador de vida média das citações (cited half-life) é uma das medidas
de obsolescência da literatura científica. Esse termo foi adaptado do conceito de
meia vida na área de Física, utilizado para medir o tempo que leva para que metade
dos átomos de elementos radioativos se desintegre.
O conceito foi introduzido na área de Ciência da Informação na década de
60, e depois foi adotado pelo Institute for Scientific Information (ISI) para expressar o
tempo (em anos) para que 50% das citações recebidas por uma revista apareçam
na literatura. Na base Scientific Electronic Library Online (SciELO), esse indicador é
apresentado como "Distribuição cronológica de citações de revistas citantes",
Goldemberg (2007)
Os indicadores bibliométricos também avaliam o fator de impacto de uma
determinada área e de certo período. Nesse sentido, o estudo da vida média é uma
técnica onde se calcula o tempo em que metade da literatura foi citada em uma
determinada área do conhecimento, ou seja, "a diferença entre o tempo de
publicação de um documento e o tempo de sua citação", CAPES (2001).
Segundo Campos (2003), ao avaliar o mérito científico de uma
determinada revista, a premissa básica é: “informação científica importante é aquela
que serve como referência para trabalhos científicos subseqüentes“. Assim sendo, o
trabalho citante e a revista que o publicou causaram impacto na comunidade
científica.
Propondo realizar um estudo da mensuração da informação e descrever a
dimensão do quanto a literatura da área de Botânica tem sido usada, este estudo
mostra o cálculo da vida média do conjunto de artigos científicos citados pelos
autores da área, utilizando especificamente o indicador de vida média para medir a
obsolescência.

�6

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral
� Calcular a vida média da literatura de Botânica por meio de levantamento
quantitativo das citações presentes nos números 98 a 126 referentes ao período de
1995 a 2005 do Boletim do Museu Nacional. Nova Série - Botânica (Bol. MN. N. S.
Botânica).

2.2 Objetivos Específicos
�Identificar, calcular e analisar a vida média da literatura de botânica para
determinar a obsolescência da literatura de Botânica no Bol. MN. N.S. Botânica;
�Apresentar e criticar os resultados da pesquisa;
�Contribuir com o desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias com
acervo especializado em áreas da ciência.

3 METODOLOGIA
A metodologia adotada no presente trabalho consistiu das seguintes
etapas:
�Etapa 1 - Levantamento das citações – foi realizado com base nos números 98 a
126 do Bol. MN. N.S. Botânica, ano de 1995 a 2005, classificando-se as referências
bibliográficas por tipologia de documentos predeterminada de acordo com critérios
para que tivessem a mesma normalização na coleta dos dados, como a seguir:
-

identificar e classificar as diversas tipologias de documentos: livros, artigos de
periódicos, comunicações a congressos, artigos de periódicos eletrônicos etc.;

-

limitar o estudo da vida média das referências bibliográficas somente a artigo de
periódico citados por serem o tipo de documento mais atualizado e mais citado
na ciência;

�7

-

computar os artigos de periódico impressos e eletrônicos publicados na Internet,
cujas datas tenham sido mencionadas;

-

considerar uma única contagem quando um documento aparecer referenciado
mais de uma vez na mesma lista do artigo analisado.

�Etapa 2 – Organização dos dados – os números do periódico Bol. MN. N.S.
Botânica foram separados ano a ano, gerando tabelas referentes às quantidades de
citações em cada nº./ano.
�Etapa 3 - Identificação, cálculo e análise dos dados acumulados – nessa etapa
foram realizados os cálculos de vida média da literatura utilizada nesse estudo para
indicar a evolução e os níveis de concentração e diluição da literatura de Botânica.

4 RESULTADOS
Os resultados serão analisados a partir das tabelas apresentadas no trabalho.
A tabela 1 apresenta os resultados de todos os tipos de materiais encontrados
nas citações presentes em cada número do periódico analisado, de 1995 a 2005.

Tabela 1 – Dados acumulados das citações no Boletim do Museu Nacional.
Nova Série - Botânica – 1995-2005
Tipologia /
Números
Artigo de
periódico
Livro
Capitulo de
livro
Dissertação de
mestrado
Tese de
doutorado
Comunicação
a congresso

98
out.
3

99 100
maio nov.
3
4

5
1

101
fev.
7
2

102
fev.
2

2

103
nov.
16
4

104
dez.
3
3

7

1

1

105
dez.

106
abr.

107
jun.

17
2

12
2

6
11

5

10

1

108
jun.
11
1

3

1

0
4

7

6

11

2

29

Quantidade
111 112 113
dez. abr. jun.

4
7

36
1

49
2

2

2

4

1

9

110
out.

4
4

18
1

24

1
26

1

1

1

12

17

14
16

115
out.
13
1

116
out.
11
1

117 118m 119
mar. ar.
set.
2

2
1

1

4
1

20

114
out.

3

3

2
Trabalho
conclusão
curso
Total geral

109
jul.

40

56

9

19

18
4

120
set.

121
out.

21
1

122
jan.

123
set.

124
out.

125
set.

Total
126
29 nos.
dez.

34
4

8
3

17
3

11
2

14
1

35
4

396
86

2

1

2

2

1

55

6

2

2

2

1

1

1

17

2

7

3

6

1
43

14

12

3

3

30

25

41

13

21

16

17

A tabela 2 a seguir, apresenta o total de citações encontradas nos 29
números do Bol. MN.N.S.Botânica e seus percentuais correspondentes.

