<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<itemContainer xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/browse?collection=7&amp;output=omeka-xml&amp;sort_field=added" accessDate="2026-05-21T16:47:39-07:00">
  <miscellaneousContainer>
    <pagination>
      <pageNumber>1</pageNumber>
      <perPage>500</perPage>
      <totalResults>14</totalResults>
    </pagination>
  </miscellaneousContainer>
  <item itemId="482" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="38">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/482/C749_1_PE_V_01.pdf</src>
        <authentication>14008b72c5483233cf8f28fc96325978</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12242">
                    <text>L.3(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�X

l.

'm^m

^1&gt;f

■■■^'

■

Digitalizado
^^^s"iem^
■^gentilmente por: ^^„11!"

^4

15

16

17

18

19

20

��PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

O ensino da bilDlioteGonotnla no Brasil
por
Antonio Caetano Dias

P€
v.i

Recife
195^4

Digitalizado
-gentilmente por:

�INFORME

O ENSINO DA BIBLIOTi^CONOMIA NO-BRjlSIL
por Antonio Caetano Dias

l) Históricos
Muito antes nasuo de cogitar da estruturação de Uíi Curso de BiblioteconoEiia, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no últirao quartel do século passado, quando ainda sediada no velho casarao da Rua do Passeio (hoje
Escola Nacional de Musica), já se preocupava ea sélecionar o seu pessoal atravez de rigorosos concursos piíblicos que conseguian atrair candidatos
do
mais elevado nível intelectual, á o que nos inforr;.a o velho livro de
atas
que registra, circunstanciadrriente, a realizaçao das interessantissiraas provas gúblicas. Merece cit çao especial o concurso realizado no primeiro dia
do nes de julho "e 1879 para o preenchiraento de ma vaga de oficial da Bibli
oteca Nacional, c^iatro fora]:i os candidatos inscritos, a sabers Bacharel M
sael Ferreira Pena, João Capistrano de Abreu-, Alexandre Cândido da Mota e An
tero Pereira de Melo Morrais. Das naterias exigidas p^xa o concurso consta vanj História Universal, Geografia« Literatura, Filosofia. Bibliografia. I cono,?rafiap Glassificaçao de Manuscritos e lin^ruãs (traduções de Latim,Fran
ces e Inglesjr
Pela sinples enunieraçao das disciplinas ê fácil avaliar
o
grau de cultvira hunanística erigido aos candidatos às vagas ocorridas ncs qua
dros da Biblioteca Nacional. A banca examinadora desse concurso foi constituida pelos chefes da seção da Biblioteca, os senhores João de Saldanha
da
Grj^a, Jose Alexandre Teixeira de Melo e José Zeferino de Menezes Birm, tendo
oooo'presidente o Diretor Dr. Benjardn Franklin Raniz Galvao e coao secretíírio o oficial Alfredo do Vs-l® Cabral,
Foran aprovados os senhores Bacharel
Misael Ferreira Pena. e João Capistrano de Abreu, tendo se classificado,
em
prioeiro lugar, por unaninidade de votos da banca, o erudito historiador que
assim ingressava nos quadros da Biblioteca Nacional, por concurso, da mesm a
naneira que quatroanoá Eais tarde haveria de obter a cadeira de História do
Brasil do Colégio Pedro II com a sua brilhante tese "O Descobrimento do Brasil", publicada em 1883. Os pontos sortec.dos para as dissertações foram os
seguintes,: Os grandes navegadores do XV sóculo e seus Descobrimentos ( para
História Universal); Produtos, naturais, industria, comercio e navegacao do
Brasil (para Geografia); Os épicos portuai^esas (pc.ra Literatura) e Moral Individual e religiosa (para Filosofia7. O j)razo concedido pela banca foi de
quatro horas para a radaçao das dissertaç v:,s. No dia seguinte foram reali z^as as provas de linguas e ainda de bibliofercJia. iconografia e classifica
gao de manuscritos, Nao será ercagero consi'erar tais conciirsos como o marco
inicial da fomaçao profissional do bibliotecário no Brasil. Jíixitos outros
foram ainda realizc.dos antes do tórmino do sóculo pe^ssado e nao menos ilus tres fig^^ras das nossas letras se apresentaram para disputar vagas nos qua dros de nossa biblioteca maior. Em 19 de fevereiro de 1883, entre oito candidatos altamente cred nciados, classificou-se para a vaga de oficial o bacharel Antonio Jansen do Paço. Era 25 de agosto do 1884- foi outro grande his
toriador e erudito ^^uem obteve o primeiro lugar: João Ribeiro, Ainda em . .
1884, a 2 de setembro, outro concurso se re; liza^a e terminava registrando
um enpa^ em prii-ieiro lugar, ocorrido entre os candidatos senhores Miguel Iß
nos e João Carlos Carvalho.
Pelas provas re.ilizadas a 17 de julho de 1896
seria ainda classificado em primeiro lugar o .conhecido escritor e jornalista
baiano Constancio Antonio Alves. Os dados aciina ref^idos atestam indubitavelmente a preocupaçao da administraçao da Biblioteca Nacional em admitir,em
seus qtio-dros, funcionários que tivessem uma preparaçao previa de matérias es
pecializadas como bibliografia (no sentido mais amplo da palavra, agrangendo
história do livro, adrànistraçao de bibliotecas, catalogaçao etc., baseado
mesmo na obra de Giuseppe Fximagalli "Bibliografia" publicada em edição
dos
manuais "Hoepli")» iconografia e catalogacao de manuscritos alem das mate rias de conhecimentos gerais já especificadas. Tal critério era baseado__nas
clássicas normas adotadas pela "íòole de Chartes" de Paris para a fonaaçao
do bibliotecário e do arquivista. Na mesma base seria estruturado,. em 1911 ,
o primeiro Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional,

�2

O PRIMEIRO CUiiSO

BIBLIOTECONOMIA

O r.no de ^1910 teve grc.nde significação na história do desenvolvinento biblioteconouico en nosso pc.ís. Mr,_o sonente assinalou a instalada o
da Biblioteca Nacional no novo edifício .Ia .ivcnida Rio Branco, onde ate ho
je funciona, couo tciiben registrou a pronulgaçao da lei n- 2,35o, de 31 de
dezembro que proporcionou à Casa de Raniz Galvao uraa anpla refoma en sua
estrutura adninistrativa, No artigo
do decreto n. 8.835, de 11 de julho de 1911, vanos, então, encontrar a sstruturaçao do primeiro Curso
de
Bibliotecononia, onqu- Orado dentro do Regulamento da Biblioteca Nacional:
"iirt* 34-. ^0 Curso de biblioteconomia constará^das seguintes nat|
rias que constituirão una só serie e de cujo ensino serão encarregados os
diretores de seção:
a)
b)
c)
d)

bibliografia;
paleogrcufia e diplomática;
iconografia;
nunisnática.

Art, 35. O ensino deverá ser teórico e prático, cada aateria a brangendo todo o objeto de una seção, inclusive a parte adninistrativa e a
prítica dos diversos serviços,
Art, 36, O candidato à raatricula passará .por un exane de admis^ao,
que consistirá nuna coaposiçao escrita en português e numa prova oral so bre geografia, história universal, história literária e traduçao do fran ces, do inglês e do latim, sendo dispensados dos exanes os candidatos que
ja houverem sido admitidos nas escolas superiores ou cl:.ssifiçados en concursos de provas para proviuento de cargos da Biblioteca,
. Art. 37, De 15 a 31 de março est- rá abei*ta a matrícula, devendo
requere-la ace o dia 25 os candidatos que tiveren de prestar o exane de ad
missão,
"
Art, 38. As aulas serão do uma hora, una ves por senana para cada
matéria, podendo se. nais frequgntes qu-ndo se julgarem necessárias
para
completar o ensino prático; serão pública s e realizar-se'-ao nos meses de a
bril a novembro,
""
^Art. 39« Encerradas as avilas, terão lugar os exrjaes, -.os quais só
se poderão apresentar os ;.\lvinos matriculados que tiverem co.uparecido aimis
de metade daquelas,
Art, 40, O excxie de cada. uma das matérias constará de prova escri
ta, pratica, para a qual se drorao dua.s horas, e prova oral teórico-práti ca, que nao deverá exceder de meia hora,
Art, 4-1. As provas jul adas -.proveit'veis terão valor de 1 a 5 pon
tos, considerando-se aprovados os alunos que, somadas todas as notas, obti
verem 16 pontos no mínimo,.
~
Art, 4-2, Aos alunos aprovados serão expedidos certificados de capacidade, nos quais se declejrará o número de pontos de sua aprovação, sendo-Uies permitido praticar no serviço da Biblioteca, sem direito a remuneração, "
Por motivos diversos a instalaçao e o funcionamento do primeiro
Curso de Biblioteconomia^somente se verificou no ano de 1915, quatro anos
depois de sua estruturação. Os jornais do dia 10 de abril de 1915 abriram
espaço para a notícia da inauguraçao do C^so ("O Imparcial" e "Correio da
Manha"), fato que obto/e grande repercussão nos meios educacionais do Distrito Federal, Ao ato que foi presidido pelo Diretor Dr, Manoel Cicero Pe
regrino, patticiparam todos os chefes de seção da Biblioteca, tendo sido ô
rador o senhor Constan^io Alves, Presente a cerimonia, como convidado de"
honra, tomou lugar a mesa o Conselheiro Ruy Barbosa que assim, de acordo
'"I""

4

5

6

Digitalizado
-gentilmente por:

t

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|ll
14
15
16
17
18
19
20

�coH sucls nltcis "trc-digoGS ds honsn pubXicOj devotado c. cc-uso. de. culcuraj fcs.—
Äia--Quosteo de prestigiar una iniciativa de inegável VG.lor cultirral.
De 1915 até 1922 o Curso de Bibliotecononia funcionou p?.ra pouquis
siiuos alunos conforne se poderei constatar da leitura dos relatórios dos Diretores da Biblioteca Nacional. Cod a nudíinga p..ra o Museu Historico da co
leção de uoedas da Biblioteca, foi suprinida, do Curso, a cadeira de Numisnátiça. As dificuldades encontradas pela direção da Biblioteca para asse gurar o bom funcionanento do Curso forrir.! tantas que, pelo Decreto n. 15»670,
de 6 de setenbro de 1922, foi o rnüsuo extinto.
Pelo decreto n. 20.673 de 17 de novenbro de 1931» foi novamente
restabelecido, na Biblioteca Nacional, o Curso de Bibliotecononia. Estrutu
rado em novas b.ases, coia a dura,çao de dois anos, veio conceder, aos portado
res de certificado a partir de 1 de janeiro de 1934-, vantagens especiais pa
ra o exercício da profissão de bibliotecário na capital da Repiíblica. ^ Os
lunos que obtivessem aprovaçao no Cxirso - agora de dois anos de dtiraçao teriam preferencia absoluta para o provimento efetivo, interino, contratado
ou en comissão, no cargo de bibliotecário de qualquer* departamento ou repor
tiçao federali
üssim cor..o oS f\incion.^ios da Biblioteca que obtivessem o
certificado mereceriam r. preferencia absoluta para a promoção em seus qua dros*
Da nova reforma c nstavam as seguintes disciplinas:
1- ano»
a) Bibliografia
b) Paleografia e Diplomática.
2- ano:
a) História literária (com aplicaçao à bibliografia)
b) Iconografia e cartografia.
M
,
ß ,
*
Ma^tinha-se ainda a bc.se de fonaaçao de bibliotecário de
acordo
com a influencia da "École des Chartas". Predo.ainava o espírito europeu na
fomaçao do bibliotecário atravez do^Curso ministrado pela Biblioteca Nacio
nal. Ate 194^, com ligeiras alterações (a reforma de 1933 apenas inverteu
a ordem das disciplinas; passou-se a ensinar Iconografia e História Literária aplicada à bibliografia no primeiro ano, e Bibliografia e Paleografia
e Diplomática no segxindo ano), funcionou o Curso, ontao con un numero bem e
levado de alunos, corseguindo ^espertar grande interesse, Entreuentos ia
se fazendo sentir a nova influencia norte-americana nos destinos da biblioteconomia brasileira. Em Sao Paulo, principalmente, onde nao havia una biblioteca com o lastro__da Biblioteca Nacional, os requisitos para se traba lhar en bibliotecas nao se prendiam a disciplinas altrjaente especializadas
como Paleografia e Diplouatica e Iconografia e Cartografia. Ercn bibliotecas sen fundo apreciável no que se refere â produção bibliográfica anterior
ao séciilo XIX. Eram tipos de bibliotecas que se ajustavam, com maior pro priedade, ao novo sentido da fonnaçao tócnica do bibliotecário moderno, amparada no exemplo norte-americano. No Distrito Federal, apesr?jr do Ctirso^da
Biblioteca Nacional, as outras bibliotecas se ressentiam de uma prep. raça o
mais racional, mais prática, dos bibliotecários aos quais erem confiados os
seus serviços. De nada valiam, para esses casos, os conhecimentos altamente especializados ministrados no Curso da Biblioteca Nacional. Embora o De
creto 20.673 tivesse concedido preferencia para a nomaaçao em qualquer bl blioteca de departamento ou repartiçao federal aos portadores de certificados de Curso' dr. Biblioteca Nacional, este, a rigor somente preparava o bi'.bliotecário para o exercício da profissão ntim determinado tipo de biblioteca: f, Biblioteca Nacional. Com as exigências modernas da nova técnica bi '*•
blioteconomica adotada con grande sucesso, desde o fi:n do século passado,n
nos Estados Unidos da Amé';çlca do Norte, g problema do ensino da biblioteconomia no Brasil teria quo mudar de direção.
II) Situacao atual;
Contratada pelo Instituto Mackenzie, chegou à Sao Paulo, em setembro de 1929, a bibliotecária oxiericana Dorothy Muriel Ged^les, hoje Mrs, Arthur Gropp, com uma dupla finalidade: preparar a bibliotecária do Mackenzie
para fazer o curso de biblioteconomia nos Estados Unidos e suLrtlt.uí-la du-

�rante a sua ausência. Estava criado o prineiro Curso de Bibliotecononia en
Sao Paulo. Entre seis alunos apenas uiia conseguiu chegar ao fiti depoxs
de
oito irieses de curso intensivos a atual Bibliotecária Chefe da Biblioteca Mu
nicipal de Sao Paulo, d. Adelpha Rodrigues Figueiredo.
Obtendo a__,bolsa de
estudos da iünerican Association of University Víonen e voltando à Sao Paulo
em 1931 depois de ter feito o Curso da Escola 4® Bibliotecononia da Columbia
University, a ilustre bibliotecária paulista nao só reassuiaiu as suas fun çoes de bibliotecária do Mackenzie, coiao tanbea se encarregou de prosseguir
na direção do curso de biblioteconomia que iria forrnar, para Sao Paulo, mais
cinco bibliotecárias. Erar.^quatro as uaterias básicas desse curso: Catalo gagao, Classificaçao» Referencia e OrRanizaçao. Estava lançada, em Sao Paulo, a semente da formação profissional do bibliotecário, em bases sólidas,
sob a mais direta influencia dos consagr dos mótodos amej:icanoS*
As reformas ocorridas na Prefeitura de Sao Pa\ilo, no ano de 1935 ,
tiveram a feliz oportunidade de levar à direção de seu Departamento de Cul tura o escritor^Mario de Andrade. Diversas alte^-açoes se verificai"an no setor bibliotecononico, salientondo-se a oriaçao de um Curso de Bibliotecono mia que deveria funcionar com elementos da Divisão de Bibliotecas do Departa
mento de Cultura. Com o aparecimento dessa Escola de Bibliotecononia,
que
passou a funcionar no prádio da Escola de Comercio iflvares Penteado, no recin
to ocupado pela Escola Livre de Sociologia e Política, deixou de existir
o
Curso mantido pelo Instituto Mackenzie. Foi diretor àa referida escola o se
nhor Çubens Borba de Morais. A principio existia apenas a cadeira de Gata logaçao e Classificação que foi ministrada pela bibliotecária d, Adelpha Rodrigues Figueiredo. Em 1937 outra cadeira foi criadas a de História do Li vro e no ano seguinte completa,vc.-se^o currículo coi.i a cadeira de Referencia.
Deixou de funcionar., pôr deterr.iinaçao da Prefeitura, no ano de 1939 e ressur
giu em 194-0 como Escola de Bibliotecononia anexa à Escola Livre de SqcíoIo gia e Política, tendo â frente os nesuos orientadores da.primeira fase. Daí
em diante, com o desdobr. monto . ar.', dois anos na sua duraçao, 0 outras modificações (auxílio da Rockfeller Fõiindation a partir do ano de 1944-), conti nuou a Escola de Biblioteconomia de oao Paulo prestando serviços da maior re
levancia para o desenvolvimento biblioteconomico em nosso país, A concessão
de bolsas de estudo foi outro grande fator de progresso da Escola paulista.
Proporcionou o início da descentralizaçao do ensino, formando candidatos oriundos de outros Estados, que. mais tarde viriam a se constituir em elemen^tos de divulgaçao dos mátodos de ensino a Bibliotecononia, Merecem citaçao
especial as ilustres bibliotecárias Bemadétte Sinai Neves e Etelvina de Lima, ambas formadp.s por Sao Paulo, e que vem emprestando o melhor de seus esforços no sentido da prop gaçzo do ensino bibliotecononico em seus estados
(a primeira na Bahia e a segunda na cr.pital de Minas Gerais),
Logo se fez sentir, na capital da República, o reflexo das providen
cias adotadas em Sao Paulo em relaçao ao problema da formaçao do bibliotecáro moderno, O Departamento Administrativo do Serviço Público, empreendendo
ampla reforma administrati-a, determinou a divisão da carreira de Bibliote cario em "Bibliotecário'' e "Bibliotecário-auxiliar" (Decreto-iei n, 2,166,de
6 de maio de 194.0). Pelo decreto 6.4-16, de 30 de outubro de 194-0 o Dasp^ins
^tituiu um Curso de Biblioteconomia, intensivo, a ser realizado em seis meses,
com a "finalidade de proporcionar aos ocupantes da carreira de "biblioteca rio-auxiliar", o acesso â cari'eira principal. Esse Curso funcionou até 194-4.
Os métodos adotados forara os modernos, nos moldes americanos, já adotados em
Sao Paulo e suaa matérias se constituíram ems a) Catalogaçao e Cjxissificaçao
b) Bibliografia e Referencias o) Orggnizacao e Administraçaio de Bibliotecas,
Na Biblioteca Nacional tombem já se fazia sentir a necessidade de
algumas reformas, nao só em seus sejrviços, ccano também no Cxirso de Biblioteconomia. A administração Rodolfo Garcia (Diretor no período de 1933 a 194-5)
justiça lhe seja^feita, nao^foi infensa às inovaçoes reclamadas. A organizaçao da nova Seção de Referencia e a Reforma dos Cvirsos de Çibliotecononia,
em 1944-, foram duas realizações que muito distinguem, no setor técnico, o ilustre historiador, homem erudito, que soube compreender as exigencias da bi
blioteconomia moderna, Para a execução das reformas mencionadas a direção
da Biblioteca Nacional contou cora a colaboraçao eficiente da bibliotecária
Cecilia Roxo Uagley e do técnico de educaçao professor Josué de Sousa Montei-

�Io (autor da Reforna dos Cursos de Biblioteconomia e seu prineiro Diretor,
de 19^4 a 19^8).
A REFORMA DOS CUitSOÖ Di. BIBLIOTECA N..CION;ÍL (19A4-)
k priraeira consequencic. benefica da Refoma de 194^4- foi a trans fomaçao do antigo Curso de Bibliotecononia que, a rigor, se li..iitava a for
nar bibliotecários para a Biblioteca Nacional, con disciplinas essencial —
mente especializadas, en Cursos destinr.dos a pronover una fomiaçao básica
profissional, en principio, útil a qualquer tipo de biblioteca. Este o es
pírito que norteou a fefoma de 19A4-, estabelecida pelo Decreto-lei n. ...
6,44-0, de 27 de abril de 1944, e regulojaentada pelo Decreto n. 15.395, de
27 de abril de 1944-.
Os Cursos ficarai.i assim constituídos:
Curso Fundaraental de BibliotGcononiia. destinado a preparar can
didatos aos serviços axixiliares de biblioteca, cora as seguintes discipli —
nas:
1)
2)
3)
4)

Organizaçao de bibliotecas:
Catalogaçao e Classificacao;
Bibliografia e Referencia;
História do Livro e das'~Biblioteoas.

Curso Superior de Biblióteconomia. destinado a prepi..rar candidatos aos sei*vigos especializados-e de direção de bibliotecas, cora as seguintes disciplinas:
1) Ort-^anizaçao e Administração de Bibliotecas:
2) Catalogaçao é Classificaçao;
3) Historia da Literatura (aplicada ?. bibliografia)
4) Disciplina optativa, escolhida entre as seguintes: Noçoes
de
Paleografia e Catalogaçao de Manuscritos e de Livros Raros e Preciosos; Ma
potecas;^Iconografia: Bibliotecas de Música; Bibliotecas Infantis e Esco~
l^es; Bibliotecas Especializadas e bibliotecas Universitárias; BiblTn-1-.o cas Públicas, ou qualquer discip3.ina ou grupo do disciplinas cursadas na
Faculdade Nacional de Filosofia ou instituto congenere, versajado sobre assiuitos de interesse po,ra a cultm'a do bibliotecário.
A aprovaçao no Curso Superior concede ao aluno, o direito a um Didesde o ano de 19§3, e registrável na diretoria do Ensino Superior do^Ministerio da Educação e Cultura, providencia obtida graças
aos
bons ofícios do professor Jurandir Lodi.
.
^
Cursos Avulsos, destinados a atualizar os conhecimentos dos bi
bliotecarios ja formados, e divulgar conhecimentos especializados de acordo com os progressos da biblioteconomia verificados nos centros mais adian
tados•
- .

.

. O í^egulamento dos Cursos prevê, ainda, a concessão de Bolsas
de
destinadas a candidatos residentes fora do Distrito Federal e da Ca
pitai-do Estado do Rio de Janeiro, escolhidos, de preferência, entre servi
dores estaduais e municipais com exercício em bibliotecas,
""
jk
,
^ valor e o numero total das bolsas será eterminado anualmente
ae acordo com os recursos orçamentários. Esta medida teve um grande alcan
ce e veio contribuir decididamente para a descentralização do ensino bibíi
oteconomico no pais que, ate bem pouco tempo, se concentrava na capital dã
itópublica e na capital do Estado de Sao Paulo. Sem contar os dez bolsis tas que se encontram presentemente na capital da República cursando o corremte a^o letivo, os Cursos da Biblioteca Nacional já concederam mais
de
trinta bolsas de estudo a diversos Estados _^da União. Os resultados des sas bolsas ai estão par., comprovar a eficiência da iniciativa. Em PernamDuco, Jorge Abrantes dos Santos e Edson Nery da Fonseca (ambos formados con
Doisas da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro), e Milton Melo (formado
com^ olsa de estudo por Sao^Paulo), lançando as bases e militando na divul
gaçao do ensino biblioteconoraico em seu Estado, -^.tividades que resultaram

�na estruturação do Curso de Biblioteconomia anexo à Uuiv^i'cidade do Recife.
Na BoMa, Bernadette Sinay Neves dando forma 3 dirigindo
primeira Escola
de Biblioteconomia era seu Estado (formada por Sao faulo), e coadjuvada
em
seu trabalho pelo prof. Osualdo Imbassahy, Diretor da Biblioteca Publica
de Salvador, bolsista formado pelos Cursos da Biblioteca Nacional do Rio de
Janeiro. No ianazonas vamos encontrar o Diretor da Biblioteca Pública de Ma
naus, o jornalista Genesino Braga, formado com bolsa dq estudo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, tomando todas as providencias p-ra a inauguraçao de um Curso já estrutiirado e contando com a colaboraçao de Maria Naza
reth Jacob da Silva Neves e Maria Luiza Cordeiro, cmbas diplomadas, na qualidade de bolsistas, pelos Cursos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Em Viçosa (Estado de Minas Gerais), dirigindo a Biblioteca da Escola deA groncmia, encontra-se o biblioteCcário Luiz Moura, outro bolsista formado pe
Io Rio de Janeiro. Na Biblioteca Municipal de Ccjnpos (Estado do Hio de Janeiro), procura euipregar os ensinamentos adquiridos na Biblioteca Nacional
do Rio de Janeiro,^ a ex-bolsista^Georgeta David Sayat. A reforma da Biblio
teca pública de Sao Luiz (Maranhao) foi entregue a Ariceya Moreira Lima for
mada, com bolsa de estudos, nos cursos da B. Nacional.
Atravez dos Cursos Avulsos, os bibliotecários ja diplomados tem a
oportunidade de se especializar. Vários Cursos tem sido realizados, com enorme sucesso, como o de Conservacao e Rest^niragao de livros, estampas e do
cumentos. pelo professor Edson Mota, Bibliografia de Balzac, pelo professor
Paulo Ronai, Iconografia, pelos jjrofessores Floriano Bicudo Teixeira e Ma rio Antonio Barata. Documentação. pelo professor Herbert Coblans; Ps-leogra
fia, pelos profec;sores Otávio Calazans Rodrigues e Emmanuel Adolfo Hassel mann; Bibliotecas Especializadas e Universitárias (concomit ntemente disciplina optativa e Curso avulso), pela professora Carmelita de Gouveia Rego j
Literatiira latino-.americana. pelo professor Silvio LÚlio; Catalogaçao de Pu
blicacoes oficiais, seriadas e periódicas, pela professora Antonieta Requiao Piedade; Classificacao da Biblioteca do Congresso de Washington, pelo
professor Washington Moura, Bibliografia brasileira, pelo professor iintonio
Simões dos Reis, e ainda outros.
A§ condiçoes de adniissao ao Curso Fundanental (1^ ano), estabele cem a exigencia de r.pres3nt,?.çao^de ceriiificado de conclusão do Curso Clássi
CO ou científico para a inscrição no exame vestibular de conhecimentos gerais. Esse exame ê constituído de uma prova escrita, abrangendo as seguintes matériass História e Geograjvia (Geralde do Brasil; Português; Litera tura e Lfnguas (Inglês obrigatório e Francês ou EspanholTI Aos que exercem
atividades remuneradas em bibliotecas oficiais ^"facultada, mediante ofício
dâ repartiçaoj^ inscrição aos exames de ■'.dmissao, possibilitando assim a pro
fissionalizaçao de elementos que já traba^^rjn em bibliotecas,
tim disposi
"tive transitório. A exigencia de prestação de ■axcjr.o de^admissao para os
candidatos "ex-oficio", pasiou a vigorar na administraçao do atual Diretor
Geral da Biblioteca Nacional, o escritor Eugeiiio Gomes. Foi uma medida que
muito contribuiu para a elevaçao do nível dos aliinos da Biblioteconomia.
Anteriormente, a matrícula no Curso Fundtjnental, ora concedida diretament e
a todos aqueles que trabalhassem em bibliotecas, sem nenhxma seleção pr^ via,
Deixando a Direção dos Cursos era 19A8 em virtude de ter sido nomea
do para a Direção geral da Biblioteca Nacional, o prof0s.sor Josuó de Sousa
Montelôc foi substituído pelo autor do presente informe,
Uma comissão, designada pelo senhor Minietro da Educaçao o Cultura,
ciiida atualmente de vários problemas ligados diretamente aos serviços de bi
bliotecas do mesmo Ministório, entre os quais o ía cJ-teraçao do atual curr?
culo dos^Cursos da Biblioteca Nacional. A Comissão permanente de Incentivo
e Assistência a Bibliotecas, do Ministério da .Çducaçao e Cultura, tem como
presidente, representando o Senhor Ministro, o senhor Oscnr Rp-i-Viot Tavares
0 representantes do Instituto Nacional do^Livro (Augusto Meyer e Hélio Go mes Machado), da Biblioteca Nacional (Eugênio Gomos e^Antonieta Mesquita
Harros), 'los Cursos da Biblioteca Nacional (o au^tor deste informe e Xj^vier
Placer) e da Biblioteca do Ministério da Educaçao e Cultixra, a biblioteca ria Eray Pamplona.

�7
OUTROS CURSOS
O "Guia de Escuelas y Cxirsos de Bibliotecologia en iunerica Latina"
compilado por Carlos Victor Pena e Marietta Daniels, publicado sob os aus pícios da "Asociación Latinoamericana de Escuolas y Profesores de Bibliotecologia", em 1951, registra sete Cursos de Biblioteconomia para o Brasil. A
lém dos jámencionados Cursos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e da
Escola de Biblioteconomia de Sao Paulo (agora sob a eficiente direção
de
Francisco Azevedo, destacando-se em sau corpo docente o trabalho admirável
das professoras Maria Luiza Mçnteiro e Noemia Lentino), encontramos referen
cias, ainda em Sao Paulo, ao Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia "Sedes Sapientiae", fundado em 19'W-, com a duraçao de 1 ano, sob a di
reçao de Rosa Vitale. Em Campinas (Estado de Sao Paulo), a Escola de Bibli
oteconomia de Campinas (anex-^ à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
de Ccjnpinas), õom a duraçao de dois anos e tendo como diretor o Revmo. Möns.
Dr. Qnilio Josá Salim, fiindada em 194-5. Na Briiia,
Escola de Bibliotecono
mia da Bahia, fundada em agosto de 1946, com duraçao de 1 ano e tendo como
diretora a Bibliotecária Bernadette Sinay Neves. Em Porto Alegre, ao Cxirso de Biblioteconomia do Departamento do Serviço público, fundado em 1950 ,
con a duraçao de 1 ano e tendo cor;o diretor o senhor Astor Rocca Barcelos .
E, finalmente, em Recife (Pernambuco), ao Curso de Biblioteconomia da Diretoria de Documentação e Cultura da Prefeitura Municipal do Recife, fimdado
em 1948 pelo se^or J. C, Regueira da Costa, interrompido em 1950 em virtude da inauguraçao dos Cvirsos de Biblioteconomia da Universidade do Recife,
com a duraçao de dois anos, dirigido inicialmente gelo bibliotecário Edson
Nery da Fonseca, estando atualmente sob a orientaçao da bibliotecária Cordá
lia Cavalcanti,
""
CURSOS INTENSIVOS.
O Serviço de assistência Regional da^Seçao de bibliotecas do Insti
tuto Nacional do Livro, sob a segura orientaçao^do bibliotecário Hélio Go mes Machado, promoveu, em vários 2st dos da União, onde não se havia registrado nenhuma iniciativa no sentido da formaçao profissional do bibliotecário, uma serie de^Cursos Intensivos de Biblioteconomia. Coube a Nery da
Fonseca, a incmbencia de ministrar vários deeseeioursos em Estados do Norte do Brasil, a saber: no Recife (Pernambuco), para alunos.do interior
do
Este.do; em Maceiá (/ilagoas), p .ra professoras e demais interessados e João
PecjRor, (Paraiba), para interessados em geral.
Em Natrd e Mossoró
( Rio
Grande do Norte), coube a Jorge Abrantes dos Santos, professor dos Cursos
do Recife, diplomado pelos Cursos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro,
ministrar outros Cursos Intensivos, dentro da progrcmaçao estabelecida, pelo
Se^iço de Assistência Regional do I» N» L. Sn Belo Horizonte ( iünas Ge —
rais), as bibliotecárias Etelvina Lima o Cacilda Basílio do Sousa Reis foram
incumbidas pelo mesmo Serviço de promover Curso Intensivo de Biblioteconomia,
agora funcionando regularmente, despertando desusaclo interesse, a ponto deco
gittern, as autoridades estaduais, ora daí? estrutura pormanento ao mesmo, ^
^itiba (Paraná), ainda Etelvina Lima se incumbo do instalar, pela primeira
yez, ^ Curso Intensivo, coadjuvado pela Bibliotecária ft-ancisca Buaíquo de
^eida. Também ao Curso do Paraná se pretende, agora, dar uma estrutura de
lamtiva, No panorama geral do ensino da biblioteconomia no,Brasil, a inici
ativando Instituto Nacional do Livro representa uma contribuição de notável"
relevada, procur ndo langar as sementes da formação profissional do biblio
tecário em^regioes ^nda nao atingidas por iniciativas préprias, Os seus resultados nao se faraó esperar por muito tempo. Cabe aquí a citação de
um
;^QCho do prefácio assinado pelo seu Diretor, o escritor .aogusto Meyer, pelo qual se poderá constatar a justeza da linha de ação do Instituto Nacional
^0 ..-'vro no campo da Biblioteconomia! "a seleção de obras, constituindo doações padrobizadas ou nao, conforme o tipo do biblioteca, intentava criarolcü.
tor, despertando o hábito da leitura: - mas além disto (que era no í^do
o
nosso
capital, principalmente no interior) tornava-se indispensável
(introdução da primeira edição do "Compêndio decimal
e índice Alfabético", por A.C. Dias e Luis Cosme, 194^).
III) CONSIDERiiÇÕES GER^ilS
A análise imparcial do panorama retrospectivo do desenvolvimento

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2c a n
System

�8
do ensino da Biblioteconomr. no Brasil, traz-nos a convicgão do que está
ultrapassada a fase experimental dc sua implantagão* Já se pode constatar •
a Gxistoncia de uma mentalidade profissional ainda jáveçi, d verdade, numa
gcragao dc bibliotecários fornada nestes últimos dez anos. Inclusive Ja'se
tem conhecimento das restrições e críticas a ela formidadas. Fundamentamse as mesmas, em resum:., em que, as atuais escolas e cursos, produaem qua
se exclusivamente pessoal para as pequenas bibliotecas públicas, essencial
mente especializado em processos tócnicos, porém pouco familiarizados com
os problemas da cultura e da pesquiza. Sao as mesmas as críticas formuladas pelos bibliotecários europeus ao sistema nortearaericano. Reconhecendo
a sua procedência, os atuais responsáveis pelo ensino biblioteconômico, ôtj
tre nós, divergem apenas na maneira de solucionar o,problema.
Observe-se que o jr L:"- . :: biblioteconômico, em toda a /Jnérica Lati
na, registra os mesmos problemas, as mesmas dificuldades. Vejamos, entre"
nóS;, qmis as oporti^idades que se oferecem ao bibliotecário diplomado, k
ausência da iniciativa privada traz um onus muito grande para os orçameni tos federais, estaduais e municipais, para falarmos somente em nosso caso,
nível do remuneraçao dos bibliotecários encontra-se abaixo do justo, do
sestimiaando aqueles que queiram abraçar a nova profissão, ü subordinação
desse delicado problema à política administrativa do gaís sempre trouxe di
flculdades - quase intransponíveis - para a sua solução. Na esfera fedoiíã
de^is de maa fase auspiciosa, quando se evidenciou o impulso inicial devido a homens de inegável espírito público como Luis Simões Lopes, Gusta»V0 Gapanema, respectivamente Presidente do D.^SP e Ministério da Educação e
&amp;ude,^a carreira de Bibliotecário nao mais se libertou do pefíodo de est^naçao em que se encontra até o presente momento. Em são Paulo, onde os
níveis de remuneraçao da carreira são mais elevados que os da Capital Fedcral, observa-se uma animaçp.o maior, e, consequentemente, um melhor apro
veitamento do pessoal que^se forma por sua Escola (muito embora siias condições de f\incionamcnto nao sejam^ainda amplamente satisfatórias por falto de reciarsos materiais). Todos esses fatores tom que ser analizados, mo
ticulosamente, para podermos chegar, cm bases sélidas, a conclusões sobre
o enccjninhamento das soluçoes ideais para o problema do ensino da Biblioteconomia no Brasil. Há ainda, a considerar, as inúmeras estruturações mar
carreiras auxiliares como "bibliotccário-auxiliar" e de funções"
dc_ bibliotecário extranumerário" no Serviço Público Federal, com níveis
ba^issimos, onde sao aproveitados inúmeros bibliotecários diplomados, sem
J Bibliotecário", Por uma
vista
da geral
saturação
observadaas
eradivisões
todos osde
quadros
de
medida
de economia,
pes so^ dos diversos Ministérios síimonte abrem vagas nos quadros auxiliares,
onde sao admitidos elementos categorizados ao desempenho de funções superiores. Na realidade, tanto o "bibliotecário-auxiliar" como o "bibliotecá
rio extraniimerário, acabam exercendo todos os serviços técnicos atribuiaos aos bibliotecários.
n &lt;».1
observada
entre nés,ao notadamente
nados
capital
da
Kopü^icja
, 6 que em naior,
sua maioria
os candidatos
primeiro ano
Curses
ao Biblioteconomia^já sao funcionários do biblioteca. Os que são aprovados
no exame de admissao o ainda nao trabalham, infalivelmente não chegara acon
01^ o Curso sem terem obtido emprago, O mercado de trabalho absorve, ra
pidamente, todos os candidatos ao diploma. Ein teoria, o ideais seria a for
^çao profissional antes^do emprego, Todos esses fatos devem ser levadosm
conxa durante as discussões era torno do fortalecimento das Escolas de Bi blioteconomia no Brasil.
Outra questão que deve merecer a maior atenção dos responsáveis pelas futuras reformas do ensino bibliotecononico, entre nés, é a do tempo de
duraçao para a forraaçao'profissional do bibliotecário. No panorama atual po
demos registrar tres tipos do Escolas, no Brasil, a saber:
íw- de Janeiro,
rcgiaarçg,
coraBelo
a duração
de 2 Campinas);
anos para a expedição do di
ploma (Rio
Recife,
Horizonte,
to llegre

^ duração de 1 ano (são Paulo, Bahia, Por-

c?o-n,r-i^
ministrados em diferentes localidades, . polo
r b a^^ssistencia
Regional,
do Instituto
Nacional,
comas
a duração
avei de
8 meses, com
a finalidade
primordial
de lançar
senientes Vari
dõ

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2c a n
System
14

15

16

17

lí

19

�9
ensino biblioteconomico onde o mesmo ainda nao se tenha mani :• tado.
Torna-se evidente que o tempo de duração de um Curso de^Bibliotoco
nomia ê um assunto intimamente liga,do ao problema da organizagao do curr^
culo* í este o ponto cmciante em que residem todas as divergências entro
as diversas correntes e opirúões. Vamos procurar, então, aneilizar serenc.w :
mente as dltimas recomendações sobre o assunto:
a)
Assembléia de Bibliotecários das itméricas» celebrada em Wadiln
gton, entre 12 do maio e 6 de jimho de 19A7, aprovou recomendação estabelecendo requisitos mínimos para o funcionamento de escolas do biblioteconomia, resumidos nos seguintes;
1. Requisitos para admissão
a) idade; mínima, 18 anos. Máxima, i4.0,anos.
b) correspondente ao nosso Curso Clássico ou Científico o ainda
qualquer Curso que do acesso à Universidade;
c) idiomas; conhecimentos suficientes paxa poder ler om língixa
inglesa e ainda outro idioma moderno, optativo.
d) conhecimentos de datilografia.
2* Plano do estudos e horários mínimos
a)
b)
c)
d)
e)

Introdução à Biblioteconomia
Bibliologia (Histária do Livro
Catalogação__e Classificação
Mministraçao e Organização
Bibliografia e Referencia

30
60
90
90
90

horas
"
"
"
"

iilnda em outras resoluções, a mesma Assembléia recomendou a e^qicdl
çao de títulos gficiais de Bibliotecário auxiliar e Bibliotecário«
ü Conferencia sobro o Besenvolvimento dos Serviços de Bibliotecas
Públicas na ijndrica Latina, realizada om Sao Paulo ora 1951» promovida pela
ünosco, estabeleceu, atravez dos trabalhos da^Comigsão IV ( da gual fez pqt
te o autor doste informe), algumas recomendações sobro a formagao profia slonal do bibliotecário, entre as quais destacam-se;
1, Requisitos para admissão
a) idade; limite mínimo de 18 anos (não se indicando limito mSxj.
mo)i
b; exigencia de apresentaçao de tltiilos idênticos aos exigidos
ra a admissao às \inivorsidades'J;
c) idiomas; conhecimentos de inglês e de outro idioma moderno.
d) outros "una adequada ciiltura general" e prática do datilc^afia.
2. Plano básico de estudos e horários mínimos;
a)
b)
c)
d)

Bibliografia e Referencia
Administração e Organização
Catalogação e Classificação
Histeria do Livro e das Bibliotecas

90
90
180
60

horas
II

^
Entre as recomendações da -assembléia de Washington (19A7) o da Cog
forencia de Sao Paulo (1951), podemos constatar pequenas diferenças: a su
pressão, nesta última, de Introdyão à Biblioteconomia e o aumento do horário recomendado^para Catalogacao e Classificacao. guanto à expedição do
títulos, a Conjgorencia de Sao Paulo chogou à conclusão de quo as escolas
doviam sdmonte expedir vuna qvialidade de diploma: o de Bibliotecário. aten
tando para o problema, já mencionado, criado com o ostabelccimonto de «w«
carreira auxiliar; do nível de remuneração muito baixo o que, por medidas
de economia, acabam predominando nos diversos quadros oficiais de Minist^
rios e Departamentos. Quanto a esse ponto há também grande controvérsia.
A bibliotecária cubana Carmen Rovira, autora do informe "Formacién profesional dei bibliotecário" (Primoras jornadas bibliotecologicas Cubanas, â
bril, 1953)» manlfesta-se favoravelmente á expedição dos dois tlJbulos, ale
gando, principalmente^! que um título expedido por equivalente ao de uma es .
cola cujo tempo de duraçao seja de dois anos nao poderá ser equivalente ao
do uma escola cujo tempo de duração seja de 1 (um) ano (argvunonto Idgico).

Digitalizado
-^gentilmente por:

]_'5

16

11

l'i

�10
o nível superior E i» QUESTr.O DO CURRÍCULO
mm
Uma Escola de Biblioteconomia devo cstcir em estreita vinculaçao com
uma instituição de ensino superior já estabclccida c, prafercnciaimontc^ for
mar parte integrante da mesma, devendo ainda estar situada na proximidade
do bibliotocas de diversos tipos. E o que recomenda o Deoeino da Escola d3 H
blioteconomia da Universidade da Califárnia J» Feriam Danton, em seu toaba
lho "La formacion profosional dei bibliotecário", publicado cm tradugao ceg,
tolhana, gela Unesco, cm 1950. Esta opinião 6 ponto pacífico em qou quase
todos estão do acordo, O mesmo autor, pordm, mais adiante, advertci "en al
gunos paizes, por razoncH políticas, financi«ras o dc otra índole. Ias \ini
vorsidades tienen menor estabilidad, están todavia desprovistas de matéria
les y el nível on Ia ensonanza y su prestigio son menores que los do otros
institutos que funcionan on forma indopendiento". Essa rosaiva emtora nao
se aplique à nossa Universidade, retrata muito bem a atual situação • dos
Cursos da Biblioteca Nacional do Rio dc Janeiro« Funciona cono parto integrante da maior o mais importante biblioteca da Amárica Latina, na proxind.
dade do conjunto que reúne a maior concentração dc bibliotecas organizadas
da Sapitnl Federal; as bibliotecas de todos os Ministérios, Institutos de
Previdcncia, Dasp, Instituto Nacional do Livro, etc.
Enquanto a Universidade, em fase auspiciosa de grc^ndes reformas, sa cmèoáâ
tostá3-.ndí:.j,npcov-J.ndr:'Â.amcntE'; na Praia -Vermelha.,! em Botafogo, em vésperas de mudança para outro local. Na Cidade Universitária, que se constréi
no momento, poderá, então, ser planojada a instalaçao adeq^'-ada de uma Esc^
Ia de Biblioteconomia5 Os Cursos da B.N,, por enquanto, pretendem obter oo"
"mandato universitário'', como um passo para o seu futuro enquadramento na
Universidade.
O ponto principal das discussões em torno das disciplinas "nao profissionais" que devem constar dos currículos das escolas do bibliotecono mia, se prende à seguinte indagação: para que tijDo do biblioteca deve a Eg,
cola do Biblioteconomio formar bibliotc-cários? 2 claro o Idgico que se tor*»;
na impossível a qualquer estabelecimento dar, de \ima vez sé, a formaçaopjv)
fissional adequada para qvialquer tipo de biblioteca. Vimos os grupos
de
disciplinas técnicas, para um mínimo ideal na preparaçao do bibliotecário,
objetivando serviços técnicos que são realizados cm qualquer biblioteca»
E as matérias^de cultura geral, filoséfica, religiosa^ histérica, sociolégica, etc.? Sobro osso problema encontramos, cm citação, a seguinte opinião de iinita M, Hostettcr: "La profesién bibliotccariarequiero personas cuya
preparacién transcienda dei mero conocimiento de su própria matéria y procodimiontos, La cultura general dcl bibliotecário debe darlo tina clara com
prensién de IPB organismos ^cxebúrâíbsoculturales, sociales, educativos
y
científicos,.. Su formacién cultural comionza mucho antes de que inicio sus
estúdios bibliotecários.,^ Eh gran parto, esa oducacién quu le permite dosonvolverse - y que debe buscar acrecer - proviene de al preparacién àdqi^
rida antes de su asistencia a Ia escuela de biblioteconomia".(os grifcs sao
nossos).
Por onde conclminios quo os exames de a^issão devem ser rigorosos ,
promovendo uma seleção acurada, para a obtenção de um melhor nível de cla£
se nas Escolas de Biblioteconomia, Quanto às especializações, poderão ser
enquadradas em Cursos do Extensão, avuIsos ou Post-Graduados, como proveio
Reg-dlamento dos Ciirsos da Biblioteca Nacional do Rio do Janeiro. O que nao
deverá faltar, no entanto, no currículo regular, é iima disciplina de Bibli
ografia'-; brasileira, (histéria e literatura), assim como outra de Histéria
da Literatura (aplicada à bibliografia), que se aplicam a um niimero considerável de bibliotecas em todo o territério nacional,
Nao podamos exigir, de sa conciencia, que as escolas de biblioteconomia formem sábios, eruditos, como querem alguns» Mesmo porque seria im possível dentro da conjuntura atual do mundo cultural moderno, iissim como
as Escolas do Medicina formamji depois de seis anos,_^médicos que vao depois
procurar especialização de acordo com suas inclinações o vocaçoes, as Esco
Ias de Biblioteconomia dovem formar bibliotecários,quo depois poderão
se
especializar nesto ou naquele setor (iconografia, paleografia, bibliotecas
infantis, pesquizas bibliográficas, bibliotecas científicas etc,).

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2ca H
st er

�11
IV) CONCLUSO l£ü
O cngrand.Gcxm&amp;nt.o d" oasixio ds. bl&amp;liotGcoiioiaia está impliciliaiiiGnte
na dopendencia do paorvcitancnto dos técnicos diplomados pelas
diversg-S
Escolas do país. L ccjnpdnha nao poderá ser isol.adae_,Ao mosmo tempo em que
SÖ cuida da clcvaçao do nível do ensino biblioteconomico (aumento
?."para
para três anos em sou tcnpo de duraçao o o vínculo às Universidades), se
deverá tamb-'-m tratar das rcivlndicagoos da carreira de Bibliotecário. Sem

pleta
cxtranumerário), nos serviços de biblijtoca« Teriamos apenas uma categoria
de função profissional? o bibliot x;âiic prcpiíimentc dito^ Quanto aos serviços auxiiiares "nao profissionais"' seriam exercidos por datil&lt;5grafo%
tatísticos-auxiliares, almCiOrifes, oscritursírios» etc. Os atuais ocupantes das carreiras auxiiiares de bibliotecário seriam aproveitados na carä'—
reira principal, dopdo que fossem portadores do d^.plomas expedidos pelas
Escolas de Bj.bliotocor.omia, reconLecidas» Com essas modidaSj, cremos, estaria solucionado do maneira dtofirJLtiva o problema da profisoionalizaçao da
carreira de biblioto?.ctrio no Brasil.
Finaliz;andb^ cuT-pre-me destacar, ainda, outras recomendações^ que
poderão contribuir p^ra o iortalecimento .io ensino da Biblioteconomia no
Brasils
1) iiconsclhav a roíiiiíaci do íirid corúissitü composta de representan —
tos de todos os Garnt^;-! io Biblictoc^noaiu. t.regvilarcs;, pr.ra o estabelecimento do um Ci'jrriaiiin Atiico^ com a preneiiça de^un ropresontante^da Direto
ria do Ensino Superior do lG.nistário da Educação e Culturam((5rgao que con
cede registro aos diplomas e'xpedi'iios pal^s Kscolas Superiores).
2) Aconselhar- r. roímiao de ran?. íionissao composta de professores da
disciplina ''Cataj^^açao
rias3Íí i"a/?,-\pJ'' -I03 Cjjsos de Biblioteconomia (j^
gulares), em funcioiiamunto, para o fim d.i unificar os mdtodos de ensino,
principalmente no que so rofero à catalogaçao de nomes port.uguoses e brasi
loiros;
3) Aconcolhar o apoio à '^Asnociac-.ón Latinoamericana de Iscuelas y
Professores de Bibliotocologí;^'', com sedo em Havana;
U) Aconselhar o intercâmbio entro professores e alunos das diver—
sas Escolas brasileiras;
5) Solicitar dis avitoridados compr.tontos a concessão do maiores io
cursos financeiros r'\x-i o lortalucir^iontr. díT.fc; eíicolas de bn.blioteconomia
(remuneração de pri^xe-ssores; concessão de bolsas de estudo o realizaçao d3
excursões, visitas, prrjcçc03, palo3tras_,o conforencias);
6) iiconselhar, a-iimdo as circuci^t'.ii'ri.ris forem favoráveis, o estabe
locimcnto das Escü].a5 o Oai*scr&gt; da Bll^liotoconomia, como parte integrante
das Universidades;
7) iiConííoDii'"
orprrgo do pro.ieçc íSj ccmo medida de rotina, no en
sino das discipiinan c&lt; n^tantos do curxículn;
8) Aconselhiv a gratuidade absoluta nas Sscolas e Cursos de Biblio
teconomia.
BIHLlCGH-j?!*.
Relaçao de tvabelbrs originai.s^ monografias- artigos^ etcr, compul
sados para a redaçao desto informes
iJiaÍB da Bibllotoca Nacicna,! do P.io de Janeiro» v,l - Rio de Janeiro, Imprensa Nacional,
í,in v. r/.XTTI, p.. 34^;}.••
Brasil. Leis,'Decreto.'?, etcc (Todos os I^-^ícretot -l^is, Docrotos e Leis men
cionados, pole-s
no texto).
Danton, J. Feriam "• La foim?;.c:Lon pr-fosi'. nal. dcl bibliotecário, por J. Pe
riam D-iuiton-^.-&lt;, icaduci I.0 por B'lvira AoLevona MaECinc?!» a »Paris, Uno^
CO, 1950.
Developement of public llbrari'.-^ in L^txr. ionericas the Sao Patilo Donforon
cc.^PariS; Unesco,. 1952,,
Dias, iJitonio êa.e"óam " Cor. cur so.•? p .1 ß.lLl ao teca Naciona].. lü "Revista do
Scr^rLço Piib.lio'. ' ! Xi!
r/ 2; .j..?c;3to de 19^2 p. 79

Digitalizado
gentilmente por:

�12
Evan&amp;y Luther H, ~ Procoedings of thc ^^eeonibly of Librarians of thc iiinori
cas, May 12 to Jiine 6, 19^4-7... Washington, Thc Library o^ Congress,
ms.
Figueiredo^ j^dclpha Silva Rodrigues - Dcsenvolvinonto da biblioteconomia
cm Sao Paulo».."Confcrencia realizada pela Déii.. do Dasp, 19^4-"• Rio
de Janeiro, Imprensa Nacional, 19^5»
Penna, Carlos Victor - Guia de Escudas y Cursos dc Biblioteco3iogií.#n
rica Latina,(Compilada por Carlos Victor Pcnna y Marietta Daniels)é
Publicación auspiciada por Ia ^»sociación Latinoanericana de Escuelas y Profesores de Bibliotccologia)* Washington, Union Panamericana, 1951.
Rovira, Carmen - FormacicSn profosional dei bibliotecário (Trabajo de base
correspondiente al punto 2 dol Temario y Reglamento), Primeras jornadas bibliotocologicas Cubanas: 15 al 18 de abril de 1953«

Rio, 12/6/1954a) ühtonio Caetano Dias

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st em
&lt;r

14

15

16

17

lí

���«Í5.-

*

?«!a^
» . Xf - A ^ "^9^
'
cm

2

3

4

5

6

^IKLj,- 5

Digitalizado
^^^s'iem*
gentilmente por: ^^^:Ji.l.!"

