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                    <text>VOCABULÁRIO USP: UM INSTRUMENTO PARA INTEGRAÇÃO
DOS PROCESSOS DE REPRESENTAÇÃO E RECUPERAÇÃO DA
INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS.

USP VOCABULARY: AN INSTRUMENT TO INTEGRATE PROCESS OF
INFORMATION RETRIEVAL AND REPRESENTATION IN UNIVERSITY'S
LIBRARIES

Vânia Mara Alves de LIMA **
Coordenadora da Meta 1 Grupo de Trabalho para "Aprimoramento" do Dedalus e
bibliotecária da Universidade de São Paulo

Cibele Araújo CAMARGO**
Emily A. Labaki AGOSTINHO**
Marcia PILNIK**
Maria Aparecida L.c. SANTOS**
Maria Cláudia PESTANA **
Marina Mayumi Y AMASHIT A **
Rita de Cássia SANTOS**
Sandra TOKAREVICZ**
Silvia Regina S.D.T. OLIVEIRA**
Sonia Maria GARDIM**
Sonia Regina Yole GUERRA**
Suely Cafazzi PRATI**
Vera Regina Casari BOCCATO* *
** Integrantes da Meta 1 e bibliotecárias da Universidade de São Paulo

389

�RESUMO

Divulgar a metodologia utilizada pelo Grupo da Meta 1 "Aprimoramento do
DEDALUS" na elaboração do Vocabulário USP é o objetivo deste trabalho.
Linguagem documentária que será utilizada para representação e recuperação da
informação no DEDALUS, um dos maiores Bancos de Dados Bibliográficos do
país, o Vocabulário USP foi construído pretendendo-se uma maior equivalência
entre as Linguagens Documentárias utilizadas pelas várias bibliotecas da
Universidade de São Paulo e, principalmente, maior proximidade à terminologia das
áreas do conhecimento envolvidas. A implantação do Vocabulário USP, prevista
para 1998, garantirá a qualidade da recuperação da informação, não só pelos
usuários da USP, mas também pelos de outras instituições nacionais e
internacionais, uma vez que o DEDALUS já está disponível na Internet.

UNITERMOS:

Linguagem

documentária;

Representação

documentária;

Terminologia; Recuperação da informação.

INTRODUÇÃO

Com a criação do Banco de Dados Bibliográficos da USP - Dedalus em 1985,
gerenciado pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBilUSP), foi possível a
recuperação informatizada de todo acervo bibliográfico da Universidade de São
Paulo.
Este Banco, constituído de quatro módulos: monografias, publicações
seriadas, produção do corpo docente e teses, permite, entre outras formas, a
recuperação por autor, título e assunto.
Atualmente o Dedalus conta com aproximadamente 1.116.277 monografias,
40.460 títulos de periódicos, 37.244 teses, 2.008 fitas de vídeo e 160.561 registros
da produção docente e atende a uma comunidade de 5.000 docentes, 57.000 alunos
390

�de graduação e de pós-graduação pertencentes aos 130 cursos de graduação, 257
cursos de mestrado e 217 cursos de doutorado existentes na Universidade de São
Paul02.
Em dezembro de 1992 foi realizado, pelo Departamento Técnico do SIBi
(DT/SIBi), o I Workshop para Modelagem de Nova Etapa do Programa de
Modernização do Sistema de Bibliotecas da USP quando foram analisadas e
priorizadas várias atividades a serem desenvolvidas pelo DT/SIBi em conjunto com
as bibliotecas-base. Como resultado das discussões foram definidas treze "Metas" a
serem atingidas pelo Sistema, dentre as quais a "Meta 1 Aprimoramento do
Dedalus". Em março de 1993, a Meta 1 foi constituída oficialmente por 08
bibliotecários de unidades do Sistema que haviam indicado como prioridade o
aprimoramento do Dedalus.
A partir de um diagnóstico do "modus-operandi" do Dedalus realizado pela
Meta 1, priorizou - se a revisão da Lista de Assuntos USP, pois esta lista,
inicialmente constituída a partir da lista do CNPq, reunindo 8.300 termos ordenados
alfabética e numericamente, com o passar dos anos deixou de satisfazer às
necessidades dos usuários por ser genérica e apresentar falhas na sua estruturação
temática. Assim, ao longo de quatro anos, a Meta 1 elaborou o Vocabulário USP
para preencher as lacunas existentes. Como a representação temática, realizada
através da utilização desta lista de assuntos, acarretava sérios problemas na
recuperação da informação por parte dos usuários, a metodologia utilizada na
construção do

yocabulário USP pretendeu estabelecer maior equivalência entre os

assuntos adotados em cada biblioteca e maior proximidade à terminologia das áreas
do conhecimento envolvidas.
A elaboração deste Vocabulário teve, como suporte técnico, cerca de 40
bibliotecários responsáveis pelo tratamento da informação de cada unidade do
Sistema, além de especialistas de cada área do conhecimento e assessoria de
docentes em Análise Documentária e Terminologia do Departamento de

391

�Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da USP
(ECNUSP).
Paralelamente às etapas desenvolvidas em conjunto com as bibliotecas, a
Meta I apresentou, durante o período de 1994-1995, trabalhos em Congressos e
Seminários da área, divulgando a metodologia utilizada. No segundo semestre de
1996, foram publicados 02 artigos sobre este Projeto na revista Ciência da
Informação 1,3. O presente trabalho tem por objetivo, portanto, dar continuidade a
esta divulgação.

METODOLOGIA

Para indexação dos documentos, cada biblioteca utilizava, além da Lista de
Assuntos USP, o seu próprio vocabulário ou tesauro da área. A ftm de avaliar e
.detectar as falhas existentes na atual lista, foi realizado, durante o primeiro ano de
trabalho, um pré-teste solicitando às bibliotecas suas listas de assunto e o seu
correspondente no Dedalus. Isto permitiu, além da visão ampla da defasagem dos
vocabulários utilizados, delinear uma estratégia de trabalho face a algumas
diftculdades encontradas:

•

grande número de assuntos a serem manipulados;

•

não existência, em algumas bibliotecas, de controle no cadastramento dos seus
assuntos no Dedalus;

•

falta de representantes de todas as áreas do conhecimento no grupo da Meta 1;
Diante deste quadro algumas resoluções básicas foram tomadas e

encaminhadas ao DT/SIBi para que o trabalho tivesse continuidade:
•

necessidade de um programa de computador que facilitasse a coleta dos assuntos
nas bibliotecas e seus equivalentes

•

na Lista de Assuntos USP;

392

�•

recomendação às bibliotecas que não tinham o controle dos assuntos cadastrados
no Dedalus, para que realizassem uma revisão do seu acervo inserido no Banco;

•

solicitação da participação dos bibliotecários responsáveis pelo processamento
técnico das bibliotecas na elaboração

•

do Vocabulário USP;

•

realização de um curso, ministrado por especialistas da área de linguagens
documentárias da ECAlUSP e Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita
Filho" (UNESP), para recidar e dar subsídios teóricos aos bibliotecários
participantes desse estudo.

Desta fonna, o Programa Meta 1 para coleta de assuntos foi desenvolvido
pelo DT/SIBi no segundo semestre de 1993 e, entre março e abril de 1994 foi
realizado o curso "Princípios para Compatibilização de Linguagens Documentárias",
que pretendeu fornecer aos bibliotecários subsídios para a tarefa de coleta e seleção
dos assuntos de cada uma das áreas envolvidas. Deste curso participaram 40
bibliotecários representando 29 bibliotecas e o DT/SIBi, sendo aprovada · como
proposta de trabalho a elaboração de um "Projeto para o Aprimoramento da Lista de
Assuntos da USP". Este projeto deveria ser elaborado pelos integrantes da Meta 1 de
acordo com as sugestões encaminhadas pelos participantes do curso.
A versão preliminar do Projeto, assim como o seu Manual de Procedimentos,
foram encaminhados às bibliotecas em julho de 1994, sendo discutidos e aprovados
por todos os participantes. As bibliotecas foram divididas em nove subgrupos por
áreas afins para elaborar a estrutura temática de suas áreas. Esta estrutura deveria ser
construída a partir de:

•

fontes de referência, como dicionários e glossários;

•

esquemas dassificatórios como CDD e CDU;

•

tesauros de área quando existentes;

393

�•

programas de cursos.
Apesar destes instrumentos terem sido norteadores do trabalho, pretendeu-se

não se fixar no modelo de cada um, seja pela rigidez, antiguidade ou nível de
especificidade. Concentrou-se o trabalho na realidade de cada biblioteca, verificando
as necessidades do usuário USP e dos especialistas, tomando-se como parâmetro a
terminologia específica de cada área. Em determinadas áreas, principalmente a de
Humanas, a falta de instrumentos de trabalho foi fator determinante.
Os Subgrupos formados foram:

•

Subgrupo

1:

Filosofia,

História,

Geografia,

Sociologia,

Antropologia,

Arqueologia, Museologia, Etnologia e Letras
•

Subgrupo 2: Direito, Administração, Economia e Contabilidade

•

Subgrupo 3: Psicologia e Educação

•

Subgrupo 4: Comunicações, Artes, Arquitetura e Urbanismo

•

Subgrupo 5: Física, Química, Matemática, Geologia, Astronomia e Geofísica

•

Subgrupo 6: Medicina, Enfermagem, Saúde Pública e Educação Física

•

Subgrupo 7: Biologia, Botânica, Zoologia, Oceanografia, Ciências Agrárias,
Veterinária e Zootecnia

•

Subgrupo 8: Odontologia

•

Subgrupo 9: Engenharia
No final de 1994 o número de bibliotecas participantes do Projeto passou de

29 para 32. A Coordenadoria da Meta 1, com a assessoria da Prof! Nair Kobashi, da
ECAlUSP, analisou as estruturas temáticas recebidas e solicitou aos subgrupos:
•

comparar as estruturas temáticas e estabelecer uma única estrutura onde fosse
possível;

•

defInir o nível de especificidade destas estruturas;

•

apresentar estas estruturas aos especialistas de cada área do conhecimento;

394

�•

incluir nestas estruturas temáticas os blocos de assuntos gerados em ordem
hierárquica pelo Programa Meta 1.
Durante o ano de 1995 foram realizadas reuniões com os Subgrupos para

discussão dos problemas na hierarquização dos assuntos, estabelecendo-se as
remissivas necessárias entre os termos, identificando-se os qualificadores e
definindo-se os termos preferenciais através da consulta às obras de referência e aos
especialistas de cada área. Para auxiliar nesta tarefa, todos os assuntos coletados
pelo Programa Meta 1 foram reunidos em um único arquivo, denominado
"Sugestão", por Subgrupo. No fmal do mesmo ano havia 50 estruturas temáticas.
Em 1996 os 26.000 termos das estruturas temáticas hierárquicas foram
reunidos alfabeticamente em uma única lista para a verificação de duplicidade e
identificação da área de origem de cada termo.
A partir deste momento detectou-se a necessidade da participação de um
bibliotecário de cada Subgrupo ~m reuniões semanais de trabalho, pois as discussões
envolviam maior conhecimento das áreas e suas interdisciplinaridades.
A maior dificuldade encontrada foi a defmição de apenas uma área de origem
para termos que poderiam pertencer a duas ou mais áreas - a polihierarquia.
Durante as discussões do grupo novas dúvidas foram surgindo, ocasionando
ajustes no Manual de Procedimentos, tais como mudanças com relação ao
desmembramento de termos e conceitos, uso de singular e plural, uso de preposições
e de modificadores.
Paralelamente a este trabalho, o Dedalus sofreu alterações com a implantação
do novo software Aleph, passando a oferecer, de forma mais abrangente, a
recuperação da informação contando com a eficiência da busca booleana.
Em 1997, os termos foram transferidos para o software Access, a lista
alfabética foi editorada e encaminhada a cada integrante da Meta I e ao DI/SIBi.
Atualmente os integrantes da Meta 1 estão redefmindo a hierarquia das áreas
sob sua responsabilidade, tendo em vista a realocação dos termos nas respectivas
áreas do conhecimento. ·
395

�A implantação deste vocabulário, prevista para 1998, será possível através do
trabalho em conjunto com o DT/SIBi e com a realização das seguintes atividades:
•

finalização das estruturas hierárquicas;

• fmalização das tabelas auxiliares: qualificadores e geográfica;
•

atualização do manual de procedimentos para o uso adequado do Vocabulário
USP;

•

treinamento dos bibliotecários das unidades para o uso do Vocabulário USP;

•

teste do Vocabulário USP por seus usuários (alunos, professores, pesquisadores e
bibliotecários do Sistema) deverá ser realizado para verificar a pertinência e
adequação de todos os termos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A produção cada vez maior da informação, a sua troca e divulgação
praticamente imediatas através do avanço contínuo das novas tecnologias, gerando e
fomentando a chamada globalização, levam-nos, enquanto profissionais da
informação, a construir instrumentos de controle terminológico, as chamadas
Linguagens Documentárias, que possibilitem a busca e recuperação seletiva da
informação pertinente às necessidades dos usuários.
O Vocabulário USP será a Linguagem Documentária utilizada para
representar e recuperar a informação em um dos maiores Bancos de Dados
Bibliográficos do país, pois controlará e padronizará o tratamento da informação por
assunto.
Implantar este Vocabulário no Dedalus será garantir a qualidade da
representação e recuperação da informação, não só pelos usuários da Universidade
de São Paulo, mas também por pesquisadores das mais diversas instituições
nacionais e internacionais, uma vez que o Dedalus já está disponível na INTERNET.
A participação do DEDALUS na On-line Computer Library Center - OCLCe o interesse da Library of Congress na terminologia de assuntos em língua

BIBLIOTECA "PROF.él ETELVINA LIMA"
Escola de Ciência da Informação da UFM ..,

396

�portuguesa vem reforçar a necessidade de que a implantação do Vocabulário USP
seja realizada adequadamente.
A constituição de uma comissão para acompanhar a manutenção e a
atualização deste vocabulário se toma imprescindível para manter a sua
consistência.

ABSTRACT

The aim of this work is to divulge the methodology utilized by Grupo da
Meta 1 "Aprimoramento do Dedalus" in the elaboration of USP Vocabulary.
Documentary language which wiIl be utilized for representation and information
retrieval in Dedalus, one of the biggest Bibliographic Data Banks in the country, the
USP Vocabulary was constructed directed towards a better equivalency between the
Documentary Languages utilized by the various libraries of the University of São
Paulo, mainly for more proximity between the terminology of the knowledge areas
involved. Implantation of the USP Vocabulary, programmed for 1998, will assure
quality in information retrieval, not on1y by USP consultants, but also by those of
other national and international institutions, once Dedalus is already available in
Internet.
Uniterms: Documentary language; Documentary representation; Terminology;

Information retrieval
BIBLlOTEC.A "PROF. a ETEL~!N.A LI~.L\'r
Escola de Ciência da Informaçao da Urtvl0

397

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

01- BOCCATO, V. R. C. ; PRATI, S. C. ; TRINDADE, V. C. S. Estudo de
compatibilização de linguagens documentárias na área odontológica para
o banco de dados bibliográficos da USP

(Dedalus). Ciência da

Informação, Brasília, v.25, n.2, p.243-254, maio/ago. 1996.

02-

HOME-PAGE

do

Sistema

Integrado

de

Bibliotecas

(SIBilUSP)

http://www.usp.br/sibilsibi.htm1.

03- LIMA,V. M. A.; CARVALHO, M. M.; PILNIK, M. A; YAMASHITA, M. M.
; PRATI, S. C. ; BOCCATO, V. R. C. Atualização da lista de assuntos
USP: compatibilização de Linguagens documentárias. Ciência da
Informação, Brasília, v.25, n.2, p.177-181, maio/ago. 1996.

E~~~i~IOTES:A ",PROF.a ETELVINA LIMA"

de Clencla da Informação da UFMG

398

�</text>
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                <text>pt</text>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Divulgar a metodologia utilizada pelo Grupo da Meta 1 "Aprimoramento do DEDALUS" na elaboração do Vocabulário USP é o objetivo deste trabalho. Linguagem documentária que será utilizada para representação e recuperação da informação no DEDALUS, um dos maiores Bancos de Dados Bibliográficos do país, o Vocabulário USP foi construído pretendendo-se uma maior equivalência entre as linguagens documentárias utilizadas pelas várias bibliotecas da Universidade de São Paulo e, principalmente, maior proximidade à terminologia das áreas e conhecimento envolvidas A implantação do Vocabulário USP, prevista em 1998, garantirá a qualidade da recuperação da informação, não só pelos usuários da USP, mas também pelos de outras instituições nacionais e internacionais, uma vez que o DEDALUS já está disponível na Internet.</text>
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                    <text>USO DAS BASES DE DADOS ON-LINE DO SISTEMA FIRSTSEARCH
NO CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS DA UDESC
N oêmia Schoffen Prado
Maria Lourdes Blatt Ohira
Renata Weingãrtner Rosa
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

RESUMO:

o estudo de uso deve ser uma prática constante na avaliação dos serviços oferecidos
pelas Bibliotecas, imprescindível, quando do acesso a bases de dados on-line, em
que o próprio usuário efetua suas pesquisas. O objetivo deste trabalho é apresentar
os resultados do estudo de uso das bases de dados on-line do Sistema FirstSearch,
desenvolvido na Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Agroveterinárias da
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.

Palavras-chave: Bases de dados on-line - estudo de uso

INTRODUÇÃO

Os avanços nas áreas de processamento, recuperação e disseminação de
informações afetaram sensivelmente os serviços oferecidos pelas bibliotecas que
tiveram de se adaptar às novas tecnologias e às novas fontes de informação,
refletidos, principalmente, nas atividades específicas do serviço de referência. Face
aos novos recursos informacionais como: acesso a bases de dados on-line, a bases de
dados em CD-ROM e Internet, os gerentes de bibliotecas e serviços de referência
tiveram que lidar com atividades que anteriormente não faziam parte do
conhecimento do bibliotecário. A informática, o marketing, a indústria da
informação, o acesso a bases de dados, a avaliação de bases de dados e muitos

370

�outros aspectos eXIgm do bibliotecário aventurar-se por áreas até então
desconhecidas e/ou de pouco domínio. O treinamento do pessoal da biblioteca e dos
usuários teve que sofrer modificações e os serviços prestados constantemente
reavaliados, visando dar a esses usuários, o conhecimento dos novos recursos
disponíveis que se atualizam numa velocidade surpreendente.
O uso de bases de dados em serviços de informação e bibliotecas está se
desenvolvendo de forma vertiginosa e, neste sentido, emerge a preocupação dos
profissionais da informação em verificar: a real utilização das bases de dados, tanto
on-line como em CD-ROM; efeitos do uso das bases de dados sobre à demanda;
custo-beneficio e recursos humanos na área; implantação de serviços advindo dos
recursos oferecidos pelas bases de dados, aspectos estudados por Cunha (1984);
Shaw (1986); Andrade et alo (1990); Tarpani et alo (1992); Perez &amp; Russo (1996);
Santos et alo (1996), dentre outros, comentados a seguir.
O propósito de Cunha (1984) foi examinar os efeitos das bases de dados
usadas por quatro sistemas de informação brasileiros: BINAGRI - Biblioteca
Nacional de Agricultura; BIREME - Centro Latino-Americano e do Caribe em
Ciências da Saúde; CIN - Centro de Informação Nuclear e EMBRAPA - Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Os resultados revelaram que: destacaram-se
como principais usuários os professores, pesquisadores ou cientistas; a introdução da
cobrança pelo uso dos serviços resultou numa queda no número de usuários;
enfrentaram problemas relacionados a hardware, software e a falta de especialistas
para a transferência das bases de dados aos sistemas de informação, recebendo na
oportunidade,

assistência

e influência

de

profissionais

e/ou

organizações

estrangeiras na decisão de importar as bases de dados. Constatou-se ainda, a
necessidade de bases de dados brasileiras para certos assuntos não bem coberto na
literatura internacional.
Shaw (1986) realizou uma pesquisa com estudantes de ciência da informação
para detectar problemas enfrentados por pesquisadores principiantes na pesquisa online. Os problemas mais freqüentes encontrados foram assim categorizados: 1)
371

�problemas com seleção da base de dados: pesquisas em bases de dados inadequadas,
procura em bases de dados multidisciplinares e pesquisa desnecessária nos índices
das bases de dados; 2) problemas com a estratégia de busca: utilização dos
operadores AND e OR, operadores de adjacência, combinação dos conceitos; 3)
problemas de interação com o sistema: confusão com comandos, metodologias de
recuperação diferentes nos diversos sistemas e possibilidades de impressão.
A nova tecnologia CD-ROM está sendo utilizada em vários serviços de
informação e bibliotecas no Brasil. Andrade et aI. (1990) apresentam uma análise do
uso do CD-ROM nos serviços de recuperação e disseminação da informação pela
biblioteca universitária da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São
Paulo, como também as vantagens e desvantagens no uso desta tecnologia. Com
base na experiência de um ano e meio de uso deste produto, os autores mencionam
alguns resultados do uso das bases de dados, comparando-se as buscas feitas pelo
sistema on-line, CD-ROM e buscas manuais em fontes impressas. Concluíram que
os CD-ROMs enquanto produtos de bases de dados, possibilitam buscas ágeis, a um
tempo mais rápido e de melhor qualidade, em comparação com as buscas feitas em
produtos impressos. Os CD-ROMs são mais vantajosos para atender à demanda de
informações correntes e recentes, que estejam armazenadas em grandes volumes, em
substituição aos produtos impressos. De acordo com a demanda, devem ser
selecionadas as bases de dados consideradas prioritárias à instituição a que a
biblioteca serve, tendo sempre em mente que as bases de dados CD-ROMs são
complementares, devendo conviver com outros processos: manual e on-line.
Após a experiência de alguns meses de implantação no Hospital Universitário
da Universidade de São Paulo, Tarpani (1992) avaliou o uso da base de dados
Medline em CD-ROM, através do Serviço de Busca Bibliográfica, chegando às
seguintes conclusões: importância de se elaborar uma entrevista com o usuário antes
da realização da pesquisa para definição de sua necessidade de informação e a
correta elaboração da estratégia de busca, em alguns casos, permitindo o
refinamento da estratégia inicial ou selecionando os artigos de seu interesse; impacto
372

�desse tipo de serviço em outros oferecidos pela biblioteca, para que se possa planejar
a localizaçã%btenção de documentos não existentes no acervo da biblioteca;
indispensável o treinamento do bibliotecário para a máxima utilização dos recursos
oferecidos pela base de dados e, fmalmente, avaliação constante dos resultados
obtidos para o aperfeiçoamento do serviço.
A base de dados UNlBIBLI em CD-ROM possibilita o acesso comum
automatizado aos acervos de livros, teses e dissertações existentes nas bibliotecas da
UNICAMP, UNESP e USP. A base de dados ERIC - Educational Resources
Information Center, também em CD-ROM possibilita o acesso a literatura publicada
na área de educação. Ambas foram objeto de análise por Santos et aI. (1996), para
verificação do uso das bases de dados pelas diferentes categorias de usuários que
compõem a clientela de usuários da Biblioteca da Faculdade de Educação da
UNICAMP. Foi possível verificar a necessidade de treinamento mais intenso, para
que a clientela se tome segura e auto-suficiente para enfrentar o uso da máquina nas
suas pesquisas, especificamente, das bases de dados em CD-ROM. Esta coleta
serviu como parâmetro para que o Serviço de Referência pudesse medir o grau de
satisfação, bem como apontar novas alternativas que possam dinamizar o
atendimento da biblioteca, criando condições para que o bibliotecário de referência
possa orientar seus clientes e explorar eficazmente todos os recursos disponíveis.
A pesquisa de Perez &amp; Russo (1996) analisa a evolução do uso da tecnologia
de CD-ROM nos serviços oferecidos pelas bibliotecas das Instituições de Ensino
Superior Brasileiras - IES, identificadas através do cadastro da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES de 1995. Os dados
coletados levaram os autores as seguintes conclusões: esta tecnologia vem sendo
utilizada desde

1982, e com grande expansão no início dos anos 90;

aproximadamente 60% das bibliotecas pesquisadas executaram planejamento ou
avaliação, precedendo a implantação desta tecnologia; dentre as atividades de
planejamento/avaliação, a mais praticada foi a de estudos de usuários; dentre os
serviços oferecidos pelas bibliotecas utilizando-se o CD-ROM, o que apresentou
373

�índice mais alto foi a pesquisa bibliográfica; a divulgação e difusão das bases de
dados em CD-ROM é realizada pela maioria das bibliotecas por ocasião da
realização do treinamento de usuários; poucas bibliotecas realizaram avaliação de
desempenho deste serviço sendo as estatísticas de uso do serviço os meios mais
utilizados pelas bibliotecas que executaram avaliação; muitas bibliotecas promovem
treinamento do pessoal que opera as bases em CD-ROM, envolvendo tanto o pessoal
da biblioteca, quanto os usuários.
Plaza &amp; Oliveira (1997) desenvolveram um estudo com os docentes que
utilizam a biblioteca do Instituto de Geociências da USP, para conhecer as
expectativas de seus usuários com a implantação das novas tecnologias de
informação. Destacam-se os seguintes resultados: a grande parte dos pesquisadores
são professores com a titulação de doutor; a Internet é utilizada basicamente na
comunicação com outros pesquisadores, não só da USP, como também de outras
instituições tanto nacionais como estrangeiras; nas atividades de pesquisa, são
utilizadas a Internet e o CD-ROM, enquanto que o videocassete é utilizado nas
atividades didáticas; as dificuldades apresentadas na utilização da Internet foram a
falta de conhecimentos gerais e específicos, seguido por dificuldades na montagem,
importação e exportação de textos; e as tecnologias mais recentes como o hipertexto
e hipermídia são pouco conhecidas e raramente utilizadas.
A análise destes estudos revelou que: é imprescindível o planejamento para a
implantação de bases de dados on-line e em CD-ROM nas bibliotecas e que este
planejamento deve ser executado de acordo com o perfil da clientela, utilizando-se
dos estudos de usuários; necessidade de treinamento e avaliação constante dos
serviços oriundos do acesso a bases de dados on-line e em CD-ROM, pelo Serviço
de Referência, para conhecimento da real utilização desses serviços e da segurança
dos bibliotecários e usuários em relação aos aspectos de acesso, pesqmsa e
recuperação das informações.
Conhecendo as expectativas dos usuários, é possível planejar, adequada e
antecipadamente as modificações a serem implementadas com as novas tecnologias,
374

�desde a aquisição de microcomputadores, à perspectiva de mudança dos serviços da
biblioteca com a implantação da rede Internet.
Neste sentido, a Biblioteca Universitária da Universidade do Estado de Santa
Catarina - UDESC, após avaliar os custos e vantagens de diversas bases de dados
on-line e em CD-ROM, decidiu pelo Sistema FirstSearch da Online Computer
Libra.ry Center, que é um serviço de referência on-line - um banco de dados através
do qual pode-se acessar mais de 60 bases de dados em todas as áreas do
conhecimento.
Destaca-se que a Biblioteca Universitária da UDESC, foi a pnrnerra
biblioteca brasileira a disponibilizar este serviço aos seus usuários, oferecendo na
oportunidade, treinamento aos alunos dos cursos de pós-graduação e professores dos
seis Centros de Ensino da UDESC, para que efetuassem suas próprias pesquisas de
qualquer lugar ou computador com acesso a Rede. A Biblioteca também
desenvolveu um Cartão de Referência que foi distribuído aos usuários para auxiliar
no processo de pesquisa. A opção por possibilitar ao usuário que efetue suas
próprias pesquisas foi possível porque o Sistema FirstSearch não cobra tempo de
conexão, o que tomaria esta prática inviável.
Após um período de um ano e meio de acesso ao FirstSearch, fez-se
necessário uma avaliação de uso das bases de dados on-line, para verificar
problemas, vantagens, necessidades e satisfação.
Frente ao exposto, traçamos como objetivo geral desta pesquisa conhecer
como os professores do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do
Estado de Santa Catarina - UDESC, utilizam as bases de dados on-line disponíveis
para acesso pelo FirstSearch, complementado pelos seguintes objetivos específicos:
•

verificar a forma de pesquisa utilizada pelos professores, para acesso as bases de
dados do FirstSearch;

•

verificar

qual

a

contribuição

das

informações

recuperadas

para

o

desenvolvimento de seus projetos de pesquisa e docência;

375

�•

identificar o local (biblioteca, sala dos professores, laboratórios, etc.) que o
professor utiliza para acesso ao FirstSearch;

•

levantar as bases de dados disponíveis pelo FirstSearch que são mais utilizadas
pelos professores;

•

identificar as dificuldades apresentadas no momento da seleção de uma base de
dados;

•

conhecer quais os problemas verificados quando do acesso as bases de dados do
FirstSearch;

•

verificar se o professor conhece as estratégias de busca disponíveis pelo Sistema
FirstSe arch;

•

identificar quais são os recursos mais utilizados na pesquisa (por autor, por título,
por assunto, etc.) identificar as dificuldades encontradas pelos professores com
relação à pesquisa nas bases de dados;

•

verificar se o resultado das pesquisas satisfaz as expectativas dos professores;

•

verificar se o professor recupera texto completo nas bases de dados que são
acessadas;

•

conhecer qual a opinião dos professores sobre os periódicos que devam constar
da coleção da biblioteca do Centro de Ciências Agroveterinárias.

MÉTODO
Sujeitos

Participaram

da

pesqUIsa

20

professores

do

Centro

de

Ciências

Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina, que utilizam as bases
de dados do FirstSearch da OCLC - Online Computer Library Center. O Centro de
Ciências Agroveterinárias mantém dois cursos: medicina veterinária e agronomia, e
está localizado no município de Lages, Estado de Santa Catarina.

376

�Material

O FirstSearch disponibiliza ao usuário o acesso a 60 bases de dados nas
seguintes áreas do conhecimento (classificação das áreas do próprio sistema
FirstSearch). Fonte: FirstSearch Databases, 1998.
• Educação

• Medicina e Ciências da Saúde

• Artes e Humanidades

• Engenharia e Tecnologia

• Notícias e assuntos atuais

• Negócios e Economia

• Assuntos Gerais e Referência

• Assuntos Públicos e Juridicos

• Congressos

• Ciências Gerais

• Ciências Sociais

• Ciências da Vida

• Assuntos de interesse do Conswnidor

Procedimento

Para a coleta dos dados foi utilizado um questionário pré-estruturado, com 12
questões. O questionário foi aplicado por uma bibliotecária que sanava as dúvidas
no momento da aplicação, facilitando assim, o entendimento das questões e obtendo
respostas mais precisas. O período em que o mesmo foi aplicado teve início em
dezembro de 1997 e foi [malizado em fevereiro de 1998.

RESULTADOS

Visando melhor compreensão dos resultados, os mesmos foram agrupados e
discutidos segundo a ordem estabelecida pelos objetivos específicos.

377

�o

FirstSearch possui duas formas de pesquisa: pesquisa básica e pesquisa

avançada. A pesquisa básica possui recursos de busca por diversos campos (assunto,
autor, título, palavra-chave, título do periódico, etc.). A pesquisa avançada pennite
limitar a pesquisa por período cronológico, idioma, texto on-line e pennite combinar
pesquisas e campos, utilizando os operadores booleanos. Para verificar que tipo de
pesquisa os professores estão efetuando e, isto influenciará na recuperação precisa,
perguntou-se qual o método de pesquisa mais utilizado.
Os resultados revelaram que, 69% dos professores utiliza o método de
pesquisa básica e somente 31 % dos professores utiliza a pesquisa avançada,
representado na Figura 1.
Pesq .avançada
31%

Pesq.básica
69%

Figura 1 - Método de pesquisa mais utilizado

Foram identificados possíveis fatores que podem justificar a maior utilização
da pesquisa básica, destacando-se os seguintes: a pesquisa básica é suficiente para
alcançar os resultados desejáveis; necessidade de abrir mais uma página para a
pesquisa avançada; e/ou desconhece os recursos da pesquisa avançada.
Com o objetivo de conhecer qual a importância das informações recuperadas
através das bases de dados do FirstSearch e qual a contribuição das mesmas no
desenvolvimentos dos seus projetos de pesquisa e docência, encontrou-se os
seguintes resultados: para 53% dos professores esta contribuição foi importante, isto
é, responderam que muito contribui; para 40% dos professores em algumas vezes e
apenas para 7% pouco contribui, conforme representado pela Figura 2.
378

�Pouco

7%

Algumas
vezes
40%

Muito
53%

Figura 2 - Contribuição das bases de dados

Visando conhecer o local de onde o professor acessa as bases de dados do
FirstSe arch, constatou-se que: 42% dos professores acessam do laboratório de
informática; 24% dos professores acessam da Biblioteca, e 19% dos professores
acessam as bases de dados da própria residência, podendo influir para este resultado,
o conforto e a comodidade de estar em casa, desenvolvendo as atividades inerentes
ao ensino e pesquisa, ambiente muitas vezes não encontrado nas dependências das
Universidades. Complementado por 10% dos docentes que acessam da própria sala
do professor, representado pela Figura 3.

Sala protess.

10%

Outros
5%

Biblioteca

24%

Casa

19%

Laboratório

42%

Figura 3 - Local de acesso as bases de dados

379

�Para identificação das bases de dados mais utilizadas pelos professores,
destacaram-se: em primeiro lugar com 56% a base de dados AGRICOLA que cobre
assuntos relacionados a agricultura, seguida da MEDLINE na área de ciências da
saúde. Outras bases de dados utilizadas pelos professores são: Social Science
Abstract, com 10%, EBSCO (base geral que cobre diversos assuntos), ContentFirst
(base que cobre diversos assuntos) e WorldCat (catálogo coletivo que reúne o acervo
existente em 28.000 bibliotecas participantes da Rede de catalogação da OCLC),
todas com 5%, conforme Figura 4.
10%
C Medline

5%

• Agrícola

5%

DE8SCO
DWorldCat
• ContentsFirst
III SocialSciAbs

56%

Figura 4 - Bases de dados mais utilizadas

Com relação a seleção da base de dados, 87% dos professores revelaram que
sabem selecionar as bases de dados que incluem o assunto de interesse e apenas 13%
não conhecem a cobertura de assunto das bases de dados e/ou não conseguem
selecionar as bases de dados conforme o assunto de interesse, representado na
Figura 5.
Não
13%

Sim

87%

Figura 5 - Seleção das bases de dados

380

�Com o objetivo de conhecer quais os problemas verificados quanto ao acesso,
os resultados apontaram o acesso lento, a necessidade de treinamento e a falta de
equipamentos como os principais, representados na Figura 6.

Outros
21%

Neces .treinam.
26%

Lento
32%

Falta equip.
21%

Figura 6 - Problemas verificados quanto ao acesso as bases de dados

o acesso lento foi

eleito como o maior problema, por 32% dos professores.

Infelizmente, enquanto não melhorar a infraestrutura de telecomunicações no Brasil,
este problema permanecerá. A velocidade de comunicação, da linha do Centro de
Ciências Agroveterinárias é de 2MBps.
A necessidade de treinamento para uso das bases de dados, aparece em
segundo lugar, problema apontado por 26% dos professores. Considerando-se que
este treinamento foi ministrado quando da implantação deste serviço no Centro de
Ciências Agroveterinárias, em 1996, e que a Biblioteca Setorial do CAV dispõe-se a
sanar qualquer dúvida para os usuários do FirstSearch, a qualquer momento, os
resultados apontam para a necessidade de treinamento contínuo. Este resultado pode
ser corroborado pelo estudo de Tarpani (1992), que detectou a necessidade de
treinamento do bibliotecário para a máxima utilização dos recursos oferecidos pela
base de dados e avaliação constante dos resultados obtidos para aperfeiçoamento do
serviço; por Santos et aI (1996) que verificou a necessidade de treinamento mais
intenso para que a clientela se tome segura e auto-suficiente para enfrentar o uso da

381

�máquina nas suas pesquisas a bases de dados e pelo estudo de Orengo et aI (1996)
que comprovou que, mesmo tendo havido treinamento para os usuários sobre a
utilização de bases de dados, foi detectado a necessidade de treinamento e avaliação
contínua desse serviço.
Em terceiro lugar aparece a falta de equipamentos, apontada por 21% dos
professores. Enquanto que, 21% dos professores apontaram outros problemas,
destacando-se a falta de tempo disponível para a pesquisa como o mais agravante.
Com relação a estratégia de busca, entendida como "o conjunto de decisões
tomadas e procedimentos adotados durante uma busca" (Guinchar &amp; Menou, 1994),
observa-se pela Figura 7, que 57% dos professores responderam que sabem utilizar
as estratégias de busca, enquanto que 43% dos professores não sabem utilizar
adequadamente. Este dado pode inferir a necessidade de treinamento neste aspecto.
Não
43%
Sim
57%

Figura 7 - Utilização das estratégias de busca

o

Sistema FirstSearch oferece inúmeros recursos de pesqmsa. Foram

levantados os recursos mais utilizados, representados na Figura 8.
12%

17%

o Título
8%

• Autor
DAssunto

o Palavra-chave
. tit.revista

29%
30%

[a oper .booleanos

Figura 8 - Recursos mais utilizados nas pesquisas

382

�Destacam-se a pesquisa por assunto, com 30% da preferência, seguida da
consulta por palavra-chave com 29%. A utilização dos operadores booleanos é
prática de apenas 8% dos professores, o que vem comprovar o que foi diagnosticado
na Figuras 6, de que, um treinamento parece ser indispensável.
Para Tarpani &amp; Ferreira (1992), vê-se a importância da correta elaboração da
estratégia de busca e da precisão ao optar-se por qualquer ponto de acesso (assunto,
autor, título do artigo, título do periódico).Também no estudo de Walker (1991), as
buscas improdutivas realizadas por usuários na base de dados Medline, referiam-se à
formulação da busca (redundância, termos repetitivos, termo geral sem uso de
subcabeçalho, termo muito restrito, uso inadequado do acesso por autor, título do
periódico e título do artigo, como também de erros de ortografia na busca por
assunto. No estudo da Shaw (1986), os problemas com a estratégia de busca,
especificamente a utilização dos operadores AND e OR, operadores de adjacência,
combinação dos conceitos, foram os mais citados. Visando conhecer as dificuldades
com relação à pesquisa, foi solicitado aos docentes que informassem os problemas
encontrados no momento da pesquisa, representados na Figura 9.
Outras
25%

Língua ingl
15%

Nenhuma
20%

Estrat. busca
40%

Figura 9 - Dificuldades encontradas com relação à pesquisa

Os resultados revelaram que: 40% dos professores apresentam dificuldades
em relação a estratégia de busca, já observado em outro momento nesta pesquisa;
25% dos professores apontaram outras dificuldades; 15% dos professores
383

�mencionaram a língua inglesa como uma dificuldade; e 20% dos professores não
apresentaram nenhuma dificuldade.
Os resultados das pesquisas somente serão precisas se utilizadas as estratégias
adequadas na busca. As dificuldades encontradas com relação as estratégias de
busca refletem na precisão dos resultados e na conseqüente satisfação dos usuários
em relação aos resultados alcançados. Isto pode ser observado na Figura 10, onde,
para 63% dos professores o resultado geralmente é satisfatório e para 25%
eventualmente satisfaz.
Nunca Sempre
Eventualmente
25%

6%

6%

Geralmente
63%

Figura 10 - Resultado da pesquisa é satisfatório

Com o objetivo de verificar se os professores recuperam texto completo,
observou-se que 75% dos professores não utilizam este recurso e, apenas 25%
recuperam texto completo. Isto é justificável, uma vez que, as bases de dados mais
utilizadas pelos professores participantes desta pesquisa não possuem texto
completo de seus registros: AGRICOLA e MEDLINE. A única base de dados citada
como uma das mais utilizadas pelos professores e que dispõe de texto completo de
mais de 1.000 títulos de periódicos, é a base EBSCO e, portanto, é nesta base que os
textos são recuperados por 25% dos professores.

384

�Sim
25%

Não
75%

Figura 11 - Recuperação de texto completo

Para avaliar e definir se a Biblioteca continua assinando revistas impressas
que hoje podem ser acessadas numa das bases de dados on-line, questionou-se sobre
esta necessidade. Percebe-se, na Figura 12, que 60% dos professores ainda considera
o meio impresso indispensável. Este resultado deve ser relacionado aos dados
apresentados na Figura 11, que permite verificar que as bases de dados mais
utilizadas pelos docentes não possuem texto completo, razão da preocupação dos
mesmos em manter a assinatura em suporte impresso.
Por outro lado, 33% dos professores responderam que a Biblioteca não
precisa manter as assinaturas impressas desde que as bases de dados possuam o
texto completo dos artigos e 7% consideraram desnecessária a manutenção das
assinaturas impressas.

m Sim
m Não
60%

7%

mNão, desde que a
base possua texto

Figura 12 - Continuidade na assinatura de revistas impressas

385

�CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Observou-se que o pesquisador/professor do CAV sabe selecionar as bases de
dados, pois conhece a cobertura de cada base de dados disponível no FirstSearch, na
área de seu interesse.
A pesquisa básica é a mais utilizada pelos professores do CA V, enquanto a
pesquisa avançada que utiliza os operadores booleanos na estratégia de busca é
praticada por poucos professores/pesquisadores, revelando-se como uma dificuldade
para os mesmos. Neste sentido, sugere-se constante avaliação do uso das bases de
dados para levantamento das dificuldades apresentadas e, assim, contribuir no
planejamento do tipo de treinamento que deverá ser implementado no Centro de
Ciências Agroveterinárias.
Para o bibliotecário envolvido com as pesquisas bibliográficas, a busca online em bases de dados representa um avanço no desempenho de sua profissão. É
realmente gratificante atender às necessidades de informação dos usuários, mais
ainda quando a prestação desse serviço é agilizada com o uso de métodos novos e
sofisticados de pesquisa. Como profissionais da informação, os bibliotecários
precisam entender o que os usuários esperam e necessitam dos sistemas de
informação informatizados, bem como, o que os leva a erros e estratégias frustadas .
É necessário aos gerentes de informação, mais particularmente aos
bibliotecários, uma reversão do comportamento acomodado para o efetivo papel de
mediadores e disseminadores. Esta mudança deverá ser igualmente acompanhada de
novas atitudes, assim como de conhecimentos mercadológicos, de indexação e
gerenciamento de tecnologias.
Considera-se indispensável o treinamento dos bibliotecários para a máxima
utilização dos recursos oferecidos pelas bases de dados, como referencial e apoio ao
usuário, e a avaliação constante dos resultados obtidos para o aperfeiçoamento do
sefVIço.

386

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Maria Teresinha Dias de, CUENCA, Angela Maria BeUoni,
NORONHA, Daisy Pires. Uso do CD-ROM na recuperação e disseminação da
infonnação : experiência da Biblioteca Universitária. Ciência da Informação,
Brasília, v. 19, n. 1, p. 79-85, jan./jun. 1990.

CUNHA, Murilo Bastos da. Bases de dados e bibliotecas brasileiras. Brasília
ADBF, 1984. 224 p.

GUINCHAT, Claire, MENOU, Michel. Introdução geral às ciências e técnicas da
informação e documentação. Trad. De Miriam Vieira da Cunha. Brasília :
MCT/CNPq/IBICT, 1994. 540p.

ORENGO, Cyntia Moura, SELL, Maria Aparecida, OHIRA, Maria Lourdes Blatt. A
informação jurídica e seus usuários: Biblioteca da Procuradoria da República
no

Estado

de

Santa

Catarina.

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Endereços eletrônicos:
OCLC/FirstSearch - http://www.ref.oclc.org
OCLC/Divisão para América Latina e Caribe - copn@oclc.org
Biblioteca Universitária da UDESC - http://www.biblioteca.udesc.br
Noêmia Schoffen Prado - r4nsp@udesc.br

388

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O estudo de uso deve ser uma prática constante na avaliação dos serviços oferecidos pelas bibliotecas, inprescindível, quando do acesso a bases de dados on-line, em que o próprio usuário efetua suas pesquisas. O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados do estudo de uso das bases de dados on-line do Sistema Firstsearch, desenvolvido na Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina- UDESC.</text>
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                    <text>SISTEMA DE CONTROLE DE CIRCULAÇÃO DO ACERVO DA
BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE BIOLOGIA DA UNICAMP
Ana Maria Rabetti* &amp; Ladaslav Sodek**
*Diretora da Biblioteca do Instituto de Biologia - UNICAMP
rabetti@turing.unicamp.br
** Prof. Dr. Depto de Fisiologia Vegetal- Instituto de Biologia - UNICAMP
lsodek@turing.unicamp.br
RESUMO:

Apresentação de um sistema automatizado de empréstimo de livros e periódicos,
desenvolvido pela Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP em 1990,
podendo ser utilizado em microcomputadores 486, com 8Mb RAM.

PALAVRAS-CHAVE: Controle de empréstimo- Automação - Sistema de
administração de empréstimo

1. INTRODUÇÃO

A Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP implantou para esta
Biblioteca, em 1990, um sistema automatizado de circulação de livros e periódicos.
A partir daí a mudança, do sistema manual para o automatizado, permitiu maior
agilidade na circulação do acervo de livros e periódicos, otimizando a prestação de
serviços, com maior eficiência e rapidez de atendimento. Para desenvolver este
sistema, foram considerados os incovenientes que surgiam nos serviços de rotina de
empréstimos e de consultas de publicações, decorrentes da morosidade característica
do processamento manual, que não dispensava a preparação de um número razoável
de fichas, listas classificadas, trabalhos datilográficos, operações outras de controle e
movimentação de documentos, sujeitos a imperfeições. É importante lembrar que os
homens, em suas ações ou estímulos, além de estarem sujeitos a erros decorrentes do
cansaço ou da distração, agem, cada qual, de maneiras diferentes. Em um
mecanismo de controle automático, desaparecem tais efeitos, pois sob os mesmos
356

�estímulos, eles reagem de manerra semelhante

durante todo tempo

de

funcionamento, o que significa contribuição para o aumento de rendimento e
uniformidade, além de acerto assegurado. Apresentaremos, neste trabalho, um
Sistema dinâmico, no qual se pode fazer inclusões, alterações e exclusões de dados e
informações, através de tarefas simples, rápidas e nítidamente definidas.

2. OBJETIVOS
Objetivos principais do sistema:
•

melhorar a interação Biblioteca x Usuário,

•

reduzir o tempo de atendimento aos usuários,

•

desburocratizar e facilitar o registro e controle de todas as atividades do
empréstimo,

•

racionalizar os métodos de trabalho,

•

controlar melhora as saídas e entradas das publicações,

•

propiciar um melhor controle das coleções,

•

eliminar

serVIços

decorrentes

do

controle

manual,

bem

como

requisições,formulários, papeletas, etc.

3. ETAPAS DO SISTEMA
O Sistema de Empréstimo compreende oito etapas, caracterizadas, cada qual,
por uma série de tarefas de rotina, que viabilizam a geração imediata de produtos
importantes para o desempenho dos serviços de :
1- Cadastro de livros e periódicos.
2- Controle de empréstimos de livros e periódicos.
3- Devolução e renovação de livros e periódicos.
4- Controle de reservas de livros e periódicos emprestados.
5- Cadastro de usuários.
6- Consultas de livros/ periódicos emprestados e consultas de identificação de
usuários.
357

�7- Listagens de empréstimos, não devolvidos e com prazo vencido; emissão
de avisos para os usuários.
8- Estatísticas mensais e anuais.
9- Registro de periódicos consultados.

lVIENU

J 1 ] REVISTAS
]2]LIVROS

13 ] usuÁRIos

I 4 ] FECHAR EXPEDIENTE
!19 ] REGISTRO DE PERIÓDICOS CONSULTADOS
10
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CONTROLE DE E:MPRÉSTIM:OS

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1

11 I Empréstimo

15 I Listagens de Empréstimos ,!

I[ 2 ] Devolução

[ 6] Estatística mensa1Janual

Il3 ] Fichas de Usuários

l 7) Catálogo de Revistas

11 4 I Consultar Fichas
t eservas)

[ 8) Catálogo de Livros

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O ] Menu anterior

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358

�4. CADASTRO DE LIVROS E PERIÓDICOS
4.1. Periódicos

Primeiramente, padronizaram-se as entradas (registros) dos títulos de
periódicos a serem emprestados. Instituíram-se, para isso, as três primeiras letras de
cada título, com exceção dos Journal, Revistas, Review, Revue, onde se considerou
apenas a primeira letra. Entretanto, quando o periódico apresentar apenas uma
palavra, este título será digitado por completo.
ARQUIVO DE REVISTAS

II ] Incluir revista nova
] 2] Corrigir dados da revista

Il3 ] Listar arquivo

de revistas

!l4 ] Imprimir arquivo

de revistas

IlO ] Menu anterior
4.2. Livros

Cada livro foi registrado no Sistema de Empréstimo, através do no de tombo,
contendo seus respectivos dados: autor/título/edição/ano/no de chamada.
Estes dados foram aproveitados (recuperados) também em outro Sistema
desenvolvido pela Biblioteca m, mas de uso exclusivo dos usuários.

: CI~=~~~~ ARQuTVoDE liVRos ~
li[;1 2 ] Conigir dados do livro
i l3 ]Listar arquivo de livros
iJ 4

] hnpriInir arquivo de livros

li[ O ] Menu anterior
ti

359

�Exemplificando:
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..." M _ _ • • •

!J 1 J Incluir livro novo
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Tombo BC: 293984

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5. CONTROLE DE EMPRÉSTIMOS
Os empréstimos de Periódicos e Livros são feitos separadamente, mas
aplicando -se o mesmo menu, sendo utilizado os comandos &lt;P&gt; para Periódicos e
&lt;L&gt; para Livros.
Visando agilizar o empréstimo de Periódicos, aciona-se &lt;F 1&gt; para repetir o
título de periódico emprestado, com diferentes fascículos, o que evita ter de digitá-lo
outras vezes.
No ato do empréstimo, se um título é digitado erradamente, aparece uma
opção dos títulos padronizados, onde se pode fazer a escolha do título correto.

PERIÓDICOS
FICHA DE EMPRÉSTIMO
Matricula: Nome do usuário:
Validade do Cartão do Usuário:

Título do periódico: Va ó
vol: fasc: ano:
Data saída:
Os dados estão corretos? (SIN)
Os

empréstimos

de

Livros

são feitos

através

do no

de tombo.

Automaticamente, após a digitação desse no , aparece o autor e título da obra a ser
emprestada.

360

�LIVROS
FICHA DE EMPRÉSTIMO
Matricula: Nome do usuário:
Validade do Cartão do Usuário:
Tombo:
Autor/Título da obra emprestada

Data saída:
&lt; Emprestimo registrado&gt;

Mais empréstimos para o mesmo usuário? (SIN)

6. DEVOLUÇÃO e RENOVAÇÃO
Normalmente, para efetivar a devolução de uma obra, digita-se a matricula do
usuário, seguida da tecla &lt;S&gt;. Na eventual devolução da obra, sem o Cartão da
Biblioteca, digita-se &lt;C&gt; . Na apresentação futura do Cartão, digita-se &lt;S&gt; para
efetivar a devolução.
Há algumas opções a considerar:
- quando o número de matricula é desconhecido, tecla-se &lt;F6&gt;. Pode-se
recuperar os dados do usuário pelo sobrenome ou prenome (até 3 letras);
- para recuperar devolução registrada indevidamente, tecla-se &lt;FI&gt;;
- para desistir, em caso de engano, tecla-se &lt;ESC&gt;;
- J?ara anular registros incorretos, usa-se &lt;N&gt;

REVISTAS - DEVOLUÇÕES
MATRICULA: RESERVA:
(no Matricula)
NOME:
TÍTULO:
VOL: FASC: ANO:
DATA SAÍDA: DATA DEVOL:
361

�Confirmar devolução &lt;S&gt; Devolução SEM cartão &lt;C&gt; Anular &lt;N&gt;
Ainda no Campo Devolução, pode-se renovar uma obra emprestada, não
havendo necessidade de se fazer um novo empréstimo. Digita-se &lt;R&gt; e
automaticamente aparece a data da renovação.
REVISTAS - RENOVAÇÕES
MATRICULA: RESERVA:
(no Matrícula)
NOME:
TÍTULO:
VOL: FASC: ANO:
DATA SAÍDA: DATA DEVOL:
RENOVADO EM:
Confirmar data renovação? (SIN)
7. CONTROLE DE RESERVAS
Conforme Regulamento da Biblioteca do IB, somente efetuam-se reservas de
obras que estão emprestadas.
Os sistemas de reservas para livros é através do número de tombo e o de
periódicos, através do título. Localizando-se o registro da obra emprestada, constatase um campo destinado a reservas . Digita-se o no de matrícula do usuário
r .

interessado naquela obra e a data provável para retirada dessa obra.
&lt;LIVROS&gt;
FICHA DE EMPRESTIMO
MATRICULA: NOME DO USUÁRIO:
RESERVADO em: Validade do Cartão do Usuário:
BUSCAREM:
No TOMBO:
(Título e Autor do livro)
DATA SAÍDA:
362

�Não é possível fazer empréstimo para usuário que não tenha reservado a obra,
pois o sistema acusa, através de um sinal sonoro de atenção : &lt;livro reservado&gt; ou
&lt;revista reservada&gt;.
As reservas de livros podem ser relacionadas na tela do computador ou via
impressora, nas seguintes formas:
- por autor e título do livro;
- pelo no de Cutter (agrupa reservas de vários exemplares de um mesmo
livro);
- por usuário que reservou;
- por livros reservados e devolvidos.

8. CADASTRO DE USUÁRIOS
O registro de usuário é etapa obrigatória àquele que se dirige pela primeira
vez à Biblioteca do IB.
Este registro abrange todas as categorias de usuários:
- internos: composto pelos corpos docente e discente, pelos funcionários e
estagiários do Instituto de Biologia;
- externos: composto pelos usuários provenientes dos demais Institutos e
Faculdades da UNICAMP.
Três tipos de registros são utilizados:
- &lt;N&gt; ficha nova, para inclusão de usuários;
- &lt;C&gt; corrigir ficha, para alteração nos dados dos usuários;
- &lt;E&gt; eliminar ficha, para exclusão de usuários.
Para facilitar a identificação do usuário, há também opções específicas:
- pelo nome do usuário em ordem alfabética,
-por ordem de matrícula,
-pelo número sequencial fornecido pelo Sistema.
Pode-se obter uma listagem completa ou parcial dos usuários em tela ou via
impressora, optando-se por qualquer uma dessas especificações.
363

�Para inscrição dos usuários são necessários o no de registro na UNICAMP,
nome completo, e Departamento ou Instituto onde trabalha ou estuda. Também fazse constar a validade do Cartão da Biblioteca. Para a eventualidade de suspensão do
usuário, há um campo nesta ficha, no qual se pode registrar o período de bloqueio
dos empréstimos.

usuÁRIos
[ 1 ] ABRIR/ALTERAR FICHAS DE USUÁRIOS

[ 2 ] LISTAR usuÁRIos NA TELA
[ 3 ] LISTAR USUÁRIOS VIA IMPRESSORA

[ O ] MENU ANTERIOR]

Exemplificando
USUÁRIOS
[ 1 ] ABRIRlAL TERAR FICHAS DE usuÁRIos

[A] ALUNO
[ P ] PROFESSOR

[ F ] FUNCIONÁRIO
[E] ESTAGIÁRIO/OUTROS
[ M ] MENU ANTERIOR
Ficha nova &lt;N&gt; Corrigir ficha &lt;C&gt; Eliminar ficha &lt;E&gt;
Modelo de ficha de Professor:

FICHA DE PROFESSOR
MATRICULA:
SOBRENOME:
PRENOME:
UNIDADEIDEPTo :
&lt; FI &gt; listagem de siglas

FICHA VALIDA ATÉ: SUSPENSÃO:
364

�9. CONSULTAR FICHAS
Esta etapa consiste em obter informações sobre · livros ou periódicos
emprestados, bem como sobre usuários.
9.1. Periódicos

Existem duas maneiras para localizar um periódico emprestado. A primeira
seria no campo &lt;CONSULTAR FICHAS&gt;, na opção &lt;Revistas emprestadas&gt; podese digitar corretamente o título desejado e logo aparecerá a ficha de empréstimo
contendo as seguintes informações:
- identificação do usuário que emprestou esse periódico;
- data em que deve ser devolvido;
- campo para reserva (teclar &lt;R»

CONSULTAR FICHAS
REVISTAS EMPRESTADAS
[ 1 ] TODAS AS FICHAS
[ 2 ] PELO TÍTULO DA REVISTA
[3] PELA MATRÍCULA DO USUÁRIO
A segunda maneira

é através

do

campo

de

&lt;LISTAGENS

DE

EMPRESTIMOS&gt; (ver Item 10) . Na opção [ 1 ] Revistas Emprestadas digita-se a
PRIMEIRA LETRA do título do periódico desejado para pesquisa e em seguida
aparecera uma listagem alfabética dos títulos referentes àquela letra com as
seguintes informações:
- Título do periódico emprestado - volume, fascículo e ano
- Data do empréstimo
- Número da matrícula do usuário que emprestou esse periódico

365

�RELAÇÃO DE PERIÓDICOS EMPRESTADOS
OBS: se for digitada a primeira letra da revista.a relação não continuará com a letra
seguinte para lista completa: &lt;ENTER&gt; para lista parcial: &lt;10 letra&gt; da revista ....... .

Apresentar a relação na Tela &lt;T&gt; ou na Impressora &lt;I&gt;?
Exem plificando:

RELAÇÃO DE PERIÓDICOS EMPRESTADOS
TITULO VOL FASC ANO SAÍDA usuÁRIo
J ANA 191 29728/11/97040258
J ANI ECO 66 5 97 14/11/97 915761

J BAC 15328309/12/97963106
J CEL SCI 718710/12/97074802
J CEL ECO 20 8 9715/12/97 935501
9.2. Livros
Quanto à localização de um livro emprestado, digita-se o no de tombo
correspondente ao livro, ou quando desconhecido do usuário, faz-se uma busca com
algumas palavras do título ou autor, para identificação do no de tombo desejado.
Através do no de tombo, aparece a ficha de empréstimo contendo as seguintes
informações:
- identificação do usuário que emprestou esse livro;
- data em que deve ser devolvido;
-campo para reserva (teclar &lt;R» - Vide Item 7.

366

�CONSULTAR FICHAS
LIVROS EMPRESTADOS
[1] TODAS AS FICHAS (+ reserva)
[2] PELO TOMBO/TITULO DO LIVRO (+ reserva)
[3] PELA MATRICULA DO USUÁRIO (+ reserva)
[ 4 ] LIVROS RESERVADOS

9.3. Identificação dos Usuários

Utiliza-se também, neste campo, identificação dos usuários por categoria:
alunos, professores, funcionários, estagiários/outros. Os registros podem ser
consultados pelo prenome ou sobrenome (3 letras no mínimo), pelo no de matrícula ,
ou pelo registro geral, onde, todos os usuários estão relacionados em ordem
alfabética ou em ordem de ficha registrada. (Vide também Cadastro de Usuários).

10. LISTAGENS DE EMPRÉSTIMOS
As listagens de empréstimos são divididas em atuais e anteriores.
As listagens atuais apresentam-se da seguinte forma:
- periódicos emprestados em ordem alfabética;
-livros em ordem do no de tombo;
- usuários com respectivos empréstimos, em ordem do no de matrícula ou em
ordem alfabética do nome dos usuários;
- empréstimos com prazo vencido, de acordo com o período pré-determinado;
- aviso aos usuários dos empréstimos vencidos (Impresso), conforme período
pré-determinado.
Estas listagens podem ser consultadas na tela do computador ou VIa
unpressora.
Quanto as listagens anteriores, são apresentadas da seguinte forma:
- empréstimos e devoluções registradas por dia;
- histórico de empréstimos, por título de cada periódico e livro;
367

�- histórico de usuário, das obras retiradas e devolvidas, durante determinado
ano.
Essas listagens pode ser consultadas apenas na tela do computador.

11. ESTATÍSTICAS

OS dados quantitativos de empréstimos de livros e periódicos podem ser
feitos mensalmente ou anualmente ou, então, apresentados em forma de resumos,
totais ou mensais, demonstrados na tela ou via impressora. A estatística de
periódicos é apresentada por título emprestado e de livros apresentam-se na
sequência pelo Cutter, assim exemplares diferentes do mesmo livro são listados
juntos, facilitando o cálculo da soma de empréstimos por obra.
A estatística de usuários, para fms de Relatórios, é separado por categoria de
usuário internos e externos à Universidade.

12. REGISTRO DE PERIÓDICOS CONSULTADOS

Para análise de coleção, os títulos de periódicos consultados na Biblioteca
também são coletados. Para esta etapa, aproveitam-se os registros dos títulos de
periódicos já existentes no sistema de empréstimo e, diáriamente, os dados de
consultas são inseridos.

13. BACK-UP

Diariamente, no fmal do expediente da Biblioteca, é feito "back-up" de todo
movimento de empréstimos e consultas.
Os registros de devoluções com mais de três meses são transferidos para
disquete, evitando-se, assim, saturação do arquivo do disco rígido.

368

�REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COSTA, Marília M.D., HEREMANN, Vivian. Automação em bibliotecas: o uso de
novas tecnologias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8.,realizado em Campinas no periodo de 7-11 de
novembro de 1994. Anais. Campinas: Pontes, 1994. p.325-337.
MILANESI, Luiz. O que é biblioteca. 3.ed. São Paulo:Brasiliense, s.d. (Coleções
primeiros passos, 94)
MORETTI, Adriana Bueno. Planejamento da automação do sistema de
circulação e empréstimo da Divisão de Biblioteca e Documentação (DmD).
Piracicaba,SP: USP/Coordenadoria do Campus em Piracicaba/Divisão de
Biblioteca e Documentação, 1986. 60p.
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília,DF: Briquet de
Lemos/Livros, 1994. 306p.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Sistema de Bibliotecas. A
informação como infra-estrutura para a pesquisa na Universidade:
modernização do plano de automação do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
Campinas,SP:, 1995.

369

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <name>Title</name>
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                <text>Sistemas de controle de circulação do acervo da Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP/</text>
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                <text>Apresentação de um sistema automatizado de empréstimo de livros e periódicos desenvolvido pela Biblioteca do Instituto de Biologia da UNICAMP em 1990, podendo ser utilizado em microcomputadores 486, com 8Mb RAM.</text>
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                    <text>REDE DE BffiLIOTECAS DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE
SÁ : RUMO AO 3 0 MILÊNIO
Vera Lucia Paracampos Pataco
Gerente Geral da Rede de Bibliotecas da UNESA

Bma Couto Corrêa
Bibliotecária responsável pelo Processamento Técnico

Colaboração
Renata Ribeiro Marques
Bibliotecária responsável pela Pesquisa Informatizada

RESUMO:
Relata experiência da criação da Rede de Bibliotecas da Universidade Estácio de Sá,
com enfoque na Biblioteca Central. Apresenta as mudanças realizadas e os impactos
causados nos trabalhos internos e no meio acadêmico, procurando integrar a Rede as
inovações tecnológicas.

PALAVRAS-CHA VES : Rede de bibliotecas; Bibliotecas, Automação; Usuário;
Pesquisa informatizada.

l.INTRODUÇÂO
A Universidade Estácio de Sá (UNESA), sediada na cidade do Rio de
Janeiro, teve sua origem com a criação do Curso de Direito, em 1970, e está neste
ano completando 10 anos como Universidade.
Além dos cursos de Graduação, a UNESA oferece cursos Técnicos, de PósGraduação em · nível de Especialização, Mestrado e Doutorado com ou sem
346

--~---

�convênios com instituições estrangeiras, o que evidência a sua permanente
preocupação com a melhoria da qualidade do ensino.
A formação da Rede de Bibliotecas da UNESA, iniciado em abril de 1997,
objetivou compartilhar recursos e distribuir tarefas de forma a evitar duplicação de
esforços, atingindo a seleção, aquisição, catalogação, controle de aquisição de
periódicos, controle do orçamento, serviço de referência, processamento técnico e as
tarefas administrativas.
A Rede de Bibliotecas da UNESA é um sistema integrado que abrange a
Biblioteca Central e 11 Bibliotecas Setoriais, tendo como meta básica a globalização
dos acervos de seus campi, através do processo de disseminação da informação,
atendendo a todos os estudantes dos cursos de Graduação, Pós-Graduação, corpo
docente e público em geral.
Acompanhando uma tendência global, foram adotados os recursos
tecnológicos mais avançados, visando oferecer aos usuários a "Biblioteca Virtual",
com amplas possibilidades de pesquisa, no atendimento à diversidade de consultas
que ocorrem na área acadêmica.
Dentro destes princípios, em qualquer das Bibliotecas Setoriais é possível ao
usuário pesquisar o acervo existente em qualquer outra Biblioteca componente da
Rede.
Como parâmetro de nosso trabalho, utilizaremos a experiência da criação da
Rede de Bibliotecas e abordaremos os impactos causados na Biblioteca Central, no
meio acadêmico e no desenvolvimento dos trabalhos internos da biblioteca.

2. PANORAMA ANTERIOR

A Biblioteca Central deu início a seu processo de automação em 1991,
objetivando a informatização de todo o seu acervo.
Em 1994, com a criação sistemática de bibliotecas setoriais, que em 1996 já
totalizavam cinco, verificou-se a precariedade da automação, restrita apenas a
Biblioteca Central. Esta automação não era compatível com a rapidez do
347

�crescimento do acervo e a necessidade de sua disponibilização, devido a demora na
atualização da Base de Dados, acarretando dificuldades no atendimento aos usuários
e desmotivação dos funcionário.
Mesmo com a consulta do acervo, mantinham-se os catálogos de fichas
(autor, título e assunto), mais consultados pelos usuários do que os computadores,
resultado da demora da atualização do sistema. O problema se agravava nas
bibliotecas setoriais, que, deste processo, apenas utilizavam as fichas catalográficas
e etiquetas impressas, não tendo acesso a consulta informatizada, mesmo tendo seu
acervo incluído na Base de Dados

3. PROJETO DE IMPLANTAÇÃO

A partir do primeiro semestre de 1997, tiveram início os estudos de avaliação
dos usuários e serviços da biblioteca que levaram as transformações nas suas
estruturas. As mudanças ocorreram desde os seus lay-out, qualificação e adequação
de pessoal as novas tarefas, até a informatização de todos os seus sistemas,
culminando com a implantação de Bibliotecas Virtuais.
Estes estudos basearam-se na observação e questionamento dos usuários
quanto a necessidades, preferências , opiniões e avaliações a respeito dos serviços
oferecidos. Para este estudo contamos com a parceria do Núcleo de Comunicação da
Universidade que a cada semestre vem avaliando, através de questionários, as
sugestões e opiniões da área acadêmica, além das "home page" na Internet, e de
diversas caixas de sugestões espalhadas no campus. O Núcleo de Comunicação
desenvolve o Programa de Informação Profissional, que tem como finalidade
proporcionar a alunos de diversos colégios visitas ao , e incluindo visistas periódicas
a biblioteca, que aconteciam de forma rápida, mostrando-se apenas o seu espaço
fisico.
Dando início ao projeto de implantação da Rede, todas as bibliotecas
passaram a obedecer um lay-out básico de instalações com ambientes próprios para

348

�consultas convencionais, meios eletrônicos e audiovisuais (Internet, CD-ROM's e
vídeos).
O corpo técnico foi redimensionado e redistribuído, principalmente na
Biblioteca Central, consideradas suas adequações aos serviços a serem, a partir de
então, desenvolvidos, segundo sua capacitação e desempenho. Para tanto foram
realizados treinamentos para adoção das novas técnicas.
A informatização do acervo foi totalmente substituída pelo Sistema MicroIsis, criado pela UNESCO e já consagrado em todo o mundo.

3.1 MUDANÇAS E A VALIAçÃO DOS PROCESSOS

3.1.1 SELEÇÃO

A política de seleção de materiais dos acervos das Bibliotecas da Rede sofreu
grande mudança, principalmente a Biblioteca Central por possuir um grande acervo
e atender a uma infInidade de cursos e usuários.
A mudança foi toda direcionada para os cursos, procurando atendes as grades
curriculares, indicações das coordenações dos cursos e inovações nas diversas áreas.
Todo o acervo de livros, monografIas e teses foi avaliado, procurando
verifIcar as áreas em que apresentavam maiores carências. Procurou-se, então, fazer
um levantamento com as bibliografIas básicas atualizadas dos cursos e enviando-os
as coordenações dos cursos para avaliação e posterior aquisição.
Com refência aos periódicos, todas as coleções foram revisadas. Avaliou-se a
real necessidade e importância da continuidade das assinaturas, o mesmo sendo feito
com relação as assinaturas paralisadas. Recorreu-se as doações para completar
coleções e o descarte de duplicatas. Adotou-se a numeração progressiva das
coleções.
As atuais assinaturas, tanto nacionais como estrangeiras, atendem a todos os
cursos e, conforme salienta Vergueiro (1995), quanto a seleção de periódicos, "o ato

349

�de seleção se repete de tempos em tempos - anualmente, bienalmente, etc. ", o que
exige uma constante reavaliação.
As coleções de Vídeos e CD-ROMs foram iniciadas seguindo as mesmas
políticas de seleção, e vem crescendo substancialmente. Os CD-ROMs ainda tem
como principal vantagem o fato de disponibilização de espaço.

3.1.2 AQUISIÇÃO

Com a reestruturação do sistema de automação e mudanças no atendimento
ao usuário, verificou-se uma demanda maior nos serviços da biblioteca e
conseqüente necessidade de atualização do acervo para mellior atender, a todos os
usuários, e também acompanhar a evolução dos cursos da universidade
O processo de aquisição passou a seguir os seguintes parâmetros:
•

compra - feito através de indicação das coordenações dos cursos, após avaliação
de listas bibliográficas fornecidas pela biblioteca~

•

doações - o recebimento de doações de particulares, editores e instituições é
condicionada a uma prévia triagem, verificando-se a sua real contribuição ao
acervo. Esta triagem é feita pela equipe do processamento técnico, com a
participação de um professor especialista na área relacionada.
Observando-se a necessidade de um rápido atendimento às solicitações de

compra de toda a Rede, centralizada na Biblioteca Central, desenvolveu-se o
Sistema Automatizado de Aquisição com o objetivo de controlar todo o processo de
aquisição relativo a todas as Bibliotecas da Rede.
O sistema permite informar a biblioteca solicitante os prazos de entrega,
situação atual do livro (se esgotado ou em processo de aquisição) e fornece listagem
por editora, biblioteca solicitante, nota fiscal, nome do fornecedor e data de
aquisição.

350

�3.1.3 REFERÊNCIA

O serviço de referência passou a contar com dois bibliotecários e quatro
auxiliares que se revezam em horários distintos.
Com a mudança da base de dados tomou-se fundamental para o
estabelecimento de novos parâmetros nos serviços de atendimento ao usuário através
de um atendimento mais individualizado, procurando familiarizar o usuário com o
novo sistema, e colocá-lo sempre a par das novas aquisições e serviços
disponibilizados pela Biblioteca. Passou-se, então, a exercer" o serviço de referência
em seu sentido mais amplo", conforme nos mostra Grogan (1995), pois o
bibliotecário de referência passou a exercer tanto as funções informacionais quanto
as funções instrucionais.
Neste período foi notado o aumento de usuários, não só de usuários do meio
acadêmico, mas também de usuários externos e a crescente satisfação dos mesmos
com os novos serviços oferecidos, através de maior permanência nas dependências
da Biblioteca.

3.1.4 PROCESSAMENTO TÉCNICO

Com a mudança do sistema de automação para MICRO-ISIS, optou-se pelo
uso de exibição dos dados em do formato de referência. Esta mudança surgiu em
função do usuário que, acostumado a utilizar a referência bibliográfica em seus
trabalhos acadêmicos, pode entender melhor as informações vinculadas às suas
pesqmsas.
Do ponto de vista técnico, a mudança trouxe a necessidade de adaptação e
reestruturação do trabalho. Aproveitou-se a oportunidade para revalidar todas as
etapas do processamento técnico, unificando as classificações, revisando as
indexações, entre outros, visando sempre a utilização dos processos técnicos
voltados para a facilitação da pesquisa e atendimento ao usuário.
No período de maio a dezembro de 1997, sem que fosse interrompido o
atendimento ao usuário, foi tratado todo o acervo correspondente a Rede. Paralelo a
351

-----~~

�este trabalho, houve em maio a implantação das Bibliotecas Setoriais do Centro e
Campos dos Goytacazes, com infonnatização imediata de todo o acervo. Em julho
surgem as Bibliotecas Setoriais de Ipanema, Ilha do Governador e Resende, com um
acervo médio de 3.500 volumes cada. Em agosto estas bibliotecas já encontravam-se
atendendo aos seus usuários, com o acervo totalmente infonnatizado. Em março de
1988, surge a Biblioteca Setorial do Méier.
Após a definição e instalação da Base Monog e procurando disponibilizar de
fonna rápida e eficiente a infonnação para o usuário, iniciou-se a criação de novas
Bases de dados.
•

TESE - alimentada não só por teses da UNESA, mas também de outras
universidades e instituições;

•

PROF - alimentada com trabalhos monográficos, de fim de curso, dos cursos de
graduação da própria universidade;

•

PERIO - alimentada com artigos de periódicos da bibliotecas da Rede;

•

VÍDEOS - atendendo aos novos parâmetros das bibliotecas modernas, foram
incluídos nesta base vídeos adquiridos em função dos cursos.

4. PESQUISA INFORMATIZADA

A pesquisa infonnatizada da Rede de Bibliotecas é baseada em três grandes
meios: Internet, Bases de Dados em CD-ROM e Vídeos. Deste modo, inicia-se na
Universidade Estácio de Sá a construção da Biblioteca Virtual, que permitirá o
acesso à distância aos acervos, catálogos e serviços de outras bibliotecas e bases de
dados.
Em 1997, com o projeto de criação da Rede de Bibliotecas, surgiu a idéia de
criação de uma sala de pesquisa infonnatizada, como um local de convergência dos
alunos, possibilitando respostas diferenciadas às suas tarefas de pesquisas, podendo
obter a partir de um mesmo método, retornos adequados individualmente.
Neste local se desenvolvem atividades multidisciplinares com uma didática
própria, onde os alunos são estimulados a enfrentarem suas dificuldades, superando
352

�a falta de conhecimento com a curiosidade que lhes é característica. Os artigos
obtidos são sempre adequados às suas necessidades. Eles próprios conduzem suas
pesquisas, sob orientação de um bibliotecário especializado na área.
São utilizados neste salão de pesquisa 12 computadores pentium multimídia,
que acessam a pesquisa em CD-ROM e a Internet.
•

CD-ROM - As Bases de Dados em CD-ROM representam uma enorme
economia de espaço, devido à sua capacidade de compactar e disponibilizar a
informação de forma rápida e objetiva, substituindo grandes volumes de papel. A
biblioteca tem adquirido sistematicamente títulos de abrangência geral e
específica, procurando atender sempre as expectativas dos usuários (internos e
externos);

•

INTERNET - tem se mostrado uma grande ferramenta de trabalho. A cultura na
grande rede orienta para a disseminação massiva de informações, para que o
maior número de usuários possível seja atingido. O bibliotecário, então, deixa de
ser o mero coordenador de um repositório de informações e passa a ser a ponte
que vai decodificar os dados para os usuários. Evita-se assim, a fadiga pelo
excesso de informação, pois ela chagará categorizada e analisada de forma
precisa. Os papéis na Internet se invertem (ou se subvertem). O bibliotecário que
busca dados para categorizar suas informações elegendo princípios básicos, é na
verdade tão usuário como o aluno que prepara sua monografia de final de curso.
Como em Grogan apud Ranghanathan (1961) "para cada leitor o seu livro",
podemos dizer que - para cada internauta a sua página. A visão do bibliotecário
é que determinará esta relação

•

VÍDEOS - cursos com vídeos desempenham uma função importante ao
estimular o auto estudo, e possibilitam a preparação de um aproveitamento
melhor dos eventos dos níveis de informação mais avançado, como: seminários,
workshop, etc.
Procurando incentivar a utilização desses recursos , foi dado início a criação

de coleções de vídeos voltadas para os cursos acadêmicos. Para sua disponibilização
353

�foram criadas duas salas para vídeos : uma com capacidade para 15 pessoas e outra
com capacidade para quatro.

5. CONCLUSÃO

As mudanças ocorridas foram tão rápidas, que não foi possível, a princípio,
perceber os seus impactos como um todo.
O atendimento aos usuários, em alguns momentos, tomou-se mais demorado,
devido às mudanças, e inúmeras reuniões técnicas ocorreram na busca de melhorias
ao projeto inicial. Foram meses de discussões e trabalho árduo, procurando fazer
com que o atendimento aos usuários continuasse a acontecer sem maiores
interferências.
O reflexo destas mudanças é hoje claramente notado com a freqüência dos
usuários, que mantém os salões de leitura e pesquisa informatizada sempre repletos.
As visitas do Programa de Informação Profissional tiveram que aumentar o tempo
de permanência de cinco para vinte minutos, em virtude do interesse que a biblioteca
vem despertando.

354

�BmLIOGRAFIA CONSULTADA

FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologia para a promoção do uso da
informação
técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas
universitárias e especializadas. São Paulo : Nobel, 1990. 144 p.
GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Tradução Antonio Agenor
Briquet de Lemos. Brasília : Briquet de Lemos, 1995. 196 p.
PRADO, Heloisa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. 2. ed.
rev. São Paulo : T. A. Queiroz, 1992. 209 p.
RANGANATHAN, S. R. Reference service. 2. ed. London : Asia, 1961.
ROBREDO, Jaime, CUNHA, Murilo B. da. Documentação de hoje e de amanhã:
uma abordagem informatizada da biblioteconomia e dos sistemas de
informação. São Paulo : Global, 1994. 400 p.
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Tradução de Antonio Agenor
Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 1994.307 p.
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação
técnicas. Brasília : Briquet de Lemos, 1995. 110 p.

princípios e

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
Normas para publicações da UNESP. São Paulo: Ed. UNESP, 1994. 3 v.

355

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
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              <elementText elementTextId="72434">
                <text>Rede de Bibliotecas da Universidade Estácio de Sá: rumo ao 3º milênio.</text>
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                <text>Pataco, Vera Lúcia Paracampos, Corrêa, Ilma Couto, Marques, Renata Ribeiro</text>
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                <text>Relata a experiência da criação da Rede de Bibliotecas da Universidade Estácio de Sá, com enfoque na Biblioteca Central. Apresenta as mudanças realizadas e o impacto causado nos trabalhos internos e no meio acadêmico, procurando integrar a rede as inovações tecnológicas.</text>
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                    <text>RECUPERAÇÃO AUTOMATIZADA DE MAPAS:
relato de uma experiência:
Angela Pereira de Farias Mengatto
Bibliotecária da Biblioteca de Ciência e Tecnologia do Siste~a de Bibliotecas da
Universidade Federal do Paraná.

Eliane Maria Stroparo
Bibliotecária da Biblioteca de Ciência e Tecnologia do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Paraná.

Heloisa Jacques da Silva
Aluna do curso de Biblioteconomia da Universidade do Paraná.
Tania Barros Baggio
Bibliotecária da Biblioteca de Ciência e Tecnologia do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Paraná.

RESUMO:

Demostra a experiência da implantação de uma sistema automatizado, via Microisis,
para recuperação das informações contidas nos mapas da Biblioteca de Ciência e
Tecnologia da Universidade Federal do Paraná. O sistema adotado, permitiu ampliar
as opções de pesquisas do material, facilitar a localização, arquivamento e a
racionalização no preparo técnico dos mapas.

Palavras chaves: Mapas - Recuperação; Mapas - Organização

335

�1. INTRODUÇÃO:

Este trabalho relata a experiência de implantação de um sistema de
recuperação automatizada do acervo de mapas da Biblioteca de Ciência e
Tecnologia (BCT) do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná
(UFPR).
Instalada em 1965, a BCT é integrante do Sistema de Bibliotecas da UPFR e
atende atualmente a 13 cursos de graduação, 11 de pós-graduação e a cursos de
especialização, que periodicamente são ofertados. Possui um acervo de 53.197
volumes de livros e 3.609 títulos de periódicos e multimeios (CD-ROM, disquetes,
fitas de vídeo, microfichas) sendo grande parte desta categoria constituída de mapas.
O acervo cartográfico da BCT, é composto de mapas geológicos,
topográficos, políticos, náuticos, gravimétricos, rodoviários, celestes, climáticos, de
solos, de vegetação e de arruamento, num total de 4.246 exemplares. Podendo ser
considerada uma das maiores coleções da cidade de Curitiba. Atende a demanda dos
cursos de Arquitetura, Geografia, Geologia, Engenharias Cartográfica, Civil,
Química e curso de Pós-Graduação em Ciências Geodésicas, como também à
comunidade externa da UFPR.

2. PROBLEMA:
Duas coleções consitituem o acervo cartográfico da BCT: a prunerra da
própria Biblioteca e a segunda oriunda da Biblioteca do curso de Pós-Graduação em
Ciências Geodésicas incorporada a coleção da BCT em 1994. Deve-se salientar que
cada um destes acervos possui um sistema de organização diferenciado. Alfanumérico: BCT e Sistema de Classificação Decimal Universal (CDU): Biblioteca do
curso de Pós-graduação em Ciências Geodésicas (Anexos 1 e 2).
Estes dois sistemas, enquanto sistema individuais, atendiam a contento as
necessidades dos usuários. Em virtude da fusão destes acervos, constatou-se a
dificuldade na busca e recuperação das informações.
336

�Outro aspecto verificado é a recuperação limitada, somente por autor, título e
assunto.
OLIVEIRA (1993), observa que a catalogação de mapas é um assunto
controvertido, por não existir uniformidade nem internacionalmente e nem no Brasil.
Com relação a estrutura da classificação, enfatiza que, seja qual for o sistema
adotado, exige-se uma uniformidade no processamento para tomá-la acessível ao
usuário.

3. JUSTIFICATIVA:
Tendo em vista a existência de dois sistemas de organização dos mapas, a
precariedade da recuperação das informações e o volume de exemplares adquiridos
e não incorporados, detectou-se a necessidade de uniformizar estes sistemas, visando
a modernização e ampliação das opções na recuperação das informações.

4. OBJETIVOS:

4. 1 OBJETIVO GERAL:

Criar um novo sistema de organização do acervo cartográfico.

4. 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

•

Definir uma base de dados adequada para os mapas;

•

Ampliar as opções para recuperação das informações contidas nos mapas.

5. METODOLOGIA:
Para o processamento técnico dos mapas, foram estabelecidas cinco etapas:
a) Planejamento da Base de Dados: Definição dos campos necessários para a
identificação do material. Esta etapa baseou-se na combinação da catalogação
adotada na Biblioteca do curso de Pós-Graduação em Ciências Geodésicas, na
catalogação utilizada na BCT e na obra de PEROTA (1993) sobre multimeios.
Foram incluídos outros campos que pareceram relevantes para complementar
337

-

--

--

-

�informações de interesse da BCT, resultando em uma planilha de entrada de dados
com vinte e três campos (Anexo 3).
b) Elaboração da Base de Dados: Optou-se pelo programa Microisis, versão 3.07,
por oferecer as seguintes vantagens:
• Facilidade de manuseio das bases;
• Recuperação de dados através de operadores boleanos e proximidades;
•

Apresentação na tela de registros (inteiros ou em partes) de acordo com o
formato desejado;

•

Possibilidade de gerar recursos flexíveis para especificação de saídas impresssas;

•

Facilidade de intercambiar (exportar/importar dados) entre bases de dados e com
outras instituições (ORNELAS, 1993 p. 3).

c) Catalogação descritiva: Para a descrição dos dados identificadores da cada mapa,
foram utilizadas as Regras de Catalogação do AACR2, 2.ed., capítulo 3 (p. 87-115)
referentes a Materiais Cartográficos e foram observados as recomendações de
PEROTA (1993, p. 77-108).
d) Código de arquivamento na coleção: Foi adotado o sistema numérico (Anexo 3),
resultando na seguintes notação:
Exemplo: 1-1.. .. 1-2502-1 .... 2-250, que representa:
•

primeiro número: indica a mapoteca;

•

segundo número : indica a localização e ordem do mapa dentro da mapoteca, de
acordo com a sua capacidade.

e) Indexação: A representação temática do conteúdo dos mapas, foi determinada de
acordo com as informações contidas nos mesmos. Nesta etapa, contou-se também
com a colaboração de um professor 1 do Departamento de Geociências da UFPR.
f) Formato de Apresentação do Produto: Para a apresentação dos dados, foram

estabelecidos dois formatos de recuperação das informações:
•

Consulta via terminal de computador;

338

�•

Listagem impressa, tipo índice alfabético de assunto em fonna de referência
bibliográfica (Anexo 4).
Outros fonnatos poderão ser criados a partir da base de dados, caso seja

necessário.

6. RESULTADO DA IMPLANTAÇÃO DA BASE DE DADOS:
Desde a implantação do projeto (abril de 1996), até o momento foram
preparados 781 mapas. Desta amostra verificou-se que:
•

Esse sistema apresenta a vantagem de ampliar as opções de recuperação das
informações contidas nos mapas, tomando-a mais satisfatória. Atualmente além
da busca por autor, título e assunto, recupera-se também por latitude-longitude,
tipo, escala, folha, data, projeção e etc.

•

Quanto ao código de arquivamento adotado constatou-se maior funcionalidade
pois a notação é simples, constituída de poucos caracteres. Embora esse sistema
não permita a reunião dos mapas por assunto na mapoteca, a localização e o
arquivamento, tomaram-se mais fáceis . O sistema numérico apresenta a
vantagem da flexibilidade, por ser infinito, ao contrário do sistema alfanumérico, que implica na necessidade de acréscimo de outros caracteres após a
letra principal.

•

Com relação ao processamento técnico, constatou-se racionalização de trabalho
na incorporação dos mapas à coleção, devido a facilidade de alimentação da
base. A digitação dos dados reduz o tempo gasto no preparo técnico
convencional, pois elimina a datilografia, o desdobramento e a intercalação de
fichas .

339

�7. CONCLUSÃO:
A decisão de uniformizar o sistema de organização dos mapas da BCT, surgiu
a partir do momento em que houve dificuldades quanto a recuperação do conteúdo
deste material, devido a duplicidade dos sistemas, a limitação na busca e a
complexidade no arquivamento.
A implantação de uma base de dados, VIa Microsis, velO beneficiar
bibliotecários e usuários. O uso do acervo cartográfico tomou-se mais apropriado e
direto, as opções de pesquisas são facilitadas e o conteúdo do material disponível
pode ser explorado ao máximo pela demanda interna e externa da UFPR.
Este sistema permitiu aos profissionais da BCT, a visualização para
possibilidades futuras da criação de um banco de dados de imagens e mapas, que
constituirá uma mapoteca virtual, a qual poderá ser compartilhada por inúmeros
usuários.

ABSTRACT

It demonstrates the implantation expenence of an automatic system, by

"Microisis", to recuperate information contained in the Science and Technology
Library' s maps of Parana Federal University. The adopted system had allow the
increase of researches' options in the material, the easiness in localization, file and
the rationalization in technical preparation of maps.

340

�REFERÊNCIAS BffiLIOGRÁFICAS:

1 MENEGUETTE JUNIOR, Messias; MENEGUETTE, Arlete A. Geração de um
banco de imagens e mapas digitais: retrospectiva e perspectivas futuras. In:

SEMINÁRIO:

!MPACTO

DAS

NOV AS

TECNOLOGIAS

NA

ENGENHARIA CARTOGRÁFICA, 1997, Presidente Prudente. Coletânea de
Trabalhos. Presidente Prudente: UNESP, 1997. p. 89-97

2 OLIVEIRA, Cêurio de. Documentação cartográfica. In:

Curso de

cartografia moderna. 2.ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1993. p. 71-78.

3 ORNELAS, Rosangela Visoni Azanha de. Curso básico de Microisis: versão 3.0.
Curitiba: Instituto de Tecnologia do Paraná, 1993. 69 p.

4 PAZIN, Rosina Alice. Indexação de multimeios. 2.ed. Curitiba: Ed. da UFPR,
1993.50 p.
5 PEROTA, Maria Luiza Loures Rocha. Multimeios: seleção, aquisição,
processamento armazenagem, empréstimo. Vitória: Fundação Ceciliano

Abel de Almeida, 1991. 177 p.

341

�ANEXO 1 - FICHA CATALOGRÁFICA DE MAPAS: BIBLIOTECA

DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - UFPR

ALTAMlRA - MAPA GEOL6GICO
Aa38(6)

Brasil. Departamento Nscional da Produção
Mineral.
Projeto especial mapas de recursos minerais,
de solos e de vegetação para a área do programa
Grande Carajés = subprojeto recursos minerais;
mapa geológico: Altamira, folha SA-22-Y-d. Rio
de Janeiro, 1985.
1 mapa : lOOx63 cm
Escala 1:250.000
1.A1tamira - Mapa geológico. I.Título.

342

�AN~F:X() 2 - .F.R~HA TF;CNICA In: MAPAS: BIBLIOTECA )0

C1JRSO DE P()S-GRADUAç.:\O EM CIÊN(~IAS
G.1~()of:SICAS

- 1T{tPR

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343

�ANEXO 3 - PLANILHA DE ENTRADA DE DADOS DE MAPAS

PLANIUIA DE J:NTRAI)A DE DADOS DE MAPAS
AJtBA: Rr§jl

AUTOIi PmI8.:___ _

AlTI'OR EN'IUL fB2"~to d~ cartognJfi8.

----------- ---------------------Rio de J(IDeíro
LOCAL OH PUBI..lO\ÇÁO:

EDITORA;_ _ _ _ _ _ _____________________________
6O(ÇÃO:_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ OATA:_.l.~J1,
UNJI)AIlEFJSJCA:_~_

MCA!Ã:

1: 1. ooa.GOO

DIU!!HlÀO:.....::%"""""-'7tkm",...._ _ _ __

LA.noVD~:~:!!~_______________.LO'N&lt;IrIllDIi;~~.. .. _ _ __

ROJEÇAO: ~ COàfo~ de LaRtIert

COR: oolar.

mo; to{rIJrancê
CaC'-!l intemtJCima.l. do numa ao l.OOO.OCKJ

$1lUE:

N01A8:_---:~-----------_-------------JtE(J(SlRO :_26
_ _ _ _ 6.&gt;il!WPl..AP.E3:---"l'---~FOlHA : 58-22

-----------------_. -_.-

344

�ANEX&lt;iJ 4 - .F ORMATe DE APRESENTAÇÃO: REFEdNCIA

BIBLIOORÁFlCA - IASE DE DADOS 8E MAPAS

~lit~~ 2-tO
(lIf!f~ OOZS5;
~. 111St i tutc ütoloqi«t llilltrQ Y l4ehllJrsi~. . . GeolO!llQl
..1 ~1~ ..... Peru: O1l1stltuta, t~, ,F~illa:
ll-X; f: lOO.OOt'I: 111: n.39l5; long:. 5~j~&lt;

locahucao: 2-liS
{MAl: m~4l
,'mes t *à.in. IS.l.l: Stf[, [19-}. j;5.000,OOO;iat:
LoulluclO'; '2-155

[Mfl4; ~544)

Atem • •ir!. [S. LI ; 58[, (19-1. 1:5.~90,GOO; ~at;

t1JalizlClO: 1-109
(Mfft: oo~04 l .
_n.. !línítttrio dei irln$lrttS. . . . . . . I'I1IkrIiaríl Acre
• Bruil;! ~ E, 19it l:1.OQ&amp;.Go&amp;; 'at: i-~2; lent: i6wi4.

L~l izu: H15
(111: 00'15}
1àGE•• .tn.t... li. Inri. JtlQ fi J.In.tro : I., lW••
Folba: Str21-Z+YI; t:tOO1OOO; iat: 73HtrO; lllll!:
S400-54Si1. (ftegjaa Marte do Brasil i

Loeali tecaa: '-93

(MAl: 0009J)

MIL, nint~ria de Seniw ~rafi«l. ... de . . Clara.
BnsiHa: OS, 1991 •• foiat: SQ-22"'+Y-1~ 1:50.*; tat:
2S3C-Z5~S; ,.,,; 5145-5200. {Rqiao Sul do ltasm

AIJtIMS - -

_.

LacalitKIlI: l*tlt
(MA: tom)
~. Semtar,," Pl.i_to. btIIo" 1.1..- : &amp;COfIOIi~. Alqou ~ cartotr., \98&amp;. 1:400.000; l.t
....103&amp;; lOO!! 35.'1-3&amp;.

345

-

---

-

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Publisher</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Mengatto, Angela Pereira de Farias, Stroparo, Eliane Maria, Silva, Heloisa Jacques da, Baggio, Tania Barros</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Relata a experiência da implantação de um sistema automatizado, via Microisis, para recuperação das informações contidas nos mapas da Biblioteca de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná. O sistema adotado, permitiu ampliar as opções de pesquisa do material, facilitar a localização, arquivamento e a racionalização no preparo técnico dos mapas.</text>
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            <name>PDF Text</name>
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                    <text>o IMPACTO DA INTERNET NOS SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS:
UM ESTUDO EXPLORATÓRIO

Betânia Lima Vieira Gonçalves
Aluna de graduação em Biblioteconomia e Documentação,
Universidade Federal Fluminense

Carlos Henrique Marcondes
Professor, Departamento de Documentação, Universidade Federal Fluminense
e-mail: marcondes@ax.apc.org

Enquadramento do trabalho:
Integração das bibliotecas universitárias ao mundo virtual
Biblioteca tradicional X bibliotecas virtuais

Endereço para contato:
Departamento de Documentação, Instituto de Artes e Comunicação Social
Universidade Federal Fluminense
R. Lara Vilela, 126 - São Domingos

24210-590 - Niterói - RJ
TellFax: (021) 620 6377

292

�o IMPACTO DA INTERNET NOS SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS:
UM ESTUDO EXPLORATÓRIO*

Betânia Lima Vieira Gonçalves** e Carlos Henrique Marcondes***

Resumo

Expõe os resultados de pesquisa de campo, de caracter exploratório, centrada em
uma unidade da Universidade Federal Fluminense tradicionalmente envolvida em
pesquisas e pós-graduação. O objetivo era avaliar o impacto da Internet como
mecanismo de acesso à informação em ciência e tecnologia sobre os serviços
bibliotecários convencionais. Pretende-se coletar dados a partir de três atores do
processo de transferência, uso e gestão de informação para a pesqmsa:
pesquisadores, bibliotecários e administração de pesquisa da instituição.

Palavras-chave: Internet; impactos; serviços bibliotecários; pesquisa; informação

em Ciência e Tecnologia.

Abstract

The results of an exploratory research, centered in a research institute ofFederal
Fluminense University tradicionally involved in research and pos-graduate teaching
are reported. The objective of the research was to evaluate the impact of the Internet
as mechanism to access science and technology information on conventional
librariary services. It is intended to collect data from three actors of the process of
transfer, use and management of information for research: researchers, librarians and
research managers of the institution.
Key-words: Internet; impacts; library services; research; science and technology
information.
293

-

---

-

-

-

~ --r-

�1. INTRODUÇÃO

o advento

da Internet vem causando um impacto muito grande em várias

áreas de atividade humana, desde negócios, ciência, comunicação social, ensino e
até mesmo lazer. Concebida inicialmente como uma rede acadêmica, a Internet,
visava facilitar a comunicação entre pesquisadores e permitir-lhes compartilhar
recursos computacionais remotos (RANGEL, 1996).
O impacto da tecnologia da informação e da Internet em particular tem sido
bastante forte nos sistemas de informação e bibliotecas (Lancaster, 1994), criando
ameaças mas também oportunidades para o desenvolvimento destes serviços. O
impacto progressivo da tecnologia da informação sobre as bibliotecas e os diferentes
estágios por que passa este processo que culmina hoje com o advento da Internet,
são analisados em Marcondes (1997). Aí é ressaltado que, antes da Internet, a
tecnologia da informação, sob a forma de bases de dados referenciais, catálogos
coletivos e serviços como o COMUT - Sistema de Comutação Bibliográfica - era
usada para identificar/localizar informações e permitir o acesso a cópias de
documentos em papel. Com o advento da Internet e o seu crescimento como mídia
para publicações eletrônicas a partir de frns da década de 80, o acesso ao documento
final em meio eletrônico, uma vez identificado/localizado na rede, toma-se imediato.
Os impactos para a informação em ciência e tecnologia são enormes:
multiplicidade de recursos informacionais disponíveis na rede, contrastando com os
disponíveis no acervo das bibliotecas, acesso imediato a estes recursos, velocidade
da comunicação científica propiciada pela publicação direta na rede, extravasando
os mecanismos tradicionais de controle e garantia de qualidade da pesquisa, que
repousavam sobre o periódico científico com seu corpo de "referees" (Stick, 1995);
na industria editorial (Catenazzi, 1996), (Muller, 1994), a concorrência das
publicações feitas diretamente na rede com o periódico científico editado em papel,
menores custos de publicação na rede e multiplicação dos periódicos eletrônicos.

294

�No entanto o crescimento exponencial da Internet coloca enormes problemas
em termos de identificação de recursos relevantes, o que tem motivado o surgimento
de ferramentas de busca, os "search engines" como AltaVista, Lycos, Infoseek,
Webcrawler, Yahoo, etc, (Conte Jr, 1996) que indexam regularmente as páginas
hipertextuais da Internet, montando bases de dados com referências sobre as mesmas
e provêem mecanismos de consulta a estas bases.
Estes mecanismos, embora indexem milhões de páginas Internet, são de
caracter geral, deixando a desejar quando se fala em informação especializada para
uma área específica em C&amp;T. SHNEIDERMAN (1997) afrima que ··Apesar de
serviços de busca online como Infoseek, AltaVista, Lycos, WebCrawler e Open Text
serem largamente usados, existe consenso no público em geral e especializado sobre
a dificuldade de encontrar informação··.
Esta pesquisa tem como objetivo, avaliar o uso dos serviços de informação
tradicionais comparados com o uso da Internet como recurso informacional numa
área de pesquisa em C&amp;T no caso o Instituto de Física da Universidade Federal
Fluminense. Outros objetivos seriam também: avaliar o impacto da Internet nos
serviços bibliotecários tradicionais; avaliar as tendências do uso da Internet para
acesso à informação nas comunidades de pesquisa em C&amp;T, fornecer subsídios para
o planejamento de sistemas de informação em geral e de ICT em particular; testar e
avaliar a metodologia empregada, para aperfeiçoá-la e possibilitar sua aplicação a
um campo mais amplo.
O trabalho buscou discutir estas questões a partir de algumas hipóteses: a
tecnologia de informação facilitou ao pesquisador em C&amp;T o acesso ao documento
final, disponível diretamente em meio eletrônico na rede; a grande quantidade de
informação publicada e disponível na rede tomou mais dificil a tarefa de descobrir e
localizar a informação relevante; existe uma tendência do usuário pesquisador
dispensar a intermediação dos serviços de informação e biblioteca para a obtenção
das informações relevantes para seu trabalho; a ausência de contato pessoal com os
usuários, no caso de uma biblioteca sendo acessada via Internet, traz uma maior
295

�dificuldade em realizar o sefVIço de referência; com a diversificação das
informações de interesse para a pesquisa, extrapolando a tradicional informação
bibliográfica, surge a necessidade de novas tecnologias ou de extensões das antigas
metodologias biblioteconômicas para tratamento destes recursos; os serviços de
informação e biblioteca convencionais se baseavam num acervo e em prover
mecanismos de localização de informações relevantes deste acervo; a Internet muda
esta situação, indicando como prioridade o trabalho de apoiar a descoberta e
localização de informações relevantes.

2. METODOLOGIA

Na pesqUIsa foram empregados três tipos de roteiros de entrevistas,
correspondendo aos três atores envolvidos no processo a ser analisado: a biblioteca,
os dirigentes da instituição - diretor e vice do instituto, coordenadores da pós
graduação - e os pesquisadores. Os três roteiros de entrevista incluíam questões
quantitativas e questões que envolviam uma avaliação qualitativa por parte dos
entrevistados. Modelos dos três roteiros de entrevista são apresentados no Anexo.
Pretendeu-se avaliar a percepção dos entrevistados do impacto da Internet
principalmente sobre os recursos informacionias para pesquisa, comparando-os com
os recursos tradicionais, supridos pelas bibliotecas. As entrevistas realizadas foram
aplicadas entre os meses de março e maio de 1998. O Instituto de Física da UFF,
campo da pesquisa, tem 300 alunos de graduação, 40 alunos de pós-graduação e 74
professores. A amostra analisada consistiu de 1 entrevista tipo A (para a biblioteca),
31 entrevistas do tipo B (para pesquisadores), sendo que destes 2 foram para alunos
de graduação, 4 para alunos de mestrado, 8 para alunos de doutorado e 17 foram
para professores e 7 entrevistas tipo C (para dirigentes).
Criado em 1969, foi escolhido para a pesquisa por ser a unidade da
universidade que mais preencheu alguns critérios julgados essenciais: é uma unidade
que inclui a pós graduação (mestrado, criado em 1973 e avaliado com conceito A
296

�pela CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do
MEC - e doutorado, criado em 1985), é considerado tanto na universidade como
foram dela como um centro de excelência no ensino e pesquisa de Física, com vários
grupos desenvolvendo diversas linhas de pesquisa e projetos cooperativos com
outras instituições do Brasil e do mundo. Membros do Instituto de Física também
têm ocupado posições de destaque na comunidade científica nacional, como
diretorias da Sociedade Brasileira de Física, membros e coordenadores dos comitês
assessores do CNPq, consultorias a diversos órgãos de fomento e membros da
Academia Brasileira de Ciências.
O Instituto de Física dispõe, além disso, de uma excelente e atuante
biblioteca, fortemente apoiada pela direção do instituto com acesso direto à Internet
desde 1995, possuindo servidor próprio, conectado diretamente ao "back-bone" da
Rede Rio Cback-bone" Internet do estado).

3. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A pesquisa realizada não foi exaustiva, procurou realizar uma amostragem,
onde foi visado a qualidade das informações propiciada pela interação direta com os
entrevistados. A seguir os resultados são analisados e discutidos.
Com relação à entrevista aplicada aos usuários e pesquisadores - entrevista B
- foi dada ênfase a professores, alunos de doutorado, alunos de mestrado e alunos de
graduação, nesta ordem. Com referência à questão 4, do mesmo roteiro de
entrevista, a maioria absoluta dos entrevistados possui senha na Internet, o que
significa que ela está incorporada às atividades didáticas e de pesquisa do Instituto
de Física. Grande parte dos entrevistados já usava e-mail antes de 1995 (ano de
implantação da Internet no Instituto de Física.), o que mostra ser um recurso já
conhecido - nesta época a rede de comunicação acadêmica usada era a BITNET* .
A grande maioria acessa a Internet diretamente sem a intermediação da biblioteca.
Em relação às questões 7 e 8 da entrevista B, foi possível observar a baixa
297

�freqüência de acesso tanto à "home page" do Instituto de Física quanto à da
biblioteca são insignificantes, o que demostra que ambas não são usadas como
recursos informacionais nem como apontadores para outros recursos informacionais
Internet.
A partir da questão 9 da mesma entrevista, é avaliado o peso de cada recurso
informacional. Dentre os recursos tradicionais em papel, o que obteve melhor
colocação foi o periódico, seguido por livros, pre-prints e trabalhos em congressos.
Este resultado demonstra que a velocidade e atualidade são pontos fundamentais no
meio científico, fatores que são possibilitados pelo periódico. Já nos recursos
disponíveis através da Internet, o correio eletrônico foi o mais bem avaliado, apesar
de não utilizado como recurso informacional, mas sim para comunicação científica.
Além do correio eletrônico, o único outro recurso Internet avaliado como
significativo são os bancos de pre-prints, tradicional recurso informacional da área
de fisica, que também são bastante bem avaliados na versão bibliográfica. O pouco
uso de recursos via Internet como periódicos eletrônicos pode ser atribuído a vários
fatores: ao fato de que estes são editados por grandes editoras e estas cobram pelo
acesso ou só o permitem aos assinantes; à biblioteca não promover um treinamento
de uso e acesso à Internet. Das formas de descoberta dos recursos Internet, respostas
como "dicas" e "navegando" (possivelmente uma navegação solitária) foram os mais
citados, poucas vezes foi citada a biblioteca como fonte ou indicadora para a
descoberta de novos recursos Internet.
Os recursos bibliográficos tradicionais - livros, artigos de periódicos,
trabalhos em congresso, pre-prints - têm uma avaliação melhor (109 respostas
"importante" ou "muito importante em 121 respostas - cerca de 90%) que os
recursos Internet, neles incluído o e-mail, além de típicos recursos informacionais
como listas de discussão, periódicos eletrônicos, documentos eletrônicos, bancos de
pre-prints, imagens, séries numéricas e estatísticas e "chats" (138 respostas
"importante" ou "muito importante em 197 respostas - cerca de 70%). Isso pode ser

298

�atribuído ao fato de que estes recursos e sua potencialidade são ainda pouco
conhecidos pelos pesquisadores e pouco promovidos pela biblioteca.
Numa comparação entre os recursos tradicionais em papel e os recursos via
Internet, excetuando o livro - 20 colocado entre os tradicionais e que representa
entre os mecanismos de comunicação científica aquele mais lento e voltado para o
conhecimento já consolidado, e o e-mail- 10 colocado entre os recursos Internet - os
mais bem avaliados em ambos os grupos são os periódicos e os bancos de pre-prints.
Nos tradicionais os periódicos são mais bem avaliados que os bancos de pre-prints e
nos recursos Internet ocorre somente uma inversão, mantendo-se ambos como bem
avaliados. Apesar de, no conjunto, os recursos bibliográficos tradicionais terem sido
melhor avaliados que ' os recursos Internet, um dos recursos mais usados e bem
avaliados, tanto na forma bibliográfica quanto na forma eletrônica, os bancos de preprints, é um dos que está migrando de forma acelerada para o meio eletrônico
(GINZPARG, 1996, THOMAS, 1998).

° que

se pode esperar no entanto , é uma complementariedade e

especialização dos diferentes recursos: "A Internet como tecnologia da inteligência
não diminui a importância de outras tecnologias, como a escrita e a imprensa. Pelo
contrário, a Internet depende da escrita, ao passo que o inverso não é verdadeiro".
(FRANCO, 1997).
Na entrevista direcionada aos dirigentes da instituição - entrevista C - a
Internet é percebida de forma unânime como um recurso importante para o
desempenho da pesquisa na Instituição. "Toda comunicação científica na área de
Física ocorre por e-mail, sem ele estaríamos sem interação científica com o resto do
mundo"*. Quanto à avaliação do impacto da Internet na produtividade do Instituto
de Física, não houve unanimidade, entretanto a grande maioria concorda ter havido
uma aumento na produtividade científica, a produção foi acelerada principalmente
devido à possibilidade de uma maior interação entre os cientistas. Com relação ao
impacto na qualidade da produção científica, a maioria se posiciona acreditando

299

�numa melhora dessa qualidade. Essa mudança qualitativa estaria diretamente ligada
ao acesso às informações mais recentes.
É importante observar que os entrevistados em sua esmagadora maioria,
quando se referiram à Internet, estavam na verdade falando mais especificamente do
e-mai!. Como bem disse o diretor do IF, Prof. Paulo Gomes: "Quando me refiro à
importância da Internet, estou me referindo principalmente ao e-mai!o A Internet em
si é bem menos relevante".
Através da entrevista concedida pela biblioteca do Instituto de Física entrevista A - foi possível constatar o uso da Internet limitado somente a atividades
meio - comunicação com outras bibliotecas, COMUT on-line, etc. a biblioteca não
apoia a busca de recursos informacionais pela Internet, não realiza treinamento
correspondente para usuários, não disponibiliza via Internet a produção da
instituição, não promove o uso dos recursos Internet e, principalmente, em suma,
não tem uma política para a Internet como tem para seu acervo convencional. Ao
não organizar e promover estes recursos, a biblioteca contribui para que eles sejam
pouco conhecidos e suas potencialidades pouco exploradas por parte dos
pesquisadores.

5. CONCLUSÕES
Parece inexorável a migração de recursos informacionais para a Internet. Ela
tende a ser um recurso informacional gigantesco, mas cada vez mais caótico, com os
usuários despendendo cada vez mais energia para encontrar informações relevantes,
caso os profissionais de informação não intervenham de forma organizada. Uma
busca ligeira e despretensiosa na Internet tendo como assunto uma das linhas de
pesquisa do Instituto de Física - física do estado sólido - e utilizando como
ferramenta de busca somente o AltaVista, identificou um número significativo de
recursos informacionais: 16472 documentos e 513 grupos da Usenet.
Com a Internet os recursos informacionais para C&amp;T extrapolam o suporte
bibliográfico impresso, passando a abranger uma variedade de suportes de
300

�conhecimento em formato digital: documentos eletrônicos, imagens*, hipetextos,
hipermídias, periódicos eletrônicos, bancos de pre-prints, listas, grupos e fóruns de
discussão, que fazem uso da interatividade da rede, modelos e simulações em
realidade virtual, laboratórios virtuais*, etc. Com base na entrevista aplicada, os
pesquisadores do Instituto de Física parecem desconhecer os recursos Internet mais
avançados.
A hipótese de que os usuários teriam autonomia para acessarem a rede,
navegarem e descobrirem os recursos informacionais de seu interesse não foi
conformada pela pesquisa; o uso que os pesquisadores do Instituto de Física fazem
da rede é bastante convencional, limitando-se basicamente ao correio eletrônico.
Apesar da possibilidade dos usuários acessarem diretamente a informação desejada
na rede, se a informação não estiver organizada, se não existirem mecanismos
facilitadores, se esta informação não for promovida como é feito com os recursos
bibliográficos convencionais, chegar até essa informação pode requer muito tempo.
Sem a intervenção do profissional de informação, navegar via Internet, pode tornarse uma navegação pelas estrelas, com o usuário desperdiçando em buscas
incessantes e demoradas e onde a presença de um profissional pouparia tempo e
energIa.
Existe portanto um enorme campo para a intervenção da biblioteca para
elaboração de uma política de acervo/promoção de recursos via Internet. Exemplos
significativos de trabalho informacional em organização e promoção de recursos
Internet para a pesquisa são as bibliotecas virtuais do programa Prossiga Informação e Comunicação para a Pesquisa (http://www.prossiga.cnpq.brl) programa vinculada diretamente à presidência do CNPq e que tem como objetivo
facilitar o acesso à informação em C&amp;T disponível na rede para a comunidade de
pesquisa brasileira. Entre elas está a de ótica (http://www.prossiga.br/ifscusp/optica/), desenvolvida em parceria com o Instituto de Física da São Carlos, da
USP.

301

�Como afirma (TROMAS, 1998) "Um arquivo em linha toma desnecessário ir
à biblioteca para acessar velhas cópias do periódico". Neste sentido a Internet pode
ser tomar uma ameaça às bibliotecas convencionais. É necessário que as bibliotecas
se voltem para a Internet, se capacitem no seu uso, descrição e organização de seus
recursos,

formulando

e

executando,

paralelamente

a

suas

políticas

de

desenvolvimento de coleções e promoção de acervo, políticas semelhantes para os
recursos Internet; este são estratégicos e tendem a ter, a curto prazo, uma
importância crescente entre os recursos informacionais para C&amp;T.
Nas palavras de SOUZA (1997): "não existe a ferramenta perfeita. É nesta
perspectiva que se insere o papel do profissional da informação cuja competência
técnica poderá superar as deficiências que o uso inadequado das ferramentas digitais
pode representar ao resultado da busca de informações na Internet" .

302

-

----

-

-

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
01 CATENAZZI, Nadia, SOMMARTUGA, Lorenzo. From eletronic books and
eletronic Iibraries stowards intelligent agent Iibraries. In: CONGRESSO
REGIONAL DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE, 3, Anais.
Rio de Janeiro, outubro 1996. P. 61-71.

02 CONTE IR, Ron. Faróis digitais. Internet World, n. 9, mai. 1996, p. 51-56.

03 FRANCO, Marcelo Araújo. Internet: reflexões filosóficas de um informata.
Transinformação. v. 9, n. 2, p. 37-48, mai/ago. 1997.

04 GINSP ARG, P. Winners and Losers in the Global Research VilIage. (Invited
contribution for Conference held at UNESCO HQ, Paris, 19-23 Feb 1996,
during session Scientist's View of Electronic Publishing and Issues Raised,
Wed

21

Feb

1996).

Disponível

em

http://xxx.lanl.gov/blurb/pg96unesco.html
05 LANCASTER, F. W. Ameaça ou oportunidade? O futuro dos servIços
bibliotecários à luz das inovações tecnológicas. Rev. Bibl. UFMG, v. 23, n.
1, p.7-27, jan./jun. 1994.
06 LAQUEY, TRACY, RYER, JEANNE C. O manual da Internet: um guia
introdutório para acesso às redes globais. Rio de Janeiro : Ed. Campus,
1994.270 p.
07 LÉVY, PIERRE. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era
da informática. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1993.203 p.

303

�08 MARCONDES, Carlos Henrique, GOMES, Sandra Lucia Rebel. O impacto da
Internet nas bibliotecas brasileiras. Transinformação, v. 9, n. 2, p. 57-68,
mai./ago.

1997.

(Disponível

em

http://www.puccamp.br/~biblio/

marcondes92.html).

09 MULLER, Suzana Pinherio Machado. O periódico científico e as bibliotecas
universitárias. In. Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 8,
Campinas, 1994, Anais ... Campinas: Bibl. CentrallUNICAMP, 1994. p.
80-101. 361 p.

10 RANGEL, Ricardo. A história da Internet. Internet World, p. 80-83, out. 1996.

11 SHNEIDERMAN, Ben. Clarifying search: a user-interface framework for
text

searches.

Dlib,

jan.

1997.

(Disponível

em

http://www.dlib.org/dlib/january97/retrieval/Olshneiderman.htm1).

12 SOUZA, Clarice Muhlethaler de. Aviso aos navegantes ou onde fica a
biblioteca? Transinformação, v. 9, n2, p. 49-56, mai/ago. 1997.

13 STIK, Gary. The speed of wrinting. Santiago do Chile: CEP AL/CLADES,
1995. (Encuentros Nacionales - Gestión de Información).
14 THOMAS, Timoty. Archives in a new paradigm of scientific publishing:
Physical Review Online Archives (PROLA). Dlib, may, 1998. (Disponível
em http:www.dlib.org/dlib/may98/05thomas.htm1&gt;

304

�Anexo - Modelo dos roteiros de entrevistas

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE data:

//

IACS - INSTITUTO DE ARTES E COMUNICAÇÃO SOCIAL
GDO - DEPARTAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO
Projeto: IMPACTO DA INTERNET NOS SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS: UM
ESTUDO EXPLORATÓRIO

Objetivo: Avaliar o uso dos serviços de biblioteca tradicionais comparados com o
uso da Internet como recurso informacional na área de Física

ENTREVISTA A - DIRIGIDO À BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE FÍSICAUFF

1. A biblioteca tem senha (e-mail)? (SIN) _ _ Desde de quando(ano)? _ __

2. A biblioteca possui uma "home-page" própria? (SIN)? _

Desde quando (ano)?

Para que a biblioteca usa a Internet?
3. Para comunicação com outras bibliotecas? (SIN) _ __
4. Usa o COMUT on-line? (SIN) _ _
5. Localiza e acessa documentos ou recursos na Internet para os usuários? (SIN)
6. Realiza treinamento em uso e acesso Internet para seus usuários? (SIN) _ __
7. Publica o boletim da biblioteca na Internet? (SIN) _ __
8. Disponibiliza registros da produção científica da instituição na Internet? (SIN)
9. Disponibiliza textos completos da produção científica da instituição na Internet?
(SIN) _ _
10. Disponibiliza o seu catálogo na Internet? (SIN) _ __
lI. Identifica, organiza e disponibiliza "links" importantes para seus usuários? (SIN)
12. Outros? Explique:
Observações:
305

�UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE data:

//

IACS - INSTITUTO DE ARTES E COMUNICAÇÃO SOCIAL
GDO - DEPARTAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO

Projeto: IMPACTO DA INTERNET NOS SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS: UM
ESTUDO EXPLORATÓRIO
Objetivo: Avaliar o uso dos serviços de biblioteca tradicionais comparados com o
uso da Internet como recurso informacional na área de Física
ENTREVISTA B - DIRIGIDO AOS usuÁRIos E PESQUISADORESPROFESSORES E ALUNOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DO INSTITUTO DE
FÍSICA-UFF

1. Tipo de usuário:
( )Aluno de graduação
( )Aluno de mestrado
( )Aluno de doutorado ou pós-doutorado
( )Professor
2. Ano do 10 vínculo com o Instituto de Física - - 3. Área de Pesquisa
4. Tem senha (e-mail) na Internet? (S/N) _ _ _ _ Desde (ano)? - - - 5. Acessa a Internet diretamente ou solicita um recurso através da biblioteca?
6. Acessa a Internet de casa?

7. Visita a "home-page" da biblioteca
( )Praticamente toda a semana
( )Geralmente uma vez por mês
306

�( )Ocasionalmente
( )Nunca visitou

8. Visita a "home-page" do Instituto de Física
( )Praticamente toda a semana
( )Geralmente uma vez por mês
( )Ocasionahnente
( )Nunca visitou

Avalie o peso relativo dos recursos informacionais usados na sua atividade de estudo
e/ou pesquisa, dentro da escala:
O = não é importante,
1 = pouco importante,

2 = importante,
3 = muito importante.
Informe ainda como descobriu ou tomou conhecimento pela la vez deste tipo de
recurso:
1 = através da biblioteca,

2 = através de publicações,
3 = "dica" de alguém,
4 = navegando na própria Internet,
5 = outro.

9. Recursos bibliográficos tradicionais em papel:
( )Livros
( )Periódicos
( )Trabalhos em Congressos
( )Pre-prints
( )Outros Especifique: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
307

�10. Recursos disponíveis através da Internet: Como descobriu ou tomou
conhecimento?
( )E-mail para contatos pessoais
( )Listas de discussão ou "newsgroup"
( )Periódicos eletrônicos
( )Documentos eletrônicos em geral
( )(relatórios, anais de congressos em meio eletrônico)
( )Bancos de pre-prints
( )Imagens, fotografias
( )Séries numéricas e dados estatísticos
( )"Chats"
( )Outros. Especifique

Observações:

308

.

-

-

---

_____-_0_0 _

�UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE data:

//

IACS - INSTITUTO DE ARTES E COMUNICAÇÃO SOCIAL
GDO - DEPARTAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO

Projeto: IMPACTO DA INTERNET NOS SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS: UM
ESTUDO EXPLORATÓRIO

Objetivo: Avaliar o uso dos serviços de biblioteca tradicionais comparados com o
uso da Internet como recurso informacional na área de Física
ENTREVISTA C - DIRIGIDO AOS DIRIGENTES DA INSTITUIÇÃO DIRETORES,

COORDENADORES

DE

CURSO,

CHEFES

DE

DEPARTAMENTO, COORDENADORES DE GRUPOS DE PESQUISA, DO
INSTITUTO DE FíSICA-UFF

I.Avalie a importância da Internet para a pesquisa na sua área de conhecimento,
dentro da escala:
O= não é importante,

I = pouco importante,
2 = importante,
3 = muito importante
Comentário:
2.Avalie o impacto da Internet na produtividade científica do Instituto de Física
Comentário:
3.Avalie o impacto da Internet na qualidade da produção científica do Instituto de
Física
Comentário:
4.A instituição desenvolve projeto de pesquisa cooperativos com outras instituições
que se utilizam da Internet de alguma maneira como meio de comunicação? (S/N)
Quais:
Observações:
309

�3. RESULTADOS
QUESTIONÁRIO TIPO C - DIRIGENTES

1. QUESTÃO: Importância da Internet para pesquisa
Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

O

Importante

2

O

Muito importante

3

O

Opções

Total:

7

2. QUESTÃO: Importância da Internet para produtividade do IF

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

O

Importante

2

1

Muito importante

3

6

Opções

Total:

7

3. QUESTÃO: Importância da Internet para qualidade da produção do IF
Valores

Totais

Não é importante

O

1

Pouco importante

1

O

Importante

2

O

Muito importante

3

6

Opções

Total:

7

310

�4. QUESTÃO:
Projeto cooperativos via Internet

Valores

Totais

Sim

O

1

Não

1

6

Opções

7

Total:

De fonna praticamente unânime, a Internet é percebida pelos dirigentes como
um recurso importante para o desempenho dapesquisa na Instituição.

QUESTIONÁRIO TIPO B - PESQIDSADORES

1. QUESTÃO: Tipo de usuário?

Valores

Totais

Aluno Graduação

1

2

Aluno Mestrado

2

4

Aluno Doutorado

3

8

Professor

4

17

Opções

Total:

31

- F oi dada ênfase a: professores, alunos de doutorado, alunos de mestrado e alunos
de graduação, nesta ordem

311

�2. QUESTÃO: Ano de vínculo com Inst. Física?

Valores

Totais

Até

1985

11

de 1985 a

1990

8

de 1990 a

1994

8

de 1994 a

1998

3

Opções

Total:

30

- grande parte dos entrevistados tem vínculo anterior à 1990

3. QUESTÃO: Tem senha e-mail?

Valores

Totais

Sim

O

2

Não

1

29

Opções

Total:

31

- a maioria absoluta tem senha Internet; somente um professor e um aluno de
graduação não tem senha
- significa que a o uso do correio eletrônico esta incorporado às atividades didáticas
e de pesquisa do IF

4. QUESTÃO: Desde que ano?

Valores

Totais

Até

1990

5

de 1991 a

1994

11

de 1995 a

1998

11

Opções

Total:

27

- a maioria obteve senha a partir de 1991
312

�5. QUESTÃO: Acesso Internet: direto/via biblioteca?

Opções

Totais

Valores

Direto

27

Via biblioteca

4

Total:

31

- a grande maioria acessa diretamente

6. QUESTÃO: Acesso de casa?

Opções

Totais

Valores

1

Direto

30

Via biblioteca

Total:

31

7. QUESTÃO: Freqüência de acesso à HP da Biblioteca do IF?

Valores

Totais

Toda semana

1

1

Uma vez por mês

2

4

Ocasionalmente

3

13

Nunca

4

13

Opções

Total:

31

_ a grande maioria respondeu "ocasionalmente" ou "nunca", o que confirma que a
biblioteca não tem um política para recursos informacíonais Internet, usa como
atividade meio.

313

�8. QUESTÃO: Freqüência de acesso à HP do Inst. Física?

Valores

Totais

Toda semana

1

4

Uma vez por mês

2

4

Ocasionalmente

3

19

Nunca

4

4

Opções

Total:

31

- apesar de pouco visitada, o resultado ainda é melhor que o da HP da biblioteca

9. QUESTÃO: Recursos bibliográficos - LIVROS?

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

1

Importante

2

4

Muito importante

3

26

Opções

Total:

31

9. QUESTÃO: Recursos bibliográficos - PERIÓDICOS?

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

O

Importante

2

3

Muito importante

3

28

Opções

Total:

31

314

�9. QUESTÃO: Recursos bibliográficos - TR. CONGRESSOS?

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

8

Importante

2

10

Muito importante

3

11

Opções

Total:

29

9. QUESTÃO: Recursos bibliográficos - PRE-PRINTS?

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

3

Importante

2

10

Muito importante

3

17

Opções

Total:

30

9. QUESTÃO: Recursos bibliográficos - OUTROS?

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

O

Importante

2

O

Muito importante

3

O

Opções

Total:

O

- os recursos mais bem avaliados foram, pela ordem: Periódicos, Livros, Pre-print e
Trabalhos em congressos
- quem não respondeu foi atribuído valor O - não é importante
315

�10. QUESTÃO: Recursos Internet - E-MAIL

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

1

Importante

2

5

Muito importante

3

24

Opções

30

Total:

10. QUESTÃO: Recursos Internet - E-MAIL - Como descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

O

Publicações

2

1

Dica

3

20

Navegar na Internet

4

4

Outro

5

5

Opções

Total:

30

10. QUESTÃO: Recursos Internet - LISTAS DE DISCUSSÃO

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

12

Importante

2

6

Muito importante

3

4

Opções

Total:

22

316

---~-

-

.........-

-

�10. QUESTÃO: Recursos Internet - LISTAS DE DISCUSSÃO- Como descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

1

Publicações

2

2

Dica

3

6

Navegar na Internet

4

1

Outro

5

14

Opções

24

Total:

10. QUESTÃO: Recursos Internet - PERIÓDICOS ELETRÔNICOS

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

5

Importante

2

11

Muito importante

3

13

Opções

Total:

29

10. QUESTÃO: Recursos Internet - PERIÓDICOS ELETRÔNICOS- Como
descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

7

Publicações

2

7

Dica

3

8

Navegar na Internet

4

6

Outro

5

2

Opções

Total:

30

317

�10. QUESTÃO: Recursos Internet - DOCUMENTOS ELETRÔNICOS

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

7

Importante

2

10

Muito importante

3

13

Opções

Total:

30

10. QUESTÃO: Recursos Internet - DOCUMENTOS ELETRÔNICOS - Como
descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

6

Publicações

2

5

Dica

3

10

Navegar na Internet

4

6

Outro

5

1

Opções

Total:

28

10. QUESTÃO: Recursos Internet - BANCO DE PRE-PRINTS

Valores

Totais

Não é importante

O

1

Pouco importante

1

3

Importante

2

9

Muito importante

3

16

Opções

Total:

29

318

�10. QUESTÃO: Recursos Internet - BANCO DE PRE-PRINTS - Como descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

5

Publicações

2

5

Dica

3

14

Navegar na Internet

4

3

Outro

5

2

Opções

Total:

29

10. QUESTÃO: Recursos Internet - IMAGENS, FOTOGRAFIAS

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

12

Importante

2

5

Muito importante

3

6

Opções

Total:

23

10. QUESTÃO: Recursos Internet - IMAGENS, FOTOGRAFIAS - Como
descobriu?
Valores

Totais

Bibliotecas

1

1

Publicações

2

3

Dica

3

9

Navegar na Internet

4

10

Outro

5

1

Opções

Total:

24

319

�10. QUESTÃO: Recursos Internet -SÉRIES NUMÉRICAS E DADOS
ESTATÍSTICOS

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

9

Importante

2

5

Muito importante

3

5

Opções

Total:

19

10. QUESTÃO: Recursos Internet - SÉRIES NUMÉRICAS E DADOS
ESTATÍSTICOS - Como descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

2

Publicações

2

4

Dica

3

8

Navegar na Internet

4

5

Outro

5

2

Opções

Total:

21

10. QUESTÃO: Recursos Internet -CHATS
Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

9

Importante

2

5

Muito importante

3

1

Opções

Total:

15

320

�10. QUESTÃO: Recursos Internet - CHATS - Como descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

2

Publicações

2

2

Dica

3

5

Navegar na Internet

4

5

Outro

5

1

Opções

Total:

15

1O. QUESTÃO: Recursos Internet -OUTROS

Valores

Totais

Não é importante

O

O

Pouco importante

1

O

Importante

2

O

Muito importante

3

1

Opções

Total:

1

10. QUESTÃO: Recursos Internet - OUTROS - Como descobriu?

Valores

Totais

Bibliotecas

1

O

Publicações

2

O

Dica

3

O

Navegar na Internet

4

O

Outro

5

1

Opções

Total:

1

321

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Expõe os resultados de pesquisa de campo, de caráter exploratório, centrada em uma unidade da Universidade Federal Fluminense tradicionalmente envolvida em pesquisas e pós-graduação. O objetivo era avaliar o impacto da Internet como mecanismo de acesso à informação em ciência e tecnologia sobre os serviços bibliotecários convencionais. Pretende-se coletar dados a partir de três atores do processo de transferência, uso e gestão de informação para a pesquisa: pesquisadores, bibliotecários e administração de pesquisa da instituição.</text>
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                    <text>o IMPACTO DA AUTOMAÇÃO NO SERVIÇO DE
LEVANTAMENTO BffiLIOGRÁFICO DA BffiLIOTECA CENTRAL
JULIETA CARTEADO - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE
SANTANA - BAHIA

Rejane Maria Rosa Ribeiro
Bibliotecária da UEFS
Especialista em Instituições de Ensino Superior - PUC -Minas Gerais
Especialista em Metodologia do Ensino Superior - UEFS - Bahia

Apresenta a experiência da Biblioteca Central Julieta Carteado - UEFS
(Bahia) na dinamização do Serviço de Levantamento Bibliográfico, após o processo
de informatização da biblioteca, efetuado na Base de Dados local - SISBI - UEFS,
na INTERNET e nas Bases de Dados em CD-ROM. Destaca a importância do
próprio usuário efetuar seu levantamento com a orientação da bibliotecária da Seção
de Referência e relata o grau de satisfação do usuário avaliado através da estatística
de solicitações e da divulgação do serviço feito pelo próprio usuário. São
apresentados em anexo formas de acesso a algumas das Bases de Dados disponíveis
na BCJC - UEFS.

Palavras chaves: Levantamento Bibliográfico, Bases de Dados Bibliográficos,
Seção de Referência

279

�INTRODUÇÃO

A Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) é um órgão suplementar da
Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) - Bahia., criada em 31 de março
de 1976 e em 22 anos de existência passou por largas transformações, visando o
aprimoramento intelectual dos seus usuários e o desenvolvimento da Universidade.
A BCJC possui cinco Bibliotecas Setoriais que estão interligadas através do
Sistema de Bibliotecas da UEFS: Biblioteca Setorial Casa do Sertão, com acervo
especializado em cultura e folclore regional, Biblioteca Setorial Pierre KIose,
especializada em artes, Biblioteca Setorial Observatório Astronômico Antares,
especializada em astronomia, astrofisica e geociências, Biblioteca Setorial Solar do
Bijú, com acervo especializado em letras e Biblioteca Setorial Monteiro Lobato,
especializada em ensino fundamental médio e conhecimentos gerais.
Em 1995, a BCJC inicia o seu processo de informatização com a aquisição do
software Ortodocs da empresa Potiron, o que propiciou uma otimização dos serviços
prestados à comunidade e a disponibilização do seu acervo na rede mundial de
informação - INTERNET. Essas mudanças atingiram de modo direto os usuários
tomando-os mais exigentes com relação às suas necessidades informacionais, o que
refletiu em todos os serviços da biblioteca e dinamizou o serviço de levantamento
bibliográfico efetuado pela Seção de Referência .

SERVIÇO DE LEVANTAMENTO BffiLIOGRÁFICO

A Seção de Referencia atende cerca de 200 usuários diariamente, distribuídos
entre consulta a INTERNET e Bases de Dados em CD-ROM, orientação à
normalização de trabalhos acadêmicos, solicitações do COMUT, consulta à obras de
referencia, leitura, orientação quanto à localização do acervo e levantamentos
bibliográficos. A Seção de Referencia "é, portanto, o intermediário-intérprete entre o
usuário-informação , deverá responder a perguntas, localizar dados, estimular o
280

�estudo e a pesqmsa, ensmar o uso de fontes e aconselhar no uso de
obras. "(FIGUEIRO. Et alli,1991).
Contando com uma bibliotecária e três auxiliares foi necessário racionalizar o
trabalho, racionalizar a organização dos recursos humanos e maximizar o uso dos
recursos informacionais.
Um dos serviços onde se sentiu a necessidade de lançar mão dos recursos
informacionais foi o de Levantamento Bibliográfico. Segundo FIGUEIREDO
(1992), o uso de computadores nas bibliotecas propiciou a localização de dados de
forma bem mais rápida que a manualmente, sem falar na economia de tempo
dispensado para realizar a tarefa.
Levantamentos Bibliográficos são solicitados à Seção de Referencia por
professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação e também por
usuários da comunidade, dessa forma os assuntos procurados são bem variados e
alguns muito especializados.
Estando a BCJC informatizada, os levantamentos são efetuados na Base de
Dados do acervo local - SISBI - UEFS, que adotou o software Ortodocs, em busca
on line através da INTERNET (onde o usuário reserva horário no Balcão da
Referencia sendo que cada usuário tem direito de acessar a INTERNET por 1 hora)
e em Base de Dados em CD-ROM.

BASES DE DADOS EM CD-ROM

a) MEDLINE - Contém referencias bibliográficas com resumos da literatura de
medicina e áreas afms;
b) LILACS - Contém referencias bibliográficas sobre ciências da saúde, geradas na
América Latina e Caribe;
c) ERIC - Divulga cerca de oitocentos e cinqüenta títulos de periódicos da área de
educação e indexa mais de setecentos e setenta e cinco periódicos;

281

�d) HUMANITIES - Disponibiliza informações nas áreas de artes, arqueologia,
dança, drama, cinema, folclore, história, língua e literatura, musica, filosofia,
religião, etc. ;
e) CHEMICAL - Base de Dados que cobre a literatura em quimica;
f)

BIOLOGICAL - Base de Dados em Biologia com aproximadamente duzentos e
sessenta mil registros e que cobre cerca de sete mil publicações seriadas;

g) ECONLIT - Inclui citações e resumos selecionados da literatura internacional na
área de economia desde 1969;
h) CURRENT - Base de Dados na área de ciências biológicas.

Estão em fase de aquisição as seguintes bases:
a) ICONDA - Base em engenharia;
b) GEOBASE - Base em geografia, geologia, mineralogia e ecologia;
c) HISTORICAL - Base em história;
d) MATH - Base em matemática;
e) COMPENDEX WATER RESOURCES - Base em engenharia e recursos
humanos;
f)

ANBAR - Base em administração , marketing e planejamento estratégico;

g) ESSA Y AND GENERAL LITERATURA INDEX - Base em drama, literatura,
religião, filme, ciência política , economia e história;
h) IBBE - Índice Brasileiro de Bibliografia Econômica;
i)

MLA - Base em linguistica, linguagem e literatura;

j)

PSYCLIT - Base em psicologia;

k) APPLIED SCIENCE &amp; TECHNOLOGY INDEX - Base em ciências aplicadas
e tecnologia;
1)

SOCIOFILE - Base em sociologia, artes, religião, filosofia e áreas afrns.

o usuário ao solicitar a Seção de Referencia um levantamento bibliográfico é
questionado quanto à sua disponibilidade de tempo, isto é, se ele pode ficar na
282

�biblioteca e fazer o seu levantamento com a ajuda de um bibliotecário. A maioria
dos usuários aceita a proposta da biblioteca e passa pôr um treinamento informal
onde a bibliotecária e/ou os funcionários da Referência orientam quanto ao
manuseio dos CDs-ROMs , acesso a sites de pesquisa, a endereços na INTERNET e
acesso a Base local, bem como formular as estratégias de busca.
Nas solicitações seguintes, esse usuário já faz sozinho o seu levantamento
solicitando as bases que deseja consultar e/ou reservando horário para pesquisa na
INTERNET. Quando apresenta alguma dúvida quanto à estratégia de busca, pede
auxilio à bibliotecária ou aos auxiliares. Todos os funcionários na Seção de
Referencia são treinados quanto ao acesso às Bases de Dados.
Em alguns casos, onde o usuário não tem disponibilidade de tempo, é que a
bibliotecária executa o levantamento bibliográfico após montar junto com o usuário
uma estratégia de busca. O resultado é entregue em disquete cedido pelo usuário ( a
Referência só aceita disquetes formatados). Os levantamentos não são impressos
salvo algumas exceções onde é impresso no formulário contínuo cedido pelo
usuário.
Os levantamentos solicitados por departamentos para análise e seleção de
material bibliográfico para aquisição visando compor o acervo de algum curso é
feito pela bibliotecária após traçar estratégia de busca com o coordenador do curso e
ao final são entregues dois levantamentos: um da Base local para informar ao
departamento o que a biblioteca possui sobre aquele curso ou assunto e outro das
Bases bibliográficas de universidades disponíveis na INTERNET.
Também os levantamentos solicitados por outras Bibliotecas são efetuados
pela bibliotecária e quase sempre enviados via correio eletrônico.

283

�IMPACTO DA INFORMÁTICA NO SERVIÇO

A Seção de Referência conta com cinco computadores para pesquisa na
INTERNET, um para pesquisa na Base de Dados Local e um para pesquisa nas
Bases de Dados em CD-ROM. Todos os computadores são multimídia pois as Bases
de Dados em CD também estão instaladas nos computadores para pesquisa na
Internet.
Foi elaborado um formulário para consulta na Base local e nas Bases em CD
que está disponível ao lado do computador destinado para pesquisa nas Bases em
CD-ROM e também um formulário de estatística de consulta nas Bases ( ver
exemplo em anexo).
As Bases de Dados automatizadas causaram impacto no Serviço de
Referência: o número de levantamentos bibliográficos aumentou bem como as
solicitações de artigos via COMUT; até o empréstimo entre bibliotecas foi
implementado pois ficou mais fácil a localização de obras e a consulta da
disponibilização para empréstimo. O número de usuários que frequentam a Seção de
Referencia acresceu em 100%, no ano de 1997 recebemos 100 usuários/dia e já em
1998 passamos para 200 usuários/dia.
O computador forçou o bibliotecário a uma mudança de perfil, fazendo eco as
palavras de FIGUEIREDO (1992) os bibliotecários estão atuando como consultores,
preparando buscas exaustivas e/ou aprofundadas para bibliografias como tarefa
rotineira. Também o usuário que utiliza as Bases mudou de perfil, além de
freqüentar mais a Biblioteca, deixar cópia de sua produção técnica, científica ou
cultural faz o marketing dos serviços da biblioteca através da chamada propaganda
boca a boca, atraindo mais usuários.

284

�REFERÊNCIAS BffiLIOGRÁFICAS

01 BffiLIOTECA CENTRAL 20 anos. Feira de Santana: UEFS, 1996. 22p.

02 FIGUEIREDO, Nice. Serviço de Referencia / Informação em Sistemas /
Redes

de

Bibliotecas

implantação

.

In:

Universitárias:

SEMINÁRIO

subsídios

NACIONAL

para
DE

projeto

de

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS, 6, 1990, Belém - Pa. Anais ... Belém : Universidade
Federal do Pará, MEC/ SESU/PNBU, 1990. V.l , p. 130 - 145.

03

. Serviços de Referência &amp; Informação. São Paulo: Polis, 1992. P.
157-167.

04 FIGUEIRÓ, Ivete Lopes, et a!. Referência em bibliotecas especializadas: a
contribuição da FGE nos anos 80. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 16, 1991, Salvador. Anais ...
Salvador: Associação Profissional dos Bibliotecários do Estado da Bahia,
1991. V.2, p.718-740.

05 SOARES, Sueli de Brito Clemente, SANTOS, Eliza Aparecida dos,
CRI STIANINI,

Glaucia

Maria

Soia.

Levantamento

bibliográfico

informatizado local: a hora e a vez do usuário! In: CONGRASSO LATINO
AMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 2,
CONGRESSO

BRASILEIRO

DE

BIBLIOTECONOMIA

E

DOCUMENTAÇÃO, 17, 1994, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte:
Associação dos bibliotecários de Minas Gerais, Escola de biblioteconomia da
UFMG, 1994. P.223-233 .

285

�.,

CONSULTA NAS BASES DE DADOS

BIOLOGICAL

1. Entra através do ícone WINSPIRS;
2. Enter para entrar;
3. Digita a palavra a ser pesquisada no campo SEARCH;
4. Clica em Search para efetuar a pesquisa;
5. Se deseja as referências com resumo clica em AlI Filler
6. Para imprimir:
•

Clique o F6

•

Enter

7. Selecionar Pesquisa
Clicar em shift + ctrl, com o mouse em cima da referência que deseja
selecionar ou clica em cima do ícone livrinho;

8. Se quiser fazer uma pesquisa com a tela completa é só clicar em Fulscreen;

1. Show, mostra a pesquisa;
2. Retype, é para repetir;

3. Atalhos para pesquisar:
F2 - Pesquisa

F3 - Conteúdo
F 4 - Tela completa
F6 - Imprimir
F7 - Recomeçar
FII - Gravar em disquete
F12 -limpar

286

�CONSUL TA NAS BASES DE DADOS

ECONLIT

1. Entra através do ícone WINSPIRS;
2. Enter para entrar;
3. Digita o assunto a ser pesquisado no campo Search;
4. Clica em Search para efetuar a pesquisa;
5. Se deseja as referências com reswno c1ica em ALL Filler;
6. Para imprimir:

1. Clique em F6
2. Enter

7. Selecionar pesquisa:

1. Clicar em shift + ctrl e c1ica com o mause em cima da referência que
deseja selecionar ou c1ica em cima do ícone livrinho;
2. Se quiser fazer wna pesquisa com a tela completa é só clicar em
Fulscreen;
3. Show mostra a pesquisa;
4. Retype é para repetir;
5. Atalhos para pesquisar:
F2 - Pesquisa
F3 - Conteúdo
F 4 - Tela completa
F6 - Imprimir
F7 - Recomeçar
F11 - Gravar em disquete
F12 - Limpar

287

�CONSUL TA NAS BASES DE DADOS

HUMANITIES

1.

Entra através do ícone Wilson;

2.

Enter para entrar;

3.

Digita o assunto que deseja pesquisar ( em inglês );

4.

Aparece um índice;

5.

Clica na palavra desejada;

6.

Aparece então as referências;

7.

Seleciona as referências desejadas na barra de espaço;

8.

Enter;

9.

Só visualiza a referência completa se selecionar;

10.

Para imprimir:
•

Clique no F 4

•

Se quiser gravar após o F4 em P coloca a: assunto e enter, ou F6;

•

Quit para sair;

•

ESC para voltar;

•

Atalhos para pesquisar:
F2 - Pesquisa novo assunto
F4 - Imprimir
F6 - Grava

•

Para pesquisar nomes pessoais digita o sobrenome, dá espaço e digita o
pré-nome.

Ex. Ribeiro, Rejane

289

�CONSULTA NAS BASES DE DADOS

MEDLlNE

1. Entra através do ICONE medline ou do DOS com a senha C:\BRM\BRM;

2. ENTER para entrar ou continuar a pesquisa;
3. TAB para voltar;
4. ESC retoma para o inicio, folha de pesquisa;
5. PARA PESQUISAR:
•

Digite o assunto no campo especifico para assunto;

•

Se o assunto for em português clique F2, selecione o segundo item
DECS/MESH e dê ENTER, digite então o assunto e dê ENTER, quando
oferecer o assunto dê ENTER e mais uma vez ENTER;

6. SELECIONAR PESQUISA,
Clicar na barra de espaço e a referência fica amarela, está então selecionado o
ítem;

7. PARA GRAVAR EM DISQUETE:

1. Clique o F5
2.Coloca em grava selecionados
3.0bserve se está em arquivo, clique o F6 a:PRN, a:OUTPUT.LST
4.ENTER
8. PARA IMPRIMIR:

1. Clique o F5
2.Coloca em imprime selecionadas
3.Digita F6 e observa a configuração a:PRN, a:OUTPUT.LST
4.ENTER;
5.Para saber as pesquisas feitas anteriormente clique F9;

290

�6. Para saber qual foi a última pesquisa clique o F8;
7. Para abrir um arquivo gravado em disquete:
I.Ligar o computador
2.Iniciar
3.Word
4. Arquivo
5.Abrir
6. Trocar meus documentos por disco flexível A:
7.Trocar Documentos do Word por todos os arquivos
8.Aparece o arquivo:OUTPUT.LST
9.Abrir
IO.Somente texto
11.0k.

291

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>O impacto da automação no serviço de levantamento bibliográfico da Biblioteca Central Julieta Carteado- Universidade Estadual de Feira de Santana- Bahia.</text>
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                <text>Apresenta a experiência da Biblioteca Central Julieta Carteado- UEFS (Bahia) na dinamização do Serviço de Levantamento Bibliográfico, após o processo de informatização da biblioteca, efetuado na Base de Dados local - SISBI ÚEFS, na Internet e nas Bases de Dados em CD-ROM. Destaca a importância do próprio usuário efetuar seu levantamento com a orientação da bibliotecária da Seção de Referência e relata o grau de satisfação do usuário avaliado através da estatística de solicitações e da divulgaçao do serviço feito pelo próprio usuário. </text>
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                    <text>,
"
o CATALOGO
ELETRONICO DAS BIBLIOTECAS DA UNICAMP

NA INTERNET: UMA AVALIAÇÃO DO USO.
Luiz Atilio Vicentini
Bibliotecário UNICAMP

I
I

Biblioteca Central
Sistemas Automatizados

i

I

Caixa Postal- 6136
13801-970 Campinas - SP
Tel: (019) 289-1503 Fax: (019) 289-5806
e-mai! vicentin@obelix.unicamp.br

I

RESUMO:
Apresenta dados de visitas ao "SITE" do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP,
desde a sua disponibilização na Internet, avaliando o uso e as solicitações dos
visitantes. Faz-se um breve histórico da automação das Bibliotecas da UNICAMP
até a fase de disponibilização do catálogo eletrônico das Bibliotecas (Banco
Bibliográficos ACERVUS) na Internet através da implementação do software
ALT AVIS TA Search.

.!

·:i
I

Palavras Chave: Internet, Catálogo Eletrônico, Automação de Bibliotecas
Universitárias, Banco de Dados Bibliográficos,
Recuperação de Informações.