40

2
569

�8

Tabela 2 - Citações/percentuais do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
Tipologia
Artigo Periódico
Livro
Capitulo de livro
Dissertação de mestrado
Tese de doutorado
Comunicação a congresso
Trabalho conclusão curso
Total geral

total
396
86
55
17
7
6
2
569

%
69,60
15,11
9,67
2,99
1,23
1,05
0,35
100,00

Observando-se a tabela 2 verifica-se que, no período de 1995 a 2005,
o Bol.MN.N.S.Botânica apresentou um total de 569 citações, das quais, 396 são
citações referentes a artigos de periódicos, que representam 69,60% do total de
citações encontradas; 86 citações (15,11%) foram referentes a livros; 55 (9,67%) a
capítulos de livros; 17 (2,99%) a dissertações de mestrado; 7 (1,23%) a teses de
doutorado; 6 (1,05%) a comunicações a congressos; e 2 citações (0,35%) a
trabalhos de conclusão de curso de graduação.
Das 386 citações a artigos de periódicos, apenas 4 artigos foram
consultados na Internet, representando um percentual de 1,01% dos artigos citados,
o que pode representar que, no período analisado esse tipo de suporte ainda não
era muito utilizado na área.
A distribuição dos artigos de periódicos coletados do Bol. MN. N.S.
Botânica, separados e analisados respectivamente, no período de 1995-2005, é
mostrada na tabela 3 composta de cinco (5) colunas referentes aos anos
encontrados nas citações em ordem decrescente e aos números de citações
correspondente a cada ano. Cada coluna corresponde às seguintes informações:
ano da citação; número de citações correspondente àquele ano (Nº de Citações);
somatório do número de citações (Σ
Σ); percentual das citações (%); somatório do
percentual das citações (Σ
Σ %).

�9

Os detalhes e o resultado final da análise do Bol. MN. N.S. Botânica bem
como, a determinação da vida média da literatura de Botânica no período estudado
são mostrados também na tabela 3.
Tabela 3 - Cálculo das citações a artigos de periódicos do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
(continua)
Nº de
Citações
Ano
ΣΝ
%
Σ%
1
2005
1
0,3
0,3
1
2004
2
0,3
0,6
1
2003
3
0,3
0,8
1
2002
4
0,3
1,1
1
2001
5
0,3
1,3
6
2000
11
1,6
2,9
4
1999
15
1,0
3,9
9
1998
24
2,3
6,3
7
1997
31
1,8
8,1
7
1996
38
1,8
9,9
4
1995
42
1,0
10,9
4
1994
46
1,0
12,0
10
1993
56
2,6
14,5
7
1992
63
1,8
16,4
7
1991
70
1,8
18,2
7
1992
63
1,8
16,4
7
1991
70
1,8
18,2
5
1990
75
1,3
19,5
11
1989
86
2,8
22,3
7
1988
93
1,8
24,1
9
1987
102
2,3
26,5
5
1986
107
1,3
27,8
6
1985
113
1,6
29,3
12
1984
125
3,1
32,4
12
1983
137
3,1
35,5
6
1982
143
1,6
37,1
8
1981
151
2,1
39,2
7
1980
158
1,8
41,0
6
1979
164
1,6
42,5
8
1978
172
2,1
44,6
12
1977
184
3,1
47,7
7
1976
191
1,8
49,5
8
1975
199
2,1
51,6
5
1974
204
1,3
52,9
1
1973
205
0,3
53,1
3
1972
208
0,8
53,9
3
1971
211
0,8
54,7

�10

Tabela 3 - Cálculo das citações a artigos de periódicos do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
(continua)
Nº de
Ano
Citações
ΣΝ
%
Σ%
2
1970
213
0,5
55,2
2
1969
215
0,5
55,7
1
1968
216
0,3
56,0
4
1966
220
1,0
57,0
4
1965
224
1,0
58,1
3
1964
227
0,8
58,8
6
1963
233
1,6
60,4
1
1962
234
0,3
60,7
3
1961
237
0,8
61,4
3
1959
240
0,8
62,2
4
1958
244
1,0
63,3
7
1957
251
1,8
65,1
3
1956
254
0,8
65,8
3
1955
257
0,8
66,6
2
1954
259
0,5
67,1
1
1953
260
0,3
67,4
2
1952
262
0,5
67,9
3
1950
265
0,8
68,7
2
1949
267
0,5
69,2
5
1948
272
1,3
70,5
3
1947
275
0,8
71,3
4
1946
279
1,0
72,3
2
1945
281
0,5
72,8
3
1943
284
0,8
73,6
2
1942
286
0,5
74,1
2
1941
288
0,5
74,7
4
1940
292
1,0
75,7
1
1938
293
0,3
75,9
3
1937
296
0,8
76,7
1
1936
297
0,3
77,0
1
1935
298
0,3
77,2
1
1933
299
0,3
77,5
6
1932
305
1,6
79,1
2
1931
307
0,5
79,6
1
1929
308
0,3
79,8
1
1926
309
0,3
80,1
1
1924
310
0,3
80,4
5
1922
315
1,3
81,6
1
1919
316
0,3
81,9
1
1918
317
0,3
82,2
3
1915
320
0,8
82,9
1
1914
321
0,3
83,2

