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                    <text>BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

BIBLIOTECAS &amp; AGENDA 2030
Guia prático para promover ações alinhadas aos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

�Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários,
Cientistas da Informação e Instituições - FEBAB
Gestão: 2020-2023
Presidente: Jorge Moisés Kroll do Prado (SC)
Vice-Presidenta: Adriana Cybele Ferrari (SP)
Diretor Administrativo e Financeiro: Anderson de Santana (SP)
Diretor de Comunicação e Publicação: Vicente Santos (SP)
Diretor de Promoção de Eventos: Sigrid Karin Weiss Dutra (SC)
Diretor de Formação Política e Profissional: Priscila Machado Borges Sena (SC)
Diretoria Regional Centro-Oeste: Ana Catarina Cortez de Araujo (MS)
Diretoria Regional Nordeste: Marcos Paulo Viana (BA)
Diretoria Regional Norte: Jorge Luiz Cativo Alauzo (AM)
Diretoria Regional Sudeste: Adriana Maria de Souza (SP)
Conselho Fiscal: Elenise Maria de Araújo (SP), Denise Maria da Silva Batista (RJ),
Clemilda dos Santos Sousa (CE) e Sueli Mara Soares Pinto Ferreira (SP)

Grupo de Trabalho
Serviço de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis - GT SBPV
Composição
Adriana Cybele Ferrari – Coordenadora (SP)
Ana Maria da Silva Bichara (ES)
Isadora Cristal de Souza e Silva Escalante (RJ)
Maria de Fátima M. Martins Corrêa (RJ)
Paula Stefanny Felice de Oliveira (SP)
Colaboração: Suely da Conceição Rodrigues (RJ)

Apoio: SP Leituras - Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura
Projeto gráfico e diagramação: Passarim Design&amp;Barulho
Ilustrações: Silvana Martins

�SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO

05

2. A AGENDA 2030: UM COMPROMISSO UNIVERSAL

06

3. O QUE FAZ UMA BIBLIOTECA SER PARCEIRA DA AGENDA 2030?

09

4. CAMINHANDO ATÉ 2030: SETE PASSOS PARA AS BIBLIOTECAS

10

5. �UTILIZANDO FERRAMENTAS AUXILIARES, MÍDIAS SOCIAIS E DE
CONTEÚDO: ALIADAS DE TODAS AS ETAPAS

24

6. FINALIZANDO, MAS NEM TANTO

25

REFERÊNCIAS

26

ANEXO

27

3

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

APRESENTAÇÃO
Desde 2016, quando começamos a trabalhar com a Agenda 2030, nos
deparamos com as mais variadas dúvidas acerca de como as bibliotecas
podem cooperar com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Seja
nas edições do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
seja em webinars, mídias sociais, traduções e nos mais variados documentos,
a FEBAB buscou sempre demonstrar que a biblioteca pode e deve ser uma
parceira estratégica da Agenda.
Nesse sentido, para contribuir e inspirar com ações e projetos que as
bibliotecas possam realizar, o Grupo de Trabalho Serviços de Bibliotecas para
Pessoas Vulneráveis preparou carinhosamente este guia que faz jus ao seu
nome: é um texto que segura em sua mão e lhe conduz por sete passos de
maneira prática, servindo como um caminho seguro para a implementação
de atividades que cooperem com este compromisso que é global.
O guia serve para qualquer biblioteca (pública, escolar, especializada,
universitária, prisional, comunitária, entre outras), pois indiferentemente à sua
tipologia, o que realmente importa é a vontade e a iniciativa de trabalhar por
um mundo melhor. As bibliotecas são capazes disso, acredite!
Bom trabalho!

Jorge Moisés Kroll do Prado
Presidente da FEBAB
Gestão 2020-2023

4

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

1 INTRODUÇÃO
Desde 2016, as bibliotecas, em todo o mundo, atenderam ao chamado da Federação
Internacional de Bibliotecas (IFLA) para serem parceiras estratégicas da Agenda 2030 e seus
17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Também a Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) vem trabalhando nesta
direção para mostrar que as bibliotecas brasileiras podem e devem juntar-se na defesa da
Agenda 2030.
Neste sentido, o Grupo de Trabalho Serviços de Biblioteca para Pessoas Vulneráveis
(GT-SBPV) da FEBAB, promoveu uma série de webinars1 relativos aos diversos diálogos e
interlocuções em torno dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)2.
No preparo desses eventos e nas discussões entre as integrantes do Grupo, nos
deparamos com a publicação “Guía para Promover la Participación Ciudadana desde las
Bibliotecas Públicas”3 publicado pelo Centro Latinoamericano para el Desarrollo Rural no
Chile. Esse material tem muita relação com o que gostaríamos de discutir com as bibliotecas.
Assim, num primeiro momento pensamos na possibilidade de obter as autorizações devidas
para traduzi-lo e disseminá-lo.
Porém, percebemos que seria mais interessante e adequado tentarmos fazer uma
publicação mais sintonizada com a nossa realidade. E, também trazer conteúdos sobre
a Agenda 2030. Nossa pretensão é que, com a leitura desse Guia, as bibliotecas possam
ter a oportunidade de refletir, e, sobretudo, colocar seus esforços para desenvolver ações
alinhadas à Agenda. O “GUIA” tem esse intuito de estimular as equipes das bibliotecas no
processo de elaboração de ações transformadoras em suas comunidades, com base na
Agenda 2030 e seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Acreditamos que um mundo de possibilidades se abre quando nos colocamos na defesa
de um planeta melhor para todos, todas e todes. É sobre isso que queremos falar. Vamos lá?

1. Webinars disponíveis no Canal da FEBAB: https://www.youtube.com/@FEBAB
2. �Nações Unidas Brasil. Sobre o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável no Brasil. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
3. �https://www.elquintopoder.cl/wp-content/uploads/2017/04/guia_participacion_ciudadana.pdf

5

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

2 �A AGENDA 2030:
UM COMPROMISSO UNIVERSAL
A proposta da Agenda 2030 é ser “um plano de ação global para as pessoas, o planeta e
a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal” (ONU, 2015, p.1), estimulando as ações
dos países na busca pelo desenvolvimento sustentável, sendo um compromisso firmado em
2015 por todos os 193 Estados membros que compõem a Organização das Nações Unidas
(ONU), incluindo o Brasil.
A Agenda 2030 visa incentivar as organizações a tomarem medidas ousadas e
transformadoras a fim de promover o desenvolvimento sustentável a ser cumprido até o ano
de 2030 – propondo modelos de desenvolvimento nos quais

“ninguém fique para trás”.
O plano indica os 17 ODS, desdobrados em 169 metas universais relacionadas à
efetivação dos direitos humanos e promoção do desenvolvimento sustentável, que
incorporam e dão continuidade aos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a partir de
subsídios construídos na Rio + 20.
Para que os ODS sejam cumpridos, é preciso que cada país leve em frente a Agenda por
meio de políticas locais, promovendo maneiras para implementá-las em âmbito nacional.
A interligação entre esses elementos faz com que os 17 ODS sejam integrados e
indivisíveis, e equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a Econômica,
a Social e a Ambiental4, como uma lista de tarefas a serem cumpridas pelos governos,
a sociedade civil, o setor privado e todos os cidadãos na jornada coletiva para um 2030
sustentável. Ou seja, devem ser implantados em conjunto, e não de forma independente
entre si.
Os objetivos e suas metas irão estimular e apoiar ações em 5 grandes áreas de
importância crucial para a humanidade, definidas por cinco “P’s”:

Pessoas (ODS 1, 2, 3, 4, 5 e 10)
Planeta (ODS 6, 7, 12, 13, 14 e 15)
Prosperidade (ODS 8, 9 e 11)
Paz (ODS 16)
Parceria (ODS 17)

4. �Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: https://brasil.un.org/pt-br/91863-agenda2030-para-o-desenvolvimento-sustentavel

6

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

MANDALA 5PS

PESSOAS

Erradicar todas as formas de
pobreza e de fome e garantir
dignidade e equidade

P

LANETA
Proteger os recursos
naturais e o clima
do nosso planeta
para as gerações
futuras

PROSPERIDADE

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

PARCERIAS

Implementar a agenda
por meio de uma
parceria global sólida

Garantir vidas
prósperas e plenas,
em harmonia com a
natureza

Fonte: PNUD; ONU.
[Objetivos Globais da
ONU: materiais gráficos.]

PAZ
Promover sociedades pacíficas,
justas e inclusivas

E sendo um compromisso de toda a sociedade, todos os brasileiros e brasileiras podem
contribuir para um futuro mais saudável, justo e sustentável.
Conheça, a seguir, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e apoie sua
implementação!

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

Fonte: PNUD; ONU.
[Objetivos Globais da
ONU: materiais gráficos.]

7

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DE
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?
01. �Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;
02. �Fome zero: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhoria da nutrição e promover
a agricultura sustentável;
03. �Boa saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos,
em todas as idades;
04. �Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades
de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos;
05. �Igualdade de gênero: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;
06. �Água limpa e saneamento: assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para
todas e todos;
07. �Energia acessível e limpa: assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia
para todas e todos;
08. �Empreendedorismo e crescimento econômico: promover o crescimento econômico sustentado,
inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos;
09. �Indústria, Inovação e Infraestrutura: construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização
inclusiva e sustentável e fomentar a inovação;
10. �Redução das desigualdades: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles;
11. �Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros,
resilientes e sustentáveis;
12. �Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis;
13. �Combate às alterações climáticas: tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus
impactos;
14. �Vida na água: conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o
desenvolvimento sustentável;
15. �Vida sobre a terra: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma
sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade;
16. �Paz, justiça e instituições fortes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento
sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas
em todos os níveis;
17. �Parcerias em prol das metas: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o
desenvolvimento sustentável.
SAIBA MAIS
Não deixar ninguém para trás: https://www.youtube.com/watch?v=HLG6RIprRzU
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: https://www.ipea.gov.br/ods/index.html

8

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

3 �O QUE FAZ UMA BIBLIOTECA
SER PARCEIRA DA AGENDA 2030?
� ibliotecas são para as pessoas e devem acolher
B
e integrar suas comunidades.
Conhecer e assumir o compromisso com estes objetivos não é somente uma missão de
governos. Para atingir os objetivos traçados globalmente é necessário que as metas sejam
cumpridas localmente, e este trabalho se dá a partir do esforço de todas as pessoas que
habitam o planeta, por meio de pequenas ações que possuem impactos enormes. Aqui entra
a importância do alinhamento das bibliotecas com esta Agenda. As bibliotecas podem manter
uma conexão estreita com realidades locais, que podem não ser compreendidas ou passar
despercebidas por outros atores deste processo. O trabalho com estas realidades específicas,
sob a perspectiva de objetivos globais, pode fazer a diferença no cumprimento das metas
estabelecidas para alcançar os ODS.
Na prática, a ideia aqui é pensarmos conjuntamente para encontrar os melhores
caminhos para o fortalecimento das bibliotecas e a ampliação de serviços, principalmente
para as populações em vulnerabilidade.
Como ponto de partida, vamos refletir sobre a missão explicitada no Manifesto da IFLA/
UNESCO das bibliotecas públicas:

“A biblioteca pública deve ser porta de acesso local ao
conhecimento; fornece as condições básicas para uma
aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão
independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos
e dos grupos sociais.” (2022)
Quão importante é esse papel, não é mesmo?
A biblioteca recebe um público bastante diversificado e é ótimo que isto aconteça.
São crianças, jovens, adultos de diferentes classes sociais com vários níveis de formação
educacional, culturas e histórias de mundo distintas e que, por essa razão, possuem
percepções diferenciadas das bibliotecas. Neste sentido, precisamos compreender que a
promoção de seus serviços necessita de um olhar atento à comunidade que frequenta ou
deveria frequentar seus espaços.
Como e por que conhecer o público da biblioteca é fundamental?
Para que a biblioteca possa contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas,
deverá planejar melhor seus produtos e serviços. Quanto mais a biblioteca conhecer sua
comunidade, maiores serão as chances de fazer parte da vida das pessoas, sem desperdício
de tempo e recursos.

9

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Se o que queremos, de fato, é oferecer serviços para melhorar a qualidade de vida
das pessoas e sermos parceiros da Agenda 2030, é urgente começar. Afinal uma vida com
educação, equidade de gênero, igualdade e paz é direito humano!
A primeira coisa importante a considerar é que devemos sempre “caminhar juntos” com
outras pessoas que acreditam que as bibliotecas podem atuar na rede de proteção e defesa dos
direitos humanos. Você também acredita que a união de esforços faz chegar mais longe?
Você encontrará na FEBAB profissionais engajados na promoção da Agenda 2030. Que
tal se juntar a eles?
Para conhecer melhor o trabalho da FEBAB em cada uma de suas vertentes, é só acessar o
link e navegar: https://febab.org/.
Fortaleça o movimento associativo brasileiro contribuindo com sua “expertise”, aprendendo
e trocando experiências, e ainda poderá usufruir de benefícios exclusivos oferecidos pela
FEBAB, em conjunto com suas Associações Membros. Confira AQUI e filie-se!

4 �CAMINHANDO ATÉ 2030:
SETE PASSOS PARA AS BIBLIOTECAS

Para auxiliar nesta caminhada, apresentaremos aqui 7 passos para promover maior
envolvimento das bibliotecas com suas comunidades e, assim, planejar, aprimorar e melhorar
seus produtos e serviços.