16

17

18

19

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7528">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7529">
                <text>O ensino da biblioteconomia no Brasil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7530">
                <text>Dias, Antonio Caetano</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7531">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7532">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7533">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65107">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="483" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="39">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/483/C749_1_PE_V_02.pdf</src>
        <authentication>6083e1c48c8e36b71ed81c8255360f4a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12243">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

�I%WÊ

.•■!■■■

'SL

-í

rasiuB- 55an "Wi
p{

ik
.tíí-

Z3fc'«

Cís
I.M

^

. &lt;«2
&gt;:2^
cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

'^^LJ

14

15

16

17

18

19

20

��PRIMEIRO CONGRESSO BRhSILEIRÜ DB BIBLIOTECONOMIA

Organização e administração de bibliotecas agrícolas
por
Ernesto Manuel 2ink:

0 2.:
c&gt;»í?
í. ?t

Recife
195^

Digitalizado
-gentilmente por:

'5

�r.Ä

ORGANIZAÇÃO. E

AEMINISTRAÇXO

DE

BIBLIOTECAS

AGRÍCOLAS

por aíNBSro MANUEL ZINK
O BIBUOTBSÂRIO - O nosso país e tido como ©ssencialmonto agrícola#
Os institutos de^pesquisaí. agrícola e zootocnica orientam a econcania do nosso
Brasil» Dentro desses institutos a biblioteca pode ser considerada o cerebro
e centro de informações, onde os técnicos buscam o que necessitam para orientar os seus estudos e seus trabalhos, visando melhorar a economia do país.Ne^
ta biblioteca esta o bibliotecário quo o o responsável polo bem funcionamontq
pela perfeita catalogação o classificação das obras, dos poriodicos, dos folhetos o outras fontes bibliográficas, quo formara o acervo cuja administração
lhe e confiada.
O bibliotecário agrícola ocupa uma posição do grande rosponsabilidado»
poderá colaborar indirotamento no progresso do sou país, auxiliando os tocnicos, facilitando-lhes o matorial bibliográfico do quo nocossitamga
ra chogar o mais rapidamente possível a resultados concretos, que se transfc£
marao bom om brovo om valores, que boneficial'äo a sua patria.
Roconhocondo a posição destacada que ocupa, cabo-nos considorar as
qualidades, que tomarão o bibliotecário apto para exorcor as suas funçõos.
Dovo Slo, antes de mais nada, tor consciência plena do sua importas
to missão, dovo demonstrar interesso polo assunto de sua especialidade, ou se
ja, pola agricultura e os problemas a ola ligados. A curiosidado montai
do
que fala Çhoros om sua^"Basic Reforonco books, ao onumorar 27 roquisitos
do
bibliotecário do roforoncia porfoito, deve ser uma das qualidades do bibliot^
cario agrícola# Davo elo dar provas dessa curiosidade, procurando intoirar-so
dos problemas agrícolas o pecuários do sou país o do mundo,^lendo nos joniais
diaidos, tudo o quo se roforo a tais assuntos# ^ambom os proprios tocnicos d^
vem sontir e perceber que o sou bibliotecário demonstra interesso pelos seus
trabalhos o seus problemas. Os tocnicos não considerarõo^uma introraissão,quag
do olo os visitar om seus laboratorios e os procurar duranto os seus
trabalhos do campo, podindo-lhos explicações# Sentir-so-ão também muito satisfeitos, quando olo assistir as suas palestras e trocar idéias com oles sobro pro
blomas do sua ospocialidado# Através deüsas visitas, o, tcanando interesso po^
soai polos estudos, o que o bibliotecário ficará habilitado a ajudá-los
om
suas buscas# Gonhocendo os assuntos, poderá ele preparar bibliografias,e qua^^
do receber catalogos, ou ^uando^visitar livrarias, fazer escolha acertada do
livros o obras quo sorão utuis a sua instituição.
Os tocnicos ficarão muito agradecidos quando o bibliotecário
lhes
levar em mãos artigos que oncòntrar nas fontes bibliográficas do quo dispõon
e que se relacionam com os sous assuntos.
gosto muito bom acolhido será oste quando o bibliotecário so pr^
puzor a por em ordeim a bibLxografia do tocnrlco, dando-lho orientações quanto
a^sua^organização» Muito grato fica quando olo instrui o datilografo da socçao técnica na confecção do um catalogo o na redação do fichas analxticas#
Assim será um bibliotocário cujo intorS|se está intogralmonto volta
do para o sorviço de sua instituição, o que ficara orgálhoso o sentira entusiasmo com os resultados dos trabalhos nela roalizados# Êsto
bibliotocário
nao sôra nenhum elomonto estranho^ uns sora um porsonagcan indisponsaveiro pro
curado polos tocnicos. Não o possxvol que o bibliotecário seja enciclopédico,
mas olo devora procurar conhocor as fontes, o matorial bibliográfico que esta em sua biblioteca para coloca-lo intoiramento a disposição dos sous consulentos.
Tfci bibliotocário que assim proceder, torá om cada técnico um
sincero, o um advogado que sempre ü reconhecera o sou valor.

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

amigo

�Depois do tormos considerado o bibliotocário o termos falado do como
podorá elo auxilior os tocnicos, vejamos como deve organizar e administrar
a
sua biblioteca.
tódas as secções do vma biblioteca devam füncionar plenamente, quor
sejam as secçõos de referencia, de obras, do poriodicos, do folhotos ou outro
material bibliográfico que por vontura oádsta, tudo deve funcionar boan o as
falhas que existirem devem ser sanadas.
O bibliotecário devo ser um organizador perfeito. ílo terá
quase
sempre a sua disposição um corpo de auxiliai'os aos quais podo distribuir os d^
versos sojrviços do maneira racional.
3a muitos casos acontoce também que ele terá que fazer todos os serviços so, então deve distribuir o seu tempo do maneira tal quo possa atender a
todos o rosolvor os problemas da melhor maneira possível.
l^iitas vozes, quando o bibliotecário inicia o sou trabalho em uma^b^
blioteca, encontra esta om desorganizaçao o nao tom me^o inicialmonto o apoio
de que nocossita para 05 seus trabalhosi Nao lhe dao maquinas, nao possui moveis necessários o tambom os auxiliaros que podo lho sao negadoö«
Sendö o bibliotecário um entusiasta poderá pola sua atuaçao
guir tudo com o tampo e impor-so o ser respeitado.

conso-

Devo olo procurar transfoimar o amontoado do livros om grandes classes do assunto, e na medida do possível fazer as subdivisões e ordenar os livros de maneira tal que possa responder aos tec3iicos, quais os diversos assi®
tos em sua coleção«
Sompre temos notado que, quando um^leitor vai a biblioteca e acha o
que procura, se toma um propagandista e sera um advogado o defensor quo o bibliotocário tem a seu favor, quando fizer os seus podidos para ampliação e melhoramento da sua repartição. Do contrario m consulente mal sorvido pelo bibliotecário, saira aborrecido e nunca falara bem da biblioteca o desaconselhara mesmo a todos, que gorventtura encontrar tomando a direção da sala do loitura, dizendo-lhes que nao percam o seu tampo.
O Ipibliotocário, sondo entusiasta, omponhando-se a fundo e procurando dar vida a sua biblioteca, poderá transformar inteiramente o conceito
quo
se faz da biblioteca do sua instituição. Poderá aos çoucos conseguir que o diretor lho proporcione máquinas o funcionários necessários o vera bom em brovo
quo a sua biblioteca organizada o viva, sera mostrada aos visitantes como
um
modelo de organização, sendo que o proprio diretor, fara questão de salientar
as vantagens que ola apresenta o mostrara sem duvida, tambom as novas aquisições om obras, moveis, estantes, arquivos que autorizou.
Como professor do escola de biblioteconomia temos tido muitas oportu
nidades de aconselhar aos novos bibliotecários que se formam, o gue iniciam o
sou trabalho om uma biblioteca do um colégio ou do uma instituiçao^ciontífica.
Quantas vezes os novos bibliotecarios^nos contam quo não se lhes dão ^atenção,
que os consideram supérfluos o como tom dificuldade de consegiair as mxnimas u^tulidados para o seu trabalho. Sempre lhes dizemos: "Vocôsptem que lutar inicialmente e conquistar a simpatia para a biblioteca, pondo-a em ordem, conseguir novidades, escrevendo cartas, fazendo pedidos, organizai» campanhas do livro o despertar interesse pelo seu trabalho".
S como e agradável para nós, quando após alguns meses do luta, o novo colega vem nos contar com aquele entusiasmo peculiar ao homem, que^esta v^
vendo. - "Sabe, o diretor ja me mandou uma mesa, com uma maquina e ja
encomendou estantes novas o ja autorizou a compra de uns livros que solicitei e os
estudantes ou os técnicos ja procuram o catálogo que estou organizando o
outras coisas agradáveis". Quando o bibliotecário chegar nosso ponto ja
tora
conquistado uma grande vitoria o poderá estar certo de que esta marchando res£
lutamento para fironto. .

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

�Mesmo quo a biblioteca inicialraonto nao disponha do verba necessaria
para aqxaisição do livros o outro natorial bibliográfico, o bibliotecário
teta
tantas possibilidades do consegui-lo por pormuta ou por doaçao, basta que escreva cartas as muitas ontidados nacionais e internacionais que so prontificarão a enviar do que dispõem para fomocinento gratuito»
Assim poderá elo conseguir periódicos, livros, folhetos, mapas, gravuras, etc. otc.
COMO O BIBLIOTECÁRIO ORIMTA AS SUAS COMPRAS
primeiro lu^ar dovo naturalmente, auscultar os técnicos o os dire
toros, mas êle dovo tambean ter uma corta autonomia nosta questão.
Conhocondo
os assuntos e problemas de sua instituição poderá perfoitamente orientar,de im
noira bom lógica, as suas compras.
Devo êle manter as divei'sas classes do ^assunto mais ou monos equilibradas» De acordo com os assuntos em foco, poderá fazer estas ou aquelas aquisições» Exsraplificandot - vamos supor quo osta muito em evidencia um ostu d o
sobre óleos vogotais» O bibliotecário, notando que sua coleção do obras, por^
ódicos o folhetos noste assunto, osta ura tanto desfalcada, devora, nas livra
fias localÍ25ar livros sobro o assunto - que os livreiros onviarao prontamente
a sua biblioteca para exame. - Devora consultar bibliografias o procurar conse
guir folhetos, microfilmes, otc.^ para reforçar a classe do plantas oleaginosas e a socção do química tocaiológica reforonte a oleos vogotais»
Os técnicos prazeirosamonto examinarão os livros o o outro material,
dando a decisão final para a compra e aquisição definitiva.
Para essa atuação do bibliotecário e indispensável aquele contato de
que falamos mais acima»
Na organização da Secção de referencia, dovo o bibliotecário ter autonomia complota» Dovo manter om dia a coloção do enciclopodias, dicionários^,
bibliografias, etc. (é lógico que a questão verba deve merocor uma atençao toda especial o que o bibliotecário deva sabor distribuir, de maneira oquitativa
o dinheiro que teia a sua disposição ao fazer novas aquisições). O bibliotecari
o do uma biblioteca especializada não dove deixar de adquirir as obras de refe
rência do tipo "Who's who", "American men of scienco", ^'Minerva", otc.,que sao
indispensáveis aos técnicos para poderem fazer o intercâmbio do publicações o
troca do idéias com os sous colegas em todos os países do mundo.
Falando om aquisições, meroce ser frisado que não deve o bibliotecário se esquivar de escrever e rospondor^cartas. Por meio do podidos
escritos
(1 preferível que a primeira correspondência so^a feita om forma de uma carta
e nao do cartões impressos), podora o bibliotecário conseguir bibliogi'afia va#liosíssima sobre os mais variados assuntos em todos os países do mundo.
A maneira mais fácil é ainda a pormuta. Cremos que a maior parte dos
Institutes de posqtdsas agrícolas possuem as suas publicações periódicas ou fo
lhotos» Esto material forma um valor inestimável na mão do bib^otocario
que
souber aprovoitá-lo» A Biblioteca do Instituto Agronômico mantém com a sua revista "Bragantia" cerca de 600 porrautas com outras institi^çõos do mundo (o^nji
moro aumenta de mos para mSs) e consegue obtor assim poriodicos o publicações
que lhe vem da China, índia, Rússia, Bstados Unidos, otc., otc» Basta^escrovor
cartas e solicitar ou propor pormuta que as respostas, concozxiando, não tarda
rão e novos poriodicos o publicações chegam, enriquecendo o acervo da biblioto
ca»
^
Mas, cremos que mesmo os bibliotecários que não possuam nada para oferecer em troca, poderão, escrevendo cartas, conseguir grande volume de mafeerial impresso util para os técnicos do sua instituição» Os m^isterios o as se
cretarias de agricultura, sempre atendem aos pedidos com a maxima boa vontade»

�o bibliotooário dovo auraontar o intorosso pela sua biblioteca^ dar
jaotíoias aos seus consulentes do natorial novo chegado« Isto podera^fazor^o^
ganizando listas bibliográficas mensais que enviara as diversas secções técnicas, e através das quais estas tomarão conhecimento do material bibliograí^
CO novo, incorporado ao acervo de sua biblioteca. Tais listas funcionam bom
e preencherão melhor a sua finalidade quando forem classificadas.
Os pejríLÓdicos quo chegam diariamente à Biblioteca, devem ficar e3&amp;.
postos na sala do leitura em um lugar bem visível. ÊLes devem obedecer na ej
tante do exposição a uma corta ordem; osta podera^sor alfabética, por
proce
dSncia ou ainda por assuntos? esta ultima e çor nos adotada^ pois a consideramos mais interessante. Assim todos os poriodicos do estatxstica, química^,
biologia, botanica, etc., ficarão reunidos. Os técnicos especializados torão
assim facilidade de encontrar tudo o •■que a biblioteca receber sobre sua especialização. Devam os periódicos ficar expostos, durante un determin^o tempo
(talvez tan mes), e depois devem circular através dos departamentos técnicos •
Bsta circulação deve ser bem oriijntada, ou seja, os periodicos especializados
em determinados assuntos, devam ir primeiramente a secção que trabalha e est^
da no assunto. Assim sendo, os periodicos especializados era genetica deverão
antes de transitar pelas demais dependencias circular polo departamento de gg
netica.
Depois que os volumes de periódicos estiverem completos, devom ser
encadernados e entrar para a coleção definitiva da biblioteca.Recomendamos se
ja a colocação das coleções encademíjdas nas estantes tambcan çor assunto.
amos para tal o nosso numero do chamada que será para um periodico de estati^
tica - 310.5 - mais o numero de ordem de colocação na estante. Assim as col^
ções de estatística terão o número 310.5/1 - 310.5/2 - 310.5/3 - 310.5/4 -eta
So tivermos 15 coleções do periódicos especializados em estatística
a ultima coleção tora o número de chamada 310.5/15. Tfaa nova coleção
sora
310.5/16 e^assim^or diante. Dontro das coleções não havora ordem alfabética,
mas isto não tera importancia. Para conseguir ordem alfabética as cole^õesde
poriodicos teriam que sor deslocadas, todas as vozes que uma nova coleção tivesse ^ue ser inserida. Seria isso um trabalho penoso e desaconcelhavel e de^
necessário#
Usando esse número do chamada, o técnico (a biblioteca especializada do instituições devo seç do livro acesso) - tóra todas^as coleções de peid
odicos reunidos; os de botanica serão encontrados ccm o numero
580.5/1 580.5/2 - 580.5/3 etc., os de agricultura com o número 630.3/1 » 630.5/2
630.5/3 - 630.5/4 - etc. Desta forma o bibliotecário poderá dizer de momento
quantas coleções de estatística, do quíniica, de genetica, de botanica,otc.poj
sui e onde se encontram.
Nesta altura devemos falar também na catalogação analítica de poriß
dicos. Pode esta ser feita depois que os volumes estiverem encadernados para
não interferir na circulação ou mesmo quando os periódicos ainda se
acharam
em brochura.
Somos de opinião que ura bibliotecário que tem poucos periódicos
e
coleção pequena deve fazer o ficbamonto analítico das revistas que recebe. No
Instituto Agrononico, conseguimos através da circulação das revistas
pelas
secções, que os prupiios técnicos fichem ou mandem os seus dactilógráfos fichar anoTiti oniT&gt;erite os artigos que acham interessantes para os seus trabalhos.
^
^0 bibliotecário poderá instruir os dactilógrafos das diversas
sec
ções técnicas de maneira que a confecção do fichas analíticas seja feita segundo as regras do catalogação. Sstas fichas dirão aos técnicos quais os trabalhos de que poderão dispor para os seus estudos e que realmente existem na
biblioteca.
Os folhetos tais como boletins técnicos, boletins, circulares, sopa
ratas, artigos reimpressos, etc., devem merecer a máxima atenção por parte do
bibliotecário. Trata-se de um tipo de bibliografia de^divulgação do
grande
procura por parte dos técnicos,pois dão informações sobre trabalhos em anda-

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

�Honto-HOS instituiçõos de pesquisas e ostudos quo os públicom. Devo o bibliotecário catologar o classificar dovidanonte.
Cada bibliotoca adota o sou sistoma, nas sompro aonvoin frizar que e
necessário incorpora-los ao acervo o dar conhecimento da sua ^chegada aos técnicos por meio do listas bibliográficas. A catalogação devora ser. foita pelos
autores individuais e tambom pela entidade publicadora, porque o comum pedirem tais publicações pela Iftiivorsidade, Instituto, Ropartiçao goveraamental ,
etc. que as publicou.
Recortes de joraais: - tambán Sste tipo de notícias diárias intere^
sa aos técnicos o cabo ao bibliotecário ordena-los e facilitar a sua consulta
Pode reunir tais recortes on pastas, por assunto ou tambom om ordem cronolog^L
ca ou observar outra arrumação qualquer» Mais adiante explicaremos a maneira
como fazamos a catalogação de tais recortes. Ê verdade que eles perderão^
o
seu valor apos corto tempo, não servindo para efeito do citação bibliográfica»
Podem tais recortes ser então eliminados, mas não obstante o bibliotecário d^
vo trata-los com o interesso que meroccsaii. Tais notícias de jornais mantém os
técnicos a par de críticas, do problemas do momento, notícias de congressos ,
reuniões, calamidades, tais como: goadas, moléstias, otc., quo devastem
as
culturas, etc.
Bn vista do grando número do tais recortes o recomendável que o bibliotecário faga algum registro ou mesmo um catálogo que facilite a sua procu
ra o localizaçao. As fichas poderão ser de papel ou outro material barato.Como tudo na biblioteca, assim tambom a secção de recortes dove apresentar ordem.
Bibliotecas departamentais: - o muito importante que o bibliotocári
o também dS atenção a estas bibliotecas que facilitam o trabalho de pesquisas
dos técnicos. O bibliotocário deve, pois, facilitar a instalação de tais bibliotecas, não se opondo quo os olivros especializados nos diversos assvintos
permaneçam permanontos nossas bibliotecas, junto aos laboratorios. Se a verba
o permitir poderá ele comprar certos livros om duplicata, para que um, fique
na bibliotoca central o outro na departamental. Ê logico que^o controlo dosses livros compete ao bibliotecário, quo sabora através do numero de chamada
na ficha (call nunbor) om que departamento se oncontra o livro. O emprostino
por pessoas alheias ao doçartamento, poderá sor foito dirotomonte na bibliot^
ca dopartanental ou atravos da contrai.
As bibliotecas dopartamenttj^fogem ao controlo osta"£ístico da bibl4
otoca central, mas isto não tem importancia, pois que o nosso lema deve
ser
sempre,^procurar servir da melhor maneira possível aos nossos leitores. Assim
sendo não devemos nunca procurar embaraçar o serviço, mas sim torna-lo o mais
simples 2 J^acll possível.
Fotocópias o microfilmes: - também através dos serviços de fotocépi
as o microfilmes, que se oferecem em diversas entidades, tais como o
Ifaitod
States Department of Agriculture, S.I.C. do Instituto de CiSncias Agrícolas (te
!I\irrialba, que o bibliotocário devo aproveitar o mais possível, tem ôle possi
bilidades de conseguir trabalhos, folhetos, etc., para os técnicos de sua in^
tituição que lhe serão sempre muito gratos. O lema do bibliotecário, sendo sovir ao leitor, deve procurar e explorar todos os meios a seu alcance para teas.
formar a bibliotoca em uma organização viva quo gronda a todos e responda com
a maxlma procisão a todas as perguntas que lhe sao dirigidas»
Será uma satisfação para o bibliotocário ver que os técnicos se dirigem a ele na confiança de conseguir uma solução para os seus problemas múltiplos o do obter,quando mão una resposta,ao menos öma indicação de como e oij
de oncontra-Ia.P^a tal, necessário se torna que o bibliotocário conheça
os
problemas através de conversações o loitura.
Apos tormos foito essas considerações do carator geral, passemos a
tratar da catalogação propriamente dita, tomando por exemplo a biblioteca do
Instituto Agronômico do fetado de São Paulo, em Campinas.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2ca H
st er

�TfcNICAS UNIFORMES DE CATALOGAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO, ETC. PARA BIBLIOTECAS AGRÍCOLAS.
Na qualidado do bibliotocário do Instituto Agronomico do Campinas ,
Estado do Soo Paulo,Brasil, quo ó, som favor^algun, a maior e mais importante
bibliotoca espQcializada om agricultura o ciências afins do nosso^paxs tomos
podido obtor, duranto a nossa pratica de corca de 18 anos, oxperioncias
que
nos pormitom dizer algo sobre o quo aqui fizemos, relativomonte a catalogaçac^
classificação, organização do bibliografias o organização do bibliotecas
em
geral.
Quando fomos dosignados para oriontar osta biblioteca nada
havia
que se pudesso comparar a organização do uma bibliotoca modoma. Havia, isto
om 1935j^ cerca do 25 mil volumes que aprosontavom corta organização. A catal^
gação nao obedecia as rogras modernas. Usavam-se fichas de 5* x 8' çara os ay
tores. Estas fichas funcionavam cono utoa ospocio de fichas bibliográficas,pd1s
que oram encabeçadas polo nomo do autor o, em soguida, enumeravam-se os trab^
lhos do mesmo existentes na bibliotoca. Nao se observavam contudo, quaisquer
rogras do fichanonto.
Vimo-nos então, diante da tarofa do roorganizar a biblioteca,seguiß
do motodos modernos, atuaixionte om uso om todas as grandos bibliotecas do muji
do.
A tarefa quo so nos apresentava ora classificar o catalogar os diversos tipos de improssosi quo oxistom como so passa, assim am todas as bibl^
otecas agrícolas, a saber:
1)
'2)
3)
4)
5)

livros (obras)
poriodicos
boletins, soparatas, folhotos
rocortos de jornais
rolatorios anuais, yonrbooks, otc.

Após o ostudo do divorsos sistemas de classificação,rosolvomos ad^
tar a classificação decimal do Dewey que, na parte do agricultura tambon aprg
senta divisões satisfatórias.
Unhamos que escolher, quanto a forma de catálogo, entro o catálogo
dicionário e o catálogo sistemático. Inicialmonte estávamos propensos a usar
o catalogo dicionário^ mas posteriormente resolvemos, por convenioncia, aplicar o catalogo sistemático.
Como deve sor do conhocimonto gorai, o catálogo dicionário, tom por
característica reunir dentro do mosmo alfabeto as fichas do autores individuais do autores corporativos, do colaboradores, do assunto o de título.
Assim procuraremos o autor ANDRADE na lotra A, os assuntos agricultura. arados, abolhas. astronomia, o autor corporativo Arkansas. Agricultura!
Bcporiment Station^ o título _||Aprovoitomos o tompo" na lotra ^ Ao passo que
Fumo. Fei.lao. ■'^amacia. estarão na lotra f, etc.
O catálogo dicionário, se recomenda mais para bibliotecas^gerais,se
bem que, incontostavelmonto, soja de uso mais fácil para o grande publico^pci^
que se assemelha a um dicionário ou a uma enciclopédia, que qualquer
pessoa
sabo manusoar o consultar, visto quo dentro do alfabeto, quo vai da lotra ^ a
^ encontramos todos os conhocimontos humanos, dispostos on rigorosa ordem £lU
fabetica, sondo o consulonte remetido, por moio do romissivas vido o
vide
também para os assuntos coniolatos.
Roquor a confecção do um catálogo dicionário conhocimontos profundos,a oséolha do cabeçalhos devo sor foita com critério rigoroso e as remissj.
vas dovem romotor o interessado para os assuntos correlates, mostrando assim
o que a biblioteca possui sobro os mais variados assuntos o sobre as mais variadas ontradas (cabeçalhos). '

Digitalizado
-gentilmente por:

�Alam disso o catálogo dicionário disponsa os assuntos, fazondo
can
quo o consulonto abra as divorsas gavotas, afim do consoguir as informações do
quo nocossita.
Para oxmplificar; um consulonto intorossado no ostudo anatômico das
plantas oncontrara na lotra R o quo oxisto sobro as raizosj na lotra C sobro o
caulo; na lotra F o quo a bibliotoca gossui sobro frutos, floros, folhas, Doyg
ra, pois, "catar" os dados o informaçoos portoncontos ao mesmo assunto, No ca^
so do uma bibliotoca muito movimentada a consulta so toma, as vozos, bom diíl
cil, tondo cm vista o grando publico, oxistonto junto ao catalogo,
Não quorcsmos com isso diminuir o nórito do catálogo dicionário
quo
roputanos do idoal p^ara uma bibliotoca ^do assunto gorai, om quo so visa sorvir
ao grando publico, E o catálogo dicionário, som dúvida alguma, a forma única
a sor usada om tais bibliotocas do tipo públicas, municipais o outras,
Convom frisar, quo tambom nos, ostanos usando o catálogo dicionário
om nossas bibliotocas rurais quo so dostinajn a consulta das populações do zonas rurais, Gomproondomos porfoitanonto a grando facilldado quo a sua consulta
oforoco ao publico, quo não nocossita do çonhocimonto algum do tocnica do cata
logo para obtor nolo o quo dosoja, Como
afirmamos acima, qualquer
pessoa,
quo conheça o alfaboto, sora capaz do encontrar dontro das 26 lotras, marcadas
nas guias o caboçalho que roprosonta aquilo quo procura, E as ramlssivas,do ca
talogo bom organizado, complotarão as suas pesquisas remetendo o loltor
para
os assuntos corrolatos que elo talvez nem imaginaria consultar ou oxistlran na
bibliotoca, O catalogo dicionário desperta nosno através das suas romissivas
o Interesso do leitor para a loitura de assuntos quo doutra ^lortna não teria a^notado para ampliação dos seus conhocinontos.
^
Rosumlndo podamos pois afirmar, som rocolo do errar que o catálogo
dicionário o ideal o o único recomendável para as bibliotocas do assunto geral
ou soja para as bibliotocas destinadas ao grande publico,
Para as bibliotecas especializadas, quo usan catálogo dicionário, a
dificuldado maior tom sido sompre a não oxistõncia de listae do caboçalhos do
assuntos que satisfaçam a todas as oxigoncias o quo sirvam ospocialmonto
no
nosso caso particular para as bibliotecas do assuntos agirícolas, Existam ótimas listas do caboçalhos do assunto para bibliotocas do assunto geral,tais como: Subjoct hoadlngs da Ilbrary of Congross o do Soarc om inglês o castolhano,
tomos aqui no Brasil a lista do caboçalhos do assuntos do Wanda Ferraz o tambom o Ministério da Agricultura publicou una lista minoografada do caboçalhos
destinada as bibliotecas agrícolas,
^ A organizaçao do catalogo dicionário requer conhocimontos profundos
do sua técnica o listas do caboçalhos de assuntos, quo sejam roalmonto reprosontatlvoe para todos os assuntos, quo ocorreu, o, que são tambom no nosso cam
po do trabalho complexos o ostroltamonte rolacionados a outros campos do ciência, tais como estatística, economia, legislação, matomátlca, química, física,
geologia, biologia, botanica, zoologia, todos os campos das cisncias aplicadas,
etc.
Doçois do temos foi to tais considerações, ^roconhecondo plenamente o
valor do catalogo dicionário, coubo-nos estudar tariben o catalogo slstomatlco
quo o, como o do conhecimento do todos, quantos colaboram om bibliotocas especializadas, a forma do catalogo mais indicada para osso tipo do bibliotecas.
Sabemos, que o catálogo sistomático tom por característica separar
autores (individuais o corporativos) o ass'jntos, oxigindo pois, om grandes bibliotecas dois moveis distintos, A sua organização obodoco a um slstama
de
classificação, Podo-se aplicar o sistona do classificação que mais convier a
biblioteca,
O catálogo sistemático, quo se rocomondn mais para bibliotocas espo
ciallzadas, tom a grando vantagom do rounir os assuntos dentro do una dotormi-

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

�1

nada^classe» Assim, aproveitando o mesmo exemplo, actoa menclonaéo, do estudo
anatomico vegetal, reuniremos dentro da classe de botânica o que a biblioteca
possui sobre o estudo de raízes, caule, folhas, flores, flnztos, etc», das pla^
tas*
Não haverá mais necessidade, conforme sucede no catálogo dicionário, de abrir e fechar diversas gavetas. Dentro da gaveta da classe 580 ( usando
Dewey) reuniremos tudo o que possuimos sobre o assunto de botanica, quer sob o
ponto de vista da fisiologia vegetal^ da anatomia, da morfologia ou ainda
da
sistematica» Assim sendo, as Suforbiaceas, Rubiáceas, Amarilidáceas,
estarão
dentro da mesma classe S80, onde encontraremos também os diversos fungos,os 24
chens, etc», enfim tudo que cabe dentro da mesma classe, da mesma gaveta»
Os
autores individuais^e corporativos e os títulos serão encontrados em ordem qTfabetica em outro movei, ou nas grandes bibliotecas, am uma sala adjacente»
Durante os muitos anos de prática, o bibliotecário se
familiariza
com a maneira com que lhe são dirigidas as perguntas pelo público, e, no caso
de nossas bibliotecas especializadas em agricultura, pelos técnicos aos quais
servimos» A pergunta em 90^ dos casos sera: "O que existe na Biblioteca sobre
tais e tais assuntos"? A resposta e fácil, quando podemos mostrar no movei a
gaveta, ondo esta reunido, sob o mesmo símbolo do classificação tudo que existo sobro o assunto, e, tudo que se relaciona com o mesmo, sem que seja necessá
rio saltar de ma gaveta para outra, obedocendo as remissivas "vide" e
"vido
também". ^Tambom para atender aos contínuos podidos do bibliografias, o catál^
go sistemático tom sido para nos do grande utilidade, pois, tambom nosse caso
basta consultar uma determinada classe para responder ao podido formulado
om
carta, ou a solicitação verbal»
A pratica demonstrou que o catálogo sistemático é realmente o mais
indicado para as bibliotecas especializadas pois, quando o consulonte
oxigir
uma bibliografia por autorás, também a resposta será rápida .om vista da ordem
alfabética em que os mesmos se encontram dispostos em nosso catálogo»
Ifcia parte essencial do catalogo sistcMaatico é, como no proprio Dovcy
o^Rolatorio Ijjdex, um índice alfabético muito bem elaborado, que respondo
á
todas as possibilidades de perguntas, que use termos sinomimos o que também i|i
clua TO^ssivas» O índice sendo bem feito,^resolverá todas as questõos^ tomag
do possível a consulta do catalogo, mosmo^as possoas de cultura relativamente
parca, pois, basta conhocer a ordem alfabética e saber ler o numero e procurar
na respectiva gaveta,^ou no respectivo móvel o assunto indicado pelos algarismos» No índice o possível introduzir sempre novas formas, novas possibilidades
do procura, que o bibliotecário atonto vai auscultando junto aos frequentadoros
de sua biblioteca,
^ Apos termos^feito tais considerações, o apos termos posto na balan
ça os pros o contras, o que rosolvomos organizar as obras existentes na bibli^
teca, que conta hoje com corca do 48.000 volumes o que funciona a contento.Quan
do aparocem falhas, estas não são de grande vulto o podem ser sanadas. Rdomo^
soo.
íi.i..{^u2í!y '.constatar que o funcionamento é satisfatório, provando assim
que a forma de catalogo, que escolhamos, preencha as suas finalidades.
A gatalogaçXd
Seguimos a risca as normas de catalogação da A.L.A, Bn casos de dúvida temos gara consulta o "A.L.A. Catalog Rules", que tem correspondido
às
nossas exigências. Para nomes brasileiros usamos as "Normas para catalogaçãocb
impx'essos da Biblioteca de Vaticano" e "Normas brasileiras, um problema na catalogaçao" de autoria de Maria lüiza Monteiro da Cunha. Tfeimbém o "Doscriptive
Cataloging" da Library- of Congross, tem sido para nés muito útil o tem nos aju
dado a rosolver os casos camplicados.
"
^
Usamos fichas 3^ x 5' tanto para autores como assunto» As rogras de
redação de fichas tambom são observadas a rigor.
Fazemos a ficha matriz (main card), que,com a sua "pista"(tracing).

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

20

�indica o desdobramento a sor feito,
guns exemplos dessas fichas»

Para ilustrar daremos mais adiante

al-

O nosso número de chamada (call number) é formado pelo numero
classificação de Dewey e a marca de Cutter (author marc).

do

A colocação, que usamos para os nossos livros, ó a relativa» Pòrto^
to, nas estantes as obras tSm a colocação determinada polo assunto, e não pelo formato, pelo tamanho ou pela encadernação» Deste modo a consulta da prqp^
a estante se toma facilitada» Convém sempre levar em conta que os
técnicos
apreciam muito esta forma do colocação, que lhes proporciona a possibilidade
do roverem reunidos os assuntes, e que toma fácil a solução de questões rápj^
das no proprio deposito do livros, som que haja necessidade de leva-los consigo para as suas secções ou fazer a leitura no ealão, a isto destinado»
Levamos também em consideração, durante a organização da biblioteca
a necessidade imperiosa da existônoia de bibliotecas departamentais, onde ficam as obras bem especializadas, cuja consulta interessa do perto apenas a um
grupo mais ou menos restrito» Conservamos pois, na Biblioteca Central, as obras de carater mais ou menos geral, deixando que as obras especializadas fiquem nas pequenas bibliotecas departamentais do carater estritamente ospecializado» O numero de chamada ^call number) incluirá uma informação convencional, indicativa da localizaçao da obra em determinada secção» O controlo
da
consulta^ de t^s obras, fogo naturalmente a contagem do consultas, o, assim
sendo, nao será possível elaborar estatísticas, que traduzem realmente o mov^
monto integral da biblioteca» Mas, considerando, que visamos possuir uma biblioteca viva, que sirva a todos os interesses^ e que esteja no máximo possível ao alcance dos consulentos, ou so^Ja, aos técnicos aos qüais temos por incumbência servir em suas pesquisas, nao ligando muitas vezes para cortas normas, que çarecom do importancia, quando postas em confronto ccsm a utilidade i
modiata, e que somos de opinião que as obras especializadas devem permanecer
nas bibliotecas departamentais, cuja organização sora idêntica a da biblioteca contrai.
^
Os responsáveis pelas bibliotecas departamentais assinam uma requisição permanente para as obras sob sua guarda.
A consulta das obras especializadas, permanentes, poderá ser feita
diretamente nos departamentos, ou então elas poderão ser solicitadas através
da biblioteca central e consultadas na sala do leitura dosta»
Convém osclarecor ainda, que os senhoros técnicos tom o direito de
conservar os livros, para consulta, em suas secções ou mosmo em casa durante
o prazo de 15 dias, que poderá sor prolongado, na medida do necessário»
Falemos agora na Catalogação propriamente dita.
ÜLssemos acima que observamos em nossa biblioteca as regras do cat^
logaçap atualmente aplicadas nas bibliotecas modernas, roferimo-nos especialmente as bibliotecas norte-americanas.
»
Visto que o tema, que escolhemos se refere à técnica informes do c^
talogação, classificação, etc., do bibliotecas agrícolas, vamos proceder
em
nossas explanações, semelhantemente como o fazoros na qualidade do professor
da Escola de Bibllotgconomia, dando todas as explicações cabíveis e, sem duvl
da, também úteis aqueles que se oncontrtam diante do problema de catalogar os
livros de sua biblioteca agrícola, som possuir, contudo, os conhecimentos técnicos, ministrados nas escolas do bibUotoconomiao
Ja explicamos acima, que usamos e, generalizando, que se usam
nas
bibliotecas fichas 5* x 5* com uma chanfradura quo sorve para fixá-las nas ga
vetas por moio de uma vareta»
^
O catalogador observa nestas fichas margens, entrelinhas e
de maquina»

I Digitalizado
-gentilmente por:

espaços

I Sc a n
st em 4^
14

15

16

17

18

19

�A favor da uniformidade dolxam-so em todas^as fichas, no lado 3 entrelinhas vasias. Bstas 3 ontrolinhas wsias existirão, pois, tanto nas fichas
de autor, como nas de assunto e do título«
No lado esquerdo da ficha, em sentido vertical teremos uma
margem
branca que servira para a colocação do número de chamada (call number).
Distinguiremos a Ia» margem, com 8 espaços do máquinas vasios (começar-se pos a escrever no 92 espaço), a Za, margem com 11 espaços, começando- se
no 12C espaço e a 3a» margem com 14 espaços, começando-se no 15fi espaço.
Ea Ia. margam começam sempre as fichas de autor principal, enquanto
que colaboradores, cabeçalhos do assunto, títulos, entram em 2a, margem»
A 3a» margem ó usada ossencialmante para as remissivas, e a
para os tomos vide e vido tainbom.

saber ,

Vamos a seguir proceder- a catalogação do algumas obras, fazendo
as
fichas para catálogo dicionário e também as corrospondentos para uma biblioteca que uso catalogo sistomatico como no caso da nossa aqui no Instituto Agronô
mico do Campinas.
FICHAS E FICHAIIENTO
A confecção de fichas, por qualquer livro, obodocorá sempre a
ordem, a sabor:

mesma

1) Ficha do nomo certo quo registrará em Ia. margem o nome certo encontrado nas fontos de posquisas» Na(s) linha(è) seguinto(s) registra(o) - se
a(s) romissiva^s) quando houvor necessidado do faze-la(s)j isto sucedo no caso
de sobrenomos duplos, pseudônimos, otc»
Três ontrolinhas abaixo registramos as fontos posquisadasiEx»-! o Ia.
Conformo já vlmoSj faz-se a posquisa do nomo certo uma so voz, sondo
a ficha acima descrita, guaí^ada no catalogo auxiliar do nomos cortos, do üso
do bibliotocario, evitando-se assim a repetição do um trabalho moroso, o,
às
vozes bem difícil.
2) A ficha de Casa jPiibljLcadora em que se registra a forma de nome da
Casa Publicadora, a ser usada em todas as entradas da mesma» Ex» - II.
3) A ficha ^ tombo quo ^substitue o livro do tombo» Ê uma ficha que
seirvo çara a olaboraçao do inventario da bibliotoca, contendo todos os
dados
necessários para osso fim, tais comc: data do entrada, nC de tombo (númoro de
ordem de entrada do livro nc. bibliotoca), data de compra, proço, nome do doador o constituição física do livro, quando eomprado (brochura, encadernado).No
verso dessa ficha vai o nö do chamada e o nome da livraria (ou do doador)» Ex.
-III.
4) A ficlm matadz que dosdobrada dá origom as fichas dostinadas
catálogo do público. Ex.- ÍV.

no

5) A £ic^ dg autor (principal, secundário, individual ou corporativo)» Ex»- V - VI - VII - VIII.
6) A ficha do assuntoe Ex»- IX e X.
7) A ficha do sóriq» Er»- XI.
CABEÇALHOS DE ASSUNTO
A oscolha do cabeçalhos do assunto, para o Catálogo Dicionário, con^
tituo um problema bastante difxcil poi'a a catalogação, pois, que o
cabeçalho

Digitalizado
-gentilmente por:

�tora quo roprosontar da manoira mais sucinta possívol o assunto da obra catalo
gada, servindo ao mosmo tampo para alfabetação das fichas no catálogo.Para auxiliar o bibliotecário nesta difícil tarefa existem as listas do cabeçalhos do
assuntos impressos (subjoót heading), ja mencionadas anteriomento.
FICHAS ANALÍTICAS
são fichas que, como já diz o sou nome, analisam os assuntos contidos om uma obra, variando o sou numero por conseguinte, com o numero de trabalhos ou assuntos contidos nela,
FICHAS DE SÊME
ftíla ficha de série o leitor poderá saber quantos o quais volumes de
uma serio, por cuja leitura se interessou, existem na biblioteca. Assim
por
exemplot tendo lido a obra "Saneamento urbano e rural", pertencente à
série
"Biblioteca científica brasileira", poderá pela ficha de série, ser levado
a
ler outros Uvros de assunto idêntico, São duas as possibilidades do se fazer
fichas de série (vide exemplos XI e XII), Na ficha do tigo XI outras obras, existentes na biblioteca, pertencentes a nosma série, serão registrados, observando» se sempre uma entrelinha entro uma e outra,
CATAIiOGAÇlO DE LIVROS
"Saneamento urbano o rural" de autoria do V, M. íhlers o E,W, Stoelj
traduzido por Marcelo Teixeira Brandão, Pertence o livro à séide "Biblioteca
entífica brasileira", série B-III,
A página do rosto traz, acima do título a nota de sério, razão
que o título vai precedido por reticências,

por-

Fizemos as fichas abaixo, pela ordem I e Ia. - Pesquisas de ncmio ce£
toj - II - Nome certo da Casa Publicadoraj III - Tombo; - IV - Matriz? V - Autor (ccm a pista no verso); VI - Colaborador; VII - Autor corporativo; VIII Autor corporativo; IX - Assunto; X - Assunto; XI - Sério (una possibilidade) ;
XII - série (outra possibilidade),
^ Fichas Ia, - II - III - IV - vão para os catálogos auxiliares ao bibliotecário,
^
Fichas V - VI - VII - VIII . IX - X^- XI - XII - vão para o catálogo
do publico, sondo que, no caso de usamos catálogo sistemático, V - VI - VII VIII - U - XIII - vão para o catálogo de autores e IX e X para o catálogo de
assunto,
OBSERVAÇÃO - (^ando uma obra tiver mais de um autor, escrevo-se apés o título
por (ou by, ou von, conformo o idioma on quo o livro estiver escrito) o cita-se a seguir os autores na ordem que aparecem na pagina de rosto,
Se houver mais de 5 autores, citam-se os 5 primeiros somente, escrevendo-se os
tre colchetes [e outros|.
O número de chamada será em vermelho nas fichas destinadas ao catálo
go do público,
""
Es. I

Silers, Victor Marcus, 1884C.B.I.

1938-42

Sigenheiro sanitário
norte-americano)

Digitalizado
-gentilmente por:

�Municip.il and rur.-.l
snnit.-tion

ix. xa.

I
Steél, Sruo-st William, 1893C.B.I.

1938-42

(profosòor de onger)h.?j?ir.
nnanic ipai nortü—araericano.

Ex. Ir.» - vorso

Munioipal and rur-.l
smitction

iiz:. II

Baprensr. n::cional

Digitalizado
-gentilmente por:

(Rio de J^,neiro)

�13

Ex. III
Dat - &gt;. de
Tombo

Dat:; de
entrada

n^' dc: toja
"bo

•í^-21-8-1950
Ehlors, Victor Marcus^ 1364SanoiiEiento urb-.ino c riare-l, por Victor
M. Ehlsrs G Ernest U. Stucl; tr-.dugao de i-inrcelo Tcixcirc. Br .ndr.o.,..
Rio de Janüiro&gt; Inprensr,. ncicional, 1948.
xviii, 459p. ilus.
•.nt::is, 24 er,. (Biblioteca científica brasiloirc., s'rie B-III)
17-8-1950
dportugucs
brochura

Ex. Iii - vorso

628
Eh56s
Instituto nc-cioniil do livro

Fiche, matriz par--, c.-.tálcgo sistonático o seu
desdobramento.
Ex. I\'

628

Ehlers, Victor Marcus, 1S84... S.'ui;-'.riúnto urbrino t luralj por Victor
M. Ehlers o Ern. st Ii. Steclj tradugao de
Marcolo Tuixaira 3r:.ndao,.. Rio do Janeiro,
Inprensa n cional, 1948.
xviii, 459p. i'lus. pl..intuSj, 24cni. (Biblioteca ciontífic-, br.-.siluir
eórie B-iil)

6882
Notas de rodapo.
Kotas bibliogr:'iic:.is do rodapo.
Biblios;r.-.fia nD fi::; dos cppituloc
(vido vorso)
£iX. VJ - vorso

628
628.7
Stool, Ernust Uilli u-i, 1393-^
,colab,
Brasil, Ministü^rio d.;: aducaçao c saiide
Rio de Janeiro, Instituto nacional do
livro.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
14

15

16

17

lí

19

20

�»?nr

T»"

628
Ehlers, Victor Marcus, 1S84-;
2ii56^
• • * Saneamento urbaiio e rural, por Victor
M. Ehlers o Ernest w. Steel; tradução de
Hcircelo Teixeira Brandao... Rio de Janeiro,
Im renea nacional, 194.8.
xviii, 4-59 p. ilu3. plcintas, 24- cir.., (Bibliotecii ciontxiica brasileii-a, série B-III)
Notj.s de rodapé.
Ilot.-.ü bibliográfica de rodi;.p8.
Bibiiogr..v.:.ia no fim dos capítulos.

!
I

Ex. V - verso

6832
628
6r:.'7
Steel,
'p.ll.iyjjij, 1893-^
,colr?,b.
Branil. iiinisteixo ... .-rc j.caçüü ,•
.-íãe.
íilo de Janeiro. Instituto nacional do j.x~
vro.

Ex. VI

'''• &gt;3
628

Steel, Ernest yilliam, 1893, colab.
Ehlers, Victor ilarcus, 1884... Saneamento urbrino e rural, por Viotor li. Ehlers e Ernest V/.__3teel; traduçao
de Harcelo i'eix-3ira Brandão... Fão de Janeiro, Imprensa nacional, 1948.
Notas de rodapé,
Not;,, bibliogr."; icaí; de rodapé.
Bibliogrtifia no fi;.i dos capítulos.

Sx. VII

620
Sh56
®

Bro,sil. i-iiniütério d;,, educayao e saúde
Ehlers, Victor 1 Marcus, 1684-... SanecJnento nv^^ario e rural, por Victor !L Elilors e Ernest V/.^Steelj traduçao
de Marcelo Teixeira Brandao... Rio de Janeiro, Imj-rens.:! nacional, 1948.
x\''iii, 459p. ilus. plantas, 24.cm (3iblio-oeca científica brasileira, série B-III)

/
Notas de rodapé.
Notas bibliográficas de roOujvé.
Bibliografia no fim dos capítulos.

5

6

Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|ll
14
15
16
17

�4.?

Ex.
I

VIII
,

f
628
Sh56^

Rio de Janeiro. Instituto nacional do livro
Shlors, Victor Hí. rcus, 1384... Saneamento urbano a rural, ■ or Victor
M. Ehlers e .^rnest 'í, ütoelj traduçao de
Ilai'celo Teixeira 3r;:.ndao... Pdo de Janeiro,
lar rent::! r-acional, 19AS.
xviii, 4-59p. ilu3. plantas, 2Á.Ciã, (Biblioteca científico, brasileira, série B-III)

'
j
i
j
;

Notac3 üe rodapé.
Kotfis bibliográfic-it' de rodapé.
BiblicgTtJia no fim doa capítulos.

Ex. IX

628
Eh56^

628
Ehlers, Victor i-iarcus, ICS-Í.... Sansamento ui-bano e rural, por Vi,.tor
M. Ehlers e Ernest Vi. Steslj õraduçao de
Marcelo Teixeira
.. Rio de Janeiro^
Iraprenaa nacional, 194ò.
xviiij A59p. ilus. plantas, 24cm. (Biblioteca .científica brasileira, série B-IIl)
Notas dfe rodapé»
Not;:£; bi&gt;:lio^;;Taficas de rodapé.
Biblicífrafia no fiai dos capítulos.

i

Ex. X

62S
Eh56^

628.7
Ehlers, Victor ikirc-ues, 1884-... ianoúüiento urgano e raral, por Victor
K. Ehlers e Ernest V/. Steel; traduçao do
Marcelo Teixeira Brandao».. Rio de Janeiro,
Imprensa nr.cional, 1948.
x\''iii;; 459p. ilus. plantasj 24gsí. (Biblioteca oiei^tífica braeilaira^ série B-III)
;íot::s de ro^-?apé.
Notas bib?iográficas de rodapé.
Bibliografia no fim dos capítiilos.