�11

Tabela 3 - Cálculo das citações a artigos de periódicos do Boletim do Museu Nacional
Nova Série - Botânica – 1995-2005
(conclusão)
Nº de
Ano
Citações
ΣΝ
%
Σ%
1
1911
322
0,3
83,5
2
1910
324
0,5
84,0
1
1909
325
0,3
84,2
2
1908
327
0,5
84,8
1
1906
328
0,3
85,0
5
1905
333
1,3
86,3
1
1904
334
0,3
86,6
2
1903
336
0,5
87,1
1
1902
337
0,3
87,3
1
1901
338
0,3
87,6
1
1899
339
0,3
87,9
2
1898
341
0,5
88,4
2
1897
343
0,5
88,9
4
1896
347
1,0
89,9
2
1895
349
0,5
90,5
1
1893
350
0,3
90,7
1
1892
351
0,3
91,0
1
1891
352
0,3
91,2
1
1890
353
0,3
91,5
2
1889
355
0,5
92,0
2
1888
357
0,5
92,5
1
1886
358
0,3
92,8
3
1882
361
0,8
93,6
1
1881
362
0,3
93,8
1
1878
363
0,3
94,1
3
1875
366
0,8
94,9
1
1874
367
0,3
95,1
2
1873
369
0,5
95,6
1
1872
370
0,3
95,9
1
1870
371
0,3
96,2
3
1865
374
0,8
96,9
1
1850
375
0,3
97,2
1
1848
376
0,3
97,5
2
1847
378
0,5
98,0
2
1846
380
0,5
98,5
2
1845
382
0,5
99,0
1
1843
383
0,3
99,3
1
1842
384
0,3
99,5
1
1839
385
0,3
99,8
1
1838
386
0,3
100,0

�12

A análise cobriu o período entre 1838 a 2005 que compreende 168 anos
apresentando um total de 569 citações, das quais, 386 são citações a artigos de
periódicos, objeto desse trabalho.
O cálculo da vida média da literatura de Botânica foi realizado tomando-se
por base o total de 386 citações encontradas para artigos de periódicos. Calculandose a metade (50%) das 396 citações, encontra-se como resultado 193 citações que
foram, por sua vez, localizadas na tabela 3, onde a faixa mais próxima a esse valor
incidiu em 191 citações recaindo no ano de 1976. A partir de 1976,. foi contado
quantos anos foram cobertos até o ano de 2005, ano final da análise, encontrandose o valor de 30 anos. Esse resultado revela que essa literatura possuiu vida média
de 30 anos.
Nesse contexto, o período de 30 anos de vida média é encontrado na
metade das citações aí representada pelo percentual de 49,5% do somatório das
citações. O fator de maior impacto das citações da literatura recai nesse período
(1976 a 2005). A outra metade da literatura encontra-se diluída nos 138 anos (1975
a 1838) restantes do conjunto analisado e apresenta um declínio de seu uso,
revelando o fator de obsolescência dessa literatura. Isso também revela que a
literatura não se perde, apenas deixa de ser citada.
Não foi encontrado outro trabalho que analisasse a literatura de Botânica
em outro periódico também relevante da área, fato que inviabilizou que
comparações fossem realizadas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A vida média da literatura de Botânica em análise feita no Bol. MN. N.S.
Botânica, no período de 1995 a 2005 foi calculada e identificada por meio de análise
bibliométrica utilizando o indicador de obsolescência e vida média da literatura
científica, encontrando-se uma porcentagem acentuada entre os anos de 2005 a
1976, concentrando a metade das citações em 30 anos, valor que indicou a vida
média da literatura estudada.

�13

A Botânica é uma ciência antiga e tradicional, isso é notório, a vida média
foi identificada e comprovada num tempo de 30 anos, período considerado longo em
relação a outras áreas como a química, por exemplo, que ao ser analisada por Pao
(1989), apresenta vida média da literatura de 8 anos.
Pode-se constatar que a velocidade da comunicação via web e o avanço
tecnológico, colaboram para um encurtamento na vida média em períodos menores
estabelecidos anos atrás, ficando evidente que esta tendência está pressionando a
literatura científica a ter mudanças mais rápidas apresentando uma vida média mais
curta, muitas vezes, constatada entre 4 a 5 anos.
Informalmente, consultando alguns especialistas, esses consideraram
válida a vida média de 30 anos da literatura de Botânica, uma vez que no Brasil os
trabalhos versam mais sobre o reconhecimento da flora brasileira, necessitando,
portanto, a identificação por meio de comparação com trabalhos anteriores.
Para a comparação dos dados encontrados a aplicação desse indicador
de vida média poderia ser realizado em outros periódicos de Botânica em níveis
nacional e estrangeiro.
Ao serem observadas característica tão específica e particular da área de
Botânica, não parece que um estudo simplesmente baseado em dados quantitativos
seja suficiente para ser utilizado como critério de avaliação ou de especificação de
títulos de periódicos mais representativos de uma área.
Recomenda-se que estudos exploratórios sejam realizados junto à
comunidade científica da área que, aliados aos dados quantitativos possam revelar
maiores detalhes de sua organização social (Mello, 1996).