10

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Esses passos foram livremente adaptados do “Guía para Promover la Participación
Ciudadana desde las Bibliotecas Públicas”5, uma ferramenta para gerar estratégias
participativas de desenvolvimento local nos territórios onde as bibliotecas estão situadas.
É claro que promover a integração com a comunidade é uma tarefa complexa e exige
conhecimento. Porém, pensamos que apresentar os passos de forma bastante sintética
poderá fazer com que você se interesse pelo assunto e busque se aprofundar. O mais
importante neste momento é pensar, refletir e, principalmente, conhecer a comunidade a
qual está inserida, enxergar suas potencialidades e também identificar as competências e
habilidades existentes na equipe da biblioteca.
Nos 7 passos adaptados, você vai encontrar desafios e oportunidades para serem
exploradas.
O primeiro passo compreende o autodiagnóstico da sua equipe.
O segundo identifica a agenda local.
O terceiro (re)conhece pessoas e organizações relevantes no seu território.
O quarto mapeia a dinâmica municipal e as principais oportunidades de colaboração.
O quinto trata da elaboração do projeto.
O sexto estabelece novos vínculos com a comunidade.
E, por fim, o sétimo propõe a avaliação da experiência.
Vamos nos aprofundar em cada passo?

PASSO 1 - Conhecendo e reconhecendo: AUTODIAGNÓSTICO DA EQUIPE
Antes de iniciar um projeto, é preciso olhar para nós mesmos e fazer um exercício de
autodiagnóstico. A equipe encarregada de impulsionar uma iniciativa precisa identificar seus
pontos fortes e fracos, e os que precisam ser melhorados, ou seja, aqueles que favorecem ou
prejudicam a equipe e/ou biblioteca. Esse passo tem um motivo: transformar pontos fracos em
pontos fortes exige esforço e nos dá forças para enfrentar barreiras que devem ser rompidas.
Para uma descrição correta, é necessário entender o que representa cada ponto:
�PONTOS FORTES: são as características positivas de destaque que favorecem o
cumprimento de seu propósito;
�PONTOS FRACOS: são as características negativas, os pontos que apresentam falhas e
prejudicam o cumprimento de seu propósito.

5. �https://www.elquintopoder.cl/wp-content/uploads/2017/04/guia_participacion_ciudadana.pdf

11

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Em seguida, um aspecto muito importante para analisar nesse exercício com a equipe é o
grau de conhecimentos/habilidades em relação às tecnologias de informação e comunicação
(TICs), incluindo a relevância das redes sociais. Isto porque não conseguimos conceber
qualquer projeto sem termos as tecnologias como aliadas da biblioteca.
As questões nesta etapa são:
O que sabemos sobre a Agenda 2030?
Com que pessoas, organizações e instituições a biblioteca se relaciona?
Como usamos as TICs e as redes sociais?
Que experiências ou projetos foram realizados em relação a essa temática?
O que falta conhecer? Que capacidade devemos fortalecer na equipe?
Para isso, pode ser utilizada uma versão simplificada da metodologia SWOT6, dando
ênfase apenas nos pontos fracos e fortes, aplicada a cada membro da equipe e, em seguida,
uma análise em conjunto.
a) Em primeiro lugar, cada membro da equipe deve identificar seus pontos fortes e fracos.
b Em seguida, cada um deve compartilhar com o grupo.
c) F
� inalmente, some/junte as autoavaliações, analise as competências e conhecimentos
(pontos fortes) e onde há necessidade de capacitação (pontos fracos).

6. �O termo SWOT é a abreviação das palavras em inglês: Strengths (Forças), Weaknesses
(Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças).

12

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

COMO FAZER?
Utilize a tabela abaixo para guiar o exercício:

AUTOAVALIAÇÃO DA EQUIPE: ANÁLISES DOS PONTOS FORTES E FRACOS
NOME DO INTEGRANTE DA EQUIPE:
CONHECIMENTOS/HABILIDADES

PONTOS FORTES

PONTOS FRACOS

Agenda 2030
Vínculo com a comunidade
Vínculo com o município
Domínio de pacote office/libre office
Criação e desenvolvimento de páginas
na internet, blog ou redes sociais
Pesquisa e busca de informações
em diversas fontes e suportes
Descreva outras habilidades e/ou competências que considera importantes para o projeto:

Com o material da reflexão anterior em mãos, pense como transformar os pontos fracos
em pontos fortes, como cada um impacta no que você quer desenvolver e entender o que
deseja priorizar.
Como fazer isso? Podemos promover um treinamento específico com a equipe ou incluir
outros atores ao projeto que forneçam essas habilidades. Esse exercício é muito importante
para que a biblioteca tenha em mente qual a sua real capacidade de promover um serviço
ou projeto. Desta forma, identificará se necessita contar com outras competências para que
possa promover ações de treinamento com sua equipe e/ou alinhar a outros parceiros que
tragam esses saberes.
Além do autodiagnóstico da equipe, é importante fazer também uma análise das
instalações físicas e dos equipamentos da biblioteca, ou seja, infraestrutura, existência de
computadores, conexões com a internet etc.

13

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

PASSO 2 - �Identificando a agenda local: AS QUESTÕES QUE IMPORTAM
NO TERRITÓRIO
É importante que a biblioteca obtenha informações para saber os assuntos em pauta na
comunidade. Isso é chamado de “agenda local”.
Identifique os tópicos de interesse do território para compreender a agenda local e
reconhecer áreas onde a biblioteca poderia se envolver. Para entender os tópicos/assuntos de
interesse no território, podemos focar três espaços:
A) Agenda do governo local;
B) Agenda da mídia de comunicação local;
C) Preocupações e questões de interesse da população (LABBÉ, UYUSIC, 2017).
Discutiremos sobre cada espaço mencionado, cuja reunião de informações trarão
entendimento sobre a “agenda local”:
A) AGENDA DO GOVERNO LOCAL - são os planos do governo ou prioridades estratégicas
da prefeitura e planos de desenvolvimento do território.

Conheça o Plano Plurianual (PPA) do seu município e Estado:
O PPA é o instrumento de planejamento governamental de médio prazo que
estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública,
organizados em programas e estruturados em ações que resultem em bens e serviços para
a população. O PPA tem duração de quatro anos, começando no início do segundo ano do
mandato do chefe do Poder Executivo e terminando no fim do primeiro ano de seu sucessor,
de modo que haja continuidade do processo de planejamento.

Onde encontrar essas informações?
Acesse o site da sua prefeitura/estado, assim como o Portal da Transparência (contas
públicas) do seu Município/Estado. Lá, você encontrará os planos do governo ou prioridades
estratégicas do prefeito/governador. Em seguida, liste as questões prioritárias da agenda do
governo local e os tópicos priorizados, classificando os que têm maior destaque.

LISTA DE QUESTÕES PRIORITÁRIAS NA AGENDA DO GOVERNO LOCAL
(EXEMPLO FICTÍCIO)
ORDEM DE PRIORIDADE

PLANO GOVERNAMENTAL - PPA

1

Segurança

2

Saúde

3

Trabalho

Fonte: Adaptado de Fundación Democracia y Desarrollo (FDD)7
7. �https://www.fdd.cl/2017/04/04/guia-para-promover-la-participacion-ciudadana-desde-lasbibliotecas-publicas.

14

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

B) AGENDA DA MÍDIA LOCAL
Fique atento/atenta aos destaques da mídia:
Imprensa escrita: verifique as primeiras páginas dos jornais e liste os tópicos apresentados
neles, classificando-os de acordo com a categoria (por exemplo: violência, emprego, turismo,
esporte, transporte, juventude, pobreza, habitação, cultura, vacinação, saúde, entre outros). As
categorias que possuem o maior número de tópicos nos editoriais descreverão a agenda local
para aquele período.
Rádio: conversar com a equipe que costuma ouvir o rádio local diariamente, indagando
quais assuntos são tratados.
Podcasts: pesquisar nas plataformas digitais de streaming (p. ex.: Spotify, Soundcloud,
Deezer, Anchor etc.) assuntos relacionados com a agenda local.
Mídia eletrônica: verificar as publicações em jornais eletrônicos ou blogs que também
podem indicar questões de interesse no território. Criar alertas em buscadores de pesquisa para
monitorar conteúdo do território na web.
Faça uma lista com os tópicos priorizados e tente classificar os que têm maior destaque,
assim saberemos os temas recorrentes na mídia local.

LISTA DE TEMAS NA AGENDA DA MÍDIA
(EXEMPLO FICTÍCIO)
ORDEM DE
PRIORIDADE

IMPRENSA
ESCRITA

RÁDIO
LOCAL

MÍDIA
ELETRÔNICA

1

Violência

Trabalho

Violência

2

Pobreza

Violência

Educação

3

Trabalho

Pobreza

Sexualidade

Fonte: Adaptado de Fundación Democracia y Desarrollo (FDD)8
A compilação dessas informações é extremamente importante, pois esses assuntos muito
provavelmente estarão relacionados a um ou mais “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”
(ODS) e, com isso, a biblioteca já poderá pensar em ações futuras que podem ser desenvolvidas
para contribuir com esses temas.
C) PREOCUPAÇÕES E QUESTÕES DE INTERESSE DA POPULAÇÃO
Podemos criar canais de escuta para conhecer o público que já frequenta a biblioteca e o
potencial (aqueles que devemos atrair). Temos algumas formas de identificar as questões de
interesse e demandas da comunidade. Apresentamos aqui algumas possibilidades:

8. h
� ttps://www.fdd.cl/2017/04/04/guia-para-promover-la-participacion-ciudadana-desde-lasbibliotecas-publicas

15

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Caixa de Sugestões - Pode ser instalada na biblioteca, possibilitando que os usuários
coloquem seus principais tópicos de interesse ou preocupações. Porém, é importante
estimular que as pessoas falem não apenas sobre as questões culturais dos programas e
projetos da biblioteca, mas sobre os assuntos da comunidade como um todo.
Questionários – Podem ser elaborados questionários para serem entregues entre os
frequentadores da biblioteca, como também podem ser distribuídos nos centros de saúde,
escolas, igrejas ou em locais frequentados (praça principal ou feiras), e, também, por meio de
plataformas online. Para isso, podemos utilizar o Facebook ou o Google docs ou ferramentas
do SurveyMonkey.
Diálogos participativos - Podem ser realizados com a comunidade, convidando para
uma reunião a fim de coletar suas necessidades e problemas de interesse.

DICA
Você pode utilizar a ferramenta CANVA para fazer seus convites digitais.
Saiba mais aqui: https://www.canva.com/pt_br/criar/cartao/convites/

Escuta ativa - Estar sempre atento às conversas em que os frequentadores manifestam
seus interesses, desejos, comentários de pautas, entre outros. O ideal para fazer essa “coleta”
é segmentar por faixa etária e/ou grupos (gênero, localidade, entre outros).
Agora, é hora de sistematizar as informações que dispuser numa planilha de Excel, ou em
outro programa. Desta forma, teremos um panorama de temas de interesse da população.

LISTA DE QUESTÕES/ PREOCUPAÇÕES DA COMUNIDADE
(EXEMPLO FICTÍCIO)
ORDEM DE
PRIORIDADE

JOVENS

ADULTOS

IDOSOS

1

Trabalho

Trabalho

Pobreza

2

Educação

Violência

Aposentadoria

3

Sexualidade

Pobreza

Família

Fonte: Adaptado de Fundación Democracia y Desarrollo (FDD)9

9. �https://www.fdd.cl/2017/04/04/guia-para-promover-la-participacion-ciudadana-desde-lasbibliotecas-publicas

16

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Para finalizar, deverão ser revistos os resultados das três áreas exploradas e realizado
um exercício de identificação de coincidências, destacando os temas que se repetem nas
áreas (agenda local do governo, meios de comunicação e opinião da população consultada).
Uma vez identificadas as questões que importam no território, a equipe da biblioteca poderá
desenvolver uma iniciativa que esteja alinhada a tais questões.

SAIBA MAIS
Para tabular dados:
Google Planilhas (Gratuito - basta ter uma conta no Google)
LibreOffice (Gratuito)
Microsoft Excel (Pago)

PASSO 3 - CONHECENDO OS ATORES RELEVANTES DO TERRITÓRIO
Cada biblioteca deve procurar estabelecer uma relação com seu entorno (pessoas,
instituições, organizações, comércio, etc). É importante perceber que cada lugar tem sua
história e particularidades. Neste passo, o desafio é a biblioteca (re)conhecer melhor esse
território com um olhar atento.
A biblioteca poderá identificar atores estratégicos para fazer parcerias e ao mesmo
tempo, mapear aqueles que serão mais resistentes aos objetivos centrais do projeto, além de
conhecer as pessoas relevantes no território para a construção de redes, geração de parcerias,
considerando o objetivo do projeto/iniciativa que se pretende realizar.
Alguns exemplos para auxiliar no mapeamento:
Organizações e Instituições: Universidades, Faculdades, Escolas, CRAS, CREAS, CAPS,
Hospitais, Clínicas, Conselhos, Defensoria Pública, entre outros.
Secretarias e Departamentos ligados ao Poder Público (p. ex. Secretaria da Cultura,
Educação, Saúde etc.).
Organizações da Sociedade Civil Organizada (ONGs, OSCIPS, Associações, Coletivos,
Movimentos Sociais, Academias Municipais/Estaduais de Letras etc.).
Comércio local, rádios comunitárias, profissionais da saúde, educação, assistência
social, instituições/entidades religiosas, entre outros.
Elabore uma lista, a partir da identificação dos atores, colete a forma de contato
preferencial e o que você espera da contribuição para o projeto/atividade da biblioteca.

PASSO 4 - �DINÂMICA GOVERNAMENTAL E OPORTUNIDADES DE COLABORAÇÃO:
identificando os possíveis aliados
Uma vez “mapeados” os temas na agenda e as preocupações da população, bem como os
atores relevantes, é hora de olhar para os espaços de gestão pública.