Ex,. XI

623
Eh56

Biblioteca científica br.:.siieira
Saneamento urbano e rural, por Victor M,
Ehlers e Ernest
Steel

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

20

�.16
Sx.

623
Eh56

XII

Cientifica bi^.. sileiva
Ehlers, Victor r^rcus, lôô4.... Sansunento uro.'r;o e rural,. ■ or Victox*
i'i« ii/iilers Ö Srnest &gt;.'♦ bteoj.: tradução ds
i'iarcelo Tei:.:äir . 2ran'...ao.,, íiio de Janeiro«
Imprensa n.-.cioriíilj, 1948.
xviii;, 459p. iliis. pL-ntaS; ?4.gk, (Biblioteca científica br -sileira,, seri.í B-IIl)
Kotaü de ro ape.
Notas bibliográficas de rodapé,
Bibliogr-íia no fia dos ca^'iVjloii,

sultante

^icionurio com

fioha. de assunto rä-

do oaxilcsfäwüo'j!'"'

idéntioas
Ficha

628
Eh56

matris

Ehlers, Victor Marcus, 1ÖS4.• •• oaneo.mento urbano e rural^ poi'' Victor
M» iiihlers 3 üirnest
Steslj tradução do
Ka. oelo Te.LXsira Brancicio,,, .Rio de Jaxieiro,
lüíprensa Nacional, 19
xviii, 4-:;9p» iluü. planta a, i-í-cni, (Biblioteca científica brasilsira, scíi-ie 3-III)

6882
Nota;.; de rodapé.
Notao bibliogrc'ficas do rodapé,
no fim dos capítulos.
(vide verso)

Verso

Engenhariõ. sanitária
Steel, Eraest William, lö93-_
Br.':tSil. Ministério da Gducí.çao e saúdõ
Rio de Janeiro. Instituto nacional do livro

Digitalizado
-gentilmente por:

�17

Ficha de assunto

628
Eh56

Engenharia sanitária (ea vermelho)
Ehlers, Victor iiarcua, 1ÖS4.... Sanaaiaento ■ai'bdno 3 r^oralj } or Victor
M. Ehlers a Srneüt y. Steel; tradução de
Marcelo Teixeira Br.. nd;:.o... Rio de Janeii'o,
Imprensa nacionalj 194Ö.
xviii, 4-59p. ilus. plantas, 24.cin. (Biblioteca científic-, br&lt;;-.sileira, ssrie B-III)
Notas de rod.:Lpé.
NotiS bibliográficu:^ de rodapé.
Bibliografia no fiir. dos capítulos.

Fichaniento de Separata
Ficha I (ficha matriz)

22798

Babcoclc, i'rnest Brovn, 1Q77Gonetic evolubionory processes in Grepis,
by E. B. oabcockí G.L, Steobins Jr. and J. A,
J anlíina.
p.337-363&gt; 2ícm,
Separe-ta de The iiraarican natui'alistp v.76;
July-.iug-ust^ 194 í.
Bibliografia p.3ó'^-3ó3.
583.552
Stebbins, George Ledyord (jr.), 1906j
co-lab.
Jankin'.';^ Jíanes a
í
í colab,

Fich.;. II (a-ator)

22798

Babcock, ^nast Brown^, 1877Genetic evolutionary processes in Jre; is,
by E. B. Babcock, G. L. otebbins Jr. and J.
A. Jenkins.
p.337-363, 24ca.
3e7arcj.ta de The .-jíerican rür.turalist, v,7d&gt;
July-iii.iâ-ust, 1942.
Bibliografia p.36-2-363.

Ficha II - verso

22798
583.552
Stebbins, C-eorge Ledyard (jr.), 1906colab.
Jenkins, Jants A
, 1904, colab.

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
14

15

16

17

lí

19

20

�IS

Ficha III (assunto;

22798

563.552
Babcook, iHrnsst, Brovn, lö77Genetic evolvi.tionary prooe^ses in Crecis,
fcy E. 3. Babcock, G. L. Stebbins Jr. indj.
A. Jenicins,
P • 337-3Ó3 j 24-cn:. \
Sep^r.-.ta de The iimerican naturellst. v,7ó,
July--.ra^Tistj 1942,
Bibliogr&gt;.fia po6^2-3d3.

?iiJh:V IV (colabori.dor)

22798

Stebbins, George Ledyard (jr,), 1906Golab.
Bubcocjc, üJrnetst Brown, 1877Genetic evolutionary procetiaes in Crepis,
by E. B. Saocock, G. L.'Stebbins Jr, ::nd J,
A. Jenkins,
p.537-303, 24.cin,
Separc-.ta de The j^ej:icr.n natux'. list, v.765
July-August, 1942.
Biblio.;,;rcti ia p, 36. •;-363.

Fichti V (colabori.dor)

22798

Jen]:ins, James
, 1904., colVo.
Babcock, f)rnEõt Brov/n,- 1811Genetic evolutionary processes in Grep.:.s,
by E. B. Babcock, G. L. i-tebbins Jr. and'j.
A. Jenkins.
p »337-363, ZU cri.
Separat..^ de i'he -f^merisan naturalis*, v.7ò
July-.iugust, 1942.
'
Bibliografia p.362-363

NOTa;

■a3&gt;:-.r catálogo dicionário o número 533-582 eerá subst-xtaido pelo cabc-çalhos Grepis-Genética.

CATÁLGGaÇIO DS FERldDI..03
Os p©rx(5dicoã ocupam m lui^ar de dsbõaque ea nossa Eibliotecu, assi
.m

2

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

14

15

16

17

i&lt;

19

20

�como an todas as bibUotocas agrícolas» Todas olas rocoban por assinatura
ou pormuta um grondo número dôles» Os periódicos são o tipo de publicação
bibliográfica proferida pelos técnicos, pois, elos os mantém a par
das
novas descobertas,das pesquisas em andamento e dos últimos resultados obtidos. são também um importante veículo do intercâmbio entre os cientistas
do todos os países do mundo» ißdas as bibliotecas, quer especializadas ,
quer de assunto geral, recebem tais publicações em maior ou menor escala.
A nossa biblioteca recebe cerca de 600 periódicos de tSdas
as
partos do mundo» São elos redigidos nos mais variados idiomas e versam igualmonto sobre os mais variados assuntos.
Bn vista do lugar do destaque, que ocupam em nossas biblioteca^
merecem eles também um tratamento todo especial, desde o momento om
quo
chogam»
Como e sabido, ossos periódicos tom osta denominação polo fato
de sorem publicados com regularidade, podendo ser menscds, bimensais. semestrais, anuais, semanais, etc.Chegom om brochura, na forma do fascictüo^
e devem ser registrados provisòriamonto em uma ficha que, com os dizeros
imçressos, poderia ser generalizada» Juntamos por osta razão um exemplar
a este nosso trabalho» O registro o feito a tinta, para apressar o sorvi
ço.Os números rocem-chegados devem ficar expostos de preferencia durante
um mes om uma sala especial na biblioteca» Ficam numa estante adequada,em
lugar bem visível afim do quo todos os técnicos possam tomar^conhocimento
dos novos numeres chegados» Durante o período do exposição não circularãc^
o não poderão ser emprestados.
^
Depois^dôste mes de exposição, deve-se cuidar da circulação dos
periodicos através de todas as secçõos técnicas» Devo-se observar, contado, uma certa ordem na circulação, que poderia sot a seguintoi as revistas ospecializadas^dovom ir, em pidmoiro lugar, às socçoes que tenham
a
mesma especialização do assunto do periódico» Assim, um poriodico do goi^
tica devora em primeiro lugar, transitar pela Secção de Genética, permanecendo aí por um período estipulado, doamos um mos, para em seguida circu
lar pelas demais secçõos da instituição, sem contudo, obedecer posteriormento e^uma determinada ordem» Ifcia revista especializada om fitopatologia
dpvo, logicamente, primeirononte ser remetida à Socção de Fitopatologia,e,
somente posteriormonte, aos demais dopartamontos.
^
A circulação dos periódicos podo ser, alem disso, orientada pelo proprio bibliotecário^ que, modiante uma lista de todos os periódicos,
recebidos pola instituição, registra as preferencias dos senhores técniocs
pelos diversos assuntos neles contidos.
I
Depois de terminada a circulaçao, devem os periodicos ser reco
lliidos em^deteimnadas caixetas ate que o volume esteja completo, tratando-se então de encadomá-lo, em seguida o que, figurará na ostanto junto
a respectiva coleção»
Os volmies encadernados figurarão em outra ficha, especialmente
confeccionada para tal, de maneira que a qualquer momento o bibliotecário
esta habilitado a informar o consulonta sobre quais os volumes completos
que possui da coleção e quais os números em brochura, em forma de fascícu
los.
Depois de encadernados, deve o bibliotecário tratar do fichamon
to dos artigos contidos no volume, Ê este um trabalho que requer muitotm
po, mas e, sem duvida uma das tarefas mais importantes»
Terá ole que fazer fichas analíticas çara todos os assuntos,que
terão que ser classificados para figurar no catalogo» Faz-se fichas de au
ter, colaborador e de assunto, não havendo pois, necessidade de ficha matriz (main card)»
Daremos a seguir um exemplo de uma ficha analítica.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�20

63Ú.5/57
56S4.53
1938

íiusomus, .i5
R
Quality studias in tho whoat-brc-;eding
progr-jun: at tho Hinnesot.-^ agriculturd exporinontul st.-.tiorj, by E. R. aus .ânus,
C. x-iarkley, C, H. Bniloy jo outros j
(In JoMT. .igric. Roa. 56s4.53-4ó4-A930)

I - vorso

633.11
M:irkloyj M
Bailey, C

oolt^ O 9
jcolaci

H

.•-1n colaborador

Markloy, M
G
,
, colab,
Áusonus, E
R
C^ality studiös in the whea,t-breeding
prograa dt the Minnesota agricultur&lt;»l oxperiffiont Station, by 3, R. Ausonus, M, C.
Markley, C. II. Bailey je outros j
(in Jour, Agric. Res. 56;4-53-464., 1938)

630,5/57
Í6;A53
1938

III - Ficha do colaborador

630,5/57
56,453
1938

Bailey, G *
H
.
, colab.
Ausonus, E
R
Quality studiüs in tho whoat—breoding■
progran at tho kinnosotc. i'..~ricultural oxporii:ient Station, hj E. R, Ausenus, M. C.
Mar t:ley, G. H. oailey je outros j
(In Jour, Agric. .ies. 5ó:.453-464, 1938)

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�IV - Ficha do assunto

630.5/57

633.11
Ausomus, E
R
Quality studies in tho whoat-broodirií
program at the Ninnosota agricultural
oxporimant stution, by E. R. Ausomus,
M, C. Markloy, G, H. Bailoy jo outros|
(In Jour. Agric. Ees. 56i453-464,
1938)

NOTA: No caso do catálogo dicionário o númoro 633,11 sorá substituído polo caboçalho: TW.go - Melhoramento (om vormolho)
Sste mesmo tratamento dove ser dispensado a todos os trabalhos pu
blicados om periodicos.Bem om breve ficaremos plenamento compensados pelo
nosso trabalho,verificando com que satisfação os técnicos se servirão dostas fichas analíticas,que serão colocadas no catálogo geral,
^ Não o necessário acentuar como são úteis^estas fichas analíticas
do periodicos para a confecção do bibliografias sobro os mais variados assuntos.
Sosm dúvida alguma, valo a pena o bibliotecário fazer este traba lhe que dara maior importancia o maior valor a sua biblioteca o à sua orga
nização,
NtiMíJRO DE CHAMADA PARA PERIÓDICOS
Vamos explicar o númoro do chamada que colocamos ao lado da ficha
analítica e que em nosso caso é:
630.5/57
56:453
1938
^
Podemos afirmar^com satisfação,que o mosmo o de nossa autoria
que ale^vem funcionando as mil maravilhas,tendo dado uma solução plena,
colocaçao dos periodicos nas estantes,reunindo-os por assunto,

o
a

Ê sabido que a colocação das coleções de periódicos representa um
problema nas bibliotecas,Alguns costumam colocá-las por odaa alfabótica,ou
tros por idioma, ordem de entrada, etc.
""
Os sistemas ato aqui aplicados, dispersam os assuntos,O ideal om
nossas bibliotecas e reunir os periodicos do modo quo todos os periódicos
de quxnica figuram juntos, os de física igualmente,os de biologia,os de i!\e
dicina^ de engenharia, de agricultura, tombam devem ficar reunidos. Assim
sendo o Bibliotecario,pode a qualquer momento conduzir o interessado às e^
tantos e mostrar-lhe onde se encontram todas as coleções sobro um determinado assunto,
^
RôsolveUí-se esto problema com o nosso número de chamada,que serve
alem disso,para dentro de poucos segundos,localizar qualquer trabalho dentro de qualquer periódico,
^
^ Procedemos da maneira seguinte:A divisão do forma Dewey para per^
odicos o ô5,Assiii um periodico de agricultura o 630.5,Sorvimo-nos
para
classifLcortados ospotlodlcosospocializados no assunto agricultura,
e

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�damos a cada coloção ainda os números 1, 2, 3, 4, 5, otc., soparados do número Dewoy por um trago transversal,.
Vamos dar a numeração do algumas de nossas coleções do agricultura:
Agricultura cololiale
Agricultural Journal - Barbados
Agricultural Journal - British Gayana
O Campo
O Fazendeiro
La Hacienda

630.5/1
650.5/2
630,5/3
630.5/34
630.5/48
630.5/52

a a coloção de Journal of Agricultuz'al Research tom o número de
630.5/57.

chamadax

A nossa última coleção do agricultura é o periódico "Mundo Agrícola"
quo leva o número: 630.5/207.
Dosta forma todas as 207 coleções de periódicos sobre agricultura Q
cam reunidos, encontrando-se em nossa biblioteca uma aô lado da outra»
^
Ifin novo periódico sobre agricultura quo entrar na biblioteca terá
numero de chamada. 630.5/208, otc.

o

O mesmo processo usamos para todos os outros assuntos. Os periódicos
do física levam o número do chamada 530.5/1, /2, /3, etc., od de química
540.5/1, /2, /3, etc. Ê fácil imaginar a organização de nossa socção de revi^
tas. Podemos, a qualquer momento responder quantas coleções de cada
assunto
possuímos.
Modianto o número do chamada, quo está no exemplo da ficha acima
o
sorvento da biblioteca ou o próprio interessado vai à coloção 630.5/57,
que
o o "Journal of ^Agricultural Research", retira o volume
o o abro à página
453 o encontrara o trabalho dosejade, dentro do prazo do poucos segundos.
^ Quem estiver consultaMso catalogo nao tera necessidade do copiar o
nome, as vozes extenso do periódico, mas basta anotar os números do
chamada
fazendo uma lista dos mesmos, o procurar os diversos volumes das coleções
e
abri-las nas páginas exatas, onde se encontram os trabalhos en que estiver ijn
toressado. Juntamos ainda no número do chamada o ano correspondente ao volume
para os casos om que no dorso do volume encadernado somente so oncontre esto,
faltando, pois, o numero do volume ou tomo.
O funcionamento do número de chriiada (call numbor) ó perfeito, do ma
neira que podemos rccomondá»lo, se bom quo soja "lia verdadeiro ovo de
Colc^
bo".
A seguir falaremos da catalogação dos boletins, circulares, separatas, etc., que também forma uma parto importantíssima om nossa biblioteca.Catalogamos qualquer folheto, mesmo qiio tojiha aponas uma ou duas paginas,fazendo fichas para o autor^ para os colaboradores, para as entidados responsáveis
o ainda para o(s) assunto(e).
Tomos já em nossa bibHoteca 27.000 boletins, otc., catalogados o ri
gorosamente classificados no cat-a],ogo. A sua colocação na estante ó fixa, seguindo a ordcOT. cronológica ou soja do 1 ao infinito. Para maios? facilidade oe
locamos entro os boletins, etc., quo recebo, todos uma capa uniforme de cart^
lina, guias na ordem do 100 m 100. A procura ó assim facilitada, tornando-se
asslix rapidíssima.
Adotamos este sistema, porque foi a molhor solução, pois sondo
boletins geralmonto muito finos, nãc porariam om pé ao lado dos livros do
gual assunto.

os
i-

A técnica de se rounir os bolotins, etc., em caixetas ou oncadomá-

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

�los Gm volumos do assun'to^ dovo sor dosprozada^ pois^ quo assim não podon sof
consultados individuateonte»
Nesta altura, convém mencioncir, que fazemos mensa3jniOTite iiw« bibliografia classificada (mimeografada) que registra^as^novas publicações cataloga
das na biblioteca* Ssta bibliograjKLa e enviada a todas atí secções
técnicas
que ficam assim inforaiadas sobre tudo e que a biblioteca acaba de receber.Sor vem tais listas ainda aos senhores técnicos para a confecção das bibliografir
as sobre os assuntos do sua especialidade» Para melhor orientação estamos jtuj
tando uma dessas listas em aproço.
Para catalogaçao do boletins, otc*, veja-se os modelos abaixos
Catalogação da Circular 650 da IMiversity of Illinois: Ladine clover
in Illinois, por R» F» Puelleman.
^^Fizemos primeiramente a matriz (1) - dispensando todas as outras quo
todos ja conhecem. - pesquisa de nome certo foi negativa. Não se conseguiu oísi
pletar o ncano do autor. Deixamos, pois, 6 espaços de m^uina entre o R e
o
F para completar o nome logo que seja possívol.
"
Convém esclarecer que para nomes estrangeiros se deixam 6 espaços va^
sios e para os nomes nacionais e pojrtuguoses 8.
Pela pista sabemos ^ue teremos do desdobrar a matriz (1), fazendo
4
fichas para o catalogo do publico, a sabor: a de autor (II) - a do assuntoClEO
a de autor corporativo: Illinois. Ifalvorsity, Coli-oge of agriculture (IV) - a
de autor corporativo: Illinois. Bctension service in agriculture and
home
oconojnlcs (V).
A ficha I se destina ao catálogo de matrizes (auxiliar do bibliotecário) o as fichas II - III - IV - V ao catálogo do público.
Ficha I (matriz)

22799

Puelleman, R
F
Ladino clover In Illinois.
Urbana?
IMlvorsity of Illinois, 1949.
|l2|p. ilus. 25c,.
(Circular, 650)
635.11
Illinois. Uhiversity. College of agriculture.
Illinois. Sctension service in agricul
ture and homo economics

Ficha II (autor)

22799

Puelleman, R
F
Ladino clover In Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
|l2|p. ilus. 25cm.
(Circular, 650)

Digitalizado
-gentilmente por:

�íloha II - vorso

22799
633.S1
Illinois. Univorsity, Collogo of agricultura.
Illinois» Bctonsion sorvico in agricultu^
ro and homo acononics
Ficha III

22799

(assunto)

633.31
FuoUoman, R
F
Ladino clovor in Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
|l2|p, ilus. 23cm.
(Circular, 650)

Ficha IV (autor corporativo)

22799

Illinois. Univorsity. Collogo of a-^'
griculturo
Fuellonan, R
F
Laxiino clovor in Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
Il2lp. ilus. 23cn.
(Circular, 650)

Ficha V (autor corporativo)

22799

Illinois. Sctension sorvice in agriculturo and homo oconomics
Fuollonan
Ladino clovor in Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
|l2|p. ilus. 23cn.
(Circular, 650)

NOTA: No catálogo dicionário o numoro 633.31 sorá substituído pelo
cabeçalho Trovo (om vennolho)
^
Taremos agora do tratar do serviço do recortos de jornais, que tanw
bom roprosenta uma bibliografia que deve sor colecionada om pastas do cartoüi
na# Colocamos os recortes sobro folhas de papol, quo são colecionadas e numeradas do 1 a quantos couberem em uma pasta. As pastas tambám recebam numoragao como se fossem volumes, assim temos pasta 1, 2, 3, etc.
O ni^ero de chamada, que também nao falha, sorá fonnado pelo numero
da pasta e numero da pagina om que so encontra o trabalho. Assim p. ex.l3:10£i
significa, que o recorte em questão se ecnontra na página 105 da pasta 13. As
fichas de recorto formm um catálogo a parte, não sondo incluídas no catálogo geral dô livros, boletins, poriodicos. As pastas são colocadas em
im«
estante distinta. Como o sabido os artigos publicados om jornal não são registrados em bibliogr^ias, mas são, contudo, procurados por cartas polomicas
ou para^orientar os técnicos relativamente à realização do congressos ciont^
ficos, a roclamaçoos, problomas agrícolas do país, etc.

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

l.
!

�23:105

Café . Sombroamonto
O sombroamento dos cafozais a opinião da
Comissão do £afQ da Secretaria da Agricultura de são Paulo.
Recorto do O Estado de S.Paulo, 4/5/1949,

66:9

Banana
No Instituto agronomico de Campinas: a in-'
portancia que so da as frutas tropicais:
coqueiro, banana, bauMlha^ craveiro da
índia o outras especiarias: o estudo da
banana em particular, dados interessantes.
Recorto do A Gazeta, São Paulo, Il/l2/l949.

A
NOTA: Este recorte ainda comporta fichas encabeçadas polos caboca
lhos: Coco da Bahia. Baunilha o Cravo da índia»
^Yeecbooks, anuarios, annual repor'os, nos os reunimos nas estantes u
sando o numoro do chamada para agricultura 630.58/1; 630.58/2, etc., como os
periódicos, separando-os, portanto daquelos. O mesmo número tambom o usado pa
ra formar o numoro do chamada na ficha, assimj 630.58/15
~
...
,
1938:680 significa que o tra».
balho ^ apreço se encontra na pagina 680 ao yearbook do U.S. Doportment
of
Agriculture, correspondente ao ano do 1938, cujo número de coleção o 15.
Dowey

ainda um assunto quo diz respeito à classificação

de

A CLASSIFICAÇSo 2M BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS
As bibliotecas ospociaHzadas-servom a consulentes que possuom um elevado grau do cultura. Vem elos a biblioteca com um propósito bom definido,com
um programa detalhado bom elaborado, necessitando em vista do sou tampo escos
so, do informaçoos rapidas do possibilidades de consultas fáceis.
ê, pois,
o mais perfeito
cioso^ descendo
los toraicos ao

necessário quo o sorviço do catalogaçao e classificação soja
possível. O índice do catalogo sistonático deve ser bom minuaos mínimos dotalhos, de maneira quo responda a perguntas pebibliotocario, ou soja a um catálogo e uma instituição agronô

+ Pergunta
sera
bem espocifica,
biblioteca
sobro o
mosaico
da cana do
fé? - sobro os^cramosomJ.os do citrus?
sobro a adubaçao verde do mamoeiro? -

talvez
sentido:
que possui
ã
açúcar?noste
- sobro
o bicho"Omineiro
do ca- sobro a composição quínica do cacau?etc.

O técnico necessita dessas^informações para os seus trabalhos em anda^
mento, ou para a citaçao bibliográfica ou ainda para dar iri'ormaçõa3 a consulen os formulados em cartas ou para a realização do roímiÕGs técnicas.
^ Não lhe interessa, pois, sohor o que a biblioteca possui sobre
mamoGiro, citrus, cafo, algodao, otc., em geral, mas procura
um detalhe todo especial rolativamonto a ossas plantas cultivadas*
O bibliotocario devo fazer ossas subdivisões om sou

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

catálogo.

nann
ele
Mos-

�no nas estantes os livros devem estar colocados de m^eira a reunir em gru
pos as obras de cada assunto especial« Assim no catalogo, na parte rafe rente a café, p» ex«, deva ser possível ao consulente localizar ime^cAan^
te o material bibliográfico existente sobre: análise química do cafa, botg
nica do cafeeiro, adubação do cafeeiro, moléstias a pragas do cafoeiro,prâ
paro do cafe, ate«
Bicaminhando-se o técnico as estantes, que córtamente serão da
casso livre, deve ver reunidas nalas as obras que varsam^sobre c§da qual»
daff^'subdivisões acima« Assim todas as obras que versam sobro botânica
do
cafa, ficarão reunidas, igualmonta as qua vorsaram sobra as molostias, pr^
gas, preparo,análise quími ca, ate«
Estas subdivisões não as encontráramos na classificaçao
decimal
da Daway, que é, som dúvida alguma, a mais usada entra nos nas bibliotecas
agirícolas e de outros assuntos técnicos.
Caba, agora ao bibliotocário responsável pelo ban funcionamento da
biblioteca procurar uma solução. Devo ela descobrir uma maneira de subdi^^dlr 08 assuntos no seu catalogo a também nas estantes«
Ba nossa biblioteca tambom sa nos deparou a necessidade de oonsa&gt;
guir subdivisões« Rroblema este qua surge para todos os colegas que traba^
lham am bibliotecas especializadas«
A seleção não a difícil, .tomando-se mesmo simples,füncionando a.»
letn disso plenamente«
Fomos obrigados a fazer uma extensão no sistema de^Dowey que po^
rá ser aplicada a todas as culturas, tomando-sa assim mnamonica«
Vajamos o qua fizamos e aproveitaremos para axamplificar a ^cultura do cafe que representa para o Brasil a mais importante a responsável pg
Io nosso bom estar oconcanico.

nifica:

O número qua Doway escolheu para cafe a 655.75 que, analizado si£
GOO
Ciências puras
650
Agricultura
655
Culturas especiais
655,7
Plantas alcalóides
655.75
Café

Êsta niínero 655«75 teria que ser o número para um livro quo trato
oxcluslvamante da historia do café çara outro que descreva sua cultura
o
tratos culturí3ls, outro qua vorsa sobre a tecnologia química, outro
cujo
assunto especial o molastia.s, outro que falo de pragas, etc«
Usando apenas osta número não taramos, separados nem no catálogo,
noa tão pouco nas prateleiras o assunto cafa pelas subdivisões acima menci
onadas«
Para consoguir äste intento elaboramos a extensão abaixo:
ESTíJíSCBS APUCÁVETS X todas as CULTüRAS b grifadas para
DÜJíItüiíCli-IiAS DO Nt^SRO DE DEWET
A extensão é a seguinte:
1 Br&gt;tn^^

2 Gonotlca

5 Cultura

1
2
5
4
5
6

1
2
5
4
5 Citologla
6

1 Solo

Sementes
Raiz
Caule
Folha
Flor
Fruto

Digitalizado
-gentilmente por:

^ Ijvardo
S Adubação-&gt;2iorganica
^ 3)qujüiiica
5 Semeação a plantio
4 Irrigação

�5
6
7
8
9

7 Fisiologia
8 Sistomática
9

7
8
9

4 Analiso química

Astronomia

1
2
3
4
5
6
7
8
9

lüstatística
CoEiorcio
Importação
iüxportação
História
Geografia
Legislação

Raiz
Gaulo
Folha
Flor
Fruto
Fibras

8 Tocnologia
Golhoita
Amazonanonto
Beneficianonto^
Industriali zação
Glassificação
Maquinas

Raiz
Gaulo
Folha
Flor
Fruta
no Amazon

Cmbato a orosao
Rotação do cultura
Poda
íhxQrtia
Sombreanonto
Moléstias
Raiz
Gaulo
Folha
Flor
Fruto
no Armazém

9 Rolatórios
1 do viagoEi
2 Anuais
3 Gongrossos e Gon«
4
(foroncias
5
6
7
8
9

Para oxomplificar o sou funcionamento damos o uso dos números para ai
gimas culturas»
«
'
Sompro grifamos a nossa extensão para nao ontror om conflito ccju o njí
noro de Dewey.
Gafg e 633«73 ^
Botanica do Gafe - será
Gana do Açúcar - sendo^
Botanica da Gana de Açúcar
Botgnica do Algodooiro o
Botanica do Trigo ó
A Fisiologia do Gafeeiro será
A Adubação do Gacau e
^
A Adubação das Laranjeiras o
A Adubação do Arroz

653,731
633,61 - teronos
633.611
633,511
633.111
633.7318
633.72^
634.31^
633,18^^S •" etc.

oxeE&gt;&gt;
Mediante o uso dessa Qossa extensão, consoguinos reunir, por
pio, na^estante, onde se encontram os livros sobro cafe, todos que versan sobre Botanica do Gafe, todos quo versam sobre Gultura do Gafo, todos quo dizem
respeito ao Preparo do Gafe, etc., etc.

Outra solução será encontrada subdividindoésso o assunto no catalogo
por neio de guias, subdivisões essas que também se apligam a todas as culturas
e que são as seguintes: Adubação, Análise, Quomica, Botanica, Comício, Gultuf
ra, ífconomia. Genética, Moléstias, Pragas, Tecnologia, Diversos. Todas
essas_
subdivisões podem ser'noyamente subdivididas como p» ox, - na Adubaçaot-Aduba^
ção Vorde - Adubação Organica - Adubação Química - Botanica - Anatoiaia - Fisiologia - otc. As guias podem apresentar cores várias de maneira quo sera fácil
distinguir classes, sub-classes e subdivisões, vcsnos ilustrar o que foi
dito
acima usando a cultura do cafe como exemplo (anexo 1).

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

�cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I

an
^
ste m

�.System

I
15

16

17

18

19

20

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7536">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7537">
                <text>Organização e administração de bibliotecas agrícolas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7538">
                <text>Zink, Ernesto Manuel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7539">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7540">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7541">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65108">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="484" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="40">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/484/C749_1_PE_V_03.pdf</src>
        <authentication>8827ffab6eec2f3a42d9a9f3c045cbee</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12244">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

�cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

- JL3^LJ

14

15

16

17

18

19

20

��PHirßIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTRCONOMIA

Conslderaclones que ofrece el probietna de
Ia catalogacion desde el punto de vista de
su ensenanza
por
Q. F. Marta S. de Schelner

FE.Ö
^-^0 Paulo
í". t? 3 W
l'O-Cjto

Cf
í. Pt
v.2&gt;

Recife
195h

-4*

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st e m

14

15

16

17

i&lt;

19

20

�T.-t
r

CONSIDERACIONBS QUE OFRíCS SL PRDBLMA DE
LA CATAIOGACION DESDE EL FUNTO DE VISTA DE SU
aíSífÍAÍJZA
Tese

Bibliotecária y Q. F. MARTA S. de SCHEINER
Profosora de •'Catalogaci.DM y Clasificación" (ir. y 28 curso)

Estamos los bibliotecários latinoamericanos abocados
nente al estúdio y aplicacion de Ia catalogacion simplificada.

seida-

Unos Ia aceptan con entusiasmo, otros tienen ciertas reservas, temores frente a los nuevos problemas que esta técnica crea indudablemente•
So publican y publicarán muchos trabajos que onfocan difo»
rentos facetas de Ia catalogacion descriptiva, pero aun no honos
tenido
conociniento de que bibliotecários dedicados a Ia ensenanza do Ia catalogacion hayan tonado posicion frente al problema que ella nos crea en este
aspecto.
Sn Ia Escuela do Bibliotecnia de Ia Universidade de Montevideo, Uruguay, al plan de estúdio abarca dos ciclos de un aíio çada uno
y
hasta el^momento actual de han separado estrictanente ambos sistemas do&lt;s
talogacion; Ia catalogacion do portada ostá incluída on el ler. ano| ?Jla
catalogacion descriptiva corresponde al 22 ciclo.
A prinera vista esto parece lógico y razonable, pero a poco
que Io analizQEios, nos daromos cuenta do que esta separacion es motivo do
asombro en el aluranado y dificultades pedagógicas para el profosor.
Con los aluiunos de ler. ano no hay grandes problemas, aunque
cabe çreguntor para que estamos ensenondo p. oj.,"... cuando Ia fecha de
edicion no aparece on Ia portada, sera registrada entre paréntisis,aunque
soa Ia dei copyrigt,,.", si luogo on ol 22 ciclo se coloca Ia fecha on sU
sitio, cuando aparezca dentro dei libro, oliminríndo los paróntesis angulares, pero se excoptua si aparece en Ia cubiertaj ontonces se pone entre
parentisis do nuevo, agregando ol lugar do donde so obtuvo ol dato, p.ej/
cub. 1954/ (X).
No es crear en ol espxritu dei ostudianto Ia confUción y
duda fronte a Ias diversas soluciones de un mismo problema?

Ia

Y los dichosos tres puntos si "algo" antecodo al título?
Cuánta dificultad para grabarlo on Ia memoria on primor ano,
Qunnto trabajo para volverlos a olvidar en 22, y agregar una notas"... a
Ia cabeza de titulo..." siempre y cuando ol critério dei catalogador
Io
juzgue nocosario. (XX)
Continuando Ia revista de dificultades nos encontramos
con
los siguiontes parrafos quo se refieron a Ia existencia de volumonos e ilustracionon. (XXX)
"3í8 Mención dol númoro do volumonos. La monción dei

I Digitalizado
-gentilmente por:

numero

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll
]_4
]_5
16
17
18
1

�do volunonoe do una obra so ospocificorá on. ol asianto dal catálogo, ontre
ol titulo y q1 pio do inpronta, únicamonte en ol caso do quo osta moncion
coçiada do Ia obra misma, difiera de Ia informaclón quo so dará en Ia col^
cion de Ia obra. Es obligatorio explicar Ia discrepância."
"3:9 Mención de ilustracionos. La nención dei material ilus»
trativo^que açarozca en Ia portada do una obra se incluirá en el asionto
dol catalogo unicanonte cuando apreguo una característica importante
de
dicho mateidal que no puoda senalarso en Ia colacioni P« ej», ol
núnoro
do ilustraciones de una obra que contenga muchas laminas o muchas ilustra^
cionos entro ol texto, sin numerar, Ia clase de ilustraciones (fotografias^
grabados, etc»)
No produce esto confusión al alunno que está acostumbrado a
orillar ambos^problemas con tres puntos y notas explicativas^ colocando ol
numero de volumenes e ilustraciones en su lugar en Ia colacion?
íh Io que se rofiere a Ia paginacion, no seria más util onse
nar a los ostudiantos do ler, aíío Ia forma que sugieren Ias regias de cata
logacion doscriptiva y teniendo en cuenta el valor dei libro mismo?
Poro Ia ensenanza, a fuerza de paciente el profesor y perseverante el alurano, vencera parcialmente los escollos y ol
bibliotecário
novel saldra de Ia Escuela con su diploma y con su bagaje fresco de
regias y técnicas catalograficas. Quo sucodera en su prirjer exporiencia profesional?
Nuostras bibliotecas aplican tambión Ia catalogación simplificada, poro cada una con un sistema propio, adaptado a Ias
necesidades
que surgen debido a factoros economicos, falta de personal, urgência en po
nor los libres en circulacion, otc. EL recién egresado debe aprender
una
tercer adaptacion y nuevamente a luchar con regias y soluciones,
câmbios
tropiezos, con aumento de su sorpresa, de su incertidumbre.
La técnica de Ia catalogación simplificada de Ia Biblioteca
dei Congreso es un procedimiento aplicado en una Biblioteca Nacional
quo
tieno eu cometido muy especial y, no Io olvidemos, su gran poder economico.
Ademas e cada paso se preveen problemas que omanan dei idioma ompleado on
su propio pa£s y se dan Ias respectivas soluciones; problemas y soluciones
que no se prosentaran on nuostro modio mas quo cuando trabajemos con
libro s ingleses.
Si cambio,cuántas de nuostras incertidumbres quodan sin respuosta?
Si ^nuostro concepto ha llegado Ia hora de que Ia
ensenanza
da Ia catalogación se haga en forma nas racional. Uniformemos concoptos to
momos on cuenta Ia utilidad que debe gostar Ia catalogación on
nuostras
bibliotecas, demos al ostudiante Ia topografia, invariable de los elementos
en Ia ficha como base permanente de todo su trabajo futuro y luego adornomos ol "esqueleto" con Ias vaj?iantes, excepciones etc,, que surjan nas generalmente y, Io que creemos muy importante, donos solucionos amplias»
Daborá caer Ia sopa3?ación entre cmbas técnicas, fundiendo en
uno solo^ambos procedimientos y habremos acertado doblemonte on el aspecto çodagogico y en Ia practica, Adomas ayudara a dor unifomidad a
los
catalogos anarquizados de nuostras bibliotecas.
RESUMEM
em
^
Se rocomienda para Ia ensenanza de Ia catalogacion

I Digitalizado
-gentilmente por:

modorna.

I Sc a H
s t e .O"
14

15

16

17

lí

�el hacer'o«noc9äP Ia catalogación simplificada desde el primer momento, conservando los elementos su secuencia fija y utilizando, donde ello soa
necesario, los conocimientos de catalogacion de portada,
No se aboga por Ia reduccion dei tiampo do ensenanza,sino por
Ia posibilidad de unificar y hacer el aprendizaje con mayor lógica»

*

*

*

(X) EE.ÜU« Ilbrary of Congress. Descriptive cataloging division.
"Regias para Ia catalogacion descriptiva", traducidas por el Dr.Fer
min Peraza Sarausa»
Washington, 1953,
parr, 3:15 G
ibid,
parr, 3:17.
ibid.
parr« 3:8 y 3:9.

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

�PRIMEIRO CONGRESSO BR^iSILEIHO DE BIBLIOTECONOMIA

Chave de classificação para esquistossomose
por
Sylvia Pedrosa Gondim

Recife
195^

Digitalizado
-gentilmente por:

�(.(f

PRIMEIRO CONGRESSO BRiiSILEIRO DE DIELIOTECONOMIÁ
Teses Sylvia Pedrosa §ondini, bibliotecária do Instituto Aggeu Magalhães - RECIFE
CHAVE DE.CLASSIFICAÇÃO PARA ESQUITOSSOMOSE
'
Assumindo a direção da Biblioteca do Instituto Aggeu Magalhães, coube-me .
a tarefa de organizá-la, Quando lá cheguei, o que existia nao passava de um amontoado de livros, periódicos, microfilmes» Ví-me agsim em face de grandes pro
blemas técnicos de nossa especialidade, O primeiro deles5 - Qual a classifica çao a adotar?
^ Para nós no Brasil, o sistema de Dewey é o de maior divulgação. Entretan
to nao nos encontrávamos diante de uma biblioteca de assunto geral, e £-in uma bi
blioteca de alto nível científico, biblioteca especializada integrada num centro de pesquisa, cujo renome se projeta no exterior através dos eminentes homens
de ciência que aí labutam.^^Quem já lidou com bibliotecas sabe quanto ê difícil a
escolha de uma classificação, máxime em se tratando de bibliotecas especializadas,
como é nosso caso, A classificação obrigatoriamente se prende â natureza da bi blioteca, sao os seus fins e o seu campo de açao que a elegem, Poder-se-á utilizar alguma existente, a qual, entretanto, dificilmente será seguida "in totum
introduzir-se-ao desdobramentos ou operar-se—ao modificações exigidas pelos minun
ciosos aspectos^do ramo científico explorado pela biblioteca ou ainda criar-se—á
uma classificaçao inteiramente nova. Assim aparecem os vários sistemas de classi
ficaçao para bibliotecas especializadas neste ou naquele setor.
Os esquemas gerais, Dewey e Library of Congress Classification não satisfazem a bibliotecas de assionto restrito» Sua notaçao toma-se longa e difícil de
ser lida afim de atender â expansao de uma determinada matéria, enquanto muitos
de seus símbolos sao despreaados»
Algions esquemas de classificações médicas sao usados com sucesso, não so
mente nag bibliotecas autores, como era várias outras. Basta lembrar a Boston Medicai Library Scheme, adotada em 8 bibliotecas dos Estados Unidos, inclusive a da
Clínica Mayo e em uma biblioteca da Chinaj a Cunningham's Classification for Medi
cal Literature, adotada em
bibliotecas dos Estados Unidosj a Barnard's Classification for Medicai Literature, em &gt;4. bibliotecas_^inglesas, uma australiana, uma
estad\inidonse e também na Biblioteca da Organizaçao Mundial de Sadde em Genebra,
sem falar na classificaçao^^feita especialmente para a Army Medicai Library. Esta
classifiÊaçao é uma expansão da Library of Congress Classificationj possui notaçao mixta.
Cumpre salientar as bibliotecas de faculdades de Medicina, Engenharia,etc,
como as da Universidade do Recife, que adotam a classificação de Dewey, e adotam
na com pleno êxito» Mas aqui nao se trata rigorosamente de uma biblioteca especi
alizada» - Quantas cadeiras e assuntos nao sao tratados em todo um curso de Medi
cina ou Engenharia? Estas Bibliotecas^são \im resumo de^várias especializações ,
daí comportarem uma classificação de âmbito geral, Acrece ainda o fato de serem
essas bibliotecas departamentos de uma instituição central, onde se impõe um sé
sistema de classificação.
Investigações levadas a efeito nos Estados Unidos revelaram que a
maior
parte das bibliotecas de Medicina adotam Dewey ou a Library of Congress Classifi
cationy afastando um mais adequado sistema, qual seria o de uma classificação es
pecializada, em razao de estarem essas bibliotecas unidas a Universidade ou a Bi
bliotecas Públicas.
""
Para as bibliotecas super-especializadas, como é o caso das bibliotecas
dos centros de pesquisa, o problema se torna muito mais complexo. O bibliotecáris®
precisa, antes d. tudo, conhecer bem a finalidade do centro e prever a inevitá vel expansao da ciência, A pesquisa é um que fazer contínuo, A todo momento surgem^coisas novas, assuntos que se dilatam, Uma classificaçao coordenadora de todo esse material que está surgindo e tomando corpo, tem de ostentar, como caracfce
rística fundamental, a expansibilidade, isto é, capacidade de adaptar—se a tudo
que aparece de novo, atender aos novos itens que serão descobertos, sem possibilidade de confusão ou intromissão em ramos correlatos já com suas classificações
preenchidas,
Para a Biblioteca do Instituto Aggeu MagalhaeSj centro de pesquisa, desti
nado ao combate das Helmintoses e, particularmente , da Esquistossomosie, adota mos a classificaçao da Army Medicai Library, Cedo, porém convencí-me das dificul

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

�I

2

dades que enfrentaríamos, caso insistíssemos em copiá-la servilmente, tal como se
acha^no manual fornecido pela Army Medicai Library. Uma classificação para Mediei
na nao pode ajustar- se ao estudo exclusivo de um parasito è tudo que lhe diz respeito. Ás notações seriam longuíssimas, uma fileira interminável de letras e núme
ros« Fomos forçados, afim de levar a biblioteca a atingir plenamente o objetivo de
informaçoeg precisas e segiiras, a organizar mna expansao para Esquistossomose, a
exemplo do que foi feito^^para a Moléstia de Chagas na Biblioteca do Serviço de
filacia da Malária, era são Paulo,
Na Esquistossomose temos de levar em consideraçãos

i
;

'

a) - a doença;
b) - o parasito&gt; causador da doonçaj
o) - o molusco^ hospedeiro intermediário do parasito.
4»
4»
00
Para esseg tree äSpectos abrem-se chaves que serão posteriormente desdobra
das. Essas divisões tendem a indi'^dualizar o amontoado de tratolhos, principal mente separal^a, que em oibliotecas especializadas constituem uma das partes impor
tantes do acervo. Elas reúnem os assuntos facilitanto os técnicos nas suas pesqui
3Si S •
**
c
A classificaçao geral da doença foi tomada a Ärmy Medicai Library, a sabei»
ESQUISTOSSOMOSE M/ÍMSÔNICA
"
"
JAPÔNIGA
"
"
VESIGAL OU HEMilTOBIA
OUTRAS ESQUISTOSSOMOSES

i
^

Cada um desses assuntos será desmembrado e, aqui, surge nosso trabalho qfie
visa, tao sòmente, a apresentação das divisões e subdivisões anoxadas ao item Eg,
quistossomose da classificação acima referida, Este esquema foi composto baseando
nos em informações precisas^ colhidas entre os médicos do Instituto Aggeu Maga lhaes e seguindo a orientagao decimal pela sua capacidade de crescer sem confundir-se.
000 GENERi'iLIDADES
010 Sinonímia - Definição
020 História
030 Congressos e Conferências
040 Relatórios
100 PATOLOGIA
110
120
130
14.0

Etiologia e Patogenia
Alterações macroscópicas
Alterações histoldgicas
Patologia experimental

200 CLINICA
210 Formas clínicas
220 Diagnósticos;
221 Clínico
222 De laboratório;
222.1 Exame de feses e urina
,2 Biópsia retal
,3 Intradermo-reação
mU Fixagao do complemento
,5 Reações cercarianas
,6 Outras formas
230 Prognóstico
300 TERAPÊUTICA
310 Clínica
320 Cirárgica
330 Agentes químicos
A.00 IMUNOLOGIA
AlO Antigenes
/t20 Anticorpos
U30 Imunjdade
O Reações imunológicas
O Imunologia experimental

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

�3
500 EPIDEMIOLOGIÁ
510
520
530
5i^0
550
560

Estatística
Distribuição geográfica
Fatores do meio social
Incidência
Transmissao
Pesqiaisas e análises

600 PROFILAXIA
610
620
630
6A0
650

Educarão sanitária
Controle dos moluscos - Moluscocidas
Tratamento
Saneamento
Outras medidas profiláticas

Para o parasito causador da doença e o molusco hospedeiro intermediário do
parasito, organizamos o seguinte desenvolvimentos
000
100
200
300
.4.00
500
600
700
800

Generalidades
Sistemática
Morfologia
Fisiologia e Bioquímica
Genética
Patologia
Ecologia
Distribuição geográfica
Técnicas do laboratório

Todos esses itens sao também usados para cabeçalhos de assunto no catálogo
sistemático que é o adotado em nossa biblioteca.
Pomos o nosso trabalho a discussão, Gostaríamos de ouvir sugestões que visassem um aperfeiçoamento do que^está feito, acolheríamos a comunicação de algo
que, por ventura, já existe no genero e ignoramos, tendo sempre em vista que
a
biblioteca é sobretudo e, antes de tudo, um trabalho de cooperaçao.
Agradecemos penhoradamente a colaboração dos Srs. Médicos do Instituto Aggeu Magalhães, colaboração tanto mais valiosa quanto irrealizável seria, sem ela ,
o nosso trabalho.

HERDMAN, MARGARET M, - Classification; an introductory manual. Chicago, A.L.A, ,
19A7, 50 p.
MEDEIROS, ALEA; VALERI, SARAH V; e P^iVKA, DORA - Contribuição â organização de
bibliotecas sobre a moléstia de Chagas. (In Anais do IX
Congresso Brasileiro de Higiene. Porto Alegre, Globo,1952,
pp. 525-528)
MEDICüL LIBRARY ASSOCIATION - A handbook of medicai library practice. Chicago,
ALA, 19it3, 609 p.
WASHINGTON, ARMY MEDICAL LIBRARY. Classification. Washington, A.M.L», 1951&gt; 275p»

a) Sylvia Pedrosa Gondim
Recife, 17/7/54.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

��19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7544">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7545">
                <text>Consideraciones que ofrece el problema de la catalogación desde el punto de vista de su enseñanza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7546">
                <text>Scheiner, Q. F. Marta S. de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7547">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7548">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7549">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="15138">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69655">
                <text>es</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="485" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="41">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/485/C749_1_PE_V_04.pdf</src>
        <authentication>ab3c1202e9ebca7105fd500f4ae7c23f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12245">
                    <text>3(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�19

20

��PßIlaüi!,IfiO COHGfi^SQ

DÜ BIBLIOTKJÜHÜJiilA

Simplificação dos processos técnicos de cetelogação
e classificaçao nas bibliotecas infantis
por
Maria Lecticia de ikndrade Lima

03.^.
Cí-Hl

Recife
1954

Digitalizado
-gentilmente por:

(jQ

�SIMPLIFICA0JO

DOS

PROCSSOS

TÍDNICCS DE

BIBLIOTECAS

CATAIiOGAÇXO

E

CLASSIFICAÇlO NAS

INFANTIS

Tbso apresentada por Maria Lscticia Andrade Uma,

ao

Primeiro Congresso Brasileiro de Bibliotecononia
18 a 25 de julho de 1954
RECIFE
Tfcia das dificuldades con que devem contaj^ os planejadores de
campanhas de educação, no Brasil, e a necessidade de adaptar o trabalho a sua
extensão territorial e população.
No campo das bibliotecas, os planos tên sido feitos para repercussão mais ou monos limitada, restringindo-se aos centros onde se tem desenvolvido a bibliotecononia, com a existencia de escolas e cursos para a for
mação de bibliotecários.
Ha, entretanto, crianças e livros por todo o país o seria de
imensa utilidade que tivesse início uma grande campanha pela
multiplicação
das bibliotecas para crianças com o auxílio de professores, assistentes soei
ais, educadores familiares e dirigentes de associações infantis, estabelecendo- se para isso padrões mínimos do técnica.
Reconheço que existem sérios inconvenientes na utilização de
pessoal não especializado em searviço tecràco como e o de organização de bibli
otecas, mas se ato países ricos e prósperos como os Estados Unidos, utilizam
pessoal não especializado om suas bibliotecas escolares, soria um excesso de
otimismo esperar contar no Brasil, dentro do um futuro mais ou menos proximo
com bibliotecários para todas as escolas e aErupamentos infantis.
Ao mesmo tempo, e impossível exigir de um elemento som formação profission^, certos serviços de natureza especializada. Mosmo ccan a utilização do estágios do treinamento, cursos intensivos e cursos por correspondência, torna-se imperiosa uma simplificação técnica.
~
Ha, ainda, outro argumento poderoso em favor dessa simplifica
çãoi nas bibliotecas infantis, coano em toda instituição educativa, e necessário que a criança tome parte em todos os trabalhos, penetrando aos poucos na
administração o organização dos serviços. A criança não se pode limitar a uma
atitude passiva, recebendo, apenas, as vontagons que a biblioteca lhe oferece.
l\am quo participar, ativamente, do movimento, encarregando-se de alguma tarefa que lhe desenvolva o senso de responsabilidade, tomando-a um elemento útil, na sociedade,
Para que a administração possa ser exercida, em parte, por olementos infantis e para que os pequenos leitores, mesmo os que so freqüentam
eventualmente a biblioteca, empreendam som muita dificuldade os
princípios
que regem a sua organização, e imprescindível simplificar os processos técnicos.
SIMPUFICAÇSO DOS PROCESSOS DE CATALDGAÇSO
A técnica da catalogação exige sempre una preparação especia!^
tudo devendo ser feito, entretanto, para pS-la ao alcance dos elementos
não
profissionais. O primeiro cuidado na sua divulgação é definir, de modo claro
e precioso, catalogo e catalogaçãopois e muito conum encontrar entre encarregados do bibliotecas, sem formaçao técnica, corta confusão entre catálogo o
registro.
^
Definido o catálogo é preciso determinar quais os catálogos iß
dispensáveis numa biblioteca para crianças.
CATÁLOGO TOPOGRÁFICO
^
Uma tendencia muito radical poderia levar a abolição do catalogo topográfico, sendo conservado,apenas, um catálogo para uso dos leitores.
O catalogo topográfico,embora reduzüíjv aos seus elementos q_§
senciais representa um papel tão importante na organização da ühLtt-öteca, quo a

Digitalizado
-gentilmente por:

�"SIMPIIFICAÇSO DOS PROCESSOS TÍDNICOS DE CATAIDGAÇlO
S CLASSIFICAÇÃO NAS BIBUOTBDAS INFANTIS»

de Maria Lacticia Andrade Una

Ab reproduções do trabalho sob o título acima, hoje
9
distribuídas, cont^ algumas incorreções, que são agora retificadas do modo seguintox

\
Pagina 2 - acrescentar no canto inferior a

esquerda

(modelo da ficha do catálogo topográfico)
o numero de registro, quo no original figura como 82,

A repetição do parágrafo "Fichas secundárias", ocasionou a duplicação da primeira
ficha da página 4, que figura ao alto com
a designação da ficha anterior (pag. 3)

I Digitalizado
-gentilmente por:

�nSo sor öiu caflôs auito ospociais dovo sor consarvado^ noanio quo sa u'blUza pcirei
esse fim um fichârio improvisado numa caixa de madeira, com fichas manuscritas»
Cada ficha poderia conter Bomonte»
1)
2)
3)
4)

P
F h

numoro de chamadaj
nome do autor 5
título do livro;
número de registro.