I

265

�INTRODUÇÃO

,I

Os setores de informação estão repensando seu foco de atenção passando de
"Estruturas Fixas" para "Estruturas com Soluções Ágeis", adequando o perfil de seus
profissionais, revendo seus serviços, ampliando suas fronteiras em uma sociedade
cada vez

mais

informatizada,

aonde

as

distâncias

se

reduziram

e

a

comunicação/informação chegam aos seus solicitantes cada vez mais rápidas.
BORGES &amp; CAMPELO, 1997 citam em seu artigo que "As atuais tendências
de globalização da economia, o assédio de concorrentes e a exigência crescente de
novos produtos com melhor nível de qualidade direcionam as organizações para a
gestão estratégica, que exige a constante monitoração do ambiente em que atuam e,
consequentemente, requer informações adequadas, num nível de sofisticação e
presteza bem maior do que aquele necessário há alguns anos atrás"
As Bibliotecas estão despertando para as nova tecnologia, invocando novos
planejamentos,

realizando

uma

reengenharia

em

seus

procedimentos

e

principalmente exigindo dos profissionais Bibliotecários novos conhecimentos sobre
as tecnologias necessárias para poder utilizar a Internet com um novo instrumento de
trabalho.
A utilização das novas tecnologias de informação tende a favorecer as
Bibliotecas na divulgação de seus acervos e serviços à usuários distantes das suas
instalações fisicas, favorecendo a desintermediação na busca de informações,
permitindo com que os usuários ao virem à Biblioteca já tenham identificado aonde
localizar a informação desejada, criando um novo polo de informações a distância
com tempos de respostas reduzidos, transformando as Bibliotecas em fontes
eletrônicas de informações.
Já existem muitos aplicativos desenvolvidos e utilizados na Internet como
instrumentos de busca, entre eles destaca-se o ALTAVISTA Search, desenvolvido
pela Digital Corpo O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP vem utilizando este

266

�:

produto desde setembro de 1997, disponibilizando a Base de Monografias (livros e
teses) na Internet.

Histórico da Automação no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

A seguir estão descritas as ações efetivas de automação realizadas nas

i

Bibliotecas da UNICAMP que permitiram chegar a disponibilização do catálogo
eletrônico do Banco Bibliográficos ACERVUS na Internet.
Etapas relevantes do processo de automação das Bibliotecas da UNICAMP

I
I

1982 - início de ações para automação das rotinas de aquisição de assinatura de
periódicos.
1984 - automação do registro e controle do recebimento dos periódicos - .
alimentação do Catálogo Nacional de Periódicos CCN.
1985 - a partir deste ano, sempre contando com o trabalho de uma equipe formada
por bibliotecários da Biblioteca Central e analistas do CCUEC, foram sendo
desenvolvidos vários sistemas em micro, e implementadas melhorias na área de
periódicos. Buscou-se sempre atender às necessidades tanto da Biblioteca Central,
como órgão responsável pela aquisição, tratamento e disponibilização do acervo
bibliográfico, quanto das Bibliotecas Seccionais.
1989 - optou-se por integração à Rede BIBLIODATA/CALCO, com a fmalidade de
automatizar a função de catalogação, integrando-se ao esforço nacional de
catalogação cooperativa.

I

1992 - instalação da base local de monografias, com aproveitamento para
I

recuperação, do SAB - sistema desenvolvido pela FURG (Fundação Universidade
do Rio Grande) com apoio da IBM e FGV.

I

1993 - geração de base de dados em CD-ROM dos acervos da UNICAMP, USP,
UNESP - UNIBIBLI (4a edição em 1997).
1995 - implantação do Sistema de Empréstimo de Material Bibliográfico, nas
Bibliotecas do Sistema, com possibilidade para operar em rede.
267

�1996 - integração do sistema de controle de solicitação de livros (SCS) em

!I

microcomputador, ao Sistema de Compras da Universidade (IBM).
1997 - disponibilização da homepage do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP http://www.unicamp.br/bc - que fornece acesso ao Banco de Dados Bibliográficos
(livros, teses, periódicos) - ACERVUS.

i1

Implantação do software ALTAVIS TA Search para indexação e recuperação
de livros e teses.
No início de 1997 (16 de janeiro), foi disponibilizado, a primeira versão da
Homepage do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, como fator relevante para sua
elaboração e disponibilização, foi a divulgação dos serviços prestados pelas
Bibliotecas da UNICAMP e, principalmente o acesso ao Banco Bibliográficos
I

ACERVUS (monografias e periódicos) via acesso TELNET.
Neste mesmo ano o Centro de Computação da UNICAMP-CCUEC,
juntamente com à área de Sistemas Automatizados da Biblioteca Central, iniciaram
estudos visando a disponibilização do Banco Bibliográficos ACERVUS com uma
interface WEB.

o Banco Bibliográficos A CERVUS com interface WEB

I

A base de periódicos, com interface WEB foi disponibilizada em julho de
1997, sendo um produto desenvolvido pelo CCUEC, com formato de pesquisa por
palavras do título ou título completo.
A base de monografias (livros e teses) foi disponibilizada após estudos de
software' s existentes no mercado, com as características de indexação e recuperação
na Internet, sendo escolhido o ALTAVISTA Search.

A Homepage do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP

Desde a sua disponibilização em janeiro de 1997, a homepage já foi visitada
por mais de 110.000 "internautas", com média de 234 visitas ao dia, conforme
demonstrado nas figuras 1 e 2.
268

�I

,

i
I

Figura 1 - Visitas acumulado

I

119670 t'='

120000

I

108010

'I

F
I

93871

100000

F

I

82076

F
80000

70188
63765
59018
1'=

60000

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F

50885

F
41664
34975 F

40000

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25518

20000
6826
1327 4113

LJ

[]9807

1~3082 ~

a

17090

CJ

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Fev/97 MAR

ABR

MAIO

JUN

JUl

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ Jan-98 FEV

MAR

ABR

MAIO

I

JUN

Figura 2 - Visitas mensais
JUN • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 11 .660

MAIO • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 14.139
ABR _ _ _•

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 11.795

I

MAR • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 11.888

FEV • • • • • • • • • • • • • • 6 .423
J8n.98 • • •_

• •_

• • • 4.747

S 230
DEZ • • • • • • • • • • • • • • • • • • .
NOV _

• •_ _. _• • •_

• •_ _• •_

• •9.224

OUT _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 6 .689

I

SET _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 9.457

:

S 42S
AGO • • • • • • • • • • • • • • • • • • .
JUL • • • • • • • • 4.008
JUN _

• • • •_ _ 3 .275

MAIO • • • • • • 2.981
ABR • • • • • • 2 .713

MAR • • •_ . 2.376
Fav.97 • • • • 1.737

269

I

�Observando os gráficos (figuras 1 e 2), verifica-se que o aumento de visitas
mensais dobrou e a partir dos meses de agosto/setembro de 1997, após a
disponibilização do Banco Bibliográficos ACERVUS com intetface WEB.
Na figura 3 a seguir, nota-se a diferença no aumento de visitas realizadas
entre os meses de jan-jun de 1997, jul-dez 1997 e jan-jun 1998, destacando o
segundo semestre de 1997 e o primeiro de 1998, devido ao melhor conhecimento
pôr parte dos "intemautas" do formato de pesquisa nas bases com intetface WEB.

Figura 3: Comparativo Visitas 1997-1998
Outro dado que conftrma a constatação do uso da homepage é através dos email recebidos em 1997, num total de 175 e-mail recebidos, 35% (61) solicitavam
informações de como acessar via TELNET, acusando principalmente problemas de
conexão e comunicação, o que mudou após a instalação do Banco Bibliográficos
com intetface WEB, principalmente o ALTAVISTA, quando muitos visitantes
passaram a solicitar o texto completo dos livros e artigos de periódicos.

270

�I

I

I

:
I

** Informações sobre: COMUT, custo de cópias, endereços, e-mail, preservação de
documentos, correções, inclusão de dados, orientações sobre como pesquisar nas
base de periódicos e monografias, solicitação texto completo de livros nas páginas
WEB.

Em 1998 Gan. - jun.) foram recebidos 145 e-mail, que corresponde a 82% da
quantidade do total recebidos durante o ano de 1997. Destaca-se a quantidade de email de domínios comerciais (.com) com 64% (94).

271

�I rE~':~":'"1998''' (J:~J;)'''''''''''''''' ' ''''''''''''''''''''''' '''''''''''' ' ' ' ' ' ' ' ' ' ''''''''''''''''''' ' ''''''''1\''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''"""''''''' ' ' ' ' ' '''''''''''''''' ''''''''''''''''''''''' ''''''''''''''' ''' ' !I
AssW\to

Domínios

UNICAMP :I,l oBR r oCOM
.

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•Críticas

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* Outras

14

...

1

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L... .

1

..L..

94

6

II

!i
..,L",=o.:1
145

infonnações: sobre as Bibliotecas, unidades da UNICAMP, doação de

livros, compra de livros, hotéis próximos à UNICAMP, download de textos.

**

Sugestões: disponibilizar texto completo de livros, envIO de dissertação de

mestrado para inclusão em nosso acervo.

O trabalho de análise dos e-mail recebidos via homepage, é de fundamental
importância, visto que, se toma necessário conhecer a verdadeira necessidade de
nossos usuários, não só os da comunidade interna como os novos usuários externos.

272

�I

A instalação do ALTA VISTA Search

O ALTAVISTA, é um software exclusivo para pesquisas, comercializado
para clientes que utilizam a tecnologia de Intranet, facilitando a recuperação de
informações, pennitindo a busca em documentos publicados no WWW.

As opções de pesquisas oferecidas pelo ALTAVISTA são a pesquisa simples

e a avançada, com utilização dos conectores booleanos, truncamento de palavras,
utilização de símbolos para restrições de pesquisas e formato de apresentação
resumido e standard.
Dos mais de 200.000 registros bibliográficos existentes na base original
sediada no illM transformaram-se em páginas de hipertexto para WWW convertidos
em código HTML-Hypertext Markup Language. O software do ALTAVISTA e a
base convertida, estão instaladas em microcomputador servidor no Centro de
Computação da UNICAMP - CCUEC.
A base original do IBM é a fonte de alimentação da base no ALTAVIS TA, a
base no illM recebe os novos registros, e após é realizada a atualização e indexação
na base no formato WWW.

273

I

�Figura 4: Esquema de atualização de registros bibliográficos na Base de
Monografias

IBM

&lt; &gt;
REcupeRAÇÃO
TeRMINAIS DEDIOADO$
ou MICROS EMULANDO
TERMJNAl VT100
(Ace.t. via TELNET)

SERVIDOR
INTERNET
INDEXAÇÃO
RECUPERAÇAO
ALTAVISTA
====~~==========

Pesquisas

Intemet

":'

o uso do ALTA VISTA
Como toda Internet, a base de monografias do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP que utiliza o ALTAVISTA como software de indexação e recuperação,
é uma base com páginas em código HTML, caracterizando-se a busca em páginas de
hipertexto, ou seja, por palavras existentes no conteúdo da página, divergindo da
característica da base tradicional aonde AUTOR é um campo, enquanto que em uma
página na WWW ela se toma uma palavra, sendo necessário a utilização de
conectores para "linkagem" e recuperação de registros que atendam as necessidades
dos usuários.
A área de Sistemas Automatizados da Biblioteca Central, responsável pela
homepage do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, realizou após a implantação do
ALTAVISTA, um treinamento interno para mais de 70 profissionais das Bibliotecas
do Sistema, entre Bibliotecários e auxiliares, objetivando maximizar o uso do novo
instrumento de busca junto aos usuários das Bibliotecas da UNICAMP.
274

�A facilidade de busca oferecida pelo ALTAVIS TA, aliado ao crescente
aumento de usuários que se utilizam da Internet, nos permite comprovar o interesse
desses usuários externos em receber informações dos acervos das Bibliotecas.
Os dados a seguir demonstram o uso do ALTAVISTA em apenas UM DIA,
ou seja, as transações (navegação, cliques) nas telas de busca da Base de
Monografias (livros e teses). Um único visitante pode realizar diversas transações
em uma página.
Importante destacar que as visitas do exterior são constantes nas páginas de
pesquisas conforme demonstrado na figura 5 a seguir, que apresenta a quantidade de
transações executadas.
Figura 5: Transações de domínios do exterior em um dia

As transações totais (navegações, cliques) realizados neste mesmo dia,
somam 6.532, subdividas em domínio Unicamp, outras universidades, órgãos
públicos e comerciais, conforme demonstrado na figura 6 a seguir.

275

�4000

3500

3000

2500

2000

1500

1000

500

O

UNICAMP

o grande

Universidades

Orgãos Públicos

Comerciais

destaque da figura 6 é a quantidade de transações executadas por

domínios comerciais, que representam 27%, superando outros órgãos públicos, o
que nos leva a crer no crescente de particulares na utilização dos recursos existentes
nas Universidades e principalmente nas Bibliotecas.

CONCLUSÃO

Para TOFFLE~ 1985 "A informação é tão importante, talvez até mais, que a
terra, o trabalho, o capital e matéria-prima. Em outras palavras, a informação está se
tomando a mercadoria mais importante da economia contemporânea. Os Sistemas
de Informação podem auxiliar as empresas a aperfeiçoar os seus serviços e
operações, a aumentar os seus lucros e crescimento e a melhorar a sua atuação no
mercado" .

276

�Vivemos um grande momento de transformação tecnológica, cada vez mais
voltada par a globalização da informação, fazendo com que as Bibliotecas comecem
a vislumbrar um futuro que chega mais depressa com a produção de documentos em
suportes eletrônicos, possibilidades de novas parcerias com instituições privadas,
consórcios de Bibliotecas e principalmente novos usuários (clientes).
As Bibliotecas possuem uma grande "matéria prima" que são seus acervos
bibliográficos, necessitando conhecer os recursos tecnológicos para disponibilização
das informações desses acervos nas futuras auto-estradas da informação.
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, têm-se preocupado em atender e
disponibilizar cada vez mais os seus produtos, serviços e atividades utilizando as
novas tecnologias de informação, com um trabalho diário no aperfeiçoamento de
seus profissionais na busca da qualificação de seus serviços, através de treinamentos
internos e externos e principalmente a adequação tecnológica para atender as
necessidades de seus usuários (clientes) cada vez mais conhecedor das novas
tecnologias da informação.
O uso de uma ferramenta como o ALTAVISTA, permitiu de forma rápida e
eficaz a disponibilização dos acervos das 20 Bibliotecas da UNICAMP na Internet.
Ao profissional bibliotecário tomou possível o conhecimento de um novo
instrumento de organização e recuperação da informação, favorecendo o
aprimoramento de seus conhecimentos.

ABSTRACTS:

Show data of visits to "SITE" of Libraries System from UNICAMP, since your
disponibilization on Internet, evaluating the use and requests from visitors. Make a
little historie of Libraries automation from UNICAMP to the stagge of
disponibilization of electronic guide from Libraries (ACERVUS data base) on
Internet by implementation of ALTAVISTA Search software.

277

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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negócios no Brasil. Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v.2, n.2, p.149-61,
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11

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278

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
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                <text>O catálogo eletrônico das Bibliotecas da UNICAMP na internet: uma avaliação do uso.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Vicentini, Luiz Atilio</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFC</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>1998</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Apresenta dados de visitas ao "SITE" do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, desde a sua disponibilização na Internet, avaliando o uso e as solicitações dos visitantes. Faz-se um breve histórico da automação das Bibliotecas da UNICAMP até a fase de disponibilização do catálogo eletrônico das Bibliotecas (Banco Bibliográfico ACERVUS) na Internet através da implementação do software Altavista Search.</text>
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                    <text>o ACESSO EM BASE DE DADOS DE ECONOMIA E EDUCAÇÃO,
PELA INTERNET ATRAVÉS DA FERRAMENTA WWWIsis

Gildenir Carolino Santos
UNICAMPlFaculdade de Educação
e-mail: bibfe2@turing.unicamp.br

Ademir Giacomo Pietrosanto
UNICAMP/Instituto de Economia
e-mail: pietro@eco.unicamp.br

ABSTRACT:
This paper relates experiences to libraries UNICAMP's Faculty of Education and
Institute of Economy, in the use of databases PERIE, EDUBASE and HEMERED,
elaborates in Micro CDS/ISIS to DOS version, and migrated to Web plataform in
WWWIsis in the Internet.

RESUMO:
Este trabalho relata experiências das pelas bibliotecas da Faculdade de Educação e
do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, no uso das bases
de dados desenvolvidas em Micro CDS/ISIS na versão DOS (PERIE, EDUBASE e
HEMERED), e migrada para plataforma Web em WWWlsis pela Internet.

Palavras-chave: PERIE - Bases de dados; EDUBASE - Base de dados; HEMERED
- Base de dados; Internet; Automação de bibliotecas

250

�,..

1. INTRODUÇÃO
11

A expansão das novas tecnologias da informação, a conseqüente integração
do papel/máquina, a necessidade de atualização dos diversos suportes de pesquisa, e
o objetivo de atender diferentes tipos de usuários, exige dos profissionais da
informação uma árdua concentração no armazenamento de dados constantes no
acervo bibliográfico.
As diferenças de acesso acabam resultando em dificuldades operacionais para

II

os usuários no momento de recuperação de informações.
Na busca de soluções para sanar estes problemas, é que as bibliotecas da
Faculdade de Educação (FE) e Instituto de Economia (IE) da UNICAMP,
resolveram reunir esforços, formando uma parceria, na intenção de tomar disponível
os acervos locais das bibliotecas, via Internet, passível de pesquisas bibliográficas
com acesso externo, do acervo composto e livros, teses, artigos de jornais sobre
educação, artigos de periódicos nacionais de economia e educação, textos, folhetos,
trabalho de conclusão de curso de graduação, relatórios de pesquisa, vídeos em
economia, e uma gama de documentos indiscutivelmente importantes às pesquisas
acadêmicas e científicas no rol dos docentes da Faculdade de Educação e do
Instituto de Economia.
Além disso, "a aplicação de um software gerenciador de informações
bibliográficas é fundamental para o desenvolvimento dos aspectos práticos do
processo de ensino/aprendizagem nos cursos de graduação e pós-graduação .. ." das
unidades de pesquisa. (SILVEIRA, ARAÚJO e KNOLL, 1989).
Segundo KRZYZANOWSKI et alo (1997), "verifica-se que, no Brasil, ações
significativas têm sido aplicadas ao aperfeiçoamento dos recursos de acesso e
tratamento da informação nas bibliotecas, com ênfase na automação de acervos e

. ... "
sefVlços
A iniciativa das bibliotecas da FE e IE de consolidar as bases de dados
EDUBASE - base de artigos de periódicos nacionais em educação (SANTOS e
251

li
I'

�PASSOS, 1997) e PERIE - base de artigos de periódicos nacionais em economia,
inicialmente em ambiente DOS pelo software Micro CDS/ISIS (Unesco, 1991) com
interface em ferramenta WWWlsis, facilitou as rotinas de busca e pesquisa dos
usuários, tanto da Universidade, como a comunidade externa.

2. AS BASES DE DADOS: PERIE, EDUBASE E HEMERED

2.1 PERIE

A base de dados PERIE, é composta dos seguintes documentos
bibliográficos, além dos artigos de periódicos nacionais em economia: trabalho de
conclusão de curso de graduação, folhetos técnicos em economia, textos, relatórios
de pesquisa, vídeos de economia, capítulos de livros, etc.
O desenvolvimento da base foi feito em ambiente DOS através do software
Micro CDS/ISIS (Unesco), atualmente a base está migrada em ambiente Web pelo
WWISIS (UnescolBireme) e conta com mais de 7.000 documentos, sendo
alimentada diariamente por um bibliotecário e migrada no ambiente Web por um
analista de sistemas.
Os instrumentos de padronização utilizados na base são : cabeçalho de
autoridades e de assuntos da Rede Bibliodata CALCO (MANUAL. .. ,1995); normas
de referências da ABNT - NBR 6023/89 (ABNT, 1989). Para a indexação, também
são usados termos livres, quando determinados assuntos não são encontrados na
Rede Bibliodata CALCO.
O formato de saída da base se processa de duas formas: base de dados e
referência bibliográfica.

2.2 EDUBASE

A base de dados EDUBASE (SANTOS e PASSOS, 1997), é composta pelos
seguintes documentos bibliográficos, artigos de periódicos nacionais em educação,

252

�trabalho de conclusão de curso de graduação, folhetos, textos e relatórios de
pesqUIsa.
I

Desenvolvida também em ambiente DOS, através do software Micro
CDS/ISIS (Unesco, 1991), atualmente conta com mais de 4.000 documentos, sendo
alimentada e migrada no ambiente Web pelo WWWIsis, por um bibliotecário.
Os instrumentos de padronização utilizados na base são : cabeçalho de
autoridades e de assuntos da Rede Bibliodata CALCO (MANUAL ..., 1995) ; normas
de referências da ABNT - NBR 6023 (ABNT, 1989); os termos livres também são
utilizados na indexação, quando os assuntos não são encontrados na Rede Bibliodata
CALCO, nesse caso o recurso utilizado é o Thesaurus do ERIC (HOUSTON, 1987),
como base para realizarmos a indexação.
O formato de saída da base se processa de duas formas : base de dados e
referência bibliográfica.

2.3HEMERED

A HEMERED (SANTOS e GIANNONI, 1997), é composta por artigos de
recortes de jornais regionais da área da educação.
A etapa de desenvolvimento da base, procede pela mesmo aplicativo das
outras bases citadas, através do software Micro CDS/ISIS (Unesco, 1991) em
ambiente DOS. Conta atualmente com 1.200 recortes de jornais, alimentada e
migrada também para ambiente Web pelo WWWlsis, por um profissional
bibliotecário.
Os instrumentos de padronização utilizados na base, são os mesmos usados
na EDUBASE: cabeçalho de assunto da Rede Bibliodata CALCO (MANUAL. .. ,
1995); normas de referências da ABNT - NBR 6023 (ABNT, 1989). O
procedimento de adoção de termos livres para indexação, segue o padrão da
EDUBASE, caso o termo não seja encontrado no cabeçalho de assunto do
Bibliodata CALCO, utiliza-se os termos do Thesaurus do ERIC (HOUSTON, 1987).
253

Il'

III

�Os fonnatos de saídas apresentam-se de três fonnas: base de dados;
referência bibliográfica e de descritores, sendo este último adotado apenas para uso
do bibliotecário.

3. PARCERIA PARA UM MESMO OBJETIVO

As bibliotecas da FE e do IE, verificaram que dentro do próprio Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP (SBU), o processo de automação dos documentos
bibliográficos, que inclui os livros, as dissertações e teses , e as coleções dos
periódicos, acessíveis pela base de dados ACERVUS, impossibilita no momento, o
acesso as acervos locais das bibliotecas do SBU, dificultando também a divulgação
dos mesmos.
A partir desta problemática, as bibliotecas da FE e do IE, resolveram
compartilhar as experiências adquiridas na operacionalização do software Micro
CDS/ISIS, com as demais bibliotecas do SBU, como fonna de padronizar dados e
tomar acessível a pesquisa dos acervos locais para toda comunidade acadêmica
interna e externa.

4. ACESSO PARA PESQUISA NAS BASES DE DADOS

Por meio de uma página web com o fonnulário de pesquisa (figura 1), o
usuário faz a consulta, que é remetida ao servidor HTTP no WindowslNT do
Instituto. Este, por sua vez, recebe os dados e os transfere a um programa em
WWWIsis desenvolvido pela analista de sistemas. Então, o caminho inverso é
percorrido, trazendo as infonnações encontradas na base de dados para outra página
denominada resultado da pesquisa que mostra título e autor (figura 2).

254

�FIGURA 1 - Formulário de Pesquisa

Exemplos

singer and aprender (2 termos: autor e título)
wilson and cano and economia (3 termos: autor completo e assunto)
mercosu! or brasi! (2 termos· assunto ou assunto)
arald and monografia (2 termos: autor e tipo de matt'rial)
graliano and reforma and artigo (3 tronos: autor e assunto e tipo ~ material: artigo.

ví~.

relatório. folheto. monogrnfia)

RetOmelldatiíes
Não use: ARTIGOS, PREPOSIÇÕES. CONJUNÇÕES. VÍRGULAS. PONTOS, etc.
l/se termos espedficos (palavras-chaves).
E indiferente usar maiúsculas ou minúsculas.
Use espaço para separar palavras. Não acentue as palavras.
Entre com a e:'luessão de- bu~ca:
Peaquisar

1.1lI".J:l~~:'~.~ .!;t.. and

capit:ais

1

Cópias dos documentos recuperados poderão ser solicitadas através de consulta prévia por e-mail para: cedoC@eco.unicamp.br
Telefones: (019) 788.5718,5722.5788.5729
Fax: (019) 289.1512

255

�FIGURA 2 - Resultado da Pesquisa com Título e Autor

Centro de Documentação do Institl/b) de Economia

Resultado da Consulta

Volta

o

)

usuário percorre o resultado da pesquisa realizada, e pelo ícone da ficha

bibliográfica completa, ele viabilizará todas as informações do documento (figura

3).

256

�FIGURA 3 - Ficha Bibliográfica Completa

A pesqUIsa é feita por me10 de termos (assunto, autor, título e tipo de
material), que podem ser combinadas pelos operadores booleanos "and" , "or" e "and
not".
As instruções de ajuda de como utilizar a base, também é disponibilizada na
página principal de pesquisa (Figura 1).
A pesquisa para a base EDUBASE e HEMERED (Figura 5), procede-se
quase da mesma maneira, com modificações dos símbolos dos operadores booleanos
"*(and)", "+(or)" e "'"'(and not)" e do resultado do formulário de pesquisa (Figuras 6

e 7).

257

�Figura 4 - Formulário de Pesquisa

··C
.............,:

~:

No , _ pesquis. digite

° [AlU.,j, ou [ThJs&gt;j ou [Ao,tmtoJ d"'jado. S. 'p"quis.1i:Jrmtis de 1 (dois) tmno&lt; , use o, opondoces booJ.."", "'('il;o1ic' AllD), + ('ifpifi&lt;. OR)

,n (slçUfica AllD NOT) tIiIrt o, 1 (dois) oumtis tm2&gt;O, d.t sw.posquis.,não coJ/)qw, "poço,. Em ,,~, cliqut no botlo Pesqujscr,
ExllllJlhl Ecluban.

fl'eiN* p«Jagf&gt;gia 0 - : __ . tíwJo)

"''''''''1'11&lt;0. ti"",,",)

J-=*pia&amp;ftt+dJcacoo (3 tmI&gt;o&lt; :
dJcacoo+bras., (l ttm&gt;o&lt;: ....- ou t i _)

,,1M""'onofl"'lia ( . l _ : _.q,o de~
(3 I.t&lt;InOs: _ _ • _
•

__""qU,,,"",,..i,,,

q,o do-.ruI)

absy~" ....soM (3 t....."" ..s.or .....wo • q,o de-..ri&gt;.!)

I!xlllqdo._
.sGUa~acao (ltmn&lt;H: :

IISm'túWo)
(3 Umsos ', SJlar(CRtIpld:o t u"Stll'4D)

prHo"t'mri'o~a~z1a'Jten'o

&lt;7dto'i!tkari1'O+brasil

c:-,....,.,." ... _.)

"'~õ..

Niouso : ARTmOS,PREPOSIÇÕES, CONJUNÇÕES, VÍRGULAS,PONTOS,ESPAÇOS,etc.

~;=::;:,,=~.
lrao acmtm: :as pa.lavrti .
@~:')J,:.~:$~*~

(Art4;o, de periÓdj&lt;0, nacionais de Educ"..; moru&gt;~ de ~. . ; nllliri&gt;&lt; de pesquisa;
tDht.os i teus sobn lM'o did.Ílico lteStlld).

}[~; ~~n: -ny.~

~.

de nem.. de jamois ,oln Educ"ü)

258

�Figura 5 - Resultado da Pesquisa da EDUBASE

.

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Monografia

" TITULO: Tecendo a escrita : a dinamlca (inter)ativa entre as crtancas na sala de aula _ (~..:~'!

.~!~,.Y.?~.: ,~.~~~. !L~.~.e.~. .b.~.~.!. ~~~~. . ~.~.9.~-~.~.-. .-.-.-..-.-,. :. -..-.. . . ,.-. .-.-. . .,. .-....-.. . . . .-.. .-.-. . . . . . .-....-..-..-..-....-.-....-.........-: ..:,.-..-..-.-.-.-;:.-. . .-.,..Jªr

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259

�Figura 6 - Resultado da Pesquisa da HEMERED

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... , • • ; ; ; . . . . . . . . . .

) ..

acervos das bibliotecas, encontram-se por rede interna em

ambiente DOS e via Internet nos endereços :
PERIE : http://www.eco.unicamp.br
EDUBASE e HEMERED:

http://fae.unicamp.br/~bibli

5. VANTAGENS AOS USUÁRIOS DA INTERNET

De acordo com LEVACOV (1997), "com a possibilidade de acessar
bibliotecas, centros de informação e bancos de dados via redes de telecomunicação,
os usuários remotos já não serão mais um diminuto segmento do grande grupo de

260

�,....

usuários. Ao contrário, cada vez mais reduzir-se-á o número daqueles que fazem o
acesso real em comparação aos que fazem o acesso virtual ... "
Com base nesta expectativa, observamos que os usuários não só deixarão de
usar mais a Internet, como solicitarão futuramente à nós, profissionais da
informação, que os documentos sejam disponibilizados totalmente em rede, para
facilitar ainda mais a pesquisa.
Ressaltamos que, ao tornar acessível as bases de dados via Internet, não
pretendemos que nossos usuários, deixem de freqüentar a biblioteca por estarmos
automatizando o acervo em seu beneficio.
Tendo em vista a crescente demanda da procura de documentos pela Internet,
podemos destacar as vantagens que os usuários terão com as bases citadas:
•

Acesso remoto sem custos;

•

Elaboração dos próprios levantamentos bibliográficos à distância;

•

Solicitação de cópias de documentos por e-mail, após consulta a base;

•

"A biblioteca deixa de ser um tranqüilo depósito de livro para tomar-se

IIli

um ponto focal de pesquisa variada, acessada a qualquer hora por usuários

II

virtuais de vários lugares do mundo." (LEVACOV, 1997).

II
li

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
I1

n
Consideramos que trabalhar em parceria, no sentido de troca de idéias e
informações, enriquece o conhecimento profissional, e aumenta as chances de
proporcionar a comunidade usuária, grandes vantagens no que se refere à questão de
automação de acervos. Possibilita aos profissionais, maiores estímulos na tomada de
decisões para melhorar a qualidade da informação, não restringindo o conhecimento
de idéias e soluções a uma só pessoa, podendo repassar este conhecimento em
beneficio da ciência e tecnologia.
Com base neste pensamento, verificamos que as universidades, com o maior
número de bibliotecas encontradas na Internet, devem assumir a responsabilidade
261

ri

�pela automação e atualização dos seus acervos, tomando-se desta forma, um
trampolim para a formação das chamadas bibliotecas virtuais. (SILVA, MÁRDERO
e CLAUDIO, 1997).

°

desenvolvimento das bases de dados PERIE e EDUBASE, por parte dos

bibliotecários da Faculdade de Educação e do Instituto de Economia da UNICAMP,
mostra que estamos avançando para o limiar do século 21 , tomando possível um
sonho de ver os seus acervos automatizados e disponibilizados para acesso.
Estas conquistas nos dá um novo ânimo, como profissionais da informação. A
soma de esforços no sentido de organizar as informações de modo a disponibilizálas a um número cada vez maior de pessoas, é que contribui para que a Internet seja
um suporte importante para as bibliotecas virtuais. Esta é a nossa contribuição como

profissionais que somos, devemos reconhecer que o papel do bibliotecário é
ilimitado e que a informação pode e deve ser acessível a qualquer usuário, em
qualquer nível, em qualquer lugar e não apenas como privilégio de poucos.
(PIAZZA, 1998).

262

�7. REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

01 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências
bibliográficas : NBR 6023. São Paulo : ABNT, 1989. 19p.
i

02 HOUSTON, James E. (Ed.). Thesaurus of ERIC descriptors. Phoenix : The
Oryx, 1987.
03 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero et alo Implementação do banco de dados
DEDALUS, do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.26, n.2, p.168, maio/ago.
1997.

I

I

04 LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais : ( r )evolução? . Ciência da
Informação, Brasília, DF, v.26, n.2, p.125-135, maio/ago. 1997.
05 MANUAL de cabeçalhos de assuntos: normas e procedimentos, versão 1.0. Rio
de Janeiro: FGV, 1995.
06

PIAZZA, Miriam &lt;miriam@memorial.org.br&gt;. Subject
WWWlsis.
(14/07/1998). E-mail to: AdemirG. Pietrosanto &lt;pietro@eco.unicamp.br&gt;.

07 RESMER, Maria José, COSTA, Olga Maria Soares da. Conversão de base de
dados Microlsis para Internet. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.26,
n.2, p.159-164, maio/ago. 1997.
08 ROSETTO, Márcia. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação :
livro eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latina e Caribe. Ciência
da Informação, Brasília, DF, v.26, n.I, p.54-60, jan./abr. 1997.
09 SANTOS, Gildenir Carolino, GIANNONI, Maria Alice. Organização da
hemeroteca sobre Educação, gerenciada pelo software Micro CDS/lSIS
na base de dados "HEMERED" . In: SEMINÁRIO SOBRE
EM
BffiLIOTECAS
E
CENTROS
DE
AUTOMAÇÃO
DOCUMENTAÇÃO, 6., 1997, Águas de Lindóia. Anais ... Águas de
Lindóia: INPE, 1997. p.131-133.
10

., PASSOS, Rosemary. Desenvolvimento de base de dados em
educação "EDUBASE", gerenciado pelo software Micro CDS/lSIS. In:
SEMINÁRIO SOBRE AUTOMAÇÃO EM BffiLIOTECAS E CENTROS
DE DOCUMENTAÇÃO, 6., 1997, Águas de Lindóia. Anais ... Águas de
Lindóia : INPE, 1997. p.127-130.
263

I

�11 SILVA, Luiz Antônio Gonçalves da, MÁRDERO, Miguel Angel, CLAUDIO,
Silvana. Acompanhamento das bibliotecas brasileiras na Internet. Ciência
da Informação, Brasília, DF, v.26, n.2, p.221-225, maio/ago. 1997.

I

12 SILVEIRA, Amélia, ARAÚJO, Franca Maria B., KNOLL, Marília Maria D.

Costa. Mini-Micro CDS/ISIS : uma proposta de aplicação no ensino da
infOlmática em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v.22, n.3/4,
p.32-41 , jul./dez. 1989.
13 UNESCO. Manual de referências minilmicro CDS/ISISIUNESCO. Irad. de Luiz

F. Ferreira et al. Brasília, DF : IBICI, 1991.

Agradecimentos especiais:

Diuliana Cunha França

Programadora de Sistemas Júnior do Instituto de Economia/UNICAMP

Alisson de Castro
.1

Analista de Sistemas da Empresa Modal Consultoria &amp; Representação.

264

�</text>
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                <text>Este trabalho relata experiências das bibliotecas da Faculdade de Educação e do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, no uso das bases de dados desenvolvidas em Micro CDS/ISIS na versão DOS (PERIE, EDUBASE e HEMERED), e migrada para plataforma Web em WWWIsis pela Internet.</text>
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                    <text>NOVOS PARADIGMAS PARA REPENSAR A BIBLIOTECA
TRADICIONAL E A VIRTUAL
Wagner Chacon
Professor do Departamento de Comunicação Social e
Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará;
Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará;
Especialista em Automação de Bibliotecas e Centros de Informação
Documentárias pela Universidade Federal de Pernambuco;
Mestre em Planejamento, Organização e Administração de
Centros de Informação pela Universidade de Brasília.

RESUMO

Trata sobre a ontologia da interatividade, desde o período primitivo até o advento da
virtualidade contemporânea. Baseando-se na Teoria da Cognição de Santiago,
aftrma que o aumento artiftcialidade das diferenças sociais, políticas, econômicas e
culturais foram acentuadas, após a geração de excedentes da produção,
determinando a exploração econômica do homem pelo homem. Nesse sentido a
sonegação da interação, da vulgarização da informação e da educação, sempre foi
objeto de controle e dominação das populações. Aborda a virtualidade resultante da
evolução da interatividade como algo forçado pelos avanços das tecnologias da
comunicação e da necessidade de seus escoamentos para gerar mercados novos e
renováveis. Conclui indicando novas orientações estratégicas e táticas a serem
seguidas pelas bibliotecas para que se insiram no novo contexto como agentes de
transformação social.
1 INTRODUÇÃO

Independente da discussão sobre a atualidade se constituir dos resquícios da
modernidade (Giddens, 1991) ou de já estar vigendo a pós-modernidade (Lyotard,
1985), o advento da virtualidade consolida um marco divisor entre épocas históricas.
Analisando a História da humanidade desde os seus primórdios pode-se
identiftcar uma ontologia das bibliotecas e das práticas bibliotecárias totalmente
atreladas à ontologia da informação que, também, sempre foi parte essencial das
discussões ftlosóftcas sobre a cognição humana.

226

�Nas discussões filosóficas dessa natureza se observam abordagens constantes
de questões relacionadas à biologia e à semi ótica, que freqüentemente influenciaram
os pensamentos e geralmente orientaram as práticas sociais, políticas, econômicas e
culturais, inerentes a cada uma das suas respectivas épocas, sempre deixando-se
perceber as suas relações com o exercício do poder condicionado (Galbraith, 1984)
ou simbólico (Bourdieu, 1998).
O relacionamento das bibliotecas ao exercício do poder condicionado ou
simbólico é histórico. Para o acesso a essas memórias coletivas da humanidade
sempre foi necessário, como em outras ações sociais, o domínio de linguagens que
se tomam "protocolos de acesso" . Contudo, a vulgarização desses "protocolos de
acesso", que deve ser exercida através da democratização da educação, até hoje é
sonegada a grande parte das populações do mundo, aumentando as diferenças de
acesso a níveis de informação e conhecimentos, concentrando, conseqüentemente, o
poder decisório envolvido na construção quotidiana do social.
Embora séculos tenham se passado, atualmente a situação parece ter se
modificado mais em relação à sua complexidade do que à sua essência.
Atualmente, a quantidade de tipos de memórias coletivas (bases de dados de
todo tipo), com seus respectivos "protocolos de acesso", cujos domínios estão agora
cada vez mais atrelados aos sabores das relações capitalistas, tendem a aumentar a
complexidade dos conhecimentos necessários ao homem para impedir a sua
exclusão social.

É nesse contexto que a virtualidade vem se consolidando através de um
processo recorrente de desenvolvimento e vulgarização de novas tecnologias da
comunicação, implementadas de acordo com os interesses políticos e econômicos de
grupos ou empresas transnacionais (Dreifuss, 1997), que determinam os rumos da
crescente ampliação geográfica do raio de ação da comunicação e da distribuição de
produtos, serviços e, logicamente, dos discursos que os legitimam, criando e
transformando regiões distantes em mercados econômicos homogêneos (Santos,

227

�1997), como forma de garantir e manter o aumento dos níveis de desenvolvimento,
principalmente de quem os produz.
Essa prática econômica, baseada em trocas implementadas em lugares
distintos do lugar de produção, separados no tempo e no espaço, geram tendências
acumulativas a favor dos produtores dessas tecnologias, decorrentes das
transferências de valores resultantes da mais-valia sobre a mão-de-obra utilizada nas
suas produções e do lucro obtido pelas suas trocas, em sua maioria, em mercados
consumidores compostos por indivíduos não envolvidos diretamente nos seus
processos produtivos, incorrendo, tal prática, em tendências concentradoras da
riqueza (Dobb, 1983) e do poder (Marx apud Hunt, 1981).
Dessa forma, o aumento dos níveis de eficiência e eficácia das comunicações,
a custos cada vez menores, possibilitou a globalização através da interligação de
diversas partes do mundo, propiciando o aumento das interações à distância (online), provocando crescentes deslocamentos no tempo e no espaço das ações sóciopolítico-econômicas e culturais (Giddens, 1991 ; Santos, 1997), bem como a
aceleração das mudanças contextuais dessas mesmas ordens, mas ainda mantendo a
polarização extrema das diferenças sociais.
Assim, é nesse contexto comandado pelo capitalismo, caracterizado por
deslocamentos das ações humanas no tempo e no espaço, onde as diferenças sociais
são acentuadas, que a virtualidade se consolida como um dos principais meios do
desenvolvimento social, político, econômico e cultural, influenciando em mudanças
radicais no pensamento e no comportamento humano, a partir do momento em que
desvincula o fazer quotidiano (Certeau, 1994) exclusivamente das culturas de
comunidades geograficamente delimitadas e o toma alvo de múltiplas influências
externas.
Nesse contexto, pensar o fazer da biblioteca, de forma que ela continue a
cumprir a sua função social de prover a memória coletiva, promovendo o
desenvolvimento social através do estímulo ao pensamento criativo, requer, como
em épocas de mudanças anteriores, uma abordagem teórico-metodológica maIS
228

�- - - - - - - - --

- --------

moderna, que permita reflexões coerentes com a multiplicidade inerente a um
mundo dinâmico, em constante construção da sua complexidade.
Portanto, para basear as análises relativas à inserção das bibliotecas
tradicionais e das bibliotecas virtuais no contexto atual, escolheu-se utilizar a Teoria
da Cognição de Santiago, desenvolvida por Humberto Maturana (1998) a partir de
estudos biológicos sobre as redes neurais.
2 A TEORIA DA COGNIÇÃO DE SANTIAGO
A Teoria de Santiago defende a tese de que a cognição "é uma atividade
envolvida na auto geração e autoperpetuação de redes autopoiéticas" (Capra, 1996:
210).
Para essa teoria todo e qualquer sistema, natural ou artificial, é considerado
como uma unidade autônoma relativa, formada por componentes internos que se
interrelacionam de acordo com uma estrutura determinada por um padrão de
organização próprio.
Os sistemas, considerados como unidades autônomas, assumem a condição
de participantes da natureza pelo simples fato de exercerem a própria vida, pois para
desempenharem suas funções vitais internas necessitam interagir, acoplando-se de
diversas formas, e movidos por objetivos diversos, com outros sistemas também
considerados como unidades delimitadas em seu espaço.
Assim, no exercício da vida, os sistemas mais organizados, por motivos e
intenções próprias, tendem a gerar perturbações operadas

através

desses

acoplamentos estruturais, que podem causar mudanças de estado nos relativamente
menos organizados e, mesmo sem especificá-las ou dirigí-Ias, no próprio meio
ambiente, porque todos são seus componentes e participantes.
O nível de organização de cada sistema é adquirido através da acumulação de
acoplamentos qualitativos experimentados com outros sistemas ao longo da sua
vida, consubstanciando-se isto no próprio processo cognitivo. Assim, conforme
Maturana e Varela (1987), "viver é conhecer", implicando a vida e o conhecimento
229

�----

-

-

numa recorrência mútua que permite, numa inversão simples e não menos correta,
concluir-se que a cognição é uma atividade constante de criação de um mundo por
meio do próprio processo de viver (Capra, 1997).
Para a teoria em questão, assim como os demais sistemas naturais ou
artificiais, o homem é considerado como uma unidade autônoma que produz os
elementos dos quais sua estrutura material é construída, formando seus próprios
limites (Foerster, Maturana e VareI a apud Brier, 1995) fisicos ou virtuais.
Dessa forma, a construção do mundo pelo homem se dá através de
acoplamentos, operados entre ele e outros sistemas semelhantes ou não, iniciando-se
através da percepção que, para ser operada, exige uma ação voluntária de
reconhecimento que vai do ato de perceber até a decifração necessária ao julgamento
mental (al-Haytham apud MangueI, 1997).
Assim, melhor esclarecendo, a construção do mundo é operada pelo homem
através da sua percepção, que se constitui em um ação voluntária ou intencional
individual, ativada por alguma perturbação externa que o incita a ativar sua memória
para, através de comparações entre dados associados a experiências passadas, em
contextos que guardem alguma ou nenhuma semelhança com o da experiência em
vigor, possam, respectivamente, produzir ou não um julgamento mental específico.
Logo, o mundo construído pelo homem é um mundo artificial (Santos, 1997),
metáfora da natureza mundo (Ianni, 1994), baseada em representações simbólicas
destinadas a estabelecer uma ordem gnoseológica que lhe dá sentido (Bourdieu,
1998), assimiladas através da percepção de objetos e de fatos contextualizados que
lhes estimulam os processos cognitivos racionais, cujas cargas emocionais
relacionadas formam-lhes memórias diferenciadas que podem ter durações que vão
do efêmero ao permanente (Goleman, 1995; Stickgold, 1997).
Diante disso e aceitando essa teoria, a informação passa a ter uma novo
conceito. Informação é, então, uma representação que depende da habilidade de um
observador para tirar conclusões próprias acerca do observado, que também se
encontra no ambiente. "O ambiente não contém nenhuma informação; o ambiente é
230

�---~

-

como é" (Foerster, 1984: 263) e, portanto, a infonnação é fonnada pelo próprio
receptor, a partir da sua própria ontologia cognitiva (Brier, 1995, Maturana, 1998).
Como decorrência, o conceito de inteligência também é modificado. Para
essa teoria não seria coerente aceitar um conceito "lugar-comum" de que
inteligência é, simplesmente, uma capacidade inata para solucionar problemas
externos.
Para essa teoria, a inteligência, tanto para o homem, como para qualquer
outro tipo de sistema, é considerada como a capacidade inicialmente natural e depois
adquirida de selecionar os acoplamentos a serem por ele efetivados, sendo tal
capacidade, então exercida através da percepção, mais facilmente implementada
pela recorrência à memória, reveladora de dados contextualizados resultantes de
acoplamentos passados, que tendem a dotar suas representações simbólicas e seus
discursos de maior organização e, portanto, de maior poder de provocar mudanças
estruturais nos outros homens ou sistemas, podendo até alterar-lhes a organização e
levar-lhes à desintegração fisica ou gnoseológica.
3 BREVE ONTOLOGIA CRÍTICA DA INTERATIVIDADE

Baseando-se na Teoria da Cognição de Santiago é fácil concluir que as
diferenças humanas cognoscitivas e sociais são naturais porque dependem das
ontologias perceptivas dos contextos em que cada um dos homens, em momentos
diferentes, estiveram inseridos. Mesmo que vivenciem experiências ao mesmo
tempo, dois homens não terão, no mínimo, a mesma percepção de um objeto ou ação
porque, segundo Isaac Newton, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço em
um só tempo e, caso venham a ocupar o mesmo espaço, isso somente poderá ser
feito em um outro tempo, quando, então, o contexto já será outro, devido à própria
dinâmica da natureza, gerando diferenças entre as duas percepções e, por
conseguinte, nas duas representações do observado.
Contudo, apesar dessas diferenças naturais serem necessárias e suficientes
para a promoção do desenvolvimento sócio-político-econômico e cultural da
231

--

-

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-

�humanidade de forma organizada, dotando-o de maior grau de justiça social, isto não
tem se constituído numa realidade histórica.
A associação das diferenças ontológicas das percepções humanas, formadoras
das diferenças, também ontológicas, de conhecimentos individuais à preponderância
pela busca da sobrevivência, geraram transformações sociais, principalmente as
guiadas pela criação de novos instrumentos que conduziram às mudanças das
relações de trabalho, substituindo a cooperação simples, ainda na sociedade
primitiva, pela especialização de atividades, geradoras de excedentes, que
determinaram o nascimento das relações econômicas de troca como forma de
acumulação e, por conseguinte, fizeram surgir a propriedade privada e a exploração
do homem pelo homem (Ostrovitianov et. aI., 1972).
Dessa forma começou a ampliação artificial das diferenças cognoscitivas
naturais do homem, acentuando e perpetuando, até a atualidade, as injustiças sociais
através do exercício, por vezes conjunto, dos poderes condigno, compensatório, mas
principalmente do poder condicionado (Galbraith, 1984).
Dessa forma, durante séculos a ignorância das massas foi incentivada através
da construção de discursos dogmáticos ou compostos por meias verdades,
empreendida por poucos e veiculados a muitos dos homens, estabelecendo ordens
gnoseológica que lhes dessem sentido (Bourdieu, 1998), forçando-os a uma
reprodução social controlada pela persuasão e pela censura à participação popular
nas discussões filosóficas acerca do passado, do quotidiano e do futuro e na
construção do social, político, econômico e cultural.
Como decorrência disso, foram-se formando, quotidianamente, duas
instâncias de produção de informações e de conhecimento: uma científica e outra
popular que, em alguns momentos, até hoje se acoplam na tentativa de gerar novos
discursos que subsidiem novos modos de vida e adaptações tecnológicas, visando a
melhoria da qualidade de vida de alguns ou de todos.
Assím, atrelando, mais uma vez, o conceito de informação às mudanças no
sistema produtivo, numa Inglaterra que passava do catolicismo ao anglicanismo e do
232

�início da industrialização, Francis Bacon, que acreditava na "aplicação da ciência à
indústria, à serviço do progresso", entre a metade do século XVI e a metade do
século XVII, afirmou que "saber é poder" (Pereira, 1996: 193).
Desde essa época, até hoje, a idéia de que quem detém a informação detém o
poder, derivada da afirmação de Bacon, veio se solidificando e influenciando os
objetivos da educação do homem, que, na modernidade, "tradicionalmente, ( ... ) seria
um instrumento destinado a adequar o futuro profissional ao mundo do trabalho,
disciplinando-o, e municiando-o de certa maneira com conhecimentos técnicos, para
que possa 'vencer na vida', inserindo-se de forma vantajosa no mundo como existe.
Esta inserção vantajosa, por sua vez, asseguraria reconhecimento e remuneração, ou
seja, 'sucesso'" (Dowbor, 1998: 258).
Nota-se, portanto, desde essa época, que o "sucesso" almejado pelo homem,
como abordado por Dowbor (1998), seria obtido através da sua inteligência,
considerada como uma capacidade inata para solucionar problemas, a partir da sua
percepção, que o capacita a identificar, coletar e processar informações, como se
estas fossem insumos tangíveis encontrados livres ou escondidos num ambiente
externo.
Essa idéia traz consigo a essência da acentuação artificializada das relações
de dominação e poder, sendo realmente correto, neste sentido, afirmar que "saber é
poder" (Bacon apud Pereira, 1996: 193).
Essa realidade se consubstancia, principalmente, a partir da "aplicação da
ciência à indústria, à serviço do progresso" (Bacon apud Pereira, 1996) associada à
ontológica exploração do homem pelo homem na busca da acumulação
(Ostrovitianov, 1972), gerando a privação de muitos deles da vivência de
experiências cognoscitivas, exercida por poucos.
Tais experiências humanas, iniciadas a partir da percepção, necessária ao
exercício do pensamento e capacitadora da construção de discursos e práticas mais
coerentes com os seus hábitats ou locus sociais, cria e fortifica a organização da
inteligência do homem e, por conseguinte, da inteligência coletiva do grupo social
233

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do qual faz parte, tomando-se, assim, mais facilitado o seu exercício de poder sobre
outros homens, grupos menos experientes e, portanto, menos organizados, com
baixos níveis de identidade cultmal.
Dessa forma,

quotidianamente, as duas instâncias de produção de

informações e de conhecimento: a científica e a popular, seguem, até hoje, formando
tipos e níveis distintos de "inteligências coletivas" que, elaboradas pelas suas
respectivas comunidades de usuários, ao se acloparem em alguns momentos,
reorganizam, a todo instante e interativamente, as massas de informação disponíveis
off-line e on-line, por meio de conexões transversais e simultâneas (Lévy, 1996).
As comunidades que conseguem realizar maiores números de acoplamentos
qualitativos nessas rodadas cognoscitivas tendem a aumentar os seus níveis de
"inteligência coletiva" e de organização, aumentando, proporcionalmente, as suas
capacidades de gerar maiores pertmbações externas a outros indivíduos ou grupos,
transformando suas estrutmas internas ou até desintegrando suas organizações e, por
conseguinte, suas identidades cultmais, pela utilização do poder adquirido através da
experiência de melhor estrutmar seus discmsos e ações.
Assim, assiste-se a um embate, quotidiano, entre tradições, traduções (Robins
apud Paula, 1998) e pseudo-traduções das inteligências coletivas, formadoras das
suas respectivas identidades cultmais, - onde as primeiras são, em boa parte
combalidas pelas terceiras -, desencadeado pelos grandes oligopólios transnacionais
(Moraes, 1997) que, apoiados pela mídia, constróem discmsos destinados a facilitar
a venda dos objetos que produzem e dos serviços que realizam (Santos, 1997).
N esse contexto capitalista, a produção de informações e de conhecimentos
científicos se desenvolve fmanciada direta ou indiretamente pelo setor econômico ou
diretamente produtivo, onde este exerce, de alguma forma, um controle sobre os
acoplamentos necessários para tal produção, seja ela destinada à transformação
dessas informações e conhecimentos em bens e serviços para troca em mercados ou
para disponibilizá-las em forma de bens ou serviços sociais, direitos mínimos das
populações.
234

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Assim, apoiados pelas ciências, os poderosos oligopólios transnacionais se
sustentam e se desenvolvem incentivando uma interatividade, de forma capciosa,
aproveitando-se de níveis de desinformação das comunidades locais ou globais,
obtidos pela sonegação das condições ideais ou plenas para a realização das suas
próprias construções informacionais, exercidas, de acordo com os objetivos que
tenham para com a comunidade em questão, pelo desinsentivo ou pelo incentivo
excessivo à comunicação (realização de acoplamentos).

4 A INTERATIVIDADE FABRICADA

Apoiando-se na teoria da cognição de Santiago, especificamente porque os
acoplamentos entre os homens permitem que, cada um, de acordo com as suas
respectivas ontologias perceptivas e cognoscitivas crie sua própria informação ou
juízo de um objeto ou representação comunicada por outrem, acredita-se que os
desenvolvimentos locais e globais sempre se deram e se dão a partir dos
movimentos de tradução. Culturas de lugares distintos, quando postas em contato,
geralmente se deixaram interpenetrar, transformando-se e adaptando-se ao novo
contexto, de acordo com seus níveis de organização. Um exemplo clássico foram as
influências culturais sofridas pelos romanos quando invadiram a Grécia. A forte
tradição grega, caracterizada pela organização das suas identidades culturais,
interferiu na cultura dos invasores romanos. Os romanos dominaram pela força e se
deixaram dominar pela cultura.
Atualmente, os deslocamentos das ações humanas no tempo e no espaço,
provocados pelos desenvolvimentos das tecnologias da comunicação em direção à
unificação dos artefatos que compõem os sistemas técnicos de transmissão (satélite,
computador, fax, modem, telefonia comum e celular, pagers, videofones etc.)
(Moraes, 1997: 34), propiciam o aumento da velocidade das mudanças ao servirem
de canais para o empreendimento de um Marketing agressivo pelas grandes
empresas transnacionais, baseado numa interatividade lúdica, reduzindo os períodos
23 5

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de estabilidade quotidianos ao ser utilizado como recurso para massificar as
populações e conduzí-Ias de forma homogênea e facilitada para a sustentação de
wna cultura consumista, que passa a ditar mais pseudo-traduções do que
propriamente traduções.
4.1 Mecânica das Pseudo-Traduções

O que aqui se chama de pseudo-tradução é a possível reprodução resultante
da aceleração do movimento de tradução, incentivada pelos conglomerados
mediáticos, contratados por empresas transnacionais que produzem bens e serviços,
através do planejamento e veiculação de campanhas de Marketing agressivo.
Essas campanhas de Marketing, principalmente as baseadas na promoção de
wn tipo de interatividade recorrente, geralmente lúdica, e que funciona como um
refinado instrumento de controle mercadológico e social, implementa uma pseudoliberdade, ou liberdade consentida, onde, dependendo do consumidor ou usuário,
somente lhe é dada a chance de opinar/consultar/comprar em função de premissas
que lhes são apresentadas através da mídia, como forma de garantir as suas
fidelidades (Moraes, 1997).
Assim, o tipo de reprodução social implementado nas comunidades maIS
pobres tendem a ser efetivadas através do incentivo

à desinformação:

desinsentivando o acesso à participação na construção de informações de ponta e
incentivando o acesso à participação na construção de informações de massa.
Nas comunidades gradativamente mais abastadas, que têm acesso a diversas
média eletrônicas, a comunicação é incentivada pelos conglomerados mediáticos
como forma de obter dados, não somente sobre variáveis como: suas faixas de
renda, classes ou escolaridade e outras congêneres, mas, principalmente, sobre seus
estilos de vida, para vertê-los em conhecimentos sobre seus comportamentos
(Buehler apud Moraes, 1997), próximo ou em tempo real, formando autênticos
catálogos virtuais, de extrema valia para análises estratégicas, que lhes podem dar
condições de destinar, a comunidades específicas, mundializadas, desvinculadas de
236

�laços geográficos, lingüísticos, raCIaIS, religiosos e classistas, "informações
personalizadas e especializadas, campanhas promocionais, pesquisas, produtos
segmentados e interativos" (Moraes, 1997:34) para vender seus produtos ou serviços
e garantir-lhes a fidelidade do público e do mercado.
Segundo David Rokeby (1997: 67), "uma tecnologia é interativa na medida
em que reflete as conseqüências de nossas ações ou decisões, devolvendo-as para
nós. Desta forma, uma tecnologia interativa é um meio através do qual nos
comunicamos com nós mesmos, isto é como um espelho. O meio não apenas reflete,
mas também refrata aquilo que lhe é dado; o que retoma somos nós mesmos,
transformados e processados" por outros a quem disponibilizamos nossos dados
descritivos e nossos perfis psicológicos.
Contudo, é dessa forma, com base nas peculiaridades individuais e locais,
físicas ou virtuais, que as parcelas de interatividade e de reprodução elaborativa da
informação vão se alargando a comunidades menos desenvolvidas, permitindo-lhes
o domínio de "protocolos de acesso", proporcionalmente aos objetivos das
organizações transnacionais e das conveniências e atratividades econômicas que as
comunidades lhes ofereçam.
Dessa forma, as comunidades menos abastadas não são elevadas pelas
organizações transnacionais por dó ou piedade, mas por necessidade de qualificar
melhor a mão-de-obra, quando necessária, ou, através da implantação de planos
emergenciais e, até mesmo de médio e longo prazo, porém em sua maioria
insustentáveis, para diminuir ameaças delas advindas, acalmando-lhes os ânimos.

É com base nesses tipos de interatividade que os meios de comunicação
passam a construir uma simulação do mundo para melhor reespacializá-Io e
administrá-lo. A interligação do mundo através de redes de comunicação geraram os
deslocamentos das ações humanas no tempo e no espaço, descentralizando os
esquemas de poder ao permitir maior quantidade de mediações com o público
utilizando-se da persuasão, sedução e convencimento, viabilizando práticas de
controle social obtidas por meios mais fluidos e móveis, agora de curto prazo,
237

�rotação rápida, contínuas e ilimitadas, ao contrário das antigas, que eram de longa
duração, infinitas e descontínuas (Moraes, 1997).
Assim, o incentivo à liberdade de comunicação dada a ambas as categorias de
comunidades, principalmente às que possuem acesso às média eletrônicas, acabam
por promover um crescimento em progressão geométrica da quantidade de
informações produzidas pelos homens, incapacitando-os, proporcionalmente, de
selecionar, dentre as muitas resultantes do dinamismo comunicacional, aquelas que
lhes são precisamente relevantes para guiar a construção do seu quotidiano e manter
suas tradições ou capacitá-los a realizar traduções, através de interações plásticas,
impedindo-os de perder as suas organizações, o que, conseqüentemente, os
conduziria à desintegração virtual (do sonho, enquanto devir, ou do pensamento,
enquanto representação) e social (expressão realizada do sonho ou do pensamento)
ongmrus.
5 A GESTÃO DO CONHECIMENTO

Uma educação, somente formal, escolástica, enciclopedista e veiculada
através

de

métodos

apenas

expositivos, baseados em representações

de

representações, não serve para competir com a pedagogia da alienação veiculada por
esse tipo de interatividade que guia o mundo apoiada na lei do gozo (Kehl, 1995),
reduzindo-o a quantidades limitadas de alternativas que são apresentadas aos
homens, porque não tem o poder de capacitá-los a realmente influir, de forma mais
contundente e diferenciada, na construção cotidiana do social, fornecendo-lhes
condições de, conscientemente, manter suas tradições ou efetivar traduções, sem a
perda das suas organizações.
Contudo, isso não significa que esse tipo de interatividade, embora bastante
poderosa, tenha condições de se consolidar como a única, conduzindo todos para seu
centro de forma determinística.
Embora as tecnologias sejam veiculadas gradativamente a comunidades mais
pobres, de acordo com os interesses socIals, políticos, econômicos e culturais
238

�dominantes, é inegável que esse movimento vai democratizando os espaços
mediáticos e, como é o receptor que gera sua própria representação do mundo ou
informação, a ele cabe decidir utilizações outras para essas tecnologias que não as
esperadas por quem lhes franquiou o acesso. Tomar contato e interagir com culturas
diferentes no próprio processo do viver quotidiano, experimentar novos
acoplamentos cognitivos, tende a libertar as populações do poder condicionado,
mais facilmente imposto em casos de comunidades cujos domínios virtuais eram
limitados ao espaço geográfico. Segundo Rokeby (1997), os espelhos não só
refletem, também refratam.
Dowbor (1998:44) acredita que "a mesma dinâmica que nos levou aos
espaços globais nos fornece as tecnologias para a reconstituição de uma humanidade
organizada em tomo de comunidades que se reconhecem internamente, mas também
interagem, comunicam com o resto do mundo, participam de forma organizada de
espaços mais amplos."
As tecnologias que propiciaram a globalização, acentuando os deslocamentos
das ações humanas no tempo e no espaço com maior fluidez dos movimentos de
tradução, expondo, de forma mais acelerada, os indivíduos e as comunidades às
transformações, embora instituindo o individualismo através da unificação (Santos,
1997) e a diminuição dos períodos de estabilidade (Gideens, 1991), tendem a se
consolidar, gradativamente, como meios democratizadores.
Apesar da sociedade ter sido estruturada de forma estratificada a partir de
escrituras criadas por uma elite de "produtores" de bens, de serviços e de discursos
legitimadores, com a pretensão de "informar" ou, mais precisamente, de "dar forma"
às práticas sociais (Certeau, 1996), de modo a facilitar a exploração do homem pelo
homem, a evolução das tecnologias da comunicação, mesmo que inseridas nesse
contexto, a partir da tendência natural de se expandir por outros mercados, destitui a
escrita e o domínio da sua decifração como única forma de transferir informações
legítimas, dignas de autoridade, confiança e com poder de transformação social.

239

�Desse modo, as tecnologias passam a reordenar os espaços urbanos, abrindo
"possibilidades para a organização de redes culturais interativas que colocam novos
desafios ao próprio conceito de educação" ao propiciar uma sinergia tríplice entre a
comunicação, a infonnação e a fonnação, conduzindo a realidade para os "espaços
do conhecimento", que refletem os primeiros passos do homo culturalis, em
contraposição ao homo economicus e indicando um papel para o ensino muito mais
organizador de espaços culturais e científicos do que propriamente "lecionador" no
sentido tradicional (Dowbor, 1998: 260-261).

6 AS BmLIOTECAS FRENTE AOS NOVOS PARADIGMAS SOCIAIS

As bibliotecas são memórias coletivas da humanidade. Assim como o
homem, cada uma delas possui uma ontologia da fonnação da sua memória ou
acervo. Cada material bibliográfico ou especial que compõe o seu acervo constituise em uma representação simbólica elaborada a partir da ontologia cognitiva de uma
ou mais pessoas, pennitindo ao usuário, de acordo com a sua ontologia cognitiva,
construir sua própria infonnação através dos acoplamentos ou experiências que
vivencia através da leitura dos materiais escolhidos.
Contudo a ontologia das bibliotecas tradicionais revela que seus acervos
fonnam a memória coletiva das suas comunidades, incluindo partes da memória
coletiva de outras comunidades, já perfazendo a idéia da seleção de acoplamentos ou
interações guiadas pelos seus selecionadores, os limites de experiências impostos
aos usuários restritos aos seus respectivos espaços geográficos de distribuição.
Os avanços das tecnologias da comunicação quase, senão, já burlam algumas
das leis de Newton, pois através da virtualidade propiciada, o homem agora pode
viver várias experiências, até mesmo antagônicas, quase que ao mesmo tempo,
senão ao mesmo tempo, através de representações emanadas de várias e diferentes
pessoas, pertencentes a locais e culturas também diferentes, registradas em meios
diversos que estimulam não somente um, mas vários sentidos.
240

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Vivendo-se a era da multiplicidade, a escrita e sua decifração deixam de ser
os únicos meios de transferência da informação mais efetivos, deslocando-a de
tempo e espaço determinados, referências da lentidão e da reprodução social
baseado na alienação pela sonegação desse "protocolo de acesso" às massas
empobrecidas, sinalizando para outros estímulos que prescindem de uma
alfabetização fonética ou gramatical, como a visão a audição, o tato e o olfato, que
remetem a uma sub-reptícia (Certeau, 1996).
As empresas que produzem os avanços tecnológicos, aos poucos vem
encontrando, nas maneiras cognitivas dessas culturas paralelas, nichos de expansão
mercadológica, promovendo uma maior democratização do acesso à informação. As
bibliotecas, no entanto, parecem resistir a essa tendência de expansão, mais por
rigidez ou ausência de orientação estratégica do que por falta de recursos.
Acredita-se que a carência de recursos para fmanciar a automação dos
serviços, necessária à liberação de recursos humanos para atividades estratégicas e
táticas advém de uma incompatibilidade entre as funções e os objetivos das suas
atuais configurações em relação às demandas diversificadas e dinâmicas.
Enquanto os conglomerados mediáticos recorrem à maioria dos sentidos
humanos para estimular-lhes uma resposta positiva, baseando-se em campanhas de
Marketing, como forma de obter dados, não somente sobre variáveis como suas
faixas de renda, classes ou escolaridade e outras congêneres, mas, principalmente,
sobre seus estilos de vida, para vertê-los em conhecimentos sobre seus
comportamentos (Buehler apud Moraes, 1997), próximo ou em tempo real,
formando autênticos catálogos virtuais, de extrema valia para análises estratégicas, a
maior parte das bibliotecas das Universidades Federais brasileiras não realizam
atividades de monitoração ambiental externa, para embasar decisões estratégicas e
táticas, detendo-se, quando muito, em sua maioria, à monitoração ambiental interna,
para subsidiar tomadas de decisões operacionais (Chacon, 1994).

241

�Dessa forma, tais bibliotecas universitárias continuam a constituir castelos
elitizados, não expandindo seus mercados através do virtual, do potencial, que
somente pode ser implementado através de uma abordagem ou visão pró-ativa.
A ausência de monitoração ambiental, subsidiadora de uma visão pró-ativa,
conduziram Tarapanoff (1997) a identificar que a realidade das bibliotecas
brasileiras ainda não atingiu nem sequer o marco da biblioteca eletrônica, mas
apenas um incipiente processo de automação, estando longe da biblioteca virtual.
Estrategicamente, a expressão virtual da biblioteca deve resultar de uma
recorrência midiática entre as ontologias dos acoplamentos realizados entre os
membros da comunidade a que serve, com seus próprios membros (realização de
movimentos de tradição) e com membros de outras comunidades (realização de
traduções em potencial), através de contato direto ou através do mercado de
informações. Portanto, o seu acervo, memória coletiva de uma comunidade, deve ser
formado pelo próprio ato de viver ou de conhecer dessa comunidade que, desde
tempos atrás, tem passado por fora desses canais.
Visto que a biblioteca ou memória coletiva virtual deve ser resultante da sua
construção pela própria interação entre membros da comunidade a que serve e de
seus membros com os de outras comunidades, observa-se que ela passa a ser uma
organização dinâmica, em constante mudança,

implicando em constantes

movimentos de tradução, o que toma incompatível a imposição normativa das
linguagens que a biblioteca tradicional utiliza de forma ortodoxa.
A função tática nesse contexto virtual passa a assumir um papel de tradução,
de adequação da sistematização do conhecimento armazenado, e de seus métodos de
recuperação, adaptando-se de forma flexível à própria linguagem ou linguageamento
da comunidade a que serve.
Somente dessa forma, as bibliotecas cumprirão suas funções SOCIaIS,
fortificando as identidades culturais das comunidades, reordenando seus espaços
urbanos, abrindo "possibilidades para a organização de redes culturais interativas
que colocam novos desafios ao próprio conceito de educação" ao propICIar uma
242

�sinergia tríplice entre a comunicação, a informação e a formação, conduzindo a
realidade para os "espaços do conhecimento", que refletem os primeiros passos do
homo culturalis, (Dowbor, 1998: 260-261), competindo com a interatividade
limitante que busca uma fidelidade do consumo, promotora de uma alienação
massificante.

ABSTRACT

The text approaches the ontology of the interative relations, from the primitive
period to the coming of the virtuality contemporary. Basing on the Theory of
Santiago's Cognition, it affinns that the artificial increase of the social, politic,
economic and cultural differences they were accentuated, afier the generation of
surpluses of the production, detennining the human exploration by human being. In
that sense the defraudment of the interaction, of the vulgarization of the information
and of the education, it was always control and dominance object of the populations.
It approaches the virtuality resulting of the evolution of the interative relations

forced by the progresses of the technologies of the communication and of the need
of its flowin off to generate markets renewed. lt concludes indicating new strategic
and tactical orientations they be followed for the libraries so that they interfere in the
new context as agents of organized social transformation.

243

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246

�1- Segundo Galbraith (1984: 5-6), existem três instâncias de poder: o condigno, o
compensatório e o condicionado. Entende-se por: a) poder condigno, aquele que é
exercido de forma a conseguir a submissão inflingindo ou ameaçando conseqüências
adequadamente adversas; b) poder compensatório, aquele que é exercido de forma a
conseguir conquistar a submissão oferecendo uma recompensa positiva; e c)
podercondicionado, aquele que é exercido através da persuasão, objetivando a
mudança de uma convicção ou de uma crença.
2- Segundo Bourdieu (1998: 7-8), "o poder simbólico é, com efeito, esse poder
invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem
saber que lhes estão sujeitos ou mesmo que os exercem. "
3- Segundo Humberto Maturana (1998: 200) sistema autopoiético é um sistema
constituído como unidade, como uma rede de produção de componentes que em
suas interações geram a mesma rede que os produz, e constituem seus limites como
parte dele em seu espaço de existência. Os seres vivos são sistemas autopoiéticos
moleculares, e como tais existem no espaço molecular. Em princípio, pode haver
sistemas autopoiéticos em qualquer espaço em que se possa realizar a organização
autopoiética.
4- Por volta do ano de 1004, al-Hassan ibn al-Haytham, estudioso de Basra, concluiu
que há uma distinção entre sensação pura e a percepção, onde a primeira é
inconsciente ou involuntária e a segunda exige um ato voluntário de reconhecimento
que vai do ato de ver até a decifração, necessária ao julgamento mental (Manguel,
1997: 47).
5- No documentário Pedaços da mente, da Scientific American Magazine,
apresentado pela Connecticut Public Television e veiculado no Brasil pela GNT,
vários neurocientistas explicam que os estímulos recebidos através da percepção de
objetos e ações em um mesmo contexto é efetivada pelos órgãos sensoriais humanos
e armazenados no córtex cerebral em áreas específicas, mas distintas. Quando o
mesmo homem é exposto a outros objetos e ações em outros contextos diferentes,
mas que guardem alguma semelhança com o da experiência anterior, o hipocampo
247

�recupera e ordena as memórias componentes da experiência anterior e propicia a
comparação com as percepções atuais, promovendo julgamentos mentais.
6- Segundo Ostrovitianov et al.(1972: 31), "chama-se cooperação simples à
aplicação simultânea de uma quantidade meis ou menos grande de força de trabalho
para a execução de trabalhos homogêneos", sendo, posteriormente a produção
resultante desse trabalho distribuída de fOlma igualitária.
7- Segundo Hall, citado por Paula (1998), "o movimento da Tradição acredita que a
identidade está destinada a retomar às suas raízes ou desaparecer através da
assimilação e homogeneização. Tradução, por outro lado, relaciona a formação das
identidades a grupos distantes de sua terra natal, com uma forte ligação com o lugar
de origem e suas tradições, porém, sem nenhuma chance de retomo ao passado. Eles
pertencem a culturas híbridas, i.e. ' são produto de diversas histórias e culturas
entrelaçadas, fazendo parte, ao mesmo tempo, de diversas pátrias' (e nenhuma em
particular)."
8- Segundo Maturana (1998: 18), interações plásticas são realizadas através de
mudanças nas estruturas internas do sistema para que ele próprio continue o seu
viver (autopoiése) no meio perturbador com uma estrutura diferente, com um âmbito
de mudanças de estado diferente e com um domínio de perturbações diferente.
9- Virtual significa aquilo "que existe como faculdade, porém sem exercício ou
efeito atual; suscetível de se realizar; potencial; diz-se do que está predeterminado e
contém todas as condições essenciais à sua realização. Significado extraído do
Dicionário Aurélio escolar da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1988.
10- Segundo Kehl (1995: 177) "é a partir do fracasso do princípio do prazer que o
sujeito renuncia (pelo menos parcialmente) ao modelo da realização alucinatória de
desejos e passa a desenvolver outros recursos de relação com a realidade externa. O
pensamento requer a aceitação de uma demora, de um adiamento da satisfação do
desejo, o que implica, inclusive, uma mudança de qualidade em relação ao que
consiste o modo dessa satisfação."
248

�11- Entenda-se por leitura qualquer atividade mental que envolva a percepção, por
qualquer dos sentidos, a sequencial recorrência à memória e a conseguinte atribuição
de significado e opinião.
12- Segundo Certeau (1996) o sentido literal é produto de uma elite social que
ordena o pensamento para que outros o sigam, a virtualidade, através de meios de
comunicação que prescindem da escrita e sua decodificação permitem leituras outras
e a atribuição de sentidos livres da literalidade.
13- Segundo Capra (1996: 227) citando Maturana e Varei a, "a unicidade do ser
humano reside na nossa capacidade para tecer continuamente a rede lingüística na
qual estamos embutidos. Ser humano é existir na linguagem. Na linguagem,
coordenamos nosso comportamento, e juntos, na linguagem, criamos o nosso
mundo. 'o mundo que todos vêem', escrevem Maturana e Varei a, 'não é o mundo,
mas um mundo, que nós criamos com os outros'. Esse mundo humano inclui
fundamentalmente o nosso mundo interior de pensamentos abstratos, de conceitos,
de símbolos, de representações mentais e de autopercepção. Ser humano é ser
dotado de consciência reflexiva: 'Na medida em que sabemos como sabemos,
criamos a nós mesmos'.

249

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Trata da ontologia da interatividade, desde o período primitivo até o advento da virtualidade contemporânea. Baseando-se na Teoria da Cognição de Santiago, afirma que o aumento da artificialidade das diferenças sociais, políticas, econômicas e culturais foram acentuadas após a geração de excedentes da produção, determinando a exploração econômica do homem pelo homem. Nesse sentido a sonegação da interação, da vulgarização da informação e da educação, sempre foi objeto de controle e dominação das populações. Aborda a virtualidade resultante da evolução da interatividade como algo forçado pelos avanços das tecnologias da comunicação e da necessidade de seus escoamentos para gerar mercados novos e renováveis. Conclui indicando novas orientações estratégicas e táticas a serem seguidas pelas bibliotecas para que se insiram no novo contexto como agentes de transformação social.</text>
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                    <text>Novos modos de conhecer: os recursos da Internet para uso das
Bibliotecas Universitárias

Sandra Lúcia Rebe1 Gomes
Prof do Departamento deDocumentação da UFF
Coordenadora do Prossiga - Bibliotecas Virtuais
e-mail: srebel@prossiga.br

INTRODUÇÃO

o

sociólogo português Boaventura de Souza Santos, ao alertar-nos para a

vinculação peculiar existente entre as novas formas de conhecimento e práticas
sociais diversas, lembra que transformações marcantes "nos modos de conhecer"
estão sempre relacionadas com transformações igualmente intensas "nos modos de
organizar a sociedade"(Santos, 1997, p.9). Podemos entender como novas formas de
conhecimento, as maneiras pelas quais o conhecimento é gerado e distribuído na
sociedade. Neste sentido, o advento da Internet tem um significado especial para
aqueles que lidam com a produção, a organização e a transferência da informação.
Pierre Lévy (1996, p.98), outro pensador que baliza nossa análise, adverte
que "as ferramentas transmitidas pela cultura constituem o contexto nutritivo ( .. .) a
partir do qual os pensamentos individuais se desenvolvem ( ... ) e produzem às vezes
inovações importantes." Recorremos à "inteligência coletiva" ao usarmos tais
ferramentas, fruto de pesquisas e invenções seculares. Lévy embra ainda que estas
são também "máquinas de perceber" que transformam profundamente nossas
relações com o mundo, com o espaço e com o tempo.
No

âmbito

da Ciência da Informação

(CI)

e focalizando, maIS

especificamente, os processos de organização e disseminação da informação no
ambiente das bibliotecas universitárias, as afirmações desses autores levam-nos a
212

�indagar sobre as possibilidades e os impactos da Internet junto à comunidade
universitária, através dos serviços que, fazendo uso dos recursos da rede, podem ser
oferecidos por estas bibliotecas. Assim, queremos chamar a atenção para as
oportunidades que se apresentam para a biblioteca universitária na era on-tine.
Diante das possibilidades de se tomar um poderoso instrumento de apoio ao ensino e
à pesquisa, focalizaremos aqui, especialmente, a Biblioteca Virtual (BV),

mecanismo que pode ser amplamente utilizado pelas bibliotecas universitárias com
este propósito. Nesta medida, o presente trabalho assinala que o advento da BV pode
trazer implicações relevantes para a informação destinada a apoiar a pesquisa
acadêmica, como pode, também, impactar a divulgação de seus resultados e
produtos. Sua importância advém, igualmente, das possibilidades que oferece para a
comunicação científica entre pares e dos desafios que apresenta para os atores
envolvidos: pesquisadores e profissionais de informação. É sobre estas questões que
este trabalho pretende discorrer.
1. INTERNET E NOVO CONTEXTO INFORMACIONAL

A Internet vem suscitando um expressivo interesse de importantes segmentos
envolvidos com a pesquisa acadêmica, por abalar - ou poder abalar - muito
fortemente, a comunicação e os procedimentos relativos à busca e ao uso da
informação pelos pesquisadores.
Para discutir o tema "Bibliotecas Virtuais" no âmbito das atividades
acadêmicas no Brasil, ou à informação sobre e resultante desta produção, cabe
destacar alguns aspectos relacionados com o significado mais amplo da Internet para
pesquisadores e profissionais de informação.
O primeiro aspecto que podemos destacar é o que vê a Internet como "uma
tecnologia da inteligência", conforme a perspectiva de Lévy (1993), resultando,
assim, em valioso instrumento para a criação intelectual. Se o espaço cibernético não
pode garantir por si mesmo o desenvolvimento da inteligência coletiva, pode
oferecer-lhe um ambiente extremamente favorável.
2 13

�o outro aspecto a ser ressaltado é que a Internet propicia o que o geógrafo
Milton Santos chama "unicidade dos momentos" ou "convergência dos momentos"
(1996, p. 157). O autor adverte que não se trata da unificação do tempo, mas "da
possibilidade de conhecer instantaneamente eventos longínquos e, assim, a
possibilidade de perceber a sua simultaneidade", o que consiste, para além da
novidade, num "privilégio de nossa geração": "o evento é uma manifestação
corpórea do tempo histórico, algo como se a flecha do tempo apontasse e pousasse
num ponto dado da superficie da terra, povoando-o com um novo acontecer.
Quando, no mesmo instante, outro ponto é atingido, e podemos conhecer o
acontecer que ali se instalou, então estamos presenciando uma convergência dos
momentos e sua unicidade se estabelece através das técnicas atuais de comunicação.
Esses momentos não são iguais, não obstante se encontrarem no mesmo quadrante
do relógio. Mas são momentos unitários, unidos por uma lógica comum" .(Santos, id
ibidem).
Um terceiro, é que o uso da Internet já não é, hoje, uma tendência, mas uma
consolidada realidade em nosso país. Assim, a necessidade de desenvolvimento de
estratégias que favoreçam a criação e a disponibilização de produtos informacionais
na hiper-rede é inelutável.
A partir da Internet, a distância é, cada vez menos, um fator de isolamento.
Graças à capacidade que as telecomunicações têm de encurtar as distâncias, a
informação adquire a possibilidade de fluir instantaneamente, comunicando aos
lugares, sem qualquer descompasso, os acontecimentos de cada qual. Lyman (1997,
p.123) afitma que as bibliotecas "não precisam mais servir apenas às comunidades
locais e nacionais, pois é possível às bibliotecas de todo o mundo estarem ligadas a
uma biblioteca digital global".
Através de componentes de software e hardware, documentos e/ou conjuntos
documentais que se originam do papel podem ser transformados em registros
eletrônicos, facilitando significativamente a sua disponibilização, por duas razões:
primeiro, porque pode-se contornar a limitação dada pela extensão física do
214

�documento - o documento eletrônico pode ser acessado por várias pessoas
simultaneamente; segundo, porque a desterritorialização inerente ao ciberespaço
permite o acesso ao documento a partir de vários locais, superando a contingência
geográfica. Na virtualidade, uma pessoa, uma coletividade, ato ou informação
tomam-se "não presentes" - "desterritorializam-se" (Lévy, op. cit.1996), com
repercussões evidentes para a prática científica. A informação instantânea revela,
com intensidade, a dimensão tecnológica de sua produção e expansão ao mesmo
tempo que promove e resulta na sincronização do "global e o fragmento, a parte e o
todo, o produto e o processo, o geral e o particular no intercâmbio que cria um
campo único onde se expande o conhecimento e a ação" (Ferrara, 1993, p. 165).
Cabe assinalar que a discussão que envolve o impacto das novas tecnologias
de infonnação sobre a sociedade ou sobre a cultura tem preocupado muitos
estudiosos de diversas áreas do pensamento. É de especial interesse para os
cientistas da infonnação e demais profissionais da área, a quem cabe pensar sobre
sobre suas implicações para o trabalho informacional: com o advento das
tecnologias digitais, equipamentos e saberes tomam-se obsoletos numa velocidade
extraordinária, atingindo subitamente as profissões, na medida em que são impostas
ao trabalho, novas e pennanentes exigências. Neste sentido, são relevantes as
observações de Santos (1996, op. cit), ao advertir que as técnicas, quando se tomam
hegemônicas, impõem-se de maneira invasiva a grupos distintos e a contextos
diversos, podendo fragilizá-Ios.
Como não poderia deixar de ser, a Internet levanta uma série de questões
relativas às potencialidades (e aos problemas) da utilização de seus serviços e
recursos por bibliotecas, centros de documentação e demais serviços de infonnação,
para atender às necessidades de infonnação da sociedade como um todo, e do
público acadêmico em particular.
Os

desafios

colocados pela Internet estão diretamente ligados às

consequências de imperativos tecnológicos que consistem na natureza mutável da
documentação, na natureza mutável do trabalho do cientista e do profissional de
215

�informação e na natureza mutável da própria tecnologia, conforme Dollar (1994,
p.4). Assim, em relação à mudança na documentação, o autor assinala que, ao lado
dos documentos eletrônicos, que em sua maior parte são semelhantes ao documentos
em papel, as tecnologias de informação fazem surgir documentos para os quais não
existem mais análogos ao papel - os documentos eletrônicos não lineares ou
documentos hipermídia, por exemplo. Em relação à mudança no trabalho, Dollar
adverte para a perda de um sentido de tempo - as tecnologias são poderosas para
agilizar o trabalho - e para a extensão da participação com outros trabalhadores. No
primeiro caso, a edição eletrônica de textos toma a informação instantânea. No
segundo, estas tecnologias juntam pessoas e recursos (chat, correio eletrônico).
Quanto às mudanças de tecnologia, as quais estimulam sempre outras inovações,
Dollar salienta que "o preço de deixar de seguir o ritmo da mudança é a
obsolescência tecnológica", e que este aspecto indica um fato desalentador, "que o
ritmo dinâmico da mudança cria um ambiente no qual mudanças radicais ocorrem
antes que as pessoas tenham compreendido e assimilado completamente as
tecnologias de informação existentes"(idem p.7).
Assim, revelam-se de especial interesse para a CI as características
particulares da documentação neste ambiente e as peculiaridades da comunicação
científica decorrentes do emprego das tecnologias disponíveis e emergentes. A
Biblioteca Virtual, na perspectiva deste trabalho, é vista como um instrumento
imprescindível para integrar a infra-estrutura básica da ciência, apoiando o
desenvolvimento científico, na medida em que responde à emergente mudança que
se processa da informação impressa para a eletrônica, em função da evolução nos
mecanismos de comunicação que superam as dificuldades relacionadas com tempo e
espaço e das mudanças de tecnologia acima mencionadas.

216

�2 - A BmLIOTECA VIRTUAL E O APOIO À PESQUISA ACADÊMICA

As facilidades multilIÚdia da Internet tomam disponíveis,ao lado dos recursos
tradicionais em versão eletrônica, uma grande variedade de novos recursos
informacionais, sendo alguns deles peculiares ao ambiente da rede, como listas de
discussão, modelos científicos simulados através de técnicas de realidade virtual,
etc.
A BV abriga esses recursos, que irão vanar conforme o campo do
conhecimento enfocado, e os organiza para tomá-los disponíveis de manerra
amigável, minimizando extraordinariamente o tempo de navegação do usuário.
Como recursos de informação, pode-se destacar:

•

bases de dados ou bibliotecas tradicionais cujos catálogos podem ser acessados
via telnet ou via formulários de busca em páginas www bem como os demais
serviços que oferecem. Realizada a pesquisa bibliográfica e, identificados os
itens de informação (as referências bibliográficas, por exemplo) de interesse do
pesquisador, o bibliotecário pode conjugar o seu uso com serviços de comutação
bibliográfica, para obtenção do texto completo.

•

textos completos de artigos de periódicos, teses, livros e de anais de congressos;

•

pesquisa em catálogos de livrarias ("fisicas" ou virtuais) para conhecimento da
produção mais recente e/ou aquisição de livros editados em todo o mundo;

•

calendários de eventos, cuja consulta permite obter informações sobre reuniões
científicas a serem realizadas nas mais diversas áreas, etc.

A interação entre pesquisadores pode se dar através dos seguintes recursos:

•

chat, sistema que conecta diversos usuários, permitindo a realização de
conferências em tempo real, através do qual pesquisadores localizados em

217

�qualquer parte podem discutir (pública ou privadamente) as maIS diversas
questões;
•

correio eletrônico (e-mail), que permite a troca rápida de mensagens entre duas
ou mais pessoas. Os usos do e-mail para a pesquisa são inúmeros e podem ter
vários objetivos: solicitação e/ou oferecimento de pesquisa bibliográfica,
colaboração em projetos desenvolvidos em parceria, consultas e esclarecimentos
de dúvidas, participação em cursos dados via e-mail e pedidos de compras de
livros diretamente a livrarias nacionais e estrangeiras. As bibliotecas podem usar
essas aplicações para incrementar os seus serviços administrativos e de pesquisa
e, sobretudo, para auxiliar os seus usuários em suas demandas de informação.

•

listas de discussão e news: as listas de discussão são usadas como um meio de
comunicação entre pessoas interessadas em discutir temas específicos (a partir do
uso do correio eletrônico). As listas podem envolver muitas pessoas, são abertas
ou fechadas quanto à participação de novos membros e englobam uma infinidade
de temas, nas mais diversas áreas. Já em relação ao serviço de News, cuja idéia é
semelhante à das listas, não há a necessidade de subscrição em grupos de
discussão, como ocorre no serviço de listas. É preciso apenas um programa de
leitura de News. As informações que circulam nas listas de discussão vão desde
notícias - as mais diversas sobre o tema da lista (cursos, congressos, lançamentos
de livros, etc) - a esclarecimentos de dúvidas, transmissão de "papers", oferta de
emprego e divulgação de servicos, entre muitas outras.

Diante das vantagens da comunicação informal - entre elas a rapidez e seu
uso crescente pelos cientistas - o seu potencial informativo é discutido em inúmeros
trabalhos e vem suscitando pesquisas sobre comunicação científica em redes
eletrônicas.
As bibliotecas virtuais coletam, orgaruzam e disseminam a informação
eletrônica na Internet, oferecendo facilidades de acesso até então inimagináveis para
o pesquisador, em sua busca por informação relevante. Neste sentido, vão-se
218

�-

-------

constituindo um instrumento de suporte cada vez mais imprescindível às atividades
intelectuais e de pesquisa.
Outra vantagem da BV, sublinhada por Saunders (1995, pAI), citando
Gapen, é propiciar o acesso remoto a diversas bibliotecas e serviços de infonnação,
combinando, ainda : "uma coleção in-situ de materiais usados corrente e
intensivamente, tanto em forma impressa como eletrônica, com uma rede eletrônica
que provê acesso para uma biblioteca mundial, informações comerciais e fontes
externas de conhecimento. Em essência, é oferecido ao usuário o efeito de uma
biblioteca dotada da sinergia que se obtém quando se reúnem tecnologicamente os
recursos de muitas bibliotecas e serviços de informação" (grifo e tradução nossos).
A questão do acesso à informação (e à informação primária, mais
especificamente), é o aspecto ressaltado por diversos estudiosos do tema bibliotecas
virtuais. Neste sentido, Saunders (op. cit) Catenazzi e Sommaruga (1996) e Broering
(1996), assinalam também o fato de que as bibliotecas estão intrinsicamente
comprometidas com a presente evolução do papel para recursos digitais.

Alguns desafios

É preciso, todavia, chamar a atenção para alguns problemas que podem afetar

decisivamente a qualidade da oferta dos serviços de Informação de uma BV para
usuários finais. Estes problemas, conforme Sha, Patrick e Kochtanek (1996) dizem
respeito a duas questões fundamentais: manutenção e acesso. Em relação à
manutenção, os autores destacam que é preciso assegurar a localização flsica do
recurso informacional (uma vez que a "quebra de links" - mudança de URLs - ocorre
com frequência na Internet), assim como também é preciso garantir a qualidade da
informação, em termos de sua atualização, permanência e credibilidade. Chamam a
atenção para o fato de que a questão do controle de qualidade é bastante discutida e
resulta não resolvida, salientando que, de toda a forma, controlar a qualidade da
informação não implica em censura. Requer, isto sim, identificação, organização e
219

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- -

armazenamento sistemáticos e criteriosos dos recursos informacionais eletrônicos.
Em relação ao problema do acesso, este pode se dar de várias maneiras, segundo os
autores. Um bom sistema de acesso pode garantir uma boa frequência de uso do
sistema, além de prover instruções amigáveis, capazes de oferecer aos usuários uma
navegação proveitosa. Também apontam para a questão de acesso a equipamentos,
problema dos mais contundentes a serem enfrentados pelos usuários (a rápida
obsolescência que se tem verificado dos equipamentos acentua este problema). O
acesso pode aindar ser limitado em função do grande número de serviços cobrados
na Internet. Estes autores chamam a atenção para o fato de que mesmo numa
sociedade como a americana, poucos podem adquirir o equipamento necessário para
acessar os recursos de informação do WWW. Evidentemente, tais problemas se
acentuam em realidades de terceiro mundo e não podem ser desconsiderados por
quem é responsável pelo estabelecimento de políticas e pela criação de serviços de
informação.

3. CONCLUSÃO

Pode-se afirmar que a Ciência da Informação (CI) provém da necessidade que
ao longo dos séculos os intelectuais manifestaram de organizar os registros da
aventura intelectual humana e de desenvolver teorias que pudessem contribuir para a
eficiência do acesso ao conteúdo dos mesmos. Nasce, conforme Shera e Cleveland
(1977), da contribuição de várias disciplinas, cabendo ressaltar que o concurso
dessas disciplinas, e de outras que venham a ser buscadas para a compreensão do
fenômeno da informação, permite salientar os aspectos da interdisciplinaridade, que
envolvem esta ciência desde sempre. Trata-se, pois, de uma ciência interdisciplinar,
cuja importância é dada pela sua própria historicidade, isto é, de sua forte relação
com o seu tempo e com o seu meio.

220

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o

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"lugar das máquinas de computação" ocupa, há muito tempo, grande

espaço na discussão da CI, embora varie a atribuição de seu peso no processamento,
indexação e recuperação da informação, conforme Shera e Cleveland (op. cit,
p.259). No entanto, ao longo do mencionado trabalho destes autores, fica evidente
que as tecnologias de processamento e recuperação da informação - hoje valendo-se,
em grande parte, da Internet - evoluem no tempo mas mantêm, desde sempre, o
objetivo de propiciar e mesmo garantir o acesso à informação.
Assim, parece ser oportuno enfrentar o desafio apresentado pelas tecnologias
eletrônicas, revendo os problemas metodológicos e conceituais inerentes ao novo
ambiente, assim como parece ser igualmente apropriado adotar os recursos Internet
para organizar a informação voltada para apoiar a pesquisa científica através de
bibliotecas virtuais. Uma biblioteca virtual pode atuar como um complemento aos
recursos disponíveis no próprio acervo das bibliotecas universitárias, enriquecendoo e otimizando o seu uso, podendo também contribuir para novas formas emergentes
de produção e difusão científicas. Sua criação pode propiciar, a quem precisa de
informação, novos e eficientes modos de conhecer.

221

�BmLIOGRAFIA CONSULTADA
01 BROERlNG, Naomi C. The Virtual library and Knowledge Network. In:
CRICS, 3, Anais. Rio de Janeiro, outubro 1996. p. 72-79.
02 CATENAZZI, Nadia, SOMMARUGA, Lorenzo. From eletronic books and
eletronic libraries towards intelligent agent libraries. In: CRICS, 3,
Anais. Rio de Janeiro, outubro 1996. p. 61-71.
03 CUNHA, M.B. da. Biblioteca Digital: bibliografia internacional anotada. Ciência
da Informação. Brasília, v.26, n.2, p.195-213, maio/ago. 1997.
04 DOLLAR, Charles M. O impacto das tecnologias de informação sobre princípios
e práticas de arquivos: algumas considerações. Acervo. v.7, n.1-2, p.3-38,
jan/dez 1994.
05 FERRARA, Lucrécia D' Alessio. O Mapa da Mina. Informação: espaço e
lugar. In: O novo mapa do mundo: fun do século, globalização. São Paulo,
Hucitec/Anpur, 1993.
06 FERREIRA, Sueli Mara S. Redes Eletrônicas e necessidades de informação:
abordagem do sense-making para estudo de comportamento de usuários do
Instituto de Física da USP. São Paulo: ECAlUSP, 1995. (Tese de
Doutorado)
07 GOMES, S.L.R. , Marcondes, C.H. O impacto da Internet nas Bibliotecas
Brasileiras. Transinformação, v.9, n.2, p.57-68, maio/ago.1997.
08 GOMES, S.L.R. et aI. Bibliotecas Virtuais na Internet: a experiência do Prossiga.
Ciência da Informação. Brasília, v.25, n.3, p.445-449, set./dez.1996.
09 LÉVY, Pierre. As tecnologias de inteligência: o futuro do pensamento na era da
informática. Rio de Janeiro : Ed. 34, 1993.
10 _ _ _ _ O que é o virtual? São Paulo: Ed. 34, 1996.
o

11 L YMAN, P. O projeto das comunidades virtuais. Revista USP, São Paulo, n.35,
p.118-123, set./nov.1997.
12 MARCHIORI, Patricia Zeni, REZENDE, Yara. Do acervo ao acesso: a
perspectiva da biblioteca virtual em empresas. Ciência da Informação,
Brasília, v.23 , n.3 , p.349-352, set./dez.1994.

222

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- - ----

13 PEREIRA, Maria de Nazaré Freitas. Bibliotecas Virtuais: realidade, possibilidade
ou alvo de sonho. Ciência da Informação, Brasília, v.24, n.l, p.l0 1109,1995.
14 PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro. A Ciência da Informação entre sombra e
luz: domínio epistemológico e campo interdisciplinar. Rio de Janeiro,
ECOIUFRJ-IBICT/CNPq, 1997. (Tese de Doutorado).
15 SANTOS, Boaventura de Sousa. Pela mão de Alice. O social e o político na
pós-modernidade. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1997.
16 SANTOS, Milton. A Natureza do espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção
São Paulo: Hucitec, 1996.
17 SAUNDERS, Lavema M. Transforming Acquisitions to Support Virtual
Libraries. Information Technology and Libraries, mar. 1995.
18 SRA, Vianne, PATRICK, Timothy, KOCHTANEK, Thomas R. The
Traditional Library and the National Information Infrastructure
(disponível em http://www.oc1c.orgloc1c/man/colIoq/sha.htm).
19 SHERA, Jesse H., CLEVELAND, Donald. History and Foundations of
Information Science. ARIST - Anual Review of Information Science and
Technology, v. 12, p.249-275, 1977.
20 Weibel, Stuart, Godby, Jean, Daniel, Ron, Miller, Eric. OCLCINCSA Metadata
Workshop
Report.
OCLC,
1995.
Disponível
em
http://www.oc1c.org:5047/
oc1c/research/conferences/metadata/dublin_core _report.html

223

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-- -

- - - - - - -- - -

1-0 Brasil está em 30 lugar no ranking mundial de crescimento da Internet, tem uma
posição de liderança frente aos países do 30 Mundo no que diz respeito à tecnologia
de

redes

e

à

entrada

na

Intemet.(Comitê

Gestor

da

Internet-

Brasil&lt;http://www.cg.or.br/numero.htm&gt; on-line, citado em set.1997).
2-0s satélites são independentes das distâncias. O efeito das atuais inovações
tecnológicas é a possibilidade de transferir informações audiovisuais e de dados a
baixo preço, a qualquer distância, a um tempo quase real" .(Milnar, citado por
Santos, 1996, p. 159).
3-Dollar adverte que o termo "imperativo"é empregado para reforçar a idéia de que
os impactos da tecnologia da informação são ao mesmo tempo "inevitáveis e
irrevogáveis" .
4-0 termo refere-se ao uso de informação multimídia interligada num sistema
hipertexto, no qual palavras-chave, conceitos e imagens estão ligadas a palavras,
frases, imagens ou sons correlacionados.
5-Serviço que permite busca por autor, título ou assunto em computadores distantes
6-Ferramenta que integra as demais ferramentas da Internet e propicia interface
gráfica e amigável para os usuários.
7-Um catálogo de listas de discussão acadêmicas é elaborado por Diana Kovacs, e
permite identificar a lista de interesse através de "browse" pelas diversas áreas de
conhecimento sob as quais as listas são indexadas, conhecer as palavras-chave das
listas e a maneira pela qual pode-se inscrever para participar da discussão. Este
serviço também oferece um mecanismo de busca para identificação da lista de
interesse.
8-Entre muitos, pode-se citar a pesquisa em andamento de Pinheiro,L.V. "Impactos
das redes eletrônicas na comunicação científica e novos territórios cognitivos para
práticas coletivas, interativas e interdisciplinares: a experiência do Prossiga"(1997).

224

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--

9-Também no Brasil, cabe ressaltar, alguns autores vêm-se debruçando sobre o
tema. Pode-se citar, entre outros, Cunha (1996), Ferreira (1995), Pereira (1996),
Marchiori (1994) Gomes et al (1996), Gomes, Marcondes (1997) entre outros.
lO-Ver Pinheiro (1997), que no capítulo "Campo interdisciplinar" de sua tese de
doutorado, discute esta questão.
ll-Pode-se, inclusive, alargar o conceito destas tecnologias, considerando-se
artefatos anteriores aos microflimes até as atuais ferramentas disponíveis na Internet.
12-Não ignoremos as dificuldades existentes em nossas sociedades, sobretudo as de
países de Terceiro Mundo, como é o caso do Brasil, relativas aos custos dos
imperativos tecnológicos que a Internet requer.
13-É preciso, contudo, considerar que a coleta da informação eletrônica contém
dificuldades que lhe são peculiares, podendo ser mais complexa que a coleta de
textos impressos.

225

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--

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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Gomes, Sandra Lúcia Rebel</text>
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                <text>Assinala que o advento da Biblioteca Virtual pode trazer implicações relevantes para a informação destinada a apoiar a pesquisa acadêmica, como pode, também, impactar a divulgação de seus resultados e produtos. </text>
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                    <text>Infra-estrutura de informação: o uso da INTERNET por
bibliotecários de instituições brasileiras de ensino
superior
Maria Luzia Fernandes Bertholino
Bibliotecária - Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR
E-mail: rnlbertho@uepg.br

Nirlei Maria Oliveira
Bibliotecaria - Fundação Pinhalense de Ensino - SP
E-mai1: bibfpe@rantac.com.br

RESUMO:

Esta pesquisa é um estudo exploratório sobre o uso dos recursos e ferramentas da
Internet, pelos bibliotecários, de instituições brasileiras de ensino superior.
Identificou-se através de um questionário, distribuído via e-mail, pontos de acesso
da rede disponíveis nas bibliotecas, recursos, catálogos/indexadores e atividades
utilizadas na rede. Avaliou-se as informações encontradas e sua organização,
considerando a Internet como ferramenta e fonte de informação.

Palavras-chave: Internet-Bibliotecário; Internet-Instituição de Ensino Superior-

Brasil

190

�1. INTRODUÇÃO

Inteluet, a rede das redes salta fronteiras e recompõe forças políticas, sociais,
culturais. Seus reflexos na sociedade podem ser comparados aos mesmos impactos
apresentados entre a cultura oral e a cultura escrita. Apresenta-se, como novo
instrumento cultural, capaz de produzir mudanças similares a introdução da
imprensa. Emerge uma nova ordem capaz de operar profundas modificações na
sociedade. Para NAVARRO I BARBA, ( 1997 p.2). "La sociedad que há desarrolado
Internet, es uma sociedad que há liberado todo un muestrario tecnologico y humano
que hasta muy recientemente estava parcialmente bloqueado en la confrontacion
politica-militar de la lucha entre bloques."
A Internet é reflexo de uma economia de mercado mundializada que abre
espaços importantes para setores distantes de centros de decisão econômica. Setores
esses, que participam com informação técnica e intelectual, o que permite a criação
de novos espaços comunicacionais, autorizando uma comunicação em grande
escala, de memórias compartilhadas e hipertextos comunitários. Desta forma,
concorda-se com FRANCO (1996, p.134) quando afirma que "a Internet é o elo que
interliga aqueles que vão pensar em rede e com a rede. rr
As modificações operadas pela grande rede podem ser percebidas em todos
os setores da sociedade e em qualquer atividade desde a compra de um simples CD à
pesquisas científicas realizadas nos bancos de dados da Internet. Seguramente esta é
e será parte integrante do cotidiano das gerações atuais e futuras, assim como para as
futuras garantir condições e oportunidades de acesso parece ser um dos problemas a
ser enfrentados pela "sociedade de informação. rr
A cultura informacional é o caminho maIS curto para produção de
conhecimento e inteligência. Para ARTILES VISBAL (1997, p.l) "requieran
modelos organizacionales de nuevo tipo que contribuya alcanzar este objetivo,
teniendo com base una cultura informacional que tribute al desarrollo de los
processos de calid."
191

�-

-

-

-

--

--

A formação desta cultura informacional requer a participação de vários atores
sociais e cabe às bibliotecas um papel dinâmico e atuante oposto as rotinas
tradicionais de sistematização de conhecimento. Assim, o conhecimento e uso das
novas tecnologias de informação e de comunicação é condição sine qua non para
que estas possam atuar como elemento multiplicador e facilitador do uso da
informação. Estas questões passam prioritariamente por infra-estrutura de
informação e telemática adequadas, capacitação profissional e políticas de
informação.
As bibliotecas universitárias brasileiras não estão fora desse contexto. Para
essas, a Internet, representa um novo recurso que trouxe grandes mudanças nos
papéis e funções das bibliotecas e bibliotecários. Além de representar um vasto
universo de informações e recursos para exploração e atuação, ampliando em grande
proporção os tradicionais catálogos das bibliotecas.

1.1 - Bibliotecários na rede

As tecnologias de informação estão definindo novos caminhos para o trabalho
nas bibliotecas universitárias e as redes eletrônicas de informação representam um
poderoso espaço de atuação onde se produz, troca e consome informação.
Para MARCONDES e GOMES (1997, p.65) "a Internet pode ser um
poderoso instrumento para os bibliotecários, ampliando significantemente o alcance
de seu trabalho, no sentido de aproximar o mundo para seus usuários. " Os
bibliotecários estão explorando a Internet, isto é perceptível nos artigos de SOUZA
et aI. (1997, p.95) quando enfocam o desenvolvimento de tecnologia de redes
eletrônicas.
A pesquisa realizada por TARAPANOFF (1997) confirma a assertiva acima
pois em estudo junto as bibliotecas participantes do COMOT 46,97% utilizam a
Internet e 44, 19% estão em vias de implantação. Na mesma pesquisa a autora aponta
as principais mudanças registradas pelos bibliotecários, ressaltando em pnmerro
192

-

-----

--

�lugar compra de computadores, automação de serviços e acesso em linha a RNP e a
Internet.
Na literatura internacional, encontram-se estudos sobre a utilização de
serviços específicos da Internet. No artigo de ROWLAND (1994, p.144) a autora
aponta os bibliotecários com um dos primeiros usuários do E-mail como meio de
comunicação em rede, o qual contribuí para a troca de informações na Internet sendo
este reconhecido como um meio de comunicação de baixo custo que permite o
acesso a informação através do mundo, possibilitando perguntas e respostas para
questões de várias bibliotecas.
O estudo de PERRY (1995) teve por objetivo obter uma ampla perspectiva da
Internet e seus usuários. Para isso, foi enviado a 18 LISTSERV's um questionário
para identificar: quem usa a Internet, que tipo de informação é procurada, como as
pessoas aprendem a usar a Internet, quais as ferramentas e interfaces preferidas e
quais as mudanças necessárias para satisfazer as necessidades. O estudo atingiu
usuários de países da Europa e Estados Unidos e de diversos ramos de atividades,
tais

como:

empresas

comerCUllS,

entidades

governamentais,

bibliotecas

universitárias e públicas entre outras.
LAZINGER et al. (1997) examinaram e compararam o uso dos recursos da
rede pelos profissionais de informação, além de profissionais de outras áreas na
Hebrew University Jerusalém. Neste estudo as autoras enviaram 1000 questionários
investigando os recursos mais utilizados, finalidades, freqüência e dificuldades de
uso da rede.
Estudo similar foi realizado por KOVACS et ai (1995), no qual as autoras
avaliaram o impacto das conferências eletrônicas da Internet na busca da informação
e o comportamento das bibliotecas e profissionais da ciência da informação. Outro
estudo está sendo conduzido por KOVACS (1997) enfocando especificamente como
os bibliotecários estão utilizando a Internet no trabalho.

193

�Destaca-se ainda, os estudos de ROSENTHAL (1996), APPLEBEE (1997),
DEVLIN (1997) e MATHEWS (1997), os quais pesquisaram o uso da Internet por
comunidades acadêmicas e como ferramenta de referência para bibliotecários.
No Brasil pesquisas de mestrado estão sendo realizadas. A pesquisa de
CYRNE (1997): O uso da Internet pelas bibliotecas brasileiras, tem por objetivo
delinear o uso e obter informações para o desenvolvimento de coleções e TERRA
(1997) com o estudo: Listas de discussão para bibliotecários: a comunicação na área
de informação, o qual objetiva identificar a participação destes profissionais em
listas de discussão na rede.
A Internet cria novos recursos, desenvolve interfaces, amplia fontes
bibliográficas eletrônicos, além da mesma se constituir objeto de estudo por esses
profissionais de informação.
Considerando a proliferação dos sefVlços e recursos da Internet e as
constantes denominações envolvendo os conceitos do papel do bibliotecário e a
biblioteca virtual, eletrônica ou digital esse estudo tem por objetivo obter um
diagnóstico do comportamento do bibliotecário utilizando os recursos da Internet.

1.2 -Método

1.2.1 Sujeito

Para a realização desta pesquisa foram selecionados, aleatoriamente, 120
bibliotecas de instituições brasileiras de ensino superior, as quais possuem endereço
eletrônico. Deste total, obteve-se um retorno de 58 bibliotecas, o que representou
uma amostragem de 48,3% sujeitos (bibliotecários) da população alvo, sendo que 6
(10,3%) sujeitos não estavam conectados à Internet.

1.2.2 -Material

194

--

-

-

-

-

- - - -- - - -

_.

�----~

Como instrumento de coleta de dados utilizou-se um questionário (em anexo)
semi-estruturado composto de dez questões, o qual buscou identificar o uso dos
recursos da Internet pelos bibliotecários.

1.2.3 - Procedimento

Inicialmente foram identificados os endereços eletrônicos de instituições de
ensino superior através do Guia de Instituições de Ensino Superior Brasileiras, Guia
das Bibliotecas Bases do COMUT, Lista das Bibliotecas de Instituição de Ensino
Superior (disponível pela UNICAMP) e agenda pessoal das pesquisadoras deste
estudo.
Uma vez identificados os 120 endereços eletrônicos, os questionários foram
enviados via E-mail.

2 - RESULTADOS E DISCUSSÃO

Como um emaranhado de serviços intercomunicados, crescendo a cada dia e
expandindo sua área de atuação, a rede Internet encontra-se presente nas bibliotecas
brasileiras como apontam os resultados da pesquisa obtidos pela amostragem de
48,3% do total de questionários enviados.
A caracterização desta amostragem do estudo está representada na tabela 1.

195

�-----------------

-

-

--

TABELA 1 - POPULAÇÃO E AMOSTRAGEM DO ESTUDO
Instituição Pública .

Estado

Instituição Particular

Total

%

REGIÃO CENTRO-OESTE

.'"

Goiás

""""".",."".",:"",,,,,..'.'

1

1

••

1,7

1

1

1,7

1

2

3,4

1

1

1,7

Bahia

2

2

3,4

Ceará

1

Maranhão

1

1

1,7

Paraíba

1

1

1,7

Pernambuco

1

1

1,7

RN

1

1

1,7

8

13,6

MS
Subtotal

1

""~'"'~~"~"'~~"" __ '"~~=~"" .... ,,.~""'"."." .. ,'".~!~, '"'"W,""'''" .. "".~~=~,~~~~=~~~.,=''''~'w .. " .. " .... ":;""~",m"~,===~

REGIÃO NORDESTE

Alagoas
""""",,,,,;,,,,,,,,,,,,,, ... ,.,.. '" ..

....... """""&gt;"""""'''''''''''''''''''''''''''' .. ... .,," "''''''''''''''''"'''''''''''''''''''''''''''''''''''''''1''''

-

Subtotal
.. . . . "."

".,,,,,,,,,

'''" ..,,'

'" "" """"."""",,",,

1,7

" ;';

REGIAO NORTE

Acre

1

1

1,7

Amazonas

2

2

3,4

•RnnrlAni::t

1

1

1,7

Roraima

1

1

1,7

3,4

... " .. """""""""" .... ' ........ "" .. , ,..... .

Tocantins
''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''

Subtotal

."""~"" ".,,,,,,,,.,, ..., ..

1

1

2

6

1

7

"

RRCrTÃO SUDESTE

ES

1

MG

7

RJ

3

SP

4

Subtotal

''''''''''''''''''1

15

4

j'"

......,.

1

1,7

11

19

3

5,2

34,5 ' ' .•

20

""""",,;.,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

••

196

--~ .

-~--~

--

�-

--------------~--

..

..

REGIÃO SUL
,

,

Paraná

7

1

RS

3

4

7

12,1

se

3

3

6

10,3

Subtotal

13

8

21

36,2

15 - 25,9 %

58

!

Total

li

43 -74,1 %

;

8

13,8

100
)

A amostragem foi representada por estados de todas as regiões brasileiras,
prevalecendo em maior número as bibliotecas da Região Sul (36,20/0) e Sudeste
(34,5%), resultados esperados tendo em vista a infra-estrutura telecomunicacional,
realidades sócio econômicas diferenciadas dos outros estados do país. Do total
74,1% são instituições públicas e 25,9% instituições particulares. Os dados
indicaram que 93% das bibliotecas de instituições públicas e 80% das instituições
particulares utilizam a Internet. Percebe-se assim, que ocorre o investimento em
redes eletrônicas, independente da categoria da instituição acompanhando o
desenvolvimento das novas tecnologias da informação. Este resultado também foi
visível no pontos de acesso apresentados na Tabela 2.
TABELA 2- PONTOS DE ACESSO DA INTERNET NA BIBLIOTECA
PONTOS

INSTITmçÃO

DE ACESSO

PÚBLICA

'"'''' """,,

.....................

'"

INSTITmçÃO

,

""'"

....

"""""""","

TOTAL

TOTAL

PARTICULAR

f

%

f

%

f

%

Apenas 1

10

25

5

41,7

15

28,8

2a5

12

30

1

8,3

13

25

...

6 alO

.".,,,,,,,,,,,,,.. "" .. '"

,.....

5

'" " .....

'" """"""," !'",

12,5

1

I"

8,3

6

,"

"'"'''''''''''''''''''''''''' '"

11,6

,,",",,", '"

Mais de 10

10

25

5

41,7

15

Não indicou

3

7,5

-

-

3

5,8

40

100

100

52

100

Total
....

12
.. " ....
:'

:

28,8

. . ...

197

�Na caracterização da infra-estrutura da rede nas bibliotecas das instituições
em estudo, detectou-se números heterogêneos. Variaram de 1 a mais que 10 pontos
de acesso em ambas as categorias das instituições, onde as instituições públicas
apresentaram uma melhor infra-estrutura em relação às particulares. Este resultado
pode ser reflexo da política de acesso a Internet no Brasil que prioritariamente foi
concedido apenas à instituições acadêmicas, governamentais e de pesquisa. Esta
infra-estrutura inicial pode ter privilegiado as instituições públicas de ensino
supenor.
A Internet esta integrada a rotina das bibliotecas. A freqüência de uso da
Internet, pelos bibliotecários das instituições, foi predominantemente diária com um
índice de 93,4%. Vários recursos foram utilizados pelos bibliotecários, no entanto, o
correio eletrônico (E-mai!) e o WWW (World Wide Web) foram as ferramentas
mais utilizadas como apresenta o gráfico 1.

GRÁFICO 1 - RECURSOS UTILIZADOS NA INTERNET
100

El E-mail

90

IlIWIWV

80
70
60

50
40

30
20
10

o-!o=...............

CI Bibliotecas

Virtuais

C Telnet
I!IFTP
IJ Periódicos Eletrônicos

• Grupos discussão
IJGopher

. fAQ
IJChat
C Outros

A comunicação por E-mail (correio eletrônico) foi indicada pelo total da
população do estudo. Este dado era esperado, uma vez que é um dos recursos já
utilizados em outras redes antecedentes a Internet (ex.: Bitnet), bem como esta
pesquisa utilizou-se deste meio de comunicação para a coleta dos dados. As
pesquisas de CRU (1994), PERRY (1995) e LAZINGER et al. (1997) apontam a

198

�-

-

~-~_.~

~-----

popularização do uso deste recurso. Nestes estudos também verificaram o uso do Email em detrimento dos outros recursos oferecidos pela Internet. Pode-se considerar,
num primeiro, momento que o uso da rede se caracteriza pela descoberta do meio de
comunicação globalizado, de baixo custo e de uso fácil. Para SOUZA, C. (1997,
p.54) "o que mais atrai no correio eletrônico é sem dúvida a rapidez. Além disso, há
a possibilidade de emissor e receptor da mensagem não estarem simultaneamente
disponíveis, bem como pennitir a remessa de cópia da mensagem para uma terceira
pessoa na rede ou várias pessoas ao mesmo tempo."
O outro recurso, largamente, utilizado foi o W orld Wide Web, conhecido
como WWW.com 94,2%, o qual é um sistema que utiliza multimídia e hipertexto
com fácil interface de uso e que possui indexadores de recuperação da informação.
Segundo FRANCO (1996) o WWW foi um dos responsáveis pela popularização da
Internet. O WWW contém 100 milhões de páginas de informação e ganha todos os
dias 170.000 novas páginas, segundo MARTINS (1997, p.75). Ou seja, um universo
de informação que qualquer profissional de informação deseja oferecer aos seus
usuários.
As bibliotecas virtuais (65,4%), Telnet (63,5%), FTP (55,8%), periódicos
eletrônicos (48,1%) e grupos de discussão (44,2%) foram, também, recursos
bastante utilizados, uma vez que consistem em fontes e recursos para busca e troca
de informações através da rede.
No estudo de ROWLAND (1994, p.145), dado similar foi encontrado para os
grupos de discussão, no qual a autora destacou este recurso como facilitador no
processo de obtenção de informação pois, através destes grupos, questões de
referência são fácil e rapidamente respondidas com custo mínimo, destacando ainda
que" as listas de discussão conecta bibliotecas e bibliotecários ao redor do mundo."

199

-

-----~--

---

�Os catálogos indexadores mais utilizados foram o Alta Vista com 84,63% e o
Cadê? com 80,8%, seguido do Yahoo com 71,2%, conforme gráfico 2.

GRÁFICO 2 - CATÁLOGOS/INDEXADORES UTILIZADOS

90
80
70
60

mAlta Vista
• Cadê?
OVahoo

50

c Lycos

40

IIWebCrawler

30

Clnfoseek

20

• Excite

10

DOutros

O

Resultados semelhantes também foram encontrados em outras pesquisas, nas
quais identificou-se o Alta Vista como um dos mais populares indexadores mundiais
e o Cadê atingiu altos níveis de uso, no Brasil, por ser um indexador nacional.
TEIXEIRA e SCHIEL, (1997, p.71) afirmam que "as ferramentas de busca da Web
são, sem sombra de dúvidas, a melhor opção para efetuar pesquisas na Internet." Os
programas de localização e indexação de informação (conhecidos com robôs,
aranhas ou rastreadores) percorrem a rede incessantemente, coletando dados ao
ritmo de 1 bilhão de bytes por hora. Assim basta digitar uma palavra e aguardar uma
lista de endereços Web que abrigam documentos onde a palavra é mencionada.
Desta forma, os serviços de referência são privilegiados no uso do WWW
para responder à questões que fazem a rotina deste setor. Os outros recursos da rede
demonstraram estar ainda em fase de exploração e de aprendizagem pelos

200

�bibliotecários. Dentre os diversos serVIços executados, pelos bibliotecários,
utilizando os recursos da Internet, dois deles obtiveram um percentual significativo
de uso, como mostra o gráfico 3.

GRÁFICO 3 - ATIVIDADES QUE UTILIZAM A INTERNET
90

c Levantamento Bibliográfico

80

lIiI Comutação Bibliográfica

70

D Intercâmbio
Il!ISeleção
li Aquisição
[J Catalogação
• Classificação
1:1 Cursosltreinamento
• Empréstimo
DOutros

60
50

40
30

20
10
O

o levantamento bibliográfico com 86,51% é a atividade que mais utilizou os
recursos da Internet, uma vez que a rede é uma abrangente e complexa fonte de
informação. A comutação bibliográfica atingiu também um percentual significativo
de 69,2%, o qual justifica-se pelo fato de ser um serviço estruturado
eletronicamente.
Outro serVIço que utilizou os recursos da Internet em percentual
relativamente significativo com 38,5% é o Intercâmbio, o qual é um serVIço
. semelhante a comutação bibliográfica e se utiliza da comunicação com outras
instituições para permuta de recursos bibliográficos, disponibilizando listas de
duplicadas nos sites das bibliotecas ou enviando-as via E-mail para outras
instituições.
As principais fontes para localização de endereços da Internet foram os
catálogos/revistas especializadas e amigos/colegas de trabalho com 78,8%. Outro
resultado similar obtido é a descoberta de endereços pelo próprio bibliotecário nas

201

-

------

�"navegações" na Internet (75%) e outras fontes também significativas foram
usuários (65,4%) e listas bibliográficas (53,8%).
Na avaliação das informações obtidas na Internet os resultados mostraram-se
heterogêneos, como mostra a tabela 3. Esses resultados justificam-se por ser um
sistema desestruturado, com informações de grupos diferenciados, acadêmicas,
comerciais e panfletárias.

TABELA 3 - AVALIAÇÃO DAS INFORMAÇÓES OBTIDAS

f

%

. Completas

15

28,8

• Superficiais

12

23,1

Consistentes

16

30,8

Incompletas

16

30,8

3

5,8

CONCEITOS DAS INFORMAÇÕES

•

"Variada

A Internet como uma ferramenta nova, em construção e mutante contém
informações diversificadas, permitindo assim que se atribua conceitos às
informações de acordo com o tipo de informação procurada. Desta forma, as
informações foram consideradas completas, superficiais, consistentes, inconsistentes
e variadas. PERRY (1995, p.34) justifica "A Internet tem um longo caminho para
trilhar antes de se tomar um recurso de informação ideal, mas é um sinal de uma
excitante era da informação."
Observou-se, portanto, a necessidade de filtros (indexadores e treinamento
dos profissionais) na utilização das ferramentas da Internet. Este resultado pode ter
ocorrido pelo fato de profissionais ainda estarem se adaptando e aprendendo a
utilizar esta nova ferramenta, bastante diferente dos recursos tradicionais utilizados
na biblioteca.

202

�A principal dificuldade encontrada pela quase totalidade da população
pesquisada (82,7%) foi quanto a demora e problemas técnicos de conexão. Este
resultado não está estreitamente ligado a Internet em si, mas a infra-estrutura do
sistema de telecomunicações brasileiro que apresenta realidades diferentes nos
diversos estados do país. Este problema, no entanto, foi também destacado em
pesquisas internacionais, como no estudo de PERRY (1995, p.34), no qual o autor
identificou que "uma repetida reclamação foi a respeito da falta de velocidade
quando navegando na rede" e ainda complementa "até mesmo a transferência da
informação depende de uma lenta conexão, o movimento de fibra ótica, poderiam
aliviar algum congestionamento ... " e continua "a transferência destas tremendas
quantidades de dados poderiam ser expedidas por um aumento de largura de banda. "
A organização da informação na Internet foi considerada pelos bibliotecários
sem controle, dispersa e desordenada, alegando-se ainda, a inexistência de um
padrão de organização e de ineficiência de mecanismos de busca. No estudo de
PERRY (1995, p.34) "a mais comum solicitação foi por mais ajuda aos usuários,
facilidade e mais interfaces seguras e melhores ferramentas de busca. "
QUADRO 1 - ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO NA INTERNET
f

Informações diversas, desordenadas e dispersas sem

16

Muitos sites do mesmo assunto

3

Sites superficiais e sem importância

2

Não existe um padrão para organização da informação

12

Indexação de assuntos sem critérios

4

4
..........................................,.............,,,,,... ,,, .. ;; .... ,.... ,.... , ..... ,...............

, Falta de mecanismo de busca para pesquisa cientifica
; Dinâmica e rápida

Assuntos dispersos ou reunidos de pessoal do Webmaster acordo com a

1
3

preferência
Organização razoável dos metaíndices

2

203

-

..-

�A organização da informação na Internet, reflete a dificuldade deste
profissional em lidar com uma nova ordem na organização do conhecimento, não
linear, distribuída e sem controle. Segundo FRANCO (1997, p.45) "devemos
reavaliar a pratica de memorizar, catalogar, e dominar a informação."

3 - CONCLUSÃO

A Internet é um instrumento presente na realidade das bibliotecas de
instituições de ensino superior públicas quanto privadas com infra-estrutura
diferenciadas e com uso freqüente dos recursos do E-mail e do WWW, estando os
demais recursos em fase de exploração pelos profissionais.
O uso das ferramentas da Internet aplicam-se a todas as atividades da
biblioteca, no entanto, os profissionais concentram o uso como fonte de recuperação
da informação e necessitam ainda de uma visão de provedor da informação.
O bibliotecário utiliza-se de fontes formais e informais para localização de
endereços da Internet. Para recuperação da infonnação apoia-se nos catálogos
indexadores que a rede oferece, utilizando os mais populares e que apresentam
melhores resultados de busca e facilidade de uso.
Os bibliotecários encontram-se satisfeitos com a informação encontrada na
Internet, apesar de avaliar estas informações atribuindo conceitos contraditórios, o
que é o reflexo da multiplicidade de informações encontradas que variam de técnicocientíficas a panfletárias.
A Internet é uma rede eletrônica de informação em construção e mutável, o
que gera nos profissionais uma insatisfação e frustração, uma vez que estão
acostumados com arquivos e catálogos "prontos e fechados" e não com a panacéia
de informação dispersas e desorganizadas.

204

-

_ _ o

�-

- -

-

~

--

-

-

--

ABSTRACT
This research is an exp10ratory study about Internet resources and to01s used by
librarians of the brazilian academic institutions. Questionaries were sent via e-mail
to identify Internet's access points in the 1ibraries, Internet's resources,
cata10gs/browsers and activities used. Re1ated the eva1uation of the information met
and your organization in the Internet as to01 and information source.

Keys-word: Internet-Librarian; Internet- Academic Institutions-Brazil

205

-

-

-

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208

-

-

-------~~----

_.-

�QUESTIONÁRIO

Nome:

~tinrição:

__________________________________________________

( ) Pública ( ) Privada

Setor/função de trabalho:

1) Você acessa a INTERNET na Biblioteca? () Sim () Não

Quantos pontos de acesso existe na biblioteca ? Cite-os

2) Com que freqüência você utiliza a INTERNET?
() Diária
() Semanal
( ) Quinzenal
() Mensal

3) Quais os recursos da INTERNET que você utiliza e com qual finalidade?
Recursos Finalidade
() Correio eletrônico (E-mail) ___________________________________
( ) Grupos de discussão ___________________________________
( ) Periódicos eletrônicos ___________________________________
( ) Conversações (chat) ___________________________________
() Simulação (TELNET) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ___
()FTP ____________________________

209

�-------~--.

.

- - -- -

() Gopher _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __

()~--------------------------() Enciclopédia (FAQ) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ___
( ) Bibliotecas Virtuais _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
()Outros: ___________________________

4) Para quais atividades você utiliza mais a INTERNET?
Atividade Recurso da INTERNET
() Seleção _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
() Aquisição _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
() Catalogação _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ___
() Classificação _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
( ) Levantamento bibliográfico _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
( ) Intercâmbio

------------------

() Empréstimo _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
() Comutação bibliográfica _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
( ) Cursos/treinamentos _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
( ) Outros. Especifique

5) Como você localiza os endereços na INTERNET?
( ) Através de amigos/colegas de trabalho
( ) Através de catálogos/revistas especializadas
( ) Através de usuários
( ) Listas bibliográficas
( ) Descobre sozinho

6) Quais os catálogos/indexadores que você mais utiliza?
( ) Alta Vista
() Cadê?
210

-

_ _ _ _ o

-

_ _ ___

�-

----

-

--

-~--

-

-

-

------

-

-

------ -

() Lycos
() Excite
() Infoseek
( ) WebCrowler
() Yahoo!
() Outros.
Especifique: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __

7) Qual o nível de satisfação com as informações obtidas na INTERNET?
( ) Ótimo ( ) Bom ( ) Regular ( ) Ruim

8) As informações que você tem obtido na INTERNET são:
( ) Completas
( ) Superficiais
( ) Consistentes
( ) Incompletas

9) Quais as dificuldades mais freqüentes no uso da INTERNET?

R.:

10) Qual a sua opinião a respeito da organização da informação na INTERNET?

R.:

211

--

_ _ o

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Bertholino, Maria Luzia Fernandes, Oliveira, Nirlei Maria</text>
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                <text>Esta pesquisa é um estudo exploratório sobre o uso de recursos e ferramentas da Internet pelos bibliotecários de instituições brasileiras de ensino superior. Identificou-se através de um questionário distribuído via e-mail, pontos de acesso da rede disponíveis nas bibliotecas, recursos, catálogos/indexadores e atividades utilizadas na rede. Avaliou-se as informações encontradas e sua organização, considerando a Internet como ferramenta e fonte de informaçao.</text>
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                    <text>IMPLANTAÇÃO DA INFORMATIZAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS PARA APERFEIÇOAMENTO E
MODERNIZAÇÃO DOS SERVIÇOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DO SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA USP - SIBilUSP
Rosaly Favero Krzyzanowski
Diretora Técnica do Departamento Técnico do SIBilUSP - rfkrzyza@usp.br
Maria de Moraes Imperatriz
Diretora Técnica da Divisão de Tratamento da Informação (DT/SIBilUSP)inesm@usp.br
Mariza Leal de Meirelles Do Coutto
Diretora Técnica da Divisão de Bibliotecas (DT/SIBilUSP) - marizadc@usp.br
Marcia Rosetto
Diretora Técnica do Serviço de Processamento Automatizado (DT/SIBilUSP)mrosetto@usp.br

RESUMO

Relata o processo de informatização do SIBilUSP, com ênfase na fase de
implantação. Descreve as etapas de implementação do software de gerenciamento de
serviços bibliotecários integrados, em sistema cliente/servidor, que abriga o Banco
de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS e a Rede de Serviços SIBilUSP SIDiNet. Destaca os resultados desse processo.

Palavras-chave: Biblioteca Universitária - Informatização
Biblioteca Universitária - Aperfeiçoamento e modernização dos serviços
Software de Bibliotecas - Etapas de implantação
Redes e Serviços de Informação

174

�-

--

---

-----

SIBi/USP - Sistema Integrado de Bibliotecas - Departamento Técnico
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav.J, 374 - 1° andar
05508-900 - Cidade Universitária - São Paulo, SP
Te!.: (011) 818-4194/5/7 - Fax: (011) 815-2142
http://www.usp.br/sibi
dtsibi@org.usp.br

INTRODUÇÃO

"A Universidade é contribuinte dinâmico no processo pela geração, difusão e
intercâmbio de novas idéias e conhecimentos, ampliando os recursos da pesquisa e
do ensino. Neste contexto, cabe às bibliotecas universitárias tomar disponível a
informação, tanto para apoio às atividades de ensino e pesquisa, como para subsídio
à tomada de decisão. O uso das tecnologias da informação e da comunicação
eletrônica apropriadas ao acesso, à organização e ao processamento da informação,
cada vez mais eficientes e eficazes, fundamentam as ações estratégicas das
bibliotecas universitárias e trazem novos desafios para o cumprimento de seus
objetivos, exigindo um moderno perfil gerencial dos agentes de informação"
(KRZYZANOWSKI et al., 1998a).
Com esse enfoque, a Universidade de São Paulo, através de seu Sistema
Integrado de Bibliotecas - SIBi/USP, vem possibilitando a ampliação dos meios de
acesso e intercâmbio de informação bem como o aperfeiçoamento de seus serviços
bibliotecários, por meio de programas e projetos globais, abrangendo todas as
bibliotecas do Sistema. O SIBi/USP foi criado pela Resolução n. 2226, de
08.07.1981, da Reitoria da USP (UNIVERSIDADE .. ., 1981), com a fmalidade de
estabelecer a organização sistêmica para o seu conjunto de bibliotecas, tendo por
objetivo apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária. Compõem
atualmente o Sistema: o conjunto de 39 bibliotecas, administrativamente ligadas às
respectivas Unidades Universitárias, o Departamento Técnico do SIBi/USP,
175

�·

---

-

-

responsável pela coordenação técnica dos programas, projetos, diretrizes e
procedimentos para o Sistema, e o Conselho Supervisor do SIBilUSP, formado por
docentes e bibliotecários da Universidade.
Dentre os programas e projetos globais realizados pelo SIBi/USP para
consecução de seus objetivos, a informatização das bibliotecas foi prioridade maior
desde a criação do Sistema.
A partir dessa vertente, e com os recursos da moderna tecnologia de
informação, o acesso às informações do acervo bibliográfico do SIBilUSP,
anteriormente registradas apenas em catálogos manuais por biblioteca, tomou-se
disponível através de um catálogo global online, denominado DEDALUS - Banco
de Dados Bibliográficos da USP, desenvolvido desde 1985 e estruturado atualmente
de acordo com normas e padrões internacionais (KRZYZANOWSKI et aI., 1997a;
Figura 1). Para tanto, foram elaborados estudos e dimensionados os recursos de
informatização necessários para o acesso às informações bibliográficas da USP e
àquelas existentes em outras instituições, tanto no Brasil como no Exterior,
ampliando significativamente as possibilidades de busca e recuperação de
informações pelos docentes, pesquisadores e alunos da Universidade, com a criação
da SIBiNet - Rede de Serviços do SIBilUSP (Figura 2), inaugurada em 08 de
outubro de 1997 (KRZYZANOWSKI, 1997). Com esta finalidade, foi desenvolvido
e implementado o Projeto de Modernização da Informatização do SIBilUSP, a partir
de

1994, sobre o qual foi

apresentado trabalho durante o IX SNBU

(KRZYZANOWSKI et al., 1996a), assim como foi elaborada uma publicação com o
objetivo de disseminar a primeira fase dessa experiência às bibliotecas, que estão
iniciando ou reformulando o seu processo de informatização (KRZYZANOWSKI et
aI., 1996b). Com o intuito de viabilizar essas ações, foram obtidos recursos
financeiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP,
em seu Programa de Infra-estrutura de Pesquisa - Fase I (UNIVERSIDADE ...
1994), bem como da The A.W. Mellon Foundation, direcionados à conversão
retrospectiva dos registros bibliográficos do Banco DEDALUS (KRZYZANOWSKI
l76

�et aI., 1997b), para complementação e aprimoramento dos mesmos, realizada pelo
Online Computer Library Center (OCLC), dos Estados Unidos.
Os resultados obtidos com a fmalização do referido Projeto podem ser
considerados pioneiros no País, permitindo a equiparação das bibliotecas da USP às
bibliotecas universitárias de países avançados, estando portanto aptas a participar
mais amplamente de projetos/programas cooperativos e de compartilhamento de
recursos, no Brasil e no Exterior, oferecendo mais qualidade e agregando valor em
seus serviços aos usuários (KRZYZANOWSKI et al., 1998a). Às participações do
Sffii/USP nos catálogos coletivos regionais e nacionais de informação bibliográfica
(BIREME, IBICT), foi acrescida uma participação internacional, ao tomar-se
membro (KRZYZANOWSKI et aI., 1998b), em 1996, do WorldCat, Catálogo
Coletivo do OCLC, de Ohio, nos Estados Unidos, com a inclusão dos registros do
acervo das bibliotecas USP naquele catálogo, e ao dar continuidade à catalogação
cooperativa do Sffii/USP com outras 23.000 bibliotecas em todo o mundo (OCLC ... ,
1995/96). Encontram-se em andamento os entendimentos entre o SIBi/USP e a
Biblioteca do Congresso, de Washington, para que o Sistema integre, a convite
daquela instituição, o Programa NACO, o que permitirá o aperfeiçoamento da
padronização de entradas de autoridades no Banco.
Para incrementar o acesso às informações e aos documentos de interesse da
comunidade acadêmica, foram aperfeiçoados os mecanismos para a sua localização
e acesso, tanto nas próprias bibliotecas do Sistema, como por meio dos
computadores pessoais de docentes, pesquisadores e estudantes, através da SffiiNet,
com a disponibilidade do Banco DEDALUS, na World Wide Web, e das assinaturas
para uso online, na Universidade, das bases de dados Current Contents e Web of
Science (Science, Social, Arts and Humanities Citation Index), esta última
disponibilizada pela FAPESP, às instituições de ensino e pesquisa do Estado de São
Paulo.
O presente trabalho relata as principais etapas da implantação do novo
Sistema: A. Configuração do Sistema e B. Etapas previstas e desenvolvidas para a
177

�implantação do Banco DEDALUS na SIBiNet, no intuito de registrar e divulgar essa
experiência.

IMPLANTAÇÃO DO NOVO SISTEMA

o

dimensionamento da modernização do SIBilUSP foi pautado na aquisição da

licença de uso de software com funções integradas de biblioteca, bem como de
hardware em sistema cliente/servidor para abrigar o Banco de Dados Bibliográficos
da USP - DEDALUS e possibilitar o desenvolvimento de serviços bibliotecários
informatizados (KRZYZANOWSK1 et al. , 1996a). As atividades para a implantação
do novo sistema se iniciaram com o processo de seleção de software que atendesse
às caracteristicas específicas definidas para o Sistema, em documento de caráter
internacional- "Request for Proposal (RFP)", elaborado pela "Comissão de Seleção
e Acompanhamento da Implantação de Software/Hardware para o Sistema Integrado
de

Bibliotecas

da

USP",

nomeada

pelo

Reitor

da

Universidade

(UNIVERSIDADE ... , 1995), envolvendo especialistas bibliotecários, analistas de
sistemas e consultores externos à Universidade, tendo sido essa Comissão
assessorada por subcomissões interdisciplinares (KRZYZANOWSKI et al., 1996b).
Uma vez fmalizado o processo de aquisição da licença de uso do software
com a assinatura de contrato, em 05 .07.1996, entre a USP e a ExLibris, empresa
proprietária do software Aleph, deu-se início às atividades técnicas para a aquisição
e instalação de hardware, com vistas ao armazenamento do Banco DEDALUS como
um todo, em novo formato de dados, para a consolidação da SIBiNet e das redes
locais nas bibliotecas. Foram também efetivadas todas as etapas de treinamento das
equipes técnicas (bibliotecários e analistas) no uso da nova ferramenta e na migração
de dados armazenados no sistema anterior, para o novo sistema (Figura 1), cujas
etapas e procedimentos são detalhados a seguir.

178

�A. Configuração do Sistema

SffiiNet - Rede de Serviços do Sffii/USP (Figura 3) - Foi concebida em
arquitetura cliente/servidor para maior flexibilidade de distribuição e uso das
informações, com a seguinte configuração:

1. 1 servidor central (estação DEC-Alpha 2100 5/300, da Digital), instalado no
Centro de Computação Eletrônica da USP - CCE, para armazenagem e
recuperação das informações bibliográficas do Banco DEDALUS como um todo
- DEDALUS Global, bem como as informações locais - DEDALUS Local, de
forma distribuída, das 25 bibliotecas do campus da Cidade Universitária;
2. 10 servidores complementares (estações DEC-Alpha 255 4/300 ou 255/233, da
Digital), para armazenagem e recuperação das informações locais das bibliotecas
- DEDALUS Local, situadas em áreas externas à Cidade Universitária no
município de São Paulo, nos campi do interior e no Departamento Técnico do
Sffii/USP;
3. 364 computadores Pentium interligados pela SIBiNet, nas bibliotecas;
4. 80 impressoras e 28 scanners;

5. leitoras óticas de códigos de barra para o subsistema de empréstimo

automatizado de materiais do acervo;
6. 10 torres de CD-ROM.

7. As instalações desses equipamentos foram realizadas de março a outubro de
1997, sob a responsabilidade do Departamento Técnico do SIBi/USP. Em data
recente, foram adquiridas licenças de uso do software Ariel, para intercâmbio
online de cópias de artigos científicos, a ser realizado por todas as bibliotecas do
Sffii/USP, caracterizando mais uma prestação de serviços pela SffiiNet.

179

-

-

--

-

-

�Banco DEDALUS, implementado pelo sistema Aleph - A partir da instalação
do software Aleph, o Banco DEDALUS apresenta as seguintes características em
sua configuração:

1. software com funções integradas relativas às rotinas técnicas de bibliotecas:
aquisição, catalogação, busca e empréstimo, permitindo o gerenciamento de
forma ampla, no âmbito da instituição como um todo e de forma localizada, em
cada biblioteca;

2. estrutura de dados bibliográficos em formato MARC;

3. sistema operacional UNIX, compatível com a USPNet (rede da Universidade),
na qual a SffiiNet está inserida;

4. interconectividade com outras redes e sistemas de informação externas à

Universidade;

5. uso de recursos gráficos e do protocolo Z39.50 para busca de informações
(ROSETTO, 1997).

Serão, a seguir, relatadas as especificações de operacionalização do Banco:
catalogação, recuperação de informações e subsistemas de aquisição e empréstimo.

a) Entrada de Dados - Catalogação online no Banco DEDALUS - O registro das
informações bibliográficas dos documentos é feito a partir de formulários préestabelecidos (Figura 4), disponíveis online, por meio de interface com recursos
gráficos (Windows). Os formulários destinados a essas rotinas contêm os principais
campos do formato MARC, passíveis de acréscimos, se necessário, e dispõem de
ferramentas complementares, caracterizadas por tabelas, índices e base de
180

�autoridade, para transferência de dados destinados ao preenchimento de campos de
dados específicos.
O processo de modernização possibilitou também a conexão das bibliotecas do
SffiilUSP com o W orldCat, catálogo internacional do OCLC, com vistas à
importação direta de registros existentes naquela base internacional para os
formulários de entrada de dados do Banco DEDALUS, quando ali localizada a
informação pretendida, e de exportação de registros originais do referido Banco para
o W orldCat, num processo de catalogação cooperativa. Essa conexão permite ainda,
a sinalização, no W orldCat, da existência dos acervos USP nos registros localizados
naquele catálogo, ampliando dessa forma as possibilidades de acesso a essas
informações pelos usuários do W orldCat.

b) Recuperação das Informações - Busca onIine no Banco DEDALUS - O novo
sistema opera com três interfaces de Busca onIine, a saber:

•

interface WWW - disponível para o público em geral através do endereço
Internet: http://www.usp.br/sibi

• interface com recursos gráficos (Windows) - disponível nas bibliotecas do
SIBilUSP;

•

interface texto - disponível para operações técnicas de gerenciamento, emissão
de relatórios, etc ...

c) Controle de Empréstimo onIine de material de acervo, a partir do Banco
DEDALUS - O controle de empréstimo de material de acervo pelo software Aleph
funciona a partir do banco de dados bibliográficos. A instalação para a USP prevê
uma base única de usuários cadastrados para a rede como um todo, cUJa
identificação se efetiva pela carteira funcional/estudante da Universidade.
181

--

- -

---

-

~-- -

�---------

-----

-

d) Controle de Aquisição de material bibliográfico, a partir do Banco DEDALUS O controle de aquisição de material bibliográfico é realizado a partir do banco de
dados bibliográficos, permitindo o acompanhamento da atividade em âmbito
sistêmico e âmbito local, por biblioteca.

B. Etapas previstas e desenvolvidas para a implantação do Banco DEDALUS na
SIBiNet

Em paralelo ao processo de aquisição e instalação dos equipamentos/rede, foi
estabelecido, no Departamento Técnico do SIBi/USP, um grupo técnico
multidisciplinar (11 bibliotecários e 5 analistas), incumbido da instalação do novo
sistema.
De acordo com cláusula contratual, a ExLibris destacou um especialista
daquela

empresa,

em

tempo

integral

no

DT/SIBi,

para

atividades

de

suporte/implantação do Banco DEDALUS, pelo período de um ano (outubro/96 a
outubro/97), junto ao grupo técnico mencionado acima.
A seguir, estão detalhadas as atividades implementadas.

a) Com relação aos dados armazenados no DEDALUS visando ao processamento
para migração:

•

preparo dos dados, através do desenvolvimento de programas, em formato ISO2709 de intercâmbio de dados bibliográficos, com vistas ao processamento para
migração dos registros do software anteriormente utilizado, para o novo
software;

•

realização de mapeamento de campos/dados em formato ISO, com seus
correspondentes no formato MARC, adotado no novo sistema;

•

efetivação de quatro testes de processamento para migração parcial (40.000
registros em cada teste, com representação de todas as bases do Banco), para
182

-- -

-

- --------

�-~

--

-----

análise e ajustes do mapeamento de campos/dados; processamento para migração
final de 927.726 registros únicos, correspondendo a cerca de 1.300.000
exemplares;
• reprocessamento dos registros referentes à base de livros no DEDALUS, com os
registros resultantes da conversão retrospectiva, realizada via máquina, pelo
OeLC,

para

complementação

e

aprimoramento

das

informações

dos

campos/dados, objetivando agregação de valor às informações bibliográficas
desse Banco (KRZYZANOWSKI et aI., 1997b).

b) Com relação à configuração personalizada do software para o SIBilUSP

Banco de Dados:

•

estabelecimento do fluxo operacional do Banco DEDALUS: servidor central
para servidores locais e vice-versa (Figura 5);

•

estabelecimento de parâmetros para definição das variáveis das tabelas
específicas do software Aleph, incluindo:

-

campos e subcampos a serem reconhecidos pelo sistema, para armazenagem de
dados;

-

campos a serem indexados para formação de índices, possibilitando os meios de
acesso aos registros;

-

tabelas auxiliares para armazenagem de dados de forma padronizada (país,
idioma, dados cadastrais da USP, entradas de autoridades da Library of Congress

-

LC, assuntos USP, etc.); - campos dos registros cadastrados a serem visualizados
nos formatos padrão do software, nas interfaces de busca;

-

procedimentos para conexão, importação e exportação com WorldCat (OCLC).

183

�Subsistema de controle de entradas de autoridades no Banco - Os Índices
estabelecidos pelas tabelas específicas do software, e mantidos através da entrada de
dados no sistema, criam bases de dados para controle de entradas de autoridades
(ex.: autor, assunto, etc.). Foram defrnidos políticas e procedimentos de manutenção
dessas bases, com vistas ao aprimoramento da padronização dos pontos de acesso
aos registros.

Subsistemas de aquisição e de empréstimo:

•

estabelecimento de fluxo operacional e de parâmetro das variáveis das tabelas
específicas do

software; elaboração de base piloto para análise

de

funcionalidade, de acordo com as especificações estabelecidas para o SffiilUSP.
Encontram-se em andamento as ações para fmalização da implantação desses
dois subsistemas.
Tradução e personalização de telas das intetfaces disponíveis para o sistema Para caracterização plena do novo software para o Banco DEDALUS, foram
reformulados os formatos das telas (na intetface WWW) e traduzidas para o
português todas as telas das interfaces WWW, recursos gráficos (Windows) e texto,
para todos os subsistemas (aproximadamente 2.000 telas).

c) Com relação à capacitação técnica das eqwpes bibliotecárias e usuário
final/pesquisador - treinamento:

• treinamento de operação e gerenciamento do software para o grupo técnico
multidisciplinar, responsável pela instalação e manutenção do sistema no
DT/SIBi;
• treinamento das eqwpes técnicas das bibliotecas para armazenagem e
recuperação de dados, num total de 200 bibliotecários, até 30.11.97, e
manutenção desse processo de forma continuada;
184

�• treinamento da comunidade acadêmica para utilização adequada dos recursos
disponíveis no Banco DEDALUS, de forma continuada.