17

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Considerando o projeto/ação que a biblioteca deseja desenvolver é importante verificar,
dentro da estrutura governamental, os parceiros que podem contribuir com a iniciativa. Assim,
deve-se verificar as Secretarias, Conselhos, Vereadores/Deputados, Frentes Parlamentares,
entre outros setores existentes da Administração Pública.
É importante, também, verificar se o município/estado está realizando ações alinhadas à
Agenda 2030. Algumas prefeituras criaram secretarias especiais, outras mencionam seus projetos
ou iniciativas alinhadas à Agenda 2030 em websites e redes sociais. Ressalta-se a importância de
conhecer quais são as pessoas envolvidas para estabelecer uma articulação com elas.

PASSO 5 - ELABORAÇÃO DO PROJETO
Nos passos anteriores, foi sinalizada a necessidade de identificar os pontos fracos e fortes da
equipe da biblioteca, elaborar um diagnóstico sobre o tema, mapear os atores do território e elaborar
uma lista de possíveis aliados no município/estado para a construção de trabalho colaborativo. Todo
esse processo embasará a formulação do projeto da biblioteca alinhado à Agenda 2030.

PASSOS PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO

Identificar os
pontos fracos
e fortes da
equipe da
biblioteca

Mapear os atores do
território e elaborar
uma lista de
possíveis aliados no
município/estado
para a construção
de trabalho
colaborativo

Elaborar um
diagnóstico
sobre o tema

Elaborar uma lista
de possíveis aliados
no município/
estado para
a construção
de trabalho
colaborativo

Para inspirar a biblioteca na definição do escopo de projeto alinhado à Agenda 2030 e dos 17
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, apresentamos, abaixo, a publicação organizada pela
IFLA traduzida pela FEBAB, que demonstra como promover ações voltadas para cada ODS.

ACESSE
Agenda 2030 e como as bibliotecas podem contribuir com a sua implementação
http://repositorio.febab.org.br/items/show/438
Acesso e oportunidade para todos: Como as bibliotecas contribuem para a agenda
de 2030 das Nações Unidas
http://repositorio.febab.org.br/items/show/590

O que é um projeto?
É um conjunto ordenado de atividades para satisfazer determinadas necessidades ou
alcançar um objetivo. Um projeto consiste em um esforço temporário empreendido com um
objetivo pré-estabelecido, definido e claro, seja criar um novo produto, serviço ou processo. Tem
início, meio e fim determinados, duração e recursos limitados, em uma sequência de atividades
relacionadas (MARTINIC, 1997).

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Uma boa maneira de começar a desenhar o seu projeto é a partir do método 5W2H, que
é utilizado na criação de planos de ação, onde são respondidas sete perguntas que equivalem
a cada uma das iniciais das palavras em inglês. Nessa metodologia, podemos visualizar os
problemas e soluções no seu projeto. Veja o exemplo:

5W2H

PROBLEMA

SOLUÇÃO

WHAT (O quê)

…é o problema?

… vai ser feito?

WHY (Por quê)

…ocorreu?

…foi definida esta solução?

WHEN (Onde)

…ele se encontra?

…será implantado?

WHO (Quem)

…está envolvido?

…será responsável?

HOW (Como)

…surgiu o problema?

…vai ser implementado?

HOW MUCH (Quanto custa)

…ter este problema?

…esta solução?

1. WHAT (O quê?)
Questiona-se o que se faz e com qual objetivo.
Quais são as etapas desse projeto?
O que se faz em cada etapa?
Estas etapas estão em ordem lógica e sequencial?

2. WHY (Por quê)
� uestiona-se a validade de cada etapa do processo. Se a resposta for negativa, a etapa deve
Q
ser eliminada.
É indispensável esta etapa?
Irá, realmente, influenciar o resultado final do processo?
Constitui uma necessidade absoluta?

3. WHEN (Quando)
Questiona-se a sequência do processo.
Quando deve ser realizada essa etapa?
As etapas estão sendo desenvolvidas no momento adequado?
Seria conveniente alterar a sequência de desenvolvimento das etapas deste processo?

4. WHERE (Onde)
Questiona-se o local de execução de cada atividade e as pessoas que poderão realizá-la.
Em que local deve ser realizada esta etapa?
Seria mais fácil se executada em outro local?

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5. WHO (Quem)
Questiona-se a extensão ou a exatidão do grau de delegação de autoridade e a
responsabilidade das pessoas envolvidas no processo.
Quem faz esta etapa? Quem está executando é a pessoa mais indicada para tal?

6. HOW MUCH (Quanto custa?)
Questiona-se o custo da concretização das etapas do projeto.
Quanto custará alcançar determinada meta?
Quais os materiais necessários?
Quais recursos materiais, operacionais e humanos serão necessários?
EXEMPLO:
PROJETO AGENDA 2030 (ODS 5): MAIS MULHERES NA BIBLIOTECA
Descrição do problema: Ausência de programas e/ou atividades alinhadas ao ODS 5 - Alcançar
a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
Principal causa do problema: Pouco interesse de meninas e mulheres aderirem aos programas
existentes na biblioteca
Solução encontrada: Reunir o público feminino para uma escuta dos desejos e necessidades para
que possam ser desenhadas ações, programas e atividades sobre a temática.
Ação

O quê?

Quem?

Onde?

Por quê?

Quando? Como?

Quanto?

1. Promover
uma escuta
com as
frequentadoras

Promover
bate-papos
separados
com as
mulheres
e com as
meninas

Equipe da
biblioteca e
voluntários
que tenham
conhecimento
na área

Na
biblioteca

Para
conhecer
as reais
necessidades
do grupo de
mulheres e
do grupo de
meninas

Janeiro de
2023 em
horários
distintos
(manhã e
tarde)

Utilizar os
recursos
disponíveis
na Biblioteca
- folhas A4,
impressora,
computador e
dinamizadoras
da equipe

Divulgar o
convite nas
redes sociais
e cartazes
fixados em
lugares
de boa
visualização

Resultado esperado: Registrar e analisar as conversas de modo a elencar as demandas, assuntos de
interesse e problemas apresentados por cada grupo.

Vamos imaginar que fizemos as ações descritas acima e tivemos como resultados:
Grupo de mulheres: Durante as conversas trouxeram como problema a dificuldade de
comercializar os artigos que produzem ou revendem. Muitas são artesãs, outras se dedicam à
produção de alimentos caseiros. Elas gostariam de poder mostrar mais seus produtos e com
isso ampliar as vendas. São mulheres que buscam independência financeira e gerar renda para
o sustento das suas famílias.

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�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Grupo de meninas: os relatos manifestaram a vontade de ter espaços para escutar música e
dançar. Sentem a falta de poder apresentar suas produções musicais e suas coreografias.
Agora vamos propor ações na biblioteca para atender as demandas apresentadas pelos
dois grupos.

Ação

O quê?

2. Promover
oficinas de
educação
financeira e
marketing
digital

Promover
uma trilha
formativa que
dialogue com
temas ligados
ao empreendedorismo digital
(e-commerce,
marketing
digital),
educação
financeira e
precificação

Quem?
Equipe da
biblioteca e
voluntários
que tenham
conhecimento na
área

Onde?

Por quê?

Quando? Como?

Quanto?

Na
biblioteca

Para instrumentalizar as
mulheres nas
demandas
explicitadas

Todas as
quartasfeiras

Utilizar os
recursos
disponíveis na
Biblioteca e
parcerias com
movimentos
sociais e
comércio local

Aulas
expositivas
de 40
minutos
semanais

Resultado esperado: Mulheres capacitadas a utilizarem ferramentas digitais para vender ou revender os
seus produtos e gerar renda para o sustento de suas famílias.

Ação

O quê?

3. Promover
uma agenda
cultural
(música, dança
e literatura)

Promover
uma agenda
de eventos
para que
as meninas
apresentem
seus talentos
relacionados
à música,
dança e
literatura

Quem?
Equipe da
biblioteca e
voluntários
que tenham
conhecimento na
área

Onde?

Por quê?

Quando? Como?

Quanto?

No espaço
da biblioteca e na
praça do
bairro

Dar visibilidade à atuação
das meninas
nas diversas
ou diferentes
linguagens
artísticas

Toda
quintafeira é dia
de cultura

Utilizar os
recursos
disponíveis na
biblioteca e
parcerias com
movimentos
sociais e
comércio local

Divulgando
agenda
cultural nas
redes sociais
da biblioteca,
bem como
nas mídias
informais

Resultado esperado: Atividades programadas e divulgadas nas mídias da biblioteca.

Essas são duas ações, mas é claro que poderiam ser desdobradas em outras atividades que
a biblioteca poderia oferecer. Lembre-se que é muito importante a articulação com outros
parceiros de modo a ampliar o alcance das atividades e atingir os resultados.

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DICA
Consulte o material “Bibliotecas Transformadoras” e conheça projetos de todo o Brasil.
https://recode.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Bibliotecas-Transformadoras-2.pdf

PASSO 6 - �FORTALECER VÍNCULOS COM A COMUNIDADE: NOVOS PÚBLICOS,
NOVAS REDES E NOVOS TEMAS
A biblioteca deve sempre estreitar laços com a comunidade, fortalecer os vínculos já
existentes com as organizações sociais, redes comunitárias e outros atores locais que se
relacionem com as atividades e/ou projetos que estão sendo formulados.
No passo 2 já mencionamos como identificar a agenda local e a possibilidade de elencar
atores potenciais a serem contactados. É importante mencionar que, quanto antes a biblioteca
mobilizar esses atores, mais chances terá de conseguir o comprometimento da comunidade. A
chave para a conexão com a comunidade consiste na escuta ativa, no estreitamento do vínculo
e na promoção do enfoque participativo. Não pode se limitar ao oferecimento de produtos e
serviços tradicionais da biblioteca, mas, principalmente, mostrar-se receptiva às inquietudes da
comunidade. É importante pactuar compromissos que, por meio de ações realistas, irão tecer
uma rede de confiança e despertarão o interesse das pessoas do território.
A biblioteca tem como ponto a seu favor ser reconhecida por vários atores locais como
um espaço público e democrático da comunidade. Por essa razão, a biblioteca deve sempre
defender a Agenda 2030 e seus 17 ODS, pois eles almejam a construção de uma sociedade mais
justa, igualitária e sustentável, ou seja, um mundo melhor para todos, todas e todes.
Então, como podemos construir novos vínculos com a comunidade?
Sendo um espaço aberto a todos, todas e todes.
Ampliando as ações para além da promoção da leitura, escrita e mediação cultural.
� hegando a públicos diversos, por meio de novos temas a serem trabalhados, que
C
poderão atrair novas pessoas ou mesmo fidelizar as que já frequentam.
Por falar em novos atores, você conhece a rede socioassistencial?
A Rede Socioassistencial compreende:
CRAS: Centro de Referência de Assistência Social;
CREAS: Centro de Referência Especializado de Assistência Social;
CREAS Regionais;
Centro POP: Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua;
Unidade de Acolhimento: Abrigos, Casas-Lares, Casa de Passagem, entre outros;
Centro de Convivência;
Centro – Dia e Similares.

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Os Serviços Socioassistenciais são aqueles que desenvolvem ações continuadas e por
tempo indeterminado junto à população usuária da rede de assistência social e objetivam a
garantia de:
Fortalecimento de convivência familiar e comunitária;
Referência para escuta e apoio sociofamiliar e informação para garantia de direitos;
Geração de trabalho e renda;
Orientação para outras políticas públicas;
Prevenção;
Atendimento a situações de direitos violados ou ameaçados.
Há um grande potencial de parcerias entre as bibliotecas e a Rede e os Serviços
Socioassistenciais. No Anexo você encontrará mais informações a respeito.

PASSO 7 - LIÇÕES APRENDIDAS: avaliação do projeto realizado
A avaliação é uma etapa fundamental que permite aprender com o que foi realizado,
analisar os resultados obtidos e identificar os aspectos que precisam ser aprimorados.
A avaliação pode ser estruturada utilizando as seguintes perguntas:
O que foi alcançado em relação ao objetivo definido?
� uais foram os elementos que facilitaram o desenvolvimento das ações e o alcance dos
Q
resultados?
� uais foram os elementos que dificultaram o desenvolvimento das ações e o alcance
Q
dos resultados?
O que pode ser aprimorado e o que deve ser feito nas ações futuras?
Sistematizadas as respostas das perguntas anteriores, vale refletir sobre quais mudanças
foram impulsionadas pelo projeto e os impactos gerados para a comunidade.
É importante fazer um relatório, mesmo que seja simplificado, para garantir a memória do
projeto e divulgação para equipe e comunidade com os resultados alcançados.

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5 ��UTILIZANDO FERRAMENTAS AUXILIARES,
MÍDIAS SOCIAIS E DE CONTEÚDO: ALIADAS
DE TODAS AS ETAPAS
As mídias sociais, popularmente conhecidas como “redes sociais” são ferramentas que
possibilitam criar, editar, publicar e difundir diversos tipos de conteúdos. As redes sociais também
são ferramentas que impulsionam a interação social, abrem o espaço para o diálogo e para a
formação de novas comunidades. Podemos utilizá-las para as seguintes funções: fortalecer seu
contato com a comunidade, conhecer melhor o seu público, promover o engajamento para
as ações cotidianas das bibliotecas, impulsionar a implantação de projetos e até a divulgação
dos resultados. No Brasil, as redes sociais mais populares são: Facebook, Instagram, WhatsApp,
Youtube e TikTok.