Faccini, Mario
íB.storias do Vovô Cejmorada«

Modelo de ficha do catálogo topográfico
Como axomplo de instrução simplificada p?3ra ^ sua
organização»
"colocar a osquerda,na altura da primeira linha escrita, o numero de chamada» O
ncane do autor, com o ultimo sobrencme em primeiro lägar,vam na çrimeira Tinha e
o título do livro, em baixo. No canto da esquerda,Qn baixo, o numero do registro, observando- se que,no caso da obra em mxiitos volumes, ou com muitas diÇ)licatas, todos os números de registro são anotados."
Essas instruções nSo prevSstao caso dos sobrenomes compostos, assunto muito difícil de ser explicado a elementos nSo especializados«bambam sSo
abandonadas todas as informaçoes conplementares sobre o livro, como editora, 3^
cal do impressão e paginação, quo figurcrão nas fichas para uso dos loitoros.
CATÁLOGOS PARA USO DB CRIANÇAS
O ideal da simplificação seria, a meu vSr, estabelecer, um tipo
do catalogação que pudesse ser realizado, se não intoiramonte por crianças, ao
monos com a sua colaboração. N^turalmonto que esse trabalho soria confiado
a
criança« ccn um mínimo de conhecimentos, o possuidoras do caligrafia regular,c^
pazes, portanto do uma apresentação razoável das fichas#
^
Seriam então adotadas as fichas manuscritas,o que o a única solução possível om escolas ou estafcòlecimentos que não possuam máquinas do datilografia« Mas tonho, entretanto, a opinião do que essa grande simplificação de
catalogos, ^mesmo nas bibliotecas que têm pessoal técnico e fazem fichas datilografadas, e muito útil no sentido do trazer o catálogo ao nível da criança.
Ê preciso tombam prever,pelos motivos alegados no início, o trabalho de^possoas som especialização, ou preparo biblioteconSmico, para as quais
e necessário firmar princípios simplificados. Ssclareço ainda que nunca poderá
ser dispensada a surpovisão de um bibliotecário adulto, por melhor que seja
o
treinamento das crianças.
Vejamos os pontos que dovem ser visados pala simplificação»
Batrada do autor
A entrada polo ultimo sobrenome, como regra geral, parece-me uma
medida acertada, numa biblioteca para crianças.
^
Bcceções podem, ser feitas, om casos de grande renomo literário ,
exigindo-se,nessa hipótese, que o bibliotecário adulto se oncarrogue do inse rir no catálogo fichas ronissivas,explicando-sa aos pequenos leitores sua util4
dado.
As instituições,associações e repartições deverão entrar com os

Digitalizado
-gentilmente por:

�1

txctnes que figurcoa nos livros de que são autores, dosprezendo-se as desigxiaçoas
goograflcas ou cuaisquer outros elenentos que oxljam pesquisas especiais»
s muito mais simples para uma criança procurar uma publicaçãoâo
Ministério da Agricultura na letra M que aprender quo se trata de uma repartição federal, devendo entrar em Brasil«
Composiõão d£ ficha.
Acho não ser possível exigir que a criança respeite ccia fidelidade margens e espaços. Para obter um mínimo de uniforTnidade, as fichas podem
ser preparadas previamente, marcando-se, com dois traços leves, a margem superior e a lateral esquerda.

1
1

As regras devem ser simples e enunciadas de modo claro.
O uso de duas margens poderá ser dispensado, começando o sobrenomo do autor, o título, as notas topográficas e as bibliográficas na mesnamaf
gem.
Outra medida que facilitara,na minha opinião, a
distribuição
dos elementos na ficha de catalogação,o fazor que as notas togográficas tenham
início numa outra linha»Ficaria assin esquematizada a confecção da ficha:
a) nome do autor escrito na primeira linha,cora o ultimo sobreno
me em primeiro lugarj
^
b) título na segunda linha, com subtíiólo o,quando nocessário ,
outra informação importante que figuro na página de rosto, como a edição j
c) local da impressão, editora e ano, numa^outra lin^j
d) a última linha seria reservada para o número do páginas
ou
volumes.
Seriam assim, usadas linhas novas parat título, local de inproj
são e numero de volumes ou páginas, conservando-se a mesma margem»
Dispensar-so-iam todas as notas especiais

F
H h

Faccini, Mário
Historias do VovS Camarada
Rio do Janeiro, F. Alvos, 1952
121 p.

Ficha de autor, para biblioteca infantil
No caso muito provável da biblioteca nao usar processos mecânicos da reprodução de fichas e considerando não ser recomendável a adoção
(Sas
fichas impressas,muito minuciosas,quase desaparecem as vangatens da "ficha

Digitalizado
-gentilmente por:

�ca'". Julgo quo a ficha do título, por exemplo, que e indispensável nuna
otoca para crianças, pode ser feita de acordo con essa determinação muito su»
nária: inverter a ordem da ficha, colocando o txtulo na primeira linha o o aii
tor na seguinte•

F
F h

Historias do Vovô Camarada
Faccini, Mario
Rio de Janeiro, F, Alvos, 1952
121 p.

Ficha de autor, para biblioteca infantil
Fichas secundárias
No caso muito provável da biblioteca não usar processos^meca
nicos de reprodução de fichas e considerando não ser recomendável a adoção das
fichas impressas, muito minuciosas,quase desaparecem as vantagens da
"ficha
única"« Julgo que a ficha de t£tulo,por exemplo,que e indispensável numa biblioteca para crianças,podo ser feita do acordo com essa determinação
muito
sumaria: inverter a ordem da ficha, colocando o título na primeira linloa e o
autor na seguinte.

F
F h

IB.stórias do Vovo Camarada
Faccini, Mario
Rio de Janeiro, F. Alvos, 1952
121 p.

I

Ficha de título
As fichas de assunto devem conter a rubricr. de assunto
linha extra colocada acima do nome do autor.

230
K h

como

JESUS CRISTO
Kehl, Olça Ferraz
Uma historia verdadeira. 3ê ediç&amp;
São Paulo, Malhoramentos.
82 p.

Ficha do assunto

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

�LISTAS DS CAB2SALH0S DE ASSUNTO
è indispensável a organização de listas de cabegalhos d© assuntos, contendo rubricas que correspondem aos livros mais frequentencsnte gp
controdos nas bibliotecas para criangas. Bssas listas, adaptadas aos into rôsses infantis,^devem levar em conta os programas^oscolaros, devendo ser tp
vistas com frequencia, inserindo-se, quando necessário, novos assuntos que
tenham vindo a fazer parte do curricsulo das escolas.
CLASSIFICAÇÃO DOS

LIVROS INFiUNTIS

A classificação dos livros para crianças deve ser feita prlij
cipolmente dentro do ponto de vista da sua utilidade p^a o pequeno^ leitor.
Ao mesmo ten^ío, e preciso respeitar, na medida do possível, oa padrões comuns de class^icação, para assegurar a continuidade do trabaHho, sendo por
iaso aconselhável a adoção de algum sisttma bem divulgado, como a classificação decimal de Dewey. Devemos contar com a dificuldade de escolas e ins;^
tuições do escassos recursos posäuirom c.a tabelas oficiais de classificaçao
decimal, tendo que se contentar com os r2sumos apresentados pelos manuais do
biblioteconomia« Para maior facilidade, oa números mais utilizados nas bibliotecas infantis podem ser relacionados o essas listas distribuídas, nas
redes de bibliotecas escolares. ífci nosso SERVIÇO D3 OHGANiZ/iÇiiO DB INSTIIÜ^
ÇQSS SSCCLARSS, temos distribuído, a partir de 1950, uma relação, baseadaeti
parte na que vem incluída no ^''Teacher-librarian's handbooljí*, de
Maiy
Peacock Douglas»
Devo-se ter cm vista algums considerações, levando em conta a natureza da biblioteca e o tipo dos leitores. Nunca se deve empregar ,
por exeE5&gt;lo, u]^ numero mui^to longo, ou muito coeçIoxo. 3ntrotanto, a simplí
ficação arbitraria que reuija subdivisões quo seriam mais úteis, isoladamente, deve ser evitada. Se ha coleção açrecir.vel do livros sobre Rimais e as
crianças têm cossibilidade do consulta-los em seus estudos^ sera melhor separarmos mamíferos, aves, pelxos, etc», polo uso de seus números do classificação proprios, em lugar de engloba-los em zoologia, com o eraprogo de un
numero menos preciso.
Tendo em mente^c ponto de vista da criança, certos livros ro
cebom uma classificação que não teriam numa bibliotec^ do adultos, aproveitandOHie freqüentemente, dentro do estudo de certos topicos, livros que apresentan o assunto dó maneira fantasista e recreativa.
LIVROS DE FICÇSO
Os livros de ficção são agrupados sob o^símbolo "F".
Livros que contenham sobretudo ilustrações poden ser marcaJos
com o símbolo *"0^ (gravura).
^
^
Lj_vros recreativos que se destinam sobretudo a crianças nas
ultimas series primarias o a adolescentes, podem ser assinalados com um sim
b&lt;^o especial "Fj" (Ficção juvenil).
Para facilitar o arranjo da coleção de ficção, recomenda- se
o uso da inicial do sobrenomo do av^tor. /J.gumag bibliotecas infantis, costu
mam usar a tabela Cutter-Sanborn. Tomos exporiencia pessoal na adoção da t^
bçla resumida, baseada na de Outter-Sanbom e publicada^como suplemento ao
codigo da ^aticana. Aconsçlhaiaos, com base nessa experiencia, uma poquenarg
íificação nas tabelas numerias, us^do síiabolos serçre com o mesmo numorodo
algarismos, pois a criança não esta acostumada ao arranjo decimal e tem dificuldade em perceber que o 2 vem depois do 19 e o 3 depois do 29. á
mais
sinçles acrescentar um O aos símbolos de um so algarismo e unir 19, 20, 29,
50, facilitando a compreensão infantil«
Arranjos mais sinçjles, como o uso da inicial do sobrenome do
autor,^seguido, quando necessário, pela inicial do titulo, são geralmente gç.
tisfatorios, para coleção de livros infantis.
crr.-ann?/; wTo r^.LBSWrQiBIjS
^
4M
^
^
Por mais qi^e tentemog sir^jlificar a técnica da cl?.ssificaçao
e^sençre esse, por sua própria natureza, um trabalho completo,e certas col^
çõos exclusivamento de ficção,ou mito reduzidas,como as bJbliotocas cb dassopo_

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�dam ser arranjadas alfabc^icaraente, pelos sobrenomes dos autores» Êsse slg
tema de arranjo conservara rmnidos os livros dos mesmos autores e não of_g
rece nenhuma desvantagem para os livros recreativos«

v

CONCLUSÖBS

^
Para que tenham um c^áter prático essas medidas de sinçilificação, e preciso que os bibliotecários que trabalham com crianças reconheçam a necessidade imediata do seguinte:
a) organização de um código para a catalogação de livros in
fantis. contendo as regras essenciais parada organizaçao de um catalogo e
redigido de maneira mu:^to clara, com abundancia de notas explicativas tendo em vista a sua provável utilização por elemontos estranlios a biblioteco
ncmiaí
b) organização de una lista abreviada de cabeçalhos de assuntos que inclua os tópicos mais freqüentemente encontrados nas bibliotecas infantis}
c) organização de uma adaptação resumida da
classificação
decimal de Dew(^, de acordo com as nocossida(|es das biblio-^ecas infantis ,
para aiiç&gt;la devulgação entre professores primários, responsáveis por clubes
infantis, assistentes sociais e dirigentes de parques infantis.

BIBLIOGRAFIA
A* L* A* - How shall we educate teachers and librarians for libraiy
Service in the school? New York, Columbia University Press, 1936»
DIAS, Antonio Caetano o^GOSMB, Luis - Compêndio de classificação decimal e
- indico alfabético, Rio de Janeiro, I. N« L., 1950.
DCÜGLilS, Maiy Poacock - Teacher-librarian's handbook. Qiicago, A. L. A.,
1941.
PARGO, Lucile - The libröiy in the school. CShicago, A. L. A., 1947.
POWBR, Sffio L. - Work with childrenüt.public libraries. Chicago, A. L. A.,
1943.
1
RALPH, R. G. - lhe libraiy in edücation. London, Tumstile Press, 1949.

I Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan
~

«c

14

15

16

17

Ii

19

20

��Wi

M^-m

.^w
iís\
V

|b7« J
r

D'^'' xi'^
r&lt;í^

^k'

IÄ
Ji^
ííte

cm

12

3

I Digitalizado
^^^shem
-gentilmente por:

]_ 4

15

16

17

1í

19

20

�cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I 2c a n
System

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7553">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7554">
                <text>Simplificação dos processos técnicos de catalogação e classificaçao nas bibliotecas infantis</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7555">
                <text>Lima, Maria Lecticia de Andrade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7556">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7557">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7558">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="15137">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65109">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="486" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="42">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/486/C749_1_PE_V_05.pdf</src>
        <authentication>cd19dd71dc1f6131fb41b63dd39ce545</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12246">
                    <text>61.3(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�n

.f.

3^
'

'^í/^

^■^'-áí ' »&gt;
äS'iS'i

cm

1

Digitalizado
^^^s'tem
gentilmente por: "^^„11!"

14

15

16

17

18

19

20

��PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

O perfeito bibliotecário
por
. Xavier" Placer

Recife
195^

Digitalizado
-gentilmente por:

^

�r, ^
i:-3
o

PERFEITO

BIBLIOTECiÍRIO

Tese apresentada pelo Biblioteçario
do Serviçç) de
Informação Agrícola
do Ministério da Agricultura, çj Pro
fessor de Bibliografia o Referencia
dos Cursos da Biblioteca
Nacional,
Xavier Placer, ao Primeiro Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, a
realizar-se em Recife, de l8
a
25
de Julho de 1954.

I - O BIBLlOTECiÍRIO ANTIGO
Ainda hoje podemos vov^ em ilus"^raçoes de Historias do Livro e das Bibliotecas, curioso
documentário do
eye era no
pasmado a Biblioteca.
Agrada, como flagrante caracteristico de uma epo
ca^ contem-^lsr esses desenhos artisticos, mas uma impressão neg^ti.
va deles se depreende quando olhados do ponto de vista biblioteca rio,
são ouase sempre, ou sempçe, ambientes escassamente iltiminados, de severas paredes, com arnarios avaramente trancados, exi bindo no interiçr grossos volumes gravemente encadernados,
No mesmo recinto, ou a parte, aparece o salão de leitura, onde se desta cara incomodas car-^eiras pri^a os raros leitores - carteiras rue se ^
figuram postas ali no proposito dc tornar o labor intelectual,
do
leitura ou pesouisa, um tornento físico,
Era então a Biblioteca,

sabemo-^lo, um mero deposito de li-

vros,
Sgndo então a Biblioteca um mero depósito de livros, nesse
amb:^ente tao p-uco acolh§dor, e nada confortável, cue era o bibliotecário?
Sabeipo-lo também,
Com exceção das Bibliotecas nacionais
dos grandes países, situadas nas c$;pitais, onde a^realidade se apr£
sentava um pouco di.fferente, a furgão do bibliotecário era a de
um
simples guarda e conservador do acervo, ^Exatamente este titiilo -con
servador - rue ora se reserva pa" a os técnicos dos
Museus, era-lhe
dado em muitos casos.
Falou-se em desenhos de antigas Bibliotecas.
Não e fácil
surpreender a fabulosa personalem nos referidos desenhos,
Mas se o
lápis muitas vezes a escueceu, apossou-se dela a ficção.
Explica, se este interesse da litçratura; o nosso personagem tinha 'basten1;es
aspectos pitorescçs e ate caii catos.
Quem não conhece o tipo clássico _,do bibliotecário do
passado?
Um homemzinho de surrada indu mentaria, fundas rugas e melenas caindo pelas orelhas, maniacamente
debruçado sobre in foi ins, e na sua obsessão, all'eio ao mundo ao seu
redor, estranho ao convívio^hmano,
Titularmcnte; conservador, Mas
enquanto ele se omitia, o mofo umedccia os
livros o os ratos se di^
liciavam na fairá
lenta mas certa de destruição,,,
A
^
E todavia^- justiça se faça
-^sob a aparência mesquinha,
ridícula e desdenhavel, era o bibliotecário do passado, senão
sempre, ao fiipnos
em termos geiais, um valor intelectual.
Possuia. comumente línguas, cultur^, humanistic^, e muitos d^les eram autodidatas de estudos bibliográficos, histéricos, filologicos, literários
e outros.
Aig-uns foram prosadores e poetas.
Figuras, pois,que dijg
nificavam a profissão»
Dir-se-a ci^e nao e^e realmente util^na fTmçao.
De acordos
no fundo a verdade e^essai ele eça bibliotecário apenas p&amp;ra si me^
mo.
Mas levemos ate o fim a analise,
E em homenagem a esse velho

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

^5

16

11

18

19

�2
colega de profissão roconhoçanoe absçjlvidorrmcnte que nao lhe cabia
a reçponsabilidade dossa condição»
Elegera una peça, entre moitas,,
da maoui^a social de seu tempo,. Ora, nao havij, então essa
cnfase
que se da hoje aos serviços ditos sociais, serviços p^ra a coletivi
dade, e
do oual
a jßibliotcca constitui parte relevante.
Assim,
corno muitos outros,^ele era um valor
inaproveitado, sim, no que se
refere diretamente a sua profissão, ma? pessoalmente um valor,
II - O BIBLIOTECj&amp;IO MODERNO
Tu4o, na Biblioteca m.oderna, exi§tc em razao do leitor,.
Rgservou-se aS Bibliotecrs nacionais o cçrater de arquiyo do patrimônio cultural, coQ as restrições aue dai decorrem,
Todas as
outras Bibliotecas sao do finalidade exclusivamente corrente, imediata, viva,
Que contraste com. a Biblioteca do passado'.
Situada em lü
cal accessivel. horj^rios
favçraveis, salões de leitura amplos e i-luminadog, instalações mobiliários adequadas, estantes abertas e ixe
Ia um acervo atualizado,
^
Is"t;io quanto ao, aspecto material. Qyanto aos seçviços, horários favoraveis, ficharios cm forma de catalogo-dicionario, oriqn.
taçã9
consulta, aceitação de sugestões para aquisição de obras ,.
emprestlmo local e a domicilio com um mínimo de exigências, e-ifin ,
um completo serviço de referencia,
E ali onde ele, o leitor,
encontrava çntes uma figiono mia grave e solene, çncontra hoje acolhimento anavel e inte;;esse;j4a
^i adulador.
Sim, ha um verdadeiro trabalho sutil de atraçao,
ele
c o enfpnt PrtP da Biblioteca,
Nem ho que censurar,
A noTjreza do Qbjetivo justifica
9
tratai^ento.
Trata-se dç bem servir a intcligeijcia, § ean ultima a^ja
lise a societ^ade, através do indivíduo»
O fenomeno e geral^
Nao
vemos na família, a criangp transformada no centroA^e interesse? Na
Escola moderna, o sJjam? catalizando toda a importancia do
sistem§
educaçional?
A sociedade como oue t:-ria consciência de um considera
vel numero de valores desdenhados, e os coloca em.;seu centro natu ral.
Em matéria de cultura, isto
e lugar comum. vlvem9S na
idade do papel Impresso,
O homem, do século XX e do Ocideíjte é fundamentalmente livresco^
O Livro, esse registro da experiençia hüraa
na, assuaiu umaAimportancia absoluta em sya exis'^encia,
E e tal
o
volume deles, sobre "^odos os pernas, oue nao lhe e mais poss:^vel, Ijq
dividualmente, domina-los. . So uma oçganizaçao, completa ate ao detalhe, pode faze-lo,
O Livro necessário criou a Biblioteca,
E assim, comovo Livro criou a Biblioteca moderna criou
novo tipo de bibliotecário.

o

Colocado no centro do sistema de servj^ços, cm que çacio nalmente se estrutura a Bibligteca, o bibliotecário moderno e o tr^ ,
ço de 1^139 entre a instituição e o leitor». A Biblioteca çoderna e
•am laboratgrio, o livro ai o Instrumento, e
ao bibliotecário
cabe a posiça^ atuante e
viva de mentor,.
Para §e colocar a altura„de tão relevante missãç, esta ele preparado, ja agora, por for-maçao Erof4,ssional, . Através dç Cursos rcgula3"es, aue em alguns países sao ja de nível universi-^ario ,
recebe una especialiançao completa.
Aprende conheciçjentos técnicos
dg catalofaçao e çlassíficaçao,
bibliografia e referencia, organiza
çao e atoinistraçao de Bibliotecas, assim cono se ilustrra em Historia do Livro'e das Biblj,otrc^s, e, ainda, em cursos extracurriculares estuda especializaçocp varias dentr9
especialidade,"
E
completando este aprendizado, a muitos e dado ainda oportunidade de
estagio cm centros mais adiantados no assunto,■
_
A
y
Reconhecendo a inportancia da atividade bibliotecária
na
sociedade, os governos cíiaram em áeus quadros administrativos
as

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2c a n

�3
c9.rrclras oficiais de^bibliotccáçio, con honorrrios so mesçio nível
de outras profissoçs utcis,
Se o un feto ouc o bibliotcc?sio procurou elevar-se, ha pois cuo^rcconhecer nue sociedade e^Governo soji
"beran en tcnpo corresponder a justa valorizaçao da profissão.
Organizador e administrador de Bib:],iotccas
catalogador ^e
classificador de livros, orientador bibliográfico - e o bibliotecário moderno uri completo profissional,
A
E agora cue fo^ feita a devida justiça, assinalando-se as
excelencias do bibliotecário Qoderng, un pecueno r-paro.
Trata -se
no fundo- de
un p-rrlelo.
Nao sera odiçso? comparan-se categorias
sçEieO-hantes,
Niira palavra, a realidade e estas faltava ao bibliot£
cario antigo preparo profissional nas era gö?^.ncnt.e cul'^o; ten o bj.
bliotecario nodemo completo preparo profissional, nas e geralmente
menos culto.
ííão se trata dc tomar partido por uç} ou por outrô, Corrigiu-se um erro, caiu-se^^no extreno oposto.
Nao era o outro profissionalizado
tornou-se este -um purç profispi«nal.
Certo nao lhe cs.
be a responsabilidade; o fenomeno e gesT'l.
Ele apenas acompanha,
o
sentido dos ventos oue sopram- aur-ndo sç encerra entre as quatço p^a
redes dr sua ^especialidade-« a Caber-lhe-a responsabilidade, porem, ^e
grande, se não tomar consçiencia da situaçao
e nao reagir,
Se nao
dçixar de ser o bibliotecário moderno para ser o perfeito bibliotecário,
III - O PERFE'ITO

BIF&gt;LIOTECíCRIO..

Ocnpemo-nos deste personagem Ideal.
Nao me çrgmentem que
por ser ideal deve e§tar fora de cogitaçoes.
Ao contrario.
Exatamente por se::- ideal e que a sua imagem deve ser proposta como modelo,
A p3;;ofissão bibliotecária
como toda a profissão,
e uma
grave ameaça a personalidade daquele que a exerce,
Por este
fato
muito simples: e, como se viu, uma especialidadeo
^
Que Vem a ser una especialidade?
narjo: ordon de ash. udos ou trabalhos a mio
ticular culdpdo-

Abr§-se qualauer dicioguen se dcf^ica. con par

A definiçaç e de clareza neridiana^
A especia3Ídràe,
por
sua mesma natureza, e, primeiro, restrita^ - uma ordem de
estudos
ou de trabalhos - e, em segundo lugar, exige daquele ç^ie a exerce,
que nela se empenhe a fundo, que se lhe entregue inteiramente:
com
particular cuidado,
En síntese, e
falando cçm f-anqueza,
embora
un tanto içrevercQtemente:
ser especialista e usar antolhos,
para
ver numa so direção,
Mas neste ponto não há que escaçjdalizar-^e.
Tornaram -se
tao complexos, em nosso mundo moderno, ciência e técnica, aue
nao
havia çutra saída,, senão a especializaçao dos estudos 9 terefa§, Dß
pois, e pr.ecisjo :^ao esquecer que tal lim.itaçao tem. caratcr, ate ceir
to ponto, voiuhtario:Jia para^cada um relativa margem de liberdade
na escolha da profissão de acordo com as inclinações ou interesses,
E se não há çue escandalizar-se, tanbgm nao ha poroue alarnar-se.
Pelo contrario,. A tomada de consciência de una realid£.
de, em to^os os seus aspectos, mesmo negativos, so pode beneficiar.
Perigoso e ignorar,
Cmpre ao bibliotecário ser^um especialista e taníjo mais
competente auanto for possível, nas n^o alúientar ilusões sobre
a
relatividade do valor da especializaçao.
E esta a principal deformação do especialista.
Absorvido e
anii"iado pela sua tarefa especa
ficaj descobre nela encantos e profundidades otie se lhe afiguram cz
clusivos,
O resto do universo^e infino e desimportante ao seu es trabisno.
Substitui os meios a finalidade; perde-se nuna^yisão
dc
detalhe, parcial e esterilizador - em prejuizo de uma visão de con-

I Digitalizado
-gentilmente por:

'

14

15

i'g

17

i's

19

20

�juntOj harmoniosa e vivificpdors.
Torna-se, no, reino do espirito,um
aleiõ-ao.
Apenas^ como ss realidades subjetivas sao menos
visíveis
que as físicas, ele passeia a sua deformidade moral dando a :^mpres sao de aue não a possui,
Isso ouando esta patologia se mantém ainda
denljro de u^ eouilibrio do deseouilibrio.
Por oue o final do proceja
so e uma tragica estupidez, oue leva a uma completa impossibilidade
de convívio humano ou a um ressentimento agressivo,
A atitude mental do bibliotecário deve ser uma permanent e
CTiriosidade por todas as manifestaçoes^da cultura.
Nem se diga
que
i§to seja impossi^velc
Antes de tudo, ele vive no m§io de livros; alem disso,
a pçopria profissão^obriga-o a lidar^diaria e diretamente conj eles.
Ha as tarefrs mecanicas de regigtra-los e cataloga-los,
Mps ha ainda as de classificação e_,a de referencia,, trabalhos puça mente intelectuais.
Por que nao ha de o bibliotecário tirar o máximo dessas atividades, trrnsformando-as em
algo proveitoso para a sua
inteligência?
E valorizar ^s suas horas de lazer com o contato interessado dessas manifes-^agoes.
Naturalmente, os temperamentos di^cidem cfe
natureza, das pred3,leções: uns hão de preferir g erudição estetica,oii
tros § contemplação da §rte, outrçs a di\nilgEçao cientifica,
outros
as idéias gèraisde caratçr filosofico.
Seja.o^que lhe aprázer, mas
qtie seja algo.
Bibliotecário inimigo do Livro e que
seria absurdoi

,

cm

1

Deverá^ser então um sábio?
Nao se exige tanto.
Basta que
seja uma intelóg encia ilustrada, '^em informacía, um erudito.
linpor^tardo apenas, neste particular, oue tenha exatg consciência do carater extensivo de seus conhecimentos,^em oposição aos que os possuem
em profunc^idade,
Para isto;
prra não se tornar um pedrnte. Evidentemente, e uma posição mental de humilde que se pede,
Mas^esta hu mildade nada tem de humilhante,
Primeiro, por^que ela sera conscien
te; • segundo, • porçtue^a caiis? final a aue^serve e a mais nobre possi vgl: o Saber,
Nao e isto mesmo oue este sintet:^zado. com latina eis
gançia, na frase inscrita no liVro aberto, oue e o símbolo do bibli^
tecario, chamando-os SERVUS SERVORUM SCIEETIAE?

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

20

���ISS^'

cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

\
^4

\
15

£r »S.
'a
llllll

16

17

18

19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7562">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7563">
                <text>O perfeito bibliotecário</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7564">
                <text>Placer, Xavier</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7565">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7566">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7567">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="15136">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65110">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="487" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="43">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/487/C749_1_PE_V_06.pdf</src>
        <authentication>fe63d35bddfae017c173407084436e95</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12247">
                    <text>�»'Ar ^

1»^-^

íf.

é

Íj^í

cm

2

3

'I Digitalizado
-gentilmente por:

^ca n
vSyst e m

14

15

^0

��PRIMEIRO CONGRESSO BRkSiLEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

Bibliotecas publicas e intercâmbio
por
M. da Nobrega

OjL'.Ofe' i C® O
SAo Paulo

cí-xl
&lt;■ ?t

°i

Recife
195h

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st e m
&lt;/

14

15

16

17

lí

19

20

�'7 y
&lt;•3
3IBLI0TSGAS HJBLICAS E INTERG^IO
Anotajoes para o Estudo Critico e
Solução de um Problema Premente
M.,daNobrega

Processa-se hoje, no mundo inteiro, um movimento sem precedente na historia
da humanidade para colocar as fontes de informação ao alcance dos que devem ser informados.
/
/
/
Cada povo e a sua própria historia
de todos os povos.

/
^
E a humanidade e o conjunto das historias

A palavra e falada ou escrita.

Servindo uma e outra para os

contwsporen^oeji^Bias conr mais propriedade a escrita para os posteros. Muito se
MM
0
transmite de geraçao a geraçao pela palavra falada. Mas também muito se perde.
A palavra escrita era um imperativo.

De ura desejo converteu-se num ideal, de

ideal em realidade, e hoje e condição de vida e de liberdade.

O livro e a arma

mais forte e mais segura que conhece e de que dispõe o homem, para tomar-se e
^
\
0
St
/
manter-se livre. Legitimamente e a unlca. E a biblioteca e a morada do livro«
Impedir, limitar, ou de algma maneira dificultar a divulgação da palavra escrita ou a impressão e distribviiçao de livros, o desejar a quem essa proibição ou
limitaçao se fa^a pior das desgraças, - que e a do embrutecimento.

Inversamente

facilitar ou incentivar essa pratica ou exercício e interessar-se pela sort-, dos
beneficiados e desejar-lhes um futuro raelhoy - de esclarecimento, de luz, de entendimento, harmonia e paz.

A proibição direta ou radical não e a única maneira

de impedir que se faça alguma coisa.

A falta de cooperação, ou a resistência in-

direta, faz desanimar os que trabalham e enfraquece a vontade dos que se esforçam*
A cultura de m povo, afirmaçao da sua vitalidade, resulta do esforço cciabinado da sua parte mais inteligente ou esolaz*ecida.

Essa parte ••

elite -

tem a responsabilidade de esclarecer e conduzir a outra, - a que vê menos, alcança
menos, e por isso precisa de orientaçao honesta e condução segura.
He uma necessidade urgente de preparar as criaturas - toda a massa do povo para uma compreensão melhor, superior, imís construtiva das coisas e da vida.
Deve-so cixidar mais do preparo dos homens, para que saibam escolher, por si
mesmos, as coisas que devem aceitar ou repelir»
sima em se tratando do livro.

E isto tem aplicação especialís-

Essa - a preparação do homan para que saiba esco-

lher e dirigir-se - deve ser a preocupaçoo, e nao a escolha dos livros que devem
figurar ou ezis^^ xiuna biblioteca, isto e, que podem ser lidos»
deve ter preferencia nos livros que coloca ao alcance do leitor.

A biblioteca não
O leitor e que

deve saber escolher, entre todos os que se escrevem, ou se lhe apresentara, aqueles que lhe convém.

Dele, e de mais ninguém, deve ser essa escolha»

E cada um

deve ter o direito de escrever o que pensa, e nao o que lhe mandam ou peimitera»
Aòabaria o autor escrevendo o que não sentiu, e o leitor lendo o que não deseja, sem proveito para nenhum dos dois.
^

Um homem que so le aqxiilo que outro lhe indica ou acha que êlo deve ler não

e oan hom^ livre,

é livjre para ser o que os outros querem, mas não para ser a si-

mesmo, - que e o que importa.

Talvez seja melhor uma mont« perveH^iãa, ou de al-

maneira insubordinada, do que escravizada a outra.
ção depende de si mesmo, e ha esperança.

No primeiro caso a reden-

No segundo nem uma nem outra»

Porque

dependo da alheia vontade, em que a nossa não pode influir, e contra a qual cada

5

6

Digitalizado
-gentilmente por:

t

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll
14
15
ig
17
13
19
2

�- 2 VGz podo menose

Lor vui honon livros por outro oscolhidos, serin bcn e darir. resixl-

tados provoitosos, nps se r::(uvessG a certeza de que aquele que os escolhe e dirige
^
A
a forraaçao intelectual daquele para quen os escolhe, o faz com independencis e in^
A
0
parcialidade. E e esta independencia e iiTiparcialidade que em época nenhvuna da historia se provou a favor dos que escolhem os livros que os outros deven ler. E por
^
^
A
lan motivo nuito siinplesj na o e possivel. Tal independencia e imparcialidade simplesnente nao existem.
propositos.

Nao esta na natureza hunana, - nem nos pensamentos nem nos

Algumas exceções?

Sim, as tem havido, e ate bastante honrosas, - nas

apenas para confirmarem a regra.

Tenha o homem acesso a tudo, e saiba distinguir
/
/
/
entre o que lhe convém e o que deve repelir. E a única maneira de formar individuos.verdadeiramente livres, independentes, cidada.os informados, - que e o que importa.
O hanen so será verdadeiramente livre quando puder livremente externar o seu
pensamento e livremente examinar o de seus semelhantes.
uma ou

Enquanto no sentido de

outra coisa encontrar obstáculos, pouco progresso estaremos fazendo, e

limitadas serão as nossas esperanças»
Nao? os livros que deven entrar e permanecer numa biblioteca não dovem passar
por nenhum crivo,
Todo o livro que se escreveu merece ser lido,
examinar os pensamentos de outro?

Porque un honen se recusa a

Talvez nalgun deles esteja a solução de algun

problema milenar^ nao da maneira como ali encarado, ou mesmo da solução que se lhe
apresenta ou propoe, mas das ideias a que o pensamento da motivo, ou de que e causa, muitas vezes em sentido diametralnonte oposto.
nao se teria tcxaado sem aquele ponto de partida,
o lado errado da questão ou do problema,

Porem dedução ou caminho que
Deixam-nos ver com mais clareza

Quanflo não revelam que errados estavam

os nossos pensamentos e certos aqueles que condenávamos,
Hao ha livros propriamente perigosos,

O que ha geralmente são interesses -

de indivíduos, grupos ou instituições - que devem ser defendidos e mantidos, embora isso custe o sofrimento de milhões, e ate mesmo, se preciso for - por meio de
conflitos, atritos e guerras - a destruição de um paxs, ou mesmo da civilização,
O que torna necessaria a escolha dos livros que o povo deve ler e o esclarecinento que se lhe nega.
Nao e licito negar a nenhum homem a liberdade de pensar o que quizer e examinar o pensamento de quem quer que pense.

Qualquer limitação a este exercício -

nao importa em nome do que ou de quem - e opressão, tirania e despotismo,

Poderá

nao parecer, e os seus efeitos imediatos podem mesmo iludir a uns e outros,

Mas

os efeitos^ na verdade, e com toda a força e toda a crueza da realidade, são os que
sempre e invariavelmente resultam da tirania, da opressão e do despotismo,
toria ainda nao indicou nem provou o contrario.

Á his-

Isto não altera, nem de modo al-

gum diminue, a honestidade dos homens que em tal sistema acreditam e o prcciovem, a
nao ser naquele ponto em quo deviam conhecer melhor a historia, e também a natureza hmana&gt;
Nenhuma cultura dirigida - ao sabor pessoal deete, daquele ou daquele outro,
jamais deu ou dara resultados produtivos e realmente duradouros,

O que se da e

uma ilusão que engana a xins e outros, E tanto mais engana quanto mais honestos
**
m aqui• e' onde
j a coisa
j
.
*
'
sao,
ü.
muitas
vezes se toma tragica,
patética,
pungente.

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

^5

16

17

18

19

20

�Deus neo escolheu o que o homem deve pensar ou aceitar, pois que nenhuma coisa
lhe proibe, - fazendo-lhe tao somente admoestaçoes e esclarecendo-o, Mes o homem se
A
arvora com esse poders proibe ou permite - aos outros - consoante o alcance que tem
^
A
AM
e os interesses que defende. S muitas vezes esse alcance noo vai muito longe e os
A
interesses deixam de ser os da coletividade, para serem apenas os seus, ou os do
gmpo ou instituição a quem defende.
Sem um homem verdadeiramente livre não podemos construir um irtundo melhor e uma
sociedade mais justa.
A
/
Temos que demolir todas as barreiras a que o homem pense e todos os obstáculos
a que examine os pensamentos dos outros. Escolas, jornais e bibliotecas - muitas,
A
M
sempre e por toda a parte. As escolas preparam o cidadao, os jornais o informam e
as bibliotecas completam a sua cultura.
A biblioteca torna-se cada dia meis a alma da cultura e da liberdade dos povos.
Sen ela o homem ja não pode ser nem culto nem livre.
guém nais o discute ou põe em duvida.

Isto e ponto pacifico.

Nin-

Agora o outro, que ainda não e ponto pacífi-

CO, que ainda se discute, e que ainda se poe em duvida, e o dos livros que devem
constituir o acervo da biblioteca, e estarem a disposição de quem os queira examinar ou consultar, - e mesmo divulgar o seu conteúdo.

Esta liberdade - de ler, dis-

cutir, oxpor e divulgar - tera também que ser ponto pacifico, certo e indiscutivel»
Para um mundo de hcanens aindc escravos - de alguma coisa ou Tins dos outros - isso
que aí temos da bem vima idéia do que faremos e seremos quando fonaos verdadeiramente
livres.
E então a nossa preocupação seria, ou deveria ser, a da formação de homens verdadeiramente livres, - para o que teriam que ser criados e postos em funcionamento
as condições ou instrumentos capazes de produzir um tal homem.
Criadas ja estão.

Temos agora que as fazer funcionar - nesse sentido verdadei-

ramente construtivo, superior, conducente a una ordem melhor e mais justa^ - escola,
de criaçao antiga, e que de alguma maneira tem a idade do homemi o jornal, criação
posterior, lógica, conseqüente, inevitavolj e finalmente a biblioteca, qoe tudo reúne e centraliza, e de onde tudo irradia.

Da escola sai o homem mais ou menos ini-

ciado; o jornal o melhora; da biblioteca saira o homem superior, culto e verdadeiramente livre.
Do que foi* • biblioteca nos nossos dias resultara o mundo de amanhã.
^
m
P
Notáveis sao ja os trabalhos executados pelas bibliotecas do mundo, no seu esA
0
forço para informar e esclarecer a un nvimero cada vez maior de indivíduos. Dosse
esforço dao bem conta estas palavras, referentes a esse movimento nos Estados Unidos, onde mais intehsamente ele se processa: "Durante 1952 muitas bibliotocas celebraram o seu 25®, 502 Q Q-tg nesmo 200^ aniversario de serviços as suas comunidades.
Com vigor sempre renovado no cumprimento dos seus programas, espera-se que as biblj.otecas durante a próxima década a ser uma força vital cada vez maior na ajuda
para melhorar a educação das crianças e dos adultos o contribuir no sentido de tua
cidadão infonnado."

(The Americana 1953 Annual).

So temos uma pequenina observação a fazer,
estrr "milênio", ou mesmo "bilenio".

E que onde esta "década" deveria

Mas os que nos vão suceder hao de fazer essa

alteraçao, e mante-la.
E no que se refere ao resultado - altamente animador, indisoutavGlnente

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

16

11

18

19

2

�promissor - diz bem esta carte, escrito por ur3:adulto que acaba de alfabetizar-se»
e que agora pode ler livros. pensar no que dizem, e ficar "um cidadao informado";
"Tenho lido os nossos jornaizinhos,

Como sao bons! Falain de tudo, tudo nos

ensinam.
Eu gostava de os receber todos os dias»

Para eles tenho sempre tejapo, a noi-

te, de madrugada, ao domingo, substituindo a minha saida pele sua leitura.
Sou criada e freqüento um Curso de Cajnp;.nha na cidade do Forto.

Era analfa-

beta, não conhecia uma letra do tajnanho duna porta, como nos, o povo, costumamos
dizer»

Hoje sei ler e escrever, sou feliz.

Parece-me o mundo maior e ate que

tenho os olhos mais abertos»
i-iUero min to sinceramente agradecer por mim e pólos meus colegas de Curso a
Sua Exceloncia e ao Governo tanto bem recebido,
A
Cjue Deus a todos abençoe.
Com todo o respeito me subscrevo»"

(A CíÜ^íJíHA - Órgão da Cajnpanha Nacional

de Educação do Adultos - Março de 1954- - n^ 9)
«w
A
^
E aqui uma observaçao. 3sta parece ser uma inteligência supericr, que so lhe
A
faltava, para menifostar-se, poder entrar em contccto com os livros, compreende-los
falar coci eles»

á mais um que alguma biblioteca tem hoje que servir, e possivelmen
m
P
te mais una biblioteca que amanha se abrira»
ß
m
,
*
Vários sao os serviços que uma biblioteca presta - e um dos maiavTraliosos e o
A
A
^
«V
intercâmbio» Principalmente nos nossos dias, - em que as distancias fisicas nao
na.is existem, e en que as várias culturas cada vez mais convergem para uma so; isto é, de nacional para internacional: - do homem para o grupo, do grupo para a namm
/
çao, da naçao para a humanidade, fundindo e confundindo tudo numa coisa soi o hcanem
culto, esclarecido, verdadeiramente superior»
Como atras ficou dito, o maior movimento de cooperação e intercâmbio bibliotecário que jamais teve lugar na historia da humanidade é o que hoje se processa tendo por centro, ou^^pidnèipâl força propulsora, os Estados Unidos» Vale a pena conhe
A
^
^
A
cer este movinento, em sues linhas gerais, rapides, a vol d'oiseaui E un pouco da
sua história - mais do movimento hodiemo do que das bibliotecas em si nos propor.
#
j»
se
cionara uma visão mais ampla do que ja se fez, do.;qu&lt;^pode e deve fazer, e da nossa
responsabilidade, ou parte que nos toca, nisso que se pode e deve fazer» Basta pen
Pm
'
9Ê
saímos no nosso pais, na sua extensão territorial, no nosso povo, e na situaçao das
duas coisas»

Sirva de encorajamento ou de base para coisa igual ou melhor i

"Desenvolvimento Internacional
"As bibliotecas norte-americanas são hoje reconhecidas como um poderosíssimo
instrumento para a troca de publicações e pessoal, tanto dentro como fora do país»
"Mostram as estatísticas de 1951 que através da Bolsa de Livros Norte-AmericaBa 319 bibliotocas de paises estrangeiros receberam livros gratis, e 274. bibliotecas Americanas e 387 estrangeiras tömarsjn parte saliente cc®io membros ativos de interc^bio bibliotecário»"

"A Escola Bibliotecária do Japão, um empreendimento cooperativo entre a ALA e
o Exercito Norte-Anericano, caapletou quase dois anos de funcionamento»

Localizada

na Universidade de Keio, em TÓquio, esta escola continuara até 1956, caa uma subvenção especial da íXuidagão Rockefeller.

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

16

11

18

19

�"No canpo de bibliotecas de posquiza, o Flano Fp.mington, criado pela Associeçao
do Bibliotecas de fo-squiza para assegurar a importação de pelo nenos m exenplar de
cada livro estrangeiro de valor cultural para as bibliotecas americanas, agora inclua
toda a Europa Ocidental (excopto a Inglaterra e a Irlanda), a Australia, e quatro
paises Sul-/jnericanos.

Aproxinedaxiente 17.000 livros foram recebidos pelas biblio-

tecas participantes do plano em 1951-52»
"Em 1952 a "Biblioteca Benjrxiin Franklin
tejou o seu 102 aniversário,

localizada na cidade do Mexico, fes-

Ssta foi a primeira de m grupo de 130 bibliotecas de

informação sobre os Estados Unidos e o seu povo que forajn fundados pelo Departamento
de Estado Norte-iinericano em mais do 90 paises.
"Relações Federais e Estaduais
Muitos Estados e regiões estão fazendo pesquizas nma tentativa para melhorar o serviço de bibliotecas.

"iis bibliotecas regionais continuam a aumentar, enquanto que os livromóveis ou
bibliotecas ambulantes agora operam nas areas rurais e urbanas.

Os benefícios da

cooperação a das atividades de serviços conjuntos, na forma estabelecida nos programas bibliotecários regionais, estão sendo largamente reconhecidos pelas Municipalidades, as Diretorias Bibliotecárias, e os bibliotecários»
"Bibliotecas de Fesauiza. - Colegiais e Universitárias
"O codigo de empréstimo."bibliotecário para a circulação de materiais entre as
bibliotecas foi revisto e aprovado pela ALA, e outras organizações bibliotecárias nacionais.

Ficou estabelecido o principio de vm sistema Tjnico para a administraçao dos

empréstimos inter-bibliotecários.
0»
/
"A atividade no campo das construçoes de prédios destinados a bibliotecas tem
sido grande, tanto nos colégios, como nos universidades e nas comunidades locais»
De 19-4.8 a 1950, foram construídos 78 prédios para bibliotecas em colégios e universidades, e estão calciilados 100 prédios adicionais para o mesmo fim ate i960»
"Trabalho com Griances e Jovens
"No serviço de desenvolvimento bibliotecário, em que tomam parte crianças e jovens, fez-se incluir adultos de 17 a 21 anos de idade, - fato altamente significativo»

Êste serviço esta anexo ao Projeto do Patrimonio Mericano da ALil»
"Bibliotecas Escolares
"Com uma nova filosofia bibliotecária escolar a desenvolver-se, o bibliotecário,

tanto nas escolas primarias como secundárias, e agora reconhecido como professor (ou
professora), trabalhando com todo o corpo de estudantes»

Os serviços a seu cargo -

de sua execução ou produção - estão a disposição dos estudantes nos laboratorios, nas
oficinas, nas salas de aula, assim como na biblioteca.

Todos os departamentos na es-

cola ficam enriquecidos pela biblioteca, quando esta toma o seu lugar no curriculum,
"Esta também desenvolvenâo-se um programa nacional para o planejamento arquitectural cooperativo de bibliotecas escolares»

Os bibliotecários cada vez mais se tor-

nam parte integrante das associações educacionais.
"Bibliotecas Publicas
"Deve-se a cooperaçao entre o Ccnité de Relações da ilLA, os Editores e o Conselho de Editores de Livro /imericano o melhoramento das relações entre as comunidades

I Digitalizado
-gentilmente por:

\Scan

'

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|
14
15
16
17
18
19
2'

�no que se refere ao livro.

Os bibliotecários públicos continuam a estudar o uso
A
/
/
mais avançado de dispositivos mecânicos para melhorar e tornar mais rápidos os varios processos bibliotecários, tais como a circulaçao e catalogaçao de livros e o
material para pesquiza e copia«
"Educação de Adultos
• "Ha apenas 25 a 30 anos que os educadores e os bibliotecários se deram conta
da significação do termo "educação de adultos".

(Encyclopedia ilmericana).

O que a biblioteca é no lar o e cem vozes mais na comunidade.
luz que alumia a um ou alguns, - e as vezes a ninguém.
sempre aceso, sempre alumiando e sempre a muitos»

No lar e uma

Na comunidade e um farol, -

Assim como a luz nao deve ser

limitada nem condicionada, também o não deve a biblioteca.
Nao deveria haver uma so comunidade sem a sua biblioteca e um serviço bem orA
ganizado de intercâmbio, em que a liberdade de examinar e de divulgar, - receber e
transmitir - seja a base, e por assim dizer a razão de ser.
O mais poderoso inimigo do homem, o que lhe traz a maior soma de mal ou de maA#A
/
/
les, e o medo, E a pior forma de medo e o medo espiritual. Isto e, das idéias dos
outros.

Um hcsnem armado, e a quem, por isso, tememos, nos traz aia constante vigi-

1Í£, nos enrlgasse o corpo e as vezes fortalece a alma.

Aquele a quem espiritual-

mente tememos, e por isso o evitamos, nos converte nirni covarde, num pusilânime.
Dizer-se que nao e, nao e nao ser.
««
sao.

E muitos dizem que nao sao quando mais o

As palavras enganam mais aos que as dizem do que aqueles que as ouvem.

se sempre convencem quem as diz.

Qua-

Raramente os outros.

