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                    <text>BIBLIOTECA DO LAGEADO: PARTIDO ARQUITETÔNICO DE BIBLIOTECA PARA A UNESP

Maria Inês Andrade e Cruz
Célia Regina Inoue
Rita de Cassia Colognesi Contin

UNESP - Faculdade de Ciências Agronômicas - Campus de Botucatu
Serviço de Biblioteca e Documentação
Fazenda Experimental Lageado
Cx. Postal 237
Cep.18603-970 - Botucatu - São Paulo - Brasil
inesandrade@fca.unesp.br
celiainoue@fca.unesp.br
ritacassia@fca.unesp.br

Resumo: Em agosto de 1991 inaugurou-se a Biblioteca Prof. Paulo de Carvalho Mattos da
Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Campus de Botucatu (Biblioteca do Lageado),
tendo sido concebida desde o início para o perfeito funcionamento de uma biblioteca. Naquela
ocasião, a construção da Biblioteca foi eleita através de uma pesquisa como primeira
prioridade dentro da criação de novos espaços e estruturas do Campus de Botucatu. O modelo
inspirador foi a Biblioteca Central do Campus de Berkeley da Universidade da California,
utilizando não sua concepção arquitetônica mas o local onde a busca do conhecimento e a
liberdade de idéias aproximavam do ideal da universidade. Para projetar a Biblioteca,
constituiu-se um grupo de trabalho multidisciplinar, com participação de bibliotecários,
arquiteto, engenheiros, docentes e alunos. Toda a comunidade local participou desta etapa. O
projeto, além de contemplar locais para guarda e exposição do acervo, criou uma diversidade
de ambientes como salas para consulta, estudo e reflexão individual e coletivo, as tradicionais
mesas de biblioteca, ambiente interno com jardim e chafariz, sala para consulta informatizada,
sala de preservação da memória local (Biblioteca do Café), anfiteatro para orientação de uso
dos serviços e produtos oferecidos pela Biblioteca. Criou-se ambientes onde os usuários

1

�tivessem opções na escolha, conforme o tipo de atividade, concepção e gosto de melhor local
para seu desenvolvimento intelectual. Este projeto, assim idealizado e executado, passou,
posteriormente, a servir como arquétipo de Biblioteca para a UNESP. Atualmente 06 campi
da UNESP construíram bibliotecas a partir deste projeto.

Eixo temático: Arquitetura de Biblioteca Universitária

Introdução

Em 30 de Agosto de 1991 inaugurou-se a “Biblioteca Professor Paulo de Carvalho Mattos, da
Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, Campus de Botucatu, Fazenda Experimental
Lageado.
A construção dessa Biblioteca deve-se ao envolvimento de uma equipe multidisciplinar, em
que cada membro preocupou-se em colocar no projeto, o melhor de sua contribuição.
Assim, este trabalho apresentará a experiência do que foi o projeto dessa Biblioteca, das
primeiras idéias à inauguração, a utilização dos seus espaços durante esses oito anos, uma
breve avaliação no que se refere aos padrões oferecidos pela literatura e os reais e por fim,
como este projeto tornou-se partido arquitetônico de Biblioteca para a Rede de Bibliotecas da
UNESP.

O planejamento, o projeto e o envolvimento da equipe
Pelo levantamento que realizamos, observamos que vários movimentos e esforços
convergiam, em um mesmo tempo, para a construção da Biblioteca do Lageado.

2

�A participação da direção da Unidade Universitária, era no sentido de criar espaços e
estruturas centralizados de forma a permitir uma vida universitária mais intensa. Foi então
definida e construída a Central de Salas e, em seguida, a Biblioteca do Lageado, indicada
como primeira prioridade numa pesquisa feita junto aos alunos e professores.
Na sequência, ilustramos a idéia de projeto de Biblioteca, naquela ocasião, onde colocamos as
palavras do então diretor da Unidade: “ O

processo de elaboração de um projeto de

biblioteca, quando se iniciou o da Biblioteca do Lageado era, geralmente, de contratação de
um arquiteto, que visitava antigas e famosas bibliotecas, na busca de um arquetipo,
prevalecendo a visão “romântica” com altíssimas estantes e bibliotecárias subindo em escadas
móveis para a busca de livros solicitados e mesas dispostas de forma a permitir que as
bibliotecárias tivessem a visão dos usuários e impusessem o silêncio necessário, com apenas o
dedo indicador em riste sobre os lábios, garantindo a leitura e a meditação
individual.”(Pinheiro, 1998).
Com o objetivo exatamente de fugir desse modelo predominante é que a direção da Unidade
constituiu um grupo de trabalho multidisciplinar, com

a participação de bibliotecárias,

arquiteto, engenheiros de diversas formações, docentes e alunos. Com a coordenação dessa
diretoria, o grupo discutiu idéias e propostas, elaborou anteprojeto, reformulou-os e após
muitas reuniões, chegou-se à proposta final da Biblioteca.
Coube também, à direção da Unidade, sensibilizar e convencer a Reitoria da Universidade por
esse projeto, que o encampou sem restrições.
Secretamente, o arquétipo de bibliotecas

para a Direção da Faculdade de Ciências

Agronômicas era a Main Library, do Campus de Berkeley, da Universidade da Califórnia, não
no aspecto arquitetônico mas como “local principal da vida univesitária, onde as pessoas
iriam em busca do conhecimento, tendo ali um ambiente próprio para a reflexão individual e
coletiva, num verdadeiro trabalho de desenvolvimento intelectual”. (Pinheiro, 1998).

3

�Secreto, porque não se desejava influenciar a visão e o ideal de cada membro do grupo.
Assim, o papel da diretoria foi o de mediar/conduzir o grupo de trabalho com os diferentes
especialistas, sempre buscando que reuniões e idéias resultassem em produtos que eram
novamente objetos de reflexão e assim, caminhando para as conclusões do projeto.

Do envolvimento das bibliotecárias
A Unesp de Botucatu, possui uma biblioteca no Distrito de Rubião Júnior, atendendo aí
cursos de três Unidades Universitárias: Instituto de Biociências, Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia e Faculdade de Medicina.
A 12 Km aproximadamente, está outra Unidade Universitária do Campus de Botucatu, a
Faculdade de Ciências Agronômicas, localizada na Fazenda Experimental Lageado.
Para elaborar o projeto da Biblioteca do Lageado, foram convidadas as bibliotecárias do
Campus de Rubião Júnior.
Nesse mesmo período, a Biblioteca Central da Unesp em Marília, realizava o Projeto PADCT
– “Metodologia para a promoção do uso da informação em Ciência e Tecnologia”,
ministrando 08 cursos em diferentes Unidades da Unesp em todo o Estado de São Paulo. Em
Botucatu, o curso oferecido foi “Condições Ambientais/Layout/ Sinalização”, no período de
06 a 10/06 de 1998. Por uma semana, as bibliotecárias do Campus de Rubião Júnior e
diversas bibliotecárias de outras Unidades da Unesp reuniram-se, sob a coordenação das
professoras Nice de Menezes Figueiredo e Regina Montenegro. Como resultado desse curso,
foi elaborado um projeto de biblioteca, o mais adequado possível, inclusive com mobiliário e
sinalização definidos.
Esse projeto, concebido assim, como produto desse final de curso, serviu de semente para o
que seria o projeto a Biblioteca do Lageado.

4

�A participação de engenheiros de diversas formações e do arquiteto
Engenheiro Civil, Professor do Departamento de Engenharia Rural da Unidade, participou
fundamentalmente no estabelecimento do Plano Diretor da Fazenda Experimental Lageado,
um pouco antes da construção da Biblioteca.
A idéia foi construir a Biblioteca numa área central para onde a comunidade universitária
estaria se dirigindo, próxima a avenida principal que corta a Fazenda e, sobretudo, adotar um
estilo arquitetônico diferente do que vinha sendo praticado.
Até então, as construções (departamentos, laboratórios, salas de aula) eram construídos com
estilo modesto sem grande importância arquitetônica, em arcos ou como grandes barracões.
Decisivamente é quebrado esse estilo e, depois da Central de Sala de Aulas, do Prédio da
Diretoria da Faculdade de Ciências Agronômicas, surge então a Biblioteca com características
arquitetônicas semelhantes entendendo, inclusive, que esse partido arquitetônico mais
contemporâneo daria uma visão mais adequada ao Campus, engrandecendo-o.
Além desse marco que foi a ruptura com a arquitetura existente, considerou-se também o
conforto térmico, um local com possibilidade de ampliação, a paisagem maravilhosa que
rodeia a mesma, e por isso a decisão de utilizar vidros. Para solução da luz externa em
excesso, utilizou-se de brises, plantou-se sibipirunas ao longo do fundo do prédio, que
cresceram rapidamente e climatizaram as salas de estudos dessa área. Mais tarde, com o
aumento significativo da rede de equipamentos de informática e a necessidade de protegê-los,
tanto do sol quanto por aspectos de segurança, a Biblioteca recebeu persianas de juta em todos
os espaços considerados necessários.
Por fim, a inserção do projeto da Biblioteca no Plano Diretor da Fazenda Experimental
Lageado, a adoção de um partido arquitetônico contemporâneo preparou para o futuro, não só
a Biblioteca mas também a Faculdade de Ciências Agronômicas com suas novas edificações.

5

�Talvez, o mais interessante na Fazenda, é a possibilidade de observar a nova e a antiga forma
de contruir, além, é claro, das edificações mais remotas, do tempo em que tudo por aqui era
mesmo Fazenda de Café, grandes terreiros, tulhas, moinhos ....
O arquiteto, que teve participação marcante, é da própria Unesp e “sempre soube ouvir”,
conforme nos relatou o diretor da época. Ele preocupou-se, sobretudo, que a Biblioteca
permitisse integração dos ambientes entre todas as pessoas: funcionários, alunos e
professores. Os espaços democraticamente para todos sem barreiras. O edifício todo num
mesmo plano. O livre acesso à informação era a concepção de ideal. A qualidade dos espaços,
dos materiais, do mobiliário deveria ser o diferenciador.
A preocupação com o conforto ambiental e arquitetura mais moderna foram marcantes no
projeto.
Recomendações Utilizadas
Não se pretendeu-se elaborar uma lista de qualidades da Biblioteca do Lageado, mas é
importante mencionar as principais recomendações utilizadas de Borges (1981), síntese do
Simpósio sobre Arquitetura de Bibliotecas Universitárias:
-

“Total participação de bibliotecários na formulação do projeto arquitetônico”;

-

“Previsão de elementos externos junto às janelas, tais como: jardins fechados, jardineiras,
etc. a fim de evitar o desvio de material bibliográfico. Não se recomenda o uso de grades
ou telas”;

-

“Previsão de um sistema estrutural que permita expansão e flexibilidade para instalações a
posteriori”;

-

“Aproveitamento da luz natural nas áreas próximas às janelas, adotando instalações
elétricas que permita acender a luz apenas nas partes centrais do salão, que recebem
menos luz natural”;

6

�Outros indicativos utilizados da literatura especializada:
- Equipe multidisciplinar da comunidade local para elaboração do Projeto:
Mosqueira (1981) em seu trabalho como coordenador do Simpósio sobre Arquiteturas de
Bibliotecas Universitárias, defende que uma biblioteca, tem que estar culturalmente
comprometida com a população que a utiliza ..... Acreditamos que ela deve incorporar os
costumes, os hábitos, o folclore e os elementos construtivos e decorativos proóprios da cultura
local.
Borges (1981) ainda sobre esta questão, coloca como recomendação a “consideração da
cultura local como elemento condicionante em todo o processo de projetamento visando uma
biblioteca comprometida com seus valores, tanto em sua organização funcional quanto em
seus aspectos arquitetônicos”.
Nessa linha, acredita-se que grande parte do êxito do projeto da Biblioteca do Lageado devese à participação efetiva da equipe multidisciplinar responsável pelo projeto ser da própria
comunidade: a diretoria da Unidade, as bibliotecárias do Campus, os engenheiros e os
arquitetos da própria Unesp. A Biblioteca que a Equipe pretendia para o Lageado, parece-nos,
sensibilizou-os a ponto de cada um tomar para si, o gosto em responsabilizar-se pelo trabalho
e incutir ali suas melhores contribuições.

-

Controle de ruídos:

Figueiredo (1983) citando Mason, afirma que “deveria ser incluido na prática bibliotecária,
programar no sistema de ventilação um fundo ambiental de sons suaves para disfarçar ruídos
de movimento, zumbidos provenientes das instalações e das conversões baixas, coisas que
ocorrem numa biblioteca.” Esse problema na Biblioteca do Lageado foi resolvido com o som
do chafariz do jardim interno que, ligado, pode ser ouvido de todas as áreas da Biblioteca.

7

�Além desse aspecto, funciona como um atrativo, já que, localizado no centro do prédio,
confere uma agradável aparência.

Os espaços
A Biblioteca do Lageado ocupa uma área de 1251m2, com um acervo de

92.942

volumes.
Tem capacidade para acomodar 329 usuários sentados, instalados em 17 salas de estudo e
mesas que se encontram nos salões.
A biblioteca foi projetada para conter coleções de livros, periódicos, teses, relatórios de
estágio e obras de referência; bancadas com microcomputadores para acesso às múltiplas
fontes de informação; espaço cultural; espaço para o trabalho dos funcionários; acomodação
para os usuários; anfiteatro; depósito; sala de reprografia e sala para assistir vídeos técnicos.
A ocupação desse espaço é da seguinte forma:

Área central
-

Hall de entrada com um telefone público;

-

Salão onde são realizadas atividades culturais, leituras de jornais diários e revistas de
interesse geral, exibição de filmes de interesse das áreas e ainda local informal para o
“bate-papo” dos usuários. Possui entrada independente e acesso interno possibilitando o
isolamento, quando necessário, do corpo da biblioteca;

-

Sanitários feminino e masculino para os usuários;

-

Guarda-volumes contendo 120 escaninhos fechados com chave;

-

Bebedouro;

-

Recepção equipada com sensor eletrônico que auxilia no controle de entrada e saída do
material bibliográfico;

8

�-

Balcão de circulação e informações;

-

Expositor de periódicos, recebidos durante a semana;

-

Expositor de novos livros e teses, que permanecem por um determinado período;

-

Expositor para materiais bibliográficos diversos, recebidos por doação e ainda não
patrimoniados pela biblioteca;

-

Sala para reprodução de documentos (fotocópia);

-

Catálogos de livros e periódicos;

-

Micros para pesquisa do acervo de periódicos, acesso a bases de dados e Internet;

-

Sala para serviço da comutação;

-

No salão principal trabalham duas bibliotecárias da seção de referência, no atendimento
aos usuários e suporte aos técnicos que atuam nessa seção.

Área para leitura e acervo
-

Salão principal onde estão as estantes com os periódicos ordenados pelo número de
tombo, mesas para estudo e microcomputadores;

-

Salão para os livros e teses, com mesas para estudo e microcomputadores;

-

Salão de referência, com mesas para estudo e microcomputadores para acesso às bases de
dados e Internet;

-

O salão de referência possui um espaço com estantes e equipamentos especializados para
a documentação histórica e arquivística (1934-1972) referente ao acervo do “Museu do
Café”;

-

Todo acervo é de livre acesso;

-

Doze salas de estudo, com capacidade para quatro pessoas, contendo um
microcomputador e ponto de rede em cada uma;

-

Seis salas de estudo para pós-graduação, com capacidade para duas pessoas cada uma;

9

�-

Duas salas destinadas ao trabalho em grupo, com capacidade para oito pessoas cada uma;

-

Uma sala para exibição de fitas de vídeo, com capacidade para dez pessoas;

-

Jardim interno, localizado no centro do prédio, com chafariz e oito mesas de estudo, com
capacidade para quatro pessoas cada uma.

Área administrativa e serviços técnicos
-

Sala para a Diretoria conjugada com a sala de reuniões;

-

Sala para a secretaria;

-

Duas salas para a STATI – Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação. Em
uma delas encontra-se a supervisora e são feitas a seleção e aquisição de livros, preparo
dos periódicos, seleção de todo material que chega à biblioteca por doação, tratamento das
teses e serviços administrativos de toda seção. Em outra sala são feitas a classificação,
catalogação de livros e tratamento técnico de outros materiais bibliográficos;

-

Uma sala ocupada por uma historiadora que processa todo o acervo do “Museu do Café”,
equipada com microcomputador e ponto de rede;

-

Um depósito para armazenamento do material doado já selecionado e aguardando para
entrar no acervo, duplicatas que são oferecidas para as bibliotecas da rede e outras
bibliotecas afins, jornais que são armazenados por um período de três meses e após
descartados, periódicos de baixa demanda que está armazenado aí para liberar espaço no
salão para coleções correntes, arquivo inativo, reparos e preparos para encadernação e
recebimento dos materiais que chegam à biblioteca.

10

�Áreas gerais
-

Anfiteatro, com entrada independente e acesso interno possibilitando o isolamento,
quando necessário, do corpo da biblioteca. Tem capacidade para acomodar 42 pessoas
sentadas. Possui uma lousa, tela para projeção, televisão e vídeo com recepção, através de
uma antena parabólica, principalmente de canais que transmitem programação rural;

-

Copa para os funcionários;

-

Sanitários feminino e masculino para os funcionários;

-

Lavanderia para uso da limpeza geral.

11

�Biblioteca do Lageado: partido arquitetônico
para a Rede de Bibliotecas da Unesp
Questionados, os membros daquela equipe multidisciplinar responsável pelo projeto,
afirmaram que não foi planejado um projeto para tornar-se modelo para as Bibliotecas da
Unesp.
Em nossas observações, notamos que não existia até então, prédios projetados para
bibliotecas, na Unesp.
Ocorreu, acreditamos, um empenho tal para que o trabalho tivesse êxito, que em seguida, à
inauguração, demais unidades da Unesp começaram a investir também nesse projeto.
Assim, atualmente, 5 outros Campi da Unesp já possuem bibliotecas com o mesmo projeto
desta do Lageado: São José do Rio Preto, Ilha Solteira, Araraquara – Faculdade de Ciências e
Letras, Rio Claro, Araçatuba e Guaratinguetá.
São necessários dois registros finais:
o gosto e cuidado que o usuário tem para com a Biblioteca do Lageado, que se reflete na
relação positiva Biblioteca-Usuário e, para utilizar-nos das palavras do arquiteto Luiz
Fernando Alcântara:
“não só o prédio, são as pessoas que dão alma ao ambiente”...

12

�Agradecimentos
Aparecida Regina Denadai da Silva-Bibliotecária
Elza Numata – Bibliotecária
Flávio Abranches Pinheiro – Ex-Diretor da Faculdade de Ciências Agronômicas
Luiz Antonio Targa – Engenheiro Civil
Luiz Fernando Alcântara - Arquiteto

Referências bibliográficas

BORGES, Stella Maris. Síntese do simpósio sobre arquitetura de bibliotecas universitárias.
In: SIMPÓSIO SOBRE ARQUITETURA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 2, Brasília, 1981.
Anais ... Brasília: Capes, 1981. p.129-131

FIGUEIREDO, Nice Menezes. Edifícios de bibliotecas: diretrizes e planejamento. Recife:
Associação Brasileira do Ensino de Biblioteconomia e Documentação, 1983. 40p.

MOSQUEIRA, Cláudio Mafra. Aspectos do planejamanento e construção de Bibliotecas
universitárias no Brasil. In: SIMPÓSIO SOBRE ARQUITETURA DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 2, Brasília, 1981. Anais ... Brasília: Capes, 1981. p.97-105

PINHEIRO, Flávio Abranches, Reminiscências após sete anos. Tome Nota, n.2, p.2,
ago.1998. Edição especial.

13

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                <text>Em agosto de 1991 inaugurou-se a Biblioteca Prof. Paulo de Carvalho Mattos da Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Campus de Botucatu (Biblioteca do Lageado), tendo sido concebida desde o início para o perfeito funcionamento de uma biblioteca. Naquela ocasião, a construção da Biblioteca foi eleita através de uma pesquisa como primeira prioridade dentro da criação de novos espaços e estruturas do Campus de Botucatu. O modelo inspirador foi a Biblioteca Central do Campus de Berkeley da Universidade da California, utilizando não sua concepção arquitetônica mas o local onde a busca do conhecimento e a liberdade de idéias aproximavam do ideal da universidade. Para projetar a Biblioteca, constituiu-se um grupo de trabalho multidisciplinar, com participação de bibliotecários, arquiteto, engenheiros, docentes e alunos. Toda a comunidade local participou desta etapa. O projeto, além de contemplar locais para guarda e exposição do acervo, criou uma diversidade de ambientes como salas para consulta, estudo e reflexão individual e coletivo, as tradicionais mesas de biblioteca, ambiente interno com jardim e chafariz, sala para consulta informatizada, sala de preservação da memória local (Biblioteca do Café), anfiteatro para orientação de uso dos serviços e produtos oferecidos pela Biblioteca. Criou-se ambientes onde os usuários tivessem opções na escolha, conforme o tipo de atividade, concepção e gosto de melhor local para seu desenvolvimento intelectual. Este projeto, assim idealizado e executado, passou, posteriormente, a servir como arquétipo de Biblioteca para a UNESP. Atualmente 06 campi da UNESP construíram bibliotecas a partir deste projeto.</text>
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                    <text>PAINEL
Relação Biblioteca Universitária e Usuários no século XXI
Mario Guido Barité Roqueta
•
Professor da Escuela Universitaria de Bibliotecología,
Universidad de la República – Montevidéu, Uruguai
Resumo:
Las bibliotecas universitarias son, peculiarmente,
especializadas por su temática, pero generales respecto a la
tipología documental que converge en ellas. La
heterogeneidad de sus usuarios (distribuidos entre docentes,
estudiantes, investigadores y graduados) con necesidades,
especificaciones y niveles de discurso distintos, ha provocado
tradicionalmente un problema de gestión. Los cambios en el
comportamiento de un usuario universitario medio por causa
del caudal de información disponible por vía electrónica, la
nueva dinámica de los colegios invisibles, la
desinstitucionalización del acceso a documentos, la misma
crisis que atraviesa la universidad latinoamericana, inciden en
un proceso de depreciación académica de estas bibliotecas.
Se describe la realidad uruguaya a este respecto, concentrando el enfoque en el modelo descentralizado de la Universidad
de la República, con sus fortalezas y debilidades. Se sugieren
criterios generales para un modelo de reconversión de cara a
usuarios interactivos, de modo de fortalecer el rol mediador de
las bibliotecas universitarias en los procesos de enseñanza/
aprendizaje y de apoyo a la investigación y a la generación de
nuevo conocimiento.

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�PAINEL
Relação Biblioteca Universitária e Usuários no século XXI
Alckmar Santos
•
Professor do Departamento de Língua e Literatura
Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC
Resumo:
A passagem de textos originalmente destinados ao suporte
impresso para o meio eletrônico configura a emergência de um
novo paradigma na leitura de textos, chamando a atenção,
sobretudo para a utilização intensiva e extensiva de ferramentas informatizadas no armazenamento, na manipulação e na
leitura desses textos. A título de exemplo, pode-se discutir a
experiência de alguns bancos de textos literários (especificamente o do projeto Literatura Brasileira em Meio Eletrônico),
que vem participando da construção de uma nova textualidade.
Em resumo, os bancos de dados eletrônicos devem ser pensado, a partir das duas pontas desse processo (os responsáveis
pela construção dos bancos de textos e seus usuários finais),
que devem articular-se de uma maneira diferente daquela que,
até aqui, foi regra e uso no armazenamento, na utilização e na
transmissão dos textos impressos.
Álvaro Prata
•
Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Resumo:
A ser disponibilizado posteriormente na Internet.
2 de 2

�</text>
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Documentação&#13;
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                    <text>PAINEL
O Profissional da Informação para as Bibliotecas
Universitárias do Próximo Século
Israel Nuñez Paula
•
Professor da Universidad de la Habana - Cuba
•
Responsável na Universidad de La Habana, pela Red
Internacional de Ingenieria de la Formacion Aplicada al
Desarrollo Local - RIIFADEL
•
Consultor para Assuntos Curriculares e Sistemas de Informação em várias universidades da América Latina

Resumo:
Lo especifico en la funcion de las Bibliotecas
Universitarias
La Gestion del Aprendizaje en la organizacion como
funcion de los sistemas bibliotecarios y de informacion.
Caracteristicas diferenciales de los servicios bajo el
concepto de Gestion del Aprendizaje.
Cualidades de los profesionales de la informacion para
asumir su nueva funcion
Estrategias para el aprendizaje de los propios
profesionales de la informacion

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�PAINEL
O Profissional da Informação para as Bibliotecas
Universitárias do Próximo Século
Michel Menou
•
Professor da City University, Londres - GB
Resumo:

Desde o momento em que humanidade passou da gravação
das pedras para a gravação em argila para registrar informações, cada mudança tecnológica vem com uma onda de predições contraditórias a respeito das mudanças radicais que isto
vai, ou não, gerar. A chegada da chamada era da informação,
agora ultrapassada pela era do conhecimento, aumentou dramaticamente esta tendência.
Redes de computadores onipresentes ligam o mundo todo.
Afirma-se que eles tem revolucionado todo o processo de criação, registro, difusão e uso do conhecimento tornando quase
obsoletas, as formas “tradicionais” de trabalhar dos profissionais da informação. Não há duvida que a “tecnologia moderna
da informação” trouxe capacidades sem precedentes para
manejar e transmitir informações. Do ponto de vista das bibliotecas universitárias, podemos destacar, entre outros aspectos:
•
O surgimento de novos tipos de documentos
•
A transformação da editoração formal
•
A proliferação de novas formas de publicação individuais
•
A reconstrução dos sistemas de educação e aprendizagem
•
O surgimento de um grupo de aprendizes independentes,
muitos deles residentes em locais remotos
•
A “mercadorização” de todos os tipos de informação
2 de 5

�PAINEL
O Profissional da Informação para as Bibliotecas
Universitárias do Próximo Século
•
•

A constante redução da informação pública
A proliferação dos direitos de propriedade sobre todos os
tipos de informação
•
O aumento das pressões econômicas
•
Os riscos de segurança apresentados pela midia eletrônica, entre outros.
No entanto, podemos duvidar que a tecnologia da informação
tornaria os seres humanos, especialmente os trabalhadores do
conhecimento, em auxiliares das máquinas, como fez, até um
certo ponto, com os operários. Isto poderia acontecer em relação a informação. Duvido que o mesmo possa acontecer o
mesmo com o conhecimento. Na realidade, o conhecimento
fica incorporado ao ser humano. A diferença tão frequentemente esquecida entre informação e conhecimento é a incorporação deste na persona, com suas racionalidades. imediatas e
variáveis, com suas dimensões históricas, filosóficas, religiosas, sociais, culturais, emocionais e circunstanciais. O conhecimento é, por outro lado, a própria essência da universidade.
Os bibliotecários universitarios precisarão fazer um esforço
considerável para acompanhar as mudanças das tecnologias
que continuarão se desenvolvendo. Além disso, eles precisarão adaptar-se a novos papeis de facilitadores e consultores
técnicos num ambiente onde o ciclo do conhecimento estará
cada vez mais distribuido entre muitos participantes. Além
disso, as funções de produção interna de documentos ultrapassarão as de provimento de documentos externos. Estas
condições tem consequências importantes não apenas para a
educação básica dos bibliotecários universitários mas também,
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�PAINEL
O Profissional da Informação para as Bibliotecas
Universitárias do Próximo Século
para sua educação continuada. Esta forma de educação tem
sido descuidada em muitos países como consequência das
limitações financeiras, dos cortes orçamentarios e da alta do
custo da aquisição de documentos.
Seria insensato considerar que assegurar um bom domínio da
tecnologia da informação e das técnicas de informação é a
chave para um desenvolvimento profissional bem sucedido. O
elemento mais importante, são as pessoas. A qualidade das
pessoas encarregadas das bibliotecas universitárias e a qualidade das pessoas que elas servem é o que faz a diferença.
Deste ponto de vista muitos sistemas educativos mostram
grandes deficiências. A educação é abandonada em favor da
aquisição de conhecimentos. A personalidade e a integração
social são esquecidas. Até o momento pouco foi feito para
construir uma verdadeira cultura da informação em todos os
niveis das profissões. Menos ainda tem sido feito para atrair
nas profissões da informação pessoas novas com espirito
emprendedor e inovador, e para cultivar tais talentos.

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�PAINEL
O Profissional da Informação para as Bibliotecas
Universitárias do Próximo Século
Kira Tarapanoff
•
Professora do Departamento de Ciência da Informação e
Documentação da Universidade de Brasília - UnB

Resumo:
A sociedade pós-industrial com suas características, entre elas
a globalização e as novas tecnologias, têm propiciado novas
oportunidades para o profissional da informação e, naturalmente, para o bibliotecário das bibliotecas universitárias. Debatem-se os conceitos social e econômico da informação. Discutem-se os papéis sociais do bibliotecário: o de recuperador,
preservador e disseminador da memória e do conhecimento; e
o de facilitador do acesso à informação, centrado nas necessidades informacionais individualizadas. Colocam-se novas possibilidades de prestação de serviços informacionais. Conclui-se
que a essência das ciências que sustentam a sua profissão, a
Biblioteconomia e a Ciência da Informação e o seu objeto de
trabalho – o ciclo informacional, não foi mudada, embora tenha
sido ampliada a sua abrangência, dinamizada a sua atuação, e
até mudado o seu foco principal.

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                    <text>PAINEL
Gestão de Bibliotecas Universitárias,
Compartilhamento e Consórcios
Rosaly Krzyanovsky
• Diretora Técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - USP
• Coordenadora Executiva do Programa Biblioteca Virtual –
ProBE/FAPESP

Resumo:
Propõe relatar experiência obtida na construção do Programa
de Biblioteca Eletrônica – ProBE, que inicialmente reuniu em
convênio as instituições universitárias USP, UNICAMP, UNESP,
UFSCar, UNIFESP/BIREME/OPAS/OMS com apoio FAPESP.
Comenta implicações quanto à gestão da informação no tocante
à procedimentos para seleção de títulos, negociações
interinstitucionais e com editores científicos com vistas à formação de Consórcio, licença de uso de textos completos online,
elaboração de contratos, treinamento do usuário final, avaliação
de uso. Visão do compartilhamento, racionalização na aquisição
de periódicos e custos/benefícios do Programa são ainda analisados, nesse contexto de real utilização da tecnologia disponível e de mudanças culturais.

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�PAINEL
Gestão de Bibliotecas Universitárias,
Compartilhamento e Consórcios
Ramiro Jordan
· Diretor Executivo do Ibero-American Science and Technology
Education
Consortium – ISTEC
· Professor da University of New Mexico, Albuquerque, NM USA

Resumo:
A ser disponibilizado posteriormente pela Internet.

2 de 3

�PAINEL
Gestão de Bibliotecas Universitárias,
Compartilhamento e Consórcios
Maria Luiza Arenas Franco
· Diretora do Sistema de Bibliotecas de la Pontificia Universidad
Católica de Chile - SIBUC
Resumo:
Se presentan los primeros resultados de un estudio comparativo
(benchmarking) iniciado por el Sistema de Bibliotecas de la
Pontificia Universidad Católica de Chile (SIBUC) en conjunto con
el Departamento de Ingeniería Industrial y de Sistemas de esta
misma Universidad.
Su objetivo es el establecimiento de índices para bibliotecas
universitarias, que les permitan a través del tiempo compararse
e identificar su posición relativa respecto a otras instituciones
pares en el ámbito nacional, latinoamericano e internacional. Para
ello, se contó con la colaboración en Chile de 4 de sus principales
universidades, en Latinoamérica de dos universidades de
prestigio, y de Estados Unidos se obtuvo datos a través de Internet
de cinco de sus mejores universidades según ranking establecido
por la U.S. News.
El estudio arrojó un conjunto de 21 índices elaborados sobre la
base de datos del año 1997 de dichas instituciones, en lo que
dice relación a 3 áreas fundamentales: Presupuesto, Eficiencia
y Escala de Servicios. En base a estos índices comunes,
cada institución está en condiciones de evaluar su propio
posicionamiento estratégico, y tomar acciones para mejorar
sus aspectos débiles y mantener sus fortalezas. Finalmente
se indica cual será la estrategia de la Pontificia Universidad
Católica de Chile respecto a la utilización de estos índices.
3 de 3

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                    <text>PAINEL
Estruturas de Redes de Informação Lideradas
por Bibliotecas Universitárias
Isidro Fernandez Aballi
• Conselheiro Regional para América Latina e Caribe da Divisão de Informação e Informática da UNESCO
Resumo:
A ser disponibilizado posteriormente pela Internet.

Johann van Reenen
• Diretor da Centennial Science &amp; Engineering Library, University
of New Mexico, Albuquerque, N.M. - USA
• Diretor da Library Linkages - Ibero-American Science &amp;
Technology Education Consortium – ISTEC
Resumo:
A ser disponibilizado posteriormente pela Internet.

1 de 2

�PAINEL
Estruturas de Redes de Informação Lideradas
por Bibliotecas Universitárias
Maria Carmem Romcy Carvalho
· Tecnologista Senior do Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia – IBICT
· Coordenadora das ações do IBICT para Informação
Tecnológica

Resumo:
Este trabalho apoia-se em resultados de pesquisa conduzida
com o objetivo de analisar as condições que propiciam a atuação de provedores de informação em Química e Engenharia
Química (QEQ) conforme o novo modelo de prestação de serviços de informação, baseado no compartilhamento de recursos e
o acesso à informação. Os fatores contextuais e paradigmáticos
que afetam o compartilhamento de recursos e o acesso à informação foram identificados na literatura e em estudo conduzido
no Reino Unido e analisados em sete redes de informação científica e tecnológica (ICT) e 25 bibliotecas universitárias e
especializadas, no Brasil.

2 de 2

�</text>
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                    <text>PAINEL
Direitos Autorais nas Bibliotecas Virtuais
Alexandre Pessoa L. Cintra
• Professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
• Consultor jurídico na área de Propriedade Intelectual e Direito Autoral
• Procurador-Geral do Conselho de Minerva da Universidade
Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
Resumo:
A ser disponibilizado posteriormente na Internet.

Omer Pohlmann Filho
•
Coordenador Executivo do Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial INMETRO-RS
•
Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS
Resumo:
Apresentação do Projeto Campus Global da PUC/RS e das suas
linhas de pesquisa, relacionando-as ao contexto da Universidade Virtual da PUC/RS.
Apresentação do Laboratório de Bibliotecas Digitais da PUC/RS.
Discussão dos principais problemas envolvidos na criação de

1 de 2

�PAINEL
Direitos Autorais nas Bibliotecas Virtuais
um acervo digital, dentre os quais a troca de paradigma:
adquirir X disponibilizar e o direito autoral.
Caracterização dos contextos público e restrito e apresentação
das pesquisas que estão sendo conduzidas no Laboratório de
Bibliotecas Digitais da PUC/RS, visando a criação de soluções
distintas para criação de acervo digital em cada um destes ambientes.
Apresentação das linhas de pesquisa do Laboratório de Bibliotecas Digitais da PUC/RS:
• Responsabilidade da publicação digital garantida em sistemática realizada em três momentos:
• Cadastramento de possível autor
• Solicitação de inclusão de documento
• Confirmação de inclusão de documento
• Hipercontratos
• Sistemática de disponibilização de documento
• Interfaces para Bibliotecas Digitais
• Sistemática de empréstimo e devolução de documentos digitais (SEOD)

2 de 2

�</text>
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                    <text>PAINEL
A Tecnologia da Informação e as Bibliotecas
Universitárias no Século XXI
Dan C. Hazen
•
Bibliotecário da Biblioteca para a América Latina, Espanha
e Portugal, da Harvard University, Cambridge - USA

Resumo:
A ser disponibilizado posteriormente pela Internet.

Abel L. Packer
•
Diretor do Centro Latino Americano e do Caribe de Informações de Ciências da Saúde - BIREME -

Resumo:
A Internet aprimora a Biblioteca Universitária ao fazê-la parte
integrante de redes universais de fontes de informação científico-técnica. Em rede, a Biblioteca tende a maximizar e ampliar a
sua capacidade de atenção às necessidades de informação dos
seus usuários locais e remotos. No entanto, a operação em rede
exige mudanças para possibilitar uma combinação ideal entre
“posse de” e “acesso a” fontes de informação.

1 de 2

�PAINEL
A Tecnologia da Informação e as Bibliotecas
Universitárias no Século XXI
Estela Morales Campos
•
Pesquisadora do Centro Universitário de Investigaciones
Bibliotecologicas – Universidad Nacional Autonoma de Mexico

Resumo:
La sociedad de la información convierte a ésta en el eje
económica, y tiene como motor la tecnología, que le da características de oferta, acceso y uso de la información diferentes a
otras épocas, se enriquecen tanto en calidad como en cantidad.
Al mismo tiempo la producción de la información si potencia y
provoca un incremento impresionante no sólo en el volumen,
sino también en nuevas modalidades de productos tanto en formatos como en contenidos. Las actitudes de los usuarios de
información cambian ante los medios informativos y si ven influenciados por valores como urgencia, inmediatez, oportunidad,
superficialidad, autosuficiencia poca reflexión, diversidad y
pluralidad.
La biblioteca y los bibliotecarios si convierten en agentes de cambio que previamente tienen que abisorber el cambio de la
sociedad tanto para servir a sus usuarios como para ser parte
de la propia sociedad de la información.
La biblioteca también cambia al modificar sus funciones, sus
servicios y aún sus aspectos físicos. Estas modificaciones se
incorporan a partir de la tecnología disponible, de las actitudes,
necesidades y gustos de usuarios.

2 de 2

�</text>
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                    <text>PAINEL
Projeto Político de Bibliotecas Universitárias
Brasileiras para o Século XXI
José Rincon Ferreira
•
Diretor de Departamento de Articulação Tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Resumo:
A ser disponibilizado posteriormente pela Internet.

Mariza Russo
•
Diretora do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal
do Rio de Janeiro - UFRJ
Resumo:
Apresentação do desenvolvimento e formação do
Compartilhamento entre Bibliotecas no Estado do Rio de Janeiro, o qual é constituído de um grupo de bibliotecas afiliadas de
Intituições Públicas e Privadas e Instituições de Ensino e Pesquisa.
São delineados os objetivos e finalidades do Compartilhamento,
bem como os direitos e deveres das instituições afiliadas, a forma de gerência e dos relacionamentos.
Estão sendo estudados os perfis das instituições afiliadas com
vistas ao desenvolvimento de um plano estratégico para a captação de recursos formais e informais.
O pioneirismo desse projeto é a principal característica do
Compartilhamento, diferente de parcerias anteriormente criadas.
Entre os objetivos principais podemos citar: promover o intercâmbio no uso do acervo das bibliotecas através da abertura
1 de 2

�PAINEL
Projeto Político de Bibliotecas Universitárias
Brasileiras para o Século XXI
das instalações aos clientes credenciados; promover o intercâmbio do conhecimento científico, acadêmico e tecnológico entre
as bibliotecas; estabelecer relações com organizações e entidades, nacionais e internacionais, que possam fornecer recursos.
Partindo do princípio que quem passa a trabalhar em conjunto
deve ter como meta principal o desprendimento, que pressupõe
o respeito às instituições – quer sejam públicas, quer privadas , a criação de um Compartilhamento de bibliotecas servirá para
facilitar o enriquecimento dos acervos da IES, os quais, muitas
vezes, por si só, não conseguem atingir a excelência na qualidade de seus conteúdos.
O projeto está sendo apresentado de forma parcial, uma vez
que cada fase deverá servir de subsídio e experiência para trilhar as novas fases que levarão à concretização da verdadeira
idéia do Compartilhamento de bibliotecas.
São apresentados os parâmetros da implantação da fase inicial
com relação aos acervos, instalações, equipamentos e aos processos a serem adotados.

Abigail de Oliveira Carvalho
•
Consultora do CNPq, CAPES, FAPERJ, PADCT, STI/MIC
Resumo:
Inserção da Biblioteca na Universidade. A importância dos serviços da Biblioteca para o cumprimento da missão da Universidade. Aspectos relevantes na formação do bibliotecário para o
desempenho da atividade profissional.
2 de 2

�</text>
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                    <text>CONFERÊNCIA
Um Cenário da Biblioteca Universitária Brasileira no ano
2020: Estrutura, Financiamento, Serviços e Públicos
Murilo Bastos da Cunha
•
Professor do Departamento de Ciência da Informação e
Documentação da Universidade de Brasília - UnB

Resumo:
As tecnologias da informação afetarão tanto as atividades
acadêmicas quanto a natureza do empreendimento em educação superior que, além de assimilar essas tecnologias, necessitará atender aos requisitos da globalização dos mercados e,
consequentemente, tais mudanças refletirão na biblioteca universitária. Entre outras, prenunciam-se mudanças estruturais
(ênfase no atendimento, terceirização dos outros serviços), no
financiamento (consórcios visando a redução de custos), nos
serviços (balcão de referência eletrônico, suporte a programas
de ensino a distância, agentes inteligentes), quanto aos públicos (o atendimento à demanda reprimida por ensino superior
implicará diversidade de clientela).

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acadêmicas quanto a natureza do empreendimento em educa-
ção superior que, além de assimilar essas tecnologias, neces-
sitará atender aos requisitos da globalização dos mercados e,

consequentemente, tais mudanças refletirão na biblioteca uni-
versitária. Entre outras, prenunciam-se mudanças estruturais

(ênfase no atendimento, terceirização dos outros serviços), no
financiamento (consórcios visando a redução de custos), nos
serviços (balcão de referência eletrônico, suporte a programas

de ensino a distância, agentes inteligentes), quanto aos públi-
cos (o atendimento à demanda reprimida por ensino superior

implicará diversidade de clientela).</text>
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                    <text>Novas Formas de Ensino
Universitário no Brasil Um Cenário Para o Ano
2020
Andréa Valéria Steil
Gerente de Processos
Laboratório de Ensino a Distância
Universidade Federal de Santa Catarina

�Apresentação
•
•
•
•

Mudanças Demográficas
Mudanças Tecnológicas
Impactos no Ensino Universitário
Proximidade física x comunicação e
colaboração
• Possibilidades/caminhos para o Ensino
Universitário
- Maior utilização da tecnologia nas
Universidades tradicionais
- Novo modelo para a educação superior
⇓
Universidades Virtualizadas

�Mudanças Demográficas
• Matrículas cursos superiores
(mundo):
1960: 13 milhões
1995: 82 milhões
• Matrículas cursos superiores Brasil:
1994 - 98 : 28% (7% ao ano)
1998: 9%

�Mudanças Demográficas
• Total alunos graduação:
1997: 1.945.000
1998: 2.125.000 + extensão e
pós-graduação = 2.700.000
2004: 3.000.000
• Idade média dos alunos - 25 anos
53% = ↑ 24 anos

�Mudanças Demográficas
cursos noturnos
• Instituições federais: 20,1%
particulares: 66,4%
estaduais:
46,1%
municipais:
73,7%

�Mudanças Tecnológicas
• 200 milhões de computadores em uso
no mundo
• taxa aumento anual: 20%
• Brasil - 9 milhões em 2002 (internet)
1999 - 6 milhões - declaração IR
1999 - 1,6 milhões - ass./provedores

�Impactos da mudança na
tecnologia no ensino
Mesma hora/mesmo local
Mesma hora/local diferente
- videoconferência
- chats
- eletronic boards
- audioconferências

�Impactos da mudança na
tecnologia no ensino
Hora diferente/mesmo local
- aulas online
- estações de trabalho
fóruns/listas de discussão

�Impactos da mudança na
tecnologia no ensino
Hora diferente/local diferente
- e-mail
- correio de voz
- FTP
- compart. de bases de dados

�Proximidade física x
Comunicação/colaboração

�O papel das Universidades
• Formar pessoas altamente qualificadas
• Educação superior que propicie a
aprendizagem permanente
• Promover, gerar e difundir
conhecimentos por meio da
investigação científica

�Possibilidades/caminhos
• Maior utilização da tecnologia nas
Universidades tradicionais
- e-mail
- Internet
- Laboratórios de
Informática
- Jogos/RPG
- Simulações
- Inteligência artificial
- Alunos presenciais → cursos online

�Possibilidades/caminhos
• Novo modelo para a Educação Superior
Instituições desatreladas de um
enraizamento espaço temporal

⇓
Universidades
Virtualizadas

�Virtualidade Institucional
(Venkatraman &amp; Henderson, 1998)

Interação Virtual
- 1º estágio
experiência remota de produtos e serviços
- 2º estágio
customização dinâmica
- 3º estágio
comunidades virtuais

�Educação a Distância x
Universidades Virtualizadas
LED - Laboratório de Ensino a Distância
- Formação de Professores
- Cursos de Especialização
- Cursos de Mestrado
- Grupos de Discussão e Colaboração
- Cursos de Formação Continuada

�Educação a Distância x
Universidades Virtualizadas
Princípios EAD/LED
- Referencial pedagógico
- Mídias integradas
- Tutoria
- Avaliação
- Inteligência Aplicada

�LED - Mestrado
• Programas de Mestrado a distância
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• Videoconferência (áudio e vídeo em
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(livros e artigos),
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presenciais.
• Tutoria
• Orient. Pedagógica

�Videoconferência

�LED - Programas Abertos
• Programas Abertos
• Cerca de 200.000 alunos desde
1995
• Teleconferência, material
impresso,
vídeo-aulas, Internet
• Tutoria
• Orientação Pedagógica

�Teleconferência
satélite

emissão

retorno

recepção

fone / fax / internet

estúdio de TV

empresa / escola

�Vídeo Aulas
satélite

emissão

correios

recepção

fitas / apostilas

estúdio de TV

empresa / escola

�LED - Especialização
• Programas de Especialização e
Capacitação
• 330 alunos em 23 Estados
• Internet,
workshops
presenciais,
material impresso
• Tutoria
• Orientação
Pedagógica

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                    <text>CONFERÊNCIA
Novas Formas de Ensino Universitário no Brasil Um Cenário para o ano 2020
Ricardo Barcia
•
Professor do Departamento de Engenharia de Produção
e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC
•
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa
Catarina - UFSC
•
Diretor Geral do Laboratório de Ensino a Distância da
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Resumo:
O contexto da educação universitária atual e futura. Das universidades medievais às universidades virtualizadas. O papel
das universidades na sociedade do conhecimento – metas e
desafios. Bibliotecas digitais/virtuais como elementos necessários ao desenvolvimento de universidades virtualizadas de
qualidade. Exemplos e horizontes da educação universitária
virtualizada no Brasil e no mundo. A experiência do Laboratório de Ensino a Distância do Programa de Pós-graduação em
Engenharia de Produção em programas de pós-graduação a
distância. Cenários e tendências do ensino universitário
virtualizado para as próximas décadas – aspectos sociológicos, pedagógicos e tecnológicos.

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                <text>O contexto da educação universitária atual e futura. Das uni-
versidades medievais às universidades virtualizadas. O papel

das universidades na sociedade do conhecimento – metas e

desafios. Bibliotecas digitais/virtuais como elementos necessá-
rios ao desenvolvimento de universidades virtualizadas de

qualidade. Exemplos e horizontes da educação universitária

virtualizada no Brasil e no mundo. A experiência do Laborató-
rio de Ensino a Distância do Programa de Pós-graduação em

Engenharia de Produção em programas de pós-graduação a
distância. Cenários e tendências do ensino universitário

virtualizado para as próximas décadas – aspectos sociológi-
cos, pedagógicos e tecnológicos.</text>
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                    <text>VALORIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DOS USUÁRIOS : INOVAÇÃO NAS TOMADAS
DE DECISÃO

Maria Aparecida Pardini
Bibliotecária das Faculdades Integradas de Bauru – FIB
Praça Rodrigues de Abreu, 3-60 - Centro
CEP. : 17015-240 – BAURU – SP. – BRASIL
e-mail : mapardini@blv.com.br
Supervisora Técnica da Seção de Aquisição e Tratamento
Da Informação da UNESP – Campus de Bauru

Palavras-chaves : gestão participativa, inovação organizacional

RESUMO:
As Faculdades Integradas de Bauru- FIB, foi implantada em julho de 1998, oferecendo
o curso de Administração de Empresas com habilitação em Administração Geral e
Administração em Sistemas de Informações. Em maio de 1999 contratou-se uma bibliotecária
para implantação dos serviços, que sentindo a necessidade de conhecer interesses e
necessidades dos usuários, mediu através de questionário as expectativas existentes em
relação a melhorias quanto aos serviços oferecidos. Levando-se em consideração o tempo de
atuação da bibliotecária, as respostas foram surpreendentes, com sugestões criativas,
importantes e encorajadoras. Destacou-se fundamental o espírito de melhoria contínua e a
busca de qualidade nos serviços.

�INTRODUÇÃO:
As Faculdades Integradas de Bauru - FIB é uma instituição particular, mantida pela
Associação Ranieri de Educação e Cultura. Recentemente instalada, é uma instituição
comprometida com a sua área de atuação, responsável e estimulada a interagir com a
sociedade, ramificando sua capacidade como instituição de ensino com participação no Canal
Universitário atingindo a sociedade local e regional e com projeto em andamento para a
Empresa Júnior formada pelos alunos do 1º ano do curso de administração que segundo
(ANDRADE, 1999) “um dos indicadores do padrão de qualidade é a existência das
empresas juniores em todos os cursos de administração no país. A empresa júnior é um
laboratório dos mais relevantes no reforço ao processo do ensino e aprendizado e é também,
um dos grandes idealizadores desta articulação entre o ensino e a prática dos próprios
alunos se organizarem em empresas juniores que prestam serviços e desenvolvem projetos
para empresas, entidades e sociedade em geral nas suas áreas de atuação, sob a supervisão
de professores e profissionais especializados. Desta forma, estes alunos vem solidificando os
conhecimentos que obtiveram durante o curso e aplicando-os na realidade do mercado de
hoje. A empresa júnior é um avanço extremamente significativo e, até o final do ano 2000,
todas as faculdades de administração vão ter que tê-las, obrigatoriamente.
As FIB conscientizada da necessidade de atingir a sociedade fazendo valer o ensino, a
pesquisa e a extensão está a cada dia mais fortalecida para enfrentar desafios e vencer
barreiras mudando-se para uma área de 11.750 alqueires na própria cidade de Bauru onde
estão sendo construídas as instalações para acrescentar em julho do ano 2000 mais 6 (seis)
novos cursos sempre atentos às sábias e conhecidas palavras “nunca melhora seu estado
quem muda só de lugar, mas não de vida e de hábito”.
Estando aberta às mudanças e empenhadas a trabalhar de forma inovadora, adaptar-se-á no
novo espaço com formas diferenciadas de atuação, equipadas com laboratório de informática
e a biblioteca que hoje ocupa apenas 100m2 incluindo salas de estudo e acervo, já está com
seu projeto de 900 m2 aprovado onde proporcionará disponibilidade de vários micros, com
terminais para consultas, acesso às base de dados em cd-rom e on-line, Internet, salas de

�estudos ampliadas, equipadas com micros, TV e vídeo, retroprojetor, multishow, etc.,
viabilizando eficácia na interação dos serviços, produtos e usuários.

DIAGNÓSTICO SITUACIONAL
À partir de maio de 1999 com a contratação da bibliotecária, o atendimento passou a
ser personalizado havendo interação com o ambiente e os usuários, conhecendo as
necessidades, implantando e estruturando os serviços, procurando inseri-la nos padrões de
funcionamento exigidos atualmente. Todos os serviços precisavam ser desenvolvidos
simultaneamente uma vez que estava tudo por ser feito. Inicialmente, tombou-se as obras
cadastrando-as no acess, elaborou-se listagem por assunto, autor, título e tombo tornando
possível a recuperação de forma eficiente, mas, como buscamos a eficácia, coletamos por
meio de questionário as necessidades e interesses dos usuários.
Segundo (BELLUZZO, 1993) “encorajar os usuários a avaliar constantemente os
serviços oferecidos pela biblioteca é uma das abordagens mais úteis para se encontrar as
evidências que irão nortear a melhoria da qualidade” e este trabalho foi muito bem aplicado,
incentivando a participação deles em responder o questionário abaixo apresentado:
▪

Você está satisfeito com os serviços da biblioteca?
R. : sim; satisfatório; não, poucos livros!; precisa ser informatizada.

▪

Qual a sua sugestão para melhoria?
R. : aumentar o acervo; mais livros; maior contato com a obra; mais diversidade

de títulos;

terminal para consultas, carteirinha magnetizada; que fosse informatizada;

Internet; abrir aos sábados; espaço para leitura e estudo.
▪

Como você gostaria que ela fosse?
R. : mais ampla e que tivéssemos acesso às prateleiras; com mais exemplares e

local para estudo; informatizada; salas de estudo contendo mesas e cadeiras; da mesma

�maneira; maior diversidade de títulos; local mais reservado; micro com Internet; mais
material para pesquisa; salas com TV e vídeo; local para estudo em grupo; mais livros
atualizados; maior número de exemplares.
▪

Quais materiais você gostaria de encontrar no acervo?
R. : textos, jornais; revistas sobre temas atuais voltados para a administração;

temas atuais gerais; materiais para ilustrações de trabalho; literatura; mais revistas atuais;
cd-rom;

mais fitas de vídeo; jornais e revistas antigas; variedade de livros na área de

humanas; trabalhos científicos; anais.
▪

Quais recortes ou anúncios você gostaria que divulgássemos no mural?
R. : todos sumários; cursos e palestras que ocorrem na área; atualidades; empregos;

concursos;

estágios; recortes sobre economia a nível mundial; destaques de grandes e

pequenas empresas; taxas de juros; desemprego; câmbio do dólar; dicas profissionais;
novidades no assunto; festas universitárias; lançamento de novos produtos; expectativas de
emprego relacionado a área; assuntos gerais e específicos.
▪

Você gostaria de colaborar no desenvolvimento e implantação dos serviços da

biblioteca das FIB?
R. : sim; na medida do possível; apenas com idéias por falta de tempo; 2%
responderam não.
▪

Sente falta de um espaço para estudo individual ou em grupo?
R. : sim; bastante; muita falta; sem dúvida; 2% responderam não

▪

Como você classifica o atendimento da bibliotecária?

�R. : excelente; ótimo; prestativa; educada; dinâmica; conhecedora; busca o
máximo ajudar os alunos; muito bom; profissional adequada; informada; melhor impossível;
muito eficiente; está de parabéns; é uma profissional; bom; bastante atenciosa; na minha
empresa quero profissionais assim; esta iniciativa é um bom exemplo; dentro de muitas
organizações não há esse espírito de melhoria contínua, de buscar a qualidade e isto é
fundamental. Parabéns.
▪

Disserte sobre a biblioteca
R. : levando-se em consideração o tempo de existência da Faculdade, a biblioteca

está consideravelmente organizada, temos um serviço de qualidade; local de pesquisa, fonte
de sabedoria, conhecimento; um lugar onde vou ampliar meus conhecimentos; organizado e
tudo o que precisei encontrei e fui bem recepcionado; para a faculdade que está começando
acho bom, mas tem muito a melhorar com relação aos livros; pequena mas eficiente; a
biblioteca tem que seguir uma linha dinâmica para que atenda as necessidades dos alunos;
minha única fonte de informação; atualmente muito organizada, sabemos e vemos que
melhorará muito mais; é muito importante para os alunos adquirirem o conhecimento sobre a
área de atuação e no enriquecimento de sua cultura;
importantes da escola;

considero uma das áreas mais

local onde existe o encontro das informações a respeito do

conhecimento humano e local de estudo para reflexão de idéias; deve funcionar como um
coração é aí que buscamos o conhecimento; por estar em fase de implantação está muito
bom; biblioteca é o local de estudo e introspecção onde se pode encontrar todos os tipos de
cultura e informação; está sendo administrada seriamente, a bibliotecária é extremamente
profissional, peca somente pelo espaço físico que será resolvido com a mudança para o
campus; lugar de pesquisa, estudo e que tem que possuir recursos ao qual o aluno não pode
ter individualmente; é uma fonte de pesquisas e estudos e tem que ser melhorada
constantemente para manter os alunos atualizados;

local de leitura e cultura para os

�estudantes; precisamos da colaboração de todos para a melhoria da mesma; prejudicada pelo
espaço físico e poucos livros.

ANÁLISE DO DIAGNÓSTICO
Pensando “no que fazer” e “como fazer” para atender satisfatoriamente as
necessidades dos usuários, elaborou-se um planejamento das atividades, traçou-se as metas e
definiu-se a missão direcionando-se aos aspectos comportamentais, organizacionais e
gerenciais.
Se o foco da satisfação está no usuário, devemos nos utilizar de meios de comunicação
de forma bastante produtiva com o objetivo de oferecer serviços e produtos de acordo com as
necessidade expectativas apresentadas por eles. Novamente utilizando das palavras da
(BELLUZZO, 1993) “ o êxito do serviço de informação está condicionado à sua capacidade
de organizar e promover atividades de forma competente e flexível, mudando a sua forma de
trabalhar sempre que as demandas dos usuários assim o exigirem”.
As FIB tem por finalidade :
▪

Prestar serviços especializados

▪

Estimular o conhecimento dos problemas existente e solucioná-los

▪

Incentivar o ensino, a pesquisa e a extensão

▪

Formar profissionais altamente qualificados

As FIB tem por meta :
▪

Buscar a melhoria contínua em todos os níveis

▪

Incentivar e promover a valorização e capacitação do RH

�▪

Interagir com a sociedade abrangendo os conhecimentos e necessidades

▪

Ter a biblioteca em pleno funcionamento, com profissionais qualificados e aptos a
acompanhar mudanças e interagir com desenvoltura, assegurando condições harmoniosas
de relacionamentos, chegando futuramente à Biblioteca Virtual.
A Biblioteca das FIB após analisar as necessidades e expectativas dos usuários e

acreditando na prosperidade e na capacidade do ser humano e consequentemente da empresa,
busca cultivar as boas idéias compartilhadas e tem

por objetivo enfrentar o desafio de

implantar todos os serviços que assegurem eficácia no atendimento aos dados coletados:
▪

Manter cadastro de instituições atualizados

▪

Cadastrar os materiais bibliográficos

▪

Cadastrar os usuários

▪

Implantar diferentes formas de controle e recuperação

▪

Divulgar normas para apresentação de trabalhos

▪

Recepcionar cada nova turma com a participação de uma orquestra e apresentação do
corpo docente, discente e administrativo da Faculdade

▪

Estimular os docentes e alunos a participarem das tomadas de decisões da biblioteca

▪

Orientar quanto ao uso à biblioteca

�▪

Controle, avaliação e acompanhamento das etapas propostas

▪

Promover treinamento

▪

Orientar na normalização bibliográfica

▪

Elaborar fichas catalográficas

▪

Divulgar os serviços e produtos oferecidos pela biblioteca

▪

Criar murais informativos que proporcionem trocas de informações

▪

Disseminar a recuperação das informações

▪

Catalogar e classificar materiais bibliográficos

▪

Serviços de referência e atendimento aos usuários

▪

Promover eventos com a participação e colaboração dos usuários

▪

Trabalhar com as sugestões dos usuários

▪

Implantar o serviço de comutação bibliográfica

▪

Proceder a indexação dos materiais bibliográficos

▪

Trabalhar em parceria com outras bibliotecas da área

�▪

Criar uma lista de discussão na intranet para trocas de informações

▪

Providenciar encadernações e restauros

▪

Oferecer levantamentos bibliográficos em bases de dados e on-line

▪

Manter intercâmbio com outros órgão

▪

Estruturar o serviço de disseminação das informações

▪

Apoiar eventos e ministrar cursos

▪

Consultar as editoras e solicitar catálogos atuais

▪

Estabelecer política de seleção

▪

Elaborar folders informativos

▪

Acompanhar projetos das novas instalações da biblioteca

▪

Criar hemeroteca

▪

Incorporar materiais bibliográficos

▪

Expor as novas aquisições

▪

Divulgação de informes

�▪

Planejar, organizar, coordenar e analisar as atividades

▪

Manter contatos com fornecedores

▪

Investir na capacitação e valorização do RH

▪

Desenvolver e implantar um sistema próprio gerenciador dos serviços da biblioteca

▪

Estimular a participação em eventos

▪

Aprimoramento constante

▪

Elaborar relatórios e analisar dados estatísticos

▪

Interagir com a comunidade interna e externa

▪

Elaborar projetos

▪

Criar a comissão de biblioteca

▪

Elaborar regulamentos

▪

Participar de forma efetiva como membro da comissão de biblioteca, reuniões de diretoria,
empresa júnior e outras atividades afins

▪

Zelar pela manutenção, conservação e guarda dos materiais da biblioteca

▪

Controlar entrada e saída dos materiais bibliográficos

�▪

Manter contatos com fornecedores

▪

Divulgar e orientar fontes de consultas

▪

Medir grau de satisfação dos clientes

▪

Priorizar os problemas a serem resolvidos
METODOLOGIA E PROGRAMA DE TRABALHO

Segundo (GALVÃO, 1996) “conhecer o processo significa exatamente o que entra, de quem
vem, o que sai e para quem vai. A técnica mais indicada para se conhecer um processo é
chamada 5W1H, que quer dizer: WHAT(que/qual), WHO(quem), WHERE(onde),
WHEN(quando), WHY(por que) e HOW(como). Essas seis palavras devem ser respondidas
através da composição de perguntas que auxiliarão no atendimento da dimensão do
processo”. E este processo fará parte da nossa maneira de trabalhar. Também nos orientamos
de acordo com o roteiro citado no livro do (CHINELATO FILHO, 1999. p.155)
ROTEIRO CARTESIANO PARA ANÁLISE ORGANIZACIONAL
- O quê?

- O que fazer?
- Para que fazer?

- Porque se faz?
- O que deveria ser feito?
- Cada elemento é necessário?

- Quem?

- Quem faz?
- Para quem faz?

- Por quem deveria ser feito?
- Para quem deveria ser feito?

- Onde?

- Onde se faz?
- Para onde se envia?

- Onde deveria ser feito?
- Para onde se deveria enviar?

- Quando?

- Quando se faz?
- É feito a tempo?

- Quanto?

- Quanto se faz?
- Quanto deveria ser feito?
- Em quanto tempo se faz? - Em quanto tempo deveria ser
feito?

- Como?

- Como se faz?
- O método é prático?

- Como deveria ser feito?
- Que método deveria ter sido
usado?

- Qual o custo?

- Quanto custa o que se faz?
- É o mínimo que deveria
Custar?

- Por que custa isto?
- Quanto deveria custar?

- Qual o nível de
Qualidade?

- O que se faz é de boa
qualidade?

- Quando deveria ser feito?
- Qual o melhor instante

- Pode ser feito melhor?
- Quais os meios para melhorar
a qualidade?
- A qualidade tem se mantido

�ou melhorado?

Ainda utilizando das palavras de (GALVÃO, 1996) “muitas pessoas que trabalham no
processo não conhecem exatamente o que ocorre e chegam a se surpreender com as
descobertas feitas pelo grupo quando aplicam esta técnica, tornando a análise muito mais
consistente e as informações bastante claras para todos os envolvidos nesta Análise”.
Por experiência dos vinte anos de atuação em bibliotecas, posso afirmar que os
usuários querem saber sempre mais sobre a biblioteca, sobre o seu funcionamento, sobre a
formação do profissional bibliotecário e demonstraram, de acordo com os questionários
respondidos, que este interesse se faz presente sempre fortemente em todas as oportunidades
de manifestação.
Não Poderemos chegar no ambiente de trabalho e pensarmos apenas tecnicamente,
mas sim nos envolvermos com os meios onde atuamos, pensando no usuário enquanto um ser
humano extremamente importante e necessário para somarmos as forças, compartilharmos as
idéias e planejarmos juntos a melhor maneira para disseminar a informação eficiente e
eficazmente.
Isso ocorrerá se formos diferentes, se colocarmos nossas idéias e defendê-las , se procurarmos
saber sempre mais, se abrirmos os nossos horizontes e corrigirmos os erros. Precisamos estar
conscientes da importância de buscarmos oportunidades de inovação.
A metodologia gerencial que nos permite uma direção é o planejamento estratégico.
Nele encontramos aspectos importantíssimos para obtermos sucesso. No entanto, como
norteador, procuro aplicar os 20 “p” do planejamento do quadro apresentado no livro escrito
por (OLIVEIRA, 1997. p.71):

�- PROCESSO
- PLENITUDE
- PACIÊNCIA
- PESQUISA
- PERSPICÁCIA
- PREVISÃO
- PRECAUÇÃO
- PONDERAÇÃO
- PADRONIZAÇÃO
- PRIORIDADE

PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO

- PERSISTÊNCIA
- PERMANÊNCIA
- PRECISÃO
- PESSOA
- PARTICIPAÇÃO
- PACTO
- PERSUASÃO
- PODER
- POSTURA
- PRÁTICA

Trabalhando com embasamentos teóricos estaremos mais seguros para agir com
determinação e confiança, por isso menciono no decorrer deste trabalho algumas observações
como esta :
O Conselho Regional de Administração de São Paulo teve , recentemente, a
preocupação de oferecer qualificação aos profissionais desta área, tornando-os aptos não só
no currículo básico, mas aos conhecimentos complementares que dizem respeito à área
cultural, colocando-os nas mais diferentes áreas da cultura incluindo em suas principais áreas
de atuação as bibliotecas, os centros culturais, clubes sociais, empresas comerciais,
industriais, secretarias municipais, estaduais, federais, institutos e associações, além de
autônoma.
Sendo assim, se faz ainda maior a necessidade de interação na atuação entre
bibliotecários, alunos, docentes e instituição.

CONCLUSÃO

Espera-se que todas as metas sejam desenvolvidas e os objetivos alcançados. Sabemos
que a inovação tecnológica revolucionou o papel do profissional bibliotecário abrindo novas
perspectivas. Ele deve ser conhecedor das técnicas e do ambiente onde está inserido, estar

�atento às mudanças e acompanhá-las , ser especialista e generalista, organizado e flexível,
determinado, otimista e empreendedor.
Com as necessidades e expectativas dos clientes somados ao conhecimento e boa
vontade deste profissional, espera-se identificar e criar oportunidades de ação para melhoria
contínua.
Estimulando a participação e contribuição dos usuários qualificados nos diferentes
ramos profissionais (por ter esta faculdade de administração curso noturno, contendo 190
alunos, sendo 50% acima de 30 anos de idade, é contemplada com grande parte deles já com
cargo de gerência, chefia ou experiência em diferentes empresas, tais como : correio, bancos,
construtoras, instituições , etc.), acredito que estimulando a participação e contribuição dos
usuários qualificados em diferentes ramos do conhecimento, ambos cresceremos rapidamente;
a biblioteca oferecendo serviços que dêem suporte para os usuários na caminhada e eles
sugerindo e impulsionando o bibliotecário a se reciclar constantemente. Segundo reflexão de
(CHINELATO, 1999) “O trabalho de grupo é um fator multiplicativo de idéias e comprova a
máxima de que o todo é maior do que a soma das partes”.
Tomo a liberdade de comparar a biblioteca com uma árvore, onde do seu tronco saem
muitos galhos e todos com ramificações onde o fruto é único e próprio daquela árvore, mas a
qualidade vem do trato, a beleza vem do cuidado de alguém em se preocupar com o melhor
adubo. Portanto, somando estas diferentes qualidades

teremos uma grande empresa

fortalecida pelo talento de todos. Para isto, é imprescindível o estímulo, o comprometimento,
a criatividade e a coragem para vencer barreiras e superar desafios.

BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, R. O. B. Os caminhos da administração. Tendências do Trabalho, set. 1999. p.6.

�BELLUZZO, R. C. B., MACEDO, N.D. A gestão da qualidade em serviços de informação :
contribuição para uma base teórica. Ciência da Informação, Brasilia, v. 22, n. 2. p.
126-127, 129, maio/ago. 1993.
CHINELATO FILHO, J. O&amp;M integrado à informática. 9. ed. Rio de Janeiro : JC, 1999.
p. 43, 155.
GALVÃO, Célio. Fazendo acontecer na qualidade total. Rio de Janeiro : Qualitymark, l996.
p. 32-3.
OLIVEIRA, D.P.R. Excelência na administração estratégica : a competitividade para
administrar o futuro das empresas. 3. ed. São Paulo : Atlas, l977. p. 71.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria geral de Bibliotecas. Recursos
humanos, informação e qualidade. São Paulo : UNESP, 1994. v. 1.

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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>As Faculdades Integradas de Bauru- FIB, foi implantada em julho de 1998, oferecendo o curso de Administração de Empresas com habilitação em Administração Geral e Administração em Sistemas de Informações. Em maio de 1999 contratou-se uma bibliotecária para implantação dos serviços, que sentindo a necessidade de conhecer interesses e necessidades dos usuários, mediu através de questionário as expectativas existentes em relação a melhorias quanto aos serviços oferecidos. Levando-se em consideração o tempo de atuação da bibliotecária, as respostas foram surpreendentes, com sugestões criativas, importantes e encorajadoras. Destacou-se fundamental o espírito de melhoria contínua e a busca de qualidade nos serviços.</text>
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                    <text>TREINAMENTO DE PESSOAL PARA O USO DE NOVAS TECNOLOGIAS DE
INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Izabel França de Lima

E-mail: belbib@zipmail.com.br

Mônica de Paiva Santos

E-mail: monica_paiva@yahoo.com

Edilene Galdino dos Santos E-mail: dln@openline.com.br

Universidade Federal da Paraíba / Centro de Ciências da Saúde
Biblioteca Setorial de Odontologia e Biblioteca Central
Cidade Universitária - Campus I - João Pessoa - Paraíba - Brasil - 58069-900

RESUMO
Estudou-se mediante levantamento de dados, o treinamento de pessoal para o uso das novas
tecnologias de informação na Seção de Informação e Documentação da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba. Os resultados apontam a inexistência de uma política de
treinamento direcionada para a seção, mostram, que há necessidade do estabelecimento de
um programa de treinamento específico.

1. INTRODUÇÃO

�2

O treinamento de pessoal para o uso de novas tecnologias de informação é de suma
importância para o bom desempenho da biblioteca universitária no papel de organizar e
disseminar a informação, de forma dinâmica e eficaz.
As novas tecnologias de informação estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das
bibliotecas, visando atender com rapidez e precisão as necessidades de informação dos
usuários.
As bibliotecas universitárias estão se equipando com novas tecnologias de informação,
como as comunicações em rede, publicações eletrônicas, hipermídia, bases de dados online,
hipertexto, INTERNET e Rede Nacional de Pesquisa (Cunha, 1994 p. 105-122). Todas essas
inovações exigem pessoal qualificado para utilizá-las e, com isso, surge a necessidade de
treinamento voltado especificamente para esse fim. Diante da especificidade destes
equipamentos, um treinamento genérico oferecido pela Superintendência de Recursos
Humanos da UFPB talvez não satisfaça plenamente, haja vista as necessidades específicas da
Biblioteca Central. Assim, faz-se necessário o dimensionamento para o uso das novas
tecnologias de informação que o profissional irá utilizar no atendimento ao usuário dos
serviços de informação do SID (Seção de Informação e Documentação) Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba.

2. TEMA

Levantamento e estudo das necessidades de treinamento de Pessoal para uso de Novas
Tecnologias de Informação na Seção de Informação e Documentação da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba.

�3
3 - OBJETIVOS

3.1 - OBJETIVO GERAL:
Analisar o treinamento oferecido ao pessoal da Seção de Informação e Documentação
da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba para o uso de novas tecnologias de
informação.
3.2 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
● Identificar as novas tecnologias de informação, equipamentos e os serviços
eletrônicos disponíveis na Seção de Informação e Documentação da Biblioteca
Central da Universidade Federal da Paraíba;
● Identificar os treinamentos oferecidos ao pessoal da Seção de Informação e
Documentação da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba para o uso
de novas tecnologias de informação;
● Conhecer o interesse do pessoal da Seção de Informação e Documentação da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba para o uso de novas
tecnologias de informação.

4 - METODOLOGIA

Foi utilizado neste trabalho a técnica de observação direta intensiva, constando de
observações participativas e entrevistas estruturadas com depoimentos gravados. Participaram
das entrevistas os servidores da Seção de Informação e Documentação da Biblioteca Central
da Universidade Federal da Paraíba (5 bibliotecários e 3 assistentes de biblioteca), os quais
responderam

questões acerca de: identificação funcional, as atividades desenvolvidas na

seção, novas tecnologias de informação utilizadas,

tipos de treinamento recebido e

�4
necessidade de treinamentos mais específicos.
Após a coleta dos dados, iniciou-se a compilação dos mesmos, com o intuito de
proceder-se a uma análise detalhada de cada objetivo específico da pesquisa.
Utilizou-se a análise qualitativa dos dados, apoiado nos estudos apresentados na
revisão bibliográfica, procurando explicar e interpretar cada uma das respostas.

5 - REFERÊNCIAL TEÓRICO

A análise sobre necessidades de treinamento de pessoal no uso de novas tecnologias
de informação gera a necessidade de um estudo conceitual sobre: as teorias de Recursos
Humanos, no tocante ao treinamento de pessoal e as novas tecnologias de informação usadas
em bibliotecas.
Segundo Figueiredo (1995, p.115-122), foram feitas muitas previsões sobre como
seria o futuro das bibliotecas com o advento das novas tecnologias de informação. Conforme
Lancaster, citado por Figueiredo (1995, p.115) um dos autores mais citados na literatura da
Ciência da Informação, hoje constata-se que essas tecnologias estão cada vez mais presentes
nas bibliotecas atuais, sendo usadas para melhor atender às necessidade de informação com
mais rapidez. Neste sentido Marchiori (1997 p. 115-124) afirma que “As modificações
tecnológicas e as recentes concepções de gerenciamento de recursos de informação têm
causado uma quebra no paradigma dos modelos tradicionais de biblioteca”.
Para Rosetto (1997, p. 54-64), um dos obstáculos constantes para o desenvolvimento e
aplicação de novas tecnologias de informação em biblioteca está na falta de recursos humanos
capacitados adequadamente.
Podemos conceituar as novas tecnologias de informações como: equipamentos que
desempenham varias tarefas que envolvam como elemento principal, o processamento e a

�5
transmissão eletrônica de informação. A constituição destes equipamentos deu-se a partir da
reunião de recursos da microeletrônica, ciência da computação, telecomunicações, engenharia
de softwares e análises de sistemas ( Yong, 1992, p.78-87).
Tais equipamentos têm como objetivo principal o estabelecimento de condições para a
troca de informações dentro e entre grupos de indivíduos e organizações no contexto de
computadores em rede.
O processo de comunicação através das novas tecnologias de informação dá-se através
de quatro propriedades:
- Velocidade Eletrônica : rapidez na transmissão e recebimento de dados através dos
recursos disponíveis nas redes de computadores;
- Processamento da Informação. : Como os dados são armazenados, é possível
manipula-los. As ações mais comuns são formatação e composição de textos, acesso a
bancos e bases de dados, respostas a mensagens reutilizando o texto de origem e
roteamento de mensagens;
- Interconexão de Redes: a utilização de redes de computadores interconectadas
permite a independência geográfica entre emissor e receptor;
- Comunicação Assíncrona: não há necessidade da presença simultânea de emissor e
de receptor para o estabelecimento de troca de informações; (Araújo, 1998, p. 30-31).
Essas propriedades têm permitido que as novas tecnologias de informação sejam de
grande utilidade para indivíduos e organizações, especialmente as bibliotecas.
Os principais avanços na área de novas tecnologia de informação encontrados na
literatura consultada são: Bancos e Bases de Dados online, hipertexto, publicações
eletrônicas, multimídia, comunicação em redes locais (LAN) e INTERNET.
Para Ramalho (1992, p. 49), no que se refere à biblioteca universitária e às novas
tecnologias de informação, é importante que as mesmas se atualizem e alcancem um nível

�6
comparável à tecnologia, será necessário não apenas equipá-las , mas, também oferecer
cursos para o seu pessoal. Não resta dúvida que o acesso a bases de dados tanto nacionais
como internacionais facilitam enormemente o apoio ao ensino e à pesquisa, que é o papel
primordial da biblioteca universitária.
Segundo Cunha (1989, p.49), ao se falar em treinamento para o uso de bases de dados,
deve-se mencionar que a quantidade de cursos oferecidos pelos bancos de dados no Brasil é
mínimo, e além disso, os cursos disponíveis são poucos e a demanda é grande.
Para Chiavenato ( 1994, p. 48), o treinamento de pessoal é um processo educacional
que visa a formação e preparação das pessoas para o melhor desempenho dos seus cargos.
Ainda, Chiavenato (1986, p.290-291), o treinamento envolve um processo composto por
quatro etapas que são:
● Levantamento de necessidades de treinamento que envolve um diagnóstico dos problemas
de treinamento, detecta se existe necessidade e em que níveis devem ser feitos (nível
organizacional, dos recursos humanos existente ou de operação e tarefas a serem
realizadas);
● Programação de treinamento que visa o planejamento de como atender as necessidades
diagnosticadas, a fim de utilizar a tecnologia institucional mais adequada;
● Implementação e execução que envolve a relação instrutor e aprendiz, como também
instrução e aprendizagem, definir qual a melhor metodologia a ser empregada no
treinamento;
● Avaliação dos resultados que visa à obtenção de retroação do sistema e pode ser feita nos
três níveis citados anteriormente.
FIGURA 1 - Ciclo do Treinamento

�7

Fonte: Chiavenato, 1986, p.291

Para Toledo (1981, p. 121), a importância da manutenção de um programa de
treinamento é muito aceita pelas empresas, pois um bom programa de treinamento, objetiva
mudar comportamentos, ou seja, criar atitudes e comportamentos positivos em relação aos
objetivos organizacionais da empresa e dos indivíduos.
Ao se pensar em treinamento, o primeiro passo é o planejamento, devendo definir
previamente o programa com base na perfeita interpretação das necessidades reais de
treinamento do pessoal ( Fontes, 1980, p. 30).
Negreiros (1978, p.14), afirma que um plano de treinamento caracteriza-se por um
conjunto de ações que visam a implantação, manutenção e avaliação da política de pessoal a
que pertence, por isso, um plano de treinamento para ser eficaz é necessário que possua
diretrizes bem definidas, compatibilizadas com a filosofia da entidade na qual está inserida.
Para implementar um programa de treinamento de pessoal, é importante um
levantamento das necessidades, que consiste em coletar dados e informações que ajudarão na
elaboração do plano de trabalho e na escolha dos cursos a serem oferecidos.
Carvalho &amp; Nascimento ( 1993, p. 155-156),

informam que um sistema de

treinamento devidamente bem implantado proporciona inúmeras vantagens para uma
organização, pois possibilita o estudo e análise das necessidades de toda a organização,
podendo definir prioridades, tendo em vista os objetivos específicos da mesma, como também
caracterizar os vários tipos e formas de desenvolvimento de pessoal a serem aplicados,

�8
considerando sua viabilidade, custos e outros fatores afins, finalmente, pode elaborar planos
de capacitação profissional a curto, médio e longo prazos, integrando-os às metas globais da
organização.

5 - LEVANTAMENTO ANALÍTICO

A Universidade Federal da Paraíba, anteriormente Universidade da Paraíba, é uma
instituição autárquica de regime especial de ensino, pesquisa e extensão, vinculada ao
Ministério da Educação e do Desporto, com estrutura multi-campi e atuação nas cidades de
João Pessoa, Campina Grande, Areia, Bananeiras, Patos, Sousa e Cajazeiras.
Originou-se da Escola de Agronomia do Nordeste, criada em 1934, na cidade de
Areia, depois veio a criação em 1947 da Faculdade de Ciências Econômicas em João Pessoa
e outras Escolas de Ensino Superior que foram surgindo na década de 50 como: Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da Paraíba em 1947, a Faculdade de Direito em 1951, a Faculdade
de Medicina também em 1951, a Escola Superior de Engenharia em 1952 a Escola de
Enfermagem em 1953, a Faculdade de odontologia em 1955.
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba (SISTEMOTECA) - é
um conjunto de bibliotecas integradas sob os aspectos funcional e operacional, tendo por
objetivo a unidade e harmonia das atividades de coleta, tratamento, armazenagem,
recuperação e disseminação de informações, para apoio aos programas de ensino, pesquisa e
extensão.
O SISTEMOTECA é formado pela Biblioteca Central, em João Pessoa (BC) Campus
I, e as bibliotecas setoriais. São consideradas bibliotecas setoriais as bibliotecas situadas nos
"campi" do interior, assim localizadas: Campina Grande (BSCG) Campus II, Areia ( BSA)
Campus III, Bananeiras (BSB) Campus IV,

Cajazeiras (BSC) Campus V, Patos (BSP)

�9
Campus VI e Sousa (BSS) Campus VII.
A Biblioteca Central, é o órgão responsável pela coordenação geral das atividades do
SISTEMOTECA. Ela e as bibliotecas setoriais são as depositárias de todos os recursos
documentais existentes na Universidade Federal da Paraíba, não importando a sua localização
ou forma de incorporação patrimonial.
Tem seu funcionamento pautado em recursos financeiros constantes do orçamento da
Universidade Federal da Paraíba no qual consta como uma unidade orçamentaria, devendo
apresentar, anualmente, a proposta de orçamento para o ano seguinte, em data fixada de
acordo com as normas vigentes na UFPB.

Dentro do organograma , a estrutura é formada por três (3) divisões que subdividem-se
em seções como se segue:
Divisão de Serviços ao Usuário ( DSU)
Seção de Referência, Seção de Coleções Especiais, Seção de Informação e
Documentação (SID), Seção de Circulação
Divisão de Desenvolvimento das Coleções (DDC)
Seção de seleção ,Seção de Compras, Seção de Intercâmbio
Divisão de Processos Técnicos (DPT)
Seção de Catalogação e Classificação, Seção de Manutenção do Patrimônio
Documental.

A Seção de Informação e Documentação - SID, é a Seção da Biblioteca que trabalha
com as novas tecnologias de informação, dispondo dos seguintes equipamentos:
No uso das novas tecnologias de informação:
5 computadores com CD/ROM, Multimídia ligados à INTERNET

�10
Equipamentos auxiliares:
4 impressoras ( 2 matriciais e 2 jato de tinta) e 1 scanner

O objetivo da Seção é levar a informação ao usuário a nível local, nacional e
internacional, permitindo o acesso rápido e fácil à documentação, orientar na busca de
informações, normalizar e elaborar revisão bibliográfica bem como a comutação
bibliográfica. O SID oferece o acesso aos seguintes serviços eletrônicos de informação:

● IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia um dos dez
institutos de pesquisa do CNPq, realiza estudos e pesquisas, coordena redes de
informação, oferece e desenvolve produtos e serviços, além de formar e capacitar
profissionais.

● COMUT/ IBICTI é um programa que permite a qualquer pessoa solicitar e receber, por
intermédio de uma biblioteca, cópias de artigos publicados em periódicos
técnico-científico ( revistas, jornais, boletins etc.), teses e anais de congressos,
existentes nas melhores bibliotecas do país. Desde fevereiro de 1997, o usuário do
COMUT está contando com um novo serviço: COMUT ONLINE.

● BIREME é um centro pertencente à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS),
que, por sua vez, é o escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o
continente americano. Tem por missão contribuir para a melhoria do ensino, pesquisa e
atenção a saúde nos países da América Latina e Caribe mediante o estabelecimento e
coordenação do Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da
Saúde, de modo a atender às necessidades de informação científica da comunidade de

�11
profissionais de saúde.

● REDE ANTARES - Posto de serviços que possibilita ao usuário acessar as principais bases
de dados nacionais através da INTERNET, eliminando distâncias e simplificando o acesso
de estudantes, professores, pesquisadores e profissionais das mais diversas áreas, na busca
de fontes eletrônicas de informação. Ela organiza a oferta e estimula a demanda por
informações em ciência e tecnologia, oferecendo serviços especializados no país e no
exterior.

● FGV - Fundação Getúlio Vargas é uma instituição privada brasileira, sem fins lucrativos,
que há 50 anos se dedica ao ensino e à pesquisa em ciências sociais, particularmente nos
campos da economia, da administração e da história, possui cinco centros de ensino e
pesquisa uma unidade de ensino em Brasília e, desenvolve programas de treinamento,
pesquisas e consultoria em Manaus e Curitiba através de convênios com os governos
locais.

5.1 - TREINAMENTOS RECEBIDOS :

A Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba não dispõe de um setor de
treinamento. Os cursos são oferecidos pela Divisão de Seleção e Aperfeiçoamento DSA/UFPB, quando se trata de cursos gerais oferecidos a toda universidade. Mas, com
relação aos treinamentos para a execução dos serviços com as novas tecnologias de
informação, os cursos são oferecidos pelos órgãos gerenciadores das bases de dados, como a
BIREME, o IBICT, a Rede Antares entre outras, que treinam os bibliotecários para os usos de

�12
suas bases de dados, tanto em CD/ROM, como as bases online. O procedimento padrão é o
seguinte: ao se adquirir a assinatura de um novo serviço de informação, geralmente vem um
técnico dar um treinamento de uma semana no máximo, ou deslocam-se duas bibliotecárias
para fazer o treinamento. Estas por sua vez repassam depois para os demais servidores do
setor. Assim, os recursos humanos treinados seriam multiplicadores das informações
recebidas.

No quadro abaixo pode-se

visualizar com propriedade os cursos oferecidos e os

órgãos de execução.

QUADRO 1 – Treinamentos Recebidos
CURSOS
ÓRGÃO EXECUTOR
Windows/95 e Word 6,
DSA / UFPB
Curso Básico de INTERNET
DSA / UFPB
Indexação online
BIREME
Treinamento para uso de bases de dados/ online
BIREME
Treinamento para o uso da rede Antares/ online
REDE ANTARES
Treinamento do COMUT/ online
IBICT / COMUT
Curso de indexação da BEDENF ( enfermagem) online
BIREME
Fonte: Pesquisa Direta, 1999

5.2 – ANÁLISE DOS DADOS:

À luz dos resultados obtidos com os dados coletados e confrontados com o referencial
teórico consultado, estabeleceu-se a apresentação analítica das informações que compõe a
pesquisa.
Definiu-se a caracterização do pessoal da Seção de Informação e Documentação da
Biblioteca Central a partir dos dados coletados com
funcional.

perguntas sobre a identificação

�13
Após estas considerações, apresenta-se em tabelas os dados coletados, bem como, as
análises sobre os mesmos.

TABELA 1 – Nível de Escolaridade
CATEGORIA FUNCIONAL
FREQÜÊNCIA
Superior Completo
5
2º Grau completo
2
3º Grau incompleto
1
Total
8

%
62,5
25,0
12,5
100

Fonte: Pesquisa Direta, 1999

Os dados contidos na tabela 1, indicaram que 62,5% dos entrevistados possuem um
grau de escolaridade com formação superior, 12,5% esta cursando o 3º grau, e 25% possuem
o 2º grau completo.
Com esse perfil, pode-se definir o nível de treinamento que deverá ser aplicado.

TABELA 2 – Identificação Funcional
CATEGORIA FUNCIONAL
FREQÜÊNCIA
Bibliotecário
5
Assistente de Biblioteca
3
Total
8

%
62,5
37,5
100

Fonte: Pesquisa Direta, 1999

Na tabela 2, constatou-se que os bibliotecários ( profissionais de informação com
formação superior em Biblioteconomia) são maioria na seção. Considerando-se que este dado
seja positivo, no sentido de que estes profissionais têm mais conhecimentos sobre novas
tecnologias de informação e que os mesmos podem constituir-se em multiplicadores de
informação para os assistentes de biblioteca ( recurso humano com formação escolar de nível
médio ou superior e que executa tarefas sob a orientação de bibliotecário).

TABELA 3 – Atividades Desempenhadas na Seção
Nº DE SERVIDORES POR
ATIVIDADES DESEMPENHADAS
ATIVIDADE
Atendimento ao usuário / bases de dados CD/ROM
4
Atendimento ao usuário / bases de dados online
4

%
50,0
50,0

�14
Indexação online para abastecer as bases de dados
Scanear documentos e enviar por correio eletrônico
Orientação à Normalização de Documentos
Solicitação de documentação pelo COMUT online
Consulta ao CCN pela INTERNET
Localizar e enviar documentos solicitados pelas
bibliotecas da rede BIREME

4
1
2
3
2
2

50,0
12,5
25,0
37,5
25,0
25,0

Fonte: Pesquisa Direta, 1999

Na tabela 3, foram levantadas as atividades desempenhadas na seção, algumas das
quais por mais de um servidor, observa-se também, que o uso de novas tecnologias de
informação não é o único serviço prestado na seção, mas outras fontes de informação para
pesquisas são usadas, como os CD/ROM e outros.

TABELA 4 - Treinamentos Recebidos
CURSOS
SERVIDORES TREINADOS
Windows/95 e Word 7,
8
Curso Básico de INTERNET
7
Indexação online
4
Treinamento para uso de bases de dados/ online
2
Treinamento para o uso da rede Antares/ online
5
Treinamento do COMUT/ online
2
Curso de indexação da BEDENF online
1

%
100
87,5
50,0
25,0
62,5
25,0
12,5

Fonte: Pesquisa Direta, 1999

Na tabela 4, verificou-se que os treinamentos recebidos mais freqüentemente são
específicos para o uso de novas tecnologia de informação, como também que foram
oferecidos por órgãos externos. Ocorre que esses cursos foram, conforme os entrevistados,
rápidos e superficiais, e isso gera dúvidas na prática do dia-a-adia. Após os mesmos, não
houve uma contínua atualização na forma de operacionalizar o uso destas tecnologias, ficando
a cargo de cada servidor da seção individualmente, através de tentativas, encontrar respostas
às suas indagações quanto ao melhor meio de manusear tais tecnologias.

Sim
Não

TABELA 5 – Necessidades de Treinamento
ACHA NECESSÁRIO
FREQÜÊNCIA
7
1

%
87,5
12,5

�15
Total

8

100

Fonte: Pesquisa Direta, 1999

Obteve-se como resultado através de entrevistas realizadas que apenas uma servidora
não considera necessário o treinamento em novas tecnologias de informação para o setor.
A servidora com essa posição, realizou todos os treinamentos já oferecidos ao setor, e
tem participado de eventos e cursos na área de informação. Os demais servidores que tiveram
pouco ou nenhum acesso ao treinamento consideram que devem ser oferecidos mais
treinamentos no uso de novas tecnologias de informação.
Segundo os dados coletados, o pessoal de nível médio, apesar de não terem a
formação superior em biblioteconomia, trabalham com os usuários e necessitam de maiores
conhecimento em novas tecnologias de informação.

TABELA 6 Tipos de Treinamento:
TIPOS DE TREINAMENTO
FREQÜÊNCIA
Treinamento de Atualização
4
Treinamento Específico para o Setor
3
Total
7

%
57,14
42,86
100

Fonte: Pesquisa Direta, 1999

Na tabela 6, constatou-se que dos 8 (oito) entrevistados, 7 (sete) consideram que existe
a necessidade de treinamento. Deste total 4 (quatro) consideram que deveriam existir cursos
de atualização no uso de novas tecnologias de informação e maior participação em eventos (
congressos, seminários, encontros, workshop e outros), e 3 (três) consideram que tais cursos
devem ser mais práticos, direcionados para os serviços prestados pelo setor, e 1 (um) não
considera necessário novos treinamentos.
Estas considerações sobre a importância do treinamento confirmam estudos citados
anteriormente onde é salientado, que o treinamento no trabalho é a base para melhoria dos
resultados das atividades desenvolvidas.
Nesta contextualização, o treinamento é um fator reconhecidamente importante para o

�16
bom desempenho dos serviços prestados pela seção, porém não consta na rotina da mesma, o
que dificulta o atendimento eficiente ao usuário.

7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

O que se constatou ao fazer o confronto referencial teórico versus prática na Seção de
Informação e Documentação da Biblioteca Central da UFPB, existe falhas no que se refere a
treinamento de pessoal, pois, os princípios administrativos atinentes a treinamento não são
usados.
Primeiro porque a Biblioteca Central não dispõe de um setor de treinamento, isso já
demonstra a ausência de uma política direcionada para o seu pessoal.
Inexiste, igualmente, um levantamento de necessidades, o qual chamamos também de
diagnóstico, esse elemento é de fundamental importância para a definição de problemas, bem
como propicia possíveis alternativas de soluções, é ele que detectará qual o setor carente de
treinamento, além de definir qual o melhor programa e método a serem adotados.
Os cursos disponibilizados são oferecidos por órgãos externos, desconhecedores das
necessidades internas do setor, com o agravante de que não existe uma avaliação dos
treinamentos recebidos, para que se pudesse detectar as falhas existentes nos mesmos.
As novas tecnologias de Informação sofrem mudanças muito rapidamente, e logo os
treinamentos recebidos afiguram-se insuficientes diante dos novos avanços da tecnologia.
É vital para um bom serviço ao usuário, a existência de uma política de treinamento,
traduzida em uma programação constante de atualização e reciclagem, que objetive manter os
servidores bem informados no tocante aos potenciais que os equipamentos e softwares
disponíveis no setor podem oferecer no melhoramento e consequentemente na agilização do
trabalho.

�17
A INTERNET é uma fonte de pesquisa importantíssima para o serviço do setor,
entretanto o treinamento oferecido foi bastante elementar, e a mesma não está sendo usada
como deveria, assim sendo, o setor dispõe de uma fonte riquíssima de informação, mas por
ausência de treinamento específico, a mesma não é utilizada na sua totalidade.

8 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

ARAÚJO, E. A. A construção social da informação: prática informacionais no
contexto de organizações não-Governamentais / ONGs brasileira. Brasília, UNB,
1998. p. 30-31. Tese (Doutorado em Ciência da Informação).- UNB

CARVALHO, A.V., NASCIMENTO, L.P. Administração de Recursos Humanos.
São Paulo: Pioneira, 1993. v.1, p.153-232. Cap. 5: treinamento de recursos humanos.
(Biblioteca Pioneira de Administração e Negócios).

CHIAVENATO, I. Recursos Humanos. Ed. Compacta. São Paulo: Atlas, 1986.
p. 286-313. Cap. 12: treinamento e desenvolvimento de pessoal.

______ Recursos humanos na empresa. São Paulo: Atlas, 1991. v.5. p. 23-72,
Cap. 1: treinamento e desenvolvimento de pessoal.
______. Iniciação à administração de pessoal. 2.ed. São Paulo: Makron Books,
1994. p. 47-60. Cap. 4: treinamento de pessoal.

CUNHA, M.B. Bases de dados no Brasil: um potencial inexplorado. Ciência da
Informação, Brasília, v.18, n. 1, p. 45-54, jan./jun. 1989.

�18

_______. As tecnologias de informação e a integração das bibliotecas brasileiras.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8. Campinas, 1994. Anais, Campinas: UNICAMP, 1994. p. 105-122.

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Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p. 115-124, maio/ago. 1995.

FONTES, L. B. Manual do Treinamento na Empresa Moderna. 4.ed. São
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MARCHIORI, P.Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p.
115-124, maio/ago. 1997.

NEGREIROS, M. B. Desenvolvimento e Aperfeiçoamento de Recursos Humanos. Porto
Alegre, Teledata. 1978. 127p.

RAMALHO, F.A.

Configuração das bibliotecas universitárias do Brasil face às novas

tecnologias da informação. Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 2, n. 1, p.
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ROSETTO, M. Os materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latina e no Caribe. Ciência da Informação,
Brasília, v. 26, n. 1, p. 54-64, jan./abr. 1997.

TOLEDO, F. Administração de Pessoal: desenvolvimento de recursos humanos. 6.ed. São Paulo: Atlas, 1981. P. 121-136. Cap.10: treinamento de
pessoal.

YONG, S. Tecnologias de Informação. Revista de Administração Pública, Rio
de Janeiro,, v. 32, n. 1, p; 78-87, jan./mar. 1992

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Lima, Izabel França de, Santos, Mônica de Paiva, Santos, Edilene Galdino dos  </text>
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                <text>Estudou-se mediante levantamento de dados, o treinamento de pessoal para o uso das novas tecnologias de informação na Seção de Informação e Documentação da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba. Os resultados apontam a inexistência de uma política de treinamento direcionada para a seção, mostram, que há necessidade do estabelecimento de um programa de treinamento específico.</text>
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                    <text>UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
BIBLIOTECA CENTRAL

PROJETOS EM PARCERIAS BUSCA DE RECURSOS VISANDO A QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIÇOS
EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Dirce Missae Suzuki Fernandes
dircef@uel.br
Izabel Maria de Aguiar
bel@uel.br

Universidade Estadual de Londrina.
Biblioteca Central - Divisão de Circulação
Campus Universitário – CP. 6001 Cep. 86051-990
Londrina – PR - Brasil

�2

PROJETOS EM PARCERIAS
BUSCA DE RECURSOS VISANDO A QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIÇOS
EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Resumo: Apresenta relato de experiência
dos projetos desenvolvidos na Biblioteca
Central da Universidade Estadual de
Londrina, demonstrando a viabilidade de
desenvolver e/ou criar produtos e serviços
através de parcerias com a comunidade,
visando

a

qualidade

dos

serviços

oferecidos .

Palavras chaves:

Parcerias, Projetos,

Biblioteca Universitária

A INSTITUIÇÃO

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina é um órgão
suplementar, subordinada administrativamente à Reitoria. Faz parte do Sistema, a Biblioteca
Central e 03 Setoriais: Biblioteca Setorial do Hospital Universitário, Biblioteca Setorial do

�3

Centro Odontológico Universitário Norte do Paraná e Biblioteca Setorial do Escritório de
Aplicação de Assuntos Jurídicos. Tem como finalidade de dar suporte informacional às
atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão.

O Sistema de Bibliotecas

conta atualmente em seu acervo com 82.768 títulos e

142.038 volumes de livros, além de periódicos, teses, folhetos e material especial em uma
área de 3.800 m2, em 2 (dois ) pisos.

A comunidade universitária é composta por 17.000 pessoas (alunos de graduação,
pós-graduação, professores e técnicos-administrativos da UEL) e também pela comunidade
externa de Londrina e região, recebendo uma média diária de 2.800 usuários.

O acesso às coleções é livre a toda comunidade, sendo o empréstimo domiciliar
efetuado somente aos membros da comunidade universitária.

TRABALHANDO EM PARCERIA

O mundo caminha para a globalização geral. O desenvolvimento tecnológico está
mudando o perfil das instituições. A concorrência acentuada coloca todos na expectativa de
ser melhor ou sendo julgado como serviço de qualidade não competitiva. Hoje a qualidade e
a quantidade estão intrinsicamente ligadas.

A qualidade dos serviços é cada vez mais exigida, pois o perfil do cliente consumidor
da informação está se tornando mais exigente em relação as suas necessidade informacionais

�4

e aos seus direitos à informação. As instituições para conquistarem seu lugar no mercado
precisam colocar à disposição produtos e serviços que atendam as expectativas e necessidades
de seus clientes.

Hoje esta se tornando comum para as instituições trabalharem em parcerias com outras
empresas já estabelecidas no ramo. O aumento nas alianças e parcerias entre organizações é
uma das marcas registradas das próximas décadas.

Através de uma boa parceria, pode-se conseguir algumas vantagens:

-

melhoria da imagem da instituição;

-

acesso a novas tecnologias;

-

disponibilização de novos serviços;

-

conquista de novos clientes, através de novos serviços.

Os novos avanços tecnológicos e a globalização trazem novos desafios para o
cumprimento da missão da biblioteca, exigindo assim uma nova cultura organizacional e
mudanças de paradigmas dos profissionais que trabalham com a informação.

A melhoria destes serviços pode muito bem ser conseguida através de parcerias com a
comunidade, que de certa forma se beneficia com a qualidade dos serviços de uma instituição
de informação.

�5

A parceria ou aliança podem diferir em todos os níveis, entretanto as empresas
parceiras visam somente a necessidade de colaboração, pois tem a consciência do benefício da
informação independentemente se essa atitude irá beneficiá-lo imediatamente ou não.

O importante em uma parceria é a confiabilidade da instituição que procura a parceria
com a empresa parceira. (ARRUDA, 1998)

Uma biblioteca necessita de recursos não só para manter produtos e serviços mas
também para dar suporte aos cursos que a instituição disponibiliza a comunidade em um
nível aceitável de competitividade.

As bibliotecas universitárias buscam prestar serviços para

usuários principais

(usuários da instituição) e também usuários secundários (como indivíduos da comunidade
local: escolas públicas e privadas, instituto de pesquisa, órgãos governamentais, municipais e
alunos de outras instituições de ensino), que usam efetivamente os produtos e serviços da
biblioteca além da estrutura física.

Atenta a essas variáveis o Sistema de Bibliotecas da UEL tem trabalhado em parceria
com empresas, em projetos de preservação e restauração de material bibliográfico, educação
de usuário e melhoria do acervo, visando a qualidade dos serviços oferecidos.

Portanto em 1993 foi iniciado o primeiro trabalho de parceria do Sistema de
Bibliotecas, onde ações isoladas foram substituídas por ações cooperativas e trabalhos em
parcerias.

�6

Os projetos são desenvolvidos em conjunto por funcionários de todas as categorias:
bibliotecários, técnicos de biblioteca, auxiliar de serviços gerais e porteiros, todos com a
participação efetiva da direção.

Apresentamos a seguir, em ordem cronológica um resumo dos projetos desenvolvidos
pela Biblioteca Central da UEL, voltados para a preservação e restauração do material
bibliográfico.

1993 - 1ª CAMPANHA ¨ADOTE UM LIVRO¨

Objetivos
● Recuperar materiais bibliográficos danificados do Sistema de Bibliotecas da UEL;
● Mostrar a comunidade universitária os prejuízos causados pelo uso inadequado (mal uso)
da coleção;
● Conscientizar o usuário da necessidade de preservação do patrimônio público;
● Levantar as áreas em que os livros são mais danificados.

Meta
● Recuperar 5.000 volumes danificados.

Metodologia
● Formar uma comissão para organizar a campanha composta por funcionários de todas as
categorias;
● Elaborar o projeto da campanha;

�7

● Criar uma base de dados em Microisis;
● Listar os livros danificados por área, recuperando por autor, título e área;
● Visitar os chefes de departamentos e diretores de órgãos, entregando listagem de sua área,
pedindo colaboração para que adotem (paguem para restaurar) ou substituam os livros
danificados por outro idêntico em melhor estado físico;
● Efetuar contatos com empresas de Londrina solicitando apoio;
● Angariar prêmios para sorteio entre os participantes da campanha;
● Divulgar a campanha na mídia através de convites, camisetas, cartazes, faixas, televisão e
rádio.

Resultado obtido
● 2.105 obras restauradas (41% do material) pela comunidade interna e externa da UEL.
Empresas que colaboraram em parceria com a campanha: Grupo Jabur; Viação Garcia;
Sercomtel; Unimed; Acumuladores Reifor; Prefeitura Municipal de Londrina; Rotary
Club de Londrina; Sinduscom, Herbitécnica.

1996 - AQUISIÇÃO DE CORRENTES PARA AS CHAVES DOS GUARDA-VOLUMES DA
BIBLIOTECA CENTRAL DA UEL.

Objetivos
● Evitar a perda ou extravio das chaves
● Dar mais segurança aos pertences dos usuários
● Facilitar o manejo das chaves pelos usuários.

�8

Meta
● Adquirir 192 metros de correntes para 244 chaves dos guarda-volumes para serem
usadas como colar, evitando assim a perda ou extravio das chaves.

Metodologia
● Cotação e contatos com empresas e/ou empresários para angariar fundos para compra das
correntes.

Resultado obtido
● 192 metros de correntes, adquiridos através da colaboração / parceria com empresários de
Londrina.

1996 - AQUISIÇÃO DE MARCADORES DE PÁGINAS PARA A BIBLIOTECA CENTRAL DA
UEL

Objetivos
● Criar o hábito no usuário de usar o marcador de páginas, evitando que se faça dobras nas
páginas dos livros;
● Alertar o usuário da data correta de devolução do material bibliográfico;
● Divulgar a Biblioteca Central.

Meta
● Adquirir 20.000 marcadores de páginas

�9

Metodologia
● Contatar empresas gráficas, apresentando o projeto, demonstrando como contrapartida a
divulgação da empresa no marcador de páginas.

Resultado obtido
● 20.000 marcadores de livros oferecidos pela empresa Decisão : o pré-vestibular que
aprova – Londrina. Os mesmos foram distribuídos aos usuários da Biblioteca Central.

1997 - ¨VAMOS APAGAR OS ERROS¨ : campanha de preservação do acervo bibliográfico da
Biblioteca Central da UEL.

Objetivo
● Conscientizar o usuário da necessidade de preservação do patrimônio público que esta sob
a responsabilidade da Biblioteca Central.

Meta
● Apagar o maior número de obras rabiscadas, com observações, palavrões, frases de amor,
pensamentos, grifos. etc.

Metodologia
● Solicitar as livrarias e papelarias um total de 1000 borrachas;
● Solicitar a comunidade usuária da biblioteca a colaboração apagando os rabiscos dos
livros;
● Divulgação na mídia impressa e escrita.

�10

Resultado obtido
● Na semana da campanha foram apagados 232 livros referente a 2% da coleção.
Acreditamos que o número maior de livros foram apagados porque, 1.340 borrachas
foram adquiridas e distribuídas aos usuários que efetuavam empréstimo domiciliar durante
e após a campanha. Empresas parceiras da campanha : Livrarias Bom Livro, Acadêmica,
Paraná, Central e Estrela.

1997 - AQUISIÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS PARA O TRANSPORTE DE MATERIAIS
BIBLIOGRÁFICOS QUE SÃO EMPRESTADOS .

Objetivos
● Proteger e conservar o material bibliográfico quando do empréstimo.
● Divulgar a Biblioteca Central.

Meta
● Adquirir 50.000 sacolas plásticas, tamanho 40X50, de cor branca com o logotipo da
Biblioteca Central e uma mensagem sobre preservação de material bibliográfico.

Metodologia
● Cotação nas lojas especializadas e apresentação dos projetos às empresas de Londrina e
região.

Resultado obtido

�11

● Aquisição de 30.000 mil sacolas , que estão sendo distribuídas aos usuários do Sistema de
Bibliotecas. Empresas que colaboraram com a campanha: DINARDI – Engenharia Civil e
Construções Ltda, e ALES – Associação Londrinense de Empresários Supermercadistas.

1998 - 2ª CAMPANHA ¨ADOTE UM LIVRO¨

Objetivos
● Recuperar materiais bibliográficos danificados da Biblioteca Central da UEL;
● Mostrar a comunidade universitária os prejuízos causados pelo uso inadequado (mal uso)
da coleção
● Conscientizar o usuário da necessidade de preservação do patrimônio público.
● Levantar as áreas em que os livros são mais danificados.

Meta
● Restauração de 1.754 obras danificadas

Metodologia
● Formar uma comissão para organizar a campanha composta por funcionários de todas as
categorias;
● Elaborar o projeto da campanha;
● Optar por duas (2) instituições sociais para a realização da encadernação – APAE Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e ILECE – Instituto Londrinense de
Educação para Crianças Excepcionais e estabelecimento do valor por unidade restaurada;
● Criar uma base de dados em Microisis;

�12

● Listar os livros danificados por área, recuperando por autor, título e área;
● Visitar os chefes de departamentos e diretores de órgãos, entregando listagem de sua área,
pedindo colaboração para que adotem (paguem para restaurar) ou substituam os livros
danificados por outro idêntico em melhor estado físico;
● Efetuar contatos com empresas de Londrina solicitando apoio;
● Angariar prêmios para sorteio entre os participantes da campanha;
● Divulgar a campanha na mídia através de convites, camisetas, cartazes, faixas, televisão e
rádio.

Resultado obtido
● 610 obras restauradas. É importante ressaltar que esta campanha foi realizada em
parceria com duas instituições sociais: ILECE (Instituto Londrinense de Educação para
Crianças Excepcionais) e APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais ) de
Ibiporã - Pr. Empresas que colaboraram com a Campanha: Sercomtel; Cia Cacique de
Café Solúvel; Sinduscom, Jornal de Londrina, Plaenge.

CONCLUSÃO

Os projetos apresentados foram tentativas bem sucedidas das ações de bibliotecários e
toda sua equipe de trabalho. Contribuíram expressivamente para esses resultados a
sensibilização e o apoio da administração do Sistema de Bibliotecas e a cooperação dos
funcionários. Cabe ressaltar que alguns projetos não obtiveram resultado integral.

�13

O Sistema de Bibliotecas da UEL, criou um banco de projetos para apresentar as
instituições não governamentais e de fomento nacionais e internacionais.

Atualmente a Biblioteca possui 10 projetos em andamento, sendo estes:

1. Conservação do Acervo: Conscientização e Educação dos Usuários do Sistema de
Bibliotecas da UEL;
2. Instalação de Sistema Interno de Som na BC/UEL;
3. Implantação de Circuitos Internos de Segurança na BC/UEL;
4. Obras Raras: Identificação e Organização da Obras Raras da BC/ UEL;
5. Higienização e Restauração da Coleção Especial do Dr. Peter Westcot;
6. Aquisição de guarda-volumes de aço para a BC/UEL;
7. Restauração e Conservação de Material de Informação Danificado, Recebido por
Doação para o Sistema de Bibliotecas da UEL;
8. Projeto de Automação para o Sistema de Bibliotecas da UEL;
9. Projeto de Automação da Coleção de Periódicos da BC/UEL;
10. Projeto de Telemática.

BIBLIOGRAFIA

ALBRECHT, Karl. Programando o futuro: o trem da linha norte. São Paulo : Makron
Books, 1994.

�14

ARRUDA, Maria Cecilia Coutinho de. Alianças estratégicas internacionais : desempenho e
estratégias de marketing. Revista de Administração de Empresas, São Paulo , v.36, n.1
jan/mar. 1998.

DRUCKER, Peter F. Administração de organizações sem fins lucrativos. São Paulo :
Pioneira, 1995.

FISCHER, Rosa Maria ; Falconer, Andrés Pablo. Desafios da parceria governo e terceiro
setor. Revista de Administração, São Paulo, v.33, n.1, jan/mar. 1998.

SIMPÓSIO Brasil-Sul de Informação. Anais... Londrina : EDUEL, 1996.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Projetos em parcerias - busca de recursos visando a qualidade de produtos e serviços em bibliotecas universitárias: relato de experiência.</text>
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                <text>Fernandes, Dirce Missae Suzuki, Aguiar, Izabel Maria de</text>
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                <text>Apresenta relato de experiência dos projetos desenvolvidos na Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina, demonstrando a viabilidade de desenvolver e/ou criar produtos e serviços através de parcerias com a comunidade, visando a qualidade dos serviços oferecidos.</text>
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                    <text>PROJETO BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA FUNREI: CATÁLOGO COLETIVO
DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES PÚBLICAS DE SÃO JOÃO DEL REI

Veronica Maria Conceição Lordello
Mara Nogueira Souto
Arlete Antônia dos Santos Rodrigues Dias
Fundação de Ensino Superior de São João del Rei – FUNREI
Praça Frei Orlando, 170 – Centro
36325-000 São João del Rei – Minas Gerais - Brasil
E.mail: veronica @ funrei.br

PROJETO BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA FUNREI: CATÁLOGO COLETIVO DAS
BIBLIOTECAS ESCOLARES PÚBLICAS DE SÃO JOÃO DEL REI

Veronica Maria Conceição Lordello
Bibliotecária da FUNREI
Mara Nogueira Souto
Bibliotecária da FUNREI
Arlete Antônia dos Santos Rodrigues Dias
Bibliotecária da FIOCRUZ

�RESUMO
Com a construção de uma Biblioteca Comunitária de 1o e 2o graus na Fundação de Ensino
Superior de São João del Rei – FUNREI, com recursos do FNDE, houve a necessidade de
formar um acervo para atender este público. Realizou-se uma pesquisa nas escolas públicas e
particulares da região a fim de identificar o perfil da coleção básica. Este levantamento
proporcionou o conhecimento dos acervos das bibliotecas escolares. A falta de recursos da
FUNREI para adquirir toda a coleção básica fez surgir a idéia de implementar um projeto para
formar uma rede de bibliotecas escolares da cidade de São João del Rei. Foi adotado o
software Micro Isis para o suporte da base de dados do catálogo coletivo. Este projeto visa
otimizar o uso das coleções já existentes e racionalizar as aquisições.

SUMÁRIO
1- Justificativa

................................................................................................................... 04

2 - Objetivo geral

............................................................................................................... 09

2.1 - Objetivos específicos ................................................................................................ 09
3 - Metodologia

.................................................................................................................. 09

4 - Recursos Materiais ........................................................................................................ 11

PAGE
2

�4.1 - Recursos Humanos ....................................................................................................11
5 - Produto .......................................................................................................................... 12
6 - Conclusão ......................................................................................................................12
7 - Bibliografia ..................................................................................................................12
Anexos

1 – JUSTIFICATIVA
A Biblioteca da Fundação de Ensino Superior de São João del Rei – FUNREI, vem
sofrendo uma demanda crescente por parte dos alunos de primeiro e segundo graus, da região,
devido à carência das bibliotecas escolares e públicas.
Por ser uma Biblioteca Universitária, ela não possui um acervo adequado, não dispõe
de número suficiente de bibliotecários e auxiliares, nem mesmo de espaço físico para o
atendimento desses usuários.
PAGE
2

�Em face dessa realidade, a FUNREI apresentou ao FNDE um projeto para a
construção, em seu campus, de um prédio para a implantação de uma Biblioteca Comunitária.
Este projeto foi aprovado e o prédio foi construído. Sendo assim, houve a necessidade de
traçar o perfil da coleção básica desta biblioteca.
As bibliotecárias Veronica Maria Conceição Lordello, que chefiava o Setor de
Formação e Controle do Acervo Informacional da Biblioteca da FUNREI e Arlete Antônia
dos Santos Rodrigues Dias cedida à Funrei pela Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ
propuseram à Direção Executiva da FUNREI um Projeto de Identificação da Coleção Básica
para a Biblioteca Comunitária da FUNREI. Após sua aprovação, o projeto foi implementado.
Projeto teve início, com uma visita à Delegacia Regional de Ensino sediada em São
João del- Rei. No primeiro contato foi informado o objetivo do projeto e solicitada a
cooperação para o levantamento dos dados sobre as escolas de primeiro e segundo graus,
públicas e particulares, da região. Foram levantados dados tais como: relação das escolas com
seus endereços, nome dos diretores, número de turmas, de alunos e séries. De posse dessas
informações foi feito um cadastro das instituições e um mapeamento por bairros para se traçar
o roteiro das visitas.
Como pré- teste foi pedido ao Prof. Murilo Cruz Leal, do Departamento de Ciências
Naturais da FUNREI, que preenchesse o formulário e sugerisse mudanças e/ou acréscimos
para o aperfeiçoamento do mesmo.
Foram realizadas visitas a 20 escolas estaduais, 1 municipal e 7 particulares da
cidade de São João del- Rei. Nestas visitas foram feitos contatos com a direção e o corpo
docente a fim de informar o objetivo do projeto e solicitar a colaboração no preenchimento
dos formulários. Houve boa receptividade por parte dos profissionais das escolas. Muitos
professores relataram as dificuldades encontradas no acesso a materiais bibliográficos para
realização de estudos e pesquisas, tanto para os alunos quanto para eles, devido a inexistência
PAGE
2

�e/ou deficiência da maioria das bibliotecas escolares. Foi notado grande entusiasmo por parte
desta comunidade com a realização deste projeto e um grande anseio pela implantação de uma
biblioteca voltada para o segmento de primeiro e segundo graus.
Os professores demonstraram satisfação em serem consultados e chamados a
participar de uma atividade de extensão da FUNREI, que visava o estreitamento das relações
entre esta instituição e a comunidade. Foi ressaltada, também, a pertinência da escolha do
local da Biblioteca Comunitária, pela sua localização, no centro da cidade, facilitando o
acesso dos usuários à mesma.
O recolhimento dos formulários foi feito, pessoalmente, nas datas marcadas
anteriormente por cada escola.
Para visitas às 21 escolas das cidades próximas a São João del-Rei foi utilizado um
veículo da FUNREI. Foram incluídas neste projeto as seguintes cidades: Barroso, Conceição
da Barra de Minas, Dores de Campos, Itutinga, Lagoa Dourada, Nazareno, Prados, Resende
Costa, Ritápolis, São Tiago e Tiradentes.
Nas visitas a estas escolas foram usados os mesmos procedimentos adotados para as
escolas de São João del-Rei. Foi demonstrado um grande entusiasmo, por parte dos
profissionais destas escolas, o qual já havia sido constatado em São João del-Rei.
A devolução dos formulários ficou a cargo de cada escola através do correio ou
portadores, pois muitos professores destes estabelecimentos são alunos da FUNREI.
Foram distribuídos um total de 946 formulários e devolvidos379. No agrupamento
dos notou-se que as escolas adotaram metodologias diferentes para o preenchimento dos
mesmos. Em algumas escolas os professores preencheram individualmente, em outras os
orientadores e/ou supervisores fizeram este trabalho e ainda algumas optaram por reunir o
corpo docente para avaliarem as necessidades específicas das escolas e apresentarem suas
sugestões em conjunto.
PAGE
2

�De posse dos primeiros formulários devolvidos iniciou-se o agrupamento dos dados
coletados. Na etapa de agrupamento dos dados foi possível perceber uma solicitação
expressiva de materiais bibliográficos que abordassem todos os aspectos relativos ao
município de São João del Rei. Durante as visitas as escolas os professores já haviam falado
da dificuldade de ter acesso à obras sobre esse assunto, inclusive se queixavam do reduzido
número de publicações sobre esta cidade. Esta carência de informação sobre o município
dificulta, principalmente, o trabalho dos professores de primeira a quarta série do primeiro
grau visto que este assunto é parte do currículo escolar. Foi detectado, também, um grande
número de sugestões para literatura infantil. Este fato indica uma carência de obras
disponíveis nas bibliotecas escolares para este público. De posse dos formulários devolvidos
pelas escolas foi feita uma estatística dos títulos sugeridos, agrupando-os em livros, revistas,
jornais e fitas de vídeo.
Esta atividade foi realizada paralelamente à coleta dos formulários restantes. Foram
sugeridos 1665 títulos diferentes assim agrupados: Obras de Referência - 47, Generalidades –
9, Filosofia e Psicologia – 60, Religião e Teologia – 27, Ciências Sociais – 321, Matemática e
Ciências Naturais – 199, Ciências Aplicadas, Medicina e Tecnologia – 87, Artes, Recreação,
Esportes e Diversões – 76, Literatura – 652, História, Geografia e Biografias – 134, Coleções
53.
Contamos, ainda, com a valiosa colaboração dos Professores dos Departamentos das
Ciências da Educação; das Filosofias e Métodos; de Ciências Naturais; de Ciências Sociais,
Políticas e Jurídicas; de Letras, Artes e Cultura, através de sugestões bibliográficas e opiniões
sobre os dados coletados na comunidade.
As atividades previstas no cronograma sofreram atraso devido a dois fatores: o início
do projeto previsto para agosto aconteceu em outubro, quando se concretizou a aprovação do
mesmo pela FIOCRUZ, uma vez que sua coordenação é de responsabilidade da Bibliotecária
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2

�Arlete Antônia dos Santos Rodrigues Dias pertencente ao quadro de servidores desta
Instituição; a distribuição e o recolhimento dos formulários coincidiu com a proximidade do
fim do ano letivo escolar, período em que as escolas encontram-se muito atarefadas.
O documento final consta de uma lista de mil títulos sugeridos pelos usuários em
potencial da Biblioteca Comunitária.
O Projeto de Implantação da Biblioteca Comunitária da FUNREI está sendo
desenvolvido em subprojetos, sendo a primeira etapa a de Identificação da Coleção Básica da
Biblioteca Comunitária.
Infelizmente a FUNREI não dispunha de recursos para comprar esta coleção básica.
Por outro lado as demandas dos usuários da Biblioteca Comunitária cresciam dia após dia.
Durante a execução da primeira parte do projeto tomou-se conhecimento da realidade das
bibliotecas escolares. Dentre as escolas que possuem bibliotecas, cada uma apresenta
dificuldades várias tais como: espaço físico inadequado, desenvolvimento deficiente e
desatualizado da coleção, ausência de conhecimento especializado para o tratamento técnico
do acervo, número insuficiente de exemplares dos títulos mais usados e, principalmente, a
falta de um instrumento que viabilizasse a interação entre as bibliotecas escolares e otimizasse
seu uso.
Diante destes fatos e em conversas com profissionais que atuam na área de
Educação, nasceu a idéia de reunir o acervo bibliográfico de todas as bibliotecas escolares,
tecnicamente tratado, em um suporte informacional. Em uma destas conversas estava presente
a Analista da 34a da Superintendência Regional de Ensino de São João del Rei profa Maricéia
do Sacramento Santos que demonstrou grande interesse pela idéia. Ela expôs as dificuldades
que as escolas teriam em viabilizar este trabalho sozinhas, uma vez que não dispunham de
equipamentos computacionais e pessoal especializado na área de Biblioteconomia.

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2

�Em face disto, propusemos a elaboração do Projeto do Catálogo Coletivo
Informatizado das Bibliotecas Escolares de São João del-Rei, que seria desenvolvido em
parceria entre a FUNREI, a 34a da Superintendência Regional de Ensino e a FIOCRUZ. Na
verdade, este seria mais um subprojeto do projeto de Implantação da Biblioteca Comunitária
da FUNREI, uma vez que seria um subsídio importante para a formação da coleção básica
desta Biblioteca, evitando a duplicação de acervos, racionalizando custos e trabalhos. Este
subprojeto seria coordenado pela bibliotecária Arlete Antônia dos Santos Rodrigues Dias, que
pertence ao quadro de funcionários da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) sediado no Rio
de Janeiro. importantes instituições na área de pesquisa em medicina experimental do País.
Este subprojeto resultará em uma base de dados sediada na FUNREI. Ela se
constituirá no primeiro serviço que a Biblioteca Comunitária prestará a comunidade, mesmo
antes de sua implantação, concretizando mais um serviço de extensão da FUNREI.

2 – OBJETIVO GERAL
-

Elaborar um Catálogo Coletivo Informatizado das Bibliotecas Escolares Estaduais de São
João del-Rei.

-

2.1- OBJETIVOS ESPECÍFICOS
-

Otimizar o uso das bibliotecas escolares.

-

Possibilitar ao usuário o acesso à informação desejada.

-

Tratar, tecnicamente, o acervo bibliográfico de cada biblioteca participante.

-

Facilitar

a informatização

do

catálogo da bibliotecas que possuem

computadores.
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Promover maior interação entre a Comunidade e a FUNREI.

�-

Fornecer listagens do acervo da base de dados para as bibliotecas participantes.

3 – METODOLOGIA
A 34a Superintendência Regional de Ensino de São João del-Rei através de sua
Analista da Educação, fez o contato com as dezessete bibliotecas escolares estaduais a fim de
obter o número de volumes dos acervos para se estabelecer o cronograma do Projeto. Foi
levantado um total de aproximadamente 66.000 exemplares. Desse total há bibliotecas que
possuem 1.000 exemplares e, as maiores, cerca de 10.000. Para o tratamento dos dados
bibliográficos dos acervos foi elaborada uma planilha contendo os seguintes campos:
identificação da escola, área do conhecimento, autor, edição, local, editora, data, número de
páginas, volume, número de exemplares e observações. Foi feita uma reunião com a
representante da 34a Superintendência e os professores que trabalham nas bibliotecas para
estabelecer a forma que seria utilizada para a implementação do Catálogo Coletivo. O
preenchimento das planilhas conta o acessoramento das bibliotecárias Arlete, Mara e Verônica
e ficou a cargo dos professores de ensino de biblioteca. A remessa das planilhas é feita,
quinzenalmente, per esses professores para a Superintendência. Um bolsista da Biblioteca da
FUNREI foi designado para recolher, periodicamente, este material na Superintendência. Os
dias de envio das planilhas foram estabelecidos na reunião. Nesta ocasião, também, as
bibliotecárias explicaram a forma de preenchimento de cada campo da planilha.
Foi criada pelas bibliotecárias, juntamente com o serviço de computação da
Biblioteca da FUNREI, uma base de dados utilizando o software Micro-Isis – Integrated Set
of Information Systems (Sistema Generalizado para Armazenamento e Recuperação de
Informação) projetado especificamente para construção e administração automatizada de base
de dados estruturadas não numéricas. Este software desenvolvido pela UNESCO, é de
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�domínio público, podendo ser utilizado por qualquer tipo de organização, seja ela pública ou
privada. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT é o
responsável pela distribuição deste software. O Micro-Isis é amplamente utilizado para
automação de bibliotecas no Brasil e em outros países. Ele é também o software usado pela
Biblioteca da FUNREI, daí sua escolha.
A cada lote de planilhas recebidas é feita a revisão técnica pelas bibliotecárias que
as encaminham para o serviço de computação da Biblioteca da FUNREI a fim de proceder a
entrada dos dados na base.
Esta base reunirá o acervo de todas as bibliotecas participantes formando o Catálogo
Coletivo Informatizado que se constituirá, certamente, em uma importante fonte de consulta
para professores e alunos, de primeiro e segundo graus, da cidade de São João del-Rei. As
bibliotecas participantes formarão uma rede, pois através desse catálogo poderão informar aos
seus usuários em que biblioteca poderão encontrar a obra procurada, evitando assim, que os
usuários tenham que se deslocar de um lado para outro da cidade à procura da informação
desejada. Para isso cada biblioteca receberá, ao final do projeto, uma cópia do Catálogo
Coletivo Informatizado em listagem de computador estruturada da seguinte forma: área do
conhecimento, dentro de cada área, ordem alfabética de autor e título, ao final de cada obra
referênciada, constará o código das escolas que possuem tal obra.
Pretende-se imprimir uma listagem parcial quando a base já tiver sido
alimentada com, aproximadamente, cinqüenta por cento dos dados. Esta listagem parcial
proporcionará a utilização do resultado do trabalho de cada professor de ensino de biblioteca,
incentivando-o na continuidade desta atividade pois ele poderá utilizar de imediato o
resultado de seu trabalho.
Após a conclusão do Projeto, ficará o compromisso de atualização da base
sempre que houver novas aquisições por parte das bibliotecas participantes. Esta atualização
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�seguirá a mesma rotina adotada durante a execução do Projeto e sempre que isto ocorrer será
gerada umas listagem de atualização.
Neste projeto serão incluídas os acervos de monografias, ficando as coleções de
periódicos para uma outra etapa.

4- RECURSOS MATERIAIS
1 computador
4 cx. de formulário contínuo para impressora
4 cartuchos de tinta para impressora
impressão de 50.000 planilhas de entrada de dados
cota de xerox
4.1- RECURSOS HUMANOS
2 bolsistas para o serviço de digitação
*1 funcionário do serviço de computação da Biblioteca da FUNREI
** 1 bibliotecário (coordenador)
* 2 bibliotecário
Obs.: *

recursos existentes na Biblioteca da FUNREI

**

bibliotecária cedida pela FIOCRUZ à FUNREI através do Convênio de

Cooperação Técnico - Científica firmado entre as duas Instituições.

5- PRODUTO
Um catálogo coletivo, em listagem de computador, das bibliotecas escolares de São
João del-Rei. A base de dados geradora do Catálogo Coletivo ficará sediada, provisoriamente
na Biblioteca da FUNREI no campus Dom Bosco a qual será transferida para a Biblioteca
Comunitária da FUNREI após sua implantação.
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�6 – CONCLUSÃO
A base do Catálogo Coletivo das Bibliotecas Escolares (CAT) conta com 3996
registros e aproximadamente 10.000 exemplares.
Este projeto foi interrompido temporariamente devido ao desmembramento das
escolas públicas estaduais de Minas Gerais em dois grupos:

1a a 4a série a cargo do

Município e de 5a a 8a de responsabilidade do Estado, acarretando mudanças de espaços
físicos e redistribuição dos docentes.
Além disso, as bibliotecárias responsáveis pelo projeto tiveram que assumir cargos
de Direção e Chefia e não dispunham de outros profissionais para substituí-las.
Esperamos concluir este projeto até o final do ano 2000.

7 – BIBLIOGRAFIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT, Rio de Janeiro. Normas
ABNT sobre documentação. Rio de Janeiro, 1989. (Coletânea de normas).
BUARQUE, Cristovam. O colapso da modernidade brasileira: e uma proposta
Alternativa. 3ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
FIGUEIREDO, Nice. Novas Tecnologias: impacto sobre a formação de coleções. Revista da
Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.1, n.2, jul./dez. 1996.
FRANÇA, Júnia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 4 ed.
Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
GUERRA, Eriaine Laponez. Imaginário e sociedade: evolução dos ideais e interesses das
crianças mineiras com relação à preferência por leituras. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 1, n. 2, jul./dez. 1996.
LIMA, Gercina Ângela Borém. A Utilização do MicroISIS no Brasil. Revista da Escola de
PAGE
2

�Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 3, n.2, jul./dez. 1998.
LIMA, Raimundo Martins de. Práticas pedagógicas e emancipação: os (des) caminhos da
Cidadania na sociedade brasileira. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG,
Belo Horizonte, v. 3, n.2, jul./dez. 1998.
MARCONI, M. A. e LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1990.
PEREIRA, Armando Carvalho e FREIRE, Isa Maria. Atualização técnico-científica do
Professor de ensino médio: uma abordagem na ciência da informação. Revista da
Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 3, n. 2, jul./dez. 1998.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de
Coleções: perspectivas de atuação para uma realidade em efervescência, Revista da Escola
de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 2, n. 1, jan./jun. 1997.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos, Estudos de uso e de usuários como
instrumento para diminuição da incerteza bibliográfica. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG.Belo Horizonte, v.17, n. 1, mar. 1988.

PROJETO DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA FUNREI
SUGESTÃO DE BIBLIOGRAFIA PARA FORMAÇÃO DA COLEÇÃO BÁSICA

Nome da Escola: ___________________________________________________________________
Professor: ________________________________________________________________________
Disciplinas________________________________________________________________________
Séries: _____________________________ Grau: ___________________ Turno:
_________________
Sr. Professor,
Contamos com suas sugestões para formação do acervo da Biblioteca
comunitária da FUNREI, que atenderá a comunidade de 1º e 2º graus desta região. Desta forma,
poderemos desenvolver uma coleção que vá ao encontro das necessidades reais desses usuários.

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2

�LIVROS:

Autor: ___________________________________________________________________________
Título: ___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Editora:_________________________ Data: __________________ Edição: ___________________
Autor: ___________________________________________________________________________
Título: ___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Editora:_________________________ Data: __________________ Edição: ___________________
Autor: ___________________________________________________________________________
Título: ___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Editora:_________________________ Data: __________________ Edição: ___________________
Autor: ___________________________________________________________________________
Título: ___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Editora:_________________________ Data: __________________ Edição: ___________________
ASSUNTOS:
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
Outros Materiais: Ex.: mapas, revistas, jornais, fitas de vídeos, etc.

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�__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

Professor, favor devolver à direção da escola até o dia _____/_____/_____.
Obrigada, Bibliotecárias: Arlete e Verônica. Tel: (032) 379 – 2337

Nome da escola
Código da
escola

Área do
conhecimento

Autor

Título

Subtítulo

Edição

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2

Local

Editora

�Data
Observações

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2

Paginas

Volume
s

Exemplares

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Projeto Biblioteca Comunitária da FUNREI: catálogo coletivo das bibliotecas escolares públicas de São João Del Rei.</text>
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                <text>Lordello, Veronica Maria Conceição, Souto, Mara Nogueira, Dias, Arlete Antônia dos Santos Rodrigues </text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text> Com a construção de uma Biblioteca Comunitária de 1 o e 2 o graus na Fundação de Ensino Superior de São João del Rei – FUNREI, com recursos do FNDE, houve a necessidade de formar um acervo para atender este público. Realizou-se uma pesquisa nas escolas públicas e particulares da região a fim de identificar o perfil da coleção básica. Este levantamento proporcionou o conhecimento dos acervos das bibliotecas escolares. A falta de recursos da FUNREI para adquirir toda a coleção básica fez surgir a idéia de implementar um projeto para formar uma rede de bibliotecas escolares da cidade de São João del Rei. Foi adotado o software Micro Isis para o suporte da base de dados do catálogo coletivo. Este projeto visa otimizar o uso das coleções já existentes e racionalizar as aquisições.</text>
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                    <text>PROCESSAMENTO TÉCNICO: UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA
Kátia Corina Vieira
Bibliotecária – Centro Universitário Adventista de São Paulo/ campus 2
Rodovia SP 332 Km 160 – Engenheiro Coelho/SP
Katia@iaec2.br
Resumo: Focalizando o processamento técnico no contexto histórico e atual, analisam-se as
práticas e o desenvolvimento desse setor, tendo como base os discursos realizados por
estudiosos e a prática discursiva de profissionais atuantes na área em foco. Um estudo de
prisma histórico que permite uma reflexão por parte dos especialistas das práticas hoje
adotadas, no que concerne às praticadas antigamente. Mostra também que a preocupação em
organizar o conhecimento não vem dos dias atuais, a História se encarrega de revelar essa
preocupação impressa nos primeiros momentos históricos das civilizações. Aborda, também,
os aspectos relevantes que compõem o processamento técnico, bem como as contribuições
deixadas por estudiosos.

Abstract : Focusing on the technical process in the present historical context, analysing the
practices and development of this area having as the basis the speeches expressed by scholars
and the discursive practices of specialists acting in the highlighted area. A study from the
historical focus that allows a reflexion by specialists of the practices adopted today comparing
to those performed long time ago. It indicates also that the concern to organize the knowledge
is not new, the History itself takes charge to reveal this concern printed in the first historical
moments of the civilization. It approaches the relevant this concern printed in the first
historical moments of the civilization. It approaches the relevant aspects that compose the
technical process, as well as the contributions left by scholars.
Palavras-chave: Processamento Técnico - história; Bibliotecas – processamento técnico;
Bibliotecas – história.

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Introdução
O processamento técnico no seu contexto histórico e atual é analisado neste artigo.
Levando em conta as práticas discursivas de profissionais atuantes nesta área e o discurso
realizado por estudiosos. A organização do conhecimento é mostrada como uma necessidade e
para tal mostra-se a evolução desta sistematização desde a Antigüidade até aos nossos dias.
Há quem diga que a Biblioteconomia não é uma ciência e nem uma tecnologia. Ela é uma
arte de organizar bibliotecas (Souza, 1997, p. 49).
Pode-se dizer também que a Biblioteconomia (de Biblion = livro ou informação + Théke
= acervo ou coleção + nomos = norma ou regulamento) é o conhecimento sobre os
procedimentos e critérios necessários para organizar o acervo de livros contendo informações de
natureza diversa. A organização da informação pode acontecer independente do suporte em que
esta se encontrar, não sendo necessariamente em livro.

Em se tratando de organização, as

bibliotecas ou centros de documentação passaram por fases e modificações.

Critérios e

procedimentos foram sendo incorporados ao sistema de bibliotecas e fazendo com que os
profissionais atuantes acompanhassem essas mudanças.

Como eram as bibliotecas, então,

organizadas no passado?
Os diferentes períodos da História trouxeram acontecimentos que marcaram e
refletiram-se em épocas vindouras. A História da Biblioteconomia revela por aspectos relevantes
que hoje comentados ou discutidos fazem-nos refletir melhor o porquê de determinadas práticas
cotidianas.
Assim, neste século XX, as Bibliotecas ou Unidades de Informação discutem as formas
de cooperação bibliográfica, mecanismos de busca, a Internet e a disponibilização dos acervos
automatizados. Formatos Bibliográficos para poder concretizar a cooperação e intercâmbios
mundiais, enfim, são estes os aspectos relevantes que demonstram a validade de analisar-se a
História do Processamento Técnico para podermos compreender o presente atual.
Visto que a aspecto agora discutido é o processamento técnico das bibliotecas, o objeto de
estudo deste artigo.

Para tanto, o objetivo geral é analisar, do ponto de vista histórico o

desenvolvimento do processamento técnico, tanto com relação aos discursos impressos
publicados por estudiosos com relação à prática discursiva de profissionais especialistas atuantes
na área em foco.

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Pode-se então perguntar: mas em meio a toda esta tecnologia, há ainda que se falar em
processamento técnico? Bem, talvez houvesse algumas formas de responder a esta questão, e
provavelmente uma delas seria a de que o material bibliográfico necessita ser preparado,
disseminado e disponibilizado ao usuário. Portanto, ainda que os tempos mudem, os processos
técnicos provavelmente sempre existirão, acompanhando, é claro, as mudanças tecnológicas e a
atualizações que se fizerem necessárias.
Mas o que são processos técnicos?

Segundo Silva &amp; Araújo (1995, p. 51), “ são

considerados processos técnicos todos os procedimentos biblioteconômicos: a catalogação, a
classificação, a alfabetação, a ordenação dos livros nas estantes e o preparo técnico o mecânico
do livro”. Osório &amp; Alfano colocam que “para que a biblioteca possa alcançar seus objetivos, é
imprescindível a organização de seu acervo, ou seja, é necessário que cada livro passe por uma
série de processos técnicos que permitam sua recuperação em meio aos demais” (1994, p. 25).
Depois neste mesmo trabalho, eles descrevem cada item detalhadamente, ou seja, o tombamento,
carimbagem, número de chamada (classificação e notação de autor), catalogação, preparo físico
(p.25-45).
A História da Biblioteconomia mostra quais problemas envolveram o processamento
técnico de bibliotecas e parece oportuno discuti-los a partir de uma revisão de prisma histórico.
Para tanto, objetivou-se analisar, entre outros aspectos, o posicionamento de autores quanto ao
processamento técnico; detectando as tendências vigentes e influências vivenciadas pelos autores.
Um outro objetivo foi levantar e analisar a opinião de especialistas quanto ao processamento
técnico e como eles vêem a evolução deste aspecto nas bibliotecas nacionais, já automatizadas.
Assim, tendo como foco os objetivos aqui propostos, é possível prosseguir dizendo que,
como prática da ciência tradicional, um trabalho científico requer um relato das partes lógicas da
pesquisa e dentre elas está o método empregado. Ao anunciar o que vai ser tratado no trabalho,
procuramos esclarecer também como foi tratado, quais os caminhos percorridos para se chegar
aos objetivos propostos, qual o plano adotado para o desenvolvimento.
O plano metodológico adotado para o desenvolvimento do estudo dividiu-se em duas
etapas.

Em um primeiro momento, optou-se pela análise do discurso dos textos sobre o

processamento técnico, definindo-se, assim, um ponto de vista histórico.
Em uma segunda etapa, foi prevista a realização de entrevistas a especialistas, como

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continuidade ao conhecimento contemporâneo da história do processamento técnico.
Com relação ao instrumento de coleta de dados, com a intenção de conhecer o modo
como vem acontecendo o processamento técnico de Bibliotecas Universitárias atualmente,
optou-se pela entrevista estruturada, aplicada aos diretores de quatro sistemas de bibliotecas
automatizadas, pertencentes às Instituições de Ensino Superior.
Para a entrevista, proposta para o segundo momento do estudo, foi utilizado um gravador,
papel e caneta.
Foram entrevistados, em um total de quatro sujeitos, diretores de sistemas de informação
que atuam como profissionais na gerência de bibliotecas e centros de informação, em
universidades. O roteiro de entrevista consta de seis questões abertas, distribuídas de acordo com
as questões do tema proposto, conforme anexo 1.
O critério utilizado para a escolha dos sujeitos foi que estes teriam que ser diretores de
sistemas de informação de universidades paulistas.
Da análise dos discursos da bibliografia referenciada abaixo, elegeram-se como categorias
as temáticas do processamento técnico, em sua evolução histórica, ou seja: a catalogação, a
classificação, a indexação.
Esta análise teve como foco do discurso textual o histórico do processamento técnico das
bibliotecas.
Na década de 60, selecionamos para análise os seguintes autores: Lasso de La Veja, 1961
– La biblioteca central universitaria y las de faculdades; Centralization and Descentralization in
Academic Libraries: symposium, 1961.; Tauber, 1961 – Centralization and descentralization in
academic libaries.
Para a década de 70, foram escolhidos os textos: Ferreira,1979 – Redes nacionais de
informação, catalogação na fontes e outras experiências; Ferreira, 1976 – Centralização e
descentralização das bibliotecas universitárias brasileiras; Greene, 1975 – Lends: na approach
to the centralization/descentralization; Spiller, 1975 - Comentários sobre as bibliotecas de
universidades brasileiras;

Torres, 1977 – Um sistema de duplicação de catalogação da

biblioteca pública municipal de Santo André.
Na década de 80 os textos foram: Brunetti, 1983 – Proposta de uma metodologia para
integrar os programas de educação de usuários aos objetivos educacionais da universidade;

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Campos &amp; Bezerra, 1989 – Biblioteca escolar: estrutura e funcionamento; Carvalho, 1981 Relatório do seminário sobre biblioteca central x bibliotecas setoriais;

Ferreira, 1980 –

Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de estruturas centralizadas e descentralizadas;
Rodrigues &amp; Mata, 1987 – A aquisição e o processamento técnico centralizados da biblioteca
universitária, Watts, 1983 – a brief for centralized library collections; Woodsworth, 1987 –
Descentralization is the best principle of organization design where it fits.
Finalmente para a década de 90 temos: Akabassi (1992) - Avaliação do programa de
educação de usuários na universidade federal do Espírito Santo; Amaral, 1995 - Serviços
bibliotecários e desenvolvimento social; Champy &amp; Nohria, 1997 – Avanço Rápido; Cunha &amp;
Robredo, 1993 -

Necessidade de integração das políticas de informação no Mercosul;

Pregnolatto, 1994 – Um estudante universitário – um programa de usuários – um usuário de
biblioteca?
Quanto às entrevistas, foram analisadas no discurso dos entrevistados, a experiência que
cada um dos profissionais obteve no decorrer de sua atuação nas unidades de informação, ou seja:
como estava estruturada a organização; como se dava o tratamento técnico do acervo; como
acontecia o gerenciamento nestas unidades de informação e como este acontece nos dias atuais.
Igualmente foram questionadas: quais a limitações e até mesmo as vantagens e desvantagens
nesta forma de processamento técnico. Em meio a toda esta tecnologia que avança a cada dia,
questionou-se, por último, como fica o processamento técnico das unidades de informação.
Organização das Bibliotecas: da Antigüidade Clássica ao Século XX
Na Antigüidade Clássica, eram as pessoas consideradas “sábias” as responsáveis pela
biblioteca.

Na Idade Média só os religiosos tinham livre acesso às bibliotecas, portanto a

organização das mesmas ficava ao encargo dos monges copistas e padres responsáveis pelo bom
andamento dos serviços bibliotecários. Confirmando a esta afirmação Martins (1996, p. 71),
conta que : “ Até a Renascença, as bibliotecas não estão à disposição dos profanos: são
organismos mais ou menos sagrados, ou, pelo menos, religiosos, a que têm acesso apenas os que
fazem parte de uma certa ‘ordem’, de um ‘corpo’ igualmente religiosos”.
Segundo Martins, a Idade Média conheceu três espécies diferentes de bibliotecas: as
bibliotecas monacais (e entre elas incluiremos, não só por afinidade como por suas origens
históricas, a da Vaticana), as bibliotecas das universidades e as bibliotecas particulares (mesmo as

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que eram constituídas pelos reis e grandes senhores pertenciam-lhes a título por assim dizer
privado ou pessoal); apenas mais tarde, por força de uma evolução natural, é que elas se
transformaram em bibliotecas “oficiais” e públicas (Martins, 1996, p. 82).
Os mosteiros e conventos foram definidos, no período medieval, como bibliotecas:
mesmo arquitetonicamente pode-se ver a veracidade, pois em muitos deles os armários eram
embutidos nas enormes paredes.
.Um provérbio então corrente afirmava que “mosteiro sem livros, praça de guerra sem armas”:
Claustrum sine armario, quasi castrum sine armamentario (Martins, 1996, p. 83). Então são as
bibliotecas monásticas as fontes da ciência e da fé cristã? E que tipo de organização recebiam?
Como eram armazenadas as informações pertinentes à época? Para quem eram?

Quem as

tratava?
Com o propósito de responder a estas questões Martins cita Charles Saraman que
esclarece:
Coleções essencialmente particulares, mas que desempenhavam por força das
coisas, o mesmo papel que tinham representado e que representarão de novo, a partir da
Renascença, certas bibliotecas, isto é, o de instituições públicas. Tanto quanto podemos
saber, elas eram ao mesmo tempo centros de confecção de livros e depósitos de obras
antigas e modernas, e, ainda, postos de venda, de trocas e de empréstimo. Mas, estavam
reservadas quase unicamente às necessidades do culto e `a curiosidade dos clérigos
letrados. O aspecto novo do livro (codex e não mais volumen) obrigava `a adoção de
móveis adaptados às novas circunstâncias: armários e estantes, nos quais os livros
deitados, às vezes acorrentados, eram confiados a um especialista, conservador da
livraria e, simultaneamente, chefe do scriptorium.

Desses livros confeccionados ali

mesmo, adquiridos, doados, legados ou trocados, classificados, existem catálogos, e atém
algumas vezes, catálogos coletivos (Martins, 1996, p. 84)
A figura do bibliotecário neste período da História não é mencionada, mas é já nos
albores da Renascença que a biblioteca começa a adquirir o seu sentido moderno, a sua
verdadeira natureza, como também nessa época surge junto ao livro a figura do bibliotecário.
É neste momento da História que o livro aparece pela primeira vez no sentido mais

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estrito, não o livro escrito por um escritor, é o momento em que o livro é sentido socialmente
como necessidade. Pela narração de Martins (1996) e analisando o que a História registra, a
biblioteca não disponibilizava seu acervo, seus serviços a todo e qualquer usuário que dela
necessitasse. É bem verdade que havia os iletrados e estes não tinham vez. Percebe-se que havia
um cuidado todo especial com o acervo. O monopólio dos sacerdotes ( os letrados) é que fazia,
portanto, que o acesso ficasse restrito.
A informação não era acessível a todos, era propriedade dos dominantes da época.
Porém, era organizada ou pelo menos havia tentativas de organização, o que mostra que
independente da época a sistematização da informação nos mais variados suportes mostra-se
necessária.
Catalogação Bibliográfica: visão histórica
Perfazendo a história da catalogação bibliográfica vê-se que , no decorrer dos séculos e
dos relatos impressos, o catálogo tem suas raízes na Antigüidade. Hoje existe o questionamento
sobre a utilidade ou não do catálogo nas bibliotecas, visto que com a chegada da automação e da
Internet esta ferramenta de recuperação da informação, na visão de alguns, tornou-se obsoleta.
Mas não é intenção deste estudo defender a utilidade ou não do catálogo, embora muitas vezes
este detalhe possa estar implícito nestas páginas. Para tanto, serão focalizados os aspectos
históricos do assunto. Para Dias (1967, p. 1):
... existem catálogos desde que existiram as primeiras bibliotecas. Até meados do século
passado não eram propriamente catálogos, no sentido especializado da palavra, mas
apenas ‘listas’ ou ‘inventários’, ou ainda simples ‘relações’ das obras existentes nas
bibliotecas.

Não havia ainda a preocupação nem a necessidade de racionalizar ou

sistematizar a elaboração dos catálogos tais como hoje existem, com características
uniformes e compatíveis com o rápido progresso da ciência biblioteconômica.
Fiuza esclarece que: “no século XIII, a atividade catalográfica desenvolveu-se nos mosteiros
ingleses, com a tentativa de fazer-se um catálogo de seus acervos; no século XIV, apareceu a
idéia de símbolos de localização mais completa de edições e a preocupação de se identificarem as
obras publicadas ou encadernadas junto” (1987, p. 44).
O final do século XV e o século XVI, segundo ainda Fiuza, representaram um grande

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desenvolvimento nas atividades acadêmicas, intelectuais e científicas.

Com a invenção da

imprensa, por Gutenberg, os acervos de bibliotecas e das livrarias precisavam ter uma
organização mais cuidadosa.

Konrad Gesner, bibliógrafo suíço publicou, em 1545, uma

bibliografia arranjada alfabeticamente por autor, à qual foi acrescentada em 1548 um índice de
assunto. Esta bibliografia pretendia ser universal e citar todas as obras impressas publicadas no
mundo. Mais tarde, Andrew Maunsell(1695), livreiro inglês, determinou os elementos básicos
para a descrição bibliográfica. A primeira tentativa de um código nacional e a de catalogação em
ficha aconteceu em 1791, quando o governo francês publicou instruções para organização das
bibliotecas estabelecidas depois da Revolução, onde se incluía um código de catalogação (Fiuza,
1987, p. 45). Mas o próximo catálogo de Oxford, publicado em 1620, representava um catálogo
organizado de localização, consistindo de uma listagem alfabética de todos os livros da biblioteca
sem levar em conta seu arranjo nas prateleiras. A partir daí, a função inventário não mais deveria
ser uma parte das funções do catálogo da biblioteca (Norris, D.M. apud Lubetzky, 1979, p.6). Em
1840 o bibliotecário Anthony Panizzi, juntamente com seus colaboradores da Biblioteca do
Museu Britânico de Londres, elaborou as primeiras noventa e uma regras de catalogação,
considerado o primeiro dos modernos códigos. Em 1868 Cutter inicia suas Regras Para Um
Catálogo Dicionário Impresso (o título foi mudado em edições posteriores para Regras Para Um
Catálogo Dicionário). Em 1889 chegam as Instruções Prussianas, elaboradas por homens de
formação científica e filosófica, foram adotadas não só na Alemanha, mas também na Áustria,
Hungria, Suécia, Suíça, Dinamarca, Holanda e Noruega. Em 1967, foram substituídas pela RAK
(Regeln fur die alphabetishe Kataloisierung), cujas regras são regidas por princípios modernos,
adaptadas ao uso do computador e a acordos internacionais. O código Anglo-Americano de 1908
foi o primeiro produto bem sucedido da cooperação Britânica e Americana. Entretanto, até 1967,
quando da publicação da edição preliminar da Regras de Catalogação Anglo-Americanas, o
código Anglo-Americano de 1908 foi, junto com as Regras de Cutter, o código oficial para a
maioria das bibliotecas públicas britânicas. Em 1920, surgiu o Código da Biblioteca da Vaticana,
idealizado por um grupo de bibliotecários americanos. Baseado na A. A. Rules (1908), foi
redigido especialmente para atender a reorganização da Biblioteca Apostólica da Vaticana. Em
1944, A L A Rules, foi elaborada pela American Library Association. Em 1953, veio a público o
Cataloguing Rules and Principles, por Seymour Lubetzky. Em 1961, surgem os Princípios de

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Paris, foram adotados na Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação. Em 1968, o
AACR1 – Anglo American Cataloging Rules, fundamentado no código de Lubetzki e nos
Princípios de Paris, representa o compromisso entre as novas idéias de catalogação e o que foi
constatado como problemas reais em grandes bibliotecas que dispunham de catálogos extensos.
Em 1978, surge o AACR2 – Anglo American Cataloguing Rules, 2ª ed.. A catalogação como
representação descritiva do documento sugere muito mais do que simples listas inventariais ou
qualquer outro produto do gênero. O ato de catalogar, alguns chamariam ‘processo’, ‘técnica’,
‘arte’ (Mey, 1987, p. 4) implica em técnicas para a descrição do conteúdo, o registro bibliográfico
fiel, que somadas ao conhecimento e domínio do catalogador tornam esta prática essencial nas
bibliotecas e nos centros de informação. Segundo Taylor (1989), catalogação “ é a operação que
consiste em colocar a coleção de livros e outros materiais que fazem parte do acervo de uma
biblioteca em ordem e fazer um catálogo que servirá de índice indicativo de seus componentes
individuais.
Classificação Bibliográfica: ponto de vista
Desde a mais remota Antigüidade, para Fonseca, os autores de sistemas de classificação
bibliográfica têm procurado inspiração e modelo nas classificações filosóficas. Nos séculos VI
ao I A C. pensadores chineses elaboraram sistemas filosóficos a partir de classificações de textos.
O mesmo autor fala de um bibliotecário da biblioteca imperial da China que, já num dos
primeiros séculos depois de Cristo, estabeleceu uma classificação bibliográfica coincidente, do
ponto de vista fundamental, com a que foi proposta, vários séculos depois, por Francis Bacon
História, Filosofia e Poesia. Ao contrário dos chineses, os gregos foram mais realistas do que
nominalistas, porque acreditavam que as idéias existem efetivamente e a coisas derivam delas por
meio de participação – universalia ante rem – elaboraram classificações puramente especulativas.
O autor ainda comenta que “classificar as ciências é um trabalho tão difícil quanto complicadas
são as relações entre elas. Mas no caso de livros a complicação é exageradamente maior, porque
o mesmo livro pode tratar de diferentes ciências, ou pode discutir um problema que envolva
muitos campos do conhecimento” (1988, p.295).
Na tentativa de atender aos objetivos deste estudo, essa seção aborda as classificações
bibliográficas citando Fonseca que, além das Classificações Bibliográficas, abordou também o

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aspecto filosófico. A seguir dando um panorama histórico e geral cita-se Piedade (1983) que
comenta acerca da primeiras classificações e seus momentos.
As primeiras notícias que temos a respeito das classificações de bibliotecas datam de antes da era
cristã. Segundo Piedade (1983, p. 69), consta que os tabletes de argila (os livros da época da
Biblioteca de Assurbanípal, rei da Assíria entre 669 e 626 A C., estavam divididos em dois
grandes grupos: Ciências da Terra e Ciências do Céu. Entre os anos de 260 e 240 A C., o chefe
da Biblioteca de Alexandria, Calímaco, publicou um catálogo, o pinakes, no qual os livros
aparecem divididos segundo o tipo de escritores em: poetas: épicos, cômicos, trágicos,
ditirambos; Legisladores; Filósofos: geométricos, matemáticos; Historiadores; Oradores;
Escritores de tópicos diversos. As bibliotecas medievais mantinham os livros ordenados por
tamanho, ou em ordem alfabética pelos nome dos autores ou, ainda, em ordem cronológica. Em
1545-48, Konrad Von Gesner, sábio e naturalista suíço, publicou a célebre Bibliotheca
Universalis, mostrava como ordenar os livros segundo uma classificação considerada por Edward
Edwards como a primeira classificação bibliográfica (Piedade, 1983, p. 70). Na mesma época,
surgiu na França o chamado Sistema Francês ou Sistema dos livreiros de Paris, cuja autoria é
atribuída ao jesuíta Jean Garnier e ao livreiro Gabriel Martin. A Alemanha foi fértil em sistemas
de classificação, os quais, entretanto, não transpuseram suas fronteiras. Na Itália, destacaram-se
os sistemas de Natale Battezzati (Nuova Sistema di Catálogo Bibliographico, Milão, 1971) e G.
Bonazzik, que combinou os sistemas de Hartwig e Dewey, em seu

Schema di Catalogo

Sistematico per le Biblioteche ( Parma, 1890). É nos Estados Unidos que surge a primeira
classificação de grande importância universal, a

Decimal Classification de Melvil Dewey,

publicada ela primeira vez anonimamente, sob o título: A Classification and Subject Index for
Cataloguing and Arranging of Books and Pamphets of a Library. Em seguida vem a Expansive
Classification (Boston, 1891-93). Em 1899 o sistema da Biblioteca do Congresso dos Estados
Unidos foi desenvolvido para ser utilizado por essa entidade. O segundo sistema de classificação
bibliográfica em sua importância universal é a Classificação Decimal Universal, devida a Paul
Otlet e Henri de La Fontaine, publicada em 1905 pelo Instituto Internacional de Bibliografia,
hoje Federação Internacional de Documentação. James Duff Brown (1816-1914), com a primeira
experiência feita na Clerkenwell Public Library, é o autor do único sistema de classificação geral
importante da Inglaterra. Henry Bliss (1870-1955), bibliotecário do College of the City of New

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York, elaborou um sistema de classificação que intitulou Bibliographic Classification, publicado
pela primeira vez no Libary Journal, em 1912, e em última edição (terceira) em 1940-53. O
último grande sistema de classificação bibliográfica geral a surgir foi a Classificação de Dois
Pontos de Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972). A literatura mostra que na tentativa de
organizar o conhecimento oriundo das ciências, sistemas de classificações foram sendo criados,
estes vieram das próprias ciências que a cada nova descoberta descortinavam-se em forma de
conhecimento.

Contudo, no decorrer desta viagem histórica, percebe-se a necessidade de

organização deste conhecimento. As classificações surgem e fazem parte desta organização,
desde antes da era cristã, como conta Piedade (1983), até os dias atuais com toda a tecnologia
disponível.

Há de se pensar que para cada época, as técnicas, bem como as ferramentas

necessárias sejam utilizadas para que este conhecimento não se perca, mas torne-se disponível a
quem dele precisar.
Dewey e a prática bibliotecária. A Biblioteconomia moderna é uma criação americana, como
afirmam Miksa (1986) e Souza (1997, p. 53). Melvil Dewey é, sem dúvida, o maior
responsável pelo estabelecimento da educação formal para a Biblioteconomia nos Estados
Unidos. É impossível falar em Biblioteconomia sem falar de Dewey. Como teórico ou técnico
é de fundamental relevância.

A Biblioteconomia tem até os dias atuais resquícios da

participação e atuação de Melvil Dewey em sua História. Uma das críticas feitas a Dewey
surgiu depois do início da escola de Biblioteconomia na Universidade de Chicago e
especialmente depois do estabelecimento em 1951 dos padrões da ALA, foi que os programas
educacionais não foram orientados à pesquisa ( Miksa, 1986, p.360). Este é um ponto de
discussão desde a difusão da pesquisa e seu desenvolvimento recente em quase todas as áreas
profissionais de serviço. A crítica anterior não tem se restringido à educação bibliotecária. As
mesmas investigações têm tentado mostrar que a culpa do desenvolvimento da educação
bibliotecária é da profissão, a Biblioteconomia. Talvez isto se explique devido ao tecnicismo
que durante muito tempo norteou os profissionais.

A Biblioteconomia era sinônimo de

técnicas que tinham um papel relevante no ensino e na prática bibliotecária. E até hoje para
muitos leigos no assunto, quando se fala em Biblioteconomia as pessoas só associam à
catalogação, classificação e outros serviços técnicos. O bibliotecário na sua busca incessante

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pela perfeição, organizava bibliotecas com o intuito de servir e utilizar as técnicas aprendidas
na Escola de Biblioteconomia. Então, era preciso conhecer as regras de catalogação, de
classificação e indexação e este saber deveria ser mostrado na prática cotidiana. Com o passar
dos anos, a profissão tomou um outro rumo. Tornou-se competitiva. O mercado hoje pede
bibliotecários não só técnicos, mas também aptos a tratarem e disseminarem a informação na
linguagem, na forma e no momento em que o usuário solicitar. A propósito, este profissional
deve ter uma cultura que lhe permita entender e saber como e o que informar ao usuário.
Quando falamos em cultura, lembramo-nos da formação européia em que os profissionais
mais do que tecnicistas eram eruditos. O aspecto social da biblioteca, ora esquecido pelos
defensores do tecnicismo, necessita de uma maior reflexão por parte dos profissionais. Então
podemos ver que estas questões que ora refletem-se nos anos vividos por Dewey já eram
colocadas para análise e reflexão e, mesmo passados tantos anos, o problema perdura até os
nosso dias. Entendemos, portanto, da visão de Dewey que o bibliotecário deveria trazer, em
sua bagagem educacional, um conhecimento prévio que somado ao conhecimento adquirido, o
tornariam um profissional em condições de exercer a profissão, pois deste modo poderia ser
competente para administrar uma biblioteca, exercendo assim suas funções. Logicamente tudo
isto somado às técnicas tão relevantes para a época. Acreditamos que a preocupação de
Dewey estava em formar profissionais com habilidades para o trabalho bibliotecário. Não
importava o mais alto grau de instrução, mas se ele iria desempenhar seu papel como
bibliotecário.

Até porque a Biblioteconomia nos Estados Unidos não acontece como

graduação, mas como pós-graduação. No tempo de Dewey não era dado o valor para a
educação universitária o que contesta Tarapanof quando coloca que “o profissional da
informação deve ter desempenho superior e depende de um aprendizado superior.

O

aprendizado além de formal (Bacharelado, Mestrado e Doutorado) foge da esfera restrita das
escolas para ser desenvolvido e praticado nas organizações sociais em geral.”, e ela afirma
ainda que o treinamento em serviço e a educação continuada, a serem buscadas pelo próprio
indivíduo devem basear-se na observação e necessidades do dia-a-dia e estarem norteadas para
a qualidade e o conhecimento (1997, p. 23).

Este conhecimento

quando aplicado ao

processamento técnico da biblioteca torna o trabalho menos moroso e mais aprazível. Por
isso, hoje, torna-se estranho olhar para trás e ver o tecnicismo dos bibliotecários que resumiam

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a Biblioteconomia em apenas no processamento técnico dos livros. O bibliotecário era
meramente um técnico. Contudo, mesmo nos dias atuais se faz necessário ressaltar que a
organização envolve o processamento técnico. O classificar, o catalogar, o indexar são
ferramentas utilizadas para o organização desta informação. E cabe ao profissional
bibliotecário a organização informacional. A visão do bibliotecário com o passar dos tempos
tornou-se mais ampla. Ele precisa estar sempre se reciclando para estar sempre pronto e apto
a atender. Este aprendizado, segundo Tarapanof, “exige a integração do indivíduo no seu
próprio trabalho, visando os objetivos organizacionais e buscando na educação formal e
informal a sua atualização e reciclagem”(idem). O processamento técnico do século passado
não é mais o mesmo, devido a evolução da tecnologia e dos mecanismos disponíveis. É
inadmissível que as práticas sejam as mesmas hoje.

E por isso este histórico, para que

cheguemos aos dias atuais e reflitamos em como era feito, como era processado o material,
para que detectemos o avanço ou não deste processo tão antigo na história. Até porque muito
embora autores tenham mostrado que o profissional bibliotecário não só faz o processamento
técnico e que a Biblioteconomia não é sinônimo de “processamento técnico’, esta ferramenta
faz parte de seu trabalho, de sua formação e, a propósito, ele precisa também saber para
ensinar e/ou informar. Contudo, a Biblioteconomia não se resume apenas nisso, embora não
se discuta sua relevância.
Processamento técnico: a atualidade
Após este relato de informações e os depoimentos das quatro IES1, analisadas a realidade de
cada uma delas conclui-se que: a) ainda hoje no Brasil as bibliotecas estão passando por
processos de mudanças que os países desenvolvidos chamariam de primários. A automação
ainda não é uma realidade em todas as IES, pelo menos na sua totalidade. Métodos, estruturas
e procedimentos precisam ser repassados e adaptados à realidade informacional da época em
que vivemos. B) As décadas de 60 e 70 marcaram praticamente o auge da discussão sobre
1

Os discursos orais dos profissionais foram conseguidos através de um roteiro de entrevista (anexo 1),

aplicado pessoalmente a cada um dos diretores de bibliotecas. Foram entrevistados IES estadual (1), IES particular,
IES federal e IES estadual (2).

�14

centralização e descentralização de estruturas organizacionais; contudo, esta reflexão permeia
as bibliotecas hoje ainda quando se analisam os serviços e procedimentos disponibilizados. C)
o processamento técnico centralizado em alguns casos é a solução mais eficaz e eficiente
encontrada por IES. Porém, a descentralização, por outro lado, encontra seu lugar de destaque
em outras IES. Portanto, não há espaço hoje para confrontação das duas estruturas. Cabe aos
profissionais identificarem a melhor opção levando em conta os objetivos da IES em que
atuam. A organização do conhecimento está em processo de tramitação. O conhecimento está
ao alcance daqueles que estão aptos a alcançá-lo e a organização deste também. Mas, para
alcançá-lo as pessoas necessitam de informações e estas precisam ser tratadas e processadas.
O processamento técnico das bibliotecas tem aqui uma relevância significante pois é o setor da
biblioteca que normalmente não aparece, porém, é o responsável pelo tratamento e
processamento desta informação. Os componentes do P.T.: a classificação, a catalogação, a
indexação, foram os fatores considerados neste estudo.

Verifica-se, portanto, que estes

requisitos passaram por modificações, implementações de estudiosos que na busca de atender
a necessidade do mercado desenvolveram idéias que ora facilitavam o trabalho dos
bibliotecários, ora traziam dificuldades.

Mas o fato é que as teorias com suportes

automatizados hoje existem e cabe ao profissional escolher o que melhor se adapte à sua
realidade e necessidade.
O processo manual, que para muitos tornou-se obsoleto, é real em unidades de informação.
Mas considera-se ainda que pior do que o manual é a automação sem o devido planejamento.
A estrutura consistente de um processo manual permite uma automação segura que muitas
vezes é ameaçada pela pressa, insensatez de alguns profissionais. E esta é a relação existente
entre o processo manual e o automatizado.
As IES estadual(1) e a particular passaram por esta transição, mas não enfrentaram
nenhum problema, justamente porque havia uma estrutura anterior que permitiu que os dados
fossem somente transferidos, não havendo necessidade de se começar do zero. Contudo,
existem instituições que possuem uma estrutura, em se tratando de pessoal, permitindo assim
que a automação aconteça sem maiores problemas, como é o caso da IES federal.
Trabalhando com o programa Microisis e dispondo de uma equipe de profissionais que se
dividem em dois campi, ainda assim a disseminação da informação é alcançada.

Esta

�15

instituição abandonou o processo manual completamente. O processo é automatizado, não
dispondo de nenhum arquivo de catálogo manual. O que já não acontece com os dois
primeiros casos que embora tenham optado pela automação, ainda conservam seu processo
manual, para qualquer eventualidade. Esta é outra opção que deve ser cuidadosamente
planejada pois envolve tempo, dinheiro, disposição das pessoas participantes. No geral as
quatro IES têm um estrutura que permite a organização e o tratamento do P.T., sendo
centralizado ou descentralizado. Com profissionais competentes na chefia e na parte técnica, é
determinado assim o desenvolvimento das atividades.

Percebe-se a preocupação com o

compartilhamento de informações, a troca de informações entre as IES. A cooperação é
realidade nas IES com exceção da IES federal. E a preocupação de cooperação não se
restringe apenas a programas nacionais, mas se estende a redes internacionais como é o caso
da IES estadual (2) que compartilha dados de uma rede internacional, a OCLC –Online
Computer Library Center, o maior consórcio de bibliotecas do mundo. O acesso é on-line,
contribuindo com informações para o banco de dados bibliográficos mais adiantado do
mundo, dando o suporte para facilitar o compartilhamento de pesquisa global; além de
compartilhar recursos com outras bibliotecas. É a rede que está na liderança do serviço de
biblioteca e da tecnologia da informação. É um avanço tecnológico e informacional relevante
na História das bibliotecas e unidades de informação. Considerando que o bibliotecário
competente é aquele que ao assumir novas tarefas acompanha a evolução e garantirá o seu
espaço como agente da informação, é impossível nos dias atuais manter-se longe desta
tecnologia que tanto atrai os usuários dos serviços de informação. Afinal o alvo a ser atingido
é o usuário que precisa sair satisfeito com os serviços disponibilizados pela biblioteca. É neste
momento que se faz oportuno citar Krzyzanowski (1996, p. 5): “ no entanto, na atual
conjuntura de grandes transformações onde a informação é poder e se apresenta sob diferentes
e variadas formas, não basta ter o espaço, é preciso acrescentar a capacidade de ´encarar o
cliente´, através de serviços bibliotecários com valores agregados, modernos, dinâmicos, de
alta qualidade e adequados às expectativas individuais do pesquisador (cliente)”.
Desde a Antigüidade até os nossos dias, a informação passou por vários suportes. Houve
sempre a preocupação com a sistematização para que o usuário pudesse ter acesso e fazer uso
independente da finalidade. Visto ser o usuário (cliente) o foco dos serviços oferecidos por

�16

um sistema de informação, reflexões sempre precisam ser feitas. E este breve relato histórico
é um convite a uma reflexão sobre a organização da informação desde a Antigüidade até os
nossos dias com vistas a uma viagem no tempo, mas também a uma proposta reflexão de
valores profissionais e, quem sabe, a uma mudança de hábitos tão necessária em determinadas
IES.

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�19

Anexo 1

Roteiro de entrevista:

1 –Quantas unidades de informação existem e onde é feito o processamento técnico do acervo?
2 – Processamento técnico manual ou automatizado?
3 – Qual a relação entre eles?

�20

4 – Como estão estruturados a organização e o tratamento do processamento técnico?
5 – Como acontece o gerenciamento?
6 – Quais as vantagens e limitações que vê nesta forma de processamento técnico?

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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Focalizando o processamento técnico no contexto histórico e atual, analisam-se as práticas e o desenvolvimento desse setor, tendo como base os discursos realizados por estudiosos e a prática discursiva de profissionais atuantes na área em foco. Um estudo de prisma histórico que permite uma reflexão por parte dos especialistas das práticas hoje adotadas, no que concerne às praticadas antigamente. Mostra também que a preocupação em organizar o conhecimento não vem dos dias atuais, a História se encarrega de revelar essa preocupação impressa nos primeiros momentos históricos das civilizações. Aborda, também, os aspectos relevantes que compõem o processamento técnico, bem como as contribuições deixadas por estudiosos.</text>
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                    <text>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO : UM INSTRUMENTO PARA A GERÊNCIA DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

JOSÉ ANTONIO RODRIGUES VIANA
UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Biblioteca de Administração e Ciências Contábeis
R. São Paulo, 30 sala 817
Campus do Valonguinho
24040-110 - Centro - Niterói – RJ- Brasil
e-mail: bac@ndc.uff.br

Analisa os diferentes conceitos de planejamento estratégico e seus objetivos, com
ênfase nas particularidades das organizações sem fins lucrativos. Apresenta as fases de
elaboração do planejamento aplicado as bibliotecas universitárias, destacando os fatores
que devem ser considerados antes de sua implementação. Analisa os motivos que levam
a resistência a mudanças por parte dos funcionários e o meios para que se possa
amenizar esta reação negativa. Conclui-se que o planejamento estratégico pode ser
importante na gerência de bibliotecas,
adequadamente para ele.

desde que os bibliotecários se preparem

�1. INTRODUÇÃO

A

globalização das relações humanas , em particular da produção e troca de

informações, está criando no Brasil, um novo paradigma na relação usuário-bibliotecário,
onde temos um usuário cada vez mais bem informado e necessitando de informação cada vez
mais recente e especializada, ele já não pode esperar até que as informações que necessita
sejam publicadas nos meios convencionais , para depois serem adquiridas pelas bibliotecas.
Por isto estas devem estar preparadas para esta nova relação. Um bom meio para se preparar
para o futuro e estar integrado a esta revolução na disseminação da informação é através da
elaboração de um planejamento estratégico.
A realidade das bibliotecas brasileiras em relação a administração é que se trabalha
“apagando incêndios”, resolvendo os problemas a medida que eles acontecem. Adiando
sempre a resolução dos problemas menos urgentes, numa escala que vão dos problemas
maiores (urgentes) aos menores (importantes).
É necessário profissionalizarmos nossa administração, para que possamos lidar com o
nosso ambiente de maneira satisfatória. Um bom começo seria a adoção do planejamento
estratégico como metodologia para atingirmos este fim e para que possamos ao mesmo tempo
conhecermos melhor nossa instituição e não sermos surpreendidos pelas novas exigências da
profissão de bibliotecário.
Antes de se iniciar a discussão sobre o planejamento estratégico em bibliotecas é
necessário definir o seu conceito e seu objetivos, pois comumente esta modalidade de
planejamento é confundida com o planejamento a longo prazo das atividades da biblioteca, o
que é um erro pois este tipo de ação tende-se de acordo com Tregoe(1984) a basear-se em

�projeções das operações atuais no futuro. Chegar-se ao futuro por um plano de longo prazo é,
simplesmente, não estimular os diretores a comandar o futuro de sua organização. Neste tipo
de planejamento não são consideradas as variáveis do ambiente externo.
O planejamento estratégico pode ser conceituado como um processo gerencial que
possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser seguido pela empresa, com vistas a obter um
nível de otimização na relação da empresa com seu ambiente. Este planejamento é,
normalmente, de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto a
formulação dos objetivos quanto a seleção dos cursos de ação a serem seguidos para a sua
consecução, levando em conta as condições externas e internas à empresa e sua evolução
estratégica.(Oliveira, 1991)
Segundo Pagnocelli &amp; Vasconcellos Filho (l992) planejamento estratégico é o
processo através do qual a empresa se mobiliza para atingir o sucesso e construir o seu futuro,
por meio de um comportamento proativo, considerando seu ambiente atual e futuro. Uma
biblioteca com

comportamento proativo é aquela que faz acontecer, não espera as coisas

acontecerem para que possa reagir. “Em geral as organizações adotam um comportamento
reativo, alocando a maior parte dos esforços na análise de situações do passado e no
gerenciamento das situações do presente. Com a implementação do planejamento estratégico,
acontece uma mudança de enfoque, que direciona a alocação de esforços para os eventuais
erros futuros. A organização abandona o comportamento reativo e torna-se proativa, com o
objetivo constante de negociar seu ambiente futuro”.(Vasconcellos filho &amp; Fernandes, 1982)
O planejamento estratégico ajuda a alta gestão a identificar ameaças, e a capacitam a
maximizar os benefícios e minimizar as surpresas no macroambiente turbulento e
imprevisível do início do século XXI. Planejamento estratégico , por definição, significa

�planejar o futuro perante as limitações psicológicas e físicas e os pontos fortes e fracos de
uma organização, considerando as alterações do comportamento do macroambiente referentes
aos segmentos econômicos, políticos, tecnológicos, sociais, ecológicos, legais, geográficos,
demográficos e, principalmente, competitivos.( Rasmussen, 1990 )
O Planejamento estratégico se volta para o alcance de resultados, através de um
processo contínuo e sistemático de antecipar mudanças futuras, tirando vantagens das
oportunidades que surgem, examinando os pontos fortes e fracos da organização,
estabelecendo e corrigindo cursos de ação a longo prazo. A adoção deste planejamento
requer, normalmente uma mudança bastante significativa na filosofia e na prática gerencial da
maioria das empresas públicas e privadas, o planejamento estratégico não é implantável por
meio de simples modificações técnicas nos processos e instrumentos decisórios da
organização. É , na realidade, uma conquista organizacional que se inicia a nível de mudanças
conceituais na gerência, resultando em novas formas de comportamento administrativo, além
de novas técnicas e práticas de planejamento, já que planejar não é tentar adivinhar o futuro, e
sim se antecipar aos fatos.
No caso específico das bibliotecas, é necessário ressaltar que ela possui algumas
particularidades não encontradas nas empresas privadas, Motta (1982) relacionou quatro
características das organizações sem fins lucrativos:
1. A sobrevivência e a ação independem dos mecanismos de mercado ou da existência
de lucro ou superávit.
2. A remuneração global independe, em grande parte, do preço do serviço pago pelos
clientes.

�3. Os objetivos são baseados em interesses comunitários mais amplos, cujo alcance
ultrapassa os limites de satisfação de seus interesses particulares.
4. A cultura organizacional tende a se caracterizar por forte senso de identidade e de
aderência à missão sócio-econômica.
O prazo de duração do planejamento estratégico é chamado horizonte estratégico.
Geralmente as empresas utilizam o prazo de cinco anos.

2. FASES DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Existem algumas divergências sobre o número de fases dos planejamento entre os
vários autores pesquisados, neste artigo escolhemos os mais aplicáveis as bibliotecas
brasileiras. São eles:
A definição do negócio da organização: precisamos definir dentro de uma visão
estratégica qual o negócio de nossa biblioteca? Será emprestar livros e periódicos, ou atender
os usuários? Isto é ter uma visão limitada da nossa instituição, pois o nosso “negócio” é a
informação. E tendo isto em mente, ficará mais fácil atender as demandas do ambiente
externo, e não ficarmos dependentes do suporte em que esta informação é apresentada (livros,
periódicos, disquetes, CD-ROM, etc.)
Formular a missão da empresa: segundo Pagnocelli &amp; Vasconcellos Filho (1992), a
missão é a expressão da razão da existência da empresa, em um ambiente em crescente
mutação, é fundamental dotá-la de flexibilidade para que possa acompanhar as mudanças
ambientais. É mais difícil do que parece a equipe definir a sua missão, pois segundo S. Tilles,

�no trabalho acima citado, “Você pode não aprender muito ao ler a missão de uma empresa,
mas você aprenderá muito a tentar escrevê-la”.
A missão é a resposta as perguntas “Para que serve nossa biblioteca?”, “Quem é o
nosso usuário?”. Ela deve ser elaborada sem se referir a uma situação particular e sim, a razão
de ser da organização. Um exemplo seria o seguinte: “A missão de nossa biblioteca é
proporcionar ao usuário a informação por ele requerida da melhor maneira possível, visando
atender suas necessidades com qualidade, rapidez e eficiência”. Para se definir a missão é
preciso saber quem é o nosso usuário, onde ele se encontra, e de que maneira podemos
atende-lo melhor , a missão da biblioteca deve ser passada a todos os funcionário e servir
como base para a orientação de todos os serviços, manuais e regulamentos.
Com o negócio e a missão definidos preciso pensar nos princípios da organização; que
são os balizamentos que vão direcionar o processo decisório e orientar a conduta de seus
funcionário no cumprimento de sua missão. Os princípios devem ser claros e concisos, e
devem ser divulgados por todos os setores. Como princípios gerais a toda biblioteca podemos
citar para facilitar o entendimento:
1. Ética nas relações humanas
2. Respeito ao dinheiro público
3. Buscar o constante aperfeiçoamento tecnológico visando o bem estar do usuário
4. Excelência no atendimento e na prestação de serviços ao usuário
5. Valorização do funcionário
6. Participação
7. Criatividade no trabalho
8. Liberdade com responsabilidade

�9. Espírito de equipe
Não perder de vista os princípios do setor são uma das chaves para o sucesso da
Biblioteca, estes princípios também devem ser divulgados para os usuários, para que todos
possam cobrar, quando se estiver caminhando para outra direção.
A próxima fase do planejamento é a análise do ambiente, que consistem em, após
uma análise minuciosa da realidade do país e do mundo e das tendências para o futuro, na
identificação no ambiente externo, de oportunidades e ameaças, e no interno, dos pontos
fortes e fracos da instituição.
O ambiente externo de uma biblioteca consiste em seus usuários, a comunidade de
modo geral, pela estrutura administrativa do órgão a que está vinculada, os seus fornecedores,
pelo governo e pelas outras bibliotecas .
Oportunidades são situações externas, que se adequadamente aproveitadas pela
organização, poderão favorecer a organização, desde que esta esteja preparada para aproveitar
a situação. Uma oportunidade seria a facilidade de se conseguir informação neste novo século,
a explosão da Internet, a consulta a bibliotecas virtuais, os novos meios de armazenagem de
informações, o desenvolvimento da informática e das tecnologias de recuperação de
informação, enfim todas as mudanças que estão acontecendo que podem servir para facilitar o
nosso trabalho e o do usuário.
Ameaças são situações externas, que se não eliminadas, minimizadas ou evitadas pela
organizações, poderão afetá-la negativamente. Uma ameaça, seria a rapidez do avanço
tecnológico da informação, pois a biblioteca que não se adaptar as essas novas relações
biblioteca-informação, estará colocando em risco a sua própria existência. A biblioteca que só

�conta com seu catálogo interno para atender o público, em alguns anos estará obsoleta e será
substituída por novos fornecedores de informação.
Motta (1982) ressalta que as organizações sem fins lucrativos sofrem menos com as
ameaças, pois já que não trabalham com a economia de mercado, objetivando o lucro, sua
sobrevivência é garantida, desde que estejam cumprindo sua missão social, além disso seus
dirigentes não tem autonomia necessária para acompanhar as mudanças do ambiente externo,
logo sua existência não pode ser ameaçada por esse imobilismo. Apesar da sobrevivência da
biblioteca estar garantida por este ponto vista, é desmotivador perceber a sua diminuição de
importância dentro de uma instituição...
É importante notar que uma mesma situação pode significar uma oportunidade ou
ameaça, dependendo da visão estratégica da direção da biblioteca, que pode ou não, ter se
preparado, e caminhado em direção a este futuro, o já mencionado comportamento proativo.
“Forças ou pontos fortes são características da empresa, que devem ser potencializadas
para otimizar seu desempenho, e propiciam uma condição favorável para a empresa.
Fraquezas ou pontos fracos são características da empresas, que devem ser
minimizadas para evitar influências negativa sobre o seu desempenho”. (Pagnocelli &amp;
Vasconcellos Filho, 1992)
Os pontos fortes e fracos tem como características poderem ser controlados pelos
dirigentes da biblioteca, ao contrário das oportunidades e ameaças, que por pertencerem ao
ambiente externo, são incontroláveis; porém na maioria das vezes previsíveis; se a instituição
trabalhar com cenários estratégicos, que são projeções de possíveis futuros, com base em
dados sócio-econômicos, tendencias tecnológicas, análise da situação de países mais
desenvolvidos na área de informação, debates com profissionais de diversas áreas. Podem ser

�feitos diversos cenários para uma mesma situação, indo dos mais pessimista ao mais otimista.
Grahan Jr. &amp; Gray (1994) apresentam uma breve metodologia para a preparação de cenários:
1. Estudar os fatos de uma situação
2. Selecionar um possível desenvolvimento
3. Tentar prever os resultados que possam ser obtidos caso o desenvolvimento ocorra
Segundo eles a vantagem da construção de cenários “são a falta de necessidade de
computações extensas ou hipóteses complicadas e o baixo custo”.
As forças e fraquezas da biblioteca podem ser apuradas por conversas com os
funcionários e usuários, entrevistas, questionários, caixa de sugestões, etc.
Entre as forças e fraquezas, podem ser citadas, a qualificação dos funcionários,
tecnologia, recursos financeiros, estrutura administrativa, treinamento, relacionamento com
usuários, motivação dos funcionários, autonomia, liberdade de expressão, comunicação,
atualidade dos acervos, estado das instalações físicas, parceria entre os setores da instituição,
etc.
Conhecendo o negócio, a missão e o ambiente em que a biblioteca está inserido,
podemos passar a formulação dos objetivos, “que são resultados quantitativos e qualitativos
que empresa precisa alcançar em um prazo determinado, no contexto de seu ambiente, para
cumprir sua missão. Estes objetivos devem ser em número reduzido, viáveis e apresentados
de

forma clara”. (Pagnocelli &amp; Vasconcellos Filhos, 1992). É possível incluir nestes

objetivos, um desafio, que é uma realização que deve ser continuamente perseguida,
perfeitamente quantificável e com prazo estabelecido, que exige um esforço extra e representa
a modificação de uma situação, bem como contribui para ser atingida uma situação desejável.

�Como alcançar isto? As etapas para se alcançar este “sonho possível” são as metas, que são os
passos com prazo definido para se chegar lá.
Motta (1982) afirma que a estabilidade de organizações como a Biblioteca dificulta a
formulação de objetivos, já que quanto mais claros e quantificáveis forem estes, existe um
risco maior de não serem concretizados, afetando assim a imagem externa de coerência e
consistência, base das organizações públicas.
Um exemplo de um objetivo em uma biblioteca seria o seguinte: Aumentar a
frequência de usuários em 30% em 2000. Note-se que nesta fase ainda não definimos como
chegar a este resultado. Isto é possível através da formulação de estratégias, que são os
caminhos que a empresa deve seguir para atingir seus objetivos. Que estratégias seriam
necessárias para se alcançar o objetivo acima?
Podemos citar algumas:
Automatizar os serviços
Atualizar o acervo
Criar um espaço para exposições e debates na biblioteca
Depois disso é chegada a hora de se transformar estas estratégias em projetos, esta fase
consiste no estabelecimento e na administração dos projetos necessários ao desenvolvimento
do planejamento estratégico proposto. Um projeto pode ser considerado “um trabalho com
data de início e fim previamente estabelecidas, coordenador responsável, resultado final
predeterminado

e

no

qual

são

alocados

os

recursos

necessários

ao

seu

desenvolvimento”(Oliveira, l991). Um exemplo de projeto seria o seguinte: “Projeto para a
informatização das rotinas do balcão de empréstimos”, que estaria dentro da estratégia

�“Automatizar os serviços” e do objetivo “Aumentar em 30% a frequência dos usuários em
1998”.
Após este processo será necessário divulgar para todos os funcionários o plano,
de preferência na forma de um manual, para que todos possam conhecer em detalhes.
O planejamento estratégico não é um instrumento estático e inflexível, já que ele é
sujeito as variações do ambiente interno e externo, e por isso é necessário que haja um
controle

e avaliação contínua de seus resultados, para possíveis correções de rota e

confirmação dos resultados positivos. Esta fase é um importante fator para que o
planejamento não vá parar na gaveta do dirigente ou simplesmente não seja abandonado por
uma nova direção.
Esta fase foi definida por Oliveira (1991) como “uma função do processo
administrativo que, mediante a comparação com padrões previamente estabelecidos, procura
medir e avaliar o desempenho e o resultado das ações, com a finalidade de realimentar os
tomadores de decisões, de forma que possam corrigir ou reforçar esse desempenho ou
interferir em funções do processo administrativo, para assegurar que os resultados satisfaçam
aos desafios e aos objetivos estabelecidos.”
O controle não deve ser entendido como uma atividade com a finalidade de punir os
responsáveis por um possível resultado negativo no alcance de um objetivo, e sim como um
instrumento para se corrigir uma rota e possibilitar ao dirigente conhecer melhor a sua
organização,

suprindo-o com informações, que poderão até ser usadas para se alterar e

atualizar o planejamento original.

�3. FATORES QUE DEVEM SER CONSIDERADOS ANTES DA ELABORAÇÃO DE UM
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Apesar das vantagens já apresentadas neste artigo, existem uma série de considerações
que devem ser analisadas antes de sua elaboração, já que este método não deve ser
considerado uma fórmula mágica para a resolução de problemas na organização. A seguir
apresentaremos alguns desafios a serem superados:
Um dos fatores que podem atrapalhar a formulação do planejamento estratégico, é a
existência de sucesso sem planejamento, uma situação comum em nossas bibliotecas. Já que
tudo está aparentemente sem problemas, forma-se um consenso que não são necessárias as
mudanças que este processo trará. Este raciocínio não tem fundamento, porque devido a
evolução constante da disseminação da informação e de sua tecnologias, estar fazendo
sucesso hoje, não é garantia do sucesso no futuro. A Biblioteca não deve ser olhar o passado
para tomar suas decisões, e sim tentar evitar erros futuros.
Um outro problema seria contratar uma pessoa ou equipe para fazer o planejamento. É
imprescindível a presença da direção na elaboração do plano, pois são as pessoas que
conhecem a realidade interna da organização, evitando que o planejamento seja excelente
apenas no papel, sem utilidade para a vida real. Os consultores externos devem ser
contratados, mas, para uma função de assessoramento, pois este dominam a técnica, além de
terem uma visão externa menos influenciada pela experiência diária dos que trabalham na
instituição, eles são os mais indicados para elaborarem reuniões e seminários para explicar a
todos os funcionários a sua importância e as fases para se alcançarem resultados satisfatórios.

�Também não se devem esperar resultados rápidos, pois o planejamento deve ser
entendido “como um processo contínuo, abrangente e participativo, cujos benefícios para a
empresa

vão

aflorando

ao

longo

do

tempo,

de

maneira

racional,

lógica

e

estruturada”(Oliveira, 1991).
Talvez o mais importante fator, seja a resistência dos funcionários as mudanças,
principalmente se a biblioteca ou a instituição a qual ela pertence, possuir um histórico de
planos iniciados e abandonados, criando uma situação de descrédito com o anúncio de um
novo planejamento.
Davis &amp; Newstron (1996) definiram que a resistência a mudanças “consiste em
qualquer atitude intencional de um funcionário para desacreditar, atrasar ou impedir a
implementação de um mudança no trabalho. Os funcionários resistem a elas por ameaçarem
suas necessidades de segurança, uma interação social, posição e estima pessoal”.
Zander ( 1971 ) enumerou algumas situações que conduzem a resistência a mudanças
pelos funcionários de uma organização, para poder assim tentar ameniza-las:
1. Pode-se esperar resistência se a natureza da modificação não estiver clara para as pessoas
que serão afetadas por ela.
2. Indivíduos diferentes percebem significados diferentes em modificações propostas.
3. Pode-se esperar resistência por parte das pessoas que serão afetadas pela modificação e
sejam forçadas a aceitá-la; essa resistência diminui na medida em que essas pessoas possam
dizer alguma coisa com referência a natureza ou direção da modificação.
4. Pode-se esperar certa resistência se a modificação é feita em bases pessoais, mais do que
por imposições ou sanções impessoais.

�5. Pode-se esperar resistência se a modificação ignorar as instituições grupais já estabelecidas.
É necessário respeitar a cultura da organização.
Daí pode-se concluir que um grande passo para diminuir as resistências
consiste na informação e participação de todos os funcionários no planejamento da Biblioteca.
A respeito disso , Vasconcellos Filho &amp; Fernandes (1982) verificaram que “a elaboração e a
implementação de um sistema de planejamento estratégico introduzem mudanças na filosofia
de atuação, na maneira de fazer as coisas, nas políticas e normas da organização, o que leva os
funcionários da organização a oferecerem resistência ao sistema de planejamento. Isto pode
ser minimizado com um trabalho de conscientização da importância do processo e das
mudanças e problemas que ele trará, e de que como afetará a vida de todos os envolvidos no
ambiente interno e externo”.

4. CONCLUSÃO

O planejamento estratégico é um importante instrumento na administração de uma
biblioteca, pois se não temos objetivos a serem alcançados, como poderemos avaliar os
nossos serviços?
Se as bibliotecas brasileiras não estiverem preparadas para o futuro, serão
ultrapassadas por outras organizações prestadoras de informação, pois com a crescente
demanda por informação neste mundo globalizado, o usuário procurará quem atender suas
necessidades, e esta instituição poderá ou não ser a biblioteca; isto dependerá dos esforços
que fizermos hoje.

�Nesta realidade, o planejamento estratégico serviria como uma bússola, orientando a
biblioteca em sua jornada para o futuro, para que ela continue sendo a principal organização
responsável pela disseminação da informação.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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NEWSTROM, John W. Comportamento humano no trabalho: uma

abordagem organizacional. São Paulo: Pioneira, 1996. v.2, 194p.

2. FISCHMANN, Adalberto, ALMEIDA, Martinho Isnard R. Planejamento estratégico na
prática. 2.Ed. São Paulo: Atlas, 1991. 164 p.

3 .GRAHAM JR., Cole, HAYS, Steven. Para administrar a organização pública. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1994. 280p.

4. LOPES, Carlos T. Guimarães. Planejamento e estratégia empresarial. São Paulo: Saraiva,
1978. 194p.

�5. MOTTA, Paulo Roberto. Planejamento estratégico em organizações sem fins lucrativos:
considerações sobre dificuldades gerenciais. In: VASCONCELLOS FILHO, Paulo et al.
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10 .VASCONCELLOS FILHO, Paulo de, FERNANDES, Marcos Antonio da C. Planejamento
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Planejamento empresarial : teoria e prática. Rio de Janeiro: LTC, 1982. p. 79-107.

11. VASCONCELLOS FILHO, Paulo de, MACHADO, Antônio de Matos V. Planejamento
estratégico: formulação, planejamento e controle. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos, 1979. 181p.

�12. ZANDER, Alvin. Resistências às modificações: análise e prevenção. In: BALCÃO, Yolanda,
CORDEIRO, Laerte. O comportamento humano na empresa: uma antologia. Rio de
Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1971. P.371- 380.

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                <text>Analisa os diferentes conceitos de planejamento estratégico e seus objetivos, com ênfase nas particularidades das organizações sem fins lucrativos. Apresenta as fases de elaboração do planejamento aplicado as bibliotecas universitárias, destacando os fatores que devem ser considerados antes de sua implementação. Analisa os motivos que levam a resistência a mudanças por parte dos funcionários e o meios para que se possa amenizar esta reação negativa. Conclui-se que o planejamento estratégico pode ser importante na gerência de bibliotecas, desde que os bibliotecários se preparem adequadamente para ele.</text>
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                    <text>PARCERIA NO APRIMORAMENTO PARA O ATENDIMENTO À CLIENTELA
EXTERNA: TERCEIRIZAÇÃO DO SERVIÇO REPROGRÁFICO DO SERVIÇO DE
BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE
BAURU - USP

Maria Helena Souza Ronchesel
Valéria Cristina Trindade Ferraz
Eliane Falcão Tuler Xavier

Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru da
Universidade de São Paulo
Alameda Octávio Pinheiro Brisola, 9-75
Vila Universitária
17043-101

Bauru

Endereço eletrônico:
mahelena@fob.usp.br

SP Brasil

�Resumo:

Visando a constante avaliação da prestação de serviços oferecidos pela Biblioteca da
FOB-USP, com base em pesquisas informais e na Caixa de Sugestões, foi possível
diagnosticar a necessidade de melhoria na qualidade do serviço reprográfico. As principais
reivindicações da clientela estavam voltadas para: horário de atendimento mais abrangente,
qualidade das fotocópias e rapidez no atendimento. Por questões administrativas, como:
quadro de funcionário reduzido, equipamento reprográfico ultrapassado, escassez de material
de consumo e aumento da demanda da clientela externa devido a implantação de novos cursos
de Odontologia em Bauru e região, a política do serviço reprográfico priorizava o
cumprimento de prazos de convênios de Comutação Bibliográfica e a reprodução de materiais
não disponíveis para empréstimo e em exposição. Através de esforços conjuntos da equipe de
profissionais da Biblioteca e membros da Comissão de Biblioteca, planejou e elaborou-se a
licitação de espaço físico e prestação de serviços reprográficos que procurassem atender às
necessidades da clientela da Biblioteca, bem como resguardar a aplicação da Lei de Direitos
Autorais. Terceirizado o serviço reprográfico à clientela externa e a implementação de novos
procedimentos de trabalho, a Biblioteca encontra-se em processo contínuo de análise e
avaliação dos resultados obtidos até então pela empresa concessionária.

Eixo temático: Gerência da Biblioteca Universitária.

�Introdução

O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru USP, possui desde de novembro de 1987 a seguinte estrutura organizacional:

Porém, antes mesmo da Biblioteca tornar-se Serviço Nível II oferecia-se aos usuários
uma estrutura básica de serviços, sendo que a reprodução do material bibliográfico também

�fazia parte desse rol de prestação de serviços. Passando por fases em que era oferecido pela
própria Biblioteca e outras onde era oferecido por pessoal terceirizado. Entretanto, o serviço
de reprodução de material bibliográfico desde 1992 vinha sendo oferecido sob
responsabilidade do pessoal da Biblioteca, através do Setor de Artes Gráficas,
hierarquicamente subordinado ao Serviço de Documentação e Divulgação, que tinha por
finalidade oferecer os seguintes serviços:
⮚ Reproduzir todo material solicitado pelos usuários: discentes de graduação dos
cursos de Odontologia e Fonoaudiologia, discentes dos cursos de pós-graduação
lato sensu e stricto sensu em, como também usuários provenientes de todo o país perfazendo um público alvo de 1.360 pessoas;
⮚ Reproduzir e conferir o material do Serviço de Comutação Bibliográfica;

⮚ Reproduzir cópias internas dos três serviços básicos que compõem a Biblioteca da
Faculdade de Odontologia de Bauru.

Diagnóstico Situacional

Para oferecimento do serviço de reprodução do material bibliográfico a Biblioteca
contava com a seguinte infra-estrutura:
● Quanto aos equipamentos utilizados:
● duas máquinas reprográficas: uma da marca MITA modelo 4655 e outra da
Xerox do Brasil modelo 4065;
● uma máquina Auto-Serviço da Xerox modelo 1035 AM.

�● Quanto aos recursos humanos disponíveis:
● uma funcionária pertencente ao Serviço de Documentação e Divulgação
que contava com a ajuda de uma legionária contratada por períodos
pré-determinados.

● Quanto ao horário de funcionamento:
● De segunda a sexta-feira das 8:00 horas às 12:00 horas e das 13h30min
às 17h30min
Com base na infra-estrutura apresentada, não era possível oferecer uma prestação de
serviço com nível de qualidade desejado às clientelas interna e externa da Biblioteca,
originando descontentamento por parte das mesmas, em virtude das seguintes situações:

● Quanto aos equipamentos e materiais utilizados:
As máquinas que sustentavam o serviço de reprodução não possuíam os recursos
necessários para atingir a qualidade ideal de cópia exigida pelas clientelas, bem como pelos
convênios de Comutação Bibliográfica. Além do que, o material de consumo como tonner e
papel eram solicitados ao Almoxarifado em dias e formulários específicos e tendo que
aguardar a autorização de liberação da Assistência Técnica Financeira da Faculdade de
Odontologia de Bauru, muitas vezes, acarretando a ociosidade das máquinas por vários dias.
No que se refere à assistência técnica das máquinas, o mesmo procedimento devia ser
adotado para a chamada de auxílio técnico que localizava-se em âmbito externo da Faculdade.
A máquina Auto-Serviço não conseguia suprir a demanda restante, pois os usuários
para manuseá-la solicitavam ajuda da Bibliotecária que ficava na Sala de Leitura ou até

�mesmo do funcionário do Setor de Artes Gráficas, que tinham que parar o seu trabalho para
orientá-los. A falta da assistência técnica adequada fazia com que o material de consumo
absorvido pela máquina Auto-Serviço, não conseguisse atingir o número de cópias que era
pré-estabelecido para a quantidade de tonner destinada a mesma. Este material tinha que ser
requisitado à Assistência Técnica Financeira da Faculdade de Odontologia de Bauru, que
solicitava sempre uma justificativa antecipada para utilização do tonner requisitado para a
máquina, ficando esta ociosa por vários dias. A Assistência Técnica Financeira só trabalha em
horário comercial, sendo que no período noturno, período no qual a máquina mais funcionava
não havia como solicitar mais material de consumo, pois só havia a remessa de um tonner
quando acabava o que estava sendo utilizado.

● Quanto ao valor do serviço oferecido e a compra de vales e cartões:
O valor da cópia fornecida pelo Setor de Artes Gráficas era estipulado pela Assistência
Técnica Financeira da Faculdade de Odontologia de Bauru e correspondia a R$ 0,08 (oito
centavos), valor acima da média do mercado.
A máquina Auto-Serviço possuía um preço mais elevado do que as cópias tiradas no
Setor de Artes Gráficas, de R$ 0,10 (dez centavos) por cópia, cuja compra era efetivada
através de cartões magnéticos da Xerox do Brasil.
Outro fato que vinha agravar ainda mais a situação era de que as cópias só eram
tiradas através de pagamento antecipado, ou seja, com a apresentação de "vales" que deveriam
ser adquiridos na Assistência Técnica Financeira da FOB-USP, localizada dentro do Campus,
mas fora da Biblioteca. O usuário tinha então que passar pela Biblioteca, verificar o número
de cópias a ser pagas e depois dirigir-se até a Assistência Técnica Financeira para comprar os
referidos "vales".

�● Quanto ao horário de funcionamento:
O horário de funcionamento da Biblioteca era de segunda a sexta-feira das 8:00 horas
às 24:00 horas e aos sábados das 8:00 horas às 12:00 horas.
É de ressaltar que o primeiro grande problema no oferecimento do serviço dava-se
quanto ao horário de funcionamento do Setor de Artes Gráficas que acabava por oferecer os
seus serviços somente no horário de trabalho da funcionária responsável, ou seja, de segunda
a sexta das 8:00 horas às 12:00 horas e das 13h30min às 17h30min, sendo que no restante do
período o Setor permanecia fechado por falta de pessoal.

● Do cumprimento de prazos de convênios:
A demanda de cópias exigida pela Comutação Bibliográfica também era um fator de
preocupação, pois devido aos prazos estipulados através dos convênios COMUT e BIREME
obrigava o Setor a priorizar as cópias provenientes desta solicitação, deixando para segundo
plano o atendimento aos usuários que se viam obrigados a deixar o material para ser
reproduzido para o dia seguinte e até, dependendo do fluxo, mais de dois dias, causando
transtornos e descontentamento por parte da clientela.

● Do quadro de recursos humanos:
A situação de atendimento às clientelas se agravou quando a funcionária responsável
pelo Setor aposentou-se em dezembro de 1998, sendo necessário o deslocamento de mais um
funcionário pertencente ao Serviço de Documentação e Divulgação para substituí-la,e
acumulando assim mais esta função na sua rotina de trabalho, pois a Biblioteca de uma

�maneira geral trabalha com o mínimo de recursos humanos necessário para cumprir o seu
turno diário e noturno.
A Biblioteca procurava contornar a situação de algumas formas como: emprestando o
material para ser reproduzido em outro local quando o fluxo ultrapassava ao que o Setor de
Artes Gráficas tinha condições de administrar, porém isto só era permitido aos usuários
devidamente inscritos na Biblioteca. A situação tornava-se mais precária quando nos finais de
semana a quantidade de alunos da região elevava-se em busca de cópia xerográfica do
material bibliográfico pertencente ao nosso acervo, não podendo fazer empréstimos uma vez
que não eram inscritos na Biblioteca.
A Biblioteca que vinha até então diagnosticando a situação através de observação
direta do usuário e através do formulário da Caixa de Sugestões, meios pelos quais o usuário
expunha o seu descontentamento na prestação de serviços oferecidos no Setor de Artes
Gráficas, empenhou-se na elaboração de estudos que foram encaminhados aos membros da
Comissão de Biblioteca.

Efetivação da Parceria

A situação foi levada ao conhecimento da

Comissão de Biblioteca, através de

relatórios e fundamentações concretas levantadas pela equipe de profissionais da Biblioteca,
fazendo-se aprovar a solicitação da terceirização do serviço de reprodução para à clientela
externa. A partir daí começaram as negociações para efetivação desta terceirização.
O primeiro passo foi a abertura da licitação por parte da Assistência Técnica
Financeira da Faculdade de Odontologia de Bauru, onde foram estabelecidos todos os

�critérios necessários para que a firma concessionária trabalhasse dentro dos moldes de
indicadores de qualidade estabelecidos pela Biblioteca:
⮚ O espaço físico de trabalho permaneceria o mesmo em que o Setor de Artes
Gráficas ocupava, ou seja, uma área física de 15,57 m2 (4,58m X 3,40m);
⮚ A quantidade de equipamentos e a configuração das máquinas de reprodução
foram estabelecidas de acordo com as necessidades básicas da clientela externa da
Biblioteca;
⮚ O horário de atendimento obedeceria o horário de funcionamento da Biblioteca, ou
seja, havendo a contemplação da clientela externa no período noturno e também
aos sábados ininterruptamente;
⮚ A obrigatoriedade de manutenção de um número mínimo de empregados
necessários a demanda de serviços solicitados pela clientela externa da Biblioteca;
⮚ Estabelecimento da Taxa de Ressarcimento mensal a cargo da Concessionária que
deverá ser paga junto à Tesouraria da Faculdade de Odontologia de Bauru;
⮚ Manutenção de preços sempre inferiores aos praticados pelo Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP;
⮚ Reservas quanto às penalidades e sanções aplicadas por infringir as Leis de
Direitos Autorais e cuidados exigidos para cópia do acervo no que tange à
preservação do material bibliográfico.

�Aos 19 de julho de 1999 foi firmado o Termo de Concessão de Uso para fins de
Exploração

de Serviços

Reprográficos -

(Decorrentes de Licitação) - processo

n.99.1.3371.25.5, pelo prazo de concessão de 12 meses.
O início desta Concessão iniciou-se efetivamente em agosto de 1999 e para tal a
Biblioteca sofreu algumas alterações de espaço físico para adequar-se a nova rotina de
trabalho.
Todo serviço de reprodução de Comutação Bibliográfica e cópias dos serviços
internos continuaram sob responsabilidade do Setor de Artes Gráficas que assim preferiu,
uma vez que os contratos de convênios exigem cumprimentos de prazos pré-estabelecidos e,
portanto, mais facilmente controlados pelo Serviço de Documentação e Divulgação através de
formulários específicos e complexos, bem como os serviços internos da Biblioteca.

Resultados

As vantagens sentidas pela Biblioteca e pela clientela atingida diretamente pela
terceirização do serviço de reprodução de material bibliográfica foram sendo analisadas ao
longo do tempo, através de questionário aplicado (Anexo 1).
Os resultados obtidos foram apresentados em tópicos devido a grande subjetividade
das questões:

⮚ Para a Biblioteca:
● Possibilidade de um cumprimento mais efetivo nos prazos de convênios de
Comutação Bibliográfica;

�● Cumprimento do regulamento de empréstimo, no que tange ao número de
exemplares e prazo de devolução;
● Permanência maior do acervo no espaço físico da Biblioteca;
● Conservação física do material bibliográfico;
● Desburocratização de prestação de contas à Assistência Técnica Financeira
da Faculdade de Odontologia de Bauru;
● Resguardo quanto à aplicação da Lei de Direitos Autorais - Lei 9.610/98;
● Maior tempo de permanência da funcionária responsável pelo Setor de Artes
Gráficas junto ao Serviço de Documentação e Divulgação.
⮚ Para os usuários:
● Melhoria na qualidade de cópias apresentada pelo serviço;
● Redução do tempo de atendimento no fornecimento das cópias;
● Pagamento da cópia "in loco" - desburocratização no atendimento;
● Não necessidade de empréstimo de material bibliográfico para reprodução fora
do âmbito da Faculdade de Odontologia de Bauru;
● Redução do custo da cópia reproduzida que passou de R$ 0,08 (oito centavos)
para R$ 0,06 (seis centavos).

Considerações Finais

A efetivação da terceirização do serviço de reprodução do material bibliográfico só foi
possível devido à parceria entre os membros da equipe de profissionais da Biblioteca,
Comissão de Biblioteca, Diretoria da Faculdade de Odontologia de Bauru e a empresa

�concessionária vencedora do processo de licitação. Essa parceria deveu-se a uma participação
ativa dos envolvidos, ou seja:
● Equipe de profissionais da Biblioteca - empenho e apresentação de soluções dos
problemas apresentados pela clientela externa e das rotinas de trabalho do serviço
de empréstimo e de Comutação Bibliográfica, visando a continuidade da melhoria
no atendimento às clientelas interna e externa;
● Comissão de Biblioteca - conscientização do problema apresentado pela equipe de
profissionais da Biblioteca, aliando-se nas negociações, sugerindo, analisando o
que mais vinha ao encontro das necessidades das clientelas, atuando como
porta-voz junto à Diretoria da Faculdade de Odontologia de Bauru;
● Diretoria da Faculdade de Odontologia de Bauru - análise conscienciosa do
problema e da proposta, solicitando à Assistência Técnica Financeira a abertura do
processo de licitação;
● Empresa concessionária - atuou de forma flexível, procurando adequar-se à rotina
de trabalho da Biblioteca, estruturando-se para um atendimento de qualidade à
clientela, tomando conhecimento de técnicas de conservação e preservação do
material bibliográfico, bem como atendendo às normas ditadas pela Lei de Direitos
Autorais, através da divulgação de cartazes e conscientização da clientela.
Ressalta-se que a equipe de profissionais da Biblioteca em trabalho conjunto com a
empresa concessionária pretende desenvolver periodicamente a avaliação da prestação de
serviço, bem como a satisfação da clientela e se necessário fazer os devidos ajustes.

�Bibliografia Consultada

MICHEL, Jean. Direito de autor, direito de cópia e direito à informação: o ponto de vista e a
ação das associações de profissionais da informação e da documentação. Ciência da
Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p. 140-145, maio/ago. 1997.

VOLPATO, Enilze de Souza Nogueira, SILVA, Aparecida Regina Denadai da. Terceirização
do serviço de xerox na Divisão de Biblioteca e Documentação da UNESP - Campus de
Botucatu - Rubião Jr. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECONOMIA, 3.,
1999, Marília. Anais... Marília : Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, 1999.
p.143-147.

�ANEXO 1
Colabore conosco!!!
Analise, informe, critique e opine sobre o serviço terceirizado de reprodução de material
bibliográfico:
1. Você está sendo bem atendido? O número de funcionários está sendo suficiente ?

2. A qualidade e o prazo de entrega das cópias é o que você esperava?

3. O horário de atendimento é satisfatório?

4. O valor das cópias está dentro da média aplicada no mercado?

5. A implantação desse serviço trouxe vantagens para você? Quais?

6. Dê sua opinião sobre o que ainda pode ser melhorado nesse serviço?

Nome (opcional): ___________________________________________________
Data: ___/ ___/ ___

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
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                <text>Parceria no aprimoramento para o atendimento à clientela externa: terceirização do serviço reprográfico do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP.</text>
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                <text>Visando a constante avaliação da prestação de serviços oferecidos pela Biblioteca da FOB-USP, com base em pesquisas informais e na Caixa de Sugestões, foi possível diagnosticar a necessidade de melhoria na qualidade do serviço reprográfico. As principais reivindicações da clientela estavam voltadas para: horário de atendimento mais abrangente, qualidade das fotocópias e rapidez no atendimento. Por questões administrativas, como: quadro de funcionário reduzido, equipamento reprográfico ultrapassado, escassez de material de consumo e aumento da demanda da clientela externa devido a implantação de novos cursos de Odontologia em Bauru e região, a política do serviço reprográfico priorizava o cumprimento de prazos de convênios de Comutação Bibliográfica e a reprodução de materiais não disponíveis para empréstimo e em exposição. Através de esforços conjuntos da equipe de profissionais da Biblioteca e membros da Comissão de Biblioteca, planejou e elaborou-se a licitação de espaço físico e prestação de serviços reprográficos que procurassem atender às necessidades da clientela da Biblioteca, bem como resguardar a aplicação da Lei de Direitos Autorais. Terceirizado o serviço reprográfico à clientela externa e a implementação de novos procedimentos de trabalho, a Biblioteca encontra-se em processo contínuo de análise e avaliação dos resultados obtidos até então pela empresa concessionária.</text>
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PANORAMA DOS SEMINÁRIOS NACIONAIS DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

Kátia Corina Vieira
Bibliotecária – Centro Universitário Adventista de São Paulo/SP
Rodovia SP 332 Km 160 – Engenheiro Coelho/SP
Katia@iaec2.br

Marilda Corrêa Leite dos Santos
Bibliotecária Supervisor Técnico de Seção - STATI
Instituto de Química - UNESP Campus de Araraquara
marilda@iq.unesp.br

Ana Maria de Moura Schäffer
Centro Universitário Adventista de São Paulo/SP
Rodovia SP 332 Km 160 – Engenheiro Coelho/SP
Anas@iaec2.br.
Marisa C. Terra
Bibliotecária da Faculdade Don Domênico- Guarujá
e-mail mat@ccbeunet.br

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RESUMO

Este trabalho visa a dar um panorama geral do que foram os Seminários
Nacionais de Bibliotecas Universitárias, na primeira década de sua existência, do ponto de
vista dos trabalhos apresentados, dos objetivos propostos, bem como da programação,
lugares onde foram sediados os referidos eventos. Enfoca a contribuição desses eventos
como um marco da classe de profissionais da informação. A cada encontro, profissionais da
informação e outros buscavam encontrar soluções, alternativas e mesmo troca de
informações. Interessante era perceber que, às vezes, as reclamações, os desconfortos eram
similares; contudo, os ânimos sempre eram renovados a cada reunião e a cada palestra
proferida. Enfim, os seminários contribuíram e continuam contribuindo para o crescimento
e fortalecimento profissional da classe de bibliotecários. Os passados ficaram na história,
pois tiveram seu momento áureo e os futuros aguardamos com ansiedade para que a história
os inclua com saudades.

Palavras-chave: Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias – panorama.
SNBU - histórico

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INTRODUÇÃO

Os seminários acontecem a cada dois anos e sempre em locais diferentes. No final
de cada evento, já se escolhe tanto o local que sediará o próximo, bem como a comissão
organizadora. Esse evento nacional é sempre aguardado pelos profissionais da informação
com grande expectativa. Temas e trabalhos a serem apresentados são algumas das
expectativas. A relevância desse evento para os bibliotecários sempre é notória pois
possibilita momentos de reflexão, de tomada de decisão, de reciclagem; enfim, momentos
oportunos para mudança de hábitos. No período em que se realiza o evento, os profissionais
da classe encontram-se e renovam suas experiências nacionais e internacionais,
contribuindo este para troca de experiências e para transformações, muitas vezes, profundas
nas atividades profissionais.
Para Maia (1978:11), o grande objetivo do I Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias foi “reunir a alta administração das universidades, autoridades, usuários e
bibliotecários para iniciar-se uma tradição de estudo conjunto e análise sistemática da
atuação das bibliotecas universitárias, evolução, suas tendências, possibilidades e
deficiências”.
Desse modo, o presente trabalho tem como sua principal meta, enfocar pontos
pertinentes para uma reflexão sobre os Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias
realizados ao longo desses anos, que se encontram, de certa forma, já registrados na
literatura sobre a área.

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METODOLOGIA

As informações foram coletadas nos Anais dos Seminários Nacionais de
Bibliotecas Universitárias (doravante SNBU) de onde retiramos os dados relevantes para a
pesquisa.

A ANÁLISE DOS SEMINÁRIOS (1978-1998) DO I - X

I - SNBU
Esse primeiro evento aconteceu no Rio de Janeiro/Niterói, na Universidade
Federal Fluminense de 23 a 28 de Julho de 1978 e teve como objetivos:
❑ Levantar e discutir as situações relacionadas com as bibliotecas
universitárias;
❑ reafirmar o intercâmbio de experiência na área;

❑ discutir aspectos vinculados à organização e administração de bibliotecas
universitárias;
❑ divulgar informações técnicas sobre o assunto;

❑ contribuir para o esclarecimento e racionalização dos serviços de bibliotecas
universitárias em todas as suas manifestações como medida de apoio para o
desenvolvimento nacional.

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Não podemos deixar de destacar a homenagem especial à professora doutora
Célia Ribeiro Zaher, que teve lugar neste primeiro evento.
A temática desse seminário inaugural foi: A Biblioteca como suporte do ensino
e da pesquisa para o desenvolvimento nacional.
Classificação da apresentação dos trabalhos, onde participaram 40 autores:
1ª parte – Painéis e seus subtemas:
❑ Bibliotecas universitárias e sistemas de informação;

❑ Informação científica;

❑ Administração de bibliotecas universitárias;

❑ Treinamento de usuários;

❑ Bibliotecas universitárias e os programas de pós graduação.
(Obs.: nos painéis foram apresentados 20 trabalhos, sendo 4 por subtema).

2ª parte – Seções científicas
Essa parte foi composta de 4 seções científicas de temas mais livres,
envolvendo 7 trabalhos.
O evento deixou como resultado 18 propostas de resoluções e conclusões
apresentadas nos painéis, nas seções científicas e nas reuniões. Nas propostas, foram
destacadas a participação do profissional bibliotecário nos conselhos de ensino e pesquisa
das universidades; a capacitação contínua do profissional bibliotecário; o cumprimento da

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Lei 4.084; a definição da política para as verbas das bibliotecas; avaliação periódica de
acervo e serviço; e revisões e definições de políticas nas bibliotecas universitárias.

II - SNBU
Realizado em Brasília de 25 a 30 janeiro de 1981, o segundo seminário contou
com a participação de bibliotecários, professores, analistas de sistemas, administradores,
arquitetos e outros profissionais, somando 600 participantes.
Dois acontecimentos importantes tiveram lugar durante o seminário: o
lançamento do COMUT - Programa de Comutação Bibliográfica e a transferência da
FID/CLA da Colômbia para o Brasil. Na ocasião, foi empossado o professor Antônio
Miranda, como presidente.
O presidente de honra do evento, professor Edson Nery da Fonseca, recebeu
homenagem especial.
Quatro seminários-simpósios realizaram-se no decorrer do II SNBU,
envolvendo cinco grupos de trabalho e seis sessões plenárias, nas quais foram apresentados
e discutidos dois trabalhos especiais, 10 documentos básicos e 38 comunicados técnicos.
O tema central do II SNBU foi: Avaliação do desempenho da biblioteca
universitária no Brasil
Classificação da apresentação dos trabalhos
Grupos de trabalhos:
❑ Interação usuário/sistema de informação;

❑ Processo técnico;

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❑ Estatísticas e padrões bibliotecários;

❑ Seleção de material informacional;

❑ Catálogo coletivo e comutação.
Simpósios:
❑ Planejamento de sistemas de bibliotecas universitárias;

❑ Arquitetura de bibliotecas universitárias;

❑ Aquisição de material bibliográfico;

❑ Automação de serviços bibliográficos.

Segundo Machado (1981:354), “...as conclusões e recomendações formuladas
embasaram-se no propósito de transformar a biblioteca no verdadeiro instrumento de
prestação de serviços de informação à comunidade universitária, para que a Universidade
se engaje no caminho da busca verdadeira de nosso amadurecimento científico e cultural,
o que visa, em última análise, à construção de uma sociedade desenvolvida, livre, culta,
justa e humana".

III – SNBU

�8

O III SNBU aconteceu em Natal - RN em 1983 tendo como tema central:
Administração de Bibliotecas Universitárias. O tema foi escolhido para continuidade aos
dois primeiros seminários, tendo o mesmo seguimento dos anteriores.

IV – SNBU
O IV SNBU foi realizado em Campinas em 1985.e teve como objetivo único
fazer cumprir a missão histórica da biblioteca universitária: servir de apoio ao ensino e
pesquisa, e às atividades de extensão. O tema central era: Bibliotecas Universitárias:
Usuários e Serviços.
As apresentações foram divididos em trabalhos oficiais e trabalhos
apresentados. Os trabalhos oficiais traziam os seguintes sub-temas:
❑ Necessidades de informação;

❑ Acesso à informação e ao documento;

❑ Avaliação de serviços;
Os trabalhos apresentados foram 19, onde participaram 9 autores, sendo que
alguns trabalhos continham mais de um autor.

V – SNBU
Esse evento ocorreu em Porto Alegre, de 12 a 16 de janeiro de 1987. O tema
escolhido foi o Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias – PNBU cujo objetivo foi
permitir ampla divulgação de seus programas e projetos e possibilitar a participação efetiva

�9

de todos os presentes nos debates e decisões. Por iniciativa das próprias universidades,
foram realizadas em 1978 e 1981, respectivamente no Rio de Janeiro (UFF) e em Brasília
(CAPES/UnB), o 1º e o 2º Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, cujas
conclusões reivindicavam a constituição de um grupo de estudo para viabilizar a criação de
um Sistema Nacional de Bibliotecas Universitárias. A criação do Plano Nacional de
Bibliotecas Universitárias, em 24 de abril de 1986, teve como objetivo “harmonizar e
estimular o desenvolvimento das bibliotecas universitárias”. O ‘embrião’ do PNBU foi o
documento apresentado pelo IBICT no 4º Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
(Campinas, 1985), o qual coletou as recomendações oriundas de diversos seminários e
reuniões realizadas sobre o assunto.
Os trabalhos oficiais foram divididos em temas e dentro da temática, os
trabalhos eram apresentados por ordem de temas:
❑ Avaliação de coleções de periódicos em bibliotecas universitárias;

❑ Curso de Especialização em Bibliotecas Universitárias;

❑ Divulgação da produção científica e cultural das instituições de ensino
superior;
❑ Redes Nacionais de bibliotecas universitárias;
No temário livre os assuntos eram:
❑ Coleções de periódicos;

�10

❑ Recursos humanos em bibliotecas universitárias;

❑ Automação em bibliotecas universitárias;

❑ Produção científica;

❑ Bibliotecas universitárias;

❑ Serviços aos usuários em bibliotecas universitárias.
Foram duas conferências oficiais, enfocando o Plano Nacional de Bibliotecas
Universitárias e o Programa de Aquisição Planificada de Periódicos para as Bibliotecas
Universitárias e cinco os painéis onde os trabalhos oficiais foram apresentados, mais 21
trabalhos livres apresentados e agrupados pelo respectivo tema e distribuídos em seis
sessões.
As recomendações do 5º SNBU foram elaboradas por quatro Grupos de trabalho a
partir dos painéis. Os grupos estavam assim divididos:
❑ “Avaliação de Coleções de Periódicos em Bibliotecas Universitárias;
❑ “ Rede Automatizada de Intercâmbio de Dados Bibliográficos;
❑ “Divulgação da Produção Científica e Cultural das Instituições de Ensino
Superior”;
❑ “Composição do Quadro Funcional de Bibliotecas Universitárias”.
Um dos marcos do 5º SNBU foi a criação da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Universitárias. Esse Plano Nacional já então instalado oficialmente neste Seminário,

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deveria ser um entre os vários temas a serem propostos para as discussões que seriam
realizadas por grupos estaduais resultantes da Comissão Brasileira, nos moldes dos grupos
já existentes nas Associações.

VI - SNBU
Realizado em Belém-PA, de 11 a 16 de Junho de 1989, na Universidade Federal
do Pará - UFPa. Paralelamente a esse evento realizaram-se a 1ª Assembléia Geral do Plano
Nacional das Bibliotecas Universitárias - PNBU, marco muito importante para as
bibliotecas universitárias e o II Simpósio sobre Arquitetura de Bibliotecas Universitárias.
O tema principal foi: Automação de Bibliotecas e Serviços aos usuários.
A contribuição dos participantes do VI SNBU está reunida nos dois volumes
dos seus Anais.
Classificação das apresentações dos trabalhos:
Panéis:
❑ Política para prestação de Serviços aos Usuários;

❑ Política para Automação de Bibliotecas;

❑ Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias – PNBU;

Simpósio:
❑ Arquitetura de Bibliotecas Universitárias.

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Os trabalhos livres foram apresentados em três sessões: Serviços aos usuários,
nos dia 12 e 14, com 10 apresentações; e Automação de bibliotecas com 7 apresentações,
no dia 13.
As recomendações são resultado da participação conjunta dos grupos de
trabalho sobre Automação de Bibliotecas, Política e Prestação de Serviços aos Usuários e
da Plenária da Sessão de Encerramento. Foram apresentadas 5 recomendações, sendo três
dirigidas ao PNBU, uma aos programas PAP (Programa de Aquisição Planificada e
BIBLOS) em relação ao aumento e atualização dos acervos bibliográficos e uma sugestão
para o tema central do VII SNBU.

VII – SNBU
O VII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias foi realizado, pela
segunda vez, no Rio de Janeiro de 24 a 29 de novembro de 1991. O tema central foi:
Padrões Nacionais para Planejamento e Avaliação em Bibliotecas Universitárias. Durante o
evento foram relatados e discutidos estudos e experiências de metodologias com variáveis
utilizadas nas bibliotecas universitárias, aplicáveis e/ou adaptáveis em ambientes distintos,
contribuindo para o estabelecimento de padrões nacionais.
Os sub-temas foram:
❑ Padrões para infra-estrutura: pessoal e orçamentária;

❑ Padrões para serviços técnicos;

❑ Desenvolvimento de coleções e tratamento técnico;

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❑ Padrões para serviçõs aos usuários e produtos de informação (custos e
preços);
No volume 1 constam documentos gerais do seminário – Trabalhos oficiais e
Relatos de experiências referentes aos padrões nacionais para planejamento e avaliação em
bibliotecas universitárias e recomendações, tendo 23 autores com trabalhos expostos.
No volume 2, constam os trabalhos livres, num total de 37 e 25 trabalhos expostos
em painéis. As recomendações foram divididas em 3 grupos de trabalho.
As recomendações foram divididas em 3 grupos de trabalhos, e ficaram como
sugestões uma conscientização por parte dos bibliotecários universitários para o problema
de custos um levantamento dos custos dos serviços prestados pelas bibliotecas
universitárias. Paralelamente ao levantamento de custos deverá ser feito um trabalho de
conscientização da sociedade e dirigentes dos órgãos públicos sobre a necessidade de que
os serviços/produtos oferecidos pelas bibliotecas e Centros de Informação sejam vistos
como um bem público, e portanto, um dever do Estado. Incentivo e viabilização de projetos
pelo PNBU, que visem a redução de custos e garantam a democratização do uso da
informação. Iniciativas ligadas a formação de catálogos nacionais, catalogo coletivo de
conferências entre outros que a política de preços se paute nos objetivos da s bibliotecas
universitárias

VIII – SNBU
Realizado, também pela segunda vez, na cidade de Campinas/São Paulo de 07
a 11 de Novembro de 1994 trazendo nas questões discutidos o tema: integração e
compartilhamento.

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Classificação dos trabalhos
Trabalhos oficiais:
Diretamente vinculados ao tema central destacando a integração e o
compartilhamento das bibliotecas universitárias brasileiras na busca e obtenção da
informação. Estes trabalhos foram apresentados em plenária e se encontram publicados em
forma de texto integral nos anais.
Trabalhos livres:
Constam os trabalhos apresentados em forma de posters, sendo que da maioria
fora publicada, nos anais, apenas o resumo.
Esse evento também teve seu marco importante para os profissionais da área
com discussões temáticas da época como: redes e sistemas especializados, novas
tecnologias, prática profissional, conversão retrospectiva bibliográfica e intercâmbio de
serviços. Estes temas, até hoje são considerados de grande importância nas tomadas de
decisão das bibliotecas universitárias brasileiras.

IX – SNBU
Aconteceu em Curitiba - PR, de 27 de outubro a 01 de novembro de 1996,
reunindo 865 participantes de todo o Brasil na sua maioria bibliotecários ou profissionais
da informação. As homenageadas na ocasião foram: Regina Maria de Campos Rocha e
Neuza Aparecida Ramos, que pleitearam a organização do evento, acreditando na
conveniência de realizá-lo em Curitiba. Trabalho comum empreendido pela Pontifícia
Universidade Católica do Paraná e pela Universidade Federal do Paraná possibilitou a
concretização deste Seminário, concebido com a finalidade de se repensar a biblioteca
universitária brasileira frente aos novos paradigmas tecnológicos, a informação na era da

�15

competitividade, a autonomia universitária e a questão do financiamento de suas
bibliotecas, bem como a capacitação do profissional para qualificar-se diante das novas
expectativas dos usuários.
Sob o tema central a biblioteca universitária e a sociedade da informação,
profissionais do Brasil inteiro contribuíram interessados em compartilhar suas experiências,
realizações e projetos, tendo-se o privilégio de contar com seleto contingente de
especialistas para desenvolvimento dos sub-temas.
Os trabalhos foram apresentados em sessões plenárias nos seguintes temas que
se subdividiam sem sub-temas:
❑ Políticas de serviços e novas tecnologias;

❑ A questão do financiamento das bibliotecas universitárias;

❑ A biblioteca e a autonomia universitária;

❑ A biblioteca e sua relação com o contexto acadêmico;

❑ Projetos cooperativos de interesse nacional.
Os sub-temas foram

expostos e debatidos por especialistas, sendo

encomendados quatro trabalhos oficiais para cada sessão plenária.
A apresentação dos trabalhos que foram espontaneamente enviados pela
comunidade envolvida seguiu a mesma programação das sessões plenárias, com a
possibilidade de serem explorados itens mais específicos.
Temas dos trabalhos apresentados nas sessões técnicas:

�16

❑ Políticas de serviços e novas tecnologias;

❑ A biblioteca e a autonomia universitária;

❑ Biblioteca Universitária e sua relação com o contexto acadêmico;
Tema do trabalho apresentado sob forma de poster:
❑ Biblioteca universitária e a sociedade da informação.
Num total de 165 autores enriqueceram o Seminário com seus trabalhos nos
mais variados assuntos dentro do tema do evento.
A partir do IX seminário, os anais passam a ter versão eletrônica, reunindo os
trabalhos oficiais encomendados pela Comissão organizadora e os de livre iniciativa dos
participantes.
Foram feitas sete recomendações e dentre elas: que seja reativado o Programa
Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU), visando principalmente a realização de
cursos de especialização. Percebe-se aqui a volta ao projeto criado na década de 80.

X - SNBU
Este seminário sediado em Fortaleza - CE de 25 a 30 de outubro de 1998, sob o
tema principal Gestão de Bibliotecas Universitárias e estratégias para um novo tempo.
A realização deste evento concretizou-se num momento em que atravessa o país
muitas transformações econômicas, políticas e tecnológicas, o que incide diretamente no

�17

processo informacional. Com a transição da Biblioteca tradicional para a virtual, a ênfase é
dada ao acesso à informação onde quer que ela se encontre, obrigando os profissionais a
salutar tarefa de rever sua práxis. Nesse contexto, as Bibliotecas da Universidade Federal
do Ceará, da Universidade de Fortaleza e Associação de Bibliotecários do Ceará,
realizaram o X Seminário Nacional de Bibliotecas, tendo como objetivo discutir o papel das
tecnologias da informação, compreendendo a produção, gerência, disseminação e uso, na
perspectiva de contribuir para a promoção das universidades nas quais as bibliotecas estão
inseridas e interferir positivamente no desenvolvimento do país e da humanidade.
O homenageado do evento foi José Rincon – Diretor do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), pelo apoio e incentivo imprescindíveis para
a realização do X SNBU.
Os temas para a apresentação dos trabalhos foram:
❑ Integração das bibliotecas universitárias ao mundo virtual;

❑ Avaliação de Custo/benefício, de infra-estrutura ,produtos e serviços;

❑ O capital humano e seu desenvolvimento contínuo.
Com um total de 195 autores para 225 trabalhos apresentados em painéis,
sessões técnicas, comunicações.

Quadro - Temas, locais de realização e datas do SNBUs
Nº

Local

Data

Tema central

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I

Niterói – RJ
UFU

II

Brasília – DF
UnB

III

Natal - RN

23 a 28
Julho
1978

A Biblioteca como suporte do
ensino e da pesquisa para o
desenvolvimento nacional.

25 a 30
Janeiro
1981

Avaliação do desempenho da
biblioteca universitária no
Brasil

1983

Administração de Bibliotecas
Universitárias

1985

Bibliotecas Universitárias:
Usuários e Serviços

UFRN
IV

Campinas – SP
UNICAMP

V

Porto Alegre – RS
UFRGS

12 a 16
janeiro
1987

Programa Nacional de
Bibliotecas Universitárias

VI

Belém - PA

11 a 16
Junho
1989

Automação de Bibliotecas e
Serviços aos usuários

UFPa
VII

Rio de Janeiro
-RJ UFRJ

24 a 29
Novembro
1991

Padrões Nacionais para
Planejamento e Avaliação em
Bibliotecas Universitárias

VIII

Campinas - SP
UNICAMP

07 a 11
Novembro
1994

Integração e Compartilhamento

IX

Curitiba – PR

27/01
Outubro/
Novembro
1996

A Biblioteca Universitária e a
Sociedade da Informação

25 a 30
Outubro
1998

Gestão de Bibliotecas
Universitárias

UFPR e PUC PR
X

Fortaleza - Ce
UFCe e UNIFOR

CONCLUSÕES

�19

Cada época é marcada por um momento único em que as necessidades são
manifestadas e então buscam-se soluções. A cada Seminário as preocupações
manifestavam-se através de projetos, de reuniões, dos trabalhos encomendados e trabalhos
espontâneos. Contudo, nem só de preocupações vivem os SNBUs. Alguns relatos de
projetos, experiências que alcançaram sucesso fizeram parte destes eventos.
A preocupação temática em enfocar temas que tivessem relação com o usuário,
a avaliação, os serviços, com o objetivo sempre de adequá-los a nova realidade, também
levou a debates sobre o profissional, sua capacitação contínua e ainda contribuíram com
temas sobre a administração e planejamento das bibliotecas.
Graças ao esforço de alguns bibliotecários e o apoio de autoridades ligadas à
esta área o I SNBU foi uma iniciativa que deu certo, como podemos conferir hoje. O
COMUT lançado no II SNBU (1981) continua tendo sua importância fundamental na
comutação bibliográfica, sendo considerado como um dos serviços imprescindíveis para as
bibliotecas universitárias. A criação do PNBU - Plano Nacional das Bibliotecas
Universitárias consolidou a interação das bibliotecas principalmente nos programas
nacionais de apoio, como por exemplo, Programa de Aquisição Planificada, e o BIBLIOS.
Na década de 80, o SNBU-VI desperta a discussão do tema automação em bibliotecas,
visando a novos serviços aos usuários. E no final da década de 90, no último SNBU,
discutia-se a gerência e uso das novas tecnologias da informação. Conclui-se que os
seminários, além de terem tido ao longo dos eventos uma seqüência temática planejada,
também

as resoluções e projetos objetivados têm sido efetivamente

aplicados com

resultados positivos.
A preocupação com os serviços oferecidos, com o usuário, e em como
alcançá-lo estão presentes em cada um dos SNBUs. Percebe-se que poucas recomendações

�20

têm ficado no papel, porém, a maioria tem atingido seu destino e se concretizado.
Salienta-se que o número de participantes e trabalhos têm aumentado no decorrer dos anos,
o que mostra que o profissional da informação não fica estático à mercê dos
acontecimentos. A pesquisa, a comunicação, os projetos têm feito parte da rotina deste
profissional.
Este estudo é uma breve análise de alguns pontos relevantes na história dos
SNBUs, porém um estudo mais detalhado identificará outros pontos que provavelmente
serão ainda de grande relevância para as bibliotecas universitárias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
MACHADO, M. T. Relatório Geral . In Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias,
2. Brasília 25 a 30 de junho de 1981. Anais. Brasília, CAPES, 1981.
MAIA, A. B. Prefácio. In Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 1. Niterói, 23
a 30 de julho de 1978. Anais. Niterói, UFF, 1979.
BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 1. Niterói, 23 a 30 de Julho de 1978.
Anais. Niterói, UFF, 1979.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 2. Brasília, 25 a 30 de Janeiro de
1981. Anais. Brasília, UnB, 1981.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 3. Natal , 1983. Anais. Natal, UFRN,
1983.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 4 Campinas, 1985. Anais. Campinas,
UNICAMP, 1981.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 5. Porto Alegre, 12 a 16 de Janeiro de
1987. Anais. Porto Alegre, UFRGS, 1987.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 6. Belém , 11 a 16 de Junho de 1989.
Anais. Belém, UFPa, 1989.

�21

SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 7. Rio de Janeiro 24 a 20 de
Novembro de 1991. Anais. Rio de Janeiro, UFRJ, 1989.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 8. Campinas 7 a 11 de Novembro de
1994. Anais. Campinas, UNICAMP, 1994.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 9. Curitiba 27 de Outubro a 01 de
Novembro de 1996. Anais. Brasília, UFPR; PUC PR, 1996.
SEMINÁRIO Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10. Forteleza 25 a 30 de Outubro de
1998. Anais. Fortaleza, UFCe; UNIFOR, 1998.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Vieira, Kátia Corina, Santos, Marilda Corrêa Leite dos, Schäffer, Ana Maria de Moura, Terra, Marisa C.</text>
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                <text>Este trabalho visa a dar um panorama geral do que foram os Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias, na primeira década de sua existência, do ponto de vista vdos trabalhos apresentados, dos objetivos propostos, bem como da programação,lugares onde foram sediados os referidos eventos. Enfoca a contribuição desses eventos como um marco da classe de profissionais da informação. A cada encontro, profissionais da informação e outros buscavam encontrar soluções, alternativas e mesmo troca de informações. Interessante era perceber que, às vezes, as reclamações, os desconfortos eram similares, contudo, os ânimos sempre eram renovados a cada reunião e a cada palestra proferida. Enfim, os seminários contribuíram e continuam contribuindo para o crescimento e fortalecimento profissional da classe de bibliotecários. Os passados ficaram na história, pois tiveram seu momento áureo e os futuros aguardamos com ansiedade para que a história os inclua com saudades.</text>
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                    <text>O PAPEL E OS NOVOS DESAFIOS DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NO ENSINO À
DISTÂNCIA - EAD

Rachel Fullin de Mello
Biblioteca Central - Universidade Estadual de Campinas
bidsp@obelix.unicamp.br
Valéria dos Santos Gouveia Martins
Biblioteca Central – Universidade Estadual de Campinas
bidados@obelix.unicamp.br
Regina Aparecida Blanco Vicentini
Biblioteca do IFCH – Universidade Estadual de Campinas
rblanco@obelix.unicamp.br
Montserrat Urpí Cámara
Biblioteca Central – Universidade Estadual de Campinas
murpi@obelix.unicamp.br

RESUMO:
O Ensino à Distância - EAD tem sido intensamente discutido no cenário acadêmico, nacional
e internacional, em função da necessidade da democratização do ensino, visando os direitos
de acesso irrestrito à educação e à cultura de todo ser humano, da formação continuada, e da
superação dos impedimentos sociais e pessoais (distância geográfica, disponibilidade de
horário, compromissos familiares e profissionais, etc.). A incorporação nas Universidades das
novas tecnologias e recursos informacionais tem proporcionado a implantação e intensificado
a implementação dos programas de EAD.
O presente trabalho estabelece um panorama nacional do papel das Bibliotecas Universitárias
na consolidação do EAD nas Universidades, destacando os serviços que são disponibilizados
no apoio ao ensino presencial e suas possíveis mudanças e/ou implementações em um novo
contexto de ensino não presencial.

�1 INTRODUÇÃO
A globalização da economia e do conhecimento, as inovações tecnológicas, tem exigido
esforços das universidades, centros de pesquisa e empresas na formação dos indivíduos, na
educação continuada, no treinamento e reciclagem de profissionais.
Uma modalidade de ensino que vem oferecendo meios que possibilitem o atendimento a um
número maior de alunos, empresas e instituições, a democratização do acesso ao
conhecimento, ampliação das fontes de informatização, maior velocidade de acesso ao
conhecimento, otimização do tempo e custos para a formação, ultrapassando fronteiras
geográficas, “just in time” do conhecimento – rapidez do ensino e aplicação do conhecimento
adquirido, é o Ensino á Distância - EAD.
Blattmann (1999) ressalta a educação a distância como:
“ uma modalidade de ensino que promove oportunidades para aprender, que estão
sendo consideradas positivamente durante este século, atraindo cada vez mais o interesse
de instituições e indivíduos.
A educação a distância é também conhecida como educação alternativa ou não formal.
Os programas e cursos oferecidos pelas instituições estão voltados tanto para o alto
desenvolvimento, bem como, para a educação continuada profissionalizante.”
No âmbito internacional observamos uma tendência de crescimento vertiginoso na oferta de
cursos não presenciais, nas diversas formações acadêmicas, os quais despontam bem
sucedidos e sedimentados.
No Brasil, observa-se que o EAD tem sido amplamente discutido através de listas de
discussões específicas, grupos de trabalho nas principais instituições e iniciativas de
implantação de cursos à distância buscando consolidação para os mesmos e junto aos órgãos
competentes.

2

�Apesar da legislação vigente contemplar a regulamentação desta modalidade de ensino,
segundo decreto nº 2.494 de 10 de fevereiro de 1998, art. 80 da LDB (Lei nº 934/96)
observa-se, ainda, que a infra-estrutura de apoio necessária, em todos os segmentos, para a
realização do ensino não presencial, não tem sido efetivamente constatado nos programas
apresentados pelas instituições.
Um dos requisitos apontados na legislação, determina a existência da biblioteca
informatizada, como ítem obrigatório para a aprovação destes cursos.
“Portaria nº 301, de 7 de abril de 1998, dispõe sobre a necessidade de normatizar os
procedimentos de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e
educação profissional tecnológica a distância, resolve:
Art. 3º A solicitação para o credenciamento do curso de que trata o § 1º deverá ser
acompanhada de projeto, contendo pelo menos, as seguintes informações:
IV – descrição da infra-estrutura, em função do projeto a ser desenvolvido: instalações
físicas, destacando salas para atendimento aos alunos; laboratórios; biblioteca
atualizada e informatizada, com acervo de periódicos e livros, bem como fitas de áudio e
vídeo. ”
É com este objetivo que o presente trabalho se desenvolve, mapeando as instituições que
possuem iniciativas de EAD e que cumprem efetivamente o requisito biblioteca, com a devida
conceituação, ou seja provedora da informação e elemento de apoio ao ensino e a pesquisa
seja o usuário presencial ou não presencial. A ACRL guidelines for distance learning library
services, recomenda:
“Library resources and services in institutions of higher education mus meet the needs of
all their faculty, students, and academic support staff, wherever these individuals are
located, whether on a main campus, off campus, in distance education or extended
campus programs, or in the absence of a campus at all; in courses taken for credit or

3

�non-credit; in continuing education programs; in courses attended in person or by means
of electronic transmission; or any other means of distance education.”

2 HISTÓRICO SUCINTO E CONCEITUAÇÃO DO EAD
2.1 Histórico
● 1947-64 – Escola Básica para Adultos (combate ao analfabetismo).
● 1965-74 – Teleeducação.
● 1975-89 – Educação Multimidia à Distância.
● 1990-.... – Sistemas Interativos Abertos.
Loyolla &amp; Prates (199?) também citam:
“A primeira foi a geração textual, que se baseou no auto-aprendizado como suporte
apenas em simples textos impressos, o que ocorreu até a década e 1960. A Segunda foi a
geração analógica, que se baseou no auto-aprendizado com suporte em textos impressos
intensamente complementados com recursos tecnológicos de multimídia tais como
gravações de video e audio, o que ocorreu entre as décadas de 1960 e de 1980. A terceira
e a atual geração digital que se baseia no auto-aprendizado com suporte quase que
exclusivamente em recursos tecnológicos altamente diferenciados, que podem ser pelos
seguintes fatores:
●

A eficiência e o baixo custo dos modernos sistemas de telecomunicação digital e

via satleite;
●

A alta interactividade e baixo custo dos modernos computadores pessoals;

●

A amplitude e o custo accesivei das redes computacionais locais e remotas, tais

como as intranets e a internet”.

4

�2.2 Conceituação
As primeiras abordagens conceituais qualificavam a educação à distância estabelecendo um
comparativo muito próximo a educação presencial (convencional). Atualmente pesquisadores
da área expressam um conceito com mais detalhamento, considerando vários elementos
essenciais para o EAD.
Dohmen (1967) define que a EAD:
“é uma forma sistematicamente organizada de auto-estudo onde o aluno se instrui a
partir do material de estudo que lhe é apresentado, onde o acompanhamento e a
supervisão do sucesso do estudante são levados a cabo por um grupo de professores. Isto
é possível de ser feito a distância através da aplicação de meios de comunicação capazes
de vencer longas distâncias. O oposto de “educação a distância” é a “educação direta”
ou “educação face-a-face”: um tipo de educação que tem lugar com o contato direto
entre professores e estudantes”.
Peters (1973) define que a EAD:
“é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da
aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto pelo uso
extensivo dos meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir
materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande
número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma
industrializada de ensinar e aprender”.
Moore (1973) diz que a EAD:
“pode ser definido como a família de métodos instrucionais onde as ações dos
professores são executadas a parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações
continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação

5

�entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos,
mecânicos ou outros”.

3 BIBLIOTECA E O EAD
Dois pontos distintos devem ser salientados e identificados quando abordamos a Biblioteca no
contexto do ensino à distância:
● adequar os serviços/produtos que já são oferecidos para o usuário presencial para o
usuário não presencial;
● participar do planejamento, organização e administração da biblioteca multimídia em
conjunto com os profissionais dos projetos de EAD, que estarão definindo os critérios
para prover a informação ao usuário.

4 METODOLOGIA DA PESQUISA
Para mapear as iniciativas de EAD nas Instituições de Ensino Superior- IES no Brasil, foi
considerado, como fonte de consulta, o resultado do XVIII Ranking de Faculdades elaborado
pela Revista Playboy, a qual realizada levantamentos deste porte desde 1982, colhendo dados
entre milhares professores, profissionais de recursos humanos de grandes empresas,
instituições de ensino, e órgãos oficiais de educação no Brasil, como Ministério da Educação,
a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- CAPES, o Conselho
Nacional de Pesquisa- CNPq e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa.

4.1 Critérios Adotados para o Universo da Pesquisa
● pesquisa no XVIII Ranking onde contempla as 79 melhores instituições;
● delimitação das dez primeiras classificações, resultando em 11 instituições que obtiveram
a melhor pontuação dentre os cursos oferecidos.

6

�4.2 Pontos Abordados na Pesquisa
● a instituição possui homepage?
● a homepage possui link de EAD?
● a biblioteca da instituição tem homepage?
● a homepage do EAD possui link para a homepage da biblioteca?
● a biblioteca oferece serviços diferenciados para o EAD?

4.3 Apresentação do Resultado da Pesquisa
As instituições pesquisas foram: USP, UFRJ, UNESP, UNICAMP, UFRGS, UFMG, PUCRJ,
UFSC, PUCSP, UFSCar e UNB, obtendo-se o seguinte resultado:
● todas apresentam homepage;
● todas apresentam apontador de EAD;
● dez bibliotecas destas instituições possuem homepage própria;
● uma instituição apresenta homepage de EAD com apontador para a homepage da
biblioteca;
● nenhuma biblioteca oferece serviços diferenciados para o EAD.

5 CONCLUSÃO
De acordo com os dados apresentados, constata-se que não existe ainda bibliotecas que
ofereçam serviços diferenciados e estruturados para o EAB. Contudo foi observado que as
bibliotecas apresentam iniciativas de EAD, tais como manuais on-line de orientação ao
usuário, catálogos on-line, solicitação de empréstimo retornável e não retornável, atendimento
da pesquisa através de correio eletrônico, fax, telefone, etc.
Considerando o resultado da pesquisa, é importante salientar que a necessidade de integração
entre profissionais responsáveis pela elaboração dos cursos de EAD e profissionais

7

�bibliotecários para o desenvolvimento de programas educativos. Outro item a considerar seria
a melhor definição pela legislação do que compreende a biblioteca informatizada como ponto
fundamental no apoio ao ensino à distância.

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARRETO, Elba Siqueira de Sá, Pinto, Regina Pahim, MARTINS, Angela Maria. Formação
de docentes a distância: reflexões sobre um programa. Cadernos de Pesquisa, n.106,
p.81-115, mar. 1999.
BLATTMANN, Ursula &amp; DUTRA, Sigrid Karin Weisss.

Atividades em bibliotecas

colaborando com a educação a distância. UFSC, 1999.

[On-line] Disponível em:

http://www.ced.ufsc.br.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Portaria nº 301, de 7 de abril de 1998. A
necessidade de normatizar os procedimentos de credenciamento de instituições para a
oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância. Diário
Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, de 9 abr. 1998.
DRAIBE, Sônia M. &amp; RUS PEREZ, José Roberto. O programa TV escola: desafios à
introdução de novas tecnologias. Cadernos de Pesquisa, n.106, p.27-50, mar. 1999.
HELLER-ROSS, Holly. Library support for distance learning programs: a distributed model.
JLSDE,

v.II,

n.1.

1999.

[On-line]

Disponível

em:

http://www.westga.edu/library/jlsde/vol2/1/Hheller-Ross.html.
LOYOLLA, Waldomiro &amp; PRATES, Maurício. Educação à distância medida por computador
(EDMC) – Uma proposta pedagógica para a Pós-Graduação. [On-line] Disponível em:
http://www.puccamp.br/~prates/edmc.html.
NUNES, Ivônio Barros. Noções de educação a distância. Revista Educação a Distância,
n.4-5, p.7-25, dez./abr. 1993/94.

8

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O papel e os novos desafios da biblioteca universitária no ensino à distância - EAD.</text>
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                <text>Mello, Rachel Fullin de, Martins, Valéria dos Santos Gouveia, Vicentini, Regina Aparecida Blanco, Cámara, Montserrat Urpí</text>
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                <text>O Ensino à Distância - EAD tem sido intensamente discutido no cenário acadêmico, nacional e internacional, em função da necessidade da democratização do ensino, visando os direitos de acesso irrestrito à educação e à cultura de todo ser humano, da formação continuada, e da superação dos impedimentos sociais e pessoais (distância geográfica, disponibilidade de horário, compromissos familiares e profissionais, etc.). A incorporação nas Universidades das novas tecnologias e recursos informacionais tem proporcionado a implantação e intensificado a implementação dos programas de EAD. O presente trabalho estabelece um panorama nacional do papel das Bibliotecas Universitárias na consolidação do EAD nas Universidades, destacando os serviços que são disponibilizados no apoio ao ensino presencial e suas possíveis mudanças e/ou implementações em um novo contexto de ensino não presencial.</text>
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                    <text>O AMBIENTE DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NO ANO 2000:
O ENFOQUE DO USUÁRIO – ALUNO DE GRADUAÇÃO

Valéria de Assumpção Pereira da Silva
Valéria Aparecida Moreira Novelli
Unesp – Instituto de Química
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Rua Prof. Francisco Degni, s/no
C.P. - 355 CEP-14801-970
Araraquara – SP - BRASIL

Valéria de Assumpção Pereira da Silva (vpereira@iq.unesp.br)
Valéria Aparecida Moreira Novelli (vnovelli@iq.unesp.br)

Resumo: Pesquisa realizada junto a usuários, alunos de graduação do Curso de Química da
UNESP, Campus de Araraquara. Apresenta diagnóstico situacional do ambiente da Biblioteca
identificando os aspectos positivos e as dificuldades encontradas. Enfoca as expectativas do
aluno de graduação em relação ao sistema informacional, à utilização da tecnologia virtual, à
coleção bibliográfica, ao ambiente, à qualidade de serviços prestados e outras. A análise e
interpretação dos dados obtidos recomenda que sejam introduzidas melhorias no ambiente
informacional objetivando o fortalecimento da interação aluno-biblioteca, alternativa
imprescindível, para propiciar o aprimoramento da formação profissional e também do
cidadão a ser entregue à sociedade.

1

�INTRODUÇÃO
O contexto dinâmico da época em que vivemos, associado ao elevado
padrão das novas tecnologias são fatores que vêm contribuindo de forma decisiva para o
nascimento de uma nova sociedade sensibilizada e comprometida com a busca permanente de
novos conhecimentos.
Esta nova realidade vem evidenciar a necessidade e a importância da
informação como suporte básico para propiciar o avanço científico e tecnológico. Porém, para
que esta informação possa exercer seu papel de forma fundamental e estratégico, torna-se
imprescindível que ela seja tratada, utilizada e disseminada adequadamente, servindo-se para
isso dos mais diferentes canais de comunicação.
Por outro lado, são condições essenciais exigidas pela sociedade atual, a
qualidade e a satisfação do cliente.
Segundo GRANDI ( 1 ) “as exigências impostas pela própria evolução do
conhecimento científico e tecnológico levaram os responsáveis pelos serviços bibliotecários a
uma avaliação e revisão dos objetivos, métodos e desempenhos adotados, no sentido de se
adequarem à nova situação”.
Inserida nesta nova visão, a Biblioteca acadêmica estará atuando como
agente transmissor do conhecimento, disponibilizando informação, apoiando as atividades de
ensino, pesquisa e extensão e ainda contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do
cidadão.
Ao priorizar o seu enfoque no cliente, a unidade de informação estará
adotando como uma de suas ações a avaliação contínua da qualidade de seus serviços e
produtos, princípio de essencial importância no mercado contemporâneo.

2

�OBJETIVOS
●

conhecer os hábitos de frequência à Biblioteca e o uso das informações e
documentos, pelos alunos do curso de graduação do IQ.

●

avaliar o desempenho da Biblioteca em atender eficientemente a demanda dos alunos
do curso de graduação frente as suas necessidades e interesses de informação.

●

obter subsídios que permitam estabelecer novas metas de desempenho e implantar
melhorias nos serviços e produtos oferecidos.

METODOLOGIA
O Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual Paulista/UNESP –
Campus de Araraquara oferece atualmente 1 curso de graduação e 2 cursos de pós-graduação,
estruturados em uma única unidade acadêmica, com um total de 598 alunos, 70 docentes e
152 servidores técnico-administrativos.
Para atender a toda a sua comunidade, o Instituto de Química dispõe de uma
Biblioteca que encontra-se instalada em uma área de 1.250m2, disponibilizando espaços
específicos para: Acervo, Leitura, Estudo em Grupo, Acesso a Base de Dados e às Redes
Eletrônicas, Auditório (49 lugares), Reprografia, Convivência e Guarda-Volumes.
A coleção bibliográfica do Instituto de Química é composta por documentos
especializados nas áreas de química, bioquímica, tecnologia, engenharia química e materiais,
estando atualmente formada por livros, periódicos, bases de dados, teses e fitas de vídeo.
Foram objeto deste estudo os alunos de graduação regularmente
matriculados no ano de 1999, num total de 352 alunos, sendo 225 matriculados no curso de
Bacharelado em Química (período diurno) e 127 alunos matriculados no curso de
Licenciatura em Química (período noturno)
3

�Estruturado de forma objetiva, o instrumento aplicado para a coleta de dados
neste estudo foi o questionário, o qual constou de 6 questões fechadas e 1 aberta.
As questões foram dirigidas para facilitar o processamento e a análise dos
resultados, classificando-se segundo os objetivos do estudo:
A – Identificação/Caracterização do Usuário
B – Organização e Instalação da Biblioteca
C – Acervo
D – Freqüência a Biblioteca/ Serviços Utilizados
E – Atendimento (Balcão e Bibliotecários)
F – Dificuldades Encontradas
G- Melhoria/Processo Educativo

O questionário foi respondido por 76 que representam 22% de um total de
352 alunos regularmente matriculados no referido curso.

RESULTADOS E COMENTÁRIOS
Os dados apresentados foram primeiramente tabulados e analisados de
acordo com o respectivo curso, Bacharelado e Licenciatura e em seguida, agrupados como
categoria única em, alunos de graduação.
Através do questionário foram avaliados alguns dos seguintes aspectos,
organização e instalação da biblioteca, acervo, atendimento, bem como, o grau de utilização
dos serviços oferecidos. Foram ainda indicados os elementos dificultadores e as formas pelas
quais a Biblioteca poderia estar contribuindo para a melhoria do processo educativo do aluno.

A – IDENTIFICAÇÃO/CARACTERIZAÇÃO DO USUÁRIO

4

�Do total de 76 alunos que participaram desta pesquisa 40 são alunos do
primeiro ao quarto ano do curso de Bacharelado e 36 alunos encontram-se matriculados do
primeiro ao quinto ano do curso de Licenciatura.

B – ORGANIZAÇÃO E INSTALAÇÃO DA BIBLIOTECA
Os resultados apontados em relação à Organização e Instalação da
Biblioteca poderão ser melhor visualizados através dos Quadros 1 e 2.

Quadro 1– Organização

Pontos Fracos

Pontos Fortes

1. Silêncio

1. Horário de atendimento

2. Catálogo de livros

2. Localização de livros nas estantes

3. Catálogo de periódicos

3. Sinalização nas estantes

Em relação à Organização observa-se que os principais pontos fortes estão
concentrados em horário de atendimento, localização de livros nas estantes e sinalização nas
estantes e os pontos fracos dirigem-se para silêncio, catálogo de livros e catálogo de
periódicos.

Quadro 2 – Instalação
5

�Pontos Fracos

Pontos Fortes

1. Climatização

1. Guarda-volumes

2. Equipamentos de Informática

2. Auditório

3. Acomodação (no. de lugares)

3. Espaço físico geral

4. Número de salas de estudo

4. Sala para pesquisa nas bases de dados

Os pontos fortes referentes a Instalação concentram-se em guarda-volumes,
auditório, espaço físico geral e os pontos fracos indicados foram, Climatização, Equipamentos
de informática, Acomodação ( n o. de lugares) e Número de salas de estudo.
O gráfico 1 apresenta uma avaliação das condições gerais da Organização e
Instalação da Biblioteca. Para a maioria dos alunos as condições foram avaliadas nos graus
muito bom (32%) e bom (31%).

Gráfico 1: Organização e Instalação

6

�As expectativas manifestadas pelos alunos em relação a Organização e
Instalação referem-se à:
● disponibilidade de sala de estudo 24 h;
● informatização do catálogo de publicações monográficas e do serviço de empréstimo,
atividades estas que já estão sendo desenvolvidas e implementadas de acordo com o
Projeto de Automação elaborado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas;
● silêncio, item que vem sendo trabalhado através de sinalização e campanhas, mas que
precisa ser tratado de forma mais ênfatica.

C – ACERVO
O Quadro 3 evidencia os pontos positivos e os pontos negativos levantados
pelos alunos quanto ao acervo.

Quadro 3 – Acervo

Pontos Fracos

Pontos Fortes

1. Número de exemplares de livros didáticos 1. Obras de referência
2. Bibliografia

recomendada

pelos 2. Periódicos

professores

3. Bases de Dados
4. Atualização
5. Conservação

7

�Verificando o quadro, observa-se que um dos pontos fracos indicado pela
maioria dos alunos foi a falta no acervo da bibliografia recomendada pelos professores.
Constatou-se porém, posterirormente que os alunos não vêm a Biblioteca para solicitar
publicações de outras bibliotecas e também que eles de modo geral, não costumam reclamar
sobre essas falhas no acervo. Paralelamente ao comodismo do aluno, existe ainda a
necessidade de se insistir em um maior entrosamento dos docentes com a Biblioteca, no que
se refere à indicação de publicações em suas disciplinas. É importante ressaltar também que a
falta de verba, principalmente para a aquisição de livros didáticos tem sido uma constante.
Outro aspecto negativo levantado foi em relação ao número de exemplares de livros didáticos.
Os comentários registrados pelos alunos em relação a este ponto, nos levam a alguns
questionamentos, como por exemplo, o porque de serem utilizados somente os livros
indicados e não se explorarem outros materiais existentes no acervo (impressos e/ou
eletrônicos) o que possibilitaria a aprendizagem de novas alternativas de busca. Talvez pelo
próprio desconhecimento destes outros recursos disponíveis, o aluno se limite apenas à
bibliografia indicada.

Por outro lado, torna-se imprescindível neste aspecto o trabalho

participativo entre docentes e bibliotecários para incentivar e orientar os alunos quanto ao uso
das fontes de informação disponíveis.
Embora a avaliação apresentada pelos alunos tenha demonstrado índices
satisfatórios em relação ao acervo em geral (Gráfico 2), foram registradas algumas sugestões
referentes à complementação da coleção através da aquisição de livros de outras áreas,
assinaturas de jornais, outros títulos de revistas que abordem assuntos gerais e maior número
de livros didáticos.

Gráfico 2: Acervo

8

�D – FREQÜÊNCIA À BIBLIOTECA/SERVIÇOS UTILIZADOS
Através desta questão, as respostas obtidas separadamente pelo grau de
freqüência, freqüentemente, esporadicamente e nunca, (Quadro 4) possibilitaram a avaliação
de alguns aspectos, em primeiro lugar foram detectadas as principais causas de freqüência à
Biblioteca, em seguida foram revelados quais os serviços mais procurados e finalmente foram
indicados os serviços nunca utilizados ou seja, aqueles que são desnecessários e/ou
desconhecidos pelos alunos do curso de graduação.

Quadro 4 – Freqüência à Biblioteca/Serviços Utilizados

Freqüência

Causas/Serviços

⮚ Tirar cópia xerox (96%)
Freqüente
mente

⮚ Estudar (91%)

⮚ Reunir em grupo para elaboração de trabalhos (68%)

⮚ Emprestar publicações (34%)

⮚ Localizar material bibliográfico nos catálogos (59%)
Esporadic
amente

⮚ Realizar pesquisa nas bases de dados (59%)

9

�⮚ Consultar publicações (57%)

⮚ Consultar obras de referência (55%)

⮚ Solicitar orientação/informação ao bibliotecário (47%)

⮚ Pedir publicações emprestadas de outras bibliotecas (74%)
Nunca
⮚ Localizar publicações de outras bibliotecas (62%)

⮚ Solicitar revisão de referências bibliográficas (54%)

⮚ Solicitar orientação para apresentação de trabalho acadêmico (51%)

Freqüentemente
Pela visualização do Quadro 4 pode-se observar que o principal motivo da
procura a biblioteca é o Serviço de Fotocópias. Este resultado reflete de imediato a falta de
exemplares de livros didáticos disponíveis. Em segundo lugar o aluno a procura para estudar e
em terceiro para reunir em grupo para elaboração de trabalhos o que vem comprovar que a
Biblioteca encontra-se instalada em condições adequadas e em ambiente agradável. Os alunos
também procuram a Biblioteca para emprestar publicações, porém, como já foi dito, devido
ao número insuficiente de livros didáticos, esta freqüência torna-se bastante reduzida (34%).
Esporadicamente

10

�Observando o Quadro 4 verifica-se que a maioria de alunos procura a
Biblioteca em caráter esporádico, principalmente para localizar material bibliográfico nos
catálogos (59%) e realizar pesquisa nas bases de dados (59%). Os alunos vêm ainda à
Biblioteca esporadicamente para consultar publicações (57%), consultar obras de referência
(55%) e solicitar orientação/informação ao Bibliotecário (47%).
Nunca
O Quadro 4 apresenta ainda algumas alternativas que poderiam estar
levando os alunos à Biblioteca mas que na verdade foram assinaladas como possibilidades
nunca utilizadas pelos alunos. Nas respostas apresentadas observou-se que a grande maioria
dos alunos não se utiliza do serviço de empréstimo entre biliotecas o que nos leva às seguintes
interpretações:
a) o aluno não é exigente, limita-se apenas ao que existe no acervo;
b) não há exigência por parte dos professores para que o aluno realize pesquisas mais
aprofundadas;
c) o acervo da Biblioteca é suficiente para suas pesquisas;
d) os alunos desconhecem esse serviço.
Em relação aos outros dois serviços também nunca utilizados (Quadro 4), ou
seja, solicitar revisão de referências bibliográficas (54%) e solicitar orientação para
apresentação de trabalho acadêmico, (51%) acredita-se que a não utilização seja em
decorrência do desconhecimento da prestação dos mesmos pela Biblioteca. Neste sentido
torna-se necessário esforços por parte da Biblioteca para uma maior divulgação dos recursos e
serviços disponíveis para auxiliar os alunos.

E – ATENDIMENTO DA BIBLIOTECA

11

�A qualidade de atendimento da Biblioteca foi avaliada tanto em relação aos
auxiliares de biblioteca que trabalham no balcão de atendimento como para os bibliotecários.
O gráfico 3 mostra que o serviço prestado pelos auxiliares de biblioteca no
Balcão de Atendimento, “cartão de visita”, está bem cotado, os índices estão praticamente
concentrados em muito bom (38%) e excelente (34%).
Foram detectados diversos elogios e pequenas considerações pontuais para
melhorar o atendimento oferecido.

Gráfico 3: Serviço Prestado no Balcão de Atendimento

Os resultados da avaliação do atendimento realizado pelos bibliotecários
encontram-se registrados no Gráfico 4. Os índices de respostas ficaram entre muito bom
(46%) e excelente (30%).

Gráfico 4 : Atendimento Oferecido Pelos Bibliotecários

12

�F – DIFICULDADES ENCONTRADAS
O gráfico 5 indica o rol das dificuldades encontradas na Biblioteca, tendo
como base a última vez que o aluno nela esteve.

Gráfico 5: Dificuldades

13

�Entre as dificuldades assinaladas, a principal constitui-se no item o material
que queria estava emprestado ou seja, ponto fraco já detectado ao se avaliar o acervo, diante
da pouca disponibilidade de exemplares de livros didáticos.
Uma outra dificuldade especificada pela maioria dos alunos foi relativa ao
silêncio, aspecto anteriormente abordado na questão, referente a organização e instalação.

G – MELHORIA/PROCESSO EDUCATIVO
Analisando as diversas observações e sugestões feitas pelos alunos nesta
questão aberta e agrupando-as por assuntos afins, foram obtidos os seguintes itens:
-

Fotalecer a divulgação dos recursos e serviços disponíveis;

-

Intensificar a integração biblioteca/professor;

-

Desenvolver atividades culturais que aprimorem a respectiva formação;

-

Complementar o acervo com obras de assuntos gerais, literatura e outras que colaborem
com a formação pessoal;

-

Visão de biblioteca por alguns como um centro de difusão de informação e idéias.
Estes dados nos mostram que os usuários estão desejando informação

necessária para seu desenvolvimento integral, cabendo a Biblioteca nortear ações que
atendam esta expectativa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados obtidos possibilitaram a identificação de pontos fracos em
dois dos aspectos avaliados nesta pesquisa:
● A ausência de silêncio, ponto enfocado na avaliação da Organização e Instalação, o qual
já vem sendo trabalhado há algum tempo através de sinalização e campanhas porém, o
resultado indica a necessidade de se trabalhar mais enfaticamente esta questão.
14

�● O número de exemplares de livros didáticos ponto bastante enfatizado na avaliação do
acervo, o qual nos mostra a importância da complementação do acervo e a necessidade do
trabalho conjunto docente/bibliotecário para facilitar a comunicação e agilizar o uso das
fontes de informação e dos recursos disponíveis na Biblioteca.
Através desta avaliação

foram

identificados também os serviços

frequëntemente mais procurados e aqueles menos utilizados. Neste aspecto detectou-se a
necessidade premente de se efetivar uma intensificação nas ações e mecanismos utilizados
para a divulgação dos serviços e dos recursos desta unidade de informação, no sentido de se
estar oferecendo ao aluno o conhecimento das alternativas informacionais disponíveis para as
suas necessidades e interesses de aprendizagem e pesquisa.
A avaliação do atendimento relativa aos auxiliares de biblioteca e
bibliotecários foi muito bem conceituada. É importante salientar que os recursos humanos
constituem o mais importante fator de sucesso na prestação de serviços, assim sendo torna-se
imprescindível que sejam estabelecidos programas de capacitação e valorização profissional
que venham viabilizar a formação de equipes competentes e altamente motivadas.
Na questão contribuição da Biblioteca para a melhoria do processo
educativo observou-se a existência de expectativa de fornecimento de informação que
abrangesse o desenvolvimento do aluno de forma integral, cabendo a Biblioteca oferecer além
de informação técnico-científica, outras informações de caráter cultural, artístico e de lazer,
promovendo exposições e outras atividades afins, integrando assim a formação profissional e
humana do cidadão a ser entregue à sociedade.
Constatou-se ainda a importância de se avaliar periodicamente as
necessidades e expectativas da comunidade universitária, adaptando-se e/ou modificando os
serviços prestados aos seus reais interesses tendo em vista, principalmente a disponibilidade
das novas tecnologias da informação presentes atualmente na Biblioteca.
15

�Os resultados obtidos nesta avaliação servirão ainda para verificar,
modificar, ajustar ou até mesmo desativar serviços e produtos existentes, determinar políticas
mais condizentes com a nova realidade, bem como estabelecer novas metas de desempenho.
Conclui-se portanto que o estudo de usuários é um valioso instrumento
gerencial pois fornece dados que podem contribuir sensivelmente para a melhoria contínua da
qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Biblioteca.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. GRANDI, M.E.G. de. Avaliação do serviço de referência: revisão. R. Bras. Bibliotecon.
Doc. v.15, n.112, p7-19, jan./jun. 1982.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1. ALVES, C.M., SILVA, P.A . L. da. Caracterização de usuários e adequação dos serviços de
biblioteca: uma abordagem preliminar das bibliotecas da PUC/RJ. Ci.Inf., v.7, n.1,
p.13-24, 1978.
2. DI CHIARA, I.G., OLIVEIRA, S.M.M. de, TOMAÉL, M.I. Serviços de informação com
qualidade: o caso do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998,
Fortaleza. Anais... Fortaleza: UFC, 1998. (Disquete)

16

�3. LIMA, M.L. de A. Usuários de uma biblioteca universitária: estudo realizado no Instituto
de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco. Ci. Inf., v.3,
n.1, p. 51-56, 1974.
4. OHIRA, M.L.B., OHIRA, M., COLOSIMO, E.A.. Diagnóstico do comportamento do
aluno de graduação da PUCCAMP, na aquisição da informação bibliográfica.

R.

Bibliotecon. Brasília, v.14, n.2, p.329-343, 1986.
5. RAMOS, M.E.M., BERTHOLINO, M.L.F., BELLUZZO, R.C.B. Gestão da qualidade em
bibliotecas universitárias: em busca de indicadores de desempenho.

In: RAMOS,

M.E.M. (Org.) Tecnologia e novas formas de gestão em bibliotecas universitárias.
Ponta Grossa: UEPG, 1999. p.59-83.
6. VIANNA, M.J.G.M. et al. A biblioteca e sua relação com o contexto acadêmico. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996,
Curitiba. Anais... Curitiba: UFPR/PUCPR, 1996. ref. 7.1. (Disquete)

17

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Silva, Valéria de Assumpção Pereira da, Novelli, Valéria Aparecida Moreira</text>
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                <text>Pesquisa realizada junto a usuários, alunos de graduação do Curso de Química da UNESP, Campus de Araraquara. Apresenta diagnóstico situacional do ambiente da Biblioteca identificando os aspectos positivos e as dificuldades encontradas. Enfoca as expectativas do aluno de graduação em relação ao sistema informacional, à utilização da tecnologia virtual, à coleção bibliográfica, ao ambiente, à qualidade de serviços prestados e outras. A análise e interpretação dos dados obtidos recomenda que sejam introduzidas melhorias no ambiente informacional objetivando o fortalecimento da interação aluno-biblioteca, alternativa imprescindível, para propiciar o aprimoramento da formação profissional e também do cidadão a ser entregue à sociedade.</text>
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                    <text>LER É PRAZER: os projetos de incentivo à leitura da Biblioteca Comunitária da UFSCar
LÍGIA MARIA SILVA E SOUZA
scultura@power.ufscar.br
MARIA ANGÉLICA DUPAS
srefer@power.ufscar.br
Departamento de Ação Cultural da BCo
Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, km 235
Caixa Postal 676
13565-905 - São Carlos - SP
Brasil
Resumo: À partir do pressuposto de que o texto literário tem autonomia de significação pois
cria regras próprias de comunicação entre autor e leitor, são analisadas as atividades de
incentivo à leitura desenvolvidas pela Biblioteca Comunitária da UFSCar (BCo), junto à
comunidade externa de 1º e 2º graus, considerando as diversas modalidades recomendadas na
literatura da área, com ênfase na mediação de leitura. A BCo desenvolve vários programas
importantes como “Arte na Biblioteca”, “Formação de Contadores de História”, “Uso da
Imagem na Sala de Aula”, “Semana do Livro e da Biblioteca”, entre outros, que são
regularmente oferecidos sob a forma de cursos e atividades culturais, em parceria com
entidades e instituições ligadas a educação e cultura na região e no estado. Destacando a
importância da leitura em todos seus programas, propõem explorar o livro e a literatura
infanto-juvenil em todos os seus aspectos (forma de narrativa, conteúdo, ilustração, papel,
formato), respeitando-se a relação entre texto e imagem. Para isso, a BCo tem utilizado as
técnicas de contadores de história e de mediadores de leitura. Através da história contada, em
suas diversas modalidades, desde a encenação teatral até o uso de pequenos recursos visuais,
como indumentária de personagens e objetos referentes ao tema, a literatura tem sido
oferecida como atividade lúdica. Já através da mediação de leitura, procura-se introduzir o
livro como rotina no incentivo ao hábito de ler, permitindo ao jovem leitor, amplo acesso ao

�material impresso, como forma de realização da leitura global, fiel ao texto em toda a sua
originalidade e aspectos físicos da obra, com o objetivo de “abrir janelas” e permitir que cada
criança seja atraída pelo detalhe de narrativa ou ilustração que a encante na sua própria
descoberta.

1 Introdução
Procurando ampliar as oportunidades culturais através do acesso à obras de qualidade,
a literatura infantil será abordada, em nossa análise, como informação estética, sem intenções
pedagógicas. O livro, apreciado na sua totalidade, deve ser visto como um produto,
competindo no mercado e tendo necessidade de se ajustar aos interesses de um público cada
vez mais exigente.
Cunha, citado por MARTUCCI (1999, p.3), explicita que:
“na medida em que tivermos diante de nós uma obra de arte, realizada
através de palavras, ela se caracterizará pela abertura, pela possibilidade
de vários níveis de leitura, pelo grau de atenção e consciência a que nos
obriga, pelo fato de ser única, imprevisível, original, enfim, seja no
conteúdo, seja na forma. Essa obra, marcada pela conotação e pela
plurissignificação, não poderá ser pedagógica, no sentido de encaminhar
o leitor para um único ponto, uma única interpretação”.

Tanto a literatura infantil estrangeira como a nacional, constituem objeto de estudo no
processo de formação e utilização do acervo. Obras como a de Nelly COELHO (1995),
contribuem para o conhecimento da divisão histórico-literária da literatura infantil brasileira,
em seus vários períodos, tendo em Monteiro Lobato um marco divisor de épocas:
“- precursora: período pré-lobatiano (1808-1919)
- moderna: período lobatiano (anos 20/70)

�- pós-moderna: período pós’-lobatiano (anos 70/...)”
Relata ainda, (ibid, p. 57) que “foi em pleno período de confronto entre o tradicional
(formas já desgastadas do Romantismo/Realismo) e o moderno(representado pelo
Modernismo de 22) que Monteiro Lobato inicia a invenção literária que cria o verdadeiro
espaço da literatura infantil no Brasil”.
Segundo ZILBERMAN (1994), a literatura infantil até Lobato não apresentava uma
temática nacional, reproduzindo os padrões vindos da Europa. Ele consegue romper esse
círculo, aproveitando nossas tradições folclóricas e seu êxito se deve aos seguintes fatores:
- personagens que se repetem em todas as narrativas;
- emprego de crianças como heróis, promovendo imediata identificação com o leitor;
- ausência de autoritarismo e de imagens adultas repressoras;
- a opinião das crianças personagens é respeitada;
- a curiosidade e a criatividade são estimuladas.

2 Nossa História
Desde agosto de 1995, quando a Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de
São Carlos - UFSCar foi inaugurada, alguns programas e projetos de atividades culturais,
visando atender principalmente o público de 1º e 2º graus, começaram a ser implementados
com o objetivo primordial de promover o uso do livro e da Biblioteca, de forma agradável,
atraente e eficiente. Até então, nossa Biblioteca era uma típica biblioteca universitária,
atendendo as necessidades de ensino e pesquisa como tantas outras.

3 Os Novos Programas
Algumas iniciativas, como o Arte na Biblioteca, acabaram se transformando em
Laboratório para as atividades de incentivo à leitura, onde começamos a trabalhar com as

�técnicas de contar histórias. A aceitação e resultados foram surpreendentes pois não só o
público infantil começou a ser beneficiado, como professoras da rede municipal e estadual,
alunos dos cursos de graduação em Letras, Psicologia, Terapia Ocupacional, Pedagogia e
Biblioteconomia, da própria Universidade, que interessados nesse envolvimento prático,
foram nos alertando para essa demanda reprimida e necessidade de outros programas de
extensão, e nos impelindo a extrapolar nossos limites geográficos. Acabamos saindo da sala
de leitura infantil da BCo e nos aventuramos em outros universos: as praças, as escolas, os
postos de saúde, atendendo à comunidade externa da cidade e região, atingindo um
contingente heterogêneo, um novo público, usuários em potencial dos demais serviços
tradicionalmente oferecidos.
Nessas atividades de leitura nos coube o melhor pedaço: a leitura pelo prazer. Sem
cobrança pelo conteúdo pedagógico ou informativo do texto. Sem impor barreiras ao
manuseio do livro como objeto lúdico. Tentamos retomar a “história em meiguice” descrita
por Malba TAHAN (1957), atraindo a criança para o contato com o livro e a leitura, sentando
junto, acompanhando as reações, estabelecendo laços de intimidade, que muitas vezes duram
pouco, mas são intensos.
Acompanhamos a polêmica na literatura da área sobre as vantagens e desvantagens
entre as histórias lidas e as contadas e não tivemos dúvida: ficamos com as duas!

4 O Contar Histórias
4.1 A importância ontem, hoje e sempre
O texto literário, como obra de arte, exerce grande influência no desenvolvimento da
humanidade, pois tratando da universalidade dos conflitos e sentimentos inerentes ao
crescimento pessoal e compreensão do mundo, desempenha um papel libertador e
transformador. Ouvindo histórias, crianças e adultos podem apresentar reações que

�manifestam seus interesses revelados ou inconscientes e conseguem vislumbrar nas
narrativas, soluções que amenizam tensões e ansiedades.
Segundo depoimento de Otília Chaves, colhido por Malba TAHAN (1957, p.124) o
uso das parábolas pelo Mestre Jesus, “e o fato de encontrarmos o registro de seus ensinos tão
comumente em forma de histórias, se não prova que este foi o método que ele mais usou,
parece-nos provar ao menos, que foi este o método que mais impressionou os que o seguiam”.
Assim, além de acreditar no poder da história e na magia e atração que exerce o
contador sobre seus ouvintes, muitos estudos relatam sua importância no desenvolvimento
infantil, por ser recreativa, educativa, instrutiva, afetiva (alargando horizontes, estimulando a
criatividade, criando hábitos, despertando emoções, valorizando sentimentos) e física
(ajudando na recuperação de crianças enfermas e hospitalizadas). Estimula também a
socialização, desenvolve a atenção e a disciplina.

4.2 O público alvo
“Ler histórias para crianças, sempre, sempre...”(ABRAMOVICH, 1994, p.17)
As impressões e lembranças da infância sempre nos acompanham: a história antes de
dormir, as férias na casa da avó que contava “causos”, a leitura gostosa e descontraída à
sombra de um árvore.
Histórias sem texto escrito, para bebes; narrativas curtas para crianças pequenas, com
bichinhos, objetos do cotidiano para adequar aos interesses, como diz Betty COELHO (1989).
Histórias de repetição e movimento para crianças da fase mágica (3 a 6 anos); de
encantamento, de fadas, de aventuras para crianças na idade escolar; de ação e amor para
meninos e meninas na pré-adolescência e as engajadas com o universo, com os problemas
sociais, para adolescentes que sonham em mudar o mundo.

�Adultos também se interessam por histórias. Se adulto não gostasse de histórias as
novelas não teriam tanto sucesso... . Antes do início de uma reunião de pais, porque não
contar uma história que aborde um problema a ser solucionado?
Quantas oportunidades de leitura não são aproveitadas, pelo simples fato do hábito de
ler para os outros, em voz alta, não fazer parte de nossos hábitos.

4.3 Como contar histórias?
As técnicas de contar histórias se mesclam com as qualidades necessárias ao contador
ou narrador. Podemos citar, apenas enumerando, as que mais se destacam:
- verificar o local, horário e as acomodações;
- conhecer o público a que se destina e ter o dom de encantar e dominar o
auditório;
- conhecer o enredo com absoluta segurança;
- narrar com naturalidade, sem afetação, com voz clara e expressão viva;
- enfatizar os pontos emocionantes da história através das variações de
tonalidades de voz e pausas oportunas;
- sentir/viver a história, emocionando-se com a própria narrativa;
- não romper o fluxo da narrativa com conselhos e explicações;
- não perder o fio da meada quando estiver fazendo uso do livro ou outro
elemento ilustrativo;
- tirar partido de pequenos incidentes, sem interromper a história;
- evitar tiques e cacoetes;
- tratar o ouvinte com simpatia e camaradagem, sem adotar um ouvinte
predileto;

�- não demonstrar irritação com a presença de ouvintes desinteressados ou
irrequietos;
- chegar aos desfecho sem apontar a moral ou aplicar lições;
- estar aberto para comentários após a narrativa.
Contar histórias é saber criar um ambiente de encantamento, suspense, surpresa e
emoção, onde enredo e personagens ganham vida, transformando tanto narrador como
ouvinte. Deve impregnar todos os sentidos, tocando o coração e enriquecendo a leitura do
mundo na trajetória de cada um.
E, como conclui CHIAVINI (1994, p. 473):
“Como é fácil lidar com os pequenos... Eles aceitam incondicionalmente
as ofertas sinceras, deixam-se cativar sem medo por tudo aquilo de que
possam auferir prazer, e nos contagiam com o gosto com o qual se
envolvem nas tarefas propostas. E são reconhecidos”

4.4 Onde a história deve ser contada?
Como a literatura infantil é muito associada à missão pedagógica do livro e da leitura,
o primeiro lugar que nos ocorre para que a narração se realize é a escola. E, indiscutivelmente,
é o lugar onde ela mais encontra aplicabilidade.
No entanto, temos acompanhado com alegria, a freqüência e diversidade de locais em
que a história contada ou lida tem estado presente. Nos hospitais, como lenitivo para as
crianças enfermas, nos postos de saúde (como o Projeto: se Maomé não vai à montanha... que
a BCo tem desenvolvido), nas Bibliotecas, nas praças, em casa, em eventos especiais e
muitos outros.
Independentemente do local, os ouvintes devem estar bem acomodados, em círculo ou
colunas, sentados no chão, em tapetes ou almofadas, livres de outros barulhos, em ambiente

�com conforto térmico, em horário adequado e outros cuidados desse tipo. Contar histórias
para crianças cansadas, com fome, com vontade de ir ao banheiro não é nada gratificante!

4.5 Quanto tempo deve durar?
A duração da narrativa também deve ser adequada: 5 a 10 minutos para as crianças
menores, 15 a 20 minutos para as maiores. A repetição da mesma história, se solicitada, deve
ser sempre atendida. Outra história não deve ser iniciada sem intervalo. Uma conversa
preparatória, motivando para a nova vivência é muito desejável.

5 A Mediação de Leitura
É comum o contador de histórias se sentir inibido ou despreparado, por não possuir
todas as aptidões ideais para narrar satisfatoriamente uma fábula, história ou poesia.
A mediação de leitura, outra modalidade de incentivo ao hábito de ler utilizada na
BCo, transforma a atividade de leitura em rotina, sem exigir do mediador grandes habilidades
artísticas. Qualquer pessoa que saiba ler adequadamente e que goste de trabalhar com
literatura e pessoas (crianças e adultos), pode e deve participar dessa experiência.

5.1 O Projeto Biblioteca Viva
Em 1999, a Fundação ABRINQ pelos Direitos da Criança aprovou projeto
encaminhado pela BCo e além do acervo da Biblioteca Viva, recebemos treinamento para
mediação de leitura, com o compromisso de nos tornarmos agentes multiplicadores e de
levarmos o livro a lugares onde ele não chega, utilizando as técnicas de mediação, retratadas
no texto a seguir:
“Podemos fazer outras coisas com as histórias, mas temos que saber
que estas outras atividades não são ‘momento de leitura’. (destaque
nosso) Quando dramatizamos uma história com marionetes ou

�dobraduras, estamos mobilizando nas crianças outro prazer que não é o
de leitura. Estamos estimulando outras áreas do seu desenvolvimento e
realizando

atividades de teatro, artes plásticas ou semelhantes. Se

desejamos, verdadeiramente, atuar para a introdução dos livros e das
narrativas e despertar o desejo pela apropriação da leitura nas crianças,
temos que enfatizar os momentos cotidianos de troca em torno dos livros
e da mediação destes, sem utilizar acessórios e atividades. Quando
possibilitamos um momento de livre exploração dos livros - olhar,
folhear, ler, reler, passear ou ficar na ‘sua’- nos colocamos a disposição
das crianças para acompanhá-las ou contar as histórias, podemos
observar uma série de aspectos como, por exemplo, que as crianças são
capazes de compreender, pensar e criar muito além do que imaginamos”.
(p.2)

Através da mediação de leitura a grandiosidade do texto é preservada. A tendência de
simplificação das palavras difíceis a fim de facilitar a compreensão, que ocorre no texto
narrado, não acontece quando ele é lido na íntegra.
Outro aspecto importante nessa atividade de leitura é a coleta de dados de cada
experiência de mediação. Em formulário próprio são anotadas as obras solicitadas pelas
crianças, as principais reações observadas e os progressos individuais no comportamento
social, no desenvolvimento do vocabulário e no envolvimento com os livros. Graças a esta
documentação, temos reunido uma série de relatos de adultos e crianças que contribuem para
as discussões da equipe de mediadores, na troca de experiências e planejamento de atividades
futuras.
“A rede afetiva que se estabelece entre todos, através dos livros, abre um
espaço no qual cada criança pode expressar-se, ouvir e contar histórias ou
ainda ficar em silêncio, sem a necessidade de produzir conhecimentos
específicos. Nessa situação as crianças, cada uma de sua maneira, está
produzindo

conhecimentos,

mas

não

os

necessariamente

pré-determinados pelo adulto. Ou seja, ela está aumentando seu

�repertório

cultural, seu imaginário, sua linguagem; está tendo

possibilidade de escolha de livros e de parceiros para a sua leitura e, além
disso, pode conhecer outras visões de mundo e estabelecer relações com
sua realidade” (ABRINQ, 1999, p.6).

6 Finalizando
Destacamos os Programas “Arte na Biblioteca”, “Projeto Biblioteca Viva e mediação
de leitura”, do qual faz parte o projeto de treinamento desenvolvido no Posto de Saúde da Vila
São José, em São Carlos, denominado “Se Maomé não vai à montanha”, por terem freqüência
regular e atenderem um público diversificado e numeroso. Os demais, não menos
importantes, como “Formação de Contadores de História”, “Uso da Imagem na Sala de Aula”,
“Semana do Livro e da Biblioteca”, acontecem em intervalos de tempo maior.
Todas as atividades culturais desenvolvidas nesses quase cinco anos, que distinguem a
Biblioteca Comunitária e entusiasmam colaboradores e parceiros, estão imbuídas da crença de
que é impossível gostar das coisas que desconhecemos. E não queremos que o livro continue
sendo um ilustre desconhecido, principalmente da comunidade carente.

7 Referências Bibliográficas
ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. 4.ed. São Paulo : Scipione,
1994.
ABRINQ. Projeto Biblioteca Viva: a mediação de leitura e as crianças. São Paulo, 1999.
CHIAVINI, V.L.M. Contar histórias é fazer arte. São Carlos : UFSCar, 1994. Dissertação
(Mestrado em Educação) - Centro de Ciências Humanas. Universidade Federal de São
Carlos.
COELHO, B. Contar histórias; uma arte sem idade. 2.ed. São Paulo : Ática, 1989.
COELHO, N.N. Dicionário crítico da literatura infantil e juvenil brasileira: séculos XIX
e XX. São Paulo : EDUSP, 1995.
MARTUCCI, E.M. Aprendendo a contar histórias. In: _______. Formação de contadores
de histórias. São Carlos : UFSCar, 1999. (Apostila)

�TAHAN, Malba. A arte de ler e de contar histórias. Rio de Janeiro : Conquista, 1957.
ZILBERMAN, R. A literatura infantil na escola. 8.ed. São Paulo : Global, 1994.

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                <text>À partir do pressuposto de que o texto literário tem autonomia de significação pois cria regras próprias de comunicação entre autor e leitor, são analisadas as atividades de incentivo à leitura desenvolvidas pela Biblioteca Comunitária da UFSCar (BCo), junto à comunidade externa de 1º e 2º graus, considerando as diversas modalidades recomendadas na literatura da área, com ênfase na mediação de leitura. A BCo desenvolve vários programas importantes como “Arte na Biblioteca”, “Formação de Contadores de História”, “Uso da Imagem na Sala de Aula”, “Semana do Livro e da Biblioteca”, entre outros, que são regularmente oferecidos sob a forma de cursos e atividades culturais, em parceria com entidades e instituições ligadas a educação e cultura na região e no estado. Destacando a importância da leitura em todos seus programas, propõem explorar o livro e a literatura infanto-juvenil em todos os seus aspectos (forma de narrativa, conteúdo, ilustração, papel, formato), respeitando-se a relação entre texto e imagem. Para isso, a BCo tem utilizado as técnicas de contadores de história e de mediadores de leitura. Através da história contada, em suas diversas modalidades, desde a encenação teatral até o uso de pequenos recursos visuais, como indumentária de personagens e objetos referentes ao tema, a literatura tem sido oferecida como atividade lúdica. Já através da mediação de leitura, procura-se introduzir o livro como rotina no incentivo ao hábito de ler, permitindo ao jovem leitor, amplo acesso ao material impresso, como forma de realização da leitura global, fiel ao texto em toda a sua originalidade e aspectos físicos da obra, com o objetivo de “abrir janelas” e permitir que cada criança seja atraída pelo detalhe de narrativa ou ilustração que a encante na sua própria descoberta.</text>
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                    <text>GERENCIAMENTO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS SEGUNDO ENFOQUE
SISTÊMICO: UMA NOVA MANEIRA DE PENSAR ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E
MÉTODOS DENTRO DAS BIBLIOTECAS
Marta Alves de Souza
Docente da Universidade Paulista – UNIP – Campus de Bauru
Bibliotecária da Universidade Estadual Paulista – UNESP – Campus de Bauru
E-mail: martasou@uol.com.br

Resumo: A biblioteca universitária é um organismo vivo em constante interação com o meio
ambiente interno e externo dentro das organizações, não importando se estas organizações são do
setor privado ou público, pois é o cliente que interessa e a qualidade dos serviços prestados.
Nenhuma biblioteca atua de forma fechada, mesmo que tenha características que pareçam assim
o ser. Atualmente, ao pensar em biblioteca se faz necessário visualizá-la como um todo, dentro
exatamente do que apregoa o enfoque sistêmico nas organizações, estas têm que trabalhar com
flexibilidade, qualidade total e outros tantos termos que permeiam as organizações flexíveis na
atual conjuntura. É possível trabalhar organização, sistemas e métodos dentro dessas bibliotecas,
não da maneira tradicional como se trabalhava há alguns anos atrás mas dentro de algo novo, que
abandona um pouco o convencional e busca alternativas modernas de gerenciamento.
Eixo Temático: Gerência da Biblioteca Universitária

Introdução

Desde a pré-história o homem pratica a organização e a divisão do trabalho buscando
exatamente multiplicar os recursos acessíveis num determinado momento e enfim com isso

�aumentar as possibilidades de alcançar um certo objetivo. A humanidade sempre se pautou por
organização, nenhuma civilização agiu de forma contrária a isso.
Dentro da Administração tem-se várias escolas, McGregor dividiu em duas as teorias para
de forma sintética explicar a escola clássica e a escola das relações humanas. Ele chamou essa
divisão de Teoria X e Teoria Y. Estas são representadas através de características próprias da
natureza humana.
Para a Teoria X, que representa a escola clássica, McGregor afirma que:
❖ O homem médio é indolente por natureza. O que lhe interessa é trabalhar o menos
possível independentemente de quaisquer condições ou motivações.
❖ A esse homem falta ambição. Sobretudo desagrada-lhe assumir responsabilidades, ou
conduzir pessoas. Ele prefere ser conduzido, pois dessa forma não faz qualquer
esforço.
❖ É essencialmente egocêntrico. Resume as necessidades da organização para a qual
trabalha às suas próprias necessidades.
❖ Resiste por natureza a qualquer mudança.

❖ É ingênuo, pouco inteligente. Um tipo crédulo, misto de charlatão e demagogo.
Para a Teoria Y, que representa a escola das relações humanas:
❖ As pessoas não são por natureza passivas ou resistentes às necessidades da
organização. Tornam-se tais como resultado da experiência na organização.

�❖ A motivação, o potencial para o desenvolvimento, a capacidade de assumir
responsabilidades, a prontidão para dirigir o comportamento para os objetivos da
organização estão todos presentes nas pessoas. A administração não os coloca ali. É
uma responsabilidade da administração tornar possível às pessoas reconhecer e
desenvolver estas características humanas por si mesmas.
❖ A tarefa essencial da administração é harmonizar condições da organização e métodos
de operação, de maneira que as pessoas possam melhor alcançar seus próprios
objetivos, dirigindo seus esforços para os objetivos da organização.
Nas duas teorias, McGregor procurou mostrar que o trabalhador tornava-se bom ou
ruim dependendo do tratamento que a organização lhe der.
Organização &amp; Métodos, já se ouviu muito falar disso, numa abordagem mais recente,
ouvi-se falar de Organização, Sistemas &amp; Métodos, mas o que será que mudou? Nova roupagem
e cara velha? vamos tentar refletir sobre isso.
O mundo está evoluindo e conseqüentemente O &amp; M e a própria biblioteca, afinal se não
acompanhar o curso da história vai ficar para trás. Em relação à O &amp; M está tem deixado de
existir na forma como era praticada anteriormente, ou seja, como um órgão separada das
estruturas da organização, esta também era uma especialidade que ditava as normas e as condutas
referentes ao fluxo da informação dentro das empresas. Era essa área que dava o parecer final
sobre formulários e que também determinava espaço e até a cor dos documentos.
Tem sido objeto de preocupação entender por que é que as bibliotecas não conseguem
acompanhar a evolução do mundo dos negócios na mesma velocidade com que as empresas o
fazem, posto que estas procuram desesperadamente se adaptar, será porque não consideram ainda

�a informação como um negócio? Na verdade informação é negócio e usuário é cliente e mais
ainda, informação é poder.
Diante de tais colocações é importante afirmar que as ferramentas de administração são
muito bem vindas dentro das bibliotecas, uma vez que estas precisam e são administradas e é
importante fazer uso do que há de moderno nessa área do conhecimento para que as funções
sejam bem desempenhadas e melhor ainda, para que os clientes tenha a qualidade que buscam.
Como Organização &amp; Métodos mudou sua roupagem ao longo dos anos e também
evoluiu, a biblioteca e seus administradores precisam fazer uso dos recentes enfoques dados a
essa área do conhecimento, uma vez que, O &amp; M é um componente fundamental na
administração atual, como suporte ao processos produtivos, jamais um fim em si mesmo, da
forma como era vista há alguns anos atrás. É importante tentar aqui analisar como fazer uso
desses recursos e conhecer as inovações, utilizando dessas para dar suporte ao fluxo de
informações que os usuários necessitam e restruturando os processos aos novos paradigmas na
arte de colocar à disposição dos usuários tudo o que ele precisa.

Enfoque Sistêmico e a Biblioteca

Uma das características marcantes nos anos 90 foi a entrada das modernas tecnologias da
informação nas bibliotecas, tornando-as mais ágeis em suas respostas. O processo de
desenvolvimento e implantação dessas tecnologias no âmbito das bibliotecas foi mais uma
reação, ou mecanização e automação de rotinas existentes, atendendo à uma necessidade de
acompanhar de forma ativa o mundo tecnológico.
Com essas mudanças houve necessidade de um realinhamento e adaptação interna
constante da biblioteca, em face da contínua mutação do ambiente no qual ela se insere. É fácil

�constatar que há diferentes tipos de bibliotecas para as quais existem diferentes estratégias de
trabalho.
O importante no universo biblioteconômico, bem como, em qualquer organização é a
evolução, é tornar inteligíveis e compatíveis as tecnologias da informação ao processo de
gerenciar uma serie de processos diferenciados que habitam um mesmo organismo, no caso, a
biblioteca.
O que se tem como proposta aqui é aplicar o enfoque sistêmico na biblioteca aliado à
possibilidade de:
-

reduzir a necessidade de processar informações; ou

-

aumentar a capacidade de processar informações.
Para a primeira opção, que num primeiro momento pode parecer incoerente, uma

vez que uma biblioteca não tem essa intenção, parte-se do princípio de que é possível reduzir o
processamento de informações através de reconfigurações por processos ou reestruturações, ou
seja, baseando-se numa análise de dentro, do fluxo de trabalho, afinal não basta pensar só no
usuário externo, é preciso pensar que existem os usuários internos desse sistema de informações,
aqui vistos como: todos aqueles que estão envolvidos no processo de acessar, recuperar e
disponibilizar as informações para o usuário externo.
Pensando nesses processos e específicamente nesses usuários, deve-se analisar o fluxo de
informações, ou seja, se no processo de recuperar, acessar e disponibilizar informações para o
usuário externo não há retrabalho, reserviço, nesse aspecto deve ser analisado a necessidade de
diminuir as informações, com o objetivo de otimizar seu processamento.
Já para o segundo caso, aumentar a capacidade de processar informações, é importante
analisar no quanto as solicitações dos usuários externos têm sido atendidas e o que é necessário
ser feito para otimizar esse processo.

�Na visão empresarial, segundo Tachizawa, Scaico:
"Uma empresa se sustenta e se desenvolve, principalmente, a partir dos
lucros obtidos, e estes são provenientes de clientes satisfeitos. Satisfazer o
cliente é, basicamente, oferecer-lhe um atendimento de excelência e
produtos (bens ou serviços) de alta qualidade..." (1997, p.25)

A biblioteca universitária, embora não seja uma empresa e conseqüentemente não vise
lucro, tem que pensar na informação como produto e em seus usuários como clientes, e aqui é
mister ter clientes satisfeitos, esse parece ser o propósito de toda biblioteca e na verdade de todo
negócio.
Quando se pensa em enfoque sistêmico dentro da biblioteca, deve-se pensar que é uma
visão do todo, ou seja, não de processos isolados, aqui bem entendido que de acordo com Adair
&amp; Murray, processo pode ser definido para nossos fins como:
"uma série de tarefas ou etapas que recebem insumos (materiais,
informações, pessoas, máquinas, métodos) e geram produtos (produto
físico, informação, serviço), usados para fins específicos por seu
receptor." (1996, p.27)

Nas bibliotecas trabalha-se exatamente dessa forma, recebendo insumos e gerando produtos, no
caso, a informação, então por quê isolar os processos? Por quê trabalhar de forma a não ter uma
visão do todo? Não dá para pensar e só visualizar o serviço de referência isolado do
processamento técnico, tudo converge para um único fim, o produto final é o mesmo, informação
e os clientes também o são, na verdade o sistema é único. Dessa forma não pode ser perdido de
vista a visão do todo, de conjunto, embora os processos sejam diferentes o objetivo desemboca
para o mesmo ponto e o produto final o mesmo e com o mesmo fim.

�Hoje as antigas práticas de O &amp; M têm sido deixadas de lado em detrimento de
conceitos mais modernos, passando assim, para: Organização, Sistemas e Métodos, não basta só
elaborar manuais, adequar lay-outs, implementar fluxogramas bem estruturados, tudo isso é
importante, mais a visão do sistema como um todo é muito necessária, mesmo porque estar-se
trabalhando com pessoas e para esse último caso, é preciso também avaliar o grau de satisfação e
motivação para o trabalho.

Organização, Sistemas e Métodos nas Bibliotecas

Organização, Sistemas e Métodos é uma especialidade da área de administração, voltada
inicialmente para o estudo da estrutura organizacional, dos sistemas administrativos e dos
métodos de trabalho, na verdade essa especialidade acaba se tornando um agente de mudanças e
assumindo um papel fundamental em qualquer organização e a biblioteca se encaixa enquanto
organização.
Quando pensamos em O,S,M devemos pensar enquanto instrumento para auxiliar na
otimização dos processos administrativos e devemos ainda pensar que o homem sempre viveu em
organizações, desde o momento que nasce e nessas organizações ocorrem ao longo de sua vida
uma série de atividades que acabam sendo repetidas ciclicamente que formam um sistema.
Diante disso, podemos inferir que o homem está envolvido numa série de ambientes
que o cerca e seu envolvimento nesses ambientes é sistêmico. Sistema e organização caminham
juntos.
A biblioteca é um sistema onde todos os processos caminham juntos e estão dispostos de
maneira a integrar as partes que a compõem numa estrutura ordenada, fazendo com que todas as

�atividades possam ser executadas quantas vezes forem necessárias e o resultado sempre seja o
mesmo, ou seja, a satisfação do usuário.
De acordo com tudo o que foi exposto pode-se extrair conforme coloca Cruz (p.34,
1997) que defini O &amp; M como:
“Estudo das organizações por meio da análise de cada uma das suas
atividades, a fim de criar procedimentos que venham a interligá-las
de forma sistêmica.”
Enquanto para o mesmo autor uma definição de Sistema seria:
“Conjunto de eventos cíclicos.”
Tem-se agora de forma clara exatamente o significado de Organização, Sistemas e
Métodos e dessa maneira uma visão do que isso representa em termos de gerenciar bibliotecas,
ou seja, não perder a visão do todo e visualizar a biblioteca como uma organização num sistema
aberto que influencia e é influenciada pelo meio ambiente.
Quando pensa-se em O,S,M nas bibliotecas é interessante se voltar para dois aspectos que
têm como característica a qualidade: eficiência e eficácia, uma vez que a análise da eficiência irá
revelar se o consumo de matéria prima e a utilização dos insumos estão consistentes em termos
de qualidade, quantidade, custo, com os produtos gerados, resumindo: as entradas estão
consistentes com as saídas, nesse aspecto busca-se otimizar os processos no ponto de vista
interno.
Já a eficácia revelará se os produtos gerados estão atendendo aos objetivos para os quais
estão destinados, ou seja, se as saídas estão conforme o esperado. A eficácia visa otimizar os
resultados gerados pelo processo do ponto de vista externo.

�Como em qualquer empresa, quando trabalhamos com O,S,M em bibliotecas sempre
partimos do ponto de vista do cliente e para tanto é necessário conhecer suas expectativas e
estabelecer como meta, a eficácia e a eficiência desejadas.
Cabe refletir sobre o real produto gerado pelas bibliotecas e aqui é notório que é
informação não importando seu suporte físico e é sobre a satisfação com a informação gerada
para seus clientes que a biblioteca tem que se preocupar em termos de eficiência e eficácia de
seus processos para que as informações transmitidas alcancem e satisfaçam os clientes

Considerações Finais

Procurou-se mostrar aqui que as ferramentas de administração são muito importantes
dentro das bibliotecas e que uma delas é exatamente Organização, Sistemas e Métodos é uma
ferramenta que tem muito a auxiliar no dia-a-dia do gerenciamento, principalmente com seu
enfoque atual voltado para o sistema e seus processos.
Sempre o enfoque recai sobre o cliente, no entanto fica claro que também os clientes
internos são considerados como parte do processo, uma vez que uma característica marcante do
enfoque sistêmico é exatamente a visão do todo, dessa forma todos são considerados no processo
e devem ter suas expectativas com relação a eficiência e a eficácia dos processos satisfeitas.
Numa sociedade globalizada, extremamente competitiva e cada vez mais bem informada,
os clientes têm uma infinidade de escolhas e já não é mais suficiente oferecer um bom serviço, é
de suma importância oferecer também uma imagem de biblioteca bem gerenciada e essa
biblioteca é exatamente aquele que consegue trabalha fazendo uso dos modelos administrativos e
que mude conforme suas necessidades, necessidades estas ditadas por seus clientes, internos e
externos.

�Referências Bibliográficas

ADAIR, Charlene B., MURRAY, Bruce A. Revolução total dos processos: estratégias para
maximizar o valor do cliente. Tradução de Carmen Youssef. São Paulo: Nobel, 1996.
CRUZ, Tadeu. Sistemas, Organização &amp; Métodos: estudo integrado das novas tecnologias de
informação. São Paulo: Atlas, 1997.
TACHIZAWA, Takeshy, SCAICO, Oswaldo. Organização flexível: qualidade na gestão por
processos. São Paulo: Atlas, 1997.

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Ana Maria FERRACIN
UFPE
Lúcia Helena CARVALHEIRA
UFPE
Tereza Cristina Moreira de LUCENA
UFPE

Universidade Federal de Pernambuco
Biblioteca Central
Av. dos Reitores s/n – Cidade Universitária
Recife - PE

RESUMO

A falta de bibliotecas em escolas de 1o e 2o graus fez com que a Biblioteca Central da
Universidade Federal de Pernambuco adquirisse dicionários, enciclopédias, livros e revistas
destinados ao atendimento de alunos que a procuram a fim de fazer suas tarefas. O
bibliotecário aliado aos professores do ensino de 10 e 2o graus, além de desnudarem a
realidade educacional vigente, devem tomar consciência dela para através da leitura

�modificá-la, transformando a educação alienante na educação para a cidadania plena. Sabe-se
que nenhuma outra instituição tem melhores condições para reunir e dinamizar material
bibliográfico condizente com as aptidões de leitura das crianças do que a biblioteca escolar. A
proximidade da sala de aula, a interação bibliotecário-professor-aluno leva as crianças para a
busca-descoberta através de diferentes textos. Imaginação e criatividade terão que ser postas
em ação por bibliotecários e professores para contribuir na formação de hábito de leitura em
nossas crianças, pois constitui este, ao lado do hábito de estudo, um dos mais importantes
objetivos da educação e por extensão da biblioteca. Visando minimizar este problema,
apresentou-se à Pró-Reitoria de Extensão um projeto de extensão universitária para a
Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco, oferecendo cursos de curta duração para
professores de 1o e 2o graus, interessados em organizar pequenas coleções nas próprias
escolas, para atender aos estudantes carentes de informação, e na medida do possível oferecer
condições de mais e melhores textos para leitura e assim formar uma legião de leitores com
bom hábito de leitura.

�INTRODUÇÃO

A Universidade Federal de Pernambuco localiza-se no bairro da Várzea, cujos
habitantes em sua grande maioria são pobres, as crianças e adolescentes estudam em
escolas públicas onde não existem bibliotecas.

A Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco é um órgão
suplementar de apoio às pesquisas, ao ensino e às atividades de extensão desenvolvidas pelos
três segmentos da comunidade universitária, que são os alunos, os funcionários e professores.

A Biblioteca Central também coordena e supervisiona as atividades técnicas
das Bibliotecas Setoriais instaladas nos Centros de Ensino e uma do Colégio de Aplicação
além de atuar como Centro Referencial de Informação Científica, Tecnológica, Literária e
Artística.

Era comum ver as crianças do bairro procurando pelo campus universitário
uma biblioteca onde pudessem encontrar informações sobre o dia da árvore, o dia do soldado,
o dia do índio, e assim por diante. Algumas vezes encontravam outras não.

Em 1995 quando assumimos a direção da Biblioteca Central, ponderamos com
as bibliotecárias das 10 bibliotecas da UFPE sobre a situação dessas crianças, e abrimos um
espaço físico destinado a atendê-las com informações adequadas ao nível de 1º e 2º graus de

�ensino.

Hoje, 1999, o local destinado ao atendimento do 1º e 2º graus está
demasiadamente pequeno, pois a ele acorrem crianças vindas de todos os bairros da grande
Recife, às vezes muito distantes da Universidade, vêm não só crianças pobres de escolas
públicas, mas também de colégios particulares freqüentados por alunos de classe média e
ricos.

A coleção destinada ao 1º e 2º graus está muito distante daquilo que
consideramos de bom nível, mas por outro lado, se considerarmos que a cada dia cresce a
demanda de adolescentes e crianças que procuram a Biblioteca Central, podemos afirmar que,
se existem algumas escolas com coleções destinadas ao 1º e 2º graus de ensino, essas coleções
não estão sendo bem utilizadas pelos professores e alunos.

Não queremos e não devemos deixar de atender aos alunos das escolas, sejam
elas públicas ou privadas, sejam os alunos pobres ou ricos.
Conforme SILVEIRA (1997) assegura “a escola brasileira integra uma
sociedade

marcadamente

capitalista, justifica-se entendê-la como promotora do

desenvolvimento social, já que a expansão do sistema econômico requer que a classe
trabalhadora, ao freqüentar a escola, domine habilidades básicas que facilitem sua
adaptação às novas condições de trabalho criadas pelo crescente aperfeiçoamento
tecnológico. Ao focalizar esta concepção constatamos que em sociedades capitalistas a
escola corre o risco de ser manipulada por uma classe social que passa a ser usada em
função de seus interesses particulares, em detrimento dos anseios da sociedade como um

�todo. Sob este prisma, a aspiração da escola pode ser formar consumidores de bens e não
necessariamente ser formadora de cidadãos”.

Animados

pelo espírito

democrático reinante na Biblioteca Central

apresentamos a Pró-Reitoria de Extensão um projeto que visa minimizar a distância entre as
crianças e adolescentes dos livros e das coleções a eles destinadas.

REVISÃO DE LITERATURA

Se por um lado a Universidade não tem responsabilidade direta com o
desenvolvimento social, porque a formação de uma sociedade democrática é conquista da
própria sociedade conforme escreveu ROBSON (1993), de outro lado a Universidade tem o
dever de instrumentalizar a população, fornecendo elementos para que cada indivíduo perceba
e entenda seus direitos e deveres. BARBOSA e CALDAS (1995).

A reivindicação da educação como direito básico de todos se estende aos
diferentes segmentos da sociedade. Para alguns viabilizar a cidadania, para outros, e por
interesses específicos, significa instrução. Mesmo que se tende realçar esta última concepção,
cada vez mais se tem claro que a instrução não é a meta básica da educação. No plano macro,
a educação deveria possibilitar o desenvolvimento de uma massa crítica capaz de definir os
rumos possíveis da humanidade em busca de uma vida melhor, pautada na plena cidadania.

FIORI (1981), no entanto afirma que, ao ser institucionalizada na escola, a

�educação pode se tornar um dos mais eficientes meios da alienação, já que, se for concebida
como instrução, não viabilizará a cidadania plena.

O bibliotecário é um agente social que aliado aos professores de escolas de 1º e
2º graus de ensino, além de desnudarem a realidade educacional vigente, devem tomar
consciência dela para através da leitura modificá-la, transformando a educação alienante na
educação para a cidadania plena.

Da mesma forma como é dicotômica a relação pensar/agir, é igualmente difícil
dissociar alfabetização/conscientização/leitura e SILVEIRA (1997) afirma que ler é aprender
sentidos. Escrever é significar. No entanto, para se dar sentido, é necessário ter posse de
vários sentidos, e estes sentidos se constroem subjetivamente. A subjetividade passa a ser,
então, precondição para a leitura: a leitura do mundo provoca a palavra, a leitura da palavra
desvela sentidos do mundo. A palavra enriquece a concepção de mundo de cada sujeito,
através de um processo interativo e dialético com o outro e com a realidade.

POLKE (1973) assegurava que nenhuma outra instituição tem condições
melhores para reunir e dinamizar material bibliográfico condizente com as aptidões de leitura
das crianças do que a biblioteca escolar. A proximidade da sala de aula, a interação
bibliotecário-professor-aluno leva as crianças para a busca/descoberta através de diferentes
textos.

Na escola onde só o que o professor diz é a verdade, onde o aluno recebe
passivamente poucos conhecimentos, a ausência da biblioteca não é sentida.

�Na busca às causas desse não existir bibliotecas escolares, POLKE (1973)
assevera, “seria simples atribuí-las à pobreza de recursos ou à incompreensão
administrativa. O armário de livros, bem mais freqüentes em salas de aula poria em dúvida
essa conclusão, pois, pequena que fosse a coleção inicial, o seu crescimento gradativo seria
possibilitado até mesmo através da mobilização de recursos da comunidade. O crescimento
dos conteúdos dos armários, sua reunião em uma única sala, o professor dedicando parte do
seu tempo a essa biblioteca incipiente, procurando completá-la com as indispensáveis obras
de consulta. A dinamização da coleção evidenciaria a necessidade de bibliotecários com total
dedicação de seu tempo à biblioteca.”

As crianças nunca chegam à escola num estado de ignorância, mas podem
chegar analfabetas. Elas talvez não saiam analfabetas, mas podem sair ignorantes (SILVA,
1996).

BARKER (1975) perguntava “Por que ler? Não existe resposta fácil. No
momento atual os meios audiovisuais de comunicação não podem dispensar o apoio da
palavra escrita. Nem toda a engenhosidade da técnica moderna pode agora, como não pôde
antes, impedir que a palavra falada e as imagens acabem se apagando, enquanto a palavra
escrita permanece. Em nossa civilização de transformações, a palavra escrita pode não durar
tanto como antes, mas ainda dura o suficiente para conferir ao leitor a força da perspectiva
histórica, a decisão semântica, a reinterpretação e a crítica retrospectiva, em suma, os meios
de sua liberdade”.

�A leitura segundo SILVA (1996) não pode ser confundida com descodificação de
sinais, com reprodução mecânica de informações ou com respostas convergentes a estímulos
escritos pré-elaborados.
Esta confusão nada mais faz, assegura SILVA (1996), do que decretar a morte do
leitor, transformando-o num consumidor passivo de mensagens não significativas e
irrelevantes. Será que esta confusão não está presente na maioria das escolas brasileira.

Para BARKER (1975) “o problema da não leitura surge na vida adulta,
principalmente entre os jovens adultos que são mais sujeitos a recair no “analfabetismo
técnico” pela falta de prática da leitura. A atividade cultural da infância e da adolescência,
apoiada pelo sistema educacional, é interrompida subitamente quando termina a
escolaridade e freqüentemente abandonada por falta de outra forma qualquer de apoio”.

O leitor não pode ser levado ao livro se não houver livro ao seu alcance. Quanto a este
problema, BARKER (1975) escreveu e não causara estranheza dizer que o lugar da leitura na
sociedade depende das estruturas da sociedade e das instituições que as refletem:

“Imaginação e criatividade terão que ser postas em ação por bibliotecários e
professores para contribuir na formação de hábito de leitura em nossas crianças, pois
constitui este, ao lado do hábito de estudo, um dos mais importantes objetivos da educação e,
por extensão, da biblioteca”. POLKE (1973).

PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: EDUCAÇÃO ESCOLAR E
CULTURA

�A falta de Bibliotecas nas escolas de 1º e 2º graus de ensino é um problema nacional e
Recife infelizmente não é exceção.

Segundo informações prestadas pela secretaria de Educação e Esportes do Estado,
havia em 1998 na grande Recife 491 escolas no DERE NORTE e 563 no DERE SUL que
somadas totalizam 1054 estabelecimentos sendo 199 estaduais, 240 municipais, 612
particulares e 3 federais, e em apenas 10 escolas estaduais tem l bibliotecário trabalhando.

Como a Biblioteca Central dispõe de 2 Bibliotecários 1 auxiliar e 1 estagiário para
atender os alunos dessas escolas, é certo que a cada dia a procura tem sido maior, razão de
termos apresentado à Pró-Reitoria de Extensão um projeto através do qual vamos oferecer aos
professores de 1º e 2º graus, cursos de pequena duração, com 15 horas/aula, onde receberão
instruções como:

- Elaborar arquivos com pastas contendo documentos como: jornais,

revistas, partes

de livros sobre os mais variados assuntos, aos quais os alunos teriam acesso para
leituras e cópias.

-

Organizar a hemeroteca escolar.

-

Indexar documentos para recuperar as informações úteis e necessárias aos
trabalhos dos alunos.

�-

Buscar em enciclopédias os assuntos mais solicitados pelos professores, para servir
de apoio ao estudo das crianças.

-

Tendo por base a coleção de 1º e 2º graus da Biblioteca Central, oferecer aos
alunos do curso uma Bibliografia mínima para o atendimento das necessidades dos
professores e alunos do 1º e 2º graus de ensino.

CONCLUSÃO

A equipe de bibliotecários da BC/UFPE espera com esses cursos orientar os
professores para a organização dessas pequenas coleções, que conforme a professora Ana
Maria Polke já em 1973 escreveu, “o crescimento dessas coleções seria possibilitado até
mesmo através da mobilização da comunidade”, e isto seria o início de uma biblioteca não só
da escola, mas para toda a comunidade do bairro ou município.

Através de coleções formadas segundo o desejo de leitura dos participantes da
comunidade, dos professores e alunos, em local da fácil acesso a todos, acreditamos ser
possível criar hábitos de leitura para que as crianças não saiam das escolas ignorantes e os
adultos não sejam apenas consumidores de bens, mas através da leitura sejam capazes de ver e
ser no mundo indivíduos que buscam sua cidadania plena.

ABSTRACT

�The lack of library schools for first and second grades made the Central
Library of the Federal University of Pernambuco turn its attention to the acquisition of
dictionaries, encyclopedias, books and magazines to serve students in the making of their
classworks. The university librarian, together with school teachers of first and second grades
have to understand practiced educational system, as well as have to be aware of changes
which reading can do, shifting an awkward education toward an education for full citizenship.
It is known that no institution has better conditions to keep and use bibliographic material
related to reading skills for children in the school library. The proximity of classroom, the
interaction between librarian – schoolteacher – student take the children to a search – finding
through different documents. Imagination and creativity shall be taking into action by
librarians and school teachers in order to contribute to develop reading habits in our children,
one of the most important goals of education and to some extent of library, besides studying
habits. In order to minimize this problem a project of University Extension to Pernambuco
State office for Education it was presented to University Extension Activities. This project is
to offer short term courses to school teachers of first and second grades, who are interested in
organize small collections at schools, to serve students with information needs, and also to
offer more and better texts for reading, and so to form a group of readers with good reading
habits.

.

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOZA, J.P., CALDAS, M.A . O papel da extensão na formação do
estudante de biblioteconomia. Inf.&amp;Soc.:Est. João Pessoa, v.5, n.1, p.4556, 1995

BARKER, R.E., ESCARPIT, R. A fome de ler. Trad. J.J.Veiga. Rio de
Janeiro: FGV/INL/MEC, 1975.

FIORI, E.M. Aprender a dizer a palavra. In: FREIRE, Paulo. Pedagogia do
oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

POLKE, A . M. A . A biblioteca escolar e o seu papel na formação de hábitos
de leitura. R.Esc.Bibliotecon.UGMG, v.2, n.1, p.60-72, mar.1973

ROBSON, C.A A extensão universitária no Brasil. In: FORUM DE
EXTENSÃO DA UDESC, 1, Florianópolis. Anais. Florianópolis: UDESC,
1993. p.17-23

SILVA, Ezequiel Teodoro da. O ato de ler: fundamentos psicológicos para

�uma nova pedagogia da leitura. 7.ed. São Paulo: Cortez, 1996. p.97

SILVEIRA, Elisabeth. O aluno entende o que se diz na escola? Rio de
Janeiro: Qualitymark /Dunya, 1997. p.3

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                    <text>FONTES DE AUXÍLIOS PARA AQUISIÇÃO DE LIVROS:
A IMPORTÂNCIA DE NOVAS TÉCNICAS E CRITÉRIOS

Marilda Corrêa Leite dos Santos
Bibliotecária Supervisor Técnico de Seção - STRAUD
Instituto de Química/UNESP - Campus de Araraquara
Rua Prof. Francisco Degni s/nº-14800-900 - ARARAQUARA-SP-BRASIL
marilda@iq.unesp.br

Dirce Gonçalves
Bibliotecária - Instituto de Química/UNESP - Campus de Araraquara
Rua Prof. Francisco Degni S/nº-14800-900 - ARARAQUARA-SP-BRASIL
gonca@iq.unesp.br

Maria Aparecida Pavanelli
Bibliotecária - Instituto de Química/UNESP - Campus de Araraquara
Rua Prof. Francisco Degni S/nº-14800-900 - ARARAQUARA-SP-BRASIL
mpavanel@iq.unesp.br

Maria Isabel Uthman Sitta
Aluna do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação
Universidade Federal de São Carlos
SÃO CARLOS - SP - BRASIL
uthman@iq.unesp.br

Marco Antonio Farconi
Auxiliar de Bibliotecário - Instituto de Química/UNESP - Campus de Araraquara
Rua Prof. Francisco Degni S/nº-14800-900 - ARARAQUARA-SP-BRASIL
falcon@iq.unesp.br
1

�RESUMO

As bibliotecas universitárias brasileiras já há algum tempo vêm contando com o
apoio de fontes externas ou recursos extra-orçamentários no financiamento dos acervos.
Atualmente existem vários programas especiais que têm contribuído na atualização dos
acervos de monografias e subsidiado a aquisição de periódicos estrangeiros. A Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, através de seu programa especial
FAP-Livros financia a aquisição de livros científicos e tecnológicos

contemplando as

bibliotecas de universidades e institutos de pesquisa paulistas. O FAP-Livros iniciado em
1992 constitui-se de quatro fases até o momento. Inicialmente o Programa procurou
encontrar soluções emergenciais

para o fortalecimento e atualização de coleções

monográficas. Recentemente na última chamada, FAP-Livros-IV, aperfeiçou sua metodologia
estabelecendo novos critérios, beneficiando os acervos das bibliotecas específicas, visando
propiciar um melhor desenvolvimento dos projetos de pesquisas financiados pela Fundação e
uma ampla utilização pela comunidade científica. Este trabalho relata alguns dos
procedimentos adotados pela equipe da Biblioteca do Instituto de Química de Araraquara UNESP na participação das fases do referido programa, enfocando o aperfeiçoamento de
novas metodologias e técnicas de avaliação, as rotinas de serviços automatizados e a
utilização de fontes eletrônicas, possibilitando a adequação da coleção com a demanda da
comunidade científica, permitindo o grau máximo de atualização e completeza do acervo. As
tomadas de decisões para a seleção dos pedidos de livros vão além das estatísticas e uso, pois
a avaliação para distribuição de recursos levará em conta a coerência entre os livros
solicitados e as linhas de pesquisas desenvolvidas nos programas de pós graduação. O estudo
mostra que o planejamento do desenvolvimento de coleções faz parte de um processo
dinâmico que envolve uma equipe integrada nos programas de ensino, pesquisa e extensão,

2

�principalmente no que se refere aos de pós-graduação e projetos de pesquisas viabilizando
assim, a eficácia e o êxito destes Programas Especiais nas bibliotecas universitárias paulistas.

Eixo Temático: Técnicas e tecnologias na BU do século XXI e/ou
Captação de recursos financeiros / fontes finaciadoras

3

�INTRODUÇÃO

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP tem tido
um papel fundamental na atualização dos acervos monográficos para a pesquisa e pós
graduação através do programa de auxílio à aquisição de livros científicos e tecnológicos,
FAP-Livros, para as bibliotecas de universidades. Em sua fase inicial buscou encontrar
soluções emergenciais para problemas acumulados durante muitos anos. Esta última chamada
beneficiará bibliotecas específicas, contribuindo para que possam dispor de acervos mais
completos de livros, e propiciar o bom desenvolvimento dos projetos de pesquisas,
principalmente os financiados pela Fundação com uma ampla utilização da comunidade
científica. O programa está aperfeiçoando sua sistemática, tornando-se dinâmico nos seus
diversos aspectos, quer pelo processo operacional ou gerencial.
O Programa FAP- Livros II foi lançado em 1992 e 1993. As solicitações para
compra de livros eram feitas diretamente pelos pesquisadores e aprovadas como auxílios à
pesquisa . Na Fase III a aquisição foi centralizada na Fundação, que utilizou programas
específicos de gerenciamento para este fim. Nesta fase foram solicitados 150.766 livros e
aprovada a compra de 114.441, no valor atual de US$ 4,1 milhões de dólares, ultrapassando
mais que 100% das compras realizadas na fase anterior. Os programas utilizados foram
compostos de vários módulos que possibilitaram o acompanhamento do recebimento, o
pagamento e o registro do material na respectiva biblioteca solicitante. Em 1999, a FAPESP
lançou seu programa FAP-Livros IV, utilizando outros critérios que atenderão com eficácia
este processo, e contribuirão diretamente para a qualidade no desenvolvimento dos acervos
das bibliotecas participantes do programa. Um dos critérios utilizados pela FAPESP foram as
linhas de pesquisas desenvolvidas nos cursos de pós-graduação vinculadas com os livros
solicitados para fazer uma avaliação, que levará em conta a coerência entre as linhas de

4

�pesquisas e os livros solicitados. Portanto, é necessário que as Bibliotecas participantes
tenham uma política de seleção e aquisição definida, estruturada e planejada para conseguir
atender a demanda dos seus acervos satisfatoriamente.
Até a década de 60 o tamanho de uma biblioteca era considerado como medida de
qualidade. Porém o aumento exponencial da literatura mundial e das contensões de verba, a
partir desta época, causaram mudanças nos padrões para as avaliações de coleções.
CARVALHO E KLAES, (1991:10) comentam que "os anos 70 iniciam-se com
uma mudança radical na apresentação de padrões, cuja nova filosofia rejeita a idéia de
padrões quantitativos e nos apresentam como diretrizes de cunho mais qualitativo, sugerindo
níveis de desempenho para auto-avaliação".
Segundo ANDRADE (1994 :260) "tamanho é quantificável e, portanto, mais fácil
ser avaliado". A qualidade, no entanto, diz BROADUS (1977:149) "nos leva às profundezas
do julgamento subjetivo humano".
Atualmente esses novos padrões são utilizados nos processos de avaliações no
conjunto de atividades que compõe o desenvolvimento de coleções, contribuindo diretamente
nas tomadas de decisões.
O Serviço de Biblioteca e Documentação - SBD do Instituto de Química de
Araraquara da UNESP - IQAr é participante pela terceira vez deste programa, conhece a
filosofia de trabalho da FAPESP e vem adequando-se cada vez mais nesse sistema. No início
deste programa pesquisadores deste Instituto solicitavam diretamente os livros à Fundação,
após receberem o material encaminhavam à Biblioteca, sendo assim a incorporação do
documento no acervo não era imediata. Na Fase II, 1.992, foram solicitados 289 livros e
aprovados em sua totalidade. A partir daí a Biblioteca do IQAr passou a gerenciar as
solicitações e os recebimentos dos livros possibilitando a incorporação imediata no acervo e o
controle de duplicação de solicitações.

5

�Em 1995 na Fase III houve uma significativa contribuição no desenvolvimento do
acervo, pois atendeu um percentual satisfatório das expectativas dos pesquisadores deste
Instituto, foram solicitados e aprovados 1.611 livros, adjudicados 1.486 e recebidos 1.268.
Na fase IV, o objetivo do programa foi contribuir para que as bibliotecas de
pesquisa disponham de coleções de livros que proporcionarão o bom desenvolvimento na
pesquisa apoiadas pela FAPESP. A avaliação das solicitações serão analisadas segundo a
sistemática de pares; a coerência entre a lista de livros solicitados e as linhas de pesquisas
desenvolvidas pelos pesquisadores-FAPESP listados na solicitação; e o peso da participação
dos pesquisadores-FAPESP listados no anexo III.
Com esses novos critérios estabelecidos pela FAPESP para solicitação de
materiais foi preciso haver mudanças nos procedimentos adotados pela Biblioteca do Instituto
de Química, pois a sua participação foi na totalidade juntamente com a comunidade científica.

OBJETIVOS

❑ Avaliar os procedimentos adotados pela Biblioteca do IQAr no programa FAP-Livros IV

❑ Relatar a participação da equipe da Biblioteca do IQAr na fase IV do programa
FAPLivros;
❑ Identificar a participação da comunidade científica do IQAr no programa FAP-Livros IV

❑ Identificar os resultados.

MATERIAIS

6

�Para realização do Projeto FAP-Livros IV foram utilizadas as demandas de livros
já existentes na Biblioteca; a relação das linhas de pesquisas em que se situem projetos
apoiados pela FAPESP no período de 1.994-1.999, sob a responsabilidade dos
pesquisadores-FAPESP dos cursos de pós-graduação em química e biotecnologia (mestrado e
doutorado); lista em ordem alfabética dos pesquisadores-FAPESP vinculados `a Instituição e
listas de livros solicitados (identificados pelos nomes dos autores, título completo, editora,
ano da edição e ISBN) com a indicação de seus preços cotados para cada livro solicitado.

PROCEDIMENTOS ADOTADOS DURANTE A ELABORAÇÃO DO
PROGRAMA FAPLIVROS IV

Ao tomar conhecimento do Edital, foram adotados pela equipe da Biblioteca,
alguns procedimentos para garantir a qualidade e o sucesso do referido programa com a
finalidade de atualizar o máximo a coleção de livros com a real demanda:

1. Reuniu-se bibliotecários e representantes da comunidade científica deste Instituto, para o
planejamento da elaboração do projeto, determinando as datas e os prazos para cada
etapa.
2. Identificou-se os pesquisadores com projetos vinculados à FAPESP (1994-1999) com os
referidos números de processos dos projetos de pesquisa, relacionados no anexo ID Identificação do pesquisador.

7

�3. Levantou-se as Linhas de Pesquisa da comunidade científica relacionadas aos
pesquisadores participantes.
4. Disponibilizou-se na Biblioteca neste período para dar suporte aos pesquisadores:
❑ Base DEMIQ (base de demanda reprimida já existente na biblioteca há seis anos);

❑ catálogos recentes de editoras de forma organizada para auxiliar na elaboração da
demanda;
❑ base local de publicações monográficas em série, com a finalidade de facilitar a
atualização das coleções seriadas já existentes.
5. Formou-se uma equipe de funcionários para oferecer serviços de apoio, tais como
levantamentos de preços e identificação de ISBN dos livros, campos obrigatórios exigidos
pela FAPESP.
6. Inseriu-se na Base DEMIQ as solicitações recebidas dos pesquisadores participantes, com
os campos devidamente preenchidos, que permitam a identificação da duplicação de
solicitações.
7. Os formulários FAPESP foram feitos em planilhas no formato EXCEL, após foram
importados os arquivos da Base DEMIQ para esses formulários. O programa utilizado
propiciou também a conversão da moeda.
8. .Envio à FAPESP de: relação das linhas de pesquisa; listas dos livros solicitados (em
disquetes) e lista dos pesquisadores-FAPESP.

RESULTADOS
8

�No FAPLivros IV foram solicitados 1473 livros de pesquisas para 51
pesquisadores participantes e vinculados em 49 linhas de pesquisas. Portanto uma média de
29 livros por pesquisador, e 30 livros aproximadamente para linha de pesquisa.
As linhas de pesquisas foram contempladas em sua totalidade, e teve a
participação de 73% dos docentes do IQAr.
Neste processo de gerenciamento das solicitações, além dos dados quantitativos
como o número de solicitações por pesquisadores, o número de solicitações por grupos de
pesquisadores, e outros, observou-se:
❑ Adoção de procedimentos, metodologia e padrões distintos dos anteriormente adotados
para seleção e aquisição de materiais bibliográficos.
❑ A aquisição de material bibliográfico devidamente planejada para a demanda real.

❑ Planejamento integrado, com melhor aproveitamento de recursos financeiros.

❑ Elaboração de novos critérios que contemplam especialmente a pesquisa.

❑ Integração entre equipe da Biblioteca e a comunidade científica.

❑ Desenvolvimento de ferramentas que propiciarão novas aquisições, como por exemplo, a
base de dados dos projetos desenvolvidos no IQAr.
❑ O conhecimento das linhas de pesquisa atualizadas

e projetos

de pesquisa em

desenvolvimento pela equipe do desenvolvimento de coleções da Biblioteca IQAr.

9

�CONCLUSÃO

Os procedimentos adotados foram incentivados devido ao apoio que a FAPESP
concede para a aquisição do material bibliográfico, motivando cada vez mais o
aperfeiçoamento de novas técnicas e critérios que servirão para as futuras aquisições. Os
novos critérios estabelecidos pela FAPESP possibilitaram uma interação de forma maciça e
personalizada entre pesquisadores e Biblioteca, tanto na divulgação do referido projeto quanto
nos

procedimentos

adotados,

possibilitando

assim

o

comprometimento

com

o

desenvolvimento eficaz de coleções monográficas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, D. C. Desenvolvimento de coleções : a prática na FFLCH/USP.
IN: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8.
Campinas. São Paulo : Campinas, 1994.

BROADUS, R. N. Evaluation of academic library collections : a survey of recent
Literature. Library Requisition Practice and Theory. New York. v.1, 1977.
p.149

CARVALHO, M. C. R. e KLAES, R. R. Desenvolvimento de coleções em
bibliotecas universitárias; proposta de metodologia e estatística. IN:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BILBIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7.
Rio de Janeiro, out. 1.991.

10

�EVOLUÇÃO no FAP-Livros : concessão de auxílios para aquisição de livros tem
Nova sistemática. IN : Notícias FAPESP. São Paulo : FAPESP, 1.999 n.43,
jun. 1.999. p.12.

11

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                    <text>ESTUDO DO USUÁRIO NÃO PRESENCIAL NA BIBLIOTECA CENTRAL DA
UNICAMP

Rachel Fullin de Mello
Biblioteca Central – Universidade Estadual de Campinas
bidsp@obelix.unicamp.br
Valéria dos Santos Gouveia Martins
Biblioteca Central – Universidade Estadual de Campinas
bidados@obelix.unicamp.br

RESUMO
Os avanços que as novas tecnologias oferecem na área da comunicação inter-institucional e
inter-pessoal, através do e-mail, tem proporcionado uma crescente demanda nas solicitações
de pesquisa e de orientação quanto a localização, uso da biblioteca e acesso à informação, por
parte do usuário não presencial.

Tal ferramenta vem permitindo, desde 1998,

que a

Biblioteca Central da UNICAMP através do seu Programa de Educação de Usuário à
Distância analise o perfil e as necessidades do usuário não presencial e o seu grau de
conhecimento no uso da tecnologia para a obtenção da informação.

�1 INTRODUÇÃO
As facilidades do uso das tecnologias de informação nas bibliotecas, através de redes,
documentos eletrônicos, disponibilidade de catálogos on-line (geração de OPAC’s), etc., tem
proporcionado aos usuários integrantes do mundo científico e tecnológico a busca da
informação, de maneira segura e flexível, fator que tem contribuído não só para a sua
individualidade e independência como para o crescimento da pesquisa.
Com o advento da Internet e a sua possibilidade de acesso cada vez mais popularizada, a
comunicação inter-institucional e inter-pessoal, através de suas ferramentas, tem refletido
mudanças no comportamento do usuário presencial, tornando-o cada vez mais não presencial
na busca da informação, bem como proporcionando novas rotinas de trabalho no âmbito das
bibliotecas, mesmo que realizadas informalmente, não sendo ainda formalizadas na estrutura
organizacional das mesmas.
Sob este prisma o GRUPO DE TRABALHO SOBRE BIBLIOTECAS VIRTUAIS DO
COMITÊ GESTOR DA INTERNET – BRASIL (1997), já salientava este panorama:
“... Por um lado, as bibliotecas atuarão como usuárias e intermediárias na operação das
fontes de informação disponibilizadas no espaço virtual da Internet por outras instituições
e, por outro lado, promoverão a organização e disponibilização atualizada de suas
próprias fontes de informação para atender plenamente às necessidades de informação
dos usuários internos e externos ao seu entorno.”
Contudo a utilização dos serviços, correio eletrônico, o acesso remoto (telnet) e a
transferência de arquivos (FTP), que compõem a tríade dos serviços básicos da Internet,
pressupõe um conhecimento prévio de sua utilização para localização da informação. À
medida que redes de computadores crescem e que o volume armazenado de informações
aumenta, são desenvolvidas novas e engenhosas ferramentas visando facilitar a localização e
o acesso aos dados disponíveis.

2

�Em função desses novos segmentos, possibilidades de pesquisa e recuperação da informação,
que vem traçando um novo perfil do usuário e dos profissionais bibliotecários, a Biblioteca
Central da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, embuída desta preocupação
vem gerando novos produtos e serviços que possibilitem a capacitação do cliente à distância,
seja ele usuário pertencente ao quadro da Universidade, de instituições, pesquisadores
autônomos, profissionais de diversas áreas, alunos de primeiro e segundo grau, etc., à nível
nacional e internacional. Tal capacitação pretende prover pesquisa e informação viabilizando
meios de ligação com as instituições que já disponibilizam suas informações via Internet,
aumentando as possibilidades de acesso à informação e ao documento.

2 APRESENTAÇÃO /HISTÓRICO
2.1 Biblioteca Central da UNICAMP
A Biblioteca Central coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP - SBU, criado
como órgão complementar da Universidade através da Deliberação CONSU-038/89 em
19/12/89, além da responsabilidade da política da informação, desenvolve atividades de
processamento técnico quanto à aquisição, registro, catalogação e indexação do material
bibliográfico e também de prestação de serviços referenciais para atendimento às
necessidades de informação e pesquisa da sua comunidade interna, bem como estende esses
benefícios à comunidade acadêmica do país, disponibilizando seu acervo através de
equipamentos automatizados.

2.2 Área de Serviços ao Público
A Área de Serviços ao Público ocupa atualmente uma área física de 2.000m2, como suporte
de apoio ao ensino e a pesquisa, localizada no 1º piso da Biblioteca Central, compreende as
Seções de Referência/Comutação Bibliográfica e Circulante, tendo seu atendimento voltado

3

�não só a pesquisadores, docentes, alunos de graduação e pós-graduação, funcionários, bem
como a comunidade externa de todo o país, envolvendo outras universidades, colégios,
empresas, laboratórios, profissionais, etc., que atuam em todas as áreas do conhecimento.
Também, tem atuado como um centro dinâmico e referencial de informação no país, gerando,
controlando, divulgando e disponibilizando seus serviços e produtos com intuito de aprimorar
os meios de acesso e recuperação da informação na pesquisa.

2.2.1 Acervo
A Seção Circulante dispõe de um acervo, de livre acesso, voltado para a área de graduação,
num total aproximado de 17.451 títulos de livros, 282 títulos de periódicos nacionais e
estrangeiros, correntes e não correntes e 13.377 teses e dissertações que formam o Banco de
Teses da Universidade do qual a Biblioteca Central é depositária.
A seção de Referência disponibiliza, ainda, acesso a base de dados em CD-ROM, através do
Sistema ERL-Electronic Reference Library e o acesso à periódicos eletrônicos (full text)
através do Programa de Biblioteca Eletrônica – ProBe, produtos viabilizados mediante
consórcio entre as três Universidades Paulistas (USP/UNESP/UNICAMP).

2.2.2 Atendimento ao Usuário
A Área de Serviços ao Público por suas características sistêmicas atende toda a comunidade
universitária e a comunidade externa. Conforme dados do Relatório Estatísticos de 1998, a
comunidade universitária da UNICAMP é composta de 13.035 alunos de graduação, 9.988
alunos de pós-graduação, 2.174 docentes e 7.855 funcionários, representando os usuários em
potencial, aos quais deve ser somado também o atendimento local à comunidade externa,
além da consulta rápida informal por meio eletrônico.

4

�Realizou, ainda, no ano de 1998 26.703 empréstimos de livros a comunidade acadêmica e
48.979 consultas de livros no acervo local, 18.003 consultas de jornais, 16.091 consultas de
periódicos e 3.596 consultas de teses e dissertações, totalizando 103.372 materiais
bibliográficos em circulação.

2.2.3 Serviços Prestados / Produtos Oferecidos
♦ Acesso a base de dados do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, “ACERVUS”,
englobando livros, teses, dissertações e títulos de periódicos com suas respectivas
coleções;
♦ Acesso as bases de dados em CD-ROM, através do Sistema ERL;
♦ Acesso à periódicos eletrônicos (full text);
♦ Acesso a Internet;
♦ Acesso a bases de dados on-line, como Dialog, STN, Web of Science, etc;
♦ Comutação bibliográfica on-line, utilizando os sistemas da BIREME, IBICT-COMUT e
British Library Document Supply Centre;
♦ Comutação bibliográfica por correio e fax;
♦ Empréstimo entre bibliotecas;
♦ Empréstimo domiciliar automatizado e consulta local;
♦ Normalização de trabalhos científicos e referências bibliográficas;
♦ Levantamento bibliográfico na Base Acervus, em CD-ROM e On-Line;
♦ Programa de Educação de Usuários (presencial e não presencial);
♦ Busca e uso da informação no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP;
♦ Diretrizes para elaboração de trabalhos científicos (disponibilizado na Homepage);
♦ Normalização de referências bibliográficas (disponibilizado na Homepage);
♦ Pesquisa e acesso à informação utilizando as novas tecnologias;

5

�♦ Disseminação da informação através de alertas bibliográficos (e-mail), guias de
bibliotecas, folders, etc

2.2.4 Serviços Cooperativos
A integração em programas cooperativos nacionais e internacionais, IBICT-COMUT,
BIREME, Rede Antares, Instituto Nacional de Propriedade Industrial-INPI, British Library
Document Supply Centre-BLDSC, Grupo do CRUESP – Conselho de Reitores das
Universidades do Estado de São Paulo, realizam-se via acordos institucionais, através da
Biblioteca Central, como órgão representativo do Sistema.

3 USO DA COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DE CORREIO ELETRÔNICO
Na Internet, a comunicação pode ser de modo assíncrono ou em tempo real. A comunicação
assíncrona (correio eletrônico) significa que um usuário pode digitar uma mensagem e enviar
sem que haja necessidade do destinatário estar utilizando a rede no momento. A comunicação
interativa significa que o usuário pode estabelecer uma conversação, em tempo real, por
computador com outro usuário.

3.1 Estrutura Necessária e Funcionamento
O correio eletrônico é um serviço básico de comunicação em redes de computadores. O
processo de troca de mensagens eletrônicas é bastante rápida e fácil, necessitando apenas de
um programa de correio eletrônico e do endereço eletrônico dos envolvidos.
O endereço eletrônico de um usuário na Internet contém todas as informações necessárias
para que a mensagem chegue ao seu destino. Ele é composto de uma parte relacionada ao
destinatário da mensagem (username) e uma parte relacionando a localização do destinatário.

6

�Embora a grande maioria das mensagens trocadas via rede sejam constituídas por informação
puramente textual, também é possível obter outros tipos de informação, tais como sons e
imagens. Através do correio eletrônico também é possível utilizar outros serviços de rede, tais
como listas de discussão, Usenet News, ftp, archie, etc.

4 ESTUDOS DE USUÁRIOS
Não são recentes os estudos que abordam o comportamento dos usuários em bibliotecas,
entretanto, pouca ênfase tem sido dada às reais necessidades de informação desses usuários, já
que os estudos tem avaliado principalmente o lado quantitativo da informação recebida,
relegando a um segundo plano o lado qualitativo, que diz respeito ao uso que foi feito da
informação recebida e à satisfação ou não da necessidade que levou a se buscar os serviços.
As tecnologias emergentes tem influenciado o comportamento dos usuários em bibliotecas,
hoje conhecedores de parte desses mecanismos. Embora as bibliotecas estejam se
reestruturando e automatizando seus serviços, alguns cuidados devem ser tomados para que
elas não acabem frustando ao invés de satisfazer seus usuários.
Ao observar o comportamento do usuário quando da necessidade de localizar e acessar a
informação, seja ele presencial ou não , verifica-se que o nível de expectativa e de dificuldade
são os mesmos. Para o usuário não presencial, a situação possui um agravante pela
disponibilidade atual das tecnologias e a falta de conhecimento no uso pleno das mesmas.
Casado (1994), relata esta situação:
“La demanda es la formulación expresa de un deseo, o dicho de outro modo, es lo que un
individuo solicita a una biblioteca o centro de documentación. Generalmente, el usuario
cree que desea aquello mismo por lo que se muestra interessado, peo, a veces, lo que
encuentra carece de valor para él. Otras veces, pide información que no necesita y no pide
aquello que realmente le haría falta para el desarrollo de sus actividades. Es interesante

7

�detenerse en este punto para señalar uno de los graves problemas que afectan a los
centros de información, a la hora de evaluar la efectividad de sus servicios...”
Casado (1994), explicita também a abrangência que o estudo do usuário pode estar auxiliando
em todos os processos inerentes às bibliotecas:
“La realización de estudios de usuarios, también permite llevar a cabo una evaluación de
los distintos recursos documentales que están siendo utilizados, su frecuencia de uso,
tipologia, temática y antigüedad, así como de otros factores que intervienen en la elección
de estos recursos. En cuanto a los tipos de evaluación que se van a desarrollar, hay que
senalar los que se realizarán mediante la aplicación de técnicas directas e inderectas.
También se estudiará el uso de indicadores bibliométricos, que no es n sí mismo un método
distinto de evaluación, sino que es una mezcla de ambas técnicas que se acaban de
mencionar.”

5 METODOLOGIA DA PESQUISA
Para realização da pesquisa a Área de Serviços ao Público, através do seu Programa de
Educação de Usuários à Distância, conta atualmente com uma infra-estrutura básica visando o
atendimento do usuário não presencial utilizando como meio de comunicação o correio
eletrônico.
Um dos fatores facilitadores, para a realização da pesquisa, se deve ao fato de cada
funcionário possuir um equipamento de informática com configuração de correio eletrônico
próprio e existência de uma rotina de trabalho onde as solicitações são direcionadas e
agrupadas por tipo de questionamento.
Para identificação das necessidades do usuário

e seu grau de conhecimento no uso da

tecnologia para obtenção da informação, a coleta de dados foi realizada no ano de 1999,
através de um levantamento e análise das solicitações recebidas por correio eletrônico.

8

�5.1 Apresentação dos Dados
A análise foi realizada em 3.228 mensagens eletrônicas recebidas no ano de 1999,
apresentando os dados a seguir:
● Representatividade na utilização do serviço:
● 2.30%

comunidade interna, sendo 12% de docentes e 88% de alunos de

pós-graduação e graduação;
● 97.70% comunidade externa, sendo 70% de alunos de graduação e pós-graduação de
outras instituições, 20% de estudantes de primeiro e segundo grau e 10% para outras
categorias.
● Tipos de informações:
Especificação

Nº de Mensagens
Eletrônicas

%

1.194

36.98

Localização e obtenção de material bibliográfico

576

17.84

Programa de Educação de Usuários

226

7

1.033

32

199

6.16

Orientação e solicitação de pesquisa

Divulgação
Informações Gerais

♦ Descrição mais detalhada do tipo de informação apontado na tabela acima:
♦ Orientação e solicitação de pesquisa: localização de material bibliográfico no SBU
(Base Acervus) bem como em outras instituições, Internet, orientação na formulação
da pesquisa e no acesso ao documento primário no SBU, levantamento bibliográfico
em bases de dados on-line e em CD-Rom;

9

�♦ Localização e obtenção de material bibliográfico: solicitação de documento via
programas de comutação bibliográfica, empréstimo entre bibliotecas retornável,
aquisição de documentos em outras instituições;
♦ Programa de Educação de Usuários: agendamento de cursos, treinamentos de uso da
base Acervus, Internet, ProBe-Programa de Biblioteca Eletrônica, Bases de Dados
on-line e em CD-ROM, orientação na elaboração de trabalhos científicos e
normalização de referências bibliográficas;
♦ Divulgação: cursos, eventos, serviços, sites de pesquisa, periódicos eletrônicos, listas
de discussão, sumários correntes, etc.;
♦ Informações Gerais: horário de funcionamento das bibliotecas do SBU, aquisição de
produtos (UNIBIBLI e CADBIB), solicitação de e-mail de professores, bibliotecas,
bibliotecários, institutos e faculdades, críticas e sugestões, solicitação de informações
de caráter genérico da Universidade, etc.

6 CONCLUSÃO
A partir dos resultados obtidos pode-se observar como pontos principais:
♦ o usuário não presencial subutiliza os serviços disponibilizados no site da Biblioteca
Central;
♦ apresentam falhas na comunicação, não esclarecendo devidamente as suas necessidades;
♦ formulam questões básicas cujas respostas estão nos próprios apontadores da homepage;
♦ não tem o hábito da pesquisa;
♦ o correio eletrônico ainda é mais utilizado como veículo de divulgação.
Apesar da evolução da tecnologia, o país ainda precisa investir muito na educação formal da
sociedade, para que resultados como o desta pesquisa sejam mais satisfatórios, na medida em
que a cultura e a educação estejam internalizadas no indivíduo.

10

�7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASADO, Elías Sanz. Manual de estudios de usuários.

Madrid : Fundación Germán

Sánchez Ruipérez, 1994. 279p.
DEMÓCRITO FILHO, Reinaldo. Tecnologias da informação: novas linguagens do
conhecimento. [On-line] Disponível em:
http://www.infojus.com.br/area1/democritofilho5.html.
FIGUEIREDO, Nice. Avaliação de coleções e estudo de usuários. Brasília : Associação
dos Bibliotecários do Distrito Federal, 1979. 96p.
________. Textos avançados em referência &amp; informação. São Paulo : Polis : APB, 1966.
124p.
GRUPO DE TRABALHO SOBRE BIBLIOTECAS VIRTUAIS DO COMITÊ GESTOR DA
INTERNET-BRAASIL. Orientações estratégicas para implementação de bibliotecas
virtuais no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.2, p.177-179, maio/ago. 1997.
LUCA, Clarinda Rodrigues. A organização do conhecimento e tecnologias da informação.
Transinformação, Campinas, v.8, n.3, set./dez. 1996. [On-line] Disponível em:
http://www.puccamp.br/~biblio/lucas83.html.
RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo (org.). Tecnologia e novas formas de gestão em
bibliotecas universitárias. Ponta Grossa : UEPG, 1999. 257p.

11

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Os avanços que as novas tecnologias oferecem na área da comunicação inter-institucional e inter-pessoal, através do e-mail, tem proporcionado uma crescente demanda nas solicitações de pesquisa e de orientação quanto a localização, uso da biblioteca e acesso à informação, por parte do usuário não presencial. Tal ferramenta vem permitindo, desde 1998, que a Biblioteca Central da UNICAMP através do seu Programa de Educação de Usuário à Distância analise o perfil e as necessidades do usuário não presencial e o seu grau de conhecimento no uso da tecnologia para a obtenção da informação.</text>
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DIAGNÓSTICO DO NÍVEL DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE DA BIBLIOTECA
CENTRAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ COM VISTAS À
QUALIDADE.
Ivani Baptista
Bibliotecária
Universidade Estadual de Maringá
Av. Colombo, 5790 – CEP 87020-900
Maringá –PR Brasil
bce-sdi@uem.br

RESUMO
Este trabalho teve como objetivo analisar o nível de satisfação do cliente da Biblioteca
Central - BCE da Universidade Estadual de Maringá -UEM – PR . Teve como proposta metodológica, a
aplicação do questionário com perguntas abertas e fechadas. A análise das respostas proporcionou
subsídios que poderão atender as necessidades das duas categorias. O diagnóstico identificou as
dificuldades do cliente interno na execução de tarefas pertinentes ao atendimento e as necessidades do
cliente externo nas suas expectativas de melhoria dos produtos e serviços oferecidos. O levantamento dos
dados coletados, não se caracterizou como uma pesquisa de opinião e sim como respostas às alternativas
apresentadas. O resultado proporcionou dados que auxiliarão no planejamento e implementação de ações
estratégicas da Direção da Biblioteca Central a curto, médio e longo prazo. O trabalho apresenta os dados
coletados através de gráficos, quadros e tabelas onde se destacam entre as principais reivindicações:
aumento e atualização do acervo bibliográfico, estabelecimento de uma política voltada para a qualidade,
envolvimento da administração geral no processo de aplicação da qualidade, melhoria contínua dos
produtos e serviços, investimento na competência e habilidades dos clientes internos, valorizando o seu
lado profissional. As sugestões, se implementadas, poderão a longo prazo atingir um grau de excelência
em seus produtos e serviços.

INTRODUÇÃO
A humanidade no decorrer dos anos, se utilizou de diversas formas para
transmitir a informação. Desde o registro nas paredes das cavernas, até chegar aos
recursos digitais e eletrônicos, passou por diversos processos e a cada passo, novos
comportamentos foram surgindo.
A informação foi se tornando cada vez mais necessária e enquanto nos
primórdios era restrita a uma pequena elite, hoje é democraticamente acessível a todos
que a procuram.
Ela é portanto, o insumo básico para os processos decisórios das empresas, das
instituições de ensino e pesquisa e da sociedade em geral e , para que seja acessível a
humanidade é preciso usar técnicas especiais.
As bibliotecas ou Unidades de Informação possuem verdadeiros arsenais de
informações para prestar ao público e precisa estar preparada para atender a demanda.

�2

A BCE tem como missão,

tratar e disseminar a informação. Melhorar a

qualidade de seus serviços é hoje uma necessidade, pois as transformações estão
acontecendo

juntamente com a expectativa dos clientes, de grandes mudanças, e

obtenção das informações de forma rápida e precisa.
É uma biblioteca de médio porte que atende aproximadamente 3.500 usuários
por dia, divididos entre a comunidade universitária (alunos, professores e funcionários
da UEM), comunidade de Maringá e região e alunos de 1º e 2º graus. Portanto é preciso
investir na qualidade dos serviços..
Cada setor da BCE tem uma tarefa estabelecida e o produto final deverá ser o
melhor possível para atender seus clientes externos.
Todas essas transformações acontecendo rapidamente, exige uma mudança no
comportamento e nos serviços da Biblioteca que aliados à informática e à administração
de empresas, podem melhorar consideravelmente o atendimento ao usuário.
A diversificação das necessidades deve gerar novas demandas com relação à
qualidade dos serviços a serem prestados.
A busca pela qualidade total, exige das empresas e organizações investimentos
em informação cientifica e tecnológica em diversos suportes para que os clientes
tenham serviços e produtos que satisfaçam as necessidades competitivas de mercado.
Para isso é preciso mudanças de procedimentos como: quebra de paradigmas;
alto esforço e perseverança. diante das transformações tecnológicas .
Isso só é possível após um diagnostico da situação do cliente interno com relação ao
nível de satisfação.
Para melhorar o processo, segundo a Fundação para o Prêmio Nacional de
Qualidade, é preciso averiguar a satisfação do cliente interno com relação a:
valorização das experiências, valorização do conhecimento,
necessidades dos seus serviços ,comportamento com o
trabalho em equipe, investimento nas pessoas ,processo de

�3
melhoria contínua, educação e treinamento compatíveis com
o plano da Instituição, ambiente e clima de trabalho propício
ao bem-estar e desenvolvimento de todos os funcionários.
FUNDAÇÃO (1995, p. 49).

Todos esses processos existem para atender a dois tipos de clientes: Internos :
que interagem nos processos para fornecer produtos e serviços; Externos: que usufruem
dos produtos e serviços;
O tema "Diagnóstico do nível de satisfação dos clientes da Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Maringá, com vistas à qualidade", tem o intuito de mostrar à
Diretoria da Biblioteca Central as necessidades dos funcionários e dos usuários para um
melhor desempenho e um entendimento entre as duas categorias.
O trabalho foi desenvolvido através do resultados do diagnóstico que
possibilitou detectar as dificuldades do cliente interno na execução das tarefas e as
necessidades do cliente externo apontadas nas respostas do questionário aplicado.
O resultado desse diagnóstico deverá estar compromissado com a transformação
do processo administrativo da Biblioteca Central.
OBJETIVOS
1) Diagnosticar a curto prazo, as necessidades do cliente interno e externo da Biblioteca
Central, com relação ao nível de satisfação;
2) Verificar no cliente interno o grau de interesse na aprendizagem dos serviços para um
melhor atendimento;
3) Identificar as necessidades dos clientes externos e transformar o processo
administrativo, de forma que possam usufruir de um atendimento eficaz;
4) Detectar as principais necessidades dos clientes da Biblioteca Central e propor à
Diretoria, melhorias internas com relação aos produtos e serviços.

�4

REFERENCIAL TEÓRICO
As organizações públicas e privadas enfrentam grandes mudanças e diversas são
as técnicas que estão sendo aplicadas para que possam sobreviver perante a
concorrência no mercado. Basta verificar a incessante procura de alternativas viáveis
para a aplicação da qualidade total dos serviços e produtos.
"A qualidade está merecendo destaque cada vez mais acentuado na sociedade
atual, principalmente no que diz respeito ao fornecimento de produtos e serviços
abrangendo também as próprias condições de vida ". (PINTO, 1993, p.133)
É um atributo de produtos e serviços que possibilita o atendimento das
necessidades da sociedade. "É um programa de mudanças comportamentais que exigem
alto esforço, dedicação e perseverança, e isto tem que vir do topo da organização. A
implantação da qualidade é sempre um projeto a longo prazo, e a falta de um
planejamento adequado pode levar a situações indesejáveis". (PALLÚ, 1994, p.7).
Requer um envolvimento total na instituição iniciando pela alta administração e se
estendendo aos subordinados, estimulando-os a se engajar nos princípios, objetivos e
metas da empresa.
O sistema sempre deverá estar aliado à uma administração participativa onde
todos buscam um objetivo comum.
Porém a qualidade total não

é somente melhorar o desenvolvimento

sócio-político-técnico-econômico das nações, mas fundamentalmente a melhoria da
qualidade de vida dos indivíduos. (PINTO, 1993)
Não só nas empresas privadas, mas também nas instituições públicas, o interesse
pela qualidade total está cada vez mais acentuado, pois é reflexo de uma sociedade em
mudança, onde o primeiro passo é conhecer e compartilhar com as necessidades dos
clientes.

�5

Segundo BELUZZO (1993, p.124), "o interesse pela qualidade em serviços de
informação surgiu como resultado da preocupação com a questão do treinamento de
recursos humanos em bibliotecas universitárias". Deve ter uma estrutura adequada que
possa fornecer todas as informações possíveis relacionada à Instituição e aos produtos
que oferece

pois “a informação é um fator imprescindível para impulsionar o

desenvolvimento da sociedade, constituindo-se em um insumo de fundamental
importância de geração do conhecimento que, por sua vez, possibilitará de modo
eficiente a satisfação das diversas demandas da população ". (AMARAL, 1995, p.221)
No Brasil a informação ainda se encontra num estágio inicial pela desigualdade
no seu desenvolvimento cultural, porém faz-se necessário que os nossos dirigentes
invistam na infra-estrutura para atender a indústria da informação que está evoluindo
rapidamente.
"A informação tecnológica representa a organização do
conhecimento humano aplicada à produção de bens e
serviços que atende a demanda de mercado. A informação
representa na organização principal insumo que harmoniza
os seus diversos setores, funções e processos. Pode ser usada
para a gestão de qualidade ". ( MOURA, 1996)

Embora exista um número gigantesco de informações, é preciso saber selecionar
as mais adequadas

para a pesquisa que se propõe, condição indispensável para o

sucesso da empresa.
Os recursos humanos exercem um fator importantíssimo nas bibliotecas ou nas
unidades de informação, uma vez que são oferecidos produtos e serviços.
Atender o cliente externo em suas pesquisas é um trabalho que requer condições
de desenvolver um serviço de excelência respaldo de uma infra-estrutura compatível
com a demanda..
"A modernização de bibliotecas e sistemas de informação é um dos grandes
desafios

da

atualidade,

principalmente

nos

países

em

desenvolvimento.

�6

(KRZYZANOWSKI, 1996), portanto é necessário persistir neste propósito pois sem
isso a instituição se tornara inadequada .
Na BCE os materiais bibliográficos e especiais para serem utilizados, passam
por vários processos. Cada setor tem a responsabilidade de um produto ou serviço,
estabelecendo uma seqüência até chegar

ao cliente. Deste modo é grande a

responsabilidade no que se refere a satisfação do cliente externo e podemos nos basear
nos seguintes aspectos básicos:
● Qualidade como processo amplo, de responsabilidade de todos na organização.
● A um custo que o cliente possa pagar
● Com condições de atendimento perseguidas e cumpridas o tempo todo.
● Num relacionamento que preserva a moral entre as partes.
● Levando segurança ao cliente. (EQUIPE, 1995, p.7)
Os recursos humanos de uma instituição devem ser avaliados com fundamento a
um certo número de valores que sirvam de base para a relação clientes internos e
externos. Esses valores devem ser detectados através de uma pesquisa.
Portanto, antes mesmo de se tentar mudar os hábitos do cliente interno, é preciso
verificar as dificuldades e insatisfações que impedem a realização dos serviços de
fornecimento da informação.
Conforme afirma BELUZZO (1993, p.125), "De modo geral, os autores que
estudam a qualidade costumam conceituá-la como o atendimento aos interesses, desejos
e necessidades do cliente [...] A associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
editou a norma internacional, compreendendo as normas 9001, 9002, 9003, 9004,
podendo se extrair delas os principais conceitos e terminologia adotados, a saber:
● Qualidade: totalidade de propriedades e características de um produto ou serviço,
que confere sua habilidade em satisfazer necessidades explícitas e implícitas;

�7

● Política de qualidade: intenções e diretrizes globais de uma organização relativas à
qualidade, formalmente expressas pela alta administração;
● Gestão de qualidade: parte da função gerencial global que determina e implementa a
política de qualidade;
● Sistema da qualidade: estruturas funcionais, responsabilidades, procedimentos,
processos e recursos para implementação da gestão da qualidade;
● Controle da qualidade: técnicas operacionais e atividades utilizadas para atender aos
requisitos da qualidade;
● Garantia de qualidade: todas as ações planejadas e sistemáticas necessárias a prover
confiança adequada para que um produto ou serviço atenda aos requisitos definidos
da qualidade;
● Qualidade de processo: integração eficaz e oportuna das atividades que compõem
um processo;
● Qualidade do serviço prestado: atendimento eficaz das necessidades do cliente,
sendo importante considerar, na identificação de atributos e geração de indicadores
para sua mensuração, a forma como o usuário percebe e sente a satisfação dos seus
anseios;
● Qualidade da organização: resultado conjunto da qualidade dos processos da
instituição, do nível de cumprimento de sua missão principal, do perfil de motivação
de seus membros e do grau de satisfação dos seus clientes.
● Qualidade total: novo modelo gerencial, fundado na motivação e participação de
todo o pessoal na estrutura organizacional formal;
● Indicador de qualidade: forma de representação qualificável da qualidade de um
produto ou serviço, sendo o instrumento de mensuração da qualidade;

�8

● Padrão de qualidade: referencial usado como base de comparação para avaliação de
qualidade de um produto ou serviço. O padrão é adotado ou convencionado.
● A melhor maneira de se proporcionar um atendimento de qualidade, é conhecendo
bem o usuário, conhecendo o propósito da Instituição e os produtos e serviços que
se está oferecendo. Para isso, segundo SWIFT, 1995, p.32, é preciso:
● Comportamento;
● Conhecimento do processo;
● Investimento nas pessoas;
● Implementação de cima para baixo;
● Processo de melhoria contínua;
● Melhoria do fornecedor;
● Otimização de recursos;
● Planejamento e estabelecimento de objetivos.
Para se obter uma melhoria contínua é preciso respeitar as pessoas:
● Ouvindo as idéias dos que vivem a situação e tem soluções para melhorar;
● Confiando e valorizando as suas experiências;
● Valorizando o seu conhecimento;
● Conscientizando-os de que fazem parte da equipe que fornece produtos e serviços.
METODOLOGIA
Instrumento para determinação do nível de satisfação do cliente externo
Elaboração e análise
O questionário aplicado ao cliente externo foi elaborado por uma equipe de
bibliotecários com questões abertas e fechadas e enviado ao Departamento de Ciências
Sociais para análise e sugestões de melhorias. (anexo 1)

�9

O instrumento foi analisado por dois professores do departamento e foram feitos os
ajustes necessários.
O objetivo do questionário foi o de medir o nível de satisfação do cliente externo
quanto ao atendimento dos diversos setores, verificando se o acervo é suficiente
qualitativa e quantitativamente, se o espaço físico é adequado para atender a demanda,
bem como colher as críticas e sugestões. Foi escolhido o questionário porque "dá-se um
grande peso à descrição verbal da pessoa para obtenção de informação quanto aos
estímulos ou experiências a que está exposta e para o conhecimento ". (SELLTIZ, 1974,
p.265)
Quantidade a ser pesquisada
Foi solicitado à Diretoria de Assuntos Acadêmicos - DAA, o total de turmas de
alunos matriculados por curso e turno. Requisitou-se à Pró-Reitoria de Recursos
Humanos - PRH, a listagem de professores e funcionários distribuídos por setores para
se obter o total existente e estabelecer uma amostragem.
Total de Alunos de graduação matriculados em 1998: 8.784
Amostragem: 4,51%
Total: 397
Total de Professores e funcionários: 3.752
Amostragem: 10,36%
Total: 389
Os questionários foram entregues pessoalmente por bibliotecários, aos chefes de
departamento com explicações sobre a importância da colaboração dos alunos pela da
atuação dos docentes em salas de aula.

�10

Instrumento para determinação do nível de satisfação do cliente interno
Elaboração e análise
O questionário foi elaborado com o estabelecimento de escala de atitudes e sem
a necessidade de identificação. (anexo 2)
O objetivo do questionário foi o de obter resposta dos clientes internos
(funcionários) quanto ao nível de satisfação com relação a condições de trabalho,
relacionamento interpessoal, crescimento profissional, etc.
Quantidade a ser pesquisada
Considerando que o número de clientes internos é bem menor que o de clientes
externos, optou-se em entregar o questionário a todos os funcionários, com exceção dos
que não são subordinados diretamente à Biblioteca Central, ou seja, os serventes e os
operadores de reprografia, os quais são ligados respectivamente à Diretoria de Serviços
e Manutenção - DSM e Diretoria de Material e Patrimônio - DMP.
Procedimentos
Os questionários foram entregues pessoalmente aos clientes internos com
explicações sobre a importância das respostas.Alguns se recusaram a responder por
motivos diversos.
Levantamento de dados sobre o nível de satisfação do cliente externo
O levantamento dos dados não se caracterizou como uma pesquisa de opinião e
sim como respostas às alternativas apresentadas aos usuários que utilizam a biblioteca.
ANÁLISE DOS RESULTADOS
Análise dos resultados da investigação do nível de satisfação do cliente interno
A Biblioteca Central possui 73 funcionários entre bibliotecários, técnicos de
biblioteca, auxiliares de biblioteca, porteiros, técnicos administrativos e contínuo.
Deste total 58 questionários foram respondidos conforme o quadro a seguir:

�11

Nº
DE
FUNCIONÁRI
OS
e 9*

SETOR

Nº
DE
QUESTIONÁRIOS
%
RESPONDIDOS
5
55,55

BRANCO

Divisão
de
Formação
2
Desenvolvimento da Coleção
Divisão de Processamento Técnico 10
8
80
2
Divisão de Acervo Geral e 24**
17
70,83
6
Periódicos
Divisão de Referência e Circulação 27***
24
88,88
Diretoria e Secretaria
3
2
66,66
1
Biblioteca Setorial do Hospital 2
2
100
Universitário
TOTAL
75
58
77,33
11
* = 2 funcionários afastados para pós-graduação e 1 funcionários em férias;
** = 1 funcionário em licença-prêmio;
*** = 1 funcionário afastado para pós-graduação, 1 funcionário em licença- prêmio e 1 funcionário que
está aplicando o questionário.

Dos 58 clientes internos que responderam, 13 são do sexo masculino, 45 do sexo
feminino. Também estão divididos por tempo de serviço conforme o que segue:
Menos de 1 ano :

3

5,18%

De 1 a 5 anos: 21

36,20%

De 6 a 10 anos:

16

27,58%

De 11 a 15 anos:

7

12,06%

De 16 a 20 anos:

6

10,35%

De 21 a 25 anos:

3

5,17%

De 26 a 30 anos:

1

1,73%

Em branco:

1

Total:

58
Conforme tabela a seguir, podemos identificar o número absoluto e o número

relativo (%) de respostas e dessa forma verificar com clareza os pontos principais da
satisfação e insatisfação do cliente interno.

�12

CONCORDO
COLOCAÇÕES

Nº
%
ABSOLUT
O
1. Estou satisfeito com 56
97
o
trabalho
que
desempenho
2. Sinto que sou 29
50
valorizado
profissionalmente
na
biblioteca
3. As relações de 48
84,4
trabalho com meus
9
colegas são satisfatórias
4. As oportunidades de 22
37,9
crescimento
4
profissional na minha
Divisão são satisfatórias
5. O ambiente de 32
55,1
trabalho é propício ao
9
meu bem estar e
desenvolvimento
6. O espaço físico da 15
25,8
biblioteca é adequado
6
7. Em minha Divisão o 41
70,7
entrosamento
entre
colegas é satisfatório
8. O diálogo com a 55
94,8
chefia
imediata
é
4
satisfatório
9. Os meios para 24
41,3
atender o público são
9
propícios
10. Os usuários estão 36
62,0
satisfeitos com o meu
9
trabalho
11. As falhas nos 37
63,8
serviços
são
1
rapidamente sanadas
12. Estou satisfeito com 14
24,1
meus subordinados
3
13. A qualidade do meu 49
84,5
trabalho é satisfatória
14. Sinto que o meu 58
100
trabalho é importante
para o usuário

DISCORDO
Nº
%
ABSOLUT
O
1
1,5

NÃO
ME BRANCOS
AFETA
Nº
% Nº
%
ABSOLUT
ABSOLUT
O
O
1
1,5 -

NULOS
Nº
%
ABSOLUT
O
-

18

31,03 7

12,1 3

5,17 1

1,72

5

8,62

3

5,17 -

-

1

1,72

27

46,56 4

6,89 3

5,17 2

3,44

15

25,86 6

10,3 2

3,44 3

5,17

39

67,26 2

3,44 2

3,44 -

-

11

18,96 5

8,62 -

-

1

1,72

1

1,72

-

1

1,72 1

1,72

22

37,94 7

12,1 3

5,17 2

3,44

1

1,72

17,2 5

8,62 6

10,3
4

15

25,86 3

5,17 2

3,44 1

1,72

2

3,44

33

56,9 8

1,72

5

8,62

1

1,72 2

13,7 1
9
3,44 1

-

-

-

-

-

-

-

10

-

-

Análise geral das respostas
Constatamos que o índice de concordância das colocações feitas foi
significativo, o que causa uma grande motivação para a aplicação da qualidade total na
Biblioteca Central. O ambiente da biblioteca é tumultuado e muito cansativo pois atende
a um número muito elevado de usuários. Além da comunidade universitária, ela atende

1,72

�13

alunos de 1º e 2º graus. A maioria dos clientes internos são preparados para atender a
comunidade universitária e a própria estrutura física e informacional é propícia para
isso, necessitando ser adaptada para o atendimento aos adolescentes e crianças.
Tendo em vista que a biblioteca é uma das maiores e melhores da cidade e
região, tornou-se um atrativo para o público. Ela cresce diariamente e a estrutura física
se tornou deficitária. Isto explica o índice de discordância em relação ao espaço físico.
Outro fato que devemos analisar e tomar providências é em relação as
oportunidades de crescimento profissional. A biblioteca, junto à Divisão de
Treinamento e Desenvolvimento - TDE, deverá introduzir mais cursos para o
aprimoramento profissional.
Felizmente o entrosamento entre colegas e entre subordinados e chefias, está
bom, o que facilita a execução do trabalho e diálogo necessário par a harmonia do
ambiente.
E, finalmente, é gratificante saber que 100% dos clientes internos sentem que
seu trabalho é importante para o usuário. Com isso ele dará mais valor ao que faz e o
fará cada vez melhor.
Análise dos resultados da investigação do nível de satisfação do cliente externo
Os questionários com 10 questões foram destinados a 998 pessoas entre
professores, funcionários, alunos de graduação e pós-graduação, bem como a
comunidade externa.
Como os clientes das bibliotecas setoriais do Hospital Universitário Regional de
Maringá - HURM e Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura Nupelia utilizam esporadicamente a BCE, os questionários que eram destinados a esses
órgãos foram aplicados na Biblioteca Central, divididos entre alunos de graduação,
pós-graduação, docentes, funcionários e comunidade externa.
Foram respondidos 803 questionários, como mostra o quadro abaixo.

�14

CATEGORIA
Alunos de graduação
Alunos de pós-graduação
Docentes
Funcionários
Comunidade externa
Total

QUESTIONÁRIOS
DISTRIBUÍDOS
490
12
312
179
5
998

QUESTIONÁRIOS
RESPONDIDOS
397
12
243
146
5
803

%
81,02
100
77,88
81,56
100
80,46

As respostas, em âmbito geral, foram consideradas como pontos básicos para a
implantação da qualidade total. O quadro abaixo demonstra as sugestões dos clientes
externos.
Questão n. 10
"Comentários e sugestões que você julgar necessário"
SUGESTÕES
1. Melhorias nos produtos e serviços
2. Melhorias na infra-estrutura física e
equipamentos
3. Informatização da BCE
4. Ampliação e atualização do acervo
bibliográfico
5. Maior preservação e restauração do
acervo
6. Maior divulgação dos serviços e
produtos da BCE
7. Descentralização da BCE
8.
Ampliação
do
quadro de
funcionários
9. Melhoria das relações cliente interno
e externo
10. Campanhas de doação de livros
11. Convênio com outras instituições

DOCENTES ALUNOS
37
54
35
94

FUNCIONÁRIOS TOTAL
20
111
15
144

53
120

35
176

20
36

108
332

4

6

4

14

2

0

1

3

11
2

0
16

0
0

11
18

17

71

0

88

0
0

4
1

0
0

4
1

CONCLUSÕES
A melhoria dos produtos e serviços de uma Instituição é motivada pelas
oportunidades e pelas falhas que necessitam ser corrigidas.
Temos conhecimento também de que a riqueza de qualquer organização é o
potencial humano. No caso da BCE, é notório que o fator humano é a principal
ferramenta para o desenvolvimento dos produtos e serviços.
A pesquisa realizada com questionários, proporcionou dados que servirão como
subsídios para o planejamento e implementação de ações estratégicas para a Direção da
BCE a curto, médio e longo prazo.

�15

Os objetivos propostos neste trabalho foram atingidos na medida em que foram
detectadas as insatisfações dos clientes da BCE.
A longo prazo poderá ser feito um planejamento prevendo mudanças que
atendam as expectativas do cliente externo proporcionando maior confiabilidade,
presteza, garantia, competência, cortesia, credibilidade, comunicabilidade, bem como
ampliação do espaço físico e implementação dos serviços informatizados.
Uma das discordâncias apontadas pelos clientes internos é a falta de
oportunidade de crescimento profissional (46,56%). Este fator deve envolver uma
política de recursos humanos que poderá ser implantada a médio prazo através de
solicitações de melhorias nos planos de carreira, implantação dos cursos específicos
solicitados anualmente.
É preciso valorizar o lado humano e profissional investindo na competência e
habilidade dos clientes internos quanto ao atendimento, o preparo do material e os
serviços em geral de maneira que repercuta no produto final que é a transferência da
informação aos clientes externos.
Para garantir todos esses benefícios, é importante que seja aplicado um programa
de avaliação contínua.
Quanto aos clientes externos, a maioria classificou o atendimento como bom
(alunos de graduação 55,43%; professores 51,46%; alunos de pós-graduação 75%;
funcionários 67,15%; comunidade externa 40%). Faz-se necessário o aprimoramento
com promoção de cursos específicos de curta e/ou longa duração, treinamentos internos,
ciclo de palestras de interesses pessoais e outros.
As sugestões dos clientes externos foram:
● Aumento e atualização do acervo
● Melhorias na Infra-estrutura e equipamentos

�16

● Informatização dos produtos e serviços
● Melhorias no atendimento
A implantação da qualidade total na BCE, deverá expressa dentro da Política
Institucional, envolvendo toda a administração. Serão necessários recursos financeiros
e, por ser a Biblioteca Central um órgão público, esses são escassos. Tendo em vista a
dimensão da UEM, é possível a aplicação especificamente na BCE, com assessoria de
docentes do Departamento de Administração da UEM. Com uma boa estratégia,
elaboração de projetos, um planejamento eficaz e disposição de todos é possível
alcançar êxito.
RECOMENDAÇÕES
●

Aumento e atualização do acervo bibliográfico

●

Estabelecimento de uma política voltada para qualidade englobando motivação,

treinamento, etc.
●

Envolvimento da administração geral no processo de aplicação da qualidade na

Biblioteca Central;
●

Melhoria na infra-estrutura física e equipamentos para atender a demanda com

qualidade;
●

Estabelecimento de melhoria contínua dos produtos e serviços a serem

prestados;
● Investimento na competência e habilidades dos clientes internos, valorizando o seu
lado profissional.

�17

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMARAL, Sueli Angélica do. Serviços bibliotecários e desenvolvimento social: um
desafio profissional.

Ci.Inf., Brasília, v.24, n.2, p.221, mai./ago. 1995.

BELUZZO, Regina Célia Baptista; MACEDO, Neusa Dias de. A gestão da qualidade
em serviços de

informação: contribuição para uma base teórica. Ci.Inf., Brasília,

v.22, n.2, p.124-132, mai./ago. 1993.
EQUIPE GRIFO. Clientes internos e externos. In: ____. Iniciando os conceitos de
qualidade total. São

Paulo: Pioneira, 1994. p.8-9.

FUNDAÇÃO PARA O PRÊMIO NACIONAL DA QUALIDADE. Critérios de
excelência: o estado da

arte da gestão da qualidade total. São Paulo, 1995.

KRZYZANOWISKI, Rosaly Favero; IMPERATRIZ, Inês Maria de Morais;
ROSETTO, Márcia.

Subsídios para análise, seleção e aquisição de software para

gerenciamento de bibliotecas: experiência

do sistema integrado de bibliotecas da

USP (SIBI/USP). São Paulo, 1996.
MOURA, Luciano Raizer. Informação tecnológica: estratégia para o desenvolvimento.
Ci.Inf., Brasília,

v.5, n.1, 1996.

PALLÚ, Cláudia Adriane. Diretrizes gerais da qualidade dentro de uma biblioteca
setorial. Curitiba,

1994. Monografia (Especialização) - Pontifícia Universidade

Católica.
PINTO, Virgínia Bentes. Informação: a chave para a qualidade total. Ci.Inf., Brasília,
v.22, n.2, p.133- 137, mai./ago. 1993.
SELLTIZ, Claire; IAHODA, Marie; DEUTSCH, Morton; COOK, Stuard W. Métodos
de pesquisa nas

relações sociais. São Paulo: EPU, 1974, p.265.

SWIFT, J.A. Qualidade centrada no cliente: o que é ? como obtê-la ? Revista
Brasileira de

Administração, n.17 A, p.29.

�18

ANEXOS

�19
Anexo 1
Caro Usuário
A BCE, visando melhorar as condições de atendimento. Solicita sua valiosa
contribuição, respondendo este questionário
Obrigada pela colaboração
Você é:
Aluno.Curso:____________________________________________________________________
Professor.Depto: _________________________________________________________________
Funcionário.Setor:________________________________________________________________
01 Você frequenta a biblioteca?
Muitas vezes
Algumas vezes
Poucas Vezes
Não frequenta
02 Quanto ao espaço físico da biblioteca, como voce classifica?
Ótimo
Bom
Regular
Insuficiente
03 Já ocorreu de você chegar à BCE e não encontrar lugar para estudar
Sim
Não
Caso afirmativo, com que freqüencia isso ocorreu?
Muitas vezes
Algumas vezes
Poucas Vezes
04 Como você classifica os serviços prestados pelos funcionários dos seguintes setores. Acervo (Livros
e coleções especiais)
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
Períodicos (Revistas e jornais)
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
Circulação (Empréstimos e devoluções de obras)
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
05 As obras do acervo da biblioteca atendem suas necessidades informacionais dentro da seguinte escala:
Ótimo
Bom
Regular
06 Você já procurou uma obra e não a encontrou?
Muitas vezes
Algumas vezes
Poucas Vezes
Qual o motivo?
Não existe no acervo
Emprestada
Desaparecida

Ruim
Nenhuma vez
Restaurando

07 Em relação ao assunto da questão anteriorVocê teve auxilio de funcionarios da BCE?
Sim
Não
Como você avaliou o desempenho do funcionárop nessa ocasião?
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
08 Já ocorreu de você chegar a um setor da BCE e não haver funcionário para atendê-lo?
Sim
Não
Caso afirmativo, com que frequência isso ocorreu?
Muitas vezes

Algumas vezes

Poucas Vezes

Nenhuma vez

Qual Setor?
_____________________________________________________________________________________
09 Nós ultimos meses você vem notando alguma diferença em relação ao atendimento?
Sim
Não
Qual? _______________________________________________________________________________
10 Comentários e sugestões que você julgar necessário:
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

�20

Anexo 2
Caro Funcionário
Com o intuito de realizar um diagnóstico sobre o nível de satisfação dos funcionários da BCE.
Solicito a gentileza de responder este questionário que será analisado e, posteriormente, elaborada a
monografia final do Curso de Especialização em Gestão e Tecnologia da Qualidade.
Obrigado pela colaboração
Ivani Baptista
APRESENTAÇÃO
Divisão: __________________________________________________________________________
Tempo de serviço: __________________________________________________________________
Sexo: ____________________________________________________________________________
Estado Civil: ______________________________________________________________________
COLOCAÇÕES
Estou satisfeito com o trabalho que desempenho
Sinto que sou valorizado profissionalmente na
biblioteca
As relações de trabalho com meus colegas são
satisfatórias
As oportunidades de crescimento profissional na
minha Divisão são satisfatórias
O ambiente de trabalho é propício ao meu bem estar e
desenvolvimento
O espaço físico da biblioteca é adequado
Em minha Divisão o entrosamento entre colegas é
satisfatório
O diálogo com a chefia imediata é satisfatório
Os meios para atender o público são propícios
Os usuários estão satisfeitos com o meu trabalho
As falhas nos serviços são rapidamente sanadas
Estou satisfeito com meus subordinados
A qualidade do meu trabalho é satisfatória
Sinto que o meu trabalho é importante para o usuário

CONCORDO DISCORDO

NÃO ME AFETA

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <elementText elementTextId="71360">
                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71363">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <elementText elementTextId="71364">
                  <text>UFSC</text>
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Diagnóstico do nível de satisfação do cliente da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá com vistas à qualidade.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="73419">
                <text>Baptista, Ivani</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFSC</text>
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            <name>Date</name>
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            <description>A language of the resource</description>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Este trabalho teve como objetivo analisar o nível de satisfação do cliente da Biblioteca Central - BCE da Universidade Estadual de Maringá -UEM – PR . Teve como proposta metodológica, a aplicação do questionário com perguntas abertas e fechadas. A análise das respostas proporcionou subsídios que poderão atender as necessidades das duas categorias. O diagnóstico identificou as dificuldades do cliente interno na execução de tarefas pertinentes ao atendimento e as necessidades do cliente externo nas suas expectativas de melhoria dos produtos e serviços oferecidos. O levantamento dos dados coletados, não se caracterizou como uma pesquisa de opinião e sim como respostas às alternativas apresentadas. O resultado proporcionou dados que auxiliarão no planejamento e implementação de ações estratégicas da Direção da Biblioteca Central a curto, médio e longo prazo. O trabalho apresenta os dados coletados através de gráficos, quadros e tabelas onde se destacam entre as principais reivindicações: aumento e atualização do acervo bibliográfico, estabelecimento de uma política voltada para a qualidade, envolvimento da administração geral no processo de aplicação da qualidade, melhoria contínua dos produtos e serviços, investimento na competência e habilidades dos clientes internos, valorizando o seu lado profissional. As sugestões, se implementadas, poderão a longo prazo atingir um grau de excelência em seus produtos e serviços.</text>
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                    <text>DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PARA A COMUNIDADE: IMPLANTANDO UM
PARADIGMA.

Rejane Pereira da Silva Gonçalves
Universidade de Mogi das Cruzes
Biblioteca Central
Av. Dr. Cândido Xavier de Almeida Souza, 200 – CEP 08780-911
Vila Partênio – Mogi das Cruzes – SP – Brasil
Tel(X11) 4798-7115 Fax: (X11) 4798-7117
E-mail: rejane@adm.umc.br
rejane@ibm.net

1

�DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PARA A COMUNIDADE: IMPLANTANDO UM
PARADIGMA

Rejane Pereira da Silva Gonçalves
Universidade de Mogi das Cruzes
Resumo:
O trabalho tem por objetivo refletir sobre uma nova missão da biblioteca da
Universidade de Mogi das Cruzes de tornar-se um centro de conhecimento também
para o aluno fundamental o que incentivou o estabelecimento do interesse de conhecer
melhor os objetivos e ferramentas utilizadas na Universidade, visando a identificação do
nível de qualidade dos serviços oferecidos a clientela.
Para realização deste trabalho foram necessários estudos iniciais para delimitar o tema
central, deste modo o projeto está desenvolvido em partes: a justificativa em que se
apresentam as entidades institucionais, sociais, científicas e pessoais do proposto.
Historicamente observamos que há necessidade de uma pesquisa envolvendo a
biblioteca da UMC, a partir da fundamentação científica teórico-conceitual e a
metodologia adequada ao tema: Serviços de Extensão/ Bibliotecas Comunitárias, que
oferecerá a integração da Biblioteca Universitária da UMC e a “E.E. Prof. Cid Boucalt”
no processo de formação do aluno fundamental no município de Mogi das Cruzes.
A fim de compreender quem é o aluno leitor que encontramos hoje nas escolas e
bibliotecas, seus anseios, dificuldades e necessidades com relação a leitura, é que nos
propusemos a realizar este trabalho. Assim pretende-se com este estudo contribuir para
o estabelecimento de uma nova atitude dos profissionais de biblioteca, atestando sobre a
importância da leitura de tornar-se uma área para exploração e enriquecimento cultural,
orientar no uso dos livros, fazer um ambiente favorável à formação do hábito e
estimular a beleza literária.
No processo metodológico estabeleceu-se o sujeito, material e procedimento a serem
utilizados para a realização da pesquisa conforme descrito a seguir. Sujeito: professor,
alunos da escola do 1º e 2º grau. Material: orientação, observação direta como
organizar, conservar a biblioteca de sua escola. Procedimento: inicialmente
compreender a escola, a direção, o corpo docente e o aluno-leitor que encontramos hoje
nas escolas, seus anseios e dificuldades com relação à leitura.

APRESENTAÇÃO
Considerando que a produtividade e qualidade, hoje são temas principais e de
valor fundamental para uma empresa ou instituição de ensino no Brasil cabe aos
2

�bibliotecários universitários a responsabilidade de se qualificar urgentemente em virtude
do crescimento acelerado da área de informação, bem como do alto custo dos recursos
informacionais atualmente existentes, e não deixar que as dificuldades de manutenção
dos novos recursos informacionais o atrapalhe e sim procurar cada vez mais, o
desenvolvimento e treinamento destes novos métodos, para chegarem ao século XXI
hábeis o suficientes, independente do grau de escolaridade em que atuem.

Há necessidade das bibliotecas, assim como demais áreas de leitura possibilitar
o acesso a pesquisa e não espaços proibidos da livre circulação, guardiãs de locais
demarcados e vigiados, por que o segredo do sucesso da leitura está nestes espaços
onde poderemos formar leitores.
A motivação pelo tema da biblioteca universitária se tornar um centro de
conhecimento para a comunidade, inclusive para o aluno fundamental, incentivou o
estabelecimento do interesse em disseminar os objetivos e ferramentas utilizadas na
UMC para os estudantes da Escola Estadual Professor CID BOUCAULT , visando a
identificação e melhoria do nível de qualidade dos serviços oferecidos à clientela.

Deste modo o presente projeto está desenvolvido em partes: A justificativa em
que se apresenta as necessidades institucional, social e cientifica e pessoal da pesquisa
proposta.

Segue-se a introdução em que o referencial teórico e os objetivos serão

focalizados .

Justificativa

Historicamente observamos que há necessidade de uma pesquisa, envolvendo a
3

�biblioteca da UMC, a partir da fundamentação científica teórico-conceitual e
metodologia adequada na área leitura, escrita e leitor, que oferecerá a integração da
Biblioteca Universitária da UMC para a comunidade no processo de formação do aluno
fundamental no município de Mogi das Cruzes.
O presente trabalho coloca as unidades de informação como fornecedores de
insumos de valor estratégico no processo de crescimento e modernidade, adequando
seus produtos (bens e serviços) às novas necessidades e exigências dos seus clientes.
A formação do bibliotecário tem sido tema de estudo de pesquisadores como o
trabalho de Belluzo (1993) contribui com dados relevantes para o treinamento de
recursos humanos em bibliotecas universitárias, objeto de estudo de

sua tese de

doutorado.
De acordo com Oliveira (1994), o bibliotecário que não conseguir se adaptar às
mudanças proporcionadas pela tecnologias entrará em "crise". Assim sendo, este
projeto de pesquisa espera colaborar com bases informacionais para a qualidade dos
serviços de informação da Biblioteca da Universidade de Mogi das Cruzes, de maneira
que o profissional possa melhor atender as necessidades dos usuários da comunidade.
De acordo com Abramovich (1993:16), “o primeiro contato com o texto é feito
oralmente, através da voz da mãe, do pai, ou dos avós, contando contos de fada,
trechos da Bíblia, histórias inventadas (tendo a criança ou os pais como personagens),
livros atuais, poemas sonoros e outros mais, contando durante o dia - numa tarde de
chuva, num momento de aconchego, à noite antes de dormir...”.
O interesse da autora do presente pela Biblioteca Universitária se tornar um centro de
conhecimento para o aluno fundamental, está ligado aos onze anos (1989-2000) em que vem
administrando a Biblioteca Central da Universidade de Mogi das Cruzes, tarefa na qual tem
constatado na biblioteca a leitura nos alunos, sugerindo possibilidades simples de trabalhar a
4

�leitura de uma forma significativa para estes. A fim de compreender quem é o aluno leitor que
encontramos hoje nas escolas/bibliotecas, seus anseios, dificuldades e necessidades com relação
a leitura e que nos propusemos a realizar este trabalho.
Esperamos que esta pesquisa possa auxiliar professores e bibliotecários que também
atuam neste mesmo desejo de aprender e vencer as dificuldades.
De acordo com Melwin Dewey apud (Silva, 1993:77), “Os bibliotecários são
educadores e não servidores porque foi-se o tempo em que a biblioteca se parecia com
um museu e o bibliotecário era catador de ratos entre livros embolorados e os visitantes
olhavam com olhos curiosos tomos e manuscritos antigos. Agora a biblioteca é no mais
alto sentido, um professor e o visitante é o leitor entre os livros, como um trabalhador
entre suas ferramentas” apud Mueller, op.cit. p.11)

INTRODUÇÃO

O interesse de tornar a Biblioteca da UMC em centro de conhecimento, surgiu
como resultado da preocupação em situações vindas de nossos alunos.
De acordo com Prado (1992:9), “se a escola inicia o aluno na instrução, a
biblioteca

completa

sua

função

é de

agente educacional

proporcionando

enriquecimento da cultura do aluno nos diferentes campos, oportunidade para o seu
desenvolvimento social e intelectual, e horas de distração através de livros de leitura
recreativa, de muito bom resultado quando bem dirigida”.
O interesse pela leitura surgiu da crescente preocupação da chefia da Biblioteca
Central em oferecer atualidade, precisão, interpretabilidade e rapidez nos serviços
prestados, uma vez que a biblioteca tem que enriquecer seu acervo e aprimorar seus

5

�serviços visando proporcionar apoio informal de qualidade aos docentes, pesquisadores,
discentes e á comunidade de Mogi das Cruzes e região.
Assim pretende-se com este trabalho, contribuir para o estabelecimento de uma
nova atitude dos profissionais de biblioteca, alertando sobre a importância da leitura de
tornar-se uma área para exploração e enriquecimento cultural, orientar no uso dos livros,
fazer um ambiente favorável à formação do hábito de ler e estimular a beleza literária.
Apesar dos avanços tecnológicos na área da comunicação a leitura, continua
sendo essencial para o ser humano na comunicação impressa.
Diante deste fato, a família deve participar na educação da leitura até a
alfabetização, porque será um importante instrumento de educação, sendo que no futuro
deverá haver colaboração entre professores e biblioteca, pois assim estarão realizando o
ensino com qualidade com base na educação moderna.
Para atingir suas finalidades e responder às reais necessidades de sua clientela, a
biblioteca precisa contar com a colaboração dos professores, pois a influência do
profissional de informação será de suma importância, quer na seleção de livros, na
decoração ou no tratamento dos leitores, portanto o bibliotecário tem como obrigação
orientar incentivar, participar das atividades dos professores, ser entusiasta, porque
certamente contribuirá para o desenvolvimento de um bom leitor ou pesquisador.

Histórico da UMC

A Organização Mogiana de Educação e Cultura (OMEC) iniciou suas atividades
em 1962, sendo fundada pelo Professor Manoel Bezerra de Melo. Em, 1964, a OMEC
passou a atuar no ensino superior, com a Faculdade de Filosofia de Mogi das Cruzes.
Em 1973, já concentrando outros cursos, foi reconhecida como a primeira Universidade
6

�particular do Estado de São Paulo, começando assim a formação do grande complexo
de ensino superior denominado Universidade de Mogi das Cruzes (UMC),
permanecendo a OMEC como sua mantenedora.
Após mais de 25 anos de atividades e formando cerca de 4000 profissionais
anualmente, hoje a UMC atende aproximadamente 16000 alunos em seus dois campi,
que totalizam mais de 240 mil metros quadrados, oferecendo 24 cursos dispostos nas
suas três áreas de ensino: Ciências Biomédicas, Ciências Exatas e Ciências Humanas.
Com uma estrutura profissional que promove agilidade e eficácia em seus
empreendimentos, bem como a excelência na qualidade de seus serviços, a
Universidade pode tranqüilamente vislumbrar seu futuro, oferecendo aos seus alunos
uma infra-estrutura completa que engloba orientação profissional, professores
qualificados, laboratórios e equipamentos de última geração, além da perfeita adequação
dos seus cursos com as reais necessidades do mercado de trabalho.
Tendo como missão a promoção da educação e suas áreas correlatas, por meio
do aprimoramento da relação ensino-aprendizagem, da pesquisa multidisciplinar e da
prestação de serviços à sociedade, a UMC é orientada pelos princípios cristãos da
justiça e da ética, valorizando a competência, o profissionalismo, a participação, o
espírito de equipe, a dedicação, o respeito ao indivíduo, à Instituição e à hierarquia, a
solidariedade, a disciplina, a cooperação, a integridade e a eficiência.

A Biblioteca Central da Universidade de Mogi das Cruzes está localizada no
prédio "UMC - Centro Cultural", com uma área de 1530m² possibilitando amplos
ambientes e qualidade nos serviços oferecidos à demanda dos pesquisadores, docentes e
discentes da UMC.
A Biblioteca Central UMC, possui um acervo de boa qualidade, sendo que a
7

�instituição vem investindo em atualizações constantes dos títulos existentes.
O acervo foi automatizado em 1997, passando a funcionar em rede local
mediante a utilização do Sistema Microisis e através do trabalho desenvolvido por
consultores e pela equipe da BICEN, conseguiu-se aprimorar os serviços contribuindo
assim com maior eficiência no desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisas
da UMC.
Constituiu-se uma Comissão de Biblioteca, que é composta Pelo Presidente da
Comissão (Pró Reitor Acadêmico), Diretores(Centro de Ciências Biomédicas, Exatas,
Humanas, Graduação, Pesquisa e Pós Graduação) e a Chefe da Biblioteca.
A Portaria UMC/GVR-015/97 de 18 de Junho de 1997, regulamenta a coleta, o
registro e a divulgação da Produção Bibliográfica da Universidade de Mogi das Cruzes.

A Portaria UMC/GVR-016/97 de 18 de Junho de 1997, regulamenta o
funcionamento do Banco de dados Bibliográficos da Universidade de Mogi das Cruzes
e dá outras providência correlatas, uma das finalidades da Biblioteca Central é
centralizar informações bibliográficas; para cumprir este objetivo foi implantado o
Banco de dados bibliográficos, para o qual é realizada a coleta e armazenagem e o
tratamento técnico das informações bibliográficas, possibilitando sua difusão e uso pela
comunidade.
Portaria UMC/GVR-017/97 de 18 de junho de 1997, aprova a Estrutura
Organizacional e o Regimento Interno da Biblioteca Central da Universidade de Mogi
das Cruzes.
O acervo é de livre acesso ao público em geral que pode efetuar empréstimos,
com exceção das obras de referência e periódicos, disponíveis apenas para consulta.
A seleção de publicações, fica a cargo do corpo docente da Instituição. As
8

�solicitações são analisadas e homologadas pelos membros da Comissão da Biblioteca.
Para dar atendimento à Comunidade Universitária e ao público em geral, a
Biblioteca Central atende de Segunda-feira a Sexta-feira das 7:30h às 22:30h e aos
sábados das 7:30h às 17:00h.
A Biblioteca Central da UMC presta serviços de: consulta, empréstimo,
comutação bibliográfica, assistência ao usuários, serviços de alerta, empréstimos entre
bibliotecas, levantamento bibliográfico, normalização

técnica dos documentos,

treinamento informal de usuários, acesso a bases de dados nacionais e internacionais
através de CD-ROM e/ou Internet, sumários correntes.
O interesse em colaborar com a escola pública surgiu da crescente preocupação
da importância da Biblioteca Central da Universidade de Mogi das Cruzes garantir
acesso democrático à informação.
Assim, pretende-se contribuir para o estabelecimento de uma nova atitude dos
profissionais da biblioteca universitária, alertando sobre a importância de uma filosofia
de qualidade em seus serviços e produtos, congregando esforços para alcançar o
máximo de rendimento com o mínimo de dispêndio, valendo-se de métodos, técnicas e
procedimentos que facilitem a sua atuação, levando-se em consideração, as expectativas
e necessidades dos usuários.
A adoção da filosofia da qualidade torna-se necessária para uma gestão mais
eficaz da biblioteca garantindo, assim, a sua sobrevivência diante das exigências cada
vez maiores dos usuários que têm atualmente a facilidade de comparar diferentes
unidades e serviços de informação com uso das tecnologias de informação disponíveis.
Da mesma forma que as Universidades se voltam para

as necessidades

educacionais, culturais, cientificas e tecnológicas do país, as bibliotecas universitárias
visam a esses mesmos objetivos, apoiando e participando ativamente do projeto
9

�educacional da instituição a que está vinculada.
Portanto, a biblioteca universitária caracteriza-se como uma organização sem
autonomia, dependente da Universidade à qual pertence, com a função específica de
apoiar as atividades da instituição universitária, provendo infra-estrutura bibliográfica,
do documentária e informacional.
Como conseqüência a universidade melhora seus padrões de ensino, pesquisa e
extensão para que a biblioteca universitária possa ser considerada com uma
“enciclopédia” viva no mundo moderno, funciona como um Centro de armazenamento
e classificação do saber acumulado da humanidade e de irradiação de informação e das
variadas formas de cultura.
A Biblioteca Central da UMC tem constituído uma referência no município de
Mogi das Cruzes – SP, proporcionando os horizontes que não basta aprender a ler e
escrever, mas é necessário dar condições de cidadania e as bibliotecas são de suma
importância para que o aprendizado seja continuado com leituras permanentes e
diversificadas.
A administração sente a necessidade de dar melhores ferramentas às bibliotecas
para que funcionem com eficácia, estas, por sua vez, funcionando adequadamente,
propiciam apoio aos programas educacionais.
Para atingir suas finalidades e responder às reais necessidades de sua clientela, a
biblioteca precisa estar preparada administrativamente e tecnicamente, ter como missão
propósitos e objetivos bem definidos, dispor um bom acervo bibliográfico, contar com o
pessoal capacitado e em número suficiente, dispor de equipamentos e materiais
necessários, bem como oferecer serviços produtos de qualidade.
Através dos tempos, o processo produtivo do homem passou por diversas fases
com características bastante diversificadas, entretanto a qualidade existe desde o
10

�principio.
Para Barbalho (1996) "O desafio da sobrevivência da tecnologia fez emergir
novas técnicas gerenciais: a reengenharia, o benchmarking, o TQM baseado em
atividades".
Hoje em dia , as escolas e sobretudo as Universidades adotam a visão de que a
biblioteca universitária é o “Centro de Recursos de Aprendizagem” e de Informação “
(CRAI), pois este centro deve abrigar todos os tipos de instalações e materiais que
subsidiam o pesquisador em suas descobertas e que ajudam o docente e o discente a
conduzirem o processo de instrução e de aprendizagem, portanto, a biblioteca concebida
como um lugar onde livros são classificados, estocados e usados é coisa do passado.
Assim a colaboração com a escola publica é de suma importância porque para
se ter uma biblioteca em funcionamento com qualidade total, os técnicos tem de ser de
altíssimo nível, e isto vem de encontro ao que deparamos no nosso país.
Se o professor quiser que seus alunos gostem de aprender e continuem a
aprendizagem através da leitura, é preciso que este professor não continue isolado em
sua disciplina e busque habilidade para identificar as convivências de sua especialidade
com outras áreas do conhecimento, portanto ficará sob a responsabilidade das entidades
de ensino ( Professores, funcionários e biblioteca) edificar ima ponte de conhecimento
para a sociedade de alunos viajar

sob a quantidade de informações existente

atualmente.
Como sugere Ramos (1997) "Se os bibliotecários estão em busca de excelência
em suas bibliotecas, é preciso que sejam feitas mudanças".
Pinto (1993:136) salienta que " não basta que as unidades de informação
possuam apenas qualidade aparente, ou seja, que sua coleção esteja organizada
tecnicamente. È preciso que seus serviços e produtos tenham uma qualidade real". È
11

�necessário que a informação esteja elaborada com precisão e de acordo com o nível de
compreensão e necessidade do usuário. Outro aspecto importante, é a cordialidade no
trato com os seus clientes. O agrupamento dessas ideais é não contribuir para que a
biblioteca apresente uma qualidade real e não aparente.
Assim os bibliotecários podem avaliar a qualidade de um serviço de informação
como participantes e planejadores desse serviço, entretanto, conforme Stradling apud
Belluzzo,(1993:126), "O sucesso dessas avaliações dependem de serem feitas perguntas
certas às pessoas que realmente usam a biblioteca e da concentração individualizada
em cada serviço".
Encorajar os usuários a avaliar constantemente os serviços oferecidos pela
biblioteca é útil para se encontrar as evidências que irão nortear a melhoria da
qualidade.
"A implantação de um sistema de qualidade em unidades de informação é uma
questão de promover a sensibilização da equipe, treiná-la para bem executar suas
atividades técnicas rotineiras, para

coleta e utilização adequadas dos dados

estatísticas, bem como na interação com os usuários de modo a perceber suas
expectativas, codificando-as em medidas quantitativas e qualitativas". As autoras neste
trabalho mostram a simplicidade de operação de algumas ferramentas de qualidade e
informam que a sua utilização adequada permite a transformação dos dados estatístico
emoções gerenciais.
Os professores e um grupo de 16 alunos da E. E. PROF. CID BOUCAULT de 1º
e 2º GRAU de Vila Nova Jundiapeba, em Mogi das Cruzes visitam a Biblioteca Central
UMC, assistem a uma exposição sobre os serviços executados e orientações de
atividades que podem ser inseridas em uma biblioteca escolar para ser desenvolvido um
trabalho de promoção a leitura.
12

�A equipe de docentes da E. E. PROF. CID BOUCAULT tomaram conhecimento
de diversas atividades e procedimentos da parceria para que possam ter uma biblioteca
rica de conhecimento, aonde seus alunos possam fazer suas pesquisas, e assim a partir
de maio de 1999 a Biblioteca Central UMC tem participado para o desenvolvimento de
atividades externas com a criação da Biblioteca ”Machado de Assis”.
Nas entidades de informação isso faz com que o produto desenvolvido para um
grupo específico nem sempre seja adequado para outro grupo, em virtude do nível do
usuário, há que se considerar que dentro do mesmo grupo há diferenças culturais que
irão influenciar a qualidade que, portanto, será notada através da qualidade percebida
pelos clientes.
Os leitores da Biblioteca Machado de Assis vão encontrar não só os livros, mas a
motivação para voltar e encontrar-se com a leitura pelo resto da vida, uma vez que estão
executando os serviços administrativos, técnicos, marketing e agora a informática.
A mesma oferece trabalho condizentes com o objetivo da Biblioteca Central
UMC, no sentido de garantir acesso democrático aos alunos da E.E. PROF. CID
BOUCAULT ao mundo da leitura.
A biblioteca já em funcionamento é freqüentada por alunos, professores e
funcionários, são organizadas atividades com objetivo de contribuir para colocá-los no
mundo da leitura e familiarizá-los com o uso e encontrar as publicações que procuram
no acervo.
Assim podemos caracterizar a E.E. PROF. CID BOUCAULT desempenhando o
papel da educação formal, contudo a biblioteca e outros setores desta escola instituirão
conhecimento que estará aberto para todos os alunos por toda vida.
Para tornar disponível essa parceria com a escola são necessários : boa vontade,
recursos humanos (Diretor da Escola, Professores, Funcionários, alunos, bibliotecários,
13

�pais e comunidade local), espaço físico, móveis, publicações (doações, permuta),
materiais de consumo, equipamentos (máquina de escrever, computador).
Desse projeto nasceu outro que está sendo desenvolvido no interior da
Biblioteca Central UMC, que é a instalação do

software Microisis na Biblioteca

Machado de Assis, a partir de Dezembro de 1999.
Este equipamento está sendo utilizado para suprir as necessidades dos alunos,
que o usaram para desenvolver trabalhos escolares que por sua vez arrecadaram receita
para a biblioteca efetuar a compra de materiais de consumo necessários.
Ainda, para melhor atender, efetuamos treinamento para os alunos e professores
a fim de proporcionar a continuidade dos serviços técnicos e a manutenção do software
Microisis.
Como percebemos o uso do computador na biblioteca escolar vem de encontro
para atender aos corpos docente e discente que depois da criação da biblioteca
compreendem que a mesma pode colaborar, e muito, para a formação do leitor.
Sendo assim, dentro de uma universidade a colaboração, o convênio com a
escolas tem como finalidade a prática social e processos cotidianos, de forma a educar e
formar profissionais leitores.
Indispensável, que se pense em educação continuada tanto para bibliotecários e
professores a fim de que se cruzem os saberes de hoje com os de ontem conforme a
própria formação de cada um.

OBJETIVO GERAL

Sistematizar conhecimentos e praticas para formação de ambientes de bons
leitores a partir do aluno fundamental.
14

�OBJETIVOS ESPECÍFICOS

-

Tornar um Centro de Documentação para exploração e enriquecimento
cultural.

-

Difundir boa leitura na escola e universidade

-

Orientar o uso do livro, prevendo a pesquisa e a educação individual.

-

Criar um ambiente favorável para a leitura, assim como desenvolver a
opinião literária.

CONCLUSÃO

È importante ressaltar que a biblioteca universitária em parcerias com escolas de
ensino fundamental e médio que está sendo implantada na UMC deverá atender a
comunidade acadêmica da E.E. PROF. CID BOUCAULT, uma vez que ela tem buscado
parcerias, de modo que os alunos possam fazer uso da biblioteca não só no momento de
provas, mas também em todos os dias do ano letivo.
Segundo Foucambert (1994,p.7), “Aprender a ler é primeiro, advinhar e depois
cada vez mais acertar, ler é tratar com os olhos uma linguagem feita para os olhos”.
De acordo com Bamberger (1995, p.52), “ Os países em que se dedica mais
tempo a leitura na escola, as crianças também lêem mais em casa”.

15

�Se várias instituições/ biblioteca que montarem seus projetos e se unirem, como
diz o projeto PROLER para formação de leitores, estaremos democratizando a
biblioteca e cumprindo o papel da verdadeira biblioteca que é interagir com o usuário.
È preciso o dialogo entre professores e bibliotecários para redescobrir e dar mais
atenção a dimensão da educação, fazendo que em conjunto possam traçar planos para
elaboração do gosto pela leitura e para formação do leitor.
Para dar continuidade à parceria com a escola de ensino fundamental, devemos
ter uma atitude positiva de levar um projeto avante e buscar apoio administrativo da
instituição (universidade e escola) de forma que trabalhemos unidos a favor da
formação do leitor.

REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scpione,
1993.
BARBALHO, C.R. S. Gestão pela qualidade: referencial teórico.
Transinformação, Campinas,SP. v.8, n.3, p.97-120, set./dez.,1996.
BAMBERGER, R. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo: Ática, 1995.
BELLUZO, R. C. B., MACEDO, N. D. A gestão da qualidade em
serviços de informação: contribuição para uma base teórica. CI.Inf., Brasília,
v.22, n..2, p.:124-132, maio/ago., 1993.
FOUCAMBERT, J. A . A leitura em questão. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
PINTO, V. B. Informação: a chave para a qualidade total: Ciência da
Informação, Brasília, v.22, n.2, p.133-137. 1993.
PRADO, H. A. de . Organização e administração de bibliotecas. São
Paulo: T.A. Queiroz. 1992. 209p.
Ramos, M. E. M. Por uma política de qualidade nos serviços de
informação em bibliotecas universitárias Paranaenses. Campinas. Dissertação
(Mestrado) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas. 1997.
16

�SILVA, E. T. da. Leitura na escola e na biblioteca. Campinas, SP: Papirus, 1993.
.

17

�</text>
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                <text>O trabalho tem por objetivo refletir sobre uma nova missão da biblioteca da Universidade de Mogi das Cruzes de tornar-se um centro de conhecimento também para o aluno fundamental o que incentivou o estabelecimento do interesse de conhecer melhor os objetivos e ferramentas utilizadas na Universidade, visando a identificação do nível de qualidade dos serviços oferecidos a clientela. Para realização deste trabalho foram necessários estudos iniciais para delimitar o tema central, deste modo o projeto está desenvolvido em partes: a justificativa em que se apresentam as entidades institucionais, sociais, científicas e pessoais do proposto. Historicamente observamos que há necessidade de uma pesquisa envolvendo a biblioteca da UMC, a partir da fundamentação científica teórico-conceitual e a metodologia adequada ao tema: Serviços de Extensão/ Bibliotecas Comunitárias, que oferecerá a integração da Biblioteca Universitária da UMC e a “E.E. Prof. Cid Boucalt” no processo de formação do aluno fundamental no município de Mogi das Cruzes. A fim de compreender quem é o aluno leitor que encontramos hoje nas escolas e bibliotecas, seus anseios, dificuldades e necessidades com relação a leitura, é que nos propusemos a realizar este trabalho. Assim pretende-se com este estudo contribuir para o estabelecimento de uma nova atitude dos profissionais de biblioteca, atestando sobre a importância da leitura de tornar-se uma área para exploração e enriquecimento cultural, orientar no uso dos livros, fazer um ambiente favorável à formação do hábito e estimular a beleza literária. No processo metodológico estabeleceu-se o sujeito, material e procedimento a serem utilizados para a realização da pesquisa conforme descrito a seguir. Sujeito: professor, alunos da escola do 1º e 2º grau. Material: orientação, observação direta como organizar, conservar a biblioteca de sua escola. Procedimento: inicialmente compreender a escola, a direção, o corpo docente e o aluno-leitor que encontramos hoje nas escolas, seus anseios e dificuldades com relação à leitura.</text>
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                    <text>1

CRITÉRIOS ESSENCIAIS PARA O PROCESSO DE AUTOMAÇÃO DA
BIBLIOTECA PADRE LAMBERT PRINS

Michela Iris Silva
Fundação Karnig Bazarian – Faculdades Integradas de Itapetininga
Rodovia Raposo Tavares, Km 162
Caixa Postal 24 – Itapetininga/SP – Brasil
CEP 18203-340
Fone/fax (15) 273-1616
michela@fkb.br

1. Introdução

Assim que decidimos pela automação das rotinas da biblioteca universitária
“Padre Lambert Prins” das Faculdades Integradas de Itapetininga, mantida pela Fundação
Karnig Bazarian, verificamos os passo fundamentais para a análise e seleção de softwares
para automação de unidades de informação, baseando-se para isto, nas necessidades
informacionais da biblioteca “Padre Lambert Prins”.
Mas, é importante ressaltarmos, que não é suficiente possuirmos o melhor
sistema de armazenamento/recuperação das informações, se antes disto todos os pontos de
acesso de um determinado material não for minuciosamente controlado. Para tanto se utiliza a
linguagem controlada através de tesauros, pois assim é possível que a recuperação e o
intercâmbio das informações aconteça de maneira satisfatória. Por este motivo, fizemos uma

1

�2

análise da unidade de informação em questão para assim, decidirmos pelo tesauro mais
adequado para o devido tratamento da informação.
Foi de grande valia a realização deste trabalho, pois através das pesquisas
realizadas, foi possível elaborarmos uma nova estratégia de serviços, com um propósito
melhor definido, para que assim a biblioteca “Padre Lambert Prins” esteja compatível com as
necessidades impostas pela sociedade da informação, e que seja considerada definitivamente
uma biblioteca com padrões universitários.

2. Sistemas para automação de bibliotecas

A cada dia, torna-se quase que impossível para as bibliotecas, em especial
bibliotecas universitárias, realizarem um atendimento aos seus usuários (principalmente
pesquisadores e alunos de graduação) compatível com as necessidades informacionais que
eles necessitam, se não houver além de bases de dados, Internet entre outras tecnologias da
informação, um sistema de gerenciamento de bibliotecas, comumente chamado de softwares
para automação de bibliotecas.
Esta necessidade constante de aperfeiçoamento do atendimento nas bibliotecas,
se dá, pela grande mudança nas instituições que trabalham com a informação e que fazem
parte da chamada indústria da informação, pois a informação se tornou imprescindível para a
realização de negócios em todo o mundo, inclusive nas pesquisas realizadas nas bibliotecas.
Existem vários fatores à serem levados em consideração na escolha de um
software, atividade esta de extrema importância no processo de automação de bibliotecas.
Uma das principais vantagens da automação de bibliotecas é que os sistemas são integrados e,
conforme MARASCO E MATTES, (1995, p. 43)

2

�3

(...) “as principais funções de uma biblioteca são integradas
num mesmo sistema, interagindo com um único banco de dados
bibliográficos. Exemplificando, um material é cadastrado no
sistema no momento de sua aquisição, e esta informação vai
sendo utilizada/alterada de acordo com sua trajetória na
biblioteca”.

Outro ponto fundamental é o retorno rápido na recuperação de informações, a
agilidade nos serviços de rotina (emissão de relatórios, listagens, estatísticas) e,
principalmente o serviço de circulação de materiais se torna muito mais ágil, o que possibilita
um melhor atendimento de referência, função primordial nas bibliotecas universitárias.

2.1 Aquisição ou desenvolvimento de um software

A partir do momento que se decide pela automação dos serviços da biblioteca,
um ponto a ser definido é como será feita a aquisição do sistema para automação. O sistema
tanto pode ser desenvolvido pela própria instituição, como pode ser adquirido pronto, de
alguma empresa especializada na comercialização de softwares.

(...) “O desenvolvimento próprio de sistemas automatizados (...)
tem acarretado grandes problemas às nossas bibliotecas. O
desenvolvimento próprio nem sempre é o caminho mais
acertado e/ou mais barato para a automação de bibliotecas. A
complexidade de tal empreitada exige uma equipe com grande

3

�4

capacidade técnica, formada por analistas e/ou engenheiros de
sistemas com um

profundo conhecimento na área de

biblioteconomia

bibliotecários,

e

também

com

sólido

conhecimento na área de sistemas e processamento de dados
(...) A preparação desta equipe é de custo elevado e não
compensa financeiramente. Outro fator relevante é o enorme
tempo gasto

para o desenvolvimento”. (MARASCO e

MATTES, 1995, p. 45)

2.2 Avaliação dos sistemas para automação de bibliotecas

Decidido pela aquisição de um sistema comercializado no mercado nacional,
(comprovadamente o mais viável em relação aos custos, tempo e benefícios) é preciso saber
por onde começar a avaliação dos softwares que estão no mercado, para sua posterior seleção.

“Conhecimentos básicos de informática são indispensáveis para
a avaliação de programas (...) A fronteira entre as atribuições
na escolha de um software pelo bibliotecário e pelo profissional
da área de informática, nunca foram muito claras. Porém, a
escolha deve estar vinculada a uma análise das aplicações que
serão utilizadas e o nível de integração dos processos usados na
biblioteca”. (NEUBBABER, 1993, p. 04)

2.3 Funções básicas dos sistemas para automação de bibliotecas

4

�5

Todo sistema que se preocupa com o gerenciamento adequado de uma
biblioteca universitária deve ter alguns requisitos básicos (funções) para que a biblioteca seja
bem administrada.
Apresentamos abaixo as funções básicas para o desempenho satisfatório de um
software para unidades de informação, conforme ROWLEY (1994, p. 237):

●

Realização de encomendas e aquisições:

Este serviço faz parte do processo de aquisição de materiais, é um processo
administrativo, relativamente simples, que tem como objetivo suprir as necessidades e
demandas da unidade de informação. As principais atividades são:
Encomendas; Recebimentos; Reclamações (por parte da unidade de informação, quanto ao
não recebimento das encomendas realizadas) ; Contabilidade de custos; Consulta (sobre a
situação das encomendas); Relatórios e estatísticas (sobre as encomendas)

●

Catalogação:

É nesta etapa que a informação é tratada, para que seja posteriormente,
recuperada no sistema através de seus pontos de acesso:
Entrada de dados; Controle de autoridade; Importação (de registro de outras bases de dados

●

Catálogos em linha de acesso público e outras formas de catálogo:

Utilização de catálogos tanto pelos usuários do sistema, quanto pelos próprios
funcionários da biblioteca.

5

�6

Acesso em linha; Interface de acesso público; Outras formas de catálogos
●

Controle de circulação:

Onde acontece todo o processo de registro dos dados referentes ao material
circulante.
Definição de parâmetros (que reflitam as políticas de empréstimo, horários de funcionamento,
etc.); Empréstimo; Devolução; Renovação; Multas; Reservas; Empréstimos por períodos
curtos; Manutenção de arquivos de leitores; Consultas (relativas aos leitores ou à situação dos
documentos); Notificações; Relatórios e estatísticas (sobre a utilização do acervo)

●

Controle de publicações seriadas:

Se refere as publicações periódicas.
Encomendas (efetivação e renovação de assinaturas); Recebimento (de cada fascículo);
Reclamações (por parte da unidade de informação, quanto ao não recebimento dos
fascículos); Encadernação (controle de volumes que estejam

sendo encadernados);

Contabilidade de custos; Catalogação (de itens novos); Controle de circulação (se os itens
forem emprestados ou circularem); Consultas (relativas às publicações seriadas); Relatórios e
estatísticas

●

Informações gerenciais:

Trata de todas as informações relativas à parte administrativa do sistema de
informação.
Diversos relatórios e estatísticas; Instrumentos de análise das informações estatísticas.