As redes sociais podem nos ajudar a melhorar os serviços oferecidos
pela nossa biblioteca e sermos parceiros da Agenda 2030.
É muito importante que a biblioteca esteja conectada às mídias sociais para divulgar o
trabalho realizado, colocar informações úteis e ampliar o alcance das ações; enfim é um universo
a ser explorado.
Conhecendo a potencialidade das ferramentas, a biblioteca poderá escolher uma ou mais
formas de estar próxima à sua comunidade. Recomendamos a criação de uma conta de e-mail,
preferencialmente institucional, que irá permitir o cadastro nas redes sociais e a comunicação direta
com o público geral.
Os espaços das redes sociais que ajudarão a executar diversas funções na divulgação
da Agenda 2030 são:
� romover eventos (p. ex.: roda de leitura, debates, palestras, cineclube, encontros de autores,
P
lançamento de livros etc.);
Convidar o seu público a participar e interagir;
Divulgar ações e projetos;
Criar e participar de grupos, bem como inserir sua comunidade nos debates de interesse;
Enviar enquetes, pesquisas, entre outros.

IMPORTANTE:
A mensagem precisa ser rápida, clara e direta;
Saber qual é o público que queremos alcançar com a mensagem;

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� star sempre ativo nas redes sociais, motivando sua equipe na interação social com a
E
comunidade, postando atualizações e gerando conteúdo para aumentar o número de
seguidores, melhorando assim o engajamento.
Você sabia que existem outras mídias que podem colaborar com o trabalho da biblioteca?

MÍDIAS DE CONTEÚDOS
São ferramentas orientadas para escrita, leitura e distribuição de conteúdo on-line, que facilitam
a criação de meios de comunicação pessoal ou grupos sociais focados em conteúdo, tais como:
Blogs: Blogger, Wordpress;
Microblogging: Twitter, Koo;
Sistema de Gerenciamento de Conteúdo: Wordpress, Joomla;
Wikis: Wikipedia;
Fotografia: Pinterest, Instagram;
Vídeo: Youtube, TikTok, Kwai, Vimeo;
Áudio: Soundcloud, Mixcloud, Podcasts.
FERRAMENTAS AUXILIARES
Trabalho em equipe online: Google Drive (Google Docs, Google Sheets), Dropbox
Formulários: Google Formulários
Apresentação de slides: Google Slide, Slideshare, Prezi, Canva
Calendários compartilhados: Google Calendar

6 FINALIZANDO, MAS NEM TANTO…
Esperamos que a leitura deste guia tenha trazido novos conhecimentos, reflexões e sugestões
que possam impulsionar projetos em bibliotecas espalhadas em todo o território nacional.
Desejamos, também, que a Agenda 2030 seja assumida, a partir de agora, como um compromisso
das bibliotecas.
Pensando e atuando na perspectiva da Agenda 2030, a biblioteca se consolidará como um
espaço que vai além de suas coleções, um espaço para as pessoas. As bibliotecas transformam vidas
e isso só irá acontecer com a sua ajuda.

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�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

REFERÊNCIAS
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.
Bibliotecas por um mundo melhor: Agenda 2030. Repositório - FEBAB. Disponível em: http://
repositorio.febab.org.br/items/show/4563. Acesso em: 21 fev. 2023.
International Federation of Library Associations and Institutions. Agenda 2030 e como as
bibliotecas podem contribuir com a sua implementação. Repositório - FEBAB. Disponível em:
http://repositorio.febab.org.br/items/show/438. Acesso em: 21 fev. 2023.
International Federation of Library Associations and Institutions. Acesso e oportunidade para
todos: como as bibliotecas contribuem para a agenda de 2030 das Nações Unidas. Repositório FEBAB. Disponível em: http://repositorio.febab.org.br/items/show/590. Acesso em: 21 fev. 2023.
LABBÉ, Juan Fernández; UVUSIC, Jasna. Guía para Promover la Participación Ciudadana desde
las Bibliotecas Públicas. Chile: RIMISP - Centro Latinoamericano para el Desarrollo Rural, 2017.
Disponível em: https://www.elquintopoder.cl/wp-content/uploads/2017/04/guia_participacion_
ciudadana.pdf . Acesso em: 01 fev. 2022.
MARTINIC, Sergio. Evaluación de proyectos: conceptos y herramientas para el aprendizaje. México:
CONEXAMI-CEJUV, 1997.

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ANEXO | SUAS: SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
O Sistema Único de Assistência de Assistência Social (SUAS) é o modelo
único de gestão da Política de Assistência Social em âmbitos federal,
estadual e municipal. O SUAS organiza, de forma descentralizada, os serviços
socioassistenciais no Brasil.
O Sistema é composto pelo poder público e sociedade civil, que
participam diretamente do processo de gestão compartilhada. O SUAS
organiza a oferta da assistência social em todo o país, promovendo bemestar e proteção social a famílias, crianças, adolescentes e jovens, pessoas
com deficiência, idosos – enfim, a todos que dela necessitarem.
As ações são baseadas nas orientações da Política Nacional de Assistência Social (PNAS),
aprovada pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) em 2004 e pela NOB SUAS 2012,
publicada em 03 de janeiro de 2013, por meio da resolução nº 33, de 12 de dezembro de 2012, que
representa um marco fundamental na estruturação do SUAS, imprimindo um salto qualitativo na sua
gestão e na oferta de serviços socioassistenciais em todo o território nacional, tendo como base a
participação e o controle social.
O SUAS é organizado por proteção Básica e Especial, a saber:
a) A Proteção Social Básica tem como objetivo a prevenção de situações de risco por meio
do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e o fortalecimento de vínculos familiares e
comunitários. Esse serviço é destinado à população que vive em situação de fragilidade decorrente
da pobreza, ausência de renda, acesso precário ou nulo aos serviços públicos ou fragilização de
vínculos afetivos (discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, dentre outras).
Essa proteção prevê o desenvolvimento de serviços, programas e projetos locais de
acolhimento, convivência e socialização de famílias e de indivíduos, conforme identificação da
situação de vulnerabilidade apresentada. Esses serviços e programas deverão incluir as pessoas com
deficiência e ser organizado em Rede, de modo a inseri-las nas diversas ações ofertadas.
Os Benefícios Eventuais e os Benefícios de Prestação Continuada (BPC) compõem a Proteção
Social Básica, dada a natureza de sua realização.
A Proteção Social Básica atua por intermédio de diferentes unidades e dentre elas estão
os Centros de Referência de Assistência Social – os CRAS e a rede de serviços socioeducativos
direcionados para grupos específicos, dentre eles, os centros de Convivência para crianças, jovens
e idosos. O principal serviço ofertado pelo CRAS é o Serviço de Proteção e Atendimento Integral
à Família (PAIF), cuja execução é obrigatória e exclusiva. Este consiste em um trabalho de caráter
continuado que visa fortalecer a função protetiva das famílias, prevenindo a ruptura de vínculos,
promovendo o acesso e usufruto de direitos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.
b) A Proteção Social Especial (PSE) destina-se a famílias e indivíduos em situação de risco pessoal
ou social, cujos direitos tenham sido violados ou ameaçados. Para integrar as ações da Proteção
Especial, é necessário que o cidadão esteja enfrentando situações de violações de direitos por

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�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

ocorrência de violência física ou psicológica, abuso ou exploração sexual; abandono, rompimento ou
fragilização de vínculos ou afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medidas.
Diferentemente da Proteção Social Básica que tem um caráter preventivo, a PSE atua com
natureza protetiva. São ações que requerem o acompanhamento familiar e individual e maior
flexibilidade nas soluções. Comportam encaminhamentos efetivos e monitorados, apoios e
processos que assegurem qualidade na atenção.
As atividades da Proteção Especial são diferenciadas de acordo com níveis de complexidade
(média ou alta) e conforme a situação vivenciada pelo indivíduo ou família. Os serviços de PSE atuam
diretamente ligados com o sistema de garantia de direito, exigindo uma gestão mais complexa
e compartilhada com o Poder Judiciário, o Ministério Público e com outros órgãos e ações do
Executivo. Cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria
com governos estaduais e municipais, a promoção do atendimento às famílias ou indivíduos que
enfrentam adversidades.
Nesse contexto, o Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS) é a
unidade pública estatal que oferta serviços da proteção especial, especializados e continuados,
gratuitamente a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos. Além da oferta
de atenção especializada, o CREAS tem o papel de coordenar e fortalecer a articulação dos serviços
com a rede de assistência social e as demais políticas públicas.
A transparência e a universalização dos acessos aos programas, serviços e benefícios
socioassistenciais, promovidas por esse modelo de gestão descentralizada e participativa, vem
consolidar, definitivamente, a responsabilidade do Estado brasileiro no enfrentamento da pobreza
e da desigualdade, com a participação complementar da sociedade civil organizada, através de
movimentos sociais e entidades de assistência social.

1. REDE SOCIOASSISTENCIAL
A rede socioassistencial é um conjunto integrado de iniciativas públicas e
societárias, que ofertam e operam benefícios, programas e projetos, o que supõe
a articulação entre todas estas unidades de provisão de proteção social, sob a
hierarquia de básica e especial e ainda por nível de complexidade.

1.1 REDE SUAS
A Rede SUAS é o Sistema Nacional de Informação do Sistema Único de Assistência
Social. Reconhecida institucionalmente pela Norma Operacional Básica do
SUAS (NOB/SUAS), é desenvolvida de acordo com os processos que cercam a efetivação da
política de Assistência Social no Brasil. A Rede SUAS é composta por ferramentas que realizam
registro e divulgação de dados sobre recursos repassados; acompanhamento e processamento
de informações sobre programas, serviços e benefícios socioassistenciais; gerenciamento de
convênios; suporte à gestão orçamentária; entre outras ações relacionadas à gestão da informação
do SUAS.

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�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Como um instrumento descentralizado de gestão, monitoramento e avaliação de programas,
serviços, projetos e benefícios da Assistência Social, os dados e informações da Rede SUAS
subsidiam as atividades técnicas de gestores, profissionais, conselheiras e conselheiros, entidades
socioassistenciais e pessoas usuárias do SUAS.
Com a organização, produção, armazenamento, processamento e acesso a dados sobre a
implementação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Dessa forma, as ações da Rede
SUAS suprem as necessidades de comunicação garantindo transparência à gestão da informação e
dá suporte a operação, financiamento e controle social do SUAS.
Além de visar a comunicação de informações técnicas de forma acessível em ambiente
virtual, como nos sistemas eletrônicos e no blog da Rede SUAS mantém as pessoas que trabalham
na Política Pública de Assistência Social atualizadas quanto aos principais conteúdos técnicos
produzidos pela Secretaria Nacional de Assistência Social. Tais conteúdos são divulgados como
publicações, apresentações, manuais técnicos, vídeos, tutoriais, além do suporte para o acesso aos
sistemas de informação do SUAS.
A Rede SUAS é parte da Secretaria Nacional de Assistência Social, alinhada com as estratégias e
objetivos do Ministério e busca proporcionar de modo descentralizado:
melhores condições de atendimento a seus usuários;
suporte para a gestão;
monitoramento e avaliação de programas, serviços, projetos e benefícios da Assistência Social.
Em dezembro de 2018, as atividades desenvolvidas na Rede SUAS pela Coordenação-Geral de
Rede e Sistemas de Informações do SUAS, permitiu que a Coordenação fosse considerada como um
órgão correlato do Sistema de Recursos de Tecnologia da Informação do Governo Federal (SISP).

1.2 CadSUAS
O CadSUAS é o sistema de cadastro nacional do SUAS; centraliza o cadastro de rede
socioassistencial, entes federativos e trabalhadores do SUAS.
São módulos do CadSUAS:
a) �Consulta Pública: liberado para o público geral; consulta de todos os entes cadastrados
no sistema.
b) Rede Socioassistencial:
CRAS: Centro de Referência de Assistência Social;
CREAS: Centro de Referência Especializado de Assistência Social;
CREAS Regionais;
Centro POP: Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua;
Unidade de Acolhimento: Abrigos, Casas-lares, Casa de Passagem, entre outros;
Centro de Convivência;
Centro – Dia e Similares;

29

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

�TIPOS NACIONAIS DE SERVIÇOS
SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS
São aqueles que desenvolvem ações continuadas e por tempo indeterminado junto à população
usuária da rede de assistência social e objetivam a garantia de:
Fortalecimento de Convivência familiar e comunitária;
Referência para escuta e apoio sociofamiliar e informação para garantia de direitos;
Geração de trabalho e renda;
Orientação para outras políticas públicas;
Prevenção;
Atendimento a situações de direitos violados ou ameaçados;		
Os serviços Socioassistenciais estão estabelecidos na Tipificação Nacional dos Serviços
Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109, de 11 de novembro de 2009). Esta normativa possibilitou
a padronização em todo território nacional dos serviços de proteção social básica e especial,
estabelecendo seus conteúdos essenciais, público a ser atendido, propósito de cada um deles
e os resultados esperados para a garantia dos direitos socioassistenciais. Além das provisões,
aquisições, condições e formas de acesso, unidades de referência para a sua realização, período de
funcionamento, abrangência, a articulação em rede, o impacto esperado e suas regulamentações
específicas e gerais.

SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA:
Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF);
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos;
Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas.
Os serviços oferecidos são:
Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF);
Convivência e fortalecimento de vínculo;
Proteção social básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosos;
As formas de acesso:
� ncaminhados por outros setores públicos, como Educação e Saúde, ou pela própria rede
E
socioassistencial;
�Busca ativa através da equipe de referência do CRAS-Procura pelo indivíduo ou pela família
de forma voluntária.
� tendimento e acompanhamento familiar- Atendimento direto e indireto do serviço de
A
convivência e fortalecimento de vínculos;

30

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

�Atividades envolvendo grupos de famílias da comunidade;
�Cadastro, recadastro, atualização cadastral e desbloqueio do Cadastro Único para recebimento
do Bolsa Família;
� egistro no Cadastro Único para desconto na conta de energia, isenção da taxa de inscrição em
R
concursos públicos e pedido de conversor digital;
� onceder benefícios eventuais, como cesta básica, auxílio funeral, auxílio natalidade, com o intuito
C
de superar vulnerabilidades temporárias;
�Encaminhamento para o mercado de trabalho;
�Encaminhamento para a rede socioassistencial e demais órgãos públicos, conforme o caso;
�Agendamento de perícia no INSS, dentre outros

SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL DE MÉDIA COMPLEXIDADE:
�Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI);
�Serviço Especializado em Abordagem Social;
� erviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade
S
Assistida (LA), e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC);
Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias;
�Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua.

SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL DE ALTA COMPLEXIDADE:
�Serviço de Acolhimento Institucional, nas seguintes modalidades:
�Abrigo institucional;
�Casa-Lar;
�Casa de Passagem;
�Residência Inclusiva;
�Serviço de Acolhimento em República;
�Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora;
�Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências;

SERVIÇOS OFERECIDOS PELO CREAS:
Famílias e indivíduos que vivenciam violações de direitos por ocorrência de:
Violência física, psicológica e negligência;
Violência sexual: abuso e/ou exploração sexual;
Afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medida socioeducativa ou medida de proteção;
Tráfico de pessoas;

31

�BIBLIOTECAS E AGENDA 2030 • GUIA PRÁTICO

Situação de rua e mendicância;
Abandono;
Vivência de trabalho infantil;
Discriminação em decorrência da orientação sexual e/ou raça/etnia;
� utras formas de violação de direitos decorrentes de discriminações/submissões a situações que
O
provocam danos e agravos a sua condição de vida e os impedem de usufruir autonomia e bem estar;
Serviço Especializado em Abordagem Social;
Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e SUAS Famílias;
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.

SAIBA MAIS
Assistência Social – Governo Federal
https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social
Conhecer a Rede socioassistencial
https://www.gov.br/pt-br/servicos-estaduais/conhecer-a-rede-socioassistencial

32

�REALIZAÇÃO

APOIO

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Ciência da Informação&#13;
Grupo de Trabalho&#13;
Pessoas em vulnerabilidade&#13;
Serviços de Bibliotecas</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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                <text>Bibliotecas &amp; Agenda 2030: Guia prático para promover ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</text>
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                <text>Bibliotecas&#13;
Agenda 2030&#13;
Organização das Nações Unidades&#13;
ODS - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável</text>
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                <text>Apresentação: Desde 2016, quando começamos a trabalhar com a Agenda 2030, nos deparamos com as mais variadas dúvidas acerca de como as bibliotecas podem cooperar com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Seja nas edições do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, seja em webinars, mídias sociais, traduções e nos mais variados documentos, a FEBAB buscou sempre demonstrar que a biblioteca pode e deve ser uma parceira estratégica da Agenda. Nesse sentido, para contribuir e inspirar com ações e projetos que as bibliotecas possam realizar, o Grupo de Trabalho Serviços de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis preparou carinhosamente este guia que faz jus ao seu nome: é um texto que segura em sua mão e lhe conduz por sete passos de maneira prática, servindo como um caminho seguro para a implementação de atividades que cooperem com este compromisso que é global. O guia serve para qualquer biblioteca (pública, escolar, especializada, universitária, prisional, comunitária, entre outras), pois indiferentemente à sua tipologia, o que realmente importa é a vontade e a iniciativa de trabalhar por um mundo melhor. As bibliotecas são capazes disso, acredite!</text>
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                <text>Grupo de Trabalho - Serviço de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis (GT-SBPV)&#13;
Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB)</text>
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                <text>FEBAB - Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>SP Leituras - Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura&#13;
Grupo de Trabalho Serviço de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis - GT SBPV&#13;
Adriana Cybele Ferrari – Coordenadora (SP)&#13;
Ana Maria da Silva Bichara (ES)&#13;
Isadora Cristal de Souza e Silva Escalante (RJ)&#13;
Maria de Fátima M. Martins Corrêa (RJ)&#13;
Paula Stefanny Felice de Oliveira (SP)&#13;
Colaboração: Suely da Conceição Rodrigues (RJ)</text>
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                <text>CC BY 4.0 - https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt-br</text>
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                    <text>RELATÓRIO DE
ATIVIDADES
2021

Documento produzido pelo
GT Serviços de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis:
Adriana Cybele Ferrari (Coordenadora)
Ana Maria da Silva Bichara (ES)
Isadora Cristal de Souza e Silva Escalante (RJ)
Maria de Fátima M. Martins Corrêa (RJ)
Paula Stefanny Felice de Oliveira (SP)

São Paulo, junho de 2022.

�1 INTRODUÇÃO
O Grupo de Trabalho de Serviços de Bibliotecas Para Pessoas Vulneráveis (GT-SBPV)
tem por finalidade contribuir para a ampliação de serviços de bibliotecas e de informação
voltados às populações em vulnerabilidade, traçando ações para sensibilização e disseminação
de práticas já adotadas pelas bibliotecas das diferentes tipologias e buscando reverberar a
Agenda 20301 entre os profissionais bibliotecários e de outras formações que atuam em
bibliotecas.
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável se constitui em um conjunto de
programas, ações e diretrizes que orientam os trabalhos das Nações Unidas e de seus países
membros rumo ao desenvolvimento sustentável.

Essa agenda é composta por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169
metas a serem atingidos até 2030 por meio de ações especiais e específicas. Dessa forma, os
objetivos são interligados, e dentre eles estão o de erradicação da pobreza (ODS 1); educação
de qualidade (ODS 4); igualdade de gênero (ODS 5); água potável e saneamento (ODS 6);
redução das desigualdades (ODS 10); cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11); ação
1https://brasil.un.org/pt-br/sdgs

�contra a mudança global do clima (ODS 13); vida na água e terrestre (ODS 14 e 15); paz, justiça
e instituições eficazes (ODS 16); parcerias e meios de implementação (ODS 17), dentro dos
limites do planeta.
Nessa perspectiva, o GT-SBPV elegeu três eixos de atuação: informar, capacitar e
realizar ações de advocacy, desenvolvendo as seguintes atividades:
a) propagar as premissas da Agenda 2030, por meio de eventos, palestras, cursos,
oficinas, entre outros;
b) mapear e divulgar ações específicas para as populações em vulnerabilidade;
c) divulgar nas mídias sociais e no site oficial de ações da FEBAB, literaturas e práticas
sobre o tema;
d) buscar formas de incluir digitalmente comunidades em situação de vulnerabilidade;
e) estimular as bibliotecas a estabelecerem parcerias com as redes socioassistenciais do
seu território;
f) incentivar as bibliotecas a reavaliar seus serviços e produtos prestados face à
pandemia da Covid-19;
g) fomentar parcerias com Universidades e outras instituições sociais para dialogar
sobre as temáticas relacionadas aos eixos de atuação do grupo.
O método de trabalho foi definido após estabelecidas as atividades, projetos ou ações a
serem realizadas. Para isso foram definidos os papéis e responsabilidades diretas pelo controle
e o acompanhamento de cada processo. Além disso, é importante salientar que todos os
integrantes participaram com análises, contribuições e produção de texto e conteúdos, num
processo colaborativo de trabalho que envolve desde a idealização até a produção final.
As informações, discussões e produções do GT foram realizadas a distância utilizando
ferramentas de comunicação e de compartilhamento de texto e arquivos.

�2 COMPOSIÇÃO GT-SBPV
O GT-SBPV, coordenado pela Adriana Cybele Ferrari, é composto pelo seguinte grupo:
-

Ana Maria da Silva Bichara (ES)

-

Isadora Cristal de Souza e Silva Escalante (RJ)

-

Maria de Fátima M. Martins Corrêa (RJ)

-

Paula Stefanny Felice de Oliveira (SP)
Em relação às reuniões, foram realizadas 13 (treze) reuniões no formato online

utilizando a Plataforma do Google Meet - as datas dos encontros podem ser visualizadas na
ilustração abaixo e para o grupo, foram oportunidades de interação entre os membros, troca
de informações práticas e compartilhamento das ideias, preocupações e sucessos.

Apesar das dificuldades, incertezas e reviravoltas trazidas pela pandemia no ano 2021,
conseguimos dar alguns passos e a seguir elencamos os principais, além do aprendizado e as
conexões feitas entre o grupo e com os parceiros das atividades ao longo dos anos. Destacamos
que alguns integrantes precisaram se afastar em 2020 e pediram desligamento do GT por
motivos pessoais.

�3

PLANO

DE

AÇÕES

E

RESULTADOS
ALCANÇADOS
Em 2020, o GT estruturou um plano de trabalho estruturado em 7 (sete) eixos, são eles:
Dentro de cada eixo foram definidas as atividades descritas no quadro a seguir.

ATIVIDADES

1º
Semestre

2º Semestre

Eixo 1: Propagar as premissas da Agenda 2030, por meio de eventos, palestras, cursos,
oficinas, entre outros
Identificar e categorizar para o público o material já
produzido sobre os princípios da Agenda 2030
Mapear públicos e eventos que possam receber “falas
sobre Agenda 2030”
Criar dinâmicas e jogos para divulgar a Agenda 2030
Estimular as bibliotecas a dialogar sobre a agenda
com seus colaboradores e/ou voluntários
(disponibilizar material)
Eixo 2: Mapear e divulgar ações específicas para esse público
Enviar convite as Bibliotecas com formulário para
preenchimento de informações
Apresentar o mapeamento em webinar para
possibilidade de abertura de diálogo das bibliotecas
Eixo 3: Divulgar nas mídias sociais e no site oficial de ações da FEBAB, literaturas e práticas
sobre o tema
Pesquisar e curar conteúdos que dialoguem com o
tema elaborar uma lista de leituras recomendadas

�para a página de Ações da FEBAB com publicações de
acesso aberto sobre a temática
Eixo 4: Buscar formas de incluir digitalmente comunidades em situação de vulnerabilidade
Buscar leis de incentivo, editais ou Fundos que
contenham verba
Identificar instituições que possam concorrer a
receber esses recursos
Orientar as instituições de como participar desses
programas de incentivos
Eixo 5: Estimular as bibliotecas estabelecerem parcerias com as redes sócio assistenciais do
seu território
Elaborar um guia de orientação de quais são as redes
socioassistenciais disponíveis no governo, estado e
município para incentivar as bibliotecas a buscar
essas parcerias
Eixo 6: Incentivar as bibliotecas a reavaliar seus serviços e produtos prestados face aos
impactos do Covid-19
Enviar mensagem as bibliotecas com esse propósito
Criar um formulário de coleta de informações das
bibliotecas
Eixo 7: Fomentar parcerias com Universidades e outras instituições sociais para dialogar
sobre as temáticas relacionadas aos eixos de atuação do grupo
Mapear Cursos de Graduação em Biblioteconomia do
país
Mapear possíveis instituições sociais voltadas ao
trabalho para populações vulneráveis
Articular parceria com coordenadores dos Cursos de
Graduação em Biblioteconomia e responsáveis pelas
instituições sociais mapeadas

Embora o GT tenha planejado um calendário fixo de reuniões e distribuído as atividades
entre os integrantes, por diversas vezes a colaboração ainda ficou aquém do esperado para
atingir o que havia sido pactuado. Descreveremos a seguir:
Eixo 1: Propagar as premissas da Agenda 2030, por meio de eventos, palestras,
cursos, oficinas, entre outros

�Identificar e categorizar para o público o material já produzido sobre os princípios da Agenda
2030;
➔ Ações não realizadas:
◆ Mapear públicos e eventos que possam receber “falas sobre Agenda 2030”
◆ Criar dinâmicas e jogos para divulgar a Agenda 2030

Dentro da ação intitulada "Estimular as bibliotecas a dialogar sobre a agenda com seus
colaboradores e/ou voluntários" (disponibilizar material) foi produzida uma série de
webinários intitulada “O que faz uma biblioteca ser parceira da Agenda 2030”, totalizando a
promoção de 5 (cinco) encontros pelo canal do youtube da FEBAB, nas seguintes datas:
22/02 – Webinar: Ampliando parcerias, buscando a inclusão de todos, todas e
todas
Presença: Eulália Borges (SP Leituras), Sueli da Conceição Rodrigues (Coordenadora do Grupo
Mulheres Fortes Falam” com mediação de Adriana Ferrari.
Contexto: O Serviço Social e a Biblioteconomia podem ser fortes aliados para promover a
inclusão das populações em situação de vulnerabilidade contribuindo para o cumprimento do
ODS ODS10 - Redução das Desigualdades. Analisar o território onde a biblioteca está inserida
é uma ação em busca de aliados e de demandas que às vezes não chegam às bibliotecas, mas é
preciso encontrá-las.

�Visualizações: 729
Assista na íntegra: https://youtu.be/2nScgv8lu5w

12/04 – Webinar: Saúde e Bibliotecas em parceria com o GT Acessibilidade da
FEBAB
Presença: Clemilda Souza (GT ACESS), Claire Aquino (GT ACESS), Armando Nembri
(DHIS/ENP), Aline Alves (Fiocruz) com mediação de Adriana Ferrari.
Contexto: As bibliotecas podem e devem eliminar as barreiras que impeçam a inclusão de
todos, todas e todes

nas bibliotecas. É preciso

preparar os ambientes, serviços e

principalmente sensibilizar e capacitar as equipes de trabalho. Conhecer mais sobre quais as
barreiras que as pessoas com deficiência estão enfrentando para ter acesso aos espaços de
Saúde e como os profissionais estão promovendo escutas qualificadas para atender esse público
e, também, outros conceitos acerca da acessibilidade são importantes insumos para apoiar o
planejamento de novos serviços mais inclusivos. Promover ações alinhadas ao ODS 3 Assegurar uma vida saudável e promover o bem estar para todos, em todas as idades - e ao
ODS10 - Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles - são os focos dessa sessão.