Se uma cultura superior, tendo por base, por centro e por ponto de partida a
&gt;
00
biblioteca livre e accessivel a todos, nao resolver os nossos problemas imediatos,
A
^
A
fv
00 ^
e com eles os remotos, nada o fara. Mas eles serão resolvidos. E a solução e essa: uma cultura livre e superior, servida por bibliotecas públicas e um intercâmbio
perfeito e também livre.
A cultura e a vida e a liberdade de um povo.
lo da cultura.

A biblioteca e a base e o veícu-

E a consulta livre, desimpedida,o incondicional e a alma da biblio-

teca.
A necessidade estes palavras e maior, muito maior, do que muitos pensam.

Por

4^qis incrível que pareça em paises de alta civilização, e cultura avançada, ostão
sendo retirados livros das prateleiras das bibliotecas, e queimados, - porque a
sua leitura e considerada nociva a formaçao intelectioal dos que os leem.

Esta de-

puração de bibliotecas universitárias esta sondo procedida por autoridades policiais ..,

E de nada adiantam as explicações o justificativas dos diretores, pro-

fessores e catedratlcos.

Para onde vamos, se nos acomodarmos, so nada dissermos,

se cruzarmos os braços, se, enfim, nao pensarmos nisto, e algo nao fizermos?
á m problemâ premente.

Temos que salvar a integridade e Independencia da bi-

blioteca, se quizermos salvar a integridade e independencia da pessoa humana.
Sem bibliotecas nao ha cultura; sem cultura não ha liberdade; sem liberdade
nao ha vida? - ha existencia abjeta.

Este o problema, - e o dilema também.

Este movimento - de proporções ja grandes, e implicações imprevisíveis - ja
esta iniciado, e em franco progresso no nosso pais.

Provara o Primeiro Congresso

Brasileiro de Biblioteconomia que no mcsaento se realiza na nossa cidade do Recife»
^ A
Seja ele um ponto de partida para um grande movimento, san solugão de continuidade,
I Digitalizado
-gentilmente por: '^^^11.!'"

14

15

iq

17

19

2

�- 7 pelos séculos e milênios em fora.

E para que seja grand-e^

ro, e para que seja construtivo, é necessário que cada um contribua com a sua quota
A
&gt;
de trabalho, de esforço, de fe.
Se nao tudo, quase tudo depende dos nossos bibliotecários.

Da maneira como se

houverem neste Congresso e nos que o sucederem,
Deveriamos faze^exame rigoroso e detalhado de toda a nossa situaçao, - ver o
que tomos feito, o que falta fazer, e procurar os meios de fazer isso quo ainda faltm
^
^
^
A
ta, e que, se nao e tudo, e quase tudo, Nao nos faltara intoligencia nem boa vonta/A
f
S,
M
de; porem apoio^isso sim poderá faltar, graças a incompreensão de \ms, a ignoroncia
de outros e a indiferença do ainda outros. Temos, pois, que vencer ossa inccaapreen«W
A
M
/
sao, essa ignorancia e essa indiferença. Os outros, que hojo estão adiante do nos,
lutaram - o tenazmente - contra os mesmos obstáculos, exatamente os mesmos.

Vence-

ram, e estão vencendo, E as armas sao exatamente as mesmas que temos noss inteliA ^
M
/
gencia e vontade de vencer, òe venceram, porque nao venceremos nos?
Deveriamos assumir, uns perante os outros, sérios e sagrados compromissos,
A
tre esses enumeraria os seguintes«

En-

Fazer pressão sobre os nossos governos para conseguir deles legislação õajo
objetivo fosses
1) Facilitar por todos os modos possíveis a entrada no país, ou aquisição,
por parte dos interessados, de todo o material necesserio a impressão e disseminação de livros,
\
MM
/
/
2) Facilitar a construção e manutençao de bibliotecas publicas, em numero
cada vez maior, cm todos os recantos de todo o território nacional,
3) Facilitar ao máximo, com apoio certo e ajuda efetiva, o intercâmbio
com as bibliotecas naçionais, e destas com aa estrangeiras,
4) Impedir que as nossas bibliotocas sejam devassadas, expurgadas ou de
alguma maneira fiquem sujeitas a açao policial,
5) Impedir que se estabeleça, em tempo algum, em nome de quem ou do que
quer que seja, sob não importa que pretexto, qualquer forma de censura, por mais leve que seja, do que pode ser adquirido por bibliotecas brasileiras e nelas conservado para leitura e consulta dos interessados,
6) Banir para sempre - para todo o sempre - qualquer idéia de discriminação ou intolerância, para ccia os que escrevem ou leem os livros que constituem o acervo das nossas bibliotecas,

Todos os hcsaens são iguais perante Deus,

E o pensa-

liiento vem de Deus,
7) Oferecer aos nossos bibliotecários - servos dos servos da cultura nacional - as mais amplas garantias s no exercidos da sua função, na integridade dos
seus cargos, e em tudo que de alguma maneira concorra para formar a sua personalidade perante os colegas nacionais e estrangeiros, e manter incólume a sua dignidade, de tal modo que cargo e ocupante representem dignamente o nosso povo e a sua cultura
A
no concerto mundial das coisas,
8) AssegurâTaos bibliotecários nacionais, tanto quanto possfvo^ uma sub^ A ^
sistencia alheia aos azares da sorte, para o bom andamento e continuidade do movimento, - amparando as suas organizações, e apoiando-as toda a vez que precisarem dosA
Sô apoio

I Digitalizado
-gentilmente por: '^^^11.!"'

14

15

iQ

17

is

19

2

�• 8 —
9) Dar ac3 nossos bibliotecários voz ativa nas coisas que sq referem a
A
00
cultura ein geral, na medida om que saibam compreender a iinportancia das suas funções
e a grandeza da sua missão,
10) Criar condições propícias ao desenvolvimento de úm alto espírito de patriotismo por parte dos nossos bibliotecários.
A
\
E outras coisas quo a oxperiencia dos outros,, combinada a nossa, nos iriam domonstrando,
é claro que isso que se deseja ou pede epor etapaa,

Mas tomos que começar -

nalgum ponto, nalgum momento, do algum modo.,
é um acontecimento a que c preciso dar o valor que realmente tem o do PRIMEIRO
CONGRESSO BEiiSILEIRO. DE BIBLIOTECCííCMIA.

A ele esta ligado o nosso próximo futuro

'cultural, o certamente o lugar que ocuparemos no ccujunto das cvilturas mundiais.

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

���y "^^9^ -«sg;
li^

• líf■

V
ÍS

jjt;

..3»/*L
I.': /^■'
::^2^
V

,2^

i&lt;é=-i

cm

1

Digitalizado
^^^Sy"(em"
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7571">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7572">
                <text>Bibliotecas públicas e intercâmbio</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7573">
                <text>Nobrega, M. da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7574">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7575">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7576">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65111">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="488" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="44">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/488/C749_1_PE_V_07.pdf</src>
        <authentication>d7bf5bef958e478c46a31307cc412056</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12248">
                    <text>�"I Digitalizado
-gentilmente por:
'

^

♦

14

15

��PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

Situaçao atual da biblioteconomia no Brasil
por
Luiza Fonseca

C
h Pe

Recife
195^

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st e m
14

15

16

17

lí

19

20

�/.6 ' - -

.0 cciiüi.-ESsa

brasileiro ds bibliotecokoí-íIü

SITUAÇÃO ATUaL DA BIBLIOTECONOMIA

NO

BRASIL

Informe apresentado por LUIZA rONCECA,^biblio
tecária-chefe do Serviço de Documentação da Se
cretaria da Saúde Pública e Assistência Social. são Paulo - Brasil

A situação da Biblioteca e do Bibliotecário, no Brasil, é mais
ou menos idêntica.
Ontem, possuíamos espalhadas pelo país um bom núir.ero de bibliotecas, algumas com preciosas coleções» Ninguém, ou gouquissímas pessoasj as
consultava. Êssee verdadeiros depdsitos de livros nao possuiam instalaçõesocn
fortáveis, nao possuíam catálogos, nao possuíam pessoal habilitado para dirigí-las, enfim - nao apresentavam nenhuma atraçao para serem freqüentadas
quer por estudiosos, quer por pessoas que desejassem uma leitxora recreati'^
Ontem, eram os bibliotecários um pequeno númeroj hoje, só emáo
Paulo, qviase trezentos. Ontem trabalhavam os bibliotecários em algumas re partições e pequenas bibliotecas; hoje, seu serviço ê reclamado em diferentes ramos de atividades - institutos particulares, serviços públicos, comér
cio, indústriaj escritórios de advogado, médico, engenheiro, etc,
possuem
bibliotecas que^sao organizadas ou dirigidas por^bibliotecário. E a biblioteconomia em ajão, viva e eficiente em colaboração cora os que trabalham e es
tildam. E o Bibliotecário que vem demonstrar com essas atividades___a necessidade de ter a sxxa posição consolidade em face das demais profissoes. Ressal
tando-se o fato de preparar-se em curso especializado*
Apesar disso não existe ainda, de ura modo geral,^uraa providencia emanada dos poderes públicos que estabeleça normas, exigencias e regula
mentos objetivando solucionar os problemas quer da biblioteca, quer do bibliotecário»
Em certos Estados como Pejrnaiübuco, Bahia, Minas, Sao Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e alguns outros, existe eilgo de concreto e já se es
tabeleceram algvins "usos e costumes" que, pela hierarquia das fontes, tedun
darão em normas jurídicas e administrativas passíveis de serem transforma das em leis básicas. Parece-me que o exame, em conjiinto, de todo esse doou
mentário de tais Estados poderá servir de base para os estudos a se reeilizâ
rem neste certame.
A profissão do Bibliotecário nao foi reconhecida entre as profis
soes liberais, os estabelecimentos de ensino não sofreram a influencia de um
"Padrao" de Escola de^^Biblioteconomiaj não existe legalmente, em todosoos Eâ
C'^os, a regulamentaçao do exercício da profissão e, nao^é comum a todoe os
EstiTíng a existencia de um &lt;5rgão coordenador cuja competcncia seria entrosar
todos oo Lrnbfilhos relativos à Biblioteca*
Nao resta, pois, a menor dúvida de que a atividade precípua do
Primeiro Congresso Brasileiro de Biblioteconomia deverá ser a de estudar ,
em conjunto, todos esses problemas a fim de sor estabelecido o alicerce sólido e perfeito da profissão de Bibliotecário no Brasil. Para isso ê negcssário, imprescindível e inadiável que seji.Jii tomadas as seguintes providen cias:
I. - Reconhecimento da PROFISSÃO DE BIBLIOTECÁRIO pelo Ministério
do Trabalho e inclusão do Bibliotecário na Tabela Anexa ao
artigo 577 da Consolidação das Leis do Trabalho, entre
as
profisSoes liberais;
II - Estabelocimcnto do PADRÃO DE ESCOLA DS__BIBLIOTECONOMlAj
III - Regularaentação^do Exercício da PROFISSÃO DE BIBLIOTECüJOj
IV - Criação de ORGaO COORDEiIaLiOR de todos os trabalhos relativos
à bibliotecas.
A nosscf ver, sao esses os pontos capitais do problema biblxo
teconomico brasileiro cujas etapas passamos a estudar.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2c a n

f

�I - Reconhecimento da profissão
O reconhecimento da profissão de Bibliotecário é o^alicerce do e
difício, S a pedra fimdaraental de todo o monumento biblioteconomico. Sein esse reconhecimento o bibliotecário ficará sempre limitado a um âmbito de agao
restrito e sen as garantias que a legislação trabalhista autorga aos de profissão legalmente reconhecida e^^relacionada na tabela anexa ao artigo 577 da
C.L.T. Os bibliotecários poderão, dessa forma, trabalhar em qualquer campo
quer na esfera administrativa oficial, quer era organizações particulares, in
dústria, comércio, etc.
Os direitos e deveres profissionais do bibliotecário passariam a
ser regidos pelos dispositivos legais ^ue disciplinam o funcionalismo público, o ensino e, tambám pela Consolidação das Leis do Trabalho.
O Primeiro Gongresso^Brasileiro de Biblioteconomia deveria pleitear o reconhecimento da profissão mediante uma MOÇÃO, Nessa Moção dever-seá partir do conceito da profissão para demonstrar em seguida como preendE s§t
tisfatóriamente todos os requisitos contidos no mesmo. Finalmente, concluir
pela urgência que há no reconhecimento do caráter profissional da atividade
específica exercida pelo bibliotecário.
Realmente, à medida que se vão tornando mais nítidos os contornos de una atividade profissional, mais se irá impondo a necessidade de se e§
pe ializar a formação tdcnica no sentido de levar à habilitação para o exercício da profissão,
A histdria das profissoes demonstra que o exercício da profissão
precede, no tempo, qualquer preocupaçao de preparo técnico sistemático.
No desenvolvimento de um trabalho o no evoluir de seus métodos e
processos, surge a especialização que visa habilitar a pessoa no desempenho
do novo ofício em bases racionais. Assim, a profissão, estando perfeitamente
definida, particulariza-se o ensino e quanto mais exigentes forem os disposi
tivos regulamentares da profissão, mais apurados serão os estudos correspondentes.
Profissão, segundo os entendidos, é uma ocupação que algúém exer
ce com o propósito de nela se aperfeiçoar e adotá-la germanentcraente. Sob vun
ponto de vista mais restrito, profissão ê "una ocnpaçao em que o conhecimento de algum ramo de cultura ou da ciência é aplicado seja na solução de neg^
cios alheios, seja na práticçt de uma arte baseada em tal conhecimento." (Oxford English Dictionary).
Justifica-se o^estabelecimènto de uma profissão quando, de acordo com Leonard D. White, sao satisfeitos os seguintes requisitos de parte da
atividade:
\
^
aj Supor um conjmito organizado do conhecimentos;
b) Oferecer facilidades^para a formação sistemática nesse conjun
to e em suas aplicações práticas;
c) Justificar exigencias de qualificação pc.ra ingresso e identificação com a atividade;
d) Representar-se por meio de uma organização coastitiiida de n\Imero considerável de menbros^qualifiçados para a prática
da
profissão e que exerça influencia na laanutenção de padrões paro
fissionais e,
e) Adotar um cddigo de Ética Profissional.
"3 do
v'-'
^
w
-'i. .
A Profissão do Bibliotecário satisfaz os requisitos mencionados,
segundo passamop a comprovar:
a) A atividade^do Bibliotecário pressupõe conhecimentos específi
COS que estão evoluindo constantemente. Além disso
desses co
nhepimentos resultam técnicas especiais de trabalho.
b) para a formação sistemática dum conjunto de conhecimentos já
existem no Brasil al{,uiaas Escolas de Biblioteconomia. Nos Estados Unidos e em outros países tais Escolas já sao em grande
número,
c) Dadas as características da biblioteca moderna e as atiibui Çoes do bibliotecário, era nossos dias já nao é mais possível o
exercício do caxgo sem a qualificação e respectivas exigencias
para ingresso nessas funções»

Digitalizado
-gentilmente por:

�Em Sao Pai^o é exigida a apresentação de Diploma de Bibliotecário
para ingresso no funcionalismo público estadual e municipal (Decreto-lei *..«
13.Ali, de 194.3, art. 7® - Decreto-lei n. 17clOi4., de 19íí;.7, sít. 35, que foiro
gulamentado pelo Decreto 22,833, de 1953) - Estes dispositivos legais justifi
cam, ;pois, a necessidade dum conhecimento profissional.
~
d) Em são Paulo existe a Associação Paulista de Bibliotecários^ fun
dada^em 1938, declarada de utilidade pública pela Lei 6^3/19507
Era vários outros pontos do Brasil a classe de bibliotecáriostam
bem se acha representada por meio de organizações da mesma es-"
pécie.
Os relatíírios da Associaçao Paulista de Bibliotecários podem bem
patentear as^iniSmeras atividades em benefício da classe; cursos intensivos de
espcializaçao, mesas redondas^ reuniões de estudos, congressos, apoio e orientação a instituições de caráter cultural, etc.
e) O cddigo de ática profissional vem nascendo por si, decorrente
do fato de ser hoje a Biblioteconomia objeto de Ensino Especia
lisado. Entretanto, a Ética Bibliotecária está ainda numa fase
do desenvolvimento necessitando ser codificada. Isto nao oxc3ue
a existência de deveres e responsabilidades. Nao há quem . não
reconheça o valor de uma formação, do uma bibliografia, de uma
pesquisa para estudo especializado. Sem dúvida alguma, a mais
importante das atividades do Bibliotecário ê dar assistência ao
leitor. Nao basta colocar-lhe na^mao um livro. E preciso saber
dar—lhe uma orientaçao para que ele chegue ao assunto desejado. Portanto, a ética bibliotecária exige do profissional aplicaçao ao trabalho, boa orientaçao e capacidade para dirigir. S&lt;5 assim a Biblioteca ficará â altura do conceito moderno t ^Biblioteca que constroi, que colabora com todos, que instrui, educa, aperfeiçoa, especializa e recreia»
II - Estabelecimento do Padrão de Escola do Biblioteconomia
„
Pleirear-se-á o padrao do uma Escola do Biblioteconomia e não uma Escola Padrao. Esta providencia ê de grande importancia para todo o Brasil.
O padrao para as escolas do Biblioteconomia exigirá, como 's&gt;'tbaac,
um ,-reparo de gráu secundário e, portanto, as escolas podem ser consideradas
como pertencentes ao plano do ensino superior. Verificamos que as
matérias
integrantes do "curriculum" das Escolas de Biblioteconomia existentes ro país, ^
Já por sua natureza, já pelo modo apr fundado com que são lecionadas certas
matérias, colocam ineludivelmonte o Ensino de Biblioteconomia em nível superior.
^
.
Ao programar as matérias a serem lecionadas nos tres anos, é necessário orga^zá-las do um modo metddico, em SecgÕes?
a) cadeiras fundamentais;
b) conhecimentos específicos;
c) conhecimentos çompleaôntarosj
d) técnicas auxiliares de cujo conhecimento terá o bibliotecário
de lançar mao no^exercício da profissão
^ Quanto à distribuição das cadeiras pelo Curso, desde que em nível superior ficaria o assunto^a cargo do regulamento de cada Escola de Biblioteconomia, porquo^a seriaçao decorre de várias circunstâncias que o leHIadoar-nao pode e nao deve prever.
O ensino prático deverá ser ministrado em seminários, nos quais
rSatéSos^^'^^'^^^ ^ discutidos os problemas, complementados por estágioá e
^
As exigencias da apresentação de um trabalho final para a conclu
sao de c^so é medida de grande valor que irá revelar a capacidade e adaptaçao à atividade prjfissional.
Os cursos de especializaçao e de extensão poderão fazer parte do
programa de qualquer Escola.
_
^ Bibliotecário nao pode ficar afastado dos estudos de seu ramo.
Constantemente aparecera novos conhecimentos e novas atividades afins com
a
aperfeiçoamento é contínuo, tendo em vista que o material biblio
graiico a ser manuseado e tratado técnicamente dentro das bibliotecas e ser-"
viços de documentação abrange todos os ramos do conhecimento»

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2c a n
14

15

16

17

lí

19

�4
III - Regulamentaçao do excrcício da profissão do bibliotecário
5 de grande importancia a regvilamentaçao do exercício da profis
sao que consistirá em estabelecer normas para admissao e contratos; formular preceitos com referencia ao registro de diplomas; fixar atribuições do
bibliotecário em todas as atividades que a profissão requer; promover a fis
calizagao do ensino; promover a organizaçao, direção e fiscalizagao de bibi^
otocas e dar ao bibliotecário formado ,o direito de lecionar raatárias
de
sua especialidade, (Ver projeto em anexo n,
)
IV - "örgao Coordenador"
O 6rgao coordenador será consultivo, ou executivo da administra
çao pública em matéria de Bibliotecas.
Este (Srgao deverá ser criado em todos os Estados, ligado ao 80tor administrativo adequado, com o fim de organiar e orientar as bibliotecas
no Estado; estabelecer bases para padronização dos serviços técnicos; proura
ver a criaçao de bibliotecas inclusive nos muMcípios do Interior; manterá^
torcambio e articulagao con instituições congeneres; concorrer para o aperfeiço^ento técnico dos bibliotecários; fazer propaganda do Livro; promover
reuniões e congressos de bibliotecários, otc.
Todas estas medidas fazem parte do projeto de lei anexo (Anexo
n.
)

Fazemos votos que este "Informe" seja útil ao presente certame ^
no intuito de contribuir para fixar a situação do Bibliotecário e das Biblio
tecas do Brasil, incluimos o JJRepertério da Legislação sobre Bibliotecas
e
Bibliotecários do Estado de são Paulo", esperando poder colaborar ou osclarç
cer com tal documentário algum p-.nto passível do dúvida ou controvérsia*
Para problema de tão grande vulto, ^torna-se necessária a coopera
çao de todos os interessados direta ou indiretamente no assunto, não sé
em
são Paulo como em todo o Brasil, üo se compulsar o presonte^trabalho poder se-á verificar que o Bibliotecário, no Serviço Público de São Paulo já
tem
conseguido algama coisa de consistente, posto que muito problema ainda exista para sei- solucionado.
Apresentamos os protestos de apreço e distinta consideração
são Paulo, 9 de junho de 1954
a) Luiza Fonceca
Bibliotecária Chefe

PROJETO LSI SOBRE O BiíSINO DE BIBLIOTECONOMIA
O ensino de Biblioteconomia tem como finalidade^
1 - Prover a formçao de pessoal técnico habilitado para a direção, organizaÇao e execução de serviços biblioteconomicos, e ministrar ensino de bibli
oteconomia.
i
"
2 - Prover u f^rinaçao de pessoal habilitado para a execução e direção em érgaos de serviços de Documentação e do Biblioteca e desenvolvimento do seus
ramos especializados,
Art»
O Ensino de^Biblioteconomia é feito em nível superior em 3 sérios
no mínimo, com a duraçao de um ano escolar cada uma,
Art,
O provimento de cadeiras nas Escolas de Biblioteconomia será feito por meio de professores contratados, assegurada a regência das cadeiras ou
disciplinas biblioteconòmicas exclusivamente a Bibliotecários que tenham diplomas registrados na Diretoria do Ensino Superior ou excepcionalmente, por
profissional que obteve diploma do Bibliotecário em Escola estrangeira oficial ou oficializada,
Art«
Obedecendo à metodologia, apropriada ao nível superior do curso, a
formaçao teérica e prática de bibliotecários compreenderá o estudo das seguig
tes disciplinas, no mínimo:

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�I - MâTSRlAS BI^SIGÀS
a)
b)
c)
d)
e)
f)

organização o administragao de bibliotecas
catalogaçao bibliográfica^
sisto^tica c classificação bibliográfica
reforoncia e bibliografia
seleção do livros
história do livro

II i- MATÉRIAS COMPLEMENTüRES
au Palcografia
b) Psicologia^aplicada
d) Documcntaçao

t.

III - ESPEGIÜLIZaÇÕES
a) bibliotecas especializadas (Institutos de Posquizas, belas
artes etc.)
b) bibliotecas de estabelecimentos do ensino (universit^ias,
escolares, etc.)
c) bibliotecas infantis
d) iconografia
e) numismática e "heraldica
f) cartografia
g) musicologia

Art.
Nas Escolas de Biblioteconomia as matérias dos diferentes anos, iniciando-se pelas nogoes básicas, deverá ser-lhos intensificado e alargado
o
programa de conhecimentos à medida que os estudos avançam dentro do curso,
Para o ensino das matérias indicadas haverá no mínimo o seguinte nümero do
aulas!
1° ano
a) Organizagao o administragao
60 horas
b) Introdução à classificação bibliográfica (sistemática) -^(teoria e prática)
90
"
c) Catalogação (teoria e prática)
90
"
d) Referencia e Bibliografia
60
"
c) Histéria do Livro
60
"
ano
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
3

Oiganizaçao o Administração
Classificaçao Bibliográfica (teoria e prática)
Catalogação bibliográfica (teoria e prática)
História do Livro
o
Seleção de Livros
Referenciado Bibliografia
Documentação

60
90
90
60
30
60
60

"
"
"
"
"
"
"

ano
d) Organizaçao e'administraçao de bibliotecas de e&amp;pocializfçoos in

dic^das
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
Art.
guintes:

Bibliografia especializada
Documcntaçao
Psicologia aplicada
Paleografia
Iconografia
Cartografia
Heráldica e niamismática
Arquivologia
Material audio-visual

As condições para ingresso na Escola de Biblioteconomia sao as

se

%
A
«V
A
a) Curso secxindário completo, nos termos da legislojpo ciü vigor;
b) Aprovação em exames de seleção de Português, Cultura Geral, edu
as Língtias estrangeiras? Inglês (obrigatoriamente) Francês ou A
lemao, Italiano, Espanhol, etc.

I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

1^

�6
c) Prova de datilografia.
iirt,

Condiçoes para matrículas
a) Prova de registro civil
b) Prova de conclusão dc curso secundário completo
c) Atestado de idoneidade moral
d) Sanidade física e Eontal
e) Iprovaçao nos exames de selegao.
ürt.
As escolas de biblioteconomia, já em funcionamento, ficam obrigadas a requerer seu reconhecimento dentro do prazo do 120 dias a partir da data da regulamentação desta lei.
§ 1® - Os atuais alunos das escolas a que se refere este artigo, bem como
os diplomados^por escolas de biblioteconomia anteriores a_esta lei, que funcionaram ou^vem funcionando sob os auspícios de instituições reconhecidamente
idôneas terão seus direitos garantidos.
§ 2® - Os portadores de diplomas expedidos por escolas de biblioteconomia
que obtiveram o reconhecimento deverão requerer o registro de seus diplomas,
dentro do prazo do 150 dias à Diretoria do Ensino Superior do Ministério do B
ducaçao c C\iltura*
3® - Os diplomados por esdolas oficiais oü oficializadas, já extintaspo
derao, beneficiar-se dos direitos e Vantagens previstos nesta lei, desde que
estejam exercendo a profissão há mais de 5 anos*
§
- Podem requerer o registro de seu diploma os formados por escolas cg
trangciras desde que o tenham revalidado pela autoridade competente.
Ãrt*
O poder executivo subvencionará as Escolas dc Biblioteconomia já g
xistentes e as que forem fundadas, o devidamente reconhecidas,
ürt,
O poder executivo distribuirá bolsas de estudo aos Estados que não
possuam^Escolas do Biblioteconomia, obrigando-se o bolsista, mediante assinatu
ra do termo de compromisso, a exercer a profissão nos deis anos após o tdrnino
do curso no seu Estado de origem,
^Art.
O poder Executivo expedirá dentro de 90 (noventa) dias a regxü-cjnen
taçao básica desta lei.
iirt.
i-4. presente lei entrará em vigor a partir de sua publicação, revoga
das as disposiçoes em contrário.
A PROPISSÜO DO BIBLiOTEC/JíIO
PROJETO
Regula o exercício da Profissão do Bibliotecário e dá outras providencias.
Art. 1® - O exercício da profissão da bibliotecário em quaJLquer dos seusi^
mos, com as atribuições estabelecidas neste decreto, s(5 será permitido:
a) aos profissionais diplomados no País por escolas ou institutos dc ensino de biblioteconomia oficiais, equiparados ou oficialmente reconheci—
dosj
b) aos profissionais que, sendo diplomados em biblioteconomia por escolas
estrangeiras, apás curso regular e válido para o exercício da profissão
no País de origem^^ tenham revalidado no Brasil os seus diplomas de aco£
do com a^legislaçao federal,
§ único - Nao será permitido o exercício da profissão aos diplomados^ por
escolas ou cursos cujos estudos hajam sido feitos por meio de correspondência.
^ ^t. 2® - Aos diploma_os por escolas estrangeiras, que, satisfazendo as ex
igencias da alínea b, do art, 1®, salvo na parte relativa à. revalidação dos di
plomas, provarem, perante o drgao fiscalizador, que exercera a profissão no Bra
sil há^mais dc cinco anos e que, no prazo do seis mcsos, a contar da data dap^
blicaçao deste decreto, registrarem os seus diplomas, será,por exceção permiti
do o exercício da profissão no País, (*)
"
/irt.^3^ - Os funcionários^públicos federais, estaduais e mimicipais quc^ poß
to que nao satisfaçeun gs exigencias dos arts. 1 c 2® estiverem, na data deste
decreto, exercendo cargos ou funções que exijam conhecimentos técnicos de bibli
oteconomia. poderão continuar no exercício do respectivo cargo,
Art. 4- - Os profissionais de que tratam os art, 1® o 2® desto decreto j'só
poderão exercer a profissão apds haverem registrado seus títulos ou diplomas na
Diretoria Geral do Ministério da Educaçao e Cultxira.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st em 4^
14

15

16

17

lí

�7
iirt. 5^-0 cortific,,.do do registro ou a apruscntagao do título registrado
será exigido pelas^autoridí.des federais, estaduais o aunicipais, para assinatu
ra do contratos, termos de posse, inscrição on concursos, pagamentos de licença ou impostos para o exercício da profissão, o desempenho do quaisquer fungao
a esta inerentes.
üTt, 6° - Sao atribuições do bibliotecário a organizaçao, direção e execução dos serviços técnicos do repartições pilblicas federais, estaduais e nunici
pais e empresas particulares c .ncernentes às m&lt;*itérias e atividades seguintes:
a) ensino de biblioteconomia en seus diferentes gráusj
b) fiscalizaçao de estabelecimentos de ensino de biblioteconomia, roconhecidos, equiparados ou^cm via de equipí?j:açaoj
c) adminlstra§ao e direção de biblioteca.
Art. 7® - Os bibliotecários terão preferencia, quanto à parte relacionada
com a sua especialidade, nos serviços concernentes a:
a) demonstrações práticas e teí^ricas da tócnica biblioteconomica om estabe
locinentos^federais, estaduais ou municipais;
b) padronização dos serviços técnicos de biblioteconomia;
c) inspeção,, sob o ponto de vista do incentivar e orientar os trabalhos tép
nicos om bibliotecas^
d) organização e execução dos trabalhos de recenceamonto, estatística o ca
dastro das bibliotecas;
e) publicidade sobre o material bibliográfico o atividades da biblioteca.
(*) O prazo para registro dos diplomas poderá ser prorrogado, mediante novo dc
creto,
f) a organizaçao de congressos, seminários, concursos o cxposiçoes acionais ou estrangeiras relativas à biblioteconomia, ou representação ofi;.
ciai nesses certames.
^t, 8® - Nas escolas ou institutos do ensino dc biblioteconomia oficiais,
eqixiparados, ou reconhecidos, cabo aos bibliotecários o ensino das c&amp;deiras ou
disciplinas de:
Bibliografia e Referencia
Catalogaçao^
Classificaçao
Organizaçao e administração dc Bibliotecas
Documentação (por bibliotecário especiidizado)
9® - Constituo também atribuição dos bibliotecários a execução dos set
viços nãc cwi-wcificados no presente (Jecroto, que por sua natureza, exijam conhe
ciraontos de Documentologia e ^rquivà»logig e outros conhecimentos corroíatos.
iiTt.lO® - Desde que preencham as oxigouoias da^rcspectiva rogulamontação, é
assegurado ao bibliotecário o oxerclcio da profissão de Bibliotecário.
Árt.ll® - üquoles que exercerem a profissão do bibliotecário seo serem dl •
plonadosjou som haverem registrado, donti'o do praao de seis mósos, no Mlnitstério
da Bduoa9ao e Ciilturay o sou diploma ou^tltulo, incorrerão na multa de (Í5 1^00,00(duzentos cruzeiros) aü;^00,00 (cinoo mil qrugçiros) quo será elevada ao dôbro,
«tn casr» d® reincidência.
PROJETO
Departamento, Secçao ou Divisão
ORGÍÍO COORDEiJ.iJDOR
Os^Estados, mediante aio emanado dos poderes compctentos dowerão criars
Um CJrgao Coordenador de todos os trabalhos relativos à bibliotecas, no Estado ,
por oste mantidas ou polo Município.
Sédo do Órgão Coordenador - Secretaria do Governo ou Departamento de Cultura do
Estado ou Município
COMFETÊlíGIi..
a)
b^
c)
d)
e)

coordenar trabalhos entro as bibliotecas estaduais e mimicipaisj
estabclocer medidas necessárias à cooperaçao entre as biblioteca^
promover intercâmbio com as bibliotecas nacionais e estrangeiras;
organizar o cadastro das bibliotecas co Estado ou do Município;
superintcnser o serviço de catálogo^coletivoadas bibliotecas do
Estado e tomar medidas para a sua boa execução;

I Digitalizado
-gentilmente por:

�f) estabelecer bases para a organizaçao c padronização dos trabalhos técnicos nas bibliotecas existentes no Estado óu no Município;
g) estudcx os pedidos de subvenção oficial a bibliotecas e opinar
sobre eles;
h) pronover a criação do bibliotecas, raapotocas e discotecas, on**
■ de se conservem docunentos relacionados com a histíSria local c
suas personalidades eminentesj
i) adqtdrir livros e distribui-los a bibliotecas;
j) di^mlgar trabalhos relativos à biblioteconomia;
k) fiscalizar as escolas do biblioteconomia do Estado e do Municl
pio;
l) concorrer para o aperfeiçoamento técnico do bibliotecário medi
ante cursos, estágios e bolsas de estudo;

Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

1^

�1

�1

�J '

r V

wiiBL \* Jt

K€

^

A

Ff^ ■l'^

ir^V

0r

^
^1
"^1

2

3

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7579">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7580">
                <text>Situaçao atual da biblioteconomia no Brasil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7581">
                <text>Fonseca, Luiza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7582">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7583">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7584">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65112">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="489" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="45">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/489/C749_1_PE_V_08.pdf</src>
        <authentication>cc77dec7395043f635ed00e3b5962b48</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12249">
                    <text>�3

_

_-

^■'í
^ si

cm

12

3

I Digitalizado
^^^s"tem
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

��PKIMEIfiÜ CötlGil£SSO BxtàSILüilfiO DK BIBLIOTüXJdNQMIA

Da necessidade de um "Código ITacionsl de Catalogaçao"
por
A.L*C» Vicentini

o^t ofef.2 (ti)

4, p£
"•i

Hecife
1954

Digitalizado
-gentilmente por:

�r.3
T.3

nl SECESSIDuàDE DE UM"CÖDIGO NüCIONüL DE CaTíJLOGííÇAO"
Tose apresentada par A.L.C. Vicentini
ao
.{\

Primeiro

Congresso

Brasileiro

de

Biblioteconomia

CONSIDERANDO!
1®) que as regras de catalogagao agrupadas nos códigoss
a) "A.L.ii« Catalog Rioles for Áuthor and Title Entries"j
b) "Rules for Descriptive Cataloging in the U.S. Library of Con
gress"j
c) "Norme per il Catalogo degli Stampati, da Biblioteca Vaticana,
não resolvem isoladamente todos os problemas de catalogagao das
bibliotecas brasileiras;
2®) que a exegese dos códigos estrangeiros tem demonstrado a impossibilidade de um perfeito enquadramento dos fenomenos nacionsí®
de catalogagao aos referidos códigos;
3®) a necessidade de uma uniformização nos serviços de catalogaçao nP
Brasil;
A.®) que os serviços do catalogaçao cooperativa___e o sistema de venda
de fichas impressas só poderão ter aceitaçao geral, quando hou&gt;*";
ver, no Brasil, regras uniformes do catalogaçao, vigentes an to
do território nacional;
5®) que a uniformidade das regras de catalogaçao no Brasil facilita
rá a confecção de ura futuro "Catálogo Coletivo das Bibliotecas
Brasileiras";
6®) que os nomes brasileiros constituem um problema na catalogaçao^
como íbem enfatizou a ilustre bibliotecária Maria Luiza Monteiro
8
da Cunha, em brilhante trabalho apresentando à Escola de Biblioteconomia da Columbia University, de New York;
7®) que os códigos vigentes trataia os mesmos problemas sob angulo a
diversos, precípuaraente no que diz respeito às entradas individuais de autor, hrivendo contradições nas regras para nomes fran
ceseH, italianos, portugueses, etc.;
8®) que os códigos estrangeiros nao sao acessíveis a grande
dos bibliotecários leigos, sem preparo técnico;

parte

9®) que essas bibliotecas dirigidas por leigos poderian, com base em
regras claras e uniformes, dar início à catalogaçao de seus livros;
10®) que a subordinação a este ou aquele código estrangeiro nao
atender às peculiaridades brasileiras;

pode

11®) que era virtude^dessa situaçao cada biblioteca faz, usualmente, pe
quenas adaptações e alterações, criando, portanto, regras isoladas, que passam a vigorar apenas em determinada biblioteca;
12®) que essas divergências tendem a aumejitar com o correr do tempo e
em relaçao ao espaço geográfico nacional;
13®) que o desenvolvimento do Brasil no setor biblioteconomico já
bem expressivo;

I Digitalizado
-gentilmente por:

é'

I Sc a H
st ei
14

15

16

17

lí

19

20

�2
14®) que já d tempo do Brasil se libertar dessa exagerada submissão
va tudo que vem do Exteriorj
15®) que os códigos estrangeiros, além de nao elucidarem todas
questões atincntes à catalogrgão, trczen dificvildades do ordem
vária, por estarem redigidos em língua estrangeira;
16®) que a tradugão em vernáculo dos cádigos estrangeiros nao roso^
ve e nem favorece os problemas brasileiros, pois a tradugaocon
serva sempre, ou deve conservar, o espírito que norteou a con
fecção do código original, que por Bua vez está voltado
para
peculiaridades de outras natvirezasj
17®) que o suplemento de ura código pelo outro, com o objetivo do su
perar questões nacionais, implicaria sempre numa solução artificial;
18®) que os códigos estrangeiros, por si só, não são completos, pecando, ora por falta, ora por excesso, no que concerne às entradas de autores individmis o coletivos, «às regras que norteiam a impronta, a colagao e as notas em geral;
19®) que a analogia ontre os códigos estrangeiros, muitas vezes, em
pregada para solver dúvidas de catalogaçao, é um método precário, devendo^ser usada em caráter supletivo e nunca como fonte
de catalogagao;
20®) que a multiplicação dos códigos do ca.talogaçao^não trará
nenhum . prejiiizo à catalogaçao encarada como "Ciência", pois
medida não significará multiplicação das regras de catalogaçãc^
21®) que quanto mais numerosos forem os códigos de catalogação exi£
tentes no mundo, maior contribuição se estará dando ao estudo
da catalogação;
22®) a afirmativa do bibliotecário norte-americano J.O.M, Hanson,
bre a multiplicação dos códigos do catalogaçao, em seu trabalho "Ã comparativo study of cataloging rules based on tho Anglo
iunerican code of 1908" (Chicago, University Press, 1939): "OCÍ*
tho modem codes, thero are three that have especially influeij
ced the cataloging rules and methods of thetr ovm ajid otherccuß
tries. We have good reason to belive that new and much calargod and improved éditions of those and other codes will lead to
an even better understanding and more harmonioua relations in
cataloging practices";
_ O\
**
4M
A
&lt;3 ) qu.e a elaboraçao de normas nacionais de catalogaçao, de acordo
com os princípios universais que regiolara e norteiam a matéria,
nao constitui inovação, nem diletantismo, mas sim, adaptaçao
desses princípios universais à realidade nacional, e conciliação dessas regras internacionais com as necessidades brasilei
ras;
24-®) que as regras brasileiras de catalogarão irão beneficiar as bi
bliotecas estrangeiras, pois fornecerão dados certos e exatos,
sobre problemas brasileiros no ramo, quais sejam os que implicam, especialmente, nas entradas principais de autores brasi leirosj
25®) que o Brasil, uniformizíiindo as regras de catalogação^ prestará
uma grande contribuição, não só para a Catalogaçao cö particu
lar, mas também para a Ciência Biblioteconomica em geral,
venho propor ao I CONGPüiSSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIá seja nome
ada uma COÍUSSãO NACIONaL para elaborar um "Código Brasileiro de Ca

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�3
talogação",
propondoI outrossim, quo tal elaboragao obodoça aos segiiintes re
qtiisitoss'a) seja primeiramente elaborado iim ante-projeto de Códigoj
b) que o Cddigo se baseie cm princípios e normas intermaci
onais de catalogaçaoj
c) que o ante-projeto depois de elaborado seja enviado ato
das as associagoes de bibliotecários e escolas de bibli
oteconomia do país, com o objetivo de receber sugestões;
d) que o ante-projeto, as emendas e as sugestões recebidas
sejam estudadas e analisadas pelo plenário do II Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, que votará e promulgará, então, o "CDDIGO ERii.SILj:"IRO DE CATALOGAÇÃO".

Digitalizado
-gentilmente por:

��wL
r^:

^I

^'TÂÉ-

.áè'
^&gt;su-

W
yf^

!^i

j/ßi.^^
)£■/)^
cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

kk
I Sc a n
st e m

1!fe'

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7587">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7588">
                <text>Da necessidade de um "Código Nacional de Catalogação"</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7589">
                <text>Vicentini, A. L. C.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7590">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7591">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7592">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="15135">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65113">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="490" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="46">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/490/C749_1_PE_V_09_1.pdf</src>
        <authentication>e8f57cf3e3182d130e65d50bdcb5cc7e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12250">
                    <text>61.3(81)

ECIF

Digitalizado
gentilmente por:

�i

. ^

4Ä%%"

.9[^

./ ^

cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:
'

^

, ,

-JJ^LJ
♦

_4

15

16

17

18

19

20

�;-í

cm

�PRIMlIßO COHGEESSO BfiASILKIHO DÈ BIBLIOTBCCiSOMIA

Do serviço de iiijportaçao nes bibliotecas imiversitlrißs
por
Crânio Froença e
Decio Pereira de Vasconcelos

04í. 3 (tt)
C
L Pt
L

Recife
1954

'I Digitalizado
-gentilmente
por:
I

^ ...

O

14

15

�r;f

DO

SERVIÇO

DE

IMPORTAÇÃO

NaS

BIBLIOTECAS

TOIIVERSITJÍRIAS

Afranio Proença - Bibliotecário da Faculdade de
Filosofia da U. M.
D^cio Pereira de Vasconcelos - Bibliotecário da
Escola de Arquitetura da U. M.
G.

Se a questão
do da filosofia que se
lado prático em-muitas
tos dizem quais sao os

de se saber quais sao os fins da Universidade, dependen
adote, é gonto tormentoso, contraditório e opinativo, o
instituições já se encontra resolvido quando os regimen
propósitos da instituição.

Assim, positivamente legislados em seu Regimento Interno, a üniversi
dade de Minas Gerais se propoe vários fins, no terceiro grupo dos quais se encontra o propósito de "incentivar a cultura e pesquisa cientificas, técnicas ,
literárias e artísticas".
Biblioteca Universitária ninguóm nega função preponderante na coíiôecuçao destes fins» Sua função^ própria da Biblioteca Universitária, sera ^
Vil* o professorado g os alunos em seus altos estudos e pesquisas científica s,
tócnicas, literárias e artísticas. Para isto a Biblioteca Universitária ^deve
ser o repositório da produção interna conservando teses, monografias, memórias,
relatórios e toda propduçao cultural de professores e alunos da Universidade.
Mas, antes de guardar a produção de S2US pesquisadoras deve a pró pria Universidade dar a eles condição de produzir trabalhos que sejam a expres
sao cultural da Universidade. Na Biblioteca Universitária deve pois se encontrar a documentação mais profunda e mais recente sobre ^^squisc-s técnicas, científicas; literarias e artísticas que espelhe a produção cultural interna
e
que de ao mesmo tempo aos estudiosos o panorama cultural do mundo todo.
«V
A Biblioteca Universitária dsve para isto manter relações com pensamento científico universal adquirindo e pondo imediatamente â disposição
de
professores e alunos a bibliografia atinente a todos os programas do curricu lum escolar de suas cátedras.
Uma^Biblioteca Universitária, convenientemente aparelhada, deve estar em condiçoes de documentar as teses e os trabalhos dos professores e alu nos e de servir de fonte bibliográfica para as pesquisas em todos os itens dos
programas do ensino, devendo assim manter uma coleção de tal modo atualizada
que nao e3q)onham seus pesquisadores â insegurança^de docvimentaçao, que muitas
vezes, aos tímidos impedem de fazer ima coraunicaçao científica que suspeita já
ter sido objeto de estudo e publicaçao científica, e, outras vezes, levamopes
quisador mais afoito a publicar como nova conquista coisa já estudada de que
outros pesquizadores ou outros institutos já fizeram comunicaçao.
M
ß
■Jodas estas razoes fazem bem claro que a uma Biblioteca Universita ria se impõe nao agenas uma organizaçao intefna em perfeito funcionamento para
prontas investigações, nas, uma organizaçao externa capaz de por-se ao corrente do que se publica no mundo e de se trazer este material imediatamente â Urà
versidade colocando-o â disposição dos estudiosos.
Para atender ao perfeito funcionciaento desta organizaçao externa se
impõe um serviço de importaçao direta, livre 0 desembaraçada, com mais vanta gem de economia.
1. LIVROS CAROS. - 2. Düo IMPORTAÇÕES DE LIVROS. - 3. DAS VÍOTAGENS E DESVANTA
GENS NAS IMi-ORTAÇQEb F2ITA^ POR ENTIDiiDSS OFICIAIS. - 4-. N2CEoSIDiU)E URGI3^E
DA CONCESSÃO DO CÂi^IO OFICIAL PARi^ ASSINxíTURAS DE RSVISTüi TÉCNICAS DESTINADAS As BIBLIOTÂÍiiS PERTENCENTiDÓ AOS INSTITUTOS UÍIIVSRSIT^IOS. - 5. Da NSCESSI
DiiDE DA DIMINUIÇÃO DO VALOR DO iÍGIO ATUAIMENTE CÓBRADO, NAS DíPORTAÇOES DE LIVROS E PUBLICAÇÕES SIMILARES, FEITAS POR INSTITUTOS DE UNIVERSIDADES FEDEiiALIZADA§ E DESTINAD^o AS SUAS BIBLIOTECitS. - 6, DIREITO AS IMPORTAÇÕES DE LIVROS
AO CAMBIO OFICI/iL, PiiRi; OS SENHORES PROFESSORES DOS INSTITUTOS UNIVERSIT^ÍRIOS.
- CONCLUSÃO.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

�2

0

LIVEOS C^JIOS.