6

�7

●

Empréstimos entre bibliotecas

Igual ao controle de circulação, mas comumente com menos opções, isto é:
Entrada de dados; Empréstimo ao leitor; Devolução; Multas; Manutenção do arquivo de
leitores (pode ser o arquivo principal do controle de circulação); Consultas; Relatórios e
estatísticas

●

Informação comunitária:

Busca de registros de informações, porém se dá através de intercâmbios,
utilizando-se de formatos específicos para tais intercâmbios.
Entrada de dados; Acesso on-line; Interface de acesso público

2.4 Requisitos mínimos para a avaliação de sistemas para automação de bibliotecas

Para se avaliar sistemas de automação de bibliotecas deve-se considerar
critérios gerais e critérios específicos.
Nos critérios gerais de softwares destacamos:
●

Sua facilidade de uso; Interface e integração de menus; Fornecedor; Assistência

técnica, manutenção e suporte; Linguagem de programação; Sistema operacional; Tamanho e
tipo de computador em que o sistema é executado; Segurança do sistema; Instalação;
Atualização de versões; Manuais e documentação do sistema; Treinamento; Tempo e história
de vida; Custos e condição de comercialização; Compatibilidade com outros softwares.

7

�8

E nos critérios específicos:
●

Normas internacionais de padronização de dados catalográficos e bibliográficos;

Recursos de importação e exportação de dados; Intercâmbio entre bibliotecas; Interface ao
catálogo OPAC; Interfaces entre sistemas de gerenciamento de bibliotecas e sistemas de
CD-ROM; Ligações entre os módulos de aquisição dos sistemas locais e as bases de dados
mantidas pelo comércio editorial; Arquitetura e construção do sistema integrado; Sistemas
abertos, com liberdade de alterações; Tipos de bases de dados; Estrutura da base de dados.
Nos dias de hoje, um critério fundamental para se analisar num sistema de
bibliotecas é, se o sistema é estruturado com formato de intercâmbio, pois não é mais
aceitável que se perca tempo cadastrando todo o acervo da biblioteca. A cooperação de dados
catalográficos, através dos formatos de intercâmbios de dados bibliográficos e catalográficos
e das redes de catalogação cooperativas é hoje uma realidade, que além de ter um custo baixo,
poupa um tempo enorme de atualização e/ou liberação de uso do sistema.
Foram analisados diversos sistemas para automação de unidades de
informação, e o que mais se integrou as necessidades de serviços e a condição financeira da
biblioteca “Padre Lambert Prins”, da Fundação Karnig Bazarian foi um sistema que possui os
seguintes requisitos básicos:

Controle de aquisições:
⇨ Controle de status da aquisição; Controle de sugestão de aquisições (local e
pela Internet/Intranet); Correspondências em papel e em E-mail; Utilização
de duas moedas para relatórios e estatísticas (R$ e U$); Integração com as
rotinas de cadastro e recuperação de publicações.

Cadastro e recuperação de publicações:

8

�9

⇨ Cadastramento de todos os tipos de materiais previstos no AACR2; Formato
para intercâmbio catalográfico e bibliográfico MARC; Busca por lógica
booleana em qualquer campo do sistema; Emissão de etiquetas de código de
barras e etiquetas de lombada; Coleta de dados para emissão de relatórios e
estatísticas; Relatórios gerais, boletim bibliográfico, DSI e relatórios
específicos para atender exigências do MEC; Controle de baixa; Importação
de arquivos texto para os campos de conteúdo e de resumo.

Controle de periódicos:
​ Controle de títulos, assinaturas e coleções; Controle do serviço de circulação
dirigida (aos docentes e pesquisadores); Exportação e importação CCN
(Catálogo Coletivo Nacional); Impressão de relatórios; Correspondência em
papel e E-mail; Impressão de etiquetas de código de barras; Relatórios;
Estatísticas.
Controle de empréstimo:
​ Controle de empréstimos, devoluções, atrasos e listas de reservas;
Parametrização por categoria e tipo de publicação (liberação de tipos de
materiais para determinados usuários); Suspensão e normalização da
situação de usuários; Controle de empréstimo domiciliar e para consultas;
Correspondência em papel e E-mail; Emissão de recibos de empréstimo e
devolução; Emissão de relatórios; Estatísticas.

Controle de vocabulário:

9

�10

​ Criação de listas hierarquizadas de assuntos, para a criação posterior de um
tesauro; Utilização das remissivas de assuntos em todas as demais rotinas do
sistema; Cadastramento de assuntos; Emissão de relatórios; Estatísticas.
Controle de publicações jurídicas:
​ Controle da legislação, jurisprudência, pronunciamentos, súmulas e votos;
Controle de alterações e revogações; Cadastramento e/ou importação de
arquivos texto para o campo de íntegra; Emissão de relatórios; Estatísticas
específicas de dados jurídicos.

Além destas rotinas, o sistema possui um módulo on-line, que torna possível a
recuperação de dados, a localização de materiais e pedidos de materiais via rede
(Internet/Intranet).
Preocupados com uma recuperação dos dados na unidade de informação, de
excelente qualidade, decidimos, então dar uma ênfase ao processo de indexação dos dados,
pois somente através de um sistema com um indexação adequada é que iremos recuperar
adequadamente as informações que são solicitadas pelos nossos usuários. Partindo deste
ponto, foi realizado um diagnóstico do serviço de indexação da biblioteca na qual realizamos
serviços bibliotecários.

3. Indexação dos dados informacionais - caso da biblioteca universitária "Padre
Lambert Prins"

3.1 Diagnóstico do sistema

10

�11

A Biblioteca "Padre Lambert Prins" das Faculdades Integradas de Itapetininga,
mantida pela Fundação Karnig Bazarian, tem o acervo constituído basicamente de materiais
das áreas de Administração, Comunicação Social, Direito e Educação Física e de obras de
referências.
É utilizada a Classificação Decimal de Dewey (CDD) para que os assuntos dos
materiais bibliográficos sejam tratados de acordo com uma relação lógica de assuntos e para
que, possam ser armazenados conforme seus assuntos principais.
Os principais usuários da biblioteca são alunos, professores e funcionários das
Faculdades Integradas de Itapetininga.
Alguns pontos foram analisados:

●

Linguagem utilizada
Atualmente não se utiliza nenhuma linguagem controlada, trabalhamos apenas

com um cabeçalho de assunto criado pelas bibliotecárias da instituição.

●

Metodologia
Até o ano de 1997 não existia nenhuma forma de se buscar os materiais pelos

assuntos, só era possível realizar a busca através da indicação do autor. Atualmente estamos
reformulando toda a forma de busca dos materiais, e a busca por assuntos se dá basicamente
por assuntos principais não recorrendo ainda a assuntos mais específicos (esta é uma proposta
para ser realizada durante este ano (2000))
No início do mês de julho de 1999, demos início ao cadastramento dos dados
informacionais e até o momento, aproximadamente 80% do acervo total da biblioteca foi
cadastrado, o que tornou possível a busca por todos os pontos de acesso dos materiais
bibliográficos (já cadastrados)

11

�12

●

Pessoal qualificado para o serviço
A biblioteca possui duas bibliotecárias, quatro auxiliares e uma digitadora

estando dividido em:
⇒

Uma bibliotecária que trabalha com as áreas de Administração, Comunicação Social e

Educação Física e duas auxiliares para o processamento técnico
⇒

Uma bibliotecária que trabalha com a área jurídica e duas auxiliares para o

processamento técnico
⇒

Uma digitadora que trabalha somente com o cadastramento dos dados no sistema

●

Recursos materiais
A biblioteca possui uma central multimídia com quatro microcomputadores

para pesquisa em bases de dados, três terminais para a busca de materiais do acervo, dois
terminais para a circulação (um para empréstimo e outro para devolução) e mais dois
terminais para o serviço interno.

3.2 Solução/alternativas

●

Proposta de um sistema de indexação: projeto piloto para a área jurídica
Inicialmente pensou-se em trabalhar com a linguagem controlada pelo índice

da RT (Revista dos Tribunais) que trata somente de informações jurídicas, porém
encontramos uma certa dificuldade em trabalhar com esta linguagem, uma vez que muitos
termos não condizem com a realidade do sistema de informação em questão.

12

�13

Posteriormente tivemos contato com o THES (Tesauro do Senado Federal) e
ele se mostrou muito mais adequado as nossas necessidades.
Infelizmente, ainda não será possível tratar os assuntos das outras áreas da
Biblioteca, mas se as obras jurídicas estiverem com os assuntos indexados, já será
aproximadamente 60% do acervo. Esta atividade está com início previsto para abril deste ano
(2000).
Após o término do tratamento de toda a informação jurídica, iremos começar a
indexação dos assuntos das outras áreas da biblioteca.

●

Linguagem de indexação
Após comparações entre alguns tesauros, resolvemos por indexar os assuntos

jurídicos com o THES (Tesauro do Senado Federal) por possuir uma linguagem adequada e
de fácil acesso aos nossos usuários.

4. Conclusões

É imprescindível que à partir do momento que se decide pela automação de
uma biblioteca universitária, tome-se certos cuidados para a análise, avaliação e seleção do
software, pois existe uma quantidade enorme de sistemas no mercado, mas nem todos
atendem os requisitos mínimos necessários para a automação.
Outro fator importante, é que não é mais possível se ter uma biblioteca
universitária que não esteja automatizada, pois as facilidades que a automação garante para
qualquer sistema de informações são de grande valor para os bibliotecários que podem, desta
forma, especializar-se mais nos serviços de referência.
Através das análises realizadas nos sistemas para automação de unidades de

13

�14

informação e baseados nas exigências atuais da sociedade da informação, pudemos definir
qual o sistema que mais se adequaria as necessidades da biblioteca “Padre Lambert Prins”,
levando em conta as rotinas de serviços da biblioteca e o custo que a Fundação Karnig
Bazarian se disponibilizaria a pagar pelo referido sistema.
Finalizando as conclusões obtidas com este trabalho, verificou-se a
importância de um estudo dos aspectos atuais das unidades de informação concomitantemente
com a modernização dos serviços prestados pela biblioteca “Padre Lambert Prins”, pois só
assim, nos foi possível verificar como realmente deveríamos nos posicionar frente a toda a
especulação existente diante dos serviços de uma biblioteca universitária. E também para
termos uma clareza maior quanto aos novos termos que são incorporados diariamente em
nosso vocabulário.

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LOPES, Cátia Silene Silva; SILVA, Michela Iris Análise do software Sysbibli. Marília:
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Brasília, v. 26, n. 2, p. 154-158, maio/ago., 1997

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Lemos Brasília: Briquet de Lemos, 1994

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta a verificação dos passo fundamentais para a análise e seleção de softwares para automação de unidades de informação, baseando-se para isto, nas necessidades informacionais da biblioteca “Padre Lambert Prins”.Foi de grande valia a realização deste trabalho, pois através das pesquisas realizadas, foi possível elaborarmos uma nova estratégia de serviços, com um propósito melhor definido, para que assim a biblioteca “Padre Lambert Prins” esteja compatível com as necessidades impostas pela sociedade da informação, e que seja considerada definitivamente uma biblioteca com padrões universitários.</text>
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                    <text>- COLIB Base de Dados das
COLEÇÕES da BIBLIOTECA do INSTITUTO de BIOLOGIA
da UNICAMP
Ana Maria Rabetti
Bibliotecária do Instituto de Biologia da UNICAMP
Caixa Postal 6109/ 13083-970 Campinas,SP
rabetti@obelix.unicamp.br
Ladaslav Sodek
Prof.Dr. Departamento de Fisiologia Vegetal do Instituto de
Biologia da UNICAMP
Caixa Postal 6109/ 13083-970 Campinas, SP
lsodek@obelix.unicamp.br

RESUMO:
Apresentamos um sistema automatizado – COLIB - , utilizado e desenvolvido pela
Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP , para consultas das coleções de livros, teses
e periódicos existentes na Biblioteca.
Com a introdução desse Sistema na Biblioteca, o acesso e tratamento das
informações

resultaram

em

aumento

da eficiência,

padronização, cooperação e

consequentemente melhores serviços.

PALAVRAS-CHAVE: Recuperação da Informação - Automação
Informação - Sistemas de armazenagem e recuperação
Bases de dados

1.INTRODUÇÃO

�A Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP disponibilizou suas
coleções de livros, teses e periódicos, implantando uma Base de Dados – COLIB -, para
atender toda a comunidade interna e externa da Universidade.
O Sistema COLIB foi desenvolvido localmente, com interface amigável, DOS
e WIND, funcionando em rede.
Nesse programa determinamos nossas próprias necessidades obrigatórias e
criamos operações desejáveis, para atendimento das funções básicas como:
- facilidade de uso
- padronizações
- capacidade de transferir registros de outras bases de dados
- possibilidade de expansão
- flexibilidade e adaptabilidade a mudanças
- necessidades/possibilidades de customização local
- facilidades para integrar os bancos de dados já existentes com ferramenta para geração de
arquivos e relatórios.
Os registros na tela são definidos em forma detalhada, baseadas em menus
fáceis de usar, que empregam comandos breves, oferecendo opções nas descrições de
comandos e mensagens de ajuda.
Essas mensagens de ajuda são personalizadas pela Biblioteca do Instituto de
Biologia, permitindo ajustes de acordo com as necessidades.

2. OBJETIVOS GERAIS:

Os objetivos gerais deste Sistema são:
- gerar registros no controle das coleções;
- oferecer disponibilidade e flexibilidade de acesso a estes registros.
2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

�Os objetivos específicos deste Sistema são:
- atender, de forma rápida e completa, as necessidades de informação da comunidade usuária
local.
- melhorar as condições de pesquisa e docência no que se refere a apoio bibliográfico e
informacional.
-facilitar o acesso aos acervos bibliográficos, através de um sistema de recuperação ágil e de
fácil manuseio.

3. ETAPAS DO SISTEMA:
O Sistema é dividido em duas etapas onde definiu-se os campos que
serão indexados para uso dos funcionários da Biblioteca (interno) e para o público:
COLIB
[ R ] REVISTAS
[ L ] LIVROS/TESES
[ A ] ATUALIZAR DADOS
[ S ] SAIR
[ ] OPÇÃO

3.1. MENUS ESPECÍFICOS PARA USO INTERNO:
Este Sistema possibilitou a redução do número de tarefas repetitivas. Os dados serão inseridos
uma única vez,podendo ser acessados, modificados, reorganizados e selecionados para a
produção de diferentes saídas.

�São adotadas medidas de segurança para o usuário não ter acesso aos

registros das

informações.

3.1.1 PERIÓDICOS:
As fichas para registros, ou manutenção,dos periódicos foram assim determinadas:
[1] inclusão de dados
[2] correção de dados
[3] listagem de títulos + códigos
[1] lista completa
[2] títulos com mudança de nome
[3] títulos por prioridade de compra
[4] divulgação dos sumários por Departmento
[0] menu anterior
[4] inclusão de títulos
[

] código + título do periódico

Frequência [ ] (1,2,4,6,12,26,52)
Prioridade de compra [ ] (A,B,C,D,E)
Local [ depósito I, estante 2]
Divulgação do sumário [ nome do Departamento ]
Título Alterado [ ] (T= houve mudança no título
F= não houve mudança no título)
[5] correção/exclusão de títulos
[6] gerar cópia de dados em diskete
[0] voltar para o módulo usuário
3.1.2 LIVROS/ TESES

Cada livro e tese são registrados através do no de tombo. Os campos a serem
preenchidos: autor/título/edição/ano de publicação/ no de chamada
Sistema de Empréstimo da Biblioteca IB e transferidos para este Sistema.

são registrados pelo

�Nesse registro, podemos fazer inclusões e alterações dos dados. Pode-se obter uma
listagem completa ou parcial dos livros e teses registrados em ordem do no de tombo. Estas
listagens poderá ser apresentada via impressora ou na tela.
[ 1 ] Incluir dados
[ 2 ] Corrigir dados
[ 3 ] Listar arquivo
[ 4 ] Imprimir arquivo
para iniciar a lista a partir de um livro específico.......
.......digite o(s) primeiro(s) número(s) do tombo.
Para a lista completa, deixe em branco........e
Tecle &lt; enter &gt;
[ 0 ] Voltar

3.2. MENUS ESPECÍFICOS PARA USO DO USUÁRIO:
Os menus específicos projetados são identificados para uso do público. É auto
explicativo, pois inclui mensagens e informações de ajuda. Foi desenvolvido , incluindo
campos, para facilitar informações adicionais, como sistema de ajuda.
O sistema oferece a possibilidade de buscas por palavras-chave, com termos
de busca formados por três letras no mínimo.

�Suas funções atuam fundamentalmente como uma fonte de informação sobre
o estado do acervo, permitindo manter o registro, conhecer a localização e as condições desse
acervo.
3.2.1. Periódicos
A exibição do registro para Periódicos inclui informações do acervo
relativas aos :
- códigos dos títulos;
- sua periodicidade;
- sua prioridade para compra;
- sua localização nos Depósitos;
- divulgação dos sumários para envio aos Departamentos.
- dados da coleção (ano/volume/fascículo)
- mudanças de títulos
As buscas devem ser feitas por palavras-chave, formadas por uma, duas ou
três palavras do título do periódico. O Sistema apresenta-se com três campos, os quais são
exibidos com exemplos de como proceder nas pesquisas de buscas.

COLIB- REVISTAS
Palavra-chave para pesquisa. P.ex: ANNUAL REVIEW BIOCHEMISTRY
Chave 1 : [

] ANNUAL

Chave 2 : [
Chave 3 : [

]
]

REVI
BIOCHEMISTRY

�OBS: uma, duas ou tres palavras; mínimo 4 letras
Chave 1: obrigatório
Código conhecido : tecle &lt; F1 &gt;

COLIB-Livros/Teses

&lt; ESC &gt;

3.2.2 LIVROS/TESES
Para Livros e Teses as bases de dados contêm registros bibliográficos, ligados
entre si, onde cada registro apresenta uma combinação dos seguintes componentes:
- número de tombo do documento;
- título da obra;
- autor da obra;
- número de classificação
Esses componentes são empregados, mais comumente, como “chaves de recuperação”, ou
seja, por nome do autor ou palavras do título. Os registros são exibidos no vídeo para oferecer
ao usuário informações na localização do documento-fonte.

COLIB - LIVROS/TESES
Palavra (parcial ou completa) contida no título .......
....... ou nome do autor, para busca : [
3 letras, no mínimo
OBS: quanto maior a palavra, maior a precisão.........

Apresentação na Tela:

]

�palavra-chave:............
TOMBO

Título/Autor

Classificação

Qualquer tecla para continuar....... ou &lt; D &gt; para desistir ...........

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPINAS. Universidade Estadual. Sistema de Bibliotecas. A informação
como infra-estrutura para a pesquisa na Universidade:modernização do
plano de automação do sistema de Bibliotecas da UNICAMP.

Campi-

nas,SP, 1995.
COSTA, Marília M. D., HEEMANN, Vivian. Automação em bibliotecas:
o uso de novas tecnologias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., realizado em Campinas, no
período de 7-11 de novembro de 1994. Anais. Campinas:Pontes,1994.
p.325-337.
MILANESI, LUIZ. O que é biblioteca.

3.ed. São Paulo: Brasiliense, s.d.

(Coleção primeiros passos, 94)
ROWLEY, JENNIFER. Informática para bibliotecas. Brasilia,DF: Briquet
de Lemos/Livros, 1994. 306p.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Apresentamos um sistema automatizado – COLIB - utilizado e desenvolvido pela Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP , para consultas das coleções de livros, teses e periódicos existentes na Biblioteca. Com a introdução desse Sistema na Biblioteca, o acesso e tratamento das informações resultaram em aumento da eficiência, padronização, cooperação e consequentemente melhores serviços.</text>
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CANAIS DE DIVULGAÇÃO DAS DISSERTAÇÕES E TESES DO DEPARTAMENTO
DE RADIOLOGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO

AUTORES: SUELY CAMPOS CARDOSO, VALÉRIA DE VILHENA LOMBARDI
Bibliotecárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Monografia apresentada no Curso de Especialização em Sistemas Automatizados de
Informação. SIBi/USP-PUCCAMP, 1999.

E-mail: suely@bibliotec.fm.usp.br
E-mail: valeria@bibliotec.fm.usp.br
Av. Dr. Arnaldo, 455 - 2 o Andar
Fone: (0--) 11-30667266 ou 8530901
CEP: 01246-903 - São Paulo, SP

Resumo: Investiga os canais de publicação das pesquisas realizadas para dissertações de
mestrado e teses de doutorado com o objetivo de identificar canais formais e informais de
divulgação. Foram distribuídos questionários aos pós-graduados do Departamento de
Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, até 1998. A análise dos
questionários respondidos apontam para os eventos científicos como principal canal utilizado
seguido dos periódicos nacionais e internacionais, para os quais foi estudado o fator de
impacto. Conclui que o presente trabalho poderá ser o ponto de partida para investigar o perfil
da divulgação científica das pesquisas de pós-graduação.

�1

1 INTRODUÇÃO
A comunicação escrita constitui-se, ainda, no principal veículo de divulgação das
pesquisas. É a mais utilizada e considerada a mais segura, uma vez que garante ao
pesquisador a propriedade científica de seus achados e a possibilidade de seu reconhecimento
por seus pares (POBLACIÓN; DUARTE, 1989). É feita através de documentos convencionais
como livros e artigos de periódicos, e de não-convencionais como teses, dissertações, anais de
eventos e relatórios.
De acordo com LIMA GONÇALVES et al. (1997), o processo da pós-graduação no
Brasil começou a ser estruturado a partir do Parecer 977/65 do Conselho Federal de Educação
(CFE), em cujo texto são definidos seus três objetivos fundamentais: “1. formar professorado
competente, que possa atender à expansão quantitativa do nosso ensino superior; 2. estimular
o desenvolvimento da pesquisa científica por meio de preparação adequada de pesquisadores;
3. assegurar o treinamento eficaz de técnicos e trabalhadores intelectuais do mais alto padrão,
para fazer face às necessidades do desenvolvimento nacional em todos os setores”.
Os cursos de pós-graduação exigem trabalhos de pesquisas envolvendo estudos dos
mais variados temas, onde os mestrandos e doutorandos são obrigados a cumprir créditos,
cursando disciplinas obrigatórias e optativas e no final são avaliados mediante a apresentação
de dissertação ou tese onde são argüidos por uma banca examinadora de especialistas da área,
que julgam a pesquisa desenvolvida. Após a conclusão e defesa, supõe-se que os mestres e
doutores divulguem o quanto antes sua pesquisa, através de publicações em periódicos da área
para a comunidade científica tomar conhecimento das técnicas e estudos desenvolvidos nos
diversos centros de pesquisa.
Os cursos de pós-graduação da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo (FMUSP) têm longa tradição, pois remontam aos primeiros anos da década de 40,
quando da regulamentação do doutoramento em várias Instituições da USP.

�2

Posteriormente, Decreto do Governo do Estado de São Paulo, estabeleceu bases
gerais para o Doutoramento na USP, com a exigência de aprovação em pelo menos duas
disciplinas subsidiárias ou cumprimento de atividades equivalentes, além de defesa de tese
constituída por trabalho original de investigação.
O reconhecimento da importância do título de Doutor para a carreira universitária
destaca-se nas disposições do antigo Estatuto da USP, que tornaram obrigatório o
doutoramento não apenas para o exercício de função de Professor Assistente, mas também, a
partir de 1964, para inscrição a concurso de Livre-Docência.
Cumpre ressaltar que a FMUSP, por suas características, tem condições para
formar profissionais de elevado nível de especialização e entendemos ser esta sua função
principal.
Segundo as Normas da Comissão de Pós-Graduação da FMUSP, os cursos de
pós-graduação stricto sensu, nas diversas áreas existentes, eram realizados em oito anos para
doutorado, tendo passado para quatro anos, assim como o mestrado de cinco anos, passou
para três.
Cada área pode ter seus próprios critérios acoplados aos da Comissão de
pós-graduação. Alguns Departamentos, como o de Radiologia, permitem aos seus
pós-graduandos a realização do doutorado diretamente, sem a necessidade de ter o mestrado.
Os primeiros programas de pós-graduação sctricto sensu foram implantados na
FMUSP em 1973 e, em 1987, no Departamento de Radiologia, nas categorias de mestrado e
doutorado.
A pesquisa previamente escolhida pelo aluno de pós-graduação (mestrado ou
doutorado) e seu orientador é apresentada em forma de monografia, elaborada de acordo com
princípios de metodologia científica e norteada por normas estabelecidas pela FMUSP, a uma
Comissão Examinadora de especialistas na área.

�3
VITIELLO

(1998) discorre sobre essa monografias conceituando a dissertação de

mestrado como sendo, geralmente, um estudo teórico, ordenado e reflexivo sobre a análise de
determinado tema. É redigida e apresentada no final de um curso de pós-graduação (stricto
sensu) para obtenção do grau de mestre.
Este mesmo autor ao discorrer sobre a tese de doutorado, comenta que este é um
trabalho escrito e apresentado a uma comissão examinadora, devendo conter os resultados de
investigação original feita pelo autor. A tese é atualmente um dos requisitos para obtenção do
grau acadêmico de Doutor, onde o autor apresenta uma proposição sobre determinado assunto
de qualquer ciência, a ser apresentada e defendida publicamente.
Para CUNHA (1996) os trabalhos científicos têm sua redação bastante estruturada. A
tese, dentro de um esquema bem definido, pode assumir múltiplas variações de forma e de
extensão na dependência de regras fixadas pelas instituições acadêmicas.
Na carreira universitária, a apresentação da tese de doutorado constitui o último
passo de um sistema de pós-graduação que vem sendo trilhado pelo candidato há muitos anos.
É de fundamental importância para a carreira acadêmica que se apresente um trabalho da
melhor qualidade possível.
Os graus acadêmicos de Mestre e de Doutor trazem várias responsabilidades aos seus
portadores, tais como: transmissão de conhecimentos através de aulas e publicações;
orientação aos colegas menos experientes, a eles estendendo não apenas os conhecimentos
adquiridos, mas principalmente os princípios básicos de metodologia científica para aquisição
de conhecimentos, planejamento de pesquisas e redação de textos.
A certeza de que as dissertações e teses estejam atingindo a comunidade científica
satisfatoriamente e se estão contribuindo para o desenvolvimento da ciência, é dimensão
ainda desconhecida na divulgação científica (NORONHA, 1996).

�4

A comunicação informal entre os pesquisadores, tais como: palestras, consultorias,
correspondência, etc. ocupa grande espaço entre os pesquisadores na divulgação de seus
conhecimentos científicos.
Para WITTER (1997), “no sistema de comunicação científica, a comunicação formal
ocorre na forma de textos (livro, periódicos, anais, relatórios, patentes), o que democratiza o
saber e a cultura, pois a informação pode ser disseminada de maneira ilimitada e atingir a
todos. Quanto à comunicação informal, a forma predominantemente preferida pelos cientistas
ocorre na apresentação de trabalhos em eventos que por natureza são exclusivistas e quase
sempre compostas de informações mais seletivas, concentradas e pertinentes, normalmente
dando acesso a grupos de elite, que conhecem ou atuam em uma mesma área”.
NORONHA

(1996), diz que: “além da divulgação das teses, na íntegra, para que os

conhecimentos aí registrados sejam mais amplamente disseminados e mais facilmente
recuperadas, é necessário que essas, como documentos não-convencionais, venham a se
transformar em documentos convencionais que, pelas suas características, possuem maiores
oportunidades de atingir a maioria da comunidade científica”. Comenta ainda que, na área
médica, o artigo de periódico é o instrumento mais utilizado para divulgar as informações
registradas nas dissertações/teses. Outra forma de divulgação dos achados desses documentos
é através de comunicações em eventos técnico-científicos, atingindo diretamente a
comunidade da área em relação aos temas desenvolvidos.
Da comunicação, o importante é que os cientistas tenham a liberdade de colocar à
prova suas idéias e experiências, tentando verificá-las e submetê-las ao processo de validação
do texto e, enfim, fazer um elo, por menor que seja, às várias correntes que formam a enorme
cadeia do conhecimento (REIS, 1987).
Os cientistas têm por encargo a produção e publicação de trabalhos originais,
comunicando a seus pares e, dessa forma, contribuir para o conhecimento público. Os

�5

resultados das pesquisas publicados em padrões autorizados e referendados por um periódico
científico além de constituir uma característica da ciência e um direito do pesquisador, é
também visto como um dever, e tal comportamento é esperado pelos seus pares e
empregadores (ZIMAN, 1979).
A atividade científica deve materializar-se em trabalhos escritos, validados e
legitimados pela comunidade, constituindo-se em importantes indicadores do estágio de
desenvolvimento e de uma área do saber.
O produto da atividade de pesquisa, — as publicações —, integra-se no sistema de
comunicação, na ciência como os vários canais formais de comunicação científica.
A ciência precisa ser analisada qualquer que seja a área do conhecimento em relação
aos seus produtos. Destes, os textos produzidos são os que maior relevância apresentam para
o evoluir do conhecimento, para a formação e a atualização do profissional, visando a
melhoria da qualidade de vida do homem, e também repassando o seu conhecimento e uso
pela comunidade.
A proposta deste trabalho é verificar quantos trabalhos foram publicados em relação
as pesquisas das dissertações e teses dos mestres e doutores do Instituto de Radiologia da
FMUSP até 1998 e em quais canais de divulgação (formais e informais) em que esses
trabalhos foram apresentados e divulgados.
2 MATERIAL E MÉTODO
2.1 Local do estudo
O Departamento de Radiologia da FMUSP é o responsável pela execução dos
programas de ensino, pesquisa e prestação de serviços à comunidade na área de concentração
em Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Hospital
das Clínicas. A êle compete a educação e o ensino necessários à formação de profissionais de
nível superior, nas especialidades de interesse relacionados na área de concentração —

�6

Radiologia; manter cursos de graduação, de extensão universitária e de pós-graduação nos
níveis de mestrado e doutorado, e promover, através do ensino e da pesquisa, o progresso da
ciência e da tecnologia. O Departamento conta com 14 docentes, divididos entre as duas
Disciplinas, Radiologia e Oncologia, sendo 2 professores titulares, 12 doutores distribuídos
pelos diversos Serviços.
A pós-graduação na área de concentração — Radiologia da FMUSP teve início em
1987 e, desde então, vem formando mestres e doutores de todo o Brasil. Conta atualmente
com 18 orientadores credenciados, 69 estudantes de pós-graduação e, até 1998, qualificou 10
mestres e 34 doutores, perfazendo um total de 44 pós-graduandos.

2.2 População e instrumento utilizado
A presente pesquisa foi realizada junto aos mestres e doutores em Medicina (área de
concentração – Radiologia) do Departamento de Radiologia da FMUSP.
O instrumento utilizado, nesta pesquisa, foi um questionário enviado aos 44
pós-graduados que defenderam Dissertação e Tese, até dezembro de 1998. O questionário foi
entregue pessoalmente

pelas pesquisadoras, pela secretária da pós-graduação do

Departamento e alguns enviados pelo correio.
O questionário com questões abertas e fechadas, constou de várias perguntas
relacionadas com as atividades didáticas e científicas, antes e após a defesa do trabalho
acadêmico.
Os resultados das respostas foram computados e analisados, sendo demonstrados
através de gráficos e tabelas.

2.3 A divulgação na Unidade e em fontes de referência

�7

As dissertações/teses são divulgadas pelas publicações da Biblioteca da FMUSP e
indexadas no Dedalus, Banco de Dados Bibliográfico da USP, disponibilizando, assim, o
acesso mais amplo para a comunidade interessada no assunto, bem como sua localização
geográfica.
Há uma grande preocupação do Serviço de Biblioteca e Documentação da FMUSP,
em divulgar as dissertações e teses na sua forma original. Atualmente, esse Serviço o faz
através do acesso ao DEDALUS - SIBi-USP (on-line) e, também na forma impressa, através
da publicação “Dissertações, teses e memoriais”. Em 1998, essa última sofreu modificações,
apresentando em sua estrutura, os resumos das dissertações e teses.
Estes trabalhos acadêmicos estão disponíveis para consulta em várias fontes de
referências bibliográficas nacionais e latino-americanas, na forma de CD-ROM, ou acesso
“on-line” e Internet.
Na consulta a várias bases (DEDALUS, LILACS, Catálogo Coletivo Nacional de
Publicações Seriadas-CCN/IBICT e UNIBIBLI), verificou-se que a maior parte delas já
indexam esse material.

�8

3 RESULTADOS
Foram enviados 44 questionários (10 mestrados e 34 doutorados) e 28 foram
respondidos, sendo 6 de mestrado e 22 de doutorado.
Observaram-se que dos 10 pós-graduados do mestrado, quatro eram do sexo
masculino e seis do feminino e do doutorado (25 do sexo masculino e 9 do feminino), eram
provenientes dos cursos de graduação de várias instituições do Brasil. Destes 22, somente três
também fizeram o mestrado, sendo um no Departamento de Radiologia, um na FMUSP e o
outro, fora do Brasil.
Os resultados dos dados analisados dos questionários para identificar a trajetória dos
pós-graduandos desde o início (1987) até o término (1998) de suas pesquisas, culminando
com a defesa da Dissertação e/ou Tese no Departamento de Radiologia da FMUSP, estão
demonstrados em tabelas e gráficos.
Na Tabela 1 e no Gráfico 1 observa-se que no período de 1991-92, houve mais
inscritos para o doutorado (seis alunos) enquanto que no período de 1993-94, houve maior
número de inscrições para o mestrado (dois alunos).
Tabela 1 – Número de pós-graduados que responderam ao questionário
segundo a titulação e data da inscrição na pós-graduação, de 1987 a 1998

Início na pós-graduação
-86*

87-88

89-90

91-92

93-94

95-96

Mestrado

1

1

0

1

2

1

Doutorado

1

0

5

6

4

1

Total

2

1

5

7

6

2

* Dado observado em relação à resposta dos questionários, pois, alguns pós-graduados
realizaram o mestrado em outros Departamentos ou Instituições.

Na Tabela 2 pode-se notar que 10 pós-graduandos realizaram o mestrado no
Departamento de Radiologia da FMUSP, um em outro Departamento da FMUSP e um
realizou fora do Brasil, sendo que 34 defenderam suas teses de doutorado naquele
Departamento.

�9
Tabela 2 – Número de pós-graduados, segundo o tipo de titulação e local
Formação

Depto. de Radiologia* Outro Depto. ou Instituição

Mestrado
Mestrado + Doutorado
Doutorado
Total
●

10
1
33
44

0
1
1

Exterior

Total

1
0
0
1

11
2
33
46

Refere-se ao total de questionários enviados aos pós-graduados.

Analisando-se as datas da defesa das dissertações e teses verificou-se que em
1995 (11) e 1998 (13) foi o período que mais pós-graduados defenderam suas pesquisas
para obtenção do título de mestre e doutor em medicina (Tabela e Gráfico 2).

Tabela 3 – Período da defesa das dissertações e teses, segundo o tipo de titulação
até

1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998

Total

1990
Mestrado

0

0

1

0

1

1

3

2

2

10

Doutorado

0

0

2

0

1

11

3

4

13

34

Total

0

0

3

0

2

12

6

6

15

44

O período mais relevante em relação a defesa das dissertações e teses foi 1995 e
1998, justificado pelo fato de que a pós-graduação no Departamento de Radiologia da
FMUSP teve início em 1987 e o prazo para os pós-graduandos terminarem a pesquisa e
defendê-la publicamente era de oito anos para doutorado e cinco para mestrado. A partir de
1993 esses prazos foram reduzidos para quatro e três anos, respectivamente para o doutorado
e mestrado, em toda a FMUSP.
Na Tabela 4 estão representados os resultados em relação ao início na pós-graduação,
sendo que, 25% - mestrado e 75% - doutorado começaram logo após o término da residência,
e 50% após dois anos, respectivamente no mestrado e doutorado, sendo que 15% e 85%
começaram após mais de três anos.

�10
Tabela 4 – Início na pós-graduação após a residência médica (tempo)

Formação

Menos 1 ano

1-2 anos

Mais de 3 anos

N

%

N

%

N

%

1
3
4

25%
75%
100%

2
2
4

50%
50%
100%

3
17
20

15%
85%
100%

Mestrado
Doutorado
Total

A Tabela 5 identifica as instituições onde foram coletados dados do material para a
realização dos estudos. A maior parte foi realizada no HC-FMUSP (18), outras instituições do
Brasil e exterior (6) no doutorado e, para o mestrado foram 3 e 3, respectivamente.
Tabela 5 – Instituições em que foram coletados os dados dos pacientes

No
3
18

Mestrado
Doutorado

HC/FMUSP
%
50
75

Outras Instituições no Brasil
No
%
2
33
3
13

Outras Instituições no Exterior
No
%
1
17
3
12

Os resultados encontrados mostram que as pesquisas foram realizadas no
HC-FMUSP (50% para o mestrado e 75% para o doutorado), outras Instituições no Brasil
(33% e 13% para o mestrado e doutorado, respectivamente) e em outras instituições no
Exterior (17% e 12%).
A Tabela 6 traz a informação sobre a biblioteca onde foi realizada a pesquisa
bibliográfica em relação a literatura selecionada para se desenvolver as pesquisas.
Tabela 6 – Bibliotecas em que foram realizados os levantamentos bibliográficos

Mestrado
Doutorado
Total

Levantamento bibliográfico em bibliotecas e bases de dados
FMUSP
InRad
CMN
Bireme
5
4
2
3
16
12
1
16
22
17
3
20

Outras
2
9
12

FMUSP: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; InRad: Instituto de Radiologia; CMN: Centro de Medicina Nuclear;
Bireme: Biblioteca Regional de Medicina

A Tabela 7 e Gráfico 3 identificam as bases de dados da área médica nas quais os
levantamentos bibliográficos foram realizados para identificação da literatura publicada sobre
os temas da pesquisa, sendo o Medline a base mais utilizada.

�11
TABELA 7, GRÁFICO 3 – BASES DE DADOS ONDE FORAM REALIZADOS OS LEVANTAMENTOS BIBLIOGRÁFICOS
Bases de dados

Medline

Lilacs

CC

Outras

Mestrado

5

1

0

3

Doutorado

22

5

2

1

Total

25

6

2

6

Lilacs: Literatura Latinoamericana em Ciências da Saúde; CC: Current Contents

Após a conclusão das dissertações e teses, os pós-graduados continuaram com
vínculo na Instituição, desenvolvendo atividades científicas e/ou didáticas através de aulas em
cursos de graduação, pós-graduação lato e stricto sensu e, também, orientação na
pós-graduação stricto sensu. Outros desenvolvem atividades em Instituições fora de São
Paulo e alguns possuem mais de um vínculo (Tabelas 8).
Tabela 8 – Tipos de Instituição que mantêm vínculo empregatício
Instituição
HC
FMUSP
FFM
Outros
Nenhum
Total

Mestrado
No
0
2
2
1
1
6

Doutorado
No
10
4
10
5
2
31

%
0
34
34
16
16
100

Total
%
32
13
32
16
7
100

No
10
6
12
6
3
37

%
27
16
33
16
8
100

Na Tabela 9 estão demonstrados quantos mestres e doutores desenvolvem atividades
didáticas. Em relação ao nível em que essas atividades são desenvolvidas na FMUSP,
verificou-se que 43% dos mestres têm atividades na graduação e 39% dos doutores na
pós-graduação lato sensu (29% mestrado e 29% doutorado) e na stricto sensu somente quem
completou doutorado (10%) desenvolvem atividades docentes e de orientadores.
Tabela 9 – Atividades didáticas desenvolvidas na Instituição e fora
Atividades didáticas

Mestrado
o

FMUSP/HC

Graduação
P-G Lato sensu
P-G Stricto sensu

N
3
2
-

%
43
29
-

Doutorado
N
%
12
39
9
29
3
10
o

Total
o

N
15
11
3

%
39
29
8

�12
Outras

Graduação
P-G Lato sensu
P-G Stricto sensu

1
1
7

Nenhuma
Total

14
14
100

1
6
31

1
1
7
38

3
5

3
3
18
100

Os resultados dos dados analisados para identificar os canais formais e informais de
comunicação científica na área médica em relação às Dissertações e Teses defendidas até
1998, estão descritos nas Tabelas e Gráficos a seguir, conforme a distribuição dos dados
coletados nos questionários respondidos pelos 28 mestres e doutores, do Departamento de
Radiologia da FMUSP.
Procurou-se identificar a relação de mestres e doutores que participaram em eventos
científicos tanto no Brasil como Exterior, divulgando suas pesquisas e a forma como elas
foram apresentadas como, conferências, posters, painéis, temas livres etc. Essas apresentações
resultaram em trabalhos publicados em forma de resumos em anais e periódicos. Alguns
trabalhos sobre a tese foram premiados em congressos da área.
Através dos dados identificados na Tabela 10 verifica-se que dois trabalhos do
mestrado foram apresentados em eventos no Brasil e três no Exterior. Em relação ao
doutorado, 14 no Brasil e nove no Exterior. Nota-se que quase todos procuram divulgar suas
pesquisas nos eventos realizados na sua área de atuação.
Tabela 10 – Trabalhos apresentados em eventos científicos no Brasil e no Exterior
Eventos
Brasil

Exterior

Mestrado

4

3

Doutorado

12

9

Total

16

12

A Tabela 11 mostra a relação do tipo de apresentação dos trabalhos nos eventos da
área constatando-se que a forma de participação mais relevante para o doutorado e mestrado
foram os trabalhos apresentados em forma de posters e temas livres.
Tabela 11 – Identificação da forma de apresentação dos trabalhos em eventos científicos
Conferências
N
Mestrado

o

2

Posters
o

%

N

50

2

Temas Livres
o

%

N

50

3

Painéis
o

%

N

83

1

Outros
o

%

N

17

0

Total
o

%

N

0

8

%
21

�13
Doutorado

7

25

8

45

11

45

2

10

2

5

30

79

Total

9

-

10

-

14

-

3

-

2

-

38

100

A forma de tema livre é a mais freqüente em 83% no mestrado e 45% no doutorado.
A Tabela 12 demonstra a forma de apresentação nos congressos, resultando em
publicações em forma de resumos, anais e periódicos, tanto no Brasil como no Exterior.
Tabela 12 – Resumo de trabalhos apresentados em congressos e publicados
Resumos

Mestrado

Doutorado

Total

No

%

No

%

No

%

Anais Nacionais

1

20

8

31

9

29

Anais Internacionais

1

20

8

31

9

29

Periódicos no Brasil

1

20

6

23

7

23

Periódicos no Exterior

2

40

3

11

5

16

Resumo em CD-Rom

-

-

1

4

1

3

Total

5

100

26

100

31

100

Os trabalhos publicados em forma de resumos em anais de congressos nacionais
foram: 20% (mestrado) e 31% (doutorado) e, em internacionais 20% e 31%, respectivamente.
E os resumos publicados em periódicos no Brasil foram 20% e 23% e, no Exterior 40% e 11%
e 4% resumo apresentado em CD-Rom.
Verificaram-se que vários trabalhos foram publicados em forma de resumos: nove
em anais de congressos nacionais e internacionais; sete foram publicados em periódicos no
Brasil e cinco no Exterior, 1 em CD-Rom, perfazendo um total de 31 trabalhos.
A Tabela 13 mostra se após a defesa das dissertações e teses, estas foram
apresentadas em outras instituições e de que forma o foram: aulas, reuniões didáticas e
científicas, etc. Dos que responderam a esta pergunta, somente quatro mestres e oito doutores
apresentaram em outras instituições, e 64% (doutorado) não o fizeram. Essas apresentações
foram em forma de aulas na graduação, na pós-graduação (lato sensu e stricto sensu), nos
cursos de congressos, em conferências e em reuniões científicas. Deixaram de responder: 2 do
mestrado e 14 do doutorado.

�14
Tabela 13 - Apresentações (aulas, cursos, conferências etc.) das dissertações e teses em outras instituições
Graduação

PG
Lato-sensu

PG
stricto-sensu

Cursos
congressos

Conferências

Reuniões

Não
respondeu

Total

Mestrado

1

0

1

0

1

3

2

8

Doutorado

1

4

2

2

2

6

14

31

Total

2

4

3

2

3

9

16

39

A Tabela 14 mostra como as pesquisas foram divulgadas tanto no Brasil, como no
Exterior. Oito artigos foram publicados em periódicos no Brasil e no Exterior, oito como
resumos em periódicos, quatro como capítulos de livros e dois em jornal da área.
Tabela 14 – Tipos de publicações através dos trabalhos gerados
Artigos
N

o

Resumos
%

N

o

Jornal da área
%

N

%

o

Livros/ capítulos
N

%

o

Total
N

%

Mestrado

2

20

-

-

-

-

1

10

3

13

Doutorado

6

27

8

28

2

9

3

13

17

85

Total

8

-

8

2

-

4

-

20

100

Através da Tabela 14 foi observado que dos artigos gerados das dissertações e teses
quatro foram publicados em periódicos no Brasil, quatro no Exterior; oito resumos das teses
foram publicados em periódicos no Brasil; quatro como capítulos de livros, um resumo em
CD-Rom, e dois em jornal da área/outras publicações não-científicas. Um pós-graduado é
co-autor de um livro publicado em 1998 no exterior, período em que esteve fora do país como
bolsista do doutorado.
Verificaram-se que 20% (mestrado) e 27% (doutorado) publicaram artigos completos
e, somente 27% (doutorado) publicaram em forma de resumos. Também foi constatado que
outros publicaram em livros/capítulos ⎯ mestrado (10%) e doutorado (13%), alguns
publicaram em jornais da área (9% - doutorado) e em CD-Rom (doutorado). Verificou-se que
o número de trabalhos publicados foi significativo, considerando-se as dificuldades
encontradas para se publicar um trabalho científico principalmente no exterior.
A Tabela 15 mostra o período em que foi enviado o trabalho para ser publicado em
periódico tanto no Brasil, como no Exterior. Somente três publicaram suas pesquisas antes da

�15

defesa, atualmente é possível enviar o trabalho para qualquer periódico da área, antes da
defesa pública na FMUSP. A grande maioria dos pós-graduados não os publicaram.
Tabela 15 – Tempo em que enviou o artigo para ser submetido à publicação
Não

Antes da

enviou

defesa

o

1-3 m

4-6m

7m-1a

1 ano

não respondeu

Total

N

%

No

%

No

%

No

%

No

%

No

%

No

%

No

Mestrado

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

3

50

3

50

6 100

Doutorado

11

48

3

13

0

0

2

9

3

13

2

9

2

9

23 100

%

A Tabela 16 mostra os trabalhos que estão em processo de análise em periódicos da área.
Tabela 16 – Trabalhos em análise para publicação
sim
Mestrado
Doutorado

No
2
1

não
%
33
5

No
3
20

%
50
90

não respondeu
No
%
1
16
1
5

Total
No
6
22

%
100
100

A Tabela 17 mostra se os pesquisadores têm conhecimento de que seus trabalhos
(teses, dissertações ou artigos/resumos) tenham sido citados por outros autores da área, e de
que forma tomaram conhecimento.
Tabela 17 – Mostra se os pós-graduandos têm conhecimento de citação de seus trabalhos
Citação
Web of Science
Teses
Livros
Periódicos
Outros
Não tem conhecimento
Não respondeu

Mestrado
1
1
1
1
1
3
1

Doutorado
2
4
2
2
1
11
2

A Tabela 18 demonstra se os pós-graduados têm conhecimento de quais bibliotecas
suas dissertações e teses estão disponíveis para consulta.
Tabela 18 – Bibliotecas em que as teses/dissertações estão disponíveis para consulta
Bibliotecas (Complexo FMUSP-HC)
Central da FMUSP
Instituto de Radiologia InRad
Centro de Medicina Nuclear - CMN
Instituto da Criança – ICr
Instituto de Ortopedia e Traumatologia - IOT
Outras

Mestrado
6
3
1
0
0
0

Doutorado
22
15
1
1
1
2

�16

A Tabela 19 demonstra o conhecimento que os autores têm a respeito da indexação
da sua produção científica, se esta consta da base de dados da Produção da Faculdade e da
Universidade, e se enviam os trabalhos para cadastramento nas bases de dados da Biblioteca.
Tabela 19 – Indexação em bases de dados
Sim
o

Mestrado
Doutorado

N
3
11

Não
o

%
50
50

N
2
8

%
33
36

Não respondeu
No
%
1
17
3
14

Total
o

N
6
22

%
100
100

O último questionamento (pergunta aberta) aos pós-graduados foi em relação às
dificuldades que sentem para submeterem seus trabalhos a publicação nos grandes periódicos da
área. Desta pergunta depreendeu-se os seguintes resultados para o impedimento da

publicação: rigor e morosidade na seleção e aceitação dos editores de periódicos científicos;
barreiras de língua; acúmulo de encargos e ocupações, gerando a falta de disponibilidade
tempo para adequar o formato da tese para adequar para periódicos científicos; necessidade de
estímulo/motivação; necessidade de orientação formal para publicações científicas, através de
um orientador; dificuldade de identificação dos periódicos de maior pertinência com o assunto
a ser publicado. A partir do levantamento dos trabalhos publicados das dissertações e teses,
foi analisado o fator de impacto dos periódicos selecionados e em que fonte de referência
estes são indexados (Quadro 1).
Quadro 1 – Relação dos canais de divulgação dos trabalhos apresentados em eventos científicos e artigos publicados
das dissertações e teses
Periódico

Fator de impacto

Revista do Hospital das Clínicas da FMUSP
Radiographics
Radiology
European Journal of Nuclear Medicine
International Journal Neuroradiology
Ultrasound of Medicine and Biology
Revista Española de Medicina Nuclear
Radiologia Brasileira
Revista Paulista de Medicina
Revista da Associação Médica Brasileira
Jornal Brasileiro de Nefrologia
Revista Imagem
Jornal da Imagem
Livros/capítulos
CR-Rom (anais)
Anais de Congressos Internacionais
Anais de Congressos Nacionais
Total

1.073
4.989
2.692
1.533
-

4 DISCUSSÃO

-

Indexada em bases de dados

Medline, Lilacs
Medline, CC
Medline, CC
Medline, CC
Embase
Medline, CC
Lilacs
Medline, Lilacs
Medline, Lilacs
Lilacs
Lilacs
-

-

Resumos (R); artigos (A); livros/capítulos (L);
jornal (J)
A
R
L
J
1
1
1
1
1
2
1
1
10
1
1
1
6
2
4
1
9
9
8
38
4
2

�17

Para WITTER (1997) “a produção científica normalmente é resguardada pela
Instituições de ensino e pesquisa e pelas sociedades e organizações científicas, que são
emissoras, geradoras da informação científica. De maneira geral, costumam possuir interesses
claros quanto à motivação para publicação: estabelecer a imagem de Instituição como local de
ótima produção científica, promover seu staff pela obtenção de uma medida de produtividade
e qualidade do seu trabalho”. As pesquisas em grande escala nas Universidades
evidenciam-se pela formação de futuros produtores, estimulando-os a não ficarem somente no
curso de graduação e partirem logo para a pós-graduação stricto sensu, evidenciando, assim, a
informação científica direcionada para a pesquisa científica e tecnológica (WITTER, 1997).
MOREL

(1997), considera que a publicação científica é produto final do trabalho do

cientista, pois é através dela que comunica suas informações, garantindo a propriedade
científica e o reconhecimento pelos seus pares.
A produção de trabalho científico envolve docentes-pesquisadores, alunos de
pós-graduação, orientadores e orientandos. Podem ser tanto de um só autor, como de vários
autores da área ou de áreas conexas. Os artigos gerados e disseminados resultam no
conhecimento dos resultados de pesquisa científica no mundo todo em todas as áreas do
conhecimento. As dissertações e teses ocupam papel relevante na produção científica,
trazendo contribuições inovadoras, mas como documentos, estão ao alcance de um número
restrito de pessoas. Com a inclusão em bases de dados bibliográficas, isso vem mudando pois,
através da Internet, um número maior de pessoas pode tomar conhecimento do que está sendo
desenvolvido em outras universidades.
A pós-graduação na área de concentração em Radiologia é marcada nesta pesquisa
com a apresentação de 10 dissertações de mestrado e 34 teses de doutorado, até dezembro de
1998, os temas abordados encontram-se distribuídos em diversas linhas de pesquisas do
Curso, com a finalidade de divulgar o resultado da produção contida nas dissertações

�18

apresentadas e teses defendidas na pós-graduação do Depto. O material bibliográfico citado
(Dissertações e Teses), encontra-se disponível na Biblioteca da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo e na Biblioteca do Instituto de Radiologia, para consulta e
solicitação de cópia.
Após a análise dos questionários respondidos pelos 6 mestres e 22 doutores do
Departamento de Radiologia do HCFMUSP, os resultados da divulgação dos trabalhos são
significativos. Apesar da pós-graduação do Departamento ser recente (1988) as
dissertações/teses procuram acompanhar o desenvolvimento da área através de pesquisas que
buscam se fixar na área de estrutura e fluxo da informação, o que é uma forte tendência da
área de Radiologia, mediante tantos avanços tecnológicos. E as novas tecnologias, vias
eletrônicas, sem dúvida, contribuíram para o sucesso dessas medidas.
Através das bases de dados selecionadas, pôde-se observar que os pós-graduados
entrevistados apresentaram e divulgaram seus trabalhos em encontros científicos da área de
Radiologia, sendo que um dos trabalhos apresentado e premiado era referente a uma tese
recentemente concluída. Os pós-graduados que já publicaram seus trabalhos, fizeram-no em
periódicos nacionais e internacionais com ranking e fator de impacto verificados no JCR
(Journal Citation Report / ISI). Através da base Web of Science, foi possível pesquisar e
identificar publicações de alguns dos pesquisadores que participaram deste estudo em
“citações” de outros autores.
Foi possível verificar que alguns dos pós-graduados que não responderam ao
questionário, tiveram seus trabalhos publicados em periódicos da área ou divulgaram-nos em
eventos científicos e foram citados por outros autores.
A nosso ver, o resultado dessa pesquisa poderia ser mais expressivo se tivéssemos
contado com a participação de número maior de respostas.

�19

Os cientistas são treinados nos métodos de pesquisa mais sofisticados, mas
desconhecem como os resultados de seus trabalhos são distribuídos e seu impacto na
comunidade científica (MIRANDA, 1996).
A principal motivação para este estudo foi a necessidade de se conhecer o sistema de
publicações periódicas que deve ser compreendido por todos aqueles que integram a
comunidade de pesquisa na área acadêmica.
O conhecimento produzido no Departamento de Radiologia da FMUSP, na forma de
dissertações e teses, que em muitas áreas de pesquisa ainda é mais substantivo, não se faz
representar nos periódicos nacionais com a freqüência necessária à incorporação de novas
contribuições. Os resultados dos trabalhos mostram baixa participação dos trabalhos
produzidos, respectivamente na forma de artigos em periódicos/revistas especializadas.
Pela análise da divulgação das dissertações e teses, através da indexação em bases
automatizadas e do conhecimento dos veículos utilizados na sua divulgação, observa-se que o
resultado encontrado é altamente significativo, com grande índice de representação nas bases
pesquisadas (SITE, UNIBIBLI, DEDALUS). Através da pesquisa nas bases de dados,
verifica-se a importância da publicação dos trabalhos produzidos a partir das dissertações e
teses.
Apesar do objetivo desse estudo ser o de estudar a divulgação científica dos
trabalhos de mestrado e doutorado da área de Radiologia, algumas questões foram feitas sobre
outros aspectos da trajetória dos pós-graduados, como vimos nas Tabelas 1 a 9. Esse
procedimento foi motivado por duas razões: primeira, é que entende-se que seria de interesse
conhecer e divulgar essas informações que permitem caracterizar os entrevistados. Isto é
coerente com a proposição de realizar um trabalho descritivo, exploratório, já que ele é
inédito na FMUSP, contribuindo, assim, da maneira mais ampla possível, para o
conhecimento do histórico desses pós-graduados; segunda, é que o presente trabalho pode

�20

fornecer elementos para um aprofundamento posterior onde, com ampliação da amostra, será
possível realizar estudo estatístico mais sofisticado, com análises uni e multivariadas,
buscando, assim, explicação para o perfil da divulgação científica dos trabalhos da
pós-graduação.
5 CONCLUSÕES
A produção de artigos desenvolvidos de dissertações e teses acadêmicas é ainda
muito pequena, talvez devido a barreiras (idioma, tempo, dificuldade de penetração nos
grandes periódicos etc.) encontradas pelos pós-graduandos.
1. Foram publicados oito artigos completos em periódicos − quatro no Brasil e
quatro no Exterior −; 15 resumos em periódicos no Brasil e cinco no Exterior; resumos em
anais de congressos − nove nacionais e nove internacionais; quatro capítulos/livros; dois em
jornal da área; um pós-graduado publicou um livro no exterior no período em que residiu
fora; 2. Os canais formais de divulgação utilizados foram periódicos, livros, anais de
congressos, CD-Rom e jornais da área; 3. Os canais formais e informais foram publicações da
área e também de publicações para leigos, que divulgam informações do conhecimento
científico para o público em geral; 4. Os eventos científicos nacionais e estrangeiros são
grandes canais de divulgação do que se produz na área no Brasil.
Finalizando, é de grande importância a publicação dos trabalhos desenvolvidos nas
dissertações e teses acadêmicas para que as informações possam ser disseminadas na
comunidade acadêmica e estimular a geração conseguindo recursos através das fontes
financiadoras de pesquisas. Esta finalidade só é conseguida com a motivação dos
pós-graduandos pelos seus orientadores ou por seus pares.
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CUNHA, A.C.

Estrutura e apresentação de dissertações e teses. 2.ed. São Paulo, Serviço de

Biblioteca e Documentação da FMUSP, 1996.

�21

ISI – Institut for Scientific Information. Introdução à Web of Science®. Science Citation Index
Expanded, Social Sciences Citation Index, Arts &amp; Humanities Citation Index. São Paulo, ISI, out.
1998.
LIMA GONÇALVES, E.; CERRI, G.G.; CIARCIA, T.V. Pós-graduação na Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo: quantidade e qualidade. São Paulo, FMUSP, 1997.
MOREL, R.L.M. Um estudo sobre a produção científica brasileira, segundo dados do Institut for
Scientific Information (ISI). Cien. Inf., Brasília, v.6, n.2, p.99-109, 1997.
NORONHA, D.P. Pós-graduação em saúde pública: análise de dissertações de mestrado e teses de
doutorado (1990-1994).

São Paulo, 1996. Tese (Doutorado) – Faculdade de Saúde Pública,

Universidade de São Paulo.
POBLACIÓN, D.A.; DUARTE, J.G. Comunicação da informação científica entre pesquisadores.
Intercom, v.61, p.47-61, 1989.
REY, L. Planejar e redigir trabalhos científicos. São Paulo, Edgard Blücher, 1987.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. DEDALUS: banco de dados
bibliográficos da USP. Manual do usuário; versão preliminar. São Paulo, 1998.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Grupo de Estudos de Usuários
da Informação. Web of science – Science Citation Index Expanded, Social Sciences Citation Index,
Art &amp; Humanities Citation Index. Journal Citation Report. Informações preliminares aos usuários.
São Paulo, 1998.
VITIELLO, N. Redação e apresentação de comunicações científicas. São Paulo, Fundo Editorial
BYK, 1998.
WITTER, G.P., org. Produção científica. Campinas, Átomo, 1997.
ZIMAN, J. Conhecimento público. Belo Horizonte, Itatiaia, 1979.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
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                <text>Canais de divulgação das dissertações e teses do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.</text>
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                <text>Cardoso, Suely Campos, Lombardi, Valéria de Vilhena</text>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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                <text>Investiga os canais de publicação das pesquisas realizadas para dissertações de mestrado e teses de doutorado com o objetivo de identificar canais formais e informais de divulgação. Foram distribuídos questionários aos pós-graduados do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, até 1998. A análise dos questionários respondidos apontam para os eventos científicos como principal canal utilizado seguido dos periódicos nacionais e internacionais, para os quais foi estudado o fator de impacto. Conclui que o presente trabalho poderá ser o ponto de partida para investigar o perfil da divulgação científica das pesquisas de pós-graduação.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA DA FAFICH &amp; DEFICIENTES VISUAIS :
UMA EXPERIÊNCIA
Vilma Carvalho de Souza
Bibliotecária / Documentalista –Universidade Federal de Minas Gerais/FAFICH Biblioteca
Antônio Luiz Paixão
Av. Antônio Carlos, 6.627 – Campus – Pampulha
CEP 31270-901 – Belo Horizonte – MG –Brasil
E-Mail : vilma@fafich.ufmg.br
E-Mail Biblioteca: bib@fafich.ufmg.br
Anália das Graças Gandini Pontelo de Paula
Sindier Antonia Alves
Bibliotecária / Documentalista –Universidade Federal de Minas Gerais/FAFICH – Biblioteca
Antônio Luiz Paixão
E-Mail: gandini@fafich.ufmg.br
Luiz Carlos da Silva
Aluno do 7° período do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais
Sindier Antônia Alves
Bibliotecária / Documentalista –Universidade Federal de Minas Gerais/FAFICH – Biblioteca
Antônio Luiz Paixão
E-Mail : salves@fafich.ufmg.br

�BIBLIOTECA DA FAFICH &amp; DEFICIENTES VISUAIS : UMA EXPERIÊNCIA

Relata a experiência da Biblioteca da Faculdade de Filosofia e
Ciências Humanas da UFMG na prestação de serviços aos deficientes
visuais a partir do ano de 1992. Este serviço implantado a partir de
projeto elaborado em um curso de especialização, visa propiciar a
estes alunos o acesso à literatura básica necessária a seus cursos, bem
como informações referenciais atualizadas. Mostra como a Biblioteca
se posiciona como elo de ligação e suporte entre os deficientes visuais
e o meio acadêmico. O trabalho objetiva ainda, mostrar as barreiras e
os pontos positivos da experiência vivenciada, no atendimento dos
alunos portadores de necessidades especiais e na estruturação do
Centro de Atendimento aos Deficientes Visuais da UFMG.

Este trabalho se propõe a expor sem falsos vislumbres a questão do atendimento ao
deficiente visual, no âmbito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade
Federal de Minas Gerais. A situação do aluno portador de deficiência visual na UFMG não é
diferente da situação da maioria dos vários portadores de deficiência de todo o Estado de Minas
Gerais e demais estados do país. Especificamente em Belo Horizonte existe a Escola Estadual
São Rafael que faz parte do Sistema de Escolas Especiais do Estado e o Setor de Braille da
Biblioteca Luiz de Bessa, além da Fundação Hilton Rocha, que atende a demanda interna do
próprio instituto Hilton Rocha.

1

�O Setor Braille da Biblioteca Luiz de Bessa vem prestando serviço de atendimento a
portadores de deficiência visual : empréstimo de livro Braille e gravação de texto e livros em fita
K7 e transcrição de livros, textos para Braille por copistas, de acordo com informações recebidas
do referido setor.
Vários são os problemas vividos pelas instituições, escassez de recursos financeiros, falta
de recursos humanos, interesse político e até mesmo localização de difícil acesso .
A Universidade Federal de Minas Gerais vem abrindo espaço para os portadores de
deficiência visual, com provas de vestibular em Braille,mas buscando ainda melhores condições
para receber, prestar apoio e acompanhar adequadamente os mesmos.

REVISÃO DE LITERATURA

A problemática do estudante universitário portador de necessidades especiais, tem sido
objeto de estudo por parte de vários pesquisadores.
RABELLO (1989) levanta duas questões: 1- “Quem é deficiente visual entre nós? O cego
é um ser normal, é apenas portador de uma deficiência. Eles precisam, apenas demonstrar que
possuem a mesma capacidade para participar do desenvolvimento sócio-econômico cultural”. 2“Em que medida a sociedade brasileira cria condições para que tal ocorra, em termos de
educação, oportunidades de trabalho e de integração cultural?”. RABELLO, faz uma análise da
situação, e o resultado é bastante preocupante, visto ter observado que o

deficiente é um

marginalizado e que existe uma contradição entre o discurso e a realidade vivida pelo deficiente.
No que se refere ao plano legal a lei número 7853 de 04 de outubro de 1989 “dispõe sobre
o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria
2

�Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORD), institui a tutela
jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério
Público, define crimes e dá outras providências”: Estabelece normas gerais que asseguram o pleno
exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência, e sua efetiva
integração social, nos termos desta Lei.
Para a aplicação e interpretação desta Lei são considerados os valores básicos da igualdade de
tratamento e oportunidade, da justiça social, do respeito a dignidade da pessoa humana, do bem
estar, e outros, indicados na Constituição ou justificados pelos princípios gerais de direito.
Um dos objetivos específicos desta Lei é garantir as pessoas portadoras de deficiência as
ações governamentais necessárias ao seu cumprimento e das demais disposições constitucionais e
legais que lhes concernem, afastadas as discriminações e os preconceitos de qualquer espécie, e
entendida a matéria como obrigação nacional a cargo do Poder Público e da sociedade.”
Esta lei define que cabe

ao Poder Público e aos seus órgãos assegurar às pessoas

portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive os direitos à
educação. Define ainda como sua competência a formação e qualificação de recursos humanos,
nas diversas áreas de conhecimento, inclusive de nível superior, atendendo às demanda e às
necessidades reais das pessoas portadoras de deficiência assim como o incentivo à pesquisa e ao
desenvolvimento tecnológico em todas as áreas do conhecimento relacionadas com a pessoa
portadora de deficiência.
Ainda no âmbito legal o decreto 914/93 considera pessoa portadora de deficiência aquela
“que apresenta, em caráter permanente, perda ou anormalidade de sua estrutura ou função
psicológica, fisiológica ou anatômica que gerem incapacidade para o desempenho de atividade
dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.

3

�JAEGER (1985) aponta que as bibliotecas constituem os meios mais eficientes para a
reintegração dos cegos à vida ativa e à realização de um trabalho socialmente útil, dentro de suas
possibilidades intelectuais e psíquicas, faz uma análise sobre os objetivos gerais e específicos de
uma biblioteca de livre acesso para cegos, sempre tendo em vista oportunizar aos deficientes
visuais o acesso aos recursos bibliográficos e sonoros que possibilitam ao deficiente visual sua
vivência educativa e formação no nível cultural, integrando-se socialmente na comunidade.
MARQUES (1984) preocupou-se em investigar o acervo de obras transcritas para o
sistema Braille . Defende o fato de que o sistema Braille continua sem substituto e que as
dificuldades inerentes ao sistema, tais como ocupação desproporcional de espaço, demasiada
grossura do papel, altos custos de impressão, não devem ser argumentos suficientes para colocar o
sistema de lado. De acordo com Marques, “Vale aí o investimento social”.
Formas para produção de material bibliográfico (livros Braille e gravados) são apontados
por SILVA (1981), e conforme seu estudo, a aplicação de uma política bem definida, com a
participação de voluntários, conscientes da realidade dos estudantes portadores de deficiência
visual, é possível a produção de material bibliográfico a baixo custo de produção.
Para NAGAHAMA (1987) a biblioteca Braille é um órgão auxiliador na integração social
do deficiente visual.
ZEFERINO (1994) identifica vários equipamentos que podem ser utilizados no auxílio ao
portador de deficiência visual e descreve as iniciativas já tomadas na UFMG para auxiliar tal
universitário aponta que pouco se tem feito para solucionar os problemas que estes estudantes na
UFMG enfrentam no seu dia a dia. Essas iniciativas são isoladas, não contemplando o conjunto
dos estudantes.
SILVEIRA (1987) faz um estudo das barreiras que interferem na utilização das bibliotecas
da UFMG pelos deficientes físicos e visuais. Aborda principalmente a questão das barreiras
4

�físicas, tais como: excesso escadas, falta de rampa, ausência de elevadores, piso escorregadio,
espaço insuficiente para circulação entre as estantes, presença de roletas, ausência de salas
especiais, inadequação dos prédios em geral. Conclui que “o problema das barreiras enfrentadas
pelos deficientes físicos e visuais é um mero reflexo de toda uma estrutura de ensino que, por sua
forma fechada e bastante autoritária, determina a exclusão daqueles que não se compatibilizam
com os modelos requeridos pela ótica capitalista. Ou seja, aqueles que não se identificam com as
demandas exigidas pelo sistema produtivo. ´A Universidade representa a continuação de uma
lógica perversa, contra a qual a briga é política”.
Identificamos a existência de Leis que amparem os direitos da pessoa portadora de
necessidades especiais; porém, não descobrimos medidas que

efetivem

e divulguem o

cumprimento das mesmas. Existe aí uma clara contradição entre os direitos assegurados ao
deficiente visual e a realidade dos recursos colocados a sua disposição.

HISTÓRICO
A Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH)/UFMG iniciou o
atendimento aos Deficientes Visuais a partir do ano de 1992.

Tendo como base, projeto

elaborado pela Bibliotecária Maria Elisa Barcelos, num curso de especialização e mais tarde
trabalho apresentado em Congresso de Biblioteconomia. O referido projeto criava um serviço
especial de informação para alunos deficientes visuais de toda a UFMG. O objetivo principal do
projeto era propiciar a estes alunos, o acesso `a literatura básica necessária a seus cursos.
Chamou-se de Laboratório de Recursos para Deficientes Visuais, atualmente Centro de
Apoio ao Deficiente Visual (CADV), a pequena sala, no 2° (segundo) andar da Biblioteca.
Iniciou-se o atendimento com 2 deficientes e hoje atende-se 14 deficientes de vários
cursos da UFMG, a saber :
5

�CURSO

QUANTIDADE

Ciências Sociais

01

Comunicação Social

01

História
Psicologia
Pedagogia
Biblioteconomia

01
02
02
02

Letras
Ciências
Econômicas
Matemática

01
01
(Atendido na Unidade)
01

Geografia

02

Formou-se ao longo dos 7 (sete) anos de existência do laboratório, um acervo com cerca
de 860 fitas ( o total anterior era de 1360, 500 fitas foram disponibilizadas para regravação, uma
vez que a Universidade passou por escassez de recursos financeiros e acatando sugestão da
Reitoria da mesma). As fitas contêm pequenos textos, artigos , capítulos de livros e livros na
íntegra.

RECURSOS
O Centro conta com os seguintes equipamentos:
2 (dois) computadores : AMD K6 II 300 com 32 megas de memória, com kit multimidia;
3 (três) aparelhos gravadores Philips;
3 (três) mini-gravadores Panasonic;
1 (uma) máquina Perkins Braille.

6

�Os deficientes utilizam, o sistema operacional DOSVOX que permite que pessoas cegas
utilizem um microcomputador comum (PC) para desempenhar uma série de tarefas, adquirindo
assim um nível alto de independência no estudo e no trabalho . Atualmente os deficientes visuais
utilizam o Winvox e Virtual Vision, que permite que eles possam utilizar com toda autonomia
todos os recursos do Windows 95. O Virtual Vision é uma aplicação da tecnologia de síntese de
voz desenvolvida pela MicroPower, que é o primeiro sintetizador de voz para a língua portuguesa
de alta qualidade disponível no mundo. Trata-se de um “ leitor de telas” para Windows 95, capaz
de informar aos usuários quais os controles (botão, lista, menu, etc.) presentes em qualquer janela
do Windows, ou seja, o Virtual Vision funciona com qualquer aplicativo desenvolvido para rodar
sobre o Windows 95.
O atendimento é feito por 3 (três) bolsistas da Fundação Mendes Pimentel, com carga
horária de 18 (dezoito) horas semanais, sendo os mesmos coordenados por bibliotecários do Setor
de Referência da Biblioteca da FAFICH. São gravados textos, artigos e capítulos de livros e um
dos bolsistas transcreve textos para o Braille.
O Centro de Apoio ao Deficiente Visual aceita voluntários, que infelizmente não
aparecem com freqüência. Com o crescente número de usuários, é de suma importância o
aumento de bolsistas, ou um funcionário, para o atendimento.

PROBLEMAS VIVENCIADOS:

Com as constantes gravações de fitas, o Centro necessita sempre de:
1) manutenção constante dos gravadores (limpeza, etc.);
2) cerca de 200 fitas virgens de 60 minutos , por semestre;
3) 30 (trinta) fitas rotuladoras de 9 a 12 milímetros para identificação das fitas em Braille;
7

�4) 2 (dois) eliminadores de pilhas;
5) 1 (um ) fone de ouvido para ficar em reserva;
6) 1 (uma) mesa de som, para uma gravação com mais qualidade;
7) melhoria de espaço físico utilizado para as gravações: acústica e acomodações, ambiente com
isolamento apropriado. Obs.: A escada que dá acesso ao 2° (segundo) andar é muito larga e
não tem nenhum corrimão.
O Centro necessita ainda de:
1) 1 (uma) impressora, se possível jato de tinta, que tenha uma qualidade de impressão melhor
do que uma impressora matricial;
2) 1 (um) scanner com resolução de 9.600 dpis, com programa de OCR ( Optical Character
Recognition) para reconhecimento e scaneamento de livros e/ou textos;
3) 1 (um) gravador de CD-ROM com capacidade para gravação de CD-RW;
4 ) 13 (treze) mídias CD-RW.;
5) Regletes , punções e fitas rotuladoras .
A Biblioteca vem tentando algumas adaptações, com uma impressora matricial por
exemplo, tentou-se imprimir textos em Braille, o que não deu certo, uma vez que o papel não era
adequado , a agulha da impressora se desgasta com facilidade etc.. É importante destacar que os
deficientes não utilizam os serviços da Imprensa da Universidade, que produz provas do
vestibular em Braille e que possui um parque gráfico de alto nível, devido ao alto custo,
impraticável para a grande maioria deles. O sistema Braille utilizado, ocupa muito espaço. O
coeficiente de 4 por 1 faz com que um livro de 100 páginas se transforme num livro de 400
páginas em Braille. A produção não é barata e nem rápida, o que justifica o elevado custo.
Hoje estamos tentando digitar e disponibilizar uma base de dados contendo as referências
completas de todo material até então gravado em fitas cassete. A base precisa ser analisada e
8

�revista. Pretende-se uniformizar a entrada dos dados, corrigir erros , antes de ser disponibilizada
via Internet.
Precisa-se também estabelecer parcerias com instituições como a Fundação Dorina Nowill,
Biblioteca Pública Luiz de Bessa, Instituto São Rafael, no sentido de se ter esforços e recursos
compartilhados.
A UFMG através da CAC (Coordenadoria de Assuntos Comunitários) Biblioteca
Universitária e Biblioteca da FAFICH, enviou em 1999 um projeto para a CORDE –
Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, em Brasília, mas o
mesmo não foi aprovado.
Um outro problema no atendimento ao Deficiente, é falta de obras em Braille. A Biblioteca
da FAFICH indicou, com ajuda dos deficientes , cerca de 30 títulos, a serem adquiridos com
recursos destinados a mesma pela Biblioteca Universitária e pretende-se que sempre que se tiver
disponibilidade de recursos para aquisição de material bibliográfico, se destine uma parte para
aquisição de material em Braille.
Nestes 7 (sete) anos de existência do Centro, várias reuniões aconteceram, muito se discutiu e
se discute sobre o atendimento, o acesso do deficiente a Universidade. Muito se evoluiu , alguns
deficientes já estão no mercado de trabalho, mas muito ainda tem que ser feito e repensado.

CONCLUSÕES

É inerente ao ser humano o amor, o ideal, o sentimento de igualdade ou contrário, o
preconceito; mas há uma interação e mútua ajuda entre as pessoas apesar de, ao longo dos
tempos, sempre se ter acreditado que uns apenas recebem a caridade pública incapazes de serem
úteis a si e a sociedade, enquanto os outros simplesmente “doam”.
9

�Independentemente de raça, credo, status social, de sermos pessoas ditas “normais” ou
deficientes, somos integrantes e partícipes do processo social de um mundo que de muitos exige e
a poucos oferece.
Atender as demandas dos deficientes visuais, é simplesmente oferecer a eles condições
melhores de estudo, fornecendo informações em tempo hábil, utilizando-se de várias técnicas e
recursos.
O ano letivo de 2000 traz uma novidade que vem fortalecer iniciativas já existentes no
que se refere aos deficientes fisicos, visuais e auditivos. O Ministério da Educação definiu que o
acesso de pessoas com necessidades especiais fará parte da relação de requisitos do MEC para
abertura e renovação de credenciamento de cursos. Sabemos que, atualmente a maioria das
instituições de ensino, não possui adequação física , nem preparo específico de aulas, pessoal
para lidar no dia a dia com os mesmos. Para muitos portadores de necessidades especiais, a vida é
muito mais difícil do que precisaria ser, o acesso a informação e formação é praticamente
inviável.
É de suma importância lembrarmos de importantes lições de vida, como a de Homero,
poeta e historiador que nos legou uma parte do conhecimento da história antiga; Louis Braille,
inventor do sistema de leitura e escrita para cegos; Helen Keller, cega e surda, conferencista e
escritora; Jorge Luís Borges, bibliotecário, poliglota, tradutor e um dos mais importantes
escritores de literatura latino americana; e mais recentemente, David Blunkett, cego de nascença
nomeado Ministro da Educação na Inglaterra e a professora Dorina de Gouvêa Nowill que devido
a uma patologia ocular ficou cega aos 17 anos e implantou a primeira imprensa Braille para
produzir livros em Braille e responsável pela criação na Secretaria de Educação de São Paulo do
primeiro Serviço Especial para Educação Integrada de Alunos Cegos na Escola Comum.

10

�A Biblioteca da FAFICH tem o importante papel de acessibilizar a informação aos
deficientes visuais na UFMG , além de ser importante suporte nos cursos escolhidos por cada um
deles. Tem sido um trabalho exaustivo, lento, mas muito gratificante. Atende-se hoje 14 tipos de
deficientes, com diferentes graus de deficiência e condições sociais. Não houve nenhum preparo
específico para se fazer o atendimento, o dia a dia e os próprios deficientes é que foram dizendo
como deveriam ser atendidos e quais eram suas necessidades. É importante salientar que não é só
o acesso a informação que é importante, sente-se que atualmente os educadores não estão
preparados para lidar com alunos portadores de deficiências, assim como também não os são a
maioria das pessoas com quem eles convivem. Instituições como São Rafael poderiam em
parceria com a Universidade elaborar treinamentos e palestras didáticas, no intuito de preparar e
dar ferramentas necessárias aos educadores para melhor lidar e compreender os portadores de
deficiências, principalmente na sala de aula, nas suas características. Também é necessário maior
divulgação e curso de Braille, é extremamente louvável iniciativas como a da Biblioteca Pública
do Paraná que oferece curso de Braille para pais e professores de salas comuns interessados em
orientar e acompanhar o estudo de seus filhos e alunos..

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de
Deficiência. Lei nº. 7.853/89. Decreto nº. 914/93. Os direitos das pessoas
portadoras de deficiência. [Em Braille].Brasília: CORDE, 1994. 65 p.

11

�JAEGER, Leyla Gama, CUARTAS, Enriqueta G. D. de, PIZZATI, Margaret Germano.
Uma biblioteca de livre acesso para cegos. BIBLOS. Revista do Departamento de
Biblioteconomia e História, Rio Grande do Sul, v. 1, n. 1, p, 9-21, 1985.

MARQUES, Vitor Alberto da Silva. Problemas e perspectivas no acesso à Informação para
cegos. Boletim ABDG. Nova Série, Brasília, v. 7, n. 3, p. 40-42, jul.-set., 1984.

NAGAHAMA, Maria Cristina. O deficiente visual e a biblioteca Braille. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e documentação, São Paulo, v. 19, n. 1-4, p. 5-17, dez., 1987.

RABELLO, Odília Clark Peres. O deficiente visual e a Biblioteca Pública Estadual “Luiz
de Bessa”. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p.
39-60, mar., 1989.

SILVA, Ivani Peres, VIANA, Maria Cecília Monteiro, CARVALHAL, Maria Olívia De
Almeida. Subsídios para organização de biblioteca Braille. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 14, n. 3-4, p. 135-138, jul-dez., 1981.

SILVA, Luiz Carlos da. A comunicação no prisma das necessidades especiais (visão). Belo
Horizonte : Escola de Biblioteconomia /UFMG, 1999. 45p. (Trabalho em graduação de
biblioteconomia)

12

�SILVEIRA, Júlia Gonçalves. Deficiente físicos e visuais: barreiras na utilização das bibliotecas
da Universidade Federal de Minas Gerais.

In: Seminário Nacional de, 5, 1987, Porto

Alegre. Anais... Porto Alegre: Biblioteca Central da UFRGS, 1987. 636 p. P. 561-585.

ZEFERINO, Robelina. Projeto para a integração do deficiente visual da UFMG. Belo
Horizonte: Escola de Biblioteconomia / UFMG, 1994. 97 p. (Trabalho em graduação de
biblioteconomia) .

13

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Souza, Vilma Carvalho de, Paula, Anália das Graças Gandini Pontelo de, Silva, Luiz Carlos da</text>
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                <text>Relata a experiência da Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG na prestação de serviços aos deficientes visuais a partir do ano de 1992. Este serviço implantado a partir de projeto elaborado em um curso de especialização, visa propiciar a estes alunos o acesso à literatura básica necessária a seus cursos, bem como informações referenciais atualizadas. Mostra como a Biblioteca se posiciona como elo de ligação e suporte entre os deficientes visuais e o meio acadêmico. O trabalho objetiva ainda, mostrar as barreiras e os pontos positivos da experiência vivenciada, no atendimento dos alunos portadores de necessidades especiais e na estruturação do Centro de Atendimento aos Deficientes Visuais da UFMG.</text>
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                    <text>AUTOMAÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO EM REDE DOS MATERIAIS NÃO
CONVENCIONAIS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO PARANÁ – ESTUDO DE CASO

RITA DE CÁSSIA ALVES DE SOUZA
CÉLIA REGINA DA FONSECA HORST
SELMA REGINA RAMALHO CONTE

SIMONE DE SANTIS
SIRLEI DO ROCIO GDULLA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
SISTEMA DE BIBLIOTECAS – BIBLIOTECA DE CIÊNCIAS JURÍDICAS
PRAÇA SANTOS ANDRADE, 50 – TÉRREO - CENTRO
CEP 80020-300 CURITIBA – PARANÁ – BRASIL
TELEFONE/FAX: (0XX41) 232-9372
E-MAIL: bibju@barigui.ufpr.br

CURITIBA
1999

�2

Resumo:
As primeiras coleções da UFPR surgiram junto com a própria Universidade. Sua
estruturação em unidades autônomas determinou a criação de bibliotecas independentes e a
formação de acervos em departamentos e/ou salas de professores . Criado em 1973, o SIBI é a
unidade técnica responsável pelo provimento de informações necessárias às atividades de
ensino, pesquisa, extensão e administração da UFPR . É constituído por uma sede
administrativa e quatorze bibliotecas. A dispersão física destas unidades exige que se adote a
combinação de procedimentos centralizados e descentralizados. O acervo do SIBI é composto
por 281.436 exemplares de livros, 14.091 títulos de periódicos (nacionais e estrangeiros) e
54.361 ítens de materiais não convencionais (MNC). Este sistema nos últimos anos tem
procurado acompanhar o avanço científico e tecnológico pela informatização de alguns
serviços, como empréstimo de material bibliográfico, e a otimização de procedimentos
administrativos, como a automação da aquisição de material bibliográfico, do intercâmbio de
publicações, e do cadastramento e controle de usuários. Porém, se faz necessário que haja a
integração destes serviços através de redes, e desenvolvimento de software que permita a
disponibilização do acervo bibliográfico em meio magnético. Com essas inovações o SIBI
poderá dar um salto de qualidade no atendimento, primordial aos seus usuários, pela consulta
“on line” ao acervo existente em todas as bibliotecas da UFPR.
Diante da necessidade de automação de seu acervo bibliográfico, o SIBI está
desenvolvendo software próprio, em formato MARC (Machine Readable Catologuing) para
automação de material convencional - livros, teses e dissertações - incorporados às coleções
até 1989, quando foi implantado o Sistema BIBLIODATA, desenvolvido pela Fundação
Getúlio Vargas, na UFPR. A partir de então, este acervo recebe tratamento automatizado. Isso
significa que 15,91% do acervo está em meio magnético, de um total de 281.436 obras já
registradas e processadas . O SIBI não está prevendo a automação do acervo de MNC. Este

�3

acervo é constituído de: Apostilas, Cartazes, Catálogos de equipamentos, CD-ROM,
Disquetes, Discos, Filmes, Fitas cassete, Fitas de vídeo, Folhetos, Gravuras, Mapas,
Microfichas, Microfilmes, Normas técnicas, Separatas, Seriados, Slides, e Testes
psicológicos, perfazendo um total de 54.361 itens
Isoladamente, algumas bibliotecas do SIBI desenvolveram bases de dados em
MICROCDS/ISIS, para automação de parte do acervo de MNC. Como cada biblioteca do
SIBI processa seu acervo de MNC seguindo regras próprias, não há, no SIBI, uma rotina
padronizada para essa atividade. Mesmo entre as bibliotecas que desenvolveram bases para
tratamento do mesmo tipo de MNC, não há padronização no tratamento desse material e nas
bases de dados.
Constatou-se, então, a necessidade de um projeto específico para automação desse
acervo, com a padronização das bases já existentes, e desenvolvimento de novas bases que
contemplem todos os tipos de MNC identificados. Para tanto, optou-se pelo uso do software
MICROCDS/ISIS, por ser um software específico para tratamento de material bibliográfico,
por estar disponível na instituição, pelo fato de que todos os bibliotecários receberam
treinamento básico na sua utilização, e, por estar sendo utilizado nas seis bibliotecas do SIBI,
que desenvolveram bases próprias. A padronização das bases estabelece a unificação dos
processos na automação do acervo de MNC, visando a racionalização de atividades,
compartilhamento dos acervos, e dos demais serviços e produtos informatizados do SIBI.

�4

1 INTRODUÇÃO

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi fundada em 1912, sob a denominação
de Universidade do Paraná.

As primeiras coleções da UFPR surgiram junto com a própria

Universidade. Sua estruturação em unidades autônomas determinou a criação de bibliotecas
independentes e a formação de acervos em departamentos e/ou salas de professores
(COSTIN, 1995).
Criado em 1973, o Sistema de Bibliotecas (SIBI) é a unidade técnica responsável pelo
provimento de informações necessárias às atividades de ensino, pesquisa, extensão e
administração da UFPR (COSTIN, 1995). É constituído por uma sede administrativa, oito
bibliotecas, localizadas nos campi de Curitiba, três localizadas em outros municípios, uma de
ensino médio e uma de Educação Física, totalizando quatorze unidades informacionais
(SETENARESKI, 1998). A dispersão física destas unidades exige que se adote a combinação
de procedimentos centralizados e descentralizados. Desta forma, o atendimento ao público é
priorizado nas bibliotecas e os serviços técnico-administrativos priorizados na Biblioteca
Central (SETENARESKI, 1998). Cada biblioteca realiza sua própria seleção e descarte de
material bibliográfico em conjunto com os Comitês de Usuários, enquanto que a Biblioteca
Central providencia a aquisição do material bibliográfico, tanto por compra (direta ou
licitação), quanto por doação e permuta. A oferta dos serviços varia de uma biblioteca para
outra em função da infra-estrutura existente (SETENARESKI, 1998). A tabela 1 mostra a
situação geográfica das biblioteca do SIBI.

�5

TABELA 1 - BIBLIOTECAS DA UFPR E SITUAÇÃO GEOGRÁFICA - 1998
BIBLIOTECA

CAMPUS

Biblioteca Central

II

Biblioteca de Ciências Agrárias

I

Biblioteca de Ciências Biológicas

III

Biblioteca de Ciência e Tecnologia

III

Biblioteca de Ciências Humanas e Educação

II

Biblioteca de Ciências Jurídicas

II

Biblioteca de Ciências Sociais Aplicadas

II

Biblioteca de Ciências da Saúde

II

Biblioteca de Ciências da Saúde/Sede Botânico

III

Biblioteca de Educação Física

III

Biblioteca da Escola Técnica

III

Biblioteca de Ciências Agrárias/Palotina

Palotina

Biblioteca de Ciências Humanas e Educação/MAEP

Paranaguá

Biblioteca do Centro de Estudos do Mar

Pontal do Sul

I = Juvevê

II = Centro

III = Jardim das Américas

FONTE: Relatório de Gestão 1994-1998.
O acervo do SIBI é composto por 281.436 exemplares de livros, 14.091 títulos de
periódicos (nacionais e estrangeiros) e 54.361 ítens (UFPR, 1998a, p. 3) de materiais não
convencionais (MNC), incluindo teses e dissertações. Considera-se MNC, também chamados
de multimeios, aqueles que, não sendo livros nem periódicos, trazem informações relevantes
podendo apresentar-se nos mais diferentes suportes (PEROTA, 1991, p. 5).
Além da comunidade universitária interna - docentes, discentes e técnicos
administrativos, o SIBI atende também a comunidade externa de um modo geral.
O SIBI tem procurado, nos últimos anos, acompanhar o avanço científico e
tecnológico pela informatização de alguns serviços, como empréstimo de material

�6

bibliográfico, a otimização de procedimentos administrativos, a automação da aquisição de
material bibliográfico, do intercâmbio de publicações, e do cadastramento e controle de
usuários.

2 JUSTIFICATIVA

Atualmente

o SIBI está desenvolvendo software próprio, em formato MARC

(Machine Readable Catologuing) para automação de material convencional - livros, teses e
dissertações - incorporados às coleções até 1989, quando foi implantado na UFPR o Sistema
BIBLIODATA, desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas. A partir de então, este acervo
recebe tratamento automatizado. Isso significa que 15,91% do acervo está em meio
magnético, de um total de 281.436 obras já registradas e processadas (UFPR, 1998a, p.3).
Mesmo desenvolvendo software próprio, o SIBI, a princípio, não está prevendo a
automação do acervo de MNC, e, tendo em vista que 71% das unidades possuem este tipo de
material (Gráfico 1), justifica-se a elaboração de base de dados própria. Este acervo é
constituído de: Apostilas, Catálogos de Equipamentos, CD-ROM, Discos, Fitas cassete, Fitas
de vídeo, Folhetos, Gravuras, Mapas, Microfichas, Microfilmes, Partituras, Separatas,
Seriados, Slides, e Testes Psicológicos, perfazendo um total de 35.906 itens, com uma taxa de
crescimento média de 3% ao ano e com tendência a aumentar com o aparecimento de novos
tipos de MNC.
Isoladamente, algumas bibliotecas do SIBI desenvolveram bases de dados em
MICROISIS para automação de parte do acervo de MNC. As razões que levaram à escolha
deste software são: ser específico para tratamento de material bibliográfico; estar disponível
na instituição; e pelo fato de que todos os bibliotecários do Sistema receberam treinamento
básico na sua utilização.

�7

GRÁFICO 1 – BIBLIOTECAS DO SIBI COM MATERIAL NÃO CONVENCIONAL

Com vistas à elaboração de Projeto de padronização dessas bases de dados, decidiu-se
efetuar um estudo, em todas as bibliotecas do SIBI para verificar o tratamento dessas coleções
e das bases em microisis desenvolvido separadamente por cada biblioteca. Esse levantamento
objetiva dar embasamento às decisões a serem tomadas.

3 METODOLOGIA

Foi formada uma comissão composta por 5 bibliotecários do SIBI com o objetivo de
fazer o diagnóstico nas unidades.
O levantamento foi realizado através de contatos telefônicos para as unidades fora dos
campi de Curitiba, e através de visitas às unidades localizadas em Curitiba. Os dados abaixo
relacionados foram coletados por meio de um questionário (Anexo):
a) Identificação da unidade;
b) Identificação dos tipos de MNC existentes na unidade;

�8

c) Identificação do formato de descrição bibliográfica para cada tipo de MNC;
d) Identificação de bases existentes para MNC;
e) Identificação de softwares utilizados nas bases de MNC;
f) Identificação das formas de recuperação destes materiais.

4 RESULTADOS APURADOS

A tabela 2 apresenta os dados referentes ao acervo de MNC de cada Biblioteca
coletados a partir das visitas e contatos telefônicos realizados. Após a tabulação dos mesmos,
diagnosticou-se que a coleção de folhetos corresponde a 31,93% do acervo total de MNC do
SIBI, seguido da coleção de mapas com 15,00% e da coleção de separatas com 12,83% do
total. A menor coleção de MNC do SIBI é a de microfilmes, com 187 ítens, que
correspondem a 0,52% do acervo total (Gráfico 2).
TABELA 2 – TIPOS DE MNC POR UNIDADE DO SIBI
Bibliotecas
Material não Convencional

AG

Apostilas

160

BL

EF

ET

JU

SA

029

Fitas cassetes
398

Folhetos

3227

101

005
014

031

031

014

443

292

012

354

002

Microfichas

1207

118

Microfilmes

130

292

354

372

170

031

609

043

033

2477

280

143

188

292

1975

435

2881

11466
193

5032

5388
924

Partituras
2264

2067

4610

934
8199

424

11032

005

083

187

279
2804

Testes psicológicos

2346

057

213
244

203

097

213

Seriados
300

1654
694

193

Mapas

Total

292

2133

Gravuras

Total

SD
053

001
004

Fitas de vídeo

Slides

SB

1601
159

Discos

Separatas

HE
101

Catálogos de equipamento
CD-ROM

CT

9211

1378

1622

361

3668
934

337

586

910

5119 35906

�9

GRÁFICO 2 – TIPOS DE MATERIAL NÃO CONVENCIONAL NO SIBI

Conforme demonstrado no Gráfico 3, a Biblioteca de Ciência e Tecnologia possui,
30,72% do total de acervo de MNC do SIBI, a Biblioteca de Ciências Humanas e Educação
possui 25,65%, a Biblioteca de Ciências Agrárias 22,83% e a Biblioteca de Educação Física
apresenta o menor percentual, apenas 0,01%.
Após análise dos dados, verificou-se que cada biblioteca do SIBI processa seu acervo
de MNC seguindo regras próprias, não havendo no SIBI uma rotina padronizada para essa
atividade. Mesmo entre as bibliotecas que desenvolveram bases para tratamento do mesmo
tipo de MNC, não há padronização no tratamento desse material e nas bases de dados.

�10

GRÁFICO 3 – ACERVO DE MATERIAL NÃO CONVENCIONAL DO SIBI POR
BIBLIOTECA

Acervo de MNC do SIBI por Biblioteca
Biblioteca de Ciências Agrárias
Biblioteca de Ciências Biológicas
Biblioteca de Ciência e Tecnologia
Biblioteca de Educação Física
Biblioteca da Escola Técnica
Biblioteca de Humanas e Educação
Biblioteca de Ciências Jurídicas
Biblioteca de Ciências Sociais Aplicadas
Biblioteca de Ciências da Saúde/ Botânico
Biblioteca de Ciências da Saúde

%
22,83%
1,18%
30,72%
0,01%
0,23%
25,65%
0,93%
1,63%
2,53%
14,25%

A Biblioteca de Ciências Agrárias, a Biblioteca de Ciências Biológicas e a Biblioteca
de Ciências Jurídicas desenvolveram bases para tratamento de fitas de vídeo; a Biblioteca de
Ciências Agrárias e a Biblioteca de Ciências Jurídicas, para folhetos; a Biblioteca de Ciência
e Tecnologia, para mapas; a Biblioteca de Ciências Humanas e Educação, para slides; a
Biblioteca de Ciências da Saúde, para seriados; e a Biblioteca de Ciências Jurídicas para
monografias e teses (Tabela 3).

�11

TABELA 3 – QUANTIDADE DE BASES EM MICROISIS POR UNIDADE DO SIBI
UNIDADE

TIPO DE MNC EM BASES

Nº DE BASES

AUTOMATIZADAS
BIBLIOTECA DE

VÍDEOS,

02

CIÊNCIAS AGRÁRIAS

FOLHETOS

BIBLIOTECA DE CIÊNCIAS

VÍDEOS

01

MAPAS

01

SLIDES

01

BIBLIOTECA DE CIÊNCIAS

VÍDEOS,

03

JURÍDICAS

FOLHETOS,

BIOLÓGICAS
BIBLIOTECA DE CIÊNCIA
E TECNOLOGIA
BIBLIOTECA DE CIÊNCIAS
HUMANAS E EDUCAÇÃO

MONOGRAFIAS E TESES
BIBLIOTECA DE CIÊNCIAS

SERIADOS

01

DA SAÚDE
TOTAL

09

Constatou-se, também, que além de bases para MNC, as bibliotecas possuíam base
em microisis para boletins e informativos diversos, que também poderiam ser padronizadas.
A padronização das bases estabeleceria a unificação dos processos na automação do
acervo de MNC, visando a racionalização de atividades, compartilhamento dos acervos, e dos
demais serviços e produtos informatizados do SIBI.
As unidades que não dispõem de bases para MNC informaram que não possuem
condições para desenvolvê-las devido à carência de recursos humanos e/ou materiais.
Todas as unidades do SIBI, independente de possuir bases automatizadas ou não,
utilizam a referência bibliográfica como forma de descrição.

�12

As bibliotecas que possuem bases automatizadas não utilizam os recursos existentes
para a coleta e tratamento estatístico das informações.

5 CONCLUSÕES
A comissão sentiu a necessidade de um projeto específico para automação desse
acervo, com a padronização das bases já existentes, e desenvolvimento de nova base que
contemple todos os tipos de MNC identificados, processados ou não.
Para tanto, sugeriu-se o software MicroCDS/ISIS, por ser um software que exige uma
configuração modesta de microcomputador, levando-se em conta o baixo custo, a facilidade
de instalação e possuir manual em português. Todos estes fatores tornam a implantação do
projeto mais rápida, fácil e de baixo custo.
Outro aspecto relevante na escolha deste software é a possibilidade de disponibilizar
estas bases para consulta em rede. A possibilidade de disponibilizar as bases de dados
desenvolvidas em MicroISIS para acesso em rede é descrita por RESMER (1997, p.160) que
relata a experiência da Companhia de Informática do Paraná (CELEPAR) na disponibilização
pela internet do acervo de várias bibliotecas, onde a recuperação da informação pode ser feita
em uma biblioteca específica ou em todas as que fazem parte do sistema.
O MicroISIS também tem grande flexibilidade na definição de bases de dados,
formatação de telas e relatórios. Permite a multiplicidade de bases de dados, definidas em
função das características próprias dos diversos tipos de documentação, facilidade de
operação, sendo totalmente interativo, e com menus em língua portuguesa. Ressalta-se a
qualidade dos produtos gerados (listagens, boletins e catálogos impressos) seguindo normas e
padrões bibliográficos, permitindo a consulta por diversos campos, além da facilidade para
transferência de dados (CRUZ, 1988, p. 135).

�13

Com a implantação desse projeto todo o acervo de MNC receberá o mesmo
tratamento, sendo que futuramente os dados poderão ser migrados para outro formato, como
por exemplo o WinISIS, que permite uma relação com o usuário de forma mais direta e
intuitiva, facilitando tanto a convivência com a versão DOS como a transição para o ambiente
gráfico, permitindo, ainda, a manipulação simultânea de várias bases de dados, novos recursos
de linguagem de formato como controle do tipo de fonte usado para formatação de caracteres,
recursos de hipertexto, recursos de bases de dados, etc.
Esse projeto objetivaria agilizar o processo técnico através da automação de todo o
acervo de material não convencional do SIBI.

6 RECOMENDAÇÕES

● Padronizar as bases já existentes em MicroISIS;
● Desenvolver, em MicroISIS, base de dados para o acervo de materiais não convencionais
do SIBI;
● Disponibilizar para todas as bibliotecas do SIBI a base desenvolvida e padronizada;
● Permitir a alimentação da base em rede;
● Permitir a emissão de relatórios estatísticos, listagens de autor, título, assunto e outras que
se fizerem necessárias;
● Treinamento na utilização da base desenvolvida;
● Elaborar manual operacional da base;
● Migrar os dados em MicroCDS/ISIS para o formato WinISIS;
● Disponibilizar este acervo para consulta em rede.

ANEXO – ROTEIRO DE ENTREVISTA
BIBLIOTECA:

�14

NOME:
1. Quais os tipos de materiais não convencionais existentes nesta Biblioteca?
2. Os materiais não convencionais recebem algum tipo de tratamento nesta biblioteca?
( ) Sim

( ) Não

3. Em caso afirmativo descreva, qual a forma de descrição bibliográfica utilizada.

4. Na sua opinião, esta forma é a mais adequada? Por quê?

5. Quais as formas de recuperação destes materiais?

6. Além destas formas, cite outras que considere de interesse para sua unidade.

7. A automação destes materiais facilitaria o acesso aos mesmos?

8. Existe algum tipo de material não convencional automatizado nesta unidade? Em caso
afirmativo, cite-os mencionando o(s) software(s) utilizado(s).

9. Desejaria efetuar alguma modificação nesta(s) base(s)? Quais?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

�15

1

ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Waldomiro.

Aquisição de materiais de

informação. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1966. 118 p.
2

CESARINO, M. ª N. Sistemas de recuperação da informação. R. Esc. Bibliotecom.
UFMG, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 157-158, set. 1985.

3

COSTIN, A. M. et al.

Planejamento estratégico do Sistema de Bibliotecas da

Universidade Federal do Paraná. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.19, n.1,
p.51-69, jan./jun. 1995.
4

CRUZ, Ângela Maria Viana da; LEME, Neli Meneses Paes. Implantação do Microisis
no SENAC. Ciência da Informação, Brasília, v.17, n.2, p.131-139, jul./dez. 1988.

5

FERREIRA, Margarida M. Estudo do formato para registro bibliográfico MARC.
São Paulo: APB, 1998. 2 v. (Ensaios APB; n. 51/52).

6

MARTINS,

Mariza;

SANTOS, Nécia F. B. Gomes dos.

Planejamento e

desenvolvimento da base de dados LEGI usando o MicroISIS.

Ciência da

Informação, Brasília, v.21, n. 1, p.142-145, maio/ago. 1992.
7

MENDONÇA, Lúcia Maria Enout; MATOS, Marcia Maria de. Produtos e serviços
de informação no desenvolvimento de aplicativos em MicroISIS.

Ciência de

Informação, Brasília, v.20, n.1, p.82-84, jan./jun. 1991.
8

MIKI, Hiroyuki. Micro-Isis: uma ferramenta para o gerenciamento de bases de dados
bibliográficos. Ciência da Informação,

Brasília, v.18, n.1, p.3-14, jan./jun. 1989.

9

MORVAN, Pierre. Dicionário de informática. Lisboa: Dom Quixote, 1984.

10

OHIRA, Maria Lourdes Blatt. Automação de bibliotecas: utilização doMicroISIS.
Ciência da Informação, Brasília, v.21, n.3, p.233-237, set./dez. 1992.

�16

11

PEROTA, Maria Luiza Loures Rocha (Org.).

Multimeios: seleção,aquisição,

processamento, armazenagem, empréstimo. Votória: Fundação Ceciliano Abel de
Almeida, 1991. 177 p.
12

RESMER, Maria José; COSTA, Olga Maria Soares da. Conversão de bases de dados
MicroISIS para Internet. Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.2, p.1159-164,
maio/ago., 1997.

13

ROWLEY, J. E. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos, 1994.
307p.

14

SETENARESKI, L. E. coord. Proposta de planejamento estrategico do sistema de
bibliotecas para a gestão 1998/2002 da UFPR. Curitiba, 1998. p.2

15

UFPR. Biblioteca Central. Relatório de gestão 1994-1998. Curitiba, 1998. p.25-26

16

UFPR

cria

setor

de

ciências

da

terra.

Disponível

na

Internet.

http//www.ufpr.br/informações/setterra.html. 29 set. 1998.
17

WINISIS:

CDS/ISIS

para

Windows.

http://www.bireme.br/isis/P/winisis.htm. 01.dez.1999.

Disponível

na

Internet.

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Automação e disponibilização em rede dos materiais não convencionais do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná- estudo de caso.</text>
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                <text>Souza, Rira de Cássia Alves de, Horst, Célia Regina da Fonseca, Conte, Selma Regina Ramalho, Santis, Simone de, Gdulla, Sirlei do Rocio</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Diante da necessidade de automação de seu acervo bibliográfico, o SIBI está desenvolvendo software próprio, em formato MARC (Machine Readable Catologuing) para automação de material convencional - livros, teses e dissertações - incorporados às coleções até 1989, quando foi implantado o Sistema BIBLIODATA, desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas, na UFPR. A partir de então, este acervo recebe tratamento automatizado. Isso significa que 15,91% do acervo está em meio magnético, de um total de 281.436 obras já registradas e processadas . O SIBI não está prevendo a automação do acervo de MNC. Este acervo é constituído de: Apostilas, Cartazes, Catálogos de equipamentos, CD-ROM, Disquetes, Discos, Filmes, Fitas cassete, Fitas de vídeo, Folhetos, Gravuras, Mapas, Microfichas, Microfilmes, Normas técnicas, Separatas, Seriados, Slides, e Testes psicológicos, perfazendo um total de 54.361 itens Isoladamente, algumas bibliotecas do SIBI desenvolveram bases de dados em MICROCDS/ISIS, para automação de parte do acervo de MNC. Como cada biblioteca do SIBI processa seu acervo de MNC seguindo regras próprias, não há, no SIBI, uma rotina padronizada para essa atividade. Mesmo entre as bibliotecas que desenvolveram bases para tratamento do mesmo tipo de MNC, não há padronização no tratamento desse material e nas bases de dados. Constatou-se, então, a necessidade de um projeto específico para automação desse acervo, com a padronização das bases já existentes, e desenvolvimento de novas bases que contemplem todos os tipos de MNC identificados. Para tanto, optou-se pelo uso do software MICROCDS/ISIS, por ser um software específico para tratamento de material bibliográfico,por estar disponível na instituição, pelo fato de que todos os bibliotecários receberam treinamento básico na sua utilização, e, por estar sendo utilizado nas seis bibliotecas do SIBI, que desenvolveram bases próprias. A padronização das bases estabelece a unificação dos processos na automação do acervo de MNC, visando a racionalização de atividades, compartilhamento dos acervos, e dos demais serviços e produtos informatizados do SIBI.</text>
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                    <text>ALIANÇAS ESTRATÉGICAS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Lidia Eugenia Cavalcante1*
Fátima Maria Alencar Araripe*
Universidade Federal do Ceará
Resumo
Trata sobre a integração que vem ocorrendo entre organizações e países que tem sido uma das
principais características da sociedade global visando a formação de alianças estratégicas na
busca da competitividade e da geração de riquezas. Nesse contexto, as empresas passam a
perceber o valor da informação na produção de bens e serviços e para o desenvolvimento de
pesquisas com fins sociais e econômicos. As alianças também começam a ocorrer de forma
mais intensa com as universidades, centros de pesquisa e de informação visando a
colaboração e o intercâmbio de idéias e forças científicas e tecnológicas. Nesse processo, o
papel das bibliotecas universitárias tem se intensificado à medida que elas representam o
diferencial estratégico de qualidade e credibilidade informacional para o sucesso das alianças.

Palavras-Chave: Alianças Estratégicas, Universidade-Empresa, Biblioteca Universitária,
Integração e Cooperação, Parcerias.

INTRODUÇÃO

As alianças estratégicas surgem a partir da década de noventa em diferentes tipos
de organizações que passaram a ver na cooperação um importante caminho para se alcançar
crescimento com maior rapidez, talento e credibilidade. Neste sentido, as empresas

1

●
●

Professoras do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará. Av. da Universidade, 2762
Benfica. Fortaleza - Ceará - Brasil. Cep.: 60.020-180. E-mail: lidiaeugenia@fortalnet.com.br

�2

começaram a compartilhar informações, tecnologia, compromissos, oportunidades, riscos e
objetivos, assim também como o sucesso organizacional em um dado mercado.
Em meio a esta onda de mudanças, as universidades, como centros de excelência,
estão desempenhando um papel direto cada vez mais crescente no desenvolvimento das idéias
e do conhecimento e na divulgação de informação e inovações que, por sua vez, serão
utilizadas por diferentes organizações para produção de bens e serviços. Tendo em vista a
excelência das universidades, no que se refere à transferências científica e tecnológica, mais
freqüente tornaram-se as parcerias entre elas e as empresas brasileiras, a exemplo do que vem
ocorrendo em outros países, o que faz com que a biblioteca universitária assuma um
importante papel nesse contexto.
Com a avalanche informacional divulgada pelas redes de computadores e editoras,
torna-se impossível que uma unidade de informação, por mais recursos que sejam destinados
a ela, possa adquirir o que o mercado dispõe em termos de documentação, independente do
suporte de registro, também porque nem toda informação encontra-se disponível para compra
e venda. Devido ao rápido crescimento na produção do conhecimento e a elevada procura por
informações, as BU's passam também a desenvolver um sistema de alianças que possibilita a
troca de informações, assim como o acesso a elas pelas organizações e pesquisadores dentro
ou fora das universidades, diminui os gastos excessivos com tratamento, armazenamento,
manutenção de assinaturas de periódicos, entre outros, e pode

aumentar os recursos

destinados a elas através dos novos parceiros.
As alianças que ocorrem entre universidades, empresas e governo envolvem
compromissos mútuos de cooperação e de aprendizado em comum e visam a geração de
riquezas também para todos os parceiros, com ganhos revertidos em benefícios sociais e
econômicos, redução de custos e investimentos. Tais alianças garantem o enfrentamento de
situações adversas e sociabilizam o conhecimento estimulando mudanças nas políticas

�3

nacionais e internacionais de desenvolvimento tecnológico e abertura de mercados globais
que podem auxiliar também na integração dos países pobres.

ALIANÇAS

ESTRATÉGICAS

E

INFORMAÇÃO:

CAMINHOS

PARA

A

COMPETITIVIDADE

A abertura de mercado, em todos os âmbitos do fazer social, tem sido a marca
deste final de milênio. Seus sinais estão em todos os espaços: na mídia, na política, na cultura,
na ciência, na economia e na informação. Esse movimento que chega de todos os lugares,
interferindo nos sistemas sociais, nas relações humanas e na riqueza das nações, entendemos
como globalização.
Globalização que vem, ao longo do tempo, modificando os quadros sociais e
mentais de referência, interferindo no cotidiano de cada cidadão e sugerindo novos
significados e outras conotações para que as sociedades entrem em consonância com a
realidade mundial. Globalização que compreende ainda integração e fragmentação,
nacionalismo e regionalismo, geoeconomia e geopolítica, priorizando, como afirma Ianni,
aspectos

na

"...

interdependência

das nações, a modernização

do

mundo, as

economias-mundo, a internacionalização do capital, a aldeia global, a racionalização do
mundo..."2
Nessa nova ordem mundializada, os homens encontram-se interligados por
diferentes canais informacionais e comunicacionais, somos cidadãos do mundo e,
independente de nossas vontades e desejos, a informação invade nossas vidas, nosso
cotidiano, quebrando fronteiras e trazendo muitas e significantes mudanças.
Nesse processo globalizante, as empresas participam ativamente, à medida que
passam por mudanças tecnológicas e organizacionais, influenciadas pelo desenvolvimento das
2

IANNI, Octavio. Teorias da globalização. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996. p. 164.

�4

telecomunicações e a disponibilidade informacional, ultrapassando as barreiras da
temporalidade e da espacialidade.
É essa disponibilidade informacional que permite uma aproximação e um contato
maior com as idéias, as inovações e os fenômenos sociais que nos rodeiam e interferem no
fazer individual e coletivo da sociedade. Portanto, falar de globalização é pensar a interrelação
e a interdependência dos países nos seus aspectos econômico, político e social.
O aspecto informacional, apoiado na alta tecnologia das telecomunicações, é
determinante para o estabelecimento de mudanças nas estratégias de gerenciamento das
organizações, a partir de um aparato informacional, agora altamente tecnologizado, que
propicia ganhos na competitividade entre empresas e países. E a informação, insumo
imprescindível nesse cenário de mudanças, toma lugar de destaque à medida que fortalece o
crescimento organizacional com ganhos que beneficiam a sociedade como um todo.
A revolução tecnológica tem levado as empresas, as indústrias e o setor de
serviços a perceberem a indiscutível afirmação de que buscar parcerias tornou-se
indispensável ao sucesso de qualquer negócio, seja ele público ou privado. A concorrência
global tem elevado o nível de exigência em termos de qualidade, produtividade e inovação.
Todas essas questões evidenciam que não há mais possibilidades de uma organização
tornar-se competitiva sem a formação de alianças.
Outro fator que amplia a importância das parcerias é que, com o crescimento das
novas tecnologias de informação e comunicação, o que tem ocorrido a uma velocidade
vertiginosa, torna-se quase impossível o domínio informacional por parte de qualquer setor da
economia do conhecimento. Assim, muitas empresas passaram a ampliar sua capacidade
produtiva concentrando-se naquilo que ela faz e tem de melhor, e buscando parcerias com
outras que se destacam em áreas afins que são vitais para o seu negócio, como por exemplo, a
formação de alianças para pesquisa de novos produtos e mercados, venda e publicidade ou

�5

mesmo para produção de componentes que vão complementar aquilo que está sendo
produzido.
De acordo com Jordan Lewis,
"Numa aliança estratégica, as empresas cooperam em nome de suas necessidades
mútuas e compartilham dos riscos para alcançar um objetivo comum. Sem uma
necessidade mútua as empresas podem ter o mesmo objetivo, mas cada uma pode
atingi-lo sozinha. Se elas não compartilharem de riscos significantes, não poderão
esperar compromissos mútuos. As empresas somente dividem riscos se necessitam
uma da outra para atingir o mesmo objetivo."3

A economia do conhecimento e da informação representam, nas últimas décadas,
os principais investimentos feitos por empresas e universidades, sendo pois a força motriz que
impulsiona o crescimento das nações que buscam desenvolvimento e crescimento econômico,
"Numa economia de informação, a concorrência entre organizações baseia-se em sua
capacidade de adquirir, tratar, interpretar e utilizar a informação de forma eficaz. As
organizações que liderarem essa competição serão as grandes vencedoras do futuro, enquanto
as que não o fizerem serão facilmente vencidas pelos concorrentes."4
Entretanto, por trás de toda essa importância dada à questão da informação,
tem-se como pano de fundo estratégias que visam a cooperação entre governo e organizações,
universidades, bibliotecas e centros de pesquisa, visando os benefícios que serão auferidos
através das alianças cooperativas.
Na busca para acompanhar essas transformações que estão ocorrendo em
diferentes lugares, as alianças se projetam às nações para minimizar dificuldades e possibilitar
uma maior harmonia entre povos e organizações, tornando-se possível pela integração
econômica, política e social. Tais alianças adquiriram mais evidência quando grandes países
se juntaram para formar mercados comuns, permitindo a livre negociação e concorrência de

3

4

LEWIS, Jordam D. Alianças Estratégicas: estruturando e administrando parcerias para o aumento da
lucratividade. São Paulo: Pioneira, 1992. p. 2.
MCGEE, James, PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação. Rio de Janeiro: Campus,
1994. p.3.

�6

mercadorias, produtos, bens e serviços, assim como o intercâmbio entre profissionais. Seguir
essa ordem global tornou-se imprescindível para o desenvolvimento dos países, e aqueles que
não se adequarem poderão ficar à margem da nova realidade econômica que se impõe.
As alianças tornaram-se imperiosas principalmente no mundo dos negócios e das
organizações na chamada sociedade do conhecimento e da informação, dando oportunidades
aos países "... de olharem para si mesmos, identificando suas potencialidades culturais
diferenciadoras, e, [...] conjugar universalidade com diversidade cultural."5Já não se tem mais
expansões através do crescimento vertical, o espaço globalizado pede associações e processos
de terceirização e alianças. As mudanças são profundas e exigem um redesenhar das
organizações, pautado no casamento harmônico que engloba as parcerias para se alcançar a
competitividade na economia. Competição e cooperação agora caminham juntas como
parceiras à procura por crescimento a ser compartilhado e objetivos a serem alcançados
conjuntamente. Competição não mais no sentido de disputa, mas de compartilhamento e
crescimento de mercados, através de incentivos individuais e coletivos com clientes,
fornecedores, funcionários, governo e até mesmo com empresas concorrentes.
Como afirma Lewis, "Nesta era de mudanças constantes, ter um produto
competitivo não é o mesmo que ser uma empresa competitiva; amanhã haverá,
necessariamente, novos produtos e novas maneiras de se fazer as coisas. A vantagem decisiva
provém da capacidade da organização para aprender e aplicar novas competências antes dos
seus concorrentes."6 É necessário agir primeiro, monitorar o ambiente externo para ganhar
não só novos mercados, mas garantir a lealdade dos clientes. Para tanto, o fator chave dessa
conquista chama-se informação.

5

LEAL, Joice Joppert, MALAGUTI, Cyntia. Design e informação,. Ciência da Informação. Brasília, v. 25, n.1,
p. 152, jan./abr.1996.

6

LEWIS, Jordam. Op. cit. p. 317.

�7

AS ALIANÇAS ESTRATÉGICAS E AS UNIVERSIDADES

Uma vez que atividades diferenciadas podem ser executadas por empresas
distintas para a produção de um único bem ou serviço, o compartilhamento de inovações
tecnológicas, a partir do investimento em pesquisas científicas nas universidades pode,
rapidamente, trazer resultados coletivos para setores públicos e privados da sociedade, como
por exemplo, o avanço obtido em pesquisas nas áreas da medicina, biologia, bioquímica e
farmacêutica, patrocinadas em parcerias com laboratórios e governo, a serem realizadas nas
universidades por docentes, pesquisadores e estudantes. Nesse contexto, o apoio documental e
informacional das bibliotecas universitárias e seus profissionais torna-se fundamental, sendo o
fator informação essencial à estratégia competitiva, devendo pois, ser criteriozamente
gerenciado por bibliotecários capacitados e especialistas.
Um fator indiscutível acerca da formação de alianças com universidades é a
garantia de um retorno satisfatório à sociedade, principalmente em termos de qualidade e
cientificidade dos resultados pela credibilidade conquistada por universidades brasileiras e
seus pesquisadores, principalmente as públicas federais.
As bibliotecas universitárias possuem importante papel na formação de alianças,
atuando como parceiras de empresas e pesquisadores, pois a elas cabe o apoio e o suporte
informacional, de localização, seleção, tratamento e disponibilidade da informação que será
vital em uma dada pesquisa, fazendo uso de cooperação e troca de informações entre
bibliotecas, também parceiras, que poderão agilizar o trabalho dos pesquisadores,
influenciando nas decisões referentes à estratégia e à alocação de capital e investimentos no
universo da pesquisa. Assim, a definição de políticas de informação possibilitará ganhos tanto
financeiros, quanto em prazos.

�8

Por conseguinte, o retorno para a biblioteca deverá ser expresso na forma de
credibilidade institucional e profissional e no investimento em capital humano e intelectual,
treinamento, acervo, aquisição de material e em tecnologia.
A parceria universidade-empresa torna-se cada vez mais valiosa e pode ser
desenvolvida de várias formas: pesquisa por grupo de universidades, pesquisa em cooperação
com empresas públicas ou privadas, projetos específicos, troca de experiências e
compartilhamento de idéias, informações e descobertas, uso comum de instalações,
bibliotecas, equipamentos e tecnologia e por competências individuais ou coletivas do corpo
docente e de pesquisadores.
É uma parceria onde lucram os dois lados. As empresas porque recebem
resultados confiáveis e de alta credibilidade das universidades que representam a fonte
mundial de progresso científico; e as universidades porque, através dos recursos e
investimentos a elas fornecidos, podem desenvolver programas de capacitação docente e
discente, compra de equipamentos, melhoria de infra-estrutura e aumento na qualidade das
pesquisas, do ensino e da extensão, garantindo também benefícios sociais.
A formação de alianças estratégicas deve ocorrer entre parceiros que visam os
mesmos resultados e objetivos e que, juntos, sabem que são mais fortes, devendo levar em
consideração questões relevantes como:
-

A definição de objetivos em comuns;

-

O produto ou serviço que resultará das pesquisas desenvolvidas;

-

O benefício social a ser conquistado;

-

A definição de prazos, investimentos e responsabilidades em capital,
tecnologia, pesquisadores, infra-estrutura, informação e pessoal técnico;

-

Os recursos informacionais que serão utilizados;

�9

-

E o monitoramento das parcerias envolvidas para dar visibilidade ao
desempenho de cada parceiro envolvido, bem como o redirecionamento de
recursos e responsabilidades caso se tornem necessárias.

Por outro lado, uma compreensão mais abrangente das funções e do potencial de
cada parceiro se torna necessária, à medida que determinadas pesquisas encontram-se
diretamente envolvidas com o bem estar social, podendo ou não contribuir para o
desenvolvimento do país.
No caso do gerenciamento da informação a ser utilizada em tais pesquisas, é
importante ressaltar que não deve limitar-se apenas à coleta de dados e ao repasse; é uma
questão bem mais ampla que passa por toda uma estrutura física e de suporte, intercâmbios,
pesquisa, seleção e disseminação daquilo que vai facilitar o desenvolvimento dos trabalhos
dos pesquisadores, além da responsabilidade da biblioteca na qualidade da informação. Para
tanto, é necessário a participação efetiva de bibliotecários especializados e capacitados para a
gerência e acompanhamento, constituindo-se como parceiros importantes e de alta
credibilidade nessas alianças, criando, a partir de suas competências, estratégias ao uso da
biblioteca que se tornarão indispensáveis naquilo que está sendo executado e pesquisado.
Dentre as estratégias competitivas a serem definidas pelas bibliotecas
universitárias, como parceiras em pesquisas, é importante destacar:
-

O relacionamento com os demais parceiros e pesquisadores;

-

Conhecimentos sobre a pesquisa a ser desenvolvida;

-

Conhecimento dos canais de informação a serem utilizados: redes de
computadores, bancos de dados, bibliotecas virtuais, universidades nacionais e
estrangeiras, pesquisadores e centros de pesquisa;

-

Habilidades no uso de tecnologias de informação e de comunicação;

-

Infra-estrutura adequada e pessoal especializado;

�10

-

Aquisição e fornecimento de informações essenciais e de qualidade.

Entretanto, para garantir que a biblioteca cumpra com o seu papel, é necessário
que os demais parceiros forneçam os recursos financeiros necessários à execução do seu
trabalho. Assim, o apoio informacional dado representará um importante mecanismo à
realização da pesquisa, tornando-se, portanto, um veículo estratégico de informação
competitivo para o sucesso das alianças.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o já citado crescimento informacional, a cooperação mútua e a formação de
alianças têm sido o principal veículo à criação de laços entre universidades, empresas e
governos, principalmente onde os recursos são escassos e as necessidades e objetivos são
comuns.
À medida em que crescem os fluxos tecnológicos de informação e comunicação,
as mudanças na sociedade tornam-se mais intensas e, para continuarem eficazes, as
universidades precisam acompanhar bem de perto o movimento de tais mudanças, criando
parcerias para obter mais força e destacarem-se em pesquisa, conhecimento e no
desenvolvimento de tecnologias que possam auxiliar o País a crescer e tornar-se competitivo
junto a outras nações que vêem no investimento em educação, informação e na ciência o
grande veículo de transformação.
No entanto, para a efetivação dessas alianças, se faz necessário não só os acordos,
convênios e regulamentos celebrados, mas, principalmente, uma base informacional e
comunicacional de sustentação que garanta uma real integração entre os parceiros. É, sem
dúvida, na questão informacional que reside, hoje, o grande fator de desenvolvimento social e
econômico de um país, acrescido do seu capital humano. Por sua vez, é através da informação

�11

que as empresas sincronizam as suas funções, com vistas a uma produção de bens e serviços
de qualidade que atendam as necessidades do mercado, fomentando a garantia da
competitividade e a excelência da gestão organizacional.
Dessa forma, acrescenta-se ao binômio universidade-empresa um elemento que,
pelo conteúdo e consistência, representa a base informacional necessária ao pleno
desenvolvimento desse cenário, onde a cooperação tornou-se a vedete das economias sociais
emergentes baseadas no conhecimento: a biblioteca.
É através do monitoramento das informações sobre os mercados: tendências
externas, políticas econômicas, crescimento, clientes, fornecedores e concorrentes, nos mais
diversos suportes documentais, que possibilitará compor um quadro onde se possa olhar sob
diferentes prismas e enxergar além da concorrência, pois a informação é o grande diferencial.
Necessário se faz que se enfatize, no Brasil, a importância e a relevância da base
informacional no processo de desenvolvimento do País, o que já ocorre em países mais
avançados que desenvolvem excelentes programas de pesquisa científica e tecnológica
universitárias e vêem a informação, através da biblioteca, como recurso prioritário para o seu
crescimento.
Ao valor da biblioteca na formação de alianças estratégicas, deve-se somar a
participação efetiva de bibliotecários qualificados e competentes, preparados para enfrentar as
novas estratégias de crescimento que têm por base a informação e o conhecimento, devendo
estar conscientes da responsabilidade social do seu fazer profissional.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ANSOFF, H. I. A Nova Estratégia Empresarial. São Paulo: Atlas, 1990.
BOOG, Gustavo G. O Desafio da Competência: como enfrentar as dificuldades do presente e
preparar sua empresa para o futuro. São Paulo: Best Seller, 1991.

�12

COVEY, Stephen R. O Líder do futuro: três funções do líder no novo paradigma. São Paulo:
Futura, 1996.
HAMPTON, David R. Administração Contemporânea: teoria, prática e casos. São Paulo:
McGraw-Hill, 1992.
IANNI, Octavio. Teorias da globalização. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
KOTTER, John P. Liderando Mudanças. São Paulo: Campus, 1997.
LEAL, Joice Joppert, MALAGUTI, Cyntia. Design e informação,. Ciência da Informação.
Brasília, v. 25, n.1, jan./abr.1996.
LEWIS, Jordam D. Alianças Estratégicas: estruturando e administrando parcerias para o
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MCGEE, James, PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação. Rio de
Janeiro: Campus, 1994.
NOVAS tecnologias, trabalho e educação. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.
PORTER, Michael E. Vantagem Competitiva: criando e sustentando um desempenho
superior. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
STEVEN, Alber. KEITH, Bradley. The Management of intellectual capital. Londres: Business
Performance Group Limited, 1995.
STEWART, Thomas. Capital Intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. Rio de
Janeiro: Campus, 1998.

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                <text>Trata sobre a integração que vem ocorrendo entre organizações e países que tem sido uma das principais características da sociedade global visando a formação de alianças estratégicas na busca da competitividade e da geração de riquezas. Nesse contexto, as empresas passam a perceber o valor da informação na produção de bens e serviços e para o desenvolvimento de pesquisas com fins sociais e econômicos. As alianças também começam a ocorrer de forma mais intensa com as universidades, centros de pesquisa e de informação visando a colaboração e o intercâmbio de idéias e forças científicas e tecnológicas. Nesse processo, o papel das bibliotecas universitárias tem se intensificado à medida que elas representam o diferencial estratégico de qualidade e credibilidade informacional para o sucesso das alianças.</text>
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                    <text>A COMUNICAÇÃO NA GESTÃO DA BIBLIOTECA DO NOVO
MILÊNIO: O DIGITAL E O VIRTUAL INTERAGINDO COM A
ORALIDADE E A ESCRITA
CDU: 659.3: 02

Conceição Lopes
Bibliotecária, Assessora da Direção da Biblioteca Central da UFRPE, Mestranda
do Programa de Comunicação e Informação da UFPE. Recife, Pernambuco – Brasil.
e-mail: saomartins@guiautil.com

Nanci Toledo
Bibliotecária, Especialista em Biblioteca de Instituições de Ensino Superior,
Diretora da Biblioteca Central da UFRPE. Recife, Pernambuco – Brasil.
e-mail: bc@gir.npde.ufrpe.br

Lúcia Helena Rodrigues
Bibliotecária, Especialista em Automação de Bibliotecas e Centros de
Documentação, Chefe da Seção de Documentação da Biblioteca Central da UFRPE.
Recife, Pernambuco – Brasil.
e-mail: bc@gir.npde.ufrpe.br

�RESUMO: Neste trabalho são discutidos aspectos relacionados com a importância da
interação da Comunicação na gerência de Bibliotecas numa contextualização histórica,
resgatando desde a informação em seu estágio primitivo através da transmissão oral à
informação eletrônica. Vive-se hoje no binômio da Comunicação/Gestão da Biblioteca,
um ambiente de mutação radical, onde imperam por um lado, o comutador e a Internet
numa transformação comparável ao surgimento da escrita e, tempos depois, à invenção
da imprensa. Um universo de informações eletrônicas aliadas aos acessos on-line que
compõem a atual Galáxia de Gutemberg. Por outro lado, a integração da Biblioteca com
o ambiente e com o seu público baseia-se no êxito da comunicação praticada tanto
interna como externamente, considerando que a linguagem fragmentada e imediata dos
meios de comunicação vem substituindo o estático pelo dinâmico, pelo movimento, onde
o homem não interage apenas com o real, tendo suas relações cotidianas de permuta
determinadas pelas novas tecnologias, pelo mundo virtual, onde a informação direta vem
sendo substituída pela indireta, mediatizada pelos canais de informação que, entretanto,
não substituem o discurso interpessoal. Apresenta reflexões que ratificam a imensa teia
na qual se contextualiza a informação, da sua prática oral à metainformação e enfoca,
particularmente, sua conexão com a comunicação na qual estabelece uma rede de
significados com o contexto social e com seu público específico.

PALAVRAS-CHAVE: Comunicação – Informação – Gestão – Biblioteca Universitária –
Tecnologia da Informação

�1- INTRODUÇÃO
Este texto não é fruto de uma pesquisa do senso comum do ambiente de uma
biblioteca como costuma ser o trabalho do profissional de informação. Ele nasceu nessa
organização

social

e

pública;

entretanto,

busca

conjugar

as

tarefas

técnico-administrativas do cotidiano das autoras com o olhar curioso e característico de
quem freqüenta as bancas da Pós-Graduação. Por esta razão, é o resultado de um diálogo
contínuo que tem suas raízes aprofundadas em 1998, quando a revolução das
comunicações passou a constituir o objetivo central das nossas preocupações e recorte
que vem sendo pesquisado, elegendo também novos enfoques.
Sendo a comunicação humana um traço essencialmente cultural, é impossível
isolá-la de todo um processo. A secular narrativa de feitos heróicos, poéticos, românticos,
tradições e costumes é resgatada por Benjamim (1994), quando, em seus estudos
referentes à tradição, rememora a narrativa, relacionando-a a uma cadeia dessa tradição,
que transmite os conhecimentos de geração em geração e consolida a trama do tecido
social. Dessa forma, vivendo, discutindo e observando o processo e as formas de
comunicação no presente e sua prática diária com nossa equipe de trabalho e com nosso
público, nos dispomos a contextualizá-la no passado e no atual momento histórico da
gestão da Biblioteca.
Para determiná-la, faz-se necessário conhecer todo o conjunto do processo
histórico-cultural. A comunicação existe miticamente desde os primórdios: “No princípio
era o Verbo...”. Este mesmo Verbo evoluiu e transformou-se numa velocidade vertiginosa
em nossa época, afirma Rector (1997). No espaço real, envolve a troca de mensagens
entre interlocutores, onde atua como fator essencial à convivência e à solidariedade

�humana e, no espaço virtual, concretiza-se através de múltiplas mediações que se
realizam nas relações do(s) indivíduo(s) com seu mundo e com a informação.

2- A COMUNICAÇÃO COMO FATO HISTÓRICO
No mundo contemporâneo, é sensível e visível a presença da comunicação que
nos cerca e nos envolve por todas as formas e maneiras. Mas nem sempre no passado esta
presença nos apresenta tão explícita. É necessário, portanto, acompanhar, principalmente,
as inovações tecnológicas que permitiram ao homem absorver o espaço entre indivíduos
e povos entre si. Somente a marcha das civilizações permite vislumbrar tal processo e
verificar que uma civilização planetária, tal como vivemos hoje, deu o seu primeiro passo
no momento em que dois indivíduos se compreenderam e se mutualizaram para uma ação
comum.
Tal fenômeno teve como decorrência a ampliação do contato entre as culturas. A
partir desse processo, a comunicação é constante e decisiva, implicando a construção e
uso das estradas pelos persas, que se tornaram esteio na hegemonia sobre outros povos. É
lógico que, se tomarmos o mesmo exemplo hoje, uma estrada é apenas meio de
transporte, porque a função da estrada persa, no seu momento histórico, teve seu
sucedâneo atual nos satélites artificiais que transmitem e captam notícias e informações,
tal como objetivava aquele meio de dominação persa.
O que aparece como permanente na história da comunicação é a associação com o
poder em suas várias esferas. Numa comunidade, a existência de dominantes e
dominados se faz através da pressão e da persuasão, na concepção tradicional dos estudos
da comunicação. No âmbito universal, esta relação se reproduz e o exemplo das

�civilizações dominantes mostra que, ao ascenderem, elas empregam técnicas herdadas e
aperfeiçoadas ou são elas próprias portadoras de inovações que lhes facilitam o processo
de dominação.
O repensar desse processo tem acontecido através de estudos que se fundamentam
no pensamento de Gramsci, especialmente quanto à questão do deslocamento do conceito
de dominação para o de hegemonia, partindo do pressuposto de que nem sempre quem
exerce o poder político e econômico exerce o poder hegemônico. Martín-Barbero, teórico
latino-americano, que dedica-se ao estudo da comunicação através das mediações, afirma
que: “O conceito de ‘hegemonia’ elaborado por Gramsci, possibilita pensar o processo de
dominação social já não como imposição a partir de um ‘exterior’ e ‘sem sujeitos’, mas
como um processo no qual uma classe hegemoniza, na medida em que representa
interesses que também reconhecem, de alguma maneira como seus as classes subalternas
e ‘na medida’ significa aqui que não ‘há’ hegemonia, mas que ela faz e desfaz, se refaz
permanentemente num ‘processo vivido’, feito não só de força, mas também de sentido,
de aproximação pelo poder, de sedução e de cumplicidade”. (Martín-Barbero, 1997).

2.1- Do Instintivo ao Cultural
Estudos recentes sobre o comportamento animal têm revelado as relações entre
sua sobrevivência, sua organização social e a comunicação. Assim, as sociedades
animais, assentadas sobre a competição e a solidariedade, são hoje concebidas como
organizações complexas, comportando um sistema de comunicação e, geralmente,
baseadas numa ordem hierárquica.

�A comunicação olfativa realizada através da urina para demarcar o território é
utilizada pelos canídeos e felídeos e perfeitamente decodificada pelo receptor da mesma
espécie. Igualmente, alguns cervídeos realizam a mesma demarcação utilizando
glândulas secretoras localizadas nos cornos, esfregando-se nas árvores. Nos mamíferos, o
odor do cio das fêmeas é logo compreendido pelos machos como o período de
acasalamento.
A comunicação sonora é praticamente utilizada por quase todos os animais. O
diferente cacarejar da galinha, seja para anunciar o encontro de alimentos ou avisar a
aproximação de um predador, é distinguido pelas crias que reagem ou correndo para o
alimento ou para se esconder. Um determinado mugido entre alguns bovídeos selvagens
produz a imediata concentração das fêmeas e suas crias, enquanto os machos, em torno,
tomam a atitude de defesa ante o perigo pressentido.
A comunicação gestual tem o seu clássico exemplo na dança praticada pelas
abelhas, com a qual conseguem transmitir todas as informações sobre a localização de
fontes de mel.
Dessa forma, a comunicação entre os animais é parte da sua natureza instintiva e,
enquanto instinto, é patrimônio comum tanto do ser irracional como do racional. O choro
de fome ou de dor do bebê humano é um processo de comunicação instintiva, assim
como o grito provocado pela iminência do perigo. Nesse sentido, o estudo do
comportamento animal permite identificar a comunicação como um elemento
fundamental para a preservação e a organização das espécies e implica numa cadeia de
adaptações entre as quais a posição erecta, o desenvolvimento das cordas vocais e,
sobretudo, a capacidade de compreensão e de aprendizagem.

�Bordenave (1991), em sua tese sobre comunicação, diz que esse processo tem um
começo bastante nebuloso: “Realmente, não sabemos como foi que os homens primitivos
começaram a se comunicar entre si, se por gritos ou grunhidos, como fazem os animais,
ou se por gestos, ou ainda por combinações de gritos, grunhidos e gestos”. Certamente,
quando num certo momento deste indeterminado passado, um ser aprendeu a dar uso a
um objeto natural ou a fabricar um utensílio e, em seguida, a transmitir o seu uso ou a
técnica de sua feitura aos seus descendentes, o primeiro ato cultural se efetuou, presidido
pela primeira manifestação da comunicação humana.
Quando dois seres identificaram com o mesmo som um objeto e o transmitiram
aos seus descendentes, surgiu a comunicação verbal e o código lingüístico. E quando dois
seres estabeleceram que determinado signo escrito representava um objeto ou uma idéia e
o transmitiram aos seus descendentes, surgiu a comunicação escrita.
Salvo esse último momento que possibilita uma relativa datação, todos os
anteriores devem estar contidos na longa caminhada para a hominização, perdida no
tempo e que no estágio atual de nossos conhecimentos as ciências se sentem impotentes
para determiná-los. O que o processo nos sugere é a presença da comunicação como
elemento permissivo da própria criação e divulgação de cultura.
Ao dominar os processos de comunicação, o homem passou a controlar o
interrelacionamento entre si e a natureza. A ampliação e a divulgação do código
lingüístico serviu então para maior identidade grupal e conduziu a estruturação da
sociedade para a organização tribal.

�2.2- A Marcha para uma Civilização Planetária
Do Neolítico às Civilizações dominantes do Mundo Antigo, às atuais Civilizações
Modernas, a perspectiva histórica nos revela que a sucessão de gerações de que é
composta a História tem alguns fios condutores dos quais destacamos, inicialmente, o
componente dominante/dominado. Este traço que acompanha todo o caminho percorrido
pelo homem, apesar da crescente complexidade social, já está presente nas comunidades
dos Primatas através das relações da tríade básica: machos, dominantes; fêmeas e jovens,
marginais.
No nível das civilizações, a dicotomia persiste: dominantes e dominados. A
hierarquia procedente da dominação percorre o processo histórico e, ao mesmo tempo, há
uma permeabilidade que permite as substituições das hegemonias. Assim, os impérios se
sucedem, tal como as gerações, e cada um transfere ao que se segue um acervo que
influencia o seguinte e será por este renovado. O importante nesse processo é que na
formação de cada império os limites de sua influência se ampliam e envolvem culturas
marginais, transformando-as e integrando-as como áreas dominadas. Da interseção dos
vários círculos que sucederam, aos poucos foi se consolidando um patrimônio comum, o
gérmen de uma civilização planetária.
Dentro desse acervo, certamente o primeiro é a riqueza, isto é, um capital
acumulado pelas gerações e pelos impérios ao longo do tempo. Coube às primeiras
civilizações este entesouramento como fruto da sua produção e da troca dos seus
produtos. Não teríamos dúvida em apontar a Mesopotâmia como o berço, no Ocidente,
deste fenômeno que tem na acumulação de metais preciosos a sua resultante concreta. A
partir daí, as hegemonias se projetam, na medida em que as civilizações se apoderam

�deste legado. Os assírios concentram a riqueza acumulada pela Mesopotâmia e pelo
Egito. Os babilônios dela se apossam e têm de entregá-la aos persas, que somam ainda a
riqueza dos fenícios. Alexandre unifica a acumulação realizada pelos gregos e pelos
persas e Roma os herdará. Aos poucos, este capital volta ao Mediterrâneo Oriental e
Bizâncio o centraliza para compartilhá-lo com os árabes. Estes, além da herança, retiram
do Extremo Oriente parte do seu acervo que foi disputado pela Europa. Esta
transforma-se na depositária, já em escala mundial, uma vez que anexa também a riqueza
das Américas. O advento dos Estados Unidos, da atual Comunidade dos Estados
Independentes e do Japão faz com que, em nossos dias, estejamos assistindo à disputa
pela herança européia.
Este fio condutor nos obriga a privilegiar o aspecto econômico e a reconhecer que
as últimas causas da dinâmica histórica repousam, sem dúvida, na economia. Por outro
lado, a História, vista sob esta perspectiva, anula a discussão sobre a origem do
capitalismo. Se o capitalismo implica em dominação e exploração do homem pelo
homem, na divisão do trabalho e na acumulação do capital, este processo está na propícia
base do processo histórico, embora possamos estabelecer fases e formas do seu
desenvolvimento.
Neste contexto, acompanhamos o pensamento de Weber (1967), na fixação da
Europa como a base inicial da formação do capitalismo, e aí tanto faz estabelecer o ponto
de partida no século XI, XVI ou XVIII. No pensamento weberiano, as raízes mais
profundas do capitalismo apontam a sua existência na China, na Índia, na Mesopotâmia,
na Antigüidade Mediterrânea e na própria Idade Média européia.

�A prioridade concebida à economia não exclui, absolutamente, a necessidade de
incorporar a qualquer estudo sob o ponto de vista histórico os outros componentes que
perfazem a própria vida. Por isso, a total relevância da proposta básica do historiador
Braudel (1981), para um método de reconstrução da História: “Jamais deve-se esquecer
de que a História é o homem e, para reconstruí-lo, é necessário restabelecer,
simultaneamente, todas as realidades que se aparentam, se juntam e vivem no mesmo
ritmo. O homem é demasiadamente complexo para ser reduzido a um só fator
dominante”.
Tomando por base essa proposição, a comunicação surge como segundo ponto
para esta discussão, uma vez que durante o percurso do homem até o presente, conservou
suas relações com o poder. Este é, pois, uma premissa básica para uma visão da
comunicação na perspectiva histórica. Na sucessão de hegemonias, como já vimos, a
comunicação sempre foi utilizada ao lado da economia como instrumento de dominação.
Em toda a trajetória do homem, a luta pelo poder foi uma constante e igualmente sua
conservação se faz através de meios repressivos ou persuasivos. Entre esses, incluem-se
desde a encenação da pompa da realeza até a maciça propaganda utilizada pelo estado
nazista. Nesse processo, tanto o poder usa a comunicação para veicular sua ideologia,
como por exemplo, para a difusão do conceito do direito divino dos faraós e imperadores;
quanto a própria sociedade usa os meios de comunicação para denunciar, ironizar,
contestar ou criticar aqueles que estão no poder, como acontece nas atuais sociedades.
Ao enfocarmos as técnicas de comunicação sob o ângulo da relação
tempo/espaço, ou seja, o tempo que a informação leva para percorrer um determinado
percurso, a história da comunicação divide-se em algumas fases: a primeira resgata-a em

�seu estágio mais primitivo, através da transmissão oral cujo objeto principal era a
transmissão da cultura de determinado grupo social de geração para geração,
destacando-se a figura do ancião, do “velho” e sua memória, afirma Zumthot (1993).
Amplamente difundida desde a Antigüidade, aparece muitas vezes como a reflexão da
inexistência ou a fragmentação dos textos. Nesses primórdios, sua disseminação contava
com a velocidade do cavalo ou dos navios a remo e ou a vela.
À luz da história, observa-se em sua evolução uma série de rupturas e progressos.
A primeira, ocasionada na forma de transmissão, com a disseminação da escrita, o
advento da imprensa e a construção da estrada de ferro. Em seguida, entre o começo do
século XIX até os nossos dias, a velocidade da comunicação se acelerou com a evolução
dos veículos a vapor , do telégrafo, do telefone e, finalmente, com o rádio, a televisão, o
computador e as redes de telecomunicações que, através dos satélites, eliminaram
teoricamente o espaço geográfico.

3- A COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DE MULTI-VEÍCULOS: Considerações Finais
Vem se tornando lugar comum dizer que a sociedade contemporânea é hoje, mais
do que nunca, uma sociedade tecnológica. Esse mundo da tecnologia não se restringe
mais a máquinas e instrumentos, envolve estratégias e procedimentos do saber fazer e do
saber transformar bens e matérias-primas. Essa sociedade, a chamada sociedade da
informação, representa, segundo Levy (1997), a etapa do desenvolvimento da sociedade
que se caracteriza pelas substituições e pelas transformações.
Não há dúvidas sobre o papel fundamental da tecnologia nessas transformações.
Chegou-se à acumulação tecnológica, no processo de comunicação, isto é, ao longo da

�História, tecnologias foram se sucedendo, e não se excluindo. O conceito contemporâneo
de “multimídia - multiplicidade de meios interagindo” é um bom indicativo disso; as
tecnologias se acumulam, criando formas e estratégias diferentes mas simultâneas ao
gerar um novo processo de interação humana: a comunicação através de multi-veículos.
Assim, recordamos, que no início da história humana, era a história da
comunicação marcada pelo diálogo pessoal, direto; séculos mais tarde, seria o
predomínio da comunicação mediada, sobretudo, pelos códigos escritos. Os dias atuais
não eliminam a comunicação mediada, mas introduzem a forma mediatizada, isto é, cada
dia mais a tecnologia está presente na interação e comunicação humana.
Novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas. Vive-se uma
metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Emerge neste
final de século XX um conhecimento por simulação. O ambiente e os acervos da
Biblioteca são agora mutantes, compostos por informações analógicas, disponíveis em
átomos, publicados em papel e pelas informações digitais, armazenadas em “bits”,
através de imagens, textos e sons digitalizados, arquivos e bancos de dados disponíveis
através de computadores.
Este contexto de paradoxos, tal qual o concebemos atualmente, apresenta-se para
nós como um problema filosófico, que se encontra fundamentado na “Metafísica” de
Aristóteles, em suas reflexões sobre o mutante, ou seja, nos momentos em que o filósofo
refletiu sobre a passagem entre o que pode ser igual e o que pode vir a ser diferente: “O
mutante, enquanto muda, não é. No fundo, esse é um ponto bastante discutível, pois o
que está em vias de perder uma determinada qualidade ainda possui algo do que vai
perdendo e, do que vai adquirindo, alguma coisa já deve existir”. (Aristóteles, 1979).

�A busca dos impactos sociais e culturais das tecnologias tem sido, de acordo com
o filósofo e urbanista francês Paul Virilio (1993), quase um indicador de que se convive
com a mudança, com o novo, com o que provoca. No ambiente mutante da Biblioteca, a
comunicação atua como processo de melhoria da qualidade dos serviços, servindo,
inclusive, nesse sentido, como uma das ferramentas utilizadas pela gerência.
Sem dúvida, a presente revolução tecnológica vem gestando nos últimos tempos,
no âmbito das Bibliotecas Universitárias, um público cada vez mais exigente e ávido por
informações eletrônicas e digitais. Percebe-se, no entanto, que por mais completos e
velozes que sejam esses arquivos, os usuários quase sempre acabam procurando
complementá-las, buscando embasamento no documento escrito. Factualmente, não são
apenas os serviços que impressionam esse público; a imagem que ele tem da Biblioteca é
projetada também pelo pessoal que nela atua, provocada pelo processo interativo real
entre esse público e aqueles que trabalham como mediadores da informação.
Nesse sentido, apesar de vivermos agora a era da colonização tecnológica, é
inimaginável uma comunidade universitária essencialmente reduzida ao “homem –
máquina”, sem linguagem, sem meios para lembrar, narrar e reestruturar experiências e
pontos de vista passados e presentes. Pensamos que sem as situações de comunicação,
nosso mundo seria desprovido de História, mito, drama ou comédia, e a vida sem
revelações e emoção.

ABSTRACT: In this work, the aspects related to the importance of communication
interaction in the library management, considering the historical context and retaking the
information from its primitive stage of oral transmission to the eletronical information

�are discussed. Nowadays, in the binomial reality of communication/library management,
a radical mutation is observed, where the importance of the computer and Internet in the
process of transformation, may be compared with the discover of the writing, and later,
the invention of the press. A universe of eletronical reformation, allied to the accesses
on-line from the actual galaxy of Gutemberg. On the other hand, the integration of the
library with the environment and with its public is based on the success of the
communication internally and externally used, considering the immediate and
fragmented language used by the mass media is substituting the static by the dinamic and
movement, where the human being interact not only with the real, having daily exchange
relationships determinated by this technologies, by the virtual world, where the direct is
being substituted by the indirect, mediated by the channels of information that, however,
do not substitute the interpersonal discuss. Presents reflections that ratify a immense
frame in which the information is analyzed in a context, from the oral practice to the
metainformation and particularly focus its connections with the communication, in which
stablish a net of means with the social context and with its specific public.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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RECTOR, Mônica. Comunicação na era pós-moderna. Petrópolis: Vozes, 1997.
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VIRILIO, Paul. Espaço crítico. Rio de Janeiro: Ed.34, 1993. 204p.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo:
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12-

ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a literatura medieval. São Paulo: Cia das
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A comunicação na gestão da biblioteca do novo milênio: o digital e o virtual interagindo com a oralidade e a escrita</text>
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                <text>Lopes, Conceição, Toledo, Nanci, Rodrigues, Lúcia Helena </text>
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                <text>Neste trabalho são discutidos aspectos relacionados com a importância da interação da Comunicação na gerência de Bibliotecas numa contextualização histórica, resgatando desde a informação em seu estágio primitivo através da transmissão oral à informação eletrônica. Vive-se hoje no binômio da Comunicação/Gestão da Biblioteca, um ambiente de mutação radical, onde imperam por um lado, o comutador e a Internet numa transformação comparável ao surgimento da escrita e, tempos depois, à invenção da imprensa. Um universo de informações eletrônicas aliadas aos acessos on-line que compõem a atual Galáxia de Gutemberg. Por outro lado, a integração da Biblioteca com o ambiente e com o seu público baseia-se no êxito da comunicação praticada tanto interna como externamente, considerando que a linguagem fragmentada e imediata dos meios de comunicação vem substituindo o estático pelo dinâmico, pelo movimento, onde o homem não interage apenas com o real, tendo suas relações cotidianas de permuta determinadas pelas novas tecnologias, pelo mundo virtual, onde a informação direta vem sendo substituída pela indireta, mediatizada pelos canais de informação que, entretanto, não substituem o discurso interpessoal. Apresenta reflexões que ratificam a imensa teia na qual se contextualiza a informação, da sua prática oral à metainformação e enfoca, significados com o contexto social e com seu público específico.</text>
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                    <text>PROJETO ARQUITETÔNICO DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA UFSCAR: BELO E
FUNCIONAL

“O aspecto exterior do edifico confere-lhe uma imagem
de marca: a biblioteca pode convidar a entrar, passar
despercebida, ou afastar um público pouco motivado.”
(1)
Lourdes de Souza Moraes
Diretora - BCo/UFSCar
E-mail: lourdes@power.ufscar.br
Elizabeth Valdetaro Salvador
Arquiteta - UFSCar
E-mail: felizabt@power.ufscar.br
Francisco Alexandre Sommer Martins
Arquiteto - UFSCar
E-mail: fmartins@power.ufscar.br
Universidade Federal de São Carlos
Rod. Washington Luís, Km. 235 - Monjolinho - CP-676 - Fone: (0xx16)260-8133
São Carlos ( SP) - Brasil
CEP-13565-905

1

�Resumo: A concepção de um novo modelo de Biblioteca exige uma nova concepção do seu
espaço físico, onde a funcionalidade deve estar presente sem contudo sobrepor à estética e
vice-versa. Nesta direção foi realizado um trabalho conjunto entre bibliotecários e arquitetos
que resultou em um projeto arquitetônico que permitiu de modo harmonioso abrigar num
mesmo espaço diferentes comunidades de usuários, acervos, serviços e produtos de
informação, inovando e renovando o convencional de uma biblioteca universitária
comunitária. O estudo detalhado de todas as funções e serviços da biblioteca em sua nova
concepção possibilitou a identificação de parâmetros para o trabalho de criação dos arquitetos.
Localizada no eixo norte / sul do campus da Universidade Federal de São Carlos, o complexo
Biblioteca Comunitária, área de vivência e auditório englobam uma área de aproximadamente
9.000 m2. A estrutura é em concreto pré-moldado, e o espaço de dois blocos modulados de
dois e três pavimentos respectivamente, é interligado por um grande hall coberto por quatro
grandes abóbadas de concreto que deixam passar luz através de suas imensas esquadrias
laterais de ferro e vidro. A visualização do “todo”, espaços amplos e abertos, agradam os
usuários. O elemento de ligação entre os dois blocos, que abrigam desde a infraestrutura até
os acervos especiais da biblioteca, é uma rampa que conduz aos cinco diferentes níveis. Boa
iluminação natural, boa acústica e conforto térmico são características marcantes do projeto.
Materiais de fácil manutenção, tais como revestimentos cerâmicos interno e externo, piso
cimentado rústico e piso vinílico foram largamente utilizados. A caixa de escada e elevador,
as abóbodas do grande hall e os dois blocos distintos deram ao projeto uma volumetria
interessante. Um auditório com 400 lugares e salas para conferências conferem ao conjunto
uma função mais ampla do que a de uma biblioteca isoladamente. Um projeto que abriga “um
projeto maior”, o da Biblioteca Comunitária.
Serviço de Extensão: Biblioteca Comunitária

2

�1. INTRODUÇÃO:
Arquitetura de bibliotecas é ainda no Brasil um tema muito pouco explorado. Em
1989, no 6º Seminário de Bibliotecas Universitárias ocorrido em Belém, PA, foi realizado o 2º
Simpósio sobre Arquitetura de Bibliotecas Universitárias , onde foi possível conhecer os
projetos de construções de novas bibliotecas em andamento, além da oportunidade de
participar de palestras interessantes proferidas por grandes arquitetos e bibliotecários
especialistas na área, como os professores José Galbinsky e Antonio Miranda. (2)
A referência do evento é muito mais significativa do que pode parecer para este
trabalho. A participação da equipe responsável pelo elaboração do projeto da nova biblioteca
da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, bibliotecários e arquitetos∗, influenciou
muito positivamente na realização da tarefa, trazendo contribuições

desde da própria

concepção do projeto até a indicação de empresas especializadas para o seu desenvolvimento.
A ausência de parâmetros nacionais que pudessem subsidiar estudos de construção de
bibliotecas, acabou por delegar aos profissionais de arquitetura e engenharia uma difícil tarefa
de projetar e construir um edifício que pudesse ser ao mesmo tempo, belo e funcional, o que
por muitas vezes não é alcançada com o sucesso desejado.
Pensando em construir um prédio que além ser funcional, abrigasse todo o acervo,
serviços e produtos da biblioteca, fosse também um marco no conjunto arquitetônico do
campus, a equipe designada realizou um trabalho coeso e cooperativo no sentido de colher um

∗

Arq. Francisco A. S. Martins, Elizabeth Valdetaro Salvador e Getulio Geraldo Rodrigues Alho EDF/UFSCar. O Detalhamento Arquitetônico foi realizado pela Empresa ZIMBRES e REIS - Brasília - DF. O
Detalhamento Arquitetônico foi realizado pela Empresa ZIMBRES e REIS - Brasília - DF.
3

�conjunto de dados e informações, através da literatura disponível, de visitas à edifícios recém
construídos dedicados à bibliotecas ou centros culturais, participação em eventos e consultas à
especialistas. Assim, o projeto apresentou várias versões, uma a cada nova informação e
impressão deixada por experiências positivas ou negativas já vivenciadas, o que deu à equipe
uma segurança no sentido de saber o que fazer - e o que é mais importante - o que não fazer.
Nasceu, desta forma, o grande projeto da Biblioteca Comunitária da UFSCar, que
proporcionou a toda equipe, arquitetos e bibliotecários, uma experiência muito rica, que
merece ser compartilhada através do presente trabalho.

2. UMA NOVA CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA: da antiga Biblioteca Central à moderna
Biblioteca Comunitária.
Qualquer projeto arquitetônico exige para a sua criação o conhecimento do objetivo e
as características de seus usuários. Para a construção de uma biblioteca não é diferente, ou
melhor, é necessário muito mais do que ter conhecimento de seu objetivo geral abrigar uma
biblioteca - é necessário saber que modelo de biblioteca se pretende instalar no prédio ora
projetado.
Nos últimos anos tivemos uma grande transformação nas bibliotecas universitárias
brasileiras. O projeto da Biblioteca Comunitária tomado como um grande desafio foi
idealizado sob a ótica de duas diretrizes que norteiam a transformação e a nova concepção de
biblioteca.
A mudança para o novo paradigma da biblioteconomia e ciência da informação é a
primeira delas. Muito do que se tem estudado e discutido, nos últimos anos está relacionado

4

�com uma nova realidade que se impõe no processamento, acesso e uso da informação, ou seja,
o uso de computadores, redes de comunicações de dados, novos suportes óticos e magnéticos
no armazenamento e acesso à informação. Aliado à aplicação da nova tecnologia, este novo
paradigma exige também, a incorporação dos conceitos de redes e sistemas, procurando a
adoção de uma metodologia de trabalho que permite o compartilhamento de serviços e
produtos de informação.
A outra diretriz está relacionada à nova concepção de biblioteca. Com a atenção
voltada à informação, no seu conceito mais amplo, a nova biblioteca teria que ser concebida
com um grande centro referencial de informação, que armazena, acessa e disponibiliza
informações de todos os tipos e para todos os fins, tendo como conseqüência um rol muito
diversificado de fontes de informação e de usuários, além de se apresentar como um centro
cultural, permitindo a realização dos mais variados eventos.
Somada a esta concepção, a vocação da UFSCar na integração com a comunidade
externa por meio de atividades de extensão, o projeto da Biblioteca Comunitária, sustentou
com firmeza a radical transformação - da antiga Biblioteca Central à moderna e ousada
Biblioteca Comunitária.
Todas essas diretrizes influenciaram decisivamente no projeto arquitetônico. Uma
nova biblioteca necessita de um novo espaço físico, especificamente desenhado para ser um
centro de informação e cultura - alegre, confortável, bonito e funcional.

5

�3. OS GRANDES DESAFIOS:
O maior desafio encontrado neste projeto foi como conciliar num mesmo espaço físico
duas comunidades tão diferentes em relação ao uso da biblioteca e de necessidade de
informação. Como estender os serviços e produtos de uma biblioteca universitária à
comunidade em geral, enfocando principalmente os alunos do ensino fundamental sem,
entretanto, não prejudicar comunidade universitária interna?
O edifício projetado em níveis, formando grandes blocos complementares
independentes, permitiu a disposição dos serviços, produtos, acervos e áreas de leitura de tal
forma que o usuário, muito bem orientado, se locomovesse com muita facilidade para o local
mais apropriado para o atendimento de suas necessidades. Assim, foi instalado no primeiro
piso interno, toda parte de serviços administrativos e técnico, no segundo piso , que é de fácil
acesso ao público, todo os serviços voltados ao atendimento da comunidade externa, sendo
que os outros pisos foram reservados para serviços e acervos mais especializados.
O outro grande desafio foi relacionado com os custos da obra e as características
desejáveis para um edifício de biblioteca. Aspecto bastante importante já referido por Cláudio
Mafra Mosqueira (3), em sua palestra realizada no 1º Simpósio de Arquitetura de Bibliotecas
Universitárias - “... culto à monumentalidade - que quando não chega a comprometer
funcionalmente - o faz em termos de custo de construção, de manutenção e de desarmonia
com a realidade sócio-econômica local.” Na direção de não pecar pela ostentação, a proposta
foi construir um edifico que fosse um ponto de referência no campus, substituindo a

6

�monumentalidade pelas características mais práticas e modernas -

agradável, confortável e

funcional.
4. CONCEPÇÃO ARQUITETÔNICA:
4.1. O PROGRAMA DE NECESSIDADES:
Com o firme propósito de transformar a Biblioteca Universitária em um espaço que
possibilite a integração com a comunidade local e regional o Programa de Necessidades foi
estabelecido em função do novo modelo de bibliotecas, agregando-se ao mesmo espaços
destinados à atividades culturais, de vivência. E, por outro lado, foram considerados também
as diretrizes definidas no Plano Diretor de Desenvolvimento Físico e aspectos determinados
pela ampla incorporação dos recursos da informática.
Assim, o Programa de Necessidades teve de incorporar auditórios, teatro, lanchonete,
pequenos pontos comerciais, além da necessidade de programar a instalação de redes de fibraótica, redes especiais de energia elétrica estabilizada, postos de consulta “on-line”, e espaços
dotados de infra-estrutura de informática para processamento e gerenciamento das atividades
de busca e recuperação da informação.
Com base na definição da comunidade de usuários, na tipologia do acervo, nos
serviços e produtos a serem disponibilizados o dimensionamento físico da biblioteca deverá
considerar as seguintes atividades e/ou setores fundamentais:
-

Administração

-

Aquisição e Desenvolvimento de Coleções

-

Processamento Técnico

7

�-

Referência

-

Ação Cultural

-

Acervo

-

Leitura

-

Áreas Comunitárias

-

Infra-estrutura Geral

A seguir apresentaremos uma descrição de suas funções e características dos
ambientes necessários.
ADMINISTRAÇÃO:
Funções:

Direção; Secretaria Executiva; Assessoria Informática; Zeladoria/
Vigilância ; Limpeza

Características dos Espaços : As atividades de Administração devem localizar-se no
pavimento térreo, com fácil acesso para pessoal interno e externo, próximo da entrada de
serviço.
A sala da Assessoria de Informática, que abriga o “servidor” e os materiais de
informática, deve ser equipada com ar condicionado.
AQUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES:
Funções :

Chefia; Secretaria; Solicitação e recebimento do material bibliográfico
Inventário e Tombamento do acervo

Características dos Espaços : As salas de serviço devem ser amplas porque circula um
grande número de obras. Devem ser equipadas com estantes, mesas para conferência e

8

�carimbagem dos volumes. O local deve ser de acesso restrito e seguro. Localização próxima a
entrada de serviço e processamento técnico.
PROCESSAMENTO TÉCNICO:
Funções :

Chefia; Secretaria; Classificação/Indexação; Catalogação/Alimentação
da Base de Dados; Setor de Monografias; Setor de Periódicos e
Publicações Seriadas; Setor de Materiais Especiais/ Multimeios; Setor
de Manutenção e Conservação do Acervo; (pequenos reparos e preparo
p/ encadernação)

Características dos Espaços : As salas devem ser amplas, dispostas em seqüência,
divididas com divisórias baixas. A localização próxima ao Setor de Aquisição, entrada de
serviço e elevador para distribuição do material processado. O mobiliário deverá ser
constituído de “postos de serviço” com equipamento computacional, mesas e estantes para
manuseio e estocagem das obras a serem processadas.
REFERÊNCIA:
Funções :

Chefia; Secretaria; Atendimento e Orientação ao Usuário; Setor de
Circulação - (empréstimo/devolução/reserva/cadastro); Recepção (Controle do fluxo de entrada e saída de usuários); Serviços Especiais (empréstimo entre bibliotecas/normalização bibliográfica); Serviço de
Informação Utilitária; Serviço de Acesso a Base de Dados - (Comutação
Bibliográfica); Treinamento de Usuários; Serviço de Reprografia

9

�Características dos Espaços : As atividades de referência caracterizam-se por:
atendimento, orientação e treinamento dos usuários; empréstimos entre bibliotecas; acesso a
Base de Dados; terminais de acesso e identificação do acervo; serviço de empréstimo
devolução e reserva. Estas atividades distribuem-se por quase todo espaço físico da biblioteca
principalmente se a mesma tiver mais de um pavimento.
Os espaços devem ser amplos para circulação dos usuários e devem estar situados com
local de fácil acesso do público. Os espaços devem ser projetados especificamente para cada
tipo de serviço e para cada tipo de usuário. A entrada/saída deve ser controlada por catracas,
precedida por sistema de segurança. A recepção/circulação deve ser instalada na entrada.
AÇÃO CULTURAL:
Funções :

Chefia; Secretaria; Planejamento e execução de eventos; Relações
Públicas; Coordenação de Programas Especiais

Características dos Espaços : Os espaços para chefia e secretaria devem localizar-se
próximo das áreas públicas da biblioteca. As atividades coordenadas pelo setor serão
basicamente desenvolvidas nos auditórios, saguão, e área de exposição permanente.
ACERVO:
Tipos : Coleção Geral: Monografias; Referência
Consulta: Banco de Livro-Texto; Banco de Teses; Literatura; Acervo Geral
Periódicos : Exposição de fascículos recentes; Armazenamento de coleções
retrospectivas
Outros Materiais : Normas; Documentos Eletrônicos; Multimeios

10

�Coleção Especial : Acervos raros de intelectuais recompostos em ambientes especiais;
Videoteca; Gibiteca; Literatura Infanto-Juvenil
Características dos Espaços : Na área destinada ao acervo devemos prever espaços
para as coleções mencionadas anteriormente. O dimensionamento do espaço para o acervo
dependerá sempre dos objetivos da instituição mas, de modo geral, poderá ser calculado com
base em uma variação média de 200 volumes/metro quadrado, considerando-se a área frontal
das estantes e a área de circulação local. (fig.1).
Para a coleção de periódicos devemos prever estantes para sua guarda e estantes
especiais para exposição dos últimos fascículos de cada coleção.
As coleções especiais devem ter acesso restrito e controlado, normalmente exigindo
ambientes com características individualizadas.
A videoteca também exigirá ambientes e equipamentos especiais – sala para guarda do
acervo e salas de projeção de diferentes capacidades. Os equipamentos serão TVs,
Videocassetes, telas, e aparelhos de som.
A área para Literatura Infanto-Juvenil e Gibiteca devem ser individualizadas dentro do
acervo geral em função de suas características.
A Área de Leitura Livre de jornais diários deve ser localizada próximo a entrada e a
área de exposições permanentes.
LEITURA:
Funções : Postos de leitura e ambientes para estudo individual e em grupo.

11

�Características dos Espaços: Os postos de leitura deverão estar distribuídos junto ao
acervo, de maneira diversificada de modo a proporcionar várias opções aos usuários. O
número de postos de leitura deverá também ser estabelecido em função da clientela a ser
atingida e dos objetivos definidos pela instituição. Deverá ser previsto também cabines para
estudo em grupo, que poderão ser reservadas para grupos de trabalho e/ou pesquisa em tempo
determinado.
O dimensionamento do espaço para os postos de leitura deverá ser calculado tendo por
base uma área de aproximadamente 1,50 metro quadrado/posto de leitura.( fig. 2).
ÁREAS COMUNITÁRIAS:
Funções :

Saguão de Acesso; Exposição Permanente; Seminários; Eventos

Características do Espaço : O espaço do Saguão de Acesso deve ser bastante amplo
pois é onde acontece a maior concentração de usuários funcionando como um “hall” de
distribuição para as demais áreas da biblioteca. Neste saguão localizam-se alguns terminais de
consulta, o balcão de empréstimo/devolução. A Área de Exposições Permanentes deve ficar
próximo ao saguão. Os espaços para seminários e eventos deverão ser constituídos por
auditórios e devem localizar-se, também, próximos ao saguão mas não necessariamente tendo
acesso pelo mesmo.

INFRAESTRUTURA GERAL:
Funções : Sanitários Públicos; Sanitários de Funcionários; Copa/Cozinha;
Guarda-

12

�Volumes; Depósitos para Material de Limpeza; Depósito para Manutenção
de Mobiliário
Características dos Espaços : Os espaços mencionados neste item destinam-se a infraestrutura geral da Biblioteca Comunitária. Os sanitários de funcionários, a copa e cozinha
devem localizar-se junto as áreas administrativas. O guarda-volumes tem sua localização
obrigatória nas proximidades do acesso, antes das catracas do setor de empréstimo. Os
depósitos de material de limpeza devem ser distribuídos nos vários pavimentos. O depósito de
manutenção de mobiliário deve localizar-se no térreo próximo ao acesso de serviço.
4.2. PARTIDO ARQUITETÔNICO:
O estabelecimento do partido arquitetônico da Biblioteca Comunitária levou
em consideração, principalmente os seguintes aspectos: Localização; Funcionalidade e
Flexibilidade; Conforto Térmico; Tipologia construtiva.
LOCALIZAÇÃO:
A localização da Biblioteca em relação ao conjunto dos outros edifícios é de
importância decisiva para o bom funcionamento da estrutura universitária. Ficando bem
situada no interior do campus, onde se proporcione facilidade de acesso a todos que dela
necessitem, contribuirá substancialmente para prestigiar o conceito de estrutura acadêmica
integrada, interativa e centralizada.
Partindo desta premissa, a Biblioteca Comunitária da UFSCar foi construída na área
norte do campus, na confluência dos principais eixos de circulação (norte-sul/leste-oeste), em

13

�área considerada como de expansão natural, de fácil acesso

para os usuários, tanto da

comunidade universitária como da comunidade externa.
A facilidade de acesso para pedestres e usuários do transporte coletivo, ampla área de
estacionamento, local de acesso reservado para carga e descarga, pequena declividade do
terreno foram considerados elementos facilitadores para a localização do edifício e definição
do partido arquitetônico.
O processo de escolha da localização da Biblioteca Comunitária foi dirigido pela
equipe técnica de projeto da Universidade, mas contou com a participação da comunidade,
com deliberação final do Conselho Universitário.
FUNCIONALIDADE E FLEXIBILIDADE:
Como já mencionamos anteriormente a declividade do terreno proporcionou a adoção
de um partido arquitetônico em dois blocos de três pavimentos, com níveis diferenciados e
alternados, unidos por amplo saguão com pé-direito triplo e cobertura em abóbadas, onde se
localiza a rampa de acesso a todos os pavimentos. Esta ordenação espacial proporcionou
extrema funcionalidade na disposição das áreas destinadas ao acervo, áreas de leitura, áreas de
apoio, e áreas especiais. Nos níveis inferiores foram alocados os acervos de abrangência mais
geral sendo definidos que nos níveis superiores ficariam os mais especializados.
No conjunto total a Biblioteca Comunitária ficou com uma área de 9.000 m2,
englobando uma área de vivência situada ao nível da via, três salas de seminários, salas de
apoio administrativo para eventos, sanitários, lanchonete, pequenas lojas e o Teatro
Universitário Florestan Fernandes, com capacidade para 420 pessoas.

14

�A Biblioteca propriamente dita desenvolve-se em cinco níveis diferentes: um grande
“hall” abriga a recepção, área de leitura livre, espaço para exposição permanente, área de
processamento técnico e administração. No nível 2 estão o setor de acesso a base de dados,
com posto de serviço da Rede Antares, Salas de Aula e de Treinamento, suporte
administrativo, gerencial e de Processamento Técnico.
A coleção de primeiro e segundo graus, Literatura Infanto-juvenil, didática, paradidática, e literatura em geral; serviço de referência, Assistência e Orientação ao Usuário,
Setor de Multimídia, Videoteca / Discoteca, Sala de Leitura Infanto-Juvenil e Biblioteca do
Professor, ficam no nível 3 pela facilidade de acesso do usuário da comunidade. No nível 4
estão as coleções de monografias de graduação, pós-graduação e pesquisa (Ciências Exatas,
Biológicas e Engenharias); Banco de Livro-Texto, Banco de Teses, Coleção de Consulta,
Serviço de Reprografia “self-service”, Salas de Leitura e Estudo em Grupos e Individuais. No
nível 5 estão as coleções e publicações seriadas e obras de referência. As Coleções Especiais e
Coleção Geral de Humanidades ficam no nível 6. Em todos os níveis podemos encontrar
terminais de consulta e serviços de reprografia.
Nos níveis 2, 4, 6 estão as baterias de sanitários masculino, feminino e para
deficientes. O nível 2 (Administração) é servido por uma copa. A caixa de escada e elevador
forma um volume à parte e tem acesso direto com a área administrativa. O elevador substitui
o monta-carga, e é usado apenas pelos funcionários na tarefa de transporte dos volumes e por
deficientes que apresentam maior dificuldade em subir as rampas.

15

�O guarda-volumes está localizado próximo ao acesso de público, antes da entrada
principal.
Os amplos espaços onde só divisórias leves fazem algumas separações, conferem ao
projeto grande flexibilidade. Esta opção foi adotada para toda a área administrativa, onde por
exemplo foram usados painéis cegos a meia altura com painéis e bandeiras de vidro com
ventilação. A leveza se faz pela transparência e torna os ambientes naturalmente integrados.
Nos demais níveis também existem algumas divisões de espaço usando o mesmo padrão,
quando se faz necessário separar algumas funções específicas, como exemplo, a Sala de
Literatura Infantil e salas de reprografia.
CONFORTO TÉRMICO:
Com orientação norte/sul o edifício da Biblioteca Comunitária foi projetado com
amplas esquadrias de alumínio nas fachadas, mantendo abertura total para o “hall” central, o
que proporciona a possibilidade de manutenção de uma ventilação cruzada permanente nos
dois blocos principais. As quatro abóbadas que cobrem o espaço central, com pé direito
correspondente a sete níveis, com suas imensas esquadrias, sem dúvida também são
responsáveis pela boa ventilação, além de proporcionar boa iluminação natural em todo o
interior do

edifício. Desta maneira todos os postos de leitura, dispostos no sentido

longitudinal são privilegiados por esta concepção arquitetônica, que proporciona excelente
condições de conforto térmico e a possibilidade de um visual ora do exterior, ora do grande
saguão interno. Somente a sala que abriga as Coleções Especiais e equipamentos
computacionais (servidores) são climatizadas artificialmente.

16

�TIPOLOGIA CONSTRUTIVA:
O edifício foi construído com estrutura de concreto pré-fabricado, constituído de
pilares, vigas, lajes de piso tipo colmeia dimensionadas para uma sobrecarga de 1.000 kg/m2,
cobertura em telha “W” de concreto protendido. O vão básico da estrutura é 8,75x8,75m. Os
dois blocos de três pavimentos são interligados por um grande “hall” com pé-direito triplo e
cobertura de quatro abóbadas de concreto moldado in-loco. A disposição dos blocos e do
“hall” proporcionam a possibilidade de uma visão de todo conjunto interno do edifício. As
fachadas, com amplas esquadrias de alumínio, sombreadas por um “brise” de grade metálica,
permitem uma com ampla visão do exterior.
A opção pelo uso de uma tipologia construtiva com elementos de concreto préfabricados teve como justificativa a necessidade de uma resposta rápida às questões políticas
que colocavam-se na época. A utilização dos recursos destinados a construção da Biblioteca
Comunitária tinham prazos extremamente curtos que determinaram um cronograma de projeto
e execução das obras bastante limitado.
4.3. DIMENSIONAMENTO:
Na proposição do espaço físico para a Biblioteca Comunitária um dos aspectos
importantes

que

devemos

considerar

referem-se

às

questões

técnicas

de

dimensionamento.
O dimensionamento da área necessária para postos de leitura e acervo, foi
definido em função de esquemas elaborados, conforme fig. 1 e fig.2, já mencionadas
anteriormente e baseadas em literatura específica.

17

�O número de postos de leitura foi determinado em função da necessidade de
atendimento à comunidade de usuários. Foi estabelecida a quantidade de 800 postos de
leitura, o que corresponde a 10% da população universitária ou aproximadamente 6%
do número total de usuários inscritos.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
No geral, o projeto da Biblioteca Comunitária de São Carlos apresenta como inovação
um prédio em concreto pré moldado, com a criação de espaços amplos, claros, integrados,
oferecendo um clima de descontração e conforto.
A utilização de materiais de fácil manutenção, tais como revestimentos cerâmicos
tanto interna como externamente, o piso vinílico e também o cimentado rústico (na área de
vivência), são características marcantes do projeto. Somada a estas características, a escolha
do mobiliário foi de fundamental importância – cores claras com algumas diferenciações,
como por exemplo na área de leitura infanto-juvenil, onde procurou-se aliar funcionalidade
com o tom vibrante das cores primárias como azul e amarelo, para que o público mais jovem
se sentisse atraído também pelo ambiente diferenciado. O laminado melamínico foi o
revestimento escolhido para as mesas de leitura, estruturadas em aço tubular, e as cadeiras são
em poliuretano rígido com o mesmo tipo de estrutura.
Desta maneira, o projeto arquitetônico foi desenvolvido procurando-se soluções e o
uso de materiais adequados, visando fácil manutenção e maior conservação, tanto do prédio
quanto do acervo da UFSCar.
A Biblioteca Comunitária foi projetada dentro do enfoque de um centro cultural,
agregando em seu programa áreas de vivência, auditório e ambientes para exposições,

18

�constituindo-se no mais importante espaço físico do campus e representando a verdadeira
expressão cultural dos valores locais das prioritárias condições de estudo e pesquisa.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
(1) GASCUEL, Jacqueline Um espaço para o livro: como criar, animar ou renovar
uma biblioteca. Trad. de Maria Inês Barroso. Lisboa: Publicações Dom
Quixote, 1987. p.16.

(2) SIMPÓSIO SOBRE ARQUITETURA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
2., 1990, Belém. Anais... Belém: Supercores, 1990. 2v.
(3) MOSQUEIRA, Cláudio Mafra Aspectos do planejamento e construção de
bibliotecas universitárias brasileiras. In: SIMPÓSIO SOBRE
ARQUITETURA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 1., 1981,
Brasília. Anais... Brasília, 1981.
(4) Universidade Federal de São Carlos. Plano diretor de desenvolvimento físico:
1987. São Carlos: UFSCar, 1987.

19

�7. ANEXOS:

20

�Figura 3:

✢✩
✢✬✩
✯✴✥✣✡ ✣✯✭✵✮✩
✴➁✲✩
✡ ✤✡ ✵✦✳✣❁❒

:

21

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Projeto arquitetonico da Biblioteca Comunitária da UFSCAR: belo e funcional.</text>
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                <text>Moraes, Lourdes de Souza, Salvador, Elizabeth Valdetaro, Martins, Francisco Alexandre Sommer</text>
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                <text>A concepção de um novo modelo de Biblioteca exige uma nova concepção do seu espaço físico, onde a funcionalidade deve estar presente sem contudo sobrepor à estética e vice-versa. Nesta direção foi realizado um trabalho conjunto entre bibliotecários e arquitetos que resultou em um projeto arquitetônico que permitiu de modo harmonioso abrigar num mesmo espaço diferentes comunidades de usuários, acervos, serviços e produtos de informação, inovando e renovando o convencional de uma biblioteca universitária comunitária. O estudo detalhado de todas as funções e serviços da biblioteca em sua nova concepção possibilitou a identificação de parâmetros para o trabalho de criação dos arquitetos.
Localizada no eixo norte / sul do campus da Universidade Federal de São Carlos, o complexo Biblioteca Comunitária, área de vivência e auditório englobam uma área de aproximadamente 9.000 m2. A estrutura é em concreto pré-moldado, e o espaço de dois blocos modulados de dois e três pavimentos respectivamente, é interligado por um grande hall coberto por quatro grandes abóbadas de concreto que deixam passar luz através de suas imensas esquadrias laterais de ferro e vidro. A visualização do “todo”, espaços amplos e abertos, agradam os usuários. O elemento de ligação entre os dois blocos, que abrigam desde a infraestrutura até os acervos especiais da biblioteca, é uma rampa que conduz aos cinco diferentes níveis. Boa
iluminação natural, boa acústica e conforto térmico são características marcantes do projeto. Materiais de fácil manutenção, tais como revestimentos cerâmicos interno e externo, piso cimentado rústico e piso vinílico foram largamente utilizados. A caixa de escada e elevador, as abóbodas do grande hall e os dois blocos distintos deram ao projeto uma volumetria interessante. Um auditório com 400 lugares e salas para conferências conferem ao conjunto uma função mais ampla do que a de uma biblioteca isoladamente. Um projeto que abriga “um projeto maior”, o da Biblioteca Comunitária.</text>
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                    <text>A INFLUÊNCIA DA ARQUITETURA DE INTERIORES NA ORGANIZAÇÃO E
USO DE BIBLIOTECAS: O CASO DA UNICSUL
Maria Isabel Santoro
Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL – Biblioteca
Av. Dr. Ussiel Cirilo, 225 – CEP 08060-070
São Paulo – SP – Brasil
e-mail isabel.santoro@unicsul.br Fone 0 XX 11 61375734
santoro@bestway.com.br Fone 0 XX 19 2534935

Resumo: A arquitetura de interiores, que privilegia o uso de cores, a iluminação, o mobiliário
adequado e o redimensionamento do espaço físico, possibilita estabelecer uma direta
interligação entre os princípios conceituais do que é, para que serve e a quem se destina um
determinado espaço e as condições estética e de bem-estar (como por exemplo: a claridade e o
ar) necessárias ao homem para sua confortável permanência no local. Apresenta-se os
componentes conceituais adotados no projeto de reforma da Biblioteca “Prof. Haddock Lobo
Neto” da UNICSUL, baseado no Plano de Modernização elaborado no início de 1998, que
contemplou prioritariamente a ampliação do espaço físico, considerando a necessidade de
atender a mudanças estruturais de seu funcionamento. Foi desenvolvido estudo específico por
bibliotecário e arquiteto que, em conjunto, definiram o projeto final, com características
específicas para garantir identidade própria à Biblioteca. A reforma incluiu fechamento de
espaços, retirada de divisórias, troca de pisos e revestimentos, com completa mudança de
cores e alterando a luminosidade geral, o que deu nova vida ao ambiente. Foi adquirido
mobiliário novo para toda área de público e as estantes ganharam acabamento específico.
Levou-se em consideração, além das necessidades de atendimento às questões dos serviços e

1

�recursos informacionais, o aspecto de compartilhamento dos valores institucionais. Assim, foi
destinado um espaço para exposição permanente de artes plásticas, dos trabalhos de docentes
e alunos da Universidade, com objetivo de valorizar, dentro da própria Biblioteca, o aspecto
cultural da obra de arte e o aspecto educacional, uma vez que, as exposições são
acompanhadas de material instrucional. Este fato veio enfatizar a importância da arquitetura
de interiores de Bibliotecas, onde o espaço destinado ao estudo e à pesquisa merece estar
estética e dimensionalmente correto e agradável. Outro item abordado pelo projeto foi a
sinalização interna, que auxilia os usuários na localização e acesso às dependências e ao
acervo. Finalmente, apresenta-se quadro comparativo com dados de uso da Biblioteca antes e
depois da reforma do espaço físico, fotos e depoimentos, que vêm demonstrar a influência
positiva da melhoria implementada no referido ambiente interno.

TEMA : ARQUITETURA DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

A arquitetura de interiores tem uma questão fundamental que é possibilitar uma
direta interação entre a funcionalidade do espaço físico e o aspecto estético.
No caso específico da biblioteca, as funções de armazenamento de coleções,
acesso, uso, fluxos e serviços são de tal complexidade e grandeza que necessitam de estudos
muito detalhados para permitir que essa interatividade aconteça.
Apesar de existirem, no Brasil, bons prédios de bibliotecas universitárias
projetados especificamente para seu funcionamento, muitas ainda estão instaladas em

2

�edifícios que não foram construídos para este fim. Assim, tanto em prédios próprios, quanto
em espaços adaptados, o estudo do interior das bibliotecas exige atenção especial.
Quando instalada em prédios adaptados, a questão da arquitetura de interiores
sofre alguns limites vinculados à estrutura existente, principalmente quanto à localização: de
áreas de acesso (escadas, elevadores, portas), áreas com infra-estrutura hidráulica (sanitários,
cozinhas), iluminação natural (janelas, vitrôs) e carga de peso que a estrutura suporta.
Respeitadas as questões estruturais, a partir de parecer técnico elaborado por
especialista, fica nítida a leitura do novo espaço que se abre para o projeto do interior.
Assim aconteceu com a Biblioteca “Prof. Haddock Lobo Neto” da Universidade
Cruzeiro do Sul (UNICSUL), localizada em prédio adaptado. Após a elaboração do Plano de
Modernização da Biblioteca (março / 1998), tornou-se clara a necessidade de reestruturação
do espaço físico iniciando-se, então, estudos por bibliotecário que, de posse das informações
técnicas viabilizou, junto com arquiteto, as mudanças necessárias.
É importante destacar que o Plano de Modernização, solicitado pela administração
da Universidade, recebeu total apoio e ampla liberdade para inovar. Trabalhou-se com noções
ousadas em termos funcionais e estéticos, evitando-se soluções caras. Neste sentido, o plano
contemplou alterações radicais do ponto de vista organizacional da Biblioteca interagindo a
funcionalidade com aspectos estéticos e formais do espaço visando, sempre, um bom padrão e
conforto de atendimento.
Entre todos os aspectos importantes que influenciam na qualidade do ambiente,
no caso específico da biblioteca de estudos, destacam-se a ausência de iluminação e clareza
(Fotos 1, 3, 5 e 7). A biblioteca mostrava-se visualmente muito escura e pesada causando

3

�desconforto tanto aos bibliotecários como aos usuários, que já apontavam estes elementos
como pontos a serem completamente reestruturados.
Além das alterações de caráter estético, foram implementadas mudanças
diretamente ligadas à organização e ao funcionamento da Biblioteca:
a) integração dos acervos das bibliotecas “Circulante” e “Central” em uma única
coleção e, portanto com uma só organização física;
b) alteração do sistema de acesso ao acervo, de acesso fechado para livre acesso
às estantes pelo usuário;
c) organização da coleção de periódicos e da coleção de multimídia em espaços
próprios;
d) integração do controle de entrada e saída de usuários junto à área de
circulação (empréstimo, devolução, reserva) e atendimento geral.
e) definição de outras áreas que exigiram espaços específicos:
- pesquisa na Internet;
- área individual de leitura;
- salas de estudo em grupo;
- áreas de trabalho interno.
A filosofia implementada nessas alterações objetivou dar um salto qualitativo e
quantitativo no atendimento ao público. Todas as mudanças foram direcionadas ao
oferecimento de facilidades de uso da Biblioteca como um todo pelo público, seja nas
atividades rotineiras de empréstimo e devolução de livros, seja no conforto do usuário para
permanecer estudando individualmente ou em grupo, além do uso de equipamentos de
informática para acesso à informação e ao documento, através da Internet.

4

�A prioridade Número Um passou pela transformação da biblioteca em um órgão
vital para a Universidade, agregando todo o potencial dos recursos informacionais, para
disponibilizá-los através de serviços à comunidade acadêmica, mantendo e preservando sua
identidade institucional. A formulação conceitual do projeto se deu então de forma
progressiva e amadurecida. Durante todo o processo de elaboração, apresentação e
desenvolvimento do Programa de Reestruturação do Espaço Físico, uma equipe técnica
composta de: bibliotecário, arquitetos e Administração Superior da Universidade, definiram e
aprovaram através de reuniões o Programa Final, com o qual trabalhariam os arquitetos.
Seguiram-se várias reuniões para estudo da primeira Proposta de Lay-out e, assim, se
sucederam sugestões e adequações até o Projeto definitivo. Destaca-se, durante esse período,
a qualidade e o profissionalismo com que aconteceram estes estudos iniciais e o respeito e a
seriedade da Administração quando da análise e aprovação do Projeto Final.

O PROJETO
De posse do Programa apresentado pelo bibliotecário, os arquitetos trabalharam
na elaboração do Projeto, mantendo o sentido de romper as barreiras que traduziriam o espaço
antigo numa “biblioteca aberta”. “Fisicamente, o espaço passaria dos originais 993 m2 de área
para, aproximadamente, 1500 m2, portanto, este acréscimo de 50% deste novo espaço deveria
ser qualitativamente otimizado...”(ARAUJO &amp; LOCATELLI, 1999). Conforme Lay-out da
Antiga Biblioteca (ver Anexo) a área de acréscimo se localiza no Pavimento Superior, que
sofreu as principais alterações, isto é: remanejamento da escada dos fundos para a frente,
fechamento do mezanino localizado nos fundos e o uso do vidro em vedações que se fizeram
necessárias. A entrada principal e o hall do elevador ganharam destaque; criou-se uma Ilha de

5

�Atendimento com possibilidade de atendimento

interno e externo (Foto n.º 4), com

mobiliário específico desenhado pelos próprios arquitetos, revestido “com madeiras nobres e
de tonalidade clara, pois a Ilha deveria chamar atenção por si só”, segundo os autores do
Projeto. Utilizou-se “elementos visuais marcantes dentro do Campus da Universidade, como a
textura azul profundo (quase roxo) que revestiu a parede de pé direito duplo e as luminárias
com cúpula em acrílico canelado que esparramaram luminosidade para os dois pavimentos da
Biblioteca”. Os volumes laterais deste plano ganhou, com a mesma textura, a leveza do
amarelo pastel, dinamizando a entrada principal da Biblioteca.
“A antiga escada da circulação interna da Biblioteca foi remanejada dos fundos
para a frente e recebeu tratamento estético para tanto. O revestimento do piso de borracha
preta foi substituído por chapa de alumínio corrugada que reflete a iluminação recebida
diretamente da luminária do pavimento superior, proporcionando uma agradável luminosidade
ao ambiente, desprovido de iluminação natural, ao mesmo tempo que contrapõe-se à parede
azul aos fundos. O parapeito metálico que envolvia o pavimento superior foi totalmente
remodelado, ganhando desenho exclusivo e pintura prata, de modo a participar do ambiente
com leveza”. O prata veio dar um tom de modernidade ao ambiente e foi aproveitado,
também, em todos os acessórios desenhados pelos arquitetos, que utilizaram chapas metálicas
perfuradas como os: totens para informações diversas, quadros de avisos, suporte para
esculturas e painéis para exposições de artes plásticas.
“O piso de borracha que reveste todos os ambientes recebeu a cor rosè
circundando

a caixa do elevador, definindo a circulação e a cor tijolo no restante do

pavimento. Escolhemos a quente cor tijolo para receber as neutras e pesadas estantes de
livros, para criar um dinamismo visual, enquanto que a área destinada a circulação recebeu

6

�cor fria, mas viva, para não competir com o que a circunda. O rodapé de peroba acrescentou
elegância no acabamento do piso. As estantes dos livros ganharam "roupa", através de
tabeiras especialmente desenhadas, em uma de suas extremidades que suavizaram sua
aparência grotesca. Estas tabeiras, paredes e divisórias, ganharam a cor pérola ao invés do
insípido branco ou gelo. Já o mobiliário (mesas e cadeiras para estudo em grupo ou
individual) mereceu o insípido gelo enquanto que o tecido das cadeiras estofadas o mesmo
tijolo do piso” (ARAUJO &amp; LOCATELLI, 1999).
Toda a sinalização mereceu especial atenção do bibliotecário que, com apoio da
área de Marketing projetou uma Comunicação Visual harmônica e objetiva usando as placas
de PVC cor tijolo e letras brancas.

ASPECTOS CONCEITUAIS DO PROJETO
Os principais componentes conceituais adotados no Projeto de Reestruturação do
Espaço Físico foram:

A LIBERDADE DE USO
A primeira grande mudança que transformou a Biblioteca da UNICSUL foi adotar
conceitualmente a total liberdade de uso e circulação. Em seus 1 500m2, a única área que não
se tem acesso livre é a sala de trabalho dos funcionários, portanto, todos os espaços foram
pensados para o bem estar e liberdade do usuário.
A entrada da Biblioteca (Foto n.º 2) já apresenta esse ambiente aberto, claro, livre
de obstáculos visuais onde o olhar alcança o exterior, além das janelas, buscando a
transparência e fluidez do espaço.

7

�Com essa agradável aparência, a Biblioteca, quase sem paredes acomoda hoje 300
(trezentos) usuários sentados, em diferentes ambientes de estudo e pesquisa, como as áreas de
leitura individual e em grupo, espaço informal para leitura de jornais e revistas (Foto n.º 6),
salas de estudo em grupo e áreas especiais para multimídia e pesquisa na Internet.
Adotou-se amplos espaços abertos com a intercalação de mesas de leitura entre a
distribuição de estantes (Foto n.º 8), para facilitar o uso do material próximo à sua localização
física.
Nas áreas que exigiram fechamento foi utilizado vidro, mantendo assim a
transparência e leveza dos ambientes.
O acesso aos terminais de consulta e o acesso ao material bibliográfico é
totalmente livre e a interferência dos funcionários só se dá quando solicitada pelo usuário.
A sinalização complementa e auxilia na formação desse usuário independente
(Fotos 9 e 10). Todo este clima de liberdade foi estrategicamente pensado, pois, além de criar
um ambiente agradável para o público, racionaliza o tempo da equipe de apoio que trabalha
na Biblioteca.

CONFORTO
Inúmeros fatores interferem no conforto de um ambiente de estudo e pesquisa.
Estudar em ambiente adequado e agradável traz conseqüências diretas para os
usuários e para a própria Universidade que ganha na qualidade de seu produto.
A Biblioteca, preocupada em oferecer um espaço onde os leitores se sentissem
com vontade de permanecer no local, além de considerar os valores estéticos, também
estudou aspectos do mobiliário que pudessem favorecer certo conforto.

8

�Nesse sentido, o mobiliário adquirido para usuários privilegiou cadeiras macias e
confortáveis, para propiciar a permanência de leitores sentados, por longo período, e mesas de
diferentes tamanhos para facilitar o estudo individualizado ou não, conforme a necessidade do
público.

A QUESTÃO DA COR
Num mundo onde a arquitetura ganha novas cores (segundo DIOTAIUTI da
Suvinil, citado por LEAL (1998), estão disponíveis 2.200 cores), as bibliotecas precisam
explorar este recurso para agregar valor estético ao seu interior. Pode-se afirmar,
parafraseando LEAL (1998) que as estantes não precisam ser necessariamente cinzas (o autor
citado se refere ao concreto). Deve-se evitar o visual pesado da concentração de cores
“mortas”, adotando-se o uso de cores quentes nos mais diferentes pontos em que possam
provocar impactos positivos. Por exemplo, a grande área de armazenagem de coleções merece
um colorido no piso para contrastar com a estanteria, que na maioria das vezes é cinza ou em
outro tom neutro como casca de ovo. A UNICSUL adotou a cor tijolo para o piso, o que deu
um efeito estimulante, tornando o ambiente alegre, sem ser agressivo. Esse recurso também
foi usado pela Biblioteca da FAU / USP (CRUZ, 1998) que utilizou tom caramelo em seu
piso. O volume de estantes, geralmente, sobrecarrega o ambiente e o uso de uma sobreposição
de cores alivia e quebra o conjunto, impactando e criando suavidade da imagem.
Outra solução prática e interessante no uso de cores é a utilização de uma variação
do mesmo tom para demarcação de áreas de circulação de público, facilitando acessos e até
induzindo a áreas em que se desejaria a passagem do público (por exemplo: área de
exposições e avisos). Para estas áreas, a Biblioteca em questão ganhou um tom rosé.

9

�O uso de cores adequadas tem, às vezes, um poder especial de motivação de uso
de espaços. A cor pode exercer uma motivação técnica quando utilizada intencionalmente, na
função de demarcação, como por exemplo em áreas de acesso: entrada e saída, corredores,
elevadores e escadas; e pode exercer uma motivação estética quando atua diretamente na
questão da harmonia, beleza, leveza, clareza e luminosidade.
É correta a afirmação de LEAL quando diz que “a cor (...) é muito mais do que
uma escolha pessoal. Ela pode conferir equilíbrio e harmonia à obra ou causar estranheza”.
Portanto, deve-se investir no estudo da seleção de cores, especialmente em lugares onde se
deseja que haja grande fluxo de pessoas, com necessidade de permanência no local.

A INTERLIGAÇÃO COM A ARTE
Durante todo o processo da reforma foi feito, em conjunto com o arquiteto, o
acompanhamento da obra pela Direção da Biblioteca o que resultou em grandes vantagens,
pois foram sendo estudados detalhes estéticos referente tanto à utilização racional de espaços,
quanto às primeiras definições de necessidades de sinalização, melhoria e/ou adaptação de
mobiliário existente e o próprio embelezamento final da obra.
Assim, a observação de ampla parede clara e limpa em frente a uma área de
leitura sugeria a idéia de um aproveitamento específico, para uma atividade artística, com
objetivo didático: exposição permanente de obras de arte.
Levou-se em consideração que a UNICSUL, de um lado, atende a um tipo de
aluno carente de conhecimento artístico-cultural, que não dispõe de tempo para visita a
museus, parques, igrejas etc; por outro lado, a Universidade tem uma riqueza de material
artístico proveniente da produção de obras de arte de qualidade, elaboradas por docentes /

10

�artistas e alunos do Curso de Artes Plásticas. Portanto, a Direção da Biblioteca, apoiada pela
Administração da Universidade, estabeleceu

contato com os referidos docentes que,

prontamente, entenderam a importância da idéia de se preparar, permanentemente, exposições
didáticas, num espaço que teria público garantido e , assumiram esta tarefa de coordenar e
organizar as exposições.
Mais uma vez, o trabalho conjunto da equipe discutiu e aprovou: um espaço
delimitado, o tipo de suporte adequado à exposição de quadros e esculturas e o totem que
serviria para fixação de textos educativos para o público (Foto n.º 11 e 12).
A agregação de valores institucionais, através da colaboração efetiva do grupo de
Artes Plásticas, somando valores estéticos a essa área de leitura, veio acrescentar às funções
da Biblioteca seu real papel de agente cultural, tornando-a mais ativa dentro da própria
instituição e mais participante desse processo de formação do aluno-leitor.
Esse espaço vem comprovar que as diferentes leituras (a do texto e a da obra de
arte) podem perfeitamente conviver de forma harmônica num mesmo ambiente. Com isso,
ganha o leitor e a Biblioteca, estética e culturalmente, resultado da integração de idéias e
estudos valorizados pela arquitetura de interiores.

IMPACTOS NO USO DA BIBLIOTECA, DEPOIS DA REABERTURA
Durante todo o processo de reforma a Biblioteca permaneceu aberta apenas para o
serviço de empréstimo domiciliar. Nesse período, os usuários acompanharam parcialmente
algumas das inovações e foram emitindo suas opiniões, sempre aprovando e elogiando. Mas,
em agosto quando houve o ato de reinauguração do novo espaço, os bibliotecários visitantes
se surpreenderam, especialmente com a nova disposição cromática da biblioteca.

11

�Os comentários mais comuns foram:
“A Biblioteca ficou clara, colorida e alegre...”
“Adorei as cores vibrantes e modernas da Biblioteca da UNICSUL...”
“Agora só da vontade de ficar estudando aqui...”
“Posso ir livremente às estantes e pegar os livros que quizer?...”
Estes depoimentos, de caráter positivo, foram sendo reafirmados com um
crescimento no uso da Biblioteca da ordem de até 350%, no mês de junho, em relação ao
mesmo mês do ano anterior, conforme a Tabela 1.
Tabela 1 - FREQÜÊNCIA
MÊS

1998

1999

Maio
Jun.
Jul.
Ago.
Set.
Out.
Nov.
Dez.

11 740
9 765
2 143
15 169
18 187
16 783
16 989
4 460

28 026
44 084
6 686
38 840
46 560
43 114
51 577
18 911

PORCENTAGEM
CRESCIMENTO
139 %
351 %
212 %
256 %
156 %
157 %
204 %
324 %

A biblioteca passou a ter uma freqüência média diária de 1 900 pessoas nos meses
de agosto / 99 a novembro / 99. Especificamente, em novembro, esta média foi de 2 242
usuários, chegando um dos dias a ultrapassar 3 000 pessoas.
Consequentemente, os serviços de empréstimo e consulta registraram aumento
relevante (Tabela 2 e 3).
Tabela 2 - EMPRÉSTIMO
MÊS

1998

1999

PORCENTAGEM
CRESCIMENTO

12

�Maio
Jun.
Jul.
Ago.
Set.
Out.
Nov.
Dez.

2 981
3 087
1 113
4 658
5 933
5 799
4 843
1 560

9 364
9 318
2 663
10 070
16 459
16 963
16 474
5 344

214
202
139
116
177
192
240
243

%
%
%
%
%
%
%
%

Tabela 3 - CONSULTA
MÊS

1998

1999

Maio
Jun.
Jul.
Ago.
Set.
Out.
Nov.
Dez.

8 369
6 365
1 888
10 671
12 730
10 443
9 594
1 988

19 495
17 235
3 501
21 363
19 969
19 078
18 295
5 519

PORCENTAGEM
CRESCIMENTO
133 %
171 %
85 %
100 %
57 %
83 %
91 %
178 %

É muito interessante adicionar a estes dados algumas informações que são
resultado da observação direta. Primeiramente, além do aumento quantitativo da freqüência,
houve uma melhor distribuição de usuários entre os horários, isto é, a Biblioteca que foi
sempre pouco freqüentada pela manhã, passou, neste horário, a ter 33 % de freqüentadores,
que, diferentemente do público noturno, permanece estudando por mais tempo. O próprio
período vespertino que se mantém como horário de menor uso (22 % de leitores), também
tem um público que fica mais tempo utilizando a Biblioteca, o que vem demonstrado como
um ambiente bonito, agradável e confortável interfere tanto no volume como no tipo de uso.
Assim, pode-se observar, pela análise da Tabela 3, que a consulta não registrou
aumento tão elevado quanto a freqüência e o empréstimo.

13

�Novos espaços como a Sala de Internet, que mantém 15 microcomputadores
disponíveis para pesquisa, e a área de exposições foram imediatamente ocupados. O uso da
Sala de Internet e vem registrando um movimento diário de aproximadamente 10 usos por
equipamento (quase 150 pessoas / dia).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARAUJO, M. S. de, LOCATELLI, A. M. F. Desenvolvimento do Projeto da Biblioteca
Central da UNICSUL. São Paulo, dez. 1999. (a ser publicado)
CRUZ, J. A. de B. Renovação revigora as qualidades do projeto original e assegura a
correta preservação do valioso acervo. Projeto Design, n. 223, ago. 1998, p. 86
– 89.
LEAL, U. Tudo azul. Téchne: Revista de Tecnologia da Construção, v. 8, n. 41, jul./
ago. 1998, p. 44 – 49.
ANEXOS
FICHA TÉCNICA
Biblioteca Prof. Haddock Lobo Neto
Universidade Cruzeiro do Sul
Data do Projeto: agosto / 1998
Data de Conclusão da Obra: abril / 1999
Área Total: 993m2
Área existente anteriormente: 1 568m2

EQUIPE - ARQUITETOS:
Maurício Silva de Araujo
Ana Maria Figueiredo Locatelli
Bibliotecária: Maria Isabel Santoro
FOTOS: João Sato
AGRADECIMENTOS:ARQUITETOS:
Carolina Santoro Blengini
Francisco José Santoro
Bibliotecários: Ivone H. O. Carvalho
Sandra
Regina
dos
Santos

CARACTERÍSTICAS DA INSTITUIÇÃO
NOME: Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL
ENDEREÇO: Av. Dr. Ussiel Cirilo, 225 – São Paulo / SP – CEP: 08060-070

14

�DATA DE CRIAÇÃO: 1993
NÚMEROS DE ALUNOS:

13 310

NÚMEROS DE PROFESSORES: 566
CURSOS ESTRUTURADOS EM CENTROS:
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS,
ARTES E EDUCAÇÃO
Educação Artística
Geografia
História
Letras
Música
Pedagogia
Serviço Social
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA
SAÚDE
Biologia
Educação Física
Enfermagem
Fisioterapia
Odontologia
Psicologia
CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS
Direito

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E
TECNOLÓGICAS
Arquitetura e Urbanismo
Ciência da Computação
Engenharia Civil
Engenharia Elétrica
Engenharia Mecânica
Matemática
Tec. em Proc. de Dados
CENTRO
DE
CIÊNCIAS
ADMINISTRATIVAS E DE NEGÓCIOS
Administração
Ciências Contábeis
Comunicação Social
Secretário Exec. Bilingüe
Turismo
CENTRO
DE
PÓS-GRADUAÇÃO,
PESQUISA E EXTENSÃO

DADOS GERAIS DA BIBLIOTECA:
NOME DA BIBLIOTECA: “Prof. Roberto Haddock Lobo Neto”
ENDEREÇO: Av. Dr. Ussiel Cirilo, 225 – São Paulo / SP – CEP: 08060-070
FONE / FAX: 0 XX 11 – 61375734
E-MAIL: biblioteca@unicsul.br
TABELA 4 - DADOS DO ACERVO
1999
ESPECIFICAÇÃO

QUANTIDADE

15

�LIVROS E TESES
TITULOS DE PERIÓDICOS
CORRENTES
NÃO CORRENTES
TOTAL
MAPAS
FITAS DE VIDEO
FITAS CASSETES
CD-ROM

73 366
317
540
857
177
1 301
77
557

TABELA 5 - RECURSOS FÍSICOS – ESPAÇO / MOBILIÁRIO
1999
ESPAÇO
ACERVO

ATENDIMENTO

ESPECIFICAÇÃO
ESTANTES / MESAS
182 Estantes duplas
14 Expositores
1 Mapoteca
2

Nº. ASSENTOS

594 m²

Entrada / Guarda volume
Balcão

99 m²

LEITURA

29 mesas ( 5 lugares )
68 mesas individuais

145
68

ESTUDO EM GRUPO

2 mesas (10 lugares)

20

LEITURA JORNAL

3 mesas ( 5 lugares)
5 sofás (2 lugares)

15
10

INTERNET
MULTIMIDIA

15 mesas individuais
7 mesas (2 lugares)

ADMINISTRAÇÃO

4 estações trabalho

CIRCULAÇÃO

Depósito, Circulação
Sanitários, etc

TOTAL

15
14

475 m²

50 m²
27 m²
116 m²
207 m²

301

16

ÁREA

1 568 m²

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFSC</text>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                  <text>Evento</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <name>Title</name>
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              <elementText elementTextId="73320">
                <text>A influência da arquitetura de interiores na organização e uso de bibliotecas: o caso da UNICSUL. 96</text>
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                <text>A arquitetura de interiores, que privilegia o uso de cores, a iluminação, o mobiliário adequado e o redimensionamento do espaço físico, possibilita estabelecer uma direta interligação entre os princípios conceituais do que é, para que serve e a quem se destina um determinado espaço e as condições estética e de bem-estar (como por exemplo: a claridade e o ar) necessárias ao homem para sua confortável permanência no local. Apresenta-se os componentes conceituais adotados no projeto de reforma da Biblioteca “Prof. Haddock Lobo Neto” da UNICSUL, baseado no Plano de Modernização elaborado no início de 1998, que contemplou prioritariamente a ampliação do espaço físico, considerando a necessidade de atender a mudanças estruturais de seu funcionamento. Foi desenvolvido estudo específico por bibliotecário e arquiteto que, em conjunto, definiram o projeto final, com características específicas para garantir identidade própria à Biblioteca. A reforma incluiu fechamento de espaços, retirada de divisórias, troca de pisos e revestimentos, com completa mudança de cores e alterando a luminosidade geral, o que deu nova vida ao ambiente. Foi adquirido ,mobiliário novo para toda área de público e as estantes ganharam acabamento específico. Levou-se em consideração, além das necessidades de atendimento às questões dos serviços e recursos informacionais, o aspecto de compartilhamento dos valores institucionais. Assim, foi destinado um espaço para exposição permanente de artes plásticas, dos trabalhos de docentes e alunos da Universidade, com objetivo de valorizar, dentro da própria Biblioteca, o aspecto cultural da obra de arte e o aspecto educacional, uma vez que, as exposições são acompanhadas de material instrucional. Este fato veio enfatizar a importância da arquitetura de interiores de Bibliotecas, onde o espaço destinado ao estudo e à pesquisa merece estar estética e dimensionalmente correto e agradável. Outro item abordado pelo projeto foi a sinalização interna, que auxilia os usuários na localização e acesso às dependências e ao acervo. Finalmente, apresenta-se quadro comparativo com dados de uso da Biblioteca antes e depois da reforma do espaço físico, fotos e depoimentos, que vêm demonstrar a influência positiva da melhoria implementada no referido ambiente interno.</text>
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                    <text>REQUALIFICAÇÃO DA PESQUISA ESCOLAR: UM COMPROMISSO SOCIAL DO DEPARTAMENTO DE
REFERÊNCIA DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS COM O
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

___________________________________________________________________
Elisabeth Márcia Martucci
Profª. Doutora do Departamento de Ciência da Informação
da Universidade Federal de São Carlos
Rod. Washington Luís, Km 235 - Monjolinho
Caixa Postal 676 – CEP 13 565-905 – São Carlos (SP) - Brasil
Fone: (0xx16) 260-8374 – Fax: (0xx16) 260-8353
E-Mail: beth@power.ufscar.br
Aparecida Cristina Abrahão Novaes Gomes
Elisete Leite de Oliveira Vieira
Bibliotecárias do Departamento de Referência
da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos
Rod. Washington Luís, Km 235 - Monjolinho
Caixa Postal 676 – CEP 13 565-905 – São Carlos (SP) - Brasil
Fone: (0xx16) 260-8135 – Fax: (0xx16) 260-8423
E-Mail: srefer@power.ufscar.br

RESUMO
Há quase três décadas, a pesquisa escolar foi incorporada ao ensino
fundamental e médio como uma metodologia de ensino voltada à ampliação e enriquecimento
dos conteúdos curriculares e a literatura registra sua tendência em transformar-se no principal
1

�instrumento do processo educativo (Demo, 1998; Mello, 1998), o que tem exigido novas
políticas e ações da atividade de referência das bibliotecas que atendem esta demanda.
Para contribuir neste processo de requalificação da pesquisa escolar, a
Biblioteca Comunitária da UFSCar, implantou um serviço diferenciado de atendimento à
clientela escolar, que abrange três ações processuais: a identificação dos usuários e de suas
demandas informacionais, a ampliação de seu estoque informacional e o desenvolvimento de
uma base de dados de referência, que integram uma opção de gerenciamento dirigida para a
avaliação contínua da eficiência e eficácia dos serviços oferecidos, baseada na coleta e
tratamento de dados de cada atendimento realizado. Os dados referentes ao nível e origem do
aluno e à temática demandada amparam o desenvolvimento dos recursos informacionais, que
incluem suportes convencionais e alternativos e as fontes de informação utilizadas para o
atendimento à questão de referência são indexadas, registradas e armazenadas em uma base
de dados específica denominada Base de Dados “Prajá”, para posterior recuperação e acesso
em situação de referência similar. Essas ações são complementadas por uma reorientação
metodológica na execução do processo de referência, que focaliza a educação do usuário para
o uso da biblioteca e das fontes de informação.
Pode-se afirmar que o serviço implantado renova e inova o modelo processual
da atividade de referência para o atendimento de estudantes do ensino fundamental e médio,
ampliando sua dimensão informacional, avaliativa e educativa.

Serviço de extensão: Biblioteca Comunitária
1 INTRODUÇÃO

2

�Há quase três décadas, a pesquisa escolar foi incorporada ao ensino fundamental e
médio como uma metodologia de ensino voltada à ampliação e enriquecimento de conteúdos
curriculares ministrados em sala de aula e, agora, a literatura especializada registra sua
tendência em transformar-se no cerne do processo educativo.
Como afirma Mello (1998, p.3), nas sociedades contemporâneas, a informação e
o conhecimento se tornam disponíveis a um número cada vez maior e mais diversificado de
pessoas, na medida em que o avanço da tecnologia propiciou uma mudança no paradigma da
produção e divulgação do conhecimento. Esta mudança está atingindo o núcleo da missão da
escola, que hoje deve privilegiar a constituição de um quadro de referência científico,
cultural e ético, para que as pessoas possam selecionar, organizar, dar sentido e levar à
prática informação e conhecimento. Em outras palavras,
Construir sentidos com base no conhecimento poderá ser a tarefa mais
nobre da escola na sociedade da informação.
Os conteúdos de ensino terão de ser (res) significados, como meios e não
mais como fins em si mesmos. Deverão visar menos a memorização e mais
as capacidades necessárias ao exercício de dar sentido ao mundo: analisar,
inferir, prever, resolver problemas, continuar a aprender, adaptar-se às
mudanças, trabalhar em equipe, intervir solidariamente na realidade.
Nesta direção, a pesquisa pode ser considerada umas das estratégias para
sintonizar o currículo com o conhecimento contemporâneo, objetivando a constituição de
significados deliberados, que partem da experiência espontânea para chegar à
sistematização e à abstração e permitem identificar o objeto do conhecimento, saber como se
aprende, atribuir valores à aplicação do saber e estimular sua expressão (loc.cit.).
Demo (1998, p.1 e 5), desenvolveu um estudo teórico-metodológico sobre o
desafio de educar pela pesquisa, no qual focaliza a pesquisa como a maneira escolar própria
de educar, baseado em quatro pressupostos essenciais:

3

�● a convicção de que a educação pela pesquisa é a especificidade mais
própria da educação escolar e acadêmica,
● o reconhecimento de que o questionamento reconstrutivo com qualidade
formal e política é o cerne do processo de pesquisa,
● a necessidade de fazer da pesquisa atitude cotidiana no professor e no
aluno,
● e a definição de educação como processo de formação da competência
histórica humana.
Explicita que a distinção da educação escolar dos demais espaços educativos está
no fazer-se e refazer-se pela pesquisa, defendendo-a como a base da educação escolar, por
proporcionar o questionamento reconstrutivo, compreendido como um processo de construção
do sujeito histórico ou um processo emancipatório, que inclui a consciência crítica da
realidade e seu questionamento sistemático como caminho de mudança: um sujeito será tanto
mais se, pela vida afora, andar sempre de olhos abertos, reconstruindo-se permanentemente
pelo questionamento (ibid., p.5-8).
Assim, pesquisar e educar são processos coincidentes, na medida em que se
postam contra a ignorância (buscando o conhecimento e o saber pensar), se opõem a
procedimentos manipulativos (supondo ambiente de liberdade de expressão, crítica e
criatividade), condenam a cópia (perseguindo o conhecimento novo), valorizam o
questionamento (alimentando dúvidas, explicações e o aprender a aprender) e se dedicam ao
processo reconstrutivo (mantendo a inovação como processo permanente), pelo que o aluno
não vai à escola para assistir aula, mas para pesquisar (ibid., p.8-9).
Esse processo reconstrutivo da pesquisa pressupõe o conhecimento inovador e
sempre renovado, que inclui interpretação própria, formulação pessoal, elaboração
trabalhada e não mera reprodução, cópia, imitação, o que significa ser educado para ler a
realidade de modo questionador e reconstruí-la como sujeito competente, entendendo-se
competência como saber fazer e sobretudo de refazer permanentemente a relação com a
sociedade e a natureza (ibid., p.11-13)
4

�Metodologicamente, o processo de pesquisa é iniciado por uma questão
instigadora, que fomenta a iniciativa do aluno na busca de informações e materiais nas mais
diferenciadas fontes para um posterior momento de trabalho conjunto na sala de aula, no qual
todos são atores, colaborando para um objetivo compartilhado. É um momento de realizar
interpretações próprias, iniciando a elaboração: ler é compreender e interpretar com alguma
autonomia.

Interpretar significa uma pretensão de interpor no processo transmissivo um

sujeito que se recusa a ser mero instrumento de passagem, o que passa por ele tem tom
próprio, tem marca pessoal. A conduta passiva de copiar ou reproduzir textos é superada por
uma conduta crítica e elaborada, cuja importância está na formação da capacidade de
formulação e elaboração próprias (ibid., p.21-24).
Quando um texto é apenas lido reprodutivamente ou copiado
imitativamente, ainda não aparece o raciocínio, o questionamento, o saber
pensar. Quando é interpretado, supõe já alguma participação do sujeito,
por mais incipiente que seja, pois busca-se compreensão de sentido.
Compreender o sentido de um texto implica estabelecer relações entre texto
e significado, colocar em movimento modos de entender e compreender,
indagar possibilidades alternativas de compreensão, perceber e dar
sentidos, e assim por adiante. Esta dinâmica avança ainda mais, quando se
trata de saber fazer e refazer um texto, passando-se de leitor a autor.
Aparecendo a elaboração própria, torna-se visível o saber pensar e o
aprender a aprender.
Portanto, a capacidade de reconstruir baseia-se no desenvolvimento da capacidade
de saber pensar: ser capaz de enfrentar situações novas, dominar problemas inesperadas, não
temer o desconhecido, perscrutar alternativas, com base no raciocínio, poder de indução e
dedução, manejo de causas e efeitos, uso da lógica e do pensamento abstrato,
estabelecimento de relações. O saber pensar é traduzido no aprender a aprender, que conjuga
teoria e prática em condições sempre renovadas de intervir, uma competência
permanentemente refeita pela via do saber fazer e do constante refazer (ibid., p.32). O
aprender a aprender inclui: contraler, reelaborando a argumentação; refazer com linguagem
5

�própria, interpretando com autonomia; reescrever criticamente; elaborar texto próprio,
experiência própria; formular propostas e contraproposta (ibid., p.29).
O processo reconstrutivo é pessoal, complexo e sempre recorrente, que começa
pelo uso do senso comum, advindo da trajetória cultural ou das experiências acumuladas de
cada um, enriquecido pelo conhecimento disponível, que está nos livros, bibliotecas,
videotecas, universidades, institutos de pesquisa, escolas, computadores e bancos de dados
(ibid., p.25-27). O ponto de chegada é o questionamento reconstrutivo, pois a partir do senso
comum e do conhecimento disponível, o sujeito efetiva sua elaboração, superando a recepção
passiva do conhecimento e passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor
(ibid., p.28).
Desta forma, o aluno interliga dois passos fundamentais: interpreta com
propriedade a informação, para relacioná-la com a vida concreta e elabora posicionamentos
alternativos, para que passe da posição de “informado” a de informante, informativo,
informador (ibid., p.24).
Em relação ao conhecimento disponível e seu acesso, o autor afirma que:
O hábito de leitura deve ser impulsionado com sistematicidade persistente,
sobretudo diante da concorrência dos meios modernos de comunicação e
informática, que induzem à passividade receptiva da informação; o maior
problema não está no aluno, mas na escola que não tem biblioteca e outros
apoios dessa ordem (...); a leitura sistemática tem dupla finalidade: estar a
par do conhecimento disponível, participar do fluxo cultural constante,
informar-se de modo permanente, e alimentar o processo de formulação
própria, de argumentar e contra-argumentar, de questionar e reconstruir;
não deixa de ser um tipo de analfabetismo a falta habitual de leitura
instigadora nas pessoas (...) (ibid., p.31).
Torna-se essencial que cada escola tenha sua biblioteca sempre renovada,
com livros, enciclopédias, livros didáticos de toda sorte, vídeos e filmes,
dados importantes sobre a realidade nacional, regional e local. Além do
material ligado às necessidades curriculares (alfabetização, disciplinas
usuais previstas), é mister ter uma série de apoios importantes como obras
sobre propedêutica, enciclopédias e dicionários, literatura em geral,
revistas informativas, etc. (ibid., p.27).

6

�Percebe-se, portanto, o relevante papel das bibliotecas escolares no processo de
requalificação da pesquisa na escola, que não pode ser concretizado em virtude de seu
incipiente estágio de desenvolvimento. Esta situação traz como conseqüência uma migração
intensa de estudantes do ensino fundamental e médio para as bibliotecas públicas e
comunitárias, chegando a atingir também as bibliotecas universitárias e especializadas. São
sujeitos em busca de informações referentes às temáticas – objeto das pesquisas escolares;
estão em busca do conhecimento disponível como pré-requisito à concretização do processo
de questionamento reconstrutivo.

O atendimento qualificado a essa demanda é um

compromisso social dessas unidades informacionais com a educação escolar das novas
gerações, o que tem exigido novas políticas e ações do trabalho de referência.

2 RENOVANDO E INOVANDO O TRABALHO DE REFERÊNCIA

Para contribuir no processo de requalificação de pesquisa escolar, o Departamento
de Referência, da Biblioteca Comunitária, da Universidade Federal de São Carlos implantou
um serviço especializado de atendimento à clientela escolar do ensino fundamental e médio,
assumindo a concepção reconstrutiva e emancipatória da educação e da pesquisa. Seus
objetivos podem ser assim sintetizados: identificar, selecionar, reunir, processar e
disponibilizar fontes de informação educativa; desenvolver o “processo educativo de
referência”; orientar e promover o uso da biblioteca e dos recursos informacionais.
Nesse sentido, a atividade especializada de referência para os estudantes abrange
três ações processuais, complementadas por uma reorientação metodológica do processo
referência:
● a identificação dos usuários e de suas demandas informacionais;
● a ampliação continuada de seu estoque informacional;
7

�● o desenvolvimento de uma base de dados de referência.
Estas ações estão integradas por uma opção de gerenciamento dirigida para a
avaliação contínua da eficiência e eficácia dos serviços oferecidos, baseada na coleta e
sistematização de dados de cada atendimento realizado. Os dados referentes à identificação
dos usuários e de suas demandas informacionais amparam o desenvolvimento dos recursos
informacionais e as fontes de informação utilizadas para a solução de cada questão de
referência são indexadas, registradas e armazenadas em uma base de dados específica, para
posterior recuperação e acesso em situação similar de referência. As seções a seguir detalham
essas ações.

2.1 O PROCESSO EDUCATIVO DE REFERÊNCIA

O atendimento aos estudantes é realizado pelos bibliotecários de referência,
profissionais que possuem a função de informar, orientar e estimular o uso da informação, na
qualidade de um “professor informal”.

Como afirma Mueller (1998, p.66), os traços

marcantes do perfil profissional do bibliotecário/professor são muito semelhantes aos do
professor, cuja preocupação não é apenas fornecer a informação propriamente dita, mas
orientar pessoas na aquisição de conhecimentos e prepará-las para que possam, sozinha,
buscar informações sempre que precisarem.
Sendo assim, é muito importante que o bibliotecário de referência seja capaz de
entender a questão solicitada, interpretá-la no contexto correto e realizar as operações mentais
que o levem às fontes certas para encontrar a informação relevante ou responsiva de acordo
com as necessidades do usuário escolar.
Na Biblioteca Comunitária, existe um cuidado peculiar em estabelecer uma
parceria atenciosa, amigável e esclarecedora sobre os procedimentos efetuados, desde a busca
8

�da informação nas bases locais, prosseguindo durante a localização das fontes na ambiência
física e chegando até à fase de seleção da resposta com explicação ou a caracterização dos
conteúdos das fontes de informação, para que o usuário escolar possa concluir sua tarefa de
forma satisfatória e usufruir com independência e facilidade os recursos disponíveis na
biblioteca

2.2 A IDENTIFICAÇÃO DOS USUÁRIOS E DAS DEMANDAS DE INFORMAÇÃO

A interação entre o bibliotecário de referência e o usuário escolar se inicia com o
questionamento e a anotação manual em um impresso próprio (anexo A) da sua solicitação
temática, série e escola, objetivando conhecer as suas necessidades informacionais e restringir
e/ou ampliar a abrangência e graduação textual. Essa anotação e coleta primária permite
observar algumas características informacionais próprias do público escolar, como:
a) procura por assuntos da atualidade - o que aconteceu ontem, hoje já se discute
em sala de aula, e amanhã estarão pesquisando. Exemplos, cada um no seu tempo: Incêndio
do Índio Pataxó em Brasília; Massacre de Corumbiara; Massacre em Eldorado dos Carajás;
Desastres Ecológicos; Clonagem; Plantas transgênicas; etc...;
b) predominância da especificidade - dentro de uma área curricular, presença de
vários tópicos e enfoques. Exemplos: Período Republicano; República da Espada; República
das Oligarquias; Influência do Marquês de Pombal na vida cultural do Brasil no período
colonial; Período Colonial Brasileiro, Doenças transmitidas pelo ar, por bactéria, por vírus;
c) abrangência dos temas de pesquisa - assuntos de todas as áreas do
conhecimento humano;
d) temas curriculares repetitivos ou sazonais, isto é, solicitação de um mesmo
tema em determinadas épocas do ano, especialmente nas datas comemorativas; exemplos:
9

�Dia do índio; Tiradentes; Festas Juninas; Independência do Brasil; Proclamação da República;
etc...;
e) predominância de solicitações nas áreas de ciências médicas, geografia geral e
do Brasil, economia mundial e do Brasil, ciências biológicas e biografia.
O conhecimento dessas características permite antecipar e direcionar muitas das
ações e aperfeiçoar os serviços de referência.
No segundo momento, ocorre a identificação e a busca das fontes apropriadas
respaldadas pelo acesso às bases de dados locais. Quando não há indicativo nas bases,
busca-se direto no acervo interno ou externo - considerando que a informação deverá ser
buscada onde ela estiver, em vista da contribuição que essa atividade extra-classe tem no
processo ensino aprendizagem.
Localizando-se as fontes informacionais pede-se confirmação ao usuário sobre o
material encontrado, e com o cuidado de fornecer mais que um, em vista da preocupação com
relação à sua liberdade de seleção amparada por uma orientação sobre o seu conteúdo.
O processo se completa com o registro em ficha rascunho das obras selecionadas
e utilizadas pelo usuário (anexo B) e sua posterior alimentação na base de dados “Prajá”
desenvolvida para esse fim.

2.3 A AMPLIAÇÃO CONTINUADA DO ESTOQUE INFORMACIONAL

Uma ação simples de cunho exploratório (registro de quem são, o que querem e
para quê...), fornece subsídios estatísticos valiosos ao identificar os temas de maior demanda e
sua equivalência com o acervo existente na biblioteca; quando aponta as áreas deficitárias e
direciona a aquisição de obras para o desenvolvimento de coleções que suprem as
10

�necessidades informacionais para o atendimento ao escolar; quando permite que a informação
solicitada seja identificada, coletada, preparada, armazenada e disseminada atingindo os
vários níveis do ensino fundamental e médio; quando suas solicitações, recaindo muito sobre
a atualidade que nem sempre estão localizadas em fontes convencionais (obras de referência,
livros didáticos), direciona para o desenvolvimento de um acervo alternativo que procura
atender essa demanda.
Para esse fim, foi organizado um Banco de Imagem e Texto (BIT), composto de
artigos de periódicos (jornais e revistas), textos obtidos na Internet, textos de programas de
computador em CDs (multimídia), enfim, qualquer outro suporte alternativo que contemplem
as solicitações, os quais são condicionados em pastas suspensas de A x Z.
Para fomentar esse serviço, os bibliotecários responsáveis tem atividades diárias
motivadas pela demanda das solicitações, como: leitura de jornais e revistas, leituras de vários
suportes informacionais, acesso à Internet, e outros recursos que ampliam o estoque
informacional e favorecem a eficiência do atendimento ao escolar.

Essas rotinas estão

esquematizadas no anexo C.
Com esse procedimento, oferece-se textos sempre atualizados que cumprem a
função tanto informativa como educativa, acompanha-se a rotatividade curricular, os
acontecimentos mundiais do dia a dia, e alimenta-se a Base de Dados “Prajá” – a principal
ferramenta no atendimento ao usuário escolar. Essas ações conjuntas de identificar, localizar e
registrar em uma base própria o assunto encontrado, possibilitam um desenvolvimento
permanente do “insumo” informacional voltado ao ensino fundamental e médio e consistência
dos serviços de referência prestados a eles. Essas ações estão demonstradas no anexo C.

2.4 O PROCESSO DE INDEXAÇÃO

11

�O procedimento para a indexação se inicia a partir da solicitação do tema de
pesquisa pelo usuário (e sempre a partir dele) e converge para a:
a) Leitura do documento (caracterizada pela análise de partes do documento/
texto: capítulo de livros, artigos de jornais e de revistas, folhetos...;
b) Identificação do tema principal - sempre orientada pela solicitação do usuário;
c) Extração de palavras que representam e identificam o conteúdo do texto
(termos específicos, gerais e relacionados), normalizando o quanto possível (e nem sempre
possível) nos tesauros utilizados pelo Departamento de Processamento Técnico (anexo C);
d) Respeito à tipologia do texto (do simples ao complexo), em vista da
diversidade do atendimento (níveis de usuários do ensino fundamental, médio, universitário e
público em geral), e ao enfoque que se dá ao tema/pesquisa (termos variantes);
e) Representação descritiva da fonte;
f) Registro na Base de Dados “Prajá”.
Essas etapas estão representadas no anexo C.
2.5 A BASE DE DADOS “PRAJÁ”
A base de dados “Prajá” pode ser considerada a memória temática e
informacional do trabalho de referência: armazena os temas das pesquisas escolares e as
respectivas fontes de informação (questões temáticas e respostas informacionais).
É um produto de informação gerado a partir de um princípio de documentação, na
medida em que todas as fontes utilizadas para a resposta a uma questão de referência são
registradas e armazenadas, pois pressupõe-se que a questão poderá ser novamente formulada
e que a memória pessoal a longo prazo dos profissionais não é capaz de armazenar e recuperar
tamanho volume de informação, o que apenas é viável com o uso da informatização.
A base tem o nome “Prajá” para caracterizar a maneira rápida na localização dos
suportes informacionais e atender as solicitações.
12

�Foi desenvolvida com o objetivo de efetivar um atendimento rápido e eficiente na
localização dos suportes informacionais; para atender as necessidades informacionais desse
novo segmento da comunidade externa, o público escolar do ensino fundamental e médio;
para não perder as informações levantadas após as investigações, que quase sempre
dispendem um tempo considerável; pelas dificuldades em encontrar no acervo existente no
ambiente universitário textos apropriados para o escolar, que necessita de respostas
(informações) em linguagem simples, didática e conceitual; para a localização da informação
com independência por funcionários auxiliares e usuários; e por fim, para seguir a tendência
da Biblioteca Comunitária em desenvolver sistemas automatizados para os vários serviços
que oferece.
O desenho da base de dados considerou as peculiaridades do tipo de público, a
abrangência dos temas de pesquisa e a diversidade de suportes informacionais, o que resultou
nos seguintes consensos:
a) seu formato deveria ser simples e ao mesmo tempo atender os vários níveis do
ensino;
b) deveria apresentar uma representação descritiva simplificada, mas que
representasse os vários tipos de material informativo; nessa representação, a colocação do
número de página como indicativo da localização exata do tema de pesquisa na fonte
informacional seria essencial e imprescindível – é o que a diferencia das demais bases
existentes;
c) deveria constar, também, a localização física dos suportes informacionais na
área de armazenamento da Biblioteca Comunitária (piso e bloco de estante);
d) deveria ser desenvolvida em MicroIsis, semelhantemente às demais bases
locais já existentes.

13

�2.5.1 REGISTRO DAS FONTES INFORMACIONAIS (DADOS IDENTIFICADORES)
A tela principal possui duas alternativas de operação: o cadastro e a consulta.
O registro das fontes informacionais é feito em planilhas de entrada de dados ou
de cadastro, de uso exclusivo da equipe de Referência. A opção consulta permite o acesso do
usuário para o processo de recuperação.
Tela principal
PRAJÁ

—

Aplicativo

A

B

Cadastro

Consulta

Acessórios

Principal

Início

Jogos

Analista de sistema da Biblioteca Comunitária: José de C. Assumpção Neto (neto@power.ufscar.br)

A planilha de registro é única para todos os tipos de suportes, possuindo dezesseis
campos de informação, explicitados a seguir:
Planilha para registro das fontes informacionais
Base de Dados do Acervo – Biblioteca da UFSCar
Classificação

[10

Cutter

B304.2

]
Autoria

[20
[30

[13
]

]
Título

PRAJA/1

MANUAL global de ecologia

14

M294g

�Subtítulo

[33
]

Título Periódico
Desc. Física

[301]
[61

p.230.

]
Imprenta

[53

1990.

]
Descritor/Assunto

[100]

EFEITO ESTUFA

Forma Variante

[101]

AQUECIMENTO DA TERRA%AQUECIMENTO GLOBAL%CLIMATO

Notas Explicativas

[98

Reservado na Referência

]
Observações

[90
]

Piso

[150]

Tipo de Documento

[108

PISO 3 (DIREITA – BLOCO 1)
LIV

Tipo Publicação

[107]

M

Data Cadastro

[110

]

1997/02/27

]

↵ - Próx.Pág.

B – Pág. Anterior

M – Modifica

N – Novo Registro

X - Saída

D – Apaga

C – Cancela

T – Fim da Revisão

&gt;
MFP 00382

Significado dos campos
[10]

Classificação - Código do assunto; indicar antes da classificação: t =
tese/dissertação; B = banco do livro texto; R = referência; E = ensino
fundamental; G = monografia geral. Ex.: T168.01; B530; R030.9; EI; EJ510;
G345.098;

[13]

Cutter - Classificação do autor;

[20]

Autoria (monografia): sobrenome (caixa alta), nome completo (extenso); mais
que 1 colocar o 1º e at al; Ex.: NASCIMENTO, Edson Arantes do;

[30]

Título da obra. Observação: no caso de número digitar &lt;100=cem&gt; dias, o
futuro da história; &lt;2001=dois mil e um&gt;, uma odisséia no espaço;

[33]

Subtítulo da obra, em letras minúsculas;

15

�[30

Título do periódico por extenso;

1]
[61]

Descrição física: para monografia: volume, página e série
para periódico: volume, número, página, mês e ano;

[53]

Imprenta - Local de publicação, casa publicadora, ano de publicação da obra para monografia. Ex.: São Paulo : Ática, 1996.;

[10

Descritor - Livre: assunto principal, tema / pesquisa solicitado;

0]
[10

Forma variante de descritores - identificam o conteúdo do texto (área,

1]

enfoque...);

[98]

Notas explicativas - Para o usuário, informações complementares sobre a
situação da obra. Ex.: Reservado na Referência;

[90]

Observações internas dirigidas ao processamento técnico;

[15

Piso onde se encontra a obra na biblioteca (em caixa alta). Ex.: PISO 3

0]

(ESQUERDA – BLOCO 1)

[10

Tipo de documento – Código do tipo de documento. Ex.: APO = apostila, APN

8]

= periódico nacional, REC = recorte de jornal – essa indicação determina a
disposição dos dados da obra na tela de apresentação para o usuário;

[10

Tipo de publicação – Colocar M para monografia e P para periódico

7]
[110
]

Data do cadastramento da obra, AAAA/MM/DD. Ex.: 1995/02/25 (Para
facilitar e agilizar o cadastramento definir valor default a data do dia;

16

�2.5.2 SISTEMA DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
A recuperações de informações na base de dados é realizada através de expressões
booleanas de busca, exemplificada abaixo:
Tela para consulta
QISIS – Versão 1.01

© BIREME / OPAS / OMS

UFSCar

-

Biblioteca Comunitária

-

Base Prajá

Entre com a expressão de busca:
Efeito*estufa

A

B

C

D

E

ESC

F1

F2

F6

Enter

Sai

Ajuda

Índice

Apaga

Pesquisa

O sistema fornece dois tipos de informação: o quantitativo das fontes pertinentes e
a relação bibliográfica das mesmas, conforme exemplificação a seguir:
Tela de resultado da busca

1

3/34

3

2

B304.2

5

MANUAL global de ecologia

6

- - 1990.

7

p.230.

8

Observações: Reservado na Referência

9

Descritor:

M294g

4

PISO 3 (ESQUERDA – BLOCO 1)

REG = 000382/00382

(monografias)

EFEITO ESTUFA

17

�1

Variante:

ECOLOGIA / GEOFÍSICA / POLUIÇÃO / TEMPERATURA

0
1

AQUECIMENTO DA TERRA / AQUECIMENTO GLOBAL / CLIMATOLOGIA /

4/34

1
056.9-SUP

PISO 2 (REFERÊNCIA)

REG = 000383/00383

Superinteresante
v.4, n.11, p.11, nov.1990.

(periódicos)

Descritor:

EFEITO ESTUFA

Variante:

AQUECIMENTO DA TERRA / AQUECIMENTO GLOBAL / CLIMATOLOGIA /
ECOLOGIA / GEOFÍSICA / POLUIÇÃO / TEMPERATURA

5/34

(relação de outras fontes)

Campos

1

número específico e número total de referência sobre o mesmo tema / pesquisa;

2

classificação do assunto e do autor (Cutter) da obra;

3

piso (andar) onde está localizada a fonte, direção e localização da estante;

4

número do MFP (número da planilha preenchida);

5

título da fonte;

6

data de publicação da fonte;

7

página para localizar o tema / pesquisa;

8

observações necessárias;

9

descritor principal (tema / pesquisa);

10

descritores variantes (extraído do conteúdo do texto);

11

relação de outras referências com o mesmo assunto.

A Base de Dados “Prajá” está servindo ao propósito de oferecer tecnologia e
informação com simplicidade, porém com eficiência e eficácia, aos vários níveis da
comunidade escolar.

Possui, atualmente, em torno de 6.500 itens informacionais

representativos da demanda expressa pelos usuários. Estudo realizado por Gomes (1999,
p.67), demonstrou que de agosto de 1997 a julho de 1998 a Base de Dados “Prajá” atendeu a
95,37% do total dos temas solicitados pelos usuários escolares, com apenas 4,63% dos
assuntos não registrados.
18

�2.6 CONCLUSÕES

Pelos resultados obtidos, pode-se afirmar que o serviço implantado renova e inova
o modelo processual da atividade de referência para o atendimento de estudantes do ensino
fundamental e médio, ampliando sua dimensão informacional, avaliativa e educativa.

19

�ANEXOS:
Anexo A: Impresso para anotação diária de tema / pesquisa
BIBLIOTECA COMUNITÁRIA / REFERÊNCIA / UFSCar
SOLICITAÇÃO DE TEMA DE PESQUISA
2000

DATA

TEMA

SÉRIE /
CURSO

ESCOLA

Observação: Tamanho normal da folha: A4

Anexo B: Ficha rascunho para registro das fontes com os temas de pesquisa
←13 cm
Tema:

Descritores:
8
cm
↓
Fontes
Autor:
Título:
Data Publicação:
Volume:

Número:

Página:

Mês/Ano

20

Nº PRAJÄ

�Classificação Assunto:

Classificação

Localização:

Autor/Cutter

Anexo C : Recursos informacionais que alimentam a base de dados “Prajá” e periodicidade

INÍCIO

SOLICITAÇÃO
TEMA / PESQUISA

JORNAIS/REVISTAS
leitura diária

LIVROS/FOLHETOS/

PROGRAMAS EM

OUTRAS FONTES

CDs/INTERNET

leitura periódica

acesso periódico

LOCALIZAÇÃO
TEMA DE
PESQUISA

ANÁLISE
DOCUMENTÁRIA/
INDEXAÇÃO

INFORMAÇÃO
21

�ALIMENTAÇÃO
DIÁRIA NA BASE DE
DADOS “PRAJÁ”

FIM

22

�Anexo D: Fluxograma das atividades de rotina no atendimento ao usuário escolar
INÍCIO

SOLICITAÇÃO
TEMA/PESQUISA

ANOTAÇÃO MANUAL
DO TEMA / PESQUISA

ACESSO À BASE DE
DADOS PRAJÁ

SIM

IDENTIFICAÇÃO
DA FONTE DESEJADA

REGISTRADO?

NÃO

BUSCA DE INDICATIVO NAS

e/ou

OUTRAS BASES LOCAIS

NO ACERVO

ENTREGA

LOCALIZAÇÃO DAS FONTES

DO MATERIAL

INFORMACIONAIS

ENTREGA

FIM

DO MATERIAL

23

DIRETO

�REGISTRO NA BASE
DE DADOS PRAJÁ

FIM

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DEMO, P. Educar pela pesquisa. 3.ed. Campinas : Autores Associados, 1998. (Coleção
Educação Contemporânea).
GOMES, A.C.A.N. Avaliação do desempenho da base de dados “Prajá” no atendimento ao
ensino fundamental e médio. Marília, 1999. Trabalho de especialização. Faculdade de
Filosofia e Ciências/Universidade Estadual Paulista (UNESP).
MELLO, G.N. A escola e a estrada da informação. Folha de São Paulo, São Paulo, 16
out.1998. Tendências/Debates, p.1-3.
MUELLER, S.P.M. Perfil do bibliotecário, serviços e responsabilidades na área de
informação e formação profissional. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília,
v.17, n.1, p.63-70, jan./jun. 1998.

24

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Requalificação da pesquisa escolar: um compromisso social do Departamento de referência da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos com o ensino fundamental e médio. </text>
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                <text>Martucci, Elisabeth Márcia, Gomes, Aparecida Cristina Abrahão Novaes, Vieira, Elisete Leite de Oliveira, </text>
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                <text>Há quase três décadas, a pesquisa escolar foi incorporada ao ensino fundamental e médio como uma metodologia de ensino voltada à ampliação e enriquecimento dos conteúdos curriculares e a literatura registra sua tendência em transformar-se no principal instrumento do processo educativo (Demo, 1998, Mello, 1998), o que tem exigido novas políticas e ações da atividade de referência das bibliotecas que atendem esta demanda. Para contribuir neste processo de requalificação da pesquisa escolar, a Biblioteca Comunitária da UFSCar, implantou um serviço diferenciado de atendimento à clientela escolar, que abrange três ações processuais: a identificação dos usuários e de suas demandas informacionais, a ampliação de seu estoque informacional e o desenvolvimento de uma base de dados de referência, que integram uma opção de gerenciamento dirigida para a avaliação contínua da eficiência e eficácia dos serviços oferecidos, baseada na coleta e tratamento de dados de cada atendimento realizado. Os dados referentes ao nível e origem do aluno e à temática demandada amparam o desenvolvimento dos recursos informacionais, que incluem suportes convencionais e alternativos e as fontes de informação utilizadas para o atendimento à questão de referência são indexadas, registradas e armazenadas em uma base de dados específica denominada Base de Dados “Prajá”, para posterior recuperação e acesso em situação de referência similar. Essas ações são complementadas por uma reorientação metodológica na execução do processo de referência, que focaliza a educação do usuário para  uso da biblioteca e das fontes de informação. Pode-se afirmar que o serviço implantado renova e inova o modelo processual da atividade de referência para o atendimento de estudantes do ensino fundamental e médio, ampliando sua dimensão informacional, avaliativa e educativa. </text>
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                    <text>PROJETO DE EXTENSÃO: SALA DE LEITURA DO ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Abinadá de Caldas da Silva
Bibliotecária especialista em estudo do usuário
UFPB/Biblioteca Central
Coordenadora do Projeto de Extensão Sala de Leitura do
Ensino Fundamental e Médio
UFPB/PRAC/COEX Cidade Universitária Campus I –
58059-800 João Pessoa – Paraíba – Brasil
bernadete@bc.biblioteca.ufpb.br

1

�RESUMO: O Projeto relata a experiência de 10 anos de funcionamento da Sala de Leitura
da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba, seu maior objetivo é suprir a
deficiência de informação nas escolas públicas de João Pessoa, circunvizinhas ao Campus
Universitário. Consciente da importância desse Projeto acredita-se numa melhor maneira de
oferecer um espaço com informação adequada à clientela específica, alunos do ensino
fundamental e médio. O propósito é oferecer a essa clientela informações atualizadas para
realização de suas atividades escolares; e conscientiza-los da importância do hábito de
leitura para um maior aproveitamento dos seus conhecimentos. A sala dispõe de um acervo
em torno de 6.000 (seis mil) títulos como: obras de referência, livros didáticos, paradidáticos, gibis e periódicos. As atividades da Sala de Leitura constam de orientação aos
usuários, incentivo ao hábito de leitura, incentivo a leitura oral e escrita, adaptação e
recriação de histórias já existentes. Percebe-se a importância desse Projeto pelo crescimento
do acervo e a freqüência diária de 40 alunos. A prestação desses serviços fortalece a política
de extensão universidade.

2

�SUMÁRIO

1 – Introdução

04

2 – Fundamentação Teórica

06

3 – Objetivos

3.1 – Objetivo geral

07

3.2 – Objetivos Específicos

08

4 – Justificativa

08

5 – Metodologia

10

6 – Resultados

6.1 – Acervo

11

6.2 – Quadro de Pessoal e Atividades

12

6.3 – Experiência – 10 anos de Implantação e Produção do Projeto

15

7 – Conclusão

18

8 – Referências Bibliográficas

19

3

�1 – INTRODUÇÃO

O Projeto de Extensão Sala de Leitura do Ensino Fundamental e Médio foi implantado
na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba, Campus I, em setembro de l989.
A iniciativa de criação do Projeto surgiu com o propósito de suprir as deficiências de
bibliotecas nas escolas de bairros circunvizinhos ao Campus Universitário, quando a
Biblioteca Central já recebia um percentual bastante elevado de alunos provenientes das
referidas escolas, que procuravam na Biblioteca subsídios para realizar suas atividades
escolares.
Teoricamente a biblioteca escolar é entendida como ambiente com serviço de apoio à
educação do aluno. Porém independente de nossa constante ação, as autoridades continuam
alheias e muitas vezes ausentes ao processo. Para reverter este quadro é preciso que as
autoridades governamentais e a sociedade unam-se com o objetivo de ampliar ou mesmo
implantar Bibliotecas e/ou Salas de Leitura, com acervos atualizados para atender a demanda
de informações do alunado.
Os dez (10) anos de funcionamento do Projeto serviram para fortalecer cada vez mais
nossos objetivos com a experiência vivenciada, inserindo-se nos serviços de extensão que a
Universidade oferece a esta clientela (alunos egressos no ensino fundamental e médio) e à
comunidade em geral.
Nossas metas são, portanto, quantificar e qualificar informações para oferecer ao
público alvo; buscar alternativas que possam responder seus anseios, dando-lhe oportunidade
para melhor executar suas tarefas escolares; transformar a Sala de Leitura em um ambiente
prazeroso para o usuário.
Defende-se que o usuário sinta-se livre na escolha do material bibliográfico, pois essa
forma proporciona-lhe uma maior interação entre o leitor e a obra.

4

�A oportunidade de acesso e incentivo à leitura firma-se como prioridade nos nossos
objetivos e metas.
No Brasil, o hábito de leitura não é uma atividade praticada pela maioria da população.
É normal sentir nos adultos, jovens e crianças a indiferença pela leitura. Até mesmo nas
escolas pouco tem sido feito no sentido de incentivar na criança uma leitura instrutiva e de
lazer.
O hábito de leitura deve abranger todas as faixas etárias da população. A leitura é
instrumento indispensável para o aprendizado. Se houver um bom incentivo no processo
ensino-aprendizagem desperta-se no aluno o seu senso crítico e a descoberta de perspectivas,
que permitam estabelecer mudanças no seu desenvolvimento sócio-cultural. Faz-se necessário
aprender a ler.
É necessário, portanto, que as crianças e jovens sejam orientados na busca de
informações, no ato da pesquisa e na escolha de leitura adequada ao seu nível de
entendimento e realidade.
Segundo PANET (7)

“Não é bastante a criança saber ler, se não encontra o que
ler, onde e que tipo de atividades da Biblioteca a desperta
para o desejo de continuar a ler. É mister que a criança
entenda o valor real da leitura para sua educação e
instrução, isto é, como meio de armazenar informações
remotas que voltarão à tona da sua memória, no momento
que delas necessitar para desenvolver os seus problemas”

A criança precisa descobrir-se a partir da leitura e entender melhor o mundo que a
rodeia, só assim estará preparada para a vida e não para um simples acúmulo de informações
desordenadas.

5

�2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A universidade é uma instituição que tem por função a transmissão de ensino, pesquisa
e extensão do conhecimento humano. A extensão universitária é vista atualmente como a
função que mais integra a universidade ao conjunto da sociedade e, mais especificamente, as
comunidades onde a mesma se encontra inserida, incumbindo-se da prestação de serviços
associados à comunidade.
Diante desta abordagem desenvolveu-se um projeto na Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba que servisse de ponto de partida para bibliotecas
universitárias, principalmente na região nordeste, objetivando que as mesmas se voltem para
suas comunidades fomentando a cultura local, despertando e criando nas crianças e jovens o
hábito pela leitura, possibilitado pelo acesso do material bibliográfico, com informações
adequadas e orientação de profissionais nas diversas áreas do conhecimento.
A leitura é um instrumento importante no aprendizado, constituindo-se em fator
essencial para se atingir as metas educacionais. Segundo Panet (7), é o livro que “preserva a
filosofia e a historia dos ascendentes. Na verdade, cada livro representa uma pessoa oculta,
com a qual é possível dialogar, pesquisar e ampliar a própria vivência. Pode-se viajar no
tempo e no espaço e conhecer personalidades diferentes. O livro é muito mais importante
para a formação dos jovens, daí ser difícil a sua substituição pelos multimeios. A prioridade
para educação é uma das metas a ser atingida por qualquer país. Considerando esse um passo
importante para o seu desenvolvimento, essa educação deve iniciar-se com a criança. Sobre
isto Gardiner (4) cita: “De modo que, desde su mas tierna infância, ninõs y libros estén junto
em constante y feliz compenetración”.
Sobre o incentivo à leitura, Dodebei (2) discute o papel da Biblioteca Universitária na
concepção atual da imediata participação da universidade na sociedade, enfocando o setor

6

�infanto-juvenil da Biblioteca Central da Universidade do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e sua
proposta de incentivo à leitura junto às comunidades internas e externas.
Ribeiro (8) realizou pesquisas para estabelecer o papel da comunidade de 1º e 2º graus
que freqüenta a Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), como o
usuário do seu acervo, serviços e instalações. Tal pesquisa indica a prestação de serviços de
extensão universitária, que se desenvolvem em uma escala cada vez maior nas universidades
brasileiras.
Pupo (7) também desenvolveu trabalho na área de extensão universitária com o projeto
de implantação da Biblioteca Comunitária da Universidade de São Carlos através da
ampliação e diversificação do acervo, serviços e produtos da atual Biblioteca Central
Universitária. Estabelece como prioridade básica complementação em regime de parceria da
atuação das bibliotecas públicas escolares da região, visando suprir as deficiências no
atendimento às demandas informacionais do ensino fundamental e da comunidade em geral.
Pelo exposto observar-se que em sua maioria as pesquisas supra-citadas referem-se a
estudos que vêm sendo desenvolvidos sobre a biblioteca pública, com relação ao hábito de
leitura em alguns estados brasileiros apoiadas pelas bibliotecas universitárias.

3 – OBJETIVOS

3.1 – GERAL

Orientar usuários do ensino fundamental e médio provenientes de escolas das
redes públicas e privadas dos bairros próximos à Universidade Federal da Paraíba
(Campus I) e à comunidade em geral.

7

�3.2 – ESPECÍFICOS

• Oferecer ao usuário do ensino fundamental e médio informações atualizadas e
específicas ao seu conhecimento;
• Manter um acervo atualizado para o público alvo;
• Conscientizar o alunado para a importância do hábito da leitura;
• Orientar o usuário para a importância da manutenção e conservação do
material bibliográfico

4 – JUSTIFICATIVA

Enquanto instituição social, a universidade tem o papel de servir à comunidade em que
está inserida. Nesta relação questiona-se primeiro a exclusividade do acervo da biblioteca
universitária ao público específico: estudantes, professores e pesquisadores universitários. Em
segundo, o olhar de menor valia a extensão, sabendo que uma das funções da Universidade é
promover e instigar e, por isso, fazer o elo com a comunidade.
Com uma visão crítica dessa realidade, há dez anos fez-se um levantamento junto à
Secretaria de Educação do Estado da Paraíba, para avaliar como se encontrava a
disponibilidade de informações para o aluno das escolas estadual e municipal próximas ao
Campus Universitário. Por que a Biblioteca Universitária era tão procurada por este alunado
sem a mesma possuir acervo adequado para realizar suas atividades escolares? A partir desta
questão constatou-se que somente 03 (três) bibliotecas funcionavam para atender aos alunos
que residiam próximo ao centro de João Pessoa e à Biblioteca Central do Campus
Universitário I, entre elas a Biblioteca Pública José Lins do Rego, a Biblioteca Escolar do
Lyceu Paraibano e uma na Escola Técnica Federal da Paraíba para o uso de seus alunos.

8

�Realizado o diagnóstico, implantou-se na Biblioteca Central da UFPB o Projeto Sala
de Leitura no 1º e 2º graus, atualmente Projeto de Extensão do Ensino Fundamental e Médio,
que visava auxiliar o usuário nas atividades escolares e no incentivo ao hábito de leitura.
Embora sabendo da existência de outras bibliotecas e/ ou salas de leitura em algumas
escolas, já se pode avaliar a realidade do sistema educacional brasileiro com um passado sem
tradição de bibliotecas escolares. Portanto, é inevitável reconhecer que até mesmo as
existentes não desempenham suas funções adequadamente, no sentido de suprir as
necessidades de sua clientela, constituindo dessa maneira um grave problema no processo
educativo.
De fato, a realidade da biblioteca escolar paraibana era exatamente essa no período
citado . Na verdade pode se afirmar que as dificuldades que se encontram atualmente nas
bibliotecas escolares paraibanas ainda são visíveis. Essa experiência foi constatada quando
participou-se no início do ano de 1999 da “Campanha Nacional Leitura nas Férias Brasil 500
Anos”, quando foi realizada uma pesquisa em escolas e instituições carentes que possuem
bibliotecas e/ou projetos de leitura, na qual destaca-se dentro destes critérios 33 escolas
públicas de comunidades carentes da Grande João Pessoa, comprovando-se a deficiência a
que estão submetidas as bibliotecas escolares.
No conteúdo analisado concluiu-se a urgente necessidade de ampliação do referido
projeto como apoio ao público específico – alunos do ensino fundamental e médio.
Dessa forma, consciente da importância social desse projeto, acredita-se numa
melhoria de investimento neste setor, mesmo ciente da precariedade de recursos existentes a
nível nacional. Entretanto, viabiliza-se a emergência de tal investimento por acreditar-se que
só a educação fará a grande revolução social, possibilitando assim uma nova construção da
consciência cultural da clientela específica, ou seja, o usuário egresso do ensino fundamental
e médio.

9

�Um dos principais desafios que se coloca à pesquisa e à extensão no nosso país é a
continuidade dos projetos científicos, especialmente em se tratando de projetos de extensão,
que contam com uma equipe atuante, de modo a legitimar o trabalho a que se propõe,
procurando

cumprir

metas,

contribuindo

para

uma

melhor

interação

entre

a

Universidade/Comunidade.
A Sala de Leitura funciona como um centro de apoio de significativa importância na
prestação de serviços de informação à sua clientela, buscando alternativas para suprir as
deficiências no atendimento às demandas informacionais do ensino fundamental, procurando
despertar neste usuário o desejo de ler por prazer. A leitura entre crianças e jovens é uma
prática fundamental ao bom desenvolvimento intelectual e cultural dos mesmos. Nessa
direção, são significativas as palavras de Lourenço Filho, citada por Silva (1995): “Ensino e
Bibliotecas são instrumentos complementares” e “Ensino e Biblioteca não se excluem.
Completam-se. Uma escola sem biblioteca é um instrumento imperfeito. A biblioteca sem
ensino, ou seja, sem a tentativa de estimular, coordenar e organizar a leitura, será, por seu
lado, instrumento vago e incerto”.
Diante do exposto é mister que um projeto de tal relevância desenvolva suas
atividades, numa maior interação social vivenciada nos programas extensionistas.

5 – METODOLOGIA

Os procedimentos metodológicos desenvolvidos referem-se, inicialmente, ao
cadastro do usuário. Para se cadastrar o usuário deve doar 03 (três) livros didáticos ou
paradidáticos tornando-se sócio. Após este procedimento o usuário sócio poderá retirar 03
(três) livros ou gibis por empréstimos num período de 05 (cinco) dias, adquirindo ainda o
direito de renovação por mais 05 (cinco) dias.

10

�Os demais procedimentos relacionam-se à reprodução textual; produção de leituras
dinâmicas, coletivas e silenciosas; adaptação e recriação de histórias de textos já existentes;
orientação nas consultas às atividades escolares; cursos de iniciação ao desenho e visitas
periódicas à Sala de Leitura da cidade do Riaçhão, salientando que todas estas atividades são
desenvolvidas pela equipe.

6 – RESULTADOS

6.1 – ACERVO

Para formação do acervo foi desenvolvida uma campanha de doação de material
bibliográfico junto à comunidade universitária e às comunidades dos bairros próximos
utilizando-se como aliados informacionais a imprensa local e a divulgação entre os alunos,
com resultados surpreendentes a ponto de montar-se um acervo razoável em pouco meses.
O material foi doado pela Biblioteca Central, Secretaria de Educação e Cultura do
Estado da Paraíba, Programa de Pesquisa em Literatura Popular (PPLP), sócios do Clube do
Livro e a comunidade em geral.
Todo material bibliográfico recebeu o tratamento técnico de acordo com as normas
utilizadas na Biblioteca Central.
O catálogo, o fichário e a hemeroteca foram organizados com a ajuda de estagiárias do
curso de Biblioteconomia e funcionários da Biblioteca que trabalham no projeto.
As coleções da sala são constituídas com número aproximadamente de 6.000 (seis mil)
títulos, incluindo obras de referência, livros didáticos nas diversas áreas do conhecimento,
para-didáticos em literatura infanto-juvenil, infantil e periódicos. Contamos com a hemeroteca
organizada por ordem alfabética de assuntos que atualmente compõe um bom acervo, com

11

�informações atualizadas que atendem o aluno do ensino fundamental e médio, bem como o
público em geral.
A gibiteca, com aproximadamente 1.500 (mil e quinhentos) títulos, atende um
razoável número de leitores associados, que fazem com assiduidade a leitura de lazer.
Contamos ainda com a ludoteca, acervo recentemente integrado ao referido Projeto.

6.2 – QUADRO DE PESSOAL E ATIVIDADES

A Sala de Leitura, na continuidade de suas atividades, conta com 04 (quatro)
funcionários e 01 (um) bolsista:
01 (um) Bibliotecário – responsável pela coordenação do Projeto desenvolvendo
diversas atividades entre elas:

-

Fazer um processamento técnico de todo material bibliográfico;

-

Elaborar o calendário de atividades dos funcionários e bolsista;

-

Analisar cada etapa das atividades desenvolvidas da Sala de Leitura;

- Elaborar relatório quadrimestral e final para a avaliação da PRAC/COEX dos
resultados das atividades desenvolvidas na referida sala.

01 (um) Pedagogo

01 (um) Psicólogo

-

Responsável pela orientação dos alunos nas atividades escolares;

-

Receber o material bibliográfico por doação;

-

Indexar os periódicos;

-

Fazer estatísticas diárias do material utilizado nas consultas;

12

�-

Selecionar e indexar os assuntos dos jornais para a hemeroteca;

-

Cadastrar e organizar as fichas dos sócios;

-

Fazer leitura periódica das estantes.

01 (um) Técnico nível médio-pedagógico

-

Participa juntamente com os funcionários das atividades desenvolvida na

Sala de Leitura.

01 (um) Bolsista

-

As atividades do bolsista são desenvolvidas de acordo com os objetivos do
Projeto, inseridas no programa de extensão. Essas atividades são
desenvolvidas na sala e extra-sala, sob orientação do coordenador do
Projeto.
O trabalho externo é desenvolvido na escola apoiada pelo Projeto, no
período de 20 meses. As atribuições do bolsista são :
- Orientar o usuário nas consultas às atividades escolares;
- Incentivar o usuário no hábito da leitura;
- Dinâmica de Grupo;
- Produção textual;
-

Desenvolver com os alunos da escola atividades relacionadas às datas

comemorativas (semana da árvore, semana da pátria, semana do folclore
brasileiro, festa junina e outras). Atende diariamente, em media 60 alunos,
(10 alunos em cada horário).
O trabalho do bolsista junto ao Projeto representa um importante avanço nos serviços
de extensão que a Universidade oferece à comunidade.

13

�6.3 – EXPERIÊNCIA – 10 ANOS DE IMPLANTAÇÃO E PRODUÇÃO DO PROJETO

Tabela 1 – Relatos da experiência dos 10 anos de implantação e produção da Sala de Leitura do Ensino Fundamental e Médio da
Biblioteca Central.
Produção
Ano

Aquisição
material
bibliográfico

Gibiteca
Aquisição
gibis

Freqüência

354

Consultas
material
bibliográfico
385

141

945

379

1.169

146

4.228

249

6.641

478

8.052

Consultas
gibis

Hemeroteca

Criação de novas
salas

Ludoteca

1989
1990
1991
1992
1993
1994
298

2.391

5.321

307

3.065

9.474

1995

1995
1996

1996
215

685

4.284

10.762

2.354

385

916

3.324

9.118

1.352

1997

1997
1998

14

1998

�Tabela 2

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES DO PROJETO DE
EXTENSÃO SALA DE LEITURA DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

maio

jun.

jul.

ago.

set.

out.

nov.

dez.

1- Orientação ao usuário
2- Produção textual
3- Dinâmica de grupo
4- Leitura coletiva de
textos
5- Leitura silenciosa e
oral
6- Adaptação e recriação
de histórias já existentes
7-Promover intercâmbios
sala com com a escola
associada ao projeto
8-Desenvolver
os
serviços de extensão com
a criação de salas de
leituras em municípios
paraibanos

EXTENSÃO GERANDO MAIS EXTENSÃO

O Projeto de Extensão Sala de Leitura da Biblioteca Central da Universidade Federal
da Paraíba detectou a necessidade de desenvolver atividades extra sala. Essa atitude acabou
por desencadear uma reação de desdobramento. Tal reação se configura como sendo de cunho
educacional e cultural e abrange, dentre outras atividades, a ampliação do seu raio de ação,
implantando novas salas de leituras em cidades paraibanas, a exemplo da Sala de Leitura da
Cooperativa dos Trabalhadores Rurais do Riachão, criada em 1996 para atender o alunado

15

�desta cidade e dos municípios circunvizinhos. O Projeto proporciona também a integração de
bolsista graduando nas áreas de educação, psicologia, pedagogia, letras e outras. Revelando-se
como centro de estágio do Programa de Bolsas de Extensão (PROBEX) instituído pela
(PRAC) Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários (COEX) Coordenação de Extensão
Cultural.
O referido Projeto contribui no apoio à escola credenciada junto ao mesmo, na qual
são desenvolvidas as atividades do bolsista. Vale ressaltar que todas as atividades do bolsista
são supervisionadas pelo coordenador do projeto.

16

�7 – CONCLUSÃO

O crescimento do Projeto de Extensão Sala de Leitura do Ensino Fundamental e
Médio pode ser observado na melhoria da prestação dos serviços oferecidos aos alunos dos
níveis supra-citados e a comunidade em geral. Este Projeto busca prncipalmente conscientizar
o usuário da importância do hábito da leitura, proporcionando a esta clientela, conhecimentos
e meios para uma maior atuação sócio cultural.
Com o crescimento do acervo e de materiais atualizados pode-se proporcionar aos
usuários subsídios para realização de suas pesquisas e assim obter-se o alcance dos objetivos
propostos neste projeto. De acordo com os dados estatísticos pode-se concluir o crescimento
do referido projeto.

17

�8 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Biblioteca infantil. Revista de Biblioteconomia da
UFMG. Belo Horizonte, v.2, n.1, p.27-36, mar. 1981.
2 – DOBEDEL, Vera Lúcia Doyle. A Biblioteca universitária : participando do programa de
incentivo

leitura

In.:

SEMINÁRIO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS, 8, 1994. Campinas. Anais... Campinas: Unicamp/Biblioteca
Central, 1994, p.211.
3 – FANTIL, Nelson Daniel. Flanelógrafo : velho recurso com nova roupagem. Revista do
Professor, Porto Alegre, v.4, n.14, p.5-10, abr./jun. 1988.
4 – GARDINER, Jewel. Servicio bibliotecário en la escuela elemental. México: Pax –
México, 1967. 198p. Cap.10 : Los niños y el mundo de los libros.
5 - JEZINE, Edineide Mesquita. Universidade e movimento de educação popular: sonho
possível; uma análise da prática extensionista do SEAMPO – UFPB. João Pessoa,
1997. 180p. – Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal da
Paraíba.
6 – MACHADO, Marieta Telles. Um ofício : a literatura infantil, a biblioteca, o livro.
Boletim ABDF, Brasília, v.9, n.1, p.5-42, jan./mar. 1986.
7 - PANET, Carmem de Faria. Implantação e funcionamento de bibliotecas infantojuvenil. João Pessoa, 1988. 70p. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) –
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Universidade Federal da Paraíba.
8 – PUPO, Deise Tallarico. Implantação da biblioteca comunitária da Universidade Federal de
São Carlos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS, 8, 1994. Campinas.
Anais ... Campinas : Unicamp/Biblioteca Central, 1994, p.223.

18

�9 – RIBEIRO, Luiza. A comunidade de 1º e 2º graus e a integração com os sistemas de
bibliotecas – UFES. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8, 1994, Campinas. Anais... Campinas : Unicamp/Biblioteca
Central, 1994. p.222.
10 – SILVA, Waldeck Carneiro da. Miséria da biblioteca escolar. São Paulo : Cortez, 1995.
117p. (Coleção Questão da Nossa Época : v.45)

19

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O Projeto relata a experiência de 10 anos de funcionamento da Sala de Leitura da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba, seu maior objetivo é suprir a deficiência de informação nas escolas públicas de João Pessoa, circunvizinhas ao Campus Universitário. Consciente da importância desse Projeto acredita-se numa melhor maneira de oferecer um espaço com informação adequada à clientela específica, alunos do ensino fundamental e médio. O propósito é oferecer a essa clientela informações atualizadas para realização de suas atividades escolares, e conscientiza-los da importância do hábito de leitura para um maior aproveitamento dos seus conhecimentos. A sala dispõe de um acervo em torno de 6.000 (seis mil) títulos como: obras de referência, livros didáticos, para-didáticos, gibis e periódicos. As atividades da Sala de Leitura constam de orientação aos usuários, incentivo ao hábito de leitura, incentivo a leitura oral e escrita, adaptação e recriação de histórias já existentes. Percebe-se a importância desse Projeto pelo crescimento do acervo e a freqüência diária de 40 alunos. A prestação desses serviços fortalece a política de extensão universidade. </text>
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                    <text>O PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DIANTE DA
INTERAÇÃO UNIVERSIDADE/EMPRESA
ANDRÉA CARVALHO DE AGUIAR 1
andreaaguiar@hotmail.com

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Campus Universitário I
58015-970 – João Pessoa – PB - Brasil
Telefax: (02183) 216-7483
e-mail: cmci@ccsa.ufpb.br ou eliany@openline.com.br
home page: http://www.openline.com.br/~eliany

RESUMO:

Considerando a importância que assume, nos dias atuais, a interação universidade/empresa;
entendendo que essa relação de cooperação se dá de modo mais eficiente e eficaz no contexto
dos pólos científico-tecnológicos; e considerando, ainda, que tal interação ocorre,
principalmente, através da transferência de informação tecnológica entre os dois segmentos,
objetiva-se analisar o papel que cabe à biblioteca universitária nesse processo. Para alcançar a
consecução desse objetivo, faz-se necessário realizar as seguintes ações: (a) analisar a
problemática que envolve o tema interação universidade/empresa, explicitando os benefícios
ocasionados, tanto para os segmentos envolvidos no processo, quanto para a sociedade em

1

Bibliotecária e Mestranda em Ciência da Informação pela UFPB.
1

�geral; (b) conceituar e caracterizar o contexto dos pólos científico-tecnológicos, assim como
as empresas de base tecnológica que os constituem; (c) analisar a transferência de informação
tecnológica, enfocando os aspectos ligados à conceituação, aos canais de comunicação da
informação e aos mecanismos geradores de facilidades ou de dificuldades para o processo; e,
por fim, (d) caracterizar a biblioteca universitária, identificando suas possibilidades de
atuação enquanto agente de mediação entre a informação gerada na universidade e a
informação demandada pelas empresas. Conclui-se que as bibliotecas universitárias
localizadas nos pólos tecnológicos têm uma importante contribuição a dar para o
aprimoramento do processo de transferência de informação tecnológica e, por conseguinte,
para as relações de interação entre os segmentos universitário e empresarial, em especial
através da prestação de serviços de extensão destinados a este último.

Eixo Temático: SERVIÇOS DE EXTENSÃO / BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS

2

�1. INTRODUÇÃO

No Brasil, os investimentos feitos na produção científica e as descobertas daí advindas
são, geralmente, subutilizados. Existe, no País, uma atitude paradoxal e desvantajosa que
consiste, de um lado, na preferência dada às tecnologias importadas e, de outro, na grande
ênfase à publicação da produção científica nacional no exterior, que a utiliza como insumo
para produção de tecnologias. Assim, o governo utiliza os recursos nacionais para conferir
vantagens ao exterior de duas maneiras: ao financiar a produção científica publicada no
exterior e, depois, ao comprar a tecnologia que foi concebida internamente e desenvolvida
externamente. Essas ações, somadas a outras, causam a dependência tecnológica que, por sua
vez, conduz a uma dependência econômica e política.
Diante disso, entende-se que a autonomia tecnológica, através do controle e utilização
da C&amp;T produzidas em território nacional, é um fator preponderante para a independência
econômica e política, pois possibilita que o País busque e produza soluções viáveis e
adequadas aos seus problemas e à sua realidade interna. Em praticamente todos os países
subdesenvolvidos como o Brasil, como diz Polke (1983), ocorre grave distanciamento entre o
setor que cria a tecnologia e aquele que vai utilizá-la ou desenvolvê-la, e entre a tecnologia
produzida e a tecnologia necessária. Esta situação, decorrente da falta de elo entre empresas e
universidades, representa um fator que dificulta a pesquisa tecnológica e retarda o
desenvolvimento tecnológico e socioeconômico de qualquer nação.
Entendemos, pois, que a interação entre universidade e empresas é algo que beneficia
não apenas aos dois segmentos envolvidos diretamente, mas traz uma série de benefícios para
o País como um todo e, mais especificamente, para a região na qual o processo de interação
acontece.

3

�Resultantes dos esforços de aproximação de institutos de ensino e pesquisa e de
empresas surgem, no início da década de 80, os pólos tecnológicos brasileiros. Nesses
ambientes eclodem e se desenvolvem empresas a partir dessa articulação, as chamadas
empresas de base tecnológica (EBTs).
Tais

empresas

se

caracterizam

pelo

uso

intensivo

de

conhecimento

científico-tecnológico e a interação com institutos de ensino e pesquisa locais, com o fim de
obter conhecimentos imprescindíveis às suas atividades, o que é possível mediante a
transferência de informação.
Temos por objetivo analisar o papel que cabe à biblioteca universitária no processo de
interação universidade-empresa no contexto dos pólos tecnológicos. Para alcançar a
consecução desse objetivo, faz-se necessário realizar as seguintes ações: (a) analisar a
problemática que envolve o tema interação universidade/empresa, explicitando os benefícios
ocasionados, tanto para os segmentos envolvidos no processo, quanto para a sociedade em
geral; (b) conceituar e caracterizar o contexto dos pólos científico-tecnológicos, assim como
as empresas de base tecnológica que os constituem; (c) analisar a transferência de informação
tecnológica, enfocando os aspectos ligados à conceituação, aos canais de comunicação da
informação e aos mecanismos geradores de facilidades ou de dificuldades para o processo; e,
por fim, (d) caracterizar a biblioteca universitária, identificando suas possibilidades de
atuação enquanto agente de mediação entre a informação gerada na universidade e a
informação demandada pelas empresas. Conclui-se que as bibliotecas universitárias

2. INTERAÇÃO UNIVERSIDADE/EMPRESA

4

�A sociedade atual, também chamada de sociedade da informação, é caracterizada por
uma nova ordem econômica e social; pelos grandes avanços científicos e tecnológicos; por
um crescente processo de globalização; e pela pressão internacional para a criação de novas
bases industriais com vistas ao desenvolvimento de tecnologias próprias. Assim sendo, é
imperativo buscar caminhos alternativos que permitam a adequação a este contexto, com
destaque para a interação entre os diversos setores. Sobre este tema, Ferreira (1998, p.82)
afirma, literalmente:

“...Com o intuito de aproveitar o potencial de ciência e tecnologia e as
peculiaridades de cada região, têm-se constituído a ligação Universidade/Empresa
(U-E) como principal agente facilitador do desenvolvimento. Essa ligação tem
especial efeito nos chamados países emergentes, nos quais o poder de investimento é
menor. Assim, a relação U-E vem expressando uma das características mais
destacáveis do atual processo evolutivo pelo qual passamos: o valor estratégico do
conhecimento científico e tecnológico (grifo do autor).”

Isto significa que a inter-relação entre universidade e empresa é de suma relevância,
pois é pré-requisito indispensável para a materialização dos avanços tecnológicos e para
maior utilização socioeconômica dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos.
Na opinião de Quirino (1998, p.106), este tipo de articulação institucional representa “... um
conjunto de esforços por parte das instituições públicas e privadas para a realização das
ações conjuntas que visem (sic) objetivos coletivos.”
Porém, face ao irrisório crescimento da indústria nacional e de suas limitações para
desenvolver programas de P&amp;D, aliados ao fato de a universidade brasileira ter um potencial

5

�científico e tecnológico muito superior ao que oferece à sociedade; somando-se, ainda, a
diminuição gradativa de recursos financeiros para C&amp;T e universidades públicas, há, cada vez
mais, necessidade de sólida integração entre os recursos desses dois segmentos, como lembra
Cysne (1998).
Isto porque, em termos concretos, a interação universidade X empresa não é tão fácil
de se efetivar, porquanto são organizações com objetivos, estruturas organizacionais e
interesses bastante diferentes. Essas diferenças ocasionam dificuldades que precisam ser
superadas. Alvim (1994) apresenta barreiras à cooperação que existem tanto nas IES como
nas empresas, afirmando que são elas de caráter organizacional, pessoal, profissional e
cultural. Complementando a idéia, Costin, Wood Júnior (1994, p.104) afirmam: “...Diferenças
culturais, estruturais e de objetivos exigem profundo processo de reflexão e aprendizado
prático.” Desta maneira, é indispensável que as organizações em interação tenham claramente
definidos e explicitados os objetivos e competências de cada um dos segmentos envolvidos.
Em outras palavras, os recursos das IES, representados pelos cientistas,
pesquisadores, técnicos, bibliotecas, laboratórios e equipamentos, entre outros, e os projetos
tecnológicos, os profissionais especializados, o suporte financeiro etc., os quais integram os
recursos da indústria devem estar em constante interação, como meio de propiciar às duas
vertentes condições adequadas para alcançar seus objetivos e prestar, de forma integral, suas
contribuições à sociedade, como argumenta Oliveira (1997, n.p.): “... é fundamental que as
instituições – universidades e empresas – sejam capazes de transformar uma invenção
resultante de conhecimento científico ou não, em inovação, ou seja, na sua aplicação
comercial.” Logo, cremos que a sobrevivência da indústria nacional e a realização integral da
contribuição da universidade à sociedade depende da capacidade desses dois segmentos se
articularem de forma eficiente e eficaz.

6

�3. PÓLOS TECNOLÓGICOS

Sob tal ótica, a constituição de pólos científico-tecnológicos ou simplesmente pólos
tecnológicos representam um esforço em torno dessa articulação e, mais ainda, representam o
estado de excelência da interação U-E. Nas palavras de Torkomian, Medeiros (1994, p.49),
são eles verdadeiras cidades que se caracterizam pela “...existência de capacitação
tecnológica local, materializada em universidades, institutos de pesquisa e empresas geradas
a partir desse potencial”. De forma similar, Ferreira (1998, p.82) entende que esses
empreendimentos “ ... constituem conglomerados nos quais empresas, laboratórios de
Pesquisa e Desenvolvimento (...) e centros universitários estabelecem uma espécie de
simbiose ...”, enquanto Medeiros et al. (1991, p.13) definem os pólos tecnológicos como um
conjunto composto por:

“instituições de ensino e pesquisa que se especializaram em pelo menos uma das
novas tecnologias; aglomerado de empresas envolvidas nesses desenvolvimentos;
projetos de inovação tecnológica conjuntos (empresa/universidade), usualmente
estimulado pelo governo dado o caráter estratégico das novas tecnologias;
estrutura organizacional apropriada, mesmo informal.”

No que concerne à sua evolução, os pólos tecnológicos surgem no início da década de
50 com as experiências bem sucedidas do Vale do Silício, na Califórnia, e da Rota 128,
próxima a Boston, em Massachussets. Segundo Medeiros et al. (1991), essas áreas tornam-se

7

�grandes centros industriais voltados para a eletrônica, sobretudo para a informática. Dos
Estados Unidos da América do Norte (EUA), a experiência expande-se para a Europa, Ásia e
América Latina, merecendo destaque as experiências de pólos em nações desenvolvidas,
como Japão, França e Reino Unido. Na realidade, os pólos tecnológicos implantados em
outras nações servem para a experiência brasileira apenas como referência a ser estudada. Não
constituem modelos ou formas, tendo em vista que cada pólo tem suas singularidades, em
decorrência da realidade na qual se inserem, como esses autores reafirmam.
No Brasil, a experiência dos pólos tecnológicos institucionaliza-se em 1984, através
do Programa de Implantação de Parques de Tecnologia do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Medeiros et al. (1991, p.14-15),
considerando os pólos brasileiros, apresentam três formatações possíveis e ressaltam que as
duas primeiras são “...aproximações aceitáveis ou adaptações bem sucedidas, enquanto que a
terceira representa o caso mais completo”:

❑ Formatação “pólo com estrutura informal” - empresas e instituições de ensino e
pesquisa, espalhadas na cidade, mantêm ações sistemáticas e projetos conjuntos que
proporcionam interação entre esses agrupamentos, mesmo sem uma estrutura
organizacional formal, concebida para facilitar a vinculação entre eles. Eventualmente,
existe uma incubadora.

❑ Formatação “pólo com estrutura formal” - empresas e instituições de ensino e pesquisa,
embora dispersadas na cidade, estão sob a coordenação de uma entidade formalmente
constituída, encarregada de acelerar a criação de empresas, facilitar seu funcionamento e

8

�promover a integração entre os parceiros envolvidos no processo de inovação tecnológica.
Eventualmente, existe uma incubadora para abrigar as empresas nascentes.

❑ Formatação “parque tecnológico” - as empresas estão reunidas num mesmo local,
dentro do campus da universidade, ao lado deste ou em área próxima (distância inferior a
5km). Há uma entidade coordenadora, concebida para facilitar a integração U-E e para
gerenciar o uso das facilidades existentes. Estão disponíveis, para venda ou locação,
terrenos e/ou prédios, os quais abrigam uma incubadora ou condomínio de empresas.

No contexto brasileiro, os pólos tecnológicos com estrutura formal ou com formato
de parque tecnológicos têm, como exposto, suas atividades coordenadas por uma entidade
gestora, que se configura como uma fundação privada, uma sociedade civil ou uma empresa.
As entidades gestoras, geralmente, contam com a participação de institutos de ensino e
pesquisa, órgãos federais, regionais e municipais, órgãos patronais e outros. Ainda de acordo
com Medeiros et al. (1991, p.53), as ações desenvolvidas por essas gestoras objetivam
“...agregar as ações dos parceiros envolvidos no processo de inovação tecnológica e,
consequentemente facilitar e acelerar o surgimento de produtos, processos e serviços onde a
tecnologia possui status de principal insumo de produção.”
Na opinião de Araújo (1992), a criação da Associação Nacional de Entidades
Promotoras de Empreendimentos de Tecnologia Avançada (ANPROTEC), em 1987,
representa a consolidação da experiência brasileira no que respeita ao pólo tecnológico. A
missão da ANPROTEC (1999, n.p.) é, então, definida, como sendo “...agregar, representar e
defender os interesses das entidades gestoras de tecnópolis/pólos, parques e incubadoras,

9

�promovendo estes modelos como instrumentos para o desenvolvimento do país, objetivando a
constante criação e fortalecimento de empresas de base tecnológicas.”
Atualmente, existem pólos tecnológicos em todas as regiões brasileiras. Há,
entretanto, uma concentração na região Sudeste (SE) e, mais especificamente em São Paulo,
que conta com quatro pólos, um dos quais na capital; um outro em Campinas; um em São
Carlos e o quarto em São José dos Campos. No Rio de Janeiro, dois pólos tecnológicos
distribuem-se, respectivamente, na cidade do Rio de Janeiro e em Petrópolis. Em Minas
Gerais, há o pólo de Santa Rita do Sapucaí e, no Espírito Santo, um pólo em Vitória. No Sul
(S) do País, registram-se pólos em Curitiba, Florianópolis, Joinville, Santa Maria e Porto
Alegre. No NE, as cidades de Campina Grande, Fortaleza e Recife abrigam pólos
científico-tecnológicos. Há, ainda, uma experiência no Centro-Oeste (CO) brasileiro, na
cidade de Brasília, e no Norte (N), em Manaus.

4. EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA

Como requisito para o surgimento dos pólos e, ao mesmo tempo, como resultado de
sua atuação, há empresas de base tecnológica (EBTs), que realizam suas atividades com base
nas novas tecnologias e que desenvolvem inovações em produtos ou processos através da
utilização continuada de conhecimentos científicos e tecnológicos obtidos, sobretudo, da
interação com as IES locais.
As EBTs surgem em locais com infra-estrutura científica e tecnológica e recursos
humanos qualificados, ambos resultantes da atuação de universidades e institutos de pesquisa
locais que se especializaram em, pelo menos, uma das novas tecnologias, dentro dos campos
da informática, eletrônica, mecânica de precisão, novos materiais, biotecnologia, química

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�fina, aeroespacial, biogenética, robótica, telemática e telecomunicações. No Brasil, de acordo
com Torres (1995, p.59), “...a indústria de alta tecnologia encontra maior campo de atuação
nos setores de informática, eletro-eletrônica, mecânica de precisão, biotecnologia, química
fina, novos materiais, design, tecnologia industrial básica e telecomunicações.”
Porém, em qualquer circunstância, nessas localidades, a interação, na maioria das
vezes incentivada pelo governo, entre as instituições de ensino e pesquisa e as EBTs torna-se
muito intensa, de tal forma que passam a constituir-se em pólos científico-tecnológicos.
Mesmo assim, dentre os autores que escrevem sobre EBTs, não há consenso quanto aos
aspectos conceituais, registrando-se denominações diversificadas, tais como: empresas de alta
tecnologia; empresas de tecnologia avançada; empresas de tecnologia de ponta; empresas
high tech etc. Segundo Araújo (1992), com o intuito de formalizar sua terminologia, a
ANPROTEC adota o termo - empresa de base tecnológica - para designar este tipo de
empreendimento, termo este, transposto para o projeto. Dentre as conceituações em voga,
cita-se, em primeiro lugar, a de Santos (1987, p.3), para quem

“...as ‘empresas de tecnologia avançada’ são aquelas criadas para fabricar
produtos ou serviços que utilizam conteúdo tecnológico elevado, incorporando
princípios ou processos inovadores de aplicações recentes, mesmo que não sejam
inéditos.”

Ferro, Torkomian (1988, p.44), por seu turno, conceituam as EBTs da seguinte
maneira: “...’empresas de alta tecnologia’ [que] dispõem de competência rara ou exclusiva
em termos de produtos ou processos, viáveis comercialmente, que incorporam grau elevado
de conhecimento científico”. Barbieri (1994, p.23) recorre ao conceito constante do

11

�Regulamento No 49/91, Artigo 2ob do Banco Nacional de Desenvolvimento–Participações
(BNDES-PAR): EBT “é aquela [empresa] que fundamenta sua atividade produtiva no
desenvolvimento de novos produtos ou processos, baseados na aplicação sistemática de
conhecimentos científicos e tecnológicos e na utilização de técnicas consideradas avançadas
ou pioneiras.”
Na conceituação do Parque de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal
do Ceará (PADETEC), EBTs são empresas que apresentam as seguintes características: são
pouco intensivas em capital; utilizam mão-de-obra qualificada; são empreendimentos de alto
risco; são pouco intensivas em mão-de-obra desqualificada; geram alto valor agregado ao
produto; utilizam novas tecnologias e conhecimento; são ágeis e flexíveis; e interagem com
centros de pesquisas e universidades. Além disso, o PADETEC considera que as EBTs
envolvem-se em uma ou mais das seguintes ações: desenvolvimento de novo produto ou
processo; desenvolvimento de produto importado pelos países; utilização intensiva de
matéria-prima regional; e utilização de resíduos industriais, agrícolas e extrativos (Craveiro,
1998).
Medeiros et al. (1991) prestam importante contribuição, quando explicitam as
características peculiares ao tipo de empresa em discussão: utilização do conhecimento
científico e tecnológico como principal insumo de produção; relacionamento intenso entre si e
com a universidade ou instituto de pesquisa; utilização dos recursos humanos, laboratórios e
equipamentos de instituições de ensino e pesquisa.
Frente a todas essas tentativas de definição e caracterização das EBTs, observamos
que tais empresas, para efetivar suas atividades produtivas, precisam utilizar o conhecimento
científico e tecnológico, o que se configura como um dos motivos pelos quais,
inevitavelmente, recorrem à interação com as universidades locais. Outro elemento presente

12

�em grande parte dos conceitos é a realização de inovação em produtos ou processos por estas
empresas.
Sumariando, vemos que as EBTs são vitais para o progresso de qualquer país e
região, em particular, no caso brasileiro, tendo em vista que, através da aplicação das
informações científicas e tecnológicas geradas e transferidas pelas universidades locais na
produção de bens e serviços com alto valor agregado, possibilitam a substituição de
importações, aumentam a competitividade dos produtos nacionais no mercado externo e
colaboram na diminuição do índice de desemprego, absorvendo, principalmente, a mão de
obra bem qualificada pelas universidades da região.
Santos et al. (apud Santos, 1987) apresentam benefícios produzidos pela atuação das
EBTs, dos quais destacamos os que seguem: (a) influenciam positivamente o processo de
transferência de tecnologia dos centros de pesquisa e desenvolvimento para o setor produtivo
por contarem com a participação de pesquisadores; (b) valorizam o sistema científico e
tecnológico do País, pois através da contribuição dada pelos pesquisadores, maximizam os
incentivos em pesquisa e tecnologia feitos pelo governo; (c) geram produtos que impactam
quase

todos os setores da

economia, contribuindo com a modernização dos setores

tradicionais; (d) colaboram na formação de centros de competência tecnológica nas áreas em
que atuam; (e) constituem espaços alternativos para a formação de novos pesquisadores, uma
vez que admitem estagiários e recém-graduados que desenvolvem seus conhecimentos e
habilidades na realização constante de P&amp;D na empresa; (f) possibilitam ao País entrar em
setores de muito potencial no futuro, geralmente dominados por países desenvolvidos.
Discutindo o papel de geradoras de empregos desempenhado pelas EBTs, Barros
(1998) afirma que essas empresas, em sua maioria de porte micro e pequeno, geram postos de
trabalho para seus sócios e demais colaboradores, necessitando, para tanto, de menos da

13

�metade dos investimentos necessários para gerar a mesma quantidade de postos de trabalho
em grandes empresas. Além disso, o autor enfatiza a importância dos empregos gerados por
essas empresas na região em que são criadas, contrapondo o desempenho delas ao
desempenho das “empresas nômades” , atraídas pela guerra fiscal entre estados e municípios
em fase de desenvolvimento industrial. Na sua visão, as EBTs tendem a permanecer no
município de origem, e as que se deslocam, geralmente, não saem do estado ou país.
Representam, portanto, excelente investimento do setor público para gerar renda, emprego e
receita fiscal numa região.
E mais, essas empresas, ao desenvolverem tecnologias que são incorporadas ao meio
industrial, contribuem com a cadeia produtiva tradicional, melhorando sua qualidade e
produtividade, tornando-a competitiva principalmente no mercado globalizado. Além disso,
para Barros (1998), entre as micro e pequenas empresas de base tecnológica, observa-se
melhor distribuição de renda e, como geram produtos e serviços com alto valor agregado,
remuneram seus funcionários acima da média do mercado, propiciando-lhes melhor qualidade
de vida.
Por outro lado, como vimos, as empresas de base tecnológica, para serem criadas e
desenvolverem suas atividades, utilizam-se da capacitação e potencial das universidades
locais,

fortalecendo-as

e pondo suas produções técnico-científicas a serviço do

desenvolvimento socioeconômico da região. Neste sentido, representam excelente opção que
pode trazer benefícios significativos para o NE.

5. TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

14

�Entendemos que a informação é tanto insumo quanto produto do conhecimento. A
informação é insumo do conhecimento quando, ao ser absorvida, altera o estoque mental do
indivíduo, produzindo conhecimento. E, sempre que o conhecimento é expresso, é expresso
através da informação. Logo, ela é produto do conhecimento. E assim sendo, a informação
produz e reproduz o conhecimento.
Esse processo é circular e, para que haja a transmutação de informação em
conhecimento e de conhecimento em informação é preciso que ocorra a transferência de
informação. Mesmo quando se fala na transferência de conhecimento tácito, que se dá de
indivíduo a indivíduo, especialmente utilizada no processo produtivo, o que ocorre é
transferência oral de informação. Araújo, E. A. (1997, p.118) concebe a transferência de
informação como “...um conjunto de operações envolvidas na transmissão da informação,
desde sua geração à sua utilização”, acrescentando que “... a transferência de informação
ocorre quando as informações transmitidas promovem a efetiva tradução do conhecimento
em ação, incorporando-as ao mundo do usuário.”
Fundamentados nessas considerações, entendemos que a transferência de informação é
a efetiva transmissão de informação com a conseqüente tradução desta em conhecimento e
deste em ação, sendo assim incorporado ao mundo do usuário. Nestes termos, a transferência
de informação é um processo social, no qual geradores e usuários de informação são sujeitos
sociais em interação e de igual importância para a efetivação do processo.
Para Figueiredo (1979), na sociedade humana, sempre houve um sistema para a
transferência de informação. Nas épocas clássicas e medievais, os filósofos relacionam-se
entre si, sobretudo através da transferência de informação por via oral, recorrendo também,
mas em menor escala, às correspondências. Em meados do século XVII, com o
desenvolvimento do método científico, acentua-se a utilização de correspondências para

15

�comunicar novas informações entre cientistas. Com o crescimento das sociedades eruditas e
com a emergência do periódico científico, no final do século XVII, este tipo de publicação
torna-se o mais importante meio utilizado para a transferência de informação entre os adeptos
da comunidade científica. A partir do século XIX e, em especial, nos dias atuais, a explosão
ou a “poluição” da informação faz com que cientistas e pesquisadores retomem o hábito de
se comunicar através de cartas.
De fato, a oralidade, as correspondências e os periódicos, empregados para possibilitar
o processo de comunicação da informação, são alguns dos tipos de canais de transferência da
informação. Estes canais podem ser compreendidos como o conjunto de meios empregados na
comunicação da informação. Figueiredo (1979, p.123), explica que “...Para fins de análise e
estudo estes canais são subdivididos como segue: orais, documentários e audiovisuais.” Os
canais de comunicação da informação podem ser formais ou informais, ressaltando-se que
cada um deles apresenta vantagens e desvantagens, os quais não constituem a essência deste
trabalho.
De qualquer forma, é imprescindível lembrar que, no processo de transferência de
informação, sempre existem barreiras, ou seja, mecanismos que dificultam o processo,
ocasionando a subutilização da informação transferida. A maior proximidade, em termos
físicos, intelectuais e culturais etc., entre produtor e usuário da informação, favorece a
redução de barreiras ou pelo menos, sua menor intensidade, embora, mesmo a comunicação
oral está sujeita a mecanismos que dificultam o processo.
Em contraposição, há mecanismos que facilitam o processo de transferência de
informação. Estes mecanismos, ditos facilitadores, são fatores que propiciam e estimulam a
efetiva transferência de informação, favorecendo, pois, a otimização do uso da informação
que foi transferida. A existência de elementos mediadores do processo, a proximidade entre

16

�gerador e usuário da informação e a transferência de informação com valor agregado para
quem vai utilizá-la são exemplos de mecanismos facilitadores.
Além do mais, para que a transferência de informação produza conhecimento, é
necessário que seja cognitivamente acessível ao indivíduo e atenda às suas necessidades
imediatas. De forma similar, para que a transferência de informação tecnológica gere
capacitação tecnológica e competitividade para o setor produtivo, favorecendo, por
conseguinte, o desenvolvimento tecnológico, precisa estar em harmonia com a capacidade de
absorção do setor, bem como com as suas necessidades imediatas, as quais sofrem influência
direta do mercado, pois, como salienta Mariotto (1992, p. 102), “... a estrutura do mercado
em que as empresas atuam condiciona não só suas necessidades de informação técnica,
como também sua capacidade de buscar e de acumular essa informação na forma de
competência tecnológica.”
Na busca por lucratividade e competitividade, a transferência de informação
tecnológica tem mais valor à medida que atende de forma a mais específica possível certa
demanda. Impossível otimizar os investimentos feitos na geração de informação tecnológica
se o setor produtivo não estiver capacitado para absorver e utilizar a tecnologia dela advinda
ou se não atender aos interesses imediatos deste segmento.

6. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

A biblioteca universitária tem como função prioritária fornecer o suporte
informacional para as atividades de ensino, pesquisa e extensão desempenhadas pela
instituição de ensino superior a qual está vinculada.

17

�Nestes termos, o público alvo de tal biblioteca seria a comunidade universitária, ou
seja, o grupo composto pelos alunos, professores e funcionários que formam a instituição a
qual integra.
Contudo, sendo a universidade integrante de um pólo tecnológico, a biblioteca a ela
vinculada deveria ampliar sua clientela, estendendo seus serviços aos empresários da EBTs?
Seria responsabilidade da biblioteca universitária prover informações também para as
empresas do pólo tecnológico?
Entendemos que a resposta para tais perguntas é sim, pois a partir do momento em
que a universidade é co-responsável pelo pólo tecnológico cabe à biblioteca universitária
aceitar como seus usuários as empresas envolvidas em tal empreendimento.
Além disso, percebemos que está é uma boa oportunidade para que a biblioteca
universitária obtenha benefícios que lhe são indispensáveis nos dias atuais: a captação de
recursos e a melhoria de sua imagem junto à comunidade na qual está inserida.
A biblioteca universitária, contudo, geralmente não conta com meios de realizar todos
os serviços de informação de que tais empresas necessitam. Entretanto, muitos dos serviços
úteis para as EBTs podem ser assumidos por essa biblioteca, entre os quais destacam-se
identificação e divulgação de instituições, trabalhos e eventos de interesse; recuperação e
organização de relatórios de pesquisa de mercado na área de atuação do pólo; criação e
manutenção de cadastros e arquivos de informações em conformidade com as necessidades
do pólo, entre outras.
No pólo tecnológico deve se fazer presente também uma outra unidade de informação,
a qual deve ser planejada para compartilhar com a biblioteca universitária a função de
fornecer informações de interesse para as empresas e demais integrantes do pólo tecnológico.
Esta unidade de informação deveria ser capaz de fornecer de forma rápida e eficiente os

18

�seguintes serviços: extensão tecnológica, resposta técnica, resposta rápida e consultoria, entre
outros.
Todo e qualquer serviço de informação destinado as EBTs, como bem esclarece
Montalli (1994) precisa contar com fontes de informação atualizadas, disponibilidade diária
de acesso, exatidão de resposta à pergunta feita, ênfase nas informações correntes,
recuperação rápida de documentos, assim como objetivos e metas convenientemente claros.

7. CONCLUSÃO

Para que esteja apta a atender as exigências desse novo usuário, a biblioteca
universitária precisa estar completamente integrada ao contexto do pólo tecnológico no qual
se insere. É necessário que se perceba que o envolvimento da biblioteca universitária no
empreendimento é vital para que o sucesso seja obtido.
A biblioteca universitária precisa se posicionar como um agente responsável pela
intermediação entre a informação produzida na universidade e a informação demandada pela
empresa de base tecnológica.
Os segmentos acadêmico e empresarial se diferenciam em muitos aspectos um do
outro, mas, apesar disso, buscam nos pólos tecnológicos conviver com as diferenças e
estreitar as relações, visando a colaboração recíproca, indispensável a ambos.
Universidade e empresa precisam interagir, o que requer a disposição e o empenho de
ambos. A biblioteca universitária não pode se esquivar deste esforço; ela precisa ser um dos
elos que unem tais segmentos.
Tendo em vista a argumentação exposta, entendemos que as bibliotecas universitárias
localizadas nos pólos tecnológicos têm uma importante contribuição a dar para o

19

�aprimoramento do processo de transferência de informação tecnológica e, por conseguinte,
para as relações de interação entre os segmentos universitário e o segmento empresarial, em
especial através da prestação de serviços de extensão destinados a este último.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O papel da biblioteca universitária diante da interação universidade/empresa.</text>
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                <text>Aguiar, Andréa Carvalho de</text>
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                <text>Considerando a importância que assume, nos dias atuais, a interação universidade/empresa, entendendo que essa relação de cooperação se dá de modo mais eficiente e eficaz no contexto dos pólos científico-tecnológicos, e considerando, ainda, que tal interação ocorre, principalmente, através da transferência de informação tecnológica entre os dois segmentos, objetiva-se analisar o papel que cabe à biblioteca universitária nesse processo. Para alcançar a consecução desse objetivo, faz-se necessário realizar as seguintes ações: (a) analisar a problemática que envolve o tema interação universidade/empresa, explicitando os benefícios ocasionados, tanto para os segmentos envolvidos no processo, quanto para a sociedade em geral, (b) conceituar e caracterizar o contexto dos pólos científico-tecnológicos, assim como as empresas de base tecnológica que os constituem, (c) analisar a transferência de informação tecnológica, enfocando os aspectos ligados à conceituação, aos canais de comunicação da informação e aos mecanismos geradores de facilidades ou de dificuldades para o processo, e, por fim, (d) caracterizar a biblioteca universitária, identificando suas possibilidades de atuação enquanto agente de mediação entre a informação gerada na universidade e a informação demandada pelas empresas. Conclui-se que as bibliotecas universitárias localizadas nos pólos tecnológicos têm uma importante contribuição a dar para o aprimoramento do processo de transferência de informação tecnológica e, por conseguinte, para as relações de interação entre os segmentos universitário e empresarial, em especial através da prestação de serviços de extensão destinados a este último.</text>
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                    <text>LEITURA ORIENTADA: UMA PRÁTICA UNIVERSITÁRIA

Profa. Dra. Leilah Santiago Bufrem, Departamento de Ciência e Gestão da Informação, Setor
de Ciências Humanas, Letras e Artes, UFPR, Rua General Carneiro, 460, Curitiba, Pr, e-mail
leilah@coruja.humanas.ufpr.br

Profa. Dra. Izaura H. Kuwabara, Departamento de Química, Setor de Ciências Exatas, UFPR,
Centro Politécnico s/n, Curitiba, Pr, e-mail izaura@quimica.ufpr.br

Resumo: Avalia e relata projeto de orientação à leitura e à discussão de obras de cunho
literário e artístico, para alunos de graduação. A atividade, atualmente em seu terceiro ano de
execução, justifica-se por ampliar a capacidade de leitura de obras de cunho científico, assim
como de literatura de fruição, impressa ou não. A leitura de obras sob diversas formas e
manifestações enseja a compreensão de textos informacionais, a ampliação do vocabulário e a
prática de análise de textos, incentivando o uso de livros e a freqüência a bibliotecas. Visa
desenvolver a expressão crítica dos participantes e o conhecimento de obras literárias e de
seus autores, contextualizando-os e favorecendo a compreensão dos textos enquanto produtos
de trabalho intelectual criterioso. Relata as discussões sobre as obras e as habilidades de
redação de formas diferenciadas de textos como resenhas e artigos sobre temas gerais e
específicos. A partir de uma seleção de obras, os alunos recebem orientação para leitura e
análise. Os elementos de análise são ou não previamente identificados, conforme as
características da obra. Esse processo é realizado, inicialmente de forma individual, seguida
da participação do grupo. O projeto resultou na leitura de 5 obras no primeiro ano e de nove
no segundo, tendo sido avaliado positivamente tanto pelos alunos como pela coordenação. As

2

�manifestações positivas referem-se às atividades desenvolvidas, não só pelas obras analisadas,
mas também pelo processo de leitura e as práticas utilizadas. O conhecimento de autores e
obras e a extensão do referencial adquirido ampliaram os elementos comparativos,
aprofundando e tornando progressivamente mais espontâneas as discussões em grupo. A
elaboração das resenhas, segundo as coordenadoras, especialmente com base na comparação
entre o desempenho nas duas versões do projeto, desenvolveu e ampliou a habilidade de
redação e a expressão crítica dos participantes.

Eixo temático: SERVIÇOS DE EXTENSÃO / BIBLIOOTECAS COMUNITÁRIAS

INTRODUÇÃO

O ineditismo de desenvolver um projeto de leitura com alunos do Programa Especial
de Treinamento (PET)1 do Curso de Química motivou-nos a estudos para definir os modos de
compreender e de executar a proposta.
O PET é um programa financiado pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento do
Pessoal de Nivel Superior (CAPES), órgão do Ministério da Educação do Brasil,
especialmente voltado para atividades de ensino, pesquisa e extensão. Foi criado por iniciativa
da Capes em 1979 com três grupos em escala experimental, com o propósito de dar
atendimento especial aos melhores alunos do curso, visando uma formação aprimorada. Tais
alunos foram tratados como futuros alunos dos cursos de pós-graduação, à época em período

1

MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO. Programa Especial de Treinamento- Orientações Básicas, 1995, p.1
3

�de consolidação. Hoje, já consolidado, o programa tem 315 grupos e 3466 alunos (dados do
DPE/CAPES de setembro de 1998, constantes no Relatório da Comissão de Avaliação do
Programa Especial de Treinamento publicado na “home-page” da Capes)2 e objetivos mais
abrangentes, dentre os quais se destaca o de estimular a melhoria do ensino de graduação,
além dos que se referem à formação de excelência aos alunos diretamente envolvidos no
grupo.
Para que se concretizem tais resultados, são planejadas atividades complementares de
estudos, de iniciação à pesquisa, de participação em congressos, organização e apresentação
de seminários e visitas e de atendimento aos demais alunos do curso ao qual o PET é
vinculado. As atividades são desenvolvidas com a orientação de professores colaboradores e
de um professor tutor do grupo, sempre de forma coletiva para desenvolver habilidades de
trabalho em equipe. Cada PET é vinculado a um curso e pode agregar até doze alunos que
recebem uma bolsa-auxílio para dedicar doze (12) horas por semana às tarefas do grupo.
Desde as primeiras reuniões de trabalho, quando surgiu a idéia de promover a leitura e
a discussão de textos, fomos motivadas pelo prazer de realizar uma tarefa, ao mesmo tempo
prazeiroza e desafiante. A idéia prosperou, resultando em projeto sob orientação da tutora do
grupo e de professora do Departamento de Gestão da Informação. A proposta inicial tem sido
sujeita a críticas e sugestões, e consequentemente a mudanças, no decorrer do período que já
está em seu terceiro ano, mas permanecem alguns princípios que julgamos significativos para
o desenvolvimento dos trabalhos.
O primeiro deles é a crença de que a leitura não deve ser interpretada como ato
solitário, que afasta e isola o leitor. Ao contrário, ela permite uma situação dialógica, ou seja,
estabelece alguns tipos de interações como a verificada entre leitor e autor, ou entre leitor e

2

http:www.capes.br
4

�contexto do discurso, além de desdobrar-se para outras possibilidades como as relacionadas às
repercussões da obra em relação aos procedimentos críticos do leitor. A situação dialógica
autor-leitor é ampliada quando se trabalha em grupo pois diferentes perspectivas individuais
contribuem para o enriquecimento do processo.
Recorre-se à concepção de GOLDMANN sobre o pensamento como um aspecto
parcial da realidade concreta que é o homem e este, como um elemento do grupo social3.
Essa concordância leva-nos ao segundo princípio, ou seja, o de que uma obra literária
deve ser apreciada em relação a uma totalidade que é a vida e o comportamento do autor, em
relação à realidade concreta em que vive ou viveu. Mas, embora considerando esses fatores,
deve-se lembrar que a produção escrita, por sua vez, expressa apenas uma parcela de um
comportamento que é ao mesmo tempo individual e social. Assim, ao decifrar essa parcela, o
leitor estará descobrindo novas facetas a ela relacionadas.
O terceiro princípio do qual nos valemos é o de que toda a leitura é crítica, ou seja,
falar em leitura crítica no contexto estudado seria redundância. Assim é que o estímulo a essa
postura reveste-se da crença de que a leitura não é simples fruição ou um mero desfrute do
tempo livre. Como atividade de elaboração intelectual e reação emocional, a prática da leitura
revela situações ou oposições, suscita concordâncias ou conflitos, descrevendo uma trajetória
pela qual se chega ao prazer, não como resultante de uma tarefa fácil ou gratuita. Ao
contrário, ela requer esforço e tensão, faz parte de um mundo de cultura viva, onde o leitor
penetra de modo crítico, numa espécie de consciência aplicada que, no dizer de ARTAUD, é
aquela consciência que dá ao exercício de todo ato da vida sua cor de sangue, sua nuance
cruel4. A imagem assemelha-se à metáfora de Whitman, que encontra no ato de ler um
significado passível de expansão a qualquer atividade humana vital, numa conjugação em que

3
4

GOLDMANN, p. 8
COELHO, José Teixeira. Usos da cultura, p. 105
5

�leitor e escritor passam a ser um só, o livro é de carne e sangue e a leitura desdobra-se em atos
como a compreensão e interpretação de contextos e significados.
Nossa tarefa tem como proposta de trabalho desenvolver a expressão crítica de
estudantes de química através da análise de obras literárias e justifica-se não somente por
ampliar a capacidade de leitura de textos de cunho científico, necessários ao acompanhamento
das atividades curriculares, mas também por permitir a familiaridade com obras literárias,
impressas ou não.
Aceitamos como pressuposto que a leitura de obras de fruição em suas diversas
formas e manifestações enseja a compreensão de textos informacionais, a ampliação do
vocabulário e a prática de análise de textos. Daí a crença em que o desenvolvimento da
expressão crítica dos participantes também favorece a percepção dos textos enquanto
produtos de prática intelectual criteriosa, assim como o conhecimento do outro - autor ou
autores - e do valor de seu trabalho.
Além dessas possibilidades, a comparação dos diversos contextos analisados amplia o
referencial cultural dos participantes, possibilitando interpretações diversificadas em relação
ao espaço e ao tempo. Esse alargamento do referencial cultural, por sua vez, deve contribuir
para a redução dos preconceitos e estereótipos presentes no imaginário cultural.
Esperamos, portanto, favorecer no aluno participante o desenvolvimento do gosto pela
leitura de textos literários em suas diversas formas e manifestações; proporcionar
oportunidade de conhecimento de obras, seus autores e suas edições, assim como de traduções
para outras linguagens tais como o cinema, o teatro e a ópera; realizar discussões sobre as
obras lidas ou assitidas; estimulando a prática de redação de formas diferenciadas de textos
como resenhas, ensaios e artigos sobre temas gerais e específicos. Procuramos com essas
práticas desenvolver a expressão crítica dos alunos, favorecendo analogias, comparações e

6

�interpretações. Como diria MANGUEL, recordando as possíveis metáforas sobre o ato de ler,
é comum ao “saborear um livro, encontrar alimento nele, devorá-lo de uma sentada, ruminar
um texto, banquetearmo-nos com poesia, mastigar as palavras do poeta, viver numa dieta de
romances policiais”5.

5

MANGUEL, p. 198.
7

�UMA PRÁTICA CRÍTICA

Os textos foram selecionados com apoio de duas obras, La Biblioteca ideal, da
Editorial Planeta, uma seleção comentada das obras mais representativas da literatura e do
pensamento, e O cânone ocidental, de Harold BLOOM, um estudo de vinte e seis escritores
obrigatórios, segundo o autor, para a compreensão de nossa cultura. A partir dessa seleção foi
oferecida uma lista, cujos títulos estavam acessíveis em bibliotecas ou livrarias locais.
Nas primeiras reuniões de cada início de ano letivo tem sido realizada a
auto-apresentação do grupo de trabalho e da professora coordenadora, quando são
identificados os principais objetivos do programa, discutidas as atividades e propostas de
leituras assim como das formas alternativas para análise e interpretação.
São realizadas leituras individuais de cada uma das obras escolhidas, sucedidas por
análises em pequenos grupos sobre temas ou aspectos previamente selecionados
(personagens, época, local, objetos, cenários, foco narrativo), somente após o que são
ampliadas as discussões em grupos sobre as obras lidas ou assistidas.
Procuramos privilegiar alguns aspectos nesse processo.
Um dos aspectos é a relação do texto com o autor, ou seja, destacar o que o autor quis
transmitir, em que contexto ele se situa, quais as circunstâncias e condições em que escreveu.
Outro aspecto é a relação dos textos com outros textos, o que eqüivale a dizer em que
o texto difere ou se aproxima de outros já conhecidos. Essa experiência tem sido
surpreendente, de modo especial porque revela a capacidade de analogias possíveis entre
obras, tanto em relação ao contexto, quanto aos personagens ou ao estilo dos autores.
Uma terceira possibilidade é a análise da relação do texto com seu referente, o que o texto
diz de si e por fim, a relação do texto com o leitor: ou o que foi compreendido,

8

�considerando-se em relação a esse aspecto a multiplicidade de contribuições, de referenciais e
possibilidades pessoais. Desenvolvidas com as habilidades e estratégias cognitivas, ou
mecanismos de processamento mentais, essas possibilidades expressam-se em formas de
representar a leitura, de modo diferenciado e criativo.
A redação de resumos e anotações para apresentação preliminar em pequenos grupos e
posteriormente no grande grupo constitui-se em importante prática, não somente para
exercitar e desenvolver a expressão escrita, mas como suporte aos alunos para, organizadas as
estruturas do pensamento, realizar a exposição oral de seu trabalho crítico.

RESULTADOS

Para a primeira versão do projeto, desenvolvida no ano de 1997, foram definidas cinco
obras representativas de nossa literatura, sendo duas de autores brasileiros e três de autores
não brasileiros, privilegiando-se apenas os gêneros romance e conto: Trapo, de Cristovão
TEZZA, O pequeno príncipe, de Antoine SAINT-EXUPÉRY, A ilha, de Aldous HUXLEY, A
mãe, de Maximo GORKI e O vampiro de Curitiba, de Dalton TREVISAN.
Em 1998 foram escolhidos pelos alunos quatro livros para leitura comum e um para
leitura individual. Das obras de leitura comum, duas foram analisadas também em suas
respectivas versões para o cinema, As meninas de Lygia Fagundes Telles e Hamlet de William
Shakespeare. Foram lidas, além dessas, as obras Cem anos de solidão, de Gabriel García
Marquez, O caso dos dez negrinhos, de Agatha CHRISTIE, Noites brancas, de Fedor
DOSTOIEVSKI, Amor de perdição, de Camilo CASTELO BRANCO, Ei! Tem alguém aí?,
de Jostein GAARDER e A morte no Nilo, de Agatha CHRISTIE.

9

�Em 1999, uma obra foi escolhida para a leitura individual e duas para leitura comum,
O Guarani e Ubirajara de José de ALENCAR, Contos de Rubem BRAGA,.Amor de perdição
de Camilo CASTELO BRANCO, A incrível e triste história de Erendira de Gabriel GARCÍA
MARQUEZ, O inspetor geral, de GOGOL, A hora da estrela, de Clarice LISPECTOR, O
avarento, de MOLIÈRE, Campo geral, de João Guimarães ROSA, A metamorfose de Franz
KAFKA e Breve espaço entre cor e sombra, de Cristóvão TEZZA.
Cada aluno apresentou um resumo ou resenha das obras lidas e discutidas, conforme
as recomendações e normas da ABNT e da UFPR. Além desse trabalho, têm sido organizados
seminários com análise mais completa de uma das obras de livre escolha apresentados
individualmente ou por grupos.
Uma adaptação da obra O pequeno príncipe foi criada para teatro pelos alunos que a
dirigiram, produziram e representaram diante dos demais participantes do grupo e de
professores e alunos convidados.
Foram realizados encontros com dois autores. O escritor Cristovão Tezza, autor de
duas das obras discutidas, participou em duas atividades em forma de evento de extensão,
organizadas pelas professoras coordenadoras e pelos alunos, com a exposição de seus livros e
de painéis com os respectivos dados biográficos e bibliográficos.
Outro escritor, professor aposentado da área de Química da Universidade, Arthur
Barthelmess, também foi convidado para um debate sobre a sua obra, da qual fazem parte
títulos especializados em Química, além de livros de ficção, em prosa e verso.
Nessas oportunidades ficou evidenciado o interesse despertado pelas obras,
especialmente levando-se em conta um dos aspectos privilegiados no projeto, a relação do
texto com o autor, ou seja, a oportunidade de destacar o que o este quis dizer, em que contexto
se situou e as circunstâncias e condições em que escreveu.

10

�Paralelamente às atividades do projeto, foram desenvolvidas orientações sobre as
formas de elaboração de resumos, resenhas e seminários, assim como indicada leitura
complementar necessária para subsidiar as discussões e análises das obras.
A seleção de alguns títulos e de suas versões em filmes permitiu que fossem realizadas
leituras diferenciadas, de acordo com as traduções intersemióticas possíveis, graças ao poder
criativo dos autores e à imaginação e criatividade dos leitores.
Além da discussão em grupo sobre a obra, os textos escritos pelos alunos permitiram a
análise das impressões da leitura, como o impacto causado pelas dúvidas iniciais.
Destacam-se impressões relativas ao foco narrativo tais como: os narradores eventualmente
mudavam, ora em primeira pessoa, ora em terceira pessoa (...) no decorrer da leitura,
tornando-se mais acessível a identificação do narrador pelo perfil bem delineado de cada
personagem (Ana Flórida Bozza).
Outra marca deixada pela leitura foi a criação de momentos de grande divagação dos
personagens... (Ana Flórida Bozza). Os pensamentos, emoções, delírios e divagações dos
personagens são narrados ora em primeira, ora em terceira pessoa (Angela Cristina
Raimondi).
O que mais impressiona em uma das obras (As meninas), segundo Cristiane de
Ramos, é a simultaneidade com que a autora consegue contar várias histórias diferentes
relacionadas diretamente, além da descrição tanto exterior quanto interior das personagens.
O impacto causado pela obra destaca-se em frases como: o livro contagiou-me de um modo
tão especial que fez com que Lorena deixasse em mim sua paixão, Lia seu espírito de luta e
Ana Clara suas experiências como lição de vida.

11

�A leitura de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez, exigiu que
concedêssemos maior intervalo de tempo para a apresentação dos resultados da análise e do
resumo.
Sobre o ambiente em que se desenvolve a trama, um grupo de alunas considerou que o
autor descreve alguns cenários com detalhes que dão ao leitor a impressão de estar lá,
principalmente quando se trata da casa dos Buendía (Bozza, Raimondi e Kasprzak). Outro
grupo, responsável pelo estudo dos personagens, expressou graficamente a árvore genealógica
dos Buendía (Raeder e Ramos).
A leitura de um policial, O caso dos dez negrinhos de Agatha Christie, provocou
unanimidade entre os leitores petianos. Obra mestra em termos de arquitetura narrativa, nela
domina o aspecto lúdico sobre qualquer pretensão de verossimilhança ou mesmo de realismo.
A famosa pergunta Quem terá sido o assassino? é o desafio constante que nos impõe a
autora, denominada muito justamente de dama do crime. O desfecho do mistério se dá de
forma extraordinária e inesperada, como outras obras da autora (Angela Raimondi).
Assim se expressa Cristiane de Ramos: A expectativa presente a todo momento da
leitura, o desejo de desvendar o mistério nos momentos em que os fatos vão ocorrendo, o
clima de tensão, medo, suspense e desconfiança são alguns dos elementos que fazem com que
o leitor se prenda ao romance a partir do momento em que o mistério é lançado, até o
desvendamento de toda a trama.
O estímulo dado às formas de expressão pessoais teve como resultado a elaboração de
trabalho analítico conduzente à postura crítica que justificou a trajetória eleita para realização
do programa. Além disso, revelou que faz sentido a proposta inicial de tornar as obras
inesquecíveis.

12

�AVALIAÇÃO

A avaliação foi realizada por meio da análise dos trabalhos produzidos nas formas de
resenhas, resumos, textos e seminários, assim como dos depoimentos escritos e orais dos
alunos. A elaboração das resenhas, segundo critérios das coordenadoras, especialmente com
base na comparação entre o desempenho nas três fases do projeto, desenvolveu e ampliou a
habilidade de redação e a expressão crítica dos participantes. Estes passaram a ser, pelo
próprio ato de ler, também produtores de textos.
Conscientes de seu crescimento, manifestaram-se positivamente impressionados com
as atividades desenvolvidas, não só pelo conteúdo das obras lidas e analisadas, mas também
pelo processo de leitura e os modos como desenvolveram as atividades. O conhecimento de
autores e obras, a discussão sobre suas diversas edições e a extensão do referencial adquirido
ampliaram os elementos comparativos, aprofundando e tornando mais espontâneas as
discussões sobre as obras.
Pode-se considerar que, em consonância com as expectativas, o processo tem
demonstrado que a leitura, em sua historicidade, é fenômeno de natureza, condições, modos
de seleção, trabalho e produção de sentidos.
Solicitados a indicar as obras mais apreciadas, os alunos citaram Cem anos de solidão
de García Marquez, O caso dos dez negrinhos, de Agatha Christie, As meninas, de Lygia
Fagundes Telles e Hamlet, de Shakespeare.
Destacaram-se como sugestões para o futuro:
a manutenção da leitura de obras que tenham adaptações para o cinema, assim
poderemos fazer uma comparação destes;

13

�a formação de um grupo de discussão mais heterogêneo, incluindo pessoas de outros
cursos;
a ampliação do número de participantes para maior enriquecimento dos encontros;
Seria também importante, segundo os alunos, continuar vendo filmes relativos a
alguma obra discutida, sempre quando possível, a fim de acrescentar mais um elemento
comparativo nas discussões;
a continuidade das leituras em conjunto e pelo menos uma obra individual.
Os resultados e as sugestões elencadas permitem algumas considerações à guisa de
conclusão. Sem que se pretenda apresentar uma avaliação definitiva do programa,
acreditamos que os propósitos selecionados como diretrizes do projeto vêm sendo alcançados
e que a leitura e compreensão dos textos escolhidos implica em processos cognitivos
múltiplos, justificando as atividades e estratégias desenvolvidas.
A descrição e análise do trabalho até agora executado permite concluir que foram
alcançadas duas finalidades. A primeira, de oferecer subsídios aos interessados em processos
de leitura e formação de leitores em instituições de ensino superior, uma vez que a descrição e
a crítica da prática tornam possível o planejamento de outras atividades e projetos similares
que envolvam esse campo de atividades. A outra finalidade seria o aprimoramento da própria
prática e das estratégias desenvolvidas e, consequentemente, o desempenho de todos os atores
nela e com ela envolvidos.
Os testemunhos sobre o desenvolvimento das leituras mostram a inter-relação entre o
crescimento das habilidades dos alunos na compreensão dos textos e o desenvolvimento de
sua capacidade de interpretação de sistemas conceituais utilizados para a categorização dos
conhecimentos das áreas específicas de seu campoo de estudo.

14

�Essa observação leva-nos, portanto, a esperar que esse processo de aquisição de
habilidades e consequente absorção de conceitos poderá gradualmente liberar os leitores da
imediatez do seu contexto, favorecendo transferências e transposições de conhecimentos para
outras áreas e outros contextos de expressão científica, literária ou artística.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-6023.

2

BLOOM, Harold. O cânone ocidental. Rio de Janeiro : Objetiva, 1995.

3

COELHO NETO, José Teixeira. Usos da cultura. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1986.

4

FRAISSE, Emmanuel; POMPOUGNAC, Jean-Claude; POULAIN, Martine.
Representações e imagens da leitura. São Paulo : Ática, 1997.

5

GOLDMANN, Lucien. Dialética e cultura. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1979.

6

LA BIBLIOTECA ideal. Barcelona : Editorial Planeta, 1993.

7

LANCASTER, F.W. Indexação e resumos: teoria e prática. Brasília : Briquet de Lemos/
Livros, 1993.

8

MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo : Companhia das Letras,
1997.

9

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Ensino Superior. Programa Especial de treinamento – PET – Orientações básicas.
1995.

10 NORMAS para elaboração de resumos. Boletin Snicty, Quito, v. 3, n. 34, p. 12-16,
jul./dic. 1984.
11 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para
apresentação de trabalhos. 3. ed. Curitiba : Ed. da UFPR, 1994. 8 . v.
15

�16

�</text>
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                <text>Leitura orientada: uma prática universitária. 92</text>
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                <text>Bufrem, Leilah Santiago, Kuwabara, Izaura H.</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Avalia e relata projeto de orientação à leitura e à discussão de obras de cunho literário e artístico, para alunos de graduação. A atividade, atualmente em seu terceiro ano de execução, justifica-se por ampliar a capacidade de leitura de obras de cunho científico, assim como de literatura de fruição, impressa ou não. A leitura de obras sob diversas formas e manifestações enseja a compreensão de textos informacionais, a ampliação do vocabulário e a prática de análise de textos, incentivando o uso de livros e a freqüência a bibliotecas. Visa desenvolver a expressão crítica dos participantes e o conhecimento de obras literárias e de seus autores, contextualizando-os e favorecendo a compreensão dos textos enquanto produtos de trabalho intelectual criterioso. Relata as discussões sobre as obras e as habilidades de redação de formas diferenciadas de textos como resenhas e artigos sobre temas gerais e específicos. A partir de uma seleção de obras, os alunos recebem orientação para leitura e análise. Os elementos de análise são ou não previamente identificados, conforme as características da obra. Esse processo é realizado, inicialmente de forma individual, seguida da participação do grupo. O projeto resultou na leitura de 5 obras no primeiro ano e de nove no segundo, tendo sido avaliado positivamente tanto pelos alunos como pela coordenação. As manifestações positivas referem-se às atividades desenvolvidas, não só pelas obras analisadas, mas também pelo processo de leitura e as práticas utilizadas. O conhecimento de autores e obras e a extensão do referencial adquirido ampliaram os elementos comparativos, aprofundando e tornando progressivamente mais espontâneas as discussões em grupo. A elaboração das resenhas, segundo as coordenadoras, especialmente com base na comparação entre o desempenho nas duas versões do projeto, desenvolveu e ampliou a habilidade de redação e a expressão crítica dos participantes.</text>
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                    <text>EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARTICIPATIVA:
UMA PARCERIA DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA E DO DEPARTAMENTO DE
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PARA
O RESGATE DA BIBLIOTECA ESCOLAR NA ESCOLA PÚBLICA
Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci
Departamento de Ciência da Informação
Centro de Educação e Ciências Humanas
Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, Km 235 - Monjolinho
13565-905 São Carlos (SP) Brasil
E-mail: beth@power.ufscar.br
Maria Lúcia Clapis Facundo
Bibliotecária-Chefe do Departamento de Processamento Técnico
Biblioteca Comunitária
Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, Km235 - Monjolinho
13565-905 São Carlos (SP) Brasil
E-mail: sproctec@power.ufscar.br
José de Carvalho Assumpção Neto
Analista de Sistemas
Biblioteca Comunitária
Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, Km235 - Monjolinho
13565-905 São Carlos (SP) Brasil
E-mail: neto@power.ufscar.br

Resumo: O novo desafio da extensão universitária é desenvolver projetos que respondam à
demandas sociais das comunidades locais, resolvendo problemas através de decisões e ações
concebidas de modo participativo, em estreita articulação com a pesquisa e o ensino. Esta
nova concepção está proporcionando um redimensionamento do setor como um espaço de
maior interação com a sociedade, que impõe o uso de metodologias participativas pela
interação processual com os fatores sociais envolvidos no contexto da ação (Thiollent, 1998).

1

�Nesta concepção, a Biblioteca Comunitária e o Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal de São Carlos estão realizando um projeto de extensão em parceria, que
enfoca a reconstrução da biblioteca de uma escola pública do ensino fundamental de 1ª. a 4ª.
Série. O grupo de trabalho é composto por um bibliotecário universitário, um analista de
sistema, um docente e alunos de biblioteconomia e ciência da informação, além da professora
readaptada, responsável pela biblioteca escolar da unidade parceira.
O processo participativo de reorganização física, informacional e de serviços da biblioteca
escolar abrange momentos coletivos de análise, avaliação e reformulação do programa de
ação, que respeitam a cultura escolar, o conhecimento prático, as concepções e os valores do
professor-bibliotecário, dos professores primários e dos membros da administração escolar.
Assim, a nova configuração da biblioteca escolar é resultado de uma troca de saberes teóricos,
técnicos e práticos dos profissionais participantes e incluiu cinco grandes etapas: avaliação da
coleção (descarte, desbastamento e conservação), mudança do layout físico, processamento
técnico (classificação, indexação, catalogação e armazenamento), geração do catálogo
informatizado e implantação do serviço de referência e informação.
A experiência vivenciada resultou na reconstrução dos saberes de cada participante e em nova
inserção da biblioteca escolar na melhoria do ensino fundamental.

Serviço de Extensão: Biblioteca Comunitária

2

�1 INTRODUÇÃO
A universidade, como qualquer outra instituição social, possui a função de melhorar a
qualidade de vida de todos na sociedade. Seu objeto de trabalho é o conhecimento e é
específico da universidade a missão de produzir o conhecimento e torná-lo acessível
(Botomé, 1996, p. 39). Isto é, os novos conhecimentos devem ser difundidos criticamente ou
socializados, constituindo-se em um patrimônio coletivo, traduzido em condutas humanas,
perante a sociedade onde todos vivem (ibid., p.42-43).
Neste cenário, a extensão universitária é concebida como um processo educativo,
cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a
relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade, conforme expressa o Plano
Nacional de Extensão Universitária (1999), elaborado pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores
de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras e referendado pela Secretaria do Ensino
Superior do Ministério da Educação e do Desporto.
Sua função básica é a produção e a socialização do conhecimento, visando a
intervenção na realidade e sinalizando para uma universidade voltada para os problemas
sociais com o objetivo de encontrar soluções através da pesquisa básica e aplicada, o que
contribui para a superação das desigualdades sociais existentes no país. Neste sentido, a
natureza pública da universidade se confirmará na proporção em que diferentes setores da
população brasileira usufruam dos resultados produzidos pela atividade acadêmica (1999,
p.8-9).
O novo desafio da extensão universitária é desenvolver projetos que respondam à
demandas sociais das comunidades locais, resolvendo problemas através de decisões e ações
concebidas de modo participativo, em estreita articulação com a pesquisa e o ensino. Esta
concepção está proporcionando um redimensionamento do setor como um espaço de maior
interação com a sociedade, que deve privilegiar o uso de metodologias participativas de

3

�pesquisa pela interação processual com os atores sociais envolvidos no contexto da ação,
para favorecer o diálogo, identificar a situação-problema e implementar ações de criação e
recriação de conhecimentos possibilitadores de transformações sociais (ibid., p.9, também
abordado por Thiollent, 1998).
Em relação ao ensino, amplia-se a concepção de sala de aula: os espaços sociais de
intervenção são espaços de formação do "profissional cidadão", que no confronto com as
situações reais reconstrói historicamente seus saberes pessoais e profissionais.
Assim, a atividade de extensão é uma via de mão-dupla: a comunidade acadêmica
encontra a oportunidade da práxis do conhecimento acadêmico junto à sociedade, que é
submetido à reflexão teórica e transformado ou ampliado por meio do processo de interação
e troca com os saberes populares (ibid., p.8) e pelo potencial da comunidade universitária
(professores, alunos, técnicos), ela se coloca como um instrumento incomparável de
mudanças nas próprias instituições onde se desenvolve e nas Sociedades onde essas
instituições estiverem inseridas (ibid., p.13-14).
Esta renovada concepção da extensão universitária, com referenciais em políticas e
ações voltadas para a cidadania, está expressa no Plano Nacional de Extensão pela inclusão
privilegiada da Educação Básica no rol de seus princípios e pela sua consideração como um
dos eixos temáticos estratégicos, que se desdobrará em Planos Regionais e Institucionais, de
acordo com o perfil geopolítico de cada região e suas demandas sociais:

a atuação junto ao sistema de Ensino Público deve se constituir em uma das
diretrizes prioritárias para o fortalecimento da Educação Básica através de
contribuições técnico-científicas e colaboração na construção e difusão dos
valores da Cidadania (ibid., p.13).

4

�Este princípio básico será operacionalizado nas universidades públicas brasileiras
através do desenvolvimento de programas e projetos de extensão ligados à ampliação da
oferta e melhoria da educação básica, em até três anos (ibid., p.22).
O presente projeto extensionista enquadra-se neste cenário conceitual e no referido
eixo temático estratégico: trata-se de um projeto que articula pesquisa, ensino e extensão
para a requalificação da biblioteca de uma unidade escolar de ensino fundamental de 1a. a
4a. série da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo.

2 O PROJETO DE EXTENSÃO INTEGRADO E PARTICIPATIVO
O motivo primordial da proposta e execução do projeto de extensão "Organização da
Biblioteca da Escola Estadual Luiz Augusto de Oliveira" (São Carlos - SP) foi a participação
de docente da linha de pesquisa "Informação para Educação" do Departamento de Ciência da
Informação em uma equipe de pesquisa interdisciplinar1, composta por docentes do
Departamento de Metodologia de Ensino e do Programa de Pós-Graduação em Educação da
Universidade Federal de São Carlos para o desenvolvimento na referida unidade escolar, no
período de 4 anos (1996-2000), do projeto "A reflexão sobre a ação pedagógica como
estratégia de modificação da escola pública elementar numa perspectiva de formação
continuada no local de trabalho", aprovado pelo "Programa de Apoio a Pesquisas Aplicadas
sobre o Ensino Público do Estado de São Paulo", da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo - FAPESP. Trata-se de um projeto de pesquisa aplicada, que adota o
modelo construtivo-colaborativo e objetiva a melhoria da qualidade de ensino, a superação
do fracasso escolar e o uso adequado dos diversos espaços de conhecimento da escola
parceira, através de atividades voltadas ao desenvolvimento profissional dos professores no
1

Integram a equipe de pesquisa a Profa. Dra. Aline Maria de Medeiros Rodrigues Reali, a Profa. Cláudia
Raimundo Reyes, a Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci, a Profa. Dra. Emília Freitas de Lima, a Profa. Dra.

5

�próprio local de trabalho. A biblioteca escolar é foco privilegiado do projeto como um
espaço de conhecimento e as ações de pesquisa objetivam sua integração à ação pedagógica.
Estas ações têm sido direcionadas em duas dimensões: 1) a requalificação da biblioteca
escolar (física, documental, organizacional e de serviços), na medida em que não se poderia
proporcionar uma educação continuada dos professores na ambiência informacional
encontrada - espaço depositário e distante do processo de ensino-aprendizagem; 2) atividades
de educação continuada dos professores em relação ao uso dos recursos e serviços da
biblioteca e à sua integração na prática docente.
As ações relativas à primeira dimensão motivaram a elaboração de um projeto
extensionista em parceria com a Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São
Carlos tendo em vista sua natureza e seus objetivos. Faz parte deles o apoio à educação
básica, especialmente relativo ao ensino fundamental. Este projeto foi aprovado pela PróReitoria de Extensão da instituição e está em desenvolvimento desde o ano de 1998. O grupo
de trabalho é composto por um docente, um bibliotecário especializado em processamento
técnico, um analista de sistemas, três alunos-bolsistas (uma bolsa de extensão e duas de
iniciação científica) e vários alunos-estagiários do curso de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Esta equipe da Universidade é enriquecida com a participação de um
bibliotecário e de um professor readaptado (responsável pela administração da biblioteca
escolar), bolsistas do Projeto FAPESP.
O processo de resgate, reorganização e informatização da biblioteca escolar está
amparado nos referenciais da pesquisa-ação, que abrange momentos coletivos de
planejamento, execução, avaliação e reformulação do programa de ação, respeitando a
cultura escolar, as concepções e valores dos professores e membros da administração escolar,

Maria da Graça Nicoletti Mizukami (coordenadora), a Profa. Dra. Regina Maria Simões Puccinelli Tancredi e a
Profa. Dra. Roseli Rodrigues de Mello.

6

�assim como seu conhecimento prático ou experiencial. Como afirma Thiollent (1994, p.14),
a pesquisa-ação é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a
resolução de um problema coletivo, na qual os pesquisadores e os participantes
representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou
participativo. É uma estratégia de pesquisa participativa, consonante com a nova concepção
de extensão e seus principais aspectos podem ser assim caracterizados: há uma ampla
interação entre as pessoas, da qual resulta as soluções negociadas e o acompanhamento das
ações concretas durante o processo e pretende-se aumentar o conhecimento dos
pesquisadores e o conhecimento ou o "nível de consciência" das pessoas e grupos
considerados (ibid., p.16).
Assim, a renovada configuração da biblioteca escolar está sendo resultado de uma
troca de saberes teóricos, técnicos e práticos de todos os profissionais e alunos participantes
e incluiu quatro grandes etapas: a avaliação da coleção, a reorganização física, a implantação
do sistema de informação e a ampliação do serviço de referência e informação.
A experiência vivenciada está resultando na reconstrução dos saberes de cada
participante e em qualificada inserção da biblioteca escolar na melhoria do ensino
fundamental de 1a. a 4a. série.

2.1 ADEQUANDO AS FONTES DE INFORMAÇÃO AO ENSINO FUNDAMENTAL
O objetivo desta primeira etapa da atividade extensionista foi melhorar a pertinência
da coleção em relação à natureza da biblioteca e às necessidades dos usuários da comunidade
escolar, especialmente os alunos e professores. Ela envolveu um amplo processo de
avaliação de coleções, que considerou como critérios: a obsolescência da informação (data
de publicação), a pertinência (itens adequados ao ensino fundamental), o estado de

7

�conservação (danos físicos irreparáveis), a demanda de uso (baixa freqüência de empréstimo)
e a duplicação do acervo (número de exemplares).
O processo de avaliação resultou no desbastamento da coleção, com procedimentos de
remanejamento e descarte, amparados pelo uso de metodologia impressionista, pela qual o
material separado foi objeto de avaliação final dos professores da escola.
Esta fase foi concluída com procedimentos de recuperação física dos materiais
danificados pelo manuseio e pela higienização dos volumes. O inventário ou tombamento
registrou uma coleção de aproximadamente 9.500 volumes como patrimônio bibliográfico.

2.2 CRIANDO UM AMBIENTE ESTIMULANTE
Esta segunda etapa de trabalho teve por objetivo a reorganização da ambiência física
para tornar a biblioteca um espaço funcional, estimulador e adequado à clientela de 7 a 10
anos. A mudança do layout melhorou a circulação e o uso do ambiente, com a criação das
áreas de armazenamento, de leitura, de serviços e de divulgação, para o que procedeu-se a
retirada de mobiliário desnecessário e o reaproveitamento de mesas infantis de 4 lugares
(armazenadas em depósito pela desativação da pré-escola), assim como de outros materiais
nas mesmas condições (mural informativo, carrinho expositor, posters educativos). A
organização física dos volumes priorizou a melhoria do acesso e atendeu os dois critérios
básicos clássicos: o agrupamento por tipologia documental e por categoria temática, com
extrema preocupação com a disposição da literatura infantil.
A finalização desta etapa resultou em uma configuração visual extremamente
agradável, acolhedora e atraente do ambiente, que teve significativo impacto na unidade
escolar. Mas, vale registrar que foi a etapa que mais requereu momentos de negociação
coletiva e que mais tempo demandou para sua operacionalização, pois concepções e valores

8

�enraizados na cultura escolar e nos atores envolvidos emperravam a tomada de decisão em
busca da recriação e da transformação do espaço.

2.3 IMPLANTANDO O SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Como bem colocado por Lopes (1997), depois da era da informática e da sociedade da
informação, hoje acompanhamos o progresso tecnológico e não sabemos quais serão as
próximas etapas, mas com certeza serão voltadas para a satisfação das pessoas mais
importantes para a biblioteca: os usuários. Neste sentido, o sistema de informação foi
concebido para atender alunos e professores em suas demandas informacionais, com a
introdução das modernas tecnologias de informação, o que altera completamente a atuação
da biblioteca: desde as várias interfaces para com seus usuários até formas de armazenar,
recuperar e acessar a informação. Esta opção foi um grande desafio, tendo em vista as
severas restrições de ampliação da infra-estrutura de informática na unidade escolar, mas não
seria uma opção válida resgatar a biblioteca escolar em um modelo já ultrapassado.
Assim, o desenvolvimento do sistema de informação teve como objetivo proporcionar
o acesso físico e o acesso ao conteúdo dos itens bibliográficos, através das operações
convencionais do processamento técnico (classificação e indexação, catalogação e ordenação
física relativa) e .pela geração do catálogo informatizado: um sistema com a necessária
adequação às características e comportamento de busca dos usuários, para promover seu uso,
pois Figueiredo (1991) nos alerta que em muitas bibliotecas os sistemas de informação
sofrem de extrema sub-utilização.
Em relação à classificação foram definidas as seguintes categorias documentais: Robras de referência, G- acervo geral, L- literatura infantil ficcional, I- literatura infantil
informativa. As categorias primárias R e G foram classificadas pela Classificação Decimal

9

�de Dewey, optando-se pelo uso de notações breves e mnemônicas, para facilitar a busca do
leitor infantil e dos demais usuários.
Mas, as peculiaridades da literatura infantil, núcleo fundamental do acervo
documental, impuseram um estudo teórico aprofundado sobre o assunto para a definição de
sua categorização ou classificação específica. Foram estabelecidas duas categorias gerais: a
literatura infantil ficcional e a literatura infantil informativa. A literatura infantil ficcional foi
agrupada por habilidade ou capacidade de leitura em quatro sub-categorias: LM- literatura
muda ou imagística (pré-leitor), LA- literatura para alfabetização (leitor iniciante - 1a. e 2a.
série), LI- literatura infantil (leitor em processo - 3a. e 4a. séries) e LJ- literatura juvenil
(leitor fluente). Algumas espécies literárias foram agrupadas em categorias distintas pela
demanda de uso específico: LP- poesia para crianças, LQ- histórias em quadrinhos, LHhumor (que inclui piadas, jogos e brincadeiras).
Para a literatura infantil informativa ou didática (livros infantis que possuem o objetivo
de ensinar algum conteúdo), optou-se por sua categorização temática pelo sistema de
classificação adotado, de acordo com as áreas curriculares e temas transversais do ensino
fundamental: língua portuguesa, matemática, ciências naturais, história, geografia, arte,
educação física, ética, saúde, meio ambiente, pluralidade cultural, orientação sexual.`
A indexação da literatura infantil ficcional e informativa, para seu acesso através de
descritores temáticos, está sendo objeto de um projeto de iniciação científica2 (com
financiamento CNPq/PIBIC/UFSCar), tendo em vista não existir na literatura da área estudos
sobre sua construção metodológica.

2

desenvolvido pela aluna Glória Caitano Rozeti (do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação), sob a
orientação da Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci.

10

�A geração do catálogo informatizado ou da base de dados local foi coordenada pelo
pessoal técnico especializado da Biblioteca Comunitária e envolveu os seguintes
procedimentos:
1.

instalação da infra-estrutura de informática (financiada pelo Projeto FAPESP), do

software CDS-ISIS (MICROISIS / UNESCO - Integrated Software of Information Systems versão 3.2) e do aplicativo QISIS (BIREME);
2.

definição dos campos de informação para composição da planilha de entrada dos

dados bibliográficos ou do registro bibliográfico, formatos de saída (tela, arquivos,
relatórios), formas de recuperação dos dados.
3.

capacitação teórico-prática da equipe de trabalho, que abrangeu os seguintes aspectos:

estrutura da base de dados; planilha de entrada dos dados bibliográficos; catalogação e
alimentação do registro bibliográfico; correção e atualização dos dados; extração de produtos
automáticos (etiquetas de endereçamento físico, relatórios indexados por autor, título,
assunto, etc).; pontos de acesso para recuperação da informação (expressões de buscas);
cópia de segurança dos dados registrados.
4.

alimentação diária da base de dados, com orientação e supervisão semanal do

bibliotecário especializado, complementada com procedimentos de conferência.
O processo de desenvolvimento da base teve a duração de 2 anos e foi concluído ao
final do ano de 1999, mas ainda haverá um período de refinamento para garantir a
consistência dos dados armazenados e recuperados. Para fins de ilustração, consta em anexo
a planilha de entrada de dados (Tela 1 e 2) e exemplos de telas de consulta e de resultados de
busca.
A professora-bibliotecária, uma professora do ensino fundamental alocada na
biblioteca escolar por processo de readaptação, que dará continuidade ao desenvolvimento da
base de dados após o término do projeto, assim como a utilizará cotidianamente no

11

�atendimento de referência, passou por um processo de capacitação mais prolongado, com
uma sessão semanal de treinamento prático (com duração de duas horas), ao longo do ano de
1999.

2.4 AMPLIANDO O SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO
As ações relativas ao serviço de referência e informação objetivaram ampliar a
prestação de serviços ao público usuário e gerar produtos de informação, tanto de cunho
informativo como instrucional.
O serviço de circulação está possuindo um volume semanal em torno de 1.400
empréstimos domiciliares, em decorrência da implantação de um projeto de promoção da
leitura, que envolve a totalidade das turmas escolares. Cada uma delas possui um horário
semanal específico, durante o período de aula, para visita à biblioteca, quando procedem a
retirada e a devolução de livros de literatura infantil. Neste atendimento, a equipe de trabalho
realiza atividades de orientação bibliográfica (especialmente sobre a organização e
procedimentos de uso da biblioteca) e de orientação de leitura.
Além disto, está sendo implementado um projeto de incentivo à leitura no horário do
recreio.

Trata-se

de

um

projeto

de

iniciação

científica3

(com

financiamento

CNPq/PIBIC/UFSCar), que coloca à disposição dos alunos um carrinho expositor com
coleções de gibis, durante a duração do recreio, com o objetivo de investigar o
comportamento das crianças em relação à leitura lúdica em horário livre. Para a ampliação
desta coleção da biblioteca, foi realizada uma ampla campanha de doação de gibis pelos
alunos, com a estreita colaboração da administração escolar e dos professores.

3

desenvolvido pela aluna Camila Cassiavilani (do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação), também
sob a orientação da Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci.

12

�Foram implementados os seguintes produtos de informação: folheto informativo ou
guia da biblioteca, dirigido para os pais e professores; uma bibliografia temática sobre a
literatura infantil informativa, para divulgação da coleção aos professores; um catálogo
temático da coleção de folhetos; e um boletim informativo para divulgação interna das
atividades da biblioteca. Além disto, foi implementado um mural informativo, assim como
exposições temáticas sobre datas comemorativas.

3 CONCLUSÕES
Enfim, pode-se afirmar que o projeto integrado de ensino, pesquisa e extensão, no
aspecto da parceria participativa entre um departamento acadêmico e a biblioteca da
instituição, pode ser caracterizado como uma experiência altamente positiva. A inserção
cotidiana na escola pública tem sido enriquecedora para todos os participantes: a experiência
vivenciada está resultando na recriação e na transformação dos saberes de cada participante e
em uma atuação renovada da biblioteca escolar. Ela demonstra a potencialidade da biblioteca
universitária e da própria universidade no resgate da biblioteca da escola pública - um
compromisso social e solidário que pode ser assumido por outras instituições públicas.

13

�4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOTOMÉ, Sílvio Paulo. Pesquisa alienada e ensino alienante: o equívoco da extensão
universitária. Petropólis: Vozes, São Carlos: EDUFSCar, Caxias do Sul: EDUCS, 1996.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologias para promoção do uso da informação. São
Paulo: Nobel: APB, 1991.
FÓRUM NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
PÚBLICAS BRASILEIRAS. Plano Nacional de Extensão. Brasília: SESU/MEC, 1999.
LOPES, C., TOLEDO, N.O., SILVA, L.H.R. Acesso eletrônico à informação: desafios,
expectativas e realidade de uma biblioteca acadêmica. In: SEMINÁRIO BRASILEIRO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO, 6.,
1997, Águas de Lindóia. Anais... São José dos Campos: INPE, 1997. p.206-209.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 6.ed. São Paulo: Cortez, 1994.
________ (Coord.). Extensão universitária participativa: II seminário de metodologia de
projetos de extensão. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 1998.

14

�5 ANEXOS
Planilha de entrada dos dados bibliográficos / Tela 1
BASE BILAC

- E. E. P. G. LUÍS AUGUSTO DE OLIVEIRA – BIBLIOTECA OLAVO BILAC

Classificação

[10] LJ

Tipo Acervo

[105] LJ

Autor / Roteiro

PHA [13] A448xp
Tipo Publicação [107] L

[20] ALMEIDA, Lúcia Machado de

Forma Variante – aut [21]

Tipo co-autor

[29]

Func. Exercida

[35]

Título

[30

Subtítulo

[33]

Edição

[40]

Imprenta

[53] ^aSão Paulo^bÁtica^c1983

Série monogr.

[80] ^aSérie Vaga-Lume

↵ - Próx.Pág.
X - Saída

Co-autor [28]

Xisto e o pássaro cósmico

Páginas [60] 80

B – Pág. Anterior M – Modifica
D – Apaga
C – Cancela

N – Novo Registro &gt;
T – Fim da Revisão

MFP 01

Mensagens de ajuda:
[10]

Nº assunto: LI-infantil, LA-alfabetização, LS-s/texto, LJ-juvenil, I-informativo,
R-referência e G-adulto (demais obras). Ex.: LI, LA, LS, LJ, 1400, R900,
G330;

[13]

Class.Autor (PHA): 1ª letra (maiúscula) do sobrenome autor + três dígitos
numéricos + 1ª letra (minúscula) do título. Ex.: R351c, só colocar edição p/ G, R
e I. Ex.: R351t.2;

[105]

LI-infantil, LA-alfabetização, LS-s/texto, LJ-juvenil, I-informativo, R-referência
e G-adulto. Ex.: LI, LA, LS, LJ, I, R e G (mesma sigla da classificação);

[107]

Tipos de publicações conforme a obra: L-livro, V-vídeo, M-mapa, B-brinquedo,
F-fita cassete, C-cd rom;

15

�[20]

SOBRENOME, Nome completo (extenso), ano/nasc.-ano/falec. Até 3 separar
com %. Mais que 3, colocar o 1º e ...et al. Ex.: Marcos, 1925-;

[21]

Outros nomes pelo qual o autor é conhecido. Ex.: OMS, MEC, Edmundo Donato
(nome do pseudo REY, Marcos);

[29]

Código do tipo co-autor, entrar com o principal. C-Coordenador; O-Organizador,
S-Supervisor; E-Editor; Cp-Compilador, P-Psicografado; D-Diretor;

[28]

Nome e Sobrenome completo por extenso do tipo co-autor indicado acima. Ex.:
José Luís Santos. Mais que um, separar com % e mais que três colocar o 1º e ...et
al;

[35]

Função exercida: ^a-tradutor, ^b-ilustrador. Ex.: ^aMonteiro Lobato^bAlcy
Linhares. Para mais que um tradutor ou ilustrador colocar o primeiro;

[30]

Título da obra. Ex.: A moreninha, p/ títulos com nºs digitar &lt;2001= Dois mil e
um&gt; uma odisséia... Para títulos do tipo Acervo=LA, LI c/ pronomes digitar
&lt;Isto&gt; ou &lt;aquilo&gt;;

[33]

Subtítulo da obra, em letras minúsculas. Ex.: um estudo de caso, aulas práticas;

[40]

Nº da edição da obra. Quando for a 1ª edição (não aparece no livro) não precisa
entrar. Ex.: 2 p/ a 2ª edição, 7 p/ a 7ª edição;

[60]

Nº total de páginas ou p. irreg. Ou s. paginação ou volumes. Ex.: 98p. , p.irreg.
s.paginação , 3v.;

[53]

^Local publicação ^bCasa publicadora ^cAno de publicação.
Ex.: ^aSão Paulo

^bÁtica

^c1996.

Para copwrite digitar c. Ex.: ^ccSão Paulo;
[80]

^a-Nome; ^b-vol., num. Ou letra; ^c-Nome Subsérie; ^d-vol., num. Ou letra. Ex.:
^aColeção Oi, Bicho^bv.4^cSérie Brincando^dn.1;

16

�Planilha de entrada dos dados bibliográficos / Tela 2
BASE BILAC

- E. E. P. G. LUÍS AUGUSTO DE OLIVEIRA – BIBLIOTECA OLAVO BILAC

Exemplares

[65] ^b5

Tombo Sistema

[70] ^c1^t00003787%^c2^t00003788%^c3^t00003789^c4^t0

Exemplar Desap.

[102]

Conteúdo

[99]

Encadernado com

[104]

Gravado com

[103]

Assunto

[100] Literatura juvenil

Forma Var. Assunto

[101]

Notas explicativas.

[98]

Resumo

[130]

Data Cadastro

↵ - Próx.Pág.
X - Saída

[110]

1999/11/23

Data Atualiz.

[111]

B – Pág. Anterior M – Modifica
D – Apaga
C – Cancela

Resp.

[120]

N – Novo Registro &gt;
T – Fim da Revisão

Natália

MFP 01

Mensagens de ajuda:
[65]

Nº

total

de

exemplares

por

volume

^a=vol;

^b=total.

Ex.:

^a1^b3%^a2%^b2%^a2^b2, caso não tenha um volume só ^b3, ^b5, etc...;
[70]

^a-vol.,

^c-exemp.,

^t-tombo.

Mais

que

um

separar

com

%.

Ex.:

^a1^c1^t00000012%^a1^c2^t00000013%^a1^c3^t00000014;
^c1t00000024%^c2t00000025;
[102]

Alimentar quando constatar a perda de uma obra: ^a-vol., ^c-exemp., ^t-tombo.
Mais que um separar com %. Ex.: ^a1^1^t00000012%^a1^c2^t00000013;

[99]

^a-Volume ^b-Título. Mais que um volume/título, separar com %. Ex.:
^a1^bHistória da flor%^a2^bUm lindo dia%^bO gato;

17

�[104]

^a-título ^b-autor. Ex.: ^aUm amigo chamado hamster^bABUJAMRA, Alencar
também p/ disquetes, slides, etc..., que acompanham a obra. Ex.: ^adisquete;

[103]

Só vídeos: ^aTítulo ^bNº prog. ^cDuração ^dTipo(D-doc., A-anim., P-palestra,
G-geral) ^eCor(col ou b/p) ^f País ^g1º Produtor ^hAno ^Premiações;

[100]

Palavras chave. Ex.: Literatura juvenil, Literatura infantil, Alfabetização,
Relações com a família, Ensino de &lt;1º=primeiro&gt; grau. Mais que um separar
com %;

[101]

Linguagem natural (Vocabulário controlado);

[98]

Notas. Qdo título capa diferente título página rosto, entrar título da capa; Qdo for
Tese digitar tese. Mais que uma, separar5 com %;

[130]

Entrar com o resumo da obra;

[110]

Data do cadastramento da obra na Biblioteca, AAAA/MM/DD. Ex.: 1998/01/25;

[111]

Data de atualização do registro para quaisquer alterações ocorridas nos campos.
(AAAA/MM/DD). Ex.: 1999/03/22;

[120]

Nome do funcionário que cadastrou ou atualizou o registro. Ex.: Natália, Glória,
Cecília, etc...

18

�Tela para consulta
Exemplo 1: Combinação de palavras do nome do autor
QISIS – Versão 1.01
Base Bilac

-

© BIREME / OPAS / OMS

E. E. P. G. Luís Augusto de Oliveira

-

Biblioteca OLAVO BILAC

Entre com a expressão de busca:

Lúcia*machado

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1/10
Class.
Autor
Título
Série
Assunto
Imprenta
Total
Tombo

:
:
:
:
:
:
:
:

LJ
A448xp
ALMEIDA, Lúcia Machado de
Xisto e o pássaro cósmico
Série Vaga-Lume.
Literatura juvenil.
São Paulo : Ática, 1983.
5 exemplar (es)
00003787; 00003788; 00003789; 00003790; 00003791

2/10
Class.
Autor
Título
Série
Assunto
Imprenta
Total
Tombo

:
:
:
:
:
:
:
:

LJ
A448e
ALMEIDA, Lúcia Machado de
O escaravelho do diabo
Série Vaga-Lume.
Literatura juvenil.
São Paulo : Ática, 1980..
19 exemplar (es)
00002582; 00002583; 00002584; 00002585; 00002586;
0002587; 0002588; 0002589; 0002590; 0002591.

19

�Exemplo 2: Termo (por assunto)
QISIS – Versão 1.01
Base Bilac

-

© BIREME / OPAS / OMS

E. E. P. G. Luís Augusto de Oliveira

-

Biblioteca OLAVO BILAC

Entre com a expressão de busca:

Literatura infantil

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1/1202
Class.
Autor
Título
Assunto
Imprenta
Total
Tombo

:
:
:
:
:
:
:

LI
B167mf
BANDEIRA, Pedro, 1942O mistério da fábrica de livros
Literatura infantil
São Paulo : Hamburg, s.d.
4 exemplar (es)
00001632; 00001633; 00001335; 00009478.

2/1202
Class.
Autor
Título
Série
Assunto
Imprenta
Total
Tombo

:
:
:
:
:
:
:
:

LA
F882ch
FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo
Chuva
Coleção Gato e Rato
Literatura infantil; Alfabetização
São Paulo : Ática, 1986.

20

�Exemplo 3: Título completo
QISIS – Versão 1.01
Base Bilac

-

© BIREME / OPAS / OMS

E. E. P. G. Luís Augusto de Oliveira

-

Biblioteca OLAVO BILAC

Entre com a expressão de busca:

Tit=ai de ti, copacabana

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1/1
Class.
Autor
Título
Assunto
Imprenta
Total
Tombo

:
:
:
:
:
:
:

G869.4
B795a
BRAGA, Rubem
Ai de ti, Copacabana
Literatura brasileira: Crônicas.
Rio de Jasneiro : Record, 1996.
1 exemplar (es)
00009722

21

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Martucci, Elisabeth Márcia, Facundo, Maria Lúcia Clapis, Assumpção Neto, José de Carvalho</text>
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                <text>O novo desafio da extensão universitária é desenvolver projetos que respondam à demandas sociais das comunidades locais, resolvendo problemas através de decisões e ações concebidas de modo participativo, em estreita articulação com a pesquisa e o ensino. Esta nova concepção está proporcionando um redimensionamento do setor como um espaço de maior interação com a sociedade, que impõe o uso de metodologias participativas pela interação processual com os fatores sociais envolvidos no contexto da ação (Thiollent, 1998). Nesta concepção, a Biblioteca Comunitária e o Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos estão realizando um projeto de extensão em parceria, que enfoca a reconstrução da biblioteca de uma escola pública do ensino fundamental de 1a. a 4a. Série. O grupo de trabalho é composto por um bibliotecário universitário, um analista de sistema, um docente e alunos de biblioteconomia e ciência da informação, além da professora readaptada, responsável pela biblioteca escolar da unidade parceira. O processo participativo de reorganização física, informacional e de serviços da biblioteca escolar abrange momentos coletivos de análise, avaliação e reformulação do programa de ação, que respeitam a cultura escolar, o conhecimento prático, as concepções e os valores do professor-bibliotecário, dos professores primários e dos membros da administração escolar. Assim, a nova configuração da biblioteca escolar é resultado de uma troca de saberes teóricos, técnicos e práticos dos profissionais participantes e incluiu cinco grandes etapas: avaliação da coleção (descarte, desbastamento e conservação), mudança do layout físico, processamento técnico (classificação, indexação, catalogação e armazenamento), geração do catálogo informatizado e implantação do serviço de referência e informação. A experiência vivenciada resultou na reconstrução dos saberes de cada participante e em nova inserção da biblioteca escolar na melhoria do ensino fundamental. </text>
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                    <text>UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
REDE SIRIUS – REDE DE BIBLIOTECAS UERJ
BIBLIOTECA COMUNITÁRIA

BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA UERJ:
um espaço aberto na cidade maravilhosa

Coordenação de:
Norma Peclat da Silva Martins.
Colaboração:
Angela Velho
Carmen Maria B. Cardozo
Janny Linhares Fortes
Yára Mello da Silva

Rio de Janeiro - RJ
2000

1

�SUMÁRIO

RESUMO
1 INTRODUCÃO

........................................................................................

2 APRESENTANDO A UNIVERSIDADE

..........................................

3
3

2.1 Histórico ...................................................................................................

4

2.2 UERJ e o compromisso social .................................................................

4

3 CONHECENDO A REDE SIRIUS

.....................................................

5

4 BIBLIOTECÁRIA COMUNITÁRIA

.....................................................

5

............................................................................

7

5 CAMINHOS A PERCORRER ................................................................

7

CONCLUSÃO

9

4.1 Perfil do usuário

.......................................................................................

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

.................................................................

10
ANEXOS:
A.

RELAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES

....................................................

13
B.

RELAÇÃO DAS BIBLIOTECAS REGIONAIS E PÚBLICAS DO RIO
DE JANEIRO

C.

............................................................................

16

RELAÇÃO POR TIPO DE EVENTO/ATIVIDADE DA BIBLIOTECA
COMUNITÁRIA

.............................................................................

2

17

�RESUMO

Apresenta o Projeto de Reestruturação da Biblioteca Comunitária na UERJ, narra sua
trajetória desde a sua implantação em 1991 e analisa os serviços prestados, sugerindo
mudanças que visam “contribuir para a melhoria do processo educacional da comunidade,
permitindo a socialização do conhecimento, através da disponibilização do seu acervo,
serviços e produtos de informação”. Esta biblioteca atua também como um espaço para o
desenvolvimento de pesquisas, principalmente, na área de Educação, e como um polo
divulgador das atividades desenvolvidas pelos Programas de Extensão da UERJ, para a
comunidade interna (servidores, alunos e professores) e comunidade externa. Enfatiza o papel
de bibliotecário também como agente cultural, possibilitando a integração de profissionais de
diferentes áreas do conhecimento. Verifica-se com este estudo que esta biblioteca vem
atraindo usuários dos mais variados bairros do Município do Rio de Janeiro, devido à
localização privilegiada da UERJ, servida por diferentes vias de acesso. Este fator, motiva a
realização constante de avaliação e ampliação de seus serviços, a fim de torná-la um modelo
de Biblioteca Comunitária, que possa ser seguido por outras universidades brasileiras.

3

�1 INTRODUÇÃO

Este trabalho pretende narrar algumas experiências que vêm sendo vividas na Biblioteca
Comunitária da UERJ , durante estes últimos anos.
Esta biblioteca não foi pioneira no estado do Rio de Janeiro, no entanto, a UERJ
desenvolveu este projeto com a intenção de atender melhor a demanda já existente, mesmo
com todas as limitações que se apresentavam no momento. Este serviço foi se tornando
conhecido entre a população mesmo que sem divulgação oficial. Desta forma , tendo sido
algumas vezes procurada por outras universidades que estão estruturando serviços de
informação à comunidade.
Reconhecendo a importância da extensão na Universidade , a REDE SIRIUS - Rede de
Bibliotecas UERJ, pretende ampliar sua atuação nesta área, prestando serviços e produtos de
informação a fim de satisfazer os usuários externos da Estado do Rio de Janeiro.

2 APRESENTANDO A UNIVERSIDADE
A UERJ possui unidades acadêmicas localizadas nas cidades de: Nova Friburgo, Duque de
Caxias, São Gonçalo, Resende, Ilha Grande e o campus central situado em área de 218 mil m2
localizado entre Vila Isabel, e o morro da Mangueira e o estádio do Maracanã – três
referências da cultura carioca.

Figura A: Localização geográfica dos campi da UERJ

4

�2.1 Histórico
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro foi fundada em 1950, com o nome de
Universidade do Distrito Federal, a partir da junção de 4 (quatro) escolas: Faculdade de
Ciências Jurídicas, Faculdade de Ciências Médicas, Faculdade de Ciências Econômicas e
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.
A UERJ recebeu ao longo deste tempo várias denominações como: Universidade do Rio de
Janeiro, em 1958, Universidade do Estado da Guanabara, em 1961 e por fim, Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, em 1975. Atualmente possui aproximadamente 18 mil alunos,
distribuídos em 39 cursos de graduação, 38 de mestrado, 21 de doutorado e 65 de
especialização.
Como pode ser observado (Figura A), a UERJ possui seis (6) campus universitários (Figura
A). A Biblioteca Comunitária está localizada no campus central do Rio de Janeiro, Pavilhão
Reitor João Lyra Filho, situado à Rua São Francisco Xavier, 524, bloco C – sala 1002.

2.2 UERJ : missão e o compromisso social
A missão da UERJ consiste na execução do ensino superior, da pesquisa e da extensão, a
formação de profissionais de nível superior, a prestação dos serviços à comunidade e a
contribuição à evolução das ciências, letras e artes e ao desenvolvimento econômico e social.
Imbuído neste contexto, de compromisso social da universidade com a sociedade a UERJ,
entende que é essencial desenvolver programas de extensão universitária.
Atualmente na UERJ, a Sub-Reitoria de Extensão e Cultura é responsável por diversas
atividades desenvolvidas para integrar a universidade – comunidade acadêmica-sociedade.
Ao estudar in loco a comunidade através de seus programas e projetos de extensão propicia
o contato com a realidade desta comunidade que de certa maneira influenciará o meio
acadêmico a se posicionar a buscar soluções com vistas a reduzir as diferenças sociais.
Comprometendo-se, efetivamente, com a socialização do meio acadêmico, contribuindo para
uma consciência de cidadania.

5

�3 CONHECENDO A REDE SIRIUS
A REDE SIRIUS - Rede de Bibliotecas UERJ, órgão diretamente vinculado ao Reitor,
criada em 1998, é composta de 21 bibliotecas, sendo que 18 atendem aos cursos de graduação
e pós-graduação, duas são direcionadas aos alunos de 1º e 2º graus do Colégio de Aplicação e
uma biblioteca destinada à comunidade externa.
Além das bibliotecas, faz parte da estrutura da Rede, três Núcleos distintos: Planejamento e
Administração – PLANAD, Processos Técnicos e Automação – PROTAT e Memória,
Informação e Documentação – MID.

FIGURA B: Estrutura de Rede

Os principais serviços das bibliotecas são: Referência, Consulta local, Empréstimo
(especial, domiciliar e entre bibliotecas), Comutação e Busca bibliográfica, Catalogação na
fonte, Treinamento de usuários, Reserva de livros e outros. Os produtos elaborados pelas
bibliotecas são: Boletim bibliográfico, Boletim de sumários correntes, Clipping, Mural e
outros. Além de eventos culturais e artísticos: Exposições, Encontros de autores, etc.

4 BIBLIOTECA COMUNITÁRIA
A Biblioteca Comunitária da REDE SIRIUS, tem como objetivo principal contribuir para a
melhoria do processo educacional da comunidade, permitindo a socialização do
conhecimento, através da disponibilização do acervo, dos serviços e produtos. Está localizada
no Campus do Maracanã, numa área de 375 m2 e funciona de 2ª a 6ª feira de 8h às 19h. Seu

6

�acervo é constituído de aproximadamente 4.400 títulos, contendo livros didáticos para 1º e 2º
graus, obras de referência e de assuntos gerais. Possui ainda, uma coleção de periódicos não
especializados e de interesse geral.
Sua clientela é composta, principalmente, por alunos do 1º e 2º graus das escolas públicas e
particulares, próximas ou não à UERJ (Anexo A), pessoas da comunidade, servidores e alunos
da Universidade e ainda os alunos da UnATI: Universidade Aberta da Terceira Idade da
UERJ.
Com relação aos usuários externos que freqüentaram a Biblioteca Comunitária durante
1999, cabe ressaltar que das 74 instituições de ensino, 27 pertencem à Rede Pública, o que
demonstra desconhecimento ou pouco interesse por parte dos seus dirigentes em cumprir a Lei
Estadual 2.296 de 18.07.94 que obriga todos os estabelecimentos de ensino a manterem
biblioteca. Destaca-se, ainda, o aumento da freqüência na Biblioteca Comunitária, mesmo sem
ter sido realizado marketing formal de seus serviços, contando apenas com a divulgação de
seus próprios usuários e de muitos professores da Rede de Ensino, que indicam as bibliotecas
da UERJ como ponto de referência.
De acordo, com o diagnóstico apresentado em 1997, pelo Grupo Especial de Trabalho –
GET quando definiu a “Proposta de Nova Estrutura do Sistema de Bibliotecas da UERJ”
verificou-se que a Biblioteca Comunitária realizava os seguintes serviços: consulta local com
atendimento de forma individualizada no uso dos catálogos e no manejo das obras de
referência, fotocópia de parte de publicações, empréstimo (domiciliar, especial e entre
bibliotecas) antes restrito à comunidade da UERJ, sendo estendido recentemente para a
comunidade externa — atendendo, a princípio, aos moradores dos bairros pertencentes a VIII
e IX Regiões Administrativas. Esta iniciativa permitiu, assim, o acesso democrático à leitura e
ao conhecimento.
A Biblioteca realiza atividades culturais e artísticas (Anexo C) em parceria com outras
unidades da UERJ – Faculdade de Educação (Programa LerUERJ e Colégio Aplicação);
Centro de Tecnologia Educacional (Videoteca); Universidade Aberta da Terceira Idade –
UnATI e Rede Pública Escolar, favorecendo, ainda, o trabalho multidisciplinar, ou seja, pode
ser realizado por um time composto de diferentes profissionais como: bibliotecários,

7

�arquivistas, animadores culturais, educadores, historiadores e outros. O resultado deste
convívio resulta em grandes benefícios aos usuários.
Quanto aos produtos, a Biblioteca oferece um mural, seguindo o calendário cívico escolar,
chamando a atenção dos alunos para as principais datas e tornando disponível o material
bibliográfico correspondente.

4.1 Perfil do usuário
Na realização do Estudo de Necessidades e Demandas, realizada em agosto de 1999, com
103 usuários, detectou-se como resultado os seguintes itens que definem seu perfil:
a) tipo de usuários: 57% do total de seus usuários, são externos e 43% da comunidade
acadêmica e administrativa.
b) distribuição de usuário; 56,2% são alunos de 1º e 2º graus, 23,5% são servidores, 14%
de alunos de graduação e outros. Este item aponta o perfil desta biblioteca como sendo
escolar ,
c) distribuição de usuários externos por instituição – 49% de escolas municipais e
estaduais e os outras 51% são reservados as escolas particulares, federais e outras.
d) Tipos de empréstimos – 70,5% do empréstimo foi para o serviço de reprografia
(resguardando a Lei de Direito Autoral), sendo que o empréstimo domiciliar atingiu
28% e o restante ficando para o empréstimo especial.

5 CAMINHOS A PERCORRER
Para melhor realizar trabalho da Biblioteca Comunitária, sua equipe necessita de
características diferenciadas, pois provavelmente a grande maioria destes usuários estarão
sendo iniciados no processo de (in)formação, apresentados ao acervo e orientados no uso dos
catálogos.
No que se refere as atividades dos bibliotecários, estes executarão além das tarefas técnicas
e gerenciais comuns a todas as bibliotecas, outras mais pertinentes a sua formação como
educadores, pois a comunidade externa diariamente dependerá da sua disposição para ensino
no uso da biblioteca e nas orientações às pesquisas. Enfim, o bibliotecário contribuirá

8

�efetivamente no processo educacional e social destes usuários, pois muitos deles farão aqui
sua estréia , e poderão receber influências que marcarão toda a sua história como usuários.
Quanto aos auxiliares deverão ser orientados pelos bibliotecários para atrair os
usuários, principalmente os iniciantes na biblioteca quanto às normas de uso da coleção, do
mobiliário e do convívio neste ambiente
Os profissionais que trabalharão em parceria com a equipe da Biblioteca Comunitária
executarão um trabalho dando continuidade aos estudos iniciados em sala de aula .E assim
alcançando, um de seus objetivos, que é dar suporte aos usuários na aprendizagem com o
auxílio de material informacional.
Com o apoio desta equipe, considerada ideal, a Biblioteca Comunitária priorizará os
seguintes pontos:
•

Buscar parcerias com empresas que forneçam aporte financeiro para o desenvolvimento de
atividades culturais, bem como a aquisição de material informacional;

•

Ampliar a parceria com os programas de extensão (UERJ sem muros , Núcleo de Estudos
da Saúde e do Adolescente - NESA, Universidade Aberta da Terceira Idade - UnATI,
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas – NEPAD, e outros;

•

Estabelecer convênios, intercâmbios com escolas públicas e bibliotecas dos bairros
adjacentes, a fim de realizar atividades conjuntas;

•

Estimular a realização de atividades culturais como: encontros com autores, concursos de
poesias, crônicas, desenhos, etc.

•

Estabelecer junto ao Núcleo de Memória, Informação e Documentação – MID, calendário
de eventos da Biblioteca Comunitária;

•

Incentivar as visitas orientadas aos alunos das escola de 1º e 2º graus, visando introduzilos nas atividades de pesquisas;

•

Incrementar a utilização do mural, como um pólo de divulgação das atividades e eventos
oferecidos à comunidade;

•

Ampliar o horário e consequentemente a consulta, estendendo o serviço de empréstimo
domiciliar a outros bairros da cidade do Rio de Janeiro;

•

Alimentar o cadastro de informações sobre as bibliotecas públicas, escolares e

9

�comunitárias, com a finalidade de disponibilizá-las aos usuários ;
•

Definir espaço para a criação de uma seção infanto-juvenil, adequando mobiliários,
acervo e serviços próprios a esta faixa etária;

•

Destinar espaço para estudo em grupos e

•

Incentivar a formação e manutenção de uma equipe com características especiais,
promovendo os treinamentos que se fizerem necessários.

CONCLUSÃO
A experiência vivida, diariamente, nesta Biblioteca vem mostrando que o trabalho merece
total apoio e continuidade, pois observa-se que muita carência existe na área de (in)formação.
Este fato pode ser comprovado através da análise dos dados estatísticos coletados neste último
período, que demonstra o grande número de usuários externos atendidos, oriundos de
diferentes pontos do Rio de Janeiro.
A UERJ vem prestigiando suas atividades de extensão e a REDE SIRIUS também está
engajada no ideal de suprir a sociedade com a informação procurada. A Biblioteca
Comunitária está ainda no início da sua caminhada e muitos serviços e produtos estão sendo
planejados, aguardando possibilidades de implementação.
Sendo assim, ainda que alguns relutem, a idéia de compartilhar o espaço da Universidade
amplamente com o cidadão, os bibliotecários, conscientes do seu dever de servir à sociedade,
estão abertos e aptos a desenvolver suas atividades com dedicação e competência, visando
atingir as metas estabelecidas pela Universidade.

10

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Bibliotecas públicas e bibliotecas alternativas.
Londrina : UEL, 1997. 171 p.

AZEVEDO,

Eliane.

As

responsabilidades

da

universidade

no

terceiro

mundo.

In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA
CIÊNCIA, 1995, Maranhão. Anais ... Maranhão : SBPC, 1995. V.1. p.118-121.

LA BIBLIOTECA Escolar : um derecho irrenunciable. Madrid : Asociación Española de
Amigos del Libro Infantil y Juvenil, 1998. 334p.

BOTOMÉ, Silvio Paulo. Pesquisa alienada e ensino alienante : equívoco da extensão
universitária. Caxias do Sul, RS : EDUFSCar, 1996. 244 p.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil : PROMULGADA EM 5 DE
OUTUBRO DE 1988. São Paulo: Saraiva, 1989. 168 p.

BUARQUE, Cristovam. A aventura da universidade. São Paulo : UNESP, 1994. 239 p.

BUFFA, Ester (Org.), ARROYO, Miguel (ORG.), NOSELLA, Paolo (org.). Educação e
cidadania : quem educa o cidadão? 5.ed. São Paulo : Cortez, 1995. 94 p.

COVRE, Maria de Lourdes Manzini. O que é cidadania. São Paulo : Brasiliense, 1991. 78 p.

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO. Parecer do Relator In Processo E03/100.211/92. Rio de Janeiro,CEE,1992.p.5-8.

FAGUNDES, J. Universidade e compromisso social. Campinas, SP : UNICAMP, 1986.

11

�FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler : três artigos que se completam. 32.ed. São
Paulo : Cortez, 1996. 87p.

__________. Educação e mudança. 22.ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1979.

GIEB. Uma Experiência de Integração. R. de Bibliotecon. de Brasília v.5,n.2, p.685-691,
jul./dez. 1997.

LEMOS, Antonio Agenor Briguet de. Proposta para criação de um sistema nacional de
bibliotecas públicas. R. Bibliotecon. Brasília v.5, n.1, p.25-33, jan./jun. 1977.

LOPES, Jeanete da Silveira. Biblioteca de empresa com função educacional, social e cultural.
R. Bibliotecon. Brasília v.5, n.2, p. 669-683, jul./dez. 1977.

MILANESI, Luiz. Ordenar para desordenar: Centros de cultura e Bibliotecas públicas. São
Paulo : Brasiliense, 1986.

MORAES, Marcela Zampronha. Distanciamento entre bibliotecas públicas e a comunidade.
B. ABDF Nova Sér. Brasília, v.9, n.3, p.202-207, 1986.

MORAES, Mirtes da Silva. Objetivos e funções da biblioteca pública. B. ABDF Nova Sér.
Brasília, v.9, n.3, p.190-192, 1986.

PARKER, Stephen. Bibliotecas públicas em Portugal; resultado de um levantamento realizado
durante 1982 e 1983. R. Bibliotecon. Brasília, v.14, n.1, p.71-83, 1986.

PIMENTEL, Cléa Dubeux Pinto. Programa para criação e instalação de bibliotecas escolares
na rede de ensino oficial. R. Bibliotecon. Brasília, v.6, n.2, p.693-706, 1977.

12

�POLKE, Ana Maria Athayde. A biblioteca escolar e o seu papel na formação de hábitos de
leitura. R. Esc. Bibliotecon. UFGM, v.2, n.1, p.60-72, mar. 1973.

RENDWANSKI, Ana Ladislava. Integração da Biblioteca com o laboratório de ensino. R.
Bibliotecon. Brasília, v.5, n.2, p.911-16. Jul./dez. 1977.

RIBEIRO, René. Sondagem para a criação de uma biblioteca popular. R. Bibliotecon.
Brasília, v.14, n.1, p. 147-56, 1986.

SUIDEN, Emir. Por uma biblioteca pública realmente brasileira.. B. ABDF Nova Sér.
Brasília, v.9, n.3, p.185-86, 1986.

VILLARDI, Raquel. Ensinando a gostar de ler e formatando leitores para a vida inteira.
Rio de Janeiro : Qualytimark/Dunya Ed., 1999. 114 p.

13

�ANEXO A
RELAÇÃO

DAS

INSTITUIÇÕES

ATENDIDAS

PELA

COMUNITÁRIA , POR BAIRRO , NO PERÍODO 1991-1999
Colégio Anglo Americano

Botafogo

Colégio Antares

Campo Grande

Colégio de Aplicação UERJ

Rio Comprido

C.E.I. República

Quintino

Colégio Educo – CPS

Méier

Colégio E. Antonio Prado Junior

Praça da Bandeira

C. E. Carmela Dutra

Madureira

C.E. Duplar P. Mello

Vila Militar

C.E. Heitor Lira

Penha

C.E. João Alfredo

Vila Isabel

C. E. Prof. Jorge C. Battoco

Bangu

C. GPI – Instituto Hermino Jesus

Tijuca

C. Guanabarense

Tijuca

C. Humberto de Souza Melo

Mangueira

Colégio Ika-Wakigawa

Tijuca

Colégio Impacto

Tijuca

Colégio Impacto

Ramos

Colégio Lemos de Castro

Madureira

Colégio Maria Raythe

Tijuca

Colégio Marista São José

Tijuca

Colégio Mei Mei

Tijuca

Colégio Mercúrio

Pavuna

Colégio Militar

Tijuca

Colégio MV1

Méier

Colégio MV1- Anderson

Tijuca

Colégio Nação Mangueirense

Mangueira

Colégio Nossa Senhora da Penha

Penha

Colégio Nossa Senhora do Brasil

Penha

14

BIBLIOTECA

�Colégio Nota Dez

Méier

Colégio Odilon Braga

Cordovil

Colégio Patinho Amarelo

Vila Isabel

Colégio Pedro II

São Cristovão

Colégio Pedro II

Humaitá

Colégio Regente

Andaraí

Colégio Santa Marcelina

Alto da Boa Vista

Colégio Santos Dummont

Vila Isabel

Colégio São Judas Tadeu

Encantado

Colégio Souza Lima

Realengo

Colégio Viva Rio

Costa Basto

Curso Miguel Couto

Tijuca

Escola Baptista Pereira

Tijuca

Escola Edgard Werneck

Freguesia

Escola Estadual Antonio Figueiras

Bento Ribeiro

Escola Estadual Prof. Clóvis Monteiro

São Cristóvão

Escola Francisco Manuel

Andaraí

Escola Galeria Euclydes Figueiro

Tijuca

Escola José Veríssimo

Rocha

Escola Madrid

Vila Isabel

Escola Municipal Equador

Vila Isabel

Escola Municipal Friedereich

Maracanã

Escola M. G. Humberto da S. Mello

Vila Isabel

Escola M. Ministro Orosimbo

Higienópolis

Escola M. República Argentina

Vila Isabel

Escola M. Rivadávia Corrêa

Centro

Escola Orsina da Fonseca

Maracanã

Escola Pastor Miranda Pinto

Cachambi

Escola Tecnica Estadual Adolpho Bloch

São Cristovão

Escola Técnica E. Ferreira Viana

Tijuca

Escola T. E. Jucelino Kubistchek

Jardim América

Escola T. F. Celso Sukow

Maracanã

15

�Escola T. Federal de Química

Maracanã

Escola T. João Luiz do Nascimento

Nova Iguacú

Escola Técnica Virgínia Patrick

Del Castilho

Escola Venâncio Pereira Velloso

Caxias

Faculdade Carioca

Rio Comprido

Faculdades Reunidas Nuno Lisboa

Vaz Lobo

Faculdade Simonsen

Realengo

Instituto de Educação

Praça da Bandeira

Instituto Isabel

Tijuca

Instituto Padre Leonard Carrescia

Tijuca

Instituto Relvas

Ramos

Jardim Escola Lume de Estrela

Inhaúma

Seminário Teológico Betel

Engenho Novo

SENAC

Riachuelo

16

�ANEXO B
RELAÇÃO DE BIBLIOTECAS REGIONAIS /PÚBLICAS DO RIO DE JANEIRO
BIBLIOTECAS

TELEFONES

SITUAÇÃO

Bangu

332-0675

Funcionando de 9 às 17 h.

Botafogo

551-2449

Funcionando de 9 às 17 h.

Copacabana

255-0081

Funcionando de 9 às 17 h.

Campo Grande

413-4856

Funcionando de 9 às 17 h.

Engenho Novo

281-6447

Funcionando de 9 às 17 h.

Gamboa

263-7832

Funcionando de 9 às 17 h.

Glória

242-6790

Funcionando de 9 às 17 h.

Grajaú

577-1413

Funcionando de 9 às 17 h.

Ilha do Governador

396-6025

Funcionando de 9 às 17 h.

Irajá

351-4389

Funcionando de 9 às 17 h.

Jacarepaguá

359-6915

Funcionando de 9 às 17 h.

Leblon

294-1598

Funcionando de 9 às 17 h.

Méier

281-5769

Funcionando de 9 às 17 h.

Olaria/Ramos

590-2641

Funcionando de 9 às 17 h.

Paquetá

397-0388

Funcionando de 9 às 17 h.

Penha

590-2892

Funcionando de 9 às 17 h.

Rio Comprido

569-7178

Funcionando de 9 às 17 h.

Santa Teresa

224-2358

Funcionando de 9 às 17 hs.

Santa Cruz

395-1085

Funcionando de 9 às 17 hs.

Tijuca

569-1695

Funcionando de 9 às 17 hs.

Bib.Publ. R Janeiro

2246184

Funcionando de 9 às l9 hs

17

�ANEXO C
RELAÇÃO

POR

TIPO

DE

EVENTO/ATIVIDADE

DA

BIBLIOTECA

COMUNITÁRIA
TIPO DE EVENTO

ATIVIDADE

ANO

Dia do Bibliotecário

Happy Hour

1995

Semana do Livro e da Biblioteca - "O sonho de ser bailarina"

Apresentação de ballet e ensino

1995

da técnica de Origami
Dia de Halloween

Peça teatral

1995

Lançamento do livro "A bomba boa, a bomba que tinha

Discussão sobre o tema seguida

1996

coração

de confecção de dobraduras

Dia do Folclore

Discussão sobre o tema com

1996

brincadeiras típicas
UERJ sem Muros - contadores de histórias

UERJ conta histórias

1996

Oficina de Física

Experiências comprovadas com

1997

material reciclável
Visita da E. M. Friedereich

Apresentação de contadores de

1997

histórias
Visita da E. M. Humberto de Souza Mello

Apresentação de vídeo

1998

discussão sobre o tema
Visita da E. M. Argentina

Apresentação de vídeo

1998

discussão sobre o tema
Dia Nacional do Livro Infantil

Exposição de vídeo e

1999

contadores de histórias
UERJ sem Muros - Colégio de Aplicação "Versos"

Apresentação de poesias dos

Universidade Aberta da Terceira Idade

alunos

18

1999

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Biblioteca Comunitária da UERJ: um espaço aberto na cidade maravilhosa</text>
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                <text>Apresenta o Projeto de Reestruturação da Biblioteca Comunitária na UERJ, narra sua trajetória desde a sua implantação em 1991 e analisa os serviços prestados, sugerindo mudanças que visam “contribuir para a melhoria do processo educacional da comunidade, permitindo a socialização do conhecimento, através da disponibilização do seu acervo, serviços e produtos de informação”. Esta biblioteca atua também como um espaço para o desenvolvimento de pesquisas, principalmente, na área de Educação, e como um polo divulgador das atividades desenvolvidas pelos Programas de Extensão da UERJ, para a comunidade interna (servidores, alunos e professores) e comunidade externa. Enfatiza o papel de bibliotecário também como agente cultural, possibilitando a integração de profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Verifica-se com este estudo que esta biblioteca vem atraindo usuários dos mais variados bairros do Município do Rio de Janeiro, devido à localização privilegiada da UERJ, servida por diferentes vias de acesso. Este fator, motiva a realização constante de avaliação e ampliação de seus serviços, a fim de torná-la um modelo de Biblioteca Comunitária, que possa ser seguido por outras universidades brasileiras.</text>
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                    <text>PADRÕES MÍNIMOS DE RECURSOS HUMANOS PARA O SISTEMA DE
BIBLIOTECAS E ARQUIVOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Maria da Penha F. Sampaio*
Ana Maria de Andrade**
Gisah Torres Aragon***
José Antonio Rodrigues Viana**
Kátia V.M.T.B. Camacho**
Lucinéa Pinto de Mattos**
Neide Maria da Graça**
Siléa Carvalho de Castro**
Solange Esteves Branco***
* Diretora da Divisão de Desenvolvimento NDC/UFF
** Chefia da Biblioteca ou Arquivo
*** Bibliotecárias
Universidade Federal Fluminense – Núcleo de Documentação
R. Visconde de Rio Branco, s/n – Campus do Gragoatá
24240-006 – Niterói – RJ – Brasil
e-mail: penha@ndc.uff.br

Resumo: Apresenta o estudo realizado pelo Grupo Assessor Técnico de Recursos Humanos
do Núcleo de Documentação: Sistemas de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal
Fluminense, visando garantir a qualidade de serviços desenvolvidos por cada unidade de
informação. O trabalho foi desenvolvido de acordo com as seguintes etapas: a) análise da
literatura e definição da metodologia adotada; b) definição das variáveis do estudo; c)
categorização das bibliotecas através da análise das variáveis: acervo, circulação, freqüência,
usuário em potencial; serviços e produtos de informação; d) determinação do padrão mínimo
de pessoal para cada categoria de biblioteca; e) avaliação da situação de recursos humanos do
Sistema segundo o padrão estabelecido. O estudo possibilitou uma avaliação quantitativa dos
recursos humanos, servindo como subsídio para atender à demanda de pessoal nas bibliotecas,
através de uma política de distribuição de recursos humanos.

1 INTRODUÇÃO

O Sistema de Bibliotecas e Arquivos, coordenado pelo Núcleo de Documentação
(NDC) da Universidade Federal Fluminense (UFF), instituiu, em abril de 1999, o Grupo
Assessor Técnico de Recursos Humanos (GAT/RH), destinado a desenvolver um estudo para
dimensionar o número de profissionais necessários para cada unidade do Sistema, através da
escolha de padrões mínimos, de maneira que sirva de base para o planejamento, execução e
1

�avaliação das atividades técnico-administrativas, garantindo a melhoria permanente de todo o
Sistema de bibliotecas e arquivos.
A necessidade do estabelecimento de padrões mínimos, como medida para se planejar
e avaliar os serviços desenvolvidos em bibliotecas, tem sido enunciado como importante na
literatura especializada, desde o início da década de 60. A princípio, tentou-se estabelecer
padrões quantitativos, a nível nacional e internacional. Diversos estudos criados para este fim,
relataram ser tarefa de difícil realização, tendo em vista a diversidade das características das
instituições, região ou nação.
Na literatura mais recente, o aspecto qualitativo de aceitação universal é privilegiado,
principalmente, por estudos de organizações nacionais ou internacionais, deixando a cargo de
cada instituição estabelecer padrões quantitativos mais adequados às características locais.
“Os padrões são parâmetros de avaliação qualitativas e
quantitativas que têm como objetivo prestar auxílio para
decisões e ações e estabelecer uma situação considerada
ideal para viabilizar seu desenvolvimento.” (Tarapanoff,
1995, p.123).
A literatura aponta para o fato de que ao se definir padrões quantitativos deve-se ter
por guia as bases qualitativas que favoreçam a melhoria do desempenho e da produtividade
das unidades de informação.
Dentre os aspectos relacionados aos padrões de pessoal apontados pelo documento
elaborado por Carvalho, (1995, p.148) podemos destacar:
“A biblioteca deve ter um número e uma variedade suficiente
de pessoal para desenvolver, organizar e manter as coleções,
serviço de referência e informação para satisfazer às
necessidades da universidade. O tamanho e a qualificação do
quadro de pessoal será determinado por inúmeros fatores,
entre os quais incluem-se o tamanho e o escopo das coleções,
o número de bibliotecas setoriais, o número de pontos de
serviço, o número de horas de funcionamento, a média de
2

�2

aquisição, a média de circulação, a natureza
processamento e a natureza da demanda por serviços.”
METODOLOGIA

do

O GAT/RH, após a revisão de literatura e visita técnica ao Sistema de Bibliotecas da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), optou por adotar a metodologia
estabelecida pela Universidade Federal da Bahia, com adaptações (Santana et al., 1991).
Definida a metodologia, o estudo foi desenvolvido através das etapas:
▪

Escolha e definição das variáveis,

▪

Categorização das bibliotecas,

▪

Definição dos padrões mínimos de recursos humanos do Sistema para cada
categoria de biblioteca,

▪

Avaliação quantitativa dos recursos humanos, segundo os padrões estabelecidos no
estudo.

3 CATEGORIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DO SISTEMA

O Núcleo de Documentação possui em sua estrutura um Arquivo Central, um
Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos, um Laboratório Reprográfico e
vinte e uma bibliotecas, das quais cinco são da área de Ciências Exatas e da Terra, uma da
área de Ciências Biológicas, duas da área de Engenharia, quatro da área de Ciências da Saúde,
três da área de Ciências Agrárias, uma envolvendo as áreas de Ciências Humanas,
Linguística, Letras e Artes, cinco da área de Ciências Sociais Aplicadas e um Centro de
Memória Fluminense. Para fins deste estudo não foram consideradas 3 bibliotecas (duas dos
Colégios Agrícolas a nível de 2º grau e a Biblioteca de Arquitetura e Urbanismo criada em

3

�1999) por não possuírem todos os dados disponíveis. (ver anexo 1 - Lista das Bibliotecas).
Assim sendo, para fins desse estudo consideramos 18 bibliotecas do Sistema NDC.
A escolha das variáveis que serviram de base para a categorização das bibliotecas do
Sistema NDC teve como base, além do estudo elaborado pela UFBA já citado, o trabalho
desenvolvido por bibliotecários da UFRJ (Perez et al., 1991) e o estudo do SIBi/USP
(Almeida et al., 1996). As variáveis foram divididas em quantitativas relacionadas ao
dimensionamento das bibliotecas e por grau de complexidade de serviços e produtos. As
variáveis quantitativas consideradas foram: usuário potencial, acervo (livros, teses, TCC,
periódicos, folhetos, separatas, material especial), freqüência de usuário, circulação
(empréstimos e consultas) que após a conceituação receberam pesos de acordo com sua
importância para o objetivo do estudo.
Definidas as variáveis, foram levantados dados estatísticos de cada biblioteca, obtidos
através do Relatório do NDC referente a 1998. Os dados foram agrupados em intervalos de
freqüência e multiplicados pelo peso da variável. Nos quadros a seguir estão indicados a
pontuação obtida por cada biblioteca, além da conceituação das variáveis.
Como usuário potencial

foi considerado o

total de alunos de graduação e de

pós-graduação inscritos nos cursos oferecidos no 2º semestre do ano de 1998, mais o total de
docentes da unidade de ensino atendida pela biblioteca. A esta variável foi atribuído o peso 5.
Os dados relativos aos docentes, aos alunos dos cursos de graduação e dos cursos strictu
sensu foram obtidos no CD-ROM: UFF dados gerais e outras informações, 1999, da
Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN). Os dados relativos aos cursos latu sensu foram
obtidos na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP).
Quadro 1 – Pontuação Quanto ao Usuário Potencial por Biblioteca
Usuário Potencial
(Peso 5)

Quantidade

Pontos

4

Bibliotecas

Total
de
Pontos

�Até 500
501 - 1000
1001 - 1500
1501 - 2000
2001 - 2500
2501 - 3000
Acima de 3000

1
2
3
4
5
6
7

BGQ, BEM, BIF, BPM, BSC
BFV, BENF, BFF, BIG, BNO
BFD, BEC, BAC, BIB
BFM
BEE, BCV
BCG

5
10
15
20
25
35

Como acervo foi considerado o total de obras registradas na biblioteca. Devido à
natureza de cada tipo de material bibliogáfico, o grupo resolveu dar pesos diferenciados para
cada tipo de material. Assim, livros, teses e trabalhos de conclusão de curso receberam peso
4; folhetos, separatas e material especial receberam peso 2; e os periódicos receberam peso 4.
Quadro 2 – Pontuação Quanto ao Acervo Bibliográfico por Biblioteca
Livros,Teses, Tcc
(Peso 4)

Periódicos
(Peso 4)

Folhetos, Separatas,
Material Especial
(Peso 2)

Quantidade

Pontos

Bibliotecas

Até 5.000

1

5.001 - 10.000

2

10.001 - 15.000
15.001 - 20.000
20.001 - 25.000
25.001 - 30.000
Acima de 30.001

3
4
5
6
7

BENF, BFF, BIB, BNO, BGQ
BEM, BAC, BEC, BSC, BFM,
BFV, BIF, BIG, BPM
BFD, BCV
BEE
0
0
BCG

Quantidade

Pontos

Bibliotecas

Até 5.000
5.001 - 10.000
10.001 - 15.000
15.001 - 20.000
20.001 - 25.000
25.001 - 30.000
Acima de 30.001

1
2
3
4
5
6
7

BSC, BENF
BAC, BGQ
BPM, BEM
BFD, BFF, BFV, BIF, BIG
BNO
BEC, BCV
BCG, BFM, BIB, BEE

Quantidade

Pontos

Bibliotecas

Até 500 -

1

501 - 1.000
1001 - 1.500
1.501 - 2.000
2.001 - 2.500
2.501 - 3.000
Acima de 3.001

2
3
4
5
6
7

BCG, BFD, BENF, BFV, BEE,
BAC, BCV, BIF, BPM
BFM, BFF, BNO, BEM
BIG
BIB
BSC
0
BEC, BGQ

5

Total
de
Pontos
4
8
12
16
20
24
28
Total
de
Pontos
4
8
12
16
20
24
28
Total
de
Pontos
2
4
6
8
10
12
14

�Como freqüência de usuários foi considerado o total de pessoas que freqüentaram a
biblioteca no ano de 1998. Para esta variável foi atribuído o peso 3.

Quadro 3 – Pontuação de Usuários - Freqüência por Biblioteca
Freqüência de
Usuários (Peso 3)

Quantidade

Pontos

Bibliotecas

Até 5.000
5.001 - 10.000
10.001 - 15.000
15.001 - 20.000
20.001 - 25.000
25.001 - 30.000
Acima de 30.001

1
2
3
4
5
6
7

BPM
BSC, BEC, BFV, BIF, BIG, BGQ
BCV, BENF, BFD, BFF
BAC, BIB
0
0
BCG, BNO, BEM, BFM, BEE

Total
de
Pontos
3
6
9
12

21

A variável circulação foi composta pela soma dos dados de empréstimo e consulta.
Conceituou-se como consulta o uso do acervo da biblioteca, somente para leitura e como
empréstimo a cessão de documentos existentes no acervo da biblioteca. A esta variável foi
atribuído o peso 4.

Quadro 4 – Pontuação Quanto ao Empréstimo e Consulta por Biblioteca
Empréstimo e
Consulta
(Peso 4)

Quantidade

Pontos

Bibliotecas

Até 5.000
5.001 - 10.000
10.001 15.000
15.001 20.000
20.001 - 25.000
25.001 - 30.000
Acima de
30.001

1
2

BAC
BSC,BEC,BFF,BIG,BGQ, BPM

3

BCA, BFV, BIF

4

BENF, BFD

5
6

BCV, BEE, BNO
BIB

7

BCG, BEM, BFM

6

Total
de
Pontos
4
8
12
16
20
24
28

�Além das variáveis utilizadas no estudo da UFBA, o Grupo considerou importante
acrescentar, também, variáveis relativas aos serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas
do Sistema. Cada serviço foi definido e pontuado considerando o grau de complexidade na
execução dos mesmos (Quadro 5). Para auxiliar foram utilizados os trabalhos de Almeida et
al. (1996) e Perez et al. (1991).

Quadro 5 – Serviços de Informação
Serviços
Visita guiada

Definições
Atividade que apresenta ao usuário os
setores, serviços e produtos da biblioteca

Pontos
1

Orientação de
usuários

Atividade de auxílio ao usuário na
utilização dos recursos informacionais
oferecidos pela biblioteca

2

Comutação
bibliográfica

Fornecimento/solicitação de fotocópias
de documentos do acervo da biblioteca,
ou de acervos de outras bibliotecas,
através do Programa COMUT, BIREME
e outros

3

Busca bibliográfica

Pesquisa sistemática efetuada pela
biblioteca, nos seus catálogos, em
bibliografias, índices, resumos, bases de
dados, etc., visando o atendimento e o
interesse individual

4

Treinamento de
usuários

Atividade sistemática, destinada a
instruir ao usuário como utilizar melhor
os recursos informacionais da biblioteca

5

Normalização técnica
de documentos

Aplicação de normas estabelecidas por
organizações internacionais e nacionais
(ABNT), com o objetivo de controle
bibliográfico

6

7

�Indexação em rede

Processamento técnico de documento, no
todo ou em parte, respeitando normas
estabelecidas por uma rede, com a
finalidade de cooperação

6

Os produtos foram listados, definidos e pontuados, considerando, também, o grau de
complexidade na elaboração dos mesmos (Quadro 6).

Quadro 6 – Produtos de Informação
Produtos
Guias de biblioteca

Definições

Ponto
s

Publicação que fornece informações de serviços,
produtos e funcionamento da biblioteca

1

Listagem de novas aquisições da biblioteca

2

Sumários correntes de
periódicos e monografias

Boletim que reproduz sumário de periódicos
e/ou monografias recém publicadas

3

Boletins bibliográficos

Publicação
que
divulga
referências
bibliográficas de periódicos, monografias,
relatórios e outros tipos de documentos

4

Bibliografia
especializada

Publicação que arrola referências bibliográficas
de documentos (periódicos, monografias, teses,
relatórios, etc.) obedecendo a um arranjo
sistemático cobrindo determinado período de
tempo

5

Boletim de novas
aquisições

8

�Fonte de informação em meio eletrônico

6

Publicação que divulga os dados bibliográficos
da produção técnico-científica e cultural da
instituição

7

Divulgação periódica de informações recentes,
sobre um assunto específico, de acordo com o
perfil de interesse do usuário, grupo ou
instituições

8

Home Page:
criação/atualização
Catálogo da produção
intelectual
Disseminação Seletiva
da Informação

Após a definição e pontuação de cada serviço e produto, foi realizado um
levantamento desses dados, através de formulário específico enviado a cada biblioteca.
Foi observado que nenhuma biblioteca do Sistema elabora bibliografias especializadas
e realiza a disseminação seletiva da informação.
No quadro 7, pode-se observar o total de pontos obtidos por cada biblioteca, após
contabilização dos pontos de cada serviço e ou produto oferecido pela biblioteca.

Quadro 7 – Pontuação por Serviços e Produtos por Biblioteca

SERVIÇOS/PRODUTOS

B
C
V

B
E
E

B
E
M

B
I
F

B
I
G

B
P
M

B
G
Q

BIBLIOTECAS
B B B B
A C F
E
C G D A

B
S
C

B
I
B

B
E
N
F

B
F
F

B
F
M

B
N
U

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

2

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

4

4

4

4

4

4

4

4

4

4

4

1

1

1

1

6

6

B
F
V

SERVIÇOS DE
INFORMAÇÃO
2
Orientação de usuários
Comutação Bibliográfica
Busca Bibliográfica
Visita Guiada
Normalização Técnica de
Documentos
Indexação em rede

1
6

6

2
3

4

4

1

1

9

6
6

2
3

4

6
6

2

4

6

4

6
6

6

6

6

6

6

6

6

6

3
4

6
6

�Treinamento de Usuários
PRODUTOS DE
INFORMAÇÃO
Boletim de novas aquisições
Guias de Bibliotecas
Boletins Bibliográficos
Sumários correntes de
periódicos e/ou monografias
Catálogo de produção
intelectual
Bibliografia especializada
Disseminação Seletiva de
Informação - DSI
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criação/atualização
TOTAL

5

5

2
1

2
1

2

3

5

5

5

5

5

2
1

2
1

2
1

2

2

3

3

2
7

2
3

3

5

2
1

2

2

3

5

5

2
1
4

2

3

3

7

6
2
7

2
1

1
5

1
2

1
5

4
6

4

1
4

2
2

1
7

2
1

2
1

2
3

2
4

3
7

3
1

No quadro 8 abaixo apresentamos o total de pontos obtidos por cada biblioteca, após a
soma dos pontos obtidos pelas variáveis usuário potencial, acervo, circulação, produtos e
serviços.

Quadro 8 – Pontuação Geral por Biblioteca

Biblioteca

Usuário
Potencial

Livros/ Teses/
Tcc

Periódicos

Folhetos

Freqüência

Empréstimo/
Consulta

BAC
BCG
BCV
BEC
BEE
BENF
BEM

15
35
20
15
25
10
5

8
28
12
8
16
4
8

8
28
24
24
28
4
12

2
2
2
14
2
2
4

12
21
9
6
21
9
21

4
28
20
8
20
16
28

10

Serviços
/
Produto
s
14
27
27
22
21
21
15

Total
63
169
114
97
133
66
93

�BFD
BFF
BFM
BFV
BGQ
BIB
BIF
BIG
BNO
BPM
BSC

15
10
20
10
5
20
5
10
10
5
5

12
4
8
8
4
4
8
8
4
8
8

16
16
28
16
8
28
16
16
20
12
4

2
4
4
2
14
8
2
6
4
2
10

9
9
21
6
6
12
6
9
21
3
6

16
8
28
12
8
24
12
8
20
8
8

23
23
24
31
46
21
12
15
37
4
17

De acordo com o total de pontos, agrupamos as bibliotecas em quatro categorias,
classificando-as em tipo A, B, C e D. Elas foram agrupadas considerando intervalos regulares
onde:
Biblioteca A – de 151 a 200
pontos
Biblioteca B – de 101 a 150
pontos
Biblioteca C – de 51 a 100 pontos
Biblioteca D – até 50 pontos

No quadro abaixo, pode-se visualizar em que categoria ficou classificada cada
biblioteca do sistema.
Quadro 9 –
NDC –
Categorizaçã
o das
Bibliotecas
Tipo
A (151-200)

B (101 - 150)

Biblioteca
BCG
BEE
BFM
BIB
11

Pontuação
169
133
133
117

93
74
133
85
91
117
61
72
116
42
58

�C (51 - 100)

D (até 50)

BNO
BCV
BEC
BFD
BEM
BGQ
BFV
BFF
BIG
BENF
BAC
BIF
BSC
BPM

116
114
97
93
93
91
85
74
72
66
63
61
58
42

O grupo observou que 61,11% das bibliotecas do Sistema pertencem ao tipo C (11
bibliotecas), 27,7% ao tipo B (05 bibliotecas), 5,5% ao tipo A (01 biblioteca) e também 5,5%
ao tipo E (01 biblioteca).

4 DEFINIÇÃO DOS PADRÕES MÍNIMOS DE RECURSOS HUMANOS

Concluída a categorização das bibliotecas foi realizada análise dos padrões mínimos,
encontrados na literatura especializada, indicados para o dimensionamento do pessoal
necessário para as bibliotecas universitárias. O GAT/RH optou por

adotar os padrões

mínimos apontados pelo estudo da UFBA, com inclusão de outros aspectos quantitativos e
qualitativos. Os padrões mínimos de recursos humanos adotados pelo grupo estão
relacionados no Quadro 10.

Quadro 10 - Sistema NDC - Padrões Mínimos de Recursos Humanos

Padrões Quantitativos
▪

1 bibliotecário destinado a gerenciar os serviços da biblioteca;
12

�▪

1 bibliotecário, no mínimo, para cada 300 usuários em potencial por tipo de biblioteca;

▪

1 bibliotecário para o processamento técnico com uma média de 8 documentos por dia
(livros, fascículos de periódicos, teses, folhetos, materiais especiais);

▪

1 bibliotecário de referência para atender 50 usuários por dia;

▪

2 a 3 auxiliares administrativos para cada bibliotecário, a ser definido de acordo com a
amplitude e a complexidade dos serviços oferecidos pela unidade de informação e sua
carga total de trabalho.
Padrões Qualitativos

▪

durante o período de funcionamento a biblioteca deverá ter sempre a presença de pelo
menos um bibliotecário;

▪

na ausência do profissional de referência, o bibliotecário do serviço de processamento
técnico será responsável pela referência;

▪

os bibliotecários que atuam em bibliotecas de pós-graduação devem possuir,
preferencialmente, especialização na área de informação;

▪

os gerentes devem possuir experiência profissional no mínimo de 5 anos, ter liderança e
estar focado para o alcance dos resultados;

▪

os profissionais devem apresentar os perfis requeridos para o desempenho de suas
atividades;

▪

o Sistema deve ter turnos de jornada de trabalho definidos e os profissionais devem ser
distribuídos equilibradamente, de forma que não faltem substitutos em casos de
ausências, férias e licenças.

4.1 Cálculo dos Recursos Humanos por Tipo de Biblioteca

13

�Com base nos padrões mínimos adotados pelo grupo, foi criada uma fórmula para o
cálculo do "Padrão Mínimos de Recursos Humanos Bibliotecários" (PMRHB) para as
bibliotecas do Sistema.

UP
+
MD
+
MA
_________
________
__________
300
8
50
Fórmula PMRHB= ___________________________________________________________________=
2

onde :
UP= Média do Usuário em potencial
MD = Média diária de documentos incorporados ao acervo
MA = Média diária de atendimentos em empréstimo e consulta

Esta fórmula foi utilizada para se obter o número de bibliotecários por tipo de
biblioteca. Com este objetivo levantou-se

as médias anuais e diárias do ano de

1998, relativas a:
⇒ usuário potencial (alunos de graduação e pós-graduação, inscritos no segundo semestre de
1998 e docentes)
⇒ documentos incorporados (material bibliográfico incorporado por compra, doação ou
permuta em 1998)
⇒ circulação (número de atendimentos em empréstimos e consultas em 1998)
No quadro a seguir, observa-se as médias anuais e diárias relativas a cada tipo de
biblioteca.

Quadro 11 – Média de Usuários, Documentos Incorporados e Circulação

14

�Usuário
potencial

Tipo de
Biblioteca

Média
5.975
1.776
676,09
27

A
B
C
D

Documentos
incorporados
Média anual
3.709
1.708,2
1.311,45
1.052

Média diária
17,36
8,46
6,5
5,20

Circulação
Média anual
129.348
28.172,6
17.779,59
5.148

Média diária
640,34
139,47
88,02
25,48

Após a aplicação da fórmula chegou-se ao seguinte resultado:
A biblioteca do tipo A deverá possuir no mínimo, 19
bibliotecários
A biblioteca do tipo B deverá possuir no mínimo, 5 bibliotecários
A biblioteca do tipo C deverá possuir no mínimo, 3 bibliotecários
A biblioteca do tipo D deverá possuir no mínimo, 1 bibliotecário.

Analisando os resultados obtidos o grupo decidiu que a Biblioteca do tipo D deveria
ficar com dois bibliotecários, para garantir a presença de pelo menos um bibliotecário
durante o horário de funcionamento da mesma.
Os dados obtidos foram confrontados com o quadro atual de pessoal e verificou-se a
seguinte distribuição de bibliotecários por biblioteca:
Quadro 12 – Bibliotecários: existentes e necessários
BIBLIOTECAS
BAC
BCG
BCV
BEE
BFD
BFF
BFM
BFV
BGQ
BIB
BIF
BIG
BNO
BPM
BSC
BEC
BENF
BEM
TOTAL

BIBLIOTECÁRIOS
Existentes (a)
Necessários (b)
02
03
14
19
05
05
03
05
03
03
03
03
07
07
04
03
01
03
02
05
03
03
01
03
03
05
02
02
01
03
02
03
02
03
01
05
59
83
15

Comparação entre
aeb
-1
-5
0
-2
0
0
0
+1
-2
-3
0
-2
-2
0
-2
-1
-1
-4
-24

�Aplicando-se o padrão de dois auxiliares por bibliotecário, obtivemos a seguinte
lotação mínima de pessoal de apoio:

Quadro 13 - Assistentes: existentes e necessários
BIBLIOTECAS
BAC
BCG
BCV
BEE
BFD
BFF
BFM
BFV
BGQ
BIB
BIF
BIG
BNO
BPM
BSC
BEC
BENF
BEM
TOTAL

ASSISTENTES
Existentes (a)
Necessário (b)
06
38
10
10
06
06
14
06
06
10
06
06
10
04
06
06
06
10
166

04
13
04
02
01
01
03
03
01
04
01
02
03
01
03
02
04
01
55

Comparação entre
aeb
-2
-25
-6
-8
-5
-5
-11
-3
-5
-6
-5
-4
-7
-3
-3
-4
-2
-9
-111

Comparando o quadro atual de servidores com a lotação mínima por biblioteca
sugerida pelo GAT, constatamos a grande defasagem de pessoal nas bibliotecas, conforme
pode-se observar no quadro abaixo:
Quadro 14 - Defasagem de Pessoal
BIBLIOTECÁRIOS
EXISTENTE
MÍNIMO
59
83

DEFASAGEM
24

16

EXISTENTE
55

ASSISTENTES
MÍNIMO
166

DEFASAGEM
111

�Ao longo do ano, o NDC vem suprindo esta carência com a contratação de 04
bibliotecários e 40 auxiliares, além de contar com alunos de graduação atendidos pelo
programa de bolsa de treinamento do Departamento de Assistência Social da Universidade.

5 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES:

O estabelecimento de padrões mínimos de pessoal possibilitou a análise da
distruibuição atual dos Recursos Humanos do Sistema e favoreceu uma melhor compreensão
das atividades desenvolvidas pelas bibliotecas do NDC.
No decorrer do trabalho enfrentamos as mesmas dificuldades dos colegas da UFBA,
no tocante aos formulários utilizados na coleta de dados, que não obedecem a uma
padronização e não contemplam todas as variáveis necessárias para uma análise detalhada da
realidade, considerando estes fatos verificou-se a necessidade de uma reformulação nos
formulários estatísticos, bem como uma padronização na coleta de dados.
O GAT constatou que há uma grande defasagem de pessoal técnico e de apoio para as
bibliotecas do Sistema. Observamos que o número mínimo de bibliotecários necessários seria
de 81 profissionais, atualmente contamos com apenas 59 para suprir a demanda de 18
bibliotecas. Quanto ao número necessário de pessoal de apoio contamos com 55 assistentes,
quando seriam necessários 166 auxiliares.
Com o objetivo de se garantir a qualidade dos serviços prestados pelas bibliotecas da
UFF e visando assegurar a satisfação do usuário, algumas medidas poderiam ser adotadas, tais
como:
❑ Abertura de concurso público para bibliotecários e pessoal de apoio;
❑ Remanejamento de pessoal de outros setores da Universidade para o Sistema;

17

�❑ Desenvolvimento de programa de valorização da instituição, para que o servidor e
o cliente interno possam conhecer todos os produtos e serviços disponíveis;
❑ Adoção de uma política de valorização do profissional, com a criação de um
incentivo para a produtividade similar ao existente para os docentes;
❑ Manutenção do programa de treinamento contínuo do servidor, que permita a sua
educação continuada.
Como as bibliotecas são organismos em constante mudança, recomendamos que a
cada dois anos seja aplicada esta metodologia para acompanhar o seu desenvolvimento em
relação ao usuário potencial, acervo, circulação, produtos e serviços.
Acreditamos que a metodologia utilizada obteve sucesso, o que possibilitou
categorizar as bibliotecas do Sistema NDC, considerando os aspectos quantitativos relativos
ao dimensionamento das bibliotecas, como os aspectos qualitativos no que se refere ao nível
de complexidade dos serviços e produtos desenvolvidos por essas Unidades de informação.
Os padrões quantitativos e qualitativos adotados servirão de guia na distribuição do pessoal
do Sistema de Bibliotecas, bem como a fórmula proposta facilita o processo de
dimensionamento da força de trabalho e possibilita a avaliação quantitativa de pessoal. Em
relação à questão dos recursos humanos, o fator quantitativo deve ser acrescido do valor
qualitativo. Assim sendo, nunca é demais lembrar que são as pessoas que constróem a
excelência das organizações e como tais, devem ser objeto de permanente desenvolvimento.

6

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Maria dos Santos, PLAZA, Rosa Tereza Tierno, KRZYZANOWSKI, Rosaly
Favero. Recursos Humanos em bibliotecas universitárias: modelo aplicado à distribuição

18

�de pessoal, por níveis funcionais, no sistema integrado de bibliotecas da Universidade de
São

Paulo

(SIBI/USP).

In:

SEMINÁRIO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996, Curitiba, Anais... Curitiba: UFPR: PUC, 1996.
CARVALHO, Maria Carme Ronay de. Estabelecimento de padrões para bibliotecas
universitárias. Fortaleza: Ed. UFC, Brasília: Associação dos Bibliotecários do Distrito
Federal, 1981.
CARVALHO, Maria Carme Ronay de. Estatísticas e padrões para o planejamento e
avaliação de bibliotecas universitárias. Brasília: MEC. SESU. PNBU, 1995.
PEREZ, Dolorez Rodriguez, PEURARI, Dely Bezerra de Miranda, MELLO, Paula Maria
Abrantes Cotta de. Estudo de Caracterização das bibliotecas da UFRJ: desenvolvimento
de

uma

metodologia.

In:

SEMINÁRIO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS, 7., Rio de Janeiro, 1992. Anais... Rio de Janeiro: UFRJ/SIBI, 1992.
v.2, p.454.
SÁ, Nysia Oliveira de . Entrevista realizada dia 19 de abril de 1999. Rio de Janeiro: UERJ,
1999.
SANTANA, Isnaia Veiga, FREITAS, Marly Magalhães de, GOMES, Henriette Ferreira.
Avaliação das necessidades de pessoal do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal da Bahia: uma proposta metodológica. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7. Rio de Janeiro, Anais... Rio de Janeiro: UFRJ/
SIBI: MEC, SENESU, PROBIB, 1992. v.2, p. 430-453.
TARAPANOFF, Kira. Técnicas para tomada de decisão nos Sistemas de Informação.
Brasília: Thesaurus, 1995. 163p.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO. Proposta de Nova Estrutura do
Sistema de Bibliotecas da UERJ. Rio de Janeiro: 1987. 168p.

19

�UNIVERSIDADE

FEDERAL

FLUMINENSE.

NÚCLEO DE

DOCUMENTAÇÃO.

Relatório de atividades 1998. Niterói: 1998.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. PRÓ-REITORIA DE ASSUNTOS ACADÊMICOS. Universidade Federal Fluminense 1999: dados gerais e outras informações.
Niterói: 1999. (Documento em CD ROM).

20

�ANEXO
LISTA DE BIBLIOTECAS
BFV - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE VETERINÁRIA
BIB - BIBLIOTECA DO INSTITUTO BIOMÉDICO
BCV - BIBLIOTECA CENTRAL DO VALONGUINHO
BGQ - BIBLIOTECA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOQUÍMICA
BPM - BIBLIOTECA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MATEMÁTICA
BIF - BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE FÍSICA
BIG - BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
BCG - BIBLIOTECA CENTRAL DO GRAGOATÁ
BAU - BIBLIOTECA DA ESCOLA DE ARQUITETURA E URBANISMO
BSC - BIBLIOTECA DA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DE CAMPOS
BAC - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE ADM. E CIÊNCIAS CONTÁBEIS
BFD - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE DIREITO
BEC - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE ECONOMIA
BEE - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE ENGENHARIA
BEM - BIBLIOTECA DA ESCOLA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL E
METATLÚRGICA DE VOLTA REDONDA
BENF - BIBLIOTECA DA ESCOLA DE ENFERMAGEM
BFF - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE FARMÁCIA
BFM - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE MEDICINA
21

�BNO - BIBLIOTECA DA FACULDADE DE NUTRIÇÃO E ODONTOLOGIA

22

�</text>
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                </elementTextContainer>
              </element>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71360">
                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
                </elementText>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71361">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71362">
                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
                </elementText>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFSC</text>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71365">
                  <text>pt</text>
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            <element elementId="51">
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta o estudo realizado pelo Grupo Assessor Técnico de Recursos Humanos do Núcleo de Documentação: Sistemas de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense, visando garantir a qualidade de serviços desenvolvidos por cada unidade de informação. O trabalho foi desenvolvido de acordo com as seguintes etapas: a) análise da literatura e definição da metodologia adotada, b) definição das variáveis do estudo, c) categorização das bibliotecas através da análise das variáveis: acervo, circulação, freqüência, usuário em potencial, serviços e produtos de informação, d) determinação do padrão mínimo de pessoal para cada categoria de biblioteca, e) avaliação da situação de recursos humanos do Sistema segundo o padrão estabelecido. O estudo possibilitou uma avaliação quantitativa dos recursos humanos, servindo como subsídio para atender à demanda de pessoal nas bibliotecas, através de uma política de distribuição de recursos humanos.</text>
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                    <text>OS SEMINÁRIOS NACIONAIS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
E A TEMÁTICA CENTRADA NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Miriam Vieira da Cunha, Edna Lúcia da Silva, Estera Muszkat Menezes
Professoras do Departamento de Ciência da Informação,
Universidade Federal de Santa Catarina
E-mail: mcunha@unetsul.com.br; ednalu@fln.sol.com.br; estera@ced.ufsc.br

RESUMO
Análise de conteúdo dos trabalhos publicados nos anais dos Seminários Nacionais de Bibliotecas
Universitárias de 1978 até 1998 para verificar o tratamento dado ao tema formação profissional, as formas
de sua abordagem e até que ponto os estudos da área refletem a preocupação das Bibliotecas
Universitárias na formação de seus recursos humanos.
Palavras-chave: Formação profissional, Recursos humanos, Bibliotecas universitárias, SNBU.

1 INTRODUÇÃO
Os eventos são considerados, na área da comunicação cientifica, canais eficazes de
comunicação porque veiculam e disseminam informações originais e atuam como indicadores das
tendências de pesquisas e do tratamento dos temas nas diversas áreas do conhecimento humano.
O Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias representa, no Brasil, um fórum de debates e
intercâmbio de idéias onde profissionais vinculados à área de Bibliotecas Universitárias fazem
reflexões e análises dos problemas e das preocupações do setor num determinado momento
histórico. Foram realizados até os dias atuais 10 seminários que tiveram os seguintes temas:
●

A Biblioteca como suporte do ensino e da pesquisa no desenvolvimento nacional (1978);
1

�●

Avaliação do desempenho da Biblioteca Universitária no Brasil (1981);

●

Mecanismo de administração de Bibliotecas Universitárias (1983);

●

Bibliotecas Universitárias: usuários e serviços (1985);

●

Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (1987);

●

Automação de bibliotecas e serviços aos usuários (1989);

●

Padrões nacionais para planejamento e avaliação em Bibliotecas Universitárias (1991);

●

Integração e compartilhamento (1994);

●

A Biblioteca Universitária e a sociedade da informação (1996);

●

Gestão de Bibliotecas Universitárias – estratégias para um novo tempo (1998).