• Para efetivação dos treinamentos foram elaborados manuais técnicos sobre
operação da SIBiNet, utilização do formato MARC no Banco DEDALUS e
manual do Usuário do Banco DEDALUS.

d) Com relação ao gerenciamento do sistema - A implantação do novo sistema
exigiu mudanças nas rotinas de trabalho das equipes técnicas responsáveis pela
manutenção do Banco e da rede, entre as quais se destacam:

•

estabelecimento de novos fluxos de monitoramento da SIBiNet e do Banco
DEDALUS;

• defInição de parâmetros para obtenção de relatórios oopressos e de dados
numéricos, bem como para exportação de dados;
• controle de autorização (senhas) para área de operações técnicas (manutenção)
do Banco;
• estabelecimento de fluxo contínuo de comunicação entre a USP e a ExLibris;
• identifIcação de novos produtos/serviços a partir das possibilidades do sistema.

185

�-------~~---

-- -~

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os avanços obtidos pelo SIBilUSP, em seu processo de modernização,
decorrem de um gerenciamento participativo, com racionalização de esforços e
investimentos, fortalecendo a cooperação/compartilhamento e visando a uma ação
pró-ativa

com

relação

ao

oferecimento

de

sefVlços

bibliotecários

aos

usuários/pesquisadores, em consonância com sua missão.
Como resultado da implantação do novo sistema é possível destacar os
seguintes aspectos que caracterizam a linha de gestão do SIBilUSP:
Serviços meios (técnicos):
•

adoção de padrões internacionais de comunicação e tratamento da informação;

• maior agilidade e racionalização de esforços na realização de processos técnicos;
• melhoria da qualidade dos serviços sistêmicos;
•

atualização das políticas de desenvolvimento de coleções;

•

compartilhamento de recursos e identificação de parcerias institucionais que
possam contribuir para maior racionalidade das operações e para a ampliação de
acesso à informação.
Serviços fms (usuários):

•

ampliação da disponibilidade de acesso à informação para apoio às atividades de
ensino e pesquisa, com qualidade e agilidade;

•

intercâmbio de cópias de artigos de periódicos, com recursos de comutação
bibliográfica online;

•

capacitação do usuário no domínio das novas tecnologias de acesso à
informação, com adoção de programas contínuos de treinamento nas bibliotecas
do Sistema;

•

implementação de materiais do acervo em suporte eletrônico, visando à maior
rapidez de acesso aos mesmos pelos usuários;

186

�-

•

-~--

--~

---

antecipação das informações de interesse para os usuários, concentrando esforços
da biblioteca no atendimento à comunidade acadêmica.
Gerenciamento da Informação e Capacitação de RH:

•

realinhamento de estratégias, fluxos e rotinas dos serviços realizados, em vista
dos recursos tecnológicos disponíveis;

•

capacitação de recursos humanos, para garantia de eficiência e eficácia dos
serviços meios e [rns, visando ao desempenho de funções técnicas e gerenciais,
em atendimento à mudança cultural da organização;

•

avaliação dos serviços para o seu redimensionamento, sempre que necessário,
num processo de retro-alimentação pelo e para o usuário.
Dessa forma, o SffiilUSP atua para realizar atendimento às necessidades

locais, e ao mesmo tempo sintonizado com o panorama internacional, no que se
refere às tecnologias disponíveis e à gestão da informação.

ABSTRACTS

Automation Resources Installation

fi

Academic Libraries for the Services

Improvement and Modernization: a Report from the University of São Paulo
Integrated Library System (USP/SIBi) Reports the automation process developed by
USP/SIBi, emphasizing the resources installation stage. Describes the steps of
software (with full integrated library functions) installation, in a clientlserver
system, in order to host DEDALUS Bibliographical Database, as well as SffiiNet the USP/Sffii information network. Highlights the results ofthis processo

Key-words: Academic Libraries - Automation
Academic Libraries - Services improvement and modernization
Integrated Software for Library Services - Installation steps
Information networks

187

�REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

01 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero. Inauguração da SmiNet - Rede de
Serviços do SmilUSP [Discurso proferido pela bibliotecária Rosaly Favero
Krzyzanowski, em 08.10.1997, no salão do Conselho Universitário, Reitoria
da Universidade de São Paulo. Online]. São Paulo, 1997. Disponível:
http://www.usp.br/sibilnotale4.htm1. 14 de julho de 1998.
02 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, COUTTO, Mariza Leal de Meirelles Do.
Novas tecnologias e gestão da informação no Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP [Palestra proferida pela bibliotecária Rosaly Favero
Krzyzanowski no Seminário Universidade &amp; Novas Tecnologias: Impactos
e
Implicações.
Online].
São
Paulo,
1998a.
Disponível:
http://www.usp.br/sibilnov-tecn.htm1. 15 de julho de 1998.
03 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, IMPERATRIZ, Inês Maria Morais. OCLC
in Latin America and the Caribbean. Journal Library Administration,
New York, v.25, n.2-3, p.159-176. 1998b.
04 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, IMPERATRIZ, Inês Maria Morais,
ROSETTO, Marcia. Gestões para a modernização do Sistema Integrado
de Bibliotecas da Universidade de São Paulo: incremento da automação
através de projetos em desenvolvimento. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BffiLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., Curitiba, 1996. Anais ...
Curitiba: Universidade Federal do Paraná/Pontillcia Universidade Católica
do Paraná, 1996a. Ref.6.6. (Publicado em disquete)
05 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero, IMPERATRIZ, Inês Maria Morais,
ROSETTO, Marcia. Subsídios para análise, seleção e aquisição de
software para gerenciamento de bibliotecas : experiência do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SffiilUSP). São
Paulo: SffiilUSP, 1996b. (Cadernos de Estudos, N° 5)
06 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero et aI. Conversão retrospectiva de
catalogação de registros bibliográficos do Banco DEDALUS: uma
experiência do SmiIUSP. In: Seminário SOBRE Automação EM
Bibliotecas E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO, 6., Águas de Lindóia,
1997. Anais. Águas de Lindóia : IPEN, 1997b. p.71-75.

188

�07 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero et al. Implementação do Banco de Dados
DEDALUS, do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo. Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.2, p.168-176, maio/ago.
1997a.
08 OCLC Online Computer Library Center. OCLC Annual Report 1995/96:
Furthering access to the world's information. Dublin, Ohio : OCLe.
1995/96. 52p.
09 ROSETTO, Marcia. Uso do protocolo Z39.50 para recuperação de informação
em redes eletrônicas. Ciência da Informação, v.26, n.2, p.136-139,
maio/ago. 1997.
10 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR -2971, de 11 de outubro de
1995. Diário Oficial, 17 out. 1995. Seção I, p.20. Dispõe sobre a criação da
Comissão de Seleção e Acompanhamento de Implantação de
SoftwarelHardware para o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.
11 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Resolução n° 2226, de 8 de julho de
1981. Diário Oficial, 9 jul. 1981. Dispõe sobre a criação do Sistema de
Bibliotecas da Universidade de São Paulo, e dá outras providências.
12 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas.
Departamento Técnico. Informatização do Sistema Integrado de
Bibliotecas: implementações de recursos para o Banco de Dados
Bibliográficos da USP-DEDALUS e infra-estrutura para as bibliotecas do
Sistema. São Paulo: DT/SffiilUSP, 1994. 192p. (Projeto apresentado à
FAPESP)

189

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Implantação da Informatização em Bibliotecas Universitárias para aperfeiçoamento e modernização dos serviços: relato de experiência dos Sistema Integrado de Bibliotecas da USP- SIBi/USP.</text>
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                <text>Krzyanovsky, Rosaly Favero, Imperatriz, Maria de Moraes, Do Coutto, Mariza leal Meirelles, Rosetto, Marcia</text>
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              <elementText elementTextId="72360">
                <text>Relata o processo de informatização do SIBi/USP, com ênfase na fase de implantação. Descreve as etapas de implementação do software do gerenciamento de serviços bibliotecários integrados, em sistema cliente/servidor, que abriga o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS e a Rede de Serviços SIBi/USP SIBinet. Destaca os resultados deste processo.</text>
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                    <text>DIVULGA CÃO ELETRÔNICA DOS sUMÁRIOS DE PERIÓDICOS CORRENTES: UM SERVIÇO OFERECIDO PELA BmLIOTECA CENTRAL DA
FURB VIA INTERNET

Alexander Valdameri, Analista de Sistemas e mestrando em
Engenharia da Produção - PPEG/UFSC;

Evanilde Maria Moser, Bibliotecária e pós-graduada em Metodologia do
Ensino e Gestão avançada em RH

lzildinha Ramos Accetta, Bibliotecária e pós-graduada em
Qualidade na Comunicação.

RESUMO
Esse trabalho situa a Biblioteca Central da FURB no contexto tecnológico atual.
Descreve as etapas de implantação do Serviço de Divulgação Eletrônica de Sumários de Periódicos Correntes e caracteriza a importância do uso de recursos da INTERNET nos serviços de informação.
Palavras-Chave: Sumários eletrônicos / Sumários on-line

ABSTRACT

This article positions the Central Library of FURB in actual technology contexto It
describes the implantation stages of the electronic divulgation of contents from current periodicals and characterizes the importance to use the INTERNET' s resources
on information services.

Key-Words: Electronic contents / On-line contents
132

-- - - - - -

�1 - INTRODUÇÃO

A necessidade de acompanhar a revolução tecnológica desse final de século é
fundamental para os profissionais da informação de todo nosso país. Essa preocupação levou os profissionais da Biblioteca Central (BC) da Fundação Universidade
Regional de Blumenau (FURB) a investirem na estrutura necessária para a informatização de seus serviços. Dessa forma a BC da FURB conseguiu figurar entre as Bibliotecas informatizadas e está disponibilizando seu acervo e serviços via INTERNET, marcando sua presença no momento "virtual" da informação. Agora, o objetivo é oferecer o serviço de sumários eletronicamente buscando atingir o usuário com
rapidez e qualidade. Esse serviço, objeto desse trabalho, está atualmente em fase de
implantação e avaliação pelos profissionais da informação da BC da FURB e será
disponibilizado para a comunidade via INTERNET a partir de setembro de 1998.

2 - A UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU

Situada na região do Médio Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina, sul
do Brasil, a Universidade Regional de Blumenau oferece trinta (30) cursos de graduação integrados a sete (07) Unidades Universitárias, seis (06) cursos de pósgraduação em nível de mestrado, além de vinte e quatro (24) cursos "lato-sensu" em
diversas áreas do conhecimento.
Sua comunidade acadêmica conta com quase dez (lO) mil alunos, setecentos
(700) docentes e trezentos e oitenta (380) servidores técnicos administrativos, distribuidos em seis (06) campi localizados em diversos pontos da região.

133

------

�2.1 - A Biblioteca

A Biblioteca Central "Prof. Martinho Cardoso da Veiga" é um Órgão Suplementar da Universidade Regional de Blumenau responsável pelo provimento de informações necessárias as atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração
da Universidade.

o acervo da biblioteca está assim constituído:
TITÚLOS

0/0

VOLUMES

0/0

73.875

81.73

127.936

42,63

3.984

4.41

138.465

46, 14

2.290

2.53

2.906

0,97

2.138

2.37

2.310

0,77

Materiais Especiais

8.104

8.96

28.464

9,49

.TOTAL

90.391

100,00

300.081

100,00

••

TIPO DE MATERIAL
...................,.,.,....•... ..........,.,.,.,.,..•. ......,.,.,.,........
,

................................,.,.,.

,

,

•·Livros
.,

a:::.:

...

•. Periódicos
. . .............

.

'"'

............

:::::::: ::::::"::' ...

"'"''''''''''''''

i Polhetos
••
• TeseslDissertações /Relatórios

........

..................

... :::':::":-::;::::":::'.1:::::."::::':.":":::::::::-

2.1.1 Automação dos serviços

A Automação da BC da FURB é um trabalho que começou em janeiro de
1988 com a integração à Rede de Catalogação Cooperativa - BIBLIODATA/CALCO. Nesse período, as três etapas envolvidas na recuperação da informação
- indexar, armazenar e recuperar, foram alvos de constantes estudos, análises e implementações de softwares e sistemas que pudessem permitir maior rapidez nesses
processos. A partir de 1994 os catálogos tradicionais deixaram de existir, dando lugar a uma rede de micros distribuidos na Biblioteca Central e Setoriais. Paulatinamente, com critério e estudo, os serviços de empréstimo, seleção e aquisição, intercâmbio, comutação e levantamento bibliográfico, foram sendo automatizados. Em

134

--

------

�novembro de 1996 foi inaugurado o site (http://www.bc.furb.rct-sc.br). ampliando
geograficamente a disponibilização de alguns dos serviços como consulta ao acervo,
lista de novas aquisições, acesso a bases de dados e correio eletrônico.

3 - DIVULGA CÃO ELETRÔNICA DOS

sUMÁRIos DE PERIÓDICOS-

CORRENTES

3.1 - Modelo atual
Entre os serviços de alerta bibliográfico, a BC da FURE oferece à comunidade docente a circulação dirigida dos sumários correntes em formato impresso. Os
artigos de periódicos são selecionados e distribuídos por área de interesse aos departamentos da Universidade.
A divulgação dos sumários de periódicos em formato. impresso implica em
análise e seleção e reprografia dos conteúdos pelo profissional encarregado desse
serviço. Por outro lado, um perfil individual toma-se inviável devido ao elevado
número de usuários. O processo manual deixa um grande abismo entre o recebimento da publicação, a preparação da cópia do sumário, a divulgação e circulação.
Esses aspectos aliados ao dinamismo da informação influenciaram a decisão de oferecer esse serviço eletronicamente, sendo possível dessa forma atingir o usuário com
eficiência e eficácia. A possiblidade de acesso via WWW, permitirá que qualquer
pessoa conectada utilize esse serviço. Além disso a alimentação do servidor constituirá um banco de dados que preencherá o vazio existente nas áreas que não publicam bibliografias e/ou base de dados.

3.2 -Modelo Proposto
A evolução constante da informação, atrelado ao meio computacional, bem
como a tecnologia emergente das telecomunicações, apontam para a implementação
de sistemas de informações portáveis e adaptativos às necessidades dos usuários.

135

�Nessa conjuntura, vislumbra-se a utilização de redes de computadores locais
- Intranets - para atender necessidades da organização/instituição e, um passo adiante, sua integração com a rede mundial de computadores - Internet.
O passo inicial para o desenvolvimento do sistema foi a escolha do banco de
dados para armazenamento das informações. Estudos realizados apontaram para a
utilização do banco de dados ORACLE, uma vez que atende as necessidades e objetivos previstos quanto à performance, segurança, acesso, e volume de dados. Como
ferramenta para desenvolvimento do front-end para o usuário, optou-se pela linguagem de programação visual Delphi, pois apresenta mecanismos de acesso ao banco
de dados ORACLE e uma série de recursos visuais pré-definidos.
O sistema constitui-se de dois módulos: a) manutenção e armazenamento dos
dados; e b) recuperação da informação. O primeiro apresenta interface de entrada
dos dados. De posse do fascículo/volume, o bibliotecário captura o sumário (impresso) utilizando-se de um scanner, processando e convertendo-o para texto (OCR). A
partir daí os artigos contidos no sumário são indexados. O segundo apresenta a interface para consulta do usuário. O ambiente WEB produz resultados dinâmicos baseados nos parâmetros e expressão de busca definidos pelo usuário.
Essa distinção dos módulos deu-se principalmente pela portabilidade do módu10 de recuperação da informação, uma vez que prevê-se sua utilização através de
browser de navegação (Nestcape, Internet Explorer).

3.3 - A rea de A brangência
O objetivo do Serviço de Divu1gação Eletrônica dos Sumários de Periódicos é
atingir toda a coleção corrente. Porém, a implantação obedecerá uma ordem de assuntos pré estabelecida pela demanda e necessidade dos pesquisadores dessa Universidade. As primeiras coleções a serem implementadas serão: Administração,
Contabilidade e Economia para atender, principalmente, os cursos de mestrado nessas áreas.

136

-

-

-

------

�3.4 - Apresentação gráfica - Exemplos de busca

Página Principal da BC na INTERNET com LINK de acesso ao Serviço:

-

~
.'.
~"
..
~

137

�Tela de recuperação (o usuário defme o campo de pesquisa):

•CÔ·l eçdo de Periódicos
Fiesqu isa

el!f'J

isu""ttrios

pP.&lt;;qú:t.~~rPl~r.·

êr.1~t~~o.

f;':rj~~.

. r-.álI;s'ldUlJ
&amp;lsz.r:n~r.. ?QN

C_'\.'I1~

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QI-"'-Cf--r.~
. ""Jlj""'
"

!, . . .

1 .(.t..e~~!~&gt; ""'1·

I ,~~t;'.~fle.r..",,:,.t. .....,,.,,.,.

Tela de resposta (o usuário define a continuidade):

.. rk Çomulta:

,:I ......~·'"J~ ..i

f'.l.nuíNJ;at IUiJÚ.J0(8i dó Aftót1ko

f+' .l'Õ'aIlu.ut 's.u.rJi,."~)d. P"ri6iK;/I

r

~~&amp;) __ ~PIlll'i6tlko

138

�-

----~---

-

------

Tela fmal (resposta à escolha do usuário):

u . .Jl8M.WA.NAGEMENT

.2. d. itWo-fa.l998 - 1710"'8
p , El
Â ~ase da prepara~ao. p.62
. Dan:l'!,' Ertel e Francisco Sanc~es
mli~n

AIFm ~0 nFn .

~ , 7n

Uilljartl l"ryAO outro.::::

nega0 io.::oco. .p.'" 6

Jac :-t D. lio:Jd e Th:lI:la8 ~ . Ço1051

!!.

a:::qUlt.e"ura

TRmP~

l{

(lc

:;\corM. p. 62:

!"p :, pnill ~

4 - CONCLUSÃO

"A indexação dos documentos ou de suas partes continuará a ser a pedra anguIar de todos os sistemas de annazenamento e de recuperação da infonnação."
(CUNHA, 1994, p.182). Essa afirmação, tão atual, demonstra a necessidade de investir em modelos de recuperação dos documentos científicos publicados em periódicos. Muitos título nacionais não são contemplados com sua indexação em bases de
dados internacionais, ficando a produção brasileira perdida nos acervos sem automação. A proposta da Divulgação dos Sumários de Periódicos Correntes pode preencher essa lacuna e, em breve tempo, uma base de dados significativa estará dispo139

-

.. - - -

----

�---------------------------

nível para todos, indo, dessa fonna, de encontro às orientações do Grupo de Trabalho sobre bibliotecas virtuais do Comitê Gestor da Internet-Brasil.
Com a Divulgação Eletrônica dos Sumários de Periódicos Correntes será possível:
- que o usuário trace o seu perfil e o mude quando quiser;
- maximizar o uso da coleção;
- maximizar a qualidade do atendimento;
- minimizar o tempo entre a chegada do documento e sua disponibilidade.
Além desses aspectos positivos, esse serviço pennitirá, principalmente, que o
usuário se auto-eduque para a pesquisa.

140

�-------

BffiLIOGRAFIA

01 BRITO, Marcílio de. Internet : desafios e avanços no setor de infonnação. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 21, n.l , p.131-141,
jan./jun./1997.
02 CUNHA, M.B. da. As tecnologias da infonnação e a integração das bibliotecas

brasileiras. Ciência da Informação, Brasília, v.23, n.2, p.182-189,
maio/ago. 1994.
03 GRUPO DE TRABALHO SOBRE BIBLIOTECAS VIRTUAIS DO COMITÊ

GESTOR DA INTERNET -BRASIL. Orientações estratégicas para a implementação de bibliotecas virtuais no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.2, p.177-179, maio/ago. 1997.
04 LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais : (r)evolução? Ciência da Informação,

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05 MARCHIORI, Patricia Z. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de infonnação. Ciência da Informação, Brasília, v.26,
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industrial. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.23, n.l , p.28-42, jan./jun. 1994.
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141

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                    <text>Catalogação de Partituras da Biblioteca da Escola de Música da
UFMG Utilizando o Software VTLS
Maria Helena Santos
Bibliotecária da UFMG/ DFDA/CCQ
Universidade Federal de Minas Gerais. Departamento de Formação e
Desenvolvimento do Acervo. Central de Controle de Qualidade.

Kátia Lúcia Pacheco
Bibliotecária da EMUFMG
Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais

RESUMO

Catalogação do acervo de partituras da Biblioteca da Escola de Música da UFMG
usando o software VTLS, o Formato Bibliográfico USMARC e o CD-ROM de
catalogação CAT/CD da OCLC, disponibilização dos registros bibliográficos na
Rede de Informação do Sistema de Bibliotecas da UFMG- SB@net e na Internet.

Palavras-chave: Catalogação de partituras; Software VTLS

1 INTRODUÇÃO

Desde 1987, o Sistema de Bibliotecas da UFMG - SB/UFMG vem
estruturando a automação dos procedimentos e serviços de suas 27 bibliotecas. Foi
nessa época que o sistema integrou-se a rede Bibliodata Calco da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) , formando uma base de dados de monografias e participando da sua
padronização. Em 1995, foi elaborado pela coordenação do Sistema de Bibliotecas

110

�da UFMG o documento "Informatização do Sistema de Bibliotecas da UFMG Plano de Ação 1995-1997" estabelecendo as diretrizes para sua informatização e
definindo o software a ser implantado, o VTLS - Virginia Technical Library System
de origem americana, representado no Brasil pela FGV. Em março de 1998
inaugurou-se a Rede de Informação do Sistema de Bibliotecas da UFMG - SB@net,
a partir da conversão da base de dados de monografias e seriados da UFMG.
Uma das metas no processo de informatização foi a definição de um projeto,
visando ao tratamento de todos os materiais especiais existentes nas bibliotecas que
compõem o Sistema de Bibliotecas da UFMG, priorizando para o ano de 1998 as
partituras e mapas.
Em maio de 1998, iniciou-se o levantamento para dar subsídios ao projeto de
partituras, cujo objetivo é a catalogação e inclusão deste material na base de dados
da UFMG, com a participação dos bibliotecários da Biblioteca Universitária e da
Escola de Música da UFMG (EMUFMG) gerando, como documento, um
diagnóstico do acervo de partituras.

2 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DO ACERVO DA BffiLIOTECA DA
EMUFMG

o

acervo da Biblioteca da Escola de Música da UFMG é composto de

monografias, CDs, discos vinil, fitas de vídeos, fitas cassete, fitas de rolo e
aproximadamente 13.000 partituras entre obras completas para orquestra (grade
mais partes), partituras de bolso, conjuntos de câmara, opera (redução para canto e
piano), música popular, obras raras, obras sem domínio público, coleção especial
(composições e arranjos feitos por músicos da própria escola), manuscritos, obras
solo, métodos e exercícios. Cabe ressaltar que grande parte das obras são exemplares
únicos. A Biblioteca possui ainda, cerca de 3000 partituras sem nenhum tratamento
técnico, provenientes de doações de terceiros.

111

�As partituras recebem um número de tombo em etiquetas com código de
barras, na folha de rosto, observando as suas características: partituras com partes
recebem etiquetas na parte principal (grade, redução, acompanhamento, ou primeiro
instrumento) e este número é repetido nas outras partes; partituras solo, métodos,
estudos são tombadas como as monografias, ou seja, cada exemplar ou volume
recebe um número de tombo próprio.
A Biblioteca possui um catálogo externo do acervo de partituras utilizando,
para descrição, a referência bibliográfica com pontos de acesso pelo compositor
principal e meio de expressão( instrumentos ou vozes), classificação CDD e notação
de autor própria. As partituras são reunidas nas estantes por meio de expressão ,
obedecendo à divisão dos grupos de instrumentos, por exemplo, cordas: violão,
violão estudo, etc.; canto: solfejo , missa, etc .. De acordo com sua apresentação
fisica, as partituras são armazenadas dentro de pastas poliondas (em média 25 por
pasta) com arranjo alfa numérico para autores variados, adotando-se quando
necessário, uma pasta para cada compositor. Para obras encadernadas, o arranjo é
pelo nome do compositor ou título da obra, dentro do meio de expressão, sendo
armazenadas diretamente nas estantes.
As partituras de até 9 páginas estão sendo envolvidas em capa capa plástica
especial, e as que possuem mais de 10 páginas serão todas encadernadas em capa
dura, visando maior conservação das obras.
Durante o diagnóstico foram consultadas instituições como a Biblioteca
Nacional, Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, USP e Universidade de Iowa para
saber o tipo de tratamento bibliográfico dado as partituras bem como, bibliotecas do
mundo que utilizam o VTLS e o Formato Bibliográfico USMARC para a
catalogação de partituras, como a Houghton College , Metropolitan Toronto
Reference Library, James Madison Unversity, University of North Carolina e
pesquisa na Library of Congress (LC).
Para a realização do trabalho de catalogação das partituras utilizando o
software VTLS, foi observado a necessidade de contratação temporária de um
112

I

�bibliotecário em tempo integral e dois estagiários, para compor a eqmpe de
funcionários da Biblioteca que conta atualmente com 3 bibliotecários e 2 auxiliares
para 3 turnos de trabalho, no atendimento a comunidade da UFMG e também a
grande demanda da comunidade externa.

3 CATALOGAÇÃO DE PARTITURAS NO VTLS

°

processo de catalogação utilizando o software VTLS teve inicio em maio

de 1998 determinando-se como meta, para este ano, a inclusão de 3.000 partituras,
23% do acervo. Estabeleceu-se como prioridade para esta etapa as obras do
currículo básico dos cursos da EMUFMG, novas aquisições por compra, partituras
encadernadas e/ou encapadas e coleções com o mesmo formato fisico de
monografias. Paralelamene será realizada, pela Comissão da Biblioteca da
EMUFMG, uma análisedas partituras sem nenhum tipo de tratamento visando
defInir a importância e prioridade.
Com a adoção do sistema VTLS de informatização de bibliotecas, a
catalogação de partituras passa a adotar o formato de entrada de dados USMARC
(USMARC Bibliographic Format da Library of Congress, USA) e as regras do
Código

de

Catalogação

Anglo-Americano

(AACR2R) para o tratamento

bibliográfIco em nível 2.
Para o estudo do tratamento bibliográfIco de partituras foram analisados o
Código de Catalogação Anglo Americano - 2a edição AACR2R, (CÓDIGO, 198385): o capítulo 1 descreve sobre as regras gerais de catalogação aplicáveis a todos os
materiais; o capítulo 4 para o caso de partituras manuscritas com particularidades,
por exemplo área de data ; capítulo 5 música impressa; o capítulo 21 para a escolha
dos pontos de acesso e 22 para entrada dos nomes dos compositores; o capítulo 25
por tratar do título uniforme recomendado para música no caso de títulos genéricos,
por exemplo sinfonias e títulos específIcos em vários idiomas e o Formato
USMARC BibliográfIco, (USMARC, 1994) com destaque para os campos fIxos e
113

�tags específicos de partituras. A obra Manual de Catalogação (FALDINI, 1987)
destaca a regra básica de entrada principal da partitura, ou seja, o compositor é o
autor da obra (Regra 21.1 A) , as regras 21.18 a 21.23 para definição de ponto de
acesso e 25.25-25.33 para título uniforme, também, cita a característica de algumas
partituras possuírem páginas de rosto em lista como fonte de informação. PEROTA
(1993) define os tipos de partituras, uso do DGM (designação genérica do
material),comenta as regras 21.25 - 21.36C e princípios de indexação apresentando
também, a organização deste material em diferentes instituições. Maxwell, além de
comentar sobre as regras do AACR2, ressalta as regras especiais de entrada de
música e casos como traballios modificados (Regra 21.9) arranjos e transcrição
(Regra 21.18 B) e partituras que incluem letras das músicas. (MAXWELL, 1980)
No desenvolvimento da atividade, o grupo de bibliotecárias da UFMG
elaborou o "Manual de Entrada de Dados para Catalogação : música", em versão
preliminar, que será avaliado e complementado durante o acompanhamento do
projeto com a real catalogação do acervo. O manual foi baseado no Formato
Bibliográfico USMARC e no Manual da Rede Bibliodata CALCO.
Como alternativa para agilizar o traballio de catalogação e minimizar custos
está sendo utilizado um CD-ROM de catalogação chamado CATCD da OCLC
(Online Computer Library Center, Dublin, OH). Este CD-ROM inclui em formato
USMARC , 1.238.465 partituras e registros sonoros já catalogados e prontos para
serem exportados e importados em bases de dados que utilizem o mesmo formato de
entrada de dados.
Como teste da catalogação foram tratadas 20 partituras de diferentes tipos
(música de câmara, orquestra, solo, etc.) usando-se os recursos citados acima, com
os seguintes procedimentos: separação do material por meio de expressão; pesquisa
na SB@net da UFMG e se positiva, inclusão de exemplares e/ou volumes; pesquisa
na FGV, onde foram encontradas poucas partituras e tratadas como monografia;
pesquisa do material no CATCD da OCLC, se positiva exportação/importação ,
edição na base UFMG e inclusão de exemplares ANEXO A; pesquisa em outras
114

�bases, via Internet como a LC, se positivo, impressão e implantação usando o
EasyCat (editor de catalogação do VTLS) e o Manual de Catalogação da UFMG e
em seguida a inclusão de exemplares; no caso do resultado das pesquisas ser
negativo, implantação da obra usando o Manual de Catalogação da UFMG e o
EasyCat, e inclusão de exemplares (ANEXO B).
Decidiu-se na primeira fase do trabalho pela exportação e importação de
dados do CATCD da OCLC em detrimento da implantação de títulos, objetivando
um maior fluxo de trabalho. (ANEXO C).
Uma das etapas mais complexas diagnosticadas é a ausência de formas
padronizadas, em português, para descrição de assunto dentro da área específica de
música. Esta área é relativamente nova na Rede Bibliodata Calco FGV e no SB@net
da UFMG e, por isso, muitos cabeçalhos de assunto estão sendo traduzidos e
incluídos nos registros bibliográficos das partituras. A fonte para pesquisar assuntos
é a base de dados Library of Congress Subject Authorities . Os cabeçalhos de
assuntos encontrados são impressos, traduzidos e serão enviados ao Grupo de
Autoridades da Rede Bibliodata Calco - FGV para serem incorporados ao Catálogo
de Autoridades da Rede.
Dentro do tratamento bibliográfico foram decididos os campos de busca por
palavras -chave específicos para recuperação de partituras como: data da
composição (USMARC 045); chapa e n° do editor (USMARC 028); editora
(USMARC 260 \b) ; nota de conteúdo (USMARC 505) descrito de forma parcial ou
completa no caso de coletâneas; assunto uniforme (USMARC 630) , além dos
campos básicos , como autor, título, assunto, título uniforme, e outros .
Considerando que o VTLS não decodifica os campos fixos ou variáveis com
as informações codificadas como por exemplo, no campo 008 a posição 18-19
(forma de composição) e o campo 048 (número de instrumentos musicais ou código
de vozes) que indica o meio de execução, estes conceitos estão sendo incluídos no
campo assunto (USMARC 650) : cabeçalhos que identificam os instrumentos
musicais, forma de composição por exemplo sonata, sinfonia, e os estilos como
115

�barroco, romântico, clássico. Esse trabalho de indexação está sendo realizado com a
assessoria da Comissão de Biblioteca da EMUFMG, composta por músicos e
professores. A escolha deste campo se deve ao fato de ser um campo de autoridade
estabelecido em uma fonte confiável e aceita mundialmente, a Libraty of Congress
Subject Headings e ser um campo de busca.

4 CONCLUSÃO

Até meados de julho do corrente ano, foram incluídos na Base de Dados da
UFMG 311 registros bibliográficos de partituras. O trabalho de catalogação está
sendo realizado visando melhor atendimento aos usuários em harmonia com as
normas de catalogação e indexação. O acervo está sendo disponibilizado pela
primeira vez na Rede de Informação do Sistema de Bibliotecas UFMG SB@net,
através de interface local (EasyPac) e na Internet com acesso através do endereço
http://www.bu.ufmg.br. Numa segunda etapa do projeto, o Prof. Mauricio Freire
Garcia, diretor da EMUFMG, pretende implantar uma rede Intranet com arquivos
magnéticos contendo imagens e som de partituras raras e manuscritas, viabilizado
através do tag 856 do Formato Bibliográfico USMARC- Acesso e Localização
Eletrônico, que estabelece um link entre o registro bibliográfico da partitura e o
arquivo multimídia que pode residir em uma área local de rede ou na Internet.

116

�BmLIOGRAFIA
1 ANGLO-AMERICAN cataloguing roles. 2nd ed. 1988 Revison. Prepared under
the direction of the Joint Steering Committee for revision of AACR. .. Edited
by Michel Gorman and Paul Winkler. Ottava: Canadian Library Association,
1988. Iv.
2 CÓDIGO de catalogação anglo americano. 2. ed. São Paulo: FEBAB, 1983-1985.
2v.
3 FALDINI, Giacomina (Org.). Manual de catalogação; exemplos ilustrativos do
AACR2. São Paulo: Nobel, EDUSP, 1987. 479p.
4 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Biblioteca Central. Catálogo de
autoridades ; nomes pessoais e entidades coletivas. Rio de janeiro, 1990.
Paginação irregular (versão preliminar).
5 MANUAL da Rede Bibliodata /Calco: procedimentos para entrada de dados,
tabela de conversão, tabelas auxiliares, esboço do formulário etc. Rio de
Janeiro, FGV, 1996.46p. (versão preliminar).
6. MANUAL de entradas de dados para catalogação: música. Belo Horizonte:
UFMG,1997. (versão preliminar).
7 MAXWELL, Margaret F. Handbook for AACR2 : explaining and ilustrating
Anglo American Cataloging Rules. 2.ed. Chicago: Library Association,
c1980. 463p.
8 PEROTA, Maria Luiza Loures Rocha (Org.) Multimeios; seleção, aquisição,
processamento, armazenagem, empréstimo. 3.ed. Vitória: Fundação Ceciliano
Abel de Almeida, 1993. 183p.
9 USMARC format for bibliographic data: inc1uding guidelines for content
designation. Prepared by Network Development and MARC Standards
Office. Washington, DC: Library of Congress, 1994. 2v.

117

�ANEXO A Exemplo de Catalogação Exportada e Importada do CATCD OCLC
Niv Local: O Analisado:O Operador: 0000 Edit Tipo cnt1:
CNTL: 38864546 Stat reg: n Infonn:830707 Usado :980715
Tipo: c Niv Bib: m Id: N/A Fonte: d Material anei
Repr: Niv cod: M País: enk Dat tp: q MEBE: O
Mod rec: Comp: zz Fonnat: b Prts:
Desc: a Niv Int: Ltxt: n Datas: 1900,1982
1. 003 OCoLC
2. 005 19980703091053.0
3. 02820 E.E. 4574 \b Eulenburg
4.02830240 \b Eulenburg
5. 0350244-96560
6. 040 ZCU \c ZCU
7. 041 O \g engger
8. 045 O \b d1873
9. 048 sa02 \a sbO 1 \a scO 1
10. 0490CLC
11. 090 M780.82
12. 100 1 Brabms, Johannes, \d 1833-1897.
13. 240 10 Quartets, \m strings, \n no. 1, op. 51, no. 1, \r C minor
14. 245 00 Quartet, for 2 violins, viola and violoncello, C minor, op. 51/1 \h
[musica] = \b c-Moll = Ut mineur / \c Johannes Brabms.
15. 260 London ; \a New York : \b Eulenburg, \c [19--]
16. 300 1 miniature score (iv, 38 p.) ; \c 19 CID.
17. 650 O String quartets \x Scores.
18. 6504 Quarteto de cordas (violino (2), viola e violoncelo)

118

�ANEXO B Exemplo de Implantação de Partituras

Niv Local: 4 Analisado:O Operador: 0000 Edit Tipo cnt1:
CNTL: Stat reg: n Inform:980529 Usado:980617
Tipo: c Niv Bib: m Id: eng Fonte: d Material ane
Repr: Niv cod: País: ne Dat tp: s MEBE: O
Mod rec: Comp: zz Format: b Prts:
Desc: a Niv Int: fLtxt: n Datas: 1974,
1.0282000081
2. 035 0243-41860
3. 040 BIBLIODATA
4.0480b
5. 090 M780.82
6. 100 1b Bruynel, Ton.
7.245 10 Phases \h [musical : \b for four soundtracks and orchestra / \c Ton Bruynel
; visualized by Tolis Panagopoulos
8. 260 Amsterdam: \b Donemus, \c 1974
9.300 1 partitura (32p.)
10 500 A pagina de rosto contem símbolos usados para notação
11 650 4 Musica contemporânea.
126504 Orquestra de câmara
13 700 1 Panagopoulos, Tolis.

119

�ANEXO C Fluxo para a inclusão de partituras, na Base de dados da UFMG

ANEXO C Fluxo para a inclusão de partituras, na Base de dados da UFMG

sim.

120

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Santos, Maria Helena, Pacheco, Katia Lúcia</text>
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                <text>UFC</text>
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                <text>1998</text>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72342">
                <text>Catalogação do acervo de partituras da Biblioteca da escola de Música da UFMG usando o sftware VTLS, o Formato Bibliográfico USMARC e o CD-ROM de catalogação CAT/CD da OCLC, disponibilização dos registros bibliográficos na  Rede de Informação do Sistema de Bibliotecas da UFMG-SB@net e na Internet.</text>
              </elementText>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/60/6367/SNBU1998_061.pdf</src>
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            <name>PDF Text</name>
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                    <text>CAPACITAÇÃO DO usuÁRIo DAS BIBLIOTECAS DO SISTEMA
INTEGRADO DE BmLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
(SmiIUSP) NO USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

Maria Imaculada Cardoso Sampaio;
Márcia Elisa Garcia de Grandi;
Angela Maria Belloni Cuenca;
Maria Cristina Olaio Villela;
CybeUe de Assumpção Fontes;
Roberto Barsotti; Ana
Maria Curvello Borges
Bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de
São Paulo - Grupo de Estudos Usuários da Informação.

RESUMO:

Apresenta o planejamento e implementação do "Programa de Capacitação do
Usuário das Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo (Sffii/USP) no Uso das Tecnologias de Informação", proposto pelo Grupo de
Estudos Usuários da Informação, em parceria com a Diretoria Técnica do SIBi/USP.
Aponta as mudanças ocorridas nas bibliotecas da USP diante da introdução das
novas tecnologias da informação, as quais exigem o desenvolvimento de programas
de treinamento de habilidades específicas para a otimização da busca e recuperação
da informação disponível eletronicamente. A partir de diagnóstico da situação atual
das bibliotecas em relação aos programas de treinamento oferecidos aos usuários,
decide-se pela promoção da "Semana DEDALUS", em todas unidades, com o
objetivo de capacitar o usuário na utilização do Banco de Dados Bibliográficos da
Universidade. Apresenta os resultados parciais do evento, que reafirmam a

96

�necessidade de implantação de programas de educação continuada para os usuários,
dirigidos às novas exigências impostas pela tecnologia de informação.

Descritores: Tecnologia da informação. Treinamento do usuário. Bibliotecas.

Programas educativos.

A complexidade do melO eletrônico, onde atualmente a recuperação da
informação encontra-se inserida, requer o desenvolvimento de habilidades muito
diferentes das que eram necessárias para a busca bibliográfica em uma era de
informação tradicional.
Identificar e localizar fontes informacionais, até a chegada das tecnologias de
informação, era uma tarefa restrita às coleções disponíveis nos acervos das
bibliotecas, e as habilidades requeridas eram aquelas ligadas a busca em catálogos,
sistemas de classificação e obras de referência (bibliografias, abstracts e outras
fontes de informação impressas). A evolução dos sistemas de recuperação da
informação exige competência para identificar as fontes disponibilizadas em CDROM e online, avaliar a relevância e pertinência dessas fontes e ainda habilidades
para operar os sofisticados ambientes de gerenciamento da informação. O
bibliotecário, pelas características de sua especialidade, é o profissional mais
indicado para instruir o usuário e ajudá-lo a se encontrar nesse rico e caótico mundo
de informação.

Programas educativos dirigidos aos usuários

Os programas de orientação bibliográfica, ou programas educativos dirigidos
aos usuários, há muito fazem parte da rotina das bibliotecas e do cotidiano dos
bibliotecários; uma rápida consulta à bibliografia sobre o tema revela a atenção que
o tema vem recebendo.
Segundo Pasquarelli (1996, p.15), "O primeiro registro relativo à instrução
bibliográfica é de 1840, nos Estados Unidos, quando Ralph Waldo Emerson
97

�estimulou seus colegas a serem "professores de livros", afirmando ser isso o mais
necessário na universidade". Ainda, de acordo com Pasquarelli (p.18), "No Brasil, o
primeiro programa de Orientação Bibliográfica foi organizado em 1955 pela
bibliotecária Terezine Arantes Ferraz, da Faculdade de Odontologia da Universidade
de São Paulo (USP), sob a denominação de Pesquisa Bibliográfica" .
A revisão da literatura sobre os programas educativos dirigidos aos usuários
já recebeu atenção cuidadosa de especialistas e estudiosos, como por exemplo
Belluzzo (1989); Pasquarelli (1996); Cuencas (1997), que apresentaram um
detalhado histórico do tema e relatos de experiências na área. Portanto, as citações
aqui mencionadas valem apenas como ilustração para reafirmar a pertinência de
estudos e ações nessa linha, sem a pretensão de uma revisão bibliográfica exaustiva.
Perkins (1996), afirma em seu artigo que a orientação bibliográfica é mais
necessária do que nunca e discorre sobre as competências e habilidades necessárias
para a recuperação eficaz do volume excessivo de informação disponível
eletronicamente. As habilidades informacionais para um mundo eletrônico são
sistematizadas e enfaticamente discutidas no relato do Projeto de Acesso à
Informação, patrocinado pela British Library Research and Innovation Centre e
King' s College Research Strategy Fund, destinado aos alunos do curso de pósgraduação daquela Faculdade (Bany, 1997).
Kunkel, Weaver e Cook (1996), mediram a freqüência com que calouros da
Kent State University receberam treino nas habilidades de uso da biblioteca, visando
uma otimização da instrução bibliográfica oferecida pelos bibliotecários.
Farber (1995), afirma em seu trabalho que quanto mais as coisas mudam mais
permanecem iguais, esclarecendo que a instrução bibliográfica continua tão
necessária quanto antes, alterando-se apenas o conteúdo dos programas, que devem
se adequar às novas formas de acesso à informação. Diante do afirmado, não restam
dúvidas que os programas de educação do usuário precisam ser reformulados
urgentemente, e que os tópicos tratados necessitam ser mais pontuais,

98

�desmembrando-se a instrução oferecida em módulos específicos, dirigidos aos
específicos instrumentos de busca.

Proposta de capacitação do usuário do Smi/USP
O "Projeto de Modernização do Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP"(SIBIfUSP), cujo apoio oferecido pela Fundação de Amparo à Pesquisa
(FAPESP) foi decisivo para a sua implantação, equipou as bibliotecas do Sistema
com um parque tecnológico moderno, compatível com o desenvolvimento alcançado
na área e tomou possível a instalação da estrutura necessária para que o acesso à
informação, disponível em bases de dados eletrônicas, fosse viabilizado para o corpo
docente, discentes de graduação e pós-graduação e estudiosos em geral.
Em outubro de 1997, o Banco de Dados Bibliográficos da USP - DEDALUS
- desenvolvido em 1985 e que já operava na Internet via Telnet, foi reestruturado de
acordo com normas e padrões internacionais. Para que esse objetivo pudesse ser
atingido, foram dimensionados os recursos de automação necessários para viabilizar
o acesso às informações bibliográficas disponíveis nas 39 bibliotecas do Sistema.
Para tanto, os mecanismos para localização e recuperação dos documentos foram
aperfeiçoados, culminando com a implantação da SIBiNet, Rede de Serviços do
SIBIfUSP, ampliando significativamente as possibilidades de busca e recuperação
da informação pela comunidade. Após migração dos dados do antigo DEDALUS
para o sistema Aleph e a implantação da SIBiNetlUSP, experiência pioneira no
Brasil, as bibliotecas da USP foram equiparadas às bibliotecas de países avançados.
Disponível virtualmente na WWW o banco de dados se transformou numa
ferramenta com padrão internacional, criando as condições necessárias para que, ao
lado da aquisição de bases dados em CD-ROM e online, o SIBilUSP
disponibilizasse para o seu usuário um ambiente de alta tecnologia, compatível com
o estágio atual em que se encontra o mundo da informação (Universidade de São
Paulo. Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, 1998).

99

�A modernização dos recursos de informática, a disponibilização do
DEDALUS através da Web, e ainda o acesso às 250 bases de dados em CD-ROM
dos acervos da USP, inseriu deftnitivamente o usuário no complexo mundo das
tecnologias de recuperação da informação, onde o crescimento das fontes
informacionais é diretamente proporcional ao crescimento dos recursos para
armazenamento, gerenciamento, busca e recuperação de documentos.
Passado o primeiro impacto das mudanças, os bibliotecários do Sistema
notaram o mesmo que colegas de todo o mundo estão percebendo: a necessidade de
se adquirir habilidades específicas para operar no complexo e rico mundo
tecnológico, como atestam os relatos anteriormente citados.
A biblioteca eletrônica e a Internet estão alterando a natureza do
comportamento de pesquisadores, docentes, estudantes e bibliotecários que
necessitam adquirir habilidades para a busca e recuperação da informação;
gerenciamento e armazenamento do material recuperado e ainda, encontrar-se entre
a diversidade de fontes e instrumentos disponíveis nas bibliotecas.
Durante o ano de 1997, a Diretoria Técnica do SIBi (DT/SIBi), em parceira
com as metas de apoio ao Sistema, promoveu intensivos treinamentos dirigidos aos
bibliotecários, na tentativa de amenizar o impacto da introdução das novas
tecnologias nas bibliotecas "Atenção especial tem sido dada ao redimensionamento
e à capacitação dos recursos humanos, valorizando a sua participação sistêmica,
incentivando seu aperfeiçoamento pessoal e proftssional, constituindo equipes
sintonizadas com a proposta de desenvolvimento do sistema" (Krzyzanowski, 1997,
p.60). Foram oferecidos treinamentos no uso do DEDALUS, Internet, Bases de
Dados online, além de Workshops e Seminários que apresentaram um panorama do
estado da arte das tecnologias de armazenamento e recuperação da informação.
O bibliotecário, uma vez capacitado, pode observar as diftculdades que os
usuários estão enfrentando para assimilar toda essa evolução da tecnologia, e mesmo
para aqueles que possuem conhecimentos de informática, a busca bibliográftca tem
se revelado uma tarefa árdua, fazendo com que se sintam carentes de habilidades
100

I

�I

para o domínio das diferentes metodologias utilizadas nos diversos sistemas de
recuperação da informação, necessitando intensivamente da ajuda de um
profissional da área.
O DT/SIBi, sensibilizado pelas dificuldades que as bibliotecas têm
encontrado em dar apoio ao usuário no uso da tecnologia, solicitou ao "Grupo de
Estudos V suários da Informação" a elaboração de uma proposta de ação sistêmica
no sentido de auxiliar o usuário no processo de aquisição das habilidades necessárias
para o domínio das novas tecnologias.
O "Grupo de Estudos V suários da Informação" foi formado em abril de 1997,
tendo como participantes bibliotecários do Sistema e um membro da Diretoria
Técnica do SIBi. Os objetivos do Grupo estão diretamente ligados ao
desenvolvimento de produtos e serviços junto aos bibliotecários do Sistema, com a
fmalidade de oferecer padrões de qualidade no atendimento aos usuários das
bibliotecas da VSP.
Analisando o cenário, tendências e necessidades delineados dentro do
Sistema , verificou-se a pertinência da formulação de um programa de capacitação
dos usuários das Bibliotecas do SIBi/USP no uso das tecnologias da recuperação da
informação. A primeira etapa do programa foi o encaminhamento pelo grupo
"V suários da Informação" de um questionário visando conhecer a situação atual das

bibliotecas do Sistema em relação aos treinamentos oferecidos à comunidade.
O diagnóstico revelou, que das 31 bibliotecas que responderam ao

questionário, menos de 40% possuem programas estruturados e formais de
treinamento. O que se observa é a tentativa de familiarização do usuário com as
novas tecnologias, através da orientação informal e individualizada, oferecida pelo
bibliotecário de referência. A experiência de algumas bibliotecas da VSP, que já
ofereciam cursos para capacitação de seus usuários no acesso à informação através
das novas tecnologias, como por exemplo, a biblioteca da Faculdade de Saúde
Pública (FSP/USP), serviu de referência e muito contribui para a defmição da
proposta indicada às demais bibliotecas do Sistema.
101

I

�A partir desse diagnóstico o Grupo sugenu, de início, uma proposta de
treinamento do usuário na utilização do DEDALUS por se tratar do carro-chefe dos
serviços oferecidos, via máquina, pelo Sistema.
Optou-se então pela promoção de uma semana dedicada ao DEDALUS, onde
as bibliotecas estariam concentrando seus esforços na divulgação e treinamento de
seus usuários.

Semana DEDALUS

DEDALUS reúne infonnações sobre os acervos das 39 bibliotecas da USP,
assim como registros da produção intelectual da Universidade, totalizando mais de
1.300.000 registros bibliográficos. Embora o DEDALUS apresente um interface
amigável, não é totalmente auto-explicativo, exigindo orientação e monitoramento
da busca por parte dos profissionais das bibliotecas, de modo a habilitar o usuário na
utilização plena de todos os recursos do sistema. Essa orientação oferecida de fonna
não sistemática e programada, atendendo uma demanda pontual, não tem se
revelado tão eficaz, uma vez que é feita em aproximadamente 15 minutos, tempo
insuficiente para exploração de todas os recursos do DEDALUS. Por outro lado,
além de ineficiente, o oferecimento de sessões eventuais de treinamento leva a um
desgaste da própria equipe da biblioteca, que acaba investindo uma grande parte de
seu tempo nessas atividades que não apresentam resultados satisfatórios, nem para
os usuários, nem para o serviço de infonnação. Sendo assim, nada mais oportuno do
que a sistematização dessa orientação em fonna de sessões de treinamento.
Decidiu-se que a Semana DEDALUS seria promovida ainda no final do
primeiro semestre letivo, entre os dias 15 a 19 de Junho de 1998 e que o evento
poderia ser considerado como o piloto do programa de capacitação do usuário no
uso das tecnologias.
A Semana DEDALUS foi amplamente divulgada pela Diretoria Técnica do
Sffii e pelas bibliotecas, através de: cartazes, camisetas, home pages, comunicação
interna nas diferentes unidades, Agência USP e Jornal da USP, Rádio e TV USP,
102

�mala direta eletrônica para agentes de comunicação nas unidades, comunicações aos
Prefeitos e Coordenadores e outros órgãos administrativos centrais da Universidade.
Seguindo a proposta do programa de capacitação mencionado, estabeleceram-se os
seguintes objetivos para o evento:

Objetivo geral da Semana DEDALUS

Promover a capacitação do usuário das bibliotecas do SIBilUSP no uso do banco de
dados bibliográficos da USP - DEDALUS, através da implantação de programa
educativo nas bibliotecas;

Objetivos especificos da Semana DEDALUS

•

Divulgar o DEDALUS, oferecendo apoio ao usuário no domínio dos recursos
oferecidos;

•

Proporcionar suporte às bibliotecas para implementação da Semana DEDALUS
e outros programas específicos de cada biblioteca do Sistema.

Para implementação da semana de treinamentos, o Grupo de Usuários e a
Diretoria Técnica do SIBilUSP prepararam o seguinte material de apoio às
bibliotecas:

•

Marcadores de páginas com o programa geral do treinamento e espaço reservado
para agendamento do dia e do horário da sessão;

•

Manual do Usuário, elaborado com base no manual desenvolvido pela biblioteca
do Instituto de Química de São Carlos, contendo informações sobre o
funcionamento do DEDALUS, resumo dos principais comandos e funções,
exemplos de estratégias de busca;

103

�•

Texto com informações geraIs sobre o Sistema Integrado de Bibliotecas,
sugerido como subsídio para introdução das sessões de treinamento;

•

Exercícios práticos, apresentando sugestões para serem oferecidas durante o
treinamento;

•

Folha de avaliação, consistindo em um questionário a ser preenchido pelo
usuário após o término do treinamento;

•

Folha de sugestões sobre os serviços oferecidos pelo SIBi, para preenchimento
pelos usuários;

•

Folha de avaliação, compreendendo um questionário a ser preenchido pela
biblioteca, avaliando os resultados obtidos com a Semana DEDALUS.
A estrutura básica do treinamento proposta para a Semana DEDALUS

constituiu-se de módulos de uma hora e meia, oferecidos em horários previamente
agendados, de acordo com a disponibilidade de recursos humanos e materiais de
cada biblioteca. O treinamento foi ministrado através de aulas práticas diretamente
no computador, tendo um ou dois alunos por micro, dependendo dos recursos da
biblioteca. A importância de que todas as bibliotecas participassem do evento,
independente dos recursos humanos e equipamentos disponíveis, foi insistentemente
enfatizada. O conteúdo básico do treinamento consistiu em:

•

Apresentação geral do SIBi/USP;

•

Interface WWW do DEDALUS;

•

Acesso ao catálogo Global e Local das bibliotecas;

•

Estratégias de busca: busca através dos índices, por palavras, busca booleana;

•

Exercícios práticos no computador.

O treinamento foi ministrado por bibliotecários familiarizados com o
DEDALUS, dirigido especialmente à comunidade USP, representada pelos
docentes, alunos de graduação e pós- graduação, pesquisadores e funcionários.

104

�Resultados e comentários

Além da capacitação do usuário USP no acesso ao Banco de Dados
Bibliográficos da USP, o evento "Semana DEDALUS" teve também como objetivo
implantar, em nível sistêmico, programas educativos buscando uma padronização
dos serviços oferecidos aos usuários pelas bibliotecas do sistema. O treinamento
para uso do DEDALUS, portanto, deve ser mantido como curso regular nas
Bibliotecas, ao lado de outros que devem ser incorporados ao programa de educação
continuada de cada unidade, de acordo com a necessidade de sua clientela. Algumas
unidades do Sistema já haviam detectado essa necessidade do usuário e já vinham
mantendo programas de treinamentos para o acesso ao DEDALUS e outras bases de
dados específicas em suas bibliotecas, como ocorre em universidades de países
desenvolvidos. Com a Semana DEDALUS todas as Unidades passaram a capacitar
formalmente seus usuários no uso do banco de dados bibliográficos da
Universidade.
Números parciais são apresentados Abaixo, limitam-se a menos de 70% dos
resultados, uma vez que não houve tempo hábil para completar a tabulação dos
dados.

Tabela 1 - Resultado parcial do número de bibliotecas, usuários e profissionais
envolvidos na programação da Semana DEDALUS

Bibliotecas participantes

Usuários treinados

Profissionais envolvidos
nos treinamentos

..

,.. " """

.. ,

27
::::;::::;:::

..

.. ......

..."". "........

779

98

As 27 unidades que retomaram as avaliações ao Grupo, em tempo para esta
apresentação, envolveram 98 profissionais nos treinamentos onde foram treinados
779 usuários da informação. Alguns fatores dificultaram a maior participação da
105

�comunidade na Semana DEDALUS, como relataram os coordenadores na avaliação
encaminhada ao Grupo, tais como: a data escolhida para o evento coincidiu com a
época das provas bimestrais e o final do semestre letivo. Muitos alunos não
participaram do treinamento, por já terem recebido orientação individual e suficiente
para suas necessidades imediatas. Maior divulgação dos recursos do banco de dados
poderá tornar esse aluno mais predisposto a adquirir habilidades específicas,
ampliando seus horizontes na busca por informação.

Tabela 2 - Resultado parcial do programa, por categoria de usuário Categoria

Usuários treinados

Categorias

63

Docentes
!Alunos de Graduação

250

Alunos de pós-graduação

262

Funcionários

145
59

Outros
. Total

" ' " " " " ' " " "."",,
•.

',

I .:

'..

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.

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...

• l,'

:::.'::::::.

:·:!:.·.·I

..

779

Quanto à participação por categoria de usuário, verificou-se que os alunos de
pós-graduação foram os que mais aderiram ao programa de treinamentos ,
confirmando ser o DEDALUS um instrumento de busca versátil e adequado, capaz
de oferecer suporte às atividades de pesquisa e execução de trabalhos acadêmicos.
Apesar de constarem em maior número na Universidade, os alunos de graduação
apresentaram uma representatividade abaixo do esperado na demanda pelos
treinamentos, explicada pela coincidência com o período de provas e o final do ano
letivo. O estudante de graduação, de modo geral, ainda não está habituado a prática
da pesquisa, que o levaria a detectar a necessidade de realização de buscas
bibliográficas exaustivas, limitando-se muitas vezes, à bibliografia básica

106

�recomendada pelo docente .. A adesão de 145 funcionários ao programa é justificada
pelo fato de que em algumas unidades da USP, como por exemplo o Hospital
Universitário, a comunidade que utiliza os serviços das biblioteca, em geral
médicos, são enquadrados na categoria de técnicos especializados de nível superior.
Quanto aos docentes, espera-se atingir um maior número através de cursos que
poderão ser ministrados nos próprios departamentos e salas de trabalho, onde esses
pesquisadores utilizam seus próprios computadores. Embora não dirigido para o
público externo à USP, houve demanda e participação dessa categoria, justificada
pela automação das bibliotecas da Universidade, onde todo usuário para se utilizar
de seus serviços precisa ter o mínimo de conhecimento no uso do DEDALUS.

Considerações finais e recomendações
Embora parciais, os dados demonstram uma considerável adesão da
comunidade à iniciativa, apesar das dificuldades mencionadas anteriormente.
As avaliações foram favoráveis à estrutura, metodologia e material de apoio
oferecidos pelo programa, sendo a iniciativa muito elogiada pela comunidade.
Além das avaliações positivas, apresentaram-se sugestões no sentido da
viabilização de outros programas, dirigidos à capacitação em outras ferramentas de
busca, o que vem reafirmar a pertinência da continuidade e implantação de
programas educativos dirigidos aos usuários.
Nesse sentido, recomenda-se que iniciativas de capacitação dessa natureza
sejam realizados com maior intensidade no início do ano letivo e mantidos
regularmente durante o decorrer das atividades didáticas.
Quanto aos dinamizadores dos programas educativos, recomenda-se ao
bibliotecário que invista na aquisição de competências que o torne apto para a
promoção da capacitação dos usuários, desempenhando efetivamente o papel de
"bibliotecário educador", há muito exigido e sem o qual poderá perder espaço junto
à clientela enquanto mediador da informação.

107

I

�Uma vez que existe a necessidade real de se oferecer auxilio na obtenção de
habilidades para operar em um mundo eletrônico, iniciativas como a relatada podem
contribuir significativamente para a implementação de programas sistêmicos de
educação continuada do usuário.
A experiência de implantação de programas sistêmicos de educação de
usuários do SffiilUSP é recente, mas seguramente aparece como a melhor estratégia
para que a biblioteca universitária possa garantir a máxima utilização dos recursos
disponibilizados através das tecnologias de acesso à informação, assegurando assim
sua participação efetiva nas atividades de apoio ao ensino e pesquisa na
Universidade.

Abstract:
lt reports the planning and establishment of the Libraries 'Users Training Programme
in the Use of Inforrnation Technology" of the University of São Paulo Libraries
Integrated System, proposed by the Information Users Study Group and the
Technical Director of the System. It points out the changes at USP libraries, caused
by the introduction of new information technologies, that requires the development
of training programmes on specific skills demanded for optimizing the electronic
information search and retrieval. Based on diagnosis of the current stage of the USP
libraries concerning to users 'training, it had been promoted a training week in all the
University unities, aiming to improve users' ski1ls in dealing with DEDALUS, USP
Bibliographical Database. lt presents partia! results of the training sessions, that
reinforces the need to implement continuous users ' education programmes that fits
the requirements imposed by inforrnation technology.

Key words: Inforrnation technology. Users' training programmes.

108

�Referências bibliográficas

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research students. Journal of Information Science, v.23, n.3, p.225-238,
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02 BELLUZZO, RC.B. Educação de usuários de bibliotecas universitárias: da
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1989. 17Op.
03 Dissertação (Mestrado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São
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08 PASQUARELLI, M.L.R Procedimentos para a busca e uso da informação:
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Internet: http://www.usp.br/sibi [27 jun. 1998].

109

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Capacitação do usuário das Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) no uso das Tecnologias da Informação.</text>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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            <name>Publisher</name>
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                <text>Apresenta o planejamento e implementação do "Programa de Capacitação do Usuários das Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP) no Uso das tecnologias de Informação", proposto pelo Grupo de Estudos de Usuários da Informação, em parceria coma Diretoria Técnica do SIBi/USP. Aponta as mudanças ocorridas nas bibliotecas da USP mediante a introdução das novas tecnologias da informação, as quais exigem o desenvolvimento de programas de treinamento de habilidades específicas para a otimização da busca e recuperação da informação disponível eletronicamente. A partir de diagnóstico da situação atual das bibliotecas em relação aos programas de treinamento oferecidos aos usuários, decide-se pela promoção da "Semana Dedalus", em todas as unidades, com o objetivo de capacitar o usuário na utilizaçao do Banco de Dados Bibliográficos da Universidade. Apresenta os resultados parciais do evento, que reafirmam a necessidade  de implantação de programas de educação continuada para usuários dirigidos às novas exigências impostas pela tecnologia da informação.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA VIRTUAL DE ÓPTICA BÁSICA E APLICADA

Maria Helena Di Francisco
Marilza Aparecida Rodrigues Tognetti
Natalina Ordiva Ribeiro Ziemath
Maria Cristina Cavarette Dziabas
Célia Maria Diegues Martins
IFSC/USP - Instituto de Física de São Carlos
Universidade de São Paulo
Caixa Postal 369, Cep.: 13560-250
e-mail bib@ifsc.sc.usp.br

RESUMO
Descreve as etapas de criação da Biblioteca Virtual de Óptica e do envolvimento
com o Programa PROSSIGA.

ABSTRACT
Describe the stages of the creation of the Virtual Library of Optics and the
involvement with the Program PROSSIGA.

I. INTRODUÇÃO

Com a explosão documentária, tomou-se muito difícil colocar à disposição do
pesquisador a informação de que ele precisa através de métodos tradicionais de
recuperação.

86

�Surgiu a necessidade de criação de novos serviços de informação utilizandose para isso das novas tecnologias de informação.
Inicialmente, o computador foi utilizado pelas Bibliotecas para automatizar
catálogos, através da criação de suas bases de dados e seus serviços internos, o que
já as tomava muito mais rápidas e eficientes na prestação de seus serviços.
O CD-ROM chega às Bibliotecas substituindo obras de referências impressas
e o dispendioso acesso on-line aos bancos de dados permitindo ao usuário um
avanço extraordinário na elaboração de suas pesquisas.
Com o surgimento da Internet, as Bibliotecas estão podendo disponibilizar
em suas home pages, seus serviços e suas bases de dados para consulta remota, mas
principalmente, ter acesso à esta indústria de informação em que ela se transformou.
Segundo Gomes (1996) "A Internet permite avanços consideráveis, mas
também apresenta desafios para cientistas e profissionais da informação que lidam
com a organização e a disseminação da informação para pesquisa. "
Um dos grandes problemas da informação acessível via Internet, é a falta de
padronização dos dados e critérios de relevância, criando assim o "lixo cibernético".
Pensando em amenizar estes problemas, surgem as Bibliotecas Virtuais
Temáticas, cujo objetivo é favorecer o acesso às informações existentes na Internet,
utilizando-se para isso de padrões e critérios para sua organização.
As informações existentes na rede passam por uma análise de relevância por
especialistas do tema que trata a Biblioteca Virtual e por profissionais da área de
Informação, procurando um instrumento dinâmico, atualizado e eficiente de apoio às
atividades intelectuais e de pesquisa.
Na realidade, a Biblioteca Virtual Temática orgamza as informações
existentes na Internet, permitindo uma recuperação mais eficiente.

87

�ll. PROGRAMA PROSSIGA

o

PROSSIGA - Programa de Informação para pesqmsa é vinculado

diretamente à Presidência do CNPq, criado em 1995 com o objetivo de promover o
uso da informação e da comunicação para a pesquisa na Internet.
Dois projetos integram o PROSSIGA, sendo um deles o PROSSIGA/REI Repositório de Informação na Internet - Bibliotecas Virtuais.
O objetivo deste projeto é a criação de Bibliotecas Virtuais Temáticas nas
diversas áreas da C&amp;T, de modo a facilitar e promover o uso da informação.
O desenvolvimento das Bibliotecas Virtuais são feitas em parcerias com
Instituições que tenham interesse na criação da Biblioteca Virtual e que possuam
condições de pessoal e infra-estrutura para o seu desenvolvimento.
O PROSSIGA possui uma equipe que oferece cursos com o objetivo de
preparar a equipe da Instituição parceira para o uso de sua metodologia de
construção de Bibliotecas Virtuais e fornece assistência técnica para sua
manutenção.
O software que gerencia as Bibliotecas Virtuais foi desenvolvido pela equipe
do PROSSIGA, cuja formação é multidisciplinar e a opção foi pela interface WWW,
uma vez que esta possibilita o acesso a tecnologia de hipertexto.

ill. CRIAçÃO DA BmLIOTECA VIRTUAL DE ÓPTICA BÁSICA E
APLICADA

No caso da Biblioteca Virtual de Óptica, o Grupo de Óptica do IFSC foi
escolhido pelo CNPq para sediar esta Biblioteca pelo fato de ter sido contemplado
com um projeto no Programa de Apoio a Núcleo de Excelência em Óptica Básica e
Aplicada, e também pelo fato do IFSC pOSSUlf uma excelente estrutura de
Biblioteca, com amplo conhecimento e domínio das novas tecnologias da
informação.
88

�Uma equipe foi composta por profissionais da informação e especialistas na
área de óptica, que receberam do PROSSIGA treinamento para dar inicio ao
desenvolvimento da Biblioteca Virtual de Óptica.

IV - METODOLOGIA DE CRIAçÃO DA BffiLIOTECA VIRTUAL DE
ÓPTICA

O PROSSIGA inicialmente repassou a metodologia adotada para a criação de
Bibliotecas Virtuais onde são estabelecidas normas para o tratamento dos diversos
dados que integram as categorias de informação que compõe as Bibliotecas Virtuais;
no caso da Biblioteca Virtual de Óptica, foram definidas as seguintes categorias:
.:. Artigos e outros textos
.:. Associações e Sociedades Científicas
.:. Empresas e Orgãos Afms
.:. Bases de Dados
.:. Bibliotecas, Serviços de Informação e Centros de Documentação
.:. Bibliotecas Virtuais
.:. Empresas e Órgãos Afins
.:. Eventos
.:. Instituições de Ensino e Pesquisa
.:. Livrarias e editoras
.:. Listas de Discussões e New Groups
.:. Museus
.:. Órgãos de Política , Coordenação e Fomento
.:. Periódicos
.:. Pesquisadores
.:. Programas de Pós-Graduação
Também se faz necessário para efeito de indexação, a definição de uma lista
de assunto.
89

�Optou-se pela lista da Optical Society of America, que após análise foi
ampliada e traduzida para o português.
A criação e manutenção da Biblioteca Virtual envolvem as seguintes rotinas:

Levantamento de sites na Internet existentes na área.
A habilidade em navegar na Internet por parte dos técnicos que trabalham na
Biblioteca Virtual é imprescindível, pois é de sua responsabilidade a identificação de
sites na área.
Para o levantamento dos sites, são utilizados os termos da lista de assunto já
definida e as ferramentas de busca utilizada na Internet como: Yahoo, Alta Vista,
Meta Crawler, Lycos, Book Marks e Cadê.
Os sites recuperados passam por uma análise preliminar e seus endereços
(URLs) são armazenados nos favorites/bookmarks, dentro das categorias préestabelecidas.

Seleção dos sites relevantes

Periodicamente os sites armazenados nos favorites são analisados por um
pesquisador da área de óptica, membro da equipe, de forma a selecionar os
relevantes, para posterior tratamento.
A prioridade de tratamento do site é estabelecida juntamente com o
profissional da área de informação de forma à atingir as metas estabelecidas para
cada categoria de infOlmação.

Tratamento e cadastramento do site
O tratamento do site exige habilidade e conhecimento da área para que na sua
descrição sejam destacadas as informações realmente relevantes.
90

�o cadastramento dos sites selecionados é efetuado através de wn formulário
desenvolvido em Java e mediante critérios estabelecidos para o preenchimento de
cada campo, como se segue.

1- Recursos de informação

Nome: O campo Nome é preenchido com o nome do site e obedece as normas

de entrada de dados específicas de cada categoria de informação.

URL: Campo específico para entrar o endereço (URL) do site que está sendo

cadastrado.

Contato: Registra-se o e-mail do responsável pela criação/manutenção do site

que está sendo incluído.

Sigla ou Acrônimo: Neste campo é registrada a sigla oficial ou o acrônimo,

do site que está sendo tratado.

País: Registra-se o país de localização do site, escolhendo a opção desejada

no menu pop-up.

Natureza: Informa-se a tipologia do docwnento, e conforme a categoria da

informação.

Fonte primária ou secundária: Deve-se informar se o nível da fonte que está

sendo cadastrada é primária ou secundária.

91

�2- Indexação Temática

Área do CNPq: Considera-se a área temática do site, classificando-a
confonne a tabela do CNPq, através de um menu pop-up.

Vocabulário controlado: São utilizados os tennos constantes da lista de
cabeçalhos adotada pela Biblioteca Virtual, visando uma padronização da indexação
dos sites. O tenno óptica é adotado em todos os registros. Novos tennos têm sido
adicionados à esta lista, objetivando mantê-la sempre atualizada e em conformidade
com o desenvolvimento da área.

Termos livres: Padronizou-se que em todos os sites tratados, haverá a
indicação do tenno geral óptica e ótica. Neste campo também são relacionados
outros termos relevantes para a indexação do site, mas que não fazem parte da lista
de assunto.

3- Comentários

Neste campo é descrito o conteúdo do site, indicando seus recursos e serviços
oferecidos e seus respectivos links, com o objetivo de contribuir para a decisão do
usuário de visitar ou não a página tratada.
Na elaboração dos comentários, são incluídos termos utilizados nos campos
da indexação temática, visando uma recuperação mais precisa.
Todo serviço de cadastramento é revisado pelos especialistas de infonnação e
de óptica, com o objetivo de manter padronização e qualidade do tratamento da
informação.

Manutenção

A manutenção, iniciou-se desde que foi tratado o primeiro site e é processada
continuamente visando manter a integridade, atualização e segurança dos dados já
cadastrados na rede. Nesta fase são desenvolvidas as seguintes atividades:
92

�.:. Identificação das categorias de informações e/ou assuntos pouco cobertos
eintensificação de buscas dirigidas;
.:. Estabelecimento das prioridades impressão periódica do Jogo completo da
Biblioteca Virtual;
.:. Backup dos dados;
.:. Verificação da validade dos links, que é efetuada através de softwares que
asseguram a manutenção automática dos links;
.:. Estabelecimento de contato com os webmasters para obter informações sobre as
mudanças ocorridas nos links inválidos e inclusão de novos sites.

v. RESULTADOS
A Biblioteca Virtual de Óptica que teve início em novembro de 1997, foi
disponibilizada na rede em abril último, e a tabela abaixo mostra as categorias de
informação da Biblioteca Virtual com o número de sites nela tratada.

Recursos

Recursos

Brasileiros

Estrangeiros

Artigos e Outros Textos

6

8

14

Associações e Sociedades Científicas

8

20

28

Bibliotecas, Serviços de Informação e Centros de
Documentação
Empresas e Orgões Afins
Eventos
Instituições de Ensino e Pesquisa
Livrarias e Editoras
Museus
OIXãos de Política, Coordenação e Fomento
Periódicos
Pesquisadores
Programas de Pós-Graduação
TOTAL.
TABELA 1 - Categorias de informação X Sites tratados

6

8

14

13
4
22
19
4
16
4
16
13
131

19
12
30
17
8
17
25
14
4
182

32
16
52
36
12
33
29
30
17
313

Categorias

Total

93

�Verifica-se que o volume de infOlmações nacionais é muito inferior ao das
estrangeiras, e que algumas categorias estão melhor representadas que outras.
Salientamos que a equipe tem se empenhado em tomar menos discrepante
estes resultados através dos procedimentos descritos anteriormente, mas depende
fundamentalmente da disponibilidade de tais informações na rede.

VI. CONCLUSÃO

A criação de Bibliotecas Virtuais Temáticas é maIS um instrumento
decorrente do desenvolvimento das novas tecnologias, que vem ao encontro da
demanda de informação dos pesquisadores nas áreas de ciência e tecnologia.
A Biblioteca Virtual de Óptica favoreceu aos pesquisadores da área de óptica
e áreas afms, o acesso à informação e aos dados disponibilizados na Internet,
relevantes para o desenvolvimento de pesquisa básica e aplicada.

94

!

�VII. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1 BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Manual de treinamento de
dados para bibliotecas virtuais. versão 2.0. Rio de Janeiro, 1997. 70 p.
2 GOMES, S.R.L. et aI. Bibliotecas virtuais na Internet: a experiência do Prossiga.
Ciência da Informação, Brasília, v.25, n.3, p.445-449, 1996.
3 GRUPO de Trabalho sobre Bibliotecas Virtuais do Comitê Gestor da Internet.
Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.2, p.I77-179, 1997.
4 TEIXEIRA, M. de S., SCHIEL, V. A internet e seu impacto nos processos da
informação. Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.I, p.65-7I, 1997.

95

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Descreve as etapas de criação da Biblioteca Virtual de Òtica e do envolvimento com o Programa Prossiga.</text>
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                    <text>BBI - BANCO BIBLIOGRÁFICO DO IFSC DISPONÍVEL VIA WEB
Maria Helena Di Francisco
Marilza Aparecida Rodrigues Tognetti
Natalina Ordiva Ribeiro Ziemath
Maria Cristina Cavarette Dziabas
IFSCIUSP - Instituto de Física de São Carlos
Universidade de São Paulo
Caixa Postal 369
13560-250
e-mai! bib@ifsc.sc.usp.br

RESUMO:
São apresentadas as rotinas usadas para migrar o BBI - Banco Bibliográfico do IFSC
desenvolvido em Microlsis do ambiente DOS/WINDOWS para o WWW.
ABSTRACT:.
Routines are presented which are used to migrate the BBI developed in Microlsis of
the ambient DOS/WINDOWS to WWW.

1. INTRODUÇÃO
A Internet vem contribuindo notadamente para o desenvolvimento da
indústria da informação dos países desenvolvidos.
Existe uma tendência de domínio por parte desses países, e os países em
desenvolvimento precisam estar participando mais ativamente, assegurando assim o
uso de beneficios e avanços da Internet, atendendo as necessidades de informações
locais e específicas, como também participar da democratização e diversificação das
fontes, produtos e servicos de informação no processo de globalização.

79

�Assim, as Bibliotecas brasileiras tem importante papel na participação do
Brasil na Internet, principalmente por suas condições de detentoras de importantes
fontes de informações geradas e/ou organizadas no país.
Pensando assim, é que a Biblioteca do IFSC disponibilizou o Banco

.

Bibliográfico do IFSC via Internet desde 1992, servindo-se sempre dos recursos
mais recentes de softwares e hardwares compatíveis com o CDS/ISIS.

2. INFORMAÇÕES SOBRE A CRIAçÃO DO BBI
Com o objetivo de dinamizar e aprimorar a sua prestação de servIços, a
Biblioteca do IFSC deu início em 1992 à criação de um Banco de Dados que
armazenaria todo o seu acervo permitindo assim uma recuperação bastante precisa
da informação nele contida.
A opção pela utilização do software Microlsis para o desenvolvimento do
BBI foi devida principalmente aos seus recursos de busca e portabilidade.
Estruturas de dados já definidas foram analisadas e optou-se pela
Metodologia LILACS desenvolvida pela BIREME - Centro Latino Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde.
Para atender às necessidades de compatibilização de dados com o Banco
Dedalus da USP foram feitas algumas alterações
que eXIgIram uma redifmição da estrutura de dados que resultou na
Metodologia IFSC.
O BBI foi criado e implementado em microcomputadores, visando a
alimentação no VAX 6420 e possibilitar o acesso via Telnet através das redes
RENPAC, Internet, Bitnet, HepnetlSPAN e USPNET.
Recentemente, com a perspectiva de desativação do computador VAX 6420,
com a criação de uma rede interna da Biblioteca e, sobretudo, pensando numa
interface

gráfica

amigável,

decidiu-se

disponibilizar

o

BBI

através

do

serviço/protocólo WWW - World Wide Web.

80

�3. ESTRUTURA DA REDE DO SBI

A rede interna do SBI é composta atualmente por dois servidores, duas torres
de CD-ROMs, e dezessete estações de trabalho.
Um Servidor Windows NT (Servidor I) armazena suas bases de dados
internas e aplicativos utilizados para o controle de seus serviços internos. Assim, o
BBI pode ser atualizado de qualquer estação de trabalho, utilizando o sistema
Microlsis.
O Servidor WeblWindows NT ( Servidor II).é utilizado para disponibilizar
sua Home Page e o BBI para acesso Internet e, posteriormente, abrigar a Biblioteca
Virtual de Óptica Básica e Aplicada.
A Rede do SBI está integrada à Rede do IFSC, que por sua vez está integrada
à USPNET ( Rede da USP) e conectada à Internet.

O acesso à Home Page do SBI e ao BBI é permitido a todos os usuários da
Internet e as bases de dados em CD-ROM, disponibilizadas através de "torres",
possuem acesso restrito aos usuários da Rede IFSC.

Figura 1 - Rede do SBI

81

�4. CONVERSÃO DO BBI AMBIENTE DOSIWINDOWS PARA WWW
Para disponibilizar o BBI via WWW , optou-se por utilizar o software
WWWIsis - Interface para a Recuperação de Dados via WWW, desenvolvido pela
Bireme, por possibilitar manipular bases de dados ISIS através de formulários
codificados em HTML - Hipertext Markup Language.
O WWWIsis é ativado pelo mecanismo CGI - Common Gateway Interface,
que é um padrão internacional que possibilita processar solicitações do navegador
(browser), manipular bases de dados e enviar resultados para páginas dinâmicas
HTML.
Para migrar o BBI do ambiente DOS/Windows para o WWW foi necessário
efetuar os seguintes procedimentos:

• Exportar os dados do Servidor I para o Servidor n
Como as atualizações do BBI são processadas no Servidor I, é necessário
efetuar periódicamente a exportação dos dados para o Servidor lI, utilizando o
padrão ISO 2709

•

Criação dos Índices

Obtido o arquivo ISO contendo os dados atualizados, é gerado o arquivo
mestre e são gerados os índices utilizados no fomulário de pesquisa adotado.

• Formatos de exibição
F oram criados os formatos de exibição, utilizando os recursos da Linguagem
de Formatação do CDS/ISIS e da Linguagem HTML, para visualizar os registros
recuperados e atender as necessidades do cliente de maior ou menor detalhamento
das informações bibliográficas.

•

Formulário de pesquisa

O emprego do WWWISIS aliado aos recursos da linguagem HTML,
possibilitam a criação de diferentes formulários de pesquisa, utilizando diversos
recursos de recuperação da informação e variadas formas de apresentação visual.

82

�Optamos inicialmente por disponibilizar um formulário de pesquisa (Figura
2) que possibilita o "cliente" selecionar a interface em inglês, português ou espanhol
e que oferece várias possibilidades de recuperação da informação disponível no BBI.

B ART. SOLICITADOS

c ART. FORNECIDOS

Figura 2 - Fomulário de opção da versão
da Interface de Pesquisa

Para busca, o formulário (Figura 3)
apresenta 4 linhas, onde o cliente poderá
formular sua pesquisa usando os
operadores booleanos /e/ouJe não/ e
optando pelos índices de Autor, Título,
Assunto, Resumo ou Todos eles.

1400
1200
1000
800
600
400
200

o. -tmmlf!lmm
1995

1996

1997

• OM-LlME
CD-ROM

O formulário possibilita optar por exibir os
resultados obtidos nos formatos Curto,
Longo, Detalhado, Título e Citação e em
páginas contendo 20, 30, 40 ou 60 ítens .

Figura 3 - Formuário de Pesquisa

• DISQUETE

Estas opções permitem aos clientes a
formulação de pesquisas empregando a lógica
booleana e especificando termos e palavras
para índices específicos, possibilitando uma
grande flexibilidade de restrição ou
ampliação dos resultados obtidos.

8000 •
7000 •
6000
5000
4000
3000
2000
1000

o
1995

1996

1997

Os resultados obtidos são apresentados em
páginas HTML que incluem um cabeçalho
contendo a linha de pesquisa formulada, a
opção de nova pesquisa e os registros
recuperados, dotados de ponteiros que
permitem grande mobilidade de navegação
nestas páginas.

83

�5. CONCLUSÃO

o BBI já em 1992 estava disponível para consulta dos usuários externos ao
IFSC, com uma interface que não era amigável, tomando-se necessária uma maior
orientação dos usuários na elaboração de suas pesquisas.
Com os recursos do WWWIsis, que possibilitou criar uma interface gráfica
amigável de pesquisa, a recuperação do BBI, via Internet foi simplificada,
possibilitando ao usuário elaborar mais facilmente suas pesquisas.
O papel da Biblioteca é muito importante no processo de geração e
transferência de conhecimento e para isso precisa estar sempre atendendo à demanda
das necessidades de informação de seus usuários utilizando-se dos recursos das
novas tecnologias da Informação.

84

�6. REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS
01 BIREME. Manual de referência WWWISIS. São Paulo, 1997.
02 DI FRANCISCO, M.R. et aI. BBI - Banco Bibliográfico do IFQSC. In:
SEMINÁRIO SOBRE AUTOMAÇÃO EM BmLIOTECAS E CENTROS
DE DOCUMENTAÇÃO, 5, São José dos Campos, 19-22 junho 1994. São
José dos Campos, 1994. Ref. 082-16.
03 FERREIRA, Sueli Mara S.P. et aI. "Futura": uma base de dados sobre a
biblioteca do futuro.Ci. Inf., Brasília, v.26, n.2, p.218-220, maio/ago., 1997.
04 RESMER, M.J.; CASTA, O.M.S. Conversão de bases de dados MICROISIS para
Internet. Cio Inf. Brasília, v.26, n.2, p.159-164, maio/ago., 1977.
05 UNESCO. Manual de referência mini/micro CDS/Isis. Brasília: mICT, 1991.

85

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                <text>São apresentadas as rotinas usadas para migrar o BBI-Banco Bibliográfico do IFSC desenvolvido em MicroIsis do ambiente DOS/WINDOWS para o WWW.</text>
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                    <text>A UNIVERSIDADE E AS BIBLIOTECAS NA ERA DE SUA VIRTUALIZAÇÃO: TRAJETÓRIAS E ESTRATÉGIAS (O CAMPO: COMUNICAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO)

Maria Nélida González de Gomez
I1ce Gonçalves Milet Cavalcanti
Haydée Christina Botelho
Isabela Mateus de Araujo
Rodrigo Bastos Cobra Ribeiro
Vanessa Paulo Cordeiro de Arruda

1. INTRODUÇÃO

São múltiplas as mudanças que antecipam o advento da Sociedade da Informação. Um dos principais e mais freqüentemente reconhecido dos indicadores é o
novo papel e estatuto do conhecimento, e, em decorrência, o uso intensivo da informação. Manuel Castells prefere falar do modo infonnacional de desenvolvimento
que se caracterizaria porque nele "conhecimento mobiliza a geração de novo conhecimento ... "(CASTELLS. 1998. P. 34).
Vamos agregar outra afirmação: no modo infonnacional de desenvolvimento,
a infonnação sobre a infonnação, informação de "segundo grau" ou metainfonnação, terá a mesma relevância e prioridade que já foram atribuídas à informação.
Em primeiro lugar, consideramos que o conceito de informação designa uma
construção sujeita a uma dupla determinação. Por um lado, a infonnação recebe as
determinações do informar, de um processo de produção que a contextua e a situa
em relação a outras informações, num regime de infonnação ou num "universo de
infonnação" (um modo de inscrição dos saberes culturais em textos, imagens, obras

58

�de arte, com uma base técnica e operacional de preservação, tratamento e transmissão).
Por outro lado, a informação recebe as determinações daquilo acerca do que
informa, - endereçando-nos a uma formação discursiva e seus universos de referência. Estabelece assim relações com uma ordem cultural, estética ou cognitiva, as
quais remetem seus valores semânticos ou os conteúdos aos quais a informação
aponta e nos quais desponta sua informatividade.
Em cada prática ou ação que constitui ou define um valor de informação, podemos diferenciar logo dois "estratos": o da informação de primeiro grau, ou simplesmente informação, e o da informação de segundo grau, ou metainformação, que,
de maneira explícita ou implícita, define as condições de produção e de transmissão
das informações, e de sua transformação em conhecimento.
Um dos papéis principais do plano metainformacional é definir o contexto em
que uma informação faz sentido.
Para que uma comunicação seja efetiva, é necessário que os participantes
além de partilhar uma linguagem, possuam uma base comum de conhecimentos que
permita reconstituir os contextos de cada nova enunciação. Nos processos discursivos habituais ou cotidianos, a maior parte desse contexto está geralmente implícito.
Em geral, porém, todo processo de comunicação de informação requer algum grau
de explicitação do contexto. Qual é a quantidade ou qualidade da informação contextualizadora que depende de cada situação de uso de informação. Por exemplo, é
necessário dispor da escala métrica para "ler" as informações espaciais de um mapa
geográfico.
Se as metainformações formam muitas vezes um pano de fundo compartilhado e pressuposto em ambientes habituais de informação, qualquer mudança no ambiente informacional pode requerer um esforço adicional para explicitar o contexto,
assim como a construção de novos indicadores de metainformação.
Nas sociedades complexas, a metainformação tem múltiplos papéis: a) na
gestão de recursos de informação; b) no desenho e operacionalização de serviços e
59

�produtos de recuperação e transferência de informação; c) nas atividades de pesquisa, gestão e transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos; d) na formulação de políticas de informação; e, e) na elaboração de estratégias de ação em qualquer campo da atividade social: dos negócios, da indústria, da sociedade civil organizada.
A Biblioteca Universitária, responsável pelo acesso às informações, é ao
mesmo tempo produtora e usuária de informações sobre as informações, tal como a
informação referencial. Tem assim uma dupla responsabilidade na Gestão do Conhecimento da Universidade, como uma das mediações principais na produção do
conhecimento e do metaconhecimento.
No presente estudo, procuramos estabelecer as trajetórias organizacionais e
tecnológicas da informação referencial, como mapeamento e operacionalização da
metainformação, através de sua passagem da forma de Bibliografias Impressas para
Bases de Dados digitais, e sua posterior migração para o meio interativo das Redes
de Comunicação Remota; e qual é o papel da Biblioteca Universitária nessa cadeia.
Na pesquisa realizada entre 1996 e 1998, tomamos como campo de observação e
análises informações referenciais no domínio dos estudos em Ciência da Informação
e em Comunicação.

2. O HORIZONTE CONCEITUAL: A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO E
META-CONHECIMENTO

Afirmamos que essas informações de segundo grau, que explicitam os contextos da informação, estão antecipando algumas das possibilidades mais imediatas
de uso dessa informação na produção de conhecimento ou tomada de decisão. Nossos mapas de metainformação (catálogos, bases de dados, bibliografias e citações)
são um dos insumos para que um pesquisador, um estudante, uma organização possam adquirir e aprofundar o metaconhecimento necessário para desenvolver com
sucesso seus planos de ação.
60

�Metaconhecimento seria o conhecimento que diferentes sujeitos e instituições
possuem sobre seu próprio conhecimento, sobre os conhecimentos de outros agentes, e sobre as possibilidades e esferas de sua aplicação.
O papel do metaconhecimento é assim fundamental em toda ação ou operação envolvendo o conhecimento:
a) para estabelecer relações entre conhecimentos;
b) nos processos de aprendizagem;
c) nas atividades de sínteses ou "compilação" dos conhecimentos;
d) na passagem ou deslocamento entre níveis e tipos de conhecimentos (entre
o conhecimento teórico e o prático, entre diferentes disciplinas, entre especialistas e leigos).
Podemos dizer, em síntese, que as fontes de metainformação (como as Bases
de Dados Bibliográficos ou a Produção Intelectual) são logo fundamentais nos processos contínuos e correntes de produção de conhecimento e de metaconhecimento,
e não só em termos de controle, recuperação e busca da informação.
Um outro aspecto importante desta abordagem consiste em destacar o caráter
decisional e normativo de nossos dispositivos de informação.
Em geral, podemos afirmar que toda ação, serviço ou produto de informação
deve ser compreendido à luz das práticas sociais que os agenciam, seus objetivos e
seus arcabouços institucionais. Consideramos assim a metainformação como o conjunto de regras, explícitas ou implícitas, que intervêm na produção social de um valor de informação. Tais regras, por outro lado, não são fixas nem imutáveis, estão
sujeitas a reformulação e negociação.
Frohmann afirma que:

"Na medida em que seguir uma regra é uma política e as práticas são necessariamente públicas, as regras estão firmemente embebidas na vida social. Mais
ainda, a identidade da prática de uma regra ou sistema de regras depende de seu
papel na vida social. ... a recuperação de textos designa um conjunto de práticas
sociais específicas. "(FROHMANN. 1990. P. 92, 97).
61

�A estrutura de uma base de dados dependerá dos objetivos das instituições
que as produzem, assim como dos múltiplos contextos (cognitivos, acionais, tecnológicos) sobre os quais ela introduz um recorte seletivo e preferencial.
Falaremos de políticas de informação (ou micropolíticas), para designar as figuras decisionais e normativas do que seja desejável para um agente coletivo ou
institucional acerca da geração, circulação e uso da informação, e os mecanismos
utilizados para sua efetivação. Essas figuras políticas estariam presentes, de forma
implícita ou formalizada nas ações de transferência de informação, e em algumas de
suas dimensões sujeitas a escolha e decisão:
a) os objetivos e julgamentos de valor (tal como relevância e atualidade) que
organizam e direcionam os critérios de seleção;
b) o universo das fontes e o universo de seus produtores;
c) o universo de uso ou destinação;
d) o escopo e abrangência ou domínio intelectual da informação;
e) modelos e operações de tratamento da informação;
f) infra-estruturas tecnológicas.

N em todas essas dimensões estão porém, igualmente e de fato abertas a critérios seletivos e escolhas singularizadas.
As tecnologias de informação interferem na formulação de estratégias de
transferência de informação, na medida em que sua oferta e apropriação estão mediadas ora pelas estratégias de competição ou monopolizadoras dos agentes dos mercados, ora pelas prioridades e regulamentações do Estado.
Nesse sentido, pode falar-se de "padrões de fato" das tecnologias, resultantes
não de estruturas funcionais, mas de segmentações e conjunturas dos mercados, que
tem igualmente um efeito de regulação e constrangimento sobre as práticas de informação.
Por sua vez as organizações, que são os agentes das ofertas de produtos e serviços de informação, metamodelizam as trocas de informação dos geradores e usuários de conhecimento/informação conforme suas metas corporativas. Mediante sua
62

�intervenção, nos propõem otimizar esses fluxos de infonnação através de processos
de agregação de valor, porém, conforme sua definição preferencial e seletiva de valor. Podem assim produzir, ao mesmo tempo, a ampliação e a redução ou perda de
valores de uso da infonnação. Nesse sentido, afirmamos que toda ação de transferência de informação agrega e desagrega valores de informação.
Finalmente, os modelos elaborados pelos profissionais de informação podem
contribuir para ampliar, reproduzir ou estreitar os julgamentos seletivos e regras que
definem um ambiente informacional numa esfera de ação.
É necessário assim a definição de estratégias de desenvolvimento informaci-

onal e metainformacional para as Bibliotecas Universitárias (arcabouços organizacionais, tecnologias e modelos) de modo que, antes de contabilizar o impacto atual das
tecnologias de informação, participem em plenitude do Projeto da Universidade do
Futuro.
Neste trabalho enfatizaremos o papel dos arcabouços organizacionais das
ações de informação na agregação e desagregação seletiva de valores de informação.

3. METAINFORMAÇÃO E METACONHECIMENTO ATÉ A DÉCADA DE
80: O mBDIIBICT; AS BmLIOGRAFIAS NACIONAIS.

Uma das premissas dos modelos organizacionais das ações de informação,
consistia em atingir a universalidade pela totalidade.
Alguns séculos antes da emergência do conceito de Sociedade Global, o lluminismo idealizava as condições de constituição de uma Sociedade Universal. Mais
de dois séculos depois, após a 28 Guerra, surgiram as Instituições Internacionais ainda vigentes, bem como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização
das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
No domínio das ações e instituições de informação, foram também idealizadas e levadas a prática iniciativas de caráter abrangente e totalizador. Dois modelos
são significativos. O primeiro, o idealizado por Paul Otlet, tem um princípio de con63

�cretização na Federação Internacional de Documentação (FID)o segundo, agenciado
pela UNESCO, idealiza os Sistemas Nacionais de Informação CientíficoTecnológica.
O primeiro modelo, se constitui em tomo do conceito de Bibliografia, que
tem em Paul Otlet um dos seus fundadores. Na concepção de Paul Otlet, o objetivo
final da Bibliografia, antes de ser Bibliografia Universal era ser Livro Universal,
Fonte, Summa, o "Biblion" que estabeleceria elos entre elementos e materiais dispersos em todas as publicações relevantes.
Nessa direção, o desenvolvimento das bibliografias seguia dois princípios: o
princípio monográfico ou princípio mosaico, e o princípio enciclopédico.
O princípio mono gráfico daria lugar a uma das primeiras tecnologias de informação: a ficha (folhas soltas e padronizadas) que, como unidades discretas de
registro, permitiriam a "consulta": uma interrogação rápida, seletiva e proposital de
fontes de informação.
Tratar-se-ia de liberar o "valor de uso" do conteúdo do documento, através de
um processo de análise ou "dissecção".
O princípio mono gráfico, analítico, seria compensado dialeticamente pelo
princípio enciclopédico, sintético, operado através da nova agregação e redistribuição seletiva e significativa dos itens de informação. Por este princípio, o valor de
uso ficaria liberado, assim, não só dos limites do documento, mas também dos limites do acervo de uma unidade de informação.
Todos os "repertórios" (o resultado da dialética do princípio mosaico e o
princípio enciclopédico) estariam inteletualmente interrelacionados por metodologias de arranjo sistemático, tais como as oferecidas pelos esquemas gerais de classificação. A Classificação Decimal Universal (CDU) ofereceria um "imenso mapa do
conhecimento", permitindo, por sua incorporação do mecanismo modular e compositivo das facetas, um arcabouço onde as idéias poderiam articular-se umas com as
outras de diversas maneiras. A totalidade do conhecimento universal correspondia,
assim, à unidade complexa e totalizadora de um Esquema Geral de Classificação.
64

�As Bibliografias Brasileiras Impressas foram desenvolvidas dentro desse
conceito Bibliográfico pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
(IBBD). A essa ação corresponde a primeira bibliografia nacional na área de Documentação.

°

escopo e abrangência da Bibliografia Brasileira de Documentação é defini-

do pelo conceito de "Documentação". Na introdução de sua edição de lançamento,
assinado pelo Prof. Edson Nery da Fonseca, se lê:
'~

palavra Documentação é aqui empregada numa acepção muito ampla,

compreendendo a organização do trabalho intelectual, a informação científica, a
bibliologia, a bibliografia, a bibliofilia, a biblioteconomia, a bibliotecografia, a bibliotecnia, as artes gráficas. A indústria e o comércio de livros, a Museologia, a
Arquiv%gia, em fim, todas as técnicas .,. de produção, reunião e difusão de documentos. "(BBDOC. 1960. P. 9).
Num segundo momento, a idéia de uma ação de informação dirigida à reunião representacional de uma totalidade do conhecimento, ficaria ligada a figura do
Estado-Nação, como se um espaço ideal do saber reproduzisse as fronteiras do território.
Na década de 60, a UNESCO assume o papel de promover atividades de informação científico-tecnológica. Em 1972, na XVII Conferência Geral da entidade é
criado o programa inter-governamental UNISIST (Sistema Mundial de Informação
Científica e Tecnológica), que teria como uma de suas finalidades superar as assimetrias entre os países "desenvolvidos" e "em desenvolvimento", favorecendo a
transferência de informações científico-tecnológicas.
Cada país membro deveria criar "organismos centrais de coordenação", que
seriam responsáveis pelas políticas nacionais de informação. Em 1974, uma nova
Conferência Inter-Governamental da UNESCO, elaborou o conceito de Sistema Nacional de Informações (NATIS).
A partir de 1974, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), antes Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), seria
65

�o órgão estatal responsável pela coordenação do sistema de informação científica e
tecnológica do país.
Nesse mesmo período, a Bibliografia Brasileira de Documentação foi absorvida e transfonnada na Bibliografia Brasileira de Ciência da Infonnação.
Nessa segunda fase, as bibliografias vêem reforçada sua dupla função : a de
controle bibliográfico do conhecimento registrado, e a de controle e mapeamento da
produção intelectual nacional, visando a constituição de um sistema Nacional de
Informação Científica e Tecnológica. A idéia de totalidade não tem como meta a
universalidade mas uma esfera idealmente cooperativa e internacional, e, de fato,
sob a hegemonia modelar da UNESCO.
A informação de segundo grau ou metainformação era reconhecida por seu
potencial para acompanhamento, gestão e avaliação da produção científica.
A partir do final da década do 80, o IBICT não inclui entre as suas atribuições
prioritárias a publicação de bibliografias impressas. Contribuem para isso duas mudanças:
a) o papel do mICT passaria de órgão acolhedor ou responsável pelo controle da produção intelectual e bibliográfica nacional a órgão coordenador
de ações descentralizadas das grandes instituições setoriais envolvidas nas
atividades de informação científica e tecnológica;
b) as novas facilidades da tecnologia digital apontavam para o desenvolvimento de bases de dados de acesso em linha .
Em nossa área específica de estudo, o Centro de Informações em Ciência da
Informação (CCI) assume o controle da Literatura Brasileira em Ciência da informação. A Bibliografia Brasileira da área ficaria incluída na Base de Dados LICI, do
acervo Institucional do mICT, podendo ser recuperada isoladamente graças a comandos estabelecidos no desenho da base.

66

�Quadro 1

Informação Referencial:
Bibliografias Impressas'"

I
Ciência da Informação
CNPqJ1BBD
CNPqJ1BCT

-u .1, 181111!al
-u 2, 1961]1191D

Comunicação

INTEC)M

BBDOC
-u .H,191111911
-$IpI. I, 19j' 111911
191JI19H
-U.5, 1918119W

ou.

-1.1,1911

-I.J, 19j'911!l1D
-I -', 1!l11

-1.5, 1!l12
-1.6, I!l1J
- 1.1, 19j' 1I1!l11

BBCI
-U.6, 19W1198J
-fi pl. 6, 1!l1[lf1!l!J
-u.1, 193U19~
EMBRAPA
MEOCAPES

-1~M!lIl Ctma~

AB:D mUIlt 05 &amp;Uarl05
-u.l,19m
-u2,1931

Na área de Comunicação, o acompanhamento da produção científica brasileira foi desenvolvido, em diferentes momentos e por diferentes agentes e organizações:
a) através de um movimento associativo (INTERCOM);
b) como parte das Bibliografias Nacionais Brasileiras;
c) sob a responsabilidade da Universidade de São Paulo e com o apoio do
ffiICT.

67

�4. DIGITALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO REFERENCIAL E ACESSO

ON LINE LOCAL

Na década do 90, encontramos um novo panorama. O desenvolvimento da
Pós- Graduação no país, vem fortalecendo o papel das universidades na produção de
conhecimentos científico-tecnológicos. Para reconstruir a situação da informação
referencial , aplicamos um questionário não só às instituições que tinham sido produtoras de bibliografias impressas em Ciência da Informação e Comunicação, mas
também às Universidades Públicas que possuíam Pós-Graduação nessas áreas, assim
como à algumas Instituições Culturais, que teriam também um papel significativo
nas pesquisas das Ciências Humanas.
Como resultado, obtivemos o cadastro de aproximadamente 20 bases de dados, com 12 entidades produtoras (entre Instituições de Ensino Superior, Instituições
de Pesquisa e Desenvolvimento, e Instituições Culturais). Nesse conjunto, um número significativo das bases de dados cadastradas eram produto da automação dos Catálogos Coletivos das Bibliotecas ou dos Sistemas de Bibliotecas das Universidades,
ou do controle automatizado da produção institucional, principalmente de Dissertações e Teses. Conforme ROWLEY, podemos falar neste caso de Bases de Dados
Catalográficos. Tratava-se logo de Bases de Dados Catalográficos, de acesso em
linha local , desempenhando a função de catálogo coletivo.
Um Catálogo Coletivo implica ao mesmo tempo em duas realizações:
a) .Por um lado, consiste na Rede de Unidades de Informação, institucional
ou inter-institucional, que age de forma cooperativa e coordenada no controle de acervos documentais (de monografias, periódicos, teses, entre outros), de modo a possibilitar a composição representacional de um universo de fontes documentárias a partir dos acervos localizados e dispersos
nas diferentes unidades cooperadas. É possibilitado assim o acesso, desde
qualquer uma das unidades envolvidas, ao corpo das fontes em sua totali-

68

�dade, primeiro através da informação referencial, e depois dando acesso
aos documentos primários;
b) por outro lado, o próprio Catálogo Coletivo, fonte secundária de informação, que pode desdobrar-se num conjunto de produtos (Catálogo de Títulos, Cadastro de Bibliotecas ou Unidades de Informação Participantes
etc.) e pode apresentar-se em diferentes formatos e veículos (Catálogos
Impressos, CD-ROM, Base de dados de acesso on-line e por redes de comunicação remota).
Tratando-se em sua maioria de bases de dados catalográficas de acervos universitários ou de instituições culturais orientadas à preservação do patrimônio cultural nacional, elas incluem a produção brasileira literária e cultural, nas áreas envolvidas, dentro do escopo e abrangência de seus objetivos organizacionais. Assim, nas
Instituições Universitárias, os acervos estão atrelados em grande parte às bibliotecas
setoriais, cujo escopo e abrangência são definidos pelas Faculdades, Escolas, Centros e Departamentos que constituem a estrutura organizacional das universidades.
Nossos mapas de metainformação, na universidade, tiveram que adequar-se
primeiro às categorias organizacionais e depois às grandes classes dos sistemas de
classificação tradicionais, como a Classificação Decimal Universal (CDU) ou a
Classificação Decimal de Dewey - Dewey Decimal Classification - (CDD), ou, em
alguns casos, à outros esquemas classificatórios das áreas do conhecimento, como o
do CNPq. Logo, é um mapa voltado para dentro da universidade priorizando critérios de vinculação disciplinar, em boa medida inadequados com respeito às formas
atuais de produção de conhecimento: interdisciplinar, organizada em tomo de problemas ou "missões" . No caso da Ciência da Informação e da Comunicação, a produção de conhecimentos é feita em redes abertas e diversificadas. Os pesquisadores
se movimentam assim, desde seus domínios mais específicos à Sociologia, à Cosmologia, à Economia, ao Direito, à Filosofia e às Ciências da Computação, entre
outras; das fontes convencionais às fontes inesperadas: a tradição oral, a música po-

69

�pular, os jornais, exposições da produção industrial - o invisível do que é visível no
cenário hwnano.
É interessante observar, aliás, o efeito que a desativação do conceito de "Bi-

bliografias Brasileiras", teve sobre o metaconhecimento da produção científica brasileira. Na medida em que a base de dados catalográficos exerce o controle bibliográfico sobre os itens docwnentários que compõem wn acervo ou coleção, o mapa
da produção intelectual nacional fica disperso, com justaposições e ausências significativas, nos plurais catálogos coletivos de diversas bibliotecas e sistemas e redes
de bibliotecas.
Quadro 2

Digitalização da Informação Rfterencial*

Ins1ituições de
Pesquisa e
Desenvolvimento

Instttuiç(ies de
Ensino Superior
U.. . . . . . F. . .lIl.R.t;I:lnI • • 'luIU-I(."'j

UI",. . . I."',,, d. RIa ... ..II.....UHU
Un . . . .'" d.....' ..UlII

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Ins I lJdcn5)

Temos outras mudanças significativas: a produção de "metainformação" é
cada vez mais wna função associada à produção da informação de primeiro grau. As
universidades, entidades produtoras de informação de primeiro grau (resultados de
70

�pesquisas, dissertações e teses), com grande parte de sua produção intelectual digitalizada, converteu-se num dos mais importantes repositórios brasileiros de informação acessível por computador. Podem assim assumir facilmente o duplo papel de
produtoras dos dois tipos de informação: a de primeiro grau (os textos completos da
produção intelectual) e a de segundo grau (a representação referencial e cadastral de
produtos e produtores de informação).

5. BffiLIOTECAS DIGITAIS, BffiLIOTECAS VIRTUAIS

Com a rápida expansão das redes de comunicação remota no complexo universitário brasileiro pela conexão RNPIINTERNET, aconteceu a migração progressiva das bases de dados referenciais e catalográficas de acesso local e em linha para
formas de acesso remoto, via Telnet ou Internet.
Para acompanhar este processo, e dada a multiplicidade de definições encontradas na literatura, construímos, a efeitos deste estudo, duas categorias para caracterizar os arcabouços socio-técnicos dessa migração:
a) Bibliotecas Digitais: quando as Bases de Dados Catalográficos Digitais
são disponibilizadas para acesso local e remoto via Internet, visando o uso
do acervo por diferentes formas de consulta e empréstimo - incluídos os
serviços de comutação;
b) Bibliotecas Virtuais: quando além das Bases de Dados Catalográficos de
acesso on-line (local ou remoto) através de "links" e de repositórios de informação de primeiro grau, disponibiliza o acesso e uso de informações
que alargam o ambiente informacional da universidade além das fronteiras
de seus acervos e de seus espaços organizacionais e locais de consulta e
interação.
Conforme o resultado de nossa primeira análise, as Bibliotecas Digitais são as
herdeiras das Bases de Dados Catalográficas - para umas poucas bibliotecas , a migração ao meio de comunicação remoto e interativo significou também a experi71

�mentação da virtualização. Uma mesma infra-estrutura tecnológica levou à construção de diferentes dispositivos de informação.

Quadro 3

Acesso Remoto/Bibliotecas Virtuais'*'

I nsUuições de Ensino Superior

Pesquisa e Desenvolvimento

'Pefbdo : 01RJ~il22RJ~

6. PANORAMA ATUAL: PRODUTORES ATUAIS E POTENCIAIS DE
META-CONHECIMENTO.

No cenário atual, o monitoramento da produção local de conhecimentos envolve diferentes atores do Estado e da Sociedade:
a) O Ministério da Ciência e Tecnologia, o CNPq e o IBICT, com sua tradição de planejamento, gestão e exploração de Bases de Dados e de Indicadores em Ciência e Tecnologia;
b) a CAPES, que foi aperfeiçoando seus instrumentos de acompanhamento e
avaliação dos Programas de Pós-Graduação;
c) as próprias Universidades ;

72

�d) as Sociedades Científicas, tais como, em nosso campo de estudo, a ANCIB, a INTERCOM, a COMPÓS.
Estes atores constituem, no conjunto, algumas das principais parcerias para a
construção e atualização dos mapas de metainfonnação. A Base de Dados SITE, de
Teses e Dissertações, desenvolvida pelo mICT, está buscando o caminho para a
efetivação dessas parcerias.

Quadro 4

o PANORAMA ATUAL
ARCABOUÇO INSTITUCIONAL

(R'odutoresAtuaise Potendais de Meta-Conhedmento)

I
CAPES
I

IBICT

I

I

Pás-Graduação em
Ciência da Irtormação

pós·GradJação em
Comuri cação

PUOOAMI'I. .,.h!Ib"" IIljb~.
CIeI'do ... hIlmIzr;ib
UF_.h!IIo.m c~ ... 1'1onnzr;ib
U1IIG'I\lO&gt;(lrZllo.ac;8o Im amada

UflUC.RI-lad;:!o~~ ... Cl!táI
dli l'1onn zr;ib
Un B'P60~.m Cl!hdllda t'IOnnzr;ib
UIRP~-0n0u.c;60.m Cl!hdlldll t'IOnnzr;ib

Sociedades Científicas
e Profissionais

PUCRM.II!'h!IIo.m conu1ao;11o_
PUC8""~"",ad. BUbs d. P60-

~.mC""U'oIao;IIo. a.~1aO
UFIilVI'I'CII ...... de P6oOrZII~.m
C~
UfF/U",tZllo.m C~."'I!II.m.

~

UFA3I",""' .... "d. P60&lt;1nldo.ac;8o.m
C&lt;lOU1ao;11o. ~
UFIlJ".'::'&lt;1nIdo.ac;8o.m C~
UM EB""A'ocr .... "d. P&amp;I&lt;1nIdo.ac;8o.m
C~S&gt;doI

UIIIG'UI!.lz!dorm ccmu1ao;11o
Dn MIr.hllo.m COOU1ao;11o
U.ICAJIIRPI&lt;ll ...... d. __ ClnoUoc;6o.m
WI,,",1cd

U.18 .Ol.cwo d. __ ClnoUoc;6o.m
CIeI'do5 daCom.r1ao;11o .... h!Ib.m
a.mOlas
UI R'Cu-.o de P6oOrZIIld&gt; Im CIeI'do5 da
C~

~&amp;aM:iJI .. ~

Como estas parcerias poderiam contribuir para a passagem da Biblioteca Digital à Biblioteca Virtual? Que outros interlocutores e parcerias teriamos que agregar, navegantes e cartógrafos do metaconhecimento? Seria necessário, porém, dar
alguns passos a mais, para considerar o que seria a virtualização da própria universidade, meta e direção da Biblioteca Virtual.

73

�--------------

-

-

7. A VIRTUALIZAÇÃO DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: NO
CAMINHO DA UNIVERSIDADE-REDE

A Universidade Moderna assimilou, ainda que não sempre com êxito, a dupla
orientação à formação humanista e científica (incluídas as Ciências Aplicadas e as
Engenharias), reinventando, assim, a Universidade Medieval.
O nome, nele mesmo, Universitas, remetia a um universo do Saber e a uma
comunidade universal dos que sabem. No mundo contemporâneo, novas figuras de
"reunião" do saber devem substituir aquelas expectativas de universalidade pela totalidade.
Hoje, a virtualização da Universidade Latino-Americana seria sua reinvenção
pela reformulação de uma dupla vinculação: a vinculação epistemológica e a vinculação social.
As orgruv.zações produtoras e de transferência de conhecimento deveriam ser
concebidas antes como galáxias - um segmento do universo em expansão - , ou
como redes, sem contornos nem totalidade. A Universidade Virtual estaria mais
próxima da Politécnica (organização de ensino e estudo de diversas ciências aplicadas e tecnologias) que da Universidade Clássica. Alguns falam de dois modos de
conhecimento, o modo "1" e o modo "2".
O modo 1, o idealizado pela Universidade Clássica, seria aquele produzido
pelo corpo de pesquisadores acadêmicos, dentro de um arcabouço de áreas de conhecimento especializadas, as disciplinas, reunidas em unidades agregadoras, como
as Faculdades, os Departamentos, os Núcleos ou os Programas. Formam-se assim
corpos de conhecimento em tomo de princípios altamente abstratos, cuja forma de
constituição e agregação atende prioritariamente aos interesses e pontos de vista das
comunidades especializadas dos produtores.
Os mercados do conhecimento do modo 1 seriam assim formados pelas próprias comunidades produtoras (pesquisadores, docentes, alunos, profissionais) e estariam sujeitos à critérios de valor que se constituem nessas redes de intercâmbio
74

-

-

-

-

-

-

�simbólico (hierarquias acadêmicas, ordens de mérito estabelecidos conforme Sociedades Científicas), e só a posteriore são consideradas sua veiculação e apropriação
em outros domínios (as atividades práticas, as patentes, as "joint ventures", o pagamento de royalties, a obtenção de fundos e fmanciamento). A visibilidade e distribuição dos produtos deste conhecimento é realizado através de periódicos, conferências, as redes de relações entre os pesquisadores, assim como por Sociedades Científicas geralmente disciplinares e temáticas.
O controle de qualidade, como "vigilância epistemológica", é exercido pelos
pares, e não prevê alguma forma de julgamento social relevante ("accountability").
A universidade dita os canon do conhecimento e organiza o conhecimento conforme
essas estruturas canônicas.
Essa orientação à "formação" cultural , confronta-se hoje com as ofertas e
demandas do modo 2 do conhecimento . Trata-se de um conhecimento corporativo,
recqrtado e construído em tomo da busca de produtividade e de lucro das organizações em sua maioria orientadas aos mercados. O modo 2 de produção de conhecimento, teria como finalidade a eficácia e a obtenção de lucro ou vantagens competitivas, e estaria sendo construído fora das universidades, tal como aquele produzido
nos departamentos de pesquisa e desenvolvimento das grandes empresas, e seria
muito mais flexível para adaptar-se às mudanças do meio ambiente e às novas tecnologias de informação.
Nossas unidades de informação e de metainfonnação seguem os critérios de
seleção e organização dos conhecimentos no modelo epistemológico e organizacional da Universidade Clássica - ou do modo 1 do conhecimento. Não se trataria, porém, de uma substituição. O conhecimento do modo 2 depende todavia do modo 1
no que diz respeito aos recursos humanos, programas de pesquisa, redes de especialistas e paradigmas organizados de saberes. O futuro da universidade depende, de
novo, de sua potência de aprendizagem.

75

�As estratégias de virtualização teriam que propor além de uma maior interatividade entre áreas do conhecimento e subdivisões da organização universitária,
(vinculação epistemológica, intra-organizacional e das universidades entre si), novas
fonnas de vitalizar os vínculos sociais da universidade. Novamente, uma questão
mais decisional e valorativa do que infra-estrutural e tecnológica. É ao serviço da
conectividade epistemológica e social que as tecnologias digitais e interativas defInirão seu desempenho.

Quadro 5

o PANORAMA ATUAL
ARCABOUÇO INSTITUCIONAL
(Produtores Atuàs e Potenciais de Meta-Conhecimento)

I
CAPES

1
Pós -Graduação em
Ciêrcia da Irtormação
PUcx:AMAU!.tzsIo Im allllOlI&gt;clcnonm.
CI!I"da da hilmIor:;!&gt;
UF_.h!IIoemCIL!hcIIIda hilmId&gt;
URlClIJI6oOrllfuoc;§o em ClIfId"da

1

IBICT

I
pós· GradJação em
Comuricação

UFRl'CllII-IElci;~~~ ... CI!Id!I

PUCRIoU!.h!IIoem Con.-1ao;!1oSOC2ll
PUC8P1""a"",ade EsUlo&lt; d. PllO~emC&lt;m""'~e Somolc:zo
UFEllVI'\'&lt;II""""'" JOe.o&lt;l""~.m
Com.rIc:zo;6c&gt;
UFFm",tIlfO"" C~.tn!ll.m"

Un8'Po.~.mCl!hdlldlll"lOrnl~

UFR:lS"I&lt;lIJ"""d. pceoOllduoc;§o"m

d,,-.d&gt;

USFI'Pce~.mCl!hdlld"l"IOrnI..;:t&gt;

Sociedades Científicas
e Profissionais

~

COOU1~.~
UFIUII'llOoOIIduoc;§o"m c~

UM BlFlftOIJzm"de PllOoOIIduoc;§o.m
C~a:&gt;doI

URlOMo./ZI!oom Can.-1~
Un _.tzI!o.m C&lt;lITU1&lt;Z1&lt;;15o
UllCA.MFlPI&lt;IIRIIIII de POo-~om
WI ... "",
Ulla lOS.ouoode __ ~.m
C~daCOOU1~MO.tzsIo.m

Sorrl61as
UBFIC...,.,.., ~""~lmCl!tt:IIIsd"
C om.rICZSI;I5&lt;&gt;
~B.abr:It&lt;ll~

A Biblioteca Universitária Virtual, seria aquela que abre as redes de infonnações e meta-infonnações para permitir um novo Mapa do Conhecimento e do Metaconhecimento - aquele que permite reunir sem dissociar diferentes modos de gerar
conhecimento, favorecendo a dupla vinculação do saber, a epistemológica entre tipos e níveis de saber, e a social, entre diferentes setores sociais. Deverá ser um mapa
76

�que sustente uma nova Política do Conhecimento, numa refonnulação da relação
entre o 'poder conhecer' de nossas histórias, nossas competências e nossos recursos,
e o ' querer conhecer' dos atores sociais, comprometidos com a universidade - uma
rede de virtualização em que possam ser problematizadas e renovadas todas as redes
sociais da atividade econômica, estatal e comunitária.

77

�8. BIBLIOGRAFIA

01 BmLIOGRAFIA BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO (BBDOC) 18/11/ 1960. Rio de Janeiro: IBBD, v. 1, p. 1-237, 1960.
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04 HAZEN, D. C. ColIection Development Policies in the Information Age. College
&amp; Research Libraries , v. 56, n. 1, p. 29-31 , 1995.
05 HEARTSILL, Young. The ALA glossary of library and information science.
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10 ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos
Livros, 1994

78

�</text>
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                <text>Estudo sobre a trajetória organizacional e tecnológica da informação referencial, como mapeamento e operacionalização da metainformação, através de sua passagem da forma de bibliografias impressas para Bases de Dados digitais, e sua posterior migração para o meio interativo das Redes de Comunicação Remota. Analisa informações referenciais no domínio dos estudos em Ciência da Informação entre 1996 e 1998.</text>
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                    <text>A (RE)VISÃO DO NOVO MUNDO: AS REVISTAS CIENTÍFICAS DE
PAÍSES PERIFÉRICOS FRENTE AO IMPACTO DAS BIBLIOTECAS
VIRTUAIS
MARIA ALICE REBELLO NASCIMENTO *
bibifch@turing.unicamp.br

RESUMO
A partir dos novos pamdigmas da ciência: a teoria de Robert Merton (sociólogo da
ciência), o trabalho de Price (pai da cientometria e da biblioteconomia) e Eugene
Garfield (criador do ISI), o texto analisa o papel dos artigos e das revistas
científicas, enquanto mecanismo de comunicação e divulgação da ciência de países
periféricos frente à emergência das bases de dados bibliográficos em meios
eletrônicos e das bibliotecas virtuais. Bibliotecários e cientistas precisam repensar o
sistema de comunicação formal na ciência praticada nos países periféricos (revistas
científicas) e de seus canais de comunicação (índices de citações) que funcionam
como sistema de avaliação de desempenho da ciência. Propõe-se a inclusão da
biblioteca universitária, não só como repositária da literatura científica (sistema de
comunicação formal) como participante na construção de bases de dados
bibliográficos em meios eletrônicos, locais e regionais.

Palavras-chave: Índices de Citações. Bases de Dados Bibliográficos em Meios
Eletrônicos. Bibliotecas Virtuais. Revistas Científicas. Países Periféricos.

1. INTRODUÇÃO

Comunicação científica é um indicador de desempenho da ciência. Não é produção
científica porque nem tudo que se pesquisa e se produz na ciência é comunicado ou
divulgado.

39

�Diretora Técnica da Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da
Unicamp
Não é, única e exclusivamente, análise de coleção, embora ajude a compor as
coleções de bibliotecas que lidam com a pesquisa. A integração das bibliotecas
brasileiras ao mundo virtual já é enfaticamente explorado:o acesso "on line", a
transferência de arquivos, a migração de dados, a compactação de arquivos, a cópia
de textos completos têm sido o enfoque das bibliotecas, com o objetivo de oferecer
novos serviços e produtos aos usuários.
Numa época em que a alta tecnologia de informática e as telecomunicações
convergem para promover uma aura eletrônica em tomo da biblioteca virtual , há
que se pensar quem são os responsáveis pela geração dos índices de citações
bibliográficas e quais são as bibliotecas responsáveis pelo armazenamento dos
acervos essenciais às atividades de ensino e pesquisa desenvolvidos nas
universidades. Também, há que se refletir quem armazena as revistas produzidas em
países subdesenvolvidos. Explico, em decorrência do advento da informática e o
avanço das telecomunicações, se intensifica o uso dos índices de citações em meios
eletrônicos para efetuar um levantamento bibliográfico, sobre determinado tema e,
se agudizam as diferenças de utilização dos artigos contidos nos "index" e
"abstracts ", aumentando o fosso já existente entre os periódicos consagrados
internacionalmente e os periódicos produzidos em países periféricos. É neste
intervalo que residem os índices de produtividade da ciência dos países avançados e
periféricos e onde se localiza o papel do bibliotecário como profissional da
informação.
Na grande viagem histórica, através de um recorte original - a ciência, o
desenvolvimento científico, vindo da Antigüidade e chegando aos dias atuais, não é
negado, mas trata-se de um conhecimento que contém uma criatividade científica,
mesclada por curtos períodos de florescência e longas fases de estagnação e, mesmo
declínio, atribuídos aos rudimentares mecanismos de transmissão e difusão desse
40

�conhecimento, disponíveis apenas em tratados tecnológicos, religiosos e filosóficos
e endereçados ao mundo instruído em geral. Conforme relata Ben-David "até o
século XVII não ocorre acúmulo rápido de conhecimento, nem tampouco, houve a
assimilação desse conhecimento surgido na Europa Ocidental, pelo resto do
mundo". (Ben-David, p.35)
A institucionalização da ciência só vai ocorrer após a metade do século XVII
na Europa, sob a liderança da Inglaterra, em vista da aceitação e da valorização da
atividade científica como uma importante função social reconhecida pela sociedade
e, consequentemente pela possibilidade de estabelecimento de regras e normas
próprias, independentes e autônomas que passaram a regular a conduta dos
cientistas. Nos séculos XVII e XVIII elaboram-se os principais estágios de
desenvolvimento de organização do trabalho científico e estabelecem-se novas
instituições educacionais e científicas. As universidades científicas, os institutos e os
laboratórios de pesquisa, bem como as carreiras regulares para cientistas,
determinam o aparecimento da ciência organizada.
O século XIX, pela primeira vez, assiste a eficiência das universidades e de
centros

de

pesqUIsa,

se

transformando

em

fatores

preponderantes

no

desenvolvimento da ciência, além do interesse natural, espontâneo e do apoio
popular à ciência, mas ao mesmo tempo, independentes desses últimos. É nessa
época que a pesquisa científica se presta a demonstrar os resultados de seus estudos,
não somente à sociedade mas, principalmente a seus pares.
Na

sociedade pós-moderna

as

publicações

periódicas

continuam

a

desempenhar papel primordial na comunicação e divulgação dos resultados de
pesquisa. Entretanto, os índices de citações, a partir do elenco de artigos e da
indexação do periódicos científicos em meios eletrônicos, agregam dois novos
valores que são os indicadores de produção em C&amp;T e a disponibilização através das
bibliotecas virtuais.

41

�2. O PAPEL DOS ARTIGOS CIENTÍFICOS

As formas de divulgação dos resultados científicos - o contato verbal direto,
pessoal ou através de eventos e a comunicação por cartas, ou mesmo, os
pergaminhos, os manuscritos e os livros eram as únicas formas empregadas até o
final do século XVII. Durante o século XVIII, a ênfase para comunicação dos
resultados de pesquisa repousa nos tratados e no século XIX são os manuais que
lideram a forma de apresentação desses resultados.
N esse ínterim, por volta de 1665, surge outro meio de comunicação - a
divulgação através de artigos científicos, em publicações periódicas. O aparecimento
de revistas, tais como "Philosophical Transactions" da Sociedade Real da Inglaterra
e, alguns meses mais tarde, do "Journal des Scavanes", da Academia de Ciência de
Paris, passam a representar um novo marco na apresentação dos resultados de
pesquisa. Entretanto, é no século XIX que as revistas científicas tomam impulso,
mesmo porque, além de instituir a comunicação aos seus pares, simbolizam o
momento de vulgarização e popularização da ciência e do novo conhecimento, uma
vez que o prestígio de Ciência e Tecnologia residia nos resultados concretos da
ciência - estradas de ferro, iluminação etc., o que significava símbolo de poder e de
nqueza.
Os manuais científicos, populares no começo do século XIX, servem por
algum tempo, para defInir implicitamente os problemas e os métodos legítimos de
um campo de pesquisa para as gerações posteriores de praticantes da ciência. Os
cientistas não têm necessidade de reconstrução de seu campo de estudo, desde os
primeiros princípios e justifIcando o uso de cada conceito introduzido. Se é verdade
que os manuais são veículos pedagógicos destinados a perpetuar a ciência normal,
devem ser parcial ou totalmente revisados toda vez que a linguagem, a estrutura dos
problemas ou as normas da ciência normal se modificam. Após cada revolução
científica são reescritos e dissimulam inevitavelmente não só o papel desempenhado
mas, principalmente a própria existência das revoluções que produziram o novo
42

�manual. Na visão de Kuhn, "os manUaIS científicos referem-se a um corpo já
articulado de problemas, dados e teorias e muito freqüentemente ao conjunto
particular de paradigmas aceitos pela comunidade científica na época em que esses
textos foram escritos. Os próprios manuais pretendem comunicar o vocabulário e a
sintaxe de uma linguagem científica contemporânea". (KUHN, 1978, p.174.)
Deste modo, os manuais começam truncando a compreensão do cientista a
respeito da história de sua própria disciplina e em seguida fornecem um substituto
para aquilo que eliminaram. É característica dos manuais científicos conterem
apenas um pouco de história, descrito num capítulo introdutório, ou maIS
freqüentemente, em referências dispersas aos grandes heróis de uma época anterior.
Essas referências fornecem aos estudantes e aos profissionais a sensação de
participação de uma longa tradição histórica. Contudo, a tradição derivada dos
manuais, da qual os cientistas sentem-se participantes, jamais existiu. Por razões ao
mesmo tempo óbvias e muito funcionais, os manuais científicos referem-se somente
aquelas partes do trabalho de antigos cientistas que podem facilmente ser
consideradas como contribuições ao enunciado e à solução dos problemas
apresentados pelo paradigma dos manuais. É óbvio que os manuais são produzidos a
partir dos resultados de uma revolução científica, ou seja, a partir de uma mudança
de paradigma e que serve de base para uma nova tradição de ciência normal,
destinando-se muito mais às atividades de ensino, do que de pesquisa.
Menções à parte, os livros sempre ocuparam um espaço nobre como elemento
de comunicação, mas atualmente, em máxima medida., são úteis aos pesquisadores
quando o objeto de pesquisa busca o resgate histórico e retrospectivo. Roche afirma
que "a atualidade, com exceção possivelmente das ciências sociais, quando os livros
chegam a ser publicados já estão completamente obsoletos". (RaCHE, p.5)

o

artigo de revista científica, enquanto instrumento de comunicação da

ciência, se consolidou ao longo dos últimos séculos, uma vez que este tipo de
publicação é um instrumento que, ao mesmo tempo que garante a permanência dos
resultados de pesquisa, traz em seu bojo a garantia do conhecimento corrente.
43

�Atualmente, no século XX, a revista continua sendo uma forma de comunicação
empregada pelos cientistas, apesar do funcionamento de recursos complementares e
ágeis, tais como: a comunicação verbal, os colégios invisíveis, os correios
eletrônicos, as redes de comunicação e a Internet representarem a oportunidade de
estabelecimento de discussões, mas que são triviais e transitórias.

3. OS NOVOS PARADIGMAS DA CIÊNCIA

N este século, o mapeamento das idéias dominantes, no tocante as revistas
científicas, sugere dois blocos principais. De um lado, os conceitos teóricos de
Robert Merton e, de outro, o surgimento da "big-science", descrito por Price, como
o crescimento exponencial da ciência e a perda de controle da produção científica. É
importante frisar que estas duas variáveis compõem um quadro favorável à criação
do ISI - Institute for Scientific Information, por Eugene Garfield, como instrumento
de organização e disponibilização dos artigos e revistas científicas. Os sociólogos da
ciência, já dispondo dos trabalhos qualitativos de Merton, que exigiam investigação
empírica se apropriam das técnicas quantitativas oferecidas por John Derek de Solla
Price

e

Eugene

Garfield,

provocando

o

advento

de

estudos,

tratados

quantitativamente e baseados na estratificação social e no sistema de recompensa da
ciência.
Estes novos paradigmas, produzidos pela ciência, anunCIam o controle da
produção científica e desencadeiam o advento da cientometria. A combinação entre
a obrigatoriedade de publicação do cientista e a explosão de publicações periódicas
científicas, num mundo que se globaliza, deixa evidente que só uma minoria do
mundo científico consegue integrar a chamada ciência mundial. Para tanto, há que se
entender os meandros da ciência e Merton, representante da sociologia da ciência,
nos fornece os elementos fundamentais para demonstrar como funciona a ciência e
os meCanIsmos que a regem.

44

�3.1. A TEORIA MERTONIANA

Robert Merton, o estudioso da sociologia da ciência, se debruça sobre o
estudo da instituição social "ciência" e analisa a inserção da ciência na sociedade, o
que o leva a elaborar todo um referencial teórico explicitado na questão do
aparecimento da relação entre pares, estudos de citações, premiações científicas,
entre outras. Merton reconhece que "o funcionamento do sistema de recompensa da
ciência, concebido como um sistema de comunicação permite revelar um novo
conjunto de influências". (MERTON, 1977, p. 564)
A primeira norma sistemática de conduta da comunidade científica está
retratada na obra de Merton "Science and Social Order", escrita em 1938. Em 1942,
Robert Merton descreve a estrutura normativa da ciência, com a formulação geral de
normas, ideais e mesmo, as de orientação aos cientistas em suas relações mútuas.
Essas normas fazem parte dos padrões de comportamento dos cientistas, na obtenção
dos objetivos da ciência. As normas reguladoras da ciência e que regem os cientistas
dependem de quatro imperativos básicos: universalismo, comunalismo, desinteresse,
e ceticismo organizado.
No universalismo a ciência deve ser submetida a critérios impessoais préestabelecidos, em consonância com a observação e o conhecimento anteriormente
confIrmado. A objetividade exclui o particularismo. Também, o acesso à ciência é
universal,

independente

dos

atributos

de

quem

o

produziu,

garantindo

impessoalidade. Porém, na prática, nem sempre acontece o universalismo devido ao
nacionalismo e, simultaneamente ao caráter hegemônico da ciência desenvolvida
nos países centrais e o descrédito da pesquisa em países periféricos.
O comunismo, posteriormente rebatizado por Bemard Barber como
comunalismo, destaca que os direitos do cientista à sua propriedade inteclectual
estão limitados ao reconhecimento e a estima. A concepção institucional da ciência,
como parte do domínio público, está vinculada ao imperativo da comunicação dos
resultados de pesquisa. O segredo, estratégia tão empregada entre os pesquisadores,
45

�é considerado a antítese da norma mertoniana e a comunicação plena e aberta é seu
real complemento.
No desinteresse, a questão é regida pelos interesses e comprOIlllSSOS dos
grupos de pesquisa e do Estado, onde a escolha acontece em função da ciência. Ao
cientista se atribui a paixão ao conhecimento, a curiosidade e a preocupação com o
bem estar da humanidade, o que tampouco, significa simplesmente o desinteresse
baseado no altruísmo.
Por último, o ceticismo organizado é um mandato metodológico e
institucional. O avaliador é a própria comunidade científica, onde todos os
elementos são passíveis de questionamento e a metodologia deve explicar os
procedimentos, de forma coerente com o paradigma vigente da ciência, com vistas a
garantir a reaplicação dos estudos.
Por conta da vigência dessas normas emerge o sistema institucional de
recompensa da ciência. O enfoque teórico adotado por Merton, revela a variedade de
situações patogênicas que aparecem dentro da comunidade científica e que abordam
importantes questões: a conseqüencia das desigualdades na produtividade dos
cientistas; o graú de equidade do sistema de recompensa que garanta o
reconhecimento profissional e até mitos relacionados ao exercício da ciência. É o
caso dos descobrimentos múltiplos, onde estão habilitados, em sua grande maioria,
os cientistas que trabalham na fronteira do conhecimento e exploram o estado atual
da ciência. Daí, também, o surgimento do efeito Mateus em que os cientistas
eminentes,

como

os

desproporcionalmente

que
malDr

recebem
se

prêmio

comparados

Nobel,
aos

obtém

cientistas

um

crédito

relativamente

desconhecidos, em pesquisas similares. Segundo Merton, "um estudo dessa análise
demonstrou que os artigos de laureados, como o prêmio Nobel, foram citados 30
vezes mais, do que nos cinco anos anteriores ao anúncio de sua premiação,"
(MERTON, 1977, p.569)
Esse mito, muito difundido e de fundamental interesse para a temática
abordada neste trabalho, diz respeito à competência de cientistas por prioridade, ou
46

�seja, os mais ativos, mais produtivos e mais citados, com influência no trabalho de
outros pesquisadores. É algo novo, que em toda sua extensão resulta do grande
aumento das dimensões, da opulência e da proeminência da ciência na ótica
moderna e da impossibilidade de elaboração exaustiva do conhecimento, em uma
única lista.
Em síntese, os imperativos científicos propostos por Merton: universalismo,
comunalismo, desinteresse e ceticismo organizado, entre outras implicações,
acabaram por estabelecer a premiação e a publicação como sistema de recompensa
da ciência. Assim, os conceitos teóricos de Merton levam a muitos estudos
empíricos que permitiram a emergência de medidas quantitativas, com a perda de
controle da comunidade científica.

3.2 A TEORIA DE PRICE E O ADVENTO DA CIENTOMETRIA

John Derek de Solla Price, um dos seguidores de Merton e historiador da
ciência da Universidade de Yale, desde 1951 se ocupou em trabalhar com a
quantificação de amplos parâmetros da ciência mundial. As taxas de crescimento da
ciência, desde 1600, no que diz respeito a um elenco de variáveis - número de
cientistas, descobrimentos científicos, novos periódicos, número de publicações
totais anuais, criação de sociedades de pesquisa - se expandem assustadoramente,
em decorrência dos altos investimentos em pesquisa militar. Para exemplificar, Price
nos esclarece que "desde o aparecimento da primeira revista científica até 1960, já
havia sido publicado mais de 10 milhões de artigos científicos, com um crescimento
a uma taxa de 6% ao ano, o que equivale anualmente a 600 mil novos artigos."
(pRICE, p.8)
A obra de Price, pOIS, estabelece algumas leis: lei do crescimento
exponencial, isto é expansão do número de cientistas, de publicações e de recursos
alocados. Também, a lei da saturação - redução de recursos financeiros e do
emprego dos recursos humanos - tem servido, principalmente, para estabelecer
47

�parâmetros materiais da comunidade científica. A partir desses estudos empíricos, há
razões para supor que o efeito Mateus aumenta, em freqüência, de acordo com o
aumento exponencial da ciência.
Assim, Merton já percebia que o funcionamento do sistema de recompensa da
ciência, concebidos como um sistema de comunicação permite revelar um novo
conjunto de inferências." (MERTON, 1977, p.564) Ademais, como observado por
Price e citado por Merton , o efeito Mateus ocasiona nos sistemas de recompensa e
da comunicação da ciência, vantagens cumulativas que operam em muitos sistemas
de estratificação social para produzir sempre o mesmo resultado : "o rico fica mais
rico, a um ritmo que faz o pobre tomar-se cada vez mais pobre." (MERTON, 1977,
p.576).
Com a curva logística de Price - crescimento exponencial e de saturação da
ciência, o pai da cientometria e da biblioteconomia demonstra que todas as medidas
grosseiras, de qualquer forma que se chegue a elas, mostram uma aproximação
inicial. A ciência aumenta exponencialmente, a um índice composto de 07 por 100
anualmente, duplicando suas dimensões a cada 10-15 anos, crescendo também, em
um fator de 10 a cada meio século e aproximadamente em um fator de 1.000.000,
nos 300 anos que nos separa da invenção, no século XVII, do artigo científico.
Se por um lado, os estudos teóricos de Merton demonstram os ideais e as
normas de orientação dos cientistas que incluem o sistema de recompensa, através
da premiação e da publicação dos resultados de pesquisa. Por outro lado, os estudo
empíricos de Price decorrentes da "big sicence" , explicitam que o volume de
publicações científicas dificulta, cada vez mais, o acompanhamento da produção
científica e tecnológica devido ao dilúvio de resultados de pesquisa e de produção
científica publicadas no campo de trabalho de cada pesquisador. Resta ao cientista a
tarefa, cada vez mais crescente, de identificar entre a vasta produção, os trabalhos
significativos publicados em sua área de atuação. Nada mais oportuno do que
desenvolver um sistema de coleta, organização e controle dessa produção científica,
traduzido em índices de citações, em âmbito internacional.
48

�3.3 EUGENE GARFIELD E A CRIAçÃO DO ISI

Entre os herdeiros de Merton, encontram-se Eugene Garfield que cria, na
década de 1960, o Institute for Scientific Information (ISI), em Filadélpia, com o
objetivo de compilar, organizar e localizar a informação, vendendo a idéia de manter
o pesquisador atualizado na fronteira do conhecimento. Price, em 1963, um dos
pioneiros a explorar a potencialidae da base de dados - Science Citation Index, do
Institute for Scientific Information, trabalha os seus dados de registro, observando
que o estudo de citações bibliográficas, através da quantidade (número de citações) e
o impacto do trabalho do pesquisador, passaram a funcionar como mecanismo de
reconhecimento do pesquisador.
Desta ótica, o Science Citation Index, o Current Contents e outros índices de
citações funcionam como indicadores quantitativos de produção científica e
permitem comprovar o reconhecimento científico internacionalmente, através da
indexação do artigo, da análise de citação e do fator de impacto. O cientista obtém o
seu reconhecimento através da indexação de seus artigos e da análise de citação
bibliográfica, que se traduz em número de vezes que o pesquisador foi citado. Por
sua vez, o fator de impacto significa a medida de frequência do título de cada revista
citada no Science Citation Index, por um dado período, como um dos parâmetros
para identificação da qualidade de uma publicação periódica. O resultado é a
classificação dos títulos de revistas, de acordo com o volume médio de citações
obtidas por seus artigos. Essa série de inovações no campo bibliográfico, criados por
Garfield, objetivava facilitar de forma imparcial e totalmente técnica os resultados
de pesquisas científicas disponíveis nos periódicos.
Vale salientar que o Science Citation Index e o Current Contents, publicados
pelo ISI, se tomaram instrumentos reificados que adquiriram vida própria, para
então se transformarem na essência. Os artigos e as revistas indexadas não são tão
somente listas bibliográficas, encaradas como uma mera ferramenta de trabalho. Na
verdade, esses novos métodos foram absorvidos indistintamente, sem consciência do
49

�nível da tradição mertoniana e, muito pior, esses indicadores, como um sistema com
caráter de autonomia, passaram a refletir-se nas comparações quantitativas entre as
áreas do conhecimento, entre as regiões e entre países centrais e periféricos, onde os
estudos quantitativos da ciência passam a ser efetuados sem a inferência e
participação dos cientistas .
O ISI parte da premissa que se no mundo existem aproximadamente 50 mil
revistas, das quais ele considera que mais de 90% dessas publicações são de menor
importância, o refinamento deste dado permite inferir que realmente são muito
"importantes" 500 a 1000 revistas. Em vista disso, as bases bibliográficas do ISI
acumulam 4000 a 5000 títulos de revistas. Anualmente, o ISI efetiva um processo de
renovação das revistas de seus registros, considerando aspectos como: fator de
impacto das publicações, considerações quanto ao espaço ocupado, recomendações
de especialistas e tempo consumido de cada revista resenhada. Além disso, o
ingresso de novos títulos de periódicos obedecem a um elenco de tantos outros
parâmetros e padrões. A existência do ISI e de suas bases de dados levaram a uma
super valorização da chamada ciência mundial, mais visível, mais citada e mais
disponível, o que não impede que os países periféricos façam um esforço de
repensar caminhos de inserção nesta conjuntura.

4. AS CARACTERÍSTICAS DA CIÊNCIA NA PERIFERIA

Como todas as coisas, a ciência não é distribuída igualitariamente entre as
áreas do conhecimento, as regiões ou entre os diferentes países. De fato, a
distribuição da ciência é extremamente heterogênea, estratificada e elitista,
privilegiando sempre e, cada vez mais algumas áreas do conhecimento, algumas
regiões e países. Essas desigualdades não estão restritas aos dados de entrada da
ciência: alocação de recursos financeiros, investimento em P&amp;D, número e tamanho
dos laboratórios, número de pesquisadores, cientistas e técnicos, disponibilidade de
equipamentos e instrumentos mas, principalmente a resultados de pesqwsa
50

�científica: apresentação de comunicações, publicação de artigos científicos etc., o
que implica que o reconhecimento da ciência, no âmbito internacional, passa pelo
número de publicações e de citações. Assim, o paradigma vigente, ainda, é o da
quantificação.
Em vista desse fato fica evidente que só uma minoria do mundo científico
está inserida na geração de um novo conhecimento científico, ou seja, na chamada
ciência mundial, o que provoca o confinamento dos resultados de pesquisa aos
países periféricos. A baixa, ou quase nula, representatividade de revistas de países
periféricos, nos parâmetros instaurados por Garfield, dependem de uma série de
fatores

complexos,

interdisciplinaridade,

como:
falta

idioma,
de

pertinência

implementação

dos
dos

temas,
colégios

busca

de

invisíveis,

desconsideração pelas bibliografias, conselho editorial etc. É certo que os países da
periferia empreendem um esforço muito significativo de desenvolvimento de sua
capacidade científica e tecnológica mas, freqüentemente, além de seu isolamento, é
fortemente afetado por fatores estruturais e conjunturais que perpassam a economia,
o sistema educacional e a sociedade, fatores esses preponderantes para a perspectiva
científica.
Ao assumir que a ciência, nos países periféricos têm características diferentes
dos países centrais, pode-se inferir que a comunidade científica trabalha, na maioria
das vezes, em condições adversas, o que gera frustrações, insatisfações e contribuem
para a diminuição da produtividade. É precária a infra-estrutura institucional dos
centros de pesquisa, das universidades, das associações e sociedades profissionais,
aparentemente semelhantes aos países avançados mas, freqüentemente muito mais
frágeis, por apresentarem desde a descontinuidade de recursos financeiros até a alta
rotatividade dos cientistas de maior qualificação, dificultando a manutenção de um
padrão de excelência próximo ao dos países avançados. Vessuri, ao analisar uma
revista científica venezuelana, diz que "em realidade muitos dos cientistas
venezuelanos mais qualificados só publicam no exterior, o que fortalece sua
reputação internacional individual, o que debilita as revistas científicas nacionais
51

�que podiam pennitir visualizar com malDr nitidez a existência do aporte
venezuelano na ciência mundial". (VESSURl, 1987, p.126)
A gestão de publicações periódicas em países em desenvolvimento é muito
complicada e complexa, porque se enfrentam muitas dificuldades para manter uma
revista especializada, com temas coerentes na defInição prévia de linhas de
pensamento e de pesquisa. Sempre é necessário incorporar uma miscelânea de
comunicações e artigos que, de certa fonna, tomam a revista generalista. É comum
cada centro, departamento ou instituto decidir pela organização de uma publicação
científica, com privilégio para os trabalhos da "casa", o que impede a
interdisciplinaridade, quando na verdade a revista é um instrumento que promove o
coletivo dos cientistas e precisa trabalhar com o cosmopolitismo, rechaçando o
cenário provinciano e atrasado. Arunachalam avalia que a "ciência periférica
raramente mostra sinais de interdisciplinaridade, bem como de intemacionalismo:
uma grande parte de citações para revistas de países periféricos serão de cientistas
dos mesmos países e pesquisadores do mesmo campo". (ARUNACHALAM, 1989,
p.395)
Ao constatar que a ciência da periferia, freqüentemente, sofre de isolamento e
de contato adequado com a ciência mundial, observa-se que, de fato, raramente a
comunidade científIca dos países periféricos têm a oportunidade de trabalhar em
áreas emergentes e fronteiriças do conhecimento. Adicione-se a esse elemento o fato
das citações bibliográficas contidas em boa parte das publicações produzidas nos
países periféricos serem relativamente antigas. Ao mesmo tempo, a bibliografIa é
um claro indicador de relevância, dada a rápida obsolescência de uma comunicação
em C&amp;T. Vessuri ao trabalhar com a questão da bibliometria latino-americana
observa uma quase total despreocupação com as referências bibliográficas. Ela
relata já "ter tido oportunidade de constatar que alguns artigos latino-americanos
ignoram total ou parcialmente as publicações sobre esse tema, não só de outros
países latino-americanos, mas sim do próprio país". (VESSURl, 1985, p.39)

52

�Ademais, o acesso inadequado à informação relevante, talvez, seja
ocasionada pela pobreza nas facilidades de telecomunicações. O avanço nas áreas de
telecomunicações e de microeletrônica fornecem aos países periféricos a falsa ilusão
de que o acesso à informação e aos canais de comunicações estão completamente
disponibilizados para produzir um grande salto qualitativo. É certo que as
facilidades aumentaram exponencialmente, mas essas novas condições não têm
garantido a agilidade suficiente para chegar ao fIm do isolamento científIco.
Arunachalam é enfático na sua análise: " o isolamento da Índia é só com respeito a
suas habilidades para contribuir para o crescimento do conhecimento de outras
partes,

e

não

para

receber

e

assimilar

conhecimento

no

exterior" .

(ARUNACHALAM, 1981, p.21)
Em vista do exposto, os países periféricos, apesar da hegemonia dos
indicadores quantitativos de avaliação de revistas consagradas internacionalmente,
buscam caminhos para sua inserção na ciência mundial. Dentre a variedade de
exigências, o comitê editorial de uma revista deve ter um perfIl de excelência, tais
como: o gabarito do corpo de editores, a seriedade e a imparcialidade dos processos
de seleção para publicação, o relacionamento de editores com autores nacionais e
estrangeiros, a inclusão de membros de abrangência internacional, a adoção de
padrões internacionais de produção e circulação e as estratégias de marketing devem
ser a tônica desses "empresários". A esses requisitos fundamentais para garantir
espaço e visibilidade nos meios de comunicação, mesmo que científicos, outras
questões não podem ser desprezadas. Há que se pensar na regularidade da
publicação, porque a baixa periodicidade interfere diretamente nos índices
quantitativos de fator de impacto, além da inconstância na publicação da revista
conferir um estatuto questionável; há que se preocupar com as barreiras lingüísticas
e os aspectos decorrentes da língua e, por último são passíveis de análise e
considerações o respeito aos padrões internacionais que incluem o ISSN
(Intemational Standard Serial Numbers), os resumos, as citações bibliográficas etc.