�Assista na íntegra: https://youtu.be/YYvCkpV-cUI
Visualizações: 533
19/05 – Webinar: Saúde Mental, Pandemia e Bibliotecas
Presença: Juliana Tatsugushi (CAPS), Solange Lucena (Psicóloga), Profa. Dra. Alessandra de
Andrade (UNESP) com mediação de Adriana Ferrari.
Contexto: O isolamento social, as dificuldades econômicas e o luto tem afetado milhares de
pessoas neste período da pandemia. As bibliotecas precisam conhecer mais sobre esses
impactos para conseguir atender as demandas de suas comunidades. Neste encontro vamos
conhecer mais sobre a saúde mental, sobre como acessar serviços públicos, estudos,
abordagens, projetos que estão em curso apoiando a vida das pessoas. Dar alguns subsídios
para que as bibliotecas possam promover ações alinhadas ao ODS 3 – Assegurar uma vida
saudável e promover o bem estar para todos, em todas as idades – é um dos focos dessa sessão.

�Visualizações: 684
Assista na íntegra: https://youtu.be/5_bSMDaskHo
21/06 - Webinar: Bibliotecas e Meio Ambiente
Presença: Doroty Martos (Cineclube Socioambiental Em Prol da Vida), Mônica Borba
(Instituto 5 Elementos) , Lucila Calvi (Consultora) com mediação de Adriana Ferrari
Contexto: Qual a relação entre bibliotecas, sustentabilidade e meio ambiente? Todas as
bibliotecas são espaços potenciais de conscientização do cidadão e devem servir como exemplo
a ser seguido por todos. Aplicar a gestão ambiental na biblioteca e trabalhar a educação
ambiental, tanto com os funcionários, quanto com os usuários, colaborando para ampliar o
acesso à informação e incentivar as práticas sustentáveis. As bibliotecas e os bibliotecários não
podem ficar de fora desse processo de conscientização ambiental. Dessa forma, esta sessão tem
como foco os ODS 11 “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros,
resilientes e sustentáveis”; ODS 13 “tomar medidas urgentes para combater a mudança
climática e seus impactos”;e ODS 15 “ proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter
e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade”.

�Visualizações: 494
Assista na íntegra: https://youtu.be/D7LbXSRR9s8
03/08 - Webinar: Vozes dos Povos Originários nas Bibliotecas
Presença: Anapuaka Tupinanbá (Radio Yandé), Sônia Kaingáng (Instituto Kaingáng), Anna
Lucia Pontes (Fiocruz) com mediação de Adriana Ferrari
Contexto: Conhecer as iniciativas da difusão da cultura indígena para que as bibliotecas
possam desfazer estereótipos e preconceitos e busquem reverberar informações confiáveis para
suas comunidades. Essa iniciativa está alinhada aos ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 10
– Redução das Desigualdades e ODS 15 – Vida sobre a terra.

�Visualização: 381
Assista na íntegra: https://youtu.be/Kz9lCsifKEM
Além do Ciclo o GT promoveu duas outras lives com outras comissões da FEBAB, a
saber:
08/3 – Webinar: “Mas é preciso ter força, é preciso ter raça. É preciso ter gana
sempre” - Dia da Mulher em parceria com o GT BDEG
Presença:

Dra.

Livia

Gimenes

(Rede

de

Promotoras

Legais),

Cristine

Andrade

(Fiocruz/CLAVES), Natália Lima Romero (GT-DBEG) com mediação de Adriana Ferrari
Contexto: As bibliotecas podem e devem planejar programas e projetos para combater as
desigualdades de gênero que vêm sendo produzidas e reproduzidas ao longo dos séculos. É
necessário romper barreiras do medo e da falta de informação. O ODS 5 - Alcançar a igualdade
de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas - objetiva acabar com todas as formas de
discriminação contra as mulheres, a igualdade de direitos, eliminar a violência e práticas

�nocivas, o fortalecimento da cidadania e empoderamento das mulheres e meninas.
Entendemos que as bibliotecas são fortes aliadas para contribuir com o cumprimento deste
ODS, contribuindo por meio de seus serviços para o fortalecimento das redes para a proteção
das mulheres. Nesta live será possível conhecer alguns programas que vêm transformando a
vida de mulheres e meninas no país.

Visualizações: 439
Assista na íntegra: https://youtu.be/ySutzutcGsY

�06/7 –Webinar: Coleções para todos, todas e todes em parceria com a CBBE, GT
CAT, GT RERAD, GT ACESS e GT BDEG
Presença: Maria das Graças Monteiro (Comissão Brasileira de Bibliotecas Escolares), Marcelo
Vottto Texeira (GT Catalogação), Vicente Santos (GT Diversidade e Enfoque de Gênero), Ana
Paula Meneses Alves (GT Relações Étnicos-raciais e Deconolianidades), Gt de Bibliotecas
Públicas e GT Serviços de Bibliotecas Para Populações Vulneráveis com mediação de Adriana
Ferrari.
Contexto: Quais são as fontes de informação que devemos conhecer para construirmos acervos
cada vez mais plurais e diversos? Como as bibliotecas devem garantir a liberdade de expressão
dando espaço a textos que deixam de circular? Vamos pensar conjuntamente nestas e em
outras questões?

�Visualizações: 588
Assista na íntegra: https://youtu.be/0oebQEBJHqQ
Eixo 2: Mapear e divulgar ações específicas para esse público
Enviar convite as Bibliotecas com formulário para preenchimento de informações
➔ Ação não realizada.
Eixo 3: Divulgar nas mídias sociais e no site oficial de ações da FEBAB, literaturas
e práticas sobre o tema
Pesquisar e curar conteúdos que dialoguem com o tema e elaborar uma lista de leituras
recomendadas para a página de Ações da FEBAB com publicações de acesso aberto sobre a
temática.
➔ Ação não realizada, a área de leituras recomendadas não foi atualizada.
Em abril foram criadas as redes sociais (Instagram e Facebook) visando a publicação e
compartilhamento de informações sobre as temáticas relacionadas ao GT, dentre as principais
ações podemos destacar:

�-

Participação da Campanha “Viradão da leitura” do Instituto de leitura Quindim;

-

Criação de CARDs com cada ODS para incentivo ao trabalho com a Agenda 2030;

-

Divulgação das lives promovidas pelo GT, cursos e eventos promovidos relacionadas

Curtidas na página do Facebook (@gtsbpv.febab): 57

Seguidores do Instagram (https://www.instagram.com/gtsbpv/): 104
Postagens:

���Eixo 4: Buscar formas de incluir digitalmente comunidades em situação de
vulnerabilidade
Buscar leis de incentivo, editais ou Fundos que contenham verba/Identificar instituições que
possam concorrer a receber esses recursos/Orientar as instituições de como participar desses
programas de incentivos
➔ Ação não realizada.

�Eixo 5: Estimular as bibliotecas estabelecerem parcerias com as redes sócio
assistenciais do seu território
Elaborar um guia de orientação de quais são as redes socioassistenciais disponíveis no governo,
estado e município para incentivar as bibliotecas a buscar essas parcerias.
Iniciou-se a redação de um guia intitulado “Como ampliar as parcerias para contribuir com a
Agenda 2030 ?” Em princípio o GT entendeu que a redação do guia seria relativamente fácil,
mas foram muitas as discussões o que demandou um tempo grande até acharmos uma forma
que pudesse ser de simples entendimento, mas que não fosse tão superficial que de fato não
trouxesse contribuição para as bibliotecas. O GT escreveu várias versões do documento. Dessa
maneira o Guia deverá ser publicado em 2022, provavelmente no CBBD. Ele ainda necessita
ter uma revisão do português e ter uma diagramação que seja atrativa para os potenciais
leitores.
Eixo 6: Incentivar as bibliotecas a reavaliar seus serviços e produtos prestados
face aos impactos do Covid-19
Incentivar as bibliotecas a reavaliar seus serviços e produtos prestados face aos impactos do
Covid-19.
Enviar mensagem as bibliotecas com esse propósito/ Criar um formulário de coleta de
informações das bibliotecas
➔ Ação não realizada.
Eixo 7: Fomentar parcerias com Universidades e outras instituições sociais para
dialogar sobre as temáticas relacionadas aos eixos de atuação do grupo
Fomentar parcerias com Universidades e outras instituições sociais para dialogar sobre as
temáticas relacionadas aos eixos de atuação do grupo;
Mapear Cursos de Graduação em Biblioteconomia do país
Mapear possíveis instituições sociais voltadas ao trabalho para populações vulneráveis
Articular parceria com coordenadores dos Cursos de Graduação em Biblioteconomia e
responsáveis pelas instituições sociais mapeadas
➔ Ação não realizada.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em face ao exposto, o GT SBPV teve novamente dificuldades para a execução de suas
atividades por diversos fatores. Assim pretendemos para o ano de 2021:
a) Repactuação com os membros atuais para o cumprimento do plano de trabalho;
b) Conclusão do Guia para publicação no CBBD;
c) Dinamizar as redes sociais e divulgar a curadoria dos textos;
d) Dar continuidade na promoção de webinários;
e) Buscar estratégias para a povoar o Mapa do Mundo da IFLA (incluindo devolutiva para
as bibliotecas que responderam o formulário);
f) Montar uma mesa para participação no CBBD com tema de direitos humanos e Agenda
2030.
Esperamos poder avançar na execução do plano de trabalho em 2022 e ter uma presença
destacada da pauta do Grupo na 29a. edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia,
Documentação e Ciência da Informação (CBBD) a se realizar no período de 26 a 30 de setembro
em ambiente virtual.

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Ciência da Informação&#13;
Grupo de Trabalho&#13;
Pessoas em vulnerabilidade&#13;
Serviços de Bibliotecas</text>
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                <text>Relatório de Atividades do ano de 2021 do Grupo de Trabalho Serviços de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis (GT-SBPV).</text>
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                    <text>RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO ANO DE 2020

Documento produzido pelo GT Serviços de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis
Adriana Cybele Ferrari (Coordenadora)
Isadora Cristal de Souza e Silva Escalante (RJ),
Julia Santos (SP), Maria Eulalia Borges (SP)
Maria de Fátima M. Martins Corrêa (RJ),
Paula Stefanny Felice de Oliveira (SP),
Sueli Regina Marcondes Motta (SP),
Terezinha Maria de Jesus da Conceição Lima (PA).

São Paulo, 11 de fevereiro de 2021.

�3

1 INTRODUÇÃO
O Grupo de Trabalho de Serviços de Bibliotecas Para Pessoas Vulneráveis tem por finalidade contribuir para a
ampliação de serviços de bibliotecas e de informação voltados às populações em vulnerabilidade, traçando ações
para sensibilização e disseminação de práticas já adotadas pelas bibliotecas das diferentes tipologias e buscando
reverberar a Agenda 20301 entre os profissionais bibliotecários e de outras formações que atuam em bibliotecas.
O GT-SBPV elegeu três eixos de atuação: informar, capacitar e realizar ações de advocacy, desenvolvendo as
seguintes atividades:
a) propagar as premissas da Agenda 2030, por meio de eventos, palestras, cursos, oficinas, entre outros;
b) mapear e divulgar ações específicas para as populações em vulnerabilidade;
c) divulgar nas mídias sociais e no site oficial de ações da FEBAB, literaturas e práticas sobre o tema;
d) buscar formas de incluir digitalmente comunidades em situação de vulnerabilidade;
e) estimular as bibliotecas a estabelecerem parcerias com as redes socioassistenciais do seu território;
f) incentivar as bibliotecas a reavaliar seus serviços e produtos prestados face à pandemia da Covid-19;
g) fomentar parcerias com Universidades e outras instituições sociais para dialogar sobre as temáticas
relacionadas aos eixos de atuação do grupo.
Como método de trabalho após estabelecida a atividade, projeto ou ação a ser realizada foram definidos os
responsáveis diretos para o bom andamento dos processos. No entanto, é importante salientar que todos os
integrantes deveriam participar com análises, contribuições e produção de texto, num processo colaborativo de
trabalho que envolve desde a idealização até a produção final.
As informações, discussões e produções do GT foram realizadas a distância utilizando ferramentas de
comunicação e de compartilhamento de texto e arquivos.
O Plano de atividade estava assim distribuído:
1. Propagar as premissas da Agenda 2030, por meio de eventos, palestras, cursos, oficinas, entre outros
● Mapear públicos e eventos que possam receber “falas sobre Agenda 2030”;
● Criar dinâmicas e jogos para divulgar a Agenda;
● Estimular as bibliotecas a dialogarem sobre a agenda com seus colaboradores e ou voluntários
(oferecer material para isso).