Hoje, Gono tudo sobe de preço, também o livro nao fugiu à regra; tal
vez nao seja ele, como resultante de mataria impressa, o culpado, e sin os que
dele fazem o comércio: os livreiros.
Nao fossem as facilidades da importaçao que permite comprar no pró prio lugar de origem, sem intermediários, wna Biblioteca Universitária, por me
nos que fosse a verba a ela distribuída, nao conseguiria aumentar seu acerva de
tal modo atualizado que servisse de documontaçao bibliográfica para todos os i
tens do curriculum escolar.
2. - DAS IMPORTAÇÕES DE LIVROS.
Segundo despacho publicado no Diário oficial de 6 de julho de 1953 t
o sr. Presidente da República concedeu às Associaçoes Estudantis facilidade s
para aguisiçao de livros estrangeiros pelo cambio oficial, denotando por parte
do Governo Federal, interesse de favorecer a importaçao de livros destinados
classes estudantis.
Esse despacho, que éde grande significação, vem demonstrar
que 'O'
preço do livro estrangeiro é cobrado caro por elementos que, até então, sômen
te eles gozavam facilidades de importaçao, pois houve época em que muitas vezes ao nos dirigirmos a certas livrarias no exterior elas comunicavam que sô mente poderiam vender a obra desejada por intermédio de vma determinada livraria dos grandes centros do ^aís.
Julg,?jnos isto absurdo, abuso economico capaz de gerar un "trust" e nao se permitir que tuna instituição cultural ou nes.^-^
mo um cidadao, tenha o direito de poder escolher o que deseja comprar sem a in
terferencia de ca^as fornecedoras intermediárias. O nesmo ainda pode vir a acontecer com as instalações, no país, de filiais de livrarias estrangeiras,
Permitan-nos tomar como exemplo as inportaçoes fjitas para a Biblioteca da Escola do iirquitetura da Universi-^ade de Minas Gerais, como justificação deste modesto trabalho de cooperaçao, pois somente coi/i o confronto de da dos concretos é que poderemos chegar a um resultado satisfatório e para o qual
mediante estudo, poderemos também sugerir soluçoes, que sem ofender aos atuais
dispositivos regulainentares, jSossam ser encaminhadas às autoridades superiores.
Isto postg, amos entrar diretamente- na questão; nao sabemospcfT que
razao, nas inportaçoes de livros dos Estados Unidos, da Itália, Espanha,^Por tugal. França, etc., etc., onde os livros sao pagos à base do dólar convênio (^ada nais que o dólar americano) - as livrarias brasileiras cobram os livro s
desses países à base da moeda de origem, com sii/a equivalência .'.proximada
en
cruzeiros, nos valores constantes da seguinte discriainaçao:
Estados Unidos
Itália
Espanha
Portugal
França

~

dólar correspondendo a Gr$ 25,00 a Cr$ 35,00;
lira correspondendo a Cr!| 0,10;
poseta correspondendo a Cr$ 2,00;
escudo correspondendo a Crf 1,80 a 2,00;
Fr. fr. correspondendo a Gr$ 0,10;

- sendo que a taxaçao do dólar ao cambio oficial é de Gríj? 18,72
para cobrança aos importadores.
Entretanto, a Biblioteca da Escola de Arquitetura da U.M.G., que recebeu diretamente da Itália a Enciclopédia Italiana, 2a. edição, en 39 volumes,
ao preço total de 359.000 liras ou sejam U»S.$ 574-,50, equivalentes a Cr$ ....
11.706,10, correspondendo aproximadamente a 600 liras por dólar, quando as livrarias vendiam essa mesma obra por Gríp 30,000,00.
A mesma biblioteca recebera da Livraria Espasa - Calpe S/A, de Ma drid - Espanha - a famosa anciclopédia Espasa Calpe, num total de 89 volumes ,
por^l5.583&gt;75 pesotas ou sejam Crí| 11.4.36,50 pagos ao Banco do Brasil, cuja co
taçao fora de 38,50 pesetas por dólar - (cambio de Madrid) - e que en nossa mo
eda correspondeu a Cr^ 26,00 aproximadamente o dólar, incluindo o ágio de ....
Cr,p 7,00.
Devemos considera?:, entretanto, que a comparaçao das moedas estran geiras acina demonstrada e cobradas pelas livrarias, foraia toriaàns por base an

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2ca H
st er

�3

terionnento ao chamado "Plano i^iranha", que depois de sua vigoraçao as livrarias aunentaran os preços dos livros aproximadíuaente de 30 % (trinta poí* cento).
Posteriormente à existencia do plano acina referidoy tonamos conheci
nento de que una Livraria em Sao Paulo, depositária de obras editadas no México, pede ao comprador que calcule o preço do dólar a Cr| 4-2,00_^- /taxa esta es
tabelecida pelo Sindicato e Gamara do Livro" - (existente em Sao Paulo) - quan
do é sabido que o importador (livreiro) paga ao Banco do Brasil, aproximadan^
te, Cr$ 26,00 por dólar. Convenhamos, que a taxagao deveria ser calculada nao
em Cv$ 42,00 e sim em Cr| 33,80, contando-se com os 30 % (trinta por cento) de
lucro, sendo este o lucro obtido pelos livreiros na revenda de livros nacio nais*
3. - das vantagens E desvantagens nas importações feitas POR ENTIDADES OFICIAE
31.- Vantagens nas importaçoes do entidades oficiais (Maquinas e artigos de Ia
boratórios).
Devido a impraticabilidade^desses orgaos oficiais concorrerem ao pre
gao da bolsa de valores para aquisição dos dólares necessários âs suas importa
çoes, juntamente com aquelas, houve por bem sua Excelencia, o senhor Ministro
da Fazenda, permitir que tais entidades pagassem um ágio fixo de Crf 7,00 por
dólar nas respectivas importaçoes.
Permitiu-se assim que âs Autarquias Educacionais, que desejarem^ importar máquinas necessárias ao ensino, que estas chegassem ao Brasil ao Cambio
de Cr$ 26,00 por dólar. O mesno nao acontece ao importador privado, que ten
que adqiiirir o dólar om leilão, pagando para um mesno tipo de máquina e con forme sua categoria classificadora, de Gr^ 4-0,00 a Grí# 80,00 ou mesmo Cr$ «..i
100,00 por dólar. Permitam-nos explicar no exemplo abaixo;
No caso do importador privado querer importai* i\'a_^máquina, suponha mos, no valor de Ü.S.^ 2.000,00, com o dólar obtido no leilão por Cr$ 100,00,a
máquina deverá ser revendida, na melhor da hispóteses por GríJ 300.000,00 (trezentos mil cruzeiros), isto é, GríJ 200,000,00 (duzentos mil cruzeiros) correspondentes ao valor da máquina, pagos ao exportador e Gr^í; 100,000,00 (cem
nil
cruzeiros), para as despesas e lucros, do ijnportador.
Entretanto, a menma máquina, importada por uma entidade oficial, poderá ficar por Gr^ 60,000,00, com os gastos de porte e despachos alfandegários,
dando assim, ima vantagem ao importador - entidade oficial - de Crf 24-0,000,00
(duzentos e quarenta nil cruzeiros),
32, ^svantagens nas importaçoes feitas por entidades oficiais (Livros e periódicos ).
Tratando-se de importaçao de livros, as Universidades, por meio.
do
seus Institutos, nada obtém de lucro relativamente em comparaçao com o inporta
dorj, livreiro, pois ficaram^essas Universidades, colocadas em igualdade de^ con
diçoes com aqueles, o que nao deveria acontecerj pois se houvesse uma cobrança
inferior ao atual valor do ágio, que i do Griii 7,00, iria permitir que as entidades oficiais obtivessem m lucro muito embora esse lucro ainda fosse
menor
que o obtido no caso das importaçoes de máquinas e outros produtos.
Tal concessão se justifica porquo no caso de livros, estes quando Ig
portados pelas Universidades, destinam-se exclusivamente âs suas bibliotecas ,
facilitando a sua circulação entro os leitores que sao os estudantes, professo
res e mesmo o povo en geral,
^
Embora facilitnndo-so ao livreiro a taxação fixa do dólar a Cr$ 7,00
como ágio, os livros sao revendidos superiormente ao lucro de 30 $ (trinta por
cento) aos obtidos nr venda de livros nacionais e mesno em certos casos,daoncr
gen de lucros superiores a 100 e mesmo a 300 % (trezentos por cento).
"
4. - CONCESSÃO AO CÂMBIO OFICIAL DE ASSINATUR/i DE REVISTí^íS TÉCNICAS.
As instruções da Superintendencia da Moeda e do Credito (SUMOC), nao
se referem âs assinaturas de revistas técnicas junto âs importaçoes de livros,
pois aquelas só podem ser feitas ao comércio de taxa livre.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2ca H
st er

�u

Entretanto, sabecos que os estudantes, os professores e os técnicos
em geral, J/iMAIS PODERÃO PRESCr:DIR DAS REVISTAS TÉCNICAS - E MUITO MENOS AS
BIBLIOTECAS, pois sao necessárias aos estudiosos, possibilitando-lhes o acompanhar constante das novidades técnicas que corren o mundo. Muito antes
da
mudança das nom-. s cambiais as assinaturas de revistas técnicas vinham se pro
cessando normalmente e forçosos somos a declarar, que as livrarias estrangeiras sempre agiram na mais séria base de honestidade com o importador, nao se
perdendo um exemplar de revista, que fosse, e jamais cobrando em qiialquer pre
50 de publicaçao, uma graçao de centavo que o tabelado, razao pela qual pre tendemos as mesmas vantagens concedidas para as importaçoes de livros»
5. - NECESSIDjUDE do /íBAIXí^-íENTO do valor do iÍGIO atualmente COBRiJX), NAS IM PORTAÇÕES DE LIVROS E PUBLICAÇÕES SBíIL/iRES, FEITAS POR ENTIDADES OFICIAIS E DESTINADAS JlS SUAS BIBLIOTECAS o
Necessário se torna que os ágios jsagos por instituto- universitá rios, nas importaçoes de livros e publicações similares, destinadas às ' suas
Bibliotecas, sejam cobrados em taxa reduzida, nao sé pelas razoes já ©xpos tas como^também por ser a verba de una biblioteca calculada segundo os recursos orçamentários de cada Instituto.
Servimo-nos de novo exemplo acontecido na Biblioteca da Escola
de
Arquitetura da U«M.G., em sua última importaçao feita em Paris, na "Librairie
Vincente Fréal &amp; Cie,", chegada em princípio do corrente ano. O seu valor to
tal havia sido calculado em Cr$ 87.855,20 (OITENTA E SETE MIL OITOCENTOS
Ê
CINQÜENTA E CINCO CRUZEIROS E VINTE CENTAVOS), valor que devia ser pago ao Bm
CO do Brasil sem se contar com o ágio de Cr$ 7»00 por dólar.
Acontece, entretanto, que depois de todos os^cálculos feito§, ch..
gou-se a conclusão que o montante do valor da importaçao acima, que fora de..
Fr.Fr. 1.632.9
correspondia em cruzeiros a Cr$ 127.589»90 e, sedente de á gio foram pagos Cr^í. 32.677,30 (TRINTA E DOIS MIL SSISGENTOS E SETENTA E SETE
CRUZEIROS E TRINTA CENTAVOS)
Nao será necessário dizer-se que houve falta de verba, pois esta
via sido destinada â Biblioteca na importancia de Cr|« 100,000,00, pois os recursos orçamentários de cada Instituto sao divididos proporcionalmente âs necessidades de cada sétor de serviço.
O que aconteceu com a Biblioteca da Escola de /irquitetura da U.M.G«
poderá acontecer com todas as demais bibliotecas de faculdades que sao importadoras, Entretanto, com os Cr$ 32.677,30 cobrados a mais pelo ágio, quantos
e quantos livros e revistas poderiam ser adquiridos em benefício da própria
Biblioteca e sem quantos benefícios ficaram os leitores,
*
^
Assim, pois, fica o nosso apelo aos zelosos dirigentes da Superin tendencia da Moeda e do Credito (SUMOC) e ao Exmo, Senhor Ministro da Fazen da, no sentido de que, depois de estudadas as exposiçoes contidas no presente,
opinem favorâve^ente ao abaixam.,nto do valor cobrado atualmente, de ágio,qj£n
do das importaçoes de livros e assinaturas de revistas feitas por Instituto s
Universitários, beneficiando assim a cultura nacional,
6. - CONCLUSÃO
^ Finalmente, pelo exposto, esperamos que depois de estudadas as espo
cificaçoes apresentadas, mediante os canais competentes, que se faça transmitir ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Fazenda os seguintes pontos básicos,
pedindo uma resolução rápida e definitiva, em benefício de futuras importa çoes por Institutos j)ertencentes a Universidades, de livros, assinatviras
de
revistas e publicações técnicas, destinadas âs suas Bibliotecas:
1«) - considerando oxLstir a facilidade de importaçao ao cambio oficial,de li
vros aos estudantes, £or intermédio de seus Diretórios Acadêmicos, Cooperativas e outras Associaçoes Estudantis, que por equidade, se conceda o mes
mo direito de importaçao, aos senhores Professores dos Institutos de Univer sidades, juntamente com as importaçoes de suas respectivas bibliotecas, factu
r^das separadamente àdstas;
"

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�5

2®) - concessão ao cambio oficial para a inportaçao de assinatura de Revistas
Tecrúoãs, destinadas às Bibliotecas de Entidades Oficiais, em igualdade
d&amp; oondigoes com as inportaçods de livros, cono eram feitas anteriormente ao
novo sistema cambial;
3®) - abaixamento do valor do ágio que vem de ser cobrado noS importaçoes de
livros&gt; assinaturas de revistas técnicas,^etc. etc,, possibilitando maior a proveitanento das verbas oficiais e que sao distribuidas â.s Bibliotecas
dos
Institutos Universitários,

Digitalizado
-gentilmente por:

��cm

2

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

17

18

19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7596">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7597">
                <text>Do serviço de importação nas bibliotecas universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7598">
                <text>Proença, Afrânio </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="7599">
                <text> Vasconcelos, Décio Pereira de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7600">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7601">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7602">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65114">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="491" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="47">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/491/C749_1_PE_V_09_2.pdf</src>
        <authentication>323cfdbe16545846865682718bf0d6a6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12251">
                    <text>Siü'.ftj iCVU

Digitalizado
gentilmente por:

���\
ir

PRIMEIRO CONCxRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

I

í'

O leitor e o bibliotecário
por
Severino Jordão Emerenciano
t
t

c

\
\

\

Recife
195^

J

�J!
/I

SITUAÇÃO

ATUAL

DO

LEITOR

BRi^ILEIRO

O leitor e o biblioteccírio
Fonna§ao do leitor brasileiro

Infome de JORDÃO Hl-IERENCI/iNO para o I Congresso brasileiro de
Biblioteconomia (Recife, 18 a 25 de julho de 1954).

Jordão Enerenciano
Diretor do Arquivo Publico Estadual.

ÍNDICE
A - Introdução
B - Proposição do assunto,

Conentário ao título

G - Situaçao atual do leitor
I - fatores negativos contra o leitor
1, falta de gosto pela leitura desinteressada
2, agitaçao da vida moderna. Falta de tempo, Condiçoes locais
de clima
3« aspectos econonicos. Preço do livro, Salarios
II - seduções que desviam o leitor da leitura e da biblioteca,
Radio, Clubes, Boites, Bingos e conversa fiada,
III - ambiente das bibliotecas. Má localisaçao.
to. Horários. Catálogos. Pessoal,

Cinema,

Anacronismo e desconfor

D - O leitor e o bibliotecário
1, o que o leitor espera do bibliotecário
2« qualidades de um bom bibliotecário
E - Fomaçao do leitor brasileiro
mê
Sugestões
1,
2,
3,
4-,
5,
6,
7,
8,

estimular o gosto e o hábito da leitiira
barateamento do preço do livro
aumentar o número de bibliotecas e proceder a uma melhor localizaçao
favorecer o serviço de empr éstimos a domicilio
melhorar o ambiente das bib3.iotecas e o quadro de pessoal
facilitar o livre acesso às coleçoes
converter
a biblioteca em centro vivo de cultura
m0
creaçao de um novo espirito

F - Conclusoes
1, Ja estivemos pior, üia novo espírito tstá nascendo
2, A quem se deve o movimento renovador.

Digitalizado
-gentilmente por:

�I

N

T

R

o

D

U

Quon ascreve estcis linhas, ap^essad.'^s o soa prt
uia bibliotecário - m^.s apenas iin arquivista.
L
nente preparado no ciirso de bibliotecononia da Ui
autor dessas linhas S profissional de Arquivo e, i
vações diferen das do bibliotecário porque outros .
seu setor«.

' propriamente
ido tácnicaRecife, o
'uas obser'.ioo e
o

Alem de ser de outra natureza o seu público e o matei
^asultado, forçí. ê reconhecer que no Brasil, pelo menos, a Arquivxstj.ca ainía nao alcançou aquele desenvolvimento e ainda nao viveu aquela experiencia já vitoriosamente atingida e vivida pela Biblioteconomia,
No setor dos Arqui
voSj muito há que aprender, experimentar e realizar.
Por um dever de honestidade intelectual e ate de lealdade, convém adver tir que estas linhas sao escritas menos por vim profissional do que por iua
sinples leitor. Melhor será que considerem estas observaçoes como sendo
as de \ara leitor brasileiro, de nível médio, sobre as suas próprias difi culdades, as suas relações com a biblioteca e os bibliotecários,
Se estas observaçoes, se estes pobres conent'rios nao forem exatos ou estiverem eivados da unilateralismo, que os corrijan os mais experimentados
e os técnicos. Desde já, aqui se protesta, con hianildade^e desejo de aprender, o propósito de receber, com bom animo, as correçoes, os esclarecinentos e as emendas dos mais capazes.
- B 0 tema que me foi distribuido está assim enunciado; Situa^ao atual
do
leitor brasileiro.
En seguida, acrescentan-se dois sub-títulos: o lei tor e o bibliotecário - fomacao do leitor brasileiro.
Ora, Isso de algua nodo linitou o assunto do título principal, A situa Çao atual do leitor br.isileiro compreende outros aspectos, dignos do es tudo, e que nao sao apenas os especific.-.dos nos sub-títulos, ou sejan, os
das relações entre leitores e bibliotecários e o de fomaçao do leitor.
Parece-me, a mim, todavia, que o pensamento da Comissão Organizadora e Executiva, a cujo cargo esteve a elaboraçao do temário, foi o de que se es
tudasse cono nun panorana geral o assunto, __coi.;preendendo os seus múlti pios aspectos nas dando-se una naior atençao â matéria dos dois sub-títulos,
jk
00
Preferi e adotei essa inteligência da proposição porque, doutro modo, haveria o risco de linitar e obscurecor o assunto,
— c -•
SnUAÇÃO ATUAL DO lEITOR BRiiSILEIRO
1 - Fatores negativos contra o leitor
1, falta de gosto pela leitura desinteressada
C - I - 1
Para que se pudesse analis".r, objectivanente, o problena, havia necessi^
de de uma pesquiza denorada e cuidadosa, Bn primeiro lugar, era '\q
boa
prudência uma larga informação estatística, p:^a saber o que le o leitor
brasileiro, as horas e os dias de maior frequencia S,s bibliotecas e quais
as bibliotecas preferidas. Em segundo lugar, era preciso conhecer demo radamente as nossas bibliotecas, suas instalações, seu pessoal e o seu a'^

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

15

16

11

l'í

�cervo
•
^
^
Essa infonaaçao estcitistica o esse conhecimento das bibliotecas ajudariam a ^
compreender o que busca e o que deseja o leitor brasileiro, quais as
suas
aptidões, o seu nível de instrução e quais os seus problemas,
ß
*
Inicialmente^e preciso salientar una circiinstancia de profunda importancia:
hoje quase nao há leituras, nem leitores desinteressados. Ninguém le pelo
prazer, alto e nobre da leitura, ou, sequer, pelo objectivo, nestio remoto ,
da ilustraçao, do enriquecimento da cultura pessoal, do gosto humanístico_,
do aprimoranento das aptidões individuais.
Quase todas as leituras
sao
feitas â base de um objectivo imediato, de \in fin prdxino.
Há sempre
um
interesse em vista, á o universitário para estudar suas disciplinas, fazer
suas provas, o professor para preparar suas aulas, o pesquizador para elabo
rar suas monogfafias, e at^ o homen de negocio afim de colher ncmontaneas e
imediatas informaçoes do sou interesse,
Aosjjoucos, vae morrendo o gosto, o prazer da leit\ira como liberagao e elevaçao, Paradoxalnente, porem, hoje le-se muito mais do que antes. A qualidade da leitura i que decaiu e se aiaesquinharan os seus fins. A leitu r a
ê feita por dever, por interesse - como
encargo visando objectivos ine diatos e nao como una fiaga, uma libertaçao. Raros sao_os leitores que ainda encontram prazer e consolação na leitura, Embora nao poucos encontran
nela meio de compensações. Compensações inclusive de ordem material.
Nesse capítulo do leitor, o que me parece mais grave e mais penoso ê exatamente a perda desse gosto alto e nobre, a perversão da leitxira em objecti vos pragmáticos e intoresseiros,
Nao será exagero acrescentar que
hoj e
qxiase todos lemos sempre com o propósito de roubar ao livro e ao autor al guna coisa,
Nao cabe^^ porán, ao bibliotecário, ^a atitude de lírica ignorancia dessas
circunstancias e de azedume contra esse desvirtuamento. Sua prudente atitw
de devera ser a de conhecer seguramente todos., os aspectos da questão e,con
sabedoria, anor e pertinacia, contribuir para xima melhor fomaçao do leitor
e para que dentro das atuais _^condiçot!S de vida se faça alguma coisa afim de
que a cult\ira nao se tome tao imediatista, interesseira e subordinada a ob
jectivos transitórios.
~
Força ê reconhecer que o leitor moderno foi conduzido a tais limitações
e
se fez agente de um tal abastardamento - menos por^causa do^seu proprio caráter e da sua ^ndole do que por causa de circunstancias a ele extrínsecas,
e de ordem economica, política, social, etc,,
2, Agitação da vida moderna.

Falta de tempo.

Condiçoes locais de clina.

C I - 2
É já \an logar com\jm repetir que a vida moderna se agitou, se endenoniou de
tal modo, que ninguém tem nervos nem tempo para fazer nada desinteressada mente. O nervosismo e a^angiístia do tempo sao, sen dúvida, características
da civilisaçao contemporânea, O mimero de desajustados psíquicos e a varie
dade de desajustnnentos sao muito maiores do que outrora. Una larga part e
dos homens_^de hoje vive, senão enlouquecidos de todo, pelo menos desvairada
de irritaçao, agitaçao e desgrste nervoso,
Quem quizer verificar isso,nao
precisa ir a clinicas ou analisar estatísticas. Basta obsejrvar os que ficam â espera dos trr.nsportes coletivos, dos cinemas, nas antecamaras das re
partições piíblicas, nas filas dos mercados e elevadores, Há em todas as fi
sionomias um ar de irritaçao, revolta e desgaste, _ As horas que estupidamente se delapidam nossas esperas intermináveis, nao sômente irritam e desgastam o homem, cooo reduzem o aproveitpxiento do seu tempo útil.
Parece que o tempo encolheu, já nao chega prjra nada, ninguém dispõe mais de
horas livres para fazer qualquer coisa» ^Todos rjidan a correr de xan canto
para outro, numa louca e triste competição para ganhrjr a vida. Ganhar a vi
da perdendo estupidsnento o que de bolo ela pode oferecer.

Digitalizado
^gentilmente por:

]_'4

16

11

18

19

�É necessário reconhecer que neste país, sobretudo no nordeste, não há cli ma para leitura. Nao raro, o leitor se sente nvuna___verdadeira fornalhaj|_ con
uma temperatura infernal.
No nordeste, as condiçoes climatológicas nao ajudam o trabalho intelectual. Ler, estud'.r, pensar, escrever nesta região,
em certas ocasioes e ambientes, é qualquer coisa de heróico. Tudo conspira
contra o trabalho intelectual. Há horas em que a preguiça intelectual,
o
amoleçimento_^da vontade, a inapetencia para qualquer função superior da in
teligencia sao invencíveis,
3» Aspectos economicos.

Preço do livro.

Salários,

G - I - 3
A tudo isto nao sao estranhos também os fatores economicos. Os salários de
hoje, cora a desvalorisr.çao da moeda, inflariao do meio circulante, alto custo das^utilidades, mal chegrjn par \ atender às exigencias materiais de sobre
vivência.
Nao^ha soJLdos p;ira os luxos de cultura e as leituras desinteres
sadas,
Isso nao significa nenhma concessão à rigides marxista do condi cionamento fatal da cultura às infra-estruturas econômicas e materiais, Si£
n^ica sômente que o leitor tem contra^si, tcjnbém, a falta de desafogo economico para dedicaivse com mais elevação e desinteresse à leitura,
O preço do livro e^igualmente proibitivo. De tal modo se elevou o custo do
papel, da composição, dog transportes que o livro, hoje, e um luxo.
Nin guem pode mais dar-se a esse prazer de coniprcj: livros. Ora, o fato de
o
leitor nao possuir ja o seu próprio livro, o levou a gerder o amor a esse
seu velho e fiel amigo.
^Desabituou-se de sua convivência e quase já anda
esquecido até daqueles amáveis cuidados materiais que outrora lhe dispensava.
^
k feição material do impresso, as encadernações, perderam aquele gosto, a-.'quela delicadeza, aquele bom tom que foram_^ap::jiágio do livro. Em consequen
cia, também as bibliotecas e suas instalações estão sendo, dia a dia, priva
das da sua velha nobreza rrquitetural, do seu esplendor e beleza. As bibli
otecas de hoje, afundad .s e despersonalizadas nesse estilo sem caráter nem
grandeza que e o funcional, - podem ter mair primores técnicos, oferecor
maior rendimento pratico, sabisfazer melhor às novas exigencias. O que e Ias ja nao tem e grandeza, elevaçao e beleza.

II - Seduçor'S que desviam o leitor da leitura e da biblioteca.
dio. Clubes. Boittís. Bingos e conversa fiada.

Cinema, Rá-

C - II
Há ainda uma série enorme de circunstâncias contra o leitor.
Esgotado, deprimido, possv.ido de nervosismo, angustiado por dificuldades e^nomicas^ devorado por anciedades, gasto pelas longas esperas, irritado
cora a carência de transportes - o leitor moderno tem uma mràor necessidade
e is r^^çoes e ce pra.2erGs.
ij, todo custo precisa ele de compensar-se o
quanto possa dessa angustia e desse desespero.
inimigos do bibliotecário, sob a forma de reduçães
que se\ítSpí^T.°® leitores. No mínimo, ^o leitor prefere ir a um cinema, do
Svpl% h f ® -Si™'' leitura. Distragao relativ.jnente bro-ata e mais acces
tinSntP apraciavel da leitores o
bibliotecas e da leitura uin con"
Tiingente
A
Se ele, realmente, preenchesse a su

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

�5

Outro adversáriozlnho insidioso e pertinaz ê o rádio, com os seus progrexias
vulgares 9 bestas, e as suas novelas estúpidas e estupefacientes. Nao ra ro, o ouvinte vae-se deixando ficar, vae ouvindo o prograna, lanbusando- se
com a melosidade da novela e adeus leitura,
No raínimo, o rádio perturba o
clima de silencio e tranqüilidade exigido pela leitura, enerva o leitor
e
dana a paciência de toda a gente.
á una pena que se tenha de dizer tao nal do rádio e do cinema - dois instru
nentos que tao excelentes serviços poderiam prestar ao leitor e à tarefa de
repjiimar o gosto pela leitura o
Há ainda mais: os clubes, as boites. Clubes e boites que delapidam o tempo infeoun lusente, consomem sem finalidade as hor^.s livres que o leitor melhor poderia empregar,
Nao menos de lamentar é o roubo de tempo através de um espetáculo que é um
novo e verdadeiro inimigo do bibliotecário; os chamados "bingos". O "Bingo" e, sem favor, \ama nova peste, nao direi branca ou preta, mas estiípida.
Horas, a fio, sao perdidas ness„ tolice que ainda mais deprime e irrita viiaa
gente que já vive gasta e possuida de um terrível nervosismo,
O brasileiro tem, por tendencia, o gosto bem meridional de esbanjar e
mal
aproveitar o seu tempo.
Há um hábito nacionalarraigado e generalizado ,
do chamado ''bate-papo", á a conversa erigida nao direi em esporte nacional,
mas, em hábito generalizado. Esse hábito pode ser responsável, também, por
um verdadeiro esbanjamento de tempo,
]J'ica-se nas esquinas, nos cafés, nas
repartições, a conversar fiado, sem proveito nem rendimento - num verdadei»ro :atentado àquelas que realmente querem trabalhar, ler e produzir.
Claro está que nao se pode ter a pretensão - por sua ves estúpida e desarra
zoada - que toda gente empregue o seu tempo em leituras e se fechem os eine
mas, os clubes, as boites, omudeçam-se os rádios, acabem-se com os bingpg e
o b te-papo. Tolo e estúpido seria exigir que toda a gente fosse canalizada par.i as bibliotecas.
O que se pretende salientar á simplesmente isso: o leitor moderno tem contra si uma série enorme de fatores desistimulr.ntes e de seduções contra
a
leitiira» O bibliotecário de hoje precisa de lutar bravamente pari», disputar
o seu público aos cinemas, boites, bingos e ao rádio.
Par^ isso, ele de ve, é claro, converter a biblioteca em algo do atrv'^ente que possa prender o
leitor, mas isso é também outra historia,..
III -

Ambiente das bibliotecas. Má localização.
to. Horários. Catálogos, Pessoal.

Anacronismo e desconfor-

G - IV
Digamos que o leitor supere toda essa sorte de fatores negativos e se dis poe ao heroisno de aproveitar o seu tempo na leitura.
Vai,, enfim, freqüentar a biblioteca. A primeira dificuldade a vencer é
a
carência de transportes coletivos.
Toda gente sabe que aventura é hoje es
perar por esses transportes e neles viajar.
Para ir e voltar de uma dessas aventuras o leitor gastará suas duas horis além de danar-se, irritar-se
tremendamente .
Via de regra, as bibliotecas sao mal localizadas, ficam fora de mao e de di
fxcil accessibili^'ade, Nao raro, o leitor terá de tomar dois transportes
diferentes pára chegar até a biblioteca.
Isso sem mencionar os horário s
que quase sempre coincidem com os e^edientes do trabalho ordinário,de tal
modo que uma boa parte do público nao pode freqüentar as bibliotecas.
Vencidos todos esses fatores adversos e negativos eis o leitor na biblioteca, Outras vicissitudes o esperam.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
s t e .O"
14

15

16

17

lí

19

20

�6

Ordinariamente, ^a.s nossr.s bibliotecas nao oferecem un ojnbiente de conforto e
de simpatia. Nao ten ua clima psicológico capaz de grender o leitor e
de
tornar a leitura um grato prazer.
Moveis e deçoraçoes obsoletos e, miiitas
vezes, anacronicos.
Cores incomod-.s, instalações desconfortííveis, pouco arejconento, ruim iluminaçao, eis, de modo geral, o ambiente das nossas biblio
tecas.
E ainda há mais: muitas vezes o pessoal das bibliotecas se nao á inçotq)©ten
te, nao aparelhado tecnicamente, é incivil, inhsíbil e irritadiço - ve no lei
tor um elemento de incomodo que dá trabalho e perturba a paz dos cemitérios
dos livros.
Os catálogos, por sua vez, sao complicados, quase senqpro anacrônicos.
O
leitor sente-se confundido e enleiado ao mergulhar nesse tortuoso eDaranhri.do*
Falta a esses catálogos uniformidade, boa técnica e até légica, Nao raro, o
critério da divisão ^as matérias é absurdo, as entradas são arbitrárias e a
apresentaçao uma autentica desordem.
Pior que tudo, porém, é a biblioteca cujo pessoal entende que a instituição
é propriedade privada prx.. atendor e servir s^iento aos ;'Xiigoa o aos afei Çoados. Bibliotecs cujo possorJL não tem nenhum espírito publico e^desoo nhece a beleza e ajaobreza que há en servir.
3ervir sen preocupagoee
do
gru: os ou de afeições.
Convenhamos que depois de tudo isto o leitor sente n ^"jjurcJnonto pavor da b^
blioteca a perde qualquer amor à leitura, Há contra alo una vardadoira ocn^
piraçao.
D - O LEITOR E O BIBLIOTECjÍRIO
1«, o que o leitor espera do bibliotecário
2, qualidades de um bom bibliotecário
D - O LEITOÍÍ E O BIBLIOTSCiíiilO
1. O qua o leitor espera do bibliotecário
D - 1 As relações entre o leitor e o bibliotec'jtío sao as mais coDploxas e teia una
repercussão muito grande no rendimento da leitura o até no futuro da biblioteca.
Quase SDnpre inexperiente, dispondo de pouoo tempo e, nao raro, extroaciaentô
at.?j7efado, o leitor espera tudo do bibliotecário.
Êle é pcx::. o leitor luna fonte obrigatéria de informação o do orientação.
Grande parte da leitura ou d.-, pesquisa pode sor suprida e o tonpo ter naior
rendimento com essa ajuda «io bibliotecário.
Muitas ^vezes o leitor nao tem tempo nem quer descobrir os materiais oon
o
seu proprio esforçoo Quer ter o livro e o documento do seu interesse â oao
o sem grande taardajiça, ^ Pcxc. isso conta com o bibliotecário que deve apreon
der com rapidez e eficiencia os problom-s e as dificuldades do leitor*
*"
2. Qualidades de un bom bibliotecário.
Nao me seduz a tentaçao de repetir aqui r lição de Ortega y Gasset sobre
missa.o do bibliotecário o

a

Ele ja o "fez ccm tal prcpried'r.de, elevaç&lt;?,o, beleza e segurança que seria mes
quinho tecer insulsos comentários h. sua aplaudida lição.
'•
""
Oportuno seria, talvez, indogcj aqui quais as qualidaiies que devam ser pré prir«.s do bibliotecário,
£□ primeiro lugar, deve ele estar profundamente inspirado pela vocação

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

de

19

20

�t

servir.
Convencer-se de que o seu destino nao e o de servo da ciência,
o
de realiaar pessoalDente trabalhos de erudição, de investigação.^ O seu destino nao 6 ser ensaista, romancista ou historiador.
Para ele nao está re sex'x-ada a nobre condição de escritor. Sua nissao e a de ajudar aos outros e
de facilitar a tarefa dos estudiosos.
Devo do estar sempre lembrado de que a biblioteca, oonfiada^à sua guarda,nao
e sua pertençíi, sua propriedade. . Lembrar-se que o acervo nao ê p-x seu uso
exclusivo, p .ra sua recreaçao pessoal ou , apenas, para a consulta dos seus
amigos, apaniguados e afeiçoados,
^
^
Deve, ^inda, o bibliotecário ser pessoa de boa aparência, apresentar-se c on
dignid-de, sem afetaçao, ser afável no tra.to, cortez, lhano e atencioso para
com o leitor. Uma pessoa biliosa, neurótica, gronta a explodir, irritadiça,
e senpro com a língua fácil para a respost ironic?. e malevolente nao deve,
janaiö, ingressar no quadro de pessoal àr.s bibliotec .a,
Essa gente irritr.diça e violente espcjata e afugenta o^leitor - que nao está disposto a engu lir des. foro ou pagar pola má educaçao dos outros«
O bibliotecário pode ^ deve ser pessoa afavel e atenciosa., sem afetaçao
e
sem o falso emane ir .riaento dos barbeiros, perfumistas e costureiros.
Há una
inat-:. finura, uma intrínseca fidalguia que independem de muitos gestos o de
grrjxde aparato.
Exige-se, também, que o bibliotecário tenha até boç. saúde para bem desempe nhar a sua missão.
Uma pessoa de má saúde nao está nunca em condiçoes
de
tratar com o público e de bem cvuiiprir a sua tarefa,
Mas nao é só de boa ap.irencia física, de saúde, cortezia e afabilidade o de
que precisa o bibliotecário.
Nao é necessário acrascentar que deve ser pes
soa de inteligência viva, alguma agudeza, excelente memória e boas hTimanidades.
A sua instrução deve estar à altura do público a que se destina.
Um bibliotecário para leitores viniversitários, leitores de instrução superior - deve
possuir, no mínimo, uma boa fomajao do curso secundário.
I&amp;so sem mencionar aqueles que pela própria função, devem, .lám disso, habilitar-se em os pecializa.çoes técnicas.
O bibliotecário moderno deverá ser uLia pessoa de bom senso e de bom gosto .
Deve de estar apto para substituir outros funcionários do quadro de pessoal
e ter bastrjite sensibilidade para cuidcj nao sSnente da sua própria apcjren cia como do ambiente de sua biblioteca.
Jamais pode esquecer que um pormonor nínôno, a cor de uma parede, a tonalidade do uma cortina ou de um tapu te,
disposição d.', sala de leitura, a iluiiinaçao, a temperatura - um
nada
aparentemonto desprezívdl, prenderá ou j,fugontará o sou público»
Tudo isso, 1 orem, será pouco Sd o bibliotecário nao for_tecnicnmonte fomadoé
Pouco adiantará a sua cortezia, a sua afabilidadese nao ó cap.:z desorganizar una bibliografia, se nao entende
catalogaçao e de classific.içao,
se
desconhece o acervo d.i biblioteca e nao tom idéia de como deve manejar os ca
tálogos,
Se lhe falta a formaçao técnica, pouco importa a saúde, a corte zia a outras prendas pessoais.
O leitor moderno precisa, mais do que nunca, de biblio^tecários competentes,
capazes e bem formados.
Bibliotec:j:íos que sejam autênticos colaboradores
e nao sinples funcionários, meros guardas do acervo»
AO bibliotecário está ainda reservada uma decisiva tarefa: a de, em meio des
sa torrente do tinta a de papel inpresso, saber selecionar.
O leitor, afogado e esmagado por essa massa de impressos, noÄ tem tempo, discernimento ou
se isibilidade par*^. escolher o melhor e o que mais lhe convóu. Cabe ao bibli
otecário ajudá-lo nessa tarefa e, ao me;.no tempo, ter bastante boa senso para manter a gua biblioteca atualizrjda mas nao congestion;ida e atulhada
por
um imenso bagaço literário que nao marjce sobreviv^er.
Repita-se, porón, que esse aspecto da sua nissao foi de trJ. nodo estudado*
por Ortega y Gasset que seria Inoportuno tentar acrescentar qualquer coisa à

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st en

�8
«%
tm
sua explendida lição.

E - FOimçÃO DO LEITOR BiLlSILSIRO - Sugestões
1.
2.
3.
U»
5.
6.
7.
8.

estimular o gosto e o hííbito
leitura
barateamento do preço do livro
".unentar o niinero de bibliotecas e proceder a uma, melhor localizaçao
favorecer o serviço de empréstimo a domicílio
melhorar o ambiente das bibliotecas e o quadro de pessoal
facilitar o livre acesso as coleçoes
converter a biblioteca em centro vivo de cultura
criação de um novo espírito
E

At^ aqui o^que se fez foi estudar os aspectos negativos do problema e as^nossas deficiências. Mal andaríamos se nos limitássemos a analisar apenas esses
aspectos e nao cuidássemos de esboçar o que nos parecem soluçoes e remédios.
O quG é que se podo fazer para a boa formaçao do leitor brasileiro?
O que vou sugerir, a esse respeito, é ditado pela minha ©jcperiencia de leitor
o de arquivista.
A
Falta-me a mim a e3q3eriencia do bibliotecário, repito.
As sugestões sao essas;
1^) estimular o gosto, nobre e alto, pela leittira desinteressada e restaurar
o hábito de ler.
É necessário que os homens regressem â alegria da leitura
ao prazer do convívio coa os livros sem a preocupaçao de roubar-lhes algum a
coisa. Voltem ao hábito da leitiira como
meio de elevaçao e de fuga»
Sim
de fuga e de libertaçao porque nada como a leitura, neste mundo angusti a d o
e desvairado, gora peraitir^que o homem, por algum tempo, possa evadir-se de
tonta escravidao, preocupaçao e sofrimento.
Depois de algumas horas de leitura livre G desinteressada, o homem cc&amp;io que tem mais alegria de viver e sen
te mais gosto pela vida.
~
2®) empenhar todos os esforços par.: o barateamento do livro, de modo a tomálo mais acessível aos menos favorecidos economicamente.
Isso nao quer dizer
que se aumente, m is e mais, a já imensa torrente de matéria impressa, Esse
inconveniente deverá ser remediado pelo bibliotecário capaz de educar o piíbli
CO ensinando-o a selecionar o que deve ler.
"
3®) aumentar o minero de bibliotecas, descentralizando, quanto possível,a con
centraçao em grandes depósitos. Aumentar o número e, co mesmo tempo, estudar
xima localizaçao que torne mais acessível a biblioteca para o leitor, evitando as grandes distancias e longas esperas por transportes coletivos»
4-®) favorecer quanto possível o serviço de empréstimo a domicílio - de modo
que o leitor tenha o livro â. mao e possa fazer a sua leitura no tempo dispoi^
vel - o qual nem sempre coincide com os horários das bibliotecas. O emprés timo a domicílio tem, ainda, a vantagem de evitar a perda de tempo com transportes e outras inconveniências.
5®) tomar, cafia vez^^ mais simpático o ambiente das bibliotecas de tal
modo
que o leitor sinta gosto e prazer de permanecer nela.
Para isso i necessá rio também melhorrj: o gessoal^^ tornando-o mais competonte, mais técnico e mis
consciente da sua missão.
Nao seria descabido, neate item, sugerir que
se
tomem os catálogos mais simples e de mais fácil consulta.
6^) Permitir, sempre que possível, o acesso dos leitores às coleções» O acee-»
so direto do leitor ao acervo sugere novas leittiras, provoca verdadeiras descobertas e estimula o gosto pela leitura.
Isso sem mencionar a circunstan —
cia de que com esse livre acesso o leitor sente nao sòmente um clima de confi

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

�9

ança como uma nova mentalidade.
72) conván, ainda, que a biblioteca, dentro do seu nmbiente e conforme o seu
piíblico, se converta em vua centro vivo de cultura e de inspiraçao.
Confe —
rencias, exposiçoes periódicas a propósito__de datas e r.ssuntos, nostniarios
permanentes, boletins informativos, exlbUjoo^- de filmes educativos^ progra «•
mas que movimentem e atraiam o público — tudo isto pode converter a biblio —
teca num centro vivo e ativo de cxiltura,
8®) mais in; ort.?.nte o ràais urgente que tudo, porón, é criar uma nova menta lid.-,de entre os bibliotoc.-rios, entre todos quantos servem na Biblioteca. E
necess:'rio que todos se convençam dP. beleza d~. sua missão e se disponham^ a
vive-la, com elevaçao e entusiasmo.
Se o bibliotec.":rio nao tem uma autcn —
tica vocação e não possue entusiasmo pela sua função - i inútil todo o esfor
ço«
É necessário que' ele se capacite de que o seu destino ó o de servir o
o de ajudar.
Convença-se de que a biblioteca nao £ sua pertença, sua pro
priedade privada e que a sua t.'.irefa nao ê propriaiiento a de fazer obra de erudiçao ou cie pesquisa, mas a de ajudar os outros.
Quando o leitor^ sen •
"bir isso G tiver a certeza de que encontrara no bibliotecário um autentico
colaborador, com certeza há de aumentar o gosto pela leitura e de desenvol —
ver-se esse hábito fecundo.

F-CONCLUSÕES
1. já estivemos pior. Um novo espírito está nascendo
2. a quem se deve o movimento renovador.

CONCLUSÃO
O problema ê complexo e na sua solução devem colaborar elementos sociais,políticos, Qconomicos e técnicos,
vários fatores conspiram para subtraií* S.s bibliotecas os leitores, A t^cni**
ca, a dedicaçao e a habilidade podem contrapor-se a esses fatores tornando a
biblioteca um centro de atraçao e de interüSüe e um estímulo para o gosto pe
Ia leitura.
O bibliotecário nodemo tem umn. grande responsabilidade para com o leitor.

'

já estivemos pior. Nesse setor crxiinhci-ios muito. Uma nova mentalidade está
se criando no Brasil e as mais promissoras sao as perspectiv s que se abrem
para as bibliotecas, os bibliotec;írios e o leitor.
Novas ^eraçoes de técnicos, bem formados e bem inspirados na sua missão, es-tao chegando aos pontos de direção e corrigindo, refoman o e alterando praxes e preconceitos anacronicos. Um dia novo vem nascendo, neste país, para
a biblioteconomia.
Nunca será demasiado agradecer à,quel3S que promoveraju na Biblioteca Nacional
cursos técnicos para bibliotacários. De algiua modo, foram eles os pioneiros
desse espírito novo que começa a ir;] or-se nas bibliotecas.
No Recife, uma palavra devo ser dita ao Departar-ionto^de Documen açao e Cul tiira da Prefeitura - confiado ao bom gosto dosse autentico realizador o esti
muladormulador que é Jose Césio Regueira Costa.
Ao D.D.C. se devem os primeiros cursos reguläres de biblioteconomia - força é reconhecer que essa ini
ciativa operou uma verdadeira transfortvaçao entre nós.
Injustiça, porém, seria esquecer a iniciativa da Universidade do Recife
graças ao Magnífico Reitor Araazon;:.s, veneranda figura sempre pronta em atender às mais arrojadas iniciativas.
Creio que a Universidade do Recife foi a primeira Universidade sulamericana
a laanter cursos oficiais u reguläres de biblioteconomia, a esse respeito

Digitalizado
-gentilmente por:

�10

nunca deve ser'onitido o nouo ilustre de Edson Wery dí. Fonseca o prxaeiro dx
retor daquáles cursos na Universidade do Recife.
i Edson Nerv e J. C^sio Regueira Gosta entre outros, o Recife„ficou a
r
tsse espírito que hoje vai conquistando entuaiasnos e dedicações. No Recxx
a bem dizer, jí bi um.autSntioo novtaento de
ja a nissío e a vocajao do bibliotecário.
Ito uc.a voz, a
pioneira em tantos moviiaentos de renovaçao e dö generoso xdeali • ,
netrópole cultural do Norduste»

I Digitalizado
-gentilmente por:

�����</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7605">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7606">
                <text>O leitor e o bibliotecário</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7607">
                <text>Emerenciano, Severino Jordão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7608">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7609">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7610">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65115">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="492" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="48">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/492/C749_1_PE_V_10.pdf</src>
        <authentication>7b3d3a1744a7345519d31619793e88f9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12252">
                    <text>��PRIM2IR0 C0NGR3SS0 BRASILEIRO DS BIBLIOTECONOMIA

Sobre el curso de Estadística dictado en
Ia SsGuela de Bibliotecnía
por
.j.lfredo Fernandez

oj-: o(&gt;i.iCzO
c Vh?
&lt;.pe
V. 16

*
Recife
195/4

Digitalizado
-gentilmente por:

�1, L

SOBRE EL CURSO DE ESTADISTICA-DIGTADO M
IA BSCUELA. DE BIBLI0TE3NIA
Tesa
Contador AIFRSDO FEIÍNANDEZ - Erofosor dei curso de "TÉCNICAS BST^
DÍSTICAS".
Iß - EL curso de Bstadística, que tiene Ia duración de un seiii0stre,ha sido orientado dentro de un plano elemental, teniendo en cuenta su nati^aleza de
teria complementaria» Por otra parte, siendo Ia Estadística un método cientifico de conocimionto, y una herramienta de suma utilidad para Ia mejor administracion de una entidad social como Io es Ia Biblioteca,se ha procurado imprimiria al curso una orientación practica dentro de los problemas que puedon
presentarsele al bibliotecário»
/
Además, el curso no podría apartarso de un plano elemental, por Ia diforen te
preparacion de sus alumnos especialmente en Io que se relaciona con los conocimientos matematicos, que como es sabido, son improscindibles apenas se entra on un estúdio básico de Ia metodologia estadística.
Los multiples aspectos en que se traduce Ia gestión total de una Biblioteca p
una voz cuantificados, constituyen pna fuonte mui rica de datos, los que convenientemente explotados seran una guia apropiada para Ia orientacion de
Ia
gestión dei bibliotecário. Conocer Io quo se administra. Conocorlo bien. ^te
dobe ser el norte dei bibliotecário. Y en esto orden da ideas, no se^podra no
gar Ia utilidad de Ia Estadística que permite conocer los hechos numéricos en
que se vuelcon los aspectos más destacados do Ia vida do una Biblioteca.
Los diversos hechos diários de esa institución, una vez rocopilados, clasfäf^
cados y agrupados permitirán orientar Ia labor dei técnico bibliotecário^ sobre Camino soguro, pues sabe ccsno y por donde marcha su gestión.
30 - La gestión de una Biblioteca puedo rosunirse, desde un punto do vista os
pecial y mui parcial, en cuatro aspectos fundaoentales:
a.
b.
c.
d.

EL material bibliográfico.
Los loctores.
El personal do Ia Biblioteca.
KL presupuosto do Ia Biblioteca.

CcDO se corapraende de iniaediato Ia recopilación, presentación, análisis e inteipretacion de los datos numéricos relacionados con osos cuatro aspectos no
so puedo obtenor sin un conociniento adocuado do Ia Estadística.
E3. programa dei curso que se dieta on Ia Escuela de Bibliotecnia ha sido estruturado para obtoner Ia finalidad que acabamos de indicar.Clnro osta que Ia
brevedad dei tiempo dedicado al curso, no obstante los trabajos practicos que
se realizam, no permiton tratar a fondo algunos de los problemas relacionados
con osos cuatro aspectos. Poro el alumno obtione nociones concretas da
como
encarar osos problc3mas,dosde el punto do vista estadístico, y corno llegar
a
tratar los nurnóricanente.
Alrodedor de los quatro aspectos indicado precodentononte, gira Ia vida • do
una Biblioteca. Un conocimiento acabado de esos cuatro puntos, nos
permito,
por endo, conocer totalnonto a esa institución.
40 - Siguiendo ose orden de ideas, el programa dei curso contiene los olemontos requeridos para ostudior estadísticanonto on osos cuatro grupos da eleneg
tos, Ias etapas ya indicadas do Ia rocopilacion,&lt;'prosentacion, analisis e intorprotacion de los datos numéricos.
EI problema de Ia cohfocción do form,ularios,cuoBtionarlos e registros para r^
coger Ia informacion ;las instruccionos necessárias para compilar los^datosbus
cados;ol uso do muostrasjla prosentacion on cuadros o tablas y en gráficos,r\e
recen durante al curso proforehte atencion.
^
Adamas Ia realizacion de ojorcicios y Ia asistoncia a cursos practicos de necanizacion,para conocer los problemas de Ia tabulacion,complotan adocuadamento Ias clases teóricas«
Digitalizado
-gentilmente por:

�2

- Poôteriornente el análisis de los datos por médios matemáticos
cier ro-n un curso que sin apcrtarse dü un plano simple y eleDv-^nb-1 tratan do capaci
tar g1 bibliotecário para resolver sus problemas.
Quiore decir pues, que el técnico bibliotecário que ha estudiado el curso
de
estadística orientado en Ia forma incicnda, e&amp; capaz do encarar Ia organización do un servicio estadístico an Ia Biblioteca.
Ya sea corno ãirector do
Ia
Biblioteca o cjmo responsable dei cörvicio estadístico de Ia aisna, sus cono cirdentos ostadfsticos I0 pemitirán atender con eficicncia su labor.

cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

����</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7613">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7614">
                <text>Sobre el curso de Estadística dictado en la Escuela de Bibliotecnía</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7615">
                <text>Fernandez, Alfredo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7616">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7617">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7618">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="15134">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69656">
                <text>es</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="493" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="49">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/493/C749_1_PE_V_11.pdf</src>
        <authentication>c00b8dea57044adc384a87c0b2a889ab</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12253">
                    <text>&gt;61.3(81)

Digitalizado
gentilmente por:

���PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

Bibliografia y referencia
por
Elvira A. Lerena Hartinez

/.Pe
V. »1

Recife
195h

Digitalizado
-gentilmente por:

�Ui .i-

#

T .?
3 I B I i xj

rt A &gt;' I A

Y

iv j3 F E R E M G I A

Bibliotecária jüLVIííj.
LilílfííJiv
professora de "õifcliocivjTla'' (Primer
y
segimdo ourao).
Esta asignatura se dieta en !:■ E::cMí;la en dos cursos; um pri;Dor c.iiTjO, llamado
Bibliografia y referencj-r!, j uri segundo curso, Bibl.lografía (Metodoc; bibliográ
ficos y Bibliografia n-iai--nr.± y latinoaraericana).

El primer curso está destinado, en su priaüre. parte, a Ia Bibliografia en sus
aspectos generales (definición, ob,jeto, rolación con otras disciplinas), a Ia
historia de Ia niisma y al estúdio de Ics diotintoô repertorios de naturalezabi
bliográfica por tipos (bibliogrsíias nacionslcs, universalis, espc-oializadas ,
etc.; índices y boletines an*j.líticoõ, etc.), - La segunda parte está destinada
al estúdio dei Servicio de informacicn y consulta y a su organisación, pero ,
fundamentalmente desde el punto de -/ista de Ia ext-ensión, a los distintos ti pos de obras de referencia 7 su uso en el servicio de referencia.
A "pesar de que hemos tratado de dar a e^te curso un sentido funcional, aún
a
riesgo de repetir concertos í;&gt;presados en ia clase de Administración, sl laismo
se resiente por Ia falta di cr'leccionos de roferencia bicn organizadas. Se ha
tenido qu' suplir con otros recursos '^'"ta deficiencia. Asi so utilizam ejem plares de niuestra (cuando no se dispone de Ias coloccionos completas) de ciertos inateriales para familiarizar a los estudiantes con los distintos tipos de
obras de referencia, Io que no siempre permite cuapiir el proceso dei ejerci cio propuesto en forma acabada cr:,--.oiria hacerse en un departfunonto de roffjrencia de una biblioteca.
Esta dificultad, hemos advertido, crea en el estudiante una especie de inhibición que gravita desfavorablemonte en sus posibilidad^s de comprensión, Ss evidente qutji el solo conociirionto de Ias f&lt;aontcs y de lo;J laatodos no haçe el bi
bliotocario de referencia. Este processo dobo co!ripj.,:ncatar3c com periodos de
ejercicio y aprendizaje en bibliotecas y centro;.; de inforniaci&lt;5n. En este sentido, proyectamos coraenzar en el presente ano r/cacloraico un orisayo enviando
a
nuestros estudiantes a dos o tres bibliotec
enos scrvicios do
infonnación y consulta, y al Centro de Docunontaciói. Jiontífioa y Técnica que
se organiza en Ia Biblioteca Nacional con Ia asist^nr-i... .ie Ia Unosco.