53

�Em síntese, o padrão de qualidade de uma publicação periódica científica
depende, em máxima medida, do conselho editorial e de quem publica o artigo . Ao
pesquisador de periferia não basta comunicar. Visibilidade, impacto, prestígio,
língua hegemônica, prestígio e reconhecimento são as palavras chave para uma
eficaz comunicação científica.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Todo esse quadro conjuntural, gestado e processado nas últimas décadas, se
agrava com o advento e os avanços da biblioteca virtual. Os índices de citações,
anteriormente publicados em papel e, agora produzidos em meios magnéticos (CDRom ou via Internet) se reciclam e agregam novos valores. A transação de
levantamento bibliográfico, através de correto que só uma pequena minoria do
mundo científico está inserida na chamada ciência mundial e consequentemente é
detentora do privilégio de comunicação em revistas reconhecidas mundialmente, e,
em sua maioria publicadas pelos países centrais. Se é correto reafirmar que existe
uma baixa representatividade de produção científica dos países periféricos nos
índices de citações consagrados, como é o caso das bases de dados bibliográficas
eletrônicas produzidas pelo Institute for Scientific Information. É pertinente,
também, reafirmar que os países da periferia empreendem um esforço muito
significativo de desenvolvimento de sua capacidade de C&amp;T, mas de pequena e
limitada penetração nos meios científicos mundiais. A exclusão da produção
científica de países periféricos nos índices internacionais e a inexistência de sistemas
de indexação no país, e mesmo na América Latina, em certa medida, impedem o
conhecimento sobre a reflexão local e da região.
Por último, vale assinalar que o que está ocorrendo, especialmente, nos países
centrais é o estabelecimento de um sistema altamente centralizado de seleção da
produção científica que tende a interferir com os resultados avaliatórios e decisórios,
no âmbito da ciência mundial. Não é fantasiosa a idéia de que essa seleção possa vir
54

�a se constituir em um instrumento poderoso de controle dos países centrais e, assim
de distribuição de informações que podem ou não ser censuradas. Este é o possível
percurso da biblioteca virtual, para tanto, a periferia precisa encontrar caminhos e
alternativas. Num trabalho de aliança e interação com o pesquisador, compete ao
bibliotecário, não só caminhar rumo à biblioteca virtual, mas principalmente
estimular, incentivar e colaborar na construção de bases de dados bibliográficos em
meios eletrônicos que privilegiem a indexação de revistas e artigos científicos
produzidos nos países periféricos. Além disso, a biblioteca universitária deve
continuar a se revelar de grande valia no armazenamento e controle da literatura
publicada localmente. Estas transformações de grande vulto e profundidade têm sido
aparentemente esquecidas, havendo uma tendência de preocupações de curto prazo e
relegando a um plano secundário o conteúdo das proposições de desenvolvimento
aparentemente neutras.

55

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

01 BEN-DAVID, Joseph. O papel do cientista na sociedade: um estudo
comparativo. São Paulo: Pioneira; EDUSP, 1974.
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. La revista cientifica periferica: el caso de Acta Cientifica Venezolana.
Interciencia, vo1.12, n03, p.124-134, 1987.

ABSTRACT

Using as reference the new paradigms of science: Robert Merton's theory
(sociologist of science), the discussions of John Derek Solla Price (the introducer of
scientometry and librarianship science) and the work of Eugene Garfield (lS!' s
creator), the text analyses the role of the artic1es and periodicals as a way of
communication and divulgation of the science in the peripheral countries in face of
the emergency of bibliographical databases and virtual libraries. Librarians and
scientists should reconsider about the science formal communication and the way
it' s being practiced in the peripheral countries (periodicals) and it' s communication
channels (citation indexes) that work as an evaluation system of development of
science. The purpose is to inc1ude the universitarian library as a repository of
scientific literature (formal communication system) but fundamentally participating
in the construction oflocal and regional e1etronic bibliographical databases.

Keywords: Citation Index. Eletronic Bibliographic Data Bases. Virtual Libraries.
Scientific Periodicals. Peripheral Countries

57

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A (Re)visão do novo mundo: as revistas científicas de países periféricos frente ao impacto das bibliotecas virtuais.</text>
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                <text>A partir dos novos paradigmas da ciência: a teoria de Robert Merton (sociólogo da ciência), o trabalho de Price (pai da cientometria e da biblioteconomia) e Eugene Garfield (criador do ISI), o texto analisa o papel dos artigos e das revistas científicas, enquanto mecanismo de comunicação e divulgação da ciência de países periféricos, frente à emergência das bases de dados bibliográficos em meios eletrônicos e das bibliotecas virtuais. Bibliotecários e cientistas precisam repensar o sistema de comunicação formal na ciência praticada nos países periféricos (revistas científicas) e de seus canais de comunicação (índice de citações) que funcionam como um sistema de avaliação de desempenho da ciência. Propõe a inclusão da biblioteca universitária, não só como repositória da literatura científica (sistema de comunicação formal) como participante na construição de bases de dados bibliográficos em meio eletrônico, locais e regionais.</text>
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                    <text>A INTEGRAÇÃO DO USUÁRIO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA ÀS
ATIVIDADES DE ENSINO E PESQUISA: O PAPEL DAS
BIBLIOTECAS VIRTUAIS

Deise Tallarico Pupo
Regina Aparecida Blanco Vicentini
Bibliotecárias de Referência da Biblioteca do Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas - UNICAMP - SP
E-mai1: bibfch@turing.unicamp.br

RESUMO
Aborda a questão do usuário portador de deficiência e as barreiras arquitetônicas e
sociais impostas a essa minoria e em especial em bibliotecas universitárias.
Estabelece uma relação com a cidadania, direitos humanos e a legislação pertinente,
que levou a BIBIFCH a tomar a iniciativa de apresentar um projeto a FAPESP:
Integração do pesquisador portador de deficiências às atividades de pesquisa na
BIBIFCH: estação de trabalho adaptada e adequação a NBR 9050 da ABNT.
Considera as bibliotecas virtuais como mais uma oportunidades de integração dos
usuários deficientes fisicos e VisuaIS à Era da Informação devido às novas
tecnologias.
Palavras-chave: Bibliotecas universitarias - Deficiente fisico; Bibliotecas
universitarias -Deficiente visual; Biblioteca adaptada; Bibliotecas universitarias Usuários especiais; Bibliotecas virtuais - Pessoas portadoras de deficiência - PPD

l.APRESENTAÇÃO

o

modelo organizacional das bibliotecas universitárias brasileiras vem se

consolidando ao longo de sua participação em planos e programas nacionais da área,
denotando o fortalecimento dos acervos, capacitação de recursos humanos,
automação dos servIços, ações cooperativas. O enfoque contemporâneo e
irreversível das tecnologias da informação conduzem ao questionamento do modelo
tradicional das bibliotecas universitárias brasileiras, que, embora sólidas como
20

�instituição, defrontam-se com problemas antigos e cotidianos que dificultam seu
salto qualitativo em plena Era da Informação. Considerada insumo essencial para a
pesquisa científica e tecnológica, incluída em planos e ações dos setores de C&amp;T,
constata-se , em contrapartida, a descontinuidade do processo de formulações
políticas de investimento efetivo aos segmentos que lidam com a informação, com
investimentos insuficientes, aliados à dependência tecnológica no que tange a novas
tecnologias. (1). A transição do modelo tradicional para o virtual em um país
periférico, com disparidades sociais, traz em seu bojo a convivência (ainda) com o
passado, demandando uma adequação dos profissionais da informação: catálogos
manuais, relatórios impressos, enciclopédias quilométricas versus fontes de
informação sem propriedade fisica, referenciais de pesquisa acessados a qualquer
momento ou lugar, possibilitando visitas a bibliotecas e museus no mundo todo,
penetrando no "acervo universal da Internet, todo o conjunto de informações do

ciberespaço ". (2) As práticas anteriores devem ser revistas para implementar as
necessárias mudanças, facilitando acessos, localizando documentos, compartilhando
recursos e inovando soluções.
A

BIBIFCH-UNICAMP,

estreitamente

vinculada

às

Humanidades,

preocupou-se com um segmento minoritário e historicamente excluído tanto na
sociedade, como na própria universidade: o deficiente fisico e o visual, cujo
potencial de pesquisa e contribuição ao país pode ser relevante, desde que sejam
oferecidas oportunidades e condições de trabalho condizentes às suas limitações;
nesse sentido, apresentou um projeto de adequação do espaço fisico, mobiliário e
equipamentos à FAPESP, que tem oferecido inestimável apoio às bibliotecas
universitárias paulistas: "Integração do pesquisador portador de deficiência às

atividades de pesquisa na BIBIFCH: estação de trabalho adaptada e adequação à
NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT". (3)
Repensando o compromisso da universidade, na capacitação de pessoal,
implementando pesquisas em ciência e tecnologia, que contribuam efetivamente
para o desenvolvimento nacional; e, considerando o importante papel que exerce a
21

�biblioteca universitária, enquanto agente mediador entre o conhecimento gerado e o
usuário - que a partir da informação obtida poderá gerar um novo conhecimento ou
produto - é imperiosa a reflexão sobre a função social da biblioteca, no sentido de
contribuir ao cumprimento das leis, normas e recomendações pertinentes às pessoas
portadores de deficiência - PPD que anseiam pela oportunidade de pesquisar,
aperfeiçoar e gerar novos conhecimentos.
Tomando por base a Norma Técnica 9050 da ABNT - ''Adequação das

edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente", bem como a própria
natureza institucional do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, no respeito à
cidadania e às recomendações nas questões das minorias, o referido projeto
fundamentou-se inicialmente nas recomendações da Assembléia Geral das Nações
Unidas, que, reunida em 3/12/1982, aprovou o Programa de Ação Mundial para as
Pessoas com Deficiência (resolução 37/52). Trata-se de um importante documento
de referência, dada a abrangência e profundidade com que trata o assunto, tendo
como propósito "promover medidas eficazes para a prevenção da deficiência e para

a reabilitação e a realização dos objetivos de igualdade e de participação plena das
pessoas portadoras de deficiência na vida social e no desenvolvimento". (4)
O Programa de Ação Mundial para as PPD define em seu ítem n° 12:

"igualdade de oportunidades é o processo mediante o qual o sistema geral da
sociedade - o meio físico e cultural, a habitação, o transporte, os serviços sociais e
de saúde, as oportunidades de educação e de trabalho, a vida cultural e social,
inclusive as instalações esportivas e de lazer - torna-se acessível para todos". Mas,
para se alcançar a igualdade e a participação plena, não bastam as medidas de
reabilitação ao PPD, pois "... a vida cotidiana, incluindo a vida familiar,
educação... trabalho, segurança econômica e pessoal, participação em grupos
socias... acesso a instalações públicas, a liberdade de movimentação... ", refletindo
também que "... o princípio de igualdade de direitos entre pessoas com ou sem
deficiência significa que as necessidades de todo indivíduo são de igual importância
e que essas necessidades devem constituir a base do planejamento social e todos os
22

�-,

recursos devem ser empregados de forma a garantir uma oportunidade igual de
participação a cada indivíduo. Todas as políticas referentes à deficiência devem
assegurar o acesso das pessoas deficientes a todos os serviços da comunidade".
(ítem n° 25)
A integração das PPD é preconizada por vários orgamsmos naCIOnaIS e
internacionais e seus direitos , no Brasil, são expressos principalmente através da
Constituição, pela lei federal n° 7.853, de 24/10/1989, que dispõe sobre o apoio às
PPD, sua integração social e sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da
Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), afirmando: "ao poder público e seus

órgãos cabe assegurar às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício de
seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao
lazer, à previdência social, ao amparo à infância e à maternidade, e dos outros que,
decorrentes da Constituição e das leis, propiciem o seu bem estar pessoal, social e
econômico... '~ O artigo n° 277 da Constituição Estadual de São Paulo determina a
competência do poder público em relação às PPD, estabelecendo no ítem 2,
parágrafo único: " ... obrigação de empresas e instituições, que recebam do Estado

recursos financeiros para a realização de programas, projetos e atividades
culturais, educacionais, de lazer e outros afins, de preverem acesso e a participação
de portadores de deficiência."; outras disposições normativas estão contidas no
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA: lei n° 8069, de 3/7/1990), na Lei
Orgânica de Assistência Social (LOAS, LEI N° 8742, de 7/1211003); no Programa
Estadual de Atenção á Pessoa Portadora de Deficiência (decreto n° 33.823, de
211911991), além de várias medidas municipais. (5)
Levando-se em conta essas recomendações, e também as contidas na própria
UNICAMP a respeito das PPD, inclusive as de âmbito estadual, relacionadas na
Constituição Estadual e nas Secretarias de Estado, fundamentou-se um projeto no
sentido de inserir, no contexto da pesquisa, professores, alunos de pós-graduação e
pesquisadores, detentores de deficiências fisicas e visuais, oferecendo-lhes a
oportunidade de estudar, pesquisar, consultar bases e bancos de dados nacionais e
23

�internacionais, integrando-se aos usuários comuns. Vale lembrar que muitos alunos
portadores de deficiência iniciam uma atividade de pesquisa na universidade e são
"barrados "pela inexistência de uma infra-estrutura adequada.
A proposta de eliminar as barreiras arquitetônicas, facilitar acesso e equipar a
biblioteca com tecnologia especializada que possibilite à PPD realizar suas
pesquisas extra-muros idealiza a dupla conquista de acessibilidade: pela remoção
das barreiras arquitetônicas e pela introdução do portador de necessidades especiais
à biblioteca sem paredes, abrindo caminhos para chegar à biblioteca virtual.

2. CARACTERÍSTICAS DAS DEFICIÊNCIAS E SUA RELAÇÃO COM A
IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS - citada em Uma nova
concepção de proteção às pessoas portadoras de deficiência (6), 10% da população

mundial, em época de paz, é portadora de algum tipo de deficiência, aSSlID
distribuída: deficiência mental, 5,0%; fisica, 2,0%; auditiva, 1,5%; visual, 0,5%;
múltiplas, 1,0%.
As deficiências, em seus vários tipos e manifestações, podem ser adquiridas
ou congênitas. No primeiro caso, podem ser provocadas por catástrofes naturais,
acidentes diversos, doenças incapacitantes, moléstias cardiovasculares, violência
urbana, subnutrição, guerras, torturas. As deficiências instaladas no indivíduo
podem ser permanentes ou temporárias; pessoas idosas não devem ser esquecidas
nesse contexto. Adquiridas ou congênitas, as deficiências vêm crescendo e as
organizações relacionadas, governamentais ou ONGs, lutando cada vez mais pela
integração das PPD à sociedade e a tudo o que esteja disponível em prevenção,
reabilitação, formação profissional, lazer e apoio psicológico, entre outros. Concluise, assim, que as áreas de Saúde, Educação, Esporte e Cultura vêm se dedicando,
especializando-se em atividades de inclusão, integração e apoio à pessoa portadora
de necessidades especiais.

24

�o

projeto em questão, enviado à FAPESP, elegeu as deficiências fisica e

visual, visando atender à demanda inicial dos usuários portadores, cujos casos foram
detectados na Universidade conforme tipos e características citados. O mobiliário e
equipamentos solicitados obedeceram às recomendações técnicas e consultou-se
previamente as representações de deficientes fisicos e visuais, que informaram sobre
fornecedores especializados e idôneos, que atendessem às normas técnicas nacionais
e internacionais de acessibilidade, bem como aos princípios ergonômicos, que,
garantindo conforto e segurança, otimizam o tempo de pesquisa.
3. A QUESTÃO DA DEFICIÊNCIA: INTEGRAÇÃO E/OU EXCLUSÃO?
A humanidade chega ao fmal do século XX marcada por fatos históricos
importantes e por transformações sociais, políticas e econômicas de grande
repercussão em todo o planeta. Após as Duas Grande Guerras Mundiais, consolidase a industrialização e revelam-se, na sociedade dos anos sessenta, profundas
mudanças: a luta pela igualdade social, facilitada pelos meios de comunicação,
atingia os quatro cantos do mundo. Impulsos pacifistas irrompiam depois da Guerra
do Vietnã; reações ecologistas ganhavam força tanto quanto as reivindicações de
minorias étnicas e grupos marginais: entre eles, as pessoas portadoras de deficiência
- PPD - que, organizando-se, ensaiavam os primeiros passos em uma batalha justa e
pacífica: a da integração.
Esse processo de integração é abordado por Moussatché (7) que considera as
atitudes primitivas em relação à deficiência, nos séculos XIX e parte do século XX;
poucas referências são contidas na literatura, com relação à Antiguidade, cujas leis
condenavam à morte os deficientes mentais. Na Europa medieval, a atitude
ambivalente ora os considerava como enviados divinos, ora os condenava ao exílio
ou à morte, por terem ''parte com o demônio li. As injustiças sociais começaram a ser
corrigidas após a Revolução Francesa, que exortava o povo a buscar a igualdade,
liberdade e fraternidade, mas a partir da ótica da elite. As classes minoritárias não
eram situadas como cidadãos participantes desse novo enfoque.
25

�A mudança de atitudes frente à pessoa deficiente contou, ao longo do tempo,
com a participação de vários saberes: Religião, Medicina, Psicologia, Sociologia,
Educação. A dinâmica social e a prática dos direitos em seus discursos e valores
afetam o modo como as desigualdades e as diferenças figuram no cenário público
dos anos noventa.
Convivência de pessoas tidas como "normais" com tantas outras concebidas
como " anormais", a integração pode constituir uma via de mão dupla, na qual
deficientes e não deficientes devem interagir na construção de um entendimento
comum - embora a exclusão das PPD seja notória.
O conceito de exclusão tem sido diluído em sua especificidade; podem ser
excluídos os segmentos sociais mais diversos devido a desvantagens étnicas ou
comportamentais, ou o de outra ordem, como as pessoas deficientes, ou ainda
desempregados, delinquentes, pobres, miseráveis. Oliveira (8) questiona a
marginalização das pessoas que não possuem habilidades requeridas ao processo
produtivo, ficando à margem do mesmo, sendo consideradas "desnecessárias" ',
"ameaçadoras" ou excedentes - principalmente se considerarmos o progresso
tecnológico onde as máquinas passam a ser o elemento mais importante que a mão
de obra.
Se os critérios de normalidade estão intrinsecamente ligados à produtividade,
apenas serão aceitas socialmente as pessoas que tenham capacidade produtiva; isso
nos leva a concluir que o corpo/mente deficientes são associados à improdutividade,
em comparação aos indivíduos economicamente produtivos - um forte componente
de exclusão.
Marques (9)

aborda a estratificação

social gerada

pela

sociedade

segregacionista, questionando também o "assistencialismo" das estruturas paralelas
que institucionalizam a deficiência, mantendo as PPD à margem do contexto social,
afastando-os do convívio com as demais pessoas, quer na escola, na rua ou no
trabalho. Esse assistencialismo reforça o "apartheid", configurando-se como a
antítese dos direitos civís inerentes ao exercício da cidadania.
26

�As propostas de integração pressupõem ações políticas que visem incluir as
minorias sociais, religiosas, ou seja, as que apresentam diferenças; e as diferenças,
por maiores que sejam, representam apenas um dado a mais no universo em que
V1vemos.
Sassaki (lO) aborda o processo inclusivo tomando por base a aceitação das
diferenças individuais, como um atributo e não como um obstáculo, pois a
valorização da diversidade humana poderá enriquecer a todas as pessoas: o valor das
minorias deve ser considerado em seus direitos a pertencer, acessar e integrar-se à
maIona.
A integração do deficiente antecede à inclusão e pressupõe três níveis
básicos: social - de acesso aos bens, à educação , saúde, trabalho e lazer, seja qual
for a deficiência; político - de participação nos processos decisórios e cultural como membros e agentes das atividades culturais. Assim, o grande problema da
integração está no fato de os deficientes não serem entendidos e assumidos como
sujeitos culturalmente contextualizados. Essa visão passiva e negativa da deficiência
deverá ser superada e ser entendida como mais uma possibilidade, investido-se mais
nas capacidades do que nas limitações, encarando-se a deficiência menos em seu
aspecto biológico, e mais do ponto de vista social - pois um novo paradigma está se
delineando: as diferenças vêm sendo abordadas com mais naturalidade, tomando
possível viver a igualdade na diferença.
A proposta de integração do usuário portador de necessidades especiais à
biblioteca universitária corresponde à democratização do saber, ao exercício dos
direitos humanos na vivência das oportunidades oferecidas que podem facilitar a
conquista da cidadania às PPD.

4. DIREITO À INFORMAÇÃO E A PRÁTICA DA CIDADANIA
Lafer (11) afirma que os direitos humanos significam uma passagem do dever
do súdito para o direito do cidadão. O interesse de um tratado de direitos humanos
situa-se no campo dos valores, nas formas democráticas de conceber a vida em
27

�sociedade; logo, a violação desses direitos fere a soberania popular, dada a forte
relação entre a democracia e direitos humanos. As violações mais graves enraizamse na Segunda Guerra Mundial, quando a ONU constitucionalizou as relações
internacionais, e o marco inicial desse aprofundamento está representado pela
Declaração dos Direitos Humanos em 1948; o Pacto dos Direitos Civís e Políticos,
fruto da herança liberal, consagra o princípio da liberdade; o Pacto dos Direitos
Econômicos , Sociais e Culturais provém do socialismo e afrrma o princípio da
igualdade. Com relação às minorias, em particular às PPD, a ONU proclamou em
20/12/1971 a Declaração dos Direitos do Deficiente Mental, e em 9/12.1975, a
Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes e elege 1981 o "Ano Internacional
da Pessoa Portadora de Deficiência". Em 3/12/1982 aprovou-se o Programa de Ação
Mundial para as Pessoas com Deficiência, e 3 de dezembro foi estabelecido o Dia
Internacional da PPD. Em 20/12/93, as Normas sobre Equiparação de Oportunidades
para Pessoas com Deficiência, propunha que "meninas, meninos, mulheres e homens
com deficiência, enquanto membros da comunidade, possam exercer os mesmos
direitos e deveres que os outros" (12)
N a medida em que são reconhecidos, afirma Telles (13), "os direitos
estabelecem uma forma de sociabilidade regida pelo reconhecimento do outro como
sujeito de interesses válidos, valores pertinentes e demandas legítimas". Com todas
as contradições e complexidades do nosso tempo, estamos convivendo ainda com a
descoberta das leis e dos direitos, e também com a violência, o preconceito, a
discriminação, onde direitos e privilégios se confundem. E nesse jogo de
ambivalências a questão da cidadania se impõe como um problema teórico, histórico
e político, num terreno onde convergem um legado de uma tradição autoritária e
excludente: onde a afirmação das diferenças, quando não repõe privilégios, é
baseada na lógica de discriminações e desigualdades. Mas, nessa dinâmica de
conflitos ancoram-se a esperança da cidadania e a generalização dos direitos, em
uma nova sociedade civil emergente - a busca de espaços públicos que dêm
legitimidade aos conflitos e nos quais a medida da equidade e a regra da justiça
28

I

�I

venham a ser negociadas. Essa noção de bem público pode diluir diferenças e essas
diferenças podem validar a legitimidade dos interesses e aspirações defendidos
como direitos.
Entendida como estratégia política, Dagnino (14) propõe que a cidadania
responde a um conjunto de interesses, desejos e aspirações de uma parte
significativa da sociedade. Essa nova noção de cidadania está ligada à experiência
concreta dos movimentos sociais urbanos que lutam não somente pela igualdade
mas também pela diferença. Consequentemente, trata-se de uma estratégia na
construção democrática, de transformação social entre a cultura e a política. Essa
cultura democrática no Brasil, onde as desigualdades são visíveis - aponta para um
autoritarismo social que delineia uma cultura de exclusão e enfatiza a dimensão
cultural da cidadania. A nova concepção de cidadania redefine a concepção de

direito a ter direitos: e nesse jogo, o direito à igualdade e o direito à diferença. É
uma estratégia dos não cidadãos, dos excluídos, construindo novas formas de
relação, num aprendizado de convivência com os cidadãos emergentes: mulheres,
negros, nordestinos, homossexuais, velhos, e no caso, os deficientes. Assim, a nova
noção de cidadania tem um conceito liberal de reivindicação de acesso, inclusão,
pertencimento (belonging) e incorpora tanto a noção de igualdade como a noção de
diferença - denotando o vínculo intrínseco entre ambas. No campo da cidadania, a
diferença emerge

enquanto

reivindicação

na medida

em

que

determina

desigualdade; mas, a diferença deve existir como tal, sem que signifique como
consequência a desigualdade e a discriminação: nessa ótica, o direito à diferença
amplia o direito à igualdade.
Telles (15) expõe sobre a incorporação dos direitos sociais no Brasil ocorrida
tardiamente, com a nova Constituição

(1988) ou seja, quarenta anos após a

Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), e também sobre a clara
defasagem entre os princípios igualitários da lei e a realidade das desigualdades e
exclusões; há um verdadeiro abismo existente entre a linguagem dos direitos e o
discurso humanitário que arrola as vítimas, carentes e sofredores em nosso país.
29

�Porém, direitos e deveres são recíprocos: para cada direito há um dever
correspondente, o que torna possível a vida em sociedade.
Doyal &amp; Gough (16) pontuam sobre o direito à satisfação mínima das
necessidades humanas, e que cumpre à sociedade facilitar acesso aos bens culturais
e não impedir as pessoas de realizarem o melhor que possam fazer para garantir
acesso também aos níveis mínimos de satisfação. As propostas de "fazer o melhor
possível" e "realizar o máximo das capacidades"associam-se a um esforço para
proporcionar o bem-estar, destinando-se uma parcela de recursos disponíveis para
sua concretização. As políticas sociais advogam acesso igual aos serviços em nossa
cultura, mas seria irracional exortar os excluídos a "se virarem", a "fazerem o que
podem" - sozinhos. O compromisso com uma concepção do bem compartilhada com
outros implica também o compromisso com o direito de todos a tentar realizar esse
bem com a mesma seriedade que reservamos a nós mesmos.
A reflexão sobre o dever institucional de contribuir para a acessibilidade dos
usuários de bibliotecas universitárias , portando necessidades especiais, ganha uma
conotação peculiar, apontando para a satisfação de suas necessidades de informação
que poderão ser alcançadas - com apoio de infra-estrutura , como também de
adaptações arquitetônicas.
Se temos a capacidade de alterar a história, devemos persistir nos esforços de
realizar mudanças: a satisfação das necessidades de saúde e autonomia a um maior
número possível de pessoas - no caso as PPD - para quem as escolhas, em máxima
medida, são negadas.
Os direitos à informação e comunicação estão expressos na Declaração
Universal dos Direitos Humanos, fazendo parte dos direitos individuais e coletivos
das organizações sociais.
Bornedave, citado por Carvalho (17) preconiza que " o uso da informação

proporciona a inclusão do homem no sistema das relações sociais. Permite a
interação humana não somente na produção de bens materiais e culturais, mas
também, na vida social". (p. 103)
30

�!

Demo, citado por Carvalho, (17), considera a política social como sendo o
"esforço planejado de redução das desigualdades sociais, entendida como proposta
do Estado", (p. 105) o que pode representar, ao nosso país, um grande desafio a ser

vencido, pois convivemos com desemprego, fome, violência que marginalizam e
excluem as minorias, as camadas sociais menos favorecidas. Imperam, ainda, as
políticas autoritárias e/ou assistencialistas que afetam as relações de poder; e a
informação acessível representa conhecimento adquirido, que gera um poder na
sociedade. Carvalho (17) enfatiza que "... o poder político controla o conhecimento,
provocando uma entropia no acesso à informação... as facilidades de acesso aos
serviços de comunicação e de informação que crescem paralelamente, influem nos
espaços da educação, das bibliotecas públicas e também das transmissões públicas.
Os sistemas de informação e comunicação ocupam espaços imbuídos da
responsabilidade de suprirem devidamente as necessidades para que se exerça a
cidadania nesta sociedade". (p. 105)

Assim, o direito de acesso à informação pode significar uma forma de poder,
e, em se tratando das instituições públicas, em especial as nossas universidades
devem desempenhar importante papel nesse processo, ao gerar novos conhecimentos
e ao capacitar recursos humanos de qualidade . Notadamente a biblioteca
universitária, cuja missão é de fornecer suporte informacional e documental ao
ensino e pesquisa, teria suas atribuições dilatadas no compromisso social de alocar
recursos, possibilitar acessos e disponibilizar o conhecimento, otimizando ao
máximo o seu potencial humano e tecnológico.
5. A INTERNET E A DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO: A
DEFICIÊNCIA NA REDE (18)
Iniciando na década de 60, como proteção e sigilo político nos Estados
Unidos, a rede de computadores pessoais envolve hoje todo o planeta, expandindose a todos os tipos de usuários; antes da grande disseminação dos computadores

31

I·

�pessoais nos anos 80, seu uso restringia-se a pesquisadores e cientistas das grande
universidades.
Atualmente, as trocas de informações não se limitam à ciência e tecnologia,
mas também contemplam os mais variados contatos à distância que abrangem desde
bate-papos, jogos, namoros e compras de produtos. Estima-se que chegue a atingir 1
bilhão de usuários na virada para o século XXI. (19)
O encarte Informática da Folha de São Paulo de 8/7/1998 (20) aborda através
da chamada "Internet de graça" , o acesso gratuito e público à rede mundial,
principalmente em bibliotecas brasileiras. A expansão vem ocorrendo rapidamente,
e os beneficios dessa democratização da informação já são constatados por vários
profissionais, de diferentes áreas do conhecimento, bem como pelas pessoas comuns
às quais são dadas as oportunidades de se "plugarem" ao mundo virtual.
O artigo "O Portador de Deficiência na Rede Mundial" (21) aborda os
cuidados que devem ser tomados na elaboração das páginas para os diferentes tipos
de deficiência, e também vários sites nacionais e internacionais de interesse às PPD.
Vale ressaltar que o CEDIPOD (22) - Centro de Documentação e Informação do
Portador de Deficiência, dirigido por um bibliotecário portador, disponibiliza em
rede vários documentos que tratam da deficiência, legislação, declarações, normas
nacionais e internacionais.
Nossa experiência quando da elaboração do projeto de adequação da
BIBIFCH às PPD teve como ponto de partida uma busca pela Internet. Descobriuse, então, que os deficientes estavam na rede, comunicando-se, trocando
experiências, consultando documentos relevantes, exercitando um esboço de
cidadania pela possibilidade de obter informações ... Tudo começou pela DEFnet
(18) - Centro de Informática e Informações sobre Paralisias Cerebrais - Banco de
Dados. Uma simples comunicação: " precisamos de ajuda, pois pretendemos

adequar a biblioteca para as PPD... " e veio uma enxurrada de respostas, sugestões,
congratulações e também reclamações, reivindicações.

32

�Percebeu-se que, ao menos uma parte das pessoas brasileiras portadoras de
deficiência, está conectada, e briga, luta, participa! Os contatos com outros países
revelaram avanços consideráveis: em tecnologia, serviços e produtos, informações
diversas, centros referenciais, cultura &amp; lazer, transporte, apoio e também avaliação
dos serviços oferecidos. É interessante constatar, nesse tópico, os relatos favoráveis
e positivos das PPD por se sentirem "' a vontade", em conexão com um mundo novo,
aberto e sem as barreiras que tanto os limitam e que fazem parte de seu cotidiano. (
23).

6.CONCLUSÃO

O advento das novas tecnologias está favorecendo consideravelmente aos
portadores de necessidades especiais, e cumpre aos profissionais da informação
repensarem a possibilidade de eliminar barreiras arquitetônicas e de infra-estrutura
de suas bibliotecas e integrá-los, maximizando recursos, abrindo novas portas em
um mundo sem fronteiras: as bibliotecas virtuais.
Em plena Era de Informação, os países em desenvolvimento convivem com a
evolução tecnológica e com as minorias, em geral excluídas e marginalizadas do
processo. Porém, a independência está diretamente relacionada à capacitação, ou
seja, o desenvolvimento de um povo é medido por sua educação, que se processa
pela informação contida no conhecimento acumulado e renovado através dos
tempos. Cabe às universidades o papel Plstórico de preservar, gerar e disseminar os
novos conhecimentos, serviços e produtos, nos diversos segmentos do saber, em
especial as universidades públicas e gratuitas, mantidas com impostos pagos pelo
próprio povo.
Nascimento (24) aborda o comproIll1sso social da biblioteca universitária,
ressaltando:

"0

fato da universidade resultar do esforço conjunto da sociedade não

significa que ela se volta espontaneamente para o entendimento de todos os grupos
sociais. Pelo contrário, quando se observa a história, p ercebe-se que a universidade
33

�tende, estruturalmente, a servir ao interesse das classes dominantes e dos grupos
dirigentes. A ampliação e a diversificação do compromisso da universidade só
ocorrem em determinadas circunstâncias, mediante as pressões e revindicações
daqueles setores preocupados ou comprometidos com a democratização da
sociedade e com a scialização dos bens produzidos na universidade".
Cumpre repensar , nesse contexto, o papel exercido pelas bibliotecas
universitárias brasileiras, cujos recursos rareiam em orçamentos cada vez mais
escassos à sua manutenção. Não fossem as agências de fomento à pesquisa, que dão
inestimável suporte aos acervos e infra-estrutura, as bibliotecas universitárias
públicas paulistas estariam muito aquém dos níveis de crescimento atualmente
alcançados. Cumpre também refletir sobre a justa alocação desses abençoados
recursos no que tange aos docentes, alunos e pesquisadores portadores de deficiência
- uma vez que eles existem sim, fazem parte da comunidade universitária, mas que,
além das próprias limitações, encontram as barreiras fisicas, arquitetônicas e socias,
que barram igualmente seus talentos em potencial.
Kleiner &amp; Hamaker (25) asseveram que as " bibliotecas universitárias não

podem sucumbir à tradição; elas devem problemas. "Com o advento do terceiro
milênio, a oportunidade das bibliotecas virtuais abre um leque de possibilidades a
essa população minoritária, pois existem equipamentos e acessórios facilitadores que
permitem ao tetraplégico e ao deficiente visual total executar pesquisas , elaborar
trabalhos, ser úteis enquanto cidadãos, participar do desenvolvimento científico e
tecnológico, contribuir, enfun. O portador de deficiência integrado não requer
privilégios, mas sim, direitos.
Imaginemos o fisico ingles Stephen Hawking que atendendo a um convite de
uma biblioteca universitária brasileira, venha proferir uma conferência - e é
impedido de adentrar no prédio pelas barreiras arquitetônicas mais comuns: degraus,
escadas, catracas na entrada ... Mas é oportuno lembrar que Stephen Hawking é
portador de uma doença degenerativa e progressiva, grave e irreversível, que causou
a perda de todos os seus movimentos, sem o comprometimento intelectual e
34

I

__

�cognitivo. Ao contrário, ele é considerado um gênio da Física atual, reconhecido por
seus pares no mundo todo. Sem rotular-se a si mesmo de vítima, Stephen atribui à
tetraplegia a sua grande capacidade de concentração, potencializando sua capacidade
produtiva de cientista e pesquisador.
Cabe à biblioteca universitária brasileira contribuir para a elevação de
consciência da necessidade de incorporar os grupos minoritários, como é o caso dos
deficientes - aos intelectuais, pesquisadores e cientistas, permitindo ao portador
repensar a sua própria condição e a sua capacidade de superação das limitações
impostas.

Abstract

Aproaches to users with special needs and the architetonic and social
obstacles that are established by the society and specialty in academic libraries. It
establishes a relation between citizenship, human rights and the specific law that
encouraged BIBIFCH to take the iniciative of present a project to FAPESP: "
Integration of the users with special needs inside IBIFCH' S research activities:
adapted workstation and adjustement to NBR 9050 - ABNT ". It considers the
virtual libraries as one more opportunity to integrate the blind and pysically
handicappped users to the Information Era, because of the new techonologies.

35

I

�NOTAS E REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS
1 - TARAPANOFF, K. A política científica e tecnológica no Brasil: o papel do
IBICT. Ciência da Informação, v. 21, n. 1, p. 149-158, 1992.
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fronteiras e democratizam a informação. Revista Internet.br (Bibliotecas
virtuais-artigos)
URL:
http://www.cg.org.br/gt/gtvb/artigo02.htm
Consultado em 22/05/98
3 - UNIVERSIDADE Estadual de Campinas. Biblioteca do Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas. Integração do pesquisador portador de deficiência às
atividades de pesquisa na BffiIFCH: estação de trabalho adaptada e
adequação à NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas.
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- Bibliotecas - FAPESP. Campinas, 30 jun. 1998.
4 - PROGRAMA de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência. In: CENTRO de
Documentação e Informação do Portador de Deficiência. Organização das
Nações
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Documentos
Internacionais.
URL:
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8 - OLIVEIRA, L. Os excluídos 'existem' ? Notas sobre a elaboração de um novo
conceito. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 12, n. 33, p. 49-60,
1997.

36

�9 - MARQUES, C. A. Integração: uma via de mão dupla na cultura e na
sociedade. In: MANTOAN, M.T.E. A integração de pessoas com
deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo :
Memnon, 1997. p. 18-23.
10 - SASSAKI, R. K. As escolas inclusivas na opinião mundial. Revista Nacional
de Reabilitação, v. 2, n. 2, p.7-10, jan./fev. 1998.
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12 - NORMAS sobre equiparação de oportunidades para pessoas com deficiência.
[adotadas pela Assembléia Geral das Nações Unidas em sua 46a sessão, em
20 de dezembro de 1993.] Resolução 48/96, tradução por Marisa do
Nascimento Paro. São Paulo : AP ADE/CVI-NA, 1996. 49 p.
13 - TELLES, V. S. Sociedade civil e a construção de espaços públicos. In:
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Paulo: Brasiliense, 1994. p.103-115 .
15 - TELLES, V. S. Direitos sociais: afinal, do que se trata? Revista USP, n. 37, p.
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16 - DOYAL, L., GOUGH, I. O direito à satisfação das necessidades. Tradução por
Álvaro de Vita. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 33, p.97-121 ,
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17 - CARVALHO, K. Cidadania: direito à informação e à comunicação. Rev •. TB,
n. 100, p. 103-110, jan./mar. 1990.
18 - Recuperou-se documentos relevantes e na rede é comum as mensagens
trazerem o termo dEficiente, com a 2a letra em maiúsculo. O site DEFNET
está disponível no URL: http://www.montrea1.com.br/defnet e é um banco
de dados sobre paralisias cerebrais.
19 - DIMENSTEIN, G. Aprendiz do futuro: cidadania hoje e amanhã. São Paulo :
Ática, 1998. p. 48.

37

�20 - INTERNET de graça. Folha de São Paulo, 8 jul. 1998. Folha Informática, 6°
caderno.
21 - O PORTADOR de Deficiência na Rede Mundial. Revista Nacional de
Reabilitação, v. 2, n.3, mar./abr. 1998. p. 14-17.
22 - CENTRO de Documentação e Informação do Portador de Deficiência.
Organização
das Nações Unidas.
Documentos
internacionais.
CEDIPOD/ONU URL: http:www.mbonline.com.br/cedipod/w6pam.htm
Consultado em 22/01/199898 p.
23 - THE USE of information technology to empower people with disabilities:
evaluation and future directions of the South Australian Disability
Information and Resource Centre' s Bulletin Board Common Ground. Final
Report, 23 july 1997. URL: dircsa.org.au/pub/docs/evalful1.txt
24 - NASCIMENTO, M.A. R. Compartilhamento e integração?: a articulação da
biblioteca universitária através da estratégia da extensão. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8,
1994, Campinas. Anais ... Campinas, Biblioteca Central/UNICAMP, 1994.
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25 - KLEINER, P., HAMAKER, A Libraries 2000: transforming libraries using
document delivery, needs assessment, and networked resources. College &amp;
Research Libraries, v. 58, n. 4, jul. 1997. p. 372

38

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>A integração do usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel das bibliotecas virtuais.</text>
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                <text>Pupo, Deise Tallarico, Vicentini, Regina Aparecida Blanco</text>
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                <text>UFC</text>
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                <text>Aborda a questão do usuário portador de deficiência e as barreiras arquitetônicas e sociaias impostas a esta minoria e em especial em bibliotecas universitárias. Estabelece uma relação com a cidadania, direitos humanos e a legislação pertinente, que levou a BIBIFCH a tomar a iniciativa de apresentar um projeto a FAPESP: Integração do pesquisador portador de deficiência às atividades de pesquisa na BIBIFCH: estação de trabalho adaptada e adequação a NBR 9050 da ABNT. Considera as bibliotecas virtuais como mais uma oportunidade de integração dos usuários deficientes físicos e visuais à era da informação devido às novas tecnologias.</text>
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                    <text>UMA AL TERNATIVA DE SUCESSO PARA A INTEGRAL
INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECA DA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA-BA

Vera Vilene Ferreina Nunes
Diretora do Sistema de Bibliotecas da UEFS/ Especialista em
Bibliotecas de IES.

Gisélia Fereira da Silva
Gerente de Desenvolvimento do Acervo/ Especialista em Bibliotecas de IES.

Rejane Maria Rosa Ribeiro
Gerente de Documentação e Informação/ Especialista em Bibliotecas de IES.

RESUMO

Aborda a automação do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Feira
de Santana, com a implantação do Software OrtoDocs onde apresenta a negociação,
metodologia e etapas utilizadas no desenvolvimento do trabalho. Relata a
viabilidade de Projetos de Automação de Bibliotecas, serem concluídos em tempo
hábil, e com resultados concretos e a curto prazo, destacando a experiência na
contratação da empresa dona do software, para implantação do projeto, onde
responsabilidade e compromisso com os resultados propostos, foram assumidos em
parcena.

PALAVRAS CRAVE: Automação de Bibliotecas; Tecnologias de Informação;

Acesso Automático à Internet

441

�INTRODUÇÃO
A Biblioteca Central Julieta Carteado teve seu início a partir do acervo da
Faculdade de Educação. Incorporada à Universidade Estadual de Feira de Santana,
seu acervo foi acrescido de doações de pessoas ligadas à cultura de Feira de Santana
e algumas aquisições através de compra.
Sua implantação deu-se a partir de outubro de 1975 por uma eqwpe de
bibliotecárias de Salvador.
Simultaneamente à autorização de funcionamento da Universidade, em 31 de
maio de 1976, foi criada a Biblioteca Central. Órgão suplementar da então Fundação
Universidade de Feira de Santana, localizada na segunda maior cidade da Bahia, a
108 Km. de Salvador.
Funcionou durante 10 anos em uma área total de 576m2, num módulo de
aula, adaptado para esse fim, enquanto aguardava a construção do prédio próprio, o
que se consolidou em 1986, numa área de 2. 762m2.
Sua primeira diretora foi a Bibliotecária Julieta Carteado Monteiro Lopes que
respondeu pelo cargo durante 12 anos, sendo homenageada IN MEMORlAN,
emprestando seu nome à Biblioteca Central da UEFS.
O processo de modernização da Biblioteca Central da Universidade Estadual
de Feira de Santana teve início em 1988 com a nova direção quando mudanças
significativas foram implantadas, desencadeando em 1991na abertura do acesso
livre, objetivando a democratização da informação, exigindo uma adequação dos
procedimentos técnicos, administrativos e dos Recursos Humanos, para atender à
crescente demanda de forma eficiente e eficaz.
A participação na Rede Bibliodata Calco, com a adoção de formatos
compatíveis e intercambiáveis, reduzindo o tempo gasto com o processamento
técnico e dando maior segurança nas tarefas de indexação e recuperação de
informação, nos parecia a melhor opção para desencadear o processo de automação
da Biblioteca Central Julieta Carteado através de um sistema desenvolvido para
442

�agregar dados e oferecer informações integradas nas diversas funções da Biblioteca,
tais como: catalogação, empréstimo, aquisição e pesquisa pública. No entanto a
perspectiva de termos um Backlog Zero e o processo de automação deslanchado
num razoável período foi frustrante, pois a rede não ofereceu alternativas em tempo
hábil para suprir a necessidade da Instituição no gerenciamento da informação,
utilizando-se de novas tecnologias.

ESCOLHA DO SOFTWARE

A Universidade Estadual de Feira de Santana, vivenciava um momento de
franco desenvolvimento na pós-graduação, necessitando-se de um suporte
informacional que possibilitasse o desenvolvimento de projetos de pesquisa os quais
exigiam o acesso à informação através de novas tecnologias e ferramentas,
viabilizando a dinâmica nos resultados e procedimentos propostos.
Dentro desse contexto, refletimos sobre diversas questões: Como agilizar o
processamento técnico? Como atingir e manter o Backlong Zero? Como implantar
um modelo de atendimento nesse novo ambiente? Como interferir no processamento
de forma a adaptá-lo à nossa realidade? Enfnn, que novo cenário se apresentaria
para nós? Estaríamos preparados?
Diante desses questionamentos, foi necessário análise e decisão sobre um
produto que respondesse às questões referentes às funções da Biblioteca, integração,
conversão e formato que permitisse o intercâmbio de dados. Mediante contatos e
avaliação em diversos eventos, reuniões e demonstração de produtos, vimos que o
software existe no mercado naquele momento como solução para nossas propostas.
Era o OrtoDocs que, através da ingerência da reitora da UEFS junto a Secretaria de
Educação do Estado, foi adquirido para atender as quatro (4) Instituições de Ensino
Superior do estado da Bahia, visando a implantação de um sistema unificado para as
bibliotecas universitárias.

443

�NEGOCIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO SOFTWARE

Novas tecnologias significam novas formas gerenciais, novas organizações e,
mais importante, um novo perfil profissional que não esteja pautado apenas em
políticas tecnológicas ou organizacionais, mas que tenha força e um alto governo de
sua ações.
Na realidade o trabalho, que ora vivenciávamos com a informação, eX1gIa
profissionais com características e habilidades que atendessem às exigências
impostas pela nova realidade. Conscientes que, ao admitir um parceiro externo para
a árdua tarefa de implantar o Sftware OrtoDocs que, na época não tinha sido testado
quanto à sua complexidade e exatidão de resultados, alocando investimentos
altíssimos de recursos oriundos do estado, estaríamos expostos a críticas, erros,
acertos, desacertos, cobranças e incompatibilidade, inclusive entre os próprios
colegas. A determinação, a garra, o objetivo que vislumbrava à nossa frente, nos
fortaleceu para darmos continuidade aos procedimentos para implantação do
Software.
Nesta fase, foi elaborado um Projeto visando determinar a especificidade e
quantidade de acervos, determinando prazos para execução em todas as suas fases,
visando levantar custos para a implantação do Software que deveria envolver o
pessoal técnico existente no quadro da Biblioteca e alocar mão-de-obra externa, de
acordo com as fases e necessidades.
Assim, através dos levantamentos de custos e tabelas de prazos, podemos
constatar que seria muito mais lucrativo para a Instituição a contratação da própria
empresa que desenvolveu o Software, como prestadora de serviços nesta empreitada.
A proposta a ser apresentada sairia mais em conta e o resultado estaria condicionado
a um contrato, onde prazos e qualidade do produto estariam assegurados e
vinculados a adequações, soluções de problemas e futuras inovações.
A partir desse estudo, a empresa Potiron Informática foi consultada sobre o
interesse em apresentar uma proposta que viabilizasse essa parceria na concretização
444

�do objetivo que sena lucrativo para ambas as partes, tanto no aspecto da
modernização dos processos da nossa Biblioteca, como no aspecto financeiro na
divulgação e consolidação do Software para a empresa.
O contrato foi finnado entre a Potiron Informática e a UEFS para a completa
informatização da Biblioteca Central e cinco Bibliotecas Setoriais com vista a
processar um acervo total de 100.000 exemplares de monografias, 1.500 títulos de
periódicos, 30.000 fascículos, 8.000 artigos indexados, mais mapas, folhetos, discos,
vídeos, partituras e slides, no prazo máximo de 12 meses.

METODOLOGIA

A Potiron assumiu o desafio como parceira da UEFS na implantação do
projeto, determinando fases de execução e treinamento necessários à equipe local e
contratada com o objetivo de preparar técnicos e pessoal de apoio quanto ao formato
no qual o Sistema Ortodocs foi desenvolvido, isto é, o modelo ou forma de inserir
informações relativos à descrição do registro seguindo o FORMATO MARC. Além
desse treinamento, foi necessário uma atualização quanto ao uso do código de
catalogação, sendo adotado como padrão de entrada de dados o AACR2.
Vencida esta etapa, as rotinas de trabalho começaram a ser determinadas e
distribuídas de acordo com a complexidade da gestão do processo de automação,
periodo de mudanças de patamar tecnológico, mudanças de imagem da biblioteca.
Foi um periodo penoso e desgastante, negativo às vezes, tendo a automação como
desculpa para todo e qualquer transtorno durante este periodo. Foi preciso não
desperdiçar a força positiva e a esperança existentes no início do processo e sim
desenvolvê-lo cuidadosamente com a divulgação disciplinada de cada etapa
conquistada. Assim podemos comprovar que é possível realizar este trabalho com
eficiência, dentro de prazos desejados, envolvendo profundamente a equipe em
todas as fases, mesmo nas tarefas onde foi necessária a participação de todos desde
tirar o pó de acervos escondidos até à atualização da equipe de profissionais, que
445

�esteve motivada e integrada, obedecendo à rigorosa disciplina para que pudéssemos
comemorar juntos a conclusão com sucesso, de cada etapa conquistada.

CONVERSÃO RETROSPECTIVA (RECON)

Essa primeira fase consistia no processo de transformação dos catálogos
automatizados, através do sistema Ortodocs, que permitia a conversão de registros
bibliográficos existentes, para a base local, apoiando-se na base bibliográfica da
Biblioteca Nacional, por ser a ferramenta disponível no mercado naquele momento.
Este trabalho consistia na pesquisa à base bibliográfica, e sendo detectado o
registro, o mesmo era copiado. Caso não correspondesse às exigências descritivas
determinadas como padrão para a Biblioteca da UEFS, seriam feitas as alterações
necessárias.

CATALOGAÇÃO ORIGINAL

Outra equipe de bibliotecários em paralelo desenvolvia a segunda fase do
projeto que consistia em descrever originalmente os registros, depois de pesquisados
e não encontrados na base Servidor.
Os periódicos foram originalmente catalogados, sendo utilizados o CDROM
da Base do CCN para pesquisa e complementação de dados.
Os Multimeios foram também inseridos originalmente na base, utilizando-se
das regras de catalogação do AACR2 específicas para materiais especiais.

PESQUISA PÚBLICA

Para o desenvolvimento da etapa de formação da base, era necessário que
simultaneamente às fases anteriores, fosse realizada a inclusão dos exemplares. Esta
ficou a cargo de um grupo de auxiliares, devidamente treinados, com o propósito de
no fmal de quatro meses pudéssemos comemorar a primeira conquista do projeto,
com a disponibilização da pesquisa pública, que foi inaugurada com oito terminais
446

�de acesso à base local de monografias, pesquisadas por autor, título, assunto,
editores, série, ano de publicação e número de chamada.
Paralelamente, houve a preocupação em oferecer treinamento e assistência
para que os usuários pudessem fazer uso correto e eficaz das novas tecnologias
colocadas ao seu dispor. Neste contexto, enfatizamos a importância e a necessidade
do Bibliotecário de Referência, que não deve e nem pode ficar à margem do
processo de transferência da informação seja como organizador de produtos e
serviços da informação, alimentando bases de dados, seja como usuário de rede ou
como elo entre os usuários e as novas tecnologias.

INVENTÁRIO

Com o intuito de cumprir os prazos estabelecidos para a conclusão do projeto,
foi planejado que outra equipe, em paralelo, realizasse o inventário a fim de
localizar os materiais, conferir e, ao mesmo tempo, substituir as etiquetas de
lombada por outras e colar etiquetas com código de barra, sempre acompanhada por
supervisão no controle da qualidade dos trabalhos.

EMPRÉSTIMO AUTOMATIZADO

Nesta etapa do projeto, a biblioteca já tinha passado por períodos marcantes
de transição, provocando mudanças consideráveis no atendimento, tendo, porém,
como ponto culminante a circulação eletrônica do acervo, considerado como a
motivação principal para desencadear o processo de automação.
O grande entrave na biblioteca era o serviço de empréstimo, pOIS os
procedimentos manuais não mais atendiam ao crescimento da demanda nem
ofereciam a garantia no controle nem tão pouco correspondiam com a visão que
tínhamos sobre o uso da informação e a forma de disponibilizá-la com segurança e
eficácia, oferecendo assim, serviços de qualidade aos nossos usuários.

447

�Dessa fOlma, inauguramos o empréstimo automatizado onde o usuário aluno,
professor ou funcionário, munido de sua senha, escolhida previamente por ele tem
acesso á informação desejada através do sistema, o qual possibilita o controle
completo das transações como: empréstimo, devolução, renovação, suspensão
automática por atraso para os diferentes acervos e materiais, oferecendo o controle
necessário para mn moderno e seguro serviço de empréstimo.

DISPONIBILIZAÇÃO DA BASE NA INTERNET
Os planos não pararam por aí. A continuação dos trabalhos previa que a
pesquisa e o levantamento bibliográfico poderiam ser realizados a partir de março de
1998 de qualquer micro do Campus, ligado a rede central, levando a Biblioteca aos
departamentos, colegiados, etc. No mesmo período, foi disponibilizado na Internet
os catálogos da Biblioteca, através do Servidor Web da UEFS, hospedados no banco
de dados Sybase.

CONCLUSÃO
Analisando os resultados obtidos no desenvolvimento deste projeto, podemos
constatar que as mudanças impostas pela tecnologia requer habilidades de
pensamento criati vo do pessoal, para lidar com esse ambiente inovador em
mudanças de constante conflito, impregnado de limitações e oportunidades causadas
pela interação homem-máquina.
A implantação de mn projeto tão audacioso para a nossa realidade, que
reverteu um quadro numa mudança radical, quando partimos de catálogos em fichas
datilografadas para a disponibilização da base na Internet nmn período de doze
meses de trabalho. É a comprovação de que, para realizar tal investida, torna-se
necessário mn espírito empreendedor, decisão política, uma equipe coesa e parceiros
competentes, aliados ao compromisso fmanceiro da administração superior.

448

�o resultado do balanço feito no fmal desse projeto é a comprovação de que é
perfeitamente possível informatizar integralmente uma biblioteca em prazos viáveis,
através da contratação de uma consultoria, elevando a qualidade dos produtos
liberados, sem contar com crises costumeiras de projetos demorados, com resultados
a longo prazo, tomando-se às vezes inviáveis, causando dúvidas e incertezas quanto
aos seus resultados, além de alocar recursos desnecessários, chegando mesmo a
ultrapassar os custos, equivalente a contratação de uma consultoria.
A partir dessa nova realidade, impomo-nos a constante reflexão sobre os
novos desafios que estarão postos a partir de agora, a qual estará sujeita a
atualização e implementação constante das novas tecnologias adotadas. Também à
adequação de um perfil profissional que deverá estar ajustado à nova imagem da
biblioteca e aos novos conceitos e formas de trabalho a fim de atender a expectativa
dos nossos usuários.
Vale ressaltar que para garantir este avanço tecnológico implantado na
biblioteca e adequação do sistema, optamos em não romper a parceria com a
Empresa Potiron a fim de que possa nos oferecer conhecimentos e serviços de ponta,
assegurando assim, presteza e qualidade condizente com o modelo de prestação de
serviços que implantamos na UEFS.

449

�REFERÊNCIA BffiLIOGRÁFICAS
1 COSTA, Marília M. Dimiani ; HEEMANN, Vivian. Automação em bibliotecas: o
uso de novas tecnologias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais ... Campinas: UNICAMP,
1995. p.325-337 .
2 CUNHA, Murilo Bastos da. As tecnologias de informação e a integração das
bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas. Anais ... Campinas:
UNICAMP, 1994. p.I05-I22.
3 FIGUEIREDO, Nice. As novas tecnologias : previsões e realidade. Ciência da
Informação, Brasília, v.24, n.I, p.ll0-118, jan.labr. 1995.
4 HEEMANN, Vivian. Mudança de hábito : impacto das novas tecnologias na
qualificação do profissional bibliotecário e no usuário. In: SEMINÁRIO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BffiLIOTECAS E CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO, 5., 1994, São José dos Campos. Anais ... São José dos
Campos: UNIVAP, 1994. p.I72-I76.
5 RODRIGUES, Adriano Duarte. Comunicação e Cultura : a experiência cultural
na era da informação. Lisboa: Editora Presença, 1994.
6 ROSETTO, Marcia. Da função da informação à disponibilidade de catálogos
online de bibliotecas. In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE
BffiLIOTECONOMIA
E
DOCUMENTAÇÃO,
2.
CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 17., Belo
Horizonte. Anais do Biblos 2000. Belo Horizonte: ABMG, 1994. P.275-293.

450

:8.UOTECA ''PROF.a ETELVINA LIMA"
Escola de Ciência da Informação da UFMG

�</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Aborda a automação do Sistema de Biblioteca da Universidade Estadual de Feira de Santana, com a implantação do Software OrtoDocs onde apresenta a negociação, metodologia e etapas utilizadas no desenvolvimento do trabalho. Relata a viabilidade de projetos de Automação de Bibliotecas, serem concluídos em tempo hábil, e com resultados concretos e a curto prazo, destacando a experiência na contratação da empresa dona do software, para implantação do projeto, onde a responsabilidade e  compromisso com os resultados propostos, foram assumidos em parceria.</text>
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SITUAÇÃO DA AUTOMAÇÃO NAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
NICE FIGUEIREDO
IBICT/DEP

RESUMO
Descreve resultados de levantamento realizado sobre a situação da automação das
bibliotecas universitárias, como parte de projeto aprovado pelo CNPq. Faz análise
comparativa com a situação das décadas de 70 e 80. Traça as diretrizes, fases,
passos, requisitos necessários à automação de sistema de informação, de acordo com
a experiência nacional.

Palavras-Chave: automação; bibliotecas universitárias.

Durante os meses de Março - Maio de 1998, foi realizado um levantamento
entre as bibliotecas universitárias federais, além de outras estaduais e particulares
selecionadas, a fIm de se ter conhecimento do nível de automação atingido por essas
bibliotecas. Assim, com base em um cadastro existente no SIBIlUFRJ, atualmente
sede da Comissão Nacional de Bibliotecas Universitárias da FEBAB, com a
assinalação das bibliotecas automatizadas e das que ainda não se automatizaram,
enviou-se dois questionários para cerca de 300 bibliotecas. Das primeiras, procurouse obter informações sobre o estágio da automação e se solicitou sugestões que
possam melhor dirigir aquelas que desejam se automatizar.
Um terceiro questionário foi enviado para ser distribuído entre os usuários
das bibliotecas automatizadas, a fIm de se obter dados sobre o uso e a satisfação dos
usuários com o sistema implantado.
419

�A análise dos dados do Questionário 1, enviado às Bibliotecas Automatizadas
mostra que a automação teve início no começo da década de 70, e como já havia
demonstrado a revisão da literatura, não houve crescimento exponencial, nos 10
anos que se seguiram. A partir de 1987 é que se pode observar um crescimento mais
rápido, culminando, de 1995 em diante com um aumento mais acelerado.
As respostas fornecidas à este questionário, com análise devida, seguem-se
abaixo:
QUESTIONÁRIO 1. BffiLIOTECAS AUTOMATIZADAS

1- Quais os motivos que levaram à automação da sua biblioteca?
Das quatro opções apresentadas, as mais citadas foram: demanda de usuários
e decisão superior. No aspecto "outros", foram colocadas: dinamizar os serviços,
modernização do acesso à informação e do tratamento técnico

2- Que problemas pensou em resolver com a automação?
Das onze opções, foram mais assinaladas, pela ordem quantitativa:
aperfeiçoar a eficiência da biblioteca para os usuários; colocar as novas tecnologias
de informação a serviço dos usuários e da biblioteca; aperfeiçoar a eficiência interna
da biblioteca; aperfeiçoar o acesso à coleção; aperfeiçoar a cooperação com demais
instituições. No aspecto "outros", foi colocada: agilizar recuperação e empréstimo.

3- Como foi o sistema implantado? E de que tipo?
As respostas apresentaram pequena diferença: adquirido em pacote e
desenvolvido localmente. O tipo de sistema apresentou grandes diferenças e na
ordem: centralizado, misto e descentralizado.

4- Qual o formato de catalogação adotado pelo seu sistema?
Houve grande maioria para o sistema MARC, seguido de MICROISIS.
420

�5- Quais os fatores que levaram à escolha do sistema?
Das 10 opções apresentadas, foram assinaladas, na ordem: aceita catalogação
e formato mais usados no país e no exterior; utilizado em outras bibliotecas do país;
de mais fácil uso; o melhor para conexão com redes internacionais; já traduzido em
nossa língua; opera no tipo específico de computador que já se possuía. Como
"outros", foi assinalado: decisão superior.

6- Quais foram os participantes da equipe que planejou a automação?
Nesta questão, os participantes foram citados nesta ordem: Diretor da
biblioteca, inclusive da Biblioteca Central; Chefia do setor técnico; Analista da
biblioteca; Consultor externo; Chefia do setor público e Representante(s) does)
usuário(s). Este último teve apenas duas assinalações. No aspecto "outros", foram
acrescentados outros participantes, dos quais pode-se extrair: bibliotecários,
programador, analista do CPD, etc., sem dúvida pessoas com a visão interna do
sistema. Com a visão externa pode-se constatar que foram assinalados, por exemplo:
Professores, Direção Central da Instituição e Diretor da Faculdade, que somados ao
item anterior de Representantes dos usuários, atingiram apenas uma pequena
porcentagem daqueles com a visão interna do sistema. Isto, de alguma maneira,
desqualifica o resultado nas questões 1 e 2, onde foi dada grande relevância ao
usuário. Como ele não participou, ou participou muito pouco da equipe que planejou
a automação, como pode o sistema ser dirigido aos interesses e demandas dos
usuários?

7- Quais os módulos de que é composto o sistema? Numere pela ordem de
implantação:
A implantação dos módulos da automação se deu na seguinte ordem:
Catalogação; Consulta e Empréstimos; Periódicos/Aquisição principalmente, tendo
havido algumas variações - como por exemplo, Aquisição foi 3a e 4a opções,
421

�~

1

l
enquanto Catalogação foi também uma 2a prioridade para automação e Periódicos

.1

foi 3a ou 5a, etc.

8- Quem são os usuários da sua biblioteca?
Internos : alunos de graduação, professores, funcionários, alunos de pósgraduação, pesquisadores;
Externos: pesquisadores, alunos de graduação, professores, alunos de pósgraduação/ alunos de lo e 20 Graus.
Houve também assinalações para Comunidade acadêmica, comunidade em
geral, outras instituições. É surpreendente, dentro da Biblioteca Universitária, que os
maiores usuários externos do sistema automatizado sejam alunos de graduação e de
lo e 20 Graus. Sem dúvida, este resultado oferece duas faces para análise. A
negativa, como assinalado, e a positiva que, claramente, mostra o interesse e a
capacidade dos mais jovens em fazer uso de um sistema computadorizado na
Biblioteca Universitária (talvez por não haver biblioteca com tal estrutura nas suas
escolas).
9- Que novos serviços passou a oferecer com a automação?
Os resultados apontaram:
Para todos os usuários: consulta online e CD-ROM; empréstimos; Internet;
levantamento bibliográfica e bases de dados.
Seletivos: bases de dados (usuários internos).
Cobrados: online/CD-ROM; bases de dados; levantamentos bibliográficos e
COMUT (usuários externos).
São resultados interessantes que marcam, sem dúvida, uma tendência para a
disponibilização dos serviços de informação automatizados nas bibliotecas
universitárias. Sabe-se que são consequência de grandes debates e experimentação
por parte destas bibliotecas.
:
422

,!

�10- Quais os usuários que possam ter sido mais beneficiados com a automação?
Pela ordem: todos os usuários, alunos de graduação, professores e alunos de
pós-graduação, usuários internos.
Tanto nesta questão, quanto na de no 8, onde aparece com preponderância
"alunos de graduação", isto se deve, acredita-se,
pela maior massa de usuários dentro desta categoria nas universidades.

11- Que funções/serviços estão atualmente automatizados?
Técnicos: catalogação; periódicos; empréstimos; aquisição. Para usuários:
busca ONLINE; CD ROM; INTERNET.
Na sua maior parte, estão conectados à rede nacional.

12- Quais os catálogos que se encontram em uso?
Foram citados: online; em fichas (ainda em grande número); CD-ROM e
microformas.
13- No caso de ainda possuir catálogos em fichas, como pensa em resolver a
catalogação retrospectiva?
A maioria respondeu que a questão se acha ainda em estudo ou na
dependência da Biblioteca Central; outras assinalações foram: migração para o
sistema; projeto RECON; digitalização de documentos, havendo ainda quem
respondesse depender de pessoal para isto.

14- Quais as prioridades de informatização do acervo?
Pela ordem: livros e teses principalmente, e a seguir, artigos de periódicos,
materiais especiais e acrescentado produção científica.

423

�15- Quais os produtos/serviços automatizados mais utilizados?
Pela ordem: consulta onIine e CD-ROM principalmente, seguindo-se
levantamento bibliográfico, bases de dados e empréstimos, COMUT INTERNET,
além de: catalogação, reserva, aquisição, boletim bibliográfico, DSI, etc.

16- A automação propiciou a diminuição nas assinaturas de periódicos?
Com poucas exceções, a assinalação foi no sentido negativo, havendo quem
dissesse que até estimulou o aumento das assinaturas. Este é um fato observado na
literatura internacional: logo depois do início do uso automatizado, aumenta a
demanda pelos títulos impressos. A tendência é que venham a ocorrer cortes nessas
assinaturas, como aconteceu no exterior. Isto devido ao fato de que o aumento foi
mais motivado por deficiências nas assinaturas ou demandas reprimidas.

17- Quais as bases de dado mais acessadas e em qual formato?
Pela ordem:
Estrangeiras - CD-ROM; ONLINE
Nacionais - CD-ROM; ONLINE; INTERNET; CALCO.

18- Acredita que com a automação tenha melhorado a prestação de serviços aos
usuários? Explique como:
O maior beneficio citado foi o da rapidez, agilidade, eficiência no
atendimento/prestação de serviço, i.e. a otimização das atividades não só com
relação aos usuários, como também no que diz respeito a controle e formação do
acervo, levantamentos bibliográficos, catalogação, empréstimos, comutação,
reclamação de obras em atraso, processamento técnico. Foi exemplificado que
facilita o auto-empréstimos, o próprio usuário podendo realizar as suas pesquisas,
amplia o acesso, proporcionando conhecimento de tudo que existe no sistema de
bibliotecas universitárias, inclusive com o uso da INTERNET. Foi salientado que a
424

�!I
automação oferece maIS resultados que os catálogos, e citados fatores de

I

credibilidade, confiabilidade e precisão dos dados, com melhor qualidade dos
serviços prestados com dados estatísticos confiáveis.
Atendimento a um maior número de usuários e desenvolvimento de outras
atividades voltadas ao usuário também foram assinalados.

19- O que acredita tenha sido um sucesso no seu programa de automação?
Foram citados como sucessos o apoio dos diretores das instituições, a
obtenção dos equipamentos e da infra-estrutura necessária à automação; a integração
do grupo de estudos para implementar o sistema, o empenho e esforço da equipe. Do
ponto de vista dos usuários, foi assinalada a disponibilização da informação
diretamente ao usuário, com facilidade de acesso propiciando o auto-uso, com uma
interface amigável, contribuindo para um melhor atendimento. Foi salientada a
possibilidade de consulta do acervo e acesso pela INTERNET para recuperação da
informação e as bases de dados. Para a própria biblioteca foram assinalados os
aspectos de modernização, melhoria no processamento técnico, redução das rotinas,
empréstimo automatizado, racionalização, otimização na recuperação da informação
e a oferta de mais serviços. Também foi citado o sucesso na escolha do software
iI

adequado, na conversão conseqüente de dados para o sistema, a colocação do texto
completo da produção docente na rede, possibilidade de interagir simultaneamente
com todos os módulos do sistema, e a qualidade dos dados propiciando melhores
estatísticas. Finalmente, houve os que disseram: "Houve sucesso simplesmente pelo
fato de funcionar e funcionar bem" e que "houve sucesso em tudo, tanto que deverá
migrar para o sistema ALEPH 500 para continuar se desenvolvendo".
Não se pode deixar de observar que, apesar das dificuldades e entraves, há
uma grande dose de entusiasmo e otimismo daqueles que conseguiram atingir a meta
da automação. É um fator altamente positivo, numa época tão pobre em motivações
para o bibliotecário universitário, como muitas outras respostas mostraram.
425

I

�!f
20- Que problemas administrativos e/ou políticos teve de enfrentar para automatizar
a sua biblioteca?
Dentre os problemas políticos, foram assinaladas mudanças na administração
central, que ocasionaram falta de continuidade no planejamento da automação, bem
como das prioridades da administração. Houve descrença da alta administração na
capacidade dos bibliotecários para executar a automação, havendo necessidade de
convencimento neste sentido, quando não houve uma total falta de apoio. Nos
aspectos administrativos, o problema maior foi a falta de recursos financeiros (sem
dúvida resultante do aspecto político) principalmente no que diz respeito a aquisição
dos equipamentos, inclusive para manutenção e "update". Um problema também
muito grande foi o da dúvida quanto ao software, havendo, em alguns casos, um
resistência ao escolhido pela administração superior.
Quanto aos recursos humanos, foi registrada a falta de pessoal para
automação, ou ainda, a de pessoal capacitado para isto. E ainda: a resistência à
mudança e a falta de conscientização dos profissionais e funcionários para a
automação; a falta de suporte de informática; a resistência dos usuários e de falta de
ligação do sistema com a rede da universidade. A falta de treinamento necessário ao
pessoal e aos usuários também foi citada várias vezes. Houve quem se queixasse de
que o sistema fora importado de outra instituição e os analistas locais não
conseguiram dominar o sistema, partindo então para um sistema próprio.
Finalmente, houve os que declararam não ter tido nenhum problema.
Pode-se

comentar aqui que,

aparentemente,

alguns

dos problemas

mencionados foram criados talvez pela inabilidade política e/ou falta de empenho
em lutar pela automação desejada, não esclarecendo bastante a alta administração
sobre os beneficios possíveis da implementação de um sistema computadorizado.

21- Que passos/providências teve de tomar para llllClar o planejamento da
automação da biblioteca?
426

�Pelas respostas obtidas para esta questão, pode-se observar que houve uma
grande variedade de atitudes por parte das bibliotecas universitárias para começar a
sua automação. Essa variação se deu inclusive em função de a biblioteca ser central
ou setorial. Assim, sem uma ordem específica, registra-se: convencimento e/ou
obtenção de apoio da administração superior; justificativa da necessidade de
automação pelos benefícios possíveis de serem auferidos; mudança de cultura;
reuniões dos funcionários responsáveis pela automação; visitas à outras bibliotecas;
levantamento das necessidades/demandas dos usuários; estabelecimento de
prioridades; reestruturação do setor; designação da equipe e reunião com os
analistas. Citou-se também: coletar dados estatísticos, buscar recursos frnanceiros,
assessoria externa na área de informática, iniciar a partir dos livros novos adquiridos
ou de documentos básicos (Schreiner ou Sayão) e de levantamento bibliográfico, da
normalização das entradas, padronização dos processos técnicos e descartes,
cadastro de usuários. Ou então pela avaliação dos equipamentos, análise e definição
do software, implantação de bases de dados. Finalmente, pela elaboração de um
projeto de pesquisa com equipe de Diretor da Biblioteca, analistas, especialistas, e
de treinamento e capacitação de pessoal.
Pode-se verificar que são maneiras absolutamente aceitáveis e sem dúvida
dependentes da situação política/administrativa local. Analisando-se estas respostas
e as fornecidas na questão anterior, pode-se quase concluir quem iniciou por onde,
de acordo com os problemas apresentados, por exemplo: quem não teve nenhum
problema pode ter partido direto para a elaboração do projeto e análise dos softwares
existentes; quem teve problema político precisou fazer primeiro o convencimento da
administração superior, e assim por diante. Mas a queixa mais generalizada, como
foi assinalada, foi a de falta de recursos, principalmente para aquisição dos
equipamentos, o que pode ter se constituído em fator de peso para o direcionamento
do projeto elaborado.

427

�22- Sabendo o que você sabe agora sobre automação de bibliotecas, que
I

recomendações daria às bibliotecas que desejam se automatizar?
As recomendações, fora de dúvida, são frutos da experiência vivida, que por
conseguinte, espelham novamente as respostas das três questões anteriores. Neste
caso, tentou-se dar uma ordem lógica às diferentes respostas para propiciar um
quadro mais claro para aqueles que desejam automatizar as suas bibliotecas.
Em primeiro lugar, deve-se tentar obter um comprometimento total da
administração superior, com a disponibilização de recursos, equipamento e pessoal
capacitado. O sistema atual deve ser analisado, deve-se fazer compilação de dados
estatísticos, conhecer as demandas dos usuários, avaliar o acervo, fazer descartes, ter
o quadro real das necessidades da biblioteca. Pensar no produto que se deseja obter.
Usar pessoal qualificado, em cursos de informática, motivação. Formar equipe
multidisciplinar, com a presença de bibliotecário analista. Buscar assessoria técnica
se preciso. Fazer planejamento criterioso, prevendo necessidades e dificuldades a
serem ultrapassadas; ter conhecimento de O&amp;M, elaborar projeto consistente, fazer
manual de serviço de todas as etapas a serem desenvolvidas, treinar a equipe
antecipadamente. Avaliar os pacotes existentes e escolher o software mais adequado
ao uso/demanda do sistema, após estudo profundo, examinando vantagens e
limitações, e que seja consolidado no mercado. Testar exaustivamente antes da
adoção. Não desenvolver programas próprios, usar pacotes, tendo o cuidado de
analisar e adaptar a cada realidade local.
Priorizar o material a ser automatizado e fazer a implantação por módulos,
com treinamento simultâneo, não abandonando o sistema manual antes de testar.
Adquirir equipamentos de última geração; se a instituição não possuir recursos
suficientes, é melhor optar por um sistema intermediário do que por um mais
ambicioso, mas sem possibilidade de real desenvolvimento. Iniciar o processo
lentamente mas com determinação. Mostrar resultados, mesmo que sejam parciais,
para conquistar espaço e respeito.
428

�23- Gostaria de participar de trabalho de orientação/compartilhamento de
experiências de automação para as bibliotecas universitárias que planejam a
automação?
A maioria das respostas foi positiva. Acredita-se, no entanto, que já com as
respostas obtidas neste levantamento será possível elaborar-se as "Diretrizes básicas
para informatização das bibliotecas" como foi sugerido por um respondente.

24- Realizou em alguma época, ou antes da implantação do sistema automatizado
um estudo das necessidades de informação dos usuários?
A maioria das respostas foi negativa, o que contradiz novamente, as opções
das questões 1 e 2 (e muitas das respostas/recomendações anteriores .. .)

25- Possui "Política de Seleção" implantada com Comissão de Seleção?
Igualmente à anterior, i.e., a maioria das respostas foi negativa, sendo que os
membros da Comissão foram declarados como sendo tanto bibliotecários como
usuários. Aqui houve um aparente equilíbrio, mas são os resultados totais. É um
modelo que deve ser seguido pelas bibliotecas, individualmente: bibliotecários e
usuários em números representativos formando a Comissão de Seleção.

26- Que tipos de dados são coletados para a tomada de decisões gerenciais na sua
biblioteca?
Pela ordem: circulação; aquisição; cadastro de usuários; e
"outros" : dados estatísticos e de processamento técnico.

27- Qualifique as barreiras que sente existir para a comunicação entre bibliotecas
universitárias?
Barreiras burocráticas e políticas em maior número, como demonstrado nas
respostas anteriores, seguidas das barreiras de ordem técnica.
429

�28- Que equipamentos existem na sua biblioteca?
É possível fazer-se apenas uma análise global das respostas. Foi uma questão

proposta para se ter uma idéia da infra-estrutura existente nas bibliotecas
paralelamente à automação. As respostas mostram que, embora automatizadas, há
bibliotecas ainda sem telefone, sem máquinas de fax, nem fotocopiadoras . Por outro
lado, pode-se observar que quando possuem esses aparelhos, estes são em grande
número, existindo quase 1000 micros, a maioria em rede, e perto de 400
impressoras. Há maior disponibilidade de equipamento para uso interno do que
externo (usuário).

29- Qual a sua atitude com relação à cooperação/compartilhamento de recursos entre
l

bibliotecas? Concorda que tem vantagens, como suprir necessidades e somar
esforços?
A grande maioria assinalou SIM, e dentre as vantagens citadas registra-se, na
ordem: utilização de recursos de forma racional; facilita o intercâmbio; maior
aproveitamento do acervo; economia de espaço.
Quanto aos aspectos negativos, foram assinalados: possível falta de
contrapartida; necessidade de garantir que uma coleção continuará a existir naquela
biblioteca e a impossibilidade de compartilhar materiais muito demandados.

30- O que pensa sobre a criação de um Centro de Compartilhamento de Recursos,
onde seriam locados materiais em duplicata, de baixo uso, não convencionais, títulos
de coleções obsoletas substituídos por outro formato, teses externas, etc. para
desafogar o seu espaço fisico, de caráter estadual ou regional, interligado com as
bibliotecas universitárias? É um exemplo que vigora no exterior há mais de meio
século.

430

�Coletou-se material riquíssimo nesta questão, a grande maioria aprovando a
idéia. Está sendo repassado à Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias FEBAB - para as iniciativas a serem tomadas a respeito.

31- Tem conhecimento da metodologia "Conspectus" da American Research
Libraries, para desenvolvimento de coleções em redes de bibliotecas? Se negativo,
gostaria de ser informado a respeito?
A grande maioria revelou não ter conhecimento desta metodologia. Segue-se
abaixo um esclarecimento sucinto:
O Conspectus é um conjunto de códigos padrões para representar as
intensidades, a força das coleções existentes e as características dos materiais
colecionados. Propõe, assim, uma visão ou sumário dos pontos fortes das coleções e
da intensidade das futuras aquisições dos membros. O objetivo é o de promover,
desenvolver e , quando e como for necessário, operar programas para coordenar o
desenvolvimento das coleções das bibliotecas participantes. A intenção é permitir
que algumas bibliotecas deixem de adquirir materiais para disciplinas específicas
porque outras bibliotecas continuariam o apoio para essas áreas.
Arranjado por assunto, classe ou a combinação dos dois, as divisões contêm
níveis de coleção na escala de 0-5, abrangendo 5000 classes de classificação da
Library of Congress, assim: O - Fora do escopo;
1 - Mínima;

2 - Informação básica;
3 - Apoio institucional;
4 - Pesquisa;
5 - Compreensiva.
Para esclarecer o que está sendo coletado, uma série de sufixos de língua
foram acrescentados:
E - Material principalmente em inglês (English)
431

�F - Material selecionado em língua estrangeira, principalmente européia
(foreign) ;
W - Larga seleção de material em línguas estrangeiras (Wide);
Y - Material primariamente em uma língua estrangeira.
O conceito é de que as bibliotecas trabalhando juntas podem ultrapassar as
barreiras locais (os campi), deixando de ser órgãos fisicamente restritos, mas cientes
do potencial de recursos coletivos existentes para serem compartilhados. É
enfatizado que redes e compartilhamento de recursos nada fazem para atender às
prioridades locais das bibliotecas, apenas atendem as demandas das minorias e
pedidos ocasionais.

QUESTIONÁRIO 2. BffiLIOTECAS NÃO AUTOMATIZADAS

1- De que está dependendo a automação da sua biblioteca?
N esta primeira questão, dentre cinco opções apresentadas, as mais citadas
foram, pela ordem decrescente: disponibilidade de equipamento, decisão superior e
capacitação de pessoal e possibilidade financeira. Para a 5a opção, demanda dos
usuários, não houve qualquer assinalação. No aspecto "outros", foram colocados:
condições fisicas do prédio; falta de pessoal; problemas de software e de rede.

2- Quais os problemas que espera resolver com a automação?
Esta questão ofereceu 11 opções, e dentre as mais citadas e pela ordem,
seguem-se:
1. Colocar as novas tecnologias de informação a serviço dos usuários e da
biblioteca;
2. Aperfeiçoar a eficiência da biblioteca para os usuários;
3. Aperfeiçoar a eficiência interna da biblioteca;

43 2

�4. Aperfeiçoar o acesso à coleção;
5. Aperfeiçoar o intercâmbio de recursos e serviços; e
6. Aperfeiçoar o papel da biblioteca no sistema educacional
Pode-se observar que, em questão idêntica do Questionário 1, as respostas se
assemelham, apenas com mudanças de posição, como a de no 1 neste Questionário
2, que no Questionário 1, teve posição no 2.

3- Como planeja executar a automação? Descreva providências, contatos, visitas
formais e informais:
Nesta questão, como já acontecera na questão 21 do Questionário 1, fica
aparente mais uma vez a diversidade no comportamento das bibliotecas ao darem
início à implantação da automação. Pode-se constatar que várias bibliotecas
responderam que, por serem setoriais, dependem da Central para isto; em alguns
casos nota-se algum ressentimento por não possuírem autonomia para qualquer
decisão a respeito. Assim, pode-se observar duas abordagens, administrativa ou
técnica; no primeiro caso, com visitas para exame dos sistemas, reuniões, reforma da
estrutura fisica, treinamento de pessoal, contratação de consultor ou de pessoal de
informática, formação de grupos de trabalho.
A abordagem técnica, para iniciar a automação, requer a solução de
problemas tais como: interligação com a rede, escolha de software administrativo,
estatístico, bases de dados, inclusive com testes iniciais. Algumas bibliotecas
mencionaram ter iniciado com a automação dos empréstimos com código de barras,
outras com inventário para preparar para a digitação, com o processamento da
coleção de livros anteriores a 1989, e outra ainda com a preparação de planilhas para
livros e posteriormente para periódicos. Uma declarou ter iniciado com o
levantamento das necessidades e características da biblioteca.
Citados como maiores problemas a deficiência de pessoal e a falta de
equipamento, quando o início se deu com a abordagem administrativa ou técnica.
433

�4- Que problemas administrativos/políticos sente que terá que enfrentar para a
automação da sua biblioteca?
Nesta questão, os problemas se configuram de acordo com a abordagem
inicial (administrativa ou técnica) para a automação das bibliotecas. Assim, dentre
os problemas administrativos são citados barreiras fisicas, como a falta de infraestrutura, reforma do edificio, fechamento de setores durante a automação; e
também, a falta de conhecimento do funcionamento e necessidades da biblioteca.
Repetem-se aqui os problemas de falta de pessoal ou de pessoal com baixa
escolaridade e o problema fmanceiro, dificultando a aquisição de equipamentos e
programas. Estes são os problemas mais citados, juntamente com a necessidade de
treinamento. Mencionado também o problema para a manutenção do sistema,
inclusive da falta de material de consumo.
Dentre os problemas políticos, são mencionados desde a falta de política
governamental e administrativa da própria universidade (que não prioriza a
automação da biblioteca) até a falta de vontade política e tomada de decisão da
Direção.

5- Que problemas de ordem técnica existem para a automação da sua biblioteca?
Nos problemas técnicos, repete-se a falta de equipamentos (inclusive ar
condicionado), da aquisição de software, da ligação com a rede. Há bibliotecas que
necessitam micros com maior memória ou as que acham estar com versões antigas
ou necessitam uma revisão no sistema já implantado (embora constassem do
cadastro do SIBI como não automatizadas) havendo também as que antevêem um
grande problema com o processamento digital do material bibliográfico.

6- Qual equipe pretende formar para o planejamento/execução da automação?
A equipe, na maioria das bibliotecas, constitui-se do Diretor ou Coordenador
do Sistema de Bibliotecas, da Chefia do Setor Técnico, Analista da Biblioteca e
434

�Consultor Externo. Também citados: Coordenador do projeto de automação, técnico
ou assessor de informática. Similarmente ao Questionário 1 e à questão 1 deste
Questionário 2, há baixa menção ao usuário na equipe de planejamento da
automação, já que não foi por demanda do usuário que se implantou o sistema...

7- Tem possibilidade de fazer treinamento do pessoal na sua própria cidade/estado?
8- Em caso negativo, seu pessoal tem possibilidade de deslocamento para fazer
treinamento? ;
9- Em caso positivo, esse pessoal tem apoio financeiro para o deslocamento?
A grande maioria respondeu que tem possibilidade de fazer o treinamento na
própria cidade, possui possibilidade de deslocamento mas não tem apoio fmanceiro .
As questões 8 e 9 foram respondidas por poucas bibliotecas
Nestas questões parece ter havido uma certa confusão ou indecisão, pOIS
muitas bibliotecas assinalaram positivamente as questões 7 e 9, contraditoriamente,
portanto. Outras disseram que treinamento vinculado ao sistema não terá problema,
só para treinamento externo precisará apoio.

10- Em caso negativo, como pretende resolver o problema do treinamento do
pessoal para a automação da sua biblioteca?
As respostas aqui foram bastante variadas, como: através de projetos,
parceiros, convênios; elaborar manuais e treiná-los nós mesmos; pedir ajuda a outras
bibliotecas por telefone; trazer cursos; treinamento pela própria universidade; pela
FGV.

11- No caso de precisar de auxílio financeiro para o deslocamento do seu pessoal
para treinamento, do que mais tem necessidade?
Esta questão foi prejudicada pelas anteriores.

435

�Nos questionários, observa-se que o maIOr problema é o financeiro,
representado principalmente pela falta de equipamento, item com o maior número de
assinalações na questão 1. Embora a boa tendência apresentada no Questionário 1, a
falta de pessoal capacitado é ainda uma grande barreira para a automação. É de
lamentar-se a total ausência dos usuários, tanto nesta questão 1 como na de número
6, com relação à equipe para o planejamento da automação. Pode-se repetir aqui o

que se disse anteriormente: Como saber o quê o usuário precisa em matéria de
informação, se ele não é consultado? E daí para diante.
No entanto, na questão 2, o item em segundo lugar se refere a "Aperfeiçoar a
eficiência da biblioteca para os usuários" (grifo nosso)
Nas questões seguintes, no entanto, não houve maiores contradições, a não
ser as diferentes abordagens para a automação, como já fora demonstrado no
Questionário 1.
As questões 4 e 5 são coerentes como as demais que levantaram os problemas
administrativos e técnicos para a automação. Deve-se salientar a semelhança destes
problemas com os apresentados pela bibliotecas já automatizadas, com exceção para
os caso dos bibliotecários analistas, que apareceram bem mais citados como
participantes da automação.
Verifica-se, assim que, conforme foi constatado anteriormente, a situação de
penúria das universidades persiste, atrasando a modernização das bibliotecas e, por
conseguinte, a melhora do ensino superior e o avanço das ciências e das tecnologias
no país.
Desde os textos iniciais sobre automação das bibliotecas brasileiras já haviam
sido destacados os problemas de implantação de sistemas isolados, ou de sistemas
desenvolvidos para satisfazer as necessidades locais apenas; e como conseqüência
disto, a falta de padronização de formatos, sistemas e técnicas. É um problema que,
de certa maneira, ainda persiste, visto o equilíbrio existente, apontado neste

436

�levantamento, entre os sistemas adquiridos em pacote e os ainda desenvolvidos
localmente.

É um problema grave, pois a diretriz moderna, em bibliotecas universitárias,
é a integração dos vários sistemas, dentro de um campus universitário, como
apontado na revisão da literatura. Há que se salientar, contudo, que nas
recomendações há declarações bastante fortes a respeito, i.e., aconselhando a não
adoção dos chamados sistemas locais. E isto é dito principalmente por aquelas
bibliotecas que assim o fizeram inicialmente e depois partiram para a aquisição de
pacote. Deve acrescentar-se que dentre as opções citadas na questão 5 - Quais os
fatores que levaram a escolha do sistema? - as duas opções mais citadas foram:
"Aceita catalogação e formato mais usados no país e no exterior" e "Utilizado em
outras bibliotecas do país", o que prova a conscientização da necessidade de
sistemas

que

possam

propICIar

integração

com

outros,

motivando

o

compartilhamento de recursos, uma das metas principais da automação das
bibliotecas. Na verdade, pode-se observar que nos sistemas implantados a partir de
1997, há uma tendência para a aquisição em pacote, corroborando portanto as
recomendações acima assinaladas. Paralelamente, esta tendência se dá com a
possibilidade da instalação das redes de comunicação nas universidades.
Dentre os problemas ou barreiras apontadas há quinze anos (levantamento de
McCarthyem 1983) persiste ainda a falta de recursos fmanceiros, apontado em 1998
como o maior problema por grande número de bibliotecas. O da falta de pessoal
experiente diminuiu bastante, já que se constata, com grande satisfação, o
aparecimento da figura do bibliotecário analista, personagem indispensável nas
bibliotecas automatizadas. O problema da falta de precisão dos dados para entrada e
processamento já não mais aparece, havendo, ao contrário, uma constatação de
melhoria neste aspecto.
Quanto ao planejamento, como se

VIU

é ainda um ponto a ser melhor

trabalhado pelas bibliotecas que desejam se automatizar, as pioneiras pagando o
437

�ônus pela falta de orientação/instrução (inclusive de ditas "diretrizes oficiais e
política governamental", conforme McCarthy). No entanto, como este próprio
levantamento demonstrou, na parte de Recomendações e nas questões anteriores,
foram dados vários conselhos valiosos a este respeito, mostrando a experiência
vivida. E neste texto são apresentadas também diretrizes seguras para esta parte
crucial da automação.
A questão da cooperação ainda é outro tema a ser mais trabalhado, embora já
tenha avançado um pouco nos últimos anos - haja visto a aceitação do Centro de
Compartilhamento de Recursos e os aspectos positivos apontados na questão que
indaga acerca das vantagens da atuação cooperativa entre bibliotecas. Juntamente
com a idéia para a criação do centro, deve-se pensar também na possibilidade para
mais uma atividade cooperativa. A indexação sistemática de artigos de periódicos
nacionais, tarefa das mais desejadas pelos usuários, pode ser realizada sem grande
esforço pela rede de bibliotecas automatizadas, conforme preconizado no texto. E
com grandes beneficios para os usuários, motivo maior da existência do sistema.
Mas nesta questão, em primeiro lugar, é preciso que haja um a "mudança de
cultura" como alguém bem salientou em resposta ao questionário, o que implica a
maneira dos próprios bibliotecários verem a sua biblioteca. A conscientização de
que sozinha, isolada, a biblioteca, por mais perfeita que seja (esta é a visão de
muitos bibliotecários), pode muito pouco. Só com o apoio, a união, a cooperação, o
compartilhamento dos recursos, é que a biblioteca poderá atingir o ideal moderno de
intermediária da informação, e não ser apenas uma pequena coleção (todas as
bibliotecas brasileiras possuem apenas uma pequena coleção).
A grande barreira da inexistência de softwares aplicativos para a área, e após
anos de discussão e tentativas várias, parece ter-se resolvido. Existe porém o
problema da falta de equipamentos, reflexo da insuficiência de recursos alocados
pelas universidades; e por isso persiste o fato de as "bibliotecas brasileiras serem
automatizadas com recursos limitados". A diferença é que agora se utilizam micros,
438

�í

.

-r

não computadores de grande porte, e assim, em última análise percebe-se que houve
muito mais uma deterioração das universidades brasileiras na última década.
A revisão da literatura ainda mostrou que no fmal da década de 80, já se sabia
que somente "as bibliotecas com melhor nível organizacional podem de fato
aproveitar da potencialidade da máquina" e que há aquelas com "indicadores que
recomendam a automação de seus procedimentos técnicos". Constatou-se neste
levantamento o acerto destas afirmações; viu-se que houve grande variedade de
atitudes e opções para a automação, devidas claramente à visão que a Administração
Superior possuía sobre a atuação da biblioteca: para muitas era o caminho ou o
coroamento natural (tudo ou o mais imprescindível) foi-lhe concedido. Outras
tiveram que provar, ou mostrar que podiam fazê-lo, outras ainda tiveram que
conscientizar a Administração Superior dos benefícios da automação. Para essas a
batalha foi bem mais árdua.
Apesar de ter sido apontado no levantamento (questão 2, principalmente)
como o elemento principal de motivação para a automação, o usuário não mais
apareceu de maneira significativa. As Recomendações, de alguma maneira, sanaram
esta falha, mas há necessidade de um envolvimento maior do usuário, desde o
planejamento inicial, até a obtenção de feedback durante a implementação. Os
resultados da participação do usuário no processo de automação das bibliotecas
foram bastante baixos, quando se examina os dados das questões 24 e 25, sobre
estudos de usuários e política de seleção. Como saber o quê o usuário precisa em
matéria de informação, se ele não é consultado; como adquirir fontes, bases de
dados demandadas, de maneira justa, eficiente, racional, sem desperdícios, sem
lacunas importantes, se não se tiver uma política de seleção elaborada por uma
Comissão da qual faça parte número significativo de usuários?
Como foi observado, bibliotecas se manifestaram com grande entusiasmo
sobre a automação do seu sistema - fruto de árduo trabalho de muitos anos. Agora
cabe a elas seguir em frente. E seguindo a literatura: buscando atingir patamares
439

�desejáveis de produtividade e qualidade, para isto mantendo acompanhamento e
avaliação dos resultados do seu trabalho. É a única forma de manter o sistema
ajustado às demandas dos usuários e os recursos do sistema.

Abstract
Describes survey results on the automation of university libraries as part of a CNPq
project. Makes comparative analyses with the previous situation of the 70's and 80's.
Points to the necessery steps in the automation of information systems according to
the national experience.

Key Words: automation; university libraries.

440

�</text>
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Documentação&#13;
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                <text>Situação da automação nas Bibliotecas Universitárias.</text>
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                <text>Figueiredo, Nice</text>
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                <text>Descreve resultados de levantamento realizado sobre a situação da automação das bibliotecas universitárias, como parte de projeto aprovado pelo CNPq. Faz análise comparativa com a situação das décadas de 70 e 80. Traça as diretrizes, fases, passos, requisitos necessários à automação de sistema de informação, de acordo com a experiência nacional.</text>
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                    <text>SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO COM QUALIDADE:
o caso do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina.
Ivone Guerreiro Di Chiara
Professoras do Departamento de Ciências da Infonnação da UEL.
Sônia Maria Marques de Oliveira
Professoras do Departamento de Ciências da Infonnação da UEL.
Maria Inês Tomaél
Professoras do Departamento de Ciências da Infonnação da UEL.
Alessandra Atti
Aluna do curso de Biblioteconomia da UEL.
Bolsista de iniciação científica do CNPQ.
RESUMO:
A qualidade em servIço, é analisada da perspectiva do cliente/usuário, onde se
compara a satisfação versus a importância dada aos serviços e produtos do Sistema
de Bibliotecas da UEL. Para coleta de dados utilizou-se o questionário, que foi
aplicado em alunos de graduação, pós-graduação e professores. Os resultados
evidenciam que há uma diferença de opinião entre as diferentes categorias de
clientes e que há divergências entre os atributos que julgam mais importante, bem
como a satisfação que obtém. Os resultados poderão ser utilizados para a tomada de
decisão gerencial, na medida que forem aplicados ao planejamento dos serviços e
produtos. Os atributos de qualidades estudados e identificados, poderão ser úteis
como ponto de partida para o estabelecimento de indicadores de qualidade.

Palavras-Chave: Qualidade - Serviço de Infonnação - Biblioteca Universitária

395

�1 INTRODUÇÃO

OS bibliotecários têm reconhecido a necessidade de manter a qualidade dos

produtos e serviços que eles oferecem. Administração da qualidade total e controle
da qualidade tem, de acordo com Edwards &amp; Browne (1995), se tomado conceitos
importantes em bibliotecas universitárias.
No entanto, a questão da qualidade em bibliotecas universitárias esbarra em
dificuldades comumente apontadas pela literatura. A primeira delas é de ordem
conceitual, uma vez que existe um número muito grande de abordagens sobre o
assunto, a segunda está relacionada às próprias dificuldades em se trabalhar com
qualidade em bibliotecas universitárias (Drake, 1993), já que a própria universidade
dispende poucos investimentos nesta área.
Além disso, é preciso considerar que as bibliotecas universitárias, vinculadas
às instituições de ensino superior, são classificadas como organizações sem fins
lucrativos que tratam de bens e serviços, cujo objetivo primeiro é atender às
necessidades de seus clientes. Nas organizações de serviço, o critério de
desempenho não é o lucro, mas o modo como seus clientes são servidos (Megginson
et aI., 1986).
Autores como Albrecht &amp; Bradford (1992), Albrecht (1994), Parasunaman et
aI. (1985) e Las Casas (1997) distinguem bens e serviços, demonstrando que a
gestão eficaz da qualidade de serviços depende de conceitos adicionais ao conceito
tradicional de qualidade.
Portanto, faz-se necessário, apresentar alguns dos conceitos de qualidade em
serviço disponíveis na literatura e que possam ser trabalhado em unidades de
informação. Parasuraman (1985) apresenta um conceito de qualidade em serviço,
segundo o qual os usuários fazem o julgamento da qualidade pela comparação da
extensão em que o serviço atende ou supera suas expectativas numa base
consistente. Ressalta ainda que a alta qualidade em serviços ocorre quando há
demonstração de congruência entre o que os clientes esperam e o que eles recebem e
396

�as percepções da qualidade em servIço superam as expectativas dos usuários.
Conceitos similares de qualidade em serviço são apresentados por outros autores
(Las Casas, 1997; Albrecht, 1994; Albrecht &amp; Bradford, 1992, Reis &amp; Oliveira,
1997).
Para medir satisfação é necessário observar a experiência do serviço do ponto
de vista do cliente, examinando fatores que são verdadeiramente relevantes para ele
(F erreira, 1996).
O maior ou menor grau de satisfação do cliente é determinado pelos
momentos da verdade, os quais são aqueles momentos em que o cliente entra em
contato com o ambiente físico, processos, pessoas e procedimentos da organização,
formando uma impressão de seus serviços (Albrecht, 1994). O resultado da
percepção de todos estes aspectos leva a um "juízo final" , momento em que
decidimos se a experiência é satisfatória ou não (Las Casas, 1997). Os atributos de
qualidade são identificados no momento da verdade. Estes atributos são, portanto, os
requisitos essenciais para determinação do nível de expectativas dos clientes.

É importante ressaltar que existem dificuldades na demarcação entre produtos
e serviços, considerando-se alguns fatores : serviços são atos e ações abstratos,
serviços não são estocados, há impossibilidade de se manter a qualidade constante
do serviço e, por último, em serviço a produção e consumo ocorrem ao mesmo
tempo (Las Casas, 1997).
2 QUALIDADE EM SERVIÇO DE INFORMAÇÃO

Usando as características que distinguem serviços e produtos, servIço de
informação foi definido como aquelas atividades e produtos que facilitam o uso de
materiais e informação, e nas quais normalmente ocorre a interação entre o usuário e
o bibliotecário (Edwards &amp; Browne, 1995).
Em unidades de informação o cliente é o usuário, pois ele demanda e espera
um serviço (Sirkim, 1993). Assim, o nível de satisfação do cliente é o critério de
397

�atributos de qualidade dos produtos e serviços , na visão dos clientes do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina. Para tanto, adotou-se um
conceito de qualidade em serviço constituído de três elementos: cliente +
expectativa + satisfação, onde, conforme Jain &amp; Gupta (1996), qualidade não é
aquela defInida pelos seus produtores, mas aquela exigida pelos clientes.
A exemplo de quaisquer outras organizações prestadoras de serviço, as
unidades de informação devem em primeiro lugar investigar os atributos essenciais
que detenninam o nível de expectativas dos clientes. De acordo com SIRKIN (1993)
um bom começo é perguntar aos clientes o que eles consideram útil e importante no
serviço de informação.
A identificação dos sefVIços e produtos considerados importantes pelos
clientes e com os quais eles não estão satisfeitos será particularmente útil ao
planejamento estratégico da organização, de modo a colocá-la em situação de
vantagem face aos seus concorrentes: as outras unidades de informação.
Espera-se, ainda, que os resultados obtidos nesta pesquisa sirvam como
estímulo à direção do Sistema de Bibliotecas da UEL para a adoção da gestão pela
qualidade total.
3 METODOLOGIA

A Universidade Estadual de Londrina é uma das maIOres instituições
estaduais de ensino superior do Paraná, devido ao número de alunos matriculados,
cursos oferecidos e estrutura administrativa (número de docentes e funcionários).
Ela tem, aproximadamente, 10.325 * estudantes , dos quais 9. 173 * são alunos de
li

graduação e 1.152* são alunos de pós-graduação. A Universidade emprega 1.600*
docentes e 3770* funcionários técnicos-administrativos, para oferecer 36 cursos de
graduação e 79 de pós-graduação.
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina é composto
pela Biblioteca Central e três bibliotecas setoriais, que estão geograficamente
distantes do campus universitário. A Biblioteca Central é um órgão suplementar que
399

�I
\

atende as necessidades educacionais e de pesquisa da universidade, bem como da
comunidade local e regional. Com aproximadamente 119.186* volumes e 4056*
assinaturas de periódicos, a biblioteca é o maior recurso de informação para alunos e
professores da Universidade Estadual de Londrina e da região Norte do Paraná. O
Sistema oferece aos seus usuários/clientes diversos serviços, incluindo, treinamento
de calouros, comutação bibliográfica, normalização de documentos, acesso a
Internet, acesso a base de dados, entre outros serviços.
O tamanho da amostra da pesquisa foi determinado de acordo com a tabela de
Krejcie &amp; Morgan (1970), respeitando-se a proporcionalidade de cada categoria de
usuário/cliente.
A população da pesquisa representa uma amostra estratificada de 20% (319)
dos docentes, 4% (369) dos alunos de graduação e 24,5% (282) alunos de pósgraduação, totalizando 970 sujeitos. Em cada categoria a aplicação do instrumento
de coleta de dados foi aleatória, mas com a preocupação de que estivessem
representados docentes de todos os centros de estudos e alunos de todos os cursos. O
pessoal técnico-administrativo não foi incluído na pesquisa porque suas
necessidades e experiências causariam pouco impacto à pesquisa, e ainda, porque
muitos funcionários também são alunos de graduação e/ou pós-graduação.
Com o intuito de identificar a percepção dos usuários quanto ao grau de
satisfação e importância dos fatores que interferem na qualidade dos serviços e
produtos oferecidos pela biblioteca, foi utilizado um instrumento adaptado da
proposta de Chew (1978). Para a avaliação dos fatores foi aplicada a Escala de
Likert, onde 1 expressava a nota mais baixa e 7 a mais alta, tanto para avaliar o grau
de satisfação em relação as condições atuais dos fatores, quanto para avaliar a
importância dos mesmos na percepção do usuário/cliente.
O questionário foi composto de 43 questões, sendo que a primeira referia-se a
caracterização do respondente, e a última foi uma questão aberta, onde o usuário
poderia indicar aspectos positivos e negativos sobre a imagem da biblioteca. Outras
400

�41 questões foram agrupadas em quatro blocos de atributos: condições de conforto,
condições de atendimento, materiais de informação e serviços/produtos.
N a tabulação dos dados os números assinalados em cada questão foram
transformados em médias ponderadas. Para melhor compreensão da metodologia
utilizada faz-se necessário esclarecer que os sujeitos respondentes foram orientados
no ato da coleta de dados, a responderem somente questões pertinentes a serviços e
produtos por eles conhecidos. Desse modo, somente as questões respondidas foram
incluídas nas médias.
A comparação entre o grau de satisfação e importância atribuídos aos fatores
avaliados, foi estabelecida através da fórmula D=I-S, onde D= deficiência, 1=
necessidade determinada pelo grau de importância e S= condições dos serviços e
produtos determinado pelo grau de satisfação.
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Primeiramente, os dados obtidos foram tabulados e analisados globalmente,
independente da categoria do usuário e/ou do grupo de atributos a que pertencia a
questão.
Os usuários/clientes, através do questionário, avaliaram o seu grau se
satisfação com relação aos serviços e produtos, bem como o grau de importância de
cada um. Comparando-se as notas obtidas por ambos, determinou-se a diferença
entre a satisfação e a importância para identificar os mais importantes, mas ao
mesmo tempo considerados deficitários pelos sujeitos.
Na Tabela 1 apresenta-se os atributos considerados mais importantes e que
estão deficitários na visão do usuário/cliente do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Estadual de Londrina. Para estes usuários, os itens mais deficitários
referem-se aos materiais de informação, visto que o número de exemplares dos
materiais existentes, a disponibilidade de livros e periódicos foram atributos
considerados importantes, mas que não atendem suas expectativas.
401

�Os dados confirmam a premissa básica, bastante difundida na literatura da
Ciência da Informação e da Biblioteconomia, segundo a qual um sistema de
informação é útil somente quando o usuário/cliente encontra o que procura.
Premissa esta, já defendida por Gabriel Naudé no século XVll.
TABELA 1 - Ordenação dos atributos de qualidade pela diferença entre o grau de
Satisfação X grau de Importância determinado pelo usuário/cliente do Sistema de
Bibliotecas da UEL.

I

AtributOS

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II 21.Disp onibilidade de jornais locais e nacionais

6. 28

il 22 .ArranjO e indicação dos livros nas estantes
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II 23.Número de mesas para estudo

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I26Temperarura ambiente

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601

! 27.Periodo de empréstimo dos materiais de inf

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130.Treinamento de calouros no uso da Biblioteca
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I41.Limpeza e asseio

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39.Exposições no recinto da

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1

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/ 35.Temp o de resposta no atendimento / usuários

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5.87

0.71 1
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............. . ........................................................ . .................................3

A investigação conduzida mostrou que a qualidade da coleção não está
adequada às expectativas de seus usuários/clientes.
Whitehall (1992) afirma que as medidas de satisfação do clientes, de modo
geral, mostram que algo está errado, mas não especificam em quais aspectos o
serviço está falho. O que não é o caso deste estudo, pois o mesmo aponta falhas
como número de títulos e exemplares de livros técnicos-científicos disponíveis,
assinaturas de periódicos e jornais, e adequação da coleção de referência.
Ainda com relação a Tabela 1, verifica-se que o serviço que aparece em
segundo lugar, como mais importante e deficitário é o serviço de fotocópias. É
importante observar que embora a questão referente a este serviço não pertença a
categoria materiais de informação, ele apresenta relação direta com esta, visto que a
carência dos mesmos desencadeia o aumento da demanda pelas fotocópias. Este
serviço é, na realidade, uma solução paliativa para a falta dos materiais necessários,
404

l

�cuja escassez é um dos maiores responsáveis pela frustração do usuário/cliente no
uso do serviço de informação. Alia-se a estes dados, o alto custo do livro texto e/ou
a falta de tradição do estudante brasileiro em formar sua biblioteca básica.
Quanto ao serviço de fotocópias, faz-se míster ressaltar que ele exemplifica
de maneira concreta uma das características da prestação de servIço: a
inseparabilidade entre o produto fisico e o modo como ele é oferecido.
A automação das coleções também aparece entre os serviços considerados
maIS importante.s, porém deficitários e a exemplo do serviço de fotocópias,
apresenta relação direta com a disponibilidade dos materiais de informação, porque,
na visão do cliente, ela representa uma ferramenta indispensável para agilizar o
acesso às coleções.
De acordo com a premissa de Lehtinen &amp; Lehtinen, citados por Parasuraman
et aI. (1985), a qualidade em serviço é produzida pela interação entre o cliente e
elementos do serviço da organização. Eles usam três dimensões de qualidade:
qualidade fisica que inclui os aspectos fisicos do serviço (exemplo: equipamentos ou
construção), qualidade corporativa que envolve a imagem ou perfil da organização e
qualidade interativa, derivada da interação entre o contacto pessoal e clientes, bem
como clientes com outros clientes.
Comparando-se a premissa destes autores com a Tabela 1, verifica-se que a
maioria dos atributos que revelam serviços importantes e deficitários estão
relacionados à chamada qualidade fisica. Os atributos pertinentes à denominada
qualidade interativa (condições de atendimento) apresentam um menor grau de
deficiência, se comparado aos demais grupos de atributos. Os resultados
relacionados a qualidade corporativa, não foram apresentados, uma vez que neste
relato a mesma não foi objeto de estudo.
A biblioteca da UWCC (University ofWales College Cardiff) ao realizar uma
pesquisa cujo objetivo foi medir a qualidade dos serviços através da satisfação de
seus usuários (Davies &amp; Kirkpatrick, 1994), detectou aspectos dos servIços
405

�11:

considerados pelos usuários como áreas-problema, tais como: ambiente (ruído e
temperatura ambiente) e recursos (livros textos, computadores, mesas de estudo e
fotocópias).
Analisando os dados apresentados na Tabela 1, verifica-se que os usuários do
Sistema de Bibliotecas da UEL, também, apontaram, entre os dez pnmerros
atributos, áreas-problema semelhantes à biblioteca da UWCC, como

ambiente

(ruído) e recursos (livros e periódicos técnico-científicos, fotocópias, salas para
estudo, computadores para digitação de trabalhos).
Para um segundo procedimento de análise dos dados, as questões foram
agrupadas em quatro grupos de atributos, conforme apresentam-se no Quadro 1.

QUADRO 1 - Distribuição das questões por grupos de atributos
.. """"""",,,,,, ...,,.,,,,,,,,,,,,,,,,..,,........,.... ,,... ,................... ,"''''''''',.. "'''''''"."'''''''''''''''''''"., .... "."{,,.,.,,.... ,''',,..,..,,,,..,,,,,,,,,,..,....,............,,,..............,,.. ,,, .. ,,, .. ,.. ,....,,,,,,,..,....''''''',·,'''',,··.. ·· .. ''''''f

Atributos

Questões

"I
12,7,9, 10,20,22,23,24,26, 28,33,41
!

Condições de atendimento

1 18, 25, 29, 31, 32, 34, 35, 36, 38,40

SefVlçose pro dulo s

1

I
II

Após

O

•

3 • 8. 11. 13. 14. 15. 16. 17.27. 30. 37.39

agrupamento das questões, elas foram tabuladas e analisadas por

categorias de usuários/clientes, ou seja

docentes, alunos de graduação e pós-

graduação.
Para a descrição dos resultados, primeiramente, foram calculadas a média
aritmética e o desvio padrão. Para comparação das médias dos grupos docentes,
alunos de graduação e pós-graduação empregou-se o teste F para análise de
variância. Quando o teste F foi significativo, em nível de significância de 5%,
empregou-se o teste de Tukey, também em nível de significância de 5%.

406

li

�A Tabela 2 apresenta as médias aritméticas obtidas em cada grupo de
atributos, de acordo com cada categoria de usuário/cliente estudada.
Conforme pode-se observar na referida Tabela, parece haver um alto grau de
consenso entre as três categorias de usuários/clientes no que se refere a materiais de
informação, indicando-a como área-problema. As maiores médias de insatisfação e
importância foram obtidas junto aos docentes. Esta categoria apresenta um maior
grau de descontentamento, se comparado com os alunos de graduação e pósgraduação.

TABELA 2 - Médias obtidas nos grupos de atributos de acordo com cada

categoria de usuários/clientes.

l

:r""'='""""="'="""=="""=''''='''jf''='=''''"='''''""="=.[="..... ···················,···'''''''=o.:;r='''='''"'''='''='''=''''''''jl

;,

Atributos

t ~o&lt;entes

!l i~

. s- I I
!

I
i

M
- at-en-'ai-' s- d-e-Inf,
- orm
- a-ç-ão--: j'-6-,6-2-

;·,l'-·l"",.,

~~

';'.;1",.
,

•.1

Serviços e produtos
Condições de conforto

3,79
4,87

:: 6,33

4,62

I

'

i6,38

······.J

i.

14,30

16,56

li Condições de atendimento i1 6,55 .

5,54

!.;:

6,34

4,56

14,33

:1

6,48

4,39

.,1,'

1

I

16,43

·1 5,03

k 56

k 03

I,:.

6,40

':1,

!

i

l.i.'

4,57

;.:1.:

I

4,46
'I,l
.I!

II

6,26

'lI

I
i

! ! '

6,60

.•.•. 1.1,

j Graduação j
r s · · · l..:·········i .... ,: s il

'I. Pós-graduação

l,i

,...........11 ...... .. . . . . . . ...1................................1........

.............................................. ................................. :.1 ....

:1

.. ........ ...1

*1 = importância e *S = satisfação.

Portanto, os materiais de informação são considerados os atributos
prioritários na visão do usuário/cliente e para os quais as suas expectativas são
menos atendidas.
Chwe (1978) é da opinião que a necessidade por materiais de informação é a
mais direta pela qual os usuários procuram a biblioteca.
407

�I
Quanto as condições de conforto, estatisticamente, não há diferença
significativa com relação ao grau de ·satisfação e importância entre as três categorias
estudadas.
Nas condições de atendimento constatou-se que há diferença significativa nas
médias obtidas junto aos docentes, comparadas com alunos de graduação e pósgraduação, no que se refere ao grau de satisfação, os discentes estão menos
satisfeitos. Já, com relação a importância, não há diferença significativa entre as
categorias pesquisadas.
Analisando-se as médias obtidas nos atributos relacionados a servIços e
produtos constatou-se que há diferença significativa no grau -de satisfação de alunos
de graduação em relação a docentes e alunos de pós-graduação. As médias obtidas
revelam que alunos de graduação estão menos satisfeitos, embora os grupos
pesquisados consideram igualmente importante os

atributos

de qualidade

relacionados a serviços e produtos.

4.1 Uso dos Resultados na Tomada de Decisão Gerencial

A pesquisa forneceu dados que sob a ótica gerencial permitirão aos
administradores do serviços de informação estudado demonstrar os níveis de

Do ponto de vista gerencial, os resultados foram analisados com base na
Matriz dos atributos de serviço proposto por Albretch &amp; Bradford (1992), conforme
modelo da Figura 1.

IMPORT ANelA

Vulnerabilidade
competitiva
Relativa
Indiferença

Força
c omp etitiva

I

Zona cinzenta

I
Sup erioridade
irrelevante

BAIXO
BAIXO

DESEMPENHO

I

II

desempenho obtidos e utilizá-los no planejamento dos serviços da biblioteca.

ALTO

I

ALTO

408

�A apresentação dos resultados, na referida Matriz (Figura 2), relaciona a
importância de um atributo e o seu nível de desempenho. Nessa pesquisa, o nível de
desempenho foi determinado pelo grau de satisfação sentido pelo usuário/cliente
sobre a qualidade dos serviços oferecidos pelo Sistema de Bibliotecas da
Universidade Estadual de Londrina.
Figura 2. Aplicação dos resultados na Matriz de Atributos

VuJn6rabiJidad6
BJIJXA SATISFAÇAO Compen·til'a
Materiais de InfbntlAÇÃo
(D* fGiI'iPG*)

lU. TA IMP CRT P.Nc IA.

Serviços e produtos
(G*IPG*)
Condi95es de Canfotto
&amp;latilJa Jn.djfor6nça

Força

~!i!il'a

lU. TA IMPCRTP.NcIAI
lU. TA SATISFAÇAO

Condi95es de Atendim!rdo
(D* fGiI' iPG*)
Serviços e produtos (0*)
Condi95es de Ccmfotto
(D*)
Sup6rioridad6 i7r6JIJl'Qn~

lU. TA SATISF~ÃOI

BJIJXA IMP ORTÂNCII\
BJlJXASATISFAÇÁO

BJIJXA IMPCRTANCIA.

* D= do~nte; G=ahmo de graduação ;PG=aluno de pós-graduaç~
A referida Matriz foi preenchida com base nos dados da Tabela 2 e em
conformidade com a recomendação de Albrecht &amp; Bradford (1992), defIniu-se como
critério de importância e satisfação que a média f 4,5 é baixa e

3

6,0 como média

alta. Para melhor compreensão sobre a origem dos dados, apresenta-se as questões
agrupadas por blocos de atributos e categoria de usuários (Tabela 3), onde para cada
grupo, foi calculado a média aritmêtica.
Os atributos que obtiveram alto grau de importância e baixo grau de
satisfação

foram

negativamente

avaliados

e

enquadram-se

na

Zona

de

Vulnerabilidade Competitiva (alta importância/baixo desempenho), indicando que
para melhorar a posição da organização nestes atributos, é preciso aumentar o nível
de satisfação segundo a opinião dos usuários/clientes. Estes atributos requerem uma
ação urgente, pois são aspectos prioritários para mudanças e correções.

409

�Atributos referentes à materiais de informação encontram-se nesta Zona, pois
foram avaliados como muito importante, mas com fraco desempenho, requerendo
como ação prioritária o aumento no número de títulos e exemplares desses materiais.
Sugere-se que, sejam tomadas decisões sobre a automação da coleção, visto que esta
agilizaria a obtenção de informação em materiais que muitas vezes é desconhecido
do usuário, e conseqüentemente, na maioria das vezes sub-utilizado por falta de um
eficiente sistema de recuperação.
Para os discentes de graduação e pós-graduação as condições de conforto e os
serviços e produtos também estão nesta Zona de Vulnerabilidade Competitiva, pois
estes grupos de usuários/clientes os consideram muito importante e estão muito
insatisfeitos.
No grupo de atributos referente a sefVlços e produtos, destaca-se como
deficitário o serviço de fotocópia. Como uma das soluções para o problema sugerese uma diversificação no serviço, disponibilizando-o em forma de auto-atendimento,
a exemplo de outras instituições brasileiras, ou ainda, que a instituição desenvolva
um estudo de custo/beneficio sobre outras alternativas para o serviço de fotocópia.
Os atributos de condições de conforto localizam-se também na Zona de
Vulnerabilidade Competitiva, visto que a média de importância dos atributos é alta e
, seu desempenho considerado baixo. Nesse caso, em condições de conforto, a
Biblioteca Central está perdendo na diferenciação de mercado, ou seja, nesse
atributo ela não se distingue de seus concorrentes. Para melhorar a satisfação de seus
usuários/clientes é preciso disponibilizar equipamentos para digitação de trabalhos,
bem como, para uso de materiais audiovisuais.
As condições de atendimento são atributos avaliados positivamente e de
grande importância para os três grupos de usuários/clientes. Com estes dois critérios
a Zona de interseção é a Força Competitiva (alta importância/alto desempenho). Isto
significa que o Sistema estudado está em posição confortável perante seus
concorrentes nestes atributos.
410

�li

411

�I

i~~~~~:'I~:~~~=~:~~~~~~I~~~1
,I CONDIÇÕES DEATENDIMENfO

;·Cort~~i~··~·"~·~bili~i~d~·· d~··~·~·~~~~ d·~·Bib1i·~~·~~·a · ....

.i· · 6·:64··;'""· 5:94 '1· · 6·~66·· i·· 5:25··-1--··· ·6.50

I ú·i·1

!

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i ..

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I

f;';~;:::;:;:,:::;;;;:~~;;;=;;"··,,,,·l :; I :'~I~f' ;;!" :';"rl·, :~ 1

f~~-;-respost.. no at.ndUn.nto aos usuários
Disporubilidad. d; p.SSO&amp; para at.ndUn.nto
Respostas a todas solicitações. recl,..ações
D.di,. D. t.mpo para a ",01 dosseu, problemas

}.

.

..,1

631 ,I

IF 1 5.56 11 6.49 11 5.18 [

11

6 .52 1 4.85

ir !
;1 6.48

1

'1

6.53

frn-r

5.36 1 658 11 4.96
5.61 1 6.53

5.02

•
32

I

i~

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i

4.84
5.01

I"
Ir;~~~~~,;~~~=o~~,=·~~~~].r·~~~r·:I· 6,~~"lr"~ ~~ [ :~:l~:
Qualidade da, respostas fom.oidas por

.. .

t.l~on.

II

.1

i-A
I-c-e-s-so-a-b-a-s-e-d-e-da-d-o-s----.-.-.-.---.--.-.-.-....-,,1

636 ;1 Dl 1 6.)J 1I 4.94

. .t

i

;1

6; :1 4,83

..

612 [ 416 1 654 '1 436 1

636

1

1

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1~;:~m;~;;~:.'~~:~:=: :,:jl,:;~I~~;I:~;,f~:::t;~
Ip=o~d=;~~d~;-~.~ri~;d·: :=-I 6~I j94P71:1 49~~~!

.r----"""':-.--.~r----"""'!

!

412

,

�6.60

I 4.37 ;1

, &amp;npréStimo de matode ttll. de outras Bibliotecas

11

!Sernço de fotocópia

I 6.57 '

6·71 1 5.~~ .

3.84 II 6.69

il

3.44

. .. 6.31

1 . ~·36

P il

3.81

i&amp;npré'~~~'d~ricili~-'de materiai;"de ttll. ··-··--···-···-!-·-ó:õ7T-j:9ilj6A9iI4.24 i-;S-·64T-D;-

: _ :_ • :: .• • . • .• -==- . . . . ..slm~~o~~!I .66ot:~1~_~ I~~~J.• . 6~~t~:

*1 = Importância; S = Satisfação

Considere-se que seus concorrentes são as demais instituições de ensmo
superior e pesquisa que oferecem serviços de informação similares. Ou ainda,
conforme assinala Sirkin (1993) a competição pode estar dentro da própria
instituição na disputa pelos escassos recursos orçamentários. Mesmo que esta
competição não exista, por parte de outras instituições, ela está presente na própria
tecnologia disponível, a qual segundo Drake (1993) tem sido um dos maiores fatores
a provocar mudanças na maneira pela qual estudantes, professores e a maioria da
população se comunica, aprende, encontra e usa a informação.
Para os docentes as condições de conforto e os serviços/produtos oferecidos
pelo Sistema de Bibliotecas foram indicados como importantes, e seu grau de
satisfação está superior ao dos discentes.
Quanto à valorização das condições de conforto infere-se que os docentes
utilizam com menos freqüência o espaço fisico da biblioteca, visto que os mesmos
possuem salas e mesas individualizadas em seus respectivos centros de estudo. Já,
para os discentes o grau de insatisfação é maior em relação a disponibilidade de
413

�salas para estudo em grupo, número de mesas e cadeiras, nível de ruídos, dentro
outros apontados como menos importantes.
Quanto aos atributos referentes a serviços e produtos, docentes apresentaram
maior grau de satisfação que os discentes. Tal fato nos permite inferir que docentes

I

1

necessitam e utilizam com maior freqüência os serviços e produtos oferecidos,
indicando maior grau de insatisfação em relação ao serviço de comutação e alto grau
1

de importância ao acesso à base de dados.
Ambos, são extremamente essenciais para que os docentes se mantenham

I

atualizados com os novos conhecimentos, refletindo na mellioria da qualidade do
ensmo.
Os resultados obtidos não permitiram a inserção de nenhum dos atributos nas
chamadas Zonas de Relativa Indiferença (baixa importância/baixo desempenho) e na
Zona Cinzenta (desempenho neutro/importância neutra).
5 CONCLUSÃO

,I

A partir dos resultados apresentados pode-se definir como qualidade em
serviço a diferença existente entre a satisfação e importância atribuída pelo
usuário/cliente nos diversos atributos pesquisados. Os resultados possibilitaram,
ainda, a identificação de atributos considerados importantes para os usuários/clientes
do Sistema de Bibliotecas da DEL, mas que na sua opinião estão deficitários porque
não atendem as suas expectativas. Esses atributos são aqueles referentes aos
materiais

de

informação,

tais

como,

número

de

exemplares

existentes,

disponibilidade de livros e periódicos técnico-científicos, entre outros.
Dentre os serviços oferecidos, aquele considerado mais deficitário pelas três
categorias estudadas é o de fotocópias. Tal resultado apresenta uma relação direta
com a insuficiência de exemplares de materiais de informação, atributo este
considerado o mais deficiente.
N a tentativa de apontar ações e melliorias que modifiquem a situação
apresentada, a matriz de atributos proposta por Albrecht &amp; Bradford (1992), aponta
414

1

�que os atributos relativos a materiais de informação, serviços/produtos e condições
de conforto são prioritários, pois deixam o sistema muito vulnerável em relação aos
seus concorrentes. Já, as condições de atendimento oferecidas pelo sistema são sua
força competitiva, na medida em que são considerados importantes e apresentam um
alto desempenho na visão do usuário/cliente.
Definitivamente os momentos da verdade para os usuários/clientes do
Sistema de Bibliotecas da DEL tem provocado uma experiência insatisfatória,
quando eles não encontram o material de informação que procuram. Deste modo, a
premissa difundida pela teoria da qualidade, "fazer certo pela primeira vez" é
excepcionalmente verdadeira quando se refere a busca de materiais de informação.
Portanto, pode-se inferir que aquele momento da verdade no qual o cliente não
encontra o material que procura, pode influenciar negativamente na avaliação de
outros serviços oferecidos pela Biblioteca.
Espera-se que a identificação dos atributos e expectativas destes grupos de
usuários/clientes sejam utilizados como ponto de partida para o estabelecimento de
indicadores de qualidade. Pois, gerentes de unidades de informação, precisam estar
permanentemente atualizados quanto aos fatores que determinam o grau de
satisfação de seus usuários/clientes. Para tanto é necessário desenvolver processos
de acompanhamento e de avaliação sistemática, que possam ser traduzidos em
indicadores quantitativos. Assim se poderá medir e avaliar periodicamente a
evolução do grau de satisfação dos usuários/clientes.
Finalizando, deve-se ressaltar que o Sistema de Bibliotecas da DEL, ainda
não atingiu um nível de qualidade que satisfaça todas as expectativas de seus
clientes, o que permite sugerir a melhoria contínua e estratégica de seus produtos e
serviços. Atendendo a essas necessidades o Sistema adquirirá uma reputação pela
qualidade, o que lhe permitirá obter sucesso na era da informação altamente
competitiva.

415

�I

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revolucionar a maneira de tratar seus clientes. 2. ed. São Paulo: Pioneira,
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sefVIce.

Library
417

l

�n
Quality Information Services: the case of Londrina State University
Library System

I

ABSTRACTS
Quality in the services is analysed from the client/user's perspective, companng
satisfaction versus the importance given to the services and products of UEL Library
System. A questionnaire was used for data collection, and applied to undergraduate
and graduate students, and to professors. The results show that there is a di:fference
of opinion among the different categories of clients, and that there are divergences
concerning the attributes the clients judge as most important, as well as the
I

satisfaction obtained. The results may be used in managerial decision making if
applied to the planning of services and products. The quality attributes studied and
identified may be useful as a starting point in the establishing of quality indicators.

,

418

,

t

J

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
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        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71352">
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                </elementText>
              </elementTextContainer>
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            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71353">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
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            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              </elementTextContainer>
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              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                  <text>UFC</text>
                </elementText>
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                <text>A qualidade em serviço é analisada na perspectiva do cliente/usuário, onde se compara a satisfação versus a importância dada aos serviços e produtos do Sistema de Bibliotecas da UEL. Para coleta de dados utilizou-se o questionário, que foi aplicado em alunos de graduação, pós-graduação e professores. Os resultados evidenciam que há uma diferença de opinião entre as diferentes categorias de clientes e que há divergências entre os atributos que julgam mais importante, bem como a satisfação que obtém. Os resultados poderão ser utilizados para a tomada de decisão gerencial, na medida que forem aplicados ao planejameto dos serviços e produtos. Os atributos de qualidade estudados e identificados, poderão ser úteis como ponto de partida para o estabelecimento de indicadores de qualidade.</text>
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                    <text>PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA A IDENTIFICAÇÃO DE
INDICADORES DA QUALIDADE: aplicação em bibliotecas
universitárias da área odontológica.

Waldomiro de Castro Santos Vergueiro
Professor do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo,
Coordenador da Pesquisa.
Teima de Carvalho
Diretora Técnica do Serviço de Documentação Odontológica da
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.
Membro da equipe técnica da pesquisa
Levaku Soujanya Kumari Reddy
Bibliotecária. Membro da equipe técnica da pesquisa

RESUMO:
Trabalho de pesquisa em andamento que visa identificar os indicadores de qualidade
nas bibliotecas universitárias brasileiras. A população alvo foi formada por 7
bibliotecas odontológicas que se localizam no Estado de São Paulo pertencentes à
instituições universitárias ligadas ao ensino público, sendo: Universidade de São
Paulo (Faculdade de Odontologia de Bauru, São Paulo, da Capital e de Ribeirão
Preto); Universidade de Campinas (Faculdade de Odontologia de Piracicaba) e
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"

(Faculdade de

Odontologia de São José dos Campos e de Piracicaba) em função de características
específicas dos serviços de informação em ambiente odontológico e também a
participação dessas instituições em redes de informação bem como sua integração
em programas de qualidade. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o
questionário, sendo elaborado um para os administradores de bibliotecas e outro
para os clientes das bibliotecas avaliadas, a fim de obter uma saudável correlação
entre as visões dos profissionais das bibliotecas e a de seus clientes, ampliando-se a
380

�possibilidade de detenninar indicadores adequados para avaliação de desempenho
das bibliotecas universitárias brasileiras, ou seja, medida de sucesso/insucesso dos
serviços/produtos por ela disponibilizados. Espera-se que o estudo em questão
possibilite não só o estabelecimento de indicadores mas, a longo prazo, a definição
de padrões de desempenho para as bibliotecas universitárias brasileiras, algo de cuja
falta o ambiente bibliotecário nacional ainda se ressente.

1 - INTRODUÇÃO

A qualidade é uma meta que, cada vez mais as organizações estão buscando
visando atingir o desenvolvimento sócio-econômico-político das nações, com o
objetivo de maximizar a competitividade de bens e serviços, a melhoria de vida e o
crescimento do ser humano como um todo. Entretanto, embora a discussão sobre a
questão da qualidade esteja presente nas preocupações dos administradores desde o
início deste século, em países menos desenvolvidos esse interesse ainda está em fase
de amadurecimento: verifica-se que poucos programas nesse sentido foram
efetivamente implantados nesses países e, quando o foram, voltaram-se quase que
exclusivamente para a área de produção; as organizações de serviços, de uma
maneira geral, ainda não apresentam suficiente sensibilização para esse assunto. O
Brasil não constitui exceção a essa regra.
As duas últimas décadas abriram enormes perspectivas para os serviços de
informação. Vislumbra-se um consenso de que "as infraestruturas informacionais se
transformaram em uma área vital para o debate político internacional e movimentos
estratégicos da indústria" (SANTUCCI, 1994, p.237)
Entre os fatores que estão atualmente influenciando os sefV1ços de
informação, podem ser destacados os seguintes:
Tecnológicos: o desenvolvimento das tecnologias informacionais tomaram
possíveis grandes realizações na área. A biblioteca virtual já é muito mais que um

381

�objeto de curiosidade de alguns estudiosos, sendo vista por muitos pesquisadores
como uma possiblidade bastante concreta (SEILER, SURPRENANT, 1993).
Econômicos: com o aumento substancial dos preços dos materiais impressos
nos últimos anos, principalmente o de assinaturas de periódicos, as instituições de
infonnação são chamadas, cada vez mais, a maximizar a eficiência de seus
procedimentos administrativos (NEWELL, 1993, p.l02). Por outro lado, com o
crescente oferecimento de novos produtos, pode-se esperar pelo barateamento das
chamadas "publicações eletrônicas", como os vídeo discos, os discos digitais de
áudio e os CD-ROMs.
Políticos: o mundo VIVe um momento de evidente predisposição para a
unificação de fronteiras entre os países. A globalização cada vez mais envolve
iniciativas que visam à eliminação de barreiras alfandegárias ou tratados fonnais
estabelecendo zonas de mercado comum, algumas já implementadas (CCE Comunidade Econômica Européia;
MERCOSUL - Mercado Comum do Sul; NAFT A - Tratado Norte-

Americano de Livre Comércio) enquanto outras (Países Bálticos, Sudeste Asiático
etc.) ainda constituem apenas previsões (DRUCKER, 1993, p.135-8).
Sociais: o mundo acadêmico já não pode mais prescindir das ferramentas da
eletrônica. Ao mesmo tempo, a popularização de sistemas globais de comunicação
como a Internet transfonna os computadores em elementos tão corriqueiros do
cotidiano, como os telefones, as televisões e os rádios portáteis. O "mercado global
da infonnação" torna-se realidade (GATES, MYHRVOLD, RINEARSON, 1995,
p.17).
Por outro lado, apesar de todas as previsões futurísticas, é possível acreditar
que, no que se relaciona com o fornecimento de infonnações, a jornada em direção
ao pleno desenvolvimento não acontecerá de fonna instantânea, exigindo a
coordenação de uma série de esforços tanto a nível nacional como regional. Um país
que queira tornar-se sócio da "Infra-estrutura Global da Infonnação" imaginada pelo
382

�vice-presidente dos Estados Unidos (VITRO, 1994, p.224) deverá necessariamente
modificar suas deficientes infra-estruturais nacionais.
No fim do presente Século, os países mais desenvolvidos já parecem
considerar a informação como "dramaticamente e estrategicamente importante
(GASSOL DE HOROWITZ, 1993, p. 171). Em vista disso, é possível concluir que
países

como

o Brasil terão necessariamente

que priorizar as questões

informacionais, a fim de reduzir a distância que os separa dos países mais
avançados. Organizações informacionais mais diretamente relacionadas aos setores
produtivos - os centros de informação das áreas industriais, principalmente - serão
as primeiras a serem afetadas, sendo seguidas de perto pelas instituições da área
científica e do ensino superior.
Dentro desse quadro, o papel das bibliotecas universitárias como suporte ao
desenvolvimento social do país passa a ter maior relevância. Para fazer face às novas
exigências do mercado, é necessário que essas organizações defrnam práticas de
trabalho e métodos gerenciais que tenham condições de responder, de maneira
rápida e eficiente, às demandas que lhes são feitas pela sociedade. Nesse sentido, a
identificação e aplicação de indicadores da qualidade aos serviços e produtos das
bibliotecas universitárias podem ser vistos como uma estratégia potencialmente
capaz de possibilitar atingir tal objetivo. Este trabalho visa discutir essa questão,
relatando a busca de identificação desses indicadores em bibliotecas universitárias
brasileiras, enfatizando uma área de conhecimento específica.

2 - SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO E A APLICAÇÃO DE PROGRAMAS DE
QUALIDADE

No campo da biblioteconomia, inexiste uma base teórica sólida para a
compreensão e uso desse conceito no gerenciamento de serviços de informação.
JUROW, BARNARD (1993), por exemplo, afirmam que, embora exista um grande
número de livros, artigos, folhetos e manuais sobre o tema da qualidade, muito
383

�pouco ainda se acha direta ou indiretamente relacionado com as bibliotecas. Essa
escassez de artigos também é confmnada textualmente por FITCH, THOMASON,
WELLS (1993), ao relatarem sua experiência com a implantação da gestão da
qualidade na Biblioteca Harwell G. Davis, na Universidade de Samford
(Birmingham, AL). Como fator demonstrativo desse atraso de aplicação dos
conceitos da qualidade, basta citar que os primeiros livros da área que enfocam essa
problemática foram publicados há partir de 1995 (BROPHY, COULLING, 1996;
HERNON, ALTMAN, 1995; ST. CLAIR, 1995, 1996). No entanto, é importante
também assinalar um progressivo aumento de interesse pelo assunto na literatura
especializada em biblioteconomia, podendo-se já encontrar fascículos de periódicos
da área integralmente dedicados à problemática da qualidade, como é o caso do
periódicos inglês Journal of Library Administration, que, em 1993, publicou o um
número temático intitulado Integrando a gestão da qualidade ao ambiente da
biblioteca, no qual vários profissionais apresentaram contribuições valiosas para o
melhor equacionamento da questão da qualidade nos serviços de informação. No
Brasil, a revista Ciência da Informação também dedicou um número à discussão da
relação entre Informação e Qualidade. E as primeiras revisões de literatura na área
também já podem ser encontradas na literatura biblioteconômica, destacando-se, em
âmbito internacional, o trabalho de BOELKE (1995), e, realizando a cobertura da
bibliografia nacional, o artigo de VALLS, VERGUEIRO (1998).
Uma das primeiras menções à qualidade na literatura internacional
especializada está ligada aos Padrões mínimos para sistemas de bibliotecas públicas,
estabelecidos pela AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION em 1966. Entretanto,
essa visão da qualidade guarda ainda uma relação próxima com os critérios de
"inspeção da produção" criados com o Taylorismo, conforme observado por
LANCASTER (1969).
Em época mais recente, esse enfoque inicial parece ser ultrapassado.
TAYLOR, WILSON (1990), por exemplo, fazem a analogia entre os servIços
384

�bibliotecários e os serviços de venda a varejo em uma loja, na qual a qualidade é
reconhecida pelo cliente em termos de facilidade de locomoção, sinalização clara,
estoque atualizado e de fácil acesso, além de pessoal competente. Dessa maneira,
deslocam o foco de atenção da qualidade do controle dos processos para o
beneficiários dos serviços.
Na mesma linha de raciocínio, SHAUGHNESSY (1987) defende que os
principais requisitos para a qualidade de um serviço de informação são o
entendimento das necessidades e expectativas dos usuários; a segurança (incluindo a
confiabilidade); a cortesia e a comunicabilidade; a adoção de linguagem adequada
por parte dos profissionais de informação (incluindo sua postura corporal e os
meios/canais de distribuição); e, por fim, uma ambientação fisica adequada.
O relato de experiências com a implantação da gestão da qualidade em
bibliotecas e serviços de informação pode também ser encontrados nos trabalhos de
ASSER (1993), BOEKHORST (1995); CALDEIRA (1994); COSTA, LIMA
(1994); DESIREY et al (1988);
FREDENBURG (1988),

FITCH,

KINNELL (1995),

THOMASON,
MACKEY,

WELLS (1993),

MACKEY (1992),

MARTIN (1993), PINTO (1993); ROCHA, GOMES (1993); SHEDLOCK (1988);
SILVA, ALMEIDA, BELLUZZO (1994) e WHITEHALL (1992), entre outros.
Dos trabalhos acima assinalados, cabe destacar a revisão bibliográfica
seletiva sobre a Qualidade em Bibliotecas e Serviços de Informação realizada por
WHITEHALL (1992), que, ao final, apresenta considerações importantes para o
conhecimentos dos indicadores de satisfação dos clientes em serviços de
informação:
•

adequação das fontes de informação à área de interesse dos usuários;

•

a informação fornecida deve conter itens relevantes para o usuário;

•

rapidez no acesso e fornecimento da infonnação;

•

avaliação do usuário sobre o serviço;

•

facilidade de uso dos serviços e produtos oferecidos.
385

�Conclui-se, aSS11ll, que um dos fatores fundamentais para a gestão da
qualidade em serviços de informação é o foco no cliente. É necessário, portanto, que
os bibliotecários adquiram a compreensão desse princípio e da importância de
oferecimento de um serviço voltado diretamente para o atendimento das
necessidades e expectativas dos clientes. À medida que o conhecimento sobre a
dimensão dos serviços aos clientes aumenta, passa-se a conhecer os critérios que
estes utilizam como julgamento, chegando-se aos demais requisitos indicados por
SHAUGHNESSY (1987).

3 - BUSCA DE INDICADORES DA QUALIDADE EM BmLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS
A preocupação com a qualidade dos serviços bibliotecários, principalmente
na área universitária, leva necessariamente à busca de indicadores que possam ser
utilizados para avaliar de forma contínua esses serviços em contexto acadêmico. De
acordo com WHITEHALL (1992), algumas medidas de desempenho fornecem
informações sobre a qualidade, porque dizem respeito aos critérios individuais.
Exemplos dessas medidas são as de acessibilidade, tempo de resposta, abrangência
da coleção e relevância do acervo.
Essas medidas podem ser usadas diretamente para o controle da qualidade em
bibliotecas, mas requerem a existência de indicadores para a otimização dos critérios
que abrangem. Esses indicadores constituem parte essencial do processo de
qualidade e podem ser empregados por profissionais que desejem introduzir a gestão
da qualidade. De um modo geral, os indicadores foram inicialmente vistos como
alvos numéricos ou guias quantitativos para avaliar um serviço específico.
Entretanto, mais recentemente, os autores os têm identificado de maneira diversa,
utilizando-os como critérios gerais de excelência para todos os aspectos envolvidos
nos serviços e produtos disponibilizados aos clientes. Nesse sentido, destaca-se o

386

�artigo de CULLEN, CAL VERT (1996), principal fundamento utilizado neste
trabalho.
Considerando as possibilidades da pesquisa científica no Brasil, sofrendo
influência direta de fatores como distância geográfica e limitações orçamentárias
muitas vezes quase impossíveis de serem sobrepujadas, a busca de indicadores de
qualidade em bibliotecas universitárias deveria necessariamente iniciar-se por uma
área específica do conhecimento, para então extrapolar seus resultados para as
demais áreas. Sob esse ponto de vista, o trabalho de identificação de indicadores
aqui apresentado optou pela concentração dos esforços de pesquisa nas bibliotecas
da área de Odontologia, também restringindo esse universo àquelas pertencentes a
instituições universitárias ligadas ao ensino público no Estado de São Paulo. Essa
escolha parece justificar-se em função de características específicas dos serviços de
informação em ambiente odontológico, nos quais as demandas por informação
especializada implicam em um posicionamento ativo do profissional para responder
de maneira adequada às necessidades e exigências de sua clientela, constituída por
profissionais especializados, conhecedores dos recursos e novas tecnologias de
informação em sua área de atuação.
Levando em conta as premissas aCIma assinaladas, a população-alvo foi
formada por 7 bibliotecas odontológicas que se localizam no Estado de São Paulo, e,
também, apresentam como diferencial a coordenação e/ou participação em redes de
informação, bem como sua integração em programas de qualidade. Essas bibliotecas
pertencem às seguintes universidades:
•

Universidade de São Paulo (Faculdades de Odontologia de Bauru, São Paulo, da
Capital e de Ribeirão Preto;

•

Universidade de Campinas (Faculdade de Odontologia de Piracicaba); e

•

Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Faculdades de
Odontologia de São José dos Campos e de

•

Piracicaba).
387

�A pesquisa aqui relatada estabeleceu como objetivo principal a identificação
de indicadores da qualidade aplicáveis às bibliotecas universitárias brasileiras. Para
isso, foram realizados os seguintes passos metodológicos:
•

busca bibliográfica na base de dados ISA (Information Sciences Abstracts) de
1966 a 1997;

•

recuperação de artigos considerados pertinentes;

•

localização, leitura e análise dos artigos, classificando-os segundo critérios de
pertinência estabelecidos pela equipe de pesquisa;

•

inserção dos artigos considerados como muito pertinentes para o trabalho em
base de dados específica, utilizando-se o programa Microisis;

•

elaboração-de uma lista de indicadores considerados aplicáveis à realidade
brasileira;

•

constituição dos instrumentos de coleta de dados para a pesquisa, visando avaliar
a adequação dos indicadores selecionados.
Para a seleção dos indicadores a serem testados por dirigentes e clientes de

bibliotecas odontológicas brasileiras, tomou-se por base aqueles elaborados por
CULLEN, CALVERT em pesquisa divulgada em 1996. Os indicadores propostos
no trabalho desses dois professores neozelandeses, derivam-se das "13 dimensões de
efetividade" por eles elaboradas:
•

Processos de gestão

•

Recursos de input

•

Coleção

•

Questões de acesso ao documento

•

Serviço de referência

•

Acesso fisico aos materiais

•

Outros serviços

•

Uso da biblioteca/coleção

•

Ambiente fisico
388

�•

Preservação e segurança

•

Acesso a artigos de periódicos

•

Conveniência

•

[Sem rótulo]
Cada uma dessas dimensões pode incluir um número variado de indicadores.

Como exemplo, verifica-se que, segundo a proposta dos autores citados, a dimensão
"Processos de gestão" implicam em indicadores relativos aos processos de
planejamento, elaboração de políticas e comunicações, abrangendo, também, o
envolvimento dos clientes no processo de tomada de decisões da biblioteca. A
última dimensão proposta, "Sem rótulo" (em inglês, no label) buscou cobrir
indicadores que pareciam não manter uma correlação direta com qualquer das
dimensões anteriores, como é o caso da "disponibilidade de assentos para usuários
próximos ao acervo de referência".
Por outro lado, é importante assinalar que o estudo na área odontológica
brasileira, ora relatado, buscou também ampliar a proposta original de CULLEN,
CALVERT (1996) na medida em que busca retratar, também, a opinião dos clientes
das bibliotecas avaliadas, enquanto que os autores neozelandeses basearam a
formulação de seus indicadores apenas na opinião dos profissionais atuantes nas
bibliotecas universitárias de seu país. Tem-se claro que, desta forma, pode-se obter
uma saudável correlação entre as visões dos profissionais das bibliotecas e as de
seus clientes, ampliando-se a possibilidade de determinar indicadores adequados
para avaliação do desempenho das bibliotecas universitárias brasileiras, ou seja, a
medida de sucesso/insucesso dos serviços ou produtos por elas disponibilizados.
Para elaboração dos instrumentos de coleta de dados (questionários),
entendeu-se pertinente segmentar o universo da pesquisa em duas categorias: a) os
administradores dos serviços de informação, e b) os clientes/usuários desses serviços
(diferenciados pelas categorias de docentes e estudantes). Em um primeiro
momento,

cogitou-se em maior detalhamento desse unIverso,

elaborando
389

�instrumento específico para os bibliotecários que trabalham diretamente no
atendimento ao cliente; no entanto, as discussões da equipe levaram à conclusão de
que tal procedimento seria pouco adequado aos objetivos propostos, pois, além de
dificultar a coleta de dados, não trariam diferenciais significativos para sua análise.
Além disso, entendeu-se que o administrador do serviço, para responder às questões
propostas, teria necessariamente que buscar subsídios junto aos profissionais que
trabalham em contato direto com o público, preenchendo, dessa forma, uma eventual
lacuna no entendimento da visão do cliente por parte do serviço de informação.
O questionário direcionado para os administradores dos serviços de
informação foi composto por 51 perguntas abertas e/ou fechadas, derivadas dos
indicadores selecionados. Para a definição do número e forma para submeter os
questionários aos clientes das bibliotecas, fez-se contato com os administradores,
visando determinar a totalidade do universo. Após o recebimento dessa informação,
estipulou-se uma amostragem de 2% de cada instituição para embasar a pesquisa,
tanto para a categoria de docentes como a de estudantes (graduação e pós). Devido a
limitações frnanceiras, optou-se por enviar esses questionários diretamente aos
administradores, solicitando-lhes, por intermédio de oficio do coordenador da
pesquisa (ver anexo 1), que fizessem a aplicação aos clientes.
Atualmente, o trabalho encontra-se na fase de coleta de dados, tendo os
questionários sido enviados às bibliotecas e aguardando-se o seu retorno.