�14

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__________________
1

Angela Félix, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sistema de Bibliotecas e Informação,
angelafelix@sibi.ufrj.br.
2
Maria José Veloso da Costa Santos, Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), Seção de
Memória e Arquivo, Museu Nacional, maze@mn.ufrj.br.
3
Paula Maria Abrantes Cotta de Mello, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sistema de
Bibliotecas e Informação, paulamello@sibi.ufrj.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: Empreendedorismo e inovação: desafios da biblioteca universitária</text>
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                <text>O indicador bibliométrico é utilizado para evidenciar a vida média da literatura científica para medir a obsolescência da literatura de Botânica. Para a análise foi selecionado o periódico Boletim do Museu Nacional. Nova Série-Botânica, considerado relevante para a área. As citações foram coletadas a partir dos artigos neles publicados, no período de 1995 a 2005, base para o cálculo da vida média.</text>
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IDENTIDADE E CRISE DE IDENTIDADE:
a realidade da Biblioteconomia brasileira
FELIPE, A. A. C.1
BANDEIRA, C. A. G.2
SANTOS, E. I.3

RESUMO
Discute a necessidade de uma reflexão filosófica no campo da Biblioteconomia
envolvendo alunos, professores, profissionais e órgãos de classe, para discutir e
debater sobre a problemática vivenciada no que diz respeito à formação acadêmica
e prática profissional. Objetiva definir diretrizes para minimizar tal crise de identidade
vivenciada pela área biblioteconômica refletida através do individualismo, da falta de
mobilização ampla e conjunta, e do desenvolvimento de ações restritas e
insignificantes de mudança para a minoria da classe. Ressalta que aspectos como a
consciência de classe, o senso de progressão e a perspectiva sócio-educacional
devem ter mais destaque, tendo como prioridade o suprimento das necessidades
informacionais da sociedade. Enfatiza que as bibliotecas públicas, escolares,
comunitárias, universitárias e especializadas devem trabalhar em consonância com
seu público alvo e seu propósito, estabelecendo parâmetros voltados às mudanças
contínuas da sociedade contemporânea, onde a multiplicidade de sistemas
tecnológicos advindos dos avanços das Tecnologias da Informação e Comunicação
(TIC’S) provoca transformações em todos os segmentos sociais, modificando direta
ou indiretamente os modos de aprender e fazer do ser humano.
Palavras-chave: Identidade. Crise de identidade. Biblioteconomia. Bibliotecário.
Sociedade.

�2

1 INTRODUÇÃO
Observando as turbulências e profundas mutações que caracterizam o
cenário mundial nos dias atuais, quando novos paradigmas atingem de forma
perturbadora a relação de forças e os conceitos políticos e econômicos de há muito
assentados, parece que uma única certeza se impõe: definitivamente, adentra-se
numa sociedade onde o conhecimento passa a ser exaltado como o elementochave, a mola motriz desse sistema.
Assmann (2000) afirma que deve-se considerar a sociedade vigente como
a “sociedade da aprendizagem”, porque o processo de aprendizagem já não se
limita ao período de escolaridade tradicional. Trata-se de um processo que dura toda
a vida, com início antes da idade da escolaridade obrigatória, e que decorre no
trabalho e em casa.
Na sociedade da aprendizagem todos os indivíduos devem estar sempre
aprendendo e reaprendendo constantemente, tendo como um dos motivos, as
inovações no mundo da comunicação e a velocidade com que as inovações
proliferam e se alteram exigindo dos indivíduos uma aprendizagem contínua para a
vida inteira.
Novos desafios recaem para as profissões que tem a informação como
objeto de estudo, já que a mesma, é suscetível de ser registrada de diversas formas,
armazenada em diversos suportes, organizada, recuperada e processada segundo
diversos critérios. A informação tem sido o núcleo de várias discussões, por remeter
a muitos domínios científicos, tendo um significado diferenciado para cada campo
científico que a utiliza.
Essa gama de significados, que cerca a informação, tem certa simetria
com as dificuldades da Biblioteconomia em constituir sua identidade mediante várias
crises relacionadas à sua atuação e função na Sociedade da Aprendizagem. Nesse
sentido o trabalho visa gerar discussões no âmbito do fazer biblioteconômico, que
possa elucidar quais os verdadeiros motivos da existência de uma crise de
identidade na área, e quais são as medidas que podem e devem ser tomadas pela

�3

comunidade Bibliotecária para reverter a situação em que se encontra a
Biblioteconomia brasileira.

2 A CRISE DE IDENTIDADE DA BIBLIOTECONOMIA
A identidade tem sido valorizada nas sociedades contemporâneas,
sobremaneira, conforme afirma Mercer (1990 apud HALL, 1999) “A identidade
somente se torna uma questão quando está em crise, quando algo que se supõe
como fixo, coerente e estável é deslocado pela experiência da dúvida e da
incerteza”. Bauman (2005, p. 35) também atesta a importância da realidade quando
afirma que é visada “Pelo desejo de segurança, ele próprio um sentimento ambíguo”
Todavia, essa ambigüidade é fruto da crise de identidade que a maioria das
profissões, culturas e sociedades enfrentam cotidianamente.
No caso da Biblioteconomia essa ambigüidade é fruto de duas vertentes
que possuem suas sub-divisões: formação acadêmica e prática profissional. O ideal
de um estudante é desenvolver uma formação bem estruturada, onde possa estudar
consideravelmente, no intuito de conseguir um espaço no mercado, a fim de
desenvolver seus aprendizados e a estabilidade financeira. Seguindo o pensamento
de Oliveira (1983, p. 70) acerca do bibliotecário brasileiro,
Verificamos que sua auto-estima profissional baseia-se em valores
ocupacionais e pessoais, tais como: inovação, independência,
cultura, profundidade, criatividade, desenvoltura, espírito liberal e
liderança. Entretanto, a profissão carece ainda de valores como
autoridade, consciência de classe, senso de progressão e
competição, considerados indispensáveis à identificação da
Biblioteconomia como profissão.