Nas bibliotecas universitárias, como em qualquer unidade de informação, o objetivo
principal é propiciar que as necessidades informacionais dos usuários sejam supridas de modo
eficaz e com agregação de valor. Por esta razão, é fundamental que estas unidades invistam na
formação continuada de seus profissionais.
Entende-se por educação continuada, de acordo com Stone (apud Zanaga, 1989), as
“atividades formais e informais de aprendizagem através das quais os indivíduos elevam seus
conhecimentos, atitudes e competências.”
A produção sobre o tema formação profissional é irregular. Figueiredo é, no nosso
conhecimento, a autora que mais publicou sobre o tema com quatro estudos (1987, 1990, 1991 e
1993). Para esta autora (1990) a necessidade de formação continuada tem sido pautada em dois
motivos principais:
● "desenvolvimentos tecnológicos que podem ter influência sobre a atuação dos
profissionais;
● mudanças dos contextos sócio-econômicos-políticos-culturais onde os serviços
biblioteconômicos são oferecidos".
A autora chama a atenção para a importância deste tipo de formação numa sociedade em
mudança e salienta os principais problemas deste tipo de educação:
2

�● Ausência de uma ação comum a nível nacional;
● Falta de interesse do governo;
● Falta de recursos.
Figueiredo (1987) insiste ainda na necessidade de uma planificação e de uma
sistematização dos esforços visando determinar as necessidades de formação para os profissionais
de informação e propõe a criação de um Centro Nacional de Aperfeiçoamento para o Pessoal de
Informação. Esta instituição seria encarregada de coordenar iniciativas de formação continuada a
partir de estudos de necessidades.
A formação continuada de recursos humanos em Biblioteconomia/Ciência da Informação
no Brasil é dispensada de forma irregular e dispersa. A ausência de uma legislação específica,
sobre este assunto, é um obstáculo à oferta regular de cursos deste tipo Problemas na divulgação
dos cursos e eventos são freqüentes. Além disso, ao contrário do que acontece em outros países,
no Brasil não existe, uma política oficial de incentivo aos empregadores de forma que eles se
sintam responsáveis pela formação dos seus profissionais e façam os investimentos necessários
para que isso ocorra. Os empregadores não parecem convencidos da utilidade e da necessidade de
uma formação permanente e, em muitos casos, não liberam os profissionais para que participem
deste tipo de atividade. Outro fator que entrava esse processo é que os cursos de formação
continuada são, em geral, pagos. Por esta razão poucos profissionais podem realizá-los. Zanaga,
em uma pesquisa realizada em 1989 com profissionais do sistema de bibliotecas da Unicamp
corrobora esta afirmação concluindo que a principal causa de falta de atualização profissional é a
insuficiência de recursos financeiros.

Conforme informa a autora, estudos semelhantes nos

Estados Unidos chegaram à mesma conclusão (Casey, apud Zanaga, 1989).

3

�O resultado desta situação é que este tipo de formação é pouco reconhecido na evolução
da carreira profissional das áreas de Ciência da Informação e Biblioteconomia nas instituições
brasileiras públicas e privadas.
O primeiro curso formal de educação continuada nesta área que se tem conhecimento foi
realizado pelo IBICT (denominado na época, IBBD) em 1956. Atualmente esta instituição
realiza, em colaboração com a universidade francesa de Aix-Marseille III, um curso de
especialização em Ciência da Informação e Inteligência Competitiva destinado a profissionais
que querem se aprofundar no campo da gestão da informação para a tomada de decisões.
O IBICT realiza ainda cursos pontuais de curta duração e tem um programa de ensino à
distância. Além disso, várias universidades brasileiras realizam esporadicamente cursos de
formação continuada para responder a necessidades específicas.
A Informação Tecnológica tem sido o campo de ação de formação profissional mais
desenvolvido, com cursos realizados, a partir dos anos oitenta na Universidade Federal de Santa
Catarina e nos anos noventa na Universidade Federal de Minas Gerais através do NECAPITI –
Núcleo Especializado em Capacitação de Pessoal em Informação Tecnológica Industrial.
(Brighenti, 1987; NECAPITI, 1997).
No caso da formação dos profissionais que trabalham em bibliotecas universitárias, é
necessário salientar os cursos ministrados pelo PNBU – Plano Nacional de Bibliotecas
Universitárias.

Este plano surgiu em decorrência das recomendações da comunidade

universitária brasileira onde a questão das bibliotecas universitárias foi debatida. O documento
final do PNBU contempla, entre suas áreas de atuação, a questão do planejamento de recursos
humanos que incluem o oferecimento de cursos de especialização para bibliotecários de
instituições de ensino superior contempladas no PET – Programa de Pesquisas, Estudos Técnicos

4

�e Desenvolvimento de Recursos Humanos para Bibliotecas Universitárias que abrangeu o período
de 1988 a 1991.
A proposta adotada pelo programa foi a realização de cursos itinerantes dada a
necessidade de regionalizar a sua concepção. Foram realizados seis cursos nas seguintes
instituições: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de Brasília, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal da Bahia e
Universidade Federal de Minas Gerais. A avaliação dos mesmos permite concluir que todos os
cursos atingiram seus objetivos, mostrando que o aprimoramento profissional é essencial para os
bibliotecários que atuam em bibliotecas universitárias.
Mas, apesar destas iniciativas, não existe no Brasil uma planificação nem uma
coordenação de esforços no sentido de uma formação continuada regular para bibliotecários.
Como observa Menou (1990, p.238) "para ser eficaz, a formação continuada deve corresponder a
programas completos, permanentes, intimamente ligados aos esforços de desenvolvimento das
instituições... e que permitam trazer progressivamente melhorias concretas a estas entidades".
Na realidade, esta situação tende a evoluir. Conscientes das lacunas existentes, algumas
empresas brasileiras começaram a desenvolver nos últimos anos cursos de formação continuada
especialmente concebidos para seus empregados. Além disso, as universidades públicas têm
proposto, também nos últimos anos, regularmente cursos de especialização.
Considerando a importância da formação continuada para a atuação profissional nos dias
atuais, o objetivo deste trabalho é verificar, via análise de conteúdo dos anais dos Seminários
Nacionais de Bibliotecas Universitárias, o tratamento dado ao assunto, as formas de abordagem
do tema e até que ponto os estudos da área refletem a preocupação das Bibliotecas Universitárias
na formação de seus recursos humanos.

5

�METODOLOGIA
O corpus desta pesquisa foi constituído pelos trabalhos publicados nos Anais dos
Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias realizados no período de 1978 até 1998.
Foram analisados nove anais porque os do III Seminário, realizado em Natal, segundo
informações da Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, não foram
publicados. Nos anais foram encontrados 13 trabalhos sobre o tema Formação de Recursos
Humanos.
Quadro n.1: Trabalhos apresentados sobre o tema formação de recursos humanos nos SNBU’S

SNBU
I
II
III
IV
V
VI
VII
VIII
IX
X

Ano
de realização
1978
1981
1983
1985
1987
1989
1991
1994
1996
1998

Local de realização e
organizadores
Niterói (UFF)
Brasília(Capes)
Natal (UFRN)
Campinas(Unicamp)
Porto Alegre(UFRGS)
Belém (UFPA)
Rio de Janeiro (UFRJ)
Campinas (Unicamp)
Curitiba(UPPR ,PUC)
Fortaleza(UFC,UNIFOR, ABC)

Trabalhos sobre formação
de recursos humanos
0
0
Anais não publicado
0
4
0
2
0
1
6

A análise de conteúdo foi baseada no que Bardin (1994) coloca como fundamento de sua
especificidade que é a articulação entre :" superfície dos textos, descrita e analisada (pelo menos
alguns elementos característicos) e os fatores que determinaram estas características, deduzidos
logicamente". Desta forma foi realizado um tratamento descritivo dos trabalhos levantados nos
anais e feita análise temática procurando estabelecer inferências de conhecimentos relativos a
abordagem procurando detectar o que conduziu determinado discurso.

6

�RESULTADOS
Analisando

quantitativamente constata-se que a temática de formação de recursos

humanos é pouco estudada. Conforme pode-se verificar, os anais relativos ao I, II, IV, VI e VIII
SNBUs não apresentam nenhum trabalho sobre este tema. Durante os dez eventos já realizados
somente 13 trabalhos abordaram o assunto.
Conforme é possível constatar, o Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias,
realizado em Porto Alegre em 1987, que teve como tema central o Plano Nacional de Bibliotecas
Universitárias foi o primeiro onde a Formação de recursos humanos passou integrar a
programação. Neste evento 4 trabalhos foram apresentados sobre o tema sendo 3 trabalhos
oficiais e 1 apresentado no temário livre.
Os 3

trabalhos apresentados dentro da programação oficial versam sobre cursos de

especialização para bibliotecários. São eles:
● Curso de especialização em administração de Bibliotecas Universitárias, de autoria de
Marysia Malheiros Fiuza, Isis Paim e Maria Luiza Alphonsus de Guimarães Ferreira,
professoras da Escola de Biblioteconomia da UFMG. O trabalho apresenta a proposta
de um curso de 360 horas aula, estruturado em quatro módulos de 90 horas aula cada
um, sendo o módulo 1 - Administração de Bibliotecas Universitárias, o módulo 2 Desenvolvimento de coleções, o módulo 3 - Tratamento da informação e o módulo 4 Avaliação de serviços bibliotecários.
● Antonio Miranda, professor da Universidade de Brasília apresentou uma Mnuta de
proposta de curso itinerante de especialização em administração

e gerência de

bibliotecas universitárias. A proposta inicialmente foi desenvolvida pelos alunos da
disciplina "Metodologia de Ensino de Biblioteconomia" no curso de mestrado da
Universidade de Brasília. A idéia de ser itinerante baseava-se na necessidade de
regionalizar a execução do programa, procurando facilitar o recrutamento de
candidatos e garantir uma melhor distribuição geográfica dos cursos.

7

�● Mudando os rumos da participação bibliotecária: uma proposta para curso de
especialização de bibliotecários de

instituições de ensino superior, de autoria de

Lena Vânia Ribeiro Pinheiro e Maria de Nazaré Freitas pesquisadores do CNPq IBICT.

O trabalho apresenta uma proposta para Curso de especialização para

Bibliotecários de Instituições de Ensino Superior de Bibliotecas e Centros de
Informação Especializados que atendam aos núcleos de pós-graduação e pesquisa. A
proposta é dividida em quatro grandes áreas: Área 1-fundamentos teóricos em
Biblioteconomia e Ciência da Informação/Comunicação e em Política; Área 2 fundamentos teóricos em aspectos cognitivos, psicológicos, sociais e políticos, que
interferem na produção, comunicação e absorção de Ciência e Tecnologia, no seu
conceito mais amplo e em áreas específicas da atuação das bibliotecas; Área 3 conhecimentos relativos ao meio ambiente da biblioteca, a Universidade, e o seu papel
na atualidade política, social, cultural e educacional, inerente às suas funções no
ensino, pesquisa e extensão e aos programas e ações governamentais nas áreas de
Ciência, Tecnologia e Informação; e Área 4 - habilidades técnicas desenvolvidas de
forma condizente com a especialidade da biblioteca, o tipo de dados que coleta,
armazena, processa, dissemina e recupera ( bibliográficos, econômicos, fatuais etc.) e
com as modernas tecnologias de informação. O curso totaliza 570 horas/aula com 38
créditos assim distribuídos: áreas 1 e 2 - 12 créditos, 180 horas/aula, área 3 - 12
créditos, 180 horas/aula, área 4 - 14 créditos, 210 horas/aula. Conforme os autores
mencionam, a primeira idéia quando da estruturação do curso era direcioná-lo aos
bibliotecários de bibliotecas universitárias especializadas que atuassem junto aos
cursos de pós-graduação. Mas, por impossibilidade de levantar dados para identificar a
clientela e estabelecer propriedades, o conteúdo foi reestruturado para Ciência e
tecnologia, no seu sentido amplo.
● Treinamento para

auxiliares bolsistas da Biblioteca Central da UFRGS, trabalho

apresentado no Temário Livre, de autoria de Beatriz Marona de Oliveria e Miriam
Velci Barcellos Fernandes, bibliotecárias da Biblioteca Central da UFRGS. Relata a
experiência desta Biblioteca no treinamento de auxiliares-bolsistas. Apresenta a parte
teórica e prática de um treinamento, descrevendo a avaliação formativa passando pela
avaliação diagnóstica e avaliação de controle. Apresenta um plano de ensino com a
8

�carga de 6 horas. As autoras enfatizam ainda a importância do treinamento de pessoal
pois é através dele que se processa a integração da equipe e o ambiente de trabalho.
O VII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias realizado no Rio de Janeiro em
1991 teve como tema central Padrões nacionais para planejamento e avaliação em bibliotecas
universitárias. Dois trabalhos apresentados versavam sobre treinamento de recursos humanos.
● Treinamento de recursos humanos de bibliotecas: programa de treinamento
desenvolvido no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo(SIBi/USP): do levantamento de necessidades à avaliação foi apresentado por
Pasquarelli , Toratti e Boccato, bibliotecárias da USP. Apresenta o programa de
treinamento de recursos humanos do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo – SIBI-USP nos níveis básico, médio e superior, a partir de um levantamento
das necessidades do sistema. Foram realizados 23 programas de treinamento para 798
participantes a 4 níveis: serventes, auxiliares de biblioteca, bibliotecários e
bibliotecários responsáveis. Os autores concluem a partir de uma avaliação do pessoal
treinado que os objetivos propostos foram plenamente atingidos, confirmando a
importância dessa atividade para a mentalidade dos funcionários e a cultura da
empresa.
● Recursos humanos em bibliotecas: treinamento de autoria de Maria do Socorro de
Azevedo Borba. O trabalho enfatiza a necessidade de desenvolver políticas de
treinamento em sistemas de informação, de programar e avaliar este tipo de
treinamento. Apresenta ainda uma revisão de literatura sobre o assunto e conclui
ressaltando que é necessário um treinamento específico em tecnologia da informação.
O IX SNBU, realizado em Curitiba em 1996, teve como tema central a Biblioteca
universitária e a sociedade da informação. Neste Seminário foram apresentados seis trabalhos
relativos à temática de Recursos Humanos. Entretanto, apenas um discute especificamente um
plano de formação.
● Capacitação de equipes bibliotecárias no Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo face às novas dinâmicas de gestão de qualidade de Regina
9

�Célia Baptista Beluzzo et al., bibliotecárias da USP.

Relata a experiência de

capacitação de equipes bibliotecárias do Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo – Sibi-USP para uma definição de pressupostos,
oferecimento de diretrizes e estratégias norteadoras da política de aprimoramento dos
recursos humanos. As linhas de atuação do programa são: cursos de capacitação
pré-serviço; reciclagem e atualização; e aperfeiçoamento do pessoal. Um dos eixos
mais importantes do programa foi a capacitação de profissionais para a gestão de
qualidade. Além disso procurou-se oferecer acessoria ao departamento técnico do
SIBi/USP na elaboração de projetos e de um programa de eventos/atividades. O
programa de capacitação desta instituição pretende apresentar uma ótica nova em
torno da questão do desenvolvimento de recursos humanos em sistemas de informação
através de uma visão integradora e multiplicadora de resultados como uma
preocupação constante do sistema.
A temática central do X Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias foi a Gestão
de Bibliotecas Universitárias – estratégias para um novo tempo. Neste evento 6 trabalhos estão
dedicados a formação profissional. Os trabalhos apresentados foram:
● Educação e aprendizagem contínua em unidades de informação de autoria de Lidia
Eugênia Cavalcante, Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal
do Ceará. Estudo teórico baseado na concepção de "organizações de aprendizagem"
de Peter Senge. Discorre sobre o processo de aprendizagem e sobre a educação como
paradigma emergente. Apresenta considerações a respeito da elaboração de programa
de treinamento contínuo para os recursos humanos de uma biblioteca universitária, o
papel do instrutor e do consultor internos. Enfatiza a necessidade de treinamento de
funcionários (bibliotécarios ou não) que trabalhem na linha de frente isto é, que
tenham contato direto com o usuário.

10

�● Educação continuada uma alternativa ao alcance de todos, de autoria de Caterina
Groposo Pavão, bibliotecária da Biblioteca do Centro de Processamento da Dados da
UFRGS, Eloisa Futuro Pfistscher, Bibliotecária doa Faculdade de Odontologia da
UFRGS, Jacira Gil Bernades, Biblioteca do Colégio de Aplicação da UFRGS. Define
educação continuada e arrola as alternativas oferecidas nessa perspectiva aos
profissionais da Biblioteconomia com o objetivo de mostrar a proposta de educação
contínua do Sistema de Biblioteca da UFRGS que aconteceu através da criação de
Grupos de Trabalho . Apresenta o processo de evolução dos grupos, as vantagens e
as desvantagens obtidas com a educação contínua através desta modalidade.
● Capacitar recursos humanos das bibliotecas universitárias com processos de educação
à distância: uma possibilidade de modernizar a educação bibliotecária, de autoria de
Francisco das Chagas de Souza, Professor do Departamento de Biblioteconomia e
Documentação da Universidade Federal de Santa Catarina.

Tece algumas

ponderações sobre a realidade sócio-econômica brasileira para colocar a preparação
dos recursos humanos das bibliotecas universitárias como fator necessário para ajudar
a universidade e a sociedade a pensar e enfrentar esta realidade. Argumenta que o
ensino à distância poderá favorecer esse processo de capacitação de recursos humanos
da BUs na medida que se estabeleçam programas de educação à distância brasileiro
ou intra-regionais

nesta área.

Alerta que os cursos de Biblioteconomia, as

Associações Bibliotecárias e as Bibliotecas Universitárias devem promover um debate
nacional sobre essa questão.
● Capacitação de gerentes: o impacto causado pelo Curso de Organização e gerência de
Bibliotecas, de autoria de Dely Bezerra de Miranda Souza, Bibliotecária da UFRJ e
Maria de Fátima Pereira Raposo, Coordenadora das Bibliotecas da Faculdade e
Colégio da Cidade/RJ. Relato da avaliação do Curso Organização e gerência de
Bibliotecas com carga de 60h/aula cujo conteúdo programático cobria os seguintes
aspectos: etapas da organização, diagnóstico, estudos de usuários, planos de trabalho,
projetos, relatórios, recursos humanos, o bibliotecário como gerente, manuais
administrativos, desenvolvimento de coleções, controle estatístico das atividades,
métodos de avaliação. O Curso foi ministrado para cinco turmas, sendo duas para
bibliotecários da Universidade Federal do Rio de Janeiro e três para bibliotecários da
11

�Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. O Curso atingiu 63 profissionais
bibliotecários.

A avaliação do mesmo foi feita

em três etapas: avaliação das

instituições, avaliação geral pela instrutora e estudo do impacto e as mudanças
ocorridas com os bibliotecários que freqüentaram o Curso. Como conclusão alegam
que os bibliotecários apresentam deficiências na formação de gerência desconhecendo
grande parte dos instrumentos que devem ser usados para a tomada de decisão. O
Curso preparou os profissionais no uso de instrumentos de gerência e, além disto,
promoveu o reconhecimento desses profissionais junto aos chefes e colegas, a
conscientização das responsabilidades de um gerente, a sistematização de
conhecimentos já adquiridos e o fortalecimento profissional para a tomada de decisão.
● Diagnóstico dos interesses

de treinamento dos recursos humanos da Biblioteca

Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa/UEPG, de autoria de Maria Luzia
Fernandes Bertholino e Joseani Maria Ferro, bibliotecárias da Universidade Estadual
de Ponta Grossa.

Estudo para levantamento de interesse de treinamento dos

funcionários da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Destaca a importância do treinamento

e do levantamento das necessidades de

formação. Levanta pontos que devem ser considerados na elaboração e programação
do treinamento e ressalta a importância da avaliação do treinamento como forma de
promover a sua validade como programa instrucional. Os sujeitos da pesquisa foram
43 funcionários lotados no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Ponta
Grossa: 10 bibliotecários, 8 técnicos administrativos, 8 técnicos de bibliotecas, 9
auxiliares de bibliotecas, 3 auxiliares de serviços gerais e 5 porteiros. A mostra foi
composta por 35 funcionários 81,4% do total dos recursos humanos do Sistema. As
áreas que tiveram maior incidência de indicações de necessidade de treinamento
foram: 71,4% Internet e Cursos de Informática; 60% acesso a bases de dados; 54,3%
técnicas de atendimento ao público e 45,7 qualidade de serviços; as atividades práticas
como a forma preferida de treinamento foram indicadas por 87,5%. Conclui que a
biblioteca deve dispor de um sistema de treinamento estruturado a partir de atividades
práticas e que a elaboração, programação e definição de conteúdos deve ser feita pelos
bibliotecários chefes.

12

�● Participação: estratégia para desenvolvimento do capital humano, de autoria de Ana
Angélica Carapiá Ferraz, Bibliotecária da UFF, Catharina Marinho Meirelles,
Mestranda do Curso de Administração da UFF, Cecília Maria Pereira do Nascimento,
Neide Maria da Graça, e Siléa Carvalho de Castro, Bibliotecárias da UFF.
Apresentação do Projeto de Participação e Qualidade desenvolvido pelo Núcleo de
Documentação em parceria com o Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade
Federal Fluminense.

O projeto foi estruturado tendo como premissa que a

participação pressupõe certas ferramentas operativas. Uma dessas ferramentas é o
conhecimento da realidade. Utiliza o método do Arco de Charles Marguerez, que
segue as seguintes etapas: observação da realidade (pesquisa de satisfação junto aos
usuários como forma de se obter a identificação dos principais pontos de entrave no
atendimento prestado ao mesmos e pesquisa qualitativa junto aos funcionários do
NDC objetivando captar a cultura organizacional do mesmo a partir da perspectiva
das pessoas nele envolvidas); pontos críticos (apresentação dos resultados e análises
das pesquisas efetuadas anteriormente

mostrando as dificuldades detectadas;

teorização: compreensão dos aspectos a partir de um referencial teórico via pesquisa
bibliográfica, realização de palestras e implementação de programas de qualificação
profissional); soluções alternativas (levantamento de soluções requeridas pelos
envolvidos no processo e realização de um reunião com todo o corpo funcional para a
elaboração de planos de ação feitos pelos próprios funcionários); aplicação ou síntese
(aplicação do plano de ação e controle das atividades programadas). A partir destas
etapas foram realizados os

seguintes eventos:

Curso de Formação Básica de

Gerência, Curso de Atendimento ao Cliente, Curso de Coordenação de Reuniões,
Curso de Planejamento Estratégico, Programa de desenvolvimento de Equipes e
Encontro Geral do NDC. O Projeto foi realizado durante o período de 1993-1998 e
ressaltou a importância da participação como instrumento de mudança da cultura
organizacional em um instituição pública e que apesar de não atingir os índices
almejados foi responsável por avanços no que se refere a participação dos
funcionários no processo organizacional do Sistema do NDC.

13

�CONCLUSÃO
Os trabalhos apresentados durante os 20 anos do SNBU mostram que a temática –
formação de recursos humanos - não tem sido explorada em profundidade. As abordagens estão
restritas à necessidades de treinamento e treinamentos realizados, propostas e avaliação de
cursos. O que chama a atenção neste contexto é que, apesar das universidades serem o lugar
privilegiado para a realização de cursos desta natureza, e embora a oferta de formação tenha
aumentado nos últimos anos ela não tem sido acompanhada por uma reflexão sistemática sobre o
assunto. Na realidade esta reflexão é irregular e dispersa. Com raras exceções, os trabalhos se
limitam a descrever experiências locais. Isso pode ser comprovado a partir dos estudos sobre o
tema apresentados nos Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias, descritos acima.
Da analise de conteúdo dos trabalhos levantamos algumas ponderações: a universidade é
um espaço com usuários, que fazem parte de uma elite cultural. Usuários que teoricamente
deveriam requerer serviços prestados por profissionais com capacitação acima da média. Diante
dessas ponderações surgem algumas questões: A formação bibliotecária recebida nos cursos de
graduação é suficiente? Os profissionais não debatem o assunto mas estão se aperfeiçoando? Os
profissionais são autodidatas? A falta de debate mais aprofundado num fórum como o SNBU
pode significar falta de interesse dos bibliotecários? Existe falta de estímulo das instituições no
aperfeiçoamento de seus bibliotecários?
Embora a necessidade de educação continuada de profissionais da informação tenha sido
debatida regularmente no Brasil, existem poucos estudos teóricos sobre o assunto. É possível
verificar também que a ausência de ações comuns de formação em nível nacional evidenciada por
Figueiredo no seu estudo de 1983 é ainda uma realidade. O baixo número de trabalhos
apresentados sobre o tema, nos Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias e sua falta de
unidade nos permite afirmar que não existe um debate aprofundado sobre o tema formação de
recursos humanos.
No nosso entender a oferta de formação continuada, deveria ser fortalecida através de um
planejamento em nível nacional e por estudos que levem em conta a experiência acumulada nas
universidades brasileiras. Enquanto este debate permanecer em segundo plano, enquanto os
estudos sobre o assunto não forem sistematizados e aprofundados, a formação continuada de
14

�profissionais nas bibliotecas universitárias permanecerá fora das prioridades educacionais
brasileiras.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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15

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16

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Os Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias e a temática centrada na formação profissional. 88</text>
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                <text>Cunha, Miriam Vieira da, Silva, Edna Lúcia da, Menezes, Estera Muszkat </text>
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                <text>Análise de conteúdo dos trabalhos publicados nos anais dos Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias de 1978 até 1998 para verificar o tratamento dado ao tema formação profissional, as formas de sua abordagem e até que ponto os estudos da área refletem a preocupação das Bibliotecas Universitárias na formação de seus recursos humanos.</text>
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                    <text>(CON)VERSANDO SOBRE ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO NO CONTEXTO
DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Edna Gomes Pinheiro1*
Univ. Fed. do Ceará (UFC). Lotação provisória: Univ. Fed. da Paraíba.
Maria Isabel de Jesus Sousa
Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Traz uma síntese sobre administração do tempo, partindo de percepções lúcidas dos
problemas gerados nas bibliotecas universitárias quando o tempo não é utilizado,
adequadamente, pelo capital humano dessas instituições. Enfatiza que, via de regra, o
tempo bem administrado é um desafio para os líderes e liderados das Bibliotecas
Universitárias, pois bordeia quase sempre em trabalho criativo e responsabilidades
gerenciais. Apoiado no pressuposto de que o tempo não pode ser estocado nem
recuperado e que deve ser vivido em toda a sua intensidade, o ensaio pretende
demonstrar como as noções filtradas pela administração do tempo de alto impacto
podem exercer uma função de guia de ação gerencial do capital humano das Bibliotecas
Universitárias. A administração do tempo, é apresentada aqui não como uma mistura de
receita e dicas, mas como um conjunto integrado de princípio e aplicação que deve ser
utilizado observando a definição dos objetivos profissionais e pessoais, a avaliação de
prioridades e os desperdícios de tempo,

visto que perder tempo requer um enorme

tributo econômico para as Bibliotecas Universitárias. Conclui, apresentando sugestões e
pontos de vista que podem contribuir, substancialmente, para uma revisão da atuação
dos recursos humanos que desejem compreender o princípio da auto gerência usando
bem o tempo de que dispõe para realizar um trabalho objetivo, consciente e
revolucionário, nas unidades de informação acadêmicas.

Palavras - chave: Administração do tempo; biblioteca universitária.

1

* Profa. do Curso de Biblioteconomia a Univ. Fed. do Ceará. Lotação provisória na Univ. Fed. da
Paraíba. Mestranda em Ciência da Informação/UFPb. ednapinheiro@hotmail.com
Profa. do Curso de Biblioteconomia da Univ. Fed. da Bahia. Mestranda em Ciência da Informação/
UFPb.. isasousa@ufba.br
1

�1

INTRODUÇÃO
“O tempo é uma criança que brinca, movendo as pedras do
jogo para lá e para cá; governo de criança.”
(Heráclito)
Decidimos iniciar nossa explanação tomando posse das palavras de Heráclito

para fazê-las nossas.

Quem analisar esta expressão,

perdendo de vista suas

características próprias, poderá pensar que ela soa bastante abstrata, mas não o é,
quando realmente desejamos levar adiante um estudo mais profundo sobre a questão
“administração do tempo.”
Nosso intuito, neste momento, é trabalhar esta questão, partindo de percepções
lúcidas dos problemas gerados nas bibliotecas universitárias, quando o tempo não é
utilizado adequadamente pelo capital humano. Reconhecemos ser um assunto polêmico
e conflitante, mas julgamos oportuno aqui, tomarmos alguns posicionamentos.
Para nossos propósitos, não basta apontar com o dedo em riste, que “o tempo é
ouro”, “é mais importante que o dinheiro”, o que nos importa é evidenciar como as
noções filtradas pela administração do tempo podem otimizar as ações, posturas e
atitudes do capital humano das bibliotecas universitárias, que almeje compreende o
princípio da autogerência usando apropriadamente o tempo que dispõe para realizar um
trabalho objetivo, consciente e revolucionário.
Via de regra, todos nós temos noção do tempo. Sabemos que desfrutamos de 24
quatro horas por dia. No entanto, alguns conseguem fazer muito com o tempo
disponível e outros não conseguem. Que conclusões podemos apontar para o fato? Será
questão de inteligência ? Ou será falta de planejamento adequado?

2

�Apoiados no pressuposto de que o tempo não pode ser

estocado, nem

recuperado e vivido intensamente, acreditamos que para aplicá-lo satisfatoriamente no
trabalho e na vida devemos administrá-lo convenientemente. Isso nos faz lembrar que
conhecemos pessoas - e a maioria de nós se inclui entre elas de vez em quando - que
reclamam por não saber administrar seu tempo de modo adequado, quando há mais
tarefas a executar do que tempo disponível para realizá-las.
Ao analisarmos o processo de compreensão do assunto em questão, tivemos
que enveredar por caminhos diversos traçados por alguns autores e dentro dessa
realidade tão bem expressa, organizamos alguns pontos fundamentais para retratar a
temática, como: a identificação, análise, prevenção e eliminação dos desperdiçadores de
tempo; o controle de tempo e de realizações; a avaliação das prioridades, além do
principio de tempo de Pareto (Regra 80 : 20).
O arranjo compacto e sistemático das idéias, aqui retratadas, manifesta como o
capital humano da biblioteca universitária deve atingir suas metas e conseguir tempo
para desenvolver um trabalho criativo e eficaz, visando garantir que esse recurso seja
usado de forma econômica. Contudo, sem esquecer que para aprender a revolucioná-lo
é necessário uma compreensão do seu valor, qual a sua direção e quais os instrumentos
e habilidades específicas para bem administrá-lo..
Finalizamos este capítulo com o pensamento de Mário Henrique Simonsen,
por ser oportuno para o momento: “ Das dimensões da física, a que sempre deu mais dor
de cabeça aos filósofos foi o tempo. Passado, presente e futuro sempre foram categorias
facilmente identificadas, o passado associado à memória, o presente ao instante fugaz, o
futuro à expectativa. A seta do tempo transforma continuamente o presente em passado
e o futuro em presente. A incerteza do futuro sempre foi a razão das angústias da

3

�humanidade e a motivação da especulação filosófica e da pesquisa cientifica. Desvendar
o futuro, e se possível alterar a trajetória dos fatos, sempre foi a ambição maior do ser
humano.”

2

O TEMPO EM QUESTÃO: UM DIALÓGO IMAGINÁRIO
Você ama a vida? Então não desperdice tempo,
pois é dele que a vida é feita”.
(Benjamin Franklin )

Em sua Teoria da Relatividade, Einstein chocou o mundo. Como um menino
que não se interessava em assistir as aulas no colégio, poderia ter chegado a uma
conclusão tão brilhante? Certamente, o tempo dele não era igual a dos outros. Ninguém
sabe exatamente o que é tempo, onde ele está, como explicá-lo. Relógios são meras
convenções , as datas são a extinção do tempo. Sabemos apenas, que o tempo passa...o
tempo voa e desde épocas imemoriais o homem observa a sua trajetória.
O conceito de tempo quase sempre encontra-se atrelado à idéia de intervalo
entre um acontecimento e outro, talvez por isso perpassa grandes áreas do conhecimento
como: filosofia, cosmologia, história astrologia e sociologia.
Desde as eras mais remotas da história da humanidade, o tempo faz-se presente
como uma das preocupações freqüentes do homem. Na antigüidade, relacionava-se ao
ciclo da natureza e a agricultura; na Idade Média refletia o sentido de eternidade; na
modernidade manifesta a idéia de valor capaz de produzir riquezas. Os chineses, antes
da era Cristã, já contava o tempo, relacionando-o com as etapas da vida de cada
indivíduo. Os maias, com sua cultura bastante elevada para o período, considerava-o

4

�como algo heterogêneo, o qual era dividido em partes com significações distintas uma
das outras.
Na era industrial, o tempo tornou-se um dos principais elementos da vida
moderna e não é só utilizado para meditação ou para vigiar os ciclos da natureza, mas
também para controlar a produção que gera riquezas e move a máquina social moderna.
Nesse sentido, o desenvolvimento da tecnologia é um forte aliado do tempo:
equipamentos são inventados para reduzir o tempo gasto pelo homem nas diferentes
tarefas por ele realizadas e com isso, aumentando a produção e o acumulo do capital.
Uma das maiores queixas do homem contemporâneo, na era pós-industrial é a
falta de tempo para realizar as tarefas por ele pleiteadas. A escassez desse fenômeno é
comum a diferentes classes sociais e em todos os níveis de emprego,

e suas

conseqüências podem ser traduzidas, pelo crescente número de pessoas estressadas e
com problemas de saúde, decorrentes das pressões recebidas constantemente, em função
do não cumprimento das tarefas dentro de um prazo determinado.
Diversos estudos têm sido realizados com pessoas, em suas respectivas
instituições no mundo inteiro, buscando identificar os fatores que provocam a falta de
tempo, na execução de atividades inerentes à vida humana.
Mas afinal, de que tempo estamos falando? É comum dividirmos o tempo em
passado, presente e futuro. Um fato que ocorre agora, daqui a um segundo já é passado
e o futuro estar por vir. Podemos ainda dizer que o tempo pode ser objetivo ou
subjetivo, a depender do propósito a que se propõe. Se a questão é de ordem prática, o
tempo é objetivo, se for de ordem afetiva por exemplo, então torna-se subjetivo.
De acordo com Bernhoeft (1985, p.2), é possível conceituar o tempo, sem
necessariamente aliá-lo ao valor econômico. Para ele:

5

�“O tempo é irreversível no sentido objetivo de sua dimensão. Eu
posso rever, ao nível subjetivo, o tempo passado através das
recordações e do aprendizado obtido com as experiências
acumuladas. Não posso ter o tempo de volta (...) o tempo é
inelástico, ou seja, eu não posso guardar ou ‘esticar o tempo.’ A
experiência do tempo pode ser maior ou menor naquilo que se
refere à sensação que nos permeia, mas a hora continua segundo
a sua convenção de 60 minutos como o dia será de 24 horas.”
Esse leque de exposições nos leva a analisar o tempo em seus aspectos
conceituais e o seu impacto sobre a vida das pessoas. Vejamos agora quais as causas
mais comuns das disfunções que provocam o uso inadequado ou insatisfatório do tempo
na perspectiva da organização e do indivíduo, a fim de contribuir com a biblioteca
universitária, na arte de bem administrá-lo.

3
ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO NO CONTEXTO DAS BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA: IDÉIAS PARA COMEÇAR A AGIR.
“Nada é mais fácil do que estar ocupado... e nada
é mais difícil do que ser eficaz.”
(MacKenzie)

Na medida em que à qualidade de vida e a sobrevivência das organizações
estão cada vez mais vinculada a arte de bem administrar o tempo, que ações a biblioteca
universitária deve desencadear, desde já, junto ao seu capital humano? Em que direção
os programas formais de treinamento e desenvolvimento dessa biblioteca deverão
evoluir, na medida em que planejar bem o tempo passe a ter cada vez mais significado
na vida dos seus colaboradores internos?
Onde estão as pistas para essas respostas? Não basta refletir ou debater a
respeito. Mas, por enquanto, diremos apenas que atividades específicas devem ser

6

�projetadas na biblioteca, visando à inclusão da administração do tempo no dia-a-dia,
visto que poderá vir a representar uma forma de investimento. Algumas organizações já
estão implantando ações alternativas oportunas com relação ao uso adequado do tempo
é o que relata esse estudo. Por que não iniciar ações semelhantes na biblioteca
universitária?
À luz dessas reflexões, percebemos que a prática do nosso dia-a-dia de trabalho
está atrelada a relógios e calendários, numa ordem de tempo objetiva a fim de que
possamos cumprir os afazeres a que nos propomos. Se não conseguimos, reclamamos
que o “dia foi curto”, que o “tempo voou” e outras justificativas análogas para explicar
o descompasso. Todos nós já encaramos experiências semelhantes, visto que fatos
dessa natureza são corriqueiros e por vezes decorrem da nossa incapacidade de
auto-administrar adequadamente o tempo que dispomos. Muitos são os fatores que
podem contribuir para esta célebre escassez. Os mais destacados são conhecidos como
“ desperdiçadores ou esbanjadores de tempo.”

4 COMO IDENTIFICAR E ELIMINAR DESPERDIÇADORES DE TEMPO: NÃO
PERCA O RUMO...
Atualmente, todo o mundo sonha em ter mais tempo uma vez que perder esse
recurso requer um enorme tributo econômico. Portanto, devemos usufruir da melhor
forma as 24 horas diárias que dispomos. Um dos caminhos para otimizá-las é
reconhecer que o dia tem horas finitas e inelásticas, devendo, portanto, ser bem
empregadas. Para proteger o nosso tempo, a fim de aumentar o nosso desempenho, é
necessário eliminar de forma sistemática os esbanjadores de tempo, considerados um
problema na dinâmica do desenvolvimento das organizações.

7

�O bom ou mal uso do tempo no desempenho de nossas atividades encontra-se
pautado em causas diversas, que para Benhoeft (1989, p.35) provocam disfunções no
seu uso. De acordo com o autor, essas causas são de ordem culturais, estruturais,
gerenciais, ambientais e individuais.
Autores como Krausz (1986, p.23) e Bernhoeft (1989), relacionam os
desperdiçadores de tempo mais comuns no mundo dos negócios. São eles: a)
interrupções telefônicas; b) visitantes inesperados; c) delegação inadequada; d)
reuniões; e) ausência de objetivos, prioridades e planejamento; f) gerência em crise; g)
Fazer várias coisas ao mesmo tempo; h) desorganização pessoal/falta de autodisciplina;
i) indecisão; j) incapacidade de dizer “não”; k) comunicação ineficaz; l) ausência de
limites claros de autoridade e responsabilidade; m) informações incompletas/atrasadas;
n) pessoal não treinadose e; o) bate-papo/atrasos eficazes.
Nessa perspectiva, e reportando a discussão para a biblioteca universitária,
tomamos alguns desperdiçadores do tempo, comuns às empresas, para (con)versarmos
sobre a administração do tempo nesse espaço informacionl acadêmico.
A biblioteca universitária por estar inserida em uma instituição maior,
encontra-se sujeita a hierarquias administrativas. Desse modo, alguns desperdiçadores
de tempo são comuns tanto à instituição maior quanto as subordinadas. Sem
priorizá-los, destacamos seis deles, por entendermos ser os mais notórios nessa
instituição:
a) As interrupções telefônicas - é o maior desperdiçador de tempo em todo o
mundo. O telefone é uma ferramenta que, se bem utilizada, facilita sobremaneira a vida
de qualquer dirigente. Entretanto, o que observamos é a falta de objetividade das
pessoas no uso desse instrumento.

8

�Na biblioteca universitária não é diferente. É comum escutarmos os
colaboradores internos dizer “ esse telefone hoje não me deixou fazer nada”. Isso
acontece por vários motivos, que vão desde as dúvidas de um leitor aflito querendo
alguma informação sobre o funcionamento da biblioteca, até o atendimento de ligações
externas solicitando esclarecimentos rotineiros. Além de depararmos com pessoas que
não vêem o telefone como um facilitador de ações, que torna a comunicação mais
rápida e eficaz, e sim como um instrumento de bate-papo.
Uma maneira dos gerentes amenizarem esse problema, é ter alguém para filtrar
as chamadas telefônicas, no momento que estiver executando tarefas que exijam grande
concentração;
b) Reuniões - não é muito raro sairmos de determinadas reuniões com a
sensação de tempo perdido. Isso acontece devido a alguns fatores, tais como: falta de
objetividade, mal condução das exposições, conversas paralelas entre os participantes e
conteúdo desinteressante, entre outros.
Nesse contexto, o gerente ocupa uma posição dúbia: tanto é convocado por
seus superiores, como convoca seus subordinados. Para obter reuniões produtivas, é
necessário eliminar os fatores indesejáveis a fim de torná-las mais eficazes. Algumas
dicas podem ser implementadas: Atenha-se a uma agenda, obtenha de todos, o
compromisso de chegar na hora, não espere pela chegada de todos para iniciar, nem
mesmo das figuras principais, compile e distribua a pauta antecipadamente, com os
participantes, estabeleça o horário de inicio e fim das reuniões e procure realizá-las em
um local onde haja um relógio visível, pois este estimula a brevidade do tempo.
c) Fazer várias coisas ao mesmo tempo - esse desperdiçador é comum na
biblioteca universitária, devido a falta de pessoal, ou a uma distribuição inadequada do

9

�capital humano nos setores. Isto acarreta geralmente em tarefa inacabada e

em

saturação dos limites físicos e mentais das pessoas.
É preciso estabelecer prioridades. Identificar ações que são importantes e as
que são urgentes, além das importantes e urgentes, que devem ser realizadas de
imediato. Há tarefas que requerem um nível de concentração maior que outras. Alguns
estudos apontam que grande parte das pessoas rendem melhor das 8 às 11 da manhã,
entretanto existem outras que preferem o final da tarde e à noite. É necessário
descobrirmos o melhor horário e aproveitá-lo para realizar as tarefas que exigem mais
concentração.
d) desorganização pessoal e falta de autodisciplina - segundo Krausz (1986,
p.33) “ a desorganização pessoal e a falta de autodisciplina são meios que as pessoas
usam para se auto-sabotarem e não atingirem seus objetivos.” Esse desperdiçador de
tempo está atrelado ao anterior descrito. A auto-disciplina é uma ação que pode
melhorar ou mesmo sanar essa disfunção na biblioteca universitária. Krausz salienta
que a auto-disciplina é o “exercício de poder que cada um de nós tem sobre si mesmo.”
Portanto, tornar-se organizado é uma tarefa importante que requer ferramentas
simples. Todas as pessoas organizadas utilizam instrumentos

para produzir um

desempenho de alto impacto, eles consistem em: uma mesa arrumada sem papeis
aborrotados, uma agenda que contenha o que for relevante para a programação
relacionada ao trabalho, uma forma de arquivamento que responda a sua forma de
pensar e operar. Enfim, ser organizado acrescenta confiança nas ações a serem
executadas.
e) Incapacidade de dizer “não” - culturalmente a palavra “não” é usada com
muita cautela. Isso é percebido claramente, em todas as instâncias da nossa vida, seja

10

�pessoal ou profissional. Dizer “sim” a todos que interagem conosco é catastrófico, pois
nossas prioridades seriam completamente suplantadas pelas prioridades de terceiros.
Assim, parte do tempo solicitado por outras pessoas pertence legitimamente a elas e
precisamos dizer “não” às solicitações injustas e inadequadas.
Dizer não de forma educada é possível e não ofende a ninguém. Portanto,
precisamos aprender a dizê-lo diante de responsabilidades que não nos compete, pois ao
assumirmos essa postura, estamos tirando a dificuldade de alguém e colocando-a sobre
nossos ombros e esta, via de regra, não é uma decisão sensata.
6) Pessoal não treinado - Esse fato é transparente na biblioteca universitária e
emperra sensivelmente o andamento das atividades. Geralmente, o bibliotecário deixa
de lado suas tarefas para realizar as dos seus assistentes, devido a falta de capacidade
destes em executá-las.
Dentre os esbanjadores de tempo destacados nesse estudo, consideramos o
último citado, o mais preocupante e enfático no contexto informacional acadêmico,
pelos seguintes motivos: a desqualificação do pessoal e o desinteresse pelas atividades
da organização.
Buscando eliminar ou amenizar esses elementos nocivos as bibliotecas
universitárias, ações como realização de cursos, seminários e reuniões produtivas
devem ser incorporadas a cultura organizacional como forma de estimular o processo de
auto-desenvolvimento do capital humano.
O fundamental a ser lembrado sobre desperdiçadores é que eles roubam tempo
em pequenas proporções. É necessário, portanto, que fiquemos atentos e agirmos de
forma decisiva a fim de eliminá-lo do nosso dia e da nossa vida.

11

�5 O SIGNIFICADO DO PRINCÍPIO DE PARETO E SUA IMPORTÂNCIA NA
ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO.

Em termos de autogerencia,

fixar prioridades significa decidir qual a

sequência das tarefas a serem realizadas. Fixar prioridades é tão óbvio, que muitas
vezes isso é feito de forma não sistemática, ou mesmo inconsciente. Portanto, fixe
priorioridades conscientemente e conclua as tarefas planejadas com determinação e pela
ordem. Com relação a esse aspectos, os grandes problemas encarados pelos gerentes
são que eles frequentemente querem lidar com tarefas demais e perdem-se com tarefas
sem importância, mas aparentemente necessárias.
A fixação de prioridades só trarão benefícios para a organização e para as
pessoas. Existem vários critérios e métodos para fixar a sequência de tarefas mais
importantes a serem executadas, mas nos restringiremos apenas ao princípio de Pareto,
porque mais nos despertou atenção.
O princípio de Pareto, deve seu nome ao italiano Vilfredo Pareto (1848-1923),
e sua validade foi demonstrada em diversas áreas do conhecimento humano.
Este princípio diz que, dentro de um determinado grupo, algumas partes têm
valor muito maior do que sugeriria sua participação relativa no todo. Exemplificando,
dois americanos, aplicando o princípio de Pareto ao controle de estoques, constataram
que 20 por cento do estoque representavam 80 por cento do valor total do mesmo. A
concentração dos controles sobre esses poucos elementos essenciais, trouxe resultados
líquidos que excediam em muito a eficácia de todo o trabalho anterior de controle de
estoques. Esclarecendo melhor observemos os exemplos a seguir:
20% dos clientes (ou produtos) geram 80% das vendas ou dos lucros.

12

�80% dos clientes (ou produtos) geram 20% das vendas ou dos lucros.
20% dos erros causam 80% das rejeições
80% dos erros causam 20% das rejeições.
Percebemos assim, o porquê do principio de Pareto ser conhecido também
como a regra dos 80 : 20. A aplicação dessa regra à situação de trabalho de um gerente
significa que, no processo de produtividade, os primeiros 20% dos gastos (insumo)
realizam 80% dos resultados de produtividade (produção). Os 80% restantes do tempo
gasto respondem por apenas 20% dos resultados totais.
Visualize o gráfico abaixo na tentativa de compreender melhor esse princípio
na prática da gerência do tempo

PRINCÍPIO DE TEMPO DE PARETO (REGRA 80 : 20)

INSUMO

CONDUZ À

13

PRODUÇÃO

�Para os nossos propósitos, isso significa que devemos proceder de acordo com
a prioridade - e não preferirmos as tarefas mais fáceis, interessantes ou que levem
menos tempo.

Devemos priorizar os poucos problemas, porém essenciais, em

detrimentos dos muitos, todavia secundários.
Diante do pressuposto de que ser bem sucedido no trabalho significa fazer as
coisas certas de forma precisa e correta, tomar decisões em termos de autogerencia
significa fixar prioridades claras e orientadas para metas. Portanto, aplicar o princípio de
Pareto é uma atitude sensata no sentido de querer usar melhor o tempo, visto que ele
define a amplitude do mundo em que cada um de nós vive.

6

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como se vê, administrar bem o tempo é necessário para tornar a vida humana
mais prazerosa, seja ela pessoal ou profissional. O nosso tempo nós fazemos, ele é um
recurso igual para todos, sem distinção de classe, raça ou sexo.
As questões sobre o tempo são discutidas no mundo inteiro por empresários,
administradores, gerentes e outros profissionais que enfretam a sindrome da “falta de
tempo”.
O trabalho apresentado serve para repensar a questão do tempo na biblioteca
universitária e porque não dizer em nossas vidas. De acordo como Krausz (1986, p.2-5)

14

�“as imagens que formamos sobre o tempo, determinam, em grande parte, a maneira
como o utilizamos e somos nós que, sem estar conscientes disso, sabotamos o uso
adequado deste bem precioso e insubstituível”.
Bem se percebe que essa discussão está muito longe de se acabar. Para alguns
é difícil pensarmos em tempo sem uma unidade de medida, sem criarmos um parâmetro
de passado ou futuro ou sem imaginarmos linhas temporárias...tempo inicial, tempo
final e tempo de desenvolvimento. Para poucos, devemos diferençar tempo de despertar
e hora de acordar. Mas, afinal em que tempo estamos agora? Não conseguimos
responder. É realmente, um mistério. O que temos certeza é que ele supera tudo,
inclusive a velocidade da luz e a barreira do som, por isso é considerado nosso amo e
senhor, nosso inimigo; nosso escravo e nosso juiz.
Desse modo, cabe a cada um aprender a utilizá-lo como recurso valioso que
facilitará a realização de tarefas tanto na vida pessoal como na profissional, fazendo
com que nossas atribuições possam ser desempenhadas sem provocar desgaste físico e
emocional
Como toda construção exige esforços, idas e vindas, até alcançar um
determinado patamar, esperamos que as sugestões aqui retratadas,

contribuam

efetivamente com a biblioteca universitária e que cheguem nesses espaços, a toda
velocidade, mesmo sabendo que para isso, tenhamos que enfrentar sérios desafios.

7

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1

BERHOEFT, Renato. Administração do tempo: um recurso para melhorar a
qualidade de vida pessoal e profissional. São Paulo : Nobel, 1985.
15

�2 ----. Desperdiçadores de tempo. 3.ed. São Paulo : Nobel, 1989.
3 BROOKS, W . Administração do tempo de alto impacto. São Paulo : McGraw-Hill,
1991.
4 KRAUSZ, Rosa R. Administre bem o seu tempo. São Paulo : Nobel, 1986.
5

MACKENZIE, Alex. Tempo igual a sucesso: o desafio dos anos 90. São Paulo :
McGraw-Hill, 1990.

6 ROTHERY, Braian. Como organizar seu tempo e seus recursos. São Paulo : Difel,
1975.
7

SEIWERT, Lothar J. Tempo é dinheiro. São Paulo : Pioneira, 1994.

16

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                <text>(Con)versando sobre administração do tempo no contexto das bibliotecas universitárias. 87</text>
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                <text>Traz uma síntese sobre administração do tempo, partindo de percepções lúcidas dos problemas gerados nas bibliotecas universitárias quando o tempo não é utilizado, adequadamente, pelo capital humano dessas instituições. Enfatiza que, via de regra, o tempo bem administrado é um desafio para os líderes e liderados das Bibliotecas Universitárias, pois bordeia quase sempre em trabalho criativo e responsabilidades gerenciais. Apoiado no pressuposto de que o tempo não pode ser estocado nem recuperado e que deve ser vivido em toda a sua intensidade, o ensaio pretende demonstrar como as noções filtradas pela administração do tempo de alto impacto podem exercer uma função de guia de ação gerencial do capital humano das Bibliotecas  Universitárias. A administração do tempo, é apresentada aqui não como uma mistura de receita e dicas, mas como um conjunto integrado de princípio e aplicação que deve ser utilizado observando a definição dos objetivos profissionais e pessoais, a avaliação de prioridades e os desperdícios de tempo, visto que perder tempo requer um enorme tributo econômico para as Bibliotecas Universitárias. Conclui, apresentando sugestões e pontos de vista que podem contribuir, substancialmente, para uma revisão da atuação dos recursos humanos que desejem compreender o princípio da auto gerência usando bem o tempo de que dispõe para realizar um trabalho objetivo, consciente e revolucionário, nas unidades de informação acadêmicas.</text>
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                    <text>CAPITAL HUMANO E A MÁQUINA: A COMUNICAÇÃO IMPLANTANDO
NOVOS REFERENCIAIS NOS CENÁRIOS DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS.
Edna Gomes Pinheiro1*
Univ. Fed. do Ceará (UFC). Lotação provisória: Univ. Fed. da Paraíba.- e-mail:
ednapinheiro@hotmail.com
Robéria Nádia Araújo Nascimento 2**
Univ. Estadual da Paraíba.
Enfatiza que não basta refletir ou debater a respeito das mudanças ocorridas nas
organizações, é necessário idéias para começar agir diante das grandes tendências de
mudanças - as megatendências - que estão dando significados às coisas e revelando os
desafios que as empresas têm pela frente. São desafios que não devem ser encarados
apenas como “mais problemas”,

porém, como algo que pode ser traduzido em “

oportunidades.” Ilustra que acompanhar mudanças em andamento e estudar tendências
pode parecer pragmático mas os estudos revelam que muitas organizações foram
expelidas do mercado exatamente por ignorar estes fatos. Frisa que no bojo dessas
transformações está um ponto importante: a comunicação como processo básico e vital
de todas as necessidades do homem. Isto posto, a exposição trata em explorar e captar
com base em que referenciais as bibliotecas universitárias reconhecem a importância e
a influência da comunicação nas relações existentes no seus espaços, quando procura
delinear ações que buscam equilibrar o progresso tecnológico com o desenvolvimento
humano/melhoria do nível das relações interpessoais. Nessa perspectiva, salienta que a
comunicação não está apenas sendo alvo de redefinições dentro das organizações, mas
de interação e difusão de novos parâmetros comportamentais, através dos quais, a
biblioteca universitária poderá reformular seus paradigmas, haja vista na sociedade
global tudo se converter em objeto de comunicação dentro das multiplicidades de
mensagens.

Palavras-chaves: Comunicação, biblioteca universitária, capital humano

1

INTRODUÇÃO

1

* Profa. do Curso de Biblioteconomia da Univ. Fed. do Ceará. Lotação provisória Univ. Fed. da Paraíba. Mestranda
em Ciência da Informação/UFPB.
2

** Profa. do Curso de Comunicação Social da Univ. Est. de Campina Grande. Mestranda em Ciência da
Informação/UFPB.
1

�O século XX, que presenciou extraordinários avanços científicos e
tecnológicos, que encarou o desafio do desenvolvimento global e que apresenta sinais
de progresso social e econômico, exibe, também, os
Universidade enfrenta atualmente: a

expansão

grandes problemas que a

do ensino superior, que exige a

utilização de táticas e estratégias inovadoras, para satisfazer as exigências de uma
sociedade em constante mutação, com demanda crescente onde fortalece cada vez mais
a idéia de globalização.
Deste modo, acentua-se cada vez mais a cobrança social sobre os resultados
alcançados pela universidade, exigindo a partir daí, adoção de um sistema de avaliação
institucional objetivo e consistente. Essas pressões deixam a Universidade presa a certa
rigidez funcional e organizacional. Mesmo assim, continua caminhando em busca de
modernidade e participação para garantir a sua credibilidade frente a sociedade.
Isto posto, percebemos que a universidade começa a inquietar-se, no sentido
de superar a precariedade de funcionamento e sua inegável decadência qualitativa.
Assim, reconhece que mudanças positivas no seu modo de pensar, decidir e agir, são
essenciais para sua revitalização. E, no intuito de encontrar novos rumos, redesenhar sua
trajetória e reconquistar sua identidade para evidenciar o seu compromisso social, tenta
implantar modificações substanciais, através da organização de novos currículos e da
modernização/dinamização de laboratórios e bibliotecas.
Refletindo sobre o assunto, a universidade moderna impõe muitas facetas,
algumas das quais têm um efeito mais direto sobre a qualidade do esforço acadêmico,
do que outras. Um dos mais importantes aspectos para o sucesso do programa
acadêmico é a qualidade e a eficiência dos serviços bibliotecários.

2

�Neste sentido, a Biblioteca universitária ocupa um papel central como
colaboradora integral da universidade em garantir o seu papel na geração de
conhecimento e na prestação de serviços à sociedade, pois como provedora das
necessidades informacionais da comunidade acadêmica, cabe-lhe a responsabilidade na
recuperação, no tratamento e na disseminação da informação necessária para subsidiar
as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão - tripé onde os recursos provenientes da
sociedade são utilizados de forma a traduzir a contribuição dela recebida.
Diante dessa responsabilidade e de um mundo em constante transformação,
autômato e conturbado a biblioteca universitária urge por mudanças em atitudes e
posturas, revoluções intensas que torne clara a visão de futuro que pretende construir a
longo prazo. Fica claro a necessidade de uma revisão profunda no seu papel e na sua
atuação, que lhe possibilite alcançar o status de efetivo competidor global face as
mudanças de conceitos, de idéias e de valores incutidas nas relações sócio-políticas e
culturais de um contexto mundial contemporâneo que terá que decidir o seu rumos e no
qual o homem - sujeito da história está inserido.
Estudos apontam que, no bojo dessas transformações, a comunicação assume
um enorme valor estratégico no processo vital das organizações. Consequentemente,
mudanças em práticas, atitudes e comportamentos poderão ser alcançadas com o
refinamento do processo comunicacional dentro das bibliotecas universitárias na
medida em que desprendam-se dos referenciais antigos e projetem-se em direção ao
futuro que desejam construir.
Com esse prólogo, pretendemos mostrar o quanto o assunto é atraente e
merecedor de atenção, por isso nos despertou interesse, e integrado à nossa experiência
de trabalho em biblioteca universitária, resolvemos conhecê-lo amiúde, na tentativa de
compreender a importância da comunicação como processo básico e vital nas relações

3

�existentes nesse contexto informacional, quando é preciso delinear ações que buscam
equilibrar a trilogia, máquina/homem/relações interpessoais.
Consciente desse pressuposto, este trabalho não trará apreciações definitiva do
processo de comunicação na biblioteca universitária, mas, num esforço analítico, tentará
discutir seus principais eixos. As idéias aqui apresentadas estão apoiadas em Habermas
e Niklas Luhmann, devido a sua contemporaneidade, objetivando um suporte
epistemológico para a discussão que se inicia.

2

O CAPITAL HUMANO E A MÁQUINA....POR QUÊ TANTO SILÊNCIO?

Comunicação é o processo de comunicar(...) fato
central da experiência humana pelo qual uma pessoa
influencia a outra e é influenciada por esta (...); torna
possível a interação dentro do gênero humano e
capacita os homens a transformarem-se em seres
sociais e assim permanecerem
(Maletzke)

No século passado, o pensador Soren Kierkegaard (1813-1855) já identificava
no fenômeno da incomunicação a pior das doenças e o maior dos dramas daqueles
tempo. Hoje, neste mundo informatizado, o fato se repete e demonstra uma verdade
inquestionável: as pessoas estão cada vez mais distantes uma das outras, apesar de tão
próximas pelas aparatos tecnológicos. A incomunicação persiste, as relações
interpessoais estão sendo substituídas pelas virtuais, o mundo sente falta de um novo
pensar. Não seria exagero afirmar que o mundo sente falta de um novo mundo.
O cerne da modernidade - e seu grande paradoxo - encontra-se nos
relacionamentos impessoais, no predomínio das máquinas em detrimento do homem: é

4

�a síndrome de um futuro presente marcado por crises, rupturas, complexidades. Caem
todos os tabus, liberta-se a permissividade. O impensável torna-se fato, no mesmo
tempo em que desaparecem as fronteiras e as distâncias geográficas são nostalgia de
outras épocas. Até mesmo a ciência descobre-se falível, protagonista de enganos, e não
tão poderosa quanto julgava ser. A razão que gerou essa modernidade é instrumental.
No entanto, foi impiedosa com o indivíduo: desintegrou-o, fez com que perdesse sua
identidade, coisificando-o.
Sem

certezas

absolutas, o

homem

moderno

viu-se massificado

e

despersonalizado. Porém, demonstrando sinais de vitalidade e renascendo das cinzas tal
como a Fênix, esse homem está buscando uma nova forma de ser. Através das idéias
de Karl Marx e Freud, esse indivíduo curioso e revoltado soltou as amarras e percebeu
as condições históricas que o envolvem.
Foi assim que esse mundo caótico tornou-se dialético, onde as forças
dinâmicas da razão interagem. Nessa perspectiva, o processo da comunicação vai
assegurar a esse novo ser a essência do (com)viver. Entretanto, ainda existem limites
pois, tal processo é amplo, dinâmico, multifacetado impossível de ser descrito em sua
totalidade e em todos os seus preâmbulos. A Teoria da Comunicação ainda carece de
mais consistência, dada à vulnerabilidade de seu objeto.
Ousamos afirmar que mesmo cônscios da incompletude desse relato, teremos
condições de entender os impactos causados, na biblioteca universitária, pelo fenômeno
comunicAÇÃO - o mais original que a história humana permitiu patentear.

5

�3

COMUNICAÇÃO: FORÇA QUE IMPULSIONA O CAPITAL HUMANO?
Em um ponto, todos os teóricos concordam: a comunicação está diretamente

ligada ao destino da vida humana nesta sociedade. Mas até que ponto o poder da
comunicação transforma-se na comunicação do poder? As habilidades comunicativas
são um passaporte para a existência bem sucedida.
Wittgenstein disse certa vez que os problemas que a ciência resolve não
coincidem com os problemas da vida. Dito de outro modo, problemas existenciais não
são solucionados pelo apoio científico, mas pelo apoio humano. Então, a comunicação
pode contribuir para minimizar essas dificuldades, de maneira que as palavras de Weber
(1987, p.131) não sejam vazias: “Os últimos homens desse desenvolvimento cultural
podem ser designados como especialistas sem espírito, sensualistas sem coração,
nulidades que imaginam ter atingido um nível de civilização nunca antes alcançado”
Para se contrapor a essa realidade, surge Habermas (1989) apregoando a
necessidade de se reconsiderar o interesse comunicativo e a essência lingüistica do
mundo, a fim de que o homem possa apreender a dominar seu destino.
Conforme a teoria Habermaniana, a comunicação deve ser compreendida como
atitude (interativa) e, em segundo lugar, como procedimento (ação). Se houver uma
predisposição, uma tentativa, com certeza os obstáculos impostos pelo afastamento
-geradores do isolamento social - serão superados. Querer se comunicar, portanto, é o
primeiro passo da ação comunicativa, exercício pleno do diálogo.
Para fundamentar esse argumento dialógico, Habermas (1989) formulou a
Teoria da Ação Comunicativa. A linguagem humana, explica o autor, é o elemento que
forma a condição diferenciada dos seres, através da dimensão simbólica ou
comunicativa. A essa dimensão denominou de comunicação universal, cujo conteúdo
são os atos da fala. Isso significa que a verdade não nasce do monólogo e como já
6

�defendia Paulo Freire “ninguém se liberta sozinho”. A dialogicidade pregada por
Habermas pressupõe a validade de todos os discursos e a dignidade comunicativa.
Uma teoria voltada para a ação tem que ser emancipatória e libertadora. A
comunicação é, sob este prisma, inseparável da ação, existindo autoridade epistêmica
nas comunidades onde uns falam com os outros. A ação comunicativa assume papel de
intérprete do mundo real. O conceito do agir comunicativo, de Habermas (1987, p. 15),
serve como referencial para a reconstrução da interação humana: “Cumpre dialetizar tal
compreensão do saber com dados sócio-antropológicos como interação, comunicação,
linguagem, poder. A única práxis de interesse universal e insuspeito é aquela que se
destina à emancipação da humanidade.”
O leque de exposição de Habermas sobre este assunto é vasto, mas nos
restringiremos apenas ao que mais prendeu a nossa atenção: a
comunicativo,

questão do agir

que transportado para o contexto informacional acadêmico, poderá

suscitar inúmeros questionamentos tais como: a biblioteca universitária ao lidar com as
carências e necessidades de conhecimento assume de fato uma postura transformadora?
Sua função social está em sintonia com o mercado globalizado? E, o seu compromisso
com a sociedade está materializado?
comunicação, é que

Somente reconhecendo a importância da

a biblioteca universitária poderá responder a essas questões e

contribuir sensivelmente para a socialização da informação e democratização do seu
acesso.
É importante salientar que o tecnicismo atual compromete o exercício humano
existente na biblioteca universitária. Nem sempre o uso de novas tecnologias está
equipado à realidade social, desprezando a informação como bem comum, direito de
todos. É preciso que o seu capital humano tenha consciência do instrumento poderoso
que lida no seu cotidiano: a informação e o registro do conhecimento. A biblioteca

7

�universitária, portanto, pode se converter num espaço humano-comunicacional, na
medida em que sua clientela receba tratamento diferenciado. Quando isso não ocorre,
esses espaços tornam-se meros locais burocratizados e impessoais, distantes de sua
finalidade maior: gerar conhecimentos aplicáveis, promovendo intercâmbios socais. A
comunicação, nesse contexto cria novos parâmetros comportamentais e transformadores
e implanta novos referências de atuação eficaz.

4
A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E O PAPEL
COMUNICAÇÃO: LIMITES OU FRONTEIRAS?

SOCIAL

DA

Os estudos de Luhmannn (1984) vão além da Sociologia Clássica, visto que
estabelecem elos com áreas científicas, como cibernética, Teoria da Informação, Teoria
da Comunicação e Física Termodinâmica. Seus textos consideram o movimento do
mundo atual, seu caráter caleidoscópio, suas idiossincrasias. Para ele, a sociedade é
comunicação e a realidade é composta de processadores de informação capazes de se
relacionar um com o outro e sobre o outro.
Na ótica de Luhamnn, o processo da comunicação é decomposto em ação e
esta gera “ocorrência comunicativas.” Talvez como questão terminologia tal argumento
se justifique. No entanto, o autor critica os teóricos que se utilizam do conceito
comunicacional como transmissão de informação. Para ele, esse conceito é perigoso,
porque sugere que o transmissor (emissor) entrega algo que o receptor apenas recebe,
passivamente, ficando implícita a idéia de perda para quem emite.
Convém salientar que

as posições de Luhmann não têm o tom

poético-filosófico de Habermas, expressando críticas severas e argumentos inovadores
relativos ao campo da comunicação. De início, Luhmann entende a mensagem como
8

�mera sugestão, incitação ou impulso quando essa sugestão adquire sentido para o outro
é que o processo torna-se válido.
O ato de comunicar é seletivo, de natureza “tripla” (e não dupla, como apontam
alguns). Não bastam um emissor e um receptor. A seleção da comunicação é peça
fundamental na engrenagem dialógica. Mensagem é forma; informação, conteúdo.
Mensagem é propagação de códigos, informação é novidade.
Na verdade, as mensagens que não são novas não são selecionadas, porque não
atraem a atenção. Nesse ponto, há semelhanças com a Teoria da Informação, de
Shanonn e Weaver, que trata de “ informação previsível ” - nula, pois não oferece
surpresa para o receptor.
Um sistema social - e tudo que o compõe - é formado por interações. Esse
sistema é uma ação que se refere às outras, sendo delimitada no confronto com um
ambiente. Seu raciocínio concebe a comunicação como uma soma de três aspectos
inseparáveis: a informação, a mensagem e a compreensão, sendo a última a realização
do processo em si.
Segundo Luhmann, a comunicação não surge de afinidades, mas de conflitos,
de uma variedade de problemas e obstáculos que precisa transpor para se efetivar. Desse
modo, há possibilidades e desentendimentos e fronteiras de interação das mais diversas
configurações. A ação é portanto, uma comunicação reduzida, materializada, passível
de conexões com novas informações. Informações são, em síntese, a matéria-prima da
comunicação humana.
Ao analisarmos as considerações retratadas aqui, julgamos não serem
desconhecidas pelas unidades de informação, o que nos impulsiona a pensar como os
estudos de Luhamnn podem contribuir revolucionar os espaços informacionais como
uma nova forma de dialogo haja vista, que todos se comunicam, mas pouco o fazem

9

�corretamente. Somente, através de um incessante e violento fluxo da comunicação a
Biblioteca universitária poderá harmonizar interesses/negociações, no próprio processo
de desenhar os seus objetivos.
Quais seriam então as contribuições de Luhmann para esse contexto
informacional? Num mundo em que a territorialidade física perde seu encanto e literalmente - seu espaço, cabe analisar o cenário das bibliotecas universitárias,
atualmente. Estes são vistos como amplos espaços não apenas de objetos do
conhecimento, mas de diferenças, de relações esporádicas e mecânicas, o que resulta
num ambiente incerto, distante, sujeito às variações de humor.
Quais são os limites ou fronteiras entre o ambiente informacional e os sistemas
sociais? A leitura de Luhmann esclarece que os sistemas - inclusive as bibliotecas podem fechar-se e abrir-se, em igual proporção, potencializando suas chances de
sobrevivência. Esses sistemas trabalham a interação humana e para tanto requerem
“alma”.
É imperativo, portanto, que as bibliotecas universitárias reconheçam

e

compreendam o impacto da comunicação para se estabelecer relações equilibradas entre
o progresso tecnológico e os contatos interpessoais que se desenvolvem em seus limites.
Criar novas formas de se comunicar e negociar com os clientes é a única maneira para a
valorização real do seu capital humano.
À luz das considerações expostas, as palavras de Jean Paul Sartre são
oportunas para finalizar este capitulo: “O mundo é possibilidade, mas também limite. É
vôo, sem deixar de ser horizonte finito. É esperança e desespero. Em meio a este caos, o
homem vai ser sempre uma paixão inútil.”
Apesar disso, vale comunicar pensamentos, pois aí reside o segredo da arte de
(com)viver, base fundamental para se compreender este fenômeno - comunicAÇÃO.

10

�5 O PROCESSO COMUNICATIVO EFICAZ
E A BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA: UMA RELAÇÃO QUE DIMINUI O SILÊNCIO E
AUMENTA A PARTICIPAÇÃO.

É perfeitamente demonstrável que as preocupações com a comunicação são de
âmbito geral e já se infiltraram em muitas das atividades humanas. Mas, permanece um
questionamento: o que queremos obter ao dedicarmos grande parte de nossa energia à
produção, interpretação e recepção de mensagens?
Para Penteado (1982, p.3) o nível de progresso nas sociedades humanas pode
ser atribuído à maior ou menor capacidade de comunicação entre as pessoas, “ visto que
o próprio conceito de nação se prende à

intensidade, variedade e riqueza das

comunicações humanas. Isso nos leva a inferir que os conflitos são, em sua maioria,
decorrentes de um erro no processo comunicativo.
Sem uma comunicação equilibrada e adequada, são precários os programas de
relações no trabalho. As Relações Públicas não existiriam sem comunicação. As
funções de chefia e liderança não seriam reais sem o diálogo permitido pela interação
humana. As organizações empresariais e administrativas seriam um caos, se não fossem
ancoradas por programas e treinamentos em comunicação interpessoal. O homem é
aquilo que consegue comunicar com seus semelhantes, sua personalidade é, nesse
contexto, o seu cartão de visita.
Nessa

perspectiva,

podemos

compreender que as

complexas redes

organizacionais estão na dependência constante da qualidade da comunicação entre seus
membros. Numa sociedade de mercado inconstante e competitivo, a habilidade
individual de se comunicar com os outros é crucial em todos os setores. Comunicar

11

�traços positivos de inteligência, perspicácia e interação é a porta de entrada para o
futuro profissional.
Assim, várias organizações investem em cursos de comunicação e técnicas de
relações públicas, a fim de minimizar os ruídos e barreiras informacionais. A biblioteca
universitária não poderia ser excluído dessa realidade, requisitando a comunicação para
a prestação de serviços eficientes, uma produção de conhecimentos bem sucedida e a
ampliação de interfaces amigáveis com os outros setores, com o objetivo de valorizar o
cliente, informando-o corretamente.

6 APERFEIÇOAR O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO NA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA É UMA CONQUISTA.

Keefel (1974, p. 3) nos propõe um desafio: “imaginem uma organização na
qual ninguém fale e todas as comunicações sejam escritas. As mesas sem telefones, ou
então sem interfones que comunicam os vários departamentos da empresa, pareceriam
nuas (...) na verdade, tudo se perderia: a musicalidade de uma discussão oral, a demanda
de ações mais rápidas da contabilidade, o treinamnto de pessoal, a explosão emocional
por meio das palavras. O sonho do silêncio não existe e nem poderia existir.”
A participação individual de cada emissor também é preponderante. Isso
recebe a denominação de “interpretação”. Desse modo, falar e ouvir são partes
indissociáveis da dinâmica comunicativa: o corpo inteiro fala, como nos ensina Pierre
Weil (1986). É preciso, então, ordenar os significados, os ditos e os não-ditos, ler os
sinais aparentes contidos no outro. Escutar para compreender é a grande máxima
comunicativa: escuta-se com a mente, compreende-se com os sentidos. Entre uma

12

�mente e a outra pode haver abismos, distâncias a percorrer, fronteiras a ultrapassar, mas
a comunicação aponta atalhos.
Vale ressaltar que modelo de comunicação descrito pela maioria dos autores é
o desenvolvido por Shannon &amp; Weaver,que identifica uma fonte (emissor), um
destinatário (receptor), um canal e outro elemento importante: o ruido-distorção na
mensagem (embora nem sempre seja de natureza sonora). Relacionando esse modelos
com as comunicações administrativas em biblioteca universitária, podemos entender o
cérebro de um chefe como “fonte”; as ordens ou informações gerais, como mensagens e
o cérebro dos colaboradores, como receptor. O cliente seria o objetivo final do processo.
Esta comunicação é do tipo unilateral, pois o chefe ordena o que deve ser realizado e os
subordinados executam a ação. A informação é transferida de maneira vertical - de cima
para baixo, muitas vezes sem resposta, sem feedback do receptor.
O que fazer para neutralizar essa unilateralidade? O ambiente da biblioteca
universitária é um excelente campo de experimentação e pesquisa para incrementar a
bilateralidade

da comunicação. Basta inserir a retroalimentação no processo

comunicacional e outros detalhes relevantes, tais como: um aceno cordial, um olhar de
simpatia ou colaboração, um sorriso de afeto ou a companhia prestativa. As expressões
não verbais traduzem com fidelidade nossos sentimentos, portanto devem ser cultivadas
entre usuários internos e externos da biblioteca universitária. A produção fluirá se os
aspectos humanos forem considerados. Desse modo, haverá uma correlação inequívoca
entre comunicação e eficiência produtiva.
Berlo(1985) explica a comunicação como entrave social, quando as relações
existentes no interior de um grupo apresenta níveis de complexidade inerentes ao
próprio grupo. O entrave se deve basicamente:

13

�a) às prescrições do papel - existem comportamentos que devem ser
desempenhados por pessoas de determinada posição social;
b) às descrições do papel - é o relato feito pela sociedade dos comportamentos
possíveis em cada posição e;
c) às expectativas quanto ao papel - são as imagens - estereótipos - que as
pessoas formam sobre os comportamentos das outras pessoas em determinada posição
social.
Num sistema, as prescrições, descrições e expectativas são equivalentes. Na
maioria dos grupos, elas não o são e se diferem radicalmente ocorrem “colapso”
Comunicacionais. Expectativas diversas da parte de um subordinado e de seu chefe
como este deve comportar-se podem causar atritos ou reclamações. Qualquer pessoa
pode citar inúmeros exemplos de dificuldades de comunicação atribuíveis à
ambigüidade ou conflitos da fonte e do receptor numa circunstância de comunicação.
Tudo porque as expectativas não condizem com a realidade.
Nas bibliotecas universitárias, como em qualquer organização, as pessoas
devem: ser informadas sobre o que deverão fazer; receber prescrições exatas e; ser
levadas a esperar o possível. Uma das reclamações mais comuns entre os subordinados
é: “nunca sei o que esperam de mim.” Todos queremos reduzir a incerteza e isto abrange
a comunicação. Melhorando-a, diminuímos o silêncio e aumentamos a participação.
Será o fim do pouco-caso, do ócio, da omissão e o início da interação no ambiente do
trabalho.
Um

sistema

eficiente

pressupõe

membros

conscientes

de

suas

responsabilidades, posições e cargos hierárquicos. Reconhecer a importância do outro
como eixo de engrenagem trabalhista é o primeiro passo para superar barreiras na
comunicação. Porém, saber que o comportamento humano jamais pode ser previsto com

14

�plena exatidão é o mínimo que se pode desejar. Afinal, é isso que o torna tão
interessante.

7

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde o início do aparecimento do homem na terra, dotado de sua
comunicação e mobilidade, deu-se início a difusão dos povos. Vivemos numa época de
transformações e incertezas. Estamos realmente inseridos em tempos loucos, onde as
mutações estão ocorrendo num ritmo acelerado, como nunca antes foi visto antes.
Emergem uma nova paisagem mundial, onde os contornos econômicos e sócio-culturais
criam novos paradigmas em todas as áreas do conhecimento humano.
Captar e compreender as grandes tendências que estão se delineando para o
futuro é tão vital para as organizações quanto gerenciar os problemas do dia-a-dia. A
organização dirigida sem o olho no amanhã corre o risco de ser apanhada de surpresa
por transformações , muitas vezes sem ter como reagir de forma eficaz. Tudo está
mudando a nossa volta, inclusive nós mesmos. Vivemos em busca de referenciais
compatíveis com os rumos e valores de uma nova sociedade.
Nesse sentido, é extraordinário testemunhar quão comum tornou-se, para a
biblioteca

universitária,

explorar

várias alternativas-principalmente as

menos

ortodoxas-de modernizar-se e globalizar-se? Logicamente, elas estão reformulando
suas estruturas, se preparando tecnologicamente para conectar-se de forma cada vez

15

�mais eficaz ao mercado global, sem contudo, esquecer o seu capital humano e o
processo de comunicação e diálogo, eficaz para o seu sucesso.
Somente aprendendo a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos,
os medos não confessados e as queixas silenciosas, a biblioteca universitária poderá
inspirar credibilidade à sua equipe e atender às reais necessidades de sua clientela. É
preciso, portanto , ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem
o seu valor, pois é o lado do ser humano...lembrando sempre que atrás de uma máquina
tem dois olhos, e atrás dos dois olhos tem um ser humano. Este é o equilíbrio desejado
para o binômio: homem/capital humano, na biblioteca universitária.
Para arremate final, esperamos que as explanações aqui retratadas não sejam
tomadas como verdades universais. Parece-nos mais sensato tomá-las, inicialmente,
como ponto de partida e como base para reflexões, debates e discussões.

8 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

BERLO, David. O processo da comunicação: introdução à teoria e a prática. São
Paulo : Martins Fontes, 1985.
HABERMAS, Fürgen. Conhecimento e interesse. Rio de janeiro, Ed. Guanabara,
1987.
----. Consciência moral e agir comunicado. Rio de Janeiro : Tempo Brasileiro, 1989.
KEEFEL, W.
Escute criativamente para administrar melhor.
McGraww-Hill, 1974.

16

São Paulo :

�LUHMANN, Niklas. Sistemas socais: esboço de uma teoria geral. /s.l : s.n/ , 1984
(mimeo)
PENTEADO, J. R.

A técnica da comunicação humana. São Paulo : Pioneira, 1982.

TORQUATO, GAUDÊNCIO. Cultura, poder, comunicação e imagem: fundamentos
da nova empresa. São Paulo : Pioneira, 1992.

WEBER, Marx.
Pioneira, 1987.

A ética protestante e o espírito do capitalismo.

São Paulo :

WEIL, Pierre. O corpo fala. Petropolis : Vozes, 1986.

___. Relações humanas na família e no trabalho. Petropolis : Vozes, 1982.

17

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Capital humano e a máquina: a comunicação implantando novos referenciais nos cenários das bibliotecas universitárias. </text>
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                <text>Enfatiza que não basta refletir ou debater a respeito das mudanças ocorridas nas organizações, é necessário idéias para começar agir diante das grandes tendências de mudanças - as megatendências - que estão dando significados às coisas e revelando os desafios que as empresas têm pela frente. São desafios que não devem ser encarados apenas como “mais problemas”, porém, como algo que pode ser traduzido em “oportunidades.” Ilustra que acompanhar mudanças em andamento e estudar tendências pode parecer pragmático mas os estudos revelam que muitas organizações foram expelidas do mercado exatamente por ignorar estes fatos. Frisa que no bojo dessas transformações está um ponto importante: a comunicação como processo básico e vital de todas as necessidades do homem. Isto posto, a exposição trata em explorar e captar com base em que referenciais as bibliotecas universitárias reconhecem a importância e a influência da comunicação nas relações existentes no seus espaços, quando procura delinear ações que buscam equilibrar o progresso tecnológico com o desenvolvimento humano/melhoria do nível das relações interpessoais. Nessa perspectiva, salienta que a comunicação não está apenas sendo alvo de redefinições dentro das organizações, mas de interação e difusão de novos parâmetros comportamentais, através dos quais, a biblioteca universitária poderá reformular seus paradigmas, haja vista na sociedade global tudo se converter em objeto de comunicação dentro das multiplicidades de mensagens.</text>
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                    <text>CAPACITAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Ana Rosa dos Santos*
Maria da Penha Franco Sampaio**
Vanja Nadja Ribeiro Bastos***
Universidade Federal Fluminense - Núcleo de Documentação
R. Visconde de Rio de Branco, s/n - Campus do Gragoatá
24240-006 - Niterói - RJ - Brasil
*Chefe da Biblioteca das Faculdades de Nutrição e Odontologia – ndcbno@vm.uff.br
**Diretora da Divisão de Desenvolvimento – penha@ndc.uff.br
***Chefe da Biblioteca do Instituto Biomédico – ndcbibvn@vm.uff.br
Resumo
Experiência da Divisão de Desenvolvimento do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense quanto a capacitação de seus recursos humanos, em
consonância com as políticas e diretrizes estabelecidas no Plano de Capacitação dos
Servidores da UFF (1999-2000).
Palavras-chave: Capacitação de Recursos Humanos; Avaliação de Treinamento

1 - INTRODUÇÃO
A educação é uma contínua reconstrução de nossa experiência pessoal,
caracterizada pela observação e prática do cotidiano de nossa existência.
A educação contínua proporciona uma mudança profunda no indivíduo,
influenciando o meio ambiente e o desenvolvimento de suas atividades tanto na vida pessoal,
como profissional. Isso porque a educação envolve vários aspectos pelos quais a pessoa
adquire a necessária capacidade para lidar com seus problemas.
A capacitação de recursos humanos objetiva ajudar os envolvidos a adquirir mais
eficiência em suas atividades profissionais, através de conhecimentos específicos, assim como
proporcionar novas habilidades voltadas para novos desafios.

1

�As universidades são instituições voltadas para a educação, e que objetivam a
formação de profissionais capacitados para exercer papéis sociais e contribuir com o
desenvolvimento científico. A universidade pública brasileira enfrenta as injunções da crise
econômica, com a consequente diminuição de seus recursos e a evasão sistemática de pessoal.
A Divisão de Desenvolvimento do Núcleo de Documentação da Universidade
Federal Fluminense – UFF/NDC/DDS – preocupada com estas questões, vem desenvolvendo,
desde dezembro de 1998, em consonância com as Políticas e Diretrizes de Recursos Humanos
da Universidade, medidas relativas à capacitação dos servidores do Núcleo de Documentação
– NDC, baseadas nas premissas básicas adotadas pela Universidade em seu Plano de
capacitação dos Servidores da UFF (1999-2000).
O presente trabalho descreve a aplicação do Programa de Capacitação dos
Servidores do Núcleo de Documentação desenvolvido pela Divisão de Desenvolvimento –
DDS, e avalia os resultados do programa, quanto ao grau de satisfação dos envolvidos.

2 - DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO
A Divisão de Desenvolvimento – DDS – está subordinada ao Núcleo de
Documentação – NDC – da Universidade Federal Fluminense – UFF.
A UFF foi criada pela Lei n. 3.848, de 18 de dezembro de 1960 com o nome de
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UFERJ. Incorporaram-se a ela cinco
Faculdades Federais em Niterói: Direito, Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária.
Agregaram-se também escolas estaduais de Enfermagem, Engenharia, Serviço Social,
Filosofia e Ciências Econômicas, as quais, pela Lei n. 3.958 de 1961, foram, finalmente
incorporadas à UFERJ e, assim, federalizadas. Passou a denominar-se Universidade Federal
Fluminense, em 1965, com a Lei n. 4.831.

2

�A estrutura da UFF compreende órgãos colegiados e superiores, Órgão Central
Executivo; Órgão de Assistência e Assessoramento ao Reitor; Órgãos de Supervisão e
Coordenação da Administração Executiva e órgãos complementares.
Dentro dessa estrutura, o NDC é um órgão suplementar que desde a sua criação, em
setembro de 1969, esteve vinculado diretamente ao Gabinete do Reitor. Em dezembro de
1998, após uma reestruturação interna, passou a ser subordinado à Pró-Reitoria de Assuntos
Acadêmicos – PROAC. É responsável pela coordenação técnica e administrativa do Sistema
de Bibliotecas, Arquivo e Laboratórios. Apóia os programas de ensino, pesquisa e extensão da
UFF e desenvolve serviços e produtos que atendam às necessidades de informação da
comunidade.
O NDC é composto por 22 bibliotecas nas áreas de Ciências Agrárias (2. grau),
Ciências Biológicas, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Linguística, Letras e
Artes, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharia e Ciências da Saúde; Arquivo Central; Centro
de Memória Fluminense; Laboratório de Reprografia e Laboratório de Conservação e
Restauração de Documentos.
A estrutura administrativa é composta da Direção, Conselho Técnico, Divisão de
Desenvolvimento, Divisão de Bibliotecas e Divisão de Arquivos.
A Divisão de Desenvolvimento – DDS – coordena e orienta as atividades de
planejamento, desenvolvimento e controle dos recursos humanos, patrimoniais e
orçamentários, serviços e produtos do NDC através dos setores: Serviço de Informações
Referenciais; Serviço de Informática e Serviço de Recursos e Orçamentos.

3 - PLANO DE CAPACITAÇÃO DOS SERVIDORES DA UFF (1999-2000)

3

�De acordo com as determinações do Decreto n. 2.794/98, que instituiu a Política
Nacional de Capacitação dos Servidores – PNCS – para a Administração Pública Federal
direta, autárquica e fundacional, e da Portaria MARE n. 3.454/98, que estabelece diretrizes
específicas, público-alvo, conteúdos prioritários e cronograma de execução para o biênio
1999-2000, foi concebido o Plano de Capacitação dos Servidores da UFF.
A UFF estabeleceu, em sua gestão para o exercício 1999-2002, premissas, políticas
e diretrizes básicas de recursos humanos. “São premissas básicas:
●

Admitir uma filosofia social de inspiração humanística: “o ser humano é o

sujeito, fundamento e fim da vida social”;
●

Reconhecer o potencial humano como o recurso estratégico mais importante

para o desenvolvimento e o sucesso institucional;
●

Envolver e comprometer todos os servidores no trabalho de melhoria do

serviço público, através de estímulos à motivação, com ênfase na participação dos mesmos no
processo de gestão, ao invés das práticas do autoritarismo e do paternalismo;
●

Reconhecer que é necessário capacitar e profissionalizar o servidor para que

desenvolva e utilize seu pleno potencial, de modo coerente e convergente com os objetivos
estratégicos da Instituição;
●

Envidar todos os esforços para criar e manter uma cultura organizacional que

conduza à excelência do desempenho e ao crescimento individual e Institucional;
●

Reconhecer

os

elementos da

sociedade: os

cidadãos, considerados

individualmente ou em suas entidades associativas, e as instituições de direito público e
privado, como clientes naturais da Instituição;

4

�●

Centrar o foco das atividades da Instituição nos clientes, conhecendo-os,

relacionando-se com eles, medindo-lhes o nível de satisfação e induzindo-os ao controle
social.
Dentre as políticas da Instituição, a política de educação, treinamento e
desenvolvimento dos servidores, proporciona, de modo estruturado e orientado, a capacitação
com o objetivo de melhorar o desempenho dos servidores. O plano foi concebido em 2 partes:
●

Ações de capacitação oriundas da PNCS.

●

Ações de capacitação direcionadas ao atendimento das necessidades

específicas da UFF, aí incluídos, o curso de formação inicial para as carreiras e a
pós-graduação.
As ações de capacitação oriundas da PNCS foram desdobradas em 7 ações:
●

Ações dirigidas a servidores que desempenham atividades de atendimento ao

público;
●

Ações dirigidas a servidores que desempenham atividades de apoio

administrativo;
●

Ações dirigidas a servidores que desempenham atividades de gerência da

Instituição;
●

Ações dirigidas a servidores que desempenham atividades de gerência de

políticas sociais;
●

Ações dirigidas a servidores responsáveis pela capacitação;

●

Ações dirigidas a servidores redistribuídos;

●

Ações dirigidas a servidores sem o 2º grau completo.”
Baseadas nessas ações a UFF realizou uma programação de eventos para 1999.

5

�A iniciativa do NDC através da DDS em desenvolver um programa de capacitação
de seus servidores está coerente com as Políticas e Diretrizes de Recursos Humanos da UFF.

4 - PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DOS SERVIDORES DO NÚCLEO DE
DOCUMENTAÇÃO
A capacitação de recursos humanos do NDC objetiva propiciar oportunidade de
atualização e desenvolvimento técnico. Equipes bem treinadas, contando com profissionais de
diferentes aptidões, formações e personalidades podem tornarem-se multidisciplinares e
polivalentes, dependendo da política de treinamento da Instituição.
Durante o ano de 1999 a DDS programou cursos e eventos envolvendo diversos
setores da UFF como a Divisão de Treinamento e Aperfeiçoamento – DTA, o Serviço de
Psicologia Aplicada – SPA, a Pró-Reitoria de Extensão – PROEX e as seguintes instituições:
Fundação Getúlio Vargas, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde – BIREME , Conselho Regional de Biblioteconomia – 7º região, CRB-7, e o
Institute for Scientific Information – ISI.
Foram priorizadas as áreas de informática e de gestão para a qualidade total. Cada
profissional participou , em média, de 6 eventos.
O NDC possui um quadro de recursos humanos composto por 164 servidores na
ativa, sendo que 73 são bibliotecários. Estes profissionais estão distribuídos nas unidades do
Sistema.
Buscando avaliar os resultados deste programa, foi desenvolvida uma pesquisa,
após o treinamento, a fim de coletar informações referentes ao grau de satisfação dos
profissionais treinados. Para isso, foram selecionados 19 cursos entre os cursos programados.

6

�Alves (1993, p. 74), afirma que "um sistema de avaliação deve, além de verificar o
resultado da administração do programa de treinamento em determinado contexto, fornecer
subsídios ao planejador para a tomada de decisões e julgar o valor global dos programas ou do
pacote de instrução."
Segundo Hamblin (1978, p. 21) a avaliação de treinamento significa: “Qualquer
tentativa no sentido de obter informações (realimentação) sobre os efeitos de um programa de
treinamento e para determinar o valor do treinamento à luz dessas informações”. Dessa forma,
a avaliação do programa de treinamento da DDS pretende obter subsídios que possibilitem a
próxima programação.
A administração do treinamento tem como finalidade controlar o processo de coleta de
dados, análise, avaliação e o processo decisório, que realimentará o sistema.
Sistema de controle do Treinamento

(HABLIM, 1978, p.26)

Seguindo o esquema acima, a investigação foi efetuada através de entrevistas e do
preenchimento do formulário de avaliação dos cursos.
Foram analisados os dados coletados em relação aos seguintes fatores: Conteúdo do
curso; Instalações físicas; Desempenho do instrutor; Expectativa sobre o curso.

7

�Foram analisados também o grau de contribuição do treinamento em relação aos
seguintes aspectos:

Desempenho das funções; Crescimento pessoal; Adequação às

necessidades de trabalho.
Esses fatores foram trabalhados por quatro graus da escala de avaliação, divididos por
categoria profissional (Auxiliar administrativo, Assistente Administrativo e Bibliotecário).
A pesquisa foi aplicada ao total de servidores treinados. Os formulário de avaliação
foram entregues pessoalmente no local de trabalho dessas pessoas e foram realizadas algumas
entrevistas. As instruções de preenchimento estavam no próprio formulário. Alguns
servidores optaram por preencher o formulário sem o apoio do pesquisador, encaminhando-os
posteriormente. O retorno foi de 62 formulários.
Hamblin estabeleceu cinco níveis de efeitos de treinamento:
NÍVEL 1

REAÇÕES

Afere, principalmente, as impressões, opiniões e atitudes do treinamento.

NÍVEL 2

APRENDIZADO

NÍVEL 3

COMPORTAMENTO
NO CARGO

Aquisição da capacidade de comporta-se de maneira nova. Análise dos efeitos do
aprendizado.
Aplicação no cargo do que foi aprendido. Gira em torno dos efeitos no cargo,
mudanças de comportamento no cargo, afetadas pelo treinamento.

NÍVEL 4

ORGANIZAÇÃO

Avaliação da administração como todo a fim de planejar o próximo treinamento.

NÍVEL 5

VALOR DEFINITIVO

Valor final do treinamento. Quais os fatores que afetaram os resultados e suas
justificativas . Quais os benefícios do treinamento.

Os resultados deste trabalho visam a retroalimentação após a análise dos dois níveis
escolhidos (Nível 1 e 3), e apresentação das sugestões para novos cursos e comentários sobre
o programa.
Após tabulação e cálculos dos percentuais, observamos os seguintes resultados em
relação aos níveis e aos fatores analisados, por categorias. Será apresentado, nas tabelas
abaixo, dados referentes aos 2 graus mais favoráveis da escala de avaliação. Foi apresentado

8

�os dados dos cursos que obtiveram percentuais desfavoráveis quando refletiram a opinião de
50% ou mais dos entrevistados.

9

�Resultado da Avaliação - Auxiliar Administrativo
Nível 1 - Reações - Auxiliar Administrativo
Cursos/Treinamentos

No.
Entrevistad
o

Conteúdo do curso

Muito
satisfeito

Instalação física

Desempenho do
instrutor

satisfeito

Muito
satisfeito

Satisfeit
o

Muito
satisfeito

Satisfeit
o

Muito
satisfeito

satisfeito

33%

67%
100%

67%
100%

33%

33%
100%

67%

Atendimento ao Usuário
Conhecendo a Internet
Coordenação de Reuniões
Elaboração e Análise de
Projeto
Em Busca da Excelência no
Trabalho com o Usuários
Excel 5.0
Formação Básica de Gerência
Formação Básica de Gerência
- III
Internet e CD-ROM
Micro-Isis
Páginas Web como Recursos
de Informação em Biblioteca
Planejamento Estratégico

3
1

100%
100%

1

100%

100%

100%

2

50%

100%

50%

33,33
%

67%

Restauração e Conservação
de acervos
Treinamento Aplicativo
LILDBI/BIREME
A Universidade o Servidor e
Público
Web of Science
Windows 95
Word 6
Word 7

3

33,33
%
100%

2

50%

50%

100%

100%

100%

3

1

Expectativa sobre
o curso

67%

33,33%

33,33
%

67%

50%

100%

50%

100%

67%
67%

33%

50%

50%

100%

Foram colhidos e analisados dados referentes a 8 cursos, nesta categoria.
Fator 1 - Conteúdo do curso - Foi observado que 87,50% dos cursos obteve grau de
satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso "Excel 5.0"
foi considerado pouco satisfatório por 50% dos entrevistados.
Fator 2 - Instalações físicas - Foi observado que todos os cursos obtiveram grau de
satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados.
Fator 3 - Desempenho do instrutor - Foi observado que 87,50% dos cursos obteve
grau de satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso
"Excel 5.0" foi considerado pouco satisfatório por 50% dos entrevistados.

10

�Fator 4 - Expectativa sobre o curso - Foi observado que 87,50% dos cursos obteve
grau de satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso
"Excel 5.0" foi considerado pouco satisfatório por 100% dos entrevistados.

11

�Nível 3 - Comportamento no cargo - Auxiliar Administrativo
Cursos/Treinamentos

Atendimento ao Usuário
Conhecendo a Internet
Coordenação de Reuniões
Elaboração e Análise de
Projeto
Em Busca da Excelência no
Trabalho com o Usuários
Excel 5.0
Formação Básica de Gerência
Formação Básica de Gerência
- III
Internet e CD-ROM
Micro-Isis
Páginas Web como Recursos
de Informação em Biblioteca
Planejamento Estratégico
Restauração e Conservação
de acervos
Treinamento Aplicativo
LILDBI/BIREME
A Universidade o Servidor e
Público
Web of Science
Windows 95
Word 6
Word 7

No.
Entrevistado

3
1

Contribuiu para
desempenho de suas
funções

Contribuiu para seu
crescimento pessoal

Foi adequado as suas
necessidades de trabalho

Contribuiu
muito

Contribuiu

Contribuiu
Muito

Contribuiu

Foi muito
adequado

Foi adequado

33,33%
100%

33,33%

33,33%
100%

33,33%

33%
100%

67%

1

100%

100%

100%

2

50%

50%

50%

3
3

33%
67%

33%

67%

33%
33%

67%

33%
33%
50%

2

1

50%

50%

100%

100%

100%

Fator 1 - Contribuição para desempenho de suas funções - Foi observado que 62,50%
dos cursos obteve grau de contribuição, contribuiu muito a contribuiu, acima de 50% dos
entrevistados. O curso "Excel 5.0" foi considerado de pouca contribuição por 50% dos
entrevistados. O curso "Planejamento Estratégico" foi considerado de pouca contribuição por
67% dos entrevistados. O curso a "A Universidade, o Servidor e o Público" foi considerado
de pouca contribuição por 50% dos entrevistados.
Fator 2 - Contribuição para seu crescimento pessoal - Foi observado que 62,50% dos
cursos obtiveram grau de contribuição, contribuiu muito a contribuiu, acima de 50% dos
entrevistados. O curso "Excel 5.0" foi considerado de pouca contribuição por 50% dos
entrevistados. O curso "Planejamento Estratégico" foi considerado de pouca contribuição por

12

�67% dos entrevistados. O curso "A Universidade, o Servidor e o Público" foi considerado de
pouca contribuição por 50% dos entrevistados.
Fator 3 - Adequação às necessidades de trabalho - Foi observado que 62,50% dos
cursos obtiveram grau de adequação, foi muito adequado a adequado, acima de 50% dos
entrevistados.

O curso "Excel 5.0" foi considerado pouco adequado por 50% dos

entrevistados. O curso "Planejamento Estratégico" foi considerado pouco adequado por 67%
dos entrevistados. O curso "A Universidade, o Servidor e o Público" foi considerado como de
pouco adequado por 50% dos entrevistados.
Resultado da Avaliação - Assistente Administrativo
Foram colhidos e analisados dados referentes a 13 cursos, nesta categoria.
Nível 1 - Reações - Assistente administrativo
Cursos/Treinamentos

No.
Entrevistad
o

Conteúdo do curso

Instalação física

Desempenho do
instrutor

Expectativa sobre
o curso

Muito
satisfeito

Satisfeit
o

Muito
satisfeito

Satisfeit
o

Muito
satisfeito

Satisfeit
o

Muito
satisfeito

satisfeito

33%
50%

33%

33%
100%

33%
25%

67%
50%
100%

33%
50%

100%

67%
75%
100%

Atendimento ao Usuário
Conhecendo a Internet
Coordenação de Reuniões
Elaboração e Análise de
Projeto
Em Busca da Excelência no
Trabalho com o Usuários
Excel 5.0
Formação Básica de Gerência
Formação Básica de Gerência
- III
Internet e CD-ROM
Micro-Isis

3
4
1

67%
50%
100%

1

100%

100%

100%

1

100%

100%

100%

3
6

33%
67%

Páginas Web como Recursos
de Informação em Biblioteca
Planejamento Estratégico
Restauração e Conservação
de acervos
Treinamento Aplicativo
LILDBI/BIREME
A Universidade o Servidor e
Público
Web of
Science
Windows 95
Word 6
Word 7

1

67%
16,66
%
100%

6
2

33%

50%
50%

3
1

33%
33%

67%
67%

67%
50%

100%

33%
50%

100%
50%
100%

50%
50%

50%
50%

100%

33,33%

33,33
%

33%

67%%

100%

100%

1

100%

13

33%
67%

100%

33%

100%

67%
16,66%

33%

50%
100%

100%

�Fator 1 - Conteúdo do curso - Foi observado que 84,61% dos cursos obteve grau de
satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% das entrevistados. O curso "Windows
95" foi considerado pouco satisfatório por 100% dos entrevistados. O curso "Restauração e
Conservação de acervos" foi considerado pouco satisfatório por 50% dos entrevistados.
Fator 2 - Instalações físicas - Foi observado que 92,30% dos cursos obteve grau de
satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso "Páginas
Web como Recurso de Informação em Bibliotecas" foi considerado pouco satisfatório por
100% dos entrevistados.
Fator 3 - Desempenho do instrutor - Foi observado que 92,30% dos cursos obteve
grau de satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso
"Windows 95" foi considerado insatisfatório por 100% dos entrevistados.
Fator 4 - Expectativa sobre o curso - Foi observado que 76,92% dos cursos obteve
grau de satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso "Em
Busca da Excelência no Trabalho com os Usuários" foi considerado pouco satisfatório por
100% dos entrevistados. O curso "Web of Science" foi considerado pouco satisfatório por
100% dos entrevistados. O curso "Windows 95" foi considerado insatisfatório por 100% dos
entrevistados.
Nível 3 - Comportamento no cargo - Assistente administrativo
Cursos/Treinamentos

Atendimento ao Usuário
Conhecendo a Internet
Coordenação de Reuniões
Elaboração e Análise de
Projeto
Em Busca da Excelência no
Trabalho com o Usuários
Excel 5.0
Formação Básica de Gerência
Formação Básica de Gerência
- III

No.
Entrevistado

3
4
1

Contribuiu para
desempenho de suas
funções

Contribuiu para seu
crescimento pessoal

Contribuiu
muito

Contribuiu
muito

67%
75%

Contribuiu

25%
100%

67%
75%
100%

Contribuiu

25%

Foi adequado as suas
necessidades de trabalho
Foi muito
adequado

67%
75%

1

1

Foi adequado

25%
100%

100%

100%

100%

14

100%

�Internet e CD-ROM
Micro-Isis
Páginas Web como Recursos
de Informação em Biblioteca
Planejamento Estratégico
Restauração e Conservação
de acervos
Treinamento Aplicativo
LILDBI/BIREME
A Universidade o Servidor e
Público
Web of Science
Windows 95
Word 6
Word 7

3
6
1

100%
16,66%
100%

6
2

33,33%

67%

100%
33%
100%

50%

33,33%
100%

33%

50%
50%

33%

33%

67%

3

100%
16,66%
100%
33%

67%

33%
100%

100%

1
1

Fator 1 - Contribuição para desempenho de suas funções - Foi observado que 69,23%
dos cursos obteve grau de contribuição, contribuiu muito a contribuiu, acima de 50% dos
entrevistados.

O curso "Em Busca da Excelência no Trabalho com os Usuários" foi

considerado de pouca contribuição por 100% dos entrevistados. O curso a "A Universidade, o
Servidor e o Público" foi considerado de pouca contribuição por 67% dos entrevistados. O
curso "Web of Science" foi considerado de pouca contribuição por 100% dos entrevistados.
O curso "Windows 95" foi considerado de pouca contribuição por 100% dos entrevistados.
Fator 2 - Contribuição para seu crescimento pessoal - Foi observado que 76,92% dos
cursos obtiveram grau de contribuição, contribuiu muito a contribuiu, acima de 50% dos
entrevistados. O curso "Restauração e Conservação de Acervos" foi considerado de pouca
contribuição por 50% dos entrevistados. O curso "Web of Science" foi considerado de pouca
contribuição por 100% dos entrevistados. O curso "Windows 95" foi considerado de pouca
contribuição por 100% dos entrevistados.
Fator 3 - Adequação às necessidades de trabalho - Foi observado que 84,61% dos
cursos obtiveram grau de adequação, foi muito adequado a adequado, acima de 50% dos
entrevistado.

O curso "Web of Science" foi considerado pouco adequado por 100% dos

15

�entrevistados.

O curso "Windows 95" foi considerado pouco adequado por dos 100%

entrevistados.

16

�Resultado da Avaliação - Bibliotecários
Foram colhidos e analisados dados referentes a 18 cursos, nesta categoria.
Nível 1 - Reações - Bibliotecários
Cursos/Treinamentos

No.
Entrevistad
o

Conteúdo do curso

Instalação física

Desempenho do
instrutor

Expectativa sobre
o curso

Muito
satisfeito

satisfeito

Muito
satisfeito

satisfeito

Muito
satisfeito

satisfeito

Muito
satisfeito

satisfeito

43%
64%

43%
36%

43%
18%

43%
82%

50%

37,5%

37,5%

50%

40%

60%

20%

40%

Atendimento ao Usuário
Conhecendo a Internet

7
11

28%
36%

72%
64%

14%
9%

Coordenação de Reuniões

8

37,5%

50%

12,5%

Elaboração e Análise de
Projeto
Em Busca da Excelência no
Trabalho com o Usuários
Excel 5.0
Formação Básica de Gerência
Formação Básica de Gerência
- III
Internet e CD-ROM
Micro-Isis

5

60%

20%

86%
45,45
%
87,57
%
20%

25%

75%

25%

75%

25%

50%

100%
100%
75%

50%
75%
25%

50%
25%
50%

75%
25%

100%
25%
50%

4

25%

50%

2
4
4

50%
25%

100%
50%
50%

17
29

41%
31%

Páginas Web como Recursos
de Informação em Biblioteca
Planejamento Estratégico

12

17%

32

12,5%

Restauração e Conservação
de acervos
Treinamento Aplicativo
LILDBI/BIREME
A Universidade o Servidor e
Público
Web of Science
Windows 95
Word 6
Word 7

4

59%
44.82
%
75%

18%
21%

52%
72%

65%
59%

35%
38%

41%
28%

59%
62%

h

42%

25%

75%

17%

58%

!6%

78%

37%

53%

9,37%

59,37%

50%

68,75
%
50%

25%

50%

50%

50%

50%

50%

9

11%

56%

67%

11%

67%

10

30%

70%

70%

50%

50%

40%

60%

19
2

10,5%

47,3%
50%

68,4%
100%

15,7%

57,8%
50%

50%

100%

100%

100%

100%

1

30%

Fator 1 - Conteúdo do curso - Foi observado que 94,44% dos cursos obteve grau de
satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso "Windows
95", foi considerado pouco satisfatório por 50% dos entrevistados.
Fator 2 - Instalações físicas - Foi observado que 94,44% dos cursos obteve grau de
satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso "Elaboração
e Análise de Projetos" foi considerado de pouco satisfatório a insatisfatório por 60% dos
entrevistados.

17

�Fator 3 - Desempenho do instrutor - Foi observado que 94,44% dos cursos obteve
grau de satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso
"Windows 95", foi considerado pouco satisfatório por 50% dos entrevistados.
Fator 4 - Expectativa sobre o curso - Foi observado que 88,88% dos cursos obteve
grau de satisfação, muito satisfeito a satisfeito, acima de 50% dos entrevistados. O curso
"Treinamento Aplicativo LILDBI/BIREME" foi considerado de pouco satisfatório a
insatisfatório por 55,56% dos entrevistados. O curso "Windows 95" foi considerado pouco
satisfatório por 50% dos entrevistados.
Nível 3 - Comportamento no cargo - Bibliotecários
Cursos/Treinamentos

Atendimento ao Usuário
Conhecendo a Internet
Coordenação de Reuniões
Elaboração e Análise de
Projeto
Em Busca da Excelência no
Trabalho com o Usuários
Excel 5.0
Formação Básica de Gerência
Formação Básica de Gerência
- III
Internet e CD-ROM
Micro-Isis
Páginas Web como Recursos
de Informação em Biblioteca
Planejamento Estratégico
Restauração e Conservação
de acervos
Treinamento Aplicativo
LILDBI/BIREME
A Universidade o Servidor e
Público
Web of Science
Windows 95
Word 6
Word 7

No.
entrevistados

7
11
8
5

Contribuiu para
desempenho de suas
funções

Contribuiu para seu
crescimento pessoal

Contribuiu
muito

Contribuiu

Contribuiu
muito

Contribuiu

Foi muito
adequado

Foi adequado

29%
64%
25%
20%

57%
36%
37,5%
40%

29%
54,54%
50%
40%

57%
45,45%
37,5%
60%

29%
36,36%
37,5%
20%

57%
63,63%
37,5%
20%

100%

25%

75%

4
2
4
4

50%
50%

100%
50%
25%

100%
75%
25%

25%
50%

17
29
12

64%
35%
42%

30%
48%
58%

64,7%
34,48%
25%

32
4

6%
25%

53%
75%

9

22%

10
19
2
1

Foi adequado as suas
necessidades de trabalho

100%
50%
50%
25%

50%
50%
50%

29,41%
55,16%
67%

53%
20,68%

47%
58,61%

13%
50%

56%
50%

9,37%
50%

56,25%
50%

22%

11%

45%

30%

50%

30%

50%

20%

70%

5%
50%

48%

5%

53%
50%

5%
50%

53%
50%

100%

100%

44,4%

100%

Fator 1 - Contribuição para o desempenho de suas funções - Foi observado que
88,88% dos cursos obteve grau de contribuição, contribuiu muito a contribuiu, acima de 50%
dos entrevistados. O curso "Treinamento aplicativo LILDBI/BIREME" foi considerado de

18

�pouca contribuição ou nenhuma contribuição por 55,56% dos entrevistados.

O curso

"Windows 95" foi considerado de pouca contribuição por 50% dos entrevistados.
Fator 2 - Contribuição para seu crescimento pessoal - Foi observado que 94,44 dos
cursos obtiveram grau de contribuição, contribui muito a contribuiu, acima de 50% dos
entrevistados. O curso "Windows 95" foi considerado de pouca contribuição por 50% dos
entrevistados.
Fator 3 - Adequação às necessidades de trabalho - Foi observado que 88,88% dos
cursos obtiveram grau de adequação, foi muito adequado a adequado, acima de 50% dos
entrevistado.

O curso "Elaboração e Análise de Projetos" foi considerado por 60% dos

entrevistados como de pouco adequação às necessidades de trabalho. O curso "Treinamento
Aplicativo LILDBI/BIREME" foi considerado por 55,5% dos entrevistados como de pouca
adequação.
Apresentamos, abaixo, sugestões e comentários ao Programa:
Sugestões de cursos
. Catalogação
. Classificação
. Digitação
. Elaboração de páginas WEB
. Excel
. Flash
. Fontes de informação
. Gestão da informação
. Gramática
. HTML
. Indexação
. Idiomas (Inglês, espanhol)
. Inglês
. Internet
. Liderança
. LILDBI. Micro-Isis avançado
. Micro-Isis avançado
. Planejamento estratégico
. Português
. Power Point
. Programa SECS
. Psicologia para gerente
. Rede
. Referenciação de documentos
eletrônicos
. Web of Science
. Windows, 95, 98, 2000
. Word 6, 7
. Windows 2000

Comentários
. Comentário quanto a importância dos cursos para o crescimento pessoal, a
promoção do entrosamento da equipe.
. Contribuição do programa para o aperfeiçoamento profissional, e crescimento
pessoal.
. Crítica aos cursos de informática da DTA (Excel, Word, Windows) em relação
a metodologia “interativa”
. Crítica aos laboratórios de informática não estruturados para os cursos.
. Crítica quanto a não aplicabilidade de alguns cursos, apesar de seu bom
conteúdo.
. Maior adaptação dos conteúdos dos cursos a realidade dos treinandos
. Maior divulgação dos cursos
. Maior duração para o curso Micro-Isis
. Solicitação da não coincidência nos horários e datas dos cursos/treinamentos
. Solicitação de maior número de turmas, diversidade de horários.
. Sugestão de maior disponibilidade de horários e turmas.
. Troca da metodologia dos cursos de informática oferecidos pelo DTA, de
forma que este sejam mais estimulantes.

19

�Os resultados observados, bem como, as sugestões e comentários possibilitarão
uma reformulação de alguns aspectos apontados.
O Programa apresentou em relação ao nível 1, reação, resultados favoráveis, relativo
aos fatores : "Conteúdo do Curso, "Instalações Físicas”, “Desempenho do Instrutor" e
"Expectativa sobre o Curso", obtendo um alto grau de satisfação.

Podemos observar,

contudo, que alguns cursos não obtiveram a reação desejada, a saber:
●

Elaboração e Análise de Projetos - foi considerado pelos bibliotecários de

pouco satisfatório a insatisfatório no fator “Instalações físicas”, e no fator “adequação às
necessidades de trabalho” foi considerado pouco adequado.
●

Em Busca da Excelência no Trabalho com os Usuários - foi considerado

assistentes administrativos pouco satisfatório no fator "expectativa sobre curso", e foi de
pouca contribuição em relação ao “desempenho de suas funções” .
●

Excel 5.0 - foi considerado pelos auxiliares administrativos pouco satisfatório

em relação ao “conteúdo do curso”, “desempenho do instrutor”, e “expectativa sobre o curso”.
●

Páginas WEB como Recurso de Informação - foi considerado pelos assistentes

administrativos como pouco satisfatório em relação as “instalações físicas”.
●

Treinamento Aplicativo LILDBI/BIREME - foi considerado pelos bibliotecários

de pouco satisfatório a insatisfatório pelos

em relação a “expectativa sobre o curso”, e

“contribuição para o desempenho das suas funções.
●

Windows 95 - foi considerado pelos assistentes administrativos como pouco

satisfatório em relação ao “desempenho do instrutor”. Os bibliotecários consideraram como
pouco satisfatório em relação ao “conteúdo do curso” e ao “desempenho do instrutor”.

20

�Em geral o Programa , em relação ao nível 3, Comportamento no Cargo apresentou
um resultado favorável, nos fatores “contribuição para o despenho de suas funções” e
“crescimento pessoal” , e “foi adequado as necessidades de trabalho”
Os cursos relacionados, abaixo não obtiveram o resultado desejado:
●

Em Busca da Excelência no Trabalho com os Usuários - no ponto de vista dos

assistentes administrativos pouca contribuição para o desempenho de suas funções .
●

Elaboração e Análise de Projetos - foi considerado pelos bibliotecários pouco

adequado as necessidades de trabalho dos bibliotecários.
●

Excel 5.0 – Foi considerado pelos auxiliares administrativos de pouca

contribuição para o desempenho de suas funções, ao crescimento pessoal e pouco adequado
as necessidades de trabalho.
●

WEB of Science – Foi considerado pelos assistentes administrativos de pouca

contribuição ao desempenho das suas funções e ao crescimento pessoal, e pouca adequado as
necessidades de trabalho.
●

Windows 95 - foi considerado de pouca contribuição ao desempenho das

funções, ao crescimento pessoal pelos assistentes administrativos e bibliotecários de pouco
adequação às necessidades de trabalho pelos assistentes administrativos.
●

Restauração e Conservação de Acervos - foi considerado pelos assistentes

administrativos de pouca contribuição ao crescimento pessoal.
●

Treinamento Aplicativo LILDBI/BIREME - foi considerado pelos bibliotecários

de pouco contribuição ao desempenho suas das funções, e pouco adequado às necessidades de
trabalho.
●

A Universidade o Servidor e o Público - foi considerado pelos auxiliares

administrativos de pouca contribuição para o desempenho de suas funções, e ao crescimento

21

�pessoal, e pouco adequado às necessidades de trabalho. Pelos bibliotecários, foi considerado
de pouca contribuição ao desempenho de suas funções.

5 - CONCLUSÃO
O Programa de Capacitação dos Servidores do Núcleo de Documentação,
desenvolvido pela Divisão de Desenvolvimento , é uma importante contribuição para o Plano
Capacitação dos Servidores da Universidade Federal Fluminense no que diz respeito à busca
de treinar, atualizar e motivar os seus servidores.
Esta iniciativa correspondeu às expectativas não somente da DDS, mas também
maioria dos integrantes do NDC.
O resultado da aplicação do controle do treinamento nos mostra que os cursos
avaliados tiveram aspectos favoráveis em relação aos níveis de reação e de comportamento no
cargo nos fatores selecionados como importantes para a realimentação do programa de
capacitação.

Abstracts
Experience of the Development Division of UFF's Documentation Nucleus, regarding the
professional improvement of its human resources in accordance with the University politcs
and guidance as established in the UFF's Employees professional improvement plan.

22

�6 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, Amélia Regina. Escala de satisfação com o treinamento :
ESAST/TELEBRÁS/UNB. Revista de Administracão de Empresas, São Paulo, v.39, n.1,
p.25-30, jan./mar. 1999.
____. Sistema de avaliação do treinamento da TELEBRAS – SAT. Revista de
Administração, São Paulo, v.28, n.4, p.73-80, out./dez. 1993.
BOOG, Gustavo Gruneberg. Desenvolvimento de recursos humanos : investimento com
retorno? São Paulo : McGraw-Hill, 1980. 125p.
CARVALHO, Antonio V. Treinamento de recursos humanos. São Paulo : Pioneir, 1988.
251p.
DAVIES, Ivor K. A organização do treinamento. São Paulo : McGraw-Hill, 1978. 145p.
DAVIES, Ivor K. A Organização treinamento. São Paulo : McGraw
FERREIRA, Paulo Pinto. Treinamento de pessoal. 4.ed. São Paulo : Atlas, 1985. 237p.
FEUILLETTE, Isolda. RH : o novo perfil do treinador : como preparar e conduzir um
processo de treinamento. São Paulo : Nobel, 1991. 154p.
HAMBLIN, A. C. Avaliação e controle do treinamento. São Paulo : McGraw-Hill, 1978.
286p.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Núcleo de Documentação. Divisão de
Desenvolvimento. Relatório das atividades : 1º semestre de 1999. Sn.t.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Plano de Capacitação dos Servidores da
UFF. Niteroi : S.n., 1999. 29p.

23

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <elementText elementTextId="71360">
                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="73221">
                <text>Capacitação dos recursos humanos em unidades de informação: relato de uma experiência. 85</text>
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                <text>Santos, Ana Rosa dos Santos, Sampaio, Maria da Penha Franco, Bastos, Vanja Nadja Ribeiro </text>
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                <text>Experiência da Divisão de Desenvolvimento do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense quanto a capacitação de seus recursos humanos, em consonância com as políticas e diretrizes estabelecidas no Plano de Capacitação dos ervidores da UFF (1999-2000).</text>
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BIBLIOTECÁRIO UNIVERSITÁRIO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA
PROFISSÃO

​Maria Catarina Cury
​Consultora em Recursos Humanos/Educação
cury.catarina@uol.com.br

Maria Solange Pereira Ribeiro
Bibliotecária UNICAMP
solangepr@uol.com.br

Nirlei Maria Oliveira
Bibliotecária – CREUPI
nmoliveira@uol.com.br

RESUMO
Poder da informação, interface com o usuário, guardião do saber, são as principais metáforas
da profissão que permeiam as representações sociais que os bibliotecários universitários
constróem nas imagens de si e do outro. A pesquisa buscou em Roger Chartier o conceito de
representação e a distinção entre representação e representado uma vez que as representações
dos bibliotecários estão por suposição em um campo de competências e concorrências onde
os desafios se enunciam em termos de poder, dominação e identificação profissional.

Palavras-chave: Bibliotecário universitário–representações sociais; Bibliotecário
-metáforas; Bibliotecário - relações de poder.
A modificação dos instrumentos culturais na história da humanidade,
apresenta-se, via de regra, como uma profunda modificação, como crise colocada ao modelo
cultural precedente. A chegada de uma sociedade de formiga, começou com as massas, e

1

�assim, foram elas as primeiras a serem submetidas ao enquadramento das racionalidades
niveladoras. A cultura, nesta perspectiva, fornece imagens e modelos que dão forma às novas
aspirações individuais que modificam a linguagem ordinária. O fluxo subiu e atingiu os
intelectuais possuidores dos saberes gerados por eles mesmos e absorvidos no sistema. As
águas desse fluxo, hoje transformadas em gotas d'água no mar, ou em metáforas de uma
disseminação da língua que não tem mais autor, tornaram-se o discurso indefinido do outro.
Sobre um outro plano, as imagens se aproximam do real, transformadas em ideais,
fazem-se modelos que incitam uma certa práxis. Um grande impulso do imaginário em
direção ao real tende a propor "mitos" de auto-realização e uma ideologia com receitas
práticas para o bem-estar dessa práxis. Esse conceito de aproximação do coletivo, a exemplo
das formigas, traz implícita a idéia divulgada por Michel de Certeau sobre a modificação da
relação da cultura com a sociedade. Por esse motivo, podemos compreender essa aproximação
como um motejo ao singular e extraordinário. Podemos ainda visualizar o movimento que o
impulsiona, não só do real ao imaginário, mas também do imaginário ao real.
Essas maneiras de fazer constituem as variadas práticas pelas quais os usuários se
reapropriam do espaço organizado pelas técnicas de produção socio-cultural; estabelece
contratos numa rede de relações com e na economia cultural dominante usando para tanto
inúmeras e diversas transformações, segundo suas próprias regras. O trabalho com as
representações de um determinado grupo social permite, pelo conhecimento dos objetos
sociais, a possibilidade de apreender o uso que dele fazem os indivíduos ou os grupos.
A sociedade está mudando, não apenas mudando o mercado de trabalho; antes, a
cultura não mais se restringe a um grupo social nem é uma propriedade particular das

2

�especialidades profissionais como os docentes, bibliotecários, gerentes, profissionais liberais.
A cultura não é mais estável e definida por um código aceito por todos.
Em uma visão histórico-materialista a ordem é inversa, a mudança do mercado de
trabalho muda também a sociedade. Se as mudanças caminham na sociedade alterando seus
fluxos e influxos, elas acabam por acontecer nas diversas áreas de conhecimento e nos fazeres
técnicos, acabam portanto, a acontecer no fazer bibliotecário.
O espaço a ser decifrado nas representações do bibliotecário para compreender os
mecanismos pelos quais um grupo impõe ou tenta impor a sua concepção do mundo
sociocultural, foi a proposta do presente trabalho. Tomamos aqui a conceituação de Roger
Chartier no sentido que as representações coletivas, construídas conforme as variáveis sociais
ou meios intelectuais, são habitualmente produzidas por disposições partilhadas e próprias de
um determinado grupo. Daí a importância de relacionar os discursos proferidos na pesquisa
com o locus de quem os utilizou. A existência de práticas sociais revestidas de uma lógica
autônoma e que não podem ser reduzidas a representações, implica em tornar operatórios o
saber biblioteconômico e o conjunto de formas de apropriação. As representações traduzem
suas posições, aspirações e interesses, confrontados objetivamente e, ao mesmo tempo,
descrevem o meio social do trabalho tal como pensam que ele é, ou como gostariam que
fosse.
Considera-se aqui toda forma de apropriação desigual, por isso as representações
se colocam num campo de concorrências e de competições em que os desafios se enunciam
em termos de poder e dominação. As lutas de representações assumem importância
semelhantes às lutas econômicas e localizam ou definem pontos de afrontamentos tão mais
decisivos quanto menos materiais; tanto mais ideológicos quanto mais informacionais. Por

3

�fim, as formas institucionalizadas e objetivadas a partir de seus representantes (coletivo ou
pessoas) marcam de forma visível as representações do grupo, da classe social ou da
comunidade de representados.
As estruturas definidas pelas representações não são dados objetivos; são todas
elas historicamente produzidas pelas práticas articuladas quer sejam sociais, políticas ou
discursivas que constróem as suas figuras. Daí a caracterização das práticas discursivas como
produtoras de divisões e ordenamento ao mesmo tempo em que são práticas de apropriação
cultural e têm suas determinações sociais. Dentre essas determinações encontramos algumas
metáforas que tentam definir ou construir uma representação social do fazer biblioteconômico
como marca do profissional, por meio de expressões já consagradas de si para si como: o
guardião do saber, intermediário/interface do conhecimento , intermediário/interface da
informação.
No mundo contemporâneo dominado pela informação, o que conta não é o
músculo – saber-fazer, mas a informação – saber-saber; não o saber organizar a produção, mas
o saber tratar a informação. No entanto não significa que isto expresse o surgimento de um
poder tecnocrático que dominaria uma pirâmide do saber, mas uma ciência que permitiria
compreender os meios pelos quais se pode transmitir a informação e não somente estocá-la. A
divisão entre o fazer e o pensar decidem o funcionamento cotidiano da utilização da
informação assim como simultaneamente o organizar a produção de forma eficaz e o tratar a
informação tanto para a indústria como para os serviços.
O profissional bibliotecário tem-se destacado no fazer, organizar e estocar
informações. Fazeres estes, que legitimam seu valor na sociedade e um comportamento que
cria princípios de ação para exercer poder e gerir representações positivas para a categoria. Na

4

�luta para dominar seu campo de ação e delimitar fronteiras entre áreas de conhecimento, o
bibliotecário capitaliza saberes e conhecimentos que se objetivam em suas competências. Para
AUTHIER(1999) as competências são armas que se expressam como qualidades ou atributos
humanos sendo portanto a competência, um conhecimento humano, um saber dominar uma
atividade ou uma maneira de ser. Considera ainda que a única maneira de encontrar um
sentido nas coisas é estar atento para o significado que cada pessoa atribui àquilo que faz e/ou
conhece.
A representação do bibliotecário como aquele que detém o poder da informação,
tem por base o conceito histórico da biblioteca como centro de poder. Em análise ampla, por
todas as épocas se constata a presença do poder, pelas forças de controle de detenção e
utilização dos meios de informação. Desta forma, as bibliotecas, reconhecidas como
instrumentos sociais pelos governantes, ligam-se à idéia de serem depositárias de bens
culturais. A imagem da biblioteca como poder, é uma relação estreita a nível ideológico
fortemente marcada pela presença do político nela refletido via instituição, canalizando as
representações políticas vigentes em determinado período. Como centro de poder nela se
reflete invariavelmente as mudanças políticas.
Ao longo do tempo as bibliotecas são representações diretas

das diversas

mentalidades dominantes. Assim considerado, conhecimento é sinônimo de poder e
informação, ao longo da história, cultura e poder são indissociados. Se na sociedade
capitalista a informação é mercadoria, ela explica e acentua o distanciamento na relação
desigual do conhecimento.
DAS METÁFORAS

5

�Para os bibliotecários universitários os significados dos seus fazeres são
evidenciados em várias referências metafóricas, que por vezes são contraditórias mas que
interseccionam e trazem à tona representações da profissão. Informação é poder - metáfora
comumente proferida pelo profissional e que estabelece a importância do bibliotecário no
espaço social informacional. O espaço de atuação do bibliotecário compreende o setor de
referência e o setor de processamento técnico onde constatamos duas representações, embora
estes dados não estivessem nos objetivos iniciais da pesquisa de estabelecer relações entre
setores. Percebe-se uma divisão ideológica entre os setores permeada por uma luta simbólica
entre o fazer da referência e o fazer do processamento técnico. O bibliotecário que atua no
setor de processamento técnico - tratador da informação - opera no processo de produção por
unidade onde é possível observar uma racionalização, isto posto em tratamento estandartizado
da informação, com ritmo, regulagem e interferência de constância, ou seja, um trabalho que
se expressa pela “mão força”, sem nenhuma interferência no saber teórico. Neste setor, os
profissionais possuem uma representação positiva desta metáfora. Para este grupo de
profissionais a informação é poder, mesmo que na prática este poder opere nas
micropartículas de informações padronizadas e operacionais. Ainda que o tratamento da
informação se dê

de forma fragmentada, há uma vontade de interferir e direcionar a

informação para o usuário. Dominar a informação é o imaginário de poder no setor de
processamento técnico.
Os bibliotecários do setor de referência possuem uma representação negativa da
metáfora informação é poder; resultado inusitado tendo em questão que este profissional atua
como disseminador da informação, opera em redes eletrônicas de informação, bancos de
dados, bibliotecas virtuais etc. entendido no atual contexto como aquele que faz a informação
circular. Este resultado contraria o discurso que o setor referência é o mais importante da

6

�biblioteca. Isto para muitos profissionais constitui-se um poder perante o grupo anterior,
quando, na verdade, os dois grupos operam no mesmo grau de importância sem qualquer
interferência direta em conteúdos das informações por ele manuseadas, desconhecendo o
valor intrínseco da mesmas. O fazer circular a informação do setor de referência, não opera
agregando conhecimentos às informações solicitadas, quase transformados em empacotadores
e entregadores de informações. O poder neste setor está em entregar a informação, sem
contudo obter poder por manuseá-la ou passá-la a outro. O poder da informação está no poder
que o usuário dá à informação recebida.
Percebe-se entre os componentes de cada setor uma luta simbólica pelo poder, isto
posto em domínios de pontos, vírgulas, ou por ser solicitado e reconhecido pelos usuários.
Concretamente o profissional não exerce nenhum poder sobre a informação dada ao usuário,
ou sobre a descrição dos registros bibliográficos. Para LOJKINE,(1999)
”o poder da informação não se limita à estocagem e circulação de
informações codificadas sistematizadas por programas de computador
ou difundidas por mass-media, mas envolve, sim, sobretudo criação,
acesso e intervenção sobre informações estratégicas - econômicas,
políticas, cientificas e ética. Pouco adianta estocar informações se não
há possibilidade de intervir nelas”
Desta forma, a luta simbólica entre setores se dá nas micropartículas do saberfazer, ambos com rotinas diferenciadas e valores distintos sobre o seu fazer e o fazer do outro,
ainda assim, constituem-se em “mão força".
Para atuação dos grupos como “mão inteligente” requer uma desconstrução ou
reconstrução do seu saber profissional. A “mão inteligente” expressa um profissional que
domina não apenas conceitos de informática, mas atua em espaço sem divisão de trabalho
manual e intelectual, com criatividade e acesso às informações estratégicas, no sentido de
estar a par, intervir e participar de decisões. Como nos informa LOJKINE(1999)” para termos

7

�“mão inteligente” precisaríamos nos acostumar à idéia de que essa “mão” só se desenvolve
“junto a liberação da boca para falar.” Esse falar, traduzido num processo de comunicação (
sem falhas e sem erros), requer conhecimento, que permita uma difusão da informação; para
tanto se faz necessário estar integrado num ambiente cultural mais amplo de comunicação,
que o torna um mediador, aquele que faz a interface; termo originário da informática definido
como: “elemento que proporciona uma ligação física ou lógica entre dois sistemas ou partes
que não poderiam ser conectadas diretamente1”. A expressão interface, quando empregada
para definir funções de pessoas, revela um imaginário de tornar-se perfeito, produtivo,
eficiente, servir o outro automaticamente, “ficar entre”, ser facilitador.
Esta interface é fortemente exercida com o usuário presencial que necessita de
equipamentos e do bibliotecário, e ainda, carece da biblioteca tradicional. Este papel é
disputado entre profissionais do mesmo setor que buscam o reconhecimento pelas atividades
prestadas, estabelece-se assim, uma luta invisível para o exercício da interface, ou para ser
aquele que conduz, ou ensina, ou encaminha, ou entrega papéis aos usuários. A disputa por
este papel não se dá mais entre os pares, mas entre diversos profissionais que dominam com
eficácia esta tecnologia colocando em dúvida o futuro do bibliotecário mesmo como
organizador do suporte informacional. Concordamos com LOJKINE (1999, p.292) quando
menciona que:
“uma crise de identidade em todas as categorias profissionais situadas
em
fronteiras
móveis,
categorias
que
são
suporte;
interface...experimentam uma perda de identidade e uma
desqualificação de seu trabalho, sentindo-se reduzidos as condições
de operários especializados da informática.”.
Para angústia de muitos bibliotecários o usuário remoto possui uma
independência de recursos tecnológicos e conhecimentos suficientes que lhe permitem ter

1

Termo extraído do Dicionário de Informática Inglês/Português. 4.ed. Rio de Janeiro: Sucessu, 1985
8

�acesso à informação desejada. Com o advento da Internet, cada vez mais o usuário é colocado
em contato com a interface amigável isto quase sempre na forma de softwares facilitadores de
busca e acesso à informação. O universo de mídias e informação estão à disposição dos
usuários no conforto da sua sala. Como bem enfatizou COELHO NETO (1997):
“os caminhos que levam à fonte agora são inúmeros, não há mais
guardas nas fronteiras para o saber se você está de posse da identidade
ideológica, teológica ou doutrinária correta e não há mais nem mesmo
as fronteiras...e as pessoas sabem muito bem o que querem. Se não
sabem, descobrem logo". Desta forma necessita cada vez menos do
bibliotecário, para conduzi-los pelos caminhos e sendas dos catálogos,
redes, bancos de dados, etc. enfim aquele que conecta o usuário ao
mundo informacional.
O processo de interface deu origem a outras metáforas quanto à descrição da
função do bibliotecário estimulados a acompanhar a modernização introduzida pela
tecnologia de forma a exigir novas denominações para suas ocupações a saber: profissional da
informação, gerente informacional, cientista da informação, etc.; com as tecnologias houve
uma desestruturação do saber-fazer formal do bibliotecário, em especial com o aparecimento
da Internet que vem colocando de lado todos os instrumentos de organização e de acesso à
informação. O que se presencia na praxis cotidiana é um distanciamento entre o avanço das
terminologias e o fazer gerencial, que na maioria das vezes se resume em questões meramente
administrativas.
Nas várias representações que o bibliotecário faz de si já foi “filtro” ou censor de
leituras. Com a evolução da biblioteca e respectiva abertura de acervo, tornou-se mediador
entre o usuário e o material bibliográfico. Atualmente ele se vê fazendo a interface entre o
usuário e a informação oriunda da parafernália tecnológica e disposta nas novas mídias. Para
atuar com a informática e tentar atualizar sua praxis, o bibliotecário faz uma apropriação das
metáforas maquínicas, para se autodenominar moderno, sem atentar para o verdadeiro sentido

9

�e a carga ideológica implícita no termo. Este profissional é um componente de ligação, entre o
usuário e a informação, com seus fazeres ordinários automatizados. O computador dá uma
aparência do novo, do moderno, mas este profissional ainda lida com instrumentos tal qual
elaborados há um século. Não houve atualização dos instrumentos do fazer biblioteconômico,
conforme CASTRO E RIBEIRO (1997,p.22):
“​ (...)substituímos os velhos catálogos em fichas para a tela do
computador, substituímos o empréstimo manual por código de barras.
Em resumo, o que mudou? Provavelmente só utilizamos os novos
recursos para agilizarmos as atividades(..)há um imaginário construído
pelo e para o bibliotecário de que as novas tecnologias da informação
engrandecem a profissão, resolvem velhos problemas de
armazenamento e transferência de conhecimento. Este discurso serve
para escamotear uma prática onde mudaram os meios, mas a essência
é a mesma”
A biblioteca num passado remoto, era vista como instituição respeitável, um lugar
sagrado e quase inacessível que se modifica à medida que as formas de organização social
evoluem e alteram a mentalidade dominante. Sob o aspecto cultural a biblioteca estava ligada
ao conhecimento da literatura, das artes e das humanidades. Luz do saber - termo comumente
designativo das bibliotecas como guardiãs do saber - implicava em conhecimentos como
possibilidade de restauração humanística da sociedade através do eruditismo e das filosofias,
oriundas do Iluminismo; o cultivo da instrução como forma de aprimoramento do espírito.
Daí ser a biblioteca espaço de leitura instrutiva.
Na atualidade a biblioteca tem valor pelo que serve e não pelo que guarda na
dimensão do verdadeiro e do belo, designada luz do saber, tesouro da humanidade assistido
por um bibliotecário culto e sábio. Com a explosão informacional e tecnológica, a biblioteca
coloca-se como um apêndice da escola/universidade, como lugar de acesso à informação
imediata. O bibliotecário moderno está absorvido em técnicas de organização e tratamento da
informação para disponibilizar nos aparelhos tecnológicos. Não está envolvido com as

10

�questões da cultura, nem da formação pedagógica e nem de relações humanas, tampouco são
bibliotecários que sabem ler . Assim como nos informa COELHO NETO (1997, p. 29) a
biblioteca não é mais um templo único e nem o bibliotecário um oficiante sagrado pois,
“... o bibliotecário que se forma hoje no Brasil é um bibliotecário
generalista que descobre cada vez mais que não detém nenhum
conhecimento específico”.
Para concluir, as metáforas que permeiam o imaginário dos bibliotecários,
(informar é ter poder, guardião do saber, mediador da informação, cientista da informação,
gerente informacional,etc), explicitadas nesta pesquisa, não têm lugar no processo evolutivo
por que passa a biblioteca. Explicamos: são metáforas que não condizem com a praxis e/ou
formação do profissional para a atualidade. Isto posto, acreditamos que novas metáforas têm
surgido com o avanço tecnológico e as conseqüentes mudanças na cultura organizacional.
Um retomar por parte do bibliotecário no sentido de atualizar seus paradigmas, se
faz necessário, principalmente ajustá-los ao fazer comprometendo este fazer com o saber, o
que possibilitará novas questões epistemológicas com o desenvolvimento de estudos, através
de pesquisas inovadoras que permitam a aplicação de novos métodos, sem a repetição
contínua daqueles já suficientemente experimentados. A inovação permitirá, quiçá, uma linha
atual de pensamento para a Biblioteconomia.

ABSTRACT

11

�Power of information, interface with the user, guardian of the knowledge, these are the main
profession’s metaphors that define the socials representations built by university librarians in
the imagery of themselves. The research found in Roger Chartier the concept of
representation and the distinction between representation and represented, considereing that,
librarians representations are supposed in a area of competence and competition, where the
challenges are expressed in terms of power, domination and professional identification.

Key-words:

University

librarians-socials

representations;

Librarina-metaphors;

Librarian-relations of power.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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12

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1996.
CHARTIER, Roger. História cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1988.
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jan./abr.1991.
COELHO NETO, Jose Teixeira. As duas crises da biblioteconomia.Transinformacao,v.9,n,1,
p.26-31, jan/abr,1997.
DICIONARIO de informática inglês-português. 4.ed. Rio de Janeiro: SUCESSU, 1985
LOJKINE, Jean. A revolução informacional. 2.ed. São Paulo: Cortez, 1999.
CASTRO, César Augusto, RIBEIRO, Maria Solange Pereira. Sociedade da informação:
dilema para o bibliotecário. Transinformacao, v.9, n.1, p.1725, jan/abr.1997.

13

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                <text>Poder da informação, interface com o usuário, guardião do saber, são as principais metáforas da profissão que permeiam as representações sociais que os bibliotecários universitários constróem nas imagens de si e do outro. A pesquisa buscou em Roger Chartier o conceito de representação e a distinção entre representação e representado uma vez que as representações dos bibliotecários estão por suposição em um campo de competências e concorrências onde os desafios se enunciam em termos de poder, dominação e identificação profissional.</text>
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                    <text>A UNIDADE REFERENCIAL NELSON PEREIRA DOS SANTOS COMO CAMPO DE
VIVÊNCIA
ROSA INÊS DE NOVAIS CORDEIRO
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
IACS/ DEPARTAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO
RUA PROF. LARA VILELA, 126 – NITERÓI/RJ
igneznovais@uol.com.br
VERA LÚCIA ALVES BREGLIA
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
IACS/ DEPARTAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO
RUA PROF. LARA VILELA, 126 – NITERÓI/RJ
vbreglia@domain.com.br

A aventura pode ser louca, mas o aventureiro tem que ser lúcido.
Chesterton
Resumo: Questões no contexto da sociedade moderna afetam o sistema de ensino como um
todo. A universidade um dos componentes desse sistema recebe os ecos das mudanças e tem
que repensar uma das suas principais funções: a formação de pessoal. O ensino de terceiro
grau tem sido alvo de críticas e a graduação vem buscando um ponto de equilíbrio entre as
demandas do mercado e uma formação mais sólida. O que vem se procurando são meios,
métodos e uma reflexão em torno das metodologias tradicionais de ensino que tenham como
resultado uma formação mais flexível capaz de gerar um profissional capacitado com perfil
multifacetado. Nesse horizonte uma das possibilidades mais valorizadas tem sido a da aliança
entre ensino de graduação e pesquisa. A suposição é de que por esse caminho vai se dar ao
aluno de graduação uma formação que o leve a se individualizar, a pensar criticamente, a
gerar novos conhecimentos sob novas formas de trabalho em ambiente que se diferencia da
sala de aula. Nesta perspectiva a Unidade Referencial Nelson Pereira dos Santos,
provisoriamente instalada na Biblioteca Central do Campus do Gragoatá, da Universidade
Federal Fluminense emerge como espaço privilegiado de produção do conhecimento através
de trabalho multi e interdisciplinar. Tenta-se melhor conhecer e organizar a obra
cinematográfica do cineasta através de sua representação documentária tendo em vista sua
disponibilização para a sociedade. A documentação objeto de análise é constituída pelas
diversas espécies de documentos gerados para produção dos filmes do cineasta que é também,
o resultado de um processo de produção do cinema brasileiro, sendo a Universidade um
agente de articulação e de transferência desse processo para a sociedade.

EIXO TEMÁTICO: RECURSOS HUMANOS DA BU

1

�1

MÚLTIPLAS IDÉIAS, CAMINHOS CRUZADOS
O exercício da docência muitas vezes traveste-se de aventura tantos são os obstáculos,

as dificuldades, as dúvidas, as angústias que se impõem aos professores/aventureiros. Não
raro o enfrentamento do cotidiano faz mergulhar no tempo e conduz a um universo mítico
onde se alternam Esfinges que formulam enigmas, Medusas cujos cabelos ganham forma de
interrogações e Antígonas propondo rupturas na tradição.
A realidade é recuperada através da volta à modernidade e da lucidez da fala dos
mestres que pensam, refletem sobre o seu ofício e externam preocupações semelhantes. De
um lado Picasso (Soto, 1999) que alia o declínio da arte moderna à inexistência de uma arte
acadêmica forte e afirma que é “necessário haver uma regra mesmo que seja má”. De outro
lado Matisse (1948) que teme que o olhar superficial dos jovens pintores sobre sua obra
exerça neles uma influência nefasta e que “ao verem apenas a aparente facilidade do desenho,
se sirvam disso como uma desculpa para fugir a certos esforços que considero necessários”.
Diz que receia “que os jovens evitem a lenta e penosa preparação necessária a qualquer
pintor contemporâneo” (...) e que “este trabalho lento e penoso é indispensável”. A lição está
dada: o caminho da excelência passa pelo trabalho responsável, crítica sempre presente,
humildade e busca de fundamentos.
A saída pode ser a adoção de um fazer docente revestido de um caráter reflexivo.
Admite-se que “o professor bem-sucedido é o que reflete sobre sua ação, (re)pensa seus
fundamentos, seus sucessos e fracassos e toma isso como base para alterar o seu ensino”
(Silva, 1994, p.40). A partir daí pode-se pensar que experiência e vivência constituem um
binômio, guardam uma relação de complementariedade e que fertilizadas resultam em um
professor que inova, cria e rejeita tecnicismos. Contudo, essa possibilidade de se transformar
e operar transformações vai ficar atrelada à disponibilidade do professor alterar o seu fazer

2

�através “de uma nova leitura de seus fundamentos, de seu saber” (p.46), o que vai ser possível
através da pesquisa.
Essa foi a opção das autoras do trabalho, que a partir de múltiplas idéias - Breglia
(1990, 1998) e Cordeiro ( 1990, 1998 ) - inspiradas no fazer, nas suas práticas, procuraram
saber, transformaram-se, transformando inquietações em conhecimento, com base nas
pesquisas realizadas. Temáticas diferentes tiveram seus caminhos cruzados através de uma
preocupação comum: a formação dos alunos de graduação.
Qualquer discussão sobre formação deve passar necessariamente pela busca de um
conceito (de que estamos falando?) e pela observação de um dos componentes do sistema de
ensino – a universidade.
Em relação a formação, a identificação de suas raízes etimológicas (Machado, 1967,
Cunha, 1982, Bueno, 1965, Heckler, 1984) deixa perceber sua origem no latim formatione –
confecção, formação, forma, configuração. Também foi encontrada a origem no latim forma –
molde, figura ou aspecto exterior, maneira, modelo, com o significado de notas
individualizantes que distinguem um corpo do outro, um objeto do outro.
Em termos do seu significado entende-se por formação “a constituição de um objeto,
de uma sociedade, maneira pela qual se constitui uma personalidade, um caráter, uma
mentalidade” (Bueno, 1965), ou “ato ou efeito ou modo de formar; constituição, caráter,
maneira por que se constituiu uma mentalidade, um caráter, ou um conhecimento profissional
(Ferreira, 1975, p. 645). Se vistas em conjunto, a origem etimológica e a explicitação do
significado deixam transparecer uma conotação de construção, mas percebe-se que formação
também está vinculada a molde, modelo. A interseção dessas duas facetas do conceito de
formação podem ser matizadas com uma breve consulta à literatura.
Em relação à literatura, o recorte feito vai contemplar as idéias geradas por dois
autores integrantes da Escola de Frankfurt – Adorno e Benjamim – além de Habermas.

3

�Os conceitos formuladas por esses autores em torno da formação estão impregnados
de ceticismo. Sem deixar de levar em conta a ideologia dos autores, as condições de produção
desse pensamento, e a época em que foram produzidos, as idéias trabalhadas guardam um quê
de atualidade, uma vez que para os autores citados, o conceito de formação está vinculado à
organização social do trabalho.
A questão trabalhada por Kant em “O que é esclarecimento?” (1974, p. 100-114)
também se põe para esses autores, ainda que com sentido meramente retórico, vazia de
compromissos. Se para Kant o homem autônomo se definia pela sua capacidade de legislar
sobre si próprio, se reger pela razão e não pela autoridade externa, no mundo contemporâneo
o esclarecimento é posto em questão “em face da pressão inimaginável exercida sobre as
pessoas, seja simplesmente pela própria organização do mundo, seja num sentido mais amplo,
pelo controle planificado até mesmo de toda a realidade interior pela indústria cultural”
(Adorno,1995, p.181).
A centralidade da discussão vai privilegiar a organização social do trabalho no
capitalismo tardio, com a conversão progressiva da ciência e tecnologia em forças produtivas.
Essa reordenação de forças, altera os referenciais, privilegia uma racionalidade produtivista, e
o sentido ético dos processos formativos e educacionais transforma-se em instrumento da
economia. Pode-se dizer que “a crise da formação é a expressão mais desenvolvida da crise
social da sociedade moderna”( Maar, p.16,1995)
A justificativa para as dificuldades que Adorno vê em torno da emancipação estão
vinculadas a sua própria concepção inicial de educação. Para ele a educação não se traduz em
modelagem de pessoas, nem na mera transmissão de conhecimentos, mas na produção de
consciência verdadeira. Ele vê nisso mais do que uma importância política, uma exigência
política; “a democracia para operar conforme seu conceito, demanda pessoas emancipadas.

4

�Uma democracia só pode ser imaginada enquanto uma sociedade de quem é emancipado”
(Adorno, 1995, p.141-142).
As visões de Benjamin (1984) e Habermas (1975) têm um grau de semelhança com a
de Adorno. Situam a questão da formação no contexto de uma sociedade industrializada em
que as demandas do setor produtivo interferem de maneira negativa, no setor formativo.
Mesmo com diferenças de enfoque, ambos observam um saber que se instrumentaliza, que se
fragmenta, com reflexos na sua produção e na informação, que assim deixariam de dar um
retorno à sociedade. Dessa forma, avaliam que a universidade teria falhado no compromisso e
na responsabilidade de fazer trocas com a sociedade.
Mesmo assim, de forma aparentemente contraditória, Benjamin visualiza a universidade
como um lugar de possibilidades e deixa a cargo dos estudantes torná-las viáveis. Os
pressupostos seriam o de mantê-la como um lugar de permanente revolução intelectual e local
de novos questionamentos. Desta maneira, entende que “o estudantado seria considerado em
sua função criativa, como grande transformador, cuja missão seria converter em questões
científicas, através de um posicionamento filosófico, as idéias que costumam despertar antes
na arte e na vida social, que na ciência” (1984, p.37).
Para Habermas (1975, p.145) a tarefa da formação universitária deve se pautar por uma
ciência capaz de refletir sobre si mesma. A questão da auto-reflexão tão enfatizada por ele
implica em dizer que a ciência que não se pensa, que não de questiona, fragmenta-se e produz
um saber instrumental. A formação que advém daí estaria muito longe do preconizado ou
seja, que se revista de uma feição crítica, consciente, libertadora. A formação sólida, flexível
seria o seu contrário e propiciaria a adaptação ao mercado, sem se submeter a ele.
Os três autores citados mesmo que se posicionem de maneira pessimista com relação
ao processo formativo no contexto das sociedades industrializadas, sob a égide do capitalismo
tardio, deixam entrever na formação uma possibilidade de transformação, de emancipação.

5

�Mesmo submetido ao sistema, o homem pode escapar às limitações que lhe são impostas e
transformar, transformando-se.
Conforme proposto, o entrelaçamento das raízes etimológicas e da fala dos autores
citados levam a considerar o processo formativo como individualizante, construindo
mentalidades

emancipatórias,

configurando

distinções,

abrindo

possibilidades

de

posicionamento autônomo, livre de influências externas.
Hoje pretende-se que a formação se faça sob o primado dos valores e de princípios
éticos. Em uma linguagem atual, a formação deveria se revestir de um caráter ecológico, ou
seja, possibilitar ao homem a análise e interpretação do meio ambiente, do seu entorno,
levando à independência na tomada de decisões e consciente participação comunitária. Mas o
processo formativo ainda se vê atropelado por influências externas, sob novas práticas que
orientadas pelo pensamento neoliberal, repercutem na universidade, algumas vezes
produzindo alterações significativas nas práticas acadêmicas
Assim, pensa-se que a observação de algumas normas que se impõem ao exercício
acadêmico, poderão ser de utilidade para orientar ou reorientar a formação na graduação. É
importante destacar que mesmo que não explicitamente nomeados, tem-se presente que a
formação de recursos humanos para as Bibliotecas Universitárias também tem na
universidade seu “locus” de formação, estando portanto seus profissionais, incluídos na
discussão.

2

NORMAS E RUPTURAS
O redesenho da cartografia mundial deixa entrever um mundo revirado, pautado pela

anomia, onde transparece uma Nova Ordem Mundial em que a moral e a ética cederam lugar
à competitividade. A crise do Estado-nação traz em seu bojo uma outra crise - a das
instituições que pressionadas pelas novas demandas buscam novos parâmetros de ação.
6

�Nesse contexto, a Universidade não aparece diferenciada e sob tensões, deixa emergir
contradições que a afastam de suas propostas originais. Tradicionalmente a Universidade
sempre foi reconhecida como local onde se pensa de forma crítica. A consequência natural é
o estabelecimento de trocas: produz-se conhecimento, dissemina-se informação sem esquecer
a realimentação dessas trocas ou seja, a indispensável interação com a sociedade.
É a ameaça ao estabelecimento das trocas que faz emergir alguns posicionamentos. Um
deles parte de Santos (1996, p.25) que a exemplo do meio ambiente, vê a universidade
dividida, fragmentada. A universidade reparte-se em atender aos projetos que demandam
soluções práticas, técnicas e imediatistas, mas que rendem divisas e redundam em gestões
técnicas e racionalizadoras, e manter-se como espaço de reflexão. A universidade atacada
pelo cientificismo, corre o risco de sofrer duas perdas irreparáveis: a criatividade e a
originalidade; a pesquisa torna-se espasmódica e rentável. Essa é sem dúvida uma ameaça que
ao pairar sobre a universidade, também compromete o pensamento aí gerado - a produção do
próprio conhecimento.
Ainda nessa perspectiva, Chauí (1999) aponta a Reforma do Estado brasileiro como
responsável pela modernização e racionalização das atividades estatais e transformação de
direitos sociais (saúde, educação e cultura) em setores de serviços definidos pelo mercado.
Com relação à universidade, aponta uma mudança de condição: de instituição social (ação
social, prática social) à organização social (prestação de serviços).
A partir daí passa a trabalhar com duas categorias: a universidade funcional e a
universidade operacional. A primeira voltada para a formação rápida de profissionais
requisitados como mão-de-obra altamente qualificada para o mercado de trabalho. A segunda
voltada para si mesma enquanto estrutura de gestão e de arbitragem de contratos. Para a
autora “essa universidade não forma e não cria pensamento, despoja a linguagem de sentido,

7

�densidade e mistério, destrói a curiosidade e a admiração que levam à descoberta do novo
(...)” (p.3).
Esse novo papel imposto à universidade subverte seu ritmo interno, em nada a
identifica com a universidade clássica., voltada para o conhecimento. A origem das
modificações está localizada nas pressões e transformações a que vem sendo submetida a
universidade. Os modelos são forjados mais em torno das funções que se atribuem à
universidade, do que na explicitação de uma idéia, de um conceito. Talvez por isso a
universidade venha atravessando um período de crise endêmica. Chega-se a propor que a
saída da crise se faça por um mergulho nela mesma, porque se acredita que “em vez de temer
a crise, a universidade precisa aproveitar-se dela. Na crise, terá a justificativa de seu papel”
(Buarque, 1994, p.32). O aproveitamento da crise pressupõe que a universidade se invente a
partir das transgressões que no texto de Buarque adquirem uma conotação de mudança com
base em compromissos sólidos e permanentes. É necessário que a universidade se eduque,
saia do seu isolamento e busque maior interação com o seu meio ambiente, com os interesses
nacionais.
Na realidade a crise tantas vezes mencionada não é localizada, mas mundializada e
sobretudo institucional. A solução não vai estar na ocorrência, nem na dependência de
procedimentos normatizados. A saída da crise pode estar nas possibilidades que se oferecerem
à universidade-instituição

de conseguir compatibilizar tradição e adaptação às novas

configurações e demandas sociais, e liberar-se das tensões que têm origem nessa contradição.
Imagina-se que uma das maneiras de viabilizar à adaptação aos novos contextos vai
se dar via definição de modelos que possam dar novos contornos ao ensino de graduação.
Essa proposta teria seu ponto inicial em uma mudança de concepção que vê a graduação
como instância de consumo de conhecimento e a pós-graduação como produtora de
conhecimento.

8

�A atribuição do mesmo grau de importância ao ensino e à pesquisa, passa por uma
revisão didática, pela investigação de novas formas de transmitir e produzir conhecimento no
processo de formação na graduação, o que seria dizer que também faz-se necessário
identificar de que instrumentos metodológicos que a universidade dispõe e pode colocar em
prática.
A associação do ensino com pesquisa na graduação pode ser pensada pela via da
construção do conhecimento que se faça de forma conjunta por professores e alunos, a partir
dos conhecimentos que possuam, com respeito às suas experiências como sujeitos da história
dentro e fora da escola (...) (Kramer apud André, 1994, p.73). O investimentos nos saberes de
que são portadores faz de ambos sujeitos do diálogo, dispostos à interlocução, o que conduz a
ver, fazer e agir diferente. Também possibilita uma ausência da “hierarquização” presente na
relação professor aluno; dá nova forma ao espaço/tempo. Essa modalidade de relação produz
“auditórios” de falantes/ouvintes e de ouvintes/falantes, espaço privilegiado de fluição (e por
que não fruição?) de idéias, reunião de diferenças, resemantização de repertórios, clima ideal
para viver e “com – viver”.

3

0 ESPAÇO DE VIVÊNCIA
O projeto de extensão Unidade Referencial Nelson Pereira dos Santos (URNPS) surgiu da

iniciativa de um grupo de professores do Laboratório de Investigação Audiovisual (LIA), do
Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense (UFF),
envolvidos com as áreas de Ciência da Informação, Cinema, Propaganda e Comunicação Visual.
Além do grupo de profs integraram a equipe e participaram da pesquisa, alunos bolsistas de
graduação das áreas de Cinema e Biblioteconomia
9

�De forma resumida, os programas desenvolvidos pelo LIA objetivam estudos inter e
polidisciplinares nas áreas citadas, para o desenvolvimento e aplicação de metodologias de
análise de informações textuais e audiovisuais, além da gestão de projetos multimídia que visem
a adequação do discurso visual à comunicação interativa. Tais metodologias são pensadas tendo
em vista a elaboração de produtos didático-pedagógicos informatizados sobre cinema com as
possibilidades das novas tecnologias da informação. Todo o processo desenvolvido nos
programas do LIA visam a integração entre alunos, professores e sociedade através de
atividades de pesquisa e/ou da extensão.
Tradicionalmente no âmbito das universidades, as atividades de pesquisa e de extensão são
formuladas separadamente, porém muitas vezes no campo empírico esta ruptura não ocorre de
forma tão dissociada. A concepção e a implantação da URNPS, só foi possível porque era
fundamentada em pesquisa desenvolvida por Cordeiro (1999, p.62) na qual se discutiu o
princípio da “árvore genealógica do filme”. Por outro lado, o surgimento e o desenvolvimento
de um trabalho integrado por professores e alunos de diversas áreas do saber, só foi possível
mediante um espaço em que cabia a interlocução de conhecimentos e o aprender de vivências e
de convivências.
Entretanto, esta experiência do investigar, do aplicar, do extensionar e da interlocução não
é uma prática comum, vivida em muitos espaços da universidade, na qual vigora, pelas razões
mais diversas, a “sociedade do espetáculo” (Debord, 1998), embora o discurso dominante seja o
da inter e a polidisciplinaridade e da integração das forças de poder.
O paradoxo entre a riqueza de discurso e a pobreza da prática talvez deva-se ao fato de
que o exercício interdisciplinar guarda uma certa complexidade. A interdisciplinaridade se
constitui de ações complexas e muito criativas. Tem-se a interdisciplinaridade como princípio
mediador de comunicação entre diferentes disciplinas, não cabendo jamais ser elemento de
redução a denominador comum, mas elemento teórico-metodológico da diferença e da
10

�criatividade. A interdisciplinaridade é o princípio da máxima exploração das potencialidades
de cada ciência, da compreensão e exploração de seus limites, mas acima de tudo é o
princípio da diversidade e da criatividade.
Além de forjar esse conceito, Etges (1995) vê uma forma de exercício interdisciplinar
que nomeia de estranhamento ou deslocamento. Esclarece que nessa modalidade o
pesquisador põe seu sistema de proposições em um contexto que lhe é estranho; fora de seu
contexto ele começa a ser capaz de colocar novas questões, que jamais lhe viriam à cabeça e
agora passam a sacudir o seu pequeno mundo.
Em uma outra concepção, o processo de construção interdisciplinar tem um duplo
movimento: em um primeiro momento o diálogo da aproximação e da possibilidade que leva
a uma busca de aprofundamento das disciplinas no que tange aos conceitos mais
fundamentais. Depois, é o momento da busca de síntese que se apropria de “fragmentos
convergentes”, conseguidos sobretudo na transitividade e complementaridade dos conceitos.
Desta forma, há uma busca de encontros através de questões comuns e a construção de um
saber que se supera e se amplia em relação à disciplina original (Minayo, 1995, p.75).
Levando em conta os profissionais envolvidos, suas áreas de interesse e os objetos em
estudo, a URNPS vem se constituindo em espaço privilegiado da prática interdisciplinar pois
reflete a experiência “em que a colocação do objeto na fronteira de duas ou mais ciências as
obriga a somarem seus esforços para, redefinindo o objeto, criarem uma nova perspectiva
científica (Amaral, 1992, p.104).
O projeto teve como objetivo inicial desenvolver uma base de dados referencial sobre
a obra do cineasta, contendo a representação descritiva e temática dos diversos tipos de
documentos (textuais, visuais e audiovisuais) que pudessem ser coletadas nas diversas
Unidades de Informação e Empresas Jornalísticas, localizadas no Rio de Janeiro. As etapas
previstas na coleta teriam que viabilizar o levantamento, a localização e a representação

11

�documentária dos materiais bibliográficos e audiovisuais produzidos sobre a obra do cineasta,
e também os materiais que fossem localizados e resultantes do seu processo de produção de
filmes, tais como: cartazes, stills e outros. Assim, seria possível no contexto filmográfico as
noções de sobrecidade (tematicidade/abouteness) desenvolvidas na literatura no contexto da
informação científica.
Também seriam testadas questões referentes a critérios para elaboração de resumos
com estruturas e conteúdos diversos. O instrumento de coleta-representação desenvolvido,
deveria permitir que a heterogeneidade dos documentos levantados fosse representada de
forma descritiva, temática e integrada em um único instrumento, sem entretanto, o conteúdo
informativo ser prejudicado. Outro aspecto considerado na coleta-representação, foi a
possibilidade de inclusão de diferentes pontos de acesso para recuperação da informação.
Trabalhou-se com a suposição de um perfil de usuário (uso potencial) agregado a variável
potencial informativo dos documentos.
Itens referentes a localização e condições de acesso ao documento fonte foram incluídos
no instrumento.
Como consequência ao trabalho que se desenvolvia e pelo grande interesse que
filmografia do cineasta desperta, começou a germinar no espaço onde a equipe de pesquisa
estava desenvolvendo a URNPS, a possibilidade de criação de um núcleo de interessados em
refletir e pesquisar a obra cinematográfica do cineasta, devido também ao curso de Graduação
em Cinema e Vídeo da UFF, no qual por muitos anos o cineasta lecionou.
Durante o desenvolvimento do projeto, houve a possibilidade da transferência provisória
para a UFF da documentação gerada pelo cineasta na produção de seus filmes que é também, o
resultado de um processo de produção do cinema brasileiro. Fazem parte dessa documentação os
argumentos, sinopses, roteiros, análises técnicas de roteiros, planos de filmagem, fotografias de
cenas,

slides

e

outros

documentos
12

gerados

durante

a

atividade

de

�pré-produção/produção/pós-produção/comercialização-distribuição-exibição do filme (Cordeiro,
1988, p.101).
De uma forma geral, tem sido uma preocupação constante alertar sobre o não
recolhimento de acervos dessa natureza e da dispersão da documentação que é gerada no
processo de produção dos filmes brasileiros. A preservação, organização e disponibilização de
arquivos

particulares, não se constitui entre nós uma prática comum. Quase sempre, sua

organização é feita de maneira intuitiva, excluídos os princípios arquivísticos. Esse
procedimento dificulta o acesso dos arquivos para a pesquisa.
O tratamento técnico da documentação (família de documentos gerados para o filme) tem
sido de importância fundamental para o aprimoramento do conhecimento das áreas envolvidas.
Embora este trabalho não tenha como objetivo detalhar as considerações técnicas a que se
chegou, ora confirmando ora alterando algumas questões analisadas de forma diferente em
outras áreas e contextos do conhecimento, é importante ressaltar as singularidades observadas
nos seguintes aspectos: quanto a forma de produção de um filme e como consequência a
natureza dos documentos/informações geradas; a sistemática de arranjo dos documentos
(organicidade dos conjuntos documentais); ao processo de análise e tradução das informações
para uma linguagem documentária em cinema; a dinâmica das necessidades de uso da
informação; as condições de preservação e restauração dos documentos de diferentes suportes e
tamanhos.
Entretanto, o desenvolvimento desta atividade só foi possível nas circunstâncias
descritas, devido a Universidade ser um agente de articulação de diferenças, na qual é possível
promover a circularidade entre o ensino, pesquisa e extensão, e a circularidade entre as áreas do
conhecimento envolvidas, e a circularidade dos níveis do saber dos envolvidos.

13

�É importante destacar que a inter e polidisciplinaridade também foram possibilitadas
devido a natureza temática da filmografia do cineasta. A extensa obra de Nelson Pereira dos
Santos é inegavelmente polidisciplinar o que possibilita sua relação com a literatura através
importantes adaptações para o cinema (Vidas Secas, Memórias do Cárcere), com as
manifestações populares (Amuleto de Ogum, Na Estrada da Vida), com a etnografia e a história
(Como Era Gostoso Meu Francês), com questões étnicas (Tenda dos Milagres), com a tradição
melodramática latino-americana (O Cinema de Lágrimas).
Através da análise e tratamento dos documentos do acervo outras perspectivas de estudos
se apresentaram: evolução gráfica das fotos de cena e dos cartazes, a ressonância dos filmes em
momentos-chave da história contemporânea brasileira, a evolução das idéias cinematográficas
no país. A obra e a atuação do cineasta são uma página importante da modernidade brasileira.
Seus filmes não deixam de retratar o homem brasileiro e seus conflitos políticos, sociais e
econômicos.
Resultaram deste projeto três grandes ações polidisciplinares: a exposição na UFF
intitulada “Nelson Pereira dos Santos, Cinema de Papel: Documentos e Imagens”; mostra de
filmes e vídeos no Centro Cultural Banco do Brasil denominada “Plano Geral: Nelson Pereira
dos Santos”; demonstração da home-page da URNPS e do CD-ROM “Rio Quarenta Graus”.
Seria impossível fechar o relato da “aventura” sem mencionar sua inspiração: a
formação da graduação. Ficaria sem nexo, deixar de mencionar a vivência dos
alunos-bolsistas na Unidade.
À experiência do desenvolvimento de um trabalho articulado pela vivência
participativa entre alunos e professores nas atividades de pesquisa e de extensão, somaram-se
vivências singulares na formação dos alunos e no repertório dos professores. Entre essas,
pode-se destacar que os alunos bolsistas passaram a entender de forma mais consistente a

14

�estrutura e a dinâmica que regem as ações realizadas na Universidade, quanto aos seus
aspectos administrativos, técnicos e éticos.
Vivenciaram, ainda, a importância da reelaboração do saber social e técnico. Puderam
entender o compromisso da Universidade e em particular, de um projeto de âmbito social e
cultural, com o acesso e uso da informação, possível somente através da criação de
mecanismos que disponibilizem as fontes de informação. Questões que levam a ver
informação como possibilidade de modificar comportamentos e modos de pensar.
Talvez seja prematuro fazer afirmações contundentes sobre os reflexos da experiência
vivida na formação dos alunos. No entanto, não há nenhum cuidado em afirmar que
experimentou-se a transgressão, tentou-se viver a mudança. Quem sabe, uma ruptura dentro
da norma.

15

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17

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Questões no contexto da sociedade moderna afetam o sistema de ensino como um todo. A universidade um dos componentes desse sistema recebe os ecos das mudanças e tem que repensar uma das suas principais funções: a formação de pessoal. O ensino de terceiro grau tem sido alvo de críticas e a graduação vem buscando um ponto de equilíbrio entre as demandas do mercado e uma formação mais sólida. O que vem se procurando são meios, métodos e uma reflexão em torno das metodologias tradicionais de ensino que tenham como resultado uma formação mais flexível capaz de gerar um profissional capacitado com perfil multifacetado. Nesse horizonte uma das possibilidades mais valorizadas tem sido a da aliança entre ensino de graduação e pesquisa. A suposição é de que por esse caminho vai se dar ao aluno de graduação uma formação que o leve a se individualizar, a pensar criticamente, a gerar novos conhecimentos sob novas formas de trabalho em ambiente que se diferencia da sala de aula. Nesta perspectiva a Unidade Referencial Nelson Pereira dos Santos, provisoriamente instalada na Biblioteca Central do Campus do Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense emerge como espaço privilegiado de produção do conhecimento através de trabalho multi e interdisciplinar. Tenta-se melhor conhecer e organizar a obra cinematográfica do cineasta através de sua representação documentária tendo em vista sua isponibilização para a sociedade. A documentação objeto de análise é constituída pelas diversas espécies de documentos gerados para produção dos filmes do cineasta que é também, o resultado de um processo de produção do cinema brasileiro, sendo a Universidade um agente de articulação e de transferência desse processo para a sociedade.</text>
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                    <text>A CULTURA ORGANIZACIONAL INFLUENCIANDO O COMPORTAMENTO DO
CAPITAL HUMANO DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
ANDRÉA CARVALHO DE AGUIAR 11
EDNA GOMES PINHEIRO 22
EMEIDE NÓBREGA DUARTE 33
Emeide@zipmail.com.br
NORMA M. F. NOGUEIRA 44
(Universidade Federal da Paraíba)
LUCIANA MOREIRA CARVALHO 55
(Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Objetiva-se identificar traços da cultura organizacional presentes nos depoimentos dos
clientes internos da Divisão de Serviços aos Usuários (DSU) da Biblioteca Central (BC) da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Os depoimentos que subsidiam o estudo foram
obtidos no I Seminário de Marketing promovido durante a execução do projeto de pesquisa
“Diagnóstico para aplicação de técnicas de marketing da DSU da Biblioteca Central da
UFPB”. Nesse evento, o capital humano da DSU discutiu aspectos relativos as atividades
inerentes à Divisão. A cultura organizacional pode ser entendida como uma forma tradicional
e usual de pensar e trabalhar. É compartilhada em grau variado pelos seus membros, e
repassada de uma geração para outra, podendo ser identificada pela resistência às mudanças
ocasionada pelos valores, crenças, mitos e tabus que estão enraizados nas organizações.
Manifesta-se também através de padrões de comportamento ou estilo organizacional
assumido pelas pessoas. Para atingir o objetivo proposto, os depoimentos foram gravados e
transcritos, permitindo a aplicação da técnica de análise de discurso. Foi constatado que os
valores e as crenças que constituem a cultura organizacional, condicionam e direcionam o
comportamento das pessoas e grupos dentro da organização. A análise dos dados obtidos
permitiram concluir que os traços culturais identificados na DSU da Biblioteca Central da
UFPB exercem influência direta no comportamento do seu capital humano induzindo a uma
atitude de resistência a mudança

1

1 Mestranda em Ciência da Informação - UFPB
2 Mestranda em Ciência da Informação e professora da UFPB
3
3 Professora assistente do Curso de Biblioteconomia – Mestre - UFPB
4
4 Bibliotecária – Diretora da DSU/BC/UFPB
5
5 Professora assistente – Mestre - UFRN
2

1

�Palavras-chave: Cultura organizacional; Bibliotecas universitárias; Capital humano
1

INTRODUÇÃO
Embora a idéia de cultura organizacional, tenha sido inserida no início desse século

nas corporações norte-americanas, somente na década de 80 as academias começaram a
trabalhar esse assunto como objetivo de investigação científica.
Apesar do Brasil tratar o tema de forma insipiente, sem muito enfoque, alguns autores
admitem que ele já se tornou popular e que o interesse pelos aspectos culturais das
organizações podem ser atribuídos, ao processo de fragmentação e heterogeneidade causado
por problemas econômicos e problemas práticos identificados na interação social dentro das
organizações. Esse fato, evidencia a necessidade de aperfeiçoamento do conteúdo das
ideologias e das bases em que elas estão fundamentadas.
Ancorado a esta evidência, surgiu a cultura organizacional como resposta aos
problemas de desintegração social, enfatizando as idéias comuns, formas de pensar e agir,
valores, padrões e maneiras de trabalhar do capital humano nas organizações.
Diante desse imperativo, podemos acreditar que toda organização tem sua própria
história e na medida em que se estrutura, adquire identidade, tradições e padrões de
comportamento, passando a delinear os valores. Esta realidade nos faz repensar as
organizações na tentativa de analisar os elementos responsáveis pela formação da cultura
existente, a forma como eles funcionam e, ainda, as mudanças que eles provocam no
comportamento do seu capital humano.
Consequentemente, frente a essas considerações surgiu o nosso interesse pelo assunto,
e integrado a nossa experiência de trabalho no contexto informacional, resolvemos estudá-lo,
especificamente, na Divisão de Serviços ao Usuário (DSU) da Biblioteca Central (BC) da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A escolha por pesquisar a cultura organizacional

2

�no contexto da DSU da BC/UFPB deve-se também ao desenvolvimento do Projeto de
Pesquisa “Diagnóstico para aplicação de técnicas de marketing na DSU da Biblioteca Central
da UFPB”, o qual possibilitou a realização do I Seminário de Marketing no qual tivemos a
oportunidade de coletar as falas dos colaboradores internos e da diretora da BC/UFPB. Com
base em tais depoimentos é que realizamos análise dos elementos da cultura presentes nesta
organização.
Entretanto, realizar um estudos dessa natureza, não é querer apenas compreender o
fenômeno, mas também tentar (re)conhecer a importância crucial do capital humano da
biblioteca universitária, nesse contexto. Isto foi possível, diante da utilização da técnica da
análise do discurso, a qual permitiu entendermos que os modelos culturais interiorizados são
revelados nas falas dos atores sociais.
Isto posto, pretendemos iniciar nosso estudo partindo da premissa básica da moderna
organização na qual as pessoas – capital humano – constituem seu mais importante recurso e
que conhecendo suas atitudes, crenças e opiniões temos condições de melhor entender a
cultura organizacional de uma empresa, haja vista o ser humano reagir e comportar-se
conforme o ambiente no qual encontra-se inserido.
É, pois com base em considerações desta natureza e na crise constantemente enfatiza
das instituições, que este trabalho se propõe a identificar situações, atitudes e conceitos
acreditados, que delineiam traços da cultura organizacional da Biblioteca em pauta.
Este estudo está dividido em seis etapas: a primeira, compreende a parte introdutória
que enfatiza o objetivo e o interesse do estudo; a segunda, diz respeito a história da Biblioteca
Central da UFPB; a terceira, trata do referencial teórico; a quarta, aponta os procedimentos
metodológicos, a quinta identifica os traços da cultura organizacional da BC/UFPB,

3

�evidenciado na fala do capital humano que integra a DSU; e a última traz as considerações
finais.

2

BIBLIOTECA CENTRAL DA UFPB: CAMINHOS DESVENDADOS… SURPRESAS
REVELADAS

Conforme documento editado pelo Instituto Brasileiro de Informação Científica e
Tecnológica (IBICT) em 1984, intitulado “Sistemas de Bibliotecas Universitárias”, a UFPB
foi criada pela Lei Estadual nº 1366 de 02 de dezembro de 1955, tendo sido federalizada
através da Lei 3855 de dezembro de 1960.
Com o passar dos anos, a Universidade foi se desenvolvendo, surgindo a necessidade
da criação de pequenas bibliotecas de faculdades e escolas isoladas para dar apoio as
atividades acadêmicas que a mesma se propunha a oferecer.
O mesmo documento cita que o Sistema de Bibliotecas teve sua origem a partir da
criação dessas bibliotecas. Com a implantação da Reforma Universitária, verificou-se a
transformação das antigas Faculdades, Escolas e Institutos a nível de administração
intermediária por Centros. Em conseqüência, verificou-se a junção dessas bibliotecas por área
de conhecimento que correspondem aos Centros de Ensino da UFPB.
No dia 11 de agosto de 1967, surgiram os primeiros passos para a criação de uma
Biblioteca Central da UFPB. Naquele período, o professor Edson Nery da Fonseca elaborou
um projeto intitulado “Teoria da Biblioteca Central”, trabalho este de suma importância e que
se constituiu na primeira proposta de estruturação da Biblioteca Central (BC).

4

�No final de 1976, deu-se a implantação da Biblioteca Central, a partir da junção de
todas as bibliotecas departamentais, num total de 13 (treze).
A partir de 1979, com a interiorização da UFPB, foram incorporadas novas
bibliotecas. Todas funcionavam isoladamente, sem uma política de ação definida e nenhuma
coordenação central.
Em 1980, partiu-se para a contratação de bibliotecários, criação de novos serviços,
automação dos processos técnicos, entre outros. Culminando com a construção do prédio
definitivo da Biblioteca Central, foi aprovado no CONSEPE, o regulamento do Sistema de
Biblioteca.
Atualmente, a Biblioteca Central situada no Campus I – João Pessoa, é responsável
pela coordenação do Sistema, que consiste num conjunto de bibliotecas integradas sob o
aspecto funcional e operacional, tendo por objetivo a unidade e a harmonia das atividades de
coleta, tratamento, armazenamento, recuperação e disseminação de informações, para dar
apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão (UFPB, 1997, p.37).
De acordo com o Organograma do Sistema, a biblioteca está subordinada diretamente
a Reitoria e possui a seguinte estrutura:
a)Diretoria – composta da Secretaria, Assessoria e Contabilidade;
b)Divisão de Desenvolvimento das Coleções – com Seção de Seleção, Compra e Intercâmbio;
c)Divisão de Processos Técnicos – composta pelas Seções de Catalogação, Classificação e
Manutenção do Patrimônio Documental;
d)Divisão de Serviços aos Usuários – com Seções de Referência, Circulação, Periódicos,
Coleções Especiais, Multimeios e Seção de Informação e Documentação.
O Sistema também é composto pelas Bibliotecas Setoriais situadas nos Campi do
interior: Campina Grande, Areia, Sousa, Cajazeiras, Bananeiras e Patos. A Biblioteca Central

5

�em relação as bibliotecas setoriais, centraliza apenas os serviços de aquisição de material
documental, adquiridos quer através de recursos próprios, quer através de convênios (IBICT,
1994, p.10)
Após quase vinte anos de funcionamento do Sistema com a mesma estrutura
organizacional, já existem 15(quinze) bibliotecas no Campus I que surgiram das necessidades
informacionais dos seus usuários com a intenção de manter um acervo mais próximo dos seus
locais de trabalho.
Decorrente dos resultados de um estudo realizado por Oliveira constatou-se que a
estrutura vigente é estática, consequentemente obsoleta em relação as mudanças ambientais
ocorridas no decorrer do tempo. Além do número de bibliotecas surgidas, novas unidades de
serviços foram criadas na própria Biblioteca Central.
A atual conjuntura dessa Biblioteca necessita acompanhar as mudanças diante de um
contexto fortemente marcado por avanços tecnológicos, que sugerem evolução nas formas de
estruturação organizacional onde questões, tais como: agilidade, rapidez, flexibilidade,
competitividade e qualidade nos serviços e produtos, são emergentes em qualquer sistema
organizacional.
É nesse cenário construído, que se insere a DSU da Biblioteca Central, com todo o seu
arsenal montado aonde se pretende descortiná-lo identificando os traços da cultura
organizacional, através dos depoimentos, do seu capital humano.

3 CULTURA ORGANIZACIONAL: O QUE DIZER SOBRE ELA…
“Nem nossas intenções, nem nossas motivações, nem
nossos objetivos, nem nossas relações transcendentais
com o sentido de história são uma garantia ou uma
prova do sucesso das nossas empresas.”
(M. Crozier)

6

�Neste capítulo, não pretendemos fazer desfilar uma multiplicidade de conceitos.
Apenas teceremos breves considerações introdutórias para que nos seja dado analisar aspectos
da cultura organizacional. As considerações retratadas aqui, aparentemente diversas, fluíram
com a leitura de alguns autores, cujas abordagens aqui apresentadas, serviram como ponto de
partida para nossas análises e conclusões.
A palavra cultura surgiu no âmbito da antropologia social, quando começaram a
pesquisar as sociedades primitivas, constatando que os modos de vida de cada uma diferiam
entre si. Assim, o conceito de cultura surgiu para representar, no sentido amplo, as qualidades
dos grupos humanos que são repassados de geração a geração.
Posteriormente, o conceito de cultura passou a ser empregado no contexto das
organizações, advindo daí o termo cultura organizacional, que apresenta várias conceituações.
Nos estudos de Scheim apud Freitas, entende-se que
“cultura organizacional é o modelo dos pressupostos básicos, que determinado
grupo tem inventado, descoberto ou desenvolvido no processo de aprendizagem
para lidar com os problemas de adaptação externa e integração interna. Uma vez
que os pressupostos tenham funcionado bem o suficiente para serem considerados
válidos, são ensinados aos demais membros como a maneira correta para se
proceder, se pensar e sentir-se em relação aqueles problemas.” (1991, p.?)
Para Sá (1998, p.964) a cultura organizacional pode ser definida “como um sistema de
valores compartilhados ligados ao processo de trabalho de uma empresa.”
Jacques apud Sá (1998, p.952), considera a cultura de empresa como a
“maneira tradicional e usual de pensar e trabalhar; ela é compartilhada em grau
variado pelos seus membros e os novos membros devem aprender a assimilar, ao
menos parcialmente, para que eles possam ser aceitos no contexto da empresa.”
Segundo Kanaane (1995), o conceito de cultura é composto por três dimensões: a
material – referente ao sistema produtivo; a profissional – abrangendo o sistema de
comunicação e interação dos envolvidos; e a dimensão ideológica – compreendendo o sistema

7

�de valores vigentes na organização. Neste trabalho, procuramos abordar a dimensão
ideológica.
Partindo dos conceitos expostos e tendo em vista os objetivos deste estudo,
entendemos a cultura organizacional como o conjunto de valores predominantes numa
organização que influenciam o comportamento do capital humano.
A cultura organizacional é composta por alguns elementos a partir dos quais é
definida. Os elementos da cultura considerados mais importante, e portanto, mais abordados
na literatura são os valores; as crenças; os ritos; os mitos; os tabus; os heróis; as normas; e a
comunicação formal e informal. Tais elementos podem ser entendidos como segue:
Valores: constituem-se nos pressupostos básicos, formadores do núcleo da cultura
organizacional.
Crenças: são as verdades adotadas pela organização. Ao serem consideradas como
verdadeiros, os conceitos são absorvidos e inquestionáveis, estando presente no
comportamento dos indivíduos.
Ritos: são atividades planejadas através das quais a cultura organizacional é expressa,
tornando-se mais perceptível e mais tangível. Freitas (1991), elenca os ritos organizacionais
mais comuns que são os de integração; os de passagem; os de degradação; os de redução de
conflitos; de renovação e de reforço.
Mitos: trata-se de estórias coerentes com os valores e crenças compartilhadas na organização.
São criadas no contexto da cultura organizacional e não se fundamentam em fatos. Servem
para veicular e reforçar os valores e as crenças da organização.
Tabus: referem-se as proibições adotadas pela organização, sendo aceitas e inquestionáveis
pelos indivíduos que a compõe. Informam aos integrantes da organização o comportamento
aceito através da ênfase no “não permitido”. Assim sendo, têm uma função disciplinar.

8

�Heróis: são pessoas que encarnam os valores organizacionais. Segundo Freitas (1991), os
heróis desempenham as seguintes funções: a) tornar o sucesso atingível e humano; b) fornecer
modelos aos demais membros da organização; c) simbolizar a organização para o mundo
exterior; d) preservar o que a organização tem de especial; e) estabelecer padrões de
desempenho e; f) motivar os empregados, fornecendo uma influência duradoura.
Normas: trata-se de um conjunto de regras, escritas ou não, que indica os modos de se
proceder no âmbito da organização que são esperados, aceitos ou apoiados pelo grupo.
Comunicação formal: é a interação social sistemática entre a organização e o ambiente
externo e interno. Tal processo é redigido por regras.
Comunicação informal: é a interação assistemática e espontânea entre os membros da
organização, que escapa ao controle e às normas.
Ao nos apropriarmos de expectativas, anseios e necessidades dos funcionários da DSU
da Biblioteca Central da UFPB e do conjunto das respectivas manifestações pessoais
poder-se-á identificar os elementos da cultura organizacional presentes em dado momento
deste contexto.

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Partindo dos depoimentos que possuímos através da transcrição das falas dos
colaboradores internos da DSU/BC durante a realização do Seminário citado anteriormente,
foi possível operacionalizar a pesquisa em 4 fases distintas:
a) coletar o material documental;
b) definir os elementos da cultura organizacional que serão abordados;
c) apresentar análise qualitativa dos elementos identificados;

9

�d) analisar e interpretar em grupo todas as falas dos funcionários.
Esta última fase visa a entender, analisar e interpretar as colocações feitas procurando
correlacionar com os elementos da cultura organizacional identificados.
Como toda pesquisa social, esta caminha para o universo de significações, motivos,
aspirações, crenças e valores. Nesse conjunto de dados considerados qualitativos fica difícil
trabalhar com números. Valores e crenças são realidades subjetivas que só podem ser
compreendidas através dos dados primários.
Ao mesmo tempo em que os modelos culturais interiorizados são revelados numa fala,
eles refletem o caráter histórico e específico das relações sociais.
Minayo (1994), apresenta a importância da pesquisa: a) para compreender os valores
culturais e as representações de determinado grupo sobre temas específicos; b) na
compreensão das relações que se dão entre atores sociais tanto no âmbito das instituições
como dos movimentos sociais e; c) na avaliação das políticas públicas e sociais tanto do ponto
de vista de sua formulação, aplicação técnica, como dos usuários a quem se destina.
Optamos pela técnica de análise do discurso, tendo em vista que mostra ter mais
completude de sentidos. Desta forma, possibilitou não só apreender a fala, o discurso, mas
principalmente a sua exterioridade, a produção e significação de traços da cultura assimilada
na organização estudada.

5 RESULTADOS

Entre os elementos da cultura organizacional encontrados na literatura, foram
identificados alguns traços que definem a cultura da organização em estudo.

10

�O primeiro elemento identificado e que permeia as falas em vários momentos
relaciona-se aos valores da organização. Esta sua percepção é facilmente identificada no
discurso dos colaboradores internos, mas a dificuldade reside na inexistência de instrumentos
de medida adequados para descrever e definir valores e principalmente porque os elementos
intrínsecos determinantes se entrelaçam e se manifestam, através dos demais elementos da
cultura organizacional, como os ritos, as crenças, estórias, normas, heróis, tabus e ainda
através das comunicações formal e informal.
Para proceder a identificação dos traços da cultura organizacional presentes nos
depoimentos dos clientes internos da DSU da Biblioteca Central da UFPB e analisar
qualitativamente os elementos identificados apropriamo-nos de uma escala de valores
propostos por Tamayo e Gondim (1996) onde são definidos 38 valores que foram levantados
através de amostra de 113 empregados de cinco empresas públicas e privadas.
Nesta análise, procuramos identificar os elementos, contemplando com a transcrição
das passagens nas falas onde identificamos traços que formam a cultura da organização.
Ao proferir sua palestra, a Diretora da BC faz um chamado para a administração
participativa através de um convite para o Seminário, onde os funcionários deverão obter
informações que os levarão a um maior envolvimento com a administração. A figura do herói
é facilmente percebida nos posicionamentos, caracterizados pelos pontos refletidos, como as
limitações e os potenciais inerentes à organização. Deseja tornar o sucesso atingível através
de seus recursos humanos e informacionais, fazendo um alerta para realçar os pontos
positivos, sem, porém, deixar de reconhecer os negativos, ao afirmar que “não estamos sendo
devidamente competentes para atingir o nosso público estudante e professor”. E está aberta a
aceitação de mudanças. Uma das características do herói, como já mencionamos
anteriormente, é tornar o sucesso atingível e humano.

11

�Simboliza a organização para o mundo exterior, o que é refletido na seguinte
passagem: “nós precisamos trazer o público da pós-graduação, os professores. Eles estão
acomodados, mas nós precisamos despertar neles o interesse.” Ou ainda:
“Nós não temos apenas limitações, temos saber, força de vontade e interesse.
Então, temos tudo para trazer o público para a BC.” “Precisamos mostrar que
somos eficientes, dar uma resposta à sociedade, e nós temos tudo para dar uma
boa resposta. Temos que mostrar que vamos prestar esse serviço de forma eficiente,
mostrando nossa competência.”
Numa demonstração de otimismo, enfatizando os valores competência, eficiência e
comprometimento, percebemos uma valorização da posição hierárquica, uma vez que
simboliza sucesso para a organização.
A Biblioteca é uma unidade orçamentária – é autônoma – está vinculada diretamente à
unidade máxima da UFPB que é a Reitoria. Tem lutado para manter esta posição hierárquica
dentro da estrutura organizacional da UFPB.
Constitui numa tradição que deve ser mantida e uma crença que esta posição
hierárquica muito tem contribuído para a sobrevivência do sistema. Os trechos a seguir
exteriorizam esta idéia como também a figura do herói. “… então, dentro do possível a BC
gozando desta autonomia tem incluído as despesas das bibliotecas do interior.” E “Embora
as bibliotecas do interior estejam administrativamente ligadas aos seus respectivos Centros, a
diretora do Sistema tem dado uma ajuda…”
Observando ainda a escala de valores proposta e adotada, identificamos alguns outros
valores

como:

abertura,

criatividade,

flexibilidade,

cooperação

e

integração

interorganizacional, nas passagens a seguir:
“… essa participação nesse Seminário é pra vocês se encherem de informação,
ficarem devidamente informados. Porque dessa forma a gente administra melhor
com a participação de todos (…). Para poderem efetivamente participar dessa
administração e darem sua contribuição.”

12

�Vamos trabalhar com o que temos hoje, deixar fluir nossa criatividade…
… “a queda de orçamento realmente é difícil de trabalhar, mas o que a gente faz? (…)
vamos trabalhar com o que temos hoje.”
A visão de cooperação e integração está claramente refletida no momento da
apresentação dos serviços e das seções:
“as Divisões de Processos Técnicos e Desenvolvimento das coleções devem entregar
o peixe muito bem porque do contrário não haverá condições da DSU prestar um
bom serviço ao público.”
“… O serviço Braille tem uma ligação estreita com o Instituto dos cegos da
Paraíba; trabalha em parceria com o Núcleo de Educação Especial.”
A afirmação de que os valores são constituídos pela cúpula da organização estão
ligados aos objetivos organizacionais. Os depoimentos dos funcionários que sucederam a fala
da Diretora da biblioteca, confirmam a identificação de mensagens que foram lembradas e
bem colocadas pelos coordenadores das Seções, demonstraram assimilação, aceitação e
repasse das palavras e crenças da administração
“É um trabalho muito bom, inclusive ontem, como Babyne falou, a seção de
Periódicos é uma seção destinada à pós-graduação e a pesquisa…”
“Sobre a DSU, como foi bem explicado ontem por Babyne, é uma divisão que
tudo acontece, o processo técnico, aquisição, quando deseja aqui, tem que ser
bem colocado, bem explicado para que o usuário tenha boa informação, é isso aí
que agente tem que cobrar, a questão de ser uma divisão especializada e a gente
tem que ter também os horários especiais.”
O bibliotecário, embora não tenha sido muito feliz com a explanação do que pretendia,
deixa bem clara a idéia de integração entre os serviços – somatória de esforços no sistema,
mas o destaque é a assimilação dos valores compartilhados com os objetivos organizacionais.
No entanto, em alguns momentos, durante os depoimentos dos funcionários, suas
atitudes em relação aos usuários externos eram pouco valorizadas pelo chefia imediata,
provocando insatisfação entre eles. Isso pode ser percebido a partir do seguinte depoimento:
“…muitas vezes você toma uma determinada atitude com relação a um usuário,
então o chefe não assina em baixo. Ele desfaz o que você fez, ali naquele momento
(…) então não existe uma valorização nesse sentido, porque é como o colega ali
13

�falou “se chegar um professor aqui todo cheio de direito, falando pelos cotovelos,
reclamando que a coisa tá ruim (…) você tem que agüentar aquilo caladinho (…)
você tem que ficar na sua, muito embora ele esteja errado.”
Este desabafo se referiu a um atrito de cobrança de multa no empréstimo que foi
perdoada pelo fato do usuário ser professor. Isto demonstra que nem sempre os valores estão
sendo compartilhados com os objetivos organizacionais.
Se referindo aos professores é notório o sentimento de que o professor constitui uma
categoria de usuário que incomoda a Biblioteca, se tornando já uma crença entre o capital
humano da instituição, deixando transparecer nas afirmativas a seguir:
“…o professor ele não gosta de está na biblioteca, ele reclama do barulho da
biblioteca, reclama que não tem material, e acima disso ele está tendo recurso,
outros recursos, tem até um computador em casa, ele faz a sua pesquisa! Então ele
não precisa está aqui…”
“…O professor joga o aluno, vá na biblioteca prá normalizar esse trabalho, e ele
chega meio desligado porque ele não sabe, porque muita gente aqui não conhece a
ABNT.”
Percebe-se na fala do bibliotecário a atribuição da responsabilidade do professor pelo
desconhecimento das normas da ABNT, por parte do aluno.
A respeito de normas, a pessoa responsável pela seção, demonstra um apego as regras,
caracterizando um elemento predominante na cultura da organização.
Embora, seja prática comum nas organizações, a realização de rituais de
comunicação/integração, no que diz respeito aos procedimentos de recepção de um novo
empregado, não foi percebida nenhuma manifestação desse ritual, o que fica claro com relato
a seguir: “Era bom que o pessoal falasse o nome das pessoas que compõem cada seção (…)
que muitas vezes a gente trabalha na biblioteca e não conhece todo mundo (…) não sei quem
é, de onde é?”
Os mitos organizacionais são formados por componentes que mostram a mudança
cultural dentro de uma empresa. No decorrer dos depoimentos, um episódio mostra

14

�claramente a necessidade de haver um “ritual de integração” entre os funcionários que
compõem a DSU. Este depoimento é assim retratado:
Trabalho no acervo do 1º andar e mantenho as estantes organizadas. Trabalho
braçal, pesado e não é feito com o acompanhamento do pessoal da área de
formação (…) porque eu não fui orientado em nada, faz 8 meses que estou aqui e
fui aprendendo aos poucos com os próprios colegas.”
Seguindo ainda os elementos da cultura organizacional, temos as “estórias” como
“narrativas baseadas em eventos ocorridos, que informam sobre a organização, reforçam o
comportamento existente e enfatizam como este comportamento se ajusta ao ambiente
organizacional.” (Freitas, 1991, p.26).
A falta de conhecimento do que cada seção desempenha, leva a algumas situações no
mínimo engraçadas, mas reais, como a relatada a seguir quando se referiam ao
desconhecimento dos usuários em relação a Seção de Informação e Documentação (SID).
“Para ele o que importa é o livro. Aí quando chega no momento que precisa do SID, não
sabe nem o que é o SID (…) D. SID? SID é um serviço né?”
De acordo com a definição de ritos, observou-se que costumeiramente a BC
(programa) perpetua essa prática através de grupos de oração com encontros semanais,
comemorações de aniversários e o café-da-manhã todas as sextas-feiras. No entanto esse café
da manhã é compartilhado por um grupo formado por afinidades; como não há a participação
de todos os funcionários, esse rito já caracteriza-se como um Tabu.
Fleury (1993) recomenda que a comunicação interna como um ponto muito
valorizado, não só para melhoria do clima interno, mas principalmente para obter a
participação e o comprometimento dos empregados com as metas propostas. As empresas
vêm procurando implementar certas práticas inovadoras, como: “o café com o chefe”, a
política de “portas abertas” e outras. A BC vem adotando a prática do “café com o chefe”,
“encontros para orações”, “confraternização de aniversários e Natal”; entre outras.
15

�Nas falas dos funcionários, percebemos alguns valores culturais em relação aos
usuários – o Respeito as necessidades de informação, como o apresentado por um apelo de
uma estudante e relatado pelo funcionário.
“Frazão, pelo amor de Deus a minha prova é amanhã, me arruma um livro de
citologia. Verifiquei que todos estavam emprestados, mas havia chegado um novo e
consegui que a moça estudasse o dia inteiro numa sala interna, mesmo
contrariando as normas. No outro dia o pai da menina telefonou agradecendo,
dizendo que ela havia feito boa prova.”
Uma prova de carinho e comprometimento com os objetivos organizacionais: “…
trabalho lá com muito amor e muito carinho, e com toda modestia, atendo bem o usuário e
sou uma pessoa humana e desejo bem pra todo mundo…”
Se referindo ainda ao usuário uma demonstração de flexibilidade: “O espaço físico é
desse tamanho, mas o coração é imenso (…) vai trabalhando do jeito que pode, o espaço é
ineficiente, a gente sai do birô da gente é prá eles”.
Existem depoimentos em que os funcionários reconhecem as faltas com o usuário mas
nada fez para contornar nem resolver a situação, demonstrando negligência e falta de respeito
com o usuário:
“… eu já pequei por inexperiência, então muitas vezes eles têm acanhamento de se
dirigirem a referência e vão por conta própria, e muitas vezes eles passam direto,
para outro setor, ficam perdidos, procurando livros, então como entram dois mil
quase, alunos na Biblioteca, então pra gente dá conta de tudo…”
Há uma multiplicidade de significados nos relatos apresentados pelo capital humano
envolvido da Divisão de Serviços aos Usuários da BC da UFPB que foram explicitadas
durante a realização do I Seminário de Marketing que deverão servir de subsídio para outros
momentos no planejamento da própria Biblioteca.
Percebemos que houve uma assimilação do objetivo de promoção do Seminário de
Marketing ao ouvir depoimento de um bibliotecário da Seção de Periódicos.
“Então, estamos tentando e acho que esse Seminário é fundamental pra isso, pra
nos integrar cada vez mais à Biblioteca, mostrando que nós existimos, como todo
16

�órgão novo, ele precisa ser aceito, pela comunidade. A gente tá aqui com esse
propósito, de se fazer conhecido também. Então essa é a nossa equipe, esse é o
nosso propósito.”
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma organização surge a partir da idéia de seu fundador. A figura desta pessoa, ou
grupo, forma a cultura organizacional.
Apesar da análise feita aqui não ter se estendido a figura do idealizador a Biblioteca
Central, foi difícil perceber desde o início das falas analisadas, que as mensagens transmitidas
pela Direção de órgão perfeitamente assimilada pelo capital humano que compõe a Divisão
de Serviços aos Usuários. Com o passar dos anos as mensagens vão se moldando
gradativamente e se impondo como crenças e valores.
O poder do administrador se faz sentir em todos os momentos e assim este poder é
capaz de moldar ou modelar a cultura organizacional.
Em conformidade com o objetivo delineado no início do trabalho e subsidiado pelos
elementos da cultura organizacional propostas pelos autores consultados, foi possível
identificar os seguintes elementos contidos e enraizadas nas falas do capital humano que
compõe a DSU/BC/UFPB: A figura do Herói; Valores traduzidos como: competência,
eficiência comprometimento, abertura, criatividade, flexibilidade, cooperação, integração e
interorganização; Crenças; Normas; Ritos; Tabu; Comunicação informal e Mitos.
Considerando os traços culturais; seu comportamento, seus valores e suas crenças
através da palavra, a organização demonstra ou tende a se enquadrar num estilo múltiplo
(misto), apresentando características do estilo apoio, inovação e estilo burocrático. A figura
do professor aparece nas exposições dos profissionais como um incômodo, um questionador.
E se a cultura passa a ser questionada, o docente transforma-se como um modificador dessa
17

�cultura e conseqüente um instrumento que poderá influenciar a mudança do comportamento
organizacional.
Inconscientemente, se estabelece uma barreira que é percebida nos depoimentos
enfáticos referentes aos professores. Essa barreira nada mais é que uma atitude de resistência
a mudanças.

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Administração, São Paulo, v.33, n.2, p.26-34, mar./abr. 1993.
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FREITAS, Maria Ester de. Cultura organizacional: grandes temas em debate. Revista de
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KANAANE, Roberto. Comportamento humano nas organizações: o homem rumo ao século
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MINAYO, Maria Cecília de Sousa. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em
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18

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1997. 84p.

19

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                <text>Objetiva-se identificar traços da cultura organizacional presentes nos depoimentos dos clientes internos da Divisão de Serviços aos Usuários (DSU) da Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Os depoimentos que subsidiam o estudo foram obtidos no I Seminário de Marketing promovido durante a execução do projeto de pesquisa “Diagnóstico para aplicação de técnicas de marketing da DSU da Biblioteca Central da UFPB”. Nesse evento, o capital humano da DSU discutiu aspectos relativos as atividades inerentes à Divisão. A cultura organizacional pode ser entendida como uma forma tradicional e usual de pensar e trabalhar. É compartilhada em grau variado pelos seus membros, e repassada de uma geração para outra, podendo ser identificada pela resistência às mudanças ocasionada pelos valores, crenças, mitos e tabus que estão enraizados nas organizações. Manifesta-se também através de padrões de comportamento ou estilo organizacional assumido pelas pessoas. Para atingir o objetivo proposto, os depoimentos foram gravados e transcritos, permitindo a aplicação da técnica de análise de discurso. Foi constatado que os valores e as crenças que constituem a cultura organizacional, condicionam e direcionam o comportamento das pessoas e grupos dentro da organização. A análise dos dados obtidos permitiram concluir que os traços culturais identificados na DSU da Biblioteca Central da UFPB exercem influência direta no comportamento do seu capital humano induzindo a uma atitude de resistência a mudança.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E O SEU CAPITAL INTELECTUAL

Lidia Eugenia Cavalcante*
Universidade Federal do Ceará
Resumo
Apresenta considerações sobre as mudanças que vêm ocorrendo na sociedade, desde a
Revolução Industrial até a Revolução do conhecimento. Aborda questões sobre a importância
que o capital humano passa a ter para o desenvolvimento econômico e social que, ao aliar-se à
informação e ao conhecimento, constituem o capital intelectual, bem como tornam-se
responsáveis pelo diferencial de sucesso das organizações. Sendo a Biblioteca Universitária
um grande arsenal de capital intelectual é necessário que ela esteja atenta a estas mudanças e
participe ativamente desse novo contexto que representa a realidade do mercado e da
sociedade atuais.

Palavras-chave: Capital Humano, Capital Intelectual, Bibliotecas Universitárias, Sociedade
do Conhecimento.

INTRODUÇÃO

Há algum tempo as novas tecnologias de comunicação e de informação têm se
tornado as grandes vedetes da economia mundial, aumentando consideravelmente, a
competitividade e a necessidade de grandes investimentos no setor, desde a aquisição de
equipamentos de última geração ao monitoramento constante do mercado e das empresas

Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará, Mestranda em História Social
UFRJ/UFC, Especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem UFRJ/UFC (Av. da Universidade, 2762 Bairro Benfica, Fortaleza - Ceará. CEP.: 60.020-180. Fone: 85 2434140 / 85 2141462.
E-mail: lidiaeugenia@fortalnet.com.br

1

�concorrentes. O aspecto mais significativo é que tais fatores só levarão aos resultados
esperados e desejados se estiverem aliados ao mais importante de todos que é o investimento
no capital intelectual.
Uma das características principais da chamada "globalização" é, sem dúvida, a
atenção que vem sendo dada pelas organizações em geral ao capital intelectual, causando
profundas mudanças estruturais no que se refere à formação profissional e à necessidade de
atualização constante por parte dos indivíduos. Esta questão tem acelerado a competição e a
concorrência em diferentes mercados no mundo inteiro, o que corresponde a uma larga
disseminação das expressões "revolução do conhecimento" e "era da informação".
Foi preciso todo um avanço no conhecimento humano, materializado em
desenvolvimento industrial e tecnológico, para que a sociedade vivenciasse grandes
transformações ocasionadas por revoluções que mudaram a forma de pensar, viver, agir e
produzir ao longo da história da humanidade, em diferentes contextos da atividade humana
(política, econômica, social e cultural). A transição econômica, significativamente marcada
pela Revolução Industrial, iniciada em meados do século XVIII na Inglaterra e proliferandose por toda a Europa, a princípio, para depois avançar pelo mundo todo, funcionou como
cenário de uma nova realidade econômica, através do capitalismo e do desenvolvimento dos
meios de produção e nos processos de trabalho pela mecanização e produção em massa. Essas
transformações também evidenciaram conflitos entre os interesses de classes e grandes
alterações sociais, marcando assim o triunfo da chamada sociedade industrial.
Contudo, diante das características histórico-sociais apresentadas pela Revolução
Industrial e do processo de crescimento humano, chegou-se a uma nova revolução gerada pelo
desenvolvimento científico e tecnológico, levando à ênfase da produção do conhecimento e à
constituição de novos saberes e idéias. A "Era Industrial" foi suplantada pela "Era da
Informação", e hoje vivemos a "Era do Conhecimento", estando estas duas últimas fundidas,

2

�cujas fontes de riquezas não são mais físicas e tangíveis como capital financeiro, bens e
dinheiro. De acordo com Richard Crawford,
"Quando você diferencia informação de conhecimento é muito importante ressaltar
que informação pode ser encontrada numa variedade de objetos inanimados, desde
um livro até um disquete de computador, enquanto o conhecimento é entendimento
e 'expertise'. Conhecimento é a capacidade de aplicar a informação a um trabalho ou
a um resultado específico. Somente os seres humanos são capazes de aplicar desta
forma a informação através de seu cérebro ou de suas habilidosas mãos. A
informação torna-se inútil sem o conhecimento do ser humano para aplicá-la
produtivamente. Um livro que não é lido não tem valor para ninguém."1

Todos esses avanços tornaram-se o grande salto à construção de um outro tempo histórico, de
novos paradigmas, conceitos, exigências e metas, tanto econômicas, quanto sociais e que, não
por coincidência, marcam o início do terceiro milênio com a valorização do potencial humano
e intelectual.
Nesse contexto, as bibliotecas precisam ficar atentas às mudanças que vêm
ocorrendo, principalmente por estarem caracterizadas e inseridas num cenário onde
informação e conhecimento tornaram-se as grandes vedetes.

1 A EMERGÊNCIA DO CAPITAL INTELECTUAL

Muitas mudanças que ocorrem na sociedade atualmente têm o ser humano e o seu
potencial intelectual, produtor de informação e conhecimento, como os principais pontos de
referência, constituindo-se a força motriz para alavancagem do desenvolvimento social e
econômico dos países. A idéia atual é que, após inúmeros investimentos feitos em tecnologia,
equipamentos de última geração e modernização de produtos e serviços, as empresas passem
a investir mais no capital intelectual e no aproveitamento da força criadora do seu quadro de
pessoal como estratégia competitiva no mercado.

1

CRAWFORD, Richard. Na Era do capital humano. São Paulo: Atlas, 1994. p. 21.

3

�Thomas A. Stewart define capital intelectual como aquilo que "constitui a matéria
intelectual - conhecimento, informação, propriedade intelectual, experiência - que pode ser
utilizada para gerar riqueza. É a capacidade mental coletiva. É difícil identificá-lo e mais
difícil ainda distribuí-lo de forma eficaz. Porém, uma vez que o descobrimos e o exploramos
somos vitoriosos."2 Ao analisar essa definição observando os centros de informação,
especialmente as bibliotecas universitárias, chegar-se-á a conclusão de que estas possuem um
verdadeiro arsenal de capital intelectual em potencial gerador de riquezas. As bibliotecas
encontram-se abarrotadas de bens intangíveis, principalmente conhecimento e informação. E
estes representam, na atualidade, o grande diferencial em competitividade dos mercados que
se destacam mais pela informação que detêm, do que pela sua condição econômica e
financeira. Entretanto, é importante salientar que aqueles que se destacam economicamente,
também são os que mais investem em capital intelectual, e são estes geradores de todos os
outros capitais.
"O conhecimento sempre foi importante - não é à toa que somos homo sapiens, o
homem que pensa. Ao longo da história, a vitória ficou nas mãos das pessoas que
estavam na vanguarda do conhecimento: os guerreiros primitivos que aprenderam a
fazer armas de ferro, que derrotaram seus inimigos armados com bronze; as
empresas norte-americanas, durante centenas de anos beneficiárias do sistema de
escolas públicas mais abrangente do mundo, que lhes proporcionou uma força de
trabalho bem instruída. Mas o conhecimento é mais importante do que nunca. Nosso
estoque de capital intelectual é importante porque estamos no meio de uma
revolução econômica que está criando a 'Era da Informação'".3

A comprovação de que o capital humano é importante para o sucesso das
organizações, o que se dá por meio de uma gestão do capital intelectual, não é uma tarefa
simples, pois, de acordo com os vários autores que tratam sobre o assunto, o monitoramento
do capital humano como uma das variáveis do capital intelectual, exige uma avaliação
detalhada de indicadores considerados relevantes e que ainda não existe um modelo teórico
preciso capaz de promover um balanço patrimonial do "intangível" das organizações,

2

STEWART, Thomas A. Capital intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. Rio de Janeiro:
Campus, 1998. (grifo do autor).
3
Id. ibid. p. 5.

4

�principalmente por ser esta uma tendência ainda não consolidada. Entretanto, saber identificar
o capital humano é de suma importância, pois proporciona às empresas um grande diferencial
de competitividade e excelência no mercado.
Todos os ativos e estruturas, visíveis ou invisíveis, são resultados da ação humana
e dependem de competência, talento e energia para continuarem existindo. Gerenciar tais
questões exige ações relacionadas com liderança, melhoria do nível educacional dos
funcionários, plano de cargo e carreira, estabelecimento de relações interpessoais,
planejamento e desenvolvimento, rotatividade de pessoal e índice de funcionários satisfeitos.
Subjacente a estas ações, para medir o grau de importância do capital humano,
torna-se necessário avaliar também a atitude da melhoria contínua em relação a todos os
processos de gestão que são utilizados com esse objetivo. Nesse sentido, a organização
poderia traçar suas estratégias baseada no princípio de aprendizagem contínua dos
funcionários, desenvolvendo o potencial de crescimento individual, criando um vínculo de
formação e desenvolvimento focalizados fundamentalmente em três áreas. A primeira seria na
formação cultural que privilegia uma série de fatores como a aprendizagem do saber ser e
saber estar dentro da organização, em conformidade com a cultura, valores e princípios que
regem a atuação individual e coletiva; a segunda seria uma formação estratégica a curto ou a
médio prazo que privilegiasse a todos. Ações neste sentido seriam desenvolvidas para
obtenção de certificação técnica, inclusive as destinadas à formação em gestão e liderança.
Por último, não menos privilegiada

que as duas primeiras, seria a aprendizagem que

potencializa o desenvolvimento pessoal e a evolução de carreira, esta baseada na educação
formal para melhoria dos conhecimentos, aptidões e experiências.
Nessa busca do conhecimento e de novas determinações históricas, o homem
passa a ser percebido não mais como um mero figurante no mundo dos negócios, e sim como
ator e construtor de capital e desenvolvimento econômico e social, através do seu potencial

5

�intelectual. A este respeito, nas mudanças econômicas e sociais que acompanham o período
de transição vivenciado pelos sujeitos, a economia do conhecimento trás profundas
consequências, o que tem se evidenciado no mercado, cujas exigências vão bem além de
cursar graduação em uma universidade ou da experiência que um indivíduo possa ter.
Richard Crawford assim se expressa sobre a evolução do conhecimento:
"Já se tem mais conhecimento das causas destas transformações no mundo do que se
pode imaginar. Historiadores econômicos, ao estudarem o desenvolvimento da
economia mundial e, particularmente, o desenvolvimento dos países industrializados
nos últimos 250 anos, desenvolveram um modelo de como as economias e as
sociedade evoluem. O modelo é o seguinte: novos conhecimentos levam a novas
tecnologias, as quais, por sua vez, levam a mudanças econômicas; que,
consequentemente, geram mudanças sociais e políticas, as quais, em última
instância, criam um novo paradigma ou visão de mundo. Este modelo pode ser
utilizado para explicar as dramáticas mudanças econômicas, sociais e políticas que
vêm ocorrendo no mundo."4

Infelizmente, muitas organizações brasileiras ainda vêem nos seus ativos tangíveis
como: prédios e instalações, bens, estoques e equipamentos, o seu maior patrimônio, e
esquecem que hoje a grande tendência mundial é a valorização do capital humano como força
capaz de construir todo o resto e lidar com a informação para a produção do conhecimento.
Ao potencial humano alia-se ainda valores, idéias, atitudes, experiência, aprendizado e a
capacidade de gerar riqueza coletivamente que constituem o capital intelectual. Portanto, a
importância da valorização e capacitação profissional devem representar o grande fator
competitivo entre as organizações e elas precisam estar abertas a estas inovações para se
posicionarem de modo dinâmico, de acordo com o novo desenho econômico imposto pela
sociedade. Trata-se pois de uma mudança sutil em relação ao ser humano, porém, os
resultados são facilmente evidenciados através do crescimento das organizações que
valorizam esse potencial.

4

CRAWFORD, Richard. Op. cit. p. 16.

6

�2

MAPEANDO

O

CAPITAL

INTELECTUAL

NAS

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS

Juntamente com o crescimento da importância do capital intelectual, as
universidades também passaram a ter novos papéis para a sociedade. Além de centros de
excelência profissional, as pesquisas e tecnologias geradas por elas têm possibilitado uma
maior integração com o crescimento econômico do país. O que pode ser observado pelo
crescente surgimento de novas faculdades, cursos de graduação e de pós-graduação, além dos
avanços observados nas pesquisas e produção do conhecimento, o que é evidenciado pelo
grande número de publicações e revistas acadêmicas que a cada ano surge no mercado
nacional e internacional, demonstrando uma prática científica que é traduzida em tecnologia,
informação e riquezas. Como conhecimento passou a ser considerado capital intelectual, com
recursos e investimentos constantes, as instituições acadêmicas se tornaram centros de
produção de capital humano responsáveis pelo crescimento econômico, científico e
tecnológico dos países.
Ao se observar, hoje, a situação das bibliotecas universitárias, principalmente as
públicas federais, pode-se perceber que, como a maioria das organizações brasileiras, o capital
intelectual ainda não está recebendo o seu devido valor. As deficiências são muitas: falta de
pessoal, de treinamento, educação continuada, incentivo, trabalho em equipe, bons salários e
conhecimento compartilhado, entre outras. Todas estas faltas têm provocado sérias
dificuldades que afetam os produtos e serviços oferecidos à clientela. Infelizmente, ainda é
muito baixo o nível de investimento feito em ciência e tecnologia no Brasil, o que inclui
diretamente os recursos destinados às bibliotecas que deveriam garantir a qualidade das
informações fornecidas aos pesquisadores.

7

�Na realidade, as bibliotecas universitárias devem formar alianças estratégicas com
o intuito de se tornarem mais fortes, principalmente na obtenção de recursos financeiros a
serem aplicados em infra-estrutura, tecnologia, informação e, principalmente, em capital
humano, melhorando significativamente o seu capital intelectual. As alianças entre centros de
informação, pesquisadores, governo e empresas públicas e privadas poderão transformar-se
em grandes resultados e benefícios sociais através de pesquisas de qualidade.
Sendo a informação a matéria-prima para a produção do conhecimento e a mais
cara e valiosa para diferentes tipos de organizações na sociedade atual, a biblioteca pode
tornar-se o grande diferencial, à medida que ela faça parte do novo conceito de
desenvolvimento e competitividade que ora se apresenta e desempenhe com competência o
seu papel de gerenciadora da informação que leva à produção do conhecimento. E é esse
conhecimento produzido e compartilhado a partir da informação coletada, selecionada e
disponibilizada, que irá medir a relevância e a necessidade de maiores investimentos
destinados à biblioteca.
É preciso avaliar o que é estrategicamente importante, e isso pode ser feito a partir
do mapeamento do capital intelectual da biblioteca, isto é, conhecer como andam a
competência, a satisfação, a motivação e o envolvimento do seu pessoal com o trabalho, bem
como a qualidade dos produtos e serviços oferecidos à clientela. Será que a biblioteca além de
informação vende confiabilidade? Isso pode ser medido por diferentes indicadores como:
satisfação do cliente, retorno, novas alianças, aumento dos investimentos financeiros a ela
destinados e nível de recursos aplicados em capital humano. Essa avaliação possibilitará uma
idéia do todo (ameaças e oportunidades) e auxiliará no desenvolvimento de estratégias para se
traçar novos planos.
Há uma grande necessidade de ligação entre a biblioteca e o seu meio:
universidades, docentes, pesquisadores, alunos e a sociedade caracterizando o meio externo, o

8

�que exige compromisso e participação de todos os funcionários para tornar claro o papel vital
que a informação desempenha socialmente no desenvolvimento e geração de novos
conhecimentos. Do ponto de vista interno é a comunicação e o trabalho em equipe que irão
garantir que todos os recursos, esforços, desempenhos e relações interpessoais se conjuguem
harmoniosamente para alcançar os objetivos estratégicos e operacionais.
Outra questão importante para o sucesso da biblioteca na instituição e fora dela
será perceber a razão de ser do seu trabalho e o modo como ele pode contribuir para as
universidades alcançarem seus objetivos, sabendo em cada momento onde está e onde
pretende chegar, em termos pessoais, departamentais e institucionais.
Para se tornar competitiva e participante do mercado informacional na "Era do
Conhecimento", em que as ferramentas intelectuais são diferentes e mais importantes do que
as ferramentas físicas, isto é, o ser humano passa a ser o grande gerador de riquezas, os
gerentes dos centros de informação devem atuar como líderes, buscando e implementando de
maneira criativa meios para que os funcionários verbalizem opiniões, apresentem sugestões,
tanto individuais quanto coletivas e participem do sucesso da instituição. O capital humano
cresce quando os funcionários se sentem responsáveis e parte integrante do processo de
crescimento. Os resultados do trabalho executado, portanto, tornam-se melhores porque são
essencialmente tarefas humanas como sentir, julgar, criar e desenvolver relacionamentos. É
importante também que sejam identificadas novas lideranças no ambiente da biblioteca. Esses
novos líderes, além de comandar subordinados precisam aprender a liderar em situações que
não fazem parte do organograma da biblioteca, como projetos em pareceria com outras
instituições, esta é uma habilidade-chave para o bibliotecário que pretende estar conectado
com o meio externo.
Com relação às políticas de recursos humanos é necessário criar mecanismos
capazes de estimular o funcionário a buscar a competência e desenvolver os seus talentos, de

9

�envolvê-lo com a instituição na busca de resultados. Entretanto, percebe-se que ainda não há
nas bibliotecas, de um modo geral, programas de treinamento que consolidem o crescimento
profissional através de uma educação continuada, fornecendo aos funcionários recursos para
ajudá-los e motivá-los a enfrentar mudanças e desafios impostos pelo mercado. É preocupante
a não existência de políticas de carreiras, cargos e salários nas bibliotecas universitárias
levando a fatores que desestimulam o funcionário à valorização do trabalho, bem como a
busca do crescimento pessoal.
Um outro fator que tem preocupado em relação ao desempenho favorável das
bibliotecas universitárias, aliado à questão do capital humano sempre muito escasso, são os
investimentos feitos em tecnologia, pois, fluxo de informação atualmente significa
comunicação avançada, instrumentação altamente sofisticada, sistemas de informação
integrados baseados em computadores de última geração e negócios realizados a longas
distâncias que, infelizmente, ainda não se constituem meta prioritária às universidades
brasileiras, principalmente as públicas. Essa questão também afeta diretamente a qualidade
dos cursos de graduação e pós-graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação no
Brasil. As projeções a médio e a longo prazo mostram que, se os profissionais que lidam com
a informação não estiverem em sintonia com as novas tecnologias, com o mercado e as
pressões competitivas, a tendência será a dispersão, com a migração de outros profissionais de
áreas diversas aos centros de informação.
A força motriz na evolução da economia do conhecimento são os avanços em
tecnologia da informação o que representa oportunidades e riscos para os bibliotecários. Isto
é, investimentos pessoais e profissionais se tornam evidentes e necessários, assim como
competência e talento. Por conseguinte, há uma proliferação de novos mercados que criam
outros campos de atuação e carreiras para além das bibliotecas tradicionais, principalmente
àqueles ligados a Internet como: webmaster (profissionais que criam e gerenciam informações

10

�em sites), diretor de conhecimento (reúne e gerencia conhecimentos para empresas, projetos,
treinamentos, concorrências etc.), diretor de tecnologia da informação (assegura o uso da
tecnologia em benefício da empresa).5
O grau de importância da gestão do capital intelectual dentro das organizações se
opera através de quebras de paradigmas de liderança. O capital humano só pode ter
importância quando os funcionários trabalham energizados e têm a oportunidade de tomar
decisões; quando as linhas demarcatórias entre gerentes e funcionários podem ser dissipadas,
a fim de que suas habilidades possam ser utilizadas e que possam ser defensores espontâneos
da instituição a qual faz parte.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As novas tecnologias de informação e comunicação, o capital humano e as
alianças estratégicas compreendem os principais fatores de competitividade, diferencial e
adequação à sociedade do conhecimento. Nesse sentido, empresas nacionais e estrangeiras
têm buscado um enfrentamento dessas questões investindo em capital intelectual e em alta
tecnologia. Essas ações levam à criação e ao desenvolvimento de estratégias de
competitividade, à geração de novas idéias e ao crescimento econômico, à medida que
condições são propiciadas pelos interessados.
Nesse período de transição e mudanças mundiais, onde seres humanos fazem uso
da informação, conhecimento e tecnologia para alcançar o desenvolvimento sócio-econômico
global, os profissionais das bibliotecas universitárias brasileiras precisam estar integrados ao
novo paradigma do capital intelectual e humano, o que representa um salto estratégico rumo
ao crescimento do mercado de informação onde as BU's possuem papel diferencial à tomada
de decisão de pesquisadores e organizações dos grandes centros de pesquisa do País. Esta
5

SOMOGGI, Laura. As novas carreiras da Internet. VOCÊ S.A. ano 2, n.16, out.1999. p.54-59.
11

�questão representa ainda um desafio às universidades brasileiras, onde os recursos têm se
tornado cada vez mais escassos, assim como a contratação de novos profissionais e as
exigências em relação à qualidade cresce vertiginosamente. Pensar o papel das bibliotecas
como centro de excelência, inovação e crescimento, diante das ameaças e oportunidades do
momento é, necessariamente, pensar um novo perfil profissional para aqueles que atuam em
centros de informação, avaliando competências, talentos, lideranças, potenciais, atitudes,
interesses, valores, objetivos e forças individuais e coletivas.
É tempo de informação, conhecimento e valorização do ser humano o que, em
conjunto, é chamado de capital intelectual. As organizações que não estiverem dispostas a
investir nesses novos fatores de crescimento, terão pouquíssimas chances de se tornarem
competitivas nesse novo cenário econômico e social.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ANSOFF, H. I. A Nova estratégia empresarial. São Paulo: Atlas, 1990.
BOOG, Gustavo G. O Desafio da competência: como enfrentar as dificuldades do presente e
preparar sua empresa para o futuro. São Paulo: Best Seller, 1991.
COVEY, Stephen R. O Líder do futuro: três funções do líder no novo paradigma. São Paulo:
Futura, 1996.
CRAWFORD, Richard. Na Era do capital humano. São Paulo: Atlas, 1994.
HAMPTON, David R. Administração contemporânea: teoria, prática e casos. São Paulo:
McGraw-Hill, 1992.
KOTTER, John P. Liderando mudanças. São Paulo: Campus, 1997.
MALONE, Michael S., LEIF, Edvisson. Capital intelectual. São Paulo: Makron Books, 1998.
MARIOTTI, Humberto. Organizações de aprendizagem: educação continuada e a empresa do
futuro. São Paulo: Atlas, 1996.

12

�MCGEE, James, PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação. Rio de
Janeiro: Campus, 1994.
NOVAS tecnologias, trabalho e educação. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.
NEVES, A . L. Motivação para o Trabalho. Lisboa: RH, 1998.
PORTER, Michael E. Vantagem Competitiva: criando e sustentando um desempenho
superior. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
SENGE, Peter M. A 5ª disciplina – arte, teoria e prática da organização de aprendizagem. São
Paulo: Best Seller, 1990.
SOMOGGI, Laura. As novas carreiras da Internet. VOCÊ S.A. ano 2, n.16, out.1999. p.5459.
STEVEN, Alber. KEITH, Bradley. The Management of intellectual capital. Londres:
Business Performance Group Limited, 1995.
STEWART, Thomas. Capital Intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. Rio de
Janeiro: Campus, 1998.

13

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Apresenta considerações sobre as mudanças que vêm ocorrendo na sociedade, desde a Revolução Industrial até a Revolução do conhecimento. Aborda questões sobre a importância que o capital humano passa a ter para o desenvolvimento econômico e social que, ao aliar-se à informação e ao conhecimento, constituem o capital intelectual, bem como tornam-se responsáveis pelo diferencial de sucesso das organizações. Sendo a Biblioteca Universitária um grande arsenal de capital intelectual é necessário que ela esteja atenta a estas mudanças e participe ativamente desse novo contexto que representa a realidade do mercado e da sociedade atuais.</text>
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                    <text>ESCRITÓRIO DE PESQUISA - CONSULTORIA INTERNA COMO FORMA DE
CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS DAS FONTES FINANCIADORAS.

Sueli Mitiko Yano
Mestranda Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Rua Waldemar César da Silveira, 105 - Swift
Campinas – SP - Brasil
smyano@mixmail.com

Sylvia Helena Morales Horiguela de Moraes
Escritório de Pesquisa – Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP – Câmpus de Marília.
Av. Hygino Muzzi Filho, 737
Marília – SP- Brasil
esqpesq@marilia.unesp.br

RESUMO
As universidades públicas no Brasil têm sofrido contínuos cortes de verbas por parte
dos governos, tanto federal como estadual, fazendo com que as mesmas busquem formas
alternativas de captar recursos para o desenvolvimento de suas pesquisas. Na Faculdade de
Filosofia e Ciências, UNESP – Câmpus de Marília foi criado, em agosto de 1996, o Escritório
de Pesquisa tendo, como um de seus propósitos, a captação de recursos junto às agências de
fomento e financiamento à pesquisa. Os objetivos do Escritório de Pesquisa são: centralizar e
coordenar informações de forma a criar um banco de dados dos principais órgãos de fomento
e financiamento da pesquisa no Brasil e no exterior, publicando catálogo dessas entidades,
direcionado para a área de atuação dos pesquisadores da Unidade; manter contato permanente
com as agências financiadoras; mediar os auxílios junto às agências financiadoras; orientar a
clientela sobre a concessão de bolsas de estudos e auxílios à pesquisa das agências
1

�financiadoras; cadastrar as linhas de pesquisas e as pesquisas em andamento da Unidade,
visando a sua divulgação em nível nacional e servir de subsídio aos pesquisadores
interessados no desenvolvimento de projetos e/ou formação de outros núcleos de pesquisa no
país; cadastrar informações das fontes referenciais da produção científica do corpo docente e
discente da Unidade, com a finalidade de divulgar e otimizar o acesso à mesma; divulgar
periodicamente boletim com informações de caráter técnico-científico que contemplem as
áreas de interesse da Unidade; cadastrar os grupos de pesquisa. O serviço prestado pelo
Escritório de Pesquisa caracteriza-se como o de uma consultoria interna, ou seja, um serviço
especializado de orientação sobre a obtenção de bolsas e auxílios mantidos pela própria
Faculdade. Desde a implantação do Escritório, tem aumentado sensivelmente a quantidade de
auxílios e bolsas concedidos à comunidade acadêmica.

EIXO TEMÁTICO : Captação de Recursos Financeiros / Fontes financiadoras

1. Introdução
A história recente da universidade brasileira tem demonstrado os momentos difíceis
pelos quais ela tem passado devido a escassez de recursos orçamentários. Com isso a famosa
tríade da universidade “ensino, pesquisa, e extensão”, encontra-se prejudicada, podendo até
comprometer o desempenho destas mesmas universidades em um futuro próximo.
Numa forma de reação a estas dificuldades enfrentadas, as universidades brasileiras
têm buscado saídas para esta crise através de parcerias com empresas privadas e a otimização
do processo de concessão de auxílios por parte das agências financiadoras, como CAPES e
CNPq, FINEP e, no caso do Estado de São Paulo, a FAPESP, sendo que esta última tem tido
e proporcionado melhores condições aos pesquisadores que pleiteiam bolsas e auxílios.

2

�Por otimização do processo de concessão de bolsas e auxílios, referimo-nos ao
acompanhamento e orientação sistemáticos de todo o processo, desde a solicitação até os
relatórios finais e prestação de contas às agências financiadoras.
Especificamente na UNESP – Universidade Estadual Paulista, Câmpus de Marília,
este acompanhamento é realizado pelo Escritório de Pesquisa, um serviço de apoio à pesquisa
da Faculdade de Filosofia e Ciências.

2. Caracterização da Instituição
A UNESP foi criada em 1976 com a reunião de antigos institutos isolados de ensino
superior mantidos pelo poder público e instalados em cidades com elevado grau de
desenvolvimento, a partir da década de 20, com acentuado crescimento no final da década de
50.
Atualmente a UNESP é uma das três universidades públicas do Estado de São Paulo e
possui um caráter multicâmpus, ou seja, possui várias unidades instaladas em todo o território
paulista, um câmpus universitário na capital e outros quatorze no interior, mais dois câmpus
avançados e uma série de unidades complementares, inclusive no litoral, tendo sempre como
meta o ensino, a pesquisa e a extensão.
Há um grande incentivo à pesquisa dentro da Universidade, sendo que este ramo de
atividade dentro de cada unidade da UNESP é coordenado pela Comissão de Pesquisa.
A Faculdade de Filosofia e Ciências, Câmpus de Marília foi criada em 1959 e possui
os cursos de Biblioteconomia, Ciências Sociais, Filosofia, Fonoaudiologia e Pedagogia, em
nível de graduação e, em nível de Pós-graduação, os cursos de Ciência da Informação,
Ciências Sociais, Educação e Filosofia.

3

�Como braço operacional da Comissão de Pesquisa está o Escritório de Pesquisa,
implantado em agosto de 1996 e vinculado, tecnicamente, à Comissão de Pesquisa.
O Escritório de Pesquisa é um serviço de apoio tecnológico para a gestão da pesquisa,
que tem como objetivo coletar, gerenciar e disponibilizar fontes de informação para a
dinamização da pesquisa no Câmpus de Marília. (Fujita, 1996).
As atividades, segundo o site do Escritório de Pesquisa (1998), são :
- “Centralizar e coordenar informações de forma a criar um banco de dados
dos principais órgãos de fomento e financiamento da pesquisa no Brasil e no
exterior, publicando Catálogo dessas Entidades, direcionado para a área de
atuação dos pesquisadores da Unidade;
- Manter contato permanente com as agências financiadoras;
- Mediar os auxílios junto às agências financiadoras;
- Orientar a clientela sobre a concessão de bolsas de estudos e auxílios à
pesquisa das agências financiadoras;
- Cadastrar as linhas de pesquisas e as pesquisas em andamento da unidade,
visando a sua divulgação em nível nacional e servir de subsídio aos pesquisadores
interessados no desenvolvimento de projetos e/ou formação de outros núcleos de
pesquisa no país;
- Cadastrar informações das fontes referenciais da produção científica do corpo
docente e discente da unidade, com a finalidade de divulgar e otimizar o acesso à
mesma;
- Divulgar

periodicamente

boletim

com

informações

técnico-científico que contemplem as áreas de interesse da unidade;
-

Cadastrar os grupos de pesquisa.”

4

de

caráter

�Ao analisarmos as atividades exercidas pelo Escritório de Pesquisa observamos
claramente o papel de facilitador dos aspectos burocráticos do processo de pesquisa, atuando
como o intermediador da informação referente ao universo da pesquisa e os possíveis
interessados nestas informações.
3. Intermediação da Informação
Ao pensarmos em intermediação de informação, algumas questões relacionadas a esta
atividade devem ser destacadas. Dertouzos (1997, p.297) caracteriza e analisa a informação
intermediária ao dizer,
“...os produtos e serviços intermediários de informação representam uma parcela
bem maior da economia e são versáteis, pois abrangem todas as tarefas
administrativas, conduzindo a milhões de bens e serviços. Mas, como já vimos, a
informação intermediária é quase sempre personalizada, e seu valor, determinado
sobretudo pelo valor dos bens e serviços a que der origem (os economistas
chamam a esta demanda por bens intermediários de demanda derivada).
Devemos notar também que a informação intermediária de uma companhia, com
todos os procedimentos humanos e de software que exige, não é de imediato
comercializável, como os produtos físicos intermediários, que tendem a ser mais
padronizados.” .
O autor continua, questionando:
“Qual é o valor econômico da informação? A informação tem valor econômico
quando leva a satisfação dos desejos humanos. Uma pequena parcela é formada
por produtos finais, que derivam seu valor da oferta e da procura. A proporção
majoritária, porém,

cabe aos bens intermediários, cujo valor deriva

substancialmente do valor dos bens e serviços que deles se utilizam.”.
(Dertouzos, 1997, p.297).
5

�E conclui que “...o valor da informação é determinado pelo valor intangível das coisas
que gera”. (Dertouzos, 1997, p.297).
Neste sentido, ao classificarmos os serviços prestados pelo Escritório de Pesquisa
como sendo de um intermediador de todo o processo burocrático existente na pesquisa,
podemos perceber a importância deste serviço ao analisarmos os bens intermediários que têm
gerado desde a sua criação.
A partir do ano da criação do Escritório de Pesquisa houve um crescimento
substancial

da

formação

de

grupos

de

pesquisa,

bem

solicitados/concedidos, conforme demonstram os gráficos abaixo :

Fonte: YANO, S. M. Grupos de pesquisa do câmpus de Marília, 1998.

6

como

dos

auxílios

�Deste modo, podemos demonstrar que os bens intermediários produzidos pelo
Escritório de Pesquisa (informações sobre concessão de bolsas e auxílios das instituições de
fomento, acompanhamento sistemático do processo desde o início até a prestação de contas,
produção de base de dados das pesquisas em andamento, cadastramento dos grupos de
pesquisas existentes na base de dados do CNPq, divulgação científica) têm produzido
produtos de valor científico.
Mas o serviços prestados pelo E. P. não podem ser apenas qualificados como de um
intermediário, eles efetivamente podem ser caracterizados como o de um consultor interno
para informações referentes à pesquisa.

4. Consultoria
O consultor segundo Parreira, (1991, p.12) “é aquele que dá ou pede conselho,
opinião, parecer.(...)O ato de um cliente fornecer, dar e solicitar, pedir pareceres, opiniões,
estudos, a um especialista contratado para que este auxilie, apoie, oriente o trabalho
administrativo.”
Segundo Block (1991, p.1-2),
“Todas as vezes que dá conselhos a alguém que está diante de uma escolha ,
você está dando consultoria. (...) Um consultor é uma pessoa que está em posição
de ter alguma influência sobre um indivíduo, um grupo ou uma organização, mas
que não tem poder direto para produzir mudanças ou programas de
implementação.”
Resumindo é uma atividade profissional voltada ao aconselhamento de seus clientes,
visando resolver ou auxiliar na resolução de um problema, mas não como o principal ator das
transformações e sim como a pessoa responsável em dizer como a transformação pode ser
realizada.

7

�Block (1991, p.13) ressalta que
“Ao agir como consultor, você está sempre atuando em dois níveis. Um dos níveis
é o conteúdo, a parte cognitiva de uma discussão entre você e o cliente.(...) O
nível de conteúdo é a parte de solução de problemas racional ou explícita da
discussão, na qual você atua sobre aquilo que chamo de problema
técnico/administrativo. O segundo nível é o relacionamento entre consultor e
cliente, se estão se sentindo aceitos ou encontram resistências, se sentem uma alta
ou baixa tensão, se sentem apoio ou confrontação.”
Deste modo podemos dizer que, mesmo se o consultor for uma pessoa de reconhecida
capacidade técnica, se ele não souber lidar com o relacionamento entre as pessoas,
principalmente no caso de ele ser um consultor externo, sua missão estará fadada ao fracasso
pois, como já foi ressaltado anteriormente, o consultor não será o agente transformador, mas o
estopim para que as transformações ocorram, realizadas pelos próprios funcionários da
instituição.
Uma consultoria pode ser do tipo externa ou interna. A consultoria externa é a
realizada por empresas ou mesmo uma única pessoa, que atua como free lance (autônomo),
contratados pela instituição para a prestação de um serviço. A consultoria interna é a
executada por um funcionário que está empregado na hierarquia de uma instituição para o
qual presta serviços.
Segundo Block (1991) por estar encaixado em alguma parte da hierarquia dentro de
uma empresa, ele está também a mercê das políticas e da cultura desta mesma organização,
possuindo um chefe para o qual deve satisfação com relação ao trabalho realizado.
Este encaixe é visto pelos próprios consultores internos como sendo uma das
desvantagens encontradas no desenvolvimento de suas atividades, visto que eles encontram-se
em uma situação na qual dependem da aprovação de seu chefe para a realização dos trabalhos,

8

�além da resistência natural dos próprios companheiros da empresa em aceitar as sugestões de
um santo de casa.
Para que tais problemas sejam minimizados são necessárias algumas habilidades a
estes consultores, tanto os internos como os externos. Elas são descritas por Block (1991,
p.5-6) como sendo :
-

Habilidades técnicas – “Precisamos ser especialistas no assunto.”

-

Habilidades interpessoais. – “ ter capacidade de transformar idéias em palavras, ouvir , dar
apoio, ou discordar de uma forma razoável, que possa basicamente manter um
relacionamento.”

-

Habilidades de consultoria – “Dar uma consultoria habilidosa é ser competente na
execução de cada um desses passos : Fase 1 Entrada e Contrato; Fase 2 Coleta de dados e
do diagnóstico; Fase 3 Feedback e a decisão de agir; Fase 4 Implementação: Fase 5
Extensão, reciclagem ou término.”
Block (1991, p.6-9) explica cada fase das habilidades de consultoria que podem ser

tomadas como as etapas de um processo de consultoria :
​Fase 1 - Entrada e contrato – “Contato inicial com um cliente. Ela inclui
estabelecimento da primeira reunião, bem como a investigação de qual é o
problema, se o consultor é a pessoa certa para trabalhar com esse assunto, quais
são as expectativas do cliente e como iniciar o projeto.
​Fase 2 - Coleta de dados e do diagnóstico - Os consultores precisam propor seus
próprios pontos de vista sobre o problema. (...) Quem vai ser envolvido na
definição do problema, que métodos serão usados, que tipo de dados devem ser
coletados e quanto tempo isso vai durar.
​Fase 3 - Feedback e a decisão de agir – A coleta e a análise dos dados devem ser
relatadas de alguma forma. O consultor está sempre em posição de reduzir uma

9

�grande quantidade de dados a um conjunto gerenciável de itens. (...) O consultor
precisa lidar com essa resistência antes que uma decisão adequada possa ser
dada ao problema de como prosseguir. Essa fase é, na verdade, aquilo a que
muitas pessoas chamam de planejamento : inclui o estabelecimento de metas
últimas para o projeto e a escolha dos melhores passos de ação ou intervenções.
​Fase 4 – Implementação – Colocar em ação o planejamento feito no passo
anterior. (...) evento educacional, (...) reunião, (...) treinamento. Nesses casos, o
consultor é normalmente envolvido em um trabalho bastante complicado de
elaboração e de condução da reunião ou da sessão de treinamento.
​Fase 5 - Extensão, reciclagem ou término – Começa com uma avaliação do
evento principal. Algumas vezes, somente após ter ocorrido algum tipo de
implementação, emerge um quadro mais claro do problema real. Nesse caso, o
processo se recicla e um novo contrato precisa ser discutido.”

5. A consultoria de informação
A consultoria em seu âmbito geral tem prestado serviços em diversas áreas como a
administrativa, a econômica, a social, a legal, entre outras. A consultoria abordada neste
artigo trata especificamente da consultoria informacional, ou seja, a consulta em relação a
organização, ao tratamento, a recuperação, a disseminação e, em alguns casos, a análise da
informação, compreendendo todo o ciclo e o fluxo informacional.
Abordadas neste aspecto, as funções a serem exercidas pelos consultores de
informação segundo Schouten et al. (199- , p.1-4) são:
● Dar as direções certas – orientar o usuário na consulta as mais diversas fontes, desde a base
de dados interna, a intranet, a Internet e bases de dados externas como Dialog, guiando o
usuário a encontrar a fonte de informação correta e como pesquisar dentro delas;

10

�● Fazer um inventário das fontes – selecionar as fontes de informação relevantes e adequadas
ao tipo de organização, suas necessidades e seus usuários. O consultor irá avaliar as fontes
para depois disponibilizá-las de uma maneira clara;
● Transferir conhecimento – ensinar o usuário a lidar com a informação efetivamente em
dois aspectos principais, a pesquisa e o armazenamento. Prover o usuário com os
conhecimentos básicos para fazer uma boa busca e como estes dados podem ser
organizados formando uma base de dados pessoal;
● Desenvolver softwares com interface amigável – possibilitar um melhor acesso a
informação a seus usuários através do trabalho conjunto com o especialista em tecnologia
da informação. O consultor dará as coordenadas de como o acesso a informação pode ser
feita de uma maneira mais adequada ao usuário e o especialista executará o projeto;
● Dispersar ou disseminar os bons resultados das buscas realizadas – garantir que a
informação valiosa chegue às pessoas que dela necessitam. Dois fatores importantes para
obter a disseminação efetiva da informação: informação de conteúdo e forma
compreensível a todos os usuários, e acesso livre de barreiras internas, que podem ser de
dois tipos : técnica (ex.: diferentes sistemas de informação) e política (ex.: pessoas que não
querem o poder conquistado pelo conhecimento de uma informação);
● Auxiliar a transferência da informação – garantir que a informação esteja na forma
adequada ao usuário no sentido do conteúdo e da disposição física;
● Oferecer provimento de documentos – esta função está ficando desatualizada, mas ainda
hoje existem informações que não estão em fácil acesso;
● Negociar – com os detentores das informações requeridas e que não estão acessíveis por
estarem em poder de alguma pessoa que não quer compartilhá-la. Neste momento entram
as relações de poder, que é o aspecto fundamental da disseminação da informação.

11

�Existe ainda uma segunda abordagem para a função de um consultor mas, por ser uma
alternativa bastante avançada, é praticamente impossível de se prestar este serviço sem ter
passado pelas 8 funções anteriores.
Essa segunda abordagem diz respeito a disponibilização das informações referentes a
memória corporativa ou o ciclo de lições aprendidas.
Segundo Schouten et al. (199- , p.4-5) “neste ciclo as experiências dos empregados são
coletadas, avaliadas, salvas (armazenadas), e distribuídas às partes relevantes da
organização.”
É importante ressaltar que as funções exercidas pelo consultor sofrem grande
influência da infra estrutura técnica disponível (sejam recursos materiais, econômicos e
humanos), do tipo de organização em que ele atua (se flexível e aberta a este tipo de serviço),
e das pessoas que atuam na organização ( as relações de poder e políticas são o grande entrave
para que estas funções se concretizem).

6. O Escritório de Pesquisa como consultoria de informação
Conforme anteriormente explicitado no tópico 2, o Escritório de Pesquisa é
responsável pelo acompanhamento e o auxílio aos projetos de pesquisa patrocinados pela
Fapesp, sendo ponto de apoio desta agência, para o qual a Bibliotecária responsável recebeu
treinamento específico, auxiliando desde o início até o fim o projeto de pesquisa, e também
auxilia os projetos financiados por outras agências de fomento como a Finep, Capes e CNPq,
tendo sido responsável pelo cadastramento dos grupos de pesquisa do CNPq existentes na
Faculdade.
Como já destacado no tópico sobre consultoria, as habilidades de consultoria
praticamente delineiam tal atividade, se aplicam aos serviços prestados pelo Escritório de

12

�Pesquisa e tem especial similaridade com o processo de concessão de bolsas e auxílios,
apenas um dentre os diversos serviços prestados.
​

Fase 1 Entrada e Contrato – Contato inicial do cliente (pesquisadores, desde docentes
dos departamentos, discentes de graduação e pós-graduação e também a própria
instituição representada por alguém para o desenvolvimento de projetos institucionais, e
grupos de pesquisa) com a bibliotecária, sobre a possibilidade de concessão de bolsa de
estudos, auxílios, etc., ou sobre como montar projetos de pesquisa para futuros pedidos de
bolsa;

​

Fase 2 - Coleta de dados e do diagnóstico – Entrevista da bibliotecária com o cliente para
determinar qual a situação deste, ou seja, em que nível ele está e quais bolsas ou auxílios
poderão ser pleiteadas, em qual instituição de fomento este projeto poderia ser
encaminhado de acordo com os objetivos da instituição de fomento, e sugestão de que o
cliente procure o orientador para delimitar o tema do projeto;

​

Fase 3 – Feedback e a decisão de agir – Cliente, com a ajuda de orientador (especialista
no tema) e da bibliotecária responsável pelo Escritório de Pesquisa (especialista em
projetos), delineiam o projeto de pesquisa que é encaminhado para a instituição de
fomento;

​

Fase 4 – Implementação – Antes de encaminhar o projeto, todos os processos
administrativos específicos de cada instituição de fomento devem se cumpridos; mandar
o projeto e acompanhar todas as etapas para a resposta da instituição que leva, em média,
30 dias, desde o recebimento do projeto, a avaliação deste e a resposta; o Escritório de
Pesquisa acompanha o processo até o final da concessão, tirando quaisquer dúvidas
surgidas e auxiliando nos relatórios parciais e finais do cliente, e quando necessário, na
prestação de contas deste;

13

�​

Fase 5 - Extensão, reciclagem ou término – Ao término do projeto, caso o cliente queira,
pode haver renovação, mediante projeto de continuidade do tema e, se necessário, o
encaminhamento para outros tipos de bolsas existentes.
Com relação as funções de uma consultoria de informação destacadas por Schouten et

al. (199- ), o Escritório de Pesquisa, dentro da estrutura universitária em que se insere, já tem
grandes conquistas com relação ao cumprimento das funções mencionadas:
● Dar as direções certas – orientar o cliente sobre as diversas fontes de financiamento
existentes e suas normas;
● Fazer um inventário das fontes – futura publicação de obra de referência sobre as
instituições de fomento mais conhecidas no Brasil (Fapesp, CNPq, CAPES, Finep);
pesquisa na Internet sobre instituições de fomento internacionais (em andamento);
● Transferir conhecimento – há a orientação ao cliente com relação ao tipo de bolsa que ele
pode requerer de acordo com os requisitos exigidos pela instituição de fomento e o perfil
do cliente;
● Desenvolver softwares com interface amigável – construção de base de dados local das
pesquisas em andamento dos docentes da faculdade; cadastramento dos grupos de pesquisa
na base de dados do CNPq;
● Dispersar ou disseminar os bons resultados das buscas realizadas – consultas a sites da
Internet para responder as questões do usuário; acompanhamento dos processos de
concessão; publicação de página na Web sobre serviços prestados e consulta a base do
CNPq; publicação de boletim interno sobre notícias de programas de auxílios que tem
inscrições abertas a pleiteamento de bolsas e auxílios, e bolsas e auxílios concedidos à
comunidade através do Escritório de Pesquisa;

14

�● Auxiliar a transferência da informação – o Escritório de Pesquisa tem especial preocupação
em divulgar todos os serviços e notícias que recebe. Esta divulgação é feita através de
boletins, cartazes e via Internet;
● Oferecer provimento de documentos – os documentos e manuais necessários são
conseguidos através do Escritório sendo que eles se encontram em formato eletrônico
estando disponíveis para cópia;
● Negociar – o tipo de informação com o qual o Escritório trabalha encontra-se através de
Internet, mas grande parte dela é conseguida através de relações pessoais (docentes,
pesquisadores, discentes) e de ligações telefônicas.

7. Conclusão
As atividades realizadas pelo Escritório de Pesquisa podem ser consideradas de uma
consultoria devido ao fato de se encaixarem na definição de Block, já citado no texto, e
consultoria interna, por ser um organismo implantado pela própria Faculdade por iniciativa da
Comissão de Pesquisa.
A comparação das etapas de uma consultoria também são similares, sendo necessárias
todas as etapas também descritas por Block para que se forme o processo inteiro.
Ao caracterizarmos o Escritório de Pesquisa como sendo uma consultoria interna
estamos nomeando e delineando seu campo de atuação, no entanto, o caráter principal desta
forma de atuação encontra-se nos serviços em si e no profissional diferenciado que atua neste
meio.
O serviço é um canal efetivo de concretização de uma parte dos objetivos da
universidade que é o desenvolvimento da pesquisa.
Conforme Moraes (1999, p.83),

15

�“A informação permeia todas as ações de apoio às atividades de pesquisa do
Escritório de Pesquisa por meio de: incentivo; orientação quanto a fontes de
fomento; acompanhamento de projetos; apoio logístico e sistematização e
geração de produtos de divulgação de pesquisa. Fecha-se assim o seguinte
ciclo: divulgar possibilidades e perspectivas de pesquisa e divulgar produtos de
pesquisa que possam incentivar novas pesquisa”.
O valor deste tipo de informação é inestimável pois os bens que pode gerar à
instituição e à sociedade transcendem a simples prestação de um serviço, pois acarretam a
geração de conhecimento através das pesquisas realizadas que, por conseguinte, tem o fim de
reverter o conhecimento em benefício da sociedade.
O desenvolvimento das atividades do Escritório de Pesquisa compreende habilidades
profissionais relativas à gerência da informação, para tanto a função de responsável desse
órgão fica a cargo de um bibliotecário. Isto vem demonstrar, também, que o bibliotecário pode
atuar fora dos limites físicos da biblioteca, gerenciando recursos informacionais diferenciados
e com maior agilidade.
O trabalho realizado pelo Escritório de Pesquisa também exige mudanças na forma de
trabalho e postura profissional, sendo necessário o aprendizado de novas formas de busca e
fontes de informação (informativos, Internet e contatos pessoais) e imprescindível a
comunicabilidade, a criatividade e a flexibilidade a este profissional.
A divulgação é outro ponto importante deste trabalho, fazendo a divulgação de
instituições de fomento, dos próprios serviços prestados e também do profissional
bibliotecário.
Cabe ao bibliotecário descobrir novas perspectivas de carreira, pois esta é apenas uma
experiência diferente dentre muitas outras que tem aflorado no mercado.

16

�8. Referências Bibliográficas
BLOCK, P. Consultoria: o desafio da liberdade. São Paulo : Makron Books, 1991.
DERTOUZOS, M. O que será: como o novo mundo da informação transformará nossas
vidas. São Paulo: Cia das Letras, 1997. 413p.
FUJITA, M.S.L. Promoção do potencial de pesquisa no câmpus de Marília: o papel da
Comissão de Pesquisa. In: SEMINÁRIO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNESP, 1, 1995,
Águas de São Pedro. São Paulo: UNESP, 1996.
MORAES, S.H.M.H. Escritório de Pesquisa: da concepção à implantação de um serviço de
apoio à pesquisa na UNESP – câmpus de Marília. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL
DE BIBLIOTECONOMIA “PROF. DR. PAULO TARCISIO MAYRINK”, 3, 1999,
Marília. Relatos de experiência. Marília: Marília Unesp Publicações, 1999.
PARREIRA, F.E. Consultoria: consultores e clientes. São Paul :Érica, [1991].
SCHOUTEN, A. et al. The information broker and the new organization: describing the
position and a function of an information broker in a changed organization. Disponível
na URL : http://home.pscw.uva.nl/aschouten/ibroker/contents.html
UNESP. Faculdade de Filosofia e Ciências. Câmpus de Marília. Escritório de Pesquisa.
Disponível na URL :
http://www.marilia.unesp.br/atividades/pesquisas/escr_pesq/principa.htm Última
atualização 17 de outubro de 1998. Capturado no dia 26/07/99.
YANO, S.M. Grupos de Pesquisa do Câmpus de Marília. s.n. : Marília, 1998. (Trabalho
apresentado à disciplina Estatística ministrado pela Profa. Ely Francina Tanuri de
Oliveira).

17

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>As universidades públicas no Brasil têm sofrido contínuos cortes de verbas por parte dos governos, tanto federal como estadual, fazendo com que as mesmas busquem formas alternativas de captar recursos para o desenvolvimento de suas pesquisas. Na Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP – Câmpus de Marília foi criado, em agosto de 1996, o Escritório de Pesquisa tendo, como um de seus propósitos, a captação de recursos junto às agências de fomento e financiamento à pesquisa. Os objetivos do Escritório de Pesquisa são: centralizar e coordenar informações de forma a criar um banco de dados dos principais órgãos de fomento e financiamento da pesquisa no Brasil e no exterior, publicando catálogo dessas entidades, direcionado para a área de atuação dos pesquisadores da Unidade, manter contato permanente com as agências financiadoras, mediar os auxílios junto às agências financiadoras, orientar a clientela sobre a concessão de bolsas de estudos e auxílios à pesquisa das agências financiadoras, cadastrar as linhas de pesquisas e as pesquisas em andamento da Unidade, visando a sua divulgação em nível nacional e servir de subsídio aos pesquisadores interessados no desenvolvimento de projetos e/ou formação de outros núcleos de pesquisa no país, cadastrar informações das fontes referenciais da produção científica do corpo docente e discente da Unidade, com a finalidade de divulgar e otimizar o acesso à mesma, divulgar periodicamente boletim com informações de caráter técnico-científico que contemplem as áreas de interesse da Unidade, cadastrar os grupos de pesquisa. O serviço prestado pelo Escritório de Pesquisa caracteriza-se como o de uma consultoria interna, ou seja, um serviço especializado de orientação sobre a obtenção de bolsas e auxílios mantidos pela própria Faculdade. Desde a implantação do Escritório, tem aumentado sensivelmente a quantidade de auxílios e bolsas concedidos à comunidade acadêmica.</text>
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                    <text>CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA A MELHORIA NO APOIO INFORMACIONAL À
PESQUISA NO SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA FACULDADE DE
ODONTOLOGIA DE BAURU: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Eliane Falcão Tuler Xavier
Maria Helena Souza Ronchesel
Valéria Cristina Trindade Ferraz

Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru da
Universidade de São Paulo
Alameda Octávio Pinheiro Brisola, 9-75
Vila Universitária
17043-101

Bauru

SP Brasil

Endereço eletrônico:
lixavier@fob.usp.br

1

�Resumo:

Como setor fundamental para a realização das atividades didáticas e de pesquisas, a
Biblioteca da FOB-USP vem procurando ao longo do tempo oferecer à sua comunidade
melhoria contínua na prestação de serviços de informação que, certamente, refletirá na
qualidade das pesquisas desenvolvidas no Campus USP de Bauru, promovendo maior
impacto social nas áreas de Odontologia, Fonoaudiologia e Reabilitação de Lesões
Lábio-Palatais e Auditivas. Assim, foram apresentados à Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo - FAPESP, projetos na modalidade “Auxílio de Apoio à Infra-Estrutura
de Pesquisa - Bibliotecas”, que após análise e aprovação foram implementados, resultando em
melhoria significativa na ambiência, acesso e uso dos recursos informacionais da Biblioteca,
como apoio à maximização da pesquisa.

Eixo temático: Captação de Recursos Financeiros/Fontes Financiadoras.

2

�Introdução
O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru da
Universidade de São Paulo, desde sua instalação em 1962, é considerado setor fundamental
para realização das atividades didáticas e de pesquisas e possui um acervo aproximado de
80.000 volumes com o que há de mais importante no campo da Odontologia, Fonoaudiologia,
Ciências Básicas e também Malformações Congênitas Crânio-Faciais.
A Biblioteca oferece a sua clientela os serviços tradicionais de uma biblioteca
universitária, e também serviços especiais como o desenvolvimento do Serviço de Apoio à
Pesquisa (SAP) e também o desenvolvimento do Programa de Educação de Usuários.
A Biblioteca vem desenvolvendo uma gestão que observa e modela a realidade,
criando uma política de qualidade e cultura organizacional. Para isso, a gestão atua em dois
níveis de planejamento, a saber: estratégico e operacional.
O planejamento estratégico envolve uma reflexão sobre o futuro no que se refere à
dinâmica do contexto social e econômica no qual a Biblioteca está inserida. A dimensão
estratégica se ocupa da dinâmica das mudanças e das relações de troca e reciprocidade
estabelecidas entre a unidade e a sociedade para a qual serve (RAMOS2).
Para atuar no plano estratégico foram levadas em consideração três ações abrangentes:
● Planejar - objetivos e metas, organização do trabalho
● Articular - identificação de parceiros
● Marketing - identificação de clientes e adequação de produtos e serviços
O planejamento operacional define-se como a materialização prática para a realização
das metas definidas no planejamento estratégico. Neste momento, estabelece-se as
responsabilidades, recursos humanos, financeiros e materiais, bem como um cronograma de
trabalho. A partir desses estudos torna-se possível determinar fontes de financiamento, de
agências de fomento a recursos da própria Universidade de São Paulo.
3

�A Biblioteca dentro do aspecto estratégico e na linha da ação de articulação
preocupou-se em formar parcerias com órgãos fomentadores de pesquisa, pesquisa,
levando-se em consideração que uma boa parceira pode trazer as seguintes vantagens:
● globalização da imagem da Biblioteca;
● aprimoramento de acesso às tecnologias de informação;
● maior disponibilidade e abrangência na prestação de serviços existentes e na criação de
novos;
● conquista de novos clientes.

Metodologia de Captação de Recursos

A Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Bauru, como unidade do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi-USP), procurando seguir a
filosofia de trabalho em conjunto para a padronização das atividades, recebeu diretrizes
norteadoras na busca de parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo (FAPESP), através de apresentação de projetos na modalidade Auxílio de Apoio à
Infra-Estrutura de Pesquisa - Bibliotecas.
Cabe salientar, que na visão na FAPESP as Bibliotecas Universitárias são fornecedoras
de insumos de valor estratégico no processo de crescimento e modernidade, buscando sempre
uma nova filosofia de pensar, gerir e agir.
De acordo com NAGAMINI1 o Programa Emergencial de Apoio à Recuperação e
Modernização da Infra-Estrutura de Pesquisa do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia
foi organizado em 1994 pela FAPESP e para facilitar a identificação dos itens financiáveis
foram estabelecidos os módulos:

4

�● Módulo 1 - Equipamentos especiais multi-usuários: destinados à aquisição de
equipamentos não computacionais a serem utilizados por grande número de
pesquisadores, comportando como itens financiáveis a aquisição de material permanente,
custos de instalação e material de consumo essencial para funcionamento do equipamento.
● Módulo 2 - Ampliação e modernização dos recursos de informática: para aquisição e
instalação de hardware e software, incluindo redes locais e informatização de bibliotecas a
serem utilizadas por grande número de pesquisadores.
● Módulo 3 - Biblioteca: para restauração e modernização da infra-estrutura de bibliotecas,
exceto livros e bens de informática, considerando-se itens financiávies o material
permanente e o material de consumo essencial para o funcionamento da infra-estrutura
concedida, material e mão-de-obra para pequenas reformas e ampliações de instalações
existente.
● Módulo 4 - FAP-Livros III.
● Módulo 5 - Infra-estrutura geral: para restauração e modernização da infra-estrutura de
pesquisa, em itens não contemplados nos módulos anteriores.

Relato de Experiência e Resultados Obtidos

❑ Fase I
Iniciou-se com a publicação do edital em 1995 e o projeto apresentado Informatização
do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP: Implementações deRecursos para o Banco de
Dados Bibliográficos - DEDALUS e Infra-Estrutura para as Bibliotecas do Sistema foi uma
proposta global, tendo a elaboração, coordenação e gerenciamento do Departamento Técnico
do SIBi-USP.
5

�A Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Bauru foi contemplada nesta fase com
esquipamentos referentes a:
● rede local de informática: servidor, impressora, no-break, hub, torre de cd-rom e demais
acessórios;
● material para editoração de publicações: microcomputador, scanner e impressora a laser
de alta definição monocromática;
● segurança de acervo: portão magnético, etiquetas magnéticas e aparelho ativador e
desativador.

❑ Fase II
Os projetos apresentados nesta fase foram resultados de um esforço conjunto do
SIBi-USP e das bibliotecas do Sistema, entre elas a Biblioteca da Faculdade de Odontologia
de Bauru que com a equipe de profissionais da Biblioteca e o presidente da Comissão de
Biblioteca apresentaram, em 1995, dois projetos:
⮚ Modernização da Infra-Estrutura do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade
de Odontologia de Bauru (USP) para Melhoria no Apoio Informacional à Pesquisa
Científico-Tecnológica da Saúde: teve como objetivo geral a modernização das condições
de ambiência e dos recursos informacionais da Biblioteca para a maximização do uso da
informação em ciências da saúde, englobando três sub-projetos, mencionados a seguir:
● Sub-Projeto I - Laboratório de Conservação de Materiais Bibliográficos: desenvolver
meios adequados visando a preservação da coleção básica de periódicos e fontes de
referência de maior relevância para os pesquisadores da área de ciências da saúde.

6

�● Sub-Projeto II - Banco de Eventos Científicos: divulgar junto aos pesquisadores da área
de ciências da saúde as informações contidas nas publicações oriundas dos eventos
científicos.
● Sub-Projeto III - Ambientação Interna e Sistema de Comunicação - Estratégias de Ação:
oferecer ambientação interna mais adequada e fluxo de comunicação produtivo para a
maximização do uso dos recursos informacionais de apoio à pesquisa da Biblioteca.
A Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Bauru foi contemplada com:
● Mobiliário para as clientelas ;
● estantes deslizantes para armazenamento do acervo de livros, periódicos e teses;
● sistema telefônico automático;
● sistema de sinalização interna;
● mobiliário, equipamentos, acessórios e material de consumo para a implantação e
implementação do Laboratório de Conservação de Materiais Bibliográficos;
● sistema de alarme com teclado;
● acessórios e materiais para a melhoria da ambiência interna;
● instalação de sistema de ar condicionado central;
● encadernação de material bibliográfico;
● ampliação das instalações elétricas através da construção de uma sub-estação
transformadora.

⮚ Modernização dos Recursos Informacionais e da Tecnologia Educacional de Apoio ao
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru, da
Universidade de São Paulo: projeto complementar ao anterior que objetivou a aquisição
de equipamentos da infra-estrutura de informática e multi-usuários, procurando ampliar a
natureza e o alcance das atividades do Programa de Educação de Usuários e o Serviço de
7

�Apoio à Pesquisa, possibilitando o acesso eletrônico local e remoto às informações de
interesse da área de pesquisa em saúde oral e a maior interação da clientela com as fontes
de informação eletrônica.
Neste projeto foi possível a aquisição de:
● microcomputadores e acessórios;
● impressoras;
● scanners;
● hub e acessórios para a ampliação da rede local de informática;
● leitor óptico de dados automáticos para acervo;
● etiquetas magnéticas para segurança do acervo.

❑ Fase III
Em outubro de 1996 a Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Bauru apresentou à
FAPESP o projeto Modernização da Infra-Estrutura do Serviço de Biblioteca e
Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru (USP) para Melhoria no Apoio
Informacional à Pesquisa Científico-Tecnológica em Ciências da Saúde, visando promover a
disponibilidade e o acesso à informação com qualidade aos pesquisadores, por meio da
melhoria nas condições de ambiência, infra-estrutura de equipamentos e funcionabilidade da
Biblioteca, bem como possibilitar a atualização da informação científica e tecnológica de
modo permanente junto aos pesquisadores e oferecer facilidades na geração e divulgação à
comunidade dos resultados das pesquisas levadas a efeito no Campus USP de Bauru.
Compreendia os sub-projetos:
● Sub-Projeto I - Criação de Midiateca Interativa: modernizar a infra-estrutura de apoio à
elaboração e comunicação dos trabalhos científicos e contribuir para a melhoria no padrão
de qualidade e produtividade dos pesquisadores do Campus USP de Bauru.
8

�● Sub-Projeto II - Maximização do Uso, Divulgação e Conservação dos Recursos
Informacionais de Apoio à Pesquisa na Biblioteca: oferecer melhores condições de espaço
e modernização da infra-estrutura de recursos aos pesquisadores como garantia de maior
produtividade científica.
Dando continuidade ao processo de modernização da Biblioteca, foram adquiridos:
● projetores integrados multimídias;
● retroprojetores;
● projetores de slides;
● tela de projeção;
● televisores;
● videocassetes;
● home power para televisores e som;
● máquina fotográfica para processamento de slides;
● microcomputadores,
● impressoras;
● estantes deslizantes para a coleção de duplicatas e banco de teses da Faculdade de
Odontologia de Bauru;
● mobiliário e acessórios para a implantação e implementação do Auditório da Biblioteca.

❑ Fase IV
Em 1998 com a ampliação do espaço físico da Biblioteca em 1.200m2 e a constante
atualização da área de informática existente no mercado, foi apresentado à FAPESP o projeto
Adequação da Infra-Estrutura do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de
Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo, para a Melhoria no Apoio
Informacional à Pesquisa na Área de Ciências da Saúde, conforme o edital do Programa de
9

�Infra-Estrutura de Pesquisa - Fase 4 - Módulo 3 - Bibliotecas, cuja vértice fundamental era
complementar as condições de melhoria na infra-estrutura de ambiência e de acesso e uso dos
recursos informacionais da Biblioteca, como apoio à maximização da pesquisa no Campus
USP de Bauru. Os objetivos específicos compreendiam:
● Oferecer facilidades de instrumentalização aos pesquisadores por meio da obtenção de
competências/disposições às lides de pesquisa, mediante a otimização e maximização de
recursos informacionais da Biblioteca e implementação do intercâmbio à distância;
● Promover melhor disponibilidade e acesso à informação aos pesquisadores por meio da
melhoria das condições de ambiência, infra-estrutura de mobiliário, acomodações e
funcionalidade da Biblioteca;
● Oportunizar condições de maior segurança, preservação, conservação e restauro do
patrimônio e da coleção básica que compõe o acervo de materiais bibliográficos da
Biblioteca, considerada de relevância para a pesquisa em Ciências da Saúde.
Atendendo à solicitação a FAPESP contemplou a Biblioteca com:
● equipamentos para a rede local de informática: microcomputadores, impressoras,
no-breaks, servidor de impressão e demais acessórios;
● material para a expansão de rede local de informática;
● equipamentos para o Auditório da Biblioteca: sistema amplificado de som, tela elétrica
com controle remoto, tela retrátil, projetor multimídia e câmera para documentos à cores,
sistema ritsc para apresentação em 3D;
● mobiliário para complementação das salas de trabalho e mobiliário especial para o
Auditório, Sala de Treinamento e Salas de Apoio Interativo;
● circuito fechado de TV;
● televisores;
● videocassetes;

10

�● encadernação de material bibliográfico.

Considerações Finais

A experiência de captação de recursos junto à agências fomentadoras de recursos,
como a FAPESP, possibilitou aos bibliotecários administradores da Biblioteca da Faculdade
de Odontologia de Bauru aplicar princípios de gestão na organização de unidade de
informação ditados por RAMOS2:
● disponibilização, alocação e consumo de recursos;
● redução de perdas e desperdícios;
● capacitação e motivação de recursos humanos;
● coordenação, harmonização e integração de esforços para consecução dos objetivos
nos prazos esperados;
● melhoria dos processos de produção e dos atributos do produto;
● identificação e remoção de barreiras e desvios ao trabalho;
● adequação do ritmo e do volume de produção com as necessidades do mercado e
disponibilidade de recursos.
Cabe ressaltar que os projetos apresentados não obtiveram contemplação integral,
porém os recursos adquiridos com as verbas disponibilizadas pela FAPESP possibilitaram a
Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Bauru estabelecer um novo fluxo de informação
entre a clientela e o conhecimento, ou seja, a utilização da comunicação eletrônica como meio
mais eficaz de interação entre clientela e informação produzida.

11

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 - NAGAMINI, Marilda. A FAPESP nos tempos da globalização: da década de 80 aos dias
atuais. In: MOTOYAMA, Shozo, org. FAPESP: uma história de política científica e
tecnológica. São Paulo : FAPESP, 1999. Cap. 5, p. 210-211

2 - RAMOS, Paulo A. Baltazar.

A gestão na organização de unidades de informação.

Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 1, p. 15-25, jan./abr. 1996.

12

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Captação de recursos para a melhoria no apoio informacional à pesquisa no Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de Bauru: relato de experiência.</text>
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                <text>Xavier, Eliane Falcão Tuler, Ronchesel, Maria Helena Souza, Ferraz, Valéria Cristina Trindade</text>
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                <text>Como setor fundamental para a realização das atividades didáticas e de pesquisas, a Biblioteca da FOB-USP vem procurando ao longo do tempo oferecer à sua comunidade melhoria contínua na prestação de serviços de informação que, certamente, refletirá na qualidade das pesquisas desenvolvidas no Campus USP de Bauru, promovendo maior impacto social nas áreas de Odontologia, Fonoaudiologia e Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais e Auditivas. Assim, foram apresentados à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, projetos na modalidade “Auxílio de Apoio à Infra-Estrutura de Pesquisa - Bibliotecas”, que após análise e aprovação foram implementados, resultando em melhoria significativa na ambiência, acesso e uso dos recursos informacionais da Biblioteca, como apoio à maximização da pesquisa.</text>
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                    <text>CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS PARA AQUISIÇÃO DE DIFERENTES
FORMATOS DE MATERIAIS BIBLIOGRÁFICOS: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DO
IQ-UNICAMP.

Ledenice Simão Martins

Ledenice@iqm.unicamp.br

Neusa Lourenço de Sá

Neusa@iqm.unicamp.br

Lúcia Helena Pereira Leite

Lpereira@iqm.unicamp

Elaine Aparecida Bianchin

Bianchin@iqm.unicamp.br

Ana Lúcia de Souza Magalhães Barbosa

UNICAMP

Biblioteca do Inst. de Química – CP 6154 CEP-13083-970 Campinas - São Paulo – Brasil

Resumo: Quer seja nas atividades técnicas, quer seja nas formas de tornar disponível as
informações, os recursos tecnológicos têm impulsionado grandes mudanças e, portanto, alterado
o desempenho das Bibliotecas Universitárias; na verdade as têm tornado mais complexas e
contribuem para que estejam mais condizentes com as exigências da comunidade científica e
tecnológica que atende. Como as mudanças somente ocorrem a partir e, tendo em vista
disponibilidade dos recursos financeiros e, sabendo-se ainda, que a obtenção de um recurso hoje
assegura, em grande parte, a continuidade de obtenção de novos recursos, a Biblioteca do
Instituto de Química-UNICAMP encontra-se em constantes atividades que visam a captação de

1

�recursos. Assim, considerando-se a obtenção de recursos, especificamente, para aquisição de
material bibliográfico, relata-se neste trabalho a experiência da BIQ-UNICAMP, que conta com o
auxílio de diferentes agentes financeiros do país, sendo estes recursos naturalmente designados
para diferentes formatos de publicação, o que é de relevante importância, pois a Química é uma
ciência que além de ser reconhecida por possuir uma alta produção de literatura, se apresenta em
vários formatos, como papel, CD-ROM, WEB, Softwares, o que possibilita a oferta de
informações aos usuários independente de seu formato. As aquisições abordadas referem-se aos
recursos recebidos dos seguintes orgãos: FAPESP, cujo programa FAPLIVROS tem contribuido
sobremaneira para a atualização do acervo de livros voltados à pós-graduação; da
CAPES-PROAP que tem assegurado a manutenção e atualização do acêrvo em formato
eletrônico, como as bases de dados; do PADCT que permite a aquisição de livros de interesse
geral e periódicos on-line. Por fim serão narradas as rotinas, desafios e sucessos de cada
aquisição.

TEMA: CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS / FONTES FINANCIADORAS

1. INTRODUÇÃO
Atualmente, a importância de uma Biblioteca não se restringe e não pode ser avaliada por
possuir um bom acervo, mas também pela sua disponibilidade em compartilhar seu acervo com
outras Bibliotecas, principalmente nesta era eletrônica, estando em um país com dimensão

2

�continental, com grandes desigualdades econômicas entre regiões.
Segundo WOODSWORTH

13

o valor das Bibliotecas não será mensurado pelo tamanho,

profundidade ou amplitude das coleções que possui, mas sim pela sua capacidade de prover
acesso à informação em todos os formatos possíveis.
Todavia, os custos para se formar uma coleção são muito elevados, principalmente de
Química que é uma das literaturas mais caras.
PEARSON 8 alerta que as bibliotecas devem justificar seu contínuo nível de serviço numa
comunidade que tenha uma necessidade crescente de informações diversificadas e relevantes.
Os processos de geração e utilização da informação estão intrinsicamente relacionados e,
consequentemente, a estagnação das formas de recuperá-las contribui não apenas para delongar
seu acesso, mas que é um fator que emperra a própria produção do conhecimento. Pois, como
observa PERRUCHE 9, o conhecimento é baseado na informação, então esta torna-se a chave
estratégica para a vantagem competitiva.
Na introdução da obra Guia de Fontes de Informação em Química e Engenharia Química,
a Associação Brasileira de Química

1

, aborda esta questão, dirigindo-se especificamente à

Química e observam que “na atual transição da modernidade para a pós-modernidade, a ciência já
não é mais considerada auto-referente e não se renova com base em si mesma. Hoje, a Ciência e
a tecnologia (considerando a Química e E&amp;Q nos seus aspectos científico e tecnológico) são
geradoras de dados, os quais são analisados, organizados, armazenados, comercializados e
distribuídos como informação.
Ainda segundo a introdução da ASSOCIAÇÃO Brasileira de Química 1 “...comunicar a
informação gerada ou adquirida data dos primódios da Química. O alquimista da Idade Média já

3

�transmitia, verbalmente, as informações ao seu aprendiz e o conhecimento era repassado
sucessivamente, a outras geração e os primeiros livros e tratados sobre Química surgiram, na
forma impressa por volta do sec.XV”.
A ubiquidade é, sem dúvida, uma característica das substâncias Químicas. Por esse
motivo, o Químico precisa compreender a informação gerada pelas outras ciências, assim como
necessita transmitir da melhor maneira possível a informação à outras áreas do conhecimento
científico e tecnológico 1.
Este processo resulta em uma alta produção de literatura.
É por esta razão que não se pode deixar de falar sobre algumas particularidades acerca da
literatura Química, uma vez que se trata de uma área onde a produção de literatura e sua
utilização é de relevada importância.
Segundo MEIS

7

a produção de literatura tem crescido de forma sem precedentes.Pela

primeira vez, nos últimos 250.000 anos de história do homem, a quantidade de novas
informações disponíveis ultrapassa em muito a capacidade biológica do cérebro humano.
Para PEARSON 8, é inegável que diante deste cenário, grandes esforços devem ser
dispendidos para se manter atualizados os acervos das Bibliotecas. É inegável também que esta é
uma tarefa tão desafiadora quanto trabalhosa, porém é fator motivante a importância da literatura
para os Químicos.
A pesquisa de HALLMARK

5

comparou e respondeu questões determinantes para

demonstrar a importância da literatura para os Químicos.
HALLMARK 5 realizou essa pesquisa para responder duas questões básicas que ocorrem
no meio científico, relacionadas à Bibliotecas à saber:1-Como os cientistas tomam conhecimento

4

�da existência de determinado artigo de periódico, que posteriormente citam em seus artigos;
2-Como os cientistas obtêm a cópia do artigo desejado.
Entre outras, uma das hipóteses de HALLMARK 5 seria que, com exceção dos Químicos,
os cientistas dependem muito pouco de base de dados bibliográficas para tomarem conhecimento
da existência de um artigo que lhes interessa.
Participaram deste estudo 319 cientistas americanos, distribuídos entre as seguintes
áreas:Biologia, Física, Química, Matemática e Geologia. Os resultados demostraram que os
cientistas tomam conhecimento de um artigo através das seguintes formas: contatos pessoais,
referências na literatura, folheando periódicos, participando de seminários e conferências, através
de bases de dados (“on-line” ou CD-ROM), serviços tradicionais de alerta.
Porém, são os dados relativos aos químicos que se sobressaem, uma vez que:
- O uso de Base de Dados ou os serviços tradicionais de alerta foi considerada uma
importante forma apenas para Químicos e, irrelevantes para os demais entrevistados,
- As referências publicadas na literatura é a forma mais utilizada pelos Físicos e Químicos
sendo a segunda para os demais cientistas.
Com exceção dos Físicos e Químicos, os demais cientistas dependem fortemente dos
contatos pessoais para tomarem conhecimento do artigo que eles subsequentemente citaram.
HALLMARK 5 pondera que essas constatações refletem a forte orientação dos Químicos
através da literatura, sendo esta crucial para esses cientistas e, acrescenta que os fatores que
contribuem para esse comportamento é a alta qualidade do Chemical Abstracts e os generosos
descontos dos editores concedidos aos acadêmicos pelos serviços “on-line”
Quanto a Segunda questão, HALLMARK 5 constatou que, predominam dois principais

5

�métodos pelos quais obtêm a cópia dos artigos desejados: 1-assinatura da Biblioteca; 2-fotocópia
através de colegas, sendo que para os Físicos e Químicos, as assinaturas das Bibliotecas são as
formas mais importantes.
Diante destas constatações – que os Químicos dependem muito da literatura – que é a
realidade vivenciada diariamente com usuários de Química na sua busca por informações, que
torna a atividade de captação de recursos para aquisição de material bibliográfico uma das mais
importantes da Biblioteca especializada. Neste contexto é que foram definidos os objetivos do
presente trabalho.
1.1 Objetivo
Relatar a experiência da Biblioteca do Instituto de Química-Unicamp na captação de
recursos, junto a diferentes agentes financeiros, para aquisição de materiais bibliográficos, tanto
na forma impressa quanto na forma eletrônica, enfocando-se questões peculiares da literatura
Química.
2. MÉTODO
A Biblioteca do Instituto de Química-UNICAMP está inserida numa comunidade
acadêmica científica das mais produtivas do país.
É altamente utilizada pelos usuários internos e externos à UNICAMP, porque tem
empenhado esforços para se manter atualizada, acompanhando as mudanças ocorridas no acesso
à informação.
Com os investimentos já realizados, tanto em acervo como em tecnologia para armazenar
e acessar informações torna-se mais fácil e menos oneroso à BIQ e, ao mesmo tempo aos agentes
financiadores a sua manutenção e atualização. Mesmo porque, como as mudanças nas tecnologias

6

�não estacionam e a ciência está em contínua evolução, uma Biblioteca nunca poderá ser
considerada completa, pois a demanda por inovações em uma Biblioteca está relacionada à sua
posição, à sua filosofia, bem como ao seu comprometimento com a comunidade que atende.
Assim, ao elaborar um projeto e ao utilizar os recursos recebidos, a BIQ sempre espera
corresponder às expectativas dos seus usuários e dos agentes financiadores, para que estes saibam
que os recursos foram bem destinados
2.1 Os Projetos de Aquisição
Com exceção dos recursos CAPES, os demais são obtidos mediante a apresentação e
aprovação de projetos às agências financiadoras.
Os projetos submetidos ao PADCT, por serem de âmbito nacional, têm caráter de
competição, isto é, dentre todas as Bibliotecas somente algumas receberão os recursos. Por esta
razão, os projetos são cuidadosamente elaborados e, relata-se o que a Biblioteca tem e faz de
melhor para atender a comunidade, buscando assim justificar o investimento de recursos
financeiros e, apresenta suas necessidades para implementar seus serviços ou atualizar seu
acervo. São assinados pelo coordenador da Comissão de Biblioteca.
As novas tecnologias, mudanças na economia, na política e nas formas de
disponibilizar recursos alteram as rotinas de aquisição, consequentemente esta não é uma
atividade estática.
Desta forma, os procedimentos demonstrados no Anexo 1 se referem às aquisições dos
agentes financiadores e podem se alterar em função das diretrizes e orientações desses agentes.
Dos processos de aquisição, dois pontos valem a pena ser ressaltados: 1° as mudanças
de rotinas, bem como as diversas maneiras para se utilizar os recursos, significam uma

7

�oportunidade de crescimento e desenvolvimento profissional, 2° é a grata sensação que se
experimenta ao estar acompanhando as inovações tecnológicas para aquisição, um exemplo é que
atualmente os docentes podem fazer suas sugestões de livros para aquisição através da “Home
Page” da BIQ e, isto segundo STELMASIK 11 é “tirar vantagens da comunicação eletrônica”.
2.2 As Fontes Financiadoras
A Biblioteca do Instituto de Química tem recebido recursos de diferentes agentes
financiadores e, muito interessante é que cada qual tem sido naturalmente autorizado para
adquirir-se determinado material.
Este é um fato importante porque todos os recursos são importantes porque a Biblioteca
necessita de todos os tipos de materiais uma vez que as informações se apresentam de várias
formas, como: impressa, em CD ROM, em softwares e na WEB.
Foi assim que a BIQ conseguiu dispor e manter seu acervo atualizado e diversificado,
não apenas de títulos, mas de formatos de materiais.
GOODYEAR 4 observou que esta condição, de possuir diversos materiais, coloca em
questão a própria definição de Biblioteca: esta é um edifício ou um serviço, é uma coleção ou um
ponto de acesso? GOODYEAR

4

conclue que as Bibliotecas viverão em ambos mundos por

algum tempo, porque os acadêmicos ainda estão publicando na forma impressa.
Nesta

última década a BIQ-UNICAMP

tem

recebido recursos da

FAPESP-FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO, para
aquisição de livros voltados à pesquisa, da CAPES e CNPq para acervo eletrônico, do PADCT
para aquisição de material eletrônico, de livros de interesse geral e periódicos “on line”

8

�A Unicamp, através da verba orçamentária, é responsável pelo pagamento das
assinaturas de periódicos, entretanto, aqui são considerados apenas as aquisições feitas com os
recursos recebidos de fontes externas.
2.2.1 FAPESP
A conhecida FAPESP tem como objetivo apoiar o desenvolvimento científico e
tecnológico do Estado em todas as áreas do conhecimento.
Seguindo este objetivo, a FAPESP tem estabelecido desde 1989 programas que
visam implementar e atualizar o acervo de livros e melhorar as instalações físicas destas
Bibliotecas. Os programas para melhorias físicas são denominados “Programas de InfraEstrutura” e, para aquisição de livros, “FAP-LIVROS”, o qual nos interessa neste tema.
Estes programas tem contribuído sobremaneira para atualização dos acervos de
materiais impressos direcionados à Pós- Graduação. Embora não haja um calendário pré-fixado
formal, os editais do FAP-LIVROS têm ocorrido periodicamente com o objetivo específico de
contribuir para que as Bibliotecas de pesquisa do Estado disponham de acervos de livros capazes
de propiciar o bom desenvolvimento dos projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP.
2.2.2 PADCT - Programa de Apoio Científico e Tecnológico
PADCT foi criado pelo governo brasileiro em 1984, como um instrumento
complementar à política de fomento à Ciência e a Tecnologia ( C&amp;T ).Possui vários
subprogramas, sendo um deles o “Química e Engenharia Química”, ( Q&amp;EQ ). Por ser um
programa do governo federal é de âmbito nacional e, Bibliotecas de Química ou Engenharia
Química de todas as regiões do país podem ser beneficiadas por este programa.

9

�Atualmente, encontra-se na terceira fase que se iniciou em 1997 e, tem por
finalidade a consolidação de alguns objetivos propostos nas fases anteriores e o seu maior desafio
é o exercício de mecanismos que permitam a difusão e transferência de tecnologia do setor
acadêmico para o setor industrial e a implementação de instrumentos adequados entre esses dois
setores.
A filosofia da BIQ se encaixa neste desafio, principalmente porque está localizada
em uma região circundada por indústrias químicas, que se beneficiam deste acervo. Nestas
indústrias, inclusive, trabalham muitos ex-alunos da UNICAMP e que frequentemente voltam à
ela na busca de informações. A prestação de serviços através da Distribuição de Documentos à
todos os segmentos produtivos do país também é uma forma de devolver à sociedade os recursos
aqui investidos e se tem realizado esta tarefa de maneira expressiva.
A BIQ, felizmente, tem conseguido a aprovação de seus projetos o que lhe assegura
a posição de uma das principais Bibliotecas de Química junto ao PADCT.
Assim, foi graças aos investimentos do PADCT que inicializamos a aquisição de
materiais bibliográficos em formatos eletrônicos, os CD-ROM. Porém, antes do surgimento do
CD-ROM os recursos do PADCT foram utilizados pela BIQ para aquisição de livros ou
importantes Obras de Referência, como a Ullmann’s Encyclopedia of Industrial Chemistry,
Encyclopedia of Polymer Science and Engineering, Kirk-Othmer, Encyclopedia of Chemical
Technology.
A partir de 1993 a ênfase dos programas do PADCT passaram a ser para aquisição
de bases de dados em Química, visando a rápida disseminação da informação. Criou-se assim, o
INFOQUIM, o qual passaremos a descrever adiante, nos Resultados.

10

�2.2.3 CAPES
A CAPES é uma Fundação pública vinculada ao ministério da Educação – MEC.
Como apoio aos cursos de pós-graduação e tendo como base o número de alunos
bolsistas, a Capes destina um percentual de dinheiro `as coordenadorias de Pós-Graduação.Esses
recursos são repassados com a condição estabelecida pela CAPES de que sejam aplicados
institucionalmente, de forma que atendam a interesses gerais, com aquisicões de materiais não
patrimoniais.
Atendendo esta condição, as Comissões de Pós-Graduação deste Instituto durante
estes anos repassaram os recursos `a Biblioteca, posto que, desta forma atenderia a todos os
pós-graduandos, sendo então uma aplicação abrangente. O que é diferente é que este importante
recurso chega à BIQ sem que se tenha que elaborar projetos, sendo uma forma mais ágil e direta
de atender à demanda por novos títulos.
3. RESULTADOS
3.1 FAPESP
3.1.1 Relatos do Primeiro FAP-LIVROS
O resultado deste projeto FAP-LIVROS foi surpreendente, uma vez que não se
tinha nenhuma experiência em aquisição e contarmos com infra-estrutura para operacionalização
muito escassa, principalmente, comparando-se com a que dispomos hoje, ou seja, os resultados
foram bastante satisfatórios apesar de que não contávamos com fax , Internet e os contatos com
as editoras se davam através de cartas.
A lista de livros submetida à FAPESP para julgamento era composta de 638 títulos,
previamente sugeridos pelos docentes que se acumularam na Biblioteca à espera de um eventual

11

�recurso. Esta lista tinha um detalhe desafiante: os títulos eram publicados por 50 editoras
diferentes; de diversos países. Foram solicitadas proformas “invoices” à cada uma destas editoras
e só não foram recebidas respostas de cinco delas, que correspondia a sete títulos.
Tabela 1 – Desempenho quantitativo do 1° FAP-Livros
“Status”
Livros Solicitados
Livros Pagos
Livros Pagos e Não Recebidos
Créditos Utilizados
Livros Não Cotados
Livros Substituídos
Livros Não Aprovados
Livros Aprovados
Livros Recebidos

Quantidade
638
547
06
06
67
04
17
621
547

%
100,0
86,0
1,0
1,0
10,5
0,7
2,5
97,3
86,0

Os 17 títulos não aprovados, referiam-se a livros textos.
Não foram cotados 67 títulos ( 10,5 % ). Isto ocorre, muitas vezes, devido à
defasagem de tempo entre o lançamento do livro e a aquisição. Também ocorreu que alguns
títulos chegaram a ser cotados, mas não estavam mais disponíveis nas editoras quando estas
receberam pagamento. Isto pode acontecer porque as tiragens são cada vez menos numerosas e,
alguns livros podem estar disponíveis no momento da cotação e, não mais estarem no ato da
entrega.
O maior impecílio que encontramos, referia-se a data de validade da proforma que
expirava-se muito rapidamente, algumas eram válidas por apenas 30 dias e, por ser o envio via
correio, o tempo restante para os tramites burocráticos era muito pequeno, obrigando-nos a
solicitar revalidações. Este fato delongava o processo de aquisição.
Desta aquisição, concluimos que é uma grande vantagem à Biblioteca administrar
seus próprios recursos, como também, sempre que possível as aquisições devem ser diretas às
editoras.
12

�Estas conclusões são baseadas no que os percentuais desmonstraram, uma vez que
grande parte do êxito deveu-se a otimização dos recursos, posto que adquirindo-se direto da
editora os preços são mais baixos e a Biblioteca consegue adquirir mais títulos e negocia com a
editora a substituição de títulos esgotados.
Apesar de que não se conhece a razão de não se ter recebido proformas de algumas
editoras, julga-se o percentual 10%, que correspondem a 7 títulos, um percentual aceitável.
Finalmente, não poderíamos deixar de destacar o quanto foi positiva a experiência
e conhecimento que adquirimos ao efetuarmos os pagamentos, contactar os editores, etc.
Entender certas particularidades de aquisição e de mercado editorial foi muito útil para os
projetos posteriores que viemos a desenvolver.
3.1.2 FAP-Livros II
Este projeto a própria FAPESP realizou a aquisição dos livros. Foi protocolado na
FAPESP em julho de 1991. Recebemos a resposta dos títulos aprovados em fevereiro de 1992.
Em dezembro recebemos a relação dos títulos a serem licitados. Começamos a receber os livros
em fevereiro de 1993 e terminamos em junho de 1994.
Assim, do início ao término do recebimento passaram-se quatro anos.Foram
solicitados 524 títulos, sendo 510 aprovados e recebidos 436. Não foram licitados e estavam
esgotados 74 títulos. De obras em vários volumes, 08 títulos foram recebidos incompletos.
Os títulos eram de 59 editoras diferentes e, 22 agentes distribuidores participaram
da licitação.
Uma importante desvantagem deste projeto, refere-se aos preços elevados dos livros
em relação aos preços dos catálogos das editoras. Esta questão foi também comentada pelo

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�jornalista GASPARI 3 “As Bibliotecas pagam aos importadores algo como 30% acima do preço
de capa do livro”. Outra desvantagem diz respeito ao recebimento incompleto de obras em vários
volumes. Também não se soube o montante de dinheiro que a FAPESP gastou nessa aquisição.
3.1.3 Relatos Do FAP-Livros III
À época da elaboração deste projeto a infra-estrutura de equipamentos e
comunicação da biblioteca já havia se alterado muito em relação ao anterior.
A FAPESP forneceu um programa no qual os títulos foram inseridos em disquetes.
Foi submetido em 31 de outubro de 1995 e a resposta de aprovação retornou em 1996. Como o
anterior, a própria FAPESP realizou a licitação e a aquisição dos livros para todas as Bibliotecas
solicitantes do Estado de São Paulo.
O processo de licitação, no qual participaram 14 distribuidores, sendo a maioria
internacionais, foi muito demorado e recebeu-se a resposta dos livros aprovados/licitados
somente em novembro de 1996. O recebimento dos livros iniciou-se em setembro de 1997 e
encerrou-se em novembro de 1998, ou seja, passaram-se também quatro anos desde a elaboração
até sua conclusão.
Aspectos negativos
A ausência de informações quanto ao andamento das aquisições e a impossibilidade
dos responsáveis pelos projetos participarem, podem ser considerados como os principais
aspectos negativos deste projeto, pois nunca foi explicada a razão pela qual 63 obras não foram
adjudicadas bem como não foi possível qualquer tentativa de resolver algumas questões, como
substituir um título quando o solicitado encontrava-se esgotado. Contudo obteve-se um bom
resultado.

14

�Aspectos positivos
Apesar do longo período decorrido entre a apresentação do projeto e o término da
entrega dos livros, foi considerado um bom resultado o fato de se ter recebido 462 títulos.
Ao julgar que a Biblioteca teve um bom resultado, também se está levando em
conta o desempenho em relação à outra Unidades da UNICAMP. Com o objetivo de fornecer
uma visão comparativa dos resultados obtidos pelas Bibliotecas da UNICAMP é apresentada a
Tabela 2.

15

�Ao julgar que a Biblioteca teve um bom resultado, também se está levando em
conta o desempenho em relação relação à outras Unidades da UNICAMP. Com o objetivo de
fornecer uma visão comparativa dos resultados obtidos pelas Bibliotecas da UNICAMP é
apresentada a Tabela 2.
Chama a atenção a relação entre a quantidade solicitada x aprovados x adjudicados x

16

�montante gasto. Como pode ser verificado foram solicitados 653 e 100% foram aprovados e
adjudicados590. Como pode ser verificado, a Unidade CLE ( Centro de Lógica e Epistemologia
da Ciência) que teve 100% dos títulos aprovados, teve 69,8% dos livros adjudicados enquanto
que esta Biblioteca teve-se 90,4%, correspondendo ao total de R$ 94.269,34 e 81,8% da verba foi
utilizada correspondendo ao total de R$ 77.106,06.
No que se refere ao porcentual gasto, observa-se que a Pró-Reitoria obteve um
índice maior, porém, solicitou uma quantidade muito menor e o montante gasto correspondeu a
R$ 1358,00, enquanto que desta Biblioteca correspondeu a R$ 77.000,00.
Ainda, considerando-se o montante gasto, foi com esta Biblioteca que a FAPESP
dispendeu o terceiro maior valor, porém a quantidade de títulos solicitada pelas duas primeiras
(Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Instituto de Estudos da Liguagem) foi muito maior.
3.2 PADCT
3.2.1 INFOQUIM I: Posto de Serviços da Rede Antares
O INFOQUIM foi criado com o objetivo de conceder recursos para melhorar a
infra-estrutura das Bibliotecas de Química de maneira que algumas no pais estivessem melhor
equipadas. Estas Bibliotecas teriam então o compromisso de compartilhar seus recursos
informacionais com as demais do país e, cada uma seria então, conforme denominadas pelo
próprio PADCT, um Posto de Serviços da Rede Antares.
Este projeto foi gerenciado pelo próprio PADCT que adquiriu para todas as
Bibliotecas microcomputadores, torres de CD-ROM e o 12th “Collective Index” do “Chemical
Abstracts”, 1994, o único “Chemical Abstracts” que então havia disponível em CD-ROM.
Tornar este índice disponível foi um grande desafio, pois não se tinha nenhum

17

�conhecimento sobre instalação de torres e acesso remoto de materiais eletrônicos.
A partir das instalações, os levantamentos bibliográficos tornaram-se tão rápidos e
interessantes que mesmo com todas as limitações do programa, os usuários não utilizaram mais a
forma impressa. Nesse momento o acesso era restrito ao ambiente da Biblioteca, pois a liçenca
para rede seria adquirida com recursos do próximo projeto, o INFOQUIM II.
3.2.2 INFOQUIM II
Este projeto foi submetido ao PADCT, em 1995. Os recursos foram liberados no
ano seguinte, portanto rapidamente. Havia o compromisso entre o PADCT e as Bibliotecas
participantes de se adquirir a licença para rede do “12th Collective Index”, adquirido no
INFOQUIM I. Esta licença custou US$2.900,00 valor considerado baixo em relação ao valor da
base e, das licenças de outros títulos.
Novamente, se estava diante de outro grande desafio, que era tornar este índice
disponível para rede IQ, contudo as dificuldades tornavam-se insignificativas diante da
expectativa e satisfação do usuário. As facilidades do acesso através da rede significaram uma
motivação para se prosseguir na captação de recursos para aquisição de materiais eletrônicos, na
medida do possível, sempre acompanhados de suas respectivas licenças para rede.
Esta é uma experiência compartilhada por SAUNDERS

10

que bem observou:

“planejar e implementar novas tecnologias para Biblioteca e para rede é excitante, especialmente
quando há recursos disponíveis” e, completa “também é recompensador trabalhar com novas
tecnologias e satisfatório trabalhar em projetos conjuntos e usar tecnologias para expandir o
acesso aos materiais”.
Felizmente, nestes desafios não se estava só, pois foi possível contar com a ajuda e

18

�mais que isso, com o interesse de pessoas do Instituto.
Os projetos PADCT continuam, mas não mais com a denominação INFOQUIM.
3.2.3 Projeto PADCT 1998
Ao submeter este projeto, o objetivo da BIQ era conseguir recursos para expandir
seus serviços e seu acervo visando assegurar sua posição de Biblioteca-Referência na área,
enfocando tanto o acesso local quanto à distribuição de documentos à todas as regiões do Brasil.
O edital deste projeto enfatizava que fosse solicitado também novidades
tecnológicas e, para esta Biblioteca o que havia a acrescentar ao acervo de mais novo eram os
periódicos eletrônicos. E, foi assim que se solicitou recursos para assinaturas de periódicos
“on-line”, porém, infelizmente, até o momento se está impossibilitado de efetuar as assinaturas,
pois os recursos em moeda estrangeira ainda não foram liberados pelo PADCT.
Por outro lado, foram solicitados recursos pré estipulados a serem gastos no Brasil
para aquisição de livros e estes puderam ser utilizados totalmente. Todavia, somente a cotação é
em moeda nacional e por serem livros importados o valor é sempre em moeda estrangeira e,
decorrente da desvalorização do real só se conseguiu adquirir exatamente a metade dos títulos da
lista que se pretendia adquirir. A lista era composta de 402 títulos, foram adquiridos 201 e
cancelados 201.
Além da desvalorização da moeda, uma outra importante desvantagem desta
aquisição se deveu ao processo de licitação, que foi realizado pelo Setor de Licitação deste
Instituto, uma vez que participaram do treinamento oferecido pelo PADCT. Observou-se que este
fato limitou a aquisição, pois inegavelmente, a aquisição de livros tem características peculiares,
tem outra linguagem, merece outro tratamento. Isto é, em outras palavras, quem deve adquirir

19

�livros para bibliotecas é o bibliotecário, o sentimento é outro e o resultado é recompensador, pois
não se perde a oportunidade de negociação seja com o distribuidor, seja com editor. Esta
observação também é compartilhada com BOISSONAS 2 que acrescenta: “para comprar papéis,
clips ou móveis requer certas habilidades que muitas pessoas tem. Comprar livros com sucesso
requer habilidades que somente bibliotecários tem”. E pondera que dizer isto não é suficiente.
Nós temos que demonstrar “again and again”.
3.3 CAPES
Foi com recursos da CAPES que a biblioteca prosseguiu e expandiu, além do
“Chemical Abstracts”, suas aquisições de materiais bibliográficos em formatos eletrônicos, seja
os CD-ROM ou softwares, uma vez que não são considerados materiais permanentes, como o são
os livros e, desta forma importantes títulos foram adquiridos desde 1995, apresentados na Tabela
3.
Tabela 3. MATERIAIS ADQUIRIDOS COM
RECURSOS CAPES, NO PERÍODO DE 1995 A
1999

Material
Books in Print Plus
Beilstein Current Facts in Chemistry
Mass Spectra Database
Analytical Abstracts
ASTM Standards
Ulrich's Plus
Comprehensive Het. Chemistry II
Síntese Stereoselectiva
Dict.of Natural Products and Inorg. Cps
12° Index Chemical Abstracts upgrade
Beilstein Current Fact in Chem.
13° CI Indexes &amp; Abstracts
13° CI CA Licence
Merck Index p/ Windows
ChemBank p/ 4 usuários
Ullmann's Encycl.
ChemBank p/ 4 usuários
Analytical Abstracts

Valor ( R$ )
1513,00
4040,00
1131,79
1520,62
5060,46
681,00
7800,00
2750,00
1100,00
1350,00
4340,00
45154,00
14817,40
338,00
2750,00
2250,00
5885,00
5573,00
20

Ano
1995
1995
1995
1995
1995
1996
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1999
1999

�4. CONCLUSÃO
Conclui-se que é interessante à Biblioteca receber recursos de diversos agentes
financiadores, sendo cada qual destinado à aquisição de diferentes formatos de materiais
bibliográficos que, atualmente formam o acervo das Bibliotecas Universitárias. Conclui-se
também que os projetos e processos de aquisição são duplamente profícuos, pois além de
beneficiarem os usuários com acervos atualizados, proporcionam aos bibliotecários oportunidade
de desenvolver atividades e adquirir conhecimento sobre captação de recursos desde o momento
da elaboração, gerenciamento até a aplicação dos recursos e prestação de contas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Engenharia Química no Brasil. Rio de Janeiro: ABQ; Brasília: IBICT, 1995. 410p. (Série
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12. THOMSON, M.B. The business of acquisitions: regional institute. Library Acquisitions:
Practice &amp; Theory , New York, v. 18, n. 2, p. 219-226, 1994.

13. WOODSWORTH, A et al. The model research library: planing for the future. The Journal of
the Academic Librarianship, Boston , MA, v.15, n.3, p.132-38, 1989.
ANEXO 1

23

�24

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Captação de recursos financeiros para aquisição de diferentes formatos de materiais bibliográficos: a experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP. 78</text>
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                <text>Martins, Ledenice Simão, Sá, Neusa Lourenço de, Leite, Lúcia Helena Pereira, Bianchin, Elaine Aparecida, Barbosa, Ana Lúcia de Souza Magalhães</text>
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                <text>Quer seja nas atividades técnicas, quer seja nas formas de tornar disponível as informações, os recursos tecnológicos têm impulsionado grandes mudanças e, portanto, alterado o desempenho das Bibliotecas Universitárias, na verdade as têm tornado mais complexas e contribuem para que estejam mais condizentes com as exigências da comunidade científica e tecnológica que atende. Como as mudanças somente ocorrem a partir e, tendo em vista disponibilidade dos recursos financeiros e, sabendo-se ainda, que a obtenção de um recurso hoje assegura, em grande parte, a continuidade de obtenção de novos recursos, a Biblioteca do Instituto de Química-UNICAMP encontra-se em constantes atividades que visam a captação de recursos. Assim, considerando-se a obtenção de recursos, especificamente, para aquisição de material bibliográfico, relata-se neste trabalho a experiência da BIQ-UNICAMP, que conta com o auxílio de diferentes agentes financeiros do país, sendo estes recursos naturalmente designados para diferentes formatos de publicação, o que é de relevante importância, pois a Química é uma ciência que além de ser reconhecida por possuir uma alta produção de literatura, se apresenta em vários formatos, como papel, CD-ROM, WEB, Softwares, o que possibilita a oferta de informações aos usuários independente de seu formato. As aquisições abordadas referem-se aos recursos recebidos dos seguintes orgãos: FAPESP, cujo programa FAPLIVROS tem contribuido sobremaneira para a atualização do acervo de livros voltados à pós-graduação, da CAPES-PROAP que tem assegurado a manutenção e atualização do acervo em formato eletrônico, como as bases de dados, do PADCT que permite a aquisição de livros de interesse geral e periódicos on-line. Por fim serão narradas as rotinas, desafios e sucessos de cada aquisição. </text>
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                    <text>USO DA INTERNET NA EDUCAÇÃO :
EXPERIÊNCIAS E EXPECTATIVAS NO COLÉGIO AGRÍCOLA DE
CAMBORIÚ/UFSC
Marouva Fallgatter Faqueti
Maria Lourdes Blatt Ohira

Marouva Fallgatter Faqueti
Bibliotecária chefe da Biblioteca Setorial do Colégio Agrícola de Camboriú –Biblioteca
Universitária - Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Rua João da Costa, s/n, Caixa Postal 16
88.340-000 – Camboriú – Santa Catarina - Brasil
Fone: (047) 365 1055
E-mail: marouva@bu.ufsc.br

Maria Lourdes Blatt Ohira
Orientadora e Professora do Curso de Biblioteconomia – Centro de Ciências da Educação Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC
Rua. Saldanha Marinho, 196
88.010-000 – Florianópolis – Santa Catarina - Brasil
Fone: (048) 222 57 22
e-mail: ohira@inf.ufsc.br

�Resumo: A Internet é um poderoso espaço de compartilhamento de informações,

em

crescente evolução e disseminação na sociedade. As escolas necessitam estar atentas a esta
realidade de forma a incluir a Internet em seu cotidiano. Consequentemente a biblioteca,
também deve acompanhar este desenvolvimento, incorporando-a em sua prestação de
serviços. Dentro deste contexto, esta pesquisa objetivou averiguar, junto aos professores do
Colégio Agrícola de Camboriú(CAC), como está sendo o uso da Internetenquanto
instrumento de apoio educacional. Os resultados revelaram que a Internet é pouco utilizada
como recurso didático, mas existem expectativas para dinamização de seu uso nos próximos
semestres. Os professores apontaram as principais vantagens e desvantagens do uso da
Internet na educação e destacaram, dentre os recursos mais utilizados a Web e suas
ferramentas de pesquisa, seguido do correio eletrônico. O estudo levantou as formas de
contribuição da biblioteca para dinamizar o uso da Internet no CAC, sendo mencionado pelos
professores a seleção e classificação de links do interesse da comunidade escolar, o
oferecimento de treinamentos aos alunos e professores na utilização da rede, a
disponibilização do acervo on-line e o auxílio individualizado nas pesquisas on-line.

Eixo Temático: Técnicas e tecnologias na Bu do Século XXI
Virtualização da Biblioteca Universitária

1

INTRODUÇÃO

O computador está chegando às escolas, colaborando para a dinamização das
atividades técnico-administrativas e principalmente começando a entrar na sala de aula. No
Brasil, o número de escolas que dispõe de computadores é pequeno, mas a cada dia são

�descobertas novas maneiras de utilizá-los como recurso didático - pedagógico. O Censo do
MEC, realizado em 1997, revelou que 4,3% das escolas do ensino fundamental e médio do
país têm computadores em pelo menos uma sala de aula (Fernandes &amp; Juste, 1998).
Entre os diversos autores que abordaram o uso da Internet na educação como Moran
(1997), Pretto (1995) e Paldês (1998), existe um consenso de que os modelos pedagógicos
tradicionais devem ser revistos, uma vez que o uso do computador nas escolas envolve
modificações no sistema educacional vigente. Em 1996, o MEC/SEED apresentou seu
programa “Informática na Educação”, destacando que a adoção das novas tecnologias da
telemática pelas escolas provoca mudança no processo de ensino - aprendizagem, com o
conseqüente questionamento dos métodos didáticos tradicionais e a redefinição do papel do
professor e sua interação com os alunos.
Esse mesmo documento relata os itens de consenso entre educadores no que tange aos
objetivos da educação no Brasil (MEC, 1996):
● O Sistema Educacional Brasileiro deve preparar os alunos de hoje para serem
cidadãos atuantes numa sociedade globalizada, onde a informação desempenhará
um papel cada vez mais estratégico;
● É dever da escola capacitar os seus egressos para o mundo do trabalho;
● O ensino público precisa atingir níveis mais elevados de qualidade, eqüidade e
eficiência.

Colher os benefícios que os computadores podem ofertar, requer treinamentos,
debates, troca de experiências e principalmente, a mudança de comportamentos dos
profissionais, bem como, novos projetos curriculares. (Paldês, 1998).

�2

INTERNET NA EDUCAÇÃO

As novas tecnologias de informação e comunicação, mais precisamente a Internet,
podem contribuir como ferramentas significativas na escola. O seu uso de forma adequada e
democrática pode colaborar para a quebra do paradigma do professor como detentor do
conhecimento, possibilitando sua mudança de postura para o de orientador e facilitador, onde
os alunos deixam também de lado sua postura de receptores passivos. É com a modificação
desse paradigma que a escola estará efetivamente contribuindo na formação de um
profissional mais capacitado para assumir seu papel na sociedade.
A

Internet é mais um recurso onde pode-se encontrar vários tipos de aplicações

educacionais. Moran (1997) destaca os seguintes recursos:
● de divulgação: a divulgação pode ser institucional, mostrando seus objetivos e o que a
escola possui, como também pode ser específica da biblioteca, dos professores, dos
alunos ou de grupos organizados da escola que divulgam seus trabalhos, projetos ou
idéias.
● de pesquisa: a pesquisa pode ser feita durante as aulas ou fora dela; na biblioteca ou nas
salas de laboratório; pode ser uma atividade livre ou obrigatória, individual ou em grupo;
● de apoio ao ensino: nas atividades de apoio ao ensino pode-se obter textos, imagens, sons
dirigidos ao programa desejado, utilizando-os como um elemento a mais, junto com os
livros, revistas e vídeos;
● de comunicação: novas práticas de comunicação estão se desenvolvendo nas escolas.
Correio Eletrônico, Web, Listas e Grupos de Discussão são alguns dos

recursos

utilizados e que proporcionam encontros virtuais entre pessoas, possibilitam a formação
de grupos específicos com interesses afins para trocas de informação, e “quebram” as
barreiras de tempo e espaço.

�Moran (1997), que utiliza a Internet como recurso didático no ensino de graduação e
pós-graduação na USP, destaca as disposições positivas observadas no uso da Internet na
educação:
● Aumento da motivação dos alunos pelas aulas;
● Contribuição ao desenvolvimento da intuição, flexibilidade mental, adaptação a
ritmos diferentes;
● Desenvolvimento de novas formas de comunicação;
● Aumento do interesse pelo estudo de línguas;
● Ampliação das conexões lingüísticas, geográficas e interpessoais;
● Crescimento de interações onde os contatos virtuais se transformam em
presenciais, quando é possível.
Moran (1997) também relata algumas dificuldades que ocorrem quando se utiliza a
Internet como recurso educacional:
● Existência de informações demais e conhecimentos de menos (considera que
conhecer é integrar a informação no nosso referencial, no nosso paradigma,
apropriando-a e tornando-a significativa para nós)
● Facilidade de dispersão (há informações que distraem e pouco acrescentam, mas
ocupam tempo de navegação)
● Impaciência de muitos alunos por mudar de um endereço para outro sem
aprofundar a leitura;
● Difícil conciliação dos diferentes tempos dos alunos; e
● A participação dos professores é desigual.
Considerando essa realidade, a biblioteca enquanto veículo prestador de serviços de
informação, necessita constantemente estar adequando seus serviços à demanda e, até mais,
antecipar ações vislumbrando futuras necessidades, oferecendo serviços diferenciados,

�visando sempre dinamizar a missão maior da instituição em que atua. A aplicação dos
recursos da Internet na educação é demonstrada na literatura como grande ferramenta de
apoio para a realização de antigas aspirações educacionais, capaz de sustentar mudanças que
podem levar a um novo paradigma educacional. Sua utilização pelas bibliotecas também
marca um novo tempo, para o qual os profissionais devem estar abertos, com um olhar crítico
e inovador e assim usufruir, com qualidade, dos recursos disponíveis.

3

OBJETIVOS

Esta pesquisa teve como objetivo geral, investigar o estágio atual do uso da Internet como
instrumento de apoio educacional pelos professores do Colégio Agrícola de Camboriú/UFSC,
complementado pelos seguintes objetivos específicos:
● Conhecer as experiências e expectativas dos professores quanto ao uso da Internet;
● Verificar quais as maiores vantagens e desvantagens do seu uso educacional;
● Detectar as dificuldades que os professores apresentam no uso da Internet;
● Identificar as formas de apoio que a biblioteca pode oferecer no suporte e uso dos
recursos informacionais da Internet.

4

COLÉGIO AGRÍCOLA DE CAMBORIÚ – CAC

O Colégio Agrícola de Camboriú é um estabelecimento de ensino de 2o grau voltado
para o ensino agropecuário, em sistema de internato e semi-internato. Pioneiro em Santa

�Catarina, foi fundado em 8 de abril de 1953, passando a ser vinculado

em 1968 à

Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.
A Biblioteca Setorial do Colégio Agrícola de Camboriú faz parte do Sistema de
Bibliotecas da Biblioteca Universitária/UFSC. Iniciou suas atividades juntamente com a
Escola e tem acompanhado o seu desenvolvimento, colaborando na formação e
aperfeiçoamento de seus usuários.
Em 1997, a Internet foi instalada na Biblioteca e desde então seu uso tem se
intensificado a cada momento. Em 1998, pôde-se dar início à construção de um site
específico, cujo conteúdo da página era preparado e enviado à Biblioteca Central, para que
essa fosse disponibilizada em rede no site da Biblioteca Universitária/UFSC. Desde 1997, o
Colégio disponibiliza 36 acessos à Internet para a comunidade escolar, sendo que, 2 estão na
biblioteca, 16 estão no laboratório de informática e 18 distribuídos nos diversos setores e salas
de professores.

5

MÉTODO
Com o objetivo de averiguar o uso da Internet no CAC, como instrumento de apoio ao

ensino, optou-se em se fazer uma pesquisa com o corpo docente efetivo da escola, em pleno
exercício de suas funções, no período de realização da pesquisa, que aconteceu em novembro
de 1998.
Como instrumento de coleta de dados utilizou-se o questionário elaborado por Paldês
(1998) em seu projeto de mestrado, fazendo-se as devidas adaptações para a realidade do
CAC. De posse da listagem dos docentes, fornecida pela Coordenação de Ensino do CAC, o
questionário foi entregue pessoalmente, oportunidade em que foi explicado o objetivo da
pesquisa.

�6

RESULTADOS

No período de realização da pesquisa encontravam-se em pleno exercício de suas
funções 29 professores, sendo 14 professores do ensino básico e 15 professores do ensino
técnico. Participaram da pesquisa 24 professores, sendo 13 do ensino técnico e 11 do ensino
básico, totalizando um retorno de 82,75% de respostas. Dos professores que responderam ao
questionário, 62,50% possuem curso de especialização e 20,83% são mestres.

6.1 Uso da Internet no Ensino
Os resultados da pesquisa indicaram que o emprego da Internet como apoio à
educação, entre os professores do CAC, abrangeu basicamente a realização de pesquisas para
enriquecimento pessoal (66%). Seis docentes (25%) indicaram haver solicitado pesquisas para
realização de trabalhos em sala de aula. Três professores (12,5%) orientaram pesquisas no
laboratório de Informática e apenas um professor (4,16%) fez demonstrações sobre seu uso,
como demonstrado no Gráfico 01.

GRÁFICO 01 - Formas de utilização da Internet como apoio educacional.

A baixa utilização da Internet como instrumento didático pode ter como
justificativa a ausência de eventos tais como debates, cursos, treinamentos, reuniões para

�discussão e relato de experiências, etc. Outro fator pode também estar relacionado a uma
possível resistência dos docentes frente ao desconhecido, bem como para mudanças
metodológicas que envolvem sua utilização.
Paldês (1999) realizou pesquisa similar com docentes da Universidade Católica de
Brasília – UCB e também encontrou um alto índice de utilização da Internet em pesquisas
pessoais (96%). Esse resultado confirma a grande penetração da Internet entre professores
como fonte de informação.
Buscou-se na pesquisa saber como os professores pretendem utilizar a Internet
nos próximos semestres letivos e, mais uma vez destacou-se a opção para pesquisa pessoal,
que foi citada por 17 docentes, o que equivale a 70,83%. Em seguida, foi mencionado o uso
para orientação de pesquisas em laboratório e para a realização de pesquisas dos alunos em
sala de aula, com 41.66% e 35,50%, respectivamente, conforme demonstra o Gráfico 02:

GRAFICO 02 - Pretensões para utilização da Internet.

�Observa-se também, que 33,33% dos respondentes têm interesse em desenvolver
trabalhos conjuntos entre alunos e professores para posterior divulgação na Internet, e 20,83%
pretendem utilizar a Internet para demonstrações em sala de aula. Outras pretensões indicadas
pelos professores do CAC foram: divulgação de projetos; treinamento no uso da Internet e
formação de banco de dados sobre a disciplina.
As previsões de inclusões ou aprimoramentos do uso da Internet colhidas por
Paldês (1999), junto aos professores da UCB, apresentaram resultados semelhantes. As
pesquisas pessoais (78%) receberam maior indicação, seguidas da orientação das pesquisas e
outros trabalhos fora da sala de aula (58%).

6.2 Vantagens e Desvantagens do Uso da Internet
A atualização dos conhecimentos é prerrogativa preponderante para todos os
profissionais da educação, e a Internet acena como um veículo potencializador de
contribuição a esse parâmetro. Conscientes do potencial da Internet, os professores
apontaram as vantagens encontradas no seu uso, como pode ser observado pelo Gráfico 03.

�GRÁFICO 03 - Vantagens do uso da Internet
A maior vantagem, segundo os professores, é a atualidade e oportunidade de
informações disponíveis, com 96% de respostas, seguida da possibilidade de acessar pessoas e
instituições geograficamente afastadas, que foi citada por 71% dos professores. Outra
vantagem mencionada é a quantidade de informações disponíveis, que foi apontada por 66%
dos professores. O baixo custo para o

acesso à Internet, como também a facilidade de

utilização da rede ainda não podem ser consideradas como vantagens, uma vez que foram
citadas por uma pequena parcela de professores. Outras vantagens foram ainda mencionadas,
dentre elas: disponibilidade imediata de artigos; contribuição para o afastamento entre o
professor e o livro didático; ampliação do universo de pesquisa e download de arquivos.
A pesquisa de Paldês (1999) constatou que as duas maiores vantagens do uso
educacional da Internet, na opinião de seus pesquisados, foram a possibilidade de interagir
com pessoas geograficamente afastadas (90%) e a atualidade das informações disponíveis na
Internet (71%).
A pesquisa realizada por Plaza &amp; Oliveira (1997) revelou que os pesquisadores
mencionaram como vantagens do uso da Internet: a rapidez e a facilidade de acesso global e
interativo; superação das barreiras do tempo e distância para a distribuição de recursos e seu
caráter democrático.
As maiores desvantagens do uso educacional da Internet também foram apontadas
pelos professores do CAC, conforme descrito no Gráfico 04.

�GRÁFICO 04 - Desvantagens do uso educacional da Internet
Destacam-se como maiores desvantagens: a baixa velocidade de respostas e a
pouca disponibilibidade de horário no laboratório para acesso à rede, com 45% de respostas
cada uma. A baixa velocidade de respostas é um problema concreto, já citado anteriormente,
tendo em vista que o sistema de comunicação e transmissão de informação nacional está
aquém das necessidades, bem como os equipamentos disponíveis que também colaboram
para a morosidade do sistema. No que se refere ao pouco horário disponível para uso da sala
de laboratório, verificou-se que a mesma permanece fechada no período da manhã e à tarde
50% de seu horário é destinado às aulas de informática, o que justifica a resposta.
As dificuldades de utilização da rede, seja pelos alunos seja pelos professores, foi
citada por 10 sujeitos (41,6%) que responderam à pesquisa. Essa resposta aparece,
provavelmente, por não terem sido oferecidos cursos específicos para o aprimoramento de
seu uso como recurso educacional. Foram ainda apontadas pelos professores as seguintes
desvantagens: apego exagerado de alguns alunos ao sistema; baixa produtividade em função
da velocidade de resposta; usos sem objetivos definidos; excesso de jogos, chats, pornografia;
vírus.
A pesquisa de Paldês (1999) revelou a pouca disponibilidade de laboratórios para
acesso a rede (56%); a baixa velocidade de resposta (46%) e a dificuldade de utilização da
rede, seja pelos alunos seja pelos professores (31%) como pontos de desvantagens no uso da
Internet.
Algumas das dificuldades mencionadas pelos professores foram também
encontradas no estudo de Plaza &amp; Oliveira (1997). São elas: a necessidade de conhecimentos
especializados para acessar e usar a Internet; dificuldades de conexão; “tráfego pesado”;
existência de países não conectados à rede e dificuldades para localizar o que se deseja.

�6.3 Recursos utilizados na Internet
Quanto à utilização dos recursos da Internet observa-se, pela análise do Gráfico
05, que a Web e suas ferramentas de procura são os recursos mais utilizados, pelos usuários
do CAC , com o índice de 71%. O correio eletrônico apontou 29,16% de professores usuários.
É interessante observar que o uso de catálogos ( 20,83%), revistas eletrônicas (16,7%) e
bases de dados (8,3%) são relativamente pouco procurados pelos professores do CAC,
enquanto, as listas de discussão não são utilizadas pelos professores. O baixo índice de
usuários do correio eletrônico no CAC deve-se ao fato de que esse recurso encontra-se
desativado por problemas técnicos.

GRÁFICO 05 - Recursos utilizados na Internet
O mesmo resultado pode ser comparado ao estudo de Bane &amp; Milhem (1996),
onde os catálogos bibliográficos e bases de dados eram utilizados ocasionalmente, isto é,
algumas vezes ao mês, enquanto que o acesso a revistas eletrônicas era menos freqüente. A
pesquisa de Stumpf (1997) revelou o comportamento dos pesquisadores da UFRGS, no que
tange ao recursos da Internet, verificando que: não é habitual participarem de listas de
discussão; acessam as bases de dados com maior ou menor intensidade de acordo com área e
a recuperação de publicações com texto integral ainda não é uma prática comum.

�Outra observação que se ressalta é quanto ao uso do correio eletrônico no CAC
(29,83%). Nos relatos das pesquisas de Bane &amp; Milhem (1996), Plaza &amp; Oliveira (1997)
Gonçalves &amp; Marcondes (1998) e na pesquisa do Cadê/IBOPE citada por Santos (1998) o
E-mail se destaca como o recurso mais utilizado. Na pesquisa de Stumpf (1997), em relação
ao uso dos serviços propiciados pela Internet, o correio eletrônico é o de maior uso para
contato com outros pesquisadores, especialmente com aqueles que realizam pesquisa dentro
da mesma linha.
A freqüência na utilização da Internet pelos usuários do CAC

teve como

predominância o uso irregular (21,6%), seguido do uso semanal (20,83%), mensal (16,7%),
três vezes na semana (12,5%) e diário (4,16%), enquanto que a opção quinzenal não foi citada
por nenhum dos pesquisados.

6.4 Dificuldades no uso da Internet
Por se tratar de um instrumento novo, os usuários da Internet podem encontrar
dificuldades em sua utilização. O Gráfico 06 aponta que, dentre os pesquisados, 52% sentem
dificuldades no seu uso.

GRÁFICO 06 - Dificuldades no uso da Internet

�O conhecimento das dificuldades existentes permite que se busque caminhos para
minimizá-los. Os professores do CAC mencionaram as seguintes dificuldades: falta de
conhecimento e orientação para o melhor uso da Internet (9,6%); falta de disponibilidade de
tempo (7,2%); lentidão das respostas (4,8%); pouca disponibilidade de terminais (2,4%);
excesso de informações (2,4%); muitos textos em inglês (2,4%); falta de interesse pessoal
(2,4%).
Na pesquisa “Internautas do Brasil” (1998), a grande reclamação (77%) é a
demora em carregar as páginas, seguida dos links que não levam a lugar algum (68%),
destacando-se também, a incapacidade de encontrar informações, (29%). O custo de acesso e
o “rombo” na conta telefônica, aparentemente não preocupam tanto.
O estudo de Plaza &amp; Oliveira (1998) também investigou as dificuldades, sendo
apontadas: a falta de conhecimentos gerais/específicos;

dificuldades na montagem;

importação e exportação de dados; pouco número de terminais e a baixa qualidade da rede
física.
Os resultados até aqui apresentados apontaram uma diversidade quanto aos graus
de utilização da rede, suas formas e dificuldades. Ferreira (1995) concluiu que essas
diferenças aparecem porque os usuários da Internet se encontram em fases diferenciadas de
aprendizagem. Na primeira fase (compreensão), o usuário descobre a Internet buscando
reconhecer suas vantagens. Na segunda fase (inclusão), o usuário incorpora seu uso em suas
atividades cotidianas, utilizando basicamente as principais ferramentas de acesso à rede. Na
terceira fase (adoção), o usuário amplia a utilização da rede para solucionar questões
imediatas e de caráter variado. Na quarta fase (transformação), o usuário atinge um nível de
conhecimento mais apurado e passa a usar a rede como real fonte de informação.

�Fazendo-se uma relação entre os resultados obtidos e as fases descritas por
Ferreira (1995), pode-se afirmar que no Colégio Agrícola de Camboriú existem professores
em diferentes níveis de aprendizagem. O acentuado uso da rede para pesquisas pessoais
(83,3%) e da

Web e suas ferramentas de busca (71%) permite afirmar que uma parcela

significativa dos professores encontra-se entre as duas primeiras fases de aprendizagem.

6.5 Contribuição da Biblioteca
Face a esse novo processo informacional que está se desenvolvendo após a
disseminação da Internet, a biblioteca, enquanto local responsável pela prestação de serviços
de informação, pode e deve contribuir para a otimização de seu uso. Por essa razão
investigou-se, junto aos professores do CAC, qual a contribuição da Biblioteca para otimizar
o uso da Internet, representado no Gráfico 07:

GRÁFICO 07 - Contribuições da biblioteca para otimizar o uso da Internet no CAC
Os dados mostram que 58,3% dos docentes do CAC consideram que a
organização de links irá facilitar seu uso. O treinamento dos alunos para o uso da Internet foi
considerado necessário por 33,3%, enquanto que a disponibilização de artigos na Internet,
produzidos por alunos e professores, é de interesse de 25% dos entrevistados. Outras
sugestões citadas pelos professores do CAC foram: oferecer treinamentos quanto ao uso da

�Internet; disponibilizar todo o acervo via on-line; mudar de provedor; organizar espaço para
professores e alunos discutirem sobre o uso da Internet; auxiliar o professor nas buscas.
A absorção de novas tecnologias, especificamente o uso da Internet pela
comunidade docente do CAC, está acontecendo paulatinamente, podendo-se verificar que sua
utilização é maior enquanto uso pessoal (83%), seguido de pesquisas

para apoiar

informacionalmente sua disciplina (76%). Outros recursos ainda pertencem ao campo das
intenções para os próximos semestres.

7

CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS

As novas tecnologias de informação, mais especificamente a

Internet, têm

contribuído para que mudanças paradigmáticas ocorram nos diversos setores da sociedade. A
educação também passa por esse momento de transformação, onde os conceitos são
rediscutidos, reformulados e o novo está em construção.
O uso da Internet nas escolas do Brasil é uma realidade para poucos, segundo
dados do MEC, onde apenas 4,3% das Instituições do Ensino Fundamental e Médio possuem
computadores. O Colégio Agrícola de Camboriú, Instituição Federal vinculada à
Universidade Federal de Santa Catarina faz parte dessa minoria e disponibiliza o acesso
Internet à comunidade escolar desde 1997.
Especificamente no CAC, os professores a utilizam de forma cautelosa,
interessados, primeiramente, em conhecer a rede, através de pesquisas pessoais e da busca de
recursos informacionais que respaldem os conteúdos das disciplinas que ministram. Poucas
foram as experiências no uso da Internet como recurso didático, sendo que as expectativas
para ampliação de sua utilização nos próximos semestres apontam para sua intensificação.

�As maiores vantagens apontadas para o uso da Internet foram: a atualidade de
seus conteúdos com possibilidade de acessar pessoas/instituições de diversas nações e a
quantidade de informações disponíveis. A baixa velocidade das respostas, a pouca
disponibilidade de horários no laboratório, as dificuldades de utilizar a rede e a facilidade de
dispersão dos alunos foram apontadas como desvantagens para sua utilização.
A Web e suas ferramentas de procura foram os recursos mais utilizados pelos
docentes, seguidos do correio eletrônico. Entre os docentes pesquisados, 53% encontraram
dificuldades no uso da Internet, citando como o maior entrave a falta de conhecimento de
como usar a Internet e seus diversos recursos e também a falta de tempo disponível para tal.
Esse pouco tempo disponível para o uso da Internet, citado pelos professores, talvez explique
por que os resultados apresentados no tocante à freqüência apresentaram predominância
irregular.
Ressalta-se que os recursos produzidos por bibliotecas, tais como catálogos e
bases de dados, não alcançaram um índice satisfatório de utilização. Na revisão da literatura
verificaram-se casos semelhantes, onde os recursos disponibilizados on-line, elaborados em
unidades de informação, tinham baixa procura pelos usuários pesquisados. Essa constatação
leva a algumas indagações: Como está a sintonia entre bibliotecários e seus usuários? Está
claro aos bibliotecários por que e para quem os serviços estão sendo feitos? Ou ainda, será
que as estratégias de marketing são adequadas?
Quando os professores foram questionados quanto aos serviços que a biblioteca
poderia

prestar, visando otimizar o uso da Internet no CAC, 58,3%

dos docentes

consideraram que a organização de links facilitaria seu uso. Realmente, acredita-se que a
seleção e classificação por áreas afins agilizaria as consultas. A dúvida que perdura é: Qual o
método mais acertivo para a seleção dos links que irão compor essa página? Qual o grau de
envolvimento e participação que os professores e alunos poderão ter nesse trabalho? Até onde

�eles se dispõem a conjugar os esforços para esse fim? O bibliotecário está preparado para
trabalhar em parceria com o usuário por um objetivo comum? Ou de outra forma: O
bibliotecário está disposto a mudar o foco de sua atuação de “para o usuário” por “com o
usuário”?
Assim como os profissionais da educação estão revisando seus métodos de
ensino, os bibliotecários devem estar abertos também às novas realidades que se descortinam.
O uso da Internet amplia os horizontes de atuação da biblioteca, redimensionando seus
objetivos e tornando-se cada vez mais “um espaço comunitário onde se compartilha saberes”.
Fazer, saber fazer e refazer continuamente é tarefa de todo profissional.

8

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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universitários: possibilidades de la Internet. Revista Interamericana de Nuevas
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Física da USP. Tese (Doutorado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São
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GONÇALVES, Betânia Vieira; MARCONDES, Carlos Henrique. O impacto da Internet nos
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BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10. Fortaleza, CE, 1998. Anais... Fortaleza, 1998.
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Revista. Bibliotecon. Brasília, v. 21, n. 2, p. 189-200, jul./dez. 1997.

USE OF THE INTERNET IN EDUCATION:
experiences and expectations from Colégio Agrícola de Camboriú/SC

Abstract: The objective of the research done, in the form of a questionnaire for the
teaching staff at Colégio Agrícola de Camboriú/SC, was to investigate the present
stage of utilization of the Internet as an additional aid to education. The results
revealed, as pointed out by the teachers, how the internet is being implemented,
which on line resources are most being made use of and what the greatest advantages
and desadvantages are.

Keywords: Internet; Use of the Internet; Education; School library.

�USO DA INTERNET NA EDUCAÇÃO :
EXPERIÊNCIAS E EXPECTATIVAS NO COLÉGIO AGRÍCOLA DE
CAMBORIÚ/UFSC

Marouva Fallgatter Faqueti

Marouva Fallgatter Faqueti.
Bibliotecária chefe da Biblioteca Setorial do Colégio Agrícola de Camboriú –Biblioteca
Universitária - Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Rua João da Costa, s/n, Caixa Postal 16
88.340-000 – Camboriú – Santa Catarina - Brasil
Fone: (047) 365 1055
E-mail: marouva@bu.ufsc.br

�Uso da Internet na educação : experiências
e expectativas no Colégio Agrícola de Camboriú/SC

Marouva Fallgatter Faqueti
Maria Lourdes Blatt Ohira

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A Internet é um poderoso espaço de compartilhamento de informações, em crescente evolução e disseminação na sociedade. As escolas necessitam estar atentas a esta realidade de forma a incluir a Internet em seu cotidiano. Consequentemente a biblioteca, também deve acompanhar este desenvolvimento, incorporando-a em sua prestação de serviços. Dentro deste contexto, esta pesquisa objetivou averiguar, junto aos professores do Colégio Agrícola de Camboriú(CAC), como está sendo o uso da Internetenquanto instrumento de apoio educacional. Os resultados revelaram que a Internet é pouco utilizada como recurso didático, mas existem expectativas para dinamização de seu uso nos próximos semestres. Os professores apontaram as principais vantagens e desvantagens do uso da Internet na educação e destacaram, dentre os recursos mais utilizados a Web e suas ferramentas de pesquisa, seguido do correio eletrônico. O estudo levantou as formas de contribuição da biblioteca para dinamizar o uso da Internet no CAC, sendo mencionado pelos professores a seleção e classificação de links do interesse da comunidade escolar, o oferecimento de treinamentos aos alunos e professores na utilização da rede, a disponibilização do acervo on-line e o auxílio individualizado nas pesquisas on-line.</text>
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                    <text>Uma arquitetura de informática para integração de sistemas de bibliotecas na Internet*

MSc. Geórgia R. R. Gomes – Dr. Rubens N. Melo – MSc. Sérgio da C. Côrtes
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
{georgia@dbd.puc-rio.br,rubens@inf.puc-rio.br,scortes@inf.puc-rio.br}

Resumo

Este trabalho apresenta uma arquitetura de informática utilizando a tecnologia de Banco de
Dados e de Engenharia de Software que tem como objetivo integrar diferentes sistemas de
bibliotecas eletrônicas e digitais na Internet criando uma biblioteca virtual.

Palavras chaves: Biblioteca Virtual, Internet, Banco de Dados Heterogêneos, USMARC,
Dublin Core.

1. Introdução
Sistemas de Bibliotecas são um importante instrumento em todos os níveis de
pesquisa, seja ela científica ou não. Integrar esses sistemas, proporcionando a seus usuários
facilidades na busca de referências bibliográficas e, em muitos casos, da própria obra, é uma
necessidade cada vez maior. Integrar, disponibilizar e visualizar dados é uma área de pesquisa
bastante intensa em informática, principalmente em Banco de Dados.

* Este trabalho é baseado na dissertação de mestrado.” Um ambiente para integração de Dados
Bibliográficos baseado em Mediadores”, Departamento de Informática, PUC-Rio.

1

�Este trabalho apresenta e desenvolve uma arquitetura de informática, utilizando a
tecnologia de Banco de Dados e de Engenharia de Software, bem como um protótipo de
funcionamento na WEB, capaz de integrar diferentes bibliotecas digitais, disponibilizando
para seus usuários uma biblioteca virtual, onde o usuário, através de um equipamento
plugado a Internet ou Intranet, pesquisa e consulta documentos e referências bibliográficas
em diferentes instituições.
O pioneirismo desse trabalho se dá na utilização das tecnologias de informática,
principalmente de banco de dados, engenharia de software, comunicação de dados e
visualização de dados, buscando uma solução integradora para a área de sistemas de
bibliotecas e implementando um protótipo para provar a eficácia da arquitetura proposta.
Entre os objetivos principais podemos destacar: promover a integração entre sistemas
de bibliotecas desenvolvidos em ambientes e plataformas de informática completamente
diferentes e heterogêneos; possibilitar a utilização de acervos bibliográficos de instituições
hoje isoladas, integrando-os ao ambiente da Internet; disponibilizar para o público em geral
um acervo bibliográfico ilimitado; promover o intercâmbio do conhecimento científico entre
as áreas de informática e de bibliotecas; disponibilizar tecnologias de ponta da informática
para sustentar a área de biblioteca; apresentar uma solução de custos reduzidos para
integração de bibliotecas.
O trabalho está organizado da seguinte forma: a seção 2,apresenta as definições
conceituais de bibliotecas, a seção 3 descreve metadado e alguns padrões utilizados para
catalogação de dados bibliotegráficos de metadados (USMARC e Dublin Core), a seção 4
apresenta a arquitetura proposta para integração de bibliotecas e a seção 5 apresenta a
conclusão do trabalho.

2

�2. Definição de Biblioteca
Segundo [Barker94] existem quatro definições de bibliotecas: Convencional
(polimídia), eletrônica, digital e virtual. Nos itens a seguir, descreveremos, de forma
resumida essas definições, somente buscando fornecer subsídios para os leitores desse
trabalho.

2.1 – Biblioteca Convencional
Atualmente diversas mídias são utilizadas como meios independentes para
armazenamento da informação. As bibliotecas convencionais possuem livros e periódicos
que convivem com fitas, vídeos, CD-ROMs, microfilmes, softwares de controle e
armazenamento etc, recebendo, também, desta forma o nome de bibliotecas polimídias. Os
processos de gerenciamento e organização nestas bibliotecas são praticamente manuais e,
apesar dos computadores estarem disponíveis para os usuários, esta tecnologia não é
utilizada para a realização de qualquer forma de automação das bibliotecas.

2.2 – Biblioteca Eletrônica
A biblioteca Eletrônica se refere a sistemas de bibliotecas, nos quais os processos
básicos da biblioteca são de natureza eletrônica,

o que implica ampla utilização de

computadores e de suas facilidades na construção de índices on-line, busca de textos
completos e na recuperação e armazenagem de registros.

2.3 – Biblioteca Digital
A biblioteca Digital contém apenas informação na forma digital, podendo residir em
meios diferentes de armazenamento, como memórias eletrônicas, tais como os discos
magnéticos e óticos. Desta forma, a biblioteca digital não contém livros na forma

3

�convencional. A informação pode ser acessada em locais específicos e/ou remotamente, por
meio de redes de computadores.

2.4 – Biblioteca Virtual
A biblioteca Virtual é conceituada como um tipo de biblioteca que, para existir,
depende da tecnologia da realidade virtual. Neste caso, um software próprio, acoplado a um
computador sofisticado, reproduz o ambiente de uma biblioteca em duas ou três dimensões,
criando um ambiente de total imersão e interação. É então possível, ao entrar em uma
biblioteca virtual, circular entre as salas, selecionar um livro nas estantes, “tocá-lo”, “abrilo” e “lê-lo”. Obviamente, o único “lugar” onde o livro realmente existe é no computador e
na imaginação do leitor. Para pesquisadores da área de Ciência da Informação este conceito
não é único, podendo também possuir as seguintes definições:
•

Acesso por meio de redes a recursos de informação disponíveis em sistemas de
base computadorizadas, normalmente remotos [Poulter94];

•

Conjunto com utilização de recursos eletrônicos. Disto deriva o fato de a expressão
“biblioteca virtual” ser utilizada como um sinônimo de “biblioteca eletrônica”, ou
ainda desktop library [Kemp94], [Deschamps94], [Cloyes94].

•

Acesso remoto aos conteúdos e serviços de bibliotecas e outros recursos de
informação, combinando uma coleção interna de materiais correntes e fartamente
usados em ambas as formas (eletrônica e impressa), com redes eletrônicas que
provêm acesso e a transferência de fontes de conhecimento e de informação, com
bibliotecas e instituições comerciais externas em todo o mundo [Piggott93] ,
[Saunders95].

4

�Com estas definições, conceituamos Biblioteca Virtual como um conjunto de
documentos e dados bibliográficos armazenados em bases digitais, com acesso por meio de
redes, e que não existe fisicamente.
Os sistemas de bibliotecas têm crescido muito e todas as bibliotecas polimídias estão
se adequando às novas tecnologias. O objetivo dos usuários de uma biblioteca é encontrar
uma obra, estando ela onde estiver, e o objetivo dos mantenedores de bibliotecas é
disponibilizar suas obras para um número cada vez maior de pessoas.

3. Padrões de Metadados
Segundo [Sumpter94], “Metadado é a informação sobre o dado que permite o acesso
e gerenciamento deste dado de maneira eficiente e inteligente.”
A palavra metadados foi criada por Jack Myres, em 1969, para denominar os dados
que descreviam registros de arquivos convencionais.
Metadados se aplicam a uma grande variedade de acervos de dados convencionais
que podem, ou não, estar disponíveis em redes eletrônicas de computadores, tais como
acervos de dados bancários, de bibliotecas tradicionais ou acervos de dados não
convencionais como os de sistemas de informações geográficas, de bibliotecas digitais,
documentos multimídia etc.
A especificação e utilização de padrões garantem a existência de um conjunto de
informações comuns sobre um determinado tema ou área, com regras claramente
estabelecidas e aceitas pela comunidade envolvida. Padrões facilitam a compreensão, a
integração e o uso compartilhado de informações entre usuários de diferentes formações,
com diferentes níveis de experiências e diferentes propósitos. O estabelecimento de padrões
implica o compromisso entre usuários e provedores de informações, que devem mutuamente
aceitar, colaborar e usar as terminologias e definições estabelecidas .

5

�Um padrão de metadados é formado por um conjunto de elementos descritores que
podem estar relacionados. Geralmente são padronizados nomes, informações ou grupos de
dados utilizados para descrever um determinado tipo de acervo. Caso existam
relacionamentos, estes também devem constar do modelo de padronização. Geralmente, a
definição de padrões de metadados é feita por um grupo de pessoas onde, entre seus
componentes, se encontram usuários que detêm o conhecimento sobre um determinado tipo
de acervo. No nosso caso, bibliotecários ou profissionais de ciência da informação junto
com profissionais de informática.
O grau de complexidade de um padrão de metadados pode ser elevado quando, no
ambiente a ser descrito, existe uma grande diversidade de informações manipuladas, cada
qual com características diferentes e que devem ser integradas de forma a se obter um
modelo de padronização coerente.
Apesar da complexidade de alguns padrões de metadados, o conjunto de descritores
deve conter apenas informações apropriadas e suficientes para descrever o dado de forma
que a informação nele contida além de ser compreendida por qualquer pessoa, possa
também ser compilada/interpretada pelo computador, pois pode servir de subsídio a sistemas
de busca e recuperação de informações[Yeager96].
A seguir apresentaremos dois padrões de metadados USMARC e Dublin Core que são
utilizados para descrever dados bibliográficos.

3.1 – USMARC
Nos anos 60 a Biblioteca do Congresso Americano (Library of Congress - LC) criou
o formato LC MARC , um sistema de uso conciso de números, letras e símbolos dentro do
próprio registro bibliográfico, com a finalidade de catalogar diferentes tipos de informações.

6

�O LC MARC original evoluiu e se tornou o padrão USMARC, que é utilizado pela maioria
dos sistemas de bibliotecas.
O USMARC - MAchine-Readable Cataloging significa registro de catalogação
legível por máquina.
MAchine-Readable – Legível por máquina, um computador pode ler e interpretar os
dados do registro de catalogação.
Cataloging – Registro de Catalogação, significa um registro bibliográfico, ou a
informação tradicionalmente mostrada em uma ficha de um catálogo de biblioteca. O registro
inclui (não necessariamente nesta ordem): descrição do item, entrada principal e entradas
adicionais (secundárias), cabeçalho de assunto, classificação ou número de chamada. Um
registro MARC contém, freqüentemente, muitas informações adicionais.
•

Descrição do item – Os Bibliotecários geralmente utilizam a Anglo-American
Cataloguing Rules (regras de Catalogação Anglo Americana), 2nd ed., 1988
revisada , popularmente conhecida como AACR2R, para compor a descrição
bibliográfica de um item de biblioteca. Inclui o título, declaração de
responsabilidade, edição, detalhes específicos de material, informação de
publicação, descrição física, séries, notas e números padrões.

•

Entrada principal e entradas adicionais (secundária) – AACR2R também contém
regras para determinar “pontos de acesso” para o registro, normalmente chamada
“entrada principal” e “outras entradas adicionais” (entradas secundárias) , e a
forma que estes pontos de acessos devem tomar. Pontos de acesso são pontos de
recuperação no catálogo da biblioteca onde os usuários seriam capazes de ver o
item.
As regras da AACR2R são usadas para responder questões como: Para este livro,
deveria haver entrada no catálogo para mais de um autor ou mais de um título?

7

�Como o nome do autor deveria ser escrito? Este título é uma entrada principal?(no
caso de não haver um autor).
•

Cabeçalho de Assunto – Os Bibliotecários utilizam normalmente, listas de
cabeçalhos de assunto, podendo ser a da LC ou alguma outra lista, para selecionar
o assunto relacionado ao item. O uso de uma lista é importante para a consistência
e assegurar que serão encontrados todos os itens referentes a um determinado
assunto. Por exemplo, a lista de cabeçalho de assunto indica que todos os livros
sobre gatos devem ser associados ao assunto GATOS. Usando este cabeçalho
autorizado eliminamos a possibilidade de listar alguns livros sob o assunto
GATOS e outros sob o assunto FELINOS. Até mesmo se um livro é chamado
Tudo sobre Felinos, o cabeçalho de assunto será GATOS. Deste modo todos os
livros deste assunto ficarão reunidos sob um mesmo assunto/termo/palavra, não
sendo necessário imaginar os possíveis sinônimos da palavra para se encontrar o
que deseja.

•

Número de Chamada – Os Bibliotecários utilizam a classificação decimal de
Dewey ou a classificação decimal universal ou outra classificação específica para
selecionar o número de chamada do item. A finalidade do número de chamada é
colocar itens dos mesmos assuntos juntos na estante da biblioteca. A Segunda
parte de um número de chamada normalmente representa o nome do autor,
facilitando a sub-classificação (cutter).
Com a utilização do padrão USMARC as bibliotecas evitam duplicação de trabalho,

podendo compartilhar os registros bibliográficos. A maioria dos sistemas de bibliotecas
utilizam o padrão USMARC, facilitando desta forma a integração, intercâmbio, o acesso e a
interpretação de dados.

8

�O formato USMARC portanto é um conjunto de códigos e designações de conteúdos
definido para codificar registros legíveis por máquina. São definidos formatos para cinco tipos
de dados: bibliográficos, propriedades, autoridades, classificação e informação de
comunidade. Nesta dissertação estudaremos o formato dos dados bibliográficos.
O formato USMARC para dados bibliográficos contém especificações para codificar
elementos que precisam ser descritos, recuperados e controlados; é um formato integrado e
definido para identificar e descrever formas diferentes de material bibliográfico.

3.1.1 – Organização do registro USMARC
Um registro USMARC apresenta três seções principais: o líder (leader), o diretório
(directory) e os campos variáveis (variable fields).

3.1.1.1 – Líder
Consiste em elementos de dados que contêm valores codificados e são identificados
através da posição do caracter relativo. Elementos de dados no líder definem parâmetros para
processar o registro. O líder tem um tamanho fixo de 24 caracteres e ocorre no inicio de cada
registro.

3.1.1.2 – Diretório
Contém tags (etiquetas), que indicam o inicio da localização de cada campo e o seu
tamanho no registro. Primeiro aparecem as variáveis dos campos de controle, depois em
ordem as tags. Seguem as entradas para campos de dados variáveis, organizadas em ordem
ascendente, de acordo com o primeiro caracter da tag. A ordem dos campos no registro não
corresponde, necessariamente, à ordem de entrada de diretório. Tags duplicatas

são

identificadas somente pela localização dos respectivos campos dentro do registro. O tamanho

9

�da entrada do diretório é definido nas posições 20 a 23 do líder. No formato USMARC cada
entrada do diretório tem o tamanho de 12 caracteres. O diretório termina com o caracter de
fim de campo.

3.1.1.3 – Campos Variáveis
O conteúdo de dados de um registro é dividido em campos variáveis. Os formatos de
USMARC distinguem dois tipos de campos variáveis: campos de controle variáveis e
campos de dados variáveis. Campos de controle e campos de dados são distintos somente
por estrutura. O termo campo fixo é ocasionalmente usado na documentação do USMARC ,
referindo-se também a campos de controle ou a campos específicos de dados de controle,
por exemplo, 007 (descrição física do campo fixo) ou 008 ( fixed-length data elements).

3.1.2 – Regras Gerais.
Cada registro bibliográfico é dividido logicamente em campos. Há um campo para
autor, um para título e assim por diante. Cada campo é identificado por uma tag de três
caracteres. Estes campos são subdivididos em um ou mais subcampos.
Campos variáveis são agrupados em blocos, de acordo com o primeiro caracter da
tag, que identifica a função dos dados dentro do registro, por exemplo, entrada principal,
entrada secundária, entrada de assunto. O tipo de informação no campo, por exemplo, nome
pessoal, nome de corporações ou título é identificado nos caracteres restantes da tag.
Há algumas regras gerais que ajudam a definir o significado dos campos de cada tag.
Observe que na discussão das tags USMARC, a notação XX é freqüentemente usada para
referenciar um grupo de tags. Por exemplo, 1XX se refere a todas as tags que estão no grupo
100: 100, 110, 130 e assim por diante.

10

�3.1.2.1 – Blocos do formato bibliográfico.
As tags são divididas por cem. A divisão básica de um registro bibliográfico é:
0XX – Informações de controle, números e códigos
1XX – Entrada principal
2XX – Títulos, edição, impressão
3XX – Descrição física, etc.
4XX – Declaração de séries
5XX – Notas
6XX – Assunto
7XX – Entradas secundárias
8XX – Entradas secundárias de séries, localizações, etc
Os 9XXs são usados para definições de uso local, como numero de código de barras.
Os grupos X9X, 09X, 59X, etc. também são usados para uso local, excluindo o 490
(declaração de séries).

3.1.2.2 – Conteúdos Paralelos.
No USMARC temos a designação dos conteúdos paralelos, isto é, os dois digitos
finais da tag são complementados com os blocos abaixo:
X00 – Nomes pessoais
X10 – Nomes de corporações
X11 – Nomes de Congressos
X30 – Título uniforme
X40 – Títulos bibliográficos
X50 – Termos tópicos
X51 – Nomes geográficos.

11

�Por exemplo, temos a entrada principal (1XX) que será um nome pessoal (X00),
então a tag será 100. Para assunto (6XX) nome pessoal (X00) a tag é 600 e assim por diante.

3.1.2.3 – Indicadores.
Depois de cada tag temos duas posições ( com exceção dos campos 001 à 009), onde
são definidos os indicadores. Em alguns campos utiliza-se a primeira ou a segunda posição,
em alguns as duas posições e em outros como o 020 e 300, nenhuma posição é utilizada.
Quando uma posição de indicador não é usada este é chamado de indefinido, utilizando-se o
caracter # para representá-lo.
Os indicadores podem ser caracteres alfabéticos ou numéricos. Primeiro são
definidos valores numéricos. Cada valor de indicador é um numero de 0 à 9. O valor 9 é
reservado para implementação local. No exemplo abaixo os três primeiros dígitos são a tag
(245 define como um campo de título) e os próximos dois dígitos (1 e 4) são valores de
indicador. O 1 é o primeiro indicador e o 4 é o segundo indicador.
245 1 4 $a The emperor’s new clothes / $c adapted from
Hans Christian Andersen and illustrated by Janet Stevens.

O primeiro indicador contém um valor que especifica se um título tem entrada
secundária (adicional) ou não.
O valor 1 no primeiro indicador no campo título indica que deveria ser separada a
entrada de título no catalogo. No ambiente de catálogo de fichas isto significa que uma ficha
de título deveria ser impressa para este item e uma entrada de título secundário deveria ser
mostrada. O valor 0 no primeiro indicador significaria que a entrada principal é o próprio
título.

12

�3.1.2.4 – Subcampos.
A maioria dos campos contém várias partes de dados. Cada tipo de dado dentro do
campo é chamado de subcampo e cada subcampo é precedido por um código de subcampo,
estes identificam elementos de dados dentro de um campo que requer (ou poderia requerer)
manipulação separada. Campos 001 a 009 não contém subcampos.
Códigos de subcampos são representados por uma letra minúscula (ocasionalmente
um número) que precede um delimitador. Um delimitador é um caracter usado para separar
subcampos. Cada código de subcampo indica qual o tipo de dado que o segue. Para cada
campo na documentação do formato USMARC bibliográfico é definida uma lista de códigos
de subcampos válidos.
No exemplo abaixo, o campo para descrição física de um livro ( definida na tag 300)
inclui um subcampo para a extensão (número de páginas), um subcampo para outros detalhes
físicos ( informação de ilustração) e um subcampo para dimensões (centímetros):

300 ## $a 675 pág.: $b ill.; $c 24 cm.

No exemplo acima, os códigos de subcampos são: $a para a extensão, $b para outros
detalhes físicos e $c para dimensão.
Os softwares de bibliotecas usam diferentes caracteres para representar os
delimitadores. Por exemplo ( @ ), ( $ ), ( _ ). Nesta dissertação usamos o símbolo $.
Este padrão é o mais utilizado para catalogação de dados bibliográficos.
3.2 – Dublin Core
Com o objetivo de reunir esforços para alcançar uma solução comum para o
problema de localização de informação na Internet, organizações como a OCLC (Online
Computer Library Center) e o NCSA (National Center for Supercomputing Aplications)

13

�organizaram, em março de 1995, um workshop sobre metadados em Dublin, Irlanda.
Participaram deste workshop profissionais da área de Biblioteconomia, Ciências da
Informação, Informática e Provedores de Informações da rede. O resultado foi a definição do
padrão de metadados para Internet chamado Dublin Core [Weibel95].
Devido ao tamanho, complexidade e variedade das informações disponíveis na
rede, foi definido um limite no escopo do que seria descrito. Como a maioria dos objetos na
Internet está em forma de documentos, o objetivo principal do Dublin Core foi identificar e
definir um conjunto contendo o mínimo de elementos capazes de descrever “Objetos do
Tipo Documento” ( ou Documents Like Objects – DLOs) da Internet. Este conjunto teve que
ser suficientemente simples para ser entendido e usado por um grande números de autores e
provedores que contribuem com informações na Internet. Um documento na Internet pode
ser composto por textos com chamadas para imagens, vídeos, audio ou outros documentos
hipertextos. Não foi imposta nenhuma restrição quanto à composição de um DLO, mas
definiu-se que o primeiro recurso a ser tratado seria o texto.
Inicialmente foi definido, pelos participantes do workshop, um conjunto de treze
elementos de metadados, chamado Dublin Core Metadata Set (ou Dublin Core),
considerados fundamentais para a descrição dos DLOs, podendo cada um deles conter os
qualificadores esquema e tipo que serão descritos a seguir:
•

Type (tipo) – é usado para generalizar ou especificar a definição semântica de um
elemento do Dublin Core. Através do qualificador Type, por exemplo, o elemento “autor”
pode ser complementado com outras informações relacionadas ao autor, tais como: seu
número de telefone, email, fax, etx. Por exemplo: Criador (type=email) =
georgia@dbd.puc-rio.br;

•

Schema (esquema) – representa uma forma de introduzir padronização ao conteúdo dos
elementos do padrão Dublin Core, possibilitando que o valor de um elemento seja

14

�interpretado segundo o esquema (de codificação, de classificação, etc.) por ele
especificado. Por exemplo: Título (esquema=AACR2) = “Banco deDados em Aplicações
Cliente-Servidor”.

3.2.1 – Elementos do Dublin Core
Com a finalidade de descrever melhor os objetos e suportar definições que são
bastante precisas para mapeamento de registros largamente usados como padrões, tais como
USMARC, TEI ou FGDC, cada elemento do Dublin Core pode ser qualificado com um
esquema. Esquemas são usados sempre que é necessário descrever a razão para a
codificação dos dados associados ao elemento.
•

Assunto: é o área de conhecimento ao qual o trabalho pertence.

•

Título: é definido como o nome do objeto.

•

Autor:é o principal responsável pelo conteúdo intelectual do trabalho.

•

Editor:é definido como o agente ou agencia responsável pela disponibilização
do objeto.

•

Outro Agente: são pessoas ou organizações diferentes de autores e editores, que
deram uma significante contribuição intelectual ao trabalho, tais como tradutores,
ilustradores.

•

Data: reflete a data em que o objeto foi disponibilizado em sua forma atual.

•

Tipo do Objeto: é definido como uma categoria abstrata ou gênero do objeto,
como romance, poema, dicionário, enciclopédia, software executável, código
fonte, arquivos de dados ou qualquer outra categoria que se julgue útil para
recuperação.

•

Forma: é definida como representação do dado do objeto, tais como arquivo
postscript, arquivo executável do windows, arquivo HTML.

15

�• Identificador: é a string ou número usado para identificar univocamente um
objeto.
•

Relação: identifica o relacionamento do objeto com outros objetos, impressos ou
eletrônicos, como outras partes de um documento hierarquizado, outras partes de
uma coleção de documentos ou uma série de documentos.

•

Fonte: objetos, em papel ou meio magnético, do qual este objeto é derivado.

•

Idioma: especifica o idioma do conteúdo intelectual do objeto descrito

•

Extensão: características de localização espacial e duração temporal do objeto

A seguir é mostrado um exemplo de descrição de um documento utilizando
elementos do padrão Dublin Core:
•

Título: Banco deDados em Aplicações Cliente-Servidor

•

Autor: Rubens Nascimento Melo

•

Autor: Sidney Dias da Silva

•

Autor: Asterio K. Tanaka

•

Editor: Infobook

•

Outro Agente: Tereza Cristina B. de Castro Barbosa

•

Data: 1997.

•

Objeto: Livro.

•

Assunto: Banco de Dados

•

Idioma: Português.

•

Identificador: 86234
Este padrão, muito discutido nas publicações sobre o assunto, é considerado um

marco nas discussões sobre padrões de metadados na Internet e ponto de partida para os
demais projetos envolvendo especificação de uma arquitetura de metadados para a Web .
Apesar de ser extremamente simples, seu projeto é fruto da grande experiência de

16

�profissionais envolvidos com a catalogação de recursos. É certo que o padrão MARC teve
grande influência em seu desenvolvimento, porém foram extraídos desse padrão somente
aqueles elementos essenciais à descrição e ao acesso de uma grande variedade de recursos
de informação. Sua simplicidade é fator chave para a rápida utilização na Web, embora já
existam propostas para a utilização do padrão fora desse contexto na forma de uma
aplicação integrando todos os tipos de recursos informação, inclusive aqueles não
disponíveis no meio eletrônico
Na tabela a seguir faremos algumas comparações dos Metadados apresentados.
Aspectos
Considerados
Comunidade
Utilizadora do
Padrão
Facilidade de
Utilização do
Padrão
Cobertura do
Padrão

MARC
- Bibliotecários
- Arquivistas
- Museus, etc.
- Exige treinamento
prévio e
conhecimento
especializado
- Documentos,
vídeos, gravações
sonoras, mapas,
periódicos, etc.
- ISO 2709

Sintaxe / formato
para transporte dos
Metadados
- Resgistros
Estrutura dos
(formato interno
Elementos
binário)
Utilização de regras - AACR2, ISBD,
de conteúdo para os Dewey,etc.
Elementos de dados (uso obrigatório)
Protocolos
Associados

Z39.50

Dublin Core
- Bibliotecários
- Autores de
documentos da WEB
em geral
- Não exige
treinamento prévio,
nem conhecimento
especializado
- Objetos do tipo
documentos (DLOs)

- Não tem sintaxe
definida
- Pares (nomeatributo, valoratributo)
- Podem ser usadas
(não são obrigatórias)

Z39.50

Tabela 1 - Tabela de comparação dos padrões de Metadados

17

�4. Arquitetura proposta para integração de bibliotecas
A arquitetura que propomos compõe-se de 4 camadas, sendo uma camada de
Aplicações, uma camada de Mediadores, uma camada de Tradutores e uma camada de Fontes
de Dados Bibliográficos ( figura 1).
A camada de Aplicações pode ser composta por diferentes tipos de aplicações,
específicas de cada ambiente operacional, possuindo as mesmas interfaces de caracteres ou
gráficas no ambiente WEB e cliente/servidor (em duas camadas), podem ser desenvolvidas
com softwares do tipo C++, Delphi, Java, Visual Basic, etc. Nesta camada o usuário coloca a
sua pergunta, faz a sua consulta. No nosso trabalho temos dois tipos de aplicação uma
cliente/servidor que chamamos de Cliente Local e um programa para Web onde a camada de
aplicação se divide em browser e servidor Web.
A camada de Mediadores, através de sua linguagem padrão para aplicações,
interpreta e traduz as consultas dos usuários, para acessar fontes de dados de forma
transparente e uniforme. O Mediador transforma as consultas em sub-consultas e as envia,
através de uma codificação padrão, para o tradutor correspondente de cada Fonte de Dados.
No nosso trabalho criamos 3 mediadores o mediador Autor que faz a consulta por autor o
mediador Assunto que faz a consulta por assunto e o mediador Título que faz a consulta por
título.
A camada de Tradutores recebe as sub-consultas do mediador e as transforma em
consultas na linguagem correspondente de cada Fonte de Dados. O resultado da consulta é
enviado ao mediador para que este possa centralizar as respostas dos diversos Tradutores,
executar as operações necessárias (União, Interseção, Diferença, Seleção ou Projeção), então,,
após enviá-las aos usuários que realizaram as consultas. Neste trabalho criamos dois
Tradutores um tradutor para a Biblioteca PUC-Rio onde utilizamos o padrão USMARC e um

18

�tradutor para a biblioteca do Futuro (biblioteca fictícia) onde utilizamos o padrão Dublin
Core.
A camada Fontes representam as Fontes de Dados Bibliográficas que contem todos
os modelos de dados e os respectivos dados, correspondentes a cada biblioteca.

Programa

Browser

Cliente
Delphi

Aplicação
Servidor
WWW
Bib. PUC-Rio

Mediador
Autor

Tradutor

Fontes de
Dados

Assunto

Título

Biblioteca
do Futuro

PUC-Rio

Bib. Futuro
Dublin Core

PUC-Rio
(USMARC)

Figura 1 – Representação da Arquitetura de Integração de Dados Bibliográficos

Para que o usuário forneça os dados para sua consulta, desenvolvemos as
interfaces gráficas apresentadas nas figuras 2 e 3, as quais possibilitam a escolha dos
atributos de consulta, as fontes a serem pesquisadas, bem como o campo para os argumentos
de sua pesquisa.

19

�Figura 2 - Interface da Aplicação Cliente/Servidor

Figura 3 - Interface da Aplicação WEB
20

�5.Conclusão
A arquitetura apresentada nestetrabalho atingiu seu objetivo, uma vez que foi possivel
prover a integração entre dois sistemas de bibliotecas heterogêneos, disponibilizando aos
usuários uma visão transparente e integrada de todas as bibliotecas participantes do modelo de
integração, independente do modelo de dados, linguagem de consulta, sistema operacional e
localização espacial.
Concluímos também que, uma arquitetura de integração deve possuir a capacidade de
adaptabilidade às transformações, uma vez que o ambiente interoperável está normalmente
sujeito à mudanças. A abordagem de Mediadores proposta neste trabalho propicia esse alto
grau de adaptabilidade.

21

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Library, Vol. 12, n.4. Aug. 1994.

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22

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Guide for World Wide Web Information Providers , Morgan Kaufmann
Publishers, Inc., 1996.

23

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Este trabalho apresenta uma arquitetura de informática utilizando a tecnologia de Banco de Dados e de Engenharia de Software que tem como objetivo integrar diferentes sistemas de bibliotecas eletrônicas e digitais na Internet criando uma biblioteca virtual.</text>
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                    <text>UM NOVO OLHAR SOBRE OS LIMITES E POSSIBILIDADES DA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E OS MEIOS ELETRÔNICOS:
a busca de uma nova identidade.

Edna Gomes Pinheiro (
Univ. Fed. do Ceará (UFC). Lotação provisória na Univ. Fed. da Paraíba e-mail: ednapinheiro@hotmail.com
Maria Helena da Silva Virgínio((
Universidade Federal da Paraíba- e-mail: raro@funape.com.br

Apresenta vários referenciais para reflexão e discussão com relação ao fenômeno
emergente de informatização como algo irreversível e do novo liberalismo mundial
em que tudo se justifica em função do mercado. Questiona o futuro das bibliotecas
universitárias frente aos ambientes eletrônicos em especial a internet, como um dos
principais instrumentos de pesquisa que vem modificando, a natureza, o
tratamento, a recuperação e a disseminação dos registros gráficos e
consequentemente, o método de trabalho, as diretrizes políticas e econômicas e, os
orçamentos superonerosos, dessas instituições, com as despesas associados ao
material impresso - não se espera mais pela importação de livros e pela impressão
de periódicos - Afirma que o grande número de informações disponíveis na rede,
citado como vantagem é atualmente classificado como um problema, no que se
refere a coleta e a organização estruturada das informações haja vista a
informação ser temporária no ciberespaço. Revela que a habilidade(ou
inabilidade) de as Bibliotecas Universitárias dominarem esses ambientes, na
verdade, não garantirão a sua sobrevivência. Frisa que se vão desaparecer, e dar
lugar as bibliotecas virtuais, digitais, ou sem paredes, é uma questão de grande
transcendência e, eventualmente, de discussão, que só o tempo dirá. Ressalta que o
verdadeiro caldeirão tecnológico gerou nas bibliotecas universitárias, novos
paradigmas capazes de fazê-las compreender os meios eletrônicos como algo
estratégico, e não apenas operacional que mudou, profundamente, sua identidade,
uma vez que o paradigma da tecnologia fornece a base material para que isso
ocorra.

�Palavras-chave: Internet, biblioteca universitária, meios eletrônicos.

1

INTRODUÇÃO

“A fantasia é reveladora. É um meio de conhecimento. Tudo o que é imaginado é
verdadeiro. Nada é verdadeiro se não for imaginado.
(Eugène Ionesco)

Intertextualizamos as palavras de Ionesco para iniciar esse estudo. Às vezes é
melhor utilizarmos palavras alheias, combinada com as nossas próprias palavras
para explicar o que queremos dizer.
O nexo entre essas palavras está numa espécie de ilustração para o que nos
propomos estudar, a grande virada das bibliotecas universitárias na conquista de
uma nova identidade face aos meios eletrônicos, pois, se a invenção da imprensa
foi revolucionária ao viabilizar uma maior disseminação de conceitos, a era virtual
é transgressora, na medida em que redefine o conceito de acesso à informação.
Até pouco tempo atrás, falar em novas tecnologias nas unidades de informação
universitárias, era uma utopia. Hoje, é uma realidade. A pesquisa de Ramalho
(1992, p.52) realizada apenas há 7 anos, corrobora com esta afirmação quando
conclui: "considerando os avanços no campo das novas tecnologias da informação,
seu desenvolvimento e aplicação na biblioteca universitária brasileira, no momento
atual, acontece num ritmo muito lento.”
Contudo, hoje não é preciso ser nenhum apaixonado pelas novas tecnologias para
constatar que o desenvolvimento vertiginoso e a fusão entre as tecnologias levaram
a biblioteca universitária a imergir neste contexto em busca de catalisar o
processo de mudança global nas suas relações de trabalho e prestação de serviços.

2

�Portanto, o que antes foi imaginado, hoje se tornou verdadeiro... a fantasia é
realmente reveladora. Daí a razão em fazer dos pensamentos de Ionesco os nossos
pensamentos.
Nessa perspectiva, a Biblioteca universitária reconhece que participar do
"caldeirão tecnológico", com o intuito de acompanhar as mudanças emergentes de
uma sociedade que se auto denomina informatizada, é indispensável para a sua
sobrevivência. Isto poderá ser traumático e caótico, devido os desafios e os
impactos da tecnologia no acesso a informação causados por diversos fatores,
dentre eles: a ausência de uma infra-estrutura adequada e a falta de capacitação
do capital humano.
Contudo, mergulhar profundamente nesse processo é aumentar suas perspectivas
de futuro, é criar um espaço promissor no fornecimento de serviços informacionais
compatíveis com as necessidades dos seus clientes que devido o alcance dos meios
eletrônicos estão cada vez mais exigentes. Este é portanto, o momento certo para a
biblioteca universitária se posicionar frente às novas tecnologias, seus desafios e
seus impactos junto ao mercado informacional. E, assim encontrar caminhos para
que atinja a maturidade dentro da chamada nova era da informação.
As palavras nos fazem refletir. E, na nossa maneira fragmentada de ver os fatos, é
impossível não admitir que o grande salto da biblioteca universitária para a nova
era informacional está na ousadia, disposição e interesses constantes em
encontrar e adotar as melhores estratégias para disseminar seus produtos e
serviços, como também capacitar o seu capital humano a manusear com
desenvoltura as novas tecnologias.
Com o risco de dizer o óbvio, mas visando a sistematização, podemos considerar
que em termos de objetivos, não há provavelmente nada de novo nesta explanação,
mas importante é lembrarmos a que ponto é intenso este ritmo de transformação e
decisivo para os processos informacionais da Biblioteca universitária.
Assim, a biblioteca universitária visando a uma melhor adequação dos seus
objetivos, está procurando transformar as suas estruturas tradicionais
adequando-as às necessidades da era digital, substituindo sua passividade por uma
atuação participativa e crítica, além de uma visão mais holística do todo.

3

�2 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PENSANDO DIGITALMENTE NO
UNIVERSOS DOS CHIPS.

É epistêmico que a comunicação científica seja resultante da socialização das
pesquisas, cujos resultados são compartilhados e disseminados entre a comunidade
acadêmico/científica. Paradoxalmente, constata-se o desaparecimento do
pesquisador introspecto (isolado), permutado pelo pesquisador comprometido com
a academia, criativo, habilidoso, produtivo e com produções recheadas de novos
conceitos, novas formas com o propósito de servirem como fio condutor para as
transformações sociais.
À luz dessas reflexões, surge um paradigma de comunidade científica atrelado a
um novo pesquisador. Emergem novos canais de comunicação, nos quais o
processo de transferência de informação tradicional dá lugar ao processo de
transferência de informação via redes de comunicação eletrônica. Nesse contexto, a
velocidade de transformação e da informação no âmbito científico revela
característica peculiar de uma sociedade que vive em constantes mutações dentro
de suas organizações e instituições no espaço macro e micro.
Para garantir o espaço global, a nível de sobrevivência pertinente a essas
transformações e informações, faz-se necessário delinear o processo de mudanças
bem organizadas (levando em conta os fatores internos e externos), atentando para
os entraves que venham surgir para que não interfiram de forma negativa no
gerenciamento das ações a serem desenvolvidas e implementadas.
Isto posto, constata-se a existência de instituições que foram planejadas, e
arquitetadas com a finalidade de resguardar esse espaço para a produção científica
e tecnológica, e concomitantemente garantir o mesmo para as transformações
oriundas da sociedade. Nesse contexto, apresentam-se com destreza as
universidades e institutos de pesquisas e desenvolvimento que trazem uma nova
envergadura de acepção e concepção dentro da esfera global de sociedade
informada e informatizada.

4

�A existência da Universidade perpassa por períodos seculares, resguardando para
a sociedade o exercício da teoria/prática quanto formadora e gestora de
conhecimentos, assumido de forma constante e/ou estandardizada. A padronização
da Universidade revela-se no âmbito das relações transcorridas pela historicidade
latente com o poder político, sistema de produção organizada e a sociedade como
principal protagonista.
A sociedade homóloga, ratificando o papel que a universidade exerce perante ela
como transformadora, viabilizando a interação, seguida de perto pelos seus
princípios ancorados à filosofia de Universidade/regionalidade, relacionando a
produção e a socialização de conhecimentos acerca do olhar macro na
responsabilidade de formar cidadãos ávidos e criativos para confrontar com a
sociedade tecnológica que prima por profissionais qualificados que adequem ao
novo perfil delineado pela mesma.
Constatamos assim, que a universidade ao vislumbrar a necessidade emergente de
fazer parte da imensa revolução que permite a informática na organização e
transmissão do conhecimento, procura repensar seus espaços informacionais e
adequar as suas bibliotecas abrindo horizontes para o mundo que a cerca.
Com processo de aperfeiçoamento tecnológico nas bases de comunicação
ampliadas, ou seja, as disponibilidades de informação chegaria sob feito
”rightlyte” (instantâneo e qualidade). Por outro lado, permitirá o uso de
ferramentas de indexação e busca de informação intensiva e refinada. As
bibliotecas configuram-se como base de dados, além dos museus e laboratórios.
Outros dados podem ser encontrados na teia oriundos de trabalhos de pesquisa,
experimento, coleções de obras, software aplicativo e uma diversidade de serviços.
Nesta perspectiva, a biblioteca universitária colaborando com o ensino, pesquisa e
extensão - tripé da universidade - aparece como protagonista de uma missão
inovadora: criar novas formas de mediação para a obtenção e transferência de
informação, haja vista a introdução da informática e a celeridade dos meios
eletrônicos na recuperação, tratamento e disseminação da informação terem
mudado o conceito tradicional de biblioteca, e, substancialmente, o perfil do seu
capital humano.
No que diz respeito a essa situação Dowbor (l995, p. 15) anuncia: “de alguma

5

�forma, a integração informação/informática, a automação de catálogos, a criação
de bases de dados (...) os avanços em armazenagem e recuperação eletrônica das
informações estão mudando a natureza dos serviços de uma biblioteca.” Portanto,
a aplicação da tecnologia permeia todos os serviços informacionais. Mas, para que
isso realmente aconteça no espaço acadêmico é necessário o engajamento das
universidades nos sistemas de banco de dados globalizados a nível mundial.
Através das redes de comunicação eletrônica, particularmente a INTERNET.
Inegavelmente a INTERNET apresenta um efeito camaleônico para a biblioteca
universitária, visto que, não se pode mais falar em tempo e velocidade como
entendíamos anteriormente, pois agora é impressionante a velocidade com que as
informações circulam e chegam as telas de forma interativa. O
leitor/cliente/usuário passivo está desaparecendo e isso requer um grande jogo de
cintura para a biblioteca universitária, que individualmente pode disponibilizar
seus acervos, num tempo real envolvendo todo um universo.
Atualmente, a biblioteca universitária trabalha com uma nova perspectiva, está
utilizando os meios eletrônicos tirando proveito do seu potencial. Hoje, ela pensa
digitalmente, e ao pensar dessa forma usa a tecnologia digital como vantagem
competitiva, aplica as informações coletadas com sua clientela em suas ações,
entendendo que a internet muda a economia e reescreve as leis de oferta e da
procura, além de cultivar uma constante postura de renovação.
Na verdade a biblioteca universitária não é mais valorizada pela informação que
retém, como no passado. Hoje, ela é reconhecida pela informação que é capaz de
disponibilizar para um maior número de usuários. Ela agora pensa digitalmente,
usufruindo de um conjunto de informações que fluem da rede eletrônica
transformando-as em valor - um produto ou serviço. Pensar digitalmente é operar
um teclado usando a linguagem do monitor como interação do pensamento, com o
programa (software) ou a rede (network), é entender que os meios eletrônicos vão
enriquecer a cultura através da expansão da distribuição da informação. Enfim,
pensar digitalmente é se preocupar com o futuro, pois como diz a futurológo Jacob
“ o futuro será indubitavelmente digital.”

6

�3 OS NOVOS ENGENHOS: Biblioteca universitária, Biblioteca virtual... ou
Biblioteca sem parede?

“Não há rastros definindo o tamanho dos passos de quem ousar construir novos
caminhos.”
(autor desconhecido)

Ninguém hoje sabe qual será a biblioteca do amanhã. Talvez ela perca uma parte
da riqueza semântica que possuiu no passado e assuma um papel semiológico novo,
diferente daquele do passado. Seu papel criador e formador seja assumido por
outra identidade- a da sociedade globalizada ou sociedade planetária.
Aqueles mais informados não têm dúvida de que a biblioteca universitária diante
das novas tecnologias já é outra. Se está melhor ou pior é um outro tipo de questão.
O importante é que ela confirme sua participação e compromisso perante a
universidade que se não a homologou, como sua representante oficial de maior
valor, deveria fazê-lo.
Um exemplo claro da mudança de identidade da biblioteca universitária está na
incorporação da INTERNET no seu cotidiano. Inegavelmente, ela faz parte do seu
dia-a-dia. É um recurso que oferece novas possibilidades e começa a marcar tentos
fantásticos, com isso tende a hipervalorizar o trabalho informacional, pois a
possibilidade de trazer lugares diante da realidade virtual, entrar em cenários que
quiser ou que poder imaginar nos faz ver que a sociedade se tornou mais
integrada, com mais aldeias globais e que podemos nos sentir cidadãos de mundo,
de acordo com os nossos interesses.
É realmente fantástico percebermos isso, afinal de conta por mais de quinhentos
anos, todo o conhecimento humano e informação foi armazenados em documentos
de papel e hoje podem ser armazenados digitalmente, o que torna fácil o acesso, a
armazenagem e a disseminação da informação, pela trilha aberta da internet.
Contudo, se o impacto da INTERNET na biblioteca universitária, por um lado já
é um fato concreto, que trouxe benefícios, por outro, trouxe preocupações no que
se refere a uma dupla ruptura: no modo de conceber a informação (produção por

7

�processos micro-eletrônicos) e no modo de difundir as informações. São mudanças
estruturais de produção e destruição. A informação, agora, não tem dono e possui
uma rapidez fulminante. Dessa forma, a biblioteca universitária apresenta a
informação sob uma geografia própria (ciberespaço), em lugares definidos (sites) e
correspondentes vias de acesso (links).
Bowmann (1994) corrobora com essa afirmação quando diz: “o rápido crescimento
da internet em termos de volume de dados, usuários e diversidade de informações
é posto como causa de problemas de difícil solução para o conjunto de ferramentas
disponível na atualidade.”
Quem pensar em INTERNET apenas como uma linguagem, uma forma de enviar
textos e imagens, ou um meio de conexão de computadores, estará confundindo
alguns dos seus recursos com suas características fundamentais: instantaneidade,
capacidade de armazenamento de dados, busca automática de informações e
direcionamento individual. Essas características, quando combinadas entre si,
serão determinantes para a revolução da biblioteca universitária no contexto da
informação interativa.
Diante do exposto, percebemos razões emocionalmente muito fortes, que nos levam
a falar do futuro da bibliotecas universitárias como uma tarefa arriscada, visto que
as chances de errar são grandes, quando formulamos conjecturas. O que sabemos
de antemão é que na era digital ela deve rever sua missão, redesenhar sua história
e incorporar uma nova identidade, pois o progresso chegou sem pedir licença e
não dá mais para ignorar todo esse mundo virtual das redes eletrônicas, dos
computadores, dos chips e das máquinas.
Mesmo reconhecendo e participando efetivamente desse novo contexto
informacional, quando nos deparamos com a pergunta, a biblioteca tradicional vai
dar lugar a biblioteca sem parede? Preferimos responder que essa é uma questão
que só o tempo dirá. A certeza que temos é que o homem continuará, de qualquer
forma, a inventar dispositivos para dar permanência ao seu pensamento e tudo
fará também para que esses dispositivos sejam adequados ao seu tempo, como
aconteceu em toda a história da humanidade.
4

CONSIDERAÇÕES FINAIS

8

�Em um espaço de tempo de apenas uma geração o homem passou a compartilhar
um novo mundo repleto de computadores e máquinas afins. O fascínio exercido
pela máquina sobre a maioria das pessoas faz com que estes dispositivos se
constituam em privilegiados instrumentos causadores de profundas
transformações na sociedade.
Consequentemente, as mudanças que as novas tecnologias vêm produzindo nas
universidades hodiernas atingem também a biblioteca universitária e as relações
efetivas com a clientela, por fazer o conhecimento compartilhado chegar aos
usuários instantaneamente, transformando-os em um novo espectador interativo.
Percebemos assim, que os meios eletrônicos, principalmente a internet considerada fator estratégico e não apenas operacional - mudaram sensivelmente,
a forma de fazer pesquisa nas bibliotecas, além dos serviços informacionais
ofertados.
Isto posto, constatamos que o futuro chegou... a biblioteca universitária acoplou a
configuração do momento interligando-se em quaisquer das versões eletrônicas
que se mostram para o acesso imediato de uma informação que se auto denomina
temporária mas que vai muito além pela sua complexidade e precisão, formatando
os novos tempos e perfilando a chamada realidade virtual.
É uma conclusão óbvia. Mas, às vezes a obviedade nos faz questionar os limites de
nossas conclusões e estudar possibilidades de ultrapassá-las, na busca de uma
situação melhor.
Nossa intenção foi apenas trazer algumas reflexões sobre o grande salto da
biblioteca universitária no mundo dos meios eletrônicos, mas especificamente da
INTERNET, no intuito de usufruir da diversidade dos serviços disponíveis, a fim
de atender de forma rápida e precisa à demanda de sua clientela.
Todos os aspectos listados acima nos dão uma idéia geral da complexidade do
assunto em pauta. Contudo, mesmo cientes disto e da recente explosão consumista
dessa infovia, que não tem donos nem responsáveis e que começa a apresentar
problemas, dentre eles: a temporalidade da informação no ciberespaço provocando
verdadeiro caos para a recuperação, tratamento e disseminação da informação,
temos convicção que a internet deve ser usada como um fator de incremento dos
serviços informacionais, pois nos considerando cidadãos e consumidores da

9

�sociedade da informação não podemos deixar de contar com a biblioteca
universitária, aliada as novas tecnologias, para abrir os horizontes de pesquisa e
estimular a nossa criatividade.
A luz dessa exposição, as palavras de Clavin são oportunas para finalizar esse
relato: “Quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de
experiência, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma
enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de
estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as
maneiras possíveis.”
Dessa forma, a mesma certeza que temos em poder remexer e reordenar nossas
vidas, clicar ou deletar nossas experiências e nossos arquivos existenciais, também
têm as bibliotecas universitárias, a certeza de poder fazer o mesmo nas suas
estruturas, na sua história e nos seus cenários... frente ao impacto fulminante da
era digital....diante desse maravilhoso mundo novo.

5

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1 BUARQUE, C. Pequeno dicionário da crise universitária. Florianópolis : UFSC,
1992

2 DELYRA, Jorge L. A universidade e a revolução informática. Revista da
Universidade de São Paulo. n. 22, set./nov., 1997

3 DOWBOR, Ladislau. Novos espaços do conhecimento. Transinformação.
Brasília, v.7, n. 1/3, p. 15-32, 995

4 GALDERLMAN, Henrique. De Gutenberg à internet. Rio de Janeiro : Record,
1997.

10

�5 MACEDO, Horácio C. M. A Universidade num país periférico. Brasília. vol.8,.
n. 43. jul/ set, 1989.

6 RAMALHO, Francisca Arruda. Configuração das bibliotecas universitárias do
Brasil face as novas tecnologias da informação. Informação &amp; Sociedade: estudos,
v.2, n.1, p.38-54, 1992

7 SILVA, João Augusto Ramos e. A internet e o processo de globalização nos
mercados. Estudos avançados em Administração. João Pessoa, v.3, n. 2, 441449, 1995

11

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                <text>Um novo olhar sobre os limites e possibilidades da biblioteca universitária e os meios eletrônicos: a busca de uma nova identidade. 75</text>
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                <text>Apresenta vários referenciais para reflexão e discussão com relação ao fenômeno emergente de informatização como algo irreversível e do novo liberalismo mundial em que tudo se justifica em função do mercado. Questiona o futuro das bibliotecas universitárias frente aos ambientes eletrônicos em especial a internet, como um dos principais instrumentos de pesquisa que vem modificando, a natureza, o tratamento, a recuperação e a disseminação dos registros gráficos e consequentemente, o método de trabalho, as diretrizes políticas e econômicas e, os orçamentos superonerosos, dessas instituições, com as despesas associados ao material impresso - não se espera mais pela importação de livros e pela impressão de periódicos - Afirma que o grande número de informações disponíveis na rede, citado como vantagem é atualmente classificado como um problema, no que se refere a coleta e a organização estruturada das informações haja vista a informação ser temporária no ciberespaço. Revela que a habilidade(ou inabilidade) de as Bibliotecas Universitárias dominarem esses ambientes, na verdade, não garantirão a sua sobrevivência. Frisa que se vão desaparecer, e dar lugar as bibliotecas virtuais, digitais, ou sem paredes, é uma questão de grande transcendência e, eventualmente, de discussão, que só o tempo dirá. Ressalta que o verdadeiro caldeirão tecnológico gerou nas bibliotecas universitárias, novos paradigmas capazes de fazê-las compreender os meios eletrônicos como algo estratégico, e não apenas operacional que mudou, profundamente, sua identidade, uma vez que o paradigma da tecnologia fornece a base material para que isso ocorra.</text>
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                    <text>TECNOLOGIAS

DA

INTELIGÊNCIA,

CIBERESPAÇOS,

CIBERCULTURA,

SOCIEDADE DIGITALIZADA, TRANSNAÇÃO: ESTAMOS SITUADOS?
Marta Alves de Souza
Docente da Universidade Paulista – UNIP – Campus de Bauru
Bibliotecária da Universidade Estadual Paulista – UNESP – Campus de Bauru
Martasou@uol.com.br
Resumo
Bibliotecas, Tecnologias, tudo intimamente relacionado. Pensar em sistemas de informação e não
pensar em tecnologias parece completamente impossível, todos têm sido unânimes em perceber a
importância dessas últimas no dia-a-dia de nossas bibliotecas, porém é importante sabe como
estas tecnologias estão sendo usadas e como os bibliotecários sentem seu uso. Os receios ainda
são grandes por parte dos profissionais, muitos sentem medo de perder sua lugar para
profissionais da área de informática, ou mesmo, perdê-lo para as máquinas. O mundo está em
mutação, já não se fala em era da informação mas da pós-informação, não se fala em cultura mas
em cibercultura, em sociedade digitalizada, em ciberespaços e transnação, por outro lado as
bibliotecas e os bibliotecários continuam sendo os mesmos só que os espaços de inserção são
outros, mesmo que o tradicional ainda exista. Este trabalho focaliza as principais discussões em
relação as tecnologias da inteligência, a cibercultura, o virtual e coletividade buscando trazê-las
para o fazer biblioteconômico, resgatando conceitos tecidos pelos atuais pensadores das
tecnologias da inteligência.

1

�EIXO TEMÁTICO: Técnicas e Tecnologias na BU do Século XXI
Introdução

Tecnologias da informação, tecnologias da inteligência, inteligência coletiva, cibercultura,
ciberespaços, sociedade digital, transnação, quantos termos permeiam nosso dia-a-dia, quantos
termos novos estão sendo cunhados a cada dia para designar um mundo novo que está
despontando e apontando para todos a cada momento.
O universo biblioteconômico já não é mais o mesmo assim como o mundo já transcende
qualquer expectativa com relação ao futuro, tudo é muito virtual, todos estão sendo virtualizados
em seu mundo real.
Em relação ao virtual é importante resgatar Lévy quando diz:
"o virtual, rigorosamente definido, tem somente uma pequena afinidade
com o falso, o ilusório ou o imaginário. Trata-se, ao contrário, de um
modo de ser fecundo e poderoso, que põe em jogo processos de criação,
abre futuros, perfura poços de sentido sob a platitude da presença física
imediata." (1996, p.12)

E as bibliotecas virtuais? E a virtualidade da profissão do bibliotecário? Como será que
estamos situados nesse mundo cibernético? Muitas são as perguntas e reflexões que nós levam a
pensar em nosso fazer, em nossa técnica e em nossa prática profissional, precisamos nos situar.
Primeiro para que possamos estar situados é necessário conhecer o que pensam alguns
dos principais teóricos dos últimos tempos e tentar resgatar as idéias básicas destes com relação
aos portais que se abrem a cada dia para nós, afinal estamos vivenciando uma evolução

2

�tecnológica causada pela passagem do átomo para o bit e porque não dizer um reencantamento
como bem coloca Moran:
"Há um novo reencantamento pelas tecnologias porque participamos de
uma interação muito mais intensa entre o real e o virtual. Me comunico
realmente estou conectado efetivamente com milhares de computadores e
ao mesmo tempo, minha comunicação é virtual: eu permaneço aqui, na
minha casa ou escritório, navego sem mover-me, trago dados que já estão
prontos, converso com pessoas que não conheço e que talvez nunca verei
ou encontrarei de novo." (1995, p.25)

Estamos todos nos encantando com as tecnologias, não só nos encantando como
reecantando, afinal nosso período de encantamento já passou, agora precisamos trabalhar com
essas tecnologias, agora precisamos assimila-las, degluti-las e principalmente usá-las, não há
mais tempo para ficar só olhando, esperando o "trem" da história passar, tudo é tão rápido, mal
nos acostumamos com um software e hardware e outro melhor e mais rápido já se encontra no
mercado e o que usamos parece obsoleto, a indústria tecnológica cresce vertiginosamente e não
há tempo a perder.
Enquanto profissionais da informação as cobranças são grandes, todos querem que
saibamos de tudo o mais rápido possível, viramos um "papa-léguas" nas bibliotecas que atuamos.
Ao que parece a humanidade está sendo reinventada, tudo é muito rápido, a incidência de
tecnológica é muito grande e neste emaranhado todo é preciso se situar.

Situando...

3

�Para que nos sintamos situados é necessário que realmente tenhamos a compreensão do
que nos cerca, do mundo em que estamos vivendo e de como podemos trabalhar e porque não,
nos divertimos nesse mundo. Temos vivido entre dois mundos, entre dois amores, um mundo
analógico e um digital, um mundo real e um mundo virtual, as bibliotecas e nós na verdade
estamos um pouco em cada um desses espaços, porque ainda vivemos de forma bastante
analógica. Negroponte afirma que:
"o mundo, como o percebemos, é um lugar bastante analógico. De um
ponto de vista macroscópico, ele não é digital, mas contínuo." (1995,
p.20)

Vivemos num continum com o pé em duas estradas, estamos diante de muitas tecnologias,
cada uma dessas invadindo nosso mundo e nos fazendo aprender e apreender cada vez mais,
precisamos correr, por outro lado existem alguns que não querem correr, afinal tem também os
apocalípticos, que acreditam que tudo isso vai acabar nos transformando em escravos
tecnológicos e não vamos mais nos libertar. Não importa, o que importa é que assim como
existem os apocalípticos existem os otimistas, que acreditam que toda essa parafernália
tecnológica irá nos aproximar cada vez, afinal tudo fica tão perto, nessa transnação.
Por outro lado, se estamos vivendo uma grande revolução tecnológica, assim como a
humanidade já vivenciou outras, o caso da revolução industrial, essa primeira parece se consumar
em curto espaço de tempo, pois o homem está convertendo a rede na base de criação de riqueza
nas economias do mundo inteiro, como coloca Cebrian em sua afirmativa:
“Da mesma forma que as redes de energia elétrica, as estradas, as
pontes e outros serviços constituíam a infra-estrutura de nossas
velhas economias baseadas na indústria e na exploração dos
4

�recursos, a rede está se convertendo na infra-estrutura de uma nova
economia do conhecimento.” (1999, p.14)
E o mesmo autor ainda segue afirmando:
“Estou convencido de que nenhuma sociedade pode ter êxito na
economia global se não contar com uma infra-estrutura sofisticada
da rede e com usuários ativos e bem informados” (Cebrian, 1999,
p.14)
Entramos num novo milênio, as pessoas parecem ter antecipado a entrada do novo século
posto que mesmo sabendo que este se inicia em 2001, insistirão em comemorar sua chegada em
2000, isso parece refletir a própria pressa do homem em correr atrás do tempo o que parece
significar estar plugado, on-line, conectado, enfim estar tecnologicamente acessível.
A frase “quem tem informação tem poder” já está meio batida, hoje mais que esta frase
permeiam frases do tipo: “recuperar tanta informação”, “privacidade na transnação” e a própria
questão dos direitos autores. Os americanos preocupados com a questão da legislação para a
tecnologia digital têm procurado reestruturá-la ao que eles chamam de intellectual property, na
verdade todos se preocupam com isso, e ao que parece são muitas as questões nesta transnação
que tem seus próprios códigos de conduta, com regras particulares, comportamentos comuns
entre seus cidadãos que fazem parte dessa sociedade digitalizada, afinal essa sociedade é uma
nova nação cercada de informação por todos os lado, deixando de lado se todas elas são
relevantes ou não, não cabe aqui a discussão.
Em artigo publicado na revista Exame um legendário empresário americano chamado
Andy Grove fez uma previsão, segundo este daqui a cinco anos, ou as empresas estarão na

5

�Internet ou não serão mais empresas. Terão desaparecido. Parece assustador, porém se analisado
como anda o crescimento da Internet fica fácil perceber a afirmativa do ex-presidente da Intel,
produtora americana de chips. Se este prognostico são para as empresas, o que pensar das
bibliotecas, será que terão o mesmo caminho?
Com estas as coisas podem ser um pouco diferentes, mas por outro lado não tão
diferentes, as bibliotecas tradicionais, com acervos palpáveis e mesas de estudo parece que ainda
não estão com seus dias contados, mas com certeza terão que se adaptar a estes novos rumos
tecnológicos, afinal parece que se não está no ciberespaço, não está em lugar nenhum.
Lembrando McLuhan quando afirma que:
“...todas as tecnologias são extensões de nossos sistema físico e
nervoso, tendo em vista o aumento da energia e da velocidade. Não
havendo tais acréscimos de força e rapidez, novas extensões de nós
mesmos não ocorreriam ou seriam rejeitas. Um aumento de força ou
velocidade, em qualquer agrupamento, constituído por quaisquer
componentes que sejam, já é em si mesmo uma ruptura que provoca
uma mudança de organização.” (1964, p.109)
Mudança de organização, é nessas duas últimas palavras colocadas por McLuhan que
devemos nos ater, é importante frisar também mudança de postura profissional, hoje não cabe
mais o medo do tecnológico pelo simples fato de que ou você decifra-o ou ele te devora, bem a
exemplo do enigma da pirâmide, e isso é válido para todo mundo, principalmente para
profissionais que trabalham com um produto tão disputado em nossos dias: Informação. Em
matéria da Revista Exame foi divulgado uma nota mostrando que de acordo com estudo feito por

6

�pesquisadores da Universidade do Texas, a economia da Internet vem crescendo a uma taxa
média de 175% ao ano desde 1995. As estimativas do governo americano sugerem que, em 2006,
metade dos trabalhadores americanos esteja em empresas do setor ou que seja grande usuária das
novas tecnologias1. E aqui é importante ousar dizer, já nem tão novas assim. Então só resta aos
profissionais da informação se situarem.

Do Único ao Coletivo

No ciberespaço somos únicos mas também não tão únicos, somos únicos porque em nossa
solidão nos sentamos em frente ao computador e navegamos, surfamos nas ondas da Internet,
acabamos sendo viajantes solitários em suas ondas, porém, nos deparamos a qualquer hora do dia
ou da noite com inúmeros solitários que também estão fazendo o mesmo, daí a idéia de
coletividade, deve-se pensar em termos de inteligência coletiva, o que tenho posso e devo
compartilhar, mais o que é inteligência coletiva?
Levy responde essa questão, definindo inteligência coletiva como:
“É uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente
valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma
mobilização efetiva das competências.” (1998, p.28)
E ainda acrescenta que:

1

Revista Exame, p.125, ano 33, n.17, 25 de agosto de 1999.
7

�“a base e o objetivo da inteligência coletiva são o reconhecimento e
o enriquecimento mútuos das pessoas, e não o culto de
comunidades fetichizadas ou hipostasiadas.” (1998, p.29)
Não resta dúvida que depois dessa sociedade digitalizada não somos mais os mesmos,
mudamos, não detemos mais algo só para nós, o que é nosso é universal, bastou cair na rede “que
é peixe”, não devemos mais pensar em “minha biblioteca”, “minha rede”, “meu catálogo”, tudo
isso agora é nosso, é distribuído, porque se não o for, não interessa, não estaremos on-line, não
faremos parte dessa coletividade, não compartilharemos. Temos que descentralizar, não podemos
mais ser o centro, na verdade precisamos fazer parte do coletivo, caso contrário não estaremos na
transnação. Os relacionamentos são novos... “Olá! De onde tecla?” essa parece ser a nova
pergunta.
Nosso CIC, RG, não interessa, interessa sim, nosso e-mail, qual é? Nome, não, nick, nessa
transnação temos um nick, apelido em português, nem todos querem ser reconhecidos, afinal
também são novas formas de amor, onde “qualquer maneira de amor vale a pena”. O horário
nobre, não há, como diz Nicolas Negroponte: “Horário nobre é o meu” e é mesmo, eu faço meu
horário, qualquer hora é hora e qualquer dia é dia, a rede está lá, o mundo borbulha nela. E por
falar em nick, não devemos esquecer o idioma e os símbolos, nessa sociedade digitalizada
permeiam um idioma universal, o inglês, tudo começou lá, nada mais justo, e uma simbologia
própria, onde: []s = abraços, alegria = :-), tristeza = :-( , brb já volto, :"( chorar, B) usando óculos,
isso só para citar alguns exemplos, a lista segue vasta. Como não podia deixar de ser assim como
em nosso mundo real no virtual também existem seus códigos de etiqueta, exemplo: não é

8

�recomendável escrever algo em caixa alta, exceção se a pessoa estiver querendo chamar a atenção
para o texto, pois é falta de educação.
E nós? E nós bibliotecários? E nossas bibliotecas? Continuamos os mesmos? Não, muita
coisa está mudando, nós estamos mudando, nossas bibliotecas mudaram, compartilham
informações, estão on-line, se ainda não estão, estarão em breve, já não pensamos em “minha
biblioteca”, “meus bibliotecários”, pensamos: nossa biblioteca, nossos bibliotecários, viramos
cidadãos do mundo, fazemos parte da transnação, estamos plugados, on-line, conectados ou
qualquer outro termo que convier.

Afinal, Somos Digitais?

Responder essa pergunta parece complicado, primeiro talvez devemos pensar no que é ser
digital? Se pensarmos que ser digital é algo como: está plugado, saber navegar nas ondas da
Internet, ter endereço eletrônico, trabalhar em uma biblioteca que está na rede, então, somos
digitais, ou será que estamos digitais? Ai a questão fica no ar para que cada um possa refletir
sobre o assunto.
Em relação ao digital não parece lícito fazer exercícios de futurologia, até mesmo os mais
digitais têm evitado tal coisa, afinal parece termos perdido as rédeas do futuro e não dá mais para
prever nada, o que dá para saber é que cada vez seremos mais digitais ou estaremos mais digitais.
Isso é um fato.
As palavras de ordem parecem ser: conexão, sociedade digital, rede, inteligência coletiva,
on-line e cibercultura.

9

�Essa sociedade digital com certeza não irá resolver todos os problemas do mundo e muito
menos os problemas do dia-a-dia de nossas bibliotecas, porém representa um novo espaço de
comunicação e informação e aos profissionais envolvidos nesses dois universos cabe explorar as
potencialidades positivas que estão emergindo.
Como já foi dito anteriormente existem os apocalípticos e os otimistas, aos primeiros é
bom lembrar usando de Lévy:
“Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha
semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou
60. O rock era anglo-americano, e tornou-se uma indústria. Isso não
o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma
enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que
muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa
música.” (1999, p.11)
Gutemberg quando da invenção da impressa também foi alvo dos que achavam que aquilo
não daria certo e que seria um desastre, foi assim também quando a televisão foi inventada e
poderíamos ficar aqui citando inúmeros exemplos, porém os já citados nos bastam para mostrar
que o tecnológico já está em nosso dia-a-dia, já estamos digitais, precisamos explorar e fazer bom
uso disso, precisamos usar desses aparatos e sermos profissionais digitais em nossas bibliotecas
virtuais que podem continuar sendo reais, afinal um não exclui o outro.

Será que dá para Concluir...

10

�Tentando fechar essas reflexões mas não encerrar a discussão, porque esta ainda vai
longe, é importante percebemos que o mundo mudou, a Internet é um grande fenômeno de
comunicação de nosso século, tal qual foi a do rádio e da televisão quando estes despontaram, ela
não é igualitária, embora sua proposta seja de igualdade, elo de ligação entre todos, ainda é
excludente, encontramos na Internet a mesma desigualdade que estamos sujeitos em nossa
sociedade real nela também temos os “donos” do poder.
Nas bibliotecas temos nossos arsenais de informação, na Internet temos um universo
magnífico de informações a nossa disposição e é preciso muita disposição para surfar em suas
ondas, também é preciso disposição para fazermos parte desta transnação, porque muitos ainda
têm barreiras a serem vencidas, barreiras consigo mesmos.
Se desejamos continuar profissionais da informação, então não resta outro caminho
precisamos pega as ondas da Internet e navegar, já não estamos mais numa sociedade da
informação, fazemos parte da sociedade da pós-informação e então só resta-nos arregaçar as
mangas e pegar esse o “trem” da história.
Finalizando com Cebrián:
“Haverá quem pense que tais pessoas, literalmente dependentes de
um fio, poderão ser manejadas se puxadas por ele, como se fossem
modernas marionetes eletrônicas. Outros descobrirão, ao contrário,
as possibilidades de liberação que navegar pelo novo espaço da
cibernética pode proporcionar aos habitantes do planeta no próximo
milênio. Para que este último se torne realidade, é preciso que os
sacerdotes da nova religião saiam de seus recém-inaugurados

11

�conventos e abandonem a linguagem crítica que os enfeita.” (1999,
p.47)
Se não nos situamos, precisamos fazê-lo e com certeza para ontem.

Referências Bibliográficas
CEBRIÁN, Juan Luis. A rede. Trad. Lauro Machado Coelho. São Paulo: Summus, 1999. 157p.
LEVY, Pierre. O que é virtual? Tradução de Paulo Neves. São Paulo: 34, 1996. 160p.
________. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. Trad. Luiz Paulo
Rouanet. São Paulo: Loyola, 1998. 212p.
________. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: 34, 1999. 264p.
McLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. Trad. Décio
Pignatari. São Paulo: Cultrix, 1964. 407p.
MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e o reencantamento do mundo. Revista Tecnologia
Educacional. Rio de Janeiro, v.23, n. 126, p. 24-26, set./out. 1995.
NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. Tradução de Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia
das letras, 1995. 231p.

12

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                <text>Bibliotecas, Tecnologias, tudo intimamente relacionado. Pensar em sistemas de informação e não pensar em tecnologias parece completamente impossível, todos têm sido unânimes em perceber a importância dessas últimas no dia-a-dia de nossas bibliotecas, porém é importante sabe como estas tecnologias estão sendo usadas e como os bibliotecários sentem seu uso. Os receios ainda são grandes por parte dos profissionais, muitos sentem medo de perder sua lugar para profissionais da área de informática, ou mesmo, perdê-lo para as máquinas. O mundo está em mutação, já não se fala em era da informação mas da pós-informação, não se fala em cultura mas em cibercultura, em sociedade digitalizada, em ciberespaços e transnação, por outro lado as bibliotecas e os bibliotecários continuam sendo os mesmos só que os espaços de inserção são outros, mesmo que o tradicional ainda exista. Este trabalho focaliza as principais discussões em relação as tecnologias da inteligência, a cibercultura, o virtual e coletividade buscando trazê-la para o fazer biblioteconômico, resgatando conceitos tecidos pelos atuais pensadores das tecnologias da inteligência.</text>
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                    <text>PROJETO E FORMALIZAÇÃO DE UM AMBIENTE HIPERMÍDIA INTEGRADO PARA
VIRTUALIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Wilson Bittencourt Vicentini (wilsonbv@uol.com.br)
USP-Universidade São Paulo / IFSC–Instituto de Física de São Carlos
Doutorando / Física Aplicada – Subárea: Computacional
Av. Dr. Carlos Botelho, 1465 - São Carlos-SP – Brasil
Priscila Carreira Bittencourt Vicentini (priscila@iq.unesp.br)
Maria Regina Catarino Sarti (resarti@iq.unesp.br)
Giovana Lui ( giovana@iq.unesp.br)
UNESP–Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / IQ-Instituto de Química
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Rua: Prof. Francisco Degni, s/n - Araraquara-SP - Brasil.
Ana Cristina Jorge ( anacris@fclar.unesp.br)
UNESP– Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
FCLAr - Faculdade de Ciências e Letras
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Rodovia Araraquara – Jaú, km 01 - Araraquara-SP – Brasil
Resumo:
A

World-Wide-Web

(WWW)

tem

se

desenvolvido

enormemente,

facilitando

o

compartilhamento de informações. Muito rapidamente, as aplicações do seu potencial
educacional se evidenciaram, especialmente para utilização no âmbito das bibliotecas
universitárias, através de sua capacidade de exibição de documentos multimídia, hipertexto e
sua arquitetura cliente-servidor. Tornou-se, dessa forma, de extrema importância por ser capaz

1

�de aumentar a qualidade da informação ao usuário, possibilitando uma nova forma de
interação entre o mesmo e os profissionais da educação e da informação . Dentro deste
contexto, este trabalho apresenta o desenvolvimento de um aplicativo que visa facilitar a
criação, gerenciamento e armazenamento de cursos e/ou treinamentos

na WWW numa

biblioteca universitária. Este aplicativo contêm um conjunto de ferramentas para o auxílio
do profissionais da educação e da informação visando a verificação do progresso do usuário
quanto ao curso e/ou treinamento, formação de salas de discussões virtuais, quadro de avisos,
criação de homepages, além da possibilidade de utilização de objetos de áudio, vídeo e texto
sincronizados dentro dos cursos e/ou treinamentos. Com isto, o desenvolvimento das
tecnologias de comunicação e multimídia se ajustam para contribuir com o alcance do ensino
de alto padrão qualitativo numa biblioteca universitária, por serem tecnologias consistentes,
com os princípios de educação abrangente, integradora e permanente.

Eixo Temático: Virtualização da Biblioteca Universitária

Educação à Distancia, Tecnologia Hipermídia e World Wide Web

Atualmente, a educação brasileira passa por aceleradas mudanças devido a revolução
tecnológica que estamos vivendo, onde a rapidez, a eficiência e a facilidade de informações
proporcionada pelos computadores, ganham prestígio e espaço entre os profissionais que
integram o ensino universitário. Frente a este desafio é cada vez maior a exigência de
profissionais competentes para enfrentar o mundo globalizado.
Segundo Drucker (1997), o conhecimento será o principal recurso econômico nestes
novos tempos e os grupos sociais mais importantes serão constituídos por “trabalhadores do

2

�conhecimento”. Isto significa desenvolver processos educacionais, para capacitar pessoas que
irão lidar com grandes volumes de informações, transformando-as em conhecimento.
Segundo Litto (1999), a educação moderna deve preparar o futuro cidadão para o
pensamento criativo, ecológico e crítico. Os estudantes terão que estar preparados para saber
como identificar problemas; achar informações na Internet; solucionar um problema em mãos;
filtrar informações para ficar apenas com o relevante e pertinente; saber como fazer perguntas
certas; como tirar conclusões justas das evidências apresentadas e como relatar claramente,
oralmente ou por escrito, o que descobriu.
Neste contexto, a educação deve, além de se preocupar com a formação básica dos
indivíduos, fornecer conhecimento dos processos, ensinar como fazer para chegar e onde se
quer chegar, incentivar para que se encontrem soluções via processo criativo.
Essa nova compreensão do processo ensino-aprendizagem vem dar um novo impulso
na Educação à Distância (EAD) que é uma forma de educação na qual os alunos e professores
se encontram separados fisicamente, sendo o processo de interação multidirecional, apoiado
pela tecnologia da comunicação e da hipermídia, onde o aluno é protagonista de seu
aprendizado e o professor, um facilitador deste.
Do ponto de vista político, o computador então se torna grande auxiliar do professor
na sala de aula e fora dela, visto que esta tecnologia pode viabilizar a melhoria da qualidade
de ensino, em larga escala e a custos reduzidos, por intermédio do processo da EAD,
ensinando “tudo a todos”. Do ponto de vista psicológico, a hipermídia e o ensino à distância
conjugam as tecnologias de informática e comunicação e, ao ser aplicada ao processo
educacional, juntamente com os princípios da psicologia da aprendizagem, associa textos,
imagens, vídeos, fotos, som e animação, trazendo para a escola a linguagem e os meios que os
alunos utilizam normalmente, em um ambiente de ensino atraente, envolvente e
multissensorial onde estão integradas várias mídias eletrônicas, até então utilizadas

3

�individualmente. Com isso a hipermídia permite que a interatividade seja incorporada aos
projetos de ensino, inclusive à distância. Dessa forma, a hipermídia contribui
significativamente para o alcance do ensino de alto padrão qualitativo, por ser uma tecnologia
consistente com os princípios da educação abrangente, integradora e permanente.
Segundo Schaaf (1997), citado por Leite (1999), “ao se considerar o ensino a distância
como uma possibilidade pedagógica, apresenta seus benefícios em três amplas categorias: (a)
alta relação de custo-benefício, pois pode treinar um maior número de pessoas e com maior
freqüência, reduz custos de deslocamento de pessoal, e novos alunos podem ser incluídos no
sistema sem custo adicional; (b) grande impacto, uma vez que o conhecimento pode ser
comunicado e atualizado em tempo real, treinamento efetivo pode ser recebido pelo aluno no
seu computador em casa ou no trabalho, e vários locais podem ser integrados sendo a
aprendizagem em grupo realizada ao vivo e mediante programas interativos; e (c) o aluno
possui um maior número de opções para atingir os objetivos de aprendizagem, especialistas
remotos estão prontamente acessíveis, ao vivo ou via programas pré-gravados, e as
oportunidades de interação do aluno com o professor são multiplicadas”.
O estudante à distância, “aprende a aprender”, através do seu próprio esforço,
estudando por conta própria, desenvolvendo habilidades de independência e iniciativa, mas
sempre com orientação.
Segundo Gadotti (1997) “Paulo Freire também foi um dos criadores do construtivismo,
mas do construtivismo crítico. Desde suas primeiras experiências, buscava fundamentar o
ensino-aprendizagem em ambientes interativos, através do uso de recursos audiovisuais. Mais
tarde reforçou o uso de novas tecnologias, principalmente o vídeo, a televisão e a
informática”, mas de forma crítica. Para ele, estas tecnologias são ferramentas preciosas que
podem ser utilizadas como complemento do que se aprende na escola, como também um
motor do conhecimento.

4

�Nesse aspecto, a teoria do aprendizado tem influenciado a estrutura de meios
multimídia interativos em torno da passagem do instrutivismo para o construtivismo. A teoria
instrutivista realça a importância dos objetivos que existem separadamente por parte do
estudante. Depois que os objetivos são identificados, existe uma seqüência dentro da
hierarquia do aprendizado, geralmente representando o progresso da mais baixa a mais alta
taxa do aprendizado proposto e instruções diretas projetando cada objetivo seqüencial. Em
contraste, a teoria construtivista enfatiza a primazia da intenção de um conjunto de estudantes,
suas experiências e estratégias de cognição. De acordo com o construtivismo, estudantes
constroem diferentes estruturas cognitivas baseadas sobre conhecimentos prévios e sobre
experiências em diferentes ambientes de aprendizado. O software construtivista não necessita
ser usado por um grupo; entretanto, o usuário individual em seu ambiente mais democrático
necessita manifestar motivação e perícia para um aprendizado regular para o ganho de
máximo benefício do software sem observação de um suporte. O grupo providencia a
discussão para sugestões, idéias e debates, com estratégias de solução de problemas para
compartilhar e ter um feedback pessoal de todos os canais de comunicação. A liberdade
completa num ambiente como a World Wide Web (WWW), sugere que o usuário opere
inteiramente dentro de uma estrutura construtivista, ao contrário de outros meios

como

o

CD-ROM, que faz com que ele fique preso a um “micro-mundo”. Um grupo de estudos na
WEB pode ser extremamente rápido, assíncrono e disposto em várias localizações.

A Biblioteca Universitária

A Biblioteca Universitária fazendo parte integrante do meio educacional terá que
utilizar destas novas tecnologias nos seus serviços, para garantir aos alunos, professores e

5

�pesquisadores o acesso às informações que necessitam de forma ágil e rápida para consecução
dos seus trabalhos.
A EAD e outros recursos de ensino/aprendizagem devem então, neste contexto,
integrar-se no dia-a-dia da biblioteca universitária, sob a orientação e o comando de
professores e bibliotecários versáteis, bem formados e informados, utilizando o
microcomputador como um dos melhores veículos de informação e como uma das formas de
integração do conhecimento para o desenvolvimento da capacidade de pensar de modo
diferente e lógico, e como um dos meios de adaptação a um mundo que se transforma
rapidamente sob todos os aspectos.
Segundo definições de Barker (1994) citado por Marchiori

(1997) “biblioteca

eletrônica é o termo que se refere ao sistema no qual os processos básicos da biblioteca são de
natureza eletrônica, o que implica ampla utilização de computadores e de suas facilidades na
construção de índices on-line, busca de textos completos e na recuperação e armazenagem de
registros”. A biblioteca eletrônica encaminhará para expansão da definição de Barker, com o
uso de computadores na armazenagem, recuperação e disponibilidade de informação de
qualquer tipo de mídia (áudio, vídeo, textos, gráficos, etc..), até o envolvimento em projetos
para a digitalização de publicações. A biblioteca digital difere no sentido de que ela existe
apenas na forma digital. Não contém livros na forma convencional e a informação pode ser
acessada em locais específicos e remotamente, por meio de redes de computadores. A grande
vantagem é que ela pode ser compartilhada instantaneamente e facilmente, com um custo
relativamente baixo. A biblioteca eletrônica pode, por exemplo, utilizar-se de recursos
advindos da realidade virtual. Um software próprio acoplado a um computador reproduz o
ambiente de uma biblioteca em duas ou três dimensões. Diante disto é possível, segundo
Barker (1994), citado por Marchiori (1997) “ao entrar em uma biblioteca virtual, circular entre
as salas, selecionar um livro nas estantes, tocá-lo, abri-lo e lê-lo”.

6

�Nestas definições percebemos que cada vez mais a tendência recai para o aumento da
velocidade e facilidade de acesso à informação. O usuário deste milênio poderá decidir se
quer visitar uma biblioteca fisicamente ou virtualmente, ou seja, consultar informações que
necessitam, independente se as bibliotecas estão abertas ou fechadas em seu horário
convencional.
Segundo Levacov (1997), “vive-se atualmente uma transição tão importante quanto a
que o mundo assistiu com aquela desencadeada pela convergência do uso de tipos móveis e de
papel barato (comparado com o custo do pergaminho) quando da passagem do texto
manuscrito para o impresso”. Porém, desta vez, esta revolução está sendo de uma forma
muito mais documentada, “aliás, o excesso de informação é uma de suas características”, diz
Levacov (1997). Caminhamos, enfim, para as “bibliotecas sem paredes para livros sem
páginas”, segundo Browning (1993), citado por Levacov (1997).
E o bibliotecário, qual será seu novo papel diante de tantas modificações?
Segundo Levacov (1997), “para alguns representam o medo da obsolência, para outros,
oportunidade de combinação de atividades altamente especializadas, exigidas por esta
realidade tecnológica, bem como de expandir seu campo de trabalho e influência”.
Embora este medo exista, os profissionais que participarem desta nova fase, terão suas
funções reestruturadas. As novas bibliotecas, quer eletrônicas, virtuais, digitais, exigem
administração e gerenciamento de acesso às informações.
A visão biblioteconômica tem ampliado à medida que o bibliotecário tem percebido
que o trabalho em conjunto com outros especialistas da informação e até outras formações,
agilizarão e muito, sua produtividade nas bibliotecas universitárias.
O espaço físico ainda existirá para o bibliotecário, onde estes trabalharão com
diferentes interfaces.

7

�Esta mudança de mentalidade poderá ser um problema dramático para muitos
bibliotecários, que ainda compõem o quadro de inúmeras bibliotecas universitárias. Estes
deverão repensar este novo ritmo de sistema para a biblioteca universitária, de forma até
dramática, aceitando isto de modo intelectual e mesmo emocional (Marchiori, 1997).
Para os usuários e profissionais, segundo Levacov (1997), “o que é importante passa a
ser o acesso e a confiabilidade da informação; é saber quem a produziu, quem a identificou
como valiosa, quem a selecionou para uso comum, quem a disponibiliza e quem garante sua
autenticidade”. E é exatamente neste aspecto que a visão biblioteconômica moderna sempre
será atuante e eficaz.
A biblioteca universitária passará a ter, com a conquista deste novo campo, um
intercâmbio maior com a universidade, ampliando sua visão de divulgação da informação,
apoiando-se em métodos pedagógicos alternativos, até então desconhecidos ou amortecidos
por elas.
A EAD nas bibliotecas universitárias permitirão um maior entrosamento –
UNIVERSIDADE – DOCENTES – ALUNOS, devendo as mesmas estarem implicitamente
relacionadas aos objetivos básicos da universidade: ensino, pesquisa e extensão.
A biblioteca universitária não poderá ficar à margem deste novo processo pelo qual a
universidade está vivendo com relação à EAD, pelo contrário, deve estar junto, em parceria
com as unidades gerenciais destes cursos, quer sejam criados pela comunidade docente, quer
pela comunidade discente. Todos devem estar integrados para caminharem para o sucesso
oferecidos através destes cursos por EAD.
Segundo Guncho (1998), “independentemente da tecnologia educacional empregada o
bibliotecário deverá estar consciente que o aluno de um curso de educação à distância deve ser
atendido com a mesma qualidade e presteza a que atende os demais usuários”, sempre

8

�lembrando “que um programa de educação à distância existe como uma interação entre a fonte
de estímulo educativo e o destinatário do estímulo educativo”.
A EAD dentro da biblioteca universitária vem, de uma vez por todas, quebrar
paradigmas de atendimento convencional aos seus usuários, imposto durante muito tempo
pelo ensino biblioteconômico.
Segundo Guncho (1998), “vem se somar aos demais projetos pedagógicos na solução
do problema educacional que hoje é o maior desafio das sociedades e dos governos
emergentes”, das universidades e da própria biblioteca universitária.

Descrição e Projeto de uma Ferramenta

A ferramenta em desenvolvimento no momento, e descrita neste texto, é um conjunto
de scripts (Perl), applets (Java), interfaces (Tcl/Tk) e programas (C). A execução dos
mesmos é realizada em um servidor WWW e em um servidor de áudio e vídeo, ou pelo
usuário em páginas HTML, que geram uma interface gráfica para a disponibilização de uma
determinada disciplina, ou serviço pela rede. Cabe ao professor ou projetista, a formalização e
publicação dos assuntos e conhecimentos através da rede, e ao bibliotecário (ou ao agente
responsável pelo gerenciamento das informações), organizar, administrar e disponibilizar o
acesso dos mesmos. Portanto, neste contexto, o professor deixa de ser um mero transmissor de
conhecimentos, passando a ser um orientador, um instigador e um motivador do processo
educacional. E quanto aos bibliotecários (neste novo contexto), segundo Marchiori (1997),
passam a ser “responsáveis por consultas, provendo acessos a redes, recuperando e
organizando bases de dados, ampliando suas habilidades de comunicação junto ao usuário. O
resultado pretendido é oferecer mais e melhores serviços aos clientes, onde ser ou não ser
chamado de bibliotecário não é mais relevante que uma prática real e competente”.

9

�É importante, então, dentro da ótica de construção do aplicativo, a desvinculação dos
agentes em relação ao conhecimento da tecnologia. Dessa forma, nenhum dos atores em
questão necessitará ter conhecimentos de tecnologias referentes a hipertexto, programação, ou
qualquer tópico relativo à produção de home pages. Será necessário apenas saber utilizar um
browser de navegação na Internet (Netscape, Internet Explorer, etc) para a utilização da
ferramenta. No caso das bibliotecas é importante a tomada de ação no intuito de se obter
cópias digitais de teses, dissertações, obtenção das aulas em vídeo, digitalização de textos e
imagens e utilização de outros recursos para disponibilização em rede. É possível, da mesma
maneira como se cria um curso, disponibilizar serviços para o usuário através da WWW. Para
este fim a biblioteca deve estar adequadamente equipada.

Arquitetura da Ferramenta

Dentro deste contexto, há um grande número de módulos que formam a ferramenta e
que podem ser incorporadas em qualquer curso ou serviço para uso por parte dos usuários. Há
também um conjunto de módulos construídos exclusivamente para utilização do projetista,
para auxiliar e medir o progresso do aluno (no caso dos professores) e para disponibilização e
gerenciamento da informação (bibliotecários e agentes da informação).