El segundo curso irol-r/-o dos aóuüctos claramentc; distintos; - La primora pai-te
está destihada a dar los fundamentos metodológicos de L. coti, ilación bibliogrc v
fica, discutiéndoso Ias prácticas generalizadas, los intortos do noi'uir.li zo.cicjn, ,
Ias regias para Ia presentación de Ia bibliografia para Ia iaiprenta, etT.
parto importante de este aspecto se destina a ponor a.1 estudiantv^ en ."ior.tsoto
con Ias resoluciones de oongrosos y conferenoias y a fítmiliarizarlc con
titu^iiones productoras de documentación. Entendemos que el ob.joto do los cursos de bibliografia no debe limitarso oxclusivaif.ento a describir repertorios o
fijar cj-íl 'rios para Ias tareas do compilación. Los cursos debera c.^pacitar al
estudiantÊ p^:;") orientarso por si raismo en Ia búsqneda de Ia informacián fucra do los rot rt-'rios de referencia. En otras pal vbras, se busca i'omiliarizar
lo con las bibliotecas que ofraccn buenos servicios bibliográficos 7 de informaoi(5n, con los centruii de documentación y otros oi^^ganismos productoi'as de dociimentacion secmvlaria (oficinas de gobierno, editci'iales, etc.)
Asimismo so eotudia la politica o.ctual en matéria õj-j planificación linliográfi
ca y politica d'J. libro en gonci: ! y los "organismos nacionales
ir Lernacional2ß coor(-;'i.,i.:.dorr3 de tal actj.vidad.
La
parto de este último curso so doytina ;• Ir. bibliografia nacional y
latincc--..^?ricma. Aqui el critério y los isJt-idüt. "ou sjjailaros a lo descrito
en relación con ol primer curso. El objeto princrical dc- la r.ib;iia os familicri
zar al estudiant'"! con los repertorios. Se busc-"., cn termincr- generales, sen&lt;...lar Ias lagunas, nobre todo en la blLllv.^-raria nacional a los cf, ctos do d.
pertar en los futui-os profesionales oi ir/oares hacia la compilación biblio^i*'íiCc.^
r:. «.«roj-Gcor, on lo posible, su des. o de contribuir al deso-^'ollo d«.. Ia bi

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st em

�blic^Qí^a nacional.

4

Duranto Gsta secundo curso cada ostudianto debe realizar un trabajo de cocipi
lacion bibliográfica solo o on grupos. Se olige por Io general, temas nacionalas relacionados con los intereses de cada estudiante desde el punto
de
vista de Ia matéria» Si esta forma se trata do acrecer, incidentalmente, el
numero de los repertorios liibliograficos nacionales. Asi se ha recopiladoutio
bibliografia de tesis presentadas a Ia ^acultad de Ciências Bbonomicas y de
Administración, se comenzo y está en vias de continuación Ia bibliografia de
publicaciones oficiales nacionales y otras» Si este ano, grupos distintos tira
bajam sobre Ia Biblioteca de Delmira Agustini, dei pintor Rafael
Barradas,
etc.

De Ia estrüctiuración actual de los programas de
esta Sscuela, se desprende una clara separacion
vos (bibliografia enumerativa e histórica) y de
lacionados con Ia metodologia de Ia compilacion

Bibliografia y Referencia de
entre los aspectos descripti
servicio, de los aspectos re
bibliográfica.

Si Ia practica hemos encontrado que un buen conocimiento de las fUentes supo
ne eiempre, on mas o menos grado, ciertos conocimientos do los métodos de cm
pilacion, y a Ia inversa.
Iguainonte presentes se hacen sicanpre Ias razones de servicio, lindantes
con Ia organizacion, como puedom ser el costo de los materiales do roferencjt
a o ciertas formas técnicas de organizacion do los mismos (por ejemplo,
el
fichario do información) o, on el campo do Ia bibliografia practica, ol costo de Ia compilacion, Ia forma cooperativa de organizacion de ciertos servidos bibliográficos y da informacion, etc. y, on general, los aspectos econo
micos de estos mismos servicios.
Vistos asi, creomos que nuestros programas merecerian una revisión a Ia luz
do Ia noceafedad de integrar todos estos aspectos con Ia intoncion de
darle
un mas franco sentido funcional.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

��,,#7/

m
■Ä

�-s^

7fV

&gt;T\U

^

**
2

3

'I Digitalizado
-gentilmente por:

-(ife
18

^r
19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7622">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7623">
                <text>Bibliografia y referencia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7624">
                <text>Hartinez, Elvira A. Lerena</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7625">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7626">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7627">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69657">
                <text>es</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="494" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="50">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/494/C749_1_PE_V_12.pdf</src>
        <authentication>cc4c1d4f08c9e8936638138646961a15</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12254">
                    <text>cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2c a n
14

15

16

17

lí

19

20

��1
cm

�PRIMEIRO CONGRESSO BRhSILüIRO DB BIBLIOTECONOrHA

✓
Bibliotecas universitárias e alguns de seus problemas
por
Maria Luisa Monteiro da Cunha

í&gt;a.toGi.^C80

L Pc.

Recife
I93h

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st e m
&lt;/

14

15

16

17

lí

19

20

�BIBLIOTECAS U^TJVEHSITÁRIAT E ALGUNS DE SEUS T=ROBLEMAS.

por

Maria Luisa Monteiro da Cunha.

INFORME

NOT^. líITRODUTCjRlÁ
Ec 1952, quando de regresso,do Recife, onde fonos assistir à inauguraçao de
raais tuna biblioteca popular, traziauos, através de entendimento verbal,
a
incunbencia de redigir este Inforoe, providenciaj-ios logo o preparo de questionários que foran enviàdos a todas as bibliotecas universitárias do Brasil.
Entretanto, nao tivemos o prazer de poder registrar nen 5% de respostas ate
hoj e recebidas.
iil^n dessa dificuldade, surgiran outras de natureza vária, inclusive as determinadas por moléstia.
Desse modo, o breve estudo que apresentamos da situaçao d.:'.s bibliotecas uni
versitárias brasileiras em face de alguns de seus problemas, teve de se re_s
tringir, inicialmente, a duas bibliotecas de um mesno Estado, por falta de
material indispensável a um trabalho mais Qmploj depois, à medida que recebemos informajoes novonente solicitadas, verificamos ser mais ou menos iden
tica a situaçao das^bibliotecas universitárias em nosso País,
Assiia, as
conclusoes e sugestões apresentadas no final do trabalho, tem aplicaçao de
caráter geral.
Valemo-nos deste ensejo para renovar agradecimentos a Heloisa de Almeida
Prado, Oordélia Robalinho de Oliveira Cavalcanti, Etelvina Lima, Bernadette Neves e Lidia Sambaqui, pela gentileza das informaçoes relativas, respeç
tivamente, â Universidade Mackenzie, ao Recife, à Min:.s Gerais, à Bahia e a
Capital Federal.
A transcriçao__desses dados foi feita segundo a ordem e o volume em que
che gar.am às maos.

nos

Oxalá em futuro nao distante possaiiios ampliar o presente trabalho e esten der agradecimentos a todos os estados da União.

a) Maria Luisa Monteiro da Cunha
Biblioteca Central da
Universidade de Sao Paulo
são Paulo, 31.V.1954.

BIBLIOTECAS UNIVERSITiÍRIAS E ALGUNS DE S^US PROBLEÍ-L^S

"O enriquecimento do acervo bibliográfico das bibliotecas universitárias nor
te americanas constituiu, a partir de 1900, um dos aspectos mais característicos do desenvolvimento das universidades nos Estados Unidos.
Apesar dis
so, e da correspondente amplitude e complexicade das atividades dessas bibli
otecas sob o aspecto administrativo, nao houve, até 194-5, nenhim estudo sistemático dos princípios e métodos que caracterizara a organizaçao e adminis traçao da maioria das bibliotecas universitárias norte .americanas s nem
se
havia tentado, até essa data, formular conceitos ainda que generalizados
a
esse respeito".
É o que nos contcjn Louis Round Wilson e Maurice Tauber no
prefácio de "The university library'", obra de inestimável valor publicada nce
Estados Unidos em 194-5".^
1, Wilson , L. R. &amp; Tauber, Maurice, "The university library'',
The University of Chicago press |cl94-5l
Digitalizado
-gentilmente por:

Chicago,

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

�2

Se na grande naçao onericana - berço da bibliotecononia nodema - onde
foi
verdadeircEiente vertiginoso o desenvolvinento das bibliotecas de todos os ti
pos e finalidades, havia essa lacuna no concernente 5.S bibliotecas tiniversit^ias, nao adnira que entre nós, onde o conceito nodemo de bibliotecas
ê
tao recente, só agora se divulguem trabalhos sobre as bibliotecas especializadas e, entre estas, acerca das universitárias.
O problema das^bibliotecas universitárias brasileiras tem sua origem na própria organizaçao das universidades en nosso país.
Tomando como exemplo a fundaçao e desenvolvimento da Universidade de Sao Pau
Io, vemos que muito antes da criaçao da Universidade, por decreto estadual
n. 6,283» de 25 de janeiro de 1934, já existiam em pleno florescimento vá rias das escolas que, congregadas a outras então estabelecidiis, constituiran
o núcleo inicial da Kagna Casa de ensino superior de Sao Pauloi
Atualmente essa Universidade inclui as seguintes unidades universitárias:
Faculdade s
1.
2.
3.
4-.
5.
6.
7.
8.
9»
10i
'Ui
12.

Faculdade de Direito
Escola Politicnica
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"
Faculdade de Medicina
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
Faculdade de F macia e Odontologia
Faculdade de Medicina Veterinária
Faculdade de Higiene e Saúde Pública
Faculdade de Ciências Economicas e administrativas.
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Estíola de Engenharia de Sao Carlos

INSTITUIÇÕES ANEXAS
1. Escola de Enfermagem
(Anexa à Faculdade de Medicina)
2. Hospital das Clínicas
(Anexo â. Faculdade de Medicina)
3. Instituto Agrononico e Geofísico
4» Instituto de Administração
(Anexo à Faculdade de Ciências Economicas e Administrativas)
5. Instituto de Eletrotécnica
{kaexo â Escola Politécnica)
6. Instituto de Pesquisas Tecnológicas
7. Instituto Oceanográfico
8. Instituto "Oscar Freire"
(Anexo â Faculdade de Medicina)
INSTITUIÇÕES COMPLEMENT.JIES
A
1. Departamento de Assistência a Psicopatas
2. Departamento de Assistência ao Cooperativismo
3. Departamento de Defesa Sanitária da Agricultura
4. Departamento de Zoologia
^
5. Divisão de Experimentação e Pesquisas (instituto Agronomico)
6. Escola de Polícia
7. Escola de Sociologia e Política
8. Instituto Butanta
9. Instituto de Rádio •'Arnaldo Vieira de Carvalho"
10. Mus.u Paulista
11. Serviço Florestal
Para que através de suas faculdades e institutos possa cumprir o seu progrcuna
de "promover, pela pesquisa, o progresso da cienciaj de transmitir, pelo ensi
no, conhecimentos que enriqueçaia o espírito ou sejan úteis S. vidaj de fortiar
especialistas em todos os ramos da cultura e técnicos e profissionais em to' —

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

�dc.8 as profissões de base científica ou artística", a Universidade de Sao Pau
Io mantém, nas diversas unidades que a coapoen, as seguintes bibliotecas*
BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE I® SÃO PAULO (Anexo 1) E RESPECTIVOS Dij)OS ESTA TfSTICOS CORRESPONDENTES A 1953.
Acervo
Fac. Direito
Eac. Politécnica
Fac. Medicina
Fac» Filosofia
Fac, Famácia
Fac. Med. Vet,
Esc. Sup.Agr.Luis Queirós
Fac. Higiene
^
Fac. Ciências Econonicas
Fac, x'irquitetxira
Fac, Med. Rib. Preto
Fac. Eng. Sao Carlos *
Inst, Adninistraçao
Inst. Eletrotécnica
Biblioteca Central

87.179
39.571
62.500
37.400
4.737
13.165,
13.792
10.040
3.499
2,625 .
1.279
1,430.
24,382
3.260
15.000

Consultas
18,384
13.869
23.093
10.295
2.771
8,540
3.530
12.623

3.132
334
34.920
4.010
1.235

' Empréstimos
19.885
12,580
2.138
6,013
5.625
5.454
3.097
3.007
113
18.449
3.000
501

* en organizaçao
** en reorganizaçao
Oça, essas bibliotecas geran criadas e se desenvolveram en épocas e circunstancias en geral ben diversas.
A nedida que se fundava,' antes ou 4epois do estabelecinentp da Universidade,
cada Escola ou Instituto era p rovido de biblioteca. A organizaçao desta era
geralmente tíonfiada a leigos, dc.da a falta, na época, de especialistas no se
tor bibliotecononico. Daí nen senpre teren tido as bibliotecas universitá rias de Sao Paulo organizaçao técnica que emparelhasse com a riqueza do acer
vo e o renone da instituição a que pertenciam.
sé a partir de 1936, com a criaçao, em Sao Paulo, da primeira Escola de Bi blioteconomia do Brasil, piideran ter, algumas bibliotecas, bibliotecíírios
diplomados capazes de torná-las organismos vivos e de faze-las realmente t1teis ao leitor.
Nao havendo, porém, lei que exigisse a posse de diploma para o exercício de
fiinçoes en bibliotecas, estas, nao raro, continuaram, mesmo no campo universitário, a sei" dirigidas ou por pessoas cultas, mas sem conhecimentos técnicos, que procuravam o labor en bibliotecas por serem verdadeiramente amantes
do livro - e essas eraia as situações ideais, mau grado fosse comxin o fracasso no concernente â técnica moderna, - ou, o que é lamentável, a coleção livresca era confiada aos que, por inércia ou falta de dotes cultiirais, nao po
diam executar outro mister senão o de meros preservadores de livros.
Mesmo depois de promulgada a lei n, 17.104., de 12 de março de 1947»
conhece a Escola de Biblioteconomia de Saó Paulo coao escola padrão, nen sen
pre tem sido respeitado o seu artigo 35 que diz:
"Os cargos públicos de bibliotecário, que forem criados ou as vagas que
se verificcjren só poderão ser preenchidos por bibliotecários que pos sueijj diploma conferido por Escola de Biblioteconomia reconhecida
pelo
Governo",
Sao ainda recentes inúmeras nomeaçoes, para cargos^de bibliotecários,de pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar da existencia de escolas de biblio
teconomia en nosso país»
A propósito, e fazendo-nos representante do sentimento de todos os bibliotecários paulistas, queremos mais una vez consignar o nosso reconhecimönto ao
eminente Professor Doutor Ernesto de Moraes Leme que, na qualid-ide de Magní-

Digitalizado
-gentilmente por:

�4

fico Reitor dn Universidade de Sao Pnxilo, houve por ben deteminar "sá poder
ser adnitido pc.ra fiinçoes técnicas en bibliotecas da Universidade, o porta dor de diploma de bibliotecononia conferido por Escola de Bibliotecononia oficial ou oficialaente reconhecida"»
Esse gesto do Magnífico Reitor, trjnbem mantido pelo ilustre catedrático que
ora o suoede, y©® dando grande incremento às bibliotecas da Universidade. Uma das conseqüências imediatas dessa ordem geral foi o ingresso, nas-escolas
de biblioteconomia, de funcionários que nao queriam abandonar as bibliotecas
universitárias onde, em caráter excepcional, exerciam funções de bibliotecário auxiliar. Só na Biblioteca Central tivemos dois desses exemplos edifi cantes nos dois últimos anos.
Em algumas faculdades, e tornamos a citar o exemplo da Universidade de
Sao
Paulo, havia a exigencia de diploma da disciplina de especializaçao da entidade para o cargo de chefe da Biblioteca. Este dispositivo, que ainda vigora em algumas'das H^dades universitárias, e uma salvaguarda â criteriosa se
leçao e classificaçao do acervo.
Assim, temos um medico na chefia da Bib3^
oteca da Factildade de Medicina, um engenheiro na da Escola Politécnica, um a
doutora na Faculd-.de de Medicina Veterinária.
A situaçao ideal 4 aquela em que ao conhecimento especializado se alia
nica profissional só adquirida através de curso regular em Escola de Biblioteconomia conceituada«
Daí o elevado nível técnico e cultural já alcançado pelas bibliotecas da Ui^
versidade de Sao Paulo em sua quase totalidade.
Em constante progresso, quer pelo crescimento anual do acervo por meio
de
boa seleção e aquisiçao de obras, quer pelos novos processos técnicos adotados graças â proficiência de seus bibliotecários e ao interesse dos diversos
Diretores dos institutos universitários que lhes prestam todo o seu apoio,es
sas b^jllotecas já rivg,liznm cora suas congeneres dos grandes centros biblioteconomicos mundiais.
No conjunto, todavia, ha a lamentar o reflexo da descentralizaçao dos proces
sos técnicos numa rede de bibliotecas, onde logo se faz sentir sob dois as pectos: a^diversidade dos catálogos do público e a diferença dos métodos de
localizaçao das obras nas estantes.
Assim, na Universidade de Sao Paulo vemos o que se ilustra no quadro abaixo:
FACULD.'iDE
Fac. Direito
Circulante
Esc, Politécnica
Esc.Sup.Agr.Luis Queiroz
Fac, Medicina
Fac, Filosofia

CxiT/jiOGO
Sistemático
Sistemático
Dicionário
Dicionário
Dicionário
Dicionário

Fac. Farmácia

Sistemático

Fac« Med, Veterin,
Fac* Higiene
Fac. Cienc, Economicas
Fac, iirquitetura
Fac* Med, Rib.Ireto *
Esc, Eng,, Sao Carlos
Inst, Administração
Inst. Eletrotécnica
Inst, Pesq, Tecnolog.
Biblioteca Central
Inst, Zimotécnico

Dicionário
Dicionário

6

ACESSO LIViíE
nao
sim
«*
nao
limitado
nao
«w
nao

so na Seção de
Refé
sim
nao

Dicionário

Dewey

sim

Sistemático
Dicionário
Dicionário
Sistemático
Dicionári o
Dicionário

Dewey
Dev;ey
Dewey
Própria
Dewey
Dewey

sim
sim
sim
sim
sim
sim

69 arganizaçao

5

CLASSIFICAÇAO
Bruxelas
Bruxelas
Bruxelas
Dewey
Dewey
Próprio
(consta de 20
classes)
Dewey e BlackDewey para Odontologia
Erópyia
Dewey

Digitalizado
-gentilmente por:

�5

razão dessa dispc.rid,.:.d3 de critérios reside nos seguintes fatores: (1) algumas bibliotecas forrjn organizadas há vários anos e os bibliotecários
que
se sucederam nao dispuzeram de tempo e de pessoal en núnero suficiente para
vuna recatalogaçao e reclassificaçao do „cervoj (2) as bibliotecas mais çecen
tes foram organizadas segundo métodos biblioteconomicos modernosj (3) nao to
via um &lt;5rgao coordenador das atividades biblioteconomicas das diversas vmida
des universitárias.
No concernente a esse orgao coordenador, entra em açao o papel de relevo
Biblioteca Central universitária,

da

DA FUNÇÃO DA BIBLIOTECA CEOTR/X NUMA UNIVERSIDADE
A Biblioteca Central universitária deve ter como funções precípuas:
I« Servir como um centro de pesquisas bibliográficas, facultando a documenta
çao necessária a trabalhos, estudos e pesquisas, conservando, enriquecendo e
dando maior utilizaçao ao acervo bibliográfico da Ur^versidade.
'
II» Funcionar como orgao coordenador das atividades biblioteconomicas da U niversidade.
III« Ser o repositório das coleçoes que nao sejam imediatamente necessárias
ou nao caibam mais nas bibliotecas das diversas faculdades, escolas
e
institutos da Universidade,
IV» Organizar, manter a ampliar as seguintes coleçoes:
a) coleção de Referencia (obras de cultura geral e de consulta)
b) coleçoes especiais
1» Coleção Universidade
(material informativo acerca de todas as universidades nacionais
e do exterior, mormente da Universidade a que pertence)
2, Coleção de^obras rar.is
3» Documentagao local (cidade, estado ou região)
4-. Legislaçao
a, federal
b, estadual
c, do ensino superior
V» Organizar e manter atualizados;
a) catálogo coleti\'o de livros da Universidade
b) catálogo coletivo de publicações pericídicas
Todavia, para alcançar seus objetivos a Biblioteca Central necessita de per- •
feita colaboraçao das demais bibliotecas da Universidade.
Dois pontos há, sobretudo, em que essa necessidade de colaboraçao se faz maissentir: no que respeita aos catálogos coletivos de livros e de periódicos.
A uma Central universitária nao afeta muito est rem os livros de uma bibliote
ca de faculdade ou departamental em arranjo fixo ou relativo, desde que nao
se volte ao extremo dos livros acorrentados... Importa, sim, e bastante, saber em que faculdade ou^instituto existe determinado livroj de seu interesse
Imediato é, também, a técnica da catalogaçao nas demais bibliotecas da Uni versidade, mormente no que concerne as entradas de autores individuais ou coletivos e ao registro dos títulos das publicações periódicas.
Neste ponto, consideramos oportuno fazer um breve relato do nosso trabalho na
compilaçao dos catálogos coletivos da Universidade de Sao Paulo»
CcHn relaçao à Biblioteca Central sucedeu o mesmo que já se havia dado quanto
a própria Universidade e a maioria dos institutos que a constituem, i.e», enquanto certas bibliotecas como a da Faculdade de Direito existem desde o secu
Io passado, a Biblioteca Central só foi criada em 19A8, sendo, pois, mais recente do que quase todas as outras.
Daí o sistema de descentralizaçao técnica e administrativa das diversas bibli
OVit
I Digitalizado
-gentilmente por:

�6
0m
otecas da Universidade de Sao Paulo.
Esta foi a primeira dificuldade ijue tivemos de vencer, pois nao sá os catálogos divergiam em sua organizaçao, como, tambân, a maioria das bibliotecas
estavam com a catalogaçao em atrazo.
Inicialmente, fizemos m levantamento d:?s fichas já incorporadas aos respec
tivos catálogos do piíblico e das bibliotecas que necessitavam de auxílio pa
ra que se atualizasse a catalogaçao (vide anexo 2)
5m seguida, estabelecemos símbolos correspondentes a cada biblioteca univer
sitária no C«C.L. (catálogo coletivo de livros). Colocados esses sfiabolos
nas fich.:s dos catálogos de autor prontos para cópia, entramos em entendi mentos can o Serviço do Documentação da Reitoria a fim de que se processasse a microfilnagem. O trabalho teve início com a microfilnagen do catálogo
da Escola Politécnica nao só por estar jperfeitíuaente em dia, como tanbâa par
seguir de perto as nomas de catalogaçao da
que adotrxjos pnra o G»
C.L. Prevendo, entretrmto, que &amp; recatalogaçao dos catálogos que nao obede
ciam a esse Código seria trabalho de muitos anos, decidimos que a microfilmagem se fizesse mesmo sem uniformização de entradas por parte das diversas
bibliotecas.
Assim, à medida que as fichas microfilmadas eram enviadas â
Biblioteca Central, os encarregados do C.CaL, fazicun a necessária pasquisa
em fontes bibliográficas e_^as corx^eçoes a tinta, dada a qualidade do papel
da ficha fotografada que nao permite acróscimos a máquina. Fichas excessivamente erradas e cuja correção seria confusa, eram novamente feitas na Biblioteca Central.
As bibliotecas menores ou de organizaçao recente, como, respectivamente, a
da Faculdade de Cienci.-s Economic s e a da Faculdade de «rquitetura e Urbanismo e outras mais, nao tiveram seus catálogos microfilmados pois lhes foi
fácil m-indar cópia datilografada dos mesmos a
Tanto aS bibliotecas cujos c-.tálogos foram microfilmados, como as queirenoE
daram os catálogos datilografados, mantán atualizadas suas contribuições pa
ra p C»C,L. enviando-ncs mensalmente cópia das fichas dos novos livros cata
logados.
•
""
Quando, no ano atrazado, começou a crise de papel e de microfilmo, começa mos a destacar funcionários para a cópia datilografada de catálogos "in loco". Este método, embora mais moroso, tem^a vantagem de acesso fácil
aos
originais em casos de fichas cujas discrcpancias sao óbvias.
Outras vezes
e a falta absoluta de bibliotecário numa departr-jaental da Faculdade ou Instituto, onde a coleção ainda nao foi catalogada, que nos leva a manter, nao
r..ro dtiryite meses, un ou mais bibliotecários em serviço externo junto a ou
tros órgãos da Universidade o Foi o que também sucedeu quando demos nossa
colaboração ao C.C.F.TpC, (Catálogo coletivo de periódicos técnicos e científicos) das bibliotecas, br sileiras ora em fase de organizaçao« Tivemos a
nosso cargo o lev.-jitamento da coleção de priódicos de 35, (trinta e cinco)
bibliotecas (vide anexo 3) A maioria nao disp^inha de pessoal em número suficiente para a__^cópia do seu próprio catálogo dentro do prazo estipulado.
Algumas ainda nao tinham suas publicações periódicas catalogadas. Felizmen
te a boa vontade e alto espírito de compreensão dos srs. Diretores e dos bi
bliotecíirios das diversas unidades universitárias facilit?jram a nossa tarefa e foi em prazo relativamente breve que terminamos a parte do trabalho
que nos cabia, Foi, também, incumbência da Biblioteca Central, a compilação das regras em que se baseia o^C,C,P,T,C. (vide anexo 4-)
O C.C.L. da Universidade de são Paulo conta, no momento, 4.5.04.1 fichas já
incorporadas, sendo avultado_o número das que estão em processo de pesquisa
e acertos p.ara novas indexr.çoes.
A Biblioteca Central também possui, atualizados
1953, inclusive, 18-560
fichas correspondentes aos catálogos de publicações periódicas de todas as
bibliotecas da Universidade,

2, American Library Association. Cataloging rules for author and title
©ntries.
Chicago,
194.9»

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st em ^

llll|lll
15

16

17

lí

19

20

�7

DA PERMÜTA DE PUBLICAÇÕES
Outro problema existente nc.s bibliotecas jiniversitárir.s num sistema de descentralização ^ o da permuta de publicações®
Vivendo em regime de autonomia técnica e administrativa, uma biblioteca de
Faculdade ou Instituto vai, insensivelmente, dedicando quase exclusiva aten
çao aos seus pr&lt;5prios problemas e necessidades.
A compra de livros se pro
cessa dentro do cnmpo do especializaçao da entidade a que pertence e^a aqui
siçao de publicações.jperi^^^s - setor do máximo interesse e importancia
numa biblioteca especíaÜÍTz^a -^e faz tanto pela compra propriamente dita,
através do mercado interno" ou externo, como pela permuta c&lt;xa insti-^uiçoes
congeneres do próprio país ou do exterior.
Aqxii veoos, ccte frequencia, os
males resultantes do isolacionismo local.
Sabemos as vezes de uma publicação oferecida â bas&gt;Ä de permuta por instituição do mesi^io local de onde ou
tra entidade envia à UNESCO ou ao U«S, Book Exchange o pedido da obra em apreçot
A
• A esse respeito tivemos, por ocasiao da nossa visita a W^CO, longa palestra cran o sr, H» Campbell, da Divisão de Bibliotecas, que nos pediu encrrecidamente. Colaborássemos no sentido de que se criasse no Brasil um ^rgao
centralizador de permutas bibliográficas 3
_

Temos para nós que o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
(l«B.B»D,), recentemente criado no Rio de Janeiro (decreto n. 35.4-30, de 29
de abril de 1954) virá solucionar o problema.
Para isso, porem, será imprescindível Tima colaboraçao maior entre as bibliotecas da mesma cidade, o,
por extensão, do mesmo Estado, para que se chegue ao trabalho em conjunto
no país inteiro,
Que nao se ouça o que, com desalento, escutamos há pouco alguém dizer num
círculo de bibliotecários: "prefiro fazer permuta com o exterior porque recebo material muito melhor"«
No setor universitário, ô* comum esquecer-se um bibliotecária de consultar o
colega de faculdade da própria Universidade, antes de estabelecer permuta
com outras institiiiçoes.
Temos na Biblioteca Central intenção de, futuramente, centralizar o serviço
de permutas na Universid.ade de Sao Paulo,
Ainda nao concretizamos este
projeto por falta absoluta de pessoal para mais este trabalho. O que
vem
funcionando ê a remessa, a Bibl .oteca Central, das duplicatas existentes
nas demais bibliotecas da Universid .de»
Semanalmente redistribuímos
nao
sS essas obras, como as que nos sao diretamente enviadr.s por outras bibliotecas e instituições cultivais do Br .sil e do exterior. Valemo-nos, tambám
desse material, para doaçoes a bibliotecas que se organizam nao s6 na Capital, como no interior do Estado.
Encerramos este capítulo fazendo um apelo às bibliotecas universitárias bra
sileiras jio sentido de que organizem entre si um perfeito sistema de permutas bibliogr'ficas.
DO lev.jít.m:nto de public..ções d., universid.de
o passo inicial na elaboração de ura plano de permutas de publicações e o le
vantamento do próprio material que cada biblioteca possui, mormente do que
S oficialmente editado pela instituição a que pertence.
Eventualmente sabemos que a Faculdade X de determinada Universidade edita
certa publicaçao, porque esta nos chega às mãos através de doação feita direta ou indiretamente. Geralmente, poróa, ignoramos a produção bibliográfi
ca ofií;ial de uma Universidade no seu todo,
Foi a necessidade de atender às inúmeras perguntas que nos chegavam nesse
sevhtido, que nos levou, em fins de 1950, a iniciar o levantamento do que a
Universidade de Sao Paulo edita oficialmente através dos seus diversos orga

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

�8

nlsmos•
Desnecessário será enumerar as dificuldades coçi que, de início, defrontamos.
quem se dedica ou já se dedicou â pesquisa bibliográfica poderá avaliar o
trabalho que temos neste caijpo de nossas atribuições,
fi* Y f f
Felizmente, graças a competencia e dedicaçao dos poucos funcionájpos que
mos para a execução deste trabalho,
demos a lume os fascíctilo^de Sao Pau^*-»
Io, bem ccano o Catálogo das Publicações Periódicas das Instituições anexas
complementares da Universidade (1953).
Seria de grande utilidade para todos nós que nas demais iiniversidades (Jo Bra
Sil se fizesse o mesmo, pois assim teriomos maior facilidade de intercâmbio
quanto ao que oficialmente se edita campo universitário brasileiro.

^

0

DO EMPRÉSTIMO ENTRE BIBLIOTEC/;S UNIVERSITilRIAS
No mundo hodiemo, em que o grande emçenho dos que aspiram a uma vida meBior,
sem animosidades e lutas entre os po'^Wl e raças, ó a ^roximaçao das naçoea^
travas do_^um perfeito entendimento entJíe os homens, nao podia^o conceito de
colaboraçao fugir ao organograma biblioteconomico. De fato, nao há manual de
biblioteconomia quo nao saliente as vantagens do empréstimo interbibliotecário o o valor do trabalho em conjunto no campo da bibliografia nacional e
temacional.
Em todos os congressos do biblioteconomia registram-se, entre as Resoluçoos
finais, as que diz. em respeito à perfeita colabòraçao entre as bibliotec as
participantes do conclave.
Nao existo^bibliotecário diplomado em Escola de Bibliottcongmia digna desse
ncMne que nai seja conscioiida necessidade^de perfeito intercâmbio bibliogx&gt;áfi
co entre sua biblioteca e entidades congeneres do pafs ou do exterior.
Todavia, é ainda tao arraigado o isolamento de nossas instituições, que nem
mesmo todo o bibliotecário universitário poe em prática a teoria de colabora
Çao de que está imbuído.
"*
Daf ser admiráYel que, estrmdo ainda em fase quase inicial de desenvolvimento biblioteconomico, já possamos apresentar algum progresso quanto aos empre
endimentos que, visam facilitar o trabalho de cooperação bibliotecária^ Assim, já vem funcionando, e^sao dignos de louvor:(1) Escolas de biblioteconomia em sete estados da União; (2) Bibliotecas centrais de duas universidades
de Sao Paulo e na Universidade do Brasil;(^3) un Serviço Central do Bibliotg
cas da Universidade do Recife; (4.) um Serviço de Intercâmbio de Catalogaçao
t/ "}
na Capital^Federal; (5) Catálogos coletivos de livros e de periódicos; L-6) —'i/
xima Comissão Nacional de Blibliografia e Documentação;Y(8) um Serviço Central^
.
de Informaçoes Bibliográficas ria Universidade da Çahiaj (90 Redes de Bibllo"
tecas infantis o populares; (10) Associaçoes e grêmios de bibliotecários em
,
eários estados da União» (* Recentemente criados),
.
^ preciso, porán, que desses esforços - empresas geralmente de alto custo - saibam os bibliotecários teirar o devido proveito. De que valcri/
om os catálogos coletisov, as bibliografias e os índices bibliogr^icos, se
nao os utilizássemos para localizar as obixis do nosso interesse afim de tor
má-las por emprástimo ou para evitar adquiri-las quando já existem em instituição sitiada no mesmo local ?
Neste ponto yoltj^mos a atenção para o problema ds comgra do material nas bibliotecas universitárias em regimen de descentralização.
Vimos, recentemente, as mesmas^obras do consults geral em quatro
biblioteças especializadas situadas,_nao só no mesmo bairro, coqo também
OOQ distancia de dois a tres quarteirões entre as mais agastadas,
Esta ê uma das serias desvantagens da "descentralização" dos servip^s. As verbas nao sao, em geral, tao generosas^que permitam essa estravagancia de aquisições de obras cusyosas quando nao representam interesse
imediato numa instituição, Há sobra de verba ? Que seja empregada na coopra
de novos títulos - eos livros científicos e técnicos sao tao caros — o^ na
assinatura de mais publicações periódicas. Ou, então, numa cncadersaçao melhor do acervo, O certo S que ainda nao ouvimos um so bibliotecário plenamente satisfeito com o orço^mento aprovado para a sua biblioteca, Sao caau nissimas as necessidades de suplementaçao de verba para atender o impresci^
Digitalizado
-gentilmente por:

�9

dível no setor de compras de livros»
Então, porque nao por en pratica o principio da colaboraçao?
Disse-nos a bibliotecária chefe de tuna biblioteca universitiíria onde viiaos
obra de^referencia fora do assunto de sua especializaçao, que certos profe£
sores nao se conformariam
esperar nen cinco minutos para obter uma infor
maçao através de conaulta a outra biblioteca. Retrucamos: Avaliam
essas
pessoas que sua exigencia representa um onus para a Universidade de alguns
milhares de cruzeiros?
Efetivamente, a função da biblioteca é servir, S atender da melhor maneira
dentro do menor espaço de tempo possível.
Isto, porAn, sem chegarmos ao
extremo de duplicar material de consulta mínima em determinado setor»
Outrosslm, uma das funções do bibliotec^io é a orientaçao do público lei tor quanto ao uso da Biblioteca, svias finalidades e objetivos. Ora,
nada
nos leva a stipor que o que facilmente se consegue numa biblioteca infantil
e at^ numa poptilar, nao se obtenha na biblic&gt;teca universitária de um Profes
sor que, o par do ensino de sua disciplina, vive empenhado em contribuir
para que a Universidade nao se ^limite a mi^strar ^conhecimentos e de ja, aci
ma de tudo, o centro por excelencia para a elevaçao moral e robusteciment o
da personalidade de nossa juventude»
Outro ponto en que se firmam os que receiam o empréstimo inter-bibliotecá rio S a perda do livro.
Provam, todavia, as estatísticas, que ê mínimo o
extravio de obras, em comparaçao ao minesJO de CTipr^stinos,
Sem necessidade de apelar para o exemplo das bibliotecas norte-americanas,
inglesas e de outros países, onde o empréstimo de \Ma a outra região se faz
em l^ga escala, basta-nos citar que a Biblioteca Central da Universidade
do Sao Paulo já mandou, a pedido, livros da Escola Politécnica para a Uni versidade da Bahia.
A devolução das obrãs se fez dentro do prazo eatipuHA
do e sem nenhum dano material.
Nao podemos, também, esquecer as vantagens que hoje em dia nos oferecem os
processos de foto-duplicaçao, permitindo a copia de obras em prazo rolativa
mente breve e jjor preço razoavel.
Além de Serviços bem aparelhados ccaao o
de Documentação da Reitoria da Universidade de São Paulo, já existem en outros estados esses recursos, senão nesta amplitude;^ pelo menos em condiçoes
de prestarem âs bibliotecas stia^valiosa contribuiçãoe
Cumpro-nos^acrescen
tar que o Serviço de Docimentaçao da Reitoria da Universidade de Sao Paulo
atende a pedidos de qualquer estado ou país.
Urge, pois, estreitar os laços de colaboraçao entre as bibliotecas univer-i^
sitárias do Brasil começando por uma coordenaçao melhor das atividades/^
oada Universidade,
É o que vimos fazendo através de visitas mensais âs diversas bibliotecas
*
**
*
da Universidade e por meio de reuniões que, ccan frequencia, realizamos na
Biblioteca Central»
CENTR/iLIZAÇÃO vs DESCENTRilLIZAÇÃO
Como já tivemos oportunidade de dizer, o fato de uma universidade ter
um
sistema centralizado ou nao quanto à sua rede de bibliotecas, depende, geralmente, da s\ia própria origem e constituição técnica e administrativa«
Agsim, temos em Sao Paulo dois exemplos típicos desse gênero de organiza çao de bibliotecas; o que vigora na Universidade de "^ao Paulo e o da Universidade Mackenzieo
A
jg
Sobre o primeiro já tivemos oportunidade de fazer referencias n^s páginas
anteriores.
Acerca do segundo, transcrevemos a seguir as palavras de Heloisa de Almeida Prado, bibliotecária chefe da Biblioteôa da Universidade
Mackenzie em sua aula na Semana de Biblioteconomia promovida pelo Sesi em
1952.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st em

�10
1952.
"Sendo a u^versidade a retiniao de várias escolas de nível superior e de e_g
pecializaçao diferentes, siirge a questão de ser a biblioteca centralizada
ou descentralizada.
Tivemos no Mackenzie uma oj^ieriencia interessante,por
que o nosso estabelecimento de ensino se foi integrando organicamente de ~
baixo para cima, alcançando, de etapa em etapa, a situaçao viniyersit&amp;ria.
Gom o estabelecimento, seguiu a biblioteca.
A biblioteca, que nos seus primeiros tempos atendia 1/4 dos cursos que hoje
atende, conforme novas escolas se fundavam, naturalmente tinha que se apa relhar para as exLgencias das mesmas.
Assim foi crescendo e temos hoje
vantagens que sao grandes, da centralização do serviço e tambáa as desvantg
gens."
Enumera a distinta colega algumas das vantagens da centralização tombán a postadas por Wilson e Tauber em "The university library"3 e que ninguán melhor do que os que trabalham em regime oposto, como n&lt;$B, pode sentir e
aprovar» A essas vantagens, que abaixo indicamos, acrescentamos alguns conceitos pessoais:
Ik Vjlrias faculdades e depart^entos se Interosgam pelos mesmos
vros; havendo centralizaçao, todos eles estão reunidos;

li-

Obras gerais, de referência, nao precisam figurar nos institutos
e spe c iali zados.
3» O Catálogo coletivo dá ao pesquisador una visão geral do material
bibliográfico existente na Universidade,
Alám disso, sendo fruto do trabalho ^e um sá grupo de catalogadoras, apresenta uniformidade e exatidao nem sempre alcançadas quando o serviço 4
feito em vários setores 2a üniversi.^.ade.
A» 0^ processos de aquisição, tombamento, catalogação e classlfioa çao dos livros sao mais economicos tanto sob o aspecto técnico 02
mo sob o administrativo.
5. Maior oportunidade de troca' de idéias entre o Corpo docente e
discente da Universidade e o pessoal da Biblioteca, convÍYlo litil
ao trabalho dducacional e de pesquisa, quer como orientação, quer
como sugestão.
6. Acesso imediato ao acervo por parte dos pesquisadoires e funcionários da Biblioteca.
7« Montagem dos aparelhos de leitura de microfilmes, etc«
diffcio, o que 6 mais prático e econ^ico.

sá e -

0* Centralizaçao do empréstimo de livros o que facilita o trabcdho e
o controle do material.
9« Itedução do niSaerc d© funcionários 0 administração monos .dispendig
sa»
10, Maior facilidade quíinto &amp; supervisão do todo o material livrasoo
«ia Universidade por porta (Ho bibliotecário geral,
11, Centraligaçao do serviço de permutas,
12* Cçntralisação de duplicatas,
Fwa evit«" ^ue q trabalho dos laboratórios ou de certos oursos se^a preju»
gioado por^nao haver â-^mao obras de interesse imediato para eniierienoias •
deooBSwwiÇQes e preleçoes, a Biblioteca Central do Mackenzie mantÄj, junto
a cad^ escola, o material indispensável a essa consiilta, Todavia, a cata «
logagao, a classificação e o controle desses livros ê feito na Biblioteca
Oobtral,
VejamosI agora, as vantagens da descentralização»
1, Nao há necessida^Je de ua prédio de vastas proporções 000 perfeito
planejamento para futuros acréscimos.
2. Pica de lado, assim, o groblem.i do uso. de elevadores e de tempo
que se perde na loccraoçao de um lado para outro nriin edifício muito grande.

I Digitalizado
-gentilmente por: '^^^11.!"'

14

15

iq

17

19

�u

3» A biblioteca especializada junto a cada Escola desperta
interesse e agnq)a os assuntos correlates.

maior

A* A catalogaçao^se simplifica ou é mais elaborada segundo o tipo
de cada coleção especializada e das necessidades do leitor.
5« Lidando com um pilblico mais reduzido e Interessado em determinado tipo de publicações o bibliotec^io logo se ^familiariza
com o assuntO) o que facilita o serviço de referencia#
Para sanar a deficiencia da centralizaçao no concernente ao item 3» acima,
na yniversidade Mackenzie existo, em c"da Escola, uma pasta contendo a relaçao de todas as obras de sou interesse que a Biblioteca.Gentral possui*
Mensalmente, cada Escola recebo a lista das novas aquisições no setor
de
sua especializaçao»
Na Universidade Mackenzie a centralização da Biblioteca S facilitada pela
proximidade das diferentes escolas.
Sltuaçao bem diversa á a da Universidade de ^ao Paulo, onde as várias fa culdodes e ^titutos se localizam em bairros diversos e, geralmente, a
grande distancia, at^ mesmo do local da Reitoria*
Mau grado o sistema de descentralização que rego o funcionamento da rede
de bibliotecas da Universidade de ^ao Paxilo, muito tem alcançado
teca Central na execução do sou plano de atividades.
Atribuimos esse oxLto aos seguintes fatores:
!• Pleno apoio e intoresse do Gabinete do Reitor ao qual a Bib]^
oteoa Cõntral se acha diretamente ligada desde janeiro de 1951;
2. Intensa e valiosa colaboraçao dos srs. Diretores do Deporta mento de Administração da Reitoria;
3« Alta compreensão das funções de \ima Biblioteca Central univer
sitária por parte dos srs. Diretores de faculdades e institu
tos da Universidade, sempre solícitos
nos atender, honr^oAo
do-nos, ainda, com pedidos de colaboraçao» em v&amp;rias questões
atinentes â organizaçao Ias ttibliotecas sob sua clireta respon
sabiiidade;
4* Maior raiaoro de bibliotecários diplcxaados nas diversas biblio
tecas universitárias;
5» Grontil colaboração dos demais chefes de bibliotecas da Uni
versidade;;!',;

-

6» FrequentüS reuniões de bibliotecários da.Universi^ade promovi
das pela Biblioteca Central ptira discussão de assuntos de interesse geral;
7. Assistência t^onica prestada pela Biblioteca Central às dive£
sgs unidades universitárias, quando solicitada essa colaboração.
todavia, se tivessemos de organizar vuna rede de bibliotecas em Universidg
de onde ainda nada ^xistisse neste setor, sem dávida opinaríamos pelo sis
tema de oentralizaçao, pois alám de ser o menos dispendioso, apresenta a
vantagem de maior uniformidade técnica e administrativa*
Para isso, porém, seria fator indispensável a proximidade dos diversos ediffeios universitários, ou seja, que se concretizasse o sonho de todos
nás que á a esperada Cidade xmiversitária.
Felizmente já temos projetos desse gcnero em franco progressot ci&gt;a!sce,g;l
gantesca e formosa, a Cidade universitária^da Universidade do Br-^sil; ao
njsmo tempo, já se erguem no Butanta, em Sao Paulo, vários prádios da CiAade iiniversitária, em cujo planejamento figura, como tun dos mais belos e
diffeios, o da Biblioteca Central.
Passemos, agora, a vun breve exame da sltuaçao das bibliotecas universitárias nc. Capital Federal, em Pernambuco, em Minas Gerais e na Bahia, esta»

Digitalizado
-gentilmente por:

�*
dos em pleno florescimento biblioteconomico
PERNilMBUCO (v.tb, anexo 5)
O movimento renovador das bibliotecas xiniversitárias â luz do conceito bi blioteconomico moderno, teve início, no Recife^^ em 19AS» com a reorganiza çao da Biblioteca da Faculdade de Direito, então sob a competente chefia de
Edson Nery da Fonseca,
*
üna das conseqüências imediatas do sucesso alcançado por esse ilustre biblà
otecário na execução do seu plano de trabalho, foi o interesse despertado
em toda a Universidade do Recife no sentido de seram as bibliotecas reorganizadas segundo a técnica biblioteconomica moderna.
CoQ a s^da de Edson Nery da Fonseca, a biblioteca da Faculdade do Direito,
que então, de certo modo, funcionava como uma espécie de Biblioteca Central,
passou^a ser dirigida por D, l^iom Gusmão de Martins, que, com dedicação e
cc»ç)etencia, continuou a dar amplo desenvolvimento aos trabalhos iniciados
pelo seu antecussor.
Em 1953 foi encaminhado ao Magnífico Reitor im» "Projeto para a regulamenta
çao dos serviços bibliotecários da Universidade do Recife".
Segundo esse Projeto, os serviços bibliotecários da Universidade serão realizados sob a direção da Biblioteca Central, diretamente subordinada 5. Reitoria da Unii/ersidade do Recife.
!Jodavia, essa Regulamento só será definitivamente aprovado quando a experiencia der ao Projeto uma base segura para a regulomentr.çao final.
Enquanto isso, e ate ser construído prédio apropriado, a Biblioteca Central
da Universidade do Recife funcionará como Serviço Central das Bibliotecas ,
j\mto â Reitoria,
Esse Serviço vem se organizando pouco a pouco e sobre bases sélidas, até
que,_^com o tempo e a cprovaçao definitiva do Regulamento, possa assumir as
feições préprias de uma Biblioteca Central universit-ória.
Segundo informações gentilmente enviadas pela S.nha Cordelia Robalinho de
Oliveira Cavalcanti, atual Bibliotecário geral da Universidade, daoos a seguir a indicaçag» dentro dos capítulos do Regulamento proposto, dos itens
que ainda nao sao cumpridos intograLnente, por motivos superiores, decoiren
tes em grande parte da prépria distancia entre ^s diversas unidades da Universidade do Recife^e também, alguns, en virtude do desconhecimento das va^.
tagens de \ima direção central que coordene os serviços das bibliotecas universitárias,
Gapítulo II - Da Organizaçao
ijrt. 3® - c) Secçao de^Circulaçao
Esta Secçao, o seus Sectores, so funcionarao
quando do estabelecimento da Biblioteca Central»
d) Secçao de Fotoduplicaçaoj funciona atualmente,
na Biblioteca da Faculdade de Medicina, servindo
aquela Unidade da UoR» e atendendo, na medida do
possível, r.os pedidos que lhe sao dirigidos.
f) Secçao de iidministraçao: sé funcionará quando do
estabelecimento da Biblioteca Central,
Capítulo III - Da Competencia dos érgaos
Art, 10® - b) A Secçao de Intercâmbio ainda nao funciona, no
Serviço Central, conforme o Projeto, i.e., não
centraliza todo o intercâmbio das Bibliotecas
Departamentais. Entretanto, uma parte razoa vel do intercâmbio vem sondo realizada
pelo
Sejrviço Central.

Digitalizado
-gentilmente por:

�13

Art. 11® - Secçao de Catalogaçao e Catalogo Coletivo.
Atualmente esta Secçao __vem realizando os trabalhos
Gcanpletos de catalogaçao das novas aquisições das
Bibliotecas da Faculdade de Direito e dos Cursos
de Biblioteconomia. Infelizmente, nao é possível
fazer, no memento, o mesmo, para as outras Bibliotecas. Entretanto, os iteni3 II a XIV da alínea a
estão sendo realizados integralmente.
Quanto ao
Catjílogo Coletivo, alínea b do Art. 11°, podemos
afirmar que já começa a merecer realmente tal no me, no que diz respeito âs novas aquisições e está
funcionando conforme os itens da mencionada alínea«
Art« 12® - Secçao de Circulaçao; s&lt;5 funcionará quando do esta
belecimento da Biblioteca Central.
•

Art« 13® - Secçao de Fotoduplicaçao: ver, anteriormente, ali nea d do Art. 3®, do capítulo II.
Art« 14.® - As Bibliotecas Departamentais obedecem aos itens des
te artigo, exceto quanto aos seguintes» I, X, XI,
XVI, XXI, XXII, XLI.
I) remeter â Secçao de
tral a documentação
a uma departamental
decimonto, registro

Aquisição da Biblioteca Cenquo soja enviada diretamente
ou extensão_e sujeita a agra
e catalogaçao.