Um

aspecto

importante

para

a

caracterização

da

identidade

biblioteconômica permeia as seguintes expressões: consciência de classe e senso
de progressão. Conforme Hall (1999, p. 38) “A identidade é realmente algo formado,
ao longo do tempo, através de processos inconscientes, e não de algo inato,
existente na consciência no momento do nascimento”.
Isso implica dizer que a falta dessa consciência de classe é o que torna a
profissão individualista, fruto dos interesses e vaidades pessoais, promovendo, por

�4

conseguinte, a perspectiva da antinomia do senso de progressão, ou seja, a classe
biblioteconômica não procura alternativas de mudanças amplas, que torne a área
notável e reconhecida no mercado e na sociedade, bem como ocasionando um
fechamento da Biblioteconomia para as mudanças para a valorização do processo
social.
Essa consciência de classe e senso de progressão não são marcas
biblioteconômicas, mas devem ser estimulados, sobretudo pelo processo de
valorização da história da área. Faz-se necessário o resgate da memória das
realizações e evoluções da Biblioteconomia, promovendo uma reflexão teórica com
alunos, professores, profissionais e órgãos de classe.
Essa supervalorização do resgate da memória biblioteconômica pode
remeter a uma análise ampliada do que realmente a Biblioteconomia tem estudado e
a definição concreta de um objeto de estudo. Um estudante, professor ou
profissional que conhece a história de sua área pode sentir-se fomentado a buscar
alternativas de transformações, pode conhecer num contexto mais lato as
qualidades do campo do conhecimento, enfim, pode conhecer a sua identidade.
Mais uma vez se atribuindo do argumento de Oliveira (1983, p. 71) no que tange:
A negação como forma de defesa, a estrutura burocrática que
enfatiza a progressão por tempo e não por mérito, a ausência de
valores como senso de progressão e consciência de classe
demonstram que muito da realidade do campo precisa ser mudado,
para que a Biblioteconomia possa, sem perda de sua identidade de
trabalho eminentemente social, acompanhar a mudança que está
ocorrendo na ambiência em que atua.

É notável que a Biblioteconomia brasileira deva passar por mudanças para
adequar-se à realidade do mercado. Porém, se nessas mudanças não constarem
valores como a valorização de nossa história, a consciência de classe, o senso de
progressão, e outros aspectos, haverá uma contemplação apenas estereotipada da
amplitude da ação biblioteconômica. Por exemplo, com relação a Biblioteconomia
ser eminentemente social, pode-se dizer que a afirmação tem sustentabilidade.
Contudo, percebe-se que o potencial social da área é pouco explorado e investigado
se comparado às contribuições que a Biblioteconomia pode oferecer à sociedade.
Isso implica dizer que a área biblioteconômica possui grande potencial, mas ainda
precisa ser explorada com mais ousadia e espírito de coletividade.

�5

Como questiona Almeida Júnior (1995, p. 9) “A Biblioteconomia não pode
ser mais considerada como reprodutora da ideologia dominante, dos valores
daqueles que detêm o poder”. É preciso oferecer novas marcas para a
Biblioteconomia, como ações de cunho coletivo, desenvolvimento de projetos que
satisfaçam inicialmente as necessidades da sociedade e tornem a Biblioteconomia
eminentemente reconhecida e não projeções de promoções pessoais atreladas aos
padrões governamentais. A Biblioteconomia necessita ser um campo do
conhecimento ideologicamente independente.
A identidade biblioteconômica é marcada por conturbações como tantos
outros campos do conhecimento. Porém, falta a esta área uma reflexão filosófica,
mormente valorizando três aspectos: problematização das questões que permeiam a
área; reflexão equilibrada e acurada sobre as problemáticas e finalmente, a
exposição de soluções. Milanesi (2002, p. 17) afirma, com relação à identidade do
bibliotecário e da biblioteca:
Na última década do século XX, um rumor forte deu conta do fim do
próximo livro, da biblioteca e, em conseqüência do bibliotecário. Não
haveria mais lugar para ele numa sociedade em que o
conhecimento passou a ser sinônimo de poder e a informação foi
alçada à esfera das questões estratégicas de empresas e governos.
A partir desse momento de perplexidade e confusão, esses
profissionais e as escolas que os formam saíram à procura da
identidade, senão perdida, pelo menos embaçada. E se havia
dúvida sobre o perfil do profissional é porque a própria biblioteca
estava em transe.

Essas transformações as quais a Biblioteconomia precisa de adaptação à
realidade atual em que deve estar focada em um aspecto muito importante:
satisfação das necessidades da sociedade. Um campo do conhecimento sem
utilidade social não será útil para o mercado. A Biblioteconomia tem uma grande
utilidade social, mas precisa aplicá-la, visando suprir as necessidades informacionais
da sociedade. Por exemplo, as bibliotecas de maneira majoritária tem sido
consideradas, como diz Almeida Júnior (1995, p. 6) ”Um espaço de depósito de
livros, textos e informações, reunidas e organizadas a partir da visão daqueles que
determinam as normas e os valores vigentes”. Isso implica ainda na concepção de
Almeida Júnior que (1995, p. 10) ”O bibliotecário precisa agir de uma maneira mais
revolucionária, dado que este tem sido considerado como sendo passivo, guardião
do passado, ocioso, inútil, sem função social, funcionário público, dentre outras

�6

atribuições”. Estas são marcas que têm caracterizado as bibliotecas brasileiras, não
de modo generalizado).