1

http://www.agenda2030.org.br/sobre/

3
Rua Avanhandava, 40, conj. 108/110, Bela Vista, São Paulo ‐ SP - Brasil, 01306-000 • http://www.febab.org.br/ •
secretariafebab@gmail.com

�4

2. Mapear e divulgar ações específicas para esse público
● Enviar convite as Bibliotecas com formulário para preenchimento de informações;
● Apresentar o mapeamento em webinar para possibilidade de abertura de diálogo das bibliotecas
3. Divulgar nas mídias sociais e no site oficial de ações da FEBAB, literaturas e práticas sobre o tema
● Pesquisar e curar conteúdos que dialoguem com o tema elaborar uma lista de leituras recomendadas
para a página de Ações da FEBAB2 com publicações de acesso aberto sobre a temática.
4. Buscar formas de incluir digitalmente comunidades em situação de vulnerabilidade
● Buscar leis de incentivo, editais ou Fundos que contenham verba;
● Identificar instituições que possam concorrer a receber esses recursos;
● Orientar as instituições de como participar desses programas de incentivos.
5. Estimular as bibliotecas estabelecerem parcerias com as redes sócio assistenciais do seu território
● Elaborar um guia de orientação de quais são as redes socioassistenciais disponíveis no governo,
estado e município para incentivar as bibliotecas a buscar essas parcerias.
6. Incentivar as bibliotecas a reavaliar seus serviços e produtos prestados em face aos impactos do Covid-19
● Enviar mensagem as bibliotecas com esse propósito;
● Criar um formulário de coleta de informações das bibliotecas;
7. Fomentar parcerias com Universidades e outras instituições sociais para dialogar sobre as temáticas
relacionadas aos eixos de atuação do grupo
● Mapear Cursos de Graduação em Biblioteconomia do país;
● Mapear possíveis instituições sociais voltadas ao trabalho para populações vulneráveis;
● Articular parceria com coordenadores dos Cursos de Graduação em Biblioteconomia e responsáveis
pelas instituições sociais mapeadas.

2

https://www.acoesfebab.com/

4
Rua Avanhandava, 40, conj. 108/110, Bela Vista, São Paulo ‐ SP - Brasil, 01306-000 • http://www.febab.org.br/ •
secretariafebab@gmail.com

�5

2 COMPOSIÇÃO GT-SBPV
O Grupo contou com integrantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará devido ausência de indicações
das associações filiadas como determina as diretrizes da FEBAB, tendo a seguinte formação: Adriana Cybele
Ferrari (Coordenadora), Isadora Cristal de Souza e Silva Escalante (RJ), Julia Santos (SP), Maria Eulalia Borges
(SP), Maria de Fátima M. Martins Corrêa (RJ), Paula Stefanny Felice de Oliveira (SP), Sueli Regina Marcondes
Motta (SP) e Terezinha Maria de Jesus da Conceição Lima (PA).
A questão da pandemia afetou a todos em uma esfera global, sentimos também seus reflexos entre os integrantes
do GT. Três integrantes tiveram problemas de saúde e outros por razões particulares não contribuíram durante o
processo. Foram realizadas oito reuniões que aconteceram nos 29/06, 01/07, 21/07, 14/09, 14/10, 10/11, 26/11 e
16/12. Para melhor organizar o trabalho teremos uma agenda fixa de reuniões e assim esperamos poder ter uma
maior participação e maior comprometimento por parte de todos em 2021.
3 AÇÕES REALIZADAS
Como mencionado anteriormente, com a baixa adesão do GT foi possível realizar algumas das atividades
propostas no Plano Trabalho durante o período.
3.1 Mapear e divulgar ações específicas para esse público
Como a FEBAB havia lançado no dia 31 de março de 2021, um formulário para mapear as ações para as
populações em vulnerabilidade. Assim, decidimos utilizar o mesmo formulário, promovendo uma nova chamada
aos profissionais utilizando as redes sociais e mailing da FEBAB. Essa chamada aconteceu em 05 de outubro de
2021 e também contou com a contribuição dos membros do GT. Foi possível agregar outras experiências àquelas
já relatadas anteriormente, totalizando 53 relatos válidos os quais foram avaliados para a apresentação em uma
live ocorrida em 16/12/2020. O mapeamento completo dos dados está contido no Anexo 1.
3.2 Divulgar nas mídias sociais e no site oficial de ações da FEBAB, literaturas e práticas sobre o tema
Essa atividade foi parcialmente cumprida na medida em que o GT conseguiu realizar uma curadoria de 45
documentos acerca do tema que está disponível pelo site ações https://www.acoesfebab.com/pessoasvul
Para o ano de 2021 o GT espera ter seus canais de divulgação para poder reverberar esse material e outros que
entendemos ser complementares para sensibilizar os profissionais a delinear novos serviços em suas bibliotecas.

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3.3 Estimular as bibliotecas estabelecerem parcerias com as redes sócio assistenciais do seu território
Essa atividade o GT julga ser extremamente estratégica na medida em que, sem o estabelecimento de parcerias
será muito difícil que a biblioteca possa dispor de toda a estrutura necessária para o atendimento de populações
vulneráveis ou minoritárias. Iniciou-se a estrutura desse documento que deverá ser finalizado e divulgado pelo GT
e pela FEBAB.
3.4 Projeto “Leituras do cotidiano frente à pandemia: acolher e agir “
O GT apresentou o projeto sendo contemplado pelo edital e fomento da FEBAB, para realizar ações com a Rede
Baixada Literária no Rio de Janeiro e no Centro de Acolhida Zaki Narchi com a parceria da Biblioteca de São Paulo.
As atividades do projeto estão contidas em relatório específico já foi encaminhada à Diretoria da FEBAB.
3.4 Participação em Lives
23/07 – Parangolé – Ações nas bibliotecas e produção de conhecimento em tempos difíceis
09/09 – Biblioteca Pública de Misiones, Argentina
11/09 – Apresentação dos resultados dos projetos do edital de Fomento da FEBAB - Leituras do cotidiano frente à
pandemia: acolher e agir
16/12 Serviços de Bibliotecas para as populações em situação de vulnerabilidade durante a pandemia –
apresentação do GT e do Mapeamento das ações
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em face ao exposto, o GT SBPV teve dificuldades para a execução de suas atividades por diversos fatores, mas
mesmo assim, algumas ações importantes foram realizadas com destaque ao Projeto “Leituras do cotidiano frente
à pandemia: acolher e agir” e o mapeamento das ações para as populações em vulnerabilidade. Assim
pretendemos para o ano de 2021:
a) Repactuação com os membros atuais para o cumprimento do plano de trabalho;
b) Integração de novos componentes que tenham vivência em projetos/ações voltadas a grupos minoritários
e em situação de vulnerabilidade;
c) Conclusão das ações não realizadas no Plano de Ação 2020 e ajustar o plano para 2021;
d) Ter nova dinâmica de trabalho para o cumprimento das metas;
e) Desenvolver um trabalho mais integrado aos outros GTs/Comissões da FEBAB.

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A pandemia que pensámos já estar no fim infelizmente não acabou, ao contrário, se intensificou transformando o
país no novo epicentro da COVID 19. Com total ausência de políticas públicas para a saúde (para não mencionar
em outras áreas) e considerando as milhões de pessoas que já estão afetadas pela pandemia e outras tantas que
infelizmente se juntarão a essas, o GT SBPV compreende que mais do que nunca é preciso sensibilizar e,
sobretudo, construir repertórios que apoiem o trabalho das bibliotecas e suas equipes para atendimento das
populações em vulnerabilidade que irá crescer. Basta olharmos para as cidades que percebemos o aumento de
pessoas em situação de rua, o número elevado de mortes trazendo marcas profundas nas famílias, perda de
postos de trabalho, de planos e sonhos.
Aliado a isso, estima-se que na região da América Latina e Caribe teremos 78 milhões de pessoas vivendo em
pobreza extrema, e sabemos que o Brasil certamente fará coro a essa triste estatística. Neste sentido, todo o
nosso olhar estará na defesa da implementação da Agenda 2030 como única saída para cuidar do planeta e das
pessoas e o GT SBPV pretende atuar com mais intensidade e trazer maiores contribuições para a FEBAB.
Por fim, queremos registrar a frase que tem norteado o nosso pensamento que está no site ações:
Neste momento de pandemia é ainda mais crucial que os bibliotecários empreendam todos os
seus esforços para atender as populações em vulnerabilidade. As bibliotecas mais do que nunca,
devem criar uma atmosfera propícia para exercitar a solidariedade e a empatia, tornando-se
locais de escuta para poder acolher a comunidade que vive um momento sem precedentes de
perdas significativas. Embora os protocolos sanitários, incluindo o distanciamento físico, devam
ser cumpridos, podemos estar afetivamente próximos (FERRARI, 2021, não paginado).

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�1

ANEXO I
MAPEAMENTO DAS AÇÕES REALIZADAS PELAS BIBLIOTECAS
PARA AS POPULAÇÕES EM VULNERABILIDADE
Em 31 de março p.f., no primeiro mês do isolamento social no Brasil, em virtude
da pandemia a Diretoria da FEBAB lançou um formulário disponível pelo
http://www.febab.org.br/ para conhecer as ações destinadas às populações em
vulnerabilidade que estavam sendo realizadas pelas bibliotecas.
Como o Grupo de Trabalho Serviços de Biblioteca para Pessoas Vulneráveis (GTSBPV) tinha como uma das atividades de seu plano de trabalho realizar esse
levantamento de modo a divulgar as boas práticas, decidiu-se usar o mesmo
formulário já pronto e intensificar a divulgação nos canais da FEBAB. Dessa
forma, em 05/10 foi publicado um informativo para o mailing da FEBAB
reforçando esse mapeamento que também foi novamente publicado nas redes
sociais. O mailing da FEBAB é composto por mais de 10.000 contatos, desses
2900 pessoas visualizaram o email, desse conjunto tivemos 173 clicks (140
pessoas), sendo 26 clicks direcionados ao formulário (22 pessoas) e 21 clicks
direcionados para a página do GT SBPV (dados retirados da plataforma).
A data limite fixada foi 30 de outubro de 2020. Assim, em novembro verificamos
que obtivemos 57 respostas, sendo destas 53 válidas para consolidação das ações,
uma vez que 4 bibliotecas informaram não terem realizado nenhuma atividade
para populações em vulnerabilidade.
Foram recebidas informações de 12 Estados da Federação, a saber: SP – 14
respostas, CE – 4 respostas, SC – 2 respostas, AM – 1 resposta, RJ – 19 respostas,
MT – 1 resposta, RS – 4 respostas, MG – 4 respostas, PE – 1 resposta, BA – 1
resposta, ES – 1 resposta e PB – 1 resposta, a região sudeste foi mais a que mais
respondeu, como mostra o Gráfico 1.

1
Rua Avanhandava, 40, conj. 108/110, Bela Vista, São Paulo ‐ SP - Brasil, 01306-000 • http://www.febab.org.br/
• secretariafebab@gmail.com

�2

Fonte: Dados da pesquisa, 2020.
A partir dos relatos buscamos agrupar os tipos de ações e quantas vezes elas
apareciam nas informações prestadas pelas bibliotecas. Sendo, assim, elencamos
em ordem decrescente: Mediação de leitura em redes sociais/WhatsApp – 25;
Distribuição de Cestas de alimentos – 14; Doações de livros – 10; Criação de
conteúdos nas redes (saúde, cultura, lazer, informações úteis) - 7; Distribuição de
Itens de higiene – 6; Apoio ao auxílio emergencial – 3; Escuta/acolhimento das
pessoas – 3; Jogos/atividades/entretenimento em centros de acolhida – 3;
Distribuição de Máscaras – 3; Doações de brinquedos – 2; Multas solidárias – 2;
Orientações por telefone para pessoas com deficiência – 2; Ações culturais pela
rede – 1; Alfabetização digital para mulheres – 1; Apoio à formação de cozinhas
comunitárias – 1; Empreendedorismo rural – 1; Empréstimo de livros – 1;
Impressão de material para atividades escolares - 1; Orientações por telefone para
a comunidade geral – 1; Produção de livros e distribuição – 1; Comunicação via
Podcasts – 1. Essas informações estão representadas no Gráfico 2:

2
Rua Avanhandava, 40, conj. 108/110, Bela Vista, São Paulo ‐ SP - Brasil, 01306-000 • http://www.febab.org.br/
• secretariafebab@gmail.com

�3

Fonte: Dados da pesquisa, 2020.
Como pode ser observado a maior incidência ficou para ações de mediação
em redes sociais e WhatsApp, seguida de doação de cestas de alimento e doação
de livros. O questionário era aberto e algumas bibliotecas foram mais detalhistas
em descrever as atividades, outras foram mais sucintas. De toda a forma,
pudemos destacar desse universo oito bibliotecas que mostraram trabalhos muito
pertinentes e que merecem atenção especial. Assim, para podermos explorar mais
essas experiências o GT irá organizar uma live com os profissionais responsáveis
pelos espaços. As experiências que pretendemos compartilhar foram
apresentadas pelas seguintes bibliotecas/redes:
- Biblioteca Pública Municipal Domingos Martins – ES
- Biblioteca Municipal Lagoa Santa – MG
- Biblioteca de São Paulo/Biblioteca Villa Lobos - SP
- Biblioteca Pública Estadual de Mato Grosso - MT
- Biblioteca Sinhá Junqueira – Ribeirão Preto - SP
- Biblioteca Solano Trindade – São Paulo - SP
3
Rua Avanhandava, 40, conj. 108/110, Bela Vista, São Paulo ‐ SP - Brasil, 01306-000 • http://www.febab.org.br/
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- Rede Baixada Literária - RJ
- Rede Beija Flor – Santo André - SP
Embora o número de relatos tenha ficado abaixo da expectativa do GT,
observamos uma sinalização muito favorável de que as bibliotecas/redes estão
preocupadas com suas comunidades e, ainda, buscaram formas de apoiá-las
neste momento de pandemia e isolamento social. Entendemos que essas ações
não são pontuais na medida em que a pandemia está colocando a sociedade
diante de uma crise sem precedentes. As bibliotecas mais do que nunca são
importantes espaços para apoiar as comunidades, sobretudo as mais vulneráveis,
pelo que foi apresentado neste mapeamento, entendemos que há um
compromisso dos profissionais em alinhar produtos e serviços para apoiar a
sociedade nesses tempos difíceis.
Modelo do questionário
Ações de bibliotecas para as populações em vulnerabilidade
Em complementação às informações já publicadas no espaço "Informação em
Quarententa" (bit.ly/info-quarentena), desejamos mapear e compartilhar as
ações que estão sendo realizadas pelas bibliotecas e/ou em parceria com outras
entidades, para atender a comunidade em situação de vulnerabilidade social
neste período de isolamento. Para tanto, pedimos sua colaboração no
preenchimento deste questionário.
Nome da biblioteca
Cidade/Estado
Descreva a(s) ação(ões) que vem sendo realizada(s).
Quais as formas de ampliar essa ação?