! Ferramentas que podem ser adicionadas ao conjunto de tarefas do estudante:
! Correio eletrônico: um correio eletrônico pode facilmente ser adicionado a um curso
ou serviço, possibilitando a troca de mensagens entre os participantes. É através deste
recurso que o aluno se comunicará com seu professor para que possa sanar dúvidas e
para remeter exercícios e projetos solicitados. É também através dele que o professor

10

�ou a ferramenta (através de um módulo automático para correção de testes e provas)
enviará o resultado das correções a as notas obtidas nas tarefas realizadas pelos alunos.
! Quadro de avisos: corresponde a criação de uma lista eletrônica na qual os
matriculados em uma disciplina ou usuários de um serviço podem publicar
informações. Tem a função de integração dos estudantes e para que se possa, de
maneira rápida, circular uma nota, um recado, ou qualquer outra comunicação
necessária.
! Criação de documentos compartilhada: módulo que permite a grupos de estudantes a
criação e edição de documentos em paralelo.
! Área de apresentação dos estudantes: permite ao projetista designar links os quais
servirão como “homepages documentos” para as páginas geradas pelos estudantes.
Para cada link o projetista pode autorizar privilégios para um único aluno, um grupo de
estudantes ou para a classe toda.
! Acesso a simulações: permite o acesso a aplicativos importantes para o
desenvolvimento da disciplina, como a implementação de simuladores ou softwares
específicos e tecnologia para aquisição de dados laboratoriais on-line. Além disso,
permite o acesso a bancos de dados que possibilitam a visualização de páginas
contendo simulações já desenvolvidas em uma tecnologia, como Java, por exemplo,
conforme figura 1.

11

�Figura 1: Exemplo de uma Simulação na Área de Astronomia.

! Utilização de servidores de áudio e vídeo: responsável pela distribuição de cursos à
distância via WWW. Aulas podem ser gravadas e disponibilizadas através da WWW,
ou mesmo serem incluídas em alguma página HTML.
! Módulo para sincronização de mídias: objetiva o suporte à comunicação e
apresentação em tempo real e sincronizada de dados multimídia (imagens, sons, vídeo,
etc.). A figura 2 exemplifica a utilização sincronizada de mídias com áudio, vídeo,
gráficos e textos. (Figura extraída do projeto de Jin Yu / MRG – Media Relation
Graph da Dec Systems Research Center).

12

�Figura 2: Exemplo de Utilização Sincronizada de Vídeo, Gráficos e Textos.

! Módulo para busca de imagens: o autor do curso pode trazer imagens para serem
incluídas no curso. São permitidas a associação de anotações e texto livre a cada
imagem.
! Procura e indexação automáticas: este módulo permite a criação automática de um
índice de conteúdo de cursos e termos. O projetista pode selecionar um conjunto de
palavras que deseja incluir no índice. O aplicativo cria dinamicamente um índice que
aponta para as páginas que contém as palavras. É possível também criar um índice
bibliográfico apontando cada referência para as páginas com o respectivo documento,
como uma tese, dissertação ou obra digitalizada, desde que esta esteja disponível em
um servidor, em uma formato qualquer (doc, ps, pdf). A figura 3 exemplifica a
disponibilização do material em slides e vídeo. (Figura extraída das páginas referentes
a projetos de ensino na Universidade de Berkeley).

13

�Figura 3: Exemplo de Disponibilização de Material em Slides e Vídeos.

! Métodos de acesso a base dados: fornecem uma nova forma de acesso direto aos
dados diferente do uso convencional de consultas (queries). As bases de dados, com
isso devem ser navegadas de três formas:
o Seguindo os links, abrindo janelas e sucessivamente examinando seu conteúdo.
o Pesquisando na rede através de alguma string, ou valor de atributos (search).
o Usando um gráfico que mostre uma rede de nós interligados.
! Módulo de notas: cada estudante pode verificar sua nota. O estudante também tem
acesso às notas máximas e mínimas para cada componente de um curso.
! Manutenção de contexto: Relembra as atividades de cada estudante durante cada
sessão do curso.

o Módulos disponíveis para utilização por parte exclusiva dos projetistas
(professores e agentes da informação):

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�! Módulo para a criação automática de home pages: tem por objetivo fornecer um
ambiente gráfico para professores, bibliotecários e instrutores criarem páginas com
finalidades específicas, para serem disponibilizadas na WWW. Estas páginas podem
ser modificadas, com a inclusão de seções novas e a exclusão de seções. Também é
possível fornecer o interfaceamento com base de dados existentes.
! Módulo para criação e correção automática de provas e testes: seu objetivo é facilitar
e automatizar a criação de provas e testes para treinamento a fim de serem
disponibilizados na WWW, provendo também a correção automática das questões.
Todo o processo de criação das questões é feito através de páginas HTML. São
possíveis a inclusão de mídias como áudio, gráficos, vídeo, etc.
! Verificação do progresso do aluno: as páginas de verificação de progresso permitem
ao projetista monitorar o progresso do estudante no decorrer do curso. Para isso são
dispostos indicadores tais quais data do primeiro e último acessos, tempo gasto pelo
sistema, porcentagem de páginas visitadas, além de outros recursos.
! Verificação do curso e/ou serviço: permite ao autor visualizar estatísticas para cada
página do curso ou serviço. Isto inclui o número total e a duração de cada acesso a
cada página.
! Módulo de gerenciamento de estudante: essa ferramenta permite a inclusão de
estudantes individuais ou classes inteiras a um curso. A senha de um aluno pode ser
apagada, caso se esqueça dela. Mantém também um banco de dados de notas. Notas de
um teste são colocadas automaticamente nesse banco de dados pelo aplicativo.
! Módulo de formatação: os cursos ou serviços podem ser adaptados em função de
vários atributos, como a utilização de janelas, exibição em duas colunas, etc.

15

�A confecção de um hiperdocumento (no caso um software ou sistema que apóie a
tecnologia hipermídia) envolve, na sua maioria, a composição de um volume significativo de
informações e, portanto, é considerada uma atividade com grande risco de erros.
Por isso, para confecção da ferramenta estão sendo utilizados e estudados processos
formais que auxiliem a atividade de autoria e conduzam à melhoria de sua qualidade,
possibilitando ao autor uma visão completa do hiperdocumento a partir de várias perspectivas.
Sistemáticas para exames de hiperdocumentos com base na sua estruturação e na análise
relacional de reuso de links tem sido investigados. Estas técnicas formais devem fornecer o
suporte adequado para minimizar diversos problemas associados a especificações de
hiperdocumentos como:
! Desorientação do usuário (lost in space): que é a tendência do usuário perder o
sentido de localização e direção no documento não linear.
! Sobrecarga cognitiva (cognitive overhead): que é uma sobrecarga no esforço e
concentração exigidos do usuário devido à necessidade de se manter tarefas ou trilhas
ao mesmo tempo.

Considerações finais

Enfim, a EAD se apresenta na esfera pedagógica como mais uma opção metodológica
de ensino. É importante observar que a mesma não pode ser vista como substituta da educação
convencional, presencial; são duas modalidades no mesmo processo.
Neste sentido, a EAD pode contribuir de forma significativa para o desenvolvimento
educacional de um país, atuando na formação e capacitação profissional, na democratização
do saber e na criação de uma educação aberta e continuada, através de cursos dirigidos a
segmentos da sociedade que carecem de informação e formação.

16

�A biblioteca universitária, que deve estar associada ao planejamento da universidade,
destaca-se cada vez mais, disponibilizando a informação, dando suporte aos programas de
EAD existente em seu âmbito de atuação,

interagindo com todos os segmentos da

comunidade universitária, tornando-se mais flexível em alguns pontos do contexto
biblioteconômico, frente às modificações tecnológicas, permitindo, assim, aos seus usuários,
formas abrangentes e facilitadoras de buscas para o bom desenvolvimento de suas pesquisas.
O computador passa a ser um instrumento facilitador do processo ensinoaprendizagem em todas as áreas do conhecimento humano, permitindo rapidez e agilidade na
busca de informações e fazendo com que as pessoas explorem diferentes formas de pensar,
expandindo sua criatividade.
A EAD revela-se, então, como instrumento de valor excepcional para que a educação
cumpra, verdadeiramente, seus objetivos fundamentais: igualdade de oportunidades para
todos, qualquer que seja a situação geográfica, níveis social e econômico ou compromissos
sociais e profissionais que tantas vezes freiam ou impedem esta igualdade de oportunidades.

17

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VIEIRA, F. M. S. A utilização das novas tecnologias na educação numa perspectiva
construtivista. [online] Disponível na Internet via WWW. URL:
http://www.proinfo.gov.br/didatica/testosie/txnovatec.shtm.

21

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Vicentini, Wilson Bittencourt, Vicentini, Priscila Carreira Bittencourt, Sarti, Maria Regina Catarino, Lui, Giovana, Jorge, Ana Cristina</text>
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                <text>A World-Wide-Web (WWW) tem se desenvolvido enormemente, facilitando o compartilhamento de informações. Muito rapidamente, as aplicações do seu potencial educacional se evidenciaram, especialmente para utilização no âmbito das bibliotecas universitárias, através de sua capacidade de exibição de documentos multimídia, hipertexto e sua arquitetura cliente-servidor. Tornou-se, dessa forma, de extrema importância por ser capaz de aumentar a qualidade da informação ao usuário, possibilitando uma nova forma de interação entre o mesmo e os profissionais da educação e da informação . Dentro deste contexto, este trabalho apresenta o desenvolvimento de um aplicativo que visa facilitar a criação, gerenciamento e armazenamento de cursos e/ou treinamentos na WWW numa biblioteca universitária. Este aplicativo contêm um conjunto de ferramentas para o auxílio do profissionais da educação e da informação visando a verificação do progresso do usuário quanto ao curso e/ou treinamento, formação de salas de discussões virtuais, quadro de avisos, criação de homepages, além da possibilidade de utilização de objetos de áudio, vídeo e texto sincronizados dentro dos cursos e/ou treinamentos. Com isto, o desenvolvimento das tecnologias de comunicação e multimídia se ajustam para contribuir com o alcance do ensino de alto padrão qualitativo numa biblioteca universitária, por serem tecnologias consistentes, com os princípios de educação abrangente, integradora e permanente.</text>
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                    <text>PROJETO DE CIRCULAÇÃO AUTOMATIZADA EM ÂMBITO SISTÊMICO DO
SIBi/USP
Rosaly Favero Krzyzanowski
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico *
Universidade de São Paulo
rfkrzyza@usp.br
Inês Maria de Morais Imperatriz
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico *
Universidade de São Paulo
inesm@usp.br
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico *
Universidade de São Paulo
marizadc@usp.br
Marcia Rosetto
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico *
Universidade de São Paulo
mrosetto@usp.br
Roberto Barsotti
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico *
Universidade de São Paulo
barsotti@usp.br
Edna M. Gonçalves Knorich
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico *
Universidade de São Paulo
eknorich@sibi.usp.br
Dorotea Maris Stella Fill
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico *
Universidade de São Paulo
fill@usp.br
______________________________

* UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS – Departamento Técnico

Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J, 374 - 1º andar - Cidade Universitária
05508-900 - São Paulo, SP - Brasil
Fone: (0XX11) 818-4194 e 818-4197 - Fax: (0XX11) 815-2142 - dtsibi@org.usp.br
1

�http://www.usp.br/sibi

RESUMO

É apresentada a proposta de

dimensionamento do Projeto de Circulação

Automatizada, em âmbito sistêmico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi/USP,
com as especificações e características principais dos modernos recursos que estarão
disponíveis aos usuários. Desde a criação do SIBi/USP a automação das informações
bibliográficas dos acervos das bibliotecas do Sistema foi o objeto principal de sua ação,
consolidada com a criação do Banco de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS. Através
de projeto elaborado para a modernização do Sistema, centrado na automação de acervos e
serviços, criaram-se as condições necessárias à implantação da Rede de Serviços do SIBi/USP
– SIBiNet, interligando as bibliotecas, nos diversos campi da Universidade, com economia de
esforços, ampliação do universo bibliográfico e acesso aos serviços bibliotecários em suas
várias vertentes. Dentre esses serviços destaca-se o controle de circulação que, até então
efetivado localmente em cada biblioteca, será realizado de forma unificada, beneficiando
diretamente a comunidade usuária.

Eixo Temático: Gerência da Biblioteca Universitária

2

�Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBi/USP

1 Introdução
O avanço da tecnologia de informação suscita constantes desafios para o gerenciamento de
redes e sistemas, requerendo de seus administradores vigilância permanente no
direcionamento de ações de modo a manter a qualidade dos produtos e serviços, em sintonia
com a demanda de usuários, com as oportunidades de parcerias, com as facilidades
provenientes dos novos aplicativos e com o panorama internacional.

O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) tem envidado
esforços no sentido de criar condições para as atividades sistêmicas das bibliotecas da
Universidade, de modo a oferecer suporte ao desenvolvimento da pesquisa e do ensino.

Assim, vem direcionando ações relativas ao aprimoramento de seus recursos de tecnologia
de informação, como por exemplo o desenvolvimento do Projeto de Modernização11).
Iniciado em 1994 (Krzyzanowski et al., 1998) e dimensionado com vistas à aquisição e

1

(1) O projeto foi realizado com recursos financeiros obtidos da Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, bem como pelo auxílio adicional de The A.
W. Mellon Foundation para o aprimoramento da informação bibliográfica, promovendo o
aumento de qualidade, no registro da mesma.
3

�instalação de hardware e software com funções integradas22), conforme configuração no
Anexo 1, para o Banco de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS e instalação da Rede
de Serviços do SIBi/USP – SIBiNet (Anexo 2), ampliou significativamente as
possibilidades de busca e recuperação de informações pelos docentes, pesquisadores e
alunos da Universidade e pela comunidade científica local, regional e internacional.

O presente trabalho trata das características e especificações do Subsistema de Controle de
Circulação em implantação no SIBi/USP, a partir da base de dados do Banco DEDALUS.

2 Serviços Bibliotecários na Universidade de São Paulo
O dimensionamento do SIBi/USP, instituído em 1981, foi realizado no sentido de manter a
administração descentralizada em cada biblioteca e favorecer, através do órgão coordenador
do Sistema (Departamento Técnico), a integração técnica das bibliotecas para projetos e
programas globais, por meio de esforços cooperativos locais e da participação em
programas mais amplos, conforme a seguir especificado:

● aquisição planificada de materiais bibliográficos;
● manutenção e conservação do acervo bibliográfico, que atualmente se encontra com mais
de 3.700.000 itens (Anexo 3);

2

(2) Isto significa integrar as funções de consulta (OPAC – Online Public Access Catalog),
seleção, aquisição, catalogação, circulação, empréstimo – entre – bibliotecas, comutação
bibliográfica, correio eletrônico.
4

�● manutenção, de acordo com padrões internacionais, do Banco de Dados Bibliográficos –
DEDALUS, possibilitando o acesso, via Rede SIBiNet e Internet, a mais de 1.500.000
registros referentes aos acervos das 39 bibliotecas do Sistema;
● prestação de serviços aos usuários, propiciando redução do tempo de atendimento às
demandas;
● participação em serviços cooperativos com outras instituições da área, em âmbito nacional
e internacional.

Dentre os serviços prestados aos usuários(3), os dados de circulação34), até o momento com
controles locais por biblioteca, vêm registrando considerável crescimento, como pode ser
verificado na Figura 1 e no Anexo 4.

Figura 1 – USP: Acervo e Circulação das Bibliotecas 1989/1998

3

(3) A comunidade usuária do SIBi/USP encontra-se dimensionada, de acordo com os dados
numéricos no Anuário Estatísticos da USP 1999, em 85.689 usuários inscritos nas
bibliotecas para utilizar os serviços oferecidos.
(4) Circulação inclui: empréstimos, consultas, empréstimos – entre – bibliotecas.
5

�Fonte: Anuário Estatístico da USP 1999

Esse volume de circulação requer gerenciamento apropriado, para dispor rapidamente aos
usuários os documentos existentes nos acervos. Com esse propósito, o subsistema
automatizado de circulação, implementado para o SIBi/USP, objetiva o controle de circulação
pela interligação do banco de dados, contendo os registros do acervo (DEDALUS), com a
base de dados de identificação de usuários, propiciando uma otimização no processo e por
consequência natural para o usuário, assim como para os responsáveis pela supervisão dos
serviços.

6

�2.1 Dimensionamento do Projeto de Circulação Automatizada
Segundo a literatura da área, a implementação de sistemas de circulação informatizados
deve levar em consideração alguns princípios fundamentais, como por exemplo: a) qual o
material que se encontra no acervo e se está disponível para empréstimo; b) qual o material
que está emprestado e quando estará novamente disponível; c) possibilidades operacionais:
efetuar reserva e renovação, ser utilizado em múltiplos pontos de atendimento, receber
parâmetros locais de cada biblioteca, controlar os dados do usuário e de seus empréstimos,
emitir relatórios e recibos de devolução, entre outros (Rowley, 1994). Todas essas funções
consideradas imprescindíveis para o gerenciamento de circulação deverão estar
contempladas pelo software adotado.

O Departamento Técnico do SIBi/USP, para desenvolver o projeto e instalação do
Subsistema de Controle de Circulação no Banco DEDALUS, teve que organizar várias
etapas de procedimentos:

● Levantamento junto às bibliotecas do Sistema sobre o controle de empréstimo vigente no
local, incluindo o empréstimo – entre – bibliotecas, existente em cada uma delas
(informações sobre o Tipo de Material X Categoria de Usuários X Prazos);
● Processamento e análise dos dados para subsidiar a elaboração de parâmetros necessários
no sistema automatizado como por exemplo:
− “status de empréstimo” de cada exemplar, que indica sua disponibilidade para
empréstimo ou não;
− definição de código de barras para o exemplar, incluindo procedimentos para sua
configuração, impressão e fornecimento às bibliotecas;

7

�● Análise e definição da Base de Usuários:
− definição das categorias dos usuários e de suas possibilidades de empréstimo;
− definição, junto aos órgãos centrais da USP, de procedimentos para identificação, de
forma automatizada, dos usuários nas bibliotecas para utilização do Subsistema de
Controle de Circulação, com especificações ou códigos de barras, entre outros;
− elaboração de procedimentos para importação de dados cadastrais da comunidade
USP, existentes nas bases centrais da USP, para compor a base de dados de usuários
para o controle de circulação, unificando dessa forma os dados para o gerenciamento
pelas bibliotecas;
● Configuração do Subsistema de Controle de Circulação no Banco DEDALUS, incluindo o
detalhamento dos parâmetros das tabelas de variáveis existentes no software;
● Instalação de Base Piloto em algumas bibliotecas do Sistema, para realização de testes e
ajustes;
● Treinamento das bibliotecas e liberação do Subsistema para uso.

2.2 Configuração do Subsistema de Controle de Circulação – Banco DEDALUS
A estrutura básica instalada para o Subsistema de Controle de Circulação no SIBi/USP
contempla a interligação da Base de Usuários USP (Docentes, Alunos, Funcionários) com a
base de dados dos exemplares de acervos, cadastrados no DEDALUS, como pode ser
verificado na Figura 2.

8

�Figura 2 – Configuração do controle de circulação automatizado
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS - BANCO DEDALUS (em Aleph) Subsistema de Circulação

Cada elemento integrante desse Subsistema tem suas características próprias de controle,
como exemplificado na Figura 3 (variáveis de controle de exemplar de acervo para
circulação) e na Figura 4 (dados do usuário requeridos para o empréstimo).

9

�Figura 3 – Dados de exemplar de acervos, cadastrados no DEDALUS

10

�11

�Figura 4 – Dados do usuário requeridos para o empréstimo

O Controle de Circulação é realizado através da relação estabelecida entre os dados de
controle do exemplar e os dados do usuário, produzindo o registro de controle de circulação,
conforme pode ser visto na Figura 5.

12

�Figura 5 – Parâmetros de controle de circulação pela biblioteca

O módulo Controle de Circulação gerencia os parâmetros estabelecidos para o Status do Usuário
X Status do Material

13

�2.3 Disponibilidade de Acesso ao Controle de Circulação pelo Usuário
O sistema propicia informações sobre a disponibilidade do documento ao usuário, via
Interface

WWW (Figura 6), e a possibilidade de realizar reservas para empréstimo

(Figura 7), a partir da função de consulta ao Catálogo. Possibilita também o acesso aos
dados cadastrais do usuário (Figura 8) e consulta à relação de documentos emprestados e
reservas realizadas.

Figura 6 – Informação sobre a disponibilidade do documento na biblioteca,
para fins de empréstimo
Ao escolher um título da busca realizada o sistema listará os exemplares
disponíveis através da tela abaixo:

14

�15

�Figura 7 –– Solicitação de reserva para empréstimo, via WWW, pelo usuário

O Subsistema de Circulação permite ao usuário efetuar a reserva de empréstimo
através da tela abaixo:

16

�Figura 8 – Informações dos dados cadastrais dos usuários, via interface WWW (OPAC) do
Banco DEDALUS

17

�2.4 Funções para o Gerenciamento do Controle de Circulação
O sistema de empréstimo coloca à disposição da equipe técnica da biblioteca várias funções,
para que esta possa efetuar todos os controles necessários, como relacionado na Figura 9 a
seguir:

Figura 9 – Funções da circulação disponíveis para o gerenciamento pela biblioteca

18

�3 Comentários Finais
A partir das ações propostas no Projeto de Modernização do SIBi/USP, que prevê a
circulação de material bibliográfico de forma unificada, na qual a comunidade USP se torna
usuária de todas as bibliotecas do Sistema, objetiva-se:
1. aprimorar a prestação de serviços aos usuários, com vistas a tornar mais ágil o acesso às
informações e a disponibilidade dos materiais de seus acervos, via catálogos
informatizados e com aplicativos de maior interação;
2. conferir maior valor agregado ao Banco DEDALUS com a implementação das demais
funções previstas (circulação e aquisição), além da consulta e catalogação online, já em
funcionamento, reforçando o seu papel como fonte de dados bibliográficos na
Universidade de São Paulo.

19

�Referências Bibliográficas

ANUÁRIO Estatístico da USP. São Paulo : USP, 1999. 323 p.
EX-LIBRIS. Aleph – Manual version 3.2 – 5.9. Tel-Aviv, 1996. 2 v.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, IMPERATRIZ, Inês Maria de Morais, ROSETTO,
Marcia. Gestões para a modernização do Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo : incremento da automação através de projetos em
desenvolvimento. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996. Anais... Curitiba : Universidade Federal do
Paraná/Pontifíca Universidade Católica do Paraná, 1996. (Publicado em disquete)
KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, IMPERATRIZ, Inês Maria de Morais, COUTTO, Mariza
Leal de Meirelles Do, ROSETTO, Marcia. Implantação da informatização em bibliotecas
universitárias para aperfeiçoamento e modernização dos serviços : relato de experiência
do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi/USP. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998. Anais... Fortaleza : Universidade
Federal do Ceará, 1998. (Publicado em disquete)
ROWLEY, J. Informática para bibliotecas. Brasília : Briquet de Lemos/Livros, 1994.
p.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Departamento
Técnico. SIBiNet – Rede de Serviços do SIBi/USP : características, uso e funções.
Edição preliminar revista. São Paulo, 1997.

20

307

�Anexo 1 – Banco DEDALUS – Configuração do sistema instalado (software Aleph)

Banco de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS
Configuração do Sistema Instalado (software Aleph)

O fluxo operacional do Banco DEDALUS é realizado do sevidor central para os servidores
locais das bibliotecas e vice-versa.

18

�Anexo 2 – Integração virtual das 39 bibliotecas do SIBi/USP

19

�Anexo 3 – Acervo das bibliotecas do SIBi/USP

Posição: 30.11.98
* Normas técnicas, patentes, plantas, projetos, relatórios técnicos e científicos, separatas, laudos técnicos,
memoriais técnicos e científicos, etc.
Fonte: Anuário Estatístico USP

Especificação

Livros

Periódicos
(Volumes)

Multimeios

Outros
Materiais

Teses

Total

Ano
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997

2.612.541

1.149.267
1.208.732
1.260.853
1.207.985
1.229.194
1.297.448
1.313.977
1.349.858
1.399.336
1.484.207
1.545.413

959.326
1.097.731

183.368

261.153

59.427

247.437

312.873

72.622

271.630

322.593

79.887

240.745

259.794

99.878

231.818

269.095

103.224

289.970

305.487

117.862

298.928

370.621

107.745

299.229

396.169

118.938

262.149

393.819

124.471

305.540

337.904

129.900

313.406

277.257

136.037

2.939.395

1.188.392

3.123.355

1.134.548

2.942.950

1.135.818

2.969.149

1.223.435

3.234.202

1.325.377

3.416.648

1.232.376

3.396.570

1.294.250

3.474.025

1.393.869

3.651.420

1.446.942

3.719.055

20

�1998

1.559.240

1.510.128

3.796.404
305.908

277.135

143.993

Fonte: Relatório de Atividades do SIBi/USP, 1994-1997; atualizado pelo Boletim Anual do Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP de 1998.

21

�Anexo 4 – Circulação do acervo das bibliotecas do SIBi/USP
(controle local)

Posição: 30.11.98
Fonte : RIBi

Modalidades

Consulta

Total

Empréstim
o

Empréstim
o entre
Bibliotecas

1.717.617

715.432

18.827

2.451.876

1.821.043

176.495

20.693

2.018.231

2.388.581

884.069

23.695

3.296.345

2.523.378

1.054.976

24.117

3.602.471

2.799.156

1.130.180

23.358

3.952.694

3.218.663

1.266.707

32.081

4.517.451

3.165.221

1.259.438

34.715

4.459.374

3.400.431

1.259.685

33.006

4.693.122

3.350.985

1.241.479

32.105

4.624.569

3.851.580

1.322.922

31.156

5.205.658

3.762.234

1.347.623

29.178

5.139.035

4.017.599

1.470.014

33.208

5.520.821

3.001.374

1.094.085

28.012

4.123.471

Ano
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
Média

22

�Fonte: Relatório de Atividades do SIBi/USP, 1994-1997; atualizado pelo Boletim Anual do Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP de 1998.

23

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>É apresentada a proposta de dimensionamento do Projeto de Circulação Automatizada, em âmbito sistêmico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi/USP, com as especificações e características principais dos modernos recursos que estarão disponíveis aos usuários. Desde a criação do SIBi/USP a automação das informações bibliográficas dos acervos das bibliotecas do Sistema foi o objeto principal de sua ação, consolidada com a criação do Banco de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS. Através de projeto elaborado para a modernização do Sistema, centrado na automação de acervos e serviços, criaram-se as condições necessárias à implantação da Rede de Serviços do SIBi/USP  SIBiNet, interligando as bibliotecas, nos diversos campi da Universidade, com economia de esforços, ampliação do universo bibliográfico e acesso aos serviços bibliotecários em suas várias vertentes. Dentre esses serviços destaca-se o controle de circulação que, até então efetivado localmente em cada biblioteca, será realizado de forma unificada, beneficiando iretamente a comunidade usuária.</text>
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                    <text>PRODUTOS E SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO DISPONÍVEIS
EM BIBLIOTECAS ACADÊMICAS: ESTUDO PARA APOIO AOS
PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
SADI, Benedita Silveira Campos
Faculdade de Saúde Pública da USP
Av. Dr. Arnaldo, 715 – Cerqueira César
01246-904 - São Paulo - SP - Brasil
e-mail: benesadi@usp.br

REIS, Manuela Gea Cabrera
Escola Politécnica da USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. 3, n. 380
05508-900 – São Paulo – SP - Brasil
e-mail: mreis@epbib.usp.br

Resumo: Através de revisão bibliográfica e busca na Internet seleciona nove bibliotecas
acadêmicas americanas para obter dados de serviços e produtos oferecidos aos alunos de
cursos de Educação a Distância (EAD). A partir deste referencial documentário elabora
questionário e coleta dados de serviços e produtos similares oferecidos aos usuários em geral
das bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Analisa
os resultados obtidos e estabelece relações entre os dados das bibliotecas americanas
selecionadas e os obtidos na coleta nas bibliotecas do SIBi/USP. Propõe alguns caminhos
para que o SIBi/USP possa estabelecer políticas e diretrizes para as atividades de apoio das
Bibliotecas aos cursos de EAD das unidades de ensino da USP.

1

INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta de forma resumida estudo desenvolvido para apresentação de
monografia ao Curso de Especialização em Sistemas Automatizados de Informação Científica
e Tecnológica e pretende fornecer subsídios ao SIBi/USP para o estabelecimento de políticas
e diretrizes para a atuação das Bibliotecas do Sistema nos Programas de Educação a Distância
nas Unidades de ensino e pesquisa.

PAGE 1

�As bibliotecas acadêmicas que já estavam sendo desafiadas pelo impacto das novas
tecnologias da informação não somente quanto aos seus serviços e produtos, mas no seu
próprio gerenciamento, têm agora o seu papel tradicional de apoio ao ensino e pesquisa
repensado frente ao crescimento e complexidade da questão da EAD nas universidades.
Situando o enfoque em nosso universo, em particular, pode-se afirmar que as Bibliotecas que
compõem o SIBi/USP estão enfrentando o desafio de absorverem as novas tecnologias de
informação em nível sistêmico. Além disso, parcerias e consórcios importantes têm sido
estabelecidos com outras instituições, no país e no exterior, com especial ênfase na construção
da biblioteca virtual do sistema e no compartilhamento de recursos informacionais. É
importante mencionar todo o esforço de capacitação dos recursos humanos das bibliotecas
empreendido através do programa de metas do SIBi/USP. Acredita-se que estas ações já
concretizadas poderão servir de embasamento para, a partir da apreensão das diferentes
necessidades de serviços de informação e dos diferentes segmentos de usuários envolvidos
com a questão de EAD, ter uma ação prospectiva de identificação da demanda e de
realinhamento de serviços e produtos para disponibilizá-los de formas mais eficientes e
eficazes aos clientes dos cursos.
2 AS BIBLIOTECAS E A EAD: revisão da literatura
Com o objetivo de ampliar o panorama e o referencial teórico e operacional foram efetuadas
pesquisas, na literatura e na Internet, sobre a situação dos serviços de Biblioteca em países
como os Estados Unidos e Canadá e, também, sobre a posição de universidades tradicionais
que mantêm programas de educação a distância.
Nos Estados Unidos, até metade da década de 60, os serviços de biblioteca para a EAD
estavam pouco desenvolvidos. Em estudo mais recente Snyder (1997) identifica, em pesquisa
realizada entre os membros da ARL – Association of Research Libraries, o envolvimento com
atividades de EAD de 62% das bibliotecas pesquisadas. No entanto, como aponta Lebowitz

PAGE 1

�(1997), ainda encontram-se na literatura afirmações de que existe pouca correlação entre as
atitudes inovadoras das instituições quanto ao fornecimento de cursos a distância e quanto à
forma pela qual oferecem serviços de biblioteca para seus alunos fora do campus. Na
literatura que trata de educação a distância, assim como na de disciplinas correlatas, foram
encontradas poucas referências ao uso da biblioteca ou de seus recursos por estudantes fora do
campus. Quando esses são discutidos em literatura não bibliotecária, são tratados como um
tipo de serviço de suporte similar a propaganda, recomendações ou inscrições. Existe pouco
reconhecimento do papel que a Biblioteca exerce no apoio à qualidade da educação ou no
desenvolvimento das habilidades da aprendizagem continuada.
De acordo com Lebowitz (1997) o desenvolvimento do “Guidelines for Extended Campus
Library Services”, em 1967 pela ACRL – Association of College and Research Libraries,
tornou-se um importante fator de influência para o estabelecimento adequado dos serviços de
biblioteca aos alunos dos cursos de EAD. Em 1990 a ACRL criou a ECLSS – Extended
Campus Library Services Section com o objetivo de fornecer informações e suporte a
bibliotecários que trabalham com alunos fora do campus. Além disso, membros da ECLSS
atuavam em equipes de agências de credenciamento de cursos de ensino a distância e
participavam de eventos que reuniam educadores de diversas disciplinas. Esse desempenho,
segundo Lebowitz (1997) deu-lhes a oportunidade de conscientizar educadores e
administradores de que:
✔ as diferenças que existem quando os cursos são fornecidos por meio eletrônico também
afetam a forma pela qual as bibliotecas são usadas;
✔ o modelo comum de curso de estudo independente requer pouco ou nenhum uso da
biblioteca o que não é suficiente para a qualidade do curso de ensino a distância;
✔ os trabalhos executados por alunos fora do campus podem diferir, em quantidade mas não
em qualidade ou experiência de aprendizado, dos executados pelos estudantes no campus.

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�Observa ainda que a atuação dos membros do ECLSS e das agências de credenciamento
criaram uma estrutura para o estabelecimento de serviços da biblioteca para alunos de ensino
a distância. Como decorrência muitas bibliotecas buscaram otimizar a tecnologia disponível
para incorporar os serviços existentes e, consequentemente, aumentou a demanda dos
usuários na solicitação de assistência dos bibliotecários. Por outro lado, os bibliotecários estão
sendo envolvidos em novos papéis, fornecendo suporte e informações sobre navegação na
WEB.
A versão final do ACRL “Guidelines for Distance Learning Library Services”, aprovada em
julho de 1998, passou por revisões em 1990 e 1998 motivadas por fatores tais como, entre
outros, aumento na diversidade das oportunidades educacionais; aumento do reconhecimento
da necessidade dos recursos e serviços da biblioteca (também fora do campus), aumento do
interesse e da demanda por serviços eqüitativos para todos os alunos; aumento das inovações
tecnológicas na transmissão das informações e no fornecimento dos cursos.
No Canadá, de acordo com pesquisa nacional desenvolvida em 1988 pela CLA – Canadian
Library Association, o processo de planejamento para serviços de biblioteca para a EAD
estava relativamente pouco desenvolvido. Dessa forma, o suporte das bibliotecas a tais
programas era considerado inconsistente, o que ressaltava a necessidade do estabelecimento
de mecanismos para viabilizar um suporte adequado. O ACRL “Guidelines” era citado por
bibliotecários canadenses, mas não era formalmente reconhecido pela CLA – Canadian
Library Association ou pela Canadian Association of College and Universities Library. Em
1993, a CLA emitiu o documento “Guidelines for Library Support of Distance Learning in
Canada”, com estrutura similar ao da ACRL porém, com recomendações mais apropriadas ao
contexto canadense.
As áreas chave e serviços, que devem ser implementados para o oferecimento de informação
de qualidade aos alunos de cursos de EAD, são abordados nos dois “Guidelines” citados e, de

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�forma geral, na literatura (Bing et al. 1997; Brophy 1997; Dugan 1997; Butler 1998; Lock &amp;
Nordon 1998; Zastrow 1998). Em síntese considera-se o seguinte:
1) Recursos de informação em rede – para prover acesso aos estudantes, professores e
equipes de EAD às diferentes fontes de informação, bases de dados bibliográficas,
numéricas e factuais, documentos de texto completo, dentre outros;
2) Fornecimento de cópias de documentos – por meios postais, eletrônicos ou fax através das
bibliotecas ou diretamente aos usuários finais. Oferta de coleções de documentos de texto
completo, respeitando as legislações de direitos autorais e de uso lícito;
3) Serviços de empréstimo facilitado – por meio de acordos ou consórcios entre bibliotecas,
através do uso de formulários eletrônicos ou pedidos por e-mail, com políticas e diretrizes
de empréstimo, reserva e renovação disponíveis na Web;
4) Serviços de referência – provendo um bibliotecário responsável pelos serviços ao aluno de
EAD, com atendimento de referência por e-mail, telefone e fax dedicados;
5) Treinamento do usuário – por meio de recursos como guias eletrônicos on-line, tutoriais
interativos e outros materiais instrucionais usando tecnologias da Web.
A revisão da literatura mostra, ainda, que os modelos básicos para fornecimento de serviços
de biblioteca indicados por Lessin (1991) e Lebowitz (1997) continuam os mesmos, diferindo
apenas pela inclusão de acesso a sites da Web e homepages de bibliotecas.
Os modelos mais comuns, com algumas variações, são:
Serviços Centralizados - Departamento ou Unidade Dedicada que conta com um bibliotecário
coordenador responsável por assegurar que os alunos fora do campus tenham acesso aos
serviços, instrução para uso dos materiais da biblioteca, assistência e serviço de referência e
acesso aos documentos necessários. Lebowitz (1997) cita como instituições que trabalham
com unidades dedicadas a Central Michigan University (já citada por Lessin 1991), New
Jersey Institute of Technology, University of Kentucky, University of Nebraska-Lincoln e

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�Utah State University. Rosseel (1998) descreve a University of Maine System Network –
UNET como uma agência centralizada que oferece mais de 96 cursos por semestre para mais
de 100 localidades, com a participação da biblioteca centralizada através do Off-Campus
Library Services – OCLS.
Serviços Descentralizados - Não existe uma pessoa que coordene os serviços para usuários
fora do campus: Os pedidos de informação são enviados ao Serviço de Referência, e os de
material ao Setor de Empréstimo, não dispõem de uma pessoa para contato.
Estrutura Regional - A biblioteca mantém livros e materiais apropriados ao curso ministrado
no campus em que está situada, conduz sessões de instrução e presta assistência bibliográfica.
Lebowitz (1997) considera em seu trabalho como o modelo de serviço mais efetivo o da
Unidade Dedicada, com um bibliotecário responsável. Ressalta, também:
✔ a importância do comprometimento da instituição no fornecimento de serviços de suporte
aos alunos fora do campus equivalentes aos disponíveis para os alunos “on-campus”,
incluindo o acesso à biblioteca e aos recursos informacionais;
✔ a necessidade de definir quem irá efetuar os estudos necessários e o nível dos serviços a
serem desenvolvidos. Isto dependerá diretamente de informações como: formato dos
cursos, número de alunos envolvidos, bibliografia básica de cada curso, como serão
fornecidos os materiais, o nível das instruções e a forma de comunicação.
A EAD no Brasil
Como coloca Rodrigues (1998) embora a EAD não seja uma prática recente no contexto
internacional, existindo hoje instituições conceituadas com milhares de alunos a distância, em
cursos de graduação e pós-graduação, verifica-se que no Brasil somente nos últimos anos os
referidos cursos começam a ser estruturados e implantados com êxito.
Ainda, segundo LOBO NETO (1998) "vive-se um momento privilegiado para a educação
brasileira" e é neste momento que se destaca a EAD a partir de sistemas educacionais mais

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�abertos e ágeis, totalmente comprometidos com a qualidade do serviço educacional.
Nos últimos anos a atuação da EAD vem sendo objeto de regulamentação, mas este ainda é
um dos principais problemas para maior desenvolvimento dos cursos no país, juntamente com
a definição de políticas. A partir da promulgação da LDB - Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Lei 9394/96) em 1996, os aspectos relacionados com as determinações
sobre a EAD aparecem basicamente no Art. 80, Título VIII: Das Disposições Gerais. Ainda
faltam regulamentações e, segundo Langhi (1998) apresentam algumas contradições. O
referido artigo foi regulamentado pelo Decreto nº 2494/98 que traz no § 1º do artigo 2º a
indicação de que a "oferta de programas de mestrado e doutorado na modalidade à distância
será objeto de regulamentação específica".
A Portaria 301/98 normatiza os procedimentos de credenciamento das instituições e
autorização para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a
distância. Do ponto de vista de nosso trabalho é importante salientar os § 3° do artigo 2º e §
4° do artigo 3º que indicam os critérios a serem considerados para o credenciamento:
"Art. 2 - § III - infra-estrutura adequada aos recursos didáticos, suportes de informação e
meios de comunicação que pretende adotar;"
“Art. 3 - § IV - descrição da infra-estrutura, em função do projeto a ser desenvolvido:
instalações físicas, destacando salas para atendimento aos alunos; laboratórios;
biblioteca atualizada e informatizada, com acervo de periódicos e livros, bem como fitas
de áudio e vídeos...” (grifo nosso)
A questão da política da EAD no Brasil é de competência da Secretaria de Educação a
Distância, trabalhando em articulação com outros órgãos do Ministério da Educação e Cultura
e com Secretarias de Educação dos outros níveis de governo. Saliente-se que, embora os
cursos de graduação e pós-graduação ainda não estejam regulamentados, há várias
universidades com projetos de cursos de EAD apresentados ao MEC e, ao mesmo tempo, já
vêm oferecendo estes cursos de modo pioneiro como a Universidade de Brasília e a

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�Universidade Federal de Santa Catarina. Esta mantém 17 programas de pós-graduação, com
421 alunos necessariamente ligados a outras universidades ou empresas para garantia da
infra-estrutura, como acesso a Internet e a teleconferências (Avancini, 1998).

Mais

recentemente a Universidade Federal do Ceará, a Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul e a de Campinas, além da Universidade Federal de São Paulo. Desde 1996,
segundo Niskier (1999) a USP tem se mobilizado em relação a EAD, com apresentação ao
Conselho Nacional de Educação de documento sobre Educação Continuada a Distância, no
qual baseia suas ações em diretrizes estabelecidas pelos seus Conselhos Supervisores.
Atualmente: “desenvolvem-se 40 iniciativas de Educação a Distância no âmbito das
unidades” (Marcovitch, 1998).
Em pronunciamento na abertura de Workshop, realizado na Escola Politécnica, o reitor
Jacques Marcovitch* afirmou que a Universidade de São Paulo vem, através da Pró-Reitoria
de Cultura e Extensão Universitária e de várias unidades, desenvolvendo os melhores esforços
para equacionar adequadamente em seu âmbito a questão da educação a distância que levem
a uma estratégia institucional capaz de ampliar o desempenho nesta área. Recentemente, em
outro evento, realizado na Faculdade de Economia e Administração, o vice-reitor Adolfo
José Melfi** ressaltou que a USP considera a EAD como uma de suas prioridades, para isso
contando com a infra-estrutura de telecomunicações e informática disponível. Afirmou ainda
que embora existam iniciativas isoladas das unidades e esteja sendo preparada a normatização
dos procedimentos para a universidade, falta maior conscientização da comunidade.
_________________________
*MARCOVITCH, J. Abertura; palestra. [Apresentada ao Workshop Educação a distância: compartilhando
experiências, São Paulo, 29 mar. 1999].
**MELFI, A. J.
Abertura do evento; palestra [Apresentada ao Workshop Educação a distância e
videoconferência, São Paulo, 18 maio 1999]

Os serviços de Biblioteca e a EAD no Brasil
Como foi visto, no Brasil os programas de EAD tornaram-se emergentes nos três ou quatro
últimos anos. Assim, encontram-se poucas referências na literatura específica de apoio da

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�biblioteca a atividades de EAD. Pode-se citar a experiência da Biblioteca Central da
Universidade Federal de Santa Catarina, apresentada por Blattman (1998), com serviços
específicos para usuários fora do campus, tais como: o acesso a bases de dados, o
fornecimento eletrônico de documentos através do software Ariel facilitado pela participação
em programas e redes cooperativas e a disponibilização de links selecionados pelas
Bibliotecárias do Setor de Referência visando orientar a busca dos usuários.
Blattman (1998) destaca como ponto positivo o acesso irrestrito às informações através do
ambiente Internet, porém, ressalta:
"Como ponto negativo, pode-se destacar as inúmeras iniciativas paralelas, geradas talvez,
pela falta de uma política institucional, no que se refere a área de informação. A
biblioteca, por sua vez, deve investir no treinamento de seu quadro efetivo, para uso das
novas tecnologias disponíveis, para avançar no objetivo de

estar na vanguarda e

atendendo a demanda de todos os seus usuários, seja do ensino presencial, como também
de seus alunos a distância e sociedade em geral"
3

METODOLOGIA

Este trabalho foi desenvolvido em três etapas: a primeira de investigação documental na
literatura internacional e na Internet, para seleção de bibliotecas de universidades americanas
com cursos de EAD e elaboração de quadro referencial de produtos e serviços de informação
oferecidos aos usuários fora do campus; seguida pela elaboração de questionário e pesquisa
de campo que permitisse a montagem de tabelas identificando o nível de envolvimento das
Bibliotecas do SIBi/USP com as atividades de EAD; e análise final e articulação dos dados
coletados e os do referencial documentário.
O Universo de Pesquisa foi constituído pelas Unidades de Ensino e Pesquisa da USP, através
de suas 38 Bibliotecas que compõem o SIBi/USP. Todas as bibliotecas estão dotadas com
equipamentos de informática e interligadas por rede de fibra ótica a redes locais, à USPNet Rede da Universidade de São Paulo, à SIBiNet - Rede de Serviços do SIBi/USP e à Internet.

PAGE 1

�Selecionou-se como instrumento de pesquisa a pesquisa documental em fontes secundárias
utilizando as bases de dados ERIC, ISA e LISA e outros recursos disponíveis na Internet e
questionário dividido em duas partes (a primeira com questões referentes aos serviços e
produtos das bibliotecas que poderiam servir de base às atividades de apoio aos alunos dos
cursos de EAD e a segunda parte com questões que identificam os cursos de EAD e o
posicionamento da biblioteca).
Procedimentos
Inicialmente desenvolveu-se a pesquisa documental que serviu como embasamento para a
elaboração do questionário e para seleção das bibliotecas de universidades americanas a
serem pesquisadas em detalhe:
✔ Central Michigan University;

✔ University of Maine;

✔ New Jersey Institute of Technology;

✔ University of Nebraska-Lincoln;

✔ Pennsylvania State University;

✔ Utah State University;

✔ University of Delaware;

✔ Washington State University.

✔ University of Kentucky;
A seguir, efetuou-se uma pesquisa mais detalhada nessas universidades, as quais dispõem de
bibliotecas estruturadas para o oferecimento de serviços específicos através do OCLS
“Off-Campus Library Services” aos usuários fora do campus – aqui considerados os alunos,
instrutores e professores envolvidos com os cursos de EAD.
As informações obtidas foram agrupadas em tabelas visando facilitar a análise dos dados.
Antecedendo a aplicação do questionário procedeu-se a um pré teste do mesmo, em
Biblioteca não componente do SIBi/USP, o que permitiu o seu refinamento e posterior envio
por e-mail às bibliotecas da USP. As respostas foram agrupadas em tabelas, de modo similar
ao das bibliotecas americanas, para análise dos resultados. Posteriormente foram elaborados
gráficos com os resultados obtidos nos dois grupos de bibliotecas para discussão dos dados.

PAGE 1

�4

RESULTADOS

Análise dos Dados das Bibliotecas Americanas Selecionadas
A análise dos dados de atuação das bibliotecas das universidades americanas selecionadas
mostrou que, de forma geral, a maioria oferece serviços tais como: acesso a catálogo
bibliográfico online, acesso a bases de dados online, fornecimento de cópias de documentos,
serviços de referência, e empréstimo automatizado. Foram selecionados os dados mais
relevantes para a elaboração de tabelas e que mostrassem a situação de cada uma das
bibliotecas selecionadas em relação a oferta de serviços e produtos aos alunos, instrutores e
professores envolvidos com os cursos de EAD das respectivas universidades.
Tabela 1 – Recursos/Serviços disponíveis nas bibliotecas americanas
BIBLIOTECAS
RECURSOS/SERVIÇOS
1 - RECURSOS PARA ACESSO À INFORMAÇÃO
Bases de Dados Online
Bases de Dados CD-ROM
Catálogo Bibliográfico Online
2 - ACESSO AOS DOCUMENTOS
Empréstimo Automatizado
Empréstimo Entre Bibliotecas
Periódicos Eletrônicos
Cópias de Artigos
3 - MEIOS P/OBTENÇÃO E ACESSO AOS DOCUMENTOS
Correio
Fax
4 - FORMAS DE ATENDIMENTO DE REFERÊNCIA
E-mail
Fax
Telefone

T O TAL

%

9
3
9

100
33,33
100

7
7
9
9

77,77
77,77
100
100

9
2

100
22,22

9
3

100
33,33
77,77

7

Outros Comentários
Treinamento de Usuário - Constatou-se que todas as bibliotecas dispõem de guias e outras
ferramentas via Web, com instruções sobre o uso efetivo da biblioteca e dos seus recursos em
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�formato eletrônico. Também distribuem cópias em papel do material instrucional e
disponibilizam sessões presenciais de treinamento.
Participação em Convênios/Consórcios - Embora não se tenham encontrado dados detalhados
sobre a participação em convênios e consórcios, foi observado que algumas bibliotecas
mantêm acordos de reciprocidade de serviços, divulgando em sua página Web a lista das
bibliotecas das instituições acadêmicas participantes.
Análise dos Dados das Bibliotecas da USP
Do universo de 38 bibliotecas pesquisadas obteve-se o retorno de 29 representando 76,30%
dos questionários enviados.
Tabela 2 – Recursos/Serviços disponíveis nas bibliotecas da USP
BIBLIOTECAS
RECURSOS/SERVIÇOS
1 - RECURSOS PARA ACESSO À INFORMAÇÃO
Home Page
Bases de Dados Online
Bases de Dados CD-ROM
Catálogo Bibliográfico Online
2 - ACESSO AOS DOCUMENTOS
Empréstimo Automatizado
Empréstimo Entre Bibliotecas
Cópias de Artigos
3 - MEIOS P/OBTENÇÃO E ACESSO AOS DOCUMENTOS
Correio
Fax
Ariel
4 - FORMAS DE ATENDIMENTO DE REFERÊNCIA
E-mail
Fax
Telefone

T O TAL

%

21
29
29
27

72,41
100
100
93,10

10
29
29

34,48
100
100

29
27
26

100
93,10
89,66

27
26

93,10
89,66
89,66

26

Outros Comentários
Treinamento de Usuário - Constatou-se que todas as bibliotecas oferecem treinamento para

PAGE 12

�uso das bases de dados e de outros recursos disponíveis, em diferentes níveis. Para divulgar
os serviços oferecidos realizam palestras, visitas programadas e distribuição de material
instrutivo. Oito bibliotecas ministram aulas de orientação e pesquisa bibliográfica aos alunos
dos cursos de graduação e de pós-graduação. Embora utilizem recursos eletrônicos para apoio
ao desenvolvimento dos cursos/treinamentos não houve indicação de sua disponibilização
para o usuário fora do campus.
Participação em Convênios/Consórcios - Deve-se ressaltar, também, a experiência das
bibliotecas na participação em projetos, convênios e consórcios para compartilhamento de
recursos informacionais, em nível sistêmico, tais como: CNPq/IBICT, OCLC e ProBE* com a
participação de todas as bibliotecas, e por áreas de atuação como BIREME na área biológica e
CIN/CNEN, ISTEC, REBAE na área de engenharia e outros.
Envolvimento das bibliotecas com a EAD - Apenas duas bibliotecas informaram que há
cursos de EAD em suas unidades, uma em nível de pós-graduação e outra em nível de
especialização. No primeiro caso há envolvimento da biblioteca no planejamento do
programa, com atendimento equivalente para usuários no campus e dos cursos de EAD,
fornecimento de bibliografia, verbas específicas para o atendimento aos cursos de EAD. Foi
indicado, também, que uma das unidades está desenvolvendo, através de uma Coordenação de
Educação a Distância, o planejamento de um programa de EAD e outra unidade tem em
desenvolvimento o projeto de um curso de educação continuada, ambos com participação da
biblioteca.
5

DISCUSSÃO DOS DADOS

A análise dos indicadores apresentados pelos dois grupos, foi feita com base nos serviços das
bibliotecas americanas consideradas como padrão de referência e os similares nas bibliotecas
da USP, apesar de existirem diferenças na abrangência e na aplicação das novas tecnologias
de informação para o desenvolvimento e oferta destes.

PAGE 12

�_________________________
*ProBE - Programa Biblioteca Eletrônica consórcio que reúne a FAPESP, a USP, a UNESP, a UNICAMP, a
UFSCar, a UNIFESP e BIREME/OPS/OMS, desde maio de 1999 disponibilizando 606 periódicos internacionais
com texto completo.

Confrontou-se no Gráfico 1 os indicadores sobre a disponibilidade de homepage, bases de
dados online e em CD-ROM e catálogo bibliográfico online.
Como as bibliotecas americanas foram pesquisadas a partir de sua homepage, atingem o
índice de 100% neste item. As bibliotecas da USP chegam a 72,41% dispondo de site próprio
ou incluída no da unidade, apresentando tendência de crescimento, na medida em que outras
cinco bibliotecas indicaram que estão com a página Web em construção.

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�Gráfico 1:
Relações entre os recursos
para acesso à informação
nos dois grupos de bibliotecas
Embora 100% dos dois grupos de bibliotecas analisados ofereçam acesso às bases de dados, é
importante ressaltar que o número de bases disponibilizadas não foi pesquisado. Supõe-se que
este número será muito maior nas bibliotecas americanas pelas facilidades de infra-estrutura e
do baixo custo de telecomunicações no país, favorecendo o acesso online às bases de dados.
Os mesmos fatores parecem influir, de modo inverso, na diferença do uso de bases de dados
em CD-ROM, maior entre as bibliotecas da USP (100%) do que entre as bibliotecas
americanas (33,33%). Todas as bibliotecas americanas indicam a necessidade de um código
de identificação e/ou senha para acesso às bases. Destaca-se, ainda, que três bibliotecas
indicam a disponibilidade de bases de dados com texto completo e duas citam restrições ao
acesso, limitado ao IP – Internet Protocol da Universidade, não sendo possível seu acesso
fora do campus. Na USP o acesso é feito a partir dos microcomputadores da biblioteca, da
rede local da unidade ou da Intranet da Universidade. Todas as bibliotecas americanas
pesquisadas disponibilizam o acesso ao seu respectivo Catálogo Bibliográfico online.
Embora o índice registrado entre as bibliotecas da USP seja de 93%, acreditamos que todas
ofereçam o acesso ao DEDALUS – Banco de Dados Bibliográficos da USP, via Internet.
No Gráfico 2 está representado o percentual de acesso a documentos através dos indicadores
de Empréstimo Automatizado, EEB, Coleções de Periódicos Eletrônicos e Fornecimento de
cópias de artigos.

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�Gráfico 2:
Relações entre os indicadores
de acesso aos documentos
nos dois grupos de bibliotecas
No grupo americano 77,78% das bibliotecas dispõem de empréstimo automatizado, onde a
partir da consulta ao catálogo bibliográfico online existe a opção de solicitar a obra consultada
através de um processo de autenticação do usuário. Acrescente-se que em todas as bibliotecas,
a solicitação de empréstimo pode ser feita através de formulário eletrônico ou por e-mail.
Entre as bibliotecas da USP 34,48% indicaram dispor do serviço de empréstimo automatizado
para os usuários locais. Este percentual poderá ser modificado, em breve, já que o SIBI/USP
está desenvolvendo um Projeto Piloto do Empréstimo automatizado, a partir do DEDALUS,
em quatro bibliotecas, para posterior implantação desse serviço em nível sistêmico. No
entanto, ainda são mantidos os prazos/quantidade de documentos para empréstimo específicos
de cada biblioteca. No grupo americano, estes valores já foram definidos, de forma padrão,
para cada universidade. O prazo para o empréstimo varia de 28 a 38 dias, sendo que algumas
limitam o número de documentos que podem ser solicitados ou, ficar sob a responsabilidade
do aluno, como segue: 20 solicitações por semana e 10 itens sob a responsabilidade do aluno.
Todas as bibliotecas do grupo americano dispõem de periódicos eletrônicos, permitindo que
os artigos com texto completo selecionados sejam impressos ou salvos em disco. Algumas
disponibilizam, em sua página Web, “links” a fornecedores de documentos comerciais, a
quem os usuários podem solicitar cópias urgentes (recebidas por mail ou facsímile). Pode-se
dizer, também, que todas as bibliotecas da USP passaram a dispor de periódicos eletrônicos
como resultado da implantação do ProBE – Programa Biblioteca Eletrônica.
O Gráfico 3 mostra a disponibilidade do Correio, Fax e o software Ariel como meios para
obtenção de documentos, embora estes indicadores não estejam quantificados quanto ao uso.
Gráfico 3:
Relações entre os meios para
obtenção e acesso aos documentos
nos dois grupos de bibliotecas
Todas as bibliotecas dos dois grupos estudados utilizam o correio para o fornecimento de
artigos. As bibliotecas americanas utilizam preferencialmente este meio, inclusive para o
empréstimo de livros, não só entre elas, mas diretamente ao aluno. Observou-se que o
facsímile é disponibilizado em apenas 22,22% das bibliotecas do grupo americano para o
fornecimento de cópias de artigos, enquanto que entre as bibliotecas da USP este recurso está
disponível em 93,10%. Ressalta-se que seu uso efetivo, pelas bibliotecas da USP, foi limitado
a partir da disponibilidade de uso das redes para fornecimento de documentos.
Nas bibliotecas americanas pesquisadas não foram encontrados dados quanto ao fornecimento
eletrônico de cópias de documentos diretamente para o usuário fora do campus. Acredita-se
que entre as bibliotecas exista essa prática para a obtenção de cópias de artigos de periódicos
não existentes em seus acervos. Esta afirmação baseia-se, em princípio, nos dados obtidos na
relação de usuários do software Ariel para transmissão eletrônica de documentos. Por outro
lado, nas bibliotecas da USP o processo de obtenção de documentos foi agilizado com o uso
do software Ariel na comutação bibliográfica, principalmente após sua implantação pelo
SIBi/USP e adoção pelo programa COMUT Online, sendo já utilizado por 26 bibliotecas
(89,66%).
PAGE 12

�As formas de atendimento de referência estão representadas no Gráfico 4, com a indicação da
disponibilidade de e-mail, fax e telefone.
Gráfico 4
Relações entre as formas de
atendimento de referência nos
dois grupos de bibliotecas
No grupo de bibliotecas americanas, 100% dispõem de e-mail específico para atendimento
dos alunos de EAD, enquanto que 93,10% das bibliotecas da USP atendem seus usuários
através de e-mail. Ressalta-se que 55,56% do primeiro grupo dispõem também de formulário
eletrônico próprio, e apenas uma das bibliotecas da USP informou que oferece esse recurso.
Os dados referentes ao uso de fax e telefone nas bibliotecas da USP mostram que 89,66%
disponibilizam essas formas de atendimento, embora não se tenham medidas da proporção de
uso de cada uma delas. Sabe-se que as bibliotecas estão substituindo o uso destes recursos
pelos disponíveis na Internet, indo ao encontro das diretrizes recentemente estabelecidas pela
Divisão de Telecomunicações da USP em ofício circular de fevereiro de 1999. O uso do
telefone nas bibliotecas americanas (77,78%) é facilitado e muitas vezes há disponibilidade de
números especiais para chamada gratuita, enquanto que o fax é de uso mais restrito (33,33%).
Outros comentários
Treinamento de usuário - As bibliotecas da USP já ministram treinamentos presenciais com a
utilização de recursos eletrônicos, porém ainda não têm a experiência das bibliotecas
americanas na disponibilização via Web;
Participação em Convênios/Consórcios - As atividades de parceria estabelecidas pelos
convênios e consórcios, nos dois grupos estudados, demonstram a necessidade de integração
das bibliotecas às equipes multidisciplinares que devem constituir os grupos de trabalho para
o desenvolvimento de cursos de EAD;
Envolvimento das Bibliotecas da USP com a EAD - O pequeno envolvimento encontrado
evidencia a importância da conscientização da comunidade desta Universidade sobre os
benefícios da Educação a Distância, para atendimento das necessidades nacionais de
formação e capacitação de recursos humanos para o desenvolvimento do país. Mostra, ainda,
que mesmo as bibliotecas precisam se posicionar e se disponibilizar para fazer face à
evolução destas atividades na USP.
6 CONCLUSÃO E PROPOSIÇÕES
A Universidade de São Paulo vem atuando no sentido de estabelecer políticas e normalizar
procedimentos para o desenvolvimento dos cursos de EAD, seguindo tendência global de
descentralização e democratização do ensino.
A análise dos dados mostrou que as bibliotecas da USP já oferecem aos seus usuários
produtos e serviços informacionais automatizados, tendo desenvolvido uma cultura
organizacional no uso de tecnologias de informação que lhes dá condições de assumir o
desafio representado pelo atendimento aos alunos dos cursos de EAD, de forma eqüitativa.
Este é, sem dúvida, o momento para que o SIBi/USP, agindo em nível sistêmico, estabeleça
políticas e diretrizes que norteiem a participação das bibliotecas no processo de implantação
dos cursos de EAD, juntamente com professores e administradores.
Espera-se que os dados apresentados contribuam significativamente para essa definição, pelo
SIBi/USP, que permitirá às bibliotecas atuarem cada vez mais de forma sistêmica e eficaz.
Salienta-se que serão necessários estudos mais detalhados para o planejamento, organização e
administração desses serviços que não podem ser simplesmente estendidos aos novos alunos.
Face aos conceitos, tecnologias e dados abordados apresentam-se algumas proposições
PAGE 12

�relacionadas ao envolvimento das bibliotecas nos programas de EAD:
Participação das bibliotecas, desde a fase inicial de planejamento, dos programas de EAD de
suas unidades, bem como do desenvolvimento e avaliação destes;
Previsão, nos orçamentos dos programas de EAD, de verbas que viabilizem os serviços de
biblioteca e informação para os alunos desses cursos;
Designação de uma bibliotecária responsável que coordene as atividades de apoio da
Biblioteca relacionadas aos programas de EAD;
Envolvimento das bibliotecas em acordos com outras bibliotecas para prover serviços e
recursos aos alunos de EAD;
Elaboração de diretrizes que norteiem a atuação das bibliotecas no desenvolvimento das
atividades de apoio aos cursos de EAD, ou tradução e adaptação do “Guidelines” da
Association of College and Research Libraries ou da Canadian Library Association como guia
de planejamento para apoio da Biblioteca à EAD.
REFERÊNCIAS
ACRL guidelines for distance learning library services; the final version, approved July 1998
Available from: &lt;URL: HYPERLINK http://www.ala.org/acrl/guides/distlrng.html
http://www.ala.org/acrl/guides/distlrng.html&gt; [1999 Jan. 20]
AVANCINI, M. Ensino a distância terá controle. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 dez.
1998. C.3, p.3
BING, J.A.et al. Systems design: distance library services. Available from: &lt; URL: http://
HYPERLINK http://www.cla.amlibs.ca/distance.htm www.fcae.nova.edu/~huttonm/isd2.html
&gt;[1998 Dec. 14]
BLATTMAN, U.; DUTRA, S.K.W. Atividades em bibliotecas colaborando com a educação a
distância. São Paulo, APB, 1999. (Ensaios APB, 63) Disponível em:
&lt; URL: http:// HYPERLINK http://www.cla.amlibs.ca/distance.htm
www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/atividade_ead.html &gt;[20 dez. 1998]
BRASIL. Decreto nº 2.494 de 10 de fevereiro de 1998. Regulamenta o Art. 80 da Lei nº
9.346/96 de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União. Brasília, 11 fev. 1998, seção 1,
pág. 1. Disponível em: &lt;URL: HYPERLINK http://www.intelecto.net/ead/lobo1.htm
http://www.intelecto.net/ead/decreto1.htm &gt; [13 nov. 1998]
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&lt;URL: HYPERLINK http://www.intelecto.net/ead/lobo1.htm
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Produtos e serviços de informação disponíveis em bibliotecas acadêmicas: estudo para apoio aos programas de educação a distância. 71</text>
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                <text>Através de revisão bibliográfica e busca na Internet seleciona nove bibliotecas acadêmicas americanas para obter dados de serviços e produtos oferecidos aos alunos de cursos de Educação a Distância (EAD). A partir deste referencial documentário elabora questionário e coleta dados de serviços e produtos similares oferecidos aos usuários em geral das bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Analisa os resultados obtidos e estabelece relações entre os dados das bibliotecas americanas selecionadas e os obtidos na coleta nas bibliotecas do SIBi/USP. Propõe alguns caminhos para que o SIBi/USP possa estabelecer políticas e diretrizes para as atividades de apoio das Bibliotecas aos cursos de EAD das unidades de ensino da USP.</text>
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                    <text>PRODUÇÃO CIENTÍFICA: ANÁLISE CIENCIOMÉTRICA DAS COMUNICAÇÕES
APRESENTADAS NOS SNBU’s: 1978-19981*)

DAISY PIRES NORONHA
daisynor@usp.br
DINAH AGUIAR POBLACIÓN
dinahmap@usp.br
CRISTIANE BATISTA DOS SANTOS
Bolsista de Iniciação Científica
cbatista@mailcity.com
Escola de Comunicações e Artes-USP
Departº. Biblioteconomia e Documentação
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – 2º. Andar
05508-900 – São Paulo,SP

RESUMO
Introdução: A Base de Literatura Cinzenta (BLC), estruturada pelo Grupo de Produção
Científica da ECA/USP e apoiada pelo CNPq, vem registrando os eventos da área da Ciência
da Informação (BLC-E-CI) realizados no Brasil. Essa base mantém atualizada a indexação
das comunicações apresentadas nos diversos congressos e seminários, entre eles o Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU). Como subproduto da base foram realizados
diferentes estudos de análise cienciométrica que é uma das técnicas que deverá prevalecer no
século XXI para caracterizar a geração e uso da informação técnico-científica. Objetivo:
Identificar a literatura utilizada pelos autores de comunicações apresentadas nos SNBUs
analisando os documentos citados segundo a tipologia, idioma e temporalidade. Resultados:
O levantamento mostrou um total de 452 comunicações, sendo 262 (58%) com texto integral
e 190 (42%) apresentadas em forma de resumo. Nos textos foram identificadas 2.897
referências bibliográficas. A citação de artigos de periódicos prevaleceu em 35,3% das
1

(*) Comunicação do Grupo de Pesquisa do Núcleo de Produção Científica, do Departamento de
Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. [Apoio
CNPq]
1

�citações seguida da citação de livros/capítulos (31%); a literatura cinzenta (teses,
comunicações em eventos e relatórios técnicos utilizados) representou 17,5% das citações. O
inglês e o português predominaram quanto ao idioma detendo, respectivamente, 48% e 47,4%
das citações. A temporalidade dos documentos mostrou que a maioria (58%) recaiu sobre
publicações editadas nos últimos 5 anos da realização do evento. Conclusões: Entre outras,
concluiu-se que as comunicações basearam-se em literatura atualizada e de ampla divulgação;
a literatura cinzenta, pelas suas características, ainda não apresenta um nível de competição
com a literatura convencional (branca).

Tema: Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI.

INTRODUÇÃO

Os estudos quantitativos da produção científica têm permitido entender melhor a
amplitude e a natureza das atividades de pesquisa desenvolvidas nas diferentes áreas do
conhecimento, de diversos países, instituições e pesquisadores. As análises bibliométricas e
cienciométricas

realizadas em estudos sobre produção em ciência e tecnologia vêm

embasando os critérios adotados na elaboração de indicadores científicos (VELHO, 1990;
SPINAK, 1998) e na formulação de políticas científicas (LEIDEDORFF, 1989). Enquanto a
bibliometria, como disciplina de alcance multidisciplinar, analisa a comunicação impressa
com a aplicação de métodos matemáticos e estatísticos, a cienciometria vai além,
“estabelecendo comparações entre as políticas de investigação entre os países analisando seus
aspectos econômicos e sociais” (SPINAK, 1998).

2

�O reconhecimento da contribuição dos investigadores que produzem documentos
significativos para a comunidade internacional, publicando em revistas, é privilegiado e
encontra respaldo nas análises que fazem uso dos dados bibliométricos

para medir a

produtividade dos pesquisadores e o impacto das publicações. A base de dados do “Science
Citation Index” (SCI) do Instituto de Informação Científica (ISI) é tida como a mais indicada
fonte para obtenção das informações necessárias a essas análises. No entanto, de acordo com
a política do ISI, a representatividade da contribuição da América Latina é muito reduzida
correspondendo a 1,5% da produção mundial, registrada no início da década de 90, segundo
os dados apresentados por GARFIELD (1995). Dos títulos indexados no SCI menos de uma
centena corresponde a países do terceiro mundo e cerca de uma dezena refere-se à América
Latina e Caribe (SPINAK, 1996).
A relevância do SCI para analisar a produção científica da América Latina tem sido
contestada por vários autores (SARMIENTO, 1990; AYALA, 1995, SPINAK, 1996) e a
mesma crítica ocorre no Brasil quando são questionados os parâmetros adotados pelas
agências de fomento e

universidades brasileiras para avaliação da produção do corpo

docente. No entanto, é evidente que os artigos publicados em periódicos de maior relevância,
indexados pelo ISI,

alcançam mais efetivamente a massa crítica. Além disso, essas

publicações encontram maior visibilidade devido aos novos formatos de acesso.
Neste contexto a área da ciência da informação é pouco representativa. Analisando a
visibilidade da literatura ibero-americana MIRANDA (1998) enfatiza que “a nossa área
responde por uma parcela residual da produção mundial e que a participação da América
Latina, Caribe e Península Ibérica é ainda simbólica”.
Essa preocupação com avaliação vem sendo reforçada pelas tendências de ressaltar a
importância da biblioteca virtual, sobretudo a partir dos recentes avanços tecnológicos que
disponibilizam o acesso não só à informação como também ao documento. Efetivamente,

3

�avançam os projetos em algumas áreas como o SciELO (Scientific Electronic Library Online)
(PACKER, 1998) sob a responsabilidade da BIREME e apoio da FAPESP, cujo “programa
está elaborando uma metodologia para a preparação, divulgação, avaliação e recuperação de
artigos sobre pesquisa científica no País em formato eletrônico” (ALBERGUINI, 1999) (o
grifo é nosso). A concretização desse projeto atinge os princípios básicos recomendados por
estudiosos que valorizam os vários indicadores de impacto que podem ser analisados dentro
do contexto de cada país e de cada comunidade. SPINAK (1996), enfatiza “a conveniência de
evitar a cópia de procedimentos estrangeiros sem fazer as adequações socioeconômicas e
institucionais pertinentes”. Para esse autor é mais adequado valer-se de diferentes bases de
dados especializadas do que usar apenas os dados do SCI.
Com essa advertência é viável fazer a análise da produção científica brasileira a partir
das bases de dados existentes, destacando-se entre elas, as mantidas pelo IBICT e pelo
Programa Prossiga/CNPq, as quais vêm divulgando não só informações bibliográficas de
acervos e bibliotecas virtuais como também informações sobre projetos de pesquisa apoiados
pelo CNPq, CAPES e Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa, oferecendo “sites” sobre
Instituições de C&amp;T e sobre Pesquisadores, com sua produção científica. Os dados
disponibilizados por essas e outras agências, constituem-se em fontes de dados muito
valiosos para os estudos bibliométricos e cienciométricos, tanto da literatura branca como da
literatura cinzenta (POBLACION e col., 1996). Essa linha de pesquisa de Produção Científica
vem sendo contemplada com estudos realizados por docentes e alunos de pós-graduação
gerando livros (WITTER, 1997, 1999a, 1999b) e dissertações/teses em diferentes áreas
(GRANJA, 1995; GALVÃO, 1997; OHIRA, 1998) .
Examinando a literatura produzida pela comunidade científica brasileira, na área da
Ciência da Informação, verifica-se que a participação dos profissionais em eventos é
altamente representativa constituindo-se em um dos maiores índices de produção nessa

4

�categoria. Em trabalho de OHIRA (1997) as comunicações em congressos e similares foram
mais representativas do que os livros e artigos na produção docente analisada. Essa autora
destaca também vários estudos sobre produção nos quais foi demonstrada a preferência dos
pesquisadores na utilização dessa categoria de documento para a divulgação dos resultados de
suas investigações e intercâmbio das novidades científicas. São trabalhos voltados a
determinados temas, agrupados em acordo com os eixos temáticos propostos pelas comissões
técnicas dos eventos e oferecem a oportunidade para se conhecer os avanços ocorridos na
área, através do conjunto de relatos que divulgam as atividades, serviços e produtos
relacionados com a geração e o uso da informação. Por outro lado, as comunicações
apresentadas em eventos, caracterizadas como literatura cinzenta,

é restrita a pequena

parcela da comunidade pelas suas características de difícil acesso e divulgação limitada
(POBLACIÓN, 1992).
No entanto, com os novos recursos tecnológicos, os anais que reúnem os trabalhos
apresentados na íntegra ou em forma de resumo, vêm sendo apresentados em outros formatos,
além do impresso, como em CD-ROM, disquetes e mesmo disponibilizados em redes, o que
vem tornando essa literatura mais visível e acessível. Além disso, a recente criação e
manutenção de bases de dados voltadas ao controle dessa literatura tem propiciado a
facilidade de acesso à informação contida nesses documentos, conforme recomendação da
SIGLE (System for Information on Grey Literature in Europe).
Com esse propósito, o Grupo de Produção Científica da ECA/USP, e apoiada pelo
CNPq, estruturou e mantém atualizada uma base de dados bibliográficos que registra os
eventos da área da Ciência da Informação (BLC-E-CI) realizados no Brasil desde 1951
(POBLACIÓN e col., 1997). A indexação das comunicações apresentadas nesses eventos
vem permitindo a realização de estudos bibliométricos e cienciométricos da produção e da
comunidade científica da área da Ciência da Informação.

5

�Um dos segmentos

desses estudos para caracterizar a produção da comunidade

específica, participante dos eventos, é através da análise dos documentos citados nos
diferentes tipos de comunicação. Por esse procedimento pode-se detectar as tendências
temáticas ocorridas em série temporal, os veículos utilizados na divulgação dos resultados das
pesquisas, o impacto ou a relevância de determinados trabalhos no âmbito da comunidade
científica. Tais medidas podem servir de subsídios para tomadas de decisões administrativas,
acadêmicas ou determinação de políticas de divulgação científica. Com esse propósito, o
Grupo

de

Pesquisa

do

Núcleo

de

Produção

Científica

da

ECA

(URL:

&lt;http://www.eca.usp.br/nucleos/pc/index.htm&gt;) selecionou, do segmento da base de literatura
cinzenta (BLC-E-CI), as referências bibliográficas citadas nas comunicações apresentadas ao
longo de 20 anos de existência do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
(SNBUs.).

OBJETIVO
Conhecer a tendência da literatura utilizada pelos autores das comunicações
apresentadas nos Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBUs), um dos eventos
especializados da área da Ciência da Informação, indexado na BLC-E-CI.

MÉTODO
O recorte da BLC-E-CI permitiu recuperar as comunicações publicadas nos Anais
dos SNBUs durante 20 anos de existência (1978-1998). Dos documentos publicados na
íntegra foi identificada e analisada a literatura citada, segundo a tipologia (livros e capítulos,
artigos de periódicos, teses e dissertações, comunicações em eventos e outros tipos de
documentos), idioma (português, inglês, espanhol e outros) e temporalidade (até 3 anos, 4-5
anos, 6-10 anos, 11-20 anos, mais de 20 anos e sem data).

6

�RESULTADOS E COMENTÁRIOS
O levantamento mostrou um total de 422 comunicações divulgadas nos anais dos
SNBUs, sendo 312 (73,9%) delas apresentadas

com texto integral e 110 (26,1%)

apresentadas em forma de resumo (Gráfico 1)
Gráfico 1 – Formas de apresentação das comunicações dos SNBUs

* “Anais” não identificado

Nos 312 textos integrais foram identificadas 2.897 referências bibliográficas o que
equivale a uma média de 9 documentos citados por comunicação.
Gráfico 2 – Tipos de documentos citados nas comunicações dos SNBUs

7

�Quanto à tipologia dos documentos (Gráfico 2), a citação de artigos de periódicos
prevaleceu em 35,3% das citações, seguida da citação de livros/capítulos (31%).

O

predomínio da citação de artigos é também encontrado, porém em maior escala, em análises
de citações feitas em dissertações/teses e em artigos de periódicos (HAIQI, 1995;
RODRIGUES, 1982; GODIN e col., 1995).
A literatura cinzenta, representada por teses/dissertações e comunicações em eventos,
deteve 15,5% das citações. A utilização das comunicações em eventos (11,7%), mesmo
representando valorosa informação prestada, respondendo, muitas vezes, às necessidade de
resposta imediata dos profissionais da área, pode ser considerada baixa se consideradas uma
das formas mais utilizadas na divulgação da produção científica (OHIRA, 1997).

O

desconhecimento e dificuldades de acesso a esses documentos podem também estar
associados a este resultado.
Dentre os documentos incluídos na categoria “outros” destaca-se a presença de
documentos legislativos, folhetos, artigos de jornais e citação de fonte informais como
“comunicação pessoal”.
Destaque-se ainda o fato de 52 citações apresentarem-se incompletas e/ou incorretas,
que, mesmo representando apenas 1,8% do total, não permitirem a identificação entre as
diferentes categorias de documentos citados. Considerando-se a autoria do profissional da
informação, o qual deve

dominar e aplicar as normas de apresentação das referências

bibliográficos nos trabalhos que realiza ou orienta, não se justifica o registro de informações
não identificáveis.

8

�Gráfico 3 – Idioma dos documentos citados nas comunicações dos SNBUs

É interessante constatar o equilíbrio do percentual de documentos utilizados nos
idiomas inglês e português, respectivamente, 48% e 47,4% das citações (Gráfico 3). É sabido
que o inglês é tido como a língua franca da ciência e que detém a maior produção da área da
ciência da informação e sendo assim era de se esperar uma maior representatividade no
número de citações. A preferência do uso de publicações escritas em português equiparada
ao inglês, pode ser reflexo das temáticas desenvolvidas nas comunicações voltadas a
problemas locais ou nacionais de interesse da clientela brasileira ou decorrente da barreira
lingüística existente no meio profissional da área.
Nota-se também uma contribuição não significativa do espanhol, caracterizando-se
como um idioma de baixa utilização por parte da comunidade brasileira, na área da ciência da
informação, o que pode ser atribuído pelo difícil acesso à produção da área nessa língua ou
pela pouca divulgação das publicações existentes. Talvez aconteça o fato de textos nessa
língua e em outras menos “acessíveis”, que costumam ser marginalizados (MIRANDA,
1998), favorecerem a língua inglesa ou pátria.

9

�A temporalidade dos documentos mostra que a maioria (58%) recai sobre publicações
editadas nos últimos 5 anos da realização do evento. (Gráfico 4).
Gráfico 4 – Temporalidade dos documentos citados nas comunicações dos SNBUs

O uso de publicações recentes (37% das citações referem-se a publicações editadas em
até três anos da realização dos eventos) é um fator de destaque que qualifica as comunicações
como a valorização de fontes atualizadas. Este resultado difere de outros estudos que tem
mostrado, em análise da temporalidade dos documentos citados em diferentes tipos

de

documentos (dissertações/teses, artigos de periódicos, relatórios entre outros), em diferentes
áreas, o predomínio de citações de documentos publicados no período de 6-10 anos.

CONCLUSÃO
Os autores das comunicações dos SNBUs mostram uma preocupação na elaboração
de seus trabalhos recorrendo a uma literatura atualizada e de ampla divulgação valem-se mais
da literatura convencional, livros e artigos de periódicos. A literatura cinzenta, pelas suas
características, não apresenta ainda um nível de competição com a literatura branca
(convencional).

As comunicações em eventos parecem ter mais representatividade na

produção científica do que na sua própria utilização. Daí ressaltar-se
10

a importância da

�atualização de bases de literatura cinzenta, para proporcionar maior visibilidade da produção
científica, gerada na área da ciência da informação e permitir facilidades na sua utilização.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBERGUINI, A.
SciELO: coleção de artigos científicos na Internet.
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Newsletter

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11

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12

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <elementText elementTextId="73093">
                <text>A Base de Literatura Cinzenta (BLC), estruturada pelo Grupo de Produção Científica da ECA/USP e apoiada pelo CNPq, vem registrando os eventos da área da Ciência da Informação (BLC-E-CI) realizados no Brasil. Essa base mantém atualizada a indexação das comunicações apresentadas nos diversos congressos e seminários, entre eles o Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU). Como subproduto da base foram realizados diferentes estudos de análise cienciométrica que é uma das técnicas que deverá prevalecer no século XXI para caracterizar a geração e uso da informação técnico-científica. Objetivo: Identificar a literatura utilizada pelos autores de comunicações apresentadas nos SNBUs analisando os documentos citados segundo a tipologia, idioma e temporalidade. Resultados: O levantamento mostrou um total de 452 comunicações, sendo 262 (58%) com texto integral e 190 (42%) apresentadas em forma de resumo. Nos textos foram identificadas 2.897 referências bibliográficas. A citação de artigos de periódicos prevaleceu em 35,3% das citações seguida da citação de livros/capítulos (31%), a literatura cinzenta (teses, comunicações em eventos e relatórios técnicos utilizados) representou 17,5% das citações. O inglês e o português predominaram quanto ao idioma detendo, respectivamente, 48% e 47,4% das citações. A temporalidade dos documentos mostrou que a maioria (58%) recaiu sobre publicações editadas nos últimos 5 anos da realização do evento. Conclusões: Entre outras, concluiu-se que as comunicações basearam-se em literatura atualizada e de ampla divulgação, a literatura cinzenta, pelas suas características, ainda não apresenta um nível de competição com a literatura convencional (branca). </text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/61/6451/SNBU2000_069.pdf</src>
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                    <text>PORTAL VIRTUAL DE REFERÊNCIA EM ARQUIVOLOGIA, BIBLIOTECONOMIA E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO PARA OS PROFISSIONAIS DO NÚCLEO DE
DOCUMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Angela Albuquerque de Insfrán
Bibliotecária - Chefe do Serviço de Informações Referenciais do NDC / DDS / UFF
Anne Marie Lafosse Paes de Carvalho
Bibliotecária - Chefe da Biblioteca Central do Gragoatá / NDC / UFF
Clarice Muhlethaler de Souza
Diretora do Núcleo de Documentação
Leila Baptista Varela
Bibliotecária - Chefe do Serviço de Informática / NDC / DDS / UFF
Rosana Simões Medeiros
Aluna do 8º período do Curso de Biblioteconomia e Documentação da UFF

Universidade Federal Fluminense – Núcleo de Documentação
Divisão de Desenvolvimento – Serviço de Informação Referencial
http://www.ndc.uff.br/sir/PORTAL.htm

Rua Visconde do Rio Branco, s/n. – Campus do Gragoatá
24240-006 Niterói – RJ – Brasil
e-mail: angela@ndc.uff.br

RESUMO
O trabalho relata a experiência do Serviço de Informações Referenciais da Divisão de
Desenvolvimento do Núcleo de Documentação (NDC) da Universidade Federal Fluminense
(UFF) na construção de um sítio de informações na Internet nas áreas de Arquivologia,
Biblioteconomia e Documentação e Ciência da Informação para atender as demandas das
unidades do Sistema. A página visa sistematizar a informação facilitando a utilização dos
recursos na WEB. Apresenta em sua estrutura informações utilitárias, referenciais e
ferramentas de busca. O sítio foi desenvolvido através das seguintes etapas: a) identificação
das necessidades de informações referenciais dos profissionais do sistema; b) identificação
dos sítios de interesse; c) categorização das informações; d) construção da página WEB em
1

�linguagem html; e) inclusão do sítio virtual na página WEB do NDC; f) acompanhamento,
revisão e atualização permanente do sítio.
1 INTRODUÇÃO

O Núcleo de Documentação foi criado como órgão suplementar da
Universidade e tem por objetivo coordenar técnica e administrativamente o Sistema de
Bibliotecas e Arquivos da UFF; apoiar os programas de ensino, pesquisa e extensão da
Universidade; desenvolver serviços e produtos que atendam às necessidades de informação da
comunidade. Sua estrutura organizacional é constituída de 21 Bibliotecas, Arquivo Central,
do Centro de Memória Fluminense, Laboratórios de Reprografia (LARE) e de Conservação
de Documentos (LACORD), Divisão de Desenvolvimento, Divisão de Arquivos, Divisão de
Bibliotecas (http://www.ndc.uff.br/).
O ano de 1999, para o NDC - Sistema de Bibliotecas e Arquivos da UFF, pode
ser apontado como o “Advento da Virtualidade”. A instalação da fibra ótica nas unidades do
Sistema e nos diversos campi da Universidade consolidou a infra-estrutura adequada para o
pleno funcionamento da rede local, da Internet, e a conexão da maioria das bibliotecas à
Internet, “a rede das redes”, como é denominada. A incorporação dessa nova tecnologia criou
a necessidade de se repensar os serviços e produtos oferecidos aos usuários, já cristalizados ao
longo dos 30 anos do NDC e o papel dos profissionais diante dessa mega rede de informação.
A Direção do NDC, através da Divisão de Desenvolvimento, elaborou um
programa de requalificação profissional para todos os funcionários criando condições para
possibilitar a utilização plena da nova tecnologia implantada. No elenco das oficinas
oferecidas destacam-se as seguintes: “Conhecendo a Intermet” e “Internet CD-Rom:
orientação de pesquisa em bases de dados”, ministradas pela Bibliotecária do Sistema Neide
Maria da Graça e “Elaboração de Páginas Web”, ministrada pela Diretora do NDC, Prof.

2

�Clarice Muhlethaler de Souza, com o objetivo de familiarizar os bibliotecários com os
mecanismos básicos de conexão à Internet e construção de sites virtuais de informação
referencial. As aulas da oficina de elaboração de home page constituíram-se num espaço de
reflexão onde discutiu-se o papel das unidades de informação, os serviços e produtos, o
profissional da informação, o usuário do sistema e a informação na Internet. Ao final do curso
cada aluno elaborou uma versão simplificada de página web da unidade de informação na
qual atua.
Dentro desta ótica, o Serviço de Informação Referencial, subordinado à
Divisão de Desenvolvimento do NDC criou o “Portal Virtual de Referência em Arquivologia,
Biblioteconomia e Ciência da Informação” com o objetivo de identificar, analisar, avaliar e
sistematizar a informação utilitária e referencial disponível na Internet para atender à
demanda das unidades do Sistema NDC.

2 A INFORMAÇÃO NA INTERNET

A Internet originou-se de um projeto militar do Governo dos Estados Unidos,
no final da década de 60. Era denominada ARPANet, e utilizava um programa de domínio
público, o TCP/IP que facilitou o rápido ingresso de cientistas, pesquisadores e estudantes à
rede gerando esse mundo de informação desordenada que é, hoje, a Internet.
No Brasil a integração nacional às redes de computadores data de 1988/89 com
a conexão à rede americana Bitnet com o objetivo de propiciar a comunicação entre
pesquisadores no país e no exterior. A partir de 1991, o Ministério de Ciência e Tecnologia
através do fomento à Rede Nacional de Pesquisas (RNP) interligou e conectou a Internet às
principais universidades e centros de pesquisa do País.

3

�“A rede nacional foi consolidada em 1993, envolvendo 350 instituições
de ensino, pesquisa e gestão governamental. No ano de 1995 foi feita a
implantação da Internet comercial, com aumento de pontos de presença
(point presence) na RNP, que passou a se denominar Internet/BR.”
(Figueiredo, 1999, p.100).
Atualmente, o Prossiga - Programa de Informação para Pesquisa/CNPq tem
como compromisso a inserção da informação brasileira na Rede. Para tanto, desenvolveu uma
metodologia para criação de Biblioteca Virtual visando facilitar ao usuário o acesso à
informação disponível na Internet.
A Internet, hoje, abriga informações científicas, acadêmicas, utilitárias, de
entretenimento, comerciais, etc. O comércio então vê a Internet como um grande veículo de
marketing e venda de produtos. Segundo Dumans (1993, p.78)
“[...] os antigos usuários da rede, na maioria com vocação acadêmica,
temem que esses novos usuários tragam lixo e ruído para o sistema de
informação existente, desrespeitando o informal mas existente código de
ética da utilização da rede.”
O excesso de informação disponível na Internet, sem filtragem e tratamento,
acarreta grandes dificuldades no processo de busca e recuperação da informação. A esse
respeito relata Marcondes:
"A Internet, devido ao seu crescimento contínuo e exponencial, é
aparentemente caótica, ou seja, não é fácil encontrar-se nela a
informação desejada. A quantidade gigantesca de informações
disponibilizadas cria um novo problema: a identificação daquelas
pertinentes e de interesse para o usuário. Nessa perspectiva, a própria
Internet passa a ser o grande acervo a ser organizado. Portanto, e cada
vez mais, o trabalho de informação defronta-se com a necessidade de
promover o acesso às informações disponíveis na Internet para públicos
distintos e específicos." (Marcondes, Gomes, 1997, p.3)
Compete ao bibliotecário dominar as novas tecnologias e dar ordem ao caos da
informação eletrônica, oferecendo informação com valor agregado, produzindo materiais

4

�instrucionais e guias de recursos de informação. Isto não representa novidade para este
profissional, uma vez que estas atividades sempre fizeram parte do seu cotidiano. Assim, o
papel fundamental do bibliotecário é guiar os usuários através da confusa miríade de
informação, tanto em formato eletrônico quanto impresso.

3 METODOLOGIA PARA CONSTRUÇÃO DO PORTAL

A construção do Portal tomou por base a metodologia adotada pelo Prossiga,
conforme indicação da bibliografia consultada, para criação de Bibliotecas Virtuais.
Ressalta-se que apesar da adoção desta metodologia o Portal apresenta características distintas
quanto à clientela alvo e conteúdo informacional. As Bibliotecas Virtuais do Prossiga são
temáticas, abrigam informações de interesse para determinada comunidade científica
enquanto que o Portal em questão constitui-se em um indicador de informação utilitária e
referencial.

As páginas do Portal foram construídas em linguagem HTML.

Optou-se pela tecnologia de hipertexto por possibilitar novas relações entre as diversas partes
do documento e agregar rapidez e facilidade de consulta.

3.1 Definição do Layout
Na elaboração do layout pretendeu-se garantir o acesso rápido às diversas
páginas do site independente do equipamento e habilidade no uso de computadores por parte
dos usuários.
A página caracteriza-se pela simplicidade e leveza na apresentação. Evitou-se a
utilização de arquivos extensos, imagens, sons, recursos de animação, etc.

5

�A página atual do NDC foi utilizada como base para a elaboração página do
Portal. Foram incluídos ícones com links para as páginas do NDC e da UFF e de retorno a
página índice com o objetivo de padronizar e identificar as páginas do Portal, bem como,
facilitar a navegação.
Todas as páginas obedecem a um único padrão de cores, fontes, fundo, linhas,
etc.
Para cada link arrolado segue uma pequena descrição do conteúdo a fim de
possibilitar a localização precisa da informação.

3.2 Categorização da informação
Foram determinadas as seguintes categorias de informação para atender à
demanda das unidades do sistema: Arquivos, Artigos e Textos, Bancos, Correios e Operadoras

6

�de Telefonia, Bases de Dados Bibliográficas, Bibliotecas, Bibliotecas Universitárias,
Comutação Bibliográfica, Cursos, Dicionários e Tesauros, Ensino Superior, Entidades de
Classe, Governo, Listas de Discussão, Livrarias, Editoras e Sebos Virtuais, Museus, Órgãos
de Fomento, Órgãos Internacionais, Órgãos de Pesquisa, Periódicos On-line, Robôs de Busca.

3.3 Levantamento dos sites de interesse
● Pesquisa na Web utilizando as diversas ferramentas de busca;
● Análise dos sites recuperados na pesquisa.

3.4 Seleção dos sites pertinentes
● Classificação dos sites nas categorias pré-estabelecidas.

3.5 Tratamento e cadastramento do site
● Registro do nome do site e sigla;
● Resumo do conteúdo do site indicando os recursos e serviços oferecidos.

3.6 Referência remota
Além do correio eletrônico, está disponível na página o formulário web para
atendimento às questões breves e factuais de referência remota.

3.7 Manutenção e atualização

7

�A manutenção do Portal é contínua, para garantir que a informação selecionada
e registrada não se torne obsoleta, considerando a dinâmica da informação disponibilizada
diariamente na Internet.

3.8 Avaliação
A avaliação do Portal é feita através de formulário de críticas e sugestões para
permanente apreciação por todas as unidades do sistema.

3.9 Divulgação
A divulgação do Portal será feita através do Informe NDC on-line e em papel.

3.10 Conteúdo Informacional
O site disponibiliza recursos de informação utilitária e referencial, classificados
nas seguintes categorias:
● Arquivos – inclui links para arquivos brasileiros e estrangeiros arranjados em ordem
alfabética.
● Artigos e textos – inclui links para revistas, artigos e textos on-line nas áreas de
Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da Informação.
● Bancos, Correios e Operadoras de Telefonia – inclui bancos que trabalham com a UFF;
agência virtual dos correios que possibilita aos clientes, de qualquer parte do mundo,
enviar suas cartas, telegramas via Internet, consultar a lista do CEP de todo o Brasil e
efetuar compras de produtos filatélicos; links para as quatro operadoras de telefonia do
Brasil.

8

�● Bases de Dados Bibliográficas – inclui bases de dados bibliográficas nacionais e
estrangeiras que permitem busca on-line.
● Bibliotecas – inclui bibliotecas brasileiras e estrangeiras na rede.
● Bibliotecas Universitárias – arrola bibliotecas universitárias brasileiras que possuem
catálogos digitalizados na rede.
● Comutação Bibliográfica – indica endereços do COMUT/IBICT e SCAD/BIREME, cujo
principal objetivo é prover o acesso a documentos, exclusivamente para fins acadêmicos e
de pesquisa, respeitando rigorosamente os direitos do autor.
● Cursos – indicam links para cursos de interesse dos servidores do NDC.
● Dicionários e Tesauros – arrola links para dicionários, enciclopédias, tesauros, guias e
índices.
● Ensino Superior – inclui links para instituições de ensino superior brasileiras e
estrangeiras, Legislação de Ensino e Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras.
● Entidades de Classe – inclui links para associações de classe de instituições de ensino
superior, Conselho Nacional de Arquivos, Conselhos de Biblioteconomia, Legislação e
Código de Ética do Bibliotecário.
● Governo – apresenta links para entidades governamentais, endereço eletrônico de chefes
de estado e políticos do Brasil.
● Listas de Discussão – arrola links para listas de discussão de interesse para os
profissionais do NDC.
● Livrarias, Editoras e Sebos Virtuais – arrola links para livrarias, editoras nacionais e
estrangeiras. Inclui também links para sebos virtuais que agrupam acervos de centenas de
antiquários do mundo e ajudam a encontrar livros raros e esgotados.

9

�● Museus – indica links para páginas de museus brasileiros e estrangeiros e museus virtuais
arranjados em ordem alfabética.
● Órgãos de Fomento – arrola links para órgãos de financiamento e de apoio a pesquisa
científica.
● Órgãos Internacionais – incluem links para órgãos internacionais de interesse para os
profissionais de Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da Informação.
● Órgãos de Pesquisa – indica links para órgãos de pesquisa relevantes nas diversas áreas do
conhecimento.
● Periódicos On-line – arrola links para periódicos nacionais e estrangeiros de interesse para
os profissionais do NDC arranjados em ordem alfabética.
● Robôs de Busca – inclui links para ferramentas de busca no Brasil e no mundo e análise
de algumas ferramentas selecionadas.

4 PANORAMA ATUAL DO PORTAL

A situação do Portal até dezembro de 1999 é a seguinte:
Categorias

Recursos brasileiros

Recursos estrangeiros

Total de Links

Arquivos

7

5

12

Artigos e textos

2

2

4

Bancos, Correios, Telefonia

8

-

8

Bases Bibliográficas

4

5

9

Bibliotecas

16

39

55

Bibliotecas Universitárias

38

-

38

Comutação Bibliográfica

2

-

2

Cursos

2

2

4

Dicionários e Tesauros

5

2

7

Ensino Superior

4

-

4

10

�Entidades de Classe

5

-

5

Governo

2

-

2

Listas de Discussão

3

-

3

Livrarias, Editoras e Sebos

12

9

21

Museus

8

4

12

Órgãos de Fomento

6

-

6

Órgãos Internacionais

5

-

5

Órgãos de Pesquisa

3

-

3

Periódicos On-line

5

56

61

Robôs de Busca

1

1

2

138

125

263

TOTAL

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Portal Virtual de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da
Informação para os Profissionais do Núcleo de Documentação da UFF constitui uma
ferramenta de referência que pretende apoiar as atividades cotidianas dos profissionais do
sistema diante da dispersão de informação na Internet. É um projeto embrionário tendo em
vista que está ainda em sua fase inicial e permanentemente sujeito a avaliações pela
comunidade usuária.
Fornecer serviços de referência na Internet é um desafio que leva o profissional
bibliotecário a questionar o modo que o serviço de referência atende seus usuários e o
impulsiona a fazer um uso criativo das novas tecnologias. Permite também repensar as suas
atitudes e perspectivas para reinventar seus serviços neste novo ambiente eletrônico.

11

�6 BIBLIOGRAFIA

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14

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O trabalho relata a experiência do Serviço de Informações Referenciais da Divisão de Desenvolvimento do Núcleo de Documentação (NDC) da Universidade Federal Fluminense (UFF) na construção de um sítio de informações na Internet nas áreas de Arquivologia, Biblioteconomia e Documentação e Ciência da Informação para atender as demandas das unidades do Sistema. A página visa sistematizar a informação facilitando a utilização dos recursos na WEB. Apresenta em sua estrutura informações utilitárias, referenciais e ferramentas de busca. O sítio foi desenvolvido através das seguintes etapas: a) identificação das necessidades de informações referenciais dos profissionais do sistema, b) identificação dos sítios de interesse, c) categorização das informações, d) construção da página WEB em linguagem html, e) inclusão do sítio virtual na página WEB do NDC, f) acompanhamento, revisão e atualização permanente do sítio.</text>
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                    <text>PERGAMUM
SISTEMA INFORMATIZADO DA BIBLIOTECA DA PUC PR

Tânia Mara Dias
Bibliotecária da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná

Resumo
O objetivo deste trabalho é apresentar e enfatizar a importância da informática nos
serviços inerentes a Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica do Paraná / PUC
PR, agilizando nos processos técnicos (catalogação, classificação, indexação,
seleção/aquisição, empréstimo/devolução e relatórios estatísticos). Também busca
auxiliar o usuário do sistema a utilizar e compreender melhor o processo de pesquisa
de informações no acervo existente na biblioteca. Apresenta também o nível de
conhecimento e satisfação dos usuários quanto ao Sistema PERGAMUM da Biblioteca
da PUC PR, o que possibilitará alterações necessárias e aperfeiçoamentos desejáveis
para um melhor atendimento a comunidade acadêmica.

PERGAMUM
AUTOMATIZED SYSTEMS OF THE LIBRARY OF PUC PR

Abstracts
The objective of this work is to present and to emphasize the importance of computer
science in the inherente jobs the Library of Pontifícia Universidade Católica do Paraná /
PUC PR, speeding the process technician (catalogation, classification , indexation,
selection/acquisition, lending/devolution and statistical reports). Also it searchs to assist
the user of the system to better use and to understand the process of research of
information in the existing quantity in the library. It also presents the level of
knowledge
and satisfaction of the users how much to the system PERGAMUM of the Library of
PUC PR, what will make possible necessary alterations and desirable perfectionings for
one better attendance the academic community.

1

�A ênfase esta no nível de conhecimento e satisfação do Usuário da Biblioteca da
PUC PR, conforme resultado de pesquisa realizada. Gostaria de informar que este trabalho
foi publicado pela Revista Ciência da Informação, v. 23, n. 3, set./dez., 1998.
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná, inaugurou a Biblioteca Central
em 18 de fevereiro de 1994. Esta conta com uma área de 10.545,47 m², sendo 3,511,11 m²
para leitura e o restante para o acervo e outras atividades. Reúne um acervo de livros,
periódicos, teses, mapas, filmes, folhetos, discos, diapositivos e publicações diversas.
Atende mais de onze mil usuários: alunos, professores, funcionários, pesquisadores
acadêmicos e da comunidade.
Considerada como depositário do conhecimento acumulado e organizado de
forma acessível, a Biblioteca Central dispõe, no andar térreo, de: serviços de referência;
equipamento de CD-ROM, área para consultas, exposições e lançamentos de livros,
apresentações musicais, mostruários com novas aquisições de livros e fitas de vídeo, além
de dois auditórios (276 e 116 lugares) e uma sala para seminários (45 lugares).
No primeiro pavimento, há os espaços para acervo, as consultas, seção de obras
raras e o setor de preparo técnico de todo o material a ser incorporado ao acervo. No
segundo pavimento, há o espaço para o acervo, consultas e administração central da
Biblioteca. O terceiro pavimento, o mais amplo, oferece as seções de multimeios e de
periódicos, serviços de COMUT, acesso a bases de dados, equipamentos de CD-ROM, doze
cabines de estudo em grupo (8 lugares cada), quatro cabines de vídeo, sessenta e quatro
cabines para estudo individual ou em dupla, uma sala com dez microcomputadores e
impressora e, vinculado à Biblioteca, o laboratório de Comunicação Social (285,32m²),
com estúdios de TV, rádio e ilhas de edição, utilizados prioritariamente pelo Curso de
Comunicação Social. Na cobertura, quarto piso, há uma área destinada a depósito, e outra,
onde está localizado o Laboratório fotográfico.
A intensa produção bibliográfica torna cada vez mais as bibliotecas um recurso
na busca de informações de toda natureza. As bibliotecas escolares, públicas, universitárias,
especializadas, etc..., são detentoras de uma gama de informações importantes à

2

�comunidade que atende.

A Biblioteca pode ser vista como um sistema de comunicação/informação, que
tem como uma de suas finalidades orientar o usuário na utilização dos diversos tipos de
documentos como um recursos na busca de informações.
No processo de desenvolvimento social, a biblioteca na sua tarefa de atender as necessidades de
seus diversos públicos, atua como instrumento de comunicação, dinamizando a relação
entre informação e usuário. Cabe-lhe utilizar mecanismos ativos no sentido de transferir
essa informação, assim como de conscientizar e maximizar a efetiva participação do
povo em sua comunidade. (SOARES ; OLIVEIRA, 1985, p. 97.).

O usuário é o cliente da Biblioteca e como o principal objetivo é auxilia-lo na
consulta ao acervo (material bibliográfico e multimeios), é desejável que se pesquise a
satisfação do usuário quanto aos aplicativos existentes para se realizar a pesquisa no
Sistema PERGAMUM.
Servindo de intermediador entre a informação e seus usuários, a biblioteca não
deve limitar-se a atender os pedidos feito por parte dos usuários, mas deve também divulgar
informações que são importantes a rotina da sua comunidade de usuários. Segundo
FIGUEIREDO, “uma biblioteca, qualquer que seja seu tipo, só passa a atuar como um
sistema de comunicação e informação, quando ela realiza serviços ativos, correntes,
serviços requeridos ou não (mas que apresentam serem importantes a seus usuários), e
portanto necessários à subsistência daquela comunidade.” (1984, p. 2).
Neste contexto, é desejável que sejam desenvolvidos instrumentos capazes de
preparar, localizar e viabilizar com maior especificidade e rapidez as informações
existentes nos acervos e os serviços prestados pelas bibliotecas. Poder-se-ia citar que um
dos recursos tecnológicos mais importantes para agilizar o processos de uma biblioteca é a
informática. Levando em consideração a Biblioteca como um sistema de comunicação que
deve servir de intermediador entre a informação e seus usuários, não limitando-se a atender
os pedidos feito por parte destes usuários, como também divulgando informações que são

3

�importantes a rotina da sua comunidade de usuários, surgiram propostas para o uso de
equipamentos computacionais e programas desenvolvidos para se desempenhar as funções
de uma Biblioteca, devido a aspectos referentes a qualidade, agilidade e atualidade.

Existem vários tipos de programas bibliográficos desenvolvidos, porém alguns
critérios devem ser estabelecidos na criação, visando a integração de bibliotecas e
formando redes de informação.
Segundo ROBREDO, quando existe compatibilidade entre os sistemas
computadorizados de informação é importante analisar o nível em que se situa a
compatibilidade, pois todos os sistemas que usam algum formato padronizado para
comunicação de informações bibliográficas, baseadas na ISO 2709, são compatíveis a nível
de intercâmbio de dados. Isto significa que todos os usuários que utilizam o mesmo formato
podem trocar informações e utilizar os registros produzidos pelos sistemas que se incluem
no grupo, para seus próprios fins. (1986, p. 187).
As inovações tecnológicas, principalmente no Brasil, ainda enfrenta obstáculos
ligados a questões políticas, inércia burocrática nos serviços de telecomunicações, o custo
desses serviços e principalmente a inexistência de regras claras que, sem ambiguidade,
possibilitem a interpretação e o manuseio dos dados recebidos e enviados eletronicamente.
Neste contexto, faz-se necessário que as Bibliotecas, quando do projeto e da
aquisição de aplicativos para seus serviços/produtos, estejam atentas para questões como:
a) Adoção de formato de intercâmbio de dados bibliográficos (ISSO 2709,
MARC, CALCO/IBICT, UNISIST, UNIMARC, USMARC), que permita
tirá-las do isolamento inter-institucional e, muitas vezes, intra-institucional;
b) Capacidade de memória de armazenamento a ser usado, seja no
microcomputador ou no “mainframe”, pois o volume de dados gerenciados
por bibliotecas exige um considerável espaço de memória, o que muitas vezes
impõe que a base de dados bibliográficas fique domiciliada em um Centro de
4

�Processamento de Dados (CPD);
c) Uso de protocolo e de modernas tecnologias de dados. (CARVALHO, Isabel,
1997, p. 9-10).
Levando em consideração todos os aspectos relacionados, a Divisão de
Processamento de Dados (DPD) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR),
desenvolveu em 1988 o Software PERGAMUM e, a partir de 1997 foi firmado convênio
com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro para o contínuo desenvolvimento
e aperfeiçoamento do sistema PERGAMUM no formato MARC.
O PERGAMUM é um sistema informatizado de controle de bibliotecas, este
sistema foi implementado na arquitetura cliente/servidor, com interface gráfica, utilizando
Banco de Dados Relacional Server Query Language (SQL). O sistema contempla as
principais funções de uma Biblioteca, onde destacamos:
1. Cadastro de material.
● Controle e manutenção de livros, fitas, mapas , CDs, etc;
● Controle de assinaturas e renovação de períodicos;
● Indexação de artigos de periódicos;
● Cadastro de vários tipos de autores, títulos e editoras;
● Pré-catalogação no setor de aquisição;
● Remissivas;
● Kardex;
● Consulta ao topográfico;
● Emissão de etiquetas (empréstimo, bolso, lombada, código de barras;
● Controle de inventário.
24804284.

Cadastro de usuários:

● Controle da situação dos usuários;
● Controle de visitantes.
24804392.

Controle de empréstimo:

● Empréstimo e devolução on-line;

5

�● Emissão dos recibos de empréstimo e devolução para comprovação do
processo;
● Reservas de material bibliográfico;
● Pagamento de multas;
● Controle de usuários em débito;
● Consultas de material emprestado;
● Consulta de histórico dos usuários;
● Estatísticas diárias de empréstimo.
24804500.

Consultas:

● Consulta on-line do material existente no acervo;
● Consulta ao histórico de multas;
● Acesso remoto ao acervo central da PUC através de RAS ou INTERNET.
24804608.

Relatórios:

● Levantamento do acervo bibliográfico por área de conhecimento;
● Relação do acervo por Biblioteca;
● Estatísticas por período desejado de empréstimo;
● Estatísticas por período das aquisições da Biblioteca;
● Boletim Bibliográfico.
Os cinco módulos citados anteriormente ainda estão sendo desenvolvidos, ou
seja, nem todos os aplicativos a ele atribuídos estão ativos.

1. O SISTEMA PERGAMUM
MENU PRINCIPAL
No menu principal encontraremos as seguintes opções de Módulos:
catalogação; empréstimo; consulta; relatórios; usuários; parâmetros; e aquisição.

6

�2. MÓDULO CATALOGAÇÃO
Neste módulo serão cadastrados qualquer tipo de material utilizando o padrão
de catalogação USMARC. Os processos deste módulo são:
CADASTRO
Neste processo serão cadastrados os dados do acervo para qualquer material
existente na Biblioteca. Existem alguns pontos obrigatórios para se cadastrar um acervo,
são eles: a) definir o tipo de obra do acervo (livros, artigos de periódicos, gravação de
vídeo, etc.); b) definir a área de conhecimento para utilização de relatórios e pesquisas
posteriores (utilizando o código de catalogação adotado, no caso da PUC o Dewey Decimal
Classification); c) o acervo deverá conter no mínimo o título principal (parágrafo 245
subcampo a e algum assunto ( parágrafo 6XX).
AUTORIDADES
Processo no qual serão padronizados os termos de Autores e Assuntos
utilizados por todo o Sistema. Pode-se trabalhar neste processo de duas maneiras: índices e
autoridades. No primeiro caso, serão montados índices que serão utilizados no processo de
catalogação. Utilizamos hoje este conceito dentro da catalogação, sendo que somente são
transportados os sub-campos "a" dos parágrafos definidos para transporte. No segundo caso
serão montados autoridades completas, com toda referência que caracteriza uma autoridade.
Neste caso deverá ser definido os sub-campos que serão transportados para a catalogação
quando do uso de alguma autoridade. Estes campos deverão ser definido nos processo de
parâmetros de autoridades.
TRANSFERÊNCIAS
Nas transferências poderão ser alteradas automaticamente fornecedores e
cabeçalhos padronizados relativos a autores e assuntos. A operação desta atividade se dará
nas tabelas de catalogação e consulta dos materiais.
CONSULTA TOPOGRÁFICO

7

�Aqui poderão ser consultados os materiais pela sua classificação e outros dados
definidos em 4 níveis de acesso. Estes dados são definidos nas áreas do parágrafo 9X.
FORNECEDORES
Nesta seção serão informados os dados referente as Editoras e fornecedores
para aquisição dos materiais bibliotecários. Neste processo tambem deverá ser informadas
áreas de atuação de cada fornecedor para ajudar no processo de aquisição.
EXEMPLAR
Neste ítem serão alterados os dados do exemplar. Existem os casos onde será
atualizado o item acervo, neste caso quando não existir mais nenhum exemplar vinculado
ao acervo que foi referenciado, os dados do acervo serão apagados e liberados para
posterior cadastro.
IMAGEM
Neste processo serão cadastrados imagens relativas a determinado acervo ou
exemplar. Neste caso deverá ser estabelecido uma área de dados em disco para a gravação
destas imagens.

3. MÓDULO EMPRÉSTIMO
Este módulo tem por objetivo fornecer o controle dos processos de circulação
de qualquer material encontrado na Biblioteca.
Em qualquer processo do módulo de Empréstimo e Devolução os códigos de
Exemplar e do Usuário deverão ser atribuídos de acordo com o processo cadastrado nos
parâmetros gerais.
Em cada empréstimo e devolução serão gravados dados necessários para
relatórios estatísticos onde será fornecida uma relação exata do movimento diário, mensal e

8

�anual do materiais.
EMPRÉSTIMO/DEVOLUÇÃO
Atualiza o empréstimo e a devolução dos materiais para determinado usuário.
Este processo segue algumas regras que são:
Para empréstimo:
● A data prevista para devolução seguirá as datas pré-estabelecidas no
calendário escolar;
● O processo de validação do exemplar será verificar se o material é de consulta
local, neste caso somente será emprestado nos finais de semana;
● Somente será habilitado o empréstimo de materiais que estejam com a
situação normalizada;
● O processo de validação para os usuários somente será liberado o empréstimo
para os usuários que estejam com a situação normalizada.
● Verificar se o usuário não possui débito com a biblioteca.
Para Devolução:
● Após a leitura do código do material, será atribuído a data de devolução
efetiva à data do dia;
● A diferença entre as duas datas menos os feriados correspondentes deverá ser
multiplicada pelo valor da multa. Caso o resultado seja maior que zero será
gravado em um cadastro separado os materiais em débito com a biblioteca;
● Somente após a sua baixa o usuário será liberado para o empréstimo de outro
material.
ATUALIZAÇÃO DE MULTA
Atualiza os dados referentes as multas atribuídas a determinado usuário. A
baixa da multa deverá ser atribuída integralmente.
AFASTAMENTO
Controla o afastamento dos usuários da Biblioteca. Neste afastamento serão

9

�controladas ocorrências como atraso de livros, irregularidades na biblioteca, etc.
CONSULTA POR IDENTIFICAÇÃO
Fornece os dados de circulação do material referentes a uma determinada
Classificação.
CONSULTA POR EXEMPLAR
Fornece os dados de circulação do material referentes a um determinado item
da Biblioteca (Exemplar).
CONSULTA POR USUÁRIO
Fornece os dados de circulação do material referentes a um determinado
usuário.
RESERVA
Controla o processo de reserva de um determinado acervo. Neste processo são
cadastrados os

usuários que deverão aguardar na fila de espera para fazer uso de

determinado material por ordem de cadastro.
VISITANTES
Cadastrar os usuários que não possuem carteira para acesso a Biblioteca. Estes
usuários geralmente são pessoas da comunidade externa a Instituição. Também poderá ser
usado para qualquer usuário que não possua a identificação necessária para a sua entrada na
Biblioteca.
CALENDÁRIO
Estabelecer as datas válidas para os procedimentos de empréstimo e devolução
dos materiais.
4. MÓDULO CONSULTA
O módulo de Consulta possibilita a utilização da Internet ou Diretamente pelo
Sistema. O módulo de Consulta do Sistema possui um diferencial para os usuários
10

�cadastrados para utilizar o Sistema. Este diferencial possibilita a: impressão, visualizar
material excluÍdo, copiar o acervo para outro e visualizar o código interno da obra no
Sistema.
Os demais ítens da consulta estão disponíveis a todos os usuários da Instituição.
Existem oito tipos diferentes de consulta, são eles:
● Pesquisa Básica: pesquisa Simples normalmente utilizada para identificar
palavras mais rapidamente;
● Pesquisa Booleana: pesquisa mais aprimorada do acervo podendo fazer
junções entre autor, titulo e assunto;
● Pesquisa por Índices: pesquisa utilizando os índices de catalogação
cadastrados;
● Multimeios: exibe todos os multimeios encontrados na biblioteca;
● Novas Aquisições: exibe as novas aquisições efetuadas na biblioteca
dependendo do número de dias estabelecido na base de parâmetros gerais do
Sistema;
● Bases de Dados: exibe as bases de dados encontradas na Biblioteca;
● Periódicos: exibe a relação de periódicos existentes na Biblioteca juntamente
com sua coleção;
● Acesso a Usuários: possibilita ao usuário consultar os dados de empréstimos
pendentes e atualizar o seu endereço na Base para comunicação posterior.
Existem dois itens que servem para controle de qualidade para Biblioteca são
eles: Sugestões para aquisição e Sugestões Gerais. Nestas opções o usuário poderá escrever
sugestões para o bom andamento dos serviços na Biblioteca.
5. MÓDULO RELATÓRIOS
Módulo responsável pela emissão de relatórios gerenciais da biblioteca.

11

�ETIQUETAS
Emite a relação de etiquetas para utilização nos materiais existentes na
biblioteca.
RELATÓRIOS
Emite relatórios de controle gerencial.
● Formandos pendentes - Relação de alunos formandos que possuem algum tipo
de débito com a biblioteca;
● Slides - Relação de títulos de slides de um determinado acervo;
● Entrada de Material - Relação de material por data de entrada no Sistema;
● Boletim Bibliográfico - Boletim periódico de aquisição de materiais para
divulgação na comunidade acadêmica;
● Comentários - Relatórios de comentários e sugestões feitas pelos usuários no
módulo de consulta pelos usuários da Biblioteca;
● Material Pendente -

Relação do material emprestado pela biblioteca que

continua pendente;
● Aquisições - Relação de novas aquisições efetuadas pela Biblioteca;
● Material por Situação - Relação de material por determinada situação;
● Doações - Relação de materiais doados por determinado usuário;
● Levantamentos:
⇒ Classificação - Relação de material por determinada área de conhecimento;
⇒ Assunto - Relação do material por determinado assunto, neste processo serão
usados os índices criados no processo de autoridades;
● Estatísticas:
⇒ Acervo Geral - Fornece uma estatística geral do acervo por biblioteca;
⇒ Acervo/Exemplares - Fornece uma estatística geral do acervo por
classificação;
⇒ Entrada de usuário - Fornece uma estatística geral das entradas efetuadas na
Biblioteca com base nos dados fornecidos pelas catracas na entrada da

12

�biblioteca;
⇒ Empréstimo - Fornece uma estatística por classificação dos materiais
emprestados.
6. MÓDULO USUÁRIOS
Este módulo tem por objetivo fornecer todo controle dos usuários que utilizam
o Sistema.
CADASTRO DE USUÁRIOS
Fornecer os dados necessários para controlar os usuários que atuam na
Biblioteca. Neste caso, frequentemente são aproveitados cadastros já existentes na
Instituição.
AFASTAMENTOS
Controla e fornece um histórico do afastamento do usuário na Biblioteca.
ÁREAS DE CONHECIMENTO
Neste módulo poderão ser cadastrados áreas de interesse relacionadas aos
usuário para posterior envio de relatórios sobre novas aquisições.
CARTEIRAS
Fornecer uma etiqueta com os seguintes dados: Código do usuário, Nome e
Código de Barras, que deverá ser fixada na carteira do usuário para melhoria dos processos
de empréstimo e devolução dos materiais.

7. MÓDULO PARÂMETROS
Existem algumas tabelas padrões que não deverão ser alteradas pelos usuários,
estas tabelas vem descritas pelo MARC e qualquer atualização nestas tabelas deverá ser
feita pela PUC-PR, são elas: área geográfica, idioma, país, periodicidade, parágrafos
bibliográficos, parágrafos autoridades, parágrafo 7, parágrafo 8 (bibliográfico), parágrafo 8
13

�(autoridades).
8. PARÂMETROS DO SISTEMA
Estabelecer a configuração inicial de tratamento de :
⇒ Códigos de usuários;
⇒ Material do Acervo;
⇒ Empréstimo;
⇒ Consultas;

CAMPUS
Definem os Campus onde estará estabelecida a Biblioteca.
BIBLIOTECA
Definem as bibliotecas atuantes no Sistema.
USUÁRIOS
Definem categorias (alunos de graduação, alunos pós-graduação, docentes,
funcionários, comunidade externa) e modos de acesso aos usuários existentes no Sistema.
TIPO DE OBRA

Definem quais os tipos de obra existentes no Acervo
EMPRÉSTIMO
Definem os tipos de empréstimos existentes na Instituição e estabelecem os
parâmetros de utilização com relação aos usuários. Neste cadastro serão relacionados os
numeros de dias que o usuário poderá utilizar o material e o número de obras que o mesmo
poderá levar, tambem especificar o valor da multa cobrada por material.
ÁREA DE CONHECIMENTO
Define em que área de atuação o material será cadastrado. Com estas áreas
poderemos imprimir levantamentos e boletins periódicos.
14

�MODOS DE AQUISIÇÃO
Definem os modos de Aquisição existentes na Biblioteca. Ex. Doação, Compra
etc.
MOEDAS
Define os tipos de moeda que a biblioteca poderá utilizar. Ex. Dolar, Real,
Marco Alemão, etc.
NORMAS TÉCNICAS
Define quais os tipos de Normas técnicas existentes no Acervo.
SITUAÇÃO DO MATERIAL
Definem quais os tipos de situação de controle do material que existirá no
acervo.
Ex. Normal, Reprodução, Encadernação, etc.
NACIONALIDADE

Define que nacionalidades poderá ser cadastrado os usuários.

9. MÓDULO AQUISIÇÃO
O Módulo Aquisição ainda está em fase de implantação por isto ainda não
encontra-se ativo. Este pretende facilitar e agilizar o processo de compras de livros, fitas de
vídeo, cd-rom, etc., e também a assinatura e renovação de assinaturas de periódicos.
10. PESQUISANDO O SISTEMA PERGAMUM
Este estudo tem caráter descritivo, pois procura conhecer e interpretar a
realidade, sem nela interferir para modifica-la. Baseando-se na consulta á material
bibliográfico existente sobre automação de Bibliotecas, e na pesquisa de campo realizada

15

�na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUC PR.
Inicialmente pretendeu-se realizar um levantamento da totalidade de usuários
inscritos na Biblioteca da PUC PR. Contudo devido ao número aproximado de 11.000,00
usuários cadastrados no Campus I e 3.500, 00 no Campus II, identificado em levantamento
prévio junto a Diretoria de Admissão e Controle Acadêmico, DACA, e considerando a
restrição para o término do trabalho, limitou-se o levantamento apenas a 10% da população
encontrada que aproxima-se a 1.500,00 usuários. Mil questionários foram distribuídos na
Biblioteca do Campus I e quinhentos no Campus II.
O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o questionário distribuído
pelo balcão de empréstimo da Biblioteca e recebido pelo mesmo setor, durante
aproximadamente 30 dias. As perguntas foram formuladas com a colaboração da Divisão
de Processamento de Dados, estabelecendo-se uma padronização de vocabulário, uma
orientação das respostas, de modo a facilitar a interpretação dos resultados, bem como
estabelecer um panorama do nível de conhecimento e da satisfação dos usuários do Sistema
PERGAMUM.
O questionário apresentou questões objetivas e questãos de múltipla escolha.
Este foi previamente testado, onde observou-se que o preenchimento se deu de forma
rápida e precisa.
Para representação e análise dos dados, foram utilizados gráficos com a
finalidade de sintetizar as observações; e quando possível estes foram construídos com
cálculos de porcentagem.
11. ANÁLISE DOS RESULTADOS

O universo da pesquisa restringiu-se as Bibliotecas da PUC PR, Biblioteca
Central e a Biblioteca do Campus de São José dos Pinhais, na primeira foram
disponibilizados 1000 questionários e na segunda 500 questionários.

16

�Na Biblioteca do Campus de São José dos Pinhais foram coletados 147
questionários dos 500 distribuídos não ficando nenhum questionário sem distribuição e
tendo 353 distribuídos e não coletados, logo foram respondidos

29% dos questionários,

não ficou nenhum na Biblioteca e 71% dos questionários formam distribuídos porém não
retornaram (Anexo 1).
Na Biblioteca Central foram coletados um total de 100 questionários dos 1000
distribuídos, restando 84 questionários não distribuídos, logo foram respondidos 10% dos
questionários, ficando 8% sem distribuição e 82% dos questionários foram distribuídos
porém não retornaram (Anexo 2).
A quantidade de questionários respondidos foi inesperado, pois os usuários do
sistema questionam diariamente sua funcionabilidade, logo esperava-se uma maior
participação por parte dos mesmos, o desinteresse na participação da pesquisa pela maioria
dos usuários nos permite concluir que na maioria das vezes as críticas são subjetivas e
irresponsáveis.
Os resultados gráficos obtidos nas duas Bibliotecas reflete o desinteresse dos os
usuários na primeira pesquisa que se realiza quanto ao conhecimento e satisfação do
sistema PERGAMUM da Biblioteca, porém o com a amostra obtida poderá ser feita a
pesquisa proposta.
Dentro da categorias de usuários da Biblioteca obtem-se o resultado de 231
alunos de graduação, 4 alunos de pós-graduação, 7 docentes, 4 funcionários e 1
comunidade externa, logo 94% dos questionários foram respondidos pelos alunos de
graduação e 6% pelas outras categorias de usuários (Anexo 3). Este gráfico nos mostra que
a maioria dos usuários que responderam ao questionário são os alunos de graduação oque já
era esperado visto que esta categoria é a que prodomina na comunidade acadêmica que
frequenta a Biblioteca, segundo daos estatísticos mensais realizados pelas Bibliotecas.
Quanto ao objetivo da pesquisa pode-se constatar 76% das pesquisas buscavam

17

�materiais bibliográficos para trabalhos acadêmicos; 10% das pesquisas procuram
atualização bibliográfica, 9% foi realizada para satisfazer outros interesses, onde se pode
considerar os materias de laser, tais como, fitas de vídeo, literatura (ficção, romance, etc.),
já 5% das pesquisam procuravam material para preparo de aulas, esta questão foi
respondida provavelmente por professores da universidade(Anexo 4). Esta questão de
múltipla escolha mostrou que 45 usuários tinham mais de um objetivo no momento da
pesquisa o que revela que a maioria dos usuários utilizam a Biblioteca conscientes de suas
expectativas.
Nos módulos existentes para a pesquisa pode ser observado 74% dos usuários
utilizaram a pesquisa básica, 14% dos usuários utilizaram a pesquisa por índice, 7% dos
usuários utilizaram a pesquisa booleana, e apenas 5% dos usuários desconhecem os
módulos existentes na pesquisa (Anexo 5). Este resultado com certeza é favorável e
demonstra a impotância dos módulos no auxílio e busca aos materiais existentes nas
bibliotecas, além de refletir que 36 usuários utilizam-se dos módulos em momentos
diferentes conforme suas necessidades informacionais.
Dentre as informações utilizadas na pesquisa o assunto predominou em 53%
pesquisas, o autor foi ulilizado em 24% das pesquisas, o título apareceu em 22% nas
pesquisas, já a série teve pouca utilização na pesquisa com 1% das solicitações (Anexo 6).
Nesta questão 117 usuários se utilizaram de várias informações para satisfazer sua pesquisa,
se não encontrando por assunto, procurou pelo título e assim por diante, o que demonstra
maturidade e interesse pela informação desejada.
No momento da pesquisa 65% solicitaram o tipo de material (livros, peródicos,
etc.), já 26% não se impotaram qual o supote trazia a informação e 9% desconhecem esta
opção (Anexo 7). O suporte que traz uma informação pode ser ponto fundamental para
concretizar o objetivo da pesquisa, ou seja, busca de slides para trabalho acadêmicos a ser
apresentado em sala de aula, ou ainda artigos de revista com assuntos atualizados, etc. Logo
este resultado nos permite concluir que aproximadamente metade dos usuários conhecem
os tipos de materiais existentes, porém é necessária maior orientação por parte dos docentes
18

�sobre os tipos de materias que servem como suporte da informação.
Na opção por bibliotecas 62% dos usuários solicitaram qual a Biblioteca
desejam encontrar o material, 32% dos usuários não solicitaram

Biblioteca pois

presume-se que o importante era encontrar o material independente do local e 6% dos
usuários desconhece a opção de solicitação por bibliotecas (Anexo 8). Esta é uma opção
que pretende limitar a pesquisa, auxiliando e restringindo a busca quanto ao espaço
geográfico.
No resultado da pesquisa feita pelos usuários, tivemos 54% livros, 12%
periódicos, 10% monografias, 10% gravação de vídeos, 5% dissertações, (3%) teses, 3%
CD-ROM, 3% outros materiais, tais como fitas cassetes, slides, mapas, etc. (Anexo 9).
A satisfação do usuário quanto ao resultado da pesquisa pode-se considerar
satisfatório já que 48% usuários consideraram bom o resultado,

14% usuários

consideraram ótimo o resultado, 25% usuários consideraram regular o resultado e apenas
13% usuários considerraram o resultado da pesquisa fraco (Anexo 10).
O Sistema Pergamum como já foi visto, oferece vários módulos de consulta a
serviços e pesquisas das Bibliotecas, os mais utilizados segundo levantamento são: a) a
pesquisa bibliográfica básica com 63%, a pesquisa bibliográfica por índice com 18%, a
pesquisa bibliográfica booleana com 8%; b) a pesquisa a multimeios com 4%; c) a pesquisa
aos usuários com 3%; d) a pesquisa a novas aquisições com 2% ; e) a pesquisa a base de
dados com 2% (Anexo 11).
Quanto ao nível de conhecimento dos usuários do Sistema observou-se que a
maioria dos usuários conhecem parcialmente o sistema, ou seja 79% responderam parcial,
18% responderam total e apenas 3% responderam não ter conhecimento nenhum do
Sistema Pergamum (Anexo 12).
12. CONCLUSÃO

19

�Este trabalho foi realizado em consideração as necessidades de feedback da
Divisão de Processamento de Dados e da Biblioteca quanto ao Sistema disponível para a
consulta a determinados serviços oferecidos pelas Bibliotecas.
Apesar do percentual pequeno de respostas obtidas através dos questionários,
foi possível se fazer um panorama de como o usuário compreende e utiliza o Sistema
PERGAMUM.
O sistema é utilizado, segundo resultados, pela maioria dos usuários
graduandos, oque de já era esperado visto que esta categoria é a grande maioria que
compõe o universo acadêmico da PUC PR. Porém esperava-se uma maior participação dos
professores que constantemente procuram as Bibliotecárias para maior esclarecimento
quanto a funcionabilidade do Sistema. Dentro deste contexto seria desejável uma maior
participação dos docentes nas palestras oferecidas aos calouros no início do ano, estas
palestras quando solicitadas aos veteranos também são atendidas.
O bom funcionamento do Sistema depende muito do objetivo claro do usuários
e de suas expectativas quanto ao resultado, se ele apresentar no momento da busca a
infomação adequada sem dúvida de mãos vazias ele não sairá, isto quer dizer que se o
usuário procura determinado assunto e com este não encontrar nenhuma informação este
deverá através dos seus sinônimos tentar nova busca que possibitará em 90% dos casos a
satisfação final. Muitas vezes o que se espera da Biblioteca não está só no conteúdo da
informação, mas também no suporte desta, pois quando o objetivo é apresentar um trabalho
ou uma aula, os recursos audivisuais estimula a maior compreensão e participação por parte
dos ouvintes.
Os resultados obtidos no que se refere aos módulos mais utilizados na pesquisa
surpreendeu, pois o segundo módulo mais utilizado na busca de informações é a pesquisa
por índice, o qual já foi cogitado a suspensão no sistema. Depois deste resultado o DPD
além de continuar com este módulo irá aperfeiçoa-lo.
Outro resultado que agradou foi quanto ao nível de conhecimento do Sistema
20

�PERGAMUM, já que a grande maioria 79% conhece parcialmente a funcionabibidade do
sistema, apesar disto a satisfação plena se fará quando o nível de conhecimento for total e
para que isto ocorra é necessária a maior conscientização do corpo acadêmico da
importância quanto a participação dos calouros nas palestras proferidas na biblioteca no
início do ano.
A satisfação do usuários com o resultado obtido na pesquisa depende da correta
utilização do Sistema, pois cada aplicativo, módulo e serviço disponível procura facilitar e
direcionar ao resultado esperado na pesquisa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BARSOTTI, Roberto. A informática na biblioteconomia e na
documentação. São Paulo : Polis, 1990.
2. CARVALHO, Isabel Cristina Louzada. Bibliotecas universitárias federais : o
cenário da informatização. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO (18 : 1997 : São Luiz). Anais.
São Luiz : COLLECTA, 1997. P. 7-13.
3. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
(18 : 1997 : São Luiz). Anais. São Luiz : COLLECTA, 1997. P. 7-13.
4. FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Bibliotecas como sistema de informação.
Ângulo, n. 2, p. 2-3, abr./jun. 1994.
5. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ. Biblioteca Central
[online]. Avaible: www.pucpr.br 03 ago. 1998.
6. ROBREDO, Jaime. Documentação de hoje e de amanhã : uma abordagem
21

�informatizada da biblioteconomia e dos sistemas de informação. 2. Ed.
Brasília : Edição do Autor, 1986.
7. SOARES, Olga Guedes : OLIVEIRA, Sônia Maria de. A biblioteca como
sistema de comunicação. Rev .Com. Social, Fortaleza, v. 1, n. 15, p. 97109, jan./jun.,1985.
8. TARAPANOFF, Kira. Perfil do profissional da informação no Brasil.
Brasília : Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal, 1997.

22

�Anexos – Gráficos

23

�24

�</text>
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                <text>O objetivo deste trabalho é apresentar e enfatizar a importância da informática nos serviços inerentes a Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica do Paraná / PUC PR, agilizando nos processos técnicos (catalogação, classificação, indexação, seleção/aquisição, empréstimo/devolução e relatórios estatísticos). Também busca auxiliar o usuário do sistema a utilizar e compreender melhor o processo de pesquisa de informações no acervo existente na biblioteca. Apresenta também o nível de conhecimento e satisfação dos usuários quanto ao Sistema PERGAMUM da Biblioteca da PUC PR, o que possibilitará alterações necessárias e aperfeiçoamentos desejáveis para um melhor atendimento a comunidade acadêmica.</text>
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                    <text>O PAPEL DAS BIBLIOTECAS E DOS BIBLIOTECÁRIOS ÀS PORTAS DO SÉCULO XXI :
CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONVIVÊNCIA DA INFORMAÇÃO
IMPRESSA, VIRTUAL E DIGITAL

Gildenir Carolino Santos
Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Campinas - SP - Brasil
e-mail: gilbfe@obelix.unicamp.br
Rosemary Passos
Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Campinas - SP – Brasil
e-mail: bibrose@obelix.unicamp.br
RESUMO
O presente artigo tem como objetivo primordial expor considerações sobre o papel
das bibliotecas e dos bibliotecários no século XXI, evidenciando a convivência entre
as formas de informação impressa, virtual e digital. Através de bibliografia
levantada, procura-se elucidar, alguns dos questionamentos que são comuns ao
profissional da informação, considerando que, no novo século, como tem ocorrido
nas últimas décadas, este deverá enfrentar o desafio de continuar aperfeiçoando-se
no mercado da informação, adiando dessa forma a extinção tantas vezes decretada
da categoria. Pretende-se “prever o futuro”, levantando os vários papéis que deverão
ser assumidos pelo bibliotecário frente à realidade virtual e digital, numa
redescoberta da profissão. Dessa forma o artigo traz sua contribuição para a
reflexão, dos profissionais da informação, sobre sua responsabilidade diante de um
novo momento, bem como estabelece algumas diretrizes de ação, para que a
biblioteca tradicional coexista dentro do universo digital e virtual, tornando parte
integrante de nova realidade.

1

�1. INTRODUÇÃO

Com o início do século XXI, o chamado século do futuro, várias indagações
continuam freqüentes com relação as diversas formas de disseminação do conhecimento. O
desenvolvimento científico e tecnológico na área de informação, determinou a criação de
diversos formatos para utilização das informações, e por este acontecimento ocorrer de forma
acelerada, houve uma certa expectativa em torno de qual seria a funcionalidade das
bibliotecas, detentoras da informação impressa, cogitando-se até a possibilidade de extinção
dessas

instituições do saber, devido a digitalização de documentos, e a automação dos

diversos serviços oferecidos em biblioteca.
Consequentemente, esse fator seria determinante da extinção dos profissionais da
informação (bibliotecários).
Uma das propostas deste artigo, é procurar elucidar alguns dos questionamentos que
são comuns ao profissional da informação, contribuindo para um momento de reflexão, que
deve ser constante, sobre a responsabilidade dos bibliotecários nesse novo milênio,
procurando estabelecer algumas diretrizes de ação, para que a biblioteca tradicional coexista
dentro do universo digital e virtual, tornado-se parte integrante da nova realidade.
Alguns autores como VERGUEIRO (1997), fazem um alerta sobre a situação atual ,
sugerindo uma certa cautela nas atitudes do bibliotecário, pois apesar do “...mundo fascinante
que se vislumbra no horizonte, no qual os indivíduos terão acesso a todas as informações que
necessitem realmente [...] é também um mundo de características algo assustadoras, na
medida em que dele ainda não se conhecem nitidamente os contornos ou o quanto o novo
ambiente representará em termos de ampliação da liberdade de opções...”
Ainda segundo VERGUEIRO (1997), o futuro (que já chegou) é algo preocupante
“paras as instituições ligadas à preservação e disseminação da informação.”

2

�Atualmente as realidades impressas, virtuais e digitais, convivem simultaneamente,
não havendo um parâmetro de que essa ou aquela forma de acesso, seja a melhor ou pior.
Existem facilidades, como também as restrições, mas o que realmente importa é o
desempenho e contribuição de cada um desses formatos, no desenvolvimento do
conhecimento humano.
Virtual e digital são palavras diferentes, que antes possuíam a conotação de algo
irreal, mas agora, analisadas criticamente, temos consciência da importância da definição de
seus conceitos, principalmente por estarem inseridos no nosso momento atual.
A partir da conceituação de virtual e digital, o artigo propõe-se a analisar

o

contexto em que se inserem a biblioteca, os bibliotecários e o tratamento técnico dos
documentos com as novas tecnologias de informação e comunicação, procurando
desmistificar algumas tendências que estabelecem barreiras para a possibilidade de
convivência entre as formas impressas digitalizadas, a biblioteca tradicional e a virtual, o
bibliotecário e os sistemas automatizados de informação.
Buscamos estabelecer um consenso entre cada um dos itens tratados (informação
impressa, virtual e digital), bem como colocar algumas considerações sobre a atuação e
competências do bibliotecário, nessa transição de século , e levantar alguns fatores que
possam influenciar no futuro das bibliotecas.

2. DEFININDO CONCEITOS
Uma das exigências do mundo globalizado é a maior agilidade de acesso à
informações através de vários mecanismos. Dispomos entre eles do acesso virtual, que
permite a busca e consulta de dados em catálogos online, sem contato físico.
As palavras virtual e digital, figuram em várias publicações. É importante termos
seus significados definidos claramente, para não utilizarmos de forma aleatória por ocasião

3

�de alguma citação.
A literatura nos apresenta as seguintes definições de virtual e digital:
“A palavra virtual vem do latim medieval virtualis derivado por sua vez de virtus,
força potência. O virtual tende a atualizar-se, sem ter passado no entanto à concretização
efetiva ou formal.”(LEVY, 1997)
GUATTARI (1992), apresenta a palavra virtual como “um universo de valores e de
referência, ou complexidade incorporal.”
Segundo LEVY (1997),

“o virtual, rigorosamente definido, tem somente uma

pequena afinidade com o falso, o ilusório ou imaginário. Trata-se ao contrário, de um modo
de ser fecundado e poderoso, que põe em jogo processos de criação, abre futuros, perfura
poços de sentido sob a platitude da presença física imediata.”
“No uso corrente, a palavra virtual é empregada com freqüência para significar a
pura e simples ausência de existência, a ‘realidade’ supondo uma efetuação material, uma
presença tangível. O real seria da ordem do ‘tenho’ , enquanto o virtual seria da ordem do
‘terás’, ou da ilusão, o que permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as
diversas formas de virtualização”. (LEVY, 1997)
Filosoficamente, as definições de virtual são complexas, mas na aplicação desses
conceitos no contexto biblioteconômico, encontramos algumas informações conceituais
relevantes, que definem e estabelecem diferenças entre biblioteca tradicional, biblioteca
virtual, biblioteca digital/eletrônica.
Com referência à biblioteca virtual, SANTOS e RIBEIRO (1999) fazem um alerta
sobre a falta de existência de um consenso na literatura profissional a respeito de seu
significado . Para uns é a utopia do livre acesso à informação, outro entendimento considera
os desafios que este novo cenário representa para a profissão. O conceito mais aceito de
Biblioteca Virtual dá ênfase

ao emprego universal de computação avançada em alta

4

�velocidade e as possibilidades de telecomunicação de acesso e distribuição dos recursos
informacionais.
VIANA (1996), define a biblioteca virtual como algo que “está voltado aquilo que,
potencialmente, pode ocorrer ou ser realizado, mas que não existe como a coisa concreta. A
biblioteca pode ser chamada de virtual quando ela possui as mesmas características de uma
biblioteca concreta, mas que ao mesmo tempo não existe fisicamente.”
Pode-se afirmar que a biblioteca virtual, existe à partir de uma biblioteca tradicional,
o virtual é uma realização do concreto.
O mesmo ocorre com a palavra digital, na conceituação básica, temos como digital a
derivação do que venha a ser digitalizado, ou seja, transformação da forma impressa
(concreta) para a forma magnética ou eletrônica pelo computador.
BAX (1997), traz a seguinte definição de bibliotecas digitais: “as bibliotecas
digitais são entidades capazes de vencer as limitações

naturais, espaço - temporais,

impostas a objetos físicos (livros, estantes, salas, prédios), permitindo novas práticas de
trabalho e oportunidades.”
DRANBESTOTT, BURMANN e MACEDO (1997) comentam que "...ao se levar
em conta outras características e mecanismos do que se denomina biblioteca digital,
encontram-se termos complementares, tais como acessibilidade local, nacional, regional,
universal, conexão eletrônica, por meio de computadores massivos e roteadores,
transparência das informações, independentemente de local ou determinado campus,
laboratório de pesquisa, uso de computadores pessoais e portáteis, instituições, firmas
comerciais; usuários cadastrados com posse de senhas."
“Para alguns, significa simplesmente a troca de informações por meio da mídia
eletrônica e pode abranger uma grande variedade de aplicativos, [...] para outros,
significa a possibilidade de [...] criar uma rede mundial que fosse um grande depositário

5

�(potencialmente infinito) de todos os documentos da humanidade. ” (LEVACOV, 1997)
LEVY (1995), citado por BAX (1997) define biblioteca virtual como “uma
biblioteca digital é uma reunião de um ferramental de computação, estoque e
comunicação digitais juntamente com o conteúdo e software necessário para se
reproduzir, emular , estender os serviços oferecidos por bibliotecas convencionais
baseadas em papel e outros meios de coleção, catalogação, e disseminação da
informação. Uma biblioteca digital completa deve ser capaz de oferecer todos os
serviços essenciais de uma biblioteca tradicional, assim como explorar as bem
conhecidas vantagens do estoque, pesquisa e comunicação digital.”
Dessa forma constatamos que o digital e o virtual, se apoiam a partir da existência
concreta de uma biblioteca tradicional.
De acordo com SOUZA (1997), “vivemos um momento de exaltação a palavra
digital no qual a meta é prover acesso à publicações eletrônicas.”
Diante do exposto começamos a indagar sobre o posicionamento do bibliotecário
nesse momento, sua atuação nas bibliotecas, agora praticamente virtuais, e a produção da
informação impressa diante das novas tecnologias.

3. ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NO MUNDO DIGITAL
A definição da função do bibliotecário, sempre esteve atrelada a biblioteca em sua
forma ‘‘física’’. Assim, os bibliotecários tinham sua imagem associada aos edifícios de
bibliotecas, servindo a sociedade apenas para adquirir, organizar, e preservar coleções.
Com a explosão documentária na década de 80, juntamente com o advento da
Internet (rede das redes), na década de 90, o profissional bibliotecário começou a se
preocupar com o futuro de sua profissão.
A tecnologia da informática surge como grande auxílio ao bibliotecário em suas

6

�atividades, mas exige mudanças na função e no perfil do profissional da informação.
ROBREDO em 1989, publicou um artigo

que descreve um pouco dessa

preocupação :
“Na realidade, essa visão alucinada não parece diferir muito da que se observa em
alguns setores bibliotecários que pretendem ser os únicos profissionais com direito a lidar
com todo o tipo de informação, essa forma de pensar parece que teria surgido nos Estados
Unidos, coincidentemente com o aparecimento da novas profissões da informação. O
resultado foi que, ao se gastar as energias de uma profissão, numa luta por manter um status,
equivalente ao que iam ganhando pouco a pouco as novas profissões, sem cuidar de adaptar
os conteúdos das carreiras de biblioteconomia, quando ainda era tempo, a uma realidade
imposta pelo mercado e pela sociedade como um todo, as escolas de biblioteconomia
mudaram – ou perderam – seu nome, para se converter em escolas de tecnologia da
informação, de gerência de sistemas de informação, etc.”
A primeira reação do profissional bibliotecário, foi se amparar no status do
nome de sua profissão, achando-se o único, no direito de trabalhar a informação
documental. O caminho aberto pelo avanço tecnológico, não tem volta “... abriu uma
nova dimensão espacial, onde todas as profissões encontram sua razão de ser e onde
permanecerão ativas e produtivas enquanto o justifiquem a necessidade e a qualidade
de suas contribuições, em função das exigências da sociedade”. (ROBREDO, 1989).
“Não se conhece transformação sem conflito. [...] e a luta de uns por preservar
seu espaço, como a dos outros por abrir espaços novos, são normais. O que parece
importante é tratar de evitar que o conflito se converta em confronto, e isso pode-se
conseguir mediante a compreensão lúcida da mudança que as tecnologias avançadas
estão introduzindo na sociedade como um todo. O que importa, também, é saber
canalizar o potencial que nos oferecem as novas tecnologias, no sentido de acelerar o

7

�desenvolvimento econômico e cultural de todos os segmentos da sociedade.”
(ROBREDO, 1989).
Passados 11 anos, o cenário descrito por ROBREDO (1989), felizmente
assumiu proporções favoráveis à nossa profissão.
É natural que com o advento da era virtual, digital e a automação de acervos
impressos, houvesse certa insegurança quanto ao futuro do profissional bibliotecário, pois
faltava uma certa visão futura das aplicações de nossa profissão nesse novo momento que se
enunciava. De acordo com VERGUEIRO (1997) com a “realidade de uma informação
eletrônica onipresente, imagina-se que cada cidadão será seu próprio profissional de
informação”, o que dispensaria o auxílio de um bibliotecário.
VERGUEIRO (1997) faz o seguinte questionamento :
“Devemos acreditar que as bibliotecas virtuais serão a única realidade disponível
aos habitantes do século XXI?”
O que ocorreu foi justamente o contrário. O profissional da informação tem cada vez
mais oportunidade de ser um multiplicador de suas funções, tendo em vista as várias direções
que podem ser seguidas, quando nos referimos à tratamento e disseminação de informação.
O simples

controlador da aquisição, da preservação e armazenamento de

informações passa a exercer a função de colaborador com o computador e cientistas de
informação, auxiliando a manutenção de sistemas automatizados de acesso a informação,
destacando suas habilidades de ensinar , consultar e pesquisar.
VIANA (1996) afirma que o “bibliotecário será um dos responsáveis por unir as
pessoas e colocar à disposição delas recursos de comunicação, informação e produção de
conhecimento”. Será o gerenciador do mundo virtual e digital, reunindo todas as suas
habilidades do moderno profissional da informação.
O bibliotecário deverá caminhar continuamente, a fim de conseguir um nível de

8

�aperfeiçoamento que lhe conceda "um novo perfil [que] deve ser adotado com rapidez pelo
bibliotecário. Ele precisa: ter visão estratégica; ter visão econômica; adotar técnicas de
qualidade e marketing; saber trabalhar em equipes multidisciplinares; ser gestor e não
guardião da informação; saber manipular e disseminar as novas tecnologias da informação;
utilizar as novas tecnologias para redefinir tarefas antigas." (VICENTINI, 1997).

4. COMPETÊNCIAS DOS PROFISSIONAIS BIBLIOTECÁRIOS
No relatório anual de 1996 enviado ao Comitê Especial de Competências da SLA Special Librarian Association, MARSHALL et al.(1996), relata as principais competências
profissionais e pessoais dos bibliotecários especializados nos seus papéis e tarefas que lhe
caberão executar no futuro.
"As Competências Profissionais estão relacionadas ao conhecimento do bibliotecário
especializado nas áreas de recursos de informação, acesso de informação, tecnologia,
administração e pesquisa, e a habilidade para o uso destas áreas de conhecimento como base
provedora da biblioteca e dos serviços de informação." (MARSHALL et al., 1996).
Já as Competências Pessoais segundo MARSHALL et al. (1996), "englobam um jogo
de habilidades, atitudes e valores que permitem aos bibliotecários realizar um trabalho
eficaz. Essas competências exigem dos bibliotecários algumas atitudes,

como boa

comunicação, interesse “especial [na] educação continuada ao longo de suas carreiras; etc.
Esses valores - somados a natureza das suas contribuições, são na garantia de sobrevivência
dos profissionais da informação no mundo novo de trabalho."
Entre as competências profissionais citadas por MARSHALL et al. (1996) no
relatório, e que serão necessárias ao bibliotecário especializado, estão:

9

�▪

"ter conhecimento especializado do conteúdo de recursos de informação, inclusive
na habilidade de avaliar criticamente e os filtrar.

▪

especializar-se no conhecimento de assuntos relacionados à informação para
negócios propriado para negócios de organização ou do cliente.

▪

desenvolver e administrar convenientemente, o custo efetivo acessível dos serviços
de informação dos quais são alinhados com as direções estratégicas da
organização.

▪

prover

instruções por excelência

e apoio para biblioteca e serviços de

informação aos usuários.
▪

avaliar a informação precisa e os desígnios de mercados, com valores agregados
para o serviço de informação e produtos para satisfazer as necessidades
identificadas.

▪

utilizar a tecnologia de informação apropriada para adquirir, organizar e
disseminar a informação.

▪

utilizar negócios apropriados na administração e divulgar a importância de
serviços de informação na administração sênior.

▪

desenvolver produtos de informação especializados para uso dentro ou fora da
organização ou por clientes individuais.

▪

avaliar os resultados do uso de informação e pesquisa de condutas relacionados à
solução de problemas na administração de informação.

▪

continuamente melhorar os serviços de informação em resposta a organização ou
em decorrência das necessidades dos clientes.

▪

ser um sócio efetivo do time da administração sênior e um consultor de
organização em assuntos de informação."

10

�“O bibliotecário do futuro será aquele conhecedor das ferramentas eletrônicas de
organização e recuperação da informação.” (VICENTINI, 1997).
Temos assim, algumas das várias facetas, que o bibliotecário deverá assumir diante
do mudo virtual, cada vez mais sentimos a importância de estarmos trabalhando no intuito de
nos envolvermos com os novos recursos apresentados por conta da

automação e

digitalização, a capacidade do bibliotecário em se adequar ao novo é realmente indiscutível.
5. O FUTURO DAS BIBLIOTECAS
Grandes debates sobre o futuro das bibliotecas estão sendo realizados, o que é
bastante pertinente, pois através da exposição de idéias, e das trocas de informações sobre o
assunto, teremos embasamento teórico suficiente para compreendermos com clareza, o
processo de transição pelo qual os profissionais bibliotecários estão passando.
“Autores visualizam um futuro em que documentos impressos existam lado a lado com
artefatos digitais, apontando que o princípio orientador é usar a tecnologia apropriada para
cada propósito particular.” (DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997).
O que tem ocorrido com relação à implementação de novas tecnologias, sejam elas
no meio biblioteconômico, ou até mesmo no nosso dia a dia, é que “a existência de novas
tecnologias não significa que devam ser abolidas as anteriores. Não existe uma competição
com a versão tradicional, mas sim, um complemento.” (DRABENSTOTT, BURMAN e
MACEDO, 1997).
“As bibliotecas estão tendo um grande avanço com os recursos eletrônicos, sendo que
já há várias projetos de bibliotecas totalmente virtuais.(...)”, e além disso “o potencial das
bibliotecas virtuais é muito grande.(...) “ (FRANCO, 1997a).
“A transmissão eletrônica da informação dá novo sentido à biblioteca, cujo propósito é
tornar o conhecimento acessível aos usuários finais, integrando múltiplas tecnologias
disponíveis...” (DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997)

11

�As universidades, centros de pesquisa regionais, laboratórios, corporações, e
sociedade profissionais desenvolverão os seus próprios armazéns de informação e os
disponibilizarão para acesso; nesse ambiente de biblioteca digital será dado ao bibliotecário
o seu papel de “facilitador” na recuperação de informações.
Segundo CUNHA (1994) a possibilidade de termos o acesso a informação de maneira
virtual e digital se define como uma “biblioteca do futuro é sem paredes, por possibilitar o
acesso à distância a seus catálogos, sem a necessidade de se estar fisicamente nela. É
eletrônica, pois seu acervo, catálogos e serviços são desenvolvidos com suportes eletrônicos.
E é virtual, porque é potencialmente capaz de materializar-se via ferramentas(...) que a
moderna tecnologia da informação e de redes coloca à disposição de seus organizadores e
usuários.”
Para ROOKS (1993) citado por FRANCO (1997) “o objetivo é oferecer um universo
de informações para qualquer usuário, em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora do dia
ou da noite através de um computador pessoal com capacidade de telecomunicação.”
Diante do desenvolvimento de projetos na área de bibliotecas virtuais e digitais,
podemos considerar, sobre o que ocorrerá com as bibliotecas tradicionais e os documentos
impressos .
BARAN (1995) citado por VICENTINI (1997), faz uma reflexão sobre

esta

afirmação, onde “parece haver uma idéia errada da parte das pessoas de que de algum modo
a infovia irá substituir as bibliotecas e torná-las obsoletas. A infovia deverá tornar as
bibliotecas mais acessíveis, particularmente em nível internacional, mas não parece muito
provável que milhões de páginas de literatura, arte, história, filosofia, medicina e ciências
sociais e física que foram impressas em papel ao longo de toda história humana sejam
convertidas ao formato eletrônico de forma abrangente.”
VERGUEIRO (1997), aponta “alguns fatores relevantes para a permanência

12

�das fontes de informação impressa em geral”:
▪

“adequabilidade do livro : o livro é extremamente adequado ao objetivo para o
qual foi originalmente criado, é portátil; pode –ser utilizado das mais diversas
formas de acordo com interesses e objetivos do indivíduo; possui preço acessível
para as camadas médias da população;

▪

custo do livro : (...) alguns tipos de materiais de informação representam uma
opção mais econômica de produção em formato eletrônico. (...) sem contar os
custos internos da instituição para a utilização de formatos eletrônicos...

▪

contexto social: (...) refere-se a confiabilidade da informação. Ainda não existem
indicadores que garantam que o texto recebido via Internet em um computador
pessoal é exatamente aquele produzido por seu autor”.
VERGUEIRO (1997), salienta ainda “que as tecnologias computacionais, ao invés

de prejudicar a produção de livros, tornou-se pelo contrário, mais eficiente”.
Por preocupação, temendo possíveis desastres nucleares, o que prejudicaria
operações com artefatos digitais, “apela-se para manutenção de coleções impressas básicas
como forma de sobrevivência dessa literatura.” (DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO,
1997).
Assim sendo, podemos constatar, que a convivência com o impresso, o virtual e o
digital, é perfeitamente coerente, visto que existem preferências as duas formas de acesso,
sem contar que “grande parte da informação que as pessoas buscam nas bibliotecas, (...)
ainda não está disponível por via eletrônica ou talvez jamais venha a ser considerada como
prioritária para realização dessa transferência, como o caso das informações históricas, de
interesse local, disponível em sua maioria , apenas no formato impresso (...). (VERGUEIRO,
1997).

13

�A biblioteca tradicional, deverá apenas se adaptar com as novas tecnologias,
observando - se alguns pontos “[...] diante de mudança de paradigmas e no sentido de
emprestar maior relevância ao papel da biblioteca...” (DRABENSTOTT, BURMAN e
MACEDO, 1997).
Desse modo, alguns enfoques necessitam assumir outras direções, que estabelecerão
definitivamente um futuro para as bibliotecas . Para tanto as bibliotecas deverão:
▪

“formular políticas que visem à cooperação para tomar o acesso cada vez mais
aberto e levado aos locais longínquos;

▪

não centrar-se em si mesma como uma instituição, mas como provedora da
informação;

▪

usar novas tecnologias de informática não apenas para automatizar atividades
bibliotecárias, dentro de quatro paredes, mas fazendo uso delas para o aumento de
acesso a informação;

▪

tornar a rede local de bibliotecas em rede de áreas para todos os tipos de fontes
provedoras de informação.” (DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997)
“A tendência atual, aponta para a desinstitucionalização dos serviços tradicionais

oferecidos em bibliotecas , e da própria profissão de bibliotecário. Os serviços quase
todos automatizados, assumirão um estilo self-service. Os catalogadores de assunto
estarão empenhados

em análise de conteúdo e em estabelecer ligações entre os

materiais digitais. Bibliotecários de referência atuarão em postos de serviços fora da
biblioteca, servindo à comunidade, serão os chamados bibliotecários itinerantes." .
(DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997).
Independente de todas estas inovações, o espaço virtual entre o usuário e a
informação será complementado pelo bibliotecário.

14

�6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos perfeitamente vislumbrar um futuro para bibliotecas tradicionais e virtuais,
para os documentos impressos e digitalizados. Temos por certo que o papel desempenhado
pelos bibliotecários em qualquer um desses ambientes será um só, o de facilitador do acesso à
informação.
Devemos ter consciência da nossa responsabilidade, pois o bibliotecário será o
mediador entre o real e o virtual. Qualquer que seja a forma adotada na disseminação e
tratamento de informações, o bibliotecário, obrigatoriamente estará presente em sua
organização.
"É bem verdade que tecnologia alguma poderá substituir habilidades altamente
desenvolvidas pelo bibliotecário [...]. Nenhuma máquina poderá competir com um
profissional bibliotecário [...]. Não há por que se ter medo da desinstitucionalização da
profissão, bem como não se pode ignorar a dimensão humana da biblioteconomia”
(DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997)
Como já nos referimos nesse artigo, trabalharemos juntos com analistas e cientistas
de informação na recuperação de dados. Isto se as instituições que se propuserem a trabalhar
com sistemas de informações , buscarem qualidade e confiabilidade na prestação de serviços
de informação automatizados.
Com relação a documentação impressa, essa resistirá por algum tempo, pois de
acordo com VERGUEIRO (1997) “[...] ainda levará muito tempo para que a transferência
de toda a informação atualmente disponível em formato impresso venha efetivamente a ser
transferida para os suportes eletrônicos...”
“O papel estará conosco por muitas décadas em virtude dos 100 anos de seu
desenvolvimento tecnológico e pelas facilidades de uso manual e da visão, tanto para ler o

15

�livro, como para escrevê-lo. [...] haverá uma intersecção de dois sistemas de informação, um
da impressão e outro da eletrônica.” (DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997).
“Livro e produções computadorizadas coexistirão por muito anos.

Bibliotecas

continuação a acrescentar novos processos tecnológicos, sem entretanto substituí-los
completamente pelos existentes. O grande problema será o gerenciamento simultâneo dos
formatos informacionais com os das novas tecnologias.” (DRABENSTOTT, BURMAN,
MACEDO e 1997).
“As bibliotecas por sua vez, deverão estar preparadas para mudanças,
redimencionando seus espaços, trabalhos, serviços e produtos , acompanhando a evolução
tecnológica disponível, principalmente voltada para um usuário (cliente) cada vez mais
conhecedor de tecnologias de comunicação de dados”. (VICENTINI, 1997)”.
Resta ao bibliotecário estar continuamente se aperfeiçoando, tornando-se um
profissional multidisciplinar, em condições cada vez maiores de estar a frente desse mercado
tão promissor, que é o mercado da informação. Seja no setor econômico, social, político e
educacional, temos a visão clara da importância do profissional da informação.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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17

�SOUZA, Clarice Muhlethaler de. Aviso aos navegantes ou onde fica a biblioteca?.
Transiformação, Campinas, v.9, n.2, p.49, maio/ago., 1997.
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8504/artigo.htm&gt;.
VINCENTINI, Luiz Atílio. A homepage e a Internet como instrumentos de disponibilização
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BIBLIOTECAS E CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO, 6., 1997, Águas de Lindóia.
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18

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O presente artigo tem como objetivo primordial expor considerações sobre o papel das bibliotecas e dos bibliotecários no século XXI, evidenciando a convivência entre as formas de informação impressa, virtual e digital. Através de bibliografia levantada, procura-se elucidar, alguns dos questionamentos que são comuns ao profissional da informação, considerando que, no novo século, como tem ocorrido nas últimas décadas, este deverá enfrentar o desafio de continuar aperfeiçoando-se no mercado da informação, adiando dessa forma a extinção tantas vezes decretada da categoria. Pretende-se “prever o futuro”, levantando os vários papéis que deverão er assumidos pelo bibliotecário frente à realidade virtual e digital, numa redescoberta da profissão. Dessa forma o artigo traz sua contribuição para a reflexão, dos profissionais da informação, sobre sua responsabilidade diante de um novo momento, bem como estabelece algumas diretrizes de ação, para que a biblioteca tradicional coexista dentro do universo digital e virtual, tornando parte integrante de nova realidade.</text>
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                    <text>NÚCLEO BÁSICO DE COLEÇÕES DE PERIÓDICOS: ATUALIDADE,
ACESSIBILIDADE E MANUTENÇÃO

DIVA CARRARO DE ANDRADE
Bibliotecária
Serviço de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas – USP
Av. Prof. Lineu Prestes, Trav. 12, nº 350
05508-900 São Paulo, SP - Brasil

Nelci Ramos Águila
Bibliotecária
Biblioteca “Prof. Dr. Gelso Vazzoler”
Instituto Oceanográfico – USP
Praça do Oceanográfico, 191
05508-900 São Paulo, SP - Brasil
nraguila@usp.br

dandrade@usp.br

Rosane Taruhn
Bibliotecária
Serviço de Formação e Manutenção de
Acervos
Departamento Técnico do SIBi – USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J, nº
374 – 1º andar
05508-900 São Paulo, SP - Brasil
rosane@usp.br

Érica Beatriz P. M. Oliveira,
Bibliotecária
Serviço de Biblioteca e Documentação
Instituto de Geociências - USP
Rua do Lago, 562
05508-900 São Paulo, SP - Brasil
moreschi@usp.br
Maria Adelaide Alves Mestriner
Bibliotecária
Serviço de Bibliotecas
Escola Politécnica – USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. 3, nº
380
05508-900 São Paulo, SP - Brasil
mmestrin@epbib.usp.br

Sonia Garcia Gomes Eleutério
Bibliotecária
Biblioteca Centro de Informação
Referência
Faculdade de Saúde Pública – USP
Av.Dr. Arnaldo, 715
01246-904 São Paulo, SP - Brasil
aquis@fsp.usp.br

Maria Tereza Magalhães Santos
Bibliotecária
Divisão de Biblioteca e Documentação
Conjunto das Químicas – USP
Av. Prof. Lineu Prestes, 950
05508-970 São Paulo, SP - Brasil
tile@bcq.usp.br

Sueli C. Pratti
Bibliotecária
Serviço de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Odontologia – USP
Av. Prof. Lineu Prestes, 2227
05508-900 São Paulo, SP - Brasil
prati@sisu.fo.usp.br

1

e

�Resumo: O trabalho tem por objetivo identificar o núcleo básico da coleção de periódicos
estrangeiros destinados ao desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa realizadas na
Universidade de São Paulo. Foram analisadas instituições pertencentes às áreas de Ciências
Exatas, Biológicas e Humanas, e identificados os títulos por meio de pesquisa junto a
especialistas. Numa segunda fase, foi verificada a presença desses títulos em bases de dados
internacionais; a possibilidade de acesso em meio eletrônico e, finalmente, realizada
comparação com listas de títulos PAP/MEC/PNBU. A identificação deste núcleo básico busca
demonstrar a atualidade e acessibilidade dos títulos indicados e comprovar a necessidade da
manutenção regular dos mesmos na Universidade.

Eixo temático: Gerência da Biblioteca Universitária

2

�1 INTRODUÇÃO
Obter os recursos e materiais que os usuários das bibliotecas necessitam ou demandam
é um dos mais desafiadores aspectos do rol de responsabilidades dos bibliotecários. A grande
discussão, hoje, entre os conceitos de posse, acesso e compartilhamento desses recursos e
materiais, faz com que as bibliotecas vivam um momento de mudanças de definição de sua
missão, dos escopos de suas coleções e até de tamanho. Mudanças essas que se estendem aos
meios de adquirir e preservar a informação e, principalmente, de como prover acesso aos
registros de conhecimento que, ideal e originalmente, pertencem à humanidade.
As formas de medir a real utilização dessa informação e do conhecimento adquirido,
ou da geração de novas idéias desenvolvidas através de canais de informação e comunicação
bem construídos, têm sido buscadas incessantemente pela comunidade científica. Por isso a
preocupação primordial dos bibliotecários tem sido a de assegurar a rápida obtenção e
disseminação das informações mais importantes para os geradores desse conhecimento.
Esta situação, que diz respeito mais diretamente aos periódicos estrangeiros, também
tem sido objeto de atenção do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
– SIBi/USP que, já em 1993, formou um grupo de trabalho denominado “Estudos em
gerenciamento de acervos da USP” .
Devido à permanente necessidade de avaliação e atualização do acervo de periódicos
da Universidade, esse grupo tem trabalhado para a otimização e qualificação das coleções das
bibliotecas, com estudos já realizados sobre duplicação de títulos de periódicos, política de
desenvolvimento e critérios para avaliação das coleções, compartilhamento e cooperação de
recursos informacionais.
2 JUSTIFICATIVA

3

�O aumento do número de títulos publicados (cf. figura 1) e os altos custos dos
periódicos estrangeiros que, à nível mundial, têm colocado 2/3 dos valores de orçamentos
para aquisição de material bibliográfico na rubrica de materiais periódicos e apenas 1/3 para
outros materiais, como livros, e que na USP, há 2 anos, representa a destinação de 100% de
uma dotação que, em 1999, chegou à casa de R$ 11 milhões, reforçam a necessidade de
mudança e revisão das formas de medição de real utilização dessas coleções.

FIGURA 1 – Número de revistas científicas correntes em relação a datas
Fonte: Palestra proferida por Rosaly Favero Krzyzanowski à FAPESP em 18/05/99.
A necessidade de revisão e novo estabelecimento de um núcleo de coleções vem ao
encontro de estudos já consagrados, como:

◊

a lei de Trueswell (11), indicando que 20% da literatura atende 80% dos usuários;
4

�◊

Vergueiro (12), que afirma que boa parte da literatura de periódicos é constituída de
material de pouca importância, repetindo apenas o que outros já haviam dito ou discutido
anteriormente, sem nada a acrescentar de novo;

◊

Garfield (apud Oberhofer 7) e sua lei de bibliometria que demonstra que para qualquer
campo da ciência os artigos de periódicos se concentram nas mesmas revistas
multidisciplinares de alto impacto;

◊

Spinak (9) e Rousseau (8), que, fazendo referências às distribuições de Bradford,
colocam sua teoria sobre o que denominaram “cauda de cometa”, demonstrando que, em
grande parte, a “cauda de cometa” de uma disciplina consiste no conjunto de revistas que
formam o núcleo de literatura de outra disciplina;

◊

Garvey (2), comparando a capacidade de acesso à literatura especializada pelos cientistas
verificou que o núcleo da literatura possível de ser assimilada mantém constante, em
relação ao já comentado crescimento do número de publicações, conforme está
demonstrado na figura 2.

FIGURA 2 – Capacidade de acesso, pelo cientista, à informação científica
5

�3 OBJETIVOS
O grupo de estudos em Gerenciamento de Acervos, dando continuidade ao
desenvolvimento de seus trabalhos, busca agora identificar o núcleo básico da coleção de
periódicos estrangeiros destinados ao desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa
realizados na Universidade de São Paulo através de critérios qualitativos e comparação com
listas já existentes.

4 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS

Para a formação de uma lista básica de periódicos, pode ser utilizada uma extensa
gama de variáveis, dependendo do objetivo a que se pretende.
A escolha da metodologia adequada deverá prever sempre mais de uma variável e
procurar equilibrar os critérios adotados, pois nenhum critério isolado pode demonstrar a
importância verdadeira de um periódico. Os métodos combinados são mais efetivos e
confiáveis do que o uso de métodos isolados, afirmam Mueller (4) e Evans (1).
Na elaboração das listas de títulos que constituem o núcleo básico de periódicos
estrangeiros das Bibliotecas participantes, foram utilizados os seguintes critérios qualitativos
expostos a seguir:

Opinião dos especialistas

A opinião dos especialistas é um dos métodos para a obtenção da qualidade, sendo de
fundamental importância na avaliação de material bibliográfico, pois define o valor do

6

�material pelas pessoas que os utilizam.
Mueller (4) comenta, em artigo onde são estudadas as metodologias para avaliação de
lista básica de periódicos, que : “Dentre todos os critérios que tem sido considerados pela
literatura, a opinião dos usuários sobre o valor dos periódicos parece merecer maior
confiança. A principal restrição encontrada é o receio de que o interesse particular do
respondente deturpe o resultado final, que deve refletir conceitos de qualidade sobre os
periódicos sob um ponto de vista mais amplo”.
Para se restringir este desvio, devem ser usados outros critérios que confirmem ou não
o resultado deste levantamento.

Comparação com listas já definidas

A comparação de títulos indicados para compor a coleção de bibliotecas, com títulos
constantes em listas já definidas e/ou consagradas, tem sido amplamente utilizada, em vários
países, fornecendo subsídios para a qualificação de títulos mais recomendados.
No Brasil, em termos de periódicos, a Lista do Programa de Aquisição Planificada de
Periódicos – PAP tem servido de parâmetro para a validação de títulos de periódicos
estrangeiros. A Lista PAP é o produto de estudos realizados pelo PNBU/MEC, à partir de
consultas à especialistas nas diversas áreas do conhecimento e teve como objetivo apoiar
cursos de pós-graduação oferecidos por um grupo de 19 universidades, ampliando esse
número posteriormente Mueller (4) e Mueller ( 5).
Assim sendo, essa lista atenderia ao objetivo de certificação dos títulos indicados pelos
especialistas e, ao mesmo tempo, permitiria uma verificação de sua própria atualidade, tendo
em vista a expansão do número de títulos publicados e o progresso das ciências e tecnologias,

7

�com a introdução freqüente de novas temáticas.

Indexação dos títulos

A indexação de de títulos de periódicos tem sido uma forma eficaz de dar visibiblidade
aos periódicos e relevar sua importância. Para a indexação de um título há uma série de
exigências por parte dos editores que conferem confiabilidade e prestígio à publicação.
Spagnolo (10) confirma: "O pressuposto é que as revistas mais conceituadas são as mais
procuradas pelos cientistas, não só como fonte de informação, mas também como destino
desejado para os trabalhos por eles produzidos".
Identificação de títulos com texto integral em meio eletrônico

A decisão de pesquisar se os títulos indicados pelos especialistas estariam acessíveis
também em meio eletrônico, com texto integral, é justificada pela utilização efetiva das
tecnologias existentes para o acesso à informação, o que confere valor agregado aos mesmos.
De acordo com Heyes (3), “o ambiente online é o meio ideal para tornar um artigo individual
prontamente acessível. Pela natureza dos periódicos científicos e especialmente pelo seu uso,
o mais importante não é o fascículo completo, mas os artigos. Adicionalmente, o CD-Rom ou
DVD - Digital Video Disk aparecem como excelentes formas para juntar grande número de
artigos com a finalidade de arquivamento e continuidade. Assim, na próxima década é quase
certa a completa transferência dos periódicos científicos (scholary journals) para o formato de
bibliotecas digitais”.
Ainda,

devido à premissa de compartilhamento existente na política de

desenvolvimento de coleções da USP e à utilização atual do Web of Science (ISI Citation

8

�Reports), financiado pela FAPESP- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo,
para acesso por todos os pesquisadores e bibliotecas desse Estado, assim como do ProBE Programa de Biblioteca Eletrônica, também financiado pela FAPESP e que disponibiliza
revistas com texto integral para um consórcio de bibliotecas, formado pelas Universidade de
São Paulo, UNICAMP, UNESP, UFSCar, UNIFESP e BIREME , os títulos disponíveis em
meio eletrônico podem ser compartilhados, o que facilita a eliminação de duplicidades no
formato impresso, ampliando o espectro de utilização e contribuindo para uma melhor
acessibilidade, atualização e manutenção.

9

�Fator de impacto

A bibliometria, análise quantitativa da produção, distribuição e uso da literatura
editada com emprego de métodos matemáticos, vem sendo utilizada há muitas décadas para
análise sob os mais variados enfoques.
Fator de impacto é a média obtida entre o número de citações a um determinado
periódico nos últimos dois anos e o número de artigos publicados por este periódico também
nos últimos dois anos.
Nisonger (6) afirma que "nos últimos anos, estudos baseados no julgamento subjetivo
de especialistas e dados de citação, especialmente os dos Institute for Scientific Information
(ISI), representam os dois métodos mais freqüentemente usados".

5 METODOLOGIA

Na definição da lista de títulos que compõem o núcleo básico de periódicos foram
adotados os seguintes critérios:
-

indicação de títulos pelo especialista;

-

fator de impacto;

-

indexação ou não em bases de dados representativas das áreas escolhidas.
A pesquisa foi realizada com os professores do Departamento de Engenharia Metalúrgica

e de Materiais da Escola Politécnica, Departamento de Ciências Políticas da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas, o Instituto de Geociências e o Instituto Oceanográfico,
todos pertencentes a Universidade de São Paulo. Estes departamentos foram escolhidos por
representarem as três áreas do conhecimento: Exatas, Humanas e Biológicas.
A opinião dos especialistas foi levantada através de envio, por e-mail ou por carta, de
10

�formulário a ser preenchido pelos docentes das instituições pesquisadas, onde deveriam ser
citados os títulos de periódicos estrangeiros mais representativos para o desenvolvimento de
suas atividades.
Atribuiu-se valor de 1 a 5 à ordem em que os títulos foram citados, sendo que 5
correspondia ao título citado em primeiro lugar e 1 àquele citado em último lugar. Esta escala
evitou que títulos citados poucas vezes em primeiro lugar fossem prejudicados por outros
citados muitas vezes mas em último lugar.
O fator de impacto do periódico foi levantado no Journal of Citation Report do
Institute for Scientific Information. A verificação da inclusão ou não dos títulos em bases de
dados internacionais foi feita no próprio periódico, em bases de dados especializadas e no
Ulrich’s International. Atribuiu-se valor 1 aos títulos indexados e 0 aos não indexados.
Após a aplicação dos critérios, utilizou-se a média ponderada para se chegar a uma
lista única de títulos para cada área. Esta metodologia foi escolhida por tratar-se de maneira
simples e amplamente utilizada no tratamento de dados estatísticos que trabalham com mais
de uma variável.
Para isto definiu-se o peso de cada critério no cômputo geral:
Critério

Peso

Opinião do especialista

5

Fator de impacto

3

Indexação em bases de dados

2

A definição dos pesos para os critérios reflete a importância de cada um no resultado final.
A opinião do especialista é a de maior importância por refletir as tendências e
particularidades das instituições analisadas, enquanto que a indexação em bases de dados e o
fator de impacto referem-se à importância do título para a comunidade científica como um
11

�todo.

12

�Foi feita a ponderação de cada título da seguinte maneira:
-

multiplica-se o valor obtido em cada critério pelo seu peso correspondente;

-

somam-se os três valores obtidos nos critérios;

-

divide-se por 10, que é a média ponderada dos pesos atribuídos aos critérios.
Por exemplo, um título com 15 (a) indicações dos especialistas, com fator de impacto

1, 304 (b) e indexado em bases de dados 1 (c), tem como média ponderada:
MP= 15 x 5 + 1, 304 x 3 + 1 x 2 = 23,09
10
Os títulos foram listados em ordem decrescente segundo a média ponderada, sendo
aquele de maior pontuação considerado o mais importante.
As listas obtidas foram comparadas com a Lista PAP, com o objetivo de se verificar
alterações, atualidade e inclusão de títulos novos.
Verificou-se também a possibilidade de acesso eletrônico dos títulos indicados,
objetivando o compartilhamento de recursos entre as bibliotecas.

6 RESULTADOS

Foram obtidos os seguintes resultados:
QUADRO 1: Número de questionários enviados e respondidos
Unidade

Questionários enviados

Questionários respondidos

EP

22

17

FFLCH

18

11

Igc

58

34

IO

40

38

138

100

Total

Foram enviados 138 questionários e respondidos 100 , o que representa 72,46% de
13

�retorno.

14

�QUADRO 2: Número de títulos indicados pelos especialistas
Unidade

Títulos indicados

Possuídos pelas bibliotecas

EP

39

22

FFLCH

38

15

Igc

85

69

IO

79

71

241

177

Total

Foram indicados 241 títulos, dos quais 177 existem nas bibliotecas (73,44%).
QUADRO 3: Indexação em bases de dados
Unidade

Títulos indicados

Títulos indexados

EP

39

32

FFLCH

38

38

Igc

85

81

IO

79

78

241

229

Total

Dos 241 títulos indicados, 229 são indexados em bases de dados (95,02%).

QUADRO 4: Disponibilidade de acesso eletrônico ao texto completo
Unidade

Títulos disponíveis

Informação não obtida

EP

13

26

FFLCH

20

18

IGc

39

46

IO

49

30

121

120

Total

Dos 241 títulos indicados, 121 têm texto completo disponível em formato eletrônico
(50,20%); não foram obtidas informações para os 120 títulos restantes.

15

�16

�QUADRO 5: Inclusão dos títulos na Lista PAP
Unidade

Títulos incluídos na

Títulos não incluídos na

Lista PAP

Lista PAP

EP

04

35

FFLCH

10

28

IGc

09

76

IO

22

57

45

196

Total

Dos 241 títulos indicados, 45 estão incluídos na Lista PAP (18,67%).
7 ANÁLISE DOS RESULTADOS

O número de respostas aos questionários enviados foi representativo para a
continuidade do estudo. Ficou notório o grau de interesse do pesquisador pelo assunto.
Apesar das bibliotecas possuírem grande número dos títulos indicados (73,44%), o
que atesta a qualidade de seus acervos, o número de títulos indicados e que as bibliotecas não
possuem (26,55%), demonstra a necessidade de estudos mais aprofundados sobre uma nova
tendência de núcleos básicos das coleções.
A porcentagem de títulos indexados (95,02%) deixa patente tanto a qualidade dos
títulos possuídos pelas bibliotecas, quanto daqueles novos indicados pelos especialistas.
Com relação aos títulos cujos textos completos estão disponíveis em formato
eletrônico, houve equilíbrio nos resultados, o que reflete a fase de transição pela qual está
passando o mercado editorial. A tendência é que a situação se defina nos próximos anos,
quando provavelmente a maioria destes títulos esteja disponível eletronicamente,
proporcionando maior compartilhamento de recursos e informações entre as bibliotecas.
Analisando-se a Lista PAP, apenas 45 dos 241 títulos indicados (18,67%) pelos

17

�especialistas estão nela incluídos, o que pode ser um indicativo da necessidade de nova
avaliação com vistas a sua atualização.
8 RECOMENDAÇÕES
Apesar de não ser um estudo representativo da USP como um todo, após análise dos
resultados, recomenda-se:
● um estudo aprofundado extensivo a todas as bibliotecas da USP, na tentativa de adequar
suas coleções às novas linhas de pesquisa existentes;
● haver uma preocupação dos orgãos financiadores com a manutenção destas coleções nas
bibliotecas, como suporte informacional às pesquisas ali desenvolvidas;
● a aquisição do maior número possível de títulos com texto integral em formato eletrônico,
o que viabilizaria o compartilhamento de recursos e de informação entre as bibliotecas e
facilitaria seu acesso pelos pesquisadores;
● uma atualização periódica da Lista PAP pela CAPES, pois como ficou demonstrado é
elevado o número de títulos novos citados pelos especialistas que não constam da referida
lista.

18

�ANEXO
MODELO DE LISTA BÁSICA DE PERIÓDICOS NA ÁREA DE ENGENHARIA METALÚRGICA

TÍTULO DO PERIÓDICO

ISSN

Opinião de

Fator de

É INDEXADO ?

Especialistas

Impacto
3
0,693

SIM
2
1

PESO
Metallurgical and Materials Transactions. Part B.

1073-5615

5
42

Metallurgical and Materials Transactions. Part A.

1073-5623

31

0,921

1

Acta Materialia

1339-6454

18

1,242

1

ISIJ International

0915-1559

18

0,58

Steel Research

0177-4832

14

0,408

Materials Science and Technology

0267-0836

11

Corrosion

0010-9312

Canadian Metallurgical Quarterly

Total

NÃO

SIM

NÃO

CONSTA LISTA PAP ?

SIM

10
21,41

X

X

15,98

X

X

9,57

X

NÃO

X

9,17

X

1

7,32

X

X

0,621

1

5,89

X

X

10

0,569

1

5,37

0008-4433

9

0,289

1

4,79

X

X

Macromolecules

0024-9297

7

3,5

1

4,75

X

X

Ironmaking and Steelmaking

0301-9233

9

0,412

Corrosion Science

0010-938x

8

0,901

1

4,47

Journal of Applied Polymer Science

0021-8995

8

0,841

1

4,45

Scripta Materialia

1359-6462

7

0,645

1

3,89

X

X

Polymer

0032-3861

6

1,358

1

3,61

X

X

JOM

1047-4838

6

0

1

3,20

Polymer Engineering and Science

0032-3888

5

0,878

1

2,96

Zeitschrift fur Mettalkunde

0044-3093

5

0,845

1

2,95

Welding Journal

0043-2296

5

0,167

1

2,75

5

0

4

0

Rubber Science and Technology
Schweissen und Schneiden

0036-7184

0

TÊM ELETRÔNICO
?

0

0
1

19

X

X
X

X

X
X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

2,50

MODELO DE LISTA BÁSICA DE PERIÓDICOS NA ÁREA DE ENGENHARIA METALÚRGICA

X

X

4,62

2,20

X

X

X

X

X

(Continuação)

�TÍTULO DO PERIÓDICO

ISSN

Opinião de

Fator de

É INDEXADO ?

Especialistas

Impacto

PESO
Transactions of the Inst. of Mining &amp; Metallurgy. Part
C.

0371-9553

5
4

3
0

SIM
2
1

Intermetallics

0966-9795

3

1,439

Journal of Polymer Science. Part B: Polymer Physics

0887-6266

3

1,327

Total

NÃO

TÊM ELETRÔNICO
?

SIM

NÃO

CONSTA LISTA PAP ?

SIM

NÃO

10
2,20

X

X

1

2,13

X

X

1

2,10

X

X

4

0

2,00

X

X

International Journal of Heat and Mass Transfer

0017-9310

3

0,69

1

1,91

X

X

Materials Performance

0094-1492

3

0,114

1

1,73

X

X

Welding International

0950-7116

3

0

1

1,70

Journal of the Electrochemical Society

0013-4651

2

1,994

Scandinavian Journal of Metallurgy

0371-0459

2

0,453

International Journal of Powder Metallurgy

0888-7462

2

0,328

Journal of Rheology

0148-6055

1

Metal Finishing

0026-0576

2

Welding in the World

0043-2288

Macromolecular Chemistry and Physics

1022-1352

Powder Metallurgy International
Plating &amp; Surface Finishing
British Corrosion Journal

Transactions of the Iron and Steel Institute of Japan

0

X

1,60

X

1

1,34

X

1

1,30

X

X

1,889

1

1,27

X

X

0

1

1,20

X

X

2

0

1

1,20

1

1,432

1

1,13

X

X

0032-5899

1

0,315

1

0,79

X

X

0360-3164

1

0,214

1

0,76

X

X

0007-0599

1

0

1

0,70

X

X

Int. Journal of the Iron and Steel Institute of Japan

1

0

0

0,50

MPT-Metallurgical Plant and Technology

1

0

0

0,50

OBS: Para consulta às tabelas das demais áreas, entrar em contacto com os autores do trabalho.

20

0

X

X
X

X

X

X

X
X

X

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.

EVANS, G.E. Developing library and information center collection..2.ed. Littleton :
Libraries Unlimited, 1987. (Library Science Text Series)

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21

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Andrade, Diva Carraro de et al.</text>
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                <text>O trabalho tem por objetivo identificar o núcleo básico da coleção de periódicos estrangeiros destinados ao desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa realizadas na Universidade de São Paulo. Foram analisadas instituições pertencentes às áreas de Ciências Exatas, Biológicas e Humanas, e identificados os títulos por meio de pesquisa junto a especialistas. Numa segunda fase, foi verificada a presença desses títulos em bases de dados internacionais, a possibilidade de acesso em meio eletrônico e, finalmente, realizada comparação com listas de títulos PAP/MEC/PNBU. A identificação deste núcleo básico busca demonstrar a atualidade e acessibilidade dos títulos indicados e comprovar a necessidade da manutenção regular dos mesmos na Universidade.</text>
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                    <text>MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA DE AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Carla Metzler Saatkamp1
Caterina Groposo Pavão2
Janise Silva Borges da Costa2
Laís Freitas Caregnato2
Sônia Regina Zanotto2
Zaida Horowitz1
Zita Catarina Prates de Oliveira2
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
E-mail: comissao@cpd.ufrgs.br

RESUMO

O trabalho enfoca o processo de transição do sistema de automação nas bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, iniciado em 1997, quando ficou
evidenciada a necessidade de mudança, visando à ampliação e modernização do Sistema de
Automação de Bibliotecas da UFRGS - SABi, desenvolvido pela Biblioteca Central e Centro
de Processamento de Dados da mesma Universidade, em uso desde 1989. Aborda as etapas
percorridas, desde a formação de um grupo para análise de softwares para automação de
bibliotecas disponíveis no mercado, bem como o detalhamento de suas características e
especificações técnicas, de modo a atender às exigências estabelecidas pela equipe do Sistema
de Bibliotecas da UFRGS - SBU, sem acarretar prejuízos no que se refere aos recursos até
então oferecidos pelo SABi. A partir da definição do software, foi designada uma comissão,
com atribuições de planejar, coordenar e executar a migração da base de dados para o
software Aleph. Enfatiza o preparo da base SABi para conversão, englobando a consistência
no uso adequado dos campos e dos dados registrados, assim como o estudo e definição dos
formatos a serem adotados para descrição dos vários tipos de materiais, tendo por base o
formato USMARC. Destaca a necessidade de adoção de normas e padrões internacionais de
intercâmbio, de fundamental importância para o compartilhamento de registros bibliográficos
entre instituições, que se caracteriza como um ponto forte no processo de automação das
bibliotecas da UFRGS.

_________________________________________
1

�1
2

Analistas de sistemas
Bibliotecárias

1 INTRODUÇÃO
Desde a década 70, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS tem
demonstrado preocupação com a automação de suas bibliotecas, a qual teve início com a
utilização do formato CALCO, cuja aplicação se deu na organização do catálogo de teses e
dissertações.
Em 1987 o projeto de automação das bibliotecas foi retomado, numa iniciativa
conjunta da Biblioteca Central e do Centro de Processamento de Dados, tendo sido
implantado, em 1989, o Sistema de Automação de Bibliotecas - SABi, nas 30 bibliotecas da
UFRGS.
A base SABi contém aproximadamente 260.000 registros bibliográficos que incluem
os diversos tipos de documentos e está estruturada em módulos, dos quais estão em operação
o de Registro Bibliográfico e o de Recuperação da Informação.
Ao longo destes dez anos de uso do SABi foram implementadas inúmeras melhorias,
visando sua qualificação e, sobretudo, aumentar sua performance para atender às necessidades
dos profissionais e usuários do Sistema de Bibliotecas da UFRGS – SBU, porém restritas aos
módulos em operação.
A rapidez com que vêem evoluindo as tecnologias de processamento eletrônico da
informação, os equipamentos de informática e as redes de comunicação de dados, aliados ao
crescimento do acervo e à necessidade de ampliar e agilizar os serviços oferecidos pelas
bibliotecas foram fatores decisivos para a realização de um estudo e diagnóstico dos rumos da
automação no SBU.

2

�Os resultados indicaram que a ampliação e modernização do SABi eram inadiáveis
para a expansão e qualificação dos serviços oferecidos pelas bibliotecas, com o objetivo de
atender satisfatoriamente às demandas dos usuários.
Este trabalho enfoca o processo de transição de sistemas, desde a seleção do software
até o preparo da base de dados para migração.
2 SISTEMA PROPRIETÁRIO X SISTEMA COMERCIAL
No estudo para modernização do processo de automação do SBU foram consideradas,
basicamente, duas possibilidades: - avançar no desenvolvimento dos módulos faltantes do
SABi e modernizar os já existentes ou - adquirir um sistema comercial que contemplasse, em
seus módulos, todas as rotinas das bibliotecas, com perspectivas de continuidade.
A opção por manter o SABi, sistema proprietário, permitiria maior flexibilidade no
atendimento das demandas específicas da Instituição. Entretanto, as dificuldades de formar
equipe especializada em manipulação de informações textuais para o desenvolvimento do
sistema e para manutenção evolutiva, preventiva e corretiva, de certa forma contribuíram para
inviabilizar sua continuidade.
É importante salientar que isto ocorreu devido às restrições do setor público no que
concerne à reposição de recursos humanos.
A adoção de um software comercial, de certo modo garantiria o desenvolvimento e
atualização permanentes do sistema, acompanhando os avanços tecnológicos, sem acarretar
prejuízos à base de dados disponível e aos recursos já investidos. Neste caso haveria,
certamente, a necessidade de adequação das demandas institucionais aos parâmetros
pré-definidos pelo software, além do impacto de sua implementação frente à equipe técnica e
à comunidade usuária.

3

�Para cada uma das alternativas foram elencadas as necessidades e respectivos custos a
serem despendidos com recursos humanos e materiais indispensáveis para viabilizá-las. Na
realidade, os recursos materiais, que envolviam equipamentos para as bibliotecas, servidor e
infra-estrutura de rede, eram equivalentes.
A partir dos resultados do estudo foi tomada a decisão de migrar para um software
comercial que atendesse às características e especificações técnicas desejáveis, por ter sido
julgada a mais apropriada nas circunstâncias atuais.
3 CARACTERÍSTICAS PARA SELEÇÃO DO SOFTWARE
Para

seleção dos softwares foram considerados, primeiramente, aqueles que

possibilitassem automatizar, de forma abrangente, as múltiplas rotinas das bibliotecas. Em
etapa subseqüente, foram examinados os já testados e consolidados, levando em consideração
aqueles de reconhecimento mundial, suportado por tecnologias que representam o estado da
arte em sistemas de informação de bibliotecas; os já em uso no País, por instituições de ensino
superior ou centros de pesquisa; os desenvolvidos em língua portuguesa ou passíveis de serem
traduzidos e os comercializados por empresa capaz de oferecer suporte técnico e treinamento.
Dentre as características desejáveis, foram consideradas indispensáveis:
- operar em arquitetura cliente/servidor;
- possibilitar a utilização de senhas e níveis de autorização, para garantir a segurança e
proteção de dados;
-

ser modular, assegurando facilidade de manutenção e integração com novas

tecnologias;
- ser parametrizável, permitindo sua personalização, de acordo com a aplicação;
- suportar cliente WWW, Telnet, Internet e Intranet;

4

�-

utilizar protocolo Z39.50, viabilizando a interconectividade com outras redes e

sistemas de informação internas e externas à Universidade;
-

utilizar Sistema de Gerenciamento de Bancos de Dados Relacionais padrão no

mercado;
- propiciar a atualização da base em tempo real;
- possuir conectividade a recursos multimídia, texto e CD-ROM;
- ser compatível com o Formato USMARC, padrão internacional para registro e
intercâmbio de informações bibliográficas;
- viabilizar a conversão total dos registros bibliográficos da base SABi, e
- estar estruturado em módulos integrados, de modo que qualquer alteração em um dos
módulos seja automaticamente processada nos demais.
Concluída a análise, optou-se pela adoção do software ALEPH500 (Automated Library
Expandable Program) por atender aos requisitos estabelecidos pela UFRGS.
4 MIGRAÇÃO PARA O ALEPH
Com a atribuição de planejar, coordenar e executar a implantação do novo software foi
designada, em maio de 1998, a Comissão de Automação, composta por cinco bibliotecárias
do SBU e uma analista de sistemas do Centro de Processamento de Dados.
Tendo como parceiros de trabalho os bibliotecários membros dos Grupos Assessores
Técnicos do SBU (GAT-SBU), a Comissão priorizou quatro grandes linhas de ação.
4.1 Consistência da base SABi
Inicialmente foram identificadas na base inconsistências de entradas, grafia e
duplicação de registros, problemas decorrentes de duas situações: - a inexistência de um

5

�catálogo de autoridades para controle de entradas autorizadas e remissivas na base SABi, e - o
registro de dados realizado separadamente em cada biblioteca do SBU, devido à implantação
do software em versão monousuário. A adoção da versão multiusuário e da conseqüente
catalogação cooperativa entre as bibliotecas ocorreu gradativamente, na medida em que as
unidades universitárias foram adquirindo condições de equipamentos e, principalmente,
infra-estrutura de rede para tal.
A perspectiva de migração da base de dados impulsionou a realização de sua
consistência, com o objetivo de buscar a integridade das informações e a uniformidade dos
dados.
Para correção de inconsistências de entradas e de digitação em 9.798 registros foram
geradas listagens, enviadas às bibliotecas para os respectivos acertos.
A correção de registros duplos de monografias foi coordenada por um subgrupo do
Grupo Assessor Técnico em Descrição Documental que identificou 1.684 catalogações duplas
existentes na base SABi, das quais 823 foram eliminadas. O trabalho consistiu, ainda, da
compatibilização dos registros unificados e da divulgação, às bibliotecas, das alterações
efetuadas.
A tarefa de consistência tem sido sistemática desde o início das atividades da
Comissão de Automação. Na medida em que são detectadas incorreções nos diversos campos
são feitos levantamentos para identificar se estão ocorrendo em quantidade significativa e,
então, é avaliada a pertinência de envio às bibliotecas para que procedam às devidas
alterações; a possibilidade de correção automática, executada pelos analistas responsáveis
pelo SABi e a possibilidade dos próprios integrantes da Comissão efetuarem as alterações,
desde que não haja necessidade de consulta ao documento ou não envolva um número muito
grande de registros.

6

�O processo de consistência motivou a realização de um curso de reciclagem para os
catalogadores do SBU, com o intuito de promover o estudo dos métodos e técnicas utilizáveis
no processo de catalogação e seu aprimoramento no uso do Código de Catalogação
Anglo-Americano, 2ª edição (CCAA2).
4.2 Estudo comparativo SABi - USMARC
A UFRGS tradicionalmente tem a preocupação de adotar padrões nacionais ou
internacionais para registro e intercâmbio de informações bibliográficas tendo utilizado, no
decorrer do seu processo de automação, o formato CALCO (1975-1982) e o Formato IBICT
(1989-1999), ambos com adaptações pertinentes às necessidades específicas do SBU.
A migração para um novo software motivou uma reavaliação do formato adotado até
então e, considerando que o Aleph suporta registros bibliográficos em qualquer formato,
optou-se pela utilização do Formato USMARC. Esta escolha deveu-se, fundamentalmente, ao
fato de ser um formato consolidado internacionalmente tendo, na realidade, servido como
base para aqueles já utilizados pela UFRGS; flexível, por não ser necessário aplicá-lo na
íntegra e, ao mesmo tempo, prever a utilização de parágrafos que atendam às
necessidades/peculiaridades institucionais e abrangente, por possibilitar o registro de
informações bibliográficas dos vários tipos de documentos existentes no acervo do SBU.
O estudo iniciou com a elaboração de uma tabela comparativa entre o Formato SABi e
o USMARC, compatibilizando campos, indicadores, subcampos e tabelas de códigos (área
geográfica, países, idiomas e de relacionamento), para fins de conversão e de avaliação da
necessidade de manutenção ou exclusão de informações na base de dados. Outro subproduto
do estudo foi a tradução completa da documentação relativa ao Formato Bibliográfico
USMARC.

7

�4.3 Novo Formato Bibliográfico SABi
Quando da definição do formato que serviria de base para o novo Formato SABi, em
comparação com aquele atualmente em vigor, foram levantadas as ocorrências dos campos e
subcampos na base de dados e avaliada sua utilização. A partir deste levantamento, foi
possível estabelecer os campos e subcampos a serem mantidos, excluídos e/ou acrescentados
ao novo formato.
Para este formato manteve-se o nível dois de catalogação do CCAA2. Manteve-se,
ainda, um campo específico para controle bibliográfico institucional, o qual viabiliza o
registro detalhado dos trabalhos produzidos no âmbito da Universidade, de acordo com as
necessidades da Administração Superior da UFRGS.
No processo de conversão foi determinada uma modificação importante no registro
dos dados na base: a adoção de letras maiúsculas e minúsculas e de acentuação. Esta decisão
decorreu da adoção do Formato USMARC, que prevê este uso, do interesse em estabelecer
possíveis intercâmbios e da tendência identificada em outras bases de dados bibliográficos.
A base SABi foi definida para permitir somente a entrada de dados em letras
maiúsculas e sem acentuação, como uma forma de reduzir o número de inconsistências de
grafia e digitação, bem como de agilizar a inclusão de dados.
4.4 Gerência da migração
A gerência da migração do Sistema é desempenhada pela Comissão de Automação,
com a participação dos GAT-SBU. Este processo vem sendo executado em três frentes:
a) Equipamentos para o sistema - foi realizado um diagnóstico dos equipamentos
disponíveis nas 30 bibliotecas e identificadas as necessidades (quantidade e configuração)
para implantação do novo sistema em cada uma delas;

8

�b)

Parametrização e análise de conversão - a partir da instalação do software no

servidor da Universidade teve início a customização do sistema, com a elaboração de índices
para recuperação de informações, tabelas, planilhas e telas.
Concomitantemente, foi realizada a análise minuciosa dos registros resultantes dos
testes de conversão. Para isto foram observados os itens abaixo citados:
- a rigorosa transferência do conteúdo dos campos SABi para os campos USMARC;
- a pertinência e o correto funcionamento dos índices previstos para recuperação de
informações;
- a adequação dos formatos de exibição, no que se refere à verbalização mais
apropriada para os campos e à pontuação;
- os ajustes eventuais na definição proposta nos formatos para registro dos dados nas
bases bibliográfica e de autoridades.
Da parametrização derivou também o trabalho de elaboração da documentação do
sistema, ou seja, manuais de registro bibliográfico, de registro de autoridades, de registro de
itens, de recuperação da informação e cartões de referência para sua operação.
c) Treinamento da equipe técnica do SBU - concluídas as fases anteriores, teve início
a capacitação de instrutores.
O treinamento será vital para a correta utilização do novo sistema já que houve
substancial alteração nas rotinas de processamento técnico pela necessidade de alimentação de
três bases de dados: bibliográfica, itens e autoridades. Também sofreram alterações as telas de
interface do sistema e de recuperação de informações.
Para aprendizado no uso da ferramenta e formação de instrutores foi disponibilizado
um laboratório com 10 microcomputadores, nos quais foi instalada uma base de teste
contendo

33%

do

total

de

registros

9

bibliográficos

do

SABi.

Aos

doze

�bibliotecários/instrutores caberá organizar programas e, juntamente com os integrantes da
Comissão, ministrar cursos básicos e avançados para 80 bibliotecários.
O programa de treinamento terá fluxo contínuo devendo estender-se à toda equipe das
bibliotecas e à comunidade universitária.
5 ATIVIDADES FUTURAS
Ao término da migração da base, estão previstos novos desafios para a Comissão e
para as bibliotecas do SBU: a implantação dos módulos de circulação, registro de periódicos e
aquisição. Estas rotinas não foram automatizadas no SABi e, portanto, a equipe técnica do
SBU não possui experiência anterior que subsidie sua implementação.
Outra necessidade diagnosticada diz respeito à catalogação retrospectiva. A UFRGS
possui aproximadamente 75% de seu acervo ainda não processado no SABi. Neste sentido,
foram efetuados estudos preliminares acerca das alternativas e rotinas necessárias para
inclusão destes registros na base de dados. Estudos que deverão ser retomados, buscando
formas eficientes e eficazes de realizar a tarefa.
Durante o período de atuação da Comissão tem-se fortalecido a idéia da constituição
de um grupo permanente e com dedicação exclusiva para gerência técnica e operacional do
Sistema. A experiência com o SABi já apontava para esta necessidade que, com o novo
sistema, toma outras proporções, na medida em que será mais complexo, devido à sua
abrangência.
A estrutura descentralizada do SBU, com dispersão física das bibliotecas em cinco
campi e o grande número de pessoas envolvidas são fatores que contribuem para reiterar esta
proposta uma vez que essas bibliotecas possuem condições e características diferenciadas.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

10

�O trabalho desenvolvido até agora tem contribuído muito para a qualificação da base
SABi e integração da equipe do SBU em prol do planejamento e definição do novo sistema.
A perspectiva de ampliação e modernização do SABi tem gerado expectativas bastante
positivas, junto à equipe técnica do SBU e à comunidade universitária.
A certeza de que a modernização do SABi, sob nova plataforma, se constitui em outra
fase do processo de automação das bibliotecas da UFRGS, na qual atingir-se-á outro patamar
em termos de qualidade e dinamismo na prestação de serviços, serve de estímulo constante
para a continuidade do trabalho.

ABSTRACT

This paper focuses on the transition process from the SABi database, jointly developed by the
Central Library and Data Processing Center, in use since 1989, to the Aleph software, due to
the needs of expansion and updating. It covers the steps followed, starting with the creation
of commission to analyze the features of the commercially available systems and define the
chosen program based on the needs of the UFRGS Library System. Another group planned,
coordinated and implemented the database migration, insuring consistency in the use of fields
and registered data, and also defining the formats to be used, based on USMARC. The paper
also emphasizes the need for the adoption of international standards for the interchange of
bibliographic data, a strong point of the UFRGS Library System automation process.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FURRIE, Betty. Understanding MARC Bibliographic: machine-readable cataloging. 5.ed.
Washington: Network Development and MARC Standards Office, Library of Congress,
1998. 29p.
GONÇALVES, Eliane Maria Severo et al. Informatização da informação: a experiência do
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ciência da
Informação, Brasília, v.27, n.1, p.99-102, jan./abr. 1998.

11

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central, Centro de
Processamento de Dados. Estudo para modernização do Sistema de Automação de
Bibliotecas - SABi. Porto Alegre, 1997. 13f.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central, Centro de
Processamento de Dados. Requisitos para a modernização dos processos de automação
do Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBU. Porto Alegre, 1998. 8f.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central. Grupo
Assessor Técnico em Descrição Documental. Subgrupo de Registros Duplos. Registros
duplos de monografias: relatório final. Porto Alegre, 1999. 7f.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Pró-Reitoria de Pesquisa.
Comissão de Automação. Relatório de atividades 1998. Porto Alegre, 1999. 7f.

12

�</text>
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Documentação&#13;
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                <text>Modernização do sistema de automação de bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 64</text>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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                <text>O trabalho enfoca o processo de transição do sistema de automação nas bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, iniciado em 1997, quando ficou evidenciada a necessidade de mudança, visando à ampliação e modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da UFRGS - SABi, desenvolvido pela Biblioteca Central e Centro de Processamento de Dados da mesma Universidade, em uso desde 1989. Aborda as etapas percorridas, desde a formação de um grupo para análise de softwares para automação de bibliotecas disponíveis no mercado, bem como o detalhamento de suas características e especificações técnicas, de modo a atender às exigências estabelecidas pela equipe do Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBU, sem acarretar prejuízos no que se refere aos recursos até então oferecidos pelo SABi. A partir da definição do software, foi designada uma comissão, com atribuições de planejar, coordenar e executar a migração da base de dados para o software Aleph. Enfatiza o preparo da base SABi para conversão, englobando a consistência no uso adequado dos campos e dos dados registrados, assim como o estudo e definição dos formatos a serem adotados para descrição dos vários tipos de materiais, tendo por base o formato USMARC. Destaca a necessidade de adoção de normas e padrões internacionais de intercâmbio, de fundamental importância para o compartilhamento de registros bibliográficos entre instituições, que se caracteriza como um ponto forte no processo de automação das bibliotecas da UFRGS.</text>
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                    <text>INSERINDO A DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA INFORMAÇÃO NA ERA
ELETRÔNICA

Vânia Martins B. O. Funaro b-vania@fo.usp.br
Telma de Carvalho
telma@fo.usp.br
Lúcia Maria S. V. Costa Ramos
b-lucia@fo.usp.br
Serviço de Documentação Odontológica de Faculdade de Odontologia da USP

Resumo: Proposta de instrumentalização de DSI utilizando as tecnologias de
informação atuais como MEDLINE, Web of Science, ProBE, Current Contents e
Biblioteca Virtual, de modo a oferecer aos pesquisadores informações relativas a sua
linha de pesquisa. Optou-se nesse momento em trabalhar com os profissionais
cadastrados na FAPESP e pretende-se estender esse serviço aos demais pesquisadores
da FOUSP (Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo). Será feita
entrevista com os docentes a fim de garantir a satisfação de resposta com recuperação
de informações relevantes. Embora os pesquisadores conheçam os novos recursos
disponíveis para recuperação da informação, muitos não conseguem utilizá-los por
estarem desenvolvendo atividades paralelas ao ensino e à pesquisa. Para que esses
pesquisadores recebam informações adequadas e pertinentes às pesquisas em
andamento, o SDO (Serviço de Documentação Odontológica) atua como agente
mediador neste processo.

1. INTRODUÇÃO
De uma maneira geral as bibliotecas têm por missão oferecer ao seu público
informações relevantes para a realização de suas pesquisas, facilitando-lhes o acesso e a
localização do material bibliográfico necessário para tal.
As mudanças ambientais ocorridas nos últimos tempos, impulsionada
principalmente pelo fator tecnológico, vêm propiciando e ao mesmo tempo forçando os
serviços de informação a planejarem e redimensionarem os produtos e serviços
oferecidos aos seus usuários. Desta forma, os serviços tradicionais gradativamente estão
sendo incorporados aos formatos eletrônicos, mas, mais do que isso necessitam oferecer
um diferencial além do que o simples reempacotamento de atividades. A fim de agregar
1

�valor a esses serviços disponibilizados em meios eletrônicos, é papel da biblioteca
proporcionar novos elementos e facilidades ao público que irá se beneficiar deles. O
gerente de biblioteca, ao colocar um serviço disponível eletronicamente deve ter a
certeza de que será possível sua realização e que a qualidade conhecida será mantida.
O serviço de Disseminação Seletiva da Informação (DSI) continua tendo entre
os pesquisadores um alto índice de aceitação,

a exemplo no que acontece no

SDO/FOUSP que ainda mantém o serviço tradicional para alguns docentes como a
remessa do “Conteúdo”

de alguns títulos de periódicos. Mesmo cientes das novas

facilidades e conhecedores dos bancos de dados online e das diversas opções de
recuperação da informação, muitas vezes preferem que essa busca de informação seja
realizada por profissional habilitado garantindo, entre outras coisas, a relevância da
informação recuperada. A falta de tempo para realizar suas próprias pesquisas
bibliográficas demonstra que a DSI torna-se uma atividade de grande importância e
aceitação quando usado como meio suplementar de informação uma vez que permite
aos pesquisadores obter maior disponibilidade para dedicarem-se à execução de suas
pesquisas propriamente ditas.
Atendendo a esse público que conhece as possibilidades atuais de busca e
recuperação da informação mas que não pode utilizá-la pela

falta de tempo, o

SDO/FOUSP pretende oferecer o serviço individual de disseminação seletiva da
informação para uma comunidade de 13 pesquisadores cadastrados na FAPESP.
Procurou-se trabalhar com esse público específico por inferir a existência de
necessidade de novos conhecimentos para a realização e continuidade dos projetos.
Como objetivo geral tem-se o de apresentar aos docentes da FOUSP a DSI
eletrônica, tendo como agregação de valor não apenas a localização de conteúdos de
títulos de periódicos, mas o oferecimento de suporte personalizado para o

2

�desenvolvimento da pesquisa por uma equipe de bibliotecários dos diversos setores da
biblioteca para a realização da busca bibliográfica, localização, recuperação e envio da
informação ao pesquisador. Como objetivo específico este trabalho pretende demonstrar
a metodologia a ser adotada para a implementação da DSI eletrônica para um grupo
piloto de pesquisadores da FOUSP, com a intenção de estender esse serviço a grupos de
pesquisas.
Para atingir tais objetivos serão utilizados os meios eletrônicos tanto para as
fases que envolvem o processo de localização da informação como para aquelas que
destinam-se ao envio dos resultados da pesquisa com as fotocópias dos artigos
preferencialmente, via e-mail. Como fator positivo o docente poderá acessar esses
resultados e recuperar os textos completos disponíveis nos seus e-mails diretamente do
departamento a que pertence ou de sua residência, conforme o que será estabelecido
pelo pesquisador na entrevista a ser realizada quando da implantação do serviço.
Pretende-se que cada bibliotecário do SDO/FOUSP fique responsável por um número
específico de docentes, diferentemente do que acontece na DSI tradicional onde
normalmente esta atividade está sob a responsabilidade de um único bibliotecário e via
de regra, do serviço de referência.

2. DO SERVIÇO TRADICIONAL DE DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA
INFORMAÇÃO AO ELETRÔNICO
A DSI surgiu na década de 60 com uma rápida aceitação pelos pesquisadores
por ser um serviço personalizado oferecido diretamente ao usuário de acordo com seu
perfil e linha de pesquisa. Considerado por alguns autores na década de 70 (Cheney,
1971; Gaffney, 1973 e Leggate, 1975, citado por Longo, 1978) como um meio a mais

3

�disponível para a disseminação da informação, este serviço vinha ao encontro da
necessidade dos usuários de recuperação de informação personalizada.
Sousa; Brighenti (1981) apontam que a informação desempenha papel
primordial para o desenvolvimento das nações em todos os níveis. Isto equivale a dizer
que as bibliotecas têm a responsabilidade de prover sua comunidade científica de
serviços de recuperação e localização da informação compatíveis com a necessidade de
sua clientela. Independente da área de atuação o pesquisador tem necessidade de acesso
às fontes de literatura técnico-científica pertinentes produzidas mundialmente para a
geração de novos conhecimentos. Disseminar seletivamente a informação é uma das
formas de disponibilizá-la ao usuário, visto que é uma extensão dos serviços
convencionais de referência e são desenvolvidos para ir ao encontro dos interesses
pessoais de cada indivíduo.
A DSI é definida por Luhn (1961) como o "serviço dentro de uma organização
que se refere à canalização de novos itens de informação, vindos de quaisquer fontes
para aqueles pontos dentro da organização, onde a probabilidade de utilização, em
conexão com interesses ou trabalhos carentes, é grande". Nesse aspecto entende-se que
essa colocação ainda é muito pertinente e explora adequadamente a priorização de
interesses para um grupo/usuário individual além de ressaltar a importância da
biblioteca nesse contexto. Para o autor, o processo da DSI envolve uma série de fatores
que contribuem para que o usuário gaste menos tempo com o exame e a seleção da
literatura corrente. Esses processos são categorizados por: coleta da informação
produzida; indexação dessa informação; divulgação

da informação aos usuários;

acessibilidade da informação. Tais processos dependem da eficiência das pessoas e
serviços que estão envolvidos na execução dos mesmos. A exemplo disso o
SDO/FOUSP gera a Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO) desde 1966 com a

4

�finalidade de reunir a literatura odontológica nacional contribuindo, desde aquela época,
para a disseminação na área, por meio de uma equipe de bibliotecários especializados e
treinados para tal.
Dando continuidade aos conceitos de DSI encontramos em Mondschein (1990a)
que este é um serviço personalizado e atualizado direcionado ao usuário ou a um grupo
de usuários fornecendo em intervalos regulares listas de citações das publicações mais
recentes. O que distingue a DSI de outros serviços de alerta é o desenvolvimento do
perfil do usuário que pode ser prontamente modificado com a mudança da necessidade
de informação. Este autor cita também que a idéia de mecanizar o serviço de DSI foi
introduzido por Luhn na IBM no final dos anos 50 e recebeu maior atenção nos anos 60
e início dos anos 70 como método de tornar os usuários informados sobre os avanços
que foram recentemente publicados. Nos anos 80 a DSI continuou a ser usada pelos
cientistas que requisitavam este sistema mas havia ainda ajustes a serem realizados
quanto às formas de indexação para garantir a relevância da recuperação da informação.
Pode-se considerar, então, que o serviço de DSI continua tendo aceitação pelos
pesquisadores mudando, atualmente, não a essência do serviço em si, mas sim a forma
do oferecimento.
Estabelecendo uma relação com a prestação e avaliação de serviço, o trabalho
apresentado por Kowalski &amp; Zgrzywa (1984) reporta que os profissionais da
informação, os usuários e os serviços de DSI devem ser constantemente avaliados para
estabelecer a relação entre os sistemas oferecidos e a quantidade de informação
recuperada, ocorrendo, assim, a avaliação de todo um sistema dirigido para a
necessidade individual de cada usuário inserido no contexto de busca de informação.
Quando as bases de dados em CD-ROM e online começaram a surgir, a partir de
1980/90, respectivamente, houve uma nova maneira de encarar a DSI por parte das

5

�bibliotecas. Devido à agilidade na realização da pesquisa bibliográfica, muitas
consideraram que essa atividade de busca por si só caracterizava a própria DSI (Rieh,
1999), acreditando, nesta fase, que bastava o pesquisador ir à biblioteca e atualizar seu
disquete para estar oferecendo um serviço personalizado.
Como as bases de dados em CD-ROM e online forneciam resumos, os
pesquisadores ganhavam tempo em relação à busca impressa. A identificação de
descritores tornou-se mais flexível com a opção de "All filds" , por exemplo, na base de
dados MEDLINE. À atividade de indexação reporta Everest (1991) que quando bons
resumos são escritos, a indexação dos termos não se torna necessária. Por outro lado,
diferentes bases de dados possuem diferentes thesaurus, o que acarreta dificuldade para
o próprio pesquisador conseguir levantar material bibliográfico pertinente, necessitando
do auxílio de um profissional habilitado que conheça a sistemática de indexação. Nesse
sentido, pode-se dizer que quanto maiores forem as possibilidades de recuperação por
campos maiores as chances de se obter resultados satisfatórios, desde que a estratégia de
busca tenha sido rigorosamente definida.
Outra característica inovadora aos tradicionais, porém eficientes, serviços de
DSI pode ser descrito no trabalho de Arora et al. (1983) quando comentam a formação
de um “ DSI para Grupo de Cientistas”. De acordo com os autores, o desenvolvimento
sócio-econômico favoreceu, na Índia, a formação de grupos de pesquisadores em várias
disciplinas da ciência e tecnologia, que trabalharam em um mesmo projeto, sendo
adotado para o levantamento da literatura, a linha de pesquisa do grupo. Apontam a
vantagem dos grupos em relação ao perfil individual para maior efetividade da DSI.
Pode-se observar, gradativamente, a evolução da DSI como forma de prover o
pesquisador da informação seletiva. Da relação de listas de periódicos a
encaminhamento de textos completos por e-mail temos um serviço que continua a

6

�crescer. Novos recursos tecnológicos vêm se inserindo ao DSI tal como relata Ansari
(1998) sobre a utilização de softwares desenvolvidos para incorporar perfis de usuários
à base de dados, a exemplo do TED (Tenders Electronic Daily) da European Office for
Official Publications (EUR-OP), que é alimentada diariamente pelas publicações da
Commission of the European Communitys através do Office for Official Publications in
the Official Journal Supplement S. As informações relevantes são filtradas pelo
software GRIPS (General Relation-based Information Processing System) que
possibilita a definição do perfil do usuário para que seja recuperada informação
relevante e personalizada. O envio da documentação recuperada é realizado por meios
eletrônicos.
Como fatores inovadores ao DSI podemos destacar também

o artigo de

Mondschein (1990b) que descreve o estudo sobre a relação entre o DSI e a
produtividade dos docentes, propondo um modelo de avaliação entre o uso da
disseminação seletiva da informação e o número de publicações do autor/co-autor para
pesquisas básicas trabalhando em ambiente de Pesquisa e Desenvolvimento.
Estudos sobre as mudanças atuais que vêm ocorrendo nos serviços de referência
geralmente apontam o fator tecnológico como a alavanca para essa nova postura. A
exemplo disso pode-se destacar a pesquisa de Rieh (1999) que relata os novos meios de
fornecer informação aos usuários de bibliotecas sob o ponto de vista, principalmente da
inovação tecnológica. Enfoca a pesquisa baseada na opinião dos gerentes de bibliotecas,
das bibliotecas como um todo e dos usuários. Na opinião dos gerentes constatou-se que
deve haver treinamento sistemático e educação continuada tanto do pessoal de frente
quanto dos bibliotecários para que sejam plenamente utilizados os recursos eletrônicos
oferecidos atualmente. Na perspectiva das bibliotecas, algumas consideraram que as
bases de dados eletrônicas possibilitaram que os produtos fossem oferecidos de forma

7

�mais rápida e já se julgaram satisfeitos. Outras têm sentido o estresse tecnológico, mas
ao mesmo tempo acreditam que isso vem otimizar, entusiasmar e revitalizar os serviços.
Os usuários, por sua vez, são vistos como a interação entre os produtos/serviços
oferecidos pela biblioteca. Quanto mais ela souber interagir com as necessidade de seus
usuários, entendendo o seu processo de "pensar", mais sucesso terá.
Para que as bibliotecas possam satisfazer as necessidades de seus clientes é
indispensável que a postura do gerente de biblioteca seja pró-ativa. Estudos de usuários,
perfis, uso de tecnologias avançadas, aprimoramento profissional e educação continuada
são os temas que aparecerão ainda mais na era moderna. O oferecimento de serviços
personalizados individuais ou em grupos parece que serão cada vez maiores e a
agregação de valor é indispensável para se manter a qualidade e a competitividade dos
produtos/serviços oferecidos.

3 METODOLOGIA DA PESQUISA
O serviço eletrônico de disseminação seletiva da informação proposto pelo
SDO/FOUSP é um serviço automatizado oferecido de acordo com a periodicidade
estabelecida pelo próprio pesquisador podendo ser: semanal, quinzenal ou mensal para
provê-lo de informação corrente na área específica de seu interesse.
Para a localização da literatura serão utilizadas as base de dados: BBO
(Bibliografia Brasileira de Odontologia), a LILACS (Literatura Latina-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde) e a MEDLINE. Os bancos de dados eletrônicos ProBE
(que inclui o Web of Science, o Current Contents e o SciELO) e os sites de biblioteca
virtual, a exemplo do SIBiNET-USP, BIREME e PROSSIGA complementarão o
levantamento de dados.
O serviço será isento de pagamento.

8

�Dentro da proposição apresentada neste trabalho para a realização da DSI
optou-se por trabalhar com um grupo piloto de 13 pesquisadores cadastrados na
FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo) uma vez que
considerou-se que a atividade da DSI nestes casos, seria de fundamental importância
para o andamento das pesquisas.
Como passos metodológicos futuros pretende-se estabelecer o perfil e a linha de
pesquisa dos docentes envolvidos para que os resultados da busca sejam compatíveis
com as necessidades de informação dos pesquisadores. O instrumento de pesquisa será a
entrevista onde o bibliotecário poderá relatar ao docente como será realizado o trabalho
além de poder identificar, conjuntamente, os descritores a serem utilizados para a
realização da busca bibliográfica nas bases de dados nacionais e internacionais.

Nesta

oportunidade também serão levantados os títulos de periódicos de maior interesse para o
docente.
Além de verificar os periódicos de maior interesse aos pesquisadores, o SDO
pretende esgotar a busca de informação em bases de dados eletrônicas relacionando
temas afins que auxiliem o projeto de pesquisa em andamento. Desta forma, estaria
contribuindo tanto para o levantamento bibliográfico propriamente dito quanto para a
localização e recuperação da informação com as cópias dos artigos pertinentes.
A solicitação dos artigos poderá acontecer em duas ocasiões:
1) o título de periódico faz parte da lista do autor: neste caso pretende-se verificar,
como primeiro passo, se este título pertence a algum banco de dados eletrônico que
o disponibilize em texto completo. Ocorrendo esta situação, será solicitado a cópia
do artigo e encaminhada ao docente.
2) O título de periódico não faz parte da lista do docente: mesmo para aqueles títulos
que não façam parte da lista dos mais pertinentes para os docentes, pretende-se

9

�recuperá-lo por meio de fotocópia via comutação bibliográfica ou texto completo
em bancos eletrônicos.
A comutação bibliográfica poderá ocorrer também sob duas formas: a primeira é a
solicitação online e recebimento do artigo impresso e a segunda é tanto a solicitação
quanto recebimento online que, para estes últimos casos, poderá ser utilizado o software
ARIEL, adquirido pelo SIBi-USP para as 39 bibliotecas da USP e também utilizado
pela BIREME na Rede Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde.
Outra situação que poderá surgir refere-se aos periódicos que façam parte do acervo
do SDO/FOUSP. Neste caso o pesquisador os receberá via e-mail, após a utilização do
processo de escanner do artigo também utilizando-se do software ARIEL.
Merece destaque a inovação desta pesquisa por contar com a participação de
todos os bibliotecários do SDO/FOUSP, independentemente do setor de atuação na
biblioteca para proporcionar que um maior número de pesquisadores possam ser
beneficiados com o serviço de disseminação seletiva da informação. Vale ressaltar que a
proposta do SDO é fornecer eletronicamente as informações recuperadas com a opção
de recebimento no local de trabalho, consultório ou residência do docente.

3.1 Fontes de informação utilizadas para recuperação da informação

3.1.1 Bases de dados
Para que se possa oferecer o serviço de disseminação seletiva da informação aos
pesquisadores da área odontológica, as seguintes bases de dados serão utilizadas:
● BBO – Bibliografia Brasileira de Odontologia: Essa publicação teve sua origem
em 1966 com a finalidade de reunir a produção científica em odontologia formada
pelo acervo do SDO/FOUSP. A importância desse trabalho resultou num convênio

10

�firmado em 1991 entre o SDO/FOUSP, a BIREME (Centro Latino-Americano e do
Caribe em Ciências da Saúde) e a W.K.Kellogg Foundation para a implementação
em nível nacional de uma rede especializada em odontologia denominada Sub-Rede
Nacional de Informação na Área de Ciências da Saúde Oral. Conta com a
participação e o apoio de 21 instituições de ensino superior estaduais e federais,
incluindo-se o SDO como Centro Coordenador com a responsabilidade de coletar a
produção científica nacional na área odontológica. A disseminação da informação é
o maior produto dessa rede. Utilizando-se de metodologia específica (LILACS) os
participantes dessa rede auxiliam no processo de coleta, indexação e cadastramento
das publicações nas bases de dados BBO e LILACS. Os chamados núcleos básicos
de odontologia (UFMG, UFPR, UFMS, UFBA, UNESP-Araçatuba, FOB-USP,
UFPE, UFRN, UFRJ e UFRGS) encaminham ao Centro Coordenador as indexações
referentes aos títulos que de periódicos que mantém sob suas responsabilidades,
após o que o SDO realiza a consistência dos dados e os exporta para a BIREME que
gera o CD-ROM LILACS contendo também a base de dados BBO. Tanto a busca
bibliográfica quanto a solicitação do artigo pode ser realizada online pelo site da
BIREME no endereço http://www.bireme.br
● LILACS - Literatura Latina-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde:
Reúne a produção científica latino-americana em Ciências da Saúde desde 1982,
quando teve sua origem em CD-ROM. Tem como órgão responsável a BIREME
(Centro-Latino Americano e do Caribe em Ciências da Saúde). Incorpora a
Bibliografia Brasileira de Odontologia a partir de 1982. Disponível em CD-ROM e
online pelo endereço http://www.bireme.br
● MEDLINE – Base de dados que engloba as áreas de medicina, enfermagem e
odontologia. É a base internacional mais utilizada pelos pesquisadores da área

11

�odontológica. Permite a recuperação por autor, ano, título do periódico, descritores e
palavras.

Acesso

em

CD-ROM

e

online

http://www.bireme.br;

http://www.ncbi.nlm.nih.gob/PubMed/; http://www.sibi.usp.br

3.1.2 Bancos de dados eletrônicos
A fim de complementar a pesquisa bibliográfica e localizar a informação em texto
completo, pretende-se utilizar os bancos de dados eletrônicos. Entre eles destacam-se:
● ProBE (Programa Biblioteca Eletrônica)1: Esse banco permite o acesso eletrônico
a 606 títulos de periódicos internacionais da editora holandesa Elsevier Science Inc.
Estabelecido sob a forma de consórcio entre 6 (seis) instituições: FAPESP –
Fundação de Amparo à Pesquisa, USP – Universidade de São Paulo, UNICAMP –
Universidade Estadual de Campinas, UNESP – Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho”, UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo,
UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos e BIREME/OPS/OMS – Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, os títulos
assinados

podem

ser

recuperados

nos

campi

dessas

instituições

para

aproximadamente 12 mil professores e pesquisadores e 115 mil alunos de graduação
e pós-graduação a partir de equipamentos instalados em seu próprio ambiente de
trabalho e nas 86 bibliotecas das instituições envolvidas. Outras editoras estão sendo
incorporadas nesse banco de dados eletrônicos a exemplo da High Wire e da
Academic Press, o que proporcionará um número maior de textos completos
disponíveis na área odontológica.

1

Informações extraídas no endereço: http://www.sibi.usp.br
12

�● WEB OF SCIENCE2: Base de dados internacional do Institute of Information
Service (ISI) com resumos, referências e citações de artigos publicados em cerca de
8400 periódicos científicos internacionais, desde 1974. É mais utilizada pelos
pesquisadores que publicam no exterior. Compreende o Science Citation Index, o
Social Citation Index e Arts and Humanities Index.
● IBICT

(Instituto Brasileiro

de

Ciência e Tecnologia)

– Entre seus

produtos/serviços oferecidos, encontra-se o catálogo coletivo nacional para
localização de material bibliográfico não disponível na biblioteca de origem do
pesquisador. Permite a solicitação de fotocópias (http://www.ibict.br)

3.1.3 Bibliotecas Virtuais
Os sites aqui apresentados como são aqueles considerados como os mais
expressivos para a comunidade odontológica.

● SIBi-USP: (http://www.sibi.usp.br)
O Sistema Integrado de Bibliotecas da USP foi instituído pela Resolução da
Reitoria n.2226 de 08/07/1981 incorporando as atividades da antiga Divisão de
Bibliotecas e Documentação da CODAC e iniciou as suas atividades a partir de março
de 1982, com o objetivo de “criar condições para o funcionamento sistêmico das
bibliotecas da USP, a fim de oferecer suporte ao desenvolvimento do ensino e da
pesquisa”.
A partir da SIBiNET (rede adotada no sistema de bibliotecas da USP
envolvendo as 39 bibliotecas), pode-se ter acesso à Biblioteca Virtual do SIBi. Estão
disponíveis para acesso público os seguintes bancos/bases de dados: DEDALUS,
2

Informações extraídas no endereço: http://www.sibi.usp.br
13

�UNIVIDEO, DEDALUS Temático, BVS-Biblioteca Virtual em Saúde, SciELO,
PROSSIGA, SEADE, REDE ANTARES, MEDLINE(MEDlars onLINE), ERIC. Com
acesso regulamentado pode-se obter oacesso via USP das seguintes bases de dados:
Computer Database, Current Contents Connect, ERL-Electronic Reference Library,
EBM-Evidence Based Medicine, MathSciNet. Pela FAPESP, tem-se o acesso aos
bancos de dados ProBE e Web of Science.

● BIREME (Biblioteca Virtual em Saúde) (http://www.bireme.br)
Possibilita o acesso a bancos de dados online como MEDLINE, LILACS, BBO,
AdSaúde, entre outros. Permite, para usuários cadastrados, a solicitação de
fotocópias. Faz interação com a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e o ScieLO
● SciELO (Scientific Electronic Libraries Online)3: Biblioteca Virtual que abrange
uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros com textos completos
dos artigos. Foi desenvolvida a partir de um projeto com a FAPESP/BIREME tendo
por objetivo o desenvolvimento de uma metodologia comum para a preparação,
armazenamento, disseminaçãoe avaliação da produção científica em formato
eletrônico. Os periódicos podem ser acessados por lista alfabética, lista por assunto
ou por pesquisa de títulos. Os artigos por índice de autores, índice de assuntos e
pesquisa de artigos. Gera, como relatórios, o uso do site e o númro de citações das
revistas.
● PROSSIGA(CNPq): Base de dados em Ciência e Tecnologia de informação e
comunicação para a pesquisa.

3.2 Implantação do serviço eletrônico de disseminação seletiva da informação
3

Informações extraídas no endereço: http://www.bireme.br
14

�O SDO conta com uma equipe de 10 bibliotecários para um universo de 149
docentes. A partir desse piloto pretende-se estender o DSI eletrônico aos pesquisadores
individuais interessados e/ou grupos de pesquisa. Acredita-se que até o 2.semestre de
2000 o serviço poderá ser definitivamente implantado.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A melhor utilização das tecnologias de informação, a agregação de valor aos
serviços prestados, a atenção com as necessidades dos clientes, a postura profissional, a
competitividade, a análise ambiental, o planejamento de atividades, a educação
continuada e o aprimoramento profissional, são as palavras de ordem para a nova era
que se inicia.
O trabalho participativo dos bibliotecários do SDO/FOUSP para prover o
docente sob sua responsabilidade de informação pertinente a sua linha de pesquisa sem
que dispendam tempo com pesquisas bibliográficas e recuperação de informação,
acreditamos que virá ao encontro de seus anseios de receber a informação em seu
próprio local de trabalho, consultório ou residência sem a necessidade de se
locomoverem até a biblioteca e preferencialmente via e-mail.
O serviço eletrônico de disseminação seletiva da informação para o grupo piloto
de pesquisadores certamente os colocará como beneficiários de um serviço
personalizado e os aproximará ainda mais da biblioteca, pela utilização efetiva de seus
serviços.

5. RECOMENDAÇÕES

15

�À medida em que as bases de dados tornam-se cada vez mais sofisticadas tanto
para a busca como para a recuperação da informação, algumas propiciando o texto
completo dos artigos científicos, novos sistemas poderão ser implementados para
facilitar o serviço de disseminação seletiva da informação no que se refere à integração
da definição do perfil do usuário e a relevância da informação recuperada.
Pelos estudos observados na literatura, verifica-se a tendência de implantação e
utilização de softwares específicos para DSI que facilitam o processo de busca da
informação, tornando-o, assim, mais efetivo. Pesquisas posteriores para a identificação
desses softwares e a escolha do que melhor se enquadre às nossas necessidades
merecem atenção especial.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANSARI, N. SDI Processing for search profiles in online databases. ASLIB
Proceedings, v.50, n.4, p.85-87, Apr. 1998

ARORA, J.; KUMAR, R.P.; MEHTA, S.N. SDI service for R&amp;D organisation in India.
Herald of Library Science, v.22, n.I-2, p.52-57, Jan./Apr. 1983.

EVEREST, M.J. Comparison of the performance of SDI profiles on the INSPEC
database, before and after the addition of searchable abstracts. Journal of
Information Science, v.17, p.37-42, 1991.

JOTWANI, D.; HARAVU, L.J. Pricing of the SDI service at ICRISAT. Journal of
Information Science, v.19, p.51-55, 1993.

16

�KOWALSKI, K.; ZGRZYWA, A. Evaluation of bibliographic data base operation in an
SDI system. Journal of Information Science, v.8, p.57-61, 1984.

LONGO, R.M.J. Disseminação seletiva da informação (SDI): "estado da arte" e
tendências futuras. Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.6, n.2, p.101-120,
jul./dez. 1978.

LUHN, H.P. Selective dissemination of nerw scientific information with the aid of
electronic processing equipment. American Documentation, v.12, p.131-138, Apr.
1961.

MONDSCHEIN, L.G. SDI use and productivity in the corporate research environment.
Special Libraries, v.81, n.4, p.265-278, Fall 1990.

MONDSCHEIN, L.G. Selective dissemination of information (SDI): relationship to
productivity in the corporate R&amp;D environment. Journal of Documentation, v.46,
n.2, p.137-145, June 1990.

RIEH, S.Y. Changing reference service environment: a review of perspectives from
managers, librarians, and users. Journal of Academic Librarianship, v.25, n.3,
p.178-186, May 1999.

SOUSA, C.G.; BRIGHENTI, N.C. Disseminação seletiva da informação: um serviço de
referência. Boletim ABDF, v.4, n.1, p.28-37, jan./mar. 1981.

17

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Funaro, Vânia Martins B. O., Carvalho, Telma de, Ramos, Lúcia Maria S. V. Costa</text>
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                <text>Proposta de instrumentalização de DSI utilizando as tecnologias de informação atuais como MEDLINE, Web of Science, ProBE, Current Contents e Biblioteca Virtual, de modo a oferecer aos pesquisadores informações relativas a sua linha de pesquisa. Optou-se nesse momento em trabalhar com os profissionais cadastrados na FAPESP e pretende-se estender esse serviço aos demais pesquisadores da FOUSP (Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo). Será feita entrevista com os docentes a fim de garantir a satisfação de resposta com recuperação de informações relevantes. Embora os pesquisadores conheçam os novos recursos disponíveis para recuperação da informação, muitos não conseguem utilizá-los por estarem desenvolvendo atividades paralelas ao ensino e à pesquisa. Para que esses pesquisadores recebam informações adequadas e pertinentes às pesquisas em andamento, o SDO (Serviço de Documentação Odontológica) atua como agente mediador neste processo.</text>
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                    <text>INDEX PSI: RECURSO INFORMACIONAL NA ÁREA DE PSICOLOGIA UTILIZANDO
INTERFACE WWWISIS

Rosa Maria Vivona B. de Oliveira
Diretora do SBI – PUC Campinas
Maria das Dores Rosa Alves
Bibliotecária – PUC Campinas
Silvana Regina Martins
Bibliotecária – PUC Campinas
Regina Ap. Blanco Vicentini
Bibliotecária – PUC Campinas
Mônica de Fátima Loureiro
Programador Trainee – PUC Campinas
Ildefonso Pelaes Neto
Programador Trainee – PUC Campinas
Wendel Luis Camargo
Programador Trainee – PUC Campinas

Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Rua Marechal Deodoro, nº1099 – Centro
CEP: 13020-001 – Campinas/SP - Brasil

�Tel.: (0XX19) 735-5845 – FAX: (0XX19) 735-5818
E-mail:sbi-sirpep@acad.puccamp.br
Resumo
A Base de Dados Bibliográfica INDEX PSI (http://www.psicologia-online.org.br/index.html)
surgiu de um convênio firmado entre o Sistema de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas e
o Conselho Federal de Psicologia, objetivando a organização da produção científica nacional na
área de Psicologia, focalizando artigos de periódicos publicados no período de 1980 a 1999 com
a finalidade de disseminação da informação gerada e preservação da memória científica. Foram
selecionados 64 títulos de periódicos nacionais baseados em critérios: periodicidade corrente e,
indicação de especialistas na área de Psicologia. Utilizou-se, para entrada de dados, o software
CDS-Microisis, versão 3.07 para DOS e interface WWWISIS para acesso via WEB. Como
fatores de sucesso são citados: - facilidade no manuseio do software Microisis; - ferramentas de
indexação altamente adequadas para a área, DEC’s–Descritores em Ciências da Saúde produzido
pelo BIREME e APA-Thesaurus of American Psychological Index Term Association e; - ótimo
desempenho da interface WWWISIS. Dentre os fatores críticos, destacam-se: - falta de
atualização de dados de coleções, pelas Bibliotecas Cooperantes do Catálogo Coletivo de
Publicações Seriadas; - dificuldades para obtenção de fascículos de periódicos selecionados e não
existentes no acervo das bibliotecas da PUC-Campinas e, - custo médio para construção e
manutenção da base. Conclue-se que iniciativas desta natureza devem estar calcadas em trabalho
cooperativo, suporte técnico de qualidade e garantia de efetividade na atualização dos dados. A
Base INDEX PSI será objeto de construção de Biblioteca Virtual na área de Psicologia.

Descritores: Base de dados bibliográficas; Psicologia

1

�Eixo Temático: Novas Técnicas e Tecnologia da BU no século XXI
1. Introdução
Considerando-se que a produção científica brasileira não tem encontrado facilidade para a
chamada inserção e visibilidade na literatura científica mundial, e apesar da proliferação dos
veículos de divulgação técnico-científica, não há ainda, ações sistematizadas para colocar o nosso
usuário final em contato com a massa informacional produzida em nosso país.
Excelentes bases de dados são geradas, especialmente, no ambiente das Universidades, sendo as
bibliotecas universitárias responsáveis pela organização, tratamento e disponibilização desses
dados.
Um olhar mais cuidadoso sobre o caso, revela que apesar dos esforços, apenas pequena parcela
dessas ferramentas estão disponíveis no que atualmente configura-se o maior e mais bem
sucedido espaço de pesquisa e negócios: - a Internet.
Levando-se em conta que em nosso país, o custo de geração de bases de dados ainda é
relativamente alto, muitos projetos não conseguem sair do papel ou não ultrapassam a fase de
coleta de dados. Fatores como:
-

baixo investimento em atualização de coleção de periódicos, gerando coleções interrompidas,
e talvez a maior barreira para construção de bases de dados bibliográficas ou textuais;

-

falta de recursos humanos especializados e dedicados as atividades específicas de geração de
base de dados;

2

�-

prática incipiente de estabelecimento de convênios, consórcios e parcerias pelas bibliotecas
universitárias são algumas dificuldades que temos que superar para um salto quantitativo e
posteriormente qualitativo no ambiente brasileiro de base de dados.

Apoiado nessa necessidade de colocar a informação nacional gerada na área de Psicologia ao
alcance de aproximadamente 100 mil profissionais da área, o Sistema de Bibliotecas e
Informação da PUC-Campinas resolveu aceitar o desafio: construir uma base de dados
bibliográfica que além de disponibilizar a produção científica desses pesquisadores, tivesse ainda
a função de memória do conhecimento produzido na Psicologia.

2. Histórico
A Base INDEX PSI surgiu em 1998, pelo convênio entre o Conselho Federal de Psicologia –
CFP e a PUC-Campinas, através do Sistema de Bibliotecas e Informação – SBI.
Indexa artigos técnico-científicos e de divulgação da área de Psicologia, selecionados e
publicados no Brasil a partir de 1980. Contém mais de 60 títulos correntes de periódicos da área,
sendo que a maior parte integra o acervo da PUC-Campinas. Abrange diferentes tipos de
trabalho: artigos de periódicos, comunicação científica, carta, trabalho apresentado em congresso,
mesa redonda, artigo de revisão, palestra, comentário, depoimento e entrevista.
A Base INDEX PSI possui hoje, aproximadamente 13.000 referências de artigos de periódicos.
O Projeto Sistema de Referenciação de Periódicos da Área de Psicologia no Brasil, objeto do
convênio supracitado foi estruturado da seguinte forma:
● Estabelecimento de critérios de elegibilidade dos títulos para composição da Base:
periodicidade corrente e indicação de especialistas na área de psicologia;

3

�● coleta, organização e indexação da produção técnico-científica e de divulgação na área de
Psicologia;
● cobertura retrospectiva da literatura desde 1980; e
● atualização e manutenção da Base de Dados até o ano 2000.

3. Objetivos
A implantação da Base visou os seguintes objetivos:
● disseminação da informação gerada e preservação da memória científica;
● reunião da literatura corrente publicada na área de psicologia;
● disponibilização e agilização na obtenção de informação para os usuários da área;
● atualização do corpo docente e discente em relação a literatura nacional de psicologia

4. Planejamento da Base
Destaca-se a seguir as principais etapas delineadas no planejamento da Base:
● definição da estrutura da Base em Micro CDS/ISIS versão 3.07, para DOS: planilhas para
entrada de dados, formulação de busca e formatação de relatórios de saída;
● definição de formatos de apresentação e impressão: título, citação, longo, detalhado;
● utilização do APA – Thesaurus of Psychological Index Terms of American Psychological
Association e DeCS – Descritores em Ciências da Saúde da BIREME (Centro Latino
Americano e do Caribe) para indexação;

4

�● disponibilização da Base via WEB utilizando a interface WWWISIS.

4.1. Procedimentos de busca, impressão e gravação
A Base INDEX PSI permite pesquisar por assunto, autor, título de periódico, ano de publicação,
palavras do título e do resumo.
A linguagem de busca da Base INDEX PSI é baseada em operadores booleanos e/ou arquivo
invertido. Os operadores booleanos permitem a união, intersecção e exclusão de conjuntos,
utilizando os três operadores básicos: OR, AND, NOT. Na formulação das expressões de busca,
pode-se utilizar de termos exatos e truncados, possibilitando através desta estratégia a realização
de impressão e gravação de resultados de busca.

4.2. Interface de consulta do Micro CDS/ISIS em QISIS
Utilizando essa interface, objetivou-se a disponibilização da Base para os usuários internos da
PUC-Campinas.

Tela de Busca Bibliográfica no QISIS

5

�Tela de Recuperação no QISIS

4.3. Interface WEB
Utilizando a interface WEB da BIREME, a Base INDEX PSI está disponível para busca online
http://www.psicologia-online.org.br

6

�Tela de Recuperação na WEB

5. Metodologia
Descreve-se a seguir a metodologia usada para o desenvolvimento dos trabalhos:
- Para obtenção da produção:
● Definição dos títulos nacionais correntes a serem indexados - avaliados pela Comissão
Interinstitucional estabelecida pelo Conselho Federal de Psicologia;
● Levantamento dos periódicos para fotocópias: página de rosto, sumário, página inicial do
artigo contendo resumo e/ou mais páginas quando não constar resumo;
● Organização e confecção de pastas com as fotocópias para controle, indexação e digitação
dos artigos;
- Para indexação dos artigos:

7

�● Leitura técnica e descrição do conteúdo dos documentos;
● Identificação dos conceitos presentes nos assuntos e tradução para os termos da linguagem
de indexação adotada: Thesaurus of Psychological Index Terms (APA) e Descritores em
Ciências da Saúde (DeCS).
- Para entrada de dados:
● Digitação: entrada dos dados na Base Micro CDS/ISIS, utilizando os campos
pré-estabelecidos no planejamento da Base;
- Para controle de qualidade:
● Validação dos descritores da Base visando a padronização e controle de qualidade na
indexação dos artigos;
● Controle e padronização da entrada de dados: Autoria, Fonte, Descritores, Local de
Publicação;
● Cópias de segurança (back-up), visando a integridade da Base;
● Atualização semanal da Base via WEB;

5.1. Produção Científica e de Divulgação na área de Psicologia: obtenção de artigos
Em 1992, por iniciativa da ANPEP, Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Psicologia, realizou-se um simpósio cujo tema central foi uma reflexão sobre a divulgação
científica na área de Psicologia. Várias sugestões foram feitas sobre o processo de comunicação
científica, Bueno (1992) coloca que produz-se bastante, porém escreve-se pouco para periódicos
científicos e quando se publica, escreve-se mal e além disso, divulga-se mal (grifo do autor). Para
agravar ainda mais a situação, não podemos deixar de citar que apesar de significativo o número

8

�de periódicos editados na área de Psicologia, não fogem a regra quando trata-se de vida média, ou
seja, grande parte dos títulos editados perece em 2 ou 3 anos (Granja, 1986) e poucos
encontram-se indexados em serviços de informação. Segundo Krzyzanowsky &amp; Ferreira (1998)
apenas 4 periódicos devotados a Psicologia encontravam-se indexados no PsychLIT em 1996
(versão 3.3).
E analisando a base LILACS (31. ed.), em julho de 1998 foram encontrados apenas 8 títulos.
Recente artigo (Yamamoto; Souza e Yamamoto, 1998) sobre análise de periódicos brasileiros no
período de 1990 a 1997 revela que apesar de a produção na área de Psicologia estar em ascensão,
é preciso crescer ainda mais e escoar a produção científica gerada em periódicos não autóctones,
minimizando a endogenia existente entre as pesquisas produzidas nos cursos de pós-graduação e
veiculadas em periódicos editados pelos próprios cursos. Os autores revelam ainda a grande
concentração de produção científica na região Sul e Sudeste.
Deve ainda ser citado que a dispersão de literatura na área de Psicologia pode ser considerada
expressiva, como observado por Souza &amp; Dessen (1992) onde constataram que no período de
1987 a 1990 a produção científica gerada pelos cursos de pós-graduação ficou concentrada em 7
títulos nacionais. Dos 562 artigos publicados, 279 foram em periódicos devotados e houve
dispersão pelos periódicos das áreas de Educação, Administração, Biblioteconomia, Saúde/
Medicina e Enfermagem, Psiquiatria e Psicanálise, ou seja, cerca de 51% da produção foi
divulgada em periódicos relacionados a área de Psicologia.
Portanto, todo e qualquer serviço de informação na área de Psicologia deverá conter não apenas
os devotados mas também os periódicos de áreas correlatas ou não devotados.

9

�Ao iniciar o processo de seleção de títulos para integrar a Base INDEX PSI, foi realizada
pesquisa de opinião com cinco Docentes do Instituto de Psicologia da PUC-Campinas, para uma
lista de 104 títulos de periódicos devotados e relacionados à Psicologia obteve-se um índice de
coincidência de 46 títulos para a única pergunta: Quais títulos devem ser indexados em Base de
Dados na área de Psicologia?
A estes títulos atribuiu-se prioridade de indexação (P1), sendo de periodicidade corrente ou não.
Submeteu-se então, a lista inicial a três consultores externos gerando uma segunda lista acrescida
de outros 10 títulos (P2) que foi comparada com lista de títulos de periódicos na área de
Psicologia recomendados pela CAPES pôr terem obtido conceito A em recente avaliação. O rol
de títulos indexados na Base alcançou então 64 títulos correntes de periódicos (Anexo 1).
Na Fase I do Projeto foram indexados 2.000 artigos referentes à produção editada entre 1994 a
1996 da lista inicial. Na Fase II, a Base arrolou os 64 títulos, alcançando a marca de 11 mil
registros publicados de 1980 a 1999.
Cerca de 95% dos artigos foram obtidos na coleção de periódicos da PUC-Campinas e os não
existentes foram obtidos diretamente com os editores ou através do COMUT.
Reforçando a afirmação de que os periódicos nacionais sofrem do mal da manutenção de
periodicidade, apenas 13 (treze) títulos conseguiram ser editados em 1999 o restante poderá vir a
ser publicado, com 12 (doze) meses ou mais de atraso.

5.2. Indexação
A escolha dos instrumentos de indexação para a área de Psicologia torna-se relativamente fácil
pela existência de vocabulários controlados de excelente nível, quais sejam: APA – Thesaurus of

10

�American Psychological Index Term e DeCS – Descritores em Ciências da Saúde, do Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME).
Inicialmente, o processo de análise de conteúdo dos documentos foi calcado no APA, edição
impressa de 1998. Quando a busca pelo termo era negativa, consultava-se o DeCS e não existindo
um descritor adequado, utilizava-se Termo Livre.
Na marca dos 6 mil registros foi realizado teste para possível exclusão de termos livres na
indexação. A Tabela 1 revela que o descritor com maior freqüência é Psicanálise (539 vezes)
retirado do APA. A base contém 3206 descritores, sendo que 1067 constam no APA e no DeCS,
2238 constam apenas no APA, 240 são termos livres e 728 constam apenas no DeCS (Tabela 2)

Tabela 1. Distribuição de assunto
ASSUNTOS

FREQÜÊNCIA

INSTRUMENTO

PSICANÁLISE

539

APA

EDUCAÇÃO

440

APA

PESQUISA

215

DeCS

TEORIA PSICANALÍTICA

202

APA

FREUD (SIGMUND)

200

APA

PSIQUIATRIA

186

APA

SAÚDE MENTAL

182

APA

PSICOLOGIA SOCIAL

174

APA

MULHERES

170

APA

FAMÍLIA

169

APA

11

�ABAIXO DE 169

Tabela 2. Composição dos Termos de Indexação
N°. de
Descritores/TL
3206

APA
2238

DeCS

728

APA e DeCS

TL

1067

240

5.3. Controle de qualidade
Todos os procedimentos de indexação, digitação conversão para WWWISIS são verificados e
reavaliados diariamente (digitação) e semanalmente (validação de descritores e conversão). Para
manter a integridade dos dados, o processo de atualização e back up da base é efetuado
semanalmente.

5.4. Interface WWWISIS
Para disponibilizar a Base INDEX PSI através da WEB, optou-se pela interface WWWISIS
desenvolvida pela BIREME. A conversão foi efetuada por profissionais altamente qualificados,
através de contratação de serviços da BIREME.
Tanto a conversão inicial da base e ajustes técnicos foram efetuados remotamente.

6. Custo da Base INDEX PSI

12

�A Base foi construída em duas fases, com recursos provenientes do Conselho Federal de
Psicologia e envolveu recursos humanos especializados: 3 bibliotecários indexadores, 3
programadores-trainee, 1 coordenador técnico e 1 coordenador geral, além de equipe externa de
consultores .
Ocupa uma área de 25 m² nas dependências do SBI/PUC-Campinas, o hardware é composto por
5 microcomputadores ligados em rede com acesso a Internet, 1 scanner e 2 impressoras.
Os recursos financeiros para a execução das Fases I e II foram de aproximadamente
US$115.000,00.
A contrapartida da PUC-Campinas concentrou-se na disponibilização de espaço físico, acesso a
Internet, serviço de fotocópia, uso da coleção de Periódicos e Serviço de Publicação, Divulgação
e Intercâmbio do SBI/PUC-Campinas.
7. Considerações finais
A Base INDEX PSI

como recurso informacional vem consolidando a necessidade de reunir,

visibilizar e disseminar a produção técnico-científica produzida no país na área de Psicologia.
Proporcionando ainda o enriquecimento dos periódicos da área de Psicologia da PUC-Campinas,
onde 95% dos títulos indexados na Base integram o seu acervo.
A deficiência de manutenção na periodicidade e atualização dos periódicos nacionais, destaca-se
como fator crítico para a construção de bases de dados, pois apenas 10% dos títulos correntes que
constam na Base INDEX PSI conseguiram ser editados no referente ano, o restante poderá vir a
ser publicado, com um ou dois anos de atraso, fora as coleções de vida curta, que são
interrompidas devida a falta de recursos financeiros.

13

�Relevante observar a utilização do vocabulário controlado APA, ferramenta de indexação
altamente adequada para a área, uma vez que ele corresponde aos 70% dos descritores aplicados
e o restante sendo retirados do DeCs.
Aliado a esse fator, salientamos a facilidade de manuseio do software, custo mínimo para sua
implementação e ótimo desempenho do WWWISIS.
Consideramos que iniciativas desta natureza devem estar calcadas em trabalho cooperativo,
suporte técnico de qualidade e garantia de efetividade na atualização dos dados.

8. Referência Bibliográfica
BIREME – Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. DeCS:
Descritores em Ciências da Saúde. 3.ed. São Paulo : BIREME/OPAS, 1996. 2 v.
BIREME – Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde.
Lilacs/CD-ROM. 35.ed. São Paulo : BIREME/OPAS, 1999.
BUENO, J. L. Oliveira. Sugestões para uma política de publicação científica no Brasil.
Cadernos da ANPEP, Brasília, n.1, p.39-44, nov.1992.
GRANJA, E. Comunicação científica em Psicologia. In: REUNIÃO DA SOCIEDADE DE
PSICOLOGIA DE RIBEIRÃO PRETO, 10. A nais. p.1-10, 1986.
KRZYZANOWSKY, R. F. &amp; FERREIRA, M. C. G. Avaliação de periódicos científicos e
técnicos brasileiros. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.27, n.2, p.165-175, maio/ago.
1998.
UNESCO. Manual de Referência mini/micro CDS/ISIS/UNESCO. Tradução de Luiz F. Ferreira

14

�[et al...] versão 2.3. Brasília, DF : IBICT, 1991. 343p.
ORTEGA, Cristina Dotta. Microisis: das origens à consolidação numa realidade de informação
em mudança. São Paulo : Editora Polis, 1998. 130p.
SILVER PLATTER INTERNATIONAL N.V. PsychLIT/CD-ROM. Compilado por PsycINFO
Database. [Estados Unidos] : American Psychological Association, 1996-1999.
SOUZA, D. das G. de &amp; DESSEN, M. A. Características e variedades de publicações da pósgraduação em psicologia. Cadernos da ANPEPP, Brasília, DF, n.1, p.160-178, 1992.
THESAURUS OF PSYCHOLOGICAL INDEX TERMS. Editor Alvin Walker Jr. 8th ed.
Washington, D.C. : American Psychological Association, 1997. 378 p.
YAMAMOTO, O. H.; SOUZA, C. C. e YAMAMOTO, M. E. A produção científica na
Psicologia: uma análise dos periódicos brasileiros no período 1990-1997. Psicologia: Reflexão
e Crítica, Porto Alegre, v.12, n.2, p.549-565, 1999.

ANEXO 1
PERIÓDICOS INDEXADOS NA BASE INDEX PSI

●
●
●
●
●
●

ADOLESCÊNCIA LATINOAMERICANA (ÓRGÃO OFICIAL DA ASS. BRAS. DE
ADOLESCÊNCIA – ASBRA);
ALETHÉIA (UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL);
ANAIS DO PRIMEIRO SIMPÓSIO SOBRE STRESS E SUAS IMPLICAÇÕES;
ARQUIVOS BRASILEIROS DE PSICOLOGIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE
JANEIRO);
BIOTEMAS (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA);
BOLETIM DA SOCIEDADE RORSCHACH DE SÃO PAULO (ÓRGÃO OFICIAL DA
SOCIEDADE RORSCHACH DE SÃO PAULO);

15

�●
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●

BOLETIM DE PSICOLOGIA (SOCIEDADE DE PSICOLOGIA DE SÃO PAULO);
CADERNOS DA ANPEPP (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
EM PSICOLOGIA);
CADERNOS DE ESTUDOS LINGÜÍSTICOS (UNICAMP);
CADERNOS DE PESQUISA DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS;
CADERNOS DE PESQUISA DA UFES;
CADERNOS DE PSICOLOGIA (PUC MINAS GERAIS);
CADERNOS DE SUBJETIVIDADE (PUC SÃO PAULO);
CIÊNCIA COGNITIVA: TEORIA, PESQUISA E APLICAÇÃO (UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO);
DOXA – REVISTA PAULISTA DE PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO (UNESP);
ESTILOS DE CLINICA (USP)
ESTUDOS DE PSICOLOGIA (PUC-CAMPINAS);
ESTUDOS DE PSICOLOGIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE);
IDE (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANALISE DE SÃO PAULO);
IDÉIAS (FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO);
INFORMAÇÃO PSIQUIÁTRICA (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO);
INSIGHT PSICOTERAPIA (LEMOS EDITORIAL &amp; GRÁFICOS);
INTEGRAÇÃO (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO / SECRETARIA DE
EDUCAÇÃO
INTERAÇÕES – ESTUDOS E PESQUISAS EM PSICOLOGIA (UNIVERSIDADE SÃO
MARCOS/SP);
JORNAL BRASILEIRO DE PSIQUIATRIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO);
MONOGRAFIAS PSICOLOGICAS (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO);
MUDANÇAS: PSICOTERAPIA E ESTUDOS PSICOSSOCIAIS (INSTITUTO METODISTA DE
ENSINO SUPERIOR – IMS);
PAIDÉIA (FFCLRP – USP);
PÁTIO: REVISTA PEDAGÓGICA (EDITORA ARTES MÉDICAS SUL);
PERCURSO: REVISTA DE PSICANÁLISE (INSTITUTO SEDES SAPIENTIAE);
PERFIL: REVISTA DE PSICOLOGIA (UNESP);
PSICANÁLISE E UNIVERSIDADE (PUC SÃO PAULO);
PSICO (PUC RIO GRANDE DO SUL);
PSICO-USF (UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO);
PSICOLOGIA &amp; SOCIEDADE (REV. DA ASS. BRAS. DE PSICOLOGIA SOCIAL – ABRAPSO
MG);
PSICOLOGIA ARGUMENTO (PUC PARANÁ);
PSICOLOGIA CLÍNICA: PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA (PUC RIO DE JANEIRO);
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO (PUC-SP)
PSICOLOGIA E PRÁTICAS SOCIAIS (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO);
PSICOLOGIA EM ESTUDO (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ);
PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOLOGIA
ESCOLAR E EDUCACIONAL – ABRAPEE);
PSICOLOGIA REVISTA: REVISTA DA FACULDADE DE PSICOLOGIA DA PUC SÃO PAULO;
PSICOLOGIA USP;
PSICOLOGIA: CIÊNCIA E PROFISSÃO (CONSELHOS FEDERAL E REGIONAIS DE
PSICOLOGIA);
PSICOLOGIA: REFLEXÃO E CRÍTICA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO
SUL);
16

�●
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PSICOLOGIA: TEORIA E PESQUISA (UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA);
PSICOLOGIA: TEORIA E PRÁTICA (UNIVERSIDADE PRESBETERIANA MACKENZIE)
PSIKHÊ (FACULDADE DE PSICOLOGIA DAS FMU);
PSYCHE: REVISTA DE PSICANÁLISE (UNIVERSIDADE SÃO MARCOS);
REVISTA ABP-APAL (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA);
REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS (INSTITUTO NACIONAL DE
ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS – INEP);
REVISTA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE
JANEIRO);
REVISTA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE (ÓRGÃO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE PSICANÁLISE);
REVISTA BRASILEIRA DE PSICODRAMA (FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE PSICODRAMA);
REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOTERAPIA ANALÍTICA DE GRUPO
(RIBEIRÃO PRETO);
REVISTA DE CIÊNCIAS MÉDICAS - PUCCAMP;
REVISTA DE PSICANÁLISE DA SOCIEDADE PSICANALÍTICA DE PORTO ALEGRE;
REVISTA DE PSICOLOGIA (UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ);
REVISTA DE PSIQUIATRIA CLÍNICA (USP);
SEMINÁRIOS DE PSICOLOGIA (CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA – CRP 04 );
TEMAS EM PSICOLOGIA (SOCIEDADE BRAS. DE PSICOLOGIA);
TEMAS SOBRE DESENVOLVIMENTO (MEMNON EDIÇÕES CIENTÍFICAS);
TORRE DE BABEL (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA);
VERTENTES (UNESP);

17

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>INDEX PSI: recurso informacional na área da psicologia utilizando interface WWWISIS. 62</text>
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                <text>Oliveira, Rosa Maria Vivona B. de et al.</text>
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                <text>A Base de Dados Bibliográfica INDEX PSI surgiu de um convênio firmado entre o Sistema de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas e o Conselho Federal de Psicologia, objetivando a organização da produção científica nacional na área de Psicologia, focalizando artigos de periódicos publicados no período de 1980 a 1999 com a finalidade de disseminação da informação gerada e preservação da memória científica. Foram selecionados 64 títulos de periódicos nacionais baseados em critérios: periodicidade corrente e, indicação de especialistas na área de Psicologia. Utilizou-se, para entrada de dados, o software CDS-Microisis, versão 3.07 para DOS e interface WWWISIS para acesso via WEB. Como fatores de sucesso são citados: - facilidade no manuseio do software Microisis, - ferramentas de indexação altamente adequadas para a área, DEC’s–Descritores em Ciências da Saúde produzido pelo BIREME e APA-Thesaurus of American Psychological Index Term Association e, - ótimo desempenho da interface WWWISIS. Dentre os fatores críticos, destacam-se: - falta de atualização de dados de coleções, pelas Bibliotecas Cooperantes do Catálogo Coletivo de Publicações Seriadas, - dificuldades para obtenção de fascículos de periódicos selecionados e não existentes no acervo das bibliotecas da PUC-Campinas e, - custo médio para construção e manutenção da base. Conclue-se que iniciativas desta natureza devem estar calcadas em trabalho cooperativo, suporte técnico de qualidade e garantia de efetividade na atualização dos dados. A Base INDEX PSI será objeto de construção de Biblioteca Virtual na área de Psicologia.</text>
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                    <text>IMPLEMENTAÇÃO DE UM MÓDULO DE CIRCULAÇÃO ATRAVÉS DO SOFTWARE DE
FUNÇÕES INTEGRADAS VIRTUA/VTLS:
A EXPERIÊNCIA DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Ademir Giacomo Pietrosanto
Universidade Estadual de Campinas – Instituto de Economia
Campinas – SP – Brasil
e-mail: pietro@eco.unicamp.br
Gildenir Carolino Santos
Universidade Estadual de Campinas – Faculdade de Educação
Campinas – SP – Brasil
e-mail: gilbfe@unicamp.br
Márcia Aparecida D'Áloia Pillon
Universidade Estadual de Campinas – Biblioteca Central
Campinas – SP – Brasil
e-mail: biatende@unicamp.br
Célia Aparecida Rodrigues
Universidade Estadual de Campinas – Instituto de Estudos da Linguagem
Campinas – SP – Brasil
e-mail: celia-ar@iel.unicamp.br

RESUMO
O artigo apresenta o resultado de uma experiência realizada no Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP (SBU) sobre a implantação do módulo Circulação do
Software de funções integradas VIRTUA/VTLS a partir do estudo do formato
USMARC aplicado a este módulo. O grupo de estudo do módulo Circulação,
formado por bibliotecários do SBU, procura mostrar os métodos que foram adotados
para a análise, definição e parametrização do referido módulo. Além disso, destaca
as vantagens de utilização de um software de funções integradas voltado para o
controle de materiais bibliográficos.

1

�1. INTRODUÇÃO
O processo de informatização do controle de Circulação do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP (SBU) data do início dos anos 90.
A primeira biblioteca que implantou o controle de Circulação automatizado no SBU
foi o Centro de Documentação “Lucas Gamboa” do Instituto de Economia (CEDOC/IE) que,
à época, também iniciava a automação do seu acervo através da rede Bibliodata/CALCO. O
embrião do empréstimo automatizado, trazido pelo bibliotecário do CEDOC/IE, fez com que
as demais bibliotecas do SBU se interessassem em automatizar o controle de circulação,
substituindo assim o controle manual (PIETROSANTO, SANTOS e MENDES, 1994).
Juntamente com o CEDOC/IE, também aderiram ao controle automatizado as
Bibliotecas da Área de Engenharia (BAE), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
(BIFCH), da Faculdade de Educação (BFE), do Instituto de Física (BIF) e do Instituto de
Química (BIQ).
Logo após a implantação da circulação automatizada nas bibliotecas, que também recebiam
suporte para manutenção do software pelo Analista de Sistemas do CEDOC/IE, criava-se um
grupo para analisar as necessidades advindas da utilização do programa.
Com a crescente demanda e ampliação do software, o controle e manutenção
passavam-se para a Biblioteca Central e CCUEC.

2. ESCOLHA DO SOFTWARE PARA AS FUNÇÕES INTEGRADAS
O processo para escolha do novo software para as Bibliotecas da UNICAMP teve
início em março de 1997, com a estruturação de Grupos de Estudos, por funções:
! Catalogação; Periódicos; Referência (OPAC); Circulação.

2

�Além dos profissionais Bibliotecários, foram também convidados para participar do
processo de seleção do novo software, Docentes e Técnicos do Centro de Computação da
UNICAMP.
Durante todo o período de estudos foram pesquisados e solicitadas demonstrações de
softwares com características de Gestão Integrada das Funções de uma Biblioteca.
Em 01 de setembro de 1997, foi realizada na Biblioteca Central a reunião final de
escolha do Software Integrado de Funções, tendo sido indicado o VIRTUA da VTLS Inc
(USA).

2.1. Plano de Implementação do VIRTUA
Em sua primeira fase do plano de implementação do VIRTUA foram ministrados os
seguintes treinamentos para as bibliotecas do SBU:
! FIT ANALYSIS (análise preliminar, para definição dos parâmetros do sistema);
! treinamento nas funções: OPAC , Catalogação e Circulação
! palestra com definições do Sistema ;
! palestra sobre Formatos MARC ;
! Treinamento de Windows95 para funcionários das Bibliotecas Setoriais - junho/98;
! Treinamento na função OPAC para funcionários das Bibliotecas Setoriais - junho/98.

3. ESTRUTURA DO MÓDULO CIRCULAÇÃO DO VIRTUA
No módulo Circulação, o VIRTUA controla todas as funções rotineiras, com base nas
políticas de cada biblioteca, porém o SBU adotou uma política uniforme de prazos de
empréstimo para todas as bibliotecas integrantes do Sistema. Desta forma, os funcionários
autorizados podem executar funções de circulação em sua biblioteca que está integrada ao

3

�SBU em rede, sem a necessidade de entrar num módulo específico de Circulação. O
VIRTUA permite no módulo Circulação (VTLS, 1996):
3.1. Empréstimos
O software possibilita empréstimos com datas de devolução baseadas em características de
itens e leitores, datas de devolução especificadas pelo operador e datas de devolução fixas.
Todas as movimentações são efetuadas em tempo real. A tela do item exibe o status
“Emprestado” e a data em que a devolução deve ser feita.
A seguir, apresenta-se a tela principal da modalidade “ Empréstimo” :
Fig.1
Tela de acesso ao módulo Empréstimo

3.2. Devoluções
Neste item, o sistema verifica se o material está emprestado, informa se o usuário está
em dia ou atrasado, calcula as multas que eventualmente devam ser impostas ao usuário e
atribui os seguintes status: “Disponível”, “Em transito”, “Reservado” ao registro do item no
OPAC. No caso de existirem solicitações não atendidas ou do item necessitar de
encaminhamento a outras bibliotecas, o sistema atribui automaticamente o status

4

�correspondente e alerta o operador de que é necessária uma administração especial do item.
Faz também acompanhamento automático dos itens devolvidos em Bibliotecas diferentes da
localização original.
Fig. 2
Tela de acesso ao módulo Devolução

3.3. Renovações
O software permite a renovação de materiais ou de conjunto de materiais emprestados
a um usuário. Nas renovações de um conjunto de materiais, o sistema gera notificações de
renovação para informar o usuário das novas datas de devolução e dos materiais que não
podem ser renovados por já haver solicitação de reserva para o mesmo. O sistema não permite
a renovação de materiais com reservas ativas, com pedido de rechamada e nem com pedidos
de empréstimos entre bibliotecas.

5

�Fig.3
Tela de acesso o módulo Renovação

3.4. Solicitação de reservas e rechamada de material emprestado
A biblioteca pode decidir que, tanto usuários, como funcionários, sejam autorizados a
fazer reservas e pedidos de devolução dos materiais da coleção, ou restringir essas funções
somente a funcionários. No caso de reserva, o sistema retém o material quando este é
devolvido e gera uma notificação de reserva. Nos pedidos de devolução, o sistema gera uma
notificação especial a ser enviada ao usuário que está com o material. Uma reserva feita para
um material de empréstimo aberto gera, automaticamente, uma notificação de pedido de
devolução. Os pedidos de reserva e devolução do VIRTUA especificam: o local de retirada do
documento, se o leitor deseja uma cópia específica de um título ou se qualquer cópia o
atenderá. A reserva pode ser feita pelo título do livro ou pelo número do item, em qualquer
biblioteca do SBU, especificando-se o local de origem para a retirada do documento.

6

�Fig. 4
Tela de acesso ao módulo Solicitação de Reservas

3.5.Notificações de leitores
O VIRTUA gera notificações de atraso, cartas de cobrança, faturas para reposição de
materiais, cartas de renovação e pedidos de devolução, cujos textos são definidos pela
biblioteca para os diversos tipos de usuários.
3.6. Monitoramento da atividade dos usuários
Para cada usuário, o VIRTUA inclui uma tela de Atividade do Usuário, cujo acesso é
restrito ao pessoal autorizado. Essa tela fornece um resumo da atual situação do usuário junto
ao sistema de Circulação, possibilitando a visualização dos pedidos de reservas ativas, de
devolução e de empréstimo. Um registro de multas é anexado a cada tela de Atividade do
Usuário. A biblioteca pode permitir que os próprios usuários consultem os registros de suas
atividades mediante a entrada do número e do código especial do usuário (RA - Registro
Acadêmico).

7

�Fig. 5
Tela de acesso as informações do usuário quanto as suas atividades na biblioteca

3.7. Multas e taxas
De acordo com as políticas estabelecidas pelo Sistema de Bibliotecas, o VIRTUA
acompanha as multas devidas referentes a materiais em atraso. Visando ao máximo de
flexibilidade, o sistema aceita diferentes valores de multa baseados na localização do material
e no tipo de usuário. O Sistema permite também que se acrescentem as taxas aos registros de
um usuário, além de aceitar pagamento integral, pagamento parcial ou exclusão das multas e
taxas devidas pelo usuário. Além disso, o sistema bloqueia os usuários cujas dividas excedam
o valor limite determinado pela biblioteca.

8

�3.8. Relatórios de controle de circulação
O VIRTUA gera listas de pesquisas para livros desaparecidos e relatórios estatísticos
que incluem os números de empréstimos, devoluções, multas impostas e cobradas ou
perdoadas, reservas e pedidos de devolução. A estatística inclui empréstimos de renovações,
todos classificados por ordem dos números de chamada.
3.9. Bloqueio de usuários
O VIRTUA bloqueia a retirada de materiais pelos usuários por diversos motivos,
inclusive pela perda do documento de identidade e por multas não pagas. O sistema define
códigos de bloqueio compatíveis com as infrações.
3.10. Período de tolerância
A biblioteca poderá estabelecer, dentro do próprio sistema, um período de tolerância
para os materiais em atraso, no SBU ficou estabelecido em 03 (três) dias. Durante este
período, serão cobradas multas sobre os materiais devolvidos. O sistema calcula as multas a
partir da data de devolução ou do final do período de tolerância segundo a política
estabelecida pelo SBU.
3.11. Empréstimo entre bibliotecas
Todas as bibliotecas do SBU poderão solicitar empréstimo entre as bibliotecas
setoriais e também atender a outras instituições credenciadas no SBU.
3.12. Controle de reserva
O Controle de Reserva possibilita o empréstimo por hora ou apenas para o período
noturno (overnight), a ser definido por cada biblioteca setorial, de determinados materiais
indicados pelos docentes como bibliografia básica de cada disciplina e cuja utilização é
restrita à consulta local.

9

�4. METODOS ADOTADOS NO SBU
Os métodos que foram adotados para atender às necessidades do SBU, estão
relacionados a seguir:
a) Criação de Grupos de Estudos:
Após a aquisição do software em meados de 1997, criaram-se os Grupos de Estudo
das funções (Circulação, Catalogação, Aquisição e OPAC) para analisarem e implementarem
os módulos no prazo máximo de 03 (três) anos.
b) Tradução do manual:
No módulo Circulação, preliminarmente o Grupo de Estudo teve como etapa principal
a leitura e a tradução do manual da língua inglesa, para o português , tendo ocorrido
modificações nas edições complementares enviadas pela VTLS Inc. para entendimento das
funções.
c) Seleção das categorias de usuários:
Para facilitar a parametrização dos dados dos usuários no sistema VIRTUA,
definiram-se as categorias de usuários juntamente com os devidos prazos de empréstimo.
d) Itens bibliográficos cadastrados:
Inicialmente, para qualidade e padronização dos itens bibliográficos, o software
permite o cadastramento dos seguintes materiais:
"

livros;

"

dissertações e teses;

"

periódicos (apenas o título da coleção).

"

materiais que não circulam (obras de referência, coleção didática)

10

�Além dos itens bibliográficos citados, também se encontram em cada acervo setorial,
trabalho de conclusão de curso (TCC), relatórios, folhetos, fitas de vídeo etc, e que serão
avaliados, posteriormente, para inclusão dos mesmos no sistema, de forma padronizada.

5. CATEGORIAS SELECIONADAS E PARAMETRIZADAS
Uma das

etapas da parametrização do software VIRTUA, foi a definição das

categorias de usuários com seus respectivos prazos de empréstimo.
Discutiu-se a realidade de cada biblioteca setorial em relação às categorias a
serem parametrizadas, que foram estabelecidas em número de 06 (seis). Estas estão
relacionadas abaixo com o seu devido prazo de empréstimo (ATAS..., 1999):

TABELA 1
Parametrização das categorias de usuários e prazos de empréstimo
CATEGORIA
Funcionário
(Funcionário Ativo e Aposentado; Residente; Estagiário)

SIGLA
FC

PRAZO
10 dias

10 dias
Aluno de Graduação
GR
(Inclui nesta categoria, além de Aluno de Graduação: Aluno Especial de Graduação; Aluno de Licenciatura;
Aluno de Curso Técnico; Aluno de Curso de Extensão; Intercâmbio)
30 dias
Aluno de Pós-Graduação
PG
(Inclui nesta categoria, além de Aluno de Pós-Graduação: Aluno Especial de Pós-Graduação; PósDoutorado; Pesquisador; Aprimorando; Aluno de Especialização (Lato Sensu)
30 dias
Docente
PR
(Inclui nesta categoria: Professor da UNICAMP Ativo e Aposentado; Professor Visitante/Convidado)
Empréstimo Entre Bibliotecas

EB

30 dias

Especial

ES

10 dias

11

�6. CADASTRO DE USUÁRIOS
Este item é um dos mais importantes do módulo Circulação, pois nele será colocada
toda a informação do usuário, como pessoa física e/ou corporativa.
Existem vários campos a serem preenchidos, mas optou-se por um que forneça os
dados principais do usuário.
Outro aspecto é que o formato apresentado tem padrão USMARC e integração direta
com o módulo Catalogação, padronizando-se desta forma a entrada de autoria.
A partir destes campos selecionados, desenvolveu-se a planilha para entrada de dados
(workform) de usuários, demonstrada na Fig.6 e com as devidas descrições na Tabela 2,
conforme seguem abaixo.
Fig.6
Editor MARC do VIRTUA para cadastramento de usuário

12

�TABELA 2
Descrição da planilha de cadastramento de usuário
CAMPO
(TAG)

INDICADOR

001
008
015
016
030
032
043
100
110
245
270

1

270
271
271
301

2
1
2

515

DESCRIÇÃO

Controle de número gerado pelo sistema.
Campos fixos.
Número do usuário : RA, RG (identificação do usuário no sistema.
Esse é o código principal a ser usado
Código alternativo (pode ser o RG, Título de eleitor, passaporte, etc)
também poderá ser usado para empréstimo
Tipo do usuário : professor, aluno, pesquisador, etc.
Cadastra-se sempre com duas letras maiúsculas. Ex.: PR (docente)
Campo usado para gravar as transações do usuário. Ex.: Multa.
Usado para identificar o bloqueio do usuário. Ex.: perda do cartão;
danificação de material bibliográfico, etc.
Nome do usuário – Cadastra-se pelo nome e sobrenome.
Nome corporativo da biblioteca como usuário (EEB).
Tipo de usuário (como o campo 30) pode repetir este campo.
endereço do usuário( o principal), tem vários subcampos :
\a = rua, avenida, numero, bairro, apto. bloco, etc.; \b = cidade;
\d = Estado; \e = código postal (CEP); \f = Pais; \k = telefone
Segundo endereço (repete todos os campos do anterior).
Endereço eletrônico = e-mail (principal).
Endereço eletrônico = e-mail (alternativo).
\a = instituição a que pertence. Ex. Unicamp; \b = Unidade.
Ex. Instituto de Economia; \d = Departamento. Ex. CEDOC.
Campo destinado para informações da conta do usuário. Ex.: Multas.

7. VANTAGENS DO SOFTWARE VIRTUA PARA O SBU
O módulo Circulação tem as seguintes vantagens:
"

interação e padronização com os outros módulos do sistema (OPAC, Catalogação,
Periódicos) permitindo-se uma única entrada.

"

funcionamento em rede.

"

bloqueio de usuários em uma única vez no sistema.

"

permissão ao usuário para verificar o seu status junto ao empréstimo.

"

permissão ao usuário para verificar localmente a sua situação junto ao SBU.

13

�"

emissão de relatórios para fins estatísticos.

"

notificação da disponibilidade do item bibliográfico.

"

permissão ao catalogador para a circulação em trânsito de material ainda não
preparado (catalogação rápida - circ on the fly).

8. COMPARTILHAMENTO DO CONTROLE DE EMPRÉSTIMO VIA REDE
As unidades que antes mantinham o funcionamento do empréstimo local, não em rede,
no momento da implantação do VIRTUA, beneficiaram-se com as vantagens da utilização
em rede do sistema em tempo real. Isto favoreceu o compartilhamento dos dados cadastrados
em benefício principal aos usuários que se cadastravam em várias bibliotecas anteriormente,
tornando inadequadas as rotinas do atendimento ao público.

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O módulo de Circulação do VIRTUA atualmente se encontra em fase final de
implementação. Decidiu-se que será feito em meados de fevereiro de 2000 um teste piloto em
três bibliotecas do SBU para se verificar o funcionamento do software em relação ao
cadastramento de usuários, empréstimo, renovação e devolução de itens bibliográficos e sua
posterior utilização nas demais bibliotecas.
Além disso, com a aquisição do software, houve um grande avanço qualitativo no
processo de automação do SBU.
Com as vantagens citadas, haverá condições reais de se monitorarem todas as
atividades relacionadas ao empréstimo realizadas nas bibliotecas do SBU, facilitando assim, o
controle de materiais bibliográficos e dos usuários via rede.
Outro grande fator que nos privilegia a implementar este software de funções
integradas, é o fato de estarmos sendo a primeira instituição a utilizar o VIRTUA no Brasil.

14

�10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ATAS de reunião do Grupo de Estudo de Circulação - VIRTUA. Campinas, SP : [s.n.],
1999.

PIETROSANTO, Ademir Giacomo, SANTOS, Gildenir Carolino, MENDES, Roberto
Pedrozo.

Sistema de controle de empréstimo automatizado nas bibliotecas da

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas, SP. Anais... Campinas, SP :
UNICAMP/BC, 1994. p.286. (Resumo).

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Sistema de Bibliotecas. Implementação :
definições do sistema VIRTUA.

Campinas, SP.

[citado: 1998].

[data de captura:

17/01/2000]. Apresentado em Power Point em 17/03/1998. Disponível na Internet:
&lt;http://www.unicamp.br/bc/client/sld001.htm&gt;.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Sistema de Bibliotecas. Plano de
automação : modernização - software integrado de funções.
1998].

[data

de

captura:

17/01/2000].

Campinas, SP. [citado:

Disponível

na

Internet:

&lt;http://www.unicamp.br/bc/inform2.htm&gt;

VTLS. Controle de circulação. Trad. Fundação Getúlio Vargas. Divisão de Gestão da
Informação. Gerência de Sistemas de Informação. [Rio de Janeiro, RJ] : VTLS/FGV,
[1996]. 2p. (folder).

VTLS. VIRTUA system guides : circulation. Version 16.0. Blacksburg, VA : VTLS, 1999.

Agradecimentos
Os autores apresentam seus especiais agradecimentos aos demais colegas do Grupo de
Estudo de Circulação – VIRTUA que, apesar de não participarem diretamente da elaboração
deste trabalho, participaram das reuniões conforme registrado nas Atas referenciadas.

15

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          <name>Dublin Core</name>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Implementação de um módulo de circulação através do software de funções integradas VIRTUA/VTLS: a experiência do sistema de bibliotecas da UNICAMP.  </text>
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                <text>O artigo apresenta o resultado de uma experiência realizada no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU) sobre a implantação do módulo Circulação do Software de funções integradas VIRTUA/VTLS a partir do estudo do formato USMARC aplicado a este módulo. O grupo de estudo do módulo Circulação, formado por bibliotecários do SBU, procura mostrar os métodos que foram adotados para a análise, definição e parametrização do referido módulo. Além disso, destaca as vantagens de utilização de um software de funções integradas voltado para o controle de materiais bibliográficos.</text>
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                    <text>GESTÃO DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS: A MULTIPLICIDADE DE SUPORTES E
FORMATOS E A DIVERSIDADE DE INTERESSES E EXPECTATIVAS DA
COMUNIDADE ACADÊMICA

Maria Alice Rebello do Nascimento
Coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP
Universidade Estadual de Campinas
Rua Sérgio Buarque de Hollanda – 424
Cidade Universitária – Campinas – SP. Brasil – CEP. 13081-970
malice@obelix.unicamp.br

Resumo

O estudo pretende discutir a construção das coleções de periódicos científicos de bibliotecas
universitárias brasileiras frente à imposição do paradigma da sociedade da informação. As
rápidas mudanças que ocorrem atualmente nas áreas política, econômica, social e tecnológica
têm tornado a biblioteca um ambiente de transformação permanente. A biblioteca

1

�convencional, organizada a partir de materiais impressos e, em busca da biblioteca virtual
incorpora em sua agenda a urgência da inclusão dos artefatos digitais.

Essa revolução

eletrônica implica numa nova postura gerencial, de leitura do espaço externo, que se
consubstancia na análise e avaliação do mercado livreiro (editores, distribuidores); no
entendimento não apenas dos mecanismos de organização dos acervos, mas particularmente
nas necessidades de equipamentos tecnológicos (hardware, periféricos e software) e na
compreensão do ambiente interno, composto por uma comunidade acadêmica distinta, em
função da diversidade de características das diferentes áreas do conhecimento. É sabido que a
comunidade acadêmica abarca uma complexidade de interesses e de estrutura de relações
entre os conjuntos de grupos que coexistem no contexto universitário.
Por outro lado, em decorrência dos avanços das telecomunicações associadas ao crescimento
da competição e à sofisticação do mercado editorial, que estabelece fusões, impondo o
monopólio de vendas; que empacota e re-empacota seus produtos, tornam o trabalho do gestor
da informação, a despeito das limitações econômicas, extremamente árduo. Descortinar esse
cenário é uma ferramenta fundamental para ordenar a percepção sobre ambientes prováveis e
desejados para o futuro.

Palavras-chave

2

�Periódicos Científicos; Revistas Eletrônicas versus Revistas Impressas; Planejamento;
Editores versus Publicadores Científicos.
Introdução
Atualmente, a construção das coleções de periódicos científicos de bibliotecas
universitárias brasileiras defronta-se com a multiplicidade de suportes, seja em papel e/ou
eletrônica. Entretanto, isso não significa que o processo de gerenciamento dos acervos de
periódicos constitua um momento de necessidade de resolução do dilema entre o papel e o
formato eletrônico. É, porém, um momento crucial, porque a biblioteca convencional,
organizada a partir de materiais impressos começa a trabalhar com a inclusão de outros
suportes, como é o caso dos periódicos digitais. Os novos materiais bibliográficos em formatos
eletrônicos têm convivido com os formatos impressos, o que não deixa de provocar profundas
alterações nos procedimentos de produção, transmissão e uso do conhecimento e,
consequentemente requer que as bibliotecas revejam seus procedimentos atuais de
gerenciamento.
Assim, essa tendência mundial revela, não apenas o desenvolvimento de coleção de
uma biblioteca , mas uma mudança do modelo de comunicação científica ao longo dos
últimos 300 anos que interfere diretamente na condução da gestão da biblioteca. Não é,
portanto, um momento solitário dos interlocutores que permeiam todo processo de
comunicação dos resultados de pesquisa, que envolve desde a produção até a divulgação.
Essa revolução eletrônica encaminha a biblioteca para o estabelecimento de uma nova postura
gerencial que contempla a leitura do espaço externo evidente na análise e na avaliação do
mercado livreiro, composto por editores, publicadores científicos e distribuidores; no
entendimento, não mais apenas dos mecanismos de organização dos acervos, mas,
particularmente, no conhecimento de recursos de tecnologia da informação, como hardware,
periféricos e softwares. Também, neste cenário ainda se insere no plano do ambiente interno,
3

�uma comunidade acadêmica distinta e difusa, em decorrência da diversidade de características
das diferentes áreas do conhecimento. É sabido que a comunidade acadêmica abarca uma
complexidade de interesses, de estrutura de relações e formas de atuações bastante distintas,
entre os conjuntos de grupos das diferentes áreas do conhecimento que coexistem no contexto
universitário.
Uma lição inequívoca do passado nos ensina que a comunicação através de revistas
acadêmicas envolve um sistema de autores, publicadores, serviços de apoio, bibliotecas,
leitores e financiadores. Embora, exista um movimento de articulação entre os diferentes
atores que se revela na construção de parcerias, consórcios, compartilhamentos e outras
iniciativas, os avanços tem sido modelados pelas ações desses diferentes interesses,
destacando-se por um lado, as demandas e os objetivos da academia, onde a biblioteca
universitária tem seu papel fundamental. Por outro lado, as editoras comerciais lutam por
soluções que mantenham e melhorem os seus lucros e os publicadores científicos batalham
por manter a competição com as editoras comerciais, produzindo revistas que na verdade são
construídas a partir de seus esforços de pesquisa e de comunicação, com o objetivo de
divulgar a sua própria produção científica. Enquanto isso, com a emergência da revista
eletrônica cresce entre os autores a idéia de publicarem e “não abrirem mão de seus direitos
autorais para os editores, uma vez que esses últimos terão de curvar-se e aceitar a nova
situação ou mudar de profissão, pois ela depende do fornecimento de manuscritos por parte
dos autores.” ( LEVACOV, p.131)
Por último, os esforços dos agentes intermediários (aggregators) para reposicionar os
seus produtos diante do crescimento da competição e da sofisticação do mercado editorial,
vêm propondo o estabelecimento de fusões, impondo o monopólio de vendas; providenciando
os empacotamentos e re-empacotamentos de seus produtos, que, é claro, disponibilizam

4

�publicações essenciais à pesquisa e ao ensino, mas, também, agregam outros periódicos que,
em princípio, nem sempre interessam a todas as universidades indistintamente. Hoje em dia,
os agentes intermediários têm sabido defender e fazer valer seus pontos de vista. Como há
uma constante demanda pela padronização, também por parte dos bibliotecários, esses
agentes para manter a competição investem pesadamente em novos e mais modernos
softwares para fazer a intermediação entre a biblioteca

e as mais variadas informações

advindas dos editores e de seus sistemas. Há que se destacar os investimentos de empresas
como a SWETS, EBSCO, UMI e OCLC, que investem na estruturação de bases de dados,
muitas delas acrescidas de conteúdo (texto completo).
Atualmente, algumas dessas bases de dados de texto completo, distribuídas através de
agentes, têm servido, não apenas para o gerenciamento no processo de aquisição, mas
particularmente servem a consórcios que optam pelo acesso aos periódicos de texto completo,
com a vantagem de uma interface comum a todos os periódicos, dos mais distintos editores.
Nesse novo contexto, o panorama que se impõe ao gestor da informação, a despeito
das limitações econômicas crônicas, exige o desenvolvimento de um trabalho extremamente
árduo.

Antecedentes
Até a primeira metade da década de 90, a publicação científica periódica era
predominantemente impressa em papel. Porém, neste final de século, o periódico eletrônico
passa a ser aceito universalmente como um fenômeno inexorável pela maioria dos atores
envolvidos no processo de produção e divulgação da revista científica. Se a publicidade do
conhecimento produzido, antes do advento da publicação eletrônica, acontecia através da

5

�comunicação escrita da cultura tipográfica inserido numa delimitação de tempo e espaço da
informação, atualmente, essa forma de comunicação local é insuficiente.
A estrutura das relações entre o fluxo de informação e o público a quem o
conhecimento se destina vem se modificando, de maneira vertiginosa. E, não é apenas a
introdução do formato eletrônico que traz novos elementos complicadores. Na verdade, a
gestação de uma radical mudança no sistema de periódicos tem se intensificado a partir da
década de 1970. A escalada de preços das assinaturas, “mostram que as assinaturas pessoais
(em particular) começaram a diminuir; os lucros decresceram; os publicadores aumentaram os
preços para as bibliotecas; os leitores passaram a depender mais das suas bibliotecas (e de
outras bibliotecas) como fonte de artigos a um custo substancial do seu tempo; as bibliotecas
começaram, primeiro, a cancelar duplicatas e, depois, a suspender as assinaturas das revistas
caras, mas não freqüentemente consultadas, passando a depender de empréstimo entre
bibliotecas e de serviços de comutação bibliográfica para atender à demanda por esses artigos;
os serviços de apoio tornaram-se mais importantes como um meio de identificar e localizar os
artigos de interesse.” (KING, 177)
O aspecto lamentável em tudo isso é que, enquanto os publicadores enfrentam
diminuição de lucros, as bibliotecas pagam mais por um número menor de revistas e suportam
custos crescentes para a obtenção de cópias, assim como os usuários consomem mais de seu
tempo para obter artigos. O custo total de todo o sistema de revistas parece, de fato, ter
aumentado e criado uma situação de perdas constantes a todos os participantes do processo.
Está claro que a política de preços vigente para os periódicos é mais barata para o assinante
individual, em função do baixíssimo uso, enquanto que os custos de assinaturas institucionais,
cresceram assustadora e indistintamente, para as grandes ou pequenas bibliotecas, porque
demandam um alto número de leitura, durante sua vida útil. Parece ter-se criado, muito antes

6

�da possível contagem automática para as revistas eletrônicas, formas de discriminação de
preços baseadas em consultas reais e potenciais.
Nos últimos 20 anos, estima-se que os preços das revistas acadêmicas e científicas
norte-americanas aumentaram, em média, de US$ 39 no ano de 1975 para US$284 em 1995,
sendo que grande parte desse aumento é atribuído ao aumento no tamanho da revista, não só
número de páginas, mas também de artigos e à ampliação do número de fascículos. Como
resultado, houve uma diminuição no número de assinaturas pessoais, o que fez com que os
publicadores aumentassem os preços das assinaturas institucionais para compensar as perdas
financeiras.
No caso dos usuários, percebe-se que os altos custos dos periódicos levaram a um
redimensionamento de seus gastos com periódicos. Um estudo de âmbito nacional, realizado
pela Universidade de Tennessee, demonstra que em 1977 cerca de 25% das consultas de
cientistas de universidades eram realizadas em bibliotecas e na década de 1990 essa consulta
salta para 54%. Os cientistas claramente compensam seus custos assinando revistas de preços
baixos que lêem com freqüência e consultando a biblioteca para ter acesso a revistas caras que
lêem ocasionalmente. Por outro lado, as revistas são elaboradas com artigos dirigidos a
disciplinas que têm uma abrangência ampla, o que significa que os periódicos que se destinam
a pequenas disciplinas terão um círculo reduzido de interessados e, portanto, pequena tiragem.
Assim, os artigos de alta qualidade que interessam a um pequeno público estarão perdidos
para o processo de publicação.
Como já descrito, esse novo “modelo” arrola uma série de aspectos críticos na
evolução e no desenvolvimento da composição da coleção de publicações periódicas em
bibliotecas universitárias. A velha coleção de periódicos científicos impressos, renovados
anualmente, através de editores, publicadores científicos e distribuidores, não mais se sustenta

7

�isoladamente. O trivial levantamento e verificação de preços no Ulrich’s, prática corrente
entre os bibliotecários, tornou-se incipiente. Novas ferramentas de trabalho surgiram como é o
novo instrumento de trabalho fornecido pelos distribuidores e, mesmo as grandes editoras,
como é o caso da bases de dados da

Editora Elsevier, Academic Press etc.

e de

distribuidores. A forma de entrega por via marítima é muito lenta para suportar a velocidade
do avanço das pesquisas. As leis brasileiras, para aquisição de materiais bibliográficos são
obsoletas e muito burocratizadas. O processo de licitação e convite são extremamente lentos e
onerosos. O tempo da burocracia para concluir uma compra consome meses num processo
lento e complexo, por intermináveis passagens pelos corredores da burocracia e as várias
instâncias da universidade. Todos esses processos são de uma precariedade infinita diante do
novo paradigma informacional que se descortina, no suporte à pesquisa e ao ensino nas
universidades brasileiras.

A nova perspectiva
A sobrevivência da biblioteca e de suas atividades de apoio ao ensino e à pesquisa
dependem de uma postura estratégica do gestor da informação, o que implica na percepção,
avaliação e adoção de perspectivas diferenciadas para a administração desse novo sistema. O
modelo de biblioteca tradicional, baseado no desenvolvimento e manutenção de coleções de
periódicos próprios e locais é uma das possibilidades. Outras formas de contar com os
periódicos científicos não podem ser descartadas. Nem, tampouco o compartilhamento e a
integração entre bibliotecas, visíveis nas práticas de consórcio, podem estar relegadas a
segundo plano. A definição de estratégias combinadas está assentada na percepção das
condições de espaço físico, tempo, formato, custo, grau de confiabilidade, tecnologia

8

�disponível, recurso humano qualificado e abrangência e profundidade das demandas de
informação, por parte dos usuários.
Os estudos de Cox revelam que as vantagens e desvantagens entre a revista eletrônica
e a revista eletrônica ainda não são muito claras. Do ponto de vista financeiro, as publicações
eletrônicas eliminam papel, impressão, encadernação, armazenagem e custos de distribuição.
Entretanto, o novo formato exige altos investimentos de capital em equipamentos, alta
tecnologia, recursos humanos qualificados e com novas habilidades para preparar dados para
o ambiente eletrônico. Outro aspecto relevante relatado por Cox diz respeito à insegurança do
futuro, quanto às formas de divulgação para atingir o cliente. “As despesas de marketing não
são óbvias no presente, como os usuários serão identificados e atingidos com informações
sobre os produtos; os próximos anos trarão mudanças nesta percepção de como usarmos a
internet como um meio de distribuição da informação.” (COX, p.4)
De qualquer forma, a biblioteca universitária atual não é mais sustentada pelo modelo
tradicional. As coleções de periódicos científicos impressos misturam-se com as coleções
eletrônicas; o espaço físico restrito se expande para o infinito; o trabalho anteriormente
isolado do bibliotecário se propaga para a parceria com fornecedores, com outras bibliotecas
e, mais do que nunca com os usuários. Esse usuário universitário, ao mesmo tempo que ele é
o produtor do conhecimento, que desencadeia todo o processo de desenvolvimento da ciência
e da tecnologia, pode tornar-se o publicador científico e, simultaneamente utilizar-se dos
acervos das bibliotecas.
Em síntese, não se trata disto ou aquilo. Desde o início dos tempos as formas de
comunicação coexistem. São os papiros, pergaminhos, impressos, microfilmes, fitas de vídeo
e, mais recentemente os meios eletrônicos. Trata-se de entender como a grande quantidade de
recursos investidos em coleções periódicas científicas resultam em benefícios na difusão dos

9

�resultados de pesquisa no país. Conforme observa Levacov, “faz-se necessário reconhecer que
somos todos parceiros, relutantes ou entusiasmados, necessitando adquirir novas habilidades.”
(LEVACOV, p.133)
Nessas condições, a utilidade de indicadores para a avaliação das coleções de
periódicos em bibliotecas universitárias brasileiras podem transformar-se em ferramentas
úteis a serem empregadas com regularidade, de forma a subsidiar as políticas de
desenvolvimento de coleções nas instituições de ensino superior do Brasil.

Indicadores para Apoio à Tomada de Decisão
O crescimento exponencial da ciência, com o aumento do número de cientistas, a
elevação do custo da pesquisa e a limitação de recursos financeiros para financiar os gastos
em C&amp;T , a partir da década de 1970, desencadearam os processos avaliatórios da pesquisa
pública e de sua legitimação frente à sociedade que a mantém. A construção de indicadores
para a análise da coleção de periódicos nada mais é do que um reflexo do ambiente macro
econômico que aí está. Entretanto, a construção de fórmulas capazes de espelhar uma
realidade multifacetada, em que inúmeras variáveis correlacionadas condicionam uma trama
complexa de inter-relações é um problema a ser contornado com muita cautela.
Por outro lado, o estudos da coleções de periódicos depositadas nas bibliotecas
brasileiras é uma realidade que aí está a exigir providências urgentes. Entretanto, essa nova
proposta de avaliação supõe a existência de três vertentes. A primeira vertente apoia-se no
estudo da coleção de revistas propriamente dita, a segunda assenta-se na análise da
organização universitária e de sua comunidade acadêmica e a terceira está diretamente ligada
às parcerias e aos compartilhamentos estabelecidos externamente entre bibliotecas,
consubstanciados nos consórcios.

10

�Há três fluxos nesse modelo. O primeiro é o fluxo da revista e de como esse amplo
reservatório de conhecimento “alimenta” a comunidade universitária local. Assim, tem-se
abaixo uma proposta de análise, elaborada a partir de um Projeto Piloto desenvolvido na
Universidade Estadual de Campinas, sob a coordenação dessa autora. (NASCIMENTO, 1994)
ESFERA INSTITUCIONAL
Uso da coleção (consulta, empréstimo local, empréstimo entre bibliotecas, em período a ser
definido);
Opinião da comunidade (grau de importância do título, de acordo com consulta à
comunidade, por amostragem);
Análise de custos (preço pago por cada título, com conversão para a moeda americana).

ESFERA NACIONAL
Status do título CCN – Catálogo Coletivo Nacional.
ESFERA INTERNACIONAL
Inclusão do título em fonte de referência (index, abstracts consagrados, nas várias áreas do
conhecimento);
Fator de impacto do título (medida de frequência de citação do título, a partir do Journal of
Citation Reports – ISI)
É importante estabelecer indicadores médios, balizados pelas especificidades das
diferentes áreas do conhecimento, para cada critério empregado. Também, maiores reflexões a
respeito dessa metodologia empregada podem ser obtidos em dois textos da autora.
(NASCIMENTO, 1994; 1996)

11

�A segunda série de fluxos envolve a estrutura organizacional e as pessoas inseridas
nesse contexto. O número de professores, o número de alunos de graduação e de
pós-graduação, o número de cursos, o número de linhas de pesquisas consolidadas e
emergentes, a produção científica e outras atividades peculiares às atividades de ensino e
pesquisa são indicadores que determinam a freqüência com a qual eles irão recorrer ao
reservatório do conhecimento (periódicos) e a eficácia com a qual irão retirar daí insumos
para atividades ulteriores. É óbvio que esses benefícios são indiretos e muito difíceis de serem
determinados especificamente. Entretanto, o estudo de Tenopir e King, realizado entre os
cientistas norte-americanos, permitem vislumbrar as cadeias de conexões que ocorrem. “De
fato, os cientistas que trabalham em universidades atingem a média de leitura de 188 artigos
por ano... Os cientistas de universidades usam a informação acadêmica para muitos
propósitos: mais de 50% das consultas objetivam a atualização ou o desenvolvimento
profissional, 75% visam à pesquisa, 41%, ao ensino e 12% são para fins administrativos e
outros. Grande parte da informação é muito importante para o ensino e a pesquisa. Das 188
leituras por cientista, 13 são absolutamente essenciais ao ensino e 23, absolutamente
essenciais à pesquisa.” (KING, p.176)
O terceiro fluxo é o que se estabelece a partir das relações extra-muros das
universidades, através de propostas de compartilhamento, só possíveis nas práticas de
consórcios. Essa nova forma de organização exige novos meios de comunicação e circulação
das coleções de revistas e de aprendizado para bibliotecários e pesquisadores, que se
manifesta na forma

de pesquisa, na forma de novos instrumentos e resultados práticos,

alcançados a partir dessas coleções de periódicos impressas e eletrônicas. O corte de
duplicatas interinstitucionais de títulos de periódicos é uma das práticas possíveis para
“aliviar” os orçamentos das universidades e, ao mesmo tempo fazer valer os princípios do

12

�consórcio. Para tanto, a parceria deve estender seus braços a longo prazo para não trazer
prejuízos às instituições que efetivar a interrupção da revista em favor das outras
universidades partícipes e, vice versa. Portanto, uma vez que os consórcios tornam-se uma
realidade nas agendas das bibliotecas, há que se estabelecer critérios que contribuam para
definir esse novo rearranjo das coleções no cenário interinstitucional. Não é possível que
todos as instituições envolvidas nos consórcios continuem a manter suas coleções intatas.

Considerações Finais
No caso brasileiro, as bibliotecas universitárias brasileiras vivenciam um momento
especial. Apesar das crises orçamentárias crônicas que têm sido enfrentadas pelas
universidades brasileiras, nossa coleções de periódicos têm sido construídas dentro de alto
padrão de qualidade e relevância. Por outro lado, o crescimento rápido das revistas eletrônicas
ao lado da necessidade de continuidade das aquisições de publicações em papel, em
decorrência da falta de clareza quanto às questões de acesso à internet, desconhecimento do
tempo de vida útil do CD-Rom, ingresso recente em projetos de consórcio mais arrojados,
têm agregado sérias dificuldades e limitações a um processo de análise mais abrangente e que
inclua indicadores consolidados de avaliação da coleção de periódicos. Apesar desse cenário
pouco favorável, o gestor de informação tem que adotar metodologias para avaliar e reajustar
constantemente a coleção da biblioteca.
Assim, diferentes perspectivas para o gerenciamento de recursos de informação estão
em discussão, frente à imposição do paradigma da sociedade da informação. Tais tendências
na biblioteca localizam-se nos aumentos substanciais dos custos dos periódicos científicos,
na perda de posse dos materiais armazenados localmente, no uso intensivo dos empréstimos
entre bibliotecas e na exploração das redes. De qualquer forma, o crescimento das formas de

13

�produção e acesso à informação, em conjunto com o encolhimento dos recursos financeiros,
as novas maneiras de atuação do mercado livreiro e o impacto das novas tecnologias, têm
tornado as pressões sobre as estruturas das bibliotecas praticamente insuportáveis.
Neste contexto, vale salientar que a interrupção das assinaturas de periódicos
impressos pode não significar redução de custos. Marchiori alerta “uma grande parte dos
recursos irá para os custos do empréstimo interbibliotecário, outra parte para o acesso
bibliográfico, outra parte para o pagamento de royalties, outra para fotocópias, outra para o
pagamento de serviços comerciais e outra para o desenvolvimento de mecanismos de busca e
disponibilidade de informação cada vez mais rápidos...” (MARCHIORI, P.123)
Uma maneira de melhor entender esse novo cenário reside na constante revisão da
coleção de periódicos, objetivando mantê-la atuante e dinâmica, o que exige várias etapas de
análise, como já mencionado, e que deve estar ancorado em três vertentes: estudo da coleção,
análise da comunidade universitária e avaliação do compartilhamento de coleções, em
consórcios.
Apesar da escassez de recursos – historicamente enfrentada pelas universidades
brasileiras, cabe, também, menção especial ao esforço de providenciar pagamento antecipado
das assinaturas de periódicos, entre agosto e novembro, do ano anterior à vigência da
renovação dos títulos e/ou pacotes de periódicos científicos. Essa medida é fundamental para
garantir a integridade das coleções de revistas no Brasil e, para evitar os dissabores de
interromper, a cada início de ano, os acessos eletrônicos obtidos conjuntamente com as
assinaturas de periódicos impressos.
Por fim, as novas formas de organização do trabalho na biblioteca não acontecem
apenas no interior da coleção de periódicos científicos, foco de nosso estudo, mas supõem-se
que as bibliotecas possam conter diferentes produtos em locais diversos, compartilhando

14

�localmente e extra-muros, materiais impressos com artefatos digitais. Entenda-se artefatos
digitais, não apenas os catálogos eletrônicos, conhecidos como OPACs (on line public access
catalogues), nem tampouco, apenas, os periódicos eletrônicos, mas a possibilidade que a
mídia eletrônica abre de incorporar outras coleções, como os acervos antigos da Biblioteca do
Vaticano, as obras de arte do Museu do Louvre e outras obras impressas de domínio público,
que não firam os direitos autorais. Toda essa nova organização representa um tremendo
desafio.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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agent’s approach to collection management reports. Library Collections, Acquisitions, and
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KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, TARUHN, Rosane. Biblioteca eletrônica de revistas
científicas internacionais : projeto de consórcio. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n. 2, p. 193-197,
maio./ago. 1998.
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MCGINNIS, Suzan, KEMP, Jan H.

The electronic resources group; using the

cross-functional team approach to the challenge of acquiriing electronic resources. Library
Acquisitions: Practice &amp; Theory, v. 22, n. 3, p. 295-301, Autumn 1998. Disponível em
http://www.sciencedirect.com/science? Acessado

MARCHIORI, Patricia Zeni.

em: 21 dez. 1999.

“Ciberteca” ou biblioteca virtual : uma perspectiva de

gerenciamento de recursos de informação. Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 2, p. 115-124,
maio/ago. 1997.

16

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(mimeo)
NASCIMENTO, M. A. R.

Indicadores de avaliação para coleções de periódicos das

bibliotecas universitárias brasileiras: reflexões sobre o estudo das revistas do
IFCH-UNICAMP. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 9º, Curitiba,
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ROSETO, Márcia.

Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação : livro

eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latina e Caribe. Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 1,
p. 54-64, jan./abr. 1997.

17

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Gestão da coleção de periódicos científicos das bibliotecas universitárias brasileiras: multiplilcidade de suportes e formatos e a diversidade de interesses e expectativas da comunidade acadêmica.</text>
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                <text>Nascimento, Maria Alice Rebello do</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>O estudo pretende discutir a construção das coleções de periódicos científicos de bibliotecas universitárias brasileiras frente à imposição do paradigma da sociedade da informação. As rápidas mudanças que ocorrem atualmente nas áreas política, econômica, social e tecnológica têm tornado a biblioteca um ambiente de transformação permanente. A biblioteca convencional, organizada a partir de materiais impressos e, em busca da biblioteca virtual incorpora em sua agenda a urgência da inclusão dos artefatos digitais. Essa revolução eletrônica implica numa nova postura gerencial, de leitura do espaço externo, que se consubstancia na análise e avaliação do mercado livreiro (editores, distribuidores), no entendimento não apenas dos mecanismos de organização dos acervos, mas particularmente nas necessidades de equipamentos tecnológicos (hardware, periféricos e software) e na compreensão do ambiente interno, composto por uma comunidade acadêmica distinta, em função da diversidade de características das diferentes áreas do conhecimento. É sabido que a omunidade acadêmica abarca uma complexidade de interesses e de estrutura de relações entre os conjuntos de grupos que coexistem no contexto universitário. Por outro lado, em decorrência dos avanços das telecomunicações associadas ao crescimento da competição e à sofisticação do mercado editorial, que estabelece fusões, impondo o monopólio de vendas, que empacota e re-empacota seus produtos, tornam o trabalho do gestor da informação, a despeito das limitações econômicas, extremamente árduo. Descortinar esse cenário é uma ferramenta fundamental para ordenar a percepção sobre ambientes prováveis e desejados para o futuro.</text>
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                    <text>O FORMATO USMARC PARA PUBLICAÇÕES SERIADAS: A EXPERIÊNCIA DA
UNICAMP

Autores:
1

Sonia Regina Casselhas Vosgrau – bccol@unicamp.br
2
Antonieta A. Cruz Santos – eta@ige.unicamp.br
3
Elizabeth Maria A. Prado Pazini – emapp@unicamp.br
4
Josidelma F. de Souza – josi@unicamp.br
5
Márcia Ap. S. Baena – baena@ige.unicamp.br
6
Márcia Regina S. Marcondes – marcia@bae.unicamp.br
7
Marta Regina S.R. do Val – val@unicamp.br
8
Sandra Maria Moura – moura@bae.unicamp.br
9
Vera Lúcia de Lima – bicombi@unicamp.br

RESUMO:

1

Bibliotecária BC/UNICAMP. Especialista em Bibliotecas de Instituições de Nível Superior.
Coordenadora do Grupo de Estudos.

2

Bibliotecária CDPCT/IG/UNICAMP. Mestre em Biblioteconomia

3

Bibliotecária CMU/UNICAMP.

4

Bibliotecária FCM/UNICAMP. Mestranda em Biblioteconomia.

5

Bibliotecária IG/UNICAMP. Especialista em Sistemas de Informação em C&amp;T.

6

Bibliotecária BAE/UNICAMP. Especialista em Bibliotecas de Instituições de Nível
Superior.

7

Bibliotecária

BCCE/UNICAMP.

Especialista

em

Metodologia

de

Ensino

Biblioteconomia.
8

Bibliotecária BAE/UNICAMP. Especialista em Sistemas de Informação em C&amp;T.

9

Bibliotecária BC/UNICAMP.

1

em

�O artigo apresenta um estudo do formato USMARC, aplicado às publicações seriadas do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, estabelecendo-se a partir de uma análise criteriosa dos
campos, um conjunto de padrões para identificar e armazenar as informações relativas a este
tipo de registro.

PALAVRAS-CHAVE: Publicações Seriadas
Formato USMARC

2

�I - INTRODUÇÃO

A implementação de um software integrado de funções adquirido pelo Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP, trouxe novos desafios e oportunidades aos seus profissionais
bibliotecários.
Com a necessidade de parametrizar a função de publicações seriadas deste novo
sistema, formou-se uma equipe de bibliotecários com o objetivo de estudar e elaborar, a partir
do formato USMARC para publicações seriadas, a planilha para armazenamento eletrônico
dos dados relativos a este tipo de material.
Este artigo propõe relatar a experiência decorrente deste trabalho, desenvolvido a
partir da parametrização do software VIRTUA/VTLS – Publicações Seriadas.

PUBLICAÇÕES SERIADAS

As publicações seriadas são definidas como “publicações em qualquer tipo de suporte,
impressas em partes sucessivas que incluem: periódicos, jornais, anuários (tais como
relatórios e livros do ano), periódicos científicos, memórias, anais, transações das sociedades
e séries monográficas numeradas”. (VTLS – Serials Control, 1998).
Fatores relativos à grande incidência deste tipo de publicação na área científica e a
complexidade das informações contidas tais como: frequência, títulos anteriores e atuais,
fontes referentes à indexação e outros, sempre foram objeto de preocupação para os
profissionais da área e foram decisivos para o desenvolvimento, ainda na década de 70, do
formato MARC para publicações seriadas.

3

�O FORMATO USMARC

O formato de registro MARC é um acrônimo de Machine-Readable Cataloging e foi
desenvolvido pela Library of Congress, na década de 60.
De acordo com CARVALHO, et al, 1999 “o MARC é definido como um conjunto de
padrões para identificar, armazenar e comunicar informações bibliográficas em formato
legível por máquina.”
Devido a uma estrutura de registro complexa, o formato MARC possui flexibilidade
de uso de diversos tipos de materiais, incluindo-se aí as publicações seriadas, tornando-as
compatíveis entre sistemas automatizados.
O formato foi designado para descrever cinco tipos de dados: Bibliográfico, Coleções,
Autoridade, Classificação e Informação à Comunidade.
Neste trabalho estudou-se o formato USMARC para Dados Bibliográficos que contêm
especificações para codificação dos elementos de dados necessários à descrição, recuperação
e controle das várias formas de materiais bibliográficos.
O formato USMARC para Dados de Coleções, cujos estudos estão em andamento,
contêm especificações para codificação de elementos pertinentes aos dados de coleções e a
localização de todos os tipos de materiais.

HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DO FORMATO

Originalmente conhecido como MARC I (1966), ele é definido como o formato que
“...estabeleceu a praticabilidade; o MARC II deu início ao trabalho real de se construir um
sistema nacional de catalogação cooperativa” (CRAWFORD, 1986). A diferença marcante

4

�entre os formatos MARC I e MARC II, ou LC MARC como também ficou conhecido,”... é a
estrutura inovadora deste último, mantida até o presente , que apresenta a separação entre
diretório, códigos de sub-campos e parágrafos”(CRAWFORD, 1986). O MARC é um termo
internacionalmente conhecido e utilizado em muitos países, o MARC II foi também utilizado
para registrar todos os formatos até 1983, quando então foi substituído pelo termo USMARC.
As freqüentes mudanças nos sistemas automatizados para bibliotecas demanda
constantes alterações na catalogação e por conseguinte nos formatos USMARC. Esta é a
responsabilidade do MARBI (Machine Readable Bibliographic Information) e do MARC
Advisory Committee, cuja principal atividade é rever os trabalhos de discussão e as sugestões
apresentadas à Library of Congress de modo a efetuar atualizações no formato USMARC.
O MARBI é um comitê da ALA (American Library Association) composto por três
representantes de diferentes áreas de trabalho e o MARC Advisory Committee é formado por
representantes das bibliotecas nacionais, entidades bibliográficas, associações de bibliotecas
especiais e grupos de fornecedores de sistemas automatizados.

REGISTRO USMARC

O registro USMARC possue uma estrutura estabelecida e implementada por normas
nacionais e internacionais conhecidas como: ANSI – Z39.2 Formato de Intercâmbio de
Informações Internacionais e ISO-2709 Formato para Troca de Informações Externas.
Para identificar e caracterizar elementos de dados dentro de um registro e para dar
suporte à sua manipulação são estabelecidos códigos tais como: parágrafos, indicadores e
delimitadores.

5

�Na organização do registro o conteúdo de dados está dividido em: campos variáveis de
controle e campos variáveis de dados, os de controle contém um elemento de dado único, não
contém indicadores ou sub-campos e são os campos 00X, os de dados são todos os demais,
(MARCONDES &amp; FIDELIS, 1998)
A partir destes estudos a equipe definiu os campos de dados bibliográficos e
estabeleceu critérios para a elaboração da planilha padrão.

II - MÉTODO

MATERIAL:

O material utilizado para o desenvolvimento do trabalho, foram os manuais "Serials
Control - Holdings" e "USMARC Bibliographic".

PROCEDIMENTO:

A princípio estabeleceu-se que o método a ser utilizado seria o estudo passo a passo
da planilha de coleções, porém com o recebimento da base teste, optou-se definitivamente
pelo estudo campo a campo da planilha do bibliográfico, visando criar uma planilha padrão.
Os campos específicos para registro de coleções de publicações seriadas, 841 a 878,
estão sendo analisados e serão apresentados em outra etapa deste trabalho.
Para a execução deste trabalho foi necessário a tradução e análise de todos os campos
de formato bibliográfico, inclusive a tradução integral do Manual "VTLS Inc. Virtua System
Guides Serials Control Version 09.10.17".

6

�III - RESULTADOS

Foram definidos os caracteres do campo fixo 008, estabelecendo-se um padrão para o
sistema.
O campo 008 é um campo fixo com 40 posições de caracteres, cujos elementos de
posição definidos proporcionam informação codificada sobre o registro.
A codificação dos dados desse campo ficou assim estabelecida:
∙%1

data de entrada do registro;

∙%1

status da publicação;

∙%1

datas iniciais e finais da publicação;

∙%1

lugar de publicação;

∙%1

freqüência e regularidade da publicação;

∙%1

tipo de publicação;

∙%1

dados referentes a mudança do título;

∙%1

língua.

Os dados variáveis foram estudados campo a campo, verificando a adequação de cada um
ao tipo de publicação seriada. Destacam-se como os campos de uso mais freqüente e
exclusivos de publicações seriadas:
∙%1

controle específico de periódico - campo 022 (ISSN)

∙%1

campos de títulos adicionais
- campo 246 = variação do título
- campo 780 = título anterior

7

�- campo 785 = título posterior
∙%1

campos de freqüência e datas de publicação - campo 310 e 321

∙%1

notas especiais
- campo 510 = indexação
- campo 550 = entidade responsável pela publicação
- campo 555 = informações de índice cumulativo

∙%1

campos de ligação - 780 a 787, particularmente 780 e 785
∙%1

Planilha Padrão para o registro Bibliográfico das Publicações Seriadas do
Sistema de Bibliotecas da UNICAMP
CAMPO
DEFINIÇÃO
INDICADORES
SUBCAMPOS
001
Bib-Id
número
de
identificação atribuído pelo
sistema
005
Data e hora da última
operação
008
Campo fixo
022
ISSN
1 e 2 branco
a,y ou z
090
Número de chamada
1 e 2 branco
ae
210
Título abreviado
1=1
aeb
2=b
245
Título principal do seriado
1=1
a,b,c,h,n,p
2=0 a 9
246
Forma variante do título
1=3
a,b,h,n,p
2=0 a 8
300
Área de descrição física
1 e 2 branco
a
310
Freqüência da publicação 1 e 2 branco
aeb
corrente
362
Designação cronológica que 1=0,1
a,b,6
identifica data inicial e final 2=branco
da publicação e/ou os
volumes de um periódico
500
Notas gerais
1 e 2 branco
a
510
Citações ou notas
de 1=0 a 4
a,b,c,x,3,6
referência,
revisões, 2=branco
abstracts, índices
550
Nota de entidade responsável 1 e 2 branco
a
pela publicação
555
Nota de informação do índice 1=branco,0,8
a,b,c,3
cumulativo
2=branco
650
Assunto
1=branco
a
2=7

8

�691
710
780
785
920

Código local
Entrada secundária para
assunto
Nota de ligação, entrada
anterior
Nota de ligação, entrada
posterior
Código SIPS

1 e 2 branco
1=0,1,2

a
a-x,3,4,5,6

1=1
2=0 a 7
1=1
2=1 a 8
1 e 2 branco

tex
t
a

IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao iniciar o estudo do Formato Bibliográfico USMARC, várias questões surgiram e
foram analisadas. Primeiro, que tipo de elemento ou campo deveria ser incluído no registro.
Em segundo lugar, a quantidade de informação que poderia ser incluída no registro.
Deste estudo definiu-se os principais campos e sub-campos da planilha padrão no
formato USMARC, para catalogação de publicações seriadas, sendo que a próxima fase do
trabalho, será a padronização do formato de registro de coleções. Nesta etapa o grupo
finalizará os estudos, e os resultados obtidos da junção dos formatos bibliográfico e coleções,
serão submetidos a avaliação pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, para apreciação e
sugestões.
Com os estudos concluídos, a equipe será responsável pela elaboração do manual de
trabalho e pelo treinamento que será oferecido ao Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.

V – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARVALHO, Ana R. M. M., et al.

Utilização do formato MARC/USMARC na

implementação do software VIRTUA. Campinas: UNICAMP, 1999. 52 p. Apostila

9

�CRAWFORD, Walt. MARC for library use. 2.ed. Boston: G.K. Hall &amp; Co., 1998. 359p.
MARCONDES, M. R. S., FIDELIS, L.

Formato MARC: abordando a documentação

musical. In : ENCONTRO NACIONAL DA ANPPOM, 11, 1998, Campinas. Anais ...
Campinas: UNICAMP/IA, 1998, p. 95-98.

ROWLEY, J. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994. 307p.

SERIALS Control: user’s guide. Blacksburg: VTLS, 1999

VI – BIBLIOGRAFIA

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. BIBLIOTECA NACIONAL.

Manual para

entrada de dados em formato MARC. Rio de Janeiro, 1997. 105p.

GONÇALVES, E. M. S. et al. Informatização da informação a experiência do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Ciência da Informação,

Brasília, v. 27, n. 1, p. 99-102, 1998.

KRZYZANOWSKI, R. F. et al. Implantação da informatização em biblioteca universitária
para aperfeiçoamento e modernização dos serviços: relato de experiência do Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP – SIBI/USP. [on line]. Disponível na Internet via www
URL: http://www.ups.br/sibi/implantac.htm. Data de atualização em 02/10/99

10

�KRZYZANOWSKI, R. F. et al. Implementação do banco de dados DEDALUS, do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Ciência da Informação, Brasília,
v.26, n.2, p. 168-176, 1997.

MARILL, J.

Formato MARC para dados de coleção: um relatório dos fornecedores de

sistemas locais e de utilidades, sobre o status de implementação. Tradução por Antonieta
A. C. Santos. Tradução de: MARC format for holdings data: an implementation status
report by local system vendors and utilities. Library Acquisitons: practice and theory,
v. 20, n. 2, p. 213-216, 1996.

MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1995. 123p.

PLANO de Automação – modernização do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. [on line].
Disponível na Internet via www URL: http://www.unicamp.br/bc/informatiz.htm Última
atualização em: 29/11/99.

PRADO, Noemia S. Utilizando o campo 856 do MARC para disponilizar texto integral da
produção docente da UDESC na internet.
1998.

[on

line].

Disponível

Trans-in-formação, Campinas, v. 10, n. 2,
na

Internet

via

http://www.puccamp.br/~biblio/transinformacao/old/vol10n2/pag104.html.

www

URL:
Última

atualização em: 10/08/99.

ROSETTO, Márcia. Uso do protocolo z39.50 para recuperação de informação em redes
eletrônicas. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n.2, p. 136-139, 1997.

11

�TEDD, L. A. Serials control. In: TEDD, L. A. An introduction to computer-based library
systems. Chichester: John Wiley &amp; Sons, 1984. Cap.9, p. 161-184.

TENNANT, Roy. User interface design: some guiding principles. [on line]. Disponível na
Internet

via

www

URL:

http://www.ljdigital.com/articles/infotech/digitallibraries/digitallibrariesindex.asp

Última

atualização em : 15/10/99

3M Library systems beta testing digital in system at UNLV. [on line]. Disponível na Internet
via www URL: http://www.ljdigital.com/articles/infotech/news/19990712_4870.asp. Última
atualização em: 12/07/99

UNDERSTANDING MARC bibliographic: machine-readable cataloging. McHenry: Follet
Software Co., Washington: Library of Congress, 1998. [on line]. Disponível na Internet
via www URL: http://lcweb.loc.gov/marc/umb/. Última atualização em 28/05/99.

VIEIRA, A. S. Redes de ICT e a participação brasileira. Brasília: IBICT/CNPq/SEBRAE,
1994. 72p.

VOSGRAU, Sônia Regina C. , BAENA, Márcia A. S. -VIRTUA software integrado de
funções: relatório de atividade do grupo de estudos de periódicos.
UNICAMP/Biblioteca Central, 1999. p. 7-12. Apostila.

12

Campinas:

�ZANAGA, M. P.

Conversão retrospectiva e cooperação no processamento técnico de

materiais bibliográficos: a experiência do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8, 1994, Campinas.
Anais ... Campinas: UNICAMP, 1994. p. 59-68.

13

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Vosgrau, Sonia Regina Casselhas et al</text>
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                <text>O artigo apresenta um estudo do formato USMARC, aplicado às publicações seriadas do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, estabelecendo-se a partir de uma análise criteriosa dos campos, um conjunto de padrões para identificar e armazenar as informações relativas a este tipo de registro.</text>
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                    <text>FONTES DE INFORMAÇÃO NA INTERNET
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites de Universidades
Maria Inês Tomaél1*
Maria Elisabete Catarino*
Marta Lígia Pomim Valentim*
Oswaldo Francisco de Almeida Júnior *
Terezinha Elisabeth da Silva*
Adriana Rosecler Alcará 2**
Daniela Cristina Selmini**
Fabiana Ramos Montanari**
Silvia Yamamoto **

ENDEREÇOS:
Profissional:
Universidade Estadual de Londrina
Departamento de Ciências da Informação / Maria Inês Tomaél
Campus Universitário – Caixa Postal 6003
CEP 86055-900 – Londrina – Paraná
Fone: (0--43) 371-4348
Residencial:
Maria Inês Tomaél
Rua Barão de Mesquita, 392
Jardim Presidente
CEP 86061-290 – Londrina - Paraná
e-mail: mitomael@uel.br

1

* Professores do Departamento de Ciências da Informação da UEL
** Bolsistas do CNPq-UEL

2

1

�FONTES DE INFORMAÇÃO NA INTERNET
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites de Universidades
RESUMO
Objetiva identificar, analisar e selecionar fontes de informação na Internet, procurando
avaliá-las segundo critérios de qualidade preestabelecidos. Neste projeto piloto foram
objetos da investigação as fontes encontradas nos sites das principais Universidades
brasileiras. Para cada fonte identificada foi preenchido um formulário onde constam
elementos para análise e avaliação, tais como: conteúdo informacional, apresentação,
recursos de acesso, entre outros. Observa-se que, em grande parte, as fontes produzidas
para a Internet pelas universidades não estão sendo elaboradas com os requisitos que
possam assegurar sua qualidade.

1 INTRODUÇÃO
Qualquer segmento do conhecimento humano hoje, não pode prescindir de
uma constante busca de informação. Ela, a informação, impulsiona o conhecimento científico.
A ciência é estabelecida a partir do desenvolvimento científico e tecnológico, beneficiando a
sociedade no seu cotidiano.
A informação científica e tecnológica se disseminava, até pouco tempo,
apenas em formatos impressos, disponíveis em unidades especializadas de informação.
Atualmente, a grande maioria das fontes está disponível em meios eletrônicos como a
Internet, porém o ambiente eletrônico não possui recursos que facilitem, de maneira eficiente
e eficaz o acesso à informação.
Apesar dos sites de busca disponíveis na Internet, a recuperação da
informação é morosa, sem qualidade, com baixa revocação, enganosa e, em muitos casos,
inexeqüível. O mesmo se dá em relação à recuperação de fontes que se encontram perdidas no
espaço informacional da Internet. A quantidade de informações presentes na Internet dificulta
a localização de uma fonte específica.
Tendo em vista que uma das característica da Internet é possibilitar a
qualquer pessoa, teoricamente, ali disponibilizar informações, estas carecem de utilização
2

�cuidadosa, principalmente as fontes que estão se tornando cada vez mais instrumento de uso
constante de estudantes e profissionais.
Outra questão relevante que emerge no meio eletrônico é a dinâmica com
que surgem novas fontes de informações organizadas a partir de estruturas multimídia,
obviamente diferentes das fontes tradicionais.
As fontes de informação na Internet requerem tratamento e uso
diferenciados, o que exige um estudo dos tipos de fontes, de como são trabalhadas e como são
designadas na rede, pois ainda existem poucas pesquisas que têm como objeto de análise esta
abordagem.
Refletindo sobre estes diferentes pontos, elaborou-se um projeto, que está
sendo desenvolvido por um grupo de pesquisa e que pretende facilitar o acesso a estas fontes,
sendo o objetivo principal do projeto identificar, analisar, selecionar e organizar fontes de
informação de segmentos específicos dispersas na Internet.
Respaldado na literatura, o grupo de pesquisa que atua no projeto definiu
critérios de qualidade (Tomaél et al., 1999), e para testá-los foi necessário desenvolver um
projeto piloto, tendo como foco principal aplicar os critérios definidos para analisar sua
eficiência.
Este trabalho apresenta os resultados do projeto piloto, que utilizou os sites
de algumas universidades brasileiras, onde foram identificadas fontes de informação e
aplicados os critérios preestabelecidos.

2 INTERNET, HIPERTEXTO, DOCUMENTOS ELETRÔNICOS

As mudanças tecnológicas iniciadas desde a Segunda Guerra Mundial
conduziram a sociedade a um processo irreversível de automatização que atinge todos os
3

�domínios, desde o ambiente da produção até o cotidiano doméstico. Neste contexto a
tecnologia da informação desempenhou papel fundamental. Abriu fronteiras conectando
indivíduos e economias e inaugurou novas formas sociais, políticas e econômicas.
A era da informação inaugura uma nova ordem econômica: a do mercado da
informação, caracterizada pela necessidade de otimização do tempo e o aumento da
velocidade de comunicação, que impuseram a criação de novos suportes informacionais. E
instala-se um novo paradigma: do papel para o eletrônico, do analógico para o digital, dos
sistemas para as redes. Mas

nada revolucionou tanto como a Internet. A lógica militar,

presente inicialmente na rede, cedeu lugar à vocação institucional para culminar numa
cartografia civil em nível mundial.
Uma revolução dentro da revolução foi a introdução da tecnologia do
hipertexto. Logicamente que Vannevar Bush, que em 1945 enuncia o hipertexto não poderia,
naquela época, imaginar os desdobramentos de seu Memex – Memory Index. Amplamente
disseminado através da Internet, o hipertexto é antes sua principal característica.
A criação do documento não-linear e a possibilidade de leitura hipertextual
é a concretização do livro sonhado por Mallarmé ou do “Livro de areia” de Borges.
Retomando a metáfora de rizoma elaborada por Deleuze e Guattari (1995),
Parente (1999) expõe os princípios do documento hipertextual. O princípio da conexão,
subsume

as

características

de

não-linearidade,

multilinearidade,

temporalidade

e

interatividade do documento. O princípio da heterogeneidade revela a multiplicidade da
semiótica hipertextual, que não se atem apenas ao código lingüístico, mas que aciona também
os códigos visual e sonoro, transformando-se em hipermídia. E finalmente o princípio da
multiplicidade que revela a possibilidade de, através dos nós das conexões, criar sempre um
novo texto, daí o autor caracterizar o hipertexto como fractal.
“Em ciência da informação, o hipertexto é, antes de mais nada, um complexo
sistema de estruturação e recuperação da informação em forma multissensorial,
4

�dinâmica e interativa. Dentro desta perspectiva, o hipertexto representa o último
capítulo da história da escrita e do livro, o livro interativo, audiovisual,
multimídia.” (Parente, 1999, p. 80)
Em

se

tratando

da

comunicação

da

informação,

a

taxinomia

biblioteconômica reconhece na rede os canais informais (correio eletrônico, grupos de
discussão, conferências eletrônicas) e os formais. Divisa também os documentos eletrônicos
primários (periódicos, livros, teses), secundários (dicionários, enciclopédias, almanaques) e
terciários (índices, abstracts, catálogos on-line), transpostos de ou gerados a partir de fontes
impressas. Entretanto, as novas fontes de informação que surgem absolutamente
independentes da geratriz impressa carecem ainda de denominação e de classificação, se é que
isto se faz necessário. Algumas destas fontes se caracterizam por uma mixagem de fontes
primárias, secundárias e terciárias; outras fogem completamente a qualquer classificação
prévia, porque são resultado do dinamismo no design característico da Internet.
Nenhuma tecnologia da informação teve impacto tão forte nos profissionais
da informação como a Internet que vai mudando as funções, os paradigmas e a cultura da
biblioteca e dos bibliotecários. A rede é a “biblioteca centrada no usuário” enquanto devir.
Aquela que muitas vezes não passava de retórica, vai sendo, ainda que no imaginário, imposta
pela Web. Para a biblioteca tradicional esta mudança de paradigma talvez seja tão
significativa quanto a descoberta do heliocentrismo. E é preciso desenhar novos mapas, novas
órbitas, novos movimentos.
A rápida evolução dos sistemas de informação e comunicação provocou
alterações significativas no comportamento das unidades de informação desenhadas
basicamente para recolherem e armazenarem o suporte tradicional. Por outro lado, questões
relativas ao material impresso, há muito solucionadas ou de fácil administração pelas
unidades de informação, vêm agora à tona devido à complexidade de questões impostas pela
Internet: volatilidade, abertura, mutabilidade, dinamismo espacio-temporal. Assim, a

5

�necessidade de seleção criteriosa assume papel de importância fundamental em se tratando de
documentos eletrônicos disponíveis na rede.

3 METODOLOGIA
O projeto piloto foi desenvolvido com o propósito de testar os critérios
preestabelecidos para a avaliação de fontes na Internet. Não houve preocupação com
amostragem estatística, em virtude do foco do estudo ser os critérios e não as fontes
disponíveis nos sites.
Escolheu-se para análise os sites de universidades brasileiras no momento
em que os resultados do provão de 1998 estavam sendo divulgados e discutidos amplamente.
Tendo por base os resultados do provão, definiu-se pela análise das fontes disponíveis nos
sites de quatro universidades classificadas entre as melhores: Universidade de Brasília (UnB);
Universidade de São Paulo (USP); Universidade Estadual de Londrina (UEL); e Universidade
de Campinas (UNICAMP).
Foram consideradas fontes de informação as que utilizam recursos de
hipertexto ou hipermídia, excluindo totalmente as que arrolavam apenas informações
institucionais. Neste projeto piloto analisaram-se fontes com links externos e/ou internos.
Foi desenvolvido um formulário (anexo), que auxiliou sobremaneira a coleta
e a categorização dos dados. O formulário foi composto pelos critérios (Tomaél et al., 1999),
visando sua verificação junto às fontes, conforme segue:
-

Informações Cadastrais – identifica a instituição e a fonte, como: nome, URL, e-mail,
título e objetivos da fonte, entre outros;

-

Consistência das Informações – detalha as informações que a fonte fornece, para
analisar a completeza, verificando se desenvolve ou apresenta dados mais específicos;

6

�-

Confiabilidade das Informações – analisa a responsabilidade do produtor da fonte, que
deve ser reconhecido como autoridade no assunto. Foram coletados dados relativos a:
autoria, setor responsável, data de atualização, entre outros;

-

Adequação da Fonte – verifica a adequação da fonte em relação ao site, da linguagem
aos objetivos e o nível do tratamento do assunto;

-

Links – observa se estes recursos complementam as informações e se são
constantemente revisados.

Foram arrolados neste critério os tipos de links, sua

atualização (se apontam para sites/informações que estão disponíveis), para isto foram
verificados no mínimo cinco links;
-

Facilidade de Uso – analisa a facilidade de explorar o documento, como: a quantidade
de clics do site à fonte e da fonte à informação; os recursos utilizados para encontrar a
informação: CGI, lógica boleana, links, índice, entre outros; e os que a fonte dispõe
para auxiliar na pesquisa: tesauros, listas, glossários, mapa do site/fonte, manuais,
entre outros;

-

Mídias Utilizadas – verifica a coerência entre os vários recursos utilizados, tais como:
quantidade de mídias, qualidade do texto e da imagem (nitidez, tamanho da
letra/imagem);

-

Restrições Percebidas observa aspectos que de alguma forma restringem o uso, como:
quantidade permitida de acessos simultâneos, custo de acesso, mensagens de erro,
entre outros;

-

Suporte ao usuário – verifica se a fonte traz informações que permitem o contato com
seu produtor (e-mail), informações de ajuda na interface (help) e outras.
Estipulou-se o prazo de dez dias para a aplicação dos critérios de avaliação

das fontes de informação, independente do número de fontes disponíveis nos sites.

7

�A partir dos parâmetros anteriormente citados foram selecionadas 40
(quarenta) fontes, sendo 21 (vinte e uma) da USP, nove da UNICAMP, seis da UnB e quatro
da UEL.
Inicialmente os dados coletados foram categorizados por universidade,
possibilitando a análise quantitativa e qualitativa, resultando num panorama geral, sem base
estatística e sem pretensão de generalização para todo o site.

4 ANÁLISE E DISCUSSÕES DOS DADOS
Na composição do instrumento de coleta de dados, os critérios
corresponderam a grandes segmentos, subdivididos em itens específicos. Tais itens
representaram parâmetros para a análise dos critérios que determinariam a qualidade das
fontes de informação avaliadas.
Quando da aplicação do instrumento (anexo) todos os itens foram coletados,
no entanto, no momento da análise dos resultados verificou-se que o entendimento de alguns
parâmetros não foi coincidente, motivo pelo qual para cada critério foram selecionados alguns
itens entendidos como prioritários, essenciais e determinantes na configuração dos objetivos
voltados para a qualidade dos sites escolhidos.

4.1 Informações cadastrais

Neste critério foram selecionados quatro itens que possibilitaram a
identificação da fonte. Pautou-se como sendo de qualidade as fontes que apresentavam: título
adequado (completo, descritivo, preciso e informativo); URL (definição clara e objetiva da
autoria); e-mail (específico da fonte) e objetivos (explicitação do que pretende).

8

�Tabela – Informações para identificação das fontes
Parâmetros
Título
URL
e-mail
Objetivos

Sim
34
26
25
11

Não
6
14
15
29

Total
40
40
40
40

Gráfico 1 – Informações Cadastrais

Entre os itens analisados, os objetivos, considerados pela literatura como o
mais importante, foram explicitados apenas por 11 das fontes analisadas (27,5%), o que pode
ser um indicador da não preocupação dos produtores em tornar claro o que fundamenta a
existência da fonte.

4.2 Consistência das Informações
Os parâmetros para avaliação deste critério, extremamente complexo,
foram considerados de maneira diferenciada pelos pesquisadores o que redundou, a partir da
constatação de que faltaram subsídios concretos para identificar a consistência das
informações, na necessidade de um consenso que será obtido em outra etapa do projeto.

4.3 Confiabilidade das Informações
Sob este critério buscou-se observar a existência de instituição responsável pela fonte e
a atualização das informações veiculadas.

9

�Gráfico 2 – Confiabilidade das Informações

Cabe ressaltar que nesta fase do projeto verificou-se a importância da
análise da “autoridade”, ou seja, se a mantenedora é reconhecida em sua área como uma
instituição de excelência. A constatação da importância e necessidade dessa autoridade foi
embasada em dados levantados que se ativeram apenas, como mencionado anteriormente, na
existência ou não de um responsável institucional pela fonte.
Por seu lado, a data de atualização é motivo de preocupação tão somente de
55% dos sites avaliados, possibilitando a inferência de que as fontes não acompanham a
dinâmica informacional da Internet. É possível que algumas atualizem periodicamente as
informações disponíveis, embora permitam a idéia de que tal fato não ocorra.

4.4 Adequação da Fonte
Em se tratando de fontes vinculadas, neste momento, a sites de
universidades, a linguagem acompanhou em todas elas os objetivos identificados ou inferidos.

4.5 Links
Para análise do projeto piloto foi considerada apenas a existência ou não de
links externos. Isto ocorreu, pois dentro da proposta inicial, definiu-se que fonte eletrônica
10

�seria aquela que possuísse recursos de hipertexto ou hipermídia e, no caso dos sites
analisados, todos utilizavam links internos.
Gráfico 3 Links

O fato de somente 42,5% das fontes selecionadas possuírem links externos
pode indicar que as fontes eletrônicas ainda estão vinculadas e seguem padrões presentes nas
fontes impressas.

4.6 Facilidade de Uso
Acompanhando a literatura, determinou-se que a qualidade da fonte em
relação a este critério seria considerada a partir do emprego de até 3 clics para o acesso da
home-page até a fonte e, em um segundo momento, da fonte até a informação. Elegeu-se
ainda, a existência de pelo menos um recurso de pesquisa além dos links como parâmetro
evidenciador desta qualidade.
Gráfico 4 – Facilidade de Uso

11

�Gráfico 5 – Recursos para Pesquisa/Busca

O acesso, com base nos dados levantados, atendeu aos parâmetros de
qualidade pré-determinados. Ao contrário, recursos de pesquisa apresentaram-se em 30% das
fontes avaliadas. Considerando que 1/3 dessas fontes oferece o “arranjo” como único recurso
de pesquisa, é possível afirmar que as fontes eletrônicas estão subutilizando as tecnologias de
informação em que se apoiam. A partir do momento em que uma fonte eletrônica não oferece
recursos de busca/pesquisa aos seus usuários, estará comprometendo a mediação da
informação, ao mesmo tempo em que não se diferencia das fontes impressas.

4.7 Mídias Utilizadas
O grupo de pesquisa, considerando a subjetividade na avaliação de alguns
parâmetros deste critério e que deverá ser motivo de discussões posteriores, optou por eleger
como item a ser analisado apenas a presença de texto acompanhado ou não de outras mídias.
Gráfico 6 – Mídias utilizadas

12

�Nas fontes consideradas encontrou-se tão somente, além do texto, a
existência de imagem fixa. Os pesquisadores entenderam que a análise da relação, da
adequação e da coerência entre as mídias utilizadas pelas fontes deve, mesmo que subjetiva,
compor o instrumento definitivo, pois a presença de várias mídias que não se complementam,
em muitos casos, servem apenas para satisfazer a idéia de que o espaço eletrônico contém,
necessariamente, mídias diferentes do texto.

4.8 Restrições Percebidas
Como descrito na metodologia, os parâmetros para abordagem deste critério
foram os seguintes: quantidade permitida de acessos simultâneos, custo de acesso, mensagens
de erros, outros. Alguns destes itens são de difícil constatação, já que a maioria dos sites não
explicita algumas das restrições estudadas. Em assim sendo, uma restrição detectada foi
entendida como determinante para o comprometimento da qualidade do site em relação a este
critério.
Gráfico 7 – Restrições Percebidas

A única restrição localizada (em 17,5% do total de sites e 100% dos que
apresentaram restrições) foi a “mensagem de erro”. Um dado que deve ser observado é que os
erros encontrados referiram-se, em todos os casos, a problemas em links específicos. É
possível, a partir desta constatação, afirmar que os erros são localizados em espaços

13

�determinados, não se constituindo em problemas que afetam totalmente o acesso e a recepção
das informações que se pretenderam mediar. A determinação da não qualidade do site pode
estar prejudicada a partir da observação anterior. Esta é uma discussão que estará sendo
encaminhada para a próxima etapa da pesquisa.

4.9 Suporte ao Usuário
Em se tratando de uma fonte eletrônica, necessário se faz a existência de
suportes aos usuários que a acessam como forma de se distinguir da fonte impressa e justificar
sua presença no espaço virtual. Tais suportes foram assim definidos: contato com o produtor
da fonte (endereço, e-mail), informações de ajuda na interface (help) e outros. A quantificação
foi feita considerando no mínimo um suporte como critério de qualidade.
Gráfico 8 – Suporte ao Usuário

Grande parte das fontes que apresentaram algum tipo de suporte,
restringiu-se apenas ao e-mail como forma de auxílio ao usuário quanto ao acesso às
informações que disponibilizam. Uma forma de contato, mesmo com as restrições
apresentadas pelo e-mail, pode ser considerada como um diferencial em relação às formas
impressas, qualificando, portanto, a fonte que ao menos esse tipo de suporte oferece.

14

�5 CONCLUSÃO
A proposta do projeto piloto, como já observado anteriormente, era a
aplicação de critérios de qualidade destacados na literatura pertinente e também a partir de
considerações dos membros do grupo de pesquisa, verificando através de testes em fontes
escolhidas, a sua validade e possíveis obstáculos para seu emprego no instrumento de coleta
definitivo.
Os resultados, assim, evidenciaram problemas que devem ser discutidos e
sanados em etapas seguintes do projeto.
Em relação à aplicação do instrumento teste, é importante alertar para o fato
de que grande parte das restrições na determinação da validade dos critérios foram
identificadas no transcorrer daquele processo.

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BUSH, Vannevar. As we may think. The Atlantic Monthy, July, 1945
http://www.isg.sfu.ca/~duchier/misc/vbush/ [capturado em 04 de dezembro de 1999]
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Rio de
Janeiro: Ed. 34, 1995. v.1
PARENTE, André. O virtual e o hipertextual. Rio de Janeiro: Pazulin; Núcleo de
Tecnologia da Imagem/ECO-UFRJ, 1999
TOMAÉL, Maria Inês et al. Critérios para avaliar fontes de informação na Internet. In:
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECONOMIA “PROF. DR. PAULO TARCÍSIO
MAYRINK”, 3., Marília, 1999. Anais... Marília: UNESP, 1999. p.271-280.

15

�ANEXO
IDENTIFICAÇÃO, SELEÇÃO E AVALIAÇÃO DE FONTES DE INFORMAÇÃO
NA INTERNET
FORMULÁRIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS
INFORMAÇÕES CADASTRAIS
Instituição/Empresa: __________________________________________________________
URL: ______________________________________________________________________
E-mail: _____________________________________________________________________
Título da Fonte: ______________________________________________________________
___________________________________________________________________________
URL: ______________________________________________________________________
E-mail: _____________________________________________________________________
Objetivos da Fonte (se aparecem, transcrevê-los): ___________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Informações sobre a fonte (se traz apresentação, nota explicativa, e/ou informações gerais
sobre a fonte): _______________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Tipologia da Fonte: __________________________________________________________
Descreva a estrutura/apresentação da fonte (lay-out/arranjo): __________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
CONSISTÊNCIA DAS INFORMAÇÕES (detalhar as informações que fornece – para
posteriormente analisar a completeza, se desenvolve ou apresenta dados mais específicos ou
detalhados): ________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
16

�CONFIABILIDADE DAS INFORMAÇÕES (analisar autoridade)
Dados de Autoria (mantenedor da fonte – pode ser pessoa física ou jurídica): _____________
___________________________________________________________________________
Instituição/Divisão/Setor: ______________________________________________________
Outras informações: __________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Data de atualização: __________________________________________________________
Observações sobre a atualização da fonte: _________________________________________
___________________________________________________________________________
ADEQUAÇÃO DA FONTE
Tipo de linguagem utilizada (coerência com os objetivos): ____________________________
___________________________________________________________________________
Provedor (onde a fonte está localizada – para analisar a coerência da fonte em relação ao site):
___________________________________________________________________________
LINKS (recursos que complementam as informações da fonte e permitem o acesso às
informações – navegação)
- Internos (remetem para a própria fonte e/ou para o site):
Tipos (anexos, ilustrações, informações complementares, outras páginas do site - quais –
verificar uma média para indicar os tipos, consultar pelo menos cinco)
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Atualização (se os links são revisitados e atualizados, se apontam para sites e páginas que
estão no ar – verificar uma média de pelo menos cinco) :
_________________________________________________________________________
- Externos (remetem para outras fontes/sites):
Tipos (verificar uma média para indicar os tipos, consultar pelo menos cinco exemplifique):
____________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

17

�Atualização (se os links são revisitados e atualizados, se apontam para sites e páginas que
estão no ar – verificar uma média de pelo menos cinco): ___________________________
________________________________________________________________________
E-mail remete para (se a fonte trouxer e-mails, indique se remete para pessoas ou instituição
e indique qual a relação destas pessoas/instituições com a fonte): ____________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
FACILIDADE DE USO
Quantidade de clics da página inicial do site até a fonte (no site): _______________________
Quantidade de clics para chegar a informação (na fonte) : _____________________________
Descreva os recursos utilizados para encontrar a informação na fonte (CGI, lógica boleana,
links, índice, arranjo, outros) : _________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Descreva/indique os recursos auxiliares à pesquisa (tesauros, listas, glossários, mapa do
site/fonte, guia, ajuda na pesquisa, outros) : ________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
MÍDIAS UTILIZADAS
Indique as mídias utilizadas: ____________________________________________________
___________________________________________________________________________
Quantidade média de mídias utilizadas nos verbetes/partes/itens da fonte (verificar em 5):
___________________________________________________________________________
Coerência entre as várias mídias (texto x som x imagem): _____________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Legibilidade (nitidez, tamanho da letra/imagem): ___________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

18

�RESTRIÇÕES PERCEBIDAS (quantidade permitida de acessos simultâneo, custo de
acesso, mensagens de erro, outros) : ______________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
DISCRIMINE OS ELEMENTOS QUE FORNECEM SUPORTE AOS USUÁRIOS
(contato com o produtor da fonte (endereço, e-mail), informações de ajuda na interface –
Help):______________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
OUTRAS OBSERVAÇÕES PERCEBIDAS : ____________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

19

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71362">
                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71363">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFSC</text>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                  <text>Evento</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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                <text>Objetiva identificar, analisar e selecionar fontes de informação na Internet, procurando avaliá-las segundo critérios de qualidade preestabelecidos. Neste projeto piloto foram objetos da investigação as fontes encontradas nos sites das principais Universidades brasileiras. Para cada fonte identificada foi preenchido um formulário onde constam elementos para análise e avaliação, tais como: conteúdo informacional, apresentação, recursos de acesso, entre outros. Observa-se que, em grande parte, as fontes produzidas para a Internet pelas universidades não estão sendo elaboradas com os requisitos que possam assegurar sua qualidade.</text>
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                    <text>FONTES BIBLIOGRÁFICAS ESPECIALIZADAS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Profa. Leilah Santiago Bufrem
Profa. Ligia Leindorf Bartz Kraemer
Bolsista Cler Rosane Coldebella
Universidade Federal do Paraná1*

Resumo: Analisa e relaciona fontes não-primárias de informação do Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal do Paraná, cujo acervo é extenso e diversificado, atendendo a uma
ampla comunidade, interna e externa à Instituição. Fornece aos usuários a identificação e
localização das fontes existentes e potencialmente úteis ao desenvolvimento de suas
atividades, nos mais diversos suportes e formas, tais como bibliografias, índices ou revistas de
resumos, guias de obras de referência e de publicações periódicas, sumários de revistas,
catálogos coletivos de publicações periódicas e índices de citações. Essas fontes são
acompanhadas de comentários a respeito do material citado, proporcionando uma visão geral
da produção bibliográfica de cada uma das áreas incluídas. Organiza informações sobre o
Sistema, suas unidades ou bibliotecas, produtos, publicações e serviços em cada área do
conhecimento, com o objetivo de caracterizá-lo, para fornecer aos leitores dados como
endereço, horário de atendimento, especialidades, serviços prestados e bibliotecários
responsáveis. Utiliza o software Microisis, desenvolvido pela Unesco, cuja escolha
justifica-se pelo domínio da equipe técnica em relação ao seu manuseio, bem como pela
facilidade de se estruturar, manter e gerar produtos a partir de suas bases de dados. O
catálogo, em forma impressa e ordenado alfabeticamente por título, é composto basicamente
de uma listagem das bibliotecas do Sistema e de um relatório geral das fontes, cada qual com
suas respectivas caracterizações. Um índice de assuntos complementar possibilita a busca das
fontes, conforme os assuntos de interesse. O catálogo encontra-se também disponível na
Internet e está sendo atualizado sempre que novas fontes vierem a ser adquiridas pelo Sistema
de Bibliotecas da UFPR.
Eixo temático: Virtualização da Biblioteca Universitária

1

* Rua General Carneiro, 460, 7o andar - 80060-150 - Curitiba - Paraná - Brasil
e-mail: decigi@coruja.humanas.ufpr.br

�1

INTRODUÇÃO

O ensino e a pesquisa nas instituições universitárias dependem em grande parte da
utilização efetiva e constante dos instrumentos e serviços de informação por elas organizados
e mantidos. Estes, por sua vez, caracterizados pelo aperfeiçoamento das novas tecnologias
utilizadas na sua produção e aplicação e, talvez devido ao próprio ritmo desse
aperfeiçoamento - gradativamente acelerado - nem sempre se tornam conhecidos pelos
usuários dos sistemas que os implementam e deles deveriam melhor usufruir. Com efeito, a
ampliação do âmbito do conhecimento, cada vez mais extenso e especializado, torna
praticamente impossível ao homem, no decorrer de sua vida, dominar ao menos o campo de
seu interesse.
A crescente expansão da literatura científica publicada, aliada à especialização
inerente ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia tem reflexos decisivos no processo
de seleção e domínio das informações mais significativas contidas nos documentos que
caracterizam a estrutura das diversas áreas de estudo. Entende-se a publicação de um trabalho
intelectual como uma tentativa de comunicação de conhecimentos com o intuito de superar as
barreiras do tempo e do espaço para apresentar a uma audiência, em grande parte
desconhecida, informações e interpretações a serem julgadas e avaliadas.
Mas a publicação em si não garante que, por um lado o produto seja relevante para a
área em questão e, por outro, que venha a ser efetivamente utilizado pelos usuários aos quais
se destina.
Essa dificuldade é mais crucial e concreta em países pouco desenvolvidos como o
Brasil, cujas estruturas de ensino e pesquisa são precárias e onde os recursos para
implementar novos serviços de informação e meios de produção, identificação e obtenção de
instrumentos bibliográficos estão longe de se constituir em objeto das prioridades
administrativas.
A publicação da literatura em uma área específica, entretanto, não garante que, por
um lado seja relevante ou significativa e, por outro, que venha a ser efetivamente utilizada
pelos usuários potenciais.
A fim de superar a contradição evidente entre as vantagens das novas tecnologias,
por um lado, e a falta de aproveitamento dos produtos delas resultantes, por outro, urge que se
mobilizem os meios ao alcance das instituições e a criatividade dos agentes envolvidos no
processo de ensino, pesquisa e extensão. Isso porque a sobrevivência profissional e
acadêmica, em qualquer área, depende da assimilação de um extenso campo de
conhecimentos, gradativamente ampliado.
Serviços de atendimento e orientação diretos ao usuário teoricamente teriam
resultados imediatos e efetivos na concretização desse processo de identificação, seleção,
obtenção e uso de informações e da conseqüente geração de conhecimentos. Entretanto, a
reduzida estrutura de recursos humanos nas bibliotecas universitárias inviabiliza ou reduz a
níveis insignificantes a potencialização dessa modalidade de serviços.
Assim sendo, os instrumentos - obras de referência, índices ou revistas de resumos,
guias de referência e de publicações periódicas, sumários de revistas, catálogos coletivos de
publicações periódicas, índices de citações, entre outras fontes de informação - em suas
formas impressas ou eletrônicas, assumem importante papel para a transformação de
informações em conhecimento. A propósito, ALLEVATO (1995, p.218) adverte que estudos
sobre uso de informação bibliográfica “indicam que a utilização de uma determinada fonte é
realizada a partir de seu conhecimento prévio, para atender a uma necessidade de
informação”.

�Esses instrumentos têm se mostrado particularmente úteis em sistemas ou unidades
de informação e documentação, bibliotecas e empresas cujas atividades requeiram o domínio
do saber em sua área de atuação. De importância crescente, devido ao também progressivo
aumento de fontes especializadas disponíveis no mercado, a consulta aos instrumentos que
organizam e ordenam sistematicamente as produções científicas é de fundamental importância
para o desenvolvimento das atividades dos usuários e gestores de tais sistemas.
A maximização do uso da fontes, portanto, pode e deve ser incrementada pelo
trabalho de divulgação das mesmas. Identificar fontes, analisando-as e mapeando-as em
relação a sua localização em unidades de um sistema e aos serviços por esse oferecidos, é
uma forma de responder à situação problema que, por si só, justificaria os esforços conjuntos
de profissionais bibliotecários, professores e alunos.
A preocupação‚ também expressa na literatura sobre o tema, enfatiza a urgência de
se criar e aperfeiçoar modelos para o desenvolvimento de fontes, especialmente "em
decorrência da maior disponibilidade de uso de recursos computacionais” o que torna cada
vez mais evidente a necessidade do estabelecimento de padrões que facilitem a automação e a
geração de guias (LOBO e BARCELLOS, 1992, p. 75).
Neste sentido, o catálogo aqui apresentado relaciona-se ao Sistema de Bibliotecas
(SIBI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), de modo específico a caracterização de
suas unidades de informação e de um tipo de obra nele existente, ou seja, o conjunto de fontes
bibliográficas especializadas. É um instrumento que, além de contribuir para o
desenvolvimento de modelos para a geração de fontes de informação, situa o leitor/usuário em
relação ao Sistema de Bibliotecas, identificando suas unidades e serviços, apresentando as
mais importantes e utilizadas fontes de informação de cada uma das áreas abrangidas pelo
Sistema.
2

OBJETIVOS

O objetivo geral deste trabalho é oferecer um instrumento bibliográfico sobre as
fontes secundárias especializadas, isto é, as fontes que arrolam obras existentes nas áreas
específicas do Sistema de Bibliotecas da UFPR.
Como objetivos específicos destacam-se:
a) identificar e divulgar as fontes especializadas para a maximização de seu uso;
b) contribuir com o aperfeiçoamento da metodologia para a criação,
desenvolvimento e automação de guias de fontes de informação;
c) integrar as atividades básicas da universidade: ensino, pesquisa e extensão;
d) desenvolver a prática profissional na área da informação, pela participação de
alunos professores e profissionais em programas cooperativos;
e) integrar as disciplinas do Curso de Biblioteconomia, contribuindo para a
formação mais completa de bibliotecários.
3

JUSTIFICATIVA

Originado de um projeto mais amplo, intitulado Produção de Instrumentos
Bibliográficos, o sub-projeto Catálogo Coletivo de Fontes Bibliográficas Especializadas do
Sistema de Bibliotecas da UFPR é o terceiro da série Instrumentos Bibliográficos iniciada
com dois outros produtos impressos, o Catálogo Coletivo de Dicionários da Língua
Portuguesa em Bibliotecas de Curitiba e o Catálogo Coletivo de Obras de Referência em
Educação, todos vinculados ao Programa de Iniciação Científica (PIBIC) da UFPR.
Constitui-se em vertente fundamental de uma atividade pedagógica iniciada em 1987, com a

�disciplina Fontes de Informação e reuniu esforços de uma equipe de professores e alunos do
então Departamento de Biblioteconomia, cujo propósito foi motivar o corpo discente a
pesquisar para conhecer e divulgar as principais fontes especializadas das diversas áreas do
conhecimento. Estariam dessa forma contribuindo para produzir um instrumentos de apoio
aos usuários do SIBI, facilitando a identificação das fontes de informação mais importantes
do acervo.
A idéia do sub-projeto decorreu da observação e reflexão sobre as transformações
radicais nos processos relacionados ao fluxo da informação, o que nos indica não mais uma
mudança de perspectiva, mas uma tendência prospectiva no sentido de contribuir para o
conhecimento possível das principais fontes de informação, produzidas e registradas em ritmo
progressivamente acelerado e nos mais sofisticados suportes que a tecnologia tem
proporcionado. Se, por um lado, a ciência e a tecnologia ampliam constantemente
perspectivas e definem novas formas de atuação profissional, por outro, o profissional da
informação depara-se com duas situações conflitivas, decorrentes desse mesmo fenômeno.
Uma delas refere-se aos limites impostos ao conhecimento e ao domínio exigido do
profissional diante da quantidade e variedade de novas fontes.
A outra, decorre da precariedade de recursos físicos e materiais em que se encontram
as instituições e seus serviços para acompanhar esse ritmo de mudanças, especialmente em
países como o Brasil que ingressaram tardiamente na chamada Era da Informação.
Nosso propósito institucional vem ao encontro das linhas de trabalho de organizações
nacionais e internacionais no sentido de racionalizar esforços para promover o intercâmbio de
dados entre os diversos centros que desenvolvem guias ou catálogos e ambicionam a
formação de bases de dados integradas. De acordo com LOBO e BARCELLOS (1992, p.75),
tais esforços, por meio de trabalhos cooperativos e coleta descentralizada de dados,
direcionam-se ao aperfeiçoamento de uma metodologia para criação, desenvolvimento e
automação de guias de fontes de informação.
Um exemplo desse trabalho coletivo foi o lançamento da Metodologia para Geração
de Guias de Fontes de Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT), por ocasião do IX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias,
realizado em Curitiba em 1996, cujas orientações prevêem o planejamento, a descrição das
informações a considerar em sua elaboração, definição de forma de apresentação, corpo,
índice e características especiais. Essa metodologia busca a padronização e organização de
bases de dados referenciais e cadastrais em áreas específicas.
O propósito do IBICT ao estimular a uniformização de procedimentos em rede
eletrônica no país, expresso em sua meta número 3, do Plano de Metas para 1997, também
motivou professores e alunos do Curso de Biblioteconomia de UFPR a participarem mais
ativamente de esforço comum no sentido de organizar informações sobre as principais fontes
bibliográficas especializadas do Sistema de Bibliotecas da Instituição que ora completa seus
85 anos de existência.
Essa conjunção de forças vem enriquecendo igualmente o processo de elaboração de
instrumentos bibliográficos como o que recentemente publicamos, uma vez que exige
pesquisa de conteúdos e procedimentos metodológicos adequados, envolvendo a participação
de seus produtores numa prática integrativa que, além do crescimento profissional de
bibliotecários e professores, vem propiciando resultados evidentes em relação ao exercício
pedagógico com os discentes nela envolvidos.
Motivou-nos de modo especial a potencialização do uso de documentos referenciais,
sejam eles impressos ou registrados em diferentes tipos de suportes, o que pode ser efetivado
por meio de instrumentos bibliográficos, entre estes, o catálogo, considerado como a mais
importante chave para a utilização de acervos.

�Os catálogos, sendo obras de referências, têm como principais funções, segundo
MEY (1995, p.135), localizar a existência de um item, identificar os documentos pelas suas
características físicas e editoriais, por sua autoria ou por seu assunto e reunir as obras de um
autor, de uma série, de um assunto e assuntos correlatos.
Os catálogos coletivos, por sua vez, são o conjunto de informações sistematicamente
organizadas, segundo critérios e arranjos específicos, sobre documentos constantes em
diferentes acervos e, portanto, são fontes de referência que relacionam itens ou serviços
disponíveis em um conjunto definido de unidades de informação.
Organizando elementos representativos dos conhecimentos registrados, segundo
arranjo previamente determinado, os catálogos são, de modo geral, instrumentos
determinantes aos usuários de unidades documentação e informação, pois facilitam a tarefa de
identificar as fontes básicas sobre assuntos específicos, divulgando e facilitando o acesso aos
documentos. As obras neles arroladas podem ser de natureza e forma diversas, razão pela
qual, como produtos eles se diversificam em suas características, conforme os fins específicos
a que se destinam.
Os catálogos e demais fontes bibliográficas têm como um de seus objetivos tornar
conhecidas e acessíveis as obras publicadas, de modo a cumprir o preceito da disponibilidade
enfatizado por McGARRY. Para o autor, "tornar a informação disponível [significa] remover
quaisquer barreiras à sua difusão e transferência" (McGARRY, 1984, p. 84).
Essas barreiras, provocadas principalmente pelo ritmo crescente da produção nas
diversas áreas do conhecimento, vêm preocupando especialistas e profissionais da área de
informação, razão pela qual, há uma tendência rumo ao aperfeiçoamento de metodologias,
produtos e serviços de recuperação, de modo a suprir a falta de instrumentos que orientem os
usuários, evitando o desperdício de esforços e de tempo.
A produção e o desenvolvimento de instrumentos de apoio à divulgação de obras de
referência e bases de dados têm sido impulsionados pelo aperfeiçoamento de metodologias e
técnicas. Estes, por sua vez, devem se constituir em objetos de estudo e crítica constantes,
razão pela qual justificam-se os esforços de grupos de pesquisa para o desenvolvimento de
sua produção.
O enfoque metódico para o planejamento de instrumentos de recuperação em forma
de guias e catálogos é uma tentativa de desenvolver estruturas teóricas que facilitem a sua
edição, com fundamento na prática, especialmente diante das facilidades decorrentes do
potencial dos sistemas automatizados.
4

UMA PRÁTICA DISCIPLINAR

A disciplina Fontes de Informação Especializada é oferecida em caráter obrigatório
para o desenvolvimento do Currículo Pleno do Curso de Biblioteconomia da UFPR. Entre
seus objetivos estão a identificação e análise das principais fontes de informação impressas e
automatizadas, a aplicação de técnicas de uso de obras de referência em áreas específicas e o
conhecimento da metodologia para geração de guias bibliográficos.
Para o sucesso desses objetivos gerais, o total de sessenta horas/aula é distribuído em
trinta teóricas e trinta práticas, versando sobre três conjuntos de conteúdos, correspondentes
aos principais momentos da disciplina: o primeiro, relacionado às questões introdutórias como
definição, variedade, objetivos e importância das fontes de informação especializada; o
segundo, de natureza predominantemente prática, voltado especificamente às fontes de
informação especializadas em Ciências Humanas e Sociais e em Ciências Puras e Tecnologia
e o terceiro, ao procurar aplicar conhecimentos teóricos a questões práticas, enfoca aspectos
metodológicos relacionados à elaboração de guias de fontes especializadas.

�A partir da reflexão sobre esses objetivos e conteúdos, sobre a prática pedagógica e
os modos de atuação disciplinares, suas possibilidades e seus limites, as professoras da
disciplina procuraram motivar os alunos à aceitação de um desafio que se constituiu na
construção de um catálogo. Esse desafio, aceito pelos alunos e pelas professoras, foi levado
também aos bibliotecários do SIBI, que, malgrado as constantes dificuldades decorrentes de
um contexto de carências, especialmente relacionadas aos recursos humanos, aceitaram
enfrentar.
A reflexão sobre a disciplina diante das perspectivas e da situação estimulante levou
a aceitar o desafio inicial de procurar conhecer as fontes para analisá-las. E ao analisá-las, não
somente melhor utilizá-las ou fazê-las utilizar, como organizar seu inventário, na tentativa de
contribuir de modo mais efetivo para sua divulgação e aproveitamento. A metodologia de
ensino-aprendizagem da disciplina incluiu a realização de leituras sobre os aspectos diversos
das fontes trabalhadas e a observação de seu uso nas bibliotecas, o que forneceu subsídios
para discussões, sempre com o uso da exposição dialogada, dentro da sala de aula ou nas
bibliotecas visitadas.
Os alunos saíram em campo valendo-se de conhecimentos teóricos sobre o assunto e
passaram a ter um contato mais próximo com as fontes especializadas, conhecendo-as pelo
seu manuseio. Enriqueceram sua prática acadêmica através do contato com bibliotecários e
até mesmo com os usuários. A sistematização desses conhecimentos adquiridos
empiricamente organizou-se por meio de seminários, onde os alunos tiveram a oportunidade
de colocar-se criticamente ante o que foi visto e analisado na prática.
Uma das virtudes do projeto foi evitar o estudo “mecânico” das fontes, pois
favoreceu o conhecimento de sua produção, acesso e disponibilidade.
Teve-se o cuidado, durante o desenvolvimento da disciplina, de trabalhar com o
aluno para que ele compreendesse sua futura responsabilidade profissional. Como habilidades
inerentes a essa responsabilidade destacam-se o conhecimento, a análise, a crítica e a
produção de fontes de informação disponibilizadas aos usuários, para atender os ideais e
princípios voltados à socialização do conhecimento.
5

O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFPR

Criado em 1973, o Sistema de Bibliotecas da UFPR é coordenado pelo órgão
denominado Biblioteca Central, subordinado diretamente à Reitoria. Atualmente, o SIBI é
formado por nove bibliotecas distribuídas nos três campi de Curitiba, uma em Palotina, uma
em Pontal do Sul e uma em Paranaguá. A dispersão física das unidades implica na
centralização de atividades meio para preservar a ação de cada unidade sob os mesmos
princípios técnicos e administrativos, enquanto que as atividades fim (prestação de serviços)
são realizadas de maneira descentralizadas.
O Sistema conta com acervo aproximado de 295 mil exemplares de livros e teses, 17
mil títulos de periódicos e 53 mil exemplares de outros materiais, sendo que suas unidades
atendem a uma ampla comunidade, interna e externa à Instituição. Esse acervo sofreu sua
primeira tentativa de automação em 1987, porém os recursos disponíveis na instituição,
naquela época, não possibilitaram a continuidade e o aperfeiçoamento do processo. Já em
1989, a UFPR passou a fazer parte do Sistema Bibliodata/Calco (atual Sistema Bibliodata) da
FGV no qual ainda permanece até a atualidade, contando com um acervo informatizado
composto por todos os documentos incorporados a partir de 1990.
Instrumentos bibliográficos, nos mais diversos suportes e formas, tais como
bibliografias, índices ou revistas de resumos, guias de obras de referência e de publicações
periódicas, sumários de revistas, catálogos coletivos de publicações periódicas, índices de

�citações, entre outros, somam-se ao acervo primário de livros, monografias, folhetos,
periódicos, mapas, discos, CDs, fitas de vídeo, fitas K7, folhetos, slides, obras raras, entre
outros tipos de documentos.
Além da disponibilidade do acervo para consulta local e empréstimo domiciliar e
entre bibliotecas, as bibliotecas do SIBI realizam atendimento local e de pronta referência
pelos diversos meios de comunicação como por telefone, via correio, fax e e-mail, possuem
serviço de reprografia, prestam serviços de informação como comutação bibliográfica,
levantamentos bibliográficos em fontes impressas e eletrônicas, orientação na elaboração e
normalização de documentos, elaboração de listas de duplicatas, listas de novas aquisições,
informativos, sumários correntes e circulares, e promovem exposições e murais.
6

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O trabalho desenvolveu-se em dez etapas, a saber:
a) planejamento geral:
- pessoas a envolver: professores do então Departamento de Biblioteconomia,
alunos do Curso de Biblioteconomia, bibliotecários e estagiários do SIBI,
editor a ser contratado e Centro de Computação Eletrônica (CCE) da UFPR;
- disciplinas a integrar: Fontes de Informação A, Fontes de Informação
Especializada, Linguagem de Indexação I e II, Representação Descritiva,
Produção dos Registros do Conhecimento e Automação de Bibliotecas;
- objetivos a atingir: ver seção objetivos;
- metodologia de trabalho a adotar: estabelecimento dos procedimentos didáticos
e práticos (leituras, exposições, discussões, esclarecimentos) e prioridades e
seqüência das ações (distribuição de responsabilidades e tarefas);
- cronograma a cumprir: por se tratar de disciplina semestral (primeiro semestre
de 1998), ficou acordado que os alunos se envolveriam, o máximo possível, até
o término das aulas, ficando professores, bibliotecários, estagiários e alunos
voluntários envolvidos até o término do trabalho, o que deveria ocorrer ainda
no mesmo ano;
b) definição das bibliotecas e dos acervos: do total de doze bibliotecas do SIBI,
foram selecionadas oito dos campi de Curitiba e uma de Pontal do Sul para serem
objeto de coleta dos dados;
c) definição das fontes: estabelecimento do tipo de fonte a coletar, dentre as diversas
fontes especializadas de referência existentes, cujo critério para inclusão no
catálogo considerou apenas as fontes secundárias especializadas, isto é, as fontes
que arrolam obras existentes nas áreas específicas;
d) elaboração do instrumento de coleta dos dados, incluindo:
- para a parte referente ao cadastro das bibliotecas: nome, sigla, endereço,
telefone(s) fax, e-mail, horário de atendimento, especialidade(s), serviços
prestados e bibliotecário-chefe;
- para a parte referente ao catálogo das fontes: título, autoria, editor,/produtor,
local de publicação/produção, propósito, cobertura geográfica, tipo de suporte,
idioma, periodicidade, período disponível, forma de acesso e bibliotecas
depositária;
e) coleta dos dados: realizada pelos alunos do Curso de Biblioteconomia, sob a
supervisão dos docentes da disciplina, Professoras Edmeire Cristina Pereira e

�f)

g)
h)

i)
j)
k)

7

Leilah Santiago Bufrem com a colaboração das bibliotecárias do SIBI e da
Professora Ligia Leindorf Bartz Kraemer;
estruturação da base de dados: construída no software MicroIsis, desenvolvido
pela Unesco, versão 3.71 (base de dados FONTES), a receber, armazenar e
processar os dados coletados, cuja escolha se deu pelo domínio da equipe técnica
em relação ao seu manuseio, bem como pela facilidade de se estruturar, manter e
gerar produtos a partir de suas bases de dados;
digitação, conferência e padronização dos dados: diversos relatórios e índices
foram impressos a fim de identificar erros de digitação, omissões e inconsistência
dos dados;
definição do formato final de impressão: uma seção para o cadastro das
bibliotecas (ordenadas alfabeticamente pela sua sigla), uma segunda seção para as
fontes identificadas (ordenadas alfabeticamente e numeradas seqüencialmente) e
um índice de assuntos (remetendo para o número da fonte);
impressão final do catálogo: a partir do formato de impressão definido, foram
impressas as seções para a última revisão dos dados;
editoração e impressão do documento: conversão da base de dados para o
programa Ventura, por um editor contratado;
inclusão na home-page do SIBI-UFPR: conversão dos arquivos de relatório e
índice para Access e posteriormente para HTML, pelo Centro de Computação
Eletrônica (CCE) da UFPR.

PRODUTOS RESULTANTES

Dois são os produtos resultantes do trabalho:
a) uma publicação impressa intitulada Catalogo Coletivo de Fontes Bibliográficas
Especializadas do Sistema de Bibliotecas da UFPR; e
b) um link na home-page do SIBI-UFPR na Internet, com acesso às mesmas
informações constantes na publicação impressa.
O catálogo gerado, conforme previsto na metodologia, é composto basicamente de
uma listagem das nove bibliotecas selecionadas do Sistema e de um relatório geral das fontes,
ambas disponibilizando informações sobre suas respectivas caracterizações. Um índice de
assuntos complementa o catálogo, possibilitando a busca de fontes através de palavras-chave.
No total foram identificadas 113 fontes.
A principal forma de acesso às fontes, em ambos os produtos, é basicamente o índice
através do qual as mesmas são identificadas e localizadas dentro do Sistema de Bibliotecas da
UFPR.
Para os interessados, a publicação impressa encontra-se disponível no Departamento
de Ciência e Gestão da Informação da UFPR, Curitiba, e o endereço na Internet para o acesso
às informações é http://www.bc.ufpr.br.
8

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O mérito do trabalho, do ponto de vista acadêmico, residiu especialmente na
integração das atividades básicas da universidade – ensino, pesquisa e extensão, ao mesmo
tempo em que se destacou como fator de interdisciplinaridade, permitindo a relação entre
áreas do currículo, tais como Controle Bibliográfico, Representação Temática e Descritiva,
Fontes de Informação, Informática e Pesquisa Bibliográfica. Esta experiência foi bastante

�significativa, tanto para o corpo docente como discente do Curso de Biblioteconomia,
enriquecendo os conhecimentos sobre a geração de fontes de informação.
Foi possível, sob o ponto de vista pedagógico, contribuir ao desenvolvimento de
habilidades de reflexão e crítica, pelo que os discentes mantiveram-se atentos e interessados
durante todo o processo
Outro aspecto ilustrativo da importância do trabalho foi o desenvolvimento de
processos metodológicos e de formas de organização do conhecimento compatíveis com as
necessidades sociais e profissionais, as quais já eram perceptíveis há décadas com a
precariedade das coleções, suas falhas e deficiências, bem como a falta de instrumentos
bibliográficos que permitissem aos bibliotecários tomar conhecimento do que existe, isto é,
identificar material para formar o acervo das bibliotecas. Da mesma forma, os procedimentos
práticos utilizados, contribuíram para o aperfeiçoamento profissional de docentes e
acadêmicos, favorecendo o conhecimento e a formação de habilidades no uso de fontes de
informação especializadas.
Sob esse aspecto, além de enriquecer o material didático de apoio às disciplinas
Fontes de Informação, Orientação Bibliográfica e Pesquisa Bibliográfica, entre outras da
UFPR , possivelmente contribui para enriquecer disciplinas das demais instituições de ensino
superior do país.
Se por um lado pode-se identificar o produto em pauta como um catálogo que
relaciona fontes de informação, incluindo comentários a respeito do material citado e
apresentando uma visão geral da produção bibliográfica secundária das áreas especializadas,
por outro, pode ser identificado como um instrumento que organiza informações sobre uma
determinada instituição em suas unidades, ou nos produtos, publicações e serviços que
oferece em cada área.
Foi prevista a atualização constante do catálogo, sob a responsabilidade do SIBI e
como perspectivas para ampliação futura, em âmbito de pesquisa, pretende-se a inclusão de
outras bibliotecas especializadas da comunidade extra-universitária, de modo a divulgar
também as fontes não constantes do acervo das bibliotecas da UFPR. Além disso, outros tipos
de fontes, não priorizadas nessa primeira fase, tais como dicionários, enciclopédias e manuais,
e também periódicos especializados, poderão ser objeto de outras etapas desse mesmo projeto.
Com este instrumento bibliográfico, produzido para divulgar e permitir maior acesso
às publicações e serviços do Sistema, acreditamos ampliar o seu potencial, facilitando o
trabalho de pesquisa e produção de conhecimentos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALLEVATO, Sonia Regina. Diagnóstico situacional das unidades de informação e
universidades governamentais brasileiras em relação aos produtos e serviços do IBGE.
Ciência da Informação, Brasília, v.24, n.2, p.211-220, maio/ago. 1955.
CAMPELLO, Bernadete Santos; CAMPOS, Carlita Maria. Fontes de informação
especializada : características e utilização. 2. ed. Belo Horizonte : Ed. UFMG, 1993.
CARRIZO SAINERO, Gloria. Las fuentes de información. In: CARRIZO SAINERO,
Gloria; IURETA-GOYENA, Pilar; LOPEZ DE QUINTANA, Eugenio. Manual de
fuentes de información. Madrid : CEGAL, 1994.

�INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Metodologia para geração de guias de fontes de informação em rede. Disponível na
Internet: http://www.metodologia.ibict.br
LOBO, Maria de Fátima Diniz; BARCELLOS, Sílvia de Oliveira. Guias de fontes de
informação : metodologia para geração e automação. Ciência da Informação, Brasília,
v.21, n.1, p.75-81, jan./abr. 1992.
McGARRY, K. J. Da documentação à informação : um contexto em evolução. Lisboa :
Presença, 1984.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília : Briquet de Lemos, 1995.

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Fontes bibliográficas especializadas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná. </text>
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                <text>Analisa e relaciona fontes não-primárias de informação do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná, cujo acervo é extenso e diversificado, atendendo a uma ampla comunidade, interna e externa à Instituição. Fornece aos usuários a identificação e localização das fontes existentes e potencialmente úteis ao desenvolvimento de suas atividades, nos mais diversos suportes e formas, tais como bibliografias, índices ou revistas de resumos, guias de obras de referência e de publicações periódicas, sumários de revistas, catálogos coletivos de publicações periódicas e índices de citações. Essas fontes são acompanhadas de comentários a respeito do material citado, proporcionando uma visão geral da produção bibliográfica de cada uma das áreas incluídas. Organiza informações sobre o Sistema, suas unidades ou bibliotecas, produtos, publicações e serviços em cada área do conhecimento, com o objetivo de caracterizá-lo, para fornecer aos leitores dados como endereço, horário de atendimento, especialidades, serviços prestados e bibliotecários responsáveis. Utiliza o software Microisis, desenvolvido pela Unesco, cuja escolha justifica-se pelo domínio da equipe técnica em relação ao seu manuseio, bem como pela facilidade de se estruturar, manter e gerar produtos a partir de suas bases de dados. O catálogo, em forma impressa e ordenado alfabeticamente por título, é composto basicamente de uma listagem das bibliotecas do Sistema e de um relatório geral das fontes, cada qual com suas respectivas caracterizações. Um índice de assuntos complementar possibilita a busca das fontes, conforme os assuntos de interesse. O catálogo encontra-se também disponível na Internet e está sendo atualizado sempre que novas fontes vierem a ser adquiridas pelo Sistema de Bibliotecas da UFPR.</text>
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                    <text>FERRAMENTAS DE BUSCA NA INTERNET:
PARA QUÊ, POR QUÊ E COMO UTILIZÁ-LAS?
BUENO, Márcia Correa
Bibliotecária – CRB 8/5694
Seção de Aquisição e Tratamento da Informação
Serviço de Biblioteca e Documentação
Instituto de Biociências - UNESP / Campus de Rio Claro
Av. 24-A n.1515 - Bela Vista
CEP 13.506-900 Rio Claro - SP / Brasil
E-mail: mcbueno@rc.unesp.br
VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio
Depto. Biblioteconomia e Documentação
Grupo de Pesquisa – Novas Tecnologias em Informação
Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP / Campus de Marília
Av. Hygino Muzzi Filho, 737 - Cx.P. 420
CEP 17525-900 Marília - SP / Brasil
E-mail: vidotti@marilia.unesp.br
RESUMO: A evolução das tecnologias de informática e de comunicação aplicadas à
informação tornou possível a indexação, recuperação e disseminação automática da
informação, em especial na rede Internet com a utilização das ferramentas de busca programas que manipulam base de dados com informações sobre documentos disponíveis na
rede. A Internet é uma grande fonte eletrônica de informação que, por meio da World Wide
Web, coloca à disposição documentos hipertextuais dos mais variados assuntos e de diferentes
arquiteturas de informações textuais, sonoras e imagéticas. Para que esse universo possa ser
acessado por pessoas de diferentes culturas e territórios, softwares percorrem essa rede
indexando as páginas informacionais disponíveis pelos e para os usuários e as ferramentas de
busca, através de estratégias de busca fornecidas pelos usuários, consultam bases de dados
com o objetivo de fornecer endereços de sites ou páginas pertinentes ao assunto solicitado. As
ferramentas de busca se diferenciam na forma de estruturar as bases de dados, nos recursos
referentes às estratégias de busca, nos níveis de busca e na apresentação dos resultados. Como
objetivos deste trabalho de pesquisa temos a delimitação das características fundamentais dos
1

�diversos tipos de ferramentas de busca e avaliação das respostas oferecidas mediante as
estratégias de busca e níveis de busca pré-estabelecidos. Como resultados, apontamos
algumas diretrizes para a otimização do uso estratégico das ferramentas de busca com relação
aos tipos de consulta e assuntos desejados. Podemos concluir que existe um campo de
pesquisa amplo para os profissionais da Biblioteconomia, com relação aos tratamentos
descritivo e temático dos documentos disponíveis na Internet que são catalogados em bases de
dados pelas ferramentas de busca de forma automática ou manual, para que esses documentos
possam ser recuperados de maneira a atender as expectativas do usuário numa relação eficaz
de relevância x pertinência x tempo de busca.
PALAVRAS-CHAVE: Search Engines, Ferramentas de busca, Acesso à informação eletrônica
- Internet

Com a evolução das tecnologias de informática e comunicação e a aplicação
destas em Unidades de Informação, as informações bibliográficas e catalográficas passaram a
ser armazenadas, manipuladas e recuperadas em vários locais e por diferentes pessoas, sem a
limitação de tempo e espaço.
As Bibliotecas, como Unidades de Informação, passaram a implantar softwares
integrados para automação/informatização de seus serviços como aquisição, circulação,
representação descritiva e temática e recuperação dos documentos pertencentes ao acervo
local ou a acervos de acesso remoto.
A introdução destas tecnologias em bibliotecas nos faz lembrar de Vannevar Bush
que, em 1945, baseado na estrutura convencional de uma biblioteca, antecipando a explosão
da informação e motivado a desenvolver suas idéias pela necessidade de suportar formas
naturais de indexação e recuperação de informações, idealizou o sistema MEMEX, que seria,
segundo o autor

2

�"um dispositivo no qual um indivíduo armazenaria todos os seus livros,
registros e comunicações, e seria mecanizado de tal forma que pudesse ser
consultado com alta flexibilidade e velocidade ... um suplemento da própria
memória do indivíduo." (Bush, 1945)

O sistema de recuperação proposto por Bush era o de associação de idéias, objetos
ou itens, semelhante ao que ocorre no cérebro humano:
"a mente humana ... opera por associação. Com um item enfocado, ela pula
instantaneamente, para o próximo item sugerido pela associação de
pensamentos, de acordo com alguma teia intrincada de caminhos formada
pelas células do cérebro. A mente tem naturalmente outras características:
trilhas que não são seguidas freqüentemente podem ser apagadas, os itens
não são totalmente permanentes, a memória é transitória. Ainda assim, a
velocidade de ação, a complexidade das trilhas, os detalhes das imagens
mentais são mais espantosos que qualquer coisa na natureza ... o homem não
pode esperar que esse processo mental seja completamente reproduzido
artificialmente, mas deve ser capaz de aprender com isto. Ninguém pode
esperar igualar a velocidade e flexibilidade com a qual a mente humana
segue um caminho associativo, mas deve ser possível vencer decisivamente
a mente no que diz respeito à permanência e a clareza dos itens recuperados
do armazenamento". (Bush, 1945)

O armazenamento das informações, no sistema proposto por Bush, seria feito em
microformas e o acesso a essas informações seria mecânico e através de índices. Dois itens
quaisquer seriam codificados para associação através de uma trilha, que poderia ser gerada
e/ou manipulada pelo sistema.
Apesar do sistema MEMEX ter sido projetado em detalhes, a tecnologia adequada
para a sua implantação apareceu apenas vinte anos depois com o surgimento dos
computadores digitais.
As atuais tecnologias de informática e os novos suportes de informação
possibilitaram novos processos de organização, análise, recuperação e disseminação da
3

�informação, baseados na estrutura humana de associação de idéias, objetos ou itens, apontada
por Bush, com a vantagem de que as informações contidas em uma biblioteca possam figurar
simultaneamente em tantos locais quantos forem necessários, via Internet e/ou Intranet, e em
ambientes informacionais hipertextuais e multisensoriais, nos quais o usuário é um
gerenciador ativo do processo de armazenamento e principalmente de recuperação das
informações inter-relacionadas por meio do multidimensionamento dos pontos de acesso
informacionais.
Lancaster (1994, p.9), alertava para a mudança de filosofia proveniente deste
novo tempo para a Biblioteconomia: a importância do acesso à informação ao invés da
propriedade da informação, ou seja,
“... os bibliotecários têm reconhecido que eles não mais controlam tudo o
que o usuário necessita, e nem deveriam. Ao contrário, o seu papel é
fornecer o acesso aos recursos, em quaisquer formas que eles se apresentam,
à medida que a necessidade por eles aparecer.” (1994, p.9)

Com esta nova postura, as mudanças exigidas na administração e planejamento de
biblioteca são certas, pois os investimentos são voltados para equipamentos, acessos,
catálogos cooperativos, convênios como por exemplo a SciELO (Scientific Electronic Library
Online) biblioteca virtual que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos
brasileiros e o ProBE (Programa Biblioteca Eletrônica) que oferece para a comunidade
científica, acadêmica e administrativa das instituições consorciadas a consulta ágil e
atualizada, por meio eletrônico, a textos completos de revistas científicas internacionais
através da Rede ANSP (Academic Network at São Paulo).
Se para Lancaster (1994), no início da década de 90, o investimento em acervo
físico se tornava uma questão a ser amplamente discutida, hoje ela já se torna uma realidade
principalmente com relação à formação da coleção de periódicos, visto que os periódicos

4

�eletrônicos estão sendo amplamente difundidos e utilizados no meio acadêmico, ainda que a
versão em papel não tenha sido encerrada.
Diante deste quadro atual, o atendimento às necessidades informacionais dos
usuários torna-se um procedimento mais dinâmico, considerando-se o tempo de acesso e de
atualização da informação eletrônica, o formato eletrônico do documento que pode ser
facilmente copiado e/ou transferido (resguardados os direitos autorais), a comunicação entre
pessoas feita pelo correio eletrônico, as listas de discussão, o crescente número de
bases/bancos de dados on-line com textos completos, a facilidade em se trabalhar com
imagens devido ao aumento de memória das máquinas e das unidades de armazenamento, os
novos softwares gráficos, a transmissão de dados via rede de computadores local e/ou remota,
e as novas interfaces gráficas cada vez mais amigáveis.
Também, diante da automação/informatização de serviços, das novas formas de
documentos, novos suportes e acesso eletrônico à informação, mudanças na execução de
atividades técnicas das Bibliotecas passam a ser fundamentais.
A indexação, a recuperação e a disseminação da informação, que são processos
totalmente inter-relacionados, sofrem grandes mudanças com a inserção de tecnologias de
informática. A atividade de indexação, se realizada manualmente, leva tempo, além de ser
subjetiva, ou seja, de depender do tipo de documento, e da capacidade e experiência do
indexador. Além disto, existem vários tipos de indexações, que dependem dos tipos de
documentos e de usuários.
Em oposição ao processo de indexação humana, a forma automática ganha
rapidez, porém exige maiores cuidados, como em alguns casos de sinônimos e hierarquia de
assuntos, onde, a partir do documento indexado, cria-se um índice geral indicando a quais
documentos estão relacionados cada termo extraído da indexação.

5

�A recuperação automática da informação é possível a partir do uso deste índice
por meio das estratégias de busca e de acordo com a necessidade informacional do usuário.
A disseminação da informação objetiva divulgar as novas fontes e/ou informações
existentes a partir da inserção de novos documentos e da atualização dos índices de
indexação, criando uma dinâmica constante. Um grande facilitador na recuperação automática
da informação é a interface gráfica dos novos sistemas, embutindo as estratégias de busca em
opções gráficas para o usuário, principalmente para o leigo, tornando mais agradável e
descomplicada a sua interação com o sistema automatizado.
Atualmente, o acesso à informação eletrônica é o ponto alto das tecnologias de
informática aplicadas às Bibliotecas, pois, com a tecnologia das redes eletrônicas, torna-se
possível o surgimento de novos documentos e produtos e, por consequência, a criação de
novos serviços, como a orientação aos usuários na utilização de seus recursos, o
desenvolvimento de home-pages, o agendamento e o atendimento de novos serviços on-line,
como a

comutação, o empréstimo entre bibliotecas, a disseminação da informação e o

catálogo.
Como fonte eletrônica de informações, a Internet tornou possível o acesso a
instituições como museus, órgãos públicos, empresas, bibliotecas e aos mais variados tipos de
documentos eletrônicos. Podemos citar, receitas culinárias, artigos e livros científico,
home-pages pessoais e institucionais, catálogos de bibliotecas tradicionais, bibliotecas digitais
e/ou virtuais. Assim, a procura pela informação desejada, mesmo que não se saiba exatamente
o que se quer e nem onde a informação se encontra armazenada, ganha uma dimensão maior
principalmente em tempo de procura-resposta.
A World Wide Web, também conhecida como WWW ou Web, é a forma mais
comum de acesso a Internet e corresponde à sua parte gráfica, com documentos hipertextuais

6

�dos mais variados assuntos e de diferentes arquiteturas de informações textuais, sonoras e de
imagens.
O acesso à informação disponível na Web se dá por diferentes pessoas de
diferentes idades, culturas, territórios e necessidades, sejam cientistas, profissionais liberais,
estudantes ou professores, que possuem também uma necessidade de informação
diversificada, ou seja, profissional, cultural, lazer ou entretenimento.
Podemos pensar na Internet como uma grande biblioteca, na qual os usuários são
agentes ativos do processo de armazenamento, indexação, recuperação e disseminação de
documentos eletrônicos hipertextuais. Uma biblioteca auto-organizada em permanente
mutação.
Atualmente, o crescimento exponencial do número de documentos e informações
dos mais diversos assuntos disponíveis na WWW, se dá pela facilidade de se elaborar um
documento eletrônico em forma de home-page, da maneira que se desejar e disponibilizá-lo
ao mundo em um servidor/provedor de acesso a Internet, muitas vezes gratuito.
Como esses documentos inseridos na rede Internet diariamente são descritos e
indexados? Como os usuários têm acesso a esses documentos?
As atividades de indexação e recuperação dos documentos são feitas pelas
Ferramentas de Busca, que possibilitam aos usuários a busca de informações disponíveis na
rede Internet.
As Ferramentas de Busca, conhecidas também como Máquinas de Busca ou
Search Engines, são programas computacionais desenvolvidos com o objetivo de indexar
informações descritivas e temáticas das páginas e/ou sites da Internet em bases de dados, com
a finalidade de possibilitar a recuperação de documentos solicitados, pelos usuários da
Internet, segundo as estratégias de busca e os critérios adotados.

7

�Suas origens datam de 1994, por iniciativa das Universidades Norte-Americanas
e, atualmente, as iniciativas particulares e/ou privadas estão também atuando nesta área,
disponibilizando suas próprias ferramentas, muitas delas com acesso gratuito.
Preocupados com a construção de ferramentas de busca na Internet para usuários
diversificados, Rosenfeld e Morville (1999, p.102-103) indicam alguns fatores a serem
considerados com relação às necessidades informacionais dos usuários:
-

alguns usuários têm claramente definido o tipo de informação que precisam e onde ela
pode ser localizada;

-

alguns usuários sabem as informações que querem, mas não sabem exatamente onde
existem ou mesmo se existem;

-

alguns usuários não sabem exatamente o que esperam encontrar, pois não sabem
exatamente o que existe sobre o assunto;

-

alguns usuários querem tudo sobre um assunto específico.
A navegação pela Internet torna-se um grande problema quando não há tempo

disponível para se visitar todos os sites interessantes conhecidos e, principalmente, avaliar a
qualidade do conteúdo de cada um, e quando não se conhece o que há disponível na Internet
sobre o assunto desejado. Porém, recuperar informações na WWW sem uma estratégia e um
instrumento adequado significa obter milhares de documentos irrelevantes. Portanto, é
imprescindível conhecer os recursos disponíveis pela própria WWW para se ter a resposta
desejada.

8

�Quando se utiliza qualquer uma das Ferramentas de Busca, na verdade o que está
sendo consultando não é a Internet propriamente dita, e sim uma Base de Dados Referencial
dos documentos existentes na Internet, que retorna como resposta os endereços das páginas
relevantes à consulta.
As Ferramentas de Busca procuram ser de fácil utilização, através de uma
interface amigável, e a busca é concretizada em segundos com as respostas apresentadas
diretamente pelos links das páginas ou por categorias de assuntos ou, ainda, pela forma de
exibição dos resultados. Apresentam roteiro de ajuda e exemplos de estratégias de busca.
Quanto ao tipos de Ferramentas de Busca, podemos classificá-las em Catálogos,
Índices e Metapesquisadores. Os Catálogos são organizados a partir de páginas cadastradas
por seus criadores, que informam dados como título, resumo ou descrição, palavras-chave e
endereço de localização da página (URL). A partir de seu cadastro, a página é analisada e
recebe um tratamento manual, sendo classificada por assunto ou categoria. A partir de então,
são disponibilizadas as informações descritivas e temáticas da página, tornando o seu acesso
recuperável na Base de Dados.
Os catálogos frequentemente possibilitam ao usuário a procura por sites de
interesse segundo categorias e permitem a solicitação de inclusão de novos documentos e/ou
categorias. Têm como grande característica o tratamento temático manual das páginas
cadastradas criando categorias e sub-categorias de assunto. Alguns exemplos de catálogos
são: Cadê?, Excite, Onde ir?, Surf e Yahoo!.
Os Índices são, geralmente, criados automaticamente a partir de uma busca na
Internet realizada por “robôs de busca” ou também conhecidos como spiders (aranhas). Os
robôs de busca percorrem a Internet, efetuando uma “varredura” periódica, procurando
páginas e criando, automaticamente, bases de dados com informações recuperáveis sobre a
página. Estas informações compreendem título, texto, URL, porém não recebem nenhuma

9

�classificação temática manual. Têm como grande característica a constante atualização de
seus dados. Alguns índices são: AltaVista, Bookmark, Infoseek, RadarUOL, Todobr e o
Netscopio.
Algumas Ferramentas de Busca já possuem os chamados sites regionais para um
determinado país, como por exemplo o Yahoo! e o AltaVista para o Brasil.
Numa terceira categoria, tem-se os Metapesquisadores, que são Ferramentas de
Busca que não possuem sua própria Base de Dados, mas que acionam as Bases de outras
Ferramentas de Busca. Uma série de Ferramentas de Busca são arroladas ao usuário e ele
define se a busca percorrerá todas ou apenas algumas. Como exemplos temos o MetaCrawler
dos Estados Unidos da América e o Metaminer do Brasil.
Hoje, o MetaCrawler faz pesquisas, simultaneamente, no AltaVista, Infoseek,
WebCrawler, Thunderstone, Excite, Google, Lycos, LookSmart, GoTo DirectHit e
RealNames, enquanto que o Metaminer utiliza as Ferramentas de Busca AltaVista,
AOLNetfind, Excite, Lycos, WebCrawler, Yahoo! e Fast e as nacionais: RadarUOL, Zeek,
Achei, Cadê?, Yahoo! Brasil.
“A utilização dos metapesquisadores não elimina a necessidade de conhecer
as características individuais dos diversos mecanismos de busca. Quanto
mais se conhece sobre as formas de funcionamento das ferramentas que os
alimentam, melhor julgamento quanto a confiabilidade dos resultados
obtidos. Se, por exemplo, a pesquisa exige determinados refinamentos não
processáveis pelas ferramentas que constituem o metapesquisador pode
resultar erros e resultados inadequados”. (Branski, 1998)

10

�Bueno e Vidotti (1999, p.48) salientam ainda que:
"... no metapesquisador, a restrição do número máximo de resultados obtidos
por ferramenta e a delimitação do tempo de busca para a pesquisa são fatores
a serem considerados no resultado da busca, pois pode não haver tempo
hábil para conectar ou consultar de forma integral/abrangente todas as
Ferramentas de Busca selecionadas e ainda o resultado obtido pode ser
superior ao delimitado na estratégia."

Com o aumento constante e exponencial dos documentos da Internet, as
Ferramentas de Busca passaram a se especializar quanto ao assunto ou área de abrangência.
São exemplos de Ferramentas específicas:
- Todobr (http://www.todobr.com.br/) para assuntos relacionados ao país ou ainda por
região
- Biolinks (http://www.biolinks.com/) para artigos científicos
- Cora (http://www.cora.justresearch.com/) para Ciência da Computação
- Chemie.De (http://www.chemie.de/?language=e) para Química
- Whowhere (http://www.whowhere.lycos.com/) para procurar pessoas
Os conceitos de recuperação da informação estão presentes no uso das
Ferramentas de Busca, onde os fatores de pertinência e exaustividade devem estar claros
diante de uma estratégia de busca, e onde o resultado deve ser o desejado com relação à
quantidade de documentos recuperados e à sua qualidade, ou seja, a relevância de seu
conteúdo.
Após a elaboração da estratégia de busca e a consulta a base de dados de uma
Ferramenta de Busca é comum obter como resposta milhares ou centenas de informações
referenciais dos documentos que contenham ou não as informações solicitadas. Isto acontece
por se tratar de um assunto geral ou em função da estrutura organizacional da Base de Dados
da Ferramenta de Busca, que pode considerar como respostas, aproximações ao termo

11

�consultado, plural, ocorrência do termo no documento, diferenciação ou não de palavras
maiúsculas e minúsculas, e que podem levar a obtenção de documentos pertinentes, porém
estes nem sempre satisfazem as expectativas e necessidades dos usuários.
Lynch (1997) classifica o acesso à informação através do uso das Ferramentas de
Busca como altamente democrático devido ao acesso único e igual à todas as informações da
rede, porém questiona a irrelevância frequente dos resultados nas consultas realizadas.
As diferenças básicas entre as Ferramentas de Busca decorrem dos critérios
adotados na construção de suas Bases de Dados e dos recursos disponíveis para a elaboração
de estratégias de busca.
Branski (1998, p.2) aponta os seguintes critérios de diferenciação na construção
da base de dados:
-

“ a relação de páginas iniciais a partir do qual o spider percorrerá a rede
em busca de informação,

-

as informações enviadas pelos autores que escolhem as ferramentas onde
pedirão a inclusão,

-

de como indexa as informações de cada site (se armazena o texto
integral, se somente o título e um pequeno resumo algoritmicamente
construído do conteúdo, se o título e as primeiras linhas do site, etc.) e

-

no caso dos catálogos, os critérios humanos utilizados para a indexação e
classificação das informações.”

Para se elaborar estratégias que correspondam às expectativas informacionais
dos usuários, é preciso entender como as Ferramentas de Busca indexam e quais são os
recursos disponíveis para a elaboração das estratégias de busca adequadas.
Bueno e Vidotti (1999) explicam a utilização de alguns operadores e
relacionam alguns recursos, apontando diferenças entre as Ferramentas Alta Vista, Yahoo!
Brasil, Cadê?, Netscopio, Metacrawler e Metaminer.

12

�As Ferramentas de Busca, geralmente, trabalham com operadores booleanos,
posicionais, truncamento e a combinação destes, além de recursos adicionais como a
busca por linguagem natural, obrigatoriedade ou não da ocorrência do termo,
diferenciação entre maiúscula e minúscula, diferenciação de acentos e caracteres
especiais, além de outros que exigem conhecimento de conceitos prévios e da sintaxe da
busca, como busca por data, por domínio, por URL, por título, por outros idiomas, tipo de
documento.
A utilização correta dos operadores e dos demais recursos interferem na
qualidade das respostas obtidas com relação à sua pertinência e exaustividade, como uma
busca por nome próprio que pode ser otimizada levando-se em conta a diferenciação que a
Ferramenta faz ou não para esta busca.
Quanto ao nível de busca, geralmente, as Ferramentas de Busca oferecem
mais de um nível de busca, conhecidos por busca simples e avançada dependendo do
conhecimento e experiência do usuário. A busca avançada fornece maiores opções e
recursos para elaboração das estratégias de busca.
As buscas nestes níveis podem variar, ou seja, uma mesma busca efetuada nos
níveis simples e avançado pode obter respostas diferentes, ou seja, algumas opções podem
estar disponíveis apenas em um nível de pesquisa, como no exemplo a seguir:

13

�Busca Simples
Estratégia

Web Pages
encontradas

Ocorrências
(palavras encontradas)

Busca
Avançada
Web Pages
encontradas

frank sinatra

51.352

frank sinatra: 112557

66.485

Frank Sinatra

56.316

Frank Sinatra: 98521

60.277

+frank +sinatra

33.924

sinatra: 231330; frank:
5293791

66.485

frank and sinatra

120.560

sinatra:
231330;
frank:
5293791
ignoradas (and):
1623918405

74.224

Frank and Sinatra

107.545

Sinatra: 196221;
Frank:
4647454
Ignoradas (and): 1623918405

66.949

“frank sinatra”

51.352

frank sinatra: 112557

66.485

“Frank Sinatra”

56.316

Frank Sinatra: 98521

60.277

frank near sinatra

1.075.220

sinatra:
231330;
frank:
5293791; near: 10182866

69.186

frank
sinatra

near(1)

1.655.679

near 1: about 7000; sinatra:
231330; frank: 5293791

124

frank
sinatra

near(5)

1.641.360

near 5: about 3000; sinatra:
231330; frank: 5293791

35

Tabela 1: Busca simples e avançada, sem restrições e respostas apenas Web Pages

Este simples exemplo nos informa que devemos conhecer as ferramentas de
buscas, seus recursos e operadores para a formulação de estratégias, através de seus textos
explicativos e de ajuda. É importante observar que informações são manipuladas de forma
diferente pela mesma ferramenta, o que conduz a estudos detalhados da estrutura de
armazenamento e indexação da mesma, e como, em geral, estas informações
organizacionais não são divulgadas, tornam-se necessários estudos experimentais e
deduções por inferências.

14

�Como forma de facilitar a pesquisa, principalmente para o usuário leigo,
algumas Ferramentas de Busca fornecem uma interface gráfica mais amigável, embutindo
em opções de escolha os operadores que utilizam para busca. Assim, não é exigido do
usuário o conhecimento prévio para elaborar a sintaxe da busca.
A forma de apresentação dos resultados também se diferencia, pois algumas
Ferramentas de Busca oferecerem opções de melhor visualização e ordenação dos
resultados que podem ser parametrizáveis pelo próprio usuário.
Rosenfeld e Morville (1999, p.113-115), colocam como fatores para a
apresentação dos resultados da consulta de uma ferramenta de busca, o grau de estrutura
do conteúdo das Bases de Dados e a escolha do usuário, ou seja, como o usuário deseja
ordenada a informação que ele procura? Algumas Ferramentas de Busca permitem que o
próprio usuário determine a exibição dos resultados dentre as opções existentes, tais
como: quantas e quais informações devem ser exibidas para cada documento recuperado?
Quantos documentos devem ser exibidos? Como devem estar ordenados os resultados
dentre as opções: cronológica, alfabética ou relevância?
Em estudo realizado em dezembro de 1997, dois pesquisadores do NEC Research
Institute, localizado em Princeton, New Jersey, Estados Unidos da América, Lawrence e Giles
(1998), avaliaram as respostas oferecidas por seis Ferramentas de Busca que indexam texto
completo: Alta Vista, Excite, HotBot, Infoseek, Lycos e Nothern Light. As consultas
correspondiam a questões da rotina de trabalho dos pesquisadores do mesmo Instituto e foram
avaliadas um total de 575 respostas. Através de uma metodologia previamente determinada,
foram considerados:
-

somente as resposta cujos documentos pudessem ser carregados e/ou acessados;

-

número máximo de 600 respostas por consulta (eliminando as duplicações);

-

respostas obtidas em até 60 segundos;

15

�-

documentos que continham exatamente todos os termos pesquisados, eliminando-se o
plural por exemplo, devido à forma diferente de tratamento que as Ferramentas dão a estas
particularidades;

e, foram desconsiderados:
-

consultas com stop words (por exemplo, artigos, preposições), uso de caracteres especiais
porque cada Ferramentas de Busca trata-os de forma diferenciada;

-

respostas duplicadas entre as Ferramentas, ou seja, documentos que tinham a mesma
URL.
Como resultados, tem-se que:

-

HotBot é a Ferramenta mais abrangente nesta avaliação, seguido por Alta Vista, Northern
Light, Excite, Infoseek e Lycos.

-

dois fatores são importantes para o resultado alcançado: o estado das Bases de Dados de
cada Ferramenta no momento da consulta e a forma que cada Ferramentas de Busca
indexa as palavras de um documento, uma vez que cada uma possui sua própria
metodologia;

-

o alcance das Ferramentas de Busca é crescente de acordo com o número de Ferramentas
utilizadas, assim, o número de documentos retornados é maior tanto quanto maior for o
número

de

ferramentas

consultadas,

fator

que

privilegia

grandemente

os

Metapesquisadores;
-

o ranking das Ferramentas de Busca que apresentam nas suas respostas documentos
inválidos, ou seja, páginas alteradas ou que não existem mais, estabeleceu-se em: Lycos,
1,6%; Excite 2,0%; AltaVista, 2,5%; Infoseek, 2,6%; Northen Light, 5,0% e HotBot,
5,3%;

-

o tamanho da Web indexável também foi calculada em um total de 320 milhões de
páginas;

16

�Lawrence e Giles (1999) deram continuidade à sua pesquisa com as Ferramentas
de Busca, ampliando o número de ferramentas e consultas num total de 11 ferramentas (Alta
Vista, Euro Seek, Excite, Google, HotBot, Infoseek, Lycos, Microsoft, Northern Light, Snap e
Yahoo) e 1.050 consultas e, calculando o tamanho estimado da Web indexável em 800
milhões de páginas, 180 milhões de imagens, 3 milhões de servidores, onde 83% são
comerciais.
As conclusões deste estudo realizado em fevereiro de 1999 foram:
-

alcance que as Ferramentas de Busca atingem na Web não é superior a 38.3% pela
ferramenta Northern Light, seguido de 37.1% pelas Snap e Alta Vista;

-

alcance das Ferramentas de Busca com relação ao tamanho estimado da Web corresponde
a 16% também pela ferramenta Northern Light, seguido por 15.5% com Snap e Alta Vista,
ou seja, pelo tamanho da Web nenhuma ferramenta consegue cobrir mais que 16% o
crescimento da Internet;

-

a porcentagem de links inválidos chega a 14% pelo Lycos e a menor porcentagem de
2.2% pelo HotBot;

-

a média em dias da atualização de novos documentos chega a 235 pelo Yahoo e, como
menor valor, 141, pelo Northern Light.
Diante deste quadro, conclui-se que as Ferramentas indexam apenas uma fração

da Web e o seu alcance é significativamente limitado, devido às limitações técnicas que
envolvem o desempenho de cada Ferramentas de Busca em particular.
Na literatura científica não há a indicação de uma Ferramenta de Busca ideal ou
completa, assim, para se decidir por qual ferramenta escolher, deve-se considerar o assunto
desejado, a resposta esperada e as características funcionais e operacionais da mesma, e como
estratégia pode-se utilizar mais de uma Ferramenta para a mesma pesquisa pela diversidade
dos documentos indexados em suas Bases de Dados.

17

�“O acompanhamento da evolução das Ferramentas de Busca e das formas de
uso de seus operadores são essenciais para uma busca estratégica de
informações na Internet, pois o usuário pode através delas usufruir criteriosa
e conscientemente do que de melhor a WWW oferece”. (Bueno e Vidotti,
1999, p.48).

A cada dia, novas Ferramentas de Busca são criadas e disponibilizadas, porém
esta

tecnologia não está acompanhando o crescimento exponencial da WWW,

principalmente com relação à atualização de suas Base de Dados, o que proporciona um grau
de instabilidade (ou insegurança) ao se consultar a Internet com a utilização deste
instrumento.
Diante do exposto, e considerando a complexidade da rede Internet,
“torna-se necessário o estabelecimento de programas de capacitação do
profissional de informação, de modo a torná-lo apto a usar os recursos da
Internet e identificar estratégias eficientes para sanar necessidades
informacionais de seus clientes, ou ainda para capacitar esses clientes no uso
mais adequado daqueles recursos" FERREIRA, (1994, p.260).

As atuais tecnologias de informática e comunicação estão possibilitando uma
reorganização das atividades biblioteconômicas com o objetivo principal de atender de forma
precisa e rápida as necessidades dos usuários de bibliotecas tradicionais, digitais, virtuais, e da
Internet.
O profissional de biblioteconomia, prático ou teórico, não pode ficar à margem
deste mundo globalizado e tecnológico, mas sim propor metodologias eficazes de
representações descritivas e temáticas automáticas, a fim de permitir a recuperação de
documentos eletrônicos relevantes e pertinentes, existentes especialmente nesta imensa Torre
de Babel que é a Internet.
Podemos concluir que existe um campo de pesquisa amplo e pouco explorado
para os profissionais da Biblioteconomia, com relação aos tratamentos descritivos e temáticos
dos documentos disponíveis na Internet, que são catalogados em bases de dados pelas
18

�ferramentas de busca de forma automática ou manual, para que esses documentos possam ser
recuperados de maneira a atender as expectativas do usuário numa relação eficaz de
relevância x pertinência x tempo de busca.

19

�Referências Bibliográficas
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de funcionamento dos mecanismos de busca. Campinas : UNICAMP, 1998
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PAULO TARCÍSIO MAYRINK, 3, 1999, Marília. Anais... Marília : Faculdade de
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FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto. Introdução às redes eletrônicas de comunicação.
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20

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                <text>A evolução das tecnologias de informática e de comunicação aplicadas à informação tornou possível a indexação, recuperação e disseminação automática da informação, em especial na rede Internet com a utilização das ferramentas de busca - programas que manipulam base de dados com informações sobre documentos disponíveis na rede. A Internet é uma grande fonte eletrônica de informação que, por meio da World Wide Web, coloca à disposição documentos hipertextuais dos mais variados assuntos e de diferentes arquiteturas de informações textuais, sonoras e imagéticas. Para que esse universo possa ser acessado por pessoas de diferentes culturas e territórios, softwares percorrem essa rede indexando as páginas informacionais disponíveis pelos e para os usuários e as ferramentas de busca, através de estratégias de busca fornecidas pelos usuários, consultam bases de dados com o objetivo de fornecer endereços de sites ou páginas pertinentes ao assunto solicitado. As ferramentas de busca se diferenciam na forma de estruturar as bases de dados, nos recursos referentes às estratégias de busca, nos níveis de busca e na apresentação dos resultados. Como objetivos deste trabalho de pesquisa temos a delimitação das características fundamentais dos diversos tipos de ferramentas de busca e avaliação das respostas oferecidas mediante as estratégias de busca e níveis de busca pré-estabelecidos. Como resultados, apontamos algumas diretrizes para a otimização do uso estratégico das ferramentas de busca com relação aos tipos de consulta e assuntos desejados. Podemos concluir que existe um campo de pesquisa amplo para os profissionais da Biblioteconomia, com relação aos tratamentos descritivo e temático dos documentos disponíveis na Internet que são catalogados em bases de dados pelas ferramentas de busca de forma automática ou manual, para que esses documentos possam ser recuperados de maneira a atender as expectativas do usuário numa relação eficaz de relevância x pertinência x tempo de busca.</text>
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                    <text>DIREITO AUTORAL DE ARTIGOS CIENTÍFICOS EM REDE AUTOMATIZADA:
PERSPECTIVA DE EDITORES E REFEREES1
Ana Vera Finardi Rodrigues
anavera@vortex.ufrgs.br
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Veterinária – Biblioteca
Av. Bento Gonçalves, 9090
91540-000 – Porto Alegre – RS – Brasil
bibvet@vortex.ufrgs.br

Resumo

Pesquisando a postura adotada atualmente por editores e referees de periódicos científicos em
relação à propriedade intelectual nas publicações científicas on line, objetivou-se verificar a existência e
identificar as normas por eles adotadas. Procedeu-se a uma pesquisa tendo como sujeitos editores e
referees de periódicos científicos nacionais, integrantes da SciElo (Scientific Electronic Library Online).
Foram enviados questionários para dez editores e vinte referees, com perguntas relacionadas ao assunto
exposto, e suas respostas coletadas, analisadas e tabuladas. Buscou-se, por meio desse questionário, obterse uma amostragem do pensamento dominante no meio editorial. Questionou-se o aspecto do periódico
científico disponibilizado pela Internet, a disseminação e o controle da informação assim veiculada, bem
como o prisma pelo qual editores e referees pesquisados vêem pontos com respeito ao direito autoral,
ética de editores, pesquisadores, referees e usuários e até a familiaridade desta pesquisa com a Internet e a
interface dela com sua atividade.

Eixo temático: Virtualização da Biblioteca Universitária

1

Trabalho baseado na Dissertação de Mestrado de título “Direito Autoral de Artigos Científicos em Rede
Automatizada: perspectiva de editores e referees”, apresentada em 31/08/1999 na Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, SP.

1

�1 INTRODUÇÃO

Com o advento da informática, a publicação periódica científica está sofrendo
modificações em sua forma de apresentação. Além da forma impressa, vem sendo
oferecida à comunidade científica via meio eletrônico, em CD-ROMs e, mais
recentemente, em linha, possibilitando o acesso aos documentos através de uma simples
conexão à rede de computadores.
O direito autoral tem se tornado mais complexo com esse desenvolvimento da
informação em rede, uma vez que ela pode ser transferida para todo o mundo, sem que
seja possível detectar a movimentação por meio eletrônico.
Em trabalho de campo realizado durante o Curso de Mestrado em Administração
de Sistemas Automatizados de Informação em Ciência e Tecnologia na PUCCAMP,
desenvolveu-se uma pesquisa buscando dados a respeito dessa questão.
A pesquisa desenvolvida voltou-se para o problema da preservação do direito
autoral, ou seja, de que formas os editores e os referees2 pensam assegurar ou resguardar
esse direito ao terem suas publicações disponibilizadas em linha.
Os periódicos científicos constituem elementos de enorme importância nos
acervos das bibliotecas e dos centros de informação, tendo em vista sua atualização. A
urgência com que chegam às mãos dos interessados evita a defasagem da informação,
acelera a disseminação desta e mantém os pesquisadores relativamente em dia com os
2

Segundo Ziman(1981,p.118), referees “são os peritos anônimos encarregados de ler artigos para serem
publicados, recomendando a aceitação ou rejeição”,também chamados árbitros, avaliadores, pareceristas.

2

�avanços em sua área, sem que seja necessário aguardar publicações específicas de cada
um de seus pares.
Ainda que tenha uma periodicidade curta, mensal, por exemplo, até chegar à
biblioteca ou ao centro de informação, o periódico impresso precisa passar pelo
processo “fabril”, desde a concepção do editor, a revisão, a editoração, a impressão, a
distribuição física, que implica transporte de volumes, a entrega ao destinatário
(biblioteca ou centro de informação), a leitura, a catalogação e a disponibilização ao
usuário. Esse trâmite demanda tempo, custos e envolve o uso de muitos intermediários
entre o autor e o pesquisador. A editoração eletrônica veio a facilitar o acesso dos
pesquisadores às informações contidas nos periódicos, reduzindo o tempo de busca.
Mas, como observa Chaudry (1996), enquanto o periódico impresso tem limitadas as
possibilidades de violação do copyright, o acesso irrestrito, através da Internet, está
trazendo dificuldades para proteger da violação do copyright o material publicado na
rede. Carolina (1995, p.236) sugere que sejam estudadas e expandidas as leis do
copyright. “Como a tecnologia computacional tornou-se onipresente nos anos 70 e 80, a
lei da propriedade intelectual deve empenhar-se em mantê-la.”
Como não considerar um avanço o uso da tecnologia, que permite a pesquisa
rápida, “limpa” e relativamente barata. Como não perceber o quanto se amplia o
universo de pesquisa com o acesso à Internet? Mas o uso desses meios pode estar sendo
feito à custa da usurpação do direito de um pesquisador que, durante anos trabalhou,
dedicou-se, e pode querer usufruir dos resultados desse esforço. A adulteração do

3

�conteúdo de um documento é grave em todo e qualquer trabalho de pesquisa
desenvolvido, independentemente da área. Na área da saúde por exemplo, os danos
podem ser atentatórios à vida.
Por outro lado, o direito à informação deve ser visto com seriedade, pois é
fundamental que o conhecimento seja de domínio público e não fique restrito a grupos
que o utilizem apenas em seu benefício.

2 HISTÓRICO
Desde os primórdios da civilização o homem buscou ter o que é seu e assegurar
a propriedade daquilo que viesse a possuir. A existência de instrumentos jurídicos para a
garantia e a proteção da propriedade é resultado desse sentimento. Com o advento de
novas necessidades, por força do desenvolvimento da civilização, sobrevieram idéias e
soluções que se transformaram em bens de natureza não material, ou seja, bens de
ordem intelectual que, por sua importância e por seu conteúdo passaram a ter valor
econômico. Com isso, surgiu a propriedade intelectual e, por decorrência, surgiram
também as características inerentes aos direitos sobre esse tipo de propriedade.
Wilkinson (1996, p.22) coloca que a partir do surgimento dessas novas
necessidades, a lei entre as partes (contratos) passou a ser insuficiente, exigindo a
intervenção do governo para a existência de uma regulamentação abrangente. “Em um
esforço criado pelas novas condições, novas formas de propriedade foram criadas pelo
governo começando no século quinze, especificamente as patentes e o copyright”. Essa

4

�incipiente proteção, juntamente com desdobramentos posteriores, levou as cortes a
estabelecerem instrumentos jurídicos que embasaram uma nova figura do Direito.
A evolução do direito de propriedade intelectual foi tal qual seu surgimento:
lenta, polêmica e contraditória. Passaram-se séculos até que houvesse a normatização no
Direito positivo.
Com a evolução científica e as novas formas de divulgação e transmissão de
conhecimentos, os dispositivos legais foram sendo aperfeiçoados para não deixarem
desprotegidos os direitos sobre a produção intelectual. O rádio e a televisão passaram a
ser, também, objeto de controle legal para que fosse preservada a integridade da
propriedade intelectual. Obteve-se, então, uma certa estabilidade nesse campo. Mas a
inquietude filosófica inata ao homem, e seus subprodutos, ou suas correlações, como a
curiosidade científica e a busca da perfeição, levaram-no a um novo passo: a
informatização. O avanço tecnológico trouxe consigo o que pode ser chamado de mundo
digital. As redes de computadores, o ciberespaço, o aumento da velocidade nas
comunicações, são fenômenos decorrentes desse avanço que, além de benefícios, trazem
preocupações quanto ao uso da informação, pois o acesso cibernético é irrestrito.
Para Wilkinson (1996) e Small (1996), embora os problemas relacionados ao
assunto imprensa e revolução industrial tenham raízes semelhantes, a história de cada
nação faz com que esta adapte suas leis às necessidades de sua sociedade. Na sociedade
da informação, mecanismos legais tais como patentes e copyright, desenvolveram-se
para enfrentar mudanças profundas geradas pela imprensa. Agora surge a necessidade de
adaptarem-se para enfrentar as novas necessidades, relacionadas ao meio eletrônico.