3 O PERFIL DOS ESPAÇOS DE ATUAÇÃO DO BILIOTECÁRIO
A biblioteca pública tem sido muito mais sinônimo de apoio aos estudantes
do ensino infantil, fundamental e médio do que executado sua principal função que é
desenvolver projetos e ações de acordo com as comunidades. Isso ocorre pela falha
das bibliotecas escolares, que talvez em raros momentos de sua história tenha
atuado de forma social, cultural e educativa, auxiliando no processo de ensinoaprendizagem, deixando a biblioteca pública com mais liberdade de ação. E qual a
posição do bibliotecário com relação a essa realidade bibliotecas públicas e
escolares? Eis o que questiona Silva (1995, p. 20-21):
Porém, diante de todo esse silenciar a que nos vínhamos referindo,
certamente o silêncio que mais surpreende que mais choca que mais
cala é o dos bibliotecários [...] Qual tem sido a preocupação
dominante senão a problemática dos bancos de dados, das redes de
informação científica, dos centros ultra-informatizados de
documentação? Algo contra tais temáticas? De jeito nenhum! Alguma
objeção no que se refere ao desenvolvimento de recursos para a
organização e a disseminação da informação técnico-científica? De
modo algum! Mas, diante de tal quadro, cabe a formulação de certas
questões: quais são as principais dificuldades e limitações da
biblioteconomia brasileira? Qual o alcance, em termos de população
atingida, de todo aquele aparato informacional? Os bibliotecários e
os autores da área biblioteconômica conhecem os índices de
analfabetismo e de fracasso escolar deste país? Já ouviram falar de
prioridade? Alguma vez já pronunciaram a expressão “biblioteca
escolar” sem demonstrar certa repugnância?

Fica a ressalva de que a identidade biblioteconômica não pode ser
caracterizada somente pela perspectiva das propaladas Novas Tecnologias da
Informação. É preciso a visão social, pois senão a Biblioteconomia transformará o
suporte e até fatores extrínsecos de atuação (suporte manual para o tecnológico, por
exemplo), mas não contribuirá para a conscientização das camadas mais carentes,
para a promoção da leitura, alfabetização, já que o bibliotecário é co-partícipe do
processo

sócio-educacional

(ou

ao

menos

deve

ser).

Ficam

ainda

os

questionamentos: será que as bibliotecas públicas e as escolares não necessitam
também dos sistemas de informação, dos softwares para a organização do

�7

conhecimento? Ou será que não se atribuem dessa realidade por serem bibliotecas
essencialmente educativas, que poderiam dinamizar o aprendizado de crianças,
adolescentes e adultos, enfim, contribuir para o processo de igualdade social,
através do tripé alfabetização – conscientização - libertação, ideais tão apregoados
por Paulo Freire e outros educadores.?
Com relação às bibliotecas universitárias percebe-se que estas têm
crescido, sobretudo, a partir do final da década de 80, com a implantação do Plano
Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU) que visa integrá-las, promovendo
ações coletivas e dinâmicas em torno destas bibliotecas. A identidade da Biblioteca
Universitária talvez esteja mais bem estruturada que as demais, uma vez que
embora ainda necessite de melhorias, os caminhos para a execução de novas
tarefas dinâmicas são mais claros, através do PNBU. Figueiredo (1998, p. 2) afirma
com relação às bibliotecas universitárias que:
Sem dúvida, nos últimos 5 -10 anos houve uma melhoria nas
aplicações de técnicas de gerências das bibliotecas, mas ainda há
um longo caminho a ser percorrido para que se aprenda a melhor
elaborar e utilizar orçamentos. Apesar de ainda não saberem avaliar
o impacto de seus serviços, pelo menos as bibliotecas já parecem
saber definir e quantificar seus imput e output. Estão mais
conscientes sobre o que devem proporcionar a seus usuários e de
como podem ajudar as bibliotecas a alcançar força política dentro da
universidade. Mas, há que fortalecer ainda mais o uso dos conceitos
de gerência e de prestação de serviços, enfatizar o papel que cabe
às bibliotecas universitárias, administrando serviços de maneira
eficiente e eficaz. Primeiro o gerente tem que ter um claro
entendimento da biblioteca e da sua instituição maior, a
universidade. Para isso, deve pensar em termos de mercado e
usuários, isto é, elaborar estudos de uso e de usuários, conhecer
necessidades e demandas de informação de sua clientela. Além
disso, deve saber justificar suas aquisições de custo-eficiência e,
seus serviços, em termos de mudanças comprovadas. Os usuários
de bibliotecas universitárias têm que ser mais e mais envolvidos no
apoio às decisões de gerência, participando de comissões e grupos
de trabalho. A biblioteca tem que reforçar sua imagem perante os
usuários, que são a mola mestra da política universitária, firmando o
conceito de biblioteca como pólo transmissor de informações, muito
mais do que como lugar de guarda de documentos.

A biblioteca universitária possui perspectivas promissoras. Todavia, é
papel do bibliotecário tornar a biblioteca da universidade como mantenedora da
tríade acadêmica: ensino, pesquisa e extensão. Mas ainda é preciso muita
mobilização política do profissional, a fim de mostrar na universidade a importância