390

�4 - CONCLUSÃO

A deftnição de indicadores de qualidade apropriados à realidade brasileira
parece ser ponto fundamental para se atingir a excelência nesses serviços,
entendendo-se que a pesquisa relatada neste trabalho tem condições de oferecer
subsídios valiosos para esse objetivo. No entanto, tem-se também a clara
consciência de que ela representará apenas um primeiro passo nessa busca, pois a ela
deverão seguir-se medidas que visem à conscientização dos proftssionais quanto aos
beneficios da adoção de indicadores, os quais podem levar a uma melhor
compreensão do desempenho dos serviços de informação.
Além disso, acredita-se que o estabelecimento de indicadores pode levar, em
mats longo prazo, à deftnição de padrões de desempenho para as bibliotecas
universitárias brasileiras, algo de cuja falta o ambiente bibliotecário nacional ainda
se ressente.

391

�5 - BmLIOGRAFIA CONSULTADA

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Ciência da Informação&#13;
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>Proposta de metodologia para a identificação de indicadores da qualidade: aplicação em bibliotecas universitárias da área odontológica.</text>
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                <text>Vergueiro, Waldomiro de Castro Santos, Carvalho, Telma de, Reddy, Levaku Soujanya Kumari</text>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Trabalho de pesquisa em andamento que visa identificar os indicadores de qualidade nas bibliotecas universitárias brasileiras. A população alvo foi formada por 7 bibliotecas odontológicas no Estado de São Paulo, de instituições universitárias públicas, em função de características específicas dos serviços de informação em ambiente odontológico e também a participação dessas instituições em redes de informação, bem como a sua integração em programas de qualidade. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o questionário, sendo elaborado um para os administradores de bibliotecas e outro para os clientes das bibliotecas, a fim de obter uma saudável correlação entra as visões dos profissionais das bibliotecas e de seus clientes, ampliando-se possibilidade de determinar indicadores para avaliação de desempenho das bibliotecas universitárias brasileiras, ou seja, medida de sucesso/insucesso dos serviços/produtos por ela disponibilizados, visando a longo prazo, a definição de padrões de desempenho para as bibliotecas universitárias brasileiras, algo de cuja falta o ambiente bibliotecário nacional ainda se ressente.</text>
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                    <text>PROCESSO DE SELEÇÃO: ANÁLISE DE CRITÉRIOS PARA
MATERIAIS NO FORMATO ELETRÔNICO
Marilda Corrêa Leite dos Santos
Bibliotecária-Chefe - Seção de Aquisição e Tratamento da Informação do
Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de
QuímicalUNESP-Campus de Araraquara

Valéria Aparecida Moreira Novelli
Bibliotecária-Chefe - Seção de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação do Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de
QuímicalUNESP-Campus de Araraquara

Valéria de Assumpção Pereira da Silva
Diretor Técnico de Serviço - Serviço de Biblioteca e Docum~ntação do
Instituto de Química/UNESP - Campus de Araraquara

RESUMO

O processo de seleção para os materiais bibliográficos em melO eletrônico é
semelhante ao processo utilizado para os materiais impressos, porém, a seleção
desses novos materiais requer uma série mais extensa de critérios. O presente
trabalho apresenta uma análise quantitativa de uso de alguns critérios utilizados para
os materiais em meios eletrônicos.

INTRODUÇÃO

O processo de seleção de materiais bibliográficos atravessa atualmente um
periodo de mudanças decorrentes da necessidade de serem adquiridos materiais em
meio eletrônico. Alguns materiais bibliográficos impressos, como as obras de
368

--.._-~

�referência, estão sendo substituídos por materiais em meio eletrônico, fazendo-se
necessário que sejam repensados os critérios já estabelecidos para os materiais
Impressos.
A Rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista - UNESP é
composta pela Coordenadoria Geral das Bibliotecas instalada na cidade de São
Paulo e por 24 Bibliotecas, situadas geograficamente em 15 cidades do Estado de
São Paulo, reunindo as coleções das áreas que correspondem aos cursos de
Biblioteconomia, Ciências Sociais, Filosofia, História, Direito, Letras, Biologia,
Física, Química, Matemática, Geografia, Computação, Artes, Agronomia e
Veterinária, Medicina, Farmácia, Odontologia, Pedagogia e Engenharia.
Nos últimos anos, a Rede de Bibliotecas da UNESP vem praticando a
atividade de desenvolvimento de coleções através da aquisição de materiais em meio
eletrônico, principalmente bases de dados. No princípio foi proposto a substituição
de algumas bases de dados impressas por bases de dados em meio eletrônico,
atualmente estão sendo adquiridos títulos que se apresentam no formato eletrônico.

OBJETIVO

O presente estudo tem como objetivo identificar os critérios utilizados pelas
bibliotecas da Rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista - UNESP no
processo de seleção de bases de dados eletrônicas.

ALGUNS ASPECTOS CONCEITUAIS DE CRITÉRIOS DE SELEÇÃO NA
LITERATURA ATUAL

Na literatura recente, onde já existem muitos artigos sobre materiais
bibliográficos em suporte eletrônico, FIGUEIREDO (1993:55) conceitua política de
seleção como "um conjunto de diretrizes e normas que visa, estabelecer ações,
delinear estratégias gerais, determinar instrumentos e delimitar critérios para facilitar

369

-

�a tomada de decisão na composição e desenvolvimento de coleções em consonância
com os objetivos da instituição e os usuários do sistema".
Com o rápido surgimento das novas formas de acesso a informação, no
decorrer deste final de década, o profissional bibliotecário inserido neste contexto
busca novos critérios para as tomadas de decisão no processo de seleção. Nesse
momento a seleção de recursos eletrônicos, tal como CD-ROMs, bases dados de
acesso online, periódicos eletrônicos, produtos informacionais da WWW, requerem
uma série mais extensa de critérios, denominada por autores como FERGUSON
(1996) e NORMAN(1997) de critérios emergentes.
Os critérios utilizados normalmente para esses novos materiais começam com
aqueles pertinentes a todos os materiais bibliográficos, podendo ser destacadas as
características associadas aos recursos eletrônicos. Para JOHNSON (1997) a
natureza de recursos eletrônicos sugere critérios adicionais que deveriam ser
considerados no processo de seleção. Eles são particularmente importantes porque
muitos recursos de informação eletrônicos estão disponíveis em vários formatos de
disponibilização que devem ser comparados e ser contrastados com a versão de
documentos impressos.
VERGUEIRO (1995 :19) afirma que "graças ao conjunto de critérios de
seleção, comumente denominado política de seleção, é possível manter um
direcionamento racional para a coleção à medida em que os profissionais se
incorporam ou se afastam da equipe de trabalho".
DAVIS (1997) descreve sobre a evolução das atividades da seleção para os
recursos eletrônicos e argumenta que uma função primária no processo de
desenvolvimento de coleção é definir os critérios de seleção para a biblioteca. O
autor faz uma abordagem nos critérios utilizados nos materiais impressos e nos
materiais em meio eletrônicos dizendo que alguns dos critérios mais fundamentais
são projetados para averiguar o nível de abrangência do assunto, profundidade e
avaliar a reputação do autor e publicador, e considerar qualquer característica
370

- - -

--~---~

�especial que soma valor para o título. Critérios tradicionais de seleção para materiais
impressos confiaram nas reputações de autores, ilustradores, editores e publicadores
como um critério chave para seleção. Muitas das fontes de seleção disponíveis
apresentam estes critérios em grandes detalhes. No âmbito mundial das publicações
eletrônicas estes critérios expandiram-se para incluir os artistas gráficos, fotógrafos,
autores de software, desenhistas de tela, projetores de sons.

DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE SELEÇÃO

Para que a política de seleção encontre a sua verdadeira dimensão e resulte
em sucesso, é necessário o estabelecimento de diretrizes, as quais servirão como
parâmetros ao desenvolvimento do processo. Neste particular, recomendam-se as
"Diretrizes para a elaboração de Programas de Seleção", desenvolvidas em forma de
documento como apoio ao Programa de Recursos Humanos da Rede de Bibliotecas
da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e parte integrante do Projeto de
Qualidade da Coordenadoria Geral de Bibliotecas, do qual podem ser extraídos os
seguintes procedimentos (BELLUZZO, 1997):
•

identificação da clientela e suas necessidades atuais e projetadas;

•

diagnóstico da coleção existente;

•

diagnóstico da ambiência institucional, ou seja, objetivos da instituição, cursos
oferecidos, programas desenvolvidos ou projetados;

•

conhecimento da bibliografia básica;

•

comparação dos resultados obtidos do diagnóstico da coleção existente com a
identificação das necessidades do acervo;

•

estabelecimento de uma bibliografia básica em consonância com a clientela,
através de informações atuais obtidas junto aos autores, editores e distribuidores,
possibilitando a determinação de uma coleção básica atualizada;

•

definição de prioridades levando-se em conta: idioma, formato do material,
cronologia, censura e distribuição de recursos;
37l

�•

encaminhamento do produto obtido à aquisição;

•

adoção de um método contínuo de avaliação de coleção, definido conjuntamente
entre os serviços de seleção, aquisição e referência;

•

elaboração de estudos com os resultados da avaliação de coleção e a nova
literatura disponível de forma rápida e crescente na chamada globalização da
informação (UNESP, 1994).

METODOLOGIA

Como instrumento para a coleta de dados, visando atingir o objetivo
proposto, foi utilizado o questionário, considerado como a técnica mais adequada
para alcançar uma população geograficamente dispersa (PINHEIR0,1990), como é
o caso, já citado anteriormente, da Rede de Bibliotecas da UNESP.
O questionário foi elaborado com apenas duas perguntas . Na primeira
procurou-se identificar o número de bases de dados eletrônicas (CD-ROM e online)
existentes nas bibliotecas. Na segunda pergunta foram listados alguns critérios que
podem ser usados na seleção de materiais bibliográficos em qualquer formato .
Primeiramente foram descritos os critérios tradicionais seguidos pelos critérios
emergentes.
Utilizou-se para a remessa e devolução dos questionários às bibliotecas, o
e-mail, uma das mais novas ferramentas empregadas na comunicação.
Os resultados foram tabulados e analisados através de dados estatísticos que
poderão contribuir para discussão de novos critérios da política de seleção de bases
de dados em meio eletrônico das bibliotecas da Rede UNESP.

372

-

-

--

---~

�RESULTADOS E DISCUSSÃO
Do universo de 24 bibliotecas foram encaminhados 19 questionários e
devolvidos 13, isto é, 68,4% respondidos, com 125 freqüências citadas.
A Tabela-l apresenta em ordem decrescente o percentual de freqüência de
citação e também o percentual de bibliotecas que estão utilizando os critérios
tradicionais citados.
Tabela - 1 Freqüência e Utilização de Critérios Tradicionais

CRITÉRIOS

iC-

FREQUÊNCIA

PffiCENTIJAL

DE CITAÇÃO

DE UTll..IZAÇÃO

%

%

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1

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Na tabela 1 pode-se observar através dos resultados obtidos que predominam
os critérios Qualidade de Conteúdo e Atualização com 9,6% do total das freqüências
citadas (total =125) sendo utilizados por todas as bibliotecas participantes, isto é,
100% das bibliotecas estão utilizando estes dois critérios. Em seguida aparece com
373

--

-

-

~

-

"

..."-----

--

�8,8% das freqüências o critério Abrangência de Assunto, sendo utilizado por 92%
das bibliotecas participantes, seguido pelos critérios Relevância e Completeza com
8,00/0 das freqüências sendo utilizados por 83% das bibliotecas participantes. O
critério Idioma aparece com 4,8% das freqüências sendo utilizado por 50% dessas
bibliotecas. Os demais critérios (Qualidade Física, Acesso/Índices, Parâmetros
Geográficos) aparecem com freqüências variando de 0,8% a 4,0%, sendo utilizados
em média de 8,3% a 42% das bibliotecas participantes. Embora esses critérios sejam
classificados dentro dos critérios tradicionais podem ser utilizados também na
seleção de materiais em meio eletrônico. Observou-se que 60% desses critérios são
utilizados pela maioria das bibliotecas participantes.
Gráfico-l Percentual dos Critérios Utilizados
Tradicion.lis
$2x

Fonte: Pesquisa
O gráfico-l apresenta o percentual de frequências utilizados nos critérios
tradicionais e nos critérios emergentes.
Do total das 125 freqüências citadas nos critérios tradicionais e nos critérios
emergentes 62% encontram-se nos critérios tradicionais.
A Tabela-2 apresenta em ordem decrescente o percentual de freqüência de
citação e também percentual de bibliotecas que estão utilizando os critérios
emergentes citados.

374

-

-

~

-

.----------

�I

Tabela - 2 Freqüência e Utilização de Critérios Emergentes

CRITÉRIOS

!I

FREQUÊNCIA

PERCENTUAL

I

DE CITAÇÃO

DEUI1LIZAÇÃO

%

%

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"' 6,4------1- 83 . . . .- • -

~:::ilida:~:::~",,""""""""l"~"~~""l"~"""~ ~
~ Recuperação

por máquina

!H~dW~ co~~ti~el
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58

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1

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Disponibilidade Telecomunicações

1

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1

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2,4

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25

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Implicaçõ es de Treinamento .... ............11

2,

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0,8 ........

. . . . . 11 ... ..

25 ........... ,

l~

"~::::::":~:::"""""""["'"~:"~'"""""""L" ::~ ""J
Nos critérios emergentes predomina o critério Acessibilidade da Informação
com 6,4% das freqüências sendo utilizado por 83% das bibliotecas participantes,
seguido pelos critérios Disponibilidade em Rede e Recuperação por Máquina com
5,7% das freqüências, sendo utilizados por 58,3% dessas bibliotecas. Os critérios
Hardware Compatível e Software Compatível foram apontados por 42% dessas
375

�bibliotecas e com 4,0% das freqüências. Os critérios Fidelidade de Reprodução e
Custo são utilizados por 33% das bibliotecas com 3,2% das freqüências, seguidos
pelos critérios Implicações de Treinamento e Disponibilidade em Rede utilizados
por 25% das bibliotecas participantes.
O critério Restrições de Licença foi citado por uma Biblioteca, porém existe a
tendência de ser um critério de importância relativa no processo de seleção,
principalmente quando se faz um contrato com bases de dados online. O número de
pontos de acesso, o período da assinatura, a abrangência com condições
retrospectivas podem estar no contrato da licença de uso.
Portanto os profissionais da informação não podem deixar de conhecer as
implicações de licença quando é tomada a decisão para a seleção. Vale ressaltar que
esses critérios são de características únicas para recursos eletrônicos .
Quanto ao critério Custo o bibliotecário do desenvolvimento de coleção
analisa o valor da informação e julga seu valor para a coleção, mas ele também
deverá considerar as ferramentas necessárias para acessar no uso da informação. O
uso de recursos eletrônicos requer máquinas para acessar a informação, software
para operar as máquinas, pessoal para suporte e manutenção dos mesmos. O
relacionamento direto entre recursos eletrônicos e o suporte necessário para acesso é
wna importante preocupação para serviços públicos (STOLT, 1996).
LYNDEN (1996) cita algumas modalidades e/ou combinações para se obter
um periódico online como Applied Physics Letters On-line. A despesa depende do
número de usuários. Por exemplo, acesso online para 5 usuários custa U$I,495
enquanto acesso online para 10 usuários custa U$ 1,745 . Então existe uma série de
combinações que podem ser: somente impressa, somente online, impressa e online,
impressa e CD-ROM. A versão impressa e online para 10 usuários custa $ 450 mais
que a online para 5 usuários.
O acesso em linha altera o orçamento dos sefVlços de informação da
biblioteca. LANCASTER (1993 : 261) explica que "no ambiente da publicação em
376

�papel, a única forma de tomar uma publicação prontamente acessível é fazendo sua
assinatura. Na situação do acesso em linha, no entanto, faz-se o investimento em
equipamentos capaz de proporcionar acesso a uma ampla variedade de fontes de
informação. Só se incorre no custo do acesso propriamente dito no momento em que
surge a necessidade da informação".
Quanto aos critérios Fidelidade de Reprodução alguns bibliotecários tendem a
optar pelos grandes produtores como Silver Plater, ISI, EBSCO, UMI e outros , não
só pela qualidade de conteúdo mas também para a confiabilidade de software,
facilidade de acesso e apoio ao cliente.
O gráfico-2 mostra a extensão de freqüência de uso dos critérios tradicionais
e emergentes pelas bibliotecas participantes.
Íill Restrições de Licença

Gráfico-2 Critérios Emergente"s xTradicionais

D Fid~lidad~ R~produção

....----...----...-----...---j; DDisponib. Telecomunicações
• Ac~ssibilidade remota
• Implicações de Treinam~nto

(I)
Q)

....C

11 Acessibilidade Informação
11 Softwar~ Compatível

.

Q)
C)

!li Hardwar~ Compatível

Q)

E

• Recuperação máquina
11 Disponibilidade Rede

w

o Custos
• Relevânica
• Parâmetros G~ográfico
• Ac~sso àIndices
• Idioma
IJ Completeza
11 Atualização

11 Autoridade

....----....-----+-----....---

o

5

10 _..

FREQUcNCIAS

15

[J

Abrang~ncialAssunto

11 Qualidade Física
li) Qualidade

de Conteúdo

Fonte: Pesquisa

377

�Em relação ao número de bases de dados eletrônicas nas bibliotecas
constatou-se que as bibliotecas participantes contam com um total de 115 bases de
dados em CD-ROM e 48 bases de dados online. Portanto é satisfatório a utilização
dos critérios emergentes pois a maioria das bibliotecas consultadas utilizam esses
critérios únicos para recursos eletrônicos.

CONCLUSÃO
Os resultados obtidos neste trabalho nos mostram que para a seleção de
materiais em meio eletrônico foram utilizados pelas bibliotecas, a maioria dos
critérios já estabelecidos para a seleção de materiais de impressos. Os profissionais
da informação que atuam no processo de seleção estão familiarizados com os
critérios utilizados de produtos impressos mas ainda há pouca experiência para a
avaliação dos critérios que a tecnologia eletrônica inseriu nas bibliotecas. Portanto,
neste momento, recomenda-se que a responsabilidade da seleção seja ampliada e
compartilhada com profissionais de outras áreas, talvez os especialistas da área de
informática. SANTOS (1997) recomenda a criação de uma Comissão de Seleção
composta pelo bibliotecário de seleção, ou o profissional envolvido diretamente
neste processo, especialistas referentes a cada área, e se necessário, a participação de
um analista de sistema. A larga diversidade de materiais em meio eletrônico como
CD-ROM, periódicos eletrônicos, bases de dados online, e produtos de multimídia
continuam evoluindo rapidamente, por isso, os procedimentos tradicionais
praticados precisaram ser ampliados. Atualmente qualquer tomada de decisão para o
processo seleção deve incluir considerações sobre os recursos necessários para
acessar e disponibilizar a informação. Mesmo com essas mudanças, recomenda-se
ainda que qualquer documento de política de seleção seja elaborado visando
principalmente atender aos objetivos da clientela e da Instituição para qual é
destinado, e tenha flexibilidade para permitir atualizações futuras.

378

�REFERÊNCIAS BffiLIOGRÁFICAS

BELLUZZO, R. C. B. O processo de seleção em bibliotecas universitárias sob
enfoque da globalização da informação. IN: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BillLIOTECAS, 18, 1997, São Luís. Anais. São Luís, 1997. (Disquete)
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LANCASTER, F. W. Indexação e resumos : teoria e prática. Tradução de Antonio
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'
379

BIBLIOTECA "PROF. a ETELVINA LIMA"
Escola de Ciência da Informação da Uft'.'IG

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Santos, Marilda Corrêa Leite dos, Novelli, Valéria Aparecida Moreira, Silva, Valéria de Assumpção Pereria da</text>
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              <elementText elementTextId="72243">
                <text>O processo de seleção para os materiais bibliográficos em meio eletrônico é semelhante ao processo utilizado para os materiais impressos, porém, a seleção desses novos materiais requer uma série mais extensa de critérios. O presente trabalho apresenta uma análise quantitativa de uso de alguns critérios utilizados para os materiais em meio eletrônico.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/60/6356/SNBU1998_050.pdf</src>
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            <name>PDF Text</name>
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                    <text>I

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE ACERVOS PARA O
SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DE
SÃO PAULO: SUBSÍDIOS
HOLDING DEVELOPMENT POLICIES FOR THE INTEGRA TED
LIBRARY SYSTEM OF THE UNIVERSITY OF SÃO PAULO: BASIC
ELEMENTS
Diva Andrade
Coordenadora da Comissão de Estudos "Gerenciamento de Acervos" Bibliotecárias
da Universidade de São Paulo
Érica B.P.M. Oliveira
Lúcia M.S.V.e. Ramos
Maria Teresa M. Santos
Rosane Taruhn
Sonia G. G. Euletério
Sonia L.P. T. Carvalho
Suely e. Prati
Valéria S.G. Martins
Integrantes da Comissão de Estudos "Gerenciamento de Acervos" e
Bibliotecários da Universidade de São Paulo.
RESUMO

Esse trabalho apresenta subsídios para o desenvolvimento da política de
desenvolvimento de coleções, para o Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo - SIBilUSP, que conta, atualmente, com 39 bibliotecas.
Visa contribuir para o estabelecimento da Política de Desenvolvimento de Acervos,
identificando procedimentos comuns e orientando as decisões de planejamento,
orçamento, seleção e aquisição de material bibliográfico, possibilitando dar à
coleção de cada biblioteca um perfil compatível com a natureza e abrangências
exigidas pelas suas atividades de ensino e pesquisa, além de expressar a relação do
desenvolvimento de coleções com os objetivos da Universidade de São Paulo.
Unitermos: Desenvolvimento de coleções; Política de seleção.
351

--

-

-

-

=-'-----=-"-

-

._-- --

I

I

�INTRODUÇÃO

As bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP-SIBilUSP têm
por principal objetivo oferecer suporte às necessidades de informação de seus
usuários, em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão à comunidade.
Os usuários atendidos pelas bibliotecas do Sistema se constituem,
primordialmente, pelo corpo docente, discente, pesquisadores e funcionários da
Universidade, havendo também atendimento à comunidade externa.
Este documento, subsídios para o estabelecimento

de Política de

Desenvolvimento de Acervos, para as bibliotecas do SIBilUSP, orienta a tomada de
decisão quanto ao que deve ser adquirido dentro das disponibilidades de recursos
fmanceiros, equipamentos e espaço físico, bem como quanto a avaliação do acervo
já existente.
A grande quantidade de novas informações bibliográficas publicadas e o
elevado custo das mesmas tomou impraticável o ideal de reunir nos acervos todo o
conhecimento humano registrado. Como conseqüência, novas soluções foram
encontradas para suprir a busca e o acesso à informação demandada pelo usuário. A
aquisição abrangente cedeu lugar às aquisições seletivas; e as novas formas de
armazenagem/disseminação da informação, como bancos de dados informatizados
(muitos deles já conectados com bases de dados de textos completos e serviço de
cópias em papel), trouxeram importantes contribuições.
Nesta direção, as bibliotecas do SIBilUSP dispõem atualmente das
informações bibliográficas de seus acervos cadastrados no banco de dados
bibliográficos da USP- DEDALUS, que permite, também, consulta sem limitação de
horário e local geográfico através da Rede de Serviços do SIBilUSP-SIBiNET, na
forma de catálogo de acesso público, via Internet: www.usp.br/sibi
Para tanto, a configuração do parque de equipamentos das bibliotecas do
SIBilUSP foi reestruturada, assim como a instalação de fibra ótica em todas as

352

�bibliotecas do Sistema, permitindo o acesso à informação a outras bases de dados
em diferentes meios eletrônicos (online, CD-Rom, disquetes, etc.).
Esses fatos, aliados ao aumento considerável dos custos de aquisição, espaço
para armazenamento físico e preservação do material, refletem no custo/beneficio,
exigindo política atualizada para nortear o SIBilUSP no desenvolvimento de
aquisição compartilhada, compatível com a utilização racional de recursos que
permitam a todas as bibliotecas o conhecimento e acesso às fontes de informação
existentes.
N esse sentido, a Reitoria da USP regulamentou os procedimentos para
formação e desenvolvimento de acervos através da Portaria 3090, de 6.11.97, que:
"Estabelece as Diretrizes para o Desenvolvimento de Acervos das Bibliotecas
do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo".

OBJETIVOS

O objetivo do presente documento é o de contribuir para o estabelecimento da
Política de Desenvolvimento de Acervos do SIBilUSP, identificando procedimentos
comuns a todas as bibliotecas do Sistema, orientando para a formação e
desenvolvimento de coleções; subsidiando a elaboração de critérios para a avaliação
no processo de desenvolvimento dos acervos e oferecendo suporte às bibliotecas
para estabelecer sua própria política interna de desenvolvimento de acervos.

DIRETRIZES

Cada biblioteca do Sistema será responsável pela elaboração e manutenção de
sua própria política interna de desenvolvimento de acervo, de acordo com as
especificidades

da

área

em

que

atua,

recomendando-se

que

contenha,

fundamentalmente:
•

os objetivos da Instituição;

•

estudos da comunidade a que serve;
353

-

~--_.-

�•

necessidades de crescimento e equilíbrio de acervo;

•

diretrizes de distribuição de verbas;

•

prioridades de aquisição conforme os níveis do acervo;

•

análise dos pontos fortes e fracos da coleção, adequando-a às necessidades de
seus usuários;

•

normas de acordos cooperativos.

FORMAÇÃO DO ACERVO

O acervo deverá conter todo tipo de material informativo, independente de
seu suporte fisico, que sirva de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão
desenvolvidas na Unidade, com visão da Universidade como um todo.
Categorias

Os assuntos que compõem o acervo da biblioteca deverão ser adquiridos,
selecionados e desenvolvidos conforme a demanda das disciplinas oferecidas à
graduação, pós-graduação, cursos de especialização, pesquisa e extensão, de acordo
com as seguintes categorias:
•

referência: composta por dicionários, enciclopédias, guias, bibliografias, índices,
abstracts e outros, que devem ser

•

atualizados constantemente;

•

básica: obras fundamentais que constituem o núcleo das áreas de interesse,
incluindo os títulos básicos de cada disciplina e linhas de pesquisa oferecidas
pela Instituição;

•

didática: obras indicadas pelos professores como leitura obrigatória ou
complementar em suas disciplinas;

•

lastro: obras consideradas clássicas ou consagradas dentro das áreas cobertas
pela biblioteca;

•

literatura corrente: coleção de livros, periódicos e outros materiais que atualizam
a coleção.
354

-

-

---

---

--

-

-

-

-

- -

�II
I

I

As publicações são apresentadas em suportes variados e estão descritas as

I

possibilidades com vistas à aquisição.
I:

A biblioteca deve ter critérios para o estabelecimento de núcleos básicos da
coleção e identificação de novos títulos para aquisição. Identificados esses novos
títulos, a biblioteca deve também verificar diferentes formas de obtenção da
informação que possam ser economicamente vantajosas para a Instituição,
incrementando a comutação, permuta e doação.

Produção Intelectual da Instituição
A coleta e armazenagem da produção intelectual das Instituições USP pelas
bibliotecas do SIBilUSP está regulamentada pela Resolução 4221 , de 17-11-95 a
qual estabelece diretrizes e procedimentos para assegurar o controle bibliográfico

II

desse material, complementado pela Portaria GR 2922, de 16-11-94, que

!
I

regulamenta o Banco DEDALUS, no qual ficam registradas as informações do
I1

I:

acervo propriamente dito. Com vistas à formação desses acervos destacamos:

,,'

Resolução 4221 de 17/11/95.
Artigo 20 - Para a formação e desenvolvimento da memória da produção
científica, técnica e artística das Unidades, os professores, pesquisadores e técnicos
especializados de nível superior fornecerão à biblioteca de suas Unidades funcionais
exemplares dos produtos de sua autoria, estabelecidos de acordo com o artigo 50, à
medida que forem publicados ou editados.
Artigo 30 - As Assessorias Acadêmicas ou as Secretarias de Pós-Graduação
das Unidades destinarão à respectiva biblioteca um exemplar das dissertações e teses
apresentadas para obtenção de títulos acadêmicos.
Artigo 40 - As Coordenadorias de Programas Conjuntos de Pós-Graduação
encaminharão as dissertações e teses às respectivas bibliotecas das Unidades da USP
onde ocorrerem as defesas.
355

-

-

-

!
I
I

�Parágrafo único - As Coordenadorias dos Programas Conjuntos cuja defesa
de dissertações e teses ocorre na própria Coordenadoria estabelecerão, ouvidos a
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e o Conselho Supervisor do SIBi, a biblioteca da
Unidade USP depositária do documento físico.
Artigo 50 - As bibliotecas do SIBi constituem órgão depositário da produção
científica, técnica e artística, gerada nas Unidades da USP a que estão vinculadas,
incluindo-se as dissertações e teses a fim de assegurar o controle bibliográfico e
facilitar o acesso ao suporte físico da informação.
I

Portaria GR 2922 de 16/11/94.
Artigo 3° - Compete às bibliotecas do Sistema a coleta e a armazenagem das
informações relativas à produção intelectual gerada na USP, bem como a
armazenagem dos dados dos materiais constantes nos seus acervos, no Banco
DEDALUS.

,
I

I
I

Parágrafo Único - As bibliotecas devem assegurar, nos seus acervos, a
disponibilidade dos documentos relativos à produção bibliográfica gerada na
Universidade.

Avaliação de Coleções
A coleção deverá ser avaliada periodicamente, detectando lacunas,
possibilidades de substituição, duplicações, obsolescência, etc., com a fmalidade de
manter a mesma atualizada e equilibrada de acordo com as necessidades da
comunidade acadêmica que atende. Recomenda-se a avaliação anual de parcelas do
acervo e, de forma global, a cada 5 anos. Para a avaliação de títulos de periódicos a
publicação "Critérios de avaliação de títulos de periódicos"(l) poderá ser
consultada.

I
356

-

�SELEÇÃO

A seleção, desenvolvimento e manutenção da coleção é de responsabilidade
consensual dos especialistas da área e da equipe de bibliotecários. Os bibliotecários
encarregados da seleção deverão promover o equilíbrio e consistência da mesma,
por possuírem conhecimento global do acervo, da comunidade a que servem e dos
instrumentos apropriados a essa fmalidade.
São atribuições dos responsáveis pela seleção:
•

elaborar a política de seleção da biblioteca;

•

defInir o programa anual de aquisição da biblioteca;

•

coordenar os estudos de desenvolvimento de acervo e sua reavaliação periódica.

Critérios Básicos de Seleção

Critérios básicos de seleção devem ser definidos para que possam nortear
com objetividade a aquisição e incorporação de material bibliográfIco, priorizados
os assuntos das áreas relacionadas ao currículo acadêmico e linhas de pesquisa
desenvolvidas na Instituição.
Deverão ser utilizados os seguintes critérios comuns:
•

qualidade do conteúdo, adequação ao currículo acadêmico e linhas de pesquisa;

•

autoridade do autor ou corpo editorial;

•

demanda;

•

acessibilidade da língua;

•

custo justifIcável;

•

atualidade da obra;

•

conveniência do formato e compatibilização com equipamentos existentes;

•

disponibilidade em outras bibliotecas;

•

valor efêmero ou permanente;

•

quantidade de exemplares necessários;

•

áreas de abrangências do título;
357

--

---

-- -

~

---

�•

qualidade visual e auditiva de materiais especiais.
Sugere-se aplicar estes mesmos critérios de seleção para renovação ou

cancelamento de títulos de periódicos.

Seleção Compartilhada

As bibliotecas são partes integrantes do SIBilUSP e como tal devem ter a
visão do acervo da Universidade como um todo.
Devem também observar a disponibilidade de acesso aos títulos, incrementar
acordos de cooperação, em nível local e regional, e estudar formas de compartilhar o
uso das publicações de seu acervo com outras bibliotecas.
O acesso às publicações eletrônicas deverá ser incentivado, pois poderá ser
efetivado em rede.
Quanto às assinaturas em suportes diferenciados, como em papel e em CDRom, apenas uma Unidade, a ser decidida em negociação entre as Unidades que
possuem o título, deverá manter a assinatura em papel, para a USP. A biblioteca que
permanecer responsável pela manutenção do título em papel, poderá mantê-lo
também em CD-Rom.

DUPLICAÇÃO/SUBSTITUIÇÃO
Periódicos

De acordo com a política adotada desde 1984(2), quando a CODAGE Coordenadoria de Administração Geral - desenvolveu, com o Departamento
Técnico do SIBilUSP, estudos sobre duplicações, para racionalizar a aquisição de
periódicos inter-Unidades, com vistas à redução de custos e facilidades de
pagamentos, cabe às bibliotecas não duplicar títulos de periódicos dentro do mesmo
campus, exceção feita aos títulos de referência, divulgação científica e aqueles
devidamente justificados pela Unidade interessada em manter a duplicação. As
justificativas deverão ser pautadas em estudo de uso, impossibilidade de
358

�",

cooperação/compartilhamento e a necessidade de manutenção do título dentro de seu
núcleo básico. Havendo eliminação de duplicação de títulos de periódicos, a
Unidade que mantiver o título tem o compromisso de preservar e manter atualizada
a coleção.
A aquisição de títulos novos de periódicos, com os recursos da Reitoria da
USP, só é possível em substituição a outras assinaturas do mesmo valor, com
acréscimo de no máximo 5%.
Títulos cancelados geram créditos que podem ser utilizados pela Unidade.
Títulos interrompidos devem ser considerados como crédito da Unidade;
utilizado o crédito, se o título voltar a ser publicado, será considerado como título
novo.
Em casos de desmembramento de títulos de periódicos, o título desmembrado
I

deve ser considerado como título novo, sujeito às análises e regras de praxe para

I

aquisição de título novo.

I
I

Livros

j

Deve-se evitar duplicações de livros existentes em outras bibliotecas que
possam ser obtidos com facilidade e rapidez por meio de empréstimo-entre"

bibliotecas. Deve-se portanto, consultar o DEdalus e outras fontes de informação,

I'

antes de decidir por sua aquisição, considerando também o custo da publicação.
Obras de Referência

A atualização de obras de referência deve ser especialmente observada. Devese evitar a duplicação de obras de referência dentro da própria biblioteca, com
H
I!

exceção daquelas consideradas fundamentais para a área e/ou de grande utilização.
COLEÇÕES ESPECIAIS

As coleções especiais, como obras raras, antigas e acervos notórios, seguem
critérios próprios de seleção e preservação e aconselha-se a consulta a especialistas
no momento da seleção.
359

-

"-

--

-

i

�Com relação aos acervos notórios, as bibliotecas devem se reportar à
Comissão criada pela Reitoria da USP através da Portaria GR 3088 de 31/10/97, que
"Dispõe sobre a criação de Comissão de Acervos, para definição de diretrizes para
ampliação dos acervos por aquisições, compras, permuta e doação-comodatos,
empréstimos e depósito de conjuntos notórios oferecidos para as Unidades e órgãos
de Integração da USP".
DOAÇÕES

Doações solicitadas pela biblioteca

A solicitação de doações de interesse para a biblioteca deve ser incentivada
sempre que possível, principalmente para publicações não comercializadas e as
governamentais.
Doações oferecidas à biblioteca

Materiais recebidos como doações, sem solicitação antecipada, serão
submetidos aos mesmos critérios de seleção. O doador deverá ser notificado que o
material poderá ser ou não incorporado, mediante as normas internas estabelecidas
para o recebimento de doações. Caberá à biblioteca a decisão de incorporar este
material ao acervo, repassá-lo a outras instituições, ou descartá-lo, em conformidade
com sua política interna de Desenvolvimento de Acervos.
As doações espontâneas com um número representativo de itens deverão ser
precedidas de listagem ou prévia seleção, definidas pela biblioteca.
Deve-se evitar o recebimento de doações que possuam exigências adicionais
para sua incorporação.
Além dos critérios geraIs de seleção, deve-se verificar também se são
atendidas as seguintes condições:
•

falhas de coleção ou exemplares extraviados;

•

duplicatas de material existente, mas necessárias;

•

traduções importantes;

•

obras raras ou especiais;
360

�I"

li!

•

primeiras edições ou edições diferentes das existentes na biblioteca;

•

prefácios ou introduções dignos de atenção;

•

anotações ou dedicatórias de notáveis;

•

valor histórico para a Instituição;

•

estado de conservação.

PERMUTA

A seleção de materiais adquiridos por permuta deverá segurr os mesmos
critérios básicos de seleção.
A permuta com publicações da Unidade deve ser incentivada, objetivando a
aquisição de:
•

material não disponível comercialmente;

•

material

de

interesse

para

a

biblioteca,

cUJa permuta

se

apresente

I

;

economicamente vantajosa.
A permuta de obras duplicadas, recebidas em doação, retiradas do acervo

I

e/ou sem interesse para a biblioteca, deverá ser realizada através de acordos pré-

!

estabelecidos entre as entidades, com o fornecimento de listas de duplicatas ou

i
t

entendimento prévio entre as Instituições.

I

,

DESCARTE

o descarte de material bibliográfico é uma atividade prevista no processo de
Desenvolvimento de Acervos. O material selecionado para descarte pode ser
I'

repassado para outras Unidades da USP, ser doado, permutado, vendido ou
eliminado.
Por se tratar de patrimônio da Unidade, a decisão de descarte é administrativa
e interna, devendo, no entanto, estar de acordo com a orientação da Reitoria em
relação às formalidades, conforme Rotinas da DPM 5* .
O descarte visa principalmente:
361

,

-

�•

adequar a coleção aos interesses dos usuários;

•

evitar o crescimento desordenado da coleção;

•

evitar desperdícios de recursos humanos, fmanceiros e de infra-estrutura.
Os critérios básicos de seleção são válidos também para descarte, acrescidos

dos seguintes critérios específicos para os materiais dos acervos:
•

em desuso;

•

excedentes;

•

danificados;

•

obsoletos;

•

inadequados;

•

coleções de periódicos não correntes, que não apresentam demanda, com falhas
de coleção;

•

periódicos de divulgação e interesse temporário.

CONSERVAÇÃO

I

A conservação de documentos adquiridos por compra, doação e permuta,

i

deverá seguir o estabelecido na Portaria GR 3075, de 23-07-97, que: "Regulamenta
as Diretrizes para preservação e Conservação Preventiva dos Acervos Bibliográficos

I,

e Bibliotecas do SIBilUSP". Sob o ponto de vista da política de formação e
desenvolvimento de acervos, a conservação eficiente irá permitir que um menor
número de itens deva ser substituído por deterioração.

I~
I~
RECURSOS FINANCEIROS

Os recursos financeiros para compra de material bibliográfico são
provenientes da Reitoria da USP (recursos orçamentários) e outras fontes (recursos
extra-orçamentários ).

362

-

--

�Recursos orçamentários

Os recursos provenientes da Reitoria da USP são constituídos pelos
programas orçamentários:
•

Programa de Aquisição de Livros e Outros Materiais não Periódicos.

•

Programa de Assinaturas de Periódicos.

Livros e outros materiais não periódicos

Os recursos orçamentários provenientes da Reitoria da USP conforme
Portaria GR 1934, para aquisição de livros e outros materiais não-periódicos, são
distribuídos para as Unidades, anualmente, de acordo com os critérios de
distribuição de verba aprovados pelo Conselho Supervisor do SIBi.
Após a alocação de recursos, o Departamento Técnico do Sffii comunica às
Unidades o montante correspondente destinado à compra de material bibliográfico
no exterior e no mercado nacional. Cabe às Unidades a seleção e priorização das
sugestões, sendo a aquisição de livros no exterior realizada de forma centralizada,
pelo DT/SIBi e Reitoria da USP, de acordo com a Lei 8666/93 e alterações
posteriores.
A verba para aquisição de livros no mercado nacional é repassada para a
Unidade, que também deve proceder de acordo com a Lei 8666/93 e alterações
posteriores.

Programa de aquisição de periódicos

A renovação anual das assinaturas de periódicos é assegurada, junto ao
SffiilUSP, pela Reitoria da Universidade. Os títulos previstos para cada biblioteca
são os constantes de listagem estabelecida em 1984 - "Mapeamento", conforme
Manual de Procedimentos SIBi, n° 15.

363

�Recursos extra-orçamentários

Recomenda-se que as bibliotecas busquem também recursos extraorçamentários para implementação dos acervos bibliográficos.
Recursos fmanceiros recebidos pela Unidade destinados à aquisição de
material bibliográfico, provenientes de agências tinanciadoras, sejam elas estaduais,
federais ou empresas de capital privado, devem ser comunicados a biblioteca, a qual
irá orientar e adequar tais recursos à política de desenvolvimento de acervos,
conjuntamente com sua Comissão de biblioteca e seu corpo docente.

INCORPORAÇÃO DE MATERIAL BIBLIOGRÁFICO

OS materiais bibliográficos selecionados para compor os acervos das
bibliotecas, adquiridos através de compra, doação ou permuta, devem ser

;

incorporados ao patrimônio da Unidade. Para operacionalização, seguir o descrito no

I

Manual de Procedimentos SIBi, n° 15.

j

ABSTRACT

This work presents key elements for the creation and/or promotion of collection

I

I

development policies for use by the Integrated Library System (SIBi) of the

j

University of the São Paulo, current1y comprised of 39 libraries. It should contribute
to the development of collection development guidelines, which not only identify
common work procedures but also help direct planning and budget decisions while
providing a framework for the selection and acquisition of bibliographic materials ,
in keeping with the teaching and research objectives of each library and the
collection development goals of the University as a whole.
Uniterms: Collection development ; Selection policy.

364

I

�BmLIOGRAFIA
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367

I'

�</text>
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                <text>Esse trabalho apresenta subsídios para o desenvolvimento da política de desenvolvimetno de coleções, para o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - SIBi/USP, que consta, atualmente, com 39 bibliotecas. Visa contribuir para o estabelecimento da Política de Desenvolvimento de Acervos, identificando procedimentos comuns e orientando as decisões de planejamento, orçamento, seleção e aquisição de material bibliográfico, possibilitando dar à coleção de cada biblioteca um perfil compatível com a natureza e abrangências exigidas pelas suas atividades de ensino e pesquisa, além de expressar a relação do desenvolvimento de coleções com os objetivos da Universidade de São Paulo.</text>
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                    <text>PLANO ESTRATÉGICO DE MARKETING COMO INSTRUMENTO
DECISÓRIO NO GERENCIAMENTO DA BIBLIOTECA CENTRAL
DA UFPB
Resultado de Pesquisa financiada pelo PIBIC/CNPq/UFPB.

Emeide Nóbrega Duarte
Edna Gomes Pinheiro
Luciana Moreira Carvalho
Profas. do DBD/CCSAlUFPB.
Norma M. Fernandes Nogueira
Diretora da DSUIBC/UFPB
Elaine Cristina de Brito Moreira
Alzira Karla Araújo da Silva
Andréa V. Carvalho de Aguiar
Bolsistas do PIBIC/CNPq/UFPB.
RESUMO

Apresenta o Plano de Marketing para a Divisão de Serviços aos Usuários da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba. As estratégias foram
deftnidas com base nos resultados da fase diagnóstica efetuada anteriormente, com a
clientela interna e externa. Na fase de aplicação do endomarketing proporcionado
através de um Seminário, os funcionários procederam espontaneamente uma análise
dos serviços, ocasião em que faziam suas explanações. Esta análise situacional,
ratiftca pontos fortes e fracos, situações favoráveis e desfavoráveis e oportunidades e
ameaças constatadas. Deftnindo como estratégias, a política de educação continuada
dos clientes internos e treinamento para os externos, adequação do ambiente e
promoção dos serviços da Biblioteca, apresenta um plano de ação.

331

�1 INTRODUÇÃO
Com este documento pretende-se consolidar os resultados alcançados através
da realização da pesquisa "Diagnóstico para aplicação de técnicas de marketing na
Divisão de Serviços aos Usuários (DSU) da Biblioteca Central (BC) da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ".
A pesquisa foi realizada em três momentos, a partir de uma fase diagnóstica,
com o objetivo de analisar os ambientes - interno e externo - com base em dados
levantados pela clientela interna (funcionários) e externa (freqüentadores).
Constituiu o primeiro momento, o estudo do cliente interno, com coleta de
dados por meio de questionário, aplicado a uma amostra composta por 96,9%, dos
funcionários. O estudo do cliente externo, com aplicação de entrevista semiestruturada, adotando-se a técnica do incidente crítico à amostra de 6,2% da clientela
cadastrada (novecentos e sessenta e nove usuários reais) e a checagem dos
resultados obtidos entre clientes internos e externos, constituíram respectivamente o
segundo e terceiro momentos.
A posse destes dados, obtidos na fase do diagnóstico, permitiu a elaboração
do plano estratégico de marketing contemplando o cenário informacional
evidenciado nas suas nuances positivas e negativas que interferem no andamento
dos serviços da Biblioteca em estudo.
Em consonância com o cronograma de atividades da pesquisa, foi realizado
um Seminário com a participação dos clientes internos, visando aplicação do
endomarketing para solucionar a problemática do desconhecimento dos serviços
prestados pela DSU e engajá-los no processo de mudança para adoção da filosofia
de marketing, sensibilizando-os dos resultados do projeto em andamento.
Por ocasião deste Seminário, os funcionários tiveram oportunidade de expor
as atividades, os serviços e produtos desenvolvidos em cada seção da DSU,
momento em que todos enfatizaram o seu fazer. Durante as discussões e relatos,
ratificaram os resultados constatados na fase diagnóstica anterior.
332

�o projeto

de pesquisa "Diagnóstico para aplicação de técnicas de marketing

na DSU da Biblioteca Central da UFPB", que se consolida com a apresentação deste
plano estratégico foi embasado desde sua fase de elaboração, na seguinte literatura:
Kotler (1978), Melo (1981), Sacchi Jr. (1982), Stepanenko (199-), Belluzzo (1990),
Figueiredo (1990), Mobrice (1990), Silveira (1992), Caravantes (1993), Fernandes
(1993), Silveira (1993a), Silveira (1993b), Oliveira (1994), Amaral (1996), Borges
(1997) e Dantas (1997).
A análise situacional à seguir que subsidia este plano, reflete as questões
atuais não solvidas pela Biblioteca e lança desafios que por sua vez, serviram de
embasamento para os autores responsáveis pelo estudo, definir as estratégias das
ações propostas. Vale ressaltar que tais ações foram fundamentadas nas avaliações
dos serviços da Biblioteca, feitas pela clientela interna e externa.

2 ANÁLISE SITUACIONAL
No cenário mundial, a busca da satisfação e do encantamento dos clientes,
para atender, ao mesmo tempo às necessidades do corpo funcional, certamente, será
a tônica das organizações do futuro, sejam elas públicas ou privadas.
Com este propósito, nada mais fiel que consultar o próprio cliente, para que
este possa fornecer o feedback necessário para a avaliação do nível de excelência
dos serviços que uma organização se propõe a prestar.
Conforme já explicado anteriormente, o desenvolvimento desta pesqUlsa
passou por uma fase diagnóstica. Obedecendo ao cronograma de atividades foi
realizado um "Seminário de Marketing" destinado aos clientes internos da DSUIBC,
onde os pontos levantados no decorrer do evento, validaram as questões internas e
externas apontadas no diagnóstico do projeto.
Neste Seminário, os comentários dos funcionários e os depoimentos obtidos,
foram transcritos na íntegra, agrupados e analisados por pontos específicos.

333

�2.1 Quanto ao Atendimento
Analisando este aspecto, fica evidente que os funcionários estão conscientes
que devem manter um relacionamento harmonioso com a clientela, tomando visível
nos seguintes depoimentos:

"Todo usuário que chega, a gente tem a obrigação de saber, de informar
bem, todas as seções, pra não tá mandando o usuário pra lá e pra cá

fI.

"... a gente tem o dever de assumir aquele compromisso de se inteirar do que
o usuário quer, se dedicar exclusivamente naquele momento e tentar resolver o
máximo que puder".
"... a gora eu procuro atender com o maior carinho, agora vocês também
tenham responsabilidade, prestem atenção, aprendam porque não temos condições
para cada aluno ter um funcionário disponível...

fI,

disse uma bibliotecária de

referência.
Na ocasião em que uma palestrante falava sobre a qualidade no atendimento,
perguntou, se os funcionários costumavam aproximar-se do usuário para ajudá-lo
mesmo sem ser solicitado, obtendo a seguinte resposta: "quando eu percebo que ele

tá com dificuldade, sim. Porque as vezes tem gente que não gosta, sabe? Gosta de
se sentir a vontade ...

fI.

Estas questões, estão ligadas a empatia e identificação do funcionário. É
importante o usuário saber quem está apto para atendê-lo, evitando assim que o
funcionário interfira num momento inoportuno. Em bibliotecas, onde há livre
acesso, os clientes internos se misturam entre os externos dificultando a
identificação - o saber quem é quem? - Outros fatores interferem num atendimento,
como o relatado por um funcionário da Seção de Coleções Especiais: "... nós nem

sempre podemos dar uma informação porque há deficiências nos nossos catálogos e
temos que dá a informação pela experiência...

fI.

Neste caso, o mau desempenho dos

serviços meio interferindo nos serviços fim da Biblioteca - o atendimento ao cliente.

334

�"

eles querem, eles batem no balcão e reclamam porque ninguém está

atendendo". Foi assim que um participante descreveu o comportamento do usuário
na ânsia de um atendimento com qualidade onde a troca fosse vantajosa para as
partes - usuáriolBiblioteca.

2.2 Quanto a Comunicação
A comunicação como processo social é uma qualidade inata do ser humano e
proporciona bom relacionamento entre as pessoas. Pode ser vista também como
componente de um sistema administrativo de uso interno ou externo à organização.
Os depoimentos dos funcionários se referiram não só a comunicação informal
como a formal, como se pode perceber nos depoimentos a seguir:

"Começamos por esse seminário porque através da pesquisa foi detectado
que um desconhecia o serviço do outro " (bibliotecário).
"0 SID anda de mãos dadas com Periódicos e Coleções Especiais. Se
Coleções Especiais não tiver o acervo organizado, nós paramos. Nós dependemos
de Periódicos. Então precisamos trabalhar em parceria com Periódicos e Coleções
Especiais" (funcionário do SID).
"Trabalho no acervo do lo. andar e mantenho as estantes organizadas.
Trabalho braçal, pesado e não é feito com acompanhamento... Eu acho que
justamente por isso deveria ter um acompanhamento melhor. Porque eu não fui
orientado em nada. Faz oito meses que estou aqui e fui aprendendo aos poucos com
os próprios colegas" (funcionário da Circulação).
Durante as apresentações, os funcionários descobriram que o prazo de
empréstimo de livros havia sido alterado pela Seção de Multimeios e, não foi
comunicado às outras seções, que também, fazem o empréstimo de livros. Enquanto
o chefe da seção informava que o prazo de empréstimo era de vinte e dois dias, o
outro reclamava: ''Ah! Então é que não chegou ao nosso conhecimento, então

compete ao empréstimo, né? A dar a informação correta pra gente que empresta... ".
335

�Quanto ao emprego dos recursos recolhidos através de multa, um funcionário
demonstrou desconhecimento da sua aplicação e reclamou do não reaproveitamento
desse recurso. Percebe-se assim a necessidade de maior conhecimento dos trâmites e
funcionamento dos processos, o que toma evidente a promoção de Seminários para a
prática da comunicação vertical e horizontal. Em relação a esta afirmação, captou-se
os seguintes comentários:
"deve-se apresentar todos os funcionários uns aos outros. Eu conheço todo
mundo, mas outros não conhecem e muito menos o usuário. Então ele diz: - Quem é
esse? Não éfeita apresentação entre funcionários" (funcionário).
Percebe-se mais uma vez a falta de unidade e comunicação através das
palavras de um funcionário, que sugere: "era bom que o pessoal falasse o nome das
pessoas que compõem cada seção. Que muitas vezes a gente trabalha na biblioteca
e não sabe quem é, de onde é... ".

2.3 Satisfação com o Serviço
O nível de satisfação das pessoas envolvidas em qualquer processo produtivo
é uma condição necessária para o êxito de toda instituição. Essa afirmativa é
enfatizada nos depoimentos dos funcionários da DSU que demonstraram na sua
maioria, satisfação com os trabalhos que desempenham.
Em um dos depoimentos, um funcionário enfatiza que: "Trabalhar com o
usuário é cansativo", enquanto outro, demonstrando satisfação com sua função,
relata que "todos os trabalhos são importantes, principalmente relacionado a
orientação". Sendo assim, observa-se níveis de satisfação e de insatisfação e o
quanto este último pode interferir negativamente na qualidade do trabalho
desenvolvido.
"... a gente tá aqui é pra trabalhar, olhe, isso eu garanto, eu atendo ao
pessoal de coração, eu adoro, acho que é a melhor coisa pra trabalhar, porque é
uma coisa que eu gosto, é de trabalhar com o público, acho maravilhoso".
336

�I

"

,li

essa troca, você aprende, então eu chego perto do usuário altamente a

vontade (. ..) então venha a nós, venha nos procurar, eu digo sempre!".

Ao abordar seu desempenho profissional, um bibliotecário se referiu ao
usuário com muito carinho relatando um atendimento cortês que fez a uma estudante
carente, que precisava estudar para uma prova e estava impedida de ter acesso ao
livro, por problema burocrático, que foi resolvido para solucionar e agilizar o
problema da estudante. No dia seguinte, recebeu o agradecimento do pai da aluna
pelo desempenho da filha, na prova. A satisfação do usuário de um lado e o
reconhecimento do bibliotecário de outro é uma troca perfeita onde se consolida o
clímax de um ambiente organizacional ao adotar a filosofia de marketing.

2.4 Educação Continuada

Segundo Mandelli apud Caravantes (1993, p. 52), "Não basta treinar. É
preciso um desenvolvimento global das pessoas para os novos tempos. Educá-las ou

I

:

reeducá-las para uma nova visão de negócios".

Os depoimentos de alguns funcionários levam a crer que existe esta
compreensão na DSU:

i
I

"com relação ao acervo, não adianta apenas colocar o funcionário, tem que
dá um treinamento. E eu acho que isso não é só dos colegas lá não, é de todos nós".
E ainda: "Nós que trabalhamos aqui precisamos estar muito bem informado para
poder informar".

Embora observe-se a importância dada aos treinamentos, pode se verificar a
ausência de uma política de educação continuada. Tomando-se necessário incentivar
I

a sua prática, tanto a nível de cursos de treinamento e seminários como também a
nível de especialização e mestrado. Pois, na sociedade contemporânea a atualização
precisa ser constante, especialmente, quando se trabalha fornecendo informações ao
público universitário.

I

337

I

I

�Por ocasião da explanação das atividades do Serviço de Informação e
Documentação (SID), um funcionário perguntou: "O que é a ABNT?" prontamente a
responsável pelos serviços tentou explicar, mas ainda não respondeu o suficiente
para que este funcionário e outros que possivelmente desconheciam, ficassem
totalmente informados a respeito.
Uma expressão empregada por uma bibliotecária:"

O professor joga o

aluno na biblioteca pra normalizar trabalhos e este chega meio desligado porque
não sabe, como muita gente não sabe o que é a ABNT", reflete uma certa crítica,
como se o professor estivesse transferindo sua responsabilidade para a Biblioteca.
Porém, vale ressaltar, que o uso das normas documentárias, é de inteira
responsabilidade dos profissionais da informação que ali atuam. Cabe ao usuário
operacionalizar a normalização, e ao professor, orientar os alunos em sala de aula,
para procurar a Biblioteca.

2.5 Recursos
A precariedade dos recursos materiais e financeiros das universidades
públicas brasileiras tem se acentuado nos últimos anos e a Universidade Federal da
Paraíba e seus órgãos não são exceção. Assim sendo, alguns serviços da Biblioteca
Central vêm sendo prejudicados, fato que podemos constatar com os depoimentos a
segurr:

"Existem revistas que eles querem tirar xerox coloridas, aqui não tem xerox
colorida, eles querem scanear, aqui não tem scaner, então quer dizer, a gente diz
que não empresta mas, chega uma hora que você não pode dizer que não"
(bibliotecário).

"O catálogo coletivo nosso hoje (é uma pena) ele está parado, porque nós
fomos avisados de que a partir de 98, eles não iam receber mais informações por
escrito, só através de disquete magnético, e nós não estamos ainda em condições
porque a gente investe muito pouco na Biblioteca" (bibliotecário).
338

�"Eu, é, estou falando em relação ao catálogo que realmente não existe
ambiente pois trabalho, na seção de periódicos, existe três bibliotecários, pra
atender, e chegam dez usuários e querem ser atendidos, entendeu? Então se
houvesse uma distribuição assim de atendimento, na frente, atendendo uma parte
técnica... ".
"Só uma informação: é que há 134 milhões, só tá vindo 4 milhões, com esses
4 milhões o investimento diminuiu demais, tá vendo?"
"Há uma má distribuição de pessoal... '~
A falta de recursos interfere negativamente na qualidade dos sefVlços
prestados, causando insatisfação tanto para a organização quanto para o consumidor.

2. 7 Viabilidade do Projeto Marketing
Alguns efeitos da pesquisa aplicada à Biblioteca Central já estão
influenciando na conduta e nas atitudes dos funcionários, evidenciados em suas falas
durante a realização do Seminário:

"Depois de oito meses é que estou conhecendo o que é a biblioteca".
''Isto é bom tanto para o lado pessoal como profissional, porque na verdade
nós estamos com um baixo astral terrível! Precisamos de um "empurrãozinho" para
valorizar o setor".
Motivada pela prática da dinâmica de grupo com abraços e beijos trocados
durante a realização do Seminário por iniciativa
de uma professora palestrante, uma bibliotecária relembra:

"Quanto aos abraços e beijos de ontem, eu quero falar sobre isso, que eu
acho que é uma coisa muito importante, de manter no ambiente de trabalho esse
relacionamento de amizade, de confiabilidade, né? .. ".
"acho que esse Seminário é fundamental pra isso, pra nos integrar cada vez
mais a biblioteca, mostrando que nós existimos, como todo órgão novo, ele precisa
ser aceito pela comunidade".
339

�2.7 Divulgação dos Serviços

Os participantes demonstraram desatualização quanto aos serviços que são
desenvolvidos no SID, principalmente quanto aos sistemas de informação
automatizados. Desconhecem as bases de dados, a forma de acesso e áreas cobertas.
Surgiram perguntas do tipo: "Essa informação é automática?" "Olha, as vezes os
alunos chegam lá na Seção de Periódicos e perguntam as coisas e a gente não sabe
informar. Se por acaso um usuário quiser se conectar com a INTERNET, ele
chegando no SID, pode fazer isso ou tem que marcar a hora?"
Um funcionário da Seção de Circulação sugere ao SID com a seguinte
interrogação: "uma seção tão importante, porque vocês não fazem uma divulgação
maior?"

Na sua fala, a bibliotecária do SID tenta divulgar os serviços com os colegas,
mas passa uma imagem negativa dos instrumentos de trabalho que a mesma utiliza.
No caso se referiu a ABNT usando literalmente "... essas divergências, essa loucura
que existe na própria ABNT. .. se sabe que ela foge totalmente da realidade ... ".

Para enfatizar mais as inquietações dos funcionários, outra bibliotecária
acrescentou:
"Sou da Seção de Informação e Documentação (SID), uma vez chegou uma
pessoa e perguntou: Por favor, dona SID está?"

Estes foram alguns dos comentários selecionados que retratam a visão da
clientela interna sobre a Divisão de Serviços aos Usuários

340

-

----

�3 ANÁLISE DA CLIENTELA INTERNA CONSIDERANDO A FASE
DIAGNÓSTICA E OS DEPOIMENTOS DURANTE O SEMINÁRIO DE
MARKETING

3.1 Pontos Fortes
- número suficiente de funcionários na Divisão de Serviços aos Usuários;
- disponibilidade de pessoal para o atendimento ao público;
- satisfação dos funcionários com os serviços que realizam;
- oferta de serviços variada e atualizada;
- apoio e interesse da administração;
- disponibilidade de recursos materiais;
- espaço fisico suficiente.

3.2 Pontos Fracos
- funcionários não uniformizados dificultando a sua identificação;
- desconhecimento dos serviços da DSU pelos funcionários;
- má distribuição de pessoal;
- falta de conscientização da necessidade de educação continuada;
- falta de incentivo à criatividade do pessoal;
- priorização dos serviços meio em detrimento dos serviços fim;
- falta de reconhecimento dos serviços bibliotecários por parte da sociedade;
- inexistência de manual de serviços.

341

�4 ANÁLISE DA CLIENTELA EXTERNA CONSIDERANDO A FASE
DIAGNÓSTICA DO PROJETO

4.1 Situações Favoráveis
- satisfação do público com a Biblioteca como um todo;
- demanda significativa dos alunos de graduação.

4.2 Situações Desfavoráveis
- baixa freqüência dos docentes;
- utilização apenas do ambiente fisico da Biblioteca;
- índice significativo de insatisfação com a Biblioteca nos seguintes aspectos:
acervo, ambientação, atendimento e dificuldade de uso;
- baixa utilização dos serviços.

4.3 Oportunidades
- meios de comunicação;
- acesso a infonnação através de redes mundiais;
- parcerias com instituições nacionais e internacionais;
- receptividade e reconhecimento da importância da Biblioteca pelo mercado;
- alta demanda da Biblioteca;
- bases de dados disponíveis.

4. 4 Ameaças

- falta de recursos para investimentos;
- indefinição orçamentária;
- aposentadorias precoces;
- política salarial desestimulante para os servidores;
- falta de integração professor-biblioteca-aluno.
342

�5 QUESTÕES ESTRATÉGICAS

5.1 Como Estabelecer uma Política de Treinamento para os Clientes Externos

Uma política de treinamento de usuários se justifica pelo fato de a Biblioteca
existir para ser convenientemente utilizada pelos mesmos e estes constituírem o
ponto

de

convergência final

do

fluxo

de

transferência de

informação.

Consequentemente, os usuários devem estar devidamente capacitados para obter a
informação relevante que lhes foi canalizada e encontra-se disponível na Biblioteca.
Constatou-se como causadores da pouca utilização dos serviços oferecidos
pela Biblioteca: a dificuldade de localização de títulos, de uso do catálogo
automatizado e a falta de orientação adequada.
Na tentativa de equacionar tal impasse foi elaborado um plano de ação
contemplando a realidade apresentada. Assim sendo, planejou-se Cursos de
Treinamento em três níveis, com 4 horas de duração em cada curso, destinado a
comunidade universitária, oferecidos semestralmente. A equipe de expositores
deverá ser constituída e devidamente treinada pela Direção da DSU.
a) Nívell: "Conhecendo a Biblioteca"
Conteúdo Programático
- estrutura administrativa do SISTEMOTECA
- direitos e deveres dos clientes
- apresentação da fita de vídeo
- visita aos ambientes da Biblioteca Central
b) Nível 2: "Conhecendo os Serviços da Biblioteca"
Conteúdo Programático
- estrutura administrativa do SISTEMOTECA
- exposição dos serviços das várias seções da DSU
- visita às Seções da Biblioteca
343

�c) Nível 3: Outros Cursos de Treinamentos
- utilização de Repertórios de Referência Especializados por área do
conhecimento;
- atualização em normas documentárias da ABNT.

5.2 Como Proceder a Educação Continuada dos Clientes Internos

Foi constatado que entre os funcionários, predomina um estado de
desmotivação em relação a prática de educação continuada. Certamente, esta
iniciativa contribuiria para a solução dos desafios apresentados como pontos fracos
em relação aos resultados obtidos na análise interna. A participação mais efetiva
visando a capacitação formal iria contribuir para aceitação e compreensão das
mudanças que se fazem necessárias neste instante. Na tentativa de solucionar as
questões levantadas, propõe-se as seguintes ações:
- estabelecer um prêmio mensal para os funcionários que mais se destacarem
no atendimento;
- promoção do endomarketing com palestras, seminários, reuniões, para se
discutir e divulgar os serviços;
- elaboração de um plano de qualificação prevendo eventos de curto, médio e
longo prazos, incluindo a pós-graduação.

5.3 Como Adequar a Ambientação da Biblioteca Central para Oferecer maior
Conforto

As questões de ambientação levantadas pelo público freqüentador se referem
a alta temperatura, ruídos, falta de sinalização, dificuldade de localização do acervo,
iluminação, bebedouros danificados e falta de higiene nos banheiros.
Tendo em vista a intenção de facilitar o acesso a informação oferecendo um
ambiente aconchegante e que favoreça a permanência dos que freqüentam a
Biblioteca, apresenta-se um plano de ação na tentativa de atender aos anseios da
344

�clientela ouvida, fazendo-os sentirem-se importantes como peça fundamental do
sistema que existe em função dos mesmos:
- na impossibilidade de oferecer uma climatização com instalação de ar
condicionado, adquirir ventiladores nos locais mais quentes e de maior
concentração;
- conscientizar as pessoas que circulam nos ambientes, que os espaços são
utilizados por usuários concentrados em adquirir uma informação. Por este motivo,
os funcionários, inclusive a equipe de limpeza, devem trabalhar em silêncio e
organização.
- alguns ambientes onde a iluminação prejudica o acesso, procurar
reorganizar a disposição de móveis e outros objetos que impeçam a penetração da
luz natural ou artificial;
- oferecer banheiros higienizados, e com acessórios indispensáveis;
- servir água nos horários mais quentes, entre os usuários que se encontram
nas mesas,
- na sala de espera para realização do empréstimo, devolução, etc., colocar
cadeiras fixas, máquina eletrônica para tiragem de senhas, painel eletrônico com
indicação numérica nos terminais de computador e suporte com jornais. Se possível,
oferecer balas por ocasião do empréstimo;
- cantina aberta ao público, sendo também loja de conveniência;
- estabelecer e confeccionar um uniforme leve para os funcionários que se
encontram no atendimento (linha de frente) com o nome ou logotipo da Biblioteca e
inscrição do tipo: "Atendimento Personalizado", conforme modelo sugerido em
anexo 1;
- repensar a sinalização incluindo painéis no Hall de cada andar, com
indicação e destaques usando cores. No térreo, incluir um painel geral informando
os ambientes da Biblioteca, outro informando os serviços de cada seção da DSU, e

345

�painéis com indicação dos acervos nas grandes áreas do conhecimento e informativo
da Programação Cultural. Afixar setas indicativas às salas de apoio;
- a sinalização para localização dos documentos nas estantes deverá obedecer
as cores utilizadas no painel, com indicação de assuntos e número de classificação;
- estabelecer novo layout para melhor aproveitamento do espaço do hall
térreo, conforme sugestão apresentada em anexo 2.

5.4 Como Promover os Serviços da Biblioteca

A Biblioteca Central da UFPB, no intuito de melhor cumpm com seus
objetivos reconhece a importância da promoção como forma especial de
comunicação entre seus usuários reais e potenciais, informando-os sobre os serviços
disponíveis. Para isto, é necessário que a Biblioteca utilize a promoção com efetiva
criatividade a fim de alcançar com eficácia os objetivos propostos.
Para Divulgar os serviços da Biblioteca, recomenda-se as ações abaixo,
utilizando-se a publicidade e contato pessoal como instrumentos promocionais:

a) Ações Estratégicas com relação a Publicidade
- afixar quadro de avisos e cartazes nas dependências do Campus I (salas de
aulas, cantinas, Bancos, etc.);
- transmitir informações, diariamente sobre a Biblioteca, na rádio
universitária;
- enviar, através de mala direta, produtos e serviços informacionais;
- confeccionar folders, o mais sintético possível;
- divulgar Serviços nos contra-cheques;
- buscar patrocínio para doação de canetas e adesivos com mensagens sobre a
Biblioteca;
- dinamizar o jornal "BC Cultura" distribuído para toda a comunidade
universitária;
346

�- incrementar Boletim de alerta informando os serviços da Biblioteca;
- colocar faixas no Campus (desde a entrada) dando boas vindas aos usuários,
a cada início de semestre;
- divulgar os serviços em encontros profissionais;
- entregar na matrícula, material promocional da Biblioteca;
- atualizar o manual do usuário;
- instalar caixa de sugestões e reclamações;
- criar a home-page ;

b) Ações Estratégicas com relação ao Contato Pessoal
- realizar seminários, apresentações e conferências das diversas áreas do
conhecimento, nos espaços disponíveis da Biblioteca;
- criar o comitê de usuários, com representante do Centro Acadêmico de cada
curso do Campus I.
Vale salientar que poderão ser implementadas outras ações à medida que as
avaliações sejam realizadas.

347

�6 REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

AMARAL, Sueli Angélica. Marketing e desafio profissional em unidades de
infonnação. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, 1996.
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ao treinamento do bibliotecário. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, v. 23 , n. 1/4, p. 78-111 , jan./dez. 1990.
BORGES, Carlos Alberto F. Plano estratégico de Marketing: Bar Luar de Prata.
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CARA VANTES, Geraldo R. Recursos Humanos: estratégias para o 30. milênio.
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DANTAS, Teresinha Maria Trocoli Abdon. A utilização do cinto de segurança de
automóveis pela comunidade universitária: plano de Marketing. João
Pessoa: UFPB, 1997. 21 p. (Trabalho Acadêmico).
FERNANDES, Antônio Régis Mendonça. Marketing aplicado à biblioteconomia.
In: SILVEIRA, Amélia, AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing em unidades
de infonnação: estudos brasileiros. Brasília: IBICT, 1993.365 p. p. 177-190.
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MELO, Maria Gonzaga. O desenvolvimento de nossas bibliotecas: problemas para
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MOBRICE, Ines Aparecida Silva. Aplicação dos instrumentos promocionais de
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349

�350

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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              <name>Publisher</name>
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              <description>A language of the resource</description>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Plano estratégico de marketing como instrumento decisório no gerenciamento da Biblioteca Central da UFPB.</text>
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                <text>Duarte, Emeide Nóbrega et al.</text>
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                <text>Apresenta o Plano de Marketing para a Divisão de Serviços aos Usuários da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba. As estratégias foram  definidas com base nos resultados da fase diagnóstica efetuada anteriormente, com a clientela interna e externa, na fase de aplicaçao do endomarketing proporcionado através de um seminário, os funcionários procederam espontaneamente uma análise dos serviços, ocasião em que faziam suas explanações. Esta análise situacional, ratifica pontos fortes e frascos, situações favoráveis e desfavoráveis e oportunidades e ameaças constatadas. Definindo como estratégias, a política de educação continuada dos clientes internos e treinamento para os externos, adequação do ambiente e promoção dos serviços da biblioteca, apresenta um plano de ação.</text>
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                    <text>o SERVIÇO DE BIBLIOTECAS DA EPUSP E OS NOVOS SERVIÇOS
AO USUÁRIO
Maria Cristina Olaio Villela
Maria Adelaide Alves Mestriner
Elizabeth Adriana Dudziak
Bibliotecárias Supervisoras do Serviço de Bibliotecas da EPUSP

RESUMO

Para atender com rapidez e qualidade aos pedidos de cópias de documentos o
Serviço de Bibliotecas primeiro associou-se ao Consórcio ISTEC e, a seguir, de
forma pioneira, vinculou-se ao projeto piloto da British Library. Ambos permitem a
transmissão de cópias de documentos on-line, utilizando o software Ariel. A
necessidade de atualização sistemática para conhecimento dos novos serviços
disponíveis, impôs uma nova rotina aos bibliotecários e a resistência dos usuários à
utilização de serviços onerosos é mais um desafio a ser por eles vencido.

Palavras-chaves: Tecnologia da informação; Novas tecnologias; Fornecimento de

cópia: Recuperação da informação; Consórcio

1 - INTRODUÇÃO

A forma tradicional de acesso e distribuição da informação sofreu grande
impacto com a mudança tecnológica ocorrida nos últimos anos.
Os sistema emergentes, . principalmente a Internet, vêm modificando
profundamente a maneira de trabalhar, viver, colaborar e comunicar.
Essa mudança, acrescida das transformações econômicas, condicionou os
bibliotecários, como intermediários da informação, a assumir uma postura diferente
da tradicional.
306

J

�I'"'

Nesse contexto, a Unidade de Informação e seu profissional devem, entre
outras coisas, segundo Tarapanoff (1997):
•

Adotar processos de trabalho flexíveis;

•

dirigir atividades, produtos e serviços ao usuário;

•

desenvolver parcerias;

•

adotar a cooperação como principal estratégia;

•

tomar disponíveis e acessar infonnações em âmbito universal;

•

oferecer serviços e produtos just in time e com qualidade.

2 - O SERVIÇO DE BmLIOTECA DA EPUSP E A NOVA REALIDADE
Até recentemente a busca, o recebimento e o fornecimento de cópias de
documentos não encontrados no acervo das Bibliotecas da EPUSP processava-se
através de correio ou fax. Por correio, o recebimento era moroso; por fax, a
qualidade das cópias obtidas era inferior.
Preocupando-se em sobrepujar esta sistemática, o Serviço de Bibliotecas
procurou estudar parcerias e equipar-se com a infra-estrutura básica necessária à
implementação e ao desenvolvimento de recursos mais ágeis para localização e
busca de documentos.

3 - O CONSÓRCIO ISTEC
Por iniciativa do DT/SIBi - Departamento Técnico do Sistema Integrado de
Bibliotecas, a USP aderiu ao ISTEC - The Ibero-American Science and Technology
Education Consortium, organização sem fms lucrativos, fundada em 1990.
O ISTEC é constituido por instituições educacionais, de pesquisa e industriais
das Américas e da Península Ibérica. O Consórcio incentiva projetos cooperativos
orientados para o desenvolvimento da educação e da pesquisa e para a transferência
de tecnologia, com o objetivo de promover o progresso científico e tecnológico dos
países que congrega.
307

�o

Consórcio iniciou um projeto voltado para as Bibliotecas, o Library

Linkage Project, visando estimular o compartilhamento de acervos das Bibliotecas
consorciadas. O início desse projeto data de 1994, quando foi desenvolvido um
piloto que permitia a interligação das bibliotecas de engenharia de quatro
instituições acadêmicas do Brasil, México, Espanha e Venezuela com a Centennial
Science &amp; Engineering Library - CSEL, da University ofNew Mexico.
As bibliotecas participantes passaram a ter acesso aos catálogos da CSEL e a
solicitar e receber cópias de documentos de seu acervo, via Internet. Para tanto, cada
biblioteca foi equipada com microcomputador, scanner, impressora laser e um
software para transmissão de documentos, o Ariel
Com o desenvolvimento do projeto, Bibliotecas de outras entidades passaram
a dele participar sem receber, contudo, os equipamentos oferecidos aos primeiros
consorciados. Este foi o caso da Escola Politécnica e da Escola de Engenharia de
São Carlos, da USP.
O intercâmbio iniciado através do Library Linkage Project teve tanto êxito no
Brasil que deu origem a uma rede nacional conhecida como LIGDOC.
O Serviço de Bibliotecas da Escola Politécnica tomou-se um dos membros
mais ativos do LIGDOC. Ele tem se caracterizado como um agente fornecedor,
devido ao seu grande acervo, e seus usuários tem se beneficiado principalmente do
fornecimento de cópias de documentos das Bibliotecas da University of New
Mexico. Essas cópias, de muito boa qualidade, são recebidas gratuitamente e, em
geral, num prazo não superior a 48 horas.

4 - OS SERVIÇOS DA BRITISH LmRARY

Em 1987, o Serviço de Bibliotecas da EPUSP passou a solicitar cópias da
British Library-BL, quando estes não existiam no acervo das bibliotecas brasileiras.
O acervo da BL tem reputação internacional pois reúne milhões de livros, uma das
maiores coleções de periódicos e jornais especializados, relatórios governamentais e
308

�inter-governamentais, anrus e congressos, além de uma coleção universal de
patentes.
A operação do sistema assemelha-se ao desenvolvimento pelo COMUT Programa Nacional de Comutação Bibliográfica, com a diferença de, naquele caso,
os pedidos serem atendidos através do DT/SIBi - Departamento Técnico do Sistema
Integrado de Bibliotecas.
Com o intuito de ampliar e acelerar suas relações com a BL e tendo
informações sobre o BL on line, em novembro de 1997, o Serviço de Bibliotecas
procurou o Sr. Werner Fenner no Conselho Britânico, em Brasília, agente da BL no
Brasil, solicitando instruções para o cadastramento do Serviço como usuário da
British Library.
Recebeu, então, toda a orientação relativa:

•

ao preenchimento do formulário Intemational Custommer Registration Form;

•

à abertura de uma conta junto à British Library;

•

à compra de unidades do BLDSC - British Library Document Supply Centre, que

passaram a ser creditadas nessa conta.
Para a implementação desse serviço foram utilizados recursos próprios do
Serviço de Bibliotecas e nenhum custo foi repassado ao usuário. Deve-se lembrar
aqui que somente são solicitadas à BL cópias de documentos não existentes na
University ofNew Mexico.
Durante aproximadamente dois meses a demanda por cópias de documentos à
BL aumentou cerca de 100%. Elas eram solicitadas através de correio eletrônico
mas, ainda assim, o tempo de entrega não era satisfatório, pois utilizava-se para
tanto o correio.
Interessado em oferecer ao seu usuário um serviço rápido e com qualidade, o
Serviço de Bibliotecas passou a buscar novas alternativas.

309

-

--

- - - - -

-

-

�Com efeito, a bibliotecária Manuela Gea Cabrera Reis , acessava
periódicamente o site do RLG - Research Libraries Group para informar-se sobre
novas versões e novas aplicações do software Ariel e as Bibliotecas que dele se
utilizavam. Em uma dessas consultas verificou que a British Library não só possuia
o software Ariel como iniciara um projeto piloto para intercâmbio de cópias de
documentos via Internet com as Bibliotecas do Reino Unido.
Recorreu-se mais uma vez ao senhor Werner Fenner solicitando-se a
expansão, para o Brasil, desse projeto piloto desenvolvido pela British Library. O
BLDSC concordou e o Serviço de Bibliotecas da EPUSP que já fazia seus pedidos
on-line, foi a primeira instituição brasileira a proporcionar a seus usuários cópias de
documentos da BL, via Internet, em tempo não superior a 72 horas.
Durante o desenvolvimento do projeto houve problemas com a operação do
Ariel MIME, utilizado pela BL. Novamente, no site do RLG foram encontradas as
informações necessárias para utilizá-lo de maneira correta.
Deve-se lembrar, ainda, que a consulta ao acervo da BL, disponível no site
http://OPAC97.bl.uk, possibilitou maior confiabilidade no processamento dos
pedidos, uma vez que antes de solicitados, os documentos são pesquisados no
catálogo da BL.

5 - O USUÁRIO E O NOVO SERVIÇO

Cadastrado como usuário da Bristish Library, o Serviço de Bibliotecas
iniciou, em janeiro de 1998, as solicitações de cópias de documentos por correio
eletrônico. Mas, foi somente em março de 1998 que as cópias passaram a ser
fornecidas via Internet.
De março a maio, a demanda dos usuários aumentou cerca de 100%. Até
então, o custo das cópias era, em parte, subsidiado com verbas próprias do Serviço.
A partir de junho de 1998, com o aumento do preço das unidades BLDSC, o
Serviço de Bibliotecas resolveu repassar aos usuários não só o custo real das
310

�unidades mas também o custo dos direitos autorais, cobrados pela BL para
transmissão on-line de documentos. Verificou-se, então, que houve uma retração de
95% na demanda em um prazo de 15 dias.

6 - CONCLUSÃO
Analisando as várias fases da implantação do novo serviço concluiu-se:

1 - Quanto à atuação dos bibliotecários.

No afã de conseguir executar as tarefas diárias, não há tempo para muita
reflexão. Mas, durante a elaboração deste trabalho, foi com grande entusiasmo os
bibliotecários do Serviço de Bibliotecas se aperceberam de já estar atuando de
acordo com algumas exigências do novo perfil do profissional da informação:
•

Atitude pró-ativa

Agindo com disciplina na busca sistemática de novas informações sobre a
aplicação dos recursos já disponíveis, otimizou-se sua utilização. Pesquisas
constantes sobre a aplicação e uso do software Ariel levaram ao conhecimento do
seu uso pela British Library para transmissão do documentos via Internet. Isto gerou
uma série de ações que culminou com a implantação de um serviço pioneiro no
Brasil.
•

Desenvolvimento de parcerias

Já consorciado ao ISTEC, o Serviço de Bibliotecas empenhou-se em
participar do projeto piloto da BL. Ele tem incentivado, também, a extensão desse
recurso ao fornecimento de cópias pelo COMUT às bibliotecas brasileiras.

2 - Quanto ao comportamento do usuário

•

A facilidade e a rapidez na obtenção de cópias de boa qualidade, via Internet,
aumentaram a demanda de pedidos de cópias de documentos não existentes nas
bibliotecas brasileiras e na UNM.
311

�•

Incentivou, também, o aumento do número de pesquisas bibliográficas em bases
de dados em cd-rom e on-line, disponíveis no Serviço, otimizando a sua
utilização.

•

Comprovou a resistência do usuário à utilização de serviços onerosos.

7 - RECOMENDAÇÕES
Considerando-se o comportamento do usuário e buscando-se a otimização da
infra-estrutura de informática conquistada, recomenda-se que as Unidades de
Informação desenvolvam um dentre os seguintes procedimentos:

1 - conscientizar a comunidade sobre a necessidade de criar o que Alvim
(1998) chamou de economia da informação, aplicando-se, no fornecimento de bens
e serviços de valor, as regras básicas de oferta - demanda.
2 - buscar financiamentos para subsidiar o fornecimento de sefVlços
onerosos;

ABSTRACT
In order to obtain copIes of documents requested by users, the Serviço de
Bibliotecas da Escola Politécnica da USP iniatially joined the ISTEC Consortium;
secondly it was the first Brazilian Institution to join the pilot project of the British
Library. Both services supply copies of documents on-line, through the Ariel
software. The need to get acquainted with the new available technique created a new
routine for librarian who must also face up to the chalenge of overcoming users'
resistence to more expensive services.

key words: Information Services; Information retrieval; New technologies;
Community information services; Document supply; Consortium
312

�BffiLIOGRAFIA

ALVIM, P.C. R. C.

o papel da infonnação no processo de

capacitação tecnológica

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313

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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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----- -

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METODOLOGIA PARA ANÁLISE DOS RELATÓRIOS DAS
BIBLIOTECAS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRGS
Ana Maria Mattos Galvão
Bibliot. Coordenadora do Núcleo de Aquisição da Biblioteca Centra1/UFRGS
Anália Kniest Dornelles
Servidora Técnica-Administr. do Núcleo de Aquisição da Biblioteca
CentrallUFRGS
Denise Selbach Machado
Bibliot. Coordenadora da Coordenadoria de Eventos da Biblioteca
Centra1/UFRGS
Rosemarie Bianchessi dos Santos
Bibliot. Coordenadora do Núcleo de Administração da Biblioteca
Centra1/UFRGS
Veleida Ana Blank
Diretora da Biblioteca CentrallUFRGS
RESUMO:
Apresenta a metodologia elaborada para análise dos relatórios de desempenhos das
bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBU, através do estabelecimento
de critérios para análise e avaliação dos dados de acordo com as particularidades de
natureza e função das bibliotecas.

PALAVRAS-CHA VE: Relatórios: Análise: Metodologia
1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Central - BC, criada em 1971, é o órgão coordenador das trinta
bibliotecas que compõe o Sistema de Bibliotecas da UFRGS - SBU. É subordinada
diretamente à Reitoria e, por delegação de competência, a Pró-Reitoria de Pesquisa.
Cabe à Direção da Biblioteca Central a coordenação técnica do SBU, visando
o desenvolvimento e atualização da política biblioteconômica da Universidade.
277

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Subordinam-se a esta, Grupos Assessores Técnicos, compostos pelas
bibliotecárias integrantes do SBU, tendo por fmalidade identificar problemas de
ordem técnica e propor soluções adequadas ao bom desempenho das atividades,
visando a melhoria da qualidade e produtividade dos serviços informacionais.
A Biblioteca Central conta com uma Comissão Assessora, coordenada pela
Diretora da BC e formada por professores e bibliotecários. Tem como funções o
estabelecimento e acompanhamento da política biblioteconômica da UFRGS e pela
aplicação do orçamento da BC.
De posse dos relatórios de desempenho das bibliotecas do SBU, ano base
1996 optou-se por criar uma metodologia, visando estabelecer critérios para análise,
respeitando as particularidades de natureza e função destas bibliotecas.
2 GRUPOS DE BmLIOTECAS

Observando-se o universo de bibliotecas que formam o SBU, percebe-se
particularidades que não permitem uma análise linear.
Algumas bibliotecas por sua natureza ou função tomam-se peculiares, como o
caso da Biblioteca Central, da Biblioteca do Centro de Processamento de Dados e da
Biblioteca do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos.
Outras, apesar de aparentemente semelhantes, em uma análise mais apurada
mostram suas diversidades. É o caso da Biblioteca da Escola Técnica do Comércio,
que atende alunos de 2° Grau, visando sua formação técnica em nível médio e da
Biblioteca do Colégio de Aplicação, cuja clientela são alunos de 1° e 2° Graus,
visando desde sua alfabetização até sua preparação para o ingresso na Universidade.
Porém, um grande grupo de bibliotecas do SBU permite uma análise
conjunta; devido a sua natureza e função.
Assim, partindo da percepção da realidade, optou-se por dividir as bibliotecas
do SBU em três grupos:

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GRUPO I - Bibliotecas vinculadas à Órgãos da Administração Superior:
Biblioteca Central - BC
Biblioteca do Centro de Processamento de Dados - CPD
Biblioteca do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinho-CEC
GRUPO II - Bibliotecas vinculadas à Unidades de EnsinolPesquisa:
Biblioteca da Escola de Educação Física - ESEF
Biblioteca da Escola de Enfermagem - ENF
Biblioteca da Escola de Engenharia - ENG
Biblioteca da Faculdade de Agronomia - AGR
Biblioteca da Faculdade de Arquitetura - ARQ
Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação -BIB
Biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas - ECO
Biblioteca da Faculdade de Direito - DIR
Biblioteca da Faculdade de Educação - EDU
Biblioteca da Faculdade de Fannácia - FAR
Biblioteca da Faculdade de Medicina - MED
Biblioteca da Faculdade de Odontologia - ODO
Biblioteca da Faculdade de Veterinária - VET
Biblioteca do Instituto de Artes - ART
Biblioteca do Instituto de Biociências - BIO
Biblioteca do Instituto de Ciências Básicas da Saúde - CBS
Biblioteca do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos - ICTA
Biblioteca do Instituto de Física - FIS
Biblioteca do Instituto de Geociências - GEO
Biblioteca do Instituto de Informática - INF
Biblioteca do Instituto de Matemática - MAT
Biblioteca do Instituto de Pesquisas Hidráulicas - IPH
Biblioteca do Instituto de Psicologia - PSI
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Biblioteca do Instituto de Química - QUI
Biblioteca Setorial de Ciências Sociais e Humanidades - CSH
GRUPO IH - Bibliotecas vinculadas à Órgãos de Ensino de lO e 2 0 Graus:
Biblioteca da Escola Técnica do Comércio - ETC
Biblioteca do Colégio de Aplicação - APL
3 O GRUPO 11
O Grupo H foi subdividido em bibliotecas de pequeno, médio e grande porte,
de acordo com estudo que utilizou as seguintes variáveis (ANEXO 1):
Considerando a infra-estrutura física:
Periódicos correntes (Anexo A);
Acervo de livros (Anexo B);
Área física (Anexo C);
Usuário potencial (Anexo D).
Considerando os serviços prestados:
Consulta/Empréstimo (Anexo E);
Empréstimo entre bibliotecas (Anexo F);
Comutação bibliográfica (Anexo G);
Levantamento bibliográfico (Anexo H);
Treinamento/Orientação (Anexo I);
Auxilio Técnico (Anexo J).
Para definição do porte das bibliotecas por variável, utilizou-se as medidas de
tendência média e desvio padrão. Tendo em vista a amplitude do intervalo do desvio
padrão, seguindo orientação da Pró-Reitoria de Planejamento - PROPLAN, adotouse 50% do desvio padrão como base para cálculo.
Para ser considerada grande naquela variável a biblioteca precisa apresentar
valores iguais ou superiores a média mais 50% do desvio padrão:

280

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Para ser considerada média naquela variável a biblioteca deve apresentar
valores maiores que a média menos 50% do desvio padrão e menores que a média
mais 50% do desvio padrão:

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Para ser considerada pequena naquela variável a biblioteca deve apresentar
valores iguais ou inferiores a média menos 50% do desvio padrão:
PEQUENA! X - s /2
Para determinar o porte da biblioteca por variável - pequena, média ou grande
- optou-se usar como parâmetro os dados do Anuário Estatístico da UFRGS e dos
formulários de Avaliação de Desempenho do ano de 1996 das bibliotecas que
compõe o SBU.
Concluiu-se que os dados a serem analisados não devem fazer parte da
determinação do porte da biblioteca e nem devem ser manipulados com
antecedência, ou seja, primeiro determina-se o porte da biblioteca - ano base 1996para após analisar-se os dados dos relatórios - ano base 1997 - e assim,
sucessivamente, para posteriores avaliações.
Este estudo também servirá como projeto piloto para defInir os Padrões para
Avaliação de Desempenho das Bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da UFRGS.
As bibliotecas fIcaram distribuídas, segundo seu porte, conforme mostra o

281

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QUADRO 1.

QUADRO 1 - Resumo das variáveis por biblioteca: determinação do porte.
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LEGENDA:

1 - PERIÓDICOS CORRENTES
2 - ACERVO DE LIVROS
3 - ÁREA FÍSICA
4 - usuÁRIo POTENCIAL
5 - CONSULTAlEMPRÉSTIMO
6 - EMPRÉSTIMO ENTRE BIBLIOTECAS
7 - COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
8 - LEVANT AMENTO BIBLIOGRÁFICO
9 - TREINAMENTO/ORIENTAÇÃO
10 - AUXÍLIO TÉCNICO

Os

asteriscos

identificam

dados

não

coletados

ou

inexistentes,

desconsiderados para o cálculo da média e do desvio padrão.
Considerou-se a moda, a variável que mais se repetiu por biblioteca, para
finalmente, determinar seu porte.
Para as bibliotecas do Instituto de Biociências, Escolar Superior de Educação
Física e Faculdade de Educação, em que suas variáveis não apresentam moda, foi
necessário acrescentar outra variável para definir seus portes, A variável escolhida
foi a existência de curso de pós-graduação, que elevaria o porte da biblioteca.
As bibliotecas do GRUPO 11 serão analisadas e avaliadas entre si, separadas
por porte de biblioteca.
4 OS GRUPOS I E m

Para os Grupos I e 111 não foram definidas variáveis devido as peculiaridades
e questões estruturais das bibliotecas que os integram. Para análise destes grupos
serão utilizadas a evolução das próprias bibliotecas nos últimos três anos.
284

�5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 CARVALHO, Maria Carmem Romcy de. Estabelecimento de padrões para
bibliotecas universitárias. Fortaleza: UFP, Brasília: ABDF, 1981. 250p.
2 MACIEL, Alba Costa. Instrumentos para gerenciamento de bibliotecas.
Niterói: EDUFF, 1995.
3 PESCA, Aljocyr. Estatística fundamental. Porto Alegre: Sulina, 1983.
4 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central.
Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados ano base 1996.
Porto Alegre: 1997.
5 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da Escola
de Educação Física. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de
dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
6 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da Escola
de Enfermagem. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados
ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
7 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da Escola
de Engenharia. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados
ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
8 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da Escola
Técnica do Comércio. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de
dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997
9 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Agronomia. Avaliação de desempenho: formulário de coleta
de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
10 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Arquitetura. Avaliação de desempenho: formulário de coleta
de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
11 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Avaliação de desempenho:
formulário de coleta de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
12 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Ciências Econômicas. Avaliação de desempenho: formulário
de coleta de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
285

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13 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Direito. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de
dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
14 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Educação. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de
dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
15 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Fannácia. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de
dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
16 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Medicina. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de
dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
17 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de Odontologia. Avaliação de desempenho: formulário de coleta
de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
18 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca da
Faculdade de erinária. Avaliação de desempenho : formulário de coleta de
dados ano base Porto Alegre: 1997.
19 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca do
Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos. Avaliação de
desempenho: formulário de coleta de dados ano base 1996. Porto Alegre:
1997.
20 VERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca do Centro de
Processamento de Dados. Avaliação de desempenho: formulário de coleta
de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
21 UIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca do Colégio
de Aplicação. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados ano
base 1996. Porto Alegre: 1997.
22 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Artes. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados ano base
1996. Porto Alegre: 1997.
23 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Biociências. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados
ano base 1996. Porto Alegre: 1997.

286

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24 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Ciências Básicas da Saúde. Avaliação de desempenho: formulário de
coleta de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
25 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Ciência e Tecnologia de Alimentos. Avaliação de desempenho: formulário
de coleta de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
26 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Física. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados ano base
1996. Porto Alegre: 1997.
27 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Geociências. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados
ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
28 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Informática. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados
ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
29 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Matemática. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados
ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
30 UNNERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Pesquisas Hidráulicas. Avaliação de desempenho: formulário de coleta
de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
31 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Psicologia. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados ano
base 1996. Porto Alegre: 1997.
32 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Instituto
de Química. Avaliação de desempenho: formulário de coleta de dados ano
base 1996. Porto Alegre: 1997.
33 NIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Setorial de
Ciências Sociais e Humanidades. Avaliação de desempenho: formulário de
coleta de dados ano base 1996. Porto Alegre: 1997.
34 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Pró-Reitoria de
Planejamento. Departamento de Pesquisa Institucional. Anuário estatístico
da UFRGS 1996. Porto Alegre: UFRGS, 1997.
287

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ANEXOS
6.1 Anexo A - Periódicos Correntes

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6.2 Anexo B - Acervo de Livros

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6.3 Anexo C - Área Física (m2)

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6.3 Anexo C - Área Física (m2)

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Fonte: formulários de Avaliação de Desempenho das bibliotecas do SBU ano base
1996.

6.4 Anexo D - Usuário potencial

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Fonte: Anuário Estatístico da UFRGS 1996.

Divisão segundo áreas fundamentais defmidas pelo MEC, CNPq, FAPERGS e
FINEP:
ÁREA 1 - Ciências Exatas e da Terra - FIS/GEO/INF/MAT/QUI
ÁREA 2 - Ciências Biológicas - BIO
ÁREA 3 - Engenharias - ENGIIPH
ÁREA 4 - Ciências da Saúde - CBSIENFIESEFIFARlMED/ODO
ÁREA 5 - Ciências Agrárias - AGRlICTANET
ÁREA 6 - Ciências Sociais Aplicadas - ARQ/BIBIDIRIECO
ÁREA 7 - Ciências Humanas - CSHlEDUIPSI
ÁREA 8 - Lingüística, Letras e Artes - ART/CSH

295

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6.5 Anexo E - ConsultalEmpréstimo
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Fonte: fonnulários de Avaliação de Desempenho das bibliotecas do SBU ano base
1996.

297

�6.6 Anexo F - Empréstimo entre Bibliotecas

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* dados não coletados, desconsiderados no cálculo.
Fonte: fonnulários de Avaliação de Desempenho das bibliotecas do SBU ano base
1997.

6.7 Anexo G - Comutação Bibliográfica

QUANTIDADE:

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* dados não coletados, desconsiderados no cálculo.
Fonte: formulários de Avaliação de Desempenho das bibliotecas do SBU ano base 1996.
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�6.8 Anexo H - Levantamento Bibliográfico

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Fonte: formulários de Avaliação de Desempenho das bibliotecas do SBU ano base 1996,

6.9 Anexo I - Treinamento/Orientação
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Fonte: formulários de Avaliação de Desempenho das bibliotecas do SBU ano base 1996.
303

�6.10 Anexo J - Auxílio Técnico

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Fonte: fonnulários de Avaliação de Desempenho das bibliotecas do SBU ano base 1996.

7ABSTRACT
METHODOLOGY FOR ANALYSIS OF IRE REPORTS OF TRE LIBRARIES
OF TRE SYSIEM OF LIBRARIES OF UFRGS
It presents the methodology elaborated for analysis of the acting reports of the
libraries of the System of Libraries of UFRGS-SBU, through the establishment of
approaches for analysis and evaluation of the data, of agreement with the nature
particularities and function of these libraries.

KEYWORDS: Reports : Analysis : Methodology

305

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                <text>Apresenta a metodologia elaborada para análise dos relatórios de desempenho das bibliotecas do Sistema de Biblitotecas da UFRGS - SBU, através do estabelecimento de critérios para análise e avaliaçao dos dados de acordo com as particularidades de natureza e função das bibliotecas.</text>
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                    <text>INDEXAÇÃO AUTOMATICA E SEMI-AUTOMÁTICAl
VIRGÍNIA BENTES PINTO
RESUMO:

Nos últimos 30 anos a indexação documentária tem sido a a'rea da Ciência da
Informação que mais evoluiu. Esta evolução está estritamente ligada às mudanças de
paradigmas que ocorrem na nossa sociedade, independente do domínio do
conhecimento. Este trabalho constitui-se na segunda parte do trabalho sobre
indexação, enquadra-se nestas mudanças e trata da automática e semi-automática,
apresentamos alguns exemplos de sistemas de indexação automática
Palavras-Chave: Indexação Automática, Semi-automática, Sistemas de Indexação

Automática
1 INTRODUÇÃO

A indexação automática, assim como a manual, tem como objetivo identificar
e extrair do documento os elementos indicadores do seu conteúdo, visando a sua
recuperação posterior. A realização desta atividade consiste em estabelecer,
inicialmente, um anti-dicionári03 de palavras vazias, ou puramente gramaticais, cuja
significação não contribui para a compreensão do conteúdo do documento. É o caso
dos artigos, dos pronomes, das preposições, dos advérbios, das conjunções (de
coordenação e de subordinação), as marcas de pontuação e de separação (espaços
em branco), verbos (ser e estar e suas formas com apostrofes e conjugadas), certos
nomes, adjetivos ( e suas formas derivadas), aspas, etc. Em seguida, as palavras do
texto são comparadas com as do anti-dicionário, as que coincidirem serão
automaticamente eliminadas, as outras serão consideradas como prováveis
representantes dos elementos que fazem parte do conteúdo do documento.
2 PERSPECTIVA EVOLUTIVA DA INDEXAÇÃO

Nós podemos considerar que, efetivamente, as aplicações da indexação
automática remontam aos estudos desenvolvidos por H.P.Luhn (1959) através do
247

�desenvolvimento e aplicação do Índice KWIC (Key Word in Context), que é
constituído a partir das palavras significativas do título do documento depois da
eliminação das palavras vazias. Elas são identificadas automaticamente e realçadas
no meio da página e as outras aparecem ao seu redor.
A partir da década de 60, as experiências em torno da indexação automática
se multiplicaram dando importância aos modelos estatísticos e utilizando outras
aproximações interdisciplinares. As primeiras experiências foram colocadas em
prática por Salton (1971) através do sistema SMART, por Austin (1974), com o
sistema PRECIS e por Bourrely e Chouraqui (1975) que desenvolveram o sistema
SAIN. Mesmo com todos as ferramentas propostas por estes sistemas, eles
apresentam como desvantagem a não atenção aos aspectos morfo-sintáticos dos
textos.
Depois destas experiências, começaram a aparecer os sistemas mistos, ou
seja, que utilizam as ferramentas da estatística e da linguística. Exemplo o Sistema
Probabilístico de Indexação e de Recuperação de Informação (SPIRIT) que foi
desenvolvido por Christian Fluhr e Alexandre Andreewsky (1981), o Sistema
CLARIT, o Sistema FASIT (Fu1ly Syntactic Indexing of Text) entre outros.
N este início, a indexação automática era baseada nas palavras dos títulos ou
numa representação resumida dos elementos do documento. Atualmente, esta
atividade procura utilizar o texto completo, principalmente se os documentos são
eletrônicos.
Dessa forma, o seu produto não será limitado a quaisquer termos como na
indexação manual ou mesmo nas primeiras experiências automatizadas, mas
considera todos os termos que não fazem parte do dicionário de palavras vazias.
Mesmo com as vantagens da indexação do texto completo, estes métodos se
baseiam sobretudo nos modelos estatísticos que não levam em consideração as
expressões, as palavras compostas, os espaços e os caracteres de pontuação que são
considerados como separadores de palavras. Em conseqüência os índices serão
constituídos normalmente, por unitermos que nem sempre serão úteis como
248

�1
representantes dos elementos indicadores do conteúdo dos documentos, o que
contribuirá para aumentar o ruído durante a recuperação da informação.
Mesmo com todas estas desvantagens, [FIDEL94] considera a indexação
automática mais amigável para o usuário porque: (i) cada vez mais os sistemas
automáticos aceitam as demandas em linguagem natural. Assim os usuários não tem
necessidade de expressar suas necessidades segundo as lógicas boleanas; (ii) os
sistemas podem responder positivamente aos usuários que integram mecanismos de
reformulação no momento das buscas; (iii) os sistemas mostram as respostas por
ordem decrescente de pertinência; (iv) a indexação automática facilita a expansão
das buscas à medida que os termos podem ser somados automaticamente à
formulação da busca original para melhorá-la. Acrescentamos a estas vantagens (i) a
facilidade de colocar em prática; (ii)a rapidez no tratamento de grandes quantidades
de documentos; (iii) a redução do custo beneficio.

3 INDEXAÇÃO ATOMÁTICA

A indexação automática pode ser realizada através das palavras-chave
(unitermos) ou por intermédio das unidades complexas. Os métodos de indexação
que utilizam as palavras-chave são classificados como métodos elementares e
métodos estatísticos. Os métodos elementares extraem, dos documentos (texto), os
termos, após a eliminação das palavras vazias.
Os métodos estatísticos são baseados nos modelos probabilísticos de
ocorrência ou co-ocorrência das palavras que pertencem a um documento em uma
coleção. Na visão de HERSH (1993), eles podem ser baseados sobre nos conceitos,
nas palavras que pertencem a um domínio especifico, na combinação de conceitos e
de palavras e fmalmente nos conceitos reconhecidos como mais gerais.
Assim temos :
a) os sistemas que se baseiam sobre os conceitos: retém os conceitos da
forma que eles aparecem no texto. Em geral, aqui, é utilizado um tesauros para
situar o meio ambiente semântico dos termos da indexação. A vantagem desta
249

1

�maneira de indexar é que a busca de informação pode ser realizada em linguagem
natural. Mas se não for possível identificar alguma idéia referente a um conceito no
texto, naturalmente ela não será indexada o que contribuirá para aumentar o silêncio
durante a recuperação da informação;
b) os sistemas que se baseiam sobre as palavras: eles são utilizados para a
indexação de textos plenos. Nesta perspectiva, o índice é constituído por todas as
palavras do texto, mesmo as consideradas secundárias, o que vai facilitar o ruído na
recuperação da informação;
c) os sistemas que se baseiam sobre as palavras que pertencem a um domínio
especifico: como o próprio nome o diz, o sistema retém unicamente as palavras
pertencentes ao domínio especifico tratado no documento;
d) os sistemas que se baseiam sobre os conceitos e as palavras: eles atribuem
um peso a cada uma das palavras que não fazem parte dos conceitos predefinidos. O
inconveniente deste sistema é que ele poderá contribuir para aumentar o ruído, pois
farão parte dos índice palavras que não são pertinentes para a representar os
elementos que fazem parte do conteúdo do documento;
e) os sistemas que se baseiam sobre os conceitos mais gerais: aqui é possível
reconhecer um conceito mesmo que todas as palavras capazes de defmí-Io não
estejam presentes, o que facilita o ruído na recuperação da informação.
Os métodos que utilizam as unidades complexas, se baseiam sobretudo na
extração dos sintagmas ou de frases. Estas duas vias de realização desta atividade,
ou seja os métodos baseados sobre os modelos estatísticos e igualmente sobre os
modelos lingüísticos, serão mostrados em seguida.

3.1 Indexação automática baseada nos modelos estatísticos

Segundo o professor Jacques Rouault (1987), os métodos estatísticos e
probabilísticos foram os primeiros a ser utilizados no domínio da indexação
automática. Eles se apoiaram sobre os modelos probabilísticos de freqüência de
ocorrências e co-ocorrências das palavras em um texto o que lhes caracteriza como
250

�métodos quantitativos, naturalmente. H.P. Luhn, Van Rijsbergen et al. , 1. Spark e
Gerald Salton, foram os primeiros à apresentar suas experiências neste domínio.
A prática destes métodos consiste em uma contagem das frequências4 de
ocorrência ou de co-ocorrência das palavras dos textos analisados. Depois as
palavras candidatas a descritor são escolhidas em função de sua freqüência no texto,
após a eliminação das palavras vazias. Em seguida elas são apresentadas em ordem
alfabética decrescente ou crescente de acordo com a sua freqüência de aparição no
texto. A partir dessa identificação é estabelecida uma freqüência mínima para
escolher os conceitos que serão candidatos a representar os elementos que fazem
parte do conteúdo do documento.
A decisão de levar em consideração as ocorrências e co-ocorrências das
palavras é justificada por LUHN 1959) quando diz que "a freqüência duma palavra
em um texto fornece uma medida útil de representação da palavra no texto" [e que]
"a co-ocorrência relativa, em uma frase, das palavras as quais foram afetadas com o
peso da significação é uma medida útil de sua significação nesta frase. "
Mesmo considerando de grande importância a utilização dos métodos
estatísticos na atividade de indexação automática, ROUAULT (1977, p.61),
menciona como inconveniente a dificuldade de "pesquisar se uma palavra M
figurando em um corpus correspondente a um acervo é ou não um "bom" descritor."
LANCASTER (1991) nessa mesma linha de raciocínio, assinala que a freqüência de
ocorrência e co-ocorrência de palavras em um texto não deve ser o único parâmetro
para determinar se elas são eficazes como representantes dos elementos pertencentes
ao seu conteúdo.
O conceito deficiente, por exemplo, pertencendo a um acervo especializado
em Ciência da Informação pode ser um "hapax", palavra que aparece uma única vez
ou raramente em um texto. Se nós levarmos em conta a freqüência de ocorrência
e/ou de co-ocorrência ele vai ser considerado como de um valor informativo muito
baixo, então não será considerada como um bom conceito e, naturalmente, ela não
poderá ser escolhido. Ao contrário, os conceitos informação e biblioteca terão
251

�freqüência altamente representativas neste contexto e, portanto, serão escolhidos,
mesmo que o conceito deficiente seja muito mais representativo. Assim, se faz
necessário levar em consideração não a freqüência absoluta de ocorrência ou coocorreência das palavras sobre a coleção, mas a freqüência relativa das palavras com
relação aos documentos, a uma parte ou todo o acervo. É preciso considerar a lei de
Zipf pois ela admite que os conceitos pouco utilizados podem ser altamente
significativos como indicadores do conteúdo do documento.(LANCASTER, 1991 ;
EYMARD, 1992)
Um outro inconveniente do tratamento estatístico é que ele não considera as
variações de escrita de uma mesma palavra (secção=seção, enxerga=s' enxerga) e
muito menos os homônimos e os sinônimos. Assim, segundo LALLICH &amp;
ROUAULT, (1995, p.46) o uso da análise estatística do texto demanda que seja feita
anteriormente uma análise lingüística "mesmo mínima, como a segmentação em
formas". Corroborando com essa linha de análise, FLUH (1992, p.112) diz que a
linguística é fundamental para a indexação automática, pois é através dela que é
possível: (i) "identificar as unidades significantes, quer elas sejam de um ou vários
tipos de caracteres;

•

aproximar os sinônimos;

•

distinguir os homógrafos, etc."

Os exemplos apresentados em seguida ilustram esses defeitos de uma
indexação automática baseada unicamente nos modelos estatísticos.
• Dada a expressão educação popular, o índice será constituído por duas entradas:
educação e popular, o que muda completamente o sentido da expressão inicial;
•

Certas expressões polissêmicas como direito dos trabalhadores e trabalhadores
do direito os terão índices constituídos por direito e trabalhadores. O resultado é
a perda do sentido inicial das duas expressões
252

�•

As formas derivadas que tenham a mesma raiz, constituirão entradas distintas no
índice: veste, vestido, vestiário, vestir, vestimenta, o resultado é uma
redundância nas entradas dos índices;

•

Os homógrafos apresentados em um documento e que, naturalmente,
representam noções diferentes de sentido terão uma entrada única nos índices, o
que acarretará o silêncio quando da recuperação da informação. Para que as
entradas apresentem seu sentido real é preciso lhes desambuiguisa-las através da
utilização dos modificadores.

Linha fiada e tecida
Porção de metal
Corrente de líquido que cai sem despegar
Ex.: Fio Bater um fio (telefonar)
Por um fio (por um triz)
Fio de pedra (meio fio)
Estes poucos exemplos mostram os problemas que podem ser decorrentes da
aplicação dos métodos de indexação automática de textos em linguagem natural
baseados apenas nos modelos estatísticos, os quais contribuem enormemente para
aumentar o silêncio no momento da recuperação da informação.
Esta maneira de indexar é considerada como de baixo nível pois ela se baseia
apenas no aspecto superficial do documento, ou seja, ela é centrada sobre os
caracteres e não sobre o senso dos elementos que fazem parte do conteúdo do
documento.
Ora, como estes métodos levam em consideração apenas as frequências de
ocorrência e co-ocorrência dos conceitos, naturalmente eles ignoram a semântica e
outros aspectos lingüísticos.
Como vantagens destes métodos consideramos :
• a facilidade de colocar em funcionamento;
253

�• a possibilidade de uma boa utilização quando aplicados aos domínios científicos
e técnicos cuja a terminologia é bem definida. Por exemplo à fisica, a
matemática.
Tomando consciência da pouca eficácia ou da ineficácia nos métodos
estatísticos, foram desenvolvidos outros métodos que levam em consideração os
aspectos lingüísticos cujo o objetivo é efetuar uma indexação e uma recuperação da
informação bem mais eficaz. A seguir, serão apresentados os fundamentos teóricos
destes métodos.

1.3.2 Indexação automática baseada nos modelos lingüísticos

A atividade de indexação automática baseada nos modelos lingüísticos visa
melhorar a pelformance da indexação e também da recuperação da informação em
linguagem natural. Eles fazem uma análise lingüística sobre os textos, no que
conceme aos aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos. Eles
podem reconhecer as palavras compostas, os sintagmas, os sinônimos, as formas
nominais, verbais e adjetivais e ainda reagrupam as formas conjugadas em uma
única entrada.
Segundo [BERRUT88], estes métodos podem melhorar a performance da
recuperação da informação ao nível de:
• interface homem-máquina; no momento da interrogação/demanda no sistema;
• definição dos termos de indexação; eles podem ser vistos como unidades
lingüísticas complexas, como os sintagmas nominais, em lugar dos unitermos;
• respostas dadas aos usuários; elas serão diretamente ligadas às demandas do
usuário através de um diálogo de perguntas respostas.
Através da literatura sobre esta área verificamos que, normalmente a primeira
etapa do tratamento do texto e da busca da informação é a correção ortográfica das
palavras e das expressões. Em seguida são determinadas as unidades lexicais do
documento, registrando-se os separadores (virgula, pontos, espaços brancos, etc.). A
partir daí, é possível estabelecer o reconhecimento morfológico dos termos
254

�(desinência verbal, grupo nominal), o reconhecimento semântico, entre outros
[LANT1994]. Estas análises são apresentadas em seguida.
•

análise morfológica: ela faz o reconhecimento das diferentes formas de palavras
no texto. Seu objetivo é de assegurar a cada forma una analise morfológica
(categoria e valor da variável do singular ao plural, a lematização dos verbos
conjugados - passando ao infinitivo - em outras palavras, as passagens das
formas conjugadas em um lema, como as entradas nos dicionários - forma
canônica). Ela pode ainda corrigir as formas ortográficas e tipográficas
Ex: Indexar, indexei, indexamos (tempo, modo e pessoa) Subterrâneo -

sub+terra+aneo (prefixo, radical, sufixo)
•

análise sintática: tem como objetivo a decomposição das frases en unidades
sintáticas, do tipo sujeito, verbo e complementos e resolver as ambiguidades
gramaticais (homógrafos) através de um conjunto de regras (gramática de
reconhecimento da língua) e reagrupa as palavras em síntagmas.
Ex: Eles são uma figura
Eles-pronome
não, substantivo
São-verbo ser
não, substantivo
Uma-pronome indefinido
não, numeral
Figura-substantivo
não, verbo figurar

•

análise semântica: tem como objetivo determinar o senso da palavra e
igualmente das frases (no contexto no qual elas inseridas, ou seja ela mete em
evidência as situações do mundo real). Estabelece a proximidade entre as
palavras através da ligação existente entre elas e resolve as ambigüidades.
Ex: O cachorro do Alfredo continua na bebedeira
255

--

·---

�,

o cachoro de Ana é simpático
Maria comeu o cachoro e passou mal
•

análise pragmática: seu objetivo é estudar a significação em um contexto prático
do conhecimento ou seja em um domínio de aplicação. Por exemplo a palavra
moto, pode ser analisada segundo a sua origem, seu emprego em uma frase, em
um texto (signicicante), ou segundo a sua descrição, função etc. (significado). Na
pragmática ela será normalmente associadaà liberdade, à juventude. à acidente.

• Além disso, identifica os sinônimos e antônimos. Utiliza o tesauros para facilitar
a identificação das palavras e a relação existente entre elas e contribui para
melhorar a indexação e a recuperação da informação, de um lado. De outro, eles
podem não ser adaptados a certos domínios do conhecimento, por exemplo no
caso da literatura técnico e científica é possível que eles não sejam 100%
apropriados,

pOlS

as

terminologias

próprias

de

cada

domínio

estão

constantemente evoluindo e os tesauros nem sempre são atualizados ou o pior,
existem certos domínios que ainda não são cobertos pelos tesauros;

Mansour ELGHOUL [ELGHOUL90] Considera como vantagens destes
métodos:
•

a aplicabilidade em uma lingua determinada, pois as especificidades de cada
língua exigem tratamentos específicos;

•

a facilidade de comunicaçao entre o usuáario e o sistema em linguagem natural,
pois eIs tem possibilidades de indicar o senso as palavras;

•

a eficácia, quando aplicadas à textos curtos
Como inconvenientes o autor cita as necessidades seguintes:

•

a criação, o funcionamento, a manutençao, etc. dos dicionáarios/lexicos,

• a escolha de um modelo de gramática contendo as regras da língua do sistema;

256

�•

a concepção de algoritmos adaptados aos analisadores morfológicos e sintáticos
[ELGHOUL90].

Finalmente, temos consciência que as proposições apresentadas aqui talvez
não tragam nada de novo para o domínio da indexação, contudo, elas poderão servir
de base como ponto de reflexão por parte dos tomadores de decisão com relação ao
estabelecimento das políticas de indexação de suas instituições, pois estas não
podem ser defInidas isoladamente da missão e dos objetivos da instituição e nem
sem um estudo das necessidades de sua população alvo. E mais ainda, ela deve ser
descrita em um manual de serviços, pois desta forma muitos constrangimentos
poderão ser evitados à medida que a maneira de indexar poderá ser normalizada e
assim quem sabe o barulho e/ou o silêncio durante a Recuperação da Informação
poderão ser bem menores.

1.3.3 Softwares de Idexação Automática

O avanço das pesquisas sobre o domínio da indexação e da recuperação
automática da informação é um fato notório na nossa sociedade. Isto pode ser
observado através dos vários softwares comercializados e também dos que restam
ainda como protótipos. Assim, convivem no mercado informático, tanto os sistemas
desenvolvidos com bases nos modelos estatísticos como aqueles apoiados sobre os
modelos lingüísticos ou ainda os chamados sistemas mistos, os quais fazem o
tratamento, tanto utilizando a lingüística, quanto a estatística .
A seguir, apresentaremos alguns exemplos de sistemas de indexação
automática:
a)O SMART
OSMART é um sistema de indexação automática e de recuperação da
informação, proposto por Gerard Salton. Ele se baseia nos modelos lingüísticos e
estatísticos.
257

�,
No sistema SMART, [SALTON7l], considera o espaço documentário como
um conjunto D={Dl, D2, D3 , ... Dn} , onde a representação de cada documento é
constituida pelo conjunto de descritores d={dl, d2, d3 , ... , dn} . O conjunto dos
vetores d, assim como os coeficientes de semelhança que medem as distâncias entre
dois documentos vai se constituir no chamado espaço documentário. Assim, quanto
mais os documentos forem próximos, maior será o valor do coeficiente.
Este sistema procede a análise estatística através dos passos seguintes:
l.inicialmente faz a contagem das palavras;
2.a partir dessas palavras, ele processa o cálculo de semelhança entre os
documento;
3.em seguida ele obtém as relações semânticas entre as palavras;
4.utilisa um valor chamado de discriminação para distinguir os descritores
que poderão dispersar o espaço documentário;
5.calcula a semelhança média entre os pares de documento;
6.defini a densidade do espaço documentário;
7.aplica um coeficiente de pertinência dos documentos
No SMART, existem quaisquer critérios diferentes para que possamos
estabelecer a coincidência, com a ponderação de termos, cujo o objetivo é
representar a taxa de ocorrência em uma base de dados, a coincidência das
expressões e igualmente a coincidência entre as raízes das palavras. Ele possibilita,
ainda, a « retro alimentação de relevância », ou seja, o usuário poderá mostrar os
termos relevantes e não relevantes e em seguida os pesos dos termos da base de
dados. Nessa proposta, Salton considera que os melhores vetores d, são aqueles cuja
freqüência é considerada média.
b) O sistema ALETH
O ALETH é um sistema de indexação e de recuperação de informação que foi
desenvolvido pela Societé d'Etude det de Recherche en Linguistique et
Informatique-ERLI. A partir de 1983, este sistema substitui o anterior ALEXIS
(LEXIcal System).

Seu objetivo é de garantir as aplicações lingüísticas,
258

�terminológicas e documentárias através das gestões dos dicionários, das de ajuda a
indexação e também das de ajuda à interrogação. As gestões documentárias e dos
tesauros são realizados pelos Sistemas de Gestão de Bases de Dados (SGBD)
relacional, que possibilitam uma resposta mais eficaz.
Este sistema se apoia sobre quatro ferramentas:
1) um tesauros, para a indexação e também para a demanda de informação.
2) um dicionário da língua, para facilitar a análise lingüística
3) as regras gramaticais, que facilitam as análises das frases
4) as regras de produção, que possibilitam as ligações entre o dicionário e o
thesaurus
•

Antes do traballio de indexação, o ALETH efetua as análises morpológicas,
sintáticas e semânticas e ainda utiliza as regras gramaticais.

•

As análises morfológicas reconhecem as palavras, as expressões e eliminam as
ambigüidades. Aqui o analisador utiliza as regras de derivação morfológica para
reconstituir as palavras compostas a partir de um conjunto de palavras dispersas,
e as regras de flexão para passar de uma forme primitiva a uma derivada. Estas
regras são aplicadas as variações de gênero e de número para substantivos,
adjetivos, particípio etc.;

•

As análises sintáticas dividem os textos em sintágmas;

•

As análises semânticas traduzem os léxicos em unitermos que não são as
entradas do tesauros;
As regras são:

•

-regras de desambiguisação; determinam o tipo gramatical extraído de um léxico,

•

-regras semânticas; partindo do dicionário e do tesauros e aplicando as regras da
língua,o ALETH identifica as palavras em função de sua existência tanto no
dicionário quanto no tesauros;

•

-regras que identificam os termos compostos

•

-regra que eliminam os termos não descritores.
259

�Este sistema, oferece como vantagens o tratamento lingüístico dos textos e
também a possibilidade de traduzir as buscas em linguagem natural, para uma
linguagem documentária, oferecendo ainda a possibilidade de modificar a estratégia
de busca, através da lógica boleana.

eLO projeto SYDO(Sistema Documentário)
O SYDO é um projeto cooperativo desenvolvido entre os centros de pesquisa
das Universidades de Lyon 1, Lyon 2, Grenoble lI, Frigurg(Suissa), e dos Centros de
Documentação da Merlin Geran à Grenoble e o Centro Cancemet à Paris. Ele foi
desenvolvido sobre a direção dos Profs. Jacques Rouault e Richard Bouché.
Os objetivos do SYDO visam construir um modelo lingüístico de análise do
francês especificamente um analisador morfossintático, e extrair os candidatos à
descritor através da indexação automática e da busca do usuário.
Ele favorisa o tratamento lingüístico e estatístico. O tratamento lingüístico se
processa através da análise morfossintática; a qual realiza uma indexação baseada
nos sintagmas e cujo o objetivo é de construir o tesauros.
O tratamento estatístico vem complementar a análise lingüistica e é realizado
através dos seguintes procedimentos:
•

constitui-se uma amostragem, não ambíguo de certas frases e após a análise
morfológica, efetua-se uma contagem parase obter a freqüência bruta de
ocorrência de cada categoria morfológica. Em seguida o sistema constrói uma
matriz quadrada, na qual cada elemento Ai, j corresponde ao número de
ocorrências dos pares (Ci, Cj) referentes a duas categorias morfológicas
consecutivas em um documento textual;

•

para examinar o grau de freqüência das categorias, o sistema faz o cálculo da
distribuição das categorias morfológicas.

•

Dependendo do resultado, modifica-se o modelo morfológico;

•

a matriz quadrada é transformada em uma matriz de dependência levando em
consideração o número total das unidades léxicas da amostra N, Pi, a freqüência
260

�de aparição da categoria Ci correspondente ao primeiro elemento do par, assim
como também aquela na qual aparece a categoria Cj como ultimo elemento de
um par. Assim se constrói uma tabela de contingência para os pares (C i, Cj)
conforme a tabela seguinte.
A vantagem deste sistema é a possibilidade de tratamento estatístico e
lingüístico, mas infelizmente ele continua como protótipo

d) O sistema SPIRIT

O SPIRIT (Sistema Probabilístico de Interrogação e Recuperação de
Informação Textual), é um sistema francês desenvolvido pelos pesquisadores A.
Andreewesky e Christian Fluhr. Ele é um sistema multilíngue de indexação
automática de texto integral e de recuperação de informação, em lingua natural. Para
essas duas funções ele utiliza dois programas: um de análise gramatical e outro de
cálculos estatísticos, ou seja ele se baseia sobre os modêlos estatísticos e
lingüísticos, portanto é
um sistema misto. Este sistema possui um dicionário com 500.000 entradas
em versão francesa, mais de 100.000 em versão inglesa, mais 600.000 em versão
árabe e agora procura trabalhar a língua portuguesa.
O SPIRIT é considerado como um sistema misto, à medida que procede o
tratamento lingüístico e estatístico os quais serão apresentados à seguir:
O tratamento lingüístico do SPIRIT se processa através das fases seguintes: o
recorte do texto, a análise morfológica, o reconhecimento das locuções, uma análise
sintática, eliminação das palavras vazias e a normalização
1) o recorte do texto; através das regras lingüísticas, o SPIRIT procede o
recorte dos textos extraindo o conjunto de caracteres separados por espaços ou pelos
sinais de pontuação;
2) análise morfológica; através da consulta aos dicionários ela reconhece dos
sinônimos, dos erros tipográficos, das formas primitivas (não flechiés) e de suas
formas derivadas (flechiés)da mesma categoria gramatical. Reconhece as formas
261

�derivadas de uma mesma raiz que tenham um mesmo perfil semântico, mesmo que
não sejam da mesma categoria gramatical;
Ex. cabra, cabralia, cabrocha,
3) análise sintáticaldesambiguisação; efetua a desambiguisação dos termos
homógrafos e reconhece as expressões de relação de dependência, por exemplo
grupos de palavras, palavras compostas;
4) o reconhecimento das locuções; graças ao dicionário de expressões
idiomáticas, procede o reconhecimento das locuções;
Ex. A medida que, com relação à;

5) eliminação das palavras vazias; através dos critérios gramaticais e
morfológicos, elimina as palavras vazias;
Ex. conjunções, preposições
6) normalização; através do dicionário principal é possível encontrar um
modo de representação e de limitar o número de entradas no tesauros. Assim a
normalização pde ser feita em vários níveis:
F orma flexionaI Ã forma canônica
Ex. mangas Ã manga (substantivo)
mangas Ã mangar (verbo)
Sinônimo Ã termo preferencial
Ex. livros (substantivo) Ã obras
Forma derivacional A forma de base
Ex. afixaram Ã afixo
Ortografias diferentes
Ex. O.N.U Ã ONU
O tratamento estatístico do SPIRIT se funda na matemática (baysiana) e
calcula a função e o peso de cada palavra do texto. Assim, baseado na fórmula da
entropia, o sistema procede o cálculo segundo a fórmula seguinte:

Peso(M i )

=

log 2 N -H{:M;

)+1

262

�Onde:
N= número de documentos do acervo
Mi=uma palavra ou um conceito dado í
H(Mi)=função transformada da fórmula da entropia
Assim teremos a fórmula seguinte como resultado:

Onde:
Dj désigna o documento j
P(Dj/Mi) é calculado através de uma fórmula que se assemelha à forma
baysiana

p( M)p·(D j)
Dj)
~D~j_
(
i

P Mi

~ :i)( M )P.(D
i

K.-l

DK

K

)

Onde: p* representa uma grandeza proporcional à extensão da ponderação do
documento e homogênea a uma probabilidade

O SPIRIT apresenta como vantagens:
•

a busca em linguagem natural;

•

resultado das buscas é apresentado segundo o grau de pertinência dos
documentos encontrados;

1.0 tratamento lingüístico das informação textuais.
Os inconvenientes deste sistema são:
•

pouca interatividade;

•

ausência de ajuda semântica aos usuários, embora possua o dicionário;

•

ausência de ferramentas de ajuda à indexação
263

--

--

---

�e) O sisteme CLARlT
O sistema CLARlT (Computational Linguistics Aproaches to Indexing and
Retrieval of Text), é um sistema americano de indexação automática de textos
integral e de recuperação de informação. Ele foi desenvolvido por D.A.EVANS
pesquisador do Laboratório de Lingüística Informática à Universidade Carnegie
Mellon-Pittsburg. Ele tem como base os modelos estatísticos e lingüísticos, portanto,
está enquadrado como um sistema misto.
Este sistema possui um dicionário de termos, chamado Thesaurus de Primeira
Ordem o qual é constituído por sintagmas nominais normalizados ao nível
morfológico. Ele é organizado hierarquicamente através das relações genéricas e de
proximidade e extrai as frases mais importantes do texto em língua natural e cria
igualmente uma lista de NPs (não frases).
Mas, infelizmente, o CLARlT não defme as relações semânticas existentes
entre os termos individuais.
Segundo [PAIJMANS93], ele é um sistema de indexação derivada e seletiva
que, extrai dos documentos, os sintagmas nominais e em seguida lhes compara com
os descritores do tesauros e depois apresenta uma lista de termos segundo três
categorias: os termos exatos, os gerais e os novos. O termo é considerado exato, se
existir uma perfeita coincidência entre ele e os termos do tesauro; ele é geral, se
coincide em parte ou se ele é um sub-termo do tesauros; os termos são novos,
quando não há coincidência à algum termo do tesauros. A figura a seguir, mostra um
exemplo destes categoria de termos com os seus respectivos pesos de cada palavra a
direita de cada coluna.

264

�.....=
.....=
. . .~
. rlT~e~
rm
~~=
~.=.
~=··
~=
~O=·~=···===·=·····=
·····=·
·····=.·. =
.....=.....=.....=
...

'rr
T~
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==
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sEx
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""='''''=''·''=··~·''~.
T~
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~o~
sGer-ru' s~'=""'=""'=""'=
" "'=""'="
"'="".=
r""""---------,

'-----·----~---T---'-'-;;..-'-------_---::.:

2.322 nasdaq

115.392 petroleun

1.161 est

i 5.392 pmewswire

2.696 pmewswire

0.387 toronto

:!0.928 asset

0.122 giant

0.379 wholly owned

110.928 subsidiary incorporated
~!

............. ...................................................... ...... ..... ~ t.............

FIG.

Indexação

0 .0 • 0.0 ••• 0.0 _ . . • • • • • • ••

a

12.818 pmewswire giant

• • •, . , . , . ,.". . . . . . . . . . . .

partir

do

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0.0 •••• • • • • • • • • •

CLARIT

11.985 pacific petroleun subsidiary

i

• ••••••••••

i.

o • • • • • • • • • • • 0'0 • • • •

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0'_ • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • _

baseada

no

texto

.0 • • • • • • • • • • • • • • • ' .

de

[[PAIJMANS93 :386]
A indexação do sistema CLARIT perpassa pelas etapas seguintes:
1.Pré-tratamento ou formatagem
2.Primeiramente ele formata, integralmente, o texto do documento, utilizando
os delimitadores para separar suas unidades de informação. Esses delimitadores
podem ser criados de acordo com as necessidades. Por exemplo, um delimitador
cuja a seqüência de caracteres é «/*» indica o início e o fim de um artigo. Além
destes, outros delimitadores poderão ser criados, de acordo com as necessidades do
usuário.
3. Tratamento lingüístico
Para extrair os sintagmas nominais, candidatos à representar os elementos
indicadores do conteúdo do documentos o CLARIT efetua as análises morfológicas,
as sintáticas e a desambiguização. A análise morfológica do texto é feita através do
programa MORPH e compreende a análise flexionaI e derivacional. Ela apresenta as
unidades lexicais e as categorias. A análise sintática é feita à partir da lista de
escolha e passada no STA T- para (o analisador sintático) no qual a gramática
identifica os constituintes dos sintágmas em "cabeça" e «os modificadores »
distinguindo as classes que serão automaticamente eliminadas da posição de
265

�"cabeça". Por exemplo na expressão "uns dos estudantes", o sistema eliminará
automaticamente o termo "um dos" conservando "estudantes" como a "cabeça" do
índice. A desambiguização permite que os termos (sintagmas) tenham somente uma,
portanto o sistema oferece uma lista de escolha.
4. A fIltragem
A filtragem do CLARIT é feita a partir dos termos da lista dos sintagmas
nominais candidatos que foram obtidos à partir dos tratamentos lingüísticos. Ela
permite a criação de um índice de acordo com as categorias de termos exatos, gerais,
e novos. Esta fIltragem se realiza em duas etapas: a etapa de atribuição do valor aos
termos candidatos e a etapa de aparelhamento.
I. Inicialmente, são atribuídos, aos termos candidatos, os seus valores de
acordo com a freqüência, a distribuição e a raridade. Para estes cálculos das
freqüências, leva-se em consideração o tamanho do texto:

t
TRS=

frequencia z + distribuiçao z + raridade j

z~

n

a) documentos muito curtos (questões e os sintágmas) calcula-se a freqüência
através da fórmula seguinte:

b) documentos curtos(resumos)

266

�--

-

-

--

-

------

c) documentos longos(artigos, capítulos de livros)

Onde:
Wid=nÚIDero de ocorrência da palavra i no documento d.
WiD=número de ocorrência da palavra i em um corpus representativo do
domínio tratdo
W d=nÚIDero de palavras no documento d
WD=número de palavras no corpus D
A distribuição é baseada em um domínio do corpus e é calculada através da
formula seguinte:

IDF=Inverse Document Frequency
dD=número de documentos de D
di=número de documentos de D que contem a palavra i
Observação:
Quando o valor do IDF é elevado, significa que as palavras são específicas de
um certo domínio, entretanto, quando ele é baixo é porque as palavras são gerais a
um domínio. A raridade corresponde à medida de freqüência das palavras em inglês,
geralmente. A fórmula para este cálculo é a seguinte:

MWE= freqüência mediana das palavras e um corpus de termos comuns
WiE = número de ocorrências da palavra i no corpus
267

�11. A etapa de parelhamento compara os termos candidatos com a lista de
termos certificados que é o tesauros de primeira ordem. Este tesauros apresenta as
relações hierárquicas do tipo: "próximo de" (relacionado) e "amplo"(genérico), para
fornecer a lista dos termos exatos, gerais e novos
Finalmente, o CLARIT é um sistema que utiliza a indexação derivada,
portanto a linguagem natural, ou seja os termos são extraídos diretamente do
documento. Esta maneira de indexar pode ser considerada flexível, porque ela segue
as evoluções terminológicas naturais do conhecimento através da redação dos textos.
Com isto é muito mais fácil a manutenção, o que é uma das vantagens deste sistema.
Como inconveniente, o sistema apresenta a dificuldade de colocá-lo em prática.

e) O sistema TOPIC
O sistema TOPIC anteriormente chamado RUBRIC, é um sistema de
tratamento automático da informação de texto integral, desenvolvido pela Société
Verity Inc. Além das ferramentas de indexação este sistema possui também as de
recuperação

da informação e uma interface para as

buscas

interativas

[PAIJMANS93].
O sistema possibilita a criação de um arqUIVO invertido, completo, dos
«topics» (conceitos) de ocorrência em um documento, ou seja, os elementos
informativos de um parágrafo ou uma parte específica do documento são
preservadas neste arquivo.
Ele também permite que os usuários criem os «topics» determinando os pesos
de suas escolhas. A apresentação deste «topics» é em forma de árvore com vários
níveis hierárquicos, baseados em uma relação lógica do tipo gênero/espécie,
todo/parte e são retidas na memória com o objetivo de ser utilizada por outros
usuários. Mas, nem sempre elas são aceitas, pois as necessidades dos usuários são
específicas a cada um, portanto, raramente coincidirão.
268

�-----------

-

-----~ -

Além destas relações, o TOPIC pode ainda, representar as relações
associativas entre os conceitos as quais são divididas segundo as categorias
seguintes:

•

as relações paradigmaticas, as quais definem os campos lexicais mostrando as
relações de semelhança, substituição ou de equivalência. Aqui nós observamos a
semelhança com os tesauros;

•

estudo dos contextos, o qual compreende as palavras ou locuções, marcadas
principalmente por uma relação de complementaridade, de implicação. Neste
caso, os contextos tem como objetivo, de um lado, a língua na qual se efetua a
busca, e de outro, os textos que são interrogados.
Essas hierarquias semânticas tem uma importância fundamental no caso das

polissemias, pois elas facilitam o reconhecimento do senso das palavras segundo o
contexto no qual elas aparecem. Assim, as palavras podemos ser escolhidas à partir
do conhecimento que se tem do contexto onde elas se encontram.
Com relação ao tratamento morfológico, o sistema permite também que se
encontre a aproximação do senso das palavras, portanto, por meio da troncatura é
possível pesquisar as famílias das apalavras e também escolher aquelas que se tem
necessidade.
Ex. Index, indexar, indexação
No TOPIC, também é possível criar e gerenciar várias bases de dados, tanto
constituidas por referências bibliográficas, quanto de texto integral, de Índice ou
mesmo de arquivar descritores que indicam a estrutura e o lugar dos documentos.
Neste sentido ele permite as operações de indexação e de descrição. As
operações de descrição se processam sobre as partições e são constituídas de duas
etapas.
A primeira, trata-se da segmentação do texto em diferentes zonas (dados
textuais, numéricos, gráficos, etc.). Na segunda, os textos são estruturados segundo
suas zonas, por exemplo corte por campos bibliográficos (autor, titulo, data, editor,
269

�--------------------

etc.). Assim, a base TOPIC, é composta por um conjunto de informações
concernentes a uma coleção documentária, constituída do conteúdo dos documentos,
de seu formato e de sua localização. Esta forma de tratar os documentos apresenta as
seguintes vantagens:
a) independência e localização dos documentos permitindo que eles
conservem seu formato original e quando demandados o sistema identifique as
informações sobre suas partições para encontrar o documento sobre a rede. Depois,
ele reformata automaticamente este documento sobre uma forma possível de afixar
em função da plataforma cliente utilizada para que o usuário possa lhe visualizar;
b) o TOPIC facilita uma pesquisa incrementaI onde os documentos são
encontrados segundo a partição, cujo os primeiros são imediatamente explorados e
assim sucessivamente, até a elaboração da lista final ;
c) com relação a administração das bases de dados, o TOPIC pode ser
considerado um sistema flexível e parametrizável, pois as partições são as entidades
individuais, que podem ser criadas, somadas, atualizadas ,ordenadas ou suprimidas
independentemente ou simultaneamente umas das outras, portanto elas otimizam a
gestão administrativa.
A prática da indexação no TOPIC
A indexação proposta pelo TOPIC é classificada como indexação derivada e
fornece, inicialmente uma lista alfabética de todas as palavras contidas em um
documento com suas posições nos respectivos documentos. Esta lista vai se
constituir nos arquivos invertidos que são compostos por cada termo registrado. A
cada termo é associado uma lista de pares identificando seu arquivo e sua posição
nos respectivos arquivos. Em um segundo momento, o sistema organiza um índice
dos conceitos fornecidos pelo usuário e que vai se constituir nos índices de segundo
nível. Este índice permite aumentar a velocidade da pesquisa à medida que ele é
utilizado pelos módulos de pesquisa do TOPIC para encontrar todos os documentos
relativos aos conceitos do assunto demandado.
A prática da busca de informação
270

.

�No TOPIC a busca se efetua por conceitos «topics», de acordo com o
seguinte procedimento. Inicialmente, o usuário explica o senso dos conceitos, em
seguida os cria e termina com a interrogação no sistema. Mas, para criar um
conceito, é preciso fazer atenção aos aspectos seguintes:
Com relação ao TOPIC, um conceito é constituído de três elementos
principais: a estrutura, as ponderações e as operações lógicas. A estrutura define as
relações hierárquicas entre as palavras, sub-conceitos e os sintagmas que formam o
conceito.
As ponderações favorecem a indicação da importância relativa das palavras,
sub-conceitos ou sintagmas, com relação aos diferentes ramos composantes do
conceito. Ele pode, igualmente utilizar as ponderações fornecidas pelo TOPIC. É
através das ponderações que o sistema poderá colocar em prática os algoritmos para
calcular a pertinência dos documentos encontrados. Os operadores lógicos são
fornecidos pelo sistema e possibilitam que o usuário faça uma escolha daqueles que
poderão melhor contribuir para sua demanda. Os operadores lógicos são
classificados como:
a) Os operadores de conjunção ou de produto lógico, demandam que todos os
termos ou todos os conceitos ligados pelos operadores, sejam presentes no
documento. Esses operadores são; « AND, ALL, PARAGRAPH, SENTENCE,
PHRASE». Os operadores «AND» e « ALL», são verdadeiramente lógicos,
entretanto, os outros são algumas vezes lógicos e de proximidade;
b) Os operadores de união lógica ou disjunção, não exigem que um só dos
termos ou dos conceitos sejam presentes no documento. Os operadores são; «OR,
ANY, WORDGROUP».
c) O operador «ACCRUE»,

SaIU

da lógica booleana e permite avaliar a

pertinência com relação a um conceito em função da presença relativa em um
documento das palavras que servem para definir os conceitos.

271

I

�-

---

-

---

-

-

Após estas operações, os conceitos são criados e podem ser utilizados para
lançar as buscas, salvar enquanto que conceito privado, utilizado para construir
outros conceitos mais elaborados, ou ainda disponíveis para outros usuários.
Assim, o resultado de uma busca por conceitos é uma lista correspondente
aos documentos, com os seus respetivos pontos.
Nesta lista, os documentos mais pertinentes aparecem em prunerro lugar,
permitindo o acesso imediato à informação.
A possibilidade de busca por conceitos oferecida pelo sistema TOPIC, é
abrangente, e não importa o perfil do usuário, portanto, ele pode atender tanto um
grande publico, quanto um especialista, entretanto, quando se trata de uma aplicação
bem precisa, os conceitos são definidos por um especialista de informação.

4 CONCLUSÃO
Nossa problemática, neste trabalho, foi apresentar o estado da arte da
indexação, mostrando o seu conceito, sua prática, os tipos de indexação manual,
automátique e semi-automática e' alguns sistemas de indexação automática.
Nós observamos que graças à interdisciplinaridade da ciência da informação,
notadamente, com a informática, a estatística, a lingüística, e a psicologia cognitiva,
o campo da indexação evoluiu bastante durante estes últimos 30 anos.
Esta evolução é bem conhecida através da literatura quando observamos que
inicialmente, as experiências foram calcadas em uma prática manual simples e de
forma intuitiva, cujo o objetivo era fornecer um conjunto de palavras que fossem
capazes de oferecer algumas pistas para o usuário encontrar o documento que ele
tinha necessidade. Com esta mesma visão foram desenvolvidos os primeiros
sistemas de indexação automática, os quais se baseavam nas palavras dos títulos do
documento (Índices KWIC) Em seguida surgiram os sistemas baseados nas
freqüentes de ocorrências e concorrências das palavras no
documento, mas não se preocupavam com os aspectos lingüísticos, ou seja
eram apoiados nos modelos estatísticos e probabilisticos. A partir daí, foram
272

�-

--

-

-~-------

desenvolvidos os sistemas de indexação apoiados nos modelos lingüísticos, os quais
visam sobretudo evitar distorções semânticas, sintáticas e pragmáticas Entre estes
últimos modelos, encontramos os igualmente destinados aos tratamentos ds textos
integrais, ou seja de documentos eletrônicos.
Outra constatação é que atualmente estão disponíveis no mercado alguns
sistemas de indexação automática mais eficientes, à medida que se apoiam nos
modelos estatísticos e lingüísticos, e o resultado é uma indexação mais eficaz. Outra
vantagem é que entre este sistemas encontramos aqueles dedicados tanto à
indexação, que a recuperação da informação, o que mostra que este domínio está em
constante evolução. Contudo, o assunto em questão ainda não foi capaz de resolver
os problemas do tipo diferentes maneiras de escrever uma palavra (se enxerga,
s'enxerga, secção, seção), os homógrafos etc.

1 Este trabalho constitui-se na Segunda parte de um estudo sobre indexação.
A primeira parte versa sobre as teorias de indexação e indexação manual, publicada
na revista « Olhar Midiático : Informação e Comunicação, do Departamento de
Comunicação Social e Biblioteconomia da UFC, v.l, n.2 , 1998.
2 Professora do Depto. de Comunicação Social e Bibliotecon. Dotoranda em
Ciência da Informação e da Comunicação na Universidade Stendhal-Grenoble-3France
3 Chamado por GADINE (1974) « dicionário negativo ». Em inglês, « stop
list ».
4 As freqüências das palavras podem se apresentar na seguinte ordem: baixa,
média e alta. As palavras se apresentam de três maneiras: raras, candidatas à
descritor e úteis. As que o valor das freqüências se encontram entre alta e baixa são
candidatas a descritor. Aquelas cuja a freqüência é alta são consideradas como
palavras úteis e as demais são as raras.

273

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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            <name>Title</name>
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                <text>Indexação automática  e semi-automática 1.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72192">
                <text>Pinto, Virginia Bentes</text>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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            <name>Date</name>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Nos últimos 30 anos a indexação documentária tem sido a área da Ciência da Informação que mais evoluiu. Esta evolução está estritamente ligada às mudaças de paradigmas que ocorrem an nossa sociedade, indipendente do domínio do conhecimento. Este trabalho constitui-se na segunda parte do trabalho sobre indexação, enquadra-se nestas mudanças e trata da automática e semi-automática, apresentando alguns exemplos de sistemas de indexação automática.</text>
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                    <text>IMPLEMENTAÇÃO DA COMUNICAÇÃO VISUAL E
PROCEDIMENTOS DE CONSERVAÇÃO DA OBRA CHEMICAL
ABSTRACTS - UMA EXPERIÊNCIA DA DIVISÃO DE BIBLIOTECA
E DOCUMENTAÇÃO DO CONJUNTO DAS QUÍMICAS / USP

Fátima Aparecida Colombo Paletta*
Edna Tiemi Yokoti Watanabe*

RESUMO

o trabalho apresenta um modelo de comunicação visual, conservação, manutenção
da coleção Chemical Abstracts. Descreve as etapas de sua implantação e apresenta
considerações sobre a obra como um todo.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta uma proposta de comunicação visual entre
biblioteca e usuário para aquelas obras que são dificeis de manusear e localizar a
informação, bem como, a sua guarda nas estantes.
A experiência foi realizada na Divisão de Biblioteca e Documentação do
Conjunto das Químicas / Universidade de São Paulo com a obra de referência
"Chemical Abstracts", que apesar da sua admirável organização pode confundir pela
complexidade de sua estrutura e de seus índices.
Cabe ressaltar que a experiência poderá ser empregada em outras bibliotecas
que apresentem obras com caracteristicas semelhantes, fazendo-se pequenas
adaptações.