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Gostaria de compartilhar alguma ação de outra instituição, mesmo que sua
biblioteca não faça parte, mas que considera importante disseminar?

5
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• secretariafebab@gmail.com

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Ciência da Informação&#13;
Grupo de Trabalho&#13;
Pessoas em vulnerabilidade&#13;
Serviços de Bibliotecas</text>
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      <description>A resource consisting primarily of words for reading. Examples include books, letters, dissertations, poems, newspapers, articles, archives of mailing lists. Note that facsimiles or images of texts are still of the genre Text.</description>
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GT-SBPV</text>
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                    <text>�Representatividade negra em coleções
Profa. Dra. Ana Paula Meneses Alves
ECI – PPGCI – UFMG – NERSI
ABMG – FEBAB

�Roteiro
• Coleções para todas, todos e todes;
• Bibliotecas na luta contra
desigualdades;
• Letramento racial;
• Para uma biblioteca antirracista;
• Representatividade preta na
biblioteca;
• O perfil do bibliotecário antirracista;

�Coleções para todas,
todos e todes
• Decisões técnicas são escolhas políticas;
• Não há neutralidade em nossas ações;
• Nossa profissão é embasada em fundamentos
sociais, políticos e culturais (BÚFREM, 1985);
• Preservar para acessar – Controle Bibliográfico
(CAMPELLO, 2006)
• Identidade Coletiva;
• Poder;
• Educação e transmissão do conhecimento;
• Locais de memória.

�Bibliotecas na luta
contra a
desigualdade racial
• Entendendo....
...letramento racial: processo de
consciência e conhecimento racial
... relações étnico-raciais
...meu papel na luta antirracista
(combate ao racismo estrutural)
...Decolonialidade nas práticas
biblioteconômicas.

�Pensar e agir:
PARA ALÉM DO MÊS DE
NOVEMBRO
• Decolonialidade por meio dos acervos
• Laboratório para pesquisadores e estudantes de temáticas afins;

• Formação crítica: pensar a diversidade epistêmica de dentro para fora;
• Proporcionar reflexão e ação, tanto em âmbito pessoal, quanto profissional, da
ressignificação, da reconstrução e da resistência do longo e complexo processo
de dominação vigente, resultante da colonialidade do poder, saber e ser:
primeiro, da divisão eurocêntrica, depois, da divisão entre desenvolvimento e
subdesenvolvimento (vide: QUIJANO, 2005; GROSFOGUEL, 2008; MIGNOLO,
2007, 2008, 2010);
• Travar diálogos transversais entre as diferentes culturas e povos que foram
desvalorizados e invisibilizados no decorrer histórico e demarcar seus valores e
importâncias político, histórico e sociais dentro dos processos e ambientes
informacionais (vide: BERNARDINO-COSTA, 2018; BERNARDINO-COSTA;
GROSFOGUEL, 2016; SILVA; VALÉRIO, 2018; SILVA, 2019).

�Para uma biblioteca antirracista
• Obras que compões o acervo são instrumentos cognitivos,
componentes essenciais de uma educação para as relações raciais;
• Formação de leitores para a promoção de uma cultura
antirracista;
• Educação antirracista fortalece a identidade, a ancestralidade e o
reconhecimento dos processos de resistência desses povos;
• Perigo de uma história única e da a ausência de narrativas que
efetivamente contemplem as culturas e as histórias das Áfricas
em diáspora e dos povos originários;
• Leis Federais nº 10.639/2003, nº 11.645/2008, do Parecer CNE
03/2004 com as Diretrizes Curriculares Nacional para a Educação
das Relações Étnico-racial e para o Ensino de História e Cultura
Afro-brasileira e Africana. As leis supracitadas visam estabelecer
diretrizes para a educação nacional para implementar as
temáticas da história e cultura africana e afro-brasileira e
indígena em redes de ensino do país (BAYO, MIRANDA, SOUSA,
2020).

�Representatividade preta na biblioteca
• Projeto realizado pela editora
Companhia das Letras em conjunto
com representantes da Aziza Editora,
Boitempo Editorial, Editora
Oralituras, Editora Perspectiva,
Grupo Autêntica, Malê Editora,
Mazza Edições, Nandyala Livraria e
Editora, Pallas Editora e Quilombhoje
Literatura.
• 478 títulos com curadoria de obras,
com programa de leitura de acordo
com o nível escolar.
• Atende bibliotecas escolares e
públicas.

�Representatividade preta na biblioteca
O literafro – portal da literatura afrobrasileira é fruto do trabalho do Grupo de
Interinstitucional de Pesquisa
Afrodescendências na Literatura Brasileira,
constituído em 2001 e sediado no Núcleo de
Estudos Interdisciplinares da Alteridade –
NEIA, da Faculdade de Letras da UFMG. Além
do Portal, o grupo participa de inúmeras
publicações, com destaque para a
coleção Literatura e afrodescendência no
Brasil: antologia crítica (UFMG, 2011, 4 vol.) e
para os volumes didáticos Literatura afro-

brasileira – 100 autores do século XVIII ao
XXI (Pallas, 2014) e Literatura afro-brasileira –
abordagens na sala de aula (Pallas, 2014).

https://www.gov.br/pt-br

�Nomes dos autores e a quantidade de obras de literatura extraídas do Portal literafro
Abdias Nascimento (3 títulos); Abelardo Rodrigues (3 títulos); Abílio Ferreira (2 títulos); Aciomar de Oliveira (4 títulos); Adão Ventura (7 títulos); Ademiro Alves
(Sacolinha) (7 títulos); Aldri Anunciação (3 títulos); Aline França (3 títulos); Allan da Rosa (8 títulos); Aloísio Resende (2 títulos); Alzira dos Santos Rufino (5
títulos); Ana Cruz (5 títulos); Ana Maria Gonçalves (2 títulos); Anajá Caetano (1 título); Anelito de Oliveira (6 títulos); Anízio Vianna (2 títulos); Antonieta de
Barros (1 título); Antonio Vieira (3 títulos); Aristides Teodoro (5 títulos); Arlindo Veiga dos Santos (9 títulos); Arnaldo Xavier (8 títulos); Bahia (José Ailton
Ferreira) (9 títulos); Bernardino da Costa Lopes (10 títulos); Carlos Correia Santos (17 títulos); Carlos de Assumpção (2 títulos); Carolina Maria de Jesus (8
títulos); Cidinha da Silva (13 títulos); Conceição Evaristo (6 títulos); Cristiane Sobral (7 títulos); Cruz e Sousa (9 títulos); Cuti (20 títulos); Cyana Leahy-Dios (7
títulos); Domício Proença Filho (11 títulos); Domingos Caldas Barbosa (13 títulos); Edimilson de Almeida Pereira (37 títulos); Edson Lopes Cardoso (3 títulos);
Eduardo de Oliveira (9 títulos); Elaine Marcelina (2 títulos); Éle Semog (6 títulos); Eliane Marques (2 títulos); Elio Ferreira (8 títulos); Elizandra Souza (2 títulos);
Esmeralda Ribeiro (2 títulos); Estêvão Maya Maya (3 títulos); Eustáquio José Rodrigues (2 títulos); Fábio Mandingo (3 títulos); Fausto Antônio (9 títulos);
Fernando Conceição (4 títulos); Fernando Ferreira Góes (2 títulos); Francisco Maciel (5 títulos); Geni Guimarães (9 títulos); Gonçalves Crespo (5 títulos); Grande
Othelo (1 título); Guellwaar Adún (1 título); Heloisa Pires Lima (8 títulos); Helton Fesan (1 título); Henrique Cunha Jr. (3 títulos); Hermógenes Almeida (3
títulos); Inaldete Pinheiro de Andrade (5 títulos); Ivan Cupertino (6 títulos); J. Romão da Silva (3 títulos); Jaime Sodré (7 títulos); Jamu Minka (1 título); Jenyffer
Nascimento (1 título); Joel Rufino dos Santos (29 títulos); Jônatas Conceição (3 títulos); Jorge Dikamba (3 títulos); José Carlos Limeira (6 títulos); José do
Patrocínio (5 títulos); José Endoença Martins (13 títulos); Josias Marinho (3 títulos); Júlio Emílio Braz (159 títulos); Jussara Santos (5 títulos); Kiusam de Oliveira
(3 títulos); Lande Onawale (3 títulos); Lepê Correia (1 título); Lia Vieira (3 títulos); Lima Barreto (presente em todas as bibliotecas); Lino Guedes (12 títulos);
Lívia Natália (6 títulos); Lourdes Teodoro (7 títulos); Luís Fulano de Tal (1 título); Luiz Gama (5 títulos); Machado de Assis (presente em todas as bibliotecas);
Madu Costa (8 títulos); Mãe Beata de Yemonjá (2 títulos); Mãe Stella de Oxóssi (5 títulos); Manto Costa (2 títulos); Márcio Barbosa (2 títulos); Marcos A. Dias (3
títulos); Marcos Fabrício Lopes da Silva (3 títulos); Maria Firmina dos Reis (4 títulos); Maria Helena Vargas (8 títulos); Martinho da Vila (14 títulos); Mauricio
Pestana (17 títulos); Mel Adún (2 títulos); Mestre Didi (5 títulos); Michel Yakini (4 títulos); Miriam Alves (4 títulos); Muniz Sodré (5 títulos); Nascimento Moraes
(4 títulos); Nei Lopes (13 títulos); Nelson Maca (1 título); Nilma Lino Gomes (2 títulos); Nívea Sabino (1 título); Oliveira Silveira (11 títulos); Oswaldo de
Camargo (8 títulos); Oswaldo Faustino (7 títulos); Oubi Inaê Kibuko (5 títulos); Patrícia Santana (3 títulos); Paula Brito (2 títulos); Paulo Colina (7 títulos); Paulo
Lins (3 títulos); Plínio Camillo (6 títulos); Ramatis Jacino (3 títulos); Raul Astolfo Marques (4 títulos); Raul Joviano do Amaral (9 títulos); Raymundo de Souza
Dantas (6 títulos); Renato Noguera (2 títulos); Ricardo Dias (4 títulos); Rita Santana (3 títulos); Rogério Andrade Barbosa (82 títulos); Romeu Crusoé (5 títulos);
Ronald Augusto (12 títulos); Ruth Guimarães (4 títulos); Salgado Maranhão (8 títulos); Santiago Dias (8 títulos); Sergio Ballouk (2 títulos); Silvério Gomes
Pimenta (11 títulos); Solano Trindade (9 títulos); Sônia Fátima da Conceição (1 título); Ubiratan Castro de Araújo (2 títulos); Waldemar Euzébio Pereira (4
títulos).
Fonte: Tanus e Tanus (2020).

�Para uma biblioteca antirracista: sugestões de ações:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

Censo: conhecer o acervo e a comunidade usuária – ver diversidade,
sentido e contexto;
Formação de bibliotecários, equipes e professores;
Palestras e/ou minicursos;
Clubes de leitura antirracista;
Rodas de diálogo;
Cineclubes;
Contação de histórias;
Curadoria literária: divulgação da produção recebida - verificar o
canal mais usado pelos usuários;
Promover ações integradas com a literatura recebida por meio de
exposições;
Criar exposições temáticas envolvendo fotografias, literatura;
Explorar datas de valorização da cultura afrobrasileira, como por
exemplo: o dia 13 de outubro - Dia da Criação do Teatro
Experimental do Negro.

Criado pelo Abdias do Nascimento com a intenção de valorizar a cultura afrobrasileira por meio da educação e arte. Inclusive, porque o Teatro
Experimental do Negro foi um espaço alternativo de educação da população
negra e oferecia programas de alfabetização e iniciação cultural.
Fonte: Bibliotecário Edilson Targino de Melo Filho – GT RERAD (2020) e Bayo, Miranda e Sousa (2020).

�Perfil da pessoa bibliotecária
antirracista
Algumas competências, habilidades e atitudes que
potencializam a atuação na mediação de leitura
(RASTELLI; CAVALCANTI, 2013)

a) ser leitor ativo;
b) conhecer as teorias da
leitura;
c) valorizar as narrativas
orais;
d) viabilizar o acesso da
informação em seus
diferentes suportes;
e) conhecer as políticas
públicas para o livro e a
leitura;
f)estar atento às
multiplicidades culturais;

g) estabelecer relações
afetivas com o leitor;
h) trabalhar em equipe;
i) estabelecer parcerias;
j) ter competências aplicadas
às TICs;
k) conhecer e utilizar as
ferramentas da Web 2.0;
l) buscar a educação
continuada.
COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO
LETRAMENTO RACIAL

���https://www.acoesfebab.com/etnico

�IMAGENS
NAPPY : https://nappy.co/search/african%20art
PEXELS: https://www.pexels.com/

�Referências
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�OBRIGADA

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