�8

dos investimentos nas bibliotecas. Infelizmente, ainda ocorre uma forte demarcação
e proporção da grandeza de uma biblioteca universitária pela grandeza de seu
software ou outros instrumentos tecnológicos. É preciso que essa dimensão de
suporte técnico esteja voltada para a organização do conhecimento, enquanto as
ações dos bibliotecários estejam voltadas para a satisfação do usuário e do mercado
para que a marca da ação do bibliotecário em uma biblioteca universitária não seja
apenas a técnica.
No que tange as bibliotecas especializadas, tem como marcas a noção de
que o bibliotecário precisa acompanhar esse processo de especialização, a fim de
conceber um atendimento adequado à realidade do usuário. Por exemplo, um
bibliotecário que trabalha em biblioteca da saúde necessita de conhecer os termos
da área, bem como os sistemas e softwares de representação (é fundamental o
conhecimento da BIREME), visando dar suporte informacional aos pesquisadores e
estudiosos da área.
Um instrumento essencial que procura oferecer à Biblioteconomia uma
marca de caráter humanista é a biblioteca popular, pois visa a conscientização da
comunidade a qual está inserida. De acordo com Rabello (1987, p. 41):
A idéia de Biblioteca Popular, e sua prática, aproximou a bibliotecas
das camadas populares, procurou estruturá-la de baixo para cima,
criou condições para torná-la participativa. A biblioteca passou a
acompanhar seu tempo, inseriu-se na história, ofereceu uma
contribuição renovadora para a área.

A verdade é que a concepção de Biblioteca Popular, mesmo não tendo
sua acepção bem definida compõe uma gama de estudos que tornam a biblioteca
uma instituição socialmente útil e que tenta se aproximar da comunidade, a fim de
satisfazer as suas necessidades. Para que esse conceito seja efetivamente
ampliado

faz-se

necessária

a

ação

do

bibliotecário

num

processo

de

conscientização da comunidade no que tange a importância dessa instituição, mas
num processo de baixo para cima, ou seja, onde as pessoas, na formação de um
caráter coletivo, sejam escutadas e participem do processo de implantação da
biblioteca, bem como de seu desenvolvimento.
A aproximação do bibliotecário com a comunidade significa a busca de um
ideal humanista que há muito não tem sido uma prática da formação

�9

biblioteconômica, embora alguns profissionais desenvolvam com autonomia projetos
de interação com as comunidades mais carentes.
Essa visão de biblioteca busca definir uma realidade e estabelecer
soluções para uma nova linha de ação do bibliotecário. Isso significa que a
identidade da Biblioteconomia não pode ser mais apática e reacionária. É preciso
revolucionar os padrões de ação e a biblioteca é o instrumento mais forte, eficiente e
eficaz para a concretização dessas mudanças, cabendo ao bibliotecário ser o
baluarte dessas ações e transformações. Almeida Júnior (1997, p. 92) não somente
sugere como incita um caminho para a atuação do bibliotecário:
Nós precisamos atingir a população carente, a população carente de
informações. Não será com essa postura apática, passiva e
reacionária da biblioteca de hoje que o conseguiremos. Não basta
espalharmos bibliotecas em cada quarteirão, em cada esquina. É
preciso que o bibliotecário que atuar nessas bibliotecas seja um
outro bibliotecário; é preciso que ele seja consciente da sua real
função social; é preciso que ele saiba que o seu trabalho pode e
deve alterar pensamentos e comportamentos; é preciso que ele vá
até a população, que ele procure o povo, que ele trabalhe com a
comunidade.

Com efeito, a Biblioteconomia encontra-se diante de um impasse; o que
ela é e o que pode ser. É inegável que ainda é essencialmente técnica, mesmo com
alguns valores humanísticos já sendo explorados (trabalhos com leitura e
biblioterapia são exemplos). Porém, a conformidade com essa realidade não serve
mais a Biblioteconomia. É preciso transformar essa identidade dos padrões de
subserviência às idéias dominantes, bem como a ampla valorização somente do
suporte técnico. É necessária também a superação das vaidades pessoais, do
individualismo, da falta de consciência de classe e do senso de progressão.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A

valorização

da

história

biblioteconômica,

assim

como

a

consubstanciação dos estudos da área, visando aprimorar os campos de estudos e,
sobretudo o objeto (ou como falam alguns estudiosos o ser da Biblioteconomia) é
que esta identidade passará por profundas e necessárias transformações. As
transformações identitárias se configuram no agir. Entretanto, este agir é permeado

�10

de reflexões teóricas, de problematizações bem definidas, ou seja, a identidade da
Biblioteconomia não pode permanecer mais nos padrões abordados no referido
trabalho.
Finalmente, é preciso trabalhar as qualidades da área, constituindo
mudanças no campo da identidade como afirma SILVA (2000, p. 16) “Mudanças que
chegam a ponto de produzir uma crise de identidade”. Então, por mais paradoxal
que seja, a Biblioteconomia precisa de uma crise de identidade, mas não uma crise
como esta que deixa na sociedade um misto de desconhecimento e desvalorização,
mas uma crise que busque novas reflexões e soluções, ou seja, é preciso dar
conturbação à realidade biblioteconômica para oferecer-lhe solução.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Biblioteca Pública: ambiguidade,
conformismo e ação guerrilheira do bibliotecário. São Paulo: APB, 1995, n.15.
12p.
______. Sociedade e Biblioteconomia. São Paulo: Pólis, APB, 1997. 129 p.
ASSMANN, Hugo. A metamorfose do aprender na sociedade da informação. Ci.
Inf. Brasília, v.29 n.2, maio/ago. 2000.
BAUMAN, Zigmunt. Identidade: Entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed, 2005. 110p.
FIGUEIREDO, Nice. Repensando a Biblioteca Universitária Brasileira: como
prosseguir – notas para projeto. São Paulo: Ensaios APB, 1998.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 3 ed. Rio de Janeiro: DP
&amp; A, 1999. 102p.
MILANESI, Luis. Biblioteca. São Paulo: Ateliê, 2002. 116p.
OLIVEIRA, Zita Catarina Prates de. O bibliotecário e sua auto-imagem. São Paulo:
Pioneira, 1983. 98p.
RABELLO, Odilia Clark Peres. Da biblioteca pública à biblioteca popular: análise
das contradições de uma trajetória. Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, ano 16, n.1, p.19-42, março, 1987.
SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Identidade e diferença: A perspectiva dos
Estudos Culturais. Petrópolis: Vozes, 2000. 133p.