230

�Um projeto de comunicação visual não deve ter como objetivo a criação de
propostas revolucionárias e, sim, a preocupação da objetividade e coerência da
informação que deseja veicular.
Segundo SILVA (1996), a finalidade maior do sistema de sinalização deveria
ser o de minimizar a frustração do usuário que busca os serviços disponíveis na
biblioteca universitária. Os sentidos do ser humano devem ser estimulados, a ftm de
mostrar ao usuário o caminho mais curto, objetivo e direto para o objeto de suas
necessidades.
Os sistemas de sinalização funcionam como um todo e não é a improvisação,
que não obedece a uma estratégia definida, que vai fazer funcionar a comunicação
entre organização e usuário. Devem-se utilizar critérios apropriados de modo a
orientar, informar, direcionar, regulamentar, prevenir, proibir, identiftcar as áreas de
interesse da comunidade e a disponibilidade da organização.

mSTÓRICO
A Divisão de Biblioteca e Documentação do Conjunto das Químicas da
Universidade de São Paulo (USP), é integrada pelos acervos da Biblioteca da
Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Biblioteca do Instituto de Química desde
1965, ano de sua instalação na Cidade Universitária "Armando de Salles Oliveira".
Agrega material bibliográfico nas áreas de Química, Ciências Farmacêuticas,
Bioquímica e Engenharia Química. O propósito dessa integração foi a formação de
uma Biblioteca setorial que passou a concentrar acervo de áreas de interrelacionamento, utilizando com melhor rendimento as disponibilidades materiais
com conseqüente racionalização de verbas.
Funcionando como centro de informação altamente especializado a Biblioteca
do Conjunto das Químicas atende a grande público, assim categorizado: professores,
alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores de indústrias químicas e
farmacêuticas, laboratórios químicos e farmacêuticos e usuários em geral.
231

�Desde 1981, com a criação do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi), é uma das bibliotecas participantes do mesmo para trabalhos em nível
sistêmico e para os programas RUSP (Reitoria da Universidade de São Paulo) de
aquisição de publicações e encadernação.
Em 1985, após aprovação de projeto junto ao CNPq/PADCT foi designada
"Biblioteca Principal de Química e Engenharia Química do País". Nessa ocasião
foram obtidos recursos para consolidação, informatização do acervo e instalação da
rede local.
A partir de 1993 tomou-se posto de informação em Química - INFOQUIM.
As atividades atualmente desenvolvidas pela Biblioteca estão ligadas aos
programas não só de ensino, como aos de pesquisa dando suporte bibliográfico para
as áreas de química, engenharia química e ciências correlatas, através da prestação
de serviços. Esses serviços são destinados, tanto à comunidade acadêmica local e
nacional como também, à comunidade em geral.
O acervo atualmente é constituído de 30.457 livros, 2.290 teses, 11.200
microfichas, 31.016 volumes de periódicos encadernados, 169.000 (dado estimado
por método de amostragem) fascículos desencademados, 55.105 patentes (em forma
de microficha) e 206 vídeos, que estão colocados à disposição dos usuários, pelo
sistema de livre-acesso às estantes.
Dentre os serviços prestados destaca-se:
a) Empréstimo de livros e consulta local;
b) Comutação Bibliográfica em âmbito nacional e internacional;
c) Levantamentos bibliográficos on-line
d) Bases de Dados em CD-ROM.
e) Disseminação Seletiva da Informação.

232

�JUSTIFICATIVA

o

Chemical Abstracts é a obra de resumo maIS abrangente, a nível

internacional, para artigos de periódicos, artigos de revisão, livros, patentes,
relatórios, anais de conferências e teses.
Para LIMA (1984), a utilização do Chemical Abstracts - CA é praticamente
indispensável aos alunos de pós-graduação e aos professores na elaboração de teses,
pois permite identificar e localizar trabalhos sobre os mais diversos temas,
possibilitando a constatação da originalidade da tese quando não localizadas
referências a trabalhos similares.
O custo da assinatura anual do Chemical Abstracts (Print e CD-ROM) é de
US$25,l00 e o valor do útimo índice cumulativo publicado (Print e CD-ROM) é de
US$43,000.
Considerando a existência de coleção altamente especializada e completa e,
em decorrência da crescente demanda, principalmente por parte da comunidade
acadêmica, é imperioso estabelecer e possibilitar a busca bibliográfica de forma ágil
e segura.
A Biblioteca possui a coleção completa em papel, desde 1907, incluindo os
índices decenais e qüinqüenais. A partir de 1996, foi adquirida a assinatura
combinada em papel e em CD-ROM. (Anexo 01)
O Chemical Abstracts Collective Index são acumulações dos índices
individuais de volumes do Chemical Abstracts abrangendo períodos de 5 a 10 anos.
Índices de 10 anos foram publicados de 1907-1956. Os índices cumulativos de 5
anos foram publicados a partir de 1957.
A vantagem do uso desses índices é a grande economia de tempo na busca e a
normalização da nomenclatura. (Anexo 02)
Quatro pontos essenciais deve ser observados no uso do Chemical Abstracts:
1) Use os índices acumulados, tanto quanto possível, para economizar tempo
na pesqwsa;
233

�2) Para usar o General Subject Index e o Chemical Substance Index, sempre
consulte o Index Guide antes;
3) Se possível use sempre os Índices de autor, fónnula e patente em primeiro
lugar, pois eles são mais fáceis do que os
Índices de assunto;
4) O Chemical Abstracts vem sendo publicado desde 1907. Para o período
anterior use Beilstein ou Gmelin. Consta no livro de presença (data, nome completo,
instituição, endereço, assunto pesquisado, período, assinatura), colocado junto ao
acervo do Chemical Abstracts, uma média de 9 usuários/dia, resultando em 2.430
consultas anuais.
Os dados apresentados baseiam-se no registro espontâneo do usuário, o que
leva a crer que o número de consultas ao Chemical Abstracts seja superior ao
mencionado.
O gráfico demostra os dados dos últimos 5 anos por procedência de usuário;
evidenciando considerável parcela de uso proveniente de instituições externas à
USP.

r INSTITUIÇÃO

,i PORC~TAGEM

i[ NÚMERO de-....-,

e~:~~::sl:~e~e_~ão~:~_JI:~I~T9~~s

i

63%

"

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!1 ~~~~ ~__~~~~.,"""""""".L","l~": ":""' ~,~~::",,",jl
234

�Acesso ONLlNE as Bases de Dados Internacionais

Consulta a Obra ChemicaJ Abstracts 1992·1997

1994 ·1997

Procedência do Usuário

Bases Acessadas

CA
9]% (73)

OUTRAS
6% (5)

REGISTRY~

4% (3)

USP
Universidade
de São Paulo
63% (7.974)

Universidades
e Instituições
Externas
25% (3.150)

Através de dados estatísticos verifica-se que no último ano, a Base de Dados
mais acessada foi o Chemical Abstracts
Pelo gráfico podemos considerar que 94% das solicitações refere-se ao C.A.,
uma vez que, a Base REGISTRY é Base Complementar do C.A.
Tendo como objetivo primordial facilitar a busca e recuperação da
informação àqueles usuários com pouca experiência na pesquisa da literatura
química, em especial a obra de referência "Chemical Abstracts", a Biblioteca adotou
um método "Legenda de Cores" que minimizou o trabalho de identificação da obra.
(Anexo 04)
Essa "Legenda de Cores" consistiu no estabelecimento de cores para os
assuntos do Chemical Abstracts, sendo que cada assunto (patent index, author index,
fórmula index, abstracts, subject index, chemical substance index, index guide,
index ring systems) corresponde a um tipo de cor estabelecida pela Biblioteca.

METODOLOGIA
Na realização deste serviço, foram adotados os seguintes procedimentos:
a) Coleção: Os volumes foram todos encadernados em couro (lombada e
canto) e papel fantasia ou marmorizado.
b) Estante: Foi estabelecido ordem cronológica (ano, volume, fascículo).
235

�c) Divisão: Cada volume foi separado, primeiramente por abstracts
(resumos), author index, patent index, formula index, haic index, subject index,
general subject index, chemical substance index, index guide, index ring systems,
registry number indexo
d) Cor: Foi estabelecido as cores para cada assunto.
e) Pintura: Foi defmido como padrão uma margem de 6 cm da lombada
superior para pintura de acordo com a cor preestabelecida.
f) Numeração: Foi designado um número seqüencial e infinito.

g) Material: Foi estabelecido Tinta Esmalte Sintético Coralit auto brilho,
pincéis, tinta nanquim, normógrafo até 1997. A partir de 1998, adotou-se a
utilização do aplicativo WORD FOR WINDOWS, que dispõe de recursos para
emissão de etiquetas coloridas.
h) Subdivisão de volume: No caso de subdivisão de volume quando a
numeração não pode se expandir, dividiu-se em A, B, C, D ... (Anexo 03)
i) Collective Index: Para Chemical Abstracts Collective Index foi definido
uma margem de 1 cm da lombada superior de acordo com a cor preestabelecida e
não foi utilizado nenhuma numeração.
j) Ordenação: Os volumes são recolocados nas estantes seguindo a ordem

numérica crescente, definida anteriormente. (Anexo 04)

CAMPANHAEDUCATWA
Pensar em um meio que facilitasse a recuperação da informação na obra
Chemical Abstracts, após a criação do sistema "Legenda de Cores", foi a próxima
etapa a ser enfrentada.
A solução encontrada foi a criação de cartazes que orientassem os usuários
como consultar a obra, o significado da legenda, bem como, informações de retirada
e guarda do material, uma vez que, é o próprio usuário quem guarda o material.

236

�Apesar dos cartazes, a biblioteca conta ainda com constante orientação de
bibliotecários de referência para explicação da obra, em eventuais dúvidas e também
pois o método utilizado é apenas um suporte que facilita o dia-a-dia do profissional
envolvido, não o substituindo na íntegra.
GIGANTE (1996) explica que se o usuário não tem o devido treinamento,
perderá tempo. O usuário, perdendo tempo, mas necessitando da informação,
buscará pelo bibliotecário que aí também perderá tempo. O bibliotecário certamente
encontrará a obra, mas poderia estar produzindo muito mais, se o usuário tivesse à
sua disposição toda uma estrutura que permitisse o seu auto-serviço.

MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO

A coleção existente na Biblioteca do Conjunto das Químicas é colocada em
sala especialmente a ela designada de aproximadamente 90m2 e é consultada por
usuários em geral: docentes, alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e
profissionais da área.
Devido ao alto custo da obra e pela gramatura do papel, a Comissão de
Biblioteca proibiu a sua reprodução.
Com a participação em projetos (FAPESP) no ano de 1994, a Biblioteca
adquiriu verba para reencadernação de parte da coleção, uma vez que, há
insuficiência de recursos para atender a real necessidade e é dada prioridade a
encadernação de fascículos novos.
Foi instalado na Biblioteca um sistema de segurança "3M MOD.3801" e um
circuito de TV "monitor VS-24416R PHILIPS e monitor escravo VS-44405R
PHILIPS" com 2 câmeras, gerando com isso segurança para preservação do acervo.
A limpeza dos volumes é feita a cada 6 meses, seguindo os procedimentos de
acordo com as orientações de LUCAS e SERIPIERI, (1995).
A obra é avaliada constantemente pelos bibliotecários para verificar o estado
de conservação e a necessidade de restauro ou reencadernação.
237

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a implantação do sistema "Legenda de Cores", concluiu-se que, houve
melhora no atendimento tomando-o ágil e eficiente, sendo que as medidas adotadas
atingiram maior satisfação do usuário em relação a busca da infonnação.
Houve independência do usuário para manuseio da coleção, sendo solicitado
a participação do bibliotecário de referência em eventuais dúvidas.
A campanha educativa implantada levou a diminuição da quantidade de
material danificado e, posterionnente, as páginas faltantes foram repostas pela
Biblioteca.
Com base nesta experiência foi adotado o mesmo procedimento de
sinalização para outras grandes coleções de referência, com o objetivo de facilitar o
trabalho dos funcionários que constantemente sentiam dificuldade na guarda do
material.
A adoção de novos procedimentos e a utilização de outros suportes (CDROM e Bases de Dados) reforçaram a conservação e manutenção da coleção do
Chemical Abstracts, tendo em vista o uso constante do material.
O patrimônio cultural será preservado e mantido se houver conscientização
do usuário sobre a importância de respeitar a sua cultura, manifesta em suportes
fisicos, neste caso específico, do material bibliográfico "Chemical Abstracts".

ABSTRACT

This paper proposes a model for visual communication, conservation, and
maintenance of the collection Chemical Abstracts. It describes the various steps for
its installation and introduces considerations about the whole reference work.

238

- - -

--

-

-

�REFERÊNCIAS BffiLIOGRÁFICAS

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24 1

-

--

~-----

.-

-

--

�ANEXO 01
~------------------------------------------------------~l

:i

FORMA DE CONSULTA

~--------~~~--------~~~----~~!I
FAScíCULOS
IA consulta ao fascículo desencadernado devem ser feita através '

I!

DESENCADERNADOS

r-------------,.

r=:

. ._.
---~-

-~.

.. . . .

II
I,

li

... . . u ... ...

.

li

n

...1!

r·....

I

·....-------·--:l

. ....- - - -,....--....

,ID: 10 em 10 ano~, de 1907 ate 1936, e.de 5 em 5 anos, de 1937 I

INDlCES
ACUMULADOS

CD-ROM

. .. u u

II

1I A c,on~ta aos volumes.c~mpletos devem ser ~ita tan;bé.m através 1I
:1 do mdice~ este nada maiS e do que a acumulaçao dos mdices dos !
•, fascículos. Aqui também os indices remeterão para o número do .,'1
: "abstracts" ou resumo. Queremos chamar a atenção para o fato de il
~ que os volumes anteriores a 1967 não tinham a numeração do
U
li "abstracts", mas sim de páginas. Assim. a indicação nos índices :1
I dos ~olumes anteriores a 1967 será dada para página respectiva, !
segw.da de uma letra
H

VOLUMES
COMPLETOS

!

~

dos índices de autor, patente de assunto,(KeywordJndex) que
a~arecem no fim de cada fasC1Culo. Estes mdices remetem para o
numero do "abstracts· (resumo).

1991 o Chemtcal Abstracts vem publicando acumulados que
'1permitem uma consulta mais rápida e eficiente.
.

'1até

I

i

I

i Pub~ado a partir de 1:~6 pelo ~emic~ A~strac~ Se~ce.

I

:1

[. Contem abstracts, sumanos de arbgos, crtaçao bibliográfica e
\
11 indice da literatura química do mundo proveniente de mais 8.000
pub~cações té.~cas e cient:íficas de 1':0 nações ~ em 50 idiomas.
: Mais de 16 milhoes de documentos sao referenClados desde
!!
~ 1907.
li

I
J

i

uL:~: :~:=: : : : :~ : : :~: ; :~ : : : : ~: : : : : : : : : :=L~: : ;: : : : : : : :;: : ~: : : : : :;: : : : : : : : : : : : : : : :~:~: : : : : :~: : : : : : : : : : : : : : : : :~: ~:~: : : : : : : : : : :~:~: : : : : : : : : ~: : : : : : :D
OS RESUMOS E SUAS INFORMAÇÕES
Os resumos são classificados de acordo com
o assunto e arranjados em 80 grandes
secções. Cada secção é encabeçada por
breve explicação que determina sua área de
abrangência. os resumos registram a
informação básica do documento original,
são claros, concisos e não são críticos ou
avaliativos.

Cada resumo é destacado por um cabeçalho
impresso em negrito que contém, além do nO do
volume e nO consecutivo do resumo e a referência
bibliográfica (elementos que identificam um
documento) variam ligeiramente, de acordo com o
tipo de documento básico referenciado, quer seja
um artigo de peri6dico, ou tese, ou patente, ou
livros. etc .. Após a referência bibliográfica segue-se
o resumo do documento original

.......... ::::::,':_: .....~ .... :.~::::'::::::::;::::::::;::::.:==~:::::;;;:::::::::::;:::::=:':::::::=:::::::;:=:":':::::=:::""' . "" ..:.:.:..:::.:.:..:.:..::.:.: ...._..._.................................,,;:.; ............. ;.. ;.;; .............. .

242

-

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�rANEx'O"'O'2~"'"'~'''-'''''''''-'

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-.... - ...... - - ...

....

~

I

DESCRIÇÃO DOS ÍNDICES DO CHEMICAL ABSlRACTS
rA
-u-m
- O
-a- m- E-X-. Inic
- · -iado
- m1
-19-0-1 -é-ordentdo
- - -tlíab
- -euc
-' -WltrIte
--p-elo-S-Obrename
---do-wtor
--,-e-tm1b
--ém
-p-or-nome
--de-fimw
--,-~
-'- . õ-e-s ,-rtc
- .

i

---I
Em

caso de sobrenames idênticos, a ordem é tlíabética pela primeira e se gunda irriciais, não 8llilbética pelas lmls do pre:narne . OS lIÚnl!OS de abstruts e
tiIulos de dorum.entos são ligados apenas ao primeiro wtor, para trabalhos m1 co·wtoria. Os outros nomes de wtores são remetidos ao nome do
primtiro wtor.

\
11

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SUBJE CT DmEX . (ÍMice de asrumos) . Desde 1901 úé 1961, os Índices de asrumo do Chem:ical J\bstruts tivmm pnticWltrlte a mesma
.1
estrulllrt e ma consultt deTJt s~&amp;iU. ~ mms de ptlawas ou conjunto de ptlawas (cabeçalho de asrumo) que comq&gt;ond.t ao asrumo
desejado . A partir de 1968 furml fi!iU.s modffic a&amp; ões e m1 1968, v .69 para Con:qllmla1t.ar o Índice de asrumos fui publicado o Index Oui.de .
191:J 1
o índice de assunto fui dividido m1 :J plIlts : Chemi.cal Substmm Index e Gmenl Subject Index.

Em

r;:~~E=!'!~"~:;=::'::===2..~~~i:2~;::,=~

.'1

·1

s~

CHEMICAL SUB STANCE DmEX· Iniciado m1 1912, v .16 para usado após consultt ao Jndex Oui.de, indu as entradas de todas as
subst.âru:ias c~lmmmte definidas tais como: todos os elemmtos químicos e con:qlostos quimi.cos (incluindo seus derivados gméricos); ligas de
mrtUs eq&gt;ecmcos minenis ; mistura e polim.eros de con:qlostos eq&gt;ecÍfi.cos; Wibióticos eq&gt;tcÍfi.cos; en:mnas,hom!.Õl'Iios e polistcmdeos; pmículas
!~S (incluindo aquelas definidas pela des~ão de classe); des~ões alft·lUlI:néricas e comerciais.

.
,,1

I

I
i

GBNERAL SlJBJE CT INDEX · Iniciado m1 1912 ! para m usado após a consultt ao Jndex Oui.de . inchli todos os cabe~alhos de asrumo que não
se refu'em a subst.âru:ias quimi.cas eq&gt;ecÍfi.cas .inclui. assuntos gmis tais como: classes de subst.âru:i.as químicas; mst.t:riais de de1ini.ção incomp1m;
çlica&amp;ões; na&amp;ões, utensílios e e&lt;rJipml.el'l1oS; asrumos oiolÓg:icos e oioquímicos (além dos ntgtl'ltes oioquimi.cos eq&gt;!cmcos) e nomes cimtificos e
cem.ms de mimais e plmtas . As lmls maiúsculas B, P ou R mtes do rníI:nero do nrumo indicW1 que o doC\llOO'l1o original é um liwo (B), patmte .!
(P) ou artigo de rMsão (R).
!

i
i

I~EEI~E:gpi~:~E,~~2ê;~'§ê':'i?,? · ·

Ih outros ptÍses, infunnação que ~ a 1981 ~fu:mecida, separadWltrlte,pelo Patwt Concordmce Index.
...=~....= = ,....................................... "."===",... ~",~,=",=" ....................................................................... .
FORMUI.A ÍNDEX . Iniciado m1 1920, v .14 indexa os Con:qlpstos pelas 1iÍImulas empíricas sist.em.W(WltrIte lIn1'\iadas, indicando o nome soo o
qual a substitv:ia encOlltta·se indexada:no Chemi.cal Substmce Index.
r-------~---------------------~~~-----------------~----~~---------------~--.!
ÍNDEX · O '~gjstIy NJmõ~'ijo Chmrical1\bstruts ider4ificarrum.ericWltrlte uma substitv:ia quimi.ca. Os rnímeros são
• COII\!h!.as

~ '~~_""''''''''''''''''''''''

i

I

I!,!!I:e:!=.R

.

.

.

.

r~~~"~'~"~~~~~'~'~~"~'~~'~"'~'~~~':'~:~~': '~'~:"~~":;;;"~~.:.~ ~.~ ~.~~~.~.~ ~.;~~ ~~

. . . . ". . . . . .

i Abstruts pm. subst.âru:i.as química.cíclica. ;,pós esta infunnação devm. s~ Joctlliado no Subject Index ou Chmrical Substmce Index, a fim de

:1

Irconseguir
do "abstruts"·
. . . . . . . . . . .o·.rnímero
. . . . ·. . ·. .da~ia
·. . . . . . . ..................
·. . ·................ .................... . ................ . . ................... . . . . . . . . .. . . . . . . . . . .............. . . .. . . ................................. . . . . . . . .. . .. . . . . . . . . . . . .. ·. . . ·1l
I

HAIC INDEX - Hrtero·P.tom.·in·Com.eld-Jndex· Iniciado m11961, v .66 e publicado úé 1911 v.14, quando seu uso fui substimído pela consultt

"1'

dirm ao Ind.ex Oui.de e ao General Subject Ind.ex e/ou Chemi.cal Substmce Index.

'.

:

I

' " ..." "......"'..........

...

.",... . . . . . . . .

...

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. . . . . . ........

•

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. . ... , . . . . . . . . . . . . . . . . . , .. " ' .... " ' ....." ' " ....... w . ." '............ • . . . . . n "

' " .......... •• ......•......

:1

CASSI (CHEMICAL ABSTRACTS SERVICE SOURCE INDE&gt;Q· Publicado apmir de 1910 . F\mciona como catálogo coletivo , indicando todos :1
os títulos de periódicos citados:no Chemi.cal1\bstruts e a loctlliação Ihstes títulos em bibliotecas nacionais e internacionais . Substitui o "Ams e :1
S=e Index", editado m11969.
:1

I

r~l~s~§~~ê~~~~:""l

___ ..~......_.....____......._...............................................~................................................_,................"......~......,..................,_....._"..__..."...,...,....~."........,....,............___....J

243

�Anexo 03

.c5'1A

45'1B

:1
:'~_AL
I

JlBSTRACTS

I :ABSTRACTS
i

~,c

I1

I1

.----~~--------~

CHEUICAI.

CHEMlCAL

CHEMlCAL

CHEMIC.AL

1WSTRACTS

:ABSTRACTS

:ABSTRACTS

:ABSTRACTS

:ABSTRACTS

:ABSTRACTS

:ABSTRACTS

:ABSTRACTS

'

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Anexo 04
Guardar o material obedecendo a "Legenda de cores" da seguinte forma:

134

135 ·
~I

136

...... l

i

,

137

I

140
.....

/ ....

c:HEUlCAL

CHDIICIJ.

IABsmcrs

IABSTRJ.CTS

ABSmCTS

ABSTRACTS

HAIC

SUBJECT

CHDaICIJ.

INDElC

INDElC

SUBSTANCE

I

INDElC

I

lABsmcrs

.ABSmCTS

1ABSTRACTS

AUTHOR

PA1'OO

fORllULA

INDElC

INDElC

INDElC

,

141
..............

~.

Icm:wrCIJ.

i CmlIICIJ.

1cmnclJ.

CHEUlCAL

ABSTRACTS

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. . I. . . . . . . . . . . . . . . . . . ! .

......

', .. ,.

CHmICAL

cm:wrCIJ.

138

ABSmCTS
INDElC
GUlDE

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CHEMIC&amp;:

11 CHEMICJJ.

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INDEX

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1,.::. 1 =

J.. . ._. . . . . _. . . . "._. ..lJ...."."..."......._..._..............,

244

�Anexo 05

COMO CONSULTARa CHEMICALABSTRACTS

AUTOR
OU INVENTOR

ASSUNTO
GERAL

ru:.,['=l~""'li'\ SOBRE

PATENTES

I SUBS:rÂNCIA
QUIMICA

FÓR1\.1lTLA

SISTEMA DE

ANÉIS

QUÍMICA

Você um

Naannan, Helbert

VCl (êtem. 1.DlUlIlIru! (om1DY\:

Coa~

Vo&lt;i tUI' ot,fÓ!:mul=olecular:
C"H,s0J

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mdpmciptLl

~
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                    <text>GERENCIAMENTO DO SERVIÇO BRAILLE NA BIBLIOTECA
CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA: RELATO
DE EXPERIÊNCIA

Marília Mesquita Guedes Pereira
Paulo da Silva Chagas
Bibliotecários do Serviço Braille da Biblioteca Central da Universidade
Federal da Paraíba

RESUMO
Discute a importância da organização e administração dos Serviços Braille da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba como um modelo para uma
sociedade em transformação, destacando a relação dos Serviços Braille universitário
inserida nos programas de Ensino, Pesquisa e Extensão das Universidades
Brasileiras.

1 - INTRODUÇÃO

Oportuno e relevante nos parece um dos subtemas do X Seminário Nacional
de Bibliotecas Universitárias que aborda Novos Serviços para o Usuário, o qual
sugere algumas reflexões, visto que nos preocupa o desempenho das bibliotecas
universitárias brasileiras, visando a melhoria de qualidade e produtividade dos
serviços e produtos de informação para os portadores de deficiência visual.
Neste texto resumimos aspectos considerados importantes, relativos a
experiência à frente do Serviço Braille da Biblioteca Central da Universidade
Federal da Paraíba.
Como se pode observar, através da literatura, nas duas últimas décadas, têmse intensificado os estudos e pesquisas na área do atendimento às necessidades
187

�eSpeCIaIS dos portadores de deficiência. É do nosso conhecimento que muitas
instituições de ensino superior, no Brasil, estão interessadas e trabalhando nessa
área, apesar das dificuldades de toda ordem, particularmente de recursos humanos e
materiais.
Considerando-se as decisões internacionais e nacionais referentes à igualdade
de oportunidades com o direito de todos (Conferência Mundial de Educação para
Todos, Jomtiem - Tailândia, 1990; Encontro Internacional para Discussão das
Políticas de Atendimentos aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais,
Salamanca - Espanha, 1994; I Seminário Nacional de Bibliotecas Braille, João
Pessoa, outubro 1995; I Encontro de Educação Especial, das Universidades
Brasileiras, com base nas ações de Ensino, Pesquisa e Extensão, Mato Grosso do
Sul, 1995; onde a proposta da comissão organizadora foi discutir a Instalação de
Fóruns Permanentes da Educação Especial em IES** Brasileiras. Considerando-se
esta proposta, justifica-se os estudos e pesquisas acerca dos portadores de
necessidades especiais com vista â criação de espaços nas Universidades Brasileiras
para:

• Melhor conhecimento das necessidades e possibilidades dessas pessoas;
• Informação, formação e capacitação de profissionais com vistas ao atendimento
desses cidadãos;
• Atendimento aos portadores de necessidades especiais nos aspectos orgânicos,
psicológicos, sociais e educacionais;
• Estudos e pesquisas na área;
• Articulação com outros órgãos de prestação de serviços na comunidade, para
ações conjuntas e interdisciplinares de natureza sócio-econômicas e políticas;
• Abertura de espaços para os portadores de necessidades especiais, como alunos,
consideradas e respeitadas suas características próprias;

188

�Assim como a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB
9394-96), que enfatiza em seu Capítulo V que: "a educação dos portadores de
necessidades especiais deve se dar, preferencialmente, na rede regular de ensino" .
E a Campanha Nacional de Sensibilização, veiculada pelo Ministério de
Educação e Desportos, por meio da Secretaria de Educação Especial (SEESP), nos
veículos de comunicação de todo o país.

2. CARACTERIZAÇÃO DO SERVIÇO BRAILLE DA BffiLIOTECA
CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Antes de iniciar a abordagem do tema específico deste trabalho, é
indispensável, sem pretensão de aprofundamentos teóricos, que se conceitue e se
identifique o Serviço Braille da Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba como parte dos programas de Ensino, Pesquisa e Extensão nas instituições
de ensino superior brasileiras, visto acreditarmos que a Universidade Brasileira se
inclui como uma dessas organizações, capaz de realizar análises criticas e propor
alternativas para viabilizar uma sociedade mais justa.
Ressalte-se, primeiramente, para a definição de que consiste o Serviço Braille
da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba, subordinado à Seção de
Coleções Especiais da Divisão de Serviços ao Usuário - DSU, o qual tem sido
apontado como um órgão auxiliar e facilitador na inclusão social do portador de
deficiência visual. O Serviço Braille da Biblioteca Central da Universidade Federal
da Paraíba, a partir de 1978, vem desenvolvendo e consolidando atividades de
Ensino, Pesquisa e Extensão na área dos deficientes visuais, impondo ações, no
sentido da melhoria de qualidade de vida desses cidadãos.
De bastante significância devemos considerar o seguinte princípio: "toda
pessoa tem direito à educação, ao ensino e à pesquisa". O Serviço Braille vem se
empenhando nesta luta, pois sempre está revendo o seu papel de mediador no
189

�processo de transfonnação social, passando, dessa fonna, a lutar decisivamente na
superação de preconceitos. É nosso dever como cidadãos lutar pela inclusão do
portador de deficiência visual no contexto social.

É de fundamental importância destacar que o Serviço Braille da Biblioteca
Central da Universidade Federal da Paraíba não funciona como instituição fechada
em si mesma, que apensa produz e fornece material ao usuário passivo, e sim como

um instrumento vivo e ativo de infonnação à comunidade universitária local.
Necessário se faz completar a responsabilidade do Serviço Braille da Biblioteca
Central da Universidade Federal da Paraíba com o deficiente visual que, através de
ação e reflexão, assume um papel de agente questionador do seu "modus vivendi" e
da realidade à qual pertence.
Numa primeira instância é possível afinna que o Serviço Braille vem
participando como agente de transfonnação sócio-política e cultural, tomando-se a
sua ação visível à comunidade universitária e ou local e aos próprios portadores de
deficiência visual.

3. INSTRUMENTOS DE LEITURA E ESCRITA PARA O PORTADOR DE
DEFICIÊNCIA VISUAL

o Serviço Braille da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba
deve ser visto como parte da sociedade no qual está inserida, envolvendo-se na ação
de desenvolvimento, preocupando-se, dessa maneira, com o portador de deficiência
visual.
Sob essa perspectiva, o Serviço Braille vem implementando ações para a
melhoria de vida desse segmento social, justificando que a nossa Universidade está
interessada e trabalhando com o intuito de desencadear nessa área, apesar das
dificuldades de toda ordem, ações em prol da igualdade de direitos dos deficientes
visuais, injustiçados na medida em que são segragados, estigmatizados e excluídos.
190

�Após estas colocações, apresentaremos um quadro geral dos instrumentos
utilizados pelo Serviço Braille da Universidade Federal da Paraíba no que se refere à
leitura e escrita pelo portador de deficiência visual.
Atividades oferecidas pelo Serviço Braille da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba, a saber:

a) Empréstimo do acervo bibliográfico junto à comunidade universitária e/ou
local de deficientes visuais, com referência a livros e periódicos. Convém salientar
que o acervo é um dos melhores do Nordeste, recebendo doações de instituições
nacionais e estrangeiras, como: a Fundação Dorina Nowill para o Cego, de São
Paulo, o Instituto Benjamim Constant, do Rio de Janeiro; a Fundação Hilton Rocha,
de Belo Horizonte, Santa Casa de Misericórdia do Porto, e a Câmara Municipal de
Lisboa, em Portugal; a Fundación Braille deI Uruguai, o National Library Service
for the Blind and Physicallu Handicapped de Washington, o lllionois Departament
of Rehabilitation Services de Marion, lllinois Estados Unidos. Semanalmente o
transporte Kombi da Biblioteca Central circula nas residências desse contingente
entregando-lhe o material documental solicitado. É necessário enfatizar que o
trabalho de seleção do material documental assim como a entrega é realizada por um
Bibliotecário, deficiente visual.
b) Gravação de livros, periódicos e texto tratando das necessidades imediatas
de portador de deficiência visual. Esta ação surgiu da necessidade de servir como
mecanismo alimentador a uma categoria carente das necessidades e interesses nos
aspectos informacional, bibliográfico, cultural e de lazer, visto que o acervo existe e
pode não atender satisfatoriamente pois a produção das Imprensas Braille Brasileiras
em geral atendem apenas à demanda do ensino básico (10 e 20 graus), ficando o 30
grau carente do material bibliográfico.
c) Atendimento à clientela cega "in loco". O trabalho é realizado com os
alunos cegos de graduação desta Universidade, do Instituto dos Cegos da Paraíba
191

�"Adalgisa Cunha", de alunos da Universidade Autônoma e da clientela cega local,
no sentido de orientação das suas tarefas escolares. Utilizamos a máquina Braille,
através de voluntários, funcionários e ledores a fim de que eles leiam e escrevam
para os deficientes visuais, quer adultos ou crianças.
d) Atendimento e/ou aconselhamento nas residências das pessoas deficientes
visuais, que não tem condições de acesso ao Campus Universitário. A eles
aplicamos a Biblioterapia, numa tentativa de contribuir para a melhoria de suas
condições psicológicas.
e) Apresentação de literatura infanto-juvenil. Em 1994 realizamos, pela
primeira vez, a apresentação da hora do conto, com as crianças do Instituto dos
Cegos da Paraíba "Adalgisa Cunha" . Na avaliação observou-se que esta
apresentação deveria ter sido realizada, inicialmente, com professores e funcionários
daquele Instituto, a fim de que houvesse um trabalho sincronizado. Percebeu-se que
os professores não estavam receptivos à mudança. É nossa intenção dá oportunidade
não só ao autor paraibano, de questionar o seu livro com a clientela cega infantojuvenil, mas também ao próprio paraibano de "descobrir" as crianças deficientes que
escreve poesia, conto, crônica e "desenvolver" o potencial lúdico de cada um, e
inseri-os na sociedade.

f) Implantação da Biblioterapia: programa de leitura orientada para as
crianças "acidentalmente" deficientes visuais do Instituto dos Cegos da Paraíba
"Adalgisa Cunha" . Em janeiro de 1998, o nosso projeto foi aprovado pela COEX Coordenação de Extensão da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e a partir de
março, iniciamos a pesquisa naquele Educandário. Como primeiro passo entregamos
ao Corpo Técnico da Instituição o Projeto aprovado e entramos em contato com a
Direção, com as Assistentes Sociais e com uma Psicóloga colocando-os a par de
todos os objetivos do projeto. Em seguida, tivemos acesso ao Arquivo, onde
procuramos organizar uma ficha cadastral, com o Diagnóstico psicológico e social
não só dos alunos internos, mas com os alunos externos. Visitamos também as
192

�dependências da escola e fotografamos o ambiente. Nesse prunerro período
solicitadomos do oftalmologista do Instituto, a Classificação do tipo de deficiência,
em grupos. Fizemos os questionários para serem aplicados as crianças deficientes
visuais. Num segundo período entramos em contato com essas crianças e colocamos
reforçadores como guloseima, presentes para cabelos, sorteios, fitas em Braille de
historinhas de livros infanto-juvenil etc. Finalmente, na semana seguinte seriam
aplicadas os questionários.

É bom registrar que nesse segundo período, os autores paraibanos
participarão das sessões de leitw-a e que essa leitw-a será questionada como um
elemento de libertação e de engrandecimento humano, de auto-realização e de
aperfeiçoamento, enfatizando-se a importância fundamental do processo como
estímulo às crianças deficientes cegas que terão condições de transformar-se em
bons leitores, independentemente de suas limitações sociais e econômicas. Depois
de aplicado o programa de leitw-a é óbvio que descobriremos novos valores, quer
através de concursos sobre o melhor conto, a melhor poesia, a melhor crônica.
Depois, todo esse material coletado dos deficientes visuais serão lançados em livros
ou coletâneas e a sociedade se conscientizará da importância da leitw-a para as
crianças deficientes visuais, como uma atividade lúdica e prazerosa e como uma
atividade mediadora da prática social, formando uma consciência crítica e sobre
tudo criadora dos problemas da sociedade em que vive.
g) Contatos mantidos com a imprensa falada e escrita. No sentido de uma
maior divulgação realizamos estes contatos e isto vem servindo para que a
comunidade local se conscientize do verdadeiro papel que o portado de deficiência
visual poderá prestar a sociedade.
h) Contatos através de projetos com instituições fomentadoras, isto é feito
objetivando-se encontrar meios alternativos e recursos financeiros, a saber:
ULAC/ONCE; MEC/SEESP/FND/ PRAC/COEX; UNESCO, UNICEF, Banco do
Brasil.
193

�i) Elaboração de Cursos de Técnica Braille, de Dicção, de Bijouterias,
Seminários, ,Fórum de Debates. Isto faz com que a sociedade fique não só sabendo
da existência desse Serviço Braille, mas também verificar que o segmento
populacional é útil a sociedade.
j) Elaboração de artigos para serem apresentados em Congressos, Seminários
, em revistas de Educação e de Biblioteconomia e em jornais locais. É considerada
extremamente de grande importância essa afmnativa, uma vez que podemos ajudálos no sentido da sociedade ficar a par dos acontecimentos referentes a esses
contigentes deficientes visuais.
1) Produção de livros e anais. Desde a concretização da realização do 10
SENABRAILLE, em 1995 produzimos os seguintes livros: Biblioterapia;
Reabilitação Psicossocial do Cego e os Anais na Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação/FEBAB.
m) Orientação nos trabalhos dos alunos de Educação, de Biblioteconomia, de
arquitetura e de Serviço Social. O objetivo é o de conscientizar esses estudantes com
a problemática do portador de deficiência visual.
n) Finalmente, em andamento a implantação de um laboratório de automação
para atendimento ao portador de deficiência visual.

4. CONCLUSÃO

Este texto limitou-se a uma avaliação da ação do Serviço Braille da
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba com agente

de

transformação. De imediato, é possível afirmar que o Serviço Braille, para que
desempenhe o seu papel com eficiência, deverá estar ligado à implementação das
seguintes características: capacidade de pesquisa, de liderança, de planejamento, de
avaliação externa, administrativa e auto-avaliação, conforme descrito por SOUZA
(1993). Podemos afirmar que, partindo-se da premissa de se ver o Serviço Braille
194

�como permanente, essas capacidades e orientações tendem a ser convenientemente
utilizadas, gerando assim, produtos e serviços, atitudes e ações marcantes e o seu
sucesso estará garantido como agente de transformação.
No que diz respeito à Biblioteca Universitária inserida nos programas de
Ensino, Pesquisa e Extensão, justificamos ser suficiente, para este momento de
trabalho, que o Serviço de Braille pode e deve entrar socializando o saber de seus
profissionais, oferecendo encaminhamentos para soluções e abrindo perspectivas às
vezes insuspeitadas por quem é condenado a lutar para sobreviver. Deste ir-e-vir
fecundo entre pensamento universitário e saber popular pode surgir um novo tipo de
desenvolvimento adequado à cultura local e ao ecossistema regional. A partir desta
prática, a Universidade Pública resgatará seu caráter Público, será servidora da
sociedade e não apenas daqueles privilegiados que conseguem se inscrever nela. É
aqui que a Universidade deve se abrir e se inserir (BOFF, 1994).
Reportando-se ao pensamento acima referenciado, os profissionais de
Biblioteconomia mais uma vez, podem ser chamados a observar que há
possibilidade de levar as pessoas que se expõem à sua influência uma prática de
serviço à comunidade portadora de deficiência visual.
Finalizando e para compreensão deste trabalho, se faz necessário enfatizar
que os beneficios já alcançados com a dinâmica do Serviço de Braille, junto à
comunidade universitária e/ou local de portadores de deficiência visual, foram
apresentados no I Seminário Nacional de Bibliotecas Braille, em outubro de 1995,
levando às seguintes recomendações:

a) ao Ministério de Educação e Desporto através da FAE e Secretaria de
Educação Especial - SEESP, que elabore uma política de publicação de obras
prioritárias em formatos adequados para o estudante de 10 e 20 e 30 graus
(DEFICIENTES .. ., 1996);

195

-------

----

�b) à Associação Brasileira de Escolas de Biblioteconomia e Documentação
que estimule as escolas a incluir em seus programas de educação de graduação e
pós-graduação os serviços para os portadores de deficiência visual;
c) à Fundação Biblioteca Nacional, que envide esforços no sentido de
publicar uma relação de livros falados, constantes dos cinco últimos anos da
bibliografia nacional, para distribuição pelas bibliotecas do sistema que possuam
serviços para portadores de deficiência visual;
d) ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas da Fundação Biblioteca
Nacional: que colabore com o "Disque Braille", incentivando o uso da informática
referente à coleta dos acervos dos serviços Braille das bibliotecas públicas, visando

à formação do Catálogo Coletivo Nacional de Livros em Braille e Livros Falados,
destinados aos portadores de deficiência visual, com atenção especial à produção
própria das bibliotecas; que publique o diretório dos serviços de bibliotecas para
portadores de deficiência visual ;
e) à Universidade de São Paulo, que possibilite a ampliação de ação do
"Disque Braille" para formação do Catálogo Coletivo Nacional e que este catálogo
se tome acessível via RENDE;

f) à Câmara Brasileira do Livro, que incentive as editoras associadas a
agilizar o processo de autorização de transcrição em Braille ou gravação em fitas, de
obras ou parte delas para utilização do deficiente visual;
g) à Fundação Dorina N owill para Cegos de São Paulo, que mantenha
atualizado o Catálogo de livros reais de cada biblioteca cadastrada, como também
uma divulgação das obras impressas por essa fundação para cegos;
h) que seja encaminhado através do Serviço Braille da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba, um projeto ao Ministério de Educação e Desporto
- Secretaria de Educação Especial/SEESP, com vistas a publicação dos Anais, assim
como de trabalhos selecionados que deverão compor a Revista Integração do
MEC/SEESP;
196

�i) baseado nas ações do Ministério de Educação e Desporto/Secretaria de
Educação Especial - MEC-SEEPS, se implante o Serviço Braille na Biblioteca
Central das Instituições de Ensino Superior;
j) à Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários - FEBAB, que
estimule a implantação de uma Sub-Comissão Brasileira de Bibliotecas em Braille
com a finalidade de coordenar a comunicação entre os serviços existentes.

ABSTRACT
This Paper discusses the importance of the Braille Service of the Federal University
of Paraíba Central Library as a model for a changing society, highlighting the
relationship between this Brasil Service and community programmes in Brazilian
universities.

197

�5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOFF, Leonardo. A função da Universidade na construção da soberania nacional e
da cidadania. Cadernos de Extensão Universitária, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1,
p. 9-36, 1994.
DEFICIENTES terão livros Braille. Correio da Paraíba, João Pessoa, 11 jun. 1996.
FERREIRA, Marcos Ribeiro, BOTOMÉ, Silvio Paulo. Deficiência física e inserção
social: a formação dos recursos humanos. Caxias do Sul: EDUCS, 1984. 218
p.

INSTALAÇÃO de fóruns permanentes de educação especial, em IES brasileiras
(proposta da Comissão Organizadora), Mato Grosso do Sul, 1995. 5p. (I
Encontro de Educação Especial, das Universitárias Brasileiras, com base nas
ações de Ensino, Pesquisa e Extensão).
PEREIRA, Marília Mesquita Guedes. A Biblioterapia em instituições de
deficientes visuais: estudo de caso. João Pessoa, 1988. 318p. Dissertação
(Mestrado em Biblioteconomia) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas,
Universidade Federal da Paraíba.
_ _ _ _--', Biblioterapia: proposta de um programa de leitura para portadores de
deficiência visual em bibliotecas Braille. João Pessoa: Editora Universitária,
1996. 105p.
_ _ _ _ . O biblioterapeuta: educação e treinamento. O Norte, João Pessoa, 17
jan, 1993. Biblioteca Central. Cad 3,
p.6.
_ _ _ _ . Especialistas reúnem-se para discutir bibliotecas em Braille. Correio
da Paraíba, João Pessoa, 14out. 1995, p. 2.
- - - - . João Pessoa sediará em outubro I Seminário de Bibliotecas Braille.
Correio da Paraíba, João Pessoa, 9 jul. 1995. p. 7.

_ _ _ _ . As prateleiras do saber: surge um novo tipo de bibliotecário. O Norte,
João Pessoa, 27 jan. 1993. Biblioteca. Cad 3, p. 2.
____ . I SENABRAILLE vai analisar novas tecnologias. O Norte, João Pessoa,
90ut. 1995. p. 6.
198

�_ _ _ . Proposta para implantação de um programa de biblioterapia para cegos
no Instituto dos Cegos "Adalgisa Cunha". In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 16., 1991, Salvador, Anais .. .
Salvador, 1991. p. 741-763.
_ _ _ . Relatório das recomendações do I Seminário Nacional de Bibliotecas
Braille: I SENABRAILLE. João Pessoa. 1995. 3 p.

Texto
falado.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 16., 1991, Salvador, Anais .. .
Salvador, 1991. p. 463-480.
_ _ _ . Projeto de automação: Serviço Braille da Biblioteca Central da UFPB.
In: SEMINÁRIO SOBRE AUTOMAÇÃO EM BffiLIOTECAS E CENTROS
DE DOCUMENTAÇÃO, 5., 1994, São José dos Campos, Anais ... São José dos
Campos, 1994. p. 101-109.
ROBERT, Alvin. Reabilitação psicossocial dos cegos. João Pessoa: Editora
Universitária, 1996. 118p.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. De olhos abertos: reflexões sobre
desenvolvimento da leitura no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. 128 p.

o

SOUZA, Francisco das Chagas. A biblioteca e o bibliotecário como agentes de
transformação. Florianópolis: Editora da UFSC, 1993. p. 25-48.

** Instituições de Ensino Superior.

199

-

---

-

-

�QUESTIONÁRIO: INDICADORES DE DESEMPENHO DA QUALIDADE
EM SERVIÇOS DE BmLIOTECAS

Sr.(a) Usuário(a)

Estamos realizando uma pesquisa sobre o desempenho das nossas bibliotecas e
solicitamos a sua colaboração no sentido de responder ao "fonnulário de indicadores
de desempenho da qualidade" anexo. A seguir encontram-se algumas infonnações,
cuja compreensão irá facilitar o preenchimento da questão 1.

MISSÃO: Atuar como mediadora entre a infonnação e a comunidade universitária,
apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
FINALIDADE: Auxiliar a comunidade universitária nas funções de ministrar ensino
e dar apoio aos programas de extensão e pesquisa.
OBJETIVOS:
a) Coletar, organizar e difundir a documentação bibliográfica necessária aos
programas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade
Estadual de Ponta Grossa;
b) estabelecer intercâmbio com bibliotecas, centros de documentação, universidades
e outras instituições técnicas, cientificas e culturais,
nacionais e estrangeiras;
c) oferecer serviços de infonnação à comunidade universitária, de fonna a efetuar o
desenvolvimento adequado do estudo, ensino, pesquisa e
extensão e demais atividades cientificas e culturais da Universidade;
d) promover programas de orientação do usuário na busca da infonnação e no uso
das fontes existentes na Biblioteca Central;
e) divulgar todas as atividades significativas da Biblioteca Central à Comunidade
Universitária.
226

- -- -

-

-

- -

-_._.-

�Por gentileza assinale no formulário de indicadores de desempenho da qualidade
anexo, o grau de importância para os itens relacionados considerando os seguintes .
valores:
PARA A COLUNA DO SERVIÇO DESEJADO
UTIUZE

"'f'! PARA A COLUNA DO SERVIÇO ENCONTRADO
:

UTIUZE

1 ;:M;;;;~;;;;;~;--------' ; :P;;'l~;

i2 = Imp ortante

-----ii

2 = Ótimo
!

:3 = Regular

13= Bom

i 4 = Pouco Importante

14= Regular

!5= Ruim
1

: 5 = Sem i:rnp ortãncia

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INDICADORES

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SERVIÇO

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SERVIÇO

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\5-Suporte Técnico (materiais, humanos, equipamentos)
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16- Material de divulgação

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e outros
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34- Flexibilidade no Serv. de Empréstimos (prazos'

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f;:,,,,,"-""'''''''''''''''''''''''"''i- - - :::::'', , , , , , I, ~;::: -"j
Se você tiver algum outro item que acha importante constar nessa pesquisa, utilize
os espaços de 36 a 40 para acrescentá-los e assinale, igualmente, o grau de
importância dos mesmos.

229

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              </element>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <description>A name given to the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71352">
                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
                </elementText>
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              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71353">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71354">
                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71355">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <description>A language of the resource</description>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Gerenciamento do serviço Braille na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba: relato de experiência.</text>
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                <text>Pereira, Marilia Mesquita Guedes, Chagas, Paulo da Silva</text>
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            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <description>A language of the resource</description>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Discute a importância da organização e administração dos Serviços Braille da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba como um modelo para uma sociedade em transformação, destacando a relação dos serviços Braille universitário inseridos nos programas de ensino, pesquisa e extensão das universidades brasileiras.</text>
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                    <text>DESENHO DO ACERVO DOCUMENTAL DA BIBLIOTECA
CENTRAL DA UFRPE, BIÊNIO 96/97: REFLEXO DA INTERAÇÃO
DO CORPO DOCENTE NO PROCESSO DE SELEÇÃO E AQUISIÇÃO
Conceição Lopes
Bibliotecária (Especialista em Planejamento e Gestão Organizacional),
Assessora da Direção da Biblioteca Central da UFRPE.
Nanci Toledo
Bibliotecária (Especialista em Bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior), Diretora da Biblioteca Central da UFRPE
Suely Manzi
Bibliotecária (Especialista em Bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior), Chefe da Seção de Seleção, Aquisição e
Processos Técnicos da Biblioteca Central da UFRPE
Conceição Lopes Bibliotecária
(Especialista em Planejamento e Gestão Organizacional), Assessora da
Direção da Biblioteca Central da UFRPE.
Nanci Toledo
Bibliotecária (Especialista em Bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior), Diretora da Biblioteca Central da UFRPE
Suely Manzi
Bibliotecária (Especialista em Bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior), Chefe da Seção de Seleção, Aquisição e
Processos Técnicos da Biblioteca Central da UFRPE.
RESUMO

o trabalho enfoca a evolução da sociedade do conhecimento e a influência dessa
evolução no processo interno da Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE). A integração das Ciências Agrárias às Ciências Humanas mudou o perfil
acadêmico, refletindo no desenho do acervo documental da Biblioteca Central. Foi
observado que o padrão do usuário está em mutação, crescendo a participação dos
docentes dos cursos emergentes na indicação de bibliografias. As metodologias
utilizadas tratam do contexto acadêmico, análise da demanda e desenvolvimento da
178

li

�coleção e, em dados estatísticos informando o que expõem estes fatos. A evolução
dos cursos acadêmicos, nesta década, tem papel importante na formação e
desenvolvimento da coleção, através da ação conjunta dos professores e
bibliotecarios na escolha do material bibliográfico.

Palavras-Chave: Aquisição cooperativa ; Seleção cooperativa

Docente

Biblioteca Universitária ; Desenvolvimento de coleções

1. UFRPE: NOVOS PARADIGMAS, NOVO PERFIL
Passados oitenta e seis anos de sua criação, a Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE) prioritariamente, dedicou-se durante, décadas ao ensino das
Ciências Agrárias em nível superior no Estado, com enfoque nos Cursos de
Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia.
Nos últimos anos, a mudança de paradigmas econômicos, políticos e sociais
aliada ao novo mercado mais competitivo, os países desenvolvidos, Segundo
Crawford (1994) "essa evolução econômica tem transformado as economias pósindustriais em economias baseadas em conhecimentos. Nesta nova economia e
conhecimentos substituem capital fisico e financeiro ... " .
Desta forma nesta nova visão de mundo, a força emergente das mulheres
aparece como símbolo e o capital humano passa a ser indispensável para a evolução,
em continuidade da sociedade, pois este é o único elemento com capacidade de
transformar informação e conhecimento. Nesse aspecto o papel da Universidade é de
ftmdamental importância sendo muito significativas as ações nela desenvolvidas. No
Brasil, resultou na reestruturação das Empresas e das Instituições de Ensino
Superior.
A adequação às novas exigências do MEC a partir de 1990 levou a UFRPE a
ampliar a oferta de cursos através da inclusão das Ciências Humanas (Bacharelado
Ciências Sociais, com ênfase em Sociologia Rural; Bacharelado Ciências
179

�Econômicas, com ênfase em Economia Rural, Licenciatura em História, bem como
Cursos de Lato Sensu e Strito Senso, ação que culminou no acréscimo do corpo
discente implicando seu funcionamento noturno e inclusão da nova grade curricular
desses cursos no currículo institucional.
A integração das Ciências Agrárias às Ciências Humanas mudou o perfil
acadêmico e por conseguinte o desenho do acervo documental da Biblioteca Central,
demonstrando que o padrão de expectativa do usuário está em mutação crescendo a
participação dos docentes dos cursos emergentes na indicação de bibliografias
básicas das disciplinas, levando a Biblioteca Central a acompanhá-las com o acervo
disponível traçando dessa forma o perfil do acervo adquirido no biênio 96/97.

2. PERFIL DO ACERVO DOCUMENTAL DA BffiLIOTECA CENTRAL

Indiscutivelmente, a biblioteca é fortemente afetada pelos estímulos
originados nas atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na
universidade. O contexto acadêmico em seus aspectos de programas de ensino,
linhas de pesquisa e características docente s/discentes reflete-se diretamente no
processo de seleção e compra do acervo documental.
Esse modelo, é encontrado também na Biblioteca Central da UFRPE, cujo
acervo formado a partir dos anos 40, seguiu a tendência inicial da Universidade:
com a informação centrada em monografias e periódicos das Ciências Agrárias.
Porém, com a reformulação ocorrida, nos dias atuais é possível se observar que a
coleção está paulatinamente passando a ser heterogênea, confrnnando o que diz
Chastinet (1991) "A Biblioteca Universitária é um dos alicerces vitais da vida
acadêmica e para que seus objetivos básicos sejam alcançados, exige-se a renovação
contínua e adequada dos seus acervos e prestação de serviços de informação às
atividades de ensino, pesquisa e extensão".
A política econômica brasileira adotada na década de 70 implicou na
defasagem do acervo documental da universidade que voltou a ser oxigenado a
180

�partir de 1986 com a criação do PNBU beneficiando o financiamento e fomentado o
desenvolvimento de coleções, através do Programa Nova Universidade - livros
nacionais (BIBLOS) e do Programa de Aquisição Planificada - título corrente de
periódicos (PAP). Esses programas enquanto existiam passaram a ser o grande
suporte financeiro para a Biblioteca nos anos subsequentes, uma vez que os recursos
orçamentários apresentavam-se insuficientes para a manutenção adequada do
acervo.
Nos últimos dois anos, o desenvolvimento da coleção vem sendo subsidiado
pelo MEC/SESU através do Programa de Recuperação e Ampliação dos Acervos
das Bibliotecas das IES e pela CAPES com a renovação dos títulos correntes de
periódicos, além da participação da Biblioteca em programas cooperativos e através
da busca de recursos extra-orçamentários via projetos encaminhados aos Programas
Especiais de algumas Embaixadas, entre outros.
Contudo, apesar dessas ações o acervo documental continua a apresentar
falhas em relação as necessidades de informação da comunidade acadêmica no
tocante a variedade e quantidade de monografias, interrupção de assinaturas de
publicações periódicas e aos novos suportes em multimeios.

3. INTERAÇÃO BIBLIOTECA CENTRALIPROFESSOR

Associar a proteção de serviços da Biblioteca Central ao ensino na UFRPE é
fundamento básico à conexão entre o acervo documental existente e as obras
indicadas pelos docentes para aquisição.
As dificuldades de interação entre a biblioteca e o professor identificadas no
processo de seleção e aquisição de monografias trazem prejuízo a qualidade do
ensino e dificultam o atendimento, especialmente as necessidades dos estudantes de
graduação por parte da biblioteca.
Essas dificuldades de interação, "são baseadas na freqüência irregular e pouca
participação na escolha do material bibliográfico por parte do docente, com
181

�reflexões no comportamento e desinteresse dos alunos ... ; não se solicita material
bibliográfico a Biblioteca Central, pois o mesmo não será adquirido por
insuficiência de verbas ... ; a biblioteca particular do professor supre as necessidades,
não havendo interesse em freqüentar a Biblioteca Central. .. ; grande parte dos
docentes desconhece o acervo e serviços da Biblioteca Central, desistimulando os
alunos a usá-los". (Palácio, 1991).
Todavia, essa realidade não se aplica genericamente aos docentes das
Ciências Humanas da UFRPE no biênio 96/97 que apresentaram maior demanda aos
recursos liberados para aquisição de livros nacionais para a graduação, apresentando
também participação substancial aos serviços de circulação das informações e,
consequentemente levando ao acréscimo da procura aos serviços da biblioteca pelos
discentes dessa área.

4.

ACERVO

DOCUMENTAL

ADQUIRIDO

96/97

X

INTERAÇÃO

DOCENTESIDISCENTES
Dos recursos liberados pelo MEC/SESU para compra de livros nacionais
nesse período cerca de 40% atende a área das Ciências Humanas, conforme
demonstrado abaixo

./.1 Livros Nacionais (Recursos MEC/SESU)

1,1"

Ano

li!;!:,

IRecurso

1

Recurso

"Ii"

!Total de Livros

Meta

I Adquiridos

Liberado

Aplicado

I,::"

(Volumes)

II

Percentual dos

\1

Adquiridos pias
Ciências Humanas

il Acervos

II

.

I ;;;~il· ;;~~~: r;;';;;:;; '" r'- ;~~~ r= ~;; lf ?~);;:;~'

! .....

! ............

I

11997 ' 126.700.00** 1 125.961.15

\
:

. . 1..
3.334

I

4.743

!i
l:c--"---3-'-6-,26- ---'--

l

182

�'*Valor destinado à compra de livros nacionais, multimeios e equipamentos
**Valor destinado exclusivamente à compra de livros

4.2 Periódicos Estrangeiros (Recursos CAPES)

Segundo a linha pré-estabelecida nas áreas de concentração da UFRPE, os
cursos de pós-graduação estão direcionados em sua quase totalidade às Ciências
Agrárias, fato que demandou à CAPES a renovação dos títulos estrangeiros que
beneficiam exclusivamente essas áreas.
Cabe aos cursos emergentes na pós-graduação, os das Ciências Humanas, a
reivindicação junto a CAPES de títulos estrangeiros, bem como a nível institucional
de títulos nacionais que venham beneficiar seus currículos e linha de pesquisa.
ANO

Empréstimo Geral

11

Demanda das Ciências Humanas

II

(T otal em mil)

:1

(%)

I

~: : :..:.....:::.:::::............:.....::::::::::::::.: .:::::::.:::::::::::::::::::.:::::::::....:....:::::::...:.:.::::::::::...........:::::::::. :::::::::::::::::::::::.., '::::::::::::::::::::::.::::::::::::::::::.:::::::::::::::::.:::.::::::::::::...:::::::::::::::::::...:::::..:....:.:::i!
1996

189.765

H
'f

32

!

1i
'i
41
!
: l i
.~

1997

227.132

........._ ..... _ .. _ ...- .............. _.......................-........_--_....... _ ............ _...._ ............... _....... j ..--.. ~........_....~...._......~_ ......."'.._--,.=..., - _. .j

4.3 Interação /Docentes/Discentes

No contexto atual, a interação dos segmentos docente e discente da área em
estudo com a Biblioteca Central evidencia a necessidade emergente de informação,
visualizada na circulação através do movimento de empréstimo e do cadastro de
leitores.
183

I~

II

�5. CONCLUSÃO

o tema ora desenvolvido

constitui um estudo em andamento que pretende

aprofundar a análise do processo de relacionamento entre a parcela da comunidade
acadêmica relativa às

Ciências Humanas

com

a Biblioteca Central no

desenvolvimento das coleções e utilização dos seus serviços.
Essa primeira etapa permitiu demonstrar que a evolução dos cursos
acadêmicos ocorrida nesta década, desempenhou papel importante na formação e
desenvolvimento do acervo, através da ação conjunta dos professores e
bibliotecários na deftnição do material bibliográfico adquirido partindo do princípio
do equilíbrio e consenso, levando a maior demanda.
Não é nossa pretensão esgotar o assunto, é preciso que a biblioteca nessa
época de freqüentes mutações, grandes questionamentos e adoção de novos
paradigmas se atenue nos novos desafios e se amolde à realidade acadêmica e exerça
seu real papel.

ABSTRACTS

Ir

This work emphasizes the evolution of the society of knowledge and the influence

It

of this evolution in the internal process of the Universidade Federal Rural de

~.

Pernambuco (UFRPE). The integration among agriculture and human sciences has
changed the academic profile, reflecing on the design of documetal material of the
Central Library. It also point out that the pattem of the library users is in mutation,
increasing the participation of the professors of the emergent courses in the
bibliography indication. The used methodologies deal with the academic context,
demand analysis, and collection development and, in statistic data, informing what
those facts expose. The evolution of the academic courses in this decade has na
important role in the formation and development of the collection through the joint
action of the professors and the librarians for selecting the bibliographic materiaIs to
be acquired.
184

1&lt;

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

BARRETO, A. R ; LOPES, C.; TOLEDO, N. O. Novas formas de relacionamento
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186

�</text>
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                <text>Desenho do acervo documental da Biblioteca Central da UFRPE , biênio 96/97: reflexo da interação do corpo docente no processo de seleção e aquisição.</text>
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                <text>O trabalho enfoca a evolução da sociedade do conhecimento e a influência dessa evolução no processo interno da Universidade Federal Rural Central. Foi observado que o padrão do usuário está em mutação, crescendo a participação dos docentes dos cursos emergentes na indicação de bibliografias. As metodologias utilizadas tratam do contexto acadêmico, análise da demanda e desenvolvimento da coleção e, em dados estatísticos informando o que expõem estes fatos. A evolução dos cursos acadêmicos, nesta década, tem papel importante na formação e desenvolvimento da coleção, através da ação conjunto de professores e bibliotecários na escolha do material bibliogrpáfico.</text>
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                    <text>CONTRIBUIÇÃO AO ESTABELECIMENTO DE CRITÉRIOS PARA A
POLÍTICA DE COMPRA DE PERIÓDICOS ESTRANGEIROS NA UFRJ

Maria José Veloso da Costa Santos
Bibliotecária-Mestre em Ciência da Informação-Projeto Memória do Museu
N acionalJ UFRJ

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello
Bibliotecária-Mestre em Ciência da Informação-Diretora da Divisão de
Processamento Técnico SiBVUFRJ

1 INTRODUÇÃO
O Sistema de Bibliotecas e Informação - SIBI, unidade do Forum de Ciência
e Cultura da UFRJ, congrega 42 bibliotecas que, a partir de 1984 vêm realizando a
aquisição de assinaturas de periódicos estrangeiros de forma centralizada e
coordenada pelo Sistema através da Divisão de Processamento Técnico - DPT/SIBI.
Tendo em vista que estas bibliotecas detêm os mais relevantes acervos
bibliográficos nas áreas de ciência e tecnologia, e que estes acervos vêm crescendo a
cada ano em número de títulos e por conseguinte em custos , a importância de um
estudo de desenvolvimento de coleções visando um crescimento harmonioso e
principalmente a economia de recursos se constituiu em uma preocupação constante
da Coordenação do SIBI.
A literatura sobre desenvolvimento de coleções é bastante farta e se
caracteriza principalmente por trabalhos teóricos sobre a importância de políticas de
desenvolvimento de coleções, sem no entanto, oferecer experiências positivas e
concretas em instituições do porte da UFRJ, daí a dificuldade em se utilizar uma
metodologia já consagrada na literatura.

160

�,
Por outro lado, a avaliação de coleções por meio de estudo dos custos das
assinaturas de periódicos e a análise das estatísticas de uso têm sido os métodos mais
utilizados no estabelecimento de critérios para políticas de desenvolvimento de
acervos, entretanto, também, apesar de sua importância, não oferecem dados
concretos que subsidiem de forma efetiva a política de compra de periódicos para as
bibliotecas da UFRJ.
Admite-se que uma política explícita de formação e desenvolvimento de
acervos na UFRJ é tarefa dificil de ser executada, dada a quantidade de programas
de ensino pesquisa e extensão vigentes, onde as demandas de bibliografias variam
de área para área e de acordo com o público alvo.
O levantamento de dados sobre o uso da coleção de periódicos vinha sendo
realizado, como rotina, em algumas bibliotecas da UFRJ, apenas com fms
estatísticos, sem visar um estudo mais aprofundado com a análise destes dados. Em
outubro de 1993, PEREZ &amp; RUSSO conceberam uma proposta de metodologia de
avaliação de periódicos intitulada "Avaliação dos periódicos estrangeiros adquiridos
por compra na UFRJ" para ser testada como "projeto piloto"em 7 bibliotecas que
vinham mantendo as estatísticas de uso da coleção de forma sistematizada.
O presente trabalho desenvolveu a proposta de metodologia apresentada por
PEREZ &amp; RUSSO, acrescentando dados qualitativos da coleção através do
julgamento da adequação dos títulos de periódicos adquiridos por compra aos
programas acadêmicos (ensino/pesquisa/extensão) aos dados quantitativos de uso da
coleção e disponibilidade em outras bibliotecas da UFRJ e da cidade do Rio de
Janeiro, oferecendo desta forma, resultados mais pertinentes aos objetivos propostos.

2. OBJETIVOS
O objetivo deste trabalho foi de desenvolver e testar uma metodologia de
avaliação da coleção de periódicos estrangeiros adquiridos por compra pela UFRJ,
que combinasse métodos quantitativos e qualitativos e que servisse de base para a
161

J

�deftnição de parâmetros para uma política de desenvolvimento de acervo na
Universidade.

3. JUSTIFICATIVA

o

grande volume de assinaturas de periódicos estrangeiros que atende a

comunidade que desenvolve atividades de ensino e pesquisa na UFRJ, exige
constantes avaliações. Essas avaliações ocorrem em função das necessidades
informacionais dos usuários.
Vários estudos de uso dessas coleções tem sido feitos no âmbito da UFRJ,
mas não existe uma metodologia deftnida para ser padronizada e adotada em todas
as bibliotecas.
Esse trabalho se justiftca na medida em que, propondo uma metodologia de
avaliações de coleções, contribuirá para a deftnição de critérios para a política de
compra.

4. METODOLOGIA

A metodologia adotada para este estudo foi desenvolvida com base na
metodologia descrita por Perez&amp;Russo na proposta intitulada "Avaliação dos
periódicos estrangeiros adquiridos por compra na UFRJ" e realizada em quatro
etapas.
4.1 Identificação da Amostra

Procurou-se trabalhar com uma amostra de sete bibliotecas que possuíam
dados de uso de coleção de periódicos já sistematizados.
O montante de títulos de periódicos estrangeiros adquiridos por compra para
essas bibliotecas foi de 1606 títulos conforme pode ser observado no quadro 1 a
segurr:

162

�II
Quadro 1

II

Periódicos Estrangeiros Adquiridos por Compra -UFRJ 1994

~L:~~-~c~
I

.

744

CCS

46,3

il

-·--~-··_···_·_~_···--· I-~·----_·-C
COPPEAD .
'I
205
12,8

r

. . . . ...........................................................................................'fI

FAU

,
.................

!
i

58

I.

137

.................. .......... ................... ....................................... ........ ...........
,,,o,

•

3,6

'iM~'~"~""~"'~"""""""~"~"t""~"""""""""~'2;4 "''''''''''''''''''"''""'~ """~-'--~~'''1:i:3''''''~"''"~''~''"1

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l

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8,5

I
I

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',

182

11,4

r~~~=~-~~:-i'6-=~-I ~1
Total

1606

100,0

Das 7 bibliotecas, 2 não foram consideradas para o estudo uma vez que não
apresentaram os dados referentes a opinião da comunidade, número este que
representa 28,5 % do total de bibliotecas analisadas, trabalhando-se então com os
dados fornecidos por 5 bibliotecas(71,5%).
Quanto ao número de títulos verificou-se que um total de 124 títulos (7,7%)
deixaram de ser analisados, estabelecendo-se como amostra 1482 títulos que
representam 92,3% da coleção.
163

�o Quadro 2 a seguir apresenta a distribuição dos títulos nas 5 bibliotecas que
constituíram a amostra do estudo.

QUADRO 2
Periódicos Estrangeiros adquiridos por compra - UFRJ 1994

BmLIOTECAS

ices

164

�4.2 Coleta de dados
Primeiramente foram desenvolvidas duas planilhas para a coleta de
informações: uma para colher dados estatísticos referentes à avaliação quantitativa
dos títulos de periódicos - Planilha de Uso e Disponibilidade da coleção , e outra
para obter informações qualitativas fornecidas pela comunidade acadêmica- Planilha
de Opinião da Comunidade.

4.2.1 - Avaliação quantitativa - Planilhas de Uso e Disponibilidade

A planilha de uso e disponibilidade contém as seguintes informações: títulos,
uso (vezes/pontos), custo, disponibilidade em outras bibliotecas (não duplica/duplica
no RJ/duplica em campi diferentes/duplica no mesmo campus)- (Anexo 1).
Os dados referentes ao uso da coleção foram preenchidos a partir dos estudos
de uso feitos pelas bibliotecas, considerando-se o número de vezes que o título foi
usado e pontuando-se conforme metodologia desenvolvida neste estudo, descrita
posteriormente na etapa 3.
Em que pese o fato de terem sidos coletados os dados referentes ao custo das
assinaturas, título a título, decidiu-se não considerar essas informações porque na
atual política de compra de periódicos do SIBI, é relevante a importância dos
periódicos para a comunidade e não seu custo no mercado.
Os dados referentes a disponibilidade no Rio de Janeiro, foram preenchidos, a
partir de consulta ao Catálogo Coletivo N acionaI de Periódicos - CCN CNPq/IBICT, título a título verificando-se a duplicidade nas bibliotecas dentro e
fora dos campi da UFRJ e a disponibilidade em outras bibliotecas da cidade do Rio
de Janeiro, considerando também se a biblioteca vinha mantendo as assinaturas nos
últimos três anos.

165

�I!
Para análise da duplicidade dos periódicos, considerou-se a classificação e a
pontuação descrita na proposta de Perez&amp;Russo. como a seguir:

li
• Não duplica no Rio de Janeiro: 20 pontos
I1

• Duplica no Rio de Janeiro: 10 pontos
• Duplica na UFRJ em Campi diferentes : 5 pontos
• Duplica na UFRJ no mesmo Campus : Opontos

II
4.2.2 - Avaliação Qualitativa - Planilhas de Opinião da Comunidade

A planilha referente a opinião da comunidade contém as seguintes
informações: títulos, imprescindível, importante, recomendável, dispensável e
desconhecido (Anexo 2)
Os dados referentes a opinião da comunidade foram coletados pelas
bibliotecas que distribuíram as planilhas pela comunidade representativa de
usuários, cujo número variou de biblioteca para biblioteca. (Anexos 7,10,13,16 e
19)Tais dados foram condensados e categorizados em uma única planilha, a partir
da análise e soma total de opiniões para cada título (Anexo 4), utilizando-se também
'~ 1

a classificação e a pontuação de Perez &amp;Russo, como a seguir:

LJ

• Imprescindível: 20 pontos
• Importante: 15 pontos
• Recomendável: 10 pontos
• Dispensável: 5 pontos
• Desconhecido: O pontos
No caso de empate de opiniões, não foi considerada a categoria desconhecido - para a classificação dos títulos.

166

�4.3 - Uso da coleção
Para que se pudesse analisar o uso da coleção de periódicos, foi desenvolvida
uma metodologia de avaliação, onde, para cada biblioteca analisada, foi calculada a
média de uso da coleção, obtida pela soma do número total de títulos comprados,

I1

II

dividido pelo número de vezes que estes foram usados. A partir da média obtida, os
títulos foram classificados em 5 categorias como a seguir:

4.3.1 - Muito usado (MU)
Considerou-se título muito usado aqueles que obtiveram uma freqüência de
uso imediatamente superior a 50% acima da média, recebendo a pontuação máxima:
40 pontos

4.3.2 - Uso regular (UR)
Foram aí categorizados os títulos imediatamente abaixo do patamar dos muito
usados e acima dos títulos considerados de uso médio, com a pontuação de 30
pontos.

4.3.3 - Uso médio (UM)

1:--

Ficaram nesta categoria os títulos que apresentaram freqüência de uso de 10%
acima e 10% abaixo da média, recebendo 20 pontos.

4.3.4 - Pouco usado (PU)

Aí foram localizados os títulos que obtiveram freqüência de uso
imediatamente abaixo dos títulos de uso médio até oslocalizados no patamar de 50%
da média, recebendo 10 pontos.

4. 3.4 - Raramente usado (RU)

167

�Foram aí classificados os títulos com freqüência de uso imediatamente abaixo
do patamar de 50% da média até a freqüência 1, recebendo 5 pontos.
4.3.5 - Nenhum uso (NU)

Como a própria denominação sugere, aí foram categorizados os títulos que
nunca foram usados durante o ano, recebendo O (zero) pontos.
O quadro 3 a seguir ilustra a categorização dos títulos de acordo com a
freqüência de uso.
QUADRO 3
categorização dos Títulos de Periódicos
FREQÜÊNCIA de Uso
,........................................................······. ···················..··T................·....·.. · ..········......................". . ........"............"......................... . ..........................................................]
I CATEGORIAS . ,I FREQ. DE USO
PONTUAÇÃO

J

Muito usado (1fiJ)

. mais de 50% acima da média II

Uso Regular (lIR)500/;~=·· d~;;:;~~
.~.,.

T·~"""····· 30· ·~·

__.._-~~~~.__._-_.._--_._-,,~~"""'!-,--_._--_.._.,..,...__.._._.~~...__. '-'''&lt;~--''

Uso Médio (UM)

:1
'1

'!

ip;;;;;U;~d;(PUj · · · · · · · · · ·
.[ Raramente Usado (RU)

10% acima ou abaixo da
média

50%~;;;,;,;;da;;;;di~

40
i

'''''' ,_._----'-'' .."-~""._,,._,..~'--~ :

:!

20

.1

.:

,! ·····························

menos de 50% abaixo da
média

iõ
5

:I

I

4.4 Cruzamento dos dados

Todos esses dados foram condensados numa terceira planilha de pontuação
contendo as seguintes informações: títulos, pontuação de uso, disponibilidade,
opinião da comunidade, total de pontos e classificação.( Anexo 3).
168

�A partir dessa planilha os títulos foram listados por biblioteca, em ordem
descendente de classificação por pontos (ranking) de modo a subsidiar o estudo para
futuras alterações nas coleções de periódicos estrangeiros das bibliotecas da UFRJ.
5. RESULTADOS

Os resultados deste estudo serão apresentados e analisados a partir dos dados
contidos nos quadros, gráficos e anexos e, seguindo-se a análise quanto ao uso da
coleção, quanto à disponibilidade do título na cidade do Rio de Janeiro e na UFRJ e,
quanto à opinião da comunidade acadêmica.
Em relação aos resultados totais na UFRJ, o Quadro 4 demonstra o número
de títulos adquiridos por compra para as bibliotecas que constituíram a amostra do
estudo.

QUADRO 4
Periódicos Estrangeiros Adquiridos POR Compra - UFRJ 1994

il

N" de Títulos

Bibliotecas

I

%

:!"C· CS=="'-~=='''=~=="'~==·· 74=4=·····"·=·· ====····'11~~=="·····5· 0·,2"==="="~~'~="
H

205

:1COPPEAD

1

13.8

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'IIFCS

!l

182

:

IrThi'='="==~"~="='"' "'="'''''=~21~·····"=

'IJ
i

~!

U
1

11

::f:

TOTAL-' .

. . . . . L.

1482

12.3

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•
11

.

Ij- --100,0
'

1

,=~==~~.~~~-=-.~=-"'-~~=~M~

169

�A partir do Quadro 4 pode-se verificar que uma única biblioteca, a Biblioteca
do CCS retém mais da metade dos títulos adquiridos (50,2%) em relação às 5
bibliotecas da análise

I::

II
I::

II
5. 1 Uso da Coleção

lii

Os dados gerais de uso da coleção na UFRJ são mostrados no Quadro 5
I·

I:

Quadro 5
Distribuição dos Títulos por Categoria de Uso UFRJ

Categoria

W de Títulos

0/0

:MU

256

17,3

UR

66

4,4

UM

159

10,7

1'1

.

,._

,.~ •.

. . . ..

....

10,8

160

PU

.

RU

447

NU

1067

TOTAL

1482

..........

30,2

!

72,0

• . n ...

100,0

Na categoria dos títulos muito usados, o Quadro 5 mostra que apenas 256
títulos (17,3%) estão aí incluídos; 159 títulos (10,7%) constituem a categoria dos
títulos de uso médio e regular.
170

�I'

11

Somando-se estas 3 categorias, verifica-se que 28% da coleção (159 títulos)
constituem o uso efetivo da coleção, enquanto que 72,0% (1067 títulos) constituem a
categoria dos títulos menos usados.
Tal fato esta de acordo com os padrões de uso da coleção descrito pela lei
I!

bibliométrica dos "80/20".
Cabe ressaltar que os títulos nunca usados (460 títulos) constituem 31,0% da

li
1I

coleção analisada.
O Quadro 6 apresenta a média de uso da coleção na UFRJ.
Quadro 6
Média de Uso de Periódicos UFRJ

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CCSIBC

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PEAD

744

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18.063

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29.911
5.451

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56.829

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38

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A biblioteca que alcançou maior índice na média de uso foi a Biblioteca da
COPPEAD, especializada em administração, com

146 vezes

por título,

considerando-se a biblioteca mais usada da UFRJ. A seguir, em um patamar bem
inferior, está a Biblioteca do IF, com 40 vezes por título.
Verifica-se que a média de uso encontrada, por título, foi de 38 vezes e
apenas 3 bibliotecas alcançaram este resultado.
171

If

�5. 2 Disponibilidade

A disponibilidade dos títulos adquiridos por compra na UFRJ, em outras
bibliotecas da cidade do Rio de Janeiro e a duplicidade desses títulos nas bibliotecas
da UFRJ são apresentadas no Quadro 7.

Quadro 7
Disponibilidade dos Títulos UFRJ
f'

Categoria

:NO de Títulos

%

Não duplica

733

49,5

Duplica na UFRJ

554

37,4

I'·
1:1[.

Duplica na UFRJ em campi
diferentes

125

8,4
I~

Duplica na UFRJ no mesmo
campus

70

4,7

TOTAL

1482

100,0

Tem-se como resultado, que quase a metade dos títulos da UFRJ (49,5%),
constituem-se de assinaturas únicas na cidade do Rio de Janeiro e, 37,4% (554
títulos) duplica com outras bibliotecas da cidade do Rio de janeiro.
Com relação à duplicidade nas bibliotecas da UFRJ, o Quadro 28 mostra que
125 títulos (8,4%) duplicam em bibliotecas localizadas em campi diferentes e, 70
títulos (4,7%) duplicam em bibliotecas localizadas no mesmo campus.

172

�5. 3 Opinião da Comunidade

A opinião da comunidade acadêmica em relação aos títulos comprados para
as bibliotecas analisadas é demonstrado no Quadro 8.

Quadro 8
Opinião da Comunidade UFRJ

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Dispensável

11

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0,7

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Desconhecido

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Não

opin~am

10

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0,7

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103

7,0

1482

100,0

ti

A grande malOna dos títulos (969) foi indicada como imprescindível,
representando 65,4% da coleção; 26,2% (389 títulos) foram indicados como
importantes e recomendável a manutenção de suas assinaturas na UFRJ. Os títulos
dispensáveis e desconhecidos representaram 0,1% (21 títulos) da coleção analisada.

173

�o número de títulos que não foram

categorizados pela comunidade atingiu o

índice de 7,0% (103 títulos).
6. CONCLUSÕES

A racionalização da coleção de periódicos estrangeiros adquiridos por compra
na UFRJ através da metodologia testada neste estudo, mostrou que é possível se
conseguir uma lista de periódicos por especialização, priorizada de acordo com os
aspectos quantitativos e qualitativos do material analisado. A partir dessa lista o
núcleo básico de periódicos da UFRJ será constituído e poderá ser alterado de
acordo com os recursos financeiros disponíveis.
Ficou evidenciada também a variação do percentual e da média de uso das
coleções de área para área do conhecimento, bem como os periódicos com maior e
menor demanda. A lei dos 80120 foi confirmada em todo o estudo.
Quanto ao estudo de uso da coleção foi constatado que existe uma
discrepância evidente entre a quantidade de bibliografia adquirida e a quantidade
utilizada pelos usuários, a exemplo do que acontece na maioria dos estudos de uso
encontrados na literatura. Portanto, necessário se faz que as coleções adquiridas
sejam melhor ajustadas às demandas e expectativas dos usuários.
Outro aspecto a ser observado é quanto ao tipo de material preferencial dos
especialistas por área do conhecimento, que muitas vezes não é o periódico,
necessitando, dessa forma , que seja analisado o uso de outros tipos de material.
Os resultados obtidos nesta pesquisa, forneceram subsídios para novos
questionamentos quanto a outras análises teóricas a serem anexadas ao estudo
metodológico, tais como: a vida média da literatura da área e estudo de citações.
Tais estudos, além de completar e enriquecer a pesquisa, têm como objetivo
principal dar suporte teórico à tomada de decisões quanto ao remanejamento do
material considerado de baixo uso e obsoleto. Recomenda-se que estudos similares
sejam realizados em outras universidades, para validar os dados encontrados sobre a
174

I.

�média de uso em áreas específicas do conhecimento e, consequentemente, contribuir
para o estabelecimento de padrões nacionais de uso.

7.BffiLIOGRAFIA

l.CARVALHO,Maria da Conceição. Uma política de desenvolvimento de coleções
para a Biblioteca do Instituto de Educação de Minas Gerais. R.Esc.
Bibliotecon. Belo Horizonte, UFMG,v.9,n.2, p.195-216, set.1980.

2. FIGUElREDO,Nice Menezes de. Desenvolvimento e avaliação de coleções. Rio
de Janeiro, Rabiskus, 1993.

3. _ _ _ _ _ _. Metodologias
procedimentos

para

para

revisão,

avaliação de
descarte

coleções
e

incluindo

armazenamento.

Brasília:IBICT, 1985.54p.

4. GUIDELINES for the Evaluation of the Effectiveness of Library Collection. In:
AMERICAN Library Association Collection Developrnent Committee.
Guide- Lines for Collection Deve1oprnents. 1979. 78p.

IIr

5. LIMA, Raimundo Martins de, et aI. Caracterização do acervo e proposta de
política para seu desenvolvimento nas bibliotecas da Fundação Universidade
do Amazonas. R. Bibliotecon., Brasília, v.15, n.2, p.293-315, jul/dez. 1987.

6. PEREZ, Dolores Rodriguez; RUSSO, Mariza. Avaliação dos periódicos
estrangeiros adquiridos por compra na UFRJ: proposta. Rio de
Janeiro:SiBI, 1993. 6p.

175

�7. UNIVERSIDADE Federal de Pernambuco.Biblioteca Central. Política de
desenvolvimento de coleções para o sistema de bibliotecas da Universidade
Federal de Pernambuco. Diretrizes para a seleção, aquisição e descarte de
material bibliográfico; programa de adequação de acervo. Recife, l985 .

ANEXO 1

Planilha de Uso e Disponibilidade da Coleção

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ANEXO 2
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176

�ANEXO 3
Planilha de Pontuação da Opinião da Comunidade

ANEXO 4

PlWlha de Pontuação Genl

177

-

- -- --

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Contribuição ao estabelecimento de critérios para a política de compra de periódicos estrangeiros na UFRJ.</text>
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                <text>Santos, Maria José V. da Costa, Mello, Paula Maria Abrantes C. de</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72162">
                <text>Apresenta o desenvolvimento de uma proposta de metodologia visando definir critérios para uma política de compras de periódicos estrangeiros, em um projeto piloto envolvendo 7 bibliotecas que vinham mantendo, de forma sistemática,  as estatísticas  de uso da coleção, acrescentando dados qualitativos da mesma. O objetivo é desenvolver e testar esta metodologia de avaliação da coleção de periódicos estrangeiros, combinando métodos qualitativos e quantitativos para definir os parâmetros de uma política de desenvolvimento de acervo na Universidade.</text>
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                    <text>CONSÓRCIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E DE
PESQUISA PARANAENSES: SUGESTÃO DE METODOLOGIA PARA

SUA CRIAÇÃO
ELA YNE MARGARETH SCHLOGEL
LIANE DOS ANJOS
Bibliotecárias do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná

RESUMO

Aborda atividades cooperativas entre bibliotecas e mudanças nos paradigmas de
desenvolvimento

de

coleções, provocadas pela crise econômica. Discute

problemática do compartilhamento de recursos bibliográficos. Sugere metodologia
para criação de consórcio entre bibliotecas universitárias e de pesquisa paranaenses,
voltado inicialmente para coleção de periódicos.

1 INTRODUÇÃO
As pnmerras ações cooperativas entre bibliotecas brasileiras, segundo
STURLINE et aI. (1994), datam da década de 40, com a criação do serviço de
fornecimento de cópias de documentos na Universidade de São Paulo, época em que
surgiu o primeiro Catálogo Coletivo de Revistas de Biologia, por iniciativa do
Instituto Butantan.
Na década de 50 já se discutia a regulamentação do empréstimo entre
bibliotecas e em 1957, o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
(IBBD) assumiu a responsabilidade pela manutenção do atual Catálogo Coletivo
Nacional de Publicações Seriadas (STURLINE et aI., 1994).
Nos anos 60 foram lançadas as bases do Centro Latino-Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde, com a criação da Biblioteca Regional
149

�de Medicina (BIREME), que vem desenvolvendo notável trabalho cooperativo
mediante consórcio de bibliotecas especializadas naquela área (KRZYZANOWSKI,
1994).
A década de 70 foi marcada por iniciativas como o Serviço de Comutação
Bibliográfica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAP A) e as
atividades desenvolvidas pela Biblioteca Nacional de Agricultura, pela Biblioteca
Complementar de Engenharia (BICENGE) e pelo Centro de Informações Nucleares
da Comissão Nacional de Energia Nuclear (STURLINE et aI., 1994).

*

Bibliotecárias do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do

Paraná.
Caracterizada pela crise econômica, que acarretou restrições orçamentárias
para a aquisição de material bibliográfico, a década de 80 exigiu procedimentos de
interação entre vários segmentos da área da informação. Data daquela época a
criação, por iniciativa do Ministério da Educação e Cultura, do Programa de
Comutação Bibliográfica (COMUT). Outra iniciativa importante foi o Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), que fomentou a implantação do
Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU).
Com a mesma filosofia de eficiência na cooperação entre bibliotecas surgiram
a Rede Bibliodata de Catalogação Cooperativa Nacional, o COMUT online e a base
de dados (em CD-ROM) de Literatura Latino-Americana e do Caribe de
Informações em Ciências da Saúde (KRZYZANOWSKI, 1994).
O cenário da década de 90 inclui o projeto ANTARES, inicialmente
denominado Sistema Público de Acesso a Bases de Dados, a Sub-Rede Nacional de
Informação em Ciências da Saúde Oral, composta por bibliotecas universitárias com
acervos especializados em odontologia, e o Catálogo Coletivo (em CD-ROM) dos
acervos de livros e teses das universidades estaduais paulistas (UNESP, UNICAMP
e USP), denominado UNIBIBLI.

150

�o

compartilhamento

de

recursos

informacionais,

inicialmente

entre

bibliotecas e, posteriormente entre redes e sistemas de informação, recebeu novo
impulso com o uso de tecnologias de armazenamento e comunicação de dados,
facilitando a localização e obtenção de documentos (KRZYZANOWSKI, 1994).
Em outros países, principalmente nos Estados Unidos, a cooperação nos
últimos vinte anos, tem sido caracterizada pela proliferação de consórcios. A
participação das bibliotecas em diversos empreendimentos simultâneos varia
conforme a natureza e missão de cada instituição. Os diversos grupos são formados
com diferentes propósitos e por vários tipos de bibliotecas, abrangendo as esferas
municipal, estadual, regional, nacional ou internacional (POTTER, 1997). Já é
comum também a coalizão de consórcios como por exemplo o International
Consortial of Library Consortia (ICOLC)
Historicamente as bibliotecas americanas formavam consórcios para
compartilhar material impresso, mediante catálogos coletivos, conexão de sistemas
locais, empréstimo entre bibliotecas e serviços ultra-rápidos

de correio.

Influenciadas pelas novas tecnologias as bibliotecas estão formando consórcios para
tratar de necessidades comuns e oferecer variados recursos eletrônicos através da
Internet. Estes recursos incluem resumos e bases de dados, textos completos de
jornais e fontes de referência, grandes coleções de textos literários e conjunto de
imagens digitalizadas (POTTER, 1997).
A motivação para o estabelecimento da relação consorciaI tem sido
essencialmente fmanceira e os valores movimentados são impressionantes. Dentre
os exemplos de negociação envolvendo dois grupos poderosos BERRY (1997) cita o
contrato, no valor de 23 milhões de dólares, assinado pelo Consórcio OHIOLINK
com a ELSEVIER. O acordo disponibiliza acesso a 1.150 publicações eletrônicas,
durante três anos, para 41 bibliotecas acadêmicas e de pesquisa que participam
daquele consórcio.

151

�Para KOHL (1997), os consórcios beneficiam bibliotecas de qualquer tipo ou
tamanho. Assim como as grandes tendem a aumentar a demanda, as pequenas
ganham acesso a recursos que não poderiam conseguir de outra maneira. Não há
motivo para exclusões, pois juntas formam metacoleções, garantindo vantagens nas
negociações com megaeditoras e fornecedores de outros produtos e serviços.
Iniciativas locais de cooperação bem sucedidas, reforçadas pela experiência
internacional de acervos comuns, com os mesmos privilégios para todos os usuários
e rateio de custos, acenam para o êxito na implantação de consórcios brasileiros.

2 IMPLICAÇÕES POSITIVAS E NEGATIVAS NA CRIAçÃO DO
CONSÓRCIO

No Estado do Paraná diversas instituições de ensmo e pesquisa mantêm
acervos importantes e desenvolvem trabalhos cooperativos, embora a distância fisica
entre as unidades dificulte esforços de integração.
Enormes investimentos para aquisição de informações em duplicata perderam
o sentido após o advento das redes de comunicação acadêmicas (BITNET e
INTERNET), que provocaram profundas alterações nos conceitos de distância e
lugar (GROVER, 1996). No entanto, a decisão pelo acesso em vez da propriedade
depende de outra biblioteca ter tomado a decisão contrária, isto é, adquirir o
documento e estar disposta a compartilhá-lo. Outra dificuldade é alterar conceitos
que duraram 300 anos, envolvendo a responsabilidade pela preservação e seus
reflexos na política de manutenção e atualização dos acervos. Além disso, no caso
dos periódicos científicos, a excelência das coleções têm sido relacionada com a
capacidade de pesquisa de uma universidade (MUELLER, 1994). Resta ainda
convencer alunos, professores e pesquisadores de que o material desejado pode ser
encontrado e obtido em outras instituições, rapidamente.

152

�As bibliotecas universitárias e de pesquisa do Estado do Paraná participam de
redes e serviços cooperativos. Dispõem também de "home pages" que permitem
acesso aos seus acervos, mas restringem a maioria dos serviços aos usuários de cada
instituição. No que concerne ao empréstimo entre bibliotecas, ainda não há sistema
eficiente para envio/recebimento de material bibliográfico.
Outra conquista do Estado é o Site de Bibliotecas do Paraná, coordenado pela
Companhia de Processamento de Dados do Paraná (CELEP AR), que permite busca
simultânea nos acervos da própria CELEPAR, do Instituto Paranaense de
Desenvolvimento Econômico e Social (IP ARDES) e da Biblioteca Pública do
Paraná (BPP). Problemas na compatibilização de catálogos estão sendo estudados
para permitir maior representatividade de bibliotecas neste Site.
Com relação ao COMUT o processo tem sido agilizado com a localização de
itens no Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN) via TeInet e
envio de pedidos pela Internet. Os problemas relacionados ao tempo de remessa dos
documentos, extravio de cópias enviadas pelo correio ou de qualidade das cópias
obtidas via fax, já podem ser solucionados com software, desenvolvido pela
Research Library Group, que permite a remessa eletrônica de documentos. Para
tanto, são necessários equipamentos existentes na maioria das bibliotecas, ou seja,
computador, scanner e impressora laser, além de conexão via Internet. O scanner
efetua a digitalização dos documentos, possibilitando o armazenamento de dados na
forma comprimida no microcomputador emissor. A transmissão de dados para o
microcomputador receptor utiliza formatos FTP (File Transfer Protocol) ou MIME
(Multipurpose Internet Mail Extensions), padrões empregados em correios
eletrônicos. Após descompactação (efetuada pelo microcomputador receptor) o
arquivo poderá ser impresso. Além de proporcionar diminuição de custos com précópias, ligações telefônicas, conferência do material e diminuição no tempo de
remessa de documentos (é imediata), o sistema permite que os arquivos sejam

153

�redirecionados para outros computadores com disponibilidade do mesmo software
(RLG, 1998).
Teoricamente os avanços tecnológicos só apresentam vantagens para o
compartilhamento de recursos informacionais, mas na prática, podem surgir
dificuldades fmanceiras, de infra-estrutura fisica e de pessoal para atender a
demanda externa, além dos usuários internos. Também exigem renovação constante
do parque de equipamentos e treinamento de recursos humanos.
Segundo SHREEVES (1997) o crescimento das publicações eletrônicas não
parece ter diminuído a produção de documentos impressos. Mas a transição (em
curso) da informação para a forma digital pode restringir o desenvolvimento
cooperativo de coleções. As licenças que regem o acesso e a propriedade de
documentos eletrônicos afetam os princípios de disseminação e de preservação do
conhecimento.
O problema em relação ao compartilhamento de informações eletrônicas é
uma disputa legal para a qual deverá haver solução jurídica. Enquanto isto
apareceram duas maneiras para sua utilização sem riscos legais, ou seja, o uso de
"aggregaters" (a exemplo dos serviços oferecidos pela UMI, EBSCO e FAXON) e
acordos de licenciamento para textos completos efetuados diretamente com o
publicador (KOHL, 1997).
Considerando a multiplicidade de aspectos a serem equacionados em um
único empreendimento cooperativo, o impacto significativo que as publicações
cientificas seriadas representam no orçamento das bibliotecas, bem como a estrutura
já existente para comutação bibliográfica, sugere-se metodologia para criação de
consórcio de bibliotecas universitárias e de pesquisa paranaenses, visando
inicialmente à coleção de periódicos.
Com o objetivo de dotar a região de infra-estrutura informacional para apoiar
atividades de ensino e pesquisa, o consórcio contribuiria para:

154

�•

reduzir custo e esforço investidos pelas instituições participantes para aquisição
de publicações periódicas;

•

multiplicar a quantidade e a qualidade de informações colocadas à disposição da
comunidade universitária;

•

instrumentalizar a interação entre as instituições para ações futuras.

3 METODOLOGIA

3.1 Estudos preliminares

Formação de comissão composta de representantes

das bibliotecas

universitárias e de pesquisa do Estado do Paraná, cujos acervos estejam
representados no CCN, objetivando avaliar as coleções de periódicos primários em
termos de:

•

levantar os títulos assinados pelas instituições participantes;

•

identificar coleções completas e o estado fisico dos fascículos;

•

avaliar a necessidade de títulos novos;

•

qualificar as coleções segundo linhas de pesquisa e ensino por instituição;

•

quantificar o uso das coleções, segundo estatísticas de circulação/consulta e
solicitações de comutação.

Identificada a duplicação desnecessária de títulos, a avaliação serviria de base
para o processo decisório sobre a responsabilidade de cada instituição na
manutenção das coleções, renovação de assinaturas e inclusão de títulos novos.

155

�3.2 Infra-estrutura e operacionalização

A infra-estrutura inicial exigiria que as instituições estivessem conectadas à
Internet (Netscape Navigator 2.0 ou superior - Explorer 3.0 ou superior),
adquirissem e instalassem software para remessa eletrônica de documentos e
colocassem à disposição do consórcio equipamentos compatíveis com as
recomendações do fabricante do software.
Haveria naturalmente maior compromisso das instituições participantes com
a alimentação e atualização das bases do CCN para uso deste instrumento na
localização dos itens e também com a remessa imediata dos documentos.
Todas as unidades poderiam efetuar e receber solicitações de forma
descentralizada. Os pedidos seriam encaminhados, via e-mai!, empregando-se
formulário próprio a ser padronizado pela Comissão, que também desenvolveria
sistema estatístico de controle do uso das coleções, para avaliação periódica .

3.3 Recursos humanos, materiais e financeiros

Inicialmente poderiam ser aproveitados os recursos materiais e humanos
existentes nas instituições participantes para aquisição do software e de
equipamentos (caso necessário), além da assinatura dos títulos de periódicos
indicados pela Comissão. O treinamento de bibliotecários e pessoal auxiliar para
utilização do programa também seria providenciado pelas instituições, assim como a
manutenção dos equipamentos.
A captação de recursos financeiros para a fase seguinte poderia ser efetuada
mediante projetos a serem submetidos aos órgãos governamentais de financiamento
da pesquisa ou ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(PADCT), que prevê recursos para a informação em diversas áreas.

156

�3.4 Estratégia de implantação

o

amadurecimento indispensável para o estabelecimento da relação

consorciaI viria com os resultados da fase anterior. Também envolveria a satisfação
da clientela e o dimensionamento criterioso dos recursos bibliográficos, humanos e
financeiros disponíveis.
Para não sobrecarregar as instituições com a parte administrativa e legal do
consórcio, pequena equipe poderia coordenar e ampliar as atividades. Outro passo
importante seria a difusão dos resultados alcançados e do conceito de integração de
coleções com dispersão fisica, visando o estabelecimento de outras comissões para
estudar a aquisição cooperativa, o desenvolvimento de coleções, o aperfeiçoamento
do empréstimo entre bibliotecas, a geração de catálogos coletivos e até o
compartilhamento de recursos eletrônicos. Tais estudos orientariam o planejamento
de ações realísticas e exeqüíveis, cujos resultados iriam subsidiar a elaboração de
novos planos.
A construção coletiva de uma única e grande biblioteca eXIge mudança
cultural, com implicações até na natureza jurídica dos prováveis participantes. Desta
forma, o trabalho de sensibilização dos dirigentes das entidades é fundamental,
assim como o envolvimento de todo o pessoal das bibliotecas.
Segundo SHREEVES (1997) cada participante aceita ser responsável pela
coleta de material para o consórcio nas áreas em que necessita atender demanda
local, mas se o quadro de pessoal não estiver totalmente envolvido, o efeito do
contrato será mínimo nos processos pós-aquisição. Os fatores que determinam o
sucesso do empreendimento são: objetivos comuns, reconhecimento de

priori~ades

locais, acesso bibliográfico e fisico, sistemas eficientes de despacho do material e
comunicação efetiva entre os participantes.

157

�4 CONCLUSÃO

o

compartilhamento de recursos informacionais, praticado no Brasil nas

últimas décadas, pressupõe o trabalho cooperativo entre diversas bibliotecas,
enquanto que o consórcio representa a construção coletiva de uma única e grande
biblioteca.
O desenvolvimento contínuo de ferramentas bibliográficas oferece condições
para o aperfeiçoamento dos mecanismos de localização e obtenção de documentos
não apenas em nível estadual.
A metodologia aqui sugerida baseia-se em resultados e na construção de
coleções complementares, podendo ser alterada conforme a capacidade operacional
e financeira dos possíveis participantes.
A questão que parece mais relevante, no momento, consiste na busca de
novos caminhos para que as bibliotecas possam realizar mais com menos recursos:
verdadeiro mantra para conduzir a ação dos bibliotecários brasileiros.

ABSTRACT

This paper outlines the cooperative activities among libraries and the changes
regarding the col1ection development paradigm induced by economic depression. It
discusses the problems related to bibliographic resource sharing. It suggests
consortial arrangements among academic and research libraries of the State of
Paraná (Brazil), starting with periodical collection.

158

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 BERRY, John. A glimpse ofthe future in Orno. Library Journal, New York, v.
122,n. 11,p. 6,Jun. 1997.
2 GROVER, Mark. Enfrentando a estrada do futuro: bibliotecas, cooperação e a era
da informação. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 9, 1996. Anais ... Curitiba: UFPRlPUCPR, 1996. 2 disquetes
(3'lí).

3 KOHL, David F. Resource sharing in a changing Orno envinronment. Library
Trends, Champaign, v. 45, n. 3, p. 435-447, Winter 1997.
4 KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero. Integração e compartilhamento das
bibliotecas brasileiras na busca e obtenção da informação: um desafio de muitas
décadas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
8., 1994. Anais ... Campinas, 1994. p. 47-54.
5 MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico e as bibliotecas
universitárias: velhos problemas, novas soluções. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994. Anais ... Campinas, 1994. p. 80-101.
6 POTTER, William Gray. Recent trends in statewide academic library consortia.
Library Trends, Champaign, v. 45, n. 3, p. 416-434, Winter 1997.
7 RLG services for information access and management [online]. Disponivel:
http://www.rgl.org/services.htm1[capturado em 26 maio 1998].
8 SHREEVES, Edward. Is there a future for cooperative collection development in
the digital age? Library Trends, Champaign, v. 45, n. 3, p. 373-389, Winter 1997.
9 STURLINE, Raquel M. G. et aI. Intercâmbio bibliográfico no Sistema Integrado
de Bibliotecas da USP: proposta de implementação. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994. Anais ... Campinas, 1994. p.
125-34.
Agradecimento
Agradecemos a colaboração da Bibliotecária Leila Maria Bueno de Magalhães na
concepção da metodologia proposta.
159

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          <name>Dublin Core</name>
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Documentação&#13;
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                <text>Aborda atividades cooperativas entre bibliotecas e mudanças de paradigmas de desenvolvimento de coleções, provocadas pela crise econômica. Discute problemática docompartilhamento de recursos bibliográficos. Sugere metodologia para criação de consórcio entre bibliotecas universitárias e de pesquisa paranaenses, voltado inicialmente para coleções de periódicos.</text>
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                    <text>, , ,

,

CONSORCIO DE BIBLIOTECAS DAS AREAS DE CIENCIAS
AGRÁRIAS

Ana Lúcia Delalibera de Farias
Bibliotecária - EMBRAP AlCNP AF - Mestre em Ciência da Infomação

Cláudia Oliveira de Moura Bueno (coord.) Bibliotecária - Diretora da
BCIUFG - Especialista em Bibliotecas de Instituição de Ensino Superior

Maria Eunice de Almeida Rosa
Bibliotecária - Assessora de DireçãolBCIUFG

Maria Risoleta Carneiro Lobo
Bibliotecária - Coordenadora da Seção de Intercâmbio/BCIUFG

RESUMO:
Este trabalho visa o estabelecimento de um consórcio entre as bibliotecas da
UFG e EMBRAP AlCNP AF para atender aos pesquisadores e alunos de pósgraduação das áreas de Ciências Agrárias e afms. Proporciona economia de
materiais informacionais e tecnológicos, diminuindo custos e ampliando o universo
da pesquisa, favorecendo assim o desenvolvimento regional.

PALAVRAS - eHAVE: Bibliotecas - Consórcio. Bibliotecas - Compartilhamento

139

�1. INTRODUÇÃO

Vivemos a época da informação em rede, dos documentos eletrônicos e dos
recursos compartilhados. As bibliotecas estão se esforçando para acompanhar os
grandes desafios da sociedade da informação. Por este motivo estão se associando
em redes, consórcios e outros organismos de cooperação que estão gerando novos
modelos que permitem enfrentar os processos e os custos que estas mudanças
trazem.
A finalidade do Consórcio de Bibliotecas das Áreas de Ciências Agrárias de
Goiânia é o compartilhamento dos serviços bibliotecários, do uso dos acervos
existentes, da aquisição bibliográfica específica e atualizada, com economia de
tempo e dos orçamentos das bibliotecas consorciadas.

2. JUSTIFICATIVA

A vocação agropecuária do Estado de Goiás determinou a escolha das
bibliotecas das áreas relativas ao desenvolvimento da Ciências Agrárias, para a
implantação deste projeto pioneiro na região.
Goiânia, como polo de desenvolvimento educacional e cultural, conta com
A idéia do Consórcio surgiu da leitura das novas tendências mundiais visando
o pleno atendimento ao pesquisador, com um menor esforço financeiro por parte das
entidades que fornecem embasamento teórico modernos e atualizados.
Daí o envolvimento da Biblioteca Central da UFG, com a Biblioteca da
Embrapa/CNPAF, numa parceria estruturada que visa o suporte financeiro para a
realização desse consórcio interbibliotecário, favorecendo assim uma busca
informacional mais rápida e atual dos pesquisadores de ambas as instituições e de
outras que, num efeito multiplicador, possam vir a fazer parte do mesmo.

140

�A Biblioteca CentralfUFG possui um acervo consistente na área de Ciências
Agrárias e afins. São 8.537 títulos de livros e 919 títulos de periódicos, sendo 362
títulos correntes entre nacionais e estrangeiros, organizados numa infra-estrutura
arquitetural moderna, ampla e arejada. Conta ainda com os beneficios da
computação e da moderna informática globalizada.
A Biblioteca da Embrapa/CNPAF, por sua vez, conta com um acervo
bibliográfico de aproximadamente 20.000 títulos entre livros, teses, folhetos,
separatas e 78 títulos de periódicos, sendo 110 títulos correntes entre nacionais e
estrangeiros.

3. OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral

Compartilhamento de recursos informacionais, tecnológicos e orçamentários.

3.2 Objetivos Especificos

3.2.1. Disponibilizar para os pesquisadores consorciados os recursos
informacionais de cada biblioteca participante;

3.2.2. Incrementar a produtividade científica da região;

3.2.3. Facilitar o uso da transmissão eletrônica de documentos informacionais
e de sumários eletrônicos de revistas;

3.2.4. Compartilhar os recursos orçamentários disponíveis para o acesso e
compra de periódicos eletrônicos;
141

�3.2.5. Estimular parcerias entre wúdades de informação que operam nas áreas
de Ciências Agrárias e afms.

4. METODOLOGIA

o presente projeto será desenvolvido em parceria, caracterizando a formação
de uma biblioteca virtual para os usuários das partes componentes, baseada no
compartilhamento das coleções e outros dispositivos informacionais, na facilidade
do tratamento e armazenamento físico dos mesmos além, é claro, na aplicação da
tecnologia informacional e uso de redes.
O Consórcio exige, para sua concretização, uma adesão formal das
bibliotecas envolvidas através de um termo de responsabilidade, no qual as partes se
comprometem a trabalhar de forma cooperada, tanto na aquisição quanto no uso dos
materiais, serviços e tecnologias, sob a coordenação da Biblioteca Central.
Os pesquisadores, diante de um novo paradigma de busca de informação para
suas pesquisas, com a brevidade ao seu dispor, além das facilidades proporcionadas
pela multiplicidade de fontes, poderão desenvolver seus trabalhos com bastante
equidade. Os títulos de periódicos eletrônicos ou em papel a serem adquiridos, serão
indicados pelos pesquisadores e selecionados após levantamento dos acervos já
existentes, da interdisciplinaridade de conteúdos e do conscenso entre as partes.

142

�4.1. Metas Técnicas

METAS

SfTIJAÇÃO ATIJAL

....

! 1. Garantir a
! infra-estrutura básica
i para a operacionalização

I do Consórcio

!
i

I •

il
.

I

Setor de Documentação e
Comutação e Seção de
Periódicos da Biblioteca
CentrallUFG já prestando
serviço de acesso a base de
dados e comutação
bíblio gráfic a.

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I

Aquisição do software Ariel para
transmissão de documentos
eletrônicos.

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Dois(01)microcomputadores
Assinatura de periódicos
eletrônicos, CD-ROM e
bibliográficos.

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telefônic~ !

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E,paço fi,jco, linha
xerox e fax já disp oruveis no
setor.

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a Quatro(04) bibliotecários
a Treinar os pesquisadores e
l
i tecnologicamente os
treinados no acesso às bases e
Alunos de pós-graduação
l
! pesquisadores e alunos
periódicos eletrônicos.
1I
.i de pós-graduação no uso
I

I 2. Apoiar

I

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• Disponibilizar em rede.
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nas áreas de Ciências

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5. Avaliar sel'Vlços e

r:n~~oofer"ido, pelo

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Inexistentes

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Avaliar os resultados do sel'Vlço l

~!H:e;:7=~~:oor", j

relatórios sobre demanda
atendida e não atendida.

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'1

143

�5. CRONOGRAMA FÍSICO DE EXECUÇÃO

144

�6. DEMONSTRATIVO DE USO E FONTES

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Totais

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Itens de despesa

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Fontes

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1

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Recursos materiais

• O1 Estação SUN-Solares
• O1 Servidor de Internet
• O1 terminal dedicado de
acesso à Internet
• Bases de dados em
CD-ROM
II!
• Títulos de periódicos
correntes em papel
:1
• Acervo de livros na área de !i
"I
Ciências Agrárias
I
"

I

• 03 microcomputadores
• Assinatura de 03 títulos de
periódicos eletrônicos
I
I
• Software Ariel
• Divulgação do trabalho em :1
Seminários e Congressos
!"
(p as sagens, diárias e
'I
inscrição)
!

7.000,00
4.300,00
2.200,00

7.000,00
4.300,00
2.200,00

14.000,00
8.600,00
4.400,00

12.280,60

9.813,96

22.094,56

40.611,43

31.737,75

72.349,18

60.954,18
5.000,00-

85.688,00

146.642,18
5.000,00-

11.250,00

11.250,00

22.500,00

I
I

TOTAL

1.000,00

I

1.500,00

I

145.096,21

I
I

1.000,00

1.500,00

298085,92
152.989,71
305185,92

149596,21
155589,71

145

�7. EQUIPE

Nome
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TiIulaçãollnstituição/Ano

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Projeto

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Ciências Biológicas

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UFG/l983

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Bililiot"ononna

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Biblioteca

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11

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146

�8. EFEITOS MULTIPLICADORES PREVISTOS

Um consórcio é uma reunião, de empresas ou interesses, com um fim
determinado. No caso de um consórcio de bibliotecas, que têm como insumo a
informação, sua aquisição e disseminação de forma compartilhada e, portanto,
menos dispendiosa, o efeito multiplicador se manifestara através da inscrição de
novas bibliotecas ou centros de documentação, formando uma rede de maior
amplitude de recursos informacionais e menor custo.

ABSTRACT:

This paper aims at the establishment of a consortium between libraries of UFG and
EMBRAPA1CNPAF in order to attend post-graduation searchers and pupils in
agricultural sciences and similar, offering economy of information and technological
materiaIs, diminishing costs and enlarging the search universe, furthering this way
regional development.

KEY WORD: Library - consortium, Library - combination

147

�9. REFERÊNCIAS BffiLIOGRÁFICAS

01. ANGLADA, Lluis M. La experiência dei Consórcio de Bibliotecas
Universitárias de Cataluõa (CBUC). Catalufía: [1977] 16p.

02. KRAMER, Paulo, MOTA, Maria Eleonora F. A Globalização e o Futuro das
Bibliotecas. S.1.: s.n. 1997]

03. MARCHIORI, Patricia Zeni. CffiERTECA ou Biblioteca Virtual: uma
perspectiva de gerenciamento de recursos de infonnação. Ciência da
Informação, Brasília, V. 26, n.2, p.115- 124, mai/ago. 1977-

04. PEINE, Lizanne. A fully integrate virtuallibrary. In: OCLC Institute
SEMINAR on INFORMATION TECHNOLOGY TRENDS FOR THE
GLOBAL LIBRARY COMMUNITY, 1997, Dublin, Ohio. [proceedings].
[Dublin]: OCLC Institute, 1977, 21p.

148

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Farias, Ana Lúcia Delalibera de, Bueno, Claúdia O. de Moura, Rosa, Maria Eunice de A., Lobo, Maria Risoleta Carneiro</text>
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            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>Este trabalho visa o estabelecimento de um consórcio entre as bibliotecas da UFG e EMBRAPA/CNPAF para atender aos pesquisadores e alunos e pós-graduação das áreas e Cíências Agrárias e afins. Proporciona economia de materiais informacionais e tecnológicos, diminuindo custos e ampliando o universo da pesquisa, favorecendo assim o desenvolvimeto regional.</text>
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                    <text>Comutação Bibliográfica Eletrônica:
o custo-beneficio do Serviço LIGDOC ( ISTEC )
Maria Isabel Santoro
Sandra Maria Moura
Joana D'Arc da Silva Pereira
UNICAMP
Biblioteca da Área de Engenharia - BAE
e-mail: bibae@turing.unicamp.br
RESUMO:
A Biblioteca da Área de Engenharia ( BAE ) da UNICAMP vem investindo na
qualidade e implementando serviços cooperativos através de sua participação na
REBAE e no ISTEC. Utilizando-se do software ARIEL o Serviço LIGDOC,
pioneiro na comutação bibliográfica eletrônica no Brasil, é parte integrante do "
ISTEC Library Linkages Project ". O desenvolvimento deste serviço pode ser
analisado em dados estatísticos. A avaliação de custos deste serviço e os beneficios
dele são apresentados na conclusão.

Palavras-chave: comutação bibliográfica, LIGDOC, custos

1. INTRODUÇÃO

A Biblioteca da Área de Engenharia (BAE) da UNICAMP, desde a sua
criação em 1991, vem direcionando todos os seus esforços para a melhoria da
qualidade dos serviços oferecidos à comunidade acadêmica.
A UNICAMP vem disponibilizando e mantendo de forma consolidada uma
importante coleção de periódicos (assinatura corrente de 6.474 títulos), que , na

127

�BAE ( 807 títulos), atende em média pelo menos 50% das necessidades de
informação do usuário local, além de prestar amplo atendimento para todo país, pelo
Programa COMUT.
Em relação à busca de documentos não existentes na biblioteca a demanda,
por parte dos docentes e pós-graduandos, sempre foi relativamente pequena,
considerando-se que: primeiro, a proximidade e o constante contato de usuários da
UNlCAMP com pesquisadores da USP - São Paulo, sempre facilitou e facilita o uso
das bibliotecas daquela Instituição, e, em segundo lugar, o serviço de obtenção de
cópias sempre foi muito demorado e, portanto, não vinha garantindo o acesso ao
documento, em tempo hábil, conforme necessidade do usuário.
Com a aquisição de bases de dados bibliográficas em CD-Rom e com acessos
em linha, a demanda de documentos aumentou consideravelmente e, aumentou
também, a preocupação da BAE em relação à diminuição no tempo de espera de
obtenção de documentos não existentes na Universidade.
Após estudos e análises desse problema, a única opção viabilizada pela
equipe da BAE para se concretizar a melhoria na qualidade dos serviços de acesso
ao documento (como o Empréstimo entre Bibliotecas e a Comutação Bibliográfica)
foi realizar um sério investimento no trabalho cooperativo.
A primeira oportunidade para fortalecer atividades em cooperação surgiu, no
início de 1994, quando a UNICAMP que já participava, como membro-ativo, de
alguns projetos em andamento do Consórcio ISTEC (lbero-American Science and
Technology Education Consortium) foi convidada a integrar a experiência piloto do
"ISTEC Library Linkages Project", juntamente com mais 5 (cinco) bibliotecas
consorciadas, das seguintes universidades: University of New Mexico, Universidad
Autónoma (México), Universidad Simón Bolivar (Venezuela), Universidad de Vigo
(Espanha) e Universidade Federal de Santa Catarina.
Esse projeto veio de encontro a importantes necessidades anteriormente
identificadas pela própria BAE, como: compartilhar recursos e melhorar serviços,
em especial o acesso a documentos.
128

�Assim, em abril de 1994, a BAE começou a trabalhar com comutação
bibliográfica eletrônica para troca de documentos, entre as bibliotecas consorciadas,
( primeiro serviço deste tipo no Brasil denominado LIGDOC ), através do software
ARIEL.
Ainda no final do mesmo ano, e, como iniciativa da Direção da BAE, foi
realizado o I ENCONTRO DE BIBLIOTECÁRIOS DA ÁREA DE ENGENHARIA
( I ENBAE ), durante o 8° SNBU, que resultou na criação da REDE DE
BIBLIOTECAS DA ÁREA DE ENGENHARIA- REBAE.
Sob a coordenação de um Grupo de São Paulo, a REBAE iniciou suas
atividades, primeiramente, investindo num importante trabalho de conscientização
dos bibliotecários quanto às ações de compartilhamento de recursos e qualidade de
serviços, e, posterionnente, passou a identificar as necessidades de implementação
de serviços para o atendimento dos usuários da área tecnológica (SANTORO &amp;
LENK).
Como esperado, o resultado foi centralizar esforços na agilização de serviços
cooperativos, em especial, o Empréstimo entre Bibliotecas e a Comutação
Bibliográfica.
Sem utilizar novos sistemas, programas e/ou metodologias a REBAE
imprimiu qualidade nos serviços, traduzida em: rapidez no atendimento, controle e
qualidade no fornecimento de cópias, uso de malotes e escritórios de serviços das
próprias universidades para o empréstimo e remessa de documentos, e , ainda, mas
não menos importante, a qualidade e completeza de dados de solicitação de
documentos.
A BAE passou a trabalhar com os serviços apresentados no Quadro 1.
É importante destacar que atualmente o usuário da BAE pode receber os
documentos solicitados nos seguintes formatos: ARIEL, fax, e-mai! e correio,
acompanhando o uso das mais novas tecnologias disponiveis.

129

�QUADRO 1
BAE - SERVIÇOS DE ACESSO AO DOCUMENTO
Serviços / Preços / Tempo De Atendimento

11

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Com o serviço LIGDOC e a REBAE funcionando, o movimento da BAE /
UNICAMP apresentou um crescimento qualitativo e quantitativo do serviço de
Comut. Bibliográfica, tomando-se relevante a análise desses dados, ver Quadro 2.

QUADRO 2
BAE - COMUTAÇÃO BffiLIOGRÁFICA 1994 -1997

130

�2. SERVIÇO LIGDOC

Com o mgresso de outras instituições brasileiras no Consórcio IS TEC,
especialmente em 1996 (USP, PUCRS, UFSC) as bibliotecas dessas universidades
começaram a trabalhar no Serviço LIGDOC, o que se nota na análise do Quadro 2,
onde o aumento do número de solicitações desse serviço é grande e a diminuição do
uso dos outros serviços fica evidente. Isto é muito natural, uma vez que, a qualidade
que o Serviço LIGDOC oferece vem atender as principais exigências do usuário,
especialmente na questão velocidade e eficiência na obtenção de cópias, o que ainda
não acontece com os demais serviços.
Isto posto, merece ser feita uma análise e registro de dados mais detalliados
do Serviço LIGDOC, na BAB, durante o ano de 1997.

QUADRO 3
BAE-LIGDOC -1997
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131

�A categoria de usuário que mais utiliza o servIço é o Alooo de Pósgraduação, devido ao tipo de pesquisa em que está envolvido, seguido da categoria
de Professor, ver Quadro 3. Em pesquisa desenvolvida por CLEMENT(1996) há
coincidência quanto ao tipo de usuário que mais utiliza o serviço, porém as
porcentagens se diferem sendo respectivamente 620/0 e 27,60/0, significando que os
docentes nos EUA tem maior participação neste uso do que no Brasil.
Tipo de documento

Quanto ao tipo de documento mais solicitado para o exterior, verifica-se que
são os trabalhos publicados em Anais de Congressos (proceedings). Este tipo de
material é a grande falha da coleção local. Em seguida, são os artigos de periódicos
e capítulos de livros, ver Quadro 4.

QUADRO 4
BAE - LIGDOC - 1997
TIPOS DE DOCUMENTOS SOLICITADOS NO EXTERIOR

11143,5 %

132

�QUADROS
BAE -1997
COMUTAÇÃO BmLIOGRÁFICA INTERNACIONAL

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Um dado muito significativo é que mais de 57% das solicitações da BAE,
pelo Serviço LIGDOC são de documentos não existentes no Brasil e, o acervo da
Centennial Science and Engineering Library da University ofNew Mexico (CSEL /
UNM) vem suprir essa falha. Do total de solicitações para o exterior ( Quadro 5 ) a
CSEL / UNM cobre 86,5%, restando apenas 13,5% para pedidos via British Library.
Isto representa para a UNICAMP e para os usuários um ganho extraordinário,
tanto em recursos fmanceiros ( porque para o usuário final o LIGDOC é gratuito),
quanto em velocidade, pois o tempo médio de atendimento da CSEL / UNM é de 2
(dois) dias.
A variação de custos, o tempo de resposta, a forma de disponibilização e a
qualidade são fatores que tem sido analisados exaustivamente pela literatura
americana ( KUROSMAN &amp; DURNIAK; CLEMENT; KHALIL; MANCINI;
MARCINKO ), comparando os serviços comerciais de fornecimento de cópias de
documentos. Em tempos de redução orçamentária, segundo CLEMENT (1996) os
bibliotecários precisam ser mais eficientes e estão testando uma variedade de
métodos de obtenção de documentos, levando em consideração a comparação dos
fatores acima citados para identificar custo-benefício em relação ao Empréstimo
entre Bibliotecas.

133

�3. AVALIAÇÃO: CUSTO - BENEFÍCIO DO SERVIÇO LIGDOC

Para a continuidade da análise específica do Serviço LIGDOC é necessário
dimensionar os ganhos oferecidos.
Esta análise será centrada apenas nos documentos solicitados pelo LIGDOC,
em 1997, para o exterior ( CSEL / UNM ), considerando que esse material não
estava disponível no país.
Primeiramente, é importante se fazer uma reflexão sobre como a BAE
poderia atender estas solicitações, caso este serviço não estivesse em funcionamento .
As únicas opções seriam: comprar o material para a coleção da biblioteca ou utilizar
o serviço de compra de cópias da British Library.
O Quadro 6 e o Quadro 7 apresentam uma projeção dos custos dessas
aquisições:

QUADRO 6

AQUISIÇÃO DE DOCUMENTOS

ITIPO DE DOCUMENTO

W DE PEDmOS

PREÇO MÉDIO

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PREÇO TOTAL
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ARTIGO - PERIÓDICO

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134

�QUADRO 7
BRITISH LmRARY - PREÇO DE CÓPIAS

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POR cóm

COMPRA

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Esta amostra demonstra o que custaria para a BAE manter em sua coleção a
aquisição dos materiais bibliográficos ( R$ 124.006, 22 ) e o que custaria adquirir
pela British Library as cópias dos mesmos documentos ( R$ 4.766, 80 ).
Portanto, grande economia é concretizada, uma vez que, para usuários das
Instituições-

membro

do

Consórcio

ISTEC

existe

o

comproIll1SSO

de

compartilhamento de uso das coleções, o que garante ao usuário final o recebimento
gratuito de cópias.

4. CONCLUSÃO

Para fmalizar essa reflexão, que visualiza exclusivamente a parte de recursos
financeiros, deve-se incluir nesta análise os impactos do Serviço LIGDOC para o
usuário final além de todos os beneficios advindos dessa atividade.

135

�Os principais impactos para o usuário são, em ordem de importância:
•

velocidade na obtenção de documentos

•

gratuidade

•

qualidade das cópias

•

confiabilidade nos serviços da biblioteca

Os impactos diretamente ligados à BAE são:
•

satisfação do usuário com o serviço

•

evidente qualidade do serviço oferecido

•

imediata absorção da atividade pelo Serviço de Referência

•

credibilidade do usuário nas iniciativas da biblioteca

O controle de qualidade da comutação bibliográfica eletrônica é o fator
diferencial entre os provedores de documentos. No caso do LIGDOC, a qualidade do
trabalho desenvolvida pela equipe de referência da BAE, tem conseguido
praticamente zerar solicitações não atendidas, através da exata localização do
documento entre as bibliotecas consorciadas.
Assim, é seguro afirmar que as grandes vantagens da participação da
biblioteca em atividade de cooperação, quando absorvidas pela equipe, oferecem
vantagens ilimitadas ao usuário.
A economia de tempo se traduz em custo-benefício, levando-se em
consideração a diminuição da espera da informação para continuidade de pesquisas.
Em bibliotecas americanas, segundo pesquisa realizada por KUROSMAN &amp;
DURNIAK(1994), quando a relevância da velocidade na obtenção de documentos é
o primeiro fator a ser considerado pelo usuário, os serviços comerciais passam a ser
mais utilizados do que o empréstimo entre bibliotecas.
Não se pode dimensionar quantitativamente o custo-benefício de sefVlços
desse tipo, porém qualitativamente esse ganho é evidente. As iniciativas até agora

136

�implementadas pela BAB, nessa direção, vem consolidando um trabalho de
comprometimento e conscientização de que o uso compartilhado de recursos entre
bibliotecas é o mais eficiente, racional e viável meio de desenvolvimento e
crescimento das instituições que atuam na área de informação.

ABSTRACT:
BAB ( Biblioteca da Área de Engenharia ) at UNICAMP has been improving the
quality and implementing cooperative services throught the participation in REBAE
and ISTEC. Electronic delivery documents service ( LIGDOC ) was firstly
introduced in Brazil by ARIEL software. The deve10pment of the service has been
analysed through statistical data. An evalutation of the costs of the service and the
benefits that have been acquired are presented in the conc1usion.

Key words: Electronic Document Delivery, LIGDOC, Costs

137

�REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

CLEMENT, E. A pilot project to investigate commercial document supplies.
Library Acquisitions: Practice &amp; Theory, v.20, n.2, p. 137-146, 1996

KHALIL, M. Document delivery a better option? Library Journal, v. 118, n.2, p.
43-47, 1993.

KUROSMAN, K., DURNIAK, B.B. Document delivery: a comparaslOn of
commercial document supplies and interlibrary loan services. College &amp;
Research Libraries, v.55, n.2, p.129-139, 1994.

MANCINI, A. D. Evaluating commercial document suppliers: improving access to
current journal literature. College &amp; Research Libraries, p. 123-131, Mar.
1996.

MARCINKO, R.W. Issues in commercial document delivery. Library Trends, V.
45, n. 3, p. 531-550, 1997.

SANTORO, M.I., LENK, L.M. Relatório de atividades: 1994-1996. Campinas:
Rede de Bibliotecas da Área de Engenharia, 1997.

138

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>A Biblioteca da Área de Engenharia (BAE) da UNICAMP vem investindo  na qualidade e implementando serviços cooperativos através de sua participação na REBAE e no ISTEC. Utilizando-se do software ARIEL o Serviço LIGDOC, pioneiro na comutação bibliográfica eletrônica no Brasil, é parte integrante do "ISTEC Library Linkages Project". O desenvolvimento deste serviço pode ser analisado em dados estatísticos. A avaliação de custos dest serviço e os benefícios dele são apresentados na conclusão.</text>
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                    <text>COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS NA UFBA :
INCORPORAÇÃO DA BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE LETRAS À
BIBLIOTECA CENTRAL (RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA)

Síntese do documento "Incorporação da Biblioteca do Instituto de Letras à
Biblioteca Central: dossiê parcial", elaborado em junho de 1998, pela equipe técnica
da Biblioteca Central, sob a coordenação da Diretora do Órgão.

Vera Lélia Abramo
Diretora da Biblioteca Central.
RESUMO

Unificação de acervos bibliográficos, com vistas ao compartilhamento de recursos e
racionalização de custos. Relato de uma experiência pioneira na UFBA.

1 INTRODUÇÃO
A necessidade de racionalização de recursos no setor Bibliotecas, tem sido
objeto de discussão na Universidade Federal da Bahia no decorrer dos últimos anos,
em função, principalmente, das transformações impostas pela globalização da
economia, estimulando as parcerias e o compartilhamento, ou seja, os processos
sistêmicos e os procedimentos integrados e integradores.
Quando, em agosto de 1995, o Conselho Universitário da UFBA aprovou o
Projeto da Biblioteca Unificada de Saúdel, essa necessidade passou a ser enfatizada
nas discussões relativas à melhoria do Sistema, ressaltando-se a viabilidade da fusão
de outras bibliotecas por afinidade temática ou proximidade geográfica - de modo a
racionalizar a aplicação dos recursos financeiros, integrar recursos humanos,

116

�possibilitar maIOr adequação dos espaços e o compartilhamento de bens
patrimoniais.
A questão da racionalização do Sistema de Bibliotecas voltou à pauta em
várias reuniões do Conselho Universitário, e, mais enfaticamente, nas discussões
que permearam o "Encontro de Dirigentes da UFBA" realizado em abril/1997 e no
Seminário "Novos Cenários para as Bibliotecas: um sistema de informação para a
mudança qualitativa da UFBA", organizado pela Biblioteca Central em outubro do
mesmo ano, quando foi apresentada como um dos subtemas para análise.
Paralelamente, a UFBA vive hoje a unificação virtual das suas bibliotecas,
por meio da rede de fibra ótica implantada pelo Plano Institucional de
Informatização que, no caso das bibliotecas, possibilitou a adoção dos controles
administrativos necessários e a implementação de serviços automatizados. Esse
avanço, porém, não é suficiente para superar os problemas crônicos vivenciados
pelo setor, quais sejam:
•

coleções incompletas, desatualizadas e esparsas;

•

espaços impróprios e mal aparelhados;

•

equipamentos insuficientes e/ou obsoletos e sem manutenção;

•

recursos humanos insuficientes e/ou mal distribuídos e com capacitação
deficiente.

2 INCORPORAÇÃO DA BffiLIOTECA DO INSTITUTO DE LETRAS

2.1 ANTECEDENTES

o

Instituto de Letras funcionou provisoriamente nas dependências da

Biblioteca Central entre 1986-1990, em virtude da interdição do seu antigo prédio,
devido a graves problemas verificados na estrutura arquitetônica. Em 1990, quando
o Instituto mudou-se para o edificio projetado para abrigá-lo, este não dispunha de
área para a sua biblioteca, a qual permaneceu no local, no primeiro pavimento da
117

J_.J I t-C.~ "h~OF.a ETELVfl !A UMA"
Escola de Ciência da Informação da UFMG

�Biblioteca Central, ocupando o espaço onde originalmente se encontrava a Coleção
de Reserva e um Salão de Leitura.
A partir daí, vários alertas foram feitos pela Direção do Órgão aos Dirigentes
do Instituto e à Reitoria sobre a impropriedade da existência de uma biblioteca
dentro de outra, ressaltando-se também que o problema era agravado pelas precárias
condições em que se encontrava a biblioteca de Letras, com recursos humanos
escassos e sem a devida capacitação, acervo necessitando de tratamento técnico,
espaço fisico inadequado tanto para os usuários como para o crescimento das
coleções, condições essas muito aquém das necessidades e da importância de uma
unidade de ensino.
As conversações com vistas à unificação das duas bibliotecas haviam sido
iniciadas há alguns anos entre os Dirigentes anteriores da Biblioteca Central e do
Instituto de Letras, mas somente em reunião da Congregação do Instituto no dia 11
de dezembro de 1997 foi aprovada em caráter de emergência, devido à imediata
necessidade de um melhor desempenho da Biblioteca de Letras, em conseqüência
das exigências da CAPES para o funcionamento dos cursos de pós-graduação.

2.2 DECISÕES GERAIS
Na mesma data foi realizada a primeira reunião conjunta ampliada, na qual,
ratificando conversações anteriores, foram estabelecidas as demais medidas
necessárias para a unificação: a relotação na Biblioteca Central do pessoal a serviço
da biblioteca de Letras, além da transferência patrimonial dos equipamentos e
material permanente ali existentes.

2.2.1 Recursos Financeiros
A Biblioteca Central não possui recursos financeiros que lhe permitam
assumir encargos maiores que aqueles relativos à sua estrita manutenção. Esta
situação exigiu que o Instituto de Letras, conforme ficou acordado em reuniões
118

�conjuntas, assumisse todas as despesas extras decorrentes da referida incorporação,
ou seja:
•

contratação temporária de dois bibliotecários para o processamento técnico, por
um período mínimo de dois meses, renovável por mais dois meses;

•

contratação temporária, por dois meses de quatro profissionais de limpeza, para
higienização do acervo a ser transferido;

•

aquisição de material para a higienização do acervo;

•

alteração do layout da Seção de Empréstimo da Biblioteca Central, com
remanejamento de divisórias e ampliação do balcão de atendimento.

2.2.2 Recursos Humanos

Desde o inicio das conversações, a Biblioteca Central - que tem enfrentado
dificuldades nos últimos anos para prestar
atendimento aos seus usuários, em virtude da escassez de pessoal técnico e
auxiliar - deixou claro que não poderia abdicar
dos funcionários lotados na biblioteca de Letras, uma vez que a incorporação
de acervos acarreta uma utilização bem maior
dos serviços. O quadro de pessoal daquela biblioteca era constituído por 2
bibliotecários, 6 auxiliares e 1 bolsista de
Biblioteconomia.

2.2.3 Equipamentos

Juntamente com o acervo e o pessoal, também foram transferidos os
equipamentos utilizados até então pela biblioteca de origem, uma vez que a
Biblioteca Central não possuía material permanente suficiente para o atendimento de
novas demandas.

119

I

�2.3 OPERACIONALIZAÇÃO DO PROCESSO
O fato de que as partes envolvidas encontram-se em instalações muito
próximas no Campus de Ondina, facilitou as discussões com vistas aos problemas
operacionais, entretanto, a unificação das duas bibliotecas, há muito aguardada pelos
técnicos da Biblioteca Central, não teve a devida acolhida pela comunidade do
Instituto.
Estranhamente, as dificuldades enfrentadas, que num pnmerro momento
poderiam estar relacionadas a questões técnicas, tiveram na verdade outra origem: a
resistência à mudança por parte da comunidade de Letras, principalmente dos
servidores que ali atuam como auxiliares de biblioteca.
Uma das justificativas para essa resistência apoiava-se na concepção de que a
unificação de acervos significaria uma perda de patrimônio para a Unidade, o que
revela uma visão fragmentada da Universidade e a falta de percepção da importância
de tal medida para a melhoria dos serviços bibliotecários e para o melhor
aproveitamento dos parcos recursos existentes; além disso, os auxiliares da
biblioteca do Instituto, alegando uma profunda ligação com aquela Unidade,
recusaram-se à indispensável relotação na Biblioteca Central.
Para tentar adaptar esses servidores às novas regras de trabalho, as Direções
do Instituto de Letras e da Biblioteca Central recorrem à Superintendente de Pessoal
da UFBA, que determinou que duas técnicas em Recursos Humanos, planejassem
atividades com vistas ao processo de integração.
Apesar de tudo, os trabalhos técnicos, muito mais relevantes, trabalhosos e
complexos, continuaram a ser planejados e executados com grande esforço pela
equipe da Biblioteca Central, como poderemos constatar nas partes seguintes deste
relato.

120

�3 ACERVO DE LIVROS

o acervo de livros da Biblioteca do Instituto de Letras, estimado em tomo de
45 mil volumes, é formado por obras consideradas importantes e, em alguns casos,
até mesmo raras.
Apesar da importância desse acervo, considerou-se fundamental que uma
Comissão de especialistas em Literatura e obras raras fizesse uma avaliação/seleção
do material para identificar os livros pertinentes e também aqueles a serem
restaurados, uma vez que o manuseio constante das obras, a ação do tempo e a falta
de ventilação e/ou climatização do ambiente onde funcionava a biblioteca, causaram
grandes danos ao material bibliográfico, em muitos casos irrecuperáveis.
Observou-se, também, a existência de três coleções separadas dentro do
acervo principal, o que contraria as normas de organização de bibliotecas e dificulta
o acesso à informação. Estas coleções foram doadas por particulares, com algumas
restrições relativas à sua utilização, entretanto, para que sejam incorporadas e,
facilitado o seu uso, serão submetidas ao mesmo tratamento dos outros materiais da
Biblioteca.

3.1 PROCESSO DE INCORPORAÇÃO DA BIBLIOGRAFIA BÁSICA

Através de decisões conjuntas entre as Direções e os técnicos da Biblioteca
Central e do Instituto de Letras, foram estabelecidas rotinas (Anexo) para a
realização desta incorporação, sem prejuízo para a comunidade acadêmica.
A Biblioteca Central sugeriu que se trabalhasse inicialmente com a
bibliografia básica, ficando sob a responsabilidade da bibliotecária do Instituto de
Letras a identificação dos títulos que compõem esta bibliografia.
Após a seleção desses títulos, ainda na Biblioteca de Letras, os livros
deveriam passar por processo de higienização, porém, o Instituto não adquiriu todos
121

�-

-

-

---

os materiais necessários para a higienização desse material, realizando apenas uma
simples limpeza, que não pennitiu detectar o estado real de deterioração dos livros,
infestados de cupim, broca, traça etc. Em virtude destes problemas, cerca de 300
exemplares foram separados e devolvidos a Letras para as providências cabíveis,
pois a sua incorporação comprometeria o acervo da Biblioteca Central.
Uma vez limpos, os livros foram encaminhados à Divisão de Processos
Técnicos da Biblioteca Central, para catalogação e re-classificaçã02, inserção e
registro na base de dados da UFBA.
O processamento técnico dos exemplares incorporados poderia ter sido mais
ágil, se os livros selecionados já estivessem processados. A maioria, entretanto, não
tinha ficha catalográfica ou, nos casos positivos, estas estavam fora das normas de
catalogação, incompletas e/ou com infonnações desatualizadas. Coube à Divisão de
Processamento Técnico dar um novo tratamento a cada título incorporado, tendo
sido necessário desconsiderar as fichas matrizes existentes.
O processamento técnico/automação da bibliografia básica, correspondendo à
2.800 títulos (5.000 exemplares) foi concluído em quatro meses, e os exemplares
encaminhados à Seção de Empréstimo da Biblioteca Central, prontos para serem
disponibilizados para os usuários.

3.2 INCORPORAÇÃO DAS DEMAIS COLEÇÕES DO ACERVO DE LIVROS

Após o processamento da bibliografia básica, passou-se a trabalhar com o
restante do acervo geral de Letras e simultaneamente, com a coleção da pósgraduação. O planejamento realizado estabeleceu que, findos os trabalhados com o
material bibliográfico da pós-graduação, deverão ser processadas tecnicamente as
coleções de referência, memória e obras raras.
Para facilitar, entretanto, a utilização imediata das coleções de referência e
memória, as mesmas foram transferidas para as respectivas Seções da Biblioteca
122

-==-----

�Central e arrumadas em estantes separadas, aguardando o processamento técnico
para a defmitiva incorporação.

4 ACERVO DE PERIÓDICOS

A Biblioteca de Letras enviou à Seção de Periódicos da Biblioteca Central as
fichas Kardex correspondentes às coleções, para sua inserção no fichário existente
na Seção. Posteriormente, os fascículos foram enviados por lotes em ordem
alfabética, ficando a Seção de Periódicos encarregada de reorganizar as coleções ali
existentes, com vistas à intercalação dos títulos recebidos.
Para a armazenagem dessas coleções, foram acrescentadas 80 estantes às 260
da Seção.
Os seguintes problemas técnicos foram detectados:
•

títulos registrados no Kardex e inexistentes no acervo;

•

considerável número de títulos não registrados, isto é, sem ficha Kardex;

•

títulos com alguns fascículos sem registro.

Assim, o planejamento prévio dos espaços reservados nas prateleiras para
abrigo das coleções transferidas, realizado com base nas fichas Kardex recebidas,
teve que ser desconsiderado. Por outro lado, a falta de registros confiáveis exigiu
que a Biblioteca Central realize um inventário das coleções de periódicos a serem
incorporadas. Segundo informação da biblioteca de Letras, o acervo estaria estimado
em 196 títulos correntes, entretanto, há dúvidas quanto ao total real ante a inexatidão
dos registros.

l23

�5AÇÕESS~ULTÂNEAS

Simultaneamente à incorporação do acervo de Letras, outras decisões foram
tomadas com o objetivo de atender melhor à nova clientela. Entre elas, o
aproveitamento do espaço até então ocupado pela biblioteca do Instituto, conforme
se segue.

5.1 ESPAÇO CULTURAL

Considerou-se ser este o momento propício para a retomada da proposta de
criação de um Espaço Cultural na área ondeestava instalada a biblioteca de Letras e,
para tanto, implementar o seu projeto elaborado há alguns anos. Entretanto, uma vez
que a desocupação total do espaço está prevista para, dois anos, decidiu-se utilizar
aquela área, em caráter provisório, como um salão de leitura.

5.2 SALÃO DE LEITURA

A área já desocupada, compreendendo a sala de leitura, o balcão de
empréstimo, fichários e os serviços administrativos, foi transformada em mais um
Salão de Leitura da Biblioteca Central, tendo sido ali colocadas 22 mesas, com 85
assentos.
Esse Salão de Leitura é um espaço de convivência onde o usuário poderá
entrar com seus pertences, e realizar suas leituras, preparar trabalhos em grupo,
descansar no intervalo das aulas, enfim, ter à sua disposição um local amplo e para
diversas atividades. Como não há acervo nesse local e dada a escassez dos recursos
humanos na Biblioteca Central, o vigilante do andar térreo, responsável pela ronda,
deverá coibir eventuais excessos e abusos que porventura vierem a ocorrer.

124

�6 CONCLUSÃO

Apesar das dificuldades enfrentadas para a incorporação da Biblioteca do
Instituto de Letras à Biblioteca Central, os técnicos desta última continuam a
acreditar que essa unificação irá proporcionar uma sensível melhoria no atendimento
aos usuários daquela Unidade, além de contribuir para uma significativa ampliação
do acervo bibliográfico hoje existente na Biblioteca Central, cujo edifício começa
assim a cumprir uma das fmalidades para a qual foi projetado, isto é, a de reunir
acervos de diversas áreas do conhecimento, de modo a tomar-se uma verdadeira
Biblioteca Universitária.
Convém lembrar que esta é uma ação pioneira na UFBA, da qual não havia
qualquer registro de experiência que pudesse servir de modelo ou parâmetro. Vale
ressaltar, também, a importância de empreendimentos dessa natureza no momento
em que as bibliotecas das universidades públicas brasileiras enfrentam grandes
dificuldades de sobrevivência, e portanto necessitam, mais do que nunca,
compartilhar recursos e racionalizar a sua aplicação.

NOTAS

1. A Biblioteca Unificada de Saúde agregaria as bibliotecas das Unidades de Ensino

de Ciências da Saúde, Enfermagem, Medicina, Nutrição, Odontologia, Saúde
Coletiva, e do Centro de Terapia e Abuso de Drogas, porém, não foi implantada até
o momento, em virtude das dificuldades encontradas para a instalação/construção de
um espaço físico adequado.
2. O sistema de classificação utilizado pela biblioteca do Instituto de Letras é a
CDD, e a catalogação em primeiro nível, diferentemente da Biblioteca Central, cujo
sistema de classificação é a CDU e a catalogação, em segundo nível.
125

�ANEXO

PROCESSAMENTO TÉCNICO / AUTOMAÇÃO: ROTINAS

Para orientar e direcionar as diversas rotinas e tarefas do Projeto de
Unificação / Automação do acervo da Biblioteca do Instituto de Letras foram
estabelecidas as seguintes etapas do processamento técnico :

• identificação da bibliografia básica, a cargo da bibliotecária do Instituto de
Letras, para envio à Divisão de Processamento Técnico da Biblioteca Central;
• pesquisas nas bases:
BaBiUFBA ; BffiLIODATN FGV (Fundação Getúlio Vargas) ; BN (Biblioteca
Nacional)
•

catalogação;

• mudança do sistema de classificação CDD para CDU;
•

cooperação, se o livro for encontrado em uma das bases pesquisadas;

•

implantação, quando o livro não for encontrado em nenhuma das bases (esta
tarefa requer um tempo maior de trabalho);

•

controle de qualidade - todos os livros cooperados ou implantados estão
automaticamente disponibilizados na BaBiUFBA onde são revistos para
possíveis correções técnicas e ortográficas;

•

registro (tombamento) dos livros na BaBiUFBA;

•

impressão de etiquetas (geradas no CPD);

•

colagem de etiquetas (cada livro possui duas etiquetas, uma de lombada e outra
de código de barras que depois são revestidas com contact transparente);

•

envio dos livros para a Seção de Empréstimo da Biblioteca Central.

126

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>Compartilhamento de recursos na UFBA: incorporação da Biblioteca do Instituto de Letras à Biblioteca Central (relato de uma experiência).</text>
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                <text>Descreve sobre a unificação de acervos bibliográficos, com vistas ao compartilhamento de recursos e racionalização de custos. Relato de uma experiência pioneira na UFBA.</text>
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                    <text>CAPTAÇÃO DE RECURSOS: RELATO DE CASO NA BIBLIOTECA
DO INSTITUTO DE QUÍMICA DA UNESP
Valéria de Assumpção Pereira da Silva
Diretor Técnico de Serviço - Serviço de Biblioteca e Documentação - Instituto de
Química / UNESP - Campus de Araraquara

Marilda Correa Leite dos Santos
Bibliotecária-chefe - Seção de Aquisição e Tratamento da Informação do Serviço de
Biblioteca e Documentação, Instituto de Química/UNESP-Campus de Araraquara

Valéria Aparecida Moreira Novelli
Bibliotecária-chefe - Seção de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação do Serviço de Biblioteca e Documentação-Instituto de
Química/UNESP-Campus de Araraquara

Miguel Jafelicci JUIrior
Docente do Departamento de Físico-Química-Instituto de
Química/UNESP-Campus de Araraquara

RESUMO

Descrição da experiência vivenciada pela Biblioteca do Instituto de Química da
UNESP nos últimos anos para a captação de recursos externos junto às agências
financiadoras objetivando a modernização e o fortalecimento

da coleção

bibliográfica, a adequação e o aprimoramento da infra-estrutura fisica e a melhoria
da qualidade dos serviços oferecidos.
101

�1. INTRODUÇÃO

Durante a gestão 1995-1997, o Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD)
do Instituto de Química (IQ)/UNESP, inserido no Programa de Gestão de Qualidade
da Rede de BibliotecaslUNESP, estabeleceu como princípio norteador o enfoque na
melhoria contínua de sua infra-estrutura de suporte, sempre direcionada ao
cumprimento de sua missão, ou seja ao atendimento qualitativo às demandas
informacionais impostas pelo desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e
extensão da comunidade usuária.
As metas definidas por este SBD, em constante consonância com os objetivos
do Instituto de Química, foram convergidas para os aspectos conjunturais como: o
desenvolvimento e a atualização do acervo, a capacitação e o aprimoramento dos
recursos humanos, a adequação dos recursos tecnológicos para a informatização dos
procedimentos técnicos e administrativos, e a conseqüente melhoria da qualidade
dos serviços prestados ..
Para complementar o programa de gestão, este SBD empenhou-se na fixação
de ações que viabilizassem a integração com outros núcleos de informação
especializados na área de Química, em níveis local e regional e ainda, com a
assessoria da Comissão de Biblioteca, esmerou-se na elaboração de projetos
encaminhados às agências de fomento, os quais devidamente aprovados, vieram
possibilitar não só a atualização e o fortalecimento da coleção bibliográfica, como
também, a excelência da infra-estrutura fisica atual.
Neste trabalho relata-se os resultados de uma política de incentivo ao
planejamento e à gestão de informação científica e tecnológica na Biblioteca do
IQIUNESP, Campus de Araraquara, através dos programas de apoio da universidade
e das instituições de fmanciamento à pesquisa.