5

�“O advento de novas tecnologias, como os scanners e o aumento constante do
número de periódicos eletrônicos e a velocidade da transmissão da informação por meio
das superhighway, interferem no conceito dos direitos autorais dos autores e editores, e
suas publicações quando criam ou publicam novos trabalhos, ou modificam um já
existente. Com a utilização dos scanners de mesa, qualquer imagem ou publicação pode
ser copiada, melhorada ou manipulada com facilidade.” (Población et.al, 1996)

3 ÉTICA E PROPRIEDADE INTELECTUAL
O problema da ética em publicação deve ser objeto de cuidadosa análise. A
questão do uso justo da informação, bem como os limites de disponibilidade da mesma
são trazidos à discussão. Como observa Schwartau (1996, p.190) “a tecnologia da
distribuição eletrônica da informação causa, por si só, as transgressões ao direito autoral.
Para os pequenos info-negociantes, estas preocupações merecem consideração. Na
teoria, se alguém vende uma informação por um dólar a uma pessoa, esta pessoa poderia
então distribuí-la a milhões de outros, postando-a na Usenet. Ninguém mais teria que
pagar ao autor este dólar, privando-o dos rendimentos pelos quais se esforçou”.
Segundo Agha (1997, p.256), o objeto do copyright está sendo desviado de seu
objetivo, pois aquilo que existia para encorajar e sustentar a criatividade dos autores,
com freqüência, em nome da propriedade intelectual, está restringindo seu uso às
pessoas de maior poder aquisitivo, “a injustiça dessa proteção aparece quando os custos
das informações são decididos pelas forças do mercado”. Justamente as sociedades que
dependem dessas informações para seu progresso, não têm condições de adquirí-las. Da

6

�mesma forma, Valauskas (1996, p.198)) coloca os problemas a serem enfrentados pelas
bibliotecas uma vez restrito o uso à informação. “O uso de qualquer publicação
formatada eletronicamente requereria um documento de consentimento que verbalizasse
exatamente, em detalhes, como e onde o produto poderia ser usado. Nenhum estudante
ou acadêmico poderia usar a versão digital de um trabalho de forma superficial. Todo
uso deveria ser devidamente medido, registrado e encriptado. O ato básico de ir a uma
biblioteca e examinar um livro digital, paginando-o casualmente, tornar-se-ia
impossível”.
Brown (1996, p.66), preocupa-se com a difusão da informação, especialmente
quando a questão centra-se nos publicadores, que correntemente mantêm o copyright de
trabalhos científicos publicados nos periódicos científicos que editam. “Desde que o
trabalho científico resulta em um rendimento que pode ser protegido pelos direitos de
propriedade intelectual, questões como liberdade de informação, particularmente os
direitos da livre discussão das questões científicas e o acesso irrestrito à informação
científica, estão vindo à tona. A propriedade dos direitos [autorais nos meios]
eletrônicos e o impacto que este trará para a indústria, é uma questão emergente. Se as
universidades e as fundações continuarem tendendo à manutenção desses direitos, a
capacidade para assegurar a ampla disseminação da informação publicada
aparentemente deveria ser maior do que a capacidade do publicador comercial em
manter sua atual propriedade sobre ambos os copyrights, impresso e eletrônico”.

7

�Embora haja consenso sobre o uso justo das cópias, a dúvida sobre esta justiça
poderá, de alguma forma, surgir com certa freqüência, envolvendo novamente a questão
da ética.
English e Jacobs (1997, p.271) colocam que a importância da propriedade
intelectual toma contornos quando a realidade de muitos autores e editores têm nas
publicações que escrevem ou editam, fonte do seu sustento. Surge também a
preocupação com a integridade dos trabalhos, diante da possibilidade dos autores serem
vítimas de plágio.
Small (1996, p.46) enfoca a necessidade de garantias a serem dadas aos autores
ao disponibilizarem material via Internet. “A digitalização de tais materiais tem deixado
temerosos os autores e publicadores, tanto em relação à perfeita qualidade das cópias,
quanto ao fato de que o material digital pode ser produzido a uma velocidade e custo
baixo inimagináveis. Feito isto, cópias perfeitas podem ser facilmente alteradas e
ninguém perceber que isto aconteceu”. Peters (1995, p.8), que também partilha desse
ponto de vista, relaciona a questão da “pirataria” de idéias ao medo que ela causa aos
autores. “A questão latente da pirataria de idéias, deveria ser investigada mais a fundo.”
De certa forma, Webster (1997, p.282), concorda com o exposto e tem o
respaldo de outros autores quando alude ao CONFU (Conference for Fair Use),
realizado em 1996. Nesta conferência, os publicadores mostraram-se preocupados com
as oportunidades que estão surgindo aos usuários de transmitirem milhões de cópias
ilegais para o mundo com pequenos toques em teclas. Eles vêem o uso justo como uma

8

�porta aberta para um comportamento pouco ético por parte dos usuários. A opinião de
Tucker (1997, p.227), mostra preocupação com a realidade do pesquisador. Mas não
desfazendo da preocupação com a violação do direito autoral, dos abusos, coloca que,
com o meio eletrônico, muitos deficientes físicos serão beneficiados, seja por meio de
“livros falantes”, seja através de outro acesso, facilitando a conversão para o braile.
Población et al. (1996), da mesma forma, alude à possibilidade de reintegração de
tetraplégicos à comunidade através de estações de trabalho computadorizadas que
podem ser acessadas de casa.
Apesar dessa vulnerabilidade, há interesse unânime entre os autores no que tange
à disseminação da informação para fins de ensino e desenvolvimento, seja social ou
tecnológico. Há, porém, preocupação com o uso ético da informação. Como diz
Froehlich (1991, p.275) “a ética deve ser examinada sob vários aspectos, quando se trata
de transferência da informação. É necessário que os fatores morais sejam considerados
de forma a não serem invadidos ou feridos” e seu pensamento pode ser complementado
pelo de Du Mont (1991, p.202) ao dizer que “as leis são racionalizadas de acordo com o
bem estar da sociedade, assim, qualquer comportamento considerado ético, poderia
também ser legal em uma sociedade justa”. Assim, muito desse uso seria uma questão
de bom senso.
Da mesma forma que hoje as pessoas têm o hábito de disporem do material
bibliográfico impresso, no futuro poderão ter à disposição, em grande escala, tais
materiais através do meio eletrônico que, administrado com consciência e
responsabilidade, será um instrumento importante para o meio científico e tecnológico.

9

�4 OBJETIVOS

Constituiu objetivo geral deste trabalho:
verificar a postura adotada pelos editores de periódicos científicos em relação ao
copyright no conceito do meio eletrônico em linha.
Foram definidos como objetivos específicos:
a) verificar a existência de normatização para o copyright no meio eletrônico em linha;
b) definir a postura dos editores e referees em relação à disponibilidade da informação
eletrônica para o usuário.

5 MÉTODO

Procedeu-se a uma pesquisa tendo como sujeitos editores e referees de títulos de
periódicos científicos nacionais. Os periódicos em questão deveriam, necessariamente,
estar disponíveis para consulta on line, via Internet, e serem brasileiros.
Foi aplicado questionário com a finalidade de levantar as seguintes informações:
1) identificação dos sujeitos;
2) data em que as publicações tornaram-se disponíveis na forma tradicional (impressa);

10

�3) data em que as publicações foram disponibilizadas para consulta na Internet (em
linha);
4) qual o nível de conhecimento, dos editores, no que se refere à lei de Propriedade
Intelectual/Direito Autoral;
5) caso o acesso à informação contida nesses periódicos científicos, via internet, seja
irrestrito, há intenção de controlar o acesso visando a preservar o direito autoral;
6) opiniões sobre a preservação do direito autoral através de uma regulamentação do
acesso à informação que ressarça o autor pelo uso de sua produção intelectual.
7) o que consideram uso ético da informação;
8) o que consideram uso anti-ético da informação;
9) preocupam-se com a reprodução e o uso do material recuperado via Internet;
10) para que tipo de usuário está sendo disponibilizado acesso em linha e
11) motivos que os levaram a disponibilizar as publicações em linha.

5.1 Procedimentos

Foi enviada correspondência, via internet e via postal, a dez editores e vinte
referees colocando-os a par do objetivo da pesquisa, assegurando, se solicitado, o sigilo
necessário, mas obtendo-se licença para a utilização dos dados levantados.

6 PLANO DE ANÁLISE DE DADOS

11

�Das respostas obtidas foi feita análise primordialmente qualitativa, com a
intenção de avaliar a opinião de cada sujeito no que concerne às diversas questões
enfocadas no instrumento. Avaliou-se qual a importância dada ao problema da pesquisa
pelo grupo de sujeitos e quais os aspectos do problema são mais relevantes no entender
de cada um.
Também foi feita análise quantitativa, para identificar as posições predominantes
entre os sujeitos e estabelecer percentuais que possibilitem aferir quais os níveis de
pulverização e/ou de concentração das preocupações dos sujeitos do grupo.

7

ANÁLISE COMPARATIVA DAS RESPOSTAS DOS EDITORES E REFEREES

Foram selecionadas as questões mais relevantes para apresentação neste
trabalho.
Há quanto tempo acessa a Internet?
De acordo com os dados do quadro abaixo, pode-se observar que os editores, em
relação aos referees, têm mais experiência no acesso à Internet.
Acesso à Internet – Editores x Referees
Período

6 meses

1a2

3a4

5a6

7a8

9 a 10

Mais de

anos

anos

anos

anos

anos

10 anos

Absteve-se

Total

Sujeitos
Editores

0%

30%

20%

20%

0%

10%

20%

0%

100%

Referees

5%

55%

20%

15%

0%

0%

0%

5%

100%

12

�Tem o hábito de ler periódicos científicos na Internet?
Hábito de Lerem Periódicos Científicos na Internet – Editores x Referees
Respostas

Sim

Não

Apenas o

Não com

resumo

muita

Sujeitos

Absteve-se

Total

freqüência

Editores

80%

10%

10%

0%

0%

100%

Referees

30%

50%

10%

5%

5%

100%

Como são tratadas as questões de direito autoral/propriedade intelectual no que se
refere ao(s) periódico(s) em questão, no meio eletrônico?
Editores:
-

50% consideram regulamentado pelo meio impresso;

-

40% consideram a possibilidade, ou mesmo a necessidade, de uma
abordagem futura visando a uma regulamentação mais específica;

-

10% não demonstra qualquer tipo de receio, uma vez que não houve, até
hoje, qualquer tipo de reclamação.

Referees:
-

60% responderam simplesmente não haver regulamentação, dividindo-se da
seguinte forma:

-

55% desconhecem qualquer tipo de regulamentação;

-

5% afirmam não haver regulamentação;

-

do restante dos referees,

13

�-

35% consideram que o direito autoral no meio eletrônico é tratado da mesma
forma que no meio impresso (em papel);

-

5% que o projeto SciELO regulamenta.

Na sua opinião, deve haver ou não acesso irrestrito aos periódicos científicos via
Internet? Como ficam a preservação do autor e do periódico?
-

Referees: 70% se posicionam favoráveis ao acesso irrestrito;
Editores: Há dúvida quanto à liberação do acesso.

O que considera uso ético da informação técnico-científica veiculada pela Internet?
•

citar as fontes consultadas:
50% dos editores
45% dos referees

•

o uso que vise o bem-estar da humanidade:
10% dos editores
25% dos referees;

•

abstiveram-se
10% dos editores
5% dos referees

14

�O que considera uso anti-ético da informação técnico-científica veiculada pela
Internet?
•

o uso de informações sem a citação das fontes;
60% dos editores
70% dos referees

•

abstiveram-se:
10% dos editores
5% dos referees

demais respostas:
-

o desrespeito aos pares e

-

prejuízo à humanidade.

Relate, o mais completamente possível, uma experiência sua envolvendo ética na
Internet.
100% dos sujeitos, de ambos os grupos, disseram não ter tido qualquer
experiência nesse sentido.

8 CONCLUSÕES

15

�Este trabalho compôs-se de um breve estudo da evolução do direito autoral e da
apresentação de uma pesquisa de campo, realizada entre editores e referees de
periódicos científicos que vivenciam, diretamente, as dificuldades relativas à questão do
direito autoral.
A história do direito autoral, tanto quanto a dos vários ramos do Direito, mostra
que, em regra, as leis vêm sempre para normatizar atos e fatos da vida que vão se
tornando freqüentes, cotidianos, seja pela adoção de novos costumes, seja pelo advento
de novos meios e métodos criados ou descobertos pela Ciência. Assim, a presente
situação de transitoriedade e inadequação dos dispositivos legais que tratam da
propriedade intelectual sobre as publicações eletrônicas, não é uma novidade:
primeiramente surgiu o fato (Internet e disseminação da informação através dela), com
isso podem ocorrer atos (violação do direito autoral das publicações via Internet) que
não estão perfeitamente caracterizados na legislação vigente. Urge, portanto, que sejam
redefinidos e/ou criados os mecanismos legais necessários para que autores,
publicadores, pesquisadores e usuários tenham parâmetros, limites e responsabilidades
estabelecidos quanto aos seus direitos e comportamento.
A análise dos percentuais recolhidos nas respostas dos sujeitos da pesquisa, leva
a concluir que a velocidade dos avanços da informática não foi acompanhada pelas
editoras. É incipiente, ainda, a indústria da publicação on line (considera-se, ao se fazer
essa afirmação, o número de publicações on line existente no período de realização
dessa pesquisa). Ao mesmo tempo, e também por isso, conclui-se que o atraso nas

16

�definições conceituais e legislativas se deve, entre outros motivos, à pouca demanda
desses editores por essas definições. Estão sendo usados as leis e os critérios
correspondentes ao meio impresso. Esse fato revela uma tendência à manutenção dos
mesmos princípios quanto aos meios eletrônicos.
Essa situação, que quase se caracteriza como de vacância legal, traz consigo
dúvidas adicionais a respeito da postura a ser adotada pelos envolvidos, naquilo que se
relaciona aos aspectos morais e éticos. Torna-se difícil para um usuário, por exemplo,
saber qual o limite entre o respeito e a violação, o ético e o reprovável, o uso justo e a
usurpação.
Mas, somente a discussão ampla, em diversos fóruns, nacionais e, sobretudo,
internacionais, tendo em vista a natureza cosmopolita da Internet, poderá efetivamente
levar à adequada avaliação da compatibilidade dos princípios e práticas de um meio
(impresso) e de outro (eletrônico).
É importante ressaltar que as preocupações relativas à proteção do direito autoral
no meio eletrônico não são, majoritariamente, de natureza comercial ou financeira.
Muitos sujeitos expressaram que sua preocupação maior refere-se à honestidade de
propósitos de quem utilizará o conhecimento obtido, não manifestando interesse em
ressarcimento ou pagamento pelo uso do que é publicado e é de sua autoria.
Muitos dos sujeitos, que são também pesquisadores, não se consideram “donos”
desse conhecimento. Atribuem essa propriedade às instituições às quais estão
vinculados e que lhes dão condições de trabalho. Querem, como gratificação, apenas a

17

�citação de seu nome como fonte pesquisada, o que lhes trará realização pessoal e
profissional.
A preocupação com a propriedade intelectual na Internet é de âmbito mundial. A
gravidade dessa questão está exigindo que se busquem soluções sem demora,
equilibradas de modo a não prejudicar qualquer dos grupos; autores, editores ou
usuários. É importante que, quando dessa busca, não seja dada atenção apenas aos
problemas enfrentados pelos titulares dos direitos, mas que sejam também lembrados
conceitos universais relativos ao direito e ao uso justo da informação (fair use), e que
não seja inviabilizado o objetivo principal das bibliotecas que, desde a sua origem, têm
como função possibilitar ao público em geral o acesso, de forma gratuita, à cultura e ao
conhecimento.

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ZIMAN, J.M. A força do conhecimento: a dimensão científica da sociedade. São
Paulo: EDUSP, 1981. 380p. (O Homem e a Ciência, Série Especial, 1)

19

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Direito autoral de artigos científicos em rede automatizada: perspectiva de editores e referees. </text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Pesquisando a postura adotada atualmente por editores e referees de periódicos científicos em relação à propriedade intelectual nas publicações científicas on line, objetivou-se verificar a existência e identificar as normas por eles adotadas. Procedeu-se a uma pesquisa tendo como sujeitos editores e referees de periódicos científicos nacionais, integrantes da SciElo (Scientific Electronic Library Online). Foram enviados questionários para dez editores e vinte referees, com perguntas relacionadas ao assunto exposto, e suas respostas coletadas, analisadas e tabuladas. Buscou-se, por meio desse questionário, obter-se uma amostragem do pensamento dominante no meio editorial. Questionou-se o aspecto do periódico científico disponibilizado pela Internet, a disseminação e o controle da informação assim veiculada, bem como o prisma pelo qual editores e referees pesquisados vêem pontos com respeito ao direito autoral, ética de editores, pesquisadores, referees e usuários e até a familiaridade desta pesquisa com a Internet e a interface dela com sua atividade.</text>
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                    <text>DESENVOLVIMENTO DE UMA BIBLIOTECA ELETRÔNICA A PARTIR DA
DIGITALIZAÇÃO DE SUMÁRIOS DE PERIÓDICOS NA ÁREA EDUCACIONAL :
PERSPECTIVAS PARA O SÉCULO XXI

Gildenir Carolino Santos
Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Campinas - SP - Brasil
e-mail: gilbfe@unicamp.br
Rosemary Passos
Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Campinas - SP - Brasil
e-mail: bibrose@unicamp.br

RESUMO
O presente trabalho descreve o resultado de uma experiência realizada na Biblioteca
da Faculdade de Educação da UNICAMP com o propósito de disponibilizar via
acesso Internet, o seu acervo de periódicos, através dos sumários digitalizados, com
o intuito de tornar-se uma obra de referência e uma fonte de indexação de títulos de
periódicos nacional ou internacional. Explicita um enfoque para a questão da
necessidade de criação de mecanismos nas bibliotecas universitárias que viabilizem
o acesso a informações

mais atuais (periódicos), objetivando no futuro, a

digitalização do texto completo dos artigos de periódicos nacionais, com autorização
e/ou convênios com as instituições responsáveis pelos direitos autorais. A partir dos
procedimentos adotados para construção dos sumários, observa-se as condições
favoráveis à implantação de uma biblioteca eletrônica.

1

�1. INTRODUÇÃO
O investimento na qualidade dos serviços técnicos e administrativos, têm sido um dos
principais objetivos almejados pela administração da Biblioteca da Faculdade de Educação da
Universidade Estadual de Campinas – Biblioteca FE/UNICAMP .
Apesar dos problemas comuns, enfrentados por toda administração que pretende se
aperfeiçoar e crescer, buscando, mesmo que de forma “atropelada” se destacar no mercado da
informação, seja ela digital, virtual, em papel, podemos afirmar com certeza que estamos nos
desenvolvendo, com resultados favoráveis, que funcionam como dispositivos estimuladores
para atingirmos o nosso propósito de desenvolver um bom trabalho em nossa comunidade
universitária e principalmente, levar ao conhecimento de outras instituições um pouco das
nossas realizações,

e da nossa vontade de garantirmos nosso espaço no “ momento

globalizado”.
O princípio de nosso trabalho é centrado em nossos usuários, eles determinam as
ações que devemos realizar. “A diferença fundamental está no nível de exigência cada vez
maior desses usuários, implicando na adoção de modernos processos de gestão, nos quais a
qualidade é um fator essencial para o sucesso de qualquer atividade.“ (LUZ, 1999).
Nossos esforços sempre foram voltados para o cumprimento do papel principal dos
profissionais bibliotecários, que é possibilitar o acesso a informação, de forma rápida e
eficiente.
Dispomos à nosso favor, de uma estrutura organizada pelo Sistemas de Bibliotecas da
UNICAMP – SBU, que viabiliza o contato com diversos Sistemas Informacionais, Cursos de
Aperfeiçoamentos, o que nos mantêm atualizados e em condições de buscar algumas
inovações, que possam ser aplicadas em nossa biblioteca, favorecendo à clientela, mas de
acordo com nossas possibilidades, visto que somos uma biblioteca média com um acervo de

2

�22.320 volumes e 1.570 usuários, com um número reduzido de funcionários (2 bibliotecários
e 5 auxiliares).
Contamos também com o apoio dos professores na construção e aplicação dos
projetos desenvolvidos pela Biblioteca FE/UNICAMP, e de suas colaborações com sugestões
e críticas,

que resultam em grande contribuição na elaboração e desenvolvimento das

diversas etapas que envolvem cada projeto.
Não poderíamos deixar de mencionar o apoio da FAPESP – Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo, que analisa cada projeto, possibilitando sua execução e
concretização, viabilizados através do fornecimento de recursos financeiros.
Atualmente, nos dedicamos ao Setor de Periódicos de nossa biblioteca. Estabelecemos
como princípio na nossa metodologia de serviços, centrar os esforços do maior número de
funcionários, por um determinado período no setor que necessite de um pouco mais de
agilidade na fruição de sua rotina de serviços.
O Setor de Periódicos da Biblioteca FE/UNICAMP, tem atingido satisfatoriamente
todas as expectativas quanto sua rotina diária (COMUT, Preparo Técnico de Periódicos,
Elaboração de Sumários, etc.), o que nos incentiva à acrescentar novos serviços ao Setor,
investir na capacitação dos auxiliares de biblioteca e principalmente regularizar o serviço de
indexação dos principais periódicos nacionais em Educação (Edubase), consultados por
nossos usuários na Biblioteca da FE/UNICAMP. (SANTOS e PASSOS, 1997).
Para tanto, organizamos a equipe dos funcionários no intuito de que todos possam se
interagir, conhecendo o novo serviço, colaborando na sua implementação, até o momento em
que este venha a fazer parte de nossa rotina de trabalho normal. Estamos nos referindo a
implementação dos Sumários de Periódicos Online da Biblioteca FE/UNICAMP, e de como,
através da digitalização dos índices dos periódicos, e dos procedimentos adotados para a

3

�realização deste serviço, surgem possibilidades que nos levam a visualizar algo maior, como
a criação de uma biblioteca digital/eletrônica na Área de Educação em âmbito nacional.
É nesse contexto de colaboração entre alunos, professores, bibliotecários e auxiliares
de biblioteca , que descrevemos esta experiência realizada na Biblioteca FE/UNICAMP, e os
caminhos que nos foram apresentados no decorrer deste trabalho, caminhos longos, mas que
com certeza teremos muito prazer em percorrer.

2. JUSTIFICATIVA
Em nosso trabalho diário notamos a necessidade de viabilizar com urgência o acesso
as informações mais atuais (periódicos). Acreditamos que este seja um problema que
preocupa a grande maioria das Bibliotecas Universitárias, visto que “utilizar periódicos
[para busca por assunto] é mais complexo e atordoante do que os [próprios] bibliotecários
se importam em admitir. Os passos necessários para o atendimento bem - sucedido de uma
necessidade de informação podem desanimar qualquer usuário, a não ser os que forem mais
decididos. É fundamental o auxílio da referência no caso dos periódicos.”(GROGAN, 1995).
O desenvolvimento científico e tecnológico fez com que as publicações periódicas
triplicassem o número de informações correntes, aumentando com isso as dificuldades em
cercar toda esta documentação, e disponibilizá-la em tempo hábil para que não se tornassem
ultrapassadas.
"Todas as pessoas que lidam hoje com o periódico científico no âmbito de uma
biblioteca universitária - bibliotecários, pesquisadores e alunos, e a própria direção da
Universidade – raramente estão satisfeitas com a situação existente”. (MUELLER, 1994)
É interessante salientarmos que o quadro apresentado não é característica exclusiva do
século XXI. O empenho na organização, disseminação e acesso rápido aos títulos e artigos de
periódicos vêm de 1848, quando um jovem bibliotecário assistente , William Frederick

4

�Poole, compilou um índice manuscrito contendo vários títulos de periódicos diferentes numa
única seqüência alfabética, criando assim um novo instrumento de controle bibliográfico,
poderíamos dizer até, que temos aí o primeiro sumário de periódicos de uma
biblioteca.(GROGAN, 1995).
Atualmente alguns projetos nacionais e internacionais, tem disponibilizado o maior número
possível de revistas em texto completo.
Como iniciativas de projetos bem sucedidos na área, e que figuram como exemplos a
serem seguidos podemos citar :
! SciELO - Scientific Electronic Library Online - é uma biblioteca virtual que
abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros ; é a
aplicação de um projeto de pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo - FAPESP, em parceria com o Centro Latino-Americano e
do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - BIREME, que tem por objetivo
o

desenvolvimento

de

uma

metodologia

comum

para

a

preparação,

armazenamento, disseminação e avaliação da produção científica em formato
eletrônico, via Internet com mais de 100 títulos de periódicos nacionais de
diversas áreas do conhecimento em formato completo. (SciELO, 1998).
ProBE - Consórcio para o Desenvolvimento de Biblioteca Eletrônica da Publicações
Científicas visa disponibilizar o acesso ágil e atualizado às revistas publicadas pela Elsevier
para toda a comunidade científica das Universidades Estaduais Paulistas - UNICAMP, USP e
UNESP; das Universidades Federais no Estado de São Paulo - UNIFESP e UFSCar e da
BIREME, via Internet com mais de 606 títulos de periódicos estrangeiros das diversas áreas
do conhecimento em formato completo. (ProBE, 1999).
Ressaltamos nesse momento a importância desses projetos e a colaboração que
trouxeram ao nosso trabalho de buscas bibliográficas online.

5

�Estatisticamente, podemos constatar que a predominância dos assuntos indexados
corresponde a Área de Ciências e Tecnologias, sendo que a Área de Humanas, ocupa um
lugar pouco significativo.
Sabemos que a estrutura destes projetos

está alicerçada

em longos estudos,

elaboração de vários pré projetos, para que finalmente se consiga um resultado, como
podemos comprovar quando acessamos qualquer uma dessas bases.
“No cenário americano e no europeu, as novas soluções passam todas
pela comunicação eletrônica . E esta tendência certamente terá impacto
nas bibliotecas brasileiras. Entre os novos meios que vêm sendo
utilizados ou estudados para a divulgação da informação, científica e
técnica, as que provavelmente terão maior impacto são os periódicos
eletrônicos e os serviços de acesso documento, também estes, muitas
vezes eletrônicos (document delivery).” (MUELLER, 1994)

Cremos, porém que, se cada Biblioteca Universitária fizer um pouco da sua parte,
poderemos alcançar em números, a desvantagem a que fomos colocados, na questão da
recuperação de informações de periódicos por assunto, pois ainda não temos conhecimento da
disponibilidade desses recursos na maioria das bibliotecas brasileiras, sabemos que todas
estão caminhando para atingir tal intento, portanto todas as contribuições nesse sentido são
bem-vindas.
Para o futuro, BROWN (1993) citado por MUELLER (1994) "preconiza um
cenário em três fases: primeiro é necessário que as bibliotecas adquiram mais eficiência
com os meios eletrônicos do que são capazes agora, embora não se saiba quanto isso
vai custar...”
Não podemos vislumbrar que com o investimento em novas tecnologias de
informação, teremos

a solução de todos os problemas ligados a recuperação dos

documentos, para isso devemos considerar as palavras de CUNHA (1994) :

6

�“É preciso manter uma postura crítica em relação a cada tecnologia
de informação, não achar que ela é a “resposta” para todos os nosso
problemas. É importante que continuemos a avaliar as novas e antigas
tecnologias, à luz da nossa missão primordial que é a de ajudar nosso
cliente a encontrar a informação que precisa, na hora certa e no
formato adequado.”

3. OBJETIVOS
O objetivo geral do presente trabalho, visa atender à demanda de recuperação de
informações na área de Educação, encontradas nos periódicos nacionais ou estrangeiros, que
compõem o acervo da biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP.
Dentre os objetivos específicos, no que se refere a digitalização dos sumários de
periódicos, podemos salientar alguns itens, que criam subsídios para a necessidade da
construção da biblioteca eletrônica. A partir dos procedimentos adotados na realização deste
projeto procuramos :
"

criar suporte informacional para apoiar as atividades de pesquisa, ensino e
extensão;

"

estabelecer normas, padrões e formatos para a indexação de materiais
bibliográficos, no caso os sumários online dos periódicos que alimentarão a página
de acesso;

"

disponibilizar as informações existentes na página para o público externo de forma
gratuita;

"

prover recursos necessários ao bom funcionamento da rede;

"

possibilitar a divulgação dos sumários online como fonte de informação e obra de
referência na área educacional

"

colaborar com o COMUT (Comutação Bibliográfica), criando mais uma fonte de
pesquisa de materiais bibliográficos.

7

�4. METODOLOGIA
Foram utilizadas diferentes metodologias, adequadas de acordo com a necessidade de
cada procedimento para sistematização e elaboração dos sumários online, aplicadas nas 4
etapas essenciais para a criação de um sumário online, descriminadas a seguir.
4.1 Formação do sistema em rede
A implantação dos sumários online de periódicos, foi estruturada à partir da rede local
da biblioteca, onde está instalado um servidor com acesso a página da BFE na Internet. Esta
rede foi instalada em janeiro de 1998, sendo composta pelos seguintes equipamentos e
softwares :
#

Equipamentos :
"

01 Servidor Pentium MMX 233 com 9.0 Mb de disco e 120 Memória
RAM;

" 01 Microcomputador Pentium MMX 200 cm 4.3 MB de disco e 32
Memória RAM;
" 01 Scanner HP Jet 4.0;
#

Software :
" Microsoft Windows NT 4.0 Server;
" FrontPage 98 – versão 3.0 da Microsoft;
" Corel Photo-Paint 6.0 da Corel Draw Corp;

4.2 Formação do controle dos sumários online
O controle dos sumários online, exigiu a utilização de uma numeração seqüencial
gerada sempre que se salva um documento escaneado.

8

�A numeração é fornecida para a página do sumário principal escaneado, e caso exista
mais páginas , o controle passa a ser feito por numeração alfanumérica, como por exemplo :
1345.jpg; 1345 a.jpg; 1345b.jpg, etc.
Para salvamento dos arquivos de documentos escaneados, seleciona-se a opção “salvar
em formato JPG” (Joint Photographic Experts Group), pois trata-se de um formato de arquivo
gráfico utilizado para compactação de arquivos extensos de imagens coloridas, o que permite
salvar as imagens gráficas que alguns sumários de periódicos vez ou outra apresentam.
4.3 Estrutura e operacionalização da digitalização
A estrutura dos formatos do processamento da digitalização dos sumários apresenta-se
da seguinte forma:
Figura 1 - Esquema de digitalização dos sumários online
1

4

Inicialização do
software Corel
Photo-Paint 6.0
Computador cliente

Digitação dos
títulos escaneados
FrontPage 3.0
(HTML)

2

Captura de imagem
dos sumários
HP ScanJet 4L
(Scanner)

5
Servidor

Arquivos
.JPG

Inserção de links
Arquivos + títulos
Computador cliente
6

3
Preparação: sumários
alfabeticamente +
migração
Computador cliente

Salvamento dos
arquivos com n.º de
controle (.JPG)
Diretório “Sumários”

9

�4.4 Treinamento do pessoal técnico
Após a estruturação do serviço de digitalização dos sumários online, houve a
necessidade de promoção de treinamentos internos, para obtermos melhor aproveitamento dos
recursos bibliográficos disponíveis, e sobretudo qualificar o pessoal técnico, criando
condições para que pudessem manusear equipamentos e softwares de forma correta e
eficiente, uma vez que desconheciam as formas de operacionalização desses materiais.
O treinamento foi dado pela Diretoria Técnica aos auxiliares de bibliotecários, que
receberam instruções para :
"

utilizar o scanner para digitalização dos sumários;

"

conhecer e aplicar os programas Corel Photo-Paint e do FrontPage;

"

realizar o hipertexto e design das páginas;

"

elaborar uma página na Internet.

Com a finalização dos treinamentos, as funcionárias adquiriram noções de como
ocorre o processo de criação de uma página na Internet, bem como puderam compreender a
importância do trabalho que realizam nos “bastidores” da biblioteca.
4.5. Direitos Autorais
A preocupação com os direitos autorais (copyright), sempre é um fator que deve ser
analisado, quando tratamos de reprodução de documentos. No caso da digitalização de
sumários de fascículos de periódicos é permitido, pois a finalidade deste serviço é a
divulgação eletrônica dos referidos sumários, o que não compromete sua integridade. Os fins
do processo de digitalização justificam seus meios, uma vez que a atividade favorece a
pesquisa científica e não almeja fins lucrativos. Caso haja interesse em disponibilizar os
artigos em texto completo, a Biblioteca da Faculdade de Educação entrará em contato com os

10

�autores e/ou editoras responsáveis pelos direitos autorais solicitando autorização e/ou
convênios para efetivação do processo.

5. VANTAGENS
Durante a realização deste trabalho, foram detectadas algumas vantagens na
implantação dos sumários online da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP, de
imediato podemos citar os seguintes tópicos:
"

acesso gratuito aos títulos do acervo da biblioteca da Faculdade de Educação da
UNICAMP;

"

acesso em tempo real;

"

disponibilidade dos fascículos online dos sumários, além do mês corrente;

"

links com títulos dos periódicos que já possuem os artigos texto completo acessíveis
na Internet, o que agiliza ainda mais a busca bibliográfica;

"

armazenamento dos sumários em formato de CD-ROM; diminuindo o volume dos
sumários em papel;

"

a periodicidade mensal dos sumários online, permitiu o registro com ISSN, através do
IBICT, tornando-se uma obra de referência e uma fonte de indexação para obras
periódicas.

"

o sumário online funciona como instrumento de apoio, medializado com interface com
o software Ariel ( recém instalado na biblioteca), agilizando ainda mais as solicitações
do Serviço de Comutação Bibliográfica.

11

�6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A princípio a Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP, iniciou seus trabalhos
em busca de facilitar o levantamento bibliográfico em periódicos. Uma prática comum
utilizada era tirar cópias dos sumários dos periódicos recebidos na biblioteca, encaderná-los
de acordo com o mês do recebimento e colocá-los à disposição dos usuários, que ao invés de
folhear periódico por periódico, tinham uma forma mais amena de realizar um trabalho
praticamente braçal.
A idéia de digitalização para os sumários dos periódicos recebidos pela Biblioteca
FE/UNICAMP, surge como uma solução para o armazenamento destas listas, que acabaram
se tornando pouco atrativas para manuseio, uma vez que nossos clientes de biblioteca
preferem realizar a pesquisa em máquina, ocorrendo desta forma a otimização na realização
do preparo técnico de periódicos, o que determina maior agilidade na disponibilização de
documentos.
O fato de digitalizarmos apenas os sumários, pode parecer de pouca utilidade, mas
através do sumários temos uma noção do conteúdo de cada título de periódico, e a partir do
momento em que passamos a criar links para as revistas que já possuem o seu conteúdo em
texto completo, estamos diminuindo o caminho percorrido ao usuário para a finalização de
sua pesquisa. A consulta não se limita apenas ao ambiente de nossa biblioteca, uma vez
disponibilizado em rede, o Sumário on-line da Biblioteca da Faculdade de Educação, pode ser
acessado por comunidades externas à UNICAMP, sendo que eles terão conhecimento do
acervo de periódicos de nossa biblioteca.
Quando iniciamos esse pequeno projeto de digitalização dos sumários, mesmo que de
uma forma primária, não tínhamos a noção da importância na realização e divulgação de um
trabalho criado apenas para melhorar os processos técnicos de periódicos e tornar-se mais um
instrumento no auxílio às pesquisas de nossos usuários.

12

�A partir da disponibilização em rede, recebemos diversos e-mails, solicitando
informações sobre os procedimentos adotados , para a realização deste trabalho, e o que é
mais interessante, recebemos solicitação de instituições externas, para que o

título do

periódico produzido por eles, seja escaneado e indexado por nossa biblioteca, uma vez que
nos tornamos um fonte de indexação à partir do registro de ISSN junto ao IBICT.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
ProBE - Programa de Biblioteca Eletrônica. [online]. [citado em: 1999]. [data de acesso:
14/01/2000]. Disponível na URL: Internet : &lt;http://www.unicamp.br/bc/elsevier2.html&gt;.

BROWN, Gary. From past imperfects to future perfects. Serials Librarian, v.23, n.3/4,
p.109-121, 1993. Apud MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico e
as bibliotecas universitárias : velhos problemas, novas soluções. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas, SP. Anais...
Campinas, SP : UNICAMP, 1994. p.80-98.

CUNHA, Murilo Bastos . As tecnologias de informação e a integração das Bibliotecas
brasileiras. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8.,
1994, Campinas, SP. Anais... Campinas, SP : UNICAMP, 1994. p.105-120.

GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Brasília, DF : Briquet de Lemos, 1995.

LUZ, Graça Maria Simões. Apresentação. In: RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo (Org.).
Tecnologia e novas formas de gestão em bibliotecas universitárias. Ponta Grossa :
UEPG, 1999.

MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico e as bibliotecas universitárias
: velhos problemas, novas soluções. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas, SP. Anais... Campinas, SP : UNICAMP, 1994.
p.80-98.

13

�SANTOS, Gildenir Carolino, PASSOS, Rosemary. Desenvolvimento de base de dados em
Educação "Edubase", gerenciada pelo software Micro CDS/ISIS. In: SEMINÁRIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO, 6.,
1997, Águas de Lindóia. Anais... Águas de Lindóia : [s.n.], 1997. p. 127-130.

SciELO - Scientific Electronic Library Online. [online]. [citado em: 1998]. [data de acesso:
14/01/2000]. Disponível na URL: Internet: &lt;http://www.scielo.br&gt;.

14

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Desenvolvimento de uma biblioteca eletrônica a partir da digitalização de sumários de periódicos na área educacional: perspectivas para o Século XXI. </text>
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                <text>O presente trabalho descreve o resultado de uma experiência realizada na Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP com o propósito de disponibilizar via acesso Internet, o seu acervo de periódicos, através dos sumários digitalizados, com o intuito de tornar-se uma obra de referência e uma fonte de indexação de títulos de periódicos nacional ou internacional. Explicita um enfoque para a questão da necessidade de criação de mecanismos nas bibliotecas universitárias que viabilizem o acesso a informações mais atuais (periódicos), objetivando no futuro, a digitalização do texto completo dos artigos de periódicos nacionais, com autorização e/ou convênios com as instituições responsáveis pelos direitos autorais. A partir dos procedimentos adotados para construção dos sumários, observa-se as condições favoráveis à implantação de uma biblioteca eletrônica.</text>
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                    <text>DESENVOLVIMENTO DE SITES NA WEB EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
METODOLOGIAS, PADRÕES E FERRAMENTAS

Luiz Atilio Vicentini
Biblioteca Central – UNICAMP
vicentin@obelix.unicamp.br

Luciângela Slemer Mileck
Biblioteca Central – UNICAMP
luciange@obelix.unicamp.br

RESUMO:
Apresenta metodologias para o desenvolvimento de SITES na WEB, as ferramentas
disponíveis no mercado, objetivando oferecer aos empreendedores informações para
implantações de Bibliotecas Digitais/Virtuais. Trata também da capacitação de recursos
humanos nas Unidades de Informação, a necessidade de agregar novos conhecimentos aos
profissionais Bibliotecários na estruturação de novos trabalhos voltados para a WEB.
Focaliza ainda a metodologia que está sendo adotada para reformulação do SITE na WEB
do Sistema de bibliotecas da UNICAMP.

1

�Introdução

A Internet reúne milhões de usuários em todo o mundo, número que cresce cada vez mais.
Através dela as pessoas trocam mensagens, vendem, compram, fazem ciência, lêem jornais
e revistas, conversam e até namoram.
Todo o aparato da Internet só é possível devido a infra-estrutra de telecomunicações
existente hoje, que se moderniza constantemente, propiciando uma nova revolução no
tratamento e uso da informação.

O Brasil está acompanhando esse “telefuracão”,

conquistando avanços em sua estrutura de comunicações com novos serviços telefônicos,
novas redes de cabos de fibra ópticas e mais recentemente a chegada da Internet2, que
permitirá um aumento no número de aplicações que a Internet atual, com maior velocidade.
As Bibliotecas que sempre buscaram a utilização de instrumentos que possibilitassem
viabilizar a rápida disseminação das informações dos seus depósitos informacionais
(acervos), vislumbram com a Internet, 1 ou 2, o grande desafio da sua utilização como meio
de divulgação da informação organizada aos seus usuários.
O grande dilema da automação de bibliotecas enfrentado pelos bibliotecários até
recentemente muda o foco da informatização nas bibliotecas, com a ajuda e evolução das
novas Tecnologias da Informação disponíveis, uma vez que já existe no mercado softwares
capazes de integrar todas as funções das bibliotecas, desenvolvidos com interfaces
amigáveis, graficamente modernos e utilizando formatos de descrição dos dados
bibliográficos com padrões internacionais (formato MARC). O “conhecimento” no uso
das novas Tecnologias de Informação tem hoje grande valor para quem a aplica,
conhecimento este que está disponível na Rede para qualquer pessoa, em qualquer lugar a
qualquer momento.
2

�A partir do estudo de metodologias e ferramentas para o desenvolvimento de WEBsites, os
empreendedores das unidades de informação devem estabelecer padrões, diretrizes e rotinas
de renovação e atualização do WEBsites. Toda padronização, metodologia implementada
passa a ser uma nova fonte de pesquisa aos Bibliotecários e desenvolvedores de WEBsite,
na busca do aperfeiçoamento e na utilização das novas Tecnologias de Informação via
WEB.
O desenvolvimento de um WEBsite, principalmente para Unidades de Informação - UI,
deve utilizar o máximo possível as ferramentas disponíveis.
Adotar padrões mínimos que garantam principalmente a navegabilidade nas páginas, passa
a ser uma estratégia fundamental para manter o seu usuário “plugado”. Além de ser um
WEBsite de fácil conexão deve fundamentalmente disponibilizar o acesso as informações
dos acervos da(s) Unidade(s) de Informação.

O WEBsite do sistema de Bibliotecas da UNICAMP

No Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, o desenvolvimento do WEBsite iniciou-se no
segundo semestre de 1996, resultando na sua disponibilização em janeiro de 1997, desde a
sua instalação sofreu em seu layout, alterações de cores, adaptações para inclusão e
exclusão de serviços e produtos. Durante estes 3 anos, as páginas tiveram mais de 340.000
acessos, com uma média diária de 313 visitantes. Para nós da Biblioteca Central da
UNICAMP, é de grande importância este dado, principalmente após o Centro de
Computação da UNICAMP nos informar que o WEBsite do Sistema de Bibliotecas é o 3º
mais visitado, o que aumenta ainda mais a responsabilidade no tratamento, e manutenção
das informações disponibilizadas.
3

�Um fator que deve prevalecer na estruturação de um WEBsite é o conhecimento das
diretrizes estabelecidas na instituição para disponibilização de páginas na WEB. Na
UNICAMP o enquadramento do WEBsite do SBU foi de encontro às portarias da
Administração Central da Universidade (Portarias GR Nº65/97 – Estabelece a Política de
Uso dos Recursos Computacionais e GR Nº71/97 – Dispõe sobre a inserção de Homepage
na UNInet), mesmo elas tendo sido divulgadas posteriormente (maio de 1997) a
disponibilização do WEBsite do Sistema de Bibliotecas (janeiro de 1997), principalmente
no item que determina que “se deve observar o caráter institucional das imagens e textos a
serem divulgados nas homepages”.

A organização de um WEBsite

Além da elaboração das páginas, das informações e principalmente dos links que serão
disponibilizados, devem ser adotados procedimentos, principalmente os de organização
física do WEBsite, ou seja, a organização das páginas. Independente de qual estrutura será
utilizada,

é

fundamental

manter

uma

organização

hierárquica

da

informação

disponibilizada, que permita ao usuário do SITE manter-se nele o maior tempo possível.
Existem algumas estruturas padrões que devem ser vistas e adaptadas no desenvolvimento
de um SITE, dentre elas destacamos 4 que são apresentadas a seguir:

4

�Grade
Sequêncial

WEB
Hierárquica

Metodologia de Criação de um WEBSite

Toda metodologia de estruturação de WEBSite, deve buscar a valorização e o incentivo à
disponibilização de informações por parte da Instituição, Setor ou Área, como meio de
divulgação de produtos e serviços.
Garantir uma maior visibilidade a todas as informações disponibilizadas em qualquer
servidor web, através do qual será possível o acesso ao conteúdo de toda a informação online existente internamente.
A manutenção e constante atualização do WEBsite é de vital importância, visto ser este a
“vitrine” ao público externo e interno.

As etapas de criação, desenvolvimento e

disponibilização deve ser um trabalho de equipe que permita estabelecer uma filosofia
voltada para o usuário.
As reavaliações devem ser constantes, e sempre contar com a participação dos usuários do
WEBsite; como ponto de partida para o desenvolvimento deve-se buscar a estruturação das
informações em seções subdivididas hierarquicamente com:

5

�•

Informações Institucionais – administração, estrutura, histórico, procedimentos
e normas de uso

•

Informações Gerais – serviços, produtos, links, programa de busca, mapa do
site, FAQ’s, críticas e sugestões, etc.

O projeto gráfico e a arquitetura das informações adotadas devem propor a valorização
cada vez maior das informações apresentadas, através da:
•

Manutenção das informações que realmente sejam de interesse e com qualidade;

•

Proporcionar mecanismos de interatividade com os usuários externos e internos,
para que se tenha subsídios para constante reformulação e adequação;

•

Estabelecimento de laços com os mantenedores das informações nos diversos
setores, para garantir a consistência e atualidade das informações principalmente
as institucionais;

•

Estabelecer responsabilidades para os envolvidos tanto para o desenvolvimento
e manutenção, buscando a segurança do WEBsite quanto a sua integridade;

•

Procurar incentivar os setores envolvidos na produção de material para serem
disponibilizados no WEBsite;

•

Estabelecer mecanismos ágeis de comunicação entre os setores envolvidos, que
tenham informações disponibilizadas;

•

Estabelecer mecanismos ágeis de aprovação do conteúdo das páginas;

•

Estabelecer responsabilidades de forma a não comprometer o objetivo básico de
criação das páginas;

•

Assinar os documentos – e-mail do webmaster;

•

Status da informação – data da criação, data da última atualização.

6

�A equipe de desenvolvimento e as responsabilidades

Atribuir responsabilidade a todos que participam diretamente no desenvolvimento do
WEBsite é fundamental para garantir a constante atualização e modernização. Dentre os
profissionais envolvidos, dois tem tarefas essenciais na estruturação e manutenção do
WEBsite, são eles:
•

Administrador do Servidor WEB - atribuições
Instalação, configuração e manutenção do servidor Web;
Instalação, configuração e testes da configuração de imagens sensíveis,
processadores de formulários e outros gateways;
Implementação de políticas de segurança;
Geração, análise e disponibilização das estatísticas de uso;
Determinar se necessário permissões de atualizações independentes;

•

Webmaster – (cada setor envolvido deve possuir um) - atribuições
Definição do conteúdo;
Manutenção da qualidade da informação;
Avaliação da relevância e da integridade dos documentos a serem
veículados;
Manutenção do estilo do WEBsite;
Atendimento à comunidade, via e-mail, telefone ou pessoalmente;
Organização das respostas aos usuários, quanto ao encaminhamento das
questões formuladas;

7

�Identificação de todos os documentos quanto a autoria, datas de criação,
modificação e expiração;

Uma Metodologia

A seguir apresentamos a metodologia de desenvolvimento de WEBsites chamada DADI,
que significa:

Definição / Arquitetura / Design / Implementação

Como toda metodologia esta também está sujeita à modificações e constante evolução.
Esta metodologia visa servir como mais um instrumento de desenvolvimento de
WEBsistes, uma vez que no decorrer dos processos de criação, as etapas se interagem,
podendo ser redefinidos os detalhes do projeto inicial.
Não é intenção deste trabalho apresentar na íntegra a metodologia DADI, apenas indicar os
tópicos principais nela descritos, que para nós são os mais relevantes, e que norteará a
implementação da nova metodologia para revisão do WEBsite do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP – SBU. O acesso ao texto completo da metodologia DADI pode ser acessado
através do URL http://www.ccuec.unicamp.br/treinamentos/websites/3.html

8

�Etapas – Metodologia DADI

Definição

Etapa que tem início na primeira reunião, aonde as pessoas que deverão estar envolvidas
terão o primeiro contato com o material e as informações a serem disponibilizadas.
Pontos importantes:
•

Objetivos X Orçamento – objetivo do WEBsite, resultados para o cliente, prazo
de desenvolvimento;

•

Levantamentos de Fontes – coleta de textos impressos ou digitalizados, imagens,
logotipos que poderão ser utilizados;

•

Análise do conteúdo – com o material coletado, selecionar o que é de interesse e
que deve constar do WEBsite;

•

Análise do contexto – observar em que cenário o WEBsite que está sendo
desenvolvido está inserido – é aconselhável visitar alguns WEBsites já
disponíveis da mesma área;

•

Público Alvo e Tecnologias Empregadas – utilizar as tecnologias mais modernas
disponíveis na rede nem sempre é o mais correto, é necessário conhecer o perfil
do público alvo, tentar identificar qual é o equipamento que esse público utiliza,
além de situar o público no contexto sócio-cultural e econômico;

•

Protótipo e Aprovação – apresentar um protótipo do WEBsite proposto contendo
alguns elementos de design e um primeiro nível de navegação.

9

�Arquitetura

Fase em que a equipe de projeto analisa as informações levantadas na etapa anterior,
determinando a relevância do material recolhido, a estrutura da informação e a definição
das prioridades (hierarquia) que estas informações deverão ser apresentadas.
Pontos importantes:
•

Definição da “Mensagem do Site” – é o que foi considerado como objetivo do
site, e a forma de apresentação;

•

Estrutura da Informação – agrupar as informações, identificando-as e separando
em blocos organizados por seções ou assuntos principais;

•

Recursos de Interface – para cada bloco de informações definido, aproveitar os
recursos que a interface nos oferece, determinando a melhor maneira de
apresentar estas informações considerando diferentes mídias;

•

Interatividade – pensar que a interatividade deve estar presente no site, deve se
encaixar perfeitamente no contexto do site;

•

Navegabilidade – definir um processo de navegação pela interface, como o
visitante poderá navegar, podendo ser um trajeto exploratório aonde ao interagir
com o site o navegante vai descobrindo aos poucos suas diversas informações,
funções, serviços e produtos disponíveis.

10

�Design

Após a definição da estrutura do WEBsite e a sua funcionalidade, deve-se pensar na
proposta gráfica, que deverá ser apresentada por um especialista, neste caso um Designer.
Pontos importantes:
•

Tipografia – ponto de grande importância, mas que nem sempre é levada a sério,
deve-se utilizar um tipo de fonte no site adequado a mensagem que o site tenta
transmitir aos seus usuários;

•

Redação e textos – lembrar que a forma de apresentação de textos na rede deve
estar de tal forma apresentada e voltada para um usuário que não dispõe de
tempo e paciência para ler textos demasiadamente extensos;

•

Criação de Imagens – as normalmente utilizadas são as .GIF ou .JPG, assim
algumas imagens já identificadas na fase inicial devem ser transformadas nestes
padrões;

•

Tratamento de outras mídias – pode se utilizar nas páginas do WEBsite opções
com som e vídeo, para disponibilizar estas mídias são necessários ferramentas
específicas de captação, tratamento e disponibilização, não esquecer de informar
ao usuário que ele necessita de alguma mídia específica para poder acessar;

•

Outras tecnologias – além do HTML tradicional, pode ser utilizados ferramentas
mais atuais de desenvolvimento e descrição como VRML – Virtual Rality
Modelling Languagen, Flash da Macromedia entre outros.

11

�Implementação

Etapa final do desenvolvimento do WEBsite, que após aprovado, deve ser então
disponibilizado na rede. As páginas finalizadas devem antes da sua disponibilização final
ser testado em diferentes browsers e providenciado os ajustes se necessário.
Pontos importantes:
•

Programação – etapa de finalização e integração de todas as páginas e
programação cgi, verificação de todos os links, etc;

•

Testes de Interface – verificação final de todo o WEBsite, análise se a interface
está correta, correspondendo ao esperado quando da definição, verificar a
visualização e a navegabilidade;

•

Definição do servidor – definir o hardware e os softwares necessários antes da
instalação final;

•

Definição do endereço URL - é o que indica a entrada no WEBsite, pode
aparecer

como

um

domínio

(www.nome.com.br)

ou

sublocado

(www.servidor.com.br/sobrenome) ;
•

Upload de arquivos – após a definição do servidor e do domínio, tranferir todos
os arquivos para a máquina onde ficará instalado o WEBsite;

•

Lançamento do WEBsite – realizar um trabalho de divulgação, utilizando vias
impressas e a própria rede para estar divulgando o endereço do WEBsite (listas
de discussão específicas da área a qual seu site deseja atender, evitar o “spams”
indesejáveis para não comprometer a imagem do WEBsite).

12

�Conclusão

A partir do estudo de algumas metodologias e a adoção por parte da UNICAMP de
diretrizes como orientação às unidades na implementação de WEBsites, a área de Sistemas
Automatizados da Biblioteca Central, pretende implementar uma nova metodologia de
desenvolvimento e manutenção de seu WEBsite, visto que a atual é centralizada tanto no
desenvolvimento quanto na atualização.
Esta nova metodologia será estruturada através da:
•

Implementação de filosofia de desenvolvimento de páginas, aonde cada setor
envolvido terá a responsabilidade na elaboração, organização e manutenção das
informações a serem divulgadas no WEBsite;

•

Identificação nos diversos setores da biblioteca, os profissionais bibliotecários
ou não, que poderão ser preparados para o desenvolvimento de páginas na
WEB;

•

Capacitação dos novos profissionais para desenvolvimento de páginas, através
de treinamentos específicos;

•

Realização de Workshops com profissionais da área de desenvolvimento de
WEBsites;

•

Estabelecimento de padrões mínimos para elaboração das páginas, procurando
manter igualdade no layout;

•

Designar e capacitar os Webmaster de cada setor, com as atribuições definidas.

A cada época vemos o surgimento de inovações que passam a determinar o ritmo da
sociedade. No século passado (XIX) foram as ferrovias; no pós guerra a manufatura; nos

13

�anos 80 a prestação de serviços propiciou o crescimento da economia; nos anos 90 foi a
tecnologia, a indústria da informação e da transformação digital, afetando todas as
manifestações sócio/culturais em pacotes na forma de BITS.
No momento de transição que todas as áreas do conhecimento humano estão passando,
haverá espaço para as pessoas com aptidão para o uso da Internet .
Com ênfase no desenvolvimento de WEBsites, é preciso que os profissionais das unidades
de informação estejam capacitados

para se tornarem auto-suficientes no uso das

tecnologias da informação disponíveis, e mais do que nunca, estarem preparados para
trabalharem em equipes multidisciplinares tanto quanto é multidisciplinar a Internet.

14

�Bibliografia Consultada

CENTRO DE COMPUTAÇÃO DA UNICAMP. Webmaster. Campinas :
CCUEC/UNICAMP, 1998. 11p. (Apostila).

IBICT A informação : tendências para o novo milênio. Brasília : IBICT, 1999.
211p.

INSTITUTO DE CIÊNCIAS MATEMÁTICA E DE COMPUTAÇÃO – USP.
Tutoriais HTML [on-line]. Disponível em:
&lt;http://www.icmc.sc.usp.br/manuals/HTML&gt; Acesso em: 10 ago.1999.
LIST, C. Santificando a Internet. Perspectiva Ciência Informação, v. 1, n. 2, p.
255-61, jul./dez. 1996.
MARCONDES, C.H., GOMES, S.L.R. O impacto da Internet nas bibliotecas
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METZ, R.E., JUNION-METZ, G. Using the World Wide Web and creating home
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TEIXEIRA, C.M.S., SCHIEL, U. A Internet e seu impacto nos processo de
recuperação da informação. Ci. Inf., Brasília, v. 26, n. 1, p. 65-71, jan./abr.
1997.

15

�</text>
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Documentação&#13;
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                <text>Apresenta metodologias para o desenvolvimento de SITES na WEB, as ferramentas disponíveis no mercado, objetivando oferecer aos empreendedores informações para implantações de Bibliotecas Digitais/Virtuais. Trata também da capacitação de recursos humanos nas Unidades de Informação, a necessidade de agregar novos conhecimentos aos profissionais Bibliotecários na estruturação de novos trabalhos voltados para a WEB. Focaliza ainda a metodologia que está sendo adotada para reformulação do SITE na WEB do Sistema de bibliotecas da UNICAMP.</text>
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                    <text>DATAMINING: UMA TÉCNICA ESSENCIAL PARA TRATAMENTO DE INDÍCIOS
DE INFORMAÇÕES

Jairo Simião Dornelas
Universidade Federal de Pernambuco
Departamento de Ciências Administrativas
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sistemas de Informação
Rua Conde de Irajá 109, apto 202 B - Torre
50710-310 – Recife – Pernambuco – Brasil
Jairo@npd.ufpe.br

RESUMO – Este trabalho pretende evidenciar como a partir de informações aparentemente
banais, de domínio público, que na maioria das vezes são descartadas ou arquivadas por não
terem aparente utilidade, podem ser extraídas valiosas informações, indícios, para uso estratégico
ou de elaboração do conhecimento. Em assim sendo, procede-se uma "mineração" de dados
(datamining). A fim de evidenciar como esta técnica pode ser aplicada, este trabalho relata um
pequeno exercício realizado em um cenário delimitado, uma instituição universitária, onde se
descrevem os resultados de uma atividade de monitoração mensal de um evento rotineiro e
meramente documental à priori e expõe, com vínculos conceituais apropriados, as interpretações
que se podem fazer nesse cenário. Finalizando aponta como pertinente o uso de técnica similar
com fins estratégicos nas organizações e na consulta e recuperação de informações comparando-a
aos engenhos de pesquisa de espaços (sites) de pesquisa em redes de computadores.

Temática: Técnicas Utilizáveis em Bibliotecas

1

�DATAMINING: UMA TÉCNICA ESSENCIAL PARA
TRATAMENTO DE INDÍCIOS DE INFORMAÇÕES
Jairo Simião Dornelas
Universidade Federal de Pernambuco
Departamento de Ciências Administrativas
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sistemas de Informação
Rua Conde de Irajá 109, apto 202 B - Torre
50710-310 – Recife – Pernambuco – Brasil
Jairo@npd.ufpe.br
RESUMO – Este trabalho pretende evidenciar como a partir de informações aparentemente
banais, de domínio público, que na maioria das vezes são descartadas ou arquivadas por não
terem aparente utilidade, podem ser extraídas valiosas informações, indícios, para uso estratégico
ou de elaboração do conhecimento. Em assim sendo, procede-se uma "mineração" de dados
(datamining). A fim de evidenciar como esta técnica pode ser aplicada, este trabalho relata um
pequeno exercício realizado em um cenário delimitado, uma instituição universitária, onde se
descrevem os resultados de uma atividade de monitoração mensal de um evento rotineiro e
meramente documental à priori e expõe, com vínculos conceituais apropriados, as interpretações
que se podem fazer nesse cenário. Finalizando aponta como pertinente o uso de técnica similar
com fins estratégicos nas organizações, e na consulta e recuperação de informações comparandoa aos engenhos de pesquisa de espaços (sites) de pesquisa em redes de computadores.

ABSTRACT – This work exactly intends to evidence as from apparently information useless, of
public domain, they can be extracted

valuable information for strategic use, proceeding a

"mining" on data (datamining). In order to consummate that evidence, it carries through and it
describes the results of the monthly monitoring process of an event and displays with appropriate
conceptual relations, the interpretations that if can make in the scene. In finishing it points as
pertinent the use of one similar technique with strategic ends in the organizations indicating
benefits and chances that can be generated.
KEYWORDS: Datamining, Monitoração Ambiental, Sinais Fracos, Informação, Estratégia

2

�DATAMINING: UMA TÉCNICA ESSENCIAL PARA
TRATAMENTO DE INDÍCIOS DE INFORMAÇÕES1

INTRODUÇÃO
As organizações existem para cumprir o importante papel de coletivizar as ações sociais
(Chiavenato, 1990). A fim de tornar exeqüível tal determinação, apoiam-se fortemente na
compilação, tratamento e uso da informação para realizações internas e formulação e
implementação de estratégias.
Historicamente, para conseguir realizar com sucesso a compilação e tratamento dos dados,
aquelas organizações

estruturaram sistemas de informação de acordo com as plataformas

disponíveis à época, considerando um mercado competitivo e de ampla concorrência (Ein-Dor
e Seveg, 1997). Em verdade, a introdução da computação em larga escala nas organizações fez
que estas, independentemente do seu porte, se vissem compelidas a requerer apoio em todos os
seus níveis de funcionamento: tático, estratégico e, maciçamente, operacional (Furlan et al,
1995).
A evolução desta função organizacional está derivando, contudo, para um deslocamento de
ênfase em sua implementação hodierna. De fato, presencia-se atualmente, uma gradual migração
do espectro técnico, onde se busca eficiência de especificação e de performance, para um
espectro mais estratégico da interpretação e uso da informação.
E nesta nova rota, valoriza-se, sobremaneira, a análise de informações qualitativas, as quais,
durante longo tempo, foram relegadas à dimensões menores, em prol do uso de dados
quantitativos (Van Maanen, 1995). Obtém-se com isso, novas interpretações e extraem-se
conclusões importantes de onde, à priori, existiriam apenas dados históricos ou descritivos.

1

Uma versão preliminar deste trabalho foi submetida ao Encontro Nacional de Engenharia de Produção, edição 99.

3

�Este trabalho pretende justamente evidenciar como a partir de informações aparentemente banais,
de domínio público, podem ser extraídas valiosas informações para uso estratégico, procedendo
uma "mineração" de dados (datamining). Sua execução reafirma a idéia de que é possível extrair,
a partir de indícios informacionais, importantes relações que os sistemas de tratamento
estruturados não vislumbram, na maioria das vezes por falhas de modelagem e especificação.
Como espaço para exercitar a viabilidade desta técnica de tratamento de dados, em associação
com uma espécie de monitoração ambiental, o pesquisador a aplicaram no processo de extração
de significado adicional de um conjunto de dados, a proposição datamining, aos registros
computadorizados de uso das redes locais de duas grandes universidades brasileiras, que
permitiram, explicitamente, que se fizesse este acompanhamento rotineiro, durante 30 dias.
O resultado que se apresentará, pretender exortar as possibilidades da técnica e apesar de estar
aplicado a um contexto bem particular, com algumas facilidades adicionais e regalias de
observação não comuns a este tipo de função informacional, indicará um largo horizonte para sua
aplicação.
Para desenvolver este intento, este relato será estruturado em quatro grandes divisões. A primeira,
mais conceitual, procurará enquadrar os grandes temas da tecnologia da informação (TI) grafados
como importantes neste tópico introdutório, quais sejam: sistemas de informação (características
e

modelagem);

algumas tecnologias específicas e importantes no contexto de TI e deste

exercício (groupware e datamining); e aplicações correntes ligada às técnicas mencionadas
(monitoração ambiental e inteligência competitiva).
A segunda parte consistirá no relato do caso estudado (procedimentos, resultados e discussão), e
justificará as ligações estipuladas entre os conceitos e a prática. A parte final discutirá as
possibilidades e reafirmará o datamining como uma técnica essencial o tratamento de indícios
informacionais, amealhando conclusões e indicando tendências de uso e mesmo possibilidades de
pesquisas derivadas da presente proposição.

1.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Não se pode negar a disseminação e a importância que a informática atinge nos dias de hoje, em
todos os campos de aplicação das atividades humanas. Do caráter eminentemente técnico dos
primeiros tempos à revolução provocada pela microcomputação e pelas redes de computadores,

4

�que mimetizam um quase anarquismo, a computação enraizou-se de tal forma nas atividades
empresariais que é impensável se idealizar hoje em dia uma tarefa de gestão sem o apoio
tecnológico (Dornelas e Hoppen, 1999).
O largo escopo de cobertura deste campo de conhecimentos, que compreende desde elementos de
comunicação formal entre autômatos ao reconhecimento automático de voz; que vai da precisão
micro-eletrônica

às expansionistas provas automáticas de teoremas; que encampa desde

facilidades para ensino à distância até às redes neuronais especialistas em deduções inteligentes;
fez brotar um novo segmento de estudo que se denomina tecnologia da informação.
Este campo tem forte representatividade no contexto científico-acadêmico atual e comporta
diversas correntes e disciplinas de estudo. Algumas delas serão brevemente comentadas a seguir,
particularmente aquelas que mais interessam para a composição do trabalho.

1.1.

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: ALGUMAS REFERÊNCIAS

Para Davis (1974), sistema de informação é um composto integrado homem-máquina, que
fornece informação em apoio às atividades de operação, administração e de tomada de decisão,
utilizando-se de hardware e software de computação, procedimentos manuais, modelos de
decisão e banco de dados. Esta visão integra elementos técnicos e também ressalta a utilidade
dos sistemas de informação para estender as capacidades organizacionais. Mediante ela, há
seguras evidências que muitas das modernas técnicas de gerenciamento e suporte à decisão
seriam impraticáveis sem o apoio computacional
Ainda em acordo com aquela definição, o desenvolvimento dos sistemas de informação quer em
termos de técnicas, quer em termos de especificação, quer em atendimento às necessidades dos
usuários, foi sendo aprimorado ao longo das duas últimas décadas, migrando da cobertura das
necessidades operacionais para as funções estratégicas (Meirelles, 1994), passando ao longo desta
evolução por grandes dificuldades de entendimento, até chegar ao estágio atual em termos de
modelagem, especificação e implementação.
Os indícios desta nova postura são evidentes. Se antes a tecnologia da informação servia a
utilizadores relativamente passivos, acostumados ao uso dos sistemas de informação em
observância a um rígido repertório de operações definidas por especialistas (Riex, 1995), hoje,

5

�em decorrência da difusão de microcomputadores e redes, como a internet, fornece a base para
uma modificação fundamental no status quo do utilizador.
Agora, este indivíduo equipado com um arsenal tecnológico que lhe disponibiliza softwares que
ele pode dominar, para, inclusive, ensaiar soluções locais para os seus próprios problemas, e o
caso do datamining em exame é absolutamente enquadrável como uma solução deste tipo,
consegue concretamente uma real capacidade de realizar soluções pessoais, autônomas.
Esta autonomia agora vivenciada pelo usuário criativo (Tapscott e Caston, 1995), ao lado de uma
informática tradicional

gerida por especialistas, recrudesce hoje em dia no seio de muitas

organizações. Ela precisa ser, entretanto, coordenada de modo rápido, a fim de não obstacular o
avanço da função informacional, que assume importante papel neste final de século e que sofre o
impacto do surgimento das organizações virtuais (Malone et al, 1996), empresas expandidas e em
redes (Ives et al, 1991) e geografia de competências (Favier, 1998).
Uma solução aparente para estabelecer um mínimo de controle naquela autonomia, desejável,
necessária, mas de algum risco, configura-se na modelagem e na especificação de sistemas de
informação, feitas em termos de prototipação e em trabalhos de forma cooperativa. Esta
configuração tem por base conceitos de fácil entendimento, larga representação e grande difusão
no ramo da tecnologia da informação. Tais conceitos permitem um uso específico, como o
datamining, preservando padrões globais de administração de dados nas instalações.
Presentemente, o trabalho tecerá comentários sobre itens técnicos citados neste último parágrafo.
1.1.1. MODELAGEM DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Tardieu et al (Léonard, 1995) definem sistemas de informação como um artefato tecnológico
vinculado à noção de objetos de dados, em duas feições: natural e artificial. Segundo aquela
definição, um sistema de informação seria um objeto que parece natural, “pois captura a realidade
da organização em transformação, comunicante e gerando sua própria memória de informações”
(Léonard, 1995, p 11). Todavia, devido à sua construção “feito pelo homem para representar as
ações e a memória das organizações” (Léonard, 1995, p. 3), um sistema de informação se
assemelharia a um objeto artificial, justamente por imitar a aparência dos objetos naturais.
A fim de emprestar um senso efetivo ao mapeamento e representação do mundo natural, pleno e rico
de relações, mediante um sistema artificial, em computador, onde pululam restrições e limites, há
6

�que se recorrer à construção de modelos e a especificação de regras que delimitem esta
simbolização.
Este cotejo é apresentado na figura 1. Nela se destaca que há um conjunto de conhecimentos e
regras que devem ser modelados para delimitar o espaço de uso de um sistema de informação, aí
inclusos os processos de funcionamento e os limites de representação. Este conjunto admite a
existência de um domínio especifico para as necessidades informacionais, que são passíveis de
solução, ou de melhor tratamento, via aplicativos informatizados, mas salienta o conceito
informação como principal elemento a cobrir, destacando a sua utilização para resolver problemas
de forma pertinente e com eficiência , justo a essência do datamining.
Ressalte-se que a representação apresentada na figura 1, ela é válida dentro de um universo fechado,
onde se procura sempre uma solução satisfatória, dentro de um limite de alternativas disponíveis.
Esta plataforma de busca de solução, que serve de guia para implementar sistemas, é, certamente, a
proposta mais conhecida em termos de tomada de decisão, a proposta da racionalidade limitada
(Simon, 1961) e conjuga elementos técnicos e elementos da esfera organizacional.

Responsabilidades

Informação

Desenvolvimento

Domínio

Informática

Pertinência
das atividades

Eficiência
Informacional

Figura 1 – Uma proposta de modelagem de sistemas de informação e comunicação
Fonte: adaptada de Léonard, 1999
Pelo lado técnico, dois modelos, e seus posteriores desdobramentos, podem ser vistos como
fundamentais, para a atual compreensão de mais importância do conceito informacional que da
função de otimizar desempenho de sistemas. Estes modelos são o modelo relacional de Codd e o
modelo entidade-relacionamento de Shen (Date, 1995).

7

�Referências obrigatórias em quaisquer escritos sobre modelagem e especificação de sistemas nas
duas últimas décadas, estes dois modelos popularizaram conceitos largamente difundidos na
atualidade como: entidades, classes, relacionamentos, atributos, generalização, herança,
especialização, etc. Este conjunto de enunciados é hoje vinculado indelevelmente às noções de
tecnologia cliente-servidor e orientação à objeto de dados (Morejon, 1994).
Mais recentemente, admite-se como plenamente viável agregar-se a este conjunto de enunciados,
o conceito de ciclo de vida objeto, um protocolo que impõe uma seqüência de chamadas a um
objeto, precisando quais os estados que ele pode transitar durante sua existência semântica. Sua
introdução em muito contribui para o melhor entendimento da concepção de um sistema e melhor
adequação à proposição de se construir conhecimento com a exploração dos dados.
Já pelo ângulo dos fatores organizacionais, percebe-se a inclusão de espaços de responsabilidades
de desenvolvimento. Esta nova noção é decisiva para a aceitação da modelagem de sistemas.
De fato, a proposição de modelar

sistemas de informação é uma tentativa de resolver os

problemas de ambigüidade de representação, no ambiente artificial dos computadores, das
funcionalidades de um sistema em seu ambiente natural de execução, qual seja o mundo real, rico
em informações e relações normalmente não capturadas.
Esta proposição visa ainda reduzir, pela instituição de regras para assegurar compatibilidade e
precisão de funcionamento, os descompassos de concepção e implementação oriundos das
diferentes interpretações das atividades existentes e a seu suporte pelo sistema.
Acentua-se então, que a modelagem de sistemas representa um esforço no sentido de minorar as
distorções de entendimento, carreadas para a fase de implementação dos mesmos, pelas distintas
visões das pessoas envolvidas no trabalho de especificação, seja por conta de suas experiências
anteriores, seja por conta de suas construções cognitivas e crenças em distintos paradigmas de
conhecimento. Esta esforço leva, incontinente, à visualização de uso de propostas cooperativas.
A problemática dos sistemas de informação se situa em “uma encruzilhada onde não somente
ciências informáticas e de gestão são levadas a cooperar, mas igualmente as ciências humanas e
sociais, em especial aquelas relacionadas aos processos de aprendizagem coletiva" (Léonard,
1994, p. 11).

8

�A cooperação aqui dita, é tida como uma das tendências em voga na área de especificação,
exatamente graças ao uso da modelagem cooperativa de sistemas de informação, uma forma de
reduzir as distâncias percebidas entre percepções da mesma realidade, fazendo uso do citado
espaço de iniciativas e responsabilidades e utilizando-se de técnicas de prototipação de sistemas.
Neste limiar, aparece a necessidade de uso de outra grande vertente da tecnologia da informação,
a qual será rapidamente comentada neste artigo, e que como se verá nos resultados práticos
colhidos na monitoração efetuada, conquista, com seus componentes, significativas menções de
uso corrente.

1.1.2. A AFIRMAÇÃO DE GROUPWARE
Groupware é uma tecnologia de informação voltada à colaboração que afeta a comunicação entre
pessoas e as estruturas organizacionais. Em termos técnicos, groupware

é uma ferramenta

computacional utilizada para trabalhos em grupo de uma maneira cooperativa (Coleman, 1995).
O impulso para a adoção desta tecnologia advém dos processos de reestruturação organizacional
(reengenharia e downsizing) típicos do início dos anos 90 (Courbon, 1998).
As diversas definições de groupware buscam uma síntese conceitual melhor referida como
tecnologia de groupware, que se sugere em linhas gerais como: "uma tecnologia que integra
sistemas de computação e facilidades de comunicação e que oferece suporte às atividade de
grupos engajados em alcançar um objetivo comum" (Chen e Liou, 1991, p. 333). O quadro 1
mostra uma síntese geral das informações ligadas à tecnologia de groupware. As fontes dos
dados estão citadas por coluna do quadro.
Categorias de serviços
(funcionalidades)
Pacotes para integração de plataformas
Pacotes para aplicações institucionais
Ferramentas para geração de aplicações
Fluxo de documentos (workflow) e
manipulação de documentos (handler)
Apoio à decisão em grupos
Videoconferências
Correio eletrônico (e-mail)
Adaptado de Coleman, 1995

Modelagem
orientada ao
Processo
Dado
Usuário

Formas usuais de referência
(campo de utilização)
Group Support Systems (GSS)
Eletronic Meetings Systems (EMS)
Negotiation Support Systems (NSS)
Computer Support
Cooperative Work (CSCW)

Adaptado de
Adaptado de Chen e Liou, 1991
Dennis, 1996
Quadro 1 – Visão geral de informações sobre a tecnologia groupware
9

�Dentro de uma perspectiva geral é possível rotular como categorias de serviços vinculadas à
groupware, em termos de funcionalidades das rotinas empresariais, uma variada gama de
aplicações. De fato, desde o tradicional correio eletrônico (e-mail), ao sofisticado software que
integra plataformas distintas de computação, com efetivo destaque para a utilização associada às
transações de fluxo de documentos, amplamente difundida pelo Lotus Notes, há um vasto leque
de rotinas nas quais se pode encontrar características típicas de um aplicativo groupware.
Ainda a título geral, reconhecem-se distinções quanto a o processo de orientação de modelagem e
uso do software, enraizadas nas formas de ativação e controle do mesmo, as quais podem variar
quanto ao processo, aos dados e aos usuários. Também se constatam variações terminológicas
para referir groupware, relacionadas, sobretudo, à área de inserção e uso do software. Estas
terminologias são citadas na terceira coluna do quadro 1.
Porém, sem sombra de dúvida, a principal razão que pode ser associada ao sucesso e proliferação
de ferramentas groupware é a sua capacidade de romper com o paradigma temporal para
realização de trabalhos.
Esta nova perspectiva para a realização de trabalhos cooperativos com compartilhamento de
recursos informacionais e competências individuais, independentemente de restrições de tempo
espaço: não importa onde, não importa quando, parece ser o diferencial competitivo desta nova
frente da tecnologia da informação.
Ela vem corroborar a noção de usuário criativo, trabalhando em sistemas

concebidos

cooperativamente à luz do saber fazer de cada indivíduo, a fim de melhorar o desempenho das
organizações. O quadro 2 permite antever as possibilidades de suporte associadas às noções de
tempo-espaço pré-faladas, sendo já de formulação clássica em textos relacionados a groupware.
Localização
Temporaneidade
Mesmo local
Locais diferentes
Reuniões face a face, Sala de decisão
Rede Local
Mesmo tempo
Fóruns
E-mail, Reuniões virtuais
Tempos distintos
Quadro 2 - Matriz tempo-espaço para realização de trabalhos em grupos
Fonte: adaptado de DeSanctis e Gallupe, 1987
Agora se faz mister compreender como estes elementos podem conviver harmonicamente em
ambientes concorrenciais, auxiliando a captar através de boas modelagens, cooperação explícita,

10

�coordenação efetiva, comunicação

adequada, análise e interpretação criativa, o sumidouro

inesgotável de dados que se multiplica à uma velocidade incomensurável, carregando diversos
conteúdos informacionais inexplorados.

1.1.3. DATAMINING
Apostila-se que a informação está se transformando na maior vantagem estratégica das
organizações (Jakobiak, 1991; Rouach 1996) e que a exploração dos recursos e ligações
informacionais, está se convertendo na fonte de conhecimento mais relevante e útil àquelas
(Lesca e Belkatir 1994, Dou 1995).

Aflora, então, a necessidade de se estabelecer um

procedimento sistemático de análise intensiva, deste recurso capital para a estratégia dos
empreendimentos.
O conceito de datamining está justamente associado à esta necessidade de se buscar dados de
forma temporânea e coerente, em fontes externas e não estruturadas de informações. Isto é feito
mediante o uso de métodos e softwares que permitam uma adaptação imediata ao caráter fugaz e
mutante do contexto informativo do mercado.
Corresponde na prática, a explorar extensivamente dados externos e internos, que muitas vezes,
são relegados à um patamar inferior de importância, através de uma análise minuciosa de seus
inter-relacionamentos, buscando extrair conhecimento útil .
Para concretizar tal função, há inúmeras ferramentas. As zonas de congruência destas ferramentas
situam-se, via de regra, na opção pela rica análise qualitativa de dados (Moscarola, 1998).
Mediante a conjugação de técnicas e ferramentas, obtém-se, através de um ciclo interativo de
aprendizagem dentro do contexto dos próprios dados, a

informação relevante que estaria

obscurecida em função do volume e formato não adequado dos dados.
A potencialidade do datamining advém exatamente das pré-faladas vinculações de modelagem e
alicerça-se na disseminação de softwares amigáveis, robustos em capacidade de processamento e
poder de tratamento de dados. Reforça-se ainda, fortemente, na

popularização de acessos

baseados em padrões às redes de computadores e no uso de navegadores da teia (web browsers) e
à implementação baseada em uma sólida cooperação sistema-usuário, em função da utilização da
modelagem visual interativa. Em tese, afirma-se que o conjunto método-utilitário progrediu
nesta direção desde as suas origens na inteligência artificial (Moscarola, 1999).

11

�Apesar dos custos associados ao processo de “mineração de dados” serem, de certo modo,
elevados, e isto ser um fator proibitivo ao seu uso em larga escala, há possibilidades, como se
quer mostrar com este exemplo, de se criar alternativas metodológicas e computacionais de
aplicar o processo datamining em bases mais modestas.
Tal adequação exige, primeiramente, um esforço adicional em termos de formulação de acesso
aos grandes repositórios de dados (banco de patentes, internet, bases de dados comerciais,
publicações de domínio público). Em segundo lugar desencadeia uma árdua tarefa de
estruturação e tratamento de dados, como se mostrará na seção de procedimentos. Contudo, essa
tarefa conduz à extração de informações reveladoras e em alguns casos de natureza estratégica.
Este é um dos grandes argumentos a utilizar para se justificar a adoção de datamining entre as
rotinas relevantes das empresas.
O grande diferencial deste tipo de método de análise de dados é que, à priori, não se tem, como
nos casos clássicos dos métodos quantitativos, a premissa de se encontrar uma resposta a uma
pergunta predefinida. Há que se extrair ligações baseando-se em relações percebidas em um ciclo
de análise-retorno ao exame dos dados. Assim, esta prática só se mostra efetiva e adequada
quando aplicada à um repertório de dados muito grande, a fim de configurar uma real tendência
nos mesmos.
Esta tendência se articula a partir da ação do investigador e de um processo que se quer taxar
como análise léxica (Weber, 1990). A análise léxica leva o usuário a uma ação interativa de
aprendizagem com os próprios dados. As intuições preliminares oriundas de indícios que se
tenham ou de sinais fracos que se percebam no ambiente, são refinadas do acordo com o
resultado que emerge do “léxico” (o conjunto de vocábulos remetidos a tratamento estatístico).
Através de decisões de eliminar, compor e recodificar dados no conjunto parcial obtido,
estabelecem-se ciclos de interpretação e busca de novas relações, a fim de reorientar a
investigação, que como a prática de uso tem mostrado, rapidamente, converge para aspectos
reveladores e significativos dos dados (Moscarola, 1999).
Estes ciclos de aprendizado com os dados são bastante úteis em tratamento de documentos e em
pesquisas que se baseiam em grounded theory (Strauss, 1987; Lincoln e Guba, 1987). A grande
representatividade deste esquema de análise é permitir identificar relações não previstas. Os
processos de codificação utilizados: codificação aberta, codificação axial, codificação seletiva,

12

�levam o pesquisador, seja ele um estudante, seja ele um investigador prático em uma empresa, a
criar as chamadas modalidades de dados e estas modalidades levam à uma maior sistematização
de informações.

RELAÇÕES
EXTRAÍDAS
BASE
DE
DADOS

PROCESSO
DATAMINING

CICLO DE

USUÁRIO

APRENDIZADO
RESULTADO
DO EXAME

Figura 2 - Ciclo de funcionamento de um processo datamining
Fonte: adaptado de Moscarola (1999)
A aliança entre as idéias exploratórias do usuário e as possibilidades inferenciais das ferramentas
datamining, faz surgir um ciclo de aprendizado recursivo, posto que retorna a si próprio, fato este
que é um rótulo indelével do processo. Na figura 2 está sendo considerada a análise léxica de
textos, que será parcialmente utilizado no exemplo prático deste texto. Ver-se-á, por fim, antes da
descrição do caso em detalhes, um rápido exame do campo de aplicação datamining.

2.

APLICAÇÕES DE DATAMINING

Neste ínterim, antes de apresentar o caso prático realizado para exemplificar a técnica, convém
destacar duas das áreas potencialmente destinadas ao uso de um método datamining no cotidiano
empresarial. As duas aplicações têm conotações vinculadas à estratégia concorrencial e servirão
de elo para a retomada desta noção, que será feita na parte final deste texto.

2.1. ANÁLISE DE AMBIENTE
Se faz presente em várias correntes de estudo sobre estratégia empresarial, a menção que é de
extrema importância o conhecimento do ambiente em torno das organizações, pois o mesmo

13

�define desde o nível de competição até as escolhas e definições estratégicas (Hunger e Wheelen,
1996).
Porém, apesar de se ter consciência da importância do conhecimento do ambiente para o processo
de formulação estratégica, observa-se que um dos maiores entraves à sua implementação é
exatamente a falta de rotinas sistemáticas para obter informações úteis e com a agilidade
necessária sobre os cenários de inserção da empresa (Furlan et al, 1995; Kotler, 1987). Aquelas
rotinas, quando existem, são na maioria dos casos negligenciadas.
Incoerentemente com a

necessidade sobejamente reconhecida, pouco tem sido feito para

melhorar a atividade de coleta, tratamento e análise de dados ambientais (Swamidass e Newell,
1987).

As poucas referências literárias e práticas constatadas neste sentido, apoiam-se em

modelos tradicionais, como o modelo de Porter (1991), míopes para constatar a importância das
forças políticas que influenciam as vantagens competitivas (Ichikawa, 1997).
De acordo com Hunger e Wheelen (1996), os principais grupos de variáveis ambientais a serem
monitoradas com interesse estratégico são: variáveis econômicas, variáveis tecnológicas,
variáveis político-legais e variáveis socioculturais. Via de regra estas variáveis apresentam-se
sob a forma de agregados informacionais, disponíveis em formato não-estruturado e com diversas
nuanças, as quais são relegadas à condição de elementos supérfluos. Ordinariamente estes
agregados também não estão registrados em sistemas de informação convencionais (estruturados)
e transacionais.
Neste contexto parece que datamining prenuncia-se como uma solução adequada para viabilizar
este requisito operacional.

2.2. INTELIGÊNCIA COMPETITIVA E MONITORAÇÃO AMBIENTAL
Considerando-se questões de inserção em ambientes concorrenciais, observa-se que capacidade
de reagir e o tempo de reação são qualidades fundamentais para a definição de estratégias das
organizações, a fim de que as mesmas possam se tornar claramente orientadas para o mercado e
para as oportunidades que estão surgindo.
Neste cenário de aceleradas transformações e intensificação da concorrência, a tecnologia de
informação é apontada como uma ferramenta decisiva para obter ganhos de qualidade e

14

�produtividade (Tapscott e Caston, 1995). Em relação à informação, contudo, existe um grande
potencial a ser explorado e mesmo descoberto. Esta constatação é particularmente verdadeira,
quando se olha a necessidade de obter informações externas, do ambiente de negócios,

e

incorporá-las ao processo de tomada de decisão (Constantineau, 1993), a fim de estabelecer
relações e possibilidades em um senso ulterior, não percebido explicita e mediatamente.
Nesta configuração acentua-se o espaço para a consolidação de uma área de atividades dentro das
empresas, cuja missão básica é suprir as carências informacionais citadas antes, bem como
balizar o trabalho de análise de dados: a inteligência competitiva.
Em perfeita sintonia com as colocações de ambientação e formulação de estratégia antes
colocadas, é correto conceituar inteligência competitiva como a “coleção e análise das
informações de mercado, informações tecnológicas, informações sobre clientes e concorrentes e
a análise e interpretação das tendências externas, políticas e sócio-econômicas (Evaristo, 1994).
O processo de inteligência compreende três fases principais de igual valia para as decisões
empresariais e processos de planejamento em geral: procura de dados, fortemente apoiada em
uma subatividade conhecida como monitoração ambiental (environmental scanning),
processamento das informações e disseminação das informações (Evaristo, 1994).
O processo de monitoração visa coletar, compilar, tratar e sumarizar informações para à tomada
de decisão e formulação estratégica. Esta técnica baseia-se, sobretudo, no processamento de
informações de natureza qualitativa e de fontes externas (Jennings e Lumpkin, 1992).
No âmbito de processamento, onde diversas “intuições” devem ser testadas, enquanto outras são
formuladas, a fim de detectar movimentos subliminares do mercado concorrencial, percebe-se
que há um nítido espaço para se adotar um método de análise exaustivo de dados, buscando
inferir e expandir relações. Claramente após a coleta e antes da difusão dos resultados, as
diretrizes dos processos de inteligência competitiva são exclusivamente voltadas à exploração de
dados e de seus inter-relacionamentos, especialmente aqueles tácitos.
Novamente aqui, se se quiser enunciar uma questão de aplicabilidade, obter-se-á como resposta,
certamente, aquela mesma da seção anterior: ao que parece datamining é uma grande solução.
Em virtude de tantas respostas explicitas e positivas, descreva-se o procedimento e a aplicação
contextualizada do processo datamining, a fim de avaliar seus propalados méritos..

15

�3. UMA APLICAÇÃO DE DATAMINING
O objetivo das próximas seções é exibir como foi aplicado o processo de datamining a um caso
simples. O objetivo deste relato é, mais que evidenciar um exercício da técnica, que pode
derivar eventualmente para encaminhamentos e usos personalizados, demonstrar a sua
aplicabilidade com algum esforço e a reduzidos custos.
Serão descritos os procedimentos para seleção de evento, a negociação para monitoração dos
mesmos, a técnica de monitoração, o procedimento para estruturação e tratamento dos dados. Em
seção posterior se procederá o efetivo datamining.

3.1.

PROCEDIMENTOS ADOTADOS

Como informado previamente, agora será exibido o cenário de execução e os procedimentos
estabelecidos para forjá-lo.

3.1.1. A TAREFA
O trabalho optou por observar e acompanhar sistematicamente o resumo de atividades dos
usuários das redes de computadores de duas universidades brasileiras, que têm em comum a
experiência de rede de dados centralizadas em ambientes computacionais cuja máquinas
principais, host da rede, são equipamentos de mesmo fabricante e utilizam mesmos sistema
operacional.
A forma mais elementar de investigar esta intenção de pesquisa foi utilizar um comando de
sistema operacional, finger, para verificar a atividade dos usuários. Esta atitude elementar em
termos de uso de sistema, emissão de um comando, configurar-se-ia como banal, todavia por ter
que ser empregada em moldes cíclicos, levou o pesquisador a solicitar a autorização explícita
dos administradores das respectivas redes.
Em uma das universidades, EP, não houve nenhuma restrição de acesso e uso e o próprio período
de exploração inicial para desenvolver a sistemática de pesquisa, foi liberado, desde o início, para
uso automático. Na segunda universidade, SR, houve que se estabelecer um compromisso através
da troca de e-mails e bastante negociação. Este já foi um primeiro indício a guardar para a
análise.

16

�3.1.2 A SISTEMÁTICA
Foi definido um período de rastreamento em torno de 30 dias, por se entender que em época de
atividades normais, este prazo seria suficiente para caracterizar usos e aplicações. Um ciclo
preliminar de monitoração semi-automática, foi então estabelecido, com o intuito de identificar as
horas de pique para monitoração. Decidiu-se, após observações preliminares, que seria
interessante efetuar a “aferição” das atividades quatro vezes ao dia.
Novamente foi negociado com as instituições alvo, a aplicação da sistemática, desta vez em
moldes automáticos nos horários definidos. Apesar de alguma reserva, em especial de SR, foi
acertada, a monitoração nos prazos e instantes desejados.
A única restrição foi excluir da rotina a monitoração das sextas-feiras, pois, coincidentemente, é o
dia de efetivação de cópias de segurança (back-up) das instalações e pelo menos em dois horários
haveria forte tendência à postergação da monitoração, o que, por tratar-se de uma rotina
automática, viria a comprometer toda a seqüência de atividades.
Também foram excluídos da monitoração de final de semana, posto que no período escolhido
houve dois grandes “feriadões” e as equipes de operação envolvidas nas duas universidades
monitoradas, nem sempre faziam eventuais recargas do sistema. Como o pesquisador não tinha,
nem tem, acesso irrestrito aos recursos dos sistemas, esta prática, monitoração de fim de semana,
foi abandonada após duas tentativas de implementação.
Os resultados obtidos das observações correspondem, de forma geral, aos registros de guarda
(logs) ou de contabilização (accounting).

Nesta configuração eles têm peculiaridades que

precisam ser melhor compreendidas. De fato, o conjunto de dados obtidos, como em qualquer
processo de análise de dados, precisa passar por um processo de restruturação antes de ser
fornecido aos analisadores datamining.
Esses registros são ditos banais em termos dos sistemas de computação implantados, dado que
não se tem rotinas explícitas para se proceder à uma exploração dos dados registrados, a fim de se
lhes estimar qualquer significado adicional. Os arquivos são simplesmente gerados e ganham
uma existência média estimada em três meses.

17

�3.1.3 PREPARAÇÃO DE DADOS
Os dados coletados em 112 sessões de monitoração foram inicialmente incorporados a uma
planilha eletrônica, onde se procedeu a formatação adequada à entrada de dados, especialmente à
codificação de campos para tratamentos estatísticos. Aplicativos datamining, como por exemplo
o software Eureka, podem operacionalizar grande parte do esforço de codificação e aqui
listados.
As variáveis textuais que configuraram até 50 classes nesta fase, foram, desde já, convertidas em
variáveis codificadas, caso específico do item programa utilizado, ao passo que aquelas classes
que excederam este patamar, foram divididos em três agregados de dados (alto, médio e baixo) de
acordo com o número de citações no léxico.
Os grandes agregados de dados colhidos na fase de monitoração para posterior tratamento e
análise foram, a saber: data e hora da execução; tipo de programa utilizado; local de utilização do
programa, usuário que estava trabalhando (código e nome).
Dois softwares de análise de dados Sphinx, Atlas, auxiliaram na redução e tratamento de
dados. De fato o grande de volume de dados colhido e tratado, especialmente os nomes das
máquinas (servers), nomes de usuários (username), e nomes dos locais de utilização (domain
name), visto que continham, já em si próprios, uma codificação. Outra dificuldade foi a tentativa
de uniformizar (em vera idealizar) uma tabela para este três categorias, dado que o pesquisador
não conhecia integralmente as plantas físicas das redes locais monitoradas.

4. RESULTADOS (ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS)
Os quadros a seguir dão uma amostragem geral dos dados que foram trabalhados. A conjugação
destes dados permitiu uma série de inferências, sendo que aquelas taxadas de mais relevantes
serão argüidas aqui.

18

�IFES Citações
EP
59,5
SR
40,5

Dia
Utilização
Segunda
21,2
Terça
25,6
Quarta
25,3
Quinta
28,0

Dia
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Quadro 3 - Percentuais analisados por região e dia
Fonte: Dados da Pesquisa

Hora
Manhã
Tarde
Noite
Madrugada

Freq.
30,9
40,0
24,4
4,7

Região
EP
Hora
Manhã
60,6
Tarde
53,5
Noite
64,3
Madrugada
78,4
Quadro 4 - quantitativos por região e dia
Fonte: Dados da Pesquisa

Região
TELNET
PINE
MAIL
DCL
SEND
LYNX
BOSS
TPU
PHONE
FTP
Multinet
TALK

Região
EP
SR
60,0
40,0
60,7
39,3
63,0
37,0
54,9
45,1

SR
39,4
46,5
35,7
21,6

Região

EP
SR
EP
98,2
1,8
CDU
21,4
78,6
PROFILE
34,7
65,3
FINGER
27,8
72,2
SET
3,9
96,1
MWAIT
100
CSWING
100
GLOGIN
100
11,8
88,2
LOOK
57,1
42,9
NEWS
60,0
40,0
SHOW
100
TYPE
100
100
VMSHELP
100
Quadro 5 - Distribuição de uso dos programas por região
Fonte: Dados da Pesquisa

SR
100
100
100
100
100
100
100
100
100
-

Em tempo ressalve-se que até meados de março serão enviados aos usuários que tiveram os seus
perfis avaliados aqui, uma rápida descrição deste intento de pesquisa, e do perfil que lhes foi
imputado. O objetivo é arrebanhar opiniões que permitam falar em validade e/ou confirmação
das observações efetuadas.

19

�As principais perguntas/inquisições que foram efetuadas ao conjunto dos dados compilados
foram as seguintes, considerando

que o aspecto de monitoração revelara participação no

conjunto de dados equivalentes à 60% de observações registradas para EP e 40% para SR.
Qual o ritmo de trabalho da instituição ? Tomando por base os dados compilados, vê-se que há
uma distribuição uniforme entre os dias centrais da semana e uma tendência a um menor ritmo às
segundas-feiras (é lícito afirmar que esta queda deva se verificar também às sextas-feiras). A
concentração de trabalho é diversa, uma instituição opera mais pela manhã ao passo que outra
opera mais à tarde.
Esta última relação está associada ao tipo de trabalho que se executa na rede da instituição. Esta
foi a segunda grande pergunta feita aos dados: qual a grande vocação da rede de dados destas
instituições. Mormente se idealizar como resposta fundamental à este questionamento, a parte de
comunicação, groupware e particularmente o e-mail, verificou-se uma surpresa. Na região EP, o
quesito mais constante na rede é o utilitário de login remoto TELNET, que não configura uma
aplicação groupware, apesar de executar uim processamento cooperativo entre máquinas de uma
rede.
Graças à interação com o ambiente prevista ao nível do datamining, e antes que se tirassem
conclusões apressadas, verificou-se que, na prática, ao invés de conectar pontos remotos de redes
em modalidade individual, este uso intenso de TELNET, devia-se à utilização no antigo estilo de
front-ends para o computador central da rede. Indo mais a fundo constatou-se que o peso da
circulação de mensagens na rede EP era creditado ao uso por pacotes administrativos da
universidade.
O segunda função da rede EP foi aquela que se esperava e que foi destaque incontestável na rede
SR, qual seja a função de comunicação de dados (mail, phone, send, talk). Observou-se também
que há uma forte diversificação de uso de softwares na rede SR, o quê se nota pelos diversos
percentuais de 100% na coluna de tipo de programa, ao passo que há uma forte concentração na
rede EP.
Esta dado permite inferir distinções nos tipos de gestão de informática nas duas instituições. De
fato pela concentração de uso detectada é lícito afirmar que a rede EP tem uma operação
centralizada, com uma gestão voltada para a utilização do equipamento monitorado, em regime
de mainframe para conexões de aplicativos. Esta constatação é ratificada pelo exame dos locais

20

�de utilização, que normalmente estão conectados à portas de comunicação vinculadas à um
mesmo IP.
Já a rede SR , em que pese a sua forte concentração em aspectos de comunicação, permite inferir
uma informatização mais descentralizada, com muitos mais usuários acessando-a para realizar
funções diversas. É significativo o número de ocorrências de uso de sistemas operacionais,
proprietários ou não, e de utilitários de gestão de diretórios de dados.
Um outro dado associado ao exame da localização de uso e da forma de ativação dos programas é
o consumo de conexão. Grande parte das portentosas referências aos utilitários centralizados e
baseados em mainframe verificados na rede EP, deixam o registro do tempo de conexão à
atividade. Percebe-se, no exame dos dados, que boa parte das conexões permanecem ativas dois
ou mais dias, sem nenhuma utilização efetiva.
Em que pese ser mais constante na rede EP, em especial com os usuários administrativos e de
pontos concentrados, esta faceta também se percebe nas altas taxas de referência de programas
utilitários como Boss e Glogin na rede EP e DCL, Set e Mwait na rede SR. Um exame dos
usuários que colaboram na obtenção deste índices, revela uma grande concentração deste fatos
nos gestores das redes e nas pessoas responsáveis pelo suporte. Em que pese a justificativa de
monitoração constante, tal prática deve ser abolida, pois pode vir a configurar um fator de
insegurança na operação das duas redes.
O tratamento intensivo dos dados não se esgotaria nas análises aqui colocadas. Todavia, o
programa de inferência utilizado, não permite grupamento em arrays léxicos com mais de
cinqüenta ocorrências, o quê veio a dificultar uma análise mais ampla.

5. CONCLUSÃO
O presente trabalho teve a intenção de combinar elementos que justificassem a adoção de uma
técnica de pesquisa intensiva nos dados, chamada datamining, nas rotinas de tratamento de dados
das organizações. Ele procurou mostrar como é possível com algum esforço metodológico e uso
de recursos computacionais, colher informações de dados taxados habitualmente de irrelevantes.

21

�Para tal, enumerou quais as principais idéias que se aninham atrás de um grande arquétipo
chamado tecnologia da informação e em seus componentes mais destacados e exibiu como
pertinente a correlação, em termos de organizações modernas, destes elementos.
Justificou o direcionamento a este método especial de coleta e análise de dados por razões de
formulação de estratégias competitivas em um ambiente de constantes mudanças e dinâmicas de
atuação concorrencial.
Exibiu, com um singelo exemplo, como se pode inferir resultados de uma massa aparentemente
trivial de dados e objetiva, em conseqüência destes resultados preliminares, ainda durante o
corrente ano, após a validação dos perfis "deduzidos" pelos usuários reais, transpor, com
codificação adequada os dados aqui compilados, para o utilitário Atlas.
A idéia final é apresentar aos dirigentes das áreas de computação das universidades monitoradas,
um conjunto de idéias úteis para avaliação do potencial de uso e dinamização desta vital atividade
nas empresas. Este item vem reforçar a idéia de modelagem de sistemas e partilha de
responsabilidades, desenvolvida na primeira parte deste trabalho, como forma de obter mais
potência no uso de recursos de informática nas organizações.
Também olhando as tarefas que foram executadas e aqui descritas é possível estabelecer um
paralelo com as técnicas de pesquisa empregadas nos engenhos de busca de sites web. De fato, os
dos modelos, tanto a idéia datamining, quanto o cerco de informações por redução de
informações acessórias para se centrar em um foco específico de pesquisa, obtido nos engenho de
pesquisa em sites como o altavista.com, visam ampliar a especificidade de recuperação de
informações em um vasto arsenal

disponível. Ao ver o pesquisador esta é uma atividade

absolutamente compatível com o trabalho cotidiano de bibliotecas. Assim sendo a técnica
descrita neste artigo tem excelentes oportunidades de ser aplicada na busca e recuperação de
informações, em apoio às idéias implícitas deste modelo, que

hoje

já são largamente

empregadas quiçá de modo intuitivo.
Por fim, em que pese o restrito espaço para o presente desenvolvimento, o conjunto de dados
obtido deverá ser exaustivamente examinado, a fim de consubstanciar o relatório final da
pesquisa onde o presente tema se insere, e que antevê a aplicação de técnicas datamining e de
monitoração ambiental para formulação de estratégias empresariais, a partir da modelagem
cooperativa de sistemas de informação.

22

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24

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                </elementText>
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              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>pt</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
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                </elementText>
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            <element elementId="38">
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              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72935">
                <text>Datamining: uma técnica essencial para tratamento de indícios de informações.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Dornelas, Jairo Simião</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFSC</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2000</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72941">
                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72942">
                <text>Este trabalho pretende evidenciar como a partir de informações aparentemente banais, de domínio público, que na maioria das vezes são descartadas ou arquivadas por não terem aparente utilidade, podem ser extraídas valiosas informações, indícios, para uso estratégico ou de elaboração do conhecimento. Em assim sendo, procede-se uma "mineração" de dados (datamining). A fim de evidenciar como esta técnica pode ser aplicada, este trabalho relata um pequeno exercício realizado em um cenário delimitado, uma instituição universitária, onde se descrevem os resultados de uma atividade de monitoração mensal de um evento rotineiro e meramente documental à priori e expõe, com vínculos conceituais apropriados, as interpretações que se podem fazer nesse cenário. Finalizando aponta como pertinente o uso de técnica similar  com fins estratégicos nas organizações e na consulta e recuperação de informações comparando-a aos engenhos de pesquisa de espaços (sites) de pesquisa em redes de computadores.</text>
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                    <text>COMUNICAÇÃO POR MEIOS ELETRÔNICOS
Versus
MÉTODOS TRADICIONAIS DE COMUNICAÇÃO

Marisa CostaTerra
Faculdade Don Domênico
e-mail- mat@ccbeunet.br
Marilda Corrêa Leite dos Santos
Universidade Estadual Paulista - Instituto de Química
e-mail - marilda@iq.unesp.br
Dirce Gonçalves
Universidade Estadual Paulista - Instituto de Química
Gonca@iq.unesp.br
RESUMO:

Este estudo focaliza o uso das listas de discussão CGB-L e Bibliotecas-L, ambas
foram uma iniciativa da Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual
Paulista - UNESP. Esta Coordenadoria administra a rede de bibliotecas da UNESP constituída
por 24 bibliotecas distribuídas em 15 cidades do Estado de São Paulo onde se localizam
Unidades da UNESP dedicadas ao ensino, pesquisa e assistência à comunidade. A lista de
discussão CGB-L é direcionada aos diretores de Bibliotecas da Rede, e a lista de discussão
Bibliotecas-L é destinada aos demais bibliotecários. O intuito da criação destas listas foi o de
integrar os membros das 24 bibliotecas existentes na Rede UNESP e agilizar a comunicação
entre eles, sendo os benefícios esperados a rapidez na troca de informação, economia nos
telefonemas, fax, e menor

tempo na obtenção da informação, como ressalta a literatura

pesquisada. O objetivo principal deste trabalho é verificar o uso da comunicação eletrônica
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�pelos assinantes das listas CGB-L e Bibliotecas-L; identificar o número de profissionais
participantes nas listas; identificar os assuntos veiculados nas mensagens durante o período
analisado; a média diária do fluxo de mensagens e os tipos de mensagens.
Palavras chave: Lista de discussão -UNESP; correio eletrônico, comunicação eletrônica.
Internet.

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�INTRODUÇÃO

O crescimento notável da Internet e a disponibilização de recursos eletrônicos vem
possibilitando comunicação informal entre pesquisadores ou profissionais de áreas
interdisciplinares e afins. As redes eletrônicas contribuem significativamente para uma
modificação na comunicação atual. As pessoas se intercomunicam, trocam informações,
dados, pesquisas. A integração de várias mídias possibilitou o acesso tanto em tempo
real como assincronamente, isto é, no horário favorável a cada indivíduo, e facilitou o
contato direto entre os pares.
Como a quantidade e a variedade de meios ou recursos de informação crescem intensa e
rapidamente, fica cada vez mais difícil manter registros de novos recursos de interesse.
Um dos recursos disponíveis é o das listas de discussão que ocorrem no correio
eletrônico, denominadas como listserv ou mailing list, um tipo de lista de debate
automatizada.
As listas de discussão foram criadas para substituir as necessidades sentidas por
especialistas e profissionais da informação em trocar experiências, informações
atualizadas, pareceres e, até mesmo desenvolverem pesquisa juntos, mesmo estando em
países diferentes, e separados por quilômetros de distância. Dessa forma, caracteriza-se
a comunicação informal na rede. A comunicação ocorre entre pessoas conhecidas ou
desconhecidas, próximas ou distantes, entre profissionais da mesma ou diferentes áreas,
entre professores e alunos, entre alunos e outros colegas, da mesma ou de outras cidades
ou países, interagindo esporádica ou sistematicamente. Segundo TERRA (1998) as listas
de discussão são uma das grandes inovações possibilitadas pela Internet.

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�Os procedimentos para assinaturas de listas de discussão variam de acordo com as
políticas internas estabelecidas em cada lista. Geralmente, as listas trazem instruções
sobre os objetivos e os procedimentos de assinaturas. As mensagens são organizadas
tipicamente podendo ter de 10 a 20 linhas ou um texto de uma página (screenful). Os
assuntos das mensagens, quando tratam de uma área específica são constituídos de
opiniões, debates, eventos, programas e projetos, enfim assuntos pertinentes
relacionados à esta comunidade. Algumas listas têm um moderador, pessoa que gerencia
e disponibiliza as mensagens, que faz uma análise da edição do conteúdo da lista e envia,
com ou sem comentários, aos demais assinantes da lista, podendo, por vezes, agrupá-las
por assunto.
Estudos vem sendo realizados sobre o uso desses recursos eletrônicos na comunicação
por acadêmicos e não acadêmicos.
KOVACS &amp; KOVACS (1991) pesquisaram um número de assinantes do ARACHNET,
uma conferência computadorizada para moderadores de conferências e editores de
revistas eletrônicas. Estes moderadores observaram o uso de conferências eletrônicas
como

ferramenta de pesquisa no estabelecimento de colaboração, troca de

informação/confirmação, desenvolvimento de idéias de pesquisas e meio de publicação.
Notaram que o correio eletrônico estava tomando lugar das comunicações por cartas e
telefones entre colegas acadêmicos. Bem como para obter assistência de outros
bibliotecários com relação à informação sobre equipamentos, produtos de CD-ROM, ou
outras informações técnicas.
SCHAEFERMEYER &amp; SEWELL (1988) pesquisaram um grupo de acadêmicos e
relataram que os acadêmicos pesquisados estavam usando correio eletrônico em lugar

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�do telefone, correio, e comunicação face a face. Esta pesquisa mostrou um crescimento
perceptível no uso do correio eletrônico como substituto para métodos tradicionais de
comunicação.
A lista Comut-on-line (brasileira) e a lista lainf-Know (latino americana) foram objeto
de estudo de TERRA (1998), que detectou os tipos de mensagens das listas em questão e
classificou-os em três tipos: transferência de informação, pedidos de informação e
discussão de temas. Na lista Comut-on-line é fácil detectar as mensagens do tipo pedido
de informação pois é a essência da lista. Porém na lista lainf-Know isso fica mesmo
visível. Isso mostra que o tipo de mensagens esta relacionado com os objetivos da lista.
Este estudo mostrou que o uso das listas eletrônicas é uma ferramenta de pesquisa para:
troca de informações com pessoas e acadêmicos de sua área de interesse.
Supõe-se que é quase inexistente a literatura sobre avaliação de listas de discussão,
entretanto as autoras MOSTAFA &amp; TERRA (1998) apontam a interatividade destas
quando discutem sobre avaliação de fontes eletrônicas, mencionam que além dos
elementos acuidade, atualização e objetividade já utilizados pelas fontes impressas,
somam-se elementos como nível de interatividade da página, já que a Internet é um
ambiente interativo.

Vantagens e desvantagens em assinar listas de discussão
O meio eletrônico traz algo de novo na discussão acadêmica com vantagens e benefícios
como:
Troca de informações com acadêmicos de outras áreas.
Desenvolvimento de projetos para pesquisas.

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�Discussão revisão e debates de novas publicações em suas áreas de especialização.
Conhecimento de recursos na rede Internet e outros recursos eletrônicos para serem
utilizados na educação.
Tornar-se parte da comunidade científica virtual.
Poucas desvantagens são citadas na literatura por usuário das listas de discussão. Há um
esforço pessoal para redigir melhor suas mensagens e expressar de forma clara suas
idéias, e o interesse pelo estudo de língua estrangeira aumenta. Pode ser citado como
desvantagens:
Barreira da língua. Há uma certa resistência inicial por parte do assinante, ao expor
suas idéias em língua estrangeira que não tenha domínio;
Risco de sua caixa de correio eletrônico ficar lotado de mensagens.
As listas de discussão são consideradas como mais um recurso na comunicação para os
profissionais, pesquisadores, estudantes e usuários em geral. Favorecendo a distância e o
tempo, as universidades estão aderindo a

"este método fácil, rápido e barato de

comunicação" (UNESP,1999) com atenção voltada para a comunicação intra
organizacional.
Este estudo focaliza o uso das listas de discussão CGB-L e Bibliotecas-L, ambas
surgidas da iniciativa da Coordenadora Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade
Estadual Paulista - UNESP. O intuito da criação destas listas foi o de integrar os
membros das 24 bibliotecas existentes na Rede UNESP e agilizar a comunicação entre
eles, sendo os benefícios esperados a rapidez na troca de informação, economia nos
telefonemas, fax, e menor tempo na obtenção da informação, como ressalta a literatura
pesquisada.

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�Objetivos

O objetivo principal é verificar o uso da comunicação eletrônica pelos assinantes das
listas CGB-L e Bibliotecas-L da Rede de Bibliotecas da UNESP.
O objetivo específico:
identificar o número de profissionais participantes nas Listas;
identificar os assuntos das mensagens durante o período analisado;
identificar á média diária do fluxo de mensagens;
identificar os tipos de mensagens;
identificar o nível de interatividade dos usuários.

Instrumentos do estudo

A Universidade Estadual Paulista - UNESP através de sua rede de computadores,
(unesp.NET), possui várias listas de discussão que são gerenciadas pelo Grupo de Redes
de Computadores (GRC) da Assessoria de Informática (AI) dessa Universidade. As
listas disponibilizadas são identificadas, geralmente, com o nome do setor ou assunto e
um L (maiúsculo ou minúsculo). Nesse estudo analisamos as listas de discussão CGB-L e
Bibliotecas-L da Coordenadoria Geral de Bibliotecas -CGB da UNESP. Esta
Coordenadoria administra a rede de bibliotecas da UNESP constituída por 24
bibliotecas

distribuídas em 15 cidades do Estado de São Paulo onde se localizam

Unidades da UNESP dedicadas ao Ensino, Pesquisa e Assistência à comunidade. A lista

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�de discussão CGB-L iniciada em 1998 é destinada aos diretores de Bibliotecas da Rede, e
a lista de discussão Bibliotecas-L iniciada em 1999 e destinada a todos os bibliotecários
da Rede. Recentemente, foi criada a lista Auxiliares-L, específica para os auxiliares de
bibliotecas.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em ambiente eletrônico da Internet no correio eletrônico
através das Listas de discussão CGB-L e Bibliotecas-L no período 24 de maio de 1999 a
06 de julho de 1999 com um total de 44 dias sendo 30 dias úteis (excluindo-se sábados,
domingos e feriados deste período). Durante este período foram coletadas todas as
mensagens recebidas nas listas. Os dados para o estudos foram extraídos das próprias
mensagens, e as variáveis foram as seguintes: procedências das mensagens; tamanho;
assunto; período (manhã e tarde) de maior fluxo das mensagens; número de
profissionais participantes da Rede e na Instituição, número de Bibliotecas
participantes.

Resultados e Discussão

Durante o período do estudo 44 dias consecutivos houveram 226 comunicações nas
listas CGB-L e Biblioteca-L, enviadas aos aproximadamente 115 membros das listas,
sendo 95 bibliotecários e 20 diretores de Bibliotecas. O quadro 1 mostra o número e
média de mensagens por lista.

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�Quadro -1 Mensagens disponibilizadas por listas
ListasMembrosNº de mgs
EnviadasMédia diáriaBiblioteca-L95 1384,6CGB-L20 882,9Total1152267,5

Na lista Biblioteca-L a média foi 4,6 mensagens por dia. A média foi calculada pelo
número total de mensagens e dividida pelos dias úteis nesse período. Mas se analisada
detalhadamente existe uma diferença significativa entre a freqüência diária das
mensagens, como pode ser observado no gráfico 1, no décimo terceiro dia útil foram
enviadas 12 mensagens, o maior número de mensagens disponibilizada em um único dia
no período analisado, porém houve três dias sem nenhuma mensagem enviada.

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�Na lista CGB-L como pode ser observada no quadro 1 a média foi 2,9. A maior freqüência
diária foram 9 mensagens disponibilizadas, ficando quatro dias sem o envio de mensagens.
Os demais dias permaneceram próximos à média.

Nos gráficos abaixo pode ser observado número de participantes ativos nas listas, ou seja,
ativos foram os membros que enviaram mensagens para a listas e não ativos foram os que
apenas leram as mensagens disponibilizadas

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�Percentuais de participantes nas listas
Graf. 2

Graf. 3

Quanto a interatividade nas listas, a lista CGB-L por ser um canal
de comunicação direto entre a Coordenadoria e os diretores das
Bibliotecas, faz se necessário pelo seu objetivo a participação de
100% desses diretores. Porém, neste período de estudo foi observado
a participação de 75% dos diretores. A lista Bibliotecas-L talvez
pelo fato, na época da análise, ser recente, teve a participação de
poucos bibliotecários 35%, ou seja, 33 dos 95 bibliotecários
inscritos. Acreditamos que hoje exista um crescimento notável na
participação dos profissionais no uso dessa lista. Nesse período
algumas das mensagens disponibilizadas eram de incentivos ao uso das
listas de discussão.
No quadro 2 podemos observar a classificação dos temas
disponibilizados nas mensagens da lista Bibliotecas-L.

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�Quadro -2 Temas da lista Bibliotecas-L
Classificação dos Temas Total
F
%Solicitação de empréstimo/ localização material bibliográfico3726,9Comunicados
da Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB1712,4Comunicados das Bibliotecas
(mudanças de e-mails e números de telefones, divulgação de cursos, avisos de férias e
outros)1712,4Discussão sobre a opção de circulantes128,7Discussão sobre obras
extraviadas107,3Mensagens repassadas de outras listas de interesse geral85,8Solicitação de
informações sobre o procedimentos de vários serviços como circulação, patrimônio e
outros75,0Perguntas técnicas 75,0Mensagens sobre a Lista (incentivos sobre a participação,
opiniões)75,0Alerta sobre virus64,4Discussão sobre o plano de carreira42,9Solicitação sobre
os procedimentos utilizados no empréstimo de periódicos na Rede21,4Duplicatas
solicitação/doação21,4Elogios a colegas, bibliotecas da redes e ou
serviços21,4TOTAL138100
Quanto a classificação dos assuntos, como pode ser visto no quadro 2, predominaram
mensagens que se referiam a localização ou solicitação de materiais bibliográficos nos
acervos das bibliotecas da Rede com a finalidade do empréstimo entre bibliotecas com 26,9%
das freqüências. Nota-se que os profissionais a utilizaram em substituição a um serviço que
feito de maneira tradicional utilizaria telefone, fax, carta (impresso), correio e dispenderia
mais tempo para atender os usuários, tornando-a uma comunicação rápida e econômica entre
os membros da lista..
Os comunicados da CGB-L para as bibliotecas e os comunicados entre as bibliotecas da Rede
demostraram, cada um, 12,4 % das freqüências. Foi considerada uma comunicação rápida e
econômica, tendo em vista que, cada comunicado na maioria das vezes teria que ser enviado
para as 24 Bibliotecas da Rede por este meio, a comunicação é feita de forma simultânea e em
tempo real.
Nesta lista notamos que aparece o debate/discussão entre vários assuntos citados no quadro
como: Discussão sobre a opção de circulantes; Discussão sobre obras extraviadas; Discussão
sobre o plano de carreira, esses três itens apresentaram juntos 18,9% do total das freqüências.
Esse tipo de mensagem além da grande participação dos usuários contribue para o
crescimento profissional e organizacional .
A classificação de temas do quadro 2, de acordo com o estudo de TERRA (1998), as
mensagens da Lista Bibliotecas-L estão classificadas em três tipos de informação:
transferência da informação, pedidos de informação e discussão de temas.
O quadro 3 apresenta os resultados de classificação de temas da lista CGB-L. Observamos
que predominaram a solicitação de informação da CGB junto às bibliotecas da Rede. Este tipo
de solicitação era feito via telefone, fax, carta, com a utilização da lista resultou em economia
e rapidez na comunicação. Em seguida aparecem os comunicados da CGB para as Bibliotecas
com 22,7% das mensagens que são informações que abrangem a maioria das bibliotecas. A
troca de informações entre os diretores das bibliotecas vem em terceiro lugar com 20,5% das
mensagens. Os demais temas não tiveram diferenças significativas de pontuação, apenas o
tema sobre vírus que ocupou o último lugar com 1 mensagens (1,1%).

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�Quadro -3 Temas da lista CGB-L
Classificação dos Temas Total
F
%Solicitação da Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB de informações (dados) às
bibliotecas 2831,8Comunicados da Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB2022,7Troca de
informações entre a Rede (regulamento, multa, horário de atendimento e
outros)1820,5Comunicados das Bibliotecas (mudanças de e-mails e números de telefones,
divulgação de cursos, avisos de férias e outros)1011,4Duplicatas
solicitação/doação77,9Solicitação de empréstimo/ localização material
bibliográfico44,6Alerta sobre virus11,1TOTAL88100
Nesta lista observamos que o tipo de informação que predominante é o de pedidos de
informação com (31,8 %) em seguida a transferência de informação e bem pouco apareceu a
discussão de temas no período analisado.
Quanto a preferência de período manhã/tarde para a disponibilização das mensagens,
observamos que as duas listas têm a preferência pelo período da tarde, isto é, a lista CGB-L
apresentou 42,1% das mensagens no período da manhã e 57,9% no período da tarde. Na lista
Bibliotecas-L foram 40,6% das mensagens no período da manhã e 59,4% no período da
tarde. Esse resultado mostra que os profissionais utilizaram mais o período da tarde para
enviarem ou lerem suas mensagens.

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�O tamanho da mensagens foi verificado através da quantidade de linhas utilizadas ao redigir
cada mensagem. O quadro 4 mostra esse resultado.
Quadro -4 Tamanho das mensagens
Nº de linhas% de mensagens
1 a 573,5 6 a 1015,0 11 a 15 3,0 16 a 20 8,4
O resultado apresentado no quadro 4, tamanho das mensagens, vai de encontro com os
estudos citados pela literatura, ou seja, predomina a menor quantidade de linhas
(1-5 linhas) quando o tipo de informação é classificado como pedidos de informação, que são
comunicações simples e objetivas. No nosso estudo a maioria das mensagens disponibilizadas
foram classificadas como pedidos de informação. Porém, as mensagens que utilizaram o
maior número de linhas (16-20 linhas) foram os temas que promoveram a discussão na lista.

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�Conclusão
Revendo-se alguns dos resultados obtidos chega-se as seguintes constatações:
As mensagens que predominaram nas listas são comunicações que substituíram na maioria
das vezes telefone, fax, carta (impressa), correio e até face a face, tornando-se portanto mais
rápidas e econômicas e ainda de forma simultânea e em tempo real, atendendo uns dos
objetivos das listas.
As mensagens mais veiculadas nas listas foram os pedidos de informação, com mensagens de
1 a 5 linhas. Os debates das listas foram mensagens mais longas contenda 16 a 20 linhas.
O profissional esta aberto para o uso desse recurso na comunicação. Com o recebimento
diário de mensagens torna-se necessário a participação interativa do usuário na lista, ou seja,
ler e participar com opiniões e ou respostas.
A comunicação na lista é redigida e enviada. As respostas podem ser imediatas na lista ou,
diretamente, apenas ao interessado, oferecendo também a possibilidade de anexar documentos
através dos vários tipos de arquivos.
O profissional recebe informações atualizadas e precisas, pois além de substituírem as cartas e
ofícios impressos, vêem ocupando espaço com cartões festivos, natalinos etc.
O profissional de uma das bibliotecas da Rede UNESP pode dentro da Universidade fazer
parte de várias listas, no caso da Biblioteca do Instituto de Química de Araraquara - IQAr os
profissionais têm a opção de comunicar-se ou ser informado através das listas: UNESP-L
(lista com procedência da Reitoria), iqgeral (lista com assuntos gerais do Instituto de
Química com a participação de docentes, funcionários e alunos).
A comunicação feita através de lista de discussão na maioria das vezes, traz além da rapidez e
economia a vivacidade na comunicação. Em algumas mensagens podemos sentir o humor, a
decepção, a euforia do emissor através das linhas digitadas. Esse sentimento pode provocar a
integração e a efetividade dos membros de uma lista.
Acreditamos que as listas das Bibliotecas da Rede UNESP são uma iniciativa que deu certo
na comunicação entre os profissionais desta Universidade.

PAGE 17

�Referências Bibliográficas
KOVACS , M. J. &amp; KOVACS, D.K. The state of scholarly electronic conferencing.
Electronic Networking, v.1, n.2, p. 29-36, 1991.
MOSTAFA, S. P. &amp; TERRA, M. C. As fontes eletrônicas de informação: novas formas de
comunicação e de produção do conhecimento. São Paulo em Perspectiva, São
Paulo, v.12, n.4, out/dez.,1998.
SCHAEFERMEYER, M. T. &amp; SEWELL, E. H. Communicating by electronic mail.
American Behavior Scientist, v.32, p.112-123 ,1988.
TERRA, M. C. A comunicação informal dos profissionais de informação: Listas de
discussão. Campinas, 1998, 70p. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia)
-Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
UNIVERSIDADE Estadual Paulista Vem para a lista você também. Boletim da UNESP
São Paulo, v.1, n.10, 1999.

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Ciência da Informação&#13;
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este estudo focaliza o uso das listas de discussão CGB-L e Bibliotecas-L, ambas foram uma iniciativa da Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual Paulista - UNESP. Esta Coordenadoria administra a rede de bibliotecas da UNESP constituída por 24 bibliotecas distribuídas em 15 cidades do Estado de São Paulo onde se localizam Unidades da UNESP dedicadas ao ensino, pesquisa e assistência à comunidade. A lista de discussão CGB-L é direcionada aos diretores de Bibliotecas da Rede, e a lista de discussão Bibliotecas-L é destinada aos demais bibliotecários. O intuito da criação destas listas foi o de integrar os membros das 24 bibliotecas existentes na Rede UNESP e agilizar a comunicação entre eles, sendo os benefícios esperados a rapidez na troca de informação, economia nos telefonemas, fax, e menor tempo na obtenção da informação, como ressalta a literatura pesquisada. O objetivo principal deste trabalho é verificar o uso da comunicação eletrônica pelos assinantes das listas CGB-L e Bibliotecas-L, identificar o número de profissionais participantes nas listas, identificar os assuntos veiculados nas mensagens durante o período analisado, a média diária do fluxo de mensagens e os tipos de mensagens.</text>
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                    <text>CATALOGAÇÃO COOPERATIVA: PROGRAMAS E ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS PELO SIBi/USP NO PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO

Rosaly Favero Krzyzanowski
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
Universidade de São Paulo
rfkrzyza@usp.br
Inês Maria de Morais Imperatriz
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
Universidade de São Paulo
inesm@usp.br
Marcia Rosetto
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
Universidade de São Paulo
mrosetto@usp.br

Adriana Hypólito
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
Universidade de São Paulo
adriana@sibi.usp.br
Maria Inês Conte
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
Universidade de São Paulo
inesc@usp.br
Célia Alencar Duarte
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
Universidade de São Paulo
cduarte@sibi.usp.br

______________________________

* UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS – Departamento Técnico

Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J, 374 - 1º andar - Cidade Universitária
05508-900 - São Paulo, SP - Brasil
Fone: (0XX11) 818-4194 e 818-4197 - Fax: (0XX11) 815-2142 - dtsibi@org.usp.br
http://www.usp.br/sibi

1

�RESUMO

Dentre os programas e projetos globais do Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo – SIBi/USP para consecução de seu objetivo, o
desenvolvimento de atividades interativas foi uma das prioridades desde a criação do
Sistema, substituindo as iniciativas isoladas pela realização do trabalho como um todo,
proporcionando a racionalização de procedimentos seja nas aquisições de materiais, seja no
tratamento técnico da informação. Portanto, foi necessário buscar o aperfeiçoamento de
pessoal no desenvolvimento das habilidades operacionais, o que levou à melhoria da
qualidade do trabalho. Iniciativas de cooperação e compartilhamento interno do Sistema,
em seu conjunto, foram o ponto de partida para a ampliação da participação do SIBi/USP
em catálogos coletivos regionais e nacionais de informação bibliográfica, acrescida de
participações internacionais, ao tornar-se membro do WorldCat (OCLC) para a realização
da catalogação cooperativa e ao iniciar sua colaboração com o Programa NACO (Name
Authority Cooperative Program) da Library of Congress, para a contribuição de nomes
brasileiros. Esses são pontos fundamentais para o progresso e a atualização do SIBi/USP,
em sintonia com a tendência mundial de ações compartilhadas e parcerias nessa área.

Eixo Temático: Gerência da Biblioteca Universitária

2

�CATALOGAÇÃO COOPERATIVA: PROGRAMAS E ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS PELO SIBi/USP NO PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO

1 Introdução

A cooperação entre bibliotecas não é um fenômeno novo. Pesquisas nesta área
mostram que os profissionais da área de informação há muitos anos realizam
empreendimentos cooperativos, principalmente na formação de redes de catálogos
cooperativos, intercâmbio de dados para formação de bases bibliográficas, e de materiais –
serviços de empréstimo entre bibliotecas e comutação bibliográfica (Baker, 1993).
Os primeiros catálogos coletivos eram enormes arquivos em fichas, cuja criação
representava um trabalho de devoção profissional, além de sua atualização ser muito
onerosa. Da mesma forma, mecanismos de empréstimos entre bibliotecas já existiam muito
antes dos atuais sistemas computadorizados e redes de dados.
Os termos que identificam essas atividades vêm sendo utilizados indistintamente,
existindo várias definições na literatura especializada, conforme alguns exemplos no
Anexo 1. Muitos projetos que foram desenvolvidos subsidiaram as atividades cooperativas
e serviram de modelo para outras iniciativas (Anexo 2). Um deles foi o Linked Systems
Projects (LSP) da Library of Congress dos Estados Unidos que estabeleceu um padrão para
formação de redes e consórcios com as principais características: a) incluir o conteúdo de
várias bibliotecas ou de muitas publicações em bases de dados bibliográficos; b) permitir
que os recursos existentes nessas bases de dados fossem colocados à disposição de outras
bibliotecas e de seus usuários; c) compartilhar os recursos e os custos dos catálogos em
linha e de outras bases de dados; d) distribuir, aos membros, recursos eletrônicos
comprados em nome de todos os sócios.
Esse modelo, iniciado na década de 60, e que se estendeu até os anos 90, foi adotado

3

�por muitas bibliotecas, especialmente nos Estados Unidos, que se uniram em rede ou em
consórcio na busca de soluções aos problemas da diminuição de recursos financeiros, do
aumento do número de publicações, tanto de livros quanto de periódicos, e da necessidade
de informatização de alta qualidade e velocidade (Quadro 1).

Quadro 1 – Exemplo de Iniciativas de Redes/Consórcios (Modelo LSP)

Redes / Consórcios

Características

UTLAS International

−

Anteriormente denominado University of Toronto Library Automation
System; sistema iniciado em 1973 prestando serviços de catalogação em
linha, controle de aquisições, conversão retrospectiva e controle de
publicações seriadas.

WLN

−

Inicialmente Washington Library Network, depois Western Library
Network, WLN Corporation e atualmente OCLC/WLN Pacific
Northewest Service Center; constituída em 1977 como rede estadual e
depois transformando-se em nacional e internacional, oferecendo serviços
de catalogação cooperativa e aquisição automatizada.

RLIN

−

Research Libraries Information Network sob a responsabilidade do RLG
(Research Libraries Group); rede internacional com serviços de
catalogação cooperativa, registros de autoridades e assuntos produzidos
pela LC (Library Congress).

OCLC

−

Iniciado em 1967 como Ohio College Libraries Center e depois Online
Computer Library Center, constitui-se atualmente na maior rede do mundo
com a Base WorldCat, dispondo de mais de 42 milhões de registros
(OCLC, 1999) e oferecendo serviços de catalogação online, conversão
retrospectiva, seleção, empréstimo entre bibliotecas, base de autoridades e
assuntos da Library of Congress, entre outros produtos.

Várias outras iniciativas de redes regionais também foram importantes para o
desenvolvimento de atividades cooperativas: CARL (Colorado Alliance of Research
Libraries); ILLINET Online (Catálogo Coletivo do Estado de Illinois); MELVYL
(Catálogo em linha da University of Califórnia integrando 9 cidades do Estado); OLIS
(Ohio Library and Information System) que interliga todos os acervos participantes do
sistema. Além das redes, vários consórcios também foram sendo estabelecidos em
diferentes países para dinamizar a cooperação, conforme relação no Anexo 3.

4

�Como se pode observar, cooperar é o ato de compartilhar recursos e benefícios que
advêm desse processo. Essas iniciativas podem se dar em vários aspectos, conforme os
tópicos abordados a seguir:
•

Recursos:
−

Humanos com a adoção de padrões internacionais de distribuição de RH nas
bibliotecas nos níveis básico, médio e superior;

−

Físicos, para otimizar recursos de instalação, equipamentos, mobiliário,
planejamento e operacionalização, visando a modernização e agilização de
rotinas e serviços;

−

Financeiros, com instituição de programas para aquisição de material
bibliográfico e de preservação de acervos;

•

Procedimentos para o Tratamento Técnico da Informação, com a adoção de padrão
comum de descrição bibliográfica, de definição de pontos de acesso e estruturação de
dados no tocante à automação dessas informações;

•

Procedimentos e metodologia na Prestação de Serviços de biblioteca aos usuários
(Krzyzanowski, 1998).
Quanto ao aspecto de tratamento da informação os sistemas de bibliotecas tiveram

uma importante evolução desde das décadas de 60 e 70, no entanto, permaneceram
constantes os objetivos centrais para a participação em atividades cooperativas. As
principais instituições que atuam na área situam-se atualmente em duas categorias
principais:
•

grandes bibliotecas nacionais ou serviços de catalogação centralizada, que criam
grandes bases de dados bibliográficos;
5

�•

cooperativas estabelecidas por grupos de bibliotecas, que acreditam que estas, e os
usuários, ganham com o compartilhamento dos recursos e na criação de uma base de
dados de catálogo coletivo.

6

�2 Catalogação Cooperativa

As bibliotecas, independentemente de seu tipo, são criadas como resposta às
necessidades e demandas de informação de uma comunidade específica. Cada biblioteca
está organizada internamente de maneira diferente e cumpre de modo diverso com os
objetivos da instituição a qual pertence; tradicionalmente o principal valor da biblioteca se
concentra em sua coleção de materiais e os serviços que oferece para o acesso à informação
contida nesta (Garduño Vera, 1996).
Na atualidade, as bibliotecas universitárias e de investigação estão vivendo tempos
de profundas mudanças, observando-se a adoção de novos padrões no serviço bibliotecário,
organização e administração do conhecimento, o qual se deriva do incremento na produção
de informação, sua representação em distintos suportes impressos e eletrônicos e na
variedade do custo de cada um deles.
Perante este panorama, é necessário ter uma visão integral e objetiva de todo o
processo cíclico da organização "Biblioteca" e também de suas inter-relações com
produtores e distribuidores de materiais, com outras bibliotecas e com a comunidade
usuária de seus serviços para realizar uma gestão estratégica dos recursos existentes e
também daqueles a serem adquiridos e/ou "acessados" (La Información..., 1998).
A Biblioteca deve se preparar para estabelecer novas formas para gerenciar sua
coleção e analisar quais outros recursos irá utilizar para completar seu "estoque local" de
informação. A aplicação de tecnologias de informação quanto à sistematização
bibliográfica, nesse sentido, tem reorientado, reativado e facilitado o uso da própria
informação.
O surgimento de programas e sistemas nacionais e internacionais de informação, que

7

�viabilizaram a catalogação cooperativa(1), com o uso de formatos bibliográficos(2), mostra a
importância da sistematização da informação bibliográfica orientada a apoiar as diversas
tarefas acadêmicas e de disponibilidade à sociedade. Dessa forma, o surgimento e uso de
normas catalográficas e de tecnologias no controle bibliográfico(3) tem propiciado a
orientação bibliográfica normativa em contexto universal; dentre os vários programas
desenvolvidos nesse nível o PCC – Program for Cooperative Cataloging da Library of
Congress (Program for..., 1999) propõe aos participantes a contribuição sistemática com
um número de cotas especificadas para cada ano, num esforço internacional para expandir
o acesso a coleções de bibliotecas. O PCC é composto pelas seguintes áreas:

NACO - Name Authority Cooperative Program (criação e controle de nomes
para normalização de entradas);
SACO - Subject Authority Cooperative Program (criação e controle de termos
enviados pelas bibliotecas para o Subject Headings da LC);
BIBCO - Program for Cooperative Cataloging (criação de registros utilizando
normas mutuamente acordadas);
CONSER - Cooperative Online Serials ( criação e manutenção de registros
bibliográficos de seriados).
Os principais objetivos destes são:
•

Aumentar a cooperação e viabilizar um maior número de registros bibliográficos e de
autoridades para subsidiar a catalogação e “trocar” informações entre os participantes,

(1)

(2)

(3)

De acordo com a American Library Association (Baker, 1993) catalogação cooperativa é “ a catalogação original de
itens bibliográficos por meio de ações conjuntas de um grupo de bibliotecas independentes as quais possibilitam o
acesso a registros bibliográficos para os membros do grupo e algumas vezes para bibliotecas não participantes deste”;
Os formatos bibliográficos são estruturados de acordo com a Norma ISO 2709 “ Format bibliographic information
interchange on magnetic tape”;
O conceito “Controle bibliográfico universal” permeou toda estruturação existente desenvolvida principalmente por
instituições como FID, IFLA, ISO, ALA e UNESCO, que desenvolveram projetos e programas concretos para o
melhoramento do trabalho bibliográfico.

8

�aumentando o Universo de Informação;
•

Desenvolver e manter normas para registros, mutuamente acordadas;

•

Promover a valorização do tempo de acesso e os custos envolvidos na catalogação, e
expandir ao conjunto de catalogadores que possam adotar as normas;

•

Aumentar a troca e uso de registros bibliográficos e de autoridades provenientes de
outros países;

•

Aumentar a qualidade dos registros cadastrados;

•

Ampliar os serviços aos usuários, através de empréstimo entre bibliotecas e comutação
bibliográfica.
Conforme o Cooperative Cataloguing Council do PCC, para apoiar a necessidade em

propiciar o acesso aos materiais das coleções das bibliotecas, o programa de cooperação
procura incrementar a disponibilidade de registros únicos criados sob normas mutuamente
acordadas para facilitar a criação e uso desses registros, e promover uma liderança na
comunidade de informação.
Para desenvolver programas que subsidiem a catalogação cooperativa, alguns
aspectos fundamentais devem ser estabelecidos:
•

Existência de infra-estrutura básica de telecomunicações e computacionais; alguns
serviços de catalogação fornecem os dados In Batch, em CD-ROM e online, via
Internet;

•

Catalogação de registros pelos participantes em programas cooperativos devem ser
consistentes, requerendo a aplicação de normas; a descrição bibliográfica deve ter
como objetivo a qualidade do registro produzido, tornando-o o mais universal possível
para futuros intercâmbios;

9

�•

O controle dos pontos de acesso como Autorias e Assunto precisam de normas claras e
precisas;

•

As bases de dados devem estar estruturadas com formatos que permitam o intercâmbio
de registros;

•

Os participantes do programa cooperativo devem definir um registro bibliográfico
básico, com a indicação de campos com os dados mínimos que precisam existir; por
exemplo o PCC estabelece três níveis para a catalogação: mínimo, básico e completo;

•

É necessário desenvolver procedimentos para a utilização de outros serviços que
forneçam catalogação copiada, ou seja, como copiar e complementar registros
importados pelos participantes do programa cooperativo local;

•

Analisar as possibilidades em participar e/ou oferecer conversão retrospectiva de
registros bibliográficos.

2.1 Participação do SIBi/USP em Programas de Catalogação Cooperativa
Em conformidade com a tendência mundial de trabalhos compartilhados e de
parcerias, as iniciativas de cooperação do SIBi/USP (Anexo 4), em seu conjunto,
constituem o ponto de partida para o desenvolvimento de programas e projetos globais do
Sistema. A implementação de atividades interativas, em substituição às iniciativas isoladas,
vem proporcionando a racionalização de procedimentos, seja nas aquisições de materiais
bibliográficos, seja no tratamento técnico da informação. Com a implantação do Banco de
Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS, a partir de 1985, foi possível estabelecer a
catalogação cooperativa entre as 39 bibliotecas do Sistema. No Quadro 2, pode-se verificar,
num período de três anos mais recentes, o número de exemplares de monografias

10

�cadastradas em registros já existentes no Banco, que proporciona o compartilhamento dos
dados, em relação a novos registros introduzidos, evitando-se assim duplicações
desnecessárias.
Essas iniciativas ampliaram a participação em catálogos coletivos regionais e
nacionais, e foram fundamentais para a expansão de trabalhos cooperativos a nível
internacional. Com os recursos da moderna Tecnologia da Informação, foi possível instalar
as condições necessárias à realização de catalogação cooperativa com o WorldCat do
OCLC (Online Computer Library Center).
De acordo com a configuração implementada, Figura 1, as bibliotecas do Sistema
puderam, a partir de 1997, consultar, via online, o DEDALUS Global (catálogo central da
USP) e o WorldCat e realizar, através de amplas possibilidades de informações, a
catalogação de materiais bibliográficos de seu acervo. No Quadro 3 relacionam-se, no
período de três anos, as atividades realizadas junto ao WorldCat e comparando-se os dados
nos Quadros 2 e 3, no período estabelecido, verifica-se que dos 93.117 registros novos
inseridos no DEDALUS, 47.038 foram importados do WorldCat para subsidiar a
catalogação, perfazendo um percentual de 50,5%, do total realizado. Nesse mesmo período
foram exportados para o WorldCat 22.195 registros originais (Quadro 2), um percentual de
22,8% em relação ao total de cadastramento, como contribuição aquele catálogo
(Universidade de São Paulo, 1998-1999).

11

�USP/SIBi/SPA

30.11.9

Figura 1 - Configuração para o Cadastramento de Registros Bibliográficos pelas
Bibliotecas do SIBi/USP no Banco DEDALUS (1)

etapa 1
• Verificar se existe o
registro necessário no
DEDALUS Global; se sim
ir para etapa 2

S

DEDALUS Global
(catálogo central do
SIBi/USP)

etapa 2
• Copiar o registro
localizado para o
DEDALUS Local e ir
para etapa 3

S

DEDALUS Local
(acervo da Biblioteca)

WorldCat
(OCLC)

etapa 3
• Cadastrar dados do exemplar
(nº de chamada, tombo, código
de barra, etc)

Dados
do
exemplar

N
• Se existir, copiar registro para o
DEDALUS Global e seguir as
próximas etapas
• Se não, cadastrar o novo
registro no DEDALUS Global e
seguir as próximas etapas;
posteriormente o registro é
exportado para o WorldCat

(1)

• Se não, verificar se já
existe o registro no
WorldCat do OCLC
Nota: nessa etapa o sistema
possibilita consulta a várias
tabelas

Nota: essa etapa é executada
pelo operador, após finalização
da etapa 1

A configuração atende a catalogação cooperativa no SIBi/USP e, desde 1996, com o WorldCat/OCLC.
12

Nota: essa etapa é executada
pelo operador, para
complementar a etapa 2

�Quadro 2 – Banco DEDALUS – Cadastramento de monografias efetuado pelas
Bibliotecas do SIBi/USP - período: 1997 a 1999
Atividades / Ano

1997

1998

1999

Total
em 30.11.99

−

Total de registros no Banco
DEDALUS

669.734

703.149

723.299

723.299(1)

−

Novos registros cadastrados

33.855

35.249

24.013

93.117

−

Novos exemplares
adicionados a registros já
existentes no DEDALUS

65.149

46.252

30.421

141.822

Quadro 3 – Interconexão do SIBi/USP com o Banco WorldCat (OCLC) para
catalogação de registros no Banco DEDALUS - período: 1997 a 1999
Atividades / Ano

1997

1998

1999

Total

−

Consulta online ao WorldCat
pelo
SIBi/USP,
para
recuperação e análise de
registros para o Banco
DEDALUS

48.629

105.507

60.165

214.301

−

Registros importados do
WorldCat para DEDALUS
(catalogação copiada)

10.476

21.130

15.432

47.038

−

Registros originais exportados do DEDALUS para o
WorldCat(2)

1.070

8.602

12.523

22.195

Outro aspecto relevante a ser considerado em atividades de catalogação cooperativa,
como é estabelecido pelos programas internacionais, refere-se aos pontos de acesso de
autoridades (nomes e assuntos), os quais devem ser consistentes e padronizados conforme
normas vigentes, principalmente em catálogos online, para que a recuperação dos dados
(1)

a coluna total de registros no Banco DEDALUS representa a posição do Banco na data indicada, resultado
das atividades operacionais continuamente realizadas: cadastramento, remoções e atualizações de
registros;
(2)
o processo foi iniciado a partir de outubro de 1997; durante esse mesmo ano foi efetuada a conversão
retrospectiva dos registros do DEDALUS a partir da qual 19.170 registros originais do DEDALUS foram
introduzidos no WorldCat.

13

�seja realizada de forma consistente, exigindo, portanto, um controle dessas entradas pelo
órgão gerenciador (Tillet, 1998).
Assim, o SIBi/USP, por meio do seu Departamento Técnico, dentre as atividades
desenvolvidas para o Banco DEDALUS, realiza análise e normalização de pontos de
acesso de registros cadastrados que não estejam em conformidade com as normas; no
Quadro 4 são demonstradas, no período de três anos, as atividades executadas para esse
fim. Com a instalação do novo software (Aleph) para o Banco DEDALUS, em 1997, foi
criada a Base de Autoridades (Figura 2), que possibilitou novos recursos para a
continuidade dessa atividade com mais agilidade e qualidade.
A partir de 1998, o SIBi/USP, a convite da Library of Congress dos Estados Unidos,
vem participando da Base NACO (Name Authority Cooperative Program), contribuindo
com registros de nomes brasileiros. Para tanto, foi proporcionado pela LC um treinamento
para a equipe técnica do SIBi/USP envolvida com essa atividade (Library of Congress,
1998). No Quadro 5 encontram-se relacionados os dados referentes às atividades
executadas nessa base; num período de 13 meses, foram introduzidos 647 nomes
brasileiros(1) que não constavam do NACO, propiciando, dessa forma, informações
importantes para os catalogadores num nível internacional.

(1)

de acordo com os dados de 1997 de catalogação cooperativa realizada pelas bibliotecas membro do
NACO, as contribuições de novos nomes em um ano variaram entre 2 a 19.009 (Library of Congress,
1998).

14

�USP/SIBi/SPA

30.11.9

Figura 2 - Configuração para Desenvolver Atividades Relacionadas ao Controle de Autoridades no
Banco DEDALUS e conexão com WorldCat (OCLC) e NACO (LC) (1)

Base de
Autoridades
DEDALUS

DEDALUS
Registros
Bibliográficos
(Títulos)
Apontadores para
as Bibliotecas

Bibliotecas
Tít + dados de
Acervo

(1)

A configuração foi estabelecida a partir de 1998.
15

WorldCat
OCLC

NACO
LC

�Quadro 4 – Normalização de Pontos de Acesso de Nomes no Banco DEDALUS
(Base de Autoridades) - Período: 1997 a 1999
Atividades / Ano

1997

1998

1999

Total

−

Revisões de entradas

14.614

14.975

9.815

39.404

−

Normalizações executadas

10.697

8.731

11.109

30.537

−

Remissivas introduzidas

(1)

4.909

5.068

9.977

−

Entradas introduzidas para
complementações de dados

(1)

461

1.140

1.601

Quadro 5 – Cadastramento de Nomes de Autores Brasileiros do Banco DEDALUS
na Base NACO (Name Authority Cooperative Program) da Library
of Congress (LC) - Período: 1998 a 1999
1998(2)

Atividades / Ano

1999

Total

−

Consulta
NACO

base

455

3.133

3.588

−

Nomes analisados na base
NACO
para
subsidiar
cadastramento pelo SIBi/USP

110

726

836

−

Cadastramento
online
realizado (nomes brasileiros)
na base NACO

36

611

647

online

à

Essas iniciativas vêm exigindo do Sistema um redimensionamento operacional
constante e requerendo um alto grau de aperfeiçoamento profissional de seus integrantes
para atingir a qualidade necessária nessas atividades de âmbito internacional. Nesse
sentido, ações têm sido realizadas pelo Departamento Técnico do SIBi/USP, dentro do
Programa de Qualidade e Produtividade da Reitoria da USP, permitindo a realização dessas
atividades de treinamento das equipes bibliotecárias.

(1)

essas atividades foram introduzidas na operacionalização do Banco DEDALUS, a partir da
disponibilidade de novo software de gerenciamento (Aleph);
(2)
atividade iniciada a partir do treinamento recebido pela LC em setembro de 1998.

16

�Como resultado, as bibliotecas do SIBi/USP estão equiparando-se às bibliotecas
universitárias de países mais avançados, nos procedimentos de acesso à informação, bem
como tornando-se aptas a participar mais amplamente de novos projetos/programas
cooperativos e de compartilhamento de recursos. Nesse panorama, o Banco DEDALUS se
caracteriza como base provedora de informações bibliográficas de acervos e da produção
acadêmica da USP, participando de um “metacatálogo” internacional de bibliotecas
existentes na Internet.

17

�4 Referências Bibliográficas

BAKER, Barry B. Cooperative cataloging: past, present, and
Classification Quarterly, v.17, n.3/4, 1993.

future. Cataloging &amp;

BROWN, Doris R. Consórcios e redes nas bibliotecas acadêmicas dos EUA.
Transinformação, vol. 10, n. 1, jan./abr., 1998.
GARDUÑO VERA, Roberto. Modelo bibliográfico basado em formatos de intercambio y
en normas internacionales orientado al control bibliográfico universal. México : UNAM,
Centro Universitario de Investigaciones Bibliotecológicas, 1996. 220p.
HARROD´S Librarians glossary of terms used in librarianship, documentation and the
book crafts and reference book. Aldeshot : Gower Publishing Company Ltda, 1990.
HOLEY, Robert P. Cooperative cataloging outside north america: status report 1993.
Cataloging &amp; Classification Quarterly, v.17, n.3/4, p. 201-236, 1993.
KRZYZANOWSKI, Rosaly F., IMPERATRIZ, Inês M. de M. Cooperação e
compartilhamento para o aperfeiçoamento dos serviços bibliotecários para bibliotecas
universitárias. Transinformação, v.10, n.1, jan/abr.1998.
LA INFORMACIÓN en el inicio de la era eletrónica. México : UNAM, Centro
Universitário de Investigaciones Bibliotecológicas, 1998. 2v.
LIBRARY of Congress. Treinamento de NACO para bibliotecas de OCLC. Washington,
1998. 1v. (Program for Cooperative Cataloging)
OCLC Users Council. OCLC WorldCat: principles of cooperation. Columbus, 1999.
PROGRAM for cooperative cataloging [online] Available: http://lcweb.loc.gov/catdir/pcc/
ROSETTO, Marcia. Curso – processamento cooperativo para bibliotecas da Universidad
Nacional de Córdoba – Argentina. São Paulo, 1999. 43p.
ROSETTO, Marcia. Uso do protocolo Z39.50 para a recuperação de informação em redes
eletrônicas. Ciência da Informação, v. 26, n. 2, p.136-139, maio/ago. 1997.
TILLET, Barbara B. International shared resource records for controlled access. Newsletter
Online: From Catalog to Gateway, v.10, n.1, dec. 1998 [online] Available:
http://www.ala.org/alcts/alcts _ news/v10n1/gateway.html
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Anuário Estatístico da USP. São Paulo, USP, 19981999.
VIEIRA, Anna Soledade. Redes de ICT e a participação brasileira. Brasília : CNPq/IBICT
: SEBRAE, 1994. 72p.

18

�Anexo 1 – Definições de Atividades Cooperativas

Cooperação
Cooperativo

ou − “associação de bibliotecas e instituições similares formada para
apoio mútuo e realização conjunta de tarefas onde a troca de
recursos ou divisão de custos podem ser vantajosos e eficientes”
(Harrod´s, 1990).

Rede

− conjunto de sistemas de informação e/ou comunicação –
descentralizados, intercomunicantes, formados por unidades
funcionais independentes, com serviços e funções interrelacionados – cuja interação é presidida por acordos de
cooperação e adoção de normas comuns. Contemporaneamente, as
redes são estabelecidas com base nos recursos telemáticos,
embora possam ser considerados também, na área de bibliotecas e
afins, esforços cooperativos ainda não integrados eletronicamente
(Vieira, 1998).

Consórcio

− “associação de bibliotecas da mesma região ou do mesmo tipo em
interesses comuns e o desejo de compartilhar custos” (Brown,
1998).

19

�Anexo 2 – Projetos que subsidiaram o desenvolvimento de atividades cooperativas e
que serviram de modelo para várias outras iniciativas

− Projeto MARC (MAchine Readable Cataloging) que propiciou condições para
fornecer dados bibliográficos legíveis por computador; em1969 foi criado o MARC
Distribution Service pela Library of Congress (LC), que desde daquela época oferece
várias opções para distribuição de dados bibliográficos em formato legível por
computador ou impresso.
− Projeto CONSER – CONversion of SErials, que em 1986 passou a ser Cooperative
Online Serials, contando com uma base de dados consistente e normalizada de seriados
e coleções norte-americanas.
− Projeto “Linked Systems Project” (LSP) com o objetivo de estabelecer nos Estados
Unidos uma rede nacional de serviços e utilitários para sistemas bibliográficos online e
interligados por uma interface de busca padrão; nessa mesma época deu-se início ao
desenvolvimento do Protocolo Z39.50 (Norma ANSI/NISO Z39.50)(1). A primeira
aplicação do LSP foi para o Authority File Service (NAFS) e que se tornou, em 1984,
no Name Authority Cooperative Program (NACO) da LC.

(1) “

Z39.50 é um protocolo de comunicação entre computadores desenhado para permitir pesquisa e
recuperação de informação em redes de computadores distribuídos” (Rosetto, 1997).

20

�Anexo 3 – Exemplos de Consórcios de Catalogação Cooperativa estabelecidos em vários países

País

Consórcio

Alemanha

−

HEBIS (Hessisches Bibliothekinformationsystem)

Brasil

−

BIBLIODATA/CALCO (Brasil)

Chile

−

RENIB (Red Nacional de Información Bibliográfica – Chile)

Dinamarca

−

ALBA (Accessions Katalogens Lokaliserings Base)

−

ALIS (Automated Library Information System)

−

BASIS (Bibliotecas Públicas e Escolas)

−

REX (Royal Library e outras bibliotecas consorciadas)

−

Bibliotecas Publicas del Estado

−

CIRBIC (Catálogos Informatizados de la Red de Bibliotecas del
CISC)

−

REBIUN (Red de Bibliotecas Universitárias)

−

CIC (Comittee on Interinstitucional Cooperation)

−

GALILEO (Georgia Library Learning Online)

−

ILCSO (Illinois Library Computer System Organization)

−

OHIOLink

Finlandia

−

LINNEA (Library Information Network for Academic Libraries)

França

−

CCN (Catalogue Collectif National des Publication en Série)

−

LIBRA (Catalogação
monograficos)

−

BLAISE (British Library Automated Information Service)

−

British National Bibliographic (BNB)

−

CURL (Consortium of University Research Libraries)

−

LASER (London and South Easter Library Region)

México

−

LIBRUNAM (Universidad Autonoma de México– UNAM)

Noruega

−

BIBSYS (Bibliotek System); Norsk Samkatalog)

Portugal

−

PORBASE (Base Nacional de Dados Bibliográficos

Suécia

−

BURK (Bibliotekens Universella Register med Katalogdata)

−

LIBRIS (Library Information System)

−

SAIBIN (Sistema Automatizado de Información de la Biblioteca
Nacional);

Espanha

Estados Unidos

Grã-Bretanha

Venezuela
Fonte: Rosetto, 1999.

21

Cooperativa

online

de

materiais

�Anexo 4 - Atividades de Cooperação e Compartilhamento de Recursos do
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
ATIVIDADE

PARCERIAS

OBJETIVO

• SIBi/USP/ Reitoria USP/ Centro
de Computação Eletrônica (CCE)

Disponibilizar online e em
CD-ROM o acervo e a
Produção Intelectual da
USP; realizar controle
bibliográfico da produção
intelectual da Instituição.

I Construção e Participação em Bases de Dados
Âmbito local
• DEDALUS (Banco de
Bibliográficos da USP)

Dados

Regimento
Tipo:
institucional
• UNIBIBLI
(Catálogo
dos
acervos
USP,
UNICAMP,
UNESP)

intra-

• Sistemas de Bibliotecas das três
Universidades
Estaduais
Paulistas

Disponibilizar
os
respectivos acervos via
CD-ROM, a partir da
armazanagem de dados nas
bases intra-institucionais.

Tipo: Convênio (consórcio)
• CCL (Catálogo Coletivo de
Livros do Estado de São Paulo)

• SIBi/USP - Governo do Estado
de São Paulo

Atender à comunidade em
geral para localização de
obras existentes em 123
bibliotecas do Estado de
São Paulo

Tipo: Acordo de Cooperação
Âmbito Nacional
• SITE (Base de Dados de Teses)

• SIBi/USP - IBICT

Tipo: Convênio
• Rede Antares (Banco de Dados
sobre Literatura em Ciência e
Tecnologia)

• SIBi/USP - IBICT

Tipo: Convênio

• CCN (Base de Dados do
Catálogo Coletivo Nacional de
Periódicos)

• SIBi/USP - IBICT

Tipo: Convênio

22

Cooperar no fornecimento
de registros bibliográficos
das teses defendidas na
USP, 1934-; compartilhar
do Catálogo Nacional de
Teses, disponível online
Fornecer os registros do
DEDALUS, compartilhando
com várias redes e
sistemas
nacionais
disponíveis online
Fornecer os registros do
DEDALUS, referentes a
coleções de periódicos da
USP, compartilhando com
o Catálogo Nacional de
Periódicos,
disponível
online e em CD-ROM
(Continua)

�ATIVIDADE

PARCERIAS

OBJETIVO

• SIBi/USP - BIREME (Centro
Latinoamericano e do Caribe de
Informação em Ciências da
Saúde) /OPAS/OMS

Captar
e
registrar
informações
na
área;
disponibilizar informações
em CD-ROM

Âmbito Internacional
• LILACS (Literatura Latino
Americana de Informação em
Ciências da Saúde)

Tipo: Convênio
II Serviços Cooperativos
Âmbito Nacional
• Comutação Bibliográfica online

• SIBi/USP - BIREME
Tipo: Convênio
• SIBi/USP - IBICT (COMUT)
Tipo: Convênio

Realizar intercâmbio de
trabalhos científicos em
âmbito nacional

Âmbito Internacional
• British Library Document Supply
Centre

• SIBi/USP - British Library

• LIG-DOC
Comutação
Bibliográfica
online
com
bibliotecas de Instituições na área
de Engenharia

• SIBi/USP – EP (Escola Politécnica) - EESC (Escola de
Engenharia de São Carlos) UNAM (Universidade de Novo
México)
Tipo: Consórcio - ISTEC

Realizar
intercâmbio
eletrônico
de
artigos
científicos na área de
Engenharia

• WorldCat (Catálogo
Internacional)

• SIBi/USP - OCLC (Online
Computer Library Center, Ohio,
E.U.A.)

Obter
agilidade
e
padronização dos registros
bibliográficos
do
DEDALUS/USP; cooperar
com o WorldCat; tornar-se
agente multiplicador do
OCLC
para
outras
instituições brasileiras

Coletivo

Realizar intercâmbio de
trabalhos científicos em
âmbito internacional

Tipo: Parceria Informal

Tipo: Inscrição como Membro
do OCLC

• Programa
(Name
NACO
Authority Cooperative Program)

• SIBi/USP - Library of Congress
(E.U.A)
Entendimentos
Tipo:
Convênio de Cooperação

23

para

Realizar desenvolvimento
de entradas normalizadas
de autoridades no Dedalus,
com vistas à padronização
internacional, via Library
of Congress
(Continua

�ATIVIDADE

PARCERIAS

OBJETIVO

• Desenvolvimento de workshops,
palestras, seminários, treinamentos sobre Capacitação de
Recursos Humanos da área de
Bibliotecas

• SIBi/USP (DT e Comissões
Assessoras), FEA/USP e ECA/
USP

Promover
o
desenvolvimento
e
a
capacitação de recursos
humanos das bibliotecas na
prestação de
serviços
bibliotecários
e
na
modernização do Sistema.

• Biblioteca Eletrônica de Revistas
Científicas

• USP - UNESP - UNICAMP –
UFSCAR
–
UNIFESP
/
BIREME

III. Gerenciamento / Consultoria
Âmbito Local

ProBE

Acordo
informal
Tipo:
cooperação intra-institucional

de

Tipo: Consórcio (Projeto em
andamento junto à FAPESP)
• Projeto SciELO (Metodologia
para elaboração de revistas
científicas eletrônicas brasileiras)

• SIBi/USP/ FAPESP / BIREME
Tipo: Acordo em andamento

Realizar assinatura de
revistas
científicas
eletrônicas internacionais
para as bibliotecas, como
apoio ao desenvolvimento
da Pesquisa no Estado de
São Paulo
Participar do Projeto,
através da Comissão de
Credenciamento
de
Revistas Científicas da
USP

Âmbito Nacional
• Projeto
Brasileiro
da
“Commission on Preservation
and Access”

• SIBi/USP - Arquivo Nacional/
The A.W. Mellon Foundation

• PLANOR (Plano Nacional de
Obras Raras)

• SIBi/USP - Biblioteca Nacional

Tipo: Termo de adesão ao
Projeto

Tipo: Convênio

Participar
do
Comitê
Consultivo para o “Projeto
de Conservação Preventiva
em
Bibliotecas
e
Arquivos” no Brasil, com
apoio financeiro da Mellon
Foundation
Realizar
treinamento
técnico para preservação
de acervos bibliográficos
da USP; colaborar no
inventário das obras raras e
antigas, existentes nos
acervos das bibliotecas
brasileiras

Âmbito Internacional
• Desenvolvimento de workshop,
palestras,
seminários,
treinamentos
sobre
gerenciamento da informação na
América Latina

• SIBi/USP - CEPAL/CLADES
(Comisión
Económica
para
América Latina y El Caribe/
Centro
Latinoamericano
de
Documentación Económica y
Social)
Tipo: Acordos
cooperação

informais

Obter compartilhamento
do SIBi/USP em diferentes
situações com vistas a
agregar
valores
ao
gerenciamento
da
informação no SIBi/USP

de

(Continua)

24

�ATIVIDADE

PARCERIAS

OBJETIVO

• Consultoria para assuntos de
automação de bibliotecas e
intercâmbio/treinamento
de
profissionais na área da Ciência
da Informação

• SIBi/USP - Universidade da
Califórnia (Los Angeles)

Obter
otimização/
atualização dos Recursos
Humanos
e
serviços
bibliotecários do SIBi/USP

• Desenvolvimento de consultorias
e assessorias pelo DT/SIBi

• SIBi/USP para:

Tipo: Convênio

-Universidad Mayor de Córdoba
(Argentina)
-Conicit (Venezuela)
Tipo: Acordo
Cooperação

Fonte: Krzyzanowski, 1998.

25

informal

de

Promover
o
aperfeiçoamento
dos
recursos informacionais da
instituição

�</text>
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                </elementTextContainer>
              </element>
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    <collection collectionId="61">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71360">
                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
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            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71361">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71362">
                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71363">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71364">
                  <text>UFSC</text>
                </elementText>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Catalogação cooperativa: programas e atividades desenvolvidas pelo SIBi/USP no processo de modernização. </text>
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              <elementText elementTextId="72918">
                <text>Krzyanovsky, Rosaly Favero et al.</text>
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          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <elementText elementTextId="72919">
                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
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          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFSC</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Dentre os programas e projetos globais do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP para consecução de seu objetivo, o desenvolvimento de atividades interativas foi uma das prioridades desde a criação do Sistema, substituindo as iniciativas isoladas pela realização do trabalho como um todo, proporcionando a racionalização de procedimentos seja nas aquisições de materiais, seja no tratamento técnico da informação. Portanto, foi necessário buscar o aperfeiçoamento de pessoal no desenvolvimento das habilidades operacionais, o que levou à melhoria da qualidade do trabalho. Iniciativas de cooperação e compartilhamento interno do Sistema, em seu conjunto, foram o ponto de partida para a ampliação da participação do SIBi/USP em catálogos coletivos regionais e nacionais de informação bibliográfica, acrescida de participações internacionais, ao tornar-se membro do WorldCat (OCLC) para a realização da catalogação cooperativa e ao iniciar sua colaboração com o Programa NACO (Name Authority Cooperative Program) da Library of Congress, para a contribuição de nomes brasileiros. Esses são pontos fundamentais para o progresso e a atualização do SIBi/USP, em sintonia com a tendência mundial de ações compartilhadas e parcerias nessa área.</text>
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                    <text>BIBLIOTECAS ACADÊMICAS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Ursula Blattmann
Doutoranda em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina
Professora do Departamento de Ciência da Informação
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: ursula@ced.ufsc.br
Gregório J. Varvakis Rados
Doutor em Engenharia da Manufatura pela Universidade Loughborough
Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa catarina
Professor do Departamento de Ciência da Informação
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: grego@ced.ufsc.br
RESUMO
Aborda aspectos sobre as bibliotecas acadêmicas na educação a distância. Serviços
promovidos pelas bibliotecas ao usuário a distância. Relaciona a importância da cooperação
bibliotecária para atendimento das necessidades do usuário. Levanta questões sobre acervos
de coleções eletrônicas e digitais e o acesso à bibliotecas ao usuário a distância.
Palavras-chave: Bibliotecas. Educação a distância. Serviços a distância. Acesso a distância.

INTRODUÇÃO
A aprendizagem permanente ou continuada, conhecida pela expressão lifelong
learning, tornou-se um imperativo na economia mundial, onde inúmeras pessoas descobriram
que por meio dela asseguram melhores condições de empregabilidade. Buscam-se
oportunidades de aprendizagem que ocorrem em diferentes locais, ou seja, extrapolando os
limites físicos das instituições educacionais alcançando o indivíduo dentro de sua residência
ou até mesmo no seu trabalho. Esse novo cenário educacional vem provocando novas
abordagens e restruturações principalmente no ensino superior. As bibliotecas como

1

�elementos do sistema educacional necessitam participar ativamente deste processo, buscando
caminhos inovativos e criativos para apoiar a aprendizagem a distância e principalmente
oferecer aos estudantes que optaram por essa modalidade de ensino oportunidades iguais de
acesso às fontes informacionais como oferecidos aos estudantes do ensino presencial.
Entre os diferentes aspectos abordados pelas bibliotecas no seu cotidiano, estão
aparecendo novas questões tais como: participar e reconhecer as implicações existentes no
processo de aprendizagem contínua/permanente possibilitado pela educação a distância,
integrar os serviços promovidos pelas bibliotecas ao usuário a distância, a importância da
cooperação bibliotecária para atendimento das necessidades do usuário, a manutenção e
controle dos acervos de coleções eletrônicas e digitais, e as condicionantes para o acesso à
bibliotecas ao usuário a distância.
Este artigo pretende resgatar algumas facetas sobre as questões mencionadas e
principalmente colaborar no entendimento dessas mudanças e do papel desenvolvido pelas
bibliotecas participantes na educação a distância.
Importância das bibliotecas acadêmicas na educação a distância
As instituições de educação superior têm recursos limitados e vendo aumentada a
demanda de seus serviços pela sua clientela, com impactos administrativos e pedagógicos.
Entre os fatores para solucionar este fluxo procura-se por meio da utilização das novas
tecnologias educacionais advindas das inovações da telecomunicação, tais como a
teleconferência, a videoconferências, e pela incrementação dos recursos vindos da
informática, decorrente do uso intensificado das redes de computadores, atender
satisfatoriamente pela educação a distância com qualidade ao seu público alvo.
São diferentes fatores que interferem numa educação a distância com qualidade, entre
eles está o acesso à informação para complementar a educação formal transmitida nos cursos
a distância. Tiffin &amp; Rajasingham (1995, p. 115) mencionam que no aprendizado a distância é

2

�especialmente relevante o acesso às bibliotecas, indicando a importância de buscar a
informação pela possibilidade de baixar arquivos (download) de determinados textos em
bibliotecas específicas, dessa maneira a classe virtual terá sua biblioteca também.
A participação dos bibliotecários desempenha um papel importante na criação de
universidades virtuais, conforme coloca Zastrow (1997, p.1), seja pela experiência e as
habilidades para auxiliar no design, implementação e também no suporte da mediação nos
projetos de educação a distância.
Enquanto Starke-Meyerring (1998) menciona que os estudantes da educação a
distância foram condicionados longamente na expectativa limitada de acesso aos recursos e
serviços das bibliotecas isso está sendo modificado. Exemplificando pelos novos recursos e
serviços para apoio na aprendizagem a distância da University of Minnesota: melhorar o
acesso remoto à informação; iniciativas para alfabetização informacional; serviços de
referencia e consultas; e , apoiar extensivamente a faculdade multidisciplinar.
No estudo realizado por Rodrigues (1998) um modelo de avaliação para programas de
educação a distância, registra a importância dos recursos disponíveis aos envolvidos no
processo de aprendizagem mencionando a importância do uso de fontes diversificadas de
informação, entre elas, está o papel das bibliotecas no apoio instrumental oferecido pelas
instituições de educação a distância.
Para Blattmann &amp; Dutra (1999, p3) "as bibliotecas preenchem as lacunas existentes no
ensino tradicional e na vida real, onde são apreendidas lições fundamentais, nestes ambientes
ocorre a possibilidade do aprendizado social-interativo. Nota-se que os bibliotecários
auxiliam os educandos a localizarem as informações que são necessárias desde publicações
até listas de organizações importantes, portanto, o bibliotecário desempenha um papel
coadjuvante no processo de ensino/aprendizagem".
Serviços promovidos pelas bibliotecas ao usuário a distância

3

�Quando instituições acadêmicas começam a oferecer a opção do aprendizado a
distância, segundo Moss (1997), provoca-se um impacto na biblioteca e nos serviços que
devem continuar a serem oferecidos. Conforme esta autora, a biblioteca é responsável em
providenciar aos estudantes off-campus (distanciados do campus) os mesmos serviços que são
providenciados aos estudantes que freqüentam o campus (on-campus), mas esses serviços não
são geralmente providenciados da mesma maneira. Criar serviços de referência aos estudantes
remotos faz com que a ação de quem atua em bibliotecas seja repensada, bem como as
maneiras em que os serviços são elaborados.
Portanto, observa-se que pela migração e criação de serviços oferecidos localmente
nas bibliotecas para o acesso em rede local ou a distância são fatores fundamentais no acesso
à informação digital. Tanto pela consulta de catálogos online, bases de dados referenciais ou
até mesmo o acesso de coleções de publicações e documentos disponíveis no formato
eletrônico e digital.
Zastrow (1997, p.2) menciona algumas idéias sobre os serviços que podem ser
oferecidos pelas bibliotecas aos usuários que estão a distância, divididos em categorias
específicas, tais como:
1 Assistência na referência: a) criação do balcão de informações virtual baseado em
formulários Web que serão respondidos pelo setor de referência por meio das contas do
correio eletrônico; b) atalhos eletrônicos, isto é, guias de assuntos da Web baseados na
qualidade, pré-avaliação e resumo de Websites para suplementar os recursos materiais dos
cursos. Principalmente para as turmas de projetos de pesquisa; c) possibilitar o acesso Web
pela conexão de acesso remoto (Telnet) ao catálogo online da biblioteca.
2 Instrução bibliográfica: a) guia do usuário para informação textual online; b)
tutoriais interativos; c) demonstrações em vídeo de como pesquisar o catálogo online da
biblioteca ou bases de dados em CD-ROM utilizando a tecnologia em vídeo tal como Real

4

�Video (ou encaminhar videocassetes sobre sites de aprendizagem ainda é mais prático
enquanto vídeo Web ainda está sendo implementado)
3 Assistência na pesquisa: a) serviço de pesquisa online baseado em formulários Web
ou por solicitações pelo correio eletrônico para conduzir pesquisas na literatura em bases de
dados não disponíveis aos usuários da educação a distância.
4 Empréstimo interbibliotecário e entrega de documentos: a) a solicitação de
documentos (livros, teses, manuais, entre outros) pelo empréstimo interbibliotecário pode ser
efetuada pelo formulário Web ou pelo correio eletrônico e enviado para o estudante; b) a
entrega de documentos baseada nas solicitações dos formulários Web ou pelo
correio-eletrônico; artigos podem ser entregues pela via do tradicional fax ou escaneados e
depois enviados.
5 Reserva eletrônica da coleção: a) proteção da senha aos hyperlinks para a reserva
de leitura de texto integral eletrônico nas classes; b) guias de acesso e uso de material
eletrônico observando as tradicionais questões de copyright como: acesso restrito,
informações sobre copyright devem ser facilmente visualizadas; necessidade de requerer
permissão de uso; e, não podendo realizar proveito (no profit) no uso ou distribuição.
Importância da cooperação bibliotecária para atendimento das necessidades do usuário
O fluxo da informação da informação digital e seu respectivo crescimento exponencial
conduz bibliotecas ao estabelecimento de políticas para o gerenciamento da informação
digital entre os órgãos publicadores (editoras e entidades publicadoras) e o acesso remoto dos
usuários. Entre os impactos estão as questões oriundas da legislação sobre direitos autorais, de
copyrigth, de licenciamento e uso da informação digital no acesso remoto. Portanto
necessita-se buscar soluções quanto às limitações existentes no uso educacional e
informacional.

5

�A necessidade de parcerias com outras instituições, decorrentes principalmente devido
aos custos e armazenamento existentes na aquisição de coleções, bases de dados e acesso
online, fomenta o empréstimo interbibliotecário e o trabalho cooperativo entre as bibliotecas.
Assim, serviços de consulta e empréstimo entre as bibliotecas tornou-se uma questão de
atender as demandas informacionais que não podem ser satisfeitas pela coleção existente
numa única biblioteca. Como decorrência do avanço da telemática nas bibliotecas, os
catálogos cooperativos passaram a ser acessados remotamente e os serviços de empréstimo
necessitam acompanhar essa evolução.
Adams (1997, p. 2) menciona alguns elementos causadores de impactos nos serviços
das bibliotecas: computadores e redes podem realizar serviços bibliotecários, da equipe e
recursos prontamente disponíveis; isto é especialmente bom para a equipe da biblioteca
off-campus, pois com o treino adequado, pode-se aproveitar as mudanças, reconhecer que seu
respectivo trabalho faz a diferença aos usuários remotos. é menos satisfatório se a tecnologia
perpetua meramente os padrões de entrega e serviços. É ruim se existir muita divergência
entre a tecnologia mais recente que está sendo utilizada (por exemplo conferência mediada
por computadores) e as habilidades ou experiências necessárias para utilizar competentemente
a tecnologia. O futuro requer que sejam alcançados as necessidades de treinamento com
receptivos serviços bibliotecários atualizados. Isso é verdadeiro quando se refere aos serviços
bibliotecários off-campus.
Wielhorski (citado por Moss, 1997), onde menciona que os bibliotecários devem
trabalhar mais próximos e agir cooperativamente com o centro de computação do campus, no
sentido de providenciar serviços de suporte aos usuários remotos. Essa autora enfatiza que a
biblioteca deve definir seu papel referente ao treinamento dos usuários remotos. Este papel
não deve ser desenvolvido isoladamente do centro de computação do campus.

6

�Zastrow (1997, p. 1) menciona que os bibliotecários possuem habilidades para
participar na entrega pela mediação do computador na Internet, pois estão familiares com a
tecnologia computacionais e são usuários de longo prazo no uso da Internet; entendem das
questões de copyright e uso legal e estão acostumados a interpretá-las em situações práticas;
estão habilitados a utilizarem a tecnologia da informação; possuem embasamento na entrega
de recursos por meio do empréstimo interbibliotecário e na entrega de documentos; e,
especialmente em organizar a informação.
A informação digital nas bibliotecas certamente provoca rupturas na sua estrutura
organizacional. Os impactos podem ser considerados quanto às habilidades necessárias na
qualificação dos profissionais bibliotecários no gerenciamento do fluxo da informação digital
principalmente no ambiente da rede de computadores. Portanto, além de oferecer os
tradicionais serviços aos usuários, a administração da biblioteca necessita preocupar-se cada
vez mais com o apoio técnico, seja no catálogo online, no empréstimo e circulação, nas bases
de dados em CD-ROM, nos recursos disponíveis na Internet e principalmente as publicações
eletrônicas e digitais que estão surgindo.
Acervos de coleções eletrônicas e digitais
Muitos projetos estão sendo desenvolvidos em universidades e instituições
publicadoras com a preocupação de criar, controlar, disponibilizar aos usuários a informação
de forma digital, criando coleções eletrônicas em diferentes áreas do conhecimento, tais como
clássicos da literatura, patentes, normas técnicas, livros, atlas, periódicos, integradas a bases
de dados com texto integral ou de imagens tanto pelo formato CD-ROM e também pelo
acesso online proporcionado pela rede de computadores.
Levacov (1999) afirma que a "biblioteca deixa de ser um tranqüilo depósito de livros
para tornar-se o ponto focal de pesquisa variada, acessada a qualquer hora por usuários
virtuais de vários lugares do mundo."

7

�A Biblioteca e Serviço Informacional da Universidade de Surrey, menciona Lock
(1998), começou um novo Serviço de Informação aos Estudantes a Distância - Distance
Learners Information Service (DiLIS), que encoraja tanto a equipe da biblioteca como os
estudantes dos programas a distância usar ampla variedade de serviços e recursos. O DiLIS
fornece acesso ao material impresso e às facilidades dos recursos baseados na Internet tanto
acadêmico como serviços de informação comercial. A experiência desenvolvida fornece uma
base no serviço flexível cliente-orientado bem como demonstra ser um excelente exemplo de
como a pesquisa pode eficazmente ser traduzida na ação.
A Universidade de Edinburgh, criou um serviço conhecido como Edinburgh
Engineering Virtual Library (EEVL), possibilita acesso ao catálogo que permite pesquisar e
navegar em mais de 4.350 recursos qualitativos da engenharia e outros mecanismos de busca
da área de engenharia. A seleção, avaliação, descrição e os links, realizada por especialistas
que estão familiarizados com o sistema de patentes, proporcionando um trabalho rápido e de
busca por item específico em mais de sessenta sites essenciais sobre patentes e normas
técnicas

na

Internet

visando

facilitar

o

acesso

à

informação

relevante

aos

engenheiros.(Harrison, 1999)
As experiências estão demonstrando novos caminhos para o gerenciamento das
coleções eletrônicas e digitais. A Internet torna-se portanto o sustentáculo que une pessoas,
acervos, instituições, tecnologias e muito mais fomentando o incremento do fluxo,
manipulação e criação da informação digital.
Acesso a bibliotecas ao usuário a distância
Compete às bibliotecas proporcionarem acesso à informação aos usuários da
instituição educacional. Os tipos de serviços e produtos que disponibilizam podem variar
conforme as políticas institucionais e a estruturas existente, tais como, habilidades dos

8

�bibliotecários e recursos financeiros disponíveis. Influenciam dessa maneira na qualidade de
serviços prestados pela instituição de ensino.
Por exemplo, a Universidade de Minnesota (1999) recomenda a todos estudantes,
incluindo aqueles que participam da aprendizagem a distância, utilizem a Homepage da
biblioteca (http://www.lib.umn.edu/) como portal de entrada aos recursos e serviços
informacionais da biblioteca. Enquanto na página que proporciona acesso à informação de
interesse especial aos estudantes da educação a distância (http://www.lib.umn.edu/dist/), tem
como objetivo apenas suplementar a Homepage da biblioteca. Nota-se portanto a preocupação
de atender qualitativamente aos usuários.
Na utilização dos recursos eletrônicos online desenvolvido na biblioteca da
Universidade of West Florida, pode-se mencionar que os mesmos são oferecidos a distância
somente aos estudantes, membros da faculdade e equipe instrucional. Para utilizar os recursos
necessita-se configurar os computadores, as instruções completas sobre a configuração estão
disponíveis online, ou também pode-se contatar o Florida Distance Learning Reference &amp;
Referral Center para auxílio. Entre os tipos de recursos online disponíveis estão: o catálogo
online, bases de dados para localizar artigos de periódicos, ferramentas de referência tais
como enciclopédias e dicionários, periódicos eletrônicos, revistas e jornais, reserva eletrônica,
formulários de solicitações para livros e artigos, formulários para renovação e chamada para
livros. (Library, 1999)
Stephens &amp; Unwin (1997, p.1) argumentam a menos que as bibliotecas sejam
encorajadas para desempenharem um papel central no processo de aprendizagem e no suporte
ao empenho, os estudantes a distância terão pela frente suas experiências de aprendizado
fortemente limitadas e controladas.

9

�De acordo com as entrevistas realizadas em onze provedores de cursos, Stephens &amp;
Unwin (1997, p.2) identificaram uma tipologia dos cursos a distância, sendo a tipo B mais
freqüente:
tipo A: o curso independente: onde os estudantes estudam o material empacotado
(geralmente textual mas também multimídia) e não se espera que leiam ou consultem
outros recursos além do material fornecido. Fomenta a ilusão que a limitação da
reserva da coleção eletrônica pode completar as funções de uma biblioteca acadêmica.
tipo B: o pacote expansível: onde os estudantes estudam o material empacotado e
também com ampliação de leituras (estimulado o uso da biblioteca) recomendadas
para certas seções do curso, notavelmente um projeto ou dissertação final. Provocando
dessa forma aos estudantes habilidades do aprendizado autônomo.
Portanto, todos os envolvidos no desenvolvimento de políticas e programas de
educação a distância necessitam posicionar-se sobre quais habilidades pretendem desenvolver
ou estimular aos participantes dessa modalidade de ensino. Pois quando um indivíduo
consegue independência e motivação para os estudos poderá mais facilmente assimilar o que
aprende. O saber pensar criticamente será a essência deste processo de aprendizagem. E o
papel das bibliotecas está em proporcionar recursos adicionais para o desenvolvimento de
idéias e amplitude do conhecimento.
CONCLUSÕES
Entender as facetas da educação a distância e as necessidades informacionais dos
usuários impulsionam mudanças nas bibliotecas.
Questões emergentes sobre políticas educacionais adotadas e aceitas na sociedade são
peças-chave para compreender os impactos na estrutura institucional e também nas
bibliotecas que visam atender a demanda informacional.

10

�Outro fator que mobiliza as preocupações dos bibliotecários está em acessar ou possuir
a informação. Os custos existentes proporcionam e resgatam a importância da cooperação
bibliotecária para atendimento das necessidades do usuário.
Cada vez mais novas habilidades dos bibliotecários são requisitas na manutenção,
acesso e controle dos acervos de coleções eletrônicas e digitais para atender as demandas
informacionais. Os avanços da telemática, principalmente o uso intensificado da Internet
possibilita integrar os serviços informatizados das bibliotecas.
Ao mesmo tempo que a Internet é aliada do bibliotecário, ela torna-se sua maior rival,
pois o usuário independente prefere utilizá-la tendo um vasto campo informacional, com
ferramentas de apoio a pesquisa e acesso tanto para bases de dados como publicações
eletrônicas na íntegra.
Cabe salientar para realização de pesquisas e satisfazer a necessidade informacional do
usuário este precisa buscar universos amplos de informação, tais como: embasamento nos
dados primários, pessoas, bibliotecas e Internet.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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where are we heading, what should we be doing? The Journal of Library Services dor
Distance

Education,

v.

1,

n.1,

Aug.

1997.

URL:

http://www.westga.edu/library/jlsde/vol1/1/Cadams.html
BLATTMANN, Ursula, DUTRA, Sigrid Karin Weiss. Atividades em bibliotecas colaborando
com a educação a distância. São Paulo : Associação Paulista de Bibliotecários, 1999. 13 p.
(Ensaios

APB,

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1999)

Disponível

no

acesso

online

URL:

http://www.geocities.com/CollegePark/Residence/1163/papers/atividade_ead.html
HARRISON, Nicola. Getting the most out of Patent information on the Internet. Ariadne,
Issue 20, 1999. URL: http://www.ariadne.ac.uk/issue20/eevl/patents.html

11

�LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais. Revista da FAMECOS, n. 6, 1999. URL:
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Distance

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http://www.lib.usf.edu/distance/brochure/uwf.html Documento obtido em 10/11/1999
LOCK,

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Globe.

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Issue

18,

1998.

URL:

http://www.ariadne.ac.uk/issue18/dilis/intro.html
MOSS, Molly M. Reference Services for Remote Users. 1997 (e-mail: mmoss@mit.edu)
URL: http://edfu.lis.uiuc.edu/review/5/moss.html
RODRIGUES, Rosângela Schwarz. Modelo de avaliação para cursos através de ensino a
distância: estrutura, aplicação e avaliação. Florianópolis, 1998. 120p. Dissertação
(Mestrado em Engenharia de Produção) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia de
Produção, Universidade Federal de Santa Catarina.
STARKE-MEYERRING, Doreen. Making being there as good as being here. Cause/Effect a
practioner's journal about managing and using information resources on college and
university campuses. URL: http://www.educause.edu/ir/library/html/cem992a.html (1998)
Documento obtido em 02/08/1999
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URL: http://lama.kcc.hawaii.edu/staff/illdoc/DE/DEpaper.htm (Publicado em Proceedings

12

�of the Twelfth Computers in Libraries Conference: Arlington, Virginia, March 10-12,
1997) Documento obtido em 10/11/1999.

13

�</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este trabalho pretende evidenciar como a partir de informações aparentemente banais, de domínio público, que na maioria das vezes são descartadas ou arquivadas por não terem aparente utilidade, podem ser extraídas valiosas informações, indícios, para uso estratégico ou de elaboração do conhecimento. Em assim sendo, procede-se uma "mineração" de dados (datamining). A fim de evidenciar como esta técnica pode ser aplicada, este trabalho relata um pequeno exercício realizado em um cenário delimitado, uma instituição universitária, onde se descrevem os resultados de uma atividade de monitoração mensal de um evento rotineiro e meramente documental à priori e expõe, com vínculos conceituais apropriados, as interpretações que se podem fazer nesse cenário. Finalizando aponta como pertinente o uso de técnica similar com fins estratégicos nas organizações e na consulta e recuperação de informações comparando-a aos engenhos de pesquisa de espaços (sites) de pesquisa em redes de computadores.</text>
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                    <text>BIBLIOTECÁRIO NA POSIÇÃO DO ARQUITETO DA INFORMAÇÃO EM AMBIENTE
WEB
Ursula Blattmann
Doutoranda em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina
Mestre em Biblioteconomia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Professora do Departamento de Ciência da Informação
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: ursula@ced.ufsc.br
Gleisy Regina Bóries Fachin
Mestranda em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina
Professora do Departamento de Ciência da Informação
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: gleisy@ced.ufsc.br
Gregório J. Varvakis Rados
Doutor em Engenharia da Manufatura pela Universidade Loughborough
Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa catarina
Professor do Departamento de Ciência da Informação
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: grego@ced.ufsc.br

RESUMO
Perfil do arquiteto da informação em ambiente Web. Utilização de critérios de usabilidade
para páginas Web. Conhecimento dos princípios da arquitetura Web e elementos de design
gráfico. Gerenciar um sistema de arquivos digitais. Gerenciamento de projeto centrado no
usuário. Provedor de acesso na Web. Habilidades de comunicação, organização e de
negociação. Integração de serviços técnicos para implementação de serviços via Web.
PALAVRAS-CHAVE: Arquiteto da informação. Gestão da informação. Internet. Perfil do
bibliotecário. Tecnologia da informação.
1

�INTRODUÇÃO
A Internet pode ser considerada uma excelente ferramenta oriunda da tecnologia da
informação para facilitar a comunicação de pessoas, empresas e instituições. A facilidade de
utilizar esse meio de comunicação possibilita expor produtos e serviços para clientelas
específicas. Mas, no emaranhado de dados e informações existente na rede de computadores,
novos mercados de atuação profissional estão surgindo, onde pode-se observar que muitas
profissões estão se adaptando e principalmente as organizações estão escolhendo pessoas que
possam colocar um pouco de ordem no caos existente.
A era digital provoca mudanças de perfis referentes aos profissionais que selecionam,
organizam, recuperam e disseminam a informação. E, considerando principalmente a
comunicação realizada por meio de redes de computadores, onde trafegam informações no
formato digital, os conhecidos "bits", surge no mercado um novo perfil deste profissional, que
pode ser considerado um "arquiteto da informação" em ambiente Web, tendo como pano de
fundo desse cenário Web a flexibilidade, a velocidade e a quebra de espaços geográficos.
Como requisitos específicos na construção de páginas ou sites necessita-se
principalmente obter embasamento e conhecer a utilização de critérios de usabilidade para
páginas Web, conhecimento dos princípios da arquitetura Web, elementos de design gráfico,
gerenciamento de projetos centrados no usuário em ambiente de rede, e, conhecer as
implicações de ser um provedor de informações na Web. As habilidades de comunicação,
organização e de negociação bem como a integração de serviços técnicos para implementação
de serviços via Web para atender e satisfazer a demanda informacional dos usuários que estão
doutro lado da tela tornaram-se elementos chaves desse processo.
A necessidade e importância para os bibliotecários em conhecer as tecnologias de
digitalização de documentos, seja de digitalização referente ao acervo (obras) ou até mesmo
os catálogos. Processo que aborda desde a: importação, transmissão, organização, indexação,
2

�armazenamento, proteção e segurança, localização, recuperação, visualização, impressão e
preservação documental em um sistema de documentos de imagens para bibliotecas digitais é
um imperativo na era digital. Entre os motivos verifica-se que muitas instituições necessitam
orientar e oferecer serviços de disseminação (entrega) de documentos digitais aos usuários
localizados remotamente.
Espera-se que este artigo possa dar uma visão parcial sobre os requisitos e habilidades
desse novo perfil de profissional desejado em bibliotecas que utilizam e principalmente
disponibilizam a informação de forma digital além da convencional colaborando
significativamente para a disseminação da informação com qualidade.
Perfil do arquiteto da informação em ambiente Web
Creth (1996) menciona o bibliotecário no papel de um trabalhador/gerente do
conhecimento. O ciclo da transferência da informação é diretamente afetado pelo uso da
Internet. Onde os bibliotecários necessitam conhecer e envolver-se com este novo ciclo de
transferência da informação, passando pelas etapas de criação, reestruturação e representação
da informação até a disseminação e seu uso.
Existem diferenças entre o que um computador pode fazer e o que o bibliotecário pode
fazer, por exemplo, enquanto os computadores coletam, identificam e organizam a
informação, o bibliotecário auxilia na seleção da informação para os usuários, evitando a
sobrecarga informacional (Abbas, 1997).
Portanto, o bibliotecário deve acompanhar a evolução dos recursos disponíveis, por
exemplo nos mecanismos de busca que utilizam componentes como o spider (vasculha a Web
de link para link, identificando e lendo páginas), o index (base de dados contendo cada página
obtida pelo spider) e os próprios mecanismos de busca (possibilitam a consulta do índice e o
qual devolve resultados da busca pela relação numa ordem de relevância.

3

�O bibliotecário pode atuar como um organizador dos recursos em rede (Creth, 1996),
procurando selecionar quais os recursos com base no conhecimento das diferenças e os
potenciais de cada recurso, facilitando a escolha no ato da busca de informação atendendo a
sua clientela.
O bibliotecário colabora com os provedores de recursos de tecnologia, e participa no
desenvolvimento de bases de dados e nas ferramentas de buscas para uso efetivo da Internet
para atender demandas informacionais específicas. Ele tem a possibilidade de exercer função
como designer da informação na Web por ser conhecedor de sua área de atuação e conhecer o
perfil de seus clientes.
É desejável que o bibliotecário gerencie a estrutura organizacional, ou seja, saiba onde
e a quem recorrer quanto ao suporte técnico para as redes computacionais. Observa-se novas
habilidades desenvolvidas pelo bibliotecário tais como assessoria técnica na configuração de
estações de trabalhos, acesso à rede via modems, acesso em rede local, digitalização entre
outras. Abbas (1997) menciona a importância do bibliotecário aprender como melhor acessar
informação e avaliar criticamente os recursos Internet para determinar sua validade.
É fundamental que o profissional tenha um entendimento dos diversos formatos, seus
recursos e ferramentas e tipos de documentos, isto é, diferenciar os formatos de imagens e
documentos, metadados, multimídia, arquivos somente textual (RTF), PDF (Portable
Document Format), GIS (Geographic Information Systems), CAD (Computer Aided Design),
HTML (Hyper Text Markup Language- linguagem de marcação para criar hiperdocumentos).
Cabe ao profissional incorporar conhecimentos sobre o desenvolvimento de software e
hardware quer quanto ao aspectos ergonômicos ou tecnológicos. O conhecimento de
tecnologias emergentes tais como: vídeo digital DVD e Internet de alta velocidade, redes
locais, links externos e protocolos são requisitos paralelos para sobrevivência em seu novo
"habitat". É importante saber avaliar os impactos sobre os "documentos físicos/suporte papel"
4

�que estas tecnologias emergentes iram trazer e como reagem as mesmas. Como exemplo
adicional cita-se a necessidade do entendimento da interação dos computadores com a
televisão, a evolução da telefonia (fixa, digital, por satélites, etc.), televisão por assinatura e a
Internet migrados por novos pontos (linhas discadas, acesso por satélite, novos equipamentos
e softwares para acesso).
Estes profissionais emergentes que gerenciam documentos digitais variam desde os
tradicionais arquivistas, os bibliotecários e outros profissionais que manejam registros e bases
de dados tais como os analistas de sistemas de dados e informações, e as novas designações
que estão no mercado de trabalho oriundos principalmente da Internet, tais como os Web
designers e arquitetos da informação digital.
E onde e como o bibliotecário irá conhecer e aprender essas tecnologias que o
bombardeiam em seu cotidiano? Será que nas escolas tradicionais que transmitem o
conhecimento existe um espaço para capacitar um perfil deste profissional que atue como
arquiteto da informação na Web? A quem compete esta profissionalização? Será que as
entidades de classe podem cumprir preenchendo este elo perdido? Ou será que profissionais
de outras áreas migrarão para as bibliotecas e conquistarão seu espaço pelo domínio da
técnica e uso eficaz da tecnologia, impondo novas regras a estrutura organizacional?
Essas são freqüentes questões em que se debruçam tanto bibliotecários como
pesquisadores e professores da biblioteconomia. As soluções devem aparecer num futuro
breve e possivelmente provocaram rupturas nos paradigmas existentes.
Portanto, o perfil desejado destes profissionais atuantes na Web possivelmente será de
alguém que seja um assistente ou um técnico que apoie na direção de centros de informação e
documentação, bibliotecas e arquivos que utilizam documentos eletrônicos ou digitalizados a
serem manuseados em serviços automatizados ou na informatização de processos.

5

�A implementação progressiva de serviços em instituições que demandam das
tecnologias da informação emergentes são a mola propulsora deste mercado profissional.
Entre as habilidades desejáveis, para estes profissionais, estão requisitos como: serem
pessoas dinâmicas, comunicativas, com visão de futuro sobre a implementação e apoio para o
uso de tecnologias emergentes nas bibliotecas. Coordenar a integração de bases de dados e
promover as iniciativas sobre a informação digital nas instituições/empresas para atender a
demanda de seus usuários é fundamental. Para isso, a pessoa precisa saber como interagir nos
serviços técnicos e automatizados, acompanhar o gerenciamento e coordenação em todas as
atividades de automação na unidade de informação. Conhecer ou estar familiarizado com as
tecnologias emergentes nas áreas de catalogação (incluindo formatos MARC) e no processo
de aquisição eletrônica, por exemplo a assinatura de periódicos online.
Utilização de critérios de usabilidade para páginas Web
A Web é um ambiente em constante transformação, que atrai um público diversificado
e gera inúmeras expectativas e ilusões. Mas, por trás de cada página de hipertexto liberado na
Web pode-se encontrar a interação de ferramentas para dar vida a página.
É fundamental que quando do desenvolvimento de páginas a mensagem a ser
transmitida seja a base do trabalho. A página deve ser estruturada e desenvolvida com a
utilização de elementos gráficos com base em conceitos ergonômicos de forma a transmitir
clara e inequivocamente a mensagem desejada. Fatores como a lentidão, problemas técnicos e
dificuldades para navegar afetam diretamente o usuário e podem fazer com que as pessoas
deixem de consultar e procurem outro site.
Vassos (1998, p. 146) menciona que o caráter do Web é determinado por fatores como:
estilo de escrita (formal, informal, uso de jargões); fonte usada (casual ou conservadora); cor
do texto e do fundo; uso de elementos adicionais tais como arquivos de áudio, clipes de vídeo,

6

�animação, applets e outros; e, abordagens específicas de criação da personalidade. Portanto, é
fundamental na construção de uma página observar esses critérios e sua harmonização.
Conhecimento dos princípios da arquitetura Web
Ao arquiteto da informação é imprescindível que conheça as ferramentas de trabalho
em rede de computadores, ou seja, domine os recursos da Internet, desde os browsers de
navegação, transferência de arquivos (FTP), acesso remoto (Telnet), correio eletrônico
(e-mail), listas de discussões, publicações eletrônicas, mecanismos de busca, diretórios de
pesquisa, e saiba utilizar editores para criação de documentos de hipermídia. Igualmente
conheça e utilize os recursos para digitalização de documentos, tais como: os scanners,
câmeras digitais, videos digitais, entre outros.
O Laboratório de Biblioteca Digital da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul, segundo Raabe &amp; Pohlmann Filho (1998), pesquisa o desenvolvimento de
tecnologias para permitir o acesso à informações de conteúdo bibliográfico a distância. Entre
as alternativas pesquisadas, uma aponta para a digitalização de documentos e sua
disponibilização por meio da Internet.
Segundo Vilan Filho (1994, p. 295) "os sistemas de hipertexto apresentam uma
verdadeira revolução nos conceitos de armazenamento e recuperação das informações. Essa
revolução começa nas características de entrada da informação e criação das estruturas de
armazenamento, chegando às grandes mudanças na recuperação das informações, afetando,
por conseguinte, o comportamento do operador do sistema que, pretende-se, seja o próprio
usuário."
As facilidades de selecionar, copiar e colar necessitam ser empregadas diretamente
evitando desta forma erros decorrentes na digitação ou de colocações quando se transfere
(copia) uma informação, uma imagem, ou um som para outro ambiente.

7

�Cada vez mais os recursos em rede de computadores estão sendo disponibilizados de
forma fácil e agradável. Pode-se mencionar que a acessibilidade é um dos fatores mais
importantes. Para que funcione satisfatoriamente, cabe lembrar a importância nas condições
de transmissão dos dados.
Na realidade brasileira, cheia de contrastes, ainda existem lugares com precárias
condições de acesso, ou seja, utiliza-se modens de baixa velocidade de transmissão,
equipamentos rudimentares que dificultam o tempo de acesso e telas de resolução gráfica que
dificultam se não impossibilitam a boa visualização e leitura.
Gerenciar um sistema de arquivos digitais
Para Kubiça (1999, p. 14) o "processo de produção de documentos eletrônicos tem
como objetivo gerar, de forma mais eficiente possível, o conjunto de imagens que deverá
fazer parte do gerenciamento de documentos eletrônicos."
No processamento, Martin (1990, p. 12) menciona que os documentos eletrônicos
necessitam muito menos custos de manutenção que a documentação em papel. Contudo o
valor dos hiperdocumentos não está nos custos de manutenção mas na forma do usuário
aprender mais rápido, localizar a informação mais rapidamente, ou acessar o conhecimento
armazenado mais efetivamente.
A gestão dos documentos eletrônicos necessita de planejamento, análise, design,
construção, armazenamento e segurança. Em cada uma dessas etapas existem atividades
específicas. Para cada tipo de arquivo se disponibiliza em pastas facilitando o acesso ao texto,
diagramas, imagens, animação, som, vídeo, programas entre outros.
Segundo o conceito utilizado por Casey (1998, p. 307) o Web site é um conjunto de
arquivos de computador indicando que a melhor maneira de armazená-los é através do
CD-ROM, sugerindo que seja realizada uma segunda cópia em rede local (LANs),
computadores local, ou na própria Internet para o acesso fácil.
8

�O arquiteto da informação necessita conhecer sua audiência. Saber para que estão
consultando o material e descobrir como ajudar para facilitar o acesso da informação.
Entre os recursos disponíveis estão as listas de verificação sobre o design. Onde
possibilita confrontar os recursos de design para comunicação da mensagem para atender as
questões informacionais do público específico. Um exemplo desse tipo de serviço e produtos
desta natureza, foi desenvolvido pelo Laboratório de Utilizabilidade, da Universidade Federal
de Santa Catarina, onde apresenta as justificativas, recomendações e comentários sobre
dezoito critérios ergonômicos, disponível na URL: http://www.labiutil.inf.ufsc.br/ergolist.
Necessita verificar, também, todo site construído antes de liberar ao acesso público,
observando a gramática, estilo, diagramação, autoridade, erros, indicações sobre os vínculos,
as figuras, o credenciamento da autoridade responsável pelo site, atribuir os créditos dos
autores, identificar o Webmaster com um e-mail para contatá-lo, observar critérios de
acessibilidade, funcionalidade, legibilidade, e apresentação de dados concisos. Os testes
devem ser realizados em equipamentos e browsers diferentes possibilitando identificar erros
de linguagens de programação ou de marcações, além de visualizar o resultado final da
diagramação em que facilita os acertos finais sobre estilos, fontes, tamanhos e cores para os
documentos eletrônicos.
Compete sempre observar a legislação existente sobre direitos autorais, de cópia
(copyright), de licenciamento para softwares e seus aplicativos. Evitando dessa maneira
problemas futuros com o uso indevido.
Elementos de design gráfico
Ao elaborar um Web site necessita-se conhecer muito mais do que apenas aplicar as
marcações de HTML nas páginas e adicionar gráficos atrativos. Planejar o que um Web site
faz, e como faz, é tão importante como a observação dos aspectos técnicos. Para criar um Web
site necessita-se observar tópicos, tais como: planejamento, navegação, interatividade,
9

�arquitetura do site, personalização, avaliação do sucesso do site e usabilidade. Cabe ressaltar a
importância da condições da estrutura existente, pois o servidor deverá funcionar o tempo
todo, evitando problemas tais como a falta de energia e fluxo muito grande.
O arquiteto da informação deve estar familiarizado com as tecnologias Web, e sendo
desejável que se tenha também a experiência específica com criação de Web sites completos,
pois, a prática demonstra que no gerenciamento da informação é necessário saber interagir em
um Web site, tanto para manutenção e , alteração de sites existentes, como criação de novos.
Gerenciamento de projeto centrado no usuário
Algumas diretrizes são fundamentais para atender ao planejamento a longo prazo da
informação digital, tais como o gerenciamento estratégico de arquivos eletrônicos; o
desenvolvimento e implementação de arquivamento de registros em sistemas eletrônicos; a
migração de registros eletrônicos, com seu conteúdo, estrutura e contexto completo,
mudanças nas plataformas de softwares e hardwares. Portanto, o planejamento e controle de
arquivos eletrônicos de informação necessitam acompanhar o desenvolvimento tecnológico
para que possam ser acessíveis durante um período longo. Por conseguinte, é fundamental que
não apenas o suporte (isto é, discos flexíveis, CD-ROM) possam ser acessados mas que outros
formatos, isto é .DOC, . XLS, .HTM entre outros, sejam processados pelo software existente.
Algumas preocupações que mais afligem os bibliotecários na Internet são as páginas
bem organizadas e atualizadas que de um momento para o outro são removidas da Web,
provocando a quebra dos vínculos de endereços e causam a descrédito da informação, para
tanto, a verificação constante dos vínculos e atualização destas informações possibilitam a
credibilidade do usuário pelas informações disponibilizadas. Para facilitar a constante
verificação de vínculos dos sites, existem softwares específicos para o acompanhamento das
alterações efetuadas, onde por meio de uma mensagem o usuário é alertado sobre as
mudanças.
10

�Provedor de acesso na Web
Após o desenvolvimento do site, o arquiteto da informação necessita colocá-lo na rede
de computadores - Internet. Para isto, deverá escolher qual o provedor - servidor que utilizará,
conforme os recursos existentes, observando as políticas institucionais e espaço delimitado
pelo provedor de acesso.
Casey (1998, p 306), menciona algumas formas de identificar se o Web site é utilizado,
tais como, o uso de contadores, instalação de sofisticados programas estatísticos (log do
sistema), livro de visitas, página de conversação, ou por intermédio de outras evidências das
atividades de visitas, onde a página permanece estática e intocável.
Habilidades de comunicação, organização e de negociação
As habilidades necessárias ao bibliotecário visto como um arquiteto da informação,
estão centradas principalmente na facilidade de comunicação (verbal, escrita e no uso das
telecomunicações e-mail, fax e telefone), capacidade em organizar informações digitais e
saber negociar com o seus usuários e principalmente com os provedores de informações
(editoras e publicadoras, empresas de licenciamento de softwares e de fornecimento de
hardware).
As tendências do mercado apontam para um perfil bastante amplo, tal como visto
recentemente

num

anúncio

editado

pela

a

agência

governamental

(http://www.deet.gov.au/jobguideonline/graphic/jobs/229211.html),

onde

o

australiana
bibliotecário

necessita desenvolver tarefas como:
● analisar e atender a demanda informacional dos usuários de bibliotecas e de sistemas
informacionais;
● desenvolver políticas e serviços para melhor servir as necessidades dos usuários;

11

�● proporcionar apoio e assistência aos usuários, tais como o serviço de empréstimo
inter-bibliotecário e a recuperação de informações de sistemas de computadores externos e
da Internet;
● criar e manter bases de dados;
● estar envolvido no planejamento e seleção de sistemas computacionais para uso na
biblioteca.
Integração de serviços técnicos para implementação de serviços via Web
O arquiteto da informação procura buscar e desenvolver programas e métodos de
instrução para facilitar a pesquisa nas coleções de arquivos de informações digitais em áreas
específicas do conhecimento. Uma das soluções está na implantação de bases de dados para
interatividade entre o armazenamento dos dados digitais e o usuário, buscando assim oferecer,
também, conteúdos específicos para a necessidade informacional personalizada de um
respectivo público alvo.
CONCLUSÕES
Entre as novas tendências que o bibliotecário desempenha observa-se um elemento
fundamental oriundo das redes de comunicações de dados o gerenciamento da informação em
ambiente digital.
Alguns requisitos são necessários para atender esse perfil do bibliotecário, entre eles
está a interação com os recursos existentes na Internet, como melhor acessar a informação e a
utilização de critérios para avaliação dos recursos. Conhecer a importância da integração da
tecnologia nos serviços, na qualidade, no acesso, no armazenamento, na recuperação, na
disseminação e principalmente na cooperação entre os pares são novos limites a serem
desbravados pelos profissionais da informação.
Os bibliotecários necessitam participar ativamente nas questões sobre a organização da
informação e sua recuperação em redes de computadores. Isso remete à condução de políticas
12

�e procedimentos sobre a organização e acesso à informação digital. Interagir com as editoras
principalmente no que se refere aos direitos de uso, de licenciamento e de cópias da
informação no formato digital. Torna-se vital estabelecer políticas nacionais e locais para
preservar e registrar a informação eletrônica e digital.
Torna-se importante a realização de pesquisas sobre migração e gerenciamento de
serviços em bibliotecas e centros de informação através da rede de computadores e
caracterizar as mudanças no perfil do profissional da informação que está atuando neste
ambiente da informação virtual.
Cabe às escolas de Biblioteconomia a formação de profissionais que possam atuar
criticamente e tecnicamente na sociedade da informação, rompendo paradigmas existentes e
possibilitando o reconhecimento de novos tempos e novas idéias.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABBAS, June. The Library Profession and the Internet: Implications and Scenarios for
Change. Katharine Sharp Review, ISSN 1083-5261, n. 5, Summer 1997 URL:
http://edfu.lis.uiuc.edu/review/5/abbas.html (obtido em 25/09/1999)
CASEY, Carol. The Cyberarchive: a look at the storage and preservation of Web sites.
College &amp; Research Libraries, p. 304-310, Jul. 1998.
CRETH, S. The electronic library: Slouching toward the future or creating a new information
environment.

Follett

Lecture

Series.

1996.

URL:

http://www.ukoln.ac.uk/follett/creth/paper.html
KUBIÇA, Stefano. Gerenciamento eletrônico de documentos : processamento de imagens de
documentos - parte 1. BateByte, p. 13-15, jul. 1999.
LIBRARIAN.

Commonwealth

of

Australia,

1999.

ISSN

1326-3560.

http://www.deet.gov.au/jobguideonline/graphic/jobs/229211.html (E-mail para retorno:
jobguide@detya.gov.au) Documento obtido em 11/09/1999
13

�MARTIN, James. Hyperdocuments and how to create them. Englewood Cliffs (New Jersey) :
Prentice Hall, 1990.
RAABE, André, POHLMANN FILHO, Omer. Estudo comparativo entre sistemáticas de
digitalização de documentos: formatos HTML e PDF. Ciência da Informação, Brasília, v.
27, n.3, p. 300-310, set./dez. 1998.
UNIVERSIDADE

FEDERAL

DE

SANTA

CATARINA. Labiutil

laboratório de

utilizabilidade. URL: http://www.labiutil.inf.ufsc.br/
VASSOS, Tom. Marketing estratégico na Internet. Trad. e rev. técnica Arão Sapiro. São
Paulo: MAKRON, 1998.
VILAN FILHO, Jayme Leiro. Hipertexto: visão geral de uma nova tecnologia de informação.
Ciência da Informação, v. 23, n. 3, p. 295-308, set./dez. 1994.

14

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Blattmann, Ursula, Rados, Fachin, Gleisy Regina Bóries, Gregório J. Varvakis </text>
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                <text>Perfil do arquiteto da informação em ambiente Web. Utilização de critérios de usabilidade para páginas Web. Conhecimento dos princípios da arquitetura Web e elementos de design gráfico. Gerenciar um sistema de arquivos digitais. Gerenciamento de projeto centrado no usuário. Provedor de acesso na Web. Habilidades de comunicação, organização e de negociação. Integração de serviços técnicos para implementação de serviços via Web.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA VIRTUAL DE GESTÃO EM MEIO AMBIENTE:
A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA
BAE / UNICAMP

JOANA D’ARC DA SILVA PEREIRA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP
BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA – BAE
CIDADE UNIVERSITÁRIA “PROF. DR. ZEFERINO VAZ”
BARÃO GERALDO – CAMPINAS – SP – BRASIL
CAIXA POSTAL: 6136

CEP: 13081-970

E-MAIL: joana@bae.unicamp.br

Resumo: A gestão da problemática ambiental é um dos grandes desafios que se apresentam ao
homem neste final de século. A relevância do tema reflete tanto na amplitude do debate sobre a
necessidade de se promover o desenvolvimento social e econômico dentro do conceito de
“desenvolvimento sustentável”, quanto a atenção que desperta a definição da série de normas
técnicas ISSO 14000, relativa à gestão ambiental de processos e produtos. Estas questões por si
só justificam a necessidade de criação de uma Biblioteca Virtual com vistas à melhor
compreensão dos diversos mecanismos de gestão do meio ambiente, quanto à proposição de
alternativas de minimização de impactos ambientais. Através da metodologia desenvolvida pelo
PROSSIGA / CNPq a Faculdade de Engenharia Mecânica em parceria com a Biblioteca da Área
de Engenharia – BAE / UNICAMP desenvolveram a Biblioteca Virtual de Gestão em Meio
Ambiente. Neste trabalho relata-se o processo de criação da Biblioteca Virtual salientando-se:
construção de um vocabulário controlado, categorias escolhidas para classificar os assuntos
relevantes, pesquisa e registro dos sites da Internet e, principalmente, a atuação da Equipe:
docente, bibliotecários e bolsista ( arquiteto) que além de mediar os processos de acesso à
informação, também desempenha o papel de gestor de produtos informacionais.

TEMA: Virtualização da Biblioteca Universitária

1

�1- Introdução
Estamos atravessando uma era onde o principal produto gerado pelos países desenvolvidos é a
informação, sendo que existe uma visível migração dos aparelhos produtivos tradicionais,
caracterizados pela era industrial, para os países em desenvolvimento. Assim, a geração,
manuseio, distribuição e consumo de informação é, sem dúvida, a principal fonte de riqueza no
momento, bem como o trabalho mais nobre.

Para que o país possa ultrapassar as barreiras impostas pelo baixo nível de desenvolvimento, há
necessidade de intensificar o investimento em todas as formas de tratamento da informação, bem
como facilitar ao máximo a sua possibilidade de uso. Neste último aspecto insere-se
fundamentalmente o trabalho aqui relatado, onde a implantação de uma Biblioteca Virtual facilita
e propicia o acesso à informação.

Com esta proposta a Biblioteca da Área de Engenharia – BAE juntamente com a Faculdade de
Engenharia Mecânica ( FEM), interessados em oferecer à comunidade acadêmica uma opção
diferenciada de acesso à informação, na área de gestão em meio ambiente, optaram por elaborar
uma Biblioteca Virtual com a metodologia do PROSSIGA / CNPq.

A relevância do tema se reflete tanto na amplitude do debate sobre a necessidade de se promover
o desenvolvimento sócio-econômico dentro do conceito de “desenvolvimento sustentável”,
quanto na atenção que desperta a definição da série de normas técnicas ISSO 14.000, relativa à
gestão ambiental de processos e produtos. Acredita-se que essas normas deverão constituir, nos
próximos anos, uma importante referência para a comercialização e o consumo de produtos
menos impactantes ao meio ambiente.
2

�Estes problemas, por si só, justificam a necessidade da criação de uma Biblioteca Virtual com
vistas tanto à melhor compreensão dos diversos mecanismos de gestão do meio ambiente, quanto
à proposição de alternativas de minimização de impactos ambientais. A formação de recursos
humanos na área de Gestão do Meio Ambiente pode ser fortemente potencializada através de
recursos modernos de informação. A Biblioteca Virtual enquadra-se perfeitamente nas
recomendações feitas no Capítulo 36 da Agenda 21 – Fomento da Educação, Capacitação e
Tomada de Consciência – onde se propõe às Universidades o desenvolvimento de atividades de
educação ambiental e a elaboração de cursos interdisciplinares, como medida fundamental para
adquirir consciência, valores e atitudes, técnicas e comportamento ecológicos e éticos em
consonância com o desenvolvimento sustentável e que favoreçam a participação pública efetiva
no processo de tomada de decisões.

2- PROSSIGA / CNPq
O Prossiga é um programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), criado em fins de 1995, que tem como objetivo prioritário facilitar a interação entre
pesquisadores e gestores da área de Ciência e Tecnologia. A idéia primordial do Prossiga é
aproveitar ao máximo informações já existentes na Internet, provenientes de arquivos públicos e
privados, disponibilizando-as com novo tratamento, e também agregar, à Rede, informações
brasileiras.

O Prossiga desenvolveu serviços de informação, como o de Bibliotecas Virtuais Temáticas e de
Pesquisadores, para atender uma demanda de informação nacional em algumas áreas prioritárias
(Economia, Óptica, Engenharia de Petróleo, Competitividade, Energia, dentre outras) e sobre
alguns ilustres pesquisadores brasileiros (Anísio Teixeira, Carlos Chagas, Gilberto Freyre, Leite
3

�Lopes, Oswaldo Cruz). Paralelamente, o programa oferece outros serviços como Fomento a
C&amp;T, que disponibiliza informações sobre mais de 60.000 pesquisas e pesquisadores, financiados
por agências de C&amp;T brasileiras, e sobre instituições da área de Ciência e Tecnologia; Produção
Científica, uma base de dados com mais de 800 mil referências de trabalhos técnicos e científicos
produzidos por 24 mil pesquisadores brasileiros; e Mercado de Trabalho, que divulga
informações sobre pesquisadores sem vínculo empregatício e ofertas de trabalho em instituições.

3- Bibliotecas Virtuais Temáticas do PROSSIGA
As Bibliotecas Virtuais Temáticas do Prossiga têm como objetivo favorecer, para pesquisadores,
o acesso à informação de suas áreas, armazenada na Internet, assim como integrar a essa Rede
dados e informações nacionais considerados relevantes para a pesquisa. Estas Bibliotecas
Virtuais são produzidas pela equipe do próprio Prossiga quando se trata de temas da área de
informação ou em parceria com instituições de ensino e pesquisa. Neste caso, que se constitui em
maioria, o Prossiga transfere, através de treinamento, sua metodologia de criação de Bibliotecas
Virtuais e o software especialmente desenvolvido para este fim. Durante o período de preparação
da Biblioteca até seu lançamento, o supervisor da Biblioteca, da equipe do Prossiga, acompanha e
avalia, via rede, semanalmente, o desenvolvimento do trabalho. Além da transferência das
metodologias e tecnologias utilizadas através de treinamento, acompanhamento e cessão de
software, o Prossiga, quando absolutamente necessário, aloca bolsas nas instituições parceiras
para o desenvolvimento das Bibliotecas. As Bibliotecas Virtuais Temáticas do Prossiga abordam
temas prioritários apontados pelo CNPq.
Essas Bibliotecas Virtuais se constituem em verdadeiros catálogos que dão acesso à informação
especializada e são produzidas em parceria com instituições que tenham vocação, vontade
política e competência para tal e que se disponham a assumir a continuidade do empreendimento.
4

�Para essas instituições, o Prossiga assegura treinamento e assistência técnica.

O programa adotou para sua concepção algumas premissas básicas, das quais três podem ser
destacadas. A primeira, que o uso da Internet não é uma tendência, mas uma realidade e que,
portanto, o desenvolvimento de estratégias que favorecem a criação e a disponibilização de
produtos

informacionais na hiper-rede é inelutável. A segunda está relacionada com o

compromisso de introduzir e fomentar a informação brasileira sobre ciência e tecnologia na
Internet, uma vez que se constata a escassez dessa informação na rede. A terceira vê a Internet
como uma tecnologia da inteligência, e por isso pode contribuir decisivamente para a criação
intelectual.

A Internet permite avanços consideráveis, mas também apresenta desafios para aqueles que
fazem ciência e para profissionais de informação que lidam com a organização e a disseminação
da informação

para a pesquisa. Sem dúvida, pode impulsionar extraordinariamente a

pesquisa científica através de inúmeros recursos, possibilitando facilidades de acesso até então
inimagináveis para o pesquisador, em sua busca por informação relevante; bases de dados ou
bibliotecas

tradicionais cujos catálogos podem ser acessados via telnet - serviço que

permite busca por autor, título ou assunto em computadores distantes – ou via formulários de
busca em páginas www, de interação bastante amigável para o usuário; textos completos de
artigos de periódicos, teses, livros on- line e de anais de congressos; pesquisa em catálogos de
livrarias (reais

ou virtuais) para conhecimento da produção mais recente e, ou aquisição

de livros editados em todo o mundo; calendários de eventos, cuja consulta permite obter
informações sobre reuniões científicas a serem realizadas nas mais diversas áreas, são alguns
exemplos. A experiência do Prossiga na criação de bibliotecas virtuais para públicos distintos tem
5

�demonstrado que os profissionais de informação, além de tradicionais mediadores nos processos
de acesso à informação, também desempenham um importante e específico papel na elaboração
de produtos informacionais para a rede. Seu trabalho defronta-se com questões técnicas sempre
novas, ao mesmo tempo que não pode deixar de atender velhas necessidades que permaneçam
atuais. Um exemplo

são os problemas relacionados com a apresentação do conteúdo da

informação, de maneira a garantir a recuperação da informação sobre a ciência brasileira e seus
conteúdos específicos. A Internet deve ser usada para levar a biblioteca tradicional a assumir a
responsabilidade de

disseminar a informação científica entre pesquisadores acadêmicos,

abrigando sua produção em bases de dados e promovendo sua efetiva divulgação. Mesmo que o
compromisso com a divulgação científica nacional não seja prerrogativa exclusiva da biblioteca,
a prioridade desta tarefa permanece sua.

Sem dúvida, os desafios estão colocados para os

profissionais de informação, que devem assumir um papel ativo no ambiente da produção
do conhecimento científico. Neste sentido, avanços consideráveis podem ser esperados quanto
ao desempenho destes profissionais.

4-

Biblioteca Virtual de Gestão em Meio Ambiente

A Biblioteca da Área de Engenharia (BAE) da Universidade Estadual de Campinas ( UNICAMP)
é a única biblioteca de área da Universidade, compreendendo o acervo das seguintes Unidades:
Centro de Tecnologia, Faculdade de Engenharia Agrícola, Faculdade de Engenharia Civil,
Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, Faculdade de Engenharia Mecânica e
Faculdade de Engenharia Química. A Faculdade de Engenharia Mecânica ( FEM), através da
Escola de Extensão, ministra um curso denominado : Gestão Ambiental. A partir desta ligação da
BAE com a FEM surgiu a oportunidade de elaboração da Biblioteca Virtual de Gestão em Meio
Ambiente, utilizando a metodologia do PROSSIGA / CNPq.
6

�Formou-se então a

Equipe de Trabalho,

constituída de 1 pesquisador (responsável pela

orientação científica, aprovação dos sites selecionados, enfim, pela qualidade do produto final),
1 estagiário (de preferência com experiência na área de informação, que navega na Internet,
seleciona sites, os registram e indexam e sobre eles fazem comentários) e 1 bibliotecário
( responsável pela supervisão dos campos dos formulários de registros, pela montagem do
vocabulário controlado e pela disponibilização dos equipamentos e materiais necessários à
elaboração da Biblioteca Virtual).

-

Pesquisador: Prof. Dr. Waldir Luiz Ribeiro Gallo

-

Bibliotecária: Joana D’Arc da Silva Pereira

-

Estagiário: Alfredo Morel dos Reis Junior

A Equipe de Trabalho é bem restrita, sendo que o ideal seria poder contar com 2 ou 3 estagiários
para agilizar a pesquisa de sites na Internet, o tratamento e cadastramento dos sites da BV. A
metodologia do PROSSIGA é muito bem elaborada o que facilita o trabalho de inclusão de
registros e revisão da Biblioteca Virtual.

Um plano de trabalho foi traçado contemplando as seguintes atividades:
-

definição das palavras-chave e busca de informação através de ferramentas de busca;

-

redação dos textos da Biblioteca Virtual relativos ao seu escopo, à descrição das categorias e
outros considerados relacionados ao tema da biblioteca;

-

indexação dos sites, de acordo com terminologia própria ou utilizando-se de palavras-chave
que representem seu conteúdo;

7

�-

elaboração de comentários de cada site selecionado em todas as categorias de informação, de
acordo com as normas do Manual de Tratamento de Dados do Prossiga;

-

descrição e indexação de informação relevante, coletada previamente fora da rede, visando
sua integração à Biblioteca Virtual;

-

elaboração de relatórios de acompanhamento do projeto, identificando o crescimento de cada
categoria de informação e posteriormente em relação ao volume de acessos a biblioteca.

Inicialmente o PROSSIGA repassou a metodologia adotada para a elaboração de Bibliotecas
Virtuais onde foram estabelecidas normas para o tratamento dos dados que fariam parte das
categorias de informação. Para iniciar o trabalho ficou estabelecido que a listagem de categorias
seria:
-

Artigos e Outros Textos
Associações e Sociedades Científicas
Bases de Dados
Bibliotecas e Outros Serviços de Informação
Bibliotecas Virtuais
Entidades
Eventos
Instituições de Ensino e Pesquisa
Organizações não governamentais
Órgãos de Política, Coordenação e Fomento
Periódicos
Pesquisadores
Programas de pós-graduação
Programas e Acordos Internacionais
Projetos

Com o desenvolvimento do trabalho percebeu-se que seria necessário uma modificação nas
categorias para melhor adequar os registros, garantindo uma melhor recuperação da informação.
Com o apoio da Supervisora do PROSSIGA, responsável pela BV de Gestão em Meio Ambiente,
a listagem de categorias ficou composta de:

8

�-

Artigos e Outros Textos
Associações e Sociedades Científicas
Bibliotecas e Outros Serviços de informação
Eventos
Instituições de Ensino e Pesquisa
ONGs
Órgãos de Política, Coordenação e Fomento
Periódicos
Programas de pós-graduação
Programas e Acordos Internacionais
Projetos

Até o momento existem 248 sites cadastrados, em diversas categorias, sendo que a BV está em
fase de preparo para o lançamento, planejado para maio de 2000. Devido a vários problemas
( desistência de estagiários, modificações no fluxo de trabalho e expansão física da BAE) o
lançamento teve que ser adiado, porém todo esforço está sendo feito para que a BV tenha
qualidade.

Tabela Administrativa da BV de Gestão em Meio Ambiente

CATEGORIA
Artigos e Outros Textos
Bibliotecas e Outros Serviços de Informação
Associações e Sociedades Científicas
Eventos
ONGs
Instituições de Ensino e Pesquisa
Periódicos
Programas de pós-graduação
Programas e Acordos Internacionais
Projetos

TOTAL DE REGISTROS
29
19
22
2
40
14
6
13
61
42
Total
248

Após o registro destes 248 sites fez-se necessário uma avaliação dos termos livres utilizados nos
formulários. Devido ao fato de não se conseguir um Vocabulário Controlado na área de Gestão

9

�Ambiental para ser utilizado na Biblioteca Virtual, utilizou-se as palavras-chave escolhidas pelo
técnico no preenchimento do registro, para a elaboração de uma listagem de termos específicos
do assunto. A BAE solicitou o apoio de uma de suas bibliotecárias, com experiência em
classificação e indexação para este trabalho. A listagem tem auxiliado muito nos novos registros
e pretende-se, posteriormente, adequar esta listagem aos mecanismos de busca da BV.

Para um melhor aproveitamento da Biblioteca Virtual necessário se faz implementar os seguintes
itens:
-

formação de um comitê de pesquisadores para garantir a agilidade e qualidade dos sites
pesquisados;

-

apoio das instituições e agências de fomento na contratação de bolsistas, visando a agilização
do trabalho;

-

programa de divulgação da BV tanto pelo PROSSIGA como pelas instituições.

5- Conclusão
Permitir fácil acesso a informações especializadas encontradas na Internet: artigos de periódicos
em texto completo, informações sobre instituições de pesquisa, eventos, etc., tendo por base uma
idéias simples e inovadora: selecionar e disponibilizar em um único site as informações relativas
a gestão em meio ambiente dispersas na Internet. A Biblioteca da Área de Engenharia e a
Faculdade de Engenharia Mecânica, com esta parceria com o PROSSIGA/ CNPq pretende
otimizar a divulgação do conhecimento especializado através desta nova tecnologia que,
certamente, será muito bem recebida pela comunidade acadêmica não somente da UNICAMP,
como também das demais instituições de ensino e pesquisa.

10

�Abstract: The management of environmental problems is one of the greatest challenges which
man is facing in this end of century. The relevance of this subject reflects both the extent of the
debate about the need of promoting social and economic development within the concept of
“sustainable development”, and the attention called by the group of ISO 14000 technical
standards, referring to environmental management of processes and products. These inquiries
itselves justify the necessity of building up a Virtual Library, having in mind the improvement of
understanding several mechanisms of environmental management regarding the proposal of
alternatives to reduce environmental impacts. Through a metodology developed by PROSSIGA /
CNPq Project the Faculty of Mechanical Engineering in partnership with the Library of the
Engineering Area – BAE / UNICAMP have developed the Virtual Library of Management in
Environment. This paper reports the process of building up a Virtual Library emphasizing: the
construction of a controlled vocabulary, level of subject analysis to enhance retrieval, categories
to classify relevant subjects, search and recording of Internet sites, and mainly, the performance
of the Staff: teaching staff, librarians, grant student (an architect) who, besides being a mediator
of the processes of access to information, carried out the role of running the informational
products too.
Topic: Virtualization of Academic Library

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHASTINET, Yone. Histórico das Bibliotecas Virtuais do Prossiga.
Rio de Janeiro, p.1-10, jan. 1999. (MCT/CNPq/Prossiga Doc. 1999/002
ver. 1).
GOMES, Sandra Lúcia Rebel, CHASTINET, Yone S. Bibliotecas virtuais: avanços e
desafios para cientistas e profissionais de informação. Jornal das Bibliotecas, Rio de
Janeiro, v.4, n.6, jul./dez. 1997.
PROSSIGA: (http://www.prossiga.lncc.br) Disponibilizando bibliotecas virtuais na Internet.
Boletim CRB-7, Rio de Janeiro, v.25, n.2, p.1-8, abr./jun. 1997
TEIXEIRA, M.S., SCHIEL, V. A Internet e seu impacto nos processos da informação. Ciência
da Informação, Brasília, v. 26, n.1, p. 65-71, 1997.

11

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Aborda aspectos sobre as bibliotecas acadêmicas na educação a distância. Serviços promovidos pelas bibliotecas ao usuário a distância. Relaciona a importância da cooperação bibliotecária para atendimento das necessidades do usuário. Levanta questões sobre acervos de coleções eletrônicas e digitais e o acesso à bibliotecas ao usuário a distância. </text>
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                    <text>Banco de Imagens: Diapositivos da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas
Gerais

Dora Aparecida da Silva
Bibliotecária responsável pela Divisão de Tratamento da
Informação da Biblioteca da Escola de Arquitetura da UFMG
dora@arquitetura.ufmg.br
Hygina Moreira Bruzzi
Professora e doutora em Estética do Departamento de
Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e
Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG

RESUMO
Iniciativa da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais através da
Biblioteca e do Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e Urbanismo para
criar, estruturar, manter e divulgar para os corpos docente e discente, imagens em diferentes
veículos, visando subsidiar qualitativamente os ensinos de graduação

e pós-graduação da

Escola. Nessa primeira fase, será dada ênfase ao tratamento de diapositivos (slides) que
possibilitará à Escola de Arquitetura contar com um acervo organizado e automatizado.

1.INTRODUÇÃO
O projeto “Banco de Imagens em Arquitetura e Arte” é o primeiro resultado da parceria
entre a Biblioteca da Escola de Arquitetura e o Departamento de Análise Crítica e Histórica da

1

�Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais. Esta realização objetiva
criar, estruturar, preservar e divulgar imagens arquiteturais e artísticas inseridas em diferentes
veículos, podendo assim equipar as ações voltadas para o ensino de graduação e pós-graduação..
Historicamente, os arquivos voltados para as coleções de imagens vinculavam-se as
organizações individuais e coletivas. Estas últimas não foram devidamente registradas o que
ocasionou perdas expressivas neste sentido para a unidade. Nos últimos anos, tanto os docentes
como os discentes veêm reivindicando um acervo iconográfico, sendo este fundamental para o
estudo da história da arquitetura e das artes com a chegada da informática a iconografia adquiriu
relevância propiciando versatilidade tecnológica na leitura da imagem das obras.
Embora o projeto reúna a seleção e classificação de imagens de diversos suportes, a sua
primeira fase adotou o tratamento de diapositivos dotados de informações básicas. O elenco de
imagens já documentado poderá ser acessado através da Biblioteca, utilizando o software VTLS
– Virgínia Tech Library System.

2.A IMPORTÂNCIA DO BANCO DE IMAGENS NAS ÁREAS DE ARQUITETURA
E ARTE
Refletir, perceber e analisar criticamente a arquitetura e arte pressupõe a observação de uma
imagem, elos da imaginação do objeto. Tendo em vista que grande parte dos objetos que se
analisa em arquitetura não são de fácil acesso, a imagem dos mesmos é um instrumento
imprescindível. Como o texto, essa surge como uma virtualidade o qual se instala e se esvalhece
conforme o procedimento daquele que fala ou se apresenta. Assim, a imagem do objeto e a coisa
em si, confirmam uma rede de significação rizomática. Os detalhes, os fragmentos, os tons, as
ranhuras adquirem relevância na percepção, na apresentação e ao aprendizado.

2

�Os diapositivos (slides) produzidos na Escola de Arquitetura da UFMG consolidaram-se
como um suporte bastante difundido para registro de imagens extraídas de livros ou diretamente
das construções arquitetônicas, maquetes e obras de arte. O custo da produção dessas imagens
tornou-se relativamente baixo pois a escola conta para isso com a colaboração do seu Setor de
Foto-documentação que dispõe de um técnico e um laboratório especializados em fotografias.
São importantes dados para diapositivos de arquitetura e arte :
- datas - colocar sempre as datas, quando não for possível, colocar uma data provável
(ano, década, século) , pois as construções arquitetônicas antigas, demoravam séculos para a
sua conclusão, abrangendo vários estilos, e em muitos casos a data de início nem sempre
coincide a risco com a data do projeto;
- artistas/arquitetos - o valor artístico está ligado aos estilos arquitetônicos de sua época
observando a evolução histórica da arquitetura

e arte, os detalhes das construções,

particularidades do edifício ou da cidade ou da obra de arte ;
- o local onde concretiza as construções arquitetônicas ou obras de arte - os locais
influenciam nos estilos, na língua, na cultura, na tradição e nas características da própria raça.

3.DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DA COLEÇÃO DE DIAPOSITIVOS NA
ESCOLA DE ARQUITETURA DA UFMG
Os acervos de diapositivos do Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e
Urbanismo (ACR) e da Biblioteca da Escola de Arquitetura , totalizando cerca de 7000 unidades,
encontravam-se em estado precário e em quase completa desorganização. Ainda que de maneira
genérica e sem um critério sistematizado de classificação, foram reunidos em grandes grupos
conforme semelhança, estilo arquitetônico e de arte, a fim de evitar possíveis extravios, perdas,
duplicações desnecessárias.
3

�Desses 7000 diapositivos, 2071 pertencentes à Biblioteca da Escola eram organizados em
ordem sequencial e armazenados em arquivos horizontais em posição vertical, um a um,
separados com uma cartela, guia por assunto. Mas esta organização logo tornou-se confusa, pois
os assuntos se repetiam, a reposição era por ordem numérica, a consulta era difícil e domorada
necessitando do auxilio do bibliotecário do Tratamento da Informação.(ANEXO – Figura 1 e
2).
A primeira etapa, que foi a pré-seleção, serviu para agrupar os diapositivos em grandes
temas correspondentes às disciplinas do currículo da Escola, obdecendo a hierarquia da história
da arte começando com a pré-história e terminando com a atualidade, de acordo com os
critérios: diapositivos individuais e séries; tamanho e crescimento da coleção; cobertura de
assuntos; grau de especificidade; uniformidade com as demais coleções da biblioteca .

4.BANCO DE IMAGENS E TRATAMENTO TÉCNICO
As coleções de diapositivos servem para fins muito específicos, podendo ser organizadas
de diferentes formas, sendo que a sua identificação requer elementos completos, principalmente
na arquitetura. Como exemplo, nas aulas de pintura renascentista ou arquitetura românica ou
sobre tipos de elevações, plantas e cortes, os diapositivos não só se limitam ao monumento
representado, como também um pormenor desse monumento.
O diapositivo contém elementos que o identifica sendo que na pesquisa uma boa
classificação e os dados levantados devem estar à disposição dos usuários, devendo ser feita em
fontes fidedignas. Os diapositivos feitos a partir de uma construção arquitetônica ou de uma
obra de arte, devem usá-la como fonte e também referendar em obras de referência de arte e
arquitetura para certificação.

4

�“Constatou-se que organizar slides não é tarefa tão simples quanto possa parecer, uma vez
que as especificidades do suporte, do tipo de informação que ele traz- informação visual – e do
escopo do assunto interferem diretamente no sistema a ser adotado. Poucos textos foram
encontrados que fornecessem um panorama dos sistemas utilizados e que proporcionassem uma
análise comparativa das diversas possibilidades de organização.”( BAUMGARTNER, 1995, p.
10).
Segundo MEY ( 1978) “O livro fala por si, o diapositivo exige outras informações, além
de si mesmo, requerendo uma explicação e uma identificação completa, acrescentando-se,
ainda, que tais informações isoladas também não exprimem em sua totalidade, portanto o
manuseio é por demais importante e o tipo de separação vai tornar-se, para o seu acesso, uma
facilidade maior ou menor”. Portanto, o trabalho de escolha do tipo de classificação e o tipo de
arranjo e o armazenamento dos diapositivos são pontos essenciais para um bom desempenho da
coleção.
BARKER e HARDEN (1980) citados por BAUMGARTNER (1995, p. 12) : “observam
que numerosas publicações discutem o uso dos slides, não havendo, porém, uma sistematização
de informações acerca de sua organização; os autores afirmam também que o pouco que se
escreve restringe-se a apresentar relato de experiências, sem a necessária análise”.
COCKBURN (1982) conforme em BAUMGARTNER (1995, p. 12), “ao se referir à
escassez de literatura, aponta como causa os seguintes fatores:
a). nem todos os slides acumulados estão agrupados segundo um sistema consistente;
b). muitos slides são mantidos por particulares que não abrem mão deles para a
formação de uma coleção centralizada adequadamente organizada;
c). nem todas as coleções podem ser submetidas a um esquema de classificação ou a um
tesauro e, portanto, deixam de ser organizadas;
5

�d). indivíduos ou grupos que mantêm slides não consideram que o sistema por eles
utilizado mereça uma descrição na literatura”.
BARKER e HARDEN citados por BAUMGARTNER(1995, p. 14) afirmam que “o
valor prático de uma coleção é proporcional à eficiência do armazenamento e da
recuperação”.
Conforme BAUMGARTNER (1995, p. 15) “os problemas de armazenamento, arranjo e
recuperação são percebidos com maior intensidade quando o acervo começa a crescer. A partir
de um certo número de ítens, que BARKER e HARDEN ( 1980) estimam em aproximadamente
cem slides, há necessidade de se adotar um sistema formal que reduza a complexidade e a
demora em se localizar os ítens relevantes”.
Segundo BAUMGARTNER (1995, p. 16), “a tradição, segundo BRADFIELD (1977),
exerce grande influência quando se pretende determinar as técnicas de organização e, por isso,
muitos bibliotecários tendem a discutir slides no contexto da catalogação e classificação,
interpretadas de forma semelhante à utilizada para livros. Se o suporte é diferente, a natureza
da informação também o é, não fazendo sentido submeter tais coleções a técnicas tradicionais
pelo simples fato de serem tradicionais”.
Ainda em BAUMGARTNER (1955, p.17 – 18), “CILLIERS (1981) citando
SROTROHLEIN, observa que a organização de slides individuais e de séries de slides requerem
diferentes sistemas, uma vez que imagens individuais necessitam de uma classificação e
indexação muito específicas”.
BRADFIELD (1977) citado por BAUMGARTNER (1995, p.17) manifesta que “a
partir de pesquisa realizada junto a usuários de slides , que a maioria deles não está
interessada em séries, mas quer agrupar slides individuais de acordo com suas necessidades e
interesses pessoais e circunstanciais. Segunda a autora, o material somente pode ser mantido e
6

�emprestado como série se os ítens estiverem relacionados a um tópico muito preciso, o que ela
firma ser raro”.
“Cabe ressaltar que numa coleção considerada sob a forma de slides individuais, cada
unidade catalogada, armazenada e recuperada individualmente pode ser reagrupada de acordo
com um propósito, sem ligação com a organização prévia do arquivo, o que não ocorre com as
séries”, conforme IRVINE (1979) citado por BAUMGARTMNER (1995, p. 18).
CILLIERS (1981) citado por BAUMGARTNER (1995, p. 18) “incorporou, em sua
coleção de slides, as vantagens do tratamento individual e da circulação em séries. Na
organização descrita pela autora, os slides são classificados e recuperados individualmente,
mas são armazenados e emprestados como séries de um determinado assunto”.
A Biblioteca adotou o sistema de cartelas plásticas flexíveis para arquivo suspenso, pois
esse sistema é de custo baixo, seguro e prático, tendo inúmeras vantagens como: método
compacto, permite a visualização, facilita a intercalação de novas cartelas do mesmo assunto,
apresenta como desvantagem o contato do plástico com o diapositivo podendo a longo prazo,
danificá-lo (ANEXO – Figura 4 e 5). Pensando nisso dentro de três anos os diapositivos que
forem danificados vão ser substituidos, pelo Laboratório de Foto-documentação.
Os critérios para escolha da forma de armazenamento foram :
. tamanho da coleção e o seu natural crescimento;
. espaço ;
. utilização pelos usuários;
. visualização,
. tipo de arranjo;
. usuários;
. frequência de uso;
7

�. quantidade de usuários;
. tempo disponível para a recuperação;
. circulação;
. manuseio e preservação;
. custo.
Na opinião de BRADFIELD (1977) segundo BAUMGARTNER (1995, p. 36) “os pontos de
acesso essenciais para a recuperação de diapositivos são: pessoas relacionadas à imagem ;
título; descritores de assunto; data; aspectos da imagem (peça, planta, detalhes); número de
identificação (registro, classificação); referência com outras imagens (para séries); indicação
de relação(remissivas) para assuntos” e locais.
Mas é a partir da década de setenta que efetivamente iniciou a recuperação automatizada,
primeiro através de listagens e depois, através da recuperação “on-line”.
“Apesar da automação constituir-se numa tendência lógica para o gerenciamento de
informações, seja qual for o suporte, verifica-se que sua introdução na área de diapositivos é
ainda pequena. A automatização requer uma padronização nas etapas de tratamento técnico
que não ocorre em relação aos diapositivos” (BAUMGARTNER, 1995.p. 38)
A indexação de diapositivos é compatível com a indexação de livros e outros materiais,
levando-se em conta que os assuntos são mais específicos necessitando de uma profunda
pesquisa quanto aos seus descritores, pois trazem muitos mais detalhes, permitindo uma
recuperação muito mais precisa. “É válido afirmar que quanto maiores forem o tempo e o
esforço aplicados na etapa de entrada do sistema, isto é, na identificação, classificação, na
indexação e no armazenamento dos ítens, menor será o tempo e o esforço dispensado na etapa
de recuperação. Facilidade e rapidez de recuperação significam eficiência num sistema de
informação”. (BAUMGARTNER, 1995. p. 42)
8

�5.TRATAMENTO TÉCNICO DOS DIAPOSITIVOS UTILIZANDO O SOFTWARE
VTLS
Em 1997, implantou-se o Projeto Banco de Imagens na Biblioteca da Escola de
Arquitetura da UFMG patrocinado pela Fundação Desenvolvimento da Pesquisa - FUNDEP da
UFMG, a descrição dos diapositivos foi feita utilizando o software MicroIsis para entrada e
recuperação dos dados de aproximadamente 200 diapositivos. (ANEXO – Figura 3).
“As informações disponíveis através da Word Wide Web são bem mais acessíveis do que
numa biblioteca tradicional e muitos usuários de biblioteca já acessam outras bibliotecas e
bancos de dados via rede internet”(PRADO, 1998.).
A partir de 1998 a Biblioteca Universitária inaugurou o soffware da Virgínia Tech
Library System – VTLS -, gerenciador de bibliotecas com os subsistemas : OPAC (catálogo
público de acesso on-line), catalogação, circulação e controle de periódicos disponibilizando a
base de dados também na Web. O sistema permite ao usuário efetuar pesquisas no catálogo,
verificar o status de disponibilidade do material que ele necessite.
O subsistema de catalogação permite a entrada de qualquer tipo de material, inclusive
diapositivos. A Biblioteca da Escola de Arquitetura da UFMG deixou então de alimentar a Base
de diapositivos pelo MicroIsis e passou a usar o VTLS. (ANEXO – Figura 4 e 5).
O VTLS usa o Formato Bibliográfico USMARC para entrada de dados de qualquer tipo
de material, trazendo campos convencionais e também específicos de acordo com a
característica do material como por exemplo no caso de diapositivo :
Campo 245 Título, subcampo \h meio, onde se especifica a designação geral do material
Ex.:
[Cripta dos papas \h diapositivo]
9

�No campo 600 Assunto Pessoal, o subcampo \v subdivisão de forma
Ex.:
\a Le Corbusier, \d 1887-196 \v diapositivos

O projeto Banco de Imagens tem ainda a possibilidade, através da inclusão do Campo
856 – acesso e localização eletrônica – no registro bibliográfico USMATC de criar um link
entre o registro e um arquivo multimídia com as imagens dos diapositivos. Esse arquivo
multimídia pode-se localizar em área local da rede ou na Internet.

6. CONCLUSÃO
A universidade é responsável pela formação de profissionais que a sociedade necessita e
a biblioteca deve ser o centro que irriga esse processo de formação.
Com os avanços da informática e com uso da Internet aplicados à biblioteca, esta torna se um sistema fundamental de comunicação, implementando assim novos serviços e
disponibilizando aos seus usuários um bom retorno. E ainda, com a globalização crescem as
necessidades de informações precisas e ágeis que vem dando a todo Sistema de Bibliotecas da
UFMG seu lugar de destaque junto a toda comunidade universitária do país. Os usuários cada
vez mais exigentes e sabedores das potencialidades das novas tecnologias são os principais
beneficiados.
O projeto Banco de Imagens está sendo implementado através da entrada de dados. Numa
próxima fase pretende-se disponibilizar as imagens na Intranet ou Internet.
O trabalho visa a disponibilização do acervo do Banco de Imagens da Biblioteca da
Escola de Arquitetura da UFMG para os usuários interessados.
10

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15

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Banco de Imagens: Diapositivos da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais.</text>
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                <text>Iniciativa da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais através da Biblioteca e do Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e Urbanismo para criar, estruturar, manter e divulgar para os corpos docente e discente, imagens em diferentes veículos, visando subsidiar qualitativamente os ensinos de graduação e pós-graduação da escola. Nessa primeira fase, será dada ênfase ao tratamento de diapositivos (slides) que possibilitará à Escola de Arquitetura contar com um acervo organizado e automatizado.</text>
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                    <text>PROJETO DE PESQUISA

AS EXPECTATIVAS DOS BIBLIOTECÁRIOS ANTE À BIBLIOTECA VIRTUAL: O CASO DAS
BIBLIOTECAS CENTRAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO MARANHÃO E DA
PARAÍBA.

EQUIPE TÉCNICA:
Isabel Cristina dos Santos DINIZ
E-mail: isabel_diniz@hotmail.com
Maria das Gracas TARGINO Moreira Guedes
Professora Visitante do Curso de Mestrado Interinstitucional em Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba/Universidade Federal de Minas Gerais
Doutora em Ciência da Informação, Universidade de Brasília
Professora Orientadora
Francisca Arruda RAMALHO
Professora Adjunta II do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Universidade
Federal da Paraíba
Doutora em Ciência da Informação, Universidad Complutense de Madrid
Professora Co-Orientadora
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO I
58015-970 – João Pessoa – PB - Brasil
Telefax: (02183) 216-7483
E-mail: cmci@ccsa.ufpb.br ou eliany@openline.com.br
Home page: http://www.openline.com.br/~eliany

Resumo: Considerando a importância da informação para o desenvolvimento da sociedade
contemporânea, mais especificamente, a informação eletrônica disponível on-line, analisa-se o
seu canal de transferência, a biblioteca virtual (BV). Esta análise fundamenta-se na evolução da

�biblioteca até os dias atuais e nos aspectos básicos da BV, como terminologia, concepção,
organização e características. Sob tal perspectiva, objetiva-se estudar as expectativas dos
bibliotecários das bibliotecas centrais das universidades federais do Maranhão (UFMA) e da
Paraíba (UFPB) face a BV, buscando: (a) identificar a realidade das bibliotecas centrais desses
profissionais quanto ao uso de recursos tecnológicos para acesso, tratamento e recuperação da
informação; (b) analisar o nível de conhecimento, as idéias e informações que esses
bibliotecários mantêm em relação à BV; (c) categorizar as terminologias utilizadas e as
concepções dos bibliotecários frente à BV; (d) detectar as causas que facilitam ou dificultam a
expansão das ações no âmbito das BV na realidade estudada; (e) verificar a pertinência entre o
nível de qualificação profissional e a formação acadêmica dos profissionais versus requisitos
exigidos para a expansão da BV; (f) identificar o nível de (des)crédito dos bibliotecários frente à
BV; (g) estabelecer parâmetros comparativos entre as expectativas dos bibliotecários do
Maranhão e da Paraíba. O universo compreende o total de 50 bibliotecários que atuam nas
bibliotecas centrais estudadas: 13, na UFMA e 37, UFPB. O instrumento de coleta de dados
consiste de um roteiro de entrevista estruturada em três segmentos. O primeiro destina-se à
identificação do respondente, enquanto a seguinte destina-se a apreender a realidade das
bibliotecas quanto ao nível de adesão às novas tecnologias. A etapa final visa a identificar as
expectativas dos bibliotecários no que se refere à BV. Os dados coletados serão analisados,
interpretados e discutidos sob a perspectiva qualitativa e quantitativa.

EIXO TEMÁTICO: VIRTUALIZAÇÃO DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

2

�1

JUSTIFICATIVA E PROBLEMATIZAÇÃO
A idéia de estudar a biblioteca virtual (BV) nasceu ainda ao longo do curso de graduação

em Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no âmbito do Programa
Especial de Treinamento (PET) da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (CAPES), quando da preparação do seminário A Internet e suas implicações
sociais, em que um dos tópicos abordados versava sobre a biblioteca virtual. As colocações
então delineadas despertaram o desejo de conhecer com mais profundidade essa nova faceta da
instituição biblioteca, suas implicações e problematização.
Como conseqüência, quando do cumprimento regimental para elaboração do trabalho de
conclusão de curso (TCC), selecionamos o referido tema, mediante a apresentação da
monografia intitulada Biblioteca virtual: análise e reflexões teóricas (Diniz, 1997). Nesse
primeiro momento, ao mesmo tempo que constatamos a expansão vertiginosa da BV em termos
mundiais, como alternativa de busca, disponibilização e recuperação, incorporando a
possibilidade de acesso a informações as mais diversificadas possíveis, tanto no que concerne ao
aspecto quantitativo como qualitativo, através das redes eletrônicas de comunicação,
percebemos, também, uma série de questionamentos no que diz respeito à sua interpretação,
conceituação e organização.
Aqui, é imprescindível lembrar que o avanço científico e tecnológico, no qual se inserem
a emergência e o desenvolvimento da biblioteca virtual, está, ele próprio, imerso no fenômeno da
globalização. Esta, por sua vez, implica, inevitavelmente, o acesso às novas tecnologias de
informação e de comunicação (NTIC), o que evidencia a força da informação. O eixo da
economia passa a ser a produção, distribuição e difusão da informação, gerando um novo setor

3

�do sistema produtivo, o quaternário, o qual se refere às atividades da indústria da informação e
do conhecimento, de tal forma que a sociedade contemporânea ganha, merecidamente, o epíteto
de sociedade da informação ou de forma mais ampla era da informação. Só que, da mesma forma
que a globalização não elimina as disparidades existentes entre regiões, países e continentes, o
desenvolvimento da ciência e tecnologia (C&amp;T) também não se dá de forma eqüitativa, existindo
sempre o risco de acentuar a relação desigual de poder entre o Norte e o Sul, entre regiões mais
ou menos favorecidas, entre instituições mais ou menos progressistas.
Diante do exposto, vemos que a biblioteca virtual não pode atravessar a mesma trajetória
em nações distintas, uma vez que são inegáveis as diferenças entre as regiões de um mesmo país
e até mesmo dentre instituições de uma mesma região. Por outro lado, discorrer sobre a BV
extrapola a análise simplista dos seus impactos em relação aos serviços de informação e à nova
configuração de bibliotecas, centros de informação e documentação. Incorpora o estudo sobre as
expectativas do profissional bibliotecário, utilizando-se o termo expectativas como probabilidade
ou possibilidade de obter as vantagens possíveis mediante a implantação, implementação e
expansão das BV. Isto porque, o bibliotecário precisa se integrar ao novo contexto histórico,
econômico, social e cultural. Aliás, a atualização profissional é condição essencial a qualquer
indivíduo inserido no mercado de trabalho. É a época do profissional empreendedor, versátil,
capaz de mudar, inovar, ousar, enfim, acompanhar as mutações que se processam de forma
incessante na sociedade.
Como decorrência, diante da impossibilidade de um estudo que contemple o contexto
nacional em sua totalidade, devido à amplitude e singularidades das regiões geográficas
brasileiras, optamos pelas bibliotecas centrais (BC) das UFMA e Universidade Federal da
Paraíba (UFPB). A primeira, instituição de origem dos estudos de graduação; a segunda,
instituição de ensino superior (IES) selecionada para início da nossa pós-graduação stricto sensu.

4

�Colocamo-nos diante do desconhecimento de como tais profissionais estão se portando frente à
BV. Sabemos que em tais universidades não existem efetivamente bibliotecas virtuais. Porém, é
provável que, em decorrência do desenvolvimento tecnológico aplicado a recursos da biblioteca,
eles acessem e efetivem levantamentos bibliográficos via BV através de outras universidades e
institutos de pesquisa, recorram a bases de dados, compact disc read only memory (CD-ROMs),
à comutação bibliográfica (COMUT) on-line e à Internet.
Em outras palavras, a opção em estudar bibliotecários lotados em bibliotecas
universitárias federais explica-se porque, apesar dos percalços, ainda são elas as instituições com
mais possibilidades de adotar as NTIC na esfera de suas estruturas organizacionais. As
bibliotecas universitárias e especializadas, em geral, são as unidades de informação que mais se
direcionam para a utilização de BV, haja vista que ambas estão inseridas em centros de fomento
à pesquisa científica. Assim, tudo indica que mesmo a inexistência de bibliotecas virtuais em sua
instituições de origem não elimina o interesse dos bibliotecários em acompanhar o que está
acontecendo, nem os dissocia do contexto dos impactos causados pela expansão vertiginosa das
NTIC, ainda que observações empíricas permitam inferir que, grosso modo, o ensino superior
nessa área apresenta lacunas, principalmente quanto à aplicação de meios tecnológicos no
processamento técnico da informação, como a indexação automatizada, sem mencionar as
condições técnicas, financeiras e de funcionamento das bibliotecas, visivelmente precárias; a
ênfase para os serviços técnicos e o distanciamento das causas sociais. É a oportunidade, pois, de
apresentar à administração das bibliotecas centrais dessas duas instituições de ensino
informações consistentes e fundamentadas sobre o nível de conhecimento e a qualificação de
seus bibliotecários ante a BV. Diante do exposto, procuramos respostas para tais
questionamentos, a partir de uma indagação:
QUAIS AS EXPECTATIVAS DOS BIBLIOTECÁRIOS DAS BIBLIOTECAS CENTRAIS DAS

5

�UNIVERSIDADES FEDERAIS DAS CIDADES DE SÃO LUÍS - MA E JOÃO PESSOA - PB
ANTE A BIBLIOTECA VIRTUAL?
O objeto de estudo da pesquisa está, pois, intimamente ligado ao da Ciência da
Informação, visto que estudaremos a relação entre a pragmática social da informação e as
relações de vida dos sujeitos, no caso, o bibliotecário, inseridos no contexto em que atua.
Retomamos, assim, a questão do desenvolvimento regional, que traz à tona as práticas
informacionais de geração, transferência, acesso e uso da informação executadas pelo
bibliotecário dentro da realidade sócioeconômica, cultural e política da região Nordeste.

3

REFERENCIAL TEÓRICO

3. 1

Sociedade e biblioteca virtual
A grosso modo, propalando as idéias de Landoni et al., Marchiori (1997a) refazemos a

história da biblioteca em três fases. A biblioteca tradicional que vai de Aristóteles ao começo da
automação de bibliotecas. A biblioteca moderna ou automatizada que recorre ao computador
para serviços básicos com vistas à organização dos acervos e agilização da recuperação da
informação, ainda que vinculada, na maioria dos casos, a coleções isoladas, e, quando muito a
serviços cooperativos precários. A biblioteca eletrônica que permite o resgate de informações,
mediante o acesso de textos completos disponibilizados on-line.
De qualquer forma, afirmamos que, em termos genéricos, cada vez mais, a biblioteca
muda a sua concepção histórica de depósito de livros para instituição voltada para a
disseminação das informações as mais diversificadas - eletrônicas e em papel -, de forma
dinâmica e veloz. Disponibiliza, agora, uma combinação quase infindável de materiais
convencionais e eletrônicos. Ao lado de livros, revistas, periódicos, folhetos, jornais, atlas,
mapas etc., estão materiais iconográficos (gravuras, eslaides, lâminas, postais, desenhos etc.),

6

�CD-ROMs, softwares em disquetes, bases de dados on-line, teletextos, videotextos, audiotextos,
hipertextos, periódicos eletrônicos, jornais diários em formato eletrônico, dentre outras
novidades lançadas quase cotidianamente no mercado. E mais, além da guarda e manutenção do
acervo, atua como centros culturais. Oferece ao público-alvo uma gama de atividades, como
exposições, cursos, palestras, filmes, jogos, peças de teatro, entre outras.
Obviamente, tais alterações repercutem em toda a sua estrutura física, técnica e de
pessoal, e sobretudo, representam a transformação de paradigmas. É a substituição do modelo de
biblioteca centrado na disponibilidade, em que predomina o just in case, com ênfase no tamanho
da coleção e na possibilidade do browsing real, por um novo modelo centrado na acessibilidade,
em que prevalece o just in time, o que coloca em evidência a Internet como elemento facilitador,
à medida que permite que as informações fluam, favorecendo o processo de disseminação e
popularização da informação. É a consolidação da mudança de paradigma do acervo para a
informação, do suporte físico para a informação. Nesta perspectiva, a biblioteca perde sua
estrutura física, tornando-se sem paredes, invisível. O seu acervo torna-se intangível. O seu
acesso pode ser feito de qualquer parte do mundo.
No entanto, não é necessário retomar as idéias antes discutidas sobre disparidades
regionais, para compreender que tais mutações não se dão de forma similar dentre nações,
regiões, estados e instituições, e o que é relevante, nem mesmo dentre os distintos tipos de
bibliotecas. Caracterizadas pelo grau de similaridade de acervos, tipos de usuário, serviços
prestados, atividades desenvolvidas e vinculação administrativa, considerando as bibliotecas
escolares, públicas, nacionais, particulares, ambulantes, infanto-juvenis, especializadas,
universitárias etc., são estas duas últimas as que apresentam maior grau de desenvolvimento,
com nível razoável de programas de integração e cooperação, além de primeiro utilizaram
bancos de dados como forma de otimizar seus recursos bibliográficos.

7

�Em suma, se algumas bibliotecas vislumbram a possibilidade de atuar como centros
dinâmicos de informação, com coleções atualizadas e disponíveis via suportes modernos de
recuperação, prevalecem bibliotecas com nível técnico rudimentar, acervo precário tanto em
termos de conservação como de atualização, ao lado de condições físicas deficientes. É esta a
realidade das regiões, onde o governo não considera a informação como recurso estratégico para
o desenvolvimento. E não se trata de elucubrações. Recentemente, no primeiro semestre de 1999,
o então titular do Ministério da Ciência e Tecnologia, diante da constatação inquestionável de
que 80% da pesquisa que se faz em território nacional advém do SE, afirma literalmente: “É
razoável que assim seja, porque não faz sentido o governo financiar pesquisa que não seja de
boa qualidade. E se a pesquisa nos estados mais pobres tende a ser de menor qualidade, é
inevitável que isso aconteça” (Pequeno, 1999, p.5), o que traz à tona os contrastes flagrantes
entre as regiões brasileiras e que integram o cotidiano brasileiro e o gap existente entre os
estados brasileiros quanto ao nível de produção de informação e conhecimento, e por extensão,
quanto ao nível de suas instituições.
Isto significa que, no Brasil, a BV ganha força apenas em meados de 1980, sobretudo
entre as entidades do Centro-Sul. As informações em suporte eletrônico passam a ser usadas com
intensidade, permitindo a cooperação e a partilha de recursos - catálogos, coleções e serviços
mantidos pelas unidades de informação conectadas em rede - entre as bibliotecas e demais
unidades de informação, buscando-se suprir ao máximo a demanda dos usuários. Como
conseqüência do conjunto tecnológico, ou seja, de todas as tecnologias aplicadas no campo da
biblioteconomia, procedimentos técnicos para preparação das fontes informacionais são revistos,
conduzindo à extinção de uns, alteração de outros, fusão de alguns ou reformulação radical de
mais outros, visando à consecução das novas funções da BV.

8

�3. 2.1

Biblioteca virtual – conceituação e caracterização

“Falar sobre a biblioteca do futuro perpassa por longas discussões a começar pelas
diferentes denominações e conceituações existentes na literatura internacional, a qual,
muito polêmica, controvertida, rica e volumosa, envolve variados aspectos e
abordagens referentes ao tema...” (Ferreira et al., 1997, p.218).
Sem dúvida, a noção de uma biblioteca não física provoca infindáveis discussões no que
diz respeito a conceitos, características, estruturas e terminologias, quer como continuação e
aperfeiçoamento dos sistemas tradicionais, quer como unidades de informação independentes,
“que conviverão em espaços diferenciados daqueles das bibliotecas já estabelecidas”
(Marchiori, 1997b, p.117). Aliás, essa autora, em uma outra publicação (1997a), arrola termos
que estão sendo adotados, ainda que sem tanta precisão do ponto de vista terminológico e
conceitual: biblioteca polimídia; biblioteca eletrônica/e-library; biblioteca virtual/virtual library;
biblioteca de realidade virtual; biblioteca digital; biblioteca não física; desktop library illimited;
without walls library; biblioteca biônica; biblioteca ciberteca etc. Dentre tais opções,
considerando a revisão de literatura empreendida por Fernandes (1999), Marchiori (1997b) e
Marconi, Gomes (1999), em que retomam a classificação de Barker (1996), fundamentada no
impacto das NTIC ao sistema informacional mundial, sintetizamos, aqui, quatro tipos de
bibliotecas:
❶ biblioteca polimídia
“É uma biblioteca similar à biblioteca convencional de hoje, contendo livros na forma
tradicional que convivem com vídeos, fitas, CD-ROMs, microfilmes, software de computadores
etc.” Mesmo dispondo de computadores para os usuários, seus processos de gerenciamento e
organização são quase sempre manuais e as novas tecnologias não são utilizadas para automação
da própria biblioteca (Marchiori, 1997b, p. 118).

9

�❷ biblioteca eletrônica
Refere-se à biblioteca cujos processos básicos são de natureza eletrônica, o que significa
efetiva

utilização dos computadores na armazenagem,

tratamento, recuperação e

disponibilização de registros, incluindo a construção de índices on-line, busca de textos na
íntegra e digitalização de livros. Pressupõe o uso extensivo de meios eletrônicos que coexistirão
com as publicações eletrônicas, sendo possível remeter-se ao bibliotecário e a sistemas
especialistas, compreendidos como programas de computador interativos, capazes de competir
com as ações de negociação efetivadas pelo bibliotecário em certas estratégias de busca.
❸ biblioteca digital
A biblioteca digital não mantém informações no formato tradicional, disponibilizando-as
tão-somente na forma digital, em meios diversificados de armazenagem, como as memórias
eletrônicas - discos magnéticos e óticos. Neste caso, a informação demandada é acessada, em
locais específicos e remotamente, através de redes eletrônicas de informação, o que garante
vantagens adicionais – compartilhamento imediato, relativa facilidade e custo mais baixo.
❹ biblioteca virtual
A condição sine qua non para a sobrevivência da BV é a realidade virtual. Caracteriza-se
por reproduzir o ambiente de uma biblioteca em duas ou três dimensões mediante um software
próprio acoplado a um computador, de tal forma que, ao entrar numa BV, o usuário, como diz
Marchiori (1997b, p. 118), possa “circular entre as salas, selecionar um livro nas estantes,
‘tocá-lo’, abri-lo e lê-lo”, embora o livro exista somente no computador e na sua mente.
Contrapondo-se a tal posicionamento, Poulter, referenciado pela autora acima citada, nomeia este
tipo de biblioteca como – biblioteca de realidade virtual – assegurando que são instâncias
distintas. Em sua opinião, o conceito de BV relaciona-se sempre com o conceito de acesso,
através de redes, a recursos informacionais disponíveis em sistemas de base computadorizada,

10

�em geral, remotos, enquanto a biblioteca de realidade virtual assemelha-se a uma nova forma de
catálogo on-line de acesso público, construída a partir da tecnologia de realidade virtual.
Diante da impossibilidade de posições consensuais, adotamos uma visão macro, segundo
a qual, na expressão – biblioteca virtual – o termo virtual opõe-se ao físico. Através de um
terminal conectado às redes eletrônicas, o usuário percorre “estantes” e “folheia” os
documentos desejados, onde quer que estes estejam, sem necessidade de locomoção, o que
proporciona o encurtamento ou a extinção de distâncias geográficas. É o fim do espaço físico. É
a ênfase, como discutido, ao acesso à informação e não mais à dimensão do acervo, como nas
demais bibliotecas.
Neste contexto, a BV configura-se como mecanismo que arrola todo o tipo de
informação, apresentando links e possibilidades infinitas de intercâmbio entre as unidades de
informação interligadas em rede, alterando as concepções sobre a instituição biblioteca dentre as
camadas sociais, uma vez que possui características distintas, descritas no QUADRO 2:

QUADRO 2 – Características da Biblioteca Virtual
Acesso somente através de redes eletrônicas de informação
Acesso a todo o tipo de informação
Conjunção harmônica entre impressos e eletrônicos – possibilidade de conversão do eletrônico para o impresso
Ênfase na liberdade intelectual – todos têm direito de publicar suas idéias
Manutenção de catálogos eletrônicos on-line
Possibilidade de maior fluxo de comunicação entre bibliotecários e ente as demais categorias profissionais
Possibilidade ilimitada de navegação via links por diferentes bibliotecas, instituições, textos etc.
Disseminação mais abrangente de informações
Utilização simultânea da mesma informação por múltiplos usuários
Aproveitamento de todas as potencialidades do espaço virtual
Uso de ferramentas que agilizam a recuperação de informações
Inexistência de intermediação no processo de acesso à informação
Acesso global
Maximização dos processos de produção e atualização dos estoques de informação
Aperfeiçoamento no planejamento e gerenciamento dos recursos informacionais
ADAPTAÇÃO
DA DINIZ, I. C. dos S. Biblioteca virtual: análise e reflexões teóricas. São Luís: UFMA. 1997.
FONTE:
Monografia (Graduação em Biblioteconomia) – Departamento de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Maranhão, 1997. 123 p. p. 51.

11

�Sumariando, uma visão promissora da BV engloba duas perspectivas: o uso de
bibliotecas no espaço cibernético ou a construção de uma biblioteca nesse espaço. Em qualquer
circunstância, a tônica é o livre acesso à informação. Um sistema de informação baseado no
conceito de BV “...pressupõe a potencialização da ação desse sistema na identificação,
localização, tratamento, busca e disponibilidade de informações, sem a necessidade da
manutenção de acervo interno.” (Rezende, Marchiori, 1994, p. 351).

3.2.2

O bibliotecário e a biblioteca virtual

Na sua origem, o bibliotecário é essencialmente um erudito, com a preocupação máxima
de reunir e classificar, de forma sistemática e lógica, os conhecimentos registrados sob a forma
de documentos. Tal postura prevalece até início do século XIX, quando as bibliotecas públicas
favorecem a expansão de sua atuação, como um dos profissionais inseridos no processo
educacional da população. Mas, paradoxalmente, as coleções continuam como seu alvo
principal, mediante a coleta, armazenagem e preservação das informações geradas, o que reforça,
na esfera social, a imagem de “guardião de livros”, até que, com o aumento da massa
documental e a diversificação das demandas informacionais em nível de usuários, o bibliotecário
muda seu foco central de interesse para o domínio do assunto e conteúdo dos documentos. Como
Santos, Rocha (1998) reforçam, a ênfase na estocagem de informação e não de conhecimentos
limita a sua atuação, desvaloriza a profissão e, mais do que isto, na sociedade contemporânea,
cuja tônica reside na adoção de novas tecnologias e na força da informação, provoca um clima de
inquietação e uma grave crise de identidade profissional.
Assim, é preciso que o bibliotecário vença o marasmo que ronda as tarefas meramente

12

�tecnicistas e assuma o perfil de um

profissional inovador, com novas competências e

qualificações técnicas, além de atributos de caráter pessoal e interpessoal: criatividade; atuação
interdisciplinar; especialização; habilidades gerenciais; capacidade de adaptação a novas
situações; conhecimento de informática e de idiomas estrangeiros; conhecimento da teoria da
informação etc. Para Lancaster (1994), não há tempo a perder. O uso da tecnologia vem se
difundindo de forma tão veloz, que já atinge todos os campos do conhecimentos e os diferentes
públicos, mormente o usuário de bibliotecas. Estas, como produto da sociedade, necessitam se
adaptar a essas mudanças, e o bibliotecário que permanecer fora do contexto tende a ser
substituído.
O profissional passivo, acomodado e estático deve dar lugar a um profissional agressivo,
ousado e dinâmico, que assuma funções, como a de consultores, indexadores, especialistas em
informação etc. Para tanto, é urgente rever o cerne dos cursos de graduação em biblioteconomia,
base da formação profissional. Seus currículos contemplam disciplinas ultrapassadas diante do
novo cenário tecnológico. De acordo com Gomes, Melo, Santos (1997), há quem preveja o
desaparecimento das escolas de biblioteconomia/ciência da informação, caso insistam em
preparar profissionais direcionados para serviços tão-somente técnicos e mecanicistas.
Entretanto, a bem da verdade, já existem cursos em processo de adequação ao novo panorama,
lançando no mercado, aqueles que podem ser considerados cibertecários - bibliotecários do
futuro -, os quais detêm conhecimentos básicos de informática e idiomas, para enfrentar com
competitividade o mercado de trabalho. Isto porque, face à omissão e ao comodismo dos
bibliotecários, com relativa freqüência, as BV estão sendo implantadas, implementadas e
gerenciadas por especialistas de outras áreas ligadas à informação, como administradores de
bases de dados e gerentes de informação.

13

�Logo, com a expansão da BV, enfrentamos uma realidade, determinante para mudanças
drásticas no perfil do bibliotecário. Diante dela, o profissional deverá ser capaz de localizar,
adquirir, tratar e disponibilizar informações eletrônicas em rede, através de serviços/ferramentas
de inteligência artificial. O usuário não tem a noção de que, por trás de toda a organização da
BV, estão profissionais que tratam e disponibilizam informações e recursos para a recuperação
restrita ou exaustiva de acervos nacionais ou estrangeiros, o que requer o domínio de softwares
interativos com interface amigável para o usuário. É a tentativa para fortalecer a biblioteca
virtual como possibilidade real e não utopia, dando ao profissional bibliotecário uma nova
posição como agente social:
“[a BV] (...), apoiada na conexão com bancos e bases de dados, redes eletrônicas de
comunicação e ‘bibliotecas-armazenadoras’ situadas localmente ou no exterior (...)
reduz os inputs internos ao mesmo tempo que permite acesso a um conjunto de fontes e
acervos muito mais amplo e diversificado do que aquele que, porventura, viesse a ser
criado internamente. O sistema de informação, assim construído, seria baseado na
figura de um profissional com características de um information broker, o qual,
utilizando-se de buscas em bases de dados e em convênio com tal centros
armazenadores, gerencia, ágil e flexivelmente, a busca e acesso à (sic) fontes de
informação, onde quer que se encontrem.” (Rezende, Marchiori, 1994, p. 350).
É necessário impor novas idéias, dominar novas estratégias de atendimento ao público,
investir no marketing profissional, a fim de mostrar quem é, o que faz e o que é capaz de fazer. O
medo e o temor devem dar lugar ao sentimento de que a aplicação do computador aos serviços
técnicos da biblioteca é de vital importância. É o computador a serviço do homem. A inteligência
artificial é resultado da inteligência humana e o homem jamais será superado pelo computador,
pois a inteligência humana é em si mesma ilimitada. A aplicação dos recursos tecnológicos aos
serviços bibliotecários visa a descentralizar e agilizar rotinas, podendo ser visto como elemento
de apoio, até porque o computador efetua o processamento em massa de informações.
Ademais, o conhecimento das necessidades dos usuários e a manutenção de outras ações

14

�que integram o cotidiano do bibliotecário persistem como vitais e imprescindíveis: estudo dos
usuários – como os usuários apresentam modificações comportamentais diante das NTIC, urge a
adoção de novas técnicas de estudo; seleção – procedimento que se faz em rede, mediante o
auxílio de ferramentas de recuperação de informações no formato eletrônico; organização – as
informações disponíveis em rede não prescindem de organização; indexação – passo
fundamental na recuperação da informação, principalmente a eletrônica, dentre outras.
Isto significa que, algumas competências “tradicionais” do profissional bibliotecário
podem e estão sendo utilizadas na era da informação, devidamente adaptadas à natureza das
informações eletrônicas. Rodrigues (1997), fazendo alusão aos serviços de referência, por
exemplo, mostra que são eles úteis em certas circunstâncias, variando desde a forma tradicional
de entrevista de referência até a utilização de áudio e videoconferências para entrevistas remotas,
correio eletrônico e world wide web (WWW). Tudo indica que é hora de o bibliotecário se elevar
positivamente na sociedade, a tal ponto que York (1997) afirma ser este o momento mais
interessante para o exercício da profissão, haja vista que, segundo Lancaster (1994), todas as
tecnologias aplicadas à informação, incluindo a BV são de responsabilidade do bibliotecário,
dentro deste novo contexto.
Bibliotecas e bibliotecários têm sido profundamente influenciados pelo avanço
tecnológico, o que lhes impossibilita de permanecerem à margem do processo. Urge seguirem
novos rumos para suprir as demandas informacionais do público, a partir da conscientização de
que se este caminha em direção à realidade de um mundo eletrônico e virtual, é preciso assumir
o treinamento que permita ao usuário explorar a riqueza de possibilidades dos meios eletrônicos.
O bibliotecário precisa assumir a postura de moderno profissional de informação, a quem
compete fornecer a informação certa, da fonte certa, ao cliente certo, pelo meio certo, no
momento certo e a um custo justo. Isto porque o usuário da sociedade hodierna dispõe cada vez

15

�mais de uma cultura informacional que lhe permite gerar bases de dados, navegar com facilidade
nas redes eletrônicas de informação e criar seu próprio corpo de conhecimentos, constituindo
suas próprias BV, sem a necessidade de intermediários. É o momento de, a exemplo de qualquer
outro especialista, o bibliotecário desenvolver habilidades na síntese da informação e
conhecimentos nas áreas gerenciais e de políticas de informação, além do domínio pleno das
NTIC, como alerta Targino (1998).
Finalizando, a passagem de uma economia industrial para uma economia centrada na
geração do conhecimento traz impactos imensuráveis para a sociedade contemporânea,
transmutando modos de pensar e de interagir com o mundo, e afetando a vida de todos os
profissionais. No caso específico do bibliotecário, em estudo sobre o uso de documentos
eletrônicos em bibliotecas, Malinconico, Warth (1995), ao mesmo tempo que verificam a
versatilidade dos mesmos e a rápida aceitação por parte dos usuários, percebem que esse
profissional está, de fato, sofrendo impacto muito grande com as mudanças de ordem
tecnológica. Ao que parece, sobretudo entre os mais desavisados, paira a incerteza sobre o futuro
da profissão, diante da ameaça de redução de emprego, haja vista que, em termos genéricos,
trabalhadores têm sido retirados do processo produtivo, com a introdução das novas tecnologias.
Só que, são infinitos os horizontes que as NTIC apontam, despertando novas concepções de
mundo e alternativas diversificadas.

4

PLANO DOS OBJETIVOS

4.1

Objetivo geral

16

�Analisar, no contexto das novas tecnologias de informação e de comunicação, as
expectativas dos bibliotecários das bibliotecas centrais das universidades federais das
cidades de São Luís – MA e João Pessoa – PB ante a biblioteca virtual.

4.2

Objetivos operacionais

❶ Identificar os recursos tecnológicos para acesso, tratamento e recuperação da
informação existentes nas bibliotecas universitárias pesquisadas
❷ Analisar o nível de conhecimento, as idéias e informações que os bibliotecários
pesquisados mantêm em relação à biblioteca virtual
❸ Categorizar as terminologias utilizadas e as concepções dos bibliotecários frente à
biblioteca virtual
❹ Detectar as causas que facilitam ou dificultam a expansão das ações no âmbito das
bibliotecas virtuais na realidade estudada
❺ Verificar a pertinência entre o nível de qualificação profissional e a formação
acadêmica dos profissionais versus requisitos exigidos para expansão da biblioteca
virtual;
❻ Identificar o nível de (des)crédito dos bibliotecários frente à biblioteca virtual
❼ Estabelecer um cotejamento entre as expectativas dos bibliotecários do Maranhão e da
Paraíba quanto à questão da biblioteca virtual.

5

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

5.1

Área geográfica
Região: Nordeste

17

�Estados: Maranhão e Paraíba
Instituições: Universidade Federal do Maranhão/Biblioteca Central
Universidade Federal da Paraíba/Biblioteca Central

5.2

Descrição da população
A população compreende o total de 50 bibliotecários lotados nas bibliotecas centrais em

foco, distribuídos na UFMA (13) e UFPB (37). Como não se trata de um grupo tão numeroso, as
informações, a princípio, serão coletadas dentre todos os elementos, sem necessidade de recorrer
ao processo de amostragem, acrescentando-se que a aparente diferença numérica se dirime no
tratamento estatístico, quando se lança mão da proporcionalidade.

5.3

Coleta de dados

5.3.1

Descrição do instrumento de coleta

Considerando, essencialmente, os fatores: facilidade de contato pessoal com os
elementos que compõem a amostra, em termos quantitativos; facilidade de contato por se
identificarem com o pesquisador em área de atuação; facilidade de contato por estarem reunidos
somente em duas bibliotecas, ambas de fácil acesso; e a possibilidade de maior índice de
respostas, como reconhecido consensualmente entre autores de renome, como Laville, Dionne
(1999); optamos pela entrevista estruturada, que pressupõe um roteiro previamente elaborado,
permitindo o auxílio de gravador para garantia da fidedignidade das respostas. Em consonância
com os objetivos formulados, o instrumento, com o total de 24 perguntas abertas e fechadas,
segue esta estruturação:

18

�Segmento A - dados de identificação do respondente, como: nome completo, sexo, faixa
etária, nível acadêmico,tempo de serviço na biblioteca, setor ou seção de lotação oficial, e
a(s) atividade(s) principal(ais) exercida(s)
Segmento B – caracterização da biblioteca, como: tecnologias disponíveis
(equipamentos e recursos); nível de utilização da Internet; promoção de cursos, estágios,
treinamentos etc. para os profissionais-bibliotecários; especificação dos cursos, estágios,
treinamentos etc. e tempo de duração, se for o caso ; freqüência dos cursos, estágios,
treinamentos etc., se for o caso ; comentários sobre cursos, estágios, treinamentos etc., em
qualquer caso; comentários sobre as perspectivas quanto às NTIC
Segmento C - biblioteca virtual, como: nível de conhecimento da BV; concepção sobre a
BV; terminologia acerca da BV; experiência sobre BV através da interferência de outras
instituições e comentários; experiência sobre BV através da participação em pesquisas e
comentários; menção de causas que facilitam a expansão das BV; menção de causas que
dificultam a expansão das BV; opinião sobre a BV como elemento de valorização da
profissão de bibliotecário; expectativas diante da BV – crédito/descrédito.

5.4

Análise dos dados

Após a coleta e transcrição das questões abertas, iniciaremos a análise dos dados,
mediante a codificação dessas questões, para tabulação eletrônica através do soft Statistical
Package for the Social Sciences (SPSS), juntamente com as perguntas fechadas. Dispostos em
tabelas e gráficas, os dados serão analisados, discutidos e interpretados, em termos quantitativos
e qualitativos com base na literatura discutida e evidências detectadas, contemplando os
seguintes indicadores:

19

�❑ Realidade das bibliotecas centrais : tecnologias disponíveis (equipamentos e recursos); nível
de utilização da Internet; promoção de cursos, estágios, treinamentos etc. para os
profissionais-bibliotecários; perspectivas quanto às NTIC; parâmetros comparativos entre as
duas instituições em pauta.
❑ Expectativas dos bibliotecários:

nível de conhecimento da BV; nível de concepção e

terminologia sobre a BV; nível de experiência em BV através de cursos, treinamentos,
pesquisas etc.; nível de percepção das causas que facilitam e dificultam a expansão das BV;
nível de percepção quanto à BV como elemento de valorização da profissão; nível de
crédito/descrédito.

10

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INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA DA SAÚDE, 3., 1996, Rio de Janeiro - RJ. Anais... Rio de
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22

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Considerando a importância da informação para o desenvolvimento da sociedade contemporânea, mais especificamente, a informação eletrônica disponível on-line, analisa-se o seu canal de transferência, a biblioteca virtual (BV). Esta análise fundamenta-se na evolução da biblioteca até os dias atuais e nos aspectos básicos da BV, como terminologia, concepção, organização e características. Sob tal perspectiva, objetiva-se estudar as expectativas dos bibliotecários das bibliotecas centrais das universidades federais do Maranhão (UFMA) e da Paraíba (UFPB) face a BV, buscando: (a) identificar a realidade das bibliotecas centrais desses profissionais quanto ao uso de recursos tecnológicos para acesso, tratamento e recuperação da informação, (b) analisar o nível de conhecimento, as idéias e informações que esses bibliotecários mantêm em relação à BV, (c) categorizar as terminologias utilizadas e as concepções dos bibliotecários frente à BV, (d) detectar as causas que facilitam ou dificultam a expansão das ações no âmbito das BV na realidade estudada, (e) verificar a pertinência entre o nível de qualificação profissional e a formação acadêmica dos profissionais versus requisitos exigidos para a expansão da BV, (f) identificar o nível de (des)crédito dos bibliotecários frente à BV, (g) estabelecer parâmetros comparativos entre as expectativas dos bibliotecários do Maranhão e da Paraíba. O universo compreende o total de 50 bibliotecários que atuam nas bibliotecas centrais estudadas: 13, na UFMA e 37, UFPB. O instrumento de coleta de dados consiste de um roteiro de entrevista estruturada em três segmentos. O primeiro destina-se à identificação do respondente, enquanto a seguinte destina-se a apreender a realidade das bibliotecas quanto ao nível de adesão às novas tecnologias. A etapa final visa a identificar as expectativas dos bibliotecários no que se refere à BV. Os dados coletados serão analisados, interpretados e discutidos sob a perspectiva qualitativa e quantitativa.</text>
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                    <text>AQUISIÇÃO COMPARTILHADA DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS NO BRASIL∗.
Celina Leite Miranda
celina@vortex.ufrgs.br

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Faculdade de Medicina
Rua Ramiro Barcelos, 2400, 3º andar
90.035-003, Porto Alegre, RS, Brasil. bibmed@vortex.ufrgs.br

Resumo: A aquisição e utilização cooperativas para desenvolver hemerotecas em meio eletrônico tiveram implementação inaugural no Brasil através do PROBE, Programa Biblioteca
Eletrônica. Lançado em 1999, pretende favorecer os pesquisadores de seis instituições de pesquisa do Estado de São Paulo através de suas bibliotecas, tem apoio financeiro inicial de um
órgão estadual de fomento, e oferece consulta aos títulos publicados por uma editora multinacional, em texto integral, aos usuários vinculados às instituições cooperantes.
O propósito da pesquisa foi conhecer esse programa e a opinião de seus participantes
como clientes do produto oferecido através de entrevistas gravadas com os diretores de sistemas dessas bibliotecas. Destacaram-se três pontos polêmicos: a definição de “consórcio” pela
legislação brasileira; a comutação de artigos em tempos de distribuição eletrônica; e a diferença nos preços (entre considerar total de títulos, ou de assinaturas), exigindo atenção e sensibilidade na negociação com o fornecedor.
Segundo os entrevistados, é plenamente recomendável a adoção desse tipo de parceria
às bibliotecas desde que se unam por afinidade temática, geográfica ou institucional.
Concluiu-se que compartilhamento para desenvolvimento de coleções eletrônicas é
uma saída viável porque: deixa-se de assinar os mesmos títulos que instituições similares já
adquirem; as coleções somadas podem substituir duplicatas por outros títulos, novos a todas;
o acervo aumenta também por se poder utilizar o que os parceiros trazem para o somatório
das coleções; e instituições de poucos recursos atingem um patamar de publicações acessíveis

∗

Baseado na Dissertação de Mestrado apresentada em Campinas, SP, em 31/08/1999, à Pontifícia
Universidade Católica de Campinas, intitulada “COMPARTILHAMENTO NO BRASIL: aquisição e uso
cooperativos na formação de hemeroteca eletrônica”.

1

�que sozinhas dificilmente alcançariam. Por outro lado, observou-se que as bibliotecas integrantes precisarão buscar formas diversificadas para obter recursos que garantam a continuidade do acordo, e sua renovação, sem prejuízo aos demais parceiros e a seus próprios usuários.

Eixo Temático: Virtualização da Biblioteca Universitária.

1 INTRODUÇÃO
Os projetos responsáveis pelo surgimento e o desenvolvimento da distribuição de periódicos científicos eletrônicos envolvem os meios editorial e universitário, dos quais, pode-se
destacar os precursores: TULIP (1991-95) pela Elsevier Science; ELVYN (Loughborough University); e CORE (1991) pela OCLC (Ohio Computer Library Center).
Há vantagens e desvantagens da consulta nesse meio. Gehrke (1997) sustenta que, por
mais fácil que pareça chegar-se a um texto através da WWW, sendo o texto técnico, esse acesso poderá ser privilégio de um restrito grupo de usuários. Ou seja, mesmo que um estudante
disponha em casa de equipamento, programa e linha conectando-o à rede, e possibilitando o
acesso à Internet, esbarrará nas senhas de entrada dos equipamentos das editoras. Ele continuará, portanto, dependendo das universidades, com seus equipamentos em laboratórios e bibliotecas. Estas dependerão de acordos com editoras, e, então, a publicação periódica eletrônica
na íntegra estará na tela do usuário.
Ainda segundo Gehrke (1997), nem tudo caberá em sua quota de uso do disco rígido, e
os textos acabarão em disquetes. Não dispondo em casa dos mesmos programas, mais uma
vez dependerá dos equipamentos públicos, tanto para permanecer à frente da tela para sua

2

�leitura, quanto para imprimir o conteúdo dos disquetes. Além disso, é sempre difícil para a
pessoa física tornar-se assinante de todos os títulos de periódicos pertinentes à sua área profissional, mesmo em papel. Sendo ou não usuário associado à biblioteca universitária, nela ele
irá buscar respostas para a pesquisa, já que seu acervo deverá ser especializado. O mesmo
ocorre na Era Eletrônica, uma vez que nem todos os títulos de interesse são editados pelo
mesmo publicador, e não seria fácil sustentar acordo com várias editoras a fim de cobrir tantos
títulos.
Assim, mesmo que o usuário final dispusesse de toda a infra-estrutura necessária para
obter acesso aos textos na íntegra das publicações dessas editoras, o custo para a obtenção de
todas as senhas de acesso (ou seja, o fechamento de todos esses contratos), o tornaria inviável.
A biblioteca parece ser, então, a opção mais completa.
2 MÉTODO
Essa pesquisa buscou definir quais editoras comerciais, no Brasil, ofereciam seus títulos de periódicos científicos em versão eletrônica, tanto para aquisição quanto para seu acesso,
e quais instituições brasileiras seriam as usuárias desse produto. Tanto as representações editoriais procuradas, quanto as instituições, foram unânimes em desconhecer mais editoras,
além da Elsevier Science, oferecendo efetivamente esse tipo de produto no país, e tampouco
outro acordo desse tipo. A pesquisa se realizou com o único caso encontrado no país, e não se
restringiu a nenhuma área do conhecimento, bem como a nenhum estado brasileiro específico.
Através de um roteiro de entrevista semi-estruturada, foram entrevistados os cinco coordenadores de sistemas de bibliotecas dessas instituições através de fitas gravadas.
3 COMPARTILHAMENTOS
Roes acredita que a mudança do periódico para meio digitalizado possa estar trazendo
incertezas tanto para as bibliotecas quanto para os publicadores, e conclui que “...somente
pela cooperação entre [os dois segmentos], pode ser feita alguma coisa” (1996, p. 65). Estes

3

�dão início ao sistema de parceria com as bibliotecas assinantes de seus títulos em papel, e o
compromisso é firmado em contrato específico. Ambas as partes têm vantagens e obrigações,
e o usuário final é o grande beneficiado ficando, ou não, com o repasse dos custos.
São unânimes os conveniados dos programas citados, quanto aos motivos que os levaram a pensar em compartilhamento: redução nos orçamentos internos, explosão editorial em
todas as áreas; evolução nos preços das publicações; e, no caso do texto integral no meio eletrônico, necessidade de avançar tecnologicamente dividindo com outros a “conta” do investimento. Em especial no âmbito do acervo eletrônico, os objetivos convergem para a rapidez
tanto na busca, como na localização de dados e informações. Além da instantaneidade, eles
almejam também credibilidade sobre o resultado da “pesquisa”, uma vez que buscam editoras
de prestígio para firmar contrato.
Tanto para as assinaturas individuais, como através de agrupamento de bibliotecas por
“consórcio”, há alguns tipos de acesso aos textos: “localmente, distribuído entre os servidores
dos parceiros do compartilhamento, centralizados em servidor designado pelos parceiros, no
servidor do publicador, ou em uma combinação dessas possibilidades” (LIBER, 1999, p. 313).
Instituições, tais como Elsevier Science, e John Wiley &amp; Sons, vêm oferecendo programas
desse tipo (Brown e Duda, 1997b). As bibliotecas, por sua vez, vêm fazendo suas contrapropostas e, aos poucos, os interesses das partes cooperam na evolução dos serviços.
3.1 ORIGEM E TIPOS DE COMPARTILHAMENTOS
Segundo Brown, nos Estados Unidos, “muitos consórcios se fundaram com o objetivo
de construir um catálogo on line comum para conter gastos de catalogação” (1998b, f. 3).
Tanto na literatura internacional, quanto na brasileira, não há uniformidade na classificação, encontrando-se diferentes divisões de consórcios. A mais usual é por área geográfica
(ou por região), por tema, e por tipo de instituição. Outra forma pode ser: por tipo de serviço,

4

�e por tipo de material. Em uma terceira forma: centralizados ou descentralizados. E uma última forma: sem um nome específico ou intitulados. O guia da ALA1 apud Chapman...
“(...) reconhece vários modelos de desenvolvimento de coleções cooperativo, incluindo: responsabilidade distribuída para desenvolvimento de coleção, aquisições compartilhadas em situações igualitárias, e união cooperativa/políticas de conservação. Eles podem estar ligados à automação cooperativa, catalogação, empréstimo-entre-bibliotecas e programas de preservação”
(1998, p. 104).
3.2 OBJETIVOS E VANTAGENS DOS COMPARTILHAMENTOS
Basicamente, pode-se dizer que dois sejam os fatores que levam bibliotecas ao “consórcio”: interligar seus produtos ou serviços e aproveitar melhor os recursos financeiros.
Krzyzanowski e Taruhn expõem da seguinte forma:
“A adoção da prática de união de interesses por meio de consórcio de bibliotecas, para a seleção, aquisição, manutenção e preservação da informação
eletrônica, apresenta-se como uma das formas encontradas pelas instituições
e profissionais envolvidos com o objetivo de diminuir ou dividir os custos
orçamentários, ampliar o universo de informações disponíveis aos usuários e
o sucesso dessas atividades” (1998, p. 194).
Jasméns cita um outro benefício, que é a “continuidade de autonomia no pagamento,
administração e utilização da sua coleção, [pois] a instituição não perde a independência na
aquisição e manejo de suas revistas” (Jasméns, 1998, p. 81). A independência, ou não, dos
parceiros depende do limite na abrangência definido em contrato, e é um item, sem dúvida,
que deve ser previamente observado.
Embutida no princípio de compartilhamento há a idéia de “favorecer de maneira equivalente instituições de diferentes portes” (Krzyzanowski e Taruhn, 1998, p. 195). Para Brown,
“o consórcio de bibliotecas tem como idéia o trabalho cooperativo, o compartilhamento de recursos, ter acervos comuns com o mesmo privilégio para
todos os usuários. O compartilhamento (...) é feito através do rateio de gastos, que é de acordo com o tamanho da universidade: as maiores pagam mais
e as menores pagam menos” (1998a, p. 3).
Para o publicador, Roes (1996) considera vantajoso livrar-se de ter que tratar com
1

GUIDE to cooperative collection development. Edited by Bart Harloe. Chicago : American Library

5

�tantos usuários individuais. Além dele, a própria Elsevier cita algumas vantagens:“contrato
simples; economia de tempo em processos de venda; possibilidade de adicionar novos participantes a qualquer tempo; e a mais ampla distribuição possível do conteúdo” (1997, f. 36).
3.3 CUSTOS DOS COMPARTILHAMENTOS
Chapman lembra que “cooperação custa, e não é fácil” (1998, p. 105). Há uma economia, por exemplo: trocando assinaturas (em duplicidade) por títulos novos; ampliando o acervo eletrônico; não incluindo todas asassinaturas daquele fornecedor no acordo, reservando
algumas para que substituam parte dessas duplicidades; não pagando aqueles que outro parceiro oferece; e não pagando aqueles que estavam na lista de próximas aquisições, e já estão cobertos pelo acordo. Por outro lado, o próprio convênio absorve investimentos, por exemplo:
na formação de um fundo para bancar a renovação do acordo; na manutenção dos equipamentos envolvidos; e no treinamento de pessoal quanto ao programa de computador utilizado.
Então, quando Kuny e Cleveland dizem que é um mito achar que “...bibliotecas digitais serão mais baratas que as de material impresso” (1998, p. 108), estão, na verdade, de
acordo com esse pensamento: de que a aplicação da verba é cíclica e que a economia que os
participantes proporcionam acaba se diluindo em investimentos com a própria aliança.
3.4 TENDÊNCIA AO COMPARTILHAMENTO
Chapman, aborda esse tema, e expõe “...bibliotecas estão se movimentando em direção
a uma cooperação maior” (1998, p. 103). E resume, comentando o que significa atualmente a
utilização de esforços cooperativos no desenvolvimento de coleção. Brown também expõe sua
visão quanto às soluções econômicas para as bibliotecas, baseada na experiência norteamericana, e vê garantias de futuro para esses compartilhamentos, comentando que “(...)a necessidade de fazer mais com menos dinheiro e menos pessoal serve de garantia que haverá
mais cooperação entre bibliotecas de todos os tipos” (1998b, f. 9). E prevê que “(...) esta coo-

Association, 1994.
6

�peração prediz uma explosão do conceito do consórcio ou da rede, não só nos EUA mas pelo
mundo inteiro” (Brown, 1998b, f. 9).
O compartilhamento pode ser solução não apenas entre editoras e clientes, mas entre
editoras, agentes e bibliotecas; entre as próprias editoras; entre agentes; e entre as bibliotecas.
Allen e Hirshon consideram que...
“...talvez o desenvolvimento mais importante para as bibliotecas acadêmicas
durante a atual década tenha sido a mudança na auto-suficiência das organizações para um modo de sobrevivência cooperativo sedimentado pelo crescimento do consórcio de biblioteca” (1998, p. 36 ).
De fato, a essência do “consórcio” contém o mesmo princípio da cooperativa, aquela
idéia pura de unir forças para um bem comum, de tornar-se forte pela ação coletiva, de melhorar seu serviço contando com o apoio de colegas maiores. Há hoje uma tendência à aliança
entre publicadores, aumentando não só o o leque de publicações, mas também as áreas de cobertura, e indicando mais um caminho rumo aos títulos não alcançados em acordo direto.
Heijting, gerente de serviços contábeis da EBSCO Information Services Europe, por
exemplo, recomenda essa prática...
“...para os pequenos publicadores, com menos possibilidades no desenvolvimento eletrônico; [e sugere que] o fechamento de acordos com agências,
as quais ofereçam sua infra-estrutura habilitando-os também a publicar, deva
ser o único caminho de sobrevivência” (1997, p. 186).
E Heijting (1997) prossegue explicando que essa modalidade já é uma prática da
EBSCO e é chamada de “Agregação da Informação” (Information Agregation), já que a agência maior “hospeda” (hosting) os documentos eletrônicos das menores.
Discorrendo sobre parcerias e alianças, Iljon considera que...
“(...) os programas de trabalho têm se sucedido na criação de um balanço
construtivo de parcerias em projetos, trazendo junto bibliotecas de todos os
tipos, fornecedores de softwares, publicadores e empresas de comunicações”
(1998, p. 91).
Lancaster (1996) lembra que tanto as bibliotecas quanto os bibliotecários deverão
acompanhar os avanços rumo à Biblioteca Virtual, preocupando-se basicamente com três ati-

7

�vidades: facilitar à sua comunidade usuária o acesso à informação; criar um conjunto de informações eletrônicas de interesse do usuário; e resolver problemas de licença para acesso e
distribuição de informação (direito autoral) - além de defender as parcerias em geral.
3.5 DOMÍNIO SOBRE A INFORMAÇÃO
Chapman comenta que “...a tecnologia não garante o acesso para todos, e acesso estendido pode apenas ser disponível para aqueles que podem pagar” (1998, p. 105).
As bibliotecas que puderem sustentar a continuidade das assinaturas e ainda pagar os
investimentos extras, vão limitar o próprio acervo à sua comunidade, distanciando-se das instituições externas ao convênio. Porém, se nem todos têm acesso, não é por empecilhos da tecnologia, nem de quem não pode pagar pelo acesso, ou em suma, pela informação. O poder, ao
que parece, não está com quem tem dinheiro para comprar, mas com quem detém o produto,
ou o serviço, ambicionado para a compra.
Agora também no meio eletrônico, o publicador (fabricante, detentor dos direitos de
cópia, e distribuidor de informações), estrategicamente, domina o acesso à informação. Um
exemplo disso, pelo menos com relação ao custo do licenciamento, é a negociação, que pode
não ser muito fácil. Havendo pouca flexibilidade nessa negociação, o entendimento quanto
aos valores pode ficar prejudicado, levando os clientes à desistência de fechar contrato com
aquele fornecedor. E essa é uma perda séria para os usuários, já que as publicações são exclusivas, e partir para outra editora significa não dispor daqueles títulos, mas de uma outra linha.
E, justamente por editores e bibliotecários terem consciência dessa exclusividade e da qualidade daquele produto, é que esses últimos devem ficar atentos para abusos no poder de distribuição da informação, não se deixando pressionar entre usuário e fornecedor. Por isso, a importância da negociação, habilidade, sensibilidade, e reconhecimento do momento de recuar,
ainda que desapontado por ver diluído aquele projeto de parceria, e toda a expectativa...

8

�Por outro lado, é chegada a vez do cliente influenciar no mercado. Desde 1997 os bibliotecários vêm se organizando, dessa vez, não para adquirir, mas para traçar diretrizes, limites e recomendações sobre o acesso ao periódico eletrônico. Por iniciativa de instituições
holandesas e alemãs, e atentos justamente às definições de uma política de consenso, os princípios de licenciamento foram discutidos na Annual General Conference, em Paris, em julho
de 1998. Na ocasião foi organizada a LIBER - LIgue des Bibliothèques Européennes de Recherche (Associação das Bibliotecas Européias de Pesquisa), que foi endossada na Assembléia Geral de Praga, em 9 de julho do ano seguinte (LIBER, 1999).
Dentre as propostas:
“as bibliotecas estariam aptas a oferecer o acesso a seu corpo discente, docente, e de suporte, independentemente de onde estejam, bem como a seus
outros usuários registrados (...); as licenças poderiam permitir a “utilizações
justas” de toda a informação para propósitos não comerciais, educacionais,
de instrução e científicos, pelos usuários autorizados, incluindo visualização, busca e impressão ilimitadas, com os devidos depósitos de direito de
cópia; bibliotecas teriam consentimento para efetuar cópias por impressão,
facsímile ou correio eletrônico, de dados remetidos pelo publicador, para finalidades não comerciais de “interlibrary lending”, dentro das utlizações
justas de normas/regras oficiais do direito de cópia; (...) o consentimento de
licença poderia incluir direitos permanentes à informação que foi paga, incluindo reembolso se um periódico que inicialmente foi inicialmente incluído no acordo for cancelado posteriormente. Uma cópia dos arquivos poderia
ser preservada por uma licença para arquivamento e para uso perpetuamente” (LIBER, 1999, p.313).
Publicadores e instituições de pesquisa juntos, já que têm os mesmos objetivos (promover e acompanhar a circulação da informação), finalmente, baseada em união e respeito
mútuo, sem ferir direitos nem espaços, avistam uma trégua.
4 CONSÓRCIO
Pode-se notar que o compartilhamento de bibliotecas para a formação de hemerotecas
eletrônicas, em Espanhol, é representado pela palavra “consorcio”. Em Inglês, encontra-se
“consortium”. Em Português, seria “consórcio”? Há duas correntes que respondem de forma
diferente esta questão. A primeira, diz que sim, defende sua utilização já que é tradução (em

9

�Inglês e Espanhol esse é o vocábulo adotado), pode-se adotá-la. A segunda, no entanto, diz
que não, que pela legislação brasileira esse vocábulo tem outro significado.
Sem pretensão de fundamentar as duas linhas de pensamento, e apenas com intenção
de discutir a questão, seguem algumas definições a respeito. Por exemplo, observando-se o
que diz a lei brasileira sobre consórcio. Na Lei n. 6.404/76, Lei de Sociedades Anônimas,
pode-se encontrar o que rege para consórcio, no “Capítulo XXII”, transcrito na íntegra:
“Capítulo XXII : Consórcio:
Art. 278. as companhias e quaisquer outras sociedades, sob o mesmo controle ou não, podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento, observado o disposto neste capítulo.
§1º O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente
se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato, respondendo
cada uma por suas obrigações, sem presunção de solidariedade.
§2º A falência de uma consorciada não se estende às demais, subsistindo o
consórcio com as outras contratantes; os créditos que porventura tiver a falida serão apurados e pagos na forma prevista no contrato de consórcio.
Art. 279. O consórcio será constituído mediante contrato aprovado pelo órgão da sociedade competente para autorizar a alienação de bens do ativo
permanente, do qual constarão:
I – a designação do consórcio, se houver;
II – o empreendimento que constitua o objeto do consórcio;
III – a duração, endereço e foro;
IV – a definição das obrigações e responsabilidade de cada sociedade consorciada, e das prestações específicas;
V – normas sobre recebimento de receitas e partilha de resultados;
VI – normas sobre administração do consórcio, contabilização, representação das sociedades consorciadas e taxa de administração, se houver;
VII – forma de deliberação sobre assuntos de interesse comum, com o número de votos que cabe a cada consorciado;
VIII – contribuição de cada consorciado para as despesas comuns, se houver;
Paragráfo único. O contrato de consórcio e suas alterações serão arquivados
no registro do comércio do lugar da sua sede, devendo a certidão ser publicada (Oliveira, 1997, p. 104)”.
Como essa legislação tende ao comercial parece não se aplicar ao que, em Biblioteconomia, são conhecidos como consórcios, e representam: compartilhamento, cooperação, ação
conjunta, onde se utiliza o mesmo meio para atingir objetivos similares. Juridicamente talvez
o melhor fosse adotar o vocábulo associação. Sua aplicação é encontrada ainda em Economia,

10

�(competitividade na exportação, consórcio modular, consórcio de pessoas físicas para adquirir
um bem); Agricultura alternativa, consórcio de culturas; Arquitetura (consórcios intermunicipais, por exemplo, no Paraná); e Medicina, com consórcios intermunicipais de saúde.

Para
Black
(1992, p. 309)
(Em dicionário
jurídico norteamericano)

Brown
(1998c, p. 34)
Michaelis (1958)
(Em dicionário
geral de Inglês)

Quadro 1 – Comparação de Definições
Consórcio é:
“comunhão, associação conjugal de marido e mulher, e o direito de cada um
na companhia, sociedade, cooperação, afeição e amparo de outro em toda a
relação conjugal .
• Em Direito Civil, uma união de fortunas; um legítimo casamento romano. O conjunto de várias pessoas como participantes de uma ação.
• No antigo Direito Inglês, o termo significou companhia ou sociedade, e
na linguagem dos autos de processos (...) isso teve substancialmente o
mesmo significado, quer dizer, a associação ou sociedade a uma esposa”
“...associação de bibliotecas da mesma região ou do mesmo tipo com interesses comuns e desejo de compartilhar recursos e custos” .
“consortium” é traduzido para utilização em dois sentidos: casamento; e
associação, sociedade (porque “consort” é companheiro, sócio, associado.
Pode ser ainda, como verbo, concordar, acompanhar, unir, ligar).

Dos programas de cooperação ISTEC, COMUT, CCN e UNIBIBLI, pode-se dizer que
COMUT e CCN não têm características de “consórcio”. Já UNIBIBLI é considerado “consórcio” por Krzyzanowski e Imperatriz (1998), em bases de dados. Ainda segundo Krzyzanowski
e Imperatriz (1998), ISTEC é um “consórcio” em comutação bibliográfica, e, a “Biblioteca
Eletrônica de Revistas Científicas”, hoje PROBE, em aquisição e utilização cooperativas de
publicações científicas seriadas em meio eletrônico.
5 PROBE - PROgrama Biblioteca Eletrônica
Inaugurado em 18/5/1999, é um acordo entre três partes com os seguintes compromissos: a fornecedora editorial Elsevier garante oferecer suas publicações em meio eletrônico aos
6 clientes acordantes por 3 anos; os clientes (as instituições de pesquisa BIREME, UFSCAR,
UNESP, UNICAMP, UNIFESP e USP) se comprometem a continuar assinando os títulos por
ela editados dentro de uma quota financeira mínima; e o órgão de fomento, FAPESP, garante
o pagamento à editora do valor adicional que dá direito à versão eletrônica desses mesmos

11

�títulos (além de ítens básicos para a sua viabilidade).
Krzyzanowski e Taruhn explicam que...
“(...) a escolha das instituições participantes desse projeto, para iniciar o
grupo piloto, baseou-se na experiência anterior de trabalho cooperativo para
a elaboração do Catálogo Coletivo UNIBIBLI em CD-ROM, que reúne os
acervos das três universidades estaduais paulistas, utilizando a tecnologia
BIREME/OPAS/OMS” (1998, p. 195).
Esse tipo de acordo funciona como uma cooperativa, onde instituições de pesquisa
somam esforços por um mesmo objetivo, e uma instituição governamental de fomento (ou
mais) o sustenta financeiramente. Conforme a realidade de cada biblioteca essa proposta pode
ser vantajosa, ou não, pois devem ser consideradas todas as variáveis: o número de assinaturas
que se tem com aquela editora; o número de parceiros; a taxa extra; o investimento com equipamento específico e de uso exclusivo; os termos do contrato, o que de fato é patrimônio, e o
que é instável; entre outras que justifiquem a escolha. Programa e equipamentos são aquisição
do “consórcio”; e os registros eletrônicos passam a ser patrimônio das bibliotecas.
5.1 PROJETOS EM IMPLANTAÇÃO NO BRASIL
Outros “consórcios” já estavam sendo gerados pelo país paralelamente ao PROBE,
abrangendo outros órgãos de fomento (Paraná e Rio de Janeiro, por exemplo).
Quadro 2 – Editoras que primeiro apresentaram suas propostas no Brasil
Editora / Projeto
Elsevier
EES - 1996

Academic Press
IDEAL - 1998

BH Blackwell
EJN - 1998

Características em 1999
anunciado em fevereiro de 1995, “(...)é uma versão eletrônica de 1200
títulos da Elsevier Science em um formato de licenciamento” (Jagh,
1996, p. 1).As áreas de cobertura de seus títulos são: científica, técnica
e médica; e os arquivos abrangem títulos incluídos no Programa TULIP,
retrospectivos a 1992, e 1994 ou 95 para os demais títulos.
“permite pesquisa retrospectiva desde 1995 para alguns [títulos], e 1996
para outros, [e que] os artigos estão no formato Adobe Acrobat”
(Brown e Duda, 1997b, f. 1-2). Até 1996 eram 175 os títulos incluídos
com texto integral.
incluiu entre os...“(...) parceiros, 50 bibliotecas, fornecedores, publicadores, fornecedores de sistemas para bibliotecas, fornecedores de suporte em bases de dados secundárias, e em entrega de documentos: Routledge; Carfax e Academic Press são três dos publicadores envolvidos” (Jeapes, 1997, p. 29)

12

�5.2 VANTAGENS AOS PARTICIPANTES DO PROBE
Dos 1200 títulos que a Elsevier edita, 606 compõem o acordo do PROBE.
Quadro 3 – PROBE : contribuições de cada participante, e vantagens, na prática
PROBE : Instituições por ordem de volume de acervo envolvido no programa
5 HEMEROTECAS
USP
UNESP
UNICAMP BIREME
UFSCAR
JUNTAS
617
297
281
58
46
Pagam 1299 assin.
451
254
=
281
56
=
46
Referentes a 606 tít.
Sendo 237 contribui128
36
61
4
8
ções exclusivas de cada
uma:
Pagam duplicidade de
166
43
0
2
0
693 entre todas as parinternamente
internamente
internamente
ceiras.
606
606
606
606
606
Hoje têm acesso a
451 seus
254 seus
281 seus
56 seus
46 seus
Sendo, desses 606
e 155 das
parceiras
1200

e 252 das
parceiras
1200

e 325 das
parceiras
1200

e 550 das
parceiras
1200

e 560 das
parceiras
1200

Universo da
Editora: 1200 tít.
Pode-se perceber que a USP contribui com a maioria dos títulos, e suas vantagens básicas com o acordo podem ser: acessar eletronicamente seus próprios títulos e ampliar seu
acervo das seguintes formas: 1) acessando os títulos que os parceiros pagam, e ela não; 2)
substituindo suas duplicatas por novos títulos; 3) usufruindo da mesma substituição que cada
parceiro poderá fazer internamente (no caso, BIREME e UNESP); e 4) usufruindo da substituição dos títulos duplos entre o total dos parceiros (já que há casos de várias instituições assinarem os mesmos títulos). Essas vantagens se aplicam a todos os participantes, mas para a
UFSCAR, por exemplo, há uma evidência entre a sua contribuição (46 títulos) e o somatório
das coleções dos demais participantes (560) aos quais ela também terá direito a acesso. E,
mais tarde, a diferença aumentaria, de 46 para 1200. Portanto, a partir da implantação do
PROBE, todas passaram a estar em igualdade quanto ao acervo seriado editado pela Elsevier.
São benefícios ainda: divisão de pagamentos, permitindo aquisição do que, isoladamente, não poderia arcar; pequeno custo adicional em comparação ao custo normal desses

13

�títulos extras; tranqüilidade de ficar com os registros, mesmo não renovando o contrato; viabilidade de consulta sem locomoção física; melhor aproveitamento dos recursos financeiros.
Algumas das vantagens para a editora com o acordo são: o compromisso de cada uma
delas como assinante, não apenas por um ano, mas por três; a certeza desse compromisso, não
apenas por uma ou duas dessas instituições, mas por todas as acordantes; e o pagamento da
taxa de 15% sobre o valor das assinaturas em papel.
5.3 TÍTULOS
O número de títulos é uma importante variável no cálculo do valor que caberá a cada
instituição pagar. Além disso, determina a percentagem da coleção de cada participante no
total dos títulos envolvidos, e onde estão as duplicações que serão, um dia, eliminadas. Assim,
é preciso definir se serão considerados os títulos ou as assinaturas, e incluir no contrato.
Conforme novos títulos vão sendo lançados, não entram automaticamente no “consórcio”. A lista do convênio pode ser alterada, mas com negociação, substituições, observação
dos valores, etc. É possível incluir ou retirar títulos da lista do consórcio, e substituir títulos
que se encerram, desde que o valor total da lista seja igual ou maior que o tratado originalmente. Os parceiros se comprometem, no entanto, de manter as coleções em papel.
5.4 ESTRUTURA BÁSICA NECESSÁRIA
Cinco ítens parecem ser fundamentais para que uma instituição sinta-se apta a entrar
em um “consórcio” desse tipo: apoio da administração central da instituição; infra-estrutura
em Informática e Telecomunicações; recursos humanos; recursos financeiros para suportar a
implantação e a manutenção do “consórcio”; e possuir um acervo que interesse aos parceiros
(previamente estudados conforme as afinidades). Na opinião dos entrevistados o “consórcio”
envolve praticamente todos os setores de uma biblioteca, já que citaram a Direção, o Processamento Técnico, Informática, Estatística, e, principalmente, Referência.

14

�5.5 COMUTAÇÃO
É polêmica a confusão que se vê no emprego do termo comutação em relação ao empréstimo entre bibliotecas, não só nos depoimentos, mas também na literatura encontrada.
Brown e Duda (1997a), por exemplo, observam que algumas bibliotecas não podem permitir
cópias (tanto eletrônicas como impressas) para quem vem de fora da comunidade usuária, no
caso eletrônico, impossibilitando o empréstimo inter-bibliotecário desse tipo de material.
Portanto, é muito possível que essas regras refiram-se à comutação bibliográfica, o que
não tranqüiliza a comunidade usuária externa ao PROBE. Tanto a confusão nos vocábulos,
quanto a polêmica acerca das limitações nas regras, são questionáveis.
Além disso, mesmo tendo o fornecedor que controlar a emissão exagerada ou inadequada de cópias, não seria sua intenção bloquear a transmissão dos artigos; e nem as instituições partícipes pretenderiam se excluir da comutação nacional. É preocupante, no entanto, o
limite que há de cinco cópias de cada artigo para todas elas juntas, e a restrição no envio dos
artigos justamente obrigando-o a ser feito em meio não eletrônico. Por exemplo: se os parceiros do “consórcio” A não permitirem comutação com instituições externas àquele acordo; e os
parceiros do “consórcio” B fizerem o mesmo, haverá sempre um grupo que será externo e,
portanto, ficará prejudicado. O reflexo disso, obviamente, recairá sobre os usuários, tanto das
bibliotecas do convênio A, quanto do convênio B, além daqueles usuários externos aos dois.
Caso a coleção eletrônica seja assinada de forma paralela à versão impressa em papel, mesmo
que com algum atraso, o usuário acabará sendo atendido. Mas, se o acordo incluir apenas coleções eletrônicas, é incerto o futuro do acesso a esses textos. Que perspectivas terão os usuários das instituições externas a acordos? Serão elas levadas a agrupamentos, sob pena de oferecer apenas acervos impressos e, excluídas do contexto digital?

15

�5.6 AVALIAÇÃO E CONTROLE
O Comitê Gestor criou meios de acompanhamento e avaliação, não só do uso dos textos, mas do andamento do “consórcio” em si. O programa executa a contagem do número de
acessos e de impressões, por título, período, equipamento; e deverá facilitar a elaboração de
relatórios e pareceres, além de indicar a origem da busca nas máquinas autorizadas.
5.7 CONTRATOS
Como não havia documentação pronta para servir de base, esses contratos servem para
a criação de convênios com qualquer fornecedor editorial, a qualquer tempo.
O primeiro documento assinado foi o “Termo de Adesão” entre as Instituições beneficiadas pelo convênio, onde cada uma assume responsabilidades com relação a indicação de
um representante oficial na constituição do Comitê Gestor. O “Termo de Instituição de Consórcio de Cooperação Institucional”, é entre o órgão de fomento e as instituições participantes, no caso, órgãos de pesquisa. O objetivo desse documento é celebrar o convênio, e destacam-se os ítens que tratam da possibilidade de serem incluídas mais instituições no convênio,
e que definem algumas das obrigações dessas instituições. Assinando esse Termo, os conveniados concordam que, em caso de desistência antes dos 3 anos, esta deve ser precedida de comunicação com um prazo de 180 dias para rescindir-se o acordo. Essa instituição perderá o
acesso, mas não comprometerá o vínculo das outras com o fornecedor.
E finalmente, há: o “Contrato de Concessão de Licença de Uso do Software
SCIENCESERVER LLC”; e o “Contrato de Licença de Uso de Publicações Eletrônicas que,
entre si, Celebram a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP e a
Elsevier Science Inc.”. Ambos registram o convênio entre o fornecedor dos títulos e o órgão
de fomento, e através deles delimita-se o licenciamento para o uso do software e para as publicações constantes no contrato, respectivamente.

16

�5.8 CUSTOS
Cada título extra ao número acertado tem um custo adicional, pois extrapola o valor do
contrato. Mas há variações, por exemplo, quanto à correção monetária anual das assinaturas:
mantendo todos os títulos do acordo inicial, a Elsevier garante 9,5% de acréscimo ao ano,
sendo que a média de mercado é de 10 a 20%. Acrescentando mais títulos, a porcentagem é
reduzida para, por exemplo, 6% ao ano. De qualquer forma, esse acréscimo deve ser considerado na manutenção do acordo, inclusive, observando que é cumulativo: 9,5% sobre o valor
inicial, e, no ano seguinte, 9,5% sobre o resultado desse cálculo, que, em geral, é em dólar.
Há ainda uma taxa extra para obter o acesso eletrônico que, no caso do PROBE, é de
15% sobre o valor da versão impressa, sendo normal variar entre 10 e 20% (Jeapes, 1997).
Essa diferença também deverá fazer parte da previsão orçamentária dos parceiros após o fim
do período de auxílio da FAPESP.
5.9 COMO SUSTENTAR O ACORDO
Chapman lembra que: “a biblioteca assume uma responsabilidade extra e precisa de
fundos extras para bancar isso” (1998, p. 103). E complementa:
“Há pelo menos três caminhos para o suporte financeiro: fundos externos
(de uma iniciativa nacional ou internacional); assinaturas anuais de todos os
participantes; e diversificação dos fundos da própria biblioteca” (Chapman,
1998, p. 103).
A FAPESP sustenta economicamente parte do Projeto: a diferença entre o custo das
assinaturas em papel e o custo na versão eletrônica; a aquisição do equipamento gerenciador e o
respectivo programa; recursos humanos para viabilizar a implantação, etc. Os parceiros continuam garantindo o pagamento dos títulos que assinam.
5.10 ALERTAS E RECOMENDAÇÕES PARA FUTUROS PARTICIPANTES
Há expectativa de êxito entre os depoimentos, mas é preciso estar preparado tecnologicamente, ter infra-estrutura que suporte o proposto; estar no mesmo patamar que os possíveis

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�parceiros; contribuir com acervo pertinente aos interesses do grupo; ter interesse no acervo
dos outros; ter afinidade na sua missão, e na vocação para trabalhar com compartilhamento e
coletividade; manter o grupo participante unido e em harmonia; encontrar um ponto de equilíbrio, uma metodologia justa para todos acreditar no propósito e no sucesso da parceria; dispor de equipe cooperante e treinada; perceber que seu usuário tem perfil compatível com o
que será oferecido, e da forma como isso ocorrerá; e, é claro, comparar os recursos financeiros
que deverão ser envolvidos com as chances de obtê-los.
Brown resume tudo isso quando recomenda a sua fórmula, que é:
“...a proximidade geográfica; ter liderança forte e bem estruturada; e acreditar no programa, pois é preciso o apoio dos bibliotecários e da administração superior” (1998a, p. 3).
5.11 RECEIOS, FRUSTRAÇÕES E PREOCUPAÇÕES
Pode-se citar o receio de: haver uso indevido dos artigos e impressão demasiada; cortes na liberação de recursos de programas de aquisição de periódicos; segurança da rede; resistência devido à ligação sentimental e conservadora, tanto por parte da equipe Setor de Periódicos, como por parte dos usuários. Seria frustrante: o sistema não corresponder à expectativa; faltar recursos financeiros para manter o acordo; e, para o usuário, ler na tela ser pouco
estimulante. Há ainda uma preocupação com relação à questão legal, já que há um contrato a
cumprir; e ao afastamento do usuário ao prédio físico da biblioteca.
6 CONCLUSÃO
Um convênio nessa linha, precursor na realidade brasileira, abre espaço para expectativas e incertezas.
Das expectativas, conclui-se que são extremamente animadoras no que se refere ao reflexo desse sistema no progresso das bibliotecas, e nos seus objetivos. Vinculado a esse otimismo pôde-se observar uma consciência pelo realismo dessas instituições, já que, e como
toda organização, precisam constantemente rever seus orçamentos e reduzir gastos em prol de

18

�novas necessidades. Assim, parece unânime que as instituições se unam, não para gastar menos, mas melhor: racionalizando e orientando objetivos tanto em qualidade quanto em quantidade no desenvolvimento de coleções. Em decorrência disso, deverá haver uma modernização
nos serviços especialmente relacionados à Referência, envolvendo busca bibliográfica e comutação.
Das incertezas, pode-se resumí-las na palavra “Continuidade”. Em tudo: desde a insegurança financeira, até a harmonia e uniformidade do grupo participante do acordo. Além disso, incluem duas grandes preocupações: a) continuidade na manutenção e no suporte técnico,
que estão atrelados ao período de vigência dos contratos; e b) percebe-se também que, em
“consórcios”, a comutação está em fase de mutação. Internamente ao acordo, ela acaba (porque, se todos os parceiros têm acesso, não há o que pedir ou oferecer) e, externamente, ela
depende de licença. E conclui-se ainda que as bibliotecas têm pouca influência na negociação
com os grupos editoriais mas que, em conjunto, sentem-se fortalecidas.
De modo geral, causas, objetivos, vantagens e preocupações na participação de um
compartilhamento são basicamente os mesmos, independentemente do tipo e do tamanho da
instituição, sua missão, disciplinaridade do acervo, comunidade a que atende, localização geográfica, e amplitude da parceria (local, regional, nacional ou internacional). O que individualiza e caracteriza uma determinada aliança são os produtos e serviços que ela gera e obtém! E
isso depende da forma como ela é gerenciada; da escolha dos parceiros através do que eles
podem oferecer; do respaldo na confiança quanto ao fornecedor participante; do momento
certo para a instauração da aliança; do rumo que ela toma; do empenho dos recursos humanos
em perseguir o êxito sobre o proposto. O sucesso do compartilhamento pode ser medido, portanto, não necessariamente pelo cumprimento do contrato em todos os seus ítens, mas pela
evolução dos resultados; por idéias desenvolvidas a partir dessa oportunidade.

19

�E, finalmente, observa-se que, alguns vocábulos merecem maior atenção quanto aos
conceitos uma vez que vêm sendo aplicados de diferentes formas: comutação, empréstimo
entre bibliotecas e consórcios, aguardam por melhores definições bibliográficas.
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                <text>A aquisição e utilização cooperativas para desenvolver hemerotecas em meio eletrônico tiveram implementação inaugural no Brasil através do PROBE, Programa Biblioteca Eletrônica. Lançado em 1999, pretende favorecer os pesquisadores de seis instituições de pesquisa do Estado de São Paulo através de suas bibliotecas, tem apoio financeiro inicial de um órgão estadual de fomento, e oferece consulta aos títulos publicados por uma editora multinacional, em texto integral, aos usuários vinculados às instituições cooperantes. O propósito da pesquisa foi conhecer esse programa e a opinião de seus participantes como clientes do produto oferecido através de entrevistas gravadas com os diretores de sistemas dessas bibliotecas. Destacaram-se três pontos polêmicos: a definição de “consórcio” pela legislação brasileira, a comutação de artigos em tempos de distribuição eletrônica, e a diferença nos preços (entre considerar total de títulos, ou de assinaturas), exigindo atenção e sensibilidade na negociação com o fornecedor. Segundo os entrevistados, é plenamente recomendável a adoção desse tipo de parceria às bibliotecas desde que se unam por afinidade temática, geográfica ou institucional. Concluiu-se que compartilhamento para desenvolvimento de coleções eletrônicas é uma saída viável porque: deixa-se de assinar os mesmos títulos que instituições similares já adquirem, as coleções somadas podem substituir duplicatas por outros títulos, novos a todas, o acervo aumenta também por se poder utilizar o que os parceiros trazem para o somatório das coleções, e instituições de poucos recursos atingem um patamar de publicações acessíveis que sozinhas dificilmente alcançariam. Por outro lado, observou-se que as bibliotecas integrantes precisarão buscar formas diversificadas para obter recursos que garantam a continuidade do acordo, e sua renovação, sem prejuízo aos demais parceiros e a seus próprios usuários. </text>
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                    <text>ANÁLISE DA COLEÇÃO DE PERIÓDICOS TÉCNICO-CIENTÍFICOS ASSINADOS
PARA A UFMG VISANDO A SUA PRIORIZAÇÃO FACE ÀS DEMANDAS DOS
PROGRAMAS E DAS ATIVIDADES ATUAIS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

Júlia Gonçalves da Silveira
Diretora da Biblioteca
Universitária
Universidade Federal de Minas
Gerais
Av. Antônio Carlos, 6627 - Campus Pampulha
31.270-901 Belo Horizonte MG
Brasil
E-mail:juliags@bu.ufmg.br
Alaíde Maria Horta Fonseca de Oliveira
Biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas
E-mail: alaide@face.ufmg.br
Ana Lúcia Anchieta Ramirez
Biblioteca da Escola de Veterinária
E-mail: ana@vet.ufmg.br
Izabel Cristina Vidigal Erichsen
Divisão de Formação e Desenvolvimento do Acervo
E-mail: erichsen@bu.ufmg.br
Maria Tereza C. Diniz França de Abreu
Biblioteca da Escola de Biblioteconomia
E-mail: tereza@eb.ufmg.br
Silvana Aparecida Silva dos Santos
Divisão de Planejamento e Divulgação
E-mail: silvana@bu.ufmg.br
Vânia Regina Peres Drummond
Biblioteca da Escola de Arquitetura
E-mail: vania@arquitetura.ufmg.br

1

�Resumo
Descreve o processo utilizado para priorização do acervo das bibliotecas integrantes do
Sistema de Bibliotecas, cujas assinaturas são provenientes de recursos da Fundação
CAPES e da UFMG. Apresenta breve revisão de literatura sobre avaliação de
publicações periódicas técnico-científicas. Avalia impacto da redução de recursos
financeiros governamentais para garantir continuidade da coleção de periódicos
imprescindíveis, mantida até o presente, considerando programas de pesquisa, ensino e
extensão desenvolvidos no âmbito desta Instituição. Apresenta conclusão e
recomendações.
1 INTRODUÇÃO
Às bibliotecas universitárias, vistas sob sua condição inquestionável de suporte
vital às atividades de ensino, pesquisa e extensão, compete manter o desenvolvimento
harmonioso de suas coleções, isto é, em perfeita consonância com programas
educacionais daquelas instituições das quais são subsistemas.
Nos países economicamente desfavorecidos, dentre eles o Brasil, a situação das
bibliotecas universitárias raramente condiz com as expectativas da comunidade de
usuários. Do mesmo modo, frustram-se expectativas também de profissionais
bibliotecários, especialmente dos dirigentes dessas unidades de informação,

em

decorrência da perceptível discrepância entre patamar de desenvolvimento potencial e
idealizado e realidade vivenciada , incluindo aí toda ordem de problemas que entravam
sua dinâmica e eficácia no meio acadêmico. Dentre queixas registradas pela literatura,
predominam aquelas que tem algo a ver com o descompasso existente entre acervos e
produção editorial atualizada; acervos disponíveis versus literatura considerada mais
relevante; quantidade de exemplares de uma obra versus concentração da demanda;
incompleteza de coleções consideradas essenciais; descontinuidade e cancelamento de
programas que implicam em cortes indesejáveis nos acervos; demora no suprimento de
informações de natureza técnico-científica.

2

�Refletindo

sobre a

natureza de

algumas das dificuldades apresentadas

anteriormente, constata-se que a busca de solução da maioria delas envolve competência
técnica para apresentar alternativas racionais, viáveis e que possam agregar qualidade a
processos e/ou a produtos e, principalmente, da vontade política daqueles que decidem
sobre destinação de recursos financeiros,

priorizando e,

conseqüentemente,

viabilizando a execução de projetos coerentes com os objetivos das universidades.
A coleção de periódicos científicos, no contexto de recursos de informação, é
considerada fonte imprescindível ao desenvolvimento científico e tecnológico, pois
através da literatura veiculada nos títulos integrantes dessa coleção a comunidade
científica tem acesso aos resultados de pesquisas recentes realizadas por seus pares,
favorecendo o monitoramento permanente de evoluções de suas respectivas áreas de
atuação, o que certamente propiciará a necessária realimentação do ciclo de geração de
comunicação e de disseminação de conhecimentos. HERSCHAN1, PRICE2 e ZIMAN3,
citados por SILVA et al. (1986) reconhecem a importância dos periódicos científicos,
considerando-os um dos principais veículos para o registro e divulgação sistemática de
resultados de pesquisas, portanto, veículo eficaz para disseminação da evolução do
conhecimento humano.
Em decorrência do crescimento vertiginoso do mercado editorial, do custo
geralmente elevado das publicações e da escassez de recursos financeiros para garantir
manutenção de coleções, torna-se evidente a necessidade de estudos freqüentes que

1

HERSCHAN, A. The primary journal: past, presente and future. Journal of Chemical
Documentation, Whashington, v.10, n.1, p.37, 1970.

2

PRICE, D. J. S. Society’s need in scientific and technical information. Ciência da Informação,
Brasília,v. 3, n.2, p. 103, 1974.

3

ZIMAN, J. M. Conhecimento público. São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1979. Cap. 6: Comunidade e
comunicação, p. 117.
3

�subsidiem tomadas de decisões no campo de desenvolvimento de acervos. Dentre
prováveis benefícios resultantes de estudos deste tipo, destacam-se a adequação das
coleções aos usuários que delas necessitam, a identificação de núcleos básicos em cada
área do conhecimento humano e a racionalização de recursos das mais diversas ordens,
inclusive de espaços físicos para abrigá-las e de recursos humanos para processá-las
convenientemente. Portanto, constituiu objetivo fundamental deste trabalho definir a
coleção de periódicos adequada às atividades de ensino, pesquisa e extensão
desenvolvidas pela UFMG e, ainda, verificar o impacto de cortes feitos pela Fundação
CAPES no elenco de títulos que vinham sendo financiados pelo Programa de Apoio à
Aquisição de Periódicos Internacionais – PAAP, para cursos de pós-graduação desta
Universidade.

2 AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS
Na literatura biblioteconômica encontramos índice considerável de artigos e de
outras formas de registro do conhecimento humano que abordam temas relacionados à
avaliação de bibliotecas, incluindo principalmente análises de uso, de serviços
administrativos e prestados à comunidade interna e externa, de produtos oferecidos e de
suas coleções. Provavelmente, as abordagens acima citadas, são reflexo natural da
preocupação de estudiosos, dirigentes e profissionais com a qualidade dos serviços
bibliotecários, escassez e contingenciamento de recursos financeiros e conseqüente
necessidade de racionalização

para manutenção das instituições de ensino e de

pesquisa.
No que concerne à avaliação de periódicos LOUZADA (1983) informa que a
literatura sobre o tema “apresenta uma concentração acentuada na década de 70”.

4

�Aponta o enfoque de dados quantitativos que prevalecia nos estudos daquela época, em
detrimento de análises qualitativas da coleção, e ainda a incipiência e escassez de
estudos baseados em opinião do usuário. Considera, como fator interferente nessa
tendência para estudos de dados quantitativos, o apoio dos estudiosos às leis de
Bradford, às teorias de GOFFMAN4 e aos estudos de Lotka e Zipf, buscando, através da
coleta de dados estatísticos, portanto, dos estudos quantitativos, verificar grau de
eficiência dos acervos para subsidiar estabelecimento de políticas de seleção, aquisição,
descarte e encadernação, assim também para medir o uso da literatura periódica.
No cenário nacional, principalmente na década de 80, agravaram-se as dificuldades das
bibliotecas na

manutenção

de suas

coleções de periódicos, principalmente

considerando-se o alto preço das assinaturas e o aumento considerável no lançamento
de novos títulos.
Coleções

desfalcadas, interrompidas, desatualizadas, provocam a necessidade

emergencial de realização de avaliação rigorosa, visando sua melhor adequação.
LANCASTER5 e BONN6 citados por DI CHIARA (1992) afirmam que
“proceder a avaliação da coleção de periódicos correntes é fundamental,
uma vez que, atualmente, em função das restrições orçamentárias das
bibliotecas, há a necessidade de se rever as assinaturas de periódicos, com
vistas a eliminação de determinados títulos [...]. Por outro lado na literatura
propõe-se, para a avaliação de coleções, métodos quantitativos e
qualitativos, ressaltando a necessidade da combinação de ambos para
obtenção de resultados fidedigno.”

4

GOFFMAN, W., MORRIS, T. G. Bradford’s law and library acquisitions. Nature, London, v.
226, n. 5249, p.922-923, June 1970.

5

LANCASTER, F.W. Evaluating collections by their use.Collection Management, New York, v.4,
n.1/2, p.15-43, 1982.

6

BONN, A Evaluation of the collection. Library Trends, v.22, n.3, p. 265-304, Jan. 1974.
5

�VELHO (1981) em sua proposta de metodologia para avaliação de coleção de
periódicos, apresenta a necessidade tanto da utilização da análise quantitativa quanto
qualitativa, ressaltando os aspectos subjetivos da segunda.
3 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UFMG
Na estrutura organizacional da UFMG, a Biblioteca Universitária é órgão
suplementar, vinculado à Reitoria, coordenando tecnicamente as 28 bibliotecas do
Sistema.
A estrutura do Sistema de Bibliotecas da UFMG (SB/UFMG) permite uma
administração descentralizada em cada biblioteca, com vinculação hierárquica às
diretorias das unidades acadêmicas. À Biblioteca Universitária compete promover a
integração técnica, a capacitação adequada de seu quadro de recursos humanos (técnicos
e assistentes de administração), a aplicação de recursos financeiros destinados a
aquisição de material informacional, a elaboração, acompanhamento e avaliação de
projetos e de programas de interesse coletivo, bem como incentivar e coordenar a
participação das bibliotecas em programas de caráter cooperativo e, ainda, definir
padrões e procedimentos a serem adotados no âmbito do Sistema.
Seu acervo é composto de aproximadamente 650.000 exemplares referentes a
livros, 422.401 teses/dissertações, 21.281 títulos de periódicos, dos quais cerca de 6.250
são periódicos científicos correntes. Possui também um total aproximado de 100.000
itens de materiais especiais, destacando-se, entre eles, audiovisuais (vídeos, fitas e
filmes), slides, partituras, fotografias, mapas e documentos de arquivos.
Atualmente, encontram-se cadastrados no SB/UFMG cerca de 32.000 usuários,
incluindo alunos de graduação, pós-graduação, 1o e 2o graus, professores e outras
categorias de funcionários. Além destes, são atendidos, regularmente, número
6

�expressivo de usuários potenciais, provenientes da comunidade local, regional e
nacional, atraídos, provavelmente, pelo conceito positivo da UFMG no cenário
brasileiro e pela cultura já consolidada nas bibliotecas desta Instituição de prestar
atendimento satisfatório às demandas que lhes são apresentadas. O elenco de recursos
informacionais, diversidade de serviços e de produtos disponibilizados à sociedade de
modo geral, também constitui fator decisivo para freqüência constante de público
externo às bibliotecas da UFMG.
Dentre os diversos serviços prestados, sobressaem as consultas e empréstimos que,
em média, atingem 1 milhão de itens por ano, sendo que os empréstimos domiciliares
de monografias alcançam anualmente cerca de 500.000 registros. Dentre outros serviços
e produtos oferecidos, dignos de destaque, situam-se as atividades de pesquisas e
comutações bibliográficas, treinamentos/educação de usuários, normalização de
trabalhos técnico-científicos, palestras, consultorias técnicas e publicações de sumários
correntes.
As bibliotecas da UFMG integram redes e sistemas nacionais e internacionais
destacando-se, neste particular, que a Biblioteca Universitária coordena regionalmente o
Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas – CCN, possui seis bibliotecas que
são unidades base do Programa de Comutação Bibliográfica - COMUT, acrescidas de
20 outras que participam desta mesma Rede. Integra ainda a Rede Bibliodata, estando a
Biblioteca Universitária da UFMG compondo atualmente sua Comissão Diretora
(gestão 1998-2000). Também integra elenco de conselheiros da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias – CBBU.

7

�4 PERIÓDICOS CIENTÍFICOS NO CONTEXTO DA UFMG
A UFMG mantém uma coleção de aproximadamente 6.250 títulos de periódicos
correntes, que são adquiridos por compra, doação e permuta.
Até o ano de 1994, a Instituição adquiria a totalidade dos títulos comprados
(nacionais e estrangeiros) para o Sistema de Bibliotecas, utilizando recursos
orçamentários e/ou próprios, cumprindo o compromisso assumido pelo Conselho
Universitário, órgão de deliberação

superior da

Universidade, de priorizar

desenvolvimento adequado de sua coleção de periódicos científicos, considerando esta
decisão como fator preponderante para o bom andamento e manutenção do nível de
qualidade e de excelência das atividades de pesquisa e de ensino na UFMG.
A partir de 1994, a CAPES, com o objetivo de apoiar os cursos de pós-graduação
do País, iniciou o Programa de Apoio à Aquisição de Periódicos Internacionais - PAAP,
beneficiando 264 bibliotecas de 73 instituições de ensino superior.
Com relação às assinaturas/renovações de publicações periódicas, de 1994 a 1998,
a UFMG, como outras instituições nacionais, contou com o apoio efetivo da CAPES,
viabilizando a renovação dos títulos de periódicos estrangeiros para todo o Sistema de
Bibliotecas.
Durante o período mencionado, cerca de 75% dos títulos estrangeiros foram
regularmente

renovados

pela

CAPES

através

deste

Programa,

sendo

de

responsabilidade da UFMG, com verba orçamentária transferida para a Biblioteca
Universitária, a manutenção de 25% das demais assinaturas.
Em 1998, o SB/UFMG foi contemplado com a renovação de 2.748 títulos de
periódicos estrangeiros, representando cerca de 54% dos títulos correntes da UFMG.

8

�Alegando restrições financeiras, que culminaram na redução de 2/3 do orçamento
que vinha sendo aplicado ao PAAP, a CAPES, no final de 1998, viu-se obrigada a rever
a forma de condução deste Programa. Dentre as decisões adotadas para se ajustar a nova
realidade de escassez de recursos, a CAPES restringiu o número de instituições
beneficiadas, eliminou duplicidade de assinaturas no âmbito nacional e redistribuiu
entre aquelas instituições, selecionadas para permanecerem integradas ao PAAP, elenco
de títulos considerados como essenciais a cada uma delas. Estabeleceu ainda, parceria
com a Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo – FAPESP, para possibilitar acesso
a bases de dados referenciais, assinando a Web of Science constituída, neste caso,
pelos índices de citações (Science Citation Index, Social Science Citation Index e Arts
and Humanities) do Institute for Scientific Information - ISI. Outras medidas foram
anunciadas à época pela CAPES, destacando-se a promessa de adequação das
instituições selecionadas para que elas dispusessem de infra-estrutura básica para
viabilizar comutação eletrônica rápida e eficiente, bem como condições de alimentar
convenientemente o CCN, instrumento indispensável para conhecimento do estado da
coleção de periódicos científicos no contexto das instituições integrantes do Programa
COMUT. Posteriormente, apesar do encaminhamento à CAPES do dimensionamento
das necessidades para alcançar objetivos definidos nesse sentido, a Fundação citada
declinou da decisão tomada, alegando ter esgotado seus recursos após repasses
destinados à complementação para assinaturas de demais títulos considerados
imprescindíveis pelas instituições.
No contexto nacional,

estas medidas geraram diversas manifestações da

comunidade acadêmica especialmente de dirigentes das bibliotecas universitárias,
pesquisadores e bibliotecários, que se mostraram preocupados com a descontinuidade

9

�da coleção e empobrecimento do acervo, que poderá comprometer a qualidade de seus
cursos e pesquisas. Questionaram ainda a sistemática adotada pela CAPES no tocante
às variáveis que disseram observar durante o processo de remanejamento ou
manutenção dos títulos nas instituições, cujos critérios ditos como observados, em
muitos casos, se mostraram absolutamente incoerentes com a realidade.
Para a UFMG os remanejamentos efetuados pela CAPES significaram perda na
ordem de 30% em relação ao elenco de títulos que vinham sendo assinados nos últimos
anos. Do total de 2.748 títulos assinados anteriormente foram mantidas 1.797
assinaturas.
Além da perda quantitativa,

o processo de redução das assinaturas apresentou

vários problemas, sendo observadas na UFMG dúvidas, distorções e contradições que
podem ser constatadas nos exemplos a seguir discriminados: títulos listados como se
tivessem sido assinados e para os quais a CAPES não mencionou valores das
assinaturas. A renovação teria sido realmente processada? Se não, o prejuízo financeiro
para a UFMG, considerando o total de títulos que se enquadrava ao caso, seria de
US$3.735.02; títulos constantes da listagem ditas como assinados, cujos valores de
repasse não foram previstos, significando prejuízo na ordem de US$121.976.90,
estimado também a partir da soma daqueles que se encontravam nesta condição; títulos
que constavam da listagem determinando prioridade de assinaturas nos arquivos
mantidos na UFMG e que a CAPES, apesar de estar mantendo-as regularmente,
desconsiderou nesse processo, representando perda de US$41.228.15. Estas e outras
constatações foram comunicadas à Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFMG pela
Diretoria da Biblioteca Universitária, solicitando interferência junto à CAPES, na
tentativa de reverter a situação de desvantagem apresentada e minimizar impactos dos

10

�cortes. Outra desvantagem aparente, que obviamente afetaria a Instituição, dizia respeito
a variação cambial e conseqüente desvalorização da moeda brasileira, mesmo que a
Fundação se dispusesse a transferir recursos que compensassem as distorções
detectadas.
Tendo em vista a situação apresentada e, ainda, necessidade de diagnosticar, o mais
precisamente possível, o elenco de títulos que a UFMG não poderia dispor atualmente, a
Biblioteca Universitária decidiu planejar e coordenar o trabalho de priorização dos
títulos integrantes do seu acervo, dispersos fisicamente pelas diversas bibliotecas
componentes do Sistema. Desta atividade, esperava também tomar conhecimento do
impacto causado pela não renovação dos títulos integrantes do PAAP no âmbito da
UFMG, visando a subsidiar tomadas de decisões necessárias ao andamento adequado no
campo de desenvolvimento do acervo informacional.

5 METODOLOGIA
O embasamento teórico para execução do trabalho de análise dos títulos
imprescindíveis à UFMG foi buscado na literatura biblioteconômica sobre avaliação de
bibliotecas e, mais especificamente, naquela que diz respeito a avaliação de coleções de
periódicos científicos. Da literatura mencionada, foram anotados pontos relevantes, de
modo a constituir elenco de variáveis que seriam sugeridas para consideração por parte
dos bibliotecários que fossem conduzir o processo de priorização dos títulos de
periódicos no âmbito de sua área de atuação.
O estudo foi realizado em cinco etapas:
Na primeira delas, a Divisão de Formação e Desenvolvimento do Acervo – DFDA,
comparou

a lista financiada pela CAPES para 1999 com

11

a lista de periódicos

�renovados em 1998, gerando listas de títulos renovados e não renovados por biblioteca
setorial, com seus respectivos custos.
Na segunda etapa, as chefias das bibliotecas setoriais foram convocadas, pela
diretora da Biblioteca Universitária, para participar de reunião na qual foi apresentado o
cenário sobre andamento do PAAP, de acordo com informações obtidas durante a
reunião de dirigentes de algumas bibliotecas de instituições de ensino superior, ocorrida
na CAPES no dia 18 de dezembro de 1998.
Nesta reunião, foi comunicada a decisão de se proceder estudo, no âmbito do
SB/UFMG, para avaliar e priorizar títulos integrantes de seu acervo, cujas assinaturas
não haviam sido garantidas pelo PAAP. Para viabilizar este estudo foram distribuídas
listas, por biblioteca, dos títulos renovados e não renovados pela CAPES, assim como
daqueles cujas assinaturas estavam a cargo da UFMG. Com relação aos títulos
financiados pela CAPES, recomendou-se desconsiderar quaisquer priorizações
anteriormente determinadas e/ou registradas nessa Fundação.
Além dessas listas, distribuiu-se roteiro que objetivava orientar e normalizar
procedimentos, os quais deveriam ser adotados por todas as bibliotecas na análise da
coleção.
O roteiro discriminava critérios básicos extraídos da literatura, incluindo variáveis
que deveriam ser observadas nos âmbitos institucional, nacional e internacional,
conforme segue:
● no âmbito institucional: uso da coleção; opinião de usuários; prioridades
estabelecidas pelas comissões de bibliotecas e pelas coordenações de cursos de
pós-graduação; custo;

12

�● no âmbito nacional: status do título no CCN (localização e acessibilidade);
localização atual e acessibilidade daqueles títulos que não haviam sido renovados,
considerando redistribuição efetuada recentemente pela CAPES; infra-estrutura
interna e externa para viabilizar comutação bibliográfica; estado da coleção
(completeza) tanto no âmbito institucional quanto nacional;
● no âmbito internacional: freqüência das citações e fator de impacto.
A terceira etapa consistiu da análise dos títulos propriamente dita, resultando em
listas, por bibliotecas, contendo a relação dos títulos, segundo os níveis de priorizações
(1 a 5) recomendadas pela CAPES. Posteriormente, estas listas foram consistidas pela
DFDA, por prioridades, definidas a partir dos estudos que foram efetuados pelas
bibliotecas, buscando garantir manutenção da coleção que fosse mais adequada aos
interesses e demandas institucionais. A relação dos títulos, após avaliação, cujo
processo durou de março a maio de 1998, foi encaminhada à Pró-Reitoria de
Pós-Graduação da UFMG pela Biblioteca Universitária, acompanhada de pedido de
complementação de recursos financeiros para renovação de assinaturas, recomendando
que fossem garantidas as renovações daqueles títulos que constavam das listas
categorizadas como imprescindíveis e importantes (prioridades 1 e 2).
A quarta etapa consistiu na análise da condução do processo de priorização
propriamente dito, executada pela equipe autora deste trabalho, que será apresentada no
item referente ao assunto. Esta avaliação objetivava, além do conhecimento relativo à
condução do citado processo, verificar a percepção dos bibliotecários sobre impactos
causados pelos prováveis cortes nas coleções de periódicos da UFMG junto à
comunidade acadêmica, constituída pelos usuários de modo geral, bem como conhecer
opinião da equipe de bibliotecários da UFMG acerca desse assunto.

13

�Utilizou-se questionário como instrumento para coleta de dados, que foi respondido
pelas chefias das bibliotecas, responsáveis pela coordenações setorizadas do referido
trabalho de avaliação. Em algumas das questões formuladas, utilizou-se a técnica de
incidente crítico, com o objetivo de certificar a consistência entre variáveis que
constavam do roteiro que havia sido recomendado e/ou existência de outras não
explicitadas no mesmo.
Finalmente, a quinta etapa consistiu na apresentação dos resultados obtidos, a partir
dos dados coletados junto ao Sistema de Bibliotecas da UFMG.

6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
● Participação:
das 27 bibliotecas consultadas sobre a condução do processo em sua respectiva
unidade de lotação, 15 (56%) responderam aos questionários distribuídos;
● Participantes do processo:
as listagens foram avaliadas pelas Comissões das Bibliotecas em 87% do universo
analisado sendo que, em 46% destas bibliotecas, a Comissão participou com todos
os seus componentes; em 33% das respostas, houve também a participação da
Direção da Unidade, 60% de Coordenadores de Cursos de Pós-graduação e 60% de
outros usuários da biblioteca (professores, Coordenadores de Colegiados de
Graduação, outros membros da equipe da biblioteca);
● Com relação à condução do processo:
47% das bibliotecas

descreveram a condução do processo propriamente dito.

Nessas bibliotecas, a relação dos títulos acompanhado de um quadro de variáveis
foi distribuído (através de ofícios, e-mails e reuniões) aos membros da Comissão

14

�e/ou aos chefes de departamento, coordenadores de Pós-graduação e aos
professores da Unidade (uma ocorrência). As pessoas consultadas deveriam,
observando as variáveis, determinar o grau de importância de cada título, utilizando
os critérios: imprescindível, importante, recomendável e dispensável, incluindo o
não conhece para opinar, ou estabelecendo prioridades (de 1 – para os títulos
imprescindíveis a 5 – para os desconhecidos). O resultado da avaliação e tabulação
das consultas, de maneira geral, foi responsabilidade da Comissão e chefias das
respectivas bibliotecas;
● Com relação as variáveis utilizadas:
Devido ao curto espaço de tempo, não foi possível analisar todas as variáveis.
Foram avaliadas, de maneira geral, aquelas consideradas mais significativas para a
priorização dos títulos (TABELA 1, ANEXO A);
● Dentre outras variáveis, foram consideradas:
-

Possibilidade de acesso on line;

-

citação em bibliografias das disciplinas;

-

estatísticas de uso;

-

relação das instituições beneficiadas com a transferência das referidas
assinaturas;

-

fator de impacto (citação);

-

área e período cobertos;

-

comutação bibliográfica;

-

projetos específicos da biblioteca (serviço de indexação; Projeto Biblioteca;
Alertas, etc.);

-

reprografia;

15

�● Com relação às reações da comunidade:
-

indignação e revolta pela maneira como foi

realizado o processo de

remanejamento realizado pela CAPES;
-

estranheza frente aos critérios utilizados pela CAPES;

-

preocupação e temor com relação a manutenção da qualidade do acervo;

-

interferência em pesquisas em andamento na instituição;

-

descontinuidade e falhas em coleções importantes;

-

baixa de qualidade no atendimento do serviço de comutação bibliográfica;

-

os cortes inviabilizarão o desenvolvimento do ensino e pesquisa em
determinadas áreas;

-

perplexidade e desânimo;

-

maior uso do serviço COMUT – que, de acordo com os pesquisadores, ainda é
muito lento;

-

baixa produção bibliográfica nacional em algumas áreas, o que torna
imprescindível a manutenção dos títulos estrangeiros;

● Com relação à opinião da equipe de bibliotecários, transpareceram:
-

sentimento de frustração perante o esforço constante para recuperar coleções,
considerando descontinuidade de programas governamentais e conseqüentes
falhas provocadas no acervo;

-

falta de comprometimento do governo com relação à continuidade de programas
criados para subsidiar projetos acadêmicos;

-

falta

de

participação

efetiva

das

universidades

no

processo

de

definição/distribuição dos títulos constantes das listas que foram encaminhadas
pela CAPES, por ocasião da distribuição geográfica dos títulos de periódicos;

16

�-

incerteza/indefinição com relação à continuidade de programas alternativos,
como por exemplo, disponibilização da Web of Science e do prometido reforço
ao COMUT, visando a agilização da comutação eletrônica;

-

necessidade de que a própria UFMG defina como prioridade a manutenção da
coleção de periódicos científicos que lhe são imprescindíveis.

7 CONCLUSÃO
Os

periódicos

técnico-científicos

são

considerados tanto pela

literatura

biblioteconômica quanto por aqueles que se dedicam às atividades de ensino, pesquisa e
extensão, como relevantes e indispensáveis.
No entanto, considerando o cenário nacional, a falta de recursos financeiros, hoje
uma de nossas maiores preocupações, leva a necessidade emergencial de avaliação de
nossos serviços e/ou coleções.
As decisões relacionadas a cancelamentos e/ ou remanejamentos deveriam ser
tomadas de acordo com a aplicação de variados critérios, com a participação da
comunidade usuária, visando minimizar ao máximo o impacto negativo destas ações.
8 RECOMENDAÇÕES
Com base neste estudo preliminar realizado recomendamos que:
-

seja dado prosseguimento, no âmbito da UFMG, ao processo de avaliação da
coleção de periódicos, visando sua priorização e adequação;

-

seja iniciado, e incluída como atividade rotineira, em todas as instituições
participantes do programa, uma avaliação conjunta, seguindo uma mesma
metodologia;

17

�-

seja reavaliado o projeto inicial da CAPES de melhoria das condições do
COMUT,

visando

compartilhamento

agilidade
das

no

coleções

processo,
e

buscando

consequentemente

aumentar

o

minimizando

as

consequências dos remanejamentos e/ou cancelamentos de títulos;
-

seja estabelecido um núcleo básico de periódicos, por área do conhecimento e
por instituição;

-

seja reavaliada a aplicação dos critérios utilizados pela CAPES para efeito dos
remanejamentos, visando corrigir falhas ocorridas no processo, principalmente
aquelas que tem a ver com a não manutenção de títulos de referência, a não
observância efetiva da completeza das coleções e a exclusão de títulos
imprescindíveis aos interesses atuais das instituições integrantes do Programa de
Apoio à Aquisição de Periódicos Internacionais.

9 BIBLIOGRAFIA
1

ANDRADE, Diva C. et al. Estudos em gerenciamento de acervos da USP : critérios
de avaliação de títulos periódicos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9, 1996, Curitiba. Anais… Curitiba :
UFPR/PUCPR. Disquete. Item 6.4, 16 p.

2

BRITO, Edna Maria Torreão, SOUZA, Sebastião de, RAMALHO, Wilza da Costa.
Avaliação da coleção de periódicos da Biblioteca Central da Universidade
Federal da Paraíba na área de Ciências Sociais Aplicadas. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 12, n. 2, p. 211-228, jul./dez. 1984.

3

BUCHMANN, Margarida Cecília Schmidt, OLIVEIRA, Zita Catarina Prates de,
RECH, Carlos Ernesto. Avaliação da coleção de periódicos correntes da
biblioteca do Centro de Processamento de Dados Pós-Graduação em Ciência da
Computação (CPD/PGCC) : metodologia e resultados. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 14, n. 3/4, p. 160-173, jul./dez.
1981.

4

DI CHIARA, Ivone Guerreiro, GONDO, Terezinha de Jesus F., PRAZERES, Yara
Maria P. da C. Avaliação da coleção de periódicos correntes adquiridos mediante
processo de compra pela Biblioteca Central da Universidade Estadual de
18

�Londrina (BC/UEL). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 7, 1991, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro :
SIBI/UFRJ, 1992. v. 2, p. 342-358.
5

DI CHIARA, Yvone Guerreiro, PRAZERES, Yara Maria Pereira da Costa. Estudo
dos periódicos da área de Ciências Sociais da Biblioteca Central da Universidade
Estadual de Londrina (BC/UEL). Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, v. 21, n. 2, p. 253-276, jul./dez. 1992.

6

FIGUEIREDO, Nice. Metodologia para avaliação de coleções de periódicos em
bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 5, 1987, Porto Alegre. Anais… Porto Alegre : UFRGS/BC,
1987. v. 1, p. 37-46.

7

FONSECA, Edson Ney da. Seleção de material bibliográfico em bibliotecas
universitárias brasileiras: idéias para um modelo operacional. In: MIRANDA,
Antonio. Estruturas de informação e análise conjuntural. Brasília: Thesaurus.
1980. p.63-85.

8

KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, KRIEGER, Eduardo Moacyr, DUARTE,
Francisco A. de Moura. Programa de apoio as revistas científicas para a FAPESP.
Ciência da Informação, Brasília, v. 20, n.2, p. 137-150, jul./dez. 1991.

9

LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de
Lemos Livros, 1996. Cap. 5: Avaliação de periódicos, p.89-110.

10

LOUZADA, Izabel Crsitina S. A metodologia aplicada na avaliação de uma coleção
de periódicos. Estudos Avançados em Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Brasília, v.2, p. 113-123, jan./dez. 1983.

11

MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Apresentação da proposta de metodologia e
plano de pesquisa para avaliação das listas básicas de periódicos financiados
pelo PAP. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 6, 1989, Belém. Anais… Belém : MEC, 1990. v. 2. p.
18-36.

12

MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Metodologia para avaliação de lista básica
de periódicos. Ciência da Informação, Brasília, v. 20, n.2, p. 111-118, jul./dez.
1991.

13

________. Periódicos estrangeiros prioritários para o ensino e a pesquisa da Ecologia
no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v. 21, n. 1, p. 32-39, jan./abr. 1992.

14

OLIVEIRA, Erica Beatriz P. M. de, PLAZA, Rosa Tereza Tierno. Avaliação de
coleção de periódicos adquiridos por compra do serviço de Biblioteca e
Documentação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo : estudo
preliminar.
In:
SEMINÁRIO
NACIONAL
DE
BIBLIOTECAS
19

�UNIVERSITÁRIAS, 9, 1996, Curitiba. Anais… Curitiba : UFPR/PUCPR.
Disquete. Item 6.2, 28 p.
15

PORCELLO, Ana Maria B., SAFIR, Cecília, CORREA, Helma B., CARBALHO,
Lucilia R. de, KOELER, Luzia, FERLINI, Maria Amazilia, Garcia, Nice Maria
A., KLAES, Rejane Raffo, OLIVEIRA, Zita C. P. de. Avaliação da coleção de
periódicos adquiridos por compra para o Sistema de Biblioteca da UFRGS –
1982-1985.
In:
SEMINÁRIO
NACIONAL
DE
BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 5, 1987, Porto Alegre. Anais… Porto Alegre : UFRGS/BC,
1987. v. 1, p. 9-26.

16

SILVA, Edna Lúcia da et. al. O periódico científico – formas alternativas: uma
ameaça no equilíbrio do sistema de comunicação científica? Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 15, n. 1, p. 68-80, mar. 1986.

17

VELHO, Ariana Varela. Avaliação da coleção de periódicos correntes da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 9, n. 1, p. 10-21, jan./jun. 1981.

18

_______. Avaliação de periódicos correntes na UFRGS. In: JORNADA
SUL-RIO-GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 6,
1980, PortoAlegre. Anais… Porto Alegre : Associação Rio-Grandense de
Bibliotecários, 1980. p. 143-184.

20

�ANEXO A
Tabela 1 – Variáveis utilizadas para avaliação dos títulos de periódicos
Variável

Quantida

%

de
Importância do título para a especialidade

15

100

Relação entre o assunto e o interesse institucional (linhas de Pesquisa)

13

87

Relevância/reputação da entidade publicadora

7

47

Bibliografias especializadas na área

7

47

Indexação em bases de dados que a biblioteca possua

7

47

Acessibilidade da língua

9

60

Interdisciplinaridade

8

53

Escassez de material sobre o assunto

13

87

Valor efêmero ou permanente

4

27

Mudança de relevância na pesquisa

4

27

Mudança de reputação do periódico

3

20

Desatualização de áreas anteriormente relevantes

4

27

Áreas identificadas como pontos fracos da coleção

10

67

Disponibilidade local e regional

8

53

Antigüidade da coleção

9

60

Análise do conteúdo

11

73

Estado de conservação da coleção

2

13

Possibilidade de solicitação do título por permuta e/ou doação

4

27

Completeza da coleção

9

60

Custo

9

60

Outras (*)

7

47

21

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71362">
                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
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                <elementText elementTextId="71364">
                  <text>UFSC</text>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>pt</text>
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            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                  <text>Evento</text>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <elementText elementTextId="71367">
                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
                </elementText>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72854">
                <text>Análise da coleção de periódicos técnico-cientificos assinados para a UFMG visando a sua priorizaçao face às demandas dos programas e das atividades atuais de ensino, pesquisa e extensão. </text>
              </elementText>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72855">
                <text>Silveira, Júlia Gonçalves da et al.</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
              </elementText>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <elementText elementTextId="72857">
                <text>UFSC</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>2000</text>
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              <elementText elementTextId="72860">
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              </elementText>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72861">
                <text>Descreve o processo utilizado para priorização do acervo das bibliotecas integrantes do Sistema de Bibliotecas, cujas assinaturas são provenientes de recursos da Fundação CAPES e da UFMG. Apresenta breve revisão de literatura sobre avaliação de publicações periódicas técnico-científicas. Avalia impacto da redução de recursos financeiros governamentais para garantir continuidade da coleção de periódicos imprescindíveis, mantida até o presente, considerando programas de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidos no âmbito desta Instituição. Apresenta conclusão e recomendações.</text>
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                  <elementText elementTextId="72853">
                    <text>A WEB COMO CANAL DE DIVULGAÇÃO DE SERVIÇOS E PRODUTOS DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: ANÁLISE DO CONTEÚDO DE HOME PAGES.

Maria Luzia Fernandes Bertholino - mlbertho@uepg.br
Isis Terezinha Rocha Pinto - isis@uepg.br
Mary Tomoko Inoue - mtinoue@uepg.br
Maria Etelvina Madalozzo Ramos - etel@uepg.br
Universidade Estadual de Ponta Grossa - Paraná - Brasil

RESUMO: O estudo analisa as estruturas das informações disponibilizadas em home pages para divulgar as
bibliotecas universitárias. Identifica o conteúdo dessas páginas, selecionadas aleatoriamente, destacando a estrutura
das mesmas, as terminologias adotadas para as informações disponíveis quanto aos tópicos: apresentação, histórico,
estatísticas, serviços, produtos, opções de idioma, missão, links interessantes, contador, ilustração, acesso rápido,
mapas do site, atendimento via E-mail e acervo on line. Na consulta ao acervo destacou os tipos de materiais
recuperados, campos de pesquisa, forma de apresentação do resultado, ajuda e estrutura de busca. Analisa cada
informação disponibilizada destacando as informações comuns, as tendências e as inovações apresentadas, as quais
servem de parâmetro para a criação de novos sites, bem como avalia os existentes.
Palavras-chave: Home pages; home libraries; Web; Bibliotecas universitárias.

1. INTRODUÇÃO
A invenção da imprensa foi considerada como a maior revolução na comunicação humana, até
que milhões de pessoas pudessem, ao mesmo tempo, ter acesso a milhões de informações através
da rede Internet. A velocidade com que o uso dessa notável rede se dissemina por todos os
segmentos da sociedade, independentemente da faixa etária, atividade profissional e classe social,
utilizando-se dos mais diferentes meios físicos e sistemas de comunicação, é um fato inegável,
amplamente noticiado e comprovado em pesquisas de opinião pública.
A utilização dos recursos de multimídia na produção de dados disponíveis em formatos
eletrônicos vem crescendo de forma exponencial , devido ao menor custo e a maior versatilidade
na geração e disseminação do formato eletrônico quando comparado ao formato tradicional em
papel.
1

�A

Internet proporcionou novas formas de atingir o público alvo de vários segmentos da

comunidade, tanto no grau de especialização como no perfil de interesse.

Essa realidade exigiu

que se repensasse os meios de alcançar e implantar inovações nos diversos ramos de atuação. A
Web tornou-se uma necessidade representativa na grande teia de disponibilização e troca de
informações entre pesquisadores. É um precioso instrumento de trabalho para professores e
alunos. Com a globalização da informação os grandes usuários da Internet na área de educação
são estudantes universitários.
Segundo o Guia Help - sistema de consulta interativa (1996) cerca de 90% das universidades do
mundo todo estão conectadas à rede e disponibilizam materiais através de sites. Nesses sites,
que divulgam as universidades, são encontradas informações sobre as faculdades e unidades de
pesquisa, enquadrando-se aqui as bibliotecas.
"Com a Internet, os estudantes e professores passaram a ter quase todas as grandes bibliotecas do
mundo ao seu alcance. Em muitas delas ainda não se pode acessar o acervo completo pela rede,
mas pelo menos pode-se fazer uma pesquisa para saber se o livro ou material procurado existe e
pertence ao acervo." (HELP,..... 1996, p.328)
A biblioteca digital é um forte apelo tanto para os jovens leitores, acostumados desde cedo a
lidar com informações visuais e sonoras, como para os pesquisadores que sempre dependeram de
equipamentos complementares para divulgação de seus trabalhos e publicações.
Para os usuários das bibliotecas tradicionais a possibilidade concreta de poder consultar trabalhos
originais rapidamente é uma grande conquista, como também para os autores na divulgação de
seus trabalhos economizando etapas tradicionais da produção e publicação de materiais impressos
e/ou audiovisuais.

2

�No mundo dos negócios, a rede mundial está provocando uma excepcional transformação com a
expectativa de se tornar o principal meio de comunicação, ou seja, o principal ambiente para
negócios de todos os tipos.
Segundo GUEDES (1998) a Internet está sendo considerada, pelos mais otimistas, como o meio
para a democratização da comunicação, e como uma rede global que irá revolucionar as relações
tanto locais quanto globais. A autora ainda frisa que a tendência é cada vez mais, a sua
comercialização, processo muito parecido com o que já ocorreu no passado com as promessas de
democratização feitas a respeito de outras tecnologias.
Desta forma, as empresas, as instituições de ensino, e as pessoas que querem divulgar sua
imagem e seus produtos e que têm interesses em comum, estão todas elas criando suas home
pages na Internet.
CRAWFORD e GORMAN (1995, p.195) discorrem sobre o futuro das bibliotecas, defendendo
que essas devem buscar " caminhos inovadores para prover acesso à informação e materiais não
disponíveis localmente (...) destacam pontos que devem ser relembrados quando se fala em
biblioteca além das paredes: uso da Internet para consultas à catálogos "on line" disponíveis sem
custo; união de catálogos e bases de dados nacionais através de protocolos de intercâmbio e
cooperação para construção de bases compartilhadas."
No estudo de KAPLAN (1996) foram identificadas as 10 profissões do futuro destacando-se
dentre elas o bibliotecário do ciberespaço. Segundo a autora, o trabalho desses profissionais
consiste "... em saber onde cada tipo de informação está disponível na Internet para poder orientar
seus clientes. Para se manterem atualizados, esses profissionais compartilham informações sobre
sites úteis na web e em outros locais da rede."

3

�A criação de sites de qualidade, com conteúdos relevantes, e que realmente atendam aos
interesses de seus visitantes é um detalhe a ser considerado diante da amplitude e diversidade de
sites existentes na Internet. Esse serviço tem sido realizado por empresas especializadas nessa
atividade. Um exemplo é a SurveySite que realiza pesquisa de mercado on line explorando dados
e avaliando sites da Web (Websites). Através de métodos de pesquisa incluindo levantamentos via
E-mail, grupos direcionados e levantamentos on line junto aos visitantes dos sites. Para isso
desenvolveu um software de levantamentos, para coletar dados, que seleciona aleatoriamente
visitantes abrindo uma pequena janela quando a página principal é acessada, em linguagem
JavaScritp, a qual consulta o visitante para participar da avaliação. Se a resposta é "Sim", abre
uma nova janela contendo uma pesquisa on line. Apresentam-se então, questões relacionadas à
conteúdo, organização, gráficos, facilidade de navegação, satisfação do visitante entre outros. O
usuário também pode adicionar questões e comentários próprios sobre o site.
Desta forma, esse estudo investiga como as bibliotecas universitárias tem se utilizado da web
como canal de comunicação e divulgação de suas estruturas informacionais, identificando as
informações disponibilizadas nas suas home pages, denominadas nesse estudo como home
libraries,

para assim apresentar um parâmetro do conteúdo veiculado na rede mundial de

comunicação - a Internet.
2. METODOLOGIA
2.1 Sujeito
De acordo com o Guia de Bibliotecas de Instituições Brasileiras de Ensino Superior, 2ª edição
(1998) o universo de bibliotecas universitárias brasileiras está representado por 1014 unidades
(http://www.acd.ufrj.br/cbbu/prod.html). A amostragem desse estudo compreendeu um total de

4

�76 bibliotecas universitárias , o que equivale a um percentual de 7,4%. Das bibliotecas
pesquisadas

68 (89,5%) são públicas e 8 (10,5%) particulares. Entre as públicas 47,1% são

estaduais e 52,9% federais.
O estudo foi composto por bibliotecas dos estados a seguir relacionados com seus respectivos
percentuais de representação : Amazonia, Ceará, Espírio Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte (1,3%); Bahia, Distrito Federal (2,6%);
Rio de Janeiro e Santa Catarina (3,9%); Paraná (6,6%); Minas Gerais (7,9%); Rio Grande do Sul
(19,7%) e São Paulo (39,5%).
2.2 Método
Os endereços eletrônicos na Web das bibliotecas foram identificados através de pesquisa na
Internet. Consultou-se sites de busca, links de outras bibliotecas, Guia de Bibliotecas
Universitárias Brasileiras na Internet (1999)

e o arquivo de Bookmarkers da biblioteca da

Universidade Estadual de Ponta Grossa. Os endereços foram selecionados aleatoriamente e para a
coleta de dados elaborou-se um roteiro (formulário em anexo) para o qual foram transcritas as
informações de interesse.
3. RESULTADOS
Para a apresentação dos dados foram compiladas, na tabela um, todas as informações analisadas
na estrutura das home libraries e destacadas seus respectivos percentuais de freqüência. Após a
tabela, os itens foram descritos e comentados.
TABELA 1 - DENOMINAÇÕES/INFORMAÇÕES INDICADAS NAS HOME LIBRARIES
Denominações
Sim
Não
f
%
f
%
Nome da biblioteca

15

19,7
5

61

80,3

�Endereço
Apresentação
Histórico
Estatísticas
Serviços
Produtos
Opção idioma
Missão
Links Interessantes
Contador
Ilustração
Acesso rápido
Mapa do site
Atendimento via E-mail
Acervo on line

70
52
34
20
66
32
5
6
38
20
54
66
9
60
59

92,1
68,4
55,3
26,3
86,8
42,1
6,6
7,9
50
26,3
71,1
86,8
11,8
78,9
77,6

6
24
42
56
10
44
71
70
38
56
22
10
67
16
17

7,9
31,6
44,7
73,7
13,2
57,9
93,4
92,1
50
73,7
28,9
13,2
88,2
21,1
22,4

As seis principais informações que aparecem no conteúdo das home libraries são: endereçco
(92,1%); serviços (86,8%); atendimento via E-mail, (78,9%); acervo on line (77,6%); ilustrações
(71,1%) e apresentação (68,4%).

3.1 Nome da Biblioteca
A informação nome da biblioteca aparece nas home libraries quando são atribuídos a essas
bibliotecas nomes próprios homenageando pessoas que direta ou indiretamente fizeram parte da
história de sua criação.

Das bibliotecas investigadas 19,7% possuem nomes próprios

complementando sua denominação, evidenciando-se assim que, a grande maioria é caracterizada
como Biblioteca Central ou Biblioteca Universitária.
3.2 Endereço
A informação endereço é um dado que faz parte da identificação e aparece em destaque em
92,1% das bibliotecas, nas quais estão indicadas além do endereço formal, telefone, fax e E-mail.

6

�Esta informação está indicada na página principal ou nas informações gerais, estrutura da
biblioteca e apresentação.
3.3 Apresentação
O tópico apresentação foi indicado em 68,4% das bibliotecas investigadas, constituindo-se em
uma rápida apresentação formal das bibliotecas, destacando informações sobre sua estrutura,
horários de funcionamento, descrição das coleções e outras

informações complementares.

Observou-se que 31,6% não trazem um link para apresentação de sua biblioteca, mas apresentam
essas informações no tópico histórico ou ainda trazem uma breve mensagem na página principal.
3.4 Histórico
O histórico é uma parte descritiva destacada por 55,3% das bibliotecas. Nesse tópico são
apresentados dados cronológicos da criação e desenvolvimento das bibliotecas. São descritos
recursos disponíveis, organogramas, informações gerais da estrutura organizacional, acervo,
metragens da infra-estrutura fisica, objetivos, horários de funcionamento, equipe de funcionários
entre outras informações.
3.5 Estatísticas
Os dados numéricos descritos que envolvem a quantificação dos serviços prestados e recursos
são destacados nas home libraries, no tópico Estatísticas, por 20 (26,3% ) bibliotecas. Estes
dados, meramente informativos, destacam os itens apresentados na tabela dois.
TABELA 2 - INFORMAÇÕES CONTIDAS NO TÓPICO ESTATISTICAS
INFORMAÇÃO
Acervo
Buscas bibliográficas
Comut

f (em relação a 20)
7
3
4
7

%
35
15
20

�Consulta
Cópias
Empréstimo/circulação
Frequência
Número de usuários
Recursos financeiros
Recursos humanos
Recursos humanos (Qualificação)
Serviços de Referência
Tombamento do acervo
Treinamento de Recursos Humanos
Visitas

6
1
9
5
7
1
3
1
1
1
1
1

30
5
45
25
35
5
15
5
5
5
5
5

As informações estatísticas apresentadas nas home libraries são diversificadas, predominando os
números relacionados ao empréstimo e circulação (45%); acervo e número de usuários (35%) ,
consulta (30%); freqüência (25%); Comut (20%) e buscas bibliográficas e recursos humanos
(15%).
3.6 Serviços
Os

serviços oferecidos são destacados em tópico específico por 86,8% das bibliotecas,

identificando-se

diversas

denominações

para

indicá-los.

Estas

indicações

são

predominantemente descritivas, ou seja, os serviços são listados e descritos . Foram obtidas 137
denominações para os serviços oferecidos, utilizando-se de grafias diferentes, em muitos casos,
para descrever o mesmo serviço. Assim, para a elaboração da tabela três agrupou-se as
denominações semelhantes e destacou-se as mais relevantes.
TABELA 3 - PRINCIPAIS SERVIÇOS DESTACADOS
Serviços
f
Bases de dados on line, CD-ROM e disquete
14
COMUT
47
Consulta local
31
Empréstimo domiciliar
49
Empréstimo entre bibliotecas
38
Levantamento bibliográfico
47
8

%
18,4
61,8
40,7
64,4
50
61,8

�Normalização bibliográfica
35
46
Novas aquisições
10
13,1
Orientação
21
27,6
Reprografia
20
26,3
SDI _ Disseminação Seletiva da Informação
15
19,7
Treinamento de usuário
31
40,7
Dentre os serviços indicados com maior representatividade aparece o empréstimo domiciliar
(64,4%) com descrição e informações de operacionalização com regulamentos e orientações para
cadastramento ou inscrição na biblioteca. Os serviços de comutação bibliográfica - COMUT e
levantamento bibliográfico, com o segundo maior percentual (61,8%), são descritos, sendo que
para o primeiro existe a opção, em poucas bibliotecas, de preenchimento do formulário de
solicitação on line do pedido e o segundo descreve como o serviço é realizado e de que formas
pode ser executado. O Empréstimo entre bibliotecas (50%), a normalização bibliográfica (46%),
consulta local e treinamento de usuários (40,7%) são descritivos, e somente uma das bibliotecas
apresenta um formulário para ser preenchido solicitando o empréstimo entre bibliotecas.
3.7 Produtos
A indicação do tópico Produtos foi destacada por 32 (42,1%) bibliotecas. Observou-se que
muitos dos serviços apresentados também foram considerados como produtos pelas bibliotecas e
em algumas delas foram descritos junto com os serviços, como também, houve a inclusão de
produtos que não foram produzidos pelas bibliotecas. Assim, foram considerados como produtos
aqueles desenvolvidos pelas bibliotecas e que servem como fonte de consulta para complementar
a oferta dos serviços prestados. A tabela quatro destaca os principais produtos identificados.
TABELA 4 - PRINCIPAIS PRODUTOS IDENTIFICADOS
PRODUTOS
F
Alerta bibliográfico
5
Base de dados em CD-ROM
8
9

%
15,6
25

�Boletim bibliográfico
Informativo da Biblioteca
Lista de duplicatas
Normas para apresentação de trabalhos
cientificos
Produção científica de docentes
Sumário de periódicos

6
5
3
2

18,7
15,6
9,3
6,2

3
7

9,3
21,8

Os produtos com maior destaque foram bases de dados em CD-ROM (25%) seguida do sumário
de periódicos (21,8%) , boletim bibliográfico (18,7%) , alerta bibliográfico e informativo da
biblioteca (15,6%) . Dentre os outros serviços listados e não apresentados na tabela anterior
observou-se que são produtos desenvolvidos especificamente para as bibliotecas que os
indicaram e para o público alvo das mesmas. Um destaque interessante apresentado como
produto por uma biblioteca foi Revista on line.
3.8 Opção de Idioma
A abrangência mundial da Internet e seus recursos permitem a divulgação das informações em
outros idiomas, oferecendo essa opção ao acessar o site. Todas as 76 home libraries investigadas
estão descritas na língua portuguesa. Desse total 5 (6,6%) apresentam a opção para outro idioma,
sendo que todas permitem a tradução para o idioma inglês e em 2 delas há também a opção para o
espanhol.

3.9 Missão
A indicação da missão é destacada em apenas 6 (7,9%) das home libraries em tópico específico.
Observou-se que essa informação é apresentada com os objetivos das bibliotecas em conjunto
com tópicos de apresentação ou histórico.

10

�3.10

Links interessantes

Os links interessantes são descritos por 50% das bibliotecas pesquisadas e destacam diversas
fontes de informações

também disponíveis na Web. Na tabela

cinco estão descritos os

percentuais mais representativos.
TABELA 5 - LINKS INTERESSANTES
Destinações dos links
Bases de dados nacionais e internacionais
Bibliotecas virtuais internacionais
Bibliotecas virtuais nacionais
Browsers de busca (Search engines)
Livrarias e editoras
Museus
Orgãos governamentais
Periódicos eletrônicos
Universidades
Outros

f (em relação a 38)
11
28
29
6
9
5
2
8
3
14

%
28,9
73,6
76,3
15,7
23,6
13,1
5,2
21
7,8
36,8

As bibliotecas virtuais, quer a nível nacional ou internacional, são os links mais destacados
(76,3% e 73,6%). Os demais links indicados são variados com opção imediata de acesso às bases
de dados, aos browsers de busca da Internet tais como Altavista, Yahoo, Cadê, Metaminer,
Webcrawler entre outros. Dentre os outros endereços identificou-se: diciononários on line,
redes/sites de busca, diário oficial, núcleos, fundações, autores portugueses e brasileiros,
curiosidades, diretórios eletrônicos, lojas de CD, associações, empresas jornalísticas e sites
jurídicos (tribunais, legislação entre outros).
Cada biblioteca, de acordo com sua área de atuação ou público alvo, destaca links que considera
que irão contribuir para as pesquisas de quem navega por esses sites.
3.11 Contador

11

�O contador existe para registrar o número de vezes que o site é visitado. Serve como um
parâmetro estatístico e revela se os sites são pouco ou muito consultados. Identificou-se que
apenas 26,3% das bibliotecas possuem esse item em suas home libraries, demonstrando ainda
não haver muita preocupação em existir ou não esse dado em suas estruturas.
3.12

Ilustração

As ilustrações personificam as home libraries, enfeitam e em conjunto com os dados escritos
permitem um lay out estético, com apresentações diversificadas, explorando o recurso do uso da
imagem e de ícones para acessar as informações destacadas. Identificou-se que 54 (71,1%)
bibliotecas exploram a ilustração. A tabela seis destaca os tipos de ilustrações comuns utlizadas
na confecção dessas páginas.
TABELA 6 - ILUSTRAÇÕES COMUNS NAS HOME PAGES
Tipos de ilustrações
f
Bandeiras
1
Desenhos
7
Fotografia
37
Frames
2
Ícones
24
Logotipos
2
Símbolos
1

%
1,8
12,9
68,5
3,7
44,4
3,7
1,8

Os principais tipos de ilustrações utilizadas são as fotografias, identificadas em 68,5% das home
libraries. As fotos destacadas são de ambientes internos e externos das bibliotecas, apresentando
sessões, salas de estudo com usuários, balcões de empréstimo, salas de busca em bases de dados
e coleções,

fachadas dos prédios das bibliotecas entre outros. Essas fotos, geralmente, são

colocadas na página principal. Os ícones, a segunda ilustração mais utilizada nas home libraries
(44,4%) são variadíssimos destacando as informações e com infinitas finalidades. Alguns ícones
identificados são: setas de avançar e retroceder ou subir e descer, telefone indicando os números
12

�para contato, livros com as páginas em movimento, envelopes em formato padrão e de rolos de
papiro indicando o E-mail entre outros.
A maioria das páginas apresentam fundos coloridos com letras e cores diversificadas, com ou
sem relevo. As bandeiras são utilizadas quando apresentam opções de idioma e os frames
permitem trabalhar com duas telas ao mesmo tempo. Ainda pode-se encontrar logotipos das
instituições ou bibliotecas e desenhos que enriquecem a parte ilustrativa dos sites.
3.13

Acesso rápido

Em 86,8% das bibliotecas foi obtida a conexão imediata quando digitado o endereço eletrônico
procurado sem interrupção de transferência e resposta negada de acesso ao site, bem como,
quando realizada a busca nos catálogos on line obteve-se a rápida resposta. Esses resultados não
nos permitem afirmar que as demais (13,2%) possuem acesso lento para conexão, pois dependem
da realidade de cada servidor das instituições, que podem estar sobrecarregados em horários de
grande fluxo de tráfego virtual entre outros motivos, porém em geral a pesquisa aos sites pode
ser realizada com rapidez satisfatória.

3.14

Mapa do site

O mapa do site foi indicado, explicitamente, na lista das informações por apenas 11,8% dos sites
pesquisados. Essa informação é util pois permite visualizar o conteúdo informacional da página,
porém na maioria delas as informações estão agrupadas ou listadas na mesma forma da estrutura
em que se apresentam nos mapas.
3.15

Atendimento via E-mail

13

�O E-mail é o principal canal de comunicação entre as informações disponibilizadas e a biblioteca.
Considerando-se que os endereços eletrônicos são indicados em todas as home libraries
poderíamos indicar que 100% delas atendem via E-mail. Porém, destaque desse recurso de forma
chamativa foi identificado em 78,9% das bibliotecas, tais como: ícones de alerta do E-mail,
mensagens: Fale conosco, Críticas e Sugestões entre outras. As 21,1% que não destacaram o
endereço eletrônico, indicaram essa informação junto aos nomes de responsáveis por setores
e/ou dos webmasters gerenciadores das respectivas páginas, o que também permite que se envie
mensagens para solicitar informações.
3.16

Acervo on line

O catálogo on line é a grande e mais importante informação disponibilizada, caracterizando a
biblioteca virtual, que leva o usuário a conectar-se às home libraries para sanar necessidades de
informação.

A consulta ao acervo proporciona ao usuário a agilidade de seu trabalho de

pesquisa, pois

permite identificar de sua casa ou de qualquer outro local, distante

geograficamente da biblioteca, a existência de documentos desejados ou de publicações
existentes sobre o assunto de interesse, potencializando o seu uso por usuários de inúmeros
locais. Identificou-se que 57 (78,9%) bibliotecas disponibilizam seu acervo através da web. As
bibliotecas das grandes universidades possuem os acervos centralizados em bancos de dados que
englobam o acervo de todas as bibliotecas setoriais.
Dessas bibliotecas que disponibilizam a consulta on line, foram investigadas a estrutura e formas
de recuperação descritas na tabela sete.
TABELA 7 - CARACTERIZAÇÃO DA CONSULTA AO ACERVO ON LINE
TIPO DE MATERIAL LOCALIZADO NAS BUSCAS
f
Livros
57
Periódicos (analíticas de periódicos)
51
14

%
100
89,5

�Outros (teses, dissertações, monografias, anais de eventos, fitas,
entre outros)
CAMPOS DE BUSCAS PARA A BUSCA ON LINE
Autor
Título
Assunto
Tipo de material
Ano de publicação
Campo geral
Outros (idioma, local de publicação, entre outros)
FORMA DE APRESENTAÇÃO
Reduzida
Completa
AJUDA DE BUSCA
Sim

47

82,5

f
56
56
56
29
37
45
32
F
45
55
f
51

%
100
100
100
51,8
64,9
80,4
57,2
%
80,4
98,2
%
91,1

Das 57 bibliotecas que possuem os catálogos on line somente em uma delas não foi possível
fazer a conexão de busca . Assim o resultado apresentado na tabela sete é referente as 56
bibliotecas em se realizou a busca efetiva. Em 100% dessas bibliotecas é possível realizar a
busca por autor, título e assunto. Em 80,4% delas a busca é feita por um campo geral, o qual
cruza as palavras-chaves de todos os campos permitidos para consulta. Em 64,9% pode-se
delimitar o ano de publicação e ainda um universo de 57,2% oferece campos alternativos para a
formulação da busca.
Na apresentação dos resultados 80,4% das bibliotecas apresentam a forma reduzida e em 98,2% a
forma completa. Considerou-se forma reduzida quando o resultado aparece incompleto exigindo
que se clique sobre o mesmo para se ver a referência bibliográfica completa.
CONCLUSÕES
As home libraries seguem um padrão semelhante para a apresentação de seus dados, utilizando

15

�esse recurso como forma de divulgar sua estrutura e assim criar um elo de ligação entre a
biblioteca e o usuário remoto. Apresentam uma miscelânea de informações mostrando algumas
divergências nas conceituações de itens apresentados como foi identificado no tópico serviços e
produtos.
O seu conteúdo é predominantemente descritivo com poucos recursos operacionais, ou seja que
permitam que o usuário, conectado ao site, execute a busca da informação desejada.
O catálogo on line é o grande trunfo que contém as home libraries, pois virtualiza seus recursos
bibliográficos e assim começa a abrir o caminho para a virtualização das bibliotecas.
A web é uma ferramenta que pode ser mais explorada pelas bibliotecas diante da infinidade de
recursos e formas de se disponibilizar informações aliada às tecnologias que são oferecidas, uma
vez que está associada a uma imagem de modernidade e agilidade.
As home libraries devem proporcionar maior interatividade com o usuário, explorando mais o
recurso do E-mail, atribuindo assim maior destaque, criando formulários para envio de questões
de referência e mecanismos de avaliação de seu conteúdo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BACCARELLI, R. M. As bibliotecas digitais do futuro. Economia &amp; Tecnologia, Campinas,
v.2, n.4, p.43-48, abr. 1999.
CRAWFORD, Walt; GORMAN, Michael. Future libraries: dreams, madness &amp; reality. Chicago:
American Library Association, 1995. 199p.
GUEDES, Olga. As novas tecnologias de comunicação e informação: novos mecanismos de
exclusão social? Perspectiva Ciencia da Informação, Belo Horizonte, v.3, n.1, p.21-26,
jan./jun. 1998.
GUIA de Bibliotecas de Instituições Brasileiras de Ensino Superior. Disponível na Internet 16

�(http://acd.ufrj.br/cbbu/prod.html) 10/09/99
HELP! Sistema de consulta interativa: informática. São Paulo: Klick Ed., 1996.
KAPLAN, Karen. Profissões de futuro. Home PC, São Paulo, v.2, n.13, p.20-23, jul. 1996.
SURVEYSite - Web Site Evaluation and Online Market Research. Disponível na Internet http://www.surveysite.com/index_s.htm 15/10/99.

17

�ANEXO
FORMULÁRIO DE COLETA DE DADOS
NOME:_______________________________________________________________________________
ESTADO:___________________
PÚBLICA ( )

PARTICULAR ( )

CONTEÚDO:
ÍTENS

SI
M

NÃO

DESCRIÇÃO

NOME DA BIBLIOTECA
ENDEREÇO
APRESENTAÇÃO
HISTÓRICO
ESTATÍSTICAS
SERVIÇOS
PRODUTOS
OPÇÃO DE IDIOMA
MISSÃO
LINKS INTERESSANTES
CONTADOR
ILUSTRAÇÃO
ACESSO RÁPIDO
MAPA DO SITE
ATENDIMENTO VIA E-MAIL

ACERVO ON-LINE
TIPO DE MATERIAL:

LIVROS
( )
PERIÓDICOS ( )
OUTROS
( ) Quais?

18

�CAMPOS DE BUSCA:

AUTOR
( )
TÍTULO
( )
ASSUNTO
( )
TIPO DE MATERIAL
( )
ANO DE PUBLICAÇÃO ( )
CAMPO GERAL
( )
OUTROS
( ) Quais ?
FORMA DE APRESENTAÇÃO DO RESULTADO DA BUSCA:
REDUZIDA ( )
COMPLETA ( )

TEM AJUDA PARA BUSCAS ( ) SIM
( ) NÃO

COM OPÇÃO PARA TODO O RESULTADO?

COM EXEMPLOS ?

( ) SIM

( ) SIM
( ) NÃO

( ) NÃO

OUTRAS OBSERVAÇÕES: ___________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

ABSTRACT: The study analyzes the structures of the information in home pages to disclose the university libraries.
It identifies the content of those pages, the structure of the same ones, the terminologies adopted for the available
information with relationship to the topics: presentation, historical, statistics, services, products, language options,
mission, interesting links, accountant, illustration, fast access, maps of the site, attendance through E-mail and on
line catalog. In the consultation to the acervo highlighted the types of recovered materials, research fields, form of
presentation of the result, helps and it structures of search. It analyzes the common information, the tendencies and
the presented innovations, which serve as parameter for the creation of new sites, as well as it evaluates the existent
ones.
Key-Words: Home pages; home libraries; Web; University libraries.

19

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Ciência da Informação&#13;
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Web como canal de divulgação de serviços e produtos de bibliotecas universitárias: análise do conteúdo de home pages. </text>
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                <text>Bertholino, Maria Luzia Fernandes, Pinto, Isis Terezinha Rocha, Inoue, Mary Tomoko Inoue, Ramos, Maria Etelvina Madalozzo</text>
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                <text>O estudo analisa as estruturas das informações disponibilizadas em home pages para divulgar as bibliotecas universitárias. Identifica o conteúdo dessas páginas, selecionadas aleatoriamente, destacando a estrutura das mesmas, as terminologias adotadas para as informações disponíveis quanto aos tópicos: apresentação, histórico, estatísticas, serviços, produtos, opções de idioma, missão, links interessantes, contador, ilustração, acesso rápido, mapas do site, atendimento via E-mail e acervo on line. Na consulta ao acervo destacou os tipos de materiais recuperados, campos de pesquisa, forma de apresentação do resultado, ajuda e estrutura de busca. Analisa cada informação disponibilizada destacando as informações comuns, as tendências e as inovações apresentadas, as quais servem de parâmetro para a criação de novos sites, bem como avalia os existentes.</text>
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                    <text>A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA CIENTÍFICA COMO CRITÉRIO PARA
AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS.

Maria Irani Coito
Bibliotecária Supervisor Técnico de Seção – STRAUD
Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP Campus de Araraquara
Rodovia Araraquara-Jaú, Km 01
C.P. 502 – CEP 14801-902
Araraquara – SP – Brasil
irani@fcfar.unesp.br

Marilda Corrêa Leite dos Santos
Bibliotecária Supervisor Técnico de Seção – STATI
Instituto de Química – UNESP Campus de Araraquara
Rua Prof. Francisco Degni, s/n, Bairro Quitandinha
C.P. 355 – CEP 14801-970
Araraquara – SP – Brasil
marilda@iq.unesp.br

Margaret Alves Antunes
Bibliotecária – Grupo de Formação e Desenvolvimento de Coleção
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP
Alameda Santos, 647 – Cerqueira César
C.P. 1061 – CEP 01061-970
São Paulo – SP – Brasil
eti@reitoria.unesp.br

Maria Lígia Campos
Bibliotecária – Grupo de Formação e Desenvolvimento de Coleção
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP
Av. Vicente Ferreira, 1278
C.P. 71 – CEP 17515-901
Marília – SP – Brasil
ligiacgb@marilia.unesp.br

Julia Hisae Tokuno Kirihata
Bibliotecária Chefe – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP
Av. Vicente Ferreira, 1278
C.P. 71 – CEP 17515-901
Marília – SP – Brasil
jtkiri@marilia.unesp.br

Vanda Maria Silveira dos Reis Fantin
Diretora Técnica - Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP - Campus de Marília
Acervo. Hygino Muzzi Filho, 737
Campus Universitário
C.P. 420 – CEP 17525-900
Marília – SP – Brasil
vania@marilia.unesp.br

1

�A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA CIENTÍFICA COMO CRITÉRIO PARA
AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS.

Maria Irani Coito
Bibliotecária Supervisor Técnico de Seção – STRAUD
Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP Campus de Araraquara

Marilda Corrêa Leite dos Santos
Bibliotecária Supervisor Técnico de Seção – STATI
Instituto de Química – UNESP Campus de Araraquara

Margaret Alves Antunes
Bibliotecária – Grupo de Formação e Desenvolvimento de Coleção
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP

Maria Lígia Campos
Bibliotecária – Grupo de Formação e Desenvolvimento de Coleção
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP

Julia Hisae Tokuno Kirihata
Bibliotecária Chefe – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – UNESP

Vanda Maria Silveira dos Reis Fantin
Diretora Técnica - Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP - Campus de Marília

RESUMO: Priorizando a pesquisa científica como critério para estabelecimento de diretrizes
visando à formação e desenvolvimento de coleções de periódicos estrangeiros da Rede de
Bibliotecas da UNESP, foram realizados estudos em duas bibliotecas piloto: Faculdade de
Ciências Farmacêuticas de Araraquara e Instituto de Química de Araraquara. Pretendeu-se
estabelecer a coleção básica voltada ao que existe de mais significativo dentro do âmbito
acadêmico, ou seja, a pesquisa científica, visando à racionalização de recursos e o
compartilhamento de acervos. A partir de critérios pré-estabelecidos, foram coletados os
dados, tendo sido posteriormente transpostos para uma planilha, por título, com a somatória
de pontos correspondentes a cada um. Os títulos foram então, dentro de cada Unidade,
listados em ordem decrescente de pontuação para definir o núcleo básico, core collection,
contendo um elenco mínimo de periódicos que compõem as disciplinas curriculares dos
cursos, adequando-os às áreas de ensino e/ou linhas de pesquisas e, ao mesmo tempo, que
responda por um número maior de usuários no uso da coleção. Este estudo propõe um modelo
de análise para tomada de decisão no que tange a cancelamentos e/ou substituição de títulos
de baixo uso.

PALAVRAS-CHAVE: Avaliação de Periódicos; Política de Seleção; Gerência de Coleções.
2

�INTRODUÇÃO
Durante a realização do Workshop “Tendências e Perspectivas da Rede de Bibliotecas da
UNESP para o Próximo Milênio”, realizado em Marília – SP, em set./99, que, pretendeu ser o
início de uma ação conjunta da Coordenadoria Geral de Bibliotecas com a Rede de
Bibliotecas da UNESP, no intuito de viabilizar uma política de gestão participativa, visando
com que a Rede atinja objetivos e metas estabelecidos em plano estratégico de trabalho, as
lideranças da Rede de Bibliotecas da UNESP, definiram o estabelecimento formal de
aquisição, visando atualização e qualificação dos acervos, como uma das metas a serem
alcançadas no próximo ano.
Paralelamente a este objetivo, é necessário considerar que o sistema político-econômico
pelo qual o Brasil vem atravessando nas últimas décadas, vem afetando cada vez mais a
pesquisa científica brasileira. A desvalorização do Real frente ao US$, tem dificultado o
poder de aquisição de bens, principalmente para as Universidades que dependem totalmente
das verbas repassadas pelo Governo e de Instituições de Fomento à Pesquisa.
Conseqüentemente, as Bibliotecas Universitárias tem encontrado dificuldades em manter a
coleção de periódicos científicos atualizada. O aumento exagerado nos preços das assinaturas
dos periódicos primários, pelos editores comerciais, tem causado sérios problemas às
referidas bibliotecas, bem como aos pesquisadores que necessitam de literatura especializada
atualizada para desenvolverem a contento suas pesquisas.
Esse fenômeno tem sido reportado na literatura, como a “crise dos periódicos”. Os altos
preços que os editores vêm praticando, obrigaram as bibliotecas universitárias a reverem seus
orçamentos, e a proporem uma política de seleção e aquisição para manter o que há de melhor
aos seus usuários. (MUELLER, 1994).
Como conseqüência da política econômica e da escassez de recursos orçamentários, foram
realizados estudos de uso e avaliação de coleções de periódicos com base na literatura
científica, utilizando-se de metodologias apropriadas, com o fim de estabelecer um modelo de
análise para tomada de decisão quanto aos títulos de maior impacto nas bibliotecas, e propor
um núcleo básico que atenda um grupo maior de usuários.
Diferentes estudos de avaliação de periódicos são encontrados na literatura para determinar
parâmetros mensuráveis sobre a distribuição dos títulos de periódicos mais produtivos

3

em

�uma determinada área de interesse da Instituição, chamada de região ou zona nuclear, ou seja,
o núcleo básico da coleção de periódico.
Esses estudos desenvolveram padrões e modelos matemáticos para medir os aspectos
quantitativos da produção de artigos de periódicos científicos: Lei matemática de Bradford.
Vários modelos de análise foram baseados nessa lei, e outros, dela derivados (RAGHAVAN,
1983).
O modelo de Brookes (1981), propõe que “ é mais econômico comprar os artigos publicados
em periódicos considerados relevantes, do que fazer a assinatura desses títulos”.
No estudo de Raghavan (1983), os periódicos situados na região nuclear de interesse,
apresentam uma demanda maior de uso, e portanto, devem ser comprados.
Outros estudos mais recentes desenvolveram modelos de análises baseados em:
“custo-por-uso”, considerando na metodologia, periódicos de baixo uso, focando um critério
dual: custo-por-uso versus alto-custo-por-uso, para determinar o ponto de cancelamento de
títulos (SCHWARTZ, 1998).
O estudo de Ferguson (1993), sobre análise do custo-efetivo, descreve um método econômico
no qual as bibliotecas devem assinar os periódicos que estão dentro do escopo do assunto de
interesse da biblioteca. Para os periódicos que estão fora do escopo, os materiais deverão ser
comprados ou utilizar os serviços de empréstimos, somente para atender a demanda das
necessidades dos usuários. O autor sugere usar os Serviços de Acesso Bibliográficos
eletrônicos às tabelas de conteúdo dos periódicos.
Outros estudos foram realizados usando técnicas específicas

de análise de coleções de

periódicos para encontrar o núcleo da coleção, revisão das políticas de aquisição visando o
interesse dos usuários nas pesquisas por eles realizadas, e assegurar o crescimento racional e
equilibrado das coleções (OLIVEIRA, 1987); (PASQUARELLI, 1987 ).
Muitas abordagens analíticas diferentes têm sido reportadas para medir o comportamento da
literatura com ênfase para a produtividade dos periódicos. Esses estudos devem ser realizados
com certa freqüência, quantitativa e qualitativamente, para determinar a vida produtiva do
periódico sobre determinado assunto (COSTA, 1983); (OLIVEIRA, 1982); (QUEMEL,
1980). O avanço da ciência e o crescimento das pesquisas em determinadas áreas do
conhecimento,

ampliam a

linguagem científica dos pesquisadores criando novas

terminologias para representar os novos avanços.

Conseqüentemente, novos assuntos

começam a ser publicados em novos títulos de periódicos que por sua vez influenciam na
obsolescência de outros títulos de periódicos que passam a receber baixa freqüência de
4

�citações, devido ao desinteresse do meio científico pelos assuntos de seus artigos. Os estudos
que representam este fenômeno são os fatores de impacto e a vida média da publicação, que o
ISI Institute for Scientific Information publica no Journal of Citation Report.
Partindo dessas premissas, os estudos de avaliações e análises de coleções de periódicos
devem ser realizados periodicamente para determinar a meia vida do impacto que cada
publicação periódica recebe no decorrer de sua vida produtiva. Com base nessas análises,
propôs-se rever a política de seleção e aquisição de periódicos, tendo como critério de
avaliação, a pesquisa científica na universidade.
OBJETIVOS
Propor uma política de Formação e Desenvolvimento de Coleções para a Rede de Bibliotecas
da UNESP, frente aos novos paradigmas das tecnologias de publicações científicas e
disseminação da informação por meios eletrônicos, que vise um crescimento equilibrado do
acervo para atender a demanda das necessidades de ensino, pesquisa e extensão e identificar
as diretrizes que nortearão nas tomadas de decisão quanto a:
-

Garantir a disponibilidade local de um conjunto mínimo de títulos imprescindíveis que atenda,
prioritariamente, as atividades de ensino e pesquisa, de cada curso ministrado na
Universidade;
Definir critérios com mais clareza, consenso e maior anuência da comunidade, a fim de evitar
decisões unilaterais e quantitativas, que possam levar a cortes arbitrários e redução de acervos,
a níveis insatisfatórios;
Definir os títulos a serem renovados e aqueles passíveis de cancelamento e/ou substituição;
Identificar títulos novos para aquisição;
Verificar a necessidade de complementar falhas de coleções;
Analisar a adequação das coleções por áreas e/ou linhas de pesquisa;
Remanejar coleções entre as Bibliotecas da Rede;
Auxiliar na política de descarte de material obsoleto;
Obter subsídios para participar de programas de aquisição cooperativa e planificada;
Propiciar condições para participação em Consórcios de Periódicos Eletrônicos com
Instituições congêneres. (KIRIHATA et all., 1999)

METODOLOGIA
Etapa 1:
A Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) elaborou e enviou uma lista de periódicos
estrangeiros adquiridos por compra, para cada Unidade da UNESP, contendo: título, ISSN e
valor em dólar, pago em 1998.

5

�Cada Biblioteca foi orientada para encaminhar a respectiva lista aos Departamentos (DP),
Grupos de Pesquisa (GP) e Programas de Pós-Graduação (PPG) para atribuição de notas a
cada título, conforme classificação e pontuação de Perez &amp; Russo (1993), bem como, indicar
se o mesmo estava vinculado a projetos de pesquisa:
Imprescindível : 20 pontos
Importante

: 15 pontos

Recomendável : 10 pontos
Dispensável

:

0 ponto

A CGB coletou os seguintes dados:
Do Journal of Citation Report (JCR), do ISI – Institute of Scientific Information :
- Vida Média (VM) - período de tempo em que um artigo é citado na literatura.
- Fator Impacto (FI) - número de citações recebidas no ano 3 por artigos publicados nos anos
1 e 2 dividido por número de artigos publicados nos anos 1 e 2.
Do Ulrich’s International online:
- Indexação - quantidade de obras de referência em que o título é indexado.
Etapa 2:
A CGB recebeu das Unidades as listas de periódicos estrangeiros com a respectivas
pontuações dadas pelos DP, GP e PPQ.
Os dados foram então tabulados somando os valores atribuídos na pontuação pelos DP, GP e
PPQ. Ao valor total dado a cada título, foi atribuído “peso 2”, depois dividido pela quantidade
de Departamentos para achar a média.
Vinculação à pesquisa: a pontuação foi multiplicada pela quantidade de projetos de pesquisa a
que o título está vinculado, atribuindo para o total “peso 3” .
Fator Impacto e Vida Média: foi considerado o valor tirado do Journal Citation Report –
Sciences.
Indexação: a soma da quantidade de obras de referência em que o título está indexado, foi
transformada em um índice relativo “x ≤ 1” .
Os títulos de referência não foram considerados neste estudo.

6

�Etapa 3:
Sendo o objetivo deste trabalho a pesquisa científica como critério de seleção e aquisição, a
lista básica de cada Unidade, deverá ser encaminhada às respectivas Comissões de Bibliotecas
com a devida pontuação

para conhecimento e manifestação quanto aos títulos a serem

substituídos ou cancelados.
ANÁLISE DOS PERIÓDICOS DA FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
O curso de Farmácia Bioquímica é multidisciplinar com modalidades de Graduação em
Fármacos e Medicamentos, Análises Clínicas e Toxicológicas e Alimentos, tendo em seu
acervo títulos que compõem o escopo do assunto que representam as disciplinas do curso.
Para a análise, foi necessário agregar os 81 títulos de periódicos de assinatura corrente por
áreas de conhecimento de acordo com a classificação de Klaes, et all (1989), para representar
a lista básica de cada área, e identificar os periódicos de suporte (apoio) às pesquisas
desenvolvidas nessas áreas. Da análise dos títulos, surgiram oito (8) sub-áreas de
conhecimento formando um grupo de disciplinas que concentram as Ciências Farmacêuticas
como

seguem:

Farmacologia,

Microbiologia, Imunologia,

Medicina, Parasitologia,

Toxicologia, Cosmetologia e Alimentos.
O processo de avaliação norteia-se em estudos já realizados sobre elaboração de listas de
periódicos núcleos, tendo em vista que a lista núcleo de cada área irá atender as necessidades
de pesquisas de todos os usuários. Quando se quer estabelecer uma coleção de periódicos de
acordo com as necessidades dos pesquisadores, é necessário prover o acesso não somente às
áreas específicas dos periódicos núcleos, mas também aos periódicos de pesquisa básica. A
identificação dessas áreas contribui para que as pesquisas não fiquem prejudicadas nas áreas
onde as disciplinas que possuem um número pequeno de docentes, deixem de estar
representadas com periódicos em suas áreas, devido a baixa pontuação e demanda de uso
daqueles títulos de periódicos, uma vez que os mesmos atendem à pesquisa de pós graduação
em nível de Mestrado e Doutorado na Instituição.
Foram analisadas as listas recebidas dos Departamentos e os dados foram tabulados de acordo
com os critérios estabelecidos na metodologia.
A partir da lista de títulos em ordem decrescente de pontuação, aplicou-se a Lei de Bradford.
Dos 81 títulos analisados, foi encontrado o núcleo formado pelos 16 títulos mais pontuados.
Entretanto, este núcleo apresentou-se irrelevante para agregar títulos de todas as áreas
cobertas pela Ciências Farmacêuticas. A análise, colocou
7

quase todos os títulos de

�Microbiologia nas primeiras posições por ser uma área forte de pesquisa, e excluiu títulos de
outras áreas com boa pontuação. Assim, a distribuição analisada não se enquadra na Lei
Bradfordiana. Para que a distribuição bibliográfica comporte-se conforme a Lei de Bradford,
é necessário que a bibliografia refira-se a um campo de assunto bem definido, e deverá
abranger todos os títulos de periódicos relevantes a esse assunto em análise (BRADFORD,
1961); (LANCASTER, 1996); (RAVICHANDRA RAO, 1986), sendo necessário buscar na
literatura experiências de estudos já realizados para orientar e respaldar a análise da coleção
que ora se pretende avaliar.
CONSOLIDAÇÃO DA LISTA BÁSICA: CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS.
Para identificar a lista básica de cada área e consolidar o núcleo de periódicos, utilizou-se a
Lei dos 80/20

de Trueswell, (1969), ajustada para a área de Ciências Farmacêuticas,

conforme quadros 1 e 2. Essa Lei em análise a coleções de três Bibliotecas Norte Americanas,
reporta uma semelhança entre os dados coletados e tabulados em duas, das três Bibliotecas
analisadas, onde 20% da amostra do acervo analisado, atende a 80% da demanda dos
usuários.
CONSIDERAÇÕES
Um acervo analisado pela Lei de Bradford pode levar a tantos resultados diferentes quanto
aos assuntos ou pontos de vista adotados. Cada um pode identificar assuntos de maior ou
menor interesse, por ser um critério meramente quantitativo. Essa Lei leva a resultados que
são válidos somente para assuntos considerados e acervos específicos.
Pela análise, concluímos que a distribuição da bibliografia corrente por áreas permitiu
identificar:
∙ A Microbiologia como área forte de pesquisa. Os títulos foram bem devotados pelos
Departamentos e Grupos de pesquisa.
∙ A Imunologia também foi bem devotada pelos DP e GP.
∙ A Parasitologia e a Toxicologia são áreas com poucos Docentes e direcionadas para
a parte geral e aplicada.
∙ A Farmacologia é uma área onde a pesquisa está direcionada para a farmacologia
clínica, produtos naturais e para a pesquisa de desenvolvimento de fármacos.

8

�∙ A Medicina atende a demanda de pesquisa de três departamentos no que se refere a
métodos analíticos químicos e bioquímicos na área clínica e análises patológicas.
∙ A área de Alimentos e Nutrição atende a demanda de pesquisa de Graduação e
Pós-Graduação de um departamento com duas áreas de concentração: Ciências Nutricionais e
Ciência e Tecnologia de Alimentos.
∙ Todas as áreas descritas acima atendem a demanda de pesquisa de Pós Graduação em
nível de Mestrado e Doutorado.
∙ A Cosmetologia, também com poucos Docentes, não pode ser menosprezada por
seus títulos pertencerem à área periférica na análise, devido à baixa pontuação pelo Journal
Citation Report. É uma área de pesquisa de alta competitividade entre as grandes Indústrias
de cosméticos e perfumarias, por isso, não pode deixar de estar representada com títulos na
coleção de pesquisa básica.

Quadro – 1 PERIÓDICOS CANDIDATOS À AVALIAÇÃO

Infection and Immunity

402

European J. Clin. Nutrition

119

Journal Infectious Diseases

374

American Journal Epidemiology

119

Clinical Microbiology Reviews

350

Sangre

118

Journal Clinical Microbiology

331

Progress Medicinal Chemistry

118

Annual Review Microbiology

301

WHO Technical Report Series

100

Trends Microbiology

300

Parasitology

099

Int. J. Systematic Bacteriology

282

Journal Antibiotcs

Microbiology Mol. Biol. Reviews

271

Parasitology Today

Critical Reviews Immunology

249

Scand. J. Work Environ.Health

096

Critical Reviews Food Sci. Nutrition

219

Lipids

095

Clinical Chemistry

216

Parasitology Research

095

Journal Pharmaceutical Sciences

194

Journal Controlled Release

094

Journal Immunology

194

Hematol Oncol.Clinics North America

094

Journal Immunological Methods

189

Journal Analytical Toxicology

093

Drugs

164

Pharmacology Toxicology

091

Journal Food Science

163

Pharmaceutica Acta Helvetiae

090

Journal of Bacteriology

160

Drugs Today

089

Pharmaceutical Research

158

Pharmaceutical Journal

088

Journal Medicinal Chemistry

158

Journal Pharmacie Belgique

088

Trans. Royal Soc. Trop. Med. Hygiene

157

Hematology Cell Therapy

087

Journal Leukocyte Biology

157

Annales Pharmaceutiques Françaises

083

Archives Toxicology

157

Trens Pharmacol. Sciences

072

Plant Foods Human Nutrition

156

Molecular Pharmacology

068

Journal Med. Vet. Mycology

153

Synthesis

066

Neurotoxicology

153

Farmaco

065

9

098
098

�Journal Eukaryotic Microbiology

151

Food Additive Contaminants

064

Clinical Biochemistry

151

Journal Ethnopharmacology

062

Food Research International

150

Experimental Parasitology

060

Advances Food Nutr. Research

146

International J. Pharmaceutical Med.

060

Journal Pharmacy Pharmacology

134

Journal Autonomic Pharmacology

059

Journal Parasitology

131

Food Ingredients Anal.International

055

Laboratory Investigation

130

Pharmacological Reviews

053

Chemical Pharmaceutical Bulletin

130

Journal Biochemical Education

051

Scand. J. Clinical Laboratory Inv.

129

Progress Biophys. Mol. Biology

036

Toxicology Applied Pharmacology

129

J. Am. Pharmaceutical Association

027

Int. Arcives Occup. Environ. Health

128

Cosmetics Toiletries

025

J. Chem. Technology Biotechnology

127

Int. J. Cosmetic Science

025

Archives Patol.Laboratory Medicine

125

Soap Perfumery Cosmetics

023

Journal Natural Products

125

Soap Cosmetics Chem. Specialties

022

Drug Dev. Industrial Pharmacy

125

Drug Cosmetic Industry

021

Mycopathologia

124

Quadro – 2 PERIÓDICOS SELECIONADOS COMO IMPORTANTES PARA COMPOR
LISTA BÁSICA
Infection Immunity

Journal Leukocyte Biology

Journal infectious Diseases

Archives of Toxicology

Clinical Microbiology Reviews

Plant Foods Human Nutrition

Journal Clinical Microbiology

Journal Medical Veterinary Mycology

Annual Review Microbiology

Neurotoxicology

Trends Microbiology

Clinical Biochemistry

International Journal Systematic Bacteriology

Food Research International

Microbiology Molecular Biology Reviews

Advances Food Nutrition Research

Critical Reviews in Immunology

Journal Pharmacy Pharmacology

Critical Reviews Food Science Nutrition

Journal Parasitology

Clinical Chemistry

Chemical and Pharmaceutical Bulletin

Journal Pharmaceutical Sciences

Toxicology Applied Pharmacology

Journal of Immunology

Int. Arch. Occup. Environmental Health

Drugs

Journal Natural Products

Journal Food Science

Drug Development Industrial Pharmacy

Pharmaceutical Research

Parasitology

Journal Medicinal Chemistry

Cosmetics &amp; Toiletries

Trans. Royal Society Tropical Med. Hyg.

International Journal Cosmetic Science

ANÁLISE DOS PERIÓDICOS DO INSTITUTO DE QUÍMICA DE ARARAQUARA

10

�A área de Química é considerada como uma das áreas prioritárias em termos de políticas de
governo em Ciência e Tecnologia, porque a maioria das universidades nacionais oferece
cursos de pós-graduação nesta área, contribuindo assim para o progresso social e econômico
do país com os diversos projetos de pesquisas desenvolvidos pelos pesquisadores. Vale
ressaltar que esta área ultimamente foi beneficiada pelos Programas de Apoio à Pesquisa
através de auxílios destinados para a contínua atualização de assinaturas de periódicos
científicos.
O Instituto de Química de Araraquara da UNESP - IQAr oferece os cursos de pós-graduação
de Química (mestrado/doutorado) nas áreas de concentração de química analítica, química
inorgânica, química orgânica, físico química, e em biotecnologia. O quadro de docentes e
pesquisadores é

composto por 70 docentes diretamente

envolvidos com a pesquisa

distribuída em aproximadamente 51 linhas de pesquisa.
A coleção básica de periódicos é formada por 170 títulos,

dos quais 154 títulos são

estrangeiros. Atualmente, além da coleção impressa, os pesquisadores estão utilizando os
periódicos eletrônicos disponibilizados através do Programa de Biblioteca Eletrônica - ProBe

Quadro – 3 PONTUAÇÃO DOS PESQUISADORES

TÍTULOS

Pontuaçã
o

TÍTULOS

Pontuaçã
o

JOURNAL CHROMATOGRAPHY

320

SPECTROCHIMICA ACTA : PART A

145

SCIENCE

310

JOURNAL AOAC INTERNATIONAL

145

JOURNAL AMERICAN CHEMICAL SOCIETY

290

TRENDS ANALYTICAL CHEMISTRY

145

JOURNAL PHYSICAL CHEMISTRY

290

STRUCTURE BONDING

145

ANALYTICAL CHEMISTRY

280

JOURNAL ORGANIC CHEMISTRY

140

PHYTOCHEMISTRY

260

JOURNAL PHYSICS CHEMISTRY SOLIDS

140

NATURE

255

HETEROCYCLES

140

ANALYTICA CHIMICA ACTA

240

JOURNAL MATERIALS SCI.: MAT.
ELETRONICS

140

JOURNAL AMERICAN CERAMIC SOCIETY

235

ADVANCES CATALYSIS

140

JOURNAL MATERIALS SCIENCE

230

CHEMICAL SOCIETY REVIEWS

140

CHEMISTRY MATERIALS

220

SCIENTIFIC AMERICAN

140

MATERIALS LETTERS

215

JOURNAL ANALYTICAL CHEMISTRY - USSR

140

JOURNAL SOL GEL SCIENCE TECHNOLOGY

215

MICROCHEMICAL JOURNAL

140

11

�JOURNAL MATERIALS SCIENCE LETTERS

210

ANALYTICAL PROCEEDINGS

140

CHEMICAL REVIEWS

210

EDUCATION CHEMISTRY

140

PURE APPLIED CHEMISTRY

210

CANADIAN JOURNAL CHEMISTRY

135

FRESENIUS JOURNAL ANALYTICAL CHEMISTRY

210

ANALYTICAL LETTERS : CHEMICAL
ANALYSIS

135

ANALUSIS

210

JOURNAL MATERIALS SCI:MATERIALS
MEDICINE

135

JOURNAL ALLOYS COMPOUNDS

205

CRITICAL REVIEWS BIOCHEM. MOLEC.
BIOLOGY

130

EUROPEAN JOURNAL SOLID STATE
INORG.CHEM.

200

JOURNAL CHEMICAL PHYSICS

130

TALANTA

200

JOURNAL ORGANOMETALLIC CHEMISTRY

130

JOURNAL BIOLOGICAL CHEMISTRY

190

CRITICAL REVIEWS MICROBIOLOGY

130

BIOTECHNOLOGY BIOENGINEERING

190

COLLOID JOURNAL RUSSIAN ACADEMY
SCIENCES

130

TETRAHEDRON

190

BIOCHEMICAL BIOPHYSICAL RESEARCH
COMMUN.

130

ENZYME MICROBIAL TECHNOLOGY

185

JOURNAL CRYSTAL GROWTH

130

PLANTA MEDICA

180

BIOSENSORS BIOELECTRONICS

130

INORGANIC CHEMISTRY

180

JOURNAL MOLECULAR SPECTROSCOPY

130

JOURNAL ELECTROCHEMICAL SOCIETY

180

JOURNAL CHIMIE PHYS. PHYSIC.BIOLOG.

130

COORDINATION CHEMISTRY REVIEWS

175

ANALYST

130

CHROMATOGRAPHIA

175

CHEMTECH

130

THERMOCHIMICA ACTA

175

MIKROCHIMICA ACTA

130

FEMS. MICROBIOLOGY REVIEWS

170

JOURNAL CHEMOMETRICS

130

BIOTECHNOLOGY LETTERS

170

JOURNAL APPLIED CRYSTALLOGRAPHY

125

COLLOIDS SURFACES

170

POWDER TECHNOLOGY

125

JOURNAL COLLOID INTERFACE SCIENCES

170

JOURNAL CHEM.INFORMATION COMPUTER

125

JOURNAL CHEM.SOC.: PERKIN TRANSACTIONS I

170

ACCOUNTS CHEMICAL RESEARCH

125

INORGANICA CHIMICA ACTA

170

JOURNAL PHYSICAL CHEMICAL
REFERENCE DATA

125

JOURNAL CHEM.SOC.:CHEMICAL COMM.

170

BULLETIN CHEMICAL SOCIETY JAPAN

125

APPLIED PHYSICS LETTERS

165

ACTA CHEMICA SCANDINAVICA

125

APPLIED ENVIRONMENTAL MICROBIOLOGY

165

ORGANOMETALLICS

125

POLYHEDRON

165

JOURNAL COORDINATION CHEM. A &amp;B

125

BIOCHEMICAL JOURNAL

160

ELECTROANALYSIS

125

AMERICAN CERAMIC SOCIETY BULLETIN

160

CHIMICA INDUSTRIA

125

JOURNAL CHEMICAL EDUCATION

160

THEORETICAL CHEMISTRY ACCOUNTS

120

JOURNAL CHEM.SOC.: DALTON TRANSACTIONS

160

JOURNAL POLYMER SCIENCE: POL. CHEM.

120

JOURNAL CHEM.SOC.: FARADAY
TRANSACTIONS

160

JOURNAL SOLUTION CHEMISTRY

120

PROGRESS SOLID STATE CHEMISTRY

155

RUSSIAN JOURNAL COORDINATION CHEM.

JOURNAL ELECTROANALYTICAL CHEMISTRY

155

120

JOURNAL FERMENTATION BIOENG.

120

ELECTROCHIMICA ACTA

155

JOURNAL MOL. CATALYSIS A : CHEMICAL

120

SPECTROCHIMICA ACTA : PART B

155

ACTA MATERIALIA

120

12

�NATURAL PRODUCT REPORTS

155

ANGEWANDTE CHEMIE:INTERNATIONAL

120

JOURNAL APPLIED ELECTROCHEMISTRY

155

RUSSIAN JOURNAL PHYSICAL CHEMISTRY

120

JOURNAL THERMAL ANALYSIS

155

AUSTRALIAN JOURNAL CHEMISTRY

115

LANGMUIR

155

JOURNAL AMERICAN OIL CHEMIST'S SOC.

115

JOURNAL LIQUID CHROMATOGRAPHY

155

COMPUTERS CHEMISTRY

115

PHYSICAL REVIEW: PART B

150

RARE EARTH BULLETIN

115

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA. Serie A,B,C,D

150

INSTRUMENTATION SCIENCE
TECHNOLOGY

110

BIOCHEMISTRY

150

TRANSITION METAL CHEMISTRY

110

TETRAHEDRON LETTERS

150

COMPTES RENDUS ACADEMIE SCIENC. PTE
2

105

EUROPEAN JOURNAL INORGANIC CHEMISTRY

150

REVISTA SOCIEDAD QUIMICA MEXICO

105

REVISTA LATINOAMERICANA QUIMICA

150

TEACHING TEACHER EDUCATION

100

HELVETICA CHIMICA ACTA

150

FARADAY DISCUSSIONS

95

JOURNAL CHEM.SOC.:PERKIN TRANSACTIONS II

150

INDIANA UNIVERSITY MATHEMATICS J.

60

CHEMISTRY BRITAIN

150

TETRAHEDRON ASYMMETRY

10

JOURNAL CHEMICAL RESEARCH. PARTS S &amp; M

150

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA. Ver A,B,C,D

-

EUROPEAN JOURNAL ORGANIC CHEMISTRY

150

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA. Ver A,B,C,D

-

JOURNAL LUMINESCENCE

145

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA. Ver A,B,C,D

-

O Quadro – 3 mostra a pontuação dos títulos (assinaturas correntes) em ordem decrescente
feita através de consulta aos docentes. Observou-se que predominaram os títulos que estavam
vinculados ao maior número de projetos de pesquisa e de linhas de pesquisas.