X) solicitar à Secçao de Fotoduplicaçao cápias ou
microfilmes, fotostáticas, etc.j
XI)acusar aos árgaos da Biblioteca Central r-specti
vos o recebimento do material por elos enviados|
XVI) remeter h Secçao de Administração da Biblioteca
Central todo o material susceptível de expedi çao polo correio;
■. XXI) remeter à Secçao de Catalogaçao o material preciso de roparos, encadernaçao, etc«, bem coao
arquivar a ficha de controle da remessa;
XXII) acusar o recebimento dor^aaterial §ncademado,en
viando a ficha de controlo â Secçao de Cataloga
ção;
XLI) providenciar junto à Secçao de Administração da
Biblioteca Central os reparos e consertos neces
sários;
"*
Art. 15® — A Secçao de Administração so funcionará quando do es
tabelecimento da Biblioteca Central.
""
Capítulo IV -.Das atribuições do pessoal.
Art« 16® - O Bibliotecário Geral, poroenquanto, obedece aos itens deste artigo, exceto quanto aos seguintesj II,
XVIII, XIX, XXI, XXIII, XXIV, XXV.
Il) apresentar anualmente a proposta orçamentária
justificá-la;

e

XVIII) prorrogar ou antecipar os e:)q&gt;edientes;
XIX) designar e dispensrj os chefes de secçao e os bi
bliotecários departamentais e encarregados de
sectores, escolhendo-os dentre os servidoros da
Universidade;

Digitalizado
-gentilmente por:

�XXI) propor, admitir e dispensar o pessoal extra nu merário, após autorizaçao do Reitor;
XXIII) conceder fárias aos chefes de secçao, bibliote CQS departamentais e ao coordenamdor dos Ciirsos
de Biblioteconcania durante os períodos de farias
escolares;
XXIV) determinar a instauraçao de processo administrativo, ouvido o Reitor;
XXV) aplicar aos insubordinados ^s penas disciplina res, inclusive a de suspensão at^ 30 (trinta)
dias, e representar ao Reitor quando for caso de
pena maior;
Art, 17® - Os Ché^fes de Secções e de Bibliotecas, obedecem a to
dos os itens, exceto quanto aos de niineros VII e IX.
VII) propor a admissao e dispensa de pessoal;
n) aplicar aos subordinados^as penas disciplinares
de advertencia e repreensão, e representar ao Bi
bliotecario Geral qu".ndo for caso de pena maior;
Art. 18® - Atualmente, em lugar de Secretário, há \im Bibliotecário-Assistente.
Artigos 19®, 20® e 21® - SS serão executddos quando do estabelecimento da Biblioteca Central.
Capítulo V - Da lotaçao.
M
Os artigos deste capítulo so entrarao em vigor quando aprovado
o Regulamento.
Vemos, pois, com satisfaçao, que o Serviço Central das Bibliotecas da Uni versidade do Recife c;^inha rapidamente para una perfeita coordenaçao das a
tividades biblioteconomicas dessa Universidade,
Confirma-se, assim, também no setor viniversitário, o que tivemos oportiini dade de dizer por ocasiao do nosso primeiro contacto com os jovens bibliote
cários pernambucanos, em princípio de 194-9» "No Recife, a biblioteconomia
moderna caminha a passos de gigante",
MINAS GERAIS
Na Universidade de Minas Gerais ainda nao existe uma coordenaçao das atividades das diversas bibliotecas através de uma Biblioteca Central,
A Biblioteca da Reitoria é independente, com verba prépria, e nao possui ca
tálogo coletivo das outras sete (7) bibliotecas existentes nos diversos ins
titutos componentes da Universidade.
m
A
^
Essas outras bibliotecas sao perfeitamente autonomas quanto a questão
verba e â organizaçao,

da

0»
*
Com exceção da Biblioteca da Reitoria e da Biblioteca da Faculdade de Cienc:^as Economicas, todas as demais pertencentes â Universidade de Minas Geiais
temjpessoal técnico diplomado pelo Curso dc Biblioteconomia e, aos poucos,
est o se enquadrando dentro das normas biblioteconomicas modernas.
Foi proposta ag Magnífico Reitor a organizaçao de ura Catálogo coletivo da U
niversidade, nao tendo a idéia se concretizado até a presente data»
Além de suas oito bibliotecas de caráter técnico e cultural, poe a Universi
dade de Minas Gerais â disposição de quantos a procuram cerca de 1.274. publicações periódicas do Brasil e do exterior; mantém nove (9) revistas
de

I Digitalizado
-gentilmente por:

|S&lt;L&lt;.«

^'

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|ll
14
15
16
17
18
19
2

�16

ta através de catálogos de livros e de psriádicos. Para outros^estados fazse por meio de consulta a obras especializadas e por correspondência.
A obtenção de material bibliográfico se processa pelo empréstimo inter-bibli
otecário e encomenda de cópias em microfilme (principalmente artigos de pe ri&lt;5dicos),
Era casos especiais, o SCIB adquire, por compra, o material bi bliográfico solicitado.
Ci^PITAL FEDEIÍAL
Na Universidade do Brasil, a coordenaçao das atividades biblioteconomicas
vem sendo promovida através da Biblioteca CentaAl cujo Regulamento foi apTO
vado pelo Colendo Conselho Universitário em sessão de 3 de janeiro de 1952.
A^Biblioteca Central da Universidade ainda nao tem a seu cargo a cataloga çao das demais bibliotecas da Universidade»
Entretanto, colabora, na medi
da do possível, quando stia assistência técnica é solicitada.
Assim, incum
biu-se da recatalogaçao e reclassificaçao da Biblioteca da Escola Nacional
de Engenharia o colaborou nos trabalhos de catalogaçao da Escola Nacional
de Belas Ijrtes, da Faculd^a de Arquitetxira, do Instituto de Neurologia, da
Escola Nacional de Educaçao Física e Desportos, e da Faculdade de Farmácia.
Como toda a Biblioteca Central vmiversitária, a Biblioteca Central da Uni versidade do Brasil será a sede do Catálogo coletivo de livros^da Universidade. Atualmente, a Biblioteca Central tem 53 (cinqüenta e três) estudan tes universitários trabalhando nas diferentes bibliotecas da Universidade,
auxiliando na canposiçao^desse catálogo.
O trabalho ppra uniformização de
entrq^das para incorporação no Catálogo Coletivo de Livros é facilitado pelo
emprego de fichas impressas
do S.I.C. (Serviço de Intercâmbio de Catalo gaçao) por parte das diversas bibliotecas da Universidade.
Quanto às permutas bibliográficas, o trabalho ainda nao é centralizado na
Biblioteca Central. ^ Todavia, o Colendo Conselho Universitário criou no ano passado, como seção especial da Biblioteca Central, xira serviço de aquisi
çao de livros^no exterior, com a denominaçao de "Serviço do Livro do Fundo
Cultural^',
Este é o primeiro serviço centralizado na Biblioteca Central
para todas as unidades dá Universidade do Brasil,
CONCLUSÕES
Tomando como base a sit*;açao existente na Capital Federal, no Recife, em Be
Io Horlsente, em Salvador e em Sao Paulo, podemos afirmar que no Brasil, as
redes de bibliotecas universitárias ainda se encontram em fase inicial
de
organizaçao,
1. Rioj Recife e Sao Paulo já apresentam algum progresso no concemento à coordenaçao de atividades através de tuna Biblioteca Central(ou
seu equivalente) era pleno fxincionamento.
2» Nota-se, no Recife, maior tendencia para a centralizaçao técnica e
administrativa, geralmente a meta mais difícil de ser alcançada pelo fato de serem as diversas unidades universitárias ciosas de sua
perfeita autonomia.
3» Provam as informaçoes recebidas e a experiencia no nosso setor
de
trabalho, que no meio universitário brasileiro ainda nao é devida mente apreciada a vantagem de uma direção central que coordene
os
serviços das bibliotecas.
4« Ainda nao foi atingida em todas as universidades do Brasil a situaÇao ideal de sé poderem ser admitidos ao serviço técnico, em biblio
tecas, os portadores de diploma de bibliotecário conferido por Esco
Ia oficial ou oficialmente reconhecida.
5. sé em Sao Paiílo e no Rio existem nas Bibliotecas centrais universit;{rias catalcgos coletivos de livros já organizados o em fase adian
tada de funcionamento.

Digitalizado
^gentilmente por:

^4

15

16

11

18

19

�17

6* S(5 na Bibliolieca Central da JJniversidade de Sao Paulo existe um Catálogo coletivo de publicações periódicas atualizeuio atá 1953» in clusive.

•

7» A centralizaçao do serviço de permutas bibliográficas ainda se en contra em estágio utápico.
8. O emprástimo inter-bibliotecário é eventual e empírico, nao tendo
sido até agora objeto de entendimentos nem mesmo entre as bibliotecas da mesma Universidade.
9. A tácnica da Catalogação não S uniforme, predaninando as adaptações
locais, que dificultam „ organizaçao dos catálogos coletivos.
10. Nao existe iim levantamento geral do patrimonio bibliográfico das bi
bliotecas universitárias brasileiras, das suas possibilidades de in
tercambio, e da sua organizaçao tácnica e administrativa.
11. A localizaçao dos edifícios das diversas unidades universitárias em
pontos geralmente distantes uns dos outros, dificulta a articulaçao
dos ti'abaljios técnicos das respectivas bibliotecas.
12. A^subordinação da Biblioteca Central universitária a qualquer drgao ou departamento da Universidade (exceção feita ao Gabinete
do
Reitor) á um embaraço ao seu desenvolvimento tácnico e administra tivo.

SUGESTÕES
Considerando as vantagens de maior conhecimento e cçlaboraçao entre as diversas bibliotecas universitárias do Brasil, pedimos venia para sugerir:
1. Seja incluida entre as Resoluçoes finais deste I Congresso BrasileJ.
ro de Biblioteconomia, Mensagem aos Magníficos Reitores das diver sas universidades brasiláiras solicitando sejam criadas em todas elas Bibliotecas centrais destinadas a organizar, coordenar e diri gir as atividades das várias bibliotecas da Universidade. Nas Universidades onde já existe Biblioteca Central, que seja assegurado a
esta pleno apoio na execução do seu plano de trabalho.
r ' ^
2. Seja incluida na Mensagem aos Magníficos Reitores*' um apelo^no senti
do do que só possam ser admitidos para o exercício de funções tácni
cas em bibliotecas universitárias, bibliotecários diplomados em Escolas de Biblioteconomia oficiais ou oficialmente reconhecidas.
3. Figure, ainda, nessa Mensagem, o pedido de criaçao de Escolas
Biblioteconomia junto 2ls Universidades brasileiras.

de

4-. Seja criada uma C&lt;missao Nacional^de Bibliotecas Universitárias incumbida do levantamento da situaçao^das bibliotecas universitárias
em nosso país, bem como da unificaçao das normas técnicas indispensáveis ao perfeito intercâmbio bibliográfico universitário.
5« Seja solicitado às Bibliotecas centrais ou aos Serviços centrais de
bibliotecas já existentes em algumas tiniversidades, um levantamento
dos recursos da Universidade g que pertencem quanto âs duplicatas
ou outro material de que dispõem para permutas.
6. Sejam encaminhados às associaçoes estaduais de bibliotecários ofí cios solicitando sua colaboraçao no sentido de padronizaçao de en tradas de nomes de autores brasileiros.
7. Seja organizado e incentivado o ^prástimo inter-bibliotecário
a
bem da economia geral e do melhor aproveitamento de verbas indivi duais.

Digitalizado
-gentilmente por:

�18

8. Sejam as Bibliotecas centrais ou os Serviços centrais de bibliotecas existentes cti universidades brasileiras designados como Sede
dos Catálogos coletivos de livros e de publicações peri(5dicas do
Estado a que pertencem.
9. Bejam as Bibliotecas centrais ou os Serviços centrais de bibliotecas universitárias incumbidos do levantamento das publicações oficiais de sua Universidade.
10, Sejam as Cidades xiniversitárias do Brasil dotadas de pr^cio cons truido especialmente para a instalaçao da Biblioteca Central loni versitária, a fim de que esta possa abrigar convenientemente as co
leçoes que lhe sao próprias e centraliaar os processos tácnicos de
catalogaçao, classificacao, empréstimo e permutas de material bibliográfico.
11. Seja criada junto a cada Biblioteca Central ou Serviço Central de
Bibliotecas universitárias uma Comissão Central de Bibliotecas Universltárias constituída por cinco membros, dos quais quatro (4)
serão representantes do Corpo Docente da Universidade e o quinto ,
o Bibliotecário chefe ou Diretor da Biblioteca Central (ou Serviço
equivalente), A Comissão Central de Bibliètecas Universitárias te
ra caráter consultivo, com exceção do bibliotecário chÃfç, ou Dire
tor de Biblioteca Central, que será o membro executivo, O Magnífi
CO Reitor será membro ex-ofício da Comissão Central de Bibliotecas
Universitárias.
12,

Sejam as Bibliotecas Centrais ou os Serviços Centrais de Bibliotecas universitárias subordinados diretamente ao Gabinete do Reitor,

Encerrando aqui esta modesta contribuição ao I Congresso Brasileiro de Bibli
oteconomia que se realiza no Brasil, formulamos os melhores votos de sucesso deste certame que vem coroar a sárie de grand® atividades e empreendimentos dos nossos Colegas pernambucanos.
(^e o resultado dos esforços dos bibliotecários que aqiii se congregam logo
se faça sentir através de um melhor aproveitamento dos recursos b^bliogr^icos que possuimos, bastando, para isso, que os poderes públicos dem âs bibli
otecas brasileiras o ^oio moral e material de que necessitam para o bom cum
primento de suas ftmçoes.

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st e m
&lt;/

14

15

16

17

lí

19

��'S. .. r..^

-\7^\: ••&gt; •«^••T^v

f3&lt;^Sí.^'"S^

kB#&gt; ÍSJ-*&lt;* JSP^J

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7630">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7631">
                <text>Bibliotecas universitárias e alguns de seus problemas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7632">
                <text>Cunha, Maria Luisa Monteiro da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7633">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7634">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7635">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65116">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="495" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="51">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/495/C749_1_PE_V_I.pdf</src>
        <authentication>c437a52def71357de833da04a7607260</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12255">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

�cm

1

14

15

16

17

18

19

20

�f

�PRIMEIRO CONGRESSO BR^iSILBlRO DE BIBLIOTSCONOIvIIA

Sugestões para uma cooperação intensa entre as
bibliotecas especializadas do Brasil
ppr
Sully Brodbeck

Recife
195Í4

Digitalizado
-gentilmente por:

�Tjí^ 3
SUGESTÕES fui-. lE-U COOPBR..QÃO IIíTENSr. ENTilJ
DO

.BIBLIOTSCiiS. iSPECIiaLIZilDiiS

Bíli--SXIj«

Por Sxilly Brodbeck. Bibliotecária do Instituto Tecnológico do R.G.S., Porto Alegre, Coordenadora
dicTáticr. 0 professora do Curso de Biblioteconomia de
Presidente da Associaçao Riogran dense de BibliotoCcórios.

E X P L I C A Ç A O

P R E L I 11 I N A R

Neste trabalho procura-se analisar a situaçao atual di:,s bibliotecas especializadas no Brasil e traçar
plano de cooperaçao interbibliotecária ,
que lhes facilite alcançar un nível ^'^e àesenvolvii:iento nais condizente
com as crescentes e&gt;d.gencias dos seus leitores.
O conceito de biblioteca especializada foi linitado às bibliotecas espe cializad s de acordo com o assunto ou grupo de assuntos que determinam a
fomaçao do sou acervo bibliográfico, viscjido, em partiçulcx, as bibliote
cas de instituições científicas, técnicas, de organizações particulares ,
com a especializaçao necessária aos traball:!OS e as pesquisas que nelas se
processam.
Nao foram considerados os problemas específicos das bibliotecas especia lizadas quanto ao liisite de seu alcance em relaçao e.o leitor, como as infantis, as escolares, as bibliotecas para cegos, as bibliotecas de pri soes ou de hospitais.
Foi excluida, t;a:ibem, a biblioteca "central' das universidades. Devido a
sua tendencia de oferecer ao leitor desde o incunábulo até
último livro
aparecido, ela apresenta características tao peculiare^^, que comporta un
estudo â parte^ Muitos dos problemas porém lhe sao comuns e atingem, taiabém, as bibliotecas de nossas Faculdades,
ORIGEi-í E DESENVOLVUvEOTO Da BIBLIOTEGí^ 5SrSGIi-LIZiJ3A
Em nossa época, as escpresjoes "funcional" e "especializaçao" atingiram a
um alto i^rau de aplicaçao. Elas compartilham as honras da popularidade e
surgem, espontaneamente, eu todas as palestras e a propósito de tudo.
No terreno das bibliotecas, a "especializada" encontra um camyo magnífico
e propício ao seu desenvolvimento, nao fugindo às características da época.
As coleçoes de material bibliográfico especializado coi/.eçaram a tcsiiar vul
to no século XX. A biblioteca especializada surge., em geral, como parte
integrante de xim^instituto de pesquisa, de uma repartiçao governamental,
de ijma organizaçao privada e, ainda, como departamental da biblioteca pública. Tanto o acervo como os serviços se desenvolvem em função das ne cessi'ades da instituiçs-O. O acervo da biblioteca especializada é de interesse restrito, servindo a um grupo limitado de leitores. A verdadeira
bibliotecá specializada é quase sempre pequena, tanto pelo acervo, __ccauo
pelo n\mero de funcionários.
Estes, ao organizaram a biblioteca, nao de
vetA «arjiooer que a sua clientela é exigente e que, na maioria dos casos ,
vai a biblio-baci?. porque ^"obrigada", e nao porque "queira" visitá-la.
Talvez seja um ponto fraco contra a biblioteca dentro da instituição, mas
que poderá vir a ser forte, se houver capacidade e meios de torná-la eficiente e agradável.
Quase toda a biblioteca especializada teve a sua origem numa pequena co leçao de livros, selecionada e__^ZQlosaraente guardada no gabinete particu lar de uma pessoa da instituição, que tivesse demonstrado u::ia acentuada
inclinaçao para o estudo e maior habilidade para tratej: com os livros. As
coleçoes, porém, cresceram; nem a primitiva sala, non o "rato de biblio teca" foram capazes de resolver os pro lenas de espaço e d&amp;-organizaç a o
que surgiram.

Digitalizado
^^^Sstem'
^gentilmente por:

]_'4

16

11

18

19

�2

Nos \5ltinos 20 anos, a biblioteca especializada teve a sua narcha evolutiva
grandenente acelerada, talvez devido às duas guerras Dundiais,
prova—
ran a necessidade de fontes de pesquisas especializadas e a inportj;;noia de
localizar, no monento preciso, a. líltiua e nais autorizada infomaçao, neces
sária ao bon andanento dos estudos dos laboratórios e das oficinas. Ao aeslao t'ompo, as indústrias já se estão convencendo de que o capital enpregado
em una biblioteca rende juros _tão ou laais canpensadores do que a amazena geD de material# A org/inizaçao E»I. du Pont de Neciours &amp; Co«, Inc., ßor
exemplo, possui una rede de 26 bibliotec'is, que serven aos seus interesses»
Na sua biblioteca em l/ilnington, Delaware, nant^ni un catálogo coletivo, que
inclui, além dos recursos de todas as bibliotecas, escritórios e oficinas
da ccKipanhia, as coleçoes de revistas de outras bibliotecas especiftli z adas
0 p\íblicas Qid-stentes em Wilnington. Este catálogo coletivo torna possível
un serviço ericiente de eapréstino interbibliotecário.
No Brasil, onde a cüilioteca pública ainda nao encontrou atmosfera favorá vel para un desenvolvicsnto rápido, causa cuJniraçao a porcentagem relativanente alta, do bibliotec'.&amp; especializadas em funcionamento, Ba parte, ex plica-se pelo fato de que os rtinistérios, secretaria^, autarquias^e instituições dos govôrnos federal, estadual e municipal tem as suas próprias bibliotecas, depositárias da literatura necessária aos^trabalhos e às pesquisas dos técnicos destes órgãos, Tambá.: as organizações privadas começam a
organizar coleçoiS esp3cializada.s par;- o uso dos seus técnicos.
Segundo o Anuário Estatístico do Brasil, edição de 1952, havian sido arrola
das, ate 31 de dezembro de 1950, 903 bibliotecas especializadas, e 2,595 g;e
rais, assin distribuídas:
Regiões
Norte
Nordeste
Leste
Sul
Centro-oeste

Bibliotecas gerais
65
342
984
1,148

A

Bibliotecas especializadas
25
84
457
324
903

2,595

Por estes dados, verifica-se que o maior concentramento de bibliotecas especializadas se localiza nas zonas leste e sul do país, represen"todo», respectivamente, por ídinas Gerais (195) e Distrito Federal (166)| Sao Paulo
(195) e Rio Grande do Sul (60), cabendo a Sao Paulo e a Minas Gerais o primeiro lugar em número de bibliotecas especializadas,
Esta estatística ainda chama atenção, indiretamente, para o grande núm^ero
de bibliotecários que é absorvido pelas bibliotecas especializadas,
Este
fato deveria merecer a atençao dos diri^,-ntes de^Escolas e Cursos de Biblioteconomia e também das Associaçoes da classe, Nao seria muito difícil com provar, que a maioria dos nossos colegas diplomados sao responsáveis pelo
surto renovador das bibliotecas brasileiras, e que se nota, principalmente ,
nas bibliotecas especializadas.

ACERVO DA BIBLIOTECA ESP SCIALIZADa E O SEU CR3SCI14ENTO SURPiíEENDENTE
Estando a biblioteca especializada intimamente ligada às atividades da ins tituiçco a que serve, é sua função precípua poup r tenpo aos leitores.
Em
muitos casos, isto significa também "economia" para a organizaçao. É im;^re0
cindível que ela encontre o carrinho nais rápido, mais seguro e nais õCon(Maico para atingir os seus objetivos,
O melhor plano para o desenvolvimento do acervo de qualquer biblioteca especializada é o que se baseia na seleção qualitativa: adquire-se o "melhor" e
o mais "atual*', num deteminado campo ou grupo de conhecimento, No entanto
3

Digitalizado
-gentilmente por:

vSy st em

�3

a er'iperiencia tem demonstrado que raramente é possível seguir, à risca,
lluitacao de assunto»

a

Sendo a aquisiçao seletiva, seria de supor que o acervo da biblioteca especializada nao tende a aumentar rapid?jnente. O pesquisador, porem, nao
se
contenta com una seleção das obras mris credenciadas, e com as raelhores revistas da sua espccializa.çao. Ele desej iria na verdade todas, porque ate a
menos importante "po"'Gria" trazer
dndo de valor. Por outro lado, a bi blioteca especializada muito pouco elimina do seu acervo bibliográfico, No
que diz respeito a revistas, a eliminaçao 4 praticamente nula, porque mui tos artigos, por antigos que sejai.i em teorias e conceitos, sao e podem ser
usados como m&gt;?.teria.l de pesquisa.
O acervo da biblioteca üspe ializada, livros, revistas, aonografias, relato
rios técnicos e científicos, coleçoes do nortias técnicas, de teses, de leis,
nao 6 lido no sentido comui.i da palavra, mas consultado esporà-dicauente, Daí
resulta que a coleção vem a ser de pouco uso ou de uso provável. Nem sen pre o material bibliográfico será usado logo a.pós a aquisiçao e sin num futuiro, nuit&lt;?.s vezes, reaoto. Ele S usado como material de pesquisa, isto ê,
coüo material de referencia. Esta e u;;ia das ccjracteristicas que distinguem
com maior evidencia a biblioteca especializada: o leitor "consulta" o material bibliográfico, para inteirar-se dos trabalhos já realizados ou que estão em estudo e jidcxiento no nesmo te.reno^^de sua ^speci-lizaçao, para certificar-se de um dado, verificar ujua equaçao, um terno ou um gráfico,
O valor do material bibliográfico assume, t.-jabem, um aspecto distinto na bi
blioteca especializada. O livro, ç^ue é^popular na biblioteca geral, ocupa
aqui, um lugar secundário, porque ele nao apresenta, de certo modo, as ca.racterísticas específicas de material do referencia. Em muitos casos, ele
é copia de fontes originais, represíjntaàc.s pelas monografias e pelos arti gos de revistas.
Na biblioteca^especializada, a re àsta é a fonte de pesquisa mais procurada
e é de importancia fundamental. Por isto, a maior parte das verbas ê reser
vada para assinaturas de revistas. Todos os anos, a lista de títulos é revisada, nas nunca diminuida; é contínua e sistonàticcmente acrescida,
E
quando a revista é de autoridade comprovada, o acervo é enriquecido com coleçoes de vários anos.
Existe, portanto, o problema de erascimento da biblioteca especializada« en
proporçoes bem maiores do que à primeira observaçao^se poderia calcular, Só
na parte referente às coleçoes de revistas, a questão é evidente e digna de
estudo cuidadoso, soja quanto às verbas dispendidas, seja quanto ao espaço
necessário.
O problema de espaço p-ra coleçoes de revistas, que se aciimulam vertiginosa
mente, já pode ser resolvido, se as coleçoes forem p.dquirir'as em forma
de
"micro-cards". Frenont Rider denominou esta revolucionária inovaçao '
da
Readex Microprint Corp., de "uatei-ial do futuro" das bibliotecas especializadas. Para as bibliotecas brasileiras, há ur.i ou dois anos atrás nao havia
a possibilidade de obtenção do aparolho necessário à leitura dos " micro Cards". TorTa a produção er absorvida pelo mercado inferno dos Estados Unidos. AtuaLnonte, há ofertas de tipos e de preços .'iferentes. Porln, de
nomonto^ i a nosfca situaçao c.xibial que torna a importaçao quase proibiti va. E o'^^roblema continua insolúvel para a biblioteca t;spucializaàu brasileira.

A SITUAÇÃO DÁ BIBLIOTECA SSFiCIALIZiiDÁ NO BiLiSIL
Ê quase temeridade procurar referir-se, en tese, aos problemas das bibliote
cas especializadas no Brasil,
Inicialmente, deve-se observar que o nosso país e fomado por regiões que a
presentam características absolutamente distintas, que tem influencia decisiva na fomaçao e na organização das bibliotecas especializadas.
Para
um estudo pormenorizado dever-se-iam considerar como fatores variáveis:
o

Digitalizado
-gentilmente por:

�4

padrao de vida, o grau de cultura, o tipo e as condiçoes de desenvolvinento
da indústria,^ do con^rcio e da agricultura, de o:;da zona do territ(5rio brasileiro.
Nao há, poráia, probabilidade de engano en apontar como fator inu
tável, a falta de verbas adequadas. Há excoçoos, mas tao raras, que destpa
reccn ante a carência geral.
Observações "in loco" de v-.rias bibliotecas especializadas, de Porto Alegre
ao Recife, confimado.s por infomrçoos de colegas o de leitoras, autorizaranos a afirmar que a biblioteca especializada nao ale .nçou ainda un grau satisfatório de desenvolvir-iento em nosso país.
A deficiencia principia nas instr.laç^es acanhadas, coc; falta 'e espaço para
o acervo, p. ja o leitor e p .rf. os funcionrxios.
Muitas bibliotecas espo cializ?.da.s^ geralnentj por escassez do rucursos financeiros, nao possuem um
aceirvo condizente com a sua qualidide de "especializada'": há falta do obras
básicas, consideradas cl'ssicrs. Rar.-'jnente, o pesquisador encontra 5056 da
bibliografia que procur:.. Por outro lado, se verifica una lamentável dupli
cidade de material dispandioso o de pouco uso, en bibliotecas situadas
na
mesma localidade,
4fÍJa de coligir maior niinero de informaçoes que servissem do subsídio para
este trabalho, onvisiuos una circul.rJ:' a cerca de 60 leitoras, dedicados a vá
rios ra:-i0S de estudo, portanto freqüentadores de bibliotecas diversas. Solicitaa\os que dessem as suas iiupressoos sobre a organizaçao, as oportunidades e as facilidades de estudo e da pesquisa quo lhes oforecem as bibliotecas especializadas.
As informaçoes colhidas através desta colaboragao espontanea o valiosa, podem ser generalizadas, porque várias das pessoas que as pristaram conheoen,
alám das bibliotecas locais, os recursos do bibliotecas especializadas
no
assunto do seu interesse, situadas en outros pontos do país, e tanben no 05
trangeiro,
A
Entre as deficiências apontadas, ressaltnu.i03 aquelas que foram registrada s
caa maior frequencia:
a) f Ita de obras cssencirãs "especializadas";
.A
M
b) carência de melhores coleçoes de revistas e ea alguns casos ausência completa de revistas, ou da sua organizrçaoj
c) catálogos 'leficientos;
d) importancia e necessidade da c. talogaçao analítica dos artigos
do revistas (desejo, quase utópico, de lOCjS^dos pesquisadores
de todo o mundo), cJirnando que as informaçoes fornecidas pe los índices o resuràos bibliográficos nao preenchem as suas ne cessií.ades, aii c^.sos de investigaçoca ultra-especializadas, coa
pletas o detalhadas;
""
e) demora na obtenção de cópias fotostáticas e microfilmes;
f) falta de funcionários para dirigir 0 realizar una orgrjiizaçao e
ficiente;
""
g) ausência do serviço de omprestimo.
Todos os bibliotecários que eupregcm as suas atividades na organizaçao
de
bibliotecas especializadas no Brasil, conhecem demasiado bem os seus proble
mas^e as__deficiencias conseqüentes daqueles, e infelizmente, aquelas^observ^çoes nao surpreendem e nao repr .sentam novidade. Osj)roblemas estão
en
foco. Bibliotecários 0 leitores aspiram una mudança deste estado de coi sas,
O problema fundrxicnt.al da biblioteca especializada no Brasil e a falta
de
"verdadeiras" coleçoes especializadas e atualizadas» Todos os outros pro blenas sao corolários daquele.
I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

15

iq

17

19

20

�5

Lamentí^velmente, as bibliotecas espGcinlizadr?.s, grrjides ou pequenas, devem
manter-se ccan verbas irris(5rlo.s. Uma verba adequada é o ponto ^de parti d^a
para a formaçao e o desenvolvimento de 'un acervo e para o bom êxito de to das as atividades da biblioteca.
Os meios para a manutonçao de quase todas as bibliotecas especializadas bra
sileiras são fornecidos pelos governos federal, estadual e municip^, pois,
geralmente, represent&lt;?jii um depr^rtaiaento ou uma secçao de instituições go vemamentais.
As verbas tem sido insuficientes para atender o mínimo essencial ao estudo
e à investigação. Pelo orçamento da Naçao de 1954-, verifica-se que a dis tribuiçao das verbas para as bibliotecas especializadas das repartições federais, oscilou de Cr^ 500,00 a Gr(j&gt; 250,000,00, embora duas ou tres bibliotecas tenham sido contempladas com Ct'^ 4-00.000,00, A grande maioria, po rém, foi dotada com menos de Cr&lt;i. 100,000.00. As bibliotecas especializadas
de instituições autarquia." s ecde organizações p^ticulares, com raras e invejáveis exceções, encontrcjn-se na mesma situaçao. Os orçamentos dos Estados, de um modo geral, tambára votam verbas insuficientes para as suas bibli
otecas.
A importancia e a influencia da biblioteca especializada no progresso
da
Naçao tem sido, volunt;^ria ou involuntariamente relegada ao esquecimento.
Dada a situaçao delicada do comércio exterior do Brasil, a biblioteca
foi
obrigada a enfrentar mcds iam problema. Este na verd-^de, escapa ao controlo
de grupos determinados, repr sent .ndo um problema nacional, e, como nao podia deixcr de ser, influencia, bâsiccmente, a já precríria_situaçao financei
ra das bibliotecas especializadas, Referino-nos à situaçao do cambio,
Se as verbas já er.\m diminut-.s, agora tornara-se ^microscópicos. Antes, havia difiduld-ide de se obter cambio p^'pra aquisição de livros e assinaturas
de revistas,^devido ros demoredos tramito3 re ulíjaentados pelo regime de ig
portaçao eátao vi^iOrante. Hoje, há cambio, e no mercado livre, mas quais
sao as verbas que resistem ao alto custo da moeda estrangeira?
É indiscutível que o alicerce de um verdadeiro acervo especializado, a chave de todo trabalho técnico^ou científico, é una boa e selecionada coleção
de revistas, E, em 1954-, todas as bibliotecas especializadas e todos os es
tudiosos foram desagradâvelmente surpreendidos com a nova lei cambial, que
obriga a pagar as assinaturas de revistas pelo mercado de cambio livre, IJui
tos particulares nao puderam :^rcar com o custo exagerado que, em conseqüência,^ atingiram a.s ,'&gt;.ssinaturas. As bibliotecas especializadas nao querendo
e nao podendo interromper as assinaturas de revistas, foram obrigadas a sujeitar-se a esta imprudente prescrição (receitada ccan evidente desconheci mento de causa e ignorancia dos resultados ftmestos que acarretaria), E isto, consumiu-lhes as verbas.

COOEERilÇÃO INTEÃBIBLIOTfíCiíílIA
Enumerar as deficiências, localizar o problema fundamental^da biblioteca es
pecializada e acusrr as esferas oficic.is, que realmente tem uma grande par
cela de culpa, nao basta. O que_realmente interessa é encontrar soluçoes
práticas, pira melhorar a situaçao atual e aplicá-las em una açao conjunta,
apoiada num estreito espírito de cooperaçao interbibliotec.ária,
A necessidade e a vantagem da cooperaçao e reconhecida pelo Mundo inteiro j
discutida e apregoe.da com eloquencia, pelos mais brilhantes e autorizados
reprjs^mtantes de todos os setores de atividades. È um assunto tao debatido como o da paz internacional. Pcirece, porém, que ninguém gosta de assu mir a responsabilidade de primeiro passol
A_coopera,çao interbibliotecária apresenta perspectivas dignas de consideraÇao, Nela, as bibliotecas especializa.das encontr...rao soluçoes adequadas pa
ra um grande mímero de seus problenas, alcançando, paralel .mente, maior
ficiencia nos serviços oferecidos aos seus leitores. Nao há exagero em afimar que o futuro d:-.s bibliotecas se constrói sobre a colaboraçao inter Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

�6

bibJiiotQ oória .
*
**
Analis^jjos apenas tros, das inuEieras possibilidades que a cooperaçao oferece, e que poraiten aunentar um acervo sen o auxílio de verbas generosas:
Aquisição coordenada
Erapróstino intorbibliotecário
Pemuta

AQUISIÇAO GOORDEN.'-DA
A aquisiçao coprdan da já constitui prática bibliotecária em nuitas bibliotecas no estrangeiro. Cada biblioteca eupenha-so eti aumentrir de termina d o
campo ou grupo de assunto ou tipo de publicaçao.
&gt;
*
Para as bibliotecas especializadas brasileiras seria também uma exporien cia interessante, e e obvio que traria bons resultados.
Tem-se verificado
que as nossas bibliotoc-s especializadas sao pobres em acervo e pobres
em
verbas; que a maior garte do acervo da biblioteca especializada é usado como material de referencia, portanto, de pouco uso; que nao ã possível res tringir-se às melhores publicações, nem a
assunto específico. Por outro
lado, observa-se que numa localidade, bibliotecas especializad.-s em caopos:.
correlates dispendem grande parte de suas verbas, assinando as mesmas revi^
tas, em prejuizo, naturalmente, do outros títulos.
A
Um convênio de aquisiçao GoojTdenada entre bibliotecas especializadas com ob
jetivos semelhantes, seria uma maneira de resolver, ou pelo menos de nino r^iX, a falta do material bibliográfico, a escassez de verbas e o aumento des
necessário do acervo, em setores de importancia secvindária.
Nem seiiipre e nem em todos os casos esta medic'a poderá sei empregada.
Mas ,
nao nos parece que haveria dificuldade em realizar-se uma experiencia de aquisicao coordenada de revistas, antre bibliotecas especializadas em assun tos analogos ou semelhantes, localizadas na nosma cidade, e ate no mesmo Estado.
Basta quG as bibliotecários estejam convencidas dos resultados benéficos dé sua açao cooperativista e quo trabcJ-hen com entendimento o inteli gencia.
Por um convênio, cada biblioteca especializada limita-se a assinar as melhores revistas no terreno específico de sua especializaçao e, possivelmente,no
de assuntos estreitamente ligado§ a ela, Para atender a consultas sobre as
siontos que surgem cora menor fr^jquencia, vale-se, ontao, das coleçoes de bi bliotecas co-irmas, possuidoras de melhor acervo naqueles campos de conhecimentos .
^ ""^"ßSfiidade de várir.s bibliotecas dispendérem grande parte de suas
verbas, ora, assinaturas de revistas que serão cônsultad.?.s ii que podem sor encontradas em outra biblioteca, na mgsma cidade.
Os estudiosos seriam favorecidos cixi una política do aquisiçao coordenada de revistas, pois as^^biblio
tocas, era conj\mto, poderiam oferecer maior mímero de títulos e coleçõesnsis
coapletas.
Uma biblioteca especializada em física, por exemplo, serviria a todos os estudiosos neste assunto, aliás nccessiírio, mas nao continuamentè, a todos os
canpos da ciência e da tecnologia.
As outras bibliotecas especializadas man
teriam, no terreno da física, apenas os títulos de maior interf^®*-=^ 0 de consulta fre.iuente,
Uma segunda biblioteca especializada empenhar-se-ia e® formar coleçoes, tao
ccanpletas quanto possível, de revistas sobre qudjnica incluindo, naturalnen te, "Chemie ,1 abstrats", "Chemisches Zentralblatt", "British abstracts",
^lletin analytique(l)", todas elr:.s, revistas caríssimas, porân inprescin diveis aos que estudam e pesquisam nesta terreno,
Parn. realizar a aquisiçao coordenada de revistas proposta, é necessário,

Digitalizado
-gentilmente por:

em

�7

primeiro lugar, que exista un catálogo colotivo das mblicaçoes periódi cas» Muito já se enc.".receu a iiiportannii dess js catálogos e nesno n5s,en
outra oportunidade, tiveaos ocasiao^de fazâr oco a opinioes nais creden ciadas, Sonos de parecer que, se todas as bibliotecas especializadas des
sem a conhecer as suas coleçoes de revistas em listas periôdicamente atim
lizadas, a coordenaçao surgiria natural e automàticamente.
""
Aplicando-seaquisigao coordenada a livros, e lágico que os problemas
de coordenaçao serão maiores.
Nas bibliotecas especializadas, talvez
fosso mais prudente, limitar-se a aquisigao coordenada às grandes obr as
de referencia (enciclopédias, manuais, tratados), de custo elevado e
de
consulta rara, mas que formam o material bibliográfico considerado "básico" .
Considerando as nossas verbas precárias e r.s áreas pequenas
das
nossas cidades, e desnecessário,
que duas ou várias_^bibliotecas (na mesma localidade) adquiram, por exemplo, as mesmas edições de Beilstein,
názit, Bompiani, Gmelin, etc.

íMPREiSTIfdO INTE.uBIBLIOTECiÍRIO
A aquisigao coordenada exige, como consequencia lógica, a organizagao do
emprástimo interb^bliotecário, incluindo tombem as partos do acervo nao
obtidas pelo convênio de aquisigao»
A finalido.de do emprestino interbiblioter;''rio, é de preencher p.s falhas
dos acervos, com material bibliográfico de outras bibliotecas, favorecendo o estudo e a investigação.
Considerando as nossas verbas deficientes
ê de suma importancia e vantagem, que as bibliotecas combinem os seus recursos bibliográficos,
A prática do emprástimo interbibliotecário, tao antiga quanto os manuscri
tos, requer uma organizagao muito bem dirigida de todos os serviços da bi
blioteca. Só ten sido bom sucedida, entre bibliotecas que tenham alcança
do a um alto grau de organizaçao.
""
No Brasil, o emprástimo interbibliotocário vem sendo realizado em pequena
escala. Geralmente, se baseia em conhecimento pessoal entre os funcionários das bibliotecas.
Nao temos un serviço de emprástimo interbibliote—
^ário racionalmente estabelecido, nem leis que regulamentem e facilitem
esse importante setor da Idblioteccnomia moderna. Na elaboragao de um co
digo de empréstimo interbibliotecário, deverá ser estipulado a quem compe
te arcar caa as despesas das tarifas postais,
""
Seria oportuno, obter redução, ou ate isenç^ao de pagcaaento de tn^^fas feos
tais para remessas e intsrcambio de nateriaí bibliográfico, entre bibliotecas.
"
Para que o empréstimo interbibliotecário funcione eficazmente, é preciso,
em primeiro lug,ar, que sa localize o materia.1 bibliográfico desejado. Isso implica na necessidade de tun ^atal_^ogp_^co]etiY*'^o, que informe a localiza
çao das obras nas bibliotec,^s do pais ou da regi.ao considerada.
Somos de opinião que o_^eriipreí;tino interbibliotecário em nosso país, devido a sua grande extensão territorial, deverá ser organizado, iniciolmen —
te, por regiões o

PERMUTA
Se o empréstimo interbibliotecário é un processo indireto de aumentar as
possibilidades de atender às consultas dos nossos leitores, a permuta
4
um sistema direto de enriquecer o acervo^da biblioteca, sem inversão
de
capital.
Nao 6 s&amp;mente um sistema econouico, e portanto grandemente con
veniente paradas nossas bibliotecas especializadas, como representa, muitas vezes, a únicj. maneira de obtenção de material bibliográfico esgota do» O material usado para estabelecer o serviço de permuta e comumente ,

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
s t e .O"
14

15

16

17

lí

�8

representado pors
a) duplícatc-s;
b) trabalhos publicados pelas instituições das quais de pende a biblioteca especializada;
c) material nao usado e que pode interessar a outra bibli
oteca»
Nas bibliotecas especializadas pertencentes a instituições, a pemuta das,
próprias publicações já alcançou un nxvel satisfatório de desenvolvimento.
Eçse intercâmbio "dire"^o" tem sido muito produtivo.
Porém, poucas biblio
tecas especializadas tem organizado o serviço de troca de duplicatas e raras listas de duplicatas tem circulado» É possível que a quantidade de du
plicatas e de material qiae nao interessa, nao tenha ainda justificado
tun
serviço de permuta além das fronteiras da sede da biblioteca.
O serviço de pemuta tem merecido a atençao de entidades internacionais ,.
principalmente da UNESCO no Hemisfério Ocidental (Havana), organizou em ..
1953,
"Seminário sobre canje nacional ó internacional de públicaciones"
No '^Informe Final", compilado por Carlos Victor Penna, encontra-se una coletanea de trabalhos de base, que, de momento, superam o assunto.

ORGAO COORDENi\DOR
Todos os serviços^das bibliotecas especializadas no Brasil, baseados no co
operativismo, estão ainda ensaiando os primeiros passos. Organizaram-se
por entendimentos diretos en'J^re as bibliotecas especializadas o, em geral,
limitados a bibliotecas congeneres da mesma localidade. Para alcançarem
um funcionamento e desenvolvimento satisfatórios, seria necessário un ór gao coordanador, com a atribuiçao de "Clearing houso", depositário das duplicatas, dos catálogos coletivos, etc.
Recentemente,
M
' foi criado o INSTITUTO BíiÀSILEIRO DE BIBLIOGR^íFIA E m»DOCUMEN^
TAÇAO, proposto pelo Conselho Nacional de Pesquisas e pela Fundaçao Getu lio Varg-s.
Pelas finalidades e pelo programa que se propoe desenvolver
podem e devera as bibliotecas especializadas esperar un incremento decisivo
nos serviços especializados de bibliografia e de biblioteconomia.
m
Na enunerajao das suas finalidades encontrrim-se os pontos essenciais para
a realizaçao de una "Cooperação intensa entro as bibliotecas especializa das do Brasil"«
a) promover a criaçao e o desenvolvimento dos serviços espe
cializados de bibliografia e dogunentacao;
b) estimular o intercâmbio entre bibliotecas e centros
documentação, no ginbito nacional o inoemacionalj

de

c) incentivar ecoordánar o melhor aproveitanento dos recur
SOS bibliográficos e docxanentários"^ País, tendo em vis
ta, om particular, sua utilizaçao na informaçao científi
ca e tecnolégica destinada ;'.os pesquisadores.
O seu programa de atividar^es inclui, entre outras proposiçoes:
mçmutençao de um serviço de catalogacao cooperativa;
organização de un catálogo coletivo dos recursos bibliogl^
ficos do Pafs;
"
preparaçao de bibliografias especiais...; desenvolvimento
de cursos de formacao e aperfeiçoamento em biblioteconomia
e documentação,
O I«B»B«D. reúne as características de orgao coordenador que está faltando
âs bibliotecas especializadas no Brasil, fi de desejar,que todas as bibli

I Digitalizado
-gentilmente por: '^^^11.!"'

14

15

iq

17

19

�9

f*
A
otecas especializadc.s no Brasil, E de desojar, que todas as bibliotecas co
^aborem honesta e intensamente na realizagao do programa do
e que
ele, realmente, centralize e coordene as ativi.lades biblioteconomicas.
Num sistema de cooperaçao regional, ou entre bibliotecas especializadas agrupadas por assuntos semeUiantes e correlatos, a biblioteca mais importante do grupo pode_^ser o orgao coordenador, A pessoa encarregada dos servi ços de coordenaçao seria mantida pela contribuição nas bibliotecas afilia das.

CONCLUSOES

De acordo com o exposto, sugerimos ao
CONOMIA as seguintes recomendações;

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTE -

1* - Revinir e coordenar os esforços das bibliotecas especializadas
num plano de trabalho cooperativista: recomendar que, inicial mente. as bibliotecas publiquem boletins bibliográficos e lis tas das publicações periódicas recebidas, e suplementos, encare
cendo a necessidade dos catálogos coletivos (do revistas e
de
livros), locais, regionais e nacional.
A
2, - Evidenciar a imgortancia da^bibliotoca especializada na vida
cultural e economica da Naçao, afim de obter verbas adequadas
par
tender às necessidades do acervo e de pessoali
3. - Interessar-se junto â Superintendencia da Moeda e do Credito ..
(Sl®40C) no sentido de ser a importacao de livros e assinatura 3
de revistas técnico-cientfficas clas^ficadas;
a) para as bibliotecas oficiais, na categoria especial para importação de mercadorias, maquinas e instrumental destimdo
às entidades públicas, onde o doloj: do mercado oficial está
sujeito a um 'gio do apenas Cr$ 7,00 por unidadej
b) pr.ra p^ticulares. na Ia. categoria, ondá o ágio oscila en tre Cr^if 10,00 e Cr$ 20,00,
4. -Levar a consideração dos poderes públicos competentes a possibl
lidade de extenderen-se as facilidades dos Bonus da UNESCO
ao
nosso país, contornando assim, as sempre crescentes dificxilda des de obtenção de cambio.
5. - Obter para as bibliotecas, redução ou ate isenção de tarifas
postais para remessas e intercâmbio de material bibliográfico•
6, - Apoiar o^programa do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação e encarecer a importancia do mesmo funcionar como or
gao coordenador das atividades interbibliotecári-.s das biblio-te
cas especializadas do Brasil.
"
N O T A: - 4 Resolução do Conselho da SMOC de 10 de jun^o de 1954 ( quando
este trabalho já havia sido entregue â ComissãojOrganizadora do
1 Congresso Brasileiro de Bibliotecononia) ^ concedeu, a "bodas as ent/idades
organizações privadas e a particulares (para uso próprio), a ^ —
ás importar livros ou revistas. com ágio do Cr$ 7,00, como sugerimos
na Reccraendaçao 3, § a.

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

�IC

BIBLIOGRAFIA

DAVIS, Albert S. (jianior) The library in research.
V. a, p,129-132, 1950,

Speo« libr«,

DIAS, Heicia.
Tendencias moc'ernas da biblioteca.
ano 13, p?73-76, abril de 1950.

Rev, serv. p\ibl.,

ESTES, Rice,
Cooperation between libraries,
(to seu Inplications
of current educational trends for library Service.
Spec. libr.,
V. Ur. p.165-167, 1950).
INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBLIOGÄ/iFlA E DOCUMENTAÇÃO.
Decreto de sua
criaçião: n235.12^ de 27.2.1954.
(in Diário Oficial, 4..3.1954. p.3322).
IZZO, Hazel.
The role of the teclinical library in the r .isearch progran«
Spec. libr., v. 42, p.214-215, 239-240, 1951.
KINDER, Katherine L.
p.274-275, 1953.

What laakes us special.

Spec, libr., v. 44,

MARTINS, Kyrilaci (Bandeira) Gusnao.
EmprestiLio interbibliotecario.
serv. piibl,, ano 16, p,73-76, naio do 1953.

Rev.

PENNA, Carlos Victor.
Ideas pnra una colaboración integral antre bibliotecas argentinas,
Santa Fe, Instituto social, Universidad nacional dei
litoral, 19Í-5,
43p.
(Temas bibliotecologicos, n'^ 2),
PENNA, Carlos Victor, conp,
Seninario sobre canje nacional e internacional de publicaciones, organizado por Ia Asociacion Cubana de Bibliotecários con Ia colaboración dei Centro Regional de Ia UIíESCO en el henisferio Occidental.
Informe final.
La Habana, A.C.B., 1953.
XLVII,
85p.
Mineogr.^fado.
PÖRTO ALEGRE. INSTITUTO TECNOLCÍGICO DO R.G.S.
Bol.24.
Publicações
periódicas na biblioteca do ITERS, por Sully Brodbeck. 1953.
VI, 47p.
RIDER, Arthur Fremont.
The scholar and future of the research library:
a problen and its Solution.
New York, Hadham press, 1944.
XIII,
236 p.
THORNTON, John L.
librarianship,

Special librojiy methods: an introduction to special
London, Grafton â Co., 1940.
XI, 158p,

TURRIAI£A. INSTITUTO IOTERAMERICÜÍÍO DE CIENCLiS AGRÍCOLAS,
PM
Facilidades de intercoraunicación científica agricola en America Latina,
por Ralph R, Shaw, /jnnando Samper &amp; Arthur E, Gropp.
1953.
7ip.

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan
st em
~

«c

14

15

16

17

lí

19

���lêU
W'.

m
.4

%

Ü^VÍ^

Í!~^NtiÍ-^4'^íi^ "5,:®^ 3^&lt;ss^lCí

r-%r-á®
' '^Êd^
&gt; •&lt;
"^iäi^^'iiF

cm

12

3

Digitalizado
lentil mente por:

'1ÄS!

15

16

17

18

19

20

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7638">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7639">
                <text>Sugestões para uma cooperação intensa entre as bibliotecas especializadas do Brasil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7640">
                <text>Brodbeck, Sully</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7641">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7642">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7643">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65117">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
</itemContainer>