102

�2. PROGRAMAS E AGÊNCIAS FINANCIADORAS
As conseqüências da complexa situação política, econômica e social
vivenciada pelos brasileiros, atingiram também as Universidades, os Centros de
Pesquisa e consequentemente, as Instituições prestadoras de serviços de informação,
gerando dificuldades que impossibilitam ao usuário o acesso ao universo
informacional disponível.
As atividades fins da Universidade são sustentadas pela produção do
conhecimento cientIfico e tecnológico gerado ou armazenado e também pela
disseminação desse conhecimento. A quantidade de documentos de Informação em
Ciência e Tecnologia gerada em Química e Engenharia Química (QEQ) pode ser
visualizada pelo Chemical Abstracts: 1° milhão de abstracts em 31 anos, 2° milhão
em 18 anos e o 3° milhão em 2 anos. Para poder veicular esse legado entre a
comunidade científica a universidade deve dispor de meios eficientes e rápidos de
disponibilização e disseminação da informação.
Por outro lado, a necessidade de sistematização da informação nos meios
eletrônicos deu origem à informática, e desde então os meios magneto-eletrônicos
têm se prestado como veículos muito eficazes para a realização de serviços
bibliográficos. A telemática e a informática estão gerando grandes transformações
nos meios e nos procedimentos de divulgação, assim como em todos os
instrumentos para esta fmalidade.
Inseridos no contexto da informação em QEQ, os serviços de informação
precisam usufruir de condições compatíveis para poderem oferecer o devido suporte
aos objetivos fins e metas da universidade.
Para garantir a implementação destes serviços de informação bem como, a
adequação e o aprimoramento de toda a infra-estrutura da bibliotecaca do
IQ/UNESP, Campus de Araraquara, tomou-se imprescindível a busca de novos
caminhos, capazes de contribuir para o desempenho efetivo de sua verdadeira
missão ou seja, o atendimento qualitativo às demandas informacionais impostas pelo
103

�desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão da comunidade do
IQ nos níveis de graduação e pós-graduação ...
A partir de 1985, este SBD inicia a sua tragetória em busca de recursos
externos que pudessem viabilizar a complementação orçamentária da universidade,
através da elaboração de projetos que foram encaminhados às agências de fomento (
CNPq, PADCT, FINEP, FAPESP) as quais ofereciam programas especiais de apoio
para as bibliotecas.
No período de 1985 até 1998 foram elaborados por este SBD , com exceção
dos projetos de infra-estrutura, encaminhados a FAPESP, treze projetos,
especificados a seguir:

INSTITUTO DE QUÍMICA - BIBLIOTECA / UNESP PROJETOS
ELABORADOS (1985-1998)
'1'''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''""""'ii"''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''"',,"',,r'"''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''ii'''''''''''''''''''''''''''"'''''''''''''i

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1991
: Progsmadd\poio DesenvoMmento
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li N"ao obtM
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2.1. O programa de infra-estrntura de pesquisa da FAPESP - Fundação de Amparo

à Pesquisa do Estado de São Paulo

Paralelamente às linhas tradicionais de auxílios e bolsas mantidos pela
FAPESP, foram sendo ampliados nos últimos anos Programas Especiais para
contemplar as novas carências e necessidades registradas no Sistema de Ciência e
Tecnologia do Estado de São Paulo.
Considerando que o desenvolvimento de projetos de pesqUIsa eX1ge que
sejam estabelecidas
equipamentos,

a

condições

FAPESP

adequadas

ofereceu

entre

tanto
os

de
sete

instalações
programas

como

de

espeCUl1s
105

�disponibilizados,

o

"Programa Emergencial

de

Apoio

à Recuperação

e

Modernização da Infra-estrutura de Pesquisa", implantado em 1.994.
Este programa experimentou desde 1994 até os nossos dias aperfeiçoamentos
em relação à demanda apresentada nos projetos. No entanto, desde a sua
implantação, tem possibilitado aos grupos de pesquisa beneficiados por estes
recursos condições altamente favoráveis para o desenvolvimento de suas atividades
de pesquisa e impacto na produção de conhecimento.
Tendo em vista por um lado a oportunidade oferecida pela FAPESP e por
outro, a constante preocupação com a falta de recursos para garantir a manutenção e
a atualização de seu acervo, bem como a adequação e melhoria de sua infra-estrutura
fisica e de prestação de serviços, este SBDIIQ com a assessoria da Comissão de
Biblioteca elaborou ao todo treze projetos, encaminhados durante as quatro fases do
programa.

2.1.1. Projetos apresentados

INFRA ESTRUTURA I

106

�INFRA ESTRUTURA n

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AVALIAÇÃO

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POOODO

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107

�2.1.2. Biblioteca do Instituto de Química / UNESP: a contribuição decisiva
da FAPESP para a adequação e o aprimoramento do acervo e da infra-estrutura
fisica e de serviços oferecidos

Na política de gestão praticada pela UNESP no período de 1990-1996 as
bibliotecas da rede tiveram prioridade zero, o que veio ocasionar uma imediata
elevação do percentual de recursos orçamentários aplicados para a aquisição de
material bibliográfico, equipamentos, construções e reformas, treinamento de
recursos humanos e implementação de serviços e produtos.
A Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP elaborou e executou
durante este período o Projeto de Gestão pela Qualidade da Rede de Bibliotecas,
iniciado em 1990, visando qualificar os serviços através de treinamento de pessoal
dentro de modernos procedimentos administrativos de Gestão e da modernização
das instalações e ampliação do acervo, culminando com a etapa fmal de
informatização da biblioteca.
Embora o percentual destinado pela Universidade às bibliotecas tenha sido
altamente significativo, não foi suficiente para financiar toda a infra-estrutura
necessária e emergente da rede de bibliotecas da UNESP.
Sensibilizados com este diagnóstico situacional e tendo em vista as
possibilidades de complementar o orçamento destinado pela Universidade às
Bibliotecas por meio do Programa Emergencial de Apoio à Recuperação e
Modernização da Infra-estrutura de Pesquisa, disponibilizado pela FAPESP, este
Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD) assessorado pela Comissão de
Biblioteca do IQ apresentou à FAPESP os 13 (treze) projetos já referenciados.

108

�A consolidação destes projetos pennitiu que fossem fortalecidos e aprimorados
todos os aspectos da infra-estrutura da Biblioteca/IQ, contribuindo para:

•

oferecer ao usuário condições adequadas e confortáveis de estudo e pesquisa

•

aprimorar a qualidade do apoio bibliográfico oferecido aos programas de ensino,
pesquisa e extensão universitária desenvolvidos no IQ e na UNESP e também
atender à demanda crescente de informação do setor industrial regional

•

qualificar a infra-estrutura de informática existente, agilizando o acesso às fontes
de informação especializadas em química contribuir para a formação qualificada
de Recursos Humanos em Química, capazes de formar opinião crítica sobre
asatividades do ensino e do desenvolvimento científico na era da informação no
ciberespaço da Química

•

fortalecer o potencial de integração já existente com outras estruturas de
informação e com os programas de comutação bibliográfica

• promover a cooperação técnico-científica entre as Bibliotecas de Rede UNESP
garantir o aprimoramento dos serviços/produtos oferecidos ao usuário local ou
remoto, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico.

• manancial de melhorias efetivamente patenteadas poderão

ser melhor

visualizadas por meio das figuras apresentadas a seguir, as quais, regiatrm o
perfil evolutivo deste SBD/IQ nos últimos três anos.

109

�COLEÇÃO BIBLIOGRÁFICA - PERFIL EVOLUTIVO (1995 - 1997)

11.000

377
380

11 .000

360

10.800

340

10.600

320

10.400

300

10.200
10.000

280

1995

1996

o·

1995

1997

1996

1997

Fig. 1 LIVROS Fig. 2 TESES

Fig. 3 PERIÓDICOS Fig. 4 BASE DE DADOS

30
30

76.000

25

74.000
72.000

20

70.000

15

68.000
10

66.000

5

64.000

1995

O

1995

1996

1996

1997

1997

110

�CLIENTELA ATENDIDA
PERFIL EVOLUTIVO (1995 - 1997)

750
700
650
600
550
500

1995

1997

1996

· · · · · · · · · · · ·. . . ·. · ·. · · · ······ · · ·... . .. .... .. . . . . . . . . . . . . ,. ,. . . .,. . . ..... . ..,.",. "."""""., , ,., . ,., , ,. , . , ,. ., . . . . . . .",.", ,. . . . , , . . .,. ,
I ANO 1997

i =~:;T~==~

+ :::; 1

1 - '
• alunos de pós-graduação
• docentes

148
97

13

69
726

ABRANG~NCIA GEOGRÁFICA

I

!.................................................................................................................

...................",,,,,,,,,,,,,,...,,,,.,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,""''''''''''

1 ~~fEf~~E~tZ;~:..cam

"""I

!

Rede UNESP
II •• Instituições
congêneres (USP/SC, UFSCAR. USPIR.Preto)
I

•

Comunidade de industrias de Araraquara e região

I ·~':

. . . . . .. ... . . . . . . ... . . . . . . . . . . . _- . . .. . . .

111

�SERVIÇOS - PERFIL EVOLUTIVO (1995 - 1997)
Fig. 6 CONSULTAS E EMPRÉSTIMOS Fig. 7 SERVIÇO DE COMUTAÇÃO

• ART. SOLICITADOS
EJ ART. fORNECIDOS

229000
228000
227000
226000
225000
224000
223000
222000
221000.jolilllli-....

1995

1400
1200
1000
800
600
400
200

1996

1997

O

1995

1996

1997

BmLIOGRÁFICA
Fig. 8 ACESSO A BASE DE DADOS Fig. 9 SERVIÇO DE TREINAMENTO DE
USUÁRIOS P/ ACESSO A BASE DE DADOS

usuÁRIos PI ACESSO A BASE DE DADOS
. ON-LlNE
CO-ROM
• DISQUETE

8000
1000
900
800
700
600
500
400
300
200
100

7000
6000
5000
4000

3000
2000
1000

O

1995

O

1995

1996

1997

1996

1997

�SERVIÇOS ELABORADOS PARA CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA
COLEÇÃO BIBLIOGRÁFICA
Fig. 10 MATERIAIS BmLIOGRÁFICOS Fig. 11 ENCADERNAÇÃO
ENCADERNADOS RECURSOS FINANCEIROS
UNESP -IQAr.
• Volumes
encadernados
• Fascículos
encadernados

a FAPESP INFRA m
(Belveclere)

. FAPESP INFRA m
(MatonelUle)

6.000
2500

5.000

2000

4.000
1500

3.000
1000

2.000

500

1.000

O

., 1997:.
: (totaf~ ·. '

O
1995

1996

1997

2.089)'-:.; :.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Partindo-se da experiência vivenciada por este SBD/IQ, podemos acreditar
que a parceria estabelecida entre as instituições universitárias e as agências de
fomento permitiu às bibliotecas alcançar o salto de qualidade almejado para sua
inserção no contexto moderno da universidade.
As oportunidades disponibilizadas pelas agências financiadoras, em especial
a FAPESP, propiciaram às bibliotecas das três universidades estaduais paulistas, a
concretização de objetivos e metas delineadas há muito tempo e raramente
alcançadas com recursos próprios. Além disso, os resultados de uma política
113

----

- - - - --

--

-

-

---

�transparente de apoio efetivo às bibliotecas indicaram os caminhos da auto avaliação
e do planejamento de diretrizes de apoio infonnacional às atividades acadêmicas e
científicas, fundamentais para o papel da universidade enquanto instituição
fonnadora de recursos humanos participantes do desenvolvimento social e
econômico do país.
O diagnóstico situacional da realidade da universidade brasileira alerta para a
necessidade da manutenção de programas de apoio às bibliotecas que possibilitem
ações inovadoras de qualidade que possam favorecer desde o atendimento à
demanda da documentação e da infonnação científica e tecnológica até a excelência
na prestação de serviços, imprescindíveis para a participação da universidade no
contexto político e social da sociedade democrática.

114

�BmLIOGRAFIA CONSULTADA

SÃO PAULO (Estado) Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia. Política para o
desenvolvimento tecnológico no Estado de São Paulo. São Paulo, s.d.

MORAES, L. S. O PADCT e as bibliotecas universitárias: o caso da Biblioteca da
Universidade Federal de São Carlos. IN: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9, 1996, Curitiba. Anais ... , Curitiba:
UFPR, PUCPR, 1996.

FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Programa emergencial de apoio à recuperação e modernização da infraestrutura de pesquisa do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia: infraestrutura de pesquisa fase 2. São Paulo, 1995.

FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Relatório de atividades. São Paulo, 1996.

UNESP. Vice-Reitoria. Coordenadoria Geral de Bibliotecas. Gestão de qualidade
da rede de bibliotecas da UNESP: pré-projeto de planejamento. São Paulo,
1993.

115

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Captação de recursos: relato de caso na Biblioteca do Instituto de Química da UNESP.</text>
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                <text>Silva, Valéria de Assumpção P. da, Santos, Marilda Correa L. dos, Novelli, Valéria Aparecida M., Jafelicci Junior, Miguel </text>
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                <text>Descrição da experiência vivenciada pela Biblioteca do Instituto de Química da UNESP nos últimos anos para a captação de recursos externos junto às agências financiadoras objetivando a modernização e o fortalecimento da coleção bilbiográfica, a adequação e o aprimoramento da infra-estrtura física e a melhoria dos serviços oferecidos.</text>
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                    <text>BASE PATRI - SISTEMA DE CONTROLE PATRIMONIAL: A
experiência do Sistema de Bibliotecas da UFMG.

Maria do P. Socorro de Almeida Siqueira Lopes
Bibliotecária-chefe da Divisão de Formação e Desenvolvimento do Acervo
daUFMG.

Izabel Cristina Vidigal Erichsen Bibliotecária da DFDA-UFMG.
Bibliotecária da DFDA-UFMG.

Maria Tereza Camargos Diníz França de Abreu
Bibliotecária-chefe da Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da UFMG.

Simone Aparecida dos Santos
Bibliotecária do Instituto de Geociências da UFMG.

RESUMO

O trabalho apresenta a base PATRI desenvolvida pelo Sistema de Bibliotecas da
UFMG, para gerenciar o controle patrimonial do acervo. Para o desenvolvimento da
base foi utilizado o software MicroIsis da UNESCO.

1 INTRODUÇÃO

A legislação vigente no país determina que o livro seja tratado, pelas
instituições federais, como material permanente. O tombamento do material
bibliográfico, o controle e gerência desse processo motivaram à Biblioteca
Universitária, através de sua Divisão de Formação e Desenvolvimento do Acervo DFDA e de uma equipe de técnicos do Sistema de Bibliotecas UFMG, a desenvolver
um sistema que possibilitasse o acompanhamento das funções relativas ao
tombamento, transferência, doação e baixa de material

bibliogr~fico

da UFMG. O
94

�objetivo desse trabalho é a descrição da criação, estruturação e implantação da Base
PATRl . O software Microlsis é utilizado para entrada de dados, recuperação e
geração de relatórios e o software Excel para o gerenciamento estatístico. Este
sistema tem por objetivo fornecer relatórios periódicos à Auditoria Geral da UFMG
e possibilitar também, a geração dos inventários fisico-financeiros do acervo da
universidade por biblioteca.

2 BREVE mSTÓRICO DO CONTROLE PATRIMONIAL DO ACERVO DA
UFMG

A partir de outubro de 1980, atendendo resolução do Diretor do
Departamento de Administração da Universidade Federal de Minas Gerais em
concordância com a direção da Biblioteca Universitária, teve inicio o controle do
patrimônio do material bibliográfico adquirido com verba orçamentária, convênios
institucionais e doações.
O controle operacional desta atividade foi centralizado e ficou sob a
responsabilidade da Divisão de Formação e Desenvolvimento do Acervo - DFDA
da Biblioteca Universitária visando, em princípio, o atendimento aos seguintes
objetivos:
• Cumprimento à exigência legal sobre o patrimônio e controle contábil do
material permanente;
• Discriminação do material adquirido com verba orçamentária, convênio
institucional e doações;
• Estruturação do catálogo de patrimônio bibliográfico,

visando a sua

informatização.
Respeitando este conjunto de objetivos, as Bibliotecas Setoriais do Sistema
UFMG, tiveram todo o seu acervo re-registrado com o novo número, cuja estrutura
adotada foi seqüencial seguida do ano em curso e dígito verificador.

95

�o controle patrimonial era executado manualmente, através de aposição de
etiquetas contendo o número de patrimônio (registro) e pelo preenchimento de ficha
padrão fornecidos pela DFDA/BU. Nas fichas constavam os dados completos da
publicação, aquisição, número de patrimônio e código da biblioteca. Após o
preenchimento, as fichas eram enviadas à DFDA, sendo arquivadas em ordem
numérica crescente do número do patrimônio. Esta metodologia inviabilizava a
elaboração de relatórios estatísticos e não deixava transparente informações
referentes aos inventários físico/fmanceiros do acervo do Sistema de Bibliotecas
exigidos pela Auditoria Geral da UFMG.
Diante do exposto, tomou-se inadiável a criação de um sistema que atendesse
as demandas existentes.

3 SISTEMA DE CONTROLE PATRIMONIAL

o

Sistema de Controle Patrimonial foi desenvolvido visando normatizar e

gerenciar as informações patrimoniais do acervo de aproximadamente, 615.406
exemplares de monografias existentes no acervo das 27 bibliotecas setoriais que
compõem o Sistema da UFMG.
Para desenvolvimento do mesmo, foi criada uma eqUIpe formada por
bibliotecários da DFDA/BU e de bibliotecas setoriais.
Após reuniões da equipe com a Auditoria Geral da UFMG foram elaboradas
as normas obedecendo os aspectos legais do controle patrimonial e, definidos os
objetivos:
Objetivo Geral

Controlar o inventário físico

e contábil do material bibliográfico

patrimoniado pelo sistema de Bibliotecas da UFMG.

96

�Objetivos específicos
Atender as especificações da Auditoria na geração de relatórios e controles
internos;
Permitir o intercâmbio de informações do Sistema;
Permitir a realização de inventários físico-financeiros por bibliotecas.
Em seguida, foi realizada a análise de alguns softwares com o objetivo de
verificar o que melhor atendesse as demandas e fosse compatível com os já
utilizados pelas bibliotecas do Sistema UFMG, de modo a facilitar a conversão dos
dados.
Foi escolhido o software Microlsis desenvolvido pela UNESCO, versão 3.07,
devido a facilidade de utilização, conversão e ampla disseminação no Sistema de
Bibliotecas da UFMG.
Após deftnição da conftguração necessária dos equipamentos, partiu-se para
o planejamento da estrutura da base que foi denominada "PATRI" - que será única,
para o Sistema UFMG e com o controle centralizado na DFDAlBU.

Estrutura da Base

Nesta etapa, foi feita a deftnição dos campos necessários, planilha de entrada
de dados, formato de apresentação, formatação dos relatórios necessários para
atender as exigências da Auditoria Geral da UFMG e para a consistência e controle
de qualidade dos dados.

Segurança da Base

Para garantir a segurança dos dados incluídos na Base "PATRI" , foram
adotadas como medidas de proteção o back-up diário em máquina e em fita DAT.

97

�4 METODOLOGIA

A entrada do acervo retrospectivo foi realizado através de conversão da Base
CALCO existente nas bibliotecas do Sistema, tendo em vista que a mesma contém
grande parte dos campos deftnidos para a base "PATRI" .
Como o conceito de patrimônio prevê um número para cada exemplar, foi
gerada uma metodologia para o desmembramento dos registros bibliográficos, na
proporção aproximada de 1/3, o que aumentou signiftcativamente o volume da base
PATRI.
Foram gerados relatórios seqüenciais de número de patrimônio por biblioteca
e por ano. Utilizando esses relatórios e os catálogos de ftchas existentes na DFDA,
foi feita a checagem dos dados. A seguir, foram realizados os acertos necessários e a
inclusão de dados diretamente na base "PATRI" .
Inicialmente, foi feito um teste com o acervo de duas bibliotecas, visando a
avaliação das rotinas de acerto e de entrada de dados. A partir daí, montou-se um
cronograma de conversão das demais bibliotecas e o treinamento das pessoas
envolvidas nessas atividades. Nessa etapa, também foram elaborados os manuais de
Rotinas de Acerto e de Entrada de Dados da Base Patri.
Para o ano de 1998, já estão sendo adotadas as rotinas estabelecidas para a
alimentação do sistema de duas maneiras simultâneas:
a) material adquirido através de recursos orçamentários e/ou convênios
institucionais - será patrimoniado sob a responsabilidade da DFDA;
b) material adquirido através das bibliotecas setoriais e/ou doações - será
registrado pelas mesmas, cabendo a DFDA a consistência dos dados,
manutenção da base única e geração dos relatórios.

98

�5 DOCUMENTOS GERADOS
•

Tabela de conversão CALCO x PATRI - por biblioteca

•

Relatórios de conferência por biblioteca - ACESS e Microlsis

•

Rotinas de Acerto e Entrada de Dados na base PATRI

•

Rotinas para geração de base de dados por ano

•

Relatório de prestação de contas para a Auditoria - por anolbiblioteca

•

Relatório de Inventário por ano - controle da DFDA

•

Relatório de inventário por anolbiblioteca - controle da biblioteca

•

Relatório de baixas - controle da biblioteca

•

Relatório de doações - controle da biblioteca

•

Relatório de transferência - controle da DFDA.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar da exigência legal do controle patrimonial e contábil de material
pennanente nos órgãos públicos federais, não foi possível encontrar no mercado ou
em outras instituições do país, um sistema que permitisse o controle patrimonial do
material bibliográfico do acervo das bibliotecas.
A consecução final desse sistema permitirá que a Biblioteca Universitária da
UFMG tenha conhecimento real sobre a situação do acervo patrimoniado das
bibliotecas setoriais bem como, os relatórios contábeis gerados automaticamente,
pelo sistema fornecerão infonnações de qualidade à Auditoria Geral da UFMG de
fonna mais ágil.
Ao fmal de 1998, será conhecido o verdadeiro custo do material bibliográfico
incorporado ao acervo das bibliotecas do Sistema e será possível prestar contas do
investimento colocado a disposição dos usuários da UFMG.

99

�7 REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

GUIMARÃEs, RacheI Cristina Mello, BECALLI, Ângela Maria, CARVALHO,

Isabel Cristina Louzada. Seleção e aquisição: uma proposta de automação e a
experiência do SIBIUFES. IN: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 9, 1997, Curitiba. Anais ... Curitiba: UFPR, PUCPR, 1997
(Arquivo 5.9) (Disquete).

PIAZZAROLLO, Solange Motta, VILLAR, Heliane Fernandes, DODEBEI, Vera
Lúcia, MACEDO, Luiz Fernando P. de. SAL - Sistema de aquisição de livros:
usos do MICROISIS no controle de aquisição do sistema de bibliotecas da UNIRIO. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
7., 1991, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: SIBIlUFRJ, 1992. V.2 p.499514.

UNESCO. Manual de referência mini7micro cds/isis: (Versão 2.3). Brasília: eNI,
1991. Iv. (várias paginações).

100

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Lopes, Maria P. Socorro de A. S., Erichsen, Izabel Cristina Vidigal, Abreu, Maria Tereza C. D. França de, Santos, Simone Aparecida dos</text>
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                <text>O trabalho apresenta a base PATRI desenvolvida pelo Sistema de Bibliotecas da UFMG, para gerenciar o controle patrimonial do acervo. Para o desenvolvimento da base foi utilizado o software MicroIsis da UNESCO.</text>
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                    <text>ATUALIZAÇÃO DOS DESCRITORES EM CIÊNCIAS DA
SAÚDE PARA A INDEXAÇÃO DE DISSERTAÇÕES ACADÊMICAS,
NA ÁREA DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Autora: Patricia Rosas, bibliotecária do Instituto de Doenças do Tórax da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestra em biblioteconomia da Pontificia
Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Rua Carlos Seidl, 813 Caju 20931-000 Rio de Janeiro, tel. 021-5808336
Co-autores: (1) Carlos Alberto Guimarães, professor adjunto de medicina da
Universidade Federal do Rio de Janeiro; (2) Luiz Felippe Júdice, professor titular de
medicina da Universidade Federal Fluminense; (3) Carlos Alberto de Castro Pereira,
doutor em medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo; (4) Else
Benetti Marques Válio, professora doutora do departamento de pós-graduação em
biblioteconomia da PUCCAMP.Órgão financiador: CAPES

RESUMO

•
Para indexar, na biblioteca do IDT -UFRJ, utilizava-se o DeCS (Descritores em
Ciências da Saúde). O objetivo desta pesquisa foi verificar se descritores, para a
indexação de comunicações de Mestrado em pneumologia, merecem ser incluídos
em próxima edição do DeCS. Os descritores de 29 teses foram estudados e aqueles
que não constavam no DeCS foram analisados por três juízes. Vinte e nove autores
empregaram 101 descritores. Destes, 54 foram examinados. Para os juízes, somente
6% dos descritores necessitavam ser acrescentados em futura edição do DeCS.
Conclusão: o DeCS ofereceu terminologia atualizada, com fmalidade de indexação
de teses de Mestrado, na área de doenças respiratórias.
Descritores.

Resumos

e

indexação.

Vocabulário

controlado.

Descritores.

Dissertações acadêmicas. Doenças respiratórias

76

�SUMMARY

At the IDT -UFRJ medicallibrary, the indexing was performed through a controlled
vocabulary - the DeCS (Subject Headings on Health Sciences). The purpose of this
study was to identify if new subject headings, for indexing Master theses on
respiratory diseases, should be inc1uded in a forthcoming edition. The subject
headings of 29 theses were studied. The data collection showed that 29 authors
employed 101 subject headings. Fifty-four subject headings were evaluated by three
peer-reviewers. They stated that on1y 6% of them needed to be inc1uded in a new
edition of DeCS. In conc1usion: DeCS offered good terminology on the subject of
respiratory diseases for indexing Master theses.

INTRODUÇÃO
Para que os pesquisadores possam localizar e recuperar as informações, é
necessário que os documentos sejam tratados, tecnicamente, por meio da indexação,

•

a qual, quando eficaz, permite boa recuperação dos documentos. Indexar significa
converter, em linguagem documentária, os termos da linguagem natural, isto é,
daquela utilizada pelo autor.
A localização da informação é facilitada pelo uso de instrumentos como

catálogos, Índices ou sistemas de recuperação, que auxiliam os bibliotecários e
usuários a encontrar as comunicações científicas solicitadas.
Entende-se indexar como o ato de descrever e identificar o documento por
meio do seu conteúdo. Isto pressupõe a leitura do texto, que está sendo analisado, a
qual pode ser feita tanto pelo homem quanto pela máquina. Por meio da indexação,
determinamos o assunto de um documento e o representamos de acordo com os
descritores da linguagem documentária adotada pelo bibliotecário.
A indexação é o processo de analisar as informações de um documento, ou
seja, é um método que, por meio da atribuição de termos, condensa a informação
77

�significativa, criando uma linguagem intermediária entre o usuário e o texto (Vieira,
1988, p.43).
Os Princípios de indexação do UNISIST (Universal Information System for
Science and Technology) (1981, p.83) dividem a operação em dois estágios: (1)
estabelecimento dos conceitos de um documento, isto é, do assunto; (2) tradução dos
conceitos nos termos da linguagem de indexação.
Para Lancaster (1993, p.8), uma indexação eficiente implica que se tome
decisão quanto ao que é tratado no texto, pois não existe um conjunto correto de
termos de indexação. A mesma publicação pode ser indexada de maneira diferente
em vários centros de informação, se os usuários estiverem interessados nesse
documento por diferentes razões.
Quanto mais especializada a clientela de um centro de informação, maior a
probabilidade de que a indexação possa ser feita sob medida, ajustando-se aos
interesses do grupo.
A especialização dos indexadores em determinada área do conhecimento,
além de tomar o processo mais rápido, toma-o mais eficiente. De acordo com os

•

princípios do UNISIST (1981, p.92), o indexador deve ser um especialista no campo
coberto pelos documentos nos quais está trabalhando. Ele deve entender os termos
dos textos, bem como os procedimentos do sistema, garantindo assim a qualidade da
indexação.
Conforme Lancater (1993, p.81), há fatores que influenciam a qualidade da
indexação: (1) ligados ao indexador: conhecimento do assunto e das necessidades
dos usuários, experiência, concentração e capacidade de leitura; (2) ligados ao
vocabulário: especificidade/sintaxe, ambigüidade, qualidade das entradas e da
estrutura e disponibilidade de instrumentos auxiliares; (3) ligados ao documento:
conteúdo temático, complexidade, língua e linguagem, extensão, apresentação e
sumarização; (4) ligados ao processo: tipo de indexação, regras e instruções,
produtividade exigida e exaustão da indexação.

78

�Ward (1996, p.217) também considera que uma boa indexação requer do
indexador considerável conhecimento da literatura, julgamento sobre o que e com
que profundidade deva ser indexado, habilidade de leitura para analisar e avaliar o
texto e capacidade de classificar e catalogar.

•

A indexação de uma obra de medicina traz dificuldades por apresentar termos
específicos da área. Os indexadores, que não estão familiarizados com o assunto,
estão sujeitos a erros, enquanto que aqueles acostumados com a literatura médica se
poupam de muitas ciladas. A medicina abrange muitas subdivisões, por isto, é
impossível a uma pessoa estar familiarizada com os termos de todas as
especialidades (Thornton, 1974, p.141).
Analisar um documento é identificar, em seu conteúdo, os assuntos que são
relevantes, os quais devem ser representados de forma clara, na hora da indexação.
Na análise documentária, a leitura dos documentos deve ser única e universal,
independente do analista. O que se pretende, continua Cunha, (1990, p.60) "é
conseguir que um mesmo texto submetido a analistas diferentes dê lugar a
representações semelhantes, condição necessária não só à transmissão da informação
como à validade de instrumentos como tesauros, vocabulários controlados, etc".
Linguagens documentárias são os instrumentos que nos ajudam a representar
o conhecimento de uma área específica, com o objetivo de fornecer aos usuários a
informação contida nos textos (Campos, 1995, p.53).
Segundo Lara (1993, p.223), as linguagens documentárias "constituem uma
espécie de código de tradução (ou melhor transcrição) que tem, entre suas funções, a
normalização das representações documentárias como meio de viabilizar sua
comunicação" .
A escolha de determinada linguagem de indexação é fundamental para a
eficácia de um sistema de recuperação de dados. São relevantes, nessa escolha, os
objetivos do sistema, o tipo do usuário e a especificidade do assunto a ser tratado
(Vale, 1987, p.14).

79

I

�As linguagens mais desenvolvidas, como os tesauros, são permanentemente
atualizadas, mediante supressão de conceitos em desuso, reagrupamento de
descritores raramente utilizados e adição de termos novos (Cintra, Tálamo, Lara et
aI., 1994, p.34).
O indexador somente pode atribuir, a um texto, os termos que constem da
lista - vocabulário controlado - adotada pela instituição na qual trabalha.
Cavalcanti (1978, p.26) defme o vocabulário controlado como" a lista de
termos empregados no sistema e se caracteriza pelo fato de ser, naturalmente, bem
menos extenso do que o vocabulário habitual do usuário do sistema, ou do que
aquele constante de documentos, e também menos do que o vocabulário do
indexador" .
Os vocabulários controlados médicos constituem o cerne de quase todas as
aplicações da informática na área de cuidados da saúde. Estes vocabulários existem
há mais de cem anos e visavam, inicialmente, à classificação das causas de morte.
São exemplos de vocabulários controlados na área médica: (1) International
Classification of Diseases (ICD), publicado pela Organização Mundial da Saúde; (2)
Medical Subject Headings (MeSH), desenvolvido pela National Library of Medicine
(E.U.A.) para utilização na indexação da literatura médica; (3) Systematized
Nomenc1ature of Human and Veterinary Medicine - SNOMED International, fusão
da Standard Nomenclature of Diseases and Operations (SNDO), Standard
Nomenc1ature of Pathology (SNOP) e Systematized Nomenclature of Medicine
(SNOMED), empregado na codificação de todos os conteúdos dos arquivos médicos
eletrônicos; (4) International Classification of Primary Care (ICPC) para ser
utilizado na codificação de dados de prontuários; (5) Read ClinicaI Codes, publicado
pelo British National Health Services, para emprego com os arquivos médicos
eletrônicos (Cimino, 1995, p.779).
O tesauro é uma linguagem documentária definida como lista estruturada de
termos, empregada por indexadores, para descrever um documento de modo a
permitir a recuperação da informação (Cavalcanti, 1978, p.27).
80

�Ou ainda, "uma linguagem especializada, notmalizada, pós-coordenada,
usada com fms documentários, onde os elementos lingüísticos que o compõem termos, simples ou compostos - encontram-se relacionados entre si sintática e
semanticamente" (Currás, 1995, p.88).
As finalidades de um tesauro são: fazer o controle dos tetmos usados na
indexação, por meio de um instrumento que traduza a linguagem natural dos
autores; assegurar uma coerência entre indexadores de um mesmo serviço ou de
serviços distintos; limitar o número de tetmos atribuídos aos documentos e por
último, auxiliar na estratégia de busca para a recuperação da infotmação (Gomes,
1984, p.1).
As características do tesauro são: (1) cobrir os conceitos de uma área do
conhecimento; (2) permitir que novos descritores, gerados pelo avanço da ciência,
sejam incluídos; (3) admitir que alterações de significados nas palavras-chave
existentes possam ser feitas; (4) fazer o controle para que cada tetmo tenha apenas

um conceito e que cada conceito seja atribuído a um só tetmo (Gomes, 1990, p.1516).

As palavras que descrevem um assunto com precisão são chamadas
descritores ou termos preferidos - utilizados para representar conceitos na
indexação. O descritor é o tetmo escolhido para representar sem ambigüidade um
conceito, ou seja, cada descritor do tesauro tem um único significado (Slype, 1991,
pAO). Desta maneira, o controle dos tetmos deve ser o mais rigoroso possível.

As notas explicativas ou notas de indexação devem ser anexadas aos
descritores para explicitá-los, ou seja, para indicar o sentido em que este termo é
usado, excluindo-se assim outros significados e outros tipos de informações. Austin
(1993, p.31) afmna: "Ocasionalmente, é necessário ampliar uma nota explicativa e
transformá-la em uma definição completa se, por exemplo, um termo é vagamente
interpretado em seu uso corrente ou se diferentes dicionários fornecem significados
variados."

81

�Entende-se por estrutura do tesauro o relacionamento entre os conceitos
representados por termos, ou seja, nenhum termo pode figurar num tesauro sem que
esteja ligado a outro. Esta ligação é determinada pelo seu significado (Gomes, 1990,
p.16).
A estrutura do tesauro é elemento importante para que ele possa cumprir sua
função; ela permite ao usuário ou indexador encontrar o termo adequado, mesmo
sem saber aquele mais específico para representar a idéia que procura. A partir de
uma palavra que o usuário conhece, o tesauro, por meio de sua estrutura, mostra
outras que podem ser tão ou mais oportunas do que aquela que lhe veio à mente (op.

eit., p.16).
Assim, um tesauro em sua estrutura apresenta as relações básicas equivalência, hierarquia e associação - entre seus termos.
A relação de equivalência se dá entre o descritor e o não-descritor, em que
duas ou mais palavras se referem ao mesmo conceito, isto é, os termos se equivalem.
Nesta relação encontramos os termos sinônimos e os quase-sinônimos, em
que apenas um será selecionado para ser o descritor; os outros, considerados nãodescritores, remetem para os descritores (Austin, 1993, p.42-43).
A relação hierárquica se baseia na estruturação dos conceitos em níveis de
superordenação ou subordinação, onde o termo subordinado se refere a seus
membros ou partes.
A relação associativa, para Austin (op. cit., p.50), "cobre as relações entre
pares de termos que não são membros de um conjunto de equivalência nem podem
ser organizados em uma hierarquia onde um termo se subordina a outro" . Refere-se
àquele descritor que está relacionado, conceitualmente, mas não, hierarquicamente,
a outro. Os descritores e suas relações são organizados em um tesauro de várias
maneiras, podendo existir até três formas básicas de apresentação: alfabética,
sistemática ou hierárquica e gráfica.
Na apresentação alfabética, os descritores e os não-descritores vêm em ordem
alfabética. Abaixo deles, são colocadas as respectivas relações e notas explicativas,
82

�o que é suficiente para localizar e saber a respeito de cada termo. Esta é a
apresentação mais fácil de ser consultada, pois os descritores são localizadas
rapidamente.
Conforme Gomes (1990, p.65), o Índice permutado funciona como elemento
acessório da apresentação alfabética.
Na apresentação sistemática, os descritores se relacionam em categorias.
Nesta apresentação é possível ao indexador encontrar o descritor mais adequado,
para representar o assunto que deseja, mesmo sem saber, de início, qual é o mais
preCISO.
N a apresentação gráfica, os descritores e suas relações estão dispostos em
gráfico, permitindo ao indexador associar vários descritores inter-relacionados.
Quando um tesauro vem apresentado graficamente, se acompanha de Índice
alfabético.
Para que um tesauro cumpra sua função, é fundamental mantê-lo atualizado.

É preciso formar um grupo com lingüistas e especialistas na área, os quais vão
estudar, periodicamente, as necessidades de modificação, seja para alterar os
descritores em seu significado ou em suas relações com os outros descritores, seja
para incluir ou suprimir termos. Deste modo, na revisão dos descritores que
compõem o tesauro, deve-se considerar se os mesmos já não são mais empregados,
ou seja, se caíram em desuso. Quando surgirem novos conceitos, novos descritores
devem ser introduzidos (Currás, 1995, p.220).
Para o trabalho de indexação, na biblioteca do Instituto de Doenças do Tórax
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BIBLIDT-UFRJ), se fez necessário
utilizar um instrumento de normalização da linguagem. Optou-se pelo vocabulário
DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), em virtude de sua importância na área
médica.
O vocabulário DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) foi criado pela
BIREME para permitir a indexação e recuperação de assuntos nas bases LILACS e

83

�MEDLINE, a partir do MeSH (MedicaI Subject Headings) da V.S. National Library
of Medicine.
LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) é
uma base publicada desde 1982, sob coordenação da BIREME - Centro LatinoAmericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde.
MEDLINE é uma base da literatura internacional em Ciências da Saúde,
produzida pela VS National Library of Medicine e contém referências e resumos da
literatura publicada em mais de 3.700 revistas internacionais, desde 1966.
A fmalidade principal do DeCS é servir como uma linguagem única para
registro e recuperação da informação entre os componentes do Sistema LatinoAmericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, permitindo um
diálogo uniforme entre 600 bibliotecas. Este esforço cooperativo hoje se reflete no
programa de indexação automatizada, do qual ele é parte integrante, e no acesso online à LILACS e à MEDLINE.
O MeSH (do qual deriva o DeCS) utiliza para a seleção de novos descritores
os seguintes critérios: (1) freqüência da utilização do termo na literatura médica; (2)
reconhecimento da necessidade de inclusão do termo por vários usuários; (3)
recomendação de fazer constar determinados descritores por parte de conselheiros
em terminologia; (4) clareza e concisão do termo (Azevedo, Población &amp;
Goldenberg, 1990, p.53).
A primeira edição do DeCS, com 15.000 descritores, foi apresentada em três
partes: lista alfabética, lista hierárquica e lista permutada (DeCS, 1988).
A segunda edição com 20.000 descritores foi publicada em 1992 e possui
também os mesmos três volumes.
A terceira edição com 23.000 descritores foi lançada em 1996 e apresenta
apenas a lista alfabética, em dois volumes.
Devem-se assinalar as modificações ocorridas durante este período na
categoria drogas, que sofreu um acréscimo expressivo de termos e mudanças
estruturais. Por outro lado, foram adicionados dois novos qualificadores para uso
84

�I

com drogas endógenas ou exógenas e para uso com órgãos animais e plantas em
estudos virológicos.
O DeCS é editado em espanhoVinglês e português/inglês, com atualização
anual. Contém não somente os descritores autorizados e seus sinônimos, mas
também outras informações de interesse, como: qualificadores permitidos;
categorias às quais o descritor pertence; descritores relacionados e notas
explicativas, de coordenação, de uso de qualificadores e gerais.
O objetivo deste trabalho é verificar se novos descritores, na área de doenças
respiratórias, merecem ser incluídos no DeCS.

MÉTODO
AMOSTRA
O estudo compreendeu a análise dos descritores atribuídos pelos autores das
teses e dissertações, no periodo de 1990 a 1996, na área de concentração em
tisiologia e pneumologia, do curso de Mestrado do Instituto de Doenças do Tórax da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (IDT-UFRJ).
Dentre as 33 teses e dissertações defendidas, somente 30 foram inicialmente
analisadas, porque três delas não se encontravam no acervo da biblioteca. Uma tese
foi excluída porque não apresentava nenhum descritor. Deste modo, 29 teses e
dissertações consistiram na amostra deste estudo.

PROCEDIMENTOS
Foi elaborado um protocolo com os seguintes itens: (a) número da tese ou
dissertação; (b) sobrenome do autor; (c) ano de defesa; (d) descritores atribuídos
pelos autores e (e) casela para receber a infonnação se determinado termo existe ou
não no DeCS.
85

�Os descritores, das 15 teses e dissertações de 1990 a 1992, foram analisados
para verificar se constavam ou não no DeCS, tendo como referência a primeira
edição (1988). Para os descritores daquelas 14, defendidas de 1993 a 1996, foi
utilizada a segunda edição (1992).
Das 29 teses e dissertações, foram retiradas quatro porque nelas todos os
descritores empregados estavam no DeCS.
Foi solicitado a três juízes - professores de medicina na área de doenças
respiratórias - que avaliassem os descritores atribuídos pelos autores das 25 teses e
dissertações e que não constavam na terceira edição do DeCS (1996), com a
fmalidade de opinarem se os mesmos eram relevantes para serem incluídos em
próxima edição.
Para que cada juiz respondesse se havia relevância, duas condições eram
necessárias: (a) que o termo utilizado pelos autores fosse importante; (b) que,
embora significativo, ele não constasse no DeCS sob nenhuma forma.
Os dados de avaliação dos juízes constavam de um protocolo, elaborado
tendo em vista os itens: número da tese ou dissertação, relação dos descritores que
não faziam parte do DeCS e a opinião de cada um dos juízes.
Finalmente, foi feita a análise dos dados tabulados. Para esta pesquisa de
caráter documental informal e não participativa, foi elaborado um estudo de
concordância, ou seja, houve análise da avaliação dos três juízes, aplicando-se o
teste de fidedignidade. Para isto, foi estabelecida a fórmula IC

=

A / A + D x 100,

onde IC é o índice de concordância, A corresponde ao número de acordos (os três
juízes tiveram a mesma opinião sobre determinado termo), e D o número de
desacordos (pelo menos um dos juízes teve opinião diferente sobre determinado
termo). Os resultados foram submetidos ao teste de associação do qui-quadrado
(Barbetta, 1994, p.222).

86

�RESULTADOS
Os resultados, apresentados sob forma de quadros, são comentados no
capítulo Discussão.
No Quadro I foram apresentadas as opiniões dos juízes, em que "N"
significava que o termo não devia ser inserido em nova edição do DeCS e "S" que
este termo devia ser incluído.

QUADRO I - Avaliação dos juízes sobre 54 descritores em 25 teses e dissertações

87

�88

�124

1Fibrose idiopática

1

ilAlveolite fibrosante

,,-=-=~=.=;;;,",.=.===-..

."

iN
1N
N
3
:1 100%....;l:1
10
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1N
iN
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E

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129

'IDiagnóstico bacteriológico

;

..
:IMacrófagos alveolares

..

',._ ...... _, ..... , ...... _.... , ......................... ".". __ ........ " .......... ___ ..... _____ .. _.. ________

\30

\N

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N

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3

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..... ===~. ~l~ . . . wJ~ . . J~. . . . . lo
. . ~Jl}1000oo~JI
...
1l'T .. IN . 1'3 .:..10 .::1 (0 '1

J - juiz
A - acordo (SSS ou NNN)
D - desacordo

eSSS ou

1

NNN)

IC - índice de concordância
DISCUSSÃO

Com o objetivo de confrontar os resultados obtidos nesta pesquisa e aqueles
eventualmente existentes na literatura, foi realizada uma busca bibliográfica nas
bases de dados LILACS e MEDLINE (1994 a 1997), utilizando-se o descritor
DESCRITORES.
Azevedo, Población &amp; Goldenberg (1990) estudaram 46 artigos publicados
na Acta Cirúrgica Brasileira, no sentido de pesquisar o grau de adequação das
propostas de indexação dos autores e daquelas feitas pela BIREME. Concluíram
que: (1) os autores não consultaram o DeCS com a intensidade que era desejável; (2)
o DeCS ofereceu terminologia médica adequada para a indexação, entretanto novos
descritores mereciam ser incluídos, enquanto outros necessitavam revisão; (3) os
indexadores da BlREME se ressentiam da falta de embasamento especializado na
área biomédica; (4) havia necessidade de os autores conhecerem melhor o DeCS e
de os indexadores da BIREME terem uma assessoria especializada na área
biomédica.

89

�Lowe &amp; Bamett (1994) publicaram artigo sobre a utilização do MedicaI
Subject Headings (MeSH) na realização de buscas bibliográficas. Reviram a
estrutura e o uso do MeSH, ressaltando de que maneira este vocabulário podia
contornar as dificuldades encontradas em pesquisa na MEDLINE. Concluíram que a
crescente importância desta base de dados e a tendência de os próprios usuários
realizarem seus levantamentos bibliográficos tomavam crucial que os profissionais
da saúde se familiarizassem com o MeSH.
No VI Congresso de Pneumologia e Tisiologia do Rio de Janeiro, Rosas &amp;
Guimarães (1997) apresentaram pôster sobre a utilização do DeCS por autores de
comunicações científicas de um periódico nacional - o Jornal de Pneumologia.
Verificaram que nos fascículos, publicados em 1996, não havia menção de
descritores em 29% dos artigos e que a metade dos descritores empregados não se
encontrava no DeCS.
A amostra desta pesquisa foi constituída pelas teses e dissertações defendidas
no Curso de Mestrado em tisiologia e pneumologia do IDT-UFRJ, as quais deviam
obedecer às normas do FATED (Formato e Apresentação de Teses ou Dissertações
de Pós-Graduação. Rio de Janeiro: UFRJ, 1979).
No FATED, as instruções para elaboração da ficha catalográfica, em seu
quarto parágrafo, determinavam que no número 1 se escrevesse a palavra-chave que
indicasse o assunto principal da tese; de preferência, deviam-se indicar outras três
palavras-chave, numerando-as com os algarismos 2, 3 e 4, respectivamente.
Havendo apenas três termos, a palavra "Teses" vinha numerada com o algarismo 4.
A primeira letra das palavras-chave devia ser escrita em maiúscula.
Após coleta inicial dos dados, verificou-se que 29 autores de teses e
dissertações empregaram um total de 114 descritores (3 ,93 descritores/autor).
No DeCS, o termo "teses" - não existia na forma singular - remetia para o
descritor DISSERTAÇÕES ACADÊMICAS. Porém, este descritor só devia ser
utilizado quando o assunto do trabalho a ser indexado tratasse de teses ou
dissertações.
90

�Nesta pesquisa, o termo "dissertação" foi considerado sinônimo de "teses".
Assim, treze (45%) dentre os 29 autores utilizaram os termos "teses", "tese" e
"dissertação", na elaboração das fichas catalográficas, obedecendo à normalização
do FATED. Por este motivo, estes termos foram excluídos de qualquer análise.
Quatro (14%) dos autores utilizaram somente termos que constam no DeCS
e, por isto, os descritores de suas pesquisas não fizeram parte da análise dos três
juízes. Cabe ressaltar que as fichas catalográficas de todas as teses e dissertações
foram elaboradas, exclusivamente, pelos autores e seus orientadores.
Por fim, os juízes avaliaram 25 teses e dissertações, em que foram
empregados 86 descritores (3,44 descritores/autor), sendo que destes, 54 (630/0) dos
descritores não estavam no DeCS. Sobre este último grupo de descritores foi emitida
a opinião de cada juiz. Feito o teste de c 2 (g.l. = 1; n. sigo = 0,05 ; c 2c
verificou-se que, significantemente (c 20

= 3,84),

= 5,62) nestas teses, os autores usaram

mais descritores que não eram adequados.
Os juízes emitiram 162 opiniões (3 opiniões/descritor), com um elevado grau
de concordância (98%). Somente em três (6%) dos termos: (1) "tabagismo" (tese
n.2); (2) drenagem pleural (tese nA) e (c) "complexo primário" (tese n.5) não houve
acordo entre todos os juízes. Todos os demais termos foram considerados sem
relevância para serem incluídos na próxima edição do DeCS.
Segundo os autores, somente 2% dos descritores, que não constavam no
DeCS, deviam ser incluídos em uma nova edição. No entanto, uma melhor avaliação
da boa qualidade dos descritores do DeCS, na disciplina de doenças respiratórias,
merecia um estudo com amostra maior de teses e dissertações, apresentadas em
outras universidades do país.
CONCLUSÃO

O DeCS oferece termos médicos adequados para a indexação das teses e
dissertações do curso de Mestrado em tisiologia e pneumologia do IDT-UFRJ (1990
a 1996), pois apenas 6%&gt; dos descritores empregados e que não constam do DeCS,
merecem ser incluídos em uma próxima edição.
91

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93

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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Atualização dos descritores em Ciência da Saúde para a indexação de dissertações acadêmicas, na área de doenças respiratórias.</text>
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              <elementText elementTextId="72093">
                <text>Rosas, Patrícia, Guimarães, Carlos Alberto, Júdice, Luiz Felippe, Pereria, Carlos Alberto de Castro, Válio, Else Benetti Marques  </text>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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                <text>Para indexar, na biblioteca do IDT-UFRJ, utilizava-se o DeCs (Descritores em Ciências da Saúde). O objetivo desta pesquisa foi verificar se descritores, para a indexação de comunicações de mestrado em pneumologia, merecem ser incluídos em próxima edição do DeCS. Os descritores de 29 teses foram estudados e aqueles que não constavam do DeCS foram analisados por três juízes. Vinte e nove autores empregaram 101 descritores. Destes, 54 foram examinados. Para oso juízes, somente 6% dos descritores necessitavam ser acrescentados em futura edição do DeCS. Em conclusão, o DeCS ofereceu terminologia atualizada, com finalidade de indexação de teses de mestrado, na área de doenças respiratórias.</text>
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                    <text>A PARCERIA EMPRESA E BIBLIOTECA NO
EMPENHO DA CONSTRUÇÃO DE UM CD-ROM NA ÁREA
EDUCACIONAL
Gildenir Carolino Santos
Rosemary Passos
UNICAMPlFaculdade de EducaçãolBiblioteca
Fone: (019) 788.570/ Fax: 788.5571
e-mail: bibfe2@turing.unicamp.br
bibrose@turing.unicamp.br

1. INTRODUÇÃO

o compartilhamento dos serviços bibliotecários, entre bibliotecas, sistemas e
redes

de

informação,

facilita

a localização e obtenção

de

documentos

(KRZYZANOWSKI, 1994). São vários os recursos utilizados para recuperação da

• informação: dos catálogos coletivos às novas tecnologias de armazenamento e
comunicação de dados, temos diversos instrumentos que contribuem para o controle
da informação, possibilitando sua disseminação e intercâmbio.
Os objetivos principais da universidade brasileira são o ensino, a pesquisa e a
extensão BERAQUET (1994), muito oportunamente, nos leva a refletir nessas três
palavras, principalmente na palavra extensão, e também sobre a responsabilidade da
biblioteca universitária no desempenho de seu papel junto a instituição, para que os
objetivos que ela se propõem sejam plenamente atingidos.
Segundo BERAQUET (1994) "... em nenhuma dessa áreas, faz sentido ser
desenvolvida alguma atividade isolada da sociedade ou das relações sociais que a
orientam, ( ... ) pois o significado pleno do trabalho acadêmico , está, em última
instância, na relação com o meio exterior( ... )".
62

�A extensão é de fundamental importância na interação entre universidade e
sociedade, uma vez que é "colocada como dispositivo de interação efetiva entre a
universidade e a sociedade norteada, não apenas pela demanda, mas também pela
necessidade de elaboração de novos conhecimentos, de forma que ela possa gerar
pesquisas e retro alimentar o ensino" . (BERAQUET, 1994)
É neste instante de "gerar pesquisas e retro alimentar o ensino", que o papel da

biblioteca universitária deve ser desempenhado com qualidade e eficiência, pois à
ela cabe o tratamento, disseminação, armazenamento e controle de toda informação,
responsável pelo desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas.
"Informação é poder", pensamento muito utilizado e já ultrapassado, pOIS
quando analisado em outra ótica, verificamos que saber como encontrar a
informação, como apresentá-la, como usá-la, se toma tão importante como detê-la.
Com a explosão documental no início do século :xx, ocorreu um
considerável desenvolvimento na produção do conhecimento humano, o que tem
determinado cada vez mais um empenho maior na organização, processamento e
disseminação no grande volume de informação existente .

•

OASHI (1992), enfatiza que a informática aplicada na grande produção da
literatura científica do mundo inteiro, tem proporcionado avanços tecnológicos
consideráveis na área da informação.
A preocupação em colocar o maIOr número de informações disponíveis,
possibilitando a geração de novos conhecimentos e revertendo na melhoria da vida
em sociedade, impulsionou o desenvolvimento das novas tecnologias de informação.
Em se tratando de novas tecnologias no quadro apresentado, o CD-ROM
(Compact Disc Read Only Memory

=

Disco Compacto Somente para Leitura), tem

se destacado pela "sua alta capacidade de armazenamento, durabilidade,
permanência de informação, leveza e facilidade no transporte, padronização de
formato de gravação e baixo custo de fabricação, por unidade" (OASHI, 1992),
tomando-se um dos recursos adicionais utilizados pelas bibliotecas universitárias, de

63

�suporte e de complementação na disseminação da informação, de forma abrangente
e rápida, através das bases de dados bibliográficos e outros fms aos quais se destina.

2. A BIBLIOTECA PROF. JOEL MARTINS

A Biblioteca Prof. Joel Martins da Faculdade de Educação da Universidade
Estadual de Campinas - UNICAMP, desde a sua fundação em 1972, sofreu
profundas transformações, tanto na sua estrutura organizacional como na sua forma
de atuação junto aos docentes, alunos e à comunidade universitária , no que se refere
a prestação de serviços.
A atuação dos profissionais bibliotecários, passou a ser de forma mais direta,
possibilitando um conhecimento maior das necessidades e dificuldades de seus
usuários, o que contribuiu para que a biblioteca estivesse buscando cada vez mais,
desenvolver novos recursos e formas de atendimento, procurando disponibilizar o
maior número de informações, bem como atualizar os diversos suportes de pesquisa
disponíveis na biblioteca, e que possibilitasse o atendimento dos diferentes tipos de

•

usuários que são atendidos diariamente .
Houve um estreitamento nas relações das partes envolvidas, se podemos
assim dizer, com resultados favoráveis a todos. A Biblioteca Prof. Joel Martins,
começou a divulgar de forma efetiva seus serviços e a partir daí, ocorreu o aumento
considerável na freqüência de usuários potenciais da biblioteca, consequentemente
ao aumento das exigências quanto a manutenção da qualidade e eficiência nos
préstimos de seus serviços.
A preocupação da Biblioteca no atendimento à seus usuários, tem resultado
na elaboração de vários projetos, alguns já concluídos, no sentido de facilitar o
acesso aos vários suportes de informação existentes na biblioteca.
A princípio desenvolvemos uma base local na área educacional , em
plataforma Micro CDS/ISIS em ambiente DOS/Windows, que obteve grande
aceitação por nossa clientela.
64

�o sistema de acesso à base local de documentos bibliográficos da Biblioteca
da Faculdade de Educação, antes utilizado apenas por nossos usuários, começou a
ser requisitado também externamente, via solicitação de documentos, empréstimos
entre bibliotecas, levantamentos bibliográficos, que chegam até nós via fax, e-mails,
telefonemas, correio, etc.
Surge daí a necessidade, de disponibilizar todo o acervo da Biblioteca da
Faculdade de Educação, à outras instituições, contribuindo assun com a
retro alimentação do ensino, da infonnação, e do conhecimento.
Após vários estudos, sobre qual a forma viável para realização de nosso
intento, optamos por reunir todo o acervo da Biblioteca da Faculdade de Educação
em um Disco Compacto, o que possibilitaria a realização de pesquisas bibliográficas
com acesso local, externo ou particular , tomando viável a consulta ao nosso banco
da dados bibliográficos , de fonna direta.

3. BmLIOTECA E EMPRESA: PARCERIA DE RESULTADOS

•

Quando ocorre o compartilhamento de serviços entre biblioteca e empresa?

Em que momento instituições de estruturas diferentes encontram objetivos comuns?
Essas questões são respondidas, com certa facilidade se analisarmos o quadro
econômico, político e social em que essas duas realidades estão inseridas.
ATAÍDE (1997), faz uma "análise sobre os efeitos da globalização para a
sociedade de informação", e como essa sociedade se encaixa em uma economia
globalizada.
O implemento da globalização,

t~

por objetivo principal, a abertura de

"mercado e igualdade de oportunidades para todos".
A economia, toma o mercado mais competitivo, exigindo das empresas o
cumprimento de "requisitos técnicos e tecnológicos em relação à qualidade de seus
serviços e produtos ( ... )".

65

�As empresas brasileiras procuram aftrmação nessa economia, competindo e
investindo em modiftcações, valorizando a informação e buscando sua utilidade.
(ATAÍDE , 1997).
O desenvolvimento acelerado da ciência e tecnologia, vêm exigindo maior
empenho na área organizacional e de automação em todas áreas profissionais.
O encontro entre biblioteca e empresa ocorre neste momento quando "o atual
processo requer o uso adequado da informação como insumo para a tomada de
decisões e a utilização de modernas tecnologias de informação para permitir o
acesso mais rápido, no sentido de possibilitar que os dados sejam empregados no
momento oportuno". (ATAÍDE, 1997).
Podemos perceber neste instante que Biblioteca e Empresa, possuem um
único interesse em comum, o de como tratar com as novas tecnologias de acesso à
informação e disponibilizá-las de forma eftciente.
MASUDA (1996) citado por ATAÍDE (1997) , descreve que na sociedade da
informação, predominará o direito de uso, e não o de propriedade, o que nos leva a
concluir que devemos disponibilizar o maior número de informações sem restrições,
"minimizando desigualdades de acesso a bens e serviços".
Neste contexto, a Biblioteca da Faculdade de Educação, foi buscar junto à
uma empresa privada, a solução para a confecção de um CD-ROM, que reuna todo
acervo de nossa biblioteca, para que este seja colocado a disposição do maior
número de interessados possíveis.
A Empresa Modal Consultoria em Informática, responsável pela elaboração
deste novo projeto, ao desenvolver softwares para bibliotecas , tem a oportunidade
de trabalhar com um dos produtos de maior aceitação no mercado mundial, a
informação.
A Empresa, ao unir esforços com a Biblioteca, passa a ter um conhecimento
maior de como ocorre o fluxo da informação nas instituições de ensino, e
consequentemente tem condições de estar trabalhando com a realidade observada,

66

�especializando-se no assunto e favorecendo a realização de projetos na área de
tratamento e disseminação da informação.
Ambas as partes, possuem uma única preocupação, a adequação dos
documentos bibliográficos da Biblioteca da Faculdade de Educação à realidade
tecnológica vigente; disponibilizando esta documentação de forma rápida e eficiente
viaCD-ROM.

4. CAPTAÇÃO E COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS PARA A
REALIZAÇÃO DO PROJETO

A tendência de todo projeto institucional, quando resvala na questão
financeira, é voltar-se à análise do problema custo - beneficio, onde relacionam-se
"o custo de uma atividade e os beneficios dela resultantes. (LANCASTER, 1996).
"Não existe tal coisa de informação 'gratuita' . Todo processamento de
informação envolve custo, mas nem todo produto ou serviço de informação envolve
um preço para o consumidor. Um produto de informação pode ser grátis com relação
ao usuário, mas jamais é gratuito, pois alguém em algum ponto do processo, terá de
pagar por ele." (FIGUEIREDO, 1993)
Ao iniciarmos a proposta de estruturação do CD-ROM na área educacional,
um dos últimos itens a ser estudado foi o da questão econômica, justamente por ser o
principal problema a ser solucionado.
Tanto a Biblioteca da Faculdade de Educação, quanto a Empresa Modal
Consultoria em Informática, estão iniciando-se no mercado da informação
automatizada. Neste ponto do processo, as partes envolvidas fizeram a opção de
reunir esforços, formando uma parceria, que inclui a divisão dos recursos, dos
beneficios que virão na conclusão do projeto, e também das responsabilidades na
realização desse empreendimento.

67

�A Empresa Modal Consultoria em Informática, contribuirá com :

• recursos financeiros;
• os recursos tecnológicas disponíveis na empresa ;
• assistência de um técnico especializado na construção de CDs e homepage;
• consultorias eventuais durante todo o processo de realização do projeto.

A Biblioteca será responsável por:

• disponibilizar toda a inf01mação necessária, na alimentação da base de dados
educacional;
• designar uma eqmpe de profissionais bibliotecários, responsáveis pela
manutenção da base, correção dos dados bibliográficos e padronização das
referências, segundo normas vigentes;
• divulgação e comercialização do produto final (marketing);
• equipamento para confecção dos CDs
•

A decisão sobre o preço a ser estipulado, envolve outras questões, como a
análise de mercado, clientela a que se destina, para que se possa trabalhar com a
realidade atual, procurando seguir os padrões utilizados para esse tipo de produto.

5. PROJETO DA CONSTRUÇÃO DE UM CD - ROM

A partir dos estudos iniciais para planejar a forma de construção do CD ROM da Biblioteca da Faculdade de Educação pudemos estabelecer as seguintes
etapas que fazem parte da estrutura do projeto apresentado para levantamento de
recursos financeiros que possibilitem a conclusão do projeto em questão:

68

�5.1 Objetivos gerais

• Facilitar a interpretação dos diferentes formatos de apresentação dos documentos
bibliográficos existentes, disponíveis via Internet;
• Reunir num só suporte de informação (CD-ROM), o acervo da Biblioteca da FE,
respeitando o padrão existente no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP;
• Automatizar em tempo mínimo todos os documentos que compõem a Base de
Educação da Biblioteca;
• Determinar outra forma de intercâmbio de informações, diferente das existentes
até o momento na nossa biblioteca;
• A forma de divulgação e comercialização do produto final.

5.2 Metodologia

• Estabelecer cronograma para desenvolvimento do projeto;
• Levantar custos para execução do projeto;
• • Deftnir critérios para a construção do CD-ROM;
• Desenvolver e estruturar o CD-ROM;
• Indexar e migrar dados existentes para o novo sistema;
• Elaborar estratégias de marketing interno e externo;
• Estabelecer a forma de divulgação e comercialização do produto final.

6. BASE DE DADOS EM EDUCAÇÃO

A experiência em eqwpe e a possibilidade de utilização dos recursos
humanos e tecnológicos da Universidade Estadual de Campinas, foram alguns dos
incentivos para o desenvolvimento da EDUBASE - base de dados sobre educação
(SANTOS e PASSOS, 1997), por trabalhar a versão 3.071 do Micro CDS/ISIS,

69

�!
ainda em ambiente DOS, para o lançamento inicial e poder oferecer ao cliente fmal
de possibilidade futura com interface gráfica para recuperação da informação, via
Internet, por meio do software em plataforma WWWIsis desenvolvido pela
UNESCO e a adaptado para comercialização pela Bireme.
A preparação e configuração do software de armazenamento dos registros
segue, de maneira geral, a metodologia utilizada nas bases de dados da Biblioteca
Prof. Joel Martins da Faculdade de Educação da UNICAMP.
Os campos foram definidos e reorganizados com o objetivo de atender, as
normas internacionais ISO para entrada de dados e, principalmente, propostas e
metas da base.

6.1 Estrutura da base de dados em CD-ROM

Ao idealizarmos a construção de um CD-ROM, nos preocupamos em tentar
abranger todos os campos que favoreçam a pesquisa em bases de dados. Analisamos
a estrutura de outras bases que compõem nosso acervo, e com a orientação que

•

dispensamos aos nossos usuários durante a realização dos levantamentos
bibliográficos em CDs, pudemos detectar quais os itens relevantes no momento da
pesquisa, a forma mais simples para cruzamento de palavras chaves, as dificuldades
na operacionalização do programa, etc. A partir dos dados coletados, iniciamos a
elaboração da estrutura de nossa base, com o objetivo de aproximá-la ao máximo do
que poderemos chamar de ideal.
A princípio a estrutura da base de dados em Educação em CD-ROM seguirá o
seguinte padrão:

70

I

�!

APRESENTAÇÃO DA PÁGINA INICIAL

IDENTIFICAÇÃO
• Apresentação + Help
• Período (cobertura)
• Produtor (dados de informação)
• Produtor (mídia)

FORMATO DE BUSCA

• Seleção da base (permitir mais que uma ou todas)
• Campo de busca:

•

•

simples (campo livre)

•

avançada (autor, assunto, título do artigo, título da revista, índice, data,

•

todos os campos, tipo de material).

RECURSOS

• Estratégia de busca utilizando operadores booleanos (and, or, not);
• Uso de operadores diferentes na mesma pergunta;
• Truncamento de palavras;
• Armazenamento de estratégias de busca para posterior aproveitamento;
• Eliminação de perguntas cujos resultados tenham sido insatisfatórios (
possibilidade deletar resultados negativos).

71

�FORMATO DE SAÍDA (MOSTRA)

• Definição do fOlmato de saída (lista de títulos, citação, longo, detalhado):
• Numeração consecutiva dos registros recuperados (ex.: 1/60, 2/60 ... );
• Seleção de registros/desfazer seleção:
• Opção de seleção para impressão e também para gravação;
• Impressão e gravação dos registros (com definição do drive e nome do arquivo)

6.2 Alimentação / atualização da base

°

critério inicial da alimentação da base foi de incluir informação

bibliográfica de todas as revistas e periódicos (artigos) nacionais, voltados
exclusivamente para área educacional.
A Pa.rtV deste critério, resolveu-se então, analisar e incluir os folhetos, partes
de textos, trabalhos de conclusão de curso da graduação, partes dos eventos
educacionais (seminários, congressos, etc.), com prioridade para os periódicos mais
consultados no acervo e que mencionavam artigos dos docentes da Faculdade.

7. BENEFÍCIOS E MARKETING DO PROJETO

Ao tratarmos com informação automaticamente fazemos relação com a
palavra marketing. "Marketing da informação é um agregado de atividades dirigidas

à satisfação das necessidades e desejos humanos de informação, através de
processos de troca; marketing implica considerar todo o serviço ou produto de
informação sob o ponto de vista dos resultados fmais, isto é do ponto de vista do uso
e do usuários" . (FIGUEIREDO, 1993)
Com a estruturação do CD-ROM na área educacional, estamos nos
preparando para lançar nosso primeiro produto no "mercado da informação", o

72

1

�sucesso ou não deste empreendimento será determinado tanto pela qualidade de seu
conteúdo como pela sua forma de divulgação.
FIGUEIREDO (1993), considera o marketing "parte integrante das atividades
do sistema de informação, caso contrário, os produtos, (... ) permanecerão nas
estantes e os serviços não serão utilizados, exceto por algumas poucas pessoas", para
não incorrermos neste erro é que a partir do lançamento do CD-ROM da Biblioteca
da Faculdade de Educação - UNICAMP, estaremos montando uma estratégia de
marketing, utilizando alguns dos seguinte recursos:
• Anúncios em revistas especializadas para o bibliotecário;
• Anúncios em revistas profissionais e de informática;
• Propagandas direcionados para instituições nacionais;
• Propagandas utilizadas em mala-direta de Associações de classe e editores de
revistas especializadas;
• Campanhas promocionais do tipo: hora de conexão gratuita, distribuição de
manuais e cartazes, etc.
• Apresentação de trabalhos, painéis e demonstrações em conferências e
congressos profissionais e/ou especializados;
Como podemos observar, existem uma gama de recursos que nos possibilita
ampla divulgação de nosso trabalho. A princípio começaremos com uma versão beta
para demonstrativos do CD-ROM, antes de sua comercialização, assim poderemos
realizar modificações se necessário, e confirmar a funcionalidade do produto.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização de um trabalho em parceria, favorece ambas as partes no que se
refere ao aumento de entendimento, e demonstração na capacidade de usar
corretamente a informação, ou seja, em beneficio "do social", não restringindo o
conhecimento à um grupo fechado, participando assim, da retro alimentação do
ensino, do desenvolvimento científico e tecnológico.
73

�!

A biblioteca após seu envolvimento direto com a empresa, adquire
acréscimos relevantes no seu "know-how", ao longo destes anos, em que parecia
impossível acompanhar as modificações ocorridas tão rapidamente, na área de
informação.
A expansão da biblioteca em outros campos, indo além do seu acervo de
livros e periódicos, entrando no mercado comercial e tecnológico, reflete bem o
momento atual da globalização.
Particularmente, podemos concluir que reunir esforços é fundamental nos
dias atuais, deve existir uma troca, que objetive o bem comum.
Ao idealizarmos um produto para ser comercializado, tivemos a intenção de
compartilhar a informação que a nossa biblioteca dispõe, aqueles que têm buscado
incessantemente os nossos serviços.
Com certeza, se houver lucro no projeto, este será revertido em melhoria do
nosso acervo, melhoria dos nossos serviços, melhoria da nossa estrutura de
atendimento, enfIm, o beneficiado maior, será nossos usuários e toda a comunidade
para a qual prestamos serviço.

•

74

�9. REFERÊNCIAS BffiLIOGRÁFICAS

ATAÍDE, Maria E1za Miranda. O lado perverso da globalização na sociedade de
informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.26, n.3, p.268-270, set./dez.
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In : Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 8., Campinas, SP, 1994.
Anais ••• Campinas, SP : Biblioteca Central/UNICAMP, 1994.
FIGUEIREDO, Nice. Marketing de serviços e produtos de informação, segundo
a visão do Prof. Tefko Saracevic. In : MARKETING em unidades de
informação. Brasília, DF : ffiICT, 1993. p. 281-290.
KRZYZANOWSKI, Rosa1y Favero. Integração e compartilhamento das bibliotecas
brasileiras na busca e obtenção da informação : um desafio de muitas décadas. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BffiLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., Campinas,
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LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, DF : Briquet
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Tradução de Kival Chaves Weber e Ange1a Me1im. Rio de Janeiro: IPEA,
Brasília, DF : PNUD, 1996. Apud ATAÍDE, Maria E1za Miranda. O lado
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75

I

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Descreve como a Biblioteca da Faculdade de Educação da UNICAMP, decidou atender as demanda pelo acesso aos seus documentos bibliográficos pelos usuários externos. Após vários estudos optou-se por reunir todo o acervo em um Disco Compacto, o que possibilita a realização de pesquisas bibliográficas com acesso local, externo ou particular, tornando viável a consulta aos dados bibliográficos, de forma direta. </text>
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                    <text>A LÓGICA FUZZY NA VIABILIZAÇÃO DE NOVOS SERViÇOS PARA OS
USUÁRIOS: uma alternativa metodológica

REGINA SERRÃO LANZILLOTTI
Docente do Instituto de Matemática e Estatística -IME/UERJ.
Doutoranda em Engenharia de Tráfego.
NYSIA OLIVEIRA DE SÁ
NTEGRANTES DO GRUPO ESPECIAL DE TRABALHO - GET
NADIA LOBO DA FONSECA
Chefe de Serviço de Bibliotecas de Ciências
Sociais e Coordenadora do GET
NEUSA CARDIM S. DOS ANJOS
Bibliotecária da Biblioteca B do Serviço de Bibliotecas de Ciências Sociais
NORMA PECLAT DA S. MARTINS
Bibliotecária da Biblioteca C do Serviço de Bibliotecas Biomédicas
ROSANE LOPES MACHADO
Chefe de Seção de Biblioteca do Serviço de
Bibliotecas de Tecnologia e Ciências
RESUMO

Apresenta um Estudo de Necessidades e Demanda de Informação, através
de uma metodologia alternativa - a Lógica Fuzzy. O estudo, centrado no
indivíduo, define o perfil do usuário prioritário das bibliotecas, seu
comportamento na busca da informação e sua avaliação das bibliotecas da
UERJ, através das verbalizações de suas necessidades informacionais,
aqui mapeadas por funções de pertinência. Descreve e analisa os
resultados obtidos, demonstrando que a Lógica Fuzzy aplica-se a estudos
desta natureza, para viabilizar a oferta de novos serviços.

1 INTRODUÇÃO

Para atuar de modo eficiente e eficaz, as bibliotecas universitárias
como provedoras da informação, insumo básico para produção do

36

�conhecimento, vêem-se na contingência de adaptar-se a cenários em
constante mudança.
Assim, seguindo uma tendência organizacional, as Bibliotecas
Universitárias buscam modelos gerenciais flexíveis, que lhes propiciem uma
atitude pró-ativa, face às necessidades informacionais da comunidade.
Como estas necessidades variam em consonância com as áreas de
atuação, nível acadêmico, entre outros aspectos, não se pode enfocar a
comunidade universitária apenas de modo global , especialmente quando se
trata de oferecer-lhe serviços e produtos. Para tanto, são imprescindíveis
estudos visando a definir as demandas diferenciadas de professores e de
alunos.1
Além disso, é preciso, também, "conhecer as circunstâncias que
levam um usuário a iniciar um processo de busca de informações, se
quisermos compreender os fenômenos que ocorrerão quando do uso dos
sistemas, serviços e produtos mobilizados por esse usuário."2
O foco no indivíduo, a partir de " uma perspectiva cognitiva, buscando
interpretar

necessidades

de

informação

tanto

intelectuais,

como

sociológicas"3 se efetiva através da interação da Biblioteconomia e da
Ciência da Informação com outras disciplinas, como a Psicologia, a
Sociologia, a Filosofia, a Estatística e a Matemática Fuzzy.
Esta abordagem interdisciplinar foi cogitada, quando das mudanças
no perfil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, o que veio a
exigir a avaliação do Sistema de Bibliotecas - SISBI, visando a sua
reestruturação.
O desenvolvimento dos estudos necessários coube ao Grupo
Especial de Trabalho - GET, composto por cinco Bibliotecárias, presidido
por um docente do Instituto de Medicina Social da UERJ - IMS/UERJ e
Coordenador da Comissão da Biblioteca C, do Serviço de Bibliotecas
Biomédicas, prof. Dr. Cid Manso de M. Vianna. O GET contou com a
37

�assessoria da Profl. Dr. a Lena Vania Ribeiro Pinheiro, na área de Ciência da
Informação e da Prof. a Regina Serrão Lanzillotti, doutoranda em Engenharia
de Tráfego, docente do Instituto de Matemática e Estatística da UERJ IME/UERJ.
O Estudo de Necessidades e Demanda de Informação - ENDI, uma
das etapas da avaliação do SISBI e objeto deste trabalho, , buscou definir o
perfil do usuário prioritário das bibliotecas (alunos e professores), seu
comportamento na busca da informação e a avaliação das bibliotecas da
UERJ.
Por

envolver

atributos

de

difícil

quantificação,

expressando

motivações, comportamentos e atitudes individuais, optou-se, para o ENDI,4
por um modelo qualitativo de pesquisa.
A lógica Fuzzy surgiu, então, como uma alternativa, na qual a
população alvo verbalizaria as suas necessidades informacionais, as quais
seriam mapeadas através das funções de pertinência.
Ainda pouco divulgada, a lógica Fuzzy vem sendo empregada,
principalmente no exterior, em campos tão diversos quanto os da
Informática, Sistemas Inteligentes, Área Biomédica, Sistemas de Controle e
Engenharia e, inclusive, nos estudos da Ciência da Informação.5
Um breve histórico e a sistemática da aplicação da lógica Fuzzy, no
ENDI, é relatada neste trabalho. Os resultados obtidos são apresentados e
analisados, concluindo-se que a utilização da lógica Fuzzy, em estudos
desta natureza, prioriza a visão dos usuários, contribuindo, desta forma,
para o efetivo planejamento da oferta de serviços e produtos diferenciados.

38

�2 SOBRE A LÓGICA FUZZY

Considerada de vanguarda por alguns, a lógica Fuzzy foi criada, em
1965, por Zadeth, engenheiro eletrônico, professor na Universidade da
Califórnia, Berkeley, que iniciou estudos sobre o desenvolvimento da teoria
de conjunto modificado chamada Fuzzy Sets.7
Zadeth examina a autonomia da lógica Fuzzy como um modelo lógico
semelhante ao da mente humana, que tem uma capacidade notável de lidar
com verbalizações revestidas de ambigüidade.
Dessa forma, na lógica Fuzzy, tudo tem um grau de importância,
podendo ser operacionalizado através da noção de pertinência, ou seja, um
valor associado ao objetivo a ser alcançado. A idéia principal desta teoria é
muito simples e natural.
Se não somos capazes de determinar os limites exatos da pertinência
de um elemento no conjunto (sim e não), faz-se necessário buscar uma
escala que permita caracterizar o seu grau de pertinência no mesmo.
Um conjunto Fuzzy é uma classe, em que não existe um limite
divisório entre os objetos que pertencem e aqueles que não pertencem ao
conjunto. Uma definição mais precisa pode ser estabelecida como:
Seja X

=[ x

] uma coleção de objetos (pontos) denotados por x.

Assim, o conjunto A em X é o conjunto de pares ordenados:
A

= (X,

m A(x)) x

i

X , onde X é a variável , contínua ou discreta, do

universo em estudo.
A função m A(x) é o grau de pertinência de x em A, lendo-se m A (x)
como uma função de X ao espaço de pertinência,
assumindo valores no intervalo [O a 1]. Estamos diante de um
conjunto Fuzzy, cujos extremos representam , respectivamente, o conceito
da não pertinência e da pertinência plena. Estes conjuntos permitem que se

39

�definam operações binárias internas, tais como união, interseção e
complemento, similarmente às existentes na teoria dos conjuntos nítidos.
A função de decisão Fuzzy implica, essencialmente, considerar-se o
operador interseção a pertinência mínima e o operador união, a pertinência
máxima. No ambiente Fuzzy, a tomada de decisão objetiva alcançar alguns
níveis de aspiração, podendo o tomador de decisão aceitar pequenas
violações nas restrições, e ponderar diferentes graus de importância a estas
violações. A questão é determinar a alternativa ótima, com o mais alto grau
de adequabilidade em relação a todos os objetivos.
No ENDI, foram adotadas composições nebulosas, expressando os
macro-objetivos
(composição 1 o ................. o composição n), constituídos através do
conjunto de objetivos específicos, operacionalizados à tomada de decisão:
(composição 1 o ........... o composição n)

= max

[ min (Objetivo 1),

...... min (Objetivo K)]

2.1 Características da Lógica Fuzzy:

Esta metodologia possui, entre outras, as seguintes características
facilitadoras: pesquisar apenas um número reduzido de interlocutores;
realizar o estudo em um curto espaço de tempo; corrigir possíveis falhas no
preenchimento dos formulários, em tempo hábil; não utilizar dados
secundários; minimizar custos no levantamento e processamento dos
dados.
No entanto, procedimentos devem ser observados, a fim de evitar
viés na pesquisa:
• assessoria técnica em lógica Fuzzy.
• entrevista estruturada: tanto na elaboração dos formulários com
questões objetivas, fechadas,

como na sua aplicação,

exige o
40

�envolvimento de especialistas: bibliotecários experientes, conscientes
dos vários aspectos que compõem o cenário em que atuam, mais
especificamente, os que se referem aos usuários,
• seleção dos entrevistados: entre usuários envolvidos com a busca da
informação e dispostos a participar do estudo.
• levantamento de campo: bibliotecários de Referência motivados e
treinados para aplicação da entrevista.

2.2 A Aplicação da Lógica Fuzzy no ENDI:
A aplicação da lógica Fuzzy, no estudo em foco, se deu, na prática,
pelo cômputo das verbalizações , numa escala crescente de valoração, das
composições: identificação e comportamento dos usuários na busca da
informação, e avaliação das bibliotecas pelos usuários reais.
De acordo com a orientação de Zadeth, apud Braga7 , é adequada a
consulta de 15 (quinze) a 20 (vinte indivíduos), pelo menos. No ENDI , foram
entrevistados 34 (trinta e quatro) usuários, sendo 20 (vinte) reais e 14
(quatorze) potenciais distribuídos pelos Centros Acadêmicos ( Centro de
Ciências Sociais - CCS, Centro Biomédico - CB, Centro de Educação de
Humanidades -

CEH, Centro de Tecnologia e Ciências -

CTC)

considerando-se o quantitativo dos docentes e discentes em seus níveis
acadêmicos. As entrevistas foram aplicadas por 20 (vinte) bibliotecários.
No presente estudo, utilizou-se a técnica de entrevista estruturada,
com perguntas fechadas nas composições anteriormente citadas. Os
objetivos específicos intra-composições viabilizaram traçar o perfil do
usuário (através da sua identificação e do seu comportamento na busca da
informação) e avaliar as bibliotecas da UERJ.

41

�Realizou-se um pré-teste, com quatro usuários reais, permitindo-se
aprimorar o instrumento de coleta das informações e verificar a viabibilidade
do levantamento de campo.
Embora o recomendável seja que a indicação dos entrevistados caiba
aos representantes das Comissões de Bibliotecas (bibliotecários, docentes
e discentes), no ENDI, devido ao curto prazo disponível, os bibliotecários é
que a fizeram.

É importante que o primeiro contato com os entrevistados seja
pessoal, por isso, este foi feito, inicialmente, por telefone e, como houve boa
receptividade,

posteriormente,

por

carta.

A

atitude

positiva

dos

entrevistados, bem como a postura adequada dos entrevistadores, muito
contribuíram para a qualidade da informação obtida.

3 RESULTADOS DO ESTUDO

Os resultados do ENDI são descritos e analisados a partir dos
objetivos propostos, para cada uma das composições, conforme exposto no
quadro 1. A seguir, estes resultados estão sintetizados nos quadros 2,3 e 4,
enquanto que os quadros 5, 6 e 7 resumem as interações entre as
composições.

42

�Quadro 1: Objetivos das Composições
IDENTIFICAÇÃO DO usuÁRIo
...
.

.......................:!

...................... ··· ..

::
······~~ 1

iObjetivo 1

I

'1Identificação do discente
i, ....... ,...........,.""... ,""::,"''''''''''''''''''''':":..., ~"...."", . ,,,,,, ...........,,,,,.::.,,.,,,,,,,,,,,,,::,::.,,,,....... ,,, . ,"""",.... ::,,,,,, .... ,::...,,,.,. ,,,,,,,,,,,,,,,,::,,,,,,,,,"",:::,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,.,,,,,,,::,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,):
: Objetivo2
:1Identificação do docente

I

................................. J........... . . . ... ....................................

iObjetivo3
,

' Objetivo4

.................

.

............... ;;

I Titulação do docente

.

······r'=~~=====~=========~====.=
.....=....=.....:.,

IIUso formal e freqüência à Biblioteca

?",,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,\I,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,"''''''','''',,'',''''''''''''''''''''''''''''''''',''''',''''''''',''''''''''''''','','''''''"'''''''''''''''''''''''','''''''''''''''''''''','''''''''''''''''''''''''''''''''',''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''il
:1Identificação do Centro a que pertence o usuário

I

iObjetivoj

f'""'";;~';;';;'~;;"~~"';;;;;;"'~;;";;"'CÔMPORTAMENTÕ;;NAi;;us'cA DA=lliFoRMAçio'==;;;;~~=='~""";;'~"" :

iObjetivo6

................

:1

1
, Grau de independência e conhecimento em relação ao uso da biblioteca

l~,~~,~~c~~~~i~~~~~~~~~~:~~~c~:~~""""'~~'"

IObjetivog

11

Participação do usuário no desenvolvimento de coleções

I

'P;;';;';;""';;'~~"';;"'==";;'''';;;;';;;;;;;;~''i~";;;;;;;;'''''";;';;'~;;'';;;;~;;,;;;;;;="";;,;;,=;;;;,=,;;;;;;~;;;;''"''===,,;;'''''=,;;'''';;~,==;;;;"';;"'=;;=;;,='"'~~;;;;'==";;'~i:

:Objetivo9

il Utilização

da Internet

..

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Obje~volo. .

I

IObjetivou

... ...11

~s ode font~~~~~~~~~~s

.

·I Interação usuário com a Biblioteca

f"'"'-"C~'~ÃODAs"BrnLlõTEêAs~"'"''''''"'''''''
rObj~~ti;~~'; '''''''''''''''''''''''''''''''' rA~~~'~'i'~'''d~~'' '~';;~'~';"'~f;;';~'i'd~'~"';~i~~"'Bibli'~~;~'~'~ """""''''''""""""",,,,,,,,,,,,,,,,.,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

rõb;ti;~='jB~~~~~is~~i~i~is ~~~~i~li~~ i~.I~s '~i~~i~i~~.~. '-

I

Objetivo 14

"

H

IAvaliação das Bibliotecas quanto ao acervo, atendimento, horário de
!fimcionamento e instalações fisicas,

_~=_",== ......._.__..=",,,,,,,,,,,,J..,"",~~",,,~,=="=..... _.....===,,=="=..m"=''''''==''''''"""''--_···· ..·····_.. ···,,==,_·_········..·......."'''"'''''''''''=

Avaliação das Bibliotecas quanto ao acervo, atendimento, horário de
funcionamento e instalações físicas.
A cada objetivo foi associada uma escala gradativa de pertinência,
considerada ideal pelos especialistas em Biblioteconomia e Ciência da
Informação, denominada filtro F(X). As freqüências relativas às respostas
dos entrevistados, tomadas como pertinências observadas A(X), foram
43

�cotejadas com a escala do filtro, pois a qualidade da informação, conforme
Braga8, é o confronto entre as verbalizações dos usuários e os filtros
sugeridos pelos especialistas .(Anexo 1)
Os macro-objetivos, aqui definidos como composições , foram
analisados através do operador interseção, o que conduziu à concepção
avaliativa, no limite mínimo das funções de pertinência, observadas para
cada objetivo específico intra- composição.
Assim, na primeira pergunta, a respeito da composição que buscou
identificar o usuário ( objetivo 1) procurou-se levantar o nível acadêmico e a
atividade exercida pelo aluno na UERJ, para verificar as diferenças de
necessidades/demanda por tipo de serviços entre as duas categorias
(graduação e pós-graduação).
Quanto ao perfil do docente (objetiv02) procurou-se identificar o nível
acadêmico e a natureza do trabalho desenvolvido pelo professor na UERJ,
que

apresentam

características

diferentes

e

necessidades/demanda

distintas, podendo haver simultaneidade, ou não, desta atuação.
A titulação do docente (objetiv03) buscou identificar a titulação
acadêmica mais elevada do professor, pois sabe-se que, quanto maior é o
envolvimento

com

a

pesquisa,

maior a

necessidade/demanda

de

informação, inclusive estrangeira.
A formalização do vínculo usuário/biblioteca representada pela
inscrição na biblioteca (objetiv04) foi enfocada, neste estudo, para verificar o
uso formal e a freqüência, à biblioteca pelo usuário, com regularidade ou
não, objetivando repensar o procedimento para cadastramento de usuários
e definição da política de seleção e aquisição. Nesta questão, trabalhou-se
apenas o usuário real, pois o usuário potencial não poderia ser tratado pela
metodologia Fuzzy (as variáveis possíveis seriam inscrito e não inscrito, o
que caracterizaria um conjunto nítido).

44

�A seguir, buscou-se (objetiv05) identificar o Centro Acadêmico ao qual
o usuário está vinculado para levantar necessidades/demanda específicas
de cada Centro, associando-se a uma escala estabelecida de acordo com o
estágio de desenvolvimento da pós-graduação em cada Centro.
O quadro 2 resume todos os dados levantados na composição
Identificação do Usuário (Objetivos 1 a 5)
Quadro 2 : Síntese da Identificação do Usuário
r ;'"u ~~[ ~~~~; o~~ ~~ ··.·

r-

........

. . . . . . . ..

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"

r-.'R~,l . . t,'=t' . . . . . . . .

~:,~::~;~,:=.!~. i~:~.::::=;::~~
Não identificada a atividade

iPotencial

Discente

,

Inu"nu
i

!! Na graduação, atuando na

Mest1'ado sem atividade
Graduação sem atividade
acadêmica, pertencente aos CTC e acadêmica, pertencente aos
CB
.... ..1l CCS e CEH
Não identificada a atividade
acadêmica, nível Mestrado,
pertencente aos CTC e CB

11 Na

.I
'
.,

graduação com atividade na •
•• extensão, lÚvel Doutorado,
'
•• pertencente aos CCS e CEH
:Í-.

Nota: CB - Centro Biomédico; CCS - Centro de Ciências Sociais; CEH Centro de Educação e Humanidades; CTC - Centro de Tecnologia e
Ciências.
A composição do comportamento do usuário na busca da informação
foi analisada a partir do objetiv06, que visa a verificar o grau de
independência e de conhecimento do usuário em relação ao uso da
biblioteca (códigos adotados, arranjos por estantes, uso de bases de

45

�dados), para subsidiar programas de treinamento formal e informal de
usuários.
No objetivo?, buscou-se verificar se os usuários freqüentavam não
apenas as bibliotecas do SISBI/UERJ, mas também, outras fora da
Universidade, pois a identificação dos tipos de bibliotecas utilizadas com
mais freqüência pelos usuários possibilitaria definir, mais precisamente, as
estratégias de intercâmbio, oferta de serviços e produtos, nível de
acessibilidade e qualidade do acervo (pertinência e relevância).
O objetiv08 propôs-se verificar o grau de participação do usuário na
execução da política de seleção e aquisição e no desenvolvimento de
coleções, porque sugestão de material bibliográfico a ser adquirido pela
Biblioteca é uma forma de o usuário participar do desenvolvimento do
acervo, favorecendo aquisições que melhor o atendam.
O objetivo 9: verificar o uso e acesso às novas tecnologias, a fim de
planejar serviços/produtos, via Internet e objetivo 1O, identificar as fontes
eletrônicas utilizadas pelos usuários, com a finalidade de implementar uma
política de seleção e aquisição, facilitar o acesso a essas fontes e promover
serviços e produtos mais sofisticados aos usuários.
O objetiv011 foi elaborado com o intuito de avaliar se o usuário
interage com a biblioteca, perguntando-lhe se verifica a existência ou não,
no

acervo,

da

bibliografia

indicada,

para

promover

a

integração

biblioteca/usuário, .
A síntese das verbalizações das pertinências mínima e máxima, na
composição Comportamento na Busca da Informação (objetivos 6 a 11),
está representada no quadro 3.

46

�Quadro 3 : Síntese do Comportamento na Busca da Informação

·
n
.....

_-_.,-"~-'-_.".-:[-"._""-"._--_._

Usuário

....__._._...._._,._".-.... ..._..."..
~

'

__

_---.. ._-_...__._._."._----,,--..__.-..,,---Pertinências

;1

,. .... . ........ ..

Mínima

'\ '

Máxima

"

~!

p-~~--~jr~~----~~~~~--~~~i!~~~~~~~~~~~"
Real

Utilização de bibliotecas de Departamentos e de
outros especialistas

!Utilização de bibliotecas da UERJ
i

'

I

Sempre sugere material bibliográfico a ser
Nunca sugere material bibliográfico a ser adquirido Iadquirido
I

Às vezes verifica se a bibliografia indicada existe
na biblioteca

IIAcesso à Internet na UERJ

Acesso à Internet em outros locais

__

~.~,

Potencial

I1

j

Se.mpre ve~~a se a bibliografia indicada
enste na biblioteca

IUtilização do e-mail

Utilização de BBS e Teleconferências

J~

I,

________________

~J------------.~,
Utilização de bibliotecas de outras
instituiç ões

Utilização de bibliotecas da UFRJ

·i Sempre sugere material bibliográfico a ser
1I

adquirido

li Sempre verific a se a biblio grafia indic aeia existe na
i.i".'

biblioteca

Não houve discriminação relevante
quanto à verificação da enstência, na
biblioteca, da bibliografia indicada

:,

I

1I Utilização

de BBS e salas virtuais

Não .",,, • Internet o. 'ó ."". n.

Nunca sugere material bibliográfico a ser
adquirido

, ,idmei. :: :::~::~furie"

----------r---·-···----..·-·-·---·-:

I1---··-···-----:-·-··------.. , .
!

Real!

I

.I Acessa base de dados sem auxilio

j

Acessa estantes sem auxílio

!

! Potencial

,i

_ I_

1

... __

:

;

.

....

_J

Nota: BBS - Bulletin Board Service

47

�A última composição a ser analisada é a que se refere à avaliação
das bibliotecas pelos usuários reais , através dos objetivos 12 a 14 e
resumida no quadro 4.
Esta

avaliação

referiu-se

aos

serviços

e

produtos

oferecidos

(objetivos 12 e13) , para redefini-Ios e adequá-los àsnecessidades dos
avaliação

usuários. A

do

acervo, do

atendimento,

do

horário

de

funcionamento e das instalações físicas(objetivo 14), teve também , por
finalidade , adequá-los aos usuários.

IF

Quadro 4 : Síntese da Avaliação das Bibliotecas pelos Usuários Reais

ato~~ s

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I

IMa.

-d-C----

I

...................

Pe~~~~~~~'

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...........................

. ................ ,

M~___ul

___ _ __.1

r=Ef=Jª~==:===~1
l
I
r~odutos

I

Não utiliza e não

I

I

conhec~

N~_~..~~~ec:: não oferece

Acervo
Periódicos
Não conhece quantidade, qualidade e
1 1 .atualidade
00.

I ............... __ ............................:i.......................

r-----..- . . ·. -~I I1vros

Quantidade, qualidade e
atualidade regular

...................:l ....................................................,....................................................................................

l Qualidade e atualidade não foram bem discriminadas

li,

1

1 I

I'

. jl

il
I

......................... ---........ :!

"--'-1

I

I!

Quantidade deficiente

l. . ...... . . . . . . . . . . t. ..,. . . . ."..... . . . . . JI... . . . . . . . . .... . . . . "., , . ,. . . ., . .,. . . . . . . . . . .""". . . . . . . . . .,. ,. . .", ,,,, . . . """". ., ,., . . . . ..... . . . . ". . . . . . . . . I
..:1

! Atendimento
I

Bibliotecário apresentou melhor
t avaliação do q~e o fi.mcionário

.

Bibliotecário e funcionário
considerados ótimos

.1

.
. . . . . . . . . . . . . . . . .. ... . . . . . . . .· . 1
'-·-·+····T··_··-~-·'
.

'0

r H~;ári~··~i~··F~~i~~~~~·~· · ···· ·· ·· ···· ····· ·· ········[ i~·~~· ······ ········································· ·· · · · ·· ······· · · ·····················fil~~····· ·······

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. . __. . . . . . . . . J
Nota: *Dentre todos os serviços oferecidos, estes foram os mais
citados pelos entrevistados.
A próxima etapa é a análise das interações para cada composição
considerando-se

os

macro-objetivos

identificação

dousuário,
48

I

�I~

comportamento na busca da informação e avaliação das bibliotecas, como
citado anteriormente.
A identificação do usuário foi obtida através da convergência pelo

,
I
I

máximo dos mínimos das pertinê ncias dos objetivos específicos, conforme
o quadro 5.
Quadro 5 Composição Identificação do Usuário

Objetivos Específicos

Pertinência Mínima

li

Composição

II

I
I

DISCENTE

.........

O,: Nível Acadêmico

r

05: Identificação Centros

mHHm"HH,(H'HH

:0,2

:

104
1

10,4

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· ==··:···;;...==~=-"----_-:.._...;:;.....=··---·-DOC~~E

I'

...

li !
I

F··················===",,············

02: Atividade desenvolvida

i

I

05: Identificação Centros

Nota: OObjetivo4 não pôde ser considerado, por se constituir em um conjunto nítido.

Nota: O Objetivo4 não pôde ser considerado, por se constituir em um
conjunto nítido.
Do quadro 5, depreende-se que o perfil dos usuários, docentes e
discentes, das bibliotecas do SIS81 é semelhante, porém, aquém do
esperado. Isto é, os mais altos níveis de titulação não corresponde a um

49

l

�maior envolvimento com a pesquisa, mesmo em relação àqueles que atuam
nos Centros com tradição em pesquisa.
O quadro a seguir permite avaliar a interação dos objetivos
específicos, quanto ao comportamento na busca da informação, de maneira
análoga à operacionalização visualizada do quadro anterior.
Quadro 6 : Composição: Comportamento na Busca da Informação
I