Quadro – 4 PONTUAÇÃO UTILIZANDO A METODOLOGIA ESTABELECIDA

TÍTULOS

Pontuaçã
o

TÍTULOS

Pontuaçã
o

JOURNAL CHROMATOGRAPHY

650

CHEMISTRY BRITAIN

137

SCIENCE

641

JOURNAL CHEMICAL RESEARCH. PARTS S &amp; M

137

JOURNAL AMERICAN CHEMICAL SOCIETY

566

HETEROCYCLES

135

JOURNAL PHYSICAL CHEMISTRY

554

JOURNAL AOAC INTERNATIONAL

134

ANALYTICAL CHEMISTRY

533

EUROPEAN JOURNAL ORGANIC CHEMISTRY

130

PHYTOCHEMISTRY

497

TRENDS ANALYTICAL CHEMISTRY

128

NATURE

493

STRUCTURE BONDING

128

JOURNAL AMERICAN CERAMIC SOCIETY

435

JOURNAL MATERIALS SCI.: MAT. ELETRONICS

127

ANALYTICA CHIMICA ACTA

409

ADVANCES CATALYSIS

121

JOURNAL MATERIALS SCIENCE

406

CRITICAL REVIEWS BIOCHEM. MOLEC. BIOL.

116

CHEMISTRY MATERIALS

374

CHEMICAL SOCIETY REVIEWS

112

MATERIALS LETTERS

370

JOURNAL CHEMICAL PHYSICS

110

13

�JOURNAL SOL GEL SCIENCE TECHNOLOGY

343

CANADIAN JOURNAL CHEMISTRY

110

JOURNAL MATERIALS SCIENCE LETTERS

337

SCIENTIFIC AMERICAN

110

CHEMICAL REVIEWS

335

JOURNAL ANALYTICAL CHEMISTRY - USSR

109

PURE APPLIED CHEMISTRY

321

JOURNAL ORGANOMETALLIC CHEMISTRY

108

FRESENIUS JOURNAL ANALYTICAL CHEMISTRY

317

CRITICAL REVIEWS MICROBIOLOGY

107

ANALUSIS

316

COLLOID JOURNAL RUSSIAN ACAD. SCIENCES

107

JOURNAL ALLOYS COMPOUNDS

313

MICROCHEMICAL JOURNAL

107

EUROPEAN J. SOLID STATE INORG.CHEM.

313

BIOCHEMICAL BIOPHYSI. RESEARCH
COMMUN.

106

TALANTA

308

ANALYTICAL LETTERS : CHEMICAL ANALYSIS

105

JOURNAL BIOLOGICAL CHEMISTRY

290

JOURNAL APPLIED CRYSTALLOGRAPHY

105

BIOTECHNOLOGY BIOENGINEERING

286

POWDER TECHNOLOGY

105

TETRAHEDRON

286

JOURNAL CRYSTAL GROWTH

105

PLANTA MEDICA

257

BIOSENSORS BIOELECTRONICS

103

ENZYME MICROBIAL TECHNOLOGY

256

ANALYTICAL PROCEEDINGS

103

APPLIED PHYSICS LETTERS

250

JOURNAL CHEM.INFORMAT.COMPUTER SCI.

102

INORGANIC CHEMISTRY

231

EDUCATION CHEMISTRY

100

JOURNAL ELECTROCHEMICAL SOCIETY

231

JOURNAL MATERIALS SCI:MAT. MEDICINE

98

COORDINATION CHEMISTRY REVIEWS

230

ACCOUNTS CHEMICAL RESEARCH

91

CHROMATOGRAPHIA

226

COMPTES RENDUS ACADEMIE SCIENCE. PTE 2

88

THERMOCHIMICA ACTA

226

JOURNAL MOLECULAR SPECTROSCOPY

81

APPLIED ENVIRONMENTAL MICROBIOLOGY

226

JOURNAL PHYSICAL CHEM. REFERENCE DATA

81

FEMS. MICROBIOLOGY REVIEWS

224

JOURNAL CHIMIE PHYS. PHYSIC.BIOLOG.

81

BIOTECHNOLOGY LETTERS

224

BULLETIN CHEMICAL SOCIETY JAPAN

80

PHYSICAL REVIEW: PART B

219

ACTA CHEMICA SCANDINAVICA

80

COLLOIDS SURFACES

217

THEORETICAL CHEMISTRY ACCOUNTS

79

JOURNAL COLLOID INTERFACE SCIENCES

202

ANALYST

79

JOURNAL CHEM.SOC.: PERKIN TRANSACTIONS I

200

CHEMTECH

78

PROGRESS SOLID STATE CHEMISTRY

199

JOURNAL POLYMER SCIENCE: POLYMER
CHEM.

78

INORGANICA CHIMICA ACTA

199

JOURNAL SOLUTION CHEMISTRY

78

BIOCHEMICAL JOURNAL

198

MIKROCHIMICA ACTA

77

AMERICAN CERAMIC SOCIETY BULLETIN

197

ORGANOMETALLICS

77

POLYHEDRON

195

JOURNAL CHEMOMETRICS

77

JOURNAL CHEM.SOC.:CHEMICAL COMM.

190

AUSTRALIAN JOURNAL CHEMISTRY

76

JOURNAL CHEMICAL EDUCATION

171

RUSSIAN JOURNAL COORDINATION
CHEMISTRY

76

JOURNAL CHEM.SOC.: DALTON TRANSACTIONS

170

JOURNAL COORDINATION CHEM. SEC.A&amp;B

76

JOURNAL ELECTROANALYTICAL CHEMISTRY

169

JOURNAL AMERICAN OIL CHEMIST'S SOCIETY

75

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA.

169

ELECTROANALYSIS

74

BIOCHEMISTRY

168

JOURNAL FERMENTATION BIOENGINEERING

74

ELECTROCHIMICA ACTA

168

COMPUTERS CHEMISTRY

73

SPECTROCHIMICA ACTA : PART B

167

FARADAY DISCUSSIONS

70

NATURAL PRODUCT REPORTS

167

JOURNAL MOL. CATALYSIS A : CHEMICAL

70

JOURNAL APPLIED ELECTROCHEMISTRY

167

CHIMICA INDUSTRIA

69

JOURNAL CHEM.SOC.: FARADAY
TRANSACTIONS

166

ACTA MATERIALIA

68

TETRAHEDRON LETTERS

166

ANGEWANDTE CHEMIE:INTERNATIONAL

67

JOURNAL THERMAL ANALYSIS

165

RUSSIAN JOURNAL PHYSICAL CHEMISTRY

67

LANGMUIR

165

RARE EARTH BULLETIN

65

JOURNAL LUMINESCENCE

162

INSTRUMENTATION SCIENCE TECHNOLOGY

64

JOURNAL LIQUID CHROMATOGRAPHY

159

TRANSITION METAL CHEMISTRY

45

EUROPEAN JOURNAL INORGANIC CHEMISTRY

157

TETRAHEDRON ASYMMETRY

36

REVISTA LATINOAMERICANA QUIMICA

157

REVISTA SOCIEDAD QUIMICA MEXICO

35

HELVETICA CHIMICA ACTA

143

TEACHING TEACHER EDUCATION

34

14

�JOURNAL CHEM.SOC.:PERKIN TRANSACTIONS II

140

INDIANA UNIVERSITY MATHEMATICS
JOURNAL

30

SPECTROCHIMICA ACTA : PART A

139

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA. Ver A,B,C,D

-

JOURNAL ORGANIC CHEMISTRY

139

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA. Ver A,B,C,D

-

JOURNAL PHYSICS CHEMISTRY SOLIDS

138

ACTA CRYSTALLOGRAPHICA. Ver A,B,C,D

-

No Quadro – 4 é apresentada a pontuação obtida através da metodologia estabelecida. e pode
ser analisado sob vários pontos de vista. Em primeiro lugar, optou-se pela análise da
correlação da pontuação dos pesquisadores com a pontuação da metodologia estabelecida.
Neste caso observou-se que a pontuação feita pelos pesquisadores está de acordo com a
pontuação da metodologia, com o índice de correlação

r = 0,98. Este resultado mostra que

esta metodologia pode contribuir como um instrumento adequado para se estabelecer os
critérios de desenvolvimento da coleção básica de periódicos.

Quadro – 5 NÚCLEO DE PERIÓDICOS OBTIDO PELA DA LEI DE BRADFORD E COM FI

TÍTULOS

Pont

FI

TÍTULOS

.

Pont

FI

.

JOURNAL CHROMATOGRAPHY

650

2,697

SCIENCE

641

24,676

JOURNAL AMERICAN CHEMICAL SOCIETY

566

JOURNAL PHYSICAL CHEMISTRY
ANALYTICAL CHEMISTRY

EUROPEAN JOUR SOLID STATE INORG.CHEM.

313

0,841

TALANTA

308

1,149

5,650

JOURNAL BIOLOGICAL CHEMISTRY

290

6,963

554

3,392

BIOTECHNOLOGY BIOENGINEERING

286

1,979

533

4,743

TETRAHEDRON

286

2,327

PHYTOCHEMISTRY

497

1,165

PLANTA MEDICA

257

1,430

NATURE

493

27,368

ENZYME MICROBIAL TECHNOLOGY

256

1,223

JOURNAL AMERICAN CERAMIC SOCIETY

435

1,457

APPLIED PHYSICS LETTERS

250

3,033

ANALYTICA CHIMICA ACTA

409

1,778

INORGANIC CHEMISTRY

231

2,736

JOURNAL MATERIALS SCIENCE

406

0,669

JOURNAL ELECTROCHEMICAL SOCIETY

231

1,994

CHEMISTRY MATERIALS

374

3,273

COORDINATION CHEMISTRY REVIEWS

230

2,904

MATERIALS LETTERS

370

0,629

CHROMATOGRAPHIA

226

2,079

JOURNAL SOL GEL SCIENCE TECHNOLOGY

343

1,526

THERMOCHIMICA ACTA

226

0,717

JOURNAL MATERIALS SCIENCE LETTERS

337

0,629

APPLIED ENVIRONMENTAL MICROBIOLOGY

226

3,336

CHEMICAL REVIEWS

335

18,286

FEMS. MICROBIOLOGY REVIEWS

224

3,165

PURE APPLIED CHEMISTRY

321

1,971

BIOTECHNOLOGY LETTERS

224

0,848

FRESENIUS JOURNAL ANALYTICAL CHEM.

317

1,398

PHYSICAL REVIEW: PART B

219

2,880

ANALUSIS

316

0,439

COLLOIDS SURFACES

217

1

JOURNAL ALLOYS COMPOUNDS

313

1,035

JOURNAL COLLOID INTERFACE SCIENCES

202

1,646

Quanto à análise para determinar o núcleo de títulos foi utilizada a aplicação de técnicas
quantitativas da lei da dispersão: Lei de Bradford. A listagem foi dividida em quatro zonas
para adequar o modelo proposto nesta lei. Através desta análise foi identificado um núcleo
com 38 títulos, ou seja, 28% dos 154 títulos analisados. De acordo com a literatura o núcleo
15

�geralmente abrange cerca de 20% a 25% da coleção em estudo. O Quadro 5 mostra, em
ordem decrescente de pontuação, o núcleo encontrado nesta análise, com os respectivos FI
dos periódicos.
Para a análise qualitativa foram verificados: fator de impacto (FI), indexação (IND) e vida
média (VM) dos periódicos em estudo. Observou-se que os valores de fator de impacto não
estão diretamente relacionados com os resultados da análise feita através da metodologia
proposta. Porém, na aplicação do FI deve ser considerado que o número de periódicos por
área do conhecimento se diferencia muito de área para área. Na área de Química, os
periódicos de revisão (review journals) e os periódicos que publicam comunicações tendem a
ter FI mais altos do que os que publicam artigos científicos completos. Por outro lado, a
aplicação do FI é importante porque os periódicos científicos vem sendo cada vez mais,
divulgados como um produto de mercado, do que um meio eficiente de comunicação entre os
pesquisadores e de documentação para atender os propósitos científicos para um
desenvolvimento sustentado do país. A competição por melhores preços das assinaturas de
revistas poderá vir a influenciar a qualidade da ciência porque o mercado editorial de
publicações científicas é altamente rentável.
CONSIDERAÇÕES FINAIS :
As avaliações feitas para o desenvolvimento de coleções podem se beneficiar muito com a
aplicação desses parâmetros da cienciometria, mas a comunidade acadêmica diretamente
interessada deve em primeiro lugar expressar sua opinião seja em ordem de prioridade e/ou
quantidade. Para alguns autores a opinião dos usuários é a melhor, ou a mais adequada. Os
demais critérios poderiam ser usados como meios auxiliares nas tomadas de decisões.
As avaliações da coleção devem ser revistas e atualizadas periodicamente e estarem em
sintonia temática perfeita com as linhas e os projetos de pesquisas desenvolvidos pela
comunidade.
Antes de qualquer avaliação é recomendável buscar na literatura as experiências semelhantes
para subsidiar a argumentação e respaldar as tomadas de decisões.
Nesta análise foi utilizada apenas uma metodologia com critérios pré estabelecidos, porém
outras poderão ser utilizadas e comparadas para um resultado plenamente satisfatório.
Este estudo inicial das coleções de duas Unidades da UNESP, evidenciou a necessidade de se
realizar análises periódicas dos títulos adquiridos por compra, a fim de permitir uma aquisição
planificada, possibilitando uso intensivo e otimizando a relação custo/benefício.
16

�Através de estudos continuados e utilizando instrumentos para a tomada de decisões, as
Bibliotecas poderão selecionar criteriosamente a lista básica, evitando duplicações
desnecessárias, racionalizando a coleção de periódicos, elaborando políticas de substituição e
descarte de títulos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Apresentação de artigos
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Trad. de A. F. C. da Costa. Rio de Janeiro: CNEN/CIN, 1981. 11p.

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1987, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: UFRGS/MEC, 1987. p. 27-36.

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compra na UFRJ: proposta. Rio de Janeiro: SIBI, 1993. 6p.

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18

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A importância da pesquisa científica como critério para avaliação de periódicos em bibliotecas universitárias. </text>
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                <text>Coito, Maria Irani et al.</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Priorizando a pesquisa científica como critério para estabelecimento de diretrizes visando à formação e desenvolvimento de coleções de periódicos estrangeiros da Rede de Bibliotecas da UNESP, foram realizados estudos em duas bibliotecas piloto: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara e Instituto de Química de Araraquara. Pretendeu-se estabelecer a coleção básica voltada ao que existe de mais significativo dentro do âmbito acadêmico, ou seja, a pesquisa científica, visando à racionalização de recursos e o compartilhamento de acervos. A partir de critérios pré-estabelecidos, foram coletados os dados, tendo sido posteriormente transpostos para uma planilha, por título, com a somatória de pontos correspondentes a cada um. Os títulos foram então, dentro de cada Unidade, listados em ordem decrescente de pontuação para definir o núcleo básico, core collection, contendo um elenco mínimo de periódicos que compõem as disciplinas curriculares dos cursos, adequando-os às áreas de ensino e/ou linhas de pesquisas e, ao mesmo tempo, que responda por um número maior de usuários no uso da coleção. Este estudo propõe um modelo de análise para tomada de decisão no que tange a cancelamentos e/ou substituição de títulos de baixo uso.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/61/6423/SNBU2000_041.pdf</src>
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                    <text>A CRIAÇÃO DE UM PROTÓTIPO HIPERTEXTUAL PARA INSTRUÇÃO DO
CCAA2

Gercina Ângela Borém Lima1
Isabel Cristina Nogueira2
Descreve, a partir de um projeto de pesquisa institucional, a
metodologia utilizada para elaboração da versão hipertextual do
CCAA2 e sua importância como ferramenta de ensino na área de
tratamento da informação.

1 INTRODUÇÃO
Este projeto surgiu da necessidade de implementar novas tecnologias ao ensino
em Tratamento da Informação, especificamente na área de catalogação. A tecnologia
computacional foi introduzida na catalogação desde meados de 1960, com o
desenvolvimento do formato MARC, causando um grande impacto na sua prática. Este
impacto, absorvido gradualmente pelos profissionais da área, vai além do processo e das
regras de catalogação; trouxe novas responsabilidades não somente na área de
tratamento da informação, mas também no desenvolvimento de sistemas e recursos
administrativos. Com isto, as escolas de biblioteconomia passaram a ter também a
missão de estar à frente no ensino e aplicação dessas novas tecnologias, inovando e
preparando os alunos para uma nova realidade e mercado de trabalho. O projeto A
criação de um protótipo hipertextual do CCAA2, desenvolvido na Escola de
Biblioteconomia da UFMG com o apoio da FAPEMIG, teve o intuito de estudar o
1

Professora Assistente da Escola de Biblioteconomia da UFMG; Mestre em Library and Information
Science pela Clark Atlanta University, EUA, Bacharel em Biblioteconomia pela UFMG, coordenadora do
projeto de pesquisa A Criação de um protótipo hipertextual para instrução do CCAA2. Esse projeto, tem
o apoio financeiro da FAPEMIG. E-mail: glima@eb.ufmg.br
2
Bolsista de Iniciação Científica e Aluna da Escola de Biblioteconomia/UFMG. E-mail:
bebel@grad.eb.ufmg.br
1

�hipertexto como ferramenta de apoio no ensino da catalogação, escolhendo como objeto
de estudo o Código de Catalogação Anglo-Americano - CCAA2.
Textos na linguagem escrita convencional, como por exemplo artigos,
monografias, livros etc., são de natureza essencialmente linear, ou seja, são elaborados
para uma leitura sequencial, do início ao fim, nessa ordem. A seleção e localização de
informações randômicas no corpo desse tipo de texto é deficiente, pois está presa à
leitura e compreensão de unidades estruturais gerais, como por exemplo, sumários (no
início do documento) ou índices remissivos (ao final do documento). Fica, ainda,
limitada à leitura dinâmica de unidades de informação menores como seções, parágrafos
ou frases. Consequentemente, o acesso à informação pontual fica condicionada à
habilidade do autor de sintetizar, em uma pequena frase ou grupo de palavras, o
conteúdo de capítulos e seções do todo (artigos, livros, monografias etc.). Há também o
problema em que muitas vezes, estes conjuntos de informação não representam ou
sugerem todo o contexto do documento. Esse processo fica, condicionado à existência e
qualidade dos índices remissivos, muitas vezes restritos a nomes, obras citadas ou
assunto, muitas vezes, sem referências cruzadas. Novamente, o acesso à informação
torna-se dependente da consistência, habilidade e ponto de vista de uma pessoa (autor
ou editor) ou pequeno grupo de pessoas (autores ou equipe editorial). Finalmente, a
recuperação de informações pode tornar-se um arriscado, ineficiente e aleatório jogo de
esconde-esconde, onde os olhos do leitor percorrem velozmente os parágrafos à procura
de uma pequena palavra (um nome, um fato, uma data, uma ação etc.) que, com o
cansaço natural da leitura dinâmica, tende a ficar cada vez menos perceptível.
A catalogação é o processo técnico de decisão multidimensional em que se
prepara uma unidade documentária para ser disponibilizada ao público através de um

2

�catálogo. Para fazer uma descrição catalográfica correta, o catalogador tem que
considerar as várias características do material dentro das regras de catalogação, já que
esta é uma atividade baseada na aplicação e regularidade de normas. Isso consome
bastante tempo e requer um conhecimento especializado, porque a catalogação envolve
também a tomada de decisões intelectuais por parte do catalogador.
O catalogador experiente simplifica este processo de decisão multidimensional,
filtrando as regras que se aplicam ao material que está sendo catalogado ou, quando
recorre à sua experiência, nem mesmo as consulta. Porém, para o estudante que não
conta com uma bagagem cultural e profissional significativa no campo da catalogação,
todas as opções de escolha de regras devem ser consideradas, mesmo que seja para
excluí-las mais tarde durante o processo de descrição física do material. Durante o
processo de aprendizagem da catalogação os alunos recebem muitas informações
simultaneamente. Tradicionalmente, estuda-se primeiro cada regra separadamente.
Depois, estuda-se um exemplo ilustrativo (ou o exemplo dado no CCAA2) e finalmente,
passa-se aos exercícios de casos semelhantes. Uma dificuldade comum, entretanto, é
quando os alunos deparam-se primeiro com os exemplos e depois têm que descobrir em
quais regras eles melhor se encaixam.
Os hipertextos são documentos eletrônicos divididos em fragmentos de textos,
ligados entre si ou com outros documentos, permitindo uma leitura multidirecional que
se aproxima da flexibilidade do raciocínio humano. Segundo MARQUES (1995), os
sistemas de hipertexto consistem em uma abordagem de estruturação e manipulação de
textos, caracterizada pela não linearidade de sua apresentação. Entretanto, a divisão
natural das publicações na linguagem tradicional em capítulos, seções e parágrafos
ainda permanece como ponto de partida para a estruturação das partes do hipertexto.

3

�As características multidimensionais do hipertexto tornam esta linguagem muito
apropriada para lidar com a multidimensionalidade do processo de catalogação. O
hipertexto permite uma flexibilidade de movimento de um ponto a outro no mesmo
documento, ou de um ponto a outro em diferentes documentos. Seu modelo
informacional em rede, é estruturado por conjuntos de nodos3 e elos4 entre esses nodos.
Os hipertextos constituem uma nova abordagem para a exploração de documentos
caracterizados pela não linearidade, oferecendo a oportunidade de explorar o caráter
multidimensional das decisões catalográficas, auxiliando os alunos na aprendizagem do
vasto conteúdo dessa área
Embora não tenhamos notícia de experiências semelhantes no Brasil, há relatos
de hipertextualização de sistemas de catalogação desde o início da década de 1990.
Comentando sobre a utilização de sistemas de hipertexto como ferramenta de ensino,
CANALS (1990) afirma que“. . . o que me parece indispensável para os
documentalistas é tomarmos consciência de que estamos em um momento privilegiado
de mudança e que é necessário comprometer-se ativamente na experimentação destes
novos sistemas, aplicando-os aos problemas específicos da documentação.” A
professora Judith A. TESSIER (1992) da Division of Library and Information Science
da San Jose State University, Califórnia, desenvolveu um sistema de hipertexto
utilizando o programa HiperCard da Apple como ferramenta de ensino, mostrando que
abordar a catalogação na linguagem de hipertexto“. . . liberou o designer para
implementar novas estruturas alternativas para o conjunto de informações e para
experimentar outras maneiras de apresentá-lo.” Os resultados positivos da experiência
3

Os nodos ou nós são unidades de informação em um hiperdocumento que podem conter um ou mais
tipos de dados: texto, figuras, fotos, sons, sequências animadas, código de programação e outros. É
conectada por ligações em uma variedade de estruturas possíveis.
4
Os elos ou links são elementos que estabelecem ligações entre nodos, não necessariamente de forma
linear ou hierárquica.
4

�de Tessier e a necessidade de renovação e mudanças no ensino da catalogação no Brasil
motivaram o desenvolvimento desse projeto.
A opção pela utilização do programa Microsoft FrontPage, que é um editor da
linguagem HTML, foi baseada nas suas características de interface amigável e
aplicabilidade na estruturação do protótipo e seu manual de utilização.
O AACR2-Anglo-American Cataloguing Rules (1978), cujas regras de
catalogação descritiva basearam-se na ISBD (International Standard Bibliographic
Description), tem como objetivo facilitar o intercâmbio internacional da informação
bibliográfica, através da forma escrita convencional, ou legível por máquina. Para isto,
fixa normas relativas à descrição das publicações, atribuindo uma ordem aos elementos
descritivos, prescrevendo, ainda, um sistema de pontuação da descrição. Sua edição
revisada foi publicada em 1988, tendo várias alterações aprovadas pelo Joint Steering
Committe for Revision of AACR2.
Traduzido para o português como CCAA2 (Código de Catalogação
Anglo-Americano, 1983-1985), esse código é dividido em duas partes. A primeira é
formada pelos Capítulos 1 à 13. O Capítulo 1 contém regras gerais aplicáveis a todas as
formas de materiais. Os capítulos subsequentes Capítulos 2 à 13, aplicam-se a tipos
particulares de materiais, como monografias, materiais cartográficos, obras manuscritas,
música impressa, gravações sonoras, filmes e vídeos, materiais gráficos, arquivos
legíveis por computador, artefatos tridimensionais, microformas, periódicos e às
analíticas (análise de partes de um item). A segunda parte do CCAA2 consiste em regras
para a determinação da entrada principal e das entradas secundárias (cap. 21), forma dos
cabeçalhos e títulos uniformes (cap. 22-25) e forma das remissivas (cap.26).

5

�2 O PROTÓTIPO
Este projeto teve como objetivo principal criar um protótipo hipertextual do
CCAA2 e testar sua aplicação no ensino da catalogação na disciplina Tratamento da
Informação. Especificamente, visa desenvolver instruções de escolha de pontos de
acesso (entradas principais e secundárias), criar estruturas hipertextuais apropriadas para
auxiliar a aplicação de regras do Capítulo 21 do CCAA2, explorar as possibilidades do
hipertexto como ferramenta auxiliar no processo de catalogação e seu ensino e,
finalmente, estudar a possível conversão de todo o CCAA2 para o formato hipertexto.

2.1 A VERSÃO HIPERTEXTUAL DO CCAA 2
Escolheu-se, inicialmente, o Capítulo 21 - Pontos de Acesso como objeto de
estudo desse projeto porque, além de ser considerado um dos capítulos mais complexo
do CCAA2 é, ainda assim, passível de decomposição. No entanto, no desenrolar do
projeto, notou-se que seria importante incluir dois outros capítulos do Código: o
Capítulo 1 - Regras gerais para descrição e Capítulo 2 – Livros, folhetos e folhas soltas
impressas. Além de explorar mais as características multidimensionais do hipertexto,
isso facilitaria uma compreensão mais geral do processo de catalogação pelos alunos de
Tratamento da Informação.
No processo de criação da versão hipertextual do CCAA2, alguns parâmetros
foram observados para facilitar sua aplicação:
● disponibilização do conteúdo informacional de modo que os usuários possam
rapidamente entender os comandos básicos e opções de navegação;
● criação de um sistema de navegação amplo e eficiente, garantindo que o
usuário não se perca dentro do hipertexto;

6

�● o uso de links que representem claramente os conteúdos aos quais fazem
referência, evitando que o usuário perca tempo, acessando uma informação
que não lhe é relevante.

A versão hipertextual do CCAA2 está estruturada em quatro níveis hierárquicos
(FIG. 1).
FIGURA 1- Estrutura hierárquica da versão hipertextual do CCAA 2

Esta estrutura contém uma página principal (home page), localizada no primeiro
nível hierárquico. O segundo nível hierárquico formado por 5 páginas é composto da
apresentação do projeto, informações gerais sobre o CCAA2, informações mais
detalhadas sobre as Parte I e II do Código e Glossário de termos técnicos de bibliografia
e de catalogação usados no CCAA2. No terceiro nível hierárquico, composto por 3
páginas encontram-se os sumários dos Capítulos 1, 2 e 21. Finalmente, no quarto nível
hierárquico encontra-se as regras dos capítulos citados. A estrutura hierárquica da
versão hipertextual do CCAA2 é formada por 40 arquivos diferentes, que se relacionam
através de links.
As 39 regras do Capítulo 21 foram divididas em cinco grupos, de acordo com o
sumário da versão impressa do CCAA2:
● Regras Iniciais (Regras.21.0 a 21.7);

7

�● Responsabilidade Mista (Regras 21.8 a 21.27);
● Obras Relacionadas (Regra 21.28);
● Entradas Secundárias (Regras 21.29 e 21.30);
● Regras Especiais (21.21 a 21.39).
Para manter a estrutura utilizada na versão impressa do CCAA2, foram criadas páginas
individuais para cada regra dos Capítulos 1, por exemplo; para a Regra 1.0, criou-se
uma página que contém suas subdivisões (FIG.2).

FIGURA 2 - Regra 1.0 do Capítulo 1

Em relação ao conteúdo das regras, não existe diferenças entre a versão
hipertextual e a impressa, mas apenas mudança de suporte físico. A manutenção do
conteúdo e a forma de apresentação das regras evita que os alunos se confundam, ao
utilizar ou comparar as duas versões.
Um problema em relação ao ensino do CCAA2 na edição brasileira é que os
exemplos de utilização das regras não foram traduzidas do inglês para o português. Esta
discrepância gera dificuldades de compreensão quando da aplicação das regras nos
materiais que fazem parte do dia-a-dia do estudante e do bibliotecário no Brasil. Na

8

�tentativa de reverter essa situação, foram criados exemplos em português para as regras
do Capítulo 21.

9

�2.2 LAYOUT E NAVEGAÇÃO
No que se refere ao layout de hipertextos, é muito importante que sejam
visualmente sistemáticos. O excesso de imagens, cores, estilos de fontes e estilos
gráficos devem ser evitados. Por exemplo, um hipertexto onde as cores do texto se
confundem com as cores de fundo, coloca óbvios obstáculos à leitura. Mal escolhidos, o
tamanho e estilo das fontes podem desviar a atenção do leitor. O ideal é manter a
consistência do layout através da padronização dos estilos e do uso do bom senso na
escolha das cores, fontes e fundos adequados. Assim, para a versão hipertextual do
CCAA2, optou-se pelo o uso de cores claras para o fundo, fontes de cores escuras para o
texto e, padronização dos marcadores utilizados na navegação.
Um problema comum na construção de hipertextos é a “navegação”, metáfora
utilizada para descrever a movimentação dos usuários em hiperdocumentos. Os usuários
precisam movimentar-se de um lugar para outro sem se perder, no emaranhado de
informação. É importante fornecer uma forma sistemática de movimentação no
hipertexto para evitar a desorientação do usuário, o que pode ser obtido através da
inclusão de barras de navegação ou vínculos repetidos em cada página do
hiperdocumento.
A versão hipertextual do CCAA2 conta com um sistema de navegação bem
estruturado. A página principal funciona como um sumário, dando uma visão geral do
conteúdo disponível a partir dela, permitindo que o usuário comece a explorar as
páginas seguintes (FIG.3).

10

�FIGURA 3 - Página inicial da versão hipertextual do CCAA 2 (home page)

Na elaboração do sistema de navegação da versão hipertextual houve uma
preocupação em permitir que o usuário navegue tanto no sentido horizontal (entre as
páginas de um determinado nível hierárquico) quanto vertical (entre as páginas dos
quatro níveis hierárquicos). Além disso, a estrutura criada permite que ele volte à página
inicial a partir de qualquer página do hiperdocumento.
Quando o usuário estiver navegando por uma das páginas do segundo nível
hierárquico, ele tem a opção de voltar à página inicial, navegar pelas outras que estão no
mesmo nível ou, ainda, acessar as páginas do terceiro nível hierárquico, (Capítulo 1,
Capítulo 2 e Capítulo 21). Por exemplo, um usuário que estiver navegando na página
Apresentação, poderá ir direto para a página Parte II, e a partir dessa poderá ir para a
página Capítulo 21, a partir da qual o usuário terá acesso às regras do Capítulo 21.

2.3 CARACTERIZAÇÃO DO SOFTWARE UTILIZADO
O Microsoft Frontpage é composto de dois programas, o Frontpage Explorer e o
Frontpage Editor, que permitem visualização e edição em HTML (Hypertext Markup
11

�Language), uma linguagem utilizada para descrever o conteúdo de documentos
hipertextuais.
O Frontpage Explorer é utilizado para criação das estruturas hierárquicas do
hipertexto e para o gerenciamento dos links existentes no mesmo. Através do modo de
exibição de hiperlinks do Explorer, pode-se visualizar o vínculos existentes dentro do
hipertexto. O modo de exibição Navigation, por outro lado, mostra um tipo de
fluxograma da estrutura do hipertexto. Através desses dois modos de exibição, pode-se
compreender melhor as relações hierárquicas num sistema de hipertexto. Essa
característica do programa foi muito útil na criação da versão hipertextual do CCAA2,
uma vez que facilitou o gerenciamento do sistema de navegação presente na versão.
O Frontpage Editor é um editor de texto semelhante ao Word que permite editar
as informações sem o uso de tags55 e visualizar a aparência do hipertexto através do
modo de exibição Preview. A interface do Frontpage com o usuário é intuitiva e direta,
tornando-o, por isso, um dos programas mais utilizados para a criação de sistemas
hipertextuais, sejam disponibilizados em rede local, via Internet ou em sistemas
monousários.

3 IMPORTÂNCIA DA VERSÃO HIPERTEXTUAL DO CCAA2 PARA OS
ALUNOS DA DISCIPLINA TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

Ao longo dos anos, a catalogação vem utilizando recursos tecnológicos como
instrumentos agilizadores de seus processos. A versão hipertextual do CCAA2, reúne as
características multidimensionais dos sistemas de hipertexto e do processo de

5

5 Tags são comandos HTML, em forma de letras ou de palavras entre o símbolos (&lt; &gt;)
12

�catalogação,

facilitando

o

ensino

das

regras do

Código

de Catalogação

Anglo-Americano tanto pela economia de tempo quanto pela otimização do espaço. Em
relação a economia de tempo, pode-se dizer que, uma vez familiarizado com a versão
hipertextual do CCAA2, o estudante poderá utilizá-la de forma rápida, prática e fluente.
Quando o estudante, ao lidar com a versão impressa, encontra uma referência cruzada,
ele tem que folhear páginas e mais páginas em um dos dois volumes que compõe o
Código ou, então recorrer ao outro volume. Na versão hipertextual, essa referência é
representada por um link, bastando um simples clique para visualizar a regra
correspondente. Ainda em relação ao tempo, a versão hipertextual permite a utilização
do CCAA2 simultaneamente, por um grande número de usuários, desde que
disponibilizado em rede.
Como o Código de Catalogação Anglo-Americano impresso está dividido em
dois volumes, e há uma necessidade de vários deles numa biblioteca direcionada ao
ensino de Biblioteconomia, há uma demanda de muito espaço para o armazenamento
dos mesmos. Soma-se a isso o custo elevado para aquisição de vários exemplares. A
versão hipertextual do CCAA2 pode ser publicada em apenas um CD ROM, pois cada
unidade de informação dessas tem capacidade para armazenar aproximadamente 600
megabytes de dados e ocupa muito pouco espaço na coleção de uma biblioteca.
Outra importante vantagem desse protótipo é que, ao incluir exemplos de pontos
de acesso em português, facilita o aprendizado dos alunos na utilização e ilustração das
regras do Capítulo 21.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

13

�A conclusão deste projeto está prevista para o inicio de 2000. Até o final de 1999
foram preparados testes para avaliação qualitativa do uso da versão hipertextual do
CCAA2 (folhas de rosto de livros) e depois, aplicados em 15 estudantes da disciplina
Tratamento da Informação na Escola de Biblioteconomia da UFMG. Com base na
análise dos dados, pretende-se verificar as vantagens da utilização da versão
hipertextual e sua eficiência em relação ao Código impresso. Serão verificados também
se as informações foram bem estruturadas dentro do hipertexto, permitindo que o
estudante navegue pelo conteúdo da versão fluentemente e se o layout da versão é
amigável e confortável para seus usuários. Com base nos resultados dessa avaliação,
será realizada uma revisão final da versão hipertextual do CCAA2 e posteriormente sua
disponibilização. Os alunos vem demonstrando grande interesse, curiosidade e, mesmo,
preferência em utilizar a versão hipertextual do CCAA2. Nota-se também que eles vêem
neste protótipo uma forma de aplicação da tecnologia em atividades da profissão e de
modernização das ferramentas de ensino em sala de aula. Com isto, a possibilidade de
uma maior autonomia no controle do seu próprio tempo de estudo e trabalho fica mais
viável.

14

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16

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Descreve, a partir de um projeto de pesquisa institucional, a metodologia utilizada para elaboração da versão hipertextual do CCAA2 e sua importância como ferramenta de ensino na área de tratamento da informação.</text>
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                    <text>USUÁRIOS REMOTOS E SERVIÇOS DE REFERÊNCIA (SR(s)) DISPONÍVEIS NAS
HOME PAGES DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Nirlei Maria Oliveira
Bibliotecária - Centro Regional Universitário de. Espírito Santo do Pinhal - CREUPI - SP Brasil
nmoliveira@uol.com.br
Maria Luzia Fernandes Bertholino
Bibliotecária – Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG - Ponta Grossa - PR - Brasil
mlbertho@uepg.br

RESUMO :Buscou-se identificar produtos e serviços de referência disponíveis para usuários remotos
nas home pages das bibliotecas universitárias da Região Sudeste, bem como identificar as tecnologias
de suporte destes serviços. Destaca-se o uso da Internet como mídia para divulgação de fontes
informacionais subutilizando-se dos recursos dessa rede para tornar o documento acessível ou para
resolver questões de referência para usuários remotos. A apropriação da variedade de recursos da
Internet ainda consiste em desafio para as bibliotecas universitárias, para as quais disponibilizar
informação não basta mais, é necessário tornar acessível o documento e resolver questões de
referência onde quer que o usuário esteja.

Palavras-chave: Internet; bibliotecas universitárias, serviço de referência, usuário remoto.
INTRODUÇÃO
Com o advento da Internet e a novas modalidades de ensino a distância em curso, nas
universidades brasileiras, as bibliotecas estão sendo pressionadas a servir de suporte aos
usuários presenciais e àqueles fisicamente distantes. Por conseguinte, há uma demanda por
serviços e produtos para usuários remotos e as bibliotecas e seus recursos bibliográficos são
solicitados por um número crescente de usuários com as mais variadas questões. O usuário
remoto não é um fenômeno novo para bibliotecas, pois o uso do telefone, fax, correio e, mais
recentemente, o catálogo on-line são meios que caracterizam essa denominação. O que inova
é o rápido aumento do número de usuários que acessam os recursos de sites remotos.
Para COOPER (1998) o usuário remoto é definido como todo acesso eletrônico individual aos
recursos da biblioteca realizados de um site externo caracterizado pela distância física ou
vínculo acadêmico. Por ser invisível, estes usuários não são considerados por muitas

1

�bibliotecas que ainda atuam administrando recursos informacionais centrados no usuário
presencial. No contexto atual, em que as bibliotecas estão em processo de virtualização,
necessário se faz, definir quem é o usuário presencial e virtual, o que, como e quando
oferecer, ou seja, redefinir formas de atuação, pois, invisíveis ou não as necessidades e
expectativas destes usuários são claras: estão motivados, possuem experiência em pesquisa e
estão familiarizados com recursos eletrônicos.
São estas mudanças que direcionam radicalmente a forma de atuação e estruturação dos
serviços de bibliotecas universitárias consideradas, até então, como mero depósito de fontes
de informação. Com alto nível de mediação, estão migrando para bibliotecas digitais, sem
fronteiras, habilitando seus usuários a um nível de auto suficiência no uso de fontes e redes de
informação e capacitando-os à acessar informações de múltiplos pontos. (HARTZER, 1998).
Nas palavras de BERTHOLINO (1999, p.188) "as bibliotecas, dentro de todo esse processo de
virtualização, passam por uma etapa de transição e de conceituação de seu papel e de suas
funções."
Neste contexto, o foco da biblioteca orientada ao usuário remoto deve considerar questões
como: flexibilidade e adaptabilidade às novas mídias e ao perfil do novo usuário, educação
no acesso a recursos on line, cooperação, rapidez e eficiência das coleções.
As bibliotecas brasileiras estão esboçando uma arquitetura virtual em sites na web que
contemplam diversos serviços e produtos.
Em pesquisa realizada por BERTHOLINO &amp; OLIVEIRA (1999) identificou-se que a Internet
está presente nas bibliotecas das universidades públicas e particulares brasileiras com uso dos
recursos em diversas rotinas, sendo que o levantamento bibliográfico é a principal atividade
no uso da rede; e o E-mail, com uso diário, está incorporado às rotinas dos bibliotecários.
Para o setor de referência a Internet é um recurso que amplia o universo de fontes

2

�bibliográficas, afinal o acesso cada vez mais rápido à informação é o que diferencia
atualmente as pessoas e por sua vez as bibliotecas.
DEVLIN (1997) analisa a Internet como ferramenta de referência baseado na habilidade de
promover rápido acesso às fontes de informação, pois esta incorporou-se ao SR oferecendo
documentos nos meios eletrônico ou impresso tais como: centros de informação,
pesquisadores, listas de discussão, correio eletrônico entre outros. A Internet

marca

nitidamente a transformação entre SR(s) tradicionais ( para o usuário presencial) e os SR(s)
para usuários remotos. No SR tradicional o bibliotecário mantém controle e opera de forma
independente. Com o usuário remoto a relação é diferente, pois ele controla o processo de
acordo com sua conveniência, preservando anonimato, selecionando fontes, descartando e
buscando outros SR(s).
No estudo de ROSENTHAL &amp; SPIEGELMAN (1996) as autoras avaliaram o uso da
Internet, em bibliotecas universitárias, como ferramenta de trabalho dos profissionais do setor
de referência. Alertam para as percepções e atividades dos profissionais, destacando a Internet
como um componente imprescindível da atividade deste setor, aliada à importância de
direcionar seus serviços à este recurso tecnológico. Ressaltam que os SR(s) terão um papel
singular na biblioteca eletrônica/digital do futuro, pois estas, devem suprir e aumentar o
número de recursos que os usuários podem acessar remotamente.
Para SLOAN (1998) e MYERS (1994) este futuro envolve colaboração com o usuário bem
como a biblioteca deverá fornecer informações com valor agregado com a atuação do
bibliotecário virtual (não presente fisicamente em uma biblioteca). Neste novo papel o
bibliotecário de referência deve guiar os usuários através dos recursos informacionais, quer
seja, em meio eletrônico ou impresso.
Em pesquisa desenvolvida em bibliotecas universitárias americanas encontrou-se SR(s)

3

�centrados no E-mail e em videoconferência, sendo que o primeiro é o que apresenta melhor
desempenho, mas a videoconferência promete ser um excelente recurso.
ABEL (1996) discute, em seu estudo, o uso do E-mail no SR e destaca elementos básicos da
entrevista de referência via E-mail, onde sugere que esta deve conter: dados pessoais, o
assunto e o contrato da pesquisa.
A partir das pesquisas de

ABEL (1996) e SLOAN (1998) os autores desenvolveram um

modelo de entrevista de referência remoto utilizando o E-mail. Consiste em: introdução ao
problema - o usuário preenche o pedido de referência remoto; negociação da questão somente se a questão necessita de clarificação; sumário - o bibliotecário prepara a informação
conforme a solicitação do usuário; feedback - o bibliotecário encaminha o resultado
preliminar ou final da pesquisa; o usuário pode retornar confirmando o recebimento da
informação. Os usuários destes serviços pedem agilidade e atendimento diferenciado para
suprir as suas necessidades de informação pois eles próprios (os usuários) têm acesso e
conhecimento dos recursos tecnológicos em ambos os meios: eletrônico e impresso.

SERVIÇO DE REFERÊNCIA NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A Internet é a nova mídia onde as bibliotecas divulgam estruturas e recursos, bem como as
normas de funcionamento. Das 23 home pages de bibliotecas universitárias pesquisadas, onze
(47,8%) são de instituições particulares e doze (52,2%) pertencem à instituições públicas. As
home pages apresentam-se no mesmo formato implementados na biblioteca tradicional para o
uso do cliente presencial. Este resultado é mais visível em bibliotecas de instituições
particulares onde a Internet, para muitos bibliotecários, funciona apenas como mídia e faz
dos recursos informacionais apenas um prospecto bem distribuído.
Desta forma, a pesquisa nas home pages das bibliotecas geram frustração no usuário quando

4

�estas apresentam os recursos, mas não propiciam o acesso. Para as bibliotecas, na atualidade,
não adianta mostrar e divulgar o acervo mas, é preciso tornar possível o acesso a
informação/documento.
Conforme SELF (1998, p.88) o rápido avanço das tecnologias de telecomunicação tornou
mais fácil oferecer recursos e serviços de entrega de informação para usuários remotos. Para o
setor de referência, com as tecnologias disponíveis, percebe-se uma mudança na oferta de
serviços. Estes eram centrados no profissional de SR

e, atualmente, estão centrados na

coleção e voltados para usuários presenciais e remotos. Até então, o usuário vinha a biblioteca
buscar informação/documento. Agora, a biblioteca vai à sua casa ou escritório entregar a
informação desejada.
Mesmo com o uso generalizado da Internet como mídia, todas as bibliotecas analisadas
dispõem nas home pages recursos informacionais de forma a responder questões simples ou
complexas de referência com interatividade ou não. Essa interatividade nos SR(s), na Internet,
estão vinculados ao E-mail, sendo que em nenhuma biblioteca obteve-se dados do uso de
vídeo conferência ou outro recurso da rede. Pode-se dividir, então, as bibliotecas pesquisadas
em três grupos seguindo os conteúdos apresentados em relação aos produtos e SR(s).( Anexo
1). Esses grupos representam o estágio no qual as bibliotecas se encontram em relação a
virtualização dos SR(s).
Grupo 1 - apresenta informações básicas sobre estrutura da biblioteca, serviços e produtos,
sem possibilidade de acesso on line aos recursos bibliográficos. Responde questões simples
de referência com uma home page estática, sem a interação dos conteúdos com os usuários.
Grupo 2 - apresenta as informações do grupo anterior, mas disponibiliza - Catálogo on line,
e outros serviços on line aos usuários como: material instrucional; solicitação de documentos,
empréstimo e reserva de livros, permuta, sumários correntes entre outros. Responde questões

5

�simples de referência com uma home page dinâmica que permite a interação dos conteúdos
com os usuários.
Grupo 3 - apresenta informações dos grupos anteriores, oferece acesso as bases de dados local
em CD-ROM ou on line aos usuários remotos; apresenta SR on line em estruturação.
Responde questões simples/complexas de referência com home page dinâmica que permite
interação dos conteúdos com os usuários.
Das bibliotecas analisadas 13 (56,5%) inserem-se no grupo 1; 6 (26,1%) no grupo 2; e 4
(17,4%) no grupo 3. A inserção ou não das bibliotecas em um desses grupos está diretamente
ligada aos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos aliados ao fato que a
Internet apresenta-se como um novo meio que requer novos processos de aprendizagem que
demandam tempo e novas competências dos profissionais. Os resultados apresentam home
pages estáticas, contraditoriamente à um ambiente dinâmico, para o grupo 1 de bibliotecas. É
um resultado representativo da realidade de muitas bibliotecas pouco familiarizadas com os
recursos dessa rede. Assim, há um descompasso entre o

ambiente de rede e ambiente

desejado da biblioteca virtual o que, pode gerar, frustração de muitos usuários, pois as
informações são disponibilizadas utilizando os referenciais da biblioteca tradicional, sem
considerar que a Internet é um meio mutante e dinâmico, onde tudo move, contrapondo-se ao
espaço e formatos fixos da biblioteca. Prover informações/documentos e torná-los acessíveis
neste meio dinâmico, é o desafio para os bibliotecários neste contexto.
Os grupos 2 e 3 representam o início da virtualização das bibliotecas universitárias, onde
percebe-se a definição de produtos e SR(s) desenvolvidos para os usuários remotos. São
serviços e produtos que racionalizam o uso de coleções e otimização de recursos
informacionais. Por sua vez, desvinculam o acesso a informação intermediada por
profissionais. O acesso à informação nestes grupos é definida pelos recursos tecnológicos que

6

�bibliotecas e usuários remotos dispõem, promovendo a interatividade do usuário com o
serviço ou produto oferecido de forma direta e efetiva.
Procedeu-se outra análise comparando as definições de LARDNER &amp; TILLMAN (1993) que
estabeleceram categorias do uso do SR na Internet relacionadas à comunicação, bases de
dados de pesquisa remota, transferência de arquivos e intercâmbio de dados. Utilizando estas
categorias de análise percebe-se que os serviços de referência na web, prioritariamente, estão
vinculados à comunicação, sendo que os demais itens são apresentados por um grupo restrito
de bibliotecas.
O Quadro um relaciona essas categorias com os serviços identificados nas home pages
analisadas.
QUADRO-1 SERVIÇO DE REFERÊNCIA PELA INTERNET
Serviços identificados
Categoria do SR (LADNER &amp; TILLMAN)
1) RELACIONADAS A COMUNICAÇÃO - E-mail e
Listas
Contato via E-mail
Comunicação com colegas de outras organizações
Contato via E-mail
Comunicação com clientes
Contato via E-mail
Fornecendo SR eletrônica para clientes
Normalização Bibliográfica
Web
FAQ
Informações
gerais
e
gerenciais
SDI
Sumários de periódicos
correntes
Treinamento de usuários
Orientação e Normalização
bibliográfica
Solicitando/fornecendo referência eletrônica para outros Contato via E-mail
Normalização Bibliográfica
bibliotecários
Web
FAQ
Recebendo solicitações de clientes sobre novos livros, Contato via E-mail
periódicos, meios de comunicação, empréstimo entre Catálogos on line na Web
Empréstimo
local
e
bibliotecas
interbibliotecário
FAQ
7

�Identificando fontes documentais

Permutando informações e administrando questões de
referência
Discutindo questão de referência
Avaliando produtos em CD-ROM e equipamentos

Avaliando serviços on line

2) BASES DE DADOS DE PESQUISA REMOTA
Bases de dados de pesquisa remota

Pesquisando catálogos de biblioteca e listas
Pesquisando sistemas on line

“Escaneando “conteúdos e tabelas de periódicos

8

Lista de periódicos
Novas aquisições
Reservas de livros on line
Catálogos on line na Web
Comutação Bibliográfica
Levantamento
Bibliográfico
Bases de dados e periódicos
CD-ROM e on line
Links
Localização de periódicos
CCN
Participação em redes
Periódicos indexados na
Web
Catálogos on line via Web
Participação em redes
Regulamentos
Contato via E-mail
Orientação/Normalização
bibliográfica
Bases
de
dados
locais/internas, CD-ROM e
on line
Contato via E-mail
Bases de dados e periódicos
on line/Internet
Catálogos on line na Web
Contato via E-mail
Links
Bases de dados e periódicos
on line/Internet
Catálogos on line na Web
Links
Localização de periódicos
no CCN
Participação de redes
Levantamento bibliográfico
Links
Bases de dados e periódicos
on line/Internet
Comutação bibliográfica
Contato via E-mail
Levantamento bibliográfico
Links
Comutação
bibliográfica
(Ariel)

�Pesquisando bases de dados de outras organizações
3) TRANSFERÊNCIA DE ARQUIVOS/INTERCAMBIO
DE DADOS
Recuperando arquivos via FTP/Internet

Solicitando arquivos de outras redes
Enviando arquivos, tais como resultados, artigos, listas de
novos títulos

Solicitando arquivos de outras redes

Criando endereços de listas para envio de arquivos
Permutando dados técnicos

Sumários de periódicos
correntes
SDI
Bases de dados e periódicos
on line/Internet
Links

Contato via E-mail
Publicações/produção
científica das instituições
Comutação
bibliográfica
(Ariel)
Contato via E-mail
Comutação
bibliográfica
(Ariel)
Contato via E-mail
Comutação
bibliográfica
(Ariel)
Novas aquisições
SDI
Sumários de periódicos
correntes
Contato via E-mail
Comutação
bibliográfica
(Ariel)
Participação em redes
Contato via E-mail
Listas de periódicos
SDI
Contato via E-mail
Publicações/produção
científica

Fonte: adaptado de LARDNER &amp; TILMAN(1993)

Os serviços oferecidos via web definem uma opção de virtualização das bibliotecas e
mostram quais caminhos estão sendo definidos para atuar na rede. O quadro reforça e reflete
os resultados anteriormente apresentados nas descrições dos grupos. Predominam SR(s)
baseados na comunicação, ou seja, em E-mail privilegiando inicialmente a divulgação da
biblioteca com ênfase no uso da Internet como mídia. A biblioteca presente nos grupos 2 e 3

9

�apresentam SR(s) com bases de dados de pesquisa remota, transferência de arquivos e
intercâmbio de dados.
A biblioteca virtual, provedora de informação, ainda é um conceito e um projeto em
construção. A opção de serviços on line caracteriza-se pelos catálogos e empréstimo entre
bibliotecas; bases de dados e periódicos on line /Internet; contato via E-mail, links e
orientação/normalização bibliográfica; bases de dados locais/internas CD-ROM e on-line;
help/ajuda no uso dos recursos; informações gerais, publicações/produção científica das
instituições. A opção por estes serviços denota a preocupação com questões operacionais e
principalmente

com a oferta de produtos e serviços que resolvam alguma questões de

referência.
A preocupação com usuários remotos é visível em vários serviços disponíveis nas home
pages. O que realmente diferencia o SR para usuários remotos e presenciais é o acesso as
bases de dados internas nas bibliotecas. O domínio desses recursos fazia e faz ainda a
diferença na relação entre usuário e bibliotecário quanto a elaborar estratégias de buscas,
conduzir a pesquisa, conhecer e dominar a sintaxe das bases de dados. Colocá-las em rede, é
apostar na auto-suficiência dos usuários e investir em outro nicho; de orientação no uso das
fontes de informação disponíveis em qualquer meio para usuários presenciais ou remotos.
LARDNER &amp; TILLMAN (1993, p.45) reforçam esta questão quando afirmam que o SR deve
fornecer “a informação solicitada, independente do formato ou meio.“ E ainda complementam
“o uso da Internet como SR inclui a transmissão de questões de referência e respostas via
Internet para usuários remotos."

10

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em estágios diferentes as bibliotecas mostraram suas opções de SR(s) para usuários remotos,
sendo que os recursos tecnológicos das bibliotecas para os usuários restringem ou
apresentam-se facilitando o acesso aos recursos eletrônicos.
Considerando que um SR é oferecido a partir do momento em que as informações fluem entre
as fontes e quem precisa delas, as informações disponibilizadas, nas home pages, funcionam
como um canal de divulgação/comunicação e essas respondem diversas questões de
referência rápida, como por exemplo: endereço, telefone ou E-mail da biblioteca, horário de
funcionamento; questões gerais de busca: como fazer uma referência bibliográfica, verificar
se a biblioteca possui o livro de um autor ou título específico; ver quais publicações existem
de determinado autor ou assunto.
Na análise dos serviços on line disponíveis, constatou-se que todas as bibliotecas divulgam
sua estrutura, serviços e produtos, constituindo-se o catálogo on line e o atendimento via
E-mail como as principais fontes de atendimento do usuário remoto, concretizando o SR, pois
através da consulta remota o usuário pode executar sua busca e já obter a resposta procurada
e pelo E-mail ele conversa eletronicamente com o bibliotecário para solicitar e obter outras
respostas. Os modelos de SR(s) remotos utilizando E-mail nas bibliotecas apresentaram
forma bastante elementar. Às vezes, o E-mail é colocado apenas para sinalizar o endereço
eletrônico do responsável pela biblioteca sem atribuir alguma utilidade a esse recurso.
O processo de orientação e indicações para procura de informações na Web ainda encontra-se
em fase de educação de usuários para prepará-los para conviver com o SR no formato
eletrônico, buscando aqui aplicar a quarta lei de Ranganathan: “Poupe o tempo do leitor
(navegador)”.

11

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABEL,E. The e-mail reference interview. RQ, v.35, 3, p.345-358, 1996.
BERTHOLINO, M. L. F., OLIVEIRA, N. M. Infra-estrutura de informação: o uso da Internet
por bibliotecários de instituições brasileiras de ensino superior. IN: RAMOS, M. E.M.
Tecnologia e novas formas de gestão em bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG,
1999. p.191-210
BERTHOLINO, M.L.F. Dos átomos aos bits: evolução dos suportes de informação. IN:
RAMOS,.E.M. Tecnologia e novas formas de gestão em bibliotecas universitárias. Ponta
Grossa: UEPG, 1999. P.183-190.
COOPER, R. et al. Remote library users: needs and expectations. Library Trends,v.47, n.1,
p.42-64, Summer1998.
DEVLIN, Brendan; BURKE, Mary. Internet: the ultimate reference tool? Internet Research:
Electronic Networking Applications and Policy, v.7, n.2, p.101-108, 1997.
HARTZER, S. et al. Web information services at the University of South África Library: a
work in progress. Library Trends, v.47, n.1, p.91-116, Summer 1998.
LADNER, Sharyn J.; TILLMAN, Hope N. Using the Internet for reference. Online, p.45-51,
1993.
MYERS, J. E. Reference services in the virtual library. American Libraries, p.634-638,
July/Aug. 1994.
ROSENTHAL, Marilyn; SPIEGELMAN, Marsha. Evaluating use of the Internet among
academic reference librarians. Internet Reference Services Quarterly, v.1, n.1, p.53- 67,
1996.
SELF, P. C., WRIGHT, B. A., WAUGH, J.L. Remote users of health sciences libraries.
Library Trends, v.47, n.1, p.75-90, Summer 1998.
SLOAN, B. Service perspectives for the digital library: remote reference services. Library
Trends, v.47, n.1,p.117-143, Summer 1998.

12

�13

�ANEXO 1
DESCRIÇÃO DOS TÓPICOS DISPONIBILIZADOS NAS HOME PAGES
Bases de dados e periódicos on line/Internet
A maioria das bibliotecas listam e descrevem as bases que tem disponíveis para consulta na
biblioteca e/ou que estão disponíveis na Internet e poderão ser acessadas remotamente.
Bases de dados locais/ internas CD-ROM e on line
A maioria listam e descrevem seu conteúdo. As instituições que estão em rede permitem a
consulta remota
Catalogação na fonte
Descrevem o serviço. Alguns sites possuem formulários para serem preenchidos e enviados
para receberem por E-mail ou por correio a ficha catalográfica pronta.
Catálogos on-line via web
Constituem-se em bases de dados dos acervos das bibliotecas permitindo consultar os
diversos tipos de documentos com recuperação por autor, título, assunto e delimitação de
tempo, tipo de material, em diversos formatos e características.
Comutação bibliográfica
Descrevem o serviço. Algumas bibliotecas apresentam o formulário para preenchimento da
solicitação do documento, agilizando o processo do serviço.
Contato via E-mail
O canal de comunicação entre usuário e biblioteca. Envio de respostas dos mais diversos
tipos de necessidades de informação.
Empréstimo local e interbibliotecas
Descrevem o serviço e regulamentos. Algumas disponibilizam as listas de duplicatas para
serem selecionadas.
FAQ (Questões Freqüentes respondidas)
Respostas de questões que são frequentemente solicitadas por usuários remotos.
Help/Ajuda uso dos recursos
Item informativo com instruções, modelos e exemplos de como utilizar bases de dados
(buscas, uso da lógica booleana e outros modelos de formulação de busca da informação)
Informações gerais
Item informativo que geralmente informa endereço, telefone, horário de atendimento, nomes
de responsáveis, setores das bibliotecas entre outros.
Informações gerenciais
Item informativo que descreve processos burocráticos do funcionamento das bibliotecas.
Inscrição
Orienta em como tornar-se um usuário cadastrado na biblioteca, fazer carteira de empréstimo
e os procedimentos para efetivar esse processo.
Levantamento bibliográfico
Indica as formas e fontes em que podem ser realizados, contatos a serem feitos, custos e
demais informações para realizar esse serviço.
Links
Indica endereços na Web de outros locais em que podem ser feito pesquisas tais como:
bibliotecas, institutos, bases de dados disponíveis na Internet entre outros sites.
Lista de periódicos
Lista os títulos de periódicos existentes no acervo e em alguns casos apresenta informações
sobre os títulos. Algumas bibliotecas remetem para periódicos eletrônicos com texto na
14

�íntegra.
Localização periódicos pelo CCN
Descreve o serviço. Em algumas bibliotecas remete para o formulário de busca na base do
CCN.
Material instrucional na Web/Ferramentas de busca
Indica browsers de busca com orientações de como pesquisar, como fazer as estratégias de
busca entre outros.
Normalização bibliográfica Web
Apresenta exemplos para referenciação bibliográfica de documentos retirados da Web.
Novas aquisições
Destaca, em forma de referência bibliográfica, os novos documentos inseridos no acervo.
Orientação na pesquisa
Descreve os passos a serem seguidos para execução de uma busca bibliográfica, quer seja nos
catálogos locais ou em outras fontes indicadas.
Orientação/normalização bibliográfica
Destaca em forma teórica e com exemplos normas para a apresentação formal de
documentos. Ex.: referenciação bibliográfica, citação entre outras.
Participação em redes
Destaca as redes das quais a biblioteca participa, descrevendo-as.
Periódicos indexados na web
Indica títulos de periódicos eletrônicos disponíveis na Web, muitas vezes com texto completo.
Permuta de material
Indica a lista de materiais oferecidos em permuta. Em alguns casos apresenta formulário para
ser preenchido pelas instituições que tem interesse em realizar permuta.
Programação cultural
Apresenta programações de exposições, feiras e/ou eventos culturais que acontecem na
biblioteca.
Publicações/produção científica das instituições
Destaca em forma de referência bibliográfica a produção científica publicada por
representantes da instituição.
Regulamentos
Apresenta textos na íntegra de regulamentos de funcionamento da biblioteca e regulamento
de empréstimo.
Reservas de livros on line
Apresenta formulário a ser preenchido permitindo a reserva de livros on line.
SDI/Disseminação da informação
Apresenta um formulário a ser preenchido, onde o usuário cadastra-se para receber
informações de seu interesse ou tem a opção de ficar sabendo de assuntos de interesse.
Sumários correntes on line
Apresenta os títulos de periódicos disponíveis na biblioteca destacando os seus sumários.
Treinamento de usuários
Destaca os treinamentos oferecidos com formulário para o usuário preencher ou entrar em
contato com a biblioteca para inscrever-se para participar dos treinamentos
Visitas orientadas
Descreve o serviço e indica horários em que são oferecidas e/ou como fazer para solicitar
uma visita orientada.

15

�ABSTRACT: This study identifies products and available reference services for remote users in the home pages
of the university libraries of the Southeast Area, as well as to identify the technologies of support of these
services. It stands the use of the Internet as media for popularization of sources informacionais subutilizando-if
of the resources of that net to turn the accessible document or to solve reference subjects for remote users. The
appropriation of the variety of resources of the Internet still consists of challenge to the university libraries, for
which to supply information is not enough, it is necessary to turn accessible the document and to solve subjects
of reference where wants the user to be.
Key-words: Internet; university libraries, reference service, remote user.

16

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Buscou-se identificar produtos e serviços de referência disponíveis para usuários remotos nas home pages das bibliotecas universitárias da Região Sudeste, bem como identificar as tecnologias de suporte destes serviços. Destaca-se o uso da Internet como mídia para divulgação de fontes informacionais subutilizando-se dos recursos dessa rede para tornar o documento acessível ou para resolver questões de referência para usuários remotos. A apropriação da variedade de recursos da Internet ainda consiste em desafio para as bibliotecas universitárias, para as quais disponibilizar informação não basta mais, é necessário tornar acessível o documento e resolver questões de referência onde quer que o usuário esteja.</text>
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                    <text>USO DA INTERNET POR USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS ACADÊMICAS
Angela Maria Belloni Cuenca (abcuenca@usp.br), Cecília Moraes (rebeca@edu.usp.br),
Cybelle de Assumpção Fontes (cybelle.fontes@fob.usp.br), Daisy Pires Noronha
(daysinor@usp.br), Márcia Elisa Garcia de Grandi (megrandi@usp.br), Maria Cristina Olaio
Villela (mvillela@epbib.usp.br, Maria Imaculada Cardoso Sampaio (isampaio@usp.br),
Roberto Barsotti (barsotti@usp.br)
Grupo de Estudos Usuários da Informação do Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo
Endereço para correspondência: Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia Serviço de Biblioteca e Documentação
Av. Prof. Mello Moraes, 1721
05508-900- São Paulo - SP
Resumo
As bibliotecas constituem-se em importante suporte para o desenvolvimento do ensino e da
pesquisa nas universidades. Com os avanços tecnológicos no acesso à informação vem se
observando alterações no comportamento dos usuários nas bibliotecas universitárias quanto às
suas necessidades de informação. Ao mesmo tempo em que essas bibliotecas tentam acompanhar
tais mudanças, torna-se um grande desafio propiciar meios e serviços adequados para que seus
usuários consigam a informação pertinente de maneira rápida e eficaz. Um dos caminhos para se
enfrentar o desafio é conhecer o que a biblioteca pode e deve disponibilizar à sua comunidade,
em termos de acesso à informação por meios eletrônicos. A proposta desse estudo é a definição
de critérios sistêmicos para o uso da Internet nas bibliotecas da Universidade de São Paulo, a
partir da análise de como a Rede está sendo utilizada pelos usuários do Sistema. Com esse
objetivo, está sendo desenvolvido um estudo exploratório em que, mediante a identificação das
características das bibliotecas do Sistema, quanto à categoria de usuários, área, recursos e
acervos disponíveis, será feito um levantamento do uso da Internet, segundo a opinião dos
bibliotecários e do próprio usuário. A pesquisa conta com a assessoria do Centro de Estatística
Aplicada do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, para o suporte
na definição da amostra e na análise e interpretação dos dados.
Eixo Temático: Usuários da Biblioteca Universitária

1 Introdução
As mudanças que a Internet vem provocando nas atividades de ensino e pesquisa
influenciaram definitivamente o comportamento do usuário da informação e, cada vez mais, as
1

�pessoas adotam o instrumento em seus ambientes de estudo e trabalho. À medida que aumenta a
demanda pelos modernos recursos, novos caminhos para a disponibilização de informação na
rede são descobertos e, imediatamente, colocados em operação, agregando valores incalculáveis
ao maior e mais importante veículo de comunicação e transmissão de informação de todos os
tempos.
A pesquisa acadêmica, por envolver diretamente o processo de criação e transmissão do
conhecimento, aparece como a atividade que maiores benefícios pode retirar dessa tecnologia
emergente. Como bem diz Gonzaga,
A Universidade, como fonte geradora de conhecimento, pode e deve empregar
sempre os principais recursos disponíveis para uma melhor difusão do
conhecimento e democratização da informação, podendo colaborar de maneira
eficaz na preparação de profissionais para uma melhor competição num mercado
mundial, (1999, p.69).
Sem dúvida, espera-se da Universidade uma postura de vanguarda na utilização e
disponibilização dos recursos da tecnologia da informação, garantindo as condições para que
alunos, professores e pesquisadores adquiram informações atualizadas e com rapidez, pois é a
informação o insumo básico na geração do novo conhecimento.
Enquanto suporte essencial às atividades de ensino e pesquisa, espera-se das bibliotecas a
mesma postura pró-ativa diante das inovações tecnológicas, uma vez que, pela natureza do
objeto de seu trabalho, é a biblioteca que se encontra nesse epicentro tecnológico.
Diversas características tornam a Internet fonte única e complexa, trazendo novas
possibilidades e implicações decorrentes do seu uso. Dentre as várias características da rede,
destacam-se a sua abrangência mundial e rapidez na disseminação de dados, que possibilitam,
por exemplo, o envio quase instantâneo de mensagens a qualquer parte do mundo.

2

�Outras fatores, também importantes, influenciam na questão do uso da Internet, como por
exemplo: 1) grande variedade de recursos e informação disponíveis; 2) ausência de controle e
organização das informações; 3) segurança e privacidade.
De acordo com Gomes (1998), vários recursos encontram-se disponíveis na rede, tais como: a)
recursos informacionais: bases de dados e catálogos de bibliotecas, conjugados com serviços de
comutação para solicitação de texto completo; textos completos (periódicos, anais, livros, teses),
catálogos de livrarias, calendário de eventos; b) recursos de Interação entre pesquisadores: salas
de conversação (chat), correio eletrônico (e-mail), listas de discussão e fóruns eletrônicos (news).
Pode-se acrescentar à relação da autora o acesso a sistemas de hipertexto e hipermídia, via
WWW, acesso remoto a outros computadores (telnet), transferência de arquivos (FTP) e os
ambientes virtuais (MUD e MOO).
À medida que o uso da Internet se expande para todos os setores da sociedade,
incluindo-se as Universidades e suas bibliotecas, surgem dois pontos principais de análise: como
se dá a utilização da Internet e para que a rede é utilizada. É nesse sentido que os estudos sobre o
estabelecimento de políticas e formas de utilização da Internet e seus recursos ganham relevância.
2 Políticas de Uso da Internet
O uso da Internet vem sendo norteado por políticas que buscam, também, resguardar as
instituições ou empresas de questões legais, ou mesmo, controlar o uso de recursos e do tempo
dos funcionários; em algumas a questão da privacidade dos usuários é considerada. Essas
políticas estão presentes tanto em ambientes empresariais como no meio acadêmico, chegando
então, às bibliotecas.
Assim como em ambientes empresariais, as implicações do uso da Internet podem ser
aplicadas para os demais ambientes. Foresti (1999) comenta que o uso do correio eletrônico é
uma “ferramenta de produtividade”. No entanto, aponta que, segundo o Gartner Group, “o
3

�número de mensagens irá dobrar a cada ano, até 2002, e que esse aumento irá diminuir a
produtividade de mais de 60% dos usuários”.
Buscando políticas de uso no ambiente de trabalho, Wulffson (1999a) apresenta algumas
questões sobre o uso de computadores, do correio eletrônico e da Internet, voltando seu enfoque
para o uso inadequado dessas tecnologias e as conseqüências para a instituição empregadora. Ao
citar os pontos mínimos para políticas de uso desses recursos, o autor aponta a dificuldade em se
estabelecer critérios e vigilância de uso dos mesmos, sem ferir as questões da privacidade do
empregado. Algumas políticas já são adotadas em muitas empresas e o uso impróprio da rede já
tem sido utilizado como justificativa para a demissão de funcionários, como é o caso da Xerox
(EDUPAGE, 1999b).
Em ambientes acadêmicos, a principal tônica gira em torno dos objetivos estabelecidos
para a utilização da rede, que estão diretamente ligados ao ensino, pesquisa a extensão
universitária. Nessas circunstâncias, o acesso à Internet é oferecido (geralmente) de forma
gratuita, e em alguns casos com acesso dedicado, 24horas por dia.
A pesquisa sobre a adoção de políticas de uso da Internet em ambientes acadêmicos
realizada por Fleck Jr. e McQueen (1999), da Columbus State University (CSU), identificou
experiências no controle e uso da Internet junto a diretores de centros de computação de
instituições públicas e particulares de ensino superior. O autores notaram que quanto às políticas
de uso da Internet e de computadores, praticamente metade das instituições desenvolveu alguma
forma de limite ou controle, enquanto a outra parcela evita monitorar o uso. Esse controle,
quando existente, é realizado, em sua maioria, através do pessoal da própria instituição.
2.1 Políticas de Uso da Internet em Bibliotecas
A questão de regulamentação do uso da Internet nas bibliotecas também tem sido tema de
ampla discussão, principalmente nos Estados Unidos, onde a preocupação maior concentra-se no
4

�acesso a material considerado “obsceno” para crianças; logo, o estabelecimento de políticas de
uso e a adoção de filtros na rede recaem, especialmente, sobre as bibliotecas públicas daquele
país.
Kessler (1999a) oferece bibliografia sobre o assunto, relacionando também as políticas
adotadas nas bibliotecas de diferentes Estados (Kessler, 1999b), que variam desde a restrição ao
uso dos computadores para correio eletrônico e bate-papo até à utlização de processadores de
texto ou manutenção de páginas na Internet; outras políticas proíbem o acesso a material
“obsceno” ou “pornográfico” e adotam o uso de programas de filtros ou bloqueio a esses sites. A
maioria, no entanto, esclarece a natureza da Internet e delega aos usuários a responsabilidade pelo
material acessado, comunicando ainda, que a biblioteca não restringirá o acesso a nenhum tipo de
material, a pedido de grupos ou pessoas.
Grande parte dessas bibliotecas busca seguir as diretrizes da American Library
Association (ALA). Em 1996, essa associação baseou-se em sua “Declaração dos Direitos das
Bibliotecas” - Library Bill of Rights - para estabelecer a política de “Acesso a Informações
Eletrônicas, Serviços e Redes” - Access to Electronic, Information, Services, and Networks (ALA
1999a,b). Dentre outros itens, ficaram explícitos os direitos de acesso à informação ou fontes de
informação e à privacidade a todos os usuários, delegando (especialmente aos pais e responsáveis
por crianças) a responsabilidade pela orientação quanto ao acesso à informação.
Extensos trabalhos foram escritos por Bastian (1997) e Minow (1997) sobre o uso de
filtros nas bibliotecas públicas dos Estados Unidos. Novamente, a própria ALA, em 1997,
publicou uma Resolução e Declaração, onde o uso de filtros é considerado como uma violação à
Declaração dos Direitos das Bibliotecas (ALA, 1997a,b). Além da própria ALA, outras
organizações e grupos lutam contra a existência de filtros nas bibliotecas1. O maior argumento é
1

Para maiores detalhes, consultar os seguintes sites: Peacefire.org. (Disponível URL: http://peacefire.org);
5

�que esses programas, muitas vezes, também bloqueiam sites úteis. No entanto, continuam as
pressões para que as bibliotecas adotem alguma forma de controle (EDUPAGE, 1999a).
O conteúdo das informações não é o maior problema enfrentado, Weessies e Wales (1999)
apontam que os terminais nas áreas de referência das bibliotecas têm sido usados para outras
atividades, além da pesquisa, tais como: jogos, “bate-papos”, envio de mensagens e outros. Após
levantamento realizado em bibliotecas acadêmicas de médio porte dos Estados Unidos, as autoras
verificaram que cerca de metade dessas bibliotecas tem políticas escritas sobre o uso da Internet,
restringindo, em sua maioria, o uso de correio eletrônico, bate-papo e jogos; metade restringiu a
visão de “pornografia” na área da referência.
O Brasil ainda é carente de trabalhos dessa natureza. Por tratar-se de evento recente e
como as bibliotecas universitárias são, no país, aquelas que mais se desenvolveram na automação
de serviços e uso da Internet, tornam-se o ambiente ideal para o levantantamento dessa
importante questão.
2.2 A Utilização da Internet no Meio Acadêmico
Diferentes abordagens vêm sendo utilizadas para analisar o uso de redes eletrônicas,
incluindo-se a Internet e seus recursos. Desde os anos 70, essas pesquisas encontram-se dispersas
"em vários campos, como estudos de informação e comunicação, ciência da computação”
(Savolainen, 1998, p.332), havendo ainda o interesse por parte de "educadores, cientistas da
informação, profissionais de informática, administradores e antropólogos" (Castellani, 1998, p.6).
Voltando-se para o uso da Internet na área universitária, inúmeros trabalhos buscam, junto
aos pesquisadores, docentes e administradores, verificar as vantagens da utilização da Internet em
suas atividades acadêmicas, analisando-se o uso da rede como ferramenta de informação e

Censorware &amp; Filtering in Libraries (Disponível: Mid-Atlantic Infoshop site. URL:
http://burn.ucsd.edu/~mai/library/shitlist.html).
6

�comunicação, e a correlação entre diferentes áreas do conhecimento, produtividade dos docentes,
escola ou departamento. Restringindo-se aos trabalhos brasileiros pode-se citar Stumpf (1997),
que verificou o uso da Internet entre os pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, enquanto Gonçalves e Marcondes (1998) analisaram os pesquisadores do Instituto de Física,
da Universidade Federal Fluminense. Dentre as pesquisas realizadas na Universidade de São
Paulo, estão as de Ferreira (1995), de Castellani (1998) e de Silva (1997).
De modo geral, esses trabalhos demonstram que a Internet vem sendo utilizada para a
comunicação entre os pesquisadores, especialmente através do correio eletrônico; entretanto,
encontram-se diferenças quanto ao uso e importância atribuída a esse novo recurso entre grupos
do mesmo departamento e entre áreas de conhecimento, geralmente relacionando-se pela
natureza da atividade desenvolvida pelos pesquisadores e pelo contexto e cultura organizacional
do trabalho.
2.3 Uso da Internet em Bibliotecas
O uso da Internet nas bibliotecas tem sido analisado sob vários aspectos. O primeiro
relaciona-se às vantagens oferecidas pela gama de informação e fontes disponíveis. Esse fato é
realmente inegável e, enquanto local disseminador da informação, as bibliotecas tendem a incluir
o acesso à Internet como mais um recurso dentre os serviços oferecidos.
Abordando diretamente o uso da Internet pelos bibliotecários, encontram-se vários
trabalhos publicados, tanto no exterior como no Brasil. Esses trabalhos buscam identificar a
freqüência de uso de diferentes recursos na Internet (Dumans, 1993; Torres M., 1996) ou de
ferramentas específicas - listas de discussão (Terra, 1998) ou vídeo conferência (Pagell, 1996).
Tem-se, ainda, pesquisas que buscam identificar o uso da rede entre grupos específicos de
bibliotecários – os de bibliotecas especializadas (Ladner e Tillman, 1992), da área biomédica

7

�(Schilling e Wessel, 1996), e universitária (Bertholino e Oliveira, 1998) ou entre redes de
informação (Landini, 1998).
Verificando-se o uso da Internet por usuários, diversos trabalhos citam a oportunidade e a
ação dos bibliotecários no treinamento da comunidade (Schilling e Wessel, 1996; Torres M.,
1996; Bell, 1997). Quanto à análise específica de usuários de bibliotecas, são poucos os trabalhos
publicados e o contexto brasileiro carece de pesquisas dessa natureza. Um desses trabalhos é o de
Bao (1998), que analisou a satisfação dos usuários com relação aos serviços de informação
através da Internet.
3 Justificativa e Proposição
Na Universidade de São Paulo (USP), o acesso à Internet está disponível desde 1991, via
USPNet – Rede de Serviços da USP - (USP.USPNet, 1999a,b). Buscando regulamentar o uso de
seus computadores e de sua rede, a USP, em 1995, através do Centro de Computação Eletrônica
(CCE), estabeleceu as “Normas para Usuários do CCE/USP” (USP.CCE, 1995). Essas normas
advertem sobre a necessidade de se observar o copyright das informações da rede e a proibição
da divulgação de material considerado ofensivo e abusivo. Em 1997, a USP (1997) publicou os
"Princípios Éticos para o Uso de Computadores na USP", estabelecendo como "direitos básicos"
a "privacidade" e o "acesso adequado aos recursos computacionais compartilhados". Além de
determinar o uso de recursos e equipamentos, a portaria aponta algumas questões de uso da rede,
como a identificação do remetente nas mensagens enviadas (inciso III) e o caráter confidencial de
todo o tráfego na rede (inciso IV), determinando ainda o uso desses recursos em atividades de
ensino, pesquisa e extensão (inciso X).
Em consonância com os objetivos da universidade, o Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBi/USP), consciente de seu papel decisivo nesse cenário, instituiu,
em outubro de 1997, a Rede de Serviços do SIBi/USP (SIBiNet), tornando possível o acesso
8

�através da Internet ao Banco de Dados Bibliográficos da USP – DEDALUS e outros serviços de
informação para as bibliotecas e comunidade acadêmica da USP, bem como para os demais
pesquisadores e instituições do país e exterior, via Internet. Ao mesmo tempo, através de projetos
financiados pela Fundação de Amparo de Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), as
bibliotecas da USP equiparam-se em parque tecnológico e estrutura de rede. Impulsionado pela
facilidade da fibra ótica, o acesso à rede tornou-se possível durante todo o período de
funcionamento das bibliotecas.
Com a crescente utilização, a partir da transferência completa de seu banco de dados
bibliográfico (DEDALUS) para a Internet e a virtualização dos serviços oferecidos pelo Sistema,
as bibliotecas passaram a se preocupar com a definição de critérios sistêmicos para nortear o uso
da Internet pela comunidade.
Os critérios estabelecidos para o uso de computadores na Universidade (USP.CCE, 1995;
USP, 1997), em sua maioria, referem-se ao uso desses equipamentos em ambientes como salas
de aula ou salas de computação, onde o acesso é restrito ao pessoal da Universidade. No entanto,
nas bibliotecas, muitos computadores são de uso público e com acesso à Internet; as bibliotecas e
sua direção necessitam precaver-se contra o uso inadequado desses recursos, por exemplo, o
envio de mensagens abusivas a partir de se seus terminais.
Nesse sentido, o Grupo de Estudos Usuários da Informação do SIBi/USP, equipe
composta por bibliotecários de diversas Unidades, cuja missão é a de oferecer apoio às atividades
do Sistema ligadas diretamente aos usuários, sugeriu o presente estudo, que a partir dos dados
levantados pretende conhecer os critérios locais e propor critérios sistêmicos para o uso da rede
nas bibliotecas do Sistema.
4 Objetivo

9

�O presente estudo em andamento, de caráter exploratório, visa definir critérios para o uso
da Internet nas bibliotecas da Universidade de São Paulo, a partir da identificação do perfil das
bibliotecas do Sistema, do conhecimento dos critérios adotados pelas bibliotecas quanto à
utilização da Internet pelos seus usuários, e da opinião do usuário sobre sua necessidade de
Internet na biblioteca.
5 Método
Para o conhecimento dos possíveis critérios adotados pelas bibliotecas, quanto à
utilização da Internet pelos usuários, o universo da pesquisa foi constituído pelo conjunto das
bibliotecas que compõem o SIBi/USP e por usuários do Sistema. As bibliotecas foram
categorizadas dentro das três grandes áreas do conhecimento, adotando-se os princípios
estabelecidos pela USP, sendo 18 da área de Ciências Biológicas, 11 da área de Ciências Exatas e
10 da área de Ciências Humanas, distribuídas nos campi das cidades de São Paulo, Ribeirão
Preto, São Carlos, Bauru, Piracicaba e Pirassununga. Vale ressaltar que a biblioteca do Centro de
Biologia Marinha encontra-se em processo de reorganização, não possuindo bibliotecário
responsável.
A definição da amostra dos usuários será estabelecida a partir do perfil das bibliotecas,
contando-se, para tanto, com a assessoria do Centro de Estatística Aplicada do Instituto de
Matemática e Estatística da USP.
6 Perfil das Bibliotecas do SIBi/USP
Embora operando de forma sistêmica, as bibliotecas da USP apresentam características
muito diferenciadas, variando de acordo com a política interna de cada unidade e especificidades
da área. Tais particularidades vêm cedendo espaço para ações mais coordenadas; pois com a
instalação da SIBiNet/Biblioteca Virtual o ambiente informacional das bibliotecas foi unificado, e

10

�a recuperação e acesso à informação passaram a ser efetuados nas bibliotecas a partir do acesso a
redes locais e remotas.
Na tentativa de se conhecer o processo que envolve esse acesso, considera-se essencial
para este estudo a definição do perfil das bibliotecas do Sistema, através da análise de
semelhanças e diferenças entre as mesmas, contribuindo, assim, para o estabelecimento de
critérios sistêmicos. Dessa forma, para a definição desse perfil foram levantados dados quanto ao
acervo ( tipo de acesso e volume), área destinada aos usuários, número de horas reservadas para o
atendimento, usuários inscritos e computadores disponíveis para o público.
Os dados referentes ao número de horas reservadas para o atendimento, volume do acervo
e número de usuários inscritos foram obtidos diretamente do Anuário USP (1999) e os de acesso
ao acervo, área destinada aos usuários e número de computadores disponíveis, os dados foram
fornecidos pelas bibliotecas. A análise refinada dos dados obtidos será efetuada com a assessoria
de especialista do Instituto de Matemática e Estatística da USP e permitirá a definição da amostra
ideal de usuários que fundamentarão a conclusão deste trabalho. Além disso, propiciará a
obtenção de parâmetros que poderão auxiliar no estabelecimento de critérios a serem adotados
pelas bibliotecas em relação ao uso da Internet. Para tanto há a necessidade de se considerar,
também, o número de computadores e horas reservados para o acesso à Internet, relacionando-o
com o número de usuários desses computadores.
7 Resultados Preliminares
Para se conhecer os possíveis critérios estabelecidos para nortear o uso da rede pela
comunidade foi encaminhado questionário aos Diretores de 38 bibliotecas do SIBi/USP, que
procurou levantar dados a respeito dos procedimentos já adotados em relação ao uso da Internet,
assim como as sugestões para implementação de ações e critérios sistêmicos.

11

�Primeiramente, procurou-se verificar os critérios estabelecidos quanto à utilização da
Internet pelas diferentes categorias de usuários.
Do total de 31 bibliotecas que responderam ao questionário, setenta e um por cento das
bibliotecas da área de ciências biológicas declaram possuir alguma forma de controle, na área de
exatas 80% das respostas foram afirmativas, enquanto 50% das bibliotecas da área de humanas
possuem critérios já estabelecidos.
Os resultados obtidos serão objetos de estudo na próxima etapa deste trabalho quando se
enfatizará a relação entre as três áreas do conhecimento, apresentando-se graficamente os escores
identificados.
Com um breve resumo das respostas fornecidas pelos bibliotecários pode-se identificar e
salientar alguns pontos como o acesso ao DEDALUS, que deve ser assegurado para todas as
categorias de usuários das bibliotecas, da USP e de outras instituições.
O acesso a catálogos de outras instituições também foi considerado um fator de relevância
a ser ponderado nas diversas categorias estudadas, enquanto o acesso às bases de dados
bibliográficos é apontado sem restrições por 100% das bibliotecas analisadas, ficando as
restrições limitadas à comunidade externa à USP.
O acesso aos dados estatísticos apresenta escores bem menos representativos em todas as
categorias, da mesma forma que o acesso aos periódicos eletrônicos. Vale destacar que a área de
Ciências Biológicas, apresentou o menor índice (14%) de uso desse recurso, sendo os docentes da
área os responsáveis por esse índice.
A consulta ao site da própria biblioteca recebeu respostas variadas, de acordo com a
categoria e área do conhecimento. O acesso aos sites de outras bibliotecas também apresenta
variações nas respostas das bibliotecas.

12

�As maiores restrições feitas por todas as bibliotecas consultadas concentram-se no uso da
Internet para participação em grupos de discussão, acesso ao correio eletrônico e conversação
(chats). Todas as bibliotecas da área de exatas proíbem, para todas as categorias, o uso dessa
última modalidade.
O segundo aspecto a ser considerado no estudo foi o tempo permitido para acesso à
Internet pelos usuários das bibliotecas do sistema. A Figura 1 demonstra os resultados obtidos, de
acordo com as áreas do conhecimento.
Figura 1 – Tempo Permitido para Acesso à Internet

Os dados evidenciam que a maioria das bibliotecas nas três áreas do conhecimento não
estabelece um controle rigoroso do tempo permitido para uso da Internet. As observações
colocadas pelas Diretorias apontam para uma diversificação, determinada por fatores
circunstanciais, tais como: demanda de uso, tipo de pesquisa conduzida pelo usuário, número de
equipamentos disponíveis. Entre as bibliotecas das áreas de Humanas e Biológicas aparecem os
maiores índices de restrição quanto ao tempo de acesso, em contraposição à área de Ciências
Exatas, que apresenta maior flexibilização no uso.
A Figura 2 aponta as propostas das bibliotecas em relação ao tempo médio a ser observado pelo
usuário no acesso à Internet.
Figura 2 – Tempo Médio Sugerido para Acesso à Internet
13

�Os resultados revelam uma maior tendência entre as bibliotecas da área de Humanas em
manter um período mais restrito de acesso à Internet. Nas áreas de Biológicas e Exatas há um
número maior de sugestões para o limite de até uma hora de uso.
As novas tecnologias de recuperação e disseminação da informação, das quais a Internet
figura como expoente máximo, exigem a implementação de programas contínuos de capacitação
e auxílio aos usuários. Nesse sentido, procurou-se, também, obter dados sobre iniciativas já em
andamento nas bibliotecas. O Quadro a seguir fornece um cenário do apoio que vem sendo
oferecido pelas bibliotecas do SIBi/USP ao usuário no acesso aos recursos informacionais via
Internet.
Quadro – Apoio ao Usuário no Acesso à Internet
Folhetos

Treinamentos

Bibliotecário

Outros

Biológicas

7

11

13

2

Exatas

6

7

9

2

Humanas

4

3

6

2

Considerações finais
Embora em andamento, a pesquisa sobre o uso da Internet entre os usuários das
bibliotecas do SIBi/USP já permite observar que as bibliotecas estão definindo seus próprios
critérios para o

uso da Rede, o que confirma a necessidade de diretrizes sistêmicas para o

oferecimento desse importante serviço.
Notam-se diferenças quanto às opiniões dos bibliotecários em relação à restrição do uso
da Rede pelos usuários, sendo que o tempo de acesso ainda não está completamente definido em
nenhuma das três áreas do conhecimento. O tempo ideal sugerido para o acesso à Rede foi
predominante para o intervalo entre 30 a 60 minutos, sendo que as áreas de Biológicas e
14

�Humanas priorizaram o limite de uma hora para acesso, em relação à área de Humanas que
acusou um grande número de respostas para o item “outro”.
A análise refinada do perfil das bibliotecas, sua comparação com as respostas das
bibliotecas e o confronto com a opinião do usuário permitirá um panorama do uso da Internet nas
bibliotecas da USP, possibilitando identificar se as necessidades e expectativas dos usuários, em
relação à utilização desse recurso informacional, estão sendo atendidas satisfatoriamente pelas
bibliotecas do SIBi/USP.
Quanto aos critérios para uso da Internet, sabe-se de antemão sua importância para a
continuidade das atividades sistêmicas das bibliotecas e, certamente, a análise dos dados
oferecidos pelo estudo facilitarão, em muito, sua definição e aceitação pela comunidade.

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18

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                <text>As bibliotecas constituem-se em importante suporte para o desenvolvimento do ensino e da pesquisa nas universidades. Com os avanços tecnológicos no acesso à informação vem se observando alterações no comportamento dos usuários nas bibliotecas universitárias quanto às suas necessidades de informação. Ao mesmo tempo em que essas bibliotecas tentam acompanhar tais mudanças, torna-se um grande desafio propiciar meios e serviços adequados para que seus usuários consigam a informação pertinente de maneira rápida e eficaz. Um dos caminhos para se enfrentar o desafio é conhecer o que a biblioteca pode e deve disponibilizar à sua comunidade, em termos de acesso à informação por meios eletrônicos. A proposta desse estudo é a definição de critérios sistêmicos para o uso da Internet nas bibliotecas da Universidade de São Paulo, a partir da análise de como a Rede está sendo utilizada pelos usuários do Sistema. Com esse objetivo, está sendo desenvolvido um estudo exploratório em que, mediante a identificação das características das bibliotecas do Sistema, quanto à categoria de usuários, área, recursos e acervos disponíveis, será feito um levantamento do uso da Internet, segundo a opinião dos bibliotecários e do próprio usuário. A pesquisa conta com a assessoria do Centro de Estatística Aplicada do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, para o suporte na definição da amostra e na análise e interpretação dos dados.</text>
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                    <text>USO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE
LONDRINA POR ALUNOS DE PÓS GRADUAÇÃO EM
CIÊNCIA DE ALIMENTOS
CARVALHO, Elizabeth Leão de 1
Divisão de Sistemas Micrográficos/NPD/UEL
GIRALDES, Maria Júlia Carneiro 2
Divisão de Processamento Técnico/BC/UEL
BERBEL, Neusi Aparecida Navas 3
Departamento de Educação – CECA/UEL

Resumo

Neste estudo, aplica-se a Metodologia da Problematização no uso da BC/UEL pelos
alunos de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos. Através desta alternativa
metodológica procura-se observar a realidade onde acontece esta relação, elencando
as possíveis causas do problema. Busca-se na literatura e na opinião das pessoas
envolvidas contribuição para o entendimento do problema e hipóteses de soluções.
Sugere-se também alternativas, que aplicadas na realidade possa ocorrer uma ação
transformadora.
INTRODUÇÃO
A iniciativa de elaborarmos um estudo sobre o uso da Biblioteca Central da
UEL (BC/UEL), tendo como população os alunos de pós-graduação em Ciência de
Alimentos da UEL, deu-se pelo fato de atuarmos como profissionais nessa Instituição de
1

1 Chefe de Sistemas Micrográficos/UEL e Mestranda em Biblioteconomia da PUC-Campinas.
Bibliotecária da BC/UEL e Mestranda em Biblioteconomia da PUC-Campinas.
3
Profª. Responsável pela disciplina Metodologia do Ensino Superior no Programa de Mestrado e Doutorado
em Ciência de Alimentos.
2

1

�Ensino Superior e termos interesse em aplicar a Metodologia da Problematização à
realidade de nossa área.
A Metodologia da Problematização, assim denominada por Berbel (1995,
1996), utiliza-se do Arco de Maguerez, apresentado por Bordenave e Pereira , em seu livro
Estratégias de ensino aprendizagem, divulgado por primeira vez em 1977. O Arco de
Maguerez traça um caminho metodológico a partir da realidade que se pretende estudar,
passando por cinco momentos: Observação da Realidade, Pontos Chave, Teorização,
Hipóteses de Solução e Aplicação à Realidade.
Com esses passos, Berbel tem explorado a Metodologia da Problematização
para realizar e orientar estudos teórico-práticos, para o ensino de conteúdos específicos em
sala de aula, para a resolução de problemas de trabalho e, ultimamente, para a pesquisa.
Pelos passos já anunciados, que tomamos como orientação para o estudo realizado e que
seguiremos na organização deste texto, o que pretendemos é chegar à realização de ações
transformadoras na realidade, da qual se extraiu o problema, em algum grau.
Especificamente, através

dessa alternativa metodológica, pretendemos

diagnosticar a relação entre a Biblioteca Central e os usuários (alunos de mestrado e
doutorado), podendo assim inteirar-nos das dificuldades dessa relação e contribuir para que
ela aconteça de forma mais positiva.
1

OBSERVAÇÃO DA REALIDADE
Quando os alunos ingressam em algum curso de pós-graduação, o óbvio é

que se espere deles uma familiaridade no uso da biblioteca, levando-se em consideração
sua vida acadêmica na universidade. Muitas vezes isso não ocorre, pois existem alunos que
encontram dificuldades em fazer pesquisa bibliográfica, por não terem recebido desde o
início de sua vida acadêmica orientação adequada ou não terem sido estimulados pelos
professores a freqüentar a biblioteca e a realizar pesquisas bibliográficas.
Presos aos métodos tradicionais de ensino, pelos quais foram educados, a
maioria dos professores nem percebem que não estão incentivando seus alunos a utilizarem
a biblioteca. Não tomam conhecimento da quantidade de documentos que são publicados
diariamente na área, não se preocupam em desenvolver o espírito crítico do aluno através
da pesquisa, empregando geralmente como fonte de informação um determinado livro ou
2

�texto previamente elaborado. Desse modo, fica difícil ao aluno receber o fluxo de
conhecimento que a biblioteca pode oferecer para sua vida profissional.
Por outro lado, a biblioteca tenta atrair seus usuários pela oferta de novos
serviços, ou mesmo inovando os serviços já oferecidos, mas nem sempre divulgando
suficientemente os serviços ofertados a seus usuários, não conseguindo portanto atingir seu
alvo.
Como o nosso estudo terá como alvo a BC/UEL, abordaremos a seguir
alguns aspectos da biblioteca que facilitará a compreensão de nosso estudo.

1.1 Biblioteca Central da UEL - BC/UEL
Dentre os órgãos suplementares da UEL encontra-se a Biblioteca Central
vinculada academicamente ao Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), e
administrativamente à Reitoria, por delegação ao Vice-reitor.
A Biblioteca Central foi criada em 18 de outubro de 1972, através da
Resolução 123/72, como órgão de apoio informacional às atividades de ensino, pesquisa e
extensão desenvolvidas pela UEL.
O Sistema de Bibliotecas da UEL (SB/UEL) é composto por quatro
unidades: Biblioteca Central, Biblioteca Setorial do CCS/HU (Centro de Ciências da Saúde
do Hospital Universitário), Biblioteca Setorial do COUNP (Centro Odontológico
Universitário do Norte do Paraná), Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de
Assuntos Jurídicos e administrativamente coordenado pela BC/UEL.
A Biblioteca Central está localizada em área central do Câmpus
Universitário, distante não mais que cinco minutos a pé das unidades acadêmicas ali
localizadas. As setoriais ficam a uma distância de no máximo 10 a 15 minutos de carro. O
sistema biblioteca atende a uma população universitária de mais de 12.000 usuários
inscritos entre alunos, professores , pesquisadores, funcionários e estagiários.
Oferecia, em 08/1999, um acervo bibliográfico de 72.611 títulos de livros
em 129.069 volumes, 4.944 títulos de periódicos nacionais e estrangeiros, 3.632 teses e
dissertações, 6.136 folhetos, além de 1.712 materiais especiais, como Braille, CD,
3

�diapositivos, discos, disquetes, filmes, fitas cassetes, normas técnicas, partituras,
microfichas, mapas, etc.
No que diz respeito aos serviços aos usuários, o sistema de bibliotecas
oferece empréstimo domiciliar de material bibliográfico; empréstimo entre bibliotecas;
busca retrospectiva; curso de acesso a bases de dados em CD-ROM; orientação ao usuário;
comutação bibliográfica; normalização de documentos; disque-normas; audioteca; serviço
de disseminação; treinamento de calouros; empréstimo de material especial; intercâmbio
de publicações; catalogação na fonte e reprodução de documentos.
Quanto à estrutura de recursos humanos, o sistema conta com um quadro
único de pessoal para a Biblioteca Central e setoriais, representado por um corpo funcional
de 84 pessoas, distribuídas nos diversos setores e serviços, segundo as categorias que
constituem o plano de cargos em vigor, conforme Tabela 1.
TABELA 1 – Quadro Funcional da Biblioteca Central
CARGO

Número

Auxiliar de Bibliotecário
Bibliotecário
Técnico de Biblioteca
Zelador
Operador de Copiadora
Porteiro
Técnico de Restauro e Conservação Bibliográfica
Técnico Administrativo
Diretor
Secretário
TOTAL GERAL

14
18
27
09
04
05
02
03
01
01
84

Fonte: Dados fornecidos pela Secretária Geral da BC/UEL em 10/11/98.

Para a execução de suas atividades, a organização e estrutura da Biblioteca
Central compreende: Diretoria, Secretaria Executiva e Comissão de Biblioteca.
A Diretoria é o órgão executivo da BC/UEL, a quem compete o
planejamento e controle de todas as atividades, compreendendo 5 divisões, sendo elas:
● Divisão de Formação e Desenvolvimento de Coleção
● Divisão de Processamento Técnico
● Divisão de Referência
● Divisão de Circulação
4

�● Divisão de Bibliotecas Setoriais: Bibliotecas do CCS/HU (Centro de
Ciências da Saúde/Hospital Universitário), do CCS/ODONTO (Centro de
Ciências da Saúde/Odontologia) e do EAAJ (Escritório de Aplicação de
Assuntos Jurídicos).
A Comissão de Biblioteca consiste num canal de participação dos usuários
junto à biblioteca e é constituída por um docente de cada centro de estudo, dois alunos de
graduação, dois bibliotecários do corpo funcional da biblioteca e o diretor da Biblioteca
Central na qualidade de presidente.
Através de questionários propostos a 11 (onze) alunos de mestrado e
doutorado em Ciência de Alimentos, pudemos ter uma noção de como está a relação destes
alunos com a BC/UEL e com isso ampliamos a nossa observação da realidade, como
primeiro passo da Metodologia da Problematização .
Entre as características positivas da utilização da BC/UEL, os alunos
mencionaram:
●

bom atendimento pelos funcionários;

●

variedade de livros e periódicos;

●

boa organização;

●

vários periódicos na área;

●

serviço de COMUT;

●

bom atendimento no acervo de periódicos;

●

horário de funcionamento da BC/UEL;

●

possibilidade de busca em CD-ROM.

Entre as dificuldades relatadas, levantamos algumas insatisfações dos
alunos referentes ao uso da BC/UEL e aos serviços oferecidos:
● poucos títulos de coleção de periódicos na área de Ciência de
Alimentos;
● livros não muito recentes (defasados);
● não existe catálogo de assunto de artigo de periódico, dificultando a
localização do fascículo;
● pouco equipamento para fazer levantamento em bases de dados em
CD-ROM;
● demora na fila de atendimento para o empréstimo de livros.
5

�Além dos pontos favoráveis, interessam-nos mais as dificuldades
manifestadas, pois o objetivo deste trabalho é oferecer subsídios à BC/UEL para
aperfeiçoar seus serviços. Ainda, conscientes dos inúmeros problemas que afetam a relação
entre o usuário e a biblioteca, formulamos o nosso problema de estudo:
“Será que a BC/UEL está atendendo satisfatoriamente seus usuários de
pós-graduação em Ciência de Alimentos?”
2

PONTOS-CHAVE
Nesta fase da Metodologia da Problematização estaremos identificando

alguns fatores associados ao problema dos usuários de pós-graduação em Ciências de
Alimentos, quanto à satisfação no uso da BC/UEL, para assim podermos explorar as
possíveis causas que geram este problema.
Segundo Silva (1986, p.49), ler é possuir elemento de combate à
alienação e ignorância (...) o ato de ler se constitui num instrumento de luta contra a
dominação.
O hábito da leitura é fundamental para a educação. Ocorre que, muitas
vezes, a concepção de leitura para muitos professores permanece apenas na teoria e não é
aplicada em sala de aula, porquanto muitos acham que a leitura é ‘perda de tempo’, ou algo
desagradável e imposto. O estudante não tem culpa dessa situação, pois o exemplo tem que
vir do professor, que representa o modelo para o aluno, e se ele não tiver o hábito e o
prazer da leitura, certamente não conseguirá fazer com que seus alunos criem o hábito ou
sintam o prazer da leitura.
A falta de incentivo dos pais na educação intelectual de seus filhos
também desestimula o hábito de leitura. Se as crianças, desde a tenra idade, fossem
acostumadas a ouvir estorinhas infantis, elas descobririam sozinhas o tão falado 'Mundo
Mágico' da leitura e, dessa forma, com o tempo e com livros à disposição, elas certamente
iriam procurá-los.
Outro fator que influencia o pouco hábito de leitura no país é o baixo
poder aquisitivo da população. Fica difícil para muitas pessoas adquirir livros, revistas,
jornais etc., que as auxiliariam a crescer como pessoas, como também as ajudariam a
acompanhar as transformações que se processam dia a dia na sociedade, na ciência, na
tecnologia etc.
6

�Vivemos numa sociedade na qual o acesso à educação e à leitura ainda é
privilégio de poucos. Basta ler/ouvir diariamente as notícias que apontam para o
subdesenvolvimento da população e o alto número de analfabetos. A maior parte da
população brasileira é constituída de analfabetos, sendo este um dos problemas mais grave
que o país enfrenta.
Sabemos que o desenvolvimento de um país é impulsionado pelo acesso do
povo ao conhecimento transmitido pela palavra impressa. Por isso temos que lutar para
derrubar a barreira do analfabetismo, incentivando o hábito de leitura desde o ingresso da
criança no primeiro grau até sua formação como adulto. Assim, colaboraríamos para que
nossos alunos se posicionassem mais claramente e conscientemente, aguçando seu espírito
crítico em relação aos fatos que assistem e vivem na sociedade.
Os professores brasileiros, inseridos no contexto educacional, não foram
acostumados a desenvolver o hábito de leitura e também a desenvolver técnicas básicas de
transmissão de conhecimento aos seus alunos. Muitas vezes esquecem que o papel do
professor não deve ser apenas transmitir conhecimento, mas também orientar seus alunos
para que encontrem, organizem e processem o saber. É necessário, portanto, que favoreçam
a aquisição das técnicas básicas: bom domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
Como afirma Silva (1986, p.49-50 ):
Na nossa sociedade, o acesso à escrita (ao livro) aparece como um privilégio de classe,
comprovado historicamente. A manipulação do povo ocorre através de uma real
contradição: ao mesmo tempo em que se prega o valor do livro e da leitura, tenta-se
esconder o fato de que as condições de produção da leitura não são tão concretas
assim.(...) A inexistência de bibliotecas populares, a ausência de uma política para a
promoção da leitura, etc são, em verdade, fenômenos muito bem “calculados” pelo poder
dominante - isto porque, uma pessoa letrada que possui a capacidade de penetrar nos
horizontes colocados em livros e similares, é capaz de colher subsídios para
posicionar-se frente aos problemas sociais. A presença de leitores críticos sem dúvida
incomoda bastante a política da ignorância e da alienação, estabelecida pelos regimes
ditatoriais e disseminada através dos aparelhos ideológicos do Estado.

Podemos observar que os fatores anteriormente apresentados irão refletir no
desempenho dos alunos na universidade, os quais, por não terem o hábito de leitura, não
freqüentam a biblioteca e não sabem fazer uso dela.
É difícil imaginar um cenário diferente para os alunos de pós-graduação. É
nesta etapa do desenvolvimento intelectual do indivíduo que a ausência anterior da leitura
irá refletir.
Consideramos que as dificuldades encontradas no relacionamento dos
usuários com a biblioteca podem estar muito além das citadas na Observação da Realidade
7

�e que a relação de amor e desamor para com a biblioteca inicia-se no primeiro grau, onde o
desenvolvimento do hábito da leitura e o incentivo à mesma nem sempre fazem parte das
prioridades do ensino. Sabemos que a biblioteca torna-se mais importante para o aluno no
terceiro grau e a pesquisa bibliográfica é uma ferramenta básica para a construção de seu
conhecimento.
Bordenave (1998, p.255), ao questionar professores do IICA sobre por que
os alunos lêem pouco, obteve as seguintes respostas:
● “eles egressam do ensino secundário sem o hábito de ler e, sobretudo de freqüentar a
biblioteca;
● as apostilas condicionam o aluno a não procurar outras fontes;
● a carga horária excessiva não deixa tempo para que os alunos freqüentem a
biblioteca;
● a biblioteca tem poucos livros, facilidades precárias, mal atendimento;
● os alunos não sabem como utilizar a biblioteca;
● muitas obras de consulta indispensável estão em idiomas que os alunos não
compreendem;
● os professores não estimulam o uso da biblioteca: em geral os alunos não precisam
freqüentar a biblioteca para serem aprovados”.

Entre os vários fatores que dificultam o uso da biblioteca pelos alunos, está
o porte da biblioteca. Em nosso caso, constatamos que a BC/UEL é de porte médio e
possui uma certa complexidade para os usuários que não estão acostumados com
bibliotecas.
O uso correto da biblioteca requer treinamento, que a maioria dos alunos
recebem, mas de que não se conscientizam, daí a dificuldade de eles se servirem dela.
Diante dessas reflexões e visando especificamente a pós-graduação em
Ciência de Alimentos, resolvemos estudar os seguintes pontos-chave:
●

política de desenvolvimento de coleções para a aquisição de material
bibliográfico para a área de Ciência de Alimentos;

●

organização da BC/UEL e facilitação ou dificultação de seu uso pelos
alunos de pós-graduação na área;

●
3

serviços oferecidos pela biblioteca aos alunos da área.

TEORIZAÇÃO
Como vimos até agora, o hábito da leitura influencia sobremaneira a atitude

dos alunos com relação à biblioteca. Se o aluno não foi estimulado a ler desde criança, a

8

�freqüentar a biblioteca de sua escola, se não recebeu incentivo dos pais, sua relação com a
biblioteca, quando adulto, sofrerá as conseqüências dessa ausência de estímulos.
Porém, mesmo aqueles alunos que desde crianças foram acostumados a ler,
e a leitura sempre fez parte de sua vida, muitas vezes também eles enfrentam problemas
em sua relação com a biblioteca.
As bibliotecas existem para serem depositárias do conhecimento gerado por
todas as áreas do saber e são, quiça, o único recurso para as pessoas que não tem condição
de adquirir livros. É impossível imaginar que alguém possua todos os livros de todas as
áreas contidas em uma biblioteca. O que geralmente ocorre é alguém formar sua biblioteca
particular em uma área específica.
No caso das bibliotecas universitárias, tendo como foco a BC/UEL, a
preocupação fundamental é constituir suporte básico para que a Instituição possa atingir
seus objetivos de ensino, pesquisa e extensão, devendo assim refletir a política da
Instituição na qual está inserida.
Para Prado (1992, p. 13), a biblioteca universitária nada mais é que uma
universidade em si mesma. As universidades são centros transmissores do saber, através do
ensino e dos livros. Temos a palavra falada e a palavra escrita a serviço da cultura.
As bibliotecas universitárias têm a preocupação fundamental de atender
seus usuários, tendo sempre como diretriz para o desenvolvimento do seu trabalho os
cursos oferecidos pela Instituição da qual faz parte, como afirma Figueiredo (1994, p. 71):
Uma biblioteca é reconhecida, essencialmente como uma instituição de trabalho intensivo,
porque a transferência de informação se baseia, largamente, na comunicação humana. É
necessário que o administrador encontre os métodos mais adequados ao seu ambiente para
tornar este processo de comunicação o mais eficiente e eficaz possível.

A seguir, faremos uma análise teórica de cada ponto-chave identificado e
discutiremos também, para reforçar os dados, os depoimentos obtidos junto aos
funcionários da BC/UEL e alunos de pós-graduação em Ciência de Alimentos.
3.1 Política de Desenvolvimento de Coleções
Os alunos de pós-graduação em Ciência de Alimentos colocam entre os
pontos negativos da BC/UEL, a falta de títulos de periódicos na área e reclamam a
desatualização dos livros.
9

�Para amenizar a falta de títulos de periódicos na área, a biblioteca oferece
serviços de Comutação Bibliográfica que consiste em solicitar de outras instituições
brasileiras o material bibliográfico de interesse dos usuários.
Quanto ao problema referente aos livros defasados, não pudemos deixar de
concordar com a queixa dos alunos Este é um problema sério que todas as IES brasileiras
enfrentam. A BC/UEL, para sanar a falta de material bibliográfico atualizado, tem
procurado dinamizar os seus serviços de doação e intercâmbio.
Para a aquisição de material bibliográfico, a BC/UEL conta com a Divisão
de Formação e Desenvolvimento da Coleção. O objetivo desta Divisão é adquirir
materiais-- através da compra, doação e permuta –que sirvam de apoio às atividades
básicas da UEL.
As bibliotecas adotam critérios para o processo decisório de seleção e
aquisição. Por isso existe uma política de seleção.
A política de seleção deve ser flexível, atualizada e expressa de forma a
facilitar as decisões e a justificar a incorporação ou não de determinados materiais
(Figueiredo, 1982, p.31-35)
A política de seleção permite o crescimento racional e equilibrado do
acervo, identifica os elementos adequados à formação da coleção, determina critérios para
duplicação de títulos, incrementa os programas corporativos, estabelece prioridades de
aquisição de material e traça diretrizes para o descarte de material.
O autor coloca ainda como política de seleção um conjunto de diretrizes e
normas que visa estabelecer ações, delinear estratégias gerais, determinar instrumentos e
delimitar critérios para facilitar a tomada de decisão na composição e desenvolvimento de
coleções, em consonância com os objetivos da instituição e dos usuários do sistema.
É de responsabilidade do docente a seleção qualitativa do material, cabendo
à BC/UEL a seleção quantitativa, baseada nos critérios estabelecidos pela Política de
Aquisição, ou seja:
●

Livro-Texto Nacional - um exemplar para cada 12 alunos;

●

Livro - Texto Importado - somente um exemplar;

●

Livro de Leitura Complementar e/ou Atualização - somente um
exemplar.

10

�No final de 1987, a BC/UEL implantou a automação das rotinas de compra
de livros, o que veio contribuir para agilizar os serviços e facilitar a comunicação entre
biblioteca e docente, tendo em vista a emissão de listagens que permitam visualizar a
posição em que se encontra o material bibliográfico solicitado pelo docente à BC/UEL.
Para o procedimento da aquisição de periódicos, a BC/UEL possui uma lista
básica de periódicos (nacionais e importados), os quais são renovados automaticamente a
cada ano. Esta lista básica foi formada a partir da indicação dos docentes dos diversos
departamentos dos centros de estudos da UEL. Em relação aos periódicos importados,
estes são analisados a cada três anos pelos departamentos, podendo-se, dessa forma, fazer
cancelamento, inclusão e/ou somente manter os títulos já existentes.
Na doação e intercâmbio, o material bibliográfico e /ou especial é adquirido
mediante consulta a especialistas na área, seguindo critérios estabelecidos na Política de
Desenvolvimento de Coleções, bem como promovendo o intercâmbio das publicações
editadas pela UEL.
A BC/UEL completa as falhas da coleção de periódicos utilizando a doação
e o intercâmbio, através de listas de duplicatas recebidas de outras bibliotecas.
Para compararmos os argumentos dos alunos em relação aos problemas
levantados, no que refere-se à coleção de material bibliográfico na área de Ciência de
Alimentos, entrevistamos a responsável por essa Divisão, e aproveitamos para questionar
também o interesse dos professores da área de Ciência de Alimentos quanto à sua
contribuição para a aquisição de material bibliográfico e obtivemos as seguintes respostas:
Acho que os professores do TAM são sempre atuantes e participantes (tanto os de
graduação, quanto os de pós-graduação). Estão sempre dispostos e interessados em
contribuir com a aquisição de material de informação. Por exemplo: recentemente a
CAPES fez cortes nos títulos de periódicos que apoiava para a UEL. Em função disto os
docentes do TAM se uniram, fizeram uma campanha entre eles e assim foi possível renovar
três títulos de periódicos.

(Responsável pela Divisão de Aquisição da BC/UEL)

Quanto ao procedimento feito para política de desenvolvimento de coleções
para a pós-graduação em Ciência de Alimentos, foi-nos informado:
A Política de Desenvolvimento de Coleções adotada pela BC/UEL é a mesma para todos.
O estabelecimento de prioridades (inclusive foi recém alterada) não privilegia nenhum
curso em especial. Todos são contemplados (tanto para livros como para periódicos). É
feita pelos docentes das diversas áreas e a BC/UEL fica responsável pela seleção
quantitativa, que depende sempre do número de alunos existentes na disciplina.

11

�A política de desenvolvimento de seleção pode ser conceituada também
como o conjunto de normas as quais regem o dia – a – dia dos selecionadores,
necessitando, portanto, que os objetivos almejados pela biblioteca (com base na coleção
existente), estejam claros e bem delineados. Ela deve também estar de acordo com a
instituição a qual está servindo ou deverá servir. (Figueiredo, 1994)
Wallard (1937) declara que os objetivos da biblioteca são coletivos, vale
dizer, a comunidade é que é a beneficiária dos serviços de biblioteca, não o indivíduo; e os
objetivos da biblioteca é que determinarão os métodos e as práticas de seleção. (apud
Figueiredo, 1994)
Percebemos que há preocupação por parte do Departamento de Ciência de
Alimentos em atualizar a coleção da área. Notamos ainda que a BC/UEL tenta buscar
soluções para sanar os problemas relativos à falta de títulos de periódicos e à
desatualização dos livros.
3.2 Organização de Biblioteca
Como em nosso estudo observamos que algumas causas apontadas pelos
alunos de Ciência de Alimentos poderiam estar relacionadas com o método de organização
adotado pela BC/UEL, levantamos, junto aos funcionários responsáveis, alguns dados
referentes à organização do seu acervo, bem como a sua estrutura administrativa.
São palavras de Prado (1992, p.3):
ao pretendermos organizar uma biblioteca precisamos considerar dois aspectos básicos: o
intelectual e o material. O intelectual é a preocupação de servir a um público que pede
conhecimentos, podendo esse ser ou não especializado. O material é a preparação técnica
do acervo para que fique em condições de atender rápida e acertadamente às consultas
dos leitores.

São os materiais bibliográficos que formarão o acervo de uma biblioteca.
Eles apresentam-se de diversas maneiras (livros, periódicos, microfichas, etc.) e são
arranjados nas estantes seguindo uma determinada classificação.
Classificar um material significa agrupá-lo segundo os assuntos de que trata,
significa, portanto, determinar o assunto.
Nos sistemas de classificação cada área do conhecimento está representada
por um número e suas subdivisões.
12

�Os sistemas de classificação mais utilizados são: sistema de Classificação
Decimal de Dewey (CDD), Classificação Decimal Universal(CDU) e sistema da Biblioteca
do Congresso dos Estados Unidos.
Consultando a BC/UEL, observamos que o sistema de classificação adotado
é a CDU, mas parte do acervo apresenta-se no sistema da CDD e os funcionários estão
gradativamente passando o material para a CDU, adotando assim um sistema único.
Além da classificação, o material bibliográfico é indexado, e assim o
bibliotecário determinará os assuntos abordados no material de informação, os quais serão
transpostos em fichas que formarão os catálogos da biblioteca.
O processo de transcrição dos dados bibliográficos referentes a cada obra e
da transposição destes em fichas feito pelos bibliotecários é chamado de catalogação.
Segundo Prado (1992, p. 38), catalogar é registrar tudo que há na biblioteca
para que o leitor possa saber o que nela existe e qual a sua localização.
A BC/UEL, realiza, pela Divisão de Processamento Técnico, todo o
processo técnico do material bibliográfico através do serviço de registro, catalogação,
classificação e preparo físico (bolso, etiquetas, fichas de empréstimos) para que o material
possa ser localizado nas estantes e emprestado.
A reunião das fichas das obras catalogadas formarão os catálogos internos
(uso da BC/UEL) e externos (uso do público).
A BC/UEL disponibiliza, para localização dos livros pelos usuários, os
catálogos de autor, título e assunto.
Uma das dificuldades detectadas pelos alunos é a falta de catálogo de
assunto para periódicos. Eles dizem que a falta deste catálogo dificulta a localização dos
artigos de seus interesses.
A BC/UEL tenta sanar esta dificuldade, utilizando fontes que contenham
informações de interesse de seus usuários, procurando assim realizar levantamentos
bibliográficos que recuperem os assuntos constantes em seus títulos de periódicos, como
também de outras instituições.
Recentemente, a BC/UEL iniciou a indexação de alguns títulos de
periódicos da área de Estilismo em Moda, com a coordenação de docentes do curso de
Ciência da Informação e do curso de Estilismo em Moda, pretendendo estender o processo
para toda a coleção de periódicos da biblioteca.
13

�Os alunos têm razão em afirmar que a falta de catálogos de assuntos
dificultam a localização dos artigos de seus interesses, mas futuramente poderão contar
com a indexação para a área de Ciência de Alimentos.
3.3 Serviços Oferecidos aos Usuários
As bibliotecas universitárias têm como um de seus principais objetivos
oferecer serviços aos integrantes da instituição a que pertencem e à comunidade em geral.
Os serviços oferecidos aos usuários em bibliotecas universitárias devem ser
programados com base nos objetivos e necessidades dos usuários, pois com base em suas
necessidades os caminhos da biblioteca devem ser direcionados.
A biblioteca deve, portanto, funcionar como parte integrante do processo
educacional, para o qual ela existe; tem que haver consonância entre as funções da
biblioteca e as da universidade.
Um dos problemas encontrados pelos alunos de Ciência de Alimentos é o
tempo gasto na fila de atendimento para empréstimos de livros.
A BC/UEL conta com a Divisão de Circulação para fazer o controle da
circulação interna e externa de todo o material bibliográfico. Esta divisão é composta pela
Seção de Empréstimo, Seção de Acervo de Livros/Acervo de Periódicos e Portaria.
A Seção de Empréstimo é responsável pela inscrição de usuário, pelo
empréstimo de material bibliográfico, pelo controle da estatística de consulta e
empréstimo, pela devolução, renovação e reserva de material bibliográfico.
A Seção de Acervo de Livros e Periódicos é responsável pelo atendimento e
orientação do usuário na localização do material no acervo e pela recolocação do material
emprestado e consultado nas estantes.
A freqüência dos usuários - entrada e saída - na biblioteca é controlada
diariamente através da roleta. A média diária de freqüência é de 2.760 usuários.
Para justificar a atividade acima mencionada, Figueiredo (1994) aponta que
as necessidades de dados estatísticos sobre o uso dos serviços de informação são variados e
exigem atenção na sua compilação e adequação às necessidades da biblioteca para que ele
possa mensurar os seus serviços e procedimentos.
Pudemos observar que a demora na fila de empréstimo é causada pelo fato
de o processo de empréstimo ser feito manualmente, e isso é moroso.
14

�Como alguns alunos encontram dificuldade em localizar o livro na estante,
perguntamos à responsável pela divisão como é feita a reposição do material bibliográfico
da área nas estantes e obtivemos a seguinte resposta:
A reposição do material bibliográfico é feita nos três períodos de atendimento da BC/UEL,
manhã, tarde e noite. É efetuada estatística de consulta e o material é reposto na estante
em ordem alfabética de título de periódico e dentro do título, do mais antigo para o mais
recente. Quanto aos livros, são armazenados em ordem de classificação (assunto do livro).

Em relação à quantidade de material bibliográfico que os alunos de
pós-graduação na área de Ciência de Alimentos podem retirar para empréstimo domiciliar,
recebemos a seguinte informação:
Os alunos de pós-graduação podem retirar 05 livros pelo prazo de 15 dias; 03 periódicos
por 08 dias; 01 fita cassete por 04 dias e 05 teses, trabalho de conclusão de curso,
trabalho acadêmico, dissertação e monografias por 15 dias.

O regulamento do serviço de circulação é padronizado para todas as
bibliotecas do Sistema Bibliotecário da UEL. A consulta ao acervo é aberta à comunidade
em geral, porém o empréstimo domiciliar é restrito à comunidade universitária, desde que
o interessado esteja devidamente registrado no sistema.
Pelo fato de a BC/UEL fazer parte de uma instituição pública, sabemos das
suas dificuldades financeiras em conseguir verbas para aquisição de equipamentos e
serviços, em quantidade suficiente para atender as necessidades dos usuários.
O relato dos alunos de Ciência de Alimentos quanto referente ao pequeno
número de equipamentos disponíveis na BC/UEL para levantamento em bases de dados em
CD-ROM confirma essa realidade.
Apesar da falta de equipamentos disponíveis, a BC/UEL procura suprir
essas necessidades e conta com a Divisão de Referência para atender as solicitações de
levantamentos bibliográficos, assim como para disponibilizar a informação ao do usuário e
promover a sua utilização. Coloca na mão do usuário toda a gama de informações contidas
no seu acervo, bem como o acervo de outras bibliotecas, através dos seguintes produtos e
serviços oferecidos:
●
●
●
●
●
●
●

serviços de buscas manuais e online;
comutação;
empréstimo entre bibliotecas;
normalização de documentos;
serviços de disseminação (em estruturação)
educação de usuário;
exposição;
15

�●
●
●
●

consulta local;
equipamentos disponíveis aos usuários para acesso à Internet;
empréstimo domiciliar;
serviços de reprografia.

Em entrevista realizada com a responsável pela divisão sobre a política de
uso de equipamentos para consulta da base de dados em CD-ROM na área de Ciência de
Alimentos, obtivemos a informação:
o usuário agenda dia e hora para utilização dos equipamentos, com direito de uma hora de
uso, podendo gravar em disquetes sua pesquisa. Cobra-se uma taxa de R$ 3,00. Caso as
citações sejam impressas, a taxa é de R$ 0,05 por citação.

As bases de dados disponibilizadas pela BC/UEL, na área de Ciência de
Alimentos, são as seguintes:
FSTA -Food Science and Technology Abstracts - em CD;
BA

- Biological Abstracts - em CD;

WOS - Web of Science - Online/Internet
Relativamente à queixa dos alunos, após o levantamento e análise de todos
os dados, e considerando as limitações da BC/UEL, mas também todos os serviços
disponíveis, ousamos afirmar que um dos problemas mais graves que afetam a relação do
aluno com a biblioteca é a falta do hábito de leitura, que se inicia na infância e tem
conseqüências graves no desenvolvimento intelectual do indivíduo, principalmente quando
este está inscrito num curso de mestrado ou doutorado.
Na fase da vida acadêmica do aluno - pós-graduação - é imprescindível o
hábito de leitura, visto que ele terá que produzir trabalhos acadêmicos mais complexos,
necessitando para tanto de agilidade na utilização de informações.
Para reforçar a necessidade que os alunos sentem do incentivo do professor
na leitura, encontramos em Borsato (p.276, in Berbel, 1998): é bastante significativa a
queixa dos acadêmicos ao constatarem que, na prática, os professores não estão
preparando e nem incentivando o aluno para a leitura.
Analisando os problemas levantados pelos alunos de Ciência de Alimentos,
notamos que para alguns, como no caso do desenvolvimento de coleção da área (falta de
periódicos e livros defasados) existem critérios para a escolha do material a ser adquirido,
não dependendo apenas da BC/UEL, mas também de toda política da Instituição.
Para os outros problemas, como a organização da biblioteca e dos serviços
oferecidos por ela, concluímos que a BC/UEL, apesar de proceder como as demais
16

�bibliotecas e possuir uma estrutura organizada, poderia buscar também outras alternativas
para melhorar a sua relação com os seus usuários.
Não podemos deixar de salientar que, embora existam algumas dificuldades
apontadas pelos alunos no uso da biblioteca, eles elencaram muitas características
positivas. Concluímos que esta relação, às vezes, é afetada pelo fato de os alunos
desconhecerem muitos serviços por ela oferecidos.
4

Hipóteses de Solução
Tendo como caminho a Metodologia da Problematização que nos leva ao

compromisso da transformação da realidade, após analisar os dados coletados sobre as
dificuldades no uso da biblioteca pelos alunos de pós-graduação em Ciência de Alimentos,
formulamos algumas hipóteses de solução, que podem inspirar soluções aplicáveis na
melhoria da relação da biblioteca com seus usuários.
Com relação ao que abordamos, na Teorização, sobre a falta de estímulo à
leitura comum em grande parte dos alunos de instituições brasileiras, verificamos que este
desestímulo inicia-se no primeiro e segundo graus, trazendo conseqüências significativas
no desenvolvimento de alunos de graduação e pós-graduação. Essa realidade resulta no
descaso pela biblioteca. Sugerimos, por isso, a implantação de programas de incentivo à
leitura.
Buscando parcerias com professores de Literatura, Lingüística, Português,
etc., poderemos ter como conseqüência, maior uso da biblioteca e também uma maior
satisfação do usuário em relação à instituição geradora do conhecimento, canal de ligação e
interação entre a literatura registrada e os seus possíveis usuários.
As funções de todas as bibliotecas são, basicamente, as mesmas: adquirir
material bibliográfico relacionado com os interesses de uma determinada população ou
usuário, seja esta população real seja potencial; organizar estes materiais e torná-los
acessíveis aos usuários. Podemos dizer então que, num contexto amplo, as bibliotecas são
parte do processo de transferência de informação, por meio de registro impresso e/ou
eletrônico.
A biblioteca tem a missão de ampliar e disponibilizar sua coleção para seu
público, quando neste momento a necessidade de parcerias torna-se o elemento chave. A
instituição que não procurar extrapolar os seus limites físicos e ir ao encontro das
17

�necessidades da sociedade, seja para buscar fundos seja levar a informação, não estará
sendo dinâmica e criativa, o que é imprescindível nos dias atuais.
Um aspecto importante a ser abordado e que Bordenave (1998) comenta, é a
carga excessiva de horas de aula e a inexistência de horário exclusivo para o aluno fazer
suas leituras complementares na biblioteca. Este fato também contribui para o pouco uso
da biblioteca. Uma solução seria a criação de horários exclusivos para o estudo em
biblioteca, sendo uma tentativa de solução entre as outras já citadas.
Quando sugerimos indexar a coleção de periódicos da BC/UEL, destacamos
a facilidade de acesso que a indexação proporcionará a este acervo, pois existem títulos de
periódicos, principalmente os nacionais, que não são indexados em fontes de informação e
a indexação justifica-se pela necessidade de oferecer aos usuários fontes adequadas de
pesquisa. Afirmamos isto, levando em consideração que os assuntos mais procurados são
também os mais atuais e nem sempre já foram indexados.
Outra solução a ser sugerida é a automação do empréstimo de material que,
implantado, fará diminuir, com certeza, as filas de empréstimo. Como profissionais da
UEL, conhecemos a vontade da Direção para automatizar este serviço. Infelizmente, o
fator financeiro tem dificultado este processo, como também a automação de todo o seu
acervo. Esta é uma reivindicação antiga dos funcionários e da administração.

5 Aplicação à Realidade
Nesta etapa do estudo, finalizando a Metodologia da Problematização e
conscientes de que poderemos mudar de alguma forma positiva a realidade observada
durante o nosso estudo, proporemos formalmente à BC/UEL as seguintes ações:
●

Formar grupos de trabalho por área de conhecimento, com alunos,
docentes, e funcionários da BC/UEL, para indexar a coleção de
periódicos correspondente a essa área, dando continuidade ao trabalho
iniciado pelo Departamento de Ciência da Informação, e também
18

�divulgá-la através dos meios de comunicação disponíveis na UEL
(Internet, Intranet, Boletim Notícia, etc.);
●

Automatizar a coleção de periódicos, visando a digitalização dos artigos
para criação de um banco de dados e disponibilizá-lo em rede. Para isso
a BC/UEL poderia usar dos recursos tecnológicos que o Núcleo de
Processamento de Dados da UEL oferece;

●

Automatizar o empréstimo de material, utilizando códigos de barra;

●

Elaborar um programa de marketing dos serviços ofertados pela
BC/UEL;

●

Buscar parcerias junto à iniciativa privada, através de projetos, onde a
BC/UEL angariaria fundos para a aquisição de livros e também
equipamentos.

Além disso, disponibilizaremos à coordenação do Programa de Mestrado e
Doutorado em Ciência de Alimentos, uma cópia deste trabalho.
Colocaremos também à sua disposição na Secretaria de Pós-Graduação em
Ciência de Alimentos uma cópia para uso dos alunos do Programa. Buscaremos disseminar
o estudo em eventos científicos das áreas de Ciências de Alimentos, Educação,
Biblioteconomia e ainda através da publicação.
A

oportunidade

de

utilizar

a

Metodologia

da

Problematização

possibilitou-nos uma visão mais crítica do nosso papel de profissionais dentro de uma
instituição de Ensino Superior. Apoiadas nesses estudos procuraremos contribuir para a
efetivação do conteúdo dessas reflexões no dia-a dia da BC/UEL.

19

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito da leitura. 2.ed. São Paulo: Ática,
1986. 106 p.
BERBEL, Neusi Aparecida Navas (org.) Metodologia da problematização: experiências
com questões de ensino superior. Londrina: Ed. UEL, 1998. 147 p.
__________. A Metodologia da Problematização no Ensino Superior e sua contribuição para
o plano da praxis. Semina: Ci. Soc./Hum., Londrina, v.17, Ed. Especial, p.7-17, nov.
1996.

__________.

Metodologia da Problematização: uma alternativa metodológica apropriada

para o Ensino Superior. Semina: Ci. Soc./Hum., Londrina, v.16, n.2, Ed. Especial, p.
9-19, out. 1995.
_______. Questões de ensino na universidade: conversas com quem gosta de aprender para
ensinar. Londrina: Ed. UEL, 1998. 147 p.
BORDENAVE, Juan Diaz; Pereira, Adair M. Estratégias de ensino-aprendizagem. 18.ed.
Petrópolis: Vozes, 1998. p.255-265
FIGUEIREDO, Nice. M. Avaliação das coleções de referência nas bibliotecas brasileiras:
uma proposta de metodologia. Ciência da Informação, Brasília, v.11, n. 2, p.31-35, 1982.
FIGUEIREDO, Nice M. Tópicos modernos em Ciência da Informação. São Paulo: Centro
Cultural Teresa D’Avila, 1994. 146p.
_______. Metodologias para promoção do uso da informação. São Paulo:
Nobel/Associação Paulista de Bibliotecários, 1990. 144p
_______Estudos de uso e usuários da informação. Brasília: IBICT, 1994. 154p.

20

�GARCIA, Regina Leite. A educação numa plataforma de economia solidária. Jornal a
Página da Educação. 27 Junho 1999. Online. Disponível em:
http://www.a-pagina-da-educacao.pt/arquivo/RLGarcia.html
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. 2. ed. São
Paulo: TA Queiroz, 1992. 209 p.
SILVA, Ezequiel T. da. Leitura na escola e na biblioteca. Campinas: Papirus, 1986.

21

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Uso da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina por alunos de pós graduação em  ciência de alimentos. </text>
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                <text>Carvalho, Elizabeth Leão de, Giraldes, Maria Júlia Carneiro, Berbel, Neusi Aparecida Navas</text>
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              <elementText elementTextId="72807">
                <text>Neste estudo, aplica-se a Metodologia da Problematização no uso da BC/UEL pelos alunos de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos. Através desta alternativa metodológica procura-se observar a realidade onde acontece esta relação, elencando as possíveis causas do problema. Busca-se na literatura e na opinião das pessoas envolvidas contribuição para o entendimento do problema e hipóteses de soluções. Sugere-se também alternativas, que aplicadas na realidade possa ocorrer uma ação transformadora.</text>
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                    <text>Serviços de informação voltados para o cliente: a difícil busca das bibliotecas
universitárias brasileiras

Waldomiro Vergueiro1
Bárbara Júlia M. Leitão2

Resumo
Discute as modernas proposições administrativas que
priorizam o cliente como elemento mais importante para a
definição de produtos e serviços. Reflete sobre as aplicações
dessas propostas aos serviços de informação e bibliotecas no
mundo. Analisa as dificuldades que as bibliotecas
universitárias brasileiras enfrentam para implementação da
filosofia do cliente em seus serviços. Propõe algumas técnicas
e metodologias possíveis para se atingir esse objetivo.
Abstract
Discusses modern management theories which place
customers as the most important factor for defining products
and services. Considers the use of these propositions in
libraries and information services around the world. Analyses
the difficulties Brazilian university libraries face for
establishing the customer’s philosophy in their services.
Proposes some techniques and methodologies for this
objective.

1
2

Professor Doutor do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.
Diretora do Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD) da ECA/USP.

1

�Introdução
Cada vez mais, o ambiente competitivo que caracteriza o final deste milênio está exigindo
de cada empresa o máximo de dedicação na prestação de serviços e na busca da satisfação
de seus clientes, pois a possibilidade deste ser atraído por um concorrente deixou de ser
uma probabilidade remota. Atualmente, inclusive, é muito comum enfatizar o papel do
cliente como o elemento catalisador de todas as atividades empresariais. De fato, nunca foi
ele tão lembrado e tão falado como agora, muitas vezes apenas como estratégia de
marketing, outras vezes como talvez a única alternativa viável para diferenciação na babel
de alternativas disponíveis ao consumidor, tanto em termos de serviços como de produtos.
A busca da satisfação do cliente é provavelmente uma das marcas características desta
segunda metade do século XX. Isto não acontece por acaso. O presente século também
testemunhou uma tendência global e paulatina à conscientização sobre os direitos e deveres de
cada cidadão. Mundialmente, o movimento pela defesa dos direitos do consumidor cresceu e
se solidificou de maneira quase incontrolável, conseqüência de décadas de lutas isoladas e do
aumento generalizado do nível educacional de grandes segmentos da população, notadamente
a classe média. A globalização, embora tenha significado retrocessos, também representou
avanços quando aproximou indivíduos de ambientes sócio-econômicos diferentes. Em muitos
deles, possibilitou uma indiscutível ampliação sobre a consciência de seus direitos enquanto
consumidores.
Existem motivos para regozijo quando se pensa que o conceito de cidadania está se
ampliando cada vez mais. No Brasil, ele pode ser sentido no ainda relativamente recente
Código de Defesa do Consumidor. Ainda é pouco, ainda existe muito a ser feito. Mas, é
certo, isso representa um avanço significativo quando se pensa no quase total desamparo em
que se encontravam os consumidores brasileiros antes de seu aparecimento.
2

�Do mais humilde dono de armazém ao diretor-presidente de uma cadeia de lojas
multinacional de departamentos, do rábula interiorano ao mais conceituado especialista em
leis trabalhistas, ninguém se pode dar ao luxo de ignorar as especificidades de seu cliente,
deixando de atendê-lo em seus desejos e necessidades (ou, pelo menos, convencê-lo de que
lhe está dando o máximo possível a um preço que ele está disposto a pagar). Não o fazer
significaria provavelmente perdê-lo para os concorrentes.
As instituições provedoras de informação não passam ao largo de todas essas
tendências mundiais. De fato, bibliotecas, centros de documentação e informacão em geral
têm que se adaptar às exigências de satisfação do cliente que o final do século parece ter
escolhido como o seu referencial de avaliação. Os profissionais envolvidos na área de
informação necessitam estar a par das diferentes propostas existentes nesse sentido, de
maneira a adequá-las aos produtos e serviços que disponibilizam. Se não o fizerem, outros o
farão por eles. Este parece ser um caminho sem volta.
No Brasil, a realidade das bibliotecas universitárias é especialmente sensível a essa
questão, principalmente quando se considera o acirramento da concorrência entre instituições
de ensino superior públicas e privadas. Nesse sentido, a incorporação da satisfação do cliente
enquanto elemento norteador das atividades dessas bibliotecas pode constituir-se em ponto a
ser explorado para distinguir uma instituição das suas concorrentes. No entanto, qualquer
iniciativa nessa direção precisa levar em conta a realidade atual que vivem as instituições no
país, adequando as diversas proposições existentes às limitações e possibilidades de cada
instituição, a fim de não frustrar o cliente e obter resultados diametralmente opostos aos
esperados. Esta não é, absolutamente, uma tarefa despida de dificuldades, embora a
perseguição de tal objetivo pareça justificar-se em função dos benefícios que dele poderão ser
advindos, tanto em termos de melhoria dos serviços e do ambiente onde são prestados, como
3

�da satisfação geral do cliente com os serviços recebidos. Este trabalho tenta refletir sobre esta
questão, propiciando algumas sugestões para implementação, em ambientes acadêmicos, de
serviços de informação realmente voltados para o cliente.

1 – O papel do cliente e a revolução dos serviços

Em termos administrativos, a priorização do cliente como elemento estratégico vai surgir
principalmente no âmbito das teorias da qualidade. No entanto, a grande maioria dessas teorias
foi desenvolvida visando muito mais a indústria de manufaturas, centrando-se inicialmente na
sistematização dos processos de produção e na organização das atividades, bem como na
preocupação com o controle estatístico desses processos. Tratava-se, então, de produzir artigos
que se destacassem em relação aos demais no mercado, atraindo e conservando os clientes.
Embora visto como destinatário final, o cliente ocupava muito mais o papel de receptor de um
produto acabado.
Este papel mais ou menos passivo vai começar a mudar a partir do momento em que se
evidenciou a necessidade de aplicar as proposições da qualidade à área de serviços. De uma
maneira geral, as premissas da qualidade são igualmente aplicáveis tanto na área produtiva
como na de serviços. John MacDonald (1994), afirma que, por terem se originado no âmbito
da produção, isso não significa que as propostas da qualidade sejam incompatíveis com os
serviços. Significa, no entanto, que procedimentos de adaptação deverão ser desenvolvidos de
maneira a aplicar corretamente essas proposições. As organizações preocupadas com a
prestação de serviços têm características diferentes daquelas que têm a produção como sua
razão de existir.

4

�Também parece evidente que buscar a qualidade de um produto não é exatamente a
mesma coisa que buscar a qualidade de um serviço. O comprador de um carro deseja receber
um produto que não apresente defeitos. Quem utiliza um serviço deseja recebê-lo sem
qualquer tipo de problemas. No entanto, quando um carro apresenta um defeito, ele pode ser
devolvido ao fornecedor ou reparado em uma oficina autorizada, refazendo-se a qualidade
inicialmente apresentada. O usuário de um serviço de transporte aéreo, por exemplo, não pode
receber de volta as horas que perdeu esperando um avião que não partiu no horário previsto.
Ainda segundo MacDonald (1994), uma análise atenta das diferenças entre produtos e
serviços indica que é mais difícil para o prestador de serviços estar à altura das expectativas
dos clientes, pois ele terá apenas uma chance para fazê-lo. Muitas vezes, um cliente que
recebeu um serviço insatisfatório jamais retorna uma segunda vez, frustrando-se qualquer
tentativa de reverter os efeitos deletérios da primeira atuação. De acordo com Tom Peters
(1994), um cliente mal atendido terá um efeito multiplicador extremamente nocivo para a
organização. Nem sempre é muito fácil definir em termos concretos qual o prejuízo que isto
pode representar.
MacDonald (1994) irá também afirmar que outra diferença fundamental entre a área de
produção e a de serviços diz respeito à filosofia mesma de atuação de ambas: enquanto a área
industrial orienta-se primordialmente pelo capital ou pelo equipamento, a área de serviços
deve orientar-se pelas pessoas. Em organizações voltadas para a produção, têm mais valor as
habilidades técnicas do pessoal e o treinamento por eles recebido, e existe menor variação nos
resultados. Em organizações de serviço devem predominar as capacidades interpessoais, a
educação do pessoal, e uma maior variação nos resultados.
Fica evidente, então, que os serviços, enquanto elementos intangíveis, são muito mais
difíceis para serem avaliados em termos de sua contribuição para satisfazer a expectativa do
5

�cliente. No que diz respeito à sua qualidade, o enfoque mais freqüente na literatura é o
chamado enfoque P-E, que encara a qualidade de um serviço como o hiato entre as
expectativas (expectations) originais do cliente (E) e o desempenho (performance) do serviço
(P). Este enfoque na chamada “Teoria da Desconfirmação” defende que, em última análise, a
qualidade de um serviço tem relação direta com as expectativas do cliente, marcadas por
experiências anteriores no uso de um determinado serviço, que também geraram julgamentos
sobre o serviço recebido; sendo assim, é possível que mesmo após uma ocasional experiência
insatisfatória com uma organização de serviços, o cliente continue a considerá-la de alta
qualidade (White, Abels, 1995).
A literatura especializada mostra a tentativa de se buscar um modelo geral para
determinação da percepção dos clientes sobre a qualidade dos serviços. Alguns instrumentos
foram especificamente elaborados para isso, entre eles destacando-se os elementos definidos
por Morgan, Murgatroid (1994), baseados no modelo de Parasuraman, Zeithamsi &amp; Berry:

Confiança - desenvolver o serviço no tempo definido.
Resposta - disponibilidade para prover o serviço.
Competência - posse das habilidades e conhecimentos necessários para realizar o serviço.
Acesso - fácil aproximação e contato com o provedor, instituição, etc.
Cortesia - polidez, respeito e afabilidade de contato.
Comunicação - manter os clientes informados em linguagem que eles entendem; ouvi-los;
explicar o serviço; esclarecer quaisquer opções ou custos; garantir ao cliente que o
problema receberá atenção.
Credibilidade - crença de que se tem os melhores interesses do cliente em mente,
confiabilidade, honestidade, etc.
Segurança - liberdade de perigo, risco ou dúvida.
Entendimento/conhecimento do cliente - fazer esforço para compreender as necessidades
do cliente proporcionando-lhe uma atenção individualizada.
Aparência/apresentação - facilidades físicas, a aparência do pessoal, ferramentas ou
equipamento utilizado, etc.

6

�De todo modo, para se atingir a qualidade na área de serviços, tanto na iniciativa
privada como na área de serviço público, é preciso encarar a experiência de fruição do serviço
como um todo, não se prendendo a aspectos marginais. Cada dia torna-se mais evidente,
devido

às

suas

características

intrínsecas

de

intangibilidade,

heterogeneidade

e

inseparabilidade entre produção e consumo, que a percepção da qualidade de um serviço é
feita muito mais pelo cliente que por seu prestador (White, Abels, 1995, p. 37). Isto vai ocorrer
em todos os tipos de serviços, inclusive nos que atuam no fornecimento de informação, como
as bibliotecas universitárias.

2 – Serviços voltados para o cliente em bibliotecas universitárias

Teoricamente, priorizar o cliente parece algo muito fácil de ser feito. No entanto, em muitos
casos deve-se quebrar algumas barreiras para se atingir esse objetivo. Principalmente em áreas
especializadas, é difícil aceitar o ponto de vista do cliente como aquele que deve prevalecer na
definição dos serviços. Existem resistências naturais em relação a isso por parte daqueles
prestadores que se apoiam em seu conhecimento especializado para chamar para si todas as
decisões que afetam os clientes e não admitem o papel de prestadores de um serviço. Isso, sob
o seu ponto de vista, os colocaria em posição desvantajosa e subalterna.
É evidente que isto vai atingir algumas áreas muito mais do que a outras. Profissionais
da saúde e da educação, por exemplo, costumam ter muita dificuldade para aceitar outro
critério de avaliação que não o seu próprio. Afinal, eles, muito mais do que os clientes,
dispõem do conhecimento especializado que lhes permite realizar a avaliação sobre a
qualidade do serviço. Os bibliotecários, talvez em menor medida, compartilham do mesmo
tipo de resistência.
7

�No entanto, esta visão compartimentalizada tem sido cada vez mais colocada em xeque
pela evolução da sociedade moderna. Atualmente, é cada vez mais aceita a visão de que a
qualidade de um serviço baseia-se em vários fatores que devem ser adequadamente
considerados, tendo o cliente como o seu ponto focal, o que vai constituir um modelo
triangular.
Albrecht (1994), por exemplo, elabora um triângulo bastante peculiar, colocando em
seu centro o cliente, que será o objeto dos elementos dispostos nos três vértices, ou seja, a
estratégia, os sistemas administrativos e as pessoas. Colocando o cliente ao centro, o autor
enfatiza que todos os elementos devem atuar de forma única em função do benefício almejado,
a satisfação total do cliente. Desta forma, a estratégia deve garantir que todos os envolvidos
entendam o valor do serviço para o cliente e como a organização deve provê-lo; as pessoas
envolvidas na atividade, principalmente aquelas que têm contato direto com os clientes – as
que estão em linha de frente de atendimento -, precisam possuir um espírito de serviço, o
conhecimento e as qualificações necessárias para a criação de uma experiência positiva para o
cliente; e os sistemas devem apoiar todos os prestadores de serviço em seus esforços para criar
e entregar valor aos clientes, evitando todos os elementos que lhes possam trazer desconforto
ou frustração.
Morgan, Murgatroid (1994) vão também traçar um triângulo para melhor equacionar a
qualidade nos serviços aos clientes. No entanto, os dois autores vão preferir colocar outros
elementos nos vértices, dando uma ênfase maior aos relacionamentos entre os fatores-chave
no processo de prestação de serviços. Para eles, o triângulo terá nos vértices o seguintes
componentes:

o

interpessoal;

os

procedimentos/meio

ambiente/processo;

e

o

técnico/profissional. Para eles, partindo-se do modelo enfatiza-se a necessidade de manter um
equilíbrio entre os três componentes, de forma a se ter um bom serviço como resultado.
8

�Assim, uma ênfase demasiada no aspecto dos procedimentos/processos envia ao cliente a
mensagem de que ele é visto apenas como mais um a ser atendido, um número que deve ser
processado segundo procedimentos pré-estabelecidos. Por outro lado, um peso maior nas
relações interpessoais vai dizer ao cliente que, embora ele seja amado pelos prestadores de
serviço, estes necessariamente não têm uma idéia muito clara do que estão fazendo, gerando
um sentimento de insegurança naquele que recebe o serviço. E, por fim, uma inclinação para o
componente técnico-profissional dá ao cliente a impressão de que o prestador do serviço sabe
exatamente aquilo que deve fazer e como deve fazê-lo, mas absolutamente não se importa
com ele enquanto indivíduo.
Estes modelos, talvez mais o de Morgan, Murgatroid (1994) que o de Albrecht
(1994) parecem bastante adequados ao entendimento da sistemática do serviço ao cliente
em bibliotecas universitárias. De fato, muitas vezes os profissionais da informação parecem
priorizar apenas um dos fatores – o técnico profissional -, esquecendo-se que todos os
elementos devem estar envolvidos na prestação de um serviço de qualidade. Em geral,
bibliotecários têm dificuldade para ver aqueles a quem servem no papel de clientes.
Tradicionalmente, inclusive, têm optado por denominá-los como leitores ou usuários
(Brophy, Couling, 1996, p. 39). Talvez isso ocorra porque colocá-los na posição de clientes
significará assumir uma nova postura profissional de atendimento.
E isto talvez não seja irrelevante, como muitas vezes os bibliotecários pretendem
sugerir. Não se trata apenas de preferir um nome a outro (afinal, como diria Shakespeare, “o
que é um nome?”). Preferir o termo usuário para definir o cliente da biblioteca não representa
necessariamente uma opção descompromissada. Por trás disso pode estar não uma escolha
simplesmente terminológica, mas uma filosofia de serviço. Afinal, como afirma Bob McKee,
o termo usuário é demasiado passivo, enquanto que “um cliente é alguém que escolhe utilizar
9

�um serviço ou produto específico, ao invés de fazer alguma outra coisa. As bibliotecas só são
utilizadas por pessoas que as escolheram”. (apud Barter, 1994, p. 6).
De uma maneira geral, os bibliotecários parecem achar que os clientes não sabem
muito bem o que querem e nem têm condições de avaliar corretamente aquilo que recebem em
termos de informação. É muito comum, inclusive, os profissionais culparem os seus clientes
pelo pouco uso ou utilização inadequada das facilidades físicas e do acervo. Partem da
premissa de que o serviço que proporcionam é bom e desejável por princípio e que qualquer
discordância se deve a uma falha de entendimento ou formação educacional do cliente.
É claro que os bibliotecários podem até ter razão em muitos casos, mas isso certamente
não é o essencial da questão. A essência é que o tempo em que as bibliotecas podiam ser
consideradas como instituições socialmente sagradas – equiparando-se às igrejas ou aos
tribunais – já faz parte do passado. Hoje, cada vez mais, as bibliotecas, como todas as demais
instituições públicas, têm que justificar socialmente sua existência. E isso, segundo nos
mostram as tendências predominantes neste final de século, vai passar pelo viés do cliente. E,
também cada vez mais, os responsáveis pelas bibliotecas – e as universitárias não representam
exceção -, têm que se convencer que aqueles que utilizam seus serviços, sejam eles estudantes,
professores ou pesquisadores, estão em melhor posição que quaisquer outros para julgar a
qualidade dos serviços. E eles o fazem, como dizem Hernon, Altman (1996, p. 7), comparando
os benefícios que recebem com os custos que tiveram para obter os serviços, o que pode
incluir muitos fatores, como o tempo, a frustração ou o esforço pessoal. Da mesma forma, eles
“avaliam o serviço, e suas partes componentes, tanto positiva como negativamente, a cada vez
que vêm à biblioteca e tomam decisões sobre o uso continuado baseados nas experiências
passadas”.

10

�Bibliotecas universitárias parecem caracterizar-se como instituições centradas muito
mais na sua própria organização que nos seus clientes. Em essência, isso significa dizer que as
bibliotecas tomaram a seu cargo proporcionar algo maravilhoso (produtos ou serviços) e que o
cliente optará por elas baseado na crença que tem na organização (Johnson, 1995, p. 322). Sob
o ponto de vista das bibliotecas, elas partem de um sistema já preparado/testado (e aprovado)
de antemão, e que é em princípio imutável, embora pequenas adaptações (marginais) possam
ser admitidas, visando melhor adequação ao cliente. Nesse ambiente, muitas vezes a maior
preocupação dos profissionais está no aspecto promocional das atividades e serviços
disponibilizados, utilizando-se técnicas de marketing prioritariamente para reforçar a filosofia
institucional de trabalho.
Uma mudança de postura parece necessária. Abandonar o ambiente organizacional
como centro estratégico de atuação e adotar o cliente como elemento central parece ser uma
necessidade da qual os profissionais não podem mais se furtar. E colocar o cliente nessa
posição quer dizer, segundo Johnson (1995, p. 323) “criar um serviço desde as suas fundações
baseado nas percepções, necessidades, e desejos do cliente” no qual “os elementos a serem
considerados como pontos de partida da atuação institucional seriam aqueles determinados sob
o ponto de vista do cliente – por exemplo, quanto tempo é apropriado se dedicar para obtenção
de um serviço, que horas do dia o serviço deve estar disponível, e assim por diante”.
Para as bibliotecas universitárias brasileiras, conforme mencionado, esta pode ser a
única alternativa adequada para sobreviverem no ambiente universitário competitivo que
parece estar predominando no país. Nesse sentido, elas podem beneficiar-se pela adoção e
adequação ao ambiente bibliotecário de medidas já definidas na literatura de serviços,
apresentadas na próxima seção.

11

�3 – Opções para adoção do ponto de vista do cliente nas bibliotecas universitárias
brasileiras

Várias alternativas de atuação existem para a adoção do ponto de vista do cliente nas
bibliotecas universitárias brasileiras. Não se tratam, de uma maneira geral, de opções
complexas, exigindo apenas o firme compromisso da administração na busca da satisfação dos
clientes. Mas vão, por outro lado, demandar dos administradores que procurem se informar
mais sobre as metodologias para priorização dos clientes que estão sendo adotadas tanto na
área empresarial como por instituições universitárias no mundo inteiro, buscando adaptá-las à
realidade brasileira. Dentre as possibilidades, salientam-se a adoção dos conceitos de hora da
verdade, a implementação de um plano de serviço ao cliente e o estabelecimento de
compromissos de garantia dos serviços prestados (citizen’s charter).

3.1 Hora da verdade

O julgamento sobre a qualidade de um serviço é realizado pelo cliente a cada vez que ele entra
em contato com o fornecedor do serviço. Nesse sentido, é importante analisar cada um dos
elementos envolvidos em todos os contatos que os clientes possam vir a ter com a instituição,
de modo a definir aqueles que são realmente importantes sob o seu ponto de vista. Nem
sempre essa preocupação existe, organizando-se todo o processo sem qualquer cuidado em
analisar a experiência sob a ótica daquele que está recebendo o serviço.
Nesse sentido, o conceito de horas ou momentos da verdade, desenvolvido por Jan
Carlson (1994), é bastante conveniente. Para esse autor, cada oportunidade de contato que o
cliente tem com uma instituição de serviços vai deixar nele uma impressão específica,
12

�colaborando para o conceito geral que tem sobre ela e para o seu índice de satisfação. Essas
oportunidades nem sempre vão se constituir em contatos físicos, presenciais, com a
instituição, embora a maioria delas talvez o seja. Assim, todas as vezes que um cliente
experimenta qualquer aspecto do serviço, por menor que seja, ele está vivenciando uma hora
da verdade e “com base nesse contato, forma uma opinião sobre a qualidade de seu serviço e,
potencialmente, da qualidade de seu produto” (Albrecht, Crawford, 1990).
Karl Albrecht (c1994) vai afirmar que as horas da verdade não são boas ou más a
priori, mas sim que devem ser administradas de forma a se tornarem experiências positivas
para o cliente. Da mesma forma, nem todas as horas da verdade têm o mesmo impacto.
Algumas podem ser mais ou menos irrelevantes para a maioria dos clientes; outras têm um
impacto tão grande que podem representar o retorno ao serviço ou o seu abandono total.
Assim, fica claro que a chave para o estabelecimento de um serviço de qualidade está na
identificação do impacto que cada hora da verdade específica tem sobre o cliente, de forma a
selecionar aquelas que são mais marcantes ou especialmente importantes na sua experiência
com o serviço e trabalhar no seu contínuo aperfeiçoamento. Albrecht denominou-as de horas
da verdade críticas. Para o autor, se elas forem mal administradas, poderão levar, em última
análise, à perda do cliente.
O conjunto de horas da verdade vai constituir o ciclo de serviço, ou seja, “a cadeia
contínua de eventos pela qual o cliente passa à medida em que o serviço é prestado” (Albrecht,
c1994, p. 34). Esse ciclo vai se constituir em uma espécie de mapa das horas da verdade,
conforme elas são sentidas por aquele que recebe o serviço e não por aquele que o fornece.
Assim, traçando-se um mapa como esse, torna-se possível “olhar o serviço pelos olhos do
cliente”.

13

�No entanto, a elaboração de tal instrumento vai exigir uma postura isenta do prestador
do serviço, de modo a não tentar se justificar ou arrumar desculpas para o mau atendimento,
mas procurar encarar todo o processo sob um ponto de vista diverso do seu próprio, sem
qualquer tipo de mascaramento da realidade. A experiência demonstra que, embora as
preferências individuais dos clientes interfiram na forma como vêem o serviço, grande parte
das horas da verdade críticas têm a tendência de ser “oportunidades repetitivas que cruzam as
preferências individuais” (Albrecht, Crawford, 1990, p. 40). O exercício de elaboração do
mapa permite a identificação dessas horas e a definição de prioridades para seu
aperfeiçoamento.
Em bibliotecas universitárias, essa análise pode ser feita em cada um dos serviços
prestados. Em uma típica atividade de empréstimo inter-bibliotecas, por exemplo, o cliente vai
passar pelas seguintes experiências:
a) depois de verificar no catálogo coletivo, descobre que uma biblioteca do próprio campus
onde estuda dispõe do livro em seu acervo;
b) anota os dados em uma folha de papel e leva ao balcão da biblioteca, solicitando ao
atendente que lhe prepare o impresso devido;
c) recebe o impresso e a instrução para que o preencha;
d) após alguma dificuldade, consegue preencher o impresso e dirige-se à biblioteca que
possui o material;
e) ali chegando, descobre que esqueceu de anotar o número de classificação e tem que
pesquisar no catálogo da biblioteca;
f) ao procurar o livro na estante, não consegue encontrá-lo e tem que pedir ajuda a um
funcionário;

14

�g) o funcionário verifica se o livro está emprestado e descobre que não está. Fala para o aluno
que procure nos carrinhos de livros devolvidos e em cima das mesas. Após procurar
durante alguns minutos, o aluno consegue encontrá-lo em uma das mesas, sendo utilizado
por um outro estudante;
h) solicita ao funcionário que faça a reserva do livro, pois não pode ficar esperando que este
fique disponível. O funcionário lhe informa que a reserva pode ser feita mas que aluno que
está utilizando o livro naquele momento terá prioridade para retirá-lo, caso deseje fazer
isso;
i) o aluno retorna no dia seguinte e solicita o livro reservado. Descobre que, embora a
reserva tivesse sido feita, o volume havia sido recolocado na estante;
j) retira-o da estante e faz o empréstimo.
Neste sucinto ciclo de serviço encontram-se vários momentos da verdade que
poderiam merecer uma atenção especial do administrador da biblioteca, de forma a melhorar a
percepção do cliente sobre o serviço recebido. Assim, embora do ponto de vista da
administração o fornecimento de um impresso pareça ser suficiente para suprir a necessidade
do serviço, sob o ponto de vista do aluno o formulário poderia ser aperfeiçoado, pois ele teve
dificuldades para preenchê-lo como deveria e não recebeu instrução do funcionário sobre a
forma correta de fazê-lo. Outro momento que pode merecer atenção dos administradores é o
nível de ajuda que os funcionários prestam aos clientes em dificuldade; aparentemente, partese do princípio de que o cliente deve ter autonomia, sem perguntar-lhe se deseja isso ou se
colocar em uma atitude de disponibilidade para ajudá-lo. E imagina-se também que, sob a
ótica daquele que estava recebendo o serviço, descobrir que a reserva efetuada não havia sido
respeitada pela biblioteca – que retornou o livro para a estante após sua utilização -,
representou uma frustração e passou-lhe uma imagem de desorganização.
15

�3.2 Plano de Serviço ao Cliente

A qualidade em serviços ao cliente não se atinge por acaso. Atingi-la exige, antes de mais
nada, uma estratégia definida, um planejamento específico, a preparação da equipe e um
trabalho sistemático para sua implementação. É o que, em essência, busca cumprir o Plano de
Serviço ao Cliente, que pode ser definido como “uma declaração dos objetivos do serviço de
informação para a organização ou comunidade que a unidade de informação apoia” (St. Clair,
1993, p. 104). Ele deve ser elaborado por um processo de consulta a todo o pessoal envolvido
na prestação de serviços, que tem maiores condições de articular de forma coerente os níveis
de qualidade pretendidos.
No entanto, para atingir suas finalidades, este plano deve incluir um mecanismo de
retroalimentação, buscando não apenas ouvir a opinião mas, também, incorporar a visão dos
clientes na organização e estruturação dos serviços prestados. (St. Clair, 1996, p.127).
Segundo Wehmeyer, Auchter, Hirshon (1996, p. 173) isto vai implicar na realização inicial de
uma pesquisa de mercado para determinar o que o cliente deseja e os serviços que a
organização irá oferecer para atender essas necessidades.
No caso da biblioteca universitária, não se trata apenas de elaborar mais uma política,
mas, sim, de adotar uma postura pró-ativa para os serviços. Isto pode exigir, em muitos casos,
uma mudança radical de postura e mentalidade da equipe responsável. É conveniente,
inclusive, que este movimento parta da administração da biblioteca, de forma a aumentar a
probabilidade dele poder contar com o apoio de todos os envolvidos, principalmente aqueles
que atuam em contato direto com o cliente. Fica evidente, então, a necessidade de incluir a
totalidade da equipe na elaboração e aplicação do plano, tanto os gerentes como o pessoal de
16

�apoio. Além disso, parece ser também necessário o estabelecimento de mecanismos que
possibilitem a participação dos próprios clientes no processo. Nesse sentido, é importante
salientar o aspecto motivacional da elaboração de um plano: na medida em que toda a equipe
necessita se reunir e analisar a sua prática, questões importantes nos processos que envolvem a
satisfação do cliente, antes desapercebidas, começam a ficar evidentes para o grupo. Da
mesma forma, muitas práticas, que haviam permanecido por inércia, passam a ser
questionadas

sob

o

ponto

de

vista

de

quanto

podem

beneficiar

ou

trazer

dificuldades/desconfortos para os clientes
Como comentam Wehmeyer, Auchter, Hirshon (1996, p. 174), o Plano de Serviço ao
Cliente é “um resumo das operações internas necessárias para dar suporte aos serviços
oferecidos pela organização” e vai incluir a definição de padrões para medir o nível de sucesso
atingido, sendo “dirigido ao cliente e orientado para resultados”.
O resultado da decisão de estabelecer um Plano de Serviço ao Cliente deve ser um
documento claro, conciso e de fácil entendimento, não só pelos profissionais que fornecem
como também por aqueles que recebem o serviço. Além de definir a estratégia institucional,
ele também pode funcionar como um instrumento de relações públicas para a biblioteca
universitária.
De uma maneira geral, um Plano de Serviço ao Cliente pode conter, entre outros, os
seguintes itens:
a) identificação da missão institucional da biblioteca;
b) filosofia de serviço ao cliente;
c) estabelecimento de padrões e procedimentos para os serviços, bem como a forma de
atingi-los;

17

�d) mecanismos institucionais para obtenção da opinião dos clientes e conhecimento de suas
necessidades (ex: contato direto, questionários e levantamentos, grupo de foco, análise de
reclamações), bem como os intervalos de tempo que a biblioteca adotará para realização
dessas pesquisas;
e) política de capacitação de pessoal para o serviço ao cliente, englobando todos os aspectos
dos serviços e treinamento de pessoal;
f) definição de critérios para seleção de recursos humanos, tendo em vista a política de
serviços adotada;
g) indicação da política geral da instituição quanto ao encaminhamento e análise de
reclamações;
h) formas e períodos de atualização do Plano de Serviço ao Cliente.
O resultado prático do plano é o desenvolvimento de um documento para uso público,
no qual a biblioteca deixará claros os seus compromissos em relação aos serviços que presta.

3.3 Compromissos de garantia dos serviços prestados (citizen’s charter)

Em geral, apesar da crença dos bibliotecários de que seus serviços são plenamente conhecidos,
nem sempre está muito claro para os clientes aquilo que podem esperar das bibliotecas
universitárias. Assim, parece conveniente estabelecer, de forma a não deixar dúvidas, o que
exatamente o serviço de informação pretende oferecer, para não gerar descontentamento ou
frustração por parte dos clientes.
Internacionalmente, essa percepção já está muito mais adiantada. Em países mais
desenvolvidos como o Reino Unido, um movimento generalizado de avaliação e melhoria da
qualidade dos serviços ao público deu surgimento às chamadas Cartas do Cidadão (Citizen
18

�Charters), Cartas do Consumidor (Customer Service Charters) ou Garantias de Serviço
(Service Guarantees). Nos Estados Unidos, por sua vez, eles são mais conhecidos como
Compromissos de Serviço ao Cliente (Customer Service Pledges) e foram inclusive
incorporados nos procedimentos do governo federal (Drucker, 1999, p. 233-246).
Esses documentos representam declarações formais de comprometimento com a
qualidade dos serviços, em geral elaboradas pelas instituições públicas a partir da definição de
um Plano de Serviço ao Cliente. Visam esclarecer os consumidores sobre as expectativas que
podem ter em relação a elas, definindo exatamente os serviços, os produtos e as facilidades
físicas que colocam à disposição do público. Além disso, buscam, também, orientar os
consumidores tanto sobre a forma para julgamento dessas disponibilidades como sobre as
alternativas para que eles possam influenciar e modificar o que estão recebendo, quando não
estiverem satisfeitos.
Alguns documentos desse tipo adotam um enfoque bem amplo, afirmando, por
exemplo, que os cidadãos têm o direito de receber “atenção e assistência pessoal, um serviço
atencioso e útil da parte de profissionais formalmente identificados, eficientes e possuidores de
conhecimento abalizado na área” (Southwark Libraries apud Vergueiro, 1994, p. 6). Na área
de bibliotecas universitárias, um bom exemplo pode ser encontrado na Wright State University
Libraries, que coloca como compromissos com o cliente os seguintes itens:
•
•
•
•

Nós forneceremos serviço cortês, imediato, e preciso para todo cliente.
Nós ouviremos atentamente e responderemos às suas necessidades.
Nós forneceremos recursos para atender às suas necessidades de
pesquisa.
Nós não o deixaremos andar a esmo. Nós iremos proporcionar a
assistência que você necessita ou iremos colocá-lo em contato com
alguém que possa faze-lo.
(Hernon, Altman, 1995, p. 59)

19

�Em princípio, a elaboração de compromissos com os clientes pode contemplar tanto propostas
simples como sofisticadas. Alguns documentos chegam até mesmo a estabelecer porcentagens
de representação dos assuntos no acervo em relação à população e definem aqueles autores e
títulos que obrigatoriamente devem estar à disposição do público, em um número apropriado
de exemplares. Serviços direcionados a parcelas específicas da população (como estudantes,
pesquisadores e estagiários, por exemplo) costumam também receber destaque especial.
Na elaboração de cartas de compromisso com o cliente (ou qualquer outra
denominação que se queira adotar), é importante manter uma linguagem acessível ao cliente,
evitando-se termos técnicos que possam gerar desentendimentos ou mesmo falsas
expectativas. As proposições devem ser factíveis. Os clientes devem poder sentir o
comprometimento institucional: não devem entender que se trata apenas de mais um texto
contendo promessas vazias que não são levadas a sério por quem as emite ou por aqueles para
quem são endereçadas.

Conclusão

Cada vez mais, as bibliotecas universitárias brasileiras são desafiadas a aprimorar a sua
prestação de serviços, de forma a suprir as necessidades de seus clientes. Não o fazer
significaria colocar-se em uma situação de fragilidade perante a sociedade competitiva, na
qual verbas são questionadas e orçamentos necessitam ser justificados. Tanto externa como
internamente, as bibliotecas universitárias sofrem concorrência na obtenção de recursos: “na
medida em que faculdades e universidades enfrentam situações mais apertadas, as bibliotecas
acadêmicas devem buscar aliados no orçamento dentro do campus” (Wehmeyer, Auchter,
Hirshon, 1996, p. 173).
20

�Nada mais se mantém pela inércia. Assumir uma postura pró-ativa de atendimento ao
cliente pode até significar a própria sobrevivência institucional. Os administradores das
bibliotecas devem estar atentos a essas transformações e tomar medidas para que as unidades
de informação sob sua responsabilidade não sejam as primeiras a soçobrar nos mares revoltos
que certamente irão advir.

Referências bibliográficas

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maneira de tratar os seus clientes. 4.ed. São Paulo : Pioneira, c1994.
ALBRECHT, Karl, CRAWFORD, Lawrence J. The service advantage: how to identify and
fulfill customer needs. Homewood, Ill. : Dow Jones-Irwin, 1990.
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Tom Peters and their implications for library and information services. Library
Management, v. 15, n. 8, p. 4-15, 1994.
BROPHY, Peter, COULLING, Kate. Quality management for information and library
managers. London : ASLIB; Gower, 1996.
CARLSON, Jan. Hora da verdade. 10.ed. Rio de Janeiro : COP, 1994.
DRUCKER, Peter. Administrando em tempos de grandes mudanças. Rio de Janeiro :
Campus/São Paulo : Publifolha, 1999.
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Ablex, 1996.
JOHNSON, Diane Tobin. Focus on the library customer: Revelation, revolution or
redundancy? Library Trends, v. 43, n. 3, p. 318-25, 1995.
21

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1994.
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Saur, 1993.
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VERGUEIRO, Waldomiro C. S. As bibliotecas, os centros de informação e o consumidor (ou
vá se queixar ao bispo, antes que eu me esqueça!) Palavra-Chave, n. 10, p. 3-7, 1998.
WEHMEYER, Susan, AUCHTER, Dorothy, HIRSHON, Arnold. Saying what we will do,
and doing whaat we say: implementing a customer service plan. Journal of Academic
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WHITE, Marilyn Domas, ABELS, Eileen G. Measuring service quality in special libraries:
lessons from service marketing. Special Libraries, v. 86, n. 1, p. 36-45, 1995.

22

�</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Serviços de informação voltados para o cliente: a difícil busca das bibliotecas universitárias brasileiras. </text>
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                <text>Discute as modernas proposições administrativas que priorizam o cliente como elemento mais importante para a definição de produtos e serviços. Reflete sobre as aplicações dessas propostas aos serviços de informação e bibliotecas no mundo. Analisa as dificuldades que as bibliotecas universitárias brasileiras enfrentam para implementação da filosofia do cliente em seus serviços. Propõe algumas técnicas e metodologias possíveis para se atingir esse objetivo.</text>
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                    <text>UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
BIBLIOTECA CENTRAL

O DEFICIENTE VISUAL E A BIBLIOTECA CENTRAL DA UEL:
RELATO DE EXPERIÊNCIA

Dirce Missae Suzuki Fernandes
dircef@uel.br
Izabel Maria de Aguiar
bel@uel.br

Universidade Estadual de Londrina.
Biblioteca Central - Divisão de Circulação
Campus Universitário – CP. 6001 Cep. 86051-990
Londrina – PR - Brasil

1

�O DEFICIENTE VISUAL E A BIBLIOTECA CENTRAL DA UEL:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Resumo:
Apresenta relato
de
experiência do atendimento oferecido
aos deficientes visuais da Biblioteca
Central da UEL. Sugere formas de
atuação e a importância do
profissional da informação em estar
preparado para o atendimento
diferenciado.
Palavras chaves: deficiente visual,
bibliotecas-cegos,
bibliotecário-deficiência visual

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por finalidade relatar a experiência desenvolvida na
Biblioteca Central da UEL, quanto ao atendimento prestado aos portadores de necessidades
especiais, no caso, os deficientes visuais.

Apresentamos aspectos considerados importantes, relativos a nossa
experiência, a metodologia adequada no atendimento diferenciado e da existência de serviços
especiais para os deficientes visuais, respeitando suas necessidades e características
diferenciadas.
"Quem é o deficiente visual entre nós? 'O cego é um ser normal, é apenas
portador de uma deficiência.' 'Eles precisam, apenas, demonstrar que
possuem a mesma capacidade para participar do desenvolvimento
sócio-econômico cultural ´( ...)

2

�"Atualmente a situação não se apresenta dessa forma. principalmente no
que diz respeito a legislação". (...) "Mas o que se observa é que existe uma
contradição entre o discurso e a realidade vivida pelo deficiente."
(Rabello, 1989, p. 40)
Um dos maiores entraves na integração do deficiente visual na sociedade
reside, muitas vezes, no ceticismo sobre a sua capacidade. É preciso uma postura de
credibilidade frente a esta questão.

Apesar das dificuldades, principalmente de ordem material e de recursos
humanos, algumas instituições de ensino superior no Brasil, estão interessadas e empenhadas
em trabalhar na área de deficiência visual, mas a burocracia ainda afeta algumas atividades
específicas relacionadas ao portador de deficiência visual, como a movimentação no espaço
físico e o acesso à informação escrita através da leitura.

Sendo a biblioteca uma instituição voltada para suprir as necessidades
informacionais da comunidade, é fundamental que ela não se omita perante o problema,
procurando estruturar seus serviços e estendê-los ao deficiente visual, participando assim, do
processo de resgate do mesmo para a sociedade.

O DEFICIENTE VISUAL

3

�Segundo definição da Secretaria de Educação Especial, deficiência visual
"é a perda ou redução total da capacidade de ver com o melhor olho e após a melhor
correção ótica". (Brasil, 1994, p.16). Ou seja, a deficiência visual é a incapacidade total ou a
diminuição da capacidade de ver, provenientes da imperfeição do sistema visual ou do próprio
órgão da visão.

Distinguem-se dois tipos: os portadores de cegueira e os portadores de visão
subnormal (reduzida).

"Cegueira: é a perda total e/ou resíduos mínimos de visão, que leva o
indivíduo a necessitar do "Sistema Braille", como meio de leitura e escrita,
além de outros equipamentos específicos para o desenvolvimento
educacional e integração social.
Visão subnormal: trata-se da pessoa que possui resíduo visual que a
possibilita ler impressos a tinta, de forma ampliada, ou com o uso de
equipamentos específicos".
(Tibola, 19-, p.21 )

Tanto o portador de cegueira total, como o de visão subnormal carecem de
recursos didáticos especiais, para garantir suas possibilidades de desenvolvimento e
participação na sociedade.

A Política Nacional de Educação Especial serve como fundamentação e
orientação ao processo de educação de pessoas portadoras de deficiências, de condutas típicas
e de altas habilidades, criando condições adequadas para o desenvolvimento de suas
potencialidades, com vistas ao exercício consciente da cidadania.

4

�2 O DEFICIENTE VISUAL E A EDUCAÇÃO

O interesse pela educação do cego vem desde o século XVIII, quando em
1784 o educador francês Valentin Haüy (1745-1822), considerado o "Pai da educação dos
cegos", criou um método oficial de leitura para cegos.

Charles Barbier de la Serre, em 1822, imaginou outro sistema, de sinais em
relevo, que serviria mais tarde, de base para o invento de Braille.

Em 1829 em primeira versão e aprimorada em 1837, Louis Braille
(1809-1852) criou o sistema que obteve seu nome, oferecendo aos cegos a possibilidade de
terem ao seu alcance toda literatura escrita. Esse sistema consiste em transcrever os livros
para um alfabeto de leitura táctil que seja decodificado pelo deficiente visual.

Segundo Masini (1993, p.75)

"as universidades de países do Primeiro Mundo dispõem de diferentes
recursos para uso de seus estudantes deficientes visuais, tais como:
gravação de livros, livros computadorizados para cegos, livros e manuais
em disquetes para impressão em braille, disquetes com tipos ampliados
para os que não podem ler o tipo de imprensa de tamanho standard.
Contam também com serviços de voluntários que atendem aos portadores
de deficiência como ledores voluntários."

5

�As necessidades materiais para o deficiente visual incluem a falta de
estrutura física para acesso aos diversos locais, a falta de investimentos públicos para
melhoria das suas condições básicas e materiais didáticos não adaptados para o seu uso.

Segundo Bruno (1999, p.128)

"a falta de investimentos em recursos humanos, em pesquisa educacional e
de acesso a tecnologias e equipamentos específicos que assegurem
educação qualitativa são fatores determinantes na área da deficiência
visual."
A lei n.º 7.853 de 24 de outubro de 1989, determina que pessoas portadoras
de deficiência visual e parcial devem ser integradas à sociedade através do trabalho, para que
possam exercer sua cidadania.

3 APOIO DA INSTITUIÇÃO

3.1 Comissão Permanente de Apoio aos Alunos Portadores de Deficiência - CODE

Ciente de que o acesso a educação e à informação pode significar uma
forma de contribuição ao desenvolvimento humano, a UEL tem procurado dar apoio,
capacitando recursos humanos, visando o apoio físico e psicológico aos deficientes.

6

�Em abril de 1997, a UEL, através do CEPE - Conselho de Ensino, Pesquisa
e Extensão, considerando a Constituição Federal, em seu artigo 208, que "dispõe que é dever
do Estado garantir o atendimento educacional a portadores de necessidades especiais,
preferencialmente na rede regular de ensino", criou a Comissão Permanente de Apoio aos
Alunos Portadores de Deficiência - CODE.

A CODE tem como objetivo:

"prestar atendimento educacional especializado a alunos portadores de
deficiência física, sensorial, distúrbios psicológicos, pedagógicos e doenças
crônicas para proceder avaliação pluridimensional dos casos com
finalidade de orientação e encaminhamento".
(Resolução 1.786/91)

Está vinculada administrativamente à CAE - Coordenadoria de Assuntos de
Graduação, e academicamente, aos Colegiados de Curso.

É formada por uma comissão multidisciplinar permanente, constituída por:
❑ 2 (dois) representantes do Núcleo de Bem Estar da Comunidade, sendo 1
(um) da área de Médica e 1 (um) da área de Serviço Social;
❑ 1 (um) representante do Departamento de Educação;
❑ 1 (um) representante do Departamento de Psicologia Social e
Institucional;
❑ 1 (um) representante da Coordenadoria de Assuntos de Ensino de
Graduação - CAE.

7

�A CODE tem competência específica para:

❑ analisar e avaliar casos relativos a dificuldades de ordem pessoal e de
barreiras sociais, físicas e arquitetônicas;
❑ indicar encaminhamentos e sugestões de recursos internos e externos da
instituição;
❑ acompanhar a evolução dos casos para constante avaliação e
providências;
❑ manter os colegiados de cursos informados sobre o desenvolvimento dos
casos, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de ações
pedagógicas apropriadas;
❑ dar parecer em processos acadêmicos dos discentes atendidos, quando
submetidos às instâncias superiores da Universidade;
❑ entrar em contato com as famílias dos discentes atendidos, quando
necessário;
❑ encerrar o atendimento de casos quando o interessado não cumprir as
orientações e convocações da CODE.

Os servidores da UEL portadores de necessidades especiais também podem
ser atendidos pela CODE, visando a integração dos mesmos nos ambientes de trabalho.

Desde a sua criação, a CODE já atendeu aproximadamente 200 alunos
portadores de deficiências. Entre estes, 04 deficientes visuais, nos seguintes cursos:

8

�❑ 1 (um) do curso de Educação Física;
❑ 1 (um) do curso de História;
❑ 1 (um) do curso de Ciências Sociais;
❑ 1 (um) do curso de Fisioterapia;

3.2 Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina

A comunidade que freqüenta a Biblioteca Central da UEL é composta por
alunos de graduação, pós-graduação, docentes e técnicos-administrativos e usuários externos
(alunos de 1º e 2º graus, pesquisadores, alunos de outras instituições de ensino, etc.),
possuindo uma freqüência média de 2.800 usuários por dia.

O acesso às coleções é livre a toda comunidade, sendo o empréstimo
domiciliar efetuado somente aos membros da comunidade universitária.

Tendo como missão divulgar a informação a todos, fornecer suporte
informacional e documental ao ensino, pesquisa e extensão, a Biblioteca Central tem se
preocupado também com um segmento minoritário da universidade - o deficiente visual
-possibilitando-lhe acesso à informação e ao conhecimento.

A Biblioteca Central oportuniza o atendimento dos deficientes visuais
internos e também externos, disponibilizando sua coleção em braille e fitas gravadas.

9

�Segundo OCHAITA &amp; ROSA (1995, p.194)

"o acesso à informação escrita, por parte dos cegos, pode ser feito de
diferentes maneiras, através do optacon, através de fitas cassete em
velocidade normal ou acelerada, ou utilizando os recursos oferecidos pelas
novas tecnologias da informática. Porém, o sistema mais utilizado
atualmente e que comprovou amplamente sua eficácia é o Braille."

A formação da coleção braille da Biblioteca Central data de 1996, com a
formalização de inscrição de Leitor com a Fundação Dorina Nowill para Cegos. Através
desta inscrição como Organização Leitora, a Biblioteca Central passou a receber doações e
empréstimos de material em braille e fitas gravadas. Esta ação surgiu da necessidade de servir
como mecanismo alimentador a uma categoria diferenciada,

carente de informação

bibliográfica.

A coleção em braille da Biblioteca Central é formada por: 27 títulos (82
exemplares) de livros em braille, em diversas áreas; 02 títulos (10 fascículos) de periódicos;
248 títulos (657 exemplares) de fitas cassete gravadas.

As obras em braille estão disponíveis para consulta e empréstimo, e estão
alocadas provisoriamente na sala de empréstimo, para facilitar o acesso, visto que a Biblioteca
Central não dispõe de espaço adequado para armazenagem dessa coleção.

A Biblioteca Central oportuniza o atendimento aos deficientes visuais
internos e também externos, disponibilizando sua coleção em braille e fitas gravadas.
10

�A aquisição do software DOSVOX, sistema operacional totalmente falado,
com editor, gerenciador de arquivos e um teste de teclado para que o cego possa identificar
todas as teclas, ocorreu em 1997, através da CODE, e foi instalado na Divisão de Referência,
visando melhorar a qualidade do atendimento a esta categoria.

A Biblioteca Central não possui as estruturas necessárias no que se refere a
acervo, espaço físico e atendimento especializado ao deficiente visual, mas oferece os
seguintes serviços: empréstimo de livros e revistas em braille; empréstimo de fitas gravadas
(livro falado); e atendimento à pesquisa no local. Também disponibilizamos funcionários
para locomoção de deficientes visuais das dependências da Biblioteca Central, para outros
órgãos e locomoção ao transporte coletivo.

A Biblioteca Central tem ciência que os deficientes visuais necessitam de
materiais especiais como: computador e periféricos como sintetizador de voz, impressora
braille, softwares educativos e utilitários para ajudar a minimizar as barreiras entre o
deficiente visual e o conhecimento impresso em tinta.

Por sua vez, os bibliotecários devem estar conscientes de que o problema
maior não é prover informação para o deficiente visual e sim criar condições acessíveis para
que ele se interesse e venha utilizar os serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas.

11

�As atividades dos bibliotecários para com os deficientes visuais, não devem
se constituir em ações isoladas. Devem envolver a participação de outros organismos que
lidam com a problemática da deficiência visual para fortalecer o trabalho das bibliotecas
voltadas para esse fim.

4 SUGESTÕES/RECOMENDAÇÕES

Quanto às recomendações no atendimento ao deficiente visual, damos
algumas sugestões básicas, baseadas na literatura e comprovadas em nossa experiência na
biblioteca.

❑ "ao estar em contato com portadores de deficiente visual, aja sempre
com naturalidade;
❑ fale com o deficiente visual em tom natural, pois ele tem condições de
ouvir e compreender;
❑ chame um deficiente visual sempre pelo nome. Isso ajuda a
identificá-lo;
❑ ao guiar uma pessoa cega, basta deixá-la segurar-se em seu braço, pois
o movimento de seu corpo dará a ela uma orientação mais segura;
❑ ao encontrar-se ou despedir-se de uma pessoa cega, dê-lhe a mão. O
aperto de mão substituirá o sorriso;
❑ se estiver conversando com um deficiente visual e for afastar-se,
avise-o, para que ele não continue falando sozinho;
❑ avise-o também quando retornar."
(Tibola, 19-, p. 23)
A biblioteca deve estar preparada para

"atuar como instrumento para o avanço da Educação Especial, em um país
como o nosso, em que o direito à educação é assegurado em lei, quer para a
dita criança normal, quer para a excepcional"
(Pereira, 1997, p. 68)

12

�Este preparo inclui:

❑ fornecer material didático especializado ou adaptado;
❑ prover a biblioteca de recursos físicos e materiais para o acesso do
aluno: sinais sonoros de trânsito, rampa, mobiliários, equipamentos e
materiais adaptados, piso antiderrapante, área espaçosa que permita boa
locomoção, dentre outros;
❑ prestar apoio pedagógico especializado ao aluno deficiente visual;
❑ divulgar, implementar e orientar quanto ao uso de equipamentos e
materiais especiais;
❑ prestar orientação aos profissionais envolvidos no atendimento ao aluno
portador de deficiência visual;
❑ estabelecer parcerias com outros órgãos de prestação de serviços para o
desenvolvimento de ações conjuntas;
❑ desenvolver pesquisas para melhor conhecer as necessidades dos
deficientes visuais;
❑ capacitar e apoiar recursos humanos para o atendimento aos portadores
de deficiência visual.

13

�Este trabalho não tem a pretensão de ditar normas ou apontar soluções
quanto ao atendimento prestado pelo profissional da informação ao deficiente visual. Mas,
somada nossa experiência aos conhecimentos levantados em bibliografias, nos permitimos
apresentar uma proposta visando sanar as necessidades de informação do deficiente visual em
nossa sociedade e que sirva de base para reflexão, iniciando-se, portanto, uma discussão sobre
os serviços de informação oferecidos ao deficiente visual.

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial : livro 1.
Brasília : SEESP, 1994.

BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Subsídios para organização e funcionamento de
serviços de educação especial : área de deficiência visual. Brasília : SEESP, 1995.

BRUNO, Marilda Moraes Garcia. Educação especial : em busca de redimensionamento e
construção coletiva. Série Estudos : periódico de mestrado em educação da UCDB, v.7,
p.114-130, abr. 1999.

CARMO, Apolônio Abadio do. Deficiência física : a sociedade brasileira cria, "recupera" e
discrimina. Brasília : Secretaria dos Desportos do Paraná, 1991.

14

�CONGRESSO BRASILEIRO MULTIDISCIPLINAR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, 1, 1998,
Londrina. Anais ... Londrina : UEL, 1998.

ESTEVES, Thereza Maria Sotto-Maior. O setor Braille da Biblioteca Pública de Minas
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Horizonte, v.4, n.2, p.273-277, set. 1975.

FERREIRA, Marcos Ribeiro; BOTOMÉ, Sílvio Paulo. Deficiência física e inserção social : a
formação dos recursos humanos. Caxias do Sul : EDUCS, 1984.

GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Rio de Janeiro :
Enciclopédia, 19-. v.3, p.17.

MARQUES, Vítor Alberto da Silva. Problemas e perspectivas no acesso à informação para
cegos. Boletim ABDF. Nova Série, Brasília, v.7, n.3, p.40-42, jul./set., 1984.

MASINI, Elcie F. Salzano. A educação do portador de deficiência visual - as perspectivas do
vidente e do não vidente. Em Aberto, v.13, n.60, p.61-76, out./dez. 1993.

MASINI, Elcie F. Salzano. O perceber e o relacionar-se do deficiente visual: orientando
professores especializados. Brasília : CORDE, 1994.

15

�MERIZIO, Tércia M. Necessidades informacionais dos deficientes visuais do CEAD Londrina e as condições necessárias para a realização de um trabalho com os mesmos.
Londrina, 1999. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) Universidade Estadual de Londrina.

MOURA, Eneida Terezinha. O deficiente visual da cidade de Porecatu: problemática do
acesso à informação. Londrina, 1989. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Biblioteconomia) - Universidade Estadual de Londrina.

NAGAHAMA, Maria Cristina. O dificiente visual e a biblioteca Braille. Revista Brasileira
de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v.19, n.1/4, p.5-17, jan./dez. 1986.

NOVI, Rosa Maria. Orientação e mobilidade para deficientes visuais. Londrina : Cotação da
Construção, 1996.

OCHAITA, E.; ROSA, A. Percepção, ação e conhecimento nas crianças cegas. In: COLL,
César ; PALÁCIO, Jesus ; MARCHESI, Álvaro (Orgs.). Desenvolvimento psicológico e
educação. Porto Alegre : Artes Médicas, 1995. v.3, cap.12, p.183-197.

PEREIRA, Marilia M. Guedes ; CHAGAS, Paulo da Silva. Gerenciamento do serviço Braille
na Biblioteca Central da UFPB em Bibliotecas Universitárias : relato de uma experiência.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 18,
1997, São Luís do Maranhão. Anais ... São Luís do Maranhão : COLLECTA, 1997. v.3,
p.107-114.

16

�PERSPECTIVAS Multidisciplinares em educação especial. Londrina : EDUEL, 1998.

PUPO, Deise Tallarico ; VICENTINI, Regina Aparecida Blanco. A integração do usuário
portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa : o papel das bibliotecas
virtuais. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10,
1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza : UFC, 1998. (disquete).

RABELLO, Odílio Clark Peres. O deficiente visual e a Biblioteca Pública estadual "Luiz de
Bessa". Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.18, n.1,
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TARGINO, Maria das Graças. Um alerta para os portadores de deficiência visual.
Informação &amp; Informação, Londrina, v.3, n.2, p.68-69, jul./dez. 1998. Resenha.

TIBOLA, Ivanilde. M., (org.). Pessoa portadora de deficiência: integrar é o primeiro passo.
Curitiba : SEED, 19-.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA. Resolução CEPE nº 32/97. Londrina,
1997.

17

�ZULETA, Belarmina Cardons ; OSÓRIO, José Tibério. Estabelecimento de um servicio de
informacion para invidentes y limitados visuales. Revista Interamericana de
Bibliotecologia, v.15, n.2, p.109-110, jul./dec.,1992.

18

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                <text>Apresenta relato de experiência do atendimento oferecido aos deficientes visuais da Biblioteca Central da UEL. Sugere formas de atuação e a importância do profissional da informação em estar preparado para o atendimento diferenciado. </text>
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                    <text>LEITURA NA UNIVERSIDADE : RESULTADOS PRELIMINARES DE UM ESTUDO
Ana Esmeralda Carelli
(carellia@uel.br)

Linete Bartalo
(bartalo@zipmail.com.br)
Vilma Aparecida Gimenes da Cruz
(bcentral@uel.br)

Anael Cristina Assis da Silva
(anael26@zipmail.com.br)-bolsista/UEL

Nilza Maria de Souza Cordeiro
Bolsista/UEL
Universidade Estadual de Londrina
Departamento de Ciências da Informação/CECA
Campus Universitario - Caixa Postal 6001-fax(0xx43)371-4074
CEP-86051-970
Londrina-Pr. Brasil

RESUMO: Considerando o comportamento de leitura como mediador para a ocorrência de
novas aprendizagens e conseqüentemente ser ele imprescindível para a formação universitária,
foi realizada uma pesquisa com 25 alunos da segunda série do curso de Biblioteconomia da
Universidade Estadual de Londrina, sendo 10 do turno matutino e 15 do noturno, com o
objetivo de estabelecer um programa de leitura voltado às necessidades do curso. Os presentes
resultados referem-se a um aspecto da pesquisa onde caracterizou-se o comportamento e as
atitudes de leitura dos sujeitos. Foram aplicados dois instrumentos em 1998, tendo sido
respetida a aplicação em 1999. O primeiro instrumento, proposto por Silva e Maher (1983),
investigou

as

atitudes

de

leitura

dos

sujeitos

quanto

aos

seguintes

aspectos:

leitura/aprendizagem, sentimentos afetivos frente à leitura e leitura e lazer. O segundo
instrumento caracterizou o comportamento de leitura quanto aos fatores que influenciam a

1

�freqüência à Biblioteca, auto avaliação como leitor, significados sobre leitura, estratégias de
leitura face aos textos escolares, dificuldades nas leituras de textos escolares, percepção
quanto à eficiência de estratégias de estudo e dificuldades no curso. As atitudes de leitura dos
alunos sofreram modificações positivas quando comparadas a primeira aplicação (1998) e a
segunda (1999), principalmente em relação aos sentimentos afetivos frente à leitura. Quanto à
caracterização do comportamento de leitura, a finalidade principal de freqüência à Biblioteca,
tanto em 1998 como em 1999 foi buscar material para trabalhos acadêmicos. A autopercepção
como leitores mudou de ocasional em 1998 para crítico e assíduo em 1999, sendo que
atribuíram à leitura em ambos os anos o significado de um meio de instrução. A maioria dos
sujeitos sentia dificuldades nas leituras dos textos técnico-científicos tanto em 1998 como em
1999, sendo freqüente em 1998 e ocasional em 1999. A falta de tempo para estudar foi a
dificuldade no curso apontada pela maioria dos sujeitos tanto em 1998 como em 1999, com
uma leve diminuição na freqüência em 1999.

PALAVRAS CHAVES: Leitura // Universidade // Programa de leitura.

1.

INTRODUÇÃO
A inseparabilidade dos comportamentos de ler e estudar deve ser levada em

consideração, quando se aborda o processo de aprendizagem formal. Ao analisar a
interdependência desses comportamentos, Marini (1986, p.50), lembra que no nível superior,
"estudar é uma exigência que demanda porção significativa de leitura independente". Nesse

2

�mesmo sentido, Oliveira (1993) alerta que o aluno já deveria apresentar comportamento de
um bom leitor, ao entrar para a Universidade, pois a leitura constitui-se em um dos elementos
fundamentais na metodologia de estudo ao longo do 3º grau.
A leitura pode ser compreendida como um processo complexo que se inicia
e se desenvolve, ao longo da vida do indivíduo, sendo em nossa cultura, predominantemente,
aprendida na escola, em função das experiências criadas nos contextos formais de ensino e
aprendizagem. Nesse sentido, entre outros, Sampaio (1982), Carelli (1992), Molina, (1992),
consideram que a aprendizagem da leitura se faz presente em todos os níveis de ensino.
Quanto ao nível escolar, onde o ensino deva ser enfatizado, na literatura consultada se
identificou diferentes ênfases, Molina (1992) sugere que essa ênfase deve ocorrer já na escola
maternal, enquanto para Sampaio (1982, p. i) “caberia à Universidade, como agência
formadora de profissionais que deverão ter maior probabilidade de intervir na sociedade, dar
um destaque especial ao ensino da leitura, para preparar leitores críticos e criativos” (grifo
nosso). Carvalho &amp; Silva (1996, p. 72) acrescentam que também na pós graduação “o
professor é responsável pelo desenvolvimento da competência dos alunos em leitura”.
Independentemente do grau de ensino considerado como essencial para o
ensino da leitura, é durante o 30. grau, que o indivíduo sente freqüentemente e com maior
intensidade, a necessidade de ser um bom leitor, pois é solicitado um volume maior de
leituras, como também as mesmas apresentam maior complexidade. Na Universidade
freqüentemente a leitura é considerada como instrumental que o aluno tem pleno domínio, no
entanto, na maioria das vezes isto não é real.
Agravando esta situação, existe o fato de que nem sempre o professor toma
os devidos cuidados na seleção dos textos que indica, desconhecendo, por exemplo, os
cuidados citados por Silva (1983), que são aspectos primordiais para a indicação de textos:
10.) que seja significativo para o aluno; 20.) que seja suficientemente preparado pelo professor;

3

�30.) que sejam estabelecidos objetivos claros para a sua leitura; e 40.) que seja fornecida ao
aluno uma metodologia para se apropriar das idéias do mesmo. Quando o professor não toma
estes cuidados, via de regra, o aluno trata o texto da mesma forma como o tratava nos graus
anteriores de ensino, isto é, não o vendo como fonte preponderante para a aquisição individual
de conhecimentos.
Além da leitura ser essencial no processo de ensino-aprendizagem, há de ser
destacado ainda, conforme Witter (1997, p.11) que no ensino superior “é a última
oportunidade para tornar o cidadão um leitor competente, crítico, freqüente, criativo que
compreende e usa de forma adequada as informações obtidas via texto.”
É evidente assim esperar que na Universidade, dado a importância da leitura
neste contexto, o compromisso de trabalhar formas de remediar e desenvolver o
comportamento de leitura dos alunos. Witter (1997, p.12) sugere que “o quadro universitário
do prisma de necessidades dos alunos, são convenientes a manutenção e o desenvolvimento
de programas de leitura [...], nos serviços de atendimento ao aluno e mesmo nas disciplinas”.
Como exemplo desta sugestão está sendo desenvolvido um Projeto de
Ensino Institucional, com o objetivo de estabelecer um Programa de Leitura dividido em três
fases, voltado às necessidades dos alunos do Curso de Biblioteconomia da Universidade
Estadual de Londrina-UEL, e parte dessa experiência será aqui relatada..
Esta pesquisa está sendo realizada com 25 alunos que cursavam, quando se
iniciou em 1998, a segunda série do curso de Biblioteconomia da UEL, sendo 10 do turno
matutino e 15 do noturno. O ponto de partida foi a aplicação de três instrumentos para
obtenção de dados para caracterização do aluno como leitor, a partir disso foi estabelecida a
primeira fase do programa de leitura.
A primeira fase do programa foi desenvolvida com textos informativos
relacionados com o conteúdo de uma disciplina da segunda série, e para cada texto utilizou-se

4

�técnicas específicas para compreensão do mesmo. A segunda fase também foi desenvolvida
dentro de uma disciplina, desta vez da terceira série. Utilizou-se textos técnicos científicos
montados em Cloze1, usados como apoio no desenvolvimento da disciplina. A terceira fase,
com previsão para ser realizada no ano 2000, constituir-se-á do estabelecimento e execução de
um programa com sessões de treino utilizando diferentes técnicas visando a melhoria da
compreensão em leitura com textos diversificados. A população alvo será composta pelos
alunos que participaram das fases anteriores, que optem por desenvolvê-lo através de
atividades de extensão.
A seguir serão descritos dois dos instrumentos utilizados na caracterização
dos sujeitos, o instrumento de Atitudes de Leitura e o instrumento de Caracterização do
Comportamento de Leitura, bem como os resultados obtidos nas aplicações do pré e pós-teste
da primeira fase do Programa.

2 ATITUDES FRENTE A LEITURA

Para identificar as atitudes que os alunos têm frente à leitura utilizou-se o
instrumento proposto por Maher &amp; Silva (1983), que teve duas aplicações, sendo uma antes
da primeira fase do Programa (pré-teste) e outra após a primeira fase do Programa (pós-teste).
Para análise das respostas dos alunos a este instrumento, agrupou-se os itens em três grandes
categorias: Leitura/Aprendizagem; Sentimento Afetivo frente à Leitura e Leitura/Lazer.

1

Cloze é uma técnica que utiliza lacunas que o leitor preenche baseando-se nas pistas sintáticas e semanticas do
texto.

5

�Quadro 1 - Leitura/Aprendizagem
ITEM
1
3
13
15
16
18
28
30

ASSERTIVAS
Quem lê tem muitas idéias
Lendo as pessoas aprendem mais
Com a leitura aprendemos novas coisas
A leitura contribui para o desempenho acadêmico
A leitura é importante para o desempenho profissional
A leitura nos ensina muita coisa
A leitura traz conhecimentos
A leitura desenvolve o potencial das pessoas

Quadro 2 - Sentimento Afetivo frente à Leitura
ITEM
2
4
5
6
8
9
10
12
14
17
19
21
22
23
25
26
27
29

ASSERTIVAS
Muito raramente eu pego um livro para ler
Ler é chato
Não gosto quando tenho de realizar leituras para atividades acadêmicas
Quando fico sem ler sinto muita falta
Eu detesto ler
Ler é muito demorado
Não sou acostumado a ler
Não sou ligado em leitura
Não leio muito
Não sinto vontade de ler
É gostoso ler
Ler me dá preguiça
Não consigo me concentrar na leitura
Sempre acho um tempinho para ler
Eu gosto de ler
Quando acabo de ler um livro começo outro
Leio bastante
Eu adoro ler

Quadro 3 - Leitura/Lazer
ITEM
7
11
20
24

ASSERTIVAS
Ler é uma diversão gostosa
Ler é uma forma de descansar
Ler é muito divertido
Ler é uma diversão gostosa

6

�2.1 Pré-Teste Matutino/Noturno

Observando-se os resultados obtidos através do Questionário de Atitudes
sob o ponto de vista dos itens assinalados constatou-se que, no pré-teste aplicado aos alunos
do Curso de Biblioteconomia, período matutino/noturno nos itens referentes a categoria
Leitura/Aprendizagem, (Quadro 1) pode-se afirmar que estes alunos percebem a importância
da leitura como fonte para a aprendizagem, pois todas as indicações foram nas colunas
concordo e concordo fortemente, sendo que a maioria incidiu na coluna concordo fortemente.
O uso da leitura como fonte para a aprendizagem é muito importante e é
enfatizada por Marobin (1983, p. 102) quando afirma que:

“é através da leitura que o estudante constrói, ele mesmo, o próprio curso
universitário. Na leitura critica e constante, ele assume pessoalmente o processo
de sua aprendizagem. Aprende a discernir, discriminar, organizar, coordenar,
compreender, explicitar, caracterizar, formular, confrontar e interpretar,
incorporar e assimilar os conteúdos apresentados”.

Pode-se observar que dos 18 itens que dizem respeito a Categoria Sentimentos
Afetivos frente a Leitura, (Quadro 2), aparece uma indicação na coluna concordo fortemente:
para a assertivaNão gosto de ler para atividades acadêmicas, e nenhum item com assertiva
positiva nesta coluna. Porém na coluna concordo aparecem cinco indicações.
Nas colunas discordo fortemente e discordo aparecem dez indicações, o que
pode ser considerado um resultado positivo.
Sendo assim não se pode afirmar categoricamente que os alunos não tem
atitudes positivas em relação a esta categoria.
Com relação à Categoria Leitura/Lazer (Quadro 3), encontrou-se 4
indicações para a coluna concordo. Essas indicações parecem demonstram que os alunos

7

�encaram a leitura como forma de lazer, embora não concordem fortemente em nenhuma
opção.
A leitura como lazer poderia representar uma possibilidade de ampliação de
horizontes, como sugere Moraes (1996, p. 12-3) ao afirmar que, ... lemos para sonhar e para
aprender a sonhar... a melhor maneira de começar a sonhar é por meio dos livros... aprender
a dedicar-se totalmente a leitura, é viver inteiramente como personagens de um romance...
Diante dos dados encontrados no pré-teste pode-se afirmar que nos itens
relacionados às categorias Leitura/Aprendizagem e Leitura/Lazer os alunos concordam com
os itens, o que demonstra que reconhecem o valor da leitura na aprendizagem e também usam
a leitura como uma fonte de lazer. Porém quanto a Categoria Sentimentos Afetivos frente a
Leitura, que caracteriza as atitudes pessoais dos mesmos em relação a leitura não percebe-se a
mesma firmeza.

2.2 Pós-Teste Matutino-Noturno

Os resultados do pós-teste demonstraram que nos itens referentes a categoria
Leitura/Aprendizagem não houve alteração em relação ao pré-teste. Conclui-se portanto que
estes alunos continuam com a mesma percepção da importância da leitura como fonte para a
aprendizagem.
Na categoria Sentimento Afetivo frente à Leitura, diferentemente do préteste aparece um item sugerindo atitude positiva: Eu adoro ler. Na coluna concordo continuam
aparecendo cinco indicações.

8

�Nas colunas discordo fortemente e discordo aperecem quinze indicações
contra dez indicações do pré-teste. Essa mudança talvez possa ser atribuída a primeira fase do
programa.
Com relação a Categoria Leitura/Lazer, encontraram-se 3 indicações na
coluna concordo fortemente e apenas uma na coluna concordo . Esses dados parecem sugerir
uma alteração da visão que os sujeitos tinham da leitura como ato de lazer.

3 CARACTERIZAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE LEITURA

Para caracterizar o comportamento de leitura dos sujeitos, utilizou-se um
instrumento com 16 questões, contemplando aspectos da história de leitura geral e acadêmica
dos mesmos.
O instrumento foi aplicado duas vezes, sendo uma vez como pré-teste, antes
da primeira fase do Programa, em 1998 e posteriormente a esta fase, como pós-teste, em 1999.
As variáveis investigadas pelo Instrumento de caracterização do comportamento de leitura
foram: 1- Atividades mais desenvolvidas; 2- Preferência por atividades nas horas de folga; 3Meios utilizados para manter-se informado; 4- Fatores que influenciam a freqüência à
Biblioteca; 5- Auto avaliação como leitor; 6- Significado e opiniões gerais sobre leitura; 7Preferência por tipo de leitura; 8- Estratégias adotadas nas leituras; 9- Dificuldades na leitura
de textos técnico científicos; 10- Percepção quanto à eficiência das estratégias de estudo e 11Dificuldades no curso.

9

�3.1 Auto Avaliação como Leitor

A autopercepcão dos sujeitos quanto à freqüência de seus comportamentos
de leitura é a de que são leitores ocasionais, tanto no pré (68%) como no pós teste (41,7%),
conforme resultados apresentados na Figura 1. No pré teste, 20% consideravam-se leitores
assíduos, nenhum sujeito considerou-se mau leitor, 4% dos percebiam-se como leitores
críticos. No pós-teste 25% consideraram-se como leitores críticos, um sujeito (4,2%)
assinalou a opção mau leitor e 25% dos alunos passaram a ter a percepção de serem leitores
críticos.
Pode-se inferir que o resultado apresentado no pós teste, onde a maioria
continua percebendo-se como leitor ocasional, porém com uma freqüência acentuadamente
diminuída em detrimento do aumento da percepção de criticidade na leitura, pode

ser

atribuído ao Programa realizado entre o pré e o pós teste, que, procurou propiciar aos sujeitos
uma melhor reflexão como leitor.

80%
70%
60%
50%
1998 (n=25)

40%

1999 (n=24)

30%
20%
10%
0%
Não
respondeu

Mau

Ocasional

Crítico

assíduo

não leitor

Figura 1 - Autopercepção dos Sujeitos como Leitores no Pré e Pós-Teste

10

�Bartalo (1997) encontrou como resultados de sua pesquisa junto a alunos do
mesmo curso que a maioria percebia-se como leitor ocasional.

3.2 Estratégias Adotadas nas Leituras

Os resultados das estratégias que os sujeitos adotam nas leituras, de forma
geral, estão apresentados na Tabela 1. Verifica-se que não há predominância de nenhuma
delas, tanto no pré quanto no pós-teste. Chama a atenção este resultado porque os dois itens
com maior freqüencia de indicações (32% no pré teste e 33,3% no pós teste) apontam duas
estratégias antagônicas, ou seja seguir sequencialmente o texto lendo cada parte atentamente
e espiar o texto no geral identificando pontos principais e depois realizar uma leitura
analítica

TABELA 1 - Estratégias de Leitura adotadas pelos Sujeitos no Pré e no Pós-Teste
Estratégias
de leitura
Não respondeu
Segue seqüencialmente o texto lendo cada parte
atentamente
Faz uma leitura geral e retorna aos parágrafos
considerados mais importantes
Espia o texto no geral identificando pontos
principais e depois realiza uma leitura analítica
Outro procedimento

Pré-Teste

Pós-Teste

Geral
(n=25)

Matutino
(n=10)

Noturno
(n=15)

Geral
(n=24)

Matutino
(n=12)

Noturno
(n=12)

8%

20%

---

---

---

---

32%

40%

26,7%

33,3%

41,7%

25%

24%

20%

26,7%

33,3%

25%

41,7%

32%

20%

40%

33,3%

33,3%

33,3%

4%

---

6,7%

---

---

---

3.3 Dificuldades na Leitura de Textos Técnico-Científicos

Os resultados dos graus de dificuldades com que os sujeitos se defrontam
nas leituras de textos técnico-científicos estão apresentados na Tabela 2. Observa-se que
houve predominância da existência de dificuldades nestas leituras, tanto no pré (36%), quanto

11

�no pós-teste (41,7%). Presume-se que a incidência do aumento da freqüência de dificuldade
no pós teste, seja decorrente da maior conscientização dos alunos a respeito de suas
dificuldades na leitura. Talvez essas dificuldades sejam efetivamente aumentadas em função
do avanço na série do curso, onde naturalmente elas são maiores.
TABELA 2 - Graus de Dificuldades Encontrados nas Leituras de Textos Técnico-Científicos
no Pré- e no Pós-Teste
Pré-Teste
Graus de Dificuldades
Não responderam
Maior facilidade
Facilidade
Menor facilidade
Maior dificuldade
Dificuldade
Menor dificuldade

Pós-Teste

Geral

Matutino

Noturno

Geral

Matutino

Noturno

(n=25)

(n=10)

(n=15)

(n=24)

(n=12)

(n=12)

0,0%
20,0%
12,0%
16,0%
0,0%
36,0%
16,0%

0,0%
10,0%
0,0%
20,0%
0,0%
50,0%
20,0%

0,0%
0,0%
20,0%
13,3%
26,7%
26,7%
13,3%

4,2%
4,2%
8,3%
20,8%
12,5%
41,7%
8,3%

8,3%
8,3%
16,7%
16,7%
16,7%
25,0%
8,3%

0,0%
0,0%
0,0%
25,0%
8,3%
58,3%
8,3%

Nas figuras 2 e 3 estão apresentados os resultados obtidos no pré e no pósteste, respectivamente, quanto à dificuldade que os sujeitos sentiam na compreensão de
leituras de textos recomendados pelos professores depois que ingressaram na Universidade.
No pré-teste, ocasionalmente, 52% dos sujeitos sentiam dificuldade nestas
leituras, enquanto que 40% sentiam-na freqüentemente.
100%
90%
80%
70%
60%

Geral

50%

matutino

40%

noturno

30%
20%
10%
0%
freqüente

ocasional

rara

Figura 2 - Grau de Dificuldade na Compreensão de Leituras de Texto no Pré-Teste

12

�No pós-teste, 66,7% dos sujeitos sentiam estas dificuldades ocasionalmente
e 20% a sentiam freqüentemente, conforme demonstrado na Figura 3.
80%
70%
60%
50%

Geral
matutino

40%

noturno
30%
20%
10%
0%
não responderam

freqüente

ocasional

rara

Figura 3 - Grau de Dificuldade na Compreensão de Leituras de Texto no Pós-Teste

Observa-se, em termos gerais, que houve uma melhora depois da primeira
fase do Programa, já que a incidência maior recai sobre dificuldades ocasionais.
Oliveira (1993), Santos (1989), Mascarenhas (1984) e Braga (1983) também
investigaram o grau de dificuldade que seus sujeitos tinham na compreensão de textos de
estudo, tendo todos encontrado resultados semelhantes aos encontrados neste estudo, ou seja,
que as dificuldades de compreensão encontradas nas leituras de estudo são ocasionais.
A Tabela 3 apresenta os resultados quanto às dificuldades encontradas nas
leituras dos sujeitos no pré e pós-teste. A dificuldade mais apontada pelos sujeitos tanto no
pré-quanto no pós-teste foi a complexidade do conteúdo, sendo que no pré-teste, 64% do total
de sujeitos e no pós-teste 83,33% sentiam esta dificuldade. No pré-teste a segunda dificuldade
dos sujeitos esteve relacionada ao significado das palavras, enquanto que no pós teste a
segunda maior dificuldade foi a falta de pré requisitos e a terminologia técnica. Talvez esses

13

�resultados possam ser atribuídos novamente a uma maior conscientização dos alunos em
relação às suas dificuldades ao procederem leituras de estudo.

TABELA 3 - Dificuldades Encontradas nas Leituras no Pré e no Pós-Teste
Dificuldades encontradas
nas leituras
Não responderam
Análise do texto
Terminologia técnica
Significado das palavras
Falta de pré requisitos
Estilo do autor
Quantidade/extensão do conteúdo
Complexidade do conteúdo
Conclusão pessoal
Outras dificuldades

pré-teste

pós-teste

Geral

Matutino

Noturno

Geral

Matutino

Noturno

(n=25)

(n=10)

(n=15)

(n=24)

(n=12)

(n=12)

8,00%
32,00%
44,00%
52,00%
48,00%
28,00%
36,00%
64,00%
24,00%
4,00%

20,00%
30,00%
40,00%
40,00%
50,00%
20,00%
40,00%
70,00%
30,00%
10,00%

0,00%
33,33%
46,67%
60,00%
46,67%
33,33%
33,33%
60,00%
20,00%
0,00%

4,17%
37,50%
58,33%
29,17%
58,33%
25,00%
45,83%
83,33%
29,17%
8,33%

8,33%
25,00%
50,00%
16,67%
33,33%
8,33%
33,33%
75,00%
16,67%
8,33%

0,00%
50,00%
66,67%
41,67%
83,33%
41,67%
58,33%
91,67%
41,67%
8,33%

Visto que a maioria considera que suas maiores dificuldades estejam
relacionadas com a falta de pré-requisito e a complexidade do conteúdo, pode-se atribuir
essas dificuldades à deficiência de suas aprendizagens no decorrer de suas vidas escolares.
Ao facilitar o acesso à Universidade, sem simultaneamente estabelecer
mecanismos de melhoria no desempenho em leitura, a política educacional brasileira levou o
ingresso de alunos no 3º grau que não dominam habilidades básicas em leitura, como apontam
Lopes &amp; Ribeiro (1992).
Resultado similar foi obtido por Bartalo (1997), que encontrou em sua
pesquisa que a complexidade do texto foi a dificuldade mais apontada pelos sujeitos.

14

�3.4 Percepção quanto à Eficiência das Estratégias de Estudo

Na Tabela 4 estão apresentados os resultados das estratégias de estudo
consideradas mais eficientes pelos sujeitos. Verifica-se que nenhum sujeito, nem no pré e nem
no pós teste considera a estratégia de resumir ao final do texto como eficiente. Talvez este
resultado possa ser atribuído à complexidade inerente ao resumir, que demanda elevado nível
de compreensão para sua efetivação. A maioria considera que ler silenciosamente o texto e
sublinhar os pontos importantes seja uma estratégia de estudo eficiente, tanto no pré (40%),
como no pós-teste (58,3%).

TABELA 4 - Estratégias de Estudo Consideradas mais Eficientes Enquanto Alunos
Universitários no Pré-Teste e no Pós-Teste
Estratégias
de estudo

pré-teste

pós-teste

Geral
(n=25)

Matutino
(n=10)

Noturno
(n=15)

Geral
(n=24)

Matutino
(n=12)

Noturno
(n=12)

Não respondeu

20%

50%

---

8,3%

---

16,7%

Ler silenciosamente e sublinhar os pontos
importantes
Ler em voz alta os textos

40%

20%

53,3%

58,3%

66,7%

50%

16%

20%

13,3%

---

---

---

---

---

---

---

---

---

4%

---

6,7%

8,3%

8,3%

8,3%

20%

10%

26,7%

25%

25%

25%

Ao final da leitura resumir com as próprias palavras
todo o texto
Ao final de cada tópico importante resumir com as
próprias palavras
Sublinhar o texto enquanto lê

A respeito da técnica de sublinhar, Peterson (1992) investigou as funções
cognitivas do sublinhar o texto enquanto lê com 66 estudantes de college, tendo delineado três
condições experimentais: a primeira, sublinhar enquanto estuda e rever o texto sublinhado; a
segunda, sublinhar enquanto estuda e rever o texto sem o sublinhado e a terceira, estudar e
rever sem sublinhar. Face a um teste que avaliava as recordações dos fatos e a memória
inferencial, verificou que os sujeitos submetidos à primeira condição, apresentaram

15

�desempenho inferior em memória inferencial quando comparado com os outros dois grupos.
Segundo a autora, os resultados indicam que o sublinhar, aparentemente, não parece ser útil,
seja para a função de codificação, seja para a de revisão, além de poder ser contraprodutivo
para a memória inferencial.

3.5 Dificuldades no Curso

A falta de tempo para estudar foi a dificuldade mais apontada pelos
sujeitos, tanto no pré- (80%), quanto no pós-teste (66,67%), seguida pela falta de hábito de
leitura (32%) no pré teste e pela falta de conhecimento (37,5%) no pós teste, conforme
resultados apresentados na Tabela 5.

TABELA 5 - Dificuldades Encontradas no Curso, no Pré-Teste e no Pós-Teste
Dificuldades encontradas
No curso
Não tem dificuldade
Falta de conhecimento
Falta de hábito de leitura
Falta de tempo para estudar
Outras

pré-teste
Geral
(n=25)

Matutino
(n=10)

0,00%
16,00%
32,00%
80,00%
4,00%

0,00%
20,00%
30,00%
70,00%
10,00%

pós-teste
Noturno
(n=15)

Geral
(n=24)

0,00%
13,33%
33,33%
86,67%
0,00%

4,17%
37,50%
25,00%
66,67%
0,00%

Matutino
(n=12)

0,00%
33,33%
33,33%
66,67%
0,00%

Noturno
(n=12)

8,33%
41,67%
16,67%
66,67%
0,00%

Também Bartalo (1997) encontrou resultados idênticos junto à mesma
comunidade, com a maioria dos sujeitos de sua pesquisa apontando a falta de tempo para
estudar como a maior dificuldade, seguida pela falta de hábito de leitura e falta de
conhecimento.

16

�4 CONCLUSÃO

A síntese dos resultados obtidos, resultados parciais desta pesquisa, serão
destacados como se segue:
•No instrumento de Atitudes de Leitura no pré-teste, os itens relacionados às categorias
Leitura/Aprendizagem e Leitura/Lazer demonstraram que os alunos concordam com os itens
indicando que reconhecem o valor da leitura na aprendizagem e como uma fonte de lazer, isso
foi confirmado no pós-teste;
•Na Categoria Sentimentos Afetivos frente a Leitura, que caracteriza as atitudes pessoais dos
alunos em relação a leitura, não ficaram evidenciados sentimentos positivos, porém no pósteste esse quadro mudou passando a indicá-los;
• Os sujeitos se auto avaliam tanto no pré como no pós teste como leitores ocasionais, tendo,
no entanto, declinado esta freqüência no pós teste;
• Observou-se um aumento da freqüência com que os sujeitos tinham dificuldades nas
leituras de textos técnicos científicos, de 52% para 62,5%;
• As dificuldades de compreensão nas leituras recomendadas pelos professores depois de
ingressarem na Universidade diminuíram no pós teste;
• A complexidade do conteúdo foi a dificuldade mais apontada, tanto no pré como no pósteste;
• Ler silenciosamente e sublinhar os pontos importantes constituíram-se como as estratégias
de estudo adotadas com maior freqüência pelos sujeitos;
• Os sujeitos colocam a falta de tempo como a maior dificuldade encontrada no curso, tanto
antes como depois da primeira fase do programa.

17

�Considerando as limitações destes resultados, que são parciais, constata-se a
necessidade de estudos similares com outros cursos e outros aspectos para a geração de novos
conhecimentos, alicerçando assim a possibilidade de intervir e melhorar o repertório de leitura
do universitário, garantindo capacitação adequada para os futuros profissionais.

18

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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biblioteconomia - UEL. Londrina, UEL, 1997 (Dissertação de Mestrado)
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19

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(Série Novas Perspectivas).
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20

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Leitura na universidade: resultados preliminares de um estudo. </text>
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                <text>Carelli, Ana Esmeralda, Bartalo, Linete, Cruz, Vilma Aparecida Gimenes da, Silva, Anael Cristina Assis da, Cordeiro, Nilza Maria de Souza</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <description>A language of the resource</description>
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                <text>Considerando o comportamento de leitura como mediador para a ocorrência de novas aprendizagens e conseqüentemente ser ele imprescindível para a formação universitária, foi realizada uma pesquisa com 25 alunos da segunda série do curso de Biblioteconomia da Universidade Estadual de Londrina, sendo 10 do turno matutino e 15 do noturno, com o objetivo de estabelecer um programa de leitura voltado às necessidades do curso. Os presentes resultados referem-se a um aspecto da pesquisa onde caracterizou-se o comportamento e as atitudes de leitura dos sujeitos. Foram aplicados dois instrumentos em 1998, tendo sido respetida a aplicação em 1999. O primeiro instrumento, proposto por Silva e Maher (1983), investigou as atitudes de leitura dos sujeitos quanto aos seguintes aspectos: leitura/aprendizagem, sentimentos afetivos frente à leitura e leitura e lazer. O segundo instrumento caracterizou o comportamento de leitura quanto aos fatores que influenciam a freqüência à Biblioteca, auto avaliação como leitor, significados sobre leitura, estratégias de leitura face aos textos escolares, dificuldades nas leituras de textos escolares, percepção quanto à eficiência de estratégias de estudo e dificuldades no curso. As atitudes de leitura dos alunos sofreram modificações positivas quando comparadas a primeira aplicação (1998) e a segunda (1999), principalmente em relação aos sentimentos afetivos frente à leitura. Quanto à caracterização do comportamento de leitura, a finalidade principal de freqüência à Biblioteca, tanto em 1998 como em 1999 foi buscar material para trabalhos acadêmicos. A autopercepção como leitores mudou de ocasional em 1998 para crítico e assíduo em 1999, sendo que atribuíram à leitura em ambos os anos o significado de um meio de instrução. A maioria dos sujeitos sentia dificuldades nas leituras dos textos técnico-científicos tanto em 1998 como em 1999, sendo freqüente em 1998 e ocasional em 1999. A falta de tempo para estudar foi a dificuldade no curso apontada pela maioria dos sujeitos tanto em 1998 como em 1999, com uma leve diminuição na freqüência em 1999. </text>
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                    <text>INTERAÇÃO DO USUÁRIO NA BUSCA DE INFORMAÇÕES
Joseane Chagas
Especialista em Informação Tecnológica pela UFSC
Bibliotecária responsável pela Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Educação da
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: joseane@ced.ufsc.br
Susana Arruda
Especialista em Informação Tecnológica pela UFSC
Bibliotecária responsável pelo setor de Bases de Dados da Biblioteca Central da
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: susana@mbox1.ufsc.br
Ursula Blattmann
Doutoranda em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina
Professora do Departamento de Ciência da Informação
Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil - E-mail: ursula@ced.ufsc.br
RESUMO
A interação do usuário com o bibliotecário de referência. Usuário na busca de informação. A
formulação da estratégia de busca. Uso do tesauros. Pesquisa no catálogo tradicional e
eletrônico. Estratégias de pesquisa e técnicas de busca. A frustração do usuário na obtenção
do documento. Recebimento e entrega da pesquisa utilizando novas tecnologias da
informação.
PALAVRAS-CHAVE: Comportamento na biblioteca. Estratégia de busca. Bibliotecário de
referência. Serviço de informação. Técnicas de pesquisa. Usuários.
INTRODUÇÃO
No cotidiano do bibliotecário de referência, que atende diretamente às questões
formuladas pelos usuários, observa-se inúmeras reações, entre elas os aspectos emocionais e
de necessidade informacional do pesquisador.
1

�Para efetuar a comunicação na busca informacional, necessita-se conhecer quais os
motivos que levam ao usuário a posicionar-se diante do bibliotecário de referência. Muitas
vezes o caminho inicia-se em uma relação de especificar o que se deseja, para que se
necessita, e o respectivo refinamento, conseguindo dessa maneira, concretizar as etapas da
pesquisa do usuário.
A partir do momento da formulação da pergunta sobre o tema e a escolha das
palavras-chave, inicia-se o processo de busca de material bibliográfico para efetuar a
pesquisa. E por intermédio de ferramentas usuais, tais como tesauros para delimitação dos
termos, pesquisa no catálogo tradicional e eletrônico, diferentes estratégias de pesquisa, a
escolha das técnicas de busca, permite bibliotecário saber como trabalhar as possíveis causas
e minimizar as frustrações que possa existir na obtenção do documento. Atualmente,
tornou-se um requisito fundamental saber operacionalizar por meio das novas tecnologias da
informação o recebimento e a entrega da pesquisa solicitada pelo usuário.
Este artigo pretende de uma forma prática e objetiva oferecer algumas diretrizes aos
bibliotecários que atuam na interação com os usuários diretamente na busca de informações
para realização de pesquisas.
Interação do usuário diante do bibliotecário de referência
A interação é um processo de influência mútua. Na biblioteca ela ocorre quando o
usuário busca uma informação solicitando o auxílio do bibliotecário.
O usuário necessita conhecer a biblioteca e seus recursos para facilitar a busca de
material bibliográfico para concretizar suas pesquisas. Geralmente as bibliotecas oferecem
seus serviços entrelaçados, mas, algumas de grande porte ainda oferecem seus serviços em
setores específicos, tais como:
circulação -

possibilita realizar o empréstimo, reservas, reposição do material

bibliográfico nas respectivas coleções, fotocópia de documentos, entre outros;
2

�referência - ambiente para consultas rápidas em fontes de informação, tais como: os
abstracts, bases de dados, enciclopédias, guias, orientação a biblioteca e a pesquisa;
catálogos por assuntos, autores e títulos - indiferente se impresso (os tradicionais
fichários) ou online;
empréstimo inter-bibliotecário - possibilita o acesso ao acervo de bibliotecas de
outras instituições;
coleções especiais - acervo classificado por formatos, temática ou relevância, tais
como a videoteca, mapoteca, ou o depósito legal.
Usuário na busca da informação
Independente de ser considerado usuário tradicional ou digital, todos vêem a biblioteca
através de um problema. Para exemplificar, a experiência indica as diferentes categorias de
usuários:
os experientes: usuários de bibliotecas que levam questões ao bibliotecário sabendo
exatamente o que precisam e formulam suas perguntas com clareza;
os com objetivos, mas com dificuldades de expressão: são os grupos de usuários que
sabem o que querem mas não conseguem expressar adequadamente suas palavras; e,
os inexperientes: grupos de usuários que não têm certeza - clareza, quanto ao que
precisam.
Os usuários de bibliotecas acadêmicas são indivíduos oriundos da comunidade
acadêmica, tais como: calouros, veteranos, graduados, professores, pós-graduandos,
pós-graduados, pesquisadores e técnicos no apoio institucional, mas, muitas bibliotecas
atendem também a comunidade em geral. Portanto, além de conhecer o acervo e sua
distribuição é necessário que o bibliotecário que atue diretamente com os usuários tenha a
necessidade de estar bem preparado para atender a demanda e abrangência informacional.

3

�Pode-se mencionar que existem questões que interferem direta ou indiretamente na
interação entre os usuários e o bibliotecário, tanto psicológicas, educacionais, culturais e
sociais. A relação pode ser ampliada ou diminuída conforme ambos os lados da interação.
Alguns fatores prejudicam ou interferem na interação, provocando falhas no processo de
busca e acesso à informação, tais como:
● Problemas decorrentes no processo de comunicação tais como: dicção, formulação de
termos para pesquisa, ruídos da linguagem, ambiente.
● Imagem distorcida sobre o papel e as habilidades do bibliotecário no auxílio a realização
da pesquisa.
● Expectativas sobre diversas reações quanto ao bibliotecário e ao próprio usuário: empatia,
simpatia, e apatia.
● Dificuldades em propor a questão de pesquisa onde possam ocorrer fatos como não
sentir-se a vontade no diálogo para formulação da questão de referência ou surgimento da
timidez.
● Impacto de serviços anteriores não-satisfatórios provocando certos medos e receios para
expor novos interesses de busca, evitando causar insegurança pessoal.
● Arrogância de ambas as partes.
● Implicações culturais, sociais, econômicas e educacionais.
● Visibilidade e transparência do local de atendimento ao usuário. Grogan (1995, p. 90)
menciona o estudo realizado por Katz sobre bibliotecas que ainda não conseguem
proporcionar maneiras fáceis de ver e de usar que possibilitam o acesso direto ao local de
trabalho do bibliotecário.
● Dificuldades de encontrar o setor de referência ou quando o usuário se aproxima do
profissional questionado e pergunta se ele trabalha na biblioteca, por exemplo: Você
trabalha aqui?
4

�● Alguns usuários parecem ter a sensação de estar importunado o bibliotecário.
Recomenda-se ao bibliotecário utilizar além das habilidades técnicas no manuseio e
instrução do acervo que a biblioteca possui, conhecer e empregar os aspectos fundamentais
nas relações humanas, tais como: a acessibilidade, a auto-imagem positiva, reservar tempo
suficiente para a entrevista, ser paciente e amistoso, demonstrar sem superioridade que
domina os instrumentos de acesso às questões.
Formulação da estratégia de busca
Na interação ocorre a questão de como formular uma pergunta sobre o tema de
pesquisa do usuário. Rowley (1994, p. 129) menciona que a estratégia de busca é o "conjunto
de decisões tomadas e de procedimentos adotados durante uma busca". Portanto, como
estratégia pode-se dizer que o bibliotecário inicia sua entrevista para delimitar a questão
dando oportunidades ao usuário de responder sem impor limites. Poderá utilizar perguntas
abertas ou fechadas para facilitar as principalmente as delimitações sobre o que se procura.
Como segundo passo, necessita identificar a sua busca por meio de todos os meios de
acesso bibliográfico, seja pelas bibliografias, catálogos, índices especializados, pessoas ou até
mesmo outras instituições.
Observa-se as maiores dificuldades que aparecem no cotidiano do bibliotecário e do
usuário podem ser: a abrangência da pesquisa; os idiomas a serem utilizados; delimitação de
tempo; dificuldades no domínio da área do conhecimento e uso dos termos nos catálogos
devido à linguagem controlada.
As principais diferenças em pesquisar os catálogos tradicionais de catálogos de acesso
remoto está no fato de realizar a pesquisa dentro da biblioteca, possibilitando obter
informações mais precisas sobre o documento: disponível, emprestável, custos para obtenção,
retorno, reserva ou realizar a consulta in loco.

5

�Lancaster (1996, p. 126) considera como elemento importante no estudo sobre uso do
catálogos a análise dos motivos pelos quais os usuários não conseguem encontrar entradas
existentes no catálogo.
Existem diferenças entre pesquisar em bases de dados tradicionais (material impresso),
bases em CD-ROMs, bases de dados comerciais online e os mecanismos de busca da Web,
principalmente advindas da velocidade da recuperação dos dados obtidos e pelo uso de
expressões de busca booleana, entruncamento de termos e seus adjacentes ou proximidade na
formulação da estratégia de busca, seja entre outros o tipo de busca realizada, os comandos
usados, tempo despendido, cabeçalhos de assuntos empregados, etc.
Iniciar a pesquisa pelo material de referência da biblioteca significa conhecer as fontes
tais como: enciclopédias gerais e específicas das áreas do conhecimento, dicionários,
abstracts e índices, tesauros, manuais técnicos, normas e especificações técnicas, almanaques,
guias, atlas, entre outras. Necessita-se especificar e localizar o tópico da pesquisa e utilizar
fontes impressas ou eletrônicas. Selecionar uma base de dados conforme a área do
conhecimento: geral e específica. Definir um assunto geral e específico. Selecionar o tópico
da pesquisa. Pesquisar diversos tópicos, isto é, obter o resultado da pesquisa, selecionar itens
de interesse, obter versão impressa e/ou digital da referência ou texto integral.
Ao utilizar o catálogo da biblioteca (fichas ou online) são necessários alguns
procedimentos, como: definir assunto geral, assuntos específicos, listar referências, imprimir
ou anotar material bibliográfico obtido. Também necessita-se saber quando usar recursos
paralelos, seja pelo acesso online para coleções digitais na própria biblioteca e também de
outras bibliotecas para obtenção do material seja pelo empréstimo inter-bibliotecário, ou
acesso a bases de dados de textos na íntegra entre bibliotecas conveniadas.

6

�A Internet está sendo considerada um recurso importante no desenvolvimento das
pesquisas, pois cada vez mais o usuário pode consultar pelo acesso online catálogos e fontes
eletrônicas e digitais das bibliotecas e instituições.
Mas são necessários observar alguns cuidados ao utilizar a Web como fonte de
pesquisa, tais como: ter critérios de avaliação do documento de hipermídia para detectar se a
informação é fidedigna e que tipo de informação está sendo oferecida: negócios, lazer,
governamental, pesquisas recentes, comunidades eletrônicas (grupos de discussões,
informativos dirigidos), e eventos. Cabe lembrar que a Web não possui cobertura total e nem
substitui a revisão de artigos pelos pares, mas ajuda significativamente na realização de
buscas e pesquisas tanto acadêmicas como comerciais.
Uso do tesauros
Para estabelecer as palavras-chave numa pesquisa, necessita-se que sejam definidos os
termos designativos de busca por meio de palavras que podem ser definidas com auxílio de
tesauros, descritores, lista de cabeçalhos de assuntos. O bibliotecário deverá traduzir a
linguagem do usuário empregada de forma natural para a terminologia aceita pelo sistema.
Pesquisa no catálogo tradicional e eletrônico
Bertholino (1999, p. 150) menciona que as "linguagens de indexação são fundamentais
para o processo de busca em bases de dados. Portanto, a linguagem de indexação e linguagem
de busca devem estar relacionadas. As lógicas de buscas são o meio de especificar as
combinações dos termos para uma recuperação de informação bem sucedida."
No estudo efetuado por Ramos et al. (1999, p. 175) constatou-se que "o usuário,
quando da busca de informação automatizada em linha e/ ou em CD-ROM, comporta-se de
maneira semelhante tanto na utilização das fontes para definição dos termos de busca e
objetivos de levantamento quanto na obtenção dos documentos recuperados. Em ambos os
7

�casos, a participação do bibliotecário é ativa, mesmo quando da utilização do CD-ROM
diretamente do seu local de trabalho, uma vez que a estratégia de busca é formulada
antecipadamente."
Lancaster (1996, p. 153) salienta que um catálogo online "apresenta evidente
vantagens, uma vez que geralmente é possível proporcionar pontos de acesso adicionais de
modo fácil e econômico." Por exemplo, um catálogo online eficaz deveria possibilitar acesso
a uma obra por meio de qualquer das palavras constantes de seu título.
Estratégias de pesquisa e técnicas de busca
Para realizar pesquisas em catálogos tradicionais e/ou online, em bases de dados
referenciais (bibliográficas, catalográficas ou referenciais) e bases de dados de fontes
(numéricas e de texto integral), ou nos mecanismos de busca e diretórios de pesquisa
disponíveis na Internet, requer-se algumas habilidades para localizar a informação de maneira
precisa e eficaz. Para facilitar o manuseio de tão variados mananciais informacionais,
geralmente os bibliotecários realizam o treinamento individual ou em grupo de usuários
dentro da própria biblioteca. Alguns participam da criação de tutoriais para disseminar de
maneira simples e objetiva a utilização desses recursos.
Segundo Bertholino (1999, p. 151) a formulação da estratégia de busca é fundamental
para refinar a busca e poder obter resultados relevantes aos interesses do usuário. É
importante, na definição das palavras-chave, informar os termos sinônimos, correlacionados e
equivalentes, bem como suas respectivas definições no idioma inglês, adotado pela maioria
das bases internacionais, e também consultar tesauros, vocabulários controlados, dicionários
especializados e outras fontes.
Entre as técnicas de busca, pode-se destacar a imensa utilização da pesquisa baseada
na lógica booleana e sua teoria. Bauwens (1996, p. 78) menciona que em estudos

8

�comparativos confirmam que a busca booleana é ainda superior que a pesquisa na linguagem
natural.
Os operadores booleanos mais utilizados são E, OU e NÃO, e podem ser combinados
na formulação da busca. Cada operador possui suas limitações, por exemplo:
● E (AND - &amp;) relaciona dois ou mais termos, limitando a busca. Apresenta resultados que
contêm todos os termos listados darão um bom resultado. Por exemplo: bibliotecas &amp;
Florianópolis mostrará resultados com ambos os termos: bibliotecas e Florianópolis.
● OU (OR - | ) relaciona dois termos e reúne todos os documentos que incluam pelo menos
um deles. Por exemplo: buscar design | "ciências e matemática" mostrará resultados que
contêm um dos termos ou ambos.
● NÃO (NOT - !) o operador ! buscará registros que contêm o termo de pesquisa que o
precede, mas não o termo que o sucede. Por exemplo: ensino de ciências ! ensino de
matemática, resultará em documentos relacionados ao ensino de ciências, sem mostrar
nenhum onde apareça também ensino de matemática.
Operadores de proximidade: NEAR ou ADJ
NEAR ( ~ ) encontra documentos contendo ambas as palavras especificadas ou frases
contendo até dez palavras entre elas. Exemplo NEAR/3 até três palavras entre os termos.
ADJ - utilizado para termos que estão juntos. Este operador booleano ADJ é muitas
vezes reconhecido como a opção "frase exata" comuns nos mecanismos de busca na Web.
Os parênteses ( ) servem para elaborar pesquisas ainda mais complexas, definindo
operações menores dentro da expressão inteira. A busca funciona, nesse caso, considerando
os parênteses como se fossem termos isolados, e depois os combina. Por exemplo: "ensino"
&amp; ( (ciências|matemática) &amp; Brasil). Apresentará resultados que contenham o termo ensino, o
termo Brasil, ao mesmo tempo, pelo menos o termo ciências ou o termo matemática.

9

�Podem ser realizadas também busca por campo específico. Essa forma de busca
originalmente encontrada nas bases de dados possibilita pesquisar cada etiqueta da definição
de campo. Facilita ao usuário especificar que deseja determinado título, autor, local. Entre os
softwares de controle bibliográfico, destaca-se o Micro CDS/ISIS, que possibilita ao usuário
utilizar os operadores booleanos (E=*, NÃO=^, OU = +) e também restringir a campos
específicos.
Para realizar buscas na Internet, Elkordy (1999) relaciona alguns motivos para usar
meta-mecanismos de busca:
● quando não foi possível localizar por intermédio de um ou dois grandes
mecanismos de busca;
● quando o tópico é obscuro;
● quando pretende-se visualizar os resultados mais relevantes de diversas bases de
dados numa pesquisa;
● quando se pretende buscar uma variedade de resultados simultaneamente sobre um
mesmo tópico;
● quando se deseja comparar a indexação de diversos mecanismos de busca;
● quando se conhece a literatura da Web sobre determinado assunto, mas gostaria de
certificar-se de que não esqueceu-se nenhum.
As principais diferenças entre as técnicas de busca tradicional para a digital advém da
velocidade obtida no uso de computadores para realização das buscas. Além de verificar com
maior exatidão os dados, possibilita oferecer ao usuário a informação digital, onde com o
simples apertar de teclas pode-se ter a informação sem sair da frente da tela do computador.
Exemplificando: um usuário solicita por meio de um formulário eletrônico determinada
pesquisa, logo em seguida a solicitação é processada e encaminhada em arquivo (bits) para o
respectivo usuário.
10

�Faz necessário observar alguns cuidados ao utilizar técnicas de busca em bases de
dados online/CD-ROM, para evitar os erros mais comuns. Os erros mais comuns na
formulação da busca online referente a Web são: as pronúncias incorretas e de digitação;
péssimas descrições para limitar termos ou conceitos; questões muito amplas ou específicas;
falta do uso de sinônimos adequados.
Também cabe ao usuário e ao bibliotecário saber diferenciar quando utiliza-se recursos
disponíveis no formato impresso e localizados na própria biblioteca, de busca direta na Web,
ou a realização da busca numa base de dados do mecanismo observando itens como
atualização, mudanças ou exclusão de documentos.
Frustração do usuário
As frustrações dos usuários podem ocorrer devido fatores como: a não obtenção da
informação procurada, abrangência e profundidade da pesquisa, e, segurança ou insegurança
na precisão dos termos.
No estudo efetuado por Ramos et al. (1999, p. 174-5) "os resultados obtidos reafirmam
o que a literatura existente estabelece sobre as vantagens da utilização das bases em
CD-ROM, das quais o usuário tem a oportunidade de selecionar o que precisa (...) isto revela
a necessidade de elaborar bem uma estratégia a fim de alcançar o fim desejado. Comparando
as buscas realizadas e os resultados obtidos, constata-se que quanto menor o índice de
recuperação, maior a sua relevância, o que exige uma estratégia de busca bem elaborada, com
descritores e cabeçalhos de assuntos adequados, e uma participação do bibliotecário no
preenchimento do formulário de levantamento bibliográfico, durante a entrevista e a
realização da busca."
As frustrações podem acontecer quando após o levantamento das referências, seja
numa base de dados ou no catálogo, não se pode obter a obra por motivos diversos tais como

11

�esteja emprestada, está sendo restaurada, não exista na respectiva biblioteca, ou que não esteja
imediatamente disponível o texto na íntegra.
As reações decorrentes das frustrações dos usuários está na insatisfação no momento
de obtenção da informação, provocando o questionamento sobre quanto tempo vai demorar e
qual o custo. Algumas reações apresentam a indignação do usuário devido o material não
estar disponível para consulta imediata da fonte na própria biblioteca.
Os termos utilizados na formulação da busca podem ser considerados múltiplos não
sendo o caso de sinônimos e sim de linguagem figurativa. A sentença de busca proporciona
resultados diferenciados, a partir dos quais o usuário poderia utilizar uma sentença diferente
de todas as palavras ou indicando ou excluindo termos. Cada vez mais, os mecanismos de
busca oferecem resultados apresentando o grau de relevância dos termos conforme a
expressão utilizada.
Cabe lembrar que, ao utilizar um mecanismo, o usuário está somente pesquisando
naquela base de dados, ou seja num determinado mecanismo de busca. Portanto, o usuário
necessita utilizar outros mecanismos eqüivalendo aspectos de atualização e abrangência
(tamanho da base de dados), formatos dos documentos, as limitações de campos de busca e
expressões de busca, resultados (ranking, comparação de documentos, os mais utilizados).
Elkordy (1999) menciona que cada mecanismo de busca apresenta resultados
diferentes devido ao algoritmo e o método que está sendo usado para cálculo.
Segundo Lancaster (1996) a análise das causas de insucesso pode também revelar
algumas causas de ineficiência interna da biblioteca. Sugere que sejam anotados pelo usuário
a) informações sobre os itens que não consegue encontrar no catálogo, e b) o fato de não ter
conseguido localizar nas estantes um item do qual se conhece o número de chamada.
Portanto pode-se dizer que a colaboração direta do usuário possibilita criar
mecanismos para que o treinamento do acesso e o uso da coleção seja eficaz. Lancaster (1996,
12

�p. 152) menciona o fator que, isoladamente, é o mais importante na determinação de êxito ou
malogro na utilização do catálogo provavelmente é a exatidão e completeza das informações
de que o usuário dispõe ao dirigir-se ao catálogo.
Recebimento e entrega da pesquisa
As bibliotecas recebem e entregam os pedidos de pesquisas por intermédio dos meios
de comunicação disponíveis, nos quais o usuário possa realizar a pesquisa in loco consultando
o bibliotecário e também pelas tecnologias disponíveis, como pelo telefax, telefone, e-mail,
formulários interativos Web.
O tempo despendido entre o pedido e a entrega pode variar conforme a questão
colocada pelo usuário, isto é, algumas questões podem ser respondidas imediatamente, outras
demandam maior tempo para serem concretizadas. Por exemplo, o bibliotecário reserva
previamente, um tempo para a entrevista com o usuário, onde pode-se estabelecer as
delimitações sobre profundidade, abrangência, idiomas, época, tipo de documentos, da
pesquisa, limitando assim as estratégias de busca a serem utilizadas na pesquisa.
Segundo Lancaster (1996, p. 180) o "bibliotecário deve possuir um conhecimento
minucioso das fontes de informações disponíveis. No entanto, a cultura geral não deixa de ter
importância. Em particular, o bibliotecário deve ter uma boa noção dos acontecimentos atuais.
(...) A capacidade de o bibliotecário se comunicar com eficiência influi, em primeiro lugar,
em sua compreensão da questão, bem como sua capacidade de transmitir uma resposta correta
ao usuário. A capacidade de tomar decisões afeta a eficiência da estratégia de busca
formulada pelo bibliotecário. Outras decisões importantes incluem quando encaminhar para
uma fonte externa e quando desistir por completo."
As habilidades que os bibliotecários necessitam possuir para atender as necessidades
informacionais dos usuários são:
● dominar corretamente as técnicas da biblioteconomia;
13

�● preferencialmente conhecer as áreas do conhecimento, incluindo as fontes e os
canais de informação disponíveis; e,
● utilizar adequadamente a psicologia das relações humanas, principalmente ao
tocante no que se refere preparar o usuário para a possíveis frustrações.
Vale ressaltar o que diz Ramos et al. (1999, p. 176) alertando aos "profissionais de
informação, os bibliotecários precisam entender o que os usuários esperam e necessitam dos
sistemas de informação automatizados, bem como identificar as causas de erros e as
estratégias frustradas".
CONCLUSÕES
A interação do usuário com o bibliotecário geralmente ocorre quando busca
informações na biblioteca. Essa interação podem ser de modo presencial ou utilizando
também os recursos das novas tecnologias da informação e comunicação.
As mudanças provocadas principalmente pelo uso de redes de computadores,
possibilita avanços significativos no que se refere ao acesso do catálogo da biblioteca, da
disponibilização de bases de dados online bibliográficas e textuais, flexibilidade nos horários
de acesso à informação, velocidade da informação, e facilita também na delimitação temporal,
na pesquisa em campos específicos e na abrangências.
Portanto, necessita-se um domínio de habilidades específicas tanto do bibliotecário
como do usuário no manuseio e técnicas de busca por meio de redes de computadores, seja
para orientação a distância, acesso remoto aos catálogos de outras bases de dados e de
bibliotecas, utilização dos recursos da Internet, conhecimento das estratégias de buscas em
bases de dados eletrônicas, presteza na comunicação escrita e verbal e conhecimento das
limitações tecnológicas existentes.
Cada vez mais o usuário espera um serviço transparente e o bibliotecário torna-se peça
fundamental no design de novas interfaces de acesso em redes de computadores.
14

�Espera-se que na formação dos bibliotecários, tanto na educação continuada quanto na
capacitação de novos profissionais, o manuseio das tecnologias disponíveis e o
reconhecimento sejam constantes, mas que não se esqueça a essência deste processo: o ser
humano.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAUWENS, Michel. Searching the Net for business information. Business Information
Review, v. 13, n. 2, p. 77-82, Jun. 1996.
BERTHOLINO, Maria Luzia Fernandes. Buscas em bases de dados. In: TECNOLOGIA e
novas formas de gestão em bibliotecas universitárias. Org. por Maria Etelvina Madalozzo
Ramos. Ponta Grossa : UEPG, 1999. 249p., p. 145- 155.
ELKORDY, Angela. Web Searching, Sleuthing and Sifting Lesson Three: What's next?
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Engines

and

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Web
Documento

Indexes)
obtido

em

19/03/1999. (Última atualização fevereiro, 1999, Links verificados em fevereiro, 1999).
GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Brasília : Briquet de Lemos/Livros,
1995. p. 51
LANCASTER, F.W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Trad. Antonio Agenor Briquet de
Lemos. Brasília : Briquet de Lemos, 1996.
RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo, BERTHOLINO, Maria Luzia Fernandes, FERREIRA,
Marta Nosé, CARVALHO, Telma de, FUNARO, Vânia. O comportamento do usuário na
busca de informação automatizada em linha e em CD-ROM. In: TECNOLOGIA e novas
formas de gestão em bibliotecas universitárias. Org. por Maria Etelvina Madalozzo Ramos.
Ponta Grossa : UEPG, 1999.249p., p. 157- 182.
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília : Briquet de Lemos/Livros, 1994.

15

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Documentação&#13;
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                <text>A interação do usuário com o bibliotecário de referência. Usuário na busca de informação. A formulação da estratégia de busca. Uso do tesauros. Pesquisa no catálogo tradicional e eletrônico. Estratégias de pesquisa e técnicas de busca. A frustração do usuário na obtenção do documento. Recebimento e entrega da pesquisa utilizando novas tecnologias da informação.</text>
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                    <text>IDENTIFICAÇÃO E EVOLUÇÃO DE DEMANDA DE INFORMAÇÃO DE USUÁRIOS,
VIA CORREIO ELETRÔNICO DO DEPARTAMENTO TÉCNICO DO SISTEMA
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA USP

Adriana Hypólito
Universidade de São Paulo
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
adriana@sibi.usp.br
Marcia Rosetto
Universidade de São Paulo
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
mrosetto@usp.br
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Universidade de São Paulo
Sistema Integrado de Bibliotecas
Departamento Técnico*
marizadc@usp.br

______________________________
* UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS – Departamento Técnico

Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J, 374 - 1º andar - Cidade Universitária
05508-900 - São Paulo, SP - Brasil
Fone: (0XX11) 818-4194 e 818-4197 - Fax: (0XX11) 815-2142 - dtsibi@org.usp.br
1

�http://www.usp.br/sibi

RESUMO

As mudanças do cenário social de final de século têm sido fortemente determinadas
pelos avanços tecnológicos, incluídos os recursos computacionais e meios de comunicação.
Nesse contexto, os serviços de informação se adaptam ao novo modelo, caracterizado por
paradigmas, tipos de usuários e meios de comunicação diferenciados, proporcionando
serviços disponíveis pela Internet, incluindo os serviços de informação. Em sintonia com esse
panorama, o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, acompanhando o desenvolvimento
tecnológico, vem implementando recursos de tecnologia e serviços dentro dessa nova ordem e
procurando, entre outros, identificar os tipos de demanda de informação por parte dos
usuários. Nesse sentido, foi desenvolvido um estudo exploratório, objetivando analisar o
perfil dessa demanda, a partir de amostragem das mensagens de correio eletrônico, recebidas
via rede, pelo Departamento Técnico do SIBi/USP. Como resultado, foram obtidos
indicadores que podem subsidiar o aprimoramento/expansão de serviços/produtos, já
prestados pelo Sistema, e criação de novos serviços/produtos centrados nas expectativas reais
dos usuários, bem como acompanhar a evolução desse perfil de demanda de informação, pelo
usuário remoto.

Eixo Temático: Usuários da Biblioteca Universitária

2

�1

INTRODUÇÃO

Uso de tecnologias de informação aplicadas ao ambiente de bibliotecas
As mudanças vivenciadas neste século, especialmente nas últimas décadas e no que se
refere a desenvolvimento de novas tecnologias e meios de comunicação, trouxeram grande
impacto à sociedade, com transformações expressivas que hoje já delineiam um cenário
calcado na sociedade do conhecimento, com uso de tecnologia inovadora, num panorama de
economia mundial globalizada, na qual a flexibilização é fator determinante, o trabalho se
opera em rede, com estratégias de curto e longo prazos (Belluzzo, 1999b). De acordo com
Drucker (1997), o estilo de administração tradicional vem sendo substituído ou combinado
com outras formas de gerência, que envolvem relacionamentos do tipo: alianças, parcerias,
empreendimentos conjuntos, acordos comerciais e tecnológicos, entre outros.
Assim, as organizações foram levadas a repensar as formas de atuação em seus
negócios. A estrutura organizacional se transforma por completo, com o avanço tecnológico e
consequente modernização dos meios de produção de bens e serviços. Dentre as estratégias
facilitadoras adotadas nas organizações, destacam-se as parcerias entre atores, em âmbito
nacional e internacional, nas quais se estabelecem vantagens agregadas para cada uma das
partes e identificam-se valores comuns para uma visão compartilhada. Esse aspecto propicia
negócios de caráter "transnacional", ou seja, mesmo operando localmente, a concorrência se
dá em âmbito global (Drucker, 1997).
O desenvolvimento tecnológico vem proporcionando a infra-estrutura apropriada às
estratégias de gestão, face às exigências do mercado, com o aperfeiçoamento de equipamentos
computacionais para o controle de processos, assim como de serviços com recursos de
telecomunicações para transmissão de dados. Esse avanço se ampliou com a conectividade

3

�entre computadores e estabelecimento de redes de serviços locais, regionais e internacionais,
das quais se consagrou a Internet – a rede mundial de computadores, que vem se destacando
como meio de comunicação e de negócios, caracterizando-se em um ambiente de
fornecimento de serviços/produtos (Gurovitz, 1999).
De acordo com a nova ordem social, marcada por diferentes formas de
atividades/relações profissionais e pessoais, em decorrência, em grande parte, do
desenvolvimento tecnológico, a informação se confirma cada vez mais como fator estratégico
para geração de novos conhecimentos e para aumento da capacidade competitiva.
Considerando que "os serviços de informação constituem um subsetor único do setor de
serviços das economias de nações avançadas” (Dholakia, 1997), onde se incluem as
bibliotecas, os serviços criados e prestados vêm se modificando, inserindo aí novo tipo de
usuário - usuário remoto - que se utiliza dos recursos tecnológicos (meios de comunicação via
rede de computadores e equipamentos - hardware e software) e informacionais à distância,
mediados principalmente pela Internet, que oferece ferramentas para serviços de correio
eletrônico, transferência de dados e acesso online à informação, entre outros (Weiss, 1997;
Derfler Jr, 1993; Kock, 1993).
A biblioteca, considerada como uma organização similar a outras, que intermedia a
informação (insumo) como matéria prima, com as necessidades/expectativas do cliente
interno e externo (usuário), estabelece produtos/serviços que determinam esse fluxo, a partir
do mercado, com possibilidade de uso de modernas ferramentas administrativas como
planejamento estratégico e marketing. Observa-se, ainda, que estratégias adotadas pelas
empresas, no cenário de final de século, ajustam-se à organização/biblioteca, como por
exemplo, entre outros: adoção de padrões de qualidade nos produtos/serviços (procedimentos,

4

�eficácia, etc.); garantia de manutenção da produtividade e competitividade (manutenção
propriamente dita

de

serviços/produtos, identificação de

novas demandas, etc.);

estabelecimento de parcerias que agreguem valores a ambas as partes (visão compartilhada,
valores explicitados, metodologias comuns, etc.); flexibilidade (adaptação a diferentes
culturas - locais, regionais, internacionais, para viabilizar o produto/serviço com foco no
cliente, em sintonia com o macro ambiente - globalização (Albretch, 1993)).
A biblioteca mantém seu papel de armazenar, tratar, disseminar a informação,
preservando a memória institucional. Entretanto, com as facilidades de comunicação em rede
e a informação em novos suportes, o referencial mudou e não mais se concentra apenas na
posse do documento físico, mas na possibilidade do acesso à informação, cabendo promover
serviços informacionais para esse ambiente com uma postura pró-ativa, mudando as
tradicionais suposições sobre seus clientes e seus comportamentos na busca de informação,
baseando-se no efetivo conhecimento da demanda. De acordo com McClure &amp; Lopata (1996)
"os usuários utilizarão os serviços na Internet que melhor atenderem suas necessidades e que
não ofereçam apenas, a localização física". Destaca-se nesse ambiente o atendimento ao
usuário remoto, que vem crescendo particularmente nas bibliotecas acadêmicas e
especializadas, confirmado por pesquisas realizadas pela Association of Research Libraries –
ARL (Lancaster, 1997).
Com os avanços tecnológicos, cuja dimensão e evolução nos serviços de informação
vêm se efetivando dia a dia11), aumenta o acesso à informação, com ênfase na distribuição do
conhecimento em lugar da guarda, tornando-a disponível, de forma rápida, a um grande
universo de usuários; segundo Lancaster &amp; Sandore (1997), “a Internet é o recurso eletrônico

1

(1) Ver anexo 1.
5

�que atualmente tem provocado maior impacto nos serviços e operações de bibliotecas e nas
atividades profissionais dos bibliotecários”.
O impacto provocado por esses recursos, ainda de acordo com Lancaster &amp; Sandore (1997),
pode ser caracterizado como: “1 - Modificações nos serviços tradicionais; 2 - Introdução de
novos serviços; 3 - “Não-mediação” de serviços; 4 - Talvez o mais significativo, a extensão de
serviços para usuários remotos”.
Entre as facilidades dos serviços eletrônicos, conforme Sosa (1997) observa-se: a) 24
horas de serviços, sem necessidade de deslocamento até o local onde se encontram os
documentos; b) acesso remoto de onde se encontra o usuário para localização de determinado
documento e solicitação de cópia; c) pedido de aquisição de documento; d) possibilidade de
consultas técnicas; e) solicitação de levantamentos bibliográficos; f) recebimento/envio de
informação de qualquer tipo e de qualquer lugar; g) links com sites confiáveis na Internet.
Ratificando, ainda, os aspectos facilitadores, especialmente no que se refere à
comunicação pela rede, em pesquisa conduzida pela State University of New York at Buffalo,
foi verificado que, dentre as modalidades de interação com a biblioteca, o correio eletrônico
vem se destacando na preferência dos usuários consultados, incluindo entre as vantagens o
fato de poder remeter a questão no momento em que ocorre a necessidade de informação,
dispensando anotações para futuras providências (Bushallow-Wilbur, 1996).
As possibilidades que a rede oferece dão grande visibilidade aos serviços de
informação, constituindo-se em importante canal a ser utilizado como ferramenta de trabalho
e instrumento da biblioteca, devido ao seu alcance e interatividade com o usuário e outros
profissionais.

6

�Para melhor proveito desses recursos, o segmento de usuários remotos deve ter, como
pressuposto, habilidade de uso dos serviços da biblioteca tradicional: consulta a catálogos,
serviços de informação, entre outros, e domínio da informática de modo que pela nova
configuração de serviços em rede, esses possam ser absorvidos adequadamente, facilitados
por uma analogia implícita entre o ambiente real e virtual (Weiss, 1997).
Segundo as assertivas de Lancaster &amp; Sandore (1997) os serviços tradicionais de
bibliotecas se modificam com a implantação de serviços em rede: de catálogo de fichas para
catálogo online (OPAC); de índices impressos para bases de dados; de comutação
bibliográfica por meios tradicionais para comutação bibliográfica online; de empréstimo local
para empréstimo automatizado; de assistência face-a-face para interatividade virtual.
Nessa ótica, o usuário, ao utilizar serviços em rede deverá dominar ferramentas
computacionais para uso pleno dos serviços oferecidos de forma eletrônica sendo capaz de:
operar catálogos e bases de dados online, solicitar empréstimos e outros serviços em rede,
comunicando-se com a equipe da biblioteca com vistas a maior interatividade.
Para os serviços em rede, interagindo com o usuários, torna-se conveniente oferecer
instruções precisas, formulários-guias, principalmente com recursos assíncronos, como o
correio eletrônico.
O uso da biblioteca de modo remoto exige também habilidades diferenciadas por parte
da equipe técnica, adaptando-se em atender o usuário no ambiente em questão, assegurando
qualidade nos serviços/produtos e confiança no sistema (Lancaster, 1997).
Com esse panorama, a biblioteca, como outras organizações precisa de profissionais
com "...capacidade de planejar, comunicação mais fácil, trabalho em equipe... competência
teórica, conhecimento dos produtos/serviços e dos processos/atividades, habilidades de

7

�intervir na produção, capacidade de organização do próprio trabalho e senso de auto-crítica"
(Belluzzo, 1999a), de forma a atender a demanda a partir do novo paradigma. A informação
transformada em conhecimento se torna um produto negociável como qualquer outro; este é
"comprado" no mercado e o profissional da informação age como corretor/mediador nesse
"contato pessoa-pessoa ou pessoa-texto - Bibliotecários corporativos podem se tornar
indispensáveis corretores do conhecimento" (Clough, 1998), seja dentro da instituição ou
dessa para fora, com uso pleno de recursos disponíveis. Com a utilização da rede, essa
mediação adquiriu característica diferenciada, pois ela ocorre no âmbito da disponibilidade
dos serviços com qualificação da informação, a partir da identificação da demanda pelo
bibliotecário, conferindo maior autonomia de acesso aos mesmos, pelo usuário.
A configuração de trabalho em rede, com suporte de moderna tecnologia, propicia
condições técnicas de ampliação da distribuição e do acesso à informação, bem como o
aumento do número de usuários.
Dentre essas inovações, a comunicação com o usuário, por correio eletrônico,
tornou-se mais ágil e significativa no que se refere à identificação de expectativas e a
facilidades de serviços bibliotecários. Corroborando esse aspecto, Bristow (1992) relata sobre
o uso desse recurso numa grande biblioteca acadêmica, como fonte expressiva de atendimento
ao usuário, contabilizando 330 solicitações atendidas, em um período de três meses. Essa
experiência registra que a maior parte das solicitações referiam-se a informações de
endereços, números telefônicos, complementação de citações bibliográficas, subsídios para
início de pesquisas e outras informações factuais. Com base, ainda, no relato de Bristow, o
uso de correio eletrônico pode ser estimulado para intensificar a comunicação entre usuário e

8

�serviço de atendimento, com consequentes reflexos em outros serviços existentes na
biblioteca.
No Brasil, as atividades com uso de rede ganham expressão na última década, a partir
da primeira conexão Internet, em 1991, com a ligação para as instituições acadêmicas, e a
partir de 1995 para a comunidade em geral. Essa ampliação de uso vem ocasionando um
crescimento vertiginoso de acesso a Internet como revelam dados estatísticos correntes
(Andries, 1997; Shimizu, 1999).
2

PANORAMA DO SIBi/USP
O Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBi/USP, instituído em 1981, com a missão de

apoio ao ensino, à pesquisa e às atividade de extensão, vem implantando programas e projetos
globais para consecução de seus objetivos, tendo a informatização das bibliotecas como
prioridade. Nesse sentido e face ao desenvolvimento tecnológico, criou o Banco de Dados
Bibliográficos – DEDALUS, para acesso às informações do acervo bibliográfico do Sistema,
bem como o controle da produção intelectual gerada na Universidade.
Ao longo desse período, foram sendo incrementados recursos que levaram à criação da
Rede de Serviços do SIBi/USP – SIBiNet22), em 1997 (Krzyzanowski, 1998), que incluiu a
Biblioteca Virtual, a partir de 1999, propiciando acesso a bases de dados referenciais e/ou
textos completos.
Nesse contexto, a trajetória do SIBi/USP retrata o acompanhamento da evolução
tecnológica em telecomunicações, recursos de hardware e software, relacionados com
sistemas de informação, que ampliaram, exponencialmente, as possibilidades de acesso à

2

(2) Ver anexo 2.
9

�informação e comunicação, em consonância com os novos referenciais dos serviços como já
exposto.
Assim, o SIBi/USP, por meio de seu conjunto de bibliotecas e do Departamento
Técnico, vem tornando disponíveis serviços33) com essas características, detalhados no
quadro 1, para melhor atendimento às necessidades de seus usuários, incluídos aí a alta
administração,

como

apoio

à

tomada

de

decisão

e

planejamento

estratégico,

docentes/pesquisadores, alunos e à comunidade em geral, em sua vertente de extensão.

3

(3) Tradicionalmente, os serviços oferecidos por bibliotecas têm como propósito primário dinamizar suas
coleções, de modo a atender às necessidades informacionais específicas, solicitadas pelo usuário.
10

�Quadro 1 – Tipos de serviços oferecidos pelo SIBi/USP,
para acesso à informação pelos usuários
Manutenção de acervos (atualização da coleção, preservação e conservação)
Online
Bases de dados produzidas pelo Sistema

Consulta ao acervo

Consulta a bases de dados
11

CD-ROM

Catálogo tradicional

âmbito local

Catálogo online

âmbito global/local

CD-ROM

âmbito local

�Empréstimo (inclui EEB)

Online e Biblioteca Virtual

âmbito global

Tradicional

âmbito local

Online

em implantação
Convencional

Atendimento e
solicitação

Online
(programas de
gerenciamento)

Comutação Bibliográfica
(Interna/ Externa)

Nacional
Internacional
COMUT
BIREME
British Library
Istec/LigDoc
DEDALUS (em
implantação)

Local
Formas de envio e
recebimento

Correio
Fax
Eletrônico (Ariel/Correio eletrônico)

Serviços de Referência(*)

Publicações elaboradas

Acesso ao documento
Atendimento à comunidade
Disseminação Seletiva de Informação
Levantamento bibliográfico
Normalização técnica de publicações
Treinamento de usuários
Guias, Diretórios, Boletins, etc.
Catálogos da Produção Docente
Bibliografias especializadas
Apoio às publicações dos usuários e das Unidades Universitárias

(*)

Disponíveis: Local, Telefone, Fax, Correio, Correio eletrônico, Ariel.
Nota: Quadro elaborado a partir dos serviços constantes no RIBI (Relatório Individual para Bibliotecas) 1999, com dados de
1998.

Os indicadores de uso desses serviços pela comunidade, tendo como base o acervo
existente, podem ser visualizados no quadro 2.
Quadro 2 – Indicadores numéricos dos serviços prestados pelo SIBi/USP

Acervo disponível

3.796.404

volumes

Circulação/Empréstimo

5.520.929

itens

Comutação
Pedidos recebidos (nº)
Usuários inscritos nas bibliotecas (nº)
12

111.708
85.689

�fonte: Anuário Estatístico da USP 1999, com dados de 1998

Com a implantação da SIBiNet – Rede de Serviços do SIBi/USP, está sendo possível
observar alguns indicadores de mudanças comportamentais do usuário, dentre as quais
destacamos:
-

Modificação na forma de localização de dados bibliográficos – Pode-se observar
no quadro 3 a variação dos dados de consulta efetivada num dos serviços
gerenciados pelo SIBi/USP (Catálogo Coletivo Regional de Livros do Estado de
São Paulo – CCL, em fichas, ora em fase de automação, que contém, entre outras,
informações do DEDALUS). Verifica-se que esta alteração coincide com a
ampliação do uso da Internet pela comunidade acadêmica da USP, incluindo a
interface WWW para o DEDALUS, bem como o acesso àquela rede, pelo usuário
vinculado a área comercial da Internet.

13

�Quadro 3 – Demonstrativo de consultas ao Catálogo Coletivo Regional de
Livros do Estado de São Paulo 1995-1999

Ano

Usuário
USP

Consultas efetivadas
Não - USP

1994

1.054

11.000

12.054

1995

1.231

10.872

12.103

1996

1.016

10.628

11.644

1997

439

9.488

9.927

1998

125

7.626

7.751

1999

25

4.866

4.891

fonte: Relatórios Anuais do Serviço de Acesso à Informação e ao Documento - SAID (1994 a 1999)

-

Adoção do correio eletrônico como veículo de comunicação do Sistema - Sendo o
serviço de atendimento o canal mais frequente de interação com o usuário
(efetivado por diversas formas de comunicação), a partir da instalação de recursos
da Internet para o SIBi/USP, observa-se o crescimento de uso do correio eletrônico
do Departamento Técnico do Sistema, de acordo com a evolução apresentada no
quadro 4, para diversos fins entre os quais: solicitação de serviços de informação,
consultas e outros de ordem técnico-administrativa.

Quadro 4 – Evolução do número de mensagens de correio eletrônico,
14

�recebidas pelo DT/SIBi

Ano

Nº de mensagens recebidas
(dtsibi@org.usp.br)

Variação percentual com relação ao
ano base 1995

1994

(não contabilizado)

-

1995

629

1996

1.185

88,4%

1997

3.173

404,5%

1998

5.959

847,4%

1999

7.673

1.119,9%

(*)

-

fonte: Relatórios Anuais do Serviço de Normalização de Publicações e Divulgação - SNPD (1994 a 1999)
(*) A partir de setembro de 1996 foi inaugurada a home page do SIBi/USP, ampliando a divulgação do
correio eletrônico.

Em consequência do uso da rede, o usuário do SIBi/USP tornou-se, também, um
usuário remoto, fazendo do correio eletrônico um canal frequente de contato para solicitação
de serviços de informação.
As novas formas de atuação têm produzido modificações sensíveis no comportamento
dos técnicos e dos usuários da biblioteca, expandindo e tornando mais ágeis os meios de
acesso à informação e a comunicação entre as partes.
Assim, a partir dos recursos já disponíveis e do novo meio de comunicação do usuário
com o Departamento Técnico do SIBi/USP – DT/SIBi, no que se refere à solicitação de
serviços bibliotecários, efetuou-se o presente estudo, sobre a utilização do correio eletrônico4
4), inspirado no incremento que esse veículo vem demonstrando, do ponto de vista da
quantidade e do tipo de demanda que insere.

4

(4) Correio eletrônico – sistema desenvolvido para transferência de mensagens entre os usuários de uma rede.
15

�3

ESTUDO PARA IDENTIFICAÇÃO DE DEMANDA DA INFORMAÇÃO
A partir da proposta, efetuou-se o trabalho de pesquisa para identificar a demanda de

informação solicitada pelo usuário (cliente), via correio eletrônico, e acompanhar a evolução
da mesma nos anos considerados, de modo a aprimorar/expandir produtos/serviços já
existentes ou analisar outras perspectivas.
Para tanto, estabeleceu-se um campo de estudo que teve como universo as mensagens
de correio eletrônico, recebidas pelo Departamento Técnico do SIBi/USP, constituindo
amostra para análise da demanda de informação.
Como ponto de partida surgiram as seguintes indagações:
● Que tipos de serviços são solicitados pelos usuários, através desse meio de
comunicação (correio eletrônico)?
● Houve solicitação de novos serviços, em relação aos já fornecidos pelo Sistema?
● Qual a origem do usuário do correio eletrônico (interno/externo à instituição USP)?
Em busca de respostas a essas formulações, foram propostos os objetivos para o
desenvolvimento deste estudo.

3. 1

Objetivos
Objetivo Geral
Identificar a demanda de informação, a partir de mensagens de correio eletrônico,

recebidas pelo DT/SIBi, de modo a contribuir com indicadores para análise e implementações
em serviços oferecidos pelo SIBi/USP.

16

�Objetivos Específicos
● Analisar as mensagens de correio eletrônico, recebidas pelo DT/SIBi, no período
estabelecido para a amostra, em dois anos consecutivos;
● Identificar os tipos de solicitação;
● Estabelecer categorias das solicitações identificadas;
● Analisar os dados levantados para estabelecer os indicadores da demanda de
informação;

● Verificar a evolução da demanda nos anos analisados.
3.2 Metodologia
A metodologia aplicada à presente investigação, ou seja, a forma como foram
conduzidas as etapas do estudo é apresentada a seguir.
Procurou-se implementar, pela disponibilidade do material, um procedimento
metodológico com base em pesquisa exploratória. Segundo Salomon (1972), pesquisas
exploratórias “são as que têm por objetivo definir melhor o problema, proporcionar as
chamadas intuições de solução, descrever comportamentos de fenômenos, definir e classificar
fatos variáveis. Não atingem ainda o nível da explicação nem o da predição, encontradas nas
pesquisas ‘puras’ ou ‘teóricas’, nem do diagnóstico e/ou solução adequados ao problema,
deparados nas pesquisas ‘aplicadas’”.
Como técnica de mensuração, usou-se a amostragem, que segundo Asti Vera (1989) é
“um conjunto de elementos selecionados e extraídos de uma população com o objetivo de
descobrir alguma característica dessa população”. Como tipo, foi definida a amostragem
acidental ou por acaso.
17

�O universo de pesquisa foi constituído pelas mensagens de correio eletrônico
institucional,

recebidas pelo

Departamento Técnico

do

SIBi/USP -

DT/SIBi –

dtsibi@org.usp.br, cujo total se encontra no quadro 4. Objetivando-se, apenas, a identificação
de tipos de demanda de informação pelos usuários, foram excluídas do conjunto as mensagens
de comunicações internas e técnico-administrativas do Sistema. Para a amostra, foi definido
um período de três meses, a saber: junho, julho, agosto de 1998 e junho, julho, agosto de
1999, que representam final de período letivo, férias e início de novo período letivo,
respectivamente em cada ano.
Para subsidiar a análise quanto à categorização dos tipos de demanda a serem
identificados nas mensagens, usou-se como referência as categorias de serviços já prestados
pelo SIBi/USP, relacionados no quadro 1 deste trabalho e cujos indicadores numéricos,
contidos no quadro 2, denotam a relevância dos mesmos. Outras categorias de tipo de
demanda foram incluídas a partir das tendências observadas na literatura especializada, que
registra novas modalidades de serviços incorporados à cultura das bibliotecas e sistemas de
informação55).
Da estrutura pré-definida de correio eletrônico, conforme modelo que se segue, foram
estipulados os campos a serem considerados, cujo conteúdo propiciou a análise pretendida: a
identificação da demanda de informação e procedência de domínio de conectividade na
Internet.

5

(5) Ver anexos 1, 3 e 3A.
18

�Figura 1 – Estrutura da mensagem de correio eletrônico,
utilizada para compor a amostra analisada

Para identificação do conteúdo das mensagens selecionadas, foram analisados os
campos pré-definidos para a categorização das informações solicitadas pelo emissor, de
acordo com a metodologia adotada.
4

ANÁLISE DOS RESULTADOS
Os conteúdos das mensagens foram tabulados e organizados pelas áreas definidas para

a análise, sendo os mesmos detalhados nos itens subsequentes.
4.1

Tipos de Demanda, Identificados nas Mensagens de Correio Eletrônico Recebidas
Do universo de 446 mensagens em 1998, e 637 em 1999, estabelecido para análise,

foram identificados os aspectos de conteúdo dos campos: Subject e Text (figura 1), definidos
como Unidades de Informação – UI, solicitadas pelos usuários.

19

�A partir do levantamento das ocorrências de UI, criou-se uma lista única das mesmas,
por ano e agruparam-se, por afinidade, os itens similares, formando as categorias com base
nos serviços já existentes e constantes no quadro 1. Foram acrescidas categorias, relativas a
novos tipos de demanda, subsidiadas pelas tendências observadas na literatura especializada.
No total, identificaram-se 20 tipos de demanda, com 493 ocorrências de UI, em 1998, 16 tipos
de demanda, com 734 ocorrências de UI, em 199966), e calcularam-se os respectivos
percentuais, possibilitando a verificação de maior e menor incidência das mesmas, bem como
a comparação entre os dois períodos definidos para o estudo.
Esses dados foram ordenados, em sequência decrescente, por categorias de tipo de
demanda. Para análise, em 1998, foram priorizadas as sete primeiras posições, sendo mantido
o mesmo corte, para 1999. As demais foram agrupadas em um único item, denominado
“Outros”, perfazendo um total de 11%, em 1998, conforme a tabela 1, e 8,6%, em 1999,
conforme a tabela 1A.

6

(6) Ver anexo 3 e 3A.
20

�Tabela 1 - Demonstrativo de demanda de informação,
identificada nas mensagens de correio eletrônico do DT/SIBi
(período de junho/agosto de 1998)
Tipo de Demanda
1
2
3
4
5
6
7
8

Serviços de referência – Levantamento bibliográfico
Serviços de referência – Acesso ao documento
Comutação bibliográfica
Serviços de referência – Atendimento em geral (*)
Serviço ao cliente(**)
Acesso online a conteúdo de publicações
Solicitação de serviços de análise de conteúdo de publicações(***)
Outros(****)

Total

Ocorrências
Total
%
132
92
63
60
54
22
15
55

26,9
18,7
12,8
12,2
10,9
4,5
3,0
11,0

493

100

(*)

Informações solicitadas sobre: SIBi/USP, Banco DEDALUS, aquisição de publicações, cursos, bibliotecas e
instituições USP, indexação de periódicos.
(**)
Sugestões, críticas, agradecimentos, etc.
(***)
Elaboração de resumos/resenhas, identificação de linhas de pesquisas e textos sobre as mesmas.
(****) A relação completa de itens de demanda identificada encontra-se no Anexo 3.

Tabela 1A - Demonstrativo de demanda de informação,
identificada nas mensagens de correio eletrônico do DT/SIBi
(período de junho/agosto de 1999)

Tipo de Demanda
1
2
3
4
5
6
7
8
Total
(*)
(**)
(***)

21

Serviços de referência – Levantamento bibliográfico
Serviços de referência – Atendimento em geral (*)
Serviços de referência – Acesso ao documento
Comutação bibliográfica
Serviço ao cliente(**)
Acesso online a conteúdo de publicações
Solicitação de contato com especialista
Outros(***)

Ocorrências
Total
%
261
151
124
63
29
25
18
63

35,5

734

100

20,6
16,9
8,6
3,9
3,4
2,5
8,6

Informações solicitadas sobre: SIBi/USP, Banco DEDALUS, aquisição de publicações, cursos, bibliotecas e
instituições USP, indexação de periódicos.
Sugestões, críticas, agradecimentos, etc.
A relação completa de itens de demanda identificada encontra-se no Anexo 3A.

�A análise das sete primeiras categorias listadas nas tabelas 1 e 1A, comparadas aos
serviços já prestados pelo SIBi/USP (quadro 1), permitiu identificar duas vertentes de
demanda de informação:
a) Tipos de demanda de informação já atendidos pelo SIBi/USP, contidos nas quatro
primeiras posições das tabelas 1 e 1A e visualizados no gráfico 1.

Gráfico 1 – Demonstrativo do percentual dos tipos de demanda de informação,
identificados por meio de correio eletrônico do DT/SIBi, já atendidos por serviços do
SIBi/USP

22

�b) Novos tipos de demanda de informação, contidos nos itens 5, 6 e 7 das tabelas 1 e
1A e visualizados no gráfico 2.

Gráfico 2 – Demonstrativo do percentual dos novos tipos de demanda de informação,
identificados por meio de correio eletrônico do DT/SIBi

Como resultado, observa-se:
-

em 1998, do total de 493 ocorrências, excluindo-se as 55 referentes ao item
“Outros” (11%) da tabela 1, obtém-se 438 ocorrências, sendo que 347 (79,2%) são

23

�relativas a serviços já atendidos pelo SIBi/USP e 91 (20,8%), relativas a novos
tipos de demanda de informação, conforme gráfico 3.
-

em 1999, do total de 734 ocorrências, excluindo-se as 63 referentes ao item
“Outros” (8,6%) da tabela 1A, obtém-se 671 ocorrências, sendo que 599 (89,3%)
são relativas a serviços já atendidos pelo SIBi/USP e 72 (10,7%), relativas a novos
tipos de demanda de informação, conforme gráfico 3.

Gráfico 3 – Demanda de informação atendida X novos tipos de demanda, identificados
pela análise da amostra de correio eletrônico do DT/SIBi

A partir desses resultados constata-se que: a maioria das UI identificadas, em ambos
os períodos, se refere a serviços já prestados; entre os novos tipos de demanda verifica-se a
predominância, em ambos os períodos, de um tipo de comunicação, que estabelece uma
“linha direta” entre o usuário e o serviço de informações para críticas, sugestões, observações,
etc., serviços com base em conteúdos de documentos e fontes bibliográficas, mediação da
biblioteca para acesso aos especialistas.

24

�Entre os períodos analisados, constata-se que houve um aumento no número de
correios eletrônicos recebidos e no número de solicitações. Em 1999, estas solicitações foram
referentes a apenas 16 tipos de serviços entre os 20 tipos categorizados no ano anterior, não
tendo sido acrescido nenhum novo tipo. Observa-se também a manutenção das mesmas
categorias nas quatro primeiras posições, relativas a serviços já prestados, nos dois períodos,
com alteração da distribuição de ocorrências entre esses itens, tendo se mantido apenas a
primeira posição relativa ao “Serviço de Referência – Levantamento Bibliográfico”, inclusive
com o aumento do percentual de ocorrências.
Em relação aos novos tipos de demanda (posições 5, 6 e 7 das tabelas 1 e 1A),
observa-se a manutenção dos itens 5 e 6 e variação na sétima posição.

4.2

Identificação de Procedência de Mensagens de Correio Eletrônico Recebidas
Das 446 mensagens analisadas, em 1998, e 637, em 1999, foi verificada a procedência

das mesmas, quanto ao domínio de conectividade na Internet, denominado “Domínio de
Primeiro Nível - DPN” (BRASIL, 1998), pelo qual é possível identificar a nacionalidade de
origem e o tipo de categoria de usuário Internet, de acordo com o registro por área de
atividade que o caracteriza na rede77).
Com base nessas características, apresentam-se os dados obtidos.

7

(7) Segundo informação constante no site da FAPESP (http://registro .fapesp.br/faq/faq1html), domínio “é um
nome que serve para localizar e identificar conjuntos de computadores na Internet. O nome de domínio foi
concebido com o objetivo de facilitar a memorização dos endereços de computadores na Internet”. O domínio
permite identificar a nacionalidade de origem e tipos de usuários por área de atividades, divididos em três
grandes grupos, a saber: pessoa jurídica, profissionais liberais e pessoas físicas.
25

�4.2.1 Procedência das Mensagens de Correio Eletrônico Quanto à Nacionalidade
A partir do campo From (figura 1), foi possível identificar a procedência das
mensagens com relação à nacionalidade de origem, no período de três meses, de cada ano
estabelecido para a amostra.
Após o levantamento dos dados, foram calculados os percentuais por nacionalidade
das mensagens, conforme demonstrado na tabela 2, a seguir.
Tabela 2 – Demonstrativo da procedência das mensagens de correio eletrônico do
DT/SIBi, por período analisado X nacionalidade

Brasil

Total Geral

Estrangeiro

Nacionalidade/

Ano

1998

1999

1998

1999

1998

1999

Período (Mês)

Nº

%

Nº

%

Nº

%

Nº

%

Nº

Nº

JUNHO

140

99,3

211

94,2

1(1)

0,7

13(4)

5,8

141

224

JULHO

133

97,8

174

95,6

3(2)

2,2

8(5)

4,4

136

182

AGOSTO

159

94,1

220

95,2

10(3)

5,9

11(6)

4,8

169

231

Total

432

96,9

605

95,0

14

3,1

32

5,0

446

637

(1) Japão
(2) Espanha, EUA, Portugal
(3) EUA-3, Peru-1, Inglaterra-1, Argentina-1, Portugal-1, Alemanha-1, Canadá-1, não identificado-1
(4) EUA-4, Portugal-2, Síria-1, Argentina-1, Dinamarca-1, Bolívia-1, Japão-1, Inglaterra-1, Peru-1
(5) EUA-3, Inglaterra-1, México-1, Itália-1, Chile-1, Argentina-1
(6) EUA-3, Costa Rica-2, Itália-1, Argentina-1, Portugal-1, Canadá-1, Alemanha-1, Holanda-1

Constata-se a predominância de recebimentos de mensagens provenientes do próprio
País: em 1998, 432 mensagens (96,9%), em relação às mensagens de origem estrangeira – 14
mensagens (3,1%); em 1999, 605 mensagens (95,0%), em relação às mensagens de origem
estrangeira – 32 (5,0%), conforme gráfico 4.

26

�Gráfico 4 – Identificação da procedência das mensagens de correio eletrônico do
DT/SIBi, por nacionalidade

Entre os dois períodos analisados há ligeira variação entre os valores percentuais.

4.2.2 Procedência das Mensagens de Correio Eletrônico pela Categoria de Usuário na
Internet
Da mesma amostragem definida para análise de procedência e a partir do mesmo
campo From, identificou-se o tipo de origem de usuário pela área de atividade que o
caracteriza na Internet e endereço de computadores, que permitiu categorizar as mensagens de
procedência USP e externas à USP. Na tabela 3 são apresentados os dados com os seus
respectivos percentuais.

27

�28

�Tabela 3 – Demonstrativo da procedência das mensagens de
correio eletrônico do DT/SIBi, pela categoria de usuário na
Internet X período analisado

Período
1998

Categoria de Usuário na
Internet
Junh
o
Nº

Julho

- USP

9

14

7

- Outros: acadêmicos/
organizacionais/
governamentais

41

37

50

91

85

112

141

136

169

Nº

Agost
o
Nº

1999

%

Junh
o
Nº

30

6,7

10

7

6

23

3,6

128

28,7

43

59

41

143

22,4

288

64,6

171

116

184

471

74,0

446

100

224

182

231

637

100

Total
Nº

Julho
Nº

Agost
o
Nº

Total
Nº

%

● Acadêmico/Organizacional/
Governamental(1)

Comercial(2)

●

Total
(1)

(2)

Correspondem aos domínios .br (no Brasil, similar à área educacional norte americana - .edu), .org.br, .gov.br e demais
identificadores de domínios de país e categorias de usuário na Internet, que caracterizam os domínios em questão, de
acordo com a Resolução nº 1 de 15.04.1998 da Secretaria de Política de Informática e Automação/Comitê Gestor Internet
do Brasil.
Correspondem ao domínio .com.br e similares em outros países.

Pela análise do conjunto foram detectadas apenas as categorias de usuário da Internet,
relativas ao grupo de pessoas jurídicas, conforme a Resolução nº 1 de 15.04.1998 (BRASIL,
1998) a saber: instituições de ensino superior (acadêmico), organizações não governamentais
e sem fins lucrativos (organizacional), instituições governamentais (governamental) e
instituições comerciais.
Pelos resultados observa-se a predominância, com aumento do percentual de um
período

para outro,

da categoria comercial de usuário, seguida pela categoria

acadêmico/organizacional/governamental. Com relação a esta última categoria constata-se,
ainda, a predominância de procedência de instituições externas à USP, com alguma variação
entre os períodos, conforme pode ser verificado no gráfico 5.

29

�Gráfico 5 – Identificação da procedência das mensagens de correio eletrônico do
DT/SIBi, pela categoria de usuário na Internet

5

CONCLUSÃO

Quanto à Fundamentação
A configuração da sociedade nesse final de século, particularmente nas últimas
décadas, vem se transformando, entre outros fatores, pelo impacto do desenvolvimento
tecnológico. Esse cenário determina novas formas de relações pessoais e institucionais com
reflexos em todos os segmentos de atividades dos grupos sociais.
As novas tecnologias computacionais e os meios de comunicação vêm modificando
aspectos de espaço e tempo, aproximando pessoas, fatos, dados de forma virtual. Da mesma
forma, os sistemas de informação procuram acoplar ao seu ambiente os novos referenciais que
norteiam as estratégias de atuação: modernos conceitos de gestão e de tecnologia da
informação com uso de redes computacionais.
30

�O novo modelo está mudando o paradigma da posse para o acesso à informação e traz
modificações na forma da prestação de serviços na área. Os serviços se voltam para atender à
demanda de informações de modo menos genérico e que agreguem as melhores vantagens
possíveis para o cliente.
Os usuários e os serviços de informação compartilham recursos computacionais em
rede, especialmente pela rede das redes – a Internet, estimulando maior interação entre os
mesmos e demandando novas expectativas e oportunidades. O acesso à informação passa,
também, do meio físico para o meio eletrônico; o usuário utiliza serviços disponíveis na rede
e faz do correio eletrônico um meio de comunicação emergente, tornando-se um usuário
remoto.
O Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBi/USP já oferece serviços com essas
características e o recebimento crescente de mensagens de correio eletrônico, pelo seu
Departamento Técnico, suscitou o interesse em conhecer a demanda de informação oriunda
desse segmento de usuário, bem como o acompanhamento de seu curso em anos diferentes.

Quanto à Metodologia
Adotou-se a pesquisa exploratória como método para o estudo pretendido das
mensagens de correio eletrônico, com técnica de mensuração por amostragem. Para análise e
interpretação dos conteúdos das mensagens, foi necessário classificar as Unidades de
Informação identificadas nos mesmos, de forma sistemática e objetiva. A análise das
mensagens de correio eletrônico foi complementada com levantamento de dados sobre o
domínio de conectividade na Internet, pelo usuário, quanto à nacionalidade e categoria de
atividade registrada naquela rede.

31

�Quanto aos Resultados
Os resultados obtidos a partir da amostragem analisada permitem afirmar que:
● A maioria das Unidades de Informação solicitadas se referem a serviços já
prestados pelo SIBi/USP;
● As Unidades de Informação solicitadas e ainda não contempladas plenamente, pelo
atendimento em forma de serviços já prestados pelo SIBi/USP, concentram-se num
tipo de comunicação com características de “linha direta” entre o usuário, serviço
de informação, serviços com base em conteúdos de documentos e mediação pela
biblioteca com especialistas;
● Os usuários que contactaram o Departamento Técnico do SIBi/USP, no período
analisado, são predominantemente de origem nacional;
● Das categorias de usuário previstos pela legislação da Internet no Brasil, apenas o
grupo de pessoas jurídicas estabeleceu contato com o Departamento Técnico do
SIBi/USP, no período analisado, com predominância da categoria comercial de
usuários Internet, seguidos da categoria acadêmico/organizacional/governamental,
em maioria externos à Universidade de São Paulo.
A metodologia adotada propiciou definir e classificar fatos variáveis, proporcionando
categorizações específicas com a identificação da demanda de informação, a partir de
mensagens de correio eletrônico, recebidas pelo DT/SIBi.
Pela análise dos dados levantados por esse veículo de comunicação mais recente,
constatou-se que os serviços já prestados estão atendendo à demanda atual dos usuários

32

�havendo uma parcela de novos serviços a considerar, nos futuros planejamentos de serviços
do Sistema. Verificou-se, ainda, a predominância de mensagens oriundas de usuários externos
à Universidade de São Paulo e da área de conectividade comercial na Internet, atestando a
ampliação do alcance do atendimento bibliotecário, na vertente de extensão de serviços da
USP à comunidade.
Pelo método escolhido não se pretendeu explicações, diagnósticos ou soluções para os
indicadores apontados. Assim, poderão servir de subsídio para estudos complementares que
definam com exatidão as formas de aperfeiçoamento ou a criação de novos serviços/produtos,
centrados nas necessidades específicas dos usuários, com excelência operacional calcada nos
recursos tecnológicos.

33

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35

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71363">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <elementText elementTextId="71364">
                  <text>UFSC</text>
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            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>pt</text>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
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                <text>Identificação e evolução de demanda de informação de usuários via correio eletrônico do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. </text>
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                <text>Hypólito, Adriana, Rosetto, Marcia, Do Coutto, Mariza Leal de Meirelles </text>
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                <text>As mudanças do cenário social de final de século têm sido fortemente determinadas pelos avanços tecnológicos, incluídos os recursos computacionais e meios de comunicação. Nesse contexto, os serviços de informação se adaptam ao novo modelo, caracterizado por paradigmas, tipos de usuários e meios de comunicação diferenciados, proporcionando serviços disponíveis pela Internet, incluindo os serviços de informação. Em sintonia com esse panorama, o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, acompanhando o desenvolvimento tecnológico, vem implementando recursos de tecnologia e serviços dentro dessa nova ordem e procurando, entre outros, identificar os tipos de demanda de informação por parte dos usuários. Nesse sentido, foi desenvolvido um estudo exploratório, objetivando analisar o perfil dessa demanda, a partir de amostragem das mensagens de correio eletrônico, recebidas via rede, pelo Departamento Técnico do SIBi/USP. Como resultado, foram obtidos indicadores que podem subsidiar o aprimoramento/expansão de serviços/produtos, já prestados pelo Sistema, e criação de novos serviços/produtos centrados nas expectativas reais dos usuários, bem como acompanhar a evolução desse perfil de demanda de informação, pelo usuário remoto.</text>
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                    <text>DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES E CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS: A
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM
Márcia Elísa Garcia de Grandi (megrandi@usp.br); Adriana Cybele Ferrari (aferrari@usp.br)
Bibliotecárias do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
da Universidade de São Paulo. Endereço: Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, n. 350 - 05508-900 – São Paulo – SP

Resumo
Partindo do enforque da qualidade aplicado a Bibliotecas e Serviços de Informação, o Serviço
de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) vem desenvolvendo programas de
capacitação de usuários, paralelamente a programas voltados para o desenvolvimento de sua
equipe. As novas tecnologias para tratamento e acesso à informação e as novas tendências
observadas nas organizações modernas exigem uma atualização contínua dos profissionais da
área, não somente para o desenvolvimento de suas atividades, como também para atuar como
elemento facilitador nos procedimentos de busca e recuperação da informação adotados pelos
usuários. Neste sentido, o SBD/FFLCH/USP, desde o final de 1997, vem promovendo sessões
de treinamento de seus auxiliares enfocando temas específicos, tais como: qualidade no
atendimento, conservação e preservação de acervo, uso de catálogos automatizados, além de
outros treinamentos em serviço. Para os bibliotecários, ao lado do incentivo à participação em
eventos da área de Ciência da Informação, foram disponibilizados cursos nas áreas de
desenvolvimento interpessoal e ações de liderança e preservação e conservação. O Programa
de Capacitação de Usuários vem sendo implementado por meio de atividades diferenciadas e
módulos específicos, compreendendo a realização de palestras, visitas orientadas, sessões de
treinamento e aulas expositivas. Todas as atividades, tanto para usuários quanto para a equipe,
são precedidas de elaboração de material de apoio.
Eixo Temático: Gerência da Biblioteca Universitária
1

�1 Qualidade e Organizações de Aprendizagem: conceitos complementares
A busca pela excelência nos serviços prestados pelas bibliotecas e serviços de informação
sempre foi uma preocupação constante dos bibliotecários, sobretudo daqueles que
desempenham papel de gerência. O trabalho das bibliotecas que almejam ser “referência” na
sua área de atuação e, com isso, satisfazer cada vez mais seus usuários, vem sendo há muito
norteado pela busca da eficácia e pelos esforços dirigidos à adoção e manutenção de padrões
de desempenho estabelecidos por instituições ou grupos de especialistas na área de
Adminstração de bibliotecas e serviços de informação.
Neste sentido, a Biblioteconomia e Ciência da Informação procuraram acompanhar os estudos
da área de Administração para poder transportá-los ao ambiente das bibliotecas. Com isso,
não são raros os trabalhos relatados na literatura nacional e internacional, onde os
bibliotecários adotam as técnicas de O&amp;M, de Marketing entre outras, para melhor obtenção
de resultados e eficiência nos produtos e serviços oferecidos à clientela.
A qualidade não se traduz, simplesmente, em mais uma onda gerencial, mas é uma nova
filosofia de fazer as coisas. Não apenas fazer, mas certificar-se de sua aplicabilidade e,
principalmente, adotar uma estratégia voltada para o cliente, que é o principal elemento da
empresa. A qualidade pode ser traduzida, então, em satisfação do cliente, conquista e garantia
de mercado (Rocha, Gomes, 1993).
Há uma tendência em se adotar o conceito de adequação ao uso, quando do planejamento e
implantação de programas de qualidade em organizações na área de prestação de serviços,
onde as unidades de informação estão inseridas. Assim, os principais requisitos para a
qualidade de um serviço de informação, tais como indicados por Shaughnessy (citado por
Vergueiro, Belluzzo, 1997), podem ser:

2

�-

entendimento das necessidades e expectativas dos usuários; segurança, incluindo
confidenciabilidade;

-

cortesia e comunicabilidade;

-

adoção de linguagem adequada, incluindo postura corporal, meios de canais de
distribuição;

-

ambientação física adequada.

A adoção da filosofia da qualidade com foco no cliente, ou seja, a implementação de
estratégias orientadas para oferecer serviços voltados para suas necessidades e expectativas,
vem sendo cada vez mais exigida pela atual conjuntura sócio-econômica mundial, tornando-se
quase imperativo para a sobrevivência e sucesso das organizações modernas, incluindo aqui
unidades de informação.
Para a idealização e operacionalização de programas de qualidade, é essencial que a alta
gerência esteja comprometida com a qualidade, assim como é imprescindível que todos os
funcionários estejam envolvidos neste processo. E como obter uma sensibilização de todos os
elementos da equipe em relação à necessidade de promover mudanças concretas em direção à
qualidade?
Além do foco no cliente, em toda a literatura nacional e internacional publicada sobre
qualidade em serviços de informação, verifica-se uma unanimidade: não se atinge qualidade
se não houver um programa de capacitação dos indivíduos que fazem parte das organizações.
Um dos caminhos apontados para a promoção de mudanças efetivas dentro das organizações é
representado pela manutenção de programas contínuos de qualificação dos recursos humanos.
Neste contexto, “as empresas de maior sucesso nos cenários atual e futuros serão as chamadas
organizações de aprendizagem” (Senge citado por Maurício, 1998, p.93). Com a nova
exigência de permanente aprendizado, a Educação é colocada como fator preponderante do
3

�processo de modernização organizacional e desenvolvimento individual , verificando-se,
também, que a comunicação e a qualidade potencializam a aprendizagem e o engajamento dos
integrantes da organização (Maurício, 1998, p.93).
Como acontece com as pessoas, a biblioteca também não pode parar de aprender. “Se uma
organização pára de aprender, pára de se auto-reorganizar, é ultrapassada pelos concorrentes e
morre” (Freire, 1999). Na realidade, o aprendizado individual gera conhecimento para a
organização, na medida que haja um ambiente disposto a disseminar este conhecimento e
registrar as experiências positivas vivenciadas pela empresa.
Assim, segundo Maira e Bragar (1998), existem três tipos básicos de aprendizado
organizacional:
-

aprender como melhorar o conhecimento organizacional existente;

-

aprender a criar o novo conhecimento organizacional (também conhecido como
inovação);

-

disseminar e transferir o conhecimento para as várias áreas da organização.

Transportando tal concepção para o contexto de uma biblioteca universitária, evidencia-se
que programas de capacitação de usuários, tendo como tônica o conceito “aprender a
aprender”, são também tão imprescindíveis quanto iniciativas voltadas ao desenvolvimento de
equipes.
Programas educativos direcionados aos usuários de bibliotecas universitárias fazem parte há
muito tempo da rotina dos bibliotecários, como atestam os vários relatos de casos e trabalhos
teóricos encontrados na literatura nacional e internacional da área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação.
Denominado anteriormente de instrução ou orientação bibliográfica, dentre outros termos, o
“treinamento para uso da biblioteca tornou-se um conceito menos estreito, alargado no seu
4

�significado, e passa a ser visto como um processo para desenvolver a proficiência no uso dos
recursos informacionais” (Figueiredo, 1991, p.111).
Traçando um histórico sobre os programas de orientação bibliográfica, Pasquarelli (1996)
discorre sobre o crescimento da literatura nesta área a partir das décadas de 60 e 70, com a
criação de vários grupos e aparecimento de várias publicações tendo como enfoque a
educação dos usuários. Destaca-se a implantação, em 1972, do projeto LOEX (Library
Orientation Instructional Exchange), um centro referencial cooperativo para o intercâmbio de
materiais usados para instrução bibliográfica em bibliotecas universitárias. A instituição vem
promovendo anualmente conferências e outras atividades, como pode ser verificado no site:
http://emich.edu/%7elshirato/loex.html.

Outras iniciativas vêm sendo mantidas através da

Library Instruction Round Table, site: http://diogenes.baylor.edu/Library/LIRT/mission.html
e do Instituto for Information Literacy, site: http://www.ala.org/acrl/nili/nilihp.html.
O desenvolvimento das novas tecnologias de informação, que apresentam seu ápice na
biblioteca eletrônica e na Internet, vem alterando substancialmente a natureza do
comportamento dos indivíduos em relação à obtenção de informação na pesquisa acadêmica:
a busca, recuperação, gerenciamento e comunicação estão sendo afetados pela mudança do
método tradicional para os métodos das informação assistida pelas novas tecnologias (Barry,
1997, p.225). Novas habilidades informacionais são exigidas e, desta forma, os programas de
capacitação de usuários têm que ser remodelados para treinar os pesquisadores a operar no
mundo eletrônico.
Vários artigos relatam iniciativas de capacitação de usuários no uso das novas tecnologias da
informação, ao lado do desenvolvimento de programas direcionados à orientação quanto ao
uso da biblioteca, ou seja, sessões de treinamento sobre a localização dos recursos
informacionais localizados no espaço físico interno das instituições. Barry (1997) apresenta o
Projeto de Acesso à Informação desenvolvido entre supervisores de pesquisa do King’s

5

�College London. Um número especial do periódico Reference Services Review (v.26, n.3/4,
1998), dedicado à instrução bibliográfica e à “information literacy” repertoria alguns dos 29
trabalhos apresentados na conferência organizada pela LOEX-of-the-West em 1998. Na
mesma publicação, está incluída uma bibliografia anotada com 195 itens sobre “information
literacy”, onde são arrolados trabalhos sobre instrução quanto ao uso de recursos
informacionais, pesquisa e habilidades eletrônicas relacionadas à recuperação, uso e avaliação
da informação (Rader, 1998).
Kamhi-Stein e Stein (1998) descrevem um modelo de instrução sobre o uso da biblioteca,
aplicado a classes de calouros da Califórnia State University. Um programa de instrução
assistida por computador , desenvolvido para atingir cerca de 800 a 900 alunos ingressantes
no curso de Biologia da UCCLA é apresentado por Kaplowitz e Contini (1998). Lowry
(1995), Ercegovac (1995), Perkins (1996), Herring (1997) e Brakeslee (1998) relatam sessões
de treinamento e apresentam propostas de modelos desenvolvidos em bibliotecas
universitárias e escolares.
No Brasil, programas de capacitação de usuários em bibliotecas universitárias vêm, também,
sendo desenvolvidos por várias instituições, como pode ser verificado em trabalhos mais
recentes apresentados por Cuenca (1997), Coletta et al. (1998), Bezerra e Costa (1998) e
Sampaio et al. (1998).
Nos diferentes relatos de casos e abordagens teóricas e metodológicas encontrados na
literatura nacional e internacional emerge a premissa que o treinamento ou instrução sobre o
uso da biblioteca e dos recursos informacionais disponíveis em meios eletrônicos não pode
mais ser implementada através de uma forma exclusiva ou com a promoção de um único
evento. A complexidade das habilidades de informação exigidas pelo mundo eletrônico impõe
a integração de vários métodos e pressupostos, onde podemos incluir: a disponibilização de
um “portfolio” de serviços diferenciados; intercalação de sessões individuais, atividades em

6

�grupo e oportunidades de auto-instrução; conhecimento dos diferentes estilos cognitivos e de
aprendizagem individuais e adoção do conceito de desenvolvimento progressivo das
habilidades; organização de sessões de treinamento dentro do contexto e de acordo com
necessidades específicas (Barry, 1997, p.228).
Ampliando o conceito de instrução bibliográfica, a capacitação de usuários requer,
atualmente, competências agrupadas sob o termo “information literacy”, que pode ser
definido como o conjunto de habilidades para reconhecer quando a informação é necessária e
ser capaz de localizar, avaliar, organizar e utilizar efetivamente esta informação para resolver
um problema particular ou tomar uma decisão, não importando se a informação selecionada
esteja em um computador, livro, filme, agência governamental ou quaisquer outras fontes
(American Library Association, 1989).
Não se trata simplesmente do desenvolvimento de habilidades específicas para a exploração
dos recursos de uma biblioteca ou base de dados, mas sim da promoção do crescimento
individual a partir da aquisição e incorporação de uma postura investigativa e crítica por parte
dos indivíduos, postura esta a ser mantida por toda vida.
A preocupação com o aprimoramento das habilidades de informação exigidas pelo mundo
moderno deve, naturalmente, permear as atividades desenvolvidas pelas instituições de ensino
superior, uma vez que “as atividades da universidade podem ser quase todas caracterizadas
como formas de manipulação de informação ou, mais precisamente, formas de ação sobre a
informação” (Lyra, 1999).
Sendo assim, a biblioteca universitária destaca-se como o espaço privilegiado para a
promoção de programas de capacitação no uso e exploração de recursos informacionais,
prática esta que exige esforços de cooperação entre bibliotecários, docentes e administradores
da instituição, A eficácia dos programas de capacitação de usuários está condicionada à
integração entre os diversos segmentos que compõem a universidade no sentido de assegurar

7

�a toda comunidade interna e externa o desenvolvimento pleno das habilidades intelectuais, de
raciocínio e análise crítica e de ajudar a construir um arcabouço para aprender a aprender,
transformando os indivíduos em cidadãos informados e preocupados com o crescimento
contínuo durante todas as fases de sua vida pessoal e profissional (Association of College &amp;
Research Libraries, 2000).
2 Programa de Desenvolvimento de Equipes
Com a fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em 1934, surgiu a primeira
Biblioteca da Faculdade, denominada “Biblioteca Central”. Paralelamente a essa Biblioteca,
formaram-se acervos junto às “Cadeiras”. No fim da década de 60, uma parte do acervo da
Biblioteca Central foi distribuída para os Institutos, resultantes da Reforma Universitária.
Outra parte, somada aos acervos das antigas “Cadeiras”, permaneceu na Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas, dando origem às Bibliotecas Departamentais de Letras,
Geografia, História e Filosofia/Ciências Sociais.
Em 1987, foi criado o Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD), que veio reagrupar tanto
as Bibliotecas Departamentais como também algumas Bibliotecas de Centros de Estudos,
pertencentes à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Atualmente o SBD está instalado em três prédios de ensino e pesquisa da FFLCH, perfazendo
um total de 7.387 m² .
O quadro de pessoal conta com 50 funcionários, sendo 15 bibliotecários e 35 auxiliares de
biblioteca. Com este “staff” realiza anualmente a aquisição de cerca de 11.000 documentos,
processa em média 19.000 monografias/livros e 4000 fascículos de periódicos, além de outros
materiais. Atende em média 531.000 usuários ao ano compreendidos por docentes,
pesquisadores, alunos e funcionários da FFLCH e de outras unidades USP, bem como ao
público em geral.

8

�Como participante do Serviço Integrado de Bibliotecas da USP, o SBD vem passando por um
processo de modernização de sua infra-estrutura e de seus recursos informacionais, visando
oferecer produtos e serviços cada vez mais aprimorados para a comunidade usuária.
A adoção das novas tecnologias de informação e mudanças organizacionais que atingem o
setor de serviços, onde se incluem as Bibliotecas e os Serviços de Informação, exigem
políticas de atualização contínua das equipes bibliotecárias e dos usuários.
Neste sentido, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP)
vem promovendo, desde 1996, atividades sistêmicas orientadas para o desenvolvimento
profissional da equipe dos profissionais bibliotecários da instituição.
A partir das propostas de capacitação de recursos humanos do SIBi-USP foi realizado, em
1997, um workshop local com o objetivo de avaliar o programa implementado e também
estabelecer as demandas internas de treinamento. Este workshop contou com a participação
de toda equipe da biblioteca, ou seja, auxiliares, técnicos e bibliotecários.
As discussões e pontos levantados pelo grupo, ao lado das necessidades já detectadas pelas
chefias da Biblioteca, permitiram o delineamento do “Programa de Desenvolvimento de
Equipes” a ser implantado em 98/99.
Primeiramente, foram concebidos três módulos implementados a partir das competências
internas da própria biblioteca. Nestes módulos iniciais procurou-se atender a demandas
prioritárias, relacionadas à melhoria da qualidade dos serviços prestados e à preservação e
conservação de acervo.
As sessões de capacitação promovidas foram assim estruturadas:
❑ Módulo 1: Parte A – A missão do SBD e sua organização
Parte B – A qualidade do atendimento: considerações iniciais
Participantes: Técnicos e Auxiliares de Biblioteca
Conteúdo: Missão e objetivos do SBD
9

�Estrutura administrativa e atribuições
Recursos de informação
Qualidade no serviço de atendimento ao usuário
Recursos Instrucionais: Transparências, vídeo e exercícios em grupo

❑ Módulo 2: O Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dedalus
Participantes: Técnicos e Auxiliares de Biblioteca
Conteúdo: Apresentação dos procedimentos para acesso e busca no Dedalus visando o
melhor atendimento e auxílio ao usuário
Recursos Instrucionais: Transparências, data show, Manual do Usuário e exercícios
práticos

❑ Módulo 3: Preservação e Conservação de Acervos Documentais: noções básicas
Participantes: Técnicos e Auxiliares de Biblioteca
Conteúdo: Apresentação dos conceitos básicos de preservação
Causas de deterioração de acervos bibliográficos
Orientação quanto à preservação do acervo do SBD
Recursos Instrucionais: Transparências

Além dessas atividades, foi contratada uma empresa externa de consultoria para ministrar um
curso específico, que veio a compor o módulo 4, dirigido aos profissionais bibliotecários.

❑ Módulo 4: Desenvolvimento do Relacionamento Interpessoal e Ações de Liderança

10

�Participantes: Bibliotecários e Assistentes de Direção da FFLCH
Conteúdo: Tendências das organizações modernas
Desenvolvimento profissional
Diferenças individuais
Recursos Instrucionais: Transparências, vídeo, dinâmica em grupos, exercícios
individuais

Paralelamente aos cursos oferecidos no próprio ambiente de trabalho, viabilizou-se, também,
a participação da equipe em cursos, eventos, palestras de atualização profissional,
contemplando áreas consideradas estratégicas tanto para o desenvolvimento profissional dos
indivíduos envolvidos, como para o aprimoramento dos produtos e serviços prestados pela
instituição. Alguns destes cursos foram proporcionados pela Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas, a qual a biblioteca se encontra subordinada. Destacam-se, entre eles, os
cursos de Idiomas Estrangeiros e um curso específico de “Qualidade no Atendimento ao
Cliente”, ministrado por uma empresa externa e da qual participaram todos os Técnicos e
Auxiliares, além de dois bibliotecários ligados ao Serviço de Atendimento ao Usuário.
3 Programa de Capacitação de Usuários
Iniciativas de treinamento e instrução de usuários já haviam sido concretizadas anteriormente
na biblioteca, mas sem o estabelecimento de objetivos específicos, sistematização de
conteúdo e planejamento de atividades que garantissem uma continuidade do programa. Além
disto, as atividades ligadas à capacitação de usuários não foram idealizadas e implementadas
dentro de uma perspectiva mais abrangente e em consonância com outras iniciativas levadas a
cabo simultaneamente, tendo em vista a qualidade dos produtos e serviços disponibilizados à
comunidade.

11

�A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP possui 9564 alunos de
graduação, 2767 alunos de pós-graduação, 356 docentes e 350 funcionários, todos usuários
potenciais e prioritários do Serviço de Biblioteca e Documentação. Como a biblioteca é de
livre acesso, acresce-se a estes números todos os usuários representados pela comunidade
USP, ao lado dos usuários ligados a instituições externas. A grandeza da comunidade a ser
atendida e a diversidade de interesses das diferentes categorias de usuários são elementos
decisivos e que tiveram que ser considerados no planejamento e dimensionamento de
programas de capacitação de usuários da biblioteca.
Diante da demanda diversificada de informação, tornou-se necessária a segmentação da
comunidade alvo, levando-se em conta, também, o nível de complexidade das informações a
serem transmitidas e o interesse e preparo do grupo a ser atingido. Neste sentido, foi
elaborado um “Programa de Capacitação de Usuários”, que passou a ser implementado em
módulos distintos, atendendo a necessidades e interesses específicos dos diferentes grupos.
Num primeiro momento, optou-se por capacitar os alunos de graduação, tanto calouros como
aqueles inscritos em turmas mais avançadas. Diante do número elevado de usuários que
deveriam ser atendidos, foram previstas atividades diversificadas, criando oportunidades de
treinamento em diferentes períodos e adotando-se estratégias distintas, de tal forma a garantir
resultados positivos.
O Programa de Capacitação de Usuários no ano de 1999 foi, então, implementado a partir
das seguintes atividades:

❑ Palestra realizada como parte da programação da Semana de Recepção aos Calouros,
organizada pela Comissão de Graduação da Faculdade.
Participantes: 60 alunos
Conteúdo: Breve apresentação dos recursos da biblioteca
12

�Informações gerais sobre o funcionamento: instalações, horário de
atendimento, procedimentos para inscrição.
Convite para visita orientada.

❑ Visitas Orientadas
Foram disponibilizados vários horários durante o início do ano letivo, nas três seções
de atendimento da biblioteca.
Participantes: 124 alunos
Conteúdo: Informações e apresentação das instalações da biblioteca
Organização do acervo
Acesso à informação
Recursos e serviços disponíveis aos usuários
Material de Apoio: Folders “Guia do Usuário”
Marcadores de páginas com informações sobre a Biblioteca e
cuidados para a preservação do acervo.

❑ Treinamento no Dedalus
O treinamento para utilização do banco de dados bibliográficos da Universidade de
São Paulo – Dedalus vem sendo promovido em todas as bibliotecas do SIBi/USP
desde 1998. As sessões de treinamento são agendadas pelas diferentes unidades, de
acordo com as disponibilidade locais. Assim, o SBD realizou a Semana Dedalus nos
últimos dias do mês de Março.
Participantes: 66 alunos
Conteúdo: Breve histórico do SIBi/USP
13

�Apresentação da Biblioteca Virtual do SIBi/USP
Procedimentos para acesso e busca no Dedalus
Exercícios práticos
Material de Apoio: Manual do Usuário
Transparências

❑ Palestras em Salas de Aula sobre “Recursos e Serviços Básicos do SBD”
Complementando o trabalho com os calouros da Faculdade, foram planejadas e
ministradas várias palestras nas salas de aula, mediante acordos com os Chefes de
Departamentos e docentes. Pretendeu-se com estas atividades atingir um maior
número de usuários do que obtidos nas Visitas Orientadas, uma vez que as
palestras foram realizadas em períodos previstos para aulas.
Participantes: 600 alunos
Conteúdo: Dados gerais sobre o SIBi/USP
Missão, objetivos e estrutura do SBD
Pesquisa na Biblioteca e no Dedalus
Organização do acervo
Localização física do material bibliográfico
Bases de dados online e em CD-ROM
Serviços de acesso ao documento
Material de Apoio: Transparências
Folders “Guia do Usuário”

❑ Palestra sobre “Normalização de Trabalhos Acadêmicos”

14

�Foi efetuada consulta à Comissão de Graduação da Faculdade no sentido de
incluir junto às disciplinas de Metodologia da Pesquisa, ministrada nos vários
departamentos, um módulo referente a procedimentos para busca e uso de
informação, incluindo a normalização de trabalhos acadêmicos. Vários
departamentos mostraram-se favoráveis à proposta e, após contatos estabelecidos
diretamente com alguns docentes, foi elaborada uma apresentação tendo como
conteúdo a normalização bibliográfica, tema este colocado como prioritário nas
consultas efetuadas. Foram, então, oferecidas algumas sessões sobre o assunto nas
próprias salas de aula, dentro dos horários cedidos pelos professores.
Participantes: 410 alunos
Conteúdo: Estrutura do trabalho acadêmico
Normas para apresentação de referências bibliográficas
Normas para apresentação de citações e notas
Recomendações gerais para apresentação dos trabalhos
Exercícios práticos
Material de Apoio: Transparências
Caderno de exercícios

❑ Treinamento em Bases de Dados
Atendendo solicitações específicas de docentes foram realizadas sessões de
treinamento em bases de dados disponíveis em CD-ROM. Pretende-se, para o
corrente ano, oferecer um programa de treinamento estruturado sobre utilização de
bases de dados online e em CD-ROM aos docentes e alunos de pós-graduação da
Faculdade, ao lado de uma campanha mais efetiva de divulgação desses recursos.
Base de dados: MLA International Bibliography
15

�Participantes: 50 alunos
Conteúdo: Informações gerais sobre a base
Opções de busca
Estratégia com operadores booleanos e operadores de truncagem
Estratégia com limitadores de campo
Procedimentos para gravação dos resultados
Material de Apoio: Folder sobre “Bases de dados on line e em CD-ROM”
Folder sobre “MLA International Bibliography”

4 Considerações Finais

Segundo FIGUEIREDO (1993, p.239), as necessidades de educação continuada têm sido
determinadas por dois motivos principais: o desenvolvimento tecnológico, que pode trazer
mudanças e consequências na atuação dos profissionais, e mudanças dos contextos
sócio-econômicos, políticos e culturais onde as unidades de informação estão inseridas.
Desde a criação do Serviço de Biblioteca e Documentação, em 1987, nunca houve, de forma
estruturada, um programa ou plano de treinamento da equipe. Dessa forma, sempre foi
incentivada a participação dos bibliotecários em eventos da área, em cursos, palestras, mas
sem que estas atividades estivessem

inseridas dentro de um programa de capacitação

estruturado. Isso tornava essas participações importantes apenas para o aprimoramento
pessoal, sem haver correspondente compromisso com a otimização do trabalho realizado, nem
tampouco revertendo em subsídios concretos para a reflexão e proposição de novos serviços.
Não havia uma política sistemática de estímulo para a educação continuada, que muitas vezes
só acontecia em treinamentos pontuais e que só eram aceitos desde que as condições fossem
muito favoráveis para a participação das pessoas.
16

�O delineamento de uma política de capacitação dos recursos humanos foi motivado por
bibliotecários com função de gerência, que perceberam a necessidade de rever formas e
metodologias de trabalho vigentes, buscando o aprimoramento dos serviços oferecidos. Muito
mais do que a concepção e implantação de um Programa de Capacitação, era necessário criar
um espaço de aprendizagem tanto para os clientes internos (equipe) como para os externos
(usuários).
Era imprescindível, também, que os componentes da equipe percebessem a necessidade de
implementação de ações direcionadas a promover mudanças efetivas na filosofia e fluxos de
trabalho. Além disto, tornava-se necessário um movimento de sensibilização de todos os
funcionários no sentido de buscarem o crescimento individual e profissional, condição
imprescindível para o desenvolvimento da equipe como um todo.
Verifica-se que a aprendizagem é um processo que ocorre no indivíduo, sendo ele o principal
agente de seu próprio desenvolvimento. Neste sentido, a biblioteca passou a atuar como uma
facilitadora e, em algumas vezes, patrocinadora do processo de aprendizagem focado às suas
necessidades. Vale ressaltar que o sucesso de qualquer programa de capacitação está
diretamente subordinado ao grau de comprometimento dos elementos da equipe.
Nossa proposta não foi de implementação de um programa de qualidade, e sim de capacitar
toda a equipe, oferendo uma visão geral sobre os conceitos de qualidade, assim como criando
oportunidades de reciclagem de conceitos e procedimentos necessários para o desempenho
das diferentes funções.
Era necessário viabilizar um programa de desenvolvimento da equipe e, paralelamente, estar
oferecendo um programa de capacitação de usuários. Por serem relevantes, essas atividades
deveriam acontecer em um curto espaço de tempo e estruturadas para serem oferecidas em
fluxo contínuo, o que vem sendo assegurado dentro do planejamento da Biblioteca.

17

�Embora os dois programas expostos sejam iniciativas muito recentes, existindo ainda muitas
ações a serem implementadas, já são visíveis resultados positivos dentro da comunidade
usuária e da equipe da Biblioteca.

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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21

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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Desenvolvimento de equipes e capacitação de usuários: a biblioteca universitária como espaço de aprendizagem. </text>
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                <text>Grandi, Márcia Elísa Garcia de, Ferrari, Adriana Cybele</text>
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            <name>Date</name>
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                <text>Partindo do enforque da qualidade aplicado a Bibliotecas e Serviços de Informação, o Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) vem desenvolvendo programas de capacitação de usuários, paralelamente a programas voltados para o desenvolvimento de sua equipe. As novas tecnologias para tratamento e acesso à informação e as novas tendências observadas nas organizações modernas exigem uma atualização contínua dos profissionais da área, não somente para o desenvolvimento de suas atividades, como também para atuar como elemento facilitador nos procedimentos de busca e recuperação da informação adotados pelos usuários. Neste sentido, o SBD/FFLCH/USP, desde o final de 1997, vem promovendo sessões de treinamento de seus auxiliares enfocando temas específicos, tais como: qualidade no atendimento, conservação e preservação de acervo, uso de catálogos automatizados, além de outros treinamentos em serviço. Para os bibliotecários, ao lado do incentivo à participação em eventos da área de Ciência da Informação, foram disponibilizados cursos nas áreas de desenvolvimento interpessoal e ações de liderança e preservação e conservação. O Programa de Capacitação de Usuários vem sendo implementado por meio de atividades diferenciadas e módulos específicos, compreendendo a realização de palestras, visitas orientadas, sessões de treinamento e aulas expositivas. Todas as atividades, tanto para usuários quanto para a equipe, são precedidas de elaboração de material de apoio.</text>
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                    <text>COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA FATORES INTERVENIENTES E INFLUENTES: O PONTO
DE VISTA DOS PESQUISADORES DO CCEN/UFPE
MARIA DA PENHA FRANCO SAMPAIO
Universidade Federal Fluminense
Mestre em Biblioteconomia
Diretora da Divisão de Desenvolvimento do Núcleo de Documentação

A Universidade é um local de geração e de transmissão de conhecimento, tendo a informação
como insumo indispensável para colocá-la na vanguarda das conquistas científicas, tecnológicas e sociais, e ainda
como produto que deve ser compartilhado com a sociedade em geral. Neste ambiente a informação, a pesquisa e a
transmissão de conhecimentio são aspectos complexamente interligados e trabalhados por indivíduos influênciados
por um contexto sócio-econômico-político-cultural específico. Diante destes pressupostos o estudo visa analisar
como ocorrre o processo de transferência de informações técnico-científcias em países periféricos à luz da disciplina
Ciência da Informação, tendo como principal objetivo identificar os fatores que afetam (influêntes e intervenientes) o
uso dos canais de comunicação e divulgação técnico-científico utilizados pelos pesquisadores do Centro de Ciências
Exatas da Natureza da Universidade Federal de Pernambuco. Os resultados obtidos permitem caracterizar os
pesquisadores deste Centro e verificar que a qualidade é o fator que influi prioritariamente na escolha de um canal de
comunicação como insumo ao desenvolvimento das pesquisas e divulgam no canal de maior difusão e penetração na
comunidade científica. Como barreira foram identificadas as relativas ao contexto sócio-político-econômico,
financeiro, de recursos materias de informação, gerenciais e outros, de menos interferência. Conclui-se que os fatores
que influem e interferem na comunicação científica dos pesquisadores do CCEN/UFPE são complexamente
interligados e que os níveis de influência ou interferência desses fatores podem ser dependentes ou não da área em
que atuam, do nível de titulação ou do tipo de pesquisa que executam.

Tema: Usuários da Biblioteca Universitária

1 INTRODUCÃO

Universidade é um local de geração e de transmissão de conhecimento, tendo a
informação como insumo indispensável para colocá-la na vanguarda das conquistas científicas,
tecnológicas e sociais, e ainda como produto que deve ser compartilhado com a sociedade em
geral.

1

�Neste ambiente, a informação, a pesquisa e a transmissão do conhecimento são
aspectos complexamente interligados e trabalhados por indivíduos influenciados por um contexto
sócio-econômico-político-cultural específico.
Não obstante a estas considerações pessoais, a literatura nos mostra uma farta
documentação, com debates e estudos relativos ao papel da Universidade.
A natureza das atividades da Universidade moderna tem sua origem na
Universidade de Berlim, criada em 1810, como uma instituição voltada para o Ensino Superior,
tendo como função primordial a pesquisa, desenvolvida em todos os campos do conhecimento.
Não existe Universidade sem produção e sem difusão do conhecimento. Nessa
combinação do trabalho produtor com a transformação desse conhecimento em instrumento de
ação à serviço da sociedade é que se percebe a marca específica da instituição universitária.
Identificamos, portanto, nessa instituição, três campos de ação: “... a difusão do conhecimento de
nível superior, a elaboração de conhecimentos do tipo instrumental e a criação de conhecimentos
capazes de ampliar o horizonte de aspirações dos membros da coletividade, mediante o
enriquecimento de seu patrimônio cultural.”

Essa terceira função da Universidade é que

possibilita às sociedades democráticas alcançarem o “dinamismo e a inventividade que as
caracterizam” (Furtado, 1984, p. 58).
Na criação e na produção do conhecimento, através da reflexão crítica da
realidade, é que a Universidade poderá cumprir sua missão. Nesse sentido, vários autores elegem
a pesquisa como função principal da Universidade e chegam a afirmar que sem pesquisa não há
Universidade (Pimenta, 1985, p. 95; Giannotti, 1987, p. 112; Luckesi et al, 1991, p. 39).

2

�Nesse modelo de Universidade, no qual se privilegia a pesquisa, a troca de
informações é essencial para o desenvolvimento de suas funções básicas.
Numa visão idealizada de Universidade, Luckesi et al (1991, p.41) narra como
deve ser a busca da informação na produção, criação e transmissão do conhecimento nesse
ambiente.

“Nesse centro buscamos o máximo possível de informações
a todos os níveis, a fim de que a realidade seja percebida,
questionada, avaliada, estudada e entendida em todos os
seus ângulos e relações, com rigor para que possa ser
continuamente transformada.”
Considerando a importância da transmissão da informação como, requisito
indispensável no processo de criação do conhecimento,
“... é preciso ter em mente, que um eficiente sistema de
comunicação tanto formal como informal, já que ambos se
completam, é condição essencial para um efetivo sistema de
pesquisa. Sabe-se que nos países subdesenvolvidos o avanço
científico e tecnológico é afetado diretamente pela falta ou
insuficiência de estrutura desde o início, no processo de
geração, difusão e uso da informação...”
(Maia, 1992, p. 43-44)
No limiar do século XXI as atividades de pesquisa no Brasil apresentam-se
fragilizadas e limitadas (Albuquerque, [1992]) por condições endógenas (instabilidade e
desorganização institucional; declínio e descontinuidade de investimentos; e degradação da base
educacional) e exógenas1 (relações desiguais de poder e conjuntura internacional), típicas de
países periféricos, que representam o resultado das relações de poder, que historicamente existem
1

Detalhamento desses fatores é apresentado por Albuquerque [1992], como Relator da Comissão Mista Parlamentar
de Inquérito, que apura as causas e efeitos do atraso científico e tecnológico brasileiro.
3

�no campo político-econômico internacional, e as opções e contradições de nossa elite2 na adoção
do modelo vigente de desenvolvimento brasileiro.
Neste contexto, a pesquisa brasileira vem sofrendo percalços para tomar foros de
cidadania (Luckesi et al, 1991, p. 58).

“Quase 2/3 desses artigos foram publicados em periódicos
nacionais. No campo da produção tecnológica, o quadro é
ainda mais preocupante. Independentemente da requisição
de patente, foi relatado o desenvolvimento de pouco mais de
quatro mil produtos e processos tecnológicos em três anos,
70% dos quais nas grandes áreas de Engenharias e Ciência
da Computação e Ciências Agrárias”.
(Guimarães et al, 1995b, p. 113)
Não obstante esses dados, e outros levantados no estudo acima mencionado, que
são valiosos pela exclusividade, Velho critica o uso de padrões estritamente quantitativos para
julgar se um grupo é mais produtivo que outro. Segundo a autora, não se pode implementar nem
avaliar as universidades brasileiras sem que primeiro se tome conhecimento dos fatores
intervenientes no desempenho da pesquisa, “... sem que se conheça, por exemplo, as motivações
para fazer ciências nas nossas condições, para publicar dentro ou fora do país, as diferenças
entre os sistemas de comunicação das várias áreas do conhecimento, universidades, regiões e
as razões dessas diferenças (sem grifo no original).” (Velho, 1989, p. 965)
Ainda Velho (1989, p. 963), a respeito de estudos sobre a organização da
comunidade científica em países periféricos, comenta a existência de “...indicações de que essas

2

Segundo Albuquerque [1992], é representada pelos segmentos político, empresariais e pela comunidade científica e
tecnológica, organizações sindicais e outros segmentos da sociedade.
4

�comunidades se comportam diferentemente daquelas de países centrais...” e indaga se é possível
utilizarmos os mesmos padrões para medir a Ciência do primeiro mundo e como avaliarmos a
comunidade científica, se não a conhecemos, nem as suas motivações, anseios e dificuldades.
No âmbito da Ciência da Informação, Mello ao analisar o comportamento de
pesquisadores brasileiros na área da Botânica, quanto ao seu hábito de citação, num estudo
qualitativo realizado mediante entrevistas, apresenta em suas conclusões várias recomendações
para estudos futuros e afirma: “... falta questões sobre o grau de satisfação do pesquisador em
relação à casa, que é um fator de geração de problemas de comunicação”. E acrescenta que
muitas outras questões poderiam ser levantadas sobre o tema, o que a seu ver “...aponta para o
fato de que o comportamento comunicacional do pesquisador brasileiro é uma realidade muito
pouco conhecida.” (Mello, 1990, p. 64, sem grifo no original)
Verificamos que estudos e pesquisas apontam para a importância de analisarmos
os vários aspectos da comunidade científica, inclusive no que se refere ao comportamento
comunicacional dos pesquisadores em países periféricos.
Não obstante a profunda crise enfrentada por nossas Universidades, como reflexo
de inúmeros fatores externos e internos a estas Instituições, detalhados em vários trabalhos e
estudos (Cunha, 1992, p. 11; Cunha e Góes, 1991, p. 81; Luckesi, 1991, p. 58; Macedo, 1989,
p. 21; Cunha, 1989, p. 5; Giannotti, 1987, p. 31, entre outros), muitos de seus pesquisadores
encontram-se no mesmo nível de qualificação e produtividade dos seus pares americanos e
europeus.

E essas Universidades ainda conseguem ser responsáveis pelo maior número de

pesquisa e de melhor qualidade (Guimarães et al, 1995b, p. 106), superando as instituições de
ensino superior particulares e os institutos de pesquisa.

5

�O que observamos é que as Universidades públicas, apesar da

crise, que

historicamente enfrentam e que dificulta a realização de suas atividades de pesquisa, sempre
foram capazes de tolerar ou incentivar núcleos de produtividade e qualidade, que lutam contra a
adversidade e “...teimam fazer Ciência obstinadamente” (Oliveira, J., 1985, p. 164-165).
Selecionamos o CCEN/UFPE - Centro de Ciências Exatas e da Natureza, da
Universidade Federal de Pernambuco, como campo de estudo, por acreditar que as opiniões
daqueles pesquisadores, quanto a aspectos relacionados com a comunicação científica, possam
servir de elucidação para pontos pouco esclarecidos do comportamento de pesquisadores, no uso
de canais de comunicação, tanto na obtenção de informação quanto na divulgação de seus
resultados de pesquisa.
Escolhemos o pesquisador como população-alvo por considerarmos, como foi
observado por Guimarães et al (1995b, p. 111), que grupos de pesquisadores nas Universidades
brasileiras apresentam-se com características, ao que tudo indica, bastante distintas do corpo
docente, no interior dessas instituições. E, elegemos o tema por entendermos que o ambiente
onde a Ciência e a Técnica se desenvolvem no Brasil apresenta peculiaridades ainda não
suficientemente conhecidas e por ser a comunicação da informação um requisito de viabilização
da atividade de pesquisa, portanto, fator preponderante no CCEN e, por extensão, na
Universidade Federal de Pernambuco.
Para tanto, estabelecemos algumas questões inspiradas na recomendação
apresentada por Garvey (1979) aos bibliotecários, como um roteiro para se obter resultados
relevantes para a área.

Segundo este autor, a primeira providência dos profissionais da

informação é a de ampliar suas investigações, obtendo uma idéia global do comportamento real

6

�de seus usuários na busca e uso da informação, a fim de conhecer as particularidades de suas
comunidades, para poder adaptar seus serviços, de acordo com as características observadas.

3 METODOLOGIA

Este estudo, de caráter exploratório, que utilizou como referencial teórico o
conhecimento inerente a Ciência da Informação foi desenvolvido com o objetivo de identificar
que fatores, e em que nível, afetam o uso e a escolha de canais de comunicação e divulgação de
informações técnico científicas,

tendo por base as opiniões de 45 pesquisadores (amostra),

entrevistados e pertencentes aos departamentos de Estatística, Física, Informática, Matemática e
Química que constituem o Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal de
Pernambuco.

4 RESULTADO DA PESQUISA

Após análise estatística realizada por intermédio do teste qui-quadrado aplicado
para verificar a existência de associações (conexões) entre as variáveis relativas aos fatores que
influem no uso da escolha dos canais de comunicação e divulgação com a área de atuação dos
pesquisadores. O programa utilizado para análise estatística foi o SPSS - Statistical Packag for
Social Science.

4.1 Característica dos pesquisadores do CCEN

7

�Conforme os resultados obtidos, pode-se concluir que os pesquisadores do
CCEN/UFPE, em sua maioria, são provenientes da Região Nordeste (76%), estando na categoria
de adjunto (76%), trabalhando em regime de dedicação exclusiva (96%) e

altamente

qualificados, apresentando um perfil que se assemelha aos líderes de pesquisa nacionais, com
87% de doutores, que em sua maior parte (51%), realizaram programas de pós-doutorado. Estes
dados indicam que os pesquisadores do CCEN/UFPE, apresentam um perfil de qualificação
diferenciado dos docentes da UFPE. No CCEN, este perfil apresenta-se com variações apenas no
departamento de Estatística, onde a maioria dos pesquisadores são mestres (56%) e (33%)
doutores. Esta situação não difere do panorama nacional, onde se verificou que nas áreas
predominantemente aplicadas ou tecnológicas estão localizados os menores percentuais de
doutores.
No CCEN/UFPE os pesquisadores (75,6%), em maioria, realizaram o último
curso fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos (40%), sendo o departamento de
Estatística o que, neste aspecto, se distancia do perfil geral do CCEN, com 89% de seus
pesquisadores com o último curso realizado no Brasil. No tocante a experiência em atividades de
pesquisa, o grupo apresenta-se com maturidade elevada, com 61% possuindo entre 11 a 25 anos
de experiência em pesquisa, sendo que o grupo mais experiente é o de Física, com todos os seus
pesquisadores com experiência acima de 11 anos, seguido do departamento de Matemática com
78% nesta mesma faixa.
Quanto ao tempo de serviço no CCEN, a maioria dos pesquisadores (58%) são
muito experientes, pois estão vinculados de 11 a 20 anos aos departamentos. O departamento de

8

�Estatística é o que apresenta o maior percentual (100%) de pesquisadores com este tempo de
serviço no CCEN. A maioria dos pesquisadores dedicam de 16 a 25 horas semanais em
atividades de pesquisa, o que corresponde a um tempo médio diário de 3 a 5 horas, sendo a
pesquisa básica desenvolvida por (49%) dos pesquisadores do CCEN e os demais desenvolvem
pesquisas básica e aplicada (27%) e 24% realizam apenas pesquisa aplicada, sendo o
departamento de Estatística o que apresenta o maior percentual em pesquisa aplicada (89%).
A participação dos pesquisadores do CCEN em corpo editorial é ainda pequena
(22%), isto é, quatro pesquisadores participam de alguma forma do corpo editorial de revistas de
Física, Informática e Química Fundamental, a nível nacional e internacional. Mas quase todos
estão filiados a alguma sociedade científica no Brasil (68%), no Exterior (7%) e simultaneamente
no Brasil e no Exterior (25%).
Como podemos observar, os pesquisadores do CCEN apresentam-se como um
grupo, em sua maioria,

natural de estados nordestinos, que se destacam em qualificação,

experiência e dedicação exclusiva em atividades de pesquisa básica, principalmente.
4.2 Uso de Canais de Comunicação e Divulgação

Os pesquisadores (82,2%) do CCEN/UFPE utilizam predominantemente as redes
eletrônicas de computadores, na busca e troca de informações técnico-científicas, recorrendo com
maior freqüência à biblioteca Setorial do CCEN (86,6%) e à biblioteca ou arquivo pessoal
(75,5%), para obter documentos para suas pesquisas. Os demais canais intermediários são pouco
utilizados, como: o COMUT, o autor da publicação, Biblioteca de outras instituíções e outras
bibliotecas da UFPE. Eles participam com maior freqüência de eventos científicos (75,5%),

9

�discussões informais com colegas do departamento (80%) e discussão com colegas de outras
instituíções (60%) e viagens científicas (51,1%) e, com menor freqüência, recorrem a discussões
com colegas da UFPE, conversa com bibliotecários e visitas técnicas a laboratórios.
No domínio formal, os pesquisadores utilizam basicamente revistas especializadas
estrangeiras (95,5%) e os livros (88,8%), como insumo para suas pesquisas; os demais canais são
pouco e muito pouco utilizados .
Publicar em revistas estrangeiras é a forma mais utilizada por (66,7%) dos
pesquisadores do CCEN/UFPE. Este fato é constatado, também, a nível nacional, no tocante à
grande área - Exata e da Terra. Apenas os pesquisadores do departamento de Estatística utilizam
muito pouco este canal para divulgar suas pesquisas. Eles divulgam, preferencialmente, em
apostilas, sala de aula (44%), como também em resumos e comunicação em eventos científicos, a
nível nacional (44%), confirmando a tendência das áreas aplicadas e técnologicas de utilizar,
preferencialmente, os canais de circulação predominantemente nacional, como foi constatado em
estudo recente.

4.3 Fatores que Influem na Escolha dos Canais de Comunicação e Divulgação

Na opinião dos pesquisadores o fator de maior influência na escolha de um canal
de comunicação técnico científica é a atualidade do canal de comunicação, sendo apontado por
95,6% dos pesquisadores do CCEN. O segundo e o terceiro fatores indicados como de maior
influência são a confiabilidade (82,2) e a relevância ao tema pesquisado (80,0%).

10

�Esses fatores são inerentes a qualidade do canal de comunicação. Portanto, para
os pesquisadores do CCEN a qualidade do canal é o principal fator na escolha de um canal de
comunicação para ser utilizado em suas pesquisas. O quarto e quinto fatores - citação em
trabalho de interesse (66,6%) e canal imediatamente disponível (64,5%) - denotam a
preocupação com aspectos da acessibilidade intelectual e física.
Os fatores, qualidade e acessibilidade, aparecem frequentemente na literatura,
como prioritários na escolha de um canal de comunicação, havendo uma tendência à priorizar a
acessibilidade, o que não foi constado a nível de CCEN. Na tentativa de conhecer melhor essa
realidade, verificamos não existir correlação significativa entre níveis de influência dos fatores
prioritários na escolha de um canal de comunicação e as variáveis área de atuação, titulação e tipo
de pesquisa.
O fator maior difusão, penetração na comunidade científica (80%) é o de maior
influência para os pesquisadores do CCEN/UFPE, ao divulgar suas pesquisas. Este fato esclarece
porque os mesmos divulgam, preferencialmente, em revistas especializadas estrangeiras. O
segundo fator, obter maior reconhecimento profissional, foi citado por 71,1% dos
pesquisadores como de maior influência, e o terceiro, prestígio na área, por 60%.
Para os pesquisadores do CCEN, alguns fatores prioritários, que influem na
escolha de um canal de divulgação, são relacionados com a área de atuação destes, bem como,
com o tipo de pesquisa que realizam e divulgam.
A presente pesquisa possibilitou identificar a existência de vários fatores
(barreiras) que interferem, dificultado a comunicação científica, na opinião dos pesquisadores do
CCEN/UFPE.

11

�4.4 Fatores (Barreiras) que Interferem no Uso dos Canais de Comunicação

Constatamos que os fatores que interferem seriamente nas atividades de
comunicação científica são a escassez de recursos para as atividades de pesquisa (média 3,15) e o
pouco recurso financeiro para a compra de material bibliográfico (média 3,08).
O País, como sabemos, apresenta índices irrisórios de investimento em C&amp;T, tanto
por parte do Governo, como por parte das empresas privadas, o que inviabiliza muitos projetos e
iniciativas de Universidades e Institutos de Pesquisa. A não existência de recursos para a
manutenção da estrutura básica de pesquisa compromete, em consequência, a manutenção e
desenvolvimento de laboratórios e bibliotecas, setores básicos da atividade de pesquisa.
As barreiras percebidas pelos pesquisadores como de muita interferência na
comunicação científica, em sua maioria, referem-se aos recursos materiais de comunicação da
Biblioteca Setorial do CCEN. Elas são:
▪

descontinuidade na aquisição de títulos periódicos (média 2,88)
Como os pesquisadores usam,

em sua maioria,

os

periódicos

com

maior
freqüência que os demais canais de comunicação, eles se

ressentem dos

cortes
na assinatura dos títulos tradicionanalmente adquiridos pela biblioteca.

12

�▪

coleções incompletas (média 2,75) desatualização do acervo da biblioteca do
CCEN (média 2,57) e a inexistência do material informativo na biblioteca
(média 2,20)
São barreiras percebidas como de muita interferência, porque os pesquisadores
utilizam, prioritariamente, a Biblioteca Setorial do CCEN como canal para o
provimento dos documentos que necessitam. As outras bibliotecas que utilizam
estão localizadas no eixo Rio-São Paulo, o que dificulta o acesso.

A

nível

de

macroambiente,

as

barreiras

descontinuidade

de

ações

políticas-administrativas (média 2,04) são percebidas como de muita interferência.
A instabilidade e desorganização das instituições brasileiras de desenvolvimento
científico e tecnológico, juntamente com o declínio e descontinuidade dos investimento e a
degradação da base educacional, são condicionantes internos do atraso científico e tecnológico
brasileiro.
As demais barreiras percebidas pelos pesquisadores de menor influência nas
atividades de comunicação científica são as barreiras relativas a comunicação interpessoal, as
de recursos humanos, as de divulgação e as relativas ao ambiente físico.
Correlações

significativas

foram

encontradas, esclarecendo aspectos

comportamento dos pesquisadores do CCEN, em ambiente de pesquisa.
Dessas correlações, podemos inferir que, a nível de CCEN:
▪

quanto às principais barreiras gerais

13

do

�As principais barreiras gerais não são dependentes da área de atuação, titulação e
tipo de pesquisa. São elas: escassez de recursos para as atividades de pesquisa
(média 3,15); descontinuidade de ações políticas-administrativas (média 2,04) e
ausência de uma política nacional explícita em informação

científica e

tecnológica (média 1,93).

▪

quanto às principais barreiras de recursos financeiros
O nível de interferência da barreira pouco recurso para realização de viagens
científicas (média 2,40) apresenta-se dependente da

área de atuação do

pesquisador, sendo percebida como de maior interferência pelos pesquisadores de
Informática, Estatística e Física.
O nível de interferência das barreiras pouco recurso

para compra de material

bibliográfico (média 3,08), bem como para a participação em eventos científicos
(média 2,28), não se apresentam dependentes da área de atuação, titulação e tipo
de pesquisa.

▪

quanto às principais barreiras gerenciais
O nível de interferência da barreira gerencial - entraves burocráticos na liberação
do pesquisador para a participação em

eventos científicos (média 2,00) - é

dependente da titulação do pesquisador, sendo considerada como de maior
interferência

pelos pesquisadores com título de especialização, doutorado e

pós-doutorado.

14

�O nível de interferência da barreira - falta de prioridade na alocação de recursos
para atividades de comunicação (média 1,88) - apresenta-se dependente da área de
atuação do

pesquisador.

É percebida como de grande interferência para os

pesquisadores dos departamentos de Estatística, Informática e

Química

Fundamental.
As barreiras excesso de atividades extra-pesquisa (média 2,06) e

entraves

burocráticos na aplicação de verbas (média 2,00) não se apresentam dependentes
da área de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

▪

quanto às principais barreiras de recursos materiais de comunicação
Constatamos que existe dependência entre o nível de interferência percebida das
barreiras desatualização do acervo da biblioteca do CCEN (média 2,57) e da
inexistência do material informativo na Biblioteca (média 2,20), com a área de
atuação do pesquisador. São consideradas como de grande interferência para os
departamentos de Estatística,Informática e Química Fundamental.
O nível de interferência percebido das barreiras descontinuidade na aquisição de
títulos de periódicos (média 2,88) e coleções incompletas das bibliotecas (média
2,75) não são dependentes da área de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

▪ quanto às principais barreiras de ambiente físico

15

�Observamos que existe dependência do nível de interferência percebido pelos
pesquisadores quanto à deficiência de laboratórios/equipamentos com o tipo de
pesquisa desenvolvido (média 1,37) e área de atuação do pesquisador.
Quanto à área de atuação, observamos que os pesquisadores de

Estatística e o de

Química Fundamental são os que percebem que essa barreira interfere seriamente
em suas atividades de comunicação científica.
Essa deficiência dos laboratórios/equipamentos é percebida

como de maior

interferência pelos pesquisadores que desenvolvem pesquisa aplicada.

▪

quanto as principais barreiras de recursos humanos
Verificamos que entre as principais barreiras existe uma cujo

nível de

interferência é dependente da titulação dos pesquisadores: número insuficiente de
pessoal de apoio às atividades de comunicação (média 1,46). Essa barreira é
percebida como de grande interferência, principalmente pelos pesquisadores com
título de especialização, doutorado e pós-doutorado.
As demais barreiras falta de atualização do pessoal de apoio às atividades de
comunicação científica (média 1,31) e o ineficiente apoio técnico (média 1,26)
não apresentaram correlação
significativa com a área de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

▪ quanto às principais barreiras de divulgação

16

�O nível de interferência da barreira falta de tempo para dar forma de artigos aos
experimentos/pesquisas (média 1,31) apresenta-se dependente quanto a área de
atuação e tipo de pesquisa, sendo os pesquisadores do departamento de Química
Fundamental os que indicam haver maior interferência dessa barreira em

suas

atividades, bem como os que desempenham os dois tipos de pesquisa (básica e
aplicada) simultaneamente.
O nível de interferência da barreira pouco recurso financeiro para
(média 1,15) apresenta-se dependente da área de

divulgação

atuação e titulação dos

pesquisadores. É percebida como de grande interferência pelos pesquisadores dos
departamentos de Estatística e Informática, bem como pelos pesquisadores com
título de especialização e mestrado.
E o nível de interferência da

dificuldade de

publicar, devido a linha editorial

(média 1,09) apresenta-se dependente do tipo de pesquisa, sendo observada
como de maior interferência pelos pesquisadores que se dedicam à pesquisa
aplicada.

▪

e, quanto às barreiras de comunicação interpessoal, podemos destacar:
O nível de interferência de algumas barreiras de comunicação

interpessoal

percebidas pelos pesquisadores dependem da área de atuação, titulação e tipo de
pesquisa.

17

�Podemos constatar que o nível de interferência da barreira pouca interação entre
os pesquisadores do CCEN (média 1,08) é dependente da área de atuação,
titulação e tipo de pesquisa.
Quanto à falta de reuniões científicas, a nível de local, (média 1,15) o nível de
interferência apresenta-se dependente quanto à área de atuação.
Observamos, também, que o nível de interferência da barreira clima de trabalho
desfavorável (média 1,08) é dependente da área de atuação, titulação e tipo de
pesquisa.
Ausência de pares (média 1,35) não é dependente quanto à área
de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

5 CONCLUSÃO

Concluimos, finalmente,

que os fatores que influenciam e interferem na

comunicação científica dos pesquisadores do CCEN apresentam-se complexamente interligados e
que o nível de influência ou interferência desses fatores podem ser dependentes ou não da área
que atuam os pesquisadores, do nível de titulação dos mesmos e do tipo de pesquisa que
executam. Mesmo numa grande área específica, como a enfocada neste estudo (Ciência Exatas e
da Natureza), podemos observar essa variação
Muitos dos

fatores de interferência identificados neste estudo refletem as

condições do estágio de desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade brasileira.

18

�Os objetivos específicos foram atingidos em sua totalidade, mas, devido ao
tamanho da população estudada, há necessidade de realizar estudos com uma população maior e
que envolva mais de uma instituição, para que os resultados possam ser generalizados.
Esperamos que a presente pesquisa sirva de base para outros estudos sobre
aspectos do comportamento dos pesquisadores como usuários e geradores da informação
técnico-científica.

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23

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Universidade é um local de geração e de transmissão de conhecimento, tendo a informação como insumo indispensável para colocá-la na vanguarda das conquistas científicas, tecnológicas e sociais, e ainda como produto que deve ser compartilhado com a sociedade em geral. Neste ambiente a informação, a pesquisa e a transmissão de conhecimentio são aspectos complexamente interligados e trabalhados por indivíduos influênciados por um contexto sócio-econômico-político-cultural específico. Diante destes pressupostos o estudo visa analisar como ocorrre o processo de transferência de informações técnico-científcias em países periféricos à luz da disciplina Ciência da Informação, tendo como principal objetivo identificar os fatores que afetam (influêntes e intervenientes) o uso dos canais de comunicação e divulgação técnico-científico utilizados pelos pesquisadores do Centro de Ciências Exatas da Natureza da Universidade Federal de Pernambuco. Os resultados obtidos permitem caracterizar os pesquisadores deste Centro e verificar que a qualidade é o fator que influi prioritariamente na escolha de um canal de comunicação como insumo ao desenvolvimento das pesquisas e divulgam no canal de maior difusão e penetração na comunidade científica. Como barreira foram identificadas as relativas ao contexto sócio-político-econômico, financeiro, de recursos materias de informação, gerenciais e outros, de menos interferência. Conclui-se que os fatores que influem e interferem na comunicação científica dos pesquisadores do CCEN/UFPE são complexamente interligados e que os níveis de influência ou interferência desses fatores podem ser dependentes ou não da área em que atuam, do nível de titulação ou do tipo de pesquisa que executam.</text>
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                    <text>BUSCA DE INFORMAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO
ACADÊMICAS PELOS MÉDICOS DOCENTES DA UEM 1*

DAS

ATIVIDADES

Marlene Gonçalves Curty
Universidade Estadual de Maringá
Biblioteca Central
Av. Colombo, 5790 – Zona7 87020-900 –
Maringá – PR- Brasil bce-sdi@uem.br

Esta pesquisa teve como objetivo verificar quais os procedimentos adotados pelos médicos
docentes da Universidade Estadual de Maringá na busca de informação para o desenvolvimento das
atividades acadêmicas. Os dados foram coletados através de questionário estruturado com perguntas abertas
e fechadas. Dos 90 questionários enviados, obteve-se 80,9% de respostas. Os principais resultados obtidos
indicam que: a totalidade dos sujeitos pesquisados exerce a função de ensino (100%), 33,3% pesquisa, 19,4%
extensão e 23,6% administração. Com relação à formação acadêmica, 84,7% possuem especialização, a
maioria em sua área de atuação. As três principais áreas são as de maiores demandas sociais: ginecologia,
pediatria e cirurgia geral. Dos sujeitos, 13,9% possuem mestrado concluído e 23,6% estão com mestrado em
andamento; 5,6% já possuem o título de doutor e 1,4% estão com o curso de doutorado em andamento. Com
relação à jornada de trabalho, 52,8% enquadram-se no regime correspondente a 40 horas semanais, dos quais
2,8% trabalham em regime de dedicação exclusiva. As formas mais utilizadas pelos docentes na divulgação
de trabalhos científicos têm sido palestras e conferências (55,6%). A freqüência na participação de eventos
foi de 86,1%. A forma de disseminação da informação mais utilizada foi através de ensino (88,9%). Os
docentes têm o hábito de manter contatos com especialistas da sua área (87,5%). Os livros-texto e manuais
foram as fontes de informação mais utilizadas com 73,6%. Numa escala de prioridades, os recursos de
informação mais importantes foram as bibliografias, com 59,7%. A maior dificuldade de acesso à obtenção
da informação foi em relação ao material bibliográfico insuficiente e desatualizado, com 29,2% dos
respondentes; 79% assinam pessoalmente revistas especializadas. O motivo mais apontado para busca de
informação foi o desenvolvimento da carreira profissional, com 51,4%. Os docente utilizam vários tipos de
documentos como literatura de apoio para suas pesquisas, sendo os documentos convencionais (artigos de
periódicos e monografias) os mais citados. Também as empresas farmacêuticas exercem forte ação,
proporcionando de modo contínuo acessos informacionais vinculados a seus produtos. Os dados mostraram
também acentuado interesse pela cooperação, que pode ser um elo de fortalecimento da comunicação não só
entre a biblioteca e o corpo docente, mas também entre instituições, podendo esta prática ampliar e
intensificar as relações com instituições mais tradicionais.

1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho constitui-se de uma pesquisa sobre a busca da informação dos médicos
para desenvolvimento das atividades acadêmicas. Destaca a relação entre esses docentes e o uso da
biblioteca, bem como a freqüência de uso de fontes informacionais, e as formas de procedimento
para a obtenção, desenvolvimento das atividades acadêmicas. Para tanto, pressupõem-se, como

1

* Extraído da dissertação de mestrado, defendida em 11/08/99 na PUCCAMP, tendo como orientadora a Profa. Dra.
Vera Sílvia M. Beraquet.
1

�referencial teórico, dentre outros temas: fontes e canais de informação adotados pelos médicos e
hábitos de obtenção de informação.
O interesse por esse grupo se justifica pela forma como busca, produz e dissemina a
informação, resultado dos diversos canais de comunicação. Isso levou à escolha do tema, que
emergiu durante contatos diários com profissionais médicos na Biblioteca Central da Universidade
e pela reflexão e inquietação advindas da necessidade de permitir que as pessoas tenham acesso a
ações que contribuam para melhorar sua vida em relação aos serviços de saúde, fomentadas por
maiores expectativas da população.
Tal integração poderá resultar numa salutar sinergia na descoberta de características e
peculiaridades inerentes aos produtores e consumidores de informação médica, facilitando-lhes o
caminho na busca de informações e oferecendo novos meios e recursos para a produção do
conhecimento científico.
A comunidade médica docente, vista como produtora e disseminadora de conhecimento,
deve estar permanentemente atualizada e em constante busca de informações, utilizando os diversos
canais de comunicação que permitam tanto a assimilação do conhecimento existente quanto a
geração de conhecimento novo.
WITTER (1990) ressalta

que uma característica marcante no comportamento do

pesquisador é a busca de informação representada pelas respostas às indagações e necessidades
informacionais.
O que caracteriza o perfil de um pesquisador é a necessidade de busca ou recuperação da
informação, considerando-se os procedimentos embasados de pesquisas essenciais da teoria da
biblioteconomia e das ciências da informação. A autora (1990, p.6) confirma essa influência ao
mencionar que:
“Levantamento bibliográfico, revisão da literatura, busca ou recuperação da
informação é uma atividade de que nenhum pesquisador pode prescindir. Ela pode ser

2

�feita de forma assistemática ou metodologicamente, mas tem sempre como objetivo
levantar as informações de que o pesquisador está carente”.

Segundo pesquisas realizadas por alguns autores, os cientistas consomem cerca de 20% a
25% do seu tempo nesse trabalho.
A formação científica do bibliotecário tem contribuído na organização e na interpretação
de dados, pois oferece um instrumental que, por sua peculiaridade epistemológica, permite-lhe
trafegar nas diversas áreas do conhecimento reiteradamente identificadas nos estudos do
comportamento dos usuários, que devem ser realizados e vinculados às necessidades da
comunidade a ser beneficiada.
Desse modo, percebe-se que é de grande importância a iniciativa de adequar e flexibilizar a
utilização das fontes de informação disponíveis no processo

de geração e transferência da

informação, contribuindo decisivamente para melhorar os serviços de informação e, sobretudo, a
formação do médico, que se reveste de um caráter especial por ser esse um profissional que se
propõe ensinar, pesquisar e implementar as ações de saúde.
O profissional da informação que trabalha em bibliotecas na área médica tem a responsabilidade de
manter permanente contato com instituições que desenvolvem trabalhos e pesquisas de interesse
dos médicos, dada a importância da pesquisa e sua influência na prática profissional. Para tanto, é
necessário delinear o perfil desse profissional quanto às suas necessidades de informação e ao seu
comportamento na busca e uso da informação, e assegurar a divulgação através de instrumentos
bibliográficos e de outros materiais fisicamente acessíveis. Por outro lado, espera-se também que os
docentes, se preocupem com estratégias de busca.
A nosso ver, esse é o ponto de partida para qualquer projeto de assistência informacional,
dada a importância do trabalho do profissional médico ao lidar com a manutenção da saúde e
preservação da vida humana. E é mais uma razão pela qual se faz urgente a realização de estudos

3

�como este. Dessa forma, as bibliotecas ou sistemas de informação poderão adequar seu acervo e
seus serviços em decorrência das necessidades específicas desses usuários.

1.1 Estudos de Usuários: aspectos gerais
Os dados sobre a busca de informação em instituições de ensino superior precisam ser
interpretados, reconhecendo-se que a integração entre professores e bibliotecários é fundamental.
Essa relação acarretará maior responsabilidade com relação à qualidade de ensino, uma vez que a
observação, análise, identificação e descrição da demanda e uso da informação são pontos
essenciais. Tal integração facilitará o fluxo de informação nos múltiplos aspectos que envolvem as
atividades de ensino e pesquisa, bem como a prestação de serviços à comunidade, a implementação
de novos produtos e serviços a serem oferecidos e que afetam cada aspecto do trabalho do
profissional.
Em FIGUEIREDO (1985, p.134) encontramos destaque para a importância dos estudos de
usuários. Ressalta a autora:
“É imprescindível que os sistemas de informação, que têm como seus objetivos básicos
atender às necessidades e demandas de informação dos seus usuários, realizem estudos
de usuários para adequar as suas coleções, serviços e produtos àquelas necessidades e
demandas”.

Essa importância é reconhecida, pois estudos de usuários permitem verificar, entre tantos
aspectos mencionados na literatura, alguns que são considerados fundamentais, tais como: uso de
recursos de informação; identificação de comportamento e hábitos dos usuários quanto ao uso e
busca da informação; identificação de perfis de interesse; identificação do uso das fontes de
informação; identificação de fatores motivacionais que interferem na busca e uso da informação;

4

�identificação das necessidades de qualificação profissional de uma determinada categoria;
identificação dos fatores que determinam o uso e o não-uso das fontes de informação; determinação
do nível/grau de satisfação dos usuários, possibilitando o aperfeiçoamento de serviços e produtos:
necessidades e demandas de informação; avaliação da qualidade de serviços de informação;
avaliação do grau de familiaridade e de conhecimento das funções, estruturas operacionais e
serviços típicos de bibliotecas, qualidade e atualização dos acervos de bibliotecas; identificação do
processo de busca e recuperação de informação; descrição do fluxo de informação científica e
tecnológica.
1.2

Necessidades e Comportamento de Busca de Informação
Na área da saúde, inúmeras fontes possíveis de informação têm sido identificadas,

principalmente na literatura estrangeira. Vários estudos revelam que os materiais impressos,
especialmente textos médicos, periódicos e jornais profissionais, são as fontes de informação mais
utilizadas pelos profissionais de saúde. Entretanto, também os canais informais, através de arquivos
pessoais, têm demonstrado ser muito utilizados, pois, como muitos estudos mostraram, são a fonte
primeira de busca, assim como a conversa com colegas na própria instituição ou fora dela.
No Brasil, é considerável o número de trabalhos publicados na área das Ciências da
Informação referentes à busca de informação de modo geral, mas não especificamente na área
médica. Em resposta a preocupação constante dos bibliotecários, obteve-se um referencial teórico e,
mesmo com poucos pesquisadores nacionais manifestando interesse na área, selecionaram-se
algumas contribuições consideradas importantes, as quais oferecem subsídios fundamentais para o
uso de recursos de informação em saúde.
POBLACIÓN &amp; SILVA (1980) pesquisaram usuários de dois diferentes tipos de escolas
médicas (governamental e privada), e duas categorias de estudantes, universitários e estudantes
médicos do curso de pós-graduação em enfermagem.

5

�PRAZERES (1989) realizou um estudo para verificar e comparar o comportamento dos
docentes/pesquisadores das áreas de Tecnologia de Alimentos e Patologia Geral da Universidade
Estadual de Londrina na busca e uso de informação para o desenvolvimento de suas pesquisas. Os
principais resultados encontrados em sua pesquisa revelaram que existe similaridade no
comportamento de comunicação da produção científica em ambas as áreas estudadas; dentre os
canais de informação utilizados, predominam as publicações primárias e secundárias e também os
canais formais e informais que possibilitam o acesso à informação. Sua pesquisa confirmou que os
docentes dos dois grupos pesquisados apresentaram um comportamento peculiar aos cientistas,
ambos buscando alcançar o mesmo nível da comunidade internacional, ou seja, reconhecimento
científico de seus pares e status profissional.
Na área da enfermagem, LEAL (1992) realizou uma pesquisa descritiva com os docentes
dos Cursos de Pós-Graduação existentes no Brasil, objetivando o estudo da comunicação no
intercâmbio de informações entre os enfermeiros docentes que ministravam disciplinas ou
orientavam pesquisas em oito instituições que ofereciam cursos de mestrado e doutorado nas
diferentes áreas da enfermagem. Verificou em sua pesquisa que 59% dos sujeitos pesquisados
consultavam diariamente suas coleções particulares. Em relação à busca de informação por meio de
documentos impressos, 70% utilizavam livros, folhetos, dissertações e teses. Sobre busca informal,
obtiveram-se 66,2% de contatos em congressos e eventos nacionais.
Com o intuito de abordar o grande número de pesquisas na literatura nacional,
selecionaram-se alguns estudos específicos que oportunizaram o conhecimento de diferentes
trabalhos pertinentes aos estudos de usuários em diversas áreas na década de 90, destacando-se as
contribuições de OTTA (1990), que realizou uma revisão bibliográfica sobre “estudos de usuários”;
SAMPAIO &amp; MORESCHI (1990), que realizaram um estudo proposto para a disseminação seletiva
da informação; PURQUERIO (1990), que analisou o comportamento dos docentes e discentes da

6

�Fundação Educacional São Carlos; MOBRICE (1992), que investigou as fontes de informação
utilizadas pelos docentes do Vale do Itajaí; RANGEL, (1995) pesquisou a população do curso de
Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina; KEGLER (1996), que
identificou o perfil de interesse informacional das empresas do setor de metal mecânica da região
noroeste do Rio Grande do Sul.
Com referência às novas tecnologias, CATARINO (1999) realizou uma pesquisa de
avaliação do uso das redes eletrônicas na comunidade docente universitária da UEL, a partir da
caracterização da rede do campus, dos serviços disponibilizados para acesso às redes eletrônicas e
do perfil dos usuários.
CRISTIANINI (1999) analisou as necessidades do usuário da Biblioteca Comunitária da
Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, na recuperação da informação em levantamentos
bibliográficos, realizados em bases de dados disponíveis em CD-ROM.
Verifica-se, portanto, que na literatura comentada nesta revisão encontram-se diferentes
respostas e estratégias de busca e uso de informação, no intuito de esclarecer aspectos de interesse
relevante e promover interação mais objetiva entre os usuários e os serviços da biblioteca. Desse
modo, é interessante apresentar a seguir as principais fontes de informação na área médica, que
indicam preocupação dos grandes centros referenciais em fornecer produtos e serviços de
qualidade.
1.3 Fontes de informação na área da saúde
A aplicação de novas tecnologias e o interesse crescente pela informação, nos últimos
anos, no campo científico-técnico em geral e no profissional médico em particular, vêm
introduzindo importantes modificações na prática médica. Com base na literatura, identificam-se
conseqüentes repercussões no ensino, alcançando resultados importantes gerados a partir desses
conhecimentos.

7

�O crescimento exponencial, em seu aspecto quantitativo, da informação médica, a
crescente especialização da medicina, a pressão dos laboratórios de medicamentos e dos fabricantes
de equipamentos médicos refletem claramente a necessidade de conhecimento geral dos aspectos
qualitativos e quantitativos dos sistemas ligados à dinâmica geral da informação em saúde.
Esse conhecimento tem sido proporcionado através de serviços automatizados,
disponibilizando produtos tais como buscas bibliográficas, serviços de disseminação da informação,
buscas retrospectivas etc. Essa disponibilidade de recursos tem permitido o envolvimento maior
dos bibliotecários e/ou profissionais da informação na oferta de melhores e mais diversificados
serviços, colocando a biblioteca numa posição ativa e participativa no processo educacional, que é
fundamental, quaisquer que sejam o nível e o campo em que a atenção à saúde é desempenhada.
Na área da saúde existem várias bases de dados médicos, algumas que abrangem todas as
áreas da saúde e outras que se detêm num assunto específico de uma doença, até a história da
medicina

(HISTLINE), através de bancos de dados conectados ao MEDLARS, tais como:

MEDLINE (Literatura mundial abrangendo todas as áreas da saúde); LILACS (Literatura da
América Latina e do Caribe em Ciências da Saúde); CANCERLIT (Literatura em câncer);
AIDSDRUGS, AIDSLINE, AIDSTRIALl (Literatura sobre Aids); TOXILINE, TOXINETE (Literatura
sobre toxicologia).
Vários recursos, com repercussão na educação em saúde, têm promovido um ambiente
interativo e extremamente rico de informações. Com a finalidade de avançar o nível tecnológico do
uso da Internet e de CD-ROMs em medicina, a NLM (National Library of Medicine), que é a
Biblioteca Nacional dos Estados Unidos, para a área de saúde localizada em Bethesda, Maryland,
começou a utilizar já em 1970 o acesso computadorizado em bancos de dados de informação
biomédica. Hoje ela é a maior biblioteca de pesquisa na área e funciona como repositora de

8

�material biomédico publicado para uso dos cientistas do National Health Institute. A NLM oferece
o acesso global a algumas das melhores fontes de informações computadorizadas na forma de banco
de dados. Coordenadora do desenvolvimento dos sistemas de informação na área biomédica, foi
essa biblioteca que iniciou a divulgação de seu acervo em termos comerciais, através do Index
Medicus, e atualizou seus serviços ao usuário por intermédio do aproveitamento dos recursos
providos pela tecnologia - iniciando um sistema que é atualmente denominado MEDlars-on-LINE
(MEDLINE). Acessível através de linhas telefônicas, tem importante papel no desenvolvimento do
profissional médico. É a base de dados da área médica mais consultada pelos profissionais da área
de saúde. Encontra-se disponível para busca em vários endereços na Internet, cada qual com uma
apresentação própria: forma de apresentação, interface de busca e formulário de pesquisa dividido
em campos acessível para busca. Atualmente tem o maior acervo de dados bibliográficos médicos
e biológicos do mundo, colocando-se à disposição dos pesquisadores.
Na área de saúde existem muitos índices e publicações de resumos internacionais, tais
como: o Index Medicus, Excerpta Medica, Tropical Diseases Bulletin, International Nursing Index etc.
No Brasil, um grande centro referencial de informação na área de saúde é a BIREME Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, originalmente
denominada Biblioteca Regional de Medicina, criada em 1967 mediante convênio entre a
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e o governo do Brasil, através dos Ministérios
da Saúde e da Educação, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e da Escola de Medicina,
onde está localizada.
A BIREME é também um centro referencial de tecnologia moderna, que tem por objetivo
contribuir para a melhoria do atendimento à saúde na América Latina, mediante o estabelecimento
de um sistema regional de informação integrado a uma rede cooperativa. Uma das suas propostas é

9

�integrar as bibliotecas de saúde em um sistema regional que permita responder e satisfazer às
necessidades de informação do profissional da área em qualquer nível e local em que se encontre.
A informática tem proporcionado à humanidade grandes revoluções em todas as áreas do
conhecimento. Na prática médica esses avanços vêm introduzindo importantes modificações,
repercutindo basicamente no ensino e na organização dos serviços de saúde.
A aplicação da informática no país intensificou-se na área de saúde a partir de 1975. É
inquestionável a influência que tem tido a medicina tecnológica sobre a educação médica nas
últimas décadas. É importante que os profissionais de saúde estudem as características do sistema
de informação médica, estando atentos às mudanças.
Em decorrência dos avanços tecnológicos, as áreas de Ciências Biomédicas e da Saúde
necessitam de análise profunda de seus processos. Através da Internet, com interfaces cada vez mais
simplificadas, tem sido possível maior integração e melhor compreensão das mais complexas
informações, seja pelo acesso direto às fontes, seja pela troca de informações entre especialistas
(SABBATINI, 1995). Isso nos faz entender que para acessar sistemas de informação médica há
necessidade de pessoal especializado no assunto e que ofereça um atendimento de qualidade.
Para

melhor compreensão da necessidade de informação no campo da investigação

biomédica, é pertinente o texto de KUMATE (1981), que apresenta um trabalho sobre informação
biomédica e saúde. Segundo, ele os serviços de informação satisfazem de forma adequada na
América Latina, através de bibliotecas e instituições de saúde que estão conectadas com a
Biblioteca de Medicina dos Estados Unidos, com bancos de dados de informação e com sistema
Pascal de informação da França. Segundo o autor, no México, o Centro Nacional de informação e
Documentação da Saúde (CENIDS) proporciona citações bibliográficas de artigos publicados em
5.000 periódicos da área biomédica e conta com resumos de quase 60% dos casos, além de a
Universidade obter os resumos através do sistema Biological Abstracts. Ainda na concepção desse

10

�autor, os progressos no campo da biomedicina permitem aos pesquisadores mecanismos para o
sucesso, tais como: reuniões de pequenos grupos experientes, convocadas pela OPS ou pela OMS;
reuniões com sociedades locais; congressos e reuniões na especialidade; revistas especializadas;
artigos de revisão de revistas ou livros.
Diante do exposto, pode-se afirmar que as fontes de informação têm o sentido de garantir o
estímulo na realização de estudos e pesquisas em informação na área da saúde. Trata-se de um
conjunto de processos, que vão desde a implantação e a recuperação, até a disseminação,
certamente exigindo um cenário de fornecimento de produtos e serviços que permitam a integração
e o compartilhamento informacional aos quais os pesquisadores possam ter acesso com qualidade e
rapidez.
2

OBJETIVOS
Identificar as formas de procedimento dos médicos docentes na busca e obtenção das

informações necessárias ao desenvolvimento de suas atividades acadêmicas.
1. caracterizar, sob os aspectos funcional, acadêmico e profissional, os docentes médicos
que utilizam os serviços da Biblioteca da UEM;
2. identificar o procedimento usual desses profissionais na busca e obtenção da informação
necessária ao exercício de suas atividades acadêmicas;
3. identificar o grau e freqüência de uso dos canais e fontes de informação (formal e
informal);
4. verificar quais produtos e serviços de informação e formas de acesso à informação e aos
documentos estão sendo requisitados pelos docentes à Biblioteca;
5. levantar a obtenção de subsídios para a veiculação da informação na área médica.

3 MÉTODO

11

�O estudo foi realizado junto aos docentes médicos da Universidade Estadual de
Maringá (UEM), a partir de dados coletados através de questionários/entrevistas.
Entretanto, há de se ressaltar que somente 10 dos 72 médicos se dispuseram a ser
entrevistados. Os demais

preferiram responder ao questionário sozinhos, devido à

falta de tempo. A entrevista foi realizada no próprio Hospital Universitário.

3.1 Instrumento de Pesquisa
Os dados foram coletados através de questionário elaborado pela autora desta
pesquisa, tendo como base o instrumento elaborado por COSTA (1982) e MARTINS
(1994) e entrevista.
3.2

Procedimento da Análise dos Dados
Os dados foram analisados de acordo com os objetivos desta pesquisa e

agrupados em três aspectos principais:
- Perfil profissional dos docentes pesquisadores:
a) categoria docente;
b) formação acadêmica;
c) regime de trabalho;
d) produtividade científica.
- Caracterização das necessidades e buscas informacionais e/ou documentais:
a) hábitos de obtenção e uso da informação, comunicação formal e informal;
b) fontes de informação utilizadas;
c) hábitos de uso, freqüência e serviços oferecidos pela biblioteca da
instituição em que trabalha e sua interferência nas atividades de ensino e
pesquisa.

4 RESULTADOS
TABELA 1 – Motivos de busca de informação

12

�Ordem de prioridade
Motivos de busca

a

1.

a

2.

a

3.

4a.

5a.

6a.

o

o

o

o

o

o

SR*

Total

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

no
(%)

Para desenvolvimento da
carreira acadêmica

37
(51,4)

15
(20,8)

8
(11,1)

1
(1,4)

(-)

(-)

11
(15,3)

72
(100,0)

Para esclarecer dúvidas

19
(26,4)

32
(44,4)

9
(12,5)

1
(1,4)

(-)

(-)

11
(15,3)

72
(100,0)

Ocupação e necessidade
profissional

17
(23,6)

5
(6,9)

14
(19,4)

8
(11,1)

1
(1,4)

(-)

27
(37,5)

72
(100,0)

(-)

1
(1,4)

1
(1,4)

5
(6,9)

9
(12,5)

(-)

56
(77,8)

72
(100,0)

Para selecionar ou
refutar publicações

1
(1,4)

2
(2,8)

10
(13,9)

15
(20,8)

6
(8,3)

1
(1,4)

37
(51,4)

72
(100,0)

Outras

2
(2,8)

1
(1,4)

1
(1,4)

1
(1,4)

(-)

(-)

67
(93,1)

72
(100,0)

da Informação

Prestígio profissional

●

o

SR - Sem resposta.

A busca de informação interage com uma variedade de diferentes motivos; por isso foram
dadas seis opções, em ordem de prioridade, de motivos que levam os pesquisadores a essa busca.
Em relação à prioridade para busca de informação, os sujeitos indicaram em primeiro lugar
a necessidade de novos conhecimentos para o desenvolvimento da carreira acadêmica (51,4%).
Nesse contexto, presume-se que na carreira acadêmica estejam inseridas as atividades ensino,
pesquisa e extensão. Em segundo lugar, ficou esclarecimento de dúvidas (26,4%), e em terceiro
ocupação e necessidade profissional (23,6%), sendo que o esclarecimento de dúvidas foi a resposta
mais fortemente indicada como segunda prioridade.
TABELA 2 - Disseminação da informação
Ordem de prioridade
a

1.
(%)

a

2.
(%)

3a.
(%)

4a.
(%)

5a.
(%)

6a.
(%)

7a.
(%)

SR*
(%)

Total
(%)

64
(88,9)

2
(2,8)

- (-)

- (-)

- (-)

- (-)

- (-)

Ensinando

6
(8,3)

72
(100)

7
(9,7)

30
(41,7)

5
(6,9)

- (-)

1
(1,4)

- (-)

- (-)

Apresentando seminários

29
(40,3)

72
(100)

2
(2,8)

2
(2,8)

5
(6,9)

5
(6,9)

2
(2,8)

2
(2,8)

- (-)

Publicando

54
(75,0)

72
(100)

1
(1,4)

1
(1,4)

8
(11,1)

2
(2,8)

3
(4,2)

3
(4,2)

- (-)

Transmitindo informação

54
(7,5)

72
(100)

Forma de disseminação da
informação

13

�Através de relatórios de
pesquisa

3
(4,2)

3
(4,2)

6
(8,3)

7
(9,7)

1
(1,4)

- (-)

- (-)

52
(72,2)

72
(100)

Através de associações
profissionais

2
(2,8)

4
(5,6)

6
(8,3)

3
(4,2)

3
(4,2)

3
(4,2)

- (-)

51
(70,8)

72
(100)

*SR - Sem resposta.

Disseminar a informação através de produtos e serviços inclui vários instrumentos
utilizados por aqueles que fazem uso da informação. Um aspecto importante a considerar é que a
pesquisa só está completa quando disseminada, e um dos papéis do docente é disseminar a
informação. Foi pedido aos sujeitos que declarassem como eles disseminam a informação, sendo
oferecidas seis sugestões. Além dessas, foi dada oportunidade para indicarem qualquer outra forma.
Os dados demonstram que a principal forma de disseminação da informação é, na opinião
dos sujeitos, através de ensino (88,9%). Este resultado já era esperado uma vez que a tendência
exibida segue o padrão dentro de uma comunidade de ensino universitário. Em segundo lugar
(41,7%), é apontada a apresentação de seminários (como não foi discriminado a clientela pode-se
inferir que sejam internos e externos.
Mesmo não constando no questionário, foi apontado na categoria outros o uso da lista de
discussão por meio do correio eletrônico como uma nova forma de disseminação da informação.
Essas inovações, ainda não devidamente inseridas na rotina dos médicos na Universidade de
Maringá, mesmo assim evidenciam uma tendência para o uso potencial desses recursos.
A análise das respostas sobre os itens utilizados como fontes de informação mostrou, em
primeiro lugar (73,6%), que as fontes de informação mais utilizadas pelos médicos docentes são
livros–texto e manuais. Esse fato demonstra que o embasamento teórico é fundamental para a
consolidação do conhecimento dentro da especialidade e é obtido através desse veículo, e reforça
que na atividade de ensino o livro-texto tem uma importância fundamental. Essa afirmação
ampara-se no fato de que os assuntos são tratados nos livros-texto de forma abrangente, com o
conteúdo apresentado de forma didática. Em segundo lugar, aparecem os periódicos científicos

14

�(51,4%) como a mais eficiente forma de atualização. Isso demonstra que os docentes pesquisados
mantêm-se a par dos acontecimentos relacionados às suas especialidades.
Os dados indicam que os médicos utilizam com freqüência bibliografias como fonte de
informação: 15 (20,8%) sempre utilizam e 15 (20,8%) utilizam várias vezes.
Outro problema é a pouca convivência prática na área de pesquisa e extensão, que os
obrigaria a revisar todo procedimento específico antes de implementá-lo.
Quanto à baixa freqüência do uso dessas fontes, pode

também ser atribuída à

não-divulgação por parte da biblioteca em relação a essas fontes de informação, ou à não-exposição
dos médicos às mesmas.
As teses são também consideradas importantes instrumentos de informação, por trazerem
bibliografias atualizadas sobre o tema estudado, tanto que existem serviços especializados para
armazenar e disponibilizar essas publicações. A exemplo, temos instituições como a Association of
Research Libraries e a University Microfilms International, dos Estados Unidos e Inglaterra, e o
Centre National de la Recherche Scientifique – CNRC da França, que oferecem um serviço
especializado para reprodução de cópias de teses solicitadas por pesquisadores.
No Brasil, a partir de 1991 contamos com o UNIBIBLI, que disponibiliza o acervo de teses
e livros das USP, UNICAMP e UNESP, que tem sido um instrumento valioso de pesquisa.
Entretanto, existe a dificuldade de acesso a esse material, uma vez que a base oferece apenas a
referência bibliográfica, como é o caso do site Banco de Teses do IBICT, que disponibiliza o
material apenas pelo sistema COMUT, o que implica muitas vezes um alto custo, além da
morosidade para sua obtenção.
O percentual de 19,4% de freqüente uso dos resumos, abstracts e índices, abstracts e
índices indica que estes têm papel relativamente importante, por possibilitar aos pesquisadores
manterem-se informados de modo rápido sobre o que está sendo publicado em suas áreas. Todavia,

15

�permanece o problema apontado anteriormente, qual seja a dificuldade do acesso físico ao
documento.
O acesso às bases de dados nacionais (33,3%) e internacionais (27,8%) indica que as
mesmas estão sendo utilizadas em sua maioria sempre, vindo em seguida várias vezes. Apenas 8,3%
dos respondentes apontaram que nunca usaram as bases nacionais e 13,9% não utilizaram as bases
internacionais.
A baixa freqüência do uso em relação às fontes de informação, segundo PRAZERES
(1989, p. 201), “pode estar ligada a uma série de fatores que vão desde a falta de promoção até o
desinteresse dos usuários para com os serviços de informação prestados pelas bibliotecas”.
Esta pesquisa reitera que estudos devem ser desenvolvidos com o propósito de avaliar a
plena e adequada utilização dos serviços de informação, levando-se em conta que a implementação
de serviços deve estar vinculada às necessidades reais da comunidade que os acessa.
Considerando os recursos de informação oferecidos pela maioria das bibliotecas
universitárias, verificamos graus de importância classificados pelos docentes pesquisados na
seguinte ordem:
Muito importante – revistas especializadas (63,9%); bibliografias (59,7%); acesso à
Internet (58,3%); acesso à MEDLINE (55,6%); acesso às bases de dados internacionais (50,0%);
artigos de periódicos e levantamento bibliográfico (45,8%); acesso à BIREME (44,4%) acesso à
National Library of Medicine (41,7%).
O conhecimento de quão valorizados e utilizados são os recursos informacionais para as
atividades acadêmicas assume um papel importante. Tais dados demonstram claramente que os
docentes tendem a valorizar os recursos que lhes são familiares. As fontes secundárias aparecem
como uma tendência entre os profissionais da área. Isto vem confirmar as preferências

16

�anteriormente citadas como instrumentos e/ou recursos informacionais utilizados pelos docentes
para bem desempenhar suas funções.
TABELA 3 - As dificuldades no acesso e obtenção da informação em sua área
Ordem de dificuldade
a

1.

a

2.

3a.

4a.

5a.

6a.

SR*

Total

12 (16,7)

10
(13,9)

8
(11,1)

3
(4,2)

2
(2,8)

6
(8,3)

31
(43,1)

72
(100,0)

21 (29,2)

10
(13,9)

6
(8,3)

3
(4,2)

9
(12,5)

2
(2,8)

21
(29,2)

72
(100,0)

4

(5,6)

16
(22,2)

8
(11,1)

11
(15,3)

2
(2,8)

1
(1,4)

30
(41,7)

72
(100,0)

4

(5,6)

4
(5,6)

9
(12,5)

7
(9,7)

8
(11,1)

6
(8,3)

34
(47,2)

72
(100,0)

18 (25,0)

9
(12,5)

11
(15,3)

9
(12,5)

2
(2,8)

1
(1,4)

22
(30,6)

72
(100,0)

8 (11,1)

8
(11,1)

8
(11,1)

5
(6,9)

4
(5,6)

8
(11,1)

31
(43,1)

72
(100,0)

Dificuldades
encontradas
Grande variedade das
fontes de informação
Material bibliográfico
insuficiente e/ou
desatualizado na
biblioteca
Demora na obtenção de
documentos
Barreira lingüística
Indisponibilidade de
tempo para busca de
informação
Falta de contato com
outras instituições

*SR - Sem resposta.

Qualquer que seja o sistema de informação, o profissional médico encontra algumas
barreiras que dificultam o acesso e obtenção da mesma para se manter atualizado e contribuir
significativamente para a evolução em seu desempenho docente.
Estudo realizado por CEPEDA (1986), junto à comunidade de usuários de informação na
área da saúde, constatou que as barreiras mais importantes são: excesso de produção científica;
dificuldades de idioma; distâncias geográficas; canais de disseminação mal-escolhidos; dificuldades
na importação de material bibliográfico; mau aproveitamento dos recursos oferecidos pelos canais
intermediários (bibliotecas, centros de informação); custos relativos à obtenção da informação
(assinatura de publicações, xerox, serviços de recuperação de informação); dificuldades na
comunicação interpessoal.

17

�Pela Tabela acima, observa-se que o percentual mais alto para a dificuldade de acesso a
informação é com relação ao material bibliográfico insuficiente e desatualizado 21 (29,2%). Esse
fato deve-se principalmente às restrições orçamentárias presentes na maioria das bibliotecas
universitárias brasileiras, entre as quais a Universidade de Maringá. A indisponibilidade de tempo
foi indicada como a segunda maior dificuldade por 18 (25,0%) respondentes, o que leva a pensar
que os médicos docentes, por atuarem também em clínicas particulares, dispõem de pouco tempo
para pesquisa e embasamento teórico.
Observa-se que é hábito dos docentes manter contatos com especialistas da área (87,5%);
adquirir livros na sua especialidade (84,7%); assinar revistas especializadas (81,9%). Para DALLA
ZEN (1989), esses hábitos se justificam por propiciar uma seleção e avaliação de idéias, bem como
por possibilitar a troca de opiniões entre os especialistas.
Um fato importante a ser considerado é o interesse manifestado pelas novas tecnologias de
informação, comprovado pelo número expressivo para busca de informação na Internet (51,4%) e
aquisição de CD-ROM (40,3%).
Os dados expressos mostram que a primeira prioridade dos sujeitos pesquisados é
consultar material na biblioteca, 28 (38,9%), vindo em seguida o levantamento bibliográfico, 16
(22,2%); solicitar material por empréstimo, 11 (15,3%); consultar bases de dados estrangeiras 6
(8,3%) e 5 (6,9%) nacionais. Os demais itens ficaram de 1 a 3, ou seja, de 1,4% a 4,2% na ordem de
prioridade.
4.1 Avaliação dos Recursos de Informação
Considerando
bibliotecas

os

universitárias,

recursos

de

informação

oferecidos

pela

maioria das

verificamos graus de importância classificados pelos

docentes pesquisados na seguinte ordem:

18

�Muito importante – revistas especializadas (63,9%); bibliografias (59,7%);
acesso à Internet (58,3%); acesso à MEDLINE (55,6%); acesso às bases de dados
internacionais (50,0%); artigos de periódicos e levantamento bibliográfico (45,8%);
acesso à BIREME (44,4%) acesso à National Library of Medicine (41,7%).
O

conhecimento

de

quão

valorizados

e

utilizados

são

os

recursos

informacionais para as atividades acadêmicas assume um papel importante. Tais
dados demonstram claramente que os docentes tendem a valorizar os recursos que
lhes são familiares. As fontes secundárias aparecem como uma tendência entre os
profissionais da área. Isto vem confirmar as preferências anteriormente citadas como
instrumentos e/ou recursos informacionais utilizados pelos docentes para bem
desempenhar suas funções.

5 CONCLUSÃO
Diante dos resultados desta pesquisa e dos comentários sobre os pontos considerados mais
relevantes, foi possível delinear um quadro dos hábitos e preferências dos médicos docentes na
busca de informação para as suas atividades acadêmicas. Destacam-se a seguir as principais
conclusões advindas desse estudo.
Ao traçar o perfil do médico docente, constatou-se que sua primeira dificuldade, quanto à
busca de informação, é a falta de tempo. Isso ficou claro até na forma de responder ao questionário.
O docente alega, com freqüência, indisponibilidade de tempo para toda atividade fora de sua rotina
profissional. Por isso, busca a informação de modo tímido, emergencial. Ainda assim, a produção
científica apresentada pelos entrevistados não foge à média nacional, conforme os dados da
CINAEM.
A busca de informação na biblioteca centra-se na apropriação de conhecimentos para
desenvolvimento da carreira profissional (51,4%), esclarecimentos de dúvidas (26,4%) e para o seu
desempenho profissional (23,6%), não ficando claro o local de uso destas informações ou se estes

19

�dados são prioritariamente para as atividades docentes ou particulares. Neste último caso observa-se
uma tendência do profissional buscar na prática docente um certo status ou prestígio social, bem
como a oportunidade de atualização com a prática docente.
A produção científica, em termos de trabalhos publicados, pode-se dizer que foi condizente
com a realidade da instituição e com a do próprio contexto dos médicos analisados pela CINAEM,
cujas características demonstram pouca produção, se comparada com a de outras áreas. A
divulgação científica, em sua maioria, é feita informalmente, por meio de palestras e conferências.
Observou-se que o médico docente tem por hábito, quando necessita de uma informação,
buscá-la entre seus pares (31,2%). Depois ele se dirige aos meios formais, pessoalmente (76,4%);
isso se deve à localização da biblioteca, dentro do Hospital Universitário. Em síntese, usa primeiro
o acesso informal, para depois chegar aos formais. No contato com colegas, a procura se dá mais
com especialistas da área (87,5%), o que não deixa de ser interessante enquanto seleção, avaliação
de idéias e troca de opiniões.
Também as empresas farmacêuticas exercem forte ação, proporcionando de modo contínuo
acessos informacionais vinculados a seus produtos.
As dificuldades de acesso ficam aos níveis de 29,2% em insuficiência e 25% em
desatualização do material bibliográfico disponível.
Os docentes utilizam vários tipos de documentos como literatura de apoio para suas
pesquisas, sendo os documentos convencionais (artigos de periódicos e monografias) os mais
citados.
Freqüentam pouco a biblioteca e, quando o fazem, seu interesse está mais ligado a
consultas e empréstimos de material bibliográfico.
Observou-se, neste estudo, a necessidade de melhoria dos serviços informacionais
prestados aos médicos docentes pela biblioteca, assim como de atualização do acervo de livros e

20

�aquisição de títulos de periódicos em diversas especialidades, para o atendimento eficiente na área
da medicina
Esta pesquisa constatou que ainda é pouca a dedicação dos docentes às atividades de
pesquisa, o que dificulta um maior desenvolvimento na área acadêmica.
Constatou-se também, pela amostra estudada, que o trabalho do médico como docente,
por ser atividade complementar, talvez não seja configurado completamente como profissão,
decorrendo daí a pouca dedicação à pesquisa.
ABSTRACT
The aim of this investigation was to verify the proceedings adopted by medical school faculty at
Universidade Estadual de Maringá in search of information to carry out their academic activities. The data
were collected through a questionaire structured with open and guided questions. Of the 90 questionaires sent
off, 80.9% were answered. The results indicate that: the totality of the respondents carry out teaching
activities (100%), 33.3% are involved in research, 19.4% in extension activities and 23.6% in administration.
As for professional training, 84.7% are specialists, the majority of which in their own specialties. The three
principal fields mentioned are those of higher social demand: gynecology, pediatrics, and general surgery. Of
the respondents, 13.9% have a master’s degree, 23.6% are still taking a master’s program; 5.6% have a Ph.D.
degree and 1.4% are still taking a doctoral program. The majority of the respondents, 52.8%, have a
40-hour-week job, of which 2.8% have a full-time job. Lectures and conferences (55.6%) are the most
important forms to make their research works known and 86.1% of the respondents participate in medical
conferences. The responses revealed that teaching is the most important medium to disseminate information
(88.9%). They usually communicate with experts in their special field of study and action (87.5%).
Text-books and manuals are the mostly used source of information (76.6%). On a priority scale, bibliography
is the most important source of information (59.7%), but scarce and nonupdated bibliography revealed to be
the greatest difficulty to access information for 29.2% of the respondents and 79% of them subscribe special
medical journals. Their professional career improvement constitutes the most important motivation to search
for information (51.4%). Faculty members use different types of support literature in their researches, such as
journal articles and treateses. Pharmaceutical industries also have a strong influence on these professionals
through the continuous information influx about their products. The respondents demonstrated a strong
interest in cooperation which may strengthen communication not only between the library and faculty but
also between medical schools thus widening and intensifying specially the relationships between the most
traditional institutions.

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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <elementText elementTextId="72728">
                <text>Busca de informação para desenvolvimento das atividades acadêmicas pelos médicos docentes da UEM. 29</text>
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            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Curty, Marlene Gonçalves</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Esta pesquisa teve como objetivo verificar quais os procedimentos adotados pelos médicos docentes da Universidade Estadual de Maringá na busca de informação para o desenvolvimento das atividades acadêmicas. Os dados foram coletados através de questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas. Dos 90 questionários enviados, obteve-se 80,9% de respostas. Os principais resultados obtidos indicam que: a totalidade dos sujeitos pesquisados exerce a função de ensino (100%), 33,3% pesquisa, 19,4% extensão e 23,6% administração. Com relação à formação acadêmica, 84,7% possuem especialização, a maioria em sua área de atuação. As três principais áreas são as de maiores demandas sociais: ginecologia, pediatria e cirurgia geral. Dos sujeitos, 13,9% possuem mestrado concluído e 23,6% estão com mestrado em andamento, 5,6% já possuem o título de doutor e 1,4% estão com o curso de doutorado em andamento. Com relação à jornada de trabalho, 52,8% enquadram-se no regime correspondente a 40 horas semanais, dos quais 2,8% trabalham em regime de dedicação exclusiva. As formas mais utilizadas pelos docentes na divulgação de trabalhos científicos têm sido palestras e conferências (55,6%). A freqüência na participação de eventos foi de 86,1%. A forma de disseminação da informação mais utilizada foi através de ensino (88,9%). Os docentes têm o hábito de manter contatos com especialistas da sua área (87,5%). Os livros-texto e manuais foram as fontes de informação mais utilizadas com 73,6%. Numa escala de prioridades, os recursos de informação mais importantes foram as bibliografias, com 59,7%. A maior dificuldade de acesso à obtenção da informação foi em relação ao material bibliográfico insuficiente e desatualizado, com 29,2% dos respondentes, 79% assinam pessoalmente revistas especializadas. O motivo mais apontado para busca de informação foi o desenvolvimento da carreira profissional, com 51,4%. Os docente utilizam vários tipos de documentos como literatura de apoio para suas pesquisas, sendo os documentos convencionais (artigos de periódicos e monografias) os mais citados. Também as empresas farmacêuticas exercem forte ação, proporcionando de modo contínuo acessos informacionais vinculados a seus produtos. Os dados mostraram também acentuado interesse pela cooperação, que pode ser um elo de fortalecimento da comunicação não só entre a biblioteca e o corpo docente, mas também entre instituições, podendo esta prática ampliar e intensificar as relações com instituições mais tradicionais.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA INCLUSIVA ?:
E VISUAIS NO

SISTEMA

DE

REPENSANDO SOBRE BARREIRAS DE ACESSO AOS DEFICIENTES FÍSICOS

BIBLIOTECAS

DA

UFMG

E REVENDO TRAJETÓRIA INSTITUCIONAL NA BUSCA

DE SOLUÇÕES

Júlia Gonçalves da Silveira (Mestre em Ciência da Informação)
Universidade Federal de Minas Gerais/Biblioteca Universitária
Avenida Antônio Carlos, 6627 - Campus Pampulha 31.270-901 Belo Horizonte - MG
Brasil
E-mails: juliags@bu.ufmg.br
dir@bu.ufmg.br

RESUMO
Apresenta visão da problemática dos deficientes na sociedade, destacando barreiras que
dificultam a inserção dos mesmos no contexto acadêmico, especialmente na UFMG. Destaca
iniciativas em prol do deficiente na UFRJ, USP e UFMG. Aponta projetos implementado e
em andamento nas bibliotecas da UFMG. Conclui que, nesta Universidade, portadores de
necessidades especiais ainda não possuem tratamento igualitário em relação aos demais
membros da comunidade acadêmica.

1

�1 Introdução
A Organização das Nações Unidas, em texto referente à Declaração dos Direitos do
Deficiente, afirma que:
● O deficiente tem os mesmos direitos civis e políticos dos demais seres humanos;
● O deficiente tem direito às medidas destinadas a permitir-lhe alcançar a máxima
autonomia possível;
● O deficiente tem direito à [...] educação, à formação e readaptação profissionais;
● O deficiente tem direito a que sejam levadas em conta suas necessidades particulares em
todas as etapas do planejamento econômico e social" ( DECLARAÇÃO, 1981).
Deficiente, aqui conceitualmente definido ainda pela citada Declaração, como "toda
pessoa em estado de incapacidade de prover por si mesma, no todo ou em parte, as
necessidades de uma vida pessoal ou social normal, em conseqüência de uma deficiência
congênita ou não, de suas faculdades físicas ou mentais".
Nada proíbe o deficiente físico de se integrar ao sistema social, incluindo sua
possibilidade de freqüência regular as universidades e bibliotecas. Isto ocorre em termos de
discurso, pois na realidade o que se vê são cidades, edifícios, escolas e bibliotecas que
reforçam a marginalização das pessoas de mobilidade limitada ou portadoras de outros tipos
de deficiência.
Amadou Mahtar, Diretor Geral da Unesco à época da comemoração do Ano
Internacional

do

Deficiente,

ocorrido em

1981,

indagou:

"terão as sociedades

contemporâneas a coragem e a lucidez necessárias para modificar radicalmente seu
comportamento para com os deficientes, quando esse comportamento decorre da mesma
espécie de raciocínio que alimenta o racismo?". (M'BOW, 1981).

2

�Via de regra, é dentro de uma ótica de inferioridade constitucional e de diferenciação
explícita nas formas de tratamento que vimos, geralmente, no Brasil serem considerados os
portadores de deficiências. O que historicamente parece contribuir para segregá-los e
fragilizá-los em seus direitos civis.
No contexto biblioteconômico, considera-se usuário deficiente ou usuário portador de
necessidades especiais, como aquele cliente de biblioteca que "... apresenta limitação visual,
auditiva, física ou mental leve, tendo, portanto, necessidades de serviços e de produtos
diferenciados, adaptados às suas limitações e potencialidades". (FERREIRA, 1993)
Às bibliotecas universitárias compete, prioritariamente, no âmbito social, prover
acesso à comunidade acadêmica de recursos de informação relevantes, de modo a subsidiá-la
no desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Destacando-as no contexto universitário brasileiro, verifica-se que a grande maioria delas
reflete o descaso social mais amplo pelos deficientes físicos, sendo seus objetivos voltados
quase que exclusivamente para aqueles usuários fisicamente "perfeitos". Comprova-se isto
através da breve literatura da área, que apresenta um cenário bastante desolador com
referência ao tratamento ineficiente e ineficaz, dispensado ao público constituído pelos
usuários portadores de necessidades especiais.
As raras iniciativas para integração destes, configuram-se, na maioria dos casos, como
soluções de paternalismo, de medidas assistencialistas, retirando do indivíduo o seu direito de
conviver em igualdades de condições com outros membros da comunidade universitária.
No Brasil, praticamente, inexiste biblioteca universitária que incorpore ao seu
planejamento garantias de acesso pleno a deficientes físicos, prevalecendo barreiras
arquitetônicas em suas instalações. Seu conjunto de recursos informacionais, representado
através de itens componentes de seus acervos, também é projetado visando ao atendimento

3

�daquela comunidade de usuários julgada fisicamente "normal", resultando daí
acessibilidade parcial e, na maioria das vezes, inacessibilidade total

a

à informação

disponibilizada pela biblioteca, devido aos suportes utilizados para seu registro ou pela
inexistência de tecnologias alternativas especialmente desenvolvidas para propiciar utilização
por usuários deficientes visuais.
No País, raras são ainda as universidades, escolas e bibliotecas que possuem
profissionais e estrutura adequada para prestar atendimento conveniente a essas pessoas. A
justificativa para o descaso com o deficiente, aluno universitário, baseia-se geralmente na
alegação do pequeno número de pessoas portadoras de deficiências ingressas nas instituições
de ensino superior. Porém, as estatísticas brasileiras apontam elevado índice de deficientes,
cuja faixa etária constitui público universitário em potencial. Constata-se, portanto, que há
demanda reprimida e que provavelmente, se houvesse condição favorável à sua inclusão ao
meio acadêmico, maior número de pessoas deficientes procuraria pelas universidades. Para
aquele que, apesar do elenco de dificuldades iniciais impostas, conseguiu ingressar no meio
acadêmico, outras dificuldades aparecem, sugerindo continuidade de descaso pelo deficiente,
considerando sua condição de aluno portador de necessidade especial. O MEC, através da
Circular 277/94, sugere algumas diretrizes para adequação estrutural e criação de condições
que visem facilitar o acesso aos usuários portadores de deficiência como, por exemplo, a
eliminação de barreiras arquitetônicas e o suprimento de livros em Braille e de fitas gravadas.
Porém, não menciona possibilidade de destinação de recursos específicos para essa finalidade,
sugerindo apenas o uso de equipamentos existentes na própria instituição.
Considerando particularmente os alunos deficientes visuais e não videntes, após
ingresso na universidade, geralmente não conseguem acompanhar o desempenho de seus
colegas de curso. No Brasil não há política editorial universitária que atenda a essa parcela da

4

�comunidade nem tampouco recursos tecnológicos voltados ao suprimento de suas
necessidades especiais. Na maioria dos casos, passam a depender da boa vontade de colegas
ou da de voluntários que se dispõem para leitura de textos, das apostilas, de livros e de artigos
constantes da bibliografia básica das disciplinas cursadas. Quanto aos portadores de algum
tipo de paralisia, que comprometa capacidade parcial ou total de locomoção, encontram-se
também nas condições de desvantagem dos deficientes visuais, pois o acesso físico é
constantemente dificultado, chegando, às vezes, a ser inviabilizado. Barreiras que
transparecem através de rampas inadequadas, inexistência de barras de apoio e de elevadores,
presença de escadas, pisos escorregadios, roletas, espaços insuficientes para circulação
portando aparelhos, principalmente para usuários de cadeira de rodas. Enfim, inadequação
prevalecente e explícita da maioria dos prédios e de suas instalações.
2 ALGUMAS INICIATIVAS DE INSTITUIÇÕES UNIVERSITÁRIAS NACIONAIS EM
PROL DE DEFICIENTES
Considerando o propósito essencial deste artigo, selecionamos para apresentação,
apenas duas iniciativas de universidades nacionais. A escolha deveu-se ao fato de que as
mesmas mereceram, até o presente, maior destaque nos meios de comunicação de ampla
divulgação, sendo eles o Projeto "DOSVOX/INTERVOX" da UFRJ e o "Disque Braille" da
USP.
O Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ tem se dedicado a projetos que visam
especificamente a atender deficientes visuais, investindo no desenvolvimento de sistemas de
computação que possibilitam pessoas não videntes a atingir nível elevado de independência
no estudo e no trabalho.
O Projeto "DOSVOX", iniciado em 1993 pelo Professor José Antônio dos Santos
Borges, auxiliado por equipe onde se destacam o Engenheiro Fujio Takano, projetista do

5

�sintetizador de voz, o analista Orlando José Rodrigues Alves,

Luis Cândido e o aluno

deficiente visual, Marcelo Luis Pimentel Pinheiro, vem sendo aperfeiçoado, incluindo versão
para windows (winvox), pelos próprios programadores portadores de deficiências visuais,
possibilitando aos usuários operar computadores através de sons, propiciando uso de diversos
programas sonorizados, dentre eles, agenda de compromissos, calculadoras, editores de textos
e de cartas, jogos, e relógios. Este sistema permite, portanto, a execução de diversas tarefas,
como editar textos, gerar relatórios que podem ser impressos em equipamento comum ou
impressora Braille, ler(ouvir) textos que tenham sido transcritos para o winchester ou para
disquetes.
Este projeto vem crescendo com o apoio dos alunos do Curso de Informática da UFRJ,
sendo considerado ferramenta indiscutível para integração, repercutindo inclusive na melhoria
da qualidade de vida de deficientes visuais brasileiros.
O sucesso desse Projeto, cujas tecnologias propiciam utilização por centenas de cegos
do Brasil, é atribuído principalmente ao baixo custo do sistema computacional, à simplicidade
de tecnologia de produção, considerado viável às indústrias nacionais, possibilidade de fala e
de leitura em língua portuguesa, interface amigável de comunicação homem-máquina,
obediência às restrições/limitações e características da maioria das pessoas cegas leigas.
A partir de 1997, o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, juntamente com a
Rede Nacional de Pesquisa - RNP, implantou o projeto "INTERVOX", cujo objetivo é ampliar
horizontes de acesso à educação e cultura, através da utilização da Internet pelos deficientes
visuais, já que informações obtidas através dessa Rede são digitais e, portanto, poderão ser
lidas pelos sistemas desenvolvidos para essa parcela de deficientes.

6

�Através do Laboratório de Ensino e Material Didático do Departamento de Geografia
da USP, são disponibilizados livros, jogos, maquetes e mapas contendo formas e texturas
diversas, para uso por deficientes visuais.
Oferece ainda o "Disque Braille", serviço informatizado que presta informações sobre
livros em Braille e falados, constantes dos acervos das bibliotecas da Grande São Paulo. O
acervo ultrapassa 1.600 títulos, para os quais a Biblioteca da Faculdade de Educação da USP
presta serviços à comunidade de modo geral, referente à identificação e localização de
recursos de informação especiais aos portadores de deficiências visuais.
3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG: revisão de problemas e
de iniciativas
Consultando registros de arquivos institucionais, boletins informativos, bases de dados
referenciais locais e outros recursos de informação pertinentes, com o objetivo específico de
resgatar um pouco da história da problemática do deficiente na UFMG, constatamos que
prevalecem aqui muitas daquelas dificuldades e barreiras que se apresentam no contexto
social brasileiro, amplamente relatado na literatura que aborda este tema. Aspectos relativos à
solução dos problemas do deficiente na Instituição são ainda muito pouco evidenciados,
sendo que as iniciativas merecedoras de destaque, visando a integração de portadores de
deficiências ao contexto acadêmico não são muitas, como acontece na maioria das outras
instituições nacionais.
As raras iniciativas já implementadas, visando especificamente favorecer aos
deficientes,

aconteceram motivadas por sensibilidade e voluntarismo de alguns dos

integrantes da comunidade universitária, inexistindo, até então., política institucional clara e
definida para propiciar inclusão de fato e de direito dessa parcela da comunidade.

7

�Para aqueles deficientes físicos, portadores de dificuldade de locomoção, não há
política transparente e formalizada que priorize reversão do quadro atual, caracterizado pela
predominância de barreiras arquitetônicas. À exceção de cláusula prevista pelo Art. 7, da
Resolução no. 20/86, de 19/12/86, que determina: "todos os projetos arquitetônicos para as
obras a serem construídas deverão levar em conta, obrigatoriamente, os deficientes físicos,
incluindo os idosos, como possíveis usuários", denotando, a partir daí, preocupação
institucional pelas dificuldades enfrentadas por essa parcela da população.
O v. 14, n.711, do Boletim Informativo da Universidade, datado de 5/6/1987, publica
matéria pioneira sobre a UFMG e os deficientes, destacando a aprovação da citada Resolução
20/86. Caracteriza essa iniciativa como marco histórico ao afirmar que "esta foi a primeira
vez na história da construção do campus da UFMG, que um documento reconhece a
necessidade de tratamento diferenciado aos portadores de deficiências físicas em geral e aos
idosos".

Afirma ainda que, até então, a Universidade vinha desconhecendo o assunto, a

exemplo do que acontecia na sociedade brasileira, ignorando direitos civis e recomendações
contidas na Declaração dos Direitos do Deficiente, da ONU.
Esta matéria apresenta um panorama geral da situação vivenciada por deficientes
alunos, funcionários e professores da UFMG, através de seus depoimentos e de manifestações
de profissionais e de pesquisadores que, de certa forma, tinham algum tipo de envolvimento
com a temática do deficiente físico na Instituição.
Destaca trabalho desenvolvido por (MAGALHÃES et al., 1987) que parece ter
desencadeado reflexões mais profícuas sobre o tema, a partir do desenvolvimento do projeto
de pesquisa e realização da mesma no âmbito da UFMG, o que aconteceu no primeiro
semestre de 1986. Publicado nos Anais do 5. Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, realizado em Porto Alegre em janeiro de 1987, este mereceu premiação,

8

�devido ao impacto nacional causado e pela originalidade na metodologia adotada para
apresentação do tema, incluindo desenvolvimento de filme para video cassete, tecnologia de
ponta na época. Na video fita, integrante desta pesquisa, encontram-se registradas e
comprovadas inúmeras barreiras arquitetônicas do prédio da Biblioteca Central da UFMG,
utilizado como base do teste do experimento, escolhido dentre outros prédios que abrigam
bibliotecas na Instituição, porque fora construído para funcionar no modelo de centralização
preconizado para a mesma na década de 70, propondo concentração de quase todo o acervo
das bibliotecas do campus da Pampulha em seu recinto o que, conseqüentemente, concentraria
também maior demanda e elevado índice de fluxo de usuários.
Outra parte do texto, ainda da matéria acima citada, registra sugestões apresentadas
para melhoria do quadro de desigualdade de tratamento dispensado aos deficientes, incluindo
"criação de arquivos de livros gravados em fita, criação de centro de apoio aos deficientes
em cada Unidade, mais livros em braille, aquisição do optacom (aparelho que permite a
leitura de livros impressos em tinta) para cada biblioteca da Universidade e mudança nas
provas do Vestibular".

Quanto ao atendimento a paraplégicos, reivindicavam que o

planejamento arquitetônico institucional, levasse em consideração as limitações dessas
pessoas e, ainda, que lhes fossem oferecidas oportunidades de inserção nos campos de
trabalho e nos ambientes de estudo, em nível de igualdade com os outros integrantes da
comunidade universitária.
Dentre os depoimentos apontando falhas da Universidade, insere o do Professor Paulo
Roberto Saturnino de Figueiredo, paraplégico e, nesta ocasião, Diretor da Faculdade de
Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH), que expõe a seguinte opinião :
"a Universidade deveria ser um vertedouro de treinamento e socialização do deficiente físico,
para que ele pudesse desenvolver todo o seu potencial e ser um profissional especializado.
Esta preocupação não tem se mostrado presente e um exemplo disso é o prédio da Biblioteca
Central, onde as barreiras arquitetônicas praticamente impedem que um deficiente físico
tenha acesso a ela. O acesso aos elevadores existentes, por exemplo, é através de escadas,
9

�não existindo qualquer rampa adequada ao deficiente. Além disso, a entrada considerada
para cadeira de rodas é a de cargas e mesmo ali é necessário superar inúmeros obstáculos
para se ter acesso a ela, o espaço entre as estantes é insuficiente, inexistem material e salas
específicas para os cegos, dentre outros problemas. Além da Biblioteca, alguns prédios, como
o da Geociências e da Prefeitura, não possuem elevadores. Sinto-me angustiado ao olhar
para o prédio da FAFICH, em contrução, e imaginar, que talvez não possa trabalhar ali.
Acredito que a Resolução, aprovada recentemente pelo Conselho Universitário, seja a
primeira demonstração de que a Universidade está tomando consciência do problema".
Depoimento prestado por outro funcionário paraplégico, analista de sistemas do
Centro de Computação, revela:
"o problema começa no ingresso à Universidade. Quando estava para ser admitido quase não
o fui, devido ao meu problema. Acreditavam que eu trabalharia alguns meses e pediria
pensão por invalidez. Tenho vários problemas com relação ao acesso em alguns prédios
(quando tenho que me reunir com a diretora da Biblioteca Central, por exemplo, tenho que
ser carregado), mas no exercício de minhas funções não encontro dificuldades por ser uma
atividade exclusivamente cerebral...".
Alguns dos estudantes registraram também suas opiniões sobre a problemática,
destacando barreiras que dificultavam seu desempenho acadêmico:
"Há uma omissão por parte da Universidade em propiciar meios para que o cego possa
estudar. A maior dificuldade é falta de material específico, principalmente livros. O Curso de
Direito exige muita leitura e nós ficamos defasados em relação aos outros estudantes [...] Eu
utilizo uma máquina para redigir minhas provas e alguns professores reclamam que o
barulho prejudica a concentração dos outros estudantes. Estudar aqui é o mesmo que estar
numa selva de pedra".
Diz outra aluna através de depoimento, também divulgado no citado BOLETIM
(1987):
"A dificuldade de estudar na UFMG começa no Vestibular, pois as provas contêm gráficos e
mapas que dificultam a realização das mesmas. Depois de aprovada, descobri que não havia
na Faculdade infra-estrutura para que eu pudesse estudar. A gente tem que depender da boa
vontade das pessoas em lerem para nós, usar gravador ( e as fitas são caras) e aqui existem
pouquíssimos livros em Braille. Para que eu possa continuar o curso e formar, estudo,
geralmente, na Biblioteca Estadual, onde existem livros em fita e um pouco mais de livros em
Braille. É fundamental que a gente não tenha vergonha de solicitar ajuda e o pessoal aqui da
Direito é muito atencioso e sempre coopera com a gente".
Manchete do jornal "Alternativa", do Departamento de Comunicação Social, intitulada
"UFMG de muletas", chama a atenção para dificuldades enfrentadas pelos deficientes,

10

�destacando aspectos relativos à existência de preconceitos e de infra-estrutura inadequada.
Nesta matéria, publicada em 1995 , destaca a criação da Comissão Pró-Acesso, instalada em
1993, da qual participavam professores e servidores da UFMG, envolvidos com a questão.
Esta equipe se propunha a lutar por uma infra-estrutura na Universidade que melhor atendesse
às pessoas portadoras de deficiências. Como resultado concreto de

seu trabalho, foi

implantado um parque de impressão em Braille na Imprensa Universitária, sendo que em
1995, a Universidade foi pioneira ao oferecer provas de vestibular nessa linguagem.
Outra iniciativa pioneira na UFMG destacada, nesta mesma matéria, relata trabalho
extensionista até hoje desenvolvido na Escola de Educação Física. Coordenado pelo Professor
Pedro Américo, o projeto visa "aplicar a educação física à reabilitação de deficientes físicos",
atendendo pessoas da Universidade e da comunidade em geral. Em recente matéria publicada
pelo MOVIMENTE-SE (1999), boletim informativo do Centro de Extensão da Escola de
Educação Física, observa-se que a proposta de ação deste projeto, além de procurar beneficiar
deficientes físicos, vem capacitando recursos humanos para esse tipo de trabalho,
desenvolvendo metodologias e produzindo material didático na área de Educação Física
"Adaptada". Este projeto, segundo o Professor Pedro Américo, tem resistido atualmente
graças ao empenho e posicionamento de seus coordenadores e da administração da UFMG,
face às dificuldades financeiras para manutenção das atividades acadêmicas, prevalecentes no
sistema de ensino público do País.
Através de depoimento registrado no trabalho de ZEFERINO (1994, p.58), constata-se
que deficiente visual que concluiu o curso de graduação na UFMG em 1982, teve seu ingresso
vetado pela Universidade para a área de Administracão de Empresas "que alegou que o curso
não tinha estrutura para recebê-lo". Destaca que este aluno fez opção para outro curso e
ainda reopção para aquele no qual se graduou. Segundo seu depoimento, quando era

11

�estudante, havia na UFMG 8 alunos deficientes visuais e que eles se organizaram e pediram
ajuda à Fundação Mendes Pimentel, que criou o Centro de Apoio ao Deficiente Visual,
disponibilizando 2 (dois) funcionários para orientação e elaboração de trabalhos e gravação
de fitas, sendo este atendimento prestado em salas da Faculdade de Direito, da Biblioteca
Central e da Faculdade de Ciências Econômicas.
Até o concurso vestibular de 1995, os portadores de deficiência visual que
pretendessem cursar a Universidade, dependiam exclusivamente da leitura executada pelos
aplicadores das provas, sendo esse processo inovado a partir de 1996, visando a propiciar
melhores condições e mais autonomia aos candidatos, o que vinha de encontro ao
atendimento de

reivindicação antiga de portadores de deficiências visuais, conforme

afirmação, de Ângela Vidal, Coordenadora da Comissão Permanente do Vestibular(COPEVE)
àquela época. Considerando o novo formato de concurso apresentado aos deficientes visuais
como "grande passo da UFMG para facilitar a vida do deficiente", a Professora Karin Birgit
Bottger, responsável pelo setor de aplicação de provas para vestibulandos deficientes,
demonstra sua satisfação em relação ao novo tratamento dispensado aos deficientes. O que
pode ser verificado através da matéria publicada pelo Boletim Informativo da UFMG.
(PROVA, 1996).
Em 5 de março de 1997, é publicada no Boletim da Universidade, nova matéria sobre
a questão de acessibilidade na UFMG, intitulada "Eliminando barreiras". Destacando
atuações da Comissão Pró-Acesso durante quase 4 anos de trabalho. O Professor Marcelo
Pinto Guimarães, então Presidente da referida Comissão reforça que a mobilização da
comunidade universitária é fator primordial para garantir sistematização de alguns avanços já
alcançados na Instituição. Esclarece que ela constitui "...fator importante para atingir o
objetivo maior da Comissão Pró-Acesso, que é promover uma mudança de mentalidade das

12

�pessoas e das instituições, transformando o atendimento às necessidades especiais de alguns
indivíduos em algo natural."

Novamente, nesta matéria, são denunciadas "pedras no

caminho" dos deficientes, descrevendo barreiras existentes no prédio da Reitoria e da
Biblioteca Central. O conjunto compreendido pelas instalações da FAFICH/EB/FALE1, cujos
prédios foram construídos após publicação da Resolução 20/86, que determinou consideração
das dificuldades de acesso a deficientes e idosos pelo planejamento arquitetônico, é elogiado
através de depoimento de funcionário utilizador de cadeira de rodas, que afirma:
" na FALE, o usuário de cadeira de rodas pode estacionar seu carro próximo ao elevador e o
caminho é livre de obstáculos. Em caso de falta de energia elétrica, o portador de deficiência
tem a alternativa das rampas da Biblioteconomia, não dependendo da boa vontade de outras
pessoas para carregá-lo."
Apesar de buscar favorecer o ingresso à UFMG, através do vestibular em Braille,
implantado a partir de 1996, não existem garantias institucionais posteriores para acesso
igualitário ao sistema educacional universitário mais amplo. Recursos informacionais e
tecnológicos especializados continuam raros e perspectivas de soluções das barreiras
arquitetônicas são incipientes, o que contribui para reforçar limitações e comprometer
crescimento do público deficiente visual.
Através de registros recentes de alunos da UFMG, dificuldades já explicitadas em
outras ocasiões, continuam a ser detectadas no âmbito desta Universidade, o que pode ser
ilustrado via depoimentos de deficientes visuais coletados há pouco tempo e aqui transcritos:
"O deficiente visual de um curso universitário público tem a sua aquisição de conhecimento
prejudicada devido à falta de recursos didáticos e a completa inexistência de metodologia do
corpo docente da instituição.
A desinformação é mais um aspecto complicador que o deficiente encontra no seu dia a dia,
seja dentro ou fora da faculdade. Neste sentido, cabe ao deficiente visual promover um
trabalho educativo a partir da sua vivência.
Sendo o deficiente visual integrante de um grupo minoritário, não há um interesse de se
sistematizar, dentro da área pedagógica, metodologias de ensino que satisfaçam às suas
necessidades.

1

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Escola de Biblioteconomia e Faculdade de Letras
13

�O professor universitário, não tendo os recursos didáticos apropriados para o deficiente
visual, fica na contramão da formação adequada dessa pessoa.
O estudante que possui a deficiência visual requer uma atenção maior no que diz respeito ao
acesso à informação bibliográfica e conteúdos pertinentes ao seu curso. Embora seja
minoria, esse aluno necessita de material didático, tanto quanto o aluno vidente.
Esse procedimento tem que ser encarado como um direito à cidadania.
Um computador com o sistema DOSVOX não é o suficiente. É preciso uma impressora
Braille, para que o deficiente possa ter autonomia nos seus trabalhos acadêmicos. Um
monitor disciplinar não é suficiente, se ele não tiver desprendimento ao auxiliar o aluno. Um
texto de xerox não tem utilidade, se não houver um voluntário para gravá-lo ou lê-lo. As
transparências não serão bem compreendidas se não vierem acompanhadas de um texto em
Braille.
Esses aspectos são alguns dentre outros, necessários para uma compreensão do que é a vida
estudantil de uma pessoa portadora de necessidades especiais.
É preciso que haja a divulgação das dificuldades, para que ocorram procedimentos
facilitadores a uma vida mais digna."
"Sou deficiente visual [...] e estudo à noite. Sou muito bem recebido e auxiliado pelos colegas
de classe e professores, que compreendem minhas dificuldades e se adaptam às condições
específicas da minha limitação.
Não disponho de materiais especializados, e por este motivo é muito mais penoso o
andamento das aulas. A Faculdade não dispõe de materiais e recursos, não os oferece e nem
procura fazê-lo.
Já no nível da UFMG, ela possui alguns recursos, mas não utiliza uns e parcialmente outros.
A Imprensa Universitária dispõe de impressora Braille que ou está estragada ou sem
funcionário para manuseá-la. É feita também pela FAFICH um bom trabalho de gravação de
textos por uma estagiária, que são repassados aos alunos deficientes visuais da
Universidade.
Há também recursos informáticos que podem ser utilizados para amenizar essa carência de
materiais e recursos. Existem programas específicos que sonorizam o que aparece na tela ou
agilizam uma impressora Braille.
Com essas informações espero colaborar para o melhoramento dos serviços prestados aos
deficientes da UFMG."
4 ATIVIDADES E PROJETOS EM ANDAMENTO NAS BIBLIOTECAS DA UFMG
QUE VISAM A FACILITAR INSERÇÃO DE USUÁRIOS PORTADORES DE
DEFICIÊNCIAS FÍSICAS
4.1 CENTRO DE APOIO AOS DEFICIENTES VISUAIS - CADV
Implantado em 1992 e localizado na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências
Humanas (FAFICH), este Setor tem praticamente centralizado o atendimento aos deficientes
visuais alunos da UFMG.