�11

SILVA, Waldeck Carneiro da. Miséria da Biblioteca Escolar. São Paulo: Cortez,
1995.

__________________
1

André Anderson Cavalcante Felipe, Graduado em Biblioteconomia pela UFC,
andreandersonf@yahoo.com.br.
2
Cauê Araújo Goulart Bandeira, Graduado em Biblioteconomia pela UFC, caue.ce@gmail.com.
3
Ediane Isabel dos Santos, Graduado em Biblioteconomia pela UFC, ediane_pe@hotmail.com.

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                <text>Discute a necessidade de uma reflexão filosófica no campo da Biblioteconomia envolvendo alunos, professores, profissionais e órgãos de classe, para discutir e debater sobre a problemática vivenciada no que diz respeito à formação acadêmica e prática profissional. Objetiva definir diretrizes para minimizar tal crise de identidade vivenciada pela área biblioteconômica refletida através do individualismo, da falta de mobilização ampla e conjunta, e do desenvolvimento de ações restritas e insignificantes de mudança para a minoria da classe. Ressalta que aspectos como a consciência de classe, o senso de progressão e a perspectiva sócio-educacional devem ter mais destaque, tendo como prioridade o suprimento das necessidades informacionais da sociedade. Enfatiza que as bibliotecas públicas, escolares, comunitárias, universitárias e especializadas devem trabalhar em consonância com seu público alvo e seu propósito, estabelecendo parâmetros voltados às mudanças contínuas da sociedade contemporânea, onde a multiplicidade de sistemas tecnológicos advindos dos avanços das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’S) provoca transformações em todos os segmentos sociais, modificando direta ou indiretamente os modos de aprender e fazer do ser humano.</text>
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CITAÇÕES E ÍNDICE H:
teste comparativo em pequena escala entre ISI-WOS e SCOPUS
FAUSTO, S.1
PINHEIRO, W.2

RESUMO
Teste comparativo em pequena escala entre as bases de dados Web of Science
(WoS) e Scopus para aferir o número de citações e o índice h. Utilizou buscas nas
duas bases pelo nome de 5 autores. Os resultados mostraram que há diferenças no
número de citações entre as duas bases, mesmo sendo a WoS mais restrita e a
Scopus mais abrangente, e discute os determinantes dessas diferenças, como a
política de avaliação de agências de fomento à pesquisa.
Palavras-chave: Citações. Índice h. Bases de dados. Comparação.

ABSTRACT
Comparison on a small scale between the Web of Science and Scopus databases to
obtain the number of citations and the h index. Searches in two databases used by
the name of 5 authors. The results showed that there are differences in the number
of citations between the two bases, although the WoS be narrower and Scopus more
comprehensive, discusses the determinants of these differences, as the policyevaluation of agencies to development of science.
Keywords: Citations. H index. Databases. comparison.

1 INTRODUÇÃO
A adoção de mecanismos para a determinação automática do índice h,
uma nova ferramenta bibliométrica apresentada por Jorge E. Hirsh em 2005
(HIRSCH, 2005) para analisar citações, pela base de dados Web of Science, do
Institute for Scientific Information (ISI-WoS), distribuída pela Thomson Reuters

�(2008), e pela base de dados Scopus, distribuída pela Elsevier (2008), permitiu sua
aferição nestes dois recursos informacionais, num teste em pequena escala,
utilizando-se buscas pelo nome de autores e a comparação dos resultados, que são
aqui discutidos. Destaca-se que estas duas bases de dados estão disponíveis no
Portal de Periódicos da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de
Nível Superior) (BRASIL, 2008) 1.

2 MÉTODOS
Escolheu-se aleatoriamente o nome de 5 pesquisadores do Instituto
Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), aqui denominando-os por
Autor A, Autor B, Autor C, Autor D e Autor E. Procedeu-se à busca pelo nome de
cada autor na base Web of Science, em seu módulo Cited Reference Search, e nos
resultados selecionou-se os recursos Select All, a seguir Finish Search e após
Refine Results by Institutions (selecionando-se apenas a instituição Universidade de
São Paulo), acionando por fim o recurso Create Citation Report. Neste recurso,
aparece o número de citações e o índice h do autor nesta base, significando que, na
data da pesquisa, em 15 de julho de 2008, existiam h publicações do autor
pesquisado, com pelo menos h citações na base Web of Science.
A busca por autor considerou todas as formas possíveis do nome dos
autores na base ISI-WoS, para distinguir homônimos e recuperar variações do nome
e sobrenome. Na Scopus, a busca foi no módulo Author Search, e nos resultados
selecionou-se o recurso Autor Details, verificando-se o nome e a afiliação
institucional do autor, e após esta confirmação acionou-se a opção Citation Tracker,
que ordena as citações encontradas nesta base e calcula automaticamente o índice
h. Tal como na pesquisa anterior, o h aferido significa que, na data da pesquisa (15
de julho de 2008), existiam h publicações do autor pesquisado, com pelo menos h
citações na base Scopus.

1

No Portal de Periódicos da CAPES, há link para acesso direto à Scopus, e o acesso à Web of Science (WoS) é
através do link para o Portal 