fõbjeiVO'

~~~;;~"llc~~;;;;i~ ~r:~~5:~?"~~ -1

"

"H

lL

"H,

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I

USUÁRIO REAL

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1;;;;;;;;;;;;;;:;:o"""""""""""""""""""""""T~;"~~"l~;:~~:~::';;;":;;;:~"~~""'''~~:I
i07: Tipo de Bibliote cas
: 0,4

I

: 0,1

;, ° 10 : Uso de fontes eletrônicas

:Ii

: 0,2

1 I

: 0,1

1°11:Interação
li

"... .... . . . . .......... .. . . . . . . . . . 1 ........

usuARi~ParrnCIAL

I I
i~~
'
···················11
"",:'J

,

No quadro 6, pouca diferença verificou-se entre os usuários reais e
potenciais. Avaliou-se o grau de independência no uso da biblioteca, os
50

I

�tipos de bibliotecas utilizadas, a participação do usuário no desenvolvimento
de coleções, a utilização da Internet, o uso de fontes eletrônicas e a
interação usuário/biblioteca. Os resultados ficaram abaixo do valor mediano,
dentro da escala de pertinência adotada.
A avaliação das bibliotecas pelos usuários reais, quadro 7, através
dos componentes relativos aos serviços, aos produtos, ao acervo e ao
atendimento, ao horário de funcionamento, às instalações físicas valeu-se,
também, da operacionalização maximizante para as pertinência mínimas
dos objetivos específicos, analisados intra-componentes. A avaliação intercomponentes levou à pertinência da composição Avaliação das Bibliotecas.

Quadro 7 : Composição: Avaliação das Bibliotecas

, ...

objoti..,

&amp;p,cifi",

p~~':::f';

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I···· · · · ·,· · · · · ···········~"··~··"·~-·-~f~""···············································f·······~··"il· · · · · · ·i~;:·· · · · ·l
SERVIÇOS - 0 12

51

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·.······ .·· · · ··

[

·

11 . . . . .•.. . . . . .

PRODUTOS 0 13

11°,!

. . . . . . . . . . . .. . . . : . ···

1
!

11 .

I

. Clipping

ATENDIMENTOIHORÁRlO DE FUNCIONAMENTOIlNSTALAÇÕES FÍSICAS - 0 14

Nesta composição, tanto a atualidade de títulos de livros, quanto a
busca retrospectiva em bases de dados ficaram aquém das expectativas,
assim como os demais, que se encontram em situação ainda mais
deficitária.
Considerando-se que o ideal seria atingir, neste e nos outros macroobjetivos, valores próximos de 1, este resultado também ficou abaixo de um

52

�nível satisfatório, demonstrando que há uma lacuna entre o que é oferecido
pelas bibliotecas e as demandas de seus usuários.
A validação da pesquisa está consubstanciada nos índices de
qualidade da informação para cada um dos objetivos específicos, que
variaram entre 0,82 e 0,93, demonstrando que as verbalizações obtidas
através da linguagem natural e mapeadas pela lógica Fuzzy foram
consideradas de boa qualidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A lógica Fuzzy possibilitou traçar o perfil dos usuários das bibliotecas
da UERJ, cujo universo é de aproximadamente vinte e dois mil (entre
professores e alunos), distribuídos pelos quatro Centros Acadêmicos da
Universidade.
A partir da análise das verbalizações feitas por esses usuários, pôdese detectar, com clareza, os pontos de estrangulamento no fluxo da
informação e as lacunas entre a oferta e a demanda. Isto pode ser atribuído,
não só à ausência de interação entre a comunidade acadêmica e as
bibliotecas da Universidade, mas também ao fato de os bibliotecários
implementarem serviços sem priorizarem as demandas dos seus usuários,
o uso que estes fazem da informação e as especificidades da área na qual
atuam. Deste modo, os esforços empreendidos para promover os serviços
tornam-se inócuos, pois não alcançam o objetivo principal de uma biblioteca
disponibilizar e promover o acesso à informação.
Em conseqüência, delineou-se um novo perfil para o serviço de
bibliotecas da UERJ aproximando-o mais do conceito de serviço de
informação, este através de uma estrutura em rede - a Rede de Bibliotecas
SIRIUS. Esta estrutura foi projetada com o intuito de fortalecer as
bibliotecas setoriais, dando-lhes uma maior autonomia administrativa e um
53

II

�padrão técnico básico. Acreditando-se que esta identidade, calcada em
demandas

diferenciadas,

sem

descaracterizar

o

conjunto,

atuará

harmoniosamente intra e extra instituição, promovendo o acesso à
informação com valor abrangente como insumo básico tanto no ensino
quanto na pesquisa.
Os resultados obtidos com a aplicação da lógica Fuzzy indicam que
esta é mais uma alternativa para verificar a viabilidade de novos serviços a
partir da demanda dos usuários.

ABSTRACT

It presents the Study of the Needs and Demand of Information through
Fuzzy logic, an alternative methodology. This study is centered in the person
and it defines the profile of the main user of the libraries, its behavior in the
search of information and its evaluation of UERJ's libraries, expressing
verbally its needs for information, analysed by means functions of
pertinence. It describes and analyses the results and showing that the Fuzzy
logic applies to studies of this nature in order to make the offer of new
services and products possible.

54

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1 AMARAL, Sueli Angélica do. Serviços bibliotecários e desenvolvimento
social: um desafio profissional. Cio Inf., Brasília, v.24, n.2, 1995.

2 LE COADIC, Yves- François. A Ciência da informação. Brasília: Briquet
de Lemos, 1996. p.44.
3 FERREIRA, Suely Maria Soares Pinto. Novos paradigmas da informação
e novas percepções do usuário. Cio Inf., Brasília, v.25, n.2, p. 220,
maio/ago. 1996.
4 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Proposta de nova
estrutura do sistema de bibliotecas da UERJ. Rio de Janeiro, 1997.
p.23.

5 GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar : como fazer pesquisa
qualitativa em ciências sociais. Rio de Janeiro: Record, 1997. 107p.
6 LE COADIC, Op. cit. p.23.

7 ZIMMEMANN, H. J. Fuzzy set theory and applications. 2.ed. Boston :
Dordrecht; London : Kluwer Academy, 1995.
p.241-82.

1,1

8 BRAGA, Mario Jorge Ferreira et aI. Conceitos da matemática nebulosa
na análise de risco. Rio de Janeiro: Artes e Rabiskos, 1995. p. 29.

55

i

�ANEXO 1 Síntese dos filtros e Pertinências Observadas

GSA, aluno da graduação sem atividade acadêmica complementar;
GM , aluno da graduação com atividade em monitoria; ESA, aluno da
especialização sem atividade acadêmica complementar; MAS, aluno do
mestrado sem atividade acadêmica complementar;

DAS, aluno do

doutorado sem atividade acadêmica complementar; GEx, aluno da
graduação cf atividade em extensão; GP, aluno da graduação cf atividade
em pesquisa; Mex, aluno da especialização cf atividade em extensão; MP,
aluno da especialização cf atividade em pesquisa; Dex, aluno do doutorado
•

cf atividade em extensão; DP, aluno do doutorado cf atividade em pesquisa.

r';;':; ~I ~ I ~ Ir;. i ~ r~~ 'i

GEI

III li

EElC
.... li
...

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i DEX ,' DI

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lroo ... ~E~~o~ Jo) Jo. iEJlo) reEi~o$ J~~ IU~~ ~
I . . . . . . . . . .i l L J ...!..

l ;; t~JoP J

IA(x~ -O~

.1

.

IP io, ' O) Jo~ jo.I J 0,1;i0~ Jo~ I O)JO) JO) t·4 JO~JOP JO.4 1
.t0ilr) Jo~ ,."op-'-r~;]o~ , EF;-J~,1 ,F;-{~~--P-l~~~~--fll

/lP

Gad - professor da graduação com atividade em administração; GE professor da graduação com atividade em extensão; EAd - professor da
especialização com atividade em administração; MAd - professor do
mestrado com atividade em administração; DAd - professor do doutorado
com atividade em administração; GEx - professor da graduação com
56

�atividade em extensão; EE - professor da especialização com atividade em
ensino; EEx - professor da especialização com atividade em extensão; GP professor da graduação com atividade em pesquisa; EP - professor da
especialização com atividade em pesquisa; ME - professor do mestrado
com atividade em ensino; MEx - professor do mestrado com atividade em
extensão; MP - professor do mestrado com atividade em ensino; DE professor do doutorado com atividade em extensão; DEx - professor do
doutorado com atividade em extensão; DP - professor do doutorado com
atividade em pesquisa

Objetivo 3

•

pós·DOItmdo

.................................. " ...........................................1[""" .. "." .." ..""."."""".,., ... ,,""··""·'.. ·~f"'··········,·············,···· · ····· · ·

O:ljetiw 4

H

FSBNI

~

FSRI

r·········""""·,,,,·······,,,···,""",,··,········,j"·····,,",·····················,""·,,,········,·····:1
~

FRNI

I

,~

FRI

r~ ~~Ebb
/

FSRNI - Freqüenta sem regularidade e é não inscrito; FSRI Freqüenta sem regularidade e é

inscrito;

FRNI - Freqüenta com

regularidade e é não inscrito; FRI - Freqüenta com regularidade e é inscrito

57

�!---ObTeti~~5

~iltrO. F(~)

-~-r CB
•

11,0

~ertinências observadas ~(x)ur

11,0

•..••••. .. ......... •..

T ccs r

1~ ,7 ·

1:°,6

CEH

·'0,4

,9.4

T

CTC

. ~, 1· ..
ut9

\
.i

"

,. . . .... . . . . . . . .,. . . . . . . . ". ,.,.,. . . . ... .~~=!~P.. . . . . . l~.:.?. .. .. . . . . . . . I.~. ~~.. . . . . ... .,... !?,~~. ,. . ,. . . . .",. , ,. ,.,,J~;,~, ,.... . . . .. . ,. . . . . .,
CB, Centro Biomédico; CCS, Centro de Ciências Sociais;
CFH, Centro de Educação e Humanidades; CTC, Centro de Tecnologia e Ciências

DECA- Diretamente nas estantes com a1.lXl1io; CCA - Consultando os catálogos com auxilio;
DESA - Diretamente nas estantes sem auxílio; CCSA - Consultando os catálogos sem a1.lXl1io;
ABDCA - Acessando a base de dados com a1.lXl1io; ABDSA - Acessando a base de dados sem auxilio

Obj.uvo

iFíltfo: F(x)

7 1 D:o . . . . . _
'! 0,10

PARr I FsP ~ ~~T

: 0,20 ..............·..

·l~~~o

. . . ···. '.

0,70

Il u: !
:11,00

OPTO - Biblioteca de departamento; PART - Biblioteca particular;
ESP - Biblioteca particular de outros especialistas; OUT - Bibliotecas de
outras instituições;

UERJ - Bibliotecas da UERJ

a

58

I-

�•

NU - não utiliza; SV - "chats" (salas virtuais); TELC - teleconferências;
LBV - livrarias e bibliotecas virtuais; LO - listas de discussão; BBS - Boletins
de aviso; E-mail - correio eletrônico; BOCO - Bases de dados em CO-ROM;
BDOL - Bases de dados on-line.

59

)

�1 """ ' Ob;~~~;; ==I ~~~~~"=II ~~~~-I" ~p~"]
0,1
iFiltro: F(x~
ii 0,6
11,0
.
1

: 1'p~~~~'~i~'~~~~~:~:'''''''' ' ~(AC~'' ' ''''''' ' '''' ''''''''''··i··Õ:2 . . '. ""·'"' ' '. ". . . . ·,· ,. ,·''''''!:,~:~'''·''''·''''·'''·"'''''''''''''' '''''' '''r~':~'~ '''''''''''''''''' '''''''''''''''''' ''(
.............................. !.. ..............................................L..............................

1.......................

1---

NUNCA

1

F."OF~~"""
IPertinência Obserrad~

II

AS VEZES

..L.............:
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SEMPRE

-~=Jl,~ :""~lõ:6 "'= E;

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10,9

0,9

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......) 0,3 .................... ;

=""',,,.."'=.,l..,,,,,,,..,,,,,,,,=,,,,,,,,,,,,,,,,,,,..,"'iL........,,,,,,,,,,,,,""""""",="",,,,,,1,,,,==,,,,=,,,,,,,,,=,,=.;

"-.m__""'"""'",,,_,,,,,,,,_,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,_,,,..,..,,,,,-'=......,..,,,"',..

: Pertinência ob serrada A09ur

,[ Localização periódicos no CCN

: 0,0

0,7

•

60

�!::::t:

b

: Atend1mentode bibliotecários
--~---.-

..."..

----....

~-~"--_.-_.

iHorário de funcionamento
•

li

:::,:::
. ,

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61

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                <text>Apresenta um Estudo de Necessidades e Demandas de Informação, através de uma metodologia alternativa - a lógica Fuzzy. O estudo, centrado no indivíduo, define o perfil do usuário prioritário das bibliotecas, seu comportamento na busca da informação e sua avaliação das bibliotecas da UERJ, através das verbalizações de suas necessidades informacionais, aqui mapeada por funções de pertinência. Descreve e analisa os resultados obtidos, demonstrando que a Lógica Fuzzy aplica-se a estudos desta natureza, para viabilizar a oferta de novos serviços.</text>
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                    <text>A IMPLANTAÇÃO DE MELHORIAS DA QUALIDADE DOS

SERVIÇOS NA BIBLIOTECAVISCONDE DE MAUÁ
Mariza Inês da Silva Pinheiro
Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Tecnologia,
Programa de Pós-Graduação em Eng. de Produção Campus - CEP: 97105-500, Santa Maria, RS
Leoni Pentiado Godoy Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Tecnologia,
Programa de Pós-Graduação em Eng. de Produção Campus - CEP: 97105-500, Santa Maria, RS
R. Radharamanan, PbD
Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Tecnologia, Programa de PósGraduação em Eng. de Produção - Campus - CEP: 97105-500,
Santa Maria, RS. Pesquisador CNPq

ABSTRAT
This work introduces improves in the Visconde de Mau Libraru services performed,
showing many troubles ser, many of them doing part of one transition process, for
the continue ímprovement.
Área: Qualidade
KEYWORDS: library, quality, c1ient.
1. INTRODUÇÃO

Com a evolução das novas tecnologias nestes últimos anos, as Bibliotecas não
podem ficar fora deste avanço tecnológico e começaram a se preocupar em buscar
novas tecnologias para prestar melhores

serviços

aos

usuários.

Segundo

KLAES(1996), a evolução e o dinamismo dessas tecnologias vem exigindo
mudanças tanto na postura do profissional da informação, quanto no desempenho da
Biblioteca Universitária, notadamente no que se refere à prestação de serviços e as
suas políticas.
Outro ponto firndamental neste processo é buscar a qualidade dos serviços e
trabalhar a informação com precisão, e de forma personalizada, de modo que seja
25

�fornecida ao usuário aquilo que realmente for solicitado, dando uma contribuição
positiva no momento de buscar e recuperar a informação. Pois segundo KLAES E
PFITSCHER(1996), a qualidade da prestação de serviços depende da excelência da
equipe da Biblioteca, deve-se promover a capacitação dos recursos humanos, de
acordo com suas necessidades específicas, dentro de cada categoria funcional,
oportunizando sua participação em curso/atividades dirigidas objetivando que cada

um seja "o melhor" na sua tarefa que desempenha.
Neste trabalho serão mostrado alguns resultados das propostas de estudos e
resultados das avaliações. Onde este processo de melhoria está proporcionando ao
usuário maior eficiência e eficácia na recuperação da informação através dos
serviços qualificados que está sendo oferecido.

2. A BmLIOTECA DA UNICRUZ
A Biblioteca Visconde de Mauá, situada no campus universitário da
Universidade de Cruz Alta desde o dia 21.10.88, onde foi reconhecida em 06.12.93.
Seu espaço fisico é de 341,55 m2, localizada no prédio central. Possui um acervo de
24.400 volumes de livros e 1.800 títulos de periódicos nacionais e internacionais e
1.950 títulos de folhetos.
Atualmente a biblioteca ainda oferece o acesso a informação através de fichas
catalográficas (assunto, título e autor), pois apenas os registros e o serviços de
empréstimo está automatizado e o restante não estão neste processo.
Possui um quadro funcional de 2 bibliotecários, 6 auxiliares e 9 estagiários
que

trabalham

para

atender

3.000

alunos

da

pré-escola

a

pós

graduação (especialização), funcionários e professores, que revezam em turnos que
iniCia das 8:00 às 22h e 30min. sem intervalos.

26

�3. APLICAÇÃO PRÁTICA
Primeiramente foi feito wn questionário para o levantamento da opinião dos
usuários da Biblioteca Visconde de Mauá , pertencente a Universidade de Cruz Alta,
RS. As questões apresentadas foram de ordem informativa, questionando sobre a
infra-estrutura, inovações fisicas e tecnológicas, acervo, atendimento, horário de
funcionamento para avaliar num primeiro momento desta pesquisa, possíveis
inovações a serem implementadas.
Constatou-se alguns problemas levantados pelos funcionários e os próprios
usuários, então foi realizado pesquisa durante wna semana no principal fluxo de
utilização da biblioteca no período das provas, onde foi feito wn questionário
buscando wna amostra de 3% do total de alunos da Universidade. Conseguiu-se
através da opinião dos usuários sobre a qualidade dos serviços e o ambiente da
Biblioteca, levantar os fatores que causavam as maiores insatisfações, pois nesta
época é de grande procura de livros e periódicos e de todos os serviços oferecidos
por esta Biblioteca.
Analisando de 3 a 4 vezes por semana, e 35% diariamente utilizaram-se
também da pesquisa ou de alguns serviços oferecidos pela a Biblioteca.

111 a 2 vezes
.3 a 4 vezes
[] diariamente

43%

Figura 1. Utilização da Biblioteca Visconde de Mauá
Foram destacados dentro desta pesquisa, os seguintes pontos positivos, que
são: o excelente atendimento por todos os funcionários, tanto no balcão de
27

�empréstimo como no acervo, o horário de funcionamento, também satisfaz as
necessidades dos usuários. Foi constatado por esta pesquisa a importância sobre a
disponibilidade e a variedade de títulos de periódicos e livros avaliado pelos
usuários como eficiente e também, considerada como boa a organização.
Dentro destes itens considerados eficientes pelo usuários, procurou-se avaliar
o nível de satisfação da qualidade dos serviços percebidos pelos alunos, funcionários
e professores que freqüentam a Biblioteca desta Universidade.
Portanto, abordou-se a necessidade de se manter a constância e coerência
como fonna de consolidar o fornecimento desses serviços com qualidade. No
entanto, Total Quality Control - TQC tem se mostrado uma alternativa interessante.
Segundo CAMPOS (1992), defme o TQC no modelo japonês como um sistema
gerencial que, com o envolvimento de todas as pessoas em todos os setores, visa
satisfazer suas necessidade, através da prática do controle de qualidade.
No setor de prestação de serviços, que é o caso da Biblioteca, este conceito é
muito dificil de se entender, pois na verdade, muitas vezes ocorre a delegação de
responsabilidade pela qualidade para o funcionário de linha de frente, ou seja, aquele
que atende o usuário no balcão ou no acervo da Biblioteca. No setor de serviços
deve haver um sistema que dê suporte, orientação e feedback quanto aos seus
resultados.
Contudo, é necessário uma ação integradora e uma abordagem voltada para a
qualidade em serviços. ALBRECH(1994), oferece-nos ampla conceituação da
abordagem sobre o cliente, entende o cliente como um elo seguinte da cadeia
funcional, novas possibilidades de atuação e de crescimento da qualidade nos
servIços.
Mas, os usuários também manifestaram a sua insatisfação e citaram alguns
pontos negativos, o que mais se destacou foi o espaço fisico, seguido pela falta de
silêncio no ambiente de estudo. As porcentagens estão mostradas nas figuras 2 e 3.

28

�0%

12%

a ótimo
17%

• muito bom
obom
mJ regular
• ruim

49%

Figura 2. Espaço físico

15%

3%

Ill3ótimo
• muito bom

o bom
• regular

34%

.ruim

Figura 3. Ambiente de estudo

As questões anteriores apresentadas, permitiram um levantamento bastante
completo da opinião dos usuários da Biblioteca, possibilitando um amplo
entendimento da situação existente e dos anseios dos usuários. Reclamando a falta
de silêncio, falhas na reserva e por último a fila no balcão de empréstimo no período
dos intervalos. E adquirir um maior número de exemplares, foi dado com sugestão
por 29 usuários pesquisados.
Verificando estes problemas a Biblioteca teve como objetivo propor soluções
para atingir sua meta principal, que é a satisfação do usuário e mostrar que esta

29

�unidade é de grande importância para todos aqueles que nela buscam
conhecimentos.
Primeiramente, o espaço fisico foi em destaque pela maioria dos alunos, onde
toma-se dificil estudar considerando como um ambiente inadequado, devido um
ambiente inadequado, a segunda insatisfação foi a falta de silêncio, ou seja, muito
barulho interno, pois também é dificil num espaço pequeno e com muitas pessoas
manter o silêncio. Embora este problema já tenha sido observado pela Instituição há

algum tempo atrás, isso devido ao aumento expressivo de alunos, fez com que esta
Instituição desse início a um novo prédio neste início de ano, onde esta previsto o
término para outubro deste ano. Pois o objetivo principal é dar maior satisfação ao
usuário e consequentemente melhorar a qualidade de ensino, pois o papel da
Biblioteca é apoiar o processo de ensino e aprendizagem. A seguir mostra-se as
ações tomadas, as de imediato, e a serem tomadas, as de médio prazo, para atingir a
satisfação total dos usuários.

4. PROPOSTAS PARA MELHORIA DA BmLIOTECA.

Detectado todos esses problemas a biblioteca propõe melhorias para
solucioná-los. Com 'este objetivo foi feito uma reunião entre os funcionários e
escolhido os cinco primeiros itens com mais deficiência para ser estudados e
avaliados, onde apareceram várias sugestões. Através destas sugestões foi possível
colher as seguintes propostas:

De imediato

• Será feito uma reorganização na localização dos móveis(estantes e mesas), para
ampliar o espaço interno, dando uma maior estabilidade aos usuários;
• Com a falta de silêncio entre os próprios usuários, foi sugerido algumas palestras
nas salas de aula para mostrar aos alunos a importância do silêncio para os que
estão estudando.

30

�• Para a ampliação do acervo, será passado para os chefes e coordenadores de
curso, a listagens dos livros mais utilizados, para que sejam analisados conforme
o número de alunos de cada curso que utilizam estes livros. Onde serão
solicitados a verba necessária para a aquisição dos mesmos.
• Os serviços oferecidos pelo balcão de empréstimo, já está automatizado, mas as
reservas ainda são manuais, por isso será separado as fichas das obras reservados
das não reservados, estabelecendo-se a reserva para a primeira obra chegada e
não pelo número de registro como era feito, e também foi feito wna reunião
analisando a importância deste trabalho.
• Para agilizar os serviços do balcão de atendimento, será colocado mms um
computador e wn funcionário treinado, onde irá atender principalmente nos
horários de maior fluxo de usuários, dando wna maior agilidade nestes serviços,
evitando filas, e não retardando o retomo dos alunos na salas de aula.

De médio prazo

• Com a construção de um prédio exclusivo para a Biblioteca, onde terá 1.800 m2,
onde vai solucionar a deficiência do espaço , pois além do salão de leituras terá
várias salas de leituras.
• Será contratado um especialista na área de psicologia organizacional , para
mostrar a importância do trabalho e juntamente será feito treinamentos para
mostrar mais eficiência e eficácia em todas atividades.
• Com o ingresso de novos alunos todos os semestres, terá uma continuidade de
palestras e vídeos educativos para a concientização de que a Biblioteca é um
lugar de estudos, pesquisas e leituras e não de ponto de encontro com amigos.
• A ampliação do acervo será feito conforme solicitação dos diretores e
coordenadores dos cursos, sempre antes do início de cada semestre.
• Com a chegada do novo prédio da Biblioteca, com a conclusão prevista para
outubro, foi feito reuniões estabelecendo que a seria a própria instituição que irá
elaborar wn software para a automatização dessas novas instalações, onde irá
31

�além de solucionar os problemas das reservas, agilizar todos os serviços dando
wna maior satisfação aos usuários.
• Tendo este espaço fisico adequado para todo o funcionamento e os serviços da
Biblioteca automatizados, e a continuação do bom atendimento por parte dos
funcionários, com certeza acabará as filas do balcão de serviços.

5. IMPLANTAÇÃO DAS MELHORIAS

Para ser implantado todas estas propostas mencionadas, primeiramente foi
agendado uma reunião com a reitoria, onde foi exposto todo o resultado da pesquisa
e apresentado todas as propostas sugeridas pelos funcionários, onde a reitoria
demonstrou-se uma grande preocupação em apoiar esta melhoria, principalmente na
qualidade dos recursos hwnanos, onde a sugestão de um profissional na área da
psicologia organizacional foi bem aceito. Em seguida foi também realizado uma
reunião com os diretores e coordenadores dos cursos, pedindo que verifiquem o
número de exemplares a ser adquiridos e também solicitado uma autorização para os
bibliotecários apresentarem em salas de aula as palestras.
Tendo toda esta etapa aprovada, partimos de imediato para a realização
dessas melhorias. Buscou-se na filosofia da qualidade total o embasamento teórico
para ajudar na definição da etapas de forma a alcançar índices de qualidade que
sejam compatíveis com as necessidades e exigências dos usuários da Biblioteca da
Universidade de Cruz Alta.
Salienta-se que, este processo de melhoria esta em fase de desenvolvimento,
pois tendem a alcançar a excelência dos serviços prestados pela Biblioteca, dentro
de uma visão dinâmica de melhoria contínua.

32

�6. RESULTADOS

Como foi destacado anteriormente que atual Biblioteca tem um pequeno
espaço fisico, a solução mais rápida foi a ampliação de 2 salas de estudos, 6 gabines,
e uma sala com acesso a Internet ao lado da mesma, possibilitando uma maior
satisfação aos usuários.
Quanto ao aumento de exemplares, foi passado para os diretores e
coordenadores dos cursos os títulos mais utilizados pelos usuários, onde teve-se um
retomo de imediato para o setor de compras da biblioteca para aquisição das
mesmos, ampliando assim os alguns títulos mais solicitados. Onde cada semestre a
Biblioteca continuará informando a estes diretores da utilização de cada título.
As falhas nas reservas foram amenizados, pois primeiramente, reunindo o
pessoal do balcão de empréstimo, foi colocado o problema onde conforme
sugestões, foi separado as fichas de reservas dos não reservados e colocando na
reserva o primeiro título da obra pedida a ser devolvido e não reservando pelo
número de registro, onde assim chegando o primeiro título fica a disposição do
primeiro usuário da fua da reserva. Onde através desta mudança amenizou este
ponto negativo.
A fila no balcão de empréstimo foi solucionado com mais um computador,
onde agilizou o serviço e consequentemente diminui as filas, dando um retomo
maior de satisfação e oferecendo um maior tempo nos intervalos, onde poderão fazer
outras atividades e não atrasando seu retomo as salas de aula.

33

�7. CONCLUSÃO

Com esta pesquisa foi mostrado a situação que se encontrava o ambiente e os
serviços prestados, onde através deste levantamento avaliado foram solucionados, de
imediato alguns problemas, oferecendo uma melhor satisfação aos usuários. E nas
propostas a médio prazo já estão todas sendo providenciadas, onde o treinamento e a
motivação serão alguns dos pontos importantes para a chegada do novo prédio da
Biblioteca.
Mas para chegar nesta melhoria foi preciso acreditar e trabalhar, onde com
aplicação destas propostas pode-se proporcionar resultados positivos, mas nunca
esquecendo dos recursos humanos, pois são através deles que poderemos satisfazer
todos, e não apenas só os usuários, mas sim a todos que trabalham com dedicação
neste importante centro de informação. Pois é importante a concientização de todos
que para termos um bom trabalho, precisa-se saber da importância deste serviço para
proporcionar satisfação a todos.
Notou-se que o treinamento faz-se necessário para motivar e valorizar o
trabalho. Pois segundo ALBRECH (1994), diz que o treinamento os estimula a
identificar sistemas e processos organizacionais, além de seu controle, que possam
estar interferindo com a qualidade do serviço, para trazê-los à atenção da
administração juntamente com sugestões para aperfeiçoá-los, e diz também, o
treinamento terá sido bem-sucedido se a maioria dos funcionários tomar a iniciativa
de comportamento que coloca o cliente em primeiro lugar e se dedicar a satisfazer o
cliente, em lugar de simplesmente cumprir uma tarefa.
A Biblioteca como um centro de informação, não poderia deixar de oferecer

um bom desempenho nas suas propostas de trabalho com o objetivo de dar
qualidade nas suas informações, onde com avanço da tecnologia e o aumento
crescente de informação, faz que as Biblioteca Universitárias acompanhe estas
evoluções, qualificando os serviços e os recursos humanos.

34

�...

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ALBRECH, Karl. Revolução nos serviços: como as empresas podem revolucionar
a maneira de tratar os seus clientes. 4. ed. São Paulo: Pioneira, 1994.
CAMPOS, Vicente Falconi. TQC : controle da qualidade total (no estilo
japonês).Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992.
DELLARETTI FILHO, e DRUMOND, F. Itens de controle e avaliações de
processos. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1994.
KLAES, Rejane Raffo. Novas tecnologias e políticas de serviços em bibliotecas
universitárias. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 18.,1997., São Luiz Anais ... : FMA, 1997.
KLAES, Rejane e PFITSCHER, Eloisa Futuro. Bibliotecas universitárias: e agora?
In:
CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA
E
DOCUMENTAÇÃO, 18.,1997., São Luiz. Anais ... Maranhão, 1997.

35

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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
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                <text>A implantação de melhorias da qualidade dos serviços na Biblioteca Visconde de Mauá.</text>
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                <text>Pinheiro, Mariza Inês da Silva, Godoy, Leoni Pentiado, Radharamanan, R</text>
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                <text> Apresenta proposta de melhorias nos serviços da Biblioteca Visconde de Mauá, mostrando que muitos problemas são parte de um processo de transição, para a melhoria contínua.</text>
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                    <text>A BASE DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS DE ACERVO
COMO SUPORTE PARA O PROCESSO DE AUTOMAÇÃO:
uma experiência na UNESP - Universidade Estadual Paulista

Ada Tereza Spina Martinelli
CGB - Coordenadoria Geral de Bibliotecas - UNESP
Alameda Santos, 647 - 01419-901 - São Paulo - SP
e-mail: atereza@reitoria.unesp.br

Resumo

o processo de informatização das

bibliotecas no Brasil passou a viver uma nova

fase, caracterizada pela disponibilidade de recursos avançados - máquinas e
softwares de nova geração, que chegaram ao País nos últimos anos . Foi criada a
necessidade das bibliotecas colocarem rapidamente as informações de seus acervos
em meio magnético, construindo suas Bases de Dados. Recursos como a RECON Retrospective Conversion, são utilizados para agilizar a formação dessas bases.
Critérios e requisitos devem ser observados para conferir qualidade à Base. A
UNESP - Universidade Estadual Paulista, encontra-se vivenciando essa experiência.

Introdução
Ao longo do tempo a missão das bibliotecas tem sido adquirir, orgamzar,
preservar e tomar disponível a informação. Nas últimas décadas as bibliotecas
passaram a utilizar os recursos da ciência da computação, que por sua vez tem como
missão trazer para o uso da sociedade os beneficios da tecnologia.
As bibliotecas brasileiras, a despeito da grande defasagem ainda existente em

relação às bibliotecas da América do Norte e Europa, em matéria de informatização,
têm conseguido tirar proveito dos recursos da ciência da computação que estão
sendo postos à disposição da Biblioteconomia e que, embora atrasados, chegaram ao

País.
9

�As causas, tanto da defasagem como do novo surto de desenvolvimento, têm
sido fartamente discutidas na literatura da área e estão basicamente ligadas à
mudança da política de informática no Brasil, ocorrida a partir de 1993, e que
proporcionou a disponibilidade de uma nova geração de equipamentos e softwares.
Quando essas facilidades chegaram até as bibliotecas brasileiras, com
recursos até então nem sequer imaginados, as bibliotecas prontamente responderam,
repensando seus objetivos e principalmente reformulando seus projetos de
automação.
Mudanças que viabilizaram computadores com enorme capacidade de
armazenamento, processamento e recuperação da informação, bem como a
possibilidade de divulgação da informação com recursos de WWW, trouxeram em
seu bojo uma nova geração de softwares para bibliotecas, os server-based automated
systems e os microcomputer-based systems - sistemas automatizados baseados em
servidor e em microcomputadores. Esses tipos de software vem proliferando e, de
acordo com o "Automated System Marketplace 98", em 1997 encontravam-se no
mercado americano 32 sistemas served-based e 15 microcomputer-based. Na esteira
da nova política de informática vigente, muitos desses softwares chegaram ao Brasil.
Com todas essas disponibilidades, as bibliotecas estão sendo compelidas a
modificar seus procedimentos em relação à informatização, para poder atender a
nova demanda e conviver com essa nova geração de máquinas e de softwares. O
grau de responsabilidade das bibliotecas em oferecer aos usuários melhores produtos
e serviços aumenta na mesma proporção em que estas ferramentas são
disponibilizadas e utilizadas.
Este reflexo é sentido pelos dois grupos de bibliotecas: o das que já contam
com sistemas de automação e o das que ainda estão por iniciar o processo de
informatização, uma vez que para as primeiras fica a necessidade de adequação dos
seus sistemas e para as outras as dúvidas normais de por onde começar. Para os dois
grupos de bibliotecas fica o desafio: colocar uma massa de dados para fazer
funcionar as engrenagens dos sistemas, o que equivale a ter registros dos seus
10

�acervos disponíveis em meio magnético e em formato que possa ser aceito pelos
softwares .

A consulta on line: principal motivo da informatização

Algumas bibliotecas ainda vêem a criação de uma base de dados
bibliográficos como uma tarefa relativamente simples, uma vez que estão habituadas
a usá-la mais com o objetivo de automatizar as funções da Circulação,
proporcionando a consulta ao acervo e o controle de empréstimo. A manutenção de
uma base de dados dessa natureza na verdade não requer grande investimento, uma
vez que somente os dados essenciais, geralmente autor/título, acompanhados de um
elemento identificador do documento na biblioteca, são suficientes para atender ao
objetivo que se propõem.
A conseqüência, no entanto, é que o catálogo on line conta com poucos
pontos de acesso ao documento, deixando de atender seu objetivo, que é justamente
fornecer ao usuário uma visão do acervo da biblioteca que está sendo consultada.
+Quando ele precisa de mais informações sobre o documento, é necessária a
consulta ao catálogo de fichas.
Além disso, essas bases simplificadas, geralmente construídas sem
compromissos de compatibilidade com outras bases e sem a preocupação de
integração, não apresentam registros bibliográficos de qualidade. Muitas bibliotecas
iniciaram seus processos de informatização e produziram essas bases numa época
em que, além da precariedade de recursos disponíveis no País, ainda não havia sido
criada a necessidade de registros em formato padrão. O CALCO - Catalogação
Legível por Máquina, formato derivado do MARC - Machine Readable Cataloguing
e obrigatório para as bibliotecas participantes da Rede nacional, era utilizado
somente por essas bibliotecas, e o formato IBICT, também derivado do MARC e
difundido pela instituição com o mesmo nome, o IBICT - Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia, foi pouco difundido e utilizado.

11

�Para viabilizar um catálogo on line eficiente é preciso investir na fOlmação de
uma base de dados consistente, com registros que sejam produto de um trabalho de
catalogação e não somente de uma relação das obras da biblioteca.

Os sistemas de automação de bibliotecas
Os modernos softwares disponíveis no mercado nacional são do tipo
integrado, ou seja, são organizados em módulos ou aplicativos que tratam de
maneira integrada todas as funções de uma biblioteca, a partir da aquisição do
documento até a recuperação da infonnação. Por serem modulados, apresentam para
as bibliotecas a opção de compra de partes do sistema, de maneira a atender somente
algumas funções. Assim, se a biblioteca já tem resolvida de maneira satisfatória uma
de suas áreas, como a de aquisição, por exemplo, ela pode comprar somente os
módulos que se referem às funções subsequentes, voltados ao processamento técnico
e disseminação da informação.
Mesmo bibliotecas que já dispõem de sistemas automatizados e possibilidade
de recuperação da infonnação on line, estão procurando essa nova geração de
sistemas para adequar suas bibliotecas aos novos tempos, principalmente porque
tomam consciência de que suas bases de dados já não se destinam a um usuário
restrito à instituição, mas a um público muito mais amplo. A INTERNET criou um
novo tipo de usuário da informação de biblioteca, um consumidor mais exigente e
crítico. Além disso, como esse universo é muito extenso e variado, o usuário pode
comparar o produto produzido pela sua biblioteca com o produto de outras
instituições. Os catálogos on line que representam o acervo de uma biblioteca,
portanto, devem estar suportados por bases de dados que atendam também a esse
novo requisito, que é o novo perfil do usuário da biblioteca e da infonnação.
Ocorre também que quando a instituição resolve pela aquisição de um
sistema certamente espera que o investimento traga resultados imediatos, ou seja,
como a biblioteca dispõe de um sistema "poderoso" deve rapidamente disponibilizar
as infonnações da biblioteca. O problema começa aí: as infonnações disponíveis em
12

�meio magnético, possíveis de serem "postas no ar" são muito incipientes, e podem
comprometer a imagem da biblioteca e da instituição.
Quanto mais completos e sofisticados esses softwares se apresentam, mais
necessária se toma uma base de dados melhor. O ponto mais atrativo desses sistemas
geralmente é o sofisticado sistema de recuperação da informação, que permite várias
formas de pesquisa, utilizando recursos de tecnologia de ponta. São também
variadas e atraentes as formas de display do registro. No entanto, de que adianta isso
se não se tiver o que mostrar? Se a base de dados utilizada como suporte do catálogo
on line for constituída de registros "pobres", produto de uma catalogação
simplificada,

que

omite informações importantes

sobre

o documento,

a

disponibilidade de um software eficiente pode se tomar em um motivo de frustração
para a biblioteca, uma vez que ele passará a mostrar de forma mais eficiente o
produto de um trabalho ineficiente.
Muitas vezes é possível, para as bibliotecas que já contam com seus registros
em meio magnético, adaptar suas bases de dados ao novo ambiente, ou seja,
converter seus registros para que sejam utilizados no novo sistema. Ocorre, no
entanto, que os novos softwares fatalmente requerem que os registros estejam
padronizados de acordo com normas internacionais , ou seja, sejam produzidos de
acordo com formatos derivados do MARC .
Para essas bibliotecas, partir para a conversão da base ou recatalogar o
material é uma decisão importante, que deve ser analisada à luz de aspectos como
custos, quantidade e qualidade dos registros que formam a base, além do fator
tempo.
Se esse quadro se apresenta desanimador, deve ser lembrado que, ao mesmo
tempo em que esses novos sistemas põem à mostra o trabalho da biblioteca,
deixando ver como ela faz, e mais ainda, deixando ver o que ela deixou de fazer,
eles também fornecem todas as facilidades para a constituição da plataforma
essencial para o funcionamento do sistema: a Base de Dados.

13

�A Base de Dados Bibliográficos de acervo como suporte do catálogo on line e do
processo de informatização.
Uma base de dados formada a partir da catalogação completa e de acordo
com padrões, com registros de qualidade, passa a ser, no momento em que é
disponibilizada ao público em forma de OPAC - On Line Public Access Catalog, o
instrumento pelo qual o serviço da biblioteca é julgado e avaliado. A disponibilidade
de um maior número de pontos de acesso aos documentos, facilitando a tarefa do
usuário fmal e maximizando o uso das coleções, é estabelecida por uma catalogação
aprimorada, em máquina.
Uma base de dados local, de registro completo, nestes termos, se toma o
ponto central de um futuro sistema integrado de automação de biblioteca, podendo
eliminar o custo de manutenção de sistemas isolados paralelos, destinados a
controles diversos. A integração das funções de aquisição e catalogação, através da
automação, resulta em melhor fluxo das rotinas do serviço técnico; as atividades
destinadas a disponibilizar o material bibliográfico ao usuário - pesquisa e
circulação, tomam-se conseqüências naturais do processo de automação, possíveis
de ser desenvolvidas com menor esforço.

A qualidade da base de dados
A qualidade de uma base de dados bibliográficos está ligada a diversos
aspectos que devem ser lembrados quando do seu projeto e que se referem a:

Padronização
Ao projetar a base de dados, a biblioteca deve procurar deixá-la, tanto quanto
possível, semelhante às bases de outras instituições, com a finalidade de futuro
intercâmbio de registros. Embora o formato MARC apresente campos padrão, existe
uma série de outros campos que podem ser utilizados para determinadas
informações e que ficam à escolha da biblioteca .

14

�Abrangência da base
Ao consultar o catálogo on line de uma biblioteca, o usuário espera ver nele
representado todo o acervo da biblioteca, independente do tipo de suporte do
docwnento e da idade da coleção. Essa expectativa acaba sendo frustrada mesmo em
países mais desenvolvidos que o nosso, porque é natural, quando se inicia ou se
reformula um processo de informatização, a convivência de duas fontes de consulta:
o catálogo on line complementado pelo catálogo convencional de fichas, para as
bibliotecas que estão iniciando a informatização, ou dois catálogos on line, um
baseado no sistema atual e outro no sistema anterior.
Para minimizar em parte essa situação, podem ser observadas algumas regras
básicas na constituição da base de dados: que tipo de material ou que parte da
coleção tratar primeiro.
Se o periódico é o material predominante do acervo da biblioteca, os esforços
devem ser concentrados no tratamento desse tipo de material. Resolvida a questão
do tipo de material a ser contemplado, resta detectar que parte da coleção, seja de
periódicos, de monografias ou de outro tipo de material, deve estar necessariamente
representada na base de dados.
Quanto à parte da coleção a ter tratamento prioritário, podem ser adotados
critérios como privilegiar:
.:. a que apresenta maior índice de circulação
.:. os materiais recém adquiridos
Como os sistemas integrados proporcIOnam o controle de Circulação,
envolvendo as rotinas de empréstimo, é natural se esperar que os materiais de maior
índice de uso já possam ser emprestados pelo novo sistema . É preciso então que a
base privilegie esses materiais quando for estabelecido o cronograma de entrada de
dados. Uma integração entre a área de processos técnicos e o balcão de empréstimo
da biblioteca pode permitir que sejam detectados os materiais mais solicitados pelos
usuários.

15

�Produção do registro bibliográfico
Ao registro bibliográfico estão ligadas questões que incidem no uso de
normas e padrões específicos para sua produção e, portanto, se referem à
Catalogação.
Com os sistemas informatizados, a tarefa de catalogação passou a
desempenhar um papel de importância fundamental na biblioteca, embora à primeira
vista possa parecer que a criação de registros legíveis por máquina tenha
descaracterizado uma tarefa antes tão nobre da biblioteca. Na realidade esses
profissionais estão assumindo um papel de grande importância, se for visto o
aspecto de que o produto de seu trabalho, um registro bibliográfico que forma uma
base de dados, é consumido por um público às vezes totalmente remoto, a milhas de
distância da sua sala de trabalho.
Esse produto, antes visível somente através de uma ficha em cartolina
armazenada no catálogo da biblioteca, hoje constitui um elemento de uma base de
dados disseminada a nível nacional e mesmo internacional. Ele tem, portanto,
seguindo a regra geral de mercado, que se mostrar competitivo, tem que ser de
qualidade.
Para isto, ao criar um registro bibliográfico, deve-se atentar:
.:. que se produza um fuH record, ou seja, que o documento seja descrito de maneira
completa;
.:. que o registro seja elaborado de acordo com o padrão MARC, para que seja
garantida a compatibilidade e a possibilidade de importação e exportação em
relação a outras bases;
.:. que sejam estritamente respeitadas as normas de catalogação relativas à produção
de registros legíveis por máquina;
.:. para um rigoroso controle de entradas, para evitar que um mesmo documento
acabe gerando múltiplos registros.

16

�Uniformidade das entradas
Para manter controle sobre a qualidade dos registros é indispensável utilizar
bases de dados auxiliares da catalogação: as bases de Autoridades e de Assuntos. A
Base de Autoridades arrola as diversas formas de um mesmo nome de autor
individual ou coletivo, indicando a forma que deve ser adotada. Da mesma maneira,
a Base de Assuntos garante a utilização uniforme dos termos do assunto. O objetivo
é sempre fornecer ao catalogador/indexador, subsídios para a adoção de termos
uniformes na descrição do documento.

Pontos de acesso ao documento
Os usuários de biblioteca estão habituados a consultar bases de dados de
assuntos referenciais, de assuntos específicos de suas áreas, disponíveis em CD-Rom
ou on line, onde é encontrada uma série de facilidades e até requintes na forma de
pesquisa e visualização do registro. Quando esse usuário consulta a base de dados de
sua biblioteca, embora saiba que se trata de um tipo de base de dados diferente, ou
seja, uma base de acervo e localização e não somente referencial, ele espera contar
com pelos menos algumas facilidades às quais está habituado.
A determinação dos pontos de acesso ao registro, portanto, é um ponto
importante a ser observado no projeto da base, uma vez que vai determinar a
maneira de como a pesquisa vai ser efetuada, ou seja, tem que ser possível recuperar
um registro por qualquer dos elementos que o compõem. Sobre isso deve ser

lembrado que um documento da biblioteca não recuperado é um documento perdido.

A conversão retrospectiva de registros: um atalho na formação da Base de
Dados
A criação de uma base de dados representativa e que atenda a pelo menos
parte dos requisitos desejáveis, não é uma tarefa simples, mesmo se utilizadas as
modernas ferramentas disponíveis, porque implica na produção de registros

17

�bibliográficos a partir da catalogação completa e acurada, criados dentro de normas
e padrões.
Existe, no entanto, wn recurso que permite à biblioteca desenvolver wna base
de dados de forma mais rápida: a conversão retrospectiva de registros, que consiste
na transformação de fichas do catálogo em registros legíveis por máquina. A forma
mais básica de conversão é digitar as informações das fichas diretamente em wna
planilha eletrônica, o que pressupõe, naturalmente, a existência de wn software
específico para receber e tratar os registros.
Com a disponibilidade de novos recursos de informática, outras formas de
conversão retrospectiva foram desenvolvidas, principalmente a on line e a batch. O
princípio é o aproveit3Jnento de registros existentes em outras bases na formação da
base de dados local, diminuindo o esforço de catalogar em máquina o material da
biblioteca. O processo de conversão consiste em pesquisar as fichas dos catálogos
das bibliotecas em bases de dados que servem servir como fonte de registros.
Quando encontrados os registros que se referem ao mesmo docwnento da
ficha, é feita wna cópia para wn arquivo local. Esses registros são depois editados,
para incluir informações da biblioteca, e carregados na base local.
A conversão retrospectiva, ou RECON - retrospective conversion, nas suas
diversas formas, há tempos vem sendo usada por bibliotecas de outros países com o
mesmo objetivo: incrementar a base de dados local para poder disponibilizar
catálogos on line mais efetivos.
No Brasil esse recurso não foi explorado até recentemente por dois motivos
básicos:
.:. inexistência de bases de dados suficientes para suportar o processo de conversão,
ou seja, que servissem como font de registros;
.:. falta de estrutura adequada nas bibliotecas - máquinas e softwares - para receber
e tratar os registros convertidos.
A idéia de conversão retrospectiva de registros no Brasil está fortemente
ligada à de catalogação cooperativa, em virtude de que até recentemente somente as
18

�bases de dados de redes cooperativas - como a OCLC - On Line Computer Library
Center, dos Estados Unidos e a BIBLIODATA CALCO, nacional , eram utilizadas
como bases fonte de dados para o processo de conversão retrospectiva.
Atualmente, estão disponíveis e vêm sendo utilizadas várias outras bases de
dados, principalmente catálogos de instituições, que, de forma on line ou em CDs,
apresentam os registros em formato padrão, tipo MARC, e softwares que permitem
o download dos registros. Dois exemplos podem ser o catálogo da Biblioteca
Nacional, em CD-Rom, no Brasil, e o catálogo da Kansas University, nos Estados
Unidos,

que

pode

ser

acessado

sem

custos

através

da

INTERNET

(http://www.lib. usu.edu/).
O aproveitamento de registros de outras bases de dados, pela prática da
conversão retrospectiva, no entanto, não significa que a biblioteca não tenha que ter
bem estruturada a área de catalogação, porque os registros trazidos de outras bases,
embora se apresentem num mesmo formato do usado na base local, precisam de
adaptações antes de serem inseridos na base que está sendo construída.
Ocorre também que grande parte do material selecionado para entrada
prioritária na base local, não se encontra representado em nenhuma das bases fonte
de registros disponíveis na pela Biblioteca. Esses materiais têm que passar pela
catalogação completa antes de se constituírem em registros para a base local . Se a
biblioteca fizer parte de uma rede de catalogação cooperativa, esses registros podem
ser agregados também à base de dados da Rede, como registros originais, ou
implantações.

A experiência que vem sendo vivida pela UNESP
O acervo bibliográfico da UNESP - Universidade Estadual Paulista, é um dos
maIS

importantes do Estado, uma vez que suas bibliotecas se constituem em

repositórios tradicionais de importantes coleções, explicado pela própria origem da
Universidade, que ao integrar Unidades de ensino e pesquisa, já contava com um
patrimônio importante em termos de biblioteca. . Por ocasião da criação da própria
19

�Universidade, muitas das Unidades que a constituem já contavam, enquanto
institutos isolados, com muitos anos de atividades, que tomaram possível o
surgimento de coleções consideráveis.
A UNESP conta atualmente com 24 bibliotecas distribuídas por todo interior
do Estado de São Paulo, com serviços e acervos descentralizados e uma
coordenação central, exercida pela CGB - Coordenadoria Geral de Bibliotecas, na
cidade de São Paulo.
Com exceção de algumas bibliotecas, que contavam com sistemas
automatizados destinados a controles locais, como de circulação, por exemplo, e
iniciativas isoladas em termos de formação de uma base de dados, geralmente em
formato MicroISIS, não havia na Universidade uma diretriz central em termos de
automação.
Há alguns anos a informatização das bibliotecas da sua rede vem sendo
estudada pela CGB, que procurou conhecer os sistemas existentes nas bibliotecas
universitárias do País antes de se decidir por um modelo e por um software que
atendesse seus objetivos. Em vista da característica toda especial de sua rede, ou
seja, a grande distância entre uma biblioteca e outra e de todas em relação à
Coordenação, a adoção de um modelo e de um plano de automação dependia em
grande parte da defmição da própria rede de informações da Universidade.
Quando, em 1994 , a UNESP iniciou a interligação de suas Unidades através
de uma rede computacional a partir da Reitoria em São Paulo, a CGB pode também
se fixar num modelo de automação para suas bibliotecas.
Essa demora em se decidir por um modelo de automação trouxe para a
Universidade uma relativa vantagem, uma vez que os anos 90, com a nova política
de informática do País, disponibilizando equipamentos com capacidade de
processamento, armazenamento e portabilidade cada vez maiores, contribuiram para
que o Plano de Automação pudesse ser mais audacioso e abrangente.
Contando com a perspectiva de um parque computacional adequado à época e
mesmo antes de se decidir por um modelo de automação para suas bibliotecas, a
20

�CGB teve como preocupação principal a criação de uma base de dados consistente e
representativa de seu acervo, por entender que esse é o passo mais importante
quando se deseja automatizar as funções de uma biblioteca.

A formação da Base de Dados: ponto central do Plano de Automação.

Ao delinear seu Plano de Automação e projetar sua Base de Dados, a CGB
teve preocupações no sentido de:
.:. desenvolver um produto que permanecesse a despeito de futuras eventuais
mudanças de equipamentos;
.:. trabalhar de forma cooperativa, contribuindo para a formação de uma grande
base de dados nacional;
.:. que a base de dados se constituísse num suporte consistente para as rotinas de
circulação;
.:. proporcionar a criação de um catálogo on tine com tendências modernas, que
garantisse o máximo de satisfação ao usuário fmal.
Para atender a todos esses requisitos tomava-se imprescindível a adoção de
um formato de registro que contemplasse o maior número possível de informações e

que proporcionasse a possibilidade de intercâmbio com outras bases de dados, do
País e mesmo do Exterior. A escolha natural foi o formato CALCO, derivado do
internacional MARC e já bem difundido no País, entre outros motivos, por ser o
fonnato padrão da base de dados de catalogação cooperativa do País, a Base
BIBLIODATA CALCO.

Mesmo antes de implementar seu Plano de Automação, já havia na UNESP o
desejo de participar de uma rede de catalogação cooperativa, afim de, além de se
utilizar do serviço de catalogação já desenvolvido e dispor dos produtos oferecidos
pela Rede, também colocar o acervo da Universidade disponível à comunidade, em
âmbito nacional .
Saída de uma experiência frustrante motivada pela compra de um software
nacional para a informatização de sua Rede de Bibliotecas, a UNESP, ao mesmo
21

�tempo em que se detinha na tarefa de avaliação de softwares de maior abrangência
no mercado internacional, continuou a investir na formação de sua base de dados.
Utilizando os recursos proporcionados pela Rede BIBLIODATA CALCO foi
possível a criação de registros através do sistema de cooperação, ou seja, registros
existentes na Base e que se referissem a obras existentes na UNESP eram
aproveitados com uma intervenção mínima por parte da área de catalogação. Foram
também criados registros originais, ou seja, catalogadas obras que ainda não se
encontravam representadas naquela Base.
Assim, quando em 1997 a Universidade resolveu pela aquisição do ALEPH,
sistema integrado já utilizado por diversas bibliotecas do Pais, incluindo a USP Universidade de São Paulo, já se contava com um volume significativo de registros
disponíveis em formato USMARC, uma vez que a Rede BmLIODATA acabava de
converter todos os registros de sua Base, de formato CALCO para USMARC.
O sistema ALEPH foi adquirido com todos seus módulos principais, de
maneira a atender a informatização de todas as funções das bibliotecas. O módulo
Catalogação já se encontra instalado na CGB - Coordenadoria Geral de Bibliotecas,
em São Paulo, e o OPAC está disponível também para as bibliotecas da Rede

UNESP.
A massa de registros criados através da Rede BmLIODATA e que constitui a
Base UNESP, foi disponibilizada por aquela Rede em formato USMARC e
adaptada, pela ExLibris, empresa que comercializa o software, para o sistema
ALEPH. A fase atual é de continuidade da entrada de dados, tanto pela catalogação
original de documentos como pela conversão retrospectiva de registros de bases
fonte, como a OCLC - On Line Computer Library Center, em forma de CD-ROM e
on line , a Biblioteca Nacional, em CD-ROM e a Kansas University, via
INTERNET.

22

�Conclusão
Um novo mundo de perspectivas está se abrindo para as bibliotecas
brasileiras, com a disponibilidade de novas ferramentas de trabalho: nova geração de
computadores e de sistemas de automação e maior oferta de bases fonte de dados,
que possibilitam a "cópia" de registros com a finalidade de queimar etapas na
formação de uma base de dados.
Ao mesmo tempo, as bibliotecas ainda têm que lutar para resolver problemas
estruturais como coleções defasadas e insuficientes e falta de pessoal especializado,
relacionados sempre à precariedade de recursos fmanceiros.
A informatização, no entanto, chegou para ficar, como chegou e ficou nas
demais áreas de serviço. Quando e de que maneira utilizar os recursos que ela
oferece é uma questão delicada a ser resolvida no âmbito da política da instituição à
qual a biblioteca está ligada.

23

�I

Referências bibliográficas

1 BARRY, J., BILAL, D., PENNIMAN, W. D. The competitive struggle. Library
Journal, v. 123, p.43-52, apr., 1998.

2 BOSS, R. Retrospective conversion: investing in the future . Wilson Library
Bulletin, v. 58, p.173-179, nov., 1984.

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Research Libraries, v. 50, p.76-82, jan. 1989.

4 GRAHAM, P.S. Requirements for the digital research library. College and
Research Libraries, v. 56, p.330-339, jul., 1995.

5 HARRISON, K. , SUMMERS, D. Retrospective catalogue converSlOn at
LancasterUniversity Library. Program, v.29, n.2, p.123-134, 1995.

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produtividade. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 7. , 1991.
Anais. Rio de Janeiro, 1991.

24

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                <text>O processo de informatização das bibliotecas no Brasil passou a viver uma nova fase, caracterizada pela disponibilidade de recursos avançados - máquinas e softwares de nova geração, que chegaram ao País nos últimos anos. Foi criada a necessidade das bibliotecas colocarem rapidamente as informações de seus acervos em meio magnético, construindo suas bases de Dados. Recursos como RECON - Retrospective Conversion, são utilizados para agilizar a formação dessas bases. Critérios e requisitos devem ser observados para conferir qualidade à Base. A UNESP- Universidade Estadual Paulista, encontra-se vivenciando essa experiência.</text>
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UMA VISÃO ERGONÔMICA DO TRABALHO DO BIBLIOTECÁRIO

Wanja Santos Marques de Carvalho
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da
Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Organização Sistemas &amp;
Métodos. Bibliotecária.

RESUMO:
Este artigo pretende apresentar uma visão do que seja o trabalho, maIS
especificamente aquele que é desenvolvido no ambiente das Bibliotecas/Unidades
de informação. Analisa as atividades do profissional nesse ambiente, considerando
os fatores satisfação, motivação e questões relacionadas à qualidade de vida,
fundamentando-se nos conceitos ergonômicos de adequação do trabalho ao homem.
Pretende ainda, evidenciar que, num ambiente psicologicamente e fisicamente
saudável, e onde o homem encontre espaço para o exercício de sua criatividade e
realização profissional, se poderá obter com sucesso um maior envolvimento dos
recursos humanos na produção da qualidade, principalmente nas abordagens
relacionadas aos processos de produção de bens e serviços.

PALA VRAS-CHA VE:

Trabalho bibliotecário; Bibliotecários

- trabalho

-

ergonomia; Produção da Qualidade - Bibliotecas; Processo Produtivo - Bibliotecas;
Bibliotecários - Qualidade de vida - Trabalho.

390

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1 INTRODUÇÃO

OS bibliotecários e seus precursores, vêm há séculos trabalhando com a
organização e a disponibilização do conhecimento, e pouco se tem acrescentado às
formas pelas quais as tarefas, desenvolvidas no desempenho da atividade são
executadas e os serviços, prestados. O advento das novas tecnologias está impondo
ao profissional alguns questionamentos à respeito desta realidade. Segundo LUCAS
(1996):

"[ ..J um novo profissional da informação surgirá, se o bibliotecário terá ou
não um lugar vai depender, em parte, da sua capacidade de integração, de sua
especificidade como especialista no manejo da informação. "
O que pretendemos então com este trabalho, é apresentar uma outra
abordagem para análise do trabalho do bibliotecário, de forma que se identifique
alguns fatores que levam o profissional a níveis de conflito e angústia, em prejuízo
de

seu desempenho, afetando

sua auto-estima,

comprometendo

ainda

e

produtividade e a qualidade do produto de seu trabalho.
Nesta análise do trabalho do bibliotecário, utilizamos a técnica da observação
exploratória, formulamos hipóteses e sistematizamos a observação. A revisão de
literatura na área foi relevante, para que obtivéssemos pontos de vista sobre a
profissão, e as caracteristicas das tarefas executadas em diferentes ambientes.
Desta forma, apresentaremos as atividades básicas desenvolvidas em
Bibliotecas/Unidades de Informação, de modo que se possa ter uma visão global dos
seus macro processos. Faremos uma rápida apresentação do histórico de estudos
acerca das condições de trabalho do homem, até o advento da Ergonomia como
ciência e, com base em conceitos ergonômicos, analisaremos as questões de
realização profissional , qualidade de vida do bibliotecário e de como estas questões
são fundamentais para que se obtenha espontaneamente uma maior participação do
profissional na implantação de programas de melhoria que se pretenda introduzir,
com fms de garantir a qualidade dos produtos gerados no desempenho de suas
atividades diárias.
391

�2IDSTÓRICO
O trabalho, em sua concepção mais simples, tem sido visto pelo homem
como "um mal", necessário à manutenção das suas condições de sobrevivência. Fato
que se justificava pelas condições em que esse trabalho era desenvolvido e
considerando-se que em grande parte, exigia o uso da força física, apresentando
como conseqüência um maior índice de ocupação da mão-de-obra masculina.
A análise metodológica do trabalho humano, teve início nos primeiros anos
do século

xx,

com Frederick Wislow Taylor, que propunha uma administração

científica, com modelos pré-definidos de processos de produção, onde se
prescrevessem todas as características de um posto de trabalho. Porém, a única
preocupação com o trabalhador era referente as questões da fadiga muscular,
ignorando a participação mental na execução da tarefa.
O movimento que se evidenciou em contraposição a proposta de Taylor, foi o
da Escola das Relações Humanas de Elton Mayo, nos anos 20. Enfatizava as
necessidades afetivas e de reconhecimento pelo serviço realizado, argmnentando que
paralelamente a introdução da tecnologia, para aumentar a produção, a
administração deveria apresentar propostas que contemplassem as necessidades
pessoais do trabalhador .
Mais recentemente, Chris Argyris, um respeitado teórico da administração,
nos Estados Unidos, analisou a organização do trabalho, sob a ótica do que ele
chamou de "atitudes típicas de imaturidade"; tarefas rotineiras; obediência cega à
detenninações; regras excessivas; etc., onde considerava que manter as pessoas
imaturas é uma atitude própria da natureza das organizações formais onde
prevalecem as estruturas hierarquizadas. Isto se dá, pelo fato de que as organizações
são criadas com um propósito, e o alcance deste depende do controle de atitudes
coletivas. Nesse sentido, o trabalhador é "forçado" a se encaixar nas tarefas
concebidas para consecução dos processos de produção. Preocupado com estas
observações, Argyris, sugere a criação de um clima de trabalho, em que todos
tenham oportunidade para crescer e amadurecer como pessoas, como membros do
392

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grupo, atendendo sua próprias necessidades enquanto concorrem, espontâneamente,
para o alcance dos objetivos da organização.

3 BmLIOTECAS E SERVIÇOS BmLIOTECÁRIOS

''Biblioteca é um complexo centro de operações que inclui uma linha de
operação e processos técnicos, e também, em tempo integral, atividades de relações
públicas, criação e pesquisa. " (SOUZA, 1993)

Basicamente, independente de suas características fisicas, pertinência do
acervo ou especialidade, os serviços desenvolvidos em grande parte das
Bibliotecas/Unidades de Informação, se restringem as seguintes áreas:
a) Administrativa, visando o planejamento, organização e administração dos
serviços necessários ao seu pleno funcionamento.
b) Formação e manutenção do acervo, ocupando-se da aquisição por compra,
doação, permuta do material bibliográfico e multimeios.
c) Preparo técnico do acervo, que processa a representação descritiva e temática dos
documentos e disponibiliza os mesmos para utilização.
d) Atendimento e Referência, onde se caracteriza a missão da biblioteca, que é: o
atendimento ao usuário através da assistência pessoal; instrução formal e/ou
informal sobre o uso da biblioteca; facilitação do acesso à informação e fontes
bibliográficas através de pesquisas em bases de dados e cooperação entre
instituições; educação do usuário quanto ao uso adequado dos recursos da
biblioteca; instrumentos de alerta e disseminação da informação; comunicação
visual da biblioteca; e serviços de marketing.
Na literatura analisada, observamos que há uma preocupação básica com os
processos que se desenvolvem no sistema e, que refletem diretamente no que se
produz. FERNANDES (1993) afIrma que "[ ..] os maiores problemas das
bibliotecas são a baixa freqüência nessas bibliotecas, o baixo índice de demanda, a
falta de hábito de leitura e a falta do hábito de pesquisa. Esses problemas ocorrem
também porque a maioria das nossas bibliotecas continua preocupada apenas com
393

�processos técnicos, relegando a planos inferiores o atendimento aos usuários. Ao
que parece essa bibliotecas continuam assumindo postura semelhante a que tinham
em séculos passados, ou seja a idéia de que a tarefa da biblioteca está concluída
quando os documentos são coletados, tratados e expostos nas estantes."
Sendo que, se atribui ao coletivo a responsabilidade pelo desempenho,
omitindo-se a individualidade e a existência de um processo sistemático e
participativo que resulta em questões diretamente relacionadas aos produtos da
organização, que devem ser produzidos ou realizados (serviços).
SOUZA (1995) nos apresenta uma biblioteconomia, ou seja, o exercício do
trabalho na biblioteca, como: " [ ..} uma prática dependente de normas, códigos,
sistemas terminológicos pré-definidos, os quais supõem uma aplicação infinita aos
casos tidos por semelhantes ou comuns. Nesse tipo de atuação, é muito difícil falarse em liberdade de ação, criatividade ou outras características que decorrem do
livre livre arbítrio ou da livre capacidade de realização e que resultariam de um
ensino

universitário

voltado

ao

conhecimento

humanista

ou

cientifico

descompromissado da preparação profissional-tecnicista. "
Afirma ainda que:
" [..} talvez por isso algumas tentativas de caracterização do bibliotecário
coloquem-se mais sob um ponto de vista mecânico isto é, de mostrá-lo como que
construído a partir de um composto de traços, aptidões, qualidades, etc. a fim de ser
utilizado; e sob um ponto de vista funcionalista, isto é, de mostrar o bibliotecário
como apto para cumprir funções pré-definidas por quem de direito. "
E, continua se reportando a questão da prática bibliotecária vigente, dizendo
que a ênfase na execução de tarefas técnico-administrativas vem negando a idéia de
profissão liberal e humanista. Deixa bem claro quando coloca que:
"[ ..} o profissional bibliotecário, por essas características técnicas tão
rígidas, tendencialmente, não fugirá à submissão e adoção cotidiana de normas
operacionais definidas pelos decisores da política do seu trabalho. E a partir deste
fato, ele próprio não só defenderá a relevância do uso e aplicação de normas, mas
394

�intemalizará, como natural, o sentimento de normatividade bibliotecária, de tal
modo que não saberá se portar sem estes condicionamentos. "

Temos então, a visão de um trabalho que limita a criatividade do executor,
impondo-lhe um comportamento que corresponda as exigências da tarefa. Sobre
estes aspectos alguns autores são enfáticos na apresentação de perfis ideais do
profissional para a execução de determinados serviços. GROGAN (1995) fala de
atributos pessoais do bibliotecário, dizendo que:
"É impossível estudar qualquer aspecto do processo de referência sem estar
informado de quanto o mesmo depende inevitavelmente para o seu êxito, dos
atributos pessoais do bibliotecário. Isso implica não em dotes profissionais... , mais
aqueles atributos pessoais humanos, inatos ou adquiridos, como simpatia,
criatividade, confiança e outros mais. "

E vai mais além, diagnosticando que:
"Os bibliotecários de referência que carecem dessas virtudes padecem sob o
peso de uma carga permanente, que amiúde se mostrará tão opressiva que serão
incapazes de se erguerem para atender de modo satisfatório às necessidades dos
usuários. "

Percebemos então que, para alguns autores, o exercício de determinadas
tarefas nas BibliotecaslUnidades de Informação requer que o profissional seja um
modelo acabado, ou que possa ser facilmente adequado as exigências de uma
função.

4 VISÃO ERGONÔMICA DO TRABALHO

o

desenvolvimento de estudos acerca das exigências da tarefa ou das

profissões remonta ao início do século, mais especificamente aos anos 20, quando se
fundou na Inglaterra o Instituto Nacional de Psicologia Industrial, e na França o
Instituto Nacional de Orientação Profissional, cujo objetivo era identificar as causas
dos acidentes e criar mecanismos que evitassem a reincidência. Em 1941,
desenvolveu-se nos Estados Unidos, métodos de recrutamento e seleção das
395

�tripulações da aeronáutica, durante a preparação para entrar na segunda guerra
mundial. Estes métodos foram utilizados anos mais tarde por FLANAGAN, para
formular a "Técnica do Incidente Crítico". Esta técnica é apresentada por PEREIRA
e outros (1980) no estudo de usuários da informação técnico-científica, como
complementação à outros métodos de coleta de dados, para análise do
comportamento diante de uma circunstância. A evolução destes métodos e as
pesquisas desenvolvidas caracterizam o que veio a se chamar de Psicologia do
Trabalho que, com a agregação de pontos de vista de outras áreas do conhecimento,
deu origem a um campo científico que ganhou força em 1949, chamado de
"Ergonomia" .
Em sua ongem etimológica, a palavra ergonomla significa "ciência do
trabalho" e consiste em métodos para análise da questão do trabalho. E segundo
FIALHO (1997), "se destina a resgatar a dignidade dos seres humanos", porque,
pela visão de FOUCOULT, "o teu corpo se toma um corpo útil". O objetivo então, é
a aproximação ótima entre as aspirações das pessoas e as do sistema, com vistas a
continuidade do ciclo produtivo (processar recursos para produzir bens e serviços).
lIDA (1993) diz que:
"[. ..] aspectos do comportamento humano no trabalho e outros fatores são
importantes para o projeto de sistemas de trabalho, que são:

a)O homem - características fisicas, fisiológicas, psicológicas e

SOCIaIS

do

trabalhador; influência do sexo, idade, treinamento e motivação.
b) A máquina - entende-se por máquina todas as ajudas materiais que o homem
utiliza no seu trabalho, englobando os equipamentos, ferramentas, mobiliário e
instalações.
c) O ambiente - estuda as características do ambiente fisico que envolve o homem
durante o trabalho, como a temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, gases e outros.
d) A informação - refere-se às comunicações existentes entre os elementos de um
sistema, a transmissão de informações, o processamento e a tomada de decisões.

396

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e) A organização - é a conjugação dos elementos acuna citados, no sistema
produtivo, estudando aspectos como horários, turnos de trabalho e formação de
eqmpes.
f) As conseqüências do trabalho - aqui entram mais as questões de controles, como

tarefas de inspeções, estudos de erros e acidentes, além de estudos sobre gastos
energéticos, fadiga e "stress". Os objetivos práticos da ergonomia são a segurança,
satisfação e bem-estar dos trabalhadores no seu relacionamento com sistemas
produtivos. A eficiência virá como resultado."
Considerando-se estas afirmações, percebemos que a eficiência não é o
objetivo principal da ergonomia, ela se evidencia na medida em que são adotadas
metodologias durante o projeto da tarefa, assim como para sua operacionalização,
onde existe também uma preocupação com um ambiente fisicamente adequado, que
privilegie as questões relacionadas a qualidade de vida do trabalhador. Desta forma
haverá uma diminuição da incidência de erros, retrabalho e desgaste fisico e mental
do trabalhador. Ao tempo em que vê atendidas essas condições o trabalhador
intuitivamente procurará formas mais práticas de executar suas tarefas, FIALHO
(1997) coloca que:
"[ ..j cada pessoa executa uma tarefa da forma que lhe parece mais

apropriada, então, ao se dimensionar o trabalho deve-se levar em conta a
representação mental do trabalhador. "
Cita ainda três tipos de tarefas:
"a) Tarefa prescrita: objetivos, procedimentos, normas, etc . .
b) Tarefa induzida: representação do indivíduo na tarefa.
c) Tarefa atualizada: particularização do modelo."
Em função de que, teríamos dois tipos de respostas:
"a) Finalizadas: respostas verbais, motoras; tem a ver com a tarefa.
b) Colaterais: tipos de comportamento ( as vezes inconscientes) que podem denotar
"stress" e levar ao erro se não são detectados."

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Desta fonna, fica claro que o trabalho, não pode ser percebido somente por
seus aspectos materiais, como fonte de renda ou pela questão de sobrevivência, mas
sim pelo lado psico-social de se tomar um ser útil, integrado a sociedade e ao
ambiente. Quando se trata do profissional que se capacitou para a execução da
atividade, a expectativa de que ela venha a lhe dar prazer é ainda maior, e
possivelmente sua motivação estará ligada ao alcance destas metas. Na Psicologia
encontramos várias teorias que procuram explicar a questão da motivação para o
trabalho, onde uma série de experiências foram realizadas para justifica-las. Uma
das teorias que nos parece válido citar, por se adequar ao assunto em pauta, é a
expectância-valência. Onde expectância seria:

"Uma avaliação subjetiva das chances ou probabilidades de sucesso que uma
pessoa faz, antes de iniciar uma tarefa. Isso está relacionado com a quantidade de
esforço que seria necessário para se atingir uma meta, como posicionar uma peça
corretamente em uma montagem." E, onde valência seria: "O Significado do
resultado, ganho ou outra conseqüência da atividade pela qual a pessoa acha que
vale a pena realizar essa atividade. A valência seria uma combinação de motivos e
recompensas e dependeria da experiência pessoal e da realimentação. Geralmente
a atividade não tem valor por si só, mas pelas suas conseqüências como
recompensas materiais, ganho ou reconhecimento social. " (IlDA, 1993)
O conhecimento destes fatores é relevante para o projeto da tarefa, uma vez
que é reconhecido que uma das maiores causas de "stress" entre os trabalhadores, é a
dificuldade encontrada para a realização de seu trabalho e o atendimento às suas
exigências. Quando o trabalhador esgota toda sua capacidade se ajustar aos
requisitos da tarefa, ele entra em ansiedade progressIva, apresentando uma
diminuição visível em sua capacidade de cooperação com o grupo e na sua
capacidade de tomar iniciativas.

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5 A QUALIDADE DE VIDA DO BmLloTEcÁRIO NO TRABALHO

Toda análise do trabalho parte de uma discussão, pois a questão é elencar os
fatores que estão levando a produção de falhas, sejam elas técnicas, pessoais ou
organizacionais. Temos aqui que considerar, para análise do trabalho do
bibliotecário: a adequação de sua formação ao efetivo exercício da profissão; os
impactos das novas tecnologias na configuração de seu ambiente de trabalho e no
desempenho de suas atividades; seu conhecimento e/ou desconhecimento do
mercado de trabalho; sua auto-imagem; seu nível de interação com seus pares e
outras áreas científicas; e o conhecimento/desconhecimento de seu papel social e
suas alternativas futuras.
Como já foi referenciado, a ergonomia agrupa conceitos que através de sua
aplicação na adaptação dos métodos, meios e ambientes de trabalho, servem para
reduzir ou eliminar os riscos profissionais à saúde através da redução da fadiga, seja
ela ocasionada pela elevada carga física ou pela carga psíquica de trabalho.
Os profissionais de informação, inclusive o bibliotecário, estão diretamente
expostos aos impactos de um trabalho onde não se pode falar em rotina. Pois, os
usuários de sistemas de informação, têm interesses diferenciados e suas
necessidades e expectativas apresentam um elevado grau de variação.
Analisando-se o desempenho do bibliotecário em seu ambiente de trabalho,
percebemos que para quase todas as áreas especificas, e que são básicas em todas as
BibliotecaslUnidades de Informação, há uma exigência de perfil: para a área
administrativa, se deseja que o profissional tenha capacidade de mando e liderança;
para a de processos técnicos, que tenha raciocínio lógico e amplos conhecimentos
gerais; para a de referência, que tenha boa educação, seja atencioso e que, como diz
GROGAN (1995) à respeito de uma lista de atitudes necessárias, "tenha
imaginação". Percebemos então, que para o profissional, é um pouco difícil exercer
uma atividade onde sempre se espera dele que corresponda ao modelo.
Reportando-nos aos conceitos ergonômicos de trabalho, verificamos que esta
ocorrência implica em ansiedade e sentimento de inadequação, fazendo com que o
399

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profissional sinta-se desmotivado e pouco receptivo à mudanças. Seus objetivos
pessoais e de realização profissional dificilmente encontram amparo neste ambiente.
Num cenário de concorrência com profissionais que em virtude de sua
capacitação formalizada, detém maiores conhecimentos sobre o processamento da
informação e da inovação tecnológica, o bibliotecário e afetado diretamente na
operacionalização dos processos produtivos, onde a mecanização vem produzindo
impactos no fazer e no saber já constituídos.
Ocorre então, que qualquer esforço direcionado para a melhoria da qualidade,
só será efetivo se encontra ambiente adequado, qual seja; predisposição à aceitação
de novos conceitos; trabalho em equipe; conhecimento dos processos de produção;
comprometimento pessoal; liderança adequada. Isto só se conseguirá se tivermos por
base do trabalho organizado, o gerenciamento de processos com a utilização de
práticas que se antecipem as exigências e normas legais, e que sejam voltadas para o
respeito ao ser humano e que pressuponha uma contínua melhoria no bem estar do
trabalhador em seu ambiente, com conseqüente reflexo na sociedade, não só por
retomarmos a ela um indivíduo fisicamente saudável, mas também pela adequação
dos produtos que estarão sendo disponibilizados.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo desta análise do trabalho do bibliotecário, sob o ponto de vista da
ergonomia,' seria o de reproduzir um conhecimento formal acerca do modo pelo qual
pode-se utilizar conhecimentos derivados de áreas correlatas, para questionar a
maneira pela qual se vêm trabalhando as transformações que ocorrem em nosso
ambiente de trabalho, e das quais nos vemos excluídos pela autocracia das gerências.
Isto prejudica as relações com a organização, influenciando diretamente o
comportamento individual.
A implantação de mudanças organizacionais poucas vezes analisa os efeitos
sócio-afetivos no trabalhador. A gestão da qualidade, numa acepção prática e viável,
ainda é um privilégio de poucos.

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Queremos então recomendar, ao se planejar e projetar atividades, que se
identifique os fatores motivacionais nos ambientes de trabalho, de forma que o
desempenho das tarefas sejam iniciativas do profissional e, que ele as considere uma
forma de exercer sua criatividade e capacidade de inovar. A observação dos
conceitos ergonômicos é fundamental para que se obtenha uma aproximação entre o
desejado e o obtido.
O planejamento de sefVlços em BibliotecaslUnidades de Informação tem
modelos derivados do tecnicismo da profissão, que deixam pouca ou nenhuma
margem de ação para o profissional. A parte criativa da profissão é praticamente
exercida no que se denomina Referência, ou seja, o ambiente onde o profissional
interage com o cliente/usuário. Ainda assim, as limitações são impostas pelo próprio
conteúdo do trabalho que é sempre formulado com base na demanda.
Consideramos então, que as condicionantes ambientais e psicológicas de exercício
do trabalho tem um reflexo direto na forma pela qual os resultados deste trabalho se
apresentam. Isto traz conseqüências visíveis em situações onde se pretenda obter do
profissional, resultados positivos em situações de mudança, principalmente se elas são
derivadas da adoção de novos métodos de execução de tarefas, e da adoção de novas
tecnologias que venham interferir diretamente na forma pela qual os processos são
finalizados. SUAIDEN (1990), mostra um pouco desta inquietação: "Racionalidade no
trabalho, aumento de produção, melhor controle e maior facilidade para armazenar e
disseminar a informação são as grandes vantagens que as novas tecnologias de informação
oferecem para a sociedade. No entanto, ainda não se sabe exatamente se as novas
tecnologias da informação poderão de fato democratizar a informação e se os profissionais
terão melhores condições de trabalho."
O reconhecimento da importância dos recursos humanos com suas peculiaridades,
capacidades e limitações, será com certeza um importante passo para que se comece a falar
em qualidade de vida no trabalho, assim como, metodologias para o desenvolvimento de
programas de trabalho, que privilegiem as habilidades de cada um, indiretamente estarão
sendo voltadas para a satisfação plena dos interesses da organização e de seus clientes.

401

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403

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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Este artigo pretende apresentar uma visão do que seja o trabalho, mais especificamente aquele que é desenvolvido no ambiente das Bibliotecas/Unidades de Informação. Analisa as atividades do profissional nesse ambiente, considerando os fatores satisfação, motivação e questões relacionadas à qualidade de vida, fundamentando-se nos conceitos ergonômicos de adequação do trabalho ao homem. Pretende ainda, evidenciar que, num ambiente psicologicamente e fisicamente saudável, e onde o homem encontre espaço para o exercício da criatividade e realizaçao profissional, se poderá obter  com sucesso um maior envolvimento dos recursos humanos na produçaio da qualidade, principalmente nas abordagens relacionadas aos processos de produção de bens e serviços.</text>
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                    <text>REDE SIRIUS: Uma Proposta de Gestão para as Bibliotecas da UERJ
NYSIA OLIVEIRA DE SÁ
Chefe de Serviço de Bibliotecas de Ciências Sociais e Coordenadora do GET
NADIA LOBO DA FONSECA
Bibliotecária da Biblioteca B do Serviço de Bibliotecas de Ciências Sociais
NEUSA CARDIM S. DOS ANJOS
Bibliotecária da Biblioteca C do Serviço de Bibliotecas Biomédicas
NORMA PECLAT DA S. MARTINS
Chefe de Seção de Biblioteca do Desenho Industrial
ROSANE LOPES MACHADO
Bibliotecária do Serviço de Processos Técnicos
INTEGRANTES DO GRUPO ESPECIAL DE TRABALHO - GET

RESUMO
Apresenta, em síntese, a proposta de estrutura em rede para as bibliotecas da UERJ,
elaborada a partir de um Estudo em duas etapas: Diagnóstico do SISBI e Estudo de
Necessidades e Demanda de Informação. Aborda as principais questões apontadas,
as diretrizes e ações recomendadas. Descreve a Rede SIRIUS cujo modelo
organizacional é calcado em novos paradigmas gerenciais e os desdobramentos
decorrentes desta nova filosofia de trabalho.

ABSTRACT
It introduces a resume proposal of a network structure for the libraries of UERJ as

whole, developed from twosteps: Diagnosis of SISBI and Study of Information
Needs and Use. It approaches the main questions pointed out as well as the
recommended directions and actions. It describes SIRIUS network, the organization
standard based on the new management paradigms, and the results from the new
work philosophy.

370

�1 INTRODUÇÃO
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro, consciente do papel que lhe
cabe como propulsora do desenvolvimento econômico, social e cultural do Rio de
Janeiro, vem repensando o ensino, a pesquisa e a extensão.
As bibliotecas, provedoras da informação necessária ao pleno exercício dos
objetivos da universidade, não poderiam ficar à parte deste processo.
Assim, evidenciou-se a necessidade de uma avaliação da estrutura do Sistema
de Bibliotecas - SISBI, para adequá-lo às novas demandas informacionais de uma
comunidade cada vez mais exigente, em termos de eficiência e rapidez, explorando
suas potencialidades e otimizando sua estrutura organizacional sistêmica.
Esta avaliação provocou debates em tomo da legislação referente às
bibliotecas. Entretanto as propostas apresentadas, não atenderam às expectativas da
comunidade universitária. Criou-se, então, o Grupo Especial de Trabalho - GET,
instituído por Portaria do Reitor, com os objetivos de " proceder a uma avaliação
técnica do SISBI; elaborar proposta de alteração no atual funcionamento do SISBI,
bem como de sua estrutura; rever e propor alteração à legislação interna da UERJ
que trata do SISBI." I
Este Grupo, formado por cinco bibliotecárias do SISBI e um docente do
Instituto de Medicina Social - IMS, Prof. Dr. Cid Manso de M. Vianna, integrante
do Órgão Colegiado, contou com as consultorias de uma especialista da área de
Ciência da Informação, Profa. Dra. Lena Vania Ribeiro Pinheiro e outra na área de
Estatística, Profa. Regina Serrão Lanzillotti, Mestre em Engenharia de Produção,
docente do Instituto de Matemática e Estatística da UERJ.
Para proceder a esta avaliação realizou-se um estudo em duas etapas:
Diagnóstico do Sistema e Estudo de Necessidades e Demanda de Informação. Os
resultados deste trabalho alicerçaram a "Proposta de Nova Estrutura do Sistema de
Bibliotecas da UERJ"2 . Uma estrutura organizacional, em rede, apresentada à
comunidade universitária, em dezembro de 1997, em três Seminários Internos: o
primeiro destinado aos bibliotecários, o segundo aos funcionários administrativos do
371

�Sistema e o terceiro aos Diretores das Unidades Acadêmicas e Administrativas da
DERJ e ao Órgão Colegiado do SISBI. A Proposta foi aprovada, posteriormente, por
este Órgão.
Neste trabalho buscou-se resumir a Proposta que está sendo discutida pela
comunidade da UERJ, destacando a estrutura da Rede SIRIUS, calcado em um
modelo gerencial inovador, em consonância com o ambiente de mudança da
Universidade. O debate em tomo dessa nova filosofia de trabalho, para as
bibliotecas, vem sendo acompanhado por ações, que indicam quanto a comunidade
está predisposta à mudança.

2 A UERJ E O SISTEMA DE BmLIOTECAS

A DERJ, atualmente, conta com 19.000 alunos de graduação e 2.100 de pósgraduação, distribuídos em 37 cursos de graduação, 49 de mestrado e doutorado e 63
de especialização. Seu corpo docente é constituído por 1.929 professores. 3 Cabe às
bibliotecas proverem esta comunidade de informações relevantes, insumos para a
geração de conhecimentos, dando suporte ao ensino, à pesquisa e à extensão.
Atualmente, o SISBI está diretamente subordinado à Reitoria, tendo
autonomia técnica e administrativa. É constituído por quatro Serviços de Bibliotecas
- SERBIO (Serviço de Bibliotecas Biomédicas), SERCIS (Serviço de Bibliotecas de
Ciências Sociais), SEREHU (Serviço de Bibliotecas de Educação e Humanidades) e
SERTEC (Serviço de Bibliotecas de Tecnologia e Ciências), cuja divisão por
Centros é similar à da área acadêmica da DERJ. Estes serviços congregam vinte e
duas bibliotecas.
Além desses Serviços de Bibliotecas, o SISBI conta ainda com a Seção de
Biblioteca Central - SEBIC, composta de Obras Raras, de Acervo Geral e de um
acervo para o 10 e 20 graus.
O processamento técnico é centralizado no Serviço de Processos Técnicos SERPROT, onde são registrados e tratados os documentos bibliográficos que farão
parte do acervo das bibliotecas.
372

�o SISBI possui,

ainda, a Seção de Automação e Sistemas - SEAUS e os

seguintes Serviços e Seções, com caráter de apoio administrativo às atividades das
bibliotecas : Serviço de Planejamento e Administração - SERPLA, Seção de
Finanças e Material - SEFIM e Seção de Treinamento e Pessoal - SETEP.
O Sistema possui uma Direção geral, uma Chefia em cada um dos Serviços e
Seções de Bibliotecas, bem como no SERPROT e nos Serviços e Seções
Administrativas e um Órgão Colegiado.(Anexo 1)
O Órgão Colegiado tem caráter consultivo, deliberativo e normativo, sendo
composto por representantes dos docentes, dos discentes, dos bibliotecários e dos
funcionários administrativos, eleitos pelos seus pares.
O quadro funcional do SISBI é composto de 74 bibliotecários, 1 arquivista,
70 funcionários administrativos, além de um contingente de pessoal não efetivo
(contratados), estagiários externos (alunos de Biblioteconomia), estagiários internos
(alunos da VERJ) e patrulheiros ( menores da Fundação Pró-InIancia e
Adolescência- FIA).

3 METODOLOGIA

Com o objetivo de se obter uma radiografia do Sistema, foi desenvolvido um
estudo em duas etapas: o Diagnóstico do Sistema (bibliotecas, serviços/seções
administrativos e recursos humanos) e o Estudo de Necessidades e Demanda de
Informação (identificação do usuário real e potencial, seu comportamento na busca
da informação e avaliação de bibliotecas). Para contemplar as especificidades de
cada um deles, utilizaram-se os métodos quantitativo / qualitativo (Diagnóstico) e
qualitativo (Estudo de Necessidades e Demanda de Informação).
A partir desse estudo, definiram-se as diretrizes e ações que embasaram a
proposta de reestruturação das bibliotecas, para que atuem de forma compatível com
a missão da UERJ e acompanhem as novas tecnologias que caracterizam a sociedade
atual.

373

�Os instrumentos adotados foram questionários, entrevistas e observação
sistemática para o Diagnóstico e entrevistas estruturadas para o Estudo de
Necessidades e Demanda de Informação.

4 RESULTADOS DO ESTUDO

Os resultados obtidos através do Diagnóstico e do Estudo de Necessidades e
Demanda de Informação,

e as discussões decorrentes são apresentados,

sucintamente, dentro da seguinte estrutura:

•

problemas em nível macro; e

•

diretrizes e ações.

4.1 Bibliotecas e Cursos de Pós-Graduação

A pesquisa mostrou que, na UERJ, a criação de bibliotecas não teve ligação
direta com a implantação dos cursos de pós-graduação. Identificou também o
funcionamento de coleções departamentais e de cursos isolados, das quais o Sistema
mantém apenas o registro. Estas coleções não são processadas tecnicamente pelo
SISBI, não integram a sua base de dados e não estão disponíveis a toda a
coletividade.

4.1.1 Diretrizes e ações

Definir uma política interna para expansão ou criação de novas bibliotecas,
baseada em critérios apontados a partir de estudos empreendidos por bibliotecários,
apresentados formalmente e discutidos pelo Órgão Colegiado. Regulamentar a
inclusão, na base de dados do Sistema, do material bibliográfico das bibliotecas
"satélites" de Departamentos e de Cursos isolados da UERJ.

374

�4.2 Horário das Bibliotecas

O horário foi estudado em relação aos cursos e à alocação de recursos
humanos. No diagnóstico, ficou patente que não há adequação entre os horários de
bibliotecários e funcionários e os dos cursos aos quais a biblioteca está vinculada: os
primeiros concentram-se na manhã/tarde e os segundos, à noite. No entanto, este
problema não foi identificado no Estudo de Necessidades e Demanda de
Informação.

4.2.1 Diretrizes e ações

Compatibilizar o funcionamento das bibliotecas com os horários:
•

dos setores administrativos e técnicos do Sistema que as atendem, através da
elaboração de portaria interna;

•

dos cursos e unidades acadêmicas; e

•

de trabalho dos seus funcionários, inclusive com margem para realização de
serviços técnicos internos.

4.3 Órgão Colegiado e Comissões de Bibliotecas

Os resultados apontaram, como principal problema, a não regularidade das
reuniões das Comissões e o não funcionamento de algumas, embora todas tenham
sido criadas. Além disso, ao se estudar o Regimento do Sistema, observou-se uma
certa indefmição quanto às atribuições dos componentes, tanto do Órgão Colegiado,
quanto das Comissões, e um número excessivo de participantes no Órgão Colegiado,
dificultando a tomada de decisões.

4.3 .1 Diretrizes e ações
•

Realizar estudos de modo a incentivar o funcionamento e a regularidade da
atuação do Órgão Colegiado e das Comissões de Bibliotecas.

•

A alta administração da Universidade e o Sistema devem incentivar a integração
de alunos e professores no Órgão Colegiado e nas Comissões, emitindo
375

I

�certificados para os prunerros e incluindo as horas de participação dos
professores, em Comissões de Biblioteca, como atividade acadêmica.

4.4 Recursos Humanos

Pela análise dos recursos humanos, concluiu-se que os bibliotecários, de um
modo geral, têm mais tempo de serviço e estão na faixa etária entre 41 e 50 anos, e a
maioria é passível de aposentadoria a curto prazo, pela lei vigente.
Quanto à qualificação destes profissionais, observou-se que há um número
insuficiente com título de pós-graduação e que é inexpressiva a participação dos
mesmos em eventos técnico-científicos.
A lotação de bibliotecários nas bibliotecas de outros municípios do Rio de
Janeiro está prejudicada em função do último concurso não ter sido em nível
regional.
Sobre os funcionários administrativos, constatou-se que a alta rotatividade
prejudica as atividades do SISBI, principalmente em termos de qualidade e
continuidade. Obriga, também, a constantes e sucessivos treinamentos deste pessoal,
sem que o Sistema usufrua do seu trabalho por um tempo mais longo.
Um outro fator agravante da alta rotatividade é o número de funcionários não
efetivos, representando 39% do total de efetivos do SISBI, variando constantemente
em número, funções e carga horária. São estagiários internos (alunos da UERJ) e
externos (estagiários de Biblioteconomia) - ambos com carga horária de 4h/dia;
patrulheiros (com nível de escolaridade de

}O

grau, na maioria, trabalhando 4h/dia) e

contratados (com nível de escolaridade de 2° grau e carga horária de 8h/dia).
A ocorrência de funcionários administrativos com nível superior ao exigido
para o cargo também não favorece a permanência destes nas bibliotecas, considerada
como fase transitória da vida profissional.

376

_.

-

-

-

-

�4.4.1 Diretrizes e ações

•

Criar um Sistema de Informação Gerencial - SIG - um banco que contenha,
entre outros dados, informações sobre os profissionais da Rede que subsidiem
um Programa de Dimensionamento e Capacitação de Recursos Humanos e
auxiliem no processo de tomada de decisão.

•

Reivindicar concurso público regional, para suprir vagas de bibliotecários e
funcionários das bibliotecas SERTEC/E (Nova Friburgo) e SERTECIF
(Resende).

•

Estimular o mgresso dos bibliotecários em cursos de pós-graduação,
aproveitando os incentivos oferecidos pelo Programa de Capacitação de
Servidores - PROCASE, assim como nos treinamentos oferecidos pelas Redes e
Programas Cooperativos.

•

Incentivar e facilitar a participação de bibliotecários e funcionários em eventos
técnico-científicos,

especialmente

naqueles

voltados

para

bibliotecas

universitárias, no Brasil e no exterior.
•

Desenvolver estudos com a Superintendência de Recursos Humanos - SRH para
a lotação/ permanência, na Rede, de funcionários com perfil adequado ao
atendimento ao público, investindo na formação de equipes e no fortalecimento
da linha de frente das bibliotecas.

4.5 Recursos Financeiros

A UERJ, única fonte de recursos do Sistema, destinou às bibliotecas um
percentual de seu orçamento inferior aos 6% recomendados pelo Programa Nacional
de Bibliotecas Universitárias - PNBUIMEC 4, o que foi agravado pela não
regularidade nos repasses, inclusive de SIDES - Sistema de Desembolso
Descentralizado, criado para atender à manutenção das Unidades, através da
aquisição de materiais de consumo, serviços e materiais permanentes.

377

�4.5.1 Diretrizes e ações

•

Acompanhar a tramitação do orçamento da Universidade, a fun de assegurar,
sistematicamente, o repasse das verbas, inclusive do SIDES.

•

Identificar órgãos de fomento, no Brasil e/ou no exterior, e linhas de
financiamento, com a finalidade de elaborar e apresentar projetos para captação
de recursos.

•

Criar novos serviços de informação e elaborar produtos com preços definidos,
gerando recursos para as bibliotecas.

4.6 Infra-Estrutura Computacional

Três aspectos mereceram atenção: o primeiro é a insuficiência do número de
microcomputadores; o segundo, o baixo índice de utilização da rede Internet para
comunicação entre integrantes do Sistema, via e-mail e o terceiro, a sub-utilização
dos programas de computador, devido à concentração no uso dos editores de texto.
O pequeno número de microcomputadores, em comparação ao número de
bibliotecários e funcionários administrativos (na proporção de 7 funcionários para
um microcomputador), dificulta o uso restringindo-o a poucos, e o desenvolvimento
de trabalhos com a utilização das novas tecnologias.
Além disso, a interligação da rede local ainda não abrange todas as seções e
serviços do SISBI, inviabilizando a disponibilidade, em rede, do acervo das
bibliotecas cadastrado na Rede Bibliodata.
O treinamento de funcionários para utilização dos recursos de informática,
por ser desvinculado de uma ação planejada do SISBI, não traz os beneficios
esperados.

4.6.1 Diretrizes e ações

•

Aprofundar os estudos existentes relativos à implementação da infra-estrutura
computacional das bibliotecas e instalar, a curto prazo, as redes locais,
interligando todos os Serviços e Seções.
378

-

-"---

�•

Estimular o uso da rede de comunicação, criando uma publicação eletrônica, que
veicule as atividades das bibliotecas e atue como elemento integrador da Rede.

•

Incentivar a participação de bibliotecários e funcionários administrativos em
treinamentos para utilização de software aplicáveis às rotinas, serviços e
produtos de bibliotecas e atendimento aos usuários.

4.7 Acervo

O acervo mereceu especial atenção nesta pesquisa, por ser a base na qual
repousam os serviços do Sistema. Sua análise envolveu os seguintes aspectos:
aquisição, processamento técnico, quantidade, qualidade, atualidade e condições de
conservação.
A análise quantitativa levou à conclusão de que o acervo não preenche o
padrão mínimo adotado neste estudo, na relação livro/aluno ( 75 exemplares por
aluno )5. O seu índice de crescimento está em desacordo com o porte da
Universidade, que atende a cerca de 21000 alunos e 2000 professores.
Outra característica do acervo é a predominância de material convencional
(livros e periódicos) em relação a outros tipos de documentos, inclusive multimeios.
Embora a análise não tenha sido qualitativa, pode-se inferir a dificuldade de
atender às exigências mínimas da pós-graduação pelo número de títulos de
periódicos. Isto é preocupante, na medida em que estes são considerados o canal de
comunicação mais atualizado, na disseminação de estudos e pesquisas.
Outro problema verificado refere-se às condições ambientais impróprias à
manutenção de acervos que, juntamente com o desgaste sofrido pelo seu intenso
manuseio (poucos exemplares para muitos usuários) e a ausência de procedimentos
sistemáticos de conservação e preservação, dificultam o desenvolvimento de
coleções. Isto se agrava pelo fato de a verba destinada à aquisição de recursos
informacionais ser muito aquém da definida pelo MEC, conforme já citado.

379

�4.7.1 Diretrizes e ações
•

Reivindicar, junto à alta administração, a partir de estudos, um repasse regular e
crescente de verbas para a aquisição planificada de recursos infonnacionais,
instituindo-se um percentual mínimo do orçamento universitário para as
bibliotecas.

•

In centivar a realização de estudos, nas Bibliotecas, para estabelecer listas
básicas (n core listn), por área de conhecimento, a partir das indicações das
Comissões de Bibliotecas, bem como a análise comparativa com as listas
estabelecidas pelo Programa de Aquisição Planificada - P AP do PNBUIMEC.

•

Compartilhar recursos informacionais com instituições congêneres.

•

Destinar recursos para manutenção e preservação sistemática do acervo e
instalar, em todas as bibliotecas, sistema eletrônico de segurança.

•

Estudar, junto com o Setor responsável, na UERJ, a viabilidade de adotar
medidas padronizadas, para minimizar as condições ambientais adversas nas
bibliotecas.

4.8 Processamento Técnico
Atualmente o material bibliográfico é processado tecnicamente no SERPROT
e nas bibliotecas. Ao SERPROT cabe o registro, catalogação e classificação de
livros, teses e dissertações, enquanto os demais documentos são tratados nas
bibliotecas.
Este processamento provoca um distanciamento que, além de ocasionar uma
demora maior na disponibilidade dos documentos aos usuários, dificulta a
organização e a recuperação da infonnação, pois o indexador tem pouca vivência e
conhecimento do uso do acervo e dos usuários a que ele se destina.

380

�4.8.1 Diretrizes e ações

•

Transferir às bibliotecas a responsabilidade pelos processos técnicos, para que a
entrada de dados fique mais próxima da saída, havendo, assim, um feedback
contínuo do sistema.

4.9 Programas Cooperativos

A participação do Sistema em programas cooperativos como Bibliodata,
Rede BIREME, CCN, COMUT e ANTARES, ainda que estabelecida formalmente,
encontra-se em níveis de participação diferenciados.

4.9.1 Diretrizes e Ações

•

Manter o convênio com a Fundação Getúlio Vargas - FGV, cabendo à Rede
SIRIUS intensificar a sua participação na Rede Bibliodata, assegurando, assim, o
registro do acervo de livros da UERJ, numa base nacional, e garantindo o seu uso
em nível internacional, pelo formato USMARC.

•

Formular uma política de automação compatível com os recursos técnicos e
tecnológicos da UERJ e com o formato USMARC.

•

Orientar e estimular as bibliotecas, no sentido de que todas participem,
efetivamente, dos programas cooperativos CCN e COMUT, do rnICT e
BIREME, divulgando esses serviços junto aos usuários.

•

Otimizar a participação da Rede SIRIUS como Posto de Serviço da Rede Antares
e das bibliotecas em outras redes como, por exemplo, a REDARTE e a RedeRio.

4.10 Serviços e Produtos

As bibliotecas do Sistema, de acordo com os resultados da pesquisa, atuam de
forma tradicional, com serviços concentrados, basicamente, no empréstimo e na
consulta.
Os serviços e produtos disponíveis não têm a necessária divulgação dirigida
ao público interno e externo das bibliotecas.
381

�--

-

--- --

-

-

- - - - - - - - --

4.10.1 Diretrizes e Ações

•

Desenvolver estudos de usuários, considerando as especificidades das várias
áreas do conhecimento, para identificar suas necessidades e demandas e avaliar
os serviços e produtos já existentes nas bibliotecas.

•

Estimular o treinamento formal do usuário, através de iniciativas conjuntas com
as Unidades Acadêmicas, como a criação de disciplina eletiva ou treinamento
dos participantes do Programa de Iniciação Científica.

•

Empreender um programa de marketing, que inclua a divulgação sistemática dos
serviços e produtos das bibliotecas.

5 ESTRUTURA DA REDE SIRIUS

A opção pela estrutura em rede favorece a implementação de um modelo
gerencial que, por suas características inovadoras, permite às bibliotecas
acompanharem e se anteciparem às mudanças que vêm ocorrendo nos ambientes
interno e externo.
A velocidade e o nível de profundidade dessas mudanças exige uma postura
pró-ativa, sendo inevitável a substituição de velhos paradigmas por outros que
contemplem uma visão humanística e democrática da organização.
Esta nova filosofia de trabalho exige uma estrutura organizacional flexível,
reduzindo-se os níveis hierárquicos. Em decorrência, promove-se a intensa
participação de todos os funcionários, independente de seu cargo e nível de
instrução. Esta sinergia entre as equipes propicia, de forma ágil e eficiente, o alcance
dos objetivos propostos.
Neste contexto, " a criatividade e a dialética são preponderantes. A
criatividade leva à conversão da imaginação em realidade, do invento ao produto. A
dialética é a capacidade de dialogar. O diálogo exercita a argumentação e capacita o
gerente à negociação."6 Assim sendo, o papel a ser desempenhado pelas lideranças
na Rede é de vital importância. O perfil do gerente deve ser o de um profissional
com sólidos conhecimentos técnicos e administrativos, pois " a gestão consiste não
382

�-

---

-

só de um conjunto de ferramentas, como também de uma adequada visão e
compreensão do negócio em si. "7
Esta visão pressupõe uma atuação integrada dos componentes da Rede. Tal
integração " não se refere apenas a um intercâmbio maior de informação, no sentido
de que uma unidade sabe o que a outra está fazendo e vice-versa. Trata-se
principalmente, de uma ação integrada, onde as iniciativas, os programas, as
atividades, fluem sempre de uma abordagem global que delimita objetivos comuns,
interação de atividades e reciprocidade de participação."8
A franca interação daí resultante poderá ser efetivada, interna e externamente,
pelo compartilhamento de recursos e cooperação com outras instituições afins,
sempre considerando as demandas informacionais específicas de cada área da
comunidade acadêmica.
Todos esses aspectos conduziram ao desenho proposto para a Rede SIRIUS,
cujo gerenciamento ficará a cargo de uma Direção Geral e da coordenação dos
Núcleos de Processos Técnicos e Automação - PROTAT , de Planejamento e
Administração - PLANAD e de Memória, Informação e Documentação - MID,
contando-se com a participação ativa das bibliotecas. (Anexo 2)

5. J Direção Geral da Rede

As especificidades da estrutura em rede exigem do profissional que a dirigirá
um perfil semelhante ao que se espera dos executivos de mesmo nível, em qualquer
organização: formação técnica sólida, visão gerencial estratégica, atualização
constante, liderança, características do gerente pró-ativo, descrito por Motta, como "
aquele que consegue antecipar e administrar o impacto das mudanças ambientais
sobre as pessoas e sobre a estrutura organizacional, reinterpretando continuamente a
realidade que o cerca e difundindo estes novos valores e significados na
organização."9

383

�,

~

-- -

~~-----

.
-

-

-

--

5.2 Órgão Colegiado
Numa estrutura em rede, o Órgão Colegiado cumpre um papel fundamental,
na medida em que congrega representantes de todos os segmentos da comunidade
universitária, eleitos por seus pares, possibilitando a gestão participativa. Neste
contexto, se reafirma a importância do seu caráter consultivo, deliberativo e
normativo.
As Comissões de Bibliotecas compostas por representantes docentes e
discentes das unidades a que a biblioteca atende, por um bibliotecário e um
funcionário administrativo da biblioteca, cumprem função semelhante à do Órgão
Colegiado. O coordenador da Comissão representa a biblioteca junto ao Órgão
Colegiado.
Caberá às Comissões assessorar o planejamento e desenvolvimento das
atividades da biblioteca, permitindo o aprimoramento de produtos e serviços de
acordo com as necessidades da comunidade a que atende.

5.3 Núcleo de Processos Técnicos e Automação - PROTAT

Ao Núcleo de Processos Técnicos e Automação - PROTAT caberá o
planejamento, acompanhamento, controle e avaliação do desempenho da Rede, no
que conceme às questões técnicas de processamento e automação, garantindo a
padronização do tratamento técnico dos documentos, a qualidade e integridade das
bases de dados da Rede.

5.4 Núcleo de Planejamento e Administração - PLANAD

Será responsabilidade deste Núcleo o planejamento, acompanhamento,
controle e avaliação da Rede, no que se refere aos recursos fmanceiros, humanos,
fisicos, informacionais e à infra-estrutura computacional que permitam o seu pleno
funcionamento.

384

�.

.
----~_.

.

5.5 Núcleo de Memória, Informação e Documentação - MID

Este Núcleo englobará a prestação de serviço em três vertentes:
•

ao Centro Referencial caberá auxiliar os usuários na busca de fontes de
informações sobre a própria Rede, a Universidade e assuntos correlatos;

•

ao Centro de Memória caberá o registro de informações sobre a história da
UERJ, a constituição de uma coleção de publicações editadas pela Universidade
e suas unidades bem como reunir a coleção de obras raras com a fmalidade de
preservação;

•

ao Posto Avançado de Informação abrangerá os serviços de acesso às bases de
dados nacionais e/ou internacionais em CD-Rom e/ou on line e à Disseminação
Seletiva da Informação - DSI.

5.6 Bibliotecas

As bibliotecas, vinculadas técnica e administrativamente à Rede, estarão
agrupadas em quatro Centros que correspondem às áreas acadêmicas, e formarão
Comitês, cuja função será articular as atividades das bibliotecas por Centro. Além
destas, haverá ainda as escolares e a comunitária, de caráter e funções inteiramente
distintas.
Todas terão a responsabilidade de gerenciar suas atividades e seus recursos
em consonância com os objetivos da Rede, processar tecnicamente os documentos e
prestar serviços à comunidade em geral.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Embora, até à época da elaboração deste trabalho (junho/98), a nova estrutura
ainda não houvesse sido aprovada pelo Conselho Universitário, a discussão da
Proposta envolveu todos os segmentos e colegiados da UERJ. Esta mobilização
gerou os seguintes desdobramentos:

385

�,
-

•

~--

comprorntsso assumido pela Reitoria com a comunidade universitária no
Seminário Interno de empenhar-se para a efetiva implementação da Rede
SIRIUS, reiterado pela Vice-Reitora posteriormente;

•

compromisso da alta administração de definir fontes de recursos que pennitam o
repasse regular de verbas às bibliotecas;

•

compromisso da alta administração em estabelecer convênios que viabilizem a
retomada do Curso de Especialização de Bibliotecários de Instituições de Ensino
Superior - CEBIES;

•

incentivo institucional à participação de bibliotecários em eventos nacionais e
internacionais;

•

repasse de verbas para aquisição de equipamentos de informática e material
bibliográfico;

•

início do processo de licitação para compra do sistema eletrônico de segurança,
visando à preservação do acervo;

•

realização de concurso público para bibliotecários, ainda em 1998;

•

estudos em conjunto com a Superintendência de Recursos Humanos - SRH, para
o dimensionamento do quadro de pessoal da Rede;

•

formação de um grupo de trabalho para elaboração do cronograma de
implementação da Rede;

•

ingresso em cursos de pós-graduação de 16 bibliotecários no primeiro semestre
de 1998;

•

elaboração de projeto por bibliotecários e funcionário do SISBI, sobre Condições
Ambientais para as bibliotecas da UERJ.
Por estas iniciativas decorrentes da apresentação da Proposta de nova

estrutura, percebe-se que a mesma se coaduna com uma tendência institucional na
qual " estratégias inerentes a uma gestão democrática e participativa são apoiadas e
escolhidas; medidas visando a descentralização do poder e da decisão compartilhada
são apontadas como caminhos para a conquista da qualidade e excelência." 1O

386

�"

--

-~

...

...,--

.'

REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

01 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Reitoria. Portaria
374/A, de 23 de junho de 1997. Designa Grupo Especial de Trabalho. Rio
de Janeiro, 1997. lf.
02

. Grupo Especial de Trabalho. Proposta de nova estrutura do Sistema
de Bibliotecas da UERJ. Rio de Janeiro, 1997. 2v.

03

. Relatório de Auto-Avaliação para CRE - Programa de Avaliação
Institucional. Rio de Janeiro, 1998. 32 f.

04 CHASTINET, Yone. Bibliotecas das Instituições Federais de Ensino
Superior: remontar ou desmontar? Brasília
PNBU, 1988.
(SeSU/PNBU/Doc. Tec. 009/88) p.2
05 CHASTINET, op.cit., p. 4
06 AMARAL, Sueli Angélica do. Serviços bibliotecários e desenvolvimento social:
um desafio profissional. Ciência da Informação, Brasília, v.24, n.2, 1995.
07 RAMOS, Paulo A. Baltazar. A gestão na organização de unidades de informação.
Ciência da Informação, Brasília, v.25, n.l, p.15-25, jan./abr. 1996. p.15
08 LUCENA, Maria Diva da Salete. Planejamento de recursos humanos. São Paulo :
Atlas, 1991. p.93
09 MOTTA, Fernando C. Prestes, VASCONCELOS, Isabela F.F. Gouveia de,
WOOD JUNIOR, Thomaz. O novo sentido da liderança: controle social nas
organizações. In: Mudança organizacional: aprofundando temas atuais em
administração de empresas. São Paulo : Atlas, 1995. 260p. p.120
10 UERJ. Relatório de Auto-Avaliação para o CRE-Programa de Avaliação
Institucional, op. cit., p. 11

387

�SISTEMA

ANE XO 1 - ORGANOGRAMA

DE
BIBLIOTECAS
Órgão
Colegiado

I

I
SERPLA

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1

ISE~ROTI

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SE FIM

U

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I

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SERBIO

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O • ProcesS3Tlento Técoi::o

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D · Bibliotecas fora do Campus

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D • Bibliotecas no Campus

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A

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B

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388

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-

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ANEXO 2

SIRIUS .. Rede de Bibliotecas da UERJ

389

�</text>
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <name>Title</name>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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              <name>Creator</name>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72038">
                <text>Rede Sirius: uma proposta de gestão para as Bibliotecas da UERJ.</text>
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            <name>Creator</name>
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              <elementText elementTextId="72039">
                <text>Sá, Nysia Oliveira de, Fonseca, Nadia Lobo da , Anjos, Neusa cardim S. dos, Martins, Norma Peclat da S., Machado, Rosane Lopes</text>
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            <name>Coverage</name>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFC</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72042">
                <text>1998</text>
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            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
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            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72045">
                <text>Apresenta, em síntese, a proposta de estrutura em rede para as bibliotecas da UERJ, elaborada a partir de um estudo em duas etapas: Diagnóstico do SISBI e Estudo de Necessidades e Demandas de Informação. Aborda as principais questões apontadas, as diretrizes e ações recomendadas. Descreve a Rede Sirius cujo  modelo organizacional é calcado em novos paradigmas gerenciais e os desdobramentos decorrentes desta nova filosofia de trabalho.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/60/6334/SNBU1998_028.pdf</src>
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            <name>PDF Text</name>
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                <name>Text</name>
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                  <elementText elementTextId="72037">
                    <text>RECURSOS HUMANOS EM BIBLIOTECAS: ANÁLISE DE
PERIÓDICOS CIENTÍFICOS (1990/1994)

Cristine J ochman
Bolsista CNPq
e-mail cjch@mailcity.com

Vera Lúcia Braga da Silva
Universidade Estadual Ponta Grossa/Bolsista CAPES
e-mail vlbsilva@uepg.br

RESUMO:

Analisa a produção científica nacional e internacional sobre recursos humanos em
bibliotecas entre os anos de 1990 a 1994, publicados nos periódicos Library Trends
e Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, os resultados evidenciam que
poucos estudos tem sido efetuados sobre recursos humanos em bibliotecas; dentre os
trabalhos que enfocam recursos humanos predomina o tema educação e treinamento;
na maioria dos trabalhos prevalece a autoria única.

ABSTRACT:

Analyses the cientific production nacional and internacional about human resources
in libraries among the years 1990 and 1994, published in joumals Library Trends
and Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, the results shows that estudies
have been afected about human resources in libraries; among the works that focus
human resources predominate the theme Education and Training; in the majority of
the works prevail the on1y authorship.

360

�INTRODUÇÃO

A produção científica é variada, complexa, envolve muitas pessoas, agências
e instituições (WITTER, 1997; MENEZES, 1993; LOURENÇO, 1997) e produtos
diversos decorrem deste fazer-saber-poder da ciência, sendo de se destacar os
periódicos.
A publicação faz parte de todo o processo da atividade científica, pois é
através dela que o pesquisador comunica os resultados dos seus trabalhos. Dentre os
vários tipos publicação, os periódicos científicos são fontes de disseminação dos
resultados da pesquisa científica em todas as áreas do conhecimento humano tendo
um papel de destaque na divulgação do conhecimento, atuando como canais formais
de comunicação científica.
No século XVII, mais precisamente em 1665, inicia-se o processo de
impressão da literatura científica sob a forma de periódicos. Isto ocorreu com a
publicação de dois periódicos, o Philosophical Transactions of the Royal Society,
editado na Inglaterra e do Journal des Sçanvans, na França. Embora não houvesse a
preocupação de difundir novos conhecimentos essas publicações passaram a
veicular informações científicas de forma regular (BISHOP, 1984).
Segundo CANADAS(1987) a partir do século XIX, o periódico científico
ganhou novo impulso e passou a participar de forma mais efetiva na disseminação
da informação, isso devido a necessidade de se criar um instrumento mais rápido,
economicamente viável, que disseminasse a informação científica de vários autores
e que fosse publicado em um único volume.
OLIVEIRA(1996:369) afirma que "no sistema de comunicação na ciência o
periódico é considerado a fonte primária mais importante para a comunidade
científica", a mesma autora diz "por intermédio do periódico científico, a pesquisa é
formalizada, toma-se conhecimento público e promove a comunicação entre
cientistas.

E um

canal ágil, rápido na disseminação de novos conhecimentos e

essencial na distribuição de reconhecimento entre os cientistas."
361

�MIRANDA e PEREIRA(1996) também são da mesma opinião e afirmam que
o periódico é o meio primário de disseminar os resultados de pesquisa e de
contribuir para desenvolver o conhecimento.
ALTBACH(1985) salienta que, no terceiro mundo, esses canaIS de
informação tomaram-se mais importantes porque freqüentemente são os pioneiros
no desenvolvimento de campos científicos. No Brasil os periódicos muitas vezes
preenchem aspectos de qualidade, normalização, mas falta apoio para continuidade
das edições.
SUBRAMANYAN(1957) ressalta que as funções do periódico científico são:
de registro oficial e público da ciência, um meio de difusão da informação primária
e secundária, instituição social que fornece prestígio e recompensa aos autores, aos
membros do conselho de redação e editores.
Não é de estranhar, face a relevância dos periódicos que muitos
pesquisadores tenham voltado sua atenção para estudá-los em suas avaliações da
produção científica. O tema produção científica despertou interesse de um grande
número de profissionais da informação. A literatura brasileira sobre o tema é
bastante ampla, diversos estudos desta natureza, foram realizados com vários
enfoques desta temática. Tais estudos começaram a ser realizados no Brasil a partir
da década de 70, sendo as universidades e os institutos de pesquisa os objetos de
estudos. Esses trabalhos tiveram crescimento exponencial tanto em número quanto
em enfoque (LIMA, 1993).
Essa pesquisa teve por objetivo analisar parte da produção científica nacional
e internacional sobre recursos humanos, veiculados em dois periódicos tendo em
vista as áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Em termos específicos
objetiva: identificar os temas estudados e avaliar aspectos da autoria (única vs
múltipla).

362

�MÉTODO

Material

O presente trabalho é uma pesquisa documental, tendo utilizado como corpus
de pesquisa os artigos publicados nos periódicos Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG e Library Trends, compreendendo o período de 1990 a
1994.
a) Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG
A Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG começou a ser editada em
1972 no formato de 20 x 15cm. Em 1995 encerrou sua publicação com o volume 24,
n.2, sendo substituída em 1996 pela revista Perspectiva em Ciência da Informação.
Durante os 23 anos de sua publicação, sua periodicidade foi semestral, foram
publicados em média 6 artigos por número. Os artigos divulgados na revista versam
sobre Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação, Arquivologiae
áreas afins. A revista foi indexada nas seguintes publicações: ABCD Resumos e
Sumários; BANDI; Bibliografia Brasileira de Ciência da Informação; lnformation
Science Abstracts; Library Information Science Abstracts; Library Literature;
Páginas de Contenido Ciências de la Information; Sumários Correntes Brasileiros Ciências Sociais e Humanas; Sumários Correntes em Ciência da Informação e
Sumários de Periódicos de Biblioteconomia ECAlUSP.

b) Library Trends
O primeiro fascículo foi lançado em 1952, é uma publicação quadrimestral de
responsabilidade da Graduate School of Library and Information Science da
University of Illinois, apresenta-se no formato de 20 x 15 cm. Seus artigos enfocam
temas para práticas bibliotecárias e áreas afms. Normalmente cada número da revista
se dedica a um tema, sendo publicado em média 15 artigos sobre o tema proposto. É
indexada no Current Contents; Current Index to Journal in Education; Library

363

�Information Science Abstracts; Library Literature; PAIS e Social Sciences Citation
Index

PROCEDIMENTO
Foram analisados na Revista de Biblioteconomia da UFMG, 73 artigos e na
Library Trends 188 totalizando 261 trabalhos. Os dados foram coletados através da
leitura dos títulos e resumos dos artigos, sendo os mesmos tabulados em diversas
categorias. Foi utilizado para tal ftm, o sistema de categorias de assuntos proposto
pela Library Information Science Abstracts (LISA).Quando os temas não se
enquadravam nessas categorias, os mesmos foram inseridos em novas categorias
propostas pelas Autoras.

CATEGORIA DE ANÁLISE
OS artigos analisados sobre recursos humanos foram categorizados por tipo
de autoria.
•

Autoria única - foram incluídos nesta categoria, os artigos elaborados por um
único autor.

•

Autoria múltipla - todos os artigos que foram publicados por dois ou malS
autores foram reunidos sob este cabeçalho.

RESULTADOS E DISCUSSAO
Foram obtidos 29 artigos sobre o tema Recursos Humanos na Library Trends,
representando um percentual de 15,4% dos artigos analisados e 04 na Revista da
Escola de Biblioteconomia da UFMG com índice de 5,5%. Enfocou-se inicialmente
o tema principal desses artigos.

364

�Tabela 1: Temas enfocados na produção científica sobre Recursos Humanos em
Bibliotecas

Os dados apresentados na Tabela 1, correspondem aos temas sobre recursos
humanos em bibliotecas categorizados segundo a LISA. Os resultados mostram a
ocorrência de sete categorias, sendo as duas últimas estabelecidas pelas Autoras.
Observa-se que no periódico Libraty Trends as maiores ocorrências foram nas
categorias Education and Training (34,5%) seguido da categoria Liderança
correspondendo a 27,6% e a categoria Profession representando 20,7% do
percentual total. No caso da Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG todos
os artigos se concentraram na categoria Education and Training. No computo geral,
houve nesta categoria uma maior densidade de produção (42,4%) seguido de
Liderança (24,2%) e Profession (18,2%), nas demais categorias a incidência foi
pouco significativa.
365

�Seria de se esperar maior produção na área ,veiculada em periódico nacional
já que a maior concentração da produção no Brasil ocorre na pós-graduação, e na
área de Biblioteconomia a Administração tem sido o eixo da maioria dos cursos
inclusive da UFMG.
Cabe salientar, que devido ao enquadramento dos artigos da Revista da
Escola de Biblioteconomia da UFMG em uma única categoria, não se considerou
conveniente a aplicação de nenhum teste estatístico nesses dados.

Tabela 2: Distribuição dos artigos sobre Recursos Humanos em Bibliotecas por
tipos de autoria

Na análise do tipo de autoria os resultados expressos na Tabela 2,
demonstram que no periódico Library Trends a porcentagem de trabalhos sob
responsabilidade de autoria única é de 72%, no caso da Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG este percentual é de 75%,. no cômputo geral o índice de
autoria única é de 72,7%.
Para esta análise foi utilizado o teste não-paramétrico do Qui-Quadrado
(LEVIN, 1978), onde foi feita a comparação entre as distribuições de freqüências
esperadas e freqüências observadas onde ngl = 1, n.sig = 0,05 com valor crítico igual
a 3.84. É importante ressaltar que o referencial para cálculo foi a porcentagem, pois
366

�a freqüência das casei as na Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG é
inferior a 5(cinco), o que impossibilita o cálculo com valores reais.
Na Library Trends o resultado obtido é significante uma vez que X20 é igual
a 13.44 o que demonstra a predominância da autoria única nos trabalhos sobre
recursos humanos em bibliotecas neste periódico. Já na Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, o valor obtido no X20= 16.66. Dado este que sustenta a
afirmação de que este é significante, uma vez que o valor encontrado é superior a
X2c que é igual 3.84, confmnando a incidência superior em autoria única sobre a
autoria múltipla.
Em estudos realizados por DUMONT e colaboradores (1979), NEVES e
MELO (1983), FORESTI e MARTINS (1987) sobre a literatura biblioteconomica
brasileira, também prevaleceu a autoria única com os seguintes percentuais 79, 28%,
85,31 % e 78,18 respectivamente.
Comparando-se os resultados obtidos nesse estudo, onde 72,7% dos artigos
analisados foram de autoria de um único autor, com os resultados encontrados nos
estudos citados anteriormente, observa-se que apesar de uma pequena redução desse
percentual há uma tendência para a individualização na área de Biblioteconomia.

CONCLUSÕES
De acordo com os objetivos propostos e em face dos resultados obtidos nesta
pesquisa pode-se concluir que:
Poucos estudos tem sido veiculados sobre Recursos Humanos em bibliotecas
nos periódicos analisados, sendo estes não significantes quando comparados com os
demais temas estudados na área. Dentre os trabalhos que enfocam Recursos
Humanos, há predominância de artigos enfatizando a questão da Educação e
Treinamento

dos

profissionais

da

informação,

tanto

nacional

quanto

internacionalmente. No que conceme ao aspecto autoria, prevaleceu a autoria única
na publicação dos artigos, havendo uma tendência para a realização de trabalhos
individuais.
367

_ _ _ _ 0_·

.

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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TECHNOLOGICAL RESEARCH EFFECTIVENESS. Rio de Janeiro. Anais ...
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(Mestrado em Ciência da Informação) - ffiICT, Universidade Federal do Rio de
Janeiro, 1987

DUMONT, M.M.V. et aI. Análise preliminar da literatura biblioteconomia
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v.8, n.2, p.185-206. set. 1979.

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LEVIN, J. Estatística aplicada a ciências humanas. São Paulo: HARBRA, 1978.

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Dissertação (Mestrado

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Pontificia

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369

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Recursos humanos em bibliotecas: análise de periódicos científicos (1990-1994).</text>
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                <text>Jochman, Cristine, Silva, Vera Lúcia Braga da</text>
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                <text>Analisa a produção científica nacional e internacional sobre recursos humanos em bibliotecas entre os anos de 1990 a 1994, publicados nos periódicos Library Trends e Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, os resultados evidenciam que poucos estudos tem sido efetuados sobre recursos humanos em bibliotecas, dentre os trabalhos que enfocam recursos humanos predomina o tema educação e treinamento, na maioria dos trabalhos prevalece a autoria única.</text>
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                    <text>QUALIDADE TOTAL EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS A
FILOSOFIA DE DEMING E A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: uma
nova relação em busca da gestão da qualidade.
Edna Gomes Pinheiro
Profa. do Curso de Biblioteconomia da UFC. Especialista em Sistemas de
Informação Automatizados em Ciência e Tecnologia. Especialista em
Administração de Bibliotecas Públicas e Escolares

Maria de Fátima Oliveira Costa
Profa. Adjunto IV do Curso de Biblioteconomia da UFC. Mestre em Sistemas de
Bibliotecas pela Universidade Federal da Paraíba

Enfoca-se a importância de se conhecer e aplicar a qualidade nas organizações,
principalmente naquelas que buscam solucionar problemas relacionados com a
questão de sobrevivência e de ocupação de um espaço no mercado. Analisa o
método de Deming na administração e sua aplicabilidade no trabalho informacional,
com vistas a otimização nos resultados e ao melhor desempenho ou performance na
produção dos serviços e produtos gerados pelas bibliotecas universitárias.
Enfatizam-se os 14 pontos de Deming como procedimentos para que gerentes de
informação assimilem o seu efeito transformador no intuito de alcançar um
"processo produtivo" eficiente e eficaz.

Palavras-chaves: Método de Deming; Qualidade, Biblioteca Universitária

344

�1 INTRODUÇÃO

Vivemos uma época de profundas inquietações, onde as reais necessidades do
homem e das organizações se modificam com a explosão permanente dos processos
de mudança e a constante inovação tecnológica. A rápida evolução dos fatos faz
com que as organizações passem a conviver com ambientes de turbulência, onde as
adversidades

sócio-econômicas,

políticas

e

culturais,

e

o

aumento

da

competitividade e das exigências precisam ser superadas.
As mudanças estão acontecendo de forma tão profunda e de maneira tão
avassaladora, que fazem as organizações encararem o processo de transformação
como inevitável. Conseqüentemente, para permanecerem no mercado, geram
mecanismos e soluções consistentes e criativas para garantir novas oportunidades de
sobrevivência.
Trata-se de uma revolução cultural, intimamente ligada à implantação de uma
cultura de mudança com consistência lógica, emocional e ética, comprometida com
a inovação tecnológica, com o gerenciamento da qualidade total, com a adoção de
novas filosofias, de novos suportes administrativos e, ainda, com o aperfeiçoamento
contínuo e o expurgo de atitudes passivas, acomodadas e individualistas.
Para viabilizar o processo de transformação, as empresas necessitam apoiarse em técnicas administrativas que orientem seus esforços em busca da
lucratividade. Todavia, estas técnicas, por si, não surtem efeito; é preciso acrescentar
auto-conhecimento,

diálogo

permanente,

aberto

e

receptivo,

liderança

e

compromisso com a melhoria da qualidade.
Diante desta realidade, precisamos repensar as organizações, na tentativa de
avaliá-las e reformulá-Ias. A partir de considerações desta natureza e do aumento
constante da crise nas instituições, este trabalho se propõe a questionar situações,
atitudes e conceitos acreditados, no intuito de revitalizar as bibliotecas universitárias
que, embora não sejam exatamente instituições econômicas, enfrentam, também,
sérias dificuldades ao lidarem com as chamadas leis da oferta e procura.

345

�Seria a filosofia da melhoria da qualidade um instrumento válido para
revitalizar as bibliotecas universitárias? O fato de encontrarmos inúmeras empresas
sendo renovadas com a incorporação desta filosofia, principalmente, com a adoção
dos princípios de Deming, talvez responda a esta pergunta.
Por este e outros motivos, resolvemos escolher os caminhos de Deming, mais
especificamente os seus Quatorze Pontos, para repensar o ambiente administrativo
das bibliotecas universitárias, em relação ao processo da melhoria da qualidade do
seu sistema gerencial.
Este estudo está divido em quatro etapas: a primeira compreende a parte
introdutória que enfatiza o porquê do estudo; a segunda diz respeito ao referencial
teórico e a importância da qualidade na organização; a terceira trata do método de
Deming de administração e a possibilidade de um mundo organizacional melhor e, a
última insere a filosofia de Deming no contexto da biblioteca universitária,
analisando os aspecto da qualidade e a sua contribuição nesse ambiente
organizacional

2 QUALIDADE: " Mais do que uma questão gerencial, uma questão
educacional. "

Na administração, a cada década existe uma palavra de ordem encarada como
o termo da moda. Nos anos 60, o marketing era a palavra mágica para combater os
concorrentes. Na década de 70, a ênfase estava na produção. Nos anos 80 foi a hora
e a vez da qualidade como mola mestra no vocabulário das organizações.
Hoje ela continua na rotina das empresas. E não deve ser considerada como
modismo de épocas, e sim, como o produto de todos os esforços realizados dentro de
uma empresa.
Apesar do termo qualidade ser de dificil conceituação, por apresentar uma
série de defmições que contribui para a complexidade do seu entendimento;
atualmente, o conceito de qualidade é aplicado em todos os setores e em todos os

346

�tipos de organizações (públicas, privadas, grandes, pequenas, lucrativas e não
lucrativas etc.)
Nos livros de administração, há espaço considerável enfocando as várias
tenninologias de qualidade. A qualidade total é a mais usada, com seus respectivos
jargões: TQC (Total Quality Control), TQM (Total Quality Management). Assim,
para nos familiarizarmos melhor com a qualidade, resolvemos embasar nosso
pensamento em termos de referenciais teóricos.
Autores clássicos como Deming e Juran são considerados os gurus da
qualidade. Enquanto Juran fundamenta seus princípios na trilogia: planejamento,
controle e melhoria de qualidade para identificar e solucionar problemas da
organização, Deming centraliza sua filosofia nos recursos humanos da empresa e
enfatiza que o homem é o componente mais importante na defmição do destino da
organização. Adepto da melhoria continua, afirma que "a produtividade aumenta à
medida que a qualidade melhora. Há menos retrabalho e não há tanto desperdício
(... ) a melhora da qualidade transfere o desperdício de homens-hora e tempomáquina para a fabricação de um bom produto e uma melhor prestação de serviços."
(Deming, 1991, p.l)
Segundo Juran (1990, p.12) "qualidade é a adequação ao uso." De acordo
com o autor, existem vários usos e usuários, sendo que o termo cliente abrange todos
aqueles que são afetados por processos e produtos. Estão incluídos nesta categoria
todas as pessoas que pertencem ou não a empresa.
Lobos (1991, p. 2) diz: "qualidade é tudo o que alguém faz ao longo de um
processo para garantir que um cliente, fora ou dentro da organização, obtenha
exatamente aquilo que deseja em termos de características intrínsecas, custo e
atendimento" .
Mirshauwka (1988, p.l) foi um dos primeiros estudiosos da qualidade no
Brasil. Analisou os 14 Pontos de Deming quanto a forma como devem esses pontos
serem aplicados à manufatura; desenvolveu as tendências no que se refere a
qualidade e indicou dez mudanças principais na ênfase da qualidade. Nessas
347

�tendências apresentou um quadro demonstrativo de como as coisas ocorriam antes
da mudança e fez um paralelo com o presente. Ainda, baseado nos 14 Pontos de
Deming, desenvolveu uma análise direcionada para os serviços, pontuando mais as
áreas da saúde e educação.
F ace a estas conceituações, podemos dizer que qualidade é algo muito
concreto. É a ação transformadora da realidade. É o resgate da dignidade de todos.
De quem produz, de quem usa e da própria instituição que se propôs servir a uma
determinada comunidade. Conseqüentemente, o que podemos observar é que, pelo
ato de a qualidade estar por trás da idéia de aperfeiçoamento constante e da
administração participativa, para que as organizações encontrem condições de
sobreviver e se desenvolver num ambiente de mudanças, ela pode ser amplamente
discutida e implantada no ambiente das Bibliotecas Universitária~.
É impossível pensar Biblioteca Universitária hoje, sem que se considere o
cliente satisfeito com qualidade. Isto é o maior desafio que ela terá que enfrentar
para o seu reconhecimento, sua credibilidade e participação efetiva dentro do
contexto universitário.

3 O MÉTODO DEMING DE ADMINISTRAÇÃO: a visão de um mundo
melhor.
Toda organização tem sua própria historia e, na medida que se estrutura,
adquire identidade, tradições e padrões de comportamento. E, para alcançar seus
objetivos, precisa ser organizada e administrada, por meio de processos e
instrumentos eficazes, hábeis de materializar suas ações.
Diante deste imperativo, é mister que novos instrumentos de ação sejam
incorporados nas atividades das empresas. É necessário que novos princípios e
filosofias sejam adotadas e uma delas é a filosofia da qualidade que desponta para
contribuir, efetivamente, no sentido de acelerar o processo de desenvolvimento das
organizações. A aplicação desta filosofia pode trazer muitas vantagens tais como:
melhoria no ambiente de trabalho, na qualificação dos empregados, no grau de
348

�comunicação interna, nas relações de trabalho, enfIm, pode acarretar lucros para
todo o corpo social da organização.
Dentro desta perspectiva, nasce a oportunidade de trabalhar a filosofIa da
qualidade nas bibliotecas universitárias. Para tanto, é preciso levar em consideração
a cultura da instituição, revisar os pressupostos a respeito de "como obter qualidade"
e, fInalmente, estruturar o programa de qualidade escolhido de forma critica, não só
a partir das experiências de outras empresas, mas, especifIcamente, da realidade
contextual e da "leitura" do ambiente organizacional que desejamos reformular.
No esforço de difundir os 14 Pontos de Deming como instrumento
indispensável para obtenção da melhoria da qualidade nas bibliotecas universitárias,
resolvemos salientar a sua história, por ser importante para a total compreensão
deste estudo.
Deming foi um pioneiro na divulgação dos conceitos de qualidade. Norteamericano, W. Edwards Deming participou do programa estratégico dos Estados
Unidos na 2a. Grande Guerra, como estatístico. No fIm dos anos 40, ele divulgou,
no Japão, seus conceitos estatísticos voltados para a qualidade; assim sendo, o Dr.
Deming ministrou curso sobre métodos de controle de qualidade. O evento logrou
êxito e, em 1952, J. M. Juran, outro norte-americano, também a convite dos
japoneses, prestou assessoria na área. O solo foi fértil: depois de 20 anos, o Japão,
após emergir do conflito da Grande Guerra com graves feridas, surgiu com produtos
de qualidade e, hoje, inspirados pelas idéias dos dois norte-americanos, é campeão
no ramo.
Destarte, os princípios de Deming ajudaram o Japão a compartilhar suas
descobertas técnicas cientifIcas, confIgurando, portanto, a era do progresso, a era do
"saber, do fazer e do conhecer" com qualidade.
Scherkenbach (1990, p.4), estudioso e entusiasta dos Princípios de Deming,
afrnna que eles são aplicados a todos os processos e áreas. Mas, cabe a nós o papel
de identifIcá-los, compreendê-los e analizá-Ios profundamente, a fIm de captarmos
integralmente a mensagem e empregá-la efIcazmente dentro das organizações. Ele
349

�desdobra e trabalha os 14 Pontos, que são a essência do pensamento de Deming,
com o propósito de nos motivar a aprender e a exercitar como melhor conduzir as
organizações pelas quais somos responsáveis.
Alguns autores asseguram que a filosofia de Deming adequa-se perfeitamente
às necessidades dramaticamente crescentes das organizações de "produzir mais, por
menos e com qualidade" . É preconizada para superação de estágios incipientes em
qualidade e produtividade, para arrancar da estagnação sistemas emperrados, para
minar resistências à modernização.
A partir de então, temos condiçoes de comprender melhor a importância da
aplicação e adequação destes princípios para o trabalho informacional como um
instrumento estratégico para a melhoria da gestão da qualidade das bibliotecas
universitárias.
Desponta, agora mais do que nunca, a necessidade de organizar e disseminar
essa trilogia "saber, fazer e conhecer" em relação aos 14 Pontos de Deming, a fim de
acelerar o processo de desenvolvimento e crescimento destas instituições.
Portanto, chegou a hora de a biblioteca universitária construir ações
conjuntas, organizadas e pertinentes para que o caminho ideal, e não ilusório, seja
alcançado. Na descoberta deste caminho "tão desejado", não basta preparar-se
tecnicamente; é indispensável a sensibilização humana, na perspectiva do
engajamento de todos os envolvidos nos seus processos.

4 (RE)CONHECENDO O PERFIL DOS CATORZE PONTOS DE DEMING

O compromisso da organização com sua missão de serviços, concretizado nas
ações empenhadas em anteceder, atender e exceder as expectativas e necessidades
dos clientes é um referencial para as bibliotecas universitárias aplicarem os 14
Pontos de Deming, na redução dos seus problemas práticos e na busca da verdadeira
espiral da qualidade.
Pontuamos, neste capitulo, como os catorze princípios básicos de Deming,
utilizados para a renovação das empresas, de um modo geral, podem ser apropriados
350

�ao esforço de melhoria da qualidade da biblioteca universitária. Esta qualidade só
poderá ser construída com bases sólidas na avaliação de produtos e serviços
oferecidos aos clientes.
Para isto, é necessário que as bibliotecas universitárias extrapolem os limites
da estratégia convencional, procurem visualizar o futuro e criar mecanismos para
alcançar seus propósitos. Os princípios de Deming são 14 forças poderosas que,
apontadas para a mesma direção, podem determinar o nível de sucesso destas
bibliotecas e a excelência duradoura de seus serviços.
Depois destas referências, cabe a estas bibliotecas estabelecer uma estrutura
adequada à nova filosofia e dar os primeiros passos em busca da melhoria seguindo
os seguintes caminhos:
01. Estabelecer constância de finalidade para melhorar o produto e serviço - Este

ponto é fundamental para uma empresa que pensa no futuro . Para tanto, exige:
inovação, pesquisa e educação, constante aperfeiçoamento do produto e serviços e
manutenção dos equipamentos e instalações. Este princípio possibilita à biblioteca
universitária o planejamento adequado dos serviços e produtos dentro de uma nova
ótica, ou seja, prever, ter uma visão holística, atender às necessidades dos clientes.
Assim, o esforço da biblioteca universitária em embutir a busca da qualidade na sua
política organizacional requer uma avaliação da sua missão em termos de
comprometimento e fidelidade. Deverá repensar e revitalizar seus objetivos.
Redescobrir o sentido de suas atividades e executá-las com responsabilidade.

02. Adotar a nova filosofia - Diz respeito as exigências no controle da produção. A

qualidade não acontece por si só. Ela deve ser construída no dia-a-dia da empresa. A
biblioteca universitária ao

se orientar por este princípio deve adquirir,

evidentemente, uma nova postura administrativa; precisa acordar para o desafio, ter
responsabilidades e assumir a liderança para melhorar. Através de uma nova
filosofia, ela poderá redesenhar suas atividades e seus processos; simplificá-los,

351

-~------~--

�agilizá-los e tomá-los mais eficazes, a fim de identificar e satisfazer as necessidades
dos seus clientes.

03. Acabar com a dependência da inspeção em massa para garantir a qualidade
Como em toda empresa, a inspeção e o controle não produzem qualidade.
Apenas verificam sua existência ou não. Desta forma o que importa para as
bibliotecas universitárias é fazer com que as pessoas não precisem ser mais
controladas e sim educadas para se tomarem capazes de monitorar a qualidade do
que fazem. Não é necessário inspecionar o produto acabado, pois a qualidade não
deriva da inspeção e sim da melhoria do processo produtivo. Ela não melhora a
qualidade, apenas traz prejuízo e retrabalho e não constitui ações corretivas sobre o
processo. Exemplo disto ocorre quando, nas bibliotecas universitárias, se realiza a
inspeção para evitar o vandalismo ou destruição das obras. Uma forma melhor de
evitar o problema seria criar campanhas educativas no sentido de sensibilizar o
usuário para o fato. Fazer com que eles entendam os prejuízos e as conseqüências de
tal atitude.

04. Cessar a prática de avaliar as transações apenas com base nos preços -

É minimizar o custo total a longo prazo. Neste contexto as bibliotecas
universitárias precisam saber qual o resultado a longo prazo do custo que elas têm.
Preocupar-se, apenas, com resultados a curto prazo poderá privá-las de uma
estrutura necessária à produção de lucros duradouros. Elas devem entender que
comprar pelo menor preço nem sempre significa economia. Elas têm que se
preocupar com outras questões tais como: durabilidade, suporte, impressão etc. As
escolhas devem recair, em cada caso, naquilo que melhor satisfizer as necessidades,
interesse e exigências do usuário. Por exemplo: os profissionais da informação,
responsáveis pela aquisição, devem eliminar a política de sempre procurar os
menores preços, sem considerar a qualidade e o serviço.

352

�05. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e servIços - A

qualidade deve existir no produto já na etapa do projeto. Todo produto deve ser
encarado como parte de um todo. O trabalho em equipe é essencial no processo
produtivo, que deverá ser sempre expandido e aperfeiçoado. Instituir a melhoria
contínua nas bibliotecas universitárias é fazê-las concentrar-se no fundamental, nas
coisas vitais, para que elas possam entender os princípios básicos da qualidade e
desenvolver habilidades necessárias para implementá-los. Para tanto, é necessário:
conhecer efetivamente as necessidades dos usuários, dispor de uma estrutura
adequada às ações que deseja realizar e traçar processos devidamente identificados e
gerenciáveis.

06. Instituir o treinamento e o retreinamento - Este princípio refere-se aos

fundamentos para o treinamento da administração e dos funcionários novos. O
treinamento deverá ser sempre instituído na empresa, a fim de evitar desperdícios de
conhecimentos e de esforços. O treinamento é um instrumento de desenvolvimento
pessoal. O desafio que esta função enfrenta é justamente o de conciliar as
necessidades pessoais e profissionais do trabalhador com os objetivos declarados da
organização. Este item é indispensável à implantação da gestão de qualidade nas
bibliotecas universitárias. Portanto, elas devem treinar seus funcionários antes de
lhes atribuir a responsabilidade de um cargo. O treinamento deve fazer com que eles
compreendam as políticas da empresa e as necessidades de seus clientes. Citaremos
alguns exemplos ligados diretamente a questão do treinamento dos funcionários das
bibliotecas universitárias: Desperdício de tempo do cliente nas filas de empréstimo;
erros no preenchimento de pedidos de documento; demora para prestar informações;
erros no arquivamento de documentos nas estantes; demora no processamento
técnico dos documentos. Resumidamente, podemos afIrmar que estas bibliotecas
devem treinar seus funcionários através de metodologias apropriadas, capacitandoos para o pensamento critico e o trabalho em equipe.

353

�07. Ponto - Adotar e instituir a liderança - A liderança é condição absolutamente

necessária para o desenvolvimento da empresa, porque estimula a revalorização.
Assim, a gerência das bibliotecas universitárias deve caracterizar-se por uma
liderança absoluta, capaz de sensibilizar todas as pessoas para assumir o
compromisso de produzir qualidade. Os gerentes destas instituições devem: ajudar
as pessoas, máquinas e dispositivos a realizarem um trabalho melhor, gerar uma
estrutura flexível, e adotar uma administração participativa para obter um novo nível
de relação com os clientes.

08. Mastar o medo, de modo a que todos possam trabalhar eficazmente na empresa -

O desperdício causado pelo medo é enorme. A sua eliminação ou minimização deve
ser um dos primeiros caminhos a ser obedecido porque ele afeta nove dos demais
pontos de Deming. O medo impede as pessoas de servir aos interesses da empresa.
Neste sentido, o gerente e os funcionários das bibliotecas universitárias devem fugir
do medo de descobrir e de aceitar problemas e de buscar verdades, do medo da
consciência, do medo da própria limitação e da limitação do sistema, do medo da
avaliação negativa e do conhecimento das necessidades e expectativas dos clientes.
O medo assume várias facetas degeneradoras, gera timidez e ansiedade.

09. Romper as barreiras entre os diversos setores de pessoal - Este ponto tem uma

ligação intima com o ponto oito. É também uma condição necessária para a melhoria
da qualidade; embora não seja suficiente para controlá-la em toda a empresa.
Incentivar o trabalho em equipe é uma necessidade crucial na organização. As
bibliotecas universitárias deverão assimilar este princípio no sentido de criar um
espírito de cooperação, participação e responsabilidade solidária. A equipe deve
conhecer a função, a importância e os problemas de todos setores da biblioteca;
fazer com que todos entendam que a cooperação é benéfica a cada um. Um exemplo
palpável desta situação pode ser ilustrado nas bibliotecas universitárias, através das
ajudas que o setor de empréstimo pode oferecer ao setor de aquisição e seleção. Ele
354

�serve de fonte de infonnação importante no diz respeito aos problemas enfrentados
pelos usuários em relação a: multas por atraso das obras; sugestões dos documentos
a serem adquiridos e qualidade dos serviços oferecidos.

10. Eliminar slogan, exortações e metas para os empregados - Os slogan cartazes e as

exortações não ajudam a melhorar o trabalho; ao contrário, provocam frustrações,
criam hábito de ansiedade e ressentimento entre as pessoas. Palavras não produzem
qualidade nem induzem as pessoas a praticá-la. A biblioteca universitária deve-se
preocupar em educar as pessoas para uma mudança de comportamento. Assim, elas
terão dentro delas mesmas um motivo para ser produtoras da qualidade. Sensibilizar
as pessoas, atuando nas suas emoções é condição essencial para se obter mão-deobra real, com enonne impulso de progresso.

11. Suprimir as cotas numéricas - Deve-se defInir, ao invés de cotas, o que é e o que

não é aceitável em tennos de qualidade. Pois, defInições de cotas numéricas
sufocam a auto-realização. A qualidade não se identifIca, necessariamente, com a
quantidade. Está pode até comprometê-la e impedi-la. Os profissionais que atuam
nas bibliotecas universitárias não devem agir apenas em função do calendário, das
horas de trabalho e nem, tão pouco, devem ser pressionados por números, mas, pela
responsabilidade de produzir algo de que possam se orgulhar em fazer.
Exemplificando: o catalogador não pode se preocupar apenas em catalogar um certo
número de documentos por dia; deve-se preocupar, também, com outros fatores que
agregam valor à atividade executada.

12. Remover as barreiras ao orgulho da execução - Os empregados muitas vezes

sabem o que está errado dentro da empresa, mas não podem mudar a situação. É
preciso que os administradores escutem as suas sugestões e opiniões e ofereçam
subsídios para que eles passem a se envolver mais efetivamente no desenvolvimento
da empresa. As barreiras que se interpõem à realização profIssional podem causar
355

�sérios danos na redução de custos e melhoria da qualidade nas bibliotecas
universitárias, haja vista as pessoas e o que elas fazem serem o seu principal
patrimônio. É preciso deixar que as pessoas se sintam livres e responsáveis para
participarem do processo de revitalização da biblioteca.

13. Instituir um solido programa de formação e auto-desenvolvimeto - As pessoas

necessitam de uma nova formação e a administração deve sempre submetê-las a um
novo aprendizado. Os administradores devem-se conscientizar da real importância e
do potencial de um programa de formação e retreinamento para o desenvolvimento
organizacional. À medida em que as bibliotecas universitárias passam a trilhar a
estrada da melhoria contínua, precisam investir no seu patrimônio mais importante:
as pessoas. Estimular o estudo e a busca do aperfeiçoamento continuado. A
atualização permanente é uma questão de responsabilidade profissional. Este
princípio se aplica tanto aos gerentes quanto aos funcionários destas instituições. A
educação continuada é obrigação de todos aqueles que optaram em trabalhar nestas
bibliotecas. Somente, ela é capaz de criar a nova cultura organizacional, que é o
pressuposto básico da filosofia da qualidade.

14. Agir no sentido de concretizar a transformação - Todos na organização devem

ter uma idéia precisa de como melhorar a qualidade. A administração deve engajar
todos a assumir e enfrentar os princípios adotados pelo Df. Deming para realizar a
transformação. A transformação é tarefa de todos. A biblioteca universitária deverá,
ao optar pela melhoria continua, assumir e encarar os 14 pontos enfatizados neste
estudo. Os administradores destas instituições deverão chegar a um consenso quanto
ao significado e importância de cada um deles e a orientação a tomar, pois não
adianta acreditar que os pontos de Deming são importantes se não houver coragem e
iniciativa para aplicá-los. Este princípio pode ser adotado em todos os processos da
biblioteca.

356

�Tomando como base estas abordagens, acreditamos que as bibliotecas
universitárias devem, deliberadamente, defInir uma visão de futuro, adotando a
melhoria continua, sem jamais esquecer que o acesso a informação para o exercício
do pensamento criador é um direito de todos. Para tanto, é necessário que elas
estejam voltadas para a conquista da qualidade e que esta qualidade seja uma fonte
de energia ativa para impulsioná-las a crescer e progredir.

6CONCLUSÁO

o

imediatismo, o empmsmo e a falta de uma visão futuristica são

características marcantes da nossa cultura, as quais repercutem sobremaneira na
melhoria da qualidade dos processos das empresas. No que diz respeito às
bibliotecas universitárias, estas características estão gerando obstáculos a satisfação
das necessidades dos clientes.
Elas, porém, não podem continuar prisioneiras de seus métodos nem podemse conformar com os poucos resultados que obtêm do muito trabalho que realizam.
A verdadeira biblioteca universitária deve ser, continuamente, revitalizada pelos
seus clientes internos e pela comunidade acadêmica, em harmonia com a
universidade que elas pretendem servir. É essa dinâmica criativa e renovadora que
pode tomá-las mais responsáveis pelas necessidades emergentes de uma
comunidade em constante evolução. O fundamental é fazê-las entender que seus
paradigmas, seus projetos e resultados, devem ser renovados.
É preciso ousar e criar o novo perfIl das bibliotecas universitárias para que

elas sejam: um instrumento de modernidade comprometida com a qualidade,
renovadas em seus métodos de trabalho e estejam sintonizadas com a comunidade
universitária.
Resumindo, podemos afirmar que absorver e cultivar a fIlosofIa de Deming
nas bibliotecas universitárias é desenvolver a criatividade e a capacidade de querer
acertar os caminhos da excelência do trabalho informacional. Ela não exige grandes

357

---

-

-

-

�investimentos para ser aplicada. É tarefa de todos na organização, mas para sua
implantação devem ser observadas algumas questões básicas, tais como:
a) todos devem estar envolvidos e acreditar na mudança;
b) é preciso que os profissionais da informação saibam gerenciar, sem perder a visão
da importância das relações humanas dentro da organização;
c) que o usuário das bibliotecas universitárias é a fonte de toda a avaliação sobre a
qualidade dos produtos e serviços e;
d) que exista um feed-back de informação e as metas da qualidade sejam claramente
defmidas.
Obedecendo estes procedimentos, poderemos ter o método de Deming como
um aliado no combate as barreiras e obstáculos que impedem a modernização destas
unidades informacionais.

Abstract
The Deming method revolutionizing the informationals sceneri2s Boarding the
importance of knowing and using the quality in the organizations, principally in
which looks for resolving the problems that relates with the question of survival and
the question of occupation of a space in the workplace. Analyzes the Deming's
method in the management and its application in the informational work with
purpose of getting the optimizing in the results and a better performance at the
prodution of the services and originated products by the informational unities
(libraries, documentation center etc) Emphasizes the 14 points of Deming like
procedures for informational managers assimilate its transformated efect and that
they can manage the informationals unities without making mistakes with the
objective of getting a "productive process" absolutely efficient and efficacions.

Keywords: Deming method; Quality; universities libraries

358

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                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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                  <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
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      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72020">
                <text>Qualidade total em bibliotecas universitárias a filosofia de Deming e a biblioteca universitária: uma nova relação em busca da gestão da qualidade.</text>
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            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72021">
                <text>Pinheiro, Edna Gomes, Costa, Maria de Fátima Oliveira</text>
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          </element>
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            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <elementText elementTextId="72022">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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                <text>UFC</text>
              </elementText>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>1998</text>
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            <description>A language of the resource</description>
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                <text>Evento</text>
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            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72027">
                <text>Enfoca a importância de se conhecer e aplicar a qualidade nas organizações, principalmente naquelas que buscam solucionar problemas relacionados com a questão de sobrevivência e de ocupação de um espaço no mercado. Analisa o método Deming na administração e sua aplicabilidade no trabalho informacional, com vistas a otimização nos resultados e ao melhor desempenho ou performance na produção dos serviços e produtos gerados pelas bibliotecas universitárias. Enfatizam-se os 14 pontos de Deming como procedimentos para que gerentes de informação assimilem o seu efeito transformador no intuito de alcançar um "processo produtivo" eficiente e eficaz.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/60/6332/SNBU1998_026.pdf</src>
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            <name>PDF Text</name>
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                    <text>PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
USER EDUCATION PROGRAM

Teresinha das Graças Coletta
Diretoria Técnica do Serviço de Biblioteca da EESC-USP

Neuza Terezinha Mossin Celere
Bibliotecária do Serviço de Biblioteca da EESC-USP

Rosana Alvarez Paschoalino
Elena Luzia Palloni Gonçalves
Bibliotecária do Serviço de Biblioteca da EESC-USP

Elenise Maria de Araujo
Bibliotecária do Serviço de Biblioteca da EESC-USP

RESUMO:
Palavras chave:

1 INTRODUÇÃO
Ao ingressar na Universidade a maioria dos alunos desconhece a importância
de uma Biblioteca em sua formação, uma vez que no Brasil, a Biblioteca Escolar e a
Pública praticamente inexistem. A Biblioteca Universitária deve levar em
consideração esse fato, pois não se pode deixar que o aluno "passe" por um curso de
graduação sem conhecê-la e usufruir de sua utilidade. Esse problema, obviamente,
encontrará uma resposta negativa também em nível de pós-graduação, quando os
alwlOs deverão cumprir tarefas de pesquisas mais apuradas. Não se pode duvidar da
importância da Biblioteca na formação do aluno em qualquer nível de instrução. É
nela que o mesmo encontra o apoio bibliográfico necessário à sua formação
328

�!I

profissional e de pesquisador. Portanto, para que se faça uso real dos recursos
disponíveis em uma Biblioteca, é necessário que o aluno receba orientação
adequada. A Biblioteca deve estar integrada ao processo de ensino/aprendizagem
configurando-se como um instrumento imprescindível dentro de uma Unidade
Universitária. Nesse processo devem estar integrados docentes, bibliotecários e
alunos que, juntos, contribuirão para o aperfeiçoamento do ensino superior. É
necessário que a Universidade priorize seu sistema de ensino, incentivando o
potencial científico de seus alunos. A orientação bibliográfica para a pós-graduação
deve propiciar uma formação mais ampla que a oferecida à graduação, tendo em
vista a elaboração de dissertação ou tese. Deve-se considerar também que os alunos
estarão, em sua maioria, ligados à carreira acadêmica. Reconhecendo a importância
e a necessidade da adequada utilização dos recursos disponíveis no Serviço de
Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos. da Universidade de São Paulo
(SVBIBL/EESC-USP), principalmente quanto ao uso das novas tecnologias e
reafmnando o papel do bibliotecário educador, foi formalmente estruturado em 1997
o PEU - Programa de Educação
2 OBJETIVOS

a) mostrar o papel da Biblioteca como suporte técnico científico no desenvolvimento
do ensino/pesquisa;
b) possibilitar a utilização adequada dos recursos informacionais disponíveis;
c) capacitar para o planejamento e execução de pesquisa bibliográfica;
d) orientar a elaboração dos diversos tipos de trabalhos científicos.
3 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Visa atender as necessidades básicas dos usuários, partindo do princípio que,
para a maioria deles, a Biblioteca e seus serviços são desconhecidos. Diante disso, a
programação deve constar de: Palestras, Visitas Orientadas e Cursos.

329

�301 Palestra

30101

Graduação

Objetivos:
00

00

0 0

alertar sobre a importância da Biblioteca na Universidade;
divulgar os recursos disponíveis na Unidade e em nível de SISTEMA;
convidar a uma visita orientada;

Data: início do 10 semestre letivo;
Público alvo: alunos do primeiro período da graduação do Campus USP São Carlos;
Local: anfiteatro da EESCIUSP;
Duração: 20 minutos;
Responsabilidade: bibliotecário;
Conteúdo:
00

0 0

0 0

00

0 0

0 0

00

00

0 0

0 0

o ingresso na Universidade;
a Biblioteca escolar e a Biblioteca pública
o ensino em sala de aula
a complementação do aprendizado
o uso da Biblioteca
como localizar a informação necessária
os serviços disponíveis
o regulamento dos serviços
o horário de atendimento
a Visita Orientada*

3 0l.2 Pós-graduação
Objetivos:
0 0

alertar sobre a importância da Biblioteca na pós-graduação;

00divulgar os recursos disponíveis na Unidade e em nível de SISTEMA;
00

convidar a uma visita orientada
330

�Data: início do 10 semestre letivo;
Público alvo: alunos de pós-graduação do Campus USP São Carlos;
Responsabilidade: bibliotecário;
Local: sala de aula ou anfiteatro dos Departamentos
Duração: 1 hora
Conteúdo:
" a necessidade da informação;
.. a explosão da informação;
.. a dificuldade em manter-se atualizado;
.. o acesso à informação e a obtenção do documento
.. o Sffii-USP',
.. a Biblioteca da EESC
.. breve histórico;
.. instalações, espaço fisico, espaço para leitura, videoteca, laboratório de idiomas,
sala de pesquisa (CD-ROM e Internet);
.. participação em redes nacionais e internacionais;
o acervo
.. tipos de documentos;
conservação;
.. segurança contra roubo;
.. serviços disponíveis aos usuários
.. consulta;
.. empréstimo;
"EEB;
.. comutação bibliográfica;
.. disseminação da informação;
.. busca bibliográfica;
.. normalização técnica;
.. reprografia;
331

�educação formal e informal;

0 0

alerta informativo (painéis e exposições);

00

catalogação na fonte ;

0 0

solicitação de ISBN e ISSN;

0 0

publicações (Diretrizes, Interativo, Sumários Correntes);

0 0

oOLIGDOC;
animação cultural

00

a Visita Orientada *

00

3 02

Visita Orientada

Objetivos:
propiciar o conhecimento da organização fisica e da política de atendimento ao

00

usuário do SVBIBL;
00

orientar sobre o uso do SVBIBL;
facilitar o entrosamento usuário/funcionários do SVBIBL.

0 0

Local: Biblioteca
Duração: 1 hora
Público alvo: candidatos à inscrição na Biblioteca
N° de participantes: 10 (máximo)
Acompanhamento: bibliotecário ou técnico devidamente qualificado
Roteiro:
Inferior 1

00

saguão de entrada;

0 0

00

0 0

portão;
sinalização;
painéis;

00

00

00

guarda pertences;
telefone público;
balcão de empréstimo;

332

-

-----

�I1

.. serviço de referência;
.. Sala de pesquisa* ;
.. catálogos;
.. acervo de referência/pesquisa;
.. Corredor inferior
.. banheiros;
.. uso do elevador;
.. Inferior 2
.. Livros;
.. organização nas estantes;
.. acervo geral
.. acervo arquitetura;
.. obras de consulta;
.. ambiente para estudo;
.. sala de processamento do material bibliográfico;
.. Intermediário I
.. Secretaria da Biblioteca;
.. Diretoria da Biblioteca;
.. Memória da EESC;
.. Superior 2
.. mapoteca;
.. ambiente de estudo ;
.. espaço para exposições de artes;
.. reprografia;
.. teses;
.. apostilas;
.. Superior 1
.. Elevador
.. Escada de acesso
333

1

�.. Periódicos (últimos números)
.. Acervo de periódicos
.. Ambiente de estudo
.. Intermediário II
.. Videoteca
.. Sala de aula
Material para distribuição:
.. regulamento (Anexo 3);
.. folders Dedalus (Anexo 4), Sala de pesqmsas (Anexo 5) e Bases de Dados
disponíveis no SVBIBL (Anexo 6);
.. marcadores de páginas com Guia do usuário (Anexo 7);
.. porta-fólio (Anexo 8).
3.3 Cursos

3.3 .1 Uso do Dedalus
Objetivos:
.. apresentar ao usuário o DEDALUS- Banco de Dados Bibliográficos da USP, pelo
catálogo online interface WWW/Intemet
.. demonstrar as principais formas de recuperação dos registros bibliográficos dos
acervos armazenados e administrados pelas Bibliotecas da USP
.. capacitar o usuário para realizar a busca e localização do material no Banco de
Dados da USP
Público alvo: Usuários das Bibliotecas do SIBilUSP
Número de participantes: 20 (máximo)
Período: 2 vezes por semana ou conforme a demanda
Local: Laboratório Didático Informatizado II - CISC ou Biblioteca, conforme o
número de participantes
Duração: 1 hora
334

�Responsabilidade: Seção de Atendimento ao Usuário
Conteúdo Programático:
.. Apresentação e explicações geraIs de cada link da WWW do SIBI (página
principal e subseqüentes)
.. Procedimentos básicos para acesso ao Dedalus:
.. Pesquisa pelo índice, busca por palavras e super-busca em todos os campos e todas
as bases;
.. apresentação dos formatos resumido e completo dos registros
.. identificação e localização do material desejado na unidade da USP
.. Instruções para o preenchimento do formulário de solicitação de material
bibliográfico do SVBffiL
3.3.2 Uso de bases de dados
Objetivos:
.. demonstrar os principais recursos de cada base de dados ;
.. capacitar o usuário para o devido uso das bases de dados disponíveis no SVBffiL
(CD-ROM ou online);
.. apresentar ao usuário as bases pertinentes à sua área de pesquisa;
Público alvo: Usuários cadastrados na Biblioteca em geral
Período: 1 vez por semana ou conforme a demanda
Local: sala de micros do CISC ou Biblioteca
Duração: 2 horas
Responsabilidade: Seção de Atendimento ao Usuário
Conteúdo programático:
., procedimentos para o uso das bases de dados;
.. tempo permitido para permanência na estação;
.. procedimentos permitidos/proibidos;
3.3.3 Orientação bibliográfica
Objetivos:
335

�.. orientar sobre o uso do SVBIBL e informar sobre os recursos

disponíveis~

.. orientar na elaboração de pesquisa bibliográfica;
.. propiciar o conhecimento das principais fontes de pesquisa na área de interesse e
das normas técnicas para elaboração do trabalho científico;
.. capacitar o aluno de graduação na normalização de trabalhos escolares e relatórios
técnicos~

Público alvo: alunos de graduação
Período: março e agosto
Local: Biblioteca
Duração: 12 horas
Conteúdo:
.. a Biblioteca como recurso de informação
.. o SVBIBL
.. o processo de comunicação científica;
.. a natureza do trabalho

científico~

.. a pesquisa bibliográfica~
.. noções gerais sobre elaboração de trabalhos escolares
.. definição do tema~
.. pesquisa na Biblioteca;
.. recuperação do documento;
.. estrutura do

trabalho~

.. normalização técnica;
.. Exercícios
Recursos:
.. catálogos do SVBIBL;
.. normas de documentação;
.. material de referência em geral.
Material para distribuição:
.. Resumo do conteúdo da aula (Anexo 8)
336

�3.3.4 Pesquisa Bibliográfica (SEM 892) - 4 créditos
Objetivos:
.. comprovar a importância de observar metodologia lógica para acesso e aplicação
do conhecimento existente e, mediante sua utilização, comprovar a originalidade de
sua contribuição acadêmica evitando a duplicação ou repetição desnecessária;
.. oferecer subsídios metodológicos para o melhor nível de qualidade do documento
acadêmico, resultante dos trabalhos de mestrado e doutorado;
.. propiciar maior habilidade no acesso às informações essenciais para a pesquisa em
nível de pós-graduação e na obtenção de documentos;
.. capacitar no domínio e habilidade para a redação de trabalhos acadêmicos de
"revisão da literatura e/ou bibliográfica" e relatórios de "estado-da-arte";
.. fornecer subsídios para o planejamento, execução e gerência da pesquisa.
Justificativa:
Oferecer condições, conforme se observa nos objetivos, para que os trabalhos
apresentados pelos pós-graduandos contenham, além de uma estrutura normatizada,
a qualidade que se espera dos trabalhos dessa natureza.
Metodologia
Aulas expositivas, trabalhos práticos, seminários e debates de avaliação sobre
o acesso ao conhecimento e disponibilidade de documentos e informações
científicas e tecnológicas no Brasil.
Conteúdo:
1. Acesso, análise e avaliação do conhecimento em engenharia: situação brasileira e

internacional; tipos de instituições, atividade e programas de atendimento:
biblioteca, serviços de documentação e informação, bases e bancos de dados no
Brasil e no exterior;
2. Estruturas e tipos de informações documentais, numéricas e cadastrais em

sistemas de informações (bases e bancos de dados); análise e avaliação do
conhecimento formal - documentado, organização de sua estrutura e síntese

337

-------~

-

�(reswnos, tabelas, quadros, folhas cadastrais); métodos de acesso e busca; categorias
e tipos de docwnentos especializados;
3. Delimitação temática da pesquisa, mediante determinação da terminologia;
descritores, palavras-chave, sub-áreas de assunto: planejamento e organização de
sistemas específicos de informações especializadas; glossários "thesaurus" e
indexação;
4. Normalização da docwnentação; instituições normalizadoras; apresentação de
artigos de periódicos, trabalhos de congressos, relatórios, referenciação bibliográfica
e docwnental; redação de sinopses, reswnos e resenha;
5. Revisão da literatura e relatórios de estado-da-arte; avaliação e análise de
docwnentos destes tipos, orientação para organização e redação; organização de
citações e notas;
6. Estrutura e redação da dissertação e tese: apresentação, partes do corpo e
complemento desses documentos; análise e avaliação de exemplares destes tipos e
docwnentos elaborados no Brasil e no exterior.
Público alvo: alunos de pós-graduação.
Período: início do período letivo (fevereiro e julho).
Local: Biblioteca.
Duração: 1 semestre.
3.3.5 Comunicação Biblioteca/Departamentos
Objetivos:
.. propiciar o conhecimento da Biblioteca e do Dedalus;
.. orientar sobre a forma de produzir os docwnentos da Produção Científica;
.. propiciar o conhecimento sobre os tipos de trabalhos
.. controlar o envio de material ao SVBIBL
Público alvo: Secretárias de Departamentos, e técnicos administrativos da EESC
Responsável: Bibliotecário
Período: semestralmente, em abril e setembro
338

�Local: Biblioteca
Duração: 3 horas
Conteúdo:
Parte I

.. o que é o Dedalus, com ênfase no módulo Produção Científica;
.. tipos de documentos permitidos pelo sistema;
.. mostrar exemplos de documentos completos a serem cadastrados;
.. distribuir tabela;
.. como procurar trabalho no Dedalus;
.. visita às instalações da Biblioteca
Parte 11

.. Programa de Aquisição de Livros
.. dotação anual
.. distribuição da verba entre os Departamentos da Escola
.. seleção de material bibliográfico
.. Aquisição de periódicos
naClOnalS
.. estrangeiros
.. substituição de títulos
.. outras verbas (CAPES, FAPESP, etc.)
Avaliação

As etapas previstas pelo Programa são avaliadas a medida de sua
implantação. O fotmulário visa obter infotmações sobre as instalações fisicas,
acervo e atendimento oferecido pelo pessoal da Biblioteca.
Através da tabulação dos dados, pôde-se obter subsídios para adaptação do
Programa, conforme as necessidades do usuário.
Atualmente, somente a Visita Orientada e o Seminário para uso da Sala de
Pesquisas são avaliados (ver anexo 10).

339

�BmLIOGRAFIA:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS

TÉCNICAS. Normas

sobre

documentação: coletânea de normas. Rio de Janeiro, s.d.

BARRAS, Robert. Os cientistas precisam escrever: gUla de redação para
cientistas, engenheiros e estudantes. 2a ed. São Paulo, T.A. Queiroz, 1986.

BARROS, A.J.P., LEHFEL, N.A. de S. Fundamnetos de metodologia: um guia
para a iniciação científica. São Paulo, McGraw-Hill, 1986.

CONCEITUAÇÃO e hierarquização de atividades de pesquisa. Revista de Saúde
Pública, v. 17, p. 233-5, 1983.

ECO, U. Como se faz uma tese. 2a ed. São Paulo, Perspectiva, 1989.

ENCONTRO Nacional de Normatização de Trablhos Técnicos, Científicos e
Culturais. Niterói, UFF, 1989 (Manual de Normatizações).

GUIA para redação de artigos científicos destinados à publicação. Brasília, IBICT,
1987.

HAMAR, Alfredo A. A biblioteca universitária brasileira e sua missão na
memória agilizada. São Paulo, 1983. (trabalho datilografado)

LAKATOS, Eva M., MARCONI, Marina de A. Metodologia do trabalho
científico. 4a ed. São Paulo, Atlas, 1992.

340

�MATOS F.G. A precisão terminológica do cientista: por que deixa a desejar?
Ciência Hoje, v. 39, n.8, p.747-748, 1987.

MUELLER, S.P.M. O crescimento da ciência, o comportamento científico e a
comunicação científica: algumas reflexões. Rev. Esc. Bibliotecon. UFMG,
v.24, n.l, p. 63-84, jan/jun 1995.

PARANÁ. Secretaria do Estado do Planejamento. Departamento Estadual de
Estatística. Normas de apresentação tabular e gráfica. 2a ed. Curitiba, 1983.

REY, Luís. Planejar e redigir trabalhos ciemtíficos. 2a ed. São Paulo. Edgar
Blucrer, 1993.

*UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Escola de Engenharia de São Carlos. Serviço
de Biblioteca. Diretrizes para apresentação de dissertações e teses. São Paulo,
1991

VARGAS, Milton. Metodologia da pesquisa tecnológica. Rio de Janeiro, Ed.
Globo, 1985.

VIEIRA, Sônia. Como escrever uma tese. São Paulo, Pioneira, 1991.
* ver 2a ed., 1996 (ver também bibliografia p. 53-54).

341

�I

ANEXOS

Anexo 1

Seminário Sala de pesquisa: roteiro
Objetivos:
.. apresentar o parque computacional disponível para usuários no SVBIBL;
.. delinear as diretrizes gerais para o uso dos recursos computacionais do SVBIBL;
.. apresentar os principais catálogos de Bibliotecas disponíveis na Internet.
Público alvo: candidatos à inscrição na Biblioteca
Período: diário ou conforme a demanda, após a Visita Orientada
Local: sala de aula da Biblioteca
Duração: 15 minutos
Conteúdo programático:
.. objetivo das instalações;
.. financiamento dos recursos;
.. público a que se destina;
.. cadastramento dos usuários;
.. sistemática do uso;
.. tempo permitido de permanência;
.. condutas permitidas e proibidas;
punições;
.. recursos disponíveis no Campus;
Material de apoio: transparências (anexo 2)

342

�Anexo 2

Seminário "Sala de pesquisa": transparências

Anexo 3

Regulamento

Anexo 4

Uso do Dedalus - folder

Anexo 5

Uso da sala de pesquisa - folder

Anexo 6

Bases de dados disponíveis no SVBIBL - folder

Anexo 7

Marcador de páginas (guia do usuário resumido)

Anexo 8

Pasta porta-fólio

Anexo 9

Orientação bibliográfica - resumo do conteúdo da aula

Anexo 10

Formulário de avaliação: Visita Orientada e Seminário para Uso da Sala de
Pesquisas

343

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Destaca o papel da Biblioteca como suporte técnico científico no desenvolvimento do ensino/pesquisa na capacitação dos usuários para promover a utilização adequada dos recursos informacionais disponíveis, o planejamento e execução de pesquisa bibliográfica  e orientações na elaboração de diversos tipos de trabalhos cientificos</text>
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                    <text>PARTICIPAÇÃO: ESTRATÉGIA PARA DESENVOLVIMENTO DO
CAPITAL HUMANO

Ana Angélica Carapiá Ferraz (ndcbfm@vm.uff.br)
Bibliotecários da UFF

Catharina Marinho Meirelles (catharin@urbi. com. br)
Mestranda do Curso de Administração da UFF

Cecília Maria Pereira do Nascimento (ndcbibc@vm.uff.br)
Bibliotecários da UFF

Neide Maria da Graça (ndcgeoq@vm.uff.br)
Bibliotecários da UFF

Siléa Carvalho de Castro (ndcbspm@vm.uff.br)
Bibliotecários da UFF

RESUMO.
Este trabalho demonstra que é possível melhorar o desempenho funcional através da
participação. Apresenta o Projeto de Participação e Qualidade, desenvolvido pelo
Núcleo de Documentação em parceria com o Serviço de Psicologia Aplicada, ambos
da Universidade Federal Fluminense.

Palavra-chave: participação; capacitação profissional; recursos humanos

310

�1 - INTRODUÇÃO

As transformações rápidas e profundas, a comunicação dinâmica e a explosão
da informação, são características da época atual e levam as organizações a
defrontar-se, freqüentemente, com questões decisórias que dizem respeito à
continuidade ou mudança, sobrevivência ou expansão, tradição ou inovação. Essas
questões geram a necessidade de estimular a livre troca de idéias e experiências
entre o pessoal, de maneira a possibilitar maior criatividade e menor tempo de
resposta aos novos desafios que se impõem.
A gestão participativa surge portanto como uma opção, porque cria um novo
sentido de grupo dentro das organizações, no qual se juntam funcionários e gerentes
num regime de colaboração gerando, assim, uma responsabilidade global e o
comprometimento da equipe com a qualidade.
Um programa de qualidade implica em uma nova forma de agir por parte de
todo o corpo funcional da instituição, tendo como requisitos a participação, a
cooperação

e a informação.

Assim, toma-se necessário

compartilhar as

responsabilidades, dividir tarefas e delegar poderes, para que o espírito cooperativo
e participativo possa ser fortalecido em busca de um objetivo comum.
Procurando adaptar-se ao dinamismo da realidade atual e considerando a crise
político-financeira das instituições federais de ensino superior, o Núcleo de
Documentação (NDC), da Universidade Federal Fluminense (UFF) buscou respaldo
nas teorias administrativas contemporâneas, e em parceria com o Serviço de
Psicologia Aplicada (SPA), também da Universidade, vem desenvolvendo o projeto
de Participação e Qualidade visando melhorar seus serviços.
Partiu-se então da hipótese básica que é possível melhorar a qualidade dos
serviços de uma instituição pública, através do comprometimento de seus
funcionários.

311

-

__

o

_ _

_

�! 1i

2 - PORQUE INVESTIR NO SER HUMANO
O investimento em capital humano, em aprendizado e em melhoria de

performance é tão necessário para as empresas e organizações quanto a qualidade de
seus produtos e serviços. O treinamento e o desenvolvimento de pessoas
representam o diferencial das organizações nesta nova era da tecnologia, da
globalização, da concorrência acirrada e dos avanços científicos e tecnológicos. Esta
é a era do conhecimento e o capital humano representa valor crucial nas
organizações.
Tradicionalmente, o mundo dos negócios apresentava fronteiras bem
definidas: limites geográficos ou regionais defmiam o mercado, a hierarquia na
organização era rígida e inflexível e as mudanças ocorriam de forma muito lenta.
Em conseqüência da turbulência da década de 80 -

maior concorrência,

reestruturações corporativas, globalização das empresas, ingresso de uma nova
geração na força de trabalho -

esses limites e expectativas tradicionais

desapareceram. Essas mudanças trouxeram uma grande difusão de poder na medida
em que as empresas foram obrigadas a transferir às pessoas que estão mais próximas
aos produtos e clientes, maior responsabilidade, autoridade e, consequentemente,
informação.
O

cenário

atual

eXIge

novas

estratégias.

É

preCISO

investir

no

desenvolvimento das pessoas, ampliar a inteligência emocional, as habilidades de
negociação, o trabalho cooperativo, a criatividade, a flexibilidade, a compreensão
sobre a missão, os princípios éticos e valores da organização.
De acordo com Deming,

1990 (apud Ayres,

1994) os gerentes e

administradores partem da premissa de que todas as pessoas são iguais e que,
portanto, responderão de maneira idêntica frente aos mesmos desafios. Porém as
pessoas são diferentes porque vivem experiências diversas e apreendem conceitos
diferentes, de acordo com seu próprio ritmo e conforme uma percepção individual
da realidade. São essas experiências e vivências individuais que levam a pessoa a
atuar de maneira criativa frente às situações de seu dia-a-dia.
312

�! rI

A padronização das técnicas administrativas associada aos fatores externos
geradores do medo e da insegurança, a autodefesa e a competição exarcebada
inibem e sufocam a motivação intrínseca do ser humano que é a sua inclinação
natural e inata para aprender e inovar. Como, então, produzir a mudança?
A transformação não se dará através da flexibilização das estruturas
organizacionais ou de modelos mágicos de gerência aplicados como panacéia. Essa
modificação virá como conseqüência da mudança interior dos indivíduos, cabendo a
cada um construir, paciente e tenazmente, as circunstâncias possibilitadoras dessa
modificação.
À gerência cabe ser fomentadora do entusiasmo e facilitadora do exercício da

força pessoal, compartilhando o poder e a responsabilidade pelas mudanças .
... "A participação é o caminho natural para o homem exprimir sua tendência
inata de realizar, fazer coisas, afinnar-se a si mesmo e dominar a natureza e o
mundo .. . envolve a satisfação de outras necessidades não menos básicas, tais como a
interação com os demais homens, a auto expressão, o desenvolvimento do
pensamento reflexivo, o prazer de criar e recriar coisas e, ainda, a valorização de si
mesmo pelos outros. " (BORDENAVE, 1983, p.16)
A qualidade da participação se eleva quando as pessoas aprendem a conhecer
sua realidade. Sendo a participação uma vivência coletiva, só se aprende a
participar, participando.

3 - PROJETO DE PARTICIPAÇÃO E QUALIDADE

O lançamento, pelo Governo Federal, do Programa Brasileiro de Qualidade e
Produtividade - PBQP, suscitou diversas reflexões sobre a questão da qualidade em
instituições públicas.
A partir dessas reflexões, o Núcleo de Documentação (NDC), da
Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1994, optou pela implantação, em
parceria com o Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), também da Universidade, do
projeto denominado "A questão da PARTICIPAÇÃO na implementação do projeto
313

�~ I

de qualidade no atendimento aos usuários do Núcleo de Documentação - NDC da
Universidade Federal Fluminense - UFF".
A UFF é uma entidade federal autárquica de regime especial constituída por 4
(quatro) centros universitários e 20 unidades de estudos básicos e profissionais.
Sediada em Niterói, expande sua atuação a vários municípios do Estado do Rio de
Janeiro, além de uma unidade avançada em Oriximiná, Estado do Pará.
O NDC é um órgão complementar, vinculado diretamente ao Gabinete do
Reitor, responsável por coordenar, técnica e administrativamente, o sistema de
bibliotecas e arquivos da Universidade.
Subordinado ao Centro de Estudos Gerais (CEG), o SPA tem como fmalidade
viabilizar, desenvolver e coordenar atividades de caráter inter e multidisciplinares no
campo da saúde mental pública e da psicologia aplicada, visando o desenvolvimento
do ser humano enquanto indivíduo e ser social. Participa no processo de formação
de recursos humanos através de estágios profissionalizantes e no ensino prático das
disciplinas relacionadas à formação e pós-graduação em psicologia aplicada e áreas
afins. Compete ao SP A, além de outras atividades, a prestação de serviços
especializados aos órgãos e unidades da UFF.
O Projeto de Participação e Qualidade tem como hipótese básica a
possibilidade de obter-se resultados expressivos na qualidade da prestação de
serviços num órgão do setor público, a partir da implementação de uma gestão que
privilegie a questão da PARTICIP AÇÃO como eixo central na sua forma de
organização interna.
Os benefícios esperados com a implantação do projeto são:
• melhoria da QUALIDADE no ATENDIMENTO aos clientes;
• maior PARTICIPAÇÃO do corpo funcional na gestão do NDC, gerando um
maior comprometimento e engajamento nas atividades do órgão;
• transformação do sistema NDC em um Centro de Referência de Informação
dentro das comunidades acadêmica e local.

314

�3.1 - Metodologia

O projeto foi estruturado tendo como premissa básica que a participação, para
concretizar-se e não ficar no plano simbólico, precisa de certas ferramentas
operativas, através das quais o grupo realiza sua ação transformadora sobre seu
ambiente e sobre seus próprios membros. Uma dessas ferramentas é o conhecimento
da realidade. A metodologia utilizada nessa estruturação é a denominada Método do
Arco, de Charles Maguerez, 1970 (apud BORDENAVE, 1986) (figura 1).
A metodologia compõe-se das seguintes etapas:
FJgura 1 ; M é todo d o A rc.o

T E O R tA

Obs cfvaÇa o

~...__........•.•. _.................._....-_........... _......._............. _._~... _._ ..............__ ..............._....

._. __ ... _..•................. __.. _.....

R€AU OAOE

Primeira etapa: Observação da Realidade
O processo se inicia com a exposição pelos participantes dos problemas
existentes, que fazem parte da realidade de seu ambiente de trabalho e consiste em
uma visão global, ou SÍNCRESE.

Segunda etapa: Pontos Críticos
Compreende a identificação das variáveis ou pontos-chave do problema,
aqueles que, se modificados, podem resultar na solução do mesmo porque são os
mais centrais ou medulares.

Terceira etapa: Teorização
O processo se realiza através da busca de uma explanação teórica do
problema, mediante leituras, pesquisas e estudos. Compreende a ANÁLISE.
315

--

-----

�Quarta etapa: Soluções Alternativas
Nesta etapa são propostas hipóteses de soluções, as quais são confrontadas com os
parâmetros do problema.

Quinta etapa: Aplicação ou Síntese
Os novos conhecimentos são aplicados à realidade, visando à solução do
problema.
Essa metodologia é aplicada durante todo o desenrolar do projeto que, no
NDC, compreende as seguintes etapas:
Primeira etapa: Leitura dos dados da realidade do NDC
•

pesquisa de satisfação junto aos usuários (alunos, professores e funcionários)
como forma de se obter a identificação dos principais pontos de entrave no
atendimento prestado aos mesmos;

•

pesquisa qualitativa junto aos funcionários do NDC, objetivando "captar" a
cultura organizacional do mesmo a partir da perspectiva das pessoas nele
envolvidas.

Segunda etapa: Identificação dos principais aspectos críticos
•

análise e apresentação das pesquisas para o corpo funcional do NDC e usuários;

•

levantamento das principais dificuldades.

Terceira etapa: Compreensão dos aspectos críticos a partir de um referencial
teórico
•

- pesquisa bibliográfica;

•

- implementação de programas de qualificação profissional;

•

- realização de palestras.

Quarta etapa: Procura de alternativas
•

- procura de alternativas que viabilizem, através de sua aplicação, a mudança da
realidade, se assim for o interesse dos envolvidos no processo;
316

-.

~

-

�• - realização de um encontro geral reunindo todo o corpo funcional, com a
elaboração de planos de ação feitos pelos próprios funcionários.
Quinta etapa: Aplicação

• - aplicação do plano de ação e controle das atividades programadas
Após a realização da quinta etapa reinicia-se o ciclo de atividades.
É importante ressaltar que toda a dinâmica de condução é viabilizada a partir

do comprometimento e participação de todos durante a implementação do projeto,
realizada através dos seguintes eventos: Curso de Formação Básica de Gerência,
Curso de Atendimento ao Cliente, Curso de Coordenação de Reuniões, Curso de
Planejamento Estratégico, Programa de Desenvolvimento de Equipes e Encontro
Geral do NDC.
O desdobramento e a continuidade do programa no dia-a-dia do trabalho vem
se mostrando tão importante quanto a atuação dos participantes nos treinamentos.
Isto compreende a incorporação de uma atitude reflexiva do grupo sobre sua
realidade de trabalho e a busca constante de estratégias para a ação transformadora
da mesma, com base na participação e co-responsabilidade nas decisões.
Considerando que a biblioteca universitária é um canal permanente de
comunicação entre funcionários e clientes, a proposta do projeto NDC/SPA toma-se
imprescindível para melhoria da qualidade dos serviços e, consequentemente, maior
satisfação dos usuários como também tem se mostrado um eficiente caminho no
desenvolvimento e aprimoramento dos seus recursos humanos.

3.2 -Atividades programadas pelo SPA

Os programas oferecidos buscam identificar e definir formas de atuação
compatíveis com a realidade de trabalho dos participantes. Buscam, ainda, contribuir
para a melhoria do desempenho da organização, através da participação ativa de
seus membros em seus locais de trabalho, liberando as necessidades de iniciativa,
responsabilidade e realização de cada um.
317

�3.2.1 - Cursos e Treinamentos

Curso de Formacão Básica de Gerência
Este curso teve origem em 1993, como parte do Projeto de Aperfeiçoamento
e Desenvolvimento de Chefias do NDC e está estruturado em três dimensões:
capacitação técnica, gerencial e organizacional. Tem como objetivo fornecer
orientações para o desenvolvimento das habilidades gerenciais e da competência
interpessoal necessárias ao desempenho da função de chefia.

Curso de Atendimento ao Cliente
O curso tem como finalidade auxiliar os funcionários do NDC a desenvolver
uma comunicação personalizada e ágil com o usuário, possibilitando a melhoria na
qualidade do atendimento. Este curso não se propõe a oferecer um modelo fechado
de atuação, ou seja, uma cartilha que deva ser seguida rigidamente, mas que, a partir
das discussões sejam definidas formas de atuação que aprimorem a comunicação e
facilitem o atendimento ao usuário.

Curso de Coordenacão de Reuniões
Este curso tem por objetivo auxiliar as Chefias a identificar os tipos de
reuniões e suas possibilidades no ambiente de trabalho, enfatizando a reunião
deliberativa como ferramenta gerencial.

Curso de Planejamento Estratégico
Este curso tem por fmalidade proporcionar o conhecimento das bases teóricas
e principais conceitos do Planejamento Estratégico visando desenvolver habilidades
técnicas para sua elaboração. Pretende, ainda, estimular o comportamento
estratégico nas análises e formulações gerenciais.

318

--

�Desenvolvimento de Equipes
O programa tem como objetivo analisar e contextualizar o trabalho de
equipes e suas conseqüências no processo de desenvolvimento organizacional e
gerencial. Visa, ainda, aprimorar a comunicação e apontar os processos interpessoais
que ocorrem nos grupos. Propõe diagnosticar as dificuldades existentes no local de
trabalho e elaborar um plano de ação priorizando o trabalho em equipe.
3.2.2 - Encontros Gerais do Sistema NDC

I Encontro Geral (dezembro, 1995)
Este encontro teve como objetivo, além da divulgação do resultado das
pesquisas desenvolvidas junto aos usuários, pelo SP A, promover a integração do
corpo funcional do NDC, avaliar o Programa de Desenvolvimento de Equipes e
elaborar propostas para continuidade do processo de implementação do Projeto de
Participação e Qualidade.
Um dos resultados da realização desse encontro foi a formação dos Grupos de
Trabalho de Recursos Humanos, de Planejamento, de Comunicação e de Projetos,
propiciando uma maior participação dos funcionários na gestão do NDC e gerando
maior comprometimento e engajamento dos mesmos nas atividades do órgão.

II Encontro Geral (dezembro, 1997)
Este encontro teve como propostas fundamentais avaliar o desenvolvimento
do projeto de Participação e Qualidade, realizado no período 1996/1997, planejar os
projetos prioritários a serem implantados em 1998 e promover a integração do corpo
funcional, visando um maior comprometimento entre seus membros.
No quadro a seguir pode ser constatada a evolução das atividades
programadas:

319

�QUADRO I
Participação do Quadro Funcional do NDC nas Atividades Programadas pelo
SPA

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3,3 - Resultados obtidos

o

Projeto de Participação e Qualidade trouxe como um dos beneficios

práticos a elaboração, em 1996, do Projeto de Informatização do Sistema NDC, pelo
Grupo de Projetos criado a partir do I Encontro Geral, com a fmalidade de suprir
uma das deficiências apontadas pelos usuários durante a pesquisa realizada pelo
SP A. O Projeto de Informatização tem como objetivos otimizar o processo de
recuperação da informação, facilitando o acesso ao documento primário, agilizar o
serviço de circulação de documentos nas diversas bibliotecas do Sistema e promover
a divulgação dos acervos bibliográficos da UFF, interna e externamente.
320

�II

o Projeto propunha a informatizacão do sistema em três fases :
fase inicial (projeto piloto) que prevê a instalação de redes locais na Biblioteca
Central do Gragoatá (que reune os acervos da área humana) e nas bibliotecas
setoriais de Engenharia e Medicina, a formação de bases de dados em Micro-Isis e a
automação do serviço de empréstimo.

fase intermediária - formação de redes locais nas bibliotecas que não foram
contempladas no projeto piloto.

fase final - instalação da rede NDC e sua conexão com a Rede UFF.

o Projeto de Informatização encontra-se na fase

de implantação, tendo sido

instalada a estrutura da base de dados em Micro-Isis e iniciado o processo de
planilhamento do acervo em 15 das 21 bibliotecas do Sistema. Na Biblioteca
Setorial de Geoquímica já está funcionando o serviço de empréstimo automatizado.
Durante o I Encontro Geral do NDC e no desenrolar do Programa de
Desenvolvimento de Equipes foi apontada, como uma das grandes falhas do
Sistema, a absoluta escassez de recursos para atualização profissional dos seus
técnicos. Observou-se que, apesar de não ter ocorrido mudanças sensíveis nesse
quadro, no que se refere a destinação de recursos governamentais específicos para
essa finalidade, o corpo funcional passou a buscar novos conhecimentos, tendo sido
estimulada sua participação em congressos e conferências (Quadro 2).

32 1

�I1

Quadro 2
Participação do Corpo Funcional do NDC em Eventos
Eventos

N° P articip ante s

1994 1995 1996 1997 1998*
22

Seminário Nacional de Bibliotecas
Un1versitárias
Congresso de Leitura do Brasil

03

05

Congresso Regional de Informação em
Ciências da Saúde

11

Bienal do Livro

08

Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação

06
10

04

06

Seminário sobre Automação de Bibliotecas
e Centros de Documentação
Congresso Brasileiro de Arquivologia

06

; Seminário sobre Automação de Bibliotecas
e Centros de Documentação
Congresso Brasileiro de Arquivologia

•

01

06

Seminário Internacional de Arquivos
Pessoais

03

Seminário Regional sobre Classificação e
Avaliação de Documentos da
Administração Pública Federal

03

Encontro Catarinense de Arquivo s
Congresso de Arquivologia do Mercosul

01

OS

Enc o ntro de Arquivologia

* Até O mês de julho

322

�Além de cursos e seminários os funcionários do NDC têm participado
também de treinamentos e atualizações profissionais nas diversas instituições com as
quais a UFF mantém convênios, como BIREME (Acesso "on line" às bases LILACS
e MEDLINE e Indexação de periódicos para a base LILACS), FUNDAÇÃO
GETÚLIO VARGAS (BIBLIODATA), IBICT (Rede Antares e CCN), FEEMA
(Alimentação da base REPIDI do IBAMA) e FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
(Alimentação da base REDUC).
Outra falha apontada durante o I Encontro Geral, foi a localização da sede do
NDC em área de dificil acesso e seu distanciamento fisico das bibliotecas. Esta
situação deverá ser solucionada, em breve, com a mudança da sede para o prédio da
biblioteca central da área humana, localizado no Campus do Gragoatá, favorecendo
a comunicação dentro do Sistema e com os demais setores da Universidade.
Um dos aspectos também discutidos durante o Projeto de Participação e
Qualidade foi a necessidade do fortalecimento das parcerias já existentes e do
estabelecimento de novas, visando a obtenção de recursos, no âmbito da
Universidade e fora dela. Isto gerou um processo de mobilização do pessoal em
busca de parcerias que favoreceram a melhoria das instalações fisicas, a aquisição de
equipamentos, a atualização de acervos e a ampliação do quadro funcional.
Durante o 11 Encontro Geral, realizado em 1997, foi identificada como uma
das prioridades a elaboração do Planejamento Estratégico do NDC para o ano de
1998, como forma de estabelecer a direção a ser seguida pelo Sistema. Em razão
disso foi realizado o Curso de Planejamento Estratégico e, a partir deste, formada a
equipe responsável pela sua elaboração. Acredita-se que a adoção desse modelo de
planejamento possa auxiliar o NDC a desenvolver seus pontos fortes, minimizar
seus pontos fracos e otimizar sua relação com o ambiente interno e externo.

323

�!

4 - CONCLUSÃO

O Projeto de Participação e Qualidade velO ressaltar a importância da
"mudança" da cultura organizacional em uma instituição pública, onde prevalece o
individualismo, a desmotivação e o desconhecimento, em cada setor, em relação aos
demais.
Porém, é preciso destacar que o período de desenvolvimento do Projeto,
1993-1998, foi marcado por três greves, pela evasão sistemática de pessoal via
aposentadoria e pelo aviltamento dos salários no serviço público, que são poderosos
agentes de desmotivação. As aposentadorias em massa fizeram com que
funcionários que haviam participado dos treinamentos fossem substituídos por
outros não treinados, dificultando o encaminhamento normal das atividades do
Projeto.
Apesar de todos entraves ocorridos, pode-se constatar que a metodologia
utilizada nos cursos oferecidos pelo SPA, que tinha como base o conhecimento da
realidade e a possibilidade de modificá-la, mostrou ser mais eficiente do que as
utilizadas em treinamentos tradicionais com abordagens exclusivamente teóricas.
Esses cursos permitiram a conscientização das deficiências do sistema, facilitando a
troca de experiências e motivando a equipe a buscar novas soluções e recursos para
implementá-las. Isto veio comprovar a hipótese de que a participação "acontece"
quando o conhecimento da realidade se efetiva.
O comprometimento com a proposta deste Projeto não atingiu, ainda, os
índices desejados, mas observa-se que já houve avanços quanto a importância da
participação dos funcionários no processo organizacional do Sistema NDC. Pode-se
afirmar que hoje grande parte dos funcionários conhecem o termo "participação" e
reconhecem ser este um poderoso instrumento para o desenvolvimento pessoal.
"O tempo é de gestão participativa, de busca de comprometimento e de
parceria ... Mas é preciso compreender que participação não é uma palavra mágica: a
participação existe mas à medida que é praticada". (MOURA, 1994)

324

�! I

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

AYRES, Marcus Vinicius de C. Mesquita - A qualidade intrínseca das pessoas: ética
e entusiasmo, o papel gerencial. In: Mesa