14

�Resultante de um projeto elaborado por bibliotecária lotada na Biblioteca desta
Faculdade, como trabalho acadêmico desenvolvido junto a um curso de especialização que a
mesma freqüentava, o CADV objetivava proporcionar aos estudantes, deficientes visuais, o
acesso à literatura básica necessária ao acompanhamento de seus cursos.
Segundo informações prestadas por bibliotecário responsável pela Biblioteca que
abriga esse Setor, há necessidade de estruturá-lo melhor, destacando urgência de ampliação de
recursos tecnológicos (hardware e software), de outros equipamentos e da adequação do
espaço físico à comunidade que atende e aos serviços especiais que presta.
Recentemente foi priorizado aporte de recursos via Coordenadoria de Apoio
Comunitário da UFMG para que o CADV melhorasse sua infra-estrutura básica de
funcionamento.
Seu acervo é composto atualmente por cerca de 1400 fitas, contendo pequenos textos,
artigos e capítulos de livros, e algumas obras completas.
Conta com alguns equipamentos, dentre eles: microcomputadores (com kit multimidia
e interface DOSVOX), gravadores (mini e médios), máquina Perkins Braille, impressora,
fones de ouvido, sintetizador de voz.
Atualmente estão sendo atendidos cerca de 14 alunos, contando com quadro de
recursos humanos composto pelos próprios bibliotecários do setor de Referência dessa
Biblioteca, que coordenam e supervisionam o trabalho desenvolvido por 3 bolsistas da
Fundação Universitária "Mendes Pimentel".2
A Biblioteca da Escola de Biblioteconomia possui algumas fitas gravadas de textos,
artigos e de livros constantes de bibliografias básicas de disciplinas oferecidas na Unidade.
Produto de trabalho iniciado a partir de 1995, conta com poucos gravadores disponíveis para

2

Fundação que presta assistência aos estudantes carentes da UFMG
15

�gravação e empréstimo aos usuários. As gravações, são executadas por funcionário do Setor,
designado para tal tarefa e por alunos voluntários, colegas de curso dos deficientes. A
Biblioteca presta serviços esporádicos de leitura para os deficientes visuais, auxiliando-nos na
elaboração de trabalhos acadêmicos.
Dentre outras bibliotecas da Universidade, pode-se afirmar que praticamente
inexistem iniciativas de serviços voltados ao atendimento de deficientes visuais, o que foi
confirmado através de consulta aos relatórios mais recentes, armazenados na Divisão de
Planejamento e Divulgação da Biblioteca Universitária da UFMG.
4.2 DESENVOLVIMENTO DE ACERVO INFORMACIONAL PARA ALUNOS
PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS VISUAIS
Este projeto foi desenvolvido pela Biblioteca Universitária da UFMG e apresentado à
Reitoria da Instituição em novembro de 1998.
Produto de discussões da temática e de busca de soluções mais abrangentes, apoiada e
incentivada pela Reitoria atual, envolveu na sua concepção e detalhamento outros setores da
UFMG, dentre eles, a Pró-Reitoria de Graduação, Assessoria de Assuntos Culturais,
Coordenadoria de Apoio Comunitário e Imprensa Universitária.
“4.2.1 IDENTIFICAÇÃO
Prevê ações que propiciam o desenvolvimento de acervos bibliográficos e não bibliográficos,
destinados a alunos da UFMG portadores de deficiências visuais.
Prevê ainda o desenvolvimento de infra-estrutura mínima no que concerne a pessoal,
equipamentos e material de consumo, de modo a garantir atendimento justo à comunidade de
não videntes, usuários das bibliotecas da Instituição.
4.2.2 OBJETIVOS
● Promover a integração dos deficientes visuais às atividades acadêmicas através da
disponibilização de condições estruturais adequadas ao desenvolvimento de suas
potencialidades, levando-se em conta as suas limitações físicas;
● Desenvolver um acervo básico, constituído de publicações em Braille, livro falado e de
outros materiais táteis, de modo a oferecer material didático adequado aos deficientes
visuais;
● Instalar nas bibliotecas setoriais do Sistema UFMG condições mínimas favoráveis ao
atendimento dos alunos portadores de deficiência visual;

16

�● Identificar as iniciativas relacionadas à integração do deficiente visual com ênfase nas
questões de formação e desenvolvimento do acervo realizadas na UFMG e em outras
instituições.
4.2.3 METAS E ESTRATÉGIAS
a) Formação e desenvolvimento de acervo informacional a partir de convênios e cooperação
inter e extra institucionais e de aquisição através de compra:
● Identificação de editoras e instituições que produzam livros em Braille;
● Estabelecimento de convênios para intercâmbio de publicações;
● Estabelecimento de um percentual (por exemplo, 10%) do recurso da união ou próprio
da UFMG para a aquisição de material em Braille.
b) Criação de núcleos de apoio à pesquisa e ao estudo, nas bibliotecas setoriais, priorizando a
disponibilização dos itens constantes das bibliografias básicas de cada curso e de coleções
mínimas de obras de referência (dicionários, enciclopédias, diretórios, etc.), adaptadas às
necessidades dos deficientes visuais, através da geração de documentos em Braille, áudio,
disquetes e CD-ROM, a partir do acervo existente nas bibliotecas da UFMG e em outras
instituições:
b.1) A curto prazo:
● Identificação dos cursos com alunos portadores de deficiências visuais;
● Definição, através dos colegiados, de uma listagem de livros e textos incluindo
material gráfico, abrangendo as áreas de graduação e pós-graduação;
● Definição das prioridades de cada listagem visando desenvolver, gradativamente, o
núcleo proposto;
● Estabelecimento de convênio com a Imprensa Universitária para a utilização da
impressora Braille e a montagem de uma pauta editorial;
● Paralelamente, proceder a ampliação do serviço de leitura e gravação de textos/livros;
b.2) A médio prazo:
● Digitação e digitalização de textos, artigos, livros, etc. e disponibilização de softwares
específicos para transcrição do material;
● Disponibilização em servidora própria para acesso Rede UFMG.
b.3) A longo prazo:
● Disponibilização do serviço para a comunidade em geral.
c) Adequação da infra-estrutura de atendimento para os usuários portadores de deficiência
visual nas bibliotecas setoriais, iniciando naquelas que já possuem usuários nessas
condições:
● Disponibilização de cabines adaptadas aos portadores de deficiências visuais, totais e
parciais, com microcomputadores ligados às redes eletrônicas, scanner, Kit
multimídia, interfaces áudio/texto, sintetizador de voz, minigravadores e gravadores
normais, lupas e impressora;
● Treinamento de pessoal docente, técnico e de apoio para o atendimento desse público.
d) Desenvolvimento e disponibilização de uma base de dados que inclua estatísticas,
serviços, programas desenvolvidos e em desenvolvimento e bibliografia sobre o tema:
● Coleta de informações sobre projetos, programas e serviços desenvolvidos e em
desenvolvimento na UFMG e em outras instituições;
● Desenvolvimento de um banco de dados;
● Disponibilização na home page da Biblioteca Universitária;
● Manutenção e atualização.
4.2.4 RECURSOS
4.2.4.1 Equipamentos:
17

�Computadores PC Pentium ou superior com recursos de multimídia, Impressoras Braille de
porte médio, Sistemas Braille portátil de leitura, Scanner leitor de imagens e com
reconhecimento de caracteres, gravadores de uso pessoal, contendo head phone e alimentador
de energia AC , sistemas de som, com equalizador, head phone, duplo deck para cassete e
CDs.
4.2.4.2 Material Bibliográfico
Disponibilização para garantir inicio de construção de acervo especial, baseado em
aproximadamente 10% do valor dispnibilizado pelo MEC/SESU para aquisição de material
informacional, destinado aos cursos de graduação em 1998.
4.2.4.3 Softwares
Softwares para leitura e impressão automática, permitindo o acesso para impressão Braille,
leitura por sintetizador ou ampliação de imagens; sistema de interface de texto em áudio com
o usuário "DOSVOX/WINVOX, incluindo audio phones; sistema de interface de texto em
audio com o usuário "Bridge/JUNO", incluindo placa de computador, audio phones e software
específico (Dolphin/ElectroSertec).
4.2.4.4 Material de Consumo
Fitas cassetes para gravadores padrão e portáteis, disquetes, papel gramatura 120
4.2.5 Serviços de Terceiros
Contratação de bolsistas, cursos, adequação das salas de informática, reformas de estúdios
áudio; revisão e manutenção de equipamentos de áudio e de informática
4.2.6 Avaliação
Avaliação mensal de atividades e da produção alcançada. Apresentação de relatórios das
ações implementadas, detalhando dados sobre comunidade beneficiada pelo projeto interna e
externamente.”
5 PROJETO "ADAPTAÇÃO DO PRÉDIO DA BIBLIOTECA CENTRAL PARA
ACESSIBILIDADE À PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS FÍSICAS"
Através deste projeto, cuja primeira fase encontra-se concluida, foi construído
estacionamento próprio aos deficientes, bem como entrada especial e adaptação de sanitários
masculino e feminino, situados no andar térreo. Algumas placas de sinalização foram fixadas
no exterior do prédio, indicando área destinada ao estacionamento, localizado na parte
posterior do prédio, onde se encontra a entrada adaptada com rampa, cuja declividade é
menos acentuada do que a da entrada principal do prédio Esta praticamente inviabilizava
entrada de portadores de cadeira de rodas.
A pedido da atual Diretoria da Biblioteca Universitária foi elaborado novo projeto de
adaptação do prédio a deficientes, na busca de contemplar solução definitiva de acessibilidade
ao prédio da Biblioteca Central, que continua a não oferecer condições ideais de acesso a essa
18

�parcela da sociedade, considerando a intervenção parcial e insuficiente da primeira fase do
projeto. Atualmente o projeto que propiciará maior intervenção nesse Prédio encontra-se em
fase de orçamento.
6 CONCLUSÃO
Sabe-se que no Brasil a sociedade é caracterizada como altamente excludente e que no
País os deficientes físicos sempre constituiram um grupo à parte desta sociedade.
Agravando a situação de desigualdades sociais,

onde estruturas absorvidas de

modelos capitalistas tendem a reforçar exclusão daqueles que não se adequam aos interesses
do sistema produtivo, o Brasil enfrenta hoje dificuldades econômicas que atingem diversos
setores sociais, predominantemente naqueles não priorizados pelo Governo, incluindo aí os
setores educacionais. Além de não priorizada devidamente, a área de Educação, através dos
parcos recursos recebidos, tem que promover sua distribuição considerando inúmeras frentes
de trabalho pertinentes ao campo, raramente atendendo necessidades de camadas sociais
minoritárias. Enfim, são repetidas e perpetuadas as desigualdades de tratamento e de omissões
presentes na sociedade de modo geral. As universidades e bibliotecas representam
"continuação de uma lógica perversa, contra a qual a briga é política" (GUIMARÃES, 1985).
Vistas sob a ótica que bibliotecas são organizações sociais dinâmicas e que,
independentemente de sua classificação ou tipologia, devem centrar sua missão na sua
utilidade social e na sua capacidade de contribuir efetivamente para o crescimento de seres
humanos, cabe à elas promover transformações necessárias ao cumprimento adequado de sua
missão perante a sociedade que lhe destinaram servir. Cabe-lhes ainda o dever de denunciar e
impedir que contradições e injustiças sociais aconteçam ou se reproduzam em seu espaço
mais próximo de atuação.

19

�Não adianta discursar a respeito de democratização de informação, direitos civis e
políticos, cidadania, infinidade de recursos tecnológicos para usuários de bibliotecas, redes de
informação, se na realidade o que vimos acontecer são possibilidades de acesso injustas,
discriminatórias e desiguais.
REALIDADE

3

refletindo sobre deficientes físicos, observa que a sociedade impõe a

eles situação de extrema fragilidade e de exclusão, pode-se acrescentar que isto ocorre
inclusive no âmbito da UFMG e de suas bibliotecas, considerando a incipiência de ações
voltadas para sua inserção plena em condições de igualdade de tratamento dispensado aos
demais componentes da comunidade acadêmica.
Conforme SASSAKI (1997) pode-se afirmar que há inclusão social efetiva quando os
sistemas sociais, dentre eles o educacional, incluindo seus diversos subsistemas, estão
plenamente

estruturados para atender as necessidades de cada cidadão, das maiorias às

minorias, dos privilegiados aos marginalizados. Destaca ainda que há inclusão social quando
a sociedade se adapta para poder incluir, sendo seu dever “eliminar todas as barreiras físicas,
programáticas e atitudinais para que as pessoas com necessidades especiais possam ter acesso
aos serviços, lugares, informações e bens necessários ao seu desenvolvimento pessoal, social,
educacional e profissional”.
Dessa forma, apesar das iniciativas destacadas em prol do deficiente, que configuram e
demonstram preocupações esparsas e dispersas para busca de solução de problemas na
Instituição de modo geral, temos que admitir que as bibliotecas da UFMG, pelo elenco de
barreiras e de dificuldades a que estão submetidos seus usuários portadores de necessidades
especiais, não podem ainda ser definidas como bibliotecas inclusivas.
"Cegos

3

REALIDADE brasileira. 2. Ed. Belo Horizonte: APUBH, 1997. P. 26
20

�São aqueles que não conseguem se ver, que
decidem continuar pela vida sem olhar onde
estão, ignorando a sua responsabilidade.
E a importância de sua ação
No processo de construção
De sua história
Da história do outro,
Da história da sua sociedade" (Braille, 1992)
7 BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, E. Eliminando barreiras. UFMG: Boletim Informativo. Belo Horizonte, v. 24, n.
1141, p. 4, 5 de março de 1997.
BRAILLE, Belo Horizonte, v.8, n.1, mar. 1992. P.54.
DECLARAÇÃO dos Direitos do Deficiente. O Correio da Unesco. Rio de Janeiro, v. 9, n.
3, p.7, mar. 1981.
FERREIRA, M. N., GONÇALVES, R. S. Projeto "Soma". São Paulo: APB, 1993. (Ensaios
APB, n.8). p.2
GUIMARÃES, Marcelo Pinto. Construir para ir e vir. Belo Horizonte, Coordenadoria de
Apoio ao Deficiente, 1985.
http://www.entreamigos.com.br/nimage/temas/xinclsoc/xnoparad.htm (20/9/99)

http://www.fe.usp.br/biblioteca/servbibli.htm (31/8/99)
http://www.nce.ufrj.br/aau/dosvox/principal.htm

(31/8/99)

M'BOW, Amadou-Mahtar. O Ano Internacional do Deficiente. Correio da Unesco, Rio de
Janeiro, v.9, n.3, p.4, mar. 1981.
MAGALHÃES, Gilberto da Costa et al. Deficientes físicos e visuais: barreiras na
utilização das bibliotecas da UFMG. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 5, Porto Alegre. Anais. Porto Alegre: Biblioteca
Central da UFRGS, 1987, v.1, p.561-89.
OLIVEIRA, I. C. de. UFMG e os deficientes. UFMG: Boletim Informativo da
Universidade, Belo Horizonte, v. 14, n. 711, p. 4-5, 5 de junho de 1987.
PROVA em Braille facilita a vida de vestibulandos com deficiência visual. UFMG:
Boletim informativo, Belo Horizonte, v.23, n.1096, p.3, 28 fev. 1996.
RODRIGUEZ ANTUNEZ, E., SILVA, FS, MAGALHÃES, G. da C., SILVEIRA, J.G. da
et al. Deficiente físico: esse desconhecido das bibliotecas da UFMG. Belo Horizonte,
1985. (Projeto de Pesquisa apresentado à disciplina "Estudo de Comportamento e
Educação de Usuários".) 12 p.
21

�SASSAKI, Romeu Kazumi. Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA,
1997.
ZEFERINO, R. Projeto para a integração do deficiente visual à UFMG. Belo Horizonte:
Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1994.

22

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Biblioteca inclusiva ?: repensando sobre barreiras de acesso aos deficientes físicos e visuais no Sistema de Bibliotecas da UFMG e revendo trajetória institucional na busca de soluções. 28</text>
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                <text>Apresenta visão da problemática dos deficientes na sociedade, destacando barreiras que dificultam a inserção dos mesmos no contexto acadêmico, especialmente na UFMG. Destaca iniciativas em prol do deficiente na UFRJ, USP e UFMG. Aponta projetos implementado e em andamento nas bibliotecas da UFMG. Conclui que, nesta Universidade, portadores de necessidades especiais ainda não possuem tratamento igualitário em relação aos demais membros da comunidade acadêmica.</text>
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ANÁLISE COMPARATIVA DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
ENTRE AS ÁREAS SOCIAIS E TECNOLÓGICAS

Ilce Gonçalves Milet Cavalcanti
CNPq/IBICT/DEP - UFRJ/ECO
ilcecav@iis.com.br
Maria Nélida González de Gómez
CNPq/IBICT/DEP - UFRJ/ECO
nelida@ax.apc.org
Isabela Mateus de Araujo
Bolsista do CNPq
bela@netgate.com.br
Rodrigo Bastos Cobra Ribeiro
Bolsista do CNPq
rbcr@bol.com.br
Judite dos Santos Rosário
Pesquisadora colaboradora
jujah@mandic.com.br
Angelina Pereira da Silva
Bolsista do CNPq
angel@visualnet.com.br
Guilherme Rodrigues Fernández
Bolsista do CNPq

Endereço:
CNPq/IBICT/DEP - UFRJ/ECO
Rua Lauro Müller n° 455, 5° andar - Pavilhão Álvaro Alberto
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
CEP.: 22290-160

1

�2

RESUMO

Apresenta resultado parcial do projeto de pesquisa intitulado: Organização do
conhecimento e políticas de informação. Fornece dados retirados das entrevistas
aplicadas aos pesquisadores das áreas de Comunicação, Ciência da Informação,
Transporte e Planejamento Urbano. Detecta a formação de redes entre os pares,
instituições, assuntos e produção científica. Indica o tipo de documento utilizado nas
áreas, e em que eventos os investigadores costumam participar e disseminar o
conhecimento contido nos estudos e pesquisas efetuadas. Procura mapear a
interdisciplinaridade das áreas em questão.

1. INTRODUÇÃO
A pesquisa "Organização do conhecimento e políticas de informação"1 procura
estabelecer a margem de decisão de diferentes atores sociais para otimizar um regime de
informação conforme seus valores e finalidades.
Questiona-se a respeito do papel da informação - na comunicação, na produção
do conhecimento e na tomada de decisão, a partir dos problemas que resultam ora de sua
carência, ora de seu excesso.
Esse questionamento remete às formas de geração, processamento e acesso à
informação nos regimes de informação vigentes num contexto de ação social e à demarcação
dos domínios do público e do privado que neles se constituem.
Vaz, em seu artigo, destaca quatro pontos: o excesso, o acesso, o processo e o
sucesso da informação. O excesso ocasionado pela explosão e caos da informação que
torna-se impossível de ser todo processado. Cada vez mais a informação deve ser repassada
ao usuário com velocidade, pois existe sempre a pressão temporal. O acesso não deve ser

1

O presente trabalho tem sua origem no Projeto Integrado de Pesquisa, aprovado pelo CNPq e intitulado:
"Organização do conhecimento e políticas de informação", coordenado pela professora/pesquisadora Maria
Nélida González de Gómez, no período de 1995/1999.
2

�3

prejudicado por conta do excesso e processamento e sim, repassar a informação filtrada,
relevante para obter-se sucesso da informação difundida. (VAZ.1999).
As questões da informação como contexto cultural amplo, ganham novas
especificidades no domínio das instituições de ensino e pesquisa, que tem como atividade
principal a geração e a comunicação de conhecimentos, onde os pesquisadores desenvolvem e
participam de estratégias intencionais e reiteradas de transferência de informação.
Nesta direção, num primeiro momento, estudou-se a formação de redes entre
pesquisadores de Ciência da Informação e Comunicação, (trabalho apresentado no 6° Ciclo de
Estudos em Ciência da Informação, sua indicação encontra-se nas Referências Bibliográficas)
dando destaque às fontes de informação existentes no país que servem de suporte
bibliográfico à estes dois campos do conhecimento. Num momento posterior, contrasta-se o
comportamento destas áreas com a produção de pesquisadores das áreas de Engenharia de
Transportes e Planejamento Urbano.
Realizou-se assim uma análise comparativa, a partir da descrição de estratégias
de pesquisa e comunicação de um grupo representativo do corpo docente das áreas citadas,
que encontram-se incorporadas nas Humanas, Sociais e Tecnológicas.
2. A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM DIFERENTES ÁREAS DO CONHECIMENTO
Uma das fases da pesquisa tem como objetivo reconstruir a trajetória da
produção de conhecimentos dos pesquisadores de diferentes áreas e Programas de
Pós-Graduação, tendo como ponto de partida a adoção de um problema e linha de pesquisa,
até a comunicação e aplicação dos resultados obtidos. Através de diferentes procedimentos,
procura-se esclarecer os critérios de valor informacional que orientam suas estratégias de
pesquisa.

3

�4

Neste trabalho, procura-se abordar a comunicação dos resultados por pesquisadores de
diferentes áreas de pesquisa científica, e através de uma análise comparativa entre seus
comportamentos de publicação e de seleção direta ou indireta de periódicos científicos e
outros meios de comunicação, constatar e entender as suas características e preferências.
Entende-se que essas estratégias de comunicação antecipam e constróem um prévio modelo
da comunidade de interlocutores ante a qual colocam seus trabalhos. (GONZÁLEZ DE
GÓMEZ. 1999).
As áreas escolhidas foram: Ciência da Informação, Comunicação, Engenharia de
Transporte e Planejamento Urbano.
Nessas áreas, trabalhou-se com dados da produção intelectual fornecidos através de
consultas às ferramentas Datacapes e Prossiga, aos currículos dos pesquisadores e entrevistas
realizadas no seguinte universo:
●

Ciência da Informação: 18 entrevistados (6 pesquisadores/professores, 5 doutores, 7
doutorandos);

●

Comunicação: 9 entrevistados (todos são professores, sendo que: 2 pós-doutores, 6
doutores, 1 doutorando);

●

Engenharia de Transporte: 4 entrevistados (todos professores, dos quais: 2 pós-doutores,
2 doutores);

●

Planejamento Urbano: 6 entrevistados (5 professores, 1 assessor, sendo que: 5 doutores, 1
doutorando).
Para facilitar o entendimento deste estudo, procurou-se determinar estes campos

dentro das áreas do conhecimento.
A classificação elaborada pela CAPES efetua a distribuição da seguinte forma:
ENGENHARIAS I
Engenharia de Transportes

4

�5

CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS
Planejamento Urbano e Regional
CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS I
Ciência da Informação
Comunicação
E a classificação das áreas do conhecimento fornecida pelo CNPq apresenta como:
ENGENHARIAS
Engenharia de Transportes
CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS
Planejamento Urbano e Regional
Ciência da Informação
Comunicação
3. PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Encontra-se na literatura terminologias distintas utilizadas no meio acadêmico com o
mesmo significado para objetivos idênticos, ou seja, produção intelectual, produção
acadêmica, produção do conhecimento. Para melhor esclarecimento, é fornecido

visões

conceituais de autoria pessoal e institucional.
De acordo com um documento de instrução da UFRJ para cadastramento da produção do
seu corpo docente, intitulado SIGMA — Sistema Integrado de Gerenciamento Acadêmico,
"Produção Intelectual é a denominação genérica dada às Produção Bibliográfica, Produção
Técnica e Produção Artística de autoria de docentes, pesquisadores, discentes e outros
participantes das atividades dos Programas de Pós-Graduação e Departamentos da UFRJ."
(SIGMA. 1999).
A CAPES define em seu manual para inclusão de informações na base de dados, produção
intelectual como a "denominação genérica da produção bibliográfica, produção técnica e

5

�6

produção artística realizadas pelos docentes, discentes e demais participantes do programa."
(CAPES. p.10)
Lourenço conceitua como:"Toda produção documental, independente do suporte desta papel ou meio magnético - sobre um determinado assunto de interesse de uma comunidade
científica específica, que contribua para o desenvolvimento da ciência e para a abertura de
novos horizontes." (LOURENÇO. 1997.p.25).
Enquanto Menezes a define como: "O conjunto de estudos realizados por pesquisadores
de diversas áreas, gerando conhecimento, sendo este aceito pela comunidade científica, e os
resultados dos estudos, divulgados em veículos de comunicação formal, informal e
não-convencional."( MENEZES.1993.p.40).
Em suma, a produção científica é resultante de geradores ou produtores de informação ou
conhecimento que passa por um crivo avaliativo, ou seja, um referee composto por
profissionais conceituados na área em que atua. Desta forma, a produção tem credibilidade e
reconhecimento, podendo ser transmitida por canais formais e informais para uma
comunidade técnica e científica.
Na academia, onde está agregado a maioria dos grupos de pesquisas, os resultados dos
estudos e das investigações são transformados num discurso capaz de transmitir de forma
legível o trabalho desenvolvido por um pesquisador ou um grupo, em geral amparado por
uma instituição de ensino e pesquisa, e apoiado por um orgão de fomento.
Ohira em sua dissertação pontua a visão de Barreto et al dizendo:
"As pesquisas desenvolvidas em algumas universidades
resultam do esforço e da preferência individual ou de
grupos, aliados a outros fatores que contribuem para a
realização ou não de pesquisas, destacando-se: o baixo
valor dado para a atividade de ensino-pesquisa e as
dificuldades para a divulgação dos resultados de
pesquisas. Outra variável na definição das linhas de
pesquisa é a oferta dos agentes financiadores, criando e
recriando oportunidades temáticas que se sobrepõem,

6

�7

muitas vezes, à vontade pessoal e institucional."
(BARRETO apud OHIRA. 1998. p.7).
O esforço de estudo, horas de discussão sobre a temática identificada, a preocupação
em sanar problemas e trazer benefícios para a sociedade, são compromissos de caráter social
que atendem as demandas e interesses da sociedade.
Esta forma de trabalhar em grupo e de disseminar o resultado de uma pesquisa, mostra
o processo de socialização do conhecimento.
O resultado do estudo gera conhecimento, que é disseminado nos canais formais e
informais da comunicação científica, formando a produção científica consistente e de
credibilidade que serve tanto de apoio na resolução de problemas, quanto de instrumento
didático no ensino e na pesquisa.
A forma de divulgação escolhida varia de pesquisador para pesquisador, ou mesmo de
instituição para instituição, e entre pesquisadores e outros atores sociais. A publicação é o
meio mais reconhecido pela comunidade científica, bem como por instituições que avaliam
qualitativa e quantitativamente a produção científica de uma área do conhecimento.
A publicação é resultante de livros, de artigos de periódicos, comunicação em eventos
nacionais e estrangeiros de determinado campo ou de áreas afins.
Na tese de Oliveira, é colocada a visão de Latour,
"...em que ele introduz a noção de ciclo de credibilidade.
O reconhecimento do cientista se dá não por meio de
citações; a busca de credibilidade envolve obtenção de
recursos
financeiros,
equipamentos, informações,
prestígio, áreas de estudo, argumentos, papers, livros,
prêmios. E vincula o cientista com o mundo exterior ao
laboratório, com os fornecedores, editores, agências de
financiamento."( OLIVEIRA. 1998. p.169).
Para Alves, "A publicação, suporte básico do processo de comunicação da produção
científica e cultural, transforma-se em forma motriz, na medida em que é recuperada e
divulgada, impulsionando o desenvolvimento intelectual e realimentando o ciclo de geração
de conhecimento." (ALVES. 1987.p.149).
Witter diz que:
7

�8

"A produção científica está relacionada com a atuação dos
cursos de pós-graduação, quer pelo seu fazer científico,
quer pelo seu papel na formação de professores e
pesquisadores que irão atuar em outras entidades,
universitárias ou não. Seu produto é relevante, inclusive
como veículo para a mudança da dependência para a
independência
científica
e
tecnológica
e,
consequentemente, econômica e política." (WITTER.
1989. p.29).
Percebe-se a existência de uma maior procura pelos meios de comunicação científica e
constata-se através de catálogos e bases de dados que a produção tem aumentado em todas as
áreas, bem como a quantidade de autores, da produção por autor e por instituição.
Atualmente os orgãos que avaliam os Programas de Pós-Graduação do país têm como
ponto fundamental para a contagem dos pontos, a produção intelectual realizada pelo corpo
docente

e

discente,

oferecendo

pontuação

diferenciada

para

cada

tipo

de

apresentação/participação, como também para nacional e estrangeira. Esta é a forma geral de
avaliação e, um dos pontos que justifica a grande demanda. Além disso, o pesquisador se
sente motivado para procurar divulgar o seu conhecimento obtido através do

trabalho

investigativo, por várias razões: é uma forma de patentear o resultado obtido, adquirir um
status intelectual e consequentemente ter reconhecimento profissional pelos pares, ascensão
profissional e retorno financeiro na publicação de livros, entre outros aspectos.
4. RESULTADOS
Nos questionários aplicados, verificou-se que os tipos de publicações utilizadas pelos
pesquisadores no período de 1996/1998 para difundir os resultados de suas investigações, são
constituídas basicamente de periódicos nacionais especializados nas áreas estudadas, como
também de anais de reuniões com o texto completo das comunicações e/ou seus resumos. As
análises efetuadas apontam para esta afirmativa, conforme é mostrado a seguir.
Como o objeto de estudo neste trabalho é o pesquisador, considerou-se o projeto de
pesquisa como um tipo de documento.
8

�9

Também são considerados neste trabalho os conceitos de periódicos científicos,
técnicos e de divulgação, fornecidos por Oberhofer e Braga, em que:
Científicos — quando dedicam mais de 50% de seu
conteúdo a artigos assinados, resultantes de atividades de
pesquisa. Esses artigos são identificados através de
descrições
internas
denominadas
"Método",
"Metodologia", "Resultados", "Conclusões" etc.;
Técnicos — quando dedicam mais de 50% de seu
conteúdo a artigos assinados, emitindo opiniões, pontos de
vista, etc. de especialistas sobre determinado assunto i.e.,
artigos assinados mas não resultantes de atividades de
pesquisa;
Divulgação — quando dedicam mais de 50% de seu
conteúdo a notícias curtas, informes, etc. i.e., matéria não
assinada. (BRAGA, OBERHOFER, 1982.p.27)
4.1. Ciência da Informação
A maior parte da produção desta área, como pode ser observado no QUADRO 1, é
veiculada em periódicos, com a representação de 36.96% e em publicações resultantes de
eventos, com 34,78% , considerando-se os anais e resumos realizados no seu próprio campo
de estudo ou em áreas afins como a Biblioteconomia e a Museologia. A internet começa a
aparecer como um novo meio de divulgação científica. Nota-se que a publicação em livros é
ainda pouco representativa.
QUADRO 1: TIPO DE PUBLICAÇÃO - CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
TIPO
Periódicos
Resumos
Anais
Relatórios de Pesquisa
Internet
Projetos de Pesquisa
Livros
Tradução
TOTAL

FREQÜÊNCIA
18
10
6
6
3
2
1
1
46

%
36.96
21.74
13.04
13.04
6.52
4.35
2.17
2.17
100.00

O QUADRO 2 dispõe os títulos de periódicos nacionais por ordem dos mais citados
pelos pesquisadores, onde destacam-se dois periódicos da área: a "Ciência da Informação" e o
"Informare", que são editados pelo IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e

9

�10

Tecnologia e por isso contam com a participação intensa do grupo de pesquisadores
analisados nesta área.
Percebe-se portanto que as outras revistas receberam uma indicação irrisória,
mostrando que determinados veículos existentes possuem baixa demanda advinda dos
pesquisadores entrevistados para comunicar o resultado de suas pesquisas.
Alguns veículos não são considerados por teóricos da área como suportes de
credibilidade para divulgar resultados de pesquisas, até pela sua própria natureza, que é
tipicamente de divulgação. Alguns periódicos desta estirpe, foram detectados nas entrevistas,
e foram consideradas na tabulação.
Os periódicos citados estão distribuídos nas categorias "científico", "técnico" e de
"divulgação". Porém, é demonstrado no quadro, que existe uma tendência para o científico,
talvez pela sua própria natureza, que atende tanto aos trabalhos práticos quanto teóricos.
A abordagem temática dos artigos apresenta a Ciência da Informação como o seu
enfoque principal, abrindo um pouco o leque com a contribuição da Arquivologia e da
Estatística.
QUADRO 2: TÍTULOS DE PERIÓDICOS X TEMÁTICAS – CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO
TÍTULOS
Informare
Ciência da Informação
Informare
Ciência da Informação
Ciência da Informação
Correio da Paraíba
INFOLAC
Informação &amp; Sociedade: Estudos
Informe: Boletim do PPGCI
Jornal das Bibliotecas
Revista de Biblioteconomia de Brasília
TOTAL

CATEGORIA
Científico
Científico
Científico
Científico
Científico
Divulgação
Técnico
Divulgação
Divulgação
Técnico

TEMÁTICAS
Ciência da Informação
Ciência da Informação
Estatística
Arquivologia
Estatística
Ciência da Informação
Ciência da Informação
Ciência da Informação
Ciência da Informação
Ciência da Informação
Ciência da Informação
3

FREQÜÊNCIA
5
3
2
1
1
1
1
1
1
1
1
18

%
27,77
16,65
11,10
5,56
5,56
5,56
5,56
5,56
5,56
5,56
5,56
100.00

O QUADRO 3 discorre sobre o envio dos seus trabalhos para os eventos realizados no
país e no exterior. Observa-se a participação em 17 eventos, dos quais 2 são no exterior, e que
o tema central dos papers é a própria Ciência da Informação, com a representatividade de
82.34% , tendo alguns apresentado o conteúdo em Biblioteconomia, Arte e Estatística.
10

�11

QUADRO 3: EVENTOS X TEMÁTICA - CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
TÍTULO

TEMÁTICAS

III Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
I Seminário de Estudos da Informação
18º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
3º Ciclo de Estudos em Ciência da Informação
Congreso Internacional de Información – INFO97
IX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
XVIII Annual Conference of UNESCO ICOFOM. V Regional Meeting
of ICOFOM
49º Reunião Anual da SBPC
III Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
TOTAL

Ciência
Informação
Ciência
Informação
Ciência
Informação
Ciência
Informação
Ciência
Informação
Biblioteconomia
Arte

da

FREQÜÊNCI
A
8

%

da

2

11,76

da

1

5,88

da

1

5,88

da

1

5,88

1
1

5,88
5,88

Ciência
Informação
Estatística
4

da

1

5,88

1
17

5,88
100,00

47,06

4.2. Comunicação
Na Comunicação, a esfera de veiculação se amplia para incluir os Jornais Diários e as
revistas de Cinema e Arte.
Ressalta-se aqui o que é comentado na literatura da comunicação científica, onde os
jornais diários, os catálogos de exposição, os programas de televisão etc, não são
considerados como canais que viabilizam resultados de pesquisa. Todavia, levando-se em
consideração as características de comportamento deste campo de estudo, foram considerados
todos os meios que os pesquisadores citaram, até para confirmar o desvio de uma determinada
área frente a ciência tradicional.
Este desvio é justificado pela sua própria atuação na sociedade, em que poderia ser
dito que o acadêmico estaria ocupando o lugar do intelectual em sentido amplo, chamado a
dar suas posições críticas ou seus comentários fundados no seu conhecimento prático e
teórico frente a assuntos relevantes do ponto de vista social, cultural ou científico.
No QUADRO 4 nota-se uma quantidade bastante representativa de 82 diferentes tipos
de publicações para escolha na divulgação de trabalhos, verificando-se a presença equilibrada
entre os itens Outros (34.15%) e Títulos de Periódicos (26.83%). Quando a área cita diversos
(Outros) meios de divulgar o trabalho desenvolvido na academia, ela está demonstrando uma

11

�12

característica própria em que as exigências acadêmicas ficam livres para os pesquisadores e
não amarradas aos que são considerados ou ditos como ciência ou científicos. Destaca-se aqui
a publicação de livros e coletâneas, que representam 23.18% do montante, proporcionando
reconhecimento dos autores,

oferecendo credibilidade, além de disponibilizar material

bibliográfico que serve de discussão para o ensino, pesquisa e profissionais liberais que atuam
na área.
QUADRO 4: TIPO DE PUBLICAÇÃO - COMUNICAÇÃO
TIPO
Outros*
Periódicos
Livros
Capítulos de Livro
Projetos de Pesquisa
Resumos
Anais
Catálogos de Exposição
Programas de Televisão
TOTAL
* Internet, Relatórios de pesquisa. Graduação etc.

FREQÜENCIA
28
22
10
9
4
4
3
1
1
82

%
34.15
26.83
12.20
10.98
4.88
4.88
3.66
1.22
1.22
100.00

O QUADRO 5 mostra os 14 títulos de periódicos mais apontados, e os 9 temas que
discorrem neste meio de comunicação. Destacando-se neste rank, a Revista "Cinemais", e
obviamente a temática Cinema. Verifica-se uma tendência em publicar nos periódicos
técnicos e de divulgação.
QUADRO 5: TÍTULOS DE PERIÓDICOS X TEMÁTICAS - COMUNICAÇÃO
TÍTULOS
Revista Cinemais
ECO – Publicação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação
da UFRJ/ECO
Publique – ECO
Anuário do Laboratório de Subjetividade e Política
Cadernos da Memória Cultural
Cinémas d’Amérique Latine
Estudos Feministas
Folha de São Paulo; Caderno MAIS
História Ciências Saúde
Jornal do Brasil

Jornal RioArtes
Revista Item - 3
Os Feministas
Revista Veredas
TOTAL

12

CATEGORI
A
Técnico
Científico

TEMÁTICA
S
Cinema
Comunicação

FREQÜÊNCI
A
4
2

%
18.18
9.09

Técnico
Técnico
Técnico
Técnico
Técnico
Divulgação
Técnico
Divulgação
Divulgação
Divulgação
Divulgação
Divulgação
Técnico
Divulgação
Divulgação

Comunicação
Psicologia
Filosofia
Cinema
Filosofia
História
Ética
Ética
Literatura
Outros
Artes
Outros
Filosofia
Cinema
Comunicação
9

2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
22

9.09
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
100.00

�13

No QUADRO 6 tem-se a possibilidade de verificar a atuação dos pesquisadores na
divulgação de seus trabalhos em eventos. Constata-se a pouca utilização deste canal para
atingir os seus pares. Apenas 7 encontros foram citados, incorporando 4 temáticas, dentre as
quais a Comunicação e a Globalização são os assuntos preferidos.
QUADRO 6: EVENTOS X TEMÁTICAS - COMUNICAÇÃO
TÍTULOS
Globalização na América Latina: Integração Solidária
Seminário Brasileiro de Psicologia
V COMPÓS
V COMPÓS
VI COMPÓS
VI COMPÓS
XX Encontro Anual da ANPOCS
TOTAL

TEMÁTICAS
Globalização
Psicologia
Comunicação
Comunicação
Comunicação
Globalização
História
4

FREQÜÊNCIA
1
1
1
1
1
1
1
7

%
14.29
14.29
14.29
14.29
14.29
14.29
14.29
100.00

4.3. Engenharia de Transportes
Este campo de estudo mostra de maneira bem objetiva onde está centrada a divulgação de
sua produção científica. Talvez por tratar-se de uma área tecnológica, a sua atuação é bem
direcionada para aquela determinada comunidade acadêmica empresarial ou liberal.
Conforme é visto no QUADRO 7, a sua produção está centrada principalmente em
reuniões (anais) da área de Transportes, com o percentual de 56.06%, seguida da utilização
dos periódicos, com a representação de 31.81%.
QUADRO 7: TIPO DE PUBLICAÇÃO - ENGENHARIA DE TRANSPORTES
TIPO
Anais
Periódicos
Capítulo de Livro
Livros
Relatórios de Pesquisa
Projetos de Pesquisa
TOTAL

FREQÜÊNCIA
37
21
3
2
2
1
66

%
56.06
31.81
4.55
3.03
3.03
1.52
100.00

No QUADRO 8, tem-se a oportunidade de detectar os títulos de periódicos que esta
comunidade estudada utiliza para disseminar o seu conhecimento.
Verifica-se que o título "NT Urbano", concentra 14 artigos, o que representa no quadro
de periódicos 47.62% da produção, e também que a temática está voltada quase que

13

�14

totalmente para a Engenharia de Transportes: do total de 21 artigos, apenas 4 abordam a
Administração. Fica destacada aqui a preferência em publicar artigos nos periódicos técnicos.

14

�15

QUADRO 8: TÍTULOS DE PERIÓDICOS X TEMÁTICAS - ENGENHARIA DE
TRANSPORTES
TÍTULO*
NT Urbano
Revista
de
Estudios
de
Transporte
Comunicaciones
Revista dos Transportes Públicos
O Globo
Urban Transport Policy
Via Urbana
TOTAL

y

CATEGORI
A
Técnico
Técnico
Técnico
Técnico
Divulgação
Científico
Técnico

TEMÁTICAS
Engenharia de Transportes
Administração
Engenharia de Transportes

FREQÜÊNCI
A
10
4
2

%
47.62
19.05
9.52

Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
2

2
1
1
1
21

9.52
4.76
4.76
4.76
100.00

O QUADRO 9 aponta para a grande participação desta área em eventos nacionais e
estrangeiros. A freqüência de 37 itens está voltada para apenas 3 temáticas, que são:
Engenharia de Transportes, Administração e Economia.
QUADRO 9: EVENTOS X TEMÁTICAS - ENGENHARIA DE TRANSPORTES
TÍTULO

TEMÁTICAS
Engenharia de Transportes

FREQÜÊNCI
A
4

8th Conference on the Development and Planning of Urban Transport in
Developing Countries - CODATU VIII
IX Congreso Panamericano de Ingeniería de Tránsito y Transporte
X ANPET
XI ANPET
XI ANPET
XII ANPET
XI ANTP
IX Congreso Latinoamericano de Transporte Publico y Urbano - CLATPU
VII Congreso Latinoamericano de Transporte Publico y Urbano - CLATPU
1a Semana Estadual de Geoprocessamento
2nd International Conference on Urban Transport and the Environment for
the 21st Century
5th World Congress on Intelligent Transport Systems
7th Conference on the Development and Planning of Urban Transport in
Developing Countries
8th World Conference on Transport Research
II Congresso Interamericano del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la
Administración Pública - CLAD 97
II Symposium de Ingeniería de los Transportes
International Conference on Transport Survey Quality and Innovation
IX Congreso Latinoamericano de Transporte Publico y Urbano - CLATPU
VII Congresso IberoAmericano de Urbanismo
VIII Congreso Latino Americano de Transporte Público e Urbano
TOTAL

%
10.81

Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
Administração
Administração
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes

4
4
4
1
1
4
2
2
1
1

10.81
10.81
10.81
2.70
2.70
10.81
5.41
5.41
2.70
2.70

Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes

1
1

2.70
2.70

Engenharia de Transportes
Administração

1
1

2.70
2.70

Engenharia de Transportes
Administração
Economia
Engenharia de Transportes
Engenharia de Transportes
3

1
1
1
1
1
37

2.70
2.70
2.70
2.70
2.70
100.00

4.4.Planejamento Urbano
No campo do Planejamento Urbano sente-se um equilíbrio na escolha dos tipos de
publicação que servirão de canal formal para transmitir os resultados de suas pesquisas, que
são: o Periódico, a Coletânea, os Anais e os Livros, onde concentram 81.17% da produção, ou

15

�16

seja, da frequência de 85 indicações, 69 estão incluídos nestes quatro tipos de publicações. O
QUADRO 10 possibilita visualizar esta realidade.
QUADRO 10: TIPO DE PUBLICAÇÃO - PLANEJAMENTO URBANO
TIPO
Periódicos
Capítulos de Livro (coletânea)
Anais
Livros
Projetos de Pesquisa
Resumos
Audiovisuais
Prefácios de Livro
Relatórios de Pesquisa
TOTAL

FREQÜÊNCIA
22
19
15
13
9
4
1
1
1
85

%
25.88
22.35
17.65
15.29
10.59
4.71
1.18
1.18
1.18
100.00

O QUADRO 11 elenca 15 títulos de periódicos dos quais as temáticas estão presentes
como Planejamento Urbano com 9 indicações, e Sociologia com 6. A categoria escolhida para
o periódico nesta área é o técnico.

QUADRO 11: TÍTULOS DE PERIÓDICOS X TEMÁTICAS - PLANEJAMENTO
URBANO
TÍTULO
Estudos e Debates

CATEGORI
A
Técnico

Caderno IPPUR

Técnico
Científico

Revista Proposta
Aquapolis
Cadernos de Antropologia e Imagem

Técnico
Técnico
Técnico

Informativo LASTRO

Técnico
Divulgação

Journal of the University of Rome
Novos Estudos CEBRAP

Técnico
Técnico

O Estado de São Paulo
Revista Brasileira de Ciências da Comunicação
Revista do Departamento de Geociências
Revista Experimental
Revista Interface
Urbanística PVS

Divulgação
Técnico
Técnico
Técnico
Técnico
Técnico

TOTAL

TEMÁTICAS
Planejamento
Urbano
Sociologia
Planejamento
Urbano
Sociologia
Meio Ambiente
Planejamento
Urbano
Antropologia
Planejamento
Urbano
Urbanismo
Planejamento
Urbano
Urbanismo
Urbanismo
Sociologia
Globalização
Comunicação
Planejamento
Urbano
7

FREQÜÊNCI
A
3

%
13.64

3
2

13.64
9.09

2
1
1

9.09
4.55
4.55

1
1

4.55
4.55

1
1

4.55
4.55

1
1
1
1
1
1

4.55
4.55
4.55
4.55
4.55
4.55

22

100.00

Os eventos estão bastante representados no Planejamento Urbano. O QUADRO 12,
possibilita constatar a diversidade de encontros nos quais esta área atua, desde o seu próprio

16

�17

reduto até a Administração, a Sociologia e a Comunicação, comportando-se como um campo
interdisciplinar.

17

�18

QUADRO 12: EVENTOS X TEMÁTICAS - PLANEJAMENTO URBANO
TÍTULO

TEMÁTICAS

II Congresso Brasileiro de História Econômica e III Conferência Internacional de
História de Empresas
VI Encontro Nacional da ANPUR
1° Congresso Interamericano del CLAD sobre la reforma del Estado y de la
administración pública
1° Encontro de Editoria Científica em Estudos Urbanos e Regionais
II Encontro Nacional ANGEPE

IV Encontro Iberoamericano de Ciências da Comunicação
Seminário Globalização e Cidadania – Memória Documental
V COMPÓS
V Seminário de História da Cidade e do Urbanismo
VI Colóquio sobre Poder Local
VI Encuentro de Geógrafos de América Latina: Territórios em Redefinição
VII Encontro Nacional da ANPNP
VII Encontro Nacional da ANPUR
XX Encontro Anual da ANPOCS
XXI Encontro Anual da ANPOCS
XXII Encontro Anual da ANPOCS
TOTAL

Planejamento
Urbano
Administração
Planejamento
Urbano
Planejamento
Urbano
Sociologia
Planejamento
Urbano
Comunicação
Globalização
Comunicação
Planejamento
Urbano
Planejamento
Urbano
Globalização
Comunicação
Comunicação
Planejamento
Urbano
Sociologia
Planejamento
Urbano
5

FREQÜÊNCI
A
2

%
10.53

2
1

10.53
5.26

1

5.26

1
1

5.26
5.26

1
1
1
1

5.26
5.26
5.26
5.26

1

5.26

1
1
1
1

5.26
5.26
5.26
5.26

1
1

5.26
5.26

19

100.00

5. ANÁLISE COMPARATIVA DAS ÁREAS
5.1. Tipos de Publicações
O QUADRO 13 demonstra por ordem decrescente, a preferência dos pesquisadores
das áreas estudadas para disseminar a sua produção intelectual. Realizando uma comparação
entre elas, verifica-se que entre as escolhas para o tipo de publicação, a de maior freqüência é
o periódico, apesar de a Engenharia de Transportes mostrar a sua preferência por apresentação
em Eventos (Anais).
Constata-se neste quadro que a Comunicação e o Planejamento Urbano têm
preferências claras em editar livros e coletâneas. A participação em eventos, é uma
preocupação marcante na Engenharia de Transportes e Planejamento Urbano. É percebida
uma dispersão na Comunicação quando indica diversas publicações onde veicula o seu
estudo. Buscando o que foi identificado anteriormente na Ciência da Informação, o periódico
científico é o mais procurado para divulgar os resultados de seus experimentos.

18

�19

Em suma, encontra-se ressaltado que as áreas pertencentes as Ciências Sociais têm o
seu percentual máximo para os Periódicos, enquanto a área Tecnológica volta-se para os
Anais de Congressos.
QUADRO 13: ANÁLISE COMPARATIVA - TIPOS DE PUBLICAÇÕES
PUBLICAÇÕES

CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO

COMUNICAÇÃ
O

Periódicos
17
22
Outros
12
36
Anais
6
2
Capítulos
—
9
Livros
1
10
Resumos
10
4
46
83
TOTAL
Obs.: Outros: Internet, Relatórios de Pesquisa, Projetos de pesquisa, Graduação

ENGENHARIA
DE
TRANSPORTES
21
3
37
3
2
0
66

PLANEJAMENT
O URBANO

TOTA
L

22
12
15
19
13
4
85

82
63
60
31
26
18
280

5.2. Títulos de Periódicos
Na apresentação do QUADRO 14 fica patente a utilização do periódico nacional como
o canal mais procurado para disseminar as informações acadêmicas.
QUADRO 14: ANÁLISE COMPARATIVA - TÍTULOS DE PERIÓDICOS
TÍTULOS DE
PERIÓDICOS
Nacionais
Estrangeiros
TOTAL

CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO
7
1
8

COMUNICAÇÃO
14
1
15

ENGENHARIA DE
TRANSPORTES
4
2
6

PLANEJAMENTO
URBANO
13
1
14

TOTA
L
38
5
43

5.3. Eventos
Está salientado no QUADRO 15 a procura por eventos realizados no território
nacional. Porém, a Engenharia de Transportes além de ser a área que mais utiliza este veículo,
é também a que mais opta por países estrangeiros.
QUADRO 15: ANÁLISE COMPARATIVA - EVENTOS
EVENTOS
Nacional
Estrangeiro
TOTAL

CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO
7
2
9

COMUNICAÇÃO
7
—
7

ENGENHARIA DE
TRANSPORTES
7
12
19

PLANEJAMENTO
URBANO
15
2
17

TOTA
L
36
16
52

5.4. Temáticas
A temática Engenharia de Transportes é a que possui o maior percentual (31.21%) de
indicação pela própria área, não havendo parceria com os outros campos de estudo. A Ciência

19

�20

da Informação, é a segunda com maior percentual (15.92%) também abordada pela sua
própria área. O Planejamento Urbano vem em seguida com 11.47%, contendo um alto
percentual dentro do seu próprio universo, porém é destacada a utilização de conhecimentos
de outras áreas , havendo assim uma integração maior.
Verifica-se portanto que a Comunicação, com 8.92% da seqüência, é a que possui
menor percentual, porém seus recursos teóricos e técnicos são utilizados pelas áreas de
Engenharia de Transportes e Planejamento Urbano.
QUADRO 16: ANÁLISE COMPARATIVA TEMÁTICAS X TÍTULOS DE PERIÓDICOS
X EVENTOS
TEMÁTICAS
Engenharia de
Transportes
Ciência da Informação
Planejamento Urbano
Comunicação
Administração
Sociologia
Cinema
Globalização
Estatística
Filosofia
Urbanismo
Ética
História
Psicologia
Arquivologia
Arte
Antropologia
Biblioteconomia
Economia
Meio Ambiente
TOTAL

CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃ
O
—

COMUNICAÇÃ
O

PLANEJAMENT
O URBANO

TOTA
L

%

—

ENGENHARIA
DE
TRANSPORTES
49

—

49

31.21

25
—
—
—
—
—
—
4
—
—
—
—
—
1
1
—
1
—
—
32

—
—
8
—
—
6
2
—
3
—
2
2
2
—
—
—
—
—
—
25

—
—
1
8
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
1
—
59

—
18
5
2
8
—
3
—
—
3
—
—
—
—
—
1
—
—
1
41

25
18
14
10
8
6
5
4
3
3
2
2
2
1
1
1
1
1
1
157

15.92
11.47
8.92
6.37
5.10
3.82
3.18
2.55
1.91
1.91
1.27
1.27
1.27
0.64
0.64
0.64
0.64
0.64
0.64
100.00

6. CONCLUSÕES
Os resultados dessa parte da pesquisa, apesar do universo restrito, tornam possível
traçar as linhas de um mapa da pesquisa científica desenvolvida nos campos propostos para
estudo.
Conforme foi apontado na classificação do conhecimento da CAPES, estes campos
pertencem a territórios diferenciados, ficando distribuídos entre a área tecnológica e a social,

20

�21

porém possuem preferências de comunicação científica equivalentes, o que leva a confirmar o
comportamento das áreas enquanto Ciência.
Verifica-se que o desenho do mapa está em movimento, havendo ação significativa nos
métodos utilizados para atingir os seus objetivos de pesquisador, de temática e de instituição.
Nota-se que a atual política científica implantada no país, representada em um dos
seus pontos pelas exigências das agências de financiamento à pesquisa, é responsável pelo
acréscimo na produtividade. Além disso, existe uma forte pressão para publicar, uma vez que
a progressão de carreira nas universidades e institutos de pesquisa têm como base de
avaliação a produtividade científica.
Apesar da pressão temporal, sente-se nas entrevistas que os atores preocupam-se com
a qualidade do conteúdo e também onde o conhecimento vai ser disseminado para os pares.
Percebe-se uma cobrança pela qualidade na comunidade acadêmica., porém, nota-se que na
revisão de literatura apontada nas entrevistas há uma certa fragilidade, não possuindo a
preocupação de aprofundar-se principalmente na literatura nacional.
A busca na internet começa a fazer parte da rotina das atividades de pesquisa, servindo
como suporte no fornecimento de informação.
Constatou-se que a maior demanda por apresentação de projetos de pesquisa

é

direcionada para os orgãos do governo, apesar da crise econômica que o país atravessa.
As análises efetuadas apontam uma concentração em Periódicos, Coletâneas, Anais e
Livros, que repassam para a comunidade uma consistência, segurança nos trabalhos
desenvolvidos e aplicados. Sente-se então um certo compromisso da área com os pares. Uma
parte significativa da produção, é oriunda dos resultados de pesquisa, considerando-se aqui as
dissertações e teses.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

21

�22

ALVES, Marília A Mendes. A Biblioteca Nacional, banco de dados da produção científica e
cultural

brasileira.

In

:

SEMINÁRIO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS, 5. Porto Alegre, 1987. Anais... Porto Alegre: UFRGS, 1987. v.1,
p.149-166.
BRAGA, Gilda Maria, OBERHOFER, Cecília Alves. Diretrizes para avaliação de periódicos
científicos e técnicos brasileiros. Revista Latinoamericana de Documentacion, Brasília,
v.2, n.1, p.27-31, jun. 1982.
CAPES. Coleta de dados 4.0; manual do usuário. Brasília, 1998.
CAVALCANTI, I.G.M., GONZÁLEZ DE GOMÉZ, M.N., BOTELHO, H.C., ARAUJO, I.M.
de, RIBEIRO, R.B.C., ARRUDA, V.P.C. de. Formação de redes entre pesquisadores:
Ciência da Informação e Comunicação. In: CICLO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 6 out. 1998, Rio de Janeiro. Trabalho Apresentado. Rio de Janeiro:
UFRJ/SIBI, 1998.
GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida. Da política de informação ao papel da informação
na política. Revista Internacional de Estudos Políticos, Rio de Janeiro: NUSEG/UERJ,
v.1, n.1, p.67-93, abr. 1999.
LATOUR, B., WOOLGAR, S. Laboratory life: the social construction of scientific facts.
Beverly Hills: Sage, 1979.
LOURENÇO, Cintia de Azevedo. Automação em bibliotecas: análise da produção via
Biblioinfo (1986/1994). In: WITTER, Geraldina Porto (org.). Produção científica.
Campinas: Átomo, 1997. 311p.
MENEZES, Estera M. Produção científica dos docentes da Universidade Federal de Santa
Catarina: análise quantitativa dos anos de 1989 e 1990. Campinas, 1993. 122p. Diss. (M.
Bibliotecon.). PUCCAMP/ Depto. De Biblioteconomia.

22

�23

OHIRA, Maria de Lourdes Blatt. Produção técnico-científica dos docentes da FAED/UDESC
(1992/1996): avaliação institucional. Orientador: Geraldina Porto Witter. Campinas,
1998. 163p. Diss. (M. Bibliotecon.) PUCCAMP/ Depto. De Biblioteconomia.
OLIVEIRA, Marlene. A investigação científica na Ciência da Informação: análise da pesquisa
financiada pelo CNPq. Orientadora: Suzana Pinheiro Machado Mueller. Brasília: 1998.
Tese (Dout. Ci. Inf.) Universidade de Brasília.
UFRJ. Cadastramento dos usuários do SIGMA. Rio de Janeiro, 1999.
WITTER, Geraldina Porto, PÉCORA, Gláucia M. Mollo. Temática das dissertações e teses
em Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil (1972/1992). In: WITTER,
Geraldina Porto (org.). Produção científica. Campinas: Átomo, 199. 311p.

23

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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Cavalcanti, Ilce Gonçalves Milet er al.</text>
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                <text>Apresenta resultado parcial do projeto de pesquisa intitulado: Organização do conhecimento e políticas de informação. Fornece dados retirados das entrevistas aplicadas aos pesquisadores das áreas de Comunicação, Ciência da Informação, Transporte e Planejamento Urbano. Detecta a formação de redes entre os pares, instituições, assuntos e produção científica. Indica o tipo de documento utilizado nas áreas, e em que eventos os investigadores costumam participar e disseminar o conhecimento contido nos estudos e pesquisas efetuadas. Procura mapear a interdisciplinaridade das áreas em questão.</text>
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                    <text>A EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FRENTE À
SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E SUA INSERÇÃO NOS NOVOS PARADIGMAS
EDUCACIONAIS.

Elisabeth Adriana Dudziak bibeppel@org.usp.br
Maria Aparecida Gabriel mgabriel@epbib.usp.br
Maria Cristina Olaio Villela mvillela@epbib.usp.br
Escola Politécnica da USP - Serviço de Bibliotecas
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav.3, n.158
Cidade Universitária - Butantã
05508-900 - São Paulo - SP
Brasil

Resumo: O trabalho analisa a educação de usuários de Bibliotecas Universitárias no contexto
da chamada Sociedade do Conhecimento, baseado em revisão bibliográfica e rotinas diárias
de serviço, buscando sugerir modelos de educação englobando conhecimentos, habilidades e
valores, centralizados no aprendiz e em seus processos de construção de conhecimento a
partir da busca da informação. A avaliação crítica, relevância e pertinência devem ser
consideradas na busca da informação. Também se analisa o papel do bibliotecário como
educador e mediador de conhecimento em seus variados níveis de mediação, e a necessidade
de cooperação e interação constantes com os docentes, desenvolvendo programas integrados
ao currículo.

TEMA: USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

1

�1 Introdução

Atualmente a sociedade vem passando por profundas e rápidas alterações que têm se
refletido nos mais variados setores. Nossa inserção nos processos de globalização, a
proeminência da informática e das telecomunicações, assim como as mudanças que vêm
ocorrendo na economia mundial mudaram os parâmetros profissionais a que estamos
subordinados.
Isso tem afetado particularmente a educação, sugerindo a adoção de novos paradigmas
educacionais mais adequados a essa nova realidade.
Nesse sentido tem crescido a importância do aprendizado significativo, com ênfase na
formação totalizante do indivíduo e sua capacitação para lidar com a incerteza e o volume
superlativo de informações disponibilizadas. Busca-se, mais do que nunca, a construção do
conhecimento enquanto processo.
Nesse contexto a importância dos Serviços de Informação e sua atuação educacional,
são mais valorizadas. Cumpre então examinar quais seriam as formas mais adequadas dessa
atuação frente a essa nova realidade. Surgem então as questões: como deve ser a educação de
usuários de serviços de informação frente a esse novo cenário mundial? Quais seriam as
competências do bibliotecário educador?
O tema desse trabalho é um percurso na busca de respostas a essas questões, rumo a
um delineamento que sirva de base à implementação de possíveis modelos de educação de
usuários de serviços de informação. Esses modelos devem estar centrados nos usuários e
inseridos no contexto da Sociedade do Conhecimento.

2

�2 O cenário de uma nova era

Na sociedade atual, a informação passou a ser elemento chave e sua disponibilização
tem crescido de maneira exponencial. Tal realidade é sustentada pelos meios de comunicação
que ajudaram a construir um quadro calcado na informação e sustentado por uma economia
global.
O paradigma sistêmico ou holístico tem se fortalecido, em função das mudanças pelas
quais a sociedade vem passando. Na visão sistêmica os fenômenos e os acontecimentos são
vistos como dinamicamente interconectados e existe a constante busca pela totalidade, que é
um dos suportes da Sociedade do Conhecimento.
Porém, se hoje falamos em Sociedade do Conhecimento, há pouco tempo tentávamos
definir a Sociedade da Informação. Sociedade da Informação é o mesmo que Sociedade do
Conhecimento? A pergunta inicial seria: informação é o mesmo que conhecimento?

2.1 Informação ou conhecimento?

Informação e comunicação são dois conceitos indissociáveis e, de forma simplificada,
poderíamos afirmar que a comunicação se baseia na troca e no compartilhamento de
informações. A informação, por sua vez, é um elemento da comunicação; uma coleção de
fatos, dados ou eventos.
Por outro lado, o conhecimento passa necessariamente por um processo de percepção,
análise, reflexão e interpretação da informação. Se de um lado a informação se baseia na

3

�fragmentaçção, o conhecimento se baseia na inter-relação, é essencialmente aberto, sempre
em processo, implicando em pensamento crítico na busca de uma visão totalizante.

2.2 Sociedade da Informação ou Sociedade do Conhecimento?

A expressão Sociedade da Informação advém do boom

da informática e das

telecomunicações, que permitiram a criação da chamada cibercultura, neologismo definido
por LEVY (1999, p.17) como sendo:

(...) o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes,
de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem com o crescimento
do ciberespaço, definido por meio de comunicação que surge da interconexão
mundial dos computadores, abarcando não apenas a infra-estrutura material
da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que
ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse
universo.

A Sociedade de Informação foi calcada neste cenário essencialmente pós-moderno,
informático, onde o indivíduo percebe uma certa angústia diante do impacto gerado pela
velocidade com que a tecnologia tem evoluído e disponibilizado a informação. Essa evolução
tem ocorrido através principalmente dos meios de comunicação como a televisão e a Internet.
Por outro lado, a Sociedade do Conhecimento assume contornos diferentes na medida
em que, devido a essa explosão de informações disponibilizadas, o indivíduo é levado a
desenvolver uma consciência crítica em relação ao que está sendo apresentado, a analisar a
relevância disso para suas necessidades, a assumir posturas pró-ativas de busca e uso da

4

�informação e a estabelecer relações entre as informações processadas, para então produzir
conhecimento.
O centro está no processo e na verbalização, não mais na conceituação, uma vez que
os conceitos são mutantes em função das condições de relevância , interpretação e contexto
em que o indivíduo está inserido.
O conceito de Sociedade do Conhecimento é ainda incipiente, fundamentado numa
visão do mundo baseada na interdependência social, na constante mutação, no
desenvolvimento da consciência crítica e na valorização da cidadania, com o aproveitamento
da tecnologia como um meio, não mais como um fim em si mesmo. Surge por um lado,
calcada na Sociedade de Informação, uma vez que sem informação não há conhecimento; por
outro, calcada na economia, pela transformação do conhecimento em mercadoria, num bem
administrável a ponto de podermos falar numa economia do conhecimento.
Numa economia global fundamentada nas grandes corporações o valor que o
conhecimento agrega é fator determinante superando cada vez mais o trabalho e a
matéria-prima.
Nesse contexto, a educação assume papel essencial, quer como formadora de
profissionais adaptados ao mercado (empregabilidade), quer como formadora de uma
consciência crítica capaz de constituir (ou reconstituir) o conceito de cidadania, buscando uma
visão totalizante do ser humano.

3 A educação na Sociedade do Conhecimento

As mudanças de paradigma social e econômico que vivenciamos atualmente levam a
sociedade e suas instituições a um processo de amplo questionamento. A educação e a

5

�Universidade devem rever seu papel. Os Serviços de Informação, particularmente as
Bibliotecas Acadêmicas, devem se adequar a esta nova realidade.
Até recentemente, a visão educacional predominante foi a tradicional, baseada num
modelo no qual o professor transmite um conjunto de informações aos estudantes a partir de
representações quase sempre abstratas, cabendo ao estudante perceber, decodificar e
armazenar o que lhe foi apresentado.
Atualmente, tem crescido o interesse pela abordagem onde o aprendiz constrói seu
conhecimento através da

interação contínua com o docente e com o conteúdo a ser

apreendido, a partir de situações ou problemas que lhe são apresentados e sobre os quais são
feitos questionamentos que o levam a buscar alternativas e soluções, sendo avaliado
constantemente no decorrer de sua formação. (FOSNOT, 1998).
Assim, como destacam ZABALA (1998) e MASSETO (1998), a educação para uma
sociedade baseada na construção de conhecimento deve se voltar para alguns aspectos tais
como:
. Formação totalizante do aluno (Abrangendo não só conhecimento acadêmico, como
também desenvolvendo suas habilidades e seus valores );
. Aprendizado significativo (Aquisição de novos significados e relacionamentos entre
idéias, com a formação de uma consciência crítica, oposta ao aprendizado mecânico); .
. Aprendizado participativo (Os programas devem ser criados

a partir do

estabelecimento de definições e compromissos entre educadores e aprendizes);
. Aprendizado contextualizado (As situações-problema e as tarefas devem estar
inseridas no contexto da comunidade e da sociedade do aprendiz);
. Interdisciplinaridade (A interação entre educadores e a interação entre conteúdos
deve ser prioritária);

6

�. Aprendizado cooperativo

(A cooperação entre professores, bibliotecários e

aprendizes deve ser fomentada);
. Aprendizado pró-ativo (O aluno deve ser incentivado a eleger suas próprias
prioridades de formação);
. Educação continuada (Formação permanente que se inicia nos primeiros anos de
faculdade e se prolonga por toda a vida, aprender a aprender).

A Universidade deve se abrir ao diálogo com a sociedade, com os outros espaços de
conhecimento e com o ambiente profissional, já que não é mais o único pólo de produção de
conhecimento.
As faculdades também devem passar por mudanças, de ambientes condicionadores,
predominantemente restritos às salas de aula, a ambientes de convivência social e cultural.
Nesse particular, a Biblioteca Universitária é um ambiente possível e desejável.
O paradigma teórico-pedagógico deve se centralizar no aprendizado significativo,
onde o estudante deve saber como o conhecimento é organizado, como achar a informação,
como usá-la , para depois tornar-se apto a buscar soluções e a produzir conhecimento. A
pesquisa e a elaboração de projetos deve ser enfatizada. Frente a este novo cenário, a
educação de usuários é mais do que nunca uma necessidade.

4 A educação de usuários de Serviços de Informação

Bibliotecas são instituições educacionais, principalmente as universitárias e as

7

�escolares, que não podem ser julgadas independentemente das organizações às quais estão
intrinsecamente ligadas.
A cada avanço tecnológico, a educação de usuários dos Serviços de Informação
torna-se mais importante. Cresce também a necessidade de adequação dos sistemas a seus
usuários, de maneira a incorporar a dinâmica da construção de conhecimento, com seus
reveses como a incerteza e a ansiedade. Somente planejar melhores formas de orientar as
pessoas quanto a fontes e tecnologias não resolve adequadamente tais problemas
(KUHLTHAU, 1993) .
A educação de usuários é um termo abrangente que reúne vários tipos de ferramentas
que vão desde a instrução, o treinamento, a apresentação de interfaces amigáveis, o
marketing, a divulgação de artigos e reportagens, manuais, tours, cursos de acesso a bases de
dados, até a orientação bibliográfica.
Independentemente da designação dada, todos os autores parecem considerar que a
educação de usuários permeia os vários processos e produtos da Biblioteca por ser, em
essência, a relação entre a Informação, o Bibliotecário e o Usuário/Cliente. Portanto, serão
conteúdos de aprendizagem todos aqueles que possibilitem o desenvolvimento das
capacidades motoras, afetivas, de relação interpessoal e de inserção social.
BELLUZZO (1989, p. 37) conceitua a educação de usuários de Bibliotecas "(...) é o
processo pelo qual o Usuário interioriza comportamentos adequados com relação ao uso da
Biblioteca e desenvolve habilidades de interação permanente com os sistemas de
informação.“
Interiorizar comportamentos significa assimilar conteúdos factuais e conceituais
(conhecimentos), conteúdos procedimentais (habilidades) e conteúdos atitudinais (valores).

8

�Somente a partir desse trinômio - conhecimentos, habilidades e valores - é possível realizar a
educação de usuários em sua verdadeira acepção.
Emprestando definições de ZABALA (1998) e MASSETO (1998) da área de
Educação e extrapolando para a Biblioteconomia teríamos então vários tipos de
aprendizagem:
Aprendizagem de conteúdos factuais: A informação dos fatos, acontecimentos,
situações, dados e fenômenos. Assim é a informação embutida nos folhetos de divulgação,
mapas, tours, e na maior parte das palestras sobre os Sistemas de Informação.
Aprendizagem de conceitos e princípios: São termos abstratos. Esta aprendizagem
implica na compreensão dos significados e na elaboração e construção pessoal de conceitos.
Assim é o conhecimento dos sistemas de classificação, ou da organização de thesaurus.
Aprendizagem de conteúdos procedimentais: Conjunto de ações ordenadas que
abrangem regras, técnicas, métodos, procedimentos, dirigidas à realização de um objetivo.
Compreendem a ligação estreita entre os mecanismos motor e cognitivo, baseados na
realização de ação ou conjunto de ações. Assim é o conhecimento que está por trás dos
treinamentos e instruções, no uso de bases de dados, catálogos, etc, como também na
habilidade de buscar, de se exprimir, de comunicar-se.
Aprendizagem de conteúdos atitudinais: Engloba uma série de conteúdos que podem
ser agrupados em valores, atitudes e normas.
Os valores se referem às idéias éticas, de juízo.
As atitudes se referem à maneira como as pessoas atuam, sua conduta de acordo com
seus valores.
As normas se referem aos padrões ou regras de comportamento a que somos
obrigados a atender desde que integrantes de um grupo social.

9

�Os conteúdos atitudinais enfatizam a criatividade, o cidadão, o pensamento crítico , a
ideologia e o aprender a aprender, desenvolvendo no indivíduo o processo de reflexão crítica.
A verdadeira educação de usuários engloba todas essas aprendizagens e significa
acima de tudo o aprender a aprender, aprender a pensar e ser um usuário eficiente da
informação. Aprendendo a identificar, buscar, localizar, avaliar e selecionar a melhor
informação, refletindo e escolhendo a alternativa mais pertinente, extrapolando para outras
situações, o usuário constrói o conhecimento; torna-se capaz de intervir no processo de
construção de conhecimento de outras pessoas.
Segundo KUHLTHAU (1993) a educação de usuários envolve uso, interpretação e
busca de significados da informação, não apenas busca de respostas a perguntas, mas formas
de auxiliar o estudante/usuário a construir seus próprios pensamentos e soluções às suas
necessidades, desenvolvendo espírito crítico. A ênfase se dá para os aspectos que envolvem
os processos de busca e uso da informação, na construção de modelos mentais.

4.1 Os processos de busca da informação

A busca de informação é um processo intelectual que começa com um problema do
usuário, uma lacuna entre o que o ele sabe e o que necessita saber, numa determinada
situação. Tal estado é dinâmico, mutável e o processo se inicia com questionamentos que
levam à busca de respostas, através de determinadas estratégias, análises e tomadas de
decisão, buscando o que DERVIN (1993) chamou de “sense making”. O processo de busca
de informação para a resolução de problemas ou produção de trabalhos científicos é
essencialmente um processo de construção de conhecimento.

10

�Como destaca ROUSE e ROUSE (1984) apud FERREIRA (1996, p.221) "O ser
humano raramente busca informação como um fim em si mesmo. Ao contrário, ela é parte de
um processo de tomada de decisão, solução de problemas e/ou alocação de recursos."
Os estudos realizados por KUHLTHAU (1993) revelaram que os estudantes em seus
processos de busca de informação para a realização de tarefas propostas, passam por uma
sequência de seis estágios que compreendem: início das tarefas; seleção de um tópico;
exploração para atingir um foco; formulação do foco; coleta de informações; conclusão do
processo de busca e processo de redação.
Incorporando três domínios: afetivo (sentimentos), cognitivo (pensamentos) e físico
(ação), comuns a cada estágio, o modelo de KUHLTHAU (1993) define os passos da
construção de conhecimento a partir da busca da informação. Isso nos leva a considerar que a
educação de usuários de Serviços de Informação deve necessariamente se ligar a esse
processo.
O modelo educacional que melhor se adapta a esse processo é o da alfabetização
informacional (information literacy). TIEFEL (1995, p. 318) afirma que cada vez mais a
educação de usuários tem se referido às práticas de alfabetização informacional e RADER
(1997) em sua revisão anual de literatura da área, também se refere a esse termo.

4.2 A alfabetização informacional

O conceito de alfabetização informacional (information literacy) não é um conceito
novo. Surgiu pela primeira vez na literatura com ZURKOWSKI (1974) e reaparece agora
valorizado, ligado aos processos de construção de conhecimento a partir da busca da
informação e de valores como o aprender a aprender.

11

�Aprender a aprender já se tornou chavão. Porém efetivamente do que se trata? A
partir da visão da educação de usuários esse conceito fica claro. De acordo com vários
autores como a AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (s.d) ; RADER (1997); SMITH
(s.d.); TIEFEL (1995) e outros, uma pessoa alfabetizada em informação é capaz de:
● Reconhecer quando existe um problema ou questão e definir tal problema;
● Determinar as questões sugeridas pelo problema;
● Identificar a informação necessária à solução do problema e/ou resposta às questões;
● Encontrar a informação;
● Analisar e avaliar criticamente a informação;
● Organizar a informação;
● Sintetizar a informação dentro da solução/resposta;
● Integrar os novos conhecimentos a seu universo de conhecimentos estabelecendo
relações; ou seja construir o conhecimento.
Em resumo, uma pessoa alfabetizada informacionalmente aprendeu a aprender, uma vez que
sabe:
. Como o conhecimento é organizado,
. Como encontrar a informação,
. Como usar a informação para aprender,
. Como construir conhecimento.
Dentro do cenário atual a alfabetização informacional tem sido impulsionada pela
necessidade de formar cidadãos capazes de serem aprendizes independentes, ao longo de suas
vidas. Mais do que isso, é necessário aprender a pensar e não somente acumular conteúdos.
Isso se traduz na aquisição do chamado pensamento crítico.
Entendido como a capacidade de ver conecções entre as disciplinas, o pensamento

12

�crítico habilita o aprendiz a considerar questões realmente significativas, a avaliar a
relevância,

a pertinência e os aspectos ideológicos envolvidos em qualquer processo de

aprendizado.
Enfatizando o pensamento crítico, o modelo da alfabetização informacional integra-se
perfeitamente ao modelo de busca e uso da informação descrito por KULHTHAU (1993) e
torna possível realizar uma educação de usuários de qualidade.
Neste contexto o bibliotecário ganha destaque como educador/mediador do
conhecimento, assumindo-se que a educação de usuários de Bibliotecas deve estar inserida na
missão da instituição educacional à qual pertence, com docentes e bibliotecários trabalhando
em conjunto.

5 Novas competências para o bibliotecário

Acompanhando as mudanças de paradigma do mercado o profissional Bibliotecário
também deve estar preparado e atuar de maneira diferente da que vinha atuando. Dentro do
contexto da Sociedade do Conhecimento cresce sua importância como educador/mediador do
conhecimento.

5.1 Mediação na Pesquisa

Considerando-se que a produção de conhecimento resulta de um processo que se inicia
na busca de informações para a satisfação de uma necessidade, partindo-se então para o
estabelecimento de relações, surge a ênfase nos processos de busca da informação.
Em estudos realizados por KUHLTHAU (1993, p.128) aparece o conceito de

13

�mediador atribuído ao bibliotecário, enfatizando tais processos.
Existem nesses processos mediadores informais e formais. Mediadores informais são
pessoas com as quais o estudante fala a respeito de seu trabalho ou pesquisa, incluindo a
família, amigos, etc. Mediadores formais são os profissionais empregados em sistemas de
informação, como os professores e bibliotecários. 1
Há um consenso entre os autores de que o bibliotecário é o profissional, por
formação, especialista em coleção, organização, avaliação e acesso à informação, em seus
mais variados formatos e que é, portanto, o profissional mais preparado para atuar como
mediador da pesquisa.
A mediação do bibliotecário geralmente se inicia quando o estudante já sabe o que
precisa e busca coletar informações e, neste ponto, o sistema Biblioteca é bem eficiente.
Porém, nos estágios iniciais da pesquisa , onde o estudante experimenta uma situação de
angústia e incerteza, não há uma atuação efetiva do bibliotecário para auxiliá-lo. O
bibliotecário deveria atuar desde o primeiro momento em conjunto com o professor.
Do ponto de vista de KUHLTHAU (1993), o bibliotecário pode assumir vários níveis
de mediação:
1. Organizador (só operacionaliza o sistema)
2. Localizador (intervenção factual, respondendo a questões ou localizando
informações)
3. Identificador (entrevista, entendimento do problema, indicação de fontes possíveis)
4. Conselheiro (entrevista, entendimento do problema, negociação, recomendação de
fontes, geralmente do geral para o específico)
1

The term mediator, rather than intermediary, is used for human intervention to assist information seeking and
learning from information access and use(...)a mediator(...)implies a person who assists, guide, and otherwise
intervenes in another person’s information search process.. (KUHLTHAU, 1993, p.128).
14

�5. Tutor (intervenção no processo, busca estruturada, interação com o estudante,
diálogo, estratégia, recomendações, checagem, redefinição, encorajamento, atuação
conjunta constante até a resolução e finalização do processo) .
Cada vez que o bibliotecário interage com o usuário algum nível é utilizado. A maior
parte das questões ou problemas ficam no nível organizador, localizador e identificador. O
intercâmbio entre bibliotecário e usuário raramente chega ao nível 5 (Tutor), que seria o nível
ideal de intervenção . O tutor está ativamente envolvido com o currículo, professores e
administradores, atuando em conjunto no planejamento educacional.

5.2 Mediação Pedagógica

A mediação pedagógica atribuída ao bibliotecário se insere na esfera do bibliotecário
como docente.
A responsabilidade de quem se dispõe a educar usuários em Bibliotecas de
comunidades acadêmicas é complexa e vasta, requerendo, segundo PATTERSON (1987) uma
mescla de conhecimentos e habilidades tanto como professor quanto bibliotecário.
O bibliotecário como mediador pedagógico se confunde com o bibliotecário mediador
na pesquisa uma vez que ambos devem estar intimamente familiarizados com os recursos
informacionais disponíveis e os instrumentos de acesso às informações, tanto no formato
eletrônico quanto no tradicional nas mais variadas disciplinas. Também é desejável que
tenham um profundo conhecimento das estruturas das áreas do conhecimento.
A crescente importância da educação de usuários e da alfabetização informacional
(information literacy) em todos os tipos de bibliotecas fez crescer o número de questões
ligadas à formação do bibliotecário como mediador pedagógico/educador.

15

�Como educador, o bibliotecário deve estar apto a expressar-se e comunicar-se, criando
um ambiente que estimule o aprendizado, utilizando técnicas de transmissão de informações
efetivas, assumindo também seu papel de tutor. Porém, nem todos os bibliotecários estão
preparados para assumir esse papel.
De acordo com PASQUARELLI (1993, p. 99) os cursos de Biblioteconomia oferecem
aos bibliotecários o embasamento necessário para o desempenho da profissão, mas não dão
capacitação didática.
A função do bibliotecário como docente tem sido enfatizada na literatura

e a

Orientação Bibliográfica é um exemplo disso. JACKSON-BROWN (1993) afirma que, com
o crescente uso da tecnologia, o envolvimento dos bibliotecários e dos Serviços de
Informação com as instituições de ensino e pesquisa é cada vez maior. A expansão dos
espaços educacionais promoveu também o acesso à informação através da Biblioteca e dos
bibliotecários que são chamados para alfabetizar seus usuários no uso da Internet , no acesso
às informações e na criação de uma consciência crítica frente ao volume superlativo de
informações disponíveis atualmente. Neste ponto o papel de mediador de pesquisa e mediador
pedagógico se confundem.
Concluindo, embora hajam comportamentos díspares convivendo simultaneamente,
em termos gerais, o Bibliotecário educador deve re-orientar sua atuação buscando
desenvolver suas competências enfatizando:
. Atuação direta com o cliente/usuário e comunidade na qual esteja inserido;
. Sólidos conhecimentos das fontes de informação;
. Capacidade de avaliar a qualidade da informação;
. Desenvolvimento de pensamento estratégico;
. Atitude voltada ao aprendizado permanente;

16

�. Compartilhamento e intercâmbio de conhecimentos;
. Visão sistêmica da realidade;
. Ampliação da capacidade organizacional;
. Capacidade de seleção ;
. Capacidade de tomada de decisão;
. Desenvolvimento de parcerias.

6 Conclusão

É necessário que o bibliotecário trabalhe junto com os professores de maneira a
incrementar a colaboração e interação mútuas, atuando como co-autores nas mudanças
educacionais e reestruturações curriculares que buscam a adequação do ensino ao novo
contexto da Sociedade do Conhecimento. Seu papel como mediador do conhecimento traz à
luz o verdadeiro sentido educacional dos Serviços de Informação.
O desenvolvimento de parcerias para a realização de tarefas, temas ou projetos de
pesquisa propostos pelos docentes como forma de avaliação de seus cursos, é um dos
caminhos possíveis para implementar uma real integração entre os membros da comunidade
acadêmica (alunos, docentes e bibliotecários).
Nesse sentido, os programas educacionais das Bibliotecas Universitárias devem se voltar
para:
● Ênfase no trinômio: conhecimentos, habilidades e valores;
● Mediação na construção de conhecimento através da busca de informação e da
alfabetização informacional;

17

�● Mediação entre o aluno e os suportes de acesso informacional, sejam em papel ou
eletrônicos;
● Promoção da cooperação e interação com a comunidade;
● Ênfase nas habilidades e nos valores de pensamento e questionamento;
● Promoção de uma atmosfera de confiança e segurança para o aprendizado;
● Auxílio aos alunos a fim de torná-los responsáveis por seu próprio aprendizado.

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18

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19

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20

�</text>
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                <text>A educação de usuários de bibliotecas universitárias frente à sociedade do conhecimento e sua inserção nos novos paradigmas educacionais. 26</text>
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                <text>O trabalho analisa a educação de usuários de Bibliotecas Universitárias no contexto a chamada Sociedade do Conhecimento, baseado em revisão bibliográfica e rotinas diárias de serviço, buscando sugerir modelos de educação englobando conhecimentos, habilidades e valores, centralizados no aprendiz e em seus processos de construção de conhecimento a partir da busca da informação. A avaliação crítica, relevância e pertinência devem ser consideradas na busca da informação. Também se analisa o papel do bibliotecário como educador e mediador de conhecimento em seus variados níveis de mediação, e a necessidade de cooperação e interação constantes com os docentes, desenvolvendo programas integrados ao currículo.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E AS DIRETRIZES CURRICULARES DO ENSINO DE
GRADUAÇÃO

Esther Hermes Lück
Pró-Reitora de Assuntos Acadêmicos
Universidade Federal Fluminense
luck@proac.uff.br

Jandira Souza Thompson Motta
Coordenadora de Apoio ao Ensino de Graduação
Universidade Federal Fluminense
jandira@proac.uff.br

Clarice Muhlethaler de Souza
Diretora do Núcleo de Documentação
Universidade Federal Fluminense
clarice@ndc.uff.br

Maria da Penha Franco Sampaio
Diretora da Divisão de Desenvolvimento do
Núcleo de Documentação
Universidade Federal Fluminense
penha@ndc.uff.br

Mara Eliane Fonseca Rodrigues
Assessora da Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos
Universidade Federal Fluminense
mara@proac.uff.br

Resumo
Analisa o papel da biblioteca universitária como agente mediador no processo de mudança do
modelo pedagógico e curricular, através da aplicação de metodologia de estudo das necessidades
de informação dos usuários envolvidos no processo de reformulação curricular.

1

�1

INTRODUÇÃO
A Universidade, devido seu caráter universal, múltiplo e diversificado, é entendida como uma

instância privilegiada de criação/produção de saberes, formação de competências e de difusão da
experiência cultural e científica da sociedade. Por este motivo pode-se considerá-la o "... locus
fundamental para a construção da identidade sócio-cultural de um país" (Moraes,1998).
A Biblioteca Universitária, por sua vez, pode ser entendida como a instância que
possibilita à universidade atender às necessidades de um grupo social ou da sociedade em geral,
através da administração do seu patrimônio informacional e do exercício de uma função
educativa, ao orientar os usuários na utilização da informação.
É possível, então, partir da premissa que universidades e bibliotecas são agências sociais
organizadas com a missão de servir a sociedade enquanto instâncias criadoras e propulsoras do
conhecimento, estimuladoras e facilitadoras do acesso a este conhecimento.
Por entendê-las assim, como instituições sociais, não se pode ignorar que um dos traços
marcantes deste final de século - "a transformação veloz da própria natureza do conhecimento
científico [e tecnológico] que tem seus reflexos cada vez mais visíveis na composição da vida e
da sociabilidade do mundo atual" (Henriques, 1998) - atinge a universidade e, por extensão, a
biblioteca universitária exigindo uma nova dinâmica de atuação.
Hoje, no limiar do século XXI, percebe-se uma ruptura com as perspectivas positivistas
que nortearam o itinerário do pensamento ocidental desde meados do séc. XIX e pelo transcorrer
do século XX. Pode-se dizer que "o século XX foi praticamente dominado pelo paradigma
cartesiano do primado da razão". Desse modo, o Discurso do Método, de Descartes, " marcou a

2

�ciência deste século e também a pedagogia escolar e a educação em geral" (Vieira, 1999). Assim,
a noção de currículo que passou a presidir os processos de aprendizagem no mundo moderno
seguiu um modelo epistemológico racional-positivista fundado na idéia de cadeia, de
encadeamento lógico, de ordenação necessária, de linearidade na construção do conhecimento.
No entanto, em uma sociedade organizada de forma complexa, como é a sociedade atual,
já não se pode regular o sistema educativo com base num modelo absoluto. No momento atual
em que se vive, desenvolve-se uma quantidade excessiva de conhecimentos, de informação e um
excedente de alternativas em todos os campos da vida, perante os quais o indivíduo deve
desenvolver metodologias específicas que lhe permitam a escolha e a organização do
conhecimento que mais se coaduna com sua visão de mundo. Nos tempos atuais, a produção do
conhecimento deixa de se pautar "exclusivamente pela verticalidade (especialização), se
conduzindo mais no sentido da horizontalidade das abordagens transdisciplinares, as informações
produzidas pela sociedade dificilmente podem ser antecipadamente classificadas por áreas de
interesses, em categorias fixas e imutáveis" (Dodebei et al, 1998). Esta constatação, por si só,
mostra o muito que se tem de mudar na atitude perante currículos, programas e metodologias de
ensino e a própria relação professor/aluno e bibliotecário/usuário.
Já ressaltou-se que universidades e bibliotecas são instituições sociais voltadas para a
sociedade. Portanto, se a própria sociedade está sofrendo transformações, estas instâncias não
podem ignorar esta nova ordem social.
Norteando-se por esse pressuposto, o presente trabalho propõe-se a analisar o papel da
biblioteca universitária no processo de mudança do modelo pedagógico e curricular que se

3

�avizinha para as universidades brasileiras como conseqüência da regulamentação da nova Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

2

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
ENSINO-APRENDIZAGEM

COMO

MEDIADORA

DA

RELAÇÃO

O processo contínuo de mudanças que ocorre na sociedade contemporânea, de modo
geral, e na sociedade brasileira, em particular, leva a universidade a refletir sobre seu papel
educativo-formador. A pluralidade de destrezas que a vida contemporânea reivindica e a
multiplicidade de informações que se tornam disponíveis com as novas tecnologias, são fortes
fatores de pressão sobre as verdades inquestionáveis sedimentadas na prática curricular e
pedagógica da universidade. Em outras palavras, o paradigma de ensinar e aprender até agora
dominante, baseado em um enfoque epistemológico disciplinar, carece da exploração de
outras alternativas.
Neste sentido, é importante ressaltar que entre as considerações oriundas do Relatório da
Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, da UNESCO, destaca-se que a
educação deve ser estruturada em quatro alicerces: aprender a conhecer, aprender a fazer,
aprender a viver e aprender a ser.
Para isso, as propostas curriculares devem contemplar conteúdos e estratégias de
aprendizagem que capacitem o ser humano para a vida em sociedade, para a atividade
produtiva e para a experiência subjetiva, podendo assim constituirem-se em instrumentação
da cidadania democrática.
É essencial se construir uma programação pedagógica que desafie os alunos a produzir,
incorporando, ao trajeto curricular, atividades acadêmicas diversas, tais como: estágios (de

4

�iniciação à docência, de iniciação científica e de atividades extensionistas) seminários,
oficinas, eventos, entre outras. Estas exigem leitura, elaboração, experimentação, contribuição
e criação próprias e devem ser realizadas considerando a pesquisa como atitude do aprender
a aprender. Demo (1993), considera que "a alma da vida acadêmica é constituída pela
pesquisa como princípio científico e educativo, ou seja, como estratégia de geração do
conhecimento e de promoção da cidadania" , culminando, desse modo, na elaboração própria
e na capacidade de intervenção. Por isso, deve ser trabalhada como atitude acadêmica diária
pois

permite não só construir conhecimento, como também , confrontar os saberes

estabelecidos assumindo um papel ativo na relação ensino-aprendizagem.
Para atingir tal gama de objetivos, faz-se indispensável a existência de uma biblioteca
comprometida com essa concepção pedagógica, renovada e atualizada, tão importante quanto
a existência de professores igualmente partícipes desse projeto. Renovada no sentido de
colocar-se como espaço parceiro fundamental no processo de ensino-aprendizagem,
participante do fazer acadêmico/pedagógico. Atualizada no campo das tecnologias da
informação, buscando aparelhar-se para corresponder, de maneira competente, aos desafios
do nosso tempo, disponibilizando o acesso a informação, nas suas mais variadas formas,
inclusive aos métodos educacionais interativos, hoje existentes.
Atuando dessa forma, a biblioteca universitária estará proporcionando aos estudantes dos
cursos de graduação o desenvolvimento de uma série de habilidades, fundamentais a essa
proposta pedagógica, tais como a capacidade de
atualização, motivadora de atitudes críticas e criativas.

5

elaboração própria e permanente

�3

REFORMA CURRICULAR E A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Tradicionalmente a biblioteca universitária desempenha o papel de

mediadora entre o aluno e o documento indicado pelo professor em seu programa de curso.
Com a adoção de uma nova proposta curricular que desenvolva no discente
independência, criatividade, capacidade de solucionar problemas e espírito crítico, exigirá do
aluno, gradativamente, uma atitude mais independente na busca da informação e de
conhecimento. Desta forma, muda-se o papel tradicional até hoje desempenhado pela biblioteca,
tornando-a um local privilegiado de aprendizagem, assim como o do próprio bibliotecário que
deverá passar a atuar como um agente facilitador do processo ensino-aprendizagem.
A proposta metodológica desenvolvida por Nuñez Paula (1997), apresentada de
forma simplificada neste trabalho, possibilita aos bibliotecários universitários colaborar no
processo de mudança do fazer pedagógico.

Esta metodologia permite aos bibliotecários

participarem de todas as fases da construção do projeto pedagógico e conseqüente mudança
curricular, acompanhando todo o processo de transformação pedagógica e oferecendo
informações aos membros das Comissões de Reformulação Curricular.
Caberá a estas Comissões realizarem uma investigação preliminar no sentido de subsidiar
o trabalho de mudança curricular. Esta investigação deve incluir as características do mercado de
trabalho, as tendências científicas e tecnológicas da profissão, as tendências pedagógicas e
didáticas do ensino, na área de conhecimento, e as características dos estudantes ingressantes. A
partir deste mapeamento obtém-se argumentação sólida para a estrutura curricular proposta, pois
dispõe-se de informações com caráter científico que permitem estabelecer habilidades,
competências, conhecimentos e tecnologias fundamentais, que devem compor o currículo.

6

�Neste processo de elaboração do currículo cabe ao sistema de bibliotecas
universitárias desenvolver um trabalho conjunto com as Comissões Curriculares, facilitando o
acesso a todas as informações.
Ao realizar este trabalho, o bibliotecário deve ficar atento para a mudança
de paradigma verificado na última década que indica a necessidade de serviços que
disponibilizam informações e não só documentos. Assim sendo, através do diagnóstico da
necessidade de informação poderá projetar serviços que incorporem informação com valor
agregado, favorecendo aos planejadores curriculares, aos docentes, pesquisadores e discentes, a
mudança necessária no ato de gerir ações pedagógicas, ensinar, produzir conhecimento e
aprender. Com essa mudança de postura, os profissionais da informação serão verdadeiros
agentes de mudança do processo pedagógico e poderão influir de forma mais efetiva e positiva na
construção do modelo educacional da Universidade.
Como realizar os estudos de necessidades de informação que possibilitem
conectar os recursos de informação com as metas da instituição?
Cada pessoa ou grupo tem uma necessidade de informação. Identificar
pequenos grupos de usuários e oferecer serviços mais especializados de valor agregado, com
grande flexibilidade e criatividade em sua realização e forma, através do diagnóstico do que o
usuário precisa, é tarefa fundamental do bibliotecário, que deve ser realizada de uma forma
continuada.
“ Como usuário potencial de uma unidade de informação podemos
considerar toda pessoa, grupo ou entidade, cuja atividade está
vinculada, direta ou indiretamente, ao cumprimento da missão e dos

7

�objetivos estratégicos da organização ou comunidade na qual está
inserida a entidade de informação". (Nuñez Paula, [199-?])

A seguir, apresenta-se uma síntese simplificada das etapas principais de um
estudo de necessidades de usuários :

● Estabelecimento ou aperfeiçoamento do controle geral de usuários :
quem são, localização, formas de comunicação. Esta etapa pressupõe a
identificação dos usuários em potencial ( internos e externos)
atualizando ou criando um subsistema de controle geral de usuários no
qual todos as variáveis devem ser sistematicamente atualizadas;
● Categorização, hierarquização ou priorização (inicial) dos usuários e
suas necessidades : esta etapa visa estabelecer a categorização dos
usuários, possibilitando verificar a proporção existente entre usuários
registrados no controle geral de usuários e os profissionais da
informação. Havendo número suficiente de profissionais da informação
pode-se

adotar

critérios para uma

primeira categorização

e

hierarquização ou priorização dos usuários. Caso os dados registrados
no controle não sejam suficientes, deve-se obter os dados, confirmá-los
e incorporá-los ao novo controle de usuários. Esta etapa poderá ou não
ser realizada nesta fase inicial.
● Definição das variáveis (quantitativas e qualitativas) para o estudo de
necessidade do usuário de cada um dos níveis de prioridade

8

�estabelecidos em relação ao conteúdo, a estrutura e as condições em
que se realizam as atividades do usuário e suas características
sociopsicológicas e culturais, relativas a :
a) Problemas e atividades que o usuáruo ou grupo de usuários
deve desenvolver ou enfrentar: temática, tipologia das
atividades,

condições

tecnológicas,

organizacionais,

materiais, geográficas e sociais;
b) Recursos informativos disponíveis ou potencialmente úteis:
fundos acessíveis, fontes, tecnologia disponível, recursos
humanos ( quantidade, qualificação, competências)
c) Características sócio - psicológicas do usuário : atividades e
áreas de especialização, domínio de idiomas, hábitos de uso
da informação, velocidade e tempo dedicado a leitura ou
processamento da informação, papéis que desempenha no
grupo;
● Definição das fontes documentais e não documentais;
● Definição das técnicas para cada tipo de fonte sendo recomendável a
análise documental para as fontes documentais e entrevistas para as
fontes não – documentais. Outras técnicas podem ser utilizadas, tais
como, dinâmica de grupo, observação direta ou participante, método
sócio métrico e estudo informétrico;

9

�● Análise, Processamento e Representação dos dados: esta etapa
pressupõe a análise integral dos dados coletados referentes a todas as
variáveis estabelecidas;
● Categorização, Hierarquização ou Priorização (final) dos usuários e
suas necessidades: Se os usuários e sua necessidade já foram
categorizados, hierarquizados ou priorizados numa etapa inicial,
verifica-se se os resultados obtidos são diferentes dos resultados desta
segunda etapa, e atualiza-se o controle geral de usuários. Caso contrário
determina-se neste momento os critérios que serão aplicados e
executa-se a pesquisa dos seguimentos ou categorias e incorpora-se os
dados no controle geral de usuários. Caso os dados não sejam
suficientes, deve-se através de fontes documentárias ou não, alimentar
o subsistema de controle de usuários. Se os dados forem suficientes
realiza-se a hierarquização final dos usuários e incorpora-se esta
informação ao controle geral de usuários. Os critérios de prioridade
devem estar de acordo com o planejamento estratégico. Os que
contribuem mais para o êxito da organização devem ser priorizados.
Podem ser estabelecidos níveis de prioridade, a saber:
Nível 1 - Participação na tomada de decisão.
Ex: Dirigentes, Coordenadores
Nível 2 - Participação em atividades fundamentais da organização.
Ex: Comissão de Reformulação Curricular

10

�Nível 3 - Líderes ( eleitos ou identificados através de
estudos sociométricos) . Ex: Colegiado do Curso
Nível 4 - Difusores da Informação (identificados através de
estudos sociométricos) Ex: Corpo docente
Nível 5 - Outros usuários
● Planejamento dos serviços e estruturação do sistema de informação
com base nas fontes utilizadas para se determinar a necessidade de
informação de cada usuário individual ou grupal, definir os objetivos
que se quer obter por parte da unidade de informação. De posse do
conhecimento destas necessidades, estrutura-se de uma Política
Diferencial de Serviço visando estabelecer uma gama de serviço de
acordo com os níveis de prioridade e as características dos usuários;
● Avaliação continuada dos serviços de informação prestados através de
constante atualização do estudo de necessidades dos usuários e
alimentação do sistema de controle geral de usuários dos serviços de
informação prestados.

A utilização dessa metodologia requer uma preparação prévia do
profissional da informação quanto a compreensão teórica e metodológica do modelo
metodológico proposto, uma vez que o mesmo deverá ser adaptado a cada caso e condições
concretas da instituição, da unidade de informação e de seus usuários.

11

�É recomendável a realização de um treinamento preparatório para os
profissionais bibliotecários no uso da metodologia e das técnicas que poderão ser empregadas
para obtenção dos dados referentes aos usuários, bem como, para estudo bibliométrico e outros
que facilitem a agregação de valor à informação.

4

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A IMPLEMENTAÇÃO DAS DIRETRIZES
CURRICULARES DO ENSINO DE GRADUAÇÃO: AÇÕES NA UFF
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, Lei no.9.394,

de 20 de dezembro de 19961, revogou toda a legislação em que se baseou a formulação dos atuais
currículos dos cursos superiores. Além disso, acentuou, no seu artigo 43, que trata das finalidades
da educação superior, o caráter formativo dos cursos. Salientou, também, toda a integração que
deve ocorrer entre o ensino, a pesquisa e a extensão, visando não só ao desenvolvimento
tecnológico, como também à inserção do egresso na sociedade contemporânea, pela incorporação
_________________________
1

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece diretrizes e
bases da educação nacional.

de valores que propiciem o pleno exercício da cidadania. Ao tratar da autonomia universitária, no
seu artigo 53, assegura, entre outras coisas, a competência da universidade de fixar os seus cursos
e programas, desde que observadas as diretrizes gerais pertinentes.
Nos processos de regulamentação da Lei, foi elaborada uma análise, pelo
Conselho Nacional de Educação - CNE2, onde se apontam alguns princípios gerais que se
pretende assegurar na formação oferecida aos estudantes. Citam-se os seguintes:
● Estimular práticas de estudo independente, visando uma progressiva
autonomia profissional e intelectual do aluno;

12

�● Encorajar o reconhecimento de conhecimentos, habilidades e
competências adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive as que
referirem à experiência profissional julgada relevante para a área de
formação considerada;
● Fortalecer a relação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa
individual e coletiva, assim como os estágios e a participação em
atividades de extensão;
● Incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que
utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e
discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas

_____________________
2

BRASIL.MEC.Conselho Nacional de Educação. Parecer no. 776/97. Orientação para as diretrizes curriculares dos
cursos de graduação. Relatores: Cons. Carlos Alberto Serpa de Oliveira, Éfrem de Aguiar Maranhão, Eunice R.
Durham, Jacques Velloso e Yugo Okida. 3 de dezembro de 1997. Brasília : 1997.

Dentro ainda do processo de regulamentação da Lei, o Edital nº. 4, do MEC/SESu,
publicado em 10 de dezembro de 19973, notificou as Instituições de Ensino Superior - IES sobre
o processo de organização das Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação.
As Diretrizes Curriculares, de acordo com seus princípios gerais, devem permitir
às Universidades maior autonomia na estruturação dos currículos dos seus cursos de graduação,
através da definição das competências e habilidades que se desejem desenvolver.

13

�A Pró - Reitoria de Assuntos Acadêmicos (PROAC) da Universidade Federal
Fluminense (UFF), tendo em vista as mudanças que a Nova Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional coloca para o ensino de graduação nas universidades brasileiras, promoveu ao
longo do ano de 1999, no âmbito do Fórum de Coordenadores dos Cursos de Graduação da UFF,
um intenso debate sobre essas questões.
Como resultado dessas discussões e refletindo o estágio de amadurecimento da
análise dessa problemática no âmbito da UFF, foi elaborado o documento Diretrizes para a
Política de Graduação na UFF: versão preliminar4, objetivando identificar e apresentar
proposições para os aspectos considerados fundamentais ao desenvolvimento de uma política
para o ensino de graduação na UFF. Este documento está em tramitação nos Conselhos
Superiores, para apreciação e aprovação final e servirá como elemento de referência na condução
dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação na instituição.

_______________________
3

BRASIL.MEC.SESu. Edital no. 4/97. Brasília, 1997

4

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Pró – Reitoria de Assuntos Acadêmicos. Forum de Coordenadores
para os Cursos de Graduação. Diretrizes para a política de graduação na UFF : versão preliminar. Niterói : 1999.

Além disso, foram realizados seminários visando a preparação inicial dos agentes
que irão diretamente influir nos processos de mudança curricular: o primeiro tratou da
Flexibilização Curricular, direcionada ao atendimento das diretrizes gerais dos cursos de
graduação, voltados para os coordenadores de curso, e o segundo tratou de discutir e apresentar
aos bibliotecários da instituição O Papel da Biblioteca Universitária em Busca da Excelência no

14

�Trabalho com o Usuário. Este último teve como objetivos : a) apresentar aspectos gerais de uma
metodologia para a elaboração de um projeto curricular voltada para casos concretos de
planejamento da formação acadêmica, destacam o papel da biblioteca universitária como agente
mediador no processo de mudança do modelo pedagógico e curricular; b) trabalhar o
planejamento de serviços de informação científica e tecnológica, de forma personalizada, com
valor agregado. Estas atividades foram conduzidas por um consultor externo, Prof. Israel Adrian
Nuñez de Paula, da Universidade de Havana.
Estes seminários foram realizados de tal modo a permitir que ambos os
segmentos, bibliotecários e professores, pudessem ter acesso às tendências metodológicas de
flexibilização curricular e discutir os seus papéis estratégicos no processo construção dos projetos
pedagógicos face as diretrizes políticas que deverão ser adotadas para o ensino de graduação na
UFF.

Pode-se ver, claramente, a partir do estabelecimento dos parâmetros norteadores do

trabalho de reformulação curricular pela Universidade expressos no documento Diretrizes para a
Política de Graduação na UFF: versão preliminar5, a importância da biblioteca universitária
como um dos agentes fundamentais na construção do referido processo.

________________
5

id., ibid. p. 13

Considerando a relevância da consecução de um projeto pedagógico foram
estabelecidos parâmetros norteadores a serem adotados pelos Cursos de Graduação da UFF para a
reformulação curricular, tendo em vista as Diretrizes Curriculares, a saber:
● a definição de um projeto pedagógico para o curso, que norteie todos
os passos de elaboração, execução e avaliação do currículo, sintonizado

15

�com os princípios gerais explicitados no Projeto Político para o Ensino
de Graduação;
● a elaboração do currículo deve ser pensada :
a) segundo a lógica do perfil que se deseje para o egresso sempre
fundamentado numa metodologia de ensino centrada no aluno e
que privilegie a atitude de pesquisa como princípio educativo.
Obter-se-á, assim, uma progressiva autonomia intelectual, pelo
estímulo à prática de um estudo independente entendendo-se o
processo ensino-aprendizagem como meio de desenvolvimento de
competências, habilidades e atitudes formativas;
b) assegurando-se
predominância

a articulação
da

formação

entre a teoria e a prática,
sobre

a

informação

e

a

indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
c) com o desenvolvimento de conteúdos integradores e essenciais
através de processos que apontem o enfoque interdisciplinar;
d) desenvolvendo-se nos estudantes espírito crítico e analítico,
preparando-os para a resolução dos problemas enfrentados na
atuação profissional e que são resultantes da evolução científica e
tecnológica em sua área de conhecimento;
e) considerando a graduação como etapa de construção da base para o
desenvolvimento do processo de educação continuada;

16

�f) visando a formação do ser integral, capaz de atuação profissional
ética e competente e de participação nos momentos de
transformação da sociedade, exercendo plenamente sua cidadania.

A PROAC pretende dar prosseguimento a estas ações que visam a
preparação dos agentes que participam deste movimento de mudanças para que estejam
suficientemente familiarizados, tanto conceitualmente, como tecnicamente, quando as Diretrizes
Curriculares Nacionais, atualmente em discussão no CNE, forem aprovadas, o que deve ocorrer
no decorrer do presente ano.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A didática do aprender a aprender tem como objetivo motivar o aluno para
construir a atitude de pesquisa e a capacidade de elaboração própria.
Como fator decisivo para isso, a Universidade deve existir como ambiente
pedagógico voltado para a pesquisa e a produção de conhecimento. Assim, poderá formar
trabalhadores capazes de saber pensar, participar de processos decisórios, avaliar a qualidade de
processos, formular raciocínio lógico, discutir embasado em conhecimento atualizado, capaz de
reciclar-se e adaptar-se às constantes inovações sociais e tecnológicas.
A biblioteca universitária não deve se furtar ao seu papel de mediadora no
processo de reformulação curricular, que ensejará a formação de tais profissionais,
considerando-se a sua missão mais ampla de suprir de informação a estrutura organizacional e
acadêmica da Universidade. No que se refere ao atendimento das diretrizes curriculares deverá

17

�dispor das fontes de informação necessárias a atualização dos educadores, concernentes as
tendências do conhecimento científico e tecnológico nas diversas áreas do saber, bem como gerir
os meios para possibilitar esse acesso.

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DEMO, Pedro. Desafios modernos da educação. Petrópolis : Vozes, 1993.
DODEBEI, Vera Lúcia et al. Bibliotecas universitárias brasileiras: uma reflexão sobre seus
modelos. Trabalho apresentado no VI CECI. [on line] Disponível na Internet via www. URL:
http://www.ufrj.br/sibi/tema2.html.
HENRIQUES, Márcio Simeone. O Pensamento complexo e a construção de um currículo
não-linear. Trabalho apresentado na 21ª Reunião Anual da ANPED, Caxambu, MG, em
setembro de 1998. [on line] Disponível na Internet via www. URL:
http://www.ufrgs.br/faced/gtcurric/simeone.htm. Arquivo capturado em 05/01/00.
MORAES, Maria Célia Marcondes de. Paradigmas e adesões: temas para pensar a teoria e a
prática em educação. Trabalho apresentado em Sessão Especial na 21ª Reunião Anual da
ANPED, Caxambu, MG, em setembro de 1998. [on line] Disponível na Internet via www.
URL: http://www.ufrgs.br/faced/gtcurric/mcelia.html. Arquivo capturado em 10/01/00.
NUÑEZ PAULA, Israel A . Guia metodológica para el estudo de las necesidades de
formación e información de los usuarios o lectores. ACIMED, v. 5, n. 3, p. 32-51,
sep./dic. 1997.
___________ . Usos y definiciones de los términos relativos a los usuarios o Clientes : el
enfoque gerencial y del contexto organizacional o comunitario para precisar quienes son los
usuarios de una entidad de información. [S.l. : s.n, 199-?]
VIEIRA, Ricardo. Modelos científicos e práticas educativas (breve incursão no séc. XX). [on
line]
Disponível
na
Internet
via
www.
URL:
http://www.a-pagina-da-educacao.pt/arquivo/artigos. Arquivo capturado em 12/01/00.

18

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Lück, Esther Hermes, Motta, Jandira Souza Thompson, Souza, Clarice Muhlethaler de, Sampaio, Maria da Penha Franco, Rodrigues, Mara Eliane Fonseca</text>
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                <text>Analisa o papel da biblioteca universitária como agente mediador no processo de mudança do modelo pedagógico e curricular, através da aplicação de metodologia de estudo das necessidades de informação dos usuários envolvidos no processo de reformulação curricular.</text>
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                    <text>A

BIBLIOTECA

E

SUAS

REPRESENTAÇÕES:

ANÁLISE

DAS

REPRESENTAÇÕES DE ALUNOS E PROFESSORES NA UFPR

Profª Helena de Fátima Nunes Silva

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - UFPR
SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO - DECiGI
Gel. Carneiro, 460 – 7º andar
Curitiba - PR - Brasil
e-mail helena@coruja.humanas.ufpr.br

Resumo: Pesquisa as concepções de biblioteca expressas na literatura, que foram sendo
modificadas pelo homem, através dos tempos, consoante suas necessidades, bem como
analisa o discurso da comunidade universitária (professores e alunos) a respeito da instituição
biblioteca. A partir da teoria das representações sociais de Moscovici (1978), trabalhou-se sob
o enfoque das dimensões informação, imagem e atitude dos sujeitos com relação ao objeto.
Por meio da análise de conteúdo temática e frequencial, percebe-se que a biblioteca é
representada pela comunidade universitária da UFPR como um lugar de silêncio, uma igreja,
um espaço de pesquisa e uma possibilidade para novas descobertas

e conexões, mas

simultaneamente como um território que amedronta. O conjunto de imagens utilizadas pelos
entrevistados em suas representações da Biblioteca de Ciências Humanas e Educação (HE)
reflete uma relação de conflito entre o amor e o ódio. Se, por um lado, ela é a possibilidade de
descobertas e uma fonte de pesquisa, por outro, ela é vista como um cemitério, um lugar sem
vida. Pela análise, conclui-se que os sujeitos têm informação estruturada acerca do objeto
biblioteca, embora eles a representem como algo intocável, divino, um templo onde o ser
humano deve silenciar. Surge como complemento dessa representação uma alternativa ao

1

�modelo representado, numa abordagem mais humana e socializadora, em que o divino dá
espaço à convivência, ao diálogo e à criação de impossíveis mundos. Finalmente, observa-se
na comunidade estudada uma atitude claramente favorável em relação à biblioteca enquanto
objeto social.

ÁREA TEMÁTICA: USUÁRIOS DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

INTRODUÇÃO

A busca de uma resposta emergente quanto à representação de biblioteca é
fundamental para que profissional da informação repense seus conceitos, atitudes e valores. A
aproximação deste às comunidades significa sempre a forma de permitir o fortalecimento da
Biblioteconomia e da Ciência da Informação. Uma vez que pesquisas descrevendo a
representação social de biblioteca inexistem, torna-se uma necessidade para quem pretende
agir com suporte em

dados,

garantir a eficácia de programas de conscientização da

importância da unidade de informação - biblioteca, bem como incentivar pesquisas e
reflexões que produzam um tipo de conhecimento que, extrapolando as questões clássicas da
área, permitam ver a "clientela" de maneira menos especializada e interagindo na sociedade
através de práticas e representações sociais que são dinâmicas e se modificam continuamente.
Assim, conhecer fatias do imaginário social de um grupo (no caso a Biblioteca de
Ciências Humanas e Educação) é interagir com ele, estabelecer cumplicidade na diferença. É
neste sentido que este estudo analisa valores por vezes convergentes com os pré-existentes,
por vezes novos e até contraditórios em relação àqueles vivenciados por um grupo social.
Os fatores qualitativos de análise

são constituídos pelo conjunto de informações

teóricas e pelos dados obtidos em campo, mediante a análise de conteúdo, tomando como
base a teoria da Representação Social de MOSCOVICI (1978) e objetivam levantar conceitos
e finalidades da biblioteca no processo de transmissão de conhecimentos, bem como detectar
as representações de biblioteca na comunidade da UFPR. Assim, são fatores qualitativos de
2

�análise: a biblioteca, a concepção de saber e de conhecimento; a criação e desenvolvimento
de bibliotecas em nível mundial, no Brasil e as representações sociais de biblioteca na
comunidade universitária da UFPR .
O trabalho foi originalmente apresentado como dissertação de mestrado em Educação
e constitui-se em um estudo de caso desenvolvido junto à comunidade acadêmica dos Setores
de Ciências Humanas e Educação da Universidade Federal do Paraná.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O estudo aborda questões que se relacionam com a vivência da pesquisadora e suas
preocupações enquanto professora dos Cursos de Biblioteconomia e Gestão da Informação,
cuja inquietação intelectual alerta para o papel das unidades de informação no processo de
transmissão de conhecimentos.
A pesquisa se constitui primeiramente de uma parte teórica (bibliográfica) e
finalmente de uma pesquisa de campo. O estudo procurou analisar uma realidade já existente,
partindo da literatura e dos questionamentos feitos à comunidade universitária.
Optou-se pela entrevista aberta, ou não estruturada, com pontos temáticos, a qual
permite que um indivíduo seja levado a expressar livre e completamente suas opiniões e
atitudes com referência ao objeto da pesquisa.
No caso deste trabalho, objetivou-se que os sujeitos se expressassem de forma
expontânea acerca da sua representação de biblioteca.
Dessa forma, para a realização das entrevistas elaborou-se um guia de temas,
configurando um roteiro de entrevista, enfocando as três dimensões da representação social
(Informação, Imagem e Atitude) sobre o objeto biblioteca.
Todas as entrevistas foram gravadas em fita cassete pela pesquisadora,

com a

expressa autorização dos entrevistados. Posteriormente foram transcritas, constituindo-se em
relato escrito.
A transcrição foi feita a partir da escuta cuidadosa dos trechos gravados e imediata
passagem para o papel. Ao término de cada transcrição a entrevistadora ouvia novamente a
fita, acompanhando com a leitura do texto e verificando alguma omissão e, principalmente, a
pontuação. Feitas as devidas correções, o texto foi então digitado.

3

�A mostra utilizada foi intencional, não probabilística e constitui-se de professores que
ministram aulas nos cursos do Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes e do Setor de
Educação da UFPR,

bem como

por alunos do último ano dos cursos da comunidade

universitária dos Setores acima citados.
Como procedimento para a análise do material obtido nas entrevistas, utilizou-se a
análise de conteúdo, temática e freqüencial, pois segundo HENRY e MOSCOVICI "tudo o
que é dito ou escrito é suscetível de ser submetido a uma análise de conteúdo".
A estrutura de análise teve como base o esquema proposto por BARDIN (1976),
porém, com adaptações necessárias às propostas deste trabalho.
Foram realizadas quarenta e sete (47)

entrevistas. No entanto, por problemas de

gravação, duas delas não foram aproveitadas.
Como fatores de análise tomaram-se as três dimensões da representação apontadas
por MOSCOVICI (1978), ou seja: a) informação; b) imagem ou campo de representação e c)
atitude.

AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

O termo “representação” está presente em diferentes contextos. Nas investigações
filosóficas ele aparece desde a antigüidade grega, com os mais variados sentidos.
expressão

A

“representação social”, no entanto, tem uma historia bem mais recente. Na

sociologia, surgiu com Durkheim por volta de 1897. Na psicologia social, o interesse pelo
fenômeno descrito por Durkheim como representação coletiva surgiu com a investigação de
Serge Moscovici (196l), intitulada a Representação Social da Psicanálise.
Moscovici desejava responder à questão: em que se transforma uma disciplina
científica quando passa do domínio dos especialistas para o grande público? Seu trabalho teve
grande importância extrapolando a resposta obtida e marcando uma mudança fundamental
nas análises teóricas dos determinantes do comportamento social.
O conceito de representação social segundo Moscovici não é fácil de ser
compreendido. Uma das razões dessa dificuldade é sem dúvida o fato de ser a representação
um conceito híbrido de onde confluem noções de origem sociológica, como a cultura e a
ideologia e noções de procedência psicológica, tais como a imagem e pensamento. O conceito

4

�de representação social é peculiar e pode ser chamado de um conceito eminentemente
psicossociológico.
Assim, para JODELET citada por GRACIA (1988, p. 33) representação social é:

Uma maneira que nós sujeitos sociais aprendemos os conhecimentos da vida diária, as
características de nosso meio ambiente, as informações que nele circulam, as pessoas de nosso
relacionamento. Em outras palavras, o conhecimento espontâneo, ingênuo, denominado de
conhecimento do senso comum, ou pensamento natural, por oposição ao pensamento científico.
Este conhecimento se constitui a partir de nossas experiências, de nossas informações,
conhecimentos e modelos de pensamento que recebemos e transmitimos através da tradição, da
educação e da comunicação social. Desse modo o conhecimento é , em muitos aspectos, um
conhecimento socialmente elaborado e compartilhado... (1988, p. 33)

Já

MOSCOVICI enfatiza o caráter específico, a dimensão irredutível

das

representações sociais. Para ele, as representações sociais constituem uma organização
psicológica, uma forma de conhecimento específico de nossa sociedade e que não se reduz a
nenhuma outra forma de conhecimento (1978, p. 46). Com isto, ele pretende marcar a
diferença entre as representações sociais e outras formas de pensamento social como os mitos,
a ideologia, a ciência ou simplesmente as visões de mundo. No entanto, as representações
sociais compartilham aspectos comuns com cada uma delas. Por exemplo, as representações
sociais atuam na realidade social, da mesma forma que atuam as teorias científicas com
respeito aos objetos que se aplicam. Porém, é lógico que as teorias do senso comum que são
as representações sociais não tenham o mesmo modo de produção, a mesma lógica interna,
nem a forma discursiva das teorias do pensamento científico.
GRACIA (1988) vê a representação social como um processo de construção da
realidade e esta afirmação, diz ele, deve ser entendida em duplo sentido. Primeiro, no sentido
de que as representações sociais são parte da realidade social, contribuem

pois para

configurá-la e, como parte substancial da realidade, produzem nela uma série de efeitos
específicos. Segundo, no sentido de que as representações sociais contribuem para construir o
objeto do qual são uma representação.
O conceito de representação social tem diversas conotações, como já mencionamos
acima. Neste trabalho, no entanto, utilizaremos aquele proposto por Serge MOSCOVICI em
seu trabalho sobre a Representação Social da Psicanálise.
5

�As representações sociais são formadas, na sua grande maioria, da cultura acumulada
na sociedade ao longo da história. O fundo cultural circula pela sociedade através das crenças
compartilhadas, dos valores, das referências históricas e culturais que formam a memória
coletiva e

constróem a identidade da própria sociedade. As fontes de determinação das

representações sociais, de maneira geral, se encontram no conjunto de condições sociais,
econômicas e históricas, as quais caraterizam uma determinada sociedade, bem como no
sistema de crenças e valores existentes na referida sociedade.
GRACIA (1988, p. 41) acredita que outras fontes mais específicas provêm da própria
dinâmica das representações sociais e de seus mecanismos internos de formação. Ele coloca
entre estes mecanismos a objetivação e a ancoragem. Finalmente, diz Gracia que as
representações sociais se formam a partir do conjunto de práticas sociais que se encontram
relacionadas com as diversas modalidades da comunicação social. É, sem dúvida, afirma ele,
nos processos de comunicação onde se originam as representações sociais.
As representações sociais são compostas de inúmeros elementos de natureza e
procedência diversas. No entanto, segundo Moscovici existem três eixos em torno dos quais
se estruturam os componentes de uma representação social: a atitude, a informação e a
imagem ou campo de representação.
A Atitude é a tendência favorável ou não que determinada pessoa tem sobre um
objeto da representação e

é expressa portanto, em forma de avaliação. Os diversos

componentes afetivos que fazem parte de qualquer

representação se articulam sobre essa

dimensão avaliativa, imprimindo às representações um caráter dinâmico. E, assim, como
componente atitudinal das representações sociais, dinamiza e orienta decisivamente as
condutas acerca do objeto representado, suscitando um conjunto de reações emocionais,
influenciando as pessoas com maior ou menor intensidade.
A Informação - informação é o "ato ou efeito de informar(se). Informe. Dados sobre
alguém ou algo. Instrução, direção." (FERREIRA , 1975, p. 267)
Esta definição de informação mais ligada à comunicação, no sentido de que informar é
dar conhecimento sobre algo ou tornar comum esse algo, é importante para a psicologia
social, pois a noção de comunicação direciona o comportamento lingüistico e a situação
psicossocial referente aos estudos de comportamento.

6

�A comunicação é, portanto, vital no sistema de troca de informações, embora seja
evidente que os níveis de informação a respeito de determinado objeto ou saber mais
elaborado nem sempre são coerentes e variam conforme o grupo ou universo de opinião.
As colocações de KAES (1968) contribuem para confirmar o que foi dito acima,
quando ele afirma: " a informação concerne na organização dos conhecimentos que possui
um indivíduo ou grupo a respeito de um objeto". É possível, afirma o autor, distinguir os
níveis de conhecimento, seja pela quantidade ou qualidade da informação relativa ao objeto
dessa informação. Estes são, no entanto, caracteres particulares mais ou menos estereotipados
e pré-julgados.
Nas palavras de KAES (1968, p. 17), a representação, produto da atividade do sujeito,
se constitui como base das informações que recebe e que elabora a partir da percepção de
mundo dos outros e de si mesmo.
A função da percepção é, segundo KAES (1968, p. 20), a seleção das informações
úteis ao sujeito para que este possa ajustar-se ou adaptar-se à realidade. Ela opera de acordo
com o sistema de valores do grupo ao qual pertencem os indivíduos, sendo sua função social
permitir que estes se adaptem ao meio para viver em sociedade.
A Imagem ou Campo de Representação - O campo de representação se organiza em
torno do esquema figurativo, ou núcleo figurativo. Este esquema ou núcleo não só constitui a
parte mais sólida e mais estável da representação, mas exerce uma função organizadora para o
conjunto da representação. É quem confere o peso e o significado aos demais elementos que
estão presentes no campo de representação. O núcleo figurativo se constrói

através do

processo de objetivação e provém da transformação dos diversos conteúdos conceituais
relacionados com o objeto, em imagens. Estas imagens contribuem para que as pessoas
formem uma visão menos abstrata do objeto representado, substituindo suas dimensões mais
complexas por elementos figurativos que são mais acessíveis ao pensamento concreto.
As imagens são

um conjunto preponderante das elaborações de conduta e dos

modelos de conduta. São produtos para a tentativa de assumir a realidade concreta da sua
definição abstrata - podendo ser puramente mentais ou materiais, são intermediárias entre o
objeto e o sujeito, o concreto e o abstrato, o passado e o futuro, o indivíduo e o grupo
(KAES,1968, p. 22-23).
"As imagens são espécies de sensações mentais, de impressões que os objetos e as
pessoas deixam em nosso cérebro. Ao mesmo tempo,
7

elas mantêm vivos os traços do

�passado, ocupam os espaços de nossa memória para protegê-los contra a barafunda da
mudança e reforçam o sentimento de continuidade do meio ambiente e das experiências
individuais e coletivas" (MOSCOVICI, l978, p. 47).
Como conclusão sobre as dimensões da representação, MOSCOVICI (1978, p. 74)
observou que a psicanálise suscita atitudes em todos os grupos, mas nem todos apresentam,
sobre ela, representações sociais coerentes.

Afirma que uma dimensão pode ser mais

estruturada e as outras mais difusas. A atitude é a mais freqüente das três dimensões. Segundo
ele, uma pessoa se informa e representa um objeto, depois de ter uma posição (atitude) em
relação a ele.
Cada realidade social é,

pois, dotada de uma inteligibilidade própria, permeando

normas, interesses coletivos, valores, princípios morais à vida coletiva dos indivíduos.
Investigar

uma realidade social pressupõe contar com um conjunto coordenado de

representações, uma estrutura de sentidos, de significados que circulam entre os seus
membros, mediante diferentes formas de linguagem.

Representação Social e Biblioteca
A biblioteca é uma agência social criada para atender às necessidades da instituição à
qual serve. Como tal, é também um instrumento moldado e condicionado pela estrutura
social, de acordo com os padrões e valores culturais que regem as instituições dessa estrutura.
Por outro lado, é o repositório e um meio de difusão das experiências culturais desenvolvidas
nos níveis adaptativo, associativo e ideológico, que determinam aqueles valores.
Partindo-se da premissa de que a biblioteca constitui um objeto social ligado a um
contexto e grupo social específico, podemos inferir a existência de uma representação social
a ela correspondente, cabendo questionar: o que e quanto se sabe sobre ela? qual a atitude
frente a ela? qual é a imagem que se tem dela?
Estudos direcionados para a representação social de biblioteca, dentro do referencial
teórico aqui apresentado, inexistem. No entanto, cabe ressaltar alguns trabalhos significativos
relacionados à imagem da Biblioteconomia e da biblioteca e à auto-imagem do bibliotecário.
A dimensão social e educativa da Biblioteconomia foi a preocupação do estudo feito
por CYSNE (1993), onde ela aborda, dentro de uma visão gramsciana, aspectos relacionados
à função social da biblioteca e aos serviços de informação, bem como o papel que deve ser

8

�assumido pelo bibliotecário, numa relação direta com o contexto social em que a profissão
está inserida, buscando, dessa forma, uma integração e uma transformação da sociedade.
OLIVEIRA (1983) em seu trabalho intitulado o bibliotecário e sua auto-imagem,
procurou estabelecer e identificar os fatores envolvidos na formação de atitudes profissionais
e valores ocupacionais presentes no exercício da Biblioteconomia.
Já MULLER (1983) teve a preocupação

de verificar através de uma revisão de

literatura, principalmente de autores americanos e ingleses e contemplando um período de
quase cem anos, a opinião sobre a função da biblioteca na sociedade, referindo-se quase
sempre à biblioteca pública. A autora, declara que ... "embora as atitudes tenham variado
muito de uma época para outra, um ponto básico permanece: a biblioteca não é uma entidade
independente, capaz de declarar quais

e como seus serviços serão oferecidos, depende

inteiramente de uma série de fatores existentes em seu ambiente. Suas funções básicas não
mudam (...) mas sim a maneira de desempenho e objetivos de seus serviços". (p. 7).
Os fatores existentes no ambiente que ocasionam a mudança de atitudes com relação
à função da biblioteca, apontados por MULLER, estão intimamente ligados à representação
social de biblioteca que determinado grupo, em determinada época, fixou como modelo de
biblioteca.
Através de uma exaustiva

revisão de literatura,1 buscou-se, identificar a

representação de biblioteca no Brasil e no mundo. Nesse sentido, a história das bibliotecas
descrita é a própria concepção de biblioteca e de mundo que o homem através dos anos
construiu e modificou de acordo com suas necessidades, as quais fazem parte, antes de mais
nada, de um conjunto de idéias entendidas como modelos introjetados - representações que a
consciência coletiva compartilhou através de crenças, costumes e valores.

APRESENTAÇÃO DOS DADOS

A análise foi feita a partir da teoria fornecida por MOSCOVICI (1978) ou seja, as três
dimensões da representação social - informação, imagem ou campo de representação e atitude
relacionadas à Biblioteca.
Sumariando os resultados

obtidos, têm-se uma visão de representação social da

Biblioteca, como um conjunto de afirmações, delimitações e posições sobre essa prática
1

Integralmente apresentada na Dissertação de Mestrado em Educação.
9

�contextualizada.
A análise dimensional, em seu conjunto, permite conhecer como se configura, na
comunidade universitária estudada, a representação social de Biblioteca.
Na análise dos grupos chegou-se às seguintes representações: quase a totalidade dos
alunos tem o conceito de Biblioteca como reunião de acervo/depósito. Grande parte deles
cita como função principal da Biblioteca desenvolver o ensino e propiciar lazer aos usuários.
Entendem que a Biblioteca tem uma relação íntima com o ensino propiciando uma abertura
de horizontes, apesar de uma parcela deles perceberem que a relação da biblioteca com o
ensino é deficiente, devido principalmente à falta de recursos da biblioteca e o direcionamento
dado pelos professores, incentivando o uso de meios reprográficos. A organização e
administração é vista como deficiente, principalmente

em termos de localização dos

materiais, de pessoal e horário de funcionamento.
A imagem da biblioteca "idealizada" aparece associada a um lugar de silêncio,
sagrado, mas também a um lugar de pesquisa, um ponto de encontro ou ainda a um templo de
formação ou escola. A Biblioteca "descrita" (HE) para esses sujeitos

está ligada aos

conceitos de desatualização e de desorganização, possuindo um acervo pobre e inadequado e,
apesar disso, ela ainda é uma possibilidade, uma fonte de pesquisa, facilitando o acesso ao
conhecimento. As atitudes desse grupo em relação à Biblioteca são predominantemente
favoráveis, embora seja possível perceber, nos discursos dos sujeitos, restrições que se
referem

à falta de qualificação do pessoal e privilégios de atendimento a determinadas

categorias (professores e alunos de pós-graduação).
A conceituação dos professores sobre a Biblioteca reflete uma ligação tanto como
uma reunião de acervo/depósito, quanto como um centro de referência/centro cultural. As
funções da Biblioteca mencionadas, como suprir informações/manter um acervo, desenvolver
o espírito de pesquisa, desenvolver o ensino e atender aos usuários, indicam um
conhecimento bem aproximado daquelas funções citadas na literatura especializada. A relação
da Biblioteca com o ensino aparece como uma relação deficiente, quase inexistente, ao
mesmo tempo em que ela é apontada como uma estratégia metodológica e uma abertura de
horizontes. A posição dos professores em relação a organização e administração é de que a
Biblioteca tem sérios problemas quanto à localização do material, roubo e vandalismo.
Apontam como inadmissível a não informatização dos serviços, o ambiente desagradável, a
falta

de

pessoal qualificado e a formação inadequada do bibliotecário. A imagem da
10

�biblioteca "idealizada" é associada a um lugar de silêncio/igreja, lugar de pesquisa, como
uma possibilidade de novas descobertas e conexões e ainda como um território que
amedronta. A biblioteca "descrita" (HE) é vista como uma biblioteca desatualizada, como
uma possibilidade de descobertas, uma fonte de pesquisa. Aparece também a associação da
biblioteca como um cemitério, um lugar sem vida. A posição dos professores em relação à
Biblioteca é claramente favorável, embora apresente um percentual significativo de atitudes
negativas. Estas

estão relacionadas com a localização da biblioteca e com a falta de

divulgação do acervo e dos serviços.
Ao analisar-se a revisão de literatura sobre as Concepções de Biblioteca, pôde-se
perceber que os conceitos de biblioteca como

Reunião de Acervo

e Preservação do

Conhecimento, estão presentes desde a Pré-História quando surgiram as primeiras bibliotecas,
sendo que a preocupação maior era a de manter um acervo (Biblioteca) como Memória dos
Povos.
Pela Biblioteca de Assurbanibal, por exemplo, para não citar outras, observa-se que o
interesse em reunir livros vem desde os antepassados do Rei Assírio, os quais criaram
bibliotecas em seus palácios, como

se,

fossem conscientes de que eram legítimos

representantes de uma cultura milenar.
Esta concepção se faz presente no decorrer de toda a história das bibliotecas, inclusive
nas bibliotecas deste final de século. Portanto, a formação das representações sociais dos
sujeitos investigados, especificamente neste item de conceito, parece estar de acordo com o
mecanismo da Ancoragem, descrito por Moscovici, Gracia e Pedra. A ancoragem, segundo
PEDRA (1992), não se trata como no caso da objetivação, da constituição formal de um
conhecimento, mas de sua inserção orgânica em um outro pensamento já constituído. Na
visão de GRACIA (1988, p. 50) nós "sempre vemos o novo através de lentes antigas, e o
deformamos o suficiente para estar de acordo com os esquemas que nos são familiares".
A respeito do conceito de biblioteca como Centro de Referência/Centro Cultural, ele
surge de acordo com a literatura revisada, somente no século xix, com o aparecimento das
bibliotecas públicas nos países Anglo-Saxões. As bibliotecas deixaram de ser consideradas
apenas como memória do passado e arquivos da sabedoria humana e passaram a ser
instituições educativas. Como tais, favoreceram a formação cultural, o desenvolvimento
pessoal e profissional dos cidadãos.

11

�Esta visão, diferentemente da anterior, não se encontra tão arraigada na percepção dos
sujeitos que compõem a nossa amostra. Pode-se inferir que a informação de que determinado
grupo social se apropria acerca de um objeto

é feita sobre

aqueles elementos mais

conhecidos em detrimento de outros.
Pela análise dos dados podemos verificar que a representação surge conforme a função
de cada grupo, vindo a confirmar a teoria de que "as representações estão organizadas de
modo diverso segundo a cultura, classes e grupos sociais..." (MOSCOVICI , 1978, p. 67).
Pode-se inferir ainda, que as constantes transformações ocorridas na sociedade fazem
com que a biblioteca e suas funções sejam representadas de diferentes maneiras, dependendo
do contexto em que os sujeitos estejam inseridos. Assim, as funções aqui mencionadas são
coerentes com o ambiente universitário no qual os sujeitos estão engajados. Por outro lado,
elas também encontram-se presentes no discurso de alguns autores citados por MULLER
(1984). Portanto, as informações dos sujeitos sobre o objeto biblioteca provém, na sua
grande maioria, da cultura acumulada na sociedade ao longo da história e de práticas que se
encontram relacionadas com as diversas concepções de mundo.
A representação de bibliotecário, embora não fizesse parte dos temas propostos pela
entrevista, surgiu entre os professores como sendo: "uma mulher horrorosa, normalmente mal
amada, trancada atrás de uma escrivaninha, com oclinhos..." ou na opinião de outro professor
: "acho que a gente tinha que ter uma bibliotecária com uma bagagem que orientasse e
deslanchasse esses alunos para desenvolver melhor suas pesquisas e que gostasse de estar
lá..." ou ainda: "o bibliotecário é um pouco mais fechado, ele é mais tradicional... acho um
pouco medroso...".
Os alunos, por sua vez, acham que o bibliotecário atende mal, está sempre
sobrecarregado de afazeres, de serviços técnicos, ele é um burocrata e não muito acadêmico.
Quanto à representação do bibliotecário surgida entre os sujeitos da amostra, podemos
afirmar que é parte

daquilo que se construiu em termos de conhecimento na área de

Biblioteconomia. Os paradigmas teóricos e práticos estão calcados nas teorias funcionalista e
behaviorista, em uma Biblioteconomia tradiconal, tecnicista e de apoio e não em uma
Biblioteconomia dinâmica, social, com identidade e conteúdos próprios. Por outro lado, essa
imagem também está refletindo o estigma da profissão de mulheres, a qual traz no seu bojo a
questão cultural e social da reprodução da desvalorização da mulher e do seu conhecimento.

12

�Podemos inferir que a imagem de biblioteca ligada ao silêncio, ao sagrado, teve sua
origem no surgimento das primeiras bibliotecas, junto aos mosteiros e igrejas,
consolidando-se na sociedade ao longo da história. Esta concepção está presente na própria
arquitetura das bibliotecas, as construções na sua grande maioria passam essa imagem de
imponência, de poder, de sagrado , como pode ser observado pela Figura a seguir.

13

�Biblioteca Nacional

Fonte: Horizonte Geográfico, São Paulo, v.7, n. 33, p.35, 1994.

A idéia de biblioteca como fantasia, como possibilidade é a representação que
FOUCAULT citado por RADFORD (1992)

discute a respeito da biblioteca. Para ele a

biblioteca é como um grande labirinto do mundo, cada caminho é uma possibilidade
silenciosa, um potencial para novas conexões.
A idéia de biblioteca associada à imagem de escola/templo de formação tem suas
raízes no aparecimento das primeiras universidades na Idade Média, quando os professores ao
conhecer Aristóteles e seus intérpretes adotaram um novo método baseado na leitura efetuada
pelo professor de um texto e na discussão (troca de idéias) com os alunos. A idéia é
reafirmada pelo bibliotecário Melvil Dewey (início século xx) quando enfatiza que a
biblioteca é como um escola, e o bibliotecário é, no mais alto sentido, um professor.
A imagem de biblioteca como sendo um território que amedronta/local detestável é,
por um lado, parte do ritual do conhecimento e como não poderia deixar de ser causa de certa
forma esse sentimento de medo, até pela maneira como as pessoas se relacionam com o
conhecimento, colocando-o como algo que não pode ser questionado, posto a prova. Por outro
lado, ela é um lugar não muito desejável, sem vida. Ao refletirmos sobre tal imagem
representada pelos sujeitos, podemos inferir que ela

estaria dentro de um conjunto de

condições históricas e de um sistema de crenças e valores existentes na sociedade acerca do
conhecimento e da instituição biblioteca.

14

�Com base nos dados levantados podemos afirmar que os entrevistados têm
informações estruturadas, a respeito da Biblioteca HE. As informações apontadas indicam que
Biblioteca tem problemas administrativos relacionados principalmente à localização de
material, pessoal desqualificado, bibliotecário com formação inadequada e burocrata e uma
biblioteca atrasada em serviços informatizados.
Pelos dados apresentados com relação à imagem ou campo de representação, pode-se
perceber que os sujeitos da amostra têm núcleos figurativos diferentes a respeito daquilo que
julgam "ideal" e aquilo que descrevem (HE) em termos de biblioteca. A isto podemos
chamar de “mecanismo da objetivação”, o qual não atua em um vazio social, mas está
notavelmente influenciado por uma série de condições, tais como a inserção das pessoas em
um determinada estrutura social. No caso em questão, a inserção dos sujeitos na estrutura
universitária tem influência sobre o núcleo figurativo. Em função é claro dos interesses, dos
valores e da posição que cada pessoa ocupa na universidade.
Os resultados da análise da dimensão

atitudes indicam que tanto no grupo de

professores, quanto no grupo de alunos, existe o predomínio de uma posição ou tendência
favorável em relação à Biblioteca HE como objeto de representação social.
Na opinião de ECO citado por WINTER (1994), entretanto, a biblioteca, apesar de
ser o lugar onde encontram-se muitas ferramentas e materiais essenciais para o trabalho
escolar, é ignorada como assunto digno de reflexão ou de estudo. Isto pode ser confirmado
pelo nosso estudo, pois se, por um lado, a biblioteca é considerada necessária e importante,
por outro, apenas três professores expressam claramente a relevância do tema, afirmando ser
a primeira vez que são abordados sobre tal objeto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao iniciarmos este trabalho fomos movidos por uma série de indagações, dentre as
quais elegemos as mais significativas como pontos centrais da pesquisa e reflexão que nos
propusemos a estudar
Retomamos, neste item, tais indagações iniciais, objetivando com isto compor um
quadro analítico que seja, no mínimo consistente e significativo para outras análises sobre
esse tema.

15

�As conclusões a que chegamos foram produtos de uma questão inicial - o que é
biblioteca, qual é sua representação? Esta indagação também nos auxiliou a definir os
objetivos,

ou seja : levantar os conceitos e finalidades

da biblioteca no processo de

transmissão de conhecimentos, bem como detectar as representações de biblioteca na
comunidade da UFPR.
Os resultados desse estudo indicam que o conceito de biblioteca está associado a idéia
de reunião de documentos ou mesmo de um depósito do conhecimento, uma visão que está
presente desde os primórdios da civilização e que vem sendo articulada pelos processos de
comunicação, seja através dos meios de comunicação (jornais, televisão, revistas) ou pela
comunicação interpessoal (a troca, a conversa).
A biblioteca é conceituada, ainda, como sendo um centro de referência ou um centro
cultural. Nesse conceito a biblioteca representa o conhecimento.
Se, por um lado, as funções e papéis apontam para a idéia de que a biblioteca existe
para fornecer ou suprir informações, bem como para desenvolver as atividades de ensino e
pesquisa, por outro lado, a relação da biblioteca com o ensino é descrita como deficiente ou
quase inexistente. Estes dados analisados dessa forma são no mínimo contraditórios; porém,
ao se verificar os discursos dos sujeitos, percebe-se claramente que há esta relação
biblioteca/ensino. Entretanto, os sujeitos da amostra afirmam que, na Biblioteca HE, a relação
não é possível devido principalmente à falta de atualização do acervo e ao indiscriminado uso
de meios reprográficos.
Pelo que foi possível observar e compreender, a imagem de Biblioteca "ideal" foi
ligada à idéia de um lugar de silêncio, igreja, um lugar sagrado. Consequentemente pode-se
afirmar que a biblioteca esteve presente na visão do homem como parte integrante da
organização social, ainda que tenha vigorado a imagem de algo intocável, divino, um templo
onde o ser humano deve silenciar. Embora seja significativa essa representação, há lugar
nesse templo para a pesquisa, para o encontro e a convivência das pessoas. Ela é o espaço
onde reside a possibilidade de impossíveis mundos.
A Biblioteca "descrita" (HE), por outro lado representa para os sujeitos da amostra, a
própria realidade das universidades brasileiras, ou seja o sucateamento do ensino superior. O
discurso explícito percebido na "leitura" dos resultados sugere uma imagem da Biblioteca HE
como ultrapassada e inadequada em termos de acervo, um lugar morto que clama por vida. A
esperança de vida desponta na descoberta, na conexão, nos infinitos caminhos que a
16

�Biblioteca possibilita ao ser humano. Complementando esse discurso explícito, aparece um
discurso que sugere uma biblioteca com mais vida, um lugar onde as pessoas possam se
encontrar, onde o silêncio dê espaço à criação e ao diálogo, uma alternativa ao modelo
representado, numa abordagem mais humana e socializadora.
Cremos que um dos possíveis méritos desta pesquisa tenha sido o de procurar uma
resposta à desvalorização da biblioteca enquanto espaço de educação que realmente é. Na
verdade, essa desvalorização não é apenas em relação às bibliotecas, mas principalmente em
relação à educação de uma maneira geral, sendo a biblioteca um dos espaços mais atingidos.
Finalmente, cremos que outras pesquisas podem e devem ser feitas a partir do tema Representação social de Biblioteca. Faz-se necessário conhecer e analisar como se desenvolve
esta relação nas outras bibliotecas da UFPR, bem como em outras bibliotecas especializadas,
públicas ou universitárias. Outro ponto seria o estudo das projeções dos professores na
formação dos profissionais que atuam em unidades de informação e a conseqüente
representação que a sociedade tem de Biblioteca.
Os pontos aqui levantados são questões que surgiram no decorrer de nossa análise e
podem constituir-se em importantes pesquisas, pois possibilitariam uma maior compreensão
da representação social das bibliotecas brasileiras e da construção do conhecimento na área
de Informação.

17

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Pesquisa as concepções de biblioteca expressas na literatura, que foram sendo modificadas pelo homem, através dos tempos, consoante suas necessidades, bem como analisa o discurso da comunidade universitária (professores e alunos) a respeito da instituição biblioteca. A partir da teoria das representações sociais de Moscovici (1978), trabalhou-se sob o enfoque das dimensões informação, imagem e atitude dos sujeitos com relação ao objeto. Por meio da análise de conteúdo temática e frequencial, percebe-se que a biblioteca é representada pela comunidade universitária da UFPR como um lugar de silêncio, uma igreja, um espaço de pesquisa e uma possibilidade para novas descobertas e conexões, mas simultaneamente como um território que amedronta. O conjunto de imagens utilizadas pelos entrevistados em suas representações da Biblioteca de Ciências Humanas e Educação (HE) reflete uma relação de conflito entre o amor e o ódio. Se, por um lado, ela é a possibilidade de descobertas e uma fonte de pesquisa, por outro, ela é vista como um cemitério, um lugar sem vida. Pela análise, conclui-se que os sujeitos têm informação estruturada acerca do objeto biblioteca, embora eles a representem como algo intocável, divino, um templo onde o ser humano deve silenciar. Surge como complemento dessa representação uma alternativa ao modelo representado, numa abordagem mais humana e socializadora, em que o divino dá espaço à convivência, ao diálogo e à criação de impossíveis mundos. Finalmente, observa-se na comunidade estudada uma atitude claramente favorável em relação à biblioteca enquanto objeto social.</text>
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                    <text>ANÁLISE E REESTRUTURAÇÃO DE ESPAÇO FÍSICO EM BIBLIOTECAS:
ESTUDO DE CASO DA SITUAÇÃO FUNCIONAL E ADMINISTRATIVA DA BIBLIOTECA
DA EA/UFMG - PROPOSIÇÃO DE SOLUÇÕES EMERGENCIAIS.
Vânia Regina Peres Drumond
Biblioteca da Escola de Arquitetura/UFMG
Rua Paraíba, 697 - Funcionários
30.130-140 Belo Horizonte - MG Brasil
E-mail: vania@arq.ufmg.br
Renato César Ferreira de Souza
Departamento de Projetos da EA/UFMG
E-mail: rcesar@arq.ufmg.br
Ângela Maria de Melo Garcia
Departamento de Projetos da EA/UFMG
E-mail: angela@arq.ufmg.br
Moema Brandão da Silva
Biblioteca da Escola de Arquitetura/UFMG
E-mail: moe@arq.ufmg.br
Paulo Mariano Eulálio Campos
Biblioteca da Escola de Arquitetura
E-mail: paulo@arq.ufmg.br

RESUMO
Relata a reestruturação do espaço físico da Biblioteca da Escola de Arquitetura da UFMG,
através da análise da funcionalidade dos serviços, espaços e recursos existentes visando a
identificação das necessidades e as proposições econômicas para o seu reaproveitamento e
otimização.
A metodologia adotada baseou-se em técnica específica de fotodocumentação, observação e
relatos, identificando e avaliando os conflitos existentes entre usuários/funcionários e espaços
utilizados. Esses conflitos, descritos sistematicamente na forma de um antagonismo entre
atividades e o ambiente construído revelam objetivamente a ausência ou inadequação de
elementos espaciais.
Descreve as modificações realizadas e a criação de novos espaços, bem como a preocupação
em seguir normas de adaptação de ambientes para o livre acesso de portadores de deficiências
físicas.
Ressalta a importância de participação da Comissão da Biblioteca para impulsionar o projeto
junto a Diretoria da EA/UFMG e conseguir patrocínio com instituições e empresas
viabilizando a doação de materiais e disponibilização de mão-de-obra especializada para
concretização da reforma.
Os resultados obtidos são relatados, e estão ainda em fase de reavaliação, mas já permitem
revelar algumas melhorias.

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1. INTRODUÇÃO

1.1. UM BREVE HISTÓRICO DA BIBLIOTECA
Criada em 1949 e tendo como base uma pequena coleção organizada e controlada pelo
Diretório Acadêmico desde 1947, a Biblioteca da Escola de Arquitetura - EA/UFMG reúne
atualmente um acervo de 13.500 títulos e 23.000 exemplares de livros já disponíveis em base
de dados e 77 assinaturas correntes de periódicos nacionais e estrangeiros nas áreas de
Arquitetura, Urbanismo e afins. A Biblioteca atende à comunidade em geral tendo em vista
que é um ponto de referência em seu campo, pois apresenta o principal acervo com
características acadêmicas que cobrem as diversas áreas e subáreas do conhecimento,
principalmente no campo definido pela interdisciplinaridade, qual seja, a integração da Arte,
Ciência e Tecnologia.
A Biblioteca da EA/UFMG conta com recursos humanos, físicos e financeiros reduzidos,
por tratar-se de instituição acadêmica federal que vem sofrendo os efeitos das políticas
públicas de educação superior, período crítico nos últimos anos.
A preocupação com o espaço físico adequado para a Biblioteca teve início em 1982,
quando os primeiros projetos foram elaborados para suprir a necessidade de mudança de
posição do mobiliário (lay-out) e reordenação das rotinas de funcionamento, resultando na
ampliação de sua área física.. Essas mudanças ocorreram mais de uma vez, e gradativamente
o espaço físico foi sendo configurado. A área que inicialmente era de 758,08 m2 é hoje de
865,40 m2.
Um dos projetos arquitetônicos para a melhoria do espaço físico da biblioteca propunha a
incorporação de um módulo correspondente a 107,32 m2, que era a área do restaurante
sediado na Escola de Arquitetura da UFMG e que foi desativado. O ambiente do restaurante
era contíguo e o projeto foi aprovado inicialmente. As obras foram iniciadas com a demolição

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das paredes internas ao restaurante, mas foram suspensas devido a necessidades consideradas
de maior prioridade pela Diretoria de então. O projeto arquitetônico foi reelaborado pela
professora e arquiteta Ângela Garcia, autora da primeira proposta arquitetônica de
modificação do espaço, numa tentativa de redução de custos. Mesmo assim não foi executado,
sob as mesmas justificativas anteriores.
Em decorrência disso, a Administração da Biblioteca

reuniu-se com sua Comissão,

formada por representantes de alunos e professores dos diversos Departamentos que têm por
função discutir e aconselhar sobre as principais políticas e decisões da biblioteca. Essa
comissão iniciou no segundo semestre de 1997 um processo de análise da situação e de
elaboração de propostas

para o reaproveitamento e otimização dos espaços e recursos

existentes, tendo em vista o projeto arquitetônico proposto inicialmente.

1.2 SITUAÇÃO INICIAL DO ESTUDO
O processo de reflexão instaurado deveria levar em conta a realidade administrativa da
Escola e da Universidade, o que significava, dentre outras coisas, lidar com recursos cada vez
mais escassos para necessidades crescentes. Uma das estratégias adotadas foi a de analisar
como antigas necessidades físicas e administrativas foram enfrentadas no passado, mas se
persistiam no presente, mesmo com a existência de adaptações espaciais e atividades
temporárias para satisfazê-las. Tais adaptações eram uma soma de arranjos e implementos que
os estudantes, professores e funcionários faziam cotidianamente durante o desempenho de
suas atividades, visando superar conflitos decorrentes das próprias atividades. Esses conflitos
ficavam, ora mais, ora menos evidentes e estavam relacionados às essências de cada objeto e
das próprias atividades desenvolvidas dentro da biblioteca. Observou-se, desse modo, uma
crescente complexidade e sutileza dos problemas que deveriam ser atendidos pelo programa
de necessidades para a reforma do espaço físico. Essas necessidades estavam atendidas pelo

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projeto na medida do possível, mas parecia não haver, por parte da comunidade acadêmica, a
consciência do valor e significado da complexidade a que as soluções remetiam.
O projeto arquitetônico elaborado já contemplava mudanças no âmbito organizacional e
administrativo mas demandava de um maior detalhamento dessas mudanças. Isso levava a
pensar também na necessidade de mudança dos hábitos dos usuários, da imagem mental que
eles possuiam da biblioteca, das rotinas de trabalho dos funcionários, etc.. Pareceu-nos que se
tratava de reformar não só o espaço físico mas também a maneira através da qual esse
espaço físico era pensado, imaginado, cuidado e utilizado por todas as

pessoas da

comunidade. Era impossível não pensar numa alteração de aspectos rotineiros da
administração bem como no hábito dos usuários. Não se tratava de reformular as rotinas
básicas definidas por instância superior da UFMG, mas de rever a maneira como essas rotinas
estavam ali no espaço, naquela Escola. Isso poderia parecer trivial, uma vez que os arquitetos
normalmente tentam atender de modo simples e rápido, muitas vezes passivamente, às
necessidades dos usuários.
As necessidades observadas remetiam a um panorama mais complexo, onde as categorias
“espaços” e “atividades” eram inseparáveis, sem que houvesse nenhuma precedência de uma
sobre a outra. “Atividades” e “espaço” foram tratados como espacializações, conceito que se
detalha no ítem “metodologia” . As espacializações são resultados das atividades das pessoas,
resultados das suas interações, umas com as outras, e delas com as coisas, através das
atividades no espaço. As espacializações permitem a leitura de que algumas atividades estão
em conflito umas com as outras, a partir das adaptações cotidianas que são feitas para tentar
solucionar os conflitos. Permitem a constatação de que uma atividade está sendo executada
com dificuldade e desgastes desnecessários, devido ao mal funcionamento ou à ausência de
algum elemento espacial.

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A espacialização foi compreendida, inicialmente, do mesmo modo como TUAN (1980),
ao explicar o seu conceito de “percepção”. Segundo aquele autor, observar o modo como as
pessoas constroem e organizam e se portam no espaço é o mesmo que observar sua
capacidade de perceber o mundo, sua sensibilidade e cultura. Ou seja, a “percepção” é algo
que pode ser considerado concretamente, visível, “encastoado” no modo como o meio
ambiente é construído e modificado.
Quando tratávamos de ler as espacializações que se apresentavam na biblioteca, uma
simples persiana sobre a janela com os seus vidros recobertos com papel craft já indicava que
nem a persiana funcionava bem e nem a atividade exercida alí suportava o sol matutino. Essa
constatação era óbvia aparentemente, mas a técnica da leitura das espacializações mostrou
sutilezas que as abordagens não sistematizadas não revelariam. Era o caso, por exemplo, dos
escaninhos situados logo à entrada, bem à vista do balcão de atendimento. Esses escaninhos
possuiam chaves cedidas temporariamente para a guarda de objetos dos usuários. Muito
embora houvesse um cartaz explicando a impossibilidade de garantir a segurança de pertences
deixados fora dos boxes fechados ou sobre o escaninho, a sensibilidade dos estudantes levávaos a deixar o material largado e à mostra, numa atitude de confiança em que o funcionário, do
balcão, estaria sempre atento contra furtos eventuais. E isso não era, de modo algum,
atribuição do funcionário ao mesmo tempo em que lhe perturbava o desempenho das
atividades e não garantia nenhuma segurança.
A falta de visibilidade para alguns setores de uso coletivo, quando conformava territórios
delimitados e privados em algumas mesas era outro exemplo. A percepção dos usuários era a
de que poderiam manter conversas em fala mais alta, por não estarem sendo vistos e não
poderem ver os demais.
Outro fenômeno constatado foram os valores relacionados à caracterização do ambiente
de trabalho. A aparência de determinados setores era a de desordem, como consequência de

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diversos conflitos. O setor de restauro de livros era o exemplo mais crítico. Ficava no meio do
corredor de acesso à administração e era uma adaptação, mas deixava à mostra toda a natural
desordem de objetos e livros necessários para a atividade. Isso contribuia para que aquela
aparência de desordem desestimulasse maiores cuidados que poderiam melhorar a ambiência
ao setor. “Com aquela bagunça, para quê enfeitar ou colocar um quadro na parede?” foi
uma das frases registradas que revelou o quão afetadas estavam as diversas percepções,
restritas às adaptações que tentavam solucionar de modo não sistemático os conflitos. A
ambiência é mais que a atitude de enfeitar e revela o cuidado e a identidade dos indivíduos
com o espaço, demonstrando o quanto se sentem em casa, habitando com plenitude o seu
lugar de trabalho.
Os sucessivos adiamentos para a execução do projeto arquitetônico inicialmente
proposto para a biblioteca significavam simultaneamente uma realidade de imperativos
administrativos mais urgentes, ao mesmo tempo em que revelavam a prioridade secundária
com que a demanda era percebida. Outras questões administrativas, em diversas instâncias,
permitiam uma interpretação que mostrava um conjunto de valores que atingiam o modo de
pensar o espaço da biblioteca, seu valor e propriedade. Todo esse cenário refere-se ao modo
como o espaço era considerado ou não como próprio da comunidade. E como a comunidade
integra-se num mesmo espaço através de diferentes grupos organizados em diferentes
ordenações temporais, de classe e poder1, a idéia da biblioteca como lugar apropriado era
também diferenciada para os diversos grupos. Para os estudantes a apropriação era evidente,
inclusive com a suspeição de que a biblioteca fosse o espaço mais concorrido por eles. Para
outros, entretanto, a significação do espaço era de ordem administrativa, com o ajuizamento
sobre quais medidas deveriam ser implementadas, criticando-se as constantes demandas da
manutenção do espaço. Todos esses elementos evidenciavam que a apropriação da biblioteca

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estava comprometida com os diversos conflitos que lá ocorriam. Torná-la um lugar próprio
para os diversos grupos significava tornar o processo de pesquisa participativo, consultando a
comunidade.
Ficava claro que nenhuma proposição de mudança espacial se concretizaria, a menos que
trouxesse para a objetividade a totalidade dos modos como os seus usuários tinham uma idéia
mais ou menos coincidente sobre o que aquele espaço deveria ser. Isso poderia ser
pesquisado, por hipótese, observando-se os conflitos entre o quê representava o padrão
cultural de uma biblioteca e o quê cada indivíduo daquela comunidade pensava que esse
padrão devesse ser. Tratava-se, portanto, de considerar o projeto arquitetônico não apenas
como um desenho no papel mas como resultado onde cada atividade seria considerada em
sua razão de ser, espacial e administrativamente.
Ao final do processo, a Comissão apresentou à Diretoria da Escola um documento
contendo a análise da situação funcional do espaço físico da biblioteca com alternativas para
soluções emergenciais, sem nenhum ônus financeiro para a Escola. Verificou-se que o espaço
existente carecia de ambientação adequada ao seu funcionamento, tanto no que se refere à
acomodação dos livros, quanto à sua organização funcional (setores administrativos, de
serviço e de uso público mal dimensionados e setorizados). Optou-se então pela solicitação de
patrocínios a empresas e instituições. Houve o envolvimento de toda a comunidade acadêmica
com o problema, uma vez que a Biblioteca da EA/UFMG constitui o espaço de encontro e
desenvolvimento do conhecimento, da pesquisa e da extensão, exemplo de integração para
outras bibliotecas de universidades brasileiras.

1

C.f. RAPOPORT, 1972. O autor observa a sobreposição de estatutos espaciais e ordenações temporais diferenciadas. Os
individuos não se separam somente com a distância no espaço, mas, num mesmo espaço, podem estar separados pelo tempo,
pela classe a que pertencem, pelo poder que detêm, etc.

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2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL
Reestruturar o espaço físico da Biblioteca da EA/UFMG.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

. Levantar as necessidades emergenciais segundo aspectos administrativos e do uso do espaço
de trabalho;

. Realizar uma análise crítica do uso do espaço e equipamentos de serviços, detectando os
conflitos existentes;

. Propor soluções de modernização mantendo os custos em níveis os mais baixos possíveis;
. Otimizar gastos através de parcerias com instituições e empresas públicas e privadas;
. Possibilitar a participação dos diversos segmentos da comunidade na nova

configuração

espacial, através de métodos participantes, proporcionando maior conforto e facilitando o
acesso à Biblioteca.

3

MARCO TEÓRICO

Na experiência individual e subjetiva, em determinadas circunstâncias ocorre a noção de
que alguns espaços são habitáveis tal como a casa. Popularmente essa noção é utilizada
quando alguém se expressa dizendo que "se sente em casa" estando no trabalho, em um

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restaurante com amigos, ou em espaços mais públicos como uma biblioteca. Isso significa que
as pessoas se sentem habitando aquele lugar e que a matriz do habitar é a casa. O panorama
cultural antecede a

atitude de construir o habitar, nos diz HEIDEGGER (1962)

"não

habitamos porque construímos, mas construímos e temos construído porque habitamos, isto
é, porque somos habitantes. O lugar onde primeiro nos sentimos em casa, é, portanto, a
cultura. O estudo do espaço arquitetural nos mostra que ele é um utensílio, um objeto
utilitário, pois é a transformação de objetos materiais em um equipamentos para ajudar o
homem a habitar . Os equipamentos têm atributos e qualidades além das propriedades da
matéria natural de que são feitos. Eles são para fazer algo, possuindo um significado que só é
válido no contexto cultural onde são utilizados. Portanto, a qualidade principal de um
equipamento, um objeto utilitário, é aquela para a qual ele foi forjado, só podendo ser
apreendida em termos predicativos. Nesse sentido falamos da "equipamentabilidade" dos
objetos utilitários. A “equipamentabilidade” revela a essência desse objeto, e se perguntamos
para o quê é o espaço arquitetural, a resposta será: ele é para habitar. A habitabilidade,
portanto, é a qualidade que deve ser buscada em qualquer espaço arquitetural e o espaço da
biblioteca foi estudado, buscando medidas que lhe conferissem habitabilidade. É necessário,
então, compreender as dimensões do fenômeno da habitabilidade e os fenômenos existenciais.
Os fenômenos existenciais revelados na habitabilidade do espaço arquitetural como um objeto
utilitário2 são, a territorialidade, a privacidade, a identidade e a ambiência. A existência do
homem supõe que ele se separe de um exterior, criando um território interior que lhe é
próprio. Ao delimitar esse território, ele controla suas relações com o resto do mundo, ou seja,
sua privacidade. O interior é apropriado pelo homem, que lhe confere ambiência que pode ser
entendida como conforto, adequação, funcionalidade, beleza. O exterior é caracterizado de
modo a se tornar uma aparência distinta e idêntica só a si mesma, uma qualidade que

2

Cf. KOROSEC-SERFATY, [s.n.t.].

9

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denominamos identidade. Portanto, esses atributos constituem a essência do objeto utilitário
que denominamos espaço arquitetural e lhe conferem habitabilidade. Os fenômenos revelados
no estudo do espaço arquitetural mostram que o arranjo dos elementos espaciais pode ser lido
como espacializações3. A leitura de espacializações é basicamente um procedimento no qual
são considerados todos os registros a respeito do espaço arquitetural em estudo (fotos, mapas,
plantas, desenhos, entrevistas) observando a presença de conflitos entre as formas sociais e os
elementos espaciais ausentes ou inadequados, que afetam a habitalidade. Esses conflitos
devem ser descritos exaustivamente e isso é uma característica importante do método
aplicado, nos termos de uma abordagem fenomenológica, que é o marco teórico para a técnica
de leituras de espacializações.4

4. METODOLOGIA

Na leitura das espacializações, o processo de descrição dos fenômenos observados deve
considerar a dimensão existencial do observador. Esse procedimento, denominado observação
participante na metodologia do trabalho científico, foi o modo de registrar os fenômenos para
identificar as situações de conflito entre as pessoas e o espaço. Entretanto, ficou claro que não
há nenhuma forma de registro que garanta a conquista ou que torne patente o sentido do que
se descreve, porque esse sentido se revela de diversas maneiras, em diversas aparências.

3

Espacializações são maneiras de dar forma física aos fenômenos relacionados ao habitar, ou seja, são produtos concretos da
existência do homem no espaço, o modo pelo qual ele modifica esse espaço para torná-lo habitável.

4

Acerca desse processo, CRITELLI indica que a abordagem fenomenológica instaura um modo distinto das demais ciências
para olhar e descrever os objetos estudados. A observação do objeto a ser pesquisado se dá, segundo ela, através de um olhar
que interroga e que "não é algo que é levado adiante apenas pelos outros para quem o interrogador dirige seu olhar. Nem
mesmo as coisas que (o observador) quer compreender em sua significação existencial estão diante dele, como coisas lá, em
si mesmas. O interrogador faz parte do que ele quer saber e do que ele pode ver. Ele é um elemento constituinte desse olhar
em que tudo o que é tem chance de aparecer, mesmo como mera testemunha. O interrogador do real deve dispor a si mesmo
como alguém a quem deve voltar sua interrogação. Esse mesmo real que ele quer conhecer só chega a ser, inclusive, pelo seu
olhar. Este olhar do interrogador é [...] um olhar plural do qual fazem parte todos aqueles com quem ele mesmo é-nomundo." (CRITELLI ,1996:134)

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Como afirma CRITELLI (1996:136),
"Tudo vale: visitas, gravações, entrevistas, vídeos, fotos, escritura de
memórias, desenhos [...] só não vale é acreditar que o apanhado pelo
instrumento de registro, por si, revele a totalidade do buscado, nem
mesmo que ele se transforme no próprio buscado, isto é, que tome o
seu lugar. Pode ser que ali se inscreva uma faceta do real, mas essa
mesma faceta pode ser um parecer ser, ou uma aparência do real, ou
só sua mera aparência."

Foram feitas leituras de espacializações na biblioteca e a descrição dos conflitos foi então
relacionada aos fenômenos do habitar, ou seja, à territorialidade, à privacidade, à identidade e
à ambiência. Essas leituras foram feitas para permitir esclarecer de que modo os elementos
espaciais poderiam ser alterados ou propostos para promover uma melhoria efetiva da
habitabilidade.
Durante um período de 4 (quatro) semanas foram recolhidos registros de aspectos
considerados conflitos. Fotos, desenhos, relatos, entrevistas incidentais, documentos,
compunham o material recolhido. Em seguida, foram enunciados os conflitos e preocupou-se
em descrevê-los detalhadamente. Essa descrição permitiu verificar como cada conflito se
relacionava à territorialidade, privacidade, identidade e ambiência, identificando o elemento
espacial ausente ou em mal uso. Aqueles que estavam em mal uso relativamente ao contexto,
foram remanejados, buscando-se solucionar o conflito. Foi o caso do mobiliário,
especificamente.

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5

RESULTADOS

Os aspectos ambientais foram registrados através de fotodocumentação e relacionados
aos relatos recolhidos com estudantes, professores e funcionários.
Os conflitos territoriais observados na biblioteca referiam-se à áreas difusas, de limites
imprecisos, com obstáculos para o seu cruzamento ou ainda áreas de códigos territoriais não
respeitados pelos usuários que desconheciam o território e sua história.
A privacidade foi pesquisada na sua relação direta com os demais fenômenos. Áreas
internas de pouca visibilidade conferiam mais privacidade e retiravam o código coletivo do
território, estimulando reuniões barulhentas e causando desconforto para os demais usuários.
Nas áreas administrativas, a concentração no trabalho era prejudicada em sua privacidade pela
ausência de isolamento acústico, desconcentrando os funcionários. Os territórios para leitura e
consulta ganharam maior visibilidade, a partir de sua unificação num único ambiente
sequenciado até áreas mais silenciosas, mas ainda assim visíveis. O balcão de atendimento
tomou uma forma convexa, avançando no território de leitura, constituindo o marco da
entrada e controle, permitindo a visibilidade de todo recinto.
A identidade teve conflitos relacionados a elementos espaciais que conferiam
familiaridade do usuário com o ambiente, proporcionando a identificação dos territórios e
permitindo a compreensão de cada território como uma sequência significativa e ordenada de
funções. A mera sucessão de setores no recinto da biblioteca, sem significados que se
articulassem, gerava enormes conflitos e conferia um ar de “provisoriedade” ao ambiente.
A ambiência foi percebida através de conflitos de manutenção dos ambientes, paredes,
mobilias e divisórias. Em alguns casos, a falta de cuidado estava relacionada ao mal estado de
conservação. Noutros casos, entretanto, o descuido pareceu consciente, uma vez que algumas
atividades eram visíveis e tinham um aspecto de desordem, como o setor de restauro de livros.

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Os resultados demonstraram que os conflitos observados nas interações entre as pessoas e
o espaço revelaram fenômenos existenciais por sua vez relacionados aos elementos físicos.
Esses são os fenômenos que conferem habitabilidade ao espaço e só foi possível determinar o
tipo de elemento identificando e relatando pormenorizadamente cada conflito. Nesse sentido,
é necessário elucidar a técnica de leitura das espacializações que se mostrou eficiente para
identificar os conflitos tanto no campo da arquitetura quanto administrativo.5
A descrição dos conflitos e sua análise deu origem a um documento contendo, o que se
resume a seguir:

5.1. DESCRIÇÃO DOS CONFLITOS

5.1.1 Visibilidade do Balcão de Empréstimo X Fluxo de Pessoal.
O balcão de empréstimo estava localizado em um ponto de passagem e, além disso, não
oferecia dimensões adequadas para comportar a demanda sem prejudicar a visibilidade do
corredor de passagem. O espaço interno também não era suficiente para comportar mais de
um funcionário, sendo que nos horários de maior movimento fazia-se necessária a presença de
até três ao mesmo tempo.

5

O primeiro passo é compreender que a abordagem científica que apoia a teoria utilizada trata de entender como a aparência
se relaciona com a essência dos objetos. Essa abordagem é a da fenomenologia e se caracteriza como uma tentativa e como
uma reação que pretende recuperar a dimensão existencial em todas as áreas do saber. O enfoque fenomenológico, na técnica
utilizada para as leituras de espacializações é uma tentativa de fazer a convergência das contribuições de diversas áreas do
saber para o campo da Arquitetura, uma vez que se considera em todas elas o que se resgata a dimensão da existência
humana, indagando sua finalidade o que dá sentido ao fazer do homem, compreendendo-o como totalidade com seu meio
ambiente e sua presença no mundo como realização, através de diversas expressões, espaciais, sociais, etc.

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5.1.2 Balcão de Empréstimo X Catálogo de Consulta.
Observou-se que a proximidade entre o balcão de empréstimo e o catálogo de consulta, aliada
ao grande número de pessoas que por vezes necessitavam utilizá-los ao mesmo tempo,
frequentemente causava tumulto. Essa constatação provocou o surgimento de uma demanda
por um espaço maior e/ou mais adequado para esses serviços, para que um não interferisse no
outro.

5.1.3 Acesso às Coleções Especiais, Slides, Fitas de Vídeo, Materiais
Especiais X Espaço Administrativo.
O espaço de funcionamento administrativo e o de diversas coleções entravam em
concorrência, causando interferência mútua entre o andamento das rotinas administrativas e o
conforto e acessibilidade dos usuários.

5.1.4 Acesso às Coleções Especiais, Slides, Fitas de Vídeo, Materiais
Especiais X Privacidade nos Setores Administrativos.
A falta de privacidade nos setores administrativos internos dificultava a concentração
e, conseqüentemente, a qualidade do serviço executado. A chefia e os funcionários eram
obrigados, muitas vezes, a se deslocar de seu setor de trabalho para outras áreas, como por
exemplo a "copinha" ou mesmo para a rua, quando precisavam ter uma reunião ou conversa
particular.

5.1.5 Espaço para Consulta oo Cd-Rom ("Art Index") X Serviço Tutelar.
Por se tratar de um serviço de pesquisa bibliográfica no computador, é necessária a presença
de uma pessoa orientando os usuário quanto ao uso do software. Além do usuário e do

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funcionário que o orienta, algumas vezes havia ainda a presença de acompanhantes no local, o
que tornava o já restrito espaço ainda mais exígüo.

5.1.6 Necessidade De Silêncio Para Estudo Individual X Ruído.
Há na parte posterior da Biblioteca uma área de silêncio reservada ao estudo
individual. No entanto, o silêncio é quebrado pela própria circulação dos funcionários que se
destinam às áreas de serviço e lá permanecem durante os intervalos para café e almoço, bem
como o barulho provocado pelo abrir e fechar das portas. Além disso, há também ruídos
advindos de áreas externas ao local que prejudicam a manutenção do silêncio nesse espaço
(festas e conversas fora do prédio). Nas proximidades da área de silêncio haviam mesas de
estudo coletivo e mapotecas que também interferiam na quebra do silêncio, devido as
conversas dos usuários que as utilizavam, ruídos provocados pelas gavetas da mapoteca e
ruídos provocados pelo piso de madeira que serve de revestimento nessa área.

5.1.7 Áreas Privativas para Guarda de Objetos Pessoas de Uso Pessoal
X Segurança.
Não existia local adequado para que os funcionários guardassem seus pertences com conforto
e segurança, sendo que o local existente foi improvisado em meio a uma área de livre
circulação de pessoas e sobre a mesa de restauro de livros.

5.1.8 Conforto Visual X Baixa Luminosidade.
A inadequação direcional das lâmpadas que iluminam as estantes fazia com que elas
aparentassem baixa luminosidade.

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5.1.9 Trânsito com o Carrinho de Reposição X Espaço entre Estantes.
O carrinho de reposição de material bibliográfico, além de ser muito grande,
dificultava o trânsito entre as estantes, e era de difícil manuseio por não ser ergonômico.

5.1.10 Acessibilidade para Portadores de Necessidades Especiais X Fluxo de Trabalho,
Altura e Distância entre Estantes, Degraus, Altura dos Catálogos e Mapoteca.
Nas disposições do mobiliário e espaço interno da Biblioteca não se notava uma
preocupação com a questão do espaço e acessibilidade para o portador de necessidades
especiais, não existindo, por exemplo, a possibilidade de uma pessoa em cadeiras de rodas
circular entre as estantes, permitindo seu acesso às prateleiras de livros, ao mesmo tempo que
outros usuários ou funcionários estivessem passando pelo local. Os desníveis existentes entre
os pisos não possuíam rampas seguras e na inclinação adequada, a altura dos catálogos de
consulta assim como das estantes de livros não permitia o livre acesso aos serviços que todos
usuários da Biblioteca têem direito. Além disso, os sanitários com dimensões e características
para permitir acessibilidade estavam localizados dentro da área administrativa.

5.1.11 Rotina de Restauro de Livros X Outras Rotinas Administrativas.
Não existia um local adequado para o restauro de livros. Esse serviço necessitava de
um espaço maior, mais arejado e com equipamentos mais adequados. Além disso, o espaço
encontrava-se sobrecarregado devido ao grande número de mesas e pessoas que circulavam
pelo local.

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5.1.12 Rapidez nas Atividades X Rotinas Intervalares de Trabalho (Café, Água, Geladeira,
Etc).
A distância entre a copa e a área de efetivo exercício das atividades dos funcionários
não satisfazia as exigências de rapidez próprias dos serviços de atendimento ao público.

6

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Através da correlação entre os conflitos e a territorialidade, privacidade, identidade e
ambiência foi possível identificar o elemento espacial que necessitava ser melhor trabalhado.
A partir daí foram propostas soluções emergenciais. Em alguns casos, bastou um simples
remanejamento dos elementos espaciais. Foi o que aconteceu na proposição para o item
"conforto visual". As estantes em ângulo perpendicular foram redispostas de maneira paralela
à iluminação, eliminando o tipo de conflito enunciado. Da mesma forma, no item "rotinas de
restauro de livros", foi disponibilizada uma antiga sala de depósito para onde foi transferido o
funcionário responsável pelo serviço e seus materiais de trabalho. Enfim, soluções que
dependiam apenas do remanejamento de lay-outs ou pequenas reformas de custo
insignificante foram e estão sendo implementadas.
Mas em outros casos a coisa não foi tão simples. As soluções para muitos dos
problemas identificados necessitava mais do que o esforço dos bibliotecários e da direção.
Envolviam algumas vezes um investimento, embora de baixo-custo, acima das possibilidades
orçamentárias da Escola. Outras vezes, envolviam mudanças de hábitos adquiridos
culturalmente, como é o caso da difícil solução para os problemas do item "silêncio". No que
diz respeito ao afastamento das áreas de estudo individual e coletivo, por exemplo, foi
buscada uma solução ideal que pareceria resolver o problema, com a criação de uma área de
silêncio isolada por uma divisória para estudos individuais. No entanto, nas áreas de estudo

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coletivo o problema se manteve ou talvez tenha até aumentado pelo fato dos usuários se
sentirem livres para conversarem na altura que desejarem.
Para implementação das mudanças envolvendo maior demanda de gastos e pessoal
buscou-se a formação de parcerias envolvendo tanto mecanismos públicos quanto privados.
Um bom exemplo disso foi a solução emergencial buscada para o item "dimensões do balcão
de empréstimo". Foi solicitado pelo professor da disciplina "Uso do aço inox na arquitetura"
aos seus alunos, a confecção de um projeto para o novo balcão da biblioteca, como parte das
atividades de campo da disciplina. Foi realizada a escolha do melhor projeto e buscou-se junto
a empresas fornecedoras de aço inox e vidro o fornecimento dos materiais. A montagem do
balcão encontra-se em fase adiantada de acabamento.
Por outro lado, parte dos problemas apontados persistem devido às reconfigurações
espaciais e à nova dinâmica do processo fenomênico a elas associados.

7

CONCLUSÃO

Em virtude do aparecimento de novas teconologias informacionais e da ampliação do
acervo e do número de freqüentadores, o antigo espaço físico carecia de um
redimensionamento para proporcionar maior eficiência nos serviços prestados, seguindo
normas e padrões estabelecidos para lay-outs de bibliotecas, evitando assim desperdícios de
área. Ao mesmo tempo, buscou-se adequar essas normas à realidade administrativa atual,
levando em consideração, pela metodologia adotada, a percepção que as pessoas tinham do
espaço que freqüentam.
O estudo revelou a importância de um trabalho de visão ampla e realizado em equipe.
A participação da comunidade revelou-se essencial para o sucesso do processo.

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Para a realização desta pesquisa e eventuais soluções dos conflitos detectados a
Biblioteca viu-se obrigada a recorrer às formas alternativas de gestão de conflitos que
demandassem maiores gastos financeiros . A principal forma alternativa utilizada foi a
parceria com empresas e instituições.
Muitos dos conflitos revelados pela análise ainda encontram-se sem solução, mas
muitos deles foram solucionados com sucesso. Problemas de cultura local e nacional
dificultam a implantação de algumas soluções, ao passo que outras dependem de maiores
recursos.
A reestruturação do espaço está se processando de forma gradual e os resultados
obtidos já permitem revelar algumas melhorias. No entanto, será necessário um novo estudo
mais aprofundado para se avaliar a verdadeira eficácia de todas as soluções propostas, tanto
no seu aspecto arquitetônico quanto no aspecto administrativo.

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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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20

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72674">
                <text>Análise e restruturação de espaço físico em bibliotecas: estudo de caso da situação funcional e administrativa da biblioteca da EA/UFMG- proposição de soluções emergenciais. </text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72675">
                <text>Drumond, Vânia Regina Peres, Souza, Renato César Ferreira de, Garcia, Ângela Maria de Melo, Silva, Moema Brandão da, Campos, Paulo Mariano Eulálio</text>
              </elementText>
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          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="72676">
                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="72677">
                <text>UFSC</text>
              </elementText>
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          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72678">
                <text>2000</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72679">
                <text>pt</text>
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          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72680">
                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72681">
                <text>Relata a reestruturação do espaço físico da Biblioteca da Escola de Arquitetura da UFMG, através da análise da funcionalidade dos serviços, espaços e recursos existentes visando a identificação das necessidades e as proposições econômicas para o seu reaproveitamento e otimização. A metodologia adotada baseou-se em técnica específica de fotodocumentação, observação e relatos, identificando e avaliando os conflitos existentes entre usuários/funcionários e espaços utilizados. Esses conflitos, descritos sistematicamente na forma de um antagonismo entre atividades e o ambiente construído revelam objetivamente a ausência ou inadequação de elementos espaciais. Descreve as modificações realizadas e a criação de novos espaços, bem como a preocupação em seguir normas de adaptação de ambientes para o livre acesso de portadores de deficiências físicas. Ressalta a importância de participação da Comissão da Biblioteca para impulsionar o projeto junto a Diretoria da EA/UFMG e conseguir patrocínio com instituições e empresas viabilizando a doação de materiais e disponibilização de mão-de-obra especializada para concretização da reforma. Os resultados obtidos são relatados, e estão ainda em fase de reavaliação, mas já permitem revelar algumas melhorias.</text>
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                    <text>UM MODELO DE APRENDIZAGEM CONSTRUTIVISTA PARA BUSCA DE
INFORMAÇÃO SIGNIFICATIVA EM BIBLIOTECAS VIRTUAIS

Maria Bernardete Martins Alves
Serviço de Referência da Biblioteca Central
Universidade Federal de Santa Catarina
Brasil
berna@bu.ufsc.br

Elise Barbosa Mendes
Departamento de Prática Pedagógica-UFU
Doutoranda em Eng. de Produção da UFSC
Brasil
elise@eps.ufsc.br

RESUMO
Este estudo tem como objetivo tecer considerações a respeito do modelo de
aprendizagem Construtivista para Bibliotecas virtuais, com o intuito de orientar os usuários e
incentivá-los na busca de informações significativas, no processo de construção do
conhecimento. A era da informação requer pessoas com habilidades para localizar a
informação e para buscar conhecimento significativo. Para isso, precisam desenvolver
competências para decidir qual a melhor informação, e qual a informação suficiente para suas
necessidades.

Palavras-chave: Busca de informação, Modelos Construtivistas, Bibliotecas Universitárias,
Bibliotecas Virtuais, Usuários, Informação significativa

1. INTRODUÇÃO
1

�Há muitas definições para Biblioteca Virtual. Termos como “Bibliotecas Digitais”,
“Bibliotecas Eletrônicas”, “Bibliotecas Sem Paredes” são freqüentemente usados como
sinônimos. A partir dos elementos comuns a essas definições, Cunha (1994, p.187) elaborou a
seguinte definição:
“ A Biblioteca do Futuro é sem paredes, por possibilitar o acesso à distância a seus
catálogos, sem a necessidade de se estar fisicamente nela. É eletrônica, porque seu acervo,
catálogos e serviços são desenvolvidos com suporte eletrônico. E é virtual, porque é
potencialmente capaz de materializar-se via ferramentas que a moderna tecnologia da
informação e de redes coloca à disposição de seus organizadores e usuários”.
A partir do surgimento da era dos computadores e da informação houve uma
necessidade de mudança de paradigma em relação à biblioteca. A Biblioteca Tradicional baseada na posse da informação, para a Biblioteca Virtual, cuja importância é a possibilidade
de acessar a informação disponível onde quer que ela esteja independente do seu formato.
Essa alteração de modelos não se dá somente na estrutura física, mas também, na
transformação do perfil do usuário e do bibliotecário.

2. BIBLIOTECÁRIO COMO GUIA
Tradicionalmente, o bibliotecário tem exercido o papel de intermediário, apenas
indicando as fontes de informação sem emitir julgamento de valor acerca dessas fontes. Com
o surgimento da internet, as pessoas “inundadas” por uma “avalanche” de informações,
querem saber como encontrá-las de modo que essas possam ser significativas às suas
experiências e úteis em suas formações.
A Internet representa um potencial de informação no qual o usuário ainda não sabe
bem como explorá-la. Como se refere Simon, citado por Lucas(1996), “a abundância de
informação cria a pobreza de atenção e a necessidade de dirigir essa atenção de modo
2

�eficiente em meio à abundância de fontes de informação capazes de consumi-las”. Assim,
ninguém melhor do que o bibliotecário, com conhecimentos das fontes e estratégias de busca,
para explorar a imensa biblioteca que é a internet, também denominada de biblioteca
inteligente e orientar o seu usuário na montagem de nós informação e seus links.
Enquanto Ewing &amp; Hauptman citados por Lancaster (1997, p.167) colocam em dúvida
a necessidade do bibliotecário de referência em um ambiente eletrônico, Kong também citado
por Lancaster contraria esta afirmação dizendo que mais do que nunca o bibliotecário de
referência é necessário pois a complexidade e quantidade de informações disponíveis na
Internet requerem pessoas com competência capazes de selecionar informações significativas
para gerar conhecimentos significativos.
Nas Bibliotecas Virtuais a orientação do usuário no uso das ferramentas adequadas e
em mecanismos de estratégias de busca são fundamentais para esta nova era. As instruções de
como os usuários poderão conduzir suas pesquisas na Web, utilizando os diversos robôs
(agentes inteligentes que indexam e recuperam a informação), tornam-se relevantes na
distinção do novo papel do bibliotecário. Ao contrário do que as aparentes facilidades da rede
possam sugerir, o bibliotecário não é prescindível. Esses profissionais ganham uma
importância maior porque selecionar, organizar e indexar a informação eletrônica tornou-se
uma tarefa indispensável, como se refere Levacov (1996), “a euforia inicial com a WWW
criou a idéia equivocada de que cada usuário pode ser um bibliotecário de referência”.
A importância do bibliotecário é reforçada por Deibert (1997), ao fazer a seguinte
afirmação: “a Internet é um labirinto, não há um começo, um meio ou um fim, nem uma
seqüência lógica a seguir (...) uma parte desta aparente confusão se deve ao seu sistema de
navegação a apresentação da informação na Web". Entretanto, o autor reconhece que há
inúmeros aspectos atrativos nesse tipo de apresentação, através do hipertexto é possível, com

3

�seus links, que permitem conectar outras informações, acessar uma variedade de fontes
dispersas na web
Ao "novo" Bibliotecário caberá a tarefa de conhecer as novas tecnologias para que
possa usá-las como ferramentas úteis (como os agentes inteligentes, altavista, lycos, yahoo,
entre outras) na execução de tarefas historicamente executadas nas bibliotecas tradicionais,
quais sejam: seleção, organização e avaliação de informações disponíveis, independentes do
seu suporte. Neste novo modelo, a tradicional tarefa de selecionar a informação ganha uma
importância especial que é separar o que é significativo do que é lixo.

3. AS NOVAS TECNOLOGIAS E OS USUÁRIOS REMOTOS
O advento das novas tecnologias de informação trouxe a possibilidade de acesso
remoto aos recursos de informações disponíveis nas bibliotecas nacionais e/ou estrangeiras.
Isto é possível tanto para o usuário local, presencial, quanto para o usuário remoto da
comunidade ao qual a biblioteca e/ou centro de informação está vinculada. A rigor, qualquer
serviço oferecido ao usuário local pode ser oferecido ao usuário remoto.
Com as Bibliotecas virtuais novos serviços surgem e já fazem parte da rotina de muitos
bibliotecários.(Blattmann, 1997).
● Receber e responder mensagens via correio eletrônico;
● Selecionar, avaliar e disponibilizar sites;
● Participar de listas de discussões;
● Fazer pesquisa de preços em livrarias virtuais;
● Selecionar e preparar listas de novas aquisições;
● Disponibilizar e/ou consultar catálogos eletrônicos;
● Criação de salas de aulas virtuais,
● Tour virtual
4

�● Workshops,
● etc

4. O BIBLIOTECÁRIO ESTIMULANDO A BUSCA DE INFORMAÇÃO SIGNIFICATIVA
Podemos afirmar que a função do bibliotecário no novo paradigma é de estimular a
competência dos usuários no acesso, na avaliação e no uso das informações disponíveis, como
também, ajudá-los a definir a origem e o núcleo conceitual do conhecimento, com o intuito de
que a nova informação seja significativa às suas necessidades. O termo "informação
significativa" se origina da teoria de Ausubel (1980), onde ele demonstra que uma informação
só é significativa se estiver vinculada às experiências do sujeito e se este possui alguns
conhecimentos a prior em relação a essa.
Os usuários são estimulados a desenvolver uma autonomia cognitiva que garanta que a
nova informação passe a fazer parte da construção de um conhecimento a longo prazo.
Assim, devemos incentivar a habilidade de avaliar e utilizar as informações. Esta nova
visão de biblioteconomia estimula os usuários a identificar os problemas, avaliar e acessar as
informações pertinentes, criando soluções e criticando alguns enfoques. Essas habilidades
tornam-se importantes na sociedade contemporânea devido à necessidade de formação de
homens autônomos.
O usuário, nessa situação deve ter uma ação interativa, à exemplo do que já ocorre no
Serviço de Referência da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina, onde
estes são estimulados e orientados, a partir da explicitação de uma necessidade de informação,
para que realizem suas pesquisas nas Bases de Dados em CD-ROM e/ou online.
Desta forma, o profissional da informação necessita de uma visão epistemológica
interacionista, isto é, ele necessita compreender o processo de construção do conhecimento
humano. A partir do entendimento que o usuário possui alguns conhecimentos já organizados
5

�em sua estrutura mental e a nova informação a ser assimilada deverá ser transformada de
acordo com seus esquemas mentais, e não acumulada como entende uma visão empirista do
conhecimento, o bibliotecário torna-se orientador do processo de busca de informação.
Portanto, o bibliotecário além de indicar as fontes tradicionais, orientará na
formulação da pergunta, com o objetivo de delimitar o conteúdo a ser pesquisado e as fontes a
serem consultadas. Na orientação da delimitação da questão e no diagnóstico de conceitos a
prior, o bibliotecário poderá utilizar algumas ferramentas cognitivas, que nós sugerimos a
ferramenta gráfica meta-cognitiva, amplamente utilizada nos Estados Unidos e desenvolvida
por Novak (1984) e seus colaboradores.
Além disto, é necessário que o bibliotecário estabeleça um contato com toda vida
acadêmica e administrativa da instituição para poder prover as necessidades de informações
da comunidade no qual está inserido.

5. NOVA METODOLOGIA PARA EDUCAÇÃO DO USUÁRIO: UMA ABORDAGEM
CONSTRUTIVISTA
Se a “nova” biblioteca requer um novo bibliotecário para um novo usuário. Este novo
papel está respaldado numa abordagem construtivista de aprendizagem, cuja ênfase está na
aprendizagem e não no ensino, onde a aprendizagem é vista como um processo de construção
do conhecimento realizado através da operação e cooperação entre os indivíduos.
Esses termos são originários de Piaget (1977), onde ele observa que a construção do
conhecimento é

advinda de duas vias interdependentes: o grupamento operatório e

cooperação. Podemos dizer que o grupamento operatório e a cooperação são os fatores
necessários para a transição da heteronomia à autonomia. O grupamento é a coordenação de
operações mentais do indivíduo e a cooperação é a coordenação de pontos de vista de um

6

�grupo de indivíduos. O sujeito não constrói o conhecimento sem interdependência da ação e
da coordenação dessa ação numa relação interpessoal.
Os usuários são estimulados a desenvolver uma autonomia cognitiva que garanta que a
nova informação passe a fazer parte da construção de um conhecimento a longo prazo.
Assim, devemos incentivar a habilidade de avaliar e utilizar as informações. Esta nova visão
de biblioteconomia estimula os usuários a identificar os problemas, avaliar e acessar as
informações pertinentes, criando soluções e criticando alguns enfoques.
Essas habilidades tornam-se importantes na sociedade contemporânea devido à
necessidade de formação de homens autônomos.
Para Sandelends a Internet reforça o conceito do estudante como um agente ativo do
processo de aprendizagem. Esta abordagem se contrasta com a abordagem “transmissão” ou
da "máquina de ensinar" de Skinner, que é baseada na transferência de conhecimento do
professor ou de um texto para o aluno-usuário, como se este fosse uma tábula-rasa que recebe
as informações de forma passiva sem estabelecer relações e categorizá-las de acordo com os
esquemas já organizados em sua estrutura mental. A aprendizagem aqui se dá através de
estímulo-resposta, um modelo que se diferencia da epistemologia interacionista.
Piaget (1977), em seu livro Psicologia da Inteligência demonstra que o conhecimento
se constrói através de um processo de adaptação, onde o sujeito assimila a nova informação
através de uma abstração do objeto e acomoda-os transformando os conhecimentos já
existentes. Portanto, o conhecimento não é cumulativo e linear, isto é, o sujeito precisa ter
alguns esquemas de informação já organizados para fazer classificações, generalizar e
relacionar a nova informação.
Assim, a abordagem construtivista é a mais adequada ao ambiente de biblioteca
digital/virtual pois desenvolve pessoas com habilidades e competências para localizar a

7

�informação no espaço virtual. Um espaço onde os estudantes precisam aprender a identificar o
que é importante para que possam construir o conhecimento.

6. RECURSOS QUE PROPORCIONAM UM AMBIENTE DE APRENDIZAGEM ATIVA

A adoção de alguns recursos podem tornar uma aula sobre "Como encontrar um livro
na Biblioteca", por exemplo, mais interessante de modo o tornar os estudantes ativamentes
engajados na aprendizagem.
Provocar discussões no grupo, provocar os alunos com perguntas, programar trabalhos
em grupo de modo que o aluno tenha a oportunidade de aprender fazendo, são recursos
simples e eficazes que no entanto não requerem nenhum custo adicional com informática.
Outros recursos tais como ferramentas de apresentaçao multimídia, a hipermídia e os
tutoriais inteligentes, apenas para citar alguns dos recursos automatizados, que por possuirem
alto nível de interatividade são especialmente indicados para a construção de ambientes de
aprendizagem construtivista, onde o aprendiz constrói ativamente seu conhecimento.
A hipermídia possui vantagens sobre a multimídia pois além dos recursos de som,
imagem, vídeo, texto e animação possui o recurso do link tal qual o hipertexto. A ferramenta
hipermídia se destaca por sua capacidade de modelar a aprendizagem construtivista. O
ambiente hipermidia representa uma evolução natural das tecnologias de aprendizagem.
(Jonassen, 1995)
Tutoriais inteligentes são softwares educacionais que incorporam técnicas de
Inteligencia Artificial - IA, o que os distinguem dos tutoriais tradicionais. Os softwares
educacionais Inteligentes modelam ambientes de aprendizagem construtivistas, uma vez que
permitem a construção de ambientes que atendam às características individuais dos
aprendizes. A separação entre o módulo especialista - o conteúdo a ser ensinado, o módulo do
8

�aprendiz e as estratégias de aprendizagem, tornam os tutoriais inteligentes ferramentas ideais
para a construção de Ambientes de Aprendizagem construtivistas.

7. ISP - UM MODELO PARA BUSCA DE INFORMAÇÃO

O modelo “ISP” (Information Search Process), processo de busca da informação, foi
desenvolvido por Kuhlthau (1988) para ser usado como guia neste processo. Este modelo
transposto para o ambiente de biblioteca, adequa-se ao processo de busca de informação,
também conhecido como pesquisa bibliográfica - etapa da pesquisa em que o pesquisador
“levanta” os itens relevantes para o seu trabalho, seja uma dissertação, uma tese ou uma
pesquisa, em geral.
Esta etapa é fundamental para situar o estado-da-arte da pesquisa que se quer levar à
cabo, localizando os trabalhos publicados e seus órgãos de difusão para posterior recuperação
dos mesmos, quando a pesquisa é realizada em bases de dados referenciais. Em bases de
dados textuais, recupera-se o documento na íntegra, no momento da busca. Neste caso,
fundem-se duas etapas do processo de busca.

O modelo” ISP” se baseia em seis etapas:
1.Iniciação: quando o usuário exterioriza uma necessidade de informação ou conhecimento
para a resolução de um problema;

2.Seleção: quando o tópico geral ou área a ser investigada foi identificada;

3.Exploração: é o estágio mais difícil na busca de informação, pois aqui o usuário
freqüentemente sente-se confuso e inseguro;
9

�4. Formulação: é o principal estágio deste processo porque exige uma ação cognitiva, onde o
usuário é estimulado a usar a informação para criar significados que envolvam as ações de
pensar, refletir, interpretar, relacionar e generalizar as novas informações; o sentimento de
incerteza começa a diminuir e o problema começa a ficar mais claro e definido;

5. Coleção: neste estágio ocorre a interação entre o usuário e o sistema, quando ocorre o
acesso à informação que dará suporte ao projeto definido nas etapas anteriores do processo,
que pode ser a confecção de um artigo ou de uma dissertação

6. Apresentação: neste estágio a busca já está completa e o problema resolvido
O ISP incentiva as ações e coordenações das ações dos usuários, através de um processo de
reflexão, formulação e interpretação; estimulando a capacidade de tomada decisões e
resolução de problemas, capacidades estas necessárias em qualquer processo de informação e
formação.

8. ESTRATÉGIAS PARA O DESIGN DE AMBIENTE DE APRENDIZAGEM VIRTUAL
Antes de elaborar qualquer design de um ambiente de aprendizagem, programas de
treinamento ou cursos, acreditamos que algumas estratégias devam ser aplicadas para
diagnosticar as necessidades dos usuários da Biblioteca Virtual. Essas estratégias encorajam
os participantes a adquirir e transferir o novo conhecimento e habilidades para seus ambientes
de trabalho. Estas estratégias são baseadas no modelo Instrucional de Aprendizagem
colaborativa, descrita por Reid et. al. citado por Ngeow (1999).
Engajamento:

10

�Esta estratégia promove o interesse e a curiosidade fundamentais para que os
ususários-aprendizes sejam levados a buscar o novo conhecimento e demonstrar o
conhecimento já organizado em seus esquemas cognitivos. Este processo de diagnóstico
facilita a elaboração de orientações cognitivos por parte dos profissionais engajados no
processo de design e motiva os usuários a uma ação autônoma.
Exploração:
Quando concebida como uma promoção interativa entre os usuários, esta estratégia
desenvolve no aprendiz, a mente inquiridora, incentiva a investigação, a resolução de
problemas, a generalização de questões e a hipotetização e generalização de hipóteses.
Explanação:
Visa encorajar os usuários a escutar as idéias dos outros. Desta forma, estimula uma análise
crítica, a formulação de questões e explanação e argumentação de posições. Possibilitando os
usuários a traçarem analogias com esquemas

de aprendizagem anterior; desafiando a

habilidade de um pensamento crítico e encorajando uma observação acurada.
Extensão:
Integra novas habilidades, transfere elementos previamente aprendidos e sugere novas
questões e informações, requer análise das evidências, conferindo o entendimento das
dificuldades apresentadas e sugerindo explicações alternativas
Avaliação:
Consiste numa auto-avaliação da compreensão e organização das novas informações e da
transformação do conhecimento já existente por parte do usuários. A avaliação encoraja
futuras investigações dos programadores do design de Bibliotecas Virtuais.

9. CONCLUSÃO
11

�Se por um lado as novas tecnologias liberaram o Bibliotecário de algumas tarefas, por
outro lado, os novos serviços e a abundância de informação disponível na Web, criou a
necessidade de capacitar o usuário para que este desenvolva habilidades e competências para
buscar a informação significativa e decidir qual informação atende suas necessidades. Para
isso o Bibliotecário tem um papel fundamental que é o de guiar e orienta-los durante o
processo de busca de informação. As Bibliotecas virtuais/digitais requerem a construção de
ambientes de aprendizagem construtivista onde os usuários possam aprender ativamente o
processo de busca de informação. Os modelos de aprendizagem ativa são preferíveis aos
tradicionais, passivos, por que envolvem os alunos e criam sujeitos autônomos e
colaborativos.

12

�10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.

AUSUBEL, D. Psicologia Educacional. Rio de Janeiro : Interamericana, 1980

2.

BERRY, John N. Risking relevant reference work. Disponível na Internet. URL:
www.bookwire.com/ljdigital/editorial.article#8902.Em 25/05/98.

3.

BLATTMANN, Ursula, ALVES, Maria Bernardete Martins. Organizações virtuais da
informação.

Disponível

na

Internet.

URL:

www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/orgvirt1.htm. Em: 20/07/98
4.

CUNHA, Murilo Bastos da. As tecnologias de informação e a integração das
Bibliotecas brasileiras. Ciência da Informação, Brasília, v.23, n.2, p.182-188,
mar./ago, 1994.

5.

FAULHABER, Charles B. Distance learning and digital libraries: two sides of a single
coin. JASIS, v.47, n.11, p.854-856, 1996.

6.

GUDIVADA, Venkat N. et al. Information Retrieval on the World Wide Web. IEEE
Internet Computing, v 1, n. 5, Sep./Oct. 1997.

7.

KUHLTHAU, Carol C. The concept of a zone of intervention for identifying the role
of intermediaries in the information search process. Disponível na Internet.
http://www.asis.org/annual-96/ElectronicProceedings/kuhlthau.html.

Obtido

em:

13/10/98
8.

LANCASTER, F. W. , SANDORE, Beth. Technology and management in library and
information services. University of Illinois, 1997. 322p.

9.

LUCAS, Clarinda Rodrigues. A organização do conhecimento e a tecnologia da
informação. Transinformação, v.8, n.3. set./dez., 1996. Disponível na Internet. URL:
www.puccamp.br/~biblio/lucas83.html.Em:05/04/98

10.

MERLO VEJA, José Antonio, SORLI ROJO, Ángela. Las bibliotecas como clientes y
servidoras de información web. Disponível na Internet. Comunicación presentada a las
6es. Jornades Catalanes de Documentació (Barcelona 23, 24 y 25 de octubre de 1997)
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publicada

en

sus

actas,

p.

317-327.

URL:

http://www.unileon.es/dp/abd/MERLO/cliser.htm. Obtido em 01/11/1997.
11.

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13

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este estudo tem como objetivo tecer considerações a respeito do modelo de aprendizagem Construtivista para Bibliotecas virtuais, com o intuito de orientar os usuários e incentivá-los na busca de informações significativas, no processo de construção do conhecimento. A era da informação requer pessoas com habilidades para localizar ainformação e para buscar conhecimento significativo. Para isso, precisam desenvolver competências para decidir qual a melhor informação, e qual a informação suficiente para suas necessidades.</text>
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                    <text>SELEÇÃO: ASPECTO PRIMORDIAL DO GERENCIAMENTO DA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA NO SÉCULO XXI

LIANE MARIA BERTUCCI
Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - Biblioteca
Caixa Postal 6110
13081-970 - Campinas - SP - Brasil
e.mail: lianemb@obelix.unicamp.br

Resumo: O texto procura discutir o processo de seleção dos livros e periódicos que, por compra,
permuta ou doação, são incorporados ao acervo da biblioteca universitária. Em um período de
acelerada automação, com a crescente incorporação de novas tecnologias pelas biblioteca (a
realidade da biblioteca virtual), determinar a inclusão ou não de uma obra no acervo representa
um desafio que, longe de ter sido superado, é permanentemente atualizado devido ao alto grau de
exigência do público universitário, especialmente nas instituições onde a opção pela pesquisa
científica é primordial. Associar qualidade e quantidade com os meios automatizados, que se
sofisticam e multiplicam, representa o esforço necessário para o bom gerenciamento da coleção.
Questões que exigem atenção e especialização do profissional da biblioteca, problemas que o
presente estudo pretende abordar ao avaliar o processo de seleção que acontece em uma
instituição universitária.

Tema: GERÊNCIA DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

1

�INTRODUÇÃO
Em 26 de setembro de 1999 José Roberto de Toledo escrevia artigo, publicado pelo jornal
Folha de S.Paulo, sobre a revolução que a informática provocava no cotidiano de muitos daqueles
que, por amor ou necessidade, estavam permanentemente envolvidos com os livros. O jornalista
descrevia e comentava os “sebos virtuais” que timidamente chegavam ao Brasil, mas que já
representavam uma transformação significativa no dia-a-dia dos vendedores e compradores de
livros usados em várias partes do mundo. 1
Agrupando acervos, oferecendo diferentes maneiras de pesquisa e variedade de preços, os
“sebos eletrônicos” vasculhariam milhões de títulos, muitos deles raros, em diferentes países. A
busca eletronicamente efetuada significaria assim: rapidez e diversidade na busca, economia e,
principalmente, alta probabilidade de localização do volume desejado.2
Agilidade, diversidade, satisfação e redução nos gastos de tempo e dinheiro, também
estão fazendo com que, cada vez mais, os chamados meios eletrônicos ganhem espaço nas
bibliotecas universitárias brasileiras. O objetivo é o atendimento cada vez mais eficiente da
grande maioria de seus usuários: professores, pesquisadores e alunos, sempre em busca de um
livro ou artigo imprescindível para o estudo que estão desenvolvendo. A biblioteca virtual, bem
como as formas hoje existentes de intercâmbio entre diversas instituições do país, colaboram,
assim, sobremaneira para suprir as necessidade de um público atento às novas idéias que circulam
no Brasil e no mundo. 3
Quando a produção de novos conhecimentos representa a diretriz mestra da instituição, a
demanda pelos serviços que a biblioteca universitária pode oferecer cresce em volume e
exigência e as novidades que a eletrônica pode proporcionar acabam visceralmente ligadas a
qualidade do acervo disponível na instituição. Caso a biblioteca seja da área de ciências sociais e
humanas a cobrança é ainda maior, uma vez que ela representa o próprio laboratório dos usuários.
4

GERENCIAR A COLEÇÃO: QUESTÃO CRUCIAL
Ao nos aproximamos do final do século XX muitas inquietações que, de um modo ou de
outro, estão presentes há anos no universo dos profissionais que atuam nas bibliotecas
universitárias, ganham mais magnitude. Preocupações com o tamanho e custo das coleções, com
1

TOLEDO, José Roberto de. “A revolução dos sebos virtuais” Folha de S.Paulo São Paulo, 26 de setembro de 1999.
Caderno Mais !, p.9.
2
Idem.
3
Entre outros trabalhos, veja: CORREA, Elisa C.D.O uso da Internet pelo bibliotecário em Santa Catarina:
apropriação social ou desintermediação ? Florianópolis: Departamento de Sociologia da UFSC, 1999 (Dissertação
de Mestrado em Sociologia Política).
INSTITUTE FOR INFORMATION STUDIES.A Internet como paradigma Rio de Janeiro:Expressão Cultura, 1997
LÉVY, Pierre. O que é o virtual ? São Paulo: Editora 34, 1996
ROSETTO, Márcia. “Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro eletrônico e biblioteca
eletrônica na América Latina e Caribe”. Ciência da Informação. Brasília, v. 26, nº1, p.54-64, jan.-abr. 1997.
TEIXEIRA,Cenidalva M. de S.; SCHIEL, Ulrich. “A Internet e seu impacto nos processos de recuperação da
informação” Ciência da Informação Brasília, v.26, nº1, p.65-71, jan.-abr.1997
4
Sobre as particularidades da biblioteca de ciências sociais e humanas, confira: ANDRADE, Diva. “Critérios para
aquisição de livros: o caso das ciências sociais e humanidades”. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG
Belo Horizonte, v.21, nº2, p.40-55, 1992.
2

�a utilização da informática, com a reciclagem dos profissionais da área e com as relações
humanas (entre aqueles que atuam na instituição e entre eles e os usuários), são algumas delas.
Questões que se agigantam se pensarmos na presença, hoje diária, das redes de informação na
vida dos cidadãos; no grande número de novas idéias à disposição de uma parcela cada vez maior
de pessoas, e, especialmente, no crescimento do público universitário, com a expansão, em
muitos aspectos discutível, do número de faculdades e universidades pelo país. As bibliotecas e
os que nelas trabalham estão sendo cada vez mais cobrados pelos serviços que prestam.
As formas para tentar responder de maneira satisfatória as exigências por informação
rápida, variada e mais completa possível, são muitas. Entretanto, apesar de, a priori, estar
afastada a idéia de um local que contenha em seu espaço todo o conhecimento produzido pelo
homem, mesmo que em uma determinada área do saber, o livro, materialmente presente na
estante e a disposição dos usuários, continua sendo ainda hoje aquilo que os freqüentadores de
uma biblioteca mais desejam encontrar. O livro acessível para o trabalho ou o deleite. 5
Dificultando a aquisição de publicações, novas ou não, as bibliotecas no Brasil convivem
com um cotidiano marcado pela escassez de recursos financeiros. A pouca quantidade e a falta de
regularidade das verbas representam uma barreira real e difícil de ser superada em praticamente
todas as instituições universitárias do país que buscam atualizar e expandir suas coleções.
Naquelas voltadas para a pesquisa científica a situação torna-se ainda mais grave, pois o livro e as
revistas são as formas mais fecundas do diálogo intelectual.
Os problemas para armazenar e conservar as obras existentes em uma biblioteca
constituem outra questão magna, para resolve-los, sem prejudicar a excelência de uma coleção,
são necessários grandes recursos e avaliações criteriosas. Manter o acervo em boas condições e o
mais completo possível é uma meta sempre almejada. Mais uma vez, a instituição voltada para a
pesquisa requer para sua biblioteca uma atenção especial.
Genericamente, podemos afirmar que o acervo de toda biblioteca, para atender bem ao
seu público, resulta: da análise permanente da comunidade a que serve, de uma política de
seleção/aquisição resultante desta análise, da avaliação constante da coleção e do conjunto das
obras existentes (detectando e acabando com suas lacunas e zelando pela sua conservação), e de
descartes cuidadosos.6 Muito mais complicado que enumerar princípios e metas é transfomá-los
em uma prática satisfatória, condizente com a comunidade servida pela biblioteca. O grande
desafio é responder com propriedade ao dia-a-dia da instituição, o que muitas vezes escapa e
transcende às regras pré-fixadas. Critérios discutidos e previamente estabelecidos são
fundamentais, mas enquanto pistas de um caminho a ser trilhado e não como dogmas que
obrigatoriamente conduzem o trabalho do profissional que atua na biblioteca. O gerenciamento
de um acervo, notadamente de uma instituição universitária, requer muito mais do que normas
escritas para o cuidado, com qualidade, de sua coleção.
Uma atividade “técnica intelectual”, esta é, resumidamente, a definição que podemos dar
para o trabalho de gerenciar um acervo. Tomada emprestada de Waldomiro Vergueiro 7, que a
cunhou ao descrever o processo de seleção, a idéia de algo, concomitantemente, técnico e
intelectual expressaria também a contento o conjunto de atividades que incluem, além da escolha
de títulos, a avaliação, aquisição, manutenção e descarte das obras de uma biblioteca. A harmonia
5

Uso aqui a palavra livro em sentido genérico.
Veja: EVANS, G.Edward. Developing library and information center collections. 2ª ed. Littleton: Libraries
Unlimited, 1987, p.19.
7
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis / APB, 1989.
6

3

�entre estas atividades, isto é, o gerenciamento, mesmo quando realizado por mais de um
profissional, é requisito prévio e crucial para que a excelência da biblioteca seja uma realidade. É
imperioso que se estabeleça sempre qual o profissional responsável pelas etapas do processo de
cuidados com o acervo, isto sim, pode e deve ser definido, rigidamente, a priori, o que não
inviabiliza mas, ao contrário, torna imprescindível a troca constante de opiniões entre aqueles que
gerenciam, em seus aspectos técnicos e intelectuais, uma biblioteca. 8
A SELEÇÃO, UM PROCESSO SEM FIM
Cuidar para que a coleção não pereça, devido ao uso constante, aos problemas (muitas
vezes acidentais) com o armazenamento ou ao vandalismo de alguns usuários. Recuperar obras
valiosas mas deterioradas pelo tempo e utilização, em vários casos com o auxílio de profissionais
especialmente contratados para tal finalidade (através, por exemplo, de reencadernação ou
restauro), zelar pela limpeza periódica dos volumes existentes. Reivindicar verbas, da instituição
universitária ou de agênciais financiadoras, para a compra de obras para o acervo e fazer, com a
agilidade necessária, o acompanhamento burocrático, muitas vezes longo e enfadonho, que este
tipo de atividade exige são aspectos técnicos indispensáveis do gerenciamente das bibliotecas.
Aspectos imbricados com a avaliação dos interesses da comunidade na qual esta biblioteca esta
inserida e da seleção e eventual descarte de obras em desuso: tarefas intelectuais.
Nas bibliotecas universitárias, devido ao próprio perfil das instituições, o aspecto
intelectual ganha destaque. Caso a opção pela atividade de pesquisa seja uma característica
marcante da instituição a complexidade aumenta. A tarefa de selecionar efetivamente engloba a
avaliação da comunidade, sem a qual não poderá haver escolha das obras a serem adquiridas ou
incorporadas (muitas através de doações) ao acervo, e o descarte, que é uma seleção daquilo que
não permanecerá na biblioteca. 9
Seleção é, assim, aspecto primordial e permanente do gerenciamento da biblioteca
universitária e a presença dos meios eletrônicos, que facilitam e agilizam acesso e troca de
informações e obras entre instituições, não diminue mas torna ainda mais evidente esta realidade.
Uma biblioteca será tão requisitada para parceira de intercâmbio eletronicamente realizado
quanto melhor for seu acervo e mais satisfatório for o atendimento que proporcionar aos seus
usuários preferenciais (aqueles que pertencem a instituição na qual ela está inserida). Afinal, para
que haja troca é necessário que as partes tenham algo para intercambiar, e quanto mais melhor,
pois as bibliotecas têm muito a ganhar com este contato permanente. É, desta forma, imperioso
que as instituições tenham a preocupação de aprimorar, em qualidade e quantidade seu acervo,
não ficando apenas na expectativa que outras universidades o façam e possam então servir como
“fornecedoras”, virtuais ou não, de obras. 10 É evidente que repartir despesas e baraterar custos é
uma necessidade, tanto quanto manter uma coleção o mais completa possível, dentro dos
interesses particulares de cada comunidade. Certamente, estes são grandes desafios que as
bibliotecas universitárias terão que enfrentar no século XXI.

8

ANDRADE, Diva e VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de Materiais de Informação. Brasília: Briquet de
Lemos / Livros, 1996, p.14-15.
9
EVANS, G. Edward. Idem. “(...) weeding is nothing more than selection in reverse”, p.22
10
Entre os textos que abordam a temática: MARCHIORI, Patrícia Z. “Acessar ou possuir, eis a questão ...” In:
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 9º, Curitiba, Anais...Curitiba: UFPR; PUC do Paraná, 1996.
4

�Muitos estudos abordam a formação dos acervos, discutindo seu tamanho e qualidade.
Chegam inclusive a traduzir sua utilização em números: 20% atenderia a demanda de 80% dos
usuários de uma biblioteca. Acervos grandes tenderiam, proporcionalmente, a satisfazer cada vez
menos pessoas, os especialistas das áreas servidas pela biblioteca. Tal situação significaria
portanto menos usuários e maior custo.11 Entretanto uma biblioteca universitária é, em muitos
casos, uma biblioteca de especialistas: os pesquisadores universitários. Se o número de
pesquisadores representar uma parcela importante da comunidade universitária, o acervo tem
então por obrigação crescer e se especializar nas diversas áreas dos frequentadores da biblioteca.
Em todos os países modernos, independência e prosperidade nos seus mais variados
sentidos, foi resultado do investimento em conhecimento. No Brasil, há vários anos, as
instuições de pesquisa são em grande parte as universidades, portanto a qualidade e diversidade
das coleções das suas bibliotecas é fundamental. Os acervos precisam crescer, e não de forma
aleatória, mas de maneira consistente, integrada com a demanda de uma comunidade excepcional
a dos produtores de conhecimento. A atuação de um especialista junto a biblioteca fazendo a
seleção, torna-se então primordial.
O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo, estabeleceu na década
de 1990 critérios comuns de seleção para direcionar a escolha das obras das bibliotecas da USP.
São eles:
qualidade do conteúdo, adequação ao currículo acadêmico e linhas de pesquisa;
autoridade do autor ou corpo editorial;
demanda;
acessibilidade da língua;
custo justificável;
atualidade da obra;
conveniência do formato e compatibilização com equipamentos existentes;
disponibilidade em outras bibliotecas;
valor efêmero ou permanente;
quantidade de exemplares necessários;
áreas de abrangência do título;
qualidade visual e auditiva de materiais especiais 12
Critérios básicos que, certamente, concorrem para o bom gerenciamento dos acervos
existentes na Universidade de São Paulo, para a qualidade de suas coleções, exemplo a ser
imitado por outras instituições. O documento elaborado pela USP especifíca também a
necessidade de cada biblioteca do sistema traçar sua própria política de desenvolvimento do
acervo.13 Mas o dia-a dia muitas vezes requer ainda mais.
11

Entre os diversos trabalhos que tratam do tema: MIRANDA, Antonio. “Acervos de livros das bibliotecas das
instituições de ensino superior no Brasil:situação problemática e discussão de metodologia para seu diagnóstico
permanente”. Ciência da Informação Brasília, v..22, nº1, p.30-40, jan.-abr.1993.
12
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Subsídios para o estabelecimento de
política de desenvolvimento de acervos para as bibliotecas do SIBi/USP. São Paulo: SIBi/USP, 1998, 14 p. Cadernos
de Estados, nº 7, p.5-6.
13
Idem, p.2 . Recomendam que cada biblioteca do sistema contenha em sua política de desenvolvimento de acervo:
os objetivos da Instituição; estudos da comunidade a que serve; necessidades de crescimento e equilíbrio de acervo;
diretrizes de distribuição de verbas; prioridades de aquisição conforme os níveis do acervo; análise dos pontes fortes
e fracos da coleção, adequando-a às necessidades de seus usuários; normas de acordos cooperativos.
5

�Professores, pesquisadores e alunos sugerindo. Comissões opinando sempre, tudo
concorre para que a qualidade do acervo seja mantida e incrementada. Entretando, o cotidiano de
seleções e verbas requer uma atenção constante, muito além de regras fixas ou do olhar que
podem oferecer pessoas que não fazem parte do quadro de profissionais da biblioteca. No caso de
instituições voltadas para a pesquisa, onde fontes e bibliografia variada são uma necessidade
permente, a questão é ainda mais séria. Fundamental então é a presença de um profissional que
conheça, por sua formação, o universo onde atuam os usuários da biblioteca, um conhecedor
efetivo da área em que a biblioteca esta inserida: ele também, em certa medida, um pesquisador
que capte, com os critérios de sua formação e atuação no meio, as necessidade e tendências do
mundo acadêmico.
É este particular universo acadêmico que deve dirigir a aplicação das normas
estabelecidas previamente para seleção. Trabalho intelectual que inclue a organização de
procedimentos para compra (como o armazenamento e encaminhamento de sugestões), o
estabelecimento do número de exemplares de um livro que deve ser adquirido pela biblioteca e
em quais línguas e edições. A atividade engloba a solicitação de permutas e doações,
determinando a incorporação ou não ao acervo de doações espontâneas, e também é reponsável
pelos descartes (primeiro redistribuindo o material dentro da universidade afinal, o acervo
universitário é único e deve ser sempre melhorado e, se for o caso, encaminhando-o a outras
instituições).14 Por fim, quem seleciona deve indicar quais obras devem permancer no acervo, por
menor que seja sua consulta diária, pois muitos desses materiais são fontes preciosas de pesquisa,
que mesmo consultadas pontualmente têm valor inestimável para professores e alunos de
universidades voltadas para a produção do conhecimento.
Evidentemente, que a atuação deste profissional só será possível com o contato
permanente com a comunidade, com a manutenção de seus próprios interesses acadêmicos (um
dos meios de sua atualização na área em que trabalha) e, principalmente, com a parceria com os
bibliotecários, detentores de imprescindíveis conhecimentos especializados sem os quais a
biblioteca ficaria paralisada. 15
Assim, será este conjunto de profissionais, conhecedores do meio em que exercem sua
profissão, que poderá elaborar e implementar uma polítca racional de gerenciamente e
crescimento qualitativo dos acervos das bibliotecas universitárias, e isso em seus mais variados
aspectos. Distribuir responsabilidades entre pessoas qualificadas, para que realizem diferentes
etapas do trabalho requerido por uma biblioteca, é uma forma de contribuir para que ensino de
boa qualidade e pesquisas significativas sejam uma realidade no Brasil no século XXI.

14

No caso de doações, é imprescindível que a biblioteca deixe explícito para o doador que, a partir da entrega do
material, a universidade terá incondicionalmente controle sobre seu destino, seja ele a incorporação, a permuta ou o
descarte. Auxílios (como a contratação de pessoal extra, por exemplo) para agilizar a preparação do material doado, e
assim sua mais rápida utilização pelos usuários, também são benvindos, desde que não impliquem em ingerência nos
procedimentos técnicos estabelecidos pelo sistema de bibliotecas ou qualquer outro tipo de vínculo mais efetivo com
a universidade.
15
Veja a experiência da biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP: BERTUCCI, Liane
M. “O bibliógrafo na UNICAMP: especialização e tecnologia rumo ao século XXI”. In: Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 10º, Fortaleza, Anais... Fortaleza: UFC; UNIFOR, 1998
6

�BIBLIOGRAFIA
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p.40-55, 1992.
BERTUCCI, Liane M. “O bibliógrafo na UNICAMP: especialização e tecnologia rumo ao século
XXI”. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 10º, Fortaleza, Anais... Fortaleza:
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7

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8

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O texto procura discutir o processo de seleção dos livros e periódicos que, por compra, permuta ou doação, são incorporados ao acervo da biblioteca universitária. Em um período de acelerada automação, com a crescente incorporação de novas tecnologias pelas biblioteca (a realidade da biblioteca virtual), determinar a inclusão ou não de uma obra no acervo representa um desafio que, longe de ter sido superado, é permanentemente atualizado devido ao alto grau de exigência do público universitário, especialmente nas instituições onde a opção pela pesquisa científica é primordial. Associar qualidade e quantidade com os meios automatizados, que se sofisticam e multiplicam, representa o esforço necessário para o bom gerenciamento da coleção. Questões que exigem atenção e especialização do profissional da biblioteca, problemas que o presente estudo pretende abordar ao avaliar o processo de seleção que acontece em uma instituição universitária.</text>
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                    <text>PROCESO DE AUTOMATIZACIÓN EN BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS
ARGENTINAS: EL PAPEL DE LA NORMALIZACIÓN Y DE LA CONVERSIÓN
RETROSPECTIVA EN EL INTERCAMBIO DE INFORMACIÓN

E.Barber; N.Tripaldi; S.Pisano; V.Werner; S. D'Alessandro; S. Romagnoli; V. Parsiale 1
Universidad de Buenos Aires
Facultad de Filosofía y Letras
Instituto de Investigaciones Bibliotecológicas
Argentina

Resumen
El proyecto trienal (1998-2000) UBACYT TF 06, investiga el proceso de automatización de las bibliotecas
universitarias de la República Argentina. Extiende y profundiza el diagnóstico de situación general válido para
Capital Federal y Gran Buenos Aires – realizado dentro del marco de un proyecto anterior – a las bibliotecas
universitarias públicas y privadas de todo el país. A partir de los datos solicitados a 373 unidades de información
(bibliotecas centrales, de facultades y departamentales), por medio de una encuesta con mayoría de preguntas
cerradas, releva los datos relacionados con las características de la biblioteca, las funciones automatizadas, las
normas y estándares adoptados, la conversión retrospectiva y la financiación; así como también, aquellos
relativos a la situación del personal y de los usuarios frente a la informatización. El objetivo del análisis se
focaliza, en esta ponencia, en la detección de dificultades para el acceso y el intercambio de información
digitalizada en relación con el gerenciamiento de algunos aspectos de la normalización y de la conversión
retrospectiva de los registros bibliográficos. El control de autoridades, los formatos utilizados, las metodologías
elegidas para la conversión, se proponen como indicadores significativos para determinar posible conflictos.
Finalmente, en función de los problemas observados se ofrecen alternativas a seguir para fortalecer y extender
los procesos de automatización de las unidades con el fin de facilitar su integración en redes.

1. Introducción
El advenimiento de la sociedad de la información, apoyada en el progreso de las
telecomunicaciones y de las nuevas tecnologías de la información, ha producido profundos
cambios en los modos de producción debido a que los procesos necesarios para la generación
de bienes se conciben como procesos de alto consumo de información (Cano, 1996, 1998;
Rogers, 1986). Inmersas en los cambios mencionados, y para adaptarse a ellos, las bibliotecas

1

Proyecto UBACYT TF 06 – Directora: Elsa Barber - Puán 470, 3º Piso, of. 335 - (C.P. 1406) Buenos Aires,
Argentina.
e-mail: grebyd@ciudad.com.ar ; filolog@feedback.net.ar
1

�han emigrado a partir de los años sesenta, de estructuras tradicionales hacia estructuras
automatizadas primero, e híbridas después, con el fin de evolucionar hacia la constitución de
la biblioteca digital, potencialmente apta para facilitar el acceso universal a los recursos de
información (Lankes, 1998; Sutton, 1996).
Los países desarrollados han generado, en esta dirección, una serie de proyectos que,
según observa Mary Bolin (1993), se concentraron, en las décadas de los setenta y de los
ochenta, en la conversión retrospectiva del catálogo de la biblioteca y en la generación de
catálogos en línea de acceso público (OPAC). Estas iniciativas constituyeron, especialmente
en el área de la educación superior, la clave para avanzar hacia una nueva dimensión en el
intercambio de información y la conformación de redes.
Los países en desarrollo, por el contrario, afrontan en la actualidad, bajo la influencia de
una diversidad de factores externos e internos (Barber et al., 2000), el desafío de poner a
disposición de la comunidad académica local e internacional los fondos de sus bibliotecas
universitarias mediante un adecuado proceso de conversión retrospectiva de los catálogos, con
el objetivo de acompañar, como motores propulsores de la transferencia de información, los
profundos cambios estructurales y funcionales a los que se hallará sometida la universidad en
los inicios del milenio.
Por tal motivo, el grupo de investigación a cargo del proyecto UBACYT TF 06 que
investiga desde 1995 los procesos de automatización de las bibliotecas universitarias
argentinas (Barber, Tripaldi, Pisano &amp; Werner, 1999) ha considerado pertinente, en esta
oportunidad, focalizar sus indagaciones sobre algunos aspectos relacionados con la gestión de
la normalización y la conversión retrospectiva en estas bibliotecas. Para ello, ha formulado
una serie de preguntas a partir de las cuales concentrará su análisis en el presente trabajo:
¿dichas bibliotecas han priorizado el proceso de conversión retrospectiva (CR) dentro del
proceso total de informatización? ¿cuentan con catálogos normalizados para desarrollar esta

2

�actividad en óptimas condiciones? ¿poseen los recursos financieros, humanos y materiales
necesarios para gestionar el proceso con éxito? ¿han seleccionado los software y los formatos
adecuados para que la conversión retrospectiva genere un OPAC con capacidad de acrecentar
la calidad del intercambio y la difusión de información?.
El control de autoridades, las metodologías elegidas para realizar la conversión y los
formatos bibliográficos utilizados se propondrán, entre otros,

como algunos de los

indicadores capaces de orientar las respuestas a los cuestionamientos planteados. Constituirán,
junto con las aproximaciones metodológicas, que a continuación se detallarán, los
instrumentos elegidos para determinar conflictos en relación con la gestión de la información
en las bibliotecas académicas argentinas y para ofrecer lineamientos que fortalezcan los
procesos de automatización de las mismas.
2. Metodología
2.1 Características y límites de la población
Se delimitó, en esta oportunidad, una población de 373 bibliotecas académicas
pertenecientes a universidades públicas y privadas del país listadas en directorios
actualizados. Se incluyeron 81 unidades ubicadas en el área metropolitana y 292 localizadas
dentro del resto del territorio nacional. Se respetó la estratificación utilizada en el proyecto
UBACYT FI013 correspondiente a la Programación científica 1995-1997, que permitió
elaborar un diagnóstico de situación general válido para Capital Federal y Gran Buenos
Aires. De acuerdo con esta, las bibliotecas se clasificaron teniendo en cuenta la jurisdicción
(públicas y privadas) y el tamaño (grandes, medianas y pequeñas) de la universidad.
Sobre la base de dichos parámetros, fue posible determinar que el 78,00% de las
bibliotecas que habían respondido a diciembre de 1999 el cuestionario enviado, correspondían
al interior del país y el 22,00% a instituciones que se encontraban en el área de Capital
Federal y Gran Buenos Aires. El 77,00% desarrollaba sus actividades dentro del ámbito

3

�público y el 23,00% lo hacía en el ámbito privado. De acuerdo con la estratificación adoptada,
el 41,00% pertenecía a universidades categorizadas como grandes, el 31,00% a medianas y el
28,00% a pequeñas.
2.2 Recolección de los datos
Para llevar a cabo esta etapa se configuró un patrón que permitía caracterizar el proceso
de informatización de las bibliotecas universitarias argentinas del país en lo atinente a
elementos y dinámica. Este patrón contemplaba las variables consideradas en la investigación
anterior (usuarios, fondos documentales, estudios de factibilidad, equipos y sistemas
informáticos, módulos en funcionamiento, servicios, costos de la automatización), incluía
nuevas variables que abarcaban una segunda fase destinada a indagar sobre los cambios
institucionales (estructura organizacional interna, relaciones jerárquicas e interinstitucionales,
operatividad biblioteca - centro de cómputos) y una tercera fase definida para relevar datos
sobre factores puntuales de operabiblidad y estandarización (compatibilidad de formatos,
conversión retrospectiva, almacenamiento de los registros, digitalización de información,
integración en redes, sistemas operativos, protocolos de comunicación).
A partir del patrón establecido se elaboró un instrumento recolector que contempló las
tres fases señaladas (diagnóstico general de la situación, cambios institucionales y factores
puntuales de operabilidad y estandarización). Se aplicó este instrumento en forma indirecta,
por envíos vía correo postal, a las unidades de información de instituciones de educación
superior, públicas y privadas, de la totalidad del país.
En este momento el equipo se encuentra en la etapa de recepción de cuestionarios. Ha
recibido, hasta diciembre de 1999, 94 respuestas, sobre la base de las cuales ofrecerá, en los
ítems subsiguientes, información porcentual acerca de las primeras tendencias observadas con
respecto a la normalización y a la conversión retrospectiva en el intercambio de información.

4

�3. Estándares aplicados en el procesamiento de la información
La utilización de estándares internacionales ha guiado permanentemente el desarrollo
de los procesos de automatización bibliotecaria. En este sentido, Robin Yeates (1996)
considera que “...If we want to exchange records now, let alone in the future, we need to
incorporate standards and practices information into the records, in a form that is widely
understood and can be manipulated by most retrieval software. ...”. Su afirmación introduce
la reflexión sobre el alcance de dichos estándares, en relación con el cual es posible
determinar cuatro aspectos a tener en cuenta:
● Los software de gestión bibliotecaria.
● Los formatos de registro y de intercambio (bibliográfico, de autoridades, “holdings”,
“community information”).
● Las normas adoptadas para la descripción bibliográfica (reglas de catalogación,
sistemas de clasificación e indización).
● El control de autoridades (de autor, titulo uniforme, serie y materia).
Por lo expuesto, será conveniente efectuar una referencia a cada uno de ellos y
proporcionar, en cada caso, información estadística sobre la situación observada en las
bibliotecas universitarias argentinas.
3.1 Los software de gestión bibliotecaria
Existen diversas tendencias con respecto a la elección del sistema para la
automatización de las unidades: la creación de software “ad hoc”, la adquisición de productos
desarrollados por proveedores nacionales o, por proveedores internacionales (Barber et al.,
2000). Las dos primeras opciones presentan problemas de incompatibilidad con estándares
internacionales reconocidos, como por ejemplo, arquitectura cliente-servidor, sistemas
operativos abiertos, salida a web, protocolo Z39.50, formato MARC.

5

�Por otra parte es reconocida la superioridad de los sistemas modulares o integrados para
la gestión de las bibliotecas (SIGB), donde cada uno de los módulos coincide con las
funciones básicas definidas en un sistema de información automatizado (SIA) y con la
estructura departamental original de la organización bibliotecaria (Moya Anegón, 1995), con
respecto a otros sistemas, como, por ejemplo, administradores de bases de datos.
En Argentina, donde el 92,55% de las unidades de información académicas automatizó
total o parcialmente sus funciones, solo el 3,18% ha adoptado un sistema integrado de gestión
bibliotecaria y, aún, el 82,98% de las bibliotecas utiliza un gestor de bases de datos, según se
detalla en el siguiente cuadro:
Software
Microisis
Aleph

% de unidades
82,98
1,06

Dbase
Glas
DB/text
DB/fast
soft propio
Missing

1,06
1,06
1,06
1,06
4,26
7,45

Tabla 1. Software seleccionados

3.2 Los formatos de registro y de intercambio de información
La estructura de datos de los formatos puede facilitar o desalentar el intercambio de
información bibliográfica. Según Garduño Vera (1996), la proliferación de formatos
diferentes impide el intercambio de registros a gran escala porque no permite que la
compatibilización se establezca en forma automática, exige la generación de programas
compatibilizadores específicos, con resultados limitados y a costos elevados. Con el objetivo
de diseñar un modelo bibliográfico orientado al control bibliográfico universal, este autor
yuxtapuso los campos de dieciséis formatos de uso local, nacional e internacional con el
formato USMARC, seleccionado como formato bibliográfico matriz. La comparación le
permitió comprobar que trece de ellos mantenían la estructura del formato matriz, uno del
6

�UNIMARC, uno de INTERMARC y uno de CEPAL.

A pesar de su bajo nivel de

compatibilidad, este último formato posee alta frecuencia de uso en América Central y del
Sur. En las bibliotecas universitarias argentinas es uno de los dos formatos más
representativos, ya que, tal como lo confirman los datos recabados, solo el 3,19% adoptó
USMARC y la mayoría de las unidades ingresa sus registros por medio de CEPAL (28,72%),
BIBUN (23,40%) o FOCAD (6,38%):
Formatos utilizados

% de unidades

USMARC

3,19

BIBUN

23,40

CEPAL

28,72

FOCAD

6,38

UNIMARC

0,00

FORMATO PROPIO

30,85

OTRO FORMATO

6,38

Tabla 2. Formatos utilizados

Por otra parte, como un 30,85% usa un formato propio, es posible inferir que un
porcentaje importante de bibliotecas no se halla en condiciones de participar en proyectos
cooperativos e integrar redes de información. Se ha constatado, también, que en un 5,32% de
los casos conviven entre dos y tres formatos:
% de unidades

Cantidad de formatos utilizados por cada
unidad
1

80,85

2

4,26

3

1,06

Missing

13,83
Tabla 3. Cantidad de formatos utilizados por unidad

3.3 La descripción bibliográfica
Los formatos bibliográficos tienen su razón de ser cuando son utilizados con el apoyo
de normas catalográficas que orientan las actividades de descripción bibliográfica. Además,
estas reglas constituyen la base sobre la que se han construido dichos formatos, especialmente
7

�USMARC, ligado más que otros a las Reglas de Catalogación Angloamericanas2 (AACR2)
(Garduño Vera, 1996).
En el ámbito universitario argentino, la mayoría de las bibliotecas (86,17%) cataloga
sus registros según las AACR2, aunque el 8,51% sigue otras normas. Es necesario observar,
de todas maneras, que debido a inconsistencias en los formatos utilizados, existen dificultades
para aplicar correctamente las AACR2, masivamente adoptadas a escala mundial.
En cuanto al análisis temático, solo el 1,06% usa LCSH (Library of Congress Subject
Headings). Luego, los porcentajes mayores se registran en el uso de CDU (47,87%), CDD
(30,85%), tesauro de la UNESCO (31,91%), otros tesauros (47,87%), vocabularios propios
(23,40%) y lenguaje natural (39,36%):
Sistema utilizado para efectuar el análisis temático
LCSH

% de unidades que utilizan cada sistema
1,06

ICFES

4,26

SEARS

6,38

CDU

47,87

CDD

30,85

TESAURO UNESCO

31,91

TESAURO PROPIO

6,38

OTROS TESAUROS

47,87

VOCABULARIO PROPIO

23,40

OTROS VOCABULARIOS

10,64

LENGUAJE NATURAL

39,36

Tabla 4. Sistemas utilizados para efectuar el análisis temático

Cabe destacar que el 66,04% de las unidades utiliza entre dos y cinco sistemas:
% de unidades

Cantidad de sistemas utilizados por
cada unidad
1

23,40

2

29,79

3

20,21

4

14,89

5

7,45

6

1,06

Missing

3,19
Tabla 5. Cantidad de sistemas utilizados por unidad
8

�3.4 El control de autoridades
Este tipo de control exige la constitución previa de un catálogo de autoridades (Moreno
Jiménez, 1991), que es necesario mantener actualizado y enlazado con los registros
bibliográficos para que cumpla la función de validar los datos incluidos en el OPAC (Moreno
Jiménez, 1992).
El catálogo de autoridades permite crear encabezamientos uniformes, relaciones
cruzadas entre las variantes de un encabezamiento y la forma adoptada para el mismo,
proporciona información suficiente para distinguir un encabezamiento autorizado de otro
similar (Dickson, 1989). Es, por lo tanto, un componente fundamental con miras al control de
calidad de los datos del catálogo de la biblioteca en función de proyectos de cooperación e
integración en redes.
Para efectuar el control de autoridades los sistemas para automatización de bibliotecas
deben contar con los siguientes elementos: la fuente de los registros de autoridades, el
almacenamiento de los mismos, el mantenimiento de la base de datos de autoridades, la
relación entre los registros de autoridades y los registros bibliográficos, la estructura de las
referencias, la producción de listados y de estadísticas (Johnston, 1989).
En Argentina, y sobre la base de los datos recolectados, únicamente el 38,30% de las
bibliotecas académicas realiza control de autoridades, el 41,49% afirma no efectuar este
control aunque trabaja en entorno automatizado y el 20,21% no contesta esta pregunta. Estos
datos se vuelven más significativos aun, al verificar que el 32,98% de las unidades que dicen
cumplimentar estos estándares, lo hace a partir de registros propios:
% de unidades
38,30
41,49
20,21
32,98
67,02
8,51

Control de Autoridades
Realiza control de autoridades
No realiza
Missing
A partir registros propios
Missing
A partir de otros registros
9

�Missing

91,49
Tabla 6. Control de autoridades

4. La conversión retrospectiva (CR)
La conformación de la base de datos es un tema central dentro del proyecto de
automatización. Implica la adaptación de los registros del catálogo a un nuevo formato y
requiere que dichos registros “... hayan sido preparados de tal forma que puedan ser accesados
por la computadora.” (Tejeda Rodríguez, 1991). Según esta autora, la conversión retrospectiva
persigue tanto objetivos internos como externos. Entre estos últimos se destacan la creación
de catálogos colectivos y bases de datos nacionales, el intercambio de recursos bibliográficos
y la contribución con el control bibliográfico internacional.
Puede efectuarse mediante diferentes métodos. El más común, consiste en la entrada
directa de datos con recursos humanos de la propia biblioteca. Técnicamente, este método es
aconsejable para bibliotecas con fondos pequeños. La CR a cargo de la propia biblioteca se
realiza de manera más efectiva cuando se recurre a la captura y posterior edición de los
registros a partir de bases de datos externas, en CD-ROM o en línea. Sin embargo, según la
literatura de la especialidad, los mejores resultados se obtienen a través de la contratación de
empresas de servicios, aunque para aplicar esta metodología es necesario contar con catálogos
que posean un buen nivel de descripción bibliográfica y con suficientes recursos financieros
(Barber et al., 1999; McDonald, 1998; Scott Cree, 1997).
Dado que supone el pasaje de un formato a otro, es necesario destacar que, cuando los
formatos en uso tanto como aquellos que se adoptarán, respetan la normalización
internacional, facilitan el intercambio bibliográfico de registros. Por lo tanto, para alcanzar los
objetivos externos mencionados en un principio, es recomendable la utilización del formato
MARC, norma establecida para dicho intercambio en entorno automatizado (Barber et al.,
1999; Tejeda Rodríguez, 1991). Frente a un escenario diferente, surgen problemas
relacionados con la falta de integridad e inconsistencia de las bases de datos, la redundancia
10

�de datos y la adaptación de los mismos al sistema que, en algunos casos, degradan el proceso
de CR con la consiguiente pérdida de información (Hernández Chávez, 1997) y en otros
aumentan su complejidad y acrecientan el compromiso de recursos humanos y económicos
(Dicortua García, 1997).
En Argentina, el 61,70% de las unidades académicas manifiesta haber iniciado el
proceso de conversión y el 29,79% informa que no lo ha hecho ya sea por falta de recursos o
porque no era necesario. El 21,28% comenzó esta tarea hace un año o menos y el resto dentro
de un período de uno a tres años (17,02%), de cuatro a cinco años (6,38%) o de más de cinco
años (8,51%), aunque el 46,81% no ofreció datos sobre este ítem. La mayoría de las unidades
no han completado aún la conversión de sus registros (47,87%); solo el 11,70% afirma
haberla finalizado. Estas cifras comparadas con aquellas proporcionadas en relación con la
cantidad de registros convertidos: 1 a 1000 (8,51%); 1001 a 5000 (17,02%); 5001 a 20000
(11,70%); más de 20000 (7,45%); no contestó (55,32%), reflejan bajos niveles de
productividad.
Al preguntar sobre los métodos utilizados para efectuar la CR se observó el predominio
de la carga directa en la propia biblioteca (54,26%) por sobre otros métodos:
Métodos utilizados para efectuar la Conversión Retrospectiva
CARGA DIRECTA EN LA PROPIA BIBLIOTECA

% de unidades
54,26

CAPTURA DESDE CD-ROM

1,06

CAPTURA EN LÍNEA

1,06

EMPRESA DE SERVICIOS

3,19

Tabla 7. Métodos adoptados para efectuar la CR

Muy pocas unidades convocaron personal externo para realizar la carga de registros: 1 a
2 (4,26%); 3 a 5 (6,38%); 6 ó más (3,19%). La mayoría recurrió al personal propio y no afectó

11

�una cantidad importante de recursos a esta tarea, aunque el 46,81% ingresa registros
completos y únicamente el 12,77% trabaja con registros abreviados.

PERSONAL EXTERNO CONVOCADO

% de unidades

1A2
3A5
6 Ó MÁS

4,26
6,38
3,19

PERSONAL DE LA BIBLIOTECA

% de unidades

1A2
3A5

37,23
14,89

6 Ó MÁS

2,13

Tabla 8. Personal afectado a la CR

Asimismo, se relevaron las dificultades más importantes detectadas durante el proceso
de CR. El control de ejemplares y duplicados, el control de autoridades y el entorpecimiento
de otras tareas de la biblioteca fueron los problemas más significativos considerados por las
unidades de información, tal como se desagrega en la siguiente tabla:
CONTROL DE EJEMPLARES Y DUPLICADOS
Importante
Muy importante
Fundamental
CONTROL DE AUTORIDADES
Importante
Muy importante

% de unidades
15,96
7,45
17,02
% de unidades
15,96
6,38

Fundamental
ENTORPECIMIENTO DE OTRAS TAREAS
Importante
Muy importante
Fundamental

12,77
% de unidades
8,51
9,57
19,15

Tabla 9. Dificultades detectadas durante la CR

Las cifras vertidas permiten inferir que los inconvenientes relacionados con la
normalización y la escasez de recursos afectaron el proceso de CR. Si tal como afirma Araya
Marín (1988), “Una de las tareas más lentas lo constituye la conversión de los registros
manuales a un medio reconocible y transferible electrónicamente. ...” , la culminación exitosa

12

�de este proceso con una adecuada relación costo-beneficio, presupone la planificación y la
implementación del mismo a cargo de personal profesional actualizado y competente que
efectúe la toma de decisiones en favor de la adopción de estándares reconocidos
internacionalmente.
5. Conclusiones
En resumen, y tal como se ha expresado en trabajos anteriores (Barber, Tripaldi, Pisano,
Tiribelli, &amp; Werner, 1997; Barber et al., 1999), se ponen en evidencia las siguientes carencias:
● la adopción de gestores de bases de datos en detrimento de sistemas integrados
de gestión bibliotecaria.
● la utilización de formatos no compatibles.
● la falta del control de calidad de la información.
● la ausencia de planes sólidos de conversión retrospectiva.
Para revertir esta realidad, se proponen las siguientes recomendaciones:
● migración de un gestor de bases de datos a un sistema integrado de gestión
bibliotecaria

que respete

los estándares

internacionales reconocidos:

arquitectura cliente-servidor, sistemas operativos abiertos, salida a Web,
protocolo Z39.50, formato MARC.
● adopción del formato USMARC bibliográfico, de autoridades, “holdings”,
“community information”.
● planificación de las tareas de conversión retrospectiva sobre la base de
estándares internacionales con suficientes recursos materiales y humanos.

6. Referencias Bibliográficas

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16

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
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              <elementText elementTextId="72647">
                <text>Proceso de automatización en bibliotecas universitarias argentinas: el papel de la normalización y de la conversión retrospectiva en el intercambio de información.</text>
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            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72648">
                <text>Barber, E. et al.</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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            <name>Publisher</name>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>El proyecto trienal (1998-2000) UBACYT TF 06, investiga el proceso de automatización de las bibliotecas universitarias de la República Argentina. Extiende y profundiza el diagnóstico de situación general válido para Capital Federal y Gran Buenos Aires – realizado dentro del marco de un proyecto anterior – a las bibliotecas universitarias públicas y privadas de todo el país. A partir de los datos solicitados a 373 unidades de información (bibliotecas centrales, de facultades y departamentales), por medio de una encuesta con mayoría de preguntas cerradas, releva los datos relacionados con las características de la biblioteca, las funciones automatizadas, las normas y estándares adoptados, la conversión retrospectiva y la financiación, así como también, aquellos relativos a la situación del personal y de los usuarios frente a la informatización. El objetivo del análisis se focaliza, en esta ponencia, en la detección de dificultades para el acceso y el intercambio de información digitalizada en relación con el gerenciamiento de algunos aspectos de la normalización y de la conversión retrospectiva de los registros bibliográficos. El control de autoridades, los formatos utilizados, las metodologías elegidas para la conversión, se proponen como indicadores significativos para determinar posible conflictos. Finalmente, en función de los problemas observados se ofrecen alternativas a seguir para fortalecer y extender los procesos de automatización de las unidades con el fin de facilitar su integración en redes.</text>
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                    <text>POTENCIAL DE LA EDUCACIÓN ASINCRÓNICA VÍA WWW EN BIBLIOTECAS
UNIVERSITARIAS
Mirta Guglielmoni
ISI

Resúmen
El proceso de educación contínua de los bibliotecarios así como también la instrucción
bibliográfica de los usuarios son requisitos indispensables para la utilización adecuada de los
recursos de información de las bibliotecas universitarias. Tradicionalmente, la actualización
y entrenamiento de los bibliotecarios se lleva a cabo a través de talleres que requieren la
asistencia física de los participantes.

La educación asincrónica a través de la WWW es una

alternativa que independiza el proceso de enseñanza/aprendizaje de las condiciones anteriores
de un modo enriquecedor permitiendo el desarrollo de un modelo constructivista. Algunas
de las características de la educación asincrónica vía WWW son la promoción de la
colaboración entre los participantes, el respeto del ritmo individual de aprendizaje y la
resolución de problemas a través de discusiones. Si bien la Web es ampliamente utilizada
por las bibliotecas universitarias para la distribución de información, es importante explotar
su potencial para la instrucción bibliográfica y el entrenamiento en el uso de recursos de
información de un modo adecuado y eficiente. Este modelo puede alcanzarse con moderados
requerimientos tecnólogicos. El presente trabajo recopila algunos ejemplos de los distintos
usos que WWW tiene actualmente en bibliotecas universitarias estaounidenses creados con
distinto nivel de complejidad tecnológica. Adicionalmente presenta un ejemplo de taller en
línea diseñado por la autora para el entrenamiento de profesionales de la información en el
uso de la base de datos Web of Science®. Este taller se propone como prueba piloto para la
instrucción asincrónica de bibliotecarios universitarios de America Latina. Los resultados
pertinentes a su efectividad serán objeto de análisis y serán comunicados oportunamente.

1

�El Aprendizaje Interactivo Persona-Contenido
Numerosos web-sites de bibliotecas universitarias estadounidenses incluyen distintos tipos de
instrucción para el uso de los recursos de información, cuyos diseños presentan distinto grado
de complejidad y alcance didáctico (COX, 1997). En términos generales estos web-sites
pueden agruparse en dos tipos: informativos e interactivos. Ambos tipos son válidos y útiles
dependiendo de los objetivos.

A pesar de la variabilidad de usos existente en dichos

web-sites (desde información administrativa hasta documentos interactivos), la instrucción
bibliográfica vía WWW permite la aplicación de los principios pedagógicos constructivistas,
hecho que se observa en web-sites tales como: "Please Select a Tutorial", California State
University: http://multiweb.lib.calpoly.edu/infocomp/modules/index.html y "Go for the
Gold", James Madison University: http://library.jmu/library/gold/modules.htm (DEWALD,
1999a).
Otros web-sites identificados por la autora del presente trabajo que se caracterizan por su
interactividad son: Internet Navigator, Utah University : http://www-navigator.utah.edu;
Library Explorer on the WWW, Iowa University : http://explorer.lib.uiowa.edu/p000.html;
LOBO, North Carolina State University: http://sirius.lib.ncsu.edu/lobo, Library Tutor,
University of Northern Colorado: http://www.univnorthco.edu/library/libtutor/libtutor.htm
y Library, Cornell University: http://www.library.cornell.edu/okuref/research/tutorial.html.
Todos estos web-sites promueven el aprendizaje interactivo del individuo con el medio y
contenido, sin embargo la interacción entre los individuos no pareciera ser incentivada. La
razón por la que no se promueve el aprendizaje colaborativo a través de discusiones en los
seminarios interactivos o tutorials vía WWW es la corta duración de los mismos y el intenso
trabajo administrativo que tal actividad representa (DEWALD, 1999b).

2

�El Aprendizaje Interactivo Persona-Persona
Los métodos de enseñanza activa, promoviendo la interacción de los alumnos ya han sido
utilizados en aulas de Instrucción Bibliográfica tradicional, con la concurrencia espacial y
temporal de los participantes y del bibliotecario-instructor (STROBER DABBOUR, 1997).
Sin embargo, el concepto de colaboración entre pares no aparece tan representado en los
web-site de instrucción de las bibliotecas. En los cursos vía WWW se reconocen tres tipos
de interacción: estudiante-contenido, estudiante-instructor y estudiante-estudiante (MOORE,
1989). Los tres tipos de interacción están tendiendo a ser incorporados en los cursos
académicos en línea en los programas de educación a distancia. Los mismos principios de
aprendizaje colaborativo pueden aplicarse a la instrucción impartida en bibliotecas aún
cuando la duración de los talleres de instrucción bibliográfica sea menor que la de cursos
académicos regulares y como consecuencia el nivel de participación y discusión entre los
participantes sea más breve. El seguimiento del modelo de enseñanza constructivista es
particularmente importante si se quiere promover el pensamiento crítico en la identificación
de las necesidades de información y la evaluación de los recursos necesarios para
satisfacerlas, proceso que en inglés se denomina Information Literacy (ACRL, 2000).
1-Consideraciones previas al diseño de talleres y cursos en línea:
Antes de comenzar el diseño de un curso o taller es fundamental evaluar la tecnología
disponible y su utilización por los potenciales participantes (POLYSON et al., 1996).
La primera consideración al proyectar tanto un taller como un curso vía WWW es el nivel de
tecnología disponible y accesible a los participantes. Es importante recordar que el valor de
un curso o taller está dado en primer lugar por su contenido y organización. La tecnología
debe estar orientada a facilitar los aspectos pedagógicos del mismo y no debe constituir el
objetivo "per se" del curso. Este concepto debe estar presente durante todo el diseño del

3

�curso. Es por esta razón que el requirimiento de tecnología debe mantenerse en el nivel
indispensable y accesible principalmente cuando se trata de los primeros cursos diseñados en
este medio.
En segundo lugar pero de fundamental importancia es conocer el nivel de conocimiento y uso
de tecnología de los futuros o potenciales participantes. Esto determinará el tipo de sistema a
utilizar. Ejemplos de aspectos a conocer con antelación a la iniciación del taller son la
habilidad de los participantes en el manejo de archivos, navegadores, utilización del mouse,
utilización de programas de correo electrónico, pasos para la obtención de una cuenta de
correo electrónico, etc.

Formas de nivelar las habilidades técnicas de los participantes

incluyen la recomendación de cursillos específicos o la provisión de material didáctico o la
recomendación de web-sites educativos hechas con antelación al inicio del taller. Es
importante aseguar que todos los participantes tengan el mismo nivel de uso y conocimiento
de tecnología antes de iniciar el curso o taller, de manera de asegurar el alcance de los
objetivos.

Otro aspecto relacionado es la estimación del tiempo necesario para desarrollar

las actividades en línea y fuera de línea requeridas por el curso o taller. Esta información debe
ser provista a los participantes con anticipación, de este modo se facilitará que las
expectativas con respecto al curso sean alcanzadas.
2-Consideraciones sobre el diseño de talleres en línea
Siguiendo las pautas presentadas por Mc Cormack y Jones (1998) las consideraciones en el
diseño de cursos o talleres vía WWW pueden resumire como sigue:
-

Determinación de objetivos. Los objetivos deben establecerse y presentarse claramente.

-

Disponibilización materiales de estudio y de práctica. Debe considerarse las formas de
disponibilizar las guías o manuales necesarios para el taller. Estos pueden ser incluídas en
el mismo web-site, distribuirse en forma impresa, o constituir ellos mismos documentos

4

�existentes y disponible en WWW. En cualquier caso es fundamental asegurarse de que
los participantes tengan acceso a los mismos.
-

Promoción de la interacción de los participantes. Puede lograrse a través de cortos y
definidos projectos en equipo para cuya resolución los integrantes podrán utilizar
tecnología como el correo electrónico.

-

Fomento del aprendizaje colaborativo. La inclusión de boletines electrónicos permitirá
que las experiencias, dificultades y dudas puedan compartirse y resolver en forma
conjunta.

-

Consideración de los cursos multimedia en relación con la teoría de inteligencias
multiples (VEENEMA &amp; GARDNER, 1996). Es interesante considerar más de una
forma de presentación de contenidos, por ejemplo un texto descriptivo acompañando un
tutorial o seminario interactivo.

-

Evaluación del taller/curso. Dos tipos de evaluaciones son necesarias: la evaluación del
alcance de los objetivos y la evaluación de la efectividad del diseño del taller. Dentro del
primer grupo se incluyen las auto-evaluaciones.

-

Ritmo del taller. El ritmo de trabajo debe adecuarse al tipo de participantes ya sean estos
bibliotecarios, estudiantes o investigadores.

-

Comunicación con el instructor. El bibliotecario-instructor desarrolla en este tipo de
sistema la función de coordinador pero debe estar disponible para las consultas Una
forma muy utilizada para este fin es el correo electrónico.

-

Comunicación entre participantes. El intercambio de ideas y experiencias es considerado
vital y puede lograrse a través del uso de correo electrónico y del boletín electrónico.

-

Espacio de discusión. Con el propósito de compartir resultados, experiencias y opiniones
es importante proveer el 'espacio virtual' necesario. Los boletines electrónicos pueden
utilizarse con esta finalidad.

5

�Creación de un Taller Piloto para el Entrenamiento de Bibliotecarios en el Uso de una Base
de Datos (Web of Science® de ISI®)
Basada en las secciones anteriores y utilizando el sistema para diseño de cursos Blackboard®
(http:// www.blackboard.com) la autora del presente trabajo creó un módulo de instrucción
asincrónica para ser utilizado en el entrenamiento de uso de la base de datos Web of Science
de ISI, como ejemplo del potencial de la educación asincrónica vía WWW en bibliotecas
universitarias. En las secciones siguientes se incluyen solamente las imágenes más
representativas de los aspectos discutidos en párrafos anteriores.
Características del Taller Asincrónico sobre Web of Science
1-Previo a la iniciación del taller, se enviará una notificación vía correo electrónico a los
participante explicando los requerimientos técnicos (por ejemplo tener acceso a Netcape or
Explorer) y habilidades necesarios para participar en el taller (por ejemplo saber navegar
WWW y manejar archivos en Windows).
2- En la misma notificación por correo electrónico se explicarán las características de
funcionamiento del sistema Blackboard que contiene una estructura básica fija, la que
permite organizar los materiales, la comunicación y discusión del curso. Si bien la estructura
base de Blackboard (botones y títulos) aparecen en inglés el contenido del taller es en
español.
3- Este taller piloto propone la práctica guiada de la base de datos Web of Science durante un
período de dos semanas. Durante este período los participantes tendrán acceso a través de la
misma WWW a un manual con ejemplos y deberán practicar una serie de ejercicios
utilizando la base de datos para ello disponible. Existe un sistema de auto-evaluación y se
propone la interacción por medio de un boletín electrónico donde se colocan las dudas y
preguntas. Además se propone el trabajo colaborativo a través de un ejercio en equipo.

6

�4- En el mismo correo electrónico se envía la dirección de Internet (URL) de acceso a la base.
5- Al finalizar el taller, los participantes lo evalúan por medio de un cuestionario electrónico.
Partes componentes del taller sobre Web of Science
A continuación se presentan descripciones y /o imágenes de pantallas seleccionadas que
representan los aspectos más significativos del taller de entrenamiento vía WWW.
1- Pantalla de Anuncios (Imagen no incluída).
Al ingresar al sistema a través del URL correspondiente aparece una pantalla con los
anuncios y descripciones sobresalientes del taller. Esta pantalla contie la estructura básica
común a todas las pantallas: botones que permiten accesar la Información sobre el Curso,
Documentos disponibles para el Curso, Cuestionarios, Boletín de Discusiones, y
Comunicación (correo electrónico individual o general).
2-Información sobre el Taller (Figura 1)
Esta pantalla incluye los Pre-Requisitos del taller, la Descripción del Curso y un Calendario
de Actividades que se accesan a través de los links correspondientes.

Figura 1: Información sobre el Taller

7

�3- Documentación Utilizada en el Taller (Figura 2).
Esta pantalla incluye links a los Apuntes del instructor, el Manual de Práctica (formato Word
y formato PDF). También se incluye un tutorial realizado en Power Point con la descripción
de las pantallas y los pasos a seguir para realizar búsquedas en la base de datos.

De esta

manera el taller en línea trata de contemplar diferentes estilos de aprendizaje: lectura de
manual, tutorial interactivo y la práctica directa accesando la base de datos en la WWW.

Figura 2: Documentación Utilizada en el Taller
4- Cuestionarios de Auto-evaluación (Figura 3).
La auto-evaluación del aprendizaje se realiza mediante cortos cuestionarios referentes a
distintos aspectos del taller. De este modo los participantes podrán conocer el avance logrado
y colocar sus dudas en el Boletín de Discusiones. Las preguntas son de selección múltiple y
para marcar la respuesta seleccionada se utilizan los botones circulares que acompañan cada
una de ellas. Cuando el cuestionario se completa se envía al sistema a través de un botón.
Inmediatamente el sistema recupera el cuestionario corregido indicando las respuestas
correctas y las incorrectas y la justificación de dichas correcciones.

8

�Figura 3: Cuestionarios de Auto-evaluación
5- Boletín de Discusiones (Figura 4)
Es el lugar de comunicación donde se escriben las dudas correspondientes a los ejercicios
incluídos en el Manual y el trabajo realizado en equipo. Cada participante puede incluir un
mensaje y recibir las respuestas de los demás. Si bien la duración del taller es de sólo dos
semanas, el ritmo de trabajo individual puede dar a lugar el surgimiento de preguntas y
comentarios que se colocan el el boletín.

9

�Figura 4: Boletín de Discusiones
Consideraciones Finales
La WWW posee el potencial para una enseñaza asincrónica participativa sobre los recursos
de información. Para que su implementación final sea exitosa es necesario, en primer lugar,
realizar las pruebas piloto necesarias y re-diseñar los talleres de acuerdo con las necesidades
y modalidad de los bibliotecarios y usuarios. El taller ejemplificado en este trabajo
constituirá una prueba piloto que permitirá conocer la eficacia del sistema en el logro de los
objetivos propuestos.

Los resultados permitirán la incorporación de las modificaciones

necesarias.
Debido a que no todos los sistemas se aplican a los mismos objetivos y no todos los
individuos responden de la misma manera ante ellos, se abre la posibilidad de futuras
investigaciones sobre la influencia de los aspectos culturales en la recepción y utilización de
sistemas asincrónicos de educación vía web y la transformación de la enseñanza que ello
implica.

10

�Bibliografía citada
-

ACRL (Association College Research Libararies) Information Literacy Competency
Standards for Higher Education. Disponible vía Internet. URL:
http://www.ala.org/acrl/ilintro.html Archivo consultado 19/1/00

-

COX, A. Using the World Wide Web for library user education: a review article. Journal
of Librarianship and Information Science, 29:1 (1997): 39-43

-

DEWALD, N. Web-based Library Instruction: What is Good Pedagogy.Information
Technology and Libraries, March 1999: 26-31

-

_______Transporting Good Library Instruction Practices into de Web Environment: An
Analysis of Online Tutorials. The Journal of Academic Librarianship 25:1 (1999):26-32

-

MOORE, M. Three Types of Interaction. The American Journal of Distance Education
3:2 (1998).Disponible en Internet via WWW. URL:
http://www.ed.psu.edu/acsde/ed32.html Archivo consultado 19/1/00.

-

MC CORMACK, C., JONES D. 1998. Web-based Education System. New York: John
Wiley &amp; Sons, 340 pg.

-

PALLOF R. y PRATT K. 1999. Building Learning Communities in cyberspace: Effective
Strategies for the Online Classroom. San Francisco: Jossey-Bass Inc.

-

POLYSON S., SALTZBERG S. y GODWIN-JONES R. A practical Guide to Teaching
with the World Wide Web. Disponible en Internet vía WWW. URL:
http://www.umuc.edu/iuc/cmc96/papers/poly-p2.html Archivo consultado 19/1/00.

-

STROBER DABBOUR, K. Applying Active Learning Methods to the design of Library
Instruction for a Freshmen Seminar. College &amp; Research Libraries, July 1997: 299-308.

-

VEENEMA S. y GARDNER H. Multimedia and Multiple Intelligencies. The American
Prospect 29 (1996): 69-75. Disponible en Internet viía WWW. URL:
http://www.ballarat.edu.au/~ckarnett/TB801/Readings/MM_thinking.htm#AUTHORBIO
Archivo consultado 19/1/00.

11

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                <text>El proceso de educación contínua de los bibliotecarios así como también la instrucción bibliográfica de los usuarios son requisitos indispensables para la utilización adecuada de los recursos de información de las bibliotecas universitarias. Tradicionalmente, la actualización y entrenamiento de los bibliotecarios se lleva a cabo a través de talleres que requieren la asistencia física de los participantes. La educación asincrónica a través de la WWW es una alternativa que independiza el proceso de enseñanza/aprendizaje de las condiciones anteriores de un modo enriquecedor permitiendo el desarrollo de un modelo constructivista. Algunas de las características de la educación asincrónica vía WWW son la promoción de la colaboración entre los participantes, el respeto del ritmo individual de aprendizaje y la resolución de problemas a través de discusiones. Si bien la Web es ampliamente utilizada por las bibliotecas universitarias para la distribución de información, es importante explotar su potencial para la instrucción bibliográfica y el entrenamiento en el uso de recursos de información de un modo adecuado y eficiente. Este modelo puede alcanzarse con moderados requerimientos tecnólogicos. El presente trabajo recopila algunos ejemplos de los distintos usos que WWW tiene actualmente en bibliotecas universitarias estaounidenses creados con distinto nivel de complejidad tecnológica. Adicionalmente presenta un ejemplo de taller en línea diseñado por la autora para el entrenamiento de profesionales de la información en el uso de la base de datos Web of Science. Este taller se propone como prueba piloto para la instrucción asincrónica de bibliotecarios universitarios de America Latina. Los resultados pertinentes a su efectividad serán objeto de análisis y serán comunicados oportunamente.</text>
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                    <text>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Cecilia Maria Pereira do Nascimento
Diretora da Divisão de Bibliotecas
cecilia@ndc.uff.br
Marcia Maria Silvestre Bastos
Chefe do Serviço de Desenvolvimento de Coleções
silvestre@ndc.uff.br
Neide Maria da Graça
Chefe da Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica
ndcgeoq@vm.uff.br
Siléa Carvalho de Castro
Chefe da Biblioteca de Pós-Graduação em Matemática
bpm@ndc.uff.br
Universidade Federal Fluminense
Núcleo de Documentação
Rua Visconde do Rio Branco, s/n. – Campus do Gragoatá
Prédio da Biblioteca Central – térreo
24.240-006 – Niterói – RJ - BR

Resumo
Demonstra a importância do planejamento estratégico na implementação de projetos de
qualidade na prestação de serviços em bibliotecas universitárias. O planejamento estratégico
possibilita um diagnóstico preciso da realidade favorecendo a participação que é fundamental
na implementação de ações que contribuem para a melhoria da qualidade. Constitui um
excelente recurso para a tomada de decisões, programação, controle e avaliação de atividades.
Descreve a aplicação do planejamento estratégico no Sistema de Bibliotecas e Arquivos do
Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense.

1

�1 INTRODUÇÃO
É

inquestionável o valor e a importância do planejamento para a administração

eficiente de qualquer organização. Devido, porém, às profundas e freqüentes transformações
sociais e flutuações econômicas da atualidade o planejamento em sua forma tradicional foi
substituído pelo planejamento estratégico, mais adequado a essa nova realidade.
As organizações estão em permanente interação com o meio ambiente, afetando-o e
sendo por ele afetadas. Essas forças ambientais, influenciam todo o processo de formulação
de objetivos e terminam por atingir todo o comportamento da organização.
As universidades brasileiras e, consequentemente, suas bibliotecas, por estarem
inseridas nesse contexto, vêem-se também atingidas por essas alterações e buscam a
utilização do planejamento estratégico como

instrumento para a solução dos inúmeros

problemas com que se defrontam.
O presente trabalho faz uma apresentação do planejamento estratégico e de sua
importância para a biblioteca universitária descrevendo ainda, a experiência vivenciada no
NDC – Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense,

2 CONCEITUAÇÃO
As decisões gerenciais necessitam estar fundamentadas em premissas bem próximas
da realidade na qual se inserem. "É preciso saber então: o que somos? onde estamos? o que
pretendemos ? como iremos atender nossas pretensões? " (ALMEIDA, 1999) (figura 1).

2

�Figura 1: O Planejamento Estratégico

Fonte: Santos, 1985, p.46 apud Almeida, 1999

Assim, o planejamento estratégico é a ferramenta que permite o estabelecimento da
missão, das políticas e das diretrizes que nortearão as atividades da organização à médio e
longo prazo.
Para Meyer Junior (1988), planejamento estratégico é “um processo continuado e
adaptativo através do qual uma organização define (e redefine) sua missão, objetivos e metas,
seleciona as estratégias e meios para atingi-los, num determinado período de tempo, através
de constante interação com o ambiente externo”.
É um processo sistemático para que a organização possa atingir seus objetivos de
maneira integrada e de modo a permitir que suas ações sejam consolidadas e sistematizadas
tendo por base sua realidade sócio - organizacional. Esse processo e é expresso de acordo com
a estrutura da organização, com a cultura, com a tecnologia disponível e com o ambiente.
O planejamento estratégico impõe “a necessidade de uma reflexão sistemática sobre a
organização, de modo a possibilitar a consideração de implicações futuras de decisões que

3

�devem ser tomadas no presente.” Além disso, ao impor essa reflexão, o planejamento
estratégico gera “uma base de dados quantitativos e qualitativos sobre a organização capaz de
dar suporte às decisões sobre missão, objetivos, metas e estratégias constituindo um
instrumento gerencial de enorme significação.” (ARAUJO, 1996).

3 ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

“O processo de elaboração do planejamento estratégico deve ser desenvolvido de
forma interativa e participativa, de maneira a envolver os participantes, desde a identificação
do problema, passando pelo diagnóstico situacional-estratégico, para concluir com o
documento final estabelecendo a missão, o objetivo, as políticas e as diretrizes, bem como as
estratégias de ação (ALMEIDA, 1999). (figura 2)
Figura 2: O processo do planejamento estratégico

Fonte: Almeida, 1999

4

�Na elaboração do planejamento estratégico é necessário estabelecer os seguintes
conceitos:
Missão institucional : define a razão de ser da instituição estabelecendo seu propósito e seu
horizonte de atuação. É a partir do diagnóstico situacional que se estabelece a missão.
Objetivos estratégicos: representam a definição do caminho mais adequado para se alcançar
uma situação desejada e constituem instrumentos para realizar as metas identificadas.
Metas: são a quantificação dos objetivos e permite melhor alocação de recursos na medida em
que se constituem em um padrão de referência para o planejamento.
Políticas: são orientações de caráter geral que devem fornecer parâmetros para a tomada de
decisão.
Diretrizes: são ações que devem ser implementadas para atendimento das políticas. Elas
balizam o caminho a ser percorrido em um determinado período de tempo com o objetivo de
atingir os resultados mais expressivos usados pela instituição.
Estratégias: permitem conduzir a instituição da posição que ocupa para uma outra que
corresponda aos objetivos desejados; definir estratégias significa traçar caminhos necessários
para o alcance das metas.
Análise ambiental: principal componente do processo de administração estratégica; é a análise
do ambiente interno e externo que vai possibilitar o estabelecimento do rumo - estratégia - a
ser seguido. A análise do ambiente externo, onde devem ser considerados os aspectos
econômico, social, tecnológico, cultural e político, é enfocada através das oportunidades e
ameaças,

que são forças ambientais incontroláveis pela organização. A oportunidade

constitui-se na força que pode favorecer a ação da instituição desde que conhecida e
aproveitada de maneira satisfatória. Uma ameaça é uma força que obstaculiza a ação mas que,
desde que conhecida em tempo hábil, poderá ser evitada ou transformada em oportunidade. A

5

�análise do ambiente interno compreende o estudo dos pontos forte e fracos da organização.
Entende-se por ponto forte a característica diferencial que proporciona uma vantagem
operacional no ambiente, sendo uma variável controlável. Ponto fraco é uma situação
inadequada da organização que se constitui em desvantagem operacional sendo, também, uma
variável controlável.
Segundo Cláudio Porto (1998) o plano estratégico é necessário para
que a organização alcance um equilíbrio viável entre seu ambiente externo e suas aptidões
internas. É uma referência básica para que uma organização possa assegurar sua continuidade
vital e, ao mesmo tempo, adaptar-se ao ambiente em mudança.
Apoiado nesses conceitos o plano estratégico deve estabelecer:
● As premissas a serem consideradas no processo
● As expectativas de situações almejadas
● Os caminhos a serem seguidos
● Os recursos a serem alocados.
O planejamento estratégico deve ser parte integrante das rotinas gerenciais e não algo
eventual, constituindo-se em processo contínuo envolvendo todos os níveis hierárquicos da
instituição.
Um fator importante a ser considerado na formulação e aplicação do planejamento
estratégico é a adoção do pensamento estratégico. O planejamento estratégico em si é análise
e o pensamento estratégico é síntese. O pensamento estratégico envolve a criatividade e
resume o que os administradores apreendem de todas as fontes, sintetizando o aprendizado
numa visão de direção que a atividade deve alcançar. É necessário haver uma conexão básica
entre pensamento e ação.

6

�O pensamento estratégico demanda um modo de pensar não linear, abertura para
aceitação das diferentes situações que irão surgir, valorização da informação, flexibilidade nas
respostas e atenção às pesquisas sobre o futuro. Como se depreende dessa afirmativa, o
pensamento estratégico não pode ser imposto ou implantado apenas através de comitês,
grupos ou do próprio plano estratégico. A adoção do pensamento estratégico implica numa
transformação do comportamento que necessita, para sua realização, uma mudança de postura
pessoal que refletirá na organização como um todo.
ZAJDZENJDER, (1995) afirma que podem existir várias portas de entrada para o
pensamento estratégico. Ele destaca, entretanto, a força do exemplo, ou seja, setores que
absorvem de fato a postura estratégica costumam chamar a atenção dos demais pelos
resultados que apresentam e servem como "vitrine" para exibir o valor do pensamento
estratégico.
Para o sucesso do planejamento estratégico devem ser considerados os seguintes
pontos:
Participação: ponto fundamental na formação do plano, a participação representa, o
envolvimento e a mobilização de todas as pessoas que trabalham na organização e o seu
comprometimento com os destinos da instituição, sem o que sua aplicação poderá ficar
comprometida.
Valorização do potencial humano: .é importante que o gerente seja capaz de perceber
e explorar o potencial de cada

indivíduo. A valorização do potencial humano deve ser

enfatizada para que as pessoas possam desenvolver seu lado intuitivo e criativo, contribuindo
assim para o progresso da instituição e seu próprio crescimento. Uma equipe incentivada e
habituada a propor e a colocar em prática soluções vindas do próprio grupo é uma equipe
inovadora e realizadora, capaz de atingir um alto nível de produtividade.

7

�Conscientização do indivíduo: é necessário que o indivíduo se sinta útil e esteja
consciente da sua importância como agente de mudança. Motivá-lo através de incentivos e
reconhecimento pelo seu trabalho, irá contribuir para a integração da equipe.
Vencer a resistência e a acomodação: é preciso estimular criativamente a motivação
natural humana e assim combater a acomodação e a resistência às mudanças no ambiente do
trabalho. A acomodação às rotinas confortáveis do dia-a-dia são, na maioria das vezes,
responsáveis por sabotagens de projetos com o objetivo de desacreditar ou minar o trabalho
daqueles que buscam a inovação.
Construção de rede de comunicação: a comunicação é fator importante para o
sucesso do planejamento estratégico que deve tornar-se um fórum permanente de discussão à
respeito dos rumos da instituição. A organização deve estar preparada para rever seus
objetivos estratégicos em virtude das constantes mudanças e dos desafios inesperados,
abrindo espaço para as estratégias emergentes e flexíveis, importantes ao desenvolvimento
estratégico.
Visão sistêmica da organização: É importante que a pessoa conheça a estrutura da
instituição da qual faz parte e esteja atento às mudanças ocorridas no âmbito interno da
organização, tendo em vista que tudo está interligado e qualquer mudança em qualquer ponto,
poderá afetar as pessoas e seu trabalho, de forma muitas vezes inesperadas.

4 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
“... a universidade é uma estrutura administrativa, um sistema político, um centro
científico, uma academia, um foco cultural e uma fonte de valores; ou seja, uma estrutura de
muitas complexidades.” (ARAÚJO, 1996, p.75)

8

�A adoção do planejamento estratégico em instituições universitárias é uma tarefa
difícil devido as características da organização: alto nível profissional, descentralização das
decisões, multiplicidade de concepções, dispersão e ambigüidade do poder, pouca
coordenação das tarefas, diversidade de tecnologias, etc.
O planejamento praticado nas universidades não apresentava, anteriormente, um
enfoque estratégico, porque concebia o sistema universitário como fechado às influências
ambientais externas. Recentemente, algumas instituições educacionais já vem se preocupando
em adotar o planejamento estratégico com a finalidade de identificar e buscar soluções para os
problemas enfrentados por essas organizações.
Assim também as bibliotecas universitárias começaram a utilizar o planejamento
estratégico como uma importante ferramenta na solução das questões com que se defrontam
na atualidade. A escassez de recursos humanos e financeiros aliada a um clima político
instável dificultam a realização dos seus objetivos e ameaçam a manutenção e atualização de
seus acervos.
Por outro lado, a geração das novas tecnologias, com o conseqüente surgimento do que
se convencionou denominar como sociedade de informação, abriu um novo leque de
oportunidades para as bibliotecas universitárias. Da mesma forma a globalização que,
acirrando a concorrência, impulsionou as universidades na busca de novos mercados e no
oferecimento de novos produtos e serviços.
Nesse contexto, o planejamento estratégico apresenta-se como um instrumento ideal
para que a gerência da biblioteca possa estabelecer suas diretrizes e definir as políticas e
metas a alcançar.

9

�Na elaboração do Plano Estratégico devem ser consideradas as variáveis institucionais
que permitirão visualizar as necessidades e abrangência da biblioteca universitária dentro de
seu contexto maior, ou seja, a organização ou órgão a que se subordina.
Nas universidades em que exista em sua estrutura um sistema de bibliotecas, este deve
buscar os meios necessários para que o pensamento estratégico penetre em todos os setores ou
unidades de informação e desenvolver seu próprio planejamento estratégico tendo como base
o planejamento da instituição. Observar e avaliar sua postura em função da estratégia da
organização, o que significa que o sistema pode ter sua estratégia própria, desde que a mesma
seja consistente e respeite a filosofia da instituição.
As bibliotecas universitárias devem estar atentas a reação às mudanças, já que toda
mudança traz tanto ameaças como oportunidades e estas são desafios a serem vencidos. Nesse
momento cabe acompanhar cuidadosamente o ambiente interno e externo, aproveitar as
oportunidades e afastar as ameaças, analisando se a mudança contempla a estratégia atual e se
implica em modificações que trarão melhorias.

5 A EXPERIÊNCIA NO NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO (NDC) DA UNIVERSIDADE
FEDERAL FLUMINENSE (UFF)
A Universidade Federal Fluminense está sediada em Niterói e expande sua atuação a
vários municípios do Estado do Rio de Janeiro, além de possuir uma unidade avançada em
Oriximiná, no Pará. Constitui-se de 4 (quatro) centros universitários e 20 (vinte) unidades de
estudos básicos e profissionais.
O NDC é o órgão responsável pelo Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade
e conta em sua estrutura formal com 3 (três) divisões: Bibliotecas (DBT), Desenvolvimento
(DDS) e Arquivos (DARQ). Fazem parte do Sistema, 22 (vinte e duas) bibliotecas, um Centro

10

�de Memória Fluminense, um Arquivo Central, um Laboratório de Conservação e Restauração
de Documentos e um Laboratório de Reprografia. Possui um acervo de 995.054 documentos
dos quais 477.304 volumes de livros e 11.330 títulos de periódicos.
A necessidade de formulação do Planejamento Estratégico do Núcleo de
Documentação foi detectada durante o Curso de Planejamento Estratégico promovido como
parte do Projeto de Participação e Qualidade que vem sendo desenvolvido pelo NDC, desde
1994, em parceria com o Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), também da Universidade.
Esse curso teve como finalidade proporcionar o conhecimento das bases teóricas e dos
principais conceitos de planejamento estratégico e, ao mesmo tempo, estimular o pensamento
estratégico nas análises e formulações gerenciais.
Durante o curso de planejamento estratégico os participantes foram convidados a
comporem um grupo para formulação do plano estratégico para o Sistema NDC que, ao final,
ficou constituído de um representante da direção do NDC, um arquivista, um museólogo e
quatro bibliotecários. Esse grupo contou com a contribuição esporádica de vários integrantes
do Sistema NDC e de professores da áreas de Administração e Psicologia Aplicada da
Universidade.
É importante ressaltar que alguns desses profissionais possuíam longa experiência na
rede de bibliotecas e arquivos da Universidade e grande conhecimento da estrutura
organizacional da instituição, o que contribuiu de forma decisiva para a elaboração do
diagnóstico situacional estratégico.
A elaboração do Plano foi iniciada pela definição dos clientes, serviços

e das

premissas básicas do Sistema NDC. A próxima etapa constituiu-se na análise ambiental
(interna e externa), com a finalidade de identificar os pontos fortes/fracos da organização, e as
ameaças/oportunidades que afetariam negativamente ou impulsionariam a Universidade. Foi
montado o cenário ambiental para o estabelecimento das estratégias básicas, dos objetivos e
das estratégias funcionais, tendo como resultado a definição de projetos, medidas e metas.
Considerando que a formulação do plano foi efetuada durante o período de janeiro a
setembro de 1998 e que, coincidentemente, em outubro desse mesmo ano encerrava-se a

11

�gestão do reitor, o plano foi preparado para aplicação a partir do exercício de 1999, ou seja, a
partir da nova gestão que se iniciava na Universidade.
O Plano Estratégico foi divulgado através da realização de palestra e da distribuição
de cópias para a nova Direção da Universidade e para todos os setores do Sistema.
Com a implantação do planejamento estratégico os participantes da equipe responsável
pela sua elaboração passaram a atuar também, como elementos difusores do pensamento
estratégico em seus setores de origem.
Com o objetivo de promover uma melhor compreensão do significado, abrangência e
importância do Planejamento Estratégico, foram programados novos cursos visando atingir
todos os servidores do Sistema NDC, tendo sido realizados 10 cursos e treinados 234
funcionários.
Foi constatado que, decorrido um ano de implantação do Plano Estratégico, em
outubro de 1999, foram colocadas em prática 11 (onze) das 15 (quinze) medidas propostas.
(Anexo1)
6 CONCLUSÃO
A adoção do planejamento estratégico pelas instituições tem demonstrado a
importância dessa ferramenta no alcance de um equilíbrio viável entre seu ambiente externo e
suas aptidões internas.
O planejamento estratégico, quando claramente formulado, permite estabelecer
planos, reunir recursos e tomar decisões, controlando seu futuro sem eliminar riscos e
incertezas.
Atualmente, levando-se em consideração as dificuldades vivenciadas pela bibliotecas
universitárias o planejamento estratégico é uma forma de garantir sua sobrevivência e seu
crescimento.
É importante ressaltar que o planejamento estratégico somente se viabilizará se houver
uma mudança comportamental fazendo com que as pessoas estejam abertas ao livre pensar e à
aceitação de situações diversas.

12

�É preciso pensar estratégicamente.

13

�7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Francisco Alberto Severo de. Metodologia aplicada ao ensino do planejamento
estratégico: experiências em cursos de treinamento. Revista Brasileira de Administração
Pública e de Empresas. Brasília, UNB, v. 1, n.1,p. 61-81, 1999.
ARAUJO, Maria Arlete Duarte de. Planejamento estratégico: um instrumental à disposição
das universidades? Revista de Administração Pública. v..30, n.4, p. 74-86, jul/ago, 1996.
ARGUIN, Gérard. O planejamento estratégico no meio universitário. Brasília: Conselho de
Reitores das Universidades Brasileiras, 1988. 132p. (Estudos e Debates, 16)
FERRAZ, Ana Angélica C.; MEIRELLES, Catharina M.; NASCIMENTO, Cecilia Maria P.
do; GRAÇA, Neide Maria da; CASTRO, Siléa C.de. Participação: estratégia para
desenvolvimento do capital humano. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 10, 1998, Fortaleza. Anais...11p.
GURGEL, Cláudio Roberto. Planejamento estratégico das atividades municipais. Rio de
Janeiro: FGV, 1987. 32f. Apostila do Curso de Pós-Graduação em Gestão Estratégica do
Município.
PORTO, Claudio. Uma introdução ao planejamento estratégico. Boletim Técnico do SENAC,
v.24, n.2, p.3-9, maio/ago., 1998.
REZENDE, Yara ; MARCHIORI, Patricia Zeni. A gestão estratégica dos sistemas de
informações bibliográficas. Ciência da Informação, v.22, n.3, p.254-257, maio/ago, 1994.
SANTOS, José Roberto Ribeiro dos. Planejamento estratégico e tático da informação. 2. ed.,
Rio de Janeiro: SCI, 1985.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Núcleo de Documentação. Planejamento
estratégico 1998/1999. Niterói, 1998. 18f.
ZAJDSZNAJDER, Luciano. Gerência pública e pensamento estratégico em situações de alto
risco. RAP , Rio de Janeiro, v.29, n.1, p.78-87, jan./mar., 1995.

14

�ÁREA

PROJETOS
Integração do Sistema
NDC

Reestruturação
Sistema NDC

do

Projeto
Informatização

de

G
E
R
E
N
C
I
A
L

MEDIDAS
Determinar que os setores elaborem programação de
atividades de integração do Sistema

METAS
Apresentar a programação de atividades até 30 de
março de 1999

Compor grupo de trabalho de reestruturação formado
por , no mínimo, 1 (um) representante de biblioteca
de cada área do conhecimento: 1 (um) representante
de cada Divisão e 1 (um) representante da Direção

Divulgar a composição do grupo até 30 de outubro de
1998
Apresentar a proposta de reestruturação do sistema
até 30 de novembro de 1998

Compor grupo de trabalho para diagnosticar a
situação atual do processo de informatização do
Sistema com o objetivo de elaborar proposta para sua
continuidade.
Distribuir o Plano Estratégico do Sistema NDC
solicitando a elaboração dos planos setoriais

Divulgar a composição do grupo até novembro de
1998
Apresentar proposta de informatização até maio de
1999.
Entrega dos Planos Estratégicos setoriais para o ano
de 1999 até 30 dezembro de 1998

Ampliar a tiragem do INFORME NDC e incentivar a
circulação de outros impressos
Determinar que a DAD, SD e Gerência de Arquivos
elaborem um manual de procedimentos básicos de
comunicação para o funcionamento dos serviços de
transporte, telefonia, fax, correio eletrônico,
comunicação administrativa e correspondência
Preparar calendário de visitas mensais da Direção do
NDC aos setores para o ano de 1999
Estabelecer calendário de reuniões gerais e de
reuniões por áreas do conhecimento
Executado

Ampliar a tiragem do INFORME NDC de 500 para
1000 unidades, até 30 de dezembro de 1998
Entrega do manual de comunicação até 30 de
dezembro de 1998

Divulgar o calendário de visitas da Direção aos
setores até 30 de dezembro de 1998
Apresentar calendário de reuniões para o ano de 1999
até 30 de dezembro de 1998

Não executado

15

�ANEXO 1: Projetos, Medidas e Metas do Planejamento Estratégico de 1998/1999 do Sistema NDC/UFF

16

�R
E
C
U
R
S
O
S

H
U
M
A
N
O
S

Critérios
para
distribuição
e
movimentação de pessoal

Determinar que a DAD estude e proponha critérios
para distribuição e movimentação de pessoal

Programa de treinamento
para os servidores do
NDC

Promover cursos e outros eventos

Realizar 1 (um) curso de Micro-Isis básico e 1 (um)
de Micro-Isis avançado até junho de 1999 e, no
mínimo, 2 (duas) palestras até dezembro de 1998

Manter o programa de treinamento que vem sendo
desenvolvido pelo SPA
Projeto de Participação e
Qualidade
F
I
N

Sistema
interno
controle financeiro

Estender as atividades do programa de treinamento do
SPA às bibliotecas do interior
de

A
N
Ç
A
S
M
A
R
K
E
T
I
N
G

Identificar possíveis setores da universidade para
desenvolvimento de projetos e captação de recursos

Projeto de Participação e
Qualidade

Apresentar critérios até 30 de março de 1999

Estender o curso de Atendimento ao Cliente a todos
os setores ainda não contemplados, até 30 de
dezembro de 1999
Realizar o Programa de Treinamento até 30 de
dezembro de 1999
Apresentar proposta de controle sistemático de
arrecadação e distribuição de recursos até 30 de junho
de 1999

Realizar a segunda fase da pesquisa de satisfação do
usuário por setor de atendimento

Apresentar, no mínimo, 2 (dois) projetos a agências
de fomento e a instituições públicas e privadas,
passíveis de parcerias e captação de recursos, até 30
de dezembro de 1999
Realizar a pesquisa até 30 de março de 1999 (final do
segundo semestre letivo de 1998)

Identificar as necessidades dos usuários, traçando o
seu perfil por setor de atendimento

Definir o perfil dos usuários que utilizam os serviços
do NDC até 30 de junho de 1999

Executado

Não executado

Anexo 1 continuação

17

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>UFSC</text>
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Planejamento estratégico em bibliotecas universitárias. </text>
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            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Nascimento, Cecilia Maria Pereira do, Bastos, Marcia Maria Silvestre, Graça, Neide Maria da, Castro, Siléa Carvalho de</text>
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            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>Demonstra a importância do planejamento estratégico na implementação de projetos de qualidade na prestação de serviços em bibliotecas universitárias. O planejamento estratégico possibilita um diagnóstico preciso da realidade favorecendo a participação que é fundamental na implementação de ações que contribuem para a melhoria da qualidade. Constitui um excelente recurso para a tomada de decisões, programação, controle e avaliação de atividades. Descreve a aplicação do planejamento estratégico no Sistema de Bibliotecas e Arquivos do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense.</text>
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                    <text>Organização do processo de trabalho em bibliotecas*
Ana Estela Codato Silva**
Universidade Estadual de Maringá
Av. Colombo 3690
Maringá Paraná-Brasil
Anaestela@yahoo.com
Resumo: As transformações ocorridas no mundo do trabalho tem demonstrado que o desenvolvimento da
técnica implementa nas relações entre os homens novas regras de comportamento e subsistência. Alia-se a
esse domínio a decomposição dos ofícios em diversas operações, o aperfeiçoamento e diversificação das
ferramentas e mais tarde com a indústria moderna a revolução pela maquinaria. O processo de trabalho
modifica sua essência com a introdução do capital e na atualidade assiste-se a uma rápida revolução na
indústria e na tecnologia. Dentre outras mudanças, isso tem repercutido sobre as formas de organização do
trabalho introduzidas por Taylor e por último a experiência japonesa com o chamado Toyotismo. Desde o
final dos anos 70 este modelo de organização taylorista do processo de trabalho é colocado em xeque
principalmente nos setores industriais e de serviços e atualmente vem se agravando, principalmente no Brasil,
num contexto de recessão econômica. Transportando essas reflexões para o mundo biblioteconômico
indaga-se, nesta pesquisa, se o processo de trabalho no ambiente das bibliotecas vem ou não se alterando,
como isso ocorre, bem como as relações de trabalho decorrentes da forma como esses processos se
apresentam. As Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina(UEL), Maringá (UEM) e a Biblioteca
Pública Municipal de Maringá foram objetos de estudo nesta pesquisa. A composição desse estudo
primeiramente apresenta em sua introdução referencias teóricos, nos quais conceitos sobre processo de
trabalho foram trabalhados, seguidos dos objetivos, da demonstração da metodologia utilizada e para finalizar
a apresentação dos resultados e discussões dos dados.
Palavras chaves: Processo de trabalho - Bibliotecas; Relações de trabalho - Bibliotecas; Trabalhadores de
Biblioteca; Organização do trabalho - Bibliotecas.
Trabalho de pesquisa apresentado à disciplina Economia do trabalho e da Tecnologia, do Curso de Mestrado
em Economia, da Universidade Estadual de Maringá, sob orientação da Prof. Dra. Maria de Fátima Garcia.
Bolsista da CAPES (PICDT); funcionária da Biblioteca Central da UEM, mestranda em Biblioteconomia e
Ciência da Informação da PUCCAMP.

INTRODUÇÃO
Com a automação microeletrônica novas formas de organização, gestão da
produção e do trabalho interferem não só nas grandes indústrias, mas nos setores de
comércio e serviços, além das instituições públicas de ensino, cultura e outros.
Um novo mundo do trabalho surge com características tecnológicas próprias e
distintas das apresentadas até então. As transformações ocorridas nele, com insistência, tem
demonstrado que o desenvolvimento da técnica implementa nas relações entre os homens
novas regras de comportamento e subsistência.
1

�GARCIA (1997) afirma que as mudanças tecnológicas trazem implicações para a
sociedade tais como o surgimento de novas formas de organização do trabalho e da
produção, mudanças no conteúdo do trabalho, demanda por novas relações de emprego
contribuindo para o surgimento de um novo trabalhador, que se convencionou chamar de
trabalhador polivalente. Suas características mais desejáveis seriam, entre outras, uma
formação mais geral, multifuncionalidade, honestidade, sensibilidade, carisma, iniciativa
para tomada de desisões rápidas e visão de conjunto.
Para Coriat (1976). apud Tittoni (1994, p.24) processo de trabalho compreende-se
em processo pelo qual as matérias-primas são transformadas em produtos consumíveis
com um valor de uso. Esse processo decompõe-se em três partes: a atividade do ser
humano, o objeto pelo qual o trabalho se efetua e os meios que tornam possível sua
realização. Transforma-se portanto, em veículo pelo qual são colocadas em prática as
aspirações, desejos e possibilidades que os sujeitos nele envolvidos sustentam, a partir do
significado que o trabalho, de um modo geral, adquire em suas vidas. No entanto, a
organização do trabalho na sociedade capitalista possuí características que nem sempre
possibilitam o exercício desses elementos subjetivos ( aspirações, desejos, entre outros).
Em Faria (1997) processo de trabalho deve ser considerado independente de
qualquer forma social determinada, pois é um processo que ocorre entre homem e natureza.
No processo de trabalho o homem efetua uma transformação do objeto de trabalho. O
produto dessa transformação é um valor de uso, ou seja a transformação da matéria natural
às necessidades humanas pela modificação de sua forma.

2

�Nessa perspectiva, entende-se os trabalhadores de biblioteca, como facilitadores na
transmissão de conhecimento produzido pela ciência, ou melhor, através da utilização de
instrumentos técnicos de organização documental, facilita-se o acesso a todo e qualquer
tipo de informação.
Partindo-se do pressuposto, que o objeto de trabalho desses indivíduos, que também
podem ser considerados como trabalhadores do conhecimento, é a informação, seu
processo de trabalho, resume-se na transformação do conhecimento bruto em conhecimento
disponível. Portanto, é uma atividade orientada a um fim para produzir valores de uso,
transformando uma produção intelectual, científica ou cultural (do tipo livros, teses, artigos
etc) em informação referenciada, classificada, tematizada, de acordo com uma dada área do
conhecimento e direcionada a uma determinada comunidade.
No início da produção capitalista, período conhecido pela prática da manufatura, os
trabalhadores detinham o conhecimento, habilidades e técnicas no modo de fazer o
trabalho. Pode-se considerar que era livre, determinava o quanto e o como produzir. O
conhecimento dos ofícios eram passados de pai para filho.
Mas, após a reunião dos trabalhadores sobre um mesmo teto e a fixação da jornada
de trabalho, que implicaram no disciplinamento da força de trabalho, o capitalista,
detentor dos meios de produção, começa a ter controle sob o trabalho. As normas
disciplinares, proibiam qualquer distração ou afastamento local de trabalho, além da
determinação de cotas mínimas de produção. O processo de trabalho começa a
modificar-se. Alia-se a esse domínio a decomposição dos ofícios em diversas operações, o
aperfeiçoamento e diversificação das ferramentas. MARQUES (1989, p.10)

3

�O capital revolucionou o processo de trabalho e as formas de organização do
trabalho introduzidas por Taylor, os modelos de produção introduzidos por Henry Ford e
por último a experiência japonesa com o chamado toyotismo continuaram facilitando essas
modificações.
Em fins do século XIX, Frederick W. Taylor (1856-1915),. observou as
controvérsias nas relações entre chefes e operários elaborando experiências sobre
mensuração do trabalho. Se preocupava com as causas dos desperdícios procurando
desenvolver métodos de trabalho mais rentáveis, elaborando e implantando um sistema de
organização conhecido como Scientific management (Gerenciamento científico).
De acordo com Wood Jünior (1992, p.8) Taylor desenvolveu uma série de princípios
práticos baseados na separação entre trabalho mental e físico e na fragmentação das
tarefas. Estes princípios são aplicados até hoje, nele os trabalhadores são desprovidos de
qualquer atividade criativa dentro do processo produtivo e congelados em tarefas
específicas. O saber fazer característico do artesanato tende ao desaparecimento.
Desenvolve-se um tipo de especialidade exigida pelo capitalista. O processo de trabalho
deixa de exigir, exceto no nível da gerência saber e treinamento específico. MIRAGLIA
(1996, p.17)
A divisão do trabalho industrial produz a diferenciação entre trabalhadores
especializados e não especializados. Desaparece o conhecimento específico de alguns e de
outros fica menor em relação àquele do artesão, devido a simplificação das funções a serem
desenvolvidas na indústria. Portanto o valor do trabalho diminui, acarretando um
crescimento direto da mais valia e implementando aumento significativo da produtividade.

4

�Pouco depois, nos anos 40 Henry Ford inova com a introdução da esteira, mas
visava os mesmos objetivos sistematizados por Taylor ou seja, a eliminação dos tempos
mortos no processo de trabalho a fim de alcançar grande volume de produção a custos
baixos.
Continuava a separação do trabalho manual, feito pelos trabalhadores no chão de
fábrica e do intelectual, feito por gerentes e diretores. Os movimentos controlados, visavam
a economia de tempo. As normas eram rígidas e disciplinares. Nesse período, introduziu-se
a esteira de montagem, onde as tarefas passam a ser parceladas. GORENDER (1997, p.312)
Surgem problemas com o absenteísmo e a rotatividade. As organizações deveriam
ser administradas como máquinas, fixando metas e estabelecendo formas de atingi-las,
organizando forma racional e eficiente. Nas organizações, o gerenciamento seguia o
processo de planejamento, organização, comando, coordenação e controle. WOOD Jr
(1992)p.8
Por volta da década de 70, o regime fordista dava sinais de decadência. A
desmotivação dos trabalhadores, refletida através dos altos índices de abandono do
trabalho, rotatividade, absenteísmo refletiam que aquele processo de produção estaria em
crise. A inflexibilidade e o ritmo da esteira de montagem, resultavam em produtos
defeituosos. O método fordista exigia a manutenção constante de grandes estoques,
implicando gastos financeiros e despesas de armazenagem.
Novamente, surge um outro modelo de produção, chamado de flexível. O
toyotismo, surge no Japão pós-guerra, caracterizado por uma demanda específica e distante
do sistema de produção em série, em larga escala praticado nos grandes países capitalistas.

5

�Opera-se com rapidez, flexibilidade e pequenos estoques, num sistema conhecido
como acumulação flexível. Dessa forma, reduz-se os custos, além de identificar os
problemas de qualidade, que podiam ser rápidamente eliminados. Caso, algum problema
fosse detectado, todo o processo é paralisado, e o defeito rapidamente sanado. Isso reduziu
custos e retrabalho que não aconteciam no sistema fordista. Com o tempo a quantidade de
defeitos caiu e a qualidade dos produtos melhorou.
Para Antunes, (1996) nesse período, rompe-se a relação no fordismo, de um homem
com uma máquina. No toyotismo a relação é em média, de um homem com cinco
máquinas. O trabalhador deve subordinar-se ao ideário da empresa. Daí, o surgimento nos
anos 70/80 dos CCQs (Ciclos de Controle da Qualidade), que fundamentados no modelo
japonês, passam a ser um traço comum desta forma de produção de mercadorias. Esse
modelo se espalhou por todo o mundo e pelas organizações que cansadas do modelo
fordista, encontram no toyotismo uma forma nova de gerenciar.
No Brasil, segundo LEITE (1995) no final dos anos 70 as empresas começam a
introduzir técnicas e métodos japoneses de produção e equipamentos microeletrônicos.
Adotam medidas dos círculos de controle da qualidade, sem que houvessem mudanças nas
formas de organização do trabalho ou investimentos efetivos em novos equipamentos.
Muitos fracassam. No final dos anos 80 a rápida difusão dos equipamentos e a adoção de
várias outras técnicas japonesas como o just-in-time, CEP, celularização da produção,
Kanban iniciam uma outra etapa na relações de trabalho. Passam a investir em mudanças
organizacionais, baseadas nas técnicas e métodos japoneses, assim como em novas formas

6

�de gestão de mão de obra mais compatíveis com os princípios de flexibilização do trabalho
e com o envolvimento dos trabalhadores com a qualidade e a produtividade.
Nesse estudo, buscou-se aproximação com a teoria econômica e as análises dos
estudiosos em administração que também tratam do processo de trabalho e das relações de
trabalho. Esse tipo de tratamento, geralmente é evitado pelos famosos manuais de
administração e pelos gurus que viajam o país “pregando” o imediatismo da denominada
aplicação prática das teorias organizacionais, sendo a mais recente delas a “filosofia da
qualidade”. Sem nenhum receio, transformam a teoria organizacional em receituários de
sucesso garantido, prejudicando o avanço da abordagem científica, limitando seu
entendimento e retirando o trabalhador dessa discussão. A maneira pela qual as
transformações estão sendo vivenciadas pelos trabalhadores enquanto sujeitos do processo
de trabalho, bem como suas diferentes formas de resistência ao processo de inovação
tecnológica, configuram-se como os principais elementos ausentes dos estudos sobre o
tema (LEITE, 1994, p.29).
As bibliotecas, básicamente as de caráter público, como parte de uma estrutura de
Estado que reforça e multiplica estilos e comportamentos organizacionais fundamentados
no taylorismo, fordismo e até mesmo algumas tentativas baseadas no toyotismo, estabelece
também um dado controle sobre o processo de trabalho, com características gerenciais
semelhantes àquelas praticadas no processo produtivo (indústrias, grandes corporações
etc.).
Mesmo que, as bibliotecas não estejam ainda vivenciando plenamente a automação,
as facilidades das novas tecnologias, admite-se a necessidade de estudos que busquem

7

�conhecer e apreender a realidade atual dos processos e relações de trabalho, estabelecidas
no seu interior e explorar a reação dos trabalhadores frente a essas transformações.
De acordo com a literatura referenciada observou-se que a análise do processo de
trabalho pode ser direcionada para aspectos da subjetividade do trabalho, dos salários, da
qualificação, dos instrumentos utilizados e outros. No entanto, nesta pesquisa buscou-se
apresentar um pouco disso tudo, sem pretensão nenhuma de esgotar o assunto, que ao
contrário se inicia.

METODOLOGIA

Como principal instrumento de coleta de dados, elaborou-se uma entrevista
estruturada com questões e temas a serem explorados. As questões abertas e/ou de múltipla
escolha buscaram caracterizar as novas formas de organização do processo de trabalho
antes e depois da introdução de novas tecnologias, nestas unidades de informação, bem
como as alterações provocadas nas relações de trabalho.
Na Universidade Estadual de Maringá (UEM) foram aplicadas vinte e seis
entrevistas indicando 49.3% de entrevistados. Na Universidade Estadual de Londrina foram
aplicadas dezenove entrevistas representando 35.7% de entrevistados e por último na
Biblioteca Pública Municipal de Maringá foram realizadas nove entrevistas representando
15% de entrevistados. Foram, portanto realizadas 53 entrevistas, para uma totalidade de
145 funcionários das três bibliotecas, o que representou 27.3% de entrevistas efetuadas.

8

�DISCUSSÃO DOS DADOS

Devido à amplitude do tema tratado e as características dessa pesquisa
razoavelmente sintetizada, optou-se pela discussão que privilegiasse os recursos humanos,
dentro da perspectiva do processo de trabalho. Para que isso se tornasse mais real optou-se
pela transcrição de algumas falas.
A proximidade geográfica entre as unidades, determinou a escolha das instituições
analisadas, sendo elas situadas na região norte e noroeste do estado do Paraná. A
apresentação de uma biblioteca pública de caráter comunitária/municipal não foi por acaso.
O que em princípio poderia-se supor outro tipo de especialidade distante da realidade das
bibliotecas universitárias, apresentou-se rica em dados e argumentos. Por exemplo, nas
universitárias analisadas, a automação dos serviços se vê em vias de estruturação ou pelo
menos convive-se com instrumentos oferecidos pelas novas tecnologias, ao passo que na
Pública Municipal não se possuí sequer um microcomputador.
Os serviços de Comut on line, os levantamentos bibliográficos on line ou em
CD-ROM, estruturação e manutenção da homepage da biblioteca, sumários correntes
divulgados via Intranet, catalogação cooperativa (Bibliodata-Calco), o uso do software
Microisis, utilização do Correio eletrônico (e-mail) e de outros recursos da Internet,
utilização de computadores e sistemas automatizados, mesmo que em graus diferenciados,
confirmam a atual convivência das bibliotecas universitárias da UEL e da UEM com as
chamadas novas tecnologias.

9

�No entanto, a Pública Municipal não goza das mesmas facilidades, nela além da
precariedade de infra-estrutura física, convive-se com problemas de pessoal, escassos
recursos financeiros e nenhum recurso tecnológico. No entanto, pode-se afirmar que o
trabalho de ação cultural e de participação com a comunidade é expressivo.
Um número significativo de respondentes (45.2%) consideram suas tarefas simples
rotineiras e específicas. Outros (58.4%) consideram a necessidade de conhecimentos e
habilidades complexas para realizarem seus trabalhos e longa experiência de trabalho;
54.7% diz que exige formação profissional; 85% conhecimento técnico e organizacional e
64% exige poder de decisão.
As explicações de alguns respondentes para essa questão são interessantes.
Afirmam que para atender bem é necessário formação intelectual e cultural; ou aceita-se
pessoas com segundo grau, mas acho que para atender bem é preciso terceiro grau; ou
ainda meu trabalho, exige poder de negociação. Uma respondente, do setor de
processamento técnico, afirma que precisa atenção, organização pessoal, conhecimento
razoável em informática e de serviços de organização de biblioteca; ou são tarefas que
exigem concentração e disciplina, pois tem inúmeros detalhes que não podem passar
despercebidos.
Quando 85% indicam que suas tarefas exigem conhecimento técnico e
organizacional, admite-se a necessidade desses trabalhadores estarem mais envolvidos com
a organização, ou seja demonstram que é preciso conhecer o mínimo de técnicas de
organização e execução do trabalho, além da instituição como um todo.

10

�Um número significativo de respondentes 92.4% admitem que se sentem
qualificados para o trabalho, 3.7% admitem que sentem um pouco qualificados, 3.7% se
sentem qualificados demais.
Sobre as necessidades de qualificação dos respondentes 81% admitem que essas
necessidades se dão por vontade própria. Sendo que 39.6% afirmam que foi a partir da
introdução do microcomputador no ambiente de trabalho e 13.2% afirmam que foi a partir
de conflitos ou relacionamentos no ambiente de trabalho, 17% a partir da instalação de um
plano de carreira e outros motivos 13.2%.
Daqueles que afirmam se sentir qualificados, observa-se que se baseiam na
formação profissional em biblioteconomia, ou em qualquer outra área do conhecimento ou
porque receberam treinamento, ou ainda, porque alegam estarem há muito tempo exercendo
suas funções. Uma entrevistada que trabalha diretamente com atendimento afirma que não
é fácil atender bem, devido aos conhecimentos que só são adquiridos com os anos de
experiência.
Por outro lado, ocorrem problemas como a execução de funções totalmente adversas
daquelas ao que o trabalhador especializado deveria cumprir. Uma das entrevistadas contou
que: atualmente me sinto qualificada, mas houveram períodos em que me senti
desmotivada e qualificada demais para a função, onde precisei lavar calçada e limpar
banheiro, pois estávamos sem faxineira e se eu não fizesse estaria prejudicando meu
próprio ambiente de trabalho.
No entanto, 3.7% dos respondentes afirmam que sentem qualificados demais sou
formada em Biblioteconomia, com curso de especialização e sou apenas técnica de

11

�biblioteca e se for analisada minha bagagem de trabalho, tenho condições de desenvolver
um trabalho melhor para o setor. Outros respondentes 3.7% afirmam que se sentem um
pouco qualificados: mesmo sabendo exercitar minhas atividades, tenho sempre algo a
aprender.
Um dos respondentes diz que a instalação de um plano de carreira poderia ser
incentivador para a qualificação, mas não ele ainda não existe e pouco se conhece a
respeito, sabe-se que ele será implantado neste ano 2000. A partir desse plano, seremos
avaliados por tempo de serviço, pelos superiores e a partir de cursos efetuados. No
entanto, há de se indagar a implantação desse plano, pois se até hoje não existe política de
aperfeiçoamento de recursos humanos, como será efetuada a avaliação por cursos? Como
avaliar os funcionários se atualmente não se oferece condições concretas de crescimento ou
aperfeiçoamento profissional? Essas questões não puderam ser respondidas, pois nem eles
conhecem suas respostas.
Em outros motivos 13,2% admitem suas necessidades de qualificação quando
tiveram que mudar de atividade ou assumir responsabilidades de coordenação. Ainda,
verifica-se que há espaço para um tipo de trabalho manual/artesanal, que também exige
qualificação. Um dos respondentes admite que, para melhorar seu trabalho, deveria fazer
curso de biblioteconomia e uma especialização em restauração.
A partir desses dados verifica-se interesse e desprendimento pessoal em
aperfeiçoar-se. Até os que responderam (26,4%), que na atualidade não fazem nenhum
curso, afirmam terem feito cursos recentemente. Por exemplo, uma das respondentes havia
recentemente retornado do Mestrado em biblioteconomia e ciência da informação.

12

�Registra-se também que 9.4% estão envolvidos com a pós-graduação em nível de
especialização e mestrado em educação, biblioteconomia e lingüística.
Interessante notar que alguns desses funcionários não são bibliotecários. Dos
entrevistados 15% fazem cursos de graduação divididos em biblioteconomia, arquivologia
e história. Dos respondentes 13.2% estão realizando cursos ou treinamentos internos, 4,7%
participam de grupos de estudos, 9.4% fazem cursos de informática. Somando-se os que
fazem graduação e pós, chega-se ao expressivo 24.4% do total de entrevistados.
Um número significativo de respondentes, ou sejam 86% fazem cursos de línguas
estrangeiras. Predominam a língua inglesa e a espanhola. Somente 11.3% não estudam
nenhuma língua. Dos que estudam 7.5% afirmam que estudam por curiosidade e vontade
própria e o restante por exigência da atividade. Os que afirmam conhecer uma língua dizem
conhecê-la bem ou superficialmente, uma respondente conhece língua japonesa.
Dessa maneira, se confirma que uma parcela significativa de trabalhadores dessas
bibliotecas são ou estão se qualificando. No entanto, essas qualificações, fica a cargo mais
de um planejamento pessoal, do que de uma política de recursos humanos.
A política da instituição para os recursos humanos nem sempre tratam esses
humanos com os mesmos recursos, ou sejam, as mesmas políticas. Os cursos de curta
duração relações interpessoais e/ou humanas, atendimento ao público fazem parte dessas
políticas e são abertos a todos servidores, sem distinção. Mas, o que observa-se é que são
basicamente frequentados e direcionados para o pessoal de formação média. Os cursos mais
especializados, alguns cursos de informática e os de longa duração são limitados e
direcionados quase que exclusivamente para outras categorias.

13

�Villette (1984) apud Motta (1992) afirma que o treinamento é utilizado no
desenvolvimento das qualificações necessárias ao desempenho das diversas funções. Ele
opera em dois níveis, onde o primeiro diz respeito às habilidades técnicas ligadas ao
exercício da função (cursos tipo informática). O segundo nível, mais ideológico, refere-se a
internalização pelos membros da empresa de determinados comportamentos necessários
(tipo relações humanas, interpessoais etc). Esses cursos considerados pela autora, de
segundo nível, são oferecidos exclusivamente para o pessoal de nível médio. Porém, há de
considerar, que muitos desses servidores possuem condições de frequentar cursos mais
especializados e técnicos, do que esses de cunho ideológico. Há necessidade de não se
menosprezar as capacidades desses servidores.
Mesmo com problemas, as duas Universidades possibilitaram nesses últimos dois
anos a dispensa de bibliotecários para cursarem pós-graduação em nível de mestrado.
Muitos profissionais essencialmente técnicos, apresentam ainda, uma certa resistência
preconceituosa com relação aos mestrados. No entanto, aqueles que acompanham as
mudanças no mundo do trabalho, estão informados a respeito das discussões avançadas
sobre os mestrados profissionais. Na portaria n.47, de 17/10/95, a CAPES incentiva e
regula a matéria. MATTOS (1997, p. 153)
Desde 1997 foram afastados integralmente três bibliotecários na UEM e um está em
processo de dispensa integral. Na UEL duas bibliotecárias, com dispensa parcial, estão
também cursando mestrado.
Pode-se considerar alto nível de envolvimento e comprometimento com o trabalho,
68% afirmam estarem cem por cento comprometidos com seus trabalhos. O restante 32%,

14

�também afirmam que se sentem muito envolvidos. Interessante notar o grau de consciência
e responsabilidade de um respondente. Me sinto responsável pelas pesquisas dos alunos,
porque eles precisam de nota e se eu atender mal ou der uma informação errada, eles
podem até perder um ano de estudo por causa disso.
Dos respondentes 73.5% afirmam que as condições de trabalho geram conflitos no
ambiente de trabalho, principalmente a falta de pessoal. Na Pública Municipal, por
exemplo, trabalham com estagiários cursantes do terceiro grau e que de dois em dois anos
são substituídos. Antunes (1996) indaga no início de seu artigo sobre o fim da classe
operária apresentando dentre outras causas a subproletarização ou precarização do
trabalho que trata-se do trabalho precário, parcial, temporário que decorrem da chamada
flexibilização. Essa situação pode chegar a 40% ou 50% da força de trabalho de vários
países avançados.
O espaço físico da Pública Municipal também é motivo de críticas, atualmente o
acervo de livros funciona em espaço que foi planejado para ser uma garagem e até hoje
funciona a biblioteca. Uma respondente diz que a falta de recursos financeiros/humanos
impedem a realização de alguns serviços e criam conflitos entre o pessoal sobrecarregando
colegas que buscam dar conta de suas responsabilidades.
Dos respondentes 66% admitem que a falta de equipamentos e/ou instrumentos de
trabalho geram conflitos, porque inviabilizam uma melhor qualidade dos serviços, temos
poucos equipamentos e com problemas; as quebras constantes de equipamentos, os de
reprografia e micros, por exemplo; temos que dividir equipamentos com os colegas; a
gente tem que pedir licença para trabalhar. Essas falas, correspondem às três bibliotecas

15

�analisadas e demonstram que apesar da aparente realidade das duas universitárias, as
dificuldades persistem.
Os salários aparecem também com índice gerador de conflitos, 60.3% admitem que
salários baixos fazem com que muitos deixem a Universidade, provocando uma
rotatividade e perda de mão de obra qualificada, ou até mesmo salários diferenciados para
a mesma atividade. Uma respondente afirma às vezes me sinto humilhada com o salário.
Dos respondentes 41.5% acreditam que o absenteísmo gera conflitos. Alguns
afirmam, que quando se trabalha com número reduzido de pessoal, qualquer ausência
complica, principalmente em setores do atendimento, devido a sobrecarga de trabalho.
O relacionamento com as chefias e superiores 39.6% também aparecem como
geradores de conflito. Alguns afirmam dificuldades de relacionamento com pró-reitores e
chefias. Afirmam que a chefia deveria acompanhar, estar mais presente.
Para Salm&amp;Fogaça, o novo paradigma batizado de toyotismo, no que se refere a
organização da produção e dos processos de trabalho, transforma radicalmente o quadro
organizacional e de gestão administrativa das organizações. A tendência é de diminuir e até
desaparecer o estreitamento da distância taylorista entre gerência superior (planejamento,
projeto) e a produção (rés de fábrica). Aumenta a responsabilidade dos escalões
intermediários, requerendo maior qualificação de toda a estrutura ocupacional.
O desinteresse aparece como conflito para 35.8% dos respondentes: sempre temos
uns mais dinâmicos, outros mais desinteressados. Apesar de que é preciso detectar a causa
do desinteresse, ele pode ser momentâneo.

16

�Dos respondentes 22.6% admitem que a prática de controle/cobrança de produção
de trabalho, pode gerar conflito, quando ela não é explícita. Por outro lado, essa cobrança
pode ser boa, quando usada para justificar relatórios. Uma respondente admite, que é
cobrado demais e a pessoa não consegue, devido às condições de trabalho que não
favorece.
A rotatividade de trabalho como conflito, aparece com 22.6% de escolha, onde
principalmente na Biblioteca Pública, faltam 11 funcionários. Essas vagas não foram
repostas, consequentemente exige-se mais de quem ficou, sendo necessário retirar pessoal
do setores internos para ajudar no atendimento. Também a falta de refeitório aparece com
22.6% onde os respondentes afirmam que as filas demoradas no Restaurante Universitário
tem causado irritação e atraso nos horários de almoço.
Segundo opinião dos respondentes, 20.7% indica a discriminação como geradora de
conflitos. Afirmam, que ela surge, entre cargos superiores e outros de menor qualificação,
tipo docentes e técnicos, ou entre técnicos e auxiliares e outros. Na biblioteca, segundo
respondentes, os bibliotecários seriam favorecidos pelas condições em que se encontram.
Impossível camuflar essa condição, ela ocorre não só em setores internos como a
biblioteca, mas em todos os outros setores da universidade, e em toda a sociedade de um
modo geral, determinados pelas contradições de classe e/ou relações de status. Esse tipo de
conflito, reflete no ambiente organizacional a mesma competição da sociedade capitalista
que divide o trabalho, os trabalhadores, os capitalistas, os homens de maneira geral.
O horário de trabalho aparece como conflito na opinião de 16.9%, onde um
respondente afirma que não tem flexibilidade. Também com 13.2% surgem as horas extras

17

�obrigatórias, principalmente nos finais de ano. Nessa questão, observou-se que os
respondentes reclamam muito mais da falta de pessoal do que do cumprimento de horas
extras. Aparecem como outros motivos de conflito: a falta de treinamentos, investimento e
aperfeiçoamento pessoal, e a escassez de vagas oferecidas para cursos de informática.
Um respondente afirma que as péssimas instalações geram não só problemas de
relacionamentos, mas também de saúde; a competição e rivalidade negativa entre pessoal;
falta motivação, nunca ouvi elogios, só críticas; há um certo favorecimento a funcionários,
deixando os demais em posição difícil.. Uma das respondentes que assinalou que os
salários, o absenteísmo e as péssimas condições de trabalho geram conflitos admite que os
funcionários trabalham insatisfeitos, não produzem como gostariam, principalmente
porque a maioria não tem motivação para efetuar suas tarefas.
Os instrumentos e ferramentas de trabalho utilizados nas bibliotecas analisadas
apresentam um índice comum em que 90.5% dos respondentes utilizam material de
consumo, seguido de 68% de necessidade do uso de telefone, 66% uso de calculadora, 64%
uso do microcomputador, 54% uso de livros técnicos e tabelas, e 50.9% uso de máquina de
datilografia. O restante 5.6% acrescentaram uso de leitora de microfichas e plastificadora.

CONCLUSÃO
Mesmo que as mudanças ocorridas no processo de trabalho das bibliotecas
analisadas, sejam de menor monta diante de outras organizações automatizadas, esses
estudos colaboram para elucidar como esses processos ocorrem e na atualidade quais
seriam as características das novas formas de se trabalhar e de se relacionar no trabalho.

18

�A introdução do computador, automação e outras tecnologias constituem-se em
novos modos de organização do trabalho, com isso novas exigências foram criadas para a
inteligência, a prática e comunicação entre os que trabalham. O trabalho, realizado nessas
bibliotecas, exigem conhecimentos e habilidades, obtidos através de longa experiência no
local de trabalho ou de processos específicos de formação profissional diversificada, não só
em biblioteconomia e ciência da informação, mas também em outras áreas do
conhecimento.
Para tanto, a estrutura ocupacional dessas bibliotecas comportam trabalhadores com
qualificação profissional e na atualidade com formação educacional cada vez mais
exigentes, como em qualquer outro setor da economia. A economia globalizada cria
pessoas dispensáveis e exige um trabalhador com qualificações renovadas, em constante
atualização e com responsabilidades ampliadas.
Consultando a literatura biblioteconomica tem-se a impressão que, na atualidade, o
trabalho nas bibliotecas está totalmente voltado para as tecnologias e seus mais recentes
recursos informacionais. No entanto, observa-se uma realidade diferente para os
trabalhadores das bibliotecas analisadas, que um pouco mais distantes das facilidades
eletrônicas tem no seu dia a dia enfrentado antigos problemas, como a precariedade das
condições de trabalho e de uso dos novos instrumentos tecnológicos, redução do quadro de
pessoal, salários baixos, dificuldades de aperfeiçoamento e de educação continuada entre
outras.
Por outro lado, há de se indagar se os trabalhadores das bibliotecas que atualmente
tem conseguido se manter com os novos recursos informacionais e de automação de

19

�serviços, podem se sentir privilegiados, ou se nesses ambientes estariam eles perdendo
espaço face o surgimento de um novo tipo de trabalhador. Essa revolução tecnológica exige
a realização de múltiplas tarefas, a eliminação da demarcação de tarefas, longo treinamento
e aprendizagem no trabalho, organização mais horizontal do trabalho, portanto caem-se as
hierarquias dentre outras.
O enfoque da análise desses impactos que se constróem a partir das vivências dos
trabalhadores é relativamente recente no mundo e no Brasil essa nova linha de pesquisa foi
introduzida nos anos 80. Pesquisas nessa área poderiam demonstrar que rumos estão sendo
sinalizados na direção do surgimento desse trabalhador e qual o seu envolvimento no
processo de trabalho atual exigido pelas novas tecnologias, além de aprofundar discussões
nas áreas da subjetividade do trabalho e os impactos sociais e psicológicos da
modernização.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>As transformações ocorridas no mundo do trabalho tem demonstrado que o desenvolvimento da técnica implementa nas relações entre os homens novas regras de comportamento e subsistência. Alia-se a esse domínio a decomposição dos ofícios em diversas operações, o aperfeiçoamento e diversificação das ferramentas e mais tarde com a indústria moderna a revolução pela maquinaria. O processo de trabalho modifica sua essência com a introdução do capital e na atualidade assiste-se a uma rápida revolução na indústria e na tecnologia. Dentre outras mudanças, isso tem repercutido sobre as formas de organização do trabalho introduzidas por Taylor e por último a experiência japonesa com o chamado Toyotismo. Desde o final dos anos 70 este modelo de organização taylorista do processo de trabalho é colocado em xeque principalmente nos setores industriais e de serviços e atualmente vem se agravando, principalmente no Brasil, num contexto de recessão econômica. Transportando essas reflexões para o mundo biblioteconômico indaga-se, nesta pesquisa, se o processo de trabalho no ambiente das bibliotecas vem ou não se alterando, como isso ocorre, bem como as relações de trabalho decorrentes da forma como esses processos se apresentam. As Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina(UEL), Maringá (UEM) e a Biblioteca Pública Municipal de Maringá foram objetos de estudo nesta pesquisa. A composição desse estudo primeiramente apresenta em sua introdução referencias teóricos, nos quais conceitos sobre processo de trabalho foram trabalhados, seguidos dos objetivos, da demonstração da metodologia utilizada e para finalizar a apresentação dos resultados e discussões dos dados.</text>
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                    <text>MODELO ORGANIZACIONAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFPB:
VANTAGENS E DESVANTAGENS1
MARIA JOSÉ ARAÚJO DE OLIVEIRA2
EMEIDE NÓBREGA DUARTE3
(Universidade Federal da Paraíba)

Resumo: Pesquisa realizada nas Bibliotecas dos Campi da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), com o objetivo de identificar as vantagens e desvantagens do modelo organizacional
do Sistema de Bibliotecas (SISTEMOTECA) da UFPB. Atualmente, o sistema é composto
por vinte e duas Bibliotecas localizadas nos Campi do interior de Campina Grande, Areia,
Bananeiras, Cajazeiras, Sousa, Patos e quinze em João Pessoa, assim como, a Biblioteca
Central, responsável pela coordenação do SISTEMOTECA. Para viabilizar a coleta dos dados
necessários, foram aplicados questionários aos responsáveis pelas bibliotecas, abordando
aspectos referentes a sua vinculação com a coordenação do sistema e as vantagens e
desvantagens decorrentes. Para levantamento do número de Bibliotecas Setoriais em
funcionamento no Campus de João Pessoa, foi necessário visita “in loco”, visto que, na
estrutura oficial, constam apenas as Bibliotecas Setoriais dos Campi do interior. O Sistema
adota o modelo de centralização parcial por serviço de aquisição com estrutura
departamentalizada de forma combinada, tais como: processos, serviços e área geográfica.
Analisando-se vantagens e desvantagens decorrentes do modelo de estrutura atual do
SISTEMOTECA, recomenda-se uma reestruturação do sistema em vigor.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária; Centralização X Descentralização de Biblioteca;
Gerência de Biblioteca Universitária.
INTRODUÇÃO
A Universidade é o maior patrimônio do sistema educacional e tem como objetivo
primordial transmitir, para as novas gerações, as informações contidas em qualquer suporte
informacional, seja este impresso ou não, com vistas ao desenvolvimento econômico e social
da humanidade.

1

Trabalho de conclusão do curso de Graduação em Biblioteconomia na UFPB.
Aluna Concluinte.
3
Professora orientadora – DBD/CCSA/UFPB – Campus I – João Pessoa, PB – Brasil – emeide@zipmail.com.br
2

1

�Dentro desta, a Biblioteca surge como “fonte alimentadora” do sistema, porque nela se
concentram as atividades mais importantes, havendo entre ambas a palavra falada e escrita a
serviço da cultura.
Sendo a Universidade a reunião de várias escolas de nível superior e especializações
diferentes, surge a questão de ser a Biblioteca, centralizada ou descentralizada, fazendo com
que defensores destas correntes apresentem uma série de argumentos que justifiquem sua
posição.
A questão da centralização e descentralização, diz respeito a distribuição de poder
numa organização ou seja, a distribuição da autoridade e do processo decisório. Assim, a
centralização em bibliotecas universitárias acontece quando grande parte das decisões
organizacionais são tomadas pela “Biblioteca Central”, enquanto a descentralização consiste
em diferentes bibliotecas autônomas completamente independentes da Biblioteca Central.
As formas como se estruturam as bibliotecas universitárias são diversas, não havendo
unanimidade quanto a que seja melhor, por isto o assunto já deu margem a muitas discussões.
Pretende-se com o estudo, identificar o modelo da estrutura administrativa adotado
pelo SISTEMOTECA; seu comportamento diante das mudanças externas, possibilitando
subsídios para estudos posteriores.
Os aspectos formais foram estudados a partir de documentos que representam a
organização da instituição em estudo: organograma que representa de forma simplificada, a
estrutura do órgão ou sejam, suas unidades componentes e respectivas relações de autoridade;
o regulamento que é um conjunto de regras obedecidas pela instituição, aprovado pelo
Conselho Universitário em reunião de 07.08.1980 e constitui parte integrante da Resolução do
CONSEPE/UFPB 201/80. O mesmo apresenta a natureza e os objetivos da instituição; a
organização administrativa seus recursos e atribuições.

2

�Quanto ao levantamento dos dados que permitiram um conhecimento do
funcionamento informal do SISTEMOTECA, recorreu-se a procedimentos metodológicos que
se encontram delineados no decorrer deste relato, aparecendo imediatamente após o
referencial teórico.
Para alcance do objetivo proposto e compreensão do tema escolhido, apresenta-se no
decorrer do relatório, subsídios sobre o funcionamento do SISTEMOTECA, no concernente a
sua estrutura organizacional formal, assim como aspectos informais.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A organização é parte do processo administrativo e significa o ato de organizar,
estruturar e integrar os recursos e os órgãos incumbidos de sua administração e estabelecer
relações entre eles e atribuições de cada um deles. A organização serve para agrupar e
estruturar todos os recursos humanos ou não-humanos para atingir os objetivos prédeterminados.
Faria (1980, p.168), define a estrutura como a base de um organismo, afirmando que
“…em organização é representada por um conjunto de órgãos, suas relações de
interdependência e a via hierárquica”. Para Chiavenato (1982), o desenho organizacional
constitui a escolha pela qual a empresa pretende atingir os seus objetivos e aponta como
principais características da estrutura ou do desenho organizacional; a diferenciação, a
formalização, a centralização e a integração. Todas essas características dependem de fatores
externos e internos, como os objetivos empresariais, a tecnologia utilizada, o ambiente e a
estratégia empresarial, e a maneira pela qual esses fatores são envolvidos.
As bibliotecas universitárias, como um tipo específico de organização também se
ressentem ao determinar o tipo de estrutura, pois sabe-se que entre outros fatores, a estrutura
de uma organização contribui para a eficácia da mesma. Um aspecto dessa mesma estrutura é

3

�o grau de centralização adotado, tema que merece ser discutido e avaliado com o objetivo de
otimizar suas atividades. Ferreira (1980, p.18), comenta que:
“o fato é que cada caso precisa ser estudado de per si, pois em virtude dos choques
de autoridade essas relações entre pessoas ou entre órgãos sempre têm se
constituído um ponto crítico da administração”.
CENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Na centralização administrativa há uma concentração do grau de autoridade nos níveis
gerenciais superiores. A esse respeito, Faria (1996), afirma que a centralização acontece
quando grande parte das decisões organizacionais são tomadas pela “alta cúpula” da
administração, situadas nos escalões hierárquicos superiores da empresa.
Como todas as características estruturais, a centralização é uma condição dada das
organizações. Isso não significa que ela mude em termos de grau.
As organizações mudam, por vezes lentamente e por vezes drasticamente. Sempre que
mudam forma-se uma nova estrutura. Essa nova estrutura serve como base para as ações
organizacionais e para as ações em resposta a organização. Assim sendo, as formas de
centralização têm implicações importantes tanto para os indivíduos quanto para sociedade
mais ampla.
Muitas vezes a centralização em excesso provoca nas unidades de ação, uma falta de
coragem ou falta de confiança, pois os dirigentes não delegam autoridade aos seus
subordinados, acreditando que estes não são capazes de tomar, até mesmo, pequenas decisões.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA CENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
As decisões são tomadas por administradores que têm uma visão global da empresa;
necessária quando as decisões a serem tomadas envolvam custos muito altos; os tomadores de
decisões situados no nível mais alto da hierarquia são geralmente, melhor treinados e
preparados do que os que estão nos níveis mais baixos; a eliminação de esforços duplicados
reduz os custos operacionais; certas funções- como compras- quando centralizadas, provocam

4

�maior especialização e aumento de habilidades; as decisões são mais consistentes com os
objetivos empresariais e definição de políticas ou diretrizes para a empresa e seu
planejamento social.
As decisões são tomadas por administradores que têm pouco contato com os níveis
inferiores da empresa e não convivem com os fatos; os tomadores de decisões não conhecem
as situações envolvidas no dia a dia dos funcionários dos níveis mais baixos; há uma demora
na comunicação entre os níveis superiores e inferiores devido as linhas serem distanciadas; os
administradores dos níveis inferiores são desmotivados por não participarem do processo
decisorial. Pelo envolvimento de muitas pessoas nas comunicações, há mais possibilidades de
erros e de distorções pessoais.
DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
A descentralização acontece quando a maioria das decisões são tomadas pelos níveis
hierárquicos da execução. A descentralização requer para o seu funcionamento, um sistema
bem definido de delegação.
“Descentralizar é transferir para outros órgãos atribuições específicas do órgão
central, objetivando aliviá-los da carga de trabalho e criar instrumentos de
penetração em outras áreas, facilitando o crescimento e diminuindo a carga de
trabalho do órgão central”. (Faria, 1980. p.276)
A descentralização e delegação de autoridade estão relacionadas, na medida em que a
descentralização decorre da delegação de autoridade, e seus conceitos acham-se tão ligados
que são inaplicáveis separadamente.
Arantes (1994), afirma que a descentralização é muitas vezes confundida com a
subdivisão ou agrupamento de funções. Acrescenta ainda, que muitas organizações são
caracterizadas como descentralizadas, o que acontece na realidade é que a execução das
funções é descentralizada, mas a autoridade para tomar decisões é centralizada. Assim, só
podemos afirmar que uma organização é descentralizada quando o grau de autonomia - dos

5

�diferentes níveis organizacionais - para tomar decisões estiverem bem definidos, pois a
autonomia é a essência da descentralização ou delegação de autoridade.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Libera os administradores principais de um grande número de detalhes; as decisões
são tomadas mais rapidamente, resolvendo problemas específicos no local e no momento da
ação; estimula a iniciativa e o senso de responsabilidades nos administradores de nível médio,
criando maior motivação. A estrutura descentralizada proporciona bom treinamento para os
administradores médios.
Pode ocorrer falta de informação e coordenação entre departamentos; maior custo por
administrador devido ao melhor treinamento, melhor salário dos administradores nos níveis
mais baixos. Os administradores médios podem se preocupar apenas com os seus
departamentos esquecendo do sucesso da empresa como um todo e as políticas e
procedimentos podem variar enormemente dentro da organização.

CENTRALIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A centralização de bibliotecas universitárias é um assunto que já deu margens a muitas
discussões. Prado (1992, p.16), afirma que o ideal é que a biblioteca universitária seja
centralizada, não precisando porém, que seu acervo fique num só edifício, podendo haver uma
biblioteca central e diversas setoriais junto a cada escola. Acrescenta ainda: “o indispensável
é que obedeça a uma única direção, a qual efetua a aquisição e o registro do material
bibliográfico, administra os serviços técnicos e orienta os trabalhos de modo geral”.
Ferreira (1980, p.20), admite que embora tanto a corrente centralizadora quanto a
descentralizadora continuem a apresentar uma série de argumentos que justifiquem sua
posição, vai-se sentindo, aos poucos uma tomada de consciência geral da necessidade de um

6

�órgão centralizador, ou pelo menos, coordenador e as atribuições deste órgão variam de
acordo com o grau de centralização adotado.
FORMAS DE CENTRALIZAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Ferreira (1980), apresenta em seu trabalho as seguintes formas de centralização:
- Centralização Administrativa – subordinação das bibliotecas do sistema, do ponto de vista
financeiro, de pessoal, de material a uma biblioteca central ou órgão coordenador;
- Centralização Física – localização de acervo bibliográfico em um ou em reduzido número
de salas ou prédios;
- Centralização Operacional ou Técnica – realização pela biblioteca central do processamento
técnico (catalogação, classificação e registro) de todo o material documentário, adquirido
pelas bibliotecas da universidade.
- Centralização Monolítica ou Centralização Total – existência de uma só biblioteca na
universidade, onde o acervo é localizado em um só local, sendo a mesma responsável pela
aquisição de material bibliográfico, pelo processamento técnico desse material e pela
recuperação da informação para o usuário;
- Centralização da Aquisição – responsabilidade da biblioteca central pela aquisição de
material documentário, para todas as bibliotecas da universidade a quem o distribui logo após
recebê-lo.
- Centralização Parcial – apenas o acervo é descentralizado.
Para Martins (1986, p.60), a Centralização Parcial pode se desdobrar em:
-

Centralização de Processos – as diversas bibliotecas permanecem em suas unidades, com
o material e serviços costumeiros e criando-se órgão centralizador de processos de
aquisição e permuta, catalogação e classificação, encadernação e preparação para
circulação e formação de catálogo coletivo;

7

�- Centralização parcial de material, de serviços ao público e de processos, no caso em que os
órgãos de ensino e pesquisa de um organismo estejam em uma cidade, município ou estado.
Martins (1986, p.61), afirma que a Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba, adota esse tipo de centralização.

“A Biblioteca Central absorve todo o processamento da aquisição e permuta, da
catalogação e classificação, da manutenção do catálogo coletivo, encadernação e
preparação para circulação e, por vezes, os de reprodução e reprografia, mas os
serviços de consulta e empréstimo, orientação e assistência ao usuário na
utilização da documentação reunida são realizadas no órgão departamentalizado
por área geográfica”

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA CENTRALIZAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Muitos cursos oferecidos pela universidade, têm objetivado a formação de uma
imagem positiva para a Biblioteca Central; melhor qualidade dos serviços, com menor custo,
evitando-se duplicação de todo tipo de material e equipamentos, bem como utilização racional
do pessoal técnico e diminuição do pessoal de outras categorias que prestam serviços na
biblioteca; uma só biblioteca poderá ter melhores instalações, pois, geralmente, multiplicidade
de bibliotecas dá origem a instalações inadequadas.
O prédio da biblioteca precisa ser muito grande para atender aos usuários das escolas e
para organizar as salas particulares de leitura; separa a biblioteca da escola - quando cada
escola está ligada a uma biblioteca, desperta maior interesse dos usuários, pela proximidade e
pelo agrupamento de assuntos correlatos num só local; há uma sobrecarga de trabalho
exercido na BC, ocasionando demora nas decisões e no processamento das operações; grandes
despesas de capital com investimentos em equipamentos, instalações, material permanente,
etc.

8

�DESCENTRALIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A descentralização consiste em diferentes bibliotecas autônomas completamente
independentes da biblioteca central. Em geral há grande colaboração entre as bibliotecas
descentralizadas, mas cada uma tem sua direção própria. Prado (1992), descreve que este
sistema geralmente existe por força das circunstâncias, são bibliotecas de escolas que
funcionavam independentes e com a fundação da universidade, as escolas passam a pertencer
a um sistema universitário. Entretanto, essas bibliotecas não aceitam a direção da biblioteca
principal.
Economicamente, a separação das bibliotecas é um grande problema. Manter uma
biblioteca junto a cada escola exige maior número de funcionários, de livros, de catálogos
etc., dividindo muito a verba que, no caso de prédio único e direção única é melhor
aproveitada.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFPB – SISTEMOTECA
De acordo com o documento editado pelo IBICT em 1984, intitulado “Sistemas de
Bibliotecas Universitárias”, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), foi criada pela Lei
Estadual n.º 1366 de 02 de dezembro de 1955, tendo sido federalizada através da Lei 3.835 de
dezembro de 1960.
Com o passar dos anos, a universidade foi crescendo, se desenvolvendo e com ela foi
surgindo a necessidade da criação de pequenas bibliotecas de faculdades e escolas isoladas
para dar apoio as atividades acadêmicas que as mesmas se propunham a oferecer.
O mesmo documento cita que o Sistema de Bibliotecas teve sua origem a partir da
criação dessas bibliotecas. Com a implantação da Reforma Universitária, verificou-se a
transformação das antigas Faculdades, Escolas e Institutos em Departamentos, coordenados e
integrados a nível de administração intermediária por Centros. Em conseqüência, verificou-se

9

�a junção dessas bibliotecas por área de conhecimento que correspondem aos Centros de
Ensino da UFPB.
A partir de 11 de agosto de 1967, surgiram os primeiros passos para a criação de uma
Biblioteca Central da UFPB. Naquele período o professor Edson Nery da Fonseca elaborou
um projeto intitulado “Teoria da Biblioteca Central”, trabalho este de grande importância e
que se constituiu na primeira proposta de Estruturação da Biblioteca Central.
No final de 1976 iniciou-se todo um processo de estruturação e implantação da
Biblioteca Central, a partir da junção de todas as Bibliotecas Departamentais, em número de
13.
A partir de 1979, com a interiorização da UFPB, foram separadas também, novas
bibliotecas. Todas funcionavam isoladamente, sem uma política de ação definida e nenhuma
coordenação central.
Partiu-se para a contratação de bibliotecários, atualização do acervo de livros e
periódicos, elaboração e aprovação do regulamento do Sistema de Bibliotecas, criação de
novos serviços, automação dos processos técnicos, entre outros, e culminando com a
construção do prédio definitivo da Biblioteca Central e aprovação pelo CONSEPE, do
Regulamento do Sistema de Bibliotecas em 1980.
“O Sistema de Bibliotecas consiste num conjunto de bibliotecas integradas sob o
aspecto funcional e operacional, tendo por objetivo a unidade e harmonia das
atividades de coleta, tratamento, armazenamento, recuperação e disseminação de
informações, para dar apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão"
(UFPB, 1997, p.37)

O acervo geral do SISTEMOTECA compreende as áreas de saúde, tecnologia,
ciências exatas, agrárias e humanas.
Atualmente, a Biblioteca Central é responsável pela coordenação do sistema. A
mesma está situada no Campus de João Pessoa e possui um acervo composto de livros e
periódicos nacionais e estrangeiros, além de materiais especiais.

10

�A Biblioteca Central encontra-se informatizada e seu acervo está disponibilizado
através da INTERNET, oferecendo, ainda aos seus usuários, levantamento bibliográfico e
aquisição de trabalhos técnico-científicos através do COMUT.
De acordo com o organograma do Sistema , a BC está subordinada ao Reitor da
Universidade e compõe a seguinte organização:
Diretoria – composta da Secretaria, Assessoria e Contabilidade;
Divisão de Desenvolvimento das Coleções : Seções de Seleção, Compra e
Intercâmbio.
Divisão de Processos Técnicos : Seções de Catalogação, Classificação e Manutenção
do Patrimônio Documental;
Divisão de Serviços aos Usuários : Seções de Referência, Circulação, Periódicos,
Coleções Especiais, Multimeios e Informação Documental.
O Sistema também é composto pelas bibliotecas setoriais situadas nos Campi do
interior. Conforme UFPB (1997), as bibliotecas setoriais estão assim representadas:
Biblioteca Setorial do Campus II – Campina Grande-PB - Localiza-se a 123 Km do
Campus I . O acervo dessa biblioteca dispõe de livros de várias áreas do conhecimento e
títulos de periódicos principalmente da área de tecnologia. O acervo de livros está sendo
informatizado, utilizando o sistema ORTODOCS.
Biblioteca Setorial do Campus III - Areia-PB - Localiza-se a 125 km do Campus I,
possui aproximadamente 500 m2 com o acervo mais voltado para as áreas de Agronomia e
Zootecnia, composto de livros, periódicos nacionais e estrangeiros, teses e videoteca.
Biblioteca Setorial do Campus IV - Bananeiras-PB- A Biblioteca Setorial “Dr. José
Augusto Trindade” está localizada no brejo paraibano há 132km do Campus I. Possui uma
área de aproximadamente 372 m2, dispõe de um acervo de livros e periódicos.

11

�Biblioteca Setorial do Campus V - Cajazeiras-PB- A Biblioteca Setorial “Maria das
Merces Ferreira Mendes”, situa-se há 466 km do Campus I, conta com uma área de
aproximadamente 650 m2, dispõe de um acervo de livros das áreas de humanidades,
tecnologia e saúde, bem como títulos de periódicos.
Biblioteca Setorial do Campus VI - Sousa-PB- A Biblioteca Setorial do Campus VI está
localizada a 427 km do Campus I, com uma área de 242,67 m2, dispõe de um acervo
composto por livros e periódicos das áreas de Ciências Humanas e Direito.
Biblioteca Setorial do Campus VII - Patos-PB- A Biblioteca Setorial do Campus VII,
está situada a 296 km do Campus I, possui uma área de aproximadamente 520 m2. Dispõe de
um acervo de livros e periódicos das áreas de medicina veterinária e engenharia florestal.
“A Biblioteca Central em relação as bibliotecas setoriais, centraliza apenas os
serviços de aquisição de material bibliográfico, executados quer através de recursos
próprios ou de convênios”. (IBICT, 1994, p.10)

Além das bibliotecas setoriais dos Campi do interior,

incluídas nos documentos

administrativos do sistema, foi constatado que existem 15(quinze) bibliotecas no Campus I,
que integram Departamentos, Centros e Órgãos Suplementares, da UFPB. Estas Bibliotecas
denominadas “Setoriais” surgiram das necessidades informacionais: professores e alunos, em
manter o acervo mais próximo dos seus locais de trabalho. Após 23 anos já existem
15(quinze) bibliotecas que surgiram espontaneamente, sugerindo uma necessidade de
descentralização do acervo.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para possibilitar o levantamento das vantagens e desvantagens do modelo de estrutura
administrativa adotado pelo Sistema de Bibliotecas da UFPB`, foi necessário consultar os
dirigentes das Bibliotecas Setoriais do interior como também, os responsáveis pelas
bibliotecas existentes no Campus I.

12

�Em relação ao instrumento de coleta de dados, foram utilizados questionários
compostos por perguntas abertas e fechadas. As perguntas abertas, referiram-se as vantagens e
desvantagens do tipo de vinculação existente entre as bibliotecas investigadas e a Biblioteca
Central. Essas indagações permitiram aos informantes responder livremente a questão,
emitindo opinião acerca do assunto abordado.
Os questionários foram enviados para as bibliotecas setoriais dos Campi do interior
pelo Correio, com carta esclarecedora do objetivo da pesquisa.
As bibliotecas pesquisadas no Campus I - João Pessoa - foram visitadas pelo
pesquisador, sendo os questionários aplicados em sua maioria, no momento da visita, havendo
um contato direto face-a-face com o informante, dando possibilidade de elucidar o significado
das perguntas e o objetivo da pesquisa.
Os questionários foram aplicados em todas bibliotecas setoriais dos Campi do interior,
citadas anteriormente, perfazendo um total de 6 (seis).
Em João Pessoa - Campus I - foram aplicados questionários nas bibliotecas:
Biblioteca Setorial Profa. Valneide Maria de Almeida Fernandes; Biblioteca Setorial
do Departamento de Matemática; Biblioteca Setorial do Hospital Universitário Lauro
Wanderley; Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Jurídicas; Biblioteca Setorial de
Informática; Biblioteca Setorial do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção;
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Tecnológicas; Biblioteca Setorial do Departamento
de Sistemática e Ecologia; Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas;
Biblioteca Setorial Prof. Vanildo Brito; Biblioteca Setorial Prof. Silvio Frank Alem;
Biblioteca Setorial de Física e Biblioteca Setorial de Geografia.
Tencionava-se atingir o universo de Bibliotecas Setoriais existentes: foi conseguido
100% da devolução dos questionários referentes ao Campus do interior e 86,6% das existentes
no Campus I, devido algumas bibliotecas se encontrarem fechadas

13

�ANÁLISE DOS RESULTADOS REFERENTES AS BIBLIOTECAS SETORIAIS DOS
CAMPI DO INTERIOR
De posse das respostas, passou-se a verificação de cada questão:
A questão de n.º 3 referia-se ao tipo de vinculação existente entre as setoriais e a
biblioteca central. Todas as bibliotecas questionadas declararam haver uma vinculação técnica
entre elas e a biblioteca central. Segundo o Regulamento do SISTEMOTECA, essa
vinculação técnica é real. Porém, o resultado surpreende quando constata-se que 05 dessas
bibliotecas declararam existir mais de uma vinculação, o que significa que estas não estão
bem cientes da sua posição frente ao órgão superior
TABELA 1 - Vinculação Existente entre as Bibliotecas dos Campi do Interior e a Biblioteca
Central
VINCULAÇÃO
Técnica
Administrativa
Orçamentária
Nenhuma
Outra
TOTAL

F
06
02
03
01
12

%
50
16,7
25
8,3
100

Na questão de n.º 4, solicitava-se que os diretores das bibliotecas comentassem as
vantagens e as desvantagens da situação vigente no que concerne ao tipo de subordinação.
Neste item, 100% das bibliotecas apresentaram como vantagem a padronização dos serviços
técnicos.
As desvantagens apresentadas pelos informantes foram maiores e se fundamentaram
principalmente em itens provocados pela distância geográfica entre os Campi: difícil acesso
ao transporte de material adquirido; demora na aquisição do material de maior necessidade
para o acervo da mesma; a distância impede aos funcionários que atuam no interior de
participarem de cursos e também trabalharem em conjunto com os demais colegas da BC; a

14

�distância desfavorece a comunicação e a rapidez na aquisição de materiais; não há motivação
para permanência de bibliotecário no local (no interior);
Em seguida, outro fator apontado que interfere no funcionamento do Sistema é
ocasionado pela falta de autonomia o que levou profissionais apresentarem outras
desvantagens: não ter autonomia para aquisição de material; dificuldade na obtenção de
material de manutenção e mobiliário e, falta de autonomia financeira.
Apesar de justificarem a falta de autonomia financeira como barreira para obtenção de
material de manutenção, equipamentos; mobiliários etc., surge mais uma vez o fator distância
como ocasionador da problemática. A aproximação certamente traria maior sensibilização às
necessidades.
Sendo as bibliotecas vinculadas tecnicamente à BC e administrativamente à Direção
local, ocasiona uma duplicidade de comando e consequentemente uma confusão de
competências, podendo ocorrer uma negligência de uma das partes por falta de uma
delimitação de responsabilidades.
Há situações em que o diretor da biblioteca para tomar decisões necessita de um apoio
técnico e administrativo. Ex.: uma tomada de decisão para liberação de um profissional para
participar de um evento vultuoso na área de biblioteconomia.
Para decisão final da viabilidade desta participação envolve o parecer do técnico que é
o especialista da área como também do chefe administrativo, que é de onde advém a liberação
dos recursos financeiros. Para que esse processo torne-se perfeito é necessário que haja uma
harmonia entre chefes que se envolvem no processo decisório.

15

�ANÁLISE DOS RESULTADOS

REFERENTES AS BIBLIOTECAS SETORIAIS DO

CAMPUS I
As bibliotecas setoriais pesquisadas no Campus I, compreendem as bibliotecas de
Departamentos; Centros; Núcleos e Programas de Pós-Graduação. Durante a visita foi
observado que existem mais de uma biblioteca servindo a alguns Centros.
De acordo com o Regulamento do SISTEMOTECA, apenas as bibliotecas do interior
estão integradas no Sistema. Esta questão foi abordada distintamente pelos seus responsáveis
quando afirmam existir as seguintes vinculações apresentadas na Tabela 2
TABELA 2 – Vinculação entre as Bibliotecas Setoriais do Campus I com a Biblioteca Central
na visão dos seus responsáveis
TIPOS DE VINCULAÇÃO
Técnica
Orçamentária
Administrativa
Nenhuma
Outra
TOTAL

FREQUÊNCIA
7
3
6
1
17

%
41,3
17,6
35,3
5,8
100,0

Entre as 13 Bibliotecas informantes aconteceu que quatro delas declararam existir
mais de um tipo de vinculação. O vínculo técnico declarado (41,3% ) foi explicado que não é
oficial e sim por livre escolha.
Quanto as três unidades que entendem existir a ligação orçamentária, foi devido aos
recursos oriundos dos projetos que são repassados à Biblioteca Central dando suporte para
aquisição do acervo destinado aos cursos de pós-graduação. Um dos informantes entendem
que o “empréstimo especial” pode ser considerado uma vinculação e marcou o item “outra”.
Mas o empréstimo é um serviço comum a todas as bibliotecas da UFPB.
Solicitou-se aos informantes que elencassem as vantagens e desvantagens que esta
situação atual do Sistema de Bibliotecas da UFPB oferece para o funcionamento das
bibliotecas setoriais.

16

�Quanto as vantagens que a situação apresenta apontaram as seguintes: a proximidade
do professor com o aluno na Biblioteca Setorial, orientando na questão da consulta ao acervo;
apesar dos poucos recursos o acervo da Biblioteca Setorial é mais atualizado; os funcionários
são graduados não só na área de biblioteconomia como na área específica da biblioteca; as
decisões são mais facilmente tomadas a nível local, entre o departamento e a bibliotecária;
caracteriza-se por ter um bom atendimento e um ambiente propício para o estudo e a pesquisa
por ser menor; com livros específicos, revistas especializadas e artigos encontram-se na
biblioteca setorial, isto facilita o atendimento aos alunos do curso de mestrado; possibilidade
de manutenção da Biblioteca Setorial via projetos á órgãos tais como: CNPq e CAPES;
uniformização da classificação e catalogação; a Biblioteca possui sempre livros atualizados,
não sendo necessário o deslocamento do usuário para pesquisa em outras bibliotecas; as
decisões são tomadas a nível de Centro.
Os resultados demonstram a partir das falas dos informantes, responsáveis pelas
Bibliotecas ditas “Setoriais” do Campus I, que os maiores beneficiários são os usuários com a
situação semelhante a uma descentralização. Foi constatado que as Bibliotecas se mantêm
com doações e verbas própria dos Cursos e que não existe vinculação administrativa nem
técnica, oficializada com a Biblioteca Central. A tendência, se esta situação perdurar por
muito tempo, é que estas Bibliotecas, praticamente independentes da BC, não se interessem
em compor o Sistema atual por despertarem para adoção de tecnologias diversificadas dentro
da própria UFPB, com autonomia própria.
As desvantagens apresentadas concentram-se em problemas de ordem orçamentária,
demora nos serviços de registro por acúmulo de tarefas na BC, falta de bibliotecários para
atendimento das necessidades da Biblioteca e a falta de intercâmbio com a BC e as Setoriais,
através da rede de informática.

17

�Uma das bibliotecas informantes, apresentou desvantagens para ambas as partes na
atual situação frente ao Sistema. As desvantagem para a Biblioteca Setorial diz respeito a falta
de apoio técnico e administrativo para o tombamento e classificação do acervo bem como,
para a sua informatização, e para a Biblioteca Central, a não incorporação ao registro
informatizado do acervo adquirido através de convênios, permutas e doações pela Biblioteca
Setorial, e, a indisponibilidade do acervo setorial para circulação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da análise da estrutura organizacional do SISTEMOTECA e os dados
coletados, percebe-se que a mesma está desatualizada, haja vista que existem bibliotecas que
não estão incorporadas a mesma, inclusive novas unidades foram criadas na própria
Biblioteca Central.
A estrutura organizacional em pauta apresenta-se estática, consequentemente obsoleta
em relação as mudanças ambientais ocorridas no decorrer do tempo.
Para que o sistema atue com eficiência deve acompanhar as mudanças que vêm
ocorrendo em seu ambiente, num contexto fortemente marcado por avanços tecnológicos que
sugere evolução nas formas de estruturação organizacional onde questões como agilidade,
rapidez, flexibilidade, competitividade e, especialmente qualidade nos serviços e produtos,
estão sendo exigidos em qualquer sistema organizacional.
Quanto ao vínculo com as “bibliotecas setoriais” do Campus I, não existe nenhum,
com exceção do comprometimento informal dos responsáveis pelas bibliotecas citadas em
acatar as recomendações técnicas, visando padronização dos procedimentos adotados pelo
SISTEMOTECA.
As Bibliotecas localizadas no Campus I da UFPB, oficialmente não compõem o
Sistema, isso ocasiona uma certa incoerência em relação ao que foi observado na pesquisa
onde várias bibliotecas responderam haver uma subordinação técnica entre elas e a Biblioteca

18

�Central. Atribui-se ao vínculo por livre escolha e a aquisição com a utilização de recursos de
convênios.
A Biblioteca Central, em relação as bibliotecas setoriais dos Campi do interior,
centraliza apenas os serviços de aquisição de material documental, executados quer através de
recursos próprios ou de convênios. Este modelo de centralização parcial por serviço de
aquisição é fato reconhecido e registrado em documento elaborado pelo IBICT intitulado
“Sistemas de Bibliotecas Universitárias”, em 1984, embora a Profa Myriam Gusmão de
Martins em 1986, tenha se reportado como já citado anteriormente como um modelo
centralizado parcialmente do material, e dos processos. A estrutura organizacional adota uma
departamentalização combinada, ou seja, por processos, serviços e por área geográfica.
Analisando as vantagens e desvantagens apresentadas pelos responsáveis, ocasionadas
pelo modelo de estrutura atual adotado pelo SISTEMOTECA, sugere-se que em relação às
bibliotecas setoriais dos Campi do interior, haja uma maior autonomia financeira e, em
relação as “bibliotecas setoriais” do Campus I que haja uma reestruturação do sistema em
vigor.
Considerando o referencial teórico e as análises feitas no decorrer deste trabalho, em
relação ao grau de centralização/descentralização, bem como suas vantagens e desvantagens
e, considerando ainda, a situação financeira em que se encontram as universidades públicas
não correríamos o risco de sugerir uma descentralização total das bibliotecas em estudo,
apesar dos benefícios que trariam aos usuários.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
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de empresas válidas. São Paulo: Atlas, 1994. 440p.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Análise de Modelos
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19

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20

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Modelo organizacional do Sistema de Bibliotecas da UFPB: vantagens e desvantagens.</text>
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                <text>Oliveira, Maria José Araújo de, Duarte, Emeide Nóbrega</text>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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                <text>Pesquisa realizada nas Bibliotecas dos Campi da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com o objetivo de identificar as vantagens e desvantagens do modelo organizacional do Sistema de Bibliotecas (SISTEMOTECA) da UFPB. Atualmente, o sistema é composto por vinte e duas Bibliotecas localizadas nos Campi do interior de Campina Grande, Areia, Bananeiras, Cajazeiras, Sousa, Patos e quinze em João Pessoa, assim como, a Biblioteca Central, responsável pela coordenação do SISTEMOTECA. Para viabilizar a coleta dos dados necessários, foram aplicados questionários aos responsáveis pelas bibliotecas, abordando aspectos referentes a sua vinculação com a coordenação do sistema e as vantagens e desvantagens decorrentes. Para levantamento do número de Bibliotecas Setoriais em funcionamento no Campus de João Pessoa, foi necessário visita “in loco”, visto que, na estrutura oficial, constam apenas as Bibliotecas Setoriais dos Campi do interior. O Sistema adota o modelo de centralização parcial por serviço de aquisição com estrutura departamentalizada de forma combinada, tais como: processos, serviços e área geográfica. Analisando-se vantagens e desvantagens decorrentes do modelo de estrutura atual do SISTEMOTECA, recomenda-se uma reestruturação do sistema em vigor.</text>
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                    <text>LAS BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS EN LA
SOCIEDAD DEL CONOCIMIENTO
Rosa M. Bestani1
Resumen

Se aborda la problemática originada por la acelerada evolución de las tecnologías de
información y comunicaciones y los nuevos modos de producción de conocimientos. Desde
esta perspectiva, se están creando problemas potenciales para las instituciones educacionales,
las cuales sino cambian su enfoque corren el riesgo de verse envueltas en un sistema que
pierde relevancia para las necesidades técnicas, científicas y económicas. . En este contexto,
se analiza el rol de las bibliotecas universitarias en la sociedad del conocimiento, ligadas
fundamentalmente a la sistematización y difusión de la información científica y a las
innovaciones tecnológicas

Palabras claves:

BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS – TECNOLOGIAS DE LA INFORMACIÓN
COMUNICACIONES

-

SOCIEDAD

DEL

CONOCIMIENTO

Y

–INFORMACIÓN

CIENTÍFICA

1

Bibliotecaria y Licenciada en Ciencias de la Información
Directora de la Biblioteca Mayor de la Universidad Nacional de Córdoba. O. Trejo 242. 1º piso. Casilla de
Correo 63. 5000 CORDOBA. Argentina
Profesora Adjunta a cargo de la Cátedra de Documentación en la Carrera de Bibliotecología y Documentación
y dictado de la materia Documentación Científica en la Licenciatura de Bibliotecología y Documentación.
Facultad de Filosofía y Humanidades. UNCórdoba. Argentina
rbestani@ sri.trejo.unc.edu.ar

1

�1.-Introducción
Al finalizar el siglo XX, las tecnologías de la información y comunicaciones, siguen
evolucionando aceleradamente, a pesar que no han sido explotadas, plenamente, las
oportunidades de acceso a la información y al conocimiento.
Esta problemática fue abordada, en mayo de 1997, por la Comisión de las Naciones
Unidas sobre la Ciencia y Tecnología para el Desarrollo (UNCSTD). El análisis se centró
en el modo en que las nuevas tecnologías pueden contribuir a la creación de riqueza y al
mejoramiento de los beneficios sociales de las poblaciones del mundo y sobre todo en las
implicaciones de las tecnologías de información y comunicaciones para la formulación de
políticas de educación y de salud.
“Las Tecnologías de Información y Comunicaciones serán de suma importancia
para el desarrollo sustentable, en los países en desarrollo. Aunque los costos de usar
estas tecnologías para construir infraestructuras nacionales de información
destinadas a sociedades de conocimientos innovativas sean altos, los costos de no
hacerlo serán probablemente mucho más alto”.
Esta es una de las principales conclusiones presentadas en el informe por la citada
UNCSTD. (Credé 1998)
Desde esta perspectiva, los nuevos modos de producción e intercambios de conocimientos
están creando problemas potenciales para las instituciones educacionales y de investigación
científica, las cuales si no cambian su enfoque corren el riesgo de verse envueltas en un
sistema que pierde constantemente relevancia para las necesidades técnicas, científicas y
también económicas. Es necesario replantear la cultura organizacional de las Universidades y

2

�crear estrategias que le permitan proyectarse en un mundo en rápido proceso de cambio,
dominado por tres tendencias dinámicas y complejas: -el desarrollo de las tecnologías de
información y comunicaciones, - la globalización y -el progreso científico y tecnológico.
En este contexto, la UNESCO ha realizado en París, entre el 5 y 9 de Octubre de 1998, una
Conferencia Mundial sobre Educación Superior en el Siglo XXI: visión y acción, con la
intención de responder a los desafíos que le presenta las transformaciones que conllevan el
surgimiento de nueva sociedad, donde el conocimiento se ha convertido en el factor más
importante de crecimiento

y de progreso y la educación en el proceso más crítico para

asegurar el desarrollo de una sociedad, con capacidad para generar y utilizar conocimiento,
de acuerdo a las nuevas formas sociales del espacio y del tiempo.
El Proyecto de Declaración, de la citada Conferencia, se expresa:
Artículo 7. Reforzar la cooperación con el mundo del trabajo y el análisis
y la previsión de las necesidades de la sociedad
a) En un contexto económico caracterizado por los cambios y la aparición de nuevos
modelos de producción basados en el saber y sus aplicaciones, así como en el
tratamiento de la información, deberían reforzarse y renovarse los vínculos entre
la enseñanza superior, el mundo de trabajo y otros sectores de la sociedad.

La construcción de capacidades para un desarrollo sustentable o sostenido, basado en el
conocimiento, es una de las acciones estratégicas que deberán encarar las Universidades, en el
siglo XXI, a través de los canales por los cuales se produce y se transmite el conocimiento: la docencia, la investigación y la biblioteca.

3

�2.- La sociedad del conocimiento
Para el mexicano Víctor Alvarez (1998),

los rasgos claves de

La sociedad del

conocimiento son:
•

Creciente inversión en capital humano

•

Aprender a aprender

•

Aprender toda la vida

•

El conocimiento como factor clave de producción

•

El conocimiento como el mejor negocio del momento

•

Desarrollo de poderosos medios para organizar y difundir información y
conocimiento

En los albores del siglo XXI, la economía depende cada día más del valor del
conocimiento. Por esta razón, las organizaciones estan conviertiéndose en gestionadoras de
“capital intelectual”, es decir que sus activos son cada día más inmateriales y están expresados
en la suma de ideas, conocimiento, información y experiencia.
La próxima revolución de la información se encuentra en una etapa muy
avanzada. .... No es una revolución de tecnología, máquinas, técnicas, software o
velocidad. Es de conceptos (Drucker, 1998).
Sin duda, el énfasis está dado en el aprovechamiento del conocimiento y en el desarrollo
de ideas innovadoras sobre la sabiduría como capital humano y no en la transmisión de
técnicas de almacenamiento.
El Informe sobre el Desarrollo Mundial 1998-1999, elaborado por del Banco Mundial,
aborda la temática del desarrollo desde el conocimiento y destaca dos tipos de conocimientos
que revisten importancia crítica para los países en desarrollo:

4

�1) Conocimientos sobre tecnología, o conocimientos técnicos, como los
relacionados con la nutrición, el control de la natalidad, la ingeniería de
programas informáticos y la contabilidad
2) Conocimientos sobre atributos, es decir,

sobre circunstancias o

características concretas, como la calidad de un producto, la laboriosidad
del trabajador o la solvencia de una empresa, factores todos de
importancia transcendental para la eficiencia de los mercados. Las
dificultades planteadas por la insufiencia de estos conocimientos reciben
el nombre de problemas de información.

Con respecto a las diferencias de conocimientos, el Informe señala, que estas no residen
en el volumen de conocimientos disponibles, sino en la capacidad de generarlos. Para reducir
las diferencias de conocimientos, los países en desarrollo deben tomar tres medidas
fundamentales:
1) La adquisición de conocimientos
2) La absorción de conocimientos
3) Comunicación de conocimientos.

En este nuevo modelo de sociedad, la universidad debe ser considerada como una
organización destinada no sólo a transmitir los conocimientos sino también a concebirlos,
difundirlos y aplicarlos para forjar el futuro.

3.- Las Bibliotecas Universitarias
Los criterios de excelencia exigidos, en la actualidad, a las Universidades se vinculan a la

5

�capacidad de acceso a la información científica, sobre todo en la confluencia de la generación
del conocimiento y las tecnologías de información Una biblioteca eficiente y actualizada,
fortalece el prestigio académico y es condición esencial para la investigación.

3.1.- El acceso a la información científica.
Para que la comunicación científica sea efectiva es necesaria la existencia de una política
de información científica encaminada a asegurar y garantizar una correcta transmisión y
difusión del conocimiento
Orna (1994) propone desarrollar un conjunto de acciones en la organización basado en:
•

La forma como la información se adquiere, registra y guarda

•

Como la información se usa y se acumula

•

La manera como las personas manejan la información, aplican sus
habilidades y cooperan entre ellas

•

La efectividad con que las actividades relacionadas con la información
contribuyen al logro de los objetivos de las organizaciones y los individuos

•

La forma como se usan las tecnologías de la información en todas estas
actividades

•

Los costos y beneficios que conllevan las actividades de la información

La infraestructura de información global brinda nuevas formas de acceder a los recursos y
abren nuevas posibilidades para reorganización de los servicios.
Las tecnologías de la información y comunicaciones ofrecen nuevos instrumentos a través
de los servicios de red, incluyendo las conferencias multimedias, el correo electrónico y la
obtención de los documentos virtuales entre otros.

6

�El crecimiento significativo del uso de INTERNET, debido a la reducción de los costos, la
mayor disponibilidad de las computadoras personales

y los protocolos

comunes de

comunicación, facilita a los investigadores el acceso a una información actualizada sobre
ciencia y tecnología y la comunicación con sus pares. Se necesita de una red de capacidad
avanzada y rápida, con un equipo idóneo de computación para las aplicaciones del software,
estas nuevas redes y servicios podrían ayudar a extender el alcance de información mundial y
permitir que muchos de los países en desarrollo se unan a la sociedad del conocimiento
Pero, además se debe poner énfasis en una gestión centrada en los contenidos de la
información científica producida a nivel nacional, la misma debe ser procesada y hacerla
disponible para su utilización.
La evaluación permanente de las necesidades de información de las personas y sus
cambiantes capacidades para usar información electrónica es sumamente importante para
obtener resultados satisfactorios. La formación de usuarios, más allá de las instrucciones en el
uso de la biblioteca, debe penetrar en los mecanismos del empleo efectivo de la información
para generar nuevos conocimientos.
El rol actual

del bibliotecario o especialista de información es localizar la pieza de

información relevante entre millones de documentos,

es decir la extracción selectiva de

documentos, o sea , separar el ruido de la información.
El crecimiento de la producción de la información, a través de los diferentes soportes se
hace imprevisible y de difícil control, es así como cada vez se requiere la implementación de
sistemas estructurados para seleccionar, organizar, almacenar y recuperar la información
deseada; permitiendo que la misma sea estudiada, discutida, aplicada e incorporada,
generando de esto modo,

nuevos conocimientos.

El cambio tecnológico afecta a las

bibliotecas universitarias y necesitan de nuevas formas de aprendizaje para el desarrollo de
capacidades.

7

�Este tema “Formación de Personal en la Educación Superior” ha sido debatido en el
marco de la Conferencia Mundial de Educación Superior (1998) y al referirse al personal
académico de apoyo de las bibliotecas y los centros de información expresa:
Las nuevas tecnologías requieren el dominio de técnicas y programas informáticos
recientes para buscar información y el desempeño de un nuevo cometido consistente
en ayudar a los usuarios de estos servicios de apoyo. Las fronteras entre las funciones
de los profesores y los encargados de asesorar a los estudiantes en la búsqueda de
información se desdibujan. Ambos ayudan a los alumnos a acceder al conocimiento
que se encuentra en otro lugar......”
En consecuencia, la integración de los nuevos recursos tecnológicos con los recursos
tradicionales de transferencia de la información, exige a las bibliotecas universitarias a:
!

Adaptarse a las nuevas formas de disponer y recuperar la información, tanto en los
que se refiere a soporte físico, ( utilización de nuevas herramientas: equipos de
computación, redes de comunicación, normas técnicas); como al contenido
(sistemas hipertextuales) para cubrir las necesidades de sus usuarios, en los
diferentes campos del conocimiento humano.

!

Garantizar la relevancia de los servicios bibliotecarios como apoyo al proceso de
generación y transmisión del conocimiento

!

Desarrollar acciones de integración y de articulación con otros profesionales,
sistemas o redes de información para suministrar una infraestructura
informacional adecuada exigidas por los investigadores, docentes y estudiante de
la Universidad.

3.2.- Las tecnologías de la información y comunicaciones
Las bibliotecas universitarias deben crear las condiciones idóneas para el aprovechamiento

8

�de las tecnologías de información y comunicaciones y utilizar sus propias estrategias para
reorganizar los recursos técnicos y humanos. Habrá que estudiar como las redes digitales de
comunicación y los servicios electrónicos están transformándolas, tomar decisiones acerca
de: -si se deben desarrollar o reconfigurar software del mercado nacional o si se deben
comprar productos y sistemas de fuentes externas. Las dificultades más significativas para una
utilización satisfactoria, de las tecnologías de información

están sintetizada en la siguiente

tabla:

Tabla extraída de: Credé, Andreas. Las sociedades de conocimiento... en síntesis: la tecnología de la
información para un desarrollo sustentable. Ottawa, CIID, 1998

En los últimos años, un alto número bibliotecas universitarias argentinas, a través de
FOMEC (Fondo para el Mejoramiento de la Calidad Universitaria), programa financiado por
el Banco Mundial, han incorporado tecnología, pero les falta desarrollar las capacidades
adecuadas para el aprovechamiento de todo su potencial. Las innovaciones van mucho más
allá que la mera rapidez en las comunicaciones, la automatización de las tareas o tomar solo
las tasas de uso

como un indicador efectivo.

9

La incorporación de tecnología debe ir

�acompañada por una capacidad de gestión adecuada al actual proceso de globalización y a la
función estratégica que en él desempeña la investigación científica, fuerza motriz de la
producción, difusión y utilización del saber.
Las bibliotecas universitarias deben que crear estrategias eficaces

para aprovechar el

potencial de estas tecnologías y lograr un mejor acceso y difusión de la información,

así

tendrán un mayor impacto entre los usuarios de la comunidad universitaria y facilitarán el
surgimiento de un desarrollo innovador basado en el conocimiento.
Una estrategia eficaz se fundamenta en:
•

Producir un cambio organizacional, que involucre un alto nivel de compromiso de
las autoridades universitarias con su biblioteca y una clara implementación de
planes y objetivos.

•

Redefinir del rol del profesional de la información, en las bibliotecas
universitarias, apoyado por oportunidades de aprendizaje permanente, que supere
el estricto marco técnico, para inscribirse en la sociedad del conocimiento.

•

Desarrollar

capacidades para evaluar los aspectos fuertes y débiles de las

diferentes alternativas de hardware y software y poder seleccionar las aplicaciones
específicas acordes con los proyectos de desarrollo
•

Incentivar nuevas coaliciones de recursos (consorcios) o crear estructuras de
cooperación, para facilitar el acceso a la información y minimizar los costos en la
adquisición de la literatura científica.

•

Involucrar a las Escuelas de Bibliotecología para que actualicen su currícula,
enmarcada en los nuevos modos de producción e intercambios de conocimientos,
las cuales sino cambian su enfoque, corren el riesgo de formar profesionales que
no respondan a las exigencias de la nueva sociedad .

10

�Las tecnologías de información y comunicaciones y sus aplicaciones facilitarán, pero
también limitarán el desarrollo de las bibliotecas universitarias, sino se crean las
oportunidades adecuadas que permitan desarrollar nuevas habilidades y capacidades. Es
fundamental que la Universidad sea el emisor preponderante de la circulación del saber al
servicio de las sociedades innovadoras del conocimiento.

4.-Consideraciones finales
Todas estas complejidades, propias de la sociedad del conocimiento, obligan a las
bibliotecas universitarias que el eje de su

gestión pasen por el potencial innovador, las

habilidades y las competencias del personal; orientada hacia la solución de los problemas
informacionales, fundamentado en el análisis de los contenidos de la información y la
difusión del conocimiento. Habrá que desaprender lo aprendido y crear las oportunidades
adecuadas

que permitan desarrollar

nuevas habilidades y capacidades. Administrar el

conocimiento requerirá de esfuerzos para registrar, sistematizar y compartir la información
Lo que distingue a la sociedad del conocimiento, no es la importancia del mismo, que
siempre la tuvo, sino el hecho mas destacado es que el conocimiento es, a la vez el principal
insumo y el producto principal de esta nueva sociedad global..
Los cambios característicos de la sociedad del presente, frente al nuevo escenario de la
globalización, requieren de las bibliotecas universitarias una transformación cultural a
través de:
!

procesos de capacitación permanente, que excedan los requerimientos tradicionales
de la formación de los bibliotecarios

!

re-ingeniería de los procesos adecuados a las nuevas tecnologías

!

la organización de nuevos y competitivos servicios de información, basados en la
necesidad real de los usuarios y en la difusión del saber .

11

�Será un desafío para las Bibliotecas Universitarias, gestionar el capital intelectual, junto a
una adecuado aprovechamiento de las tecnologías de la información y comunicaciones para
permitir a las Universidades participar en este nuevo modelo de sociedad, la sociedad del
conocimiento.

Sociedad del Conocimiento
• Creciente inversión en
capital humano.
• El conocimiento como
factor clave de
producción.
• Generación y uso
inteligente de la
información
Bibliotecas Universitarias
• Cambios insitucionales
Estrategias
Crear oportunidades
• Información científica
Reorganización de los
servicios
• Difusión del saber

Tecnologías de información
y comunicaciones
•
•
•

Documentos
electrónicos
Reingeniería de procesos
Desarrollo de
habillidadades y
capacidades

Figura 1. Interelación las Bibliotecas Universitarias y las Tecnologías de Información y Comunicaciones
para participar en la Sociedad del Conocimiento

Bibliografía consultada
ALVAREZ, Victor[on line]. Ponencia. La sociedad del conocimiento.
Consultado 5/4/99
(http://www.visionarios.reaccium.ve/ponencia/alvarezvictor/sld015.htm)

12

�BANCO MUNDIAL. Informe sobre el desarrollo mundial 1998-1999: El conocimiento
al servicio del desarrollo, Resumen. Washington, 1999

CASTELLS, Manuel.

La era de la información: economía, sociedad y cultura.

Madrid, Alianza Editorial, 1997. 3 v.

CREDE, Andreas; MANSELL, Robin Las sociedades de conocimiento... en síntesis:
la tecnología de la información para un desarrollo sustentable. Ottawa, CIID, 1998

CONFERENCIA MUNDIAL SOBRE EDUCACION SUPERIOR. ( 1998. París. FR)
. Proyecto de Declaración Mundial sobre la Educación Superior en el siglo XXI.
París, Unesco, 1998. 14 p.

CONFERENCIA MUNDIAL SOBRE EDUCACION SUPERIOR. (1998. París, FR).
La formación del personal de la Educación Superior: una misión permanente. París,
Unesco, 1998. 19 p.

CUOZZO, Gabriela. Los documentos electrónicos y su impacto en las Bibliotecas de
la Universidad Nacional de Córdoba. Trabajo presentado a la Cátedra de
Documentación de la Escuela de Bibliotecología y Documentación en su carácter de
docente adscripta. Córdoba, 1998

DRUCKER, Peter. El ascenso de la sociedad del conocimiento. Facetas (Washington
D.C.), no. 2, 1994, p. 13-18

13

�------------------------. La tecnología de la información se alista para

librar otra

batalla. Buenos Aires, La Nación, Domingo, 6 de setiembre de 1998, Pág 4 , Sección
8
FAVERO KRZYZANOWSKY, Rosaly. La biblioteca y la universidad en la era de
la información”: gestiones para la modernización e interacción con la comunidad
académica. Trabajo elaborado para la Conferencia Internacional de Bibliotecas de
Educación Superior de América Latina y el Caribe. 1996

HOWKINS, John, VALANTIN, Robert. El desarrollo en la era de la información:
cuatro escenarios mundiales para el futuro de las tecnologías de información y
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JORNADAS INTERNACIONALES EDUCACIÓN HOY Y MAÑANA. (1. 1998
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Educación, hoy ¿y mañana?. Facultad de Ciencias de la

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LAFUENTE LOPEZ, Ramiro.
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ORNA, E. Taking advantage of developments in the world information insdustry in
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�ORERA ORERA, Luisa, ed.

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15

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Se aborda la problemática originada por la acelerada evolución de las tecnologías de información y comunicaciones y los nuevos modos de producción de conocimientos. Desde esta perspectiva, se están creando problemas potenciales para las instituciones educacionales, las cuales sino cambian su enfoque corren el riesgo de verse envueltas en un sistema que pierde relevancia para las necesidades técnicas, científicas y económicas. . En este contexto, se analiza el rol de las bibliotecas universitarias en la sociedad del conocimiento, ligadas fundamentalmente a la sistematización y difusión de la información científica y a las innovaciones tecnológicas.</text>
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                    <text>INDICADORES DE QUALIDADE PARA O SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO:
UMA PROPOSTA DE APLICAÇÃO ÀS BIBLIOTECAS DO SIBI/USP
Ana Rita Junqueira Linguanotto (anarita@usp.br); Márcia Elisa Garcia de Grandi
(megrandi@usp.br); Maria Imaculada Cardoso Sampaio (isampaio@usp.br) – Bibliotecárias do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo – SIBi/USP. (Universidade de São
Paulo – Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – Av. Prof. Mello Moraes, 1721 – CEP 05508900 – São Paulo – SP – Brasil)

Resumo: Realiza um diagnóstico da situação atual do Serviço de Referência oferecido aos
clientes do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP), visando a
identificação de indicadores de qualidade na prestação desse serviço. A partir de referencial
teórico sobre a aplicação do conceito de qualidade em bibliotecas e serviços de informação,
elabora um questionário enviado a vinte e seis bibliotecas do Sistema e um segundo instrumento
dirigido aos clientes de seis bibliotecas, sendo duas de cada área do conhecimento: Ciências
Biológicas, Ciências Exatas e Ciências Humanas. A análise quantitativa e qualitativa dos dados
obtidos junto aos bibliotecários oferece um panorama dos serviços e produtos oferecidos aos
clientes do SIBi/USP. Obtém, também, um ranking dos indicadores de qualidade para o Serviço
de Referência e Informação do Sistema, a partir da priorização estabelecida pelos clientes das
bibliotecas analisadas. Propõe a adoção destes indicadores pelas bibliotecas do Sistema, no
sentido de aprimoramento da qualidade dos serviços de referência disponibilizados. Conclui que
a implementação dos indicadores de qualidade definidos através das necessidades e expectativas
dos clientes, permitirá uma adequação das bibliotecas do SIBi/USP ao conceito atual de foco
centrado no cliente, premissa básica para obtenção da qualidade e harmonia do Serviço de
Referência oferecido pelo Sistema.
1

Introdução
A progressiva transformação da sociedade atual, de um modelo industrial para a era da

informação, vem alterando o comportamento de pessoas e instituições, que são levadas a repensar
antigos paradigmas e atitudes, administrando conflitos e resolvendo problemas específicos de um
mundo virtualizado. A inserção completa das organizações nessa nova realidade está
condicionada à redefinição de suas missões, objetivos e metas, adequando seus papéis a esse
modelo atual, o da qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos clientes. As tendências
identificadas nessa nova forma de administração das organizações, cujo foco é voltado para a
satisfação do cliente, são percebidas, também, nos Serviços de Informação/Bibliotecas, os quais

1

�não poderiam manter-se indiferentes às mudanças exigidas pela nova era. Observa-se que
estratégias utilizadas nas organizações, tais como: adoção de padrões de qualidade dos
produtos/serviços, manutenção da produtividade e competitividade, estabelecimento de parcerias
que agreguem valor a ambas as partes e flexibilidade, são elementos perfeitamente aplicáveis aos
Serviços de Informação/Bibliotecas.
As facilidades de comunicação em rede e os novos suportes que armazenam a informação
exigem uma nova postura por parte de todos os profissionais diretamente envolvidos no
gerenciamento desse insumo da atualidade: a informação. Nesse contexto, o enfoque do serviço
deixa de ser a posse do documento físico e volta-se para o acesso à informação, o que pressupõe a
promoção de novos serviços aos clientes, a partir de uma postura pró-ativa que se antecipe à
demanda.
Se por um lado os recursos da moderna tecnologia de automação garantem a disponibilização
da informação de forma veloz e sem fronteiras, permitindo o acesso irrestrito às fontes nacionais
e internacionais, na outra vertente encontra-se a busca da qualidade como meta prioritária das
organizações modernas.
Diante das exigências impostas pela adoção das tecnologias de informação, ao lado dos novos
paradigmas da administração, surge a necessidade de se investir na modernização dos sistemas de
informação. Nesse contexto, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBi/USP), vem desenvolvendo um programa de ações tendo como meta a sua adequação ao
novo modelo.
Criado a partir da Resolução n. 2226, de 08.07.1981, da Reitoria da USP, o SIBi tem por
finalidade estabelecer a organização sistêmica das atividades desenvolvidas pelas bibliotecas da
USP. Compete ao DT/SIBi a coordenação técnica dos programas, diretrizes e procedimentos a

2

�serem adotados pelo Sistema (Universidade de São Paulo. Sistema Integrado de Bibliotecas,
1998).
O Projeto de Modernização das bibliotecas do SIBi/USP, iniciado em 1994 e cujo apoio
oferecido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) foi decisivo
para a sua implantação, dotou as bibliotecas do Sistema de um parque tecnológico moderno,
compatível com o desenvolvimento alcançado na área. Diante da evolução que o SIBi/USP vem
apresentando, torna-se necessário a implementação de indicadores que permitam atingir um
maior nível de qualidade nos serviços oferecidos aos clientes, compatível com o fortalecimento
do Sistema e em consonância com a sua missão de oferecer apoio às atividades de ensino,
pesquisa e extensão universitária.
2 Proposição
A disponibilização, cada vez maior e mais rápida, de novas tecnologias de recuperação da
informação vem causando forte impacto nas bibliotecas da USP. Se por um lado essas novas
ferramentas informacionais têm contribuído para a agilização do processos de busca da
informação e obtenção do documento, por outro lado, não se tem, ainda, o conhecimento
sistematizado de como esses serviços estão sendo oferecidos pelos bibliotecários e, nem tão
pouco, da forma como os clientes estão absorvendo e utilizando tais recursos.
A busca pela qualidade tem sido uma meta prioritária das organizações modernas, porém,
segundo Vergueiro, Carvalho, Reddy, (1998), “em países menos desenvolvidos esse interesse
ainda está em fase de amadurecimento” e “as organizações de serviços de uma maneira geral,
ainda não apresentam suficiente sensibilização para esse assunto”. Para que a qualidade passe a
ser uma realidade é necessário o empenho de cada um dos membros que atuam nas várias frentes
de uma equipe, pois esforços isolados já não conseguem efetivar nenhuma transformação nestes
tempos, onde o compartilhamento é condição fundamental para o sucesso de qualquer negócio.
3

�Nesse sentido, o presente estudo visa identificar os indicadores de qualidade na prestação do
Serviço de Referência aos clientes das bibliotecas do SIBi/USP, revertendo em sistematização e
melhoria dos serviços prestados e na implementação de novos serviços, observando-se a nova
forma de trabalho, exigida diante da evolução do Sistema.
O SIBi, por ser composto de 39 bibliotecas das diversas áreas do conhecimento, oferece
produtos e serviços diferenciados aos clientes, considerando o tipo de clientela ao qual são
destinados. Existem, também, diferenças em relação à disponibilização das tecnologias e mesmo
quanto às habilidades desenvolvidas para o uso das fontes informacionais, devido à
heterogeneidade da comunidade USP. Diante dessa diversidade e, tendo em vista as diferentes
abordagens e políticas educacionais e de pesquisa vigentes nas unidades e departamentos da USP,
a tarefa de implementar conceitos de qualidade nos serviços e oferecê-los aos clientes é muito
mais complexa, uma vez que, freqüentemente, esses (os clientes) não estão certos de suas reais
demandas de informação.
A necessidade de oferecer produtos e serviços de qualidade aos clientes, utilizando-se dos
sofisticados meios de comunicação e transferência da informação, levou à proposição deste
estudo, cujo objetivo é o estabelecimento de indicadores de qualidade na prestação do Serviço de
Referência e Informação oferecido aos clientes do SIBi/USP, revertendo em melhoria e
adequação dos serviços ora prestados, supressão daqueles não sintonizados com a demanda atual
e na implementação de novos serviços, observando-se a realidade onde a informação encontra-se
inserida.
Pretende-se identificar os produtos e serviços de referência oferecidos nas bibliotecas
selecionadas para o estudo, considerando suas características individuais, confrontar tais serviços
com a real necessidade da clientela para, na medida do possível, propor a sistematização para o

4

�conjunto das bibliotecas do Sistema, com o objetivo de obter a qualidade dos serviços dirigidos
aos clientes do SIBi/USP.
3 Revisão da Literatura
Para melhor definição da proposta do presente estudo, procedeu-se a um levantamento inicial
da literatura especializada sobre o estabelecimento de indicadores de qualidade para serviços de
informação. Com vistas a uma melhor sistematização do trabalho, optou-se pela apresentação dos
conceitos básicos de qualidade aplicados às bibliotecas, seguida de um relatório das pesquisas
sobre definição e aplicação de indicadores ou padrões de desempenho. Antes, porém, torna-se
importante conceituar alguns itens que, durante todo o percurso deste trabalho, permanecem
como objeto a ser perseguido na obtenção da qualidade dos produtos e serviços oferecidos:
necessidade de informação, expectativa e desejo do cliente.
A necessidade de informação pode ser caracterizada como a busca por produtos e serviços
imprescindíveis para o suporte às atividades de ensino, pesquisa e trabalhos acadêmicos.
Considera-se que a necessidade de informação não satisfeita é capaz de provocar perdas no
desenvolvimento das atividades acadêmicas da universidade. Um cliente pode não estar
absolutamente consciente de suas necessidades de informação, tendo dificuldades para explicitálas ao bibliotecário. Portanto, é de fundamental importância que a “linha de frente” da biblioteca
esteja capacitada a detectar, através de uma entrevista de referência bem conduzida, tais
necessidades reais, cuidando para não confundi-las com as expectativas que o cliente tem em
relação ao Serviço de Informação/Biblioteca, uma vez que essa expectativa sugere uma
antecipação à demanda da clientela, pois trata-se de um desejo consciente por um produto ou
serviço. Em verdade, a necessidade é mais difícil de ser detectada do que a expectativa ou desejo,
sendo que a primeira é sempre mais importante, pois uma vez não satisfeita pode resultar em
conseqüências negativas para o cliente. Adequando-se ao modelo de qualidade exigido
5

�atualmente, as bibliotecas devem procurar identificar a necessidade da clientela, deixando para
outra etapa o investimento nas expectativas e desejos que essa tem em relação aos produtos e
serviços oferecidos, ou que poderão ser ofertados.
3.1 Dos Estudos de Usuários ao Foco no Cliente: Considerações Iniciais sobre Qualidade nos
Serviços de Informação
Embora com variações, os conceitos de qualidade giram em torno da conformidade,
adequação ao uso e satisfação do cliente. Uma forma de entender o assunto é pensá-lo de forma
sistêmica, como a interação de três variáveis: o produto/serviço, o cliente e o uso. É da dinâmica
dessa interação, dentro da multiplicidade de possibilidades existentes, que surge a idéia de
qualidade.
A literatura especializada internacional vem apresentando um número crescente de
publicações sobre o tema da qualidade aplicada a Serviços de Informação. Não se pretende aqui
conduzir uma revisão exaustiva da bibliografia na área da qualidade em bibliotecas, mas sim
apontar seletivamente alguns trabalhos mais recentes e relevantes para a contextualização do
estudo proposto. Visa-se, também, a definição dos conceitos básicos que serão abordados para
melhor sistematização do trabalho.
Atestando o crescimento da literatura sobre qualidade, pode-se mencionar duas revisões
bibliográficas internacionais. A primeira, conduzida por Whitehall (1992) e a segunda, mais
recente, realizada por Boelke (1995), onde são arroladas 120 referências bibliográficas. Boelke
menciona as diferentes abordagens adotadas para discussão e aplicação do conceito da qualidade,
apontando os princípios e relatos de experiências da Gestão pela Qualidade Total (GQT).
Destacam-se os programas de implantação de qualidade desenvolvidos em diversas categorias de
bibliotecas. O autor aponta a diversidade dos projetos, que variam da aplicação do processo total
da qualidade, com foco no desenvolvimento organizacional e reorganização da biblioteca até a
6

�aplicação do processo em apenas um dos vários serviços da biblioteca. Boelke concentra sua
revisão na apresentação de experiências desenvolvidas nos Estados Unidos, mas menciona
também os principais programas empreendidos no Reino Unido, Dinamarca e Canadá.
Contemplando a literatura nacional, temos o artigo de Valls, Vergueiro, que apresenta uma
revisão bibliográfica sobre a gestão de qualidade em serviços de informação, destacando as
principais tendências observadas no desenvolvimento de programas em instituições brasileiras.
Segundo os autores, as contribuições analisadas confirmam “uma prática de aplicação pontual de
propostas ou técnicas específicas de GQT, sem que haja um compromisso efetivo com o
estabelecimento de um programa mais completo ou que, muitas vezes, essa limitação esteja
claramente colocada” (1998, p.55).
O levantamento inicial sobre qualidade em serviços de informação revela que o tema não
constitui uma novidade na área. Kinnell (1995) coloca a preocupação existente na década de 60
com a investigação sistemática sobre métodos de avaliação da eficiência dos diferentes processos
existentes dentro dos serviços da biblioteca. Macedo citado por Belluzzo menciona a iniciativa da
American Library Association (ALA) que, já em 1906, estabelecia os “Padrões Mínimos para
Sistemas de Bibliotecas Públicas”, onde aponta que “a qualidade do serviço bibliotecário depende
de pessoal adequado, acervo, facilidades físicas, recursos financeiros e equipamentos”, (1995,
p.124).
A década de 80 caracterizou-se pelo grande número de estudos de usuários, que buscava
qualificar os serviços oferecidos pelas bibliotecas aos seus clientes. Muito se discutiu sobre o
valor desses estudos como “instrumentos de planejamento de bibliotecários” (Kremer, 1984, p.
23), e de que forma poderiam contribuir para que os bibliotecários e o pessoal das bibliotecas
aprendessem, a partir das expectativas do cliente, como desenvolver produtos e serviços que

7

�viessem realmente ao encontro das necessidades de uma clientela, que acreditava-se não saber
utilizar os recursos oferecidos pelas bibliotecas.
Grandi (1982, p.8), antes mesmo dessa fase de euforia nos estudos de usuários, antecipava
que:
Além de esclarecer quanto à tomada de decisões, a avaliação constante do
funcionamento do sistema assegura aos administradores e responsáveis os
argumentos necessários para a legitimização da existência das bibliotecas
frente à comunidade que serve e junto à direção ou instituição a qual é
subordinada,
observando que um estudo de usuário elaborado com critérios e seriedade poderia, até mesmo,
tornar-se o instrumento capaz de justificar a própria existência do Serviço de Informação.
Observa-se atualmente uma diferença na abordagem dos temas ligados à qualidade e
percepção das necessidades dos clientes, que pode ser traduzida pela adoção de uma visão
holística da qualidade, com maior ênfase no papel do cliente (Kinnell, 1995). A adoção da
filosofia da qualidade pressupõe que o atendimento às necessidades, expectativas e desejos e dos
clientes deve ser a primeira motivação de todos no serviço de informação e que o sucesso deste
está condicionado à sua capacidade de organizar e promover atividades de forma competente e
flexível, de acordo com as demandas dos clientes (Macedo citado por Belluzo, 1995).
Em artigo sobre a satisfação do cliente em relação às bibliotecas universitárias, destaca-se a
tendência observada em vários trabalhos que apontam para um questionamento das definições
tradicionais sobre qualidade baseadas no tamanho e diversidade do acervo da biblioteca,
verificando-se que o fornecimento da informação sedimentado nas necessidades dos clientes
constitui uma medida mais eficaz da qualidade em bibliotecas universitárias (Andaleeb,
Simmonds, 1998).
A maior concentração de casos de desenvolvimento de programas de qualidade em
bibliotecas universitárias pode ser explicada por diversos fatores: redução cada vez maior das

8

�verbas destinadas a bibliotecas, aumento crescente do número de alunos, aumento no custo dos
materiais e expectativas cada vez maiores por parte do cliente (Kinnell, 1995). Andaleeb,
Simmonds (1998) mencionam as pressões competitivas provocadas pelas megabookstores,
fornecedores de informação online, serviços de fornecimento de documentos e outras fontes de
informação, o custo da educação superior, que leva a maiores exigências por parte dos estudantes
e as expectativas dos clientes, que variam de acordo com suas experiências com biblioteca.
A introdução das novas tecnologias de informação vem também provocando forte impacto
na formulação de políticas e implementação de novos serviços nas diferentes categorias de
bibliotecas e, em particular, nas bibliotecas universitárias. O acesso eletrônico à informação vem
exigindo uma re-orientação no papel tradicional da biblioteca, passando de fornecedora de
informação para facilitadora e educadora. Neste contexto, “a qualidade do fornecimento da
informação envolverá cada vez mais a assistência ao cliente para acessar materiais e informação
independentemente” (Kinnell, 1995).
Desta forma, torna-se cada vez mais premente a remodelagem das funções e estratégias dos
serviços de referência, perseguindo-se sempre a satisfação das necessidades dos seus clientes,
dentro dos padrões de excelência e qualidade.
3.2 Indicadores de Qualidade
A aplicação de conceitos de qualidade em serviços de informação envolve, prioritariamente,
o estabelecimento de indicadores que possam nortear a implementação e avaliação da gestão de
qualidade. Conforme destacam Valls, Vergueiro (1998, p.55):
Qualquer experiência efetiva de aplicação de conceitos de gestão da
qualidade total em serviços de informação deve ser alicerçada por um ponto
considerado fundamental: a identificação e manutenção de indicadores de
qualidade, destacando a variável de identificação das necessidades dos
clientes.

9

�A literatura especializada internacional e, em menor extensão, a produção nacional,
apresentam algumas pesquisas de identificação de indicadores de qualidade aplicáveis a serviços
de informação. Percebe-se, nos diferentes relatos, que existe na área a utilização de termos
diferentes para denominação de indicadores. Assim, “é comum falar-se aleatoriamente em
diretrizes, medidas, padrões ou indicadores de desempenho, sempre procurando fazer referência a
expressões objetivas que permitam avaliação dos serviços prestados” (Valls, Vergueiro, 1998,
p.56). Inicialmente colocados como alvos numéricos ou orientações quantitativas para avaliação
de serviços específicos, podem ser considerados atualmente como “critérios gerais de excelência
para todos os aspectos envolvidos nos serviços e produtos disponibilizados aos clientes”
(Vergueiro, Carvalho, Reddy, 1998, p.1).
Em 1988, a International Federation of Libraries Associations (IFLA) estabeleceu um Grupo
de Trabalho, para desenvolver diretrizes quanto à avaliação de desempenho em bibliotecas. Os
critérios estabelecidos para concretização do trabalho foram: concentração em bibliotecas
universitárias; inclusão de medidas de avaliação aplicadas em todos os países e tipos de
bibliotecas universitárias; avaliação da eficácia, não da eficiência; inclusão tanto de indicadores
gerais (ex. satisfação do cliente com a biblioteca como um todo), quanto de indicadores aplicados
a atividades específicas; concentração em indicadores orientados para o cliente. Após análise da
literatura existente sobre avaliação de desempenho, foram escolhidos 30 indicadores, reduzidos,
no final, para 14.
No documento proposto pelo Grupo, avaliação de desempenho é definida como “a
comparação entre o que a biblioteca está fazendo (desempenho) e aquilo que deve fazer (missão)
e quer atingir (metas)”. O desempenho é, portanto, definido pela maneira como a biblioteca está
atingindo seus objetivos, especialmente em termos das necessidades dos clientes, sendo
indicadores de desempenho “preceitos quantificados para avaliar e comparar o desempenho da
10

�biblioteca em relação à consecução de seus objetivos” (Boekhorst, 1995, p.279). São propostos
seis indicadores básicos de desempenho, subdivididos em itens mais específicos, os quais podem
ser aplicados na totalidade ou separadamente.
Em artigo sobre o novo Sistema de Administração de Eficácia de Desempenho da Biblioteca
da Universidade do Arizona são discutidas as etapas da implantação de um sistema de avaliação
de desempenho. Assim, padrões de qualidade são apontados como “expectativas específicas e
mensuráveis da qualidade desejável de algum serviço ou atividade. Eles definem o nível de
qualidade para o desempenho que uma equipe pensa ser apropriado para uma atividade ou
serviço específico, baseado nas expectativas e exigências correntes e futuras dos clientes”
(Russell, 1998, p.163). Outra medida de avaliação da qualidade em bibliotecas encontrada na
literatura internacional, está baseada nos critérios do Malcolm Baldrige National Quality Award,
prêmio norte-americano que visa o incentivo a programas de qualidade conduzidos tanto por
instituições lucrativas, quanto por instituições educacionais e da área de saúde.
Em 1992 foi desenvolvido um questionário detalhado que media as sete categorias,
modificado em 1994. A partir desta nova versão, é proposto um instrumento para aplicação do
processo de avaliação da qualidade em serviços de informação, composto por 56 questões
relacionadas às sete categorias do Prêmio Baldrige e a conceitos importantes do movimento da
qualidade (Ashar, Geiger, 1998).
No Reino Unido, destaca-se o trabalho conduzido pelo Commitee of Postgraduate Deans, em
colaboração com o NHS Regional Librarian’s Group, que vem desenvolvendo padrões mínimos
de serviço para bibliotecas na área de saúde, visando a avaliação e o credenciamento das
unidades de informação (British Postgraduate Medical Federation, s.d.).
Em nível internacional, temos também a proposta da ISO Standard 11620, que estabelece
indicadores de desempenho para bibliotecas. A primeira versão da norma, concluída em 1994,
11

�apresenta alguns indicadores, fornecendo definições e os critérios para o estabelecimento e
implementação dos mesmos.
Cullen, Calvert (1996) relatam estudo conduzido na Nova Zelândia sobre efetividade
organizacional em bibliotecas universitárias. O objetivo foi identificar dimensões de eficácia em
bibliotecas universitárias do país e examinar resultados paralelos com dimensões de eficácia
reveladas em outro estudo com bibliotecas públicas. Foram estabelecidos noventa e nove
indicadores e solicitado a priorização dos mesmos pelos profissionais atuantes nas bibliotecas
estudadas.
No Brasil, vem sendo desenvolvido uma pesquisa visando a identificação de indicadores da
qualidade aplicáveis às bibliotecas universitárias brasileiras, tendo como base indicadores
propostos por Cullen, Calvert. Segundo Vergueiro, Carvalho, Reddy, a identificação e aplicação
de indicadores de qualidade aos serviços e produtos das bibliotecas universitárias podem ser
vistos como uma estratégia potencialmente capaz de possibilitar a obtenção de objetivos
relacionados a práticas de trabalho e métodos gerenciais que tenham condições de responder, de
maneira rápida e eficiente, às demandas que são feitas pela sociedade (1998, p.2). Dessa maneira,
procedeu-se, inicialmente, à busca bibliográfica para posterior elaboração de uma lista de
indicadores considerados aplicáveis à realidade brasileira. A etapa seguinte foi dedicada à
constituição dos instrumentos de coleta de dados para a pesquisa, visando avaliar a adequação
dos indicadores selecionados (questionários para administradores dos serviços de informação e
clientes desses serviços, diferenciados pelas categorias de docentes e estudantes).
Analisando-se os trabalhos mencionados nesta revisão inicial, pode-se destacar a relevância
do estabelecimento de indicadores para os serviços de informação de maneira geral e,
particularmente, para as bibliotecas universitárias, objeto do presente estudo. Os diferentes
relatos, embora apresentando nuances em relação aos indicadores e padrões propostos, adotam
12

�pressupostos básicos relacionados à satisfação do cliente e excelência do serviço de referência e
provisão da informação. Evidencia-se, também, a importância da adoção de programas de
qualidade no Serviço de Referência, uma vez que este é o local onde, por definição, verifica-se o
contato direto com o cliente.
4 Metodologia
O estudo exploratório foi efetuado através de pesquisa de campo cuja amostra foi composta
por 26 bibliotecas do SIBi/USP, previamente selecionadas, e 235 clientes de seis bibliotecas
sorteadas, sendo duas de cada área do conhecimento, utilizando-se a mesma categorização
adotada pela Universidade. Os dados foram coletados a partir de questionários aplicados a
bibliotecários e clientes.
5 Resultados
Considerando-se a premissa básica dos conceitos de qualidade na prestação de serviços,
segundo a qual o foco deve ser voltado para as necessidades e expectativas do cliente, optou-se por
elencar os indicadores de qualidade a partir da priorização estabelecida pela clientela do estudo.
A análise dos dados relativos à priorização atribuída pelo cliente, possibilitou a obtenção
do ranking desses indicadores de qualidade, sistematizados, para efeito desse trabalho, dentro das
categorias estabelecidas de acordo com a natureza dos produtos e serviços oferecidos e que são
apresentados abaixo:
Indicadores de qualidade do Serviço de Referência do SIBi/USP, divididos por categoria
de produtos e serviços
•

Infra Estrutura

Comunicação visual (Sinalização)

73%

Salas de estudo individual

73%

Salas de estudo em grupo

72%

Local para o bibliotecário de referência

72%

13

�Computadores para uso pessoal do cliente

68%

Impressoras para uso pessoal do cliente

57%

Vídeo-cassete, TV, gravadores

53%

Leitoras/copiadoras de microfilmes

50%

Scanners para uso pessoal do cliente

45%

Ambiente próprio para capacitação

45%

•

Atendimento ao cliente

Bibliotecário em tempo integral

87%

Serviços disponíveis em tempo integral

82%

Bibliotecário em tempo parcial

35%

•

Capacitação do cliente

Treinamento na utilização dos recursos da Biblioteca

80%

Treinamento no uso das tecnologias de recuperação da informação 77%
Visitas orientadas

57%

Treinamento para normalização de trabalhos científicos

55%

Módulos inseridos em outras disciplinas da unidade

45%

Cursos dentro da grade curricular

42%

Educação a distância

32%

•

Acesso à Informação

Internet

83%

Mural

73%

Coleção de obras de referência em seus vários suportes

73%

Acesso a bases de dados com intermediação do bibliotecário

72%

Levantamentos bibliográficos sob encomenda

72%

Home page da Biblioteca

72%

Exposição de novas aquisições

72%

Acesso a bases de dados sem intermediação do bibliotecário

68%

Guias, folhetos informativos e manuais

68%

Boletim de novas aquisições

68%

Divulgação de eventos

68%

14

�Correio eletrônico

65%

Bibliografias especializadas editadas pela Biblioteca

57%

Sumários correntes

55%

Disseminação Seletiva da Informação

52%

•

Acesso ao Documento

Empréstimo local

83%

Localização de material em outras Bibliotecas

78%

Empréstimo entre bibliotecas (País)

77%

Obtenção de cópias de documentos em outras bibliotecas(País)

75%

Reserva de material pessoalmente

75%

Coleção de reserva ou didática

72%

Renovação de empréstimo pessoalmente

72%

Obtenção de cópias de documentos em outras bibliotecas(Ext.)

65%

Serviço de reprografia

65%

Renovação de empréstimo por telefone ou meio eletrônico

63%

Reserva de material por telefone ou meio eletrônico

62%

Empréstimo entre bibliotecas (Exterior)

52%

Entrega de material a pedido

45%

6 Conclusões
A revolução do final do século XX, provocada pela tecnologia da informação, tem
alterado o comportamento das organizações, causando tensões e exigindo transformações,
através da participação pró-ativa, ágil e eficaz de todos os envolvidos no processo. Nesse
contexto, torna-se imperativo a mudança de paradigmas (conjunto de crenças ou premissas
sobre o que se julga verdadeiro), com o objetivo de comprometer as pessoas com a verdadeira
missão da empresa.
Os Serviços de Informação, enquanto atores principais desse ato de transformação, não
podem manter-se isolados desse processo, onde o valor do negócio é proporcional à sua
competitividade. O foco da biblioteca centrado no cliente exige um novo estilo gerencial,

15

�caracterizado pelo estímulo à excelência pessoal, através do equilíbrio entre a aprendizagem
particular e coletiva, pelo pensamento sistêmico integrando horizontal e verticalmente a
empresa, pela visão e gestão compartilhadas, pelo relacionamento informal e busca
continuada da comunicação em todos os níveis. Nesse novo estilo gerencial em que as
bibliotecas estão sendo inseridas, o planejamento estratégico das atividades está sendo
incorporado à rotina dos serviços de informação, como pode ser observado pelas respostas
dos bibliotecários do SIBi/USP, que afirmaram estar desempenhando atividades relativas ao
planejamento, tais como: diagnóstico das necessidades reais do cliente antes da
implementação de novos serviços (68%), estabelecimento de plano de ação para a
implementação de novos serviços (91%), monitoramento dos serviços oferecidos (82%) e
conhecimento e utilização de princípios de gestão de qualidade e marketing de serviços
(76%). A priorização desses indicadores foi mais representativa entre os bibliotecários da área
de Ciências Biológicas e Exatas, do que na área de Humanas.
A avaliação qualitativa dos produtos e serviços vem ganhando relevância para os
bibliotecários. Nem sempre o que é oferecido pelas bibliotecas atende às expectativas do
cliente, e é nesse sentido que a avaliação aparece, detectando as reais necessidades da
clientela. Os meios de avaliação disponíveis nas bibliotecas da USP requerem maior
investimento por parte das equipes gerenciais e técnicas, pois enquanto atividade
imprescindível na obtenção da qualidade, apresentou um desempenho insatisfatório nas
respostas das bibliotecas. A Comissão de Biblioteca com representação discente, essencial
fórum avaliador das atividades das bibliotecas, aparece com 64% da freqüência, e o processo
de avaliação permanente através de formulários disponíveis no local da referência foi
apontado como forma de avaliação por apenas 36% das bibliotecas. A caixa de sugestões,
meio simples para se ouvir a opinião dos clientes, recebeu 62% da freqüência das respostas,
16

�quando todas as bibliotecas deveriam oferecer esse meio de avaliação, uma vez que trata-se
de um item previsto na Lei nº 10.294, de 20 de abril de 1999, que dispõe sobre proteção e
defesa do usuário do serviço público do Estado de São Paulo. Outra valiosa forma de medir a
qualidade dos serviços é o processo de avaliação dirigido a grupos específicos de clientes,
empregada por apenas 40% do universo estudado.
Em questão aberta que constava do questionário dos clientes foi perguntado quais meios
de avaliação a biblioteca disponibiliza para o feed back da clientela, sendo a caixa de
sugestões mencionada 31 vezes. Considerando-se a natureza da pergunta que pressupõe o
conhecimento das formas de avaliação e lembrança de seus respectivos nomes, o item pode
ser considerado como importante veículo de comunicação entre a biblioteca e seus clientes.
Respondendo à mesma questão, 41 clientes informaram ser a comunicação pessoal com a
equipe da biblioteca importante meio de avaliação dos serviços.
Na opinião dos bibliotecários o E-mail aparece como a forma de avaliação mais utilizada
pela Biblioteca, contando com 96% das respostas positivas. A análise dessa categoria de
indicadores permitiu detectar que as bibliotecas necessitam mudar suas posturas em relação à
avaliação de produtos e serviços, pois já não há lugar apenas para avaliações quantitativas,
como por exemplo as estatísticas, uma vez que esse tipo de avaliação não mede o
desempenho da biblioteca em seus diversos níveis.
O lugar reservado para o bibliotecário de referência foi apontado como item constante de
91% das bibliotecas pesquisadas, o que reafirma a importância de se contar com espaço
estrategicamente planejado para o bibliotecário que trabalha no atendimento, onde as
entrevistas de referência possam se desenrolar naturalmente e de forma profissional. A
comunicação visual da biblioteca foi outro item que apareceu em 91% das respostas positivas,
confirmando a relevância de se facilitar o acesso do cliente aos diversos ambientes da
17

�biblioteca através de sinalização cuidadosa. A adequação do ambiente da biblioteca aos
clientes precisa receber maior atenção dos bibliotecários, pois apenas 48% do universo
pesquisado declarou contar com salas de estudo individual e 59% com salas para estudo em
grupo. O ambiente próprio para capacitação do cliente no uso das tecnologias de recuperação
da informação necessita maior preocupação por parte dos bibliotecários, pois embora sendo a
atividade de capacitação do cliente uma das atividades que mais tende a crescer, observandose o avanço das tecnologias de informação, o indicador foi apontado como recurso por 54%
das bibliotecas. Apesar da existência de leis estaduais que garantem o acesso de deficientes a
todos os ambientes, somente 59% da amostra afirmaram contar com instalações adequadas
para essa categoria de clientes.
Embora a presença do bibliotecário em tempo integral no atendimento seja um fator de
diferenciação na qualidade dos serviços oferecidos, apenas 69% das bibliotecas afirmaram
contar com profissionais disponíveis no SR durante todo o horário de funcionamento da
biblioteca. Quando perguntado aos clientes sobre a importância do bibliotecário em tempo
integral no atendimento, 87% apontaram ser imprescindível a presença do profissional no
auxílio às suas questões de referência. A opinião dos clientes, em relação aos serviços
oferecidos em tempo integral, também superou a dos bibliotecários.
Ainda que atividade recente oferecida pelas bibliotecas, uma vez que a sofisticação dos
treinamentos no uso das tecnologias de recuperação da informação figuram há pouco tempo
na rotina das bibliotecas, o item foi apontado por 78% do universo estudado. Já a capacitação
informal é oferecida por 91% da amostra, reafirmando a necessidade de se instruir os clientes
no uso das novas tecnologias. Há muito fazendo parte dos serviços oferecidos pelas
bibliotecas, o treinamento formal e informal no uso dos recursos da biblioteca foi confirmado
por 91% da amostra de bibliotecários.
18

�A análise da categoria de indicadores relativa à capacitação do cliente denota
preocupação das bibliotecas em auxiliar a clientela na obtenção de habilidades de informação,
demonstrando o conhecimento dos bibliotecários do Sistema em relação às dificuldades de se
operar no mundo eletrônico, onde a informação encontra-se inserida atualmente.
Em consonância com a demanda atual, 100% das bibliotecas oferecem acesso à
informação via Internet, enquanto 87% prestam serviços através do correio eletrônico. Este
tem se revelado um eficiente meio de acesso à informação, pois trata-se de um recurso barato
e rápido, tornando-se uma alternativa, em relação ao serviço postal via correio, ou mesmo o
telefone; as bibliotecas da USP detectaram essa tendência e estão oferecendo serviços nesse
ambiente.
Um importante fator de qualidade no acesso ao documento é o livre acesso ao acervo,
legitimado pela concordância de 100% das bibliotecas. A comutação bibliográfica no país e o
empréstimo local, também são oferecidos por 100% do universo estudado. Pode-se observar
na análise dos dados, que os clientes das bibliotecas do SIBi/USP têm o acesso ao documento
garantido por diversos meios disponibilizados pelas bibliotecas.
As bibliotecas concordaram que a normalização e editoração de documentos são
importantes serviços a serem oferecidos, por outro lado, a promoção e participação na
organização de eventos são atividades pouco desenvolvidas pelas bibliotecas.
O diagnóstico da situação atual do SR oferecido pelas bibliotecas do SIBi/USP permitiu
detectar que mudanças e adaptações em alguns serviços e produtos necessitam ser
implementadas, com vistas a obtenção da qualidade e a harmonia necessária ao Sistema,
sendo que a área de Ciências Humanas demanda maiores investimentos do que as de
Biológicas e Exatas.

19

�A etapa que segue à identificação dos produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas
constituiu-se de consulta à clientela visando a priorização desses produtos e serviços. O
resultado dessa priorização permitiu o estabelecimento de indicadores de qualidade que,
acredita-se, deverão nortear as futuras ações no sentido de aprimorar os serviços de referência
disponibilizados pelas bibliotecas do Sistema.
Outros estudos poderão dar continuidade a esta proposta, adaptando ou identificando
outros indicadores de qualidade, de acordo com as necessidades específicas das diversas
Bibliotecas e Serviços de Informação.

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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21

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Realiza um diagnóstico da situação atual do Serviço de Referência oferecido aos clientes do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP), visando a identificação de indicadores de qualidade na prestação desse serviço. A partir de referencial teórico sobre a aplicação do conceito de qualidade em bibliotecas e serviços de informação, elabora um questionário enviado a vinte e seis bibliotecas do Sistema e um segundo instrumento dirigido aos clientes de seis bibliotecas, sendo duas de cada área do conhecimento: Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Ciências Humanas. A análise quantitativa e qualitativa dos dados obtidos junto aos bibliotecários oferece um panorama dos serviços e produtos oferecidos aos clientes do SIBi/USP. Obtém, também, um ranking dos indicadores de qualidade para o Serviço de Referência e Informação do Sistema, a partir da priorização estabelecida pelos clientes das bibliotecas analisadas. Propõe a adoção destes indicadores pelas bibliotecas do Sistema, no sentido de aprimoramento da qualidade dos serviços de referência disponibilizados. Conclui que a implementação dos indicadores de qualidade definidos através das necessidades e expectativas dos clientes, permitirá uma adequação das bibliotecas do SIBi/USP ao conceito atual de foco centrado no cliente, premissa básica para obtenção da qualidade e harmonia do Serviço de Referência oferecido pelo Sistema. </text>
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                    <text>GRUPOS DE INTERESSE E QUALIDADE NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Sueli Maria Goulart Silva
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central

Campus A. C. Simões - Tabuleiro do Martins
57072-970 - Maceió - AL
Tel. (82) 214.1461
e-mail: sueli@sibi.ufal.br

End. residencial:
R. Hélio Pradines, 723/702
57035-220 - Ponta Verde - Maceió - AL
Tel. (82) 231.3075
e-mail: sueligoulart@uol.com.br

1

�Resumo: Assim como nas demais organizações de prestação de serviços, a questão da
qualidade vem ganhando destaque também nas bibliotecas universitárias, especialmente no
que se refere a estabelecimento de padrões e indicadores capazes de avaliar seu desempenho e
a

satisfação de seus

usuários. Além disso, estudos caracterizando perfis e demandas

informacionais de grupos específicos sugerem uma preocupação constante com o cliente e a
perspectiva de direcionar ações para atendê-lo. No entanto, a ação organizacional não ocorre
somente na interação entre os prestadores de serviços e seus usuários. Outros indivíduos e/ou
grupos interferem no processo e contribuem para estabelecer, no âmbito organizacional, os
objetivos a serem alcançados. Estes se constituem na própria razão de ser das organizações,
que são criadas em torno de objetivos, reúnem pessoas e outros recursos para atingi-los,
levando alguns autores a estabelecer uma relação direta entre objetivos e excelência de
desempenho. Por outro lado, se as organizações carecem de objetivos, apenas os indivíduos os
possuem. Dessa forma, para analisar os objetivos organizacionais é necessário partir-se da
ação dos indivíduos que, de forma coletiva, irão concretizá-los ou não, configurando os
objetivos operativos. Estes representam a ação concreta dos indivíduos ou grupos,
independente do que afirmam os documentos oficiais da organização. As bibliotecas
universitárias, subsistemas de organizações complexas como são as universidades, estão
sujeitas à ação dos indivíduos e grupos que com elas se relacionam, disputando com outras
unidades a distribuição de recursos e construindo, assim, um conceito de qualidade que
retrata o desejo e os interesses dos grupos ou coalizões dominantes, no contexto global da
organização. Caraterizados por suas fontes e bases de poder, os grupos interferem nas ações
organizacionais estabelecendo coalizões capazes de priorizar objetivos mais diretamente
relacionados a seus interesses.

2

�Eixo temático: Gerência da biblioteca universitária.

GRUPOS DE INTERESSE E QUALIDADE NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

1 INTRODUÇÃO
A disseminação da qualidade entre as organizações vem ocorrendo desde a década de
50, quando a indústria japonesa passa a adotar programas e métodos em busca de maior
efetividade e competitividade para seus produtos no mercado internacional. O sucesso dessa
estratégia concretiza-se com a invasão do mercado automobilístico dos Estados Unidos pelo
Japão no início dos anos 80, despertando o interesse das empresas ocidentais para o
“movimento pela qualidade”. Formalizado em programas estratégicos e prescritivos, o
movimento tem, entre seus primeiros e principais teóricos, W. Edwards Deming, Philip B.
Crosby, Joseph M. Juran e A . V. Feigenbaum que fundamentam e contribuem para a
disseminação dos conceitos e dos programas de gerenciamento da qualidade total (total
quality management) - TQM - fundamentalmente nas organizações privadas.
Embora tenha-se originado na indústria manufatureira e desenvolvido diversos
instrumentos de mensuração e avaliação aplicáveis à produção de bens, o TQM também é
adotado pelas organizações de prestação de serviços, não só pela representatividade
econômica do setor de serviços em si, mas pelo impacto que os serviços têm sobre os demais
setores produtivos. Considerando-se a qualidade na perspectiva de atendimento às exigências
do cliente (Oakland, 1994), verifica-se uma relativa dificuldade na adoção de processos de
mensuração e avaliação de conformidade, devido ao caráter fluido do serviço: em muitos
casos, produção e consumo ocorrem simultânea e instantaneamente, há interação pessoal

3

�entre produtor e consumidor, envolvendo inclusive questões comportamentais no processo de
avaliação da satisfação dos clientes (Swiss, 1992). Apesar disso, o alto impacto do setor de
serviços sobre a economia dos países - no Brasil representam 50% do PIB (Kanitz, 2000) - e a
competitividade gerada pela desregulamentação e abertura dos mercados nacionais - nos
Estados Unidos, em 1996, representaram 39% das exportações de bens (CAMINHO..., 1997)
- fazem com que as organizações de serviços busquem formas de melhorar desempenho,
eficiência e eficácia como recurso estratégico para garantir sua sobrevivência e crescimento.
Daí a disseminação dos programas formais de qualidade, a adoção da série de normas ISO
9000 na criação e gerenciamento de sistemas de qualidade bem como a busca pela
certificação também entre as organizações desse setor.
Independentemente da adoção de programas formais, a questão da qualidade dos
serviços se inseriu definitivamente nas organizações públicas brasileiras, especialmente após a
reestruturação do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade - PBQP - em 1996 e sua
integração ao Plano Diretor da Reforma do Estado, estabelecendo o Programa da Qualidade e
Participação na Administração Pública - QPAP- e o Programa Reestruturação e Qualidade no
Poder Executivo Federal - RQ (Brasil. Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, 1996 ;
Brasil. Ministério da Administração e Reforma do Estado, 1997).
Embora pouco disseminada como programa formal entre as bibliotecas universitárias,
a qualidade permeia toda a ação para implementação e avaliação de serviços, considerando-se
que a pesquisa em biblioteconomia desenvolve, já há algumas décadas, estudos de usuários,
onde são caracterizadas as necessidades e demandas informacionais de grupos específicos.
Em analogia aos programas de qualidade, isso sugere uma preocupação constante com o
cliente e a perspectiva de direcionar ações para atendê-lo. Realiza também diversos estudos
sobre estabelecimento de padrões para planejamento e avaliação de bibliotecas, indicando

4

�preocupação com a melhoria da qualidade e produtividade dos serviços e produtos de
informação.
Entre as bibliotecas universitárias há, naturalmente, uma significativa identidade
funcional que, partindo dos objetivos oficiais enunciados, as leva a atuar de modo
homogêneo, permeadas igualmente pelo discurso sobre a importância e a prioridade das
bibliotecas para a vida acadêmica. Apesar disso, o diagnóstico situacional das bibliotecas
universitárias realizado por Tarapanoff, Klaes, Cormier (1996), indica que: “há mais de 20
anos os bibliotecários brasileiros se reúnem, discutem problemas, propõem recomendações
para solucionar os problemas identificados; entretanto, na maioria das vezes, tais
recomendações não têm sido implementadas e problemas se repetem cumulativamente”.
Inferindo-se que há, nas bibliotecas universitárias brasileiras, tanto capacidade de
análise como interesse em prestar serviços de qualidade, propõe-se inserir, na análise da
questão da qualidade, a influência dos grupos intra e extra-organizacionais que, por meio de
seus objetivos operativos, definem efetivamente a ação organizacional.

2

QUALIDADE

E

AÇÃO

ORGANIZACIONAL

NAS

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS
No âmbito das universidades, a biblioteca constitui-se numa organização social
prestadora de serviços (Tarapanoff, 1982) que, em decorrência de suas funções e objetivos,
representa um subsistema da organização maior,

igualmente afetada por quaisquer

modificações sobre essas, exigindo reações do mesmo nível para superação dos desafios.
Como nas demais organizações, entre as estratégias de superação está a busca pela melhoria
de desempenho e de resultados capazes de justificar e avalizar a demanda por recursos na
tentativa de sobreviver dentro de um determinado padrão de qualidade. Na definição dessas

5

�estratégias fica

implícita a percepção de qualidade dos diversos atores organizacionais

envolvidos no processo de produção e consumo de serviços informacionais.
Para a biblioteconomia o conceito e a possibilidade de qualidade parecem estar
tradicionalmente ligados a dois fatores fundamentais. O primeiro refere-se à importância e à
disseminação de estudos de usuários, procurando identificar perfis, demandas e adequação da
oferta de serviços. O segundo diz respeito ao estabelecimento de padrões, como os propostos
pela American Library Association - ALA – em 1966 ou aqueles apresentados no trabalho de
Carvalho (1981) apontando a necessidade e urgência de estabelecimento de padrões para as
bibliotecas universitárias brasileiras, de modo a subsidiar a avaliação e o planejamento de
serviços e coleções, em parâmetros relativos às unidades prestadoras de serviços de alta
qualidade.
A partir da década de 90, começam a surgir trabalhos relacionando diretamente
qualidade em bibliotecas com processos de gestão. Mackey, Mackey (1992) propõem a
adequação dos 14 princípios de Deming às bibliotecas, enfatizando a necessidade de adoção
do TQM como método eficaz para a melhoria dos serviços bibliotecários. Relacionando
qualidade à satisfação dos clientes e à necessidade do comprometimento primordial dos
dirigentes Taylor, Wilson apud Belluzzo, Macedo (1993), afirmam ser imprescindível a
qualificação do administrador da biblioteca. Estabelecem uma relação de dependência entre a
excelência dos serviços e a imaginação, desempenho e habilidades administrativas do
bibliotecário, responsável não somente por promover a qualidade do serviço, como também
por “insistir na qualidade de desempenho de seus subordinados e acionar efetivamente a
organização para que os recursos necessários à garantia de qualidade do trabalho sejam
oferecidos”.

6

�Teses e dissertações começam também a ser defendidas enfocando a temática da
qualidade em bibliotecas universitárias, seja no aspecto da formação de recursos humanos
(Belluzzo, 1995), seja no aspecto do processo de comunicação como pressuposto básico da
qualidade e capacidade de integração da biblioteca com seu ambiente (Müller, 1993). Relatos
de experiências de adoção de programas formais de gestão da qualidade em bibliotecas ou
serviços de informação no Brasil começam a surgir em 1994, e especificamente em
bibliotecas universitárias, contam-se até 1997, apenas dois: a experiência do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais e o da Rede de Bibliotecas da
Universidade Estadual Paulista. (Vergueiro, Belluzzo, 1997).
Trabalhos como os de White, Abels (1995) e Seay, Seaman, Cohen (1996) analisam e
relatam o uso de instrumentos de mensuração de qualidade em serviços bibliotecários
baseados na percepção dos usuários, adaptados e/ou derivados do SERVQUAL, instrumento
originado da definição de um modelo conceitual de qualidade em serviços apresentado por
Parasuraman, Zeithaml, Berry (1985). A literatura da administração e gestão da qualidade, no
entanto, indica a necessidade de inclusão de outros componentes para análise, quando afirma,
por exemplo, que o cliente não é a melhor fonte de informações para determinar quais
serviços ou produtos lhe serão úteis no futuro (Deming, 1990). Indica, igualmente, a
necessidade de um envolvimento geral e constante de toda a organização, partindo do seu
primeiro ou maior responsável (Townsend, Gebhardt, 1991; Oakland, 1994).
Pritchard (1995), em artigo sobre o estabelecimento de benchmarks para bibliotecas,
afirma ser fundamental o conhecimento não somente da missão da biblioteca como também
da instituição que a abriga, entendendo e interagindo com os objetivos desta, analisando a
correspondência e o grau de inter-relacionamento dos objetivos locais e dos objetivos mais

7

�amplos de toda a organização para, somente depois, estabelecer mecanismos de coleta de
dados e medição para avaliação da qualidade dos serviços.
Tendo a qualidade tornado-se um tema de grande relevância para as empresas em
geral, estudiosos da área de teoria das organizações iniciaram estudos, aprofundando esta
questão para além dos resultados obtidos na adoção de programas formais ou tentativas de
adaptação aos setores públicos e de serviços, pois que há organizações onde a definição de
clientes não é precisa ou adequada (como no caso de prisões) e há também inúmeras
organizações que, embora não adotem programas formais de gerenciamento da qualidade,
têm dirigido seu foco de atenção para a satisfação de clientes/consumidores/usuários e para a
melhoria do desempenho organizacional em outra perspectivas que não a da maximização de
lucros financeiros. Este parece ser o caso das bibliotecas universitárias brasileiras, cuja
tradição revela a preocupação constante com os usuários e a excelência de seu desempenho
organizacional, muito embora esses usuários não detenham poder de influência suficiente e
tampouco as bibliotecas sejam unidades autônomas dentro das instituições que as abrigam.
Vieira, Carvalho (1999) sugerem a introdução da variável objetivos operativos, conforme
definidos por Perrow, apud Hall, 1984), por meio da qual seria possível identificar, na ação
concreta dos grupos organizacionais, sua decorrente percepção de qualidade.
Como um subsistema da organização maior, as bibliotecas estão entre as unidades
responsáveis pelo apoio direto à missão básica da universidade, capazes que são de contribuir
na produção de resultados essenciais para sua sobrevivência institucional. Nesse sentido, a
ação dos grupos, por meio de seus objetivos operativos, pode definir a ação organizacional
nas bibliotecas universitárias. Como espaços de inter-relacionamento da comunidade
acadêmica em todos os seus níveis - dos alunos e professores aos técnicos e dirigentes das
diversas unidades - as bibliotecas estabelecem relações que vão do apoio ao ensino à

8

�disseminação da produção científica local, incluindo as relações de dependência
administrativa e financeira. Caracterizando os grupos de interesses constituídos em torno do
serviço bibliotecário e analisando seus objetivos operativos, é possível identificar a percepção
de qualidade desses grupos, pois que este conceito tem uma conotação valorativa, a qual os
indivíduos dominam e empregam cotidianamente em suas atividades.

3 GRUPOS DE INTERESSE E OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS
Embora a definição da clientela seja factível nas bibliotecas, a avaliação da
qualidade dos serviços exclusivamente mediante a verificação da satisfação dos clientes
fica prejudicada em função do desconhecimento do potencial de oferta e do monopólio
exercido por essas dentro das universidades. A especialização, a diversidade dos serviços
e as rápidas transformações impostas especialmente pelo desenvolvimento de novas
tecnologias de comunicação e informação podem não estar sendo adequadamente
acompanhada pelos usuários. Por outro lado, formalizadas na estrutura das universidades,
as bibliotecas universitárias ou sistemas de bibliotecas se constituem em monopólios na
prestação de serviços informacionais para o ensino e a pesquisa na medida em que
concentram recursos humanos e financeiros, conduzindo a política de aquisição de
coleções e a política de acesso à informações, eventualmente com a participação de
comitês ou colegiados de membros da comunidade universitária. Ao mesmo tempo estão
inseridas num contexto de disputa e concorrência por recursos juntamente com outras
unidades acadêmicas e administrativas. Apesar dos avanços representados por novas
formas de estruturação, especialmente a subordinação direta ao Reitor (Mercadante,
1990), as bibliotecas universitárias brasileiras têm limitado poder de decisão pois, na

9

�grande maioria, não são unidades orçamentárias, não gerenciam recursos financeiros que,
na maior parte das vezes, são exclusivamente para material bibliográfico.
Diferentemente do que pressupõem os programas formais de qualidade total onde
a definição de qualidade seria tomada como um conceito universal,

de um bem

auto-evidente, em busca do qual todos os componentes de uma organização trabalhariam,
Vieira (1997) indica a importância que as questões relativas a poder e objetivos têm
sobre a percepção de qualidade dos grupos organizacionais.
De acordo com Etzioni (1967) as organizações possuem objetivos para os quais
direcionam seus recursos e através dos quais buscam legitimar-se e alcançar situações
desejadas. Young (1977, p. 118) considera que os objetivos organizacionais “constituem os
critérios utilizados na escolha entre soluções alternativas”, confirmando sua centralidade
para determinação da ação organizacional. No entanto, as organizações não se constituem em
unidades abstratas, independentes e impessoais. Como produtos da interação de indivíduos e
grupos e desses com o ambiente, as organizações, embora careçam de objetivos, os têm
definidos em decorrência dessas interações, pois só os indivíduos têm objetivos (Perrow, 1972
; Marinho, 1990). Dessa forma, para analisar os objetivos organizacionais é necessário
partir-se da ação dos indivíduos que, de forma coletiva, irão concretizá-los ou não,
configurando os objetivos operativos, que “designam os fins buscados através da política
efetiva de operação da organização (...) independentemente do que as metas oficiais afirmam
ser seus objetivos” (Perrow, apud Hall, 1984, p. 199). Para este autor, os objetivos oficiais são
os declarados pelos executivos, aqueles descritos em documentos formais e que normalmente
são amplos o suficiente para sinalizar o papel que a organização desempenha na sociedade. Já
os objetivos operativos estão mais ligados aos interesses de grupos, podendo ter uma relação
mais ou menos próxima dos objetivos oficiais.

10

�Sendo os objetivos operativos aqueles que irão nortear o comportamento da
organização e considerando-se que são definidos por indivíduos ou grupos é necessário
entender-se como se estabelecem, pois é evidente que há diversidade de interesses entre
indivíduos ou grupos, gerando conflitos que serão mediados pelas relações de poder. Por isso,
Vieira, Carvalho (1999, p. 136) relacionam a formação dos objetivos operativos “aos
interesses, tarefa e poder do grupo dominante dentro da organização”, ressalvando que o
grupo dominante depende de outros grupos para realizá-los, provocando mudanças, limitações
ou condicionamentos nos objetivos definidos. Marinho (1990, p.14), concluindo das
proposições de Perrow, afirma que os objetivos organizacionais são “o resultado da atuação
daqueles grupos que assumem, dentro dela [organização], a responsabilidade de solucionar
as suas mais cruciais tarefas”. Neste sentido, grupos de interesse e poder representam
elementos fundamentais na análise dos objetivos organizacionais.
Para Bobbio, Matteucci, Pasquino (1991, p. 563) “um interesse existe quando se
produzem certas atividades tendentes a satisfazê-lo”, o que permite estabelecer relação entre
interesse e objetivos operativos. Considerando-se que os grupos conseguem satisfazer seus
interesses quando conseguem determinar a distribuição de recursos (Carvalho, 1998), fica
evidente que as bases e fontes de poder dos grupos conduzirão o processo de coalizões e
conflitos decorrentes da disputa por recursos escassos e do estabelecimento da ação
organizacional. Na perspectiva da metáfora política, por meio da qual as organizações são
vistas como sistemas políticos, pode-se identificar um sistema de regras que, tal como nos
governos, são criadas para dar ordem e direção entre interesses conflitivos. Assim, formas de
governo, como a autocracia, burocracia, tecnocracia, democracia ou outras, são identificadas
nas organizações para articulação dos diferentes interesses, de modo a que não se
sobreponham ao interesse organizacional, sugerindo que as organizações sejam concebidas

11

�como “coalizões de poder” (Morgan, 1996). Enfocando as relações de poder nas
organizações modernas, Morgan (1996, p. 163) afirma que “o poder influencia quem
consegue o quê, quando e como”, e que a fonte mais evidente de poder nas organizações é a
autoridade formal, do tipo burocrático, reconhecida por normas e regras legalmente
estabelecidas.
A especificidade das universidades, como organizações que produzem, aplicam,
mantêm e disseminam o conhecimento e, em função da concentração de especialistas em sua
força de trabalho, configuram-na como uma organização de pares, cujas bases de poder
podem estar vinculadas ora ao domínio de sua especialização, ora ao domínio de informações
administrativas e normativas, ora ao exercício de cargos na estrutura organizacional. Isto
significa uma possibilidade de alternância de dominação de grupos em função das atividades
em foco e de exigências circunstanciais, geradoras de conflitos e coalizões. Considerando-se
interesse como objetivos, valores, desejos e expectativas que levam a pessoa a agir em uma e
não em outra direção (Morgan, 1996), e ligando-o aos domínios da tarefa, carreira e vida,
pode-se identificar, no âmbito organizacional das bibliotecas universitárias, a ação dos
seguintes grupos: usuários, funcionários, dirigentes da biblioteca e/ou sistema de bibliotecas e
dirigentes da universidade. Por outro lado, o ambiente institucionalizado a que pertencem as
universidades, especialmente as públicas, submete-as a pressões externas de vários tipos:
demandas sociais, mercadológicas, legais etc. Isto faz com que, além da pressão dos grupos
internos, as universidades sejam pressionadas a buscar uma atuação mais ou menos
homogênea entre elas, de modo a garantir um espaço de legitimação de sua atuação, capaz de
responder aos anseios e exigências do ambiente. Afetadas por essas mesmas pressões, as
bibliotecas universitárias reproduzem os mesmos movimentos em busca de legitimação,

12

�sendo muito comum a adoção de práticas isomórficas, cujos tipos são identificadas por
DiMaggio, Powell apud Townley (1997) e Machado-da-Silva, Fonseca (1993) como:
● isomorfismo coercitivo: resultado da pressão formal ou informal de organizações que tem
prevalência sobre outras, especialmente pela dependência financeira;
● isomorfismo mimético: caracterizado pela adoção de modelos já testados e bem sucedidos
em organizações similares; e
● isomorfismo normativo: decorrente da profissionalização que institui um conjunto de
normas e procedimentos delimitados para uma ocupação ou atividade específica.
Essas fontes de pressão podem ser caracterizadas como mais um dos grupos de
interesse, já que representam as instâncias de legislação e normalização (Ministérios,
Secretarias),

as

agências

de

fomento

e

financiamento

(Conselho Nacional de

Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, Fundação de Capacitação e
Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior - CAPES, Financiadora de Estudos e
Projetos -FINEP, etc.) e as demais bibliotecas universitárias que, na busca de melhores
desempenhos e resultados, procuram agir de forma mais ou menos homogênea, recorrendo
freqüentemente e sendo incentivadas à adoção de práticas isomórficas como recurso de
superação de etapas, diminuição de riscos e legitimação social.
Uma das características dos grupos de interesse são suas fontes e bases de poder. Por
meio delas os grupos interferem nas ações organizacionais, estabelecendo coalizões capazes
de priorizar objetivos mais diretamente relacionados a seus interesses. Nas universidades as
estruturas de poder são pulverizadas (Pfeffer apud Junquilho, 1997), ou seja, são regidas por
conselhos e colegiados constituídos por membros representantes eleitos pela comunidade
acadêmica. Nos últimos 15 anos, os dirigentes (reitor, diretores de centro e unidades) também
têm sido escolhidos mediante processos eleitorais. Essas características geram possibilidades

13

�de articulação de interesses muito significativas e independentes tanto de estruturas formais
como de processos racionais.
As bibliotecas universitárias, como organizações dependentes, estão sujeitas à ação
dos indivíduos e grupos que com elas se relacionam, disputando com outras unidades a
distribuição de recursos e construindo assim, um conceito de qualidade em serviços que
retrata o desejo e os interesses dos grupos ou coalizões dominantes. Ou seja, as ações
concretas desses atores refletem-se em áreas estratégicas como a de planejamento,
administração e recursos humanos, infra-estrutura e serviços identificadas por Tarapanoff,
Klaes, Cormier (1996) como fundamentais para a superação dos problemas e conseqüente
melhoria da qualidade dos serviços nas bibliotecas universitárias.

14

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em que pesem as discussões acerca da aplicabilidade e do sucesso da adoção
de programas de qualidade total nas organizações públicas e/ou de serviços, a questão da
qualidade já se consolidou como um dos temas centrais nessas organizações em função do
aumento do nível de exigência dos cidadãos, da necessidade de aumento de efetividade e
eficácia nos serviços públicos decorrente da escassez de recursos e mudança no papel do
Estado imposta pela crise estrutural que atingiu os países na última década. Nas bibliotecas
universitárias parece haver consenso sobre essa questão: os usuários desejam, os
bibliotecários identificam a necessidade de atenção específica às demandas, os dirigentes
estão empenhados, as instituições mantenedoras defendem a prioridade das bibliotecas para a
vida acadêmica, referendando um dos itens de avaliação do MEC tanto na graduação como na
pós. No entanto, a prática mostra e o diagnóstico já citado confirma que, embora os
bibliotecários tenham identificado problemas, proposto soluções, não se tem conseguido
efetivamente implementar mudanças. Uma das alternativas para entendimento desse impasse
pode vir do estudo de variáveis centrais na análise das organizações, como objetivos
organizacionais, estruturas de poder e coalizões, sob a abordagem da metáfora política das
organizações. Dessa forma a questão da qualidade em serviços poderá ser vista de forma
menos fragmentada ou artificial - algo que se atinge adotando-se um conjunto racional de
procedimentos, estabelecido pelos dirigentes, a que os indivíduos estariam prontos a acatar.
Para Vieira, Carvalho (1999, p. 142) “qualidade, mesmo quando considerada uma estratégia
gerencial, não pode ser tomada como universal. Ela irá variar em relação às características
específicas de grupos e organizações”.

15

�5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Da capacitação de recursos humanos à gestão da
qualidade em bibliotecas universitárias : paradigma teórico-prático para ambiente de
serviço de referência e informação. São Paulo, 1995. 259p. Tese (Doutorado) Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes, 1995.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista, MACEDO, Neusa Dias de. A gestão da qualidade em
serviços de informação : contribuição para uma base teórica. Ciência da Informação,
Brasília, v. 22, n. 2, p. 124-132, maio/ago. 1993.
BOBBIO, Norberto, MATTEUCCI, Nicola, PASQUINO, Gianfranco.
política. 3. ed. Brasília : Ed. Universidade de Brasília, 1991.

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Disponível
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Participação na Administração Pública - QPAP. Brasília : MARE, 1997. Disponível na
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CAMINHO sem volta. Exame Digital, 05 nov. 1997. Disponível na Internet via WWW.
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Arquivo capturado em
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CARVALHO, Cristina Amélia.
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Poder, conflito e controle nas organizações modernas.

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Ciência da Informação&#13;
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Assim como nas demais organizações de prestação de serviços, a questão da qualidade vem ganhando destaque também nas bibliotecas universitárias, especialmente no que se refere a estabelecimento de padrões e indicadores capazes de avaliar seu desempenho e a satisfação de seus usuários. Além disso, estudos caracterizando perfis e demandas informacionais de grupos específicos sugerem uma preocupação constante com o cliente e a perspectiva de direcionar ações para atendê-lo. No entanto, a ação organizacional não ocorre somente na interação entre os prestadores de serviços e seus usuários. Outros indivíduos e/ou grupos interferem no processo e contribuem para estabelecer, no âmbito organizacional, os objetivos a serem alcançados. Estes se constituem na própria razão de ser das organizações, que são criadas em torno de objetivos, reúnem pessoas e outros recursos para atingi-los, levando alguns autores a estabelecer uma relação direta entre objetivos e excelência de desempenho. Por outro lado, se as organizações carecem de objetivos, apenas os indivíduos os possuem. Dessa forma, para analisar os objetivos organizacionais é necessário partir-se da ação dos indivíduos que, de forma coletiva, irão concretizá-los ou não, configurando os objetivos operativos. Estes representam a ação concreta dos indivíduos ou grupos, independente do que afirmam os documentos oficiais da organização. As bibliotecas universitárias, subsistemas de organizações complexas como são as universidades, estão sujeitas à ação dos indivíduos e grupos que com elas se relacionam, disputando com outras unidades a distribuição de recursos e construindo, assim, um conceito de qualidade que retrata o desejo e os interesses dos grupos ou coalizões dominantes, no contexto global da organização. Caraterizados por suas fontes e bases de poder, os grupos interferem nas ações organizacionais estabelecendo coalizões capazes de priorizar objetivos mais diretamente relacionados a seus interesses.</text>
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                    <text>FUNÇÃO GERENCIAL DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO NA ÁREA DE
BIBLIOTECONOMIA: DIVULGAÇÃO DO ASSUNTO EM
PERIÓDICOS NACIONAIS

JOANA D’ARC DA SILVA PEREIRA

UNICAMP
BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA – BAE
E-MAIL: joana@bae.unicamp.br
Resumo: O desafio profissional do bibliotecário na atualidade é bastante significativo. O volume
de informações aumenta consideravelmente a cada dia e novas tecnologias surgem no mercado da
informação como um meio de oferecer maior rapidez e eficiência no fornecimento e tratamento
da informação em serviços bibliotecários. Surgem novas atividades que diferem daquelas
realizadas tradicionalmente em bibliotecas e centros de documentação/informação. A maioria
destas atividades está de alguma forma relacionada à automação de serviços. Consultores,
especialistas da informação, indexadores e agentes da informação são alguns exemplos de novos
horizontes na profissão de bibliotecários. Com o objetivo de verificar como são tratadas as
tendências da pesquisa científica na área na literatura biblioteconômica brasileira, mais
especificamente nos periódicos, analisou-se dois títulos : Ciência da Informação e Perspectivas
em Ciência da Informação, no período de 1996 – 1999. Como objetivos específicos salientou-se
parcela ocupada nos periódicos sobre o assunto referido, proporção da influência de autores
estrangeiros nas citações bibliográficas, tipos de documentos referenciados e predominância da
teoria ou de experiências desenvolvidas, no material analisado. Como resultado verificou-se que
o periódico Ciência da Informação foi o que mais preocupou-se em divulgar o assunto,
evidenciado pelo maior número de artigos publicados. Entretanto a Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG conseguiu manter constância de publicação nos anos dos fascículos
da amostragem. Sendo um assunto tão relevante à Biblioteconomia, espera-se que em futuras
pesquisas, nos periódicos especializados brasileiros, haja uma divulgação mais efetiva do tema.
TEMA: Recursos humanos da Biblioteca Universitária

1

�1- Introdução
O desafio profissional do bibliotecário na atualidade é bastante significativo. O volume de
informações aumenta consideravelmente a cada dia e novas tecnologias surgem no mercado da
informação como um meio de oferecer maior rapidez e eficiência no fornecimento e tratamento
de informações em serviços bibliotecários.

Aparecem novas atividades que diferem totalmente àquelas realizadas tradicionalmente em
bibliotecas e centros de documentação e informação. A maioria dessas atividades está de alguma
forma relacionada à automação de serviços. Consultores, especialistas da informação,
indexadores e agentes da informação são um exemplo de novos horizontes dentro da profissão do
bibliotecário, para aqueles que efetuam essas atividades.

Apesar das dificuldades para o estabelecimento desse profissional no mercado brasileiro, tudo
leva a crer que há um movimento de modernização e expansão na sociedade brasileira que levará,
certamente, ao aumento freqüente das necessidades de informação, indicando ao seu surgimento
como atividade no mercado de trabalho. O presente trabalho pretende verificar como são tratadas,
na literatura biblioteconômica brasileira, mais especificamente nos periódicos, as tendências de
pesquisa científica na área. A escolha dos dois periódicos a serem analisados: Ciência da
Informação e Perspectivas em Ciência da Informação, fundamentou-se na significativa utilização
dos mesmos pelos profissionais da área.

2

�Levando-se em consideração as facilidades apresentadas pelo periódico, como suporte
documental, de exercer a atualização mais eficaz sobre os assuntos, tem-se a seguinte indagação:
qual

a parcela que o assunto função gerencial do profissional da informação na área de

biblioteconomia, ocupa nos periódicos analisados? Desta questão central decorrem outros
questionamentos:
-

qual a proporção da influência estrangeira nas citações bibliográficas dos artigos?

-

quais os tipos de documentos referenciados nos artigos?

-

há predominância do aspecto teórico ou de experiências desenvolvidas, nos artigos
analisados?

Através das respostas a estas indagações poder-se-á verificar se os periódicos analisados estão
utilizando a função maior de divulgação de assuntos relevantes e inovadores à área de
biblioteconomia, no caso, o bibliotecário como gerenciador da informação.

2- Profissional da Informação
O termo profissional da informação surgiu nos últimos anos, nas duas últimas décadas. Pode-se
apontar como causa desse surgimento o avanço tecnológico, o início da era da informatização da
sociedade, as novas tecnologias de informação e a convergência de tecnologias, fatos que
geraram a necessidade de aperfeiçoamento de vários tipos de profissionais para o tratamento da
informação armazenada nos diversos suportes documentais.

3

�Por se tratar de um termo relativamente recente, existe ainda uma diversidade de posições sobre a
conceituação e descrição das atividades do profissional da informação. Indicando o profissional
que lida nas suas atividades diárias com a informação registrada, a identificação desse
profissional gira em torno das seguintes denominações: bibliotecário, cientista da informação,
técnicos da informação, administrador da informação. Cinco categorias desse profissional foram
identificadas por FARIA(1983), conforme relação abaixo:
1- Administrador de Sistemas de Informação: profissional qualificado em uma determinada área
técnico-científica, com a responsabilidade de planejar, dirigir, controlar, elaborar programas,
implementar e acompanhar serviços e produtos, administrar equipamentos e instalações de
sistemas de documentação e informação.
2- Analista de Sistemas de Informação: profissional qualificado na área de análise de sistemas,
responsável pelo estudo dos problemas de informação, elaboração de sistemas e redes para
solucioná-los. Coordenada as atividades de processamento automático dos dados.
3- Bibliotecário: profissional qualificado na área de Biblioteconomia, sendo responsável pela
reunião, processamento e disseminação da informação.
4- Educador na área da Documentação e/ou Ciência da Informação: profissional habilitado para
docência em nível de 3° grau e pós-graduação ( stricto e lato sensu), responsável pela
qualificação profissional nessas áreas.
5- Especialista

da

Informação:

profissional

qualificado em uma

determinada área

técnico-científica, responsável pela análise da literatura técnica de sua especialidade.

4

�Ainda em relação ao perfil do profissional da informação, FIGUEIREDO &amp; LIMA (1986)
apresentam-no sendo o bibliotecário que atua como especialista na função de análise da
informação, para o que será necessário, além dos conhecimentos na área de biblioteconomia,
conhecimento específico do assunto, e que atuará como consultor, em relação à busca e à seleção
da informação a ser recuperada.

Também LITTO (1981) desenvolveu uma tabela de categorias de recursos humanos na indústria
da informação, identificando 3 tipos de profissionais da informação:
1- Assistente de bibliotecário ou de informação: profissional habilitado para o desempenho de
atividades de escriturário e de catalogação básica.
2- Bibliotecário ou especialista da informação: profissional habilitado para o desempenho de
atividades técnicas em centros de documentação e informação de pequeno e médio portes.
3- Especialista – bibliotecário ou não – profissional habilitado, com formação de pós-graduação
a nível de doutorado, para o desempenho de funções na área de pesquisa avançada, apto a
lecionar em universidades e administrar grandes centros de documentação e informação.

Também SARACEVIC (1998) reconhece como profissionais da informação o bibliotecário e o
especialista ou cientista da informação. Para ele, o bibliotecário é o profissional habilitado para
desempenhar funções de processamento da informação em sistemas de informação e de
documentação, com experiência adquirida na área de informação de sistema, e o especialista, é o
profissional habilitado em uma determinada área técnico-científica, com conhecimentos das
técnicas da Documentação, que o habilitam à analise da informação em sua especialidade.

5

�Já ALBUQUERQUE (1986) projeta o futuro do profissional da informação estruturando três
tipos de sistemas de informação com papéis designados para este tipo de profissional. O primeiro
sistema utilizará dados adquiridos pelo especialista, que determinará a política analítica, integrará
o vocabulário, elaborará procedimentos de busca, projetará instrumentos de operação e avaliação
adaptados aos softwares utilizados. O segundo sistema de informação não fará uso do especialista
e será alimentado e utilizado somente pelo gerador e usuário final, constituindo-se principalmente
de bases de dados factuais. O terceiro sistema de informação utilizará o especialista para a
entrada e recuperação de dados e conduzirá as mais complexas buscas ou assistirá o usuário,
treinando-o.
Numa visão futurista, ROBREDO, (1986) faz algumas reflexões sobre o futuro da biblioteca e
utiliza os seguintes termos para identificar o profissional da informação: bibliotecário, técnico da
informação, especialista da informação, documentalista e agente da informação; focaliza a
importância da interação deste profissional com os analistas de sistema, com os gerentes de
processamento de dados, com o pessoal com responsabilidades gerenciais nas áreas de serviços e
de pessoal e com gerentes especialistas em telecomunicações. Considera esta área em crescente
desenvolvimento. E, para que o profissional da informação acompanhe esse desenvolvimento, ele
precisa se especializar e preparar-se para desempenhar as seguintes atividades:
-

planejamento de bases de dados

-

análise de sistemas de informação

-

inteligência da informação

-

marketing de bases de dados

6

�-

desenvolvimento de novos produtos

-

programas aplicativos

-

projeto e implementação de sistemas de videotexto

-

engenharia do conhecimento

-

intermediar a informação

-

análise das comunicações

-

pesquisa e desenvolvimento em informação

-

gerência de serviços de dados

-

gerência dos recursos de informação

-

treinamento na tecnologia da informação

-

gerência cooperativa da informação

-

consultoria em informação

-

gerência dos registros

-

publicações eletrônicas

O alerta de ARAÚJO (1986) sobre as mudanças tecnológicas e a necessidade da
interdisciplinaridade do profissional para o tratamento da informação; identifica o papel desse
profissional, numa sociedade em mudança, como sendo , além de provedor/ transformador ou
“gerador secundário de conhecimento”, seja pela organização dos resultados da produção
científica e tecnológica, seja pela produção de informação sobre informação ( resumos, guias,
cadastros, bibliografias ou bases de dados referenciais), seja pela análise, recuperação e
comunicação dessas informações a todos os demais profissionais, o de desenvolver a visão do

7

�papel econômico desse insumo produtivo que é a informação. O profissional bibliotecário deve
alterar a posição no tratamento da informação de um estágio de doação para um estágio de
conscientização de que a informação deve ser encarada como mercadoria ou bem restrito e
dotado de valor; o profissional da informação deve absorver da Administração as técnicas de
planejamento e gerenciamento de serviços; utilizar as técnicas de elaboração e veículo de
mensagens da comunicação; retirar os conceitos básicos sobre as leis de comportamento social e
as regras subjacentes à organização da cultura, as Sociologia e Antropologia.

4- Estilo Gerencial
Temos em FERREIRA (1986) a definição de estilo como sendo a maneira de tratar, de viver;
procedimento, conduta, modos e maneira ou traço pessoal de agir. Por gerente entende-se, ainda
segundo FERREIRA (1986), aquele que gera ou administra negócios, bens ou serviços. Existe,
segundo MATTOS (1997), uma concordância entre a maioria dos autores quanto à classificação
de algumas atribuições básicas de um gerente, tais como: dirigir, organizar e controlar pessoas ou
grupos de pessoas. O gerente é o responsável legítimo das necessidades do órgão e o responsável
pela consecução dos objetivos organizacionais, através de seus subordinados. O produto de seu
trabalho pode ser avaliado apenas pelo empenho de sua equipe. Sua eficácia consiste em
conseguir que os subordinados atinjam os resultados por ele esperados com o mínimo de
resistência possível e o máximo de aproveitamento de seu potencial de trabalho. O estilo
gerencial repercute sobre o desempenho da equipe e dos recursos humanos que a compõem e
sobre a quantidade e qualidade do produto final pretendido.

8

�Segundo DIAS ( 1985), desde o começo do século, estudiosos da Administração têm se
preocupado com o estudo da função gerencial e em definir o trabalho do gerente. A primeira
abordagem científica aos estudos administrativos encontra-se em Frederic Winslow Taylor, em
1911, que foi o marco crucial na evolução das idéias sobre produção, riqueza e relações
harmônicas entre empregadores e empregados, e em Henry Fayol, em 1916, com sua teoria
agrupando e identificando cinco funções gerenciais básicas: planejar, organizar, coordenar, dirigir
e controlar. Essa abordagem, dando um caráter científico à Administração, foi denominada
abordagem clássica, pois teve influência direta no trabalho dos gerentes daquela época em
indústrias, fábricas, comércio e organizações públicas, e deu origem a várias outras abordagens:
Escola do Grande Homem, Escola Estruturalista, Escola Neoclássica, Escola do Empreendedor,
Escola da Teoria das Decisões, Escola Comportamental, Escola da Eficácia do Líder, Escola do
Poder do Líder, Escola do Comportamento do Líder e Escola da Atividade do Trabalho.

Quando TEIXEIRA (1997) desenvolveu, através da técnica da observação estruturada, seu estudo
comparativo entre o trabalho de dirigentes de pequenas e médias empresas e o de grandes
empresas, concluiu que o comportamento gerencial resulta de uma interação completa e
complexa entre as características pessoais do ocupante com as exigências do cargo, da
organização como um todo e do seu ambiente externo. Esses elementos formam uma
configuração de demandas, restrições e opções, cujo entendimento é fundamental para o bom
desempenho das funções do gerente.

4- Objetivos

9

�4.1- Objetivo : verificar a divulgação do assunto função gerencial do profissional da informação
na área de biblioteconomia nos periódicos analisados.

4.2- Objetivos Específicos:
4.2.1- verificar qual a proporção da influência estrangeira nos artigos analisados, através das
citações bibliográficas;
4.2.2- verificar os tipos de documentos utilizados nas citações bibliográficas;
4.2.3- detectar a proporção de artigos que tratam do assunto em questão, através de um relato
teórico ou experimental.

5- Método
5.1- Universo da pesquisa
Foram utilizados os seguintes títulos de periódicos:
-

Ciência da Informação: publicada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia ( IBICT). Periodicidade quadrimestral. Atualmente disponível, a partir de 1997,
na base SCIELO, com texto completo disponível.

-

Perspectivas em Ciência da Informação: continuação , a partir de 1996, da Revista de
Biblioteconomia da UFMG. Publicada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mantém
sumário acessível eletronicamente no site da revista. Periodicidade quadrimestral.

5.2- Materiais de pesquisa

10

�Houve a análise dos títulos dos periódicos citados através da seguinte amostragem: fascículos do
período de 1996-1999.
- Ciência da Informação:
1996 (v.25), 1997 (v.26), 1998 (v.27), 1999(v.28: n.1-2): 11 fascículos
- Perspectivas em Ciência da Informação:
1996 (v.1), 1997(v.2), 1998(v.3), 1999(v.4): 8 fascículos

5.3- Instrumento de pesquisa
Foi efetuada uma pesquisa documental nos fascículos escolhidos, tendo como variáveis:
-

número de artigos do assunto em questão

-

idioma de origem das citações bibliográficas dos artigos

-

tipos de documentos utilizados nas citações bibliográficas

-

número de artigos que tratam da teoria do aspecto teórico do assunto

-

número de artigos que apresentam experiências no assunto

5.4- Procedimento
Os 19 fascículos foram analisados individualmente tendo como objetivo principal coletar dados
sobre as variáveis já destacadas.
6- Resultados

11

�Os resultados referentes a porcentagem do número de artigos, sobre o assunto em questão, em
relação ao número total de artigos publicados nos periódicos analisados são demonstrados na
Tabela 1.

TABELA 1: Artigos publicados sobre o assunto: função gerencial do profissional da informação
na área de biblioteconomia

Perspectivas em Ciência da
Informação

Ciência da Informação
n° total de
artigos

artigos
selecionados

%

n° total de
artigos

artigos
selecionados

%

1996

54

5

9%

17

-

-

1997

42

3

7%

13

1

8%

1998

46

5

11 %

14

-

-

1999

26

5

19%

18

3

17%

168

18

11%

62

4

6%

Total

Analisando a Tabela 1 vemos que:
-

o periódico Ciência da Informação manteve uma média de publicação sobre o assunto em
questão, no período de 1996-1999;

-

os dois títulos de periódicos não apresentam uma porcentagem expressiva em relação à
publicação de artigos do assunto analisado, no período de 1996-1999: Ciência da Informação
( 11% ) e Perspectivas em Ciência da Informação (6 %).

12

�Em relação ao idioma de origem das citações bibliográficas dos artigos analisados, temos a
Tabela 2.

TABELA 2: Idioma das citações bibliográficas dos artigos selecionados
1996-1999
Ciência da Informação

Perspectivas em Ciência da
Informação

Português

80

32 %

27

73 %

Inglês

137

55 %

9

24 %

Espanhol

13

5%

1

3%

Francês

22

8%

-

-

252

100 %

37

100 %

Total

Pela análise da Tabela 2 temos:
-

no periódico Ciência da Informação há a predominância da língua inglesa ( 56 %) nas
citações bibliográficas contidas nos artigos selecionados;

-

a língua portuguesa, ocupando 73 % das citações bibliográficas analisadas, salienta a
importância da língua materna no periódico Perspectivas em Ciência da Informação;

-

na totalidade das citações bibliográficas dos artigos selecionados, nos 2 periódicos, a língua
inglesa destaca-se, ocupando 51 %, seguida da língua portuguesa com 37 %, sendo que as
línguas francesa e espanhola ficam 12 %.

13

�Durante a análise das citações bibliográficas observou-se vários tipos de documentos como
suporte do assunto pesquisado, demonstrados agora na Tabela 3.

TABELA 3 : Tipos de documentos das citações bibliográficas dos artigos selecionados
1996-1999
Ciência da Informação

Perspectivas em Ciência da
Informação

Livros

96

38 %

15

40 %

Periódicos

120

48 %

19

51 %

Anais de eventos

13

5%

2

6%

Teses

17

7%

1

3%

Relatórios

6

2%

-

-

252

100 %

37

100 %

Total
Verificando a Tabela 3 temos:
-

predominância dos periódicos como tipo de documento observado nas citações bibliográficas,
nos dois títulos de periódicos analisados: Ciência da Informação e Perspectivas em Ciência
da Informação;

-

interessante verificar que os livros e anais de eventos ocupam um percentual equivalente nos
dois periódicos analisados;

-

as teses apresentam variação nos periódicos estudados e os relatórios não são contemplados
no periódico Perspectivas em Ciência da Informação.

14

�A respeito do conteúdo dos artigos analisados observou-se se o assunto era tratado de forma
teórica ou se haviam relatos de experiências, sendo que o resultado pode ser visualizado na
Tabela 4.

TABELA 4: Conteúdo dos artigos analisados
1996-1999
Ciência da Informação

Perspectivas em Ciência da
Informação

Teoria

11

61 %

3

75 %

Experiência

7

39 %

1

25 %

18

100 %

4

100 %

Total

Analisando a Tabela 4 temos:
-

fica evidente a supremacia de artigos que tratam do aspecto teórico do assunto analisado,
chegando ao índice de 64 % nos dois periódicos em questão, contrastando com os 36 % dos
artigos que relatam experiências realizadas.

7- Conclusão
A análise dos resultados obtidos na presente pesquisa dá uma visão da divulgação, do assunto em
questão, nas revistas e períodos escolhidos como materiais de observação. O assunto função
gerencial do profissional da informação, como percebe-se nos dados expostos, foi
paulatinamente mais divulgada, sendo que nos anos de 1997 e 1999 publicou-se, nos dois
periódicos, um número maior de artigos referentes ao tema. Também fica explícita a influência de

15

�autores de língua inglesa, através da observação das citações bibliográficas dos artigos
relacionados. Sendo os periódicos suporte de atualização da informação na demonstração de seu
acentuado uso, como referencial de pesquisa, nota-se o interesse em acompanhar as novidades
existentes sobre o assunto. Tratando-se ainda de um tema não abordado nas publicações da área
de Biblioteconomia como, por exemplo, o processamento técnico o é, torna-se aceitável uma
maior divulgação do aspecto teórico, em detrimento dos relatos de experiências vivenciadas na
área de gerenciamento da informação. Nesta pesquisa verificou-se que o periódico Ciência da
Informação ofereceu uma divulgação maior do assunto, evidenciado pelo maior número de
artigos publicados. Sendo um assunto tão relevante à área de Biblioteconomia, espera-se que em
futuras pesquisas, nos periódicos especializados, haja uma divulgação mais significativa do tema,
com destaque para as experiências das diversas instituições, fato que certamente irá promover a
atualização e aperfeiçoamento dos profissionais bibliotecários.
Abstract: The wide range of issues and challenges wich librarians are facing today is significant.
The amount of information spreads considerably day by day and new technologies come out to
the information market as means of offering faster and more efficient treatment and supplying of
information in library services. New activities come out and differs on all aspects from the ones
traditionally done in libraries and documentation/information centers. Most of these activities are
in some ways related to automation of services. Advisers, information specialists, indexers and
information agents are examples of the new alternatives on the librarian profession. Aiming at
checking how tendencies of scientific research in Brazilian librarianship literature are covered,
specifically in serials, two titles were analysed: Ciência da Informação and Perspectivas em
Ciência da Informação, ranging from 1996 to 1999. As a specific objective it was emphasized the
piece concerning serials about the said subject, proportion of influence of foreign authors in
bibligraphic citations, kind of documents referenced and prevalence of theory or experiments
developed in the analyzed material. As a result it was observed that Ciência da Informação was
more worried about spreading the subject through a larger number of articles published.
However, Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG was able to maintain continual
publication of issues during the sample period. Taking into account the relevance of this matter to
Librarianship, it is expected that coming researches, in Brazilian specialized serials, will bring
more effective communications of this theme.
Topic: Human Resources in Academic Library

16

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBUQUERQUE, V.L. Perfil profissional de informação da área de biblioteconomia no
Brasil. Brasília: Universidade de Brasília, 1986. (Dissertação de mestrado em
Biblioteconomia e Documentação).
ARAÚJO, V.M.R.H. Papel do profissional da informação em uma sociedade. Ciência da
Informação, Brasília, v.15, n.1, p. 35-42, jan./jun. 1986.
CORTE, A.R. Estilos gerenciais do profissional da informação na área de Biblioteconomia . R.
Bibliotecon. Brasília., v.16, n.1, p. 129-132, jan./jun. 1988.
DIAS, E.J.W. A abordagem dos papéis gerenciais de Mintzberg e sua aplicação a bibliotecas e
centros de informação. R.Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, v.14, n.1, p. 37-54, mar.
1985.
FARIA, C. Qualificação e atribuições do profissional da informação em sistemas de
documentação e informação em ciência e tecnologia. Rio de Janeiro: IBICT, 1993.
(Dissertação de mestrado)
FERREIRA, M.L.G. A informação do bibliotecário face às exigências profissionais da
atualidade. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, v. 15, n.1, p.47-67, mar.1986.
FIGUEIREDO, N. , LIMA, R. Desenvolvimento profissional e inovações tecnológicas. R.
Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, v. 15, n. 1, p. 47-69, mar.1989.
LITTO, I. A informação de recursos humanos para indústria da informação. Boletim ABDF,
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MATTOS, R.A. O desenvolvimento de recursos humanos na administração pública. R. Adm.
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ROBREDO, J. Documentação de hoje e amanhã. Brasília, 1986.
SARACEVIC, T. Formación y educación de los especialistas en información em América
Latina. R. UNESCO de Ciências Inf. V.2, n.3, p. 180-191, jul./set. 1998.

17

�TEIXEIRA, H.J. Comparação entre o trabalho de dirigentes de grandes empresas através da
observação estruturada. R. Adm. Emp., Rio de Janeiro, v. 22, n. 1, p. 48-51, jan./mar. 1997.

18

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O desafio profissional do bibliotecário na atualidade é bastante significativo. O volume de informações aumenta consideravelmente a cada dia e novas tecnologias surgem no mercado da informação como um meio de oferecer maior rapidez e eficiência no fornecimento e tratamento da informação em serviços bibliotecários. Surgem novas atividades que diferem daquelas realizadas tradicionalmente em bibliotecas e centros de documentação/informação. A maioria estas atividades está de alguma forma relacionada à automação de serviços. Consultores, especialistas da informação, indexadores e agentes da informação são alguns exemplos de novos horizontes na profissão de bibliotecários. Com o objetivo de verificar como são tratadas as tendências da pesquisa científica na área na literatura biblioteconômica brasileira, mais especificamente nos periódicos, analisou-se dois títulos : Ciência da Informação e Perspectivas em Ciência da Informação, no período de 1996 – 1999. Como objetivos específicos salientou-se parcela ocupada nos periódicos sobre o assunto referido, proporção da influência de autores estrangeiros nas citações bibliográficas, tipos de documentos referenciados e predominância da teoria ou de experiências desenvolvidas, no material analisado. Como resultado verificou-se que o periódico Ciência da Informação foi o que mais preocupou-se em divulgar o assunto, evidenciado pelo maior número de artigos publicados. Entretanto a Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG conseguiu manter constância de publicação nos anos dos fascículos da amostragem. Sendo um assunto tão relevante à Biblioteconomia, espera-se que em futuras esquisas, nos periódicos especializados brasileiros, haja uma divulgação mais efetiva do tema. </text>
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                    <text>EXPERIENCIA DE TELETRABAJO EN EL AMBITO DE LA BIBLIOTECA
CENTRAL DE LA UNIVERSIDAD NACIONAL DE MAR DEL PLATA

Lic. Rosalía Cupeiro. Profesora en la cátedra Catalogación, de las carreras de Bibliotecario
Escolar y Bibliotecario Documentalista de la Universidad Nacional de Mar del Plata.
Biblioteca Central de la UNMDP
Argentina
e-mail: rcupeiro@mdp.edu.ar

Bibl. Doc. Nélida Fernigrini. Profesora en las cátedras Catalogación y Clasificación I
de las carreras de Bibliotecario Escolar, Bibliotecario Documentalista y Licenciatura en
Biliotecología y Documentación a distancia.
Biblioteca Central de la UNMDP
Argentina
e-mail: fernigri@mdp.edu.ar

Bibl. Doc. Néstor Fernández. Profesor en las cátedras Clasificación 1 y Referencia
Especializada de las carreras de Bibliotecario Escolar, Bibliotecario Documentalista y L
Licenciatura en Biliotecología y Documentación a distancia.
Biblioteca Central de la UNMDP
Argentina
e-mail: nrfernan@mdp.edu.ar

Lic. Oscar Fernández. Profesor en las cátedras Historia de la Comunicación y Bibliografía
y Selección de Textos de las carreras de Bibliotecario Escolar, Bibliotecario
Documentalista y Licenciatura en Biliotecología y Documentación a distancia.
Director de la Biblioteca Central de la UNMDP
Argentina
ofernand@mdp.edu.ar

1

�Resumen: Las nuevas tecnologías de la información han impactado en todos los órdenes de
la vida y en las relaciones laborales tal como las conocemos hoy, generando nuevas
posibilidades. Este hecho se suma a la preocupación creciente por nuevas y más flexibles
fórmulas de trabajo. Las bibliotecas no pueden quedar al margen de esta realidad. El
ámbito de desempeño profesional de los bibliotecarios se ve modificado.
En la ponencia se realiza una introducción general sobre el teletrabajo; definición;
ventajas y desventajas del sistema para el trabajador, la empresa y la comunidad; ámbito en
el que se realiza y personal capacitado para efectuarlo.
Luego se explica como el teletrabajo puede ser puesto en práctica en las bibliotecas en
general, y particularmente la experiencia realizada en la Biblioteca Central de la
Universidad Nacional de Mar del Plata, Argentina, en el Area de Procesamiento técnico de
la Información.
Dicha experiencia se denominó "telecatalogación", e incluyó la clasificación, indización
y carga de datos en computadora. También se indica que profesionales están capacitados
para efectuar este trabajo, con que medios, y los factores administrativo-financieros que
influyen en el proceso.
Se detalla el estado de la cuestión y las proyecciones a futuro, como así también las
experiencias personales surgidas a través del desarrollo de la actividad.
Para finalizar, se elaboraron algunas conclusiones y se indica la bibliografía empleada.
Eje temático: Técnicas y Tecnologías en la Biblioteca Universitaria del Siglo XXI

2

�IINTRODUCCION
Por teletrabajo, o trabajo a distancia, se entiende toda actividad profesional desarrollada
en cualquier momento y lugar, independientemente del emplazamiento común del trabajo.
También se ha definido como "trabajo a distancia facilitado por el uso de la informática
y las telecomunicaciones", pero en el marco de esta amplia definición, hay prácticas
laborales muy variadas. Por ejemplo, el teletrabajo es mucho más que el conocido patrón
del trabajo que los empleados de una empresa se llevan a sus casas. De esta forma, el
elemento que lo caracteriza, no es tanto la tecnología empleada, como el lugar en que se
lleva a cabo el trabajo.
Se puede diferenciar el "trabajo en casa" y el "teletrabajo", ya que el primero sugiere un
tipo de trabajo poco cualificado, mientras que la segunda se utiliza a menudo en referencia
a las ocupaciones que se caracterizan por el uso más o menos intensivo de las
telecomunicaciones y de las tecnologías de la información (desde la utilización de un
simple teléfono o un fax hasta la conexión y uso de Internet).

DONDE SE REALIZA EL TELETRABAJO
La elección más extendida para el desarrollo del teletrabajo es el propio domicilio del
trabajador. No obstante, también hay quienes se deciden por establecer una oficina
independiente, en forma individual, o compartida con otras personas, pero siempre ubicada
fuera del centro laboral del que dependen. En algunas ocasiones los teletrabajadores
comparten gastos, que pueden correr por cuenta propia o de la empresa de la cual
dependen. Por lo general, este lugar siempre está situado cerca del domicilio de los
interesados.
También puede hablarse de trabajo "alternado", en otras palabras, una combinación de
trabajo en casa y trabajo en la empresa.

3

�¿QUIÉNES PUEDEN REALIZAR TELETRABAJO?
Existe un buen número de actividades que pueden desarrollarse a través del teletrabajo.
Algunas de las tantas posibilidades son: asesoría y gestiones contables, trabajos de
secretaría, manejo de agenda, servicios de prensa, auditorías, traducciones, servicios de
data entry, consultoría especializada, arquitectura, ingeniería, enseñanza, agentes de seguro,
promociones y venta de productos telefónicos, marketing, estudios de mercados, vigilancia
de medio ambiente, realización de trámites, investigación periodística, desarrollo de
proyectos e investigación científica, seguimiento de valores bursátiles, y diseño gráfico,
entre otras.
Cuando el teletrabajador establece una relación de dependencia con la empresa, sus
obligaciones y beneficios serán los mismos que los de cualquier otro empleado. Por el
contrario, si el teletrabajador no forma parte de una plantilla estable, tendrá que extender
recibo por la suma que perciba como cobro y deberá hacer sus aportes previsionales como
trabajador autónomo.
El factor más relevante sigue siendo el aumento potencial de productividad inducido por
la introducción del teletrabajo. En la práctica, es el personal más cualificado el que goza de
las ventajas de esta forma de trabajo.

VENTAJAS DEL SISTEMA
Para el trabajador:

•

Posibilidad de disponer de más tiempo libre, ya que el número de
desplazamientos disminuye en relación a un empleado que acude diariamente a
su oficina.

•

Mayor flexibilidad de horarios, el trabajador puede administrar sus tiempos.
4

�•

Disminución del estrés. Nadie controlará directamente cada paso de su
actividad. El entorno le será más agradable y cómodo.

•

Mayores posibilidades de compartir actividades con la familia.

•

Mayores facilidades para acomodar los horarios para otras actividades de
capacitación o recreación.

•

Posibilidad de realizar pequeños altos para despejar la mente.

Para la empresa:
•

Si ésta cuenta con un buen número de teletrabajadores, necesitará destinar
menos espacio a oficinas, por lo que ahorrará costos.

•

Aumento de la productividad.

•

Recorte de gastos en servicios, aunque deberá subvencionar los gastos de su
trabajador a distancia.

•

Menores costos previsionales, en el caso de teletrabajadores autónomos.

•

Reducción del índice de ausentismo.

•

Mayor nivel de comunicación en tiempo real.

•

Posibilidad de crear grupos de interés o de desarrollo en determinados temas,
sin depender de traslados dentro de la empresa.

Para la comunidad:
•

Reducción de problemas urbanos, como el tráfico y la contaminación ambiental.

•

Disminución del estrés social que originan los desplazamientos desde

5

�lugares distantes hacia la ciudad, y reducción del aglomeramiento en las zonas
céntricas.
•

Ahorro en servicios públicos, por menor uso de calles y rutas.

•

Menor consumo de combustibles y energía.

DESVENTAJAS DELSISTEMA
Para el teletrabajador:
* El empleado puede perder la posibilidad de ascender y hacer carrera en la
empresa.
* No todas las asociaciones gremiales ven con buenos ojos este sistema que
podría acabar con algunas conquistas sociales de los trabajadores. Según
opiniones en este sentido, el teletrabajo creará una dualidad social y una
pérdida de las responsabilidades de las empresas ante sus empleados. Es
evidente el debilitamiento del andamiaje sindical preexistente.
* Si bien en nuestro país existen leyes que reglamentan el trabajo domiciliario,
todavía no existe legislación laboral que contemple esta nueva modalidad
de empleo.
* En el caso de que el espacio de trabajo no se encuentre bien diferenciado del
resto de la casa, puede perturbar al trabajador.
* Dificultad de adaptación a la pérdida del grupo de tareas.
* Posibilidad de que el jefe del teletrabajador llame fuera de horario de trabajo o
durante el fin de semana.

Para la empresa:
•

No tener plena disposición de sus teletrabajadores, ya que éstos, muchas
6

�veces, prestan sus servicios simultáneamente a otras compañías competidoras.

EL TELETRABAJO EN LAS BIBLIOTECAS
En lo que respecta a nuestra profesión, no hemos encontrado información referida a
experiencias realizadas, como así tampoco demasiada bibliografía sobre el tema.
Son varias las razones por las cuales el teletrabajo no se efectúa con frecuencia en las
bibliotecas; tal vez las dos más importantes sean el cambio de cultura que genera en la
institución, y la disponibilidad de tecnología apropiada. En lo referido al cambio de cultura,
vale mencionar que el estilo de trabajo pasaría a ser por objetivos, con lo cual la tarea a
realizar y la fecha de entrega de la misma se convierten en los fines principales.
La otra razón de importancia está referida a la tecnología; la institución debe darle al
teletrabajador todas las herramientas necesarias (computador personal, software, modem,
etc.) para que éste pueda realizar su tarea.

APLICACIÓN DEL TELETRABAJO AL AREA DE PROCESAMIENTO DE LA
INFORMACION DE LA BIBLIOTECA CENTRAL DE LA UNMdP
El proyecto de teletrabajo que desarrollamos en nuestra institución se aplicó en primera
instancia

al

área

de

Procesamiento

de

la

Información,

y lo

denominamos

“Telecatalogación”, aunque también incluye a la clasificación, indización, ingreso de
información bibliográfica en bases de datos, etc., es decir, las operaciones que
normalmente se realizan en los departamentos de procesos técnicos de las bibliotecas. Por
lo tanto, a partir de este momento, nos referiremos al tema utilizando dicha denominación.

¿QUÉ ES LA “TELECATALOGACION”?

7

�El concepto de catalogación remota o “telecatalogación” sería impensable si no se
consideraran los desarrollos tecnológicos producidos desde hace más de tres décadas hasta
el presente.
Estos desarrollos comenzaron en los años ‘60 con la aparición del formato MARC,
establecido como un standard para codificar registros bibliográficos con el fin de ser leídos
e interpretados por computadora.
La creación de bases de datos bibliográficas, tales como OCLC en 1971, permitió a los
catalogadores compartir su trabajo electrónicamente con otras bibliotecas y usuarios en
todo el mundo.
Más recientemente nuevos productos y desarrollos produjeron cambios en el medio
donde los catalogadores deben trabajar. La tecnología permite acceder a los registros
bibliográficos de otras bibliotecas en forma directa o vía Internet, por medio de
herramientas básicas que van desde una computadora personal o en un lugar remoto.
Esto último introduce un nuevo concepto entre los catalogadores, el de
“telecatalogación”, lo que se evidencia en los mensajes dejados en listas de interés, (como
AUTOCAT o INTERCAT), o en artículos tales como el de Black y Hyslop (1995); el
mismo incluye una revisión de la literatura publicada desde 1993 que describe prácticas de
telecatalogación implementadas sobre todo en bibliotecas académicas de los Estados
Unidos.
La catalogación tradicional que se lleva a cabo en las áreas de procesos técnicos de las
bibliotecas, con los materiales y herramientas impresas en mano, cambia completamente
cuando se considera la posibilidad de telecatalogar.

¿QUIÉNES PUEDEN “TELECATALOGAR”?

8

�Un tema muy importante a tener en cuenta en el proceso de telecatalogación es la
selección de las personas que llevarán a cabo esta tarea desde un lugar remoto. Para ello se
deberán tener en cuenta una serie de factores que permitirán desarrollar el trabajo en forma
exitosa.
El factor más relevante es la necesidad de un catalogador bien entrenado y capacitado,
que debe conocer tanto las normas tradicionales como así también las tendencias actuales,
además de las políticas y procedimientos de la institución para la cual se desempeña.
Este catalogador bien capacitado debe asimismo contar con conocimientos en
computación indispensables para resolver ciertos problemas técnicos que se puedan
presentar, en un período de tiempo razonable; también debe ser capaz de establecer
prioridades y cumplir con los objetivos propuestos.
El personal afectado a estas tareas tiene que ser seleccionado de acuerdo a ciertos
criterios que deben ser conocidos por todo el personal, incluídos aquellos que no realizarán
teletrabajo, para evitar de esta manera problemas que puedan surgir entre los empleados.

¿QUÉ MEDIOS NECESITAMOS PARA “TELECATALOGAR”?
Si nos proponemos implementar un plan de telecatalogación será necesario contar con
herramientas tales como: acceso a Internet, servicios de catalogación en línea, catálogos
automatizados de otras bibliotecas, etc. Además, se deberá contar con una computadora
personal dotada de un software específico de catalogación, lector de CD ROM, una
impresora y módem. Otras herramientas requeridas por el telecatalogador incluyen:
formatos, sistemas de clasificación, tablas de encabezamiento de materias, listas de
autoridades, etc., tradicionalmente disponibles en forma impresa, pero que ahora pueden
obtenerse en CD ROM o a través de Internet.

9

�La estación de trabajo desarrollada recientemente por la Biblioteca del Congreso de
Estados Unidos pone numerosas herramientas catalográficas en línea y en una sola
dirección, las que incluyen interpretaciones de las AACR2 desarrolladas por la LC, listas
de códigos del USMARC y manuales de catalogación que permiten al catalogador añadir
notas, marcadores textuales y referencias en hipertexto. Dependiendo de la temática a
catalogar, también serán necesarias otras herramientas tales como enciclopedias,
diccionarios, etc.

¿QUÉ TAREAS SE PUEDEN REALIZAR DESDE UN LUGAR REMOTO?
Una gran variedad de actividades relacionadas con el procesamiento técnico de la
información pueden llevarse a cabo desde un sitio remoto, como por ej.: control de
autoridades y de publicaciones periódicas, revisión de los catálogos en línea de la
biblioteca, conversión retrospectiva, etc.
Por otra parte, los materiales que se prestan a ser catalogados por medio de este sistema
abarcan toda clase de soportes, los que deberán transportarse al domicilio del
telecatalogador desde la biblioteca. Esta tendrá que implementar un sistema por medio del
cual el catalogador sea notificado si algún material en proceso fuera requerido por los
usuarios, lo que puede realizarse, entre otros, por medio de correo electrónico.

FACTORES ADMINISTRATIVO-FINANCIEROS QUE INFLUYEN EN EL
PROCESO DE TELECATALOGAR
El director de la institución debe tener en cuenta ciertos factores que influyen en el
desarrollo del proceso de telecatalogación, tales como: costos, eficiencia, inconvenientes
que puedan surgir, etc. Es indispensable establecer objetivos, los que deben ser aprobados
por la dirección y conocidos por el personal de la biblioteca.

10

�Cualquier unidad de información que piense implementar algún sistema de
telecatalogación debe obtener sugerencias y consultar experiencias de otras bibliotecas que
estén trabajando en el mismo tema, o recurrir a servicios de consultoría, en última
instancia.
En lo referente a costos, podemos considerar que la biblioteca debe hacerse cargo de
aquellos relativos a equipamiento, software y comunicaciones, como así también de su
mantenimiento y asistencia técnica. También se pude ahorrar dinero al reducir espacios, ya
que el lugar y equipamiento que utiliza el personal cuando trabaja en la biblioteca puede
ser usado por diferentes personas para realizar otras tareas.

CONSIDERACIONES A FUTURO
El futuro del teletrabajo en el área de procesamiento de la información se verá
favorecido, entre otros factores, por la aparición de nuevas herramientas disponibles en
formatos legibles por máquina.
Otro aspecto importante a tener en cuenta es el rol cambiante del profesional de
procesos técnicos, principalmente de aquel que se desempeña en bibliotecas especializadas
o académicas. Este deberá trabajar tanto con materiales impresos como en formato
electrónico, cuya cantidad y complejidad se irán incrementando día a día; esto último
permitirá que la modalidad de teletrabajo se difunda y adquiriera mayor importancia.

UNA EXPERIENCIA EN LA BIBLIOTECA CENTRAL DE LA UNIVERSIDAD
NACIONAL DE MAR DEL PLATA
En nuestra institución se llevó a cabo un proyecto de teletrabajo aplicado al área de
Procesamiento técnico de la información, que se desarrolló durante el primer semestre de
1999, más precisamente durante los meses de febrero, marzo y abril. En la experiencia

11

�participaron cuatro profesionales bibliotecarios (autores de este trabajo) pertenecientes a la
planta permanente de dicha área que trabajaron en sus domicilios particulares con material
de la biblioteca, consistente en publicaciones seriadas.
Dicho proyecto contó con la aprobación de la Secretaría Académica de la Universidad
de quién depende la Biblioteca Central, y con el apoyo gremial, que no opuso objeción
alguna a esta experiencia. Además contamos con la colaboración de una socióloga de la
Universidad, quién se desempeñó como asesora del grupo de trabajo.
En esta etapa que denominaremos experimental se dispuso del equipamiento
informático que las personas comprometidas en el proyecto poseen: PC Pentium III, todas
con lector de CD ROM, correo electrónico e Internet.
La modalidad de trabajo fue la siguiente:
-

selección del material de trabajo (publicaciones seriadas correspondientes al área de
arquitectura)

-

cada teletrabajador retiraba 50 números por semana de un determinado título. Los
mismos quedaban registrados en una planilla de control de Hemeroteca.

-

para el procesamiento del material se utilizaron las siguientes herramientas: base de
datos diseñada con el software Microisis, Tabla de encabezamientos de materia de
ICFES, tesauros especializados, AACR2 y CDU. Para el control de autoridad se
utilizaron obras de referencia y listados de autoridades de diferentes países, en CD
ROM, así como también distintas páginas web.

- una vez recibidos los registros, los mismos eran revisados por un integrante del área de
procesos técnicos encargado para tal fin.
- luego de la revisión, los registros fueron incorporados a la base de datos de
publicaciones periódicas de la hemeroteca.
- en el futuro (segunda etapa del proyecto) se incorporarán otras áreas de la biblioteca a

12

�esta modalidad de trabajo. También está previsto utilizar nuevas tecnologías para
agilizar la tarea; en este caso las herramientas deberán ser provistas por la
Universidad.
Vale acotar que el trabajo se realizó en forma gradual, alternando días de trabajo en el
domicilio (2 semanas) para luego trabajar una semana en la biblioteca realizando cada
integrante de la experiencia sus tareas habituales. Cada 15 días se realizaba una reunión
entre los teletrabajadores, el supervisor de la experiencia, más la Lic. Inés González
Carella, socióloga perteneciente a la Unidad Académica, en la cual se analizaban las
experiencias llevadas a cabo.

CONCLUSIONES
La experiencia de teletrabajar generó en los miembros del grupo situaciones diversas;
una reacción común a todos los integrantes fue la ansiedad por finalizar la tarea
encomendada lo antes posible, para contar de este modo con más tiempo libre. Esto llevó a
pasar demasiadas horas continuadas frente a la computadora, no permitiéndose efecturar
pausas en el trabajo con el fin de descansar o realizar otras tareas. Si bien el hecho de
permanecer en el propio domicilio nos ofreció ventajas tales como: ahorro en transporte,
posibilidad de desarrollar intereses personales, dedicar más tiempo a la familia, etc.,
también provocó la ausencia de sociabilización con los compañeros de la biblioteca, la
oportunidad de participar en la evolución diaria de la institución y la pérdida del marco de
referencia en la carrera laboral.
Uno de los aspectos positivos que queremos destacar es el significativo incremento en la
producción diaria de registros bibliográficos.
A raíz de la experiencia llevada a cabo deseamos realizar algunas sugerencias a futuro:
* que sea decisión del teletrabajador continuar con esta modalidad laboral o bien

13

�volver a formar parte de la planta estable de la biblioteca, ya sea porque llegó a la
conclusión de que no le conviene o interesa la experiencia o por que la institución
entiende que el trabajador no es apto para desempeñarse en su casa.
* que la Universidad provea toda la tecnología para tal fin, como así también que se
haga cargo de gastos tales como: mantenimiento del equipo informático, consumo
de energía eléctrica, gas y teléfono, para lo cual podrá pedir un rendimiento con los
recibos correspondientes.
* que se mantenga el salario, ya que existen empresas que abonan al empleado un
sueldo menor, porque el teletrabajo es voluntario y se considera en realidad un
premio.
* que no se pierdan los beneficios de la obra social con la que el empleado cuenta.
* que el director de la institución tenga en claro que el teletrabajo se realiza a través
de objetivos concretos a cumplir, lo que no implica el agregado de tareas no
especificadas.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

- BLACK, L. y Hyslop, C. -- Telecommuting for original cataloguing at the Michigan
State University Libraries. p. 319-323. En: COLLEGE &amp; Research Libraries, 56(4),
1995.
- McCLUSKEY, Alan. -- Informe : el teletrabajo. -- p. 26-27. -- En TRABAJO. -- Nº30
(jul. 1999).
- MARTI, David. -- A la búsqueda de empleo por la red. -- p. 14-20. En: NETMANIA. -Año 2, no. 18 (ago. 1997).

14

�-

MEGLIO, D. -- Implications of telecommuting in a library environment. p.30-33. -- En
LIBRARY Administration and Management, 5 (1) 1991.

- TERCEIRO, José B. -- Socied@d digit@l : del homo sapiens al homo digitalis. -Madrid : Alianza, 1996, 230 p.

SITIOS WEB

-

Asociación Española de Teletrabajo. URL: http//:www.ciberteca.es/set/tt-index.html

-

Telework Spain. URL: http//:www.ctv.es/users/gesworld/home.htm

-

Telewokmática-Centro de Recursos para el teletrabajo. URL:
http//:teleworkmatica.cines/

- Manual del teletrabajo: URL: www.telework-mirti.org

15

�</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Experiêcia de teletrabajo em el ambito de la Biblioteca Central de la Universidad Nacional de La Plata. </text>
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                <text>Cupeiro, Rosalía, Fernigrini, Nélida, Fernández, Néstor, Fernández, Oscar</text>
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                <text>Las nuevas tecnologías de la información han impactado en todos los órdenes de la vida y en las relaciones laborales tal como las conocemos hoy, generando nuevas posibilidades. Este hecho se suma a la preocupación creciente por nuevas y más flexibles fórmulas de trabajo. Las bibliotecas no pueden quedar al margen de esta realidad. El ámbito de desempeño profesional de los bibliotecarios se ve modificado. En la ponencia se realiza una introducción general sobre el teletrabajo, definición, ventajas y desventajas del sistema para el trabajador, la empresa y la comunidad, ámbito en el que se realiza y personal capacitado para efectuarlo. Luego se explica como el teletrabajo puede ser puesto en práctica en las bibliotecas en general, y particularmente la experiencia realizada en la Biblioteca Central de la Universidad Nacional de Mar del Plata, Argentina, en el Area de Procesamiento técnico de la Información. Dicha experiencia se denominó "telecatalogación", e incluyó la clasificación, indización y carga de datos en computadora. También se indica que profesionales están capacitados para efectuar este trabajo, con que medios, y los factores administrativo-financieros que influyen en el proceso. Se detalla el estado de la cuestión y las proyecciones a futuro, como así también las experiencias personales surgidas a través del desarrollo de la actividad. Para finalizar, se elaboraron algunas conclusiones y se indica la bibliografía empleada.</text>
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                    <text>ESTUDO SOBRE A VIABILIDADE DE ASSINATURAS DE PERIÓDICOS ON-LINE
NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Ana Vera Finardi Rodrigues - anavera@vortex.ufrgs.br
Ângela Lacerda Leão – angela@bscsh.ufrgs.br
Celina Leite Miranda - celina@vortex.ufrgs.br
Cristina Volz Pereira - crisvolz@if.ufrgs.br
Elenice Ávila – bibbio@vortex.ufrgs.br
Eliane Maria Severo Gonçalves - eliane@bc.ufrgs.br
Jeanise Cechinatto- cechin@vortex.ufrgs.br
Tânia Fraga - tania@vortex.ufrgs.br
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo: O Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBU, procurando aperfeiçoar o acesso à
informação científica e tecnológica, através do Grupo Assessor Técnico em Informações
Eletrônicas - GATIE, realizou em 1999 um estudo sobre a viabilidade da assinatura de
periódicos eletrônicos. Neste trabalho foram analisadas
propostas de editores e
fornecedores de periódicos eletrônicos. Para completar esta análise foi feito um
levantamento, dentre os títulos impressos e assinados pela UFRGS, quais estariam
disponíveis on-line. Complementando as etapas anteriores baseou-se em experiências
relatadas na literatura especializada. O estudo resultou num parecer técnico do GATIE
apresentado ao SBU, como forma a dar subsídio a tomada de decisões.

Eixo Temático: GERÊNCIA DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

1 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento das tecnologias de comunicação, mais a crescente exigência dos
usuário dessas tecnologias, e a necessidade de que todos os integrantes do meio acadêmicocientífico estejam no mesmo nível de atualização informacional, acabam por se refletir no
processo de pesquisa: aquela exigência inicial torna-se uma demanda que chega
potencializada ao balcão da biblioteca. A busca de conhecimento deve ser atendida

1

�principalmente por meios novos que estão impondo às bibliotecas universitárias uma
atualização das formas de aquisição e disponibilização dos periódicos científicos. A
evolução traz consigo facilidades na edição, na distribuição, bem como cria novos meios de
acesso ao material publicado. Observa Sweeney (1997) que a demanda de pesquisadores é
crescente e que a edição on line proporciona maior agilidade na busca. Objetivando
acompanhar esse desenvolvimento, torna-se importante verificar o que oferece o mercado
editorial nessas novas formas de edição e de distribuição, e compará-las com as coleções
das quais a Universidade dispõe.

1.1 Periódico Eletrônico
Como fontes importantes de informação, os periódicos científicos podem ser
veículos seguros de disseminação das novidades científicas. A agilidade no processo de
publicação e de distribuição dos periódicos, os caracteriza como um elemento importante
quando a finalidade é a urgência da disseminação da informação. Mas como observa
Rodrigues (1999, p.10), “ele está sofrendo modificações em sua forma, acompanhando o
desenvolvimento tecnológico e gerando a publicação eletrônica”.
Assim, “saindo do formato em papel, o periódico científico ganhou, em muitos
casos, sua distribuição em meio eletrônico através do CD-ROM, e, com a nova versão dos
anos 90: em linha. Dessa forma, os publicadores passaram a oferecer rapidez na difusão de
artigos científicos, apresentando-os ao usuário final assim que os trabalhos sejam aceitos
para a edição” (Miranda, 1999, f. 7).

2

�Ainda segundo Miranda (1999, f.7) os editores “adicionaram atrativos tais como o
movimento de ilustrações, a predominância no uso de cores, a disponibilidade dos (...)
“links” promovendo interação dos usuários com os autores através dos seus endereços
eletrônicos, além de índices e marcadores de textos, etc. ”
Sweeney (1997) considera que a tendência é que eles que conquistem uma larga
fatia do mercado, tornando-se imprescindíveis e convivam harmoniosamente com a coleção
impressa.

1.1.1 Definição de Periódico Eletrônico
Sweeney (1997, p.9) define periódico eletrônico como “aquele cujo texto pode ser
acessado diretamente por transferência de um arquivo de um computador ou por outro
mecanismo de leitura na máquina, cujo processo editorial é facilitado pelo computador e
cujos artigos são também disponibilizados na forma eletrônica aos leitores”.
Edwards (1998, f.1) considera que há uma diferença entre periódico on line e
eletrônico. Neste último “o texto pode ser lido e/ou impresso do computador do usuário
final tal e qual na versão impressa”, a partir de um suporte tangível como CD-ROM ou
disco flexível. Já no periódico on line, o dado vem diretamente do equipamento hospedeiro
sem usar meios intermediários.

3

�Dijkstra (1998) em seu artigo considerou “periódico eletrônico” o material impresso
digitalizado, ou seja, escaneado. Além disso, esse autor salienta que um periódico
publicado eletronicamente pode vir a nunca existir na forma impressa.
Talvez justamente por encontrar contradições na literatura, Heijting (1997, p.185)
considera haver alguma confusão quanto ao conceito de periódicos eletrônicos e esclarece
que “é um termo genérico usado para periódicos em qualquer formato eletrônico (...)
incluindo os meios eletrônicos estáticos: microficha, fita (tape), e disco compacto (CDROM); e as versões em linha (on line), (...) independentemente de haver a mesma versão
em papel” concordando assim, de certa forma, com a idéia de Sweeney supra citada.
Também Roes (1996) ao definir o sistema de entrega do documento eletrônico (electronic
document delivery system) sugere ser anterior aos primeiros computadores essa forma de
transferência da informação. Inclusive Cawkell (1991) apud Roes (1996) citou o facsímile
como uma dessas formas.

1.2 Tipos de Periódico Eletrônico
Conforme a obra Electronic (1996, p.142-143), “há dois tipos de periódico
eletrônico: periódicos de “Publicação Paralela”, quando tanto a versão impressa quanto a
eletrônica são oferecidas ao público; e periódicos de publicação exclusivamente
“Eletrônica”, onde há apenas a versão em meio eletrônico, deixando para o usuário a opção
de imprimí-los”.
No entanto, Malinconico (1996, p.214), além da versão eletrônica de periódicos
impressos, e do tipo exclusivamente eletrônico, cita mais dois tipos: “eletrônico com versão
impressa em arquivo; [e] sumários e resumos eletrônicos de periódicos impressos”.
4

�1.3 Licenciamento e comutação do periódico on line
Seria impossível discorrer sobre licenciamento sem começar pelo projeto TULIP
(The University Licensing Project) que, segundo Dijkstra (1998), pode ser considerado
precursor no oferecimento de artigos científicos eletrônicos com texto na íntegra.
Seguem nesta linha muitos outros projetos, tais como o DECOMATE (Delivery of
Copyright Material to End Users) e o EASE (Elsevier’s Articles Supplied Electronically). O
primeiro deles, por exemplo, se caracterizou por permitir ao usuário acesso ao material
protegido pelo direito autoral em seu próprio computador. O licenciamento surgiu como
uma opção que não solucionaria tudo, mas resolveria alguns aspectos tais como:

a) tipos de negociação da licença, podendo ser através de acordo entre editora e
biblioteca (consortium), e através de acesso da página da instituição na Web,
onde a licença depende do pagamento, sendo este feito conforme o uso (pay per
view1);
b) direitos das bibliotecas para uso dos artigos;
c) obrigações das instituições envolvidas;
d) proibições das instituições envolvidas;
e) taxas vinculadas a esse acesso (assinatura eletrônica).

1

Pay per view – permite ao usuário acessar os artigos de periódicos não assinados mediante pagamento de
uma conta previamente estabelecida, ou através do número do cartão de crédito.
5

�No entanto, junto às inovações, surgem alguns problemas. Segundo Scott (1998) as
pressões orçamentárias são comuns no setor público e privado, e, com a globalização,
refletem no mercado. Com isso, as novas tecnologias informacionais vêm tendo grande
projeção no comércio. Ainda segundo Scott (1998), considerando a diversidade das regras
para licença para uso dos periódicos, há necessidade de negociar um meio termo de
maneira a promover um consenso entre bibliotecários e fornecedores.
Além dessas questões que podem interferir na comutação, tal como o licenciamento,
existe também a interferência e controle por parte dos publicadores sobre a emissão de
cópias. Edwards (1998, f.4), por exemplo, afirma não ser possível comutar artigos quando
se opta somente pela versão on line porque esbarra-se na legislação do direito autoral.

1.4 Direito Autoral, Preservação e Restrição no Acesso ao Periódico On line
O direito autoral no meio on line talvez seja um dos mais sérios problemas a ser
enfrentado pelos pesquisadores no contexto atual.
O objetivo da lei da propriedade intelectual é proteger os autores do uso indevido
dos resultados de seus trabalhos, além de recompensá-los, seja financeiramente, seja através
de satisfação pessoal e profissional, na forma de reconhecimento pelo trabalho
desenvolvido, incentivando-os, dessa forma, ao desenvolvimento de novos trabalhos e
pesquisas.
É preciso que se cuide, no entanto, como coloca Brown (1996), para que a
instituição do direito autoral não seja usada de forma abusiva, já que isso poderia vir a
restringir o acesso à informação, mantendo-a sob o monopólio daqueles que detêm o poder
econômico, controlam o direito autoral e determinam, por isso, a política de custos,
disponibilizando a informação somente àqueles que podem pagar.
6

�Embora não se possa esquecer a preocupação do editor/publicador, deve ser
considerado o interesse da comunidade e a necessidade desta ao acesso à informação para
fins, entre outros, de pesquisa e educação.
No meio virtual, a informação é disseminada através de ondas, desprezando, por
assim dizer, a tangibilidade, uma vez que não há como manuseá-la ou colocá-la na
prateleira. Essa intangilbilidade dificulta a estabilidade da informação. Enquanto os
documentos em papel e CD, por exemplo, permitem a manutenção de exemplares físicos, o
meio on line é vulnerável e volátil. Sendo assim, é necessário que as bibliotecas atentem
para a importância da manutenção do acesso perpétuo às edições dos periódicos assinadas,
mesmo depois do eventual cancelamento das assinaturas on line. Além disso, Nilges (1998)
observa que os bibliotecários precisam estabelecer formas de preservação da integridade
dos objetos armazenados, sem ferir o direito autoral e tampouco o direito à informação.
No contexto atual, as bibliotecas fornecem bibliografias aos seus usuários sem a
necessidade de maiores burocracias. Já em 1987, Battin visualizava o dia em que cada
usuário teria acesso, da sua casa, às informações, e, já nessa época, previa alguns problemas
envolvendo a propriedade intelectual. A incógnita está justamente nas cláusulas contidas
nos contratos on line que, por ventura, venham a restringir o acesso, impedindo assim a
disseminação ampla da informação. Tanto quanto no direito autoral, também a comutação
depende da atenção dada a essas cláusulas uma vez que se não forem claras e específicas,
poderão eliminar possibilidades em vez de ampliá-las, pondo em risco todo o processo
dessa disseminação.

7

�2 SUJEITOS
Foram sujeitos deste trabalho 16 bibliotecas, das 32 que integram o SBU (Sistema
de Bibliotecas da UFRGS) e 5 fornecedores de periódicos “on line”.
As bibliotecas se referem às seguintes unidades: Faculdade de Agronomia (AGRO),
Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTA) e Faculdade de Veterinária (VET)
que correspondem à área de Ciências Agrárias; Instituto de Biociências (BIO)
correspondendo às Ciências Biológicas; Escola Superior de Educação Física (ESEF) e
Faculdade de Medicina e Hospital de Clínicas de Porto Alegre (MED), que correspondem à
área de Ciências da Saúde; Institutos de Física (FIS), Geociências (GEO), Informática
(INF), correspondendo às Ciências Exatas e da Terra; Instituto de Ciências Sociais e
Humanidades (CSH) e Faculdade de Psicologia (PSICO) pelas Ciências Humanas. Da área
de Ciências Sociais Aplicadas, responderam as Faculdades de Arquitetura (ARQ), Ciências
Econômicas (ECO), e Biblioteconomia e Comunicação (FBC). Da área das Engenharias,
responderam a Faculdade de Engenharia (ENG) e o Instituto de Pesquisas Hidráulicas
(IPH). E, finalmente, a área de Linguística, Letras e Artes, esteve representada novamente
pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanidades (CSH).
Da Elsevier Science, foi analisada a base Elsevier Science. Da Gale Group, foram
analisadas as bases: Computer, Expanded Academic, General Business File, Health
Reference Center. Da OCLC, foi analisada a OCLC FirstSearch Electronic Collections
Online. Da Ovid, foi analisada a Ovid Journal List. E, finalmente, Proquest Databases, da
Proquest.

8

�3 MÉTODO
Inicialmente, por correio eletrônico, obteve-se das editoras uma proposta para a
assinatura digital simultânea à versão impressa, bem como as características e
particularidades de cada uma delas.
Paralelo a essa etapa, encaminhou-se às bibliotecas, através da mesma forma de
envio, um formulário para ¨Levantamento de Periódicos Eletrônicos¨ (Anexo A) que teve
por objetivo conhecer os títulos, por elas assinados, editados também na versão “on line”.
A coleta dos dados tanto de uma etapa quanto de outra, ocorreu durante os meses de
junho a dezembro de 1999.
Para a emissão do parecer foram observadas também as experiências encontradas na
revisão bibliográfica.

4 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Foram analisados 10.057 títulos oferecidos pelos já citados fornecedores, podendo,
esses títulos, estarem contemplados em mais de uma base.
Muitas, no entanto, são as variáveis para se chegar a conclusões definitivas. Diante
da tabela “Bases de Dados Oferecidas" (Anexo B), comparando as duas últimas colunas,
observa-se que a área melhor contemplada é a Ciência da Saúde com aproximadamente
74,4% dos títulos analisados, seguida pela área das Ciências Sociais com 64,2%. A área
menos contemplada é a das Ciências Agrárias, com 16,2%.
As demais áreas, em sua totalidade, estão assim contempladas:
•

Ciências Sociais e Aplicadas – 64,2 %

•

Ciências Biológicas – 49,3 %

9

�•

Ciências Exatas e da Terra – 37,5 %

•

Ciências Humanas – 26,1 %

•

Engenharias – 18,4 %

•

Lingüística, Letras e Artes – 17,9 %

•

Ciências Agrárias - 16,25 %

Analisando cada uma das bases de dados em relação a cada área do conhecimento,
observa-se que:
•

A Elsevier atende melhor a área das Ciências Exatas e da Terra, contemplando
21,7% dos títulos analisados. As Engenharias são contempladas com 3,5% dos
títulos e as Ciências Agrárias e as Ciências Biológicas com 0,25% para cada
área. A Elsevier não contempla as áreas das Ciências da Saúde, Ciências
Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Lingüística, Letras e Artes.

•

A Gale contempla melhor a área das Ciências Sociais Aplicadas, com 51,2% dos
títulos analisados, seguida pela área de Ciências Humanas (19,3%), Ciências da
Saúde (14.6%), Ciências Biológicas (12,6%), Lingüística, Letras e Artes (7%),
Engenharias (7%), Ciências Exatas e da Terra (5,5%) e Ciências Agrárias
(3,75%).

•

A FirstSearch contempla as áreas da seguinte forma: 29,5% para Ciências
Biológicas; 17,3% para Ciências da Saúde; 14,6% para Ciências Sociais
Aplicadas; 10,7% para Lingüística, Letras e Artes; 6,25% para Ciências
Agrárias; 5,3% para Engenharias e 5,1% para Ciências Exatas e da Terra.

•

A Ovid favorece a área das Ciências da Saúde com 44,7%, seguida pelas
Ciências Agrárias (2,5%) e Ciências Biológicas com 1,4%. As áreas de Ciências

10

�Sociais Aplicadas, Ciências exatas e da Terra, Engenharias e Lingüística, Letras
e Artes não são contempladas por esta base.
•

A Proquest contempla, na área das Ciências da Saúde, 22,8% dos títulos
analisados. As demais áreas são contempladas conforma segue: Ciências Sociais
e Aplicadas, 22,7%; Engenharia, 5,65%; Ciências Biológicas, 4,2%; Ciências
Agraárias, 2,5%; Ciências Exatas e da Terra, 2,5%; Ciências Humanas, 1,13%.
Ligüística, Letras e Artes não é contemplada por esta base.

Diante da análise das bases e títulos de interesse oferecidos, conclui-se que escolher
apenas uma entre todas as bases analisadas, não é a melhor opção, pois, dependendo da
área, há sobreposição de títulos em duas bases ou mais. Além disso, a porcentagem de
títulos contemplados em uma única base, pode ser significativa em uma ou mais áreas e
irrisória em outra(s), nunca, no entanto, atendendo a todas satisfatoriamente.
Emitiu-se, então, um parecer ao SBU com essas conclusões de forma a demonstrar
que é favorável a possibilidade de implementação desses produtos extras aos acervos desta
universidade, porém observando com cautela os limites desse oferecimento, conforme cada
proposta.

5 CONCLUSÕES
A disponibilização de assinaturas de periódicos científicos on line envolve muitos
trâmites. É necessário que se tenha a infra-estrutura de informática, que inclui equipamento
e software, adequação de equipamentos de acesso e, logicamente, a administração de toda a
política de gerenciamento e aquisição e/ou renovação das assinaturas.

11

�Há ainda que lembrar, a necessidade da avaliação da utilização dos textos na versão
eletrônica e, uma vez que podem ser mantidas as assinaturas impressas, a mensuração do
uso desses documentos recuperados eletronicamente.
Já que para Brown (1998, p.34) “consórcio é uma associação de bibliotecas da
mesma região ou do mesmo tipo com os interesses comuns e o desejo de compartilhar
custos”, e observando que na bibliografia consultada não foram encontrados registros de
insucessos, o compartilhamento na aquisição talvez seja mais um caminho alternativo a se
propor.
Considerando que na UFRGS há falta de recursos financeiros para a aquisição de
periódicos, a idéia de um "consórcio" estadual entre bibliotecas acadêmicas poderia ser
uma solução para a compra e uso de assinaturas de periódicos eletrônicos, viabilizando,
para os pesquisadores e comunidade científica, e também à comunidade usuária em geral, a
possibilidade de acesso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BATTIN, Patricia. The electronic Library. Collection Management, New York, v.9, n.2/3,
sum/fall 1987.
BROWN, Doris R.
Consórcios e redes nas bibliotecas acadêmicas dos EUA.
Transinformação, Campinas, v.10, n.1, p.33-61, jan./abr. 1998.
BROWN, David J. Electronic publishing libraries: planning for the impact and growth to
2003. London: Bowker Sauer, 1996. 200p.
DIJKSTRA, Joost. Journals in transaction: from paper to ellectronic access: the
DECOMATE Project. The Serials Librarian, New York, v.33, n.3/4, p.243-270, 1998.
EDWARDS, Judith. Electronic journals: problem or panacea? [obtida pela Internet em
10/09/1998] &lt;URL: http://www.ariadne.ac.uk/issue10/journals/intro.html &gt;
ELECTRONIC publishing and libraries: planning for the impact and growth to 2003.
Compiled by David J. Brown. London: Bowker-Saur, 1996. p. 134-150.
12

�ELSEVIER SCIENCE [obtida pela Internet em 02/11/1999] &lt;URL:http://www.elsevier.nl&gt;
GALE GROUP, 1999. &lt;URL: http://www.galegroup.com &gt;
MIRANDA, Celina Leite. [ celina@vortex.ufrgs.br ] Compartilhamento no Brasil:
aquisição e uso cooperativos na formação de hemeroteca eletrônica. Campinas:
PUCCAMP, 1999. 211f. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) – Faculdade de
Biblioteconomia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 1999.
NILGES, Chip. Envolving and integrated electronic journals solution: OCLC FirstSearch
electronic collections online. The Serials Librarian, New York, v.33, n.3/4, p.299-318,
1998.
OVID.[obtida pela Internet em 01/10/1999]&lt;URL:www.ovid.com/db/databases/title.htm&gt;
PROQUEST. [obtida pela Internet em 16/06/1999] &lt;URL: www.umi.com/proquest &gt;
RODRIGUES, Ana Vera Finardi. Direito Autoral de Artigos Científicos em Rede
Automatizada: perspectiva de editores e referees. Campinas: PUCCAMP, 1999. 109f.
Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia) – Faculdade de Biblioteconomia,
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 1999.
SCOTT, Marianne. Library-publisher relations in the next millennium: the library
perspective. IFLA Journal, v.22, n.5/6, 1998, p.316-319. (Edição com problema no
ano, constando 1996).
SWEENEY, Linden. The future of academic journals: considering the current situation in
academic libraries. New Library World, v.98, n.1132, p.4-15, 1997.

13

�ANEXO A – Levantamento de Periódicos Eletrônicos
Porto Alegre, 07 de julho de 1999.
Colegas,
O Grupo Assessor Técnico em Informações Eletrônica GATIE está realizando um
levantamento dos periódicos eletrônicos (online com texto completo), em razão da
tendência mundial em migrar para assinaturas de periódicos online ou manter o acesso
paralelo em papel e eletrônico. Também a CAPES seguindo esta tendência está realizando
estudos para viabilizar assinaturas online.
Assim, solicitamos informar ao Grupo os periódicos adquiridos através de diferentes
fontes (BC, CAPES, Unidade) que estão disponíveis online em texto completo. Para tanto,
encontra-se anexo o formulário para a execução deste levantamento.
As instruções para o preenchimento do formulário são:
Coluna (1) - Título do periódico completo em ordem alfabética,
Coluna (2) - Número do ISSN,
Coluna (3) - Nome da fonte de pagamento (BC, CAPES, UNIDADE),
Coluna (4) - Onde esta disponível,
Coluna (4.1) - Nome da base ou banco de dados e endereço do site, quando disponível,
Coluna (4.2) - Nome da editora e endereço do site, quando disponível,
Coluna (5) - Preço da assinatura institucional em U$.
As fontes de consulta para a obtenção dessas informações podem ser: o expediente
do próprio periódico, os sites e os catálogos das editoras, as ferramentas de busca (Yahoo,
Excite, Alta Vista, etc ...) e os diretórios de periódicos Ulrich's e Serials Directory
existentes na Biblioteca Central.
Algumas fontes de consulta online:
http://link.springer.de/ol/total/list
http://www.edoc.com/ejournal/
http://www.dcreation.com/hkcu/v4/jol.htm
http://www.cena.usp.br/biblioteca/eletronic_journals.htm
Para o esclarecimento de dúvidas entrar em contato com:
Cristina Volz - ramal 6418 - crisvolz@if.ufrgs.br
Eliane Gonçalves - ramal 3235 - eliane@bc.ufrgs.br
Jeanise Cechinatto - ramal 6004 - cechin@vortex.ufrgs.br
Tania Fraga - ramal 3138 - tania@vortex.ufrgs.br
Informamos que este formulário deve ser entregue em 04/08/99, na reunião do SBU.
Tânia Fraga
Coordenadora

14

�BIBLIOTECA:

TITULO
ISSN
PERIÓDICO
(1)

(2)

DISPONIBILIDADE
FONTE
(4)
PAGAMENTO BASE OU BANCO EDITORA PREÇO U$
DE DADOS
(3)
(5)
(4.1)
(4.2)

15

�ANEXO B

BASES DE DADOS OFERECIDAS
GALE

ÁREAS

ELSEVIER
COMPUTER

CIÊNCIAS
AGRÁRIAS
SUBTOTAL
CIÊNCIAS
BIOLÓGICAS
SUBTOTAL
CIÊNCIAS DA
SAÚDE

3

0

0

5

2

1

11

10

41

ICTA

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

10

VET

2
2

0
0

0
3

0
0

0
0

0
5

0
2

1
2

3
14

3
13

29
80

2
2

0
0

8
8

0
0

1
1

21
21

1
1

3
3

36
36

35
35

71
71

0
0
0

0
0
0

2
13
15

0
0
0

0
17
17

1
37
38

1
97
98

0
50
50

4
214
218

4
159
163

21
198
219

FIS

22

0

1

0

0

12

0

0

35

35

137

GEO

15
14
51

0
0
0

0
1
2

0
7
7

0
0
0

0
0
12

0
0
0

0
5
5

15
27
77

15
27
77

44
54
235

BIO

ESEF
MED

INF

CSH

0

0

12

0

0

9

0

0

21

17

69

PSICO

0
0

0
0

4
16

0
0

1
1

3
12

0
0

1
1

9
30

6
23

19
88

ARQ

0

1

6

2

0

0

0

2

11

9

11

ECO

0

0

24

28

0

18

0

25

95

68

106

FBC

0
0

0
1

1
31

1
31

0
0

0
18

0
0

1
28

3
109

2
79

6
123

ENG

6

1

11

6

0

15

0

16

55

48

268

IPH

4
10

0
1

0
11

0
6

0
0

0
15

0
0

0
16

4
59

4
52

15
283

0
0

0
0
2

2
2
88
153

0
0
44

0
0
19

3
3

0
0

0
0

5
5

5
5

28
28

SUBTOTAL
ENGENHARIAS

SUBTOTAL
LINGUÍSTICA,
CSH
LETRAS E
ARTES
SUBTOTAL
TOTAL

PROQUEST

0

SUBTOTAL
CIÊNCIAS
SOCIAIS
APLICADAS

OVID

NÚMERO DE
TÍTULOS
ANALISADOS

0

SUBTOTAL
CIÊNCIAS
HUMANAS

EXPANDED GENERAL
HEALTH
ACADEMIC BUSINESS REFERENC

TOTAL DE
TÍTULOS
CONTEMPLADOS

Nº DE
OCORRÊNCIAS

AGRO

SUBTOTAL
CIÊNCIAS
EXATAS E DA
TERRA

FIRST
SEARCH

65

16

124

101

105

548

447

1127

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Estudo sobre a viabilidade de assinaturas de periódicos on-line na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. </text>
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                <text>O Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBU, procurando aperfeiçoar o acesso à informação científica e tecnológica, através do Grupo Assessor Técnico em Informações Eletrônicas - GATIE, realizou em 1999 um estudo sobre a viabilidade da assinatura de periódicos eletrônicos. Neste trabalho foram analisadas propostas de editores e fornecedores de periódicos eletrônicos. Para completar esta análise foi feito um levantamento, dentre os títulos impressos e assinados pela UFRGS, quais estariam disponíveis on-line. Complementando as etapas anteriores baseou-se em experiências relatadas na literatura especializada. O estudo resultou num parecer técnico do GATIE apresentado ao SBU, como forma a dar subsídio a tomada de decisões.</text>
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                    <text>ESTABELECIMENTO DE UMA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES NO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Valéria dos Santos Gouveia Martins
Biblioteca Central – Universidade Estadual de Campinas *
bidados@obelix.unicamp.br
Montserrat Urpí Cámara
Biblioteca Central – Universidade Estadual de Campinas *
murpi@obelix.unicamp.br
Maria de Lourdes Fernandes Villas Boas
Biblioteca Central – Universidade Estadual de Campinas *
bccomp@obelix.unicamp.br
Colaboradores: membros do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento de Coleções1

RESUMO
O presente tem como objetivo apresentar uma metodologia de trabalho visando elaborar uma
proposta para o estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento de Coleções no Sistema
de Bibliotecas da Unicamp, em função das necessidades de racionalização e otimização dos
recursos financeiros, humanos e de equipamentos disponíveis, a explosão bibliográfica
exponencial, o compartilhamento de recursos e estabelecimento de consórcios/redes, as novas
necessidades e nível de exigência do usuário, a aplicação das novas tecnologias na biblioteca
no acesso à informação e no desenvolvimento das rotinas.

1

Cássia R. Silva, Clarinda R. Lucas, Floriana L. D’Astuto, Gildenir Carolino Santos, Heloísa M. Ceccotti,

Jacqueline Françoise Bressan Neptune, Joana D’Arc da Silva Pereira, Maria Lourdes Fernandes Villas Boas,
Maria Solange P. Ribeiro, Marli Ivonete A. Medeiros, Montserrat Urpí Cámara, Regina Ap. B. Vicentini, Rita
Ap. Sponchiado, Rosaelena Scarpeline, Rosemary Passos, Sandra Lane Bruno, Sandra Lúcia Pereira, Sandra M.
Moura, Silvania Renata D.J.R. Cirilio, Sonia R. C. Vosgrau, Sueli F. Faria.
1

�1 INTRODUÇÃO
O tema Desenvolvimento de Coleções tem sido vastamente abordado na literatura nacional e
internacional, com o intuito de rever os processos inerentes à biblioteca, que se iniciam no
estudo da comunidade usuária e finalizam na conservação e preservação dos materiais
bibliográficos. Porém o que se observa é que estes processos apesar de estarem presentes no
trabalho do profissional bibliotecário, não são vistos, no dia a dia, como um ciclo dinâmico e
auto-sustentável. Evans, 1979, já definia o Desenvolvimento de Coleções como:
“ ... a universal process in the library world whereby the library staff brings
together a variety of materials to meet patron demands. The dynamic selfperpetuating cycle consists of six definable elements: community analysis,
policies, selection, acquisiton, weeding and evaluation”.
Outros fatores, ao longo do tempo, também tem contribuído para que o estudo de
Desenvolvimento de Coleções se intensifique nas organizações, tais como:
•

necessidades de atender as novas expectativas e nível de exigência do usuário;

•

a racionalização e otimização dos recursos financeiros disponíveis tendo em vista o
aumento do custo para aquisição da informação e redução de verbas;

•

otimização de recursos financeiros, humanos e de equipamentos;

•

explosão bibliográfica exponencial;

•

racionalização do espaço físico;

•

custo versus benefícios, observando os objetivos e tendências da instituição;

•

aplicação das novas tecnologias na biblioteca no acesso à informação e no
desenvolvimento das rotinas;

•

compartilhamento de recursos e estabelecimento de consórcios/redes;

•

necessidade de uma política formal que norteie as bibliotecas na formação e no
gerenciamento de suas coleções.
2

�É neste contexto que o Sistema de Bibliotecas da Unicamp – SBU, preocupado com a
melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados à comunidade universitária, formou
um Grupo de Trabalho para estabelecer uma política formal de Desenvolvimento de Coleções.
O objetivo do grupo é fornecer ao SBU e à comunidade acadêmica uma política flexível,
visando acompanhar as mudanças nas necessidades dos usuários e o surgimento de novos
recursos informacionais, fornecendo subsídios e elementos na tomada de decisão, na
formação e manutenção dos acervos, normalizando e formalizando os processos, fluxos e
atividades envolvidas.

2 HISTÓRICO DO GTDC
•

1998

A Reitoria institui pela Portaria 243/98 um Grupo de Trabalho com o objetivo de elaborar as
diretrizes de reestruturação da Biblioteca Universitária da Unicamp. Dentre as várias
recomendações, este Grupo de Trabalho2 ressalta:
“... necessidade de qualificar os acervos, ou seja, de balizar seu crescimento
através de diretrizes e parâmetros mais especificamente voltados para a
constituição de coleções que efetivamente representem os principais caminhos já
trilhados pelo saber, nos campos em que a Universidade atua, e para um
atendimento mais sistemático das necessidades do ensino e nas áreas emergentes
da pesquisa.”
Enfatiza, ainda:
“...É indispensável, em outras palavras, que a Reitoria crie uma ou mais linhas
de financiamento para a aquisição do material bibliográfico à qual só terão

2

Relatório do Grupo de Trabalho instituído pela Portaria 243/98 : a Biblioteca Universitária. Campinas:

Universidade Estadual de Campinas, 1999.
3

�acesso as Unidades que planificarem o crescimento de suas coleções – isto é, as
Unidades que explicitarem o perfil que desejam para seus acervos, a médio e
longo prazo que apontarem lacunas e apontarem diretrizes”.
•

1999

Em função das recomendações acima, criou-se em Setembro de 1999 um Grupo de Trabalho
de Desenvolvimento de Coleções – GTDC, formado inicialmente por três bibliotecários das
áreas de aquisição, referência e planejamento, com o objetivo de estudar e elaborar uma
proposta sobre o tema.
Devido a abrangência do tema Desenvolvimento de Coleções e a preocupação de envolver o
Sistema como um todo, ou seja, ter a representação de todas as áreas existentes na
Universidade, o grupo inicial foi ampliado contando, atualmente, com a participação de 26
profissionais bibliotecários de 17 Unidades.

3 APRESENTAÇÃO DO SBU
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP é composto pela Biblioteca Central (Coordenadora
do Sistema) e 19 Bibliotecas Seccionais, integrando aproximadamente 96 bibliotecários. O
número de usuários inscritos no SBU é de 20.328 distribuídos entre colégios técnicos, alunos
de graduação, pós-graduação, docentes e servidores técnicos-administrativos. O acervo das
bibliotecas concentram mais de 457.450 registros bibliográficos entre livros, títulos de
periódicos, teses e outros materiais abrangendo as Áreas de Biomédicas, Exatas, Tecnológicas
e Artes e Humanidades, com uma circulação anual de 1.278.858 materiais bibliográficos. As
coleções das bibliotecas estão à disposição de toda a comunidade interna e externa a
Universidade para consulta local. O banco de dados ACERVUS possibilita, através do
software VIRTUA, a localização dos materiais bibliográficos através de equipamentos ligados
em rede, possibilitando também aos usuários do Sistema o acesso a base de dados on-line e

4

�em CD-ROM (Sistema ERL – Electronic Reference Library). A Unicamp, no ano 1998,
atendeu 30.768 solicitações de empréstimo retornável e não retornável, e solicitou um total de
7.773 empréstimos.
O Sistema oferece informações técnico-científicas como suporte aos programas de ensino,
pesquisa e extensão desenvolvidos pela Universidade e possibilita o acesso à informação
armazenada e gerada na UNICAMP, à comunidade científica do país, promovendo
intercâmbio de informações, experiências e documentos. Possui um valioso acervo de obras
raras, na sua Área de Coleções Especiais, que conta também com coleções de historiadores e
filósofos.

4 METODOLOGIA
Tendo em vista que o Desenvolvimento de Coleções é um processo de planejamento e como
tal exige comprometimento com metodologias e que ao mesmo tempo afeta e é afetado por
diversos fatores internos e externos, conforme expõe Vergueiro, 1989, o GTDC sistematizou
o estudo em diversas etapas a fim de buscar resultados mais satisfatórios e abrangentes.

4.1 Etapas Desenvolvidas
4.1.1 Levantamento bibliográfico
A coordenação geral do GTDC realizou no início dos trabalhos um levantamento
bibliográfico bem como uma bibliografia anotada, para posterior consulta e facilitação no
desenvolvimento dos trabalhos. Foram também pesquisadas e analisadas políticas formais de
Desenvolvimento de Coleções estabelecidas e implantadas em bibliotecas nacionais e
internacionais.

5

�4.1.2 Abrangência conceitual do tema Desenvolvimento de Coleções

Sistematização
Benefícios
Benefícios
Formalização
Formalização/ /Normalização
Normalização

Abrangência
Abrangência

Desenvolvimento
Desenvolvimento
de
deColeções
Coleções

••Estudo
Estudoda
da
comunidade
comunidade
••Seleção
Seleção
••Aquisição
Aquisição
••Avaliação
Avaliação
••Desbastamento
Desbastamento
••Preservação
Conservação /

Metodologia
Metodologia

• •Critérios
Critérios/ /Indicadores
Indicadores
• •Instrumentos
Instrumentosde
deApoio
Apoio
• •Fluxos
/
Procedimentos
Fluxos / Procedimentos

Subsídios/
Subsídios/
Políticas
Políticas

Preservação

Retroalimentação
Retroalimentação
(Usuários
Informacionais
(Usuários/ /Recursos
RecursosInformacionais

4.1.2.1

Identificação de Ações a serem Desenvolvidas e Instrumentos de Apoio

Utilizáveis no SBU:
•

Estudo da Comunidade Usuária. Analisar quantitativa e qualitativamente os hábitos,
necessidades e demandas de informação dos usuários, podendo ter como instrumentos
de apoio para análise: entrevistas, questionários, observação direta, banco de
desideratas, formulário de sugestões, incidente crítico, etc.

•

Seleção. Segundo Figuereido (1998) a melhor definição é: “... fornecer o livro certo
para o leitor certo, no tempo certo”. A seleção utiliza como instrumentos de apoio para
análise: catálogos de editores (em diversos formatos), listas de livros recomendados,
bibliografias, resenhas, banco de desideratas/sugestões, procedimentos adotados no
recebimento de permuta e doações, etc.

6

�•

Aquisição. Compreende a compra, doação e permuta de materiais bibliográficos,
podendo ter como instrumentos de apoio as adequações de verbas orçamentárias e
extra orçamentárias, compartilhamento de recursos através de consórcios, redes,
programas de permuta e recebimento de doações, etc.

•

Avaliação de Coleções. Avaliar a resposta da coleção frente as necessidades dos
usuários, através de critérios quantitativos, qualitativos e fatores de uso e impacto,
técnicas bibliométricas, para os diversos tipos de materiais bibliográficos, podendo ter
como instrumentos de apoio inventários e coleta de dados estatísticos, etc. Esta ação
indiretamente oferece recursos para avaliar todo o processo de Desenvolvimento de
Coleções.

•

Desbastamento. Compreende os processos de conservação ou substituição dos
materiais bibliográficos, remanejamento (alocação dos materiais em lugares menos
acessíveis) e descarte ou retirada definitiva. Como instrumento de apoio são utilizados
critérios, comissões, etc.

•

Preservação. Evolve desde a adequação do edifício, na construção ou reforma, ao
controle ambiental, rotinas de higienização, de desinfestações, política de segurança
contra roubo e plano de prevenção de acidentes. Também se inclui a seleção para
preservação a qual visa mapear os itens da coleção com riscos maiores de
deterioração.

•

Incorporação Patrimonial. Apesar da literatura não apontar esta ação como parte
integrante do Desenvolvimento de Coleções, observa-se a necessidade de analisar este
item nas organizações, principalmente nos órgãos públicos.

7

�4.1.3 Divisão dos temas e composição dos subgrupos (SG):

SG1

•Estudo da comunidade
•Avaliação de coleções
•Seleção

SG2

Grupo de Estudo de Doações

•Aquisição

Bibliotecários interessados numa
política de Descarte

•Desbastamento

•Incorporação patrimonial
SG3

•Preservação

[O SG2 incorpora nas suas análises as considerações apontadas pelos grupos de trabalho formados anteriormente
ao GTDC]

Cada subgrupo foi formado visando possuir a representação de todas às áreas do
conhecimento da Universidade (Exatas, Biomédicas, Artes e Humanidades e Tecnológicas)
(ANEXO 1), com a seguinte estrutura:
•

Coordenação geral do GTDC;

•

Coordenador para cada subgrupo;

•

Um bibliotecário participando em todos os subgrupos como elo de ligação entre os
mesmos, visando o inter-relacionamento e a integração dos mesmos.

4.1.4 Portaria
Para a oficialização do trabalho desenvolvido pelo GTDC na Universidade, foi elaborado uma
Portaria que encontra-se em fase de aprovação junto a Reitoria da Unicamp.

8

�4.1.5 Mapeamento do SBU
Foram realizadas diversas reuniões com os subgrupos os quais optaram pela elaboração de
questionários como mecanismo mais viável, no momento, para mapeamento do SBU. Para
viabilizar a aplicação dos mesmos, a coordenação geral do GTDC adequou as questões em um
único questionário (ANEXO 2), a ser respondido pelos Diretores das Bibliotecas do Sistema.

4.1.6

Análise das Recomendações dos Grupos de Trabalho do SBU

O GTDC tem considerado em suas análises e na elaboração dos questionários as
recomendações dos Grupos de Trabalho instituídos em várias instâncias no SBU para estudar
e propor melhorias nos problemas sistêmicos detectados.

Metodologia utilizada nas Bibliotecas
Seccionais para estabelecimento de
prioridades dos títulos de periódicos
(Avaliação de Coleções)

Recomendações do Grupo de
Doação (incorporado no SG2)

GTDC

Recomendações do Grupo de
Processos Técnicos (Descarte)

GT-Portaria 243
Biblioteca Universitária: modelos de
questionários (Satisfação do usuário)

Recomendações do GT Consórcio da
CRUESP (Seleção / ERL / EEB /
etc.)

4.2 Etapas a serem desenvolvidas
4.2.1. Identificação das necessidades/satisfação do usuário
Será elaborado um questionário para o levantamento das necessidades e satisfação da
comunidade interna em relação as coleções da Universidade.

9

�4.2.2. Identificação dos pontos fortes e fracos
Estes pontos serão levantados após a tabulação e análise dos dados coletados nos
questionários. Paralelo a análise, os subgrupos darão continuidade às reuniões para elaboração
dos fluxos das rotinas pertinentes ao Desenvolvimento de Coleções.

4.2.3 Proposta de Política de Desenvolvimento de Coleções
Será elaborada uma proposta de Política de Desenvolvimento de Coleções a ser analisada e
aprovada pelo Órgão Colegiado –composto por professores de cada área da Universidade e
representantes bibliotecários-, bem como pelos Diretores de Bibliotecas.

4.2.4. Seminário de capacitação
Como última etapa o GTDC pretende realizar um seminário interno para capacitação dos
recursos humanos envolvidos nas atividades das bibliotecas do SBU, tendo em vista a
aplicação da Política de Desenvolvimento de Coleções e dos processos inerentes ao mesmo.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Observa-se na atualidade que para a formação e manutenção dos seus acervos o SBU possui
dois tipos de ações:
•

•

Sistêmicas:
•

Assinatura de periódicos com recursos orçamentários da Universidade;

•

Avaliação das assinaturas de periódicos;

•

Incorporação patrimonial.

Não Sistêmicas:
•

Estudo de usuário;
10

�•

Seleção e aquisição de materiais bibliográficos com recursos orçamentários e
extra-orçamentários;

•

Avaliação da coleção;

•

Desbastamento;

•

Conservação e preservação.

Esta dualidade de ações vem permitindo ao longo dos anos, que os recursos financeiros
destinados sejam devidamente otimizados em relação as novas necessidades de ensino e
pesquisa da instituição.
Conforme Figueiredo, 1998:
“... A habilidade técnica do profissional, aliada a sua capacidade intelectual,
deve dar origem a bibliotecas eficientes onde coleções satisfatórias sejam úteis e
benéficas às comunidades a que pretendam servir. Ao colocar o universo de
registros informacionais disponível e acessível à população de usuários, com o
mínimo de dispêndio e com os melhores resultados, otimizando a relação
custo/benefício, está o bibliotecário bem cumprindo a sua missão profissional”.
Desta forma, a escassez de recursos e o crescente volume de informações técnico-científicas,
nos diversos suportes tem levado as instituições buscarem o compartilhamento de seus
acervos, readequando-os. Tal situação vem reforçar ainda mais a necessidade de se
estabelecer nas organizações uma Política de Desenvolvimento de Coleções, dinâmica e
consensual, visando um planejamento a curto, médio e longo prazo, o custo versus benefício e
a otimização dos recursos e serviços disponíveis nas bibliotecas. Figueiredo considera que:
“ A escassez de recursos financeiros no mundo em crise atinge os serviços de
informação e as bibliotecas estão considerando as possibilidades de compartilhar
recursos para racionalizar o desenvolvimento das coleções através de aquisição
planificada e aquisição cooperativa.

11

�O compartilhamento de recursos intensifica o uso, evita a ociosidade de
equipamentos e melhora a relação custo/benefício”.

BIBLIOGRAFIA
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In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994,
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DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1997, Fortaleza, CE. Anais ... Fortaleza,
1997. 11 p.
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12

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MAGRILL, Rose Mary; CORBIN, John. Acquisitions management and collection
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&lt;http://www2.uji.es/rebiun/normasbibliotecas.html&gt; [Consulta: 12 agosto 1999].
13

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS.
Subsídios para o estabelecimento de política de desenvolvimento de acervos para as
bibliotecas do SIBi/USP. São Paulo: SIBi/USP, 1998. 14 p. (Cadernos de estudos, n. 7).
ISBN 85-7341-012-7.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. O futuro das bibliotecas e o Desenvolvimento
de Coleções: perspectivas de atuação para uma realidade em efervescência. Perspectivas
em ciência da informação, v. 2, n. 1, p. 93-107, jan./jun. 1997.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis:
APB, 1989. 96 p. (Coleção palavra-chave, 1).
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de Coleções: uma nova visão
para o planejamento de recursos informacionais. Ciência da informação, v. 22, n. 1, p. 1321, jan./abr. 1993.

14

�ANEXO 1
Membros do Grupo de Trabalho Desenvolvimento Coleções
SUBGRUPOS (SG)

PARTICIPANTES

UNIDADE ÀREA

SG1: Estudo da comunidade Montserrat Urpí Cámara (Coordenador)
e Avaliação de coleções
Floriana L. D’Astuto
Joana D’Arc da Silva Pereira
Rita Ap. Sponchiado
Sandra Lúcia Pereira
Maria Solange P. Ribeiro
Sueli F. Faria
SG2: Seleção, Aquisição,
Regina Ap. B. Vicentini (Coordenador)
Desbastamento e
Gildenir Carolino Santos
Incorporação patrimonial
Jacqueline F. Bressan Neptune
Maria de Lourdes F. Villas Boas
Marli Ivonete A Medeiros
Rosemary Passos
Sandra M Moura
Silvania Renata D.F.R. Cirilio
Sonia R. C. Vosgrau

BC
IEL
BAE
IFGW
FCM
BAE
BC
IFCH
FE
CTC
BC
IA
FE
BAE
IMECC
BC

BC
Humanidades
Tecnológica
Exatas
Biomédicas
Tecnológica
BC
Humanidades
Humanidades
Tecnológica
BC
Humanidades
Humanidades
Tecnológica
Exatas
BC

SG3: Preservação

CE
IG
IFCH
FOP
CM

BC
Exatas
Humanidades
Biomédicas
----------------

Sandra Lane Bruno (Coordenador)
Cássia R. Silva
Clarinda R. Lucas
Heloísa M. Ceccotti
Rosaelena Scarpeline

[BC: Biblioteca Central; IEL: Instituto de Estudos da Linguagem; BAE: Biblioteca da Área da Engenharia;
IFGW: Instituto de Física Gleb Wataghin; FCM: Faculdade de Ciências Médicas; IFCH: Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas; CTC: Colégio Técnico de Campinas; IA: Instituo de Artes; FE: Faculdade de Educação;
IMECC: Instituo de Matemática, Estatística e Ciência da Computação; CE: Coleções Especiais; IG: Instituto de
Geociências; FOP: Faculdade de Odontologia de Piracicaba; CM: Centro de Memória]

15

�ANEX0 2
Questionário para o mapeamento do SBU:
Estudo da comunidade e Avaliação de Coleções
1. A biblioteca apresenta relatório a sua Unidade além do Relatório anual do SBU?
sim
( )
não
( )
Se sim, apresenta outros tipos de dados dos coletados para o Relatório do SBU?
sim
( )
não
( )
Indique quais:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
2. A biblioteca coleta dados relativos ao atendimento de usuários:
( ) Externos
( ) Não presenciais
Como?
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
3. Quais são os serviços/produtos aos quais têm acesso os usuários:
Externos:
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
Não presenciais:
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
Os serviços são cobrados?
sim
( )
não
( )
Indique o valor:
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
4. A biblioteca realiza avaliação de suas coleções?
( ) sim ( ) não
Em caso afirmativo, quais são os tipos de materiais avaliados:
( ) Periódicos (papel)
( ) Periódicos eletrônicos
( ) Monografias
( ) Obras de referência
( ) Coleções especiais
( ) Bases de dados texto completo
( ) Bases de dados referenciais
( ) Materiais não convencionais:
( ) Normas técnicas
( ) Catálogos de arte
( ) Partituras
( ) Audiovisuais
( ) Microformas
( ) Mapas
16

�( ) Folhetos
( ) Outros:
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
Indique a periodicidade das avaliações:
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
5. Quais são os critérios utilizados na avaliação de coleções?
5.1. Critérios gerais:
Critérios
Relevância
Idioma
Idade da coleção
Obsolescência científica
Disponibilidade de edições mais recentes
Disponibilidade de edições em outros formatos
Duplicação do título em formato eletrônico de texto completo
Duplicação do título na Universidade
Custo
Inclusão nos principais índices
Demanda dos departamentos e individuais
Fator impacto
Estado físico
Circulação
Consulta local
Empréstimo entre bibliotecas
Comutação bibliográfica
Outros, quais:

M

P

T

[M: monografias; P: periódicos; T: todos os tipos de materiais]
5.2.Critérios específicos:
(a) Comparativos:
( ) Bases de dados referenciais
( ) Bibliografias especializadas
( ) Adequação as linhas de pesquisa da Unidade
( ) Bibliografia curricular
( ) Presença na coleção da bibliografia citada na produção científica dos docentes e nos
levantamentos bibliográficos
( ) Catálogos de outras bibliotecas
( ) Catálogos de editoras
(b) Benchmark:
( ) Bibliotecas da mesma área: ( ) nacionais ( ) internacionais
Quais:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
( ) Bibliotecas de outras áreas: ( ) nacionais ( ) internacionais
Quais:
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
17

�(c) Necessidades e satisfação dos usuários:
( ) Presenciais
( ) Não presenciais
•
Instrumentos utilizados:
( ) Entrevista
( ) Questionário
( ) Observação direta
( ) Formulários de sugestões
( ) Incidente crítico
( ) Banco de desideratas
Indique a periodicidade:
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
(d) Outros estudos:
( ) Média de crescimento anual
( ) Adequação do número de exemplares por demanda
( ) Técnicas bibliométricas
( ) Tamanho de excelência
( ) Valor monetário das coleções, inclusive as coleções especiais
(e) Avaliação de recursos eletrónicos:
( ) Uso
( ) Necessidades de hardware
( ) Disponibilidade de equipamentos
( ) Licença mono / multi-usuário
( ) Existência de avaliações ou referências do produto
( ) Pesquisa por palavra-chave e booleanas
( ) Qualidade da visualização
( ) Disponibilidade de abstracts ou texto completo
( ) Apresenta vantagem frente ao material impresso
( ) Fornecedor
( ) Custo
( ) Aquisição através de consórcios e/ou redes

Seleção, Aquisição, Desbastamento e Incorporação patrimonial
6. Você tem identificado na sua coleção as categorias abaixo relacionadas?
( ) sim, quais:
( ) não
( ) Referência
( ) Básica
( ) Didática
( ) Lastro
( ) Literatura corrente
( ) Outros
7. No processo de seleção de materiais bibliográficos, a biblioteca adota metodologias próprias?
( ) sim, anexar cópia
( ) não, indicar os critérios utilizados (informais)
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
8. Quem realiza a seleção do material bibliográfico na biblioteca?
( ) Comissão de biblioteca
( ) Bibliotecário
( ) Bibliógrafo
( ) Coordenadores de departamentos
( ) Outros, quais
_________________________________________________________________________
18

�Quem decide a aquisição do material selecionado?
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
9. Quais são os instrumentos de apoio utilizados no processo de seleção do material bibliográfico?
Assinale os que você utiliza:
( ) Catálogos
( ) Sites de editoras
( ) Lista dos departamentos
( ) Bibliografia dos cursos
( ) Sugestões de alunos
( ) Indicação de professores
( ) Linhas de pesquisa
( ) Catálogos de outras bibliotecas (áreas similares)
( ) Outros, indique quais:
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
10. Quais são os critérios utilizados no processo de seleção de material bibliográfico para aquisição e
recebimento de doações? Indique os adotados na sua biblioteca:
Critérios
Qualidade do conteúdo
Demanda do usuário
Adequação ao currículo e linhas de pesquisa
Quantidade de exemplares necessários
Assunto ou área de cobertura do título
Atualidade da obra
Disponibilidade em outras bibliotecas
Duplicidade do material na própria coleção
Material já existe em outras bibliotecas do sistema
Custo do material
Autoridade do autor ou corpo editorial
Língua de publicação
Formato (papel, meio eletrônico, etc.)
Aquisição compartilhada
Falhas de coleção ou exemplares extraviados
Valor efêmero ou permanente
Estado de preservação
Material fotocopiado
Traduções importantes
Obras raras ou especiais
Anotações ou dedicatórias de notáveis
Prefácios ou introduções dignos de atenção
Valor histórico para a Instituição
Primeiras edições ou edições diferentes das existentes na biblioteca
Outros, quais:

11. A biblioteca realiza a seleção para preservação?
( ) sim ( ) não
• Em caso afirmativo, quem é responsável:
( ) Comissões – comitês consultivos
( ) Especialistas
19

Seleção

Doação

�( ) Bibliógrafos
( ) Bibliotecários
( ) Outros:
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
• Em caso negativo, quais são os motivos:
( ) Falta de infra-estrutura
( ) Falta de pessoal qualificado
( ) Outros:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
12. A blioteca possui critérios de seleção para preservação?
( ) sim, assinale os critérios adotados:
( ) não
( ) História da Ciência (Exatas e Biológicas)
( ) Uso pesado
( ) Mal estado de conservação e em uso
( ) Período de tempo
( ) Formato
( ) Coleções representativas
( ) Coleções especiais
( )
Raros
( ) Local de impressão
( ) Item por item
( ) Amostragem
( ) Levantamentos bibliográficos
( ) Outros critérios:
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
13. Quais são os critérios que podem ser adotados no descarte do material bibliográfico?
( ) Data de publicação da obra
( ) Obsolescência científica
( ) Duplicatas de material
( ) Estado físico do material
( ) Excedentes
( ) Em desuso
( ) Materiais inadequados
( ) Disponibilidade em formatos eletrônicos
( ) Disponibilidade de edições mais recentes
( ) Coleções de periódicos não correntes, que não apresentam demanda, com falhas de coleção
( ) Periódicos de divulgação e interesse temporário
( ) Outros, relacione quais
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
14. Quais são os recursos financeiros que a biblioteca utiliza para a aquisição de materiais bibliográficos?
( ) Verba orçamentaria (Instituto)
( ) Verba orçamentaria (Universidade)
( ) Verba extra-orçamentária:
( ) CNPq
( ) CAPES
( ) FAPESP (Reserva técnica, FAPlivros, etc.)
( ) FUNCAMP
( ) FAEP
( ) Outros, indique quais:
_________________________________________________________________________
20

�15. Quem efetua a compra dos materiais bibliográficos na Unidade?
( ) Biblioteca
( ) Departamento de compras
16. A biblioteca faz intercâmbio com outras instituições?
( ) sim ( ) não
Em caso afirmativo, mantém um cadastro de instituições para o intercâmbio?
( ) sim ( ) não
17. A biblioteca formaliza a doação através de documento, quando do seu recebimento?
( ) sim, anexar cópia
( ) não
18. A biblioteca é depositária da produção científica dos docentes e pesquisadores da Unidade?
( ) sim, assinale quais materiais:
( ) não
( ) Teses
( ) Artigos de periódicos
( ) Periódicos
( ) Separatas
( ) Livros
( ) Trabalhos publicados em congressos
( ) Outros, indique quais
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
19. Quais são as dificuldades ou obstáculos identificados por esta biblioteca na incorporação patrimonial do
material bibliográfico?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

Preservação
20. A biblioteca tem uma política implantada visando a preservação da coleção?
sim ( ) não ( )
Em caso positivo: Qual?
( ) Conservação do edifício
( ) Controle ambiental
( ) Segurança
( ) Prevenção de acidentes
( ) Conservação
( ) Reformatação
( ) Fiscalização e esterilização na entrada de documentos por aquisição, doação ou permuta
Desde quando? _____________________________________________________________
21. A biblioteca desenvolve ações de preservação, quais?
( ) Controle por vistoria das infestações
( ) Desinfestação de cupins, traças, etc. ( ) no local ( ) terceirizada
( ) Higienização dos documentos
( ) no local ( ) terceirizada
( ) Desacidificação
( ) no local ( ) terceirizada
( ) Acondicionamento
( ) no local ( ) terceirizado
( ) Pequenos reparos
( ) no local ( ) terceirizado
( ) Restauração
( ) no local ( ) terceirizada
( ) Encadernação
( ) no SBU
( ) no local ( ) terceirizada

21

�Indique a periodicidade:
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
22. A biblioteca possui infra-estrutura para a melhoria das condições ambientais visando as coleções?
( ) Equipamento de climatização com controle de temperatura e umidade
( ) total
( ) parte
( ) nenhum
( ) Aparelho de ar condicionado:
( ) Central
( ) Unidades independentes
( ) Desumidificadores
( ) Controle de luminosidade
( ) Programa de manutenção de equipamentos
( ) Monitoramento continuo do ambiente
( ) Iluminação artificial:
Assinale o tipo: ( ) Fluorescente ( ) Incandescente
( ) Alogeno
( ) Boa circulação de ar
( ) Janelas:
Assinale isolamento de luminosidade:
( ) Cortina
( ) Persiana
( ) Insufilme
( ) Nenhum
23. O prédio possui problemas de estrutura?
( ) sim
( ) não
Em caso positivo, indique quais:
( ) Fendas
( ) Goteiras
( ) Falhas estruturais:
Indique quais:
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
( ) Outros problemas:
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
24. O prédio da biblioteca fica próximo a fontes geradoras de poluição ou umidade?
( ) sim
( ) não
Em caso afirmativo, indique quais:
( ) Indústrias
( ) Construções
( ) Ruas movimentadas
( ) Depósito de água
( ) Lago
( ) Plantas (árvores, jardins externos ou internos, vasos de plantas)
( ) Animais
( ) Laboratórios
25. A biblioteca possui dispositivo de segurança contra fogo?
( ) sim
( ) não
Em caso afirmativo, indique quais:
( ) Detetores de fogo (aspersores)
( ) Extintores:
( ) manuais ( ) automáticos (sprinklers)
( ) Porta corta-fogo
( ) Outros: ________________________________________________________________

26. Quais são as condições da rede elétrica no prédio da biblioteca?
( ) ótima
( ) boa
( ) regular
( ) ruim

( ) não sei responder

27. Quais são as condições da rede hidráulica no prédio da biblioteca?
( ) ótima
( ) boa
( ) regular
( ) ruim

( ) não sei responder

22

�28. Os funcionários da biblioteca possuem treinamento para:
( ) Questões de segurança
( ) Prevenção de acidentes
29. A biblioteca possui rotinas de manutenção do prédio?
( ) sim
( ) não
Em caso positivo:
( ) No local
( ) na Universidade

( ) Terceirizada

30. Para acondicionamento das coleções a biblioteca possui:
( ) Pastas poliondas
( ) Caixas e pastas de papelão neutro
( ) Caixas bibliográficas de aço para periódicos e folhetos
( ) Outros tipos de embalagens:
_______________________________________________
31. Qual é o tipo de etiquetas de identificação utilizado na lombada dos livros:
( ) adesivo ( ) gravação
( ) outro tipo: _________________________________________
Qual é a proteção utilizada:
( ) fita adesiva
( ) fita magica ( ) contact

( ) outros: ________________________

32. Qual é o tipo de mobiliário utilizado na biblioteca para as coleções?
( ) Madeira
( ) Metal
( ) Outros: _____________________________________________________________________
33. A biblioteca proporciona orientação quanto ao uso e manuseio da coleção?
( ) aos funcionários
( ) aos usuários
Em caso positivo: De que tipo ?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
34. A biblioteca possui normas quanto a fotocópias, gravação e scaneamento dos documentos da coleção?
( ) sim
( ) não
Em caso positivo, anexe cópia:
35. Você gostaria de acrescentar aspectos relacionados ao desenvolvimento de coleções que não tenham sido
contemplados neste questionário?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

23

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento de Coleções no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. </text>
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                <text>Martins, Valéria dos Santos Gouveia, Cámara, Montserrat Urpí, Villas Boas, Maria de Lourdes Fernandes, </text>
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                <text>O presente tem como objetivo apresentar uma metodologia de trabalho visando elaborar uma proposta para o estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento de Coleções no Sistema de Bibliotecas da Unicamp, em função das necessidades de racionalização e otimização dos recursos financeiros, humanos e de equipamentos disponíveis, a explosão bibliográfica exponencial, o compartilhamento de recursos e estabelecimento de consórcios/redes, as novas necessidades e nível de exigência do usuário, a aplicação das novas tecnologias na biblioteca no acesso à informação e no desenvolvimento das rotinas.</text>
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                    <text>CONVERGÊNCIA : UM FATOR DE QUALIDADE NAS REDES ACADÊMICAS

Clarice Muhlethaler de Souza
Universidade Federal Fluminense
Núcleo de Documentação
csouza@alternex.com.br
Resumo
Objetiva-se através da identificação, análise e descrição da situação da redes acadêmicas no
âmbito universitário, destacar o papel das tecnologias da informação e da comunicação,
especialmente a Internet, como fator de qualidade na promoção da interdisciplinaridade e do
aprimoramento do ensino e da pesquisa. Mediante parâmetros relativos ao grau de
conhecimento e utilização dos recursos da Internet e o fator de impacto do uso desses recursos
procurou-se demonstrar aspectos da gestão do conhecimento nas redes acadêmicas à partir do
uso da Internet como uma rede “mediática” de acesso à informação.
1.O PROBLEMA
Estamos vivendo uma nova dimensão - um mundo cada vez mais eletrônico e
virtual - no qual o tempo e o espaço tiveram seu significado substancialmente modificado.
Nessa nova dimensão, redes de computadores, sistemas de televisão a cabo, telefone celular,
redes digitais, áudio e imagens digitalizadas já fazem parte do cotidiano de boa parte da
população deste planeta.
Já estamos nos acostumando com o armazenamento e transmissão de sons, imagens e
texto de forma digital através de sistemas de multimídia. A manipulação dos dados está se
convertendo em uma das principais atividades humanas, se não a primeira. O meio ambiente
está em grande parte modelado pelo ser humano e apresenta uma parte visível (material)
constituída por artefatos e outra parte invisível (a informação) composta de um contexto
intelectual e moral entre outros. Se a informação é o material principal que utiliza o homem

1

�para dar forma à sociedade e sobreviver em meio aos seus contornos, a aprendizagem do
tratamento e recuperação deveriam ser os focos principais da formação do cidadão.
No contexto acadêmico, a informação e o conhecimento são elementos
fundamentais porque cumprem um papel multifuncional (Silvio, 1994): como recursos para a
tomada de decisão e a solução de problemas associados ao ensino, à pesquisa e à extensão;
como elementos operativos que se transformam mediante os processos típicos do trabalho
acadêmico para formar conjuntos mais complexos; e ao mesmo tempo, como produtos desse
trabalho. Nesse sentido, a informação e o conhecimento são susceptíveis de serem
gerenciados da mesma forma que qualquer outro recurso de uma organização, de uma
sociedade.
Nesta pesquisa tratamos desse segundo espaço, mais especificamente, o processo de
intercomunicação no ambiente acadêmico.
O mundo científico e acadêmico em geral, tem se manifestado favorável à cooperação,
integração e comunicação, pelas quais se caracteriza o fenômeno da "globalização do
conhecimento".
Conforme afirma Damski &amp; Valente (1995) , a Internet, por razões técnicas e
históricas, tornou-se um padrão de comunicação não só dentro de uma rede de computadores,
mas principalmente entre redes de computadores.
Considerando o fato de que a Internet é uma fonte de informações do tipo estática e ao
mesmo tempo dinâmica, por se constituir num excelente repositório de conhecimentos em
discussão e possibilitar a interação constante entre grupos e pessoas que discutem assuntos
específicos, não é difícil entender o seu impacto na sociedade como meio de informação e de
comunicação.

2

�Através de uma pesquisa junto a comunidade acadêmica da Universidade
Federal Fluminense, procurou-se conhecer melhor o estágio em que se encontra essa rede
acadêmica, no que concerne a participação e utilização dos recursos da Internet, assim como,
quanto os impactos causados por essa nova tecnologia da informação e da comunicação no
processo de comunicação científica, promovendo a interdisciplinaridade e favorecendo a
modernização das formas de ensino e pesquisa.
Tendo em vista a amplitude do escopo da pesquisa foram estabelecidos 4
módulos, a saber : diagnóstico preliminar; análise do paradigma vigente, construção do
protótipo e definição do modelo de convergência.
O presente trabalho se refere exclusivamente às conclusões do primeiro e do segundo
módulo de pesquisa referentes ao diagnóstico preliminar dos impactos da Internet nas redes
acadêmicas existentes no âmbito da UFF e a análise do paradigma vigente na UFF face aos
recursos da Internet.
No âmbito da UFF, podem ser identificadas inúmeras redes acadêmicas:
a) redes de pesquisa, constituídas de pesquisadores que interagem como um "colégio
invisível" através de canais informais de comunicação ou formando "núcleos de estudos",
formalmente constituídos;
b) redes de serviços de informação constituídas pelos serviços e produtos mantidos pelo
sistema de bibliotecas da UFF, coordenado pelo Núcleo de Documentação (NDC);
c) redes eletrônicas, representadas pelas redes locais instaladas em diversas unidades
acadêmicas e pela Rede-UFF, modalidade remota, gerenciada pelo Núcleo de
Processamento de Dados.

3

�Em decorrência da amplitude do universo das redes acadêmicas da UFF,
optou-se por considerar como campo de pesquisa uma amostragem desse universo, cujos
critérios de delimitação foram estabelecidos numa das etapas preliminares da pesquisa.
Sendo assim estabeleceram-se os seguintes objetivos de pesquisa:
a) identificar, analisar e descrever a situação de redes acadêmicas no âmbito da UFF,
mediante os seguintes parâmetros:
- grau de conhecimento e utilização dos recursos da Internet;
- fator de impacto do uso dos recursos da Internet;
b) elaborar uma proposta preliminar de convergência dos meios de informação e
comunicação, considerando a Internet como "rede mediática" de acesso à informação.

2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO
Ao nos referirmos a informação estaremos tratando dos elementos que entram na
formação do conhecimento, o qual por sua vez corresponde a compreensão que se tem de uma
situação ou de um acontecimento. O conhecimento é uma informação que passou por um
processo de seleção, de modelagem, de interpretação e de transformação.
Este intercâmbio ou aprendizagem se realiza em três etapas: a emissão de um sinal; a
recepção do sinal pela memória e a transposição do sinal ao plano do conhecimento.
Segundo o modelo operacional de Cartier (1992), baseado nos requisitos gerais de
informação do usuário na busca do conhecimento, destacam-se os seguintes elementos

(Fig.

1): a) como se origina informação; b) como se desenvolve; c) como se integra ao plano do
conhecimento; d) como, com esta informação, pode o usuário interagir com o meio ambiente.

4

�O acesso ao conhecimento é ao mesmo tempo uma necessidade e um direito.
As bibliotecas, os arquivos e os serviços de informação constituem o principal ponto de
contato entre o conhecimento e o desenvolvimento humano. A informação para o
desenvolvimento humano tem como alvo o homem e sua qualidade de vida, estando a serviço
de aspectos vitais como: desenvolvimento econômico e desenvolvimento social, direitos
humanos, aquisição de conhecimento, solidariedade universal, justiça social, disponibilidade
de uma informação adequada e atualizada. (Paez Urdaneta, 1994)

O usuário extrai seus conhecimentos da sociedade em que vive e a ela devolve
suas reações em forma de conteúdos aos quais confere um toque pessoal, com o
interesse de interagir com o meio ambiente e melhorar sua qualidade de vida.
O usuário apresenta várias características essenciais para compreensão de seu
comportamento ( Cartier, 1992, p. 7-8) :
é um ser predominantemente visual : cerca de 80% dos sinais que são recebidos diariamente
por uma pessoa são de codificados pelo sistema visual;
é um ser social em plena evolução :

que busca equilíbrio e expressão em um mundo

igualmente em evolução e recebe comunicação de outros seres humanos, de grupos de
interesse e dos meios de comunicação de massa.

5

�Após cinqüenta anos da internacionalização da noção de informação como
conceito científico e tecnológico estabelecido por N. Wiever, em 1948 e C. Shannon em 1949,
o conceito vem prosperando e sendo sustentado pela ciência da informação, a engenharia
computacional e as telecomunicações. Em paralelo, o conceito se desenvolveu também como
sinônimo de comunicação e como tal se manteve congelado até ter sido retomado em 1980
pelo que chamamos de Nova Ordem Internacional de Informação. Dessa última conceituação
se desprenderia no começo dos anos 70 uma nova postura internacional pela qual a
informação seria definida como um recurso mundial para o desenvolvimento. Nesta época já
era evidente que a tão apregoada sociedade da informação seria uma sociedade informatizada.
(Fernandez-Aballí, 1996)
Em 1997, pelos efeitos da tecnologia dos computadores, a mercantilização da
informação e a transformação das organizações e suas interfaces sociais, a informação não
terá o mesmo valor que teve em 1986 ou nem mesmo em 1996.
Uma observação geral da situação internacional permite detectar as principais
tendências atuais da informação :
Documento / Neo-Documento
Atualmente os documentos são, essencialmente. um texto eletrônico de alto grau de
conversibilidade ( reciclável, reestruturável), e transportabilidade, autoria corporativa,
específico, orientado a um usuário final, tamanho determinado, custo estimado, reformatável,
de rápida desatualização, perecível e negociável. No caso dos hiper-documentos só podem ser
operados em ambientes lógicos por meio do computador. (Fernandez-Aballí, 1996, p. 4)
Além dos textos eletrônicos, as imagens digitais disponíveis através do vídeo do computador,
estabelecem um novo vínculo entre a informação e seu suporte, convertendo a imagem digital
em uma nova forma de ver o mundo. Na história dos meios de representação, a imagem

6

�digital representa uma verdadeira ruptura com o passado. Se as civilizações se edificam e se
desenvolvem graças a escrita, podemos prever o impacto da utilização deste novo sistema
simbólico sobre nossa linguagem e nosso pensamento. (Cartier, 1992, p. 5-6)
Usuários / Clientes
Atualmente os serviços de informação tratam de concentrar sua atenção em grupos estáveis
de pessoas, as quais percebem como seus clientes e aos quais resulta cada vez mais factível
transferir-lhes parte dos custos dos serviços prestados. O objetivo principal é identificar a
demanda e redirecioná - la, de maneira a melhorar os custos de operação e de incrementar a
eficiência. (Paez Urdaneta, 1994, p. 4)
Pessoas / Organizações e cadeias de valor
A otimização dos ambientes organizacionais e de seus processos, particularmente aqueles
vinculados a produtividade, estão provocando a planificação dos serviços, através da gestão
estratégica da informação, tendo em vistas as suas interfaces e deficiências informacionais.
(Paez Urdaneta, 1994, p. 4-5)
Funções / Estratégias
No contexto apontado no item anterior, o poder informacional de uma organização não estará
mais vinculado somente com o uso da informação para apoiar suas distintas funções e
operações. O objetivo primordial será manejar a inteligência organizacional para a
formulação de estratégias e isto implica em ter melhores condições comparativas para
modelar possibilidades. (Paez Urdaneta, 1994, p.5)
Quantidade de Informação / Qualidade de Informação
Os serviços de informação estão se vendo obrigados a monitorar em que medida sua oferta de
qualidade se encontra comprometida por critérios de quantidade. O usuário substituiu a

7

�mentalidade necessito de tudo pela mentalidade necessito do mais preciso e atualizado. (Paez
Urdaneta, 1994, p.5)
Transferência / Agregação de valor
No passado, as funções dos serviços de informação eram a compilação, organização, custódia
e administração de um acervo documentário e a missão desses serviços era garantir a
transferência da informação. Com a demanda cada vez maior de qualidade da informação e as
pressões em gerar benefícios, os serviços tem sido obrigados a iniciar processos de agregação
de valor. A capacidade de agregar algum valor significativo e a ausência desta função
distingue crucialmente os serviços atualizados dos serviços desatualizados. (Paez Urdaneta,
1994, p.5)

Utilização / Assimilação
Ao enfatizar a idéia de qualidade como fator decisivo, a filosofia dos serviços de informação
atualizados tem procurado promover cada vez mais, entre seus usuários ou clientes, o
desenvolvimento de uma atitude assimilativa, isto é, de máximo aproveitamento de
informação de alto impacto ou relevância. (Paez Urdaneta, 1994, p.5)
Informatização / Intelectualização
Na atualidade, a quantidade e a qualidade de tecnologia informática disponível em alguns
serviços emergentes, embora alta, não é comparável ao rendimento ou aproveitamento que
dela se faz. No futuro, os serviços de informação não poderão continuar sua transformação se
não aproveitarem os lucros da chamada engenharia do conhecimento. (Paez Urdaneta, 1994,
p.5)
Setor de interesse público / Área de interesse

8

�Sem querer afirmar que é eminente a privatização dos serviços públicos de informação parece
evidente que o futuro dos serviços dependerá de parcerias com o setor privado. Por outro lado
é cada vez mais freqüente o fato de grandes companhias estarem vendendo informação como
um subproduto de suas operações. (Paez Urdaneta, 1994, p.5-6)
Matéria Cooperativa Internacional / Matéria Competitiva Nacional
Na atualidade a cooperação internacional alterou sua filosofia e reduziu sensivelmente sua
área de interesses. A informação continua sendo uma dessas áreas de interesse, porém sem a
proeminência que teve anteriormente, e em muitos casos, a comunicação tem sido mais
estrategicamente

importante.

O

intercâmbio

de

informações

tem ocorrido

mais

freqüentemente entre iguais e os países parecem mais interessados em estabelecer um perfil
próprio e competitivo no plano internacional. (Paez Urdaneta, 1994, p.5-6)

2.2 A TELEMÁTICA E A MEDIÁTICA
Atualmente as telecomunicações são meios fundamentais para transmitir informação e
conhecimento e afetam cada vez mais a política econômica e social dos países porque são o
suporte primordial ao desenvolvimento. A utilização da tecnologia digital, dos computadores,
das fibras óticas e dos satélites, além da modernização dos aparelhos telefônicos provocou o
surgimento de novos produtos, serviços e necessidades, gerando mudanças na política e na
legislação das telecomunicações na maioria dos países.
A telemática é uma área do conhecimento responsável pelo desenvolvimento
de técnicas, métodos e serviços que utilizam simultaneamente as telecomunicações e a
informática. (Guinchat, 1990). A telemática combina duas lógicas diferentes, a dos transportes
( telecomunicações ) e a do armazenamento e processamento ( informática ) e apresenta as

9

�seguintes características (Cartier, 1992) : a) ter a informação como elemento principal de sua
atividade; b) transportar de maneira econômica enormes quantidades de “bits” que servem
para criar as mensagens (os dados); c) possuir uma arquitetura multi - escalonada propicia à
uma comunicação em todos os estratos de nossa sociedade; d) oferecer ao usuário um uso
interativo para a criação das respostas que se adequam às mensagens recebidas; e) oferecer
uma reintegração do espaço e do tempo a escala planetária, dispondo cada ponto do globo a
uma distância de todos os outros pontos e ao mesmo tempo;
Segundo a teoria da comunicação multi - escalonada de Cartier (1992, p. 8), a
informação circula na sociedade de forma gradual : do indivíduo até os grupos informais, logo
em seguida, até os grupos formais e finalmente até a sociedade em geral.
Os três pólos, tanto a telemática privada, como a telemática comunitária e a
telemática de massa são espaços públicos com características próprias; existindo um número
equivalente de arquitetura de sistemas, de conteúdos e de economias particulares que
correspondem a estes espaços. (Fig.2 )

10

�Segundo Cartier (1992) a “mediática”

estuda e estabelece as regras de

desenho, produção, administração e difusão dos conteúdos interativos transportados por
sistemas telemáticos. A mediática é a arte e a ciência das interrelações entre os fenômenos
humanos de percepção e expressão e os sistemas digitais de informação, representando para o
usuário uma forma de atuação interativa.
As principais características da mediática são: a) estabelecer um processo de
comunicação que possibilita ao usuário manifestar certos aspectos de seu pensamento em
forma de conteúdos; b) possibilitar um contexto tecnológico essencial à interatividade que
facilita a mediação de conjuntos de dados e estruturação dos conteúdos; c) recorrer a uma
ampla gama de meios de representação, tais como, o gráfico tradicional e as novas técnicas
como a digitalização das imagens ou a telecomunicação; d) funcionar através de uma
gramática geradora de mensagens (imagens, textos e sons) que dita as condições de criação,

11

�garantido a continuidade visual e redacional e também as interrrelações lógicas que ditam as
condições evolutivas impostas pelos contextos culturais nos quais vivem o usuário e seus
grupos; e) possibilitar que uma mensagem (conjunto estruturado de dados) evolua em um
universo interativo. A interatividade se deve a presença de várias qualidades no sistema
telemático empregado :
● a bidirecionalidade, qualidade material que permite o envio rápido de
mensagens e respostas entre o usuário e o equipamento e vice-versa;
● a transparência, qualidade do software graças ao qual o usuário não precisa
se preocupar com a complexidade do sistema;
● a interface amigável, qualidade do software graças ao qual o usuário utiliza
uma linguagem e ações que lhe parecem “naturais”.
Os fatores de interação são múltiplos: a) a necessidade de informar-se; b) a
instantaniedade das respostas; c) as variantes sensoriais (o texto, o grafismo, o som, a
imagem em vídeo); d) as variantes interativas (as respostas, as conexões, a extração de dados)
A telemática e a mediática formam um conjunto interativo, "responsável por um
verdadeiro progresso dialético" (Cartier, 1992, p. 6), pelo qual é possível ao usuário
retroalimentar o processo de informação e condicionar a busca do conhecimento a suas reais
capacidades de atuar sobre o meio ambiente. (Fig. 3)

12

�13

�2.3 REDES DE INFORMAÇÃO
"Redes são conjuntos de sistemas de informação e/ou comunicação descentralizados, intercomunicantes, formados por unidades funcionais
independentes, com serviços e funções inter-relacionados - cuja interação
é presidida por acordos de cooperação e adoção de normas comuns,
estabelecidas, contemporaneamente com base nos recursos telemáticos,
apesar de existirem esforços cooperativos ainda não integrados
eletronicamente". (Vieira,1994)

Este fenômeno vem transcendendo as barreiras geográficas e socioculturais em
nível mundial e tem conduzido ao surgimento de redes cooperativas de informação (Silvio,
1994) de três tipos ( Fig. 4) :

14

�2.3.1 Redes e Sociedade Acadêmicas e Científicas
As redes e sociedades acadêmicas e científicas, com ênfase na pesquisa em prol do
desenvolvimento e da cooperação, representam o mais antigo tipo de rede existente na
sociedade. Primeiramente surgiram as sociedades científicas e acadêmicas formalmente
estruturadas nos diversos campos do conhecimento. Atualmente, alem dessas sociedades e
academias, está se tornando cada vez mais comum o surgimento de redes de pesquisadores, as
quais com um esquema associativo e de gestão mais dinâmica, vem reunindo especialistas
para investigar e discutir sobre um problema de interesse comum em uma ou em várias áreas
do conhecimento.
Da mesma forma, surgiram redes de universidades, em âmbito nacional, regional e
mundial, com o objetivo de assegurar uma concentração de interesses em prol do
desenvolvimento da educação superior e do sistemas científico e tecnológico. De um modo
geral, estas redes, sociedades e academias não estão apoiadas, nem objetivam apoiar-se de
maneira sistemática em redes e serviços de informação e nem em redes eletrônicas.

2.3.2 Redes e Serviços de Informação
Com ênfase na informação e na prestação de serviços, a finalidade primordial das
redes e serviços de informação é reunir, conservar, disseminar e fornecer informações (dados
bibliográficos, documentários, factuais, cadastrais) e documentos ao usuário final. Este tipo de
sistema de informação pode adotar a forma de um serviço, uma rede ou uma combinação de
ambos. O usuário acessa essas redes diretamente, por meio de sistemas on-line, ou através de
intermediários (arquivistas, bibliotecários e information brokers)
As organizações mantenedoras de redes e serviços de informação objetivam segundo
Vieira (1994, p. 29-30) : a) otimizar a interligação de recursos, visando ao melhor

15

�atendimento a um

número maior de usuários, em um raio de alcance mais amplo;

b) racionalizar gastos com infra-estrutura computacional, acervo e pessoal técnico, evitando
duplicação de esforços para idênticos fins; c) minimizar os custos para o usuário,
maximizando a disponibilidade e a qualidade de informação; d) aumentar a visibilidade do
setor de informação.
Na América Latina e Caribe o surgimento de redes e serviços de informação científica
e acadêmica ocorreu na década de 70 com o apoio de organismos da ONU, como a UNESCO
e a CEPAL entre outros.
Segundo Vieira (1994, p. 33-38 ), o Brasil vem participando de inúmeras redes
internacionais de apoio institucional a sistemas de informação, bem como, mantém redes
nacionais de apoio institucional a sistemas de informação.
É significativo constatar que somente uma minoria dessas redes e serviços de
informação mantém uma relação estreita e sistemática com redes acadêmicas de investigação
e com redes eletrônicas de telecomunicação.

2.3.3 Redes eletrônicas
As rede eletrônicas são conjuntos de computadores conectados por recursos
das comunicações, para transporte de dados e mensagens entre dois pontos distantes
interligados, objetivando acesso eletrônico para transferência de arquivos, conferência
eletrônica, remessa de fax e correio eletrônico.
As redes de computadores já existem há mais de 25 anos e durante esse tempo
deixaram de ser uma simples promessa e se transformaram em ferramentas usadas por
milhões de pessoas todos os dias.

16

�Segundo Rangel (1996a) a Era da Informação teve inicio em 1957 mediante a
preocupação com a conectividade quando a União Soviética lançou o primeiro satélite
espacial, o Sputnick. Alguns meses depois o presidente dos Estados Unidos, Dwight
Eisenhower anunciou a criação da ARPA com a missão de desenvolver pesquisas de alta
tecnologia para as forças armadas.
A ARPANET evoluiu e em 1972 o principal objetivo era a implementação de
mecanismos de transferência de arquivos (FTP - File Transfer Protocol) e conexão remota
(TELNET), consideradas ferramentas fundamentais na INTERNET. Com o protocolo TCP/IP
(Transmission Control Protocol/Internet Protocol) proposto por Vinton Cerf e Bob Kahn,
estava consolidada a segunda fase da Era da Informação.(Rangel, 1996a)
A terceira fase da Era da Informação foi representada pela computação pessoal e a
quarta fase da Era da Informação deu início à tão desejada conectividade e foi representada
pelo surgimento de um método para interconexão de computadores em rede local,
desenvolvido por Bob Metcalfe em 1974, denominado Ethernet. (Rangel,1996a)
Em 1980 foi criada a BITNET ( Because It’s Time NETwork) uma rede
acadêmica conectando a City University de Nova York e a Universidade de Yale, através de
um sistema de correio eletrônico e um mecanismo chamado “listserv. Em 1992,

Tim

Berners-Lee, do CERN, inventou o WORLD WIDE WEB ( Teia de Alcance Mundial), um
modelo cliente-servidor de sistema de hipertexto distribuído e foram disponibilizados na
INTERNET os padrões do WEB (Rangel, 1996b, p.71): a) o protocolo de comunicação
HTTP (Hypertext Transfer Protocol); b) a linguagem HTML (Hypertext Mark-up Language);
c) o método de identificação de recursos URL (Universal Resource Locator).
No Brasil, a política de comunicação de dados coordenada pela Embratel e
pela extinta SEI - Secretaria Especial de Informática, dificultou durante anos a troca de

17

�informações entre a comunidade acadêmica de pesquisadores brasileiros e seus pares no
exterior. No final dos anos 80, a FAPESP, em São Paulo, e a UFRJ/LNCC, no Rio de Janeiro,
conseguiram, após longas negociações, oferecer acesso à BitNet. O uso do TCP/IP começou
em São Paulo , em seguida passou a ser usado no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Em
agosto de 1990, o CNPq decidiu apoiar a implantação de uma rede interacadêmica, a RNP Rede Nacional de Pesquisa com o objetivo de implantar uma infra-estrutura de redes para
ensino e pesquisa no Brasil.

3 HIPÓTESES DE TRABALHO
Considerando-se os objetivos da pesquisa e pressupondo-se que a qualidade
total nas redes acadêmicas depende da qualidade dos recursos de informação e conhecimento
disponíveis, dos componentes do processo de ensino, pesquisa e extensão, dos atores que
conduzem esses processos e das formas pelas quais esses atores utilizam os recursos
disponíveis, foram estabelecidas as seguintes hipóteses de trabalho:
● O grau de conhecimento e uso dos recursos da Internet pelas redes acadêmicas é fator de
qualidade na aquisição, transmissão, criação, aplicação e difusão de dados, informações e
conhecimentos;
● O impacto do uso de recursos da Internet pela redes acadêmicas se reflete na qualidade dos
processos, dos resultados, dos produtos e dos serviços gerados no curso das atividades
acadêmicas;
● A convergência para o uso da Internet como rede mediática de informação e de
comunicação é fator de qualidade nas redes acadêmicas.

4 MATERIAL E MÉTODO

18

�O campo de pesquisa foi delimitado pelos seguintes critérios :
a) ser um tipo de rede cooperativa de informação (rede de pesquisa; rede de
serviços; rede de informação ou rede eletrônica;
b) pertencer ao ambiente acadêmico universitário;
c) estar vinculada ou atender os objetivos da pós-graduação;
d) possuir uma infra-estrutura mínima de telemática instalada.
A população-alvo foi constituída de uma amostragem do campo de pesquisa,
representativa de cada um dos tipos de rede cooperativa de informação nas áreas da saúde,
tecnológica e das ciências humanas: redes de pesquisa,

constituídas como Núcleos de

Pesquisa e/ou de Pós-Graduação; redes de serviços de informação de apoio à pós-graduação;
redes eletrônicas constituídas por operadores e usuários cadastrados na rede acadêmica do
ambiente de estudo.
O estudo foi realizado durante o ano de 1996 na Universidade Federal
Fluminense e utilizou recursos metodológicos convencionais de coleta de dados , tais como,
questionários estruturados, entrevistas, análise de relatórios dos dados coletados e a rede de
correio eletrônico da Universidade Federal Fluminense, com o propósito de atingir as metas
da investigação controlada.

Foi utilizado o mesmo instrumento de coleta de dados para os

diferentes segmentos da população-alvo, considerando para isso a necessidade de adaptação
da sintaxe a ser adotada nas questões do inquérito de pesquisa. O instrumento de pesquisa,
objetivou identificar o seguintes aspectos : a) uso pessoal ou profissional

de rede de

computadores; b) conhecimento da estrutura e funções da Internet; c) tipo e forma de conexão
e acesso aos recursos da Internet; d) uso de recursos da Internet : correio eletrônico e listservs,
newsgroups, gophers , Telnet e FTP, Talk / IRC / IPHONE,WAIS, WWW; e) uso de

19

�repositórios de informação; f) uso de ferramentas de busca e recuperação da informação;
g) fator de impacto do uso dos recursos da Internet nas atividades pessoais e profissionais.

5 RESULTADOS E CONCLUSÕES

Convergência, do latim convergentia, é o ato de convergir, qualidade, caráter
ou estado de convergente, ponto ou grau em que linhas, raios luminosos e objetos convergem;
formação de similaridades sucessivas entre organismos ou associações antes distintas.
(Ferreira, 1986) . Convergência é também ponto de reunião, e de incidência. (Bueno, 1964)
Segundo Whitehead, a Lei de Convergência é o critério usado pelo senso comum e pela
ciência para obter generalizações fundadas na

observação. (Abbagnano, 1962)

Segundo Plotino, o Uno não é o único, porque funda precisamente a
diversidade, aquilo que dele emana como podem emanar do real a sombra e o reflexo, os seres
cuja forma de existência não é a eterna permanência no alto, recolhendo no seu ser toda a
existência, mas a que perfeita e originária tensão da realidade suma. Pois o Uno vive, por
assim dizer, em absoluta e completa tensão, *recolhido sobre si mesmo e recolhendo com ele
a restante realidade. O duplo movimento de processão e conversão, de desenvolvimento e
recolhimento, é a consequência dessa posição de toda a realidade a partir do momento em que
se apresenta a Unidade Suprema, e no pólo oposto, o Nada: a perfeição gera, pela sua própria
natureza, o semelhante, a cópia e o reflexo, que subsistem graças ao fato de estarem
contemplativamente voltados para o seu modelo originário. Noutro sentido, usa-se em
metafífica a noção de conversão ao referir-se a convertibilidade mútua dos transcendestes.
(Mora, 1962)

20

�Convergência não significa uniformidade ou homogeneidade e sim integração
sinergética de redes com princípios e bases funcionais diferentes e gerenciadas por atores com
culturas distintas.
A pesquisa realizada junto a comunidade da UFF permitiu concluir que as três
comunidades, alvo da pesquisa, que formam as redes cooperativas de informação
(pesquisadores, profissionais da informação e profissionais da telemática), tem se
caracterizado de forma relativamente independente, atendendo aos seus interesses específicos.
Desta forma, há redes de pesquisa sem serviços de informação, e sem
infraestrutura telemática; redes de informação sem vínculos sistemáticos com pesquisadores,
e sem vínculo com redes telemáticas; e redes telemáticas sem estreita conexão com redes de
pesquisadores e com redes de informação. No contexto das redes telemáticas é preciso
considerar, além da questão da infra-estrutura eletrônica e de telecomunicações, que as
comunidades que caracterizam essas redes resultam "culturas" diferenciadas, conceituadas
como, a formação coletiva e anônima de um grupo social, representado por um conjunto de
modos e de comportamentos criados, apreendidos e transmitidos entre os membros do grupo,
em uma determinada sociedade ou nas instituições que o definem, a saber : a) a cultura
acadêmica; b) a cultura informacional;

c) a cultura telemática. Sendo assim, é necessário

que se produza uma convergência organizacional e funcional e uma convergência cultural
para que se possa alcançar um modelo de rede integrada. A convergência organizacional e
funcional deverá consistir na concepção de redes integradas apoiadas na tecnologia eletrônica
de tratamento da informação e da comunicação que possibilitem uma cooperação sinergética
entre os diferentes atores e uma base operativa mais ampla e frutífera. A convergência
cultural deverá consistir na concepção de redes integradas nas quais os atores sejam capazes
de compreender o significado delas como novos meios de informação e comunicação e não

21

�como fins em si mesmos, resultando no que podiamos chamar de "redes mediáticas", capazes
de produzir uma integração dinâmica entre os usuários da informação. Ainda que a tecnologia
seja o elemento portador de futuro na gestão do conhecimento, o usuário será quem
converterá essa tecnologia em um fator de qualidade acadêmica. Os pesquisadores e
acadêmicos devem ser preparados para utilizar com proveito os serviços de informação, bem
como, a tecnologia de comunicação e tratamento da informação próprias das redes
telemáticas, se desejarmos obter qualidade em seu trabalho como gestores do conhecimento
no mundo atual e sobretudo no futuro. Dessa forma, se confirmaram as hipóteses proposta
pela pesquisa demonstrando que a convergência para o uso da Internet como rede mediática
de informação e de comunicação é fator de qualidade nas redes acadêmicas.
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23

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Objetiva-se através da identificação, análise e descrição da situação da redes acadêmicas no âmbito universitário, destacar o papel das tecnologias da informação e da comunicação, especialmente a Internet, como fator de qualidade na promoção da interdisciplinaridade e do primoramento do ensino e da pesquisa. Mediante parâmetros relativos ao grau de conhecimento e utilização dos recursos da Internet e o fator de impacto do uso desses recursos procurou-se demonstrar aspectos da gestão do conhecimento nas redes acadêmicas à partir do uso da Internet como uma rede “mediática” de acesso à informação.</text>
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                    <text>CONSULTORIA DE INFORMAÇÃO E INTELIGÊNCIA COMPETITIVA.
Sueli Mitiko Yano*
smyano@mixmail.com

Maria de Cléofas Faggion Alencar**
cleo@aleph.com.br

Endereço para correspondência :
Rua Shigeo Mori, 1784. CEP 13084-082 Campinas SP Tel/Fax : 19-289-5416

Resumo

No bojo das questões relacionadas à reavaliação do mundo globalizado e da popularização das
tecnologias de informação estão a postura e as formas de trabalho do profissional da
informação exigidas pelo mercado. Assim, para o 1° aspecto, a postura, discute-se as
habilidades pessoais e as novas oportunidades de trabalho que surgiram nas duas últimas
décadas que foi percebida por este profissional que parece sentir a falta de identidade, se
comparado ao Information Broker. O segundo aspecto, as formas de trabalho, trata dos
serviços/produtos de informação com valor agregado conhecido como "empacotamento de
informação" e as relações mais próximas com os processos de Inteligência Competitiva.
Apresenta-se os resultados de pesquisa sobre o assunto que identificou, a partir de uma
ferramenta de auto-avaliação, o potencial de profissionais da informação (alunos de
graduação de Biblioteconomia) em relação às exigências do mercado.

Temas : Recursos humanos da BU e/ou Serviços de Extensão/ Bibliotecas Comunitárias

Introdução
A informação, devido à sua capacidade de gerar lucro e inovação, atualmente ganhou
status de mercadoria, tendo um alto valor econômico e reconhecida importância para o
processo de tomada de decisões.
Essa nova realidade surgida na sociedade é fruto das transformações causadas pela
globalização das economias e pela "popularização" da tecnologia da informação, que por sua
*

Mestranda do curso de Pós Graduação em Biblioteconomia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas
com financiamento da CAPES.
**
Profa. Dra. do Depto. de Ciência e Gestão da Informação / UFPR.
1

�vez, está modificando toda uma cultura, uma maneira de se lidar com aspectos cotidianos até
então tidos como modelo. Com isso, as formas e o mercado de trabalho também se
transformaram, sendo muito mais exigentes, competitivos e seletivos. Mais do que nunca o
individualismo, a concorrência de livre mercado tem se imposto como uma nova ordem
mundial, que tem por fim o lucro, o acumulo de riquezas.
A área de Biblioteconomia, que tradicionalmente não tem fins lucrativos, está sofrendo
várias e duras transformações que, caso não sejam realizadas, podem levar a extinção da
profissão bibliotecária ou a presenciar os recursos destinados a ela minguarem cada vez mais.
O perigo da extinção decorre de várias razões dos quais uma, pode ser a falta de
avaliação do exercício profissional e de uma missão fortemente estabelecida baseada em um
corpo teórico concreto em que se possam embasar as futuras decisões e posturas da profissão.
Entenda-se que, ao ato de análise, crítica e ação na situação atual, este profissional
apenas vai estar defendendo um terreno já conquistado (o das bibliotecas), e iniciando a luta
por outros terrenos, talvez até, com mais recursos, mais possibilidades de crescimento e
maiores responsabilidades.
Para que haja a conquista e a manutenção destes terrenos, os profissionais têm que
repensar sua postura e suas formas de atuação, sendo que este tema tem sido debatido por uma
grande quantidade de autores, em artigos, reportagens, e entrevistas com o propósito de
delinear o perfil do novo profissional, as exigências do mercado de trabalho, e as novas
perspectivas para a profissão.
Com relação ao perfil do bibliotecário e ao dos profissionais em geral, os autores têm
praticamente um discurso único : as habilidades pessoais são entendidas como sendo a
criatividade, a flexibilidade, a adaptabilidade, a facilidade de se trabalhar em equipes, a
responsabilidade, e a ética; as habilidades profissionais são entendidas como sendo o domínio
das tecnologias de informação, o domínio de línguas estrangeiras, e por fim, tornar-se um
especialista em um assunto, sem perder a visão do todo.
Especificamente na Biblioteconomia o fenômeno se repetiu e chegou a criar uma
espécie de crise na área que culminou na exigência da troca de paradigma a ser seguido : do
acervo à informação (Valentim, 1995). Já como um reflexo daquelas discussões cada vez mais
surgiu a preocupação com o delineamento e o escopo desta nova Biblioteconomia, que está
abrangendo áreas que antes não eram estudadas em profundidade.
Desta maneira, alguns pesquisadores, uns já trabalhando com isso a muito tempo, mas
outros incentivados pela percepção da necessidade de mudança, começaram a escrever sobre a

2

�falta de identidade e referencial teórico da área de Biblioteconomia, sendo que no Brasil
podemos destacar os esforços realizados por Mostafa e colaboradores. Essa tendência
acresceu à produção científica da área, pesquisas voltadas à teoria sendo um movimento visto
como muito importante, principalmente agora que a informação e o conhecimento tem grande
destaque na sociedade, abrindo assim novos mercados para o bibliotecário.
Exatamente para discutir sobre “novas” área de trabalho que surgiram em meio aos
fatos destacados, e sendo ela fruto direto do capitalismo, é que estudaremos a consultoria de
informação como parte do projeto maior da dissertação de mestrado, dando subsídios para
discussões sobre o assunto. A consultoria de informação tem se destacado em várias culturas,
entre elas os Estados Unidos, a Inglaterra, o Canadá, e o Japão. Assim, vamos estudar o
Information Broker como exemplo do profissional que atua nessa área.
No Brasil, alguns esforços foram realizados pelas seguintes pesquisadoras Andrea
Pinheiro, et al, (1987) Irati Antonio (1991), Denise Werneck de Paiva (1990), Sofia Galvão
Baptista (1995) e Patrícia Zeni Marchiori (1998) e cuja denominação do profissional pode
variar : Bibliotecário Autônomo, Agente de Informação, Empresário da Informação, Analista
de Informação, Consultor de Informação, Bibliotecário Free Lancer, Information Broker,
Profissional da Informação Independente, entre outras denominações.

As mudanças exigidas ao Bibliotecário :
A Biblioteconomia, como disseram Mueller (1985) e Guimarães e Guarezzi (1994),
tem em seu histórico um perfil de bibliotecário meramente tecnicista, ligado apenas à
organização, tratamento, armazenamento e recuperação de documentos. Numa abordagem
mais centrada à recuperação e disseminação da informação, Beraquet, Ciol, Stefani &amp; Santos
(1999), apontam o bibliotecário tem as seguintes funções : “a) preservação da cultura humana;
b) suporte ao estudo e à pesquisa; c) planejamento e administração de recursos
informacionais; d) pesquisa.” No entanto, é raro encontrar nas várias atividades e funções
exercidas pelo bibliotecário o debate sobre a teoria da biblioteconomia, que para não dizer que
inexistem, ocorrem em poucas pesquisas realizadas na área.
Souza (1997) reforça tal situação ao dizer :
“Os bibliotecários brasileiros acostumaram-se, ao longo das últimas
décadas, a não fazer do debate sobre o fundamento de sua ação profissional
um processo consistente e continuado. Mesmo tentativas como as
provocadas por Otto Carpeaux (déc.40), Edson Nery da Fonseca (déc.70),
Luís Milanesi (déc.80), entre outras, caíram no esquecimento da prática
biblioteconômica - isto é, de uma prática centrada no mapeamento do saber
3

�e numa atitude em prol da formação e atenção aos leitores - o que em tudo
compromete o futuro da profissão como hoje se realiza e pela forma com
que para ela se educa no Brasil. Chega a ser subserviente, senão
emblemático do alienado social, o comportamento de quase totalidade do
contingente bibliotecário brasileiro, expresso na maior parte da mínima
literatura que publica.”
Desta maneira, buscando a modificação de posturas e a continuidade desta profissão
em meio as transformações ocorridas na sociedade, e a exigência de um profissional
bibliotecário com uma postura de maior criatividade, responsabilidade, ética e senso crítico,
torna-se imprescindível o estudo de novas formas de atuação com o uso efetivo de
instrumentos e técnicas.
A nova nomenclatura do profissional da informação foi pesquisada pela Universidade
de Pittsburg e a King Research Inc. (apud Motta, 1994) que separou e classificou as várias
atividades, ou campos de trabalho, surgidos ou ressaltados atualmente. São eles :
!

Gerentes da informação;

!

Coordenadores de operações de informação;

!

Especialistas dos sistemas de informação;

!

Intermediários da informação – (aqui estão incluídos os bibliotecários);

!

Teóricos da informação;

!

Professores dos profissionais da informação.
O Relatório Pittsburg / King identifica 8 áreas funcionais decorrentes destes campos

de trabalho, quais sejam:
!

Administração de operações de informação, programas, serviços ou base de dados;

!

Preparação de dados e da informação para o usuário;

!

Análise de dados e informação para usuários;

!

Busca de dados ou de informação para os usuários;

!

Outras funções operacionais da informação;

!

Análise de sistemas de informação;

!

Planejamento de sistemas de informação;

!

Pesquisas e desenvolvimento da informação;

!

Ensino e treinamento do profissional da informação.
Os profissionais que atuam nestes campos de trabalho e áreas funcionais descritos tem

sido chamados de profissional da informação, e nesse meio, incluem –se os bibliotecários por
se encaixarem no campo de intermediários.
4

�Com este cenário podemos visualizar melhor a complexidade da sociedade na qual nos
inserimos e que deveríamos ser agentes dessas mudanças.
Uma das saídas para que o bibliotecário se torne esse agente, pode ser a de se libertar
das paredes da biblioteca, ou do prédio biblioteca e adentrar um novo mercado. (Levine,
1995) O bibliotecário possui ferramentas para isso mas ainda não descobriu, como afirma
Feldman (1996): “Nós realmente não sabemos o que é que nós fazemos.”
Feldman (1996) ressalta tais ferramentas:
!

Análise de problemas : condições para identificar a questão central de cada problema, e a
melhor maneira de ela ser resolvida pelo encontro da informação necessitada : a questão
certa a perguntar, e como perguntá-la;

!

Ferramentas da Palavra : identificar os termos apropriados para usar, e também sinônimos,
e termos vizinhos a qualquer um daqueles termos que aparecem com outros termos os
quais podem diluir a pesquisa.;

!

Conhecimento de Recursos : conhecimento dos pontos de referência, as fontes de
informação;

!

Instrumentos de coleta de informação : conhecimento de estratégias de busca, e sistemas,
coleta de informação em um arquivo, e conversas com as pessoas que tem o conhecimento
que precisamos;

!

Instrumentos interpessoais : habilidade de ser intermediário. Um bom intermediário deve
saber como obter a informação de uma fonte sem ser chato ou alarmá-lo;

!

Avaliando informação para qualidade, utilidade e exatidão : organizando informação
dentro de padrões e relacionamentos.

!

Apresentando informação para que ela seja acessível e fácil de entender : novas interfaces
fáceis de usar.
E exemplifica, resumidamente, como estes conhecimentos / ferramentas poderiam ser

usados:
!

Construção de bibliotecas digitais;

Para se construir uma biblioteca digital há necessidade de haver um forte entendimento da
informação e do sistema de recuperação da informação, primeiro os problemas e metas devem
ser precisamente definidos. Depois uma lista de critérios para seleção deve ser desenvolvida.
Terceiro, vendedores potenciais devem ser identificados. Então, os vários sistemas devem ser
avaliados através da lista de critérios, e por último o candidato finalista deve ser tentado. Uma
vez que um sistema tenha sido selecionado, é necessário o desenho de uma estrutura flexível

5

�da bases de dados para que ela sirva ao presente e as necessidades futuras, tendo certeza que
não há problemas de direitos autorais; e criando uma indexação útil, são ferramentas que são
necessárias e podem ser ignoradas por aqueles mais acostumados a inventariar o sistema de
recuperação de texto completo.
!

Prospecção da informação na WWW;

Habilidade de avaliar informação para a exatidão e qualidade, e o conhecimento de como e
onde encontrar informação. Conhecimento das diferenças entre as ferramentas de busca da
WWW; uma lista de bons pontos de partida; boas conexões de rede, e paciência
!

Indexação de textos completos em campos diferentes.

Construir um índice pertinente e atualizado, e mantê-lo pode fazer a diferença entre ter
informação acessível , e esconder a informação de usuários potenciais.

Consultoria
A palavra consultor, segundo Parreira (1991), “é sinônimo de profissional especialista,
com conhecimentos aprimorados pela prática e, acima de tudo, competente, de preferência,
sempre com mais experiência que o contratante.”
Block (1991) traz outra definição:
“todas às vezes que dá conselhos a alguém que está diante de uma escolha ,
você está dando consultoria.” (...)“Um consultor é uma pessoa que está em
posição de ter alguma influência sobre um indivíduo, um grupo ou uma
organização, mas que não tem poder direto para produzir mudanças ou
programas de implementação.”
Resumindo é uma atividade profissional voltada ao aconselhamento de seus clientes,
visando resolver ou auxiliar na resolução de um problema, mas não como o principal ator das
transformações e sim como a pessoais responsável em dizer como a transformação pode ser
realizada.
Uma consultoria pode ser do tipo interna ou externa. A consultoria interna é a
realizada por um funcionário que é empregado da instituição para o qual presta serviços. A
consultoria externa são empresas ou mesmo uma única pessoa, que atua como free lance
(autônomo), que são contratados pela instituição para a prestação de um serviço.

6

�Consultoria de Informação
O tipo de consultoria a ser enfocado é a consultoria de informação do tipo externa. No
entanto, já existem experiências de consultoria interna de informação no Brasil, como por
exemplo, a saber o Escritório de Pesquisa da Unesp de Marília.
O profissional da consultoria externa de informação é chamado na literatura
internacional de Information Broker, Information Consultant, Information on demand, Fee
Based Information Services, e recentemente de Independent Information Professionals. No
Brasil, os consultores tem sido chamados de agentes de informação, consultores de
informação, empresários da informação. No entanto, ao analisarmos a gama de serviços e
produtos prestados, talvez também pudéssemos chamá-los de analistas de informação, devido
a natureza de suas atividades.
A consultoria de informação é definida por Levine (1995) como “um negócio de
compra e venda de informação como uma mercadoria”. O consultor de informação ou
Information Broker (IB), segundo site How to become a high paid online Information Broker
da Exchange Net (199?) “é alguém que acessa muitas bases de dados de informação e é
muito familiarizado com o modo de busca de dados. Este IB vende seus serviços, e recebe um
bom pagamento quando ele encontra a informação para seu cliente.”
Já no site Continuing Education - Information Broker do Mohawk College (199?), que
possui um curso de formação de IB, esse profissional está definido como “indivíduos auto
motivados, com forte comunicação, com ferramentas de empreendimento, pesquisa e escrita
de relatórios.”

Gotkin (1995), os chama de Profissionais da Informação Independentes

caracterizando-os como “um híbrido de tipos; nós combinando características de ambos os
mundos acadêmico/intelectual e empresarial.”

Histórico da consultoria de informação.
No histórico da consultoria de informação, por Marilyn M. Levine (1995), diz que, a
consultoria de informação como a conhecemos atualmente, ou seja, como uma oportunidade
de negócio lucrativo para profissionais da informação individuais, iniciou-se na França em
1935. O conceito surgiu de um serviço pago prestado pela Societe Francaise de Radiophonie,
que supria a necessidade de informação de um usuário através de respostas via telefone. Em
1935, os membros da sociedade convenceram a agência de telégrafos, telefones e correios do
governo francês a reservar as cartas SVP (s´il vous plait, if you please) no disco do telefone
para serviço de perguntas e respostas dial-up para os parisienses. Embora esse serviço tenha

7

�tido um início entusiástico, a situação financeira se deteriorou rapidamente. Com o acúmulo
significativo de dívidas, a luta pela sobrevivência do negócio atraiu a atenção de Maurice de
Turckheim. Sob o comando de Turckeim, a SVP tornou-se um negócio de grande escala que
atingiu o mundo inteiro com franquias em 23 países em 5 continentes.
Outra personalidade de destaque na consultoria de informação foi Darlene Waterstreet
da Badger Infosearch em Milwaukee, Wisconsin, por ter sido a primeira a despontar da
estrutura restritiva das bibliotecas com uma mensagem de advertência em uma convenção
nomeada biblioteca/bibliotecário : “A pessoa e a construção era socialmente percebidas
juntas, como gêmeas siamesas” (Levine, 1995).
Susan Klement e Alice Sizer Warner, da Warner-Eddison, e Kelly Warneken, também
separaram-se da construção (biblioteca), e ousadamente foram divulgar aos outros
profissionais da área como tinham realizado tal feito. O que elas estavam fazendo era difundir
uma inovação.
De acordo com a

AIIP(Association for Independent Information Professionals)

(1999), “a profissão de information broker provavelmente foi agrupada pela primeira vez em
1977 no The Directory of Fee-Based Information Services, editado por Kelly Warnken. Os
direitos destas publicações foram comprados pela Burwell Enterprises Inc. de Houston, TX,
em 1983. Com a sua primeira edição em 1984, Burwell identificou 334 destes serviços em 18
países. No 12ª edição, agora com o título de The Burwell World Directory of Information
Brokers, lista aproximadamente 1800 companhias em 51 países.”

Características da Consultoria de Informação
Segundo a AIIP (1999), os Information Brokers, na década de 70 freqüentemente
possuíam formação em Ciência da Informação. Entretanto, recentemente, universitários com
formação avançada em ciência, direito, negócios, medicina, ou outras disciplinas têm se
aventurado com sucesso nesta área. Eles tem combinado seu conhecimento e anos de
experiência em empreendimentos, iniciando companhias que servem uma grande variedade de
clientes, algumas vezes incluindo seus antigos empregadores.
O perfil deste profissional combina atributos pessoais e profissionais. Os atributos
pessoais exigidos para ser um Information Broker são elencados por Marchiori (1998) :
“Coragem/ auto-confiança; Convicção/ determinação; Flexibilidade/
versatilidade; Energia/ dinamismo; Honestidade/ profissionalismo; Senso de
humor/ otimismo/ perseverança; Motivação/ entusiasmo; Individualismo;
Humildade/ simplicidade; Atitude empreendedora; Organização; Cultivo de

8

�relações pessoais; Habilidades em atrair clientes; Intuição; Atitude
detetivesca;
Paciência;
Criatividade/
imaginação;
Assertividade/
confiabilidade; Inteligência analítica; Perfeição; Habilidade para trabalhar
em equipes; Habilidade para lidar com stress; Habilidade para lidar com
situações – limite.”
Os atributos profissionais exigidos, segundo Marchiori (1998) são :
“Ter alta capacidade técnica; Conhecer extensiva e profundamente os
recursos de informação disponíveis; Ter atitude analítica perante a
confiabilidade e a relação custo / benefício de tais recursos; Coletar os dados
de forma ética; Oferecer produtos de informação de alta qualidade.”
A tarefa principal de um Information Broker em uma organização em mudança,
segundo Shouten, Jedeloo, Waganaar, Schaaf [1998?] “...é antecipar o que está vindo em
situações de mudança. Portanto, o Information Broker precisa ter contato com todos dentro da
organização inteira.”
As funções exercidas por um consultor, segundo as 8 áreas funcionais estudadas pelo
Relatório Pittsbusg/King (apud Motta, 1994), nas quais são definidos títulos e funções dos
profissionais da informação, são:
1) “Análise de dados e informação para usuários ;
Funções : inclui pesquisa e a análise de dados e informação destinados a uma biblioteca,
arquivo de computador ou outra base de dados, análise de dados e informação que ultrapasse
(mas que possas incluir) atividades tais como “abstract” ou uma elaboração de sumários de
materiais já escritos, saída de dados (output) de sistemas de computadores ou materiais de
biblioteca.
2) Busca de dados ou de informação para os usuários.
Funções : inclui diagnóstico das necessidades do usuário para a informação a identificação de
fontes de dados e o desenvolvimento de estratégia de busca; o acesso a base de dados, seja
este manual (busca na estante) ou eletrônico (busca em sistemas automatizados); avaliação de
rendimento da busca à base de dados (mas não análise de desempenho de dados), o
encaminhamento de usuários a outras fontes de dados ou de informação.”
Os clientes das consultorias, segundo Bjorner (1995), são
“...as empresas e os profissionais, provendo serviços de informação ou
produtos do alcance de uma pesquisa feita sob encomenda para o mercado
ou pesquisa de análise para produtos de software. (...) bibliotecas e centros
de informação pela provisão de publicações para as profissões, serviços de
consultoria, ou trabalho temporário dentro ou fora de um local. (...) a
subcontratação entre membros quando um profissional independente tem o
cliente mas não tem o tempo ou não tem o conhecimento específico para
9

�fazer o trabalho. Ou seja, profissionais da informação independentes são
freqüentemente clientes de um parceiro profissional da informação
independente.”
Os clientes de Steele (199-) incluem

“pequenas companhias de alta tecnologia,

agencias e departamentos governamentais, e corporações multinacionais.”
Os serviços oferecidos comumente pelas consultorias de informação, segundo a
AIIP(1999), Gotkin(1995), Bjorner(1995), e Steele(199-) estão divididos em 5 grandes áreas :
a organização, a recuperação, a disseminação, a análise da informação, e o treinamento e a
realização de seminários para os recursos humanos das instituições.
•

Organização da informação : Desenho de bases de dados, Desenvolvimento de softwares,
Desenho de página Web;

•

Recuperação da informação : Pesquisa manual e online;

•

Disseminação da informação : Entrega de documentos, Escrita, edição e apresentação,
Desenho de página Web;

•

Análise da informação : Serviços de pesquisa, Pesquisa e análise de uma tecnologia
emergente, Escrever para publicações da indústria da informação, Consultas com relação
ao uso e administração da informação, Inteligência de mercado; Identificação e Análise de
tendências; Análise de custo benefício; Perfis de usuários finais e necessidade de
avaliação;

•

Treinamento e seminários para RH : Seminários e treinamentos, Desenho e entrega de
treinamentos sob encomenda em técnicas de administração da informação para clientes
corporativos.
E por fim, os serviços de suporte à bibliotecas que compreendem todas as áreas citadas

acima, sendo que são realizadas segundo a necessidade das bibliotecas no momento do
pedido.
Através desta classificação dos serviços prestados, podemos perceber que dos serviços
prestados pelo Information Broker, o que possui maior valor agregado é o de análise da
informação, ou seja, o cliente não quer mais apenas listas de referências bibliográficas, ele
quer a informação específica, pronta para ser usada, e para isso, é necessário que o I.B. colete,
leia, interprete e analise o conjunto de informações encontradas e entregue apenas a
informação já trabalhada, analisada. A isto, tem-se chamado de empacotamento da
informação.

10

�Inteligência Competitiva
Ao falarmos de informação analisada, um conceito surgido nas décadas de 70 e 80,
nos vêm à mente: Inteligência Competitiva. Segundo Coelho, Fernandes, Silva &amp; Lellis
(1997) “inteligência competitiva é a informação analisada. A inteligência, e não a informação,
ajuda o gerente a tomar decisões.”
Inteligência competitiva segundo Pozzebon, Freitas, Petrini (1997) é
“A coleção e análise das informações de mercado, informações
tecnológicas, informações sobre clientes e concorrentes, como também
informações relativas a tendências externas, políticas e sócio-econômicas,
enfim, informações predominantemente externas.”
A visão francesa de Castano et alii apud Pozzebon, Freitas, Petrini (1997) denomina
Inteligência Competitiva de Veille Tecnologique (Vigília Tecnológica) que é subdividida em
três tipos :
“1)vigília científica e técnica, orientada para a pesquisa e desenvolvimento,
procura desenvolver novas técnicas, entrar na guerra das patentes; 2) vigília
tecnológica, orientada para o produto e para a tecnologia que o tornou
possível, senão, na abordagem francesa, o termo consagrado para falar sobre
vigilância ou inteligência de uma maneira geral; 3)vigília concorrencial e
comercial volta-se principalmente para o exame atento do ambiente, para o
estudo da competição – seu objetivo é observar a última fase da vida de um
produto (a venda e seu impacto sobre o mercado).”
Coelho, Fernandes, Silva &amp; Lellis (1997), dizem que não é mais suficiente limitar-nos
a obter apenas uma grande quantidade de dados, pois a facilidade de acesso a redes e banco de
dados nos dispõe uma quantidade de informações cuja absorção total é inviável. É necessário
garimpar toda essa profusão de informações e saber encontrar e analisar os fatos relevantes.
Ou seja, mais vale uma informação devidamente tratada e analisada do que milhões de dados
crus, sem organização lógica.
O sistema de Inteligência Competitiva funciona como uma tela de radar, identificando
novas oportunidades ou ajudando a evitar desastres. Os agentes de inteligência corporativos que podem ser bibliotecários, engenheiros, vendedores, até ex-agentes secretos - focalizam o
ambiente competitivo geral e acrescentam um toque analítico: a previsão do lance do
adversário (Coelho, Fernandes, Silva, Lellis, 1997).
Um conceito importante dentro da inteligência competitiva é o de rede. Rede de
comunicação e, principalmente, rede de pessoas. A análise de informações acessíveis através
de bases de dados, publicações, patentes etc. constitui elemento essencial como ponto de

11

�partida. Mas, a medida em que se vai refinando a análise, mais é necessário validar as
informações e, em alguns casos, completá-las. É nesse nível que a rede vai representar um
papel importante no sistema de IC: permitir localizar com rapidez e na própria empresa,
técnicos que avaliarão e validarão as informações obtidas. F. Jakobiak fala de rede de
“cúmplices” e, em realidade, mesmo antes das facilidades trazidas pela informática as redes
humanas, por sinergia, agregavam valor ao sistema. (Coelho, Fernandes, Silva, Lellis, 1997)
É necessário ressaltar que Inteligência Competitiva não é espionagem industrial, pois
toda e qualquer informação coletada vem de fontes e procedimentos legais, o que não ocorre
com a espionagem industrial.
As ferramentas e técnicas para o processo de inteligência, segundo Miller (1997, p.20)
são:
!

“Determinar as necessidades dos tomadores de decisão;

!

Obter informação de fontes internas e externas;

!

Promover informação a inteligência;

!

Articular diretrizes para a mudança da performance organizacional;

!

Sustentar contatos com equipes internas focadas na competitividade;

!

Servir como consultores para as equipes;

!

Acessar bases de dados e serviços de informação apropriados;

!

Realizar projetos de inteligência seletiva;

!

Nunca se preocupe em ser relevante, apenas faça ações relevantes;

!

Validar a informação;

!

Treinar outros membros da equipe a ter percepção da coleta e trajeto da informação;

!

Manter uma imagem acessível.”

O consultor de informação utiliza essas ferramentas e técnicas de forma ser possível
desenvolver projetos embasados em informações estratégicas, coletadas dentro e fora da
empresa, e permitindo uma visão mais global dos processos, podendo prever possíveis falhas
e planejando, de tal maneira que estas falhas não ocorram.

Como se tornar um Consultor de Informação?
Depois de toda esta apologia à consultoria pensamos, o que devemos fazer para nos
tornamos consultores?
Segundo Bjorner (1995), “muitos dos negócios de consultoria começaram pequenos,

12

�com uma ou duas pessoas, na forma legal de proprietário único ou parceiro, ou, menos
freqüentemente, como uma entidade associada. Mas metas, tamanho, formas legais e estilo de
operação dos negócios tendem a ser reavaliados e redefinidos de acordo com o negócio e a
maturidade do(s) proprietário (s).”
Para se tornar um consultor de informação, Burwell diz que “uma importante chave
para um empreendimento de informação de sucesso é o conhecimento adequado e um bom
planejamento”, o que para Line (1996) é um plano de negócios em 5 partes :
1. Visões/Metas/Objetivos; esta seção torna-se importante pois ela é o fundamento para
nosso processo de planejamento inteiro. Tudo que nós colocarmos no plano tem que ser
apoiado no que estava estabelecido nesta seção. A visão do planejamento basicamente
destaca o que nós vislumbramos que a companhia se tornaria. Essencialmente isto torna-se
nosso sonho verbalizado.
2. Estruturas Organizacional; esta seção torna-se um veículo educacional para determinação
da estrutura legal de negócios (ex. parcerias, LLC, S-Corp, C-Corp). As implicações
financeiras para cada estrutura legal eram também desenvolvidas e consideradas.
3. Oferecimento De Produtos E Serviços; Oferecimento de serviços estava estabelecido em
pesquisa primária, pesquisa secundária online, e serviços de consultoria. Isto permitiu nos
analisar cada oferecimento como uma oportunidade de mercado, requisitos de recursos e
lucratividade.
4. Marketing; O plano de marketing era dividido em 2 seções: análise competitiva e
estratégia de marketing. Na análise competitiva, nós rapidamente percebemos que nós
precisávamos ver os I.B. como um recurso ao invés de nossos competidores. A estratégia
de marketing estava baseada na imagem da companhia, serviços oferecidos e a rede de
contatos existentes. A imagem da companhia devia demonstrar ser grande, de alta
qualidade, e madura. Tudo que nós tínhamos, desde logotipo, papel de carta, propostas,
brochuras, e outros marketing colaterais devia Ter esta imagem. Cada produto e serviço
necessitava ser diferenciado de nosso competidor e focalizado para a clientela específica.
Finalmente nos decidimos que a maneira mais rápida de se obter clientes era através de
contatos existentes que nós tínhamos estabelecido durante nossa carreira profissional.
5. Finanças : Nós desenvolvemos um conjunto completo das finanças durante um período de
5 anos para cada tipo de entidade legal que nós estávamos considerando. Cada análise
financeira continha informações detalhadas mensalmente para o primeiro ano e uma
análise anual do 2 ao 5 anos.”

13

�No site How to become a high paid online Information Broker da Exchange Net (199), encontra-se também, alguns conselhos para os profissionais que pensam em se aventurar
neste negócio :
!

“Você também poderia se concentrar em um assunto específico como negócios. Você
poderia se familiarizar com a maioria dos newsgroups na Internet fazendo buscas para
tópicos de negócios em uma Busca de Newsgroups. Assim, quando alguém te pedir para
encontrar mais informações sobre certo tipo de negócio você poderia Ter uma boa chance
de encontrá-lo na Internet;

!

As chaves para o sucesso são propaganda, comunicação e organização;

!

Você precisa vender seu serviço de consultoria. Você precisa encontrar seu mercado alvo
baseado em um tema. Então concentrar em alcançar os prospectos daquele alvo. Coloque
comerciais online em grupos que eles poderiam ler ou outros interesses que eles tem .
Coloque comerciais explicando seus serviços. Diga-lhes que você os ajudará a fazer uma
pesquisa extensiva sobre o que eles estão precisando (baseado em sua área de
especialidade);

!

Você precisa saber comunicar sua maneira profissional. Ninguém quer falar com, ou
pagar a alguém que não soe profissional. Sempre deixe claro que você entendeu
claramente as necessidades de seus clientes e expectativas com relação a você;

!

...entregue o trabalho de maneira apresentável. Estruture seus dados de modo cronológico,
ou outra maneira fácil de seguir , o cliente deverá ter uma leitura fácil;

!

Quando for estabelecer um preço de um serviço a alguém, leve sempre em conta ´ Qual o
grau de dificuldade deste trabalho para você e os custos para obtenção da informação`;

!

Faça bom uso da característica “texto capturado” em seu programa do terminal de
computador. Você pode nunca ter informação suficiente salvada em seu sistema. Quando
você estiver buscando por dados usáveis, colete o máximo que você puder. “

Ferramenta de auto avaliação
Vimos que, um IB possui uma combinação de características e habilidades que são
também do empresário e do bibliotecário de referência. Lynda Nash Leach (1988) compara
essas características e habilidades e propõe aos bibliotecários de referência em particular a
oportunidade de estender suas características empresariais a partir de uma auto avaliação.
A referida autora desenvolveu um instrumento para essa avaliação adaptado da
Checklist for Going Into Business da Small Business Administration, e sugere que, respondido

14

�com honestidade, poderia oportunizar uma classificação de suas potencialidades na área dos
pequenos negócios.
No anexo 1, encontra-se a tradução do instrumento que foi aplicado entre alunos do 1°
ao 4° ano de uma escola de Biblioteconomia nacional. A seguir encontram-se os resultados da
pesquisa na forma de dez tabelas representando cada uma das questões do instrumento de
auto-avaliação e quatro gráficos dos resultados por ano de curso dos respondentes.

Tabela 1. Você tem iniciativa?
Itens
a
b
Ano
1
11
15
2
8
12
3
18
7
4
14
7

C

1

Não Resp.
0
0
0
0

Tabela 2.Como você se sente em relação a outras pessoas?
Itens
a
b
c
Não Resp.
Ano
1
26
0
2
19
1
0
3
25
0
4
21
1
0

Tabela 3. Você pode liderar outras pessoas?
Itens
a
b
c
Ano
1
18
3
5
2
13
4
3
3
21
3
1
4
20
0
1

Não Resp.
0
0
0
1

Tabela 4.Você pode tomar para si responsabilidades?
Itens
a
b
c
Não Resp.
Ano
1
21
5
0
0
2
19
1
0
0
3
22
2
1
0
4
18
3
1
0
Tabela 5. Você é um bom organizador?
Itens
a
b
c
Ano
1
18
0
7
2
17
1
2
3
20
0
4
4
18
1
3

15

Não Resp.
1
0
1
0

�Tabela 6. Você é um bom trabalhador?
Itens
a
b
c
Ano
1
24
2
0
2
16
4
0
3
24
1
0
4
19
3
0

Não Resp.
0
0
0
0

Tabela 7.Você pode tomar decisões?
Itens
a
b
Ano
1
16
8
2
17
1
3
20
5
4
13
7

Não Resp.
0
0
0
0

c
2
2
0
2

Tabela 8. As pessoas podem confiar em você?
Itens
a
b
c
Ano
1
18
6
0
2
20
0
0
3
20
5
0
4
13
7
2

Não Resp.
2
0
0
0

Tabela 9.Você é determinado / perseverante?
Itens
a
b
c
Ano
1
16
10
0
2
13
7
0
3
16
9
0
4
14
8
0

Não Resp.
0
0
0
0

Tabela 10. Sua saúde é boa?
Itens
a
b
Ano
1
7
18
2
3
16
3
4
20
4
3
19

Não Resp.
0
0
0
0

c
1
1
1
0

Gráfico 1. Respostas predominantes no 1. Ano
120
a

100

a

a

80
a

60

a

a

a

b

b

a

Resposta mais
significativa %

40
20
0
1

2

3

4

5

6

7

Questões

16

8

9

10

�Gráfico 2. Respostas predominantes no 2. Ano
120
100

a

a

a

a

80

a

b

a

b

60

a
a

Resposta mais
significativa%

40
20
0

1

2

3

4

5 6 7
Questões

8

9 10

Gráfico 3. Respostas predominantes no 3. Ano
120
a

100
80

a

a

a

a

a

a

a

b
a

60
40

Resposta mais
significativa %

20
0
1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Questões

Gráfico 4. Respostas predominantes no 4. Ano
100

a

a

a

80

a

a

b

a

60

a

a

a

Resposta mais
significativa %

40
20
0
1

2

3

4

5

6

7

Questões

17

8

9

10

�Os resultados mostram uma certa unanimidade dos respondentes em relação ao item a
de cada questão. O item a, em todas as questões, corresponde a melhor descrição de um
candidato para gerenciar seu próprio negócio de IB; enquanto que a soma dos itens a e b
melhor descrevem um proprietário ou empresário de um pequeno negócio de sucesso.
Desse modo, podemos interpretar que esses respondentes estão aptos a desempenhar o
profissional IB, ou que, pelo menos, identificam no IB um profissional da informação de
sucesso hoje no mercado.

Conclusão
O mercado bibliotecário tem tido grande chance de expansão devido à uma era de
grande valorização da informação e do conhecimento, sendo portanto, de importância vital à
profissão, a ocupação de espaços para o desenvolvimento e sobrevivência tão competitivo que
agora vivemos.
Já é fato de que todos os espaços serão ocupados com profissionais bibliotecários ou
não, que tenham a capacidade de desenvolver serviços de informação de qualidade tendo em
vista as tomadas de decisões, a competitividade e a inovação. A consultoria de informação é
apenas umas das formas de atuação do bibliotecário e a inteligência competitiva, ferramentas
e técnicas para serem utilizadas.
Deste modo, espera-se que o bibliotecário, atento as tendências e necessidades da
sociedade, saiba aproveitar estas oportunidades e também, auto valorizar-se, pois, nenhuma
pessoa está interessada em trabalhar com pessoas sem auto motivação. Particularmente,
espera-se que o bibliotecário esteja mais consciente do valor do seu trabalho e de sua
capacidade, de modo a deslanchar uma carreira duradoura, de sucesso e reconhecimento na
sociedade, competindo assim, com outras profissões já mais estabelecidas e de igual para
igual.

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Capturado no dia

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18

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GUIMARÃES,J.A.C &amp; GUAREZZI,S. Divulgação profissional : uma proposta pedagógica como suporte ao
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VALENTIM, M.L.P. Assumindo um novo paradigma na biblioteconomia. Inf&amp;Inf, v.0, n.0, p.2-6, jul./dez. 1995

19

�Anexo 1: Auto avaliação para potenciais Consultores/Information Brokers
Responder honestamente as questões dará a você a oportunidade de classificar-se para as
áreas potenciais de pequenos negócios e características empresariais.
Para cada questão assinale um X na resposta que revele o que você acha que melhor o
descreve.
1. Você tem iniciativa?
()
Eu faço coisas por mim mesmo. Ninguém precisa me dizer o que fazer.
()
Se alguém me der um começo, eu continuo sem problemas.
()
Eu não faço nada por mim mesmo a não ser que seja necessário.
2. Como você se sente em relação a outras pessoas?
()
Eu gosto das pessoas. Eu me dou bem com praticamente qualquer pessoa.
()
Eu tenho muitos amigos – eu não preciso de mais ninguém.
()
A maioria das pessoas me irritam.
3. Você pode liderar outras pessoas?
()
Quando eu começo alguma coisa, eu consigo que a maioria das pessoas continue/fique comigo.
()

Se alguém me disser o que fazer, eu posso dar ordens.

()

Eu deixo alguém fazer com que as coisas aconteçam. Então, eu faço se eu sentir vontade de.

4. Você pode tomar para si responsabilidades?
()
Eu gosto de ter responsabilidade sobre as coisas e vê-las acontecer.
()

Eu assumirei responsabilidades se for necessário, mas prefiro que outros o façam.

()

Existe sempre alguém ávido, querendo mostrar o quanto é esperto. Então, eu deixo para ele.

5. Você é um bom organizador?
()
Eu gosto de ter um plano antes de começar. Freqüentemente, sou eu que coloco as coisas em ordem
quando o grupo quer fazer alguma coisa.
()
Eu vou bem até que as coisas fiquem muito confusas. Então, eu desisto.
()

Eu arranjo tudo e então alguma coisa acontece e apresenta muitos problemas. Então, deixo as coisas
acontecerem.

6. Você é um bom trabalhador?
()
Eu posso continuar trabalhando tanto tempo quanto eu necessite. Não me importo de trabalhar duro por
alguma coisa que eu queira.
()
Eu trabalharei duro por um tempo, mas o suficiente.
()

Eu não consigo me ver trabalhando duro em nenhum lugar.

7. Você pode tomar decisões?
()
Se for necessário tomar uma decisão rapidamente, eu tomo. Geralmente, a decisão é boa.
()
()

Se eu tiver tempo suficiente. No entanto, se for necessário tomar uma decisão rapidamente, mais tarde
acharei que deveria ter decidido de outra maneira.
Eu não gosto de ser a pessoa que decide as coisas.

20

�8. As pessoas podem confiar em você?
()
Pode apostar que sim. Eu não digo coisas em que eu não acredite.
()
Tento ser honesto a maior parte do tempo, mas as vezes digo o que é mais fácil.
()
Por que se preocupar se o outro não percebe se estou ou não sendo honesto?
9. Você é determinado/perseverante?
()
Se eu tomar a decisão de fazer alguma coisa, eu não deixo que nada me impeça.
()
Freqüentemente, eu termino o que eu começo – se não houver problemas.
()
Se houver problemas logo no início, eu desisto. Por que esquentar a cabeça?
10. Sua saúde é boa?
()
Nunca perco as energias.
()
Tenho energia suficiente para a maioria das coisas que eu faço.
()
Perco as energias mais cedo do que a maioria dos meus amigos perdem.

21

�</text>
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        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Consultoria de informação e inteligência competitiva. </text>
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                <text>Yano, Sueli Mitiko, Alencar, Maria de Cléofas Faggion</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            <name>Date</name>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>No bojo das questões relacionadas à reavaliação do mundo globalizado e da popularização das tecnologias de informação estão a postura e as formas de trabalho do profissional da informação exigidas pelo mercado. Assim, para o 1° aspecto, a postura, discute-se as habilidades pessoais e as novas oportunidades de trabalho que surgiram nas duas últimas décadas que foi percebida por este profissional que parece sentir a falta de identidade, se comparado ao Information Broker. O segundo aspecto, as formas de trabalho, trata dos serviços/produtos de informação com valor agregado conhecido como "empacotamento de informação" e as relações mais próximas com os processos de Inteligência Competitiva. Apresenta-se os resultados de pesquisa sobre o assunto que identificou, a partir de uma ferramenta de auto-avaliação, o potencial de profissionais da informação (alunos de graduação de Biblioteconomia) em relação às exigências do mercado.</text>
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                    <text>COMPARTILHAMENTO ENTRE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE
ENSINO SUPERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Clarice Mullethaler de Souza
Universidade Federal Fluminense - UFF
clarice@ndc.uff.br
Elda Mulholland
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC – Rio
elda@dbd.puc-rio.br
Lígia Scrivano Paixão
Fundação Getúlio Vargas - FGV
ligia@fgv.br
Maria José G.M. Vianna
Universidade Veiga de Almeida - UVA
mjvianna@uva.br
Mariza Russo
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
coordena@sibi.ufrj.br

JANEIRO

1

2000

�Resumo: Apresentação do desenvolvimento e formação do Compartilhamento entre
Bibliotecas no Estado do Rio de Janeiro, o qual é constituído de um grupo de bibliotecas
afiliadas de Intituições Públicas e Privadas e Instituições de Ensino e Pesquisa.
São delineados os objetivos e finalidades do Compartilhamento, bem como os direitos e deveres
das instituições afiliadas, a forma de gerência e dos relacionamentos.

Estão sendo estudados os perfis das instituições afiliadas com vistas ao desenvolvimento de um
plano estratégico para a captação de recursos formais e informais.

O pioneirismo desse projeto é a principal característica do Compartilhamento, diferente de
parcerias anteriormente criadas.
Entre os objetivos principais podemos citar: promover o intercâmbio no uso do acervo das
bibliotecas através da abertura das instalações aos clientes credenciados; promover o intercâmbio
do conhecimento científico, acadêmico e tecnológico entre as bibliotecas; estabelecer relações
com organizações e entidades, nacionais e internacionais, que possam fornecer recursos.

Partindo do princípio que quem passa a trabalhar em conjunto deve ter como meta principal o
desprendimento, que pressupõe o respeito às instituições – quer sejam públicas, quer privadas - ,
a criação de um Compartilhamento de bibliotecas servirá para facilitar o enriquecimento dos
acervos da IES, os quais, muitas vezes, por si só, não conseguem atingir a excelência na
qualidade de seus conteúdos.

2

�O projeto está sendo apresentado de forma parcial, uma vez que cada fase deverá servir de
subsídio e experiência para trilhar as novas fases que levarão à concretização da verdadeira idéia
do Compartilhamento de bibliotecas.

São apresentados os parâmetros da implantação da fase inicial com relação aos acervos,
instalações, equipamentos e aos processos a serem adotados.

1

INTRODUÇÃO

“O momento é de crise; o chinês com sua sabedoria milenar, vê a crise como um
momento de mudança, de criatividade, de oportunidade.” (GOMES, 1999)
A crise econômica mundial é um fator que interfere no desenvolvimento das
Universidades e, conseqüentemente, no desempenho das Bibliotecas Universitárias.
Na tentativa de superar as dificuldades, a alta administração das Universidades
começou a investir nos modelos consorciados os quais apresentam dentre outras facilidades,
economia, agilidade, podendo trazer benefícios para todos os participantes. Aos
bibliotecários cabe o papel de orientar e estimular a adoção desses modelos.
O conceito internacional de consórcio focaliza uma modalidade de trabalho
caracterizada pela adesão a padrões e princípios comuns.

3

�"A palavra Consórcio é constituída de duas partes:

o co (com) e a raiz sors

(parte, quinhão). O latim registra a palavra consortium como comunidade de bens,
sociedade, partilha. Consórcio, então, pode ser entendido como compartilhamento de
recursos em geral, como, por exemplo, de instrumentos, produtos, informação. " (GOMES,
op.cit)
Face a esse cenário, as Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino
Superior do Estado do Rio de

Janeiro desenvolveram um projeto ao qual denominaram de

"Compartilhamento entre Bibliotecas", tendo como fundamentação modelos estrangeiros de
consorciamento de bibliotecas adequando-os à realidade brasileira.

2 OS PRIMEIROS CONSÓRCIOS

A iniciativa de consorciamento de bibliotecas teve início nos Estados Unidos, há
mais ou menos 150 anos, a partir do momento em que as bibliotecas sentiram a necessidade
de se auto-ajudarem, sem saber ainda de que forma o fariam. Charles C. Jewett, da
Smithsonian Institution, detectou o aspecto de maior benefício para as bibliotecas
consorciadas: redução do desperdício de tempo e de dólares com a catalogação cooperativa.
A história dos consórcios e das redes nos Estados Unidos, segundo a Dra. Doris
Brown, da De Paul University, Chicago, Ill., começou em meados do século passado com a
fundação da American Library Association &lt;http://www.ala.org&gt; que iniciou o projeto de
catalogação cooperativa. (BROWN, 1998)

4

�Em continuidade, numa iniciativa muito à frente de seu tempo, “a Biblioteca do
Congresso Americano, com sede em Washington, D.C., continuou com esse espírito de
cooperação com o Projeto MARC, que na década de 60 já oferecia dados catalográficos
legíveis por computador.” (Idem)
O primeiro grande esforço de cooperação para o desenvolvimento das coleções veio
após a Segunda Guerra Mundial com o Farmington Plan, um projeto de aquisição
cooperativa, com o objetivo de assegurar que pelo menos uma cópia de publicações
estrangeiras pertencesse a uma biblioteca americana; o plano não obteve sucesso, foi
desativado, e desde há algum tempo foi retomado pelas atividades da Biblioteca do
Congresso Americano.
Os modelos de estrutura variam de consórcio para consórcio. Deste modo, a história
dos consórcios norte-americanos já possui uma experiência de, no mínimo,
Nesse

sentido,

podem

ser

citados

inúmeros

consórcios

40 anos.
conhecidos

internacionalmente. (ANEXO 1)

3

CONSÓRCIOS NO BRASIL

No Brasil, em 1808, exatamente no dia 13 de maio, foi fundada a imprensa por D.
João VI. Ao longo desse espaço de tempo de 500 anos, o país aperfeiçoou sua imprensa, o
modelo de mídia, consolidou uma cultura própria , e busca atualmente construir modelos
próprios para adotar.

5

�Na Biblioteconomia, o Brasil foi influenciado, inicialmente, pela Escola Francesa,
mais humanista, depois adotou-se o modelo da Escola Americana, mais tecnicista.
Atualmente, existem no Brasil iniciativas tais como a de dois grupos paulistas: o
primeiro, constituído pelo consorciamento da USP, UNESP, UNICAMP, UFSCAR,
BIREME, e o segundo, formado pela união de algumas bibliotecas universitárias
particulares, ambos funcionando de forma diversificada, mas já imbuídos do espírito de
compartilhar.
Outra iniciativa, de consorciamento está sendo desenvolvida no Rio de Janeiro,
agregando 23 Instituições de Ensino Superior e Institutos de Pesquisa, com vistas a
compartilhar recursos informacionais.

4 COMPARTILHAMENTO ENTRE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE
ENSINO SUPERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

O trabalho de formação do Compartilhamento, no Rio de Janeiro, foi iniciado com
um Projeto Básico, desenvolvido pela Universidade Veiga de Almeida – UVA - no qual
eram estabelecidos

objetivos, justificativas, cronograma de eventos e, principalmente,

parâmetros para a implantação da fase inicial do referido projeto.
Para o lançamento desse projeto foram emitidas cartas para 36 Instituições,
convidando-as para um encontro, onde foi apresentado o documento de proposta para a
formação do Compartilhamento. A resposta foi extremamente positiva, tendo havido o
comparecimento de todos os convidados.

6

�4.1 Histórico
Em abril de 1998, um grupo de bibliotecários brasileiros, dos quais três do Rio de
Janeiro (UVA, PUC, Universidade Gama Filho) participou de um seminário na De Paul
University, tendo como tema principal a Administração de Bibliotecas, com ênfase na
filosofia de consórcio.
A partir dessa oportunidade, o grupo de bibliotecários do Rio de Janeiro
interessou-se pelo assunto e além de estudos sobre o tema, partiu para a ação concreta
buscando respeitar os princípios básicos para a formação de consórcios, a saber:
⇒ nenhuma universidade ou centro de pesquisa, pode ser tudo
para todos;
⇒ juntas poderão experimentar e progredir mais do que

sozinhas, ultrapassando as barreiras locais,
⇒ cooperação voluntária promove ação efetiva, ao mesmo tempo
que mantém autonomia e diversidade institucional.

O primeiro questionamento quanto à adoção do termo consórcio surgiu na
Universidade Veiga de Almeida. Os dicionários latinos registram a palavra consortium
como comunidades de bens, sociedade, partilha.
Porém, a legislação brasileira, em seu Artigo 270, da Lei 6.404/76 inserida no
Código Comercial, que trata das Sociedades por ações, apresenta incisos voltados
inteiramente para o aspecto comercial. (REQUIÃO, 1995)

7

�O Banco Central do Brasil, que regulamenta o funcionamento de consórcios,
focaliza apenas o lado comercial, visando a aquisição de bens, através de
auto-financiamento. (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 1997)
No entanto, o impasse encontrado quanto à denominação não representou
obstáculo.
Uma vez que em latim consórcio é partilha, por que não usar a expressão
Compartilhamento, já utilizada algumas vezes na literatura de Biblioteconomia?

4.2 O Compartilhamento
Após a reunião de lançamento do Projeto, foram programadas reuniões técnicas
mensais, nas quais os representantes das Instituições de Ensino Superior – IES - afiliadas
iriam desenvolver, em conjunto, a trajetória do Projeto.
Na primeira reunião técnica, foi eleita a coordenadoria do Compartilhamento,
formada por representantes das seguintes Universidades:
&gt; Universidade Veiga de Almeida - UVA
&gt; Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio
&gt; Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
&gt; Universidade Federal Fluminense - UFF
&gt; Fundação Getúlio Vargas - FGV
Como base para o desenvolvimento do Projeto, a coordenadoria iniciou a
elaboraçãoo de um Regimento que nortearia as ações do Grupo. (ANEXO 2)

8

�Como produtos básicos, para dar fundamento ao trabalho de Compartilhamento,
foi estabelecido o uso de um cartão de leitor, para encaminhamento de usuários de uma
para outra biblioteca afiliada. Este cartão seria o primeiro produto, que iria viabilizar o
início concreto do compartilhamento dos acervos das bibliotecas das IES afiliadas. Foi,
também, estabelecida uma logomarca e um cartaz de divulgação do Compartilhamento,
apresentando a relação das bibliotecas afiliadas. Da mesma forma, foi desenvolvida a
home page:
http://www.uff.br/ndc/compartilhamento
As IES do Estado do Rio de Janeiro, que integram o Compartilhamento, estão
listadas no ANEXO 3.
4.3 Ações Técnicas
A data de inauguração, 4 de março de 1999, e a data de fechamento do Regimento,
10 de abril de 1999, poderiam justificar o mínimo de ações realizadas, porém a vontade de
trabalhar e de ver crescer o primeiro

compartilhamento brasileiro, no qual podem

participar instituições públicas, privadas, centros de pesquisa e associações de classe,
motivou o grupo a buscar ações mais concretas, as quais devem estar coerentes com a
filosofia do compartilhamento.
Conforme Regimento, a Coordenadoria se reúne uma vez por mês, com data
programada, para avaliar o desenvolvimento do Projeto e preparar a agenda de trabalho
futura a ser apresentada na Assembléia Geral Ordinária – AGO, à qual comparecem os
representantes de todas as IES.

9

�Nas AGO são apresentados informes, focalizando os progressos alcançados pelo
grupo, e atividades visando a atualização profissional dos bibliotecários.

4.4 Ações Estratégicas
Como ações estratégicas do Grupo, já foram realizadas as que se seguem :

▪

Apresentação aos Reitores das IES da proposta do Regimento, elaborado em conjunto,
visando o apoio da Alta Administração ao Projeto;

▪

Assinatura de convênio, protocolo de intenções, ou termos aditivos a convênios já em
vigor, visando o comprometimento formal da Instituição;

▪

Busca de financiamento através da apresentação do Projeto de Compartilhamento às
agencias de fomento, com vistas à modernização tecnológica das bibliotecas afiliadas;

▪

Uso compartilhado dos acervos das IES afiliadas.

Como ações futuras, planeja-se:

-

Estudo para disponibilização para as IES de publicações periódicas e de bases de
dados eletrônicas;

-

Implantação de Catálogo Coletivo Virtual das IES;

-

Treinamento em novas tecnologias;

-

Viagens técnicas.

10

�5

RESULTADOS PARCIAIS

O primeiro grande objetivo do projeto de Compartilhamento, que consiste em
promover o intercâmbio no uso dos acervos das bibliotecas afiliadas, através da abertura
das instalações aos clientes credenciados; já está sendo atingido. Dados levantados do
diagnóstico da situação das bibliotecas, preparado em novembro de 1999, demonstram os
benefícios que os usuários já podem usufruir.
O quadro a seguir apresenta os dados que confirmam os resultados parciais
positivos do projeto de Compartilhamento entre as IES do Rio de Janeiro.

Nº. DE IES

USUÁRIOS INSCRITOS

23

100.000

ACERVO DE

ACERVO DE

MONOGRAFIAS

PERIÓDICOS

1.200.000

50.000

Analisando-se o quadro anterior, pode-se detectar que os 100.000 usuários reais
das 23 IES afiliadas já estão se beneficiando do acesso ao acervo de 1.200.000 itens de
monografias e de 50.000 títulos de periódicos, nas diversas áreas do conhecimento.

6

CONCLUSÃO

11

�Partindo do princípio que quem passa a trabalhar em conjunto deve ter como meta
principal o desprendimento, que pressupõe o respeito às instituições — quer sejam
públicas, quer privadas — , a criação de um Compartilhamento de bibliotecas servirá não
só para facilitar o enriquecimento dos acervos das IES, os quais, muitas vezes, por si só,
não conseguem atingir a excelência na qualidade de seus conteúdos, como também para
promover o intercâmbio científico, acadêmico e tecnológico da comunidade de
pesquisadores do Estado do Rio de Janeiro.
“Em síntese, podemos dizer que consórcios devem ser analisados numa
perspectiva holística, o que vai permitir identificarmos os elementos que o integram, bem
como o relacionamento entre eles; se aceitamos que eles se constituem em redes, então
todos os elementos têm seu valor, mas nenhum deles isoladamente tem condições de
acabar com a rede, pois os demais ou novos elementos passam a desempenhar suas
funções, desde que se entenda que compartilhamento é doação e, porque é doação, é
recebimento. Compartilhamento é renúncia, é cessão. Então é preciso distinguir o que é
essencial do que é superficial ou adjetivo, para sabermos onde ceder sem perder a
qualidade ou a essência. Compartilhamento é força.”(GOMES, op.cit.)
O texto focalizado e os resultados já obtidos dão a certeza de que o
Compartilhamento entre as Bibliotecas do Estado do Rio de Janeiro caminha na trajetória
dos modelos visitados, uma vez que cada fase deverá servir de subsídio e experiência para
trilhar as novas fases que levarão à concretização da verdadeira idéia do Compartilhamento
de bibliotecas.

12

�7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BROWN, Doris R. Consórcio e redes nas Bibliotecas acadêmicas dos EUA. Trans-in-formação,
Campinas, v. 10, n.1, p.33-61, jan./abr. 1998.
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Circular nº. 2766, de 3 de julho de 1997. Documento obtido
via Internet http://www.bcb.gov.br/htms/bc_atende/circ2766.shtm
GOMES, Hagar Espanha. Os consórcios e a grande rede. In : ENCONTRO, 1., 1999.
Compartilhamento entre bibliotecas de instituições de ensino superior do Estado do Rio
de Janeiro : Universidade Veiga de Almeida, 1999.
REQUIÃO, Rubens. Curso de direito comercial. São Paulo : Saraiva, 1995. 2v.
VIANNA, Maria José Gomes Monteiro. Consórcio de bibliotecas : em busca da concretização. In
: CICLO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6, 1998. Rio de Janeiro :
UFRJ/SiBI, 1998.

ANEXO 1
Association of Southeastern Research Libraries (ASERL) (1997)
● http://www.lib.memphis.edu/aserl.htm
Big 12 Plus Library Consortium
● http://www.big12plus.org
Cape Library Cooperative (CALICO)
●
http://www.adamastor.ac.za/Academic/Calico/portal.htm
13

�Chesapeake Information and Research Library Alliance (CIRLA)
● http://138.238.41.254/cirla/
China Academic Library and Information System (CALIS)
● http://www.calis.edu/cn
Colorado Alliance of Research Libraries (CARL) (1997-1998)
● http://www.coalliance.org
Combined Higher Education Software Team (CHEST) (1997)
● http://www.chest.ac.uk/
Committee on Institutional Cooperation (CIC) Center for Library
Initiatives (1997-1998)
● http://www.cic.uiuc.edu/
Consorci de Biblioteques Universitaries de Catalunya (CBUC),
Barcelona, Spain
● http://www.cbuc.es
Consortium of Academic Libraries in Manchester
● http://rylibweb.man.ac.uk/calim/calim2.html
Cooperative Computer Services (CCS) (1998)
● http://www.ccs.nsls.lib.il.us
Council of Federal Libraries Consortium (1998)
● http://www.nlc-bnc.ca:80/cfl-cbgf/
Danish Electronic Research Library (DEF)
● http://www.deflink.dk
Electronic Library Network, British Columbia (ELN) (1997-1998)
● http://www.ola.bc.ca/eln
Estonian Libraries Network Consortium (ELNET)
● http://www.utlib.ee/elnet
Gemeinsamer Bibliotheks Verbund (GBV)
● http://www.brzn.de
Georgia Library Learning Online (GALILEO) (1997-1998)
● http://www.galileo.peachnet.edu
Health Science Information Consortium of Toronto (HSICT)
● http://www.library.utoronto.ca/www/hsict
Hellenic Academic Libraries LINK (HEAL-LINK)
● http://leykada.physics.auth.gr
Illinois Libraries Computer Systems Organization (ILCSO) (1997)
● http://ilcso.aiss.uiuc.edu

14

�Illinois Digital Academic Library (IDAL)
● http://www.ilcso.uiuc.edu/Web/Services/IDAL/IDAL.html
Informationsverbund Deutschschweiz (IDS)
● http://www.ub.unibas.ch/ids
Italian National Forum on Electronic Information Resources (INFER)
● http://www.uniroma1.it/infer/
Joint Information Systems Committee (UK) -- (JISC) (1998)
● http://www.jisc.ac.uk/
Kentucky Commonwealth Virtual Library (1998)
● http://www.kcvl.org
Library Services Alliance of New Mexico
● http://lib-www.lanl.gov/alliance/lsanm.htm
Ligue des Bibliothèques Européennes de Recherche (LIBER)
● http://www.kb.dk/liber
Long Island Library Resources Council (LILRC)
● http://www.lilrc.org
Louisiana Library Network (LLN) (1998)
● http://www.lsu.edu/lln
Manitoba Library Consortium Inc. (MLCI)
● http://www.umanitoba.ca/academic_support/libraries/mlci/
Massachusetts Board of Library Commissioners (MBLC)
● http://www.mlin.lib.ma.us/
Michigan Library Consortium (1998)
● http://mlc.lib.mi.us
Minitex Library Information Network (1997)
● MINITEX listserv address: majordomo@othello.lib.umn.edu
Minnesota Library Information Network
● http://www.heso.state.mn.us/www/mnlink/mnlink.htm
Missouri Library Network Corporation (MLNC)
● http://www.mlnc.org
MOBIUS: A Consortium of Missouri Libraries
● http://merlin.missouri.edu/mobius/
Nashville Area Library Alliance (NALA) (1998)
● http://webz.library.vanderbilt.edu:8004/
NELINET, Inc.
15

�●

http://www.nelinet.net

●

http://www.augustana.ab.ca/neos

NEOS
Network of Alabama Academic Libraries (NAAL) (1997)
● http://webserver.dsmd.state.al.us/ache/naal.htm
New England Law Library Consortium (NELLCO) (1997-1998)
● http://www.nellco.org/
New York Comprehensive Research Libraries (NYCRL) (1997-1998)
● http://www.nysl.nysed.gov/nycrl
North Carolina Libraries and Virtual Education (NCLive) (1998)
● http://www.nclive.org
Northeast Florida Library Information Network (NEFLIN)
● http://www.neflin.org/
NorthEast Research Libraries Consortium (NERL) (1997-1998)
● http://www.library.yale.edu/NERLpublic/
Novanet, Inc. (1997)
● http://novanet.ns.ca/
New York Consortium of Consortia (NYCofC)
● http://www.rpi.edu/dept/library/html/consortia/nyscoc
Nylink
●

http://nylink.suny.edu/

Ohio Library and Information Network (OhioLINK) (1997-1998)
● http://www.ohiolink.edu/
Ohio Public Library Information Network (OPLIN)
● http://www.oplin.lib.oh.us
Orbis (1997-1998)
● http://libweb.uoregon.edu/orbis/
Pennsylvania Academic Library Consortium, Inc. (PALCI) (1997-1998)
● http://www.lehigh.edu/~inpalci
PALINET
Portland Area Library System (PORTALS)(1998)
● http://www.portals.org
RBT
Réseau des bibliothèques romandes et tessinoises (RERO)
● http://www.rero.ch
Southern California Electronic Library Consortium (SCELC)
● http://calvin.usc.edu/Info/scelc/scelc.html
16

�Southwestern Ohio Council for Higher Education (SOCHE)
● http://www.soche.org
Solinet
●

http://www.solinet.net

Southeastern Wisconsin Information Technology Exchange (SWITCH)
● http://caspian.switchinc.org
Swedish University and Research Libraries (BIBSAM)
● http://www.kb.se/bibsam/frans/vilkadb.htm
TENN-SHARE
● http://toltec.lib.utk.edu/~tennshare
TexShare (1998)
● http://www.texshare.edu
TriUniversity Group of Libraries (TUG)
● http://www.tug-libraries.on.ca/
Triangle Research Libraries Network (TRLN) (1997-1998)
● http://www-trln.lib.unc.edu/
UNILINC Limited
● http://www.unilinc.edu.au
United Nations System Consortium
● http://www.unsystem.org/Index.html
Utah Academic Library Consortium
● http://www.ualc.net
Virtual Academic Library of New Jersey (VALE)
● http://www.valenj.org
Virtual Library of Virginia (VIVA) (1997- 1998)
● http://www.viva.lib.va.us
Vlaams Overlegorgaan inzake Wetenschappelijk Bibliotheekwerk
(Flemish Research Libraries Council) (VOWB)
● http://www.kulnet.kuleuven.ac.be/libis/vowb/
Washington Research Library Consortium (WRLC) (1997)
● http://www.wrlc.org

ANEXO 2
COMPARTILHAMENTO ENTRE BIBLIOTECAS DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO

17

�REGIMENTO
CAPÍTULO I
Dos objetivos e finalidades do Compartilhamento
Art. 1º
O Compartilhamento entre as Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro é
constituído de um grupo de bibliotecas afiliadas de Instituições Públicas e Privadas e Instituições de Ensino e
Pesquisa.
Art. 2º Objetivos e finalidades:
I - representar e defender os legítimos interesses das bibliotecas de Instituições afiliadas;
II - promover o intercâmbio do uso do acervo de suas bibliotecas, através da abertura de suas instalações
aos clientes devidamente credenciados;
III - negociar em conjunto, ou não, a aquisição de materiais bibliográficos, e outros;
IV - estabelecer critérios de desenvolvimento de acervos, de forma que as bibliotecas das instituições
afiliadas possam oferecer obras especializadas, que beneficiem a todas;
V - promover o intercâmbio do conhecimento científico, tecnológico e cultural entre as bibliotecas das
instituições afiliadas;
VI - disponibilizar eletronicamente informações atualizadas das instituições afiliadas, através de
formatação única;
VII - estabelecer relações com outras organizações e entidades nacionais e internacionais, que possam
fornecer recursos;
VIII - manter intercâmbio e cooperação com outras entidades congêneres, no País (estaduais ou regionais) e
internacionais;
IX - divulgar periodicamente informações relativas a todas as programações realizadas ou a serem
realizadas pelo Compartilhamento.
CAPÍTULO II
Do quadro social, deveres e direitos
Art. 3º O Compartilhamento é composto de três categorias de instituições afiliadas:
I - Bibliotecas de Universidades/Faculdades Particulares;
II - Bibliotecas de Universidades/Faculdades Públicas;
III - Bibliotecas de Instituições de Ensino e Pesquisa.
Art. 4º São deveres dos afiliados:
I - respeitar este Regimento e as deliberações das Assembléias Gerais e Reuniões;
II - comparecer e decidir nas Assembléias Gerais;
III - indicar o representante para participar das Assembléias Gerais, quando de uma real necessidade de
ausência.
Art. 5º São direitos dos afiliados:
I – permitir aos seus clientes o uso dos acervos das bibliotecas das IES afiliadas para consulta local,
respeitando os seus regulamentos;
II - o intercâmbio entre as bibliotecas, praticado tradicionalmente, será
mantido, respeitadas as
possibilidades.
Art. 6º São parâmetros para admissão do Compartilhamento:
I - Os acervos dos livros deverão ser no mínimo de 5.000 volumes (exceção ao curso de Direito, que deverá
ser de 10.000 volumes), quando se tratar de Faculdades/Instituições de Ensino Superior que ofereçam um só curso,
com comprovada qualidade e atualização. Havendo mais cursos, permanece a exigência de 5.000 volumes por curso.
18

�No caso dos Centros Universitários/Universidades, o acervo total deverá ser no mínimo de 50.000 volumes, com
comprovada qualidade e atualização;
II - Os acervos de periódicos das Instituições participantes deverão ser atualizados e relevantes,
constituindo-se de, pelo menos, 30 títulos para Faculdades/Instituições de Ensino e Pesquisa e 100 para Centros
Universitários/ Universidades, e deverão ser compartilhados as assinaturas;
III - Os acervos não-convencionais, devem estar incluídos nas coleções das Instituições afiliadas;
IV - O acervo deve estar automatizado, bem como o seu uso;
V - As instalações devem ser amplas, arejadas e bem-iluminadas, de forma a oferecer conforto a todos os
credenciados, sem prejuízo da clientela local. As IES afiliadas deverão estar em condições de se comunicar através
de e-mail, fax, telefone e outros meios que possam surgir de transmissão eletrônica;
VI - Os afiliados deverão fornecer aos seus clientes documento único, aceito pelos demais compartilhantes;
VII - Os clientes das IES afiliadas deverão obedecer às normas de cada biblioteca freqüentada.
CAPÍTULO III
Da Administração
Art. 7º O Compartilhamento será administrado pelos seguintes órgãos:
I - Assembléia Geral;
II - Coordenadoria.
Art. 8º
A Assembléia Geral Ordinária (AGO) será realizada mensalmente. As deliberações da AGO
serão tomadas por maioria simples de votos.
Art. 9º
A Assembléia Geral Extraordinária reunir-se-á quando convocada pela Coordenadoria, ou por
50% (cinqüenta por cento), no mínimo, dos membros representantes das IES afiliadas na ocasião da convocação. A
convocação das Assembléias Gerais será feita através de circular específica, onde deverão estar designados os seus
fins, com antecedência mínima de sete dias.
Art. 10 As Assembléias Gerais deliberarão, em primeira convocação, com a presença mínima de 50%
(cinqüenta por cento) dos representantes das IES afiliadas e, em segunda convocação, uma hora depois, com
qualquer número de afiliados presentes.
§ 1º - Para qualquer alteração do Regimento será necessária a aprovação por maioria absoluta ou 3/5, em
Assembléia Geral Ordinária, com a presença de no mínimo 50%
(cinqüenta por cento) mais um, dos votos das
IES afiliadas;
§ 2º - As Assembléias Gerais obedecerão à pauta publicada ou divulgada pela Coordenadoria, quando da
sua convocação;
§ 3º - Só poderão votar nas Assembléias os afiliados que tenham tido freqüência de 80% (oitenta por cento)
nas Assembléias Gerais Ordinárias (AGO) no exercício;
§ 4º - As Assembléias serão presididas pelos membros da Coordenadoria e secretariadas por
representante da Biblioteca organizadora. De tudo que ocorrer nas Assembléias, será lavrada uma ata pormenorizada,
que será assinada pelos membros da Coordenadoria e pelo Secretário. As atas poderão ser apreciadas pelos órgãos
superiores das IES afiliadas. As Assembléias terão duração necessária, exceto as AGO para eleições de
Coordenadoria. Caso não se delibere sobre todos os assuntos em pauta nesse tempo, será convocada Assembléia
Geral Extraordinária para dar continuidade aos trabalhos.
Art. 11 A Coordenadoria será eleita em Assembléia Geral Ordinária (AGO), entre os representantes
afiliados, e será composta de cinco membros, sendo um Coordenador Geral.
Parágrafo Único - No impedimento do Coordenador Geral, os membros da
Coordenadoria indicarão um substituto para exercer este cargo, até que haja eleições.
19

�Art. 12 Compete à Coordenadoria:
Iadministrar o Compartilhamento fazendo cumprir este Regimento e as deliberações da Assembléia
Geral;
II - expedir as normas internas de organização e administração;
III - convocar e presidir as Assembléias Gerais;
IV - realizar reuniões mensais ou extraordinárias, quando necessário;
V - elaborar o planejamento estratégico anual e propor as metas
pertinentes;
VI - suspender e decidir sobre a eliminação de afiliados, aplicando sanções implícitas neste Regimento;
VII - assinar os documentos oriundos das deliberações;
VIII - elaborar relatório anual das atividades;
IX - prestação de contas.
Art. 13 O mandato dos membros da Coordenadoria será de dois anos, podendo ser renovado, e terminará
por ocasião da posse da nova Coordenadoria eleita.
Art. 14 Será lavrada ata de cada reunião da Coordenadoria, que será colocada à disposição dos afiliados.
Parágrafo Único – O Coordenador que faltar, sem justificativa, a três reuniões consecutivas da
Coordenadoria, será substituído, conforme o parágrafo único, do Art. 19, do Capítulo IV.
Art. 15 A administração do Compartilhamento será assessorada por um Conselho Consultivo, formado por
representantes das direções das IES afiliadas.
Art. 16 São atribuições do Conselho Consultivo:
I - apreciar e emitir parecer sobre o planejamento estratégico anual do Compartilhamento, elaborado pela
Coordenadoria, após ter sido submetido à deliberação da Assembléia Geral Ordinária;
II - apreciar e emitir parecer sobre a compra de produtos e sobre a contratação de prestação de
serviços a serem compartilhados.
CAPÍTULO IV
Das eleições
Art. 17 A cada dois anos haverá eleição para Coordenadoria.
Art. 18 Os participantes do Compartilhamento serão indicados pelas IES afiliadas e só terão direito a
representá-las enquanto durarem suas relações de trabalho.
Art. 19
Todos os participantes têm direito a ocupar cargos da Coordenadoria, desde que eleitos em
Assembléia Geral Ordinária, convocada especificamente para este fim, nas seguintes condições:
III -

as eleições se realizarão sempre no mês de abril;
os membros da Coordenadoria poderão ser reeleitos sem limitações.

Parágrafo único. Caso ocorra vacância de um dos coordenadores, durante a vigência do mandato, será
convocada Assembléia Geral para eleger novo membro, que completará o mandato.
Art. 20 A Assembléia Geral Ordinária para eleição da Coordenadoria será convocada por circular, com
antecedência mínima de 60 (sessenta) dias de sua realização.
I - a forma de eleição será por escrutínio secreto;
II - a inscrição dos candidatos aos cargos da Coordenadoria se fará por chapas completas. A inscrição dos
candidatos aos cargos de membro da Coordenadoria será deferida a qualquer afiliado que satisfaça os requisitos
deste Regimento com aprovação formal da IES a qual está vinculado;

20

�III - o registro das chapas dos candidatos será encaminhado à Coordenadoria, com antecedência mínima
de 30 (trinta) dias da data marcada para o pleito;
IV - eventuais alterações ou desistências em uma chapa somente poderão ser registradas até 15 (quinze) dias
antes da eleição;
V - os cargos da Coordenadoria serão exercidos em nome da IES a qual está vinculado o candidato por
ocasião das eleições. O eventual desligamento do candidato eleito da IES que patrocinou a inclusão do seu nome no
processo eleitoral, importará na perda do mandato. Fica assegurado à IES que fez a indicação do Coordenador eleito
e posteriormente desligado, o direito de indicar outra pessoa para completar o mandato. No caso de desistência do
direito, por parte da IES interessada, a Coordenadoria elegerá, por maioria simples, outro afiliado para preencher o
cargo vago;
VI - os recursos contra o resultado das eleições terão o prazo de cinco dias úteis para sua interposição e
serão examinados em reunião conjunta da Coordenadoria e do Conselho Consultivo, que deliberarão sobre sua
procedência;
VII - a Assembléia Geral Ordinária resolverá os casos omissos.
Art. 21 Os votos serão depositados em urna lacrada. A contagem dos sufrágios terá início logo após o
término do horário estabelecido no ato convocatório para os afiliados exercerem seu direito de voto.
§ 1º - As cédulas serão previamente rubricadas por um representante de cada uma das chapas que
estiverem concorrendo à eleição;
§ 2º - É assegurado aos participantes das chapas indicar até dois representantes para acompanhar os
trabalhos de apuração.
CAPÍTULO V
Das Deliberações Gerais
Art. 22
O exercício anual do Compartilhamento se encerrará no dia 30 de abril, ocasião em que será
apresentado o relatório de atividades do período.
Art. 23 Em caso de desligamento de algum afiliado, este ato deverá ser formalizado e o mesmo perderá
o direito de usufruir das prerrogativas do Compartilhamento.
Art. 24 O presente Regimento, uma vez firmado em Assembléia Geral Ordinária, entrará em vigor na
data de sua aprovação e somente poderá ser reformulado por Assembléia Geral Extraordinária especialmente
convocada para tal finalidade.
Art. 25 Os casos omissos a este Regimento serão resolvidos pela Coordenadoria, ad referendum da
Assembléia Geral.
Rio de Janeiro, 09 de setembro de 1999.

ANEXO 3
​

Associação de Ensino Superior do Rio de Janeiro - AESRJ

​

Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – CBPF

​

Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET-RJ

21

�​

Centro Universitário Augusto Motta – CEUAM

​

Centro Universitário da Cidade – UniverCidade

​

Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos – MSB

​

Faculdade Carioca – CARIOCA

​

Faculdade de Ciências Humanas e Sociais do Instituto Isabel – FISAB

​

Faculdades Integradas Helio Alonso - FACHA

​

Fundação Getúlio Vargas – FGV

​

Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ

​

Instituto Militar de Engenharia – IME

​

Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro - IUPERJ

​

Universidade Castelo Branco – UCB

​

Universidade Católica de Petrópolis – UCP

​

Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF

​

Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ

​

Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

​

Universidade Federal Fluminense – UFF

​

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ

​

Universidade Gama Filho – UGF

​

Universidade Veiga de Almeida - UVA

22

�</text>
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        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71360">
                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
                </elementText>
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            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71361">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71362">
                  <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71363">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFSC</text>
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              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
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                  <text>pt</text>
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              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
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                  <text>Evento</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Compartilhamento entre bibliotecas de Instituiçoes de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro. </text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Souza, Clarice Mullethaler de, Mulholland, Elda, Paixão, Lígia Scrivano, Vianna, Maria José G.M., Russo, Mariza</text>
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                <text>Apresentação do desenvolvimento e formação do Compartilhamento entre Bibliotecas no Estado do Rio de Janeiro, o qual é constituído de um grupo de bibliotecas afiliadas de Intituições Públicas e Privadas e Instituições de Ensino e Pesquisa. São delineados os objetivos e finalidades do Compartilhamento, bem como os direitos e deveres das instituições afiliadas, a forma de gerência e dos relacionamentos. Estão sendo estudados os perfis das instituições afiliadas com vistas ao desenvolvimento de um plano estratégico para a captação de recursos formais e informais. O pioneirismo desse projeto é a principal característica do Compartilhamento, diferente de parcerias anteriormente criadas. Entre os objetivos principais podemos citar: promover o intercâmbio no uso do acervo das bibliotecas através da abertura das instalações aos clientes credenciados, promover o intercâmbio do conhecimento científico, acadêmico e tecnológico entre as bibliotecas, estabelecer relações com organizações e entidades, nacionais e internacionais, que possam fornecer recursos. Partindo do princípio que quem passa a trabalhar em conjunto deve ter como meta principal o desprendimento, que pressupõe o respeito às instituições – quer sejam públicas, quer privadas - a criação de um Compartilhamento de bibliotecas servirá para facilitar o enriquecimento dos acervos da IES, os quais,muitas vezes, por si só, não conseguem atingir a excelência na qualidade de seus conteúdos.O projeto está sendo apresentado de forma parcial, uma vez que cada fase deverá servir de subsídio e experiência para trilhar as novas fases que levarão à concretização da verdadeira idéia do Compartilhamento de bibliotecas. São apresentados os parâmetros da implantação da fase inicial com relação aos acervos, instalações, equipamentos e aos processos a serem adotados.</text>
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                    <text>TÉCNICAS E TECNOLOGIAS NA BU DO SÉCULO XXI
HELENA PEREIRA DA SILVA
helena@mbox1.ufsc.br
Universidade Federal de Santa Catarina
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Santa Catarina - Brasil
MARCELLO THIRY
Thiry@sj.univali.rct-sc.br
Universidade do Vale do Itajaí
Santa Catarina - Brasil
ALINE FRANÇA DE ABREU
aline@eps.ufsc.br
Universidade Federal de Santa Catarina
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Santa Catarina - Brasil

MONITORAMENTO AUTOMATIZADO NA INTERNET; UMA RESPOSTA AO
DESAFIO DE MELHORES SERVIÇOS A CUSTOS BAIXOS PARA AS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Resumo:
A Internet vem sendo qualificada como a ferramenta da nova sociedade globalizada e de
aprendizagem por seu potencial de comunicação, disseminação da informação, e para o
desenvolvimento econômico e social. Experiências em nível mundial, vêm demonstrando a
utilização da Internet como vantagem competitiva e como os países estão se esforçando para
o investimento maciço em tecnologia de informação e acesso a Internet para atingir a
globalização da informação. Por isso, vem se impondo a necessidade da instalação de uma
cultura de uso da Internet, uma tomada de consciência da necessidade da exploração das
fontes de informação para agregar valor a serviços e produtos. Além disso, a Internet
possibilita o estabelecimento de consórcios para compartilhamento de recursos e parcerias
numa saída para a competição globalizada, que vem exigindo melhoria na qualidade de
serviços e redução de custos, o que a primeira vista parece um desafio. As bibliotecas
universitárias brasileiras vêm sendo fortemente pressionadas para essa condição, já que cada
vez mais sofrem cortes orçamentários, que as obrigam a eliminar serviços e principalmente
ao cancelamento de aquisição de fontes de informação como os periódicos. Está sendo
necessário repensar e inovar em termos de estratégias de gestão e de informação que
considerem a exploração dos recursos da Internet como uma ferramenta essencial para os
serviços da bibliotecas universitárias tendo que ser considerada então a tecnologia de
informação como um elemento crítico da infra-estrutura das universidades. Dentro dessa
perspectiva, o objetivo deste trabalho é o de apresentar uma experiência ainda em nível de
protótipo, de um monitoramento automatizado de periódicos na Internet como parte de um
serviço inteligente de informação, que poderia ser aplicado as bibliotecas universitárias.

1

�1

INTRODUÇÃO

A Internet vem sendo qualificada como a ferramenta da nova sociedade globalizada e de
aprendizagem por seu potencial de comunicação, disseminação da informação, e para o
desenvolvimento econômico e social.

Além disso, a Internet subverteu totalmente a noção de tempo e espaço, aproximando pessoas,
mercados e organizações, permitindo uma interação em nível global, onde colaboração e
compartilhamento são conceitos que vêm sendo cada vez mais considerados. Essas condições
provocam necessidades de mudanças e adequação em relação a processos, produtos e
serviços.

As bibliotecas, repositórios tradicionais de informação, são um dos tipos de organização que
mais tem sofrido impacto pela tecnologia da Internet, que vem sendo freqüentemente
apontada como um desafio aos bibliotecários. E as implicações da Internet, principalmente no
que tange aos novos papéis dos bibliotecários e bibliotecas, vêm sendo fartamente
considerados na literatura corrente.

A parte de qualquer discussão sobre as implicações, um aspecto é consensualmente
reconhecido: o fato de que a Internet é uma realidade irreversível, mostrando-se como um
campo aberto a exploração de facilidades e oportunidades que estão disponíveis e,
enfatizando, um desafio à criatividade quanto ao aproveitamento dessas condições em
produtos e serviços de valor agregado.

2

�Agregar valor a produtos e serviços é um imperativo no atual contexto sócio-econômico
altamente competitivo. Ser competitivo significa estar atento (“vigilante”) ao meio ambiente
externo para responder rapidamente às mudanças num processo de inovação contínuo. Esse
processo vem sendo denominado de inteligência competitiva. (Lesca et all, 1996, Pozzebon et
all, 1997, Davenport, 1998, Orozco, 1999)

A Internet como ambiente de informação, para onde estão convergindo todas as atividades
humanas, vem se mostrando como

ferramenta efetiva no processo de inteligência

competitiva. E nesse sentido, esse conceito também pode ser aplicado ao processo de
manutenção da atualização permanente em informação científica e tecnológica disponíveis na
Internet, pelos serviços de informação/bibliotecas dirigidos aos seus usuários/clientes.

A ênfase na necessidade de exploração da Internet, não significa fazer a apologia da
“sociedade sem papel”, que pelas tendências está longe de acontecer como se preconizava no
início dos anos oitenta. Ao contrário, estatísticas atuais mostram que o volume de papel
impresso vem aumentando consideravelmente. (Crawford, 1998)

Crawford (1998) afirma que a aquisição de livros em papel continua a crescer nas bibliotecas
públicas e acadêmicas e a indústria editorial continua produzindo cada vez mais. O autor
lembra ainda, que a digitalização das coleções em papel é um futuro muito longínquo, se
chegar a acontecer. Exemplifica com a Biblioteca do Congresso Americano, que despende um
grande esforço em digitalizar sua vasta coleção, mas continua adquirindo mais rapidamente
em papel do que pode digitalizar.

3

�A Georgetown University Library,

enquanto experimenta “agressivamente” os novos

recursos eletrônicos, continua adquirindo da mesma maneira, informação em papel,
preconizando que os recursos eletrônicos podem fazer parte do “mix” de recursos de
informação que as bibliotecas podem disponibilizar. A biblioteca atua dentro do princípio de
que as novas tecnologias transformam a pesquisa, o ensino e a comunicação e que são novos e
importantes caminhos para o descobrimento, compartilhamento, e repassar o conhecimento,
sem substituir os outros meios existentes. (Transforming...1997)

A questão principal portanto, é aproveitar as vantagens do novo meio pelas bibliotecas,
principalmente enquanto informações valiosas para os seus clientes estão disponíveis
gratuitamente. O fundamental é obter a “informação da informação” pela Internet, que é
acessível de qualquer lugar.

A comunidade bibliotecária mundial vem se movimentando em torno de encontrar soluções
criativas, em práticas e políticas para

utilização desse novo meio globalizado e

principalmente para utilização como ferramenta competitiva na propalada sociedade do
conhecimento.

No ítem seguinte serão abordados dois exemplos significativos de concentração de esforços
no uso das tecnologias de informação e na Internet como vantagem competitiva: uma
biblioteca universitária em Hong-Kong, e um país, Singapura, que quer tornar a Internet
acessível a todos com o objetivo de transformar a sociedade local em uma Sociedade do
Conhecimento.

4

�Considerando então a Internet como fator de competitividade e ferramenta para a prática de
inteligência competitiva, este artigo tem como objetivo relatar uma experiência, em fase de
protótipo, de monitoramento de periódicos, utilizando a tecnologia de agentes inteligentes,
para produção de um serviço de alerta automatizado.

2

A INTERNET COMO VANTAGEM COMPETITIVA; EXEMPLOS

O fascículo do periódico Journal of Global Information Management de Outubro-Dezembro
de 1999, foi dedicado ao tema “Bibliotecas e a Internet”, onde são apresentadas iniciativas,
que são excelentes exemplos

de como a associação Internet-Bibliotecas, vem sendo

considerada como fator estratégico para o desenvolvimento social e econômico e de
sobrevivência competitiva dos países.

O artigo de Clark (1999)

“Leveraging Technology to Create a World-Class Library”

demonstra a importância dada a

Internet pela Hong Kong University of Science and

Technology (HKUST), em função da aplicação maciça de recursos em Tecnologia de
Informação para criar do “zero” uma biblioteca digitalmente globalizada, e para se garantir
como uma instituição de pesquisa de reconhecimento mundial.

A biblioteca da HKUST, procurando tirar o máximo de vantagem do meio eletrônico,
resolveu questões como acesso global, compartilhamento de recursos e um fator crítico em
Hong Kong que é a exiguidade do espaço físico.

5

�Além disso, Clark (1999) enfatiza que as tendências demonstram, que as bibliotecas sofrerão
cada

vez mais pressão para

trabalhar dentro de uma

política

de - incremento de

serviços e redução de custos – provocada principalmente pela expansão de diversos fatores
como: a globalização da informação, o incremento da busca por recursos externos e alianças,
o compartilhamento de recursos através de redes e o acesso digital.

Reduzir custos e incrementar serviços parece paradoxal, mas o mesmo autor adverte, que “é
preciso usar criatividade para fazer diferente o que se fez sempre”, usando alternativas que
reconsiderem

as

abordagens

tradicionais

de

serviços

e

processos

considerando

fundamentalmente as tecnologias de informação.

O repensar as abordagens tradicionais foi mais do que um exercício acadêmico para o time de
implantação da biblioteca da HKUST. Foi uma decisão estratégica criar uma biblioteca de
ordem internacional usando o “estado da arte” em abordagens de gestão e de tecnologia.

Quando a HKUST foi fundada em 1992, não havia livros, assinaturas de periódicos, nem
edifícios e além disso o espaço físico que iria servir a biblioteca seria muito limitado para
atender as necessidades de um corpo docente de mais de 500 professores sendo, que 85%
provenientes de algumas das mais renomadas instituições de pesquisa do mundo.

Em 1992, ano de implantação da HKUST, não havia um servidor de acesso a Internet em
Hong Kong e a Universidade foi a primeira instituição a instalar um servidor para acesso e a
desenvolver um sistema de suporte aos serviços da biblioteca já pensando no “campus do
futuro”, tendo então a Internet como base dos serviços e interligando todas as universidades

6

�de Hong Kong principalmente para agilização do empréstimo entre bibliotecas num esforço
de racionalização de gastos com material bibliográfico.

É importante ressaltar que a biblioteca da HKUST implantou um ambiente de pesquisa online, com o oferecimento de um grande número de bases de texto integral de periódicos em
CD-ROM acessíveis de qualquer ponto do campus ou da residência dos usuários, e outro
grande número de bases acessíveis, também de qualquer ponto, através de assinatura on-line
sem a necessidade de muito investimento em coleções em papel e principalmente facilitando
o acesso remoto via Internet.

Outro exemplo da associação bibliotecas-internet como um binômio estratégico, relatado no
periódico acima citado, é a política adotada pelo Governo de Singapura, relatada no artigo de
Chaudhry, Al-Hawamdeh (1999)

“ Libraries and the Internet in Singapore”, que mostra o

empenho de organizações governamentais e não governamentais em transformar Singapura
em um centro informacional, na tentativa de passar de uma economia baseada no trabalho
para uma economia baseada no conhecimento.

O governo de Singapura considera as bibliotecas como tendo um papel vital nesse processo,
tanto que traçou projetos considerando a necessidade da transformação dessas bibliotecas em
centros de informação mais dinâmicos. Isso envolve dotar as bibliotecas de tecnologia de
informação para utilização em todos os aspectos operacionais, além de promover a
capacitação intensiva dos profissionais para lidar com as tecnologias de informação.

Os projetos que visam a utilização e aquisição de vantagem da tecnologia da Internet por
Singapura e que são interessantes conhecer são:

7

�LIBRARY 2000 – Investindo em uma Nação de Aprendizagem – É um projeto que prevê uma
infra-estrutura nacional de informação, onde uma rede permita que as bibliotecas tenham o
acesso aos recursos do meio eletrônico e disponibilizem para que todos possam acessar de
qualquer lugar e a qualquer hora.

A idéia desse projeto é capacitar os serviços bibliotecários de todo o país, para que assumam
a missão de expandir a capacidade de aprendizagem de toda a nação. Os autores citam as
bibliotecas universitárias como tendo uma posição de liderança no aproveitamento dos
recursos da Internet.

Outro projeto - o TIARA (Timely Information for All) – é um esforço colaborativo entre o
Conselho Nacional de Computação e o Conselho Nacional de Bibliotecas, que criou um portal
na Internet para atender a todo o tipo de necessidade de informação dos cidadãos em todos os
aspectos da vida.

No contexto de Singapura, os benefícios da Internet como ferramenta de comunicação, de
fonte de informação, de disseminação da informação, que contribui para o desenvolvimento
econômico e social do país, foram competitivamente considerados. Está havendo um esforço
concentrado para se instalar “uma cultura do uso da tecnologia de informação e da Internet”
por toda a nação, e as bibliotecas estão sendo chamadas a serem as difusoras desse processo.

Esses exemplos, demonstram o interesse crescente em que bibliotecas promovam o acesso
global a informação via Internet. Mais que isso, demonstram que ao contrário do que se
conjectura algumas vezes, de que bibliotecas e bibliotecários serão alijados do processo de

8

�informatização da sociedade, eles estão sendo chamados a assumir através de capacitação um
novo papel: o de introdutores e mantenedores de uma cultura baseada nas tecnologias de
informação e na Internet.

3 A APLICAÇÃO DE AGENTES INTELIGENTES NO MONITORAMENTO DE
FONTES DE INFORMAÇÃO NA INTERNET

A utilização de agentes inteligentes tem crescido drasticamente nos últimos anos,
principalmente em aplicações voltadas para a Internet. Nesse contexto, a definição de agentes
pode ser a de um sistema que apresenta propriedades como: autonomia, facilidade de
comunicação, capacidade de responder a determinadas situações e aprender como alcançar
seus objetivos. (Caglayan e Harrison, 1997), (Bradshaw, 1997), (Lesnik e Moore, 1997),
(Knapik e Johnson, 1998)

A aplicação de agentes no monitoramento de fontes de informação na Internet, e
particularmente, como proposta deste trabalho, no monitoramento de sumários de periódicos
para um serviço de alerta automatizado, significa criar uma arquitetura onde os agentes são
programados para estarem “alertas” às mudanças ocorridas nos sites determinados. Neste
caso, “sites” dos periódicos definidos, onde os agentes acusarão/recuperarão os sumários dos
novos fascículos quando forem lançados na rede.

A figura 1 apresenta a arquitetura proposta para esse serviço, onde são definidos quatro tipos
de agentes: agentes de interface, agentes de busca, agentes de monitoramento e agentes de
filtragem. Esses agentes estão organizados de forma que eles podem ser acessados através de

9

�um sistema computacional (por exemplo, um sistema de biblioteca) ou através de um
navegador Internet (diretamente pelo usuário humano). Em ambos os casos, o agente de
interface exerce a tarefa de intermediar a interação.
Siste m a de B ibliote c a

N a ve ga dor Inte rne t

A ge nte s de Inte rfa c e

A ge nte s de
B usc a

A ge nte s de
M onitora m e nto

A ge nte s de
Filtra ge m

Inte rne t

Le ge nda :
Te xto, Form s,
M a il e M e nus

M e nsa ge ns
KQML

Protoc olos
Inte rne t

KQML (Knowledge and Query Manipulation) – Linguagem de comunicação entre agentes

Fig. 1 - Arquitetura para o Sistema de Recuperação de Informações

3.1 Agentes de Interface

Os agentes de interface podem ser conhecidos também como sendo agentes que podem
aprender ou como assistentes pessoais. Suas qualidades fundamentais são as capacidades de
autonomia e de aprendizado para executarem tarefas para seus “donos” (usuários). Esse tipo
de agente atua normalmente em background, analisando as ações do usuário, encontrando
padrões repetitivos e automatizando esses padrões com a aprovação do usuário (Thiry, 1999).

10

�Essencialmente, agentes de interface suportam e providenciam assistência, tipicamente para o
usuário aprender a usar uma aplicação em particular, como um sistema operacional, por
exemplo. O agente observa o usuário e monitora suas atividades na interface, aprendendo
maneiras novas de executar tarefas, e sugerindo melhores maneiras de executá-las. Desta
maneira, conforme Nwana (1996), o agente atua como um assistente pessoal autônomo que
coopera com o usuário realizando algumas tarefas na aplicação.

Os agentes de interface aprendem para oferecerem um melhor auxílio aos seus usuários, que
segundo Maes (1994), podem aprender a partir de quatro maneiras:
• Observando e imitando o usuário (aprendendo a partir do usuário).
• Recebendo do usuário retorno positivo e negativo (aprendendo a partir do usuário).
• Recebendo instruções explícitas do usuário (aprendendo a partir do usuário).
• Solicitando orientação para outros agentes (aprendendo a partir de parceiros).

Usualmente, esses agentes possuem uma base de conhecimento, onde é armazenado todo o
aprendizado adquirido com o usuário e com outros agentes. Entretanto, no contexto deste
trabalho, o agente de interface é responsável por manter o perfil não de um único usuário
humano, mas o perfil de um serviço de informação ou de uma biblioteca.

O objetivo é automatizar as tarefas de busca, filtragem e monitoramento das informações
relevantes. Para tal, o agente de interface conta com os outros três agentes definidos pela
arquitetura. A comunicação realizada com o usuário é feita através de mensagens textuais,
perguntas, menus de opções e formulários. Para a comunicação com os demais agentes, a
arquitetura utiliza a linguagem de comunicação KQML (Knowledge and Query Manipulation
Language) (Finin, 1993), que será abordada na seção 3.5.

11

�3.2 Agentes de Busca

Os agentes de busca são capazes de buscar informação de uma forma inteligente. É
importante ressaltar que esses agentes não devem ser confundidos com simples mecanismos
de busca utilizados na Internet. O objetivo não é simplesmente encontrar informações que
satisfaçam um conjunto de palavras-chave, mas que possam reconhecer padrões de
informação e encontrar aquelas mais relevantes.

Além disso, esse agentes devem poder operar em modo autônomo, realizando filtragens e em
alguns casos aplicando inferências. Neste caso, o agente consegue transformar pedaços de
informação em conhecimento altamente produtivo para seu usuário. Por essa qualidade esses
agentes têm ampla aplicação em organizações que possuem grande volume de informações
espalhadas geograficamente, ou em vários bancos de dados.

A tarefa principal desses agentes na arquitetura proposta é implementar uma técnica de
mineração dos dados para a busca de possíveis informações relevantes aos interesses do
serviço de informação ou biblioteca. O propósito não é apenas buscar informações em sites
cadastrados, mas realizar uma varredura periódica na Internet. A implementação inicial irá
aplicar a mineração nos resultados utilizando-se outros mecanismos de busca existentes na
Internet.

12

�3.3 Agentes de Monitoramento

Os agentes de monitoramento, também definidos como notificadores, irão prover serviços de
notificação que avisam aos agentes de interface sobre modificações no conteúdo de
determinadas páginas. As páginas a serem monitoradas estão cadastradas em um banco de
dados, o qual pode ser alimentado diretamente pelos usuários ou pelos agentes de interface.

No caso de alimentação via agente de interface, o agente é inicialmente informado pelo
agente de busca sobre algum novo conteúdo interessante e, após a aprovação do usuário
humano, cadastrará a página. É importante notar que os agentes poderão cadastrar as páginas
automaticamente, desde que o usuário humano assim o permita. O propósito inicial desse
agente é bastante simples, não havendo muita inteligência associada. Entretanto, a decisão de
dividir as tarefas entre agentes mais simples, facilita a implementação e oferece uma maior
flexibilidade ao modelo.

3.4 Agentes de Filtragem

Os agentes de filtragem oferecem atualização automática de notícias que se encaixam dentro
dos interesses do serviço de informação ou biblioteca. Esses agentes trabalham em conjunto
com os agentes de monitoramento. Após uma modificação no conteúdo de uma página, este
agente entra em ação reavaliando cada página cadastrada. Como o conteúdo da página pode
alterar o interesse sobre a mesma, este agente utiliza um mecanismo de avaliação baseado no
perfil de interesse do serviço de informação ou biblioteca.

13

�3.5 Comunicação entre os Agentes

A comunicação entre os agentes propostos utiliza a estrutura definida inicialmente em (Thiry,
1998). Nesse modelo, os agentes comunicam-se através da linguagem KQML, a qual fornece
uma plataforma para programas e agentes trocarem informações e conhecimento. Ela está
focada nos formatos de mensagem e em protocolos de manipulação dessas mensagens entre
agentes em execução. Entretanto, KQML não se preocupa com o formato da informação
propriamente dita. Suas expressões usualmente encapsulam estruturas de outras linguagens
denominadas “linguagens de conteúdo”.

Neste trabalho, a linguagem escolhida inicialmente para representar o conteúdo é o Prolog,
pela sua fácil representação lógica. Entretanto, existe a possibilidade de se utilizar outras
linguagens que possam oferecer maior flexibilidade para a representação do conhecimento
específico trocado entre os agentes. A estrutura de comunicação pode ser vista na figura 2. É
importante notar que a versão atual utiliza sockets (estruturas para comunicação através do
protocolo TCP/IP) para fazer o mapeamento entre a camada KQML e o protocolo TCP/IP
(Internet).

A ge nte s

A ge nte s

A ge nte s

KQML

Soc k e ts

TC P/IP (Inte rne t)

Fig. 2 - Estrutura de comunicação dos agentes

14

�3.6 Aplicação em Serviços de Monitoramento

Como visto nas seções anteriores, os agentes descritos oferecem o suporte necessário para a
implementação de serviços de monitoramento inteligente na Internet. A proposta deste
trabalho é a integração destes agentes para auxiliar bibliotecas na manutenção de informações
sobre periódicos relevantes. Mais especificamente, a idéia é oferecer uma manutenção
constante sobre os sumários dos periódicos de interesse da biblioteca.

4

UM SERVIÇO/PRODUTO DE SUMÁRIOS CORRENTES ATRAVÉS
DO MONITORAMENTO AUTOMATIZADO DE PERIÓDICOS NA
INTERNET

A idéia de monitoramento de títulos de periódicos, e ainda em fase de protótipo, surgiu no
Núcleo

de

Estudos

em

Inovação

e

Tecnologia

de

Informação

–

IGTI,

(http://eps.ufsc.br/labs/igti) , que é um grupo de estudos vinculado ao Departamento de
Engenharia de Produção e Sistemas, e ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de
Produção, do Centro Tecnológico, da Universidade Federal de Santa Catarina

O IGTI, tem como foco uma atuação a partir da competência instalada em Gestão da
Inovação e Tecnologia de Informação, e de uma perspectiva competitiva, que significa estar
atuando sempre dentro do estado da arte na sua competência, aplicada a serviços e produtos.

Tem como meta, capacitar e gerir uma equipe multidisciplinar, com o intuito de criar sinergia
no planejamento e execução de projetos em função das necessidades dos seus parceiros.
Como áreas de competência incluem-se:
15

�•

Capacitação profissional, através de cursos in-house ou preparação de colaboradores
internos às organizações para serem multiplicadores;

•

Consultoria em Tecnologia de Informação;

•

Planejamento Estratégico de Informações;

•

Planejamento de Sistemas de Informação para Executivos;

•

Planejamento, Desenvolvimento e Implantação de Sistemas de Informação;

•

Internet para Negócios;

•

Implantação de Novas Tecnologias;

•

Geração de Idéias de Negócios.

Para manter a competitividade, o IGTI precisa estar atento as mudanças do seu meio ambiente
externo através de um serviço de inteligência que o mantenha atualizado com as informações
necessárias a sua atuação.

Dessa forma, a Internet tem-se mostrado como ferramenta efetiva para esse serviço de
inteligência competitiva, onde um dos pontos considerados é o monitoramento de periódicos
essenciais ao IGTI cujos sumários estão disponíveis na rede. Dessa idéia então surgiu a da
utilização de agentes inteligentes para manutenção de um serviço de “Alerta” para o IGTI
cujas funções estão explicitadas no ítem 3, .

16

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da realidade eletrônica e de suas possibilidades e potencialidades, é aconselhável que
as bibliotecas universitárias reinventem-se a si mesmas, aproveitando ao máximo as
vantagens das tecnologias de informação e da Internet, como coloca Clark (1999),
demonstrando que a biblioteca da HKUST exerceu um fator chave para a projeção da
universidade em nível internacional.

No entanto, é clara a necessidade de capacitação para essa nova realidade, e de mudança nas
abordagens de gestão e de processos. Dessa perspectiva, entendemos que o monitoramento,
via agentes inteligentes, de sumários de periódicos na Internet é uma alternativa para um
processo de inteligência competitiva e garantia de atuação competitiva em termos de
atualização e de incremento dos serviços e redução de custos.

A justificativa para um serviço dessa natureza prende-se principalmente ao fato de que,
grande parte dos títulos de periódicos, especialmente estrangeiros, têm disponibilizados na
Internet os seus sumários e muitos deles com os seus “abstracts”. Portanto, o monitoramento e
alerta permanente desses sumários dispensa a aquisição dos periódicos, muitas vezes com
preços de assinatura proibitivos.

As possibilidades de acesso via rede de catálogos informativos sobre a localização de títulos
de periódicos (CCN do IBICT no Brasil) aliado a comutação automatizada, permite que o
usuário acompanhe o periódico de seu interesse a um custo muito reduzido às bibliotecas ou
serviços de informação. É portanto, um serviço/produto de alto valor agregado, já que o
cliente da biblioteca estaria permanentemente informado sobre a literatura corrente, via rede.

17

�Além disso, a Internet também oferece a possibilidade de agilizar o processo de empréstimo
entre bibliotecas com o estabelecimento de consórcios e parcerias entre as universidades de
uma mesma região possibilitando a racionalização na aquisição de material bibliográfico a
exemplo do que fez a HKUST (Clark, 1999).

Sugerimos o serviço como alternativa as bibliotecas universitárias brasileiras, que cada vez
mais sofrem cortes em seus orçamentos, sendo muitas vezes obrigadas a cancelar assinaturas
de periódicos importantes para suas comunidades usuárias.

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18

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inteligência competitiva nos Enterprise Information Systems. Ci. Inf., Brasília, v.26, n. 1,
1997
PRESS, Larry. Tomorrow’s campus. Communication of the ACM. v.37, n.7, p. 13-17,July
1994
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(Doutorado em Engenharia de Produção) Programa de Pós-Graduação em Engenhaira de
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&lt;http://gulib.georgetown.edu/newsletter/may97/transform.htm&gt; Acesso em 21/11/99

19

�</text>
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                <text>A Internet vem sendo qualificada como a ferramenta  da nova sociedade  globalizada e de aprendizagem por seu potencial de comunicação, disseminação da informação, e para o desenvolvimento econômico e social. Experiências em nível mundial, vêm demonstrando a utilização da Internet como vantagem competitiva e como os  países estão se esforçando para o investimento maciço em tecnologia de informação e acesso a Internet para atingir a globalização da informação. Por isso, vem se impondo a necessidade da instalação de uma cultura de uso da Internet, uma tomada de consciência da necessidade  da exploração das fontes de informação para agregar valor a serviços e produtos. Além disso, a Internet possibilita o estabelecimento de consórcios para  compartilhamento de recursos e parcerias numa saída para a competição globalizada, que vem exigindo melhoria na qualidade de serviços e redução de custos, o que a primeira vista parece um desafio. As bibliotecas universitárias brasileiras vêm sendo fortemente pressionadas para essa condição, já que cada vez mais  sofrem cortes orçamentários, que as obrigam a eliminar serviços e principalmente ao cancelamento de aquisição de fontes de informação como os periódicos. Está sendo necessário repensar e inovar em termos de estratégias de gestão e de informação que considerem a exploração dos recursos da Internet como uma ferramenta essencial para os serviços da bibliotecas universitárias tendo que ser considerada então a tecnologia de informação como um elemento crítico da infra-estrutura das universidades. Dentro dessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é o de apresentar uma experiência ainda em nível de protótipo, de um monitoramento automatizado de periódicos na Internet como parte de um serviço inteligente de informação, que poderia ser aplicado as bibliotecas universitárias.</text>
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                    <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: UMA ABORDAGEM ORGANIZACIONAL

JOANA D’ARC DA SILVA PEREIRA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP
BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA – BAE
CIDADE UNIVERSITÁRIA “PROF. DR. ZEFERINO VAZ”
BARÃO GERALDO – CAMPINAS – SP – BRASIL
CAIXA POSTAL: 6136

CEP: 13081-970

E-MAIL: joana@bae.unicamp.br

Resumo: O mundo encontra-se num processo rápido e turbulento de mudanças profundas. Tais
mudanças ocorrem tanto em nível social e cultural, como em nível político, econômico, científico
e tecnológico. Diante deste cenário as organizações sofrem um grande impacto em relação a seus
objetivos, estratégias, negócios e administração, os quais vem afetar suas atividades, estruturas e,
também, seu pessoal. O presente trabalho enfoca a necessidade de uma visão dinâmica da
Biblioteca Universitária, como organização, a fim de manter uma avaliação permanente da
própria estrutura, dos seus objetivos, dos processos organizacionais, da coleção e dos serviços. O
texto reflexivo apresenta os conflitos e limitações das questões estruturais básicas da Biblioteca, e
reconhece a importância, por parte do bibliotecário, da ampliação do campo de indagação e
pesquisa da profissão.

TEMA: Gerência da Biblioteca Universitária

1

�1- Introdução
Uma análise geral das bibliotecas atuais deve começar com a observação de algumas
características importantes: as bibliotecas armazenam uma grande quantidade de unidades físicas
de informação: livros, periódicos, manuscritos, discos, fitas, etc. cujo conjunto representa uma
amostra do “universo bibliográfico” total. Esse material é submetido a vários processos técnicos e
são criados diversos tipos de serviços para seu uso.

É interessante fazer um paralelo com uma empresa que adquire matéria-prima ou os componentes
de seu produto, processa-os para obter o produto final e coloca esses produtos no mercado. Existe
sempre um mecanismo de controle de custos e preços que determina a expansão da firma ou
mudanças nos seus produtos ou em sua administração. É mantido um certo equilíbrio entre a
entrada e a saída de material.

Não se pode dizer o mesmo das bibliotecas onde, com raras exceções, o descarte nunca é igual à
aquisição de material. Há um acréscimo constante na coleção e isso se reflete em procedimentos
metodológicos “conservadores” que, no caso das bibliotecas, significam muito mais do que uma
disfunção burocrática. Os materiais usados pelas bibliotecas, e que cada vez são mais
diversificados, vêm sendo produzidos há mais de 150 anos e, nos últimos anos, em taxas de
aceleração crescente, como provam as curvas de crescimento exponencial da literatura científica
publicada em periódicos.

As bibliotecárias universitárias, por sua vez, não crescem apenas em função do tempo. Elas têm
que crescer exponencialmente para manter atualizadas as suas coleções, em vista do contexto da
produção bibliográfica em expansão. Até que ponto isso é possível é uma questão complexa, e
2

�estudos sobre seleção de material e critérios para desenvolvimento de coleções, têm sido
constantemente desenvolvidos.

O problema é mais complexo nas bibliotecas pois quanto maior a quantidade de material, maior a
necessidade de um processamento que individualize os itens entre si. Os problemas de
crescimento não implicam apenas nos aspectos quantitativos de uma grande volume a ser
processado e armazenado. Nesses aspectos, a eficiência é aumentada ao ser utilizar, por exemplo,
a automação e outras inovações tecnológicas.

Problemas de natureza qualitativa também aparecem devido ao crescimento e diversificação da
coleção. É o caso, por exemplo, de sistemas de classificação e de catalogação descritiva que se
tornam inadequados, seja por não comportarem a especificidade para a recuperação de cada item,
seja lentidão dos processos. A indexação por assunto é outro processo que vem se tornando
crítico, no sentido de poder atender adequadamente às demandas cada vez mais especializadas
dos usuários.

A biblioteca encontra dificuldades em manter um equilíbrio satisfatório entre o crescimento de de
sua clientela e as bases materiais para a prestação de serviços. A biblioteca é sempre parte de uma
organização mais ampla em função da qual existe e pela qual é financiada. No entanto, as
implicações que o crescimento provoca nem sempre são reconhecidas pela instituição da qual a
biblioteca é parte. Um exemplo patente é o das bibliotecas universitárias que, muitas vezes têm,
junto à comunidade acadêmica, a reputação de superestimar suas pretensões de importância e
desejar sempre mais recursos na distribuição dos orçamentos.

3

�Há ainda um desconhecimento generalizado sobre funções, limitações, necessidades e
potencialidades das bibliotecas, e há também o fato de que sua clientela não “morre” e “não perde
dinheiro” em função da ineficiência dos serviços bibliotecários, e portanto ninguém processa uma
biblioteca ineficiente.

Na verdade as bibliotecas modernas crescem vertiginosamente e não podem, como uma empresa
comercial, sustentar esse crescimento utilizando os mecanismos de aumento de mercado e de
preços.

O mecanismo de sustentação das bibliotecas é o de negociação com a instituição da qual faz
parte. No entanto o “poder de barganha” da biblioteca pode ser limitado tanto pela ignorância de
suas necessidades por parte da direção superior, como também pela própria ineficiência da
biblioteca: os bibliotecários reduzem seu poder de negociação ao ignorar o que pode ser feito,
como pode ser feito melhor, como os objetivos da biblioteca podem ser atingidos, e muitas vezes
pela ineficiência em oferecer serviços absolutamente indispensáveis.

Tendo em vista que as bibliotecas existem há milênios e que a profissão de bibliotecário tem mais
de 100 anos de organização, a persistência dessas dúvidas é curiosa e merece uma análise. Essa
análise deve começar por esclarecer o que as bibliotecas realmente fazem e como o fazem,
porque as atividades variam de biblioteca para biblioteca. Há muita especulação e prescrições de
como “devem ser” as bibliotecas, mas apesar disso elas continuam com o mesmo formato, o que
demonstra que pouco se compreende realmente sobre elas.

4

�É necessário que se estude a biblioteca como uma organização formal cujos objetivos são
formulados com diferentes graus de especificidade e clareza, com uma estrutura peculiar que se
reflete na distribuição de tarefas, e sujeita à influência do ambiente externo.

Segundo GIANESI (1996) se a matéria-prima da universidade é a informação e o órgão da
universidade responsável pelo gerenciamento dessa informação é a biblioteca, pode-se dizer,
como uma analogia ao ciclo da informação, que “tudo começa e termina na biblioteca”. Uma
biblioteca adquire sua “matéria-prima” de um universo bibliográfico e transfere o que foi obtido,
através de seus serviços, para uma dada comunidade. Ela está situada entre dois ambientes
altamente exigentes: sua comunidade de usuários e o universo bibliográfico, e ambos têm
demonstrado ser de alguma forma imponderáveis.

Como a biblioteca pode lidar com essas pressões externas e estabelecer uma relação viável com
sua comunidade e ainda participar satisfatoriamente do universo bibliográfico? Quais são as
potencialidades e limitações inerentes à estrutura e aos processos atuais das bibliotecas vistas
como organizações formais? As limitações podem ser ultrapassadas com a implementação de
mudanças deliberadas, ou novos tipos de organização devem complementar ou mesmo substituir
os antigos? São utilizadas todas as potencialidades das bibliotecas para que os objetivos seja
plenamente atingidos? LANCASTER (1993) afirma que aqueles que lidam com a informação
como atividade finalística encontram-se, mais que nunca, desafiados: as inovações tecnológicas
vêm encurtando o tempo e o acesso às informações de forma impossível de se prever poucos anos
atrás. Diante do exposto quais as implicações de novas tecnologias para a estrutura das
bibliotecas e o desempenho de suas atividades? É evidente que a automação, a ligação à redes de

5

�informação e outras inovações tecnológicas influenciam o “organismo” que é a biblioteca e muito
deve ser analisado para que se tenha uma visão sistemática de problemas e possíveis soluções.

2- A Comunidade
Muita ênfase é dada à natureza e função social da biblioteca, sendo uma das bases para se
justificar a profissão. É evidente que a sociedade precisa reconhecer a validade dos serviços que
as bibliotecas se propõem a prestar. Mas deve ser claro também que por mais ampla que seja a
função das bibliotecas na sociedade, uma biblioteca específica tem a ver com uma comunidade
específica e em função dessa, é que seus serviços se justificam. Em última análise, essa
comunidade é a que financia a existência da biblioteca. A organização da qual a biblioteca faz
parte é que usualmente delimita o conjunto de seus usuários potenciais.

Idealmente seria a partir das demandas desses usuários que a biblioteca deveria estabelecer seus
objetivos operacionais e especificar a natureza de seus serviços. Isso em parte é verdadeiro mas
não de maneira absoluta. As bibliotecas têm características próprias devido às quais são
bibliotecas e não qualquer outro tipo de organização formal. Os bibliotecários têm que avaliar as
necessidades de informação de seus usuários, não apenas com bases nas demandas efetivamente
realizadas, mas com no sentido de ampliar o uso e ativar a demanda potencial.

Aqui se coloca um problema interessante _ pode-se perguntar em que medida há acordo ou
divergência de percepção entre as demandas bibliográficas da comunidade e o atendimento real
de suas necessidades? Quais as implicações organizacionais dessa “congruência” ou
“incongruência” entre os objetivos da biblioteca e de sua clientela? Provavelmente a
incongruência aparece porque tanto a biblioteca como a comunidade a que ela serve são
6

�“organizações” que têm objetivos próprios. Muitas vezes pode haver um conflito entre a direção
geral à qual a biblioteca está subordinada e a própria direção da biblioteca. (Tome-se como
exemplo uma biblioteca universitária que tenha um “Conselho Diretor” com representação dos
diversos segmentos de usuários, e que tenha a sua própria equipe de direção interna.) O conflito e
a incongruência podem se intensificar à medida em que o bibliotecário chefe e sua equipe tenham
uma “orientação

profissional” forte. Por “orientação profissional” entende-se um estilo de

administração que não reforça a dependência institucional da biblioteca, mas que dá prioridade ao
interesse da própria biblioteca em se manter atualizada com o que chamamos de universo
bibliográfico.

Se a clientela da biblioteca é claramente delimitada, se suas demandas e necessidades de
informação são específicas, conhecidas e previsíveis, então os critérios de seleção de material
podem ser inequívocos. Nessa situação o tratamento do material adquirido pode ser também
racionalmente dirigido para serviços específicos, de acordo com os objetivos propostos pela
biblioteca. Acontece que a natureza da comunidade sempre varia com alguma rapidez e ela nunca
é conhecida completamente. Os investimentos em tecnologia e em infra-estrutura para que a
biblioteca seja efetivamente utilizada, trazem como resultado a ampliação do acesso das
bibliotecas ao universo bibliográfico, e também da esfera de influência da biblioteca, ampliando o
contato com usuários fora da sua comunidade imediata, e portanto tornando-a mais autônoma.

3- A Biblioteca
Ainda não foram suficientemente estudadas as mudanças na estrutura e funcionamento de cada
biblioteca provocadas pelas novas tecnologias e pela integração em sistemas locais, regionais e
internacionais. Os sistemas ou redes de bibliotecas sempre geram alguma centralização de
7

�processamento ou controle e, conforme a distribuição das responsabilidades, algumas bibliotecas
reduzem suas atividades enquanto outras passam a acumular funções.

A inovação tecnológica pode ser analisada também de outros ângulos. Já foi dito que uma das
características inerentes às bibliotecas é ter uma metodologia conservadora. A modernização na
tecnologia certamente irá exigir a incorporação, nos quadros funcionais das bibliotecas, de
especialistas “tecnológicos”. Isso pode gerar uma situação de conflito, visto que as bibliotecas,
como burocracias têm uma hierarquia rígida. Nas organizações é comum esse tipo de conflito que
envolve o senso de profissionalismo e de lealdade organizacional. Mas independentemente da
incorporação de novos tipos de profissionais, nas bibliotecas já existem conflitos entre grupos.
Tomando-se como exemplo uma grande biblioteca, normalmente tem-se: uma diretoria, a equipe
administrativa (bibliotecários - chefe), os profissionais técnicos ( bibliotecários de referência, de
processamento técnico, etc.), o conjunto de auxiliares ( pessoal administrativo de apoio),
estagiários. Há problemas sérios na diferenciação de tarefas, isto é, no que é considerado
atividade profissional ou não. Isso implica em problemas na distribuição de tarefas. Uma situação
comum às bibliotecas é, na maioria das vezes, que o primeiro contato com o público
normalmente é feito por pessoal de apoio ( auxiliares, leigos, porteiros, etc.). Deve ser analisado
em profundidade em que setores ou circunstâncias essa situação torna evidente a falha da
administração em não identificar áreas de atuação profissionais relevantes.

Uma significativa parcela do trabalho em bibliotecas é repetitivo e monótono. A automação
resolve, em parte, alguns problemas, processando mais rápida e eficientemente o trabalho de
natureza rotineira, liberando o bibliotecário para analisar e desenvolver melhorias nos serviços,
no atendimento, e resolver casos excepcionais ou situações não rotineiras. Entretanto pode-se
8

�acrescentar que há outros tipos de conflitos profissionais ou inter-grupal nas bibliotecas,
provenientes da natureza das tarefas e da estrutura organizacional. Um exemplo comum são as
divergências entre os setores de processamento técnico e atendimento ao público.

É importante perceber como todos esses fatores se refletem em mudanças na estrutura
organizacional. Novas formas de estruturar as organizações têm substituído a tradicional estrutura
burocrática. Tradicionalmente a biblioteca é considerada uma burocracia, dominada por regras.
Por outro lado, presume-se que os bibliotecários conhecem sua comunidade principalmente
através das queixas e reclamações. Se um serviço é bem sucedido é considerado normal e
portanto sem motivos para maiores elogios; no entanto o usuário descontente com um serviço,
reclama sempre que tem chance. Talvez a burocratização excessiva possa ser explicada, em parte,
como uma forma de “defesa” do pessoal da biblioteca para se resguardar das reclamações.

4- O Universo Bibliográfico
A questão da biblioteca universitária diante da sua comunidade é: quem são os usuários e o que
eles desejam? Diante do universo bibliográfico o problema é: o que esse “universo” contém em
seu conjunto? O que uma biblioteca é capaz de selecionar a partir desse universo? Nenhuma
dessas questões tem resposta simples. Já vimos que as demandas e necessidades de informação
dos usuários nunca são conhecidas pela biblioteca de maneira total e absoluta. Isso exige um
trabalho permanente de acompanhamento e pesquisa. Por outro lado, o universo bibliográfico é
complexo e também em permanente expansão e mudança.

Para as bibliotecas, o problema crucial é se conservarem atualizadas com o que se passa no
universo bibliográfico e manter mecanismos permanentes de contato e interação com as outras
9

�organizações que o compõem. Para caracterizar o universo bibliográfico pode ser feita uma
analogia com o modelo conceitual da comunicação que envolve o transmissor, o receptor, as
informações e as mensagens, diversos canais, o ruído e a redundância. Vários canais recebem e
transmitem informações, codificadas de diferentes maneiras conforme o canal: alguns canais são
capazes de manipular grandes volumes de informação, com grande variedade de canais de
comunicação, como também o próprio volume e diversidade da informação tem aumentado em
taxas crescentes. Considerando como “canais de informação” as diversas organizações que
geram, armazenam e transmitem informações, o universo bibliográfico pode ser visualizado
como um conjunto formado por uma grande quantidade de informações, codificadas de várias
maneiras, e sendo manipuladas por um grande número de organizações diferentes.

O que aqui chamado de “universo bibliográfico” representa o conjunto de organizações ligadas à
geração, controle, publicação e distribuição tanto de documentos como de informações. O
problema então é como esses vários serviços se relacionam e como as bibliotecas estão
relacionadas com eles, quais os canais de comunicação, acesso e utilização entre as bibliotecas e
as diversas organizações? Há necessidade que essas organizações e serviços sejam conhecidos
pela biblioteca e que sejam estabelecidas relações funcionais entre elas e a biblioteca.

É evidente que nem todos os tipos de bibliotecas se relacionam com todos os segmentos do
universo bibliográfico. Características como: área de especialização, abrangência da coleção,
nível e diversificação da clientela, etc., delimitam em grande parte os contatos da biblioteca. Mas
é necessário que haja o conhecimento sempre atualizado dos diversos serviços de informação
disponíveis e das organizações que os fornecem, tanto em nível local, regional, nacional como
internacional, dependendo da natureza e objetivos de cada biblioteca ou sistema de bibliotecas.
10

�5- Conclusão

Como conclusão pode-se afirmar que há grande necessidade que os bibliotecários ampliem seu
campo de indagação e pesquisa. É necessária uma avaliação permanente da própria estrutura da
biblioteca universitária, dos seus objetivos, dos processos organizacionais, da coleção e dos
serviços. São necessárias medidas permanentes de avaliação e acompanhamento tanto da
comunidade a que a biblioteca serve, como do “universo bibliográfico” , ambos em permanente
mudança e evolução. É necessário acompanhar as novas necessidades dos profissionais usuários
da biblioteca, começando por uma reformulação de suas funções e estruturas, investindo em
modelos mais abertos a determinadas divisões do saber. É necessário que o bibliotecário seja
especializado e generalista, percorrendo as áreas de interface, podendo buscar a informação
específica em um contexto informacional e cultural mais amplo. É necessário, portanto, uma
visão dinâmica da biblioteca universitária como organização.

Abstract: World nowadays is facing a fast and turbulent process of deep changes. They occur
both in social and cultural level as well as in political, economic, scientific and technological
level. In face of this scene, organizations suffer great impacts on the practices, objectives,
strategies, business and management, which affects their activity, structure and their personnel
too. This paper focus on the need of a more dynamic vision of the Academic Library as an
organization, in order to maintain a permanent evaluation of its structure, objectives,
organizational processes, holdings and services. The reflexive text presents the conflicts and
limitations of the library’s basic structural matters, and recognizes the importance, by the
librarian, of the enlargement of investigation field and research on the librarian profession.
Topic: Academic Library Management

11

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, M/T.D. et al. Mudanças e inovações. Ciência da Informação, v.27, n.3, set. 1998.
GIANESI, T.G.N., CORREA, H.L. Administração estratégica de serviços. São Paulo: Atlas,
1996.
LANCASTER, F.W. Libraries and the future. New York: Harwork, 1993.
MIRANDA, A. Os conceitos de organização baseadas na informação e no conhecimento e o
desenvolvimento de serviços bibliotecários. Ciência da Informação, v.22, n.3, p. 227-232,
set./dez. 1993.
SOUZA, M.A. Perfil profissional do bibliotecário no mercado de trabalho da cidade de São
Paulo. Transinformação, Campinas, v. 8, n. 1, p. 158-166, jan./abril, 1996.
VICO MAÑAS, A. Gestão da tecnologia e da inovação. São Paulo: Erica, 1993.

12

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                <text>O mundo encontra-se num processo rápido e turbulento de mudanças profundas. Tais mudanças ocorrem tanto em nível social e cultural, como em nível político, econômico, científico e tecnológico. Diante deste cenário as organizações sofrem um grande impacto em relação a seus objetivos, estratégias, negócios e administração, os quais vem afetar suas atividades, estruturas e, também, seu pessoal. O presente trabalho enfoca a necessidade de uma visão dinâmica da Biblioteca Universitária, como organização, a fim de manter uma avaliação permanente da própria estrutura, dos seus objetivos, dos processos organizacionais, da coleção e dos serviços. O texto reflexivo apresenta os conflitos e limitações das questões estruturais básicas da Biblioteca, e reconhece a importância, por parte do bibliotecário, da ampliação do campo de indagação e pesquisa da profissão.</text>
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                    <text>APLICAÇÃO DE ENDOMARKETING COMO ESTRATÉGIA PARA DESPERTAR NO
CLIENTE INTERNO O INTERESSE POR MARKETING
ALZIRA KARLA ARAÚJO DA SILVA
ELAINE CRISTINA MOREIRA
(Bolsistas do PIBIC/CNPQ/UFPB)
EMEIDE NÓBREGA DUARTE
(Profa. Orientadora -DBD/CCSA/UFPB)
(emeide@zipmail.com.br)
A partir dos dados levantados entre clientes internos e externos em projeto para aplicação
de técnicas de marketing, na sua fase de construção dos cenários onde se encontra inserida
a Divisão de Serviços aos Usuários(DSU) da Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba, constatou-se a necessidade de aplicação de estratégias de endomarketing. Este,
entendido como marketing dentro da empresa. A aplicação introdutória de técnicas de
endomarketing foi promovida através da realização de dois seminários tendo como público
alvo, os funcionários da DSU. O primeiro, com o objetivo de promover a comunicação
entre as Seções da DSU. O segundo Seminário, objetivou a apresentação do plano de
marketing em elaboração, seguida por debates em relação as propostas apresentadas,
procurando envolver e comprometer os usuários internos com as questões abordadas. A
Biblioteca Central já iniciou portanto, sua mudança na cultura organizacional quando
implementou pesquisas com o objetivo de buscar "identificar e reconhecer seus clientes",
quando realizou dois Seminários buscando feedback do clima organizacional e também
apoio ao Plano de Marketing. Os resultados obtidos e avaliados, através da
gravação/transcrição das fitas, permitem concluir o envolvimento dos clientes internos,
observados pela participação nas discussões, com aceitação e rejeição de propostas e
sugestões de ações a serem implementadas.

Palavras-chave: Endomarketing; Marketing Interno; Biblioteca Universitária

INTRODUÇÃO
O projeto "Diagnóstico para aplicação de técnicas de marketing na Divisão de
Serviços aos Usuários da Biblioteca Central da UFPB" no seu segundo ano em andamento,

1

�dividiu-se em dois momentos: o primeiro, referente a aplicação do endomarketing na
Divisão de Serviços aos Usuários(DSU) da Biblioteca Central(BC) da UFPB e o segundo,
referente a elaboração do plano de marketing para a DSU; etapa final do projeto.
Este, ressalta a experiência relacionada com a aplicação de técnicas de endomarketing
na DSU/BC/UFPB, realizada através da promoção do I e II Seminários com os clientes
internos( funcionários), como estratégia para despertá-los e consequentemente envolvê-los
na filosofia de marketing.
Marketing pode ser definido como "um processo social e gerencial pelo qual
indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de
produtos de valor com outros." Ainda, em administração de marketing, Kotler (1994), faz
breves referências a diferenciação entre o marketing interno e marketing externo. Segundo
ele, o marketing interno deve preceder o externo. Na verdade, não faz sentido prometer
serviço excelente antes de preparar os funcionários da empresa para fornecê-lo . Define
marketing interno como a "tarefa de contratações acertadas, treinamento e motivação de
funcionários hábeis que desejam atender bem os clientes"(p.37).
Bekin (1995,p.34) lança as bases de uma tendência de marketing voltado para o seio
das organizações, formulando a seguinte definição de endomarketing: "... realizar ações de
marketing voltadas para o público interno da empresa, com o fim de promover entre os
seus funcionários e departamentos aqueles valores destinados a servir o cliente".
O endomarketing possui uma importância estratégica e , neste sentido, não pode ser
separado do marketing . Do ponto de vista estratégico, o endomarketing é um processo para
adequar a empresa a um mercado orientado para o cliente. Deste modo, a relação da
empresa com o mercado, passa a ser um serviço feito por clientes internos para clientes

2

�externos. É assim que o endomarketing estimula toda a organização a manter-se voltada
para o atendimento do mercado.
O endomarketing é o marketing dentro da empresa, um processo cujo foco é sintonizar
e sincronizar, para implementar e operacionalizar a estrutura de marketing da empresa ou
organização que visa ação para o mercado. Objetiva facilitar e realizar trocas construindo
relacionamentos com o público interno, compartilhando os objetivos da empresa ou
organização, harmonizando e fortalecendo estas relações. Sua função é integrar a noção de
"cliente" nos processos internos da estrutura organizacional propiciando melhoria da
qualidade de produtos e serviços com produtividade pessoal e de processos.
Ainda fundamentado em Bekin (1995,p.40), para se criar um processo de
endomarketing , este deve partir de três premissas básicas:
a) Estamos num mercado orientado para o cliente. Clientes só podem ser conquistados e
retidos com um serviço excelente;
b) funcionários têm expectativas e constituem o primeiro mercado para a organização.
Assim, funcionários devem ser tratados como clientes e valorizados como pessoas;
c) excelência de serviços para os clientes e gerenciamento de recursos humanos significam
envolver e comprometer os funcionários com os objetivos e decisões da empresa;
Estas três premissas trazem como consequência um princípio: este processo de
envolvimento, comprometimento e valorização do funcionário deve proceder o marketing
externo. Ou seja, é preciso conquistar primeiro mercado dos clientes internos para em
seguida, lançar-se ao mercado externo.
Parte-se da premissa de que o endomarketing atua diretamente na excelência do clima
organizacional, refletindo

no índice de satisfação interna e na melhoria do fluxo de

comunicação entre os diversos níveis da organização (Silva,1999), e conectados nos
3

�objetivos de desenvolver uma cultura de valorização do cliente despertando no cliente
interno o interesse por marketing.
Um processo de endomarketing bem sucedido requer um impacto de gerenciamento de
atitudes assim como, um suporte do gerenciamento da comunicação. O gerenciamento de
atitudes é um processo contínuo, enquanto que o gerenciamento da comunicação pode ser
mais descontínuo, incluindo atividades relativas à propagação da informação em
determinados e adequados momentos. Entretanto, esses dois aspectos do endomarketing
estão entrelaçados .
A necessidade crescente pelo interesse em endomarketing se dá pela busca da
eficiência por parte das organizações, especialmente atribuída ao renascimento do ser
humano nos negócios dentro do clima competitivo atual (Silva,1999).
Com o ritmo acelerado das mudanças, as empresas também buscam a eficiência e a
eficácia através do processo comunicacional efetivo com seus empregados. Esta é uma
forma construtiva de explorar o empenho, o entusiasmo e as idéias dos seus funcionários.
A este respeito, Bekin (1995,p.69), caracteriza precisamente o endomarketing como
um processo que objetiva estabelecer atividades permanentes de motivação do funcionário.
É neste sentido que deve agir o programa de motivação, valorização e comprometimento, já
que os três devem ser considerados elos de uma mesma corrente.
Normalmente, o que ocorre é a distorção desse valor, que se transformam em
campanhas de atividades, desviando-se da importância das estratégias do endomarketing.
Promovem-se reuniões com informações veiculadas em formatos de folhetos e manuais
internos distribuídos aos participantes e, na verdade, ocorre pouca comunicação.

4

�Para evitar estes desvios, a forma de promover a primeira iniciativa de endomarketing
foi através de seminários, onde a programação incluia o funcionário como "ator" principal
na transmissão das informações referentes a sua experiência profissional e até sentimental.
Do ponto de vista da psicologia, para muitos empregados, seus grupos de trabalho são
fontes básicas de interação social. A comunicação que acontece dentro do grupo é um
mecanismo fundamental pelo qual seus membros demonstram suas frustrações e
sentimentos de satisfação. A comunicação portanto, proporciona uma liberação para
expressão emocional dos sentimentos e para a satisfação de necessidades sociais
(Vier,1999).

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A importância para

iniciação de técnicas de endomarketing na DSU/BC/UFPB foi

percebida através dos resultados obtidos com o projeto "Diagnóstico para aplicação de
técnicas de marketing...".Estes, permitiram detectar a necessidade de promover ações de
marketing voltadas para o mercado interno da Biblioteca, com o fim de incutir entre os
funcionários das seções da DSU, valores destinados a servir ao cliente e divulgar os
serviços existentes na Divisão que até então eram desconhecidos pelos próprios
funcionários.
O endomarketing foi aplicado na DSU através de 2 (dois) Seminários. Ambos tiveram
como programação, palestras e debates e foram realizados na BC durante o período
diurno(manhã e tarde), possibilitando assim, a livre escolha do participante ao horário mais
conveniente. Foram promovidos pelo Departamento de Biblioteconomia e Documentação e

5

�pela BC, sendo coordenados pelos professores participantes do projeto e organizados pelos
bolsistas.
Para divulgação dos Seminários, foram distribuídos com os clientes internos da DSU,
folders constando da programação e nota publicada no Jornal local "A UNIÃO". Os
participantes receberam certificados, para estimular a participação e dar mais seriedade ao
evento.
O I Seminário foi realizado durante 3(três) dias. Teve como público-alvo os clientes
internos da DSU mas contou também com a participação dos alunos do Curso de
Biblioteconomia que estavam estagiando no local, durante este período.
A abertura foi feita com a palestra "Administração Participativa", proferida pela
Diretora do Sistema de Bibliotecas da UFPB, Bibliotecária Babyne Gouveia Neiva e, a
"Importância do Marketing Aplicado aos Serviços de Biblioteca" pela

Mestranda do

Curso de Ciência da Informação, professora Edna Gomes Pinheiro. A primeira, objetivou
expor a estrutura, funcionalidade, missão, objetivos e serviços desenvolvidos na BC por
suas Seções; enquanto a segunda, expôs a importância da adoção do marketing
apresentando conceitos, funções e exemplos práticos usando vídeos ilustrativos.
No segundo dia do Seminário, os chefes de cada Seção da DSU apresentaram as
atividades e serviços desenvolvidos em suas respectivas Seções objetivando promover uma
interação entre os clientes internos e disseminando informações importantes para todos.
Gerando assim, um processo de comunicação, permitindo que os funcionários revelassem
suas dúvidas e expectativas quanto aos serviços desenvolvidos pelas Seções da DSU
(Multimeios, Coleções Especiais, Periódicos, Referência, Circulação e
Informação e Documentação).

6

Seção

de

�No último dia do Seminário, a professora mestre em Biblioteconomia da UFPB,
professora Luciana Moreira Carvalho fez a apresentação do andamento do projeto em
pauta, objetivando comunicar os resultados obtidos até então. O evento foi encerrado com a
palestra "Qualidade no Atendimento", proferida pela mestranda em Ciência da Informação
da UFPB, bibliotecária Edilene Galdino dos Santos, que fez uma abordagem sobre a
importância do desempenho de um trabalho eficiente com qualidade.
Este Seminário permitiu um encontro e integração entre funcionários da Divisão,
Gestores da Biblioteca, alunos do curso de graduação em biblioteconomia, alunos do
mestrado em Ciência da Informação e professores do Departamento de Biblioteconomia e
Documentação da UFPB .
Após cinco meses, foi realizado o II Seminário de Marketing na BC durante 1 (um)
dia, com carga horária de 8(oito) horas . Teve como público - alvo, os clientes internos da
DSU, aberto aos demais funcionários, e como principal objetivo, apresentar o plano de
marketing elaborado para esta Divisão. Possibilitou a divulgação das estratégias focalizadas
e promoveu discussões e debates com a participação e envolvimento dos clientes internos
com relação as propostas apresentadas.
Quanto ao programa, a professora mestre em Administração e Marketing da UFPB,
Robéria C. Souto Maior iniciou o Seminário com a palestra "Ser humano: o recurso mais
importante da biblioteca". Enfatizou a importância da auto-estima, esperança e motivação
como premissas básicas para o ser humano e consequente desempenho na vida particular e
profissional; enfatizou algumas técnicas para um bom atendimento e a necessidade da
valorização pessoal, assim como a dos clientes externos; e a necessidade de ambos para a
organização.

7

�Em seguida, a equipe do projeto apresentou o plano de marketing para a DSU,
abordando as questões estratégicas propostas no mesmo. As palestras foram abertas para
discussões e debates entre os participantes, gerando uma maior interação entre o grupo e
proporcionando a oportunidade de sugestões e/ou críticas às propostas apresentadas.
Todas as contribuições ao Seminário, foram gravadas e posteriormente transcritas,
possibilitando o registro de informações importantes fornecidas pelos clientes internos: suas
dúvidas, expectativas, opiniões, críticas e reconhecimentos aos serviços desenvolvidos pela
DSU e pela BC como um todo e, quanto às propostas apresentadas no plano de marketing.
Com a realização do I e II Seminário de Marketing para os clientes internos da DSU da
BC, houve uma introdução ao endomarketing possibilitando o envolvimento dos clientes
internos com a filosofia de marketing e a sua interação - muitos deles ainda desconhecidosalém da divulgação dos serviços "boca a boca". A promoção de debates sobre as propostas
apresentadas no plano, possibilitou o levantamento de sugestões, críticas, comentários
sobre dificuldades para o desempenho dos serviços, entre outros.

COMENTANDO OS RESULTADOS...

Baseando-se nas transcrições dos depoimentos dos clientes internos da DSU
referentes ao segundo dia do I Seminário de marketing, onde foram apresentados os
serviços oferecidos em cada Seção da Divisão, foi possível registrar pontos positivos e
negativos quanto: aos serviços oferecidos pela DSU, ambientação, administração,
atendimento, relacionamento e interação entre os funcionários, educação continuada,
divulgação, recursos, distribuição de pessoal, comunicação e viabilidade do projeto
marketing.
8

�Dentre as conclusões obtidas com depoimentos dos clientes internos, referentes a
DSU, apresenta-se a seguir os pontos mais relevantes:
a)Quanto ao atendimento- há disponibilidade de pessoal, consciência por parte dos
clientes internos de que deve haver um relacionamento harmonioso entre funcionários
e usuários e, dificuldade de identificação por parte dos clientes externos de "quem é
quem" na Biblioteca na hora do atendimento;
b) quanto ao processo de comunicação- Consciência da necessidade de realizar
encontros entre os clientes internos e a direção da BC para expor sugestões, críticas,
tirar dúvidas, falta de comunicação entre as seções e Divisões da BC e,
consequentemente desinformação do seu ambiente de trabalho;
c) quanto aos serviços- Oferta de serviços variada e atualizada, níveis de satisfação e
insatisfação quanto às atividades desenvolvidas, desconhecimento dos serviços da
DSU pelos clientes internos e externos e falta de divulgação;
d) quanto aos recursos humanos e materiais- Número suficiente de funcionários na
DSU, porém mal distribuídos entre as Seções , falta de recursos materiais; fator que
interfere negativamente na qualidade dos serviços.
Os depoimentos dos clientes internos da DSU, juntamente com resultados anteriores
de outros momentos do projeto, serviram de base para a elaboração do " Plano Estratégico
de Marketing para Biblioteca Central da UFPB"- tema central do II Seminário de
Marketing.
O plano de marketing ratifica pontos fortes e fracos, situações favoráveis e
desfavoráveis, oportunidades e ameaças detectados através dos resultados do projeto.
Apresenta um resumo do plano, introdução, análise situacional, alguns dos depoimentos
dos clientes internos referentes ao I Seminário de marketing, análise da clientela interna e
9

�externa considerando a fase diagnóstica do projeto, os depoimentos durante o Seminário e
ainda, questões estratégicas e referências bibliográficas.
O plano foi apresentado aos clientes internos da DSU no II Seminário de Marketing
na Biblioteca Central da UFPb enfatizando questões estratégicas relacionadas a:" como
estabelecer uma política de treinamento para os clientes externos", "como proceder uma
política de treinamento para os clientes externos", como proceder a educação continuada
dos clientes internos", como adequar a ambientação da BC para oferecer maior
conforto"e, "como promover os serviços da biblioteca".
Quanto aos resultados obtidos com relação ao II Seminário, observou-se a
importância dada a apresentação do plano, contando com a participação dos clientes
internos para aceitação, sugestões e críticas às propostas apresentadas.
Os clientes internos da DSU não apresentaram resistência às propostas apresentadas
relacionadas ao treinamento dos clientes externos, a educação continuada e a promoção dos
serviços da Biblioteca. Porém, apresentaram resistência a algumas propostas relacionadas a
ambientação, como : servir água nos horários mais quentes entre os usuários que se
encontrarem nas mesas. Para este fim, foi sugerida a limpeza da caixa d'água e conservação
dos bebedouros.
No geral, houve ótima participação nas discussões e aceitação do plano de marketing.
Os clientes internos enfatizaram a necessidade de novos encontros para discutirem os
problemas e questionarem juntos as melhores soluções, além de mostrarem-se abertos a
mudanças.
O engajamento com as propostas do plano de marketing a ser desenvolvido na BC,
respaldam a administração para operacionalizar as ações desejadas.

10

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

A participação na promoção do I Seminário de Marketing na Biblioteca Central da
UFPB, propiciou aos participantes, conhecimento sobre marketing, endomarketing e
qualidade no atendimento, além de promover uma maior interação entre os clientes internos
da DSU e dos serviços por ela oferecidos. Possibilitou também, a oportunidade de realizar
críticas e/ou sugestões sobre a Divisão, além do registro dessas informações para a
elaboração do plano estratégico de marketing para a BC/UFPB.
O II Seminário de marketing na Biblioteca Central da UFPB, propiciou aos clientes
internos o conhecimento do plano de marketing elaborado para a DSU, bem como
discussões e debates em relação às propostas apresentadas pela equipe do projeto. Além de
possibilitar com a palestra "ser humano: o recurso mais importante da biblioteca", a
percepção da importância da relação cliente interno/biblioteca/cliente externo.
Quanto às resistências apresentadas pelos clientes internos em relação a alguns
pontos do plano de marketing, estas foram mínimas, podendo ser repensados
posteriormente. É importante salientar que a Diretoria da BC aceitou as propostas do plano
para implementação e que os clientes internos concordaram com quase todos os itens.
Portanto, percebe-se a viabilidade da aplicação das técnicas de marketing contidas no plano
apresentado para a DSU/BC/UFPB.
Sendo assim, os resultados referentes aos clientes internos da DSU associados aos
da fase diagnóstica com os dos clientes externos, permitiram identificar as necessidades da
utilização de técnicas de marketing na DSU/BC, enfatizando a importância da aplicação do
endomarketing na Divisão.

11

�ABSTRACT

There was data gathered with the internal and external clients in the project for the
application of the marketing techniques, in the construction phase of the setting where the
Divisão de Serviços aos Usuários(DSU) of the Biblioteca Central da Universidade Federal
da paraiba takes place. It has been found that there is a need od application of
Endomarketing stategies. This is understood as marketing in the organization. The
introductory application od Endomarketing techniques was promoted through two
seminars, which had as target audience the Section of the DSU. The second Seminar, aimed
to present a plan od marketing in elaboration,followed by debates related to the proposals
presented.This sought to involve and commit the internal users with the questions
approached. The Central Library has begun a change in the organizational culture since it
implemented research with the objective of seeking "identify and recognize their clients".
This was made possible since there two Seminars seeking the feedback of the
organizational climate and support for the Marketing Plan. The obteined and evaluated
results, through the recording/transcription of the tapes, permits to conclude the
involvement of the internal clients observed through participation in the discussions, with
the acceptance and rejection of proposals and suggestions of actions to be implemented.

Key Words: Endomarketing, Internal marketing, University Library

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1995. 150p.
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Marketing interno: a força dos gerentes. Revista de Administração Pública, Rio de
Janeiro,v.28,n.2.abr./jun.,1994.

12

�GRONROOS, Christian. Marketing: gerenciamento e serviços. Rio de janeiro: Campus,
1993.
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Controle. 4ed. São Paulo: Atlas, 1994. 676p.
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Endomarketing e a imagem de corporativa: um estudo de caso no Banco de Brasil em
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Baurú:1999. Monografia (Especialização em Engenharia de Produção)- Universidade
Estadual Paulista.
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13

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A partir dos dados levantados entre clientes internos e externos em projeto para aplicação de técnicas de marketing, na sua fase de construção dos cenários onde se encontra inserida a Divisão de Serviços aos Usuários(DSU) da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba, constatou-se a necessidade de aplicação de estratégias de endomarketing. Este, entendido como marketing dentro da empresa. A aplicação introdutória de técnicas de endomarketing foi promovida através da realização de dois seminários tendo como público alvo, os funcionários da DSU. O primeiro, com o objetivo de promover a comunicação entre as Seções da DSU. O segundo Seminário, objetivou a apresentação do plano de marketing em elaboração, seguida por debates em relação as propostas apresentadas, procurando envolver e comprometer os usuários internos com as questões abordadas. A Biblioteca Central já iniciou portanto, sua mudança na cultura organizacional quando implementou pesquisas com o objetivo de buscar "identificar e reconhecer seus clientes", quando realizou dois Seminários buscando feedback do clima organizacional e também apoio ao Plano de Marketing. Os resultados obtidos e avaliados, através da gravação/transcrição das fitas, permitem concluir o envolvimento dos clientes internos, observados pela participação nas discussões, com aceitação e rejeição de propostas e sugestões de ações a serem implementadas.</text>
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                    <text>A FUNÇÃO GERENCIAL NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Alba Costa Maciel∗
Marília Alvarenga Rocha Mendonça*∗
UFF/IACS/Departamento de Documentação
Rua Prof. Lara Vilela, 126 – Niterói, RJ, Brasil
E-MAIL = &lt;alba@megaline.com.br&gt; e marilia@interclub.com.br

RESUMO

Comenta sobre o fato de as bibliotecas universitárias serem consideradas organizações que
interagem constantemente com o meio ambiente que as cerca, o que exige dos bibliotecários
conhecimentos e habilidades específicas, que os permitam atuar com eficiência neste cenário
mutante e economicamente instável. Constata que, apesar de se caracterizarem como uma
organização sem fins lucrativos, esta turbulência ambiental lhes confere algumas
características semelhantes às das empresas privadas. Faz referência às teorias
administrativas, principalmente à Teoria Contingencial, objetivando informar sobre as
tendências gerenciais para as organizações contemporâneas neste tempo de mudanças
Apresenta a abordagem clássica para as funções gerenciais, mostrando a existência de outras
abordagens, especialmente a dos papéis gerenciais de Mintzberg. Tenta mostrar que
características preconizadas pelo contingencialismo podem ser adotadas também pelas
unidades de informação, apresentando duas experiências ocorridas em bibliotecas
universitárias brasileiras.

Palavras-chave: Gerência de biblioteca universitária. Funções gerenciais. Organização
holográfica.

INTRODUÇÃO

As mudanças que vêm ocorrendo na sociedade contemporânea, a um ritmo cada vez
mais acelerado obriga-nos a refletir sobre como estas mudanças estão afetando o
gerenciamento das bibliotecas universitárias brasileiras.

∗

Professora do Departamento de Documentação/Mestre em Ciência da Informação.
Professora do Departamento de Documentação/ Mestranda em Administração.

*∗

1

�Preocupa-nos, de maneira especial, o comportamento dos bibliotecários-gerentes, face
às necessidades de se atualizarem, com vistas a acompanhar as mudanças impostas pela
ambiência.

Torna-se

importante

aos

gerentes,

conhecer

as

tendências

administrativas

contemporâneas, como também as teorias administrativas que as fundamentam, para que
possam ser adaptadas e aplicadas às bibliotecas universitárias, pois, apesar de serem
organizações sem fins lucrativos, as turbulências ambientais lhes confere algumas
características semelhantes às das empresas privadas.

No entanto faz-se necessário conhecer as funções de um gerente, para que se possa
repensar as funções do gerente-bibliotecário, como forma de introduzir melhorias em seu
desempenho.

AS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

As bibliotecas universitárias não são organizações autônomas, e sim organizações
dependentes de uma organização maior - a Universidade, portanto sujeitas a receberem
influências externas e internas do ambiente que as cercam.

Mudanças acontecem cada vez mais rápidas no cenário mundial, nacional, regional,
local e organizacional, como conseqüência do desenvolvimento da ciência e tecnologia que
vêm colocando no mercado cada vez mais globalizado e competitivo, tecnologias que afetam
as organizações no tocante às estruturas e às formas de gerência.

2

�A história da administração tem mostrado que o desenvolvimento das organizações
está ligado à história da humanidade e reflete as mudanças ocorridas na sociedade, ao mesmo
tempo em que aponta para a necessidade de se criar técnicas administrativas condizentes com
as necessidades emergentes destes cenários.

Assim, pressionada pela Revolução Industrial, a administração começou a se desenvolver:
surgiu o grupo racionalista com as escolas Clássica e a Burocracia; a Teoria das Relações
Humanas como uma reação à abordagem formal clássica; o Comportamentalismo promovendo a
transição entre o movimento das relações humanas e os que se seguiram; o Estruturalismo e a
Teoria dos Sistemas e a tendência de estudarem as organizações sob o ponto de vista totalizante. E
num cenário em que a incerteza é uma constante, provocada pela instabilidade econômica, política
e social, surgiu a Teoria Contingencial que herdou da Teoria dos Sistemas a ênfase dada à
ambiência, como fator importante e propulsor das mudanças na estrutura e funcionamento das
organizações. Flexibilidade e adaptação tornam-se palavras chave do contingencialismo e, ao
mesmo tempo em que mostra uma reação ao ambiente, sugere uma adaptação a esse ambiente.

Segundo Motta (1993, p, 111): "(...) tornou-se necessário reverter as práticas
organizacionais existentes para conquistar novas idéias de flexibilidade, mais ajustáveis às
mudanças, ambigüidades e contradições do mundo contemporâneo".

Numa perspectiva pós-contigencialista, já se critica o excesso de contingencialismo,
ou seja, é considerado negativo tanto os antigos excessos de estrutura quanto a pouca
estrutura. Verificou-se também que, por mais mutável que seja o ambiente, existem algumas
condições em que ele se mantém estável por um período mais demorado.

3

�Sobre este aspecto, Motta (1993, p.117) comenta que: "(...) a estrutura de uma
organização determina, em parte quais os fatores ambientais que serão percebidos no meio
ambiente - que é influenciado pela própria ação da organização".

Para conviver com este cenário em que a incerteza é uma constante, as organizações
em geral, e as bibliotecas universitárias em particular, resguardadas suas peculiaridades,
precisam se adequar à situação vigente, principalmente aquelas organizações calcadas em
propostas que apresentam uma rigidez estrutural, capaz de provocar um choque com uma
realidade que não as permitam mais atender aos propósitos para os quais foram criadas.

MODELO CONTEMPORÂNEO DE ORGANIZAÇÃO

Tem-se constatado que, modernamente, não existe, em princípio, uma melhor maneira
de se estruturar uma organização, tornando-se necessário considerar formas alternativas de
estruturas que permitam às organizações se adaptarem às constantes provocações da
ambiência.

A organização holográfica surge como um modelo de organização que apresenta
propostas para se enfrentar esta era de incertezas, e segundo Moscovicci (1988, p. 108): "(...)
a abordagem holística preconiza o modelo holográfico como o caminho apropriado da
transformação organizacional para a realidade emergente da mudança do século XX para o
século XXI".

4

�Considerando que a estrutura é dependente do ambiente, e que este muda no tempo e
no espaço, conclui-se que a estrutura deveria ser igualmente variável e fosse fruto de uma
adaptação constante a essas mudanças.

Ao mesmo tempo uma organização não pode sobreviver na dependência absoluta de
variações ambientais. Precisa de alguma regularidade estrutural para enfrentar todas essas
incertezas e que seja, ao mesmo tempo, simples e flexível.

Esta simplicidade viria, segundo Motta (1995, p. 122) através de uma descentralização
administrativa e da adoção de sistemas de informação mais ágeis e acessíveis a todos da
organização, caracterizado como "(...)um modelo de organização descentralizada, com
unidades autônomas que refletem, a princípio, o todo organizacional".

Seriam organizações projetadas com base em equipes de trabalho, com menos
hierarquia em sua estrutura, responsabilidade compartilhada, com redundância funcional e
predominância de um sistema intensivo de comunicação, podendo contribuir para se
conseguir a flexibilização necessária às organizações contemporâneas.

FUNÇÕES GERENCIAIS OU ADMINISTRATIVAS

As funções gerenciais em uma biblioteca são aquelas de cunho administrativo e
responsáveis pela ativação de todas as funções meio ou fim e pelo seu direcionamento e ajuste
às metas e objetivos do sistema.

5

�A complexidade dos sistemas de informação e todas as mudanças e modernidades a
que estão sujeitos hoje em dia, exigem que os bibliotecários conheçam bem as funções
administrativas que lhes são afetas.

Sabe-se que um administrador se encontra a todo momento planejando, organizando,
dirigindo, coordenando e avaliando. Ë um processo ininterrupto, constituído por atividades
interligadas, justapostas e contínuas, não obedecendo a nenhuma ordem hierárquica (Pires &amp;
Gaspar, 1981, p 31).

Este conjunto de atividades - planejamento, organização, coordenação, direção e
controle pertence à chamada abordagem clássica da administração, identificada por Henri
Fayol em 1916.

Segundo Dias (1985, p.39) , essa abordagem clássica "(...) teve enorme influência,
atestada por uma série de outras abordagens dela derivadas, bem como pela sua utilização na
organização de cursos e textos de administração e na prática dos administradores".

Seguindo ainda esta linha clássica, Arantes (1998, p. 131) distingue três funções como
componentes do processo gerencial: o planejamento, a direção e o controle, caracterizando-as
como:

a) planejamento: processo que antecede à ação, exige reflexão e auxilia a tomada de
decisão. Estabelece, para cada parâmetro em questão, os resultados que se pretende
atingir no futuro, levando o administrador a definir, previamente, o que, por que,
como, quem deve fazer, o quanto, quando e onde deve ser feito.

6

�b) direção: é a função responsável pela implementação dos planos e pelo
acompanhamento de sua execução: (ibid.)

Inclui desde a designação até a

capacitação dos responsáveis pela execução dos planos, responsabilizando-se
também pela coordenação da execução, para que os resultados sejam satisfatórios,
através da adequada alocação dos recursos e da aplicação dos métodos mais
corretos.

c) controle: é a função destinada a verificar se os resultados planejados estão sendo
alcançados através das operações executadas. Permite adotar ações corretivas
visando corrigir os desvios detectados durante a avaliação.

No entanto, existem outras abordagens para as funções gerenciais. Segundo Dias
(1985, p. 37), "uma abordagem moderna de grande impacto é a dos papéis gerenciais,
desenvolvida por Mintzberg".

Mintzberg tenta mostrar que os gerentes não são aquelas pessoas meditativas e
disciplinadas conforme consta de inúmeros livros didáticos, o que é comprovado por ele
através de estudos realizados que mostram os gerentes envolvidos com questões diárias "(...)
colhendo suas próprias informações, tomando rápidas e às vezes apressadas decisões"
(Mintzberg, 1977, p.23).

Segundo esta teoria, Mintzberg

(ibid., p.27-29) trabalha com 3 (três) categorias

básicas, representada por papéis gerenciais, classificados como:

7

�! papéis interpessoais
! papéis informacionais
! papéis decisórios

Os papéis interpessoais decorrem do status e autoridade inerente aos cargos
administrativos, são, em grande parte, de natureza social e legal, implicando no
relacionamento do gerente com representantes da organização, com os subordinados e com
indivíduos ou grupos externos à organização.

Os papéis informacionais estão diretamente ligados às informações recebidas pelos
gerentes, com a finalidade de se inteirar do que acontece na organização, e posteriormente
transmitidas aos subordinados ou quando se torna o porta-voz da unidade/organização,
falando em seu nome.

Os papéis decisórios relacionam-se às tarefas de tomar decisões, seja através das
atividades de planejamento, solucionador de problemas, alocador de recursos, negociador,
dentre outras.

Dias (1985, p.45-46) comenta ainda que esses papéis básicos são usados por todos os
tipos de administração, ressaltando a possibilidade de existirem outros, desempenhados por
grupos específicos de administradores, e que sofrem influência, principalmente, da área de
atuação do gerente.

Importante considerar também as mudanças que a introdução de novas tecnologias
informacionais vêm provocando nos serviços meios e fins das bibliotecas universitárias e na

8

�necessidade de seus gerentes se adaptarem a elas, pois, segundo Oliveira (1994, p. 417) a
automação nos serviços bibliotecários está alterando não só a distribuição destes serviços mas
a criação de muitos outros o que tem "(...) forçado a redefinição de algumas funções,
influenciando

relacionamentos

interpessoais,

repercutindo

seriamente

na

estrutura

organizacional".

Ao gerente ainda são apontadas na literatura, algumas características que o
capacitariam a desempenhar com eficácia sua função, características estas condizentes com o
contexto atual, como por exemplo flexibilidade, ser inovador, participativo, comunicativo
dentre outras.

MUDANÇAS

ORGANIZACIONAIS

EM

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS

BRASILEIRAS

À medida que as organizações se desenvolvem e se tornam mais complexas, faz-se
necessário uma preocupação maior com a sua administração.

Segundo Dias (1985, p. 52), a preocupação com a administração de bibliotecas só
começou a acontecer recentemente e recomenda: "Há uma grande necessidade de se dar mais
atenção à administração de bibliotecas como um meio de enfrentar os problemas, sempre
presentes de escassez de recursos, e também para aumentar a eficácia nesse aspecto do
trabalho do bibliotecário".

9

�Considerando o cenário atual em que as bibliotecas universitárias estão inseridas, já se
encontram informações sobre a preocupação em ajustá-las às necessidades impostas pela
sociedade.

Assim é que, através de comunicações encontradas na literatura da área,
principalmente em anais do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, publicados na
década de 90, nota-se a preocupação da utilização do planejamento estratégico como forma de
lidar com as ameaças e oportunidades oferecidas pela ambiência.

Como experiência prática no tocante a mudança estrutural, existe a da UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em que

"(...)evidenciou-se a necessidade de uma reavaliação da estrutura para
adequar o Sistema de Bibliotecas - SISBI às novas demandas
informacionais de uma comunidade cada vez mais exigente, em
termos de rapidez e eficiência explorando suas potencialidades e
otimizando a sua estrutura organizacional sistêmica" (UERJ, 1997,
p.1).

A nova estrutura proposta pela UERJ (ibid. p.155-156) tem a forma de rede - a REDE
SIRIUS - e tem como filosofia de trabalho "(...) o cooperativismo e o compartilhamento que
caracterizam a atuação de redes (...)", estando as bibliotecas reunidas em grandes áreas que
correspondem aos Centros Universitários, acompanhando as tendências contemporâneas da
administração, e cujas

"ações relativas à aquisição, processamento técnico, indexação, serviços
e produtos de informação dependem, essencialmente da demanda da
comunidade de usuários especializados e diferentes umas das outras, na
nova estrutura é proposto um comitê coordenador...e com representante
de cada biblioteca dos respectivos centros...".

10

�Outra mudança significativa foi a ocorrida na Biblioteca da Faculdade de Saúde
Pública/USP que promoveu uma reorganização e reestruturação, visando, segundo Andrade et
al. (1998, p.311) "(...) alcançar prestação de serviços de qualidade ao usuário do meio
acadêmico e profissional em face das novas tecnologias de informação e comunicação e dos
novos processos de trabalho".

Implantada em inícios de 1977, foi planejada procurando atender às necessidades de se
criar um modelo que considerasse o cliente como foco central da organização e com uma
nova estrutura organizacional capaz de permitir a flexibilidade necessária aos tempos atuais
(ibid.).

Adotou-se a organização horizontal, modelo que, segundo Andrade et al. (ibid.), já
vem sendo tratado na literatura com aplicações em bibliotecas, tendo por princípio básico o
trabalho em equipes e a participação da alta gerência, num compartilhamento de
responsabilidade e objetivo.

É um modelo de gestão que envolve a integração de recursos, apoia-se em equipes
autogerenciadas que trabalham em conjunto fazendo parcerias e, de tempos em tempos é feito
rodízio nas equipes, compartilham espaço físico e recursos tecnológicos e materiais.

No entanto, Andrade et al. (ibid., p. 316) comentam que:

"O impacto dessas mudanças foi muito forte, o que trouxe dificuldade de
adaptação ao meio físico, exatamente oposto ao que se estava habituado
salas sem portas, visibilidade total entre as atividades de atendimento ao
usuário e de trabalho, mas que deveria propiciar melhores facilidades
para implantação do novo modelo organizacional e de gestão."

11

�CONCLUSÕES

As bibliotecas universitárias, como todas as organizações contemporâneas, estão
sentindo o reflexo que a turbulência ambiental lhes vêm transmitindo. Seus usuários precisam
acompanhar o ritmo das mudanças para se sentirem adaptados ao mundo que se apresenta e
poderem atuar com eficiência em seus campos de trabalho.

Sentimos que é possível às bibliotecas universitárias se aproveitarem de experiências
vividas pelas empresas privadas, desde que essas experiências sejam devidamente adaptadas
considerando suas características específicas.

A flexibilização das estruturas, o trabalho em equipes, o compartilhamento e o
cooperativismo já estão presentes em algumas bibliotecas universitárias brasileiras, apesar de
sabermos que envolvem uma mudança considerável de comportamento, sendo, por isso, um
processo lento na obtenção dos resultados.

É notório, entretanto, que mudanças são necessárias e que o bibliotecário-gerente
precisa estar preparado para realizá-las no momento oportuno. Conhecendo as funções de um
moderno gerente e as transformações necessárias à biblioteca, com vistas a oferecer serviços
adequados às necessidades informacionais de seus usuários, estará apto a exercê-la com
eficiência.

12

�ABSTRACT

Academic libraries, as organization which keep a constant interaction with internal and
external environement, demand out librarians with expertise and special habilities in order to
act with effectiveness in a changing economic scenary. In spite of Academic libraries being
non-profit organizations, they have some characteristics similar to private organizations.
Administrative theories, mainly the Contingencial Theory are visited in order to inform
library managers about contemporary administrative tendencies. Classical approach to
gerencial functions and Mintzberg's functions are discussed. Two recents brazilian academic
libraries experiences are shown in order to prove that the use of existing models is possible in
information units.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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de biblioteca universitária. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n. 3, set./dez. 1998.

ARANTES, N. Sistemas de gestão empresarial: conceitos permanentes na administração de
empresas válidas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 439p.

DIAS, E. J. W. A abordagem dos papéis gerenciais de Mintzberg e sua aplicação a
bibliotecas e centros de informações. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, v. 14,
n. 1, p. 37-54, 1985.

MINTZBERG, H. As atribuições do administrador, ficção e realidade. Diálogo, v. 10, n. 1,
1977.

MOSCOVICCI, F. Renascença organizacional. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos, 1988. Cap. 6: A organização holográfica, p. 105-109.

MOTTA, P.R. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. 9. ed. Rio de
Janeiro: Record, 1998. 256 p.

OLIVEIRA, S. M. de. Impacto da tecnologia no estilo gerencial de unidades de informação.
In:
CONGRESSO
LATINO-AMERICANO
DE
BIBLIOTECONOMIA
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DOCUMENTAÇÃO, 17, Belo Horizonte, 1994. Anais... Belo Horizonte: Associação dos
Bibliotecários de Minas Gerais/ Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1994. 820p. p.
415-428.

13

�PIRES, J. de G., GASPAR FILHO, W. Elementos de administração: uma abordagem
brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Rio, 1981. 296 p.
UERJ. Grupo Especial de Trabalho. Proposta de nova estrutura do sistema de bibliotecas da
UERJ. Rio de Janeiro, 1997. 2v.

14

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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Comenta sobre o fato de as bibliotecas universitárias serem consideradas organizações que interagem constantemente com o meio ambiente que as cerca, o que exige dos bibliotecários conhecimentos e habilidades específicas, que os permitam atuar com eficiência neste cenário mutante e economicamente instável. Constata que, apesar de se caracterizarem como uma organização sem fins lucrativos, esta turbulência ambiental lhes confere algumas características semelhantes às das empresas privadas. Faz referência às teorias administrativas, principalmente à Teoria Contingencial, objetivando informar sobre as tendências gerenciais para as organizações contemporâneas neste tempo de mudanças. Apresenta a abordagem clássica para as funções gerenciais, mostrando a existência de outras abordagens, especialmente a dos papéis gerenciais de Mintzberg. Tenta mostrar que características preconizadas pelo contingencialismo podem ser adotadas também pelas unidades de informação, apresentando duas experiências ocorridas em bibliotecas universitárias brasileiras.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA HOJE: GERÊNCIA COMPARTILHADA
Cecilia Maria Pereira do Nascimento
Diretora da Divisão de Bibliotecas
cecilia@ndc.uff.br
Ana Maria de H. C. de Sá Couto
Chefe do Serviço de Processamento Técnico
aninha@ndc.uff.br
Márcia Maria Silvestre Bastos
Chefe do Serviço de Desenvolvimento de Coleções
silvestre@ndc.uff.br
Universidade Federal Fluminense
Núcleo de Documentação
Prédio da Biblioteca Central do Gragoatá – térreo
Campus do Gragoatá
Rua Visconde do Rio Branco, s/n.
24240-006 – Niterói – RJ - BR

Resumo
As novas tecnologias e a utilização da grande rede criam um ambiente em que atividades são
desenvolvidas de maneira descentralizada e onde decisões rápidas e eficientes são requeridas.
Essa dinâmica leva as organizações a estabelecerem uma nova postura na administração das
bibliotecas, mediante a adoção da gerência compartilhada com uma visão centrada no cliente.
A nova forma de atuação permite uma melhor utilização dos recursos disponíveis, favorece
um maior entrosamento com a área acadêmica e promove um melhor atendimento ao usuário
final.
1 INTRODUÇÃO
A acelerada difusão das novas tecnologias da informação e comunicação promoveram
uma modificação radical nos contatos e trocas de informação através da diferenciação e
ampliação de sistemas, canais, redes e organizações de geração, tratamento e difusão de
informações. Essas tecnologias encontram-se na base do que se convencionou denominar
como “revolução informacional” que vem contribuindo para essa nova era usualmente
designada como sociedade ou economia da informação ou do conhecimento.
Esse novo padrão vem impondo novas formas de organização nas instituições como as
universidades e outras instituições de ensino e pesquisa favorecendo rápidas mudanças em
suas estruturas e transformando as relações interpessoais.

1

�Este trabalho analisa os diferentes fatores que promovem uma nova postura na
gerência das organizações e, em particular, na gerência da biblioteca universitária.
A gerência estratégica e participativa, a inovação e a criatividade são os meios que
devem ser amplamente utilizados pelas bibliotecas universitárias para garantir melhor uso de
seus recursos, a serem traduzidos em melhores indicadores de qualidade e produtividade.

2 O CENÁRIO ATUAL
2.1 As mudanças, causas e conseqüências
A eficácia de uma organização numa sociedade em constante transformação, requer
flexíbilização e descentralização administrativa. A gerência deve adaptar-se a essas situações
e ser capaz de gerir essa realidade versátil e desafiadora.
Entre os fatores contextuais que estão influenciando o comportamento gerencial
segundo MENDONÇA, 1992, destaca-se a globalização da economia, que traz no seu bojo a
liberalização econômica, a formação de blocos econômicos por países, o surgimento de
empresas transformacionais e a competitividade que impulsiona a participação de empresas e
de países em um ambiente de mercado aberto.
Outro fator é a utilização cada vez maior das novas tecnologias de base
microeletrônica, onde se destacam: o desenvolvimento dos microcomputadores, a
flexibilidade da produção e a informatização dos escritórios, que tem propiciado o surgimento
de novos relacionamentos no trabalho.
Finalmente, o crescimento do uso e valorização da informação é causa e resultado dos
dois fatores mencionados anteriormente e que resulta na própria sociedade da informação.
“Esta, ao ser analisada em seu ambiente contextual, apresenta como elementos principais: o
desenvolvimento dos meios de transmissão e comunicação de dados, o fortalecimento do

2

�setor serviços na economia dos países, a aceitação da informação como um produto que
possui valor de mercado, produto esse considerado pela sociedade e aceito pelas empresas.
Esses fatores apresentam-se nas diretrizes econômicas internacionais que condicionam
o comportamento das nações. Refletem-se nas diretrizes, prioridades e políticas econômicas
nacionais que afetam a atuação de suas empresas, repercutindo no estilo gerencial que está no
centro decisório da empresa sofrendo as transformações. Neste, a sua participação é efetiva no
sentido de completar o ciclo, sofrendo o efeito das mudanças e também as executando, sendo,
portanto, causa e efeito.” (MENDONÇA, 1992) (figura 1).

Fonte: Mendonça, 1992
Os fatores já mencionados são, portanto, elementos transformadores das empresas e
organizações brasileiras que buscam adaptar-se ao ambiente, através de uma nova forma de
gerência, que inclui lado a lado as técnicas tradicionais e as de planejamento estratégico e
tático. Os consultores e especialistas organizacionais tem buscado estabelecer uma nova teoria
gerencial, cujos pontos fortes são as características estratégicas, inovadoras, empreendedoras
e competitivas.”

3

�2.2 Administração estratégica
A administração estratégica é a forma mais moderna de utilização da gestão
estratégica, sendo resultado da experiência que vem sendo vivida pelas organizações com o
uso dos princípios e valores da gestão estratégica nos últimos vinte anos, para lidar com
ambientes externos cada vez mais turbulentos e descontínuos. Trata-se de um procedimento
administrativo sistemático que permite as organizações se posicionarem em relação ao seu
meio ambiente, de forma a lhes assegurar sucesso contínuo e a torná-las livres de surpresas.
Duas das principais características da administração estratégica são, portanto: a
preocupação com o ambiente externo desenvolvendo capacitações que permitam melhor
entendê-lo tanto no presente, quanto em suas possíveis evoluções no futuro; a preocupação
com a visão de longo prazo, essencial para construir o futuro da organização, preparando-a
para as mudanças ou nelas influindo.

2.3 Gerência participativa
O gerente atual deve estar voltado para as exigências do seu próprio crescimento, do
crescimento da equipe, da organização e da comunidade buscando o autodesenvolvimento, o
desenvolvimento da equipe, o desenvolvimento organizacional e o desenvolvimento social.
Surge daí o conceito de gerência participativa, inovadora e marcadamente educativa.
Entretanto, a participação não é apenas consulta de cima para baixo. Demanda o real
desempenho de todos os envolvidos. O envolvimento das pessoas na tomada de decisão
reverte em alto desempenho profissional, satisfação pessoal e aumento de produtividade.
A organização é um sistema composto por vários elementos (pessoas, máquinas,
instalações, informações, etc.) que se interagem para o alcance de um ou mais objetivos.
Todos esses elementos são extremanente dinâmicos sendo renovados e aperfeiçoados
constantemente. Entretanto, o elemento humano é o único provido de sentimentos e de um

4

�incrível potencial para criar e inovar. Assim, para que as organizações obtenham sucesso em
seus resultados é fundamental que todos os elementos sejam adequados e estejam em perfeito
funcionamento mas, fundamentalmente, deve-se investir nas pessoas e propiciar ambiente
favorável para que as soluções criativas possam fluir com mais facilidade.

2.4 Criatividade e inovação
A ligação entre custos, lucro, qualidade e criatividade é o principal foco de atenção das
organizações de vanguarda. Souza (1998) sintetiza como deve ser o pensamento das empresas
de vanguarda: “Criatividade e estratégia precisam andar de mãos dadas de modo que a cultura
criativa seja coerente com o negócio da empresa e possa ser avaliada pelos resultados que
agrega. Esta será a característica das empresas inovadoras que precisam também, montar
verdadeiras fábricas de idéias em todos os níveis.”
Criatividade é o processo que permite o surgimento de um produto novo que torna-se
aceito por um número considerável de pessoas. Para aumentar a criatividade a organização
precisa evitar a adoção de comportamentos que gerem bloqueios e ter a visão de que o
processo criativo é possível a todos, independente de tempo ou lugar.
Pode-se entender a inovação como a aplicação do produto da criatividade. “Inovação é
a introdução intencional, dentro de um grupo ou organização de idéias, processos, produtos ou
procedimentos novos para a unidade, relevante de adoção e que visa a gerar benefícios para o
indivíduo, grupo, organização ou sociedade maior.”(ALENCAR, apud VELOSO FILHO,
1999).
As novas técnicas e teorias administrativas prenunciam uma tendência a adotar
modelos que promovam a liberdade individual, a aceitação de erros, o estímulo ao risco
calculado, menor rigor nos controles processuais e nas estruturas hierárquicas e trabalhos por

5

�projetos e equipes para melhor inter-relacionamento de todo o grupo. Com este estilo
gerencial as pessoas se sentem à vontade para praticar e experimentar idéias inovadoras.

2.5 A organização moderna
A organização moderna deve estar centrada no ser humano como um sistema aberto,
participativo e com co-responsabilização por resultado e deve apresentar as características a
seguir:
a) Administração estratégica
b) Hierarquia flexível
c) Controle sobre resultados e não sobre o comportamento das pessoas
d) Preferência para o trabalho em grupo ou em equipe em detrimento do trabalho
individual;
e) Capacidade expandida de processamento da informação;
f) Criatividade e inovação.
Esse modelo de organização deve funcionar como um sistema vivo, aberto e
complexo, voltado principalmente para sua interação com o ambiente externo. A adaptação e
ajustamento às demandas ambientais provocam constantes mudanças internas dentro da
organização. A flexibilidade se impõe, então, de modo a permitir relativo grau de liberdade
para as pessoas se comportarem dentro da organização. Elas devem ser aproximadas da alta
direção e devem participar como pessoas criativas, inteligentes e responsáveis,
compartilhando responsabilidades e decisões.

3 – GERÊNCIA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
3.1 – Situação atual

6

�Pode-se afirmar que as bibliotecas universitárias, assim como as empresas e
organizações, estão sentindo a influência do contexto mundial. À medida em que esse
contexto se fortalece, especialmente no que se refere à sociedade da informação, vão se
fazendo sentir as transformações no relacionamento de trabalho proveniente da introdução dos
meios eletrônicos de armazenamento, recuperação e transmissão de dados. A informação
encontra-se dispersa e disponível em várias fontes, favorecendo a troca de experiências e
fortalecendo o comportamento dos gerentes ao lhes permitir acompanhar de perto as diversas
tendências, ameaças e oportunidades. O crescimento e o desenvolvimento das bibliotecas
também contribuem para esse quadro.
As bibliotecas universitárias por estarem situadas em um sistema aberto, sofrem
também a ação desse contexto, devendo adaptar-se às novas condições gerenciais exigidas.
Segundo MENDONÇA, 1999, é evidente que o uso das novas tecnologias de base
microeletrônica modifica estratégias empresariais e até comportamentos humanos, alterando o
relacionamento das pessoas, em diversos ambientes, especialmente no trabalho.
Em uma visão tradicional o gerente era visto como um decisor racional, um planejador
sistemático e um coordenador e supervisor eficiente das atividades organizacionais. Pesquisas
atuais entretanto, têm revelado exatamente o contrário. Segundo MOTTA, 1998, os gerentes
exercem uma função tensa e estafante e as organizações, idealizadas como controláveis e
passíveis de uniformização, hoje são vistas como caóticas.
Para melhor visualização dessa situação apresenta-se abaixo, o quadro que descreve,
segundo MOTTA, 1998, as crenças e verdades mais comuns sobre o trabalho dos dirigentes.

7

�Mitos e Verdades Mais Comuns Sobre as Funções do Dirigente
Mitos

Verdades

•Pessoa com status, autoridade e poder tem
sala imponente em andar elevado. Toma
decisões rápidas, analisa informações e supera
obstáculos, confiante e segura no sucesso das
decisões (imagens de “super-homem”).

•Pessoa com status às vezes duvidoso; poder e
autoridade dependente de injunções contínuas e de
informações obtidas de várias maneiras. Negocia
assuntos diversos, ganhando e perdendo, tenso,
nervoso e incerto quantro ao resultado das decisões.

•Atuação baseada em ações ordenadas e •Atuação baseada em ações desordenadas e
planejadas,
num
processo
decisório intermitentes, um processo decisório marcado também
por decisões intuitivas e influenciadas por lealdades
acentuadamente racional e impessoal.
pessoaos e comunicações verbais face a face.
•Preocupação prioritária com políticas, diretrizes •Preocupação prioritária com operações atuais e
solução de problemas prementes.
e desenvolvimento, futuro da organizzação.
•Trabalho programado, com algumas fases •Trabalho não-programado, em grande
Enfrentamento
constante
previsíveis e problemas antecipados para imprevisível.
contingências e de problemas desconhecidos.
enfrentar contingências e superar dificuldades.
•Instrumentos de trabalho: objetivos, planos, •Instrumentos de trabalho:
contingências, problemas.
programas, metas, resultados e prazos.

surpresas,

parte
de

sustos,

•Reúne-se para planejar e resolver problemas.

•Reúne-se para discutir as dificuldades das rotinas e
debater temas na presunção de que poderá haver
problemas.

•Recebe informações fundamentais para a
decisão através de relatórios de assessores,
memorandos
internos,
impressos
de
computadores e informações orais em reuniõ9es
programadas.

•Recebe informações fundamentais através de um
sucessivo e variado número de contatos pessoais, por
comunicação
verbal,
telefonemas,
bate-papos
informais e em reuniões de última hora.

•Comportamento formal e contemplativo.

•Comportamento informal e interativo.

•Trabalha com sistematização, afinco e
profundidade em um número reduzido de tarefas
e informações mais importantes para a tomada
de decisão.

•Trabalha assistematicamente, de forma superficial e
intermmitente em um grande número de tarefas,
exercendo funções diferentes no que se refere a cada
tarefa.

•Trabalho prospectivo, de médio e longo prazos, •Trabalho restritivo, de curto prazo, orientado a
orientado para soluções e integrado com as problemas e fragmentado no que se refere às diversas
áreas de organização.
diversas áreas da organização.

Pode-se afirmar sem susto que o quadro apresentado acima, revela a realidade do
gerente da biblioteca universitária. Ele também possui um “status duvidoso” e atua de forma
desordenada e intermitente, seguindo muitas vezes sua própria intuição em detrimento da
lógica. Preocupa-se, prioritariamente, com a solução de problemas prementes à medida que
estes vão surgindo e, freqüentemente, leva problemas para casa e não consegue evitar que o

8

�trabalho invada seu tempo de lazer. Sonha com poder sentar para pensar mais sobre o futuro,
planejar e ser racional.
Constata-se que os responsáveis pelas bibliotecas universitárias, de modo geral, estão
pouco capacitados para atuar segundo as novas tendências mundiais. Há uma tendência à
especialização técnica e com isso, obtém-se ótimos profissionais porém pessoas com uma
visão não gerencial. Em sua maioria, falta aos responsáveis pelas bibliotecas universitárias o
comportamento inovador, apesar de terem sido desenvolvidos alguns produtos criativos que
estão sendo oferecidos.
Por outro lado, as bibliotecas universitárias não têm liberdade, dentro da organização
universitária para assumir riscos que lhes permitam desenvolver um comportamento
empreendedor. A maioria das bibliotecas universitárias não tem uma política de preços
definida para seus produtos.
Pode ser observado, entretanto, que existe hoje uma conscientização sobre a
necessidade da mudança devido à utilização freqüente das novas tecnologias e em face da
necessidade imediata de adaptação a essas novas influências.
Observa-se que as pessoas que desconhecem os objetivos ou missão da organização
atuam num “vácuo” e não conseguem enxergar a relevância de escolha de canais de
comunicação, não conseguem codificar ou decodificar mensagens significativas e,
possivelmente, avaliar e transferir de forma adequada informações relevantes. Segundo
LIKERT, uma organização funcionará da melhor maneira quando seu pessoal operar como
membros de grupos de trabalho altamente eficientes, com altos objetivos de desempenho.
Em muitas bibliotecas, a tradicional estrutura hierárquica está sendo substituída pela
gerência participativa onde existe uma cooperação intensa entre a figura do bibliotecário
chefe e seus subordinados e onde a informação flui facilmente.

9

�A ênfase antes dada aos processos técnicos vem sendo gradativamente substituída por
uma mentalidade crítica, voltada mais para os aspectos políticos e sociais da profissão.

3.2 – Novos rumos
Em vista desses fatores, observa-se que a organização universitária como um todo e a
biblioteca como parte desse todo, deve voltar-se para um sistema de gerência que permita um
alto envolvimento da equipe com o trabalho e a evolução das tecnologias de informação. A
gerência deve estar voltada para obter como resultado final a satisfação do cliente, pois sem
ele a organização (universidade ou biblioteca) não sobreviverá.
O gerente da biblioteca universitária, o bibliotecário, deve buscar adaptar-se à
modificações que a tecnologia da informação vem trazendo as quais exigem estrutura mais
flexível, especialização, inovação, criatividade e visão estratégica. Apesar de ser caracterizado
como profissional refratário à mudanças, devido a um comportamento mais introspectivo e a
um hábito de apego a regras e estruturas bem definidas, o bibliotecário do novo século deve
buscar acompanhar essas transformações para não ser ultrapassado por elas.
O gerente da biblioteca universitária hoje deve preparar-se para atuar numa
organização complexa e dinâmica, porque a universidade passa por profundas transformações.
Esse dinamismo refere-se à variações e à temporalidade de valores, objetivos e métodos.
Termos como “educação à distância” e “universidade virtual” já fazem parte da realidade
universitária e implicam numa nova postura profissional.
Em nenhuma outra época a palavra “novo” foi tão utilizada: novas tecnologias, novos
métodos educacionais, novos paradigmas...
A universidade está sendo repensada e a biblioteca deve se adequar a essa “nova”
realidade.
Flexibilidade, inovação e criatividade são as palavras de ordem.

10

�Flexibilidade significa estar preparado para aceitar as diferenças e mudanças, e saber
atuar em formas alternativas para atender à múltiplos objetivos.
Inovação traduz-se como conceito positivo que implica em que algo de melhor vai
acontecer. Inovação nos leva a crer em dias melhores, em aceitar que sonhos são possíveis e,
consequentemente, a aceitar melhor as dificuldades do presente e, é por isso que quando ela é
proposta, geralmente é aceita. Inovação significa a aplicação de uma idéia nova, algo que foi
descoberto, o que indica uma criatividade prévia.
Criatividade refere-se a um processo crítico da realidade resultando em algo antes
desconhecido ou não praticado.
Para descobrir o novo, o diferente, aquilo que contradiz o existente, é preciso “saber
ouvir”. Ouvir a equipe, a comunidade de usuários. É preciso buscar a participação e a
autonomia individual.
É recomendável, portanto, a criação de comissões ou comitês de usuários e a
realização freqüente de reuniões de equipes, para que os indivíduos tenham maior
oportunidade de expor suas idéias e ampliar sua ação e comunicação.
Uma postura autoritária não se coaduna mais com as aspirações dos bibliotecários
recém formados que, já habituados a uma postura questionadora e liberal no ambiente escolar
e acadêmico, estão cada vez mais ansiosos em participar responsavelmente. As áreas de
planejamento, coordenação, organização do trabalho, preparação de orçamento e elaboração
de relatórios são as mais propícias à participação.
A adoção de um sistema de auto-avaliação onde os critérios de desempenho são
elaborados pelo próprio grupo ou revistos periódicamente é conveniente. É necessário
transmitir poder para permitir maior iniciativa, independência e criatividade.
A função da gerência da biblioteca passa então a ser compartilhada.

11

�Compartilhar as responsabilidades, dividir as tarefas, delegar poderes, e facilitar a
interação entre os níveis hierárquicos facilitará a comunicação e voltará a equipe para um
objetivo comum.
A biblioteca universitária deve estar preparada para adaptar-se à essa nova onda que
deve derrubar os antigos paradigmas apoiados no individualismo, na necessidade da
organização por ela mesma, no gigantismo departamental e na concorrência individual. Deve
voltar-se para acompanhar o interesse de seus usuários, através da gerência estratégica, que
monitora o ambiente onde ela se situa.

4 – CONCLUSÃO
A biblioteca universitária deve adotar a gestão estratégica para otimizar os recursos
organizacionais e estar voltada para as mudanças externas que a cada dia mais se fazem
presentes.
Deve ser igualmente dada importância ao ambiente interno da organização, que se
configura em interesses diferenciados e até mesmo conflitantes.
Adotar um modelo participativo de gestão, para estimular a equipe na tomada de
decisões compartilhadas.
É necessário que bibliotecários trabalhem em conjunto, com autonomia e espírito de
colaboração, trocando idéias e experiências a fim de propor soluções adequadas aos
problemas da área.
Destaca-se a importância no papel dos cursos de biblioteconomia que devem buscar
formar novos profissionais com capacidade de decisão, espírito crítico e visão democrática
para ser capaz de assumir funções de administração e planejamento. Enfatizar o debate dos
valores que orientam as ações dos profissionais e do seu impacto sobre o desempenho da

12

�equipe. Privilegiar a discussão sobre ética, responsabilidade social e interesse público como
fatores essenciais ao exercício da função.
É necessário um aprofundamento nas questões sobre a importância da qualidade nos
serviços e produtos a serem oferecidos assim como na aceitação e absorção desses produtos
no mercado

13

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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14

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>As novas tecnologias e a utilização da grande rede criam um ambiente em que atividades são desenvolvidas de maneira descentralizada e onde decisões rápidas e eficientes são requeridas. Essa dinâmica leva as organizações a estabelecerem uma nova postura na administração das bibliotecas, mediante a adoção da gerência compartilhada com uma visão centrada no cliente. A nova forma de atuação permite uma melhor utilização dos recursos disponíveis, favorece um maior entrosamento com a área acadêmica e promove um melhor atendimento ao usuário final.</text>
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                    <text>FLORIANÓPOLIS

XI SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
I SIMPÓSIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE
I SIMPÓSIO DE DIRETORES DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE
Florianópolis, 24 a 28 de abril de 2000

ANAIS

�Retorna

Imprime

Catalogação na fonte pela Biblioteca Universitária da
Universidade Federal de Santa Catarina

S471a

Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (11. : 2000 : Florianópolis, SC)
Anais / XI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, I Simpósio de Bibliotecas
Universitárias da América Latina e do Caribe, I Simpósio de Diretores de Bibliotecas
Universitárias da América Latina e do Caribe. – Florianópolis : UFSC-BU : UFSC-CIN,
2000.
1 CD-ROM
Tema: A Biblioteca Universitária do século XXI.
Conteúdo : Conferências. Painéis. Trabalhos livres.
1. Bibliotecas universitárias – Congressos. 2. Bibliotecas universitárias - Inovações
tecnológicas – Congressos. I. Simpósio de Bibliotecas Universitárias da América Latina
e do Caribe (1. : 2000 : Florianópolis, SC). II. Simpósio de Diretores de Bibliotecas Universitárias da América Latina e do Caribe (1. : 2000 : Florianópolis, SC). III. Universidade Federal de Santa Catarina. Biblioteca Universitária. IV. Universidade Federal de Santa
Catarina. Centro de Ciências da Educação. Departamento de Ciência da Informação.
V. Título.
CDU : 027.7

�sumário

Apresentação
Créditos
Conferências
Painéis
Trabalhos Livres
Índice de Autores
Configurar Pesquisa

�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

ABALLI, Isidro Fernandez
painel

Estruturas de Redes de Informação Lideradas por Bibliotecas Uuniversitárias

ABREU, Aline França de
Monitoramento Automatizado na Internet; uma Resposta ao Desafio de
Melhores Serviços a Custos Baixos para as Bibliotecas Universitárias

ABREU, Maria Tereza C. Diniz França de
Análise da Coleção de Periódicos Técnico-Científicos Assinados para a UFMG
Visando a sua Priorização Face às Demandas dos Programas e das
Atividades Atuais de Ensino, Pesquisa e Extensão

AGUIAR, Andréa Carvalho de
A Cultura Organizacional Influenciando o Comportamento do Capital Humano
na Biblioteca Universitária
O Papel da Biblioteca Universitária Diante da Interação Universidade/Empresa

AGUIAR, Izabel Maria de
O Deficiente Visual e a Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Londrina: Relato de Experiência

ÁGUILA, Nelci Ramos
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção

ALCARÁ, Adriana Rosecler
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

ALENCAR, Maria de Cléofas Faggion
Consultoria de Informação e Inteligência Competitiva

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Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

ALMEIDA JR., Oswaldo francisco de
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

ALVES, Maria Bernardete Martins
Um Modelo de Aprendizagem Construtivista para Busca de Informação
Significativa em Bibliotecas Virtuais

ALVES, Maria das Dores Rosa
INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS

ANDRADE, Ana Maria de
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

ANDRADE, Diva Carraro de
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção

ANTUNES, Margaret Alves
A Importância da Pesquisa Científica como Critério para Avaliação de
Periódicos Estrangeiros em Bibliotecas Universitárias

ARAGON, Gisah Torres
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

ARAUJO, Isabela Mateus de
Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas

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Trabalhos Livres

Painéis

Índice de Autores

autores

ARRUDA, Susana
Interação do Usuário na Busca de Informações

ASSUMPÇÃO NETO, José de Carvalho
Extensão Universitária Participativa: Uma Parceria de Biblioteca Comunitária e
do Dep. de Ciência da Informação da Univ. Fed. de São Carlos para o
Resgate da Biblioteca Escolar na Escola Pública

ÁVILA, Elenice
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

BAENA, Márcia Aparecida S.
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

BARBER, Elsa E.
Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio
de Información

BARBOSA, Ana Lúcia de Souza Magalhães
Captação de Recursos Financeiros para Aquisição de Diferentes Formatos de
Materiais Bibliográficos: A Experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP

BARSOTTI, Roberto
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas
Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP

BARTALO, Linete
Leitura na Universidade: Resultados Preliminares de um Estudo

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

BASTOS, Márcia Maria Silvestre
A Biblioteca Universitária Hoje: Gerência Compartilhada
Planejamento Estratégico em Bibliotecas Universitárias

BASTOS, Vanja Nadja Ribeiro
Capacitação dos Recursos Humanos em Unidades de Informação: Relato de
uma Experiência

BERBEL, Neusi Aparecida Navas
Uso da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina por Alunos de
Pós-Graduação em Ciências de Alimentos

BERTHOLINO, Maria Luiza Fernandes
A Web como Canal de Divulgação de Serviços e Produtos de Bibliotecas
Universitárias: Análise do Conteúdo de Home Pages
Usuários Remotos e os Serviços de Referência (SR(s)) Disponíveis nas Home
Pages das Bibliotecas Universitárias

BERTUCCI, Liane Maria
Seleção: Aspecto Primordial do Gerenciamento da Biblioteca Universitária no
Século XXI

BESTANI, Rosa M.
Las Bibliotecas Universitarias en la Sociedad del Conocimento

BIANCHIN, Elaine Aparecida
Captação de Recursos Financeiros para Aquisição de Diferentes Formatos de
Materiais Bibliográficos: A Experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

BLATTMAN, Úrsula
Bibliotecário na Posição do Arquiteto da Informação em Ambiente Web
Bibliotecas Acadêmicas na Educação À Distância
Interação do Usuário na Busca de Informações

BORSETTI, Silvana Aparecida
Ferramentas de Busca na Internet: Para Quê, Por Quê e Como Utilizá-las

BRANCO, Solange Esteves
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

BREGLIA, Vera Lúcia Alves
A Unidade Referencial Nelson Pereira dos Santos como Campo de Vivência

BRUZZI, Hygina Moreira
Banco de Imagens: Diapositivos da Escola de Arquitetura da Universidade
Federal de Minas Gerais

BUENO, Márcia Correa
Ferramentas de Busca na Internet: Para Quê, Por Quê e Como Utilizá-las

BUFREM, Leilah Santiago
Fontes Bibliográficas Especializadas do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Paraná
Leitura Orientada: Uma Prática Universitária

CAMACHO, Kátia V. M. T. B.
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

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Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

CÂMARA, Montserrat Urpí
Estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento de Coleções no Sistema
de Bibliotecas da UNICAMP

CAMARGO, Wendel Luis
INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS

CAMPOS, Estela Morales
painel

A Tecnologia da Informação e as Bibliotecas Universitárias no Século XXI

CAMPOS, Maria Lígia
A Importância da Pesquisa Científica como Critério para Avaliação de
Periódicos Estrangeiros em Bibliotecas Universitárias

CAMPOS, Paulo Mariano Eulálio
Avaliação e Reestruturação do Espaço Físico da Biblioteca: Estudo de Caso da
Situação Funcional e Administrativa da Biblioteca da EA/UFMG –
Proposição de Soluções Emergenciais

CARDOZO, Carmen Maria Bereicoa
Biblioteca Comunitária da UERJ: Um Espaço Aberto À Comunidade da Cidade
Maravilhosa

CAREGNATO, Laís Freitas
Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul

CARELLI, Ana Esmeralda
Leitura na Universidade: Resultados Preliminares de um Estudo

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

CARVALHO, Abigail de Oliveira
painel

Projeto Político de Bibliotecas Universitárias Brasileiras para o Século XXI

CARVALHO, Anne Marie Lafosse Paes de
Portal Virtual de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da
Informação para os Profissionais do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense

CARVALHO, Elizabeth Leão de
Uso da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina por Alunos de
Pós-Graduação em Ciências de Alimentos

CARVALHO, Luciana Moreira
A Cultura Organizacional Influenciando o Comportamento do Capital Humano
na Biblioteca Universitária

CARVALHO, Maria Carmem Romcy
painel

Estruturas de Redes de Informação Lideradas por Bibliotecas Universitárias

CARVALHO, Telma de
Inserindo a Disseminação Seletiva da Informação na Era Eletrônica

CASTRO, Siléa Carvalho de
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense
Planejamento Estratégico em Bibliotecas Universitárias

CATARINO, Maria Elisabete
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

CAVALCANTE, Lidia Eugenia
A Biblioteca Universitária e o seu Capital Intelectual

CAVALCANTI, Ilce Gonçalves Milet
Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas

CECHINATTO, Jeanise
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

CHAGAS, Joseane
Interação do Usuário na Busca de Informações

CINTRA, Alexandre Pessoa L.
painel

Direitos Autorais nas Bibliotecas Virtuais

COITO, Maria Irani
A Importância da Pesquisa Científica como Critério para Avaliação de
Periódicos Estrangeiros em Bibliotecas Universitárias

COLDEBELLA, Cler Rosane
Fontes Bibliográficas Especializadas do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Paraná

CONTE, Maria Inês
Catalogação Cooperativa: Programas e Atividades Desenvolvidas pelo SIBI/
USP no Processo de Modernização

CONTIN, Rita de Cassia Colognesi
Biblioteca do Lageado: Partido Arquitetônico de Biblioteca para UNESP

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

CORDEIRO, Nilza Maria de Souza
Leitura na Universidade: Resultados Preliminares de um Estudo

CORDEIRO, Rosa Inês de Novais
A Unidade Referencial Nelson Pereira dos Santos como Campo de Vivência

CÔRTES, Sérgio da C.
Uma Arquitetura de Informática para Integração de Sistemas de Bibliotecas na
Internet

COSTA, Janise Silva Borges da
Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul

COUTO, Ana Maria de H. C. de Sá
A Biblioteca Universitária Hoje: Gerência Compartilhada

COUTTO, Mariza Leal de Meirelles Do
Identificação e Evolução de Demanda de Informação de Usuários, Via Correio
Eletrônico do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas
da USP
Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP

CRUZ, Maria Inês Andrade e
Biblioteca do Lageado: Partido Arquitetônico de Biblioteca para UNESP

CRUZ, Vilma Ap. Gimenes da
Leitura na Universidade: Resultados Preliminares de um Estudo

CUENCA, Angela Maria Belloni
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

CUNHA, Mirian Vieira da
Os Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias e a Temática Centrada
na Formação Profissional

CUPEIRO, Rosalía
Experiencia de Teletrabajo en el Ambito de la Biblioteca Central de la
Universidad Nacional de Mar del Plata

CURTY, Marlene Gonçalves
Busca de Informação para o Desenvolvimento das Atividades Acadêmicas pelos
Médicos Docentes da Uem

CURY, Maria Catarina
Bibliotecário Universitário: Representações Sociais da Profissão

D’ALESSANDRO, S.
Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio
de Información

D’ALOIA, Márcia Aparecida Pillon
Implementação de um Módulo de Circulação, Através do Software de Funções
Integradas VIRTUA/VTLS: A Experiência do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP

DIAS, Tânia Mara
Pergamum Sistema Informatizado da Biblioteca da PUC/Pr

DINIZ, Isabel Cristina dos Santos
As Expectativas dos Bibliotecários Ante À Biblioteca Virtual: O Caso das
Bibliotecas Centrais das Universidades Federais do Maranhão e da
Paraíba
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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

DORNELES, Jairo Simião
Datamining: Uma Técnica Essencial para Tratamento de Indícios de
Informações

DRUMOND, Vania Regina Peres
Análise da Coleção de Periódicos Técnico-Científicos Assinados para a UFMG
Visando a sua Priorização Face às Demandas dos Programas e das
Atividades Atuais de Ensino, Pesquisa e Extensão
Avaliação e Reestruturação do Espaço Físico da Biblioteca: Estudo de Caso da
Situação Funcional e Administrativa da Biblioteca da EA/UFMG –
Proposição de Soluções Emergenciais

DUARTE, Célia Alencar
Catalogação Cooperativa: Programas e Atividades Desenvolvidas pelo SIBI/
USP no Processo de Modernização

DUARTE, Emeide Nóbrega
A Cultura Organizacional Influenciando o Comportamento do Capital Humano
na Biblioteca Universitária
Aplicação de Endomarketing como Estratégia para Despertar no Cliente Interno
o Interesse por Marketing
Modelo Organizacional do Sistema de Bibliotecas da UFPB: Vantagens e
Desvantagens

DUDZIAK, Elisabeth Adriana
A Educação de Usuários de Bibliotecas Universitárias Frente À Sociedade do
Conhecimento e sua Inserção nos Novos Paradigmas Educacionais

ELEUTÉRIO, Sonia Garcia Gomes
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção
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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

ERICHSEN, Izabel Cristina Vidigal
Análise da Coleção de Periódicos Técnico-Científicos Assinados para a UFMG
Visando a sua Priorização Face às Demandas dos Programas e das
Atividades Atuais de Ensino, Pesquisa e Extensão

FACHIN, Gleisy Regina Bóries
Bibliotecário na Posição do Arquiteto da Informação em Ambiente Web

FACUNDO, Maria Lucia Clapis
Extensão Universitária Participativa: Uma Parceria de Biblioteca Comunitária e
do Dep. de Ciência da Informação da Univ. Fed. de São Carlos para o
Resgate da Biblioteca Escolar na Escola Pública

FANTIN, Vanda Maria Silveira dos Reis
A Importância da Pesquisa Científica como Critério para Avaliação de
Periódicos Estrangeiros em Bibliotecas Universitárias

FERNANDES, Dirce Missae Suzuki
O Deficiente Visual e a Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Londrina: Relato de Experiência

FERNÁNDEZ, Guilherme Rodrigues
Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas

FERNÁNDEZ, Néstor
Experiencia de Teletrabajo en el Ambito de la Biblioteca Central de la
Universidad Nacional de Mar del Plata

FERNÁNDEZ, Oscar
Experiencia de Teletrabajo en el Ambito de la Biblioteca Central de la
Universidad Nacional de Mar del Plata
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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

FERNIGRINI, Nélida
Experiencia de Teletrabajo en el Ambito de la Biblioteca Central de la
Universidad Nacional de Mar del Plata

FERRARI, Adriana Cybele
Desenvolvimento de Equipes e Capacitação de Usuários: A Biblioteca
Universitária como Espaço de Aprendizagem

FERRAZ, Valéria Cristina Trindade
Captação de Recursos para a Melhoria no Apoio Informacional à Pesquisa no
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de
Bauru – USP: Relato de Experiência

FERREIRA, José Rincon
painel

Projeto Político de Bibliotecas Universitárias Brasileiras para o Século XXI

FILL, Dorotea Maris Stella
Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP

FOLGUETI, Marouva Fallgatter
Uso da Internet na Educação: Experiência e Expectativas no Colégio Agrícola
de Camboriú/UFSC

FONTES, Cybelle de Assumpção
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas

FORTES, Janny Linhares
Biblioteca Comunitária da UERJ: Um Espaço Aberto À Comunidade da Cidade
Maravilhosa

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Trabalhos Livres

Painéis

Índice de Autores

autores

FRAGA, Tania
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

FRANCO, Maria Luiza Arenas
painel

Gestão de Bibliotecas Universitárias, Compartilhamento e Consórcios

FUNARO, Vânia Martins Bueno de Oliveira
Inserindo a Disseminação Seletiva da Informação na Era Eletrônica

GABRIEL, Maria Aparecida
A Educação de Usuários de Bibliotecas Universitárias Frente À Sociedade do
Conhecimento e sua Inserção nos Novos Paradigmas Educacionais

GARCIA, Angela Maria
Avaliação e Reestruturação do Espaço Físico da Biblioteca: Estudo de Caso da
Situação Funcional e Administrativa da Biblioteca da EA/UFMG –
Proposição de Soluções Emergenciais

GIRALDES, Maria Júlia Carneiro
Uso da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina por Alunos de
Pós-Graduação em Ciências de Alimentos

GOMES, Aparecida Cristina Abrahão Novaes
Requalificação da Pesquisa Escolar: Um Compromisso Social do Departamento
de Referência da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São
Carlos como Ensino Fundamental e Médio

GOMES, Geórgia R. R.
Uma Arquitetura de Informática para Integração de Sistemas de Bibliotecas na
Internet

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Trabalhos Livres

Painéis

Índice de Autores

autores

GÓMEZ, Maria Nélida González de
Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas

GONÇALVES, Dirce
Comunicação por Meios Eletrônicos Versus Métodos Tradicionais de
Comunicação

GONÇALVES, Eliane Maria Severo
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

GRAÇA, Neide Maria da
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense
Planejamento Estratégico em Bibliotecas Universitárias

GRANDI, Márcia Elisa Garcia de
Desenvolvimento de Equipes e Capacitação de Usuários: A Biblioteca
Universitária como Espaço de Aprendizagem
Indicadores de Qualidade para o Serviço de Referência eInformação: Uma
Proposta de Aplicação às Bibliotecas do SIBI/USP
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas

GUEDES, Maria das Graças Targino Moreira
As Expectativas dos Bibliotecários Ante À Biblioteca Virtual: O Caso das
Bibliotecas Centrais das Universidades Federais do Maranhão e da
Paraíba

GUGLIELMONI, Mirta
Potencial de la Educación Asincrónica Vía WWW en Bibliotecas Universitarias
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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

HAZEN, Dan C.
painel

A Tecnologia da Informação e as Bibliotecas Universitárias no Século XXI

HOROWITZ, Zaida
Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul

HYPOLITO, Adriana
Identificação e Evolução de Demanda de Informação de Usuários, Via Correio
Eletrônico do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas
da USP
Catalogação Cooperativa: Programas e Atividades Desenvolvidas pelo SIBI/
USP no Processo de Modernização

IMPERATRIZ, Inês Maria de Moraes
Catalogação Cooperativa: Programas e Atividades Desenvolvidas pelo SIBI/
USP no Processo de Modernização
Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP

INOUE, Célia Regina
Biblioteca do Lageado: Partido Arquitetônico de Biblioteca para UNESP

INOUE, Mary Tomoko
A Web como Canal de Divulgação de Serviços e Produtos de Bibliotecas
Universitárias: Análise do Conteúdo de Home Pages

INSFRÁN, Angela Albuquerque de
Portal Virtual de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da
Informação para os Profissionais do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense
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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

JORDAN, Ramiro
painel

Gestão de Bibliotecas Universitárias, Compartilhamento e Consórcios

JORGE, Ana Cristina
Projeto e Formalização de um Ambiente Hipermídia Integrado para
Virtualização de Bibliotecas Universitárias

KIRIHATA, Julia Hisae Tokuno
A Importância da Pesquisa Científica como Critério para Avaliação de
Periódicos Estrangeiros em Bibliotecas Universitárias

KNORICH, Edna M. Gonçalves
Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP

KRAEMER, Lígia Leindorf Bartz
Fontes Bibliográficas Especializadas do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Paraná

KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero
Catalogação Cooperativa: Programas e Atividades Desenvolvidas pelo SIBI/
USP no Processo de Modernização
Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP

KRZYANOVSKY, Rosaly
painel

Gestão de Bibliotecas Universitárias, Compartilhamento e Consórcios

KUWABARA, Izaura H.
Leitura Orientada: Uma Prática Universitária

LEÃO, Ângela Lacerda
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

LEITÃO, Bárbara Júlia M.
Serviços de Informação Voltados para o Cliente: A Difícil Busca das Bibliotecas
Universitárias Brasileiras

LEITE, Lúcia Helena Pereira
Captação de Recursos Financeiros para Aquisição de Diferentes Formatos de
Materiais Bibliográficos: A Experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP

LIMA, Gercina Angela Borém
A Criação de um Protótipo Hipertextual para Instrução Do CCAA2

LIMA, Nahara Carla S.
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

LIMA, Vera Lúcia de
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

LINGUANOTTO, Ana Rita Junqueira
Indicadores de Qualidade para o Serviço de Referência eInformação: Uma
Proposta de Aplicação às Bibliotecas do SIBI/USP

LOUREIRO, Mônica de Fátima
INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS

LUCK, Esther Hermes
A Biblioteca Universitária e as Diretrizes Curriculares do Ensino de Graduação

LUI, Giovana
Projeto e Formalização de um Ambiente Hipermídia Integrado para
Virtualização de Bibliotecas Universitárias

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

MACIEL, Alba Costa
A Função Gerencial nas Biblioteca Universitária

MARCONDES, Márcia Regina S.
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

MARTINS, Francisco Alexandre Sommer
O Projeto Arquitetônico da Biblioteca Comunitária da UFSCAR: Belo e
Funcional

MARTINS, Ledenice Simão
Captação de Recursos Financeiros para Aquisição de Diferentes Formatos de
Materiais Bibliográficos: A Experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP

MARTINS, Norma Peclat da Silva
Biblioteca Comunitária da UERJ: Um Espaço Aberto À Comunidade da Cidade
Maravilhosa

MARTINS, Silvana Regina
INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS

MARTINS, Valéria dos Santos Gouveia
Estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento de Coleções no Sistema
de Bibliotecas da UNICAMP

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Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

MARTUCCI, Elisabeth Marcia
Extensão Universitária Participativa: Uma Parceria de Biblioteca Comunitária e
do Dep. de Ciência da Informação da Univ. Fed. de São Carlos para o
Resgate da Biblioteca Escolar na Escola Pública
Requalificação da Pesquisa Escolar: Um Compromisso Social do Departamento
de Referência da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São
Carlos como Ensino Fundamental e Médio

MATTOS, Lucinéa Pinto de
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

MEDEIROS, Rosana Simões
Portal Virtual de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da
Informação para os Profissionais do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense

MELO, Rubens N.
Uma Arquitetura de Informática para Integração de Sistemas de Bibliotecas na
Internet

MENDES, Elise Barbosa
Um Modelo de Aprendizagem Construtivista para Busca de Informação
Significativa em Bibliotecas Virtuais

MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha
A Função Gerencial nas Biblioteca Universitária

MENEZES, Estera Muszkat
Os Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias e a Temática Centrada
na Formação Profissional

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Trabalhos Livres

Painéis

Índice de Autores

autores

MENOU, Michel
painel

O Profissional da Informação para as Bibliotecas Universitárias do Próximo
Século

MESTRINER, Maria Adelaide Alves
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção

MILECK, Luciângela Slemer
Desenvolvendo Sites na Web em Unidades de Informação: Metodologias,
Padrões e Ferramentas

MIRANDA, Celina Leite
Aquisição Compartilhada de Periódicos Eletrônicos no Brasil
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

MONTANARI, Fabiana Ramos
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

MORAES, Cecíclia
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas

MORAES, Lourdes de Souza
O Projeto Arquitetônico da Biblioteca Comunitária da UFSCAR: Belo e
Funcional

MORAIS, Sylvia Helena Morales Horiguela de
Escritório de Pesquisa – Consultoria Interna como Forma de Captação de
Recursos Financeiros das Fontes Financiadoras

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

MOREIRA, Elaine Cristina
Aplicação de Endomarketing como Estratégia para Despertar no Cliente Interno
o Interesse por Marketing

MOTTA, Jandira Souza Thompson
A Biblioteca Universitária e as Diretrizes Curriculares do Ensino de Graduação

MOURA, Sandra Maria
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

MULHOLLAND, Elda
Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro

NASCIMENTO, Cecília Maria Pereira do
A Biblioteca Universitária Hoje: Gerência Compartilhada
Planejamento Estratégico em Bibliotecas Universitárias

NASCIMENTO, Maria Alice Rebello do
Gestão das Coleções de Periódicos Científicos das Bibliotecas Universitárias
Brasileiras: A Multiplicidade de Suportes e Formatos e a Diversidade de
Interesses e Expectativas da Comunidade Acadêmica

NASCIMENTO, Robéria Nádia Araújo
Capital Humano e a Máquina: A Comunicação Implantando Novos Referenciais
nos Cenários das Bibliotecas Universitárias

NOGUEIRA, Isabel Cristina
A Criação de um Protótipo Hipertextual para Instrução Do CCAA2

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Trabalhos Livres

Painéis

Índice de Autores

autores

NOGUEIRA, Norma Maria F.
A Cultura Organizacional Influenciando o Comportamento do Capital Humano
na Biblioteca Universitária

NORONHA, Daisy Pires
Produção Científica: Análise Cienciométrica das Comunicações Apresentadas
nos SNBU’s 1978-1998
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas

OHIRA, Maria Lourdes Blatt
Uso da Internet na Educação: Experiência e Expectativas no Colégio Agrícola
de Camboriú/UFSC

OLIVEIRA, Alaíde Maria Horta Fonseca de
Análise da Coleção de Periódicos Técnico-Científicos Assinados para a UFMG
Visando a sua Priorização Face às Demandas dos Programas e das
Atividades Atuais de Ensino, Pesquisa e Extensão

OLIVEIRA, Érica Beatriz Pinto Moreschi de
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção

OLIVEIRA, Maria José Araújo de
Modelo Organizacional do Sistema de Bibliotecas da UFPB: Vantagens e
Desvantagens

OLIVEIRA, Nirlei Maria
Bibliotecário Universitário: Representações Sociais da Profissão
Usuários Remotos e os Serviços de Referência (SR(s)) Disponíveis nas Home
Pages das Bibliotecas Universitárias

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

OLIVEIRA, Rosa Maria Vivona B.
INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS

OLIVEIRA, Zita Catarina Prates de
Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul

PACKER, Abel L.
painel

A Tecnologia da Informação e as Bibliotecas Universitárias no Século XXI

PAIXÃO, Lígia Scrivano
Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro

PARSIALE, V.
Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio
de Información

PASSOS, Rosemary
Desenvolvimento de uma Biblioteca Eletrônica a Partir da Digitalização de
Índices de Periódicos na Área Educacional: Perspectivas para o Século
XXI
O Papel da Bilioteca e dos Bibliotecários às Portas do Século XXI:
Considerações Sobre a Convivência da Informação Impressa, Virtual e
Digital

PAULA, Israel Nuñez
painel

O Profissional da Informação para as Bibliotecas Universitárias do Próximo
Século

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

PAVÃO, Caterina Groposo
Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul

PAZINI, Elizabeth Maria A. Prado
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

PELAES NETO, Ildefonso
INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS

PEREIRA, Cristina Volz
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

PEREIRA, Joana D’Arc da Silva
Biblioteca Universitária: Uma Abordagem Organizacional
Biblioteca Virtual de Gestão em Meio Ambiente: A Experiência da Biblioteca da
Área de Engenharia – BAE/UNICAMP
Função Gerencial do Profissional da Informação na Área de Biblioteconomia:
Divulgação do Assunto em Periódicos Nacionais

PIETROSANTO, Ademir Giacomo
Implementação de um Módulo de Circulação, Através do Software de Funções
Integradas VIRTUA/VTLS: A Experiência do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

PINHEIRO, Edna Gomes
A Cultura Organizacional Influenciando o Comportamento do Capital Humano
na Biblioteca Universitária
Capital Humano e a Máquina: A Comunicação Implantando Novos Referenciais
nos Cenários das Bibliotecas Universitárias
Conversando Sobre Administração do Tempo no Contexto das Bibliotecas
Universitárias
Um Novo Olhar Sobre os Limites e Possibilidades da Biblioteca Universitária e
os Meios Eletrônicos: A Busca de uma Nova Identidade

PINTO, Isis Terezinha Rocha
A Web como Canal de Divulgação de Serviços e Produtos de Bibliotecas
Universitárias: Análise do Conteúdo de Home Pages

PISANO, Silvia
Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio
de Información

POBLACIÓN, Dinah Aguiar
Produção Científica: Análise Cienciométrica das Comunicações Apresentadas
nos SNBU’s 1978-1998

POHLMANN FILHO, Omer
painel

Direitos Autorais nas Bibliotecas Virtuais

PRATA, Álvaro
painel

Relação Biblioteca Universitária e Usuários no Século XXI

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Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

PRATTI, Suely C.
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção

RADOS, Gregório J. Varvakis
Bibliotecário na Posição do Arquiteto da Informação em Ambiente Web
Bibliotecas Acadêmicas na Educação À Distância

RAMALHO, Francisca Arruda
As Expectativas dos Bibliotecários Ante À Biblioteca Virtual: O Caso das
Bibliotecas Centrais das Universidades Federais do Maranhão e da
Paraíba

RAMIREZ, Ana Lúcia Anchieta
Análise da Coleção de Periódicos Técnico-Científicos Assinados para a UFMG
Visando a sua Priorização Face às Demandas dos Programas e das
Atividades Atuais de Ensino, Pesquisa e Extensão

RAMOS, Lúcia Maria S. V. Costa
Inserindo a Disseminação Seletiva da Informação na Era Eletrônica

RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo
A Web como Canal de Divulgação de Serviços e Produtos de Bibliotecas
Universitárias: Análise do Conteúdo de Home Pages

REIS, Manuela Gea Cabrera
Produtos e Serviçós de Informação Disponíveis em Bibliotecas Acadêmicas:
Estudo para Apoio aos Programas de Educação a Distância

REENEN, Johann van
painel

Estruturas de Redes de Informação Lideradas por Bibliotecas Universitárias

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Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

RIBEIRO, Maria Solange Pereira
Bibliotecário Universitário: Representações Sociais da Profissão

RIBEIRO, Rodrigo Bastos Cobra
Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas

RODRIGUES, Ana Vera Finardi
Direito Autoral de Artigos Científicos em Rede Automatizada: Perspectiva de
Editores e Referees
Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

RODRIGUES, Célia Aparecida
Implementação de um Módulo de Circulação, Através do Software de Funções
Integradas VIRTUA/VTLS: A Experiência do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP

RODRIGUES, Mara Eliane Fonseca
A Biblioteca Universitária e as Diretrizes Curriculares do Ensino de Graduação

ROMAGNOLI, S.
Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio
de Información

RONCHESEL, Maria Helena Souza
Captação de Recursos para a Melhoria no Apoio Informacional à Pesquisa no
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de
Bauru – USP: Relato de Experiência

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Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

ROQUETA, Mario Guido Barité
painel

Relação Biblioteca Universitária e Usuários no Século XXI

ROSÁRIO, Judite dos Santos
Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas

ROSETTO, Marcia
Catalogação Cooperativa: Programas e Atividades Desenvolvidas pelo SIBI/
USP no Processo de Modernização
Identificação e Evolução de Demanda de Informação de Usuários, Via Correio
Eletrônico do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas
da USP
Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP

RUSSO, Mariza

painel

Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro
Projeto Político de Bibliotecas Universitárias Brasileiras para o Século XXI

SÁ, Neusa Lourenço de
Captação de Recursos Financeiros para Aquisição de Diferentes Formatos de
Materiais Bibliográficos: A Experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP

SAATKAMP, Carla Metzler
Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul

SADI, Benedita Silveira Campus
Produtos e Serviçós de Informação Disponíveis em Bibliotecas Acadêmicas:
Estudo para Apoio aos Programas de Educação a Distância
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�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

SALVADOR, Elizabeth Valdetaro
O Projeto Arquitetônico da Biblioteca Comunitária da UFSCAR: Belo e
Funcional

SAMPAIO, Maria da Penha Franco
A Biblioteca Universitária e as Diretrizes Curriculares do Ensino de Graduação
Capacitação dos Recursos Humanos em Unidades de Informação: Relato de
uma Experiência
Comunicação Científica Fatores Intervenientes e Influentes: O Ponto de Vista
dos Pesquisadores do CCEN/UFPE
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

SAMPAIO, Maria Imaculada Cardoso
Indicadores de Qualidade para o Serviço de Referência eInformação: Uma
Proposta de Aplicação às Bibliotecas do SIBI/USP
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas

SANTORO, Maria Isabel
A Influência da Arquitetura de Interiores na Organização e Uso de Bibliotecas: O
Caso da UNICSUL

SANTOS, Alckmar
painel

Relação Biblioteca Universitária e Usuários no Século XXI

SANTOS, Ana Rosa dos
Capacitação dos Recursos Humanos em Unidades de Informação: Relato de
uma Experiência

SANTOS, Antonieta A. Cruz
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP
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�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

SANTOS, Cristiane Batista dos
Produção Científica: Análise Cienciométrica das Comunicações Apresentadas
nos SNBU’s 1978-1998

SANTOS, Gildenir Carolino
Desenvolvimento de uma Biblioteca Eletrônica a Partir da Digitalização de
Índices de Periódicos na Área Educacional: Perspectivas para o Século
XXI
Implementação de um Módulo de Circulação, Através do Software de Funções
Integradas VIRTUA/VTLS: A Experiência do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP
O Papel da Bilioteca e dos Bibliotecários às Portas do Século XXI:
Considerações Sobre a Convivência da Informação Impressa, Virtual e
Digital

SANTOS, Maria Tereza Magalhães
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção

SANTOS, Marilda Corrêa Leite dos
A Importância da Pesquisa Científica como Critério para Avaliação de
Periódicos Estrangeiros em Bibliotecas Universitárias
Comunicação por Meios Eletrônicos Versus Métodos Tradicionais de
Comunicação

SANTOS, Silvana Aparecida Silva dos
Análise da Coleção de Periódicos Técnico-Científicos Assinados para a UFMG
Visando a sua Priorização Face às Demandas dos Programas e das
Atividades Atuais de Ensino, Pesquisa e Extensão

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�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

SARTI, Maria Regina Catarino
Projeto e Formalização de um Ambiente Hipermídia Integrado para
Virtualização de Bibliotecas Universitárias

SELMINI, Daniela Cristina
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

SILVA, Abinadá de Caldas da
Projeto de Extensão: Sala de Leitura do Ensino Fundamental e Médio da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba

SILVA, Alzira Karla Araújo da
Aplicação de Endomarketing como Estratégia para Despertar no Cliente Interno
o Interesse por Marketing

SILVA, Ana Estela Codato
Organização do Processo de Trabalho em Bibliotecas

SILVA, Anael Cristina Assis da
Leitura na Universidade: Resultados Preliminares de um Estudo

SILVA, Angelina Pereira da
Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas

SILVA, Dora Aparecida da
Banco de Imagens: Diapositivos da Escola de Arquitetura da Universidade
Federal de Minas Gerais

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�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

SILVA, Edna Lúcia da
Os Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias e a Temática Centrada
na Formação Profissional

SILVA, Helena de Fátima Nunes
A Biblioteca e suas Representações: Análise das Representações de Alunos e
Professores na UFPR

SILVA, Helena Pereira da
Monitoramento Automatizado na Internet; uma Resposta ao Desafio de
Melhores Serviços a Custos Baixos para as Bibliotecas Universitárias

SILVA, Moema Brandão da
Avaliação e Reestruturação do Espaço Físico da Biblioteca: Estudo de Caso da
Situação Funcional e Administrativa da Biblioteca da EA/UFMG –
Proposição de Soluções Emergenciais

SILVA, Sueli Maria Goulart
Grupos de Interesse e Qualidade nas Bibliotecas Universitárias

SILVA, Terezinha Elisabete da
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

SILVA, Yára Mello da
Biblioteca Comunitária da UERJ: Um Espaço Aberto À Comunidade da Cidade
Maravilhosa

SILVEIRA, Júlia Gonçalves da
Biblioteca Inclusiva?: Repensando Sobre Barreiras de Acesso aos Deficientes
Físicos e Visuais no Sistema de Bibliotecas da UFMG e Revendo
Trajetória Institucional na Busca de Soluções
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�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

SOUSA, Maria Isabel de Jesus
Conversando Sobre Administração do Tempo no Contexto das Bibliotecas
Universitárias

SOUZA, Clarice Muhlethaler de
A Biblioteca Universitária e as Diretrizes Curriculares do Ensino de Graduação
Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro
Convergência: Um Fator de Qualidade nas Redes Acadêmicas
Portal Virtual de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da
Informação para os Profissionais do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense

SOUZA, Josidelma F. De
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

SOUZA, Marta Alves de
Tecnologias da Inteligência, Ciberespaços, Cibercultura, Sociedade Digitalizada,
Transnação: Estamos Situados?

SOUZA, Renato César Ferreira de
Avaliação e Reestruturação do Espaço Físico da Biblioteca: Estudo de Caso da
Situação Funcional e Administrativa da Biblioteca da EA/UFMG –
Proposição de Soluções Emergenciais

TAMAMOTO, Silvia
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

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�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

TARAPANOFF, Kira
painel

O Profissional da Informação para as Bibliotecas Universitárias do Próximo
Século

TARUHN, Rosane
Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção

TERRA, Marisa Costa
Comunicação por Meios Eletrônicos Versus Métodos Tradicionais de
Comunicação

THIRY, Marcelo
Monitoramento Automatizado na Internet; uma Resposta ao Desafio de
Melhores Serviços a Custos Baixos para as Bibliotecas Universitárias

TOMAÉL, Maria Inês
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

TRIPALDI, N.
Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio
de Información

VAL, Marta Regina S. R. do
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

VALENTIM, Marta Lígia Pomim
Fontes de Informação na Internet
Acesso e Avaliação das Disponíveis nos Sites das Universidades

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�Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

VARELA, Leila Baptista
Portal Virtual de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da
Informação para os Profissionais do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense

VELHO, Angela
Biblioteca Comunitária da UERJ: Um Espaço Aberto À Comunidade da Cidade
Maravilhosa

VERGUEIRO, Waldomiro
Serviços de Informação Voltados para o Cliente: A Difícil Busca das Bibliotecas
Universitárias Brasileiras

VIANA, José Antonio Rodrigues
Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense

VIANNA, Maria José G. M.
Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro

VICENTINI, Luiz Atilio
Desenvolvendo Sites na Web em Unidades de Informação: Metodologias,
Padrões e Ferramentas

VICENTINI, Priscila Carreira Bittencourt
Projeto e Formalização de um Ambiente Hipermídia Integrado para
Virtualização de Bibliotecas Universitárias

VICENTINI, Regina Ap. Blanco
INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS
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�Conferências

Trabalhos Livres

Painéis

Índice de Autores

autores

VICENTINI, Wilson Bittencourt
Projeto e Formalização de um Ambiente Hipermídia Integrado para
Virtualização de Bibliotecas Universitárias

VIDOTTI, Gregorio,
Ferramentas de Busca na Internet: Para Quê, Por Quê e Como Utilizá-las

VIEIRA, Elisete Leite de Oliveira
Requalificação da Pesquisa Escolar: Um Compromisso Social do Departamento
de Referência da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São
Carlos como Ensino Fundamental e Médio

VILLAS BOAS, Maria de Lourdes Fernandes
Estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento de Coleções no Sistema
de Bibliotecas da UNICAMP

VILLELA, Maria Cristina Olaio
A Educação de Usuários de Bibliotecas Universitárias Frente À Sociedade do
Conhecimento e sua Inserção nos Novos Paradigmas Educacionais
Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas

VIRGINIO, Maria Helena da Silva
Um Novo Olhar Sobre os Limites e Possibilidades da Biblioteca Universitária e
os Meios Eletrônicos: A Busca de uma Nova Identidade

VOSGRAU, Sônia Regina Casselhas
Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP

WERNER, V.
Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio
de Información
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Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

autores

Xavier, Eliane Falcão Tuler
Captação de Recursos para a Melhoria no Apoio Informacional à Pesquisa no
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de
Bauru – USP: Relato de Experiência

YANO, Sueli Mitiko
Consultoria de Informação e Inteligência Competitiva
Escritório de Pesquisa – Consultoria Interna como Forma de Captação de
Recursos Financeiros das Fontes Financiadoras

ZANOTTO, Sônia Regina
Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul

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�trabalhos livres - eixos temáticos

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

• Gerência da Biblioteca Universitária

• Usuários da Biblioteca Universitária

• Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

• Captação de Recursos Financeiros/Fontes Financiadoras

• Recursos Humanos da Biblioteca Universitária

• Serviços de Extensão/Bibliotecas Comunitárias

• Arquitetura da Biblioteca Universitária

�painéis

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

• A Tecnologia da Informação e as Bibliotecas Universitárias no
Século XXI
• Direitos Autorais nas Bibliotecas Virtuais
• Estruturas de Redes de Informação Lideradas por Bibliotecas
Universitárias
• Gestão de Bibliotecas Universitárias, Compartilhamento e
Consórcios
• O Profissional da Informação para as Bibliotecas Universitárias
do Próximo Século
• Projeto Político de Bibliotecas Universitárias Brasileiras para o
Século XXI
• Relação Biblioteca Universitária e Usuários no Século XXI

�conferências

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

Novas Formas de Ensino Universitário no
Brasil – Um Cenário para o ano 2020
Ricardo Barcia

Um Cenário da Biblioteca Universitária
Brasileira no ano 2020: Estrutura,
Financiamento, Serviços e Públicos
Murilo Bastos da Cunha

Edifícios inteligentes de bibliotecas
universitárias do futuro
Antonio Miranda

�créditos

Homenagem Especial

Pelo apoio e incentivo imprescindíveis para a realização do XI Seminário Nacional
de Bibliotecas Universitárias – SNBU2000.

Rodolfo Joaquim Pinto da Luz

Reitor da Universidade Federal de Santa
Catarina

José Rincon Ferreira

Diretor de Depar tamento de Ar ticulação
Tecnológica do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior

Mariza Russo

Presidente da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias - CBBU

Abílio Baeta Neves

Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior – CAPES e
Secretário de Educação Superior – MEC/SESU

1 de 4

�créditos

Promoção
ER
UNIV

EDERAL
SIDADE F

DE

SA NTA CATA
R

INA

UNIVERSIDADE FEDERAL
DE SANTA CATARINA

N
N
I
C
C

Operacionalização
UNIVERSITÁRIA

DEPARTAMENTO
DE CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO

BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA

Colaboradores
SISTEMA
Conselho
Regional de
Biblioteconomia
a
14 Região

ASSOCIAÇÃO
CATARINENSE DE
BIBLIOTECÁRIOS

Patrocinadores

Sociedade
da Informação

2 de 4

ACAFE
ASSOCIAÇÃO CATARINENSE
DAS FUNDAÇÕES EDUCACIONAIS

�créditos

Núcleo Organizador
Sigrid Karin Weiss Dutra

Presidente

Narcisa de Fátima Amboni

Vice-Presidente

Miriam Figueiredo Vieira da Cunha

Coordenadora da Comissão Técnica

Ieda Maria Souza de Oliveira

Coordenadora da Comissão de Secretaria

Susana Margareth Arruda

Coordenadora da Comissão de InfraEstrutura

Narcisa de Fátima Amboni

Coordenadora
Divulgação

Sigrid Karin Weiss Dutra

Coordenadora das Comissões de
Recepção e Financeira

Noêmia Schoffen Prado

Representante do Conselho Regional de
Biblioteconomia - 14a. Região
Representante do Sistema ACAFE Associação Catarinense das Fundações
Educacionais

Elizabeth Helena Braga Moreira

Representante
da
Associação
Catarinense de Bibliotecários

Relator Geral
Bibliotecária Ieda Maria Souza de Oliveira
3 de 4

da

Comissão

de

�créditos

Anais
O CD-ROM do XI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias – SNBU 2000 foi
editado pela CliCData Multimídia com patrocínio do Programa Sociedade da
Informação - SOCINFO do - Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT e do Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT e Caixa Econômica Federal.
A versão eletrônica foi produzida a partir dos originais apresentados pelos autores.
Os trabalhos contidos nos anais do XI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
são de inteira responsabilidade dos autores.
Os trabalhos referentes ao I Simpósio de Diretores de Bibliotecas Universitárias da
América Latina e do Caribe estarão disponíveis na Internet posteriormente.

Coordenação
Sigrid Karin Weiss Dutra
Beatriz Liechti Siedler
Ieda Maria Souza de Oliveira
Márcia de Andrade Filgueiras Gomes
Miriam Figueiredo Vieira da Cunha

Design e elaboração do documento eletrônico:
CliCData Multimídia
Rua da Amizade 43, Barra da Lagoa – Florianópolis – SC
88062-000
Fone/Fax 0(**) 48-232-3920 / 9980-7285
e-mail: clicdata@matrix.com.br
Ficha Catalográfica
4 de 4

�apresentação

O SNBU é um evento que acontece regularmente no Brasil, a cada dois anos, e
tem se constituído no forum de discussões das questões relativas às Bibliotecas
Universitárias Brasileiras, sua gestão, tecnologias e serviços.
Coube à Universidade Federal de Santa Catarina, através de sua Biblioteca
Universitária e Departamento de Ciência da Informação, organizar o SNBU2000, em
Florianópolis-SC, de 24 a 28 de abril de 2000, que nesta edição amplia seu público
alvo com a realização do I Simpósio de Bibliotecas Universitárias da América Latina e
do Caribe, I Simpósio de Diretores de Bibliotecas Universitárias da América Latina e
do Caribe e I Feira Internacional de Produtos e Serviços para Bibliotecas.
A Biblioteca Universitária brasileira tem sido objeto de reflexão por parte de
seus profissionais e dos dirigentes universitários, ao representar um setor relevante às
atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para o desenvolvimento científico
e tecnológico.
O XI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias/SNBU2000 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DO SÉCULO XXI tem como objetivos:
a - Reunir os profissionais da informação atuantes no âmbito das Bibliotecas
Universitárias, no Brasil e no Exterior, a fim de compartilhar suas experiências
profissionais e projetar ações para o futuro;
b - Debater o temário composto pelos seguintes eixos:
- Gerência da Biblioteca Universitária
- Usuários da Biblioteca Universitária
- Virtualização da Biblioteca Universitária
- Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária
- Capacitação de Recursos Humanos na Biblioteca Universitária
- Captação de Recursos Financeiros para a Biblioteca Universitária
- Serviço de Extensão: Biblioteca Comunitária
- Arquitetura da Biblioteca Universitária
Sigrid Karin Weiss Dutra
Presidente do SNBU

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Arquitetura da Biblioteca Universitária

A Influência da Arquitetura de Interiores na Organização e Uso de Bibliotecas:
O Caso da UNICSUL
SANTORO, Maria Isabel

Avaliação e Reestruturação do Espaço Físico da Biblioteca: Estudo de Caso
da Situação Funcional e Administrativa da Biblioteca da EA/UFMG –
Proposição de Soluções Emergenciais
CAMPOS, Paulo Mariano Eulálio
DRUMOND, Vania Regina Peres
GARCIA, Angela Maria
SILVA, Moema Brandão da
SOUZA, Renato César Ferreira de

Biblioteca do Lageado: Partido Arquitetônico de Biblioteca para UNESP
CONTIN, Rita de Cassia Colognesi
CRUZ, Maria Inês Andrade e
INOUE, Célia Regina

O Projeto Arquitetônico da Biblioteca Comunitária da UFSCAR: Belo e
Funcional
MARTINS, Francisco Alexandre Sommer
MORAES, Lourdes de Souza
SALVADOR, Elizabeth Valdetaro

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Serviços de Extensão/Bibliotecas Comunitárias

Biblioteca Comunitária da UERJ: Um Espaço Aberto À Comunidade da Cidade
Maravilhosa
CARDOZO, Carmen Maria Bereicoa
FORTES, Janny Linhares
MARTINS, Norma Peclat da Silva
SILVA, Yára Mello da
VELHO, Angela

Extensão Universitária Participativa: Uma Parceria de Biblioteca Comunitária e
do Dep. de Ciência da Informação da Univ. Fed. de São Carlos para o
Resgate da Biblioteca Escolar na Escola Pública
ASSUMPÇÃO NETO, José de Carvalho
FACUNDO, Maria Lucia Clapis
MARTUCCI, Elisabeth Marcia

Leitura Orientada: Uma Prática Universitária
BUFREM, Leilah Santiago
KUWABARA, Izaura H.

O Papel da Biblioteca Universitária Diante da Interação Universidade/Empresa
AGUIAR, Andréa Carvalho de

Projeto de Extensão: Sala de Leitura do Ensino Fundamental e Médio da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba
SILVA, Abinadá de Caldas da
1 de 2

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Serviços de Extensão/Bibliotecas Comunitárias

Requalificação da Pesquisa Escolar: Um Compromisso Social do
Departamento de Referência da Biblioteca Comunitária da Universidade
Federal de São Carlos como Ensino Fundamental e Médio
GOMES, Aparecida Cristina Abrahão Novaes
MARTUCCI, Elisabeth Márcia
VIEIRA, Elisete Leite de Oliveira

2 de 2

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Recursos Humanos da Biblioteca Universitária

A Biblioteca Universitária e o seu Capital Intelectual
CAVALCANTE, Lidia Eugenia

A Cultura Organizacional Influenciando o Comportamento do Capital Humano
na Biblioteca Universitária
AGUIAR, Andréa Carvalho de
CARVALHO, Luciana Moreira
DUARTE, Emeide Nóbrega
NOGUEIRA, Norma Maria F.
PINHEIRO, Edna Gomes

A Unidade Referencial Nelson Pereira dos Santos como Campo de Vivência
BREGLIA, Vera Lúcia Alves
CORDEIRO, Rosa Inês de Novais

Bibliotecário Universitário: Representações Sociais da Profissão
CURY, Maria Catarina
OLIVEIRA, Nirlei Maria
RIBEIRO, Maria Solange Pereira

Capacitação dos Recursos Humanos em Unidades de Informação: Relato de
uma Experiência
BASTOS, Vanja Nadja Ribeiro
SAMPAIO, Maria da Penha Franco
SANTOS, Ana Rosa dos

1 de 3

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Recursos Humanos da Biblioteca Universitária

Capital Humano e a Máquina: A Comunicação Implantando Novos Referenciais
nos Cenários das Bibliotecas Universitárias
NASCIMENTO, Robéria Nádia Araújo
PINHEIRO, Edna Gomes

Conversando Sobre Administração do Tempo no Contexto das Bibliotecas
Universitárias
PINHEIRO, Edna Gomes
SOUSA, Maria Isabel de Jesus

Os Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias e a Temática Centrada
na Formação Profissional
CUNHA, Mirian Vieira da
MENEZES, Estera Muszkat
SILVA, Edna Lúcia da

2 de 3

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Recursos Humanos da Biblioteca Universitária

Padrões Mínimos de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas e
Arquivos da Universidade Federal Fluminense
ANDRADE, Ana Maria de
ARAGON, Gisah Torres
BRANCO, Solange Esteves
CAMACHO, Kátia V. M. T. B.
CASTRO, Siléia Carvalho de
GRAÇA, Neide Maria da
LIMA, Nahara Carla S.
MATTOS, Lucinéa Pinto de
SAMPAIO, Maria da Penha Franco
VIANA, José Antonio Rodrigues

3 de 3

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Captação de Recursos Financeiros/Fontes Financiadoras

Captação de Recursos Financeiros para Aquisição de Diferentes Formatos de
Materiais Bibliográficos: A Experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP
BARBOSA, Ana Lúcia de Souza Magalhães
BIANCHIN, Elaine Aparecida
LEITE, Lúcia Helena Pereira
MARTINS, Ledenice Simão
SÁ, Neusa Lourenço de

Captação de Recursos para a Melhoria no Apoio Informacional à Pesquisa no
Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Odontologia de
Bauru – USP: Relato de Experiência
FERRAZ, Valéria Cristina Trindade
RONCHESEL, Maria Helena Souza
XAVIER, Eliane Falcão Tuler

Escritório de Pesquisa – Consultoria Interna como Forma de Captação de
Recursos Financeiros das Fontes Financiadoras
MORAIS, Sylvia Helena Morales Horiguela de
YANO, Sueli Mitiko

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

A Criação de um Protótipo Hipertextual para Instrução do CCAA2
LIMA, Gercina Angela Borém
NOGUEIRA, Isabel Cristina

A Importância da Pesquisa Científica como Critério para Avaliação de
Periódicos Estrangeiros em Bibliotecas Universitárias
ANTUNES, Margaret Alves
CAMPOS, Maria Lígia
COITO, Maria Irani
FANTIN, Vanda Maria Silveira dos Reis
KIRIHATA, Julia Hisae Tokuno
SANTOS, Marilda Corrêa Leite dos

A Web como Canal de Divulgação de Serviços e Produtos de Bibliotecas
Universitárias: Análise do Conteúdo de Home Pages
BERTHOLINO, Maria Luiza Fernandes
INOUE, Mary Tomoko
PINTO, Isis Terezinha Rocha
RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo

1 de 11

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Análise da Coleção de Periódicos Técnico-Científicos Assinados para a UFMG
Visando a sua Priorização Face às Demandas dos Programas e das
Atividades Atuais de Ensino, Pesquisa e Extensão
ABREU, Maria Tereza C. Diniz França de
DRUMOND, Vânia Regina Peres
ERICHSEN, Izabel Cristina Vidigal
OLIVEIRA, Alaíde Maria Horta Fonseca de
RAMIREZ, Ana Lúcia Anchieta
SANTOS, Silvana Aparecida Silva dos

Aquisição Compartilhada de Periódicos Eletrônicos no Brasil
MIRANDA, Celina Leite

As Expectativas dos Bibliotecários Ante À Biblioteca Virtual: O Caso das
Bibliotecas Centrais das Universidades Federais do Maranhão e da
Paraíba
DINIZ, Isabel Cristina dos Santos
GUEDES, Maria das Graças Targino Moreira
RAMALHO, Francisca Arruda

Banco de Imagens: Diapositivos da Escola de Arquitetura da Universidade
Federal de Minas Gerais
BRUZZI, Hygina Moreira
SILVA, Dora Aparecida da

2 de 11

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Biblioteca Virtual de Gestão em Meio Ambiente: A Experiência da Biblioteca da
Área de Engenharia – BAE/UNICAMP
PEREIRA, Joana D’Arc da Silva

Bibliotecário na Posição do Arquiteto da Informação em Ambiente Web
BLATTMAN, Úrsula
FACHIN, Gleisy Regina Bóries
RADOS, Gregório J. Varvakis

Bibliotecas Acadêmicas na Educação À Distância
BLATTMAN, Úrsula
RADOS, Gregório J. Varvakis

Catalogação Cooperativa: Programas e Atividades Desenvolvidas pelo SIBI/
USP no Processo de Modernização
CONTE, Maria Inês
DUARTE, Célia Alencar
HYPÓLITO, Adriana
IMPERATRIZ, Inês Maria de Moraes
KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero
ROSETTO, Marcia

3 de 11

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Comunicação por Meios Eletrônicos versus Métodos Tradicionais de
Comunicação
GONÇALVES, Dirce
SANTOS, Marilda Côrrea Leite dos
TERRA, Marisa Costa

Datamining: Uma Técnica Essencial para Tratamento de Indícios de
Informações
DORNELES, Jairo Simião

Desenvolvendo Sites na Web em Unidades de Informação: Metodologias,
Padrões e Ferramentas
Luiz Atilio Vicentini
MILECK, Luciângela Slemer

Desenvolvimento de uma Biblioteca Eletrônica a Partir da Digitalização de
Índices de Periódicos na Área Educacional: Perspectivas para o Século
XXI
PASSOS, Rosemary
SANTOS, Gildenir Carolino

Direito Autoral de Artigos Científicos em Rede Automatizada: Perspectiva de
Editores e Referees
RODRIGUES, Ana Vera Finardi

4 de 11

�trabalhos livres

Conferências

Painéis

Trabalhos Livres

Índice de Autores

TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Ferramentas de Busca na Internet: Para Quê, Por Quê e Como Utilizá-las
BORSETTI, Silvana VIDOTTI, GREGORIO, Aparecida
BUENO, Márcia Correa

Fontes Bibliográficas Especializadas do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Paraná
BUFREM, Leilah Santiago
COLDEBELLA, Cler Rosane
KRAEMER, Lígia Leindorf Bartz

Fontes de Informação na Internet - Acesso e Avaliação das Disponíveis nos
Sites das Universidades
ALCARÁ, Adriana Rosecler
ALMEIDA JR., Oswaldo francisco de
CATARINO, Maria Elisabete
MONTANARI, Fabiana Ramos
SELMINI, Daniela Cristina
SILVA, Terezinha Elisabete da
TAMAMOTO, Silvia
TOMAÉL, Maria Inês
VALENTIM, Marta Lígia Pomim

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Índice de Autores

TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Formato USMARC para Publicações Seriadas: A Experiência da UNICAMP
BAENA, Márcia Aparecida S.
LIMA, Vera Lúcia de
MARCONDES, Márcia Regina S.
MOURA, Sandra Maria
PAZINI, Elizabeth Maria A. Prado
SANTOS, Antonieta A. Cruz
SOUZA, Josidelma F. De
VAL, Marta Regina S. R. do
VOSGRAU, Sônia Regina Casselhas

Gestão das Coleções de Periódicos Científicos das Bibliotecas Universitárias
Brasileiras: A Multiplicidade de Suportes e Formatos e a Diversidade de
Interesses e Expectativas da Comunidade Acadêmica
NASCIMENTO, Maria Alice Rebello do

Implementação de um Módulo de Circulação, Através do Software de Funções
Integradas VIRTUA/VTLS: A Experiência do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP
D’ALOIA, Márcia Aparecida Pillon
PIETROSANTO, Ademir Giacomo
RODRIGUES, Célia Aparecida
SANTOS, Gildenir Carolino

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TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

INDEX PSI: Recurso Informacional na Área de Psicologia Utilizando Interface
WWWISIS
ALVES, Maria das Dores Rosa
CAMARGO, Wendel Luis
LOUREIRO, Mônica de Fátima
MARTINS, Silvana Regina
OLIVEIRA, Rosa Maria Vivona B.
PELAES NETO, Ildefonso
VICENTINI, Regina Ap. Blanco

Inserindo a Disseminação Seletiva da Informação na Era Eletrônica
CARVALHO, Telma de
FUNARO, Vânia Martins Bueno de Oliveira
RAMOS, Lúcia Maria S. V. Costa

Modernização do Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul
CAREGNATO, Laís Freitas
COSTA, Janise Silva Borges da
HOROWITZ, Zaida
OLIVEIRA, Zita Catarina Prates de
PAVÃO, Caterina Groposo
SAATKAMP, Carla Metzler
ZANOTTO, Sônia Regina
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TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Monitoramento Automatizado na Internet; uma Resposta ao Desafio de
Melhores Serviços a Custos Baixos para as Bibliotecas Universitárias
ABREU, Aline França de
SILVA, Helena Pereira da
THIRY, Marcelo

Núcleo Básico de Coleção de Periódicos: Atualidade, Acessibilidade e
Manutenção
ÁGUILA, Nelci Ramos
ANDRADE, Diva Carraro de
ELEUTÉRIO, Sonia Garcia Gomes
MESTRINER, Maria Adelaide Alves
OLIVEIRA, Érica Beatriz Pinto Moreschi de
PRATTI, Suely C.
SANTOS, Maria Tereza Magalhães
TARUHN, Rosane

O Papel da Bilioteca e dos Bibliotecários às Portas do Século XXI:
Considerações Sobre a Convivência da Informação Impressa, Virtual e
Digital
PASSOS, Rosemary
SANTOS, Gildenir Carolino

Pergamum Sistema Informatizado da Biblioteca da PUC/Pr
DIAS, Tânia Mara
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TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Portal Virtual de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da
Informação para os Profissionais do Núcleo de Documentação da
Universidade Federal Fluminense
CARVALHO, Anne Marie Lafosse Paes de
INSFRÁN, Angela Albuquerque de
MEDEIROS, Rosana Simões
SOUZA, Clarice Muhlethaler de
VARELA, Leila Baptista

Produção Científica: Análise Cienciométrica das Comunicações Apresentadas
nos SNBU’s 1978-1998
NORONHA, Daisy P.
POBLACIÓN, Dinah Aguiar
SANTOS, Cristiane Batista dos

Produtos e Serviços de Informação Disponíveis em Bibliotecas Acadêmicas:
Estudo para Apoio aos Programas de Educação a Distância
REIS, Manuela Gea Cabrera
SADI, Benedita Silveira Campus

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TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Projeto de Circulação Automatizada em Âmbito Sistêmico do SIBI/USP
BARSOTTI, Roberto
COUTTO, Mariza Leal de Meirelles Do
FILL, Dorotea Maris Stella
IMPERATRIZ, Inês Maria de Moraes
KNORICH, Edna M. Gonçalves
KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero
ROSETTO, Marcia

Projeto e Formalização de um Ambiente Hipermídia Integrado para
Virtualização de Bibliotecas Universitárias
JORGE, Ana Cristina
LUI, Giovana
SARTI, Maria Regina Catarino
VICENTINI, Priscila Carreira Bittencourt
VICENTINI, Wilson Bittencourt

Tecnologias da Inteligência, Ciberespaços, Cibercultura, Sociedade
Digitalizada, Transnação: Estamos Situados?
SOUZA, Marta Alves de

Um Novo Olhar Sobre os Limites e Possibilidades da Biblioteca Universitária e
os Meios Eletrônicos: A Busca de uma Nova Identidade
PINHEIRO, Edna Gomes
VIRGINIO, Maria Helena da Silva
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Índice de Autores

TEMA - Técnicas e Tecnologias na Biblioteca Universitária do Século XXI

Uma Arquitetura de Informática para Integração de Sistemas de Bibliotecas na
Internet
CÔRTES, Sérgio da C.
GOMES, Geórgia R. R.
MELO, Rubens N.

Uso da Internet na Educação: Experiência e Expectativas no Colégio Agrícola
de Camboriú/UFSC
FOLGUETI, Marouva Fallgatter
OHIRA, Maria Lourdes Blatt

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TEMA - Usuários da Biblioteca Universitária

A Biblioteca e suas Representações: Análise das Representações de Alunos e
Professores na UFPR
SILVA, Helena de Fátima Nunes

A Biblioteca Universitária e as Diretrizes Curriculares do Ensino de Graduação
LUCK, Esther Hermes
MOTTA, Jandira Souza Thompson
RODRIGUES, Mara Eliane Fonseca
SAMPAIO, Maria da Penha Franco
SOUZA, Clarice Muhlethaler de

A Educação de Usuários de Bibliotecas Universitárias Frente à Sociedade do
Conhecimento e sua Inserção nos Novos Paradigmas Educacionais
DUDZIAK, Elisabeth Adriana
GABRIEL, Maria Aparecida
VILLELA, Maria Cristina Olaio

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Índice de Autores

TEMA - Usuários da Biblioteca Universitária

Análise Comparativa da Produção Científica dos Pesquisadores nas Áreas
Humanas, Sociais e Tecnológicas
ARAUJO, Isabela Mateus de
CAVALCANTI, Ilce Gonçalves Milet
FERNÁNDEZ, Guilherme Rodrigues
GÓMEZ, Maria Nélida González de
RIBEIRO, Rodrigo Bastos Cobra
ROSÁRIO, Judite dos Santos
SILVA, Angelina Pereira da

Biblioteca Inclusiva?: Repensando Sobre Barreiras de Acesso aos Deficientes
Físicos e Visuais no Sistema de Bibliotecas da UFMG e Revendo Trajetória
Institucional na Busca de Soluções
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da

Busca de Informação para o Desenvolvimento das Atividades Acadêmicas
pelos Médicos Docentes da Uem
CURTY, Marlene Gonçalves

Comunicação Científica Fatores Intervenientes e Influentes: O Ponto de Vista
dos Pesquisadores do CCEN/UFPE
SAMPAIO, Maria da Penha Franco

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Índice de Autores

TEMA - Usuários da Biblioteca Universitária

Desenvolvimento de Equipes e Capacitação de Usuários: A Biblioteca
Universitária como Espaço de Aprendizagem
FERRARI, Adriana Cybele
GRANDI, Márcia Elisa garcia de

Identificação e Evolução de Demanda de Informação de Usuários, Via Correio
Eletrônico do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas
da USP
COUTTO, Mariza Leal de Meirelles Do
HYPOLITO, Adriana
ROSETTO, Marcia

Interação do Usuário na Busca de Informações
ARRUDA, Susana
Blattmann, Ursula
CHAGAS, Joseane

Leitura na Universidade: Resultados Preliminares de um Estudo
BARTALO, Linete
CARELLI, Ana Esmeralda
CORDEIRO, Nilza Maria de Souza
CRUZ, Vilma Ap. Gimenes da
SILVA, Anael Cristina Assis da

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Índice de Autores

TEMA - Usuários da Biblioteca Universitária

O Deficiente Visual e a Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Londrina: Relato de Experiência
AGUIAR, Izabel Maria de
FERNANDES, Dirce Missae Suzuki

Serviços de Informação Voltados para o Cliente: A Difícil Busca das Bibliotecas
Universitárias Brasileiras
LEITÃO, Bárbara Júlia M.
VERGUEIRO, Waldomiro

Uso da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina por Alunos de
Pós-Graduação em Ciências de Alimentos
BERBEL, Neusi Aparecida Navas
CARVALHO, Elizabeth Leão de
GIRALDES, Maria Júlia Carneiro

Uso da Internet por Usuários de Bibliotecas Acadêmicas
BARSOTTI, Roberto
CUENCA, Angela Maria Belloni
FONTES, Cybelle de Assumpção
GRANDI, Márcia Elisa Garcia de
MORAES, Cecíclia
NORONHA, Daisy Pires
SAMPAIO, Maria Imaculada C.
VILLELA, Maria Cristina Olaio
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Índice de Autores

TEMA - Usuários da Biblioteca Universitária

Usuários Remotos e os Serviços de Referência (SR(s)) Disponíveis nas Home
Pages das Bibliotecas Universitárias
BERTHOLINO, Maria Luzia Fernandes
OLIVEIRA, Nirlei Maria

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Índice de Autores

TEMA - Gerência da Biblioteca Universitária

A Biblioteca Universitária Hoje: Gerência Compartilhada
BASTOS, Márcia Maria Silvestre
COUTO, Ana Maria de H. C. de Sá
NASCIMENTO, Cecília Maria Pereira do

A Função Gerencial nas Biblioteca Universitária
MACIEL, Alba Costa
MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha

Aplicação de Endomarketing como Estratégia para Despertar no Cliente
Interno o Interesse por Marketing
DUARTE, Emeide Nóbrega
MOREIRA, Elaine Cristina
SILVA, Alzira Karla Araújo da

Bibliotecas Universitárias: Uma Abordagem Organizacional
PEREIRA, Joana D’Arc da Silva

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Índice de Autores

TEMA - Gerência da Biblioteca Universitária

Compartilhamento entre Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior do
Estado do Rio de Janeiro
Mulholland, Elda
PAIXÃO, Lígia Scrivano
RUSSO, Mariza
SOUZA, Clarice Muhlethaler de
VIANNA, Maria José G. M.

Consultoria de Informação e Inteligência Competitiva
ALENCAR, Maria de Cléofas Faggion
YANO, Sueli Mitiko

Convergência: Um Fator de Qualidade nas Redes Acadêmicas
SOUZA, Clarice Muhlethaler de

Estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento de Coleções no Sistema
de Bibliotecas da UNICAMP
CÂMARA, Montserrat Urpí
MARTINS, Valéria dos Santos Gouveia
VILLAS BOAS, Maria de Lourdes Fernandes

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Índice de Autores

TEMA - Gerência da Biblioteca Universitária

Estudo Sobre a Viabilidade de Assinaturas de Periódicos On-Line na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
ÁVILA, Elenice
Cechinatto, Jeanise
FRAGA, Tania
GONÇALVES, Eliane Maria Severo
LEÃO, Ângela Lacerda
MIRANDA, Celina Leite
PEREIRA, Cristina Volz
RODRIGUES, Ana Vera Finardi

Experiencia de Teletrabajo en el Ambito de la Biblioteca Central de la
Universidad Nacional de Mar del Plata
CUPEIRO, Rosalía
Fernández, Néstor
Fernández, Oscar
Fernigrini, Nélida

Função Gerencial do Profissional da Informação na Área de Biblioteconomia:
Divulgação do Assunto em Periódicos Nacionais
PEREIRA, Joana D’arc da Silva

Grupos de Interesse e Qualidade nas Bibliotecas Universitárias
SILVA, Sueli Maria Goulart
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Índice de Autores

TEMA - Gerência da Biblioteca Universitária

Indicadores de Qualidade para o Serviço de Referência eInformação: Uma
Proposta de Aplicação às Bibliotecas do SIBI/USP
GRANDI, Márcia Elisa Garcia de
LINGUANOTTO, Ana Rita Junqueira
SAMPAIO, Maria Imaculada Cardoso

Las Bibliotecas Universitarias en la Sociedad del Conocimento
BESTANI, Rosa M.

Modelo Organizacional do Sistema de Bibliotecas da UFPB: Vantagens e
Desvantagens
DUARTE, Emeide Nóbrega
OLIVEIRA, Maria José Araújo de

Organização do Processo de Trabalho em Bibliotecas
SILVA, Ana Estela Codato

Planejamento Estratégico em Bibliotecas Universitárias
BASTOS, Márcia Maria Silvestre
CASTRO, Siléa Carvalho de
GRAÇA, Neide Maria da
NASCIMENTO, Cecília Maria Pereira do

Potencial de la Educación Asincrónica Vía WWW en Bibliotecas Universitarias
Guglielmoni, Mirta
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Índice de Autores

TEMA - Gerência da Biblioteca Universitária

Processo de Automatización en Bibliotecas Universitarias Argentinas: El Papel
de la Normalización y de la Conversión Retrospectiva en el Intercambio de
Información
BARBER, Elsa E.
D’Alessandro, S.
Parsiale, V.
PISANO, Silvia
Romagnoli, S.
Tripaldi, N.
Werner, V.

Seleção: Aspecto Primordial do Gerenciamento da Biblioteca Universitária no
Século XXI
BERTUCCI, Liane Maria

Um Modelo de Aprendizagem Construtivista para Busca de Informação
Significativa em Bibliotecas Virtuais
ALVES, Maria Bernardete Martins
MENDES, Elise Barbosa

5 de 5

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                  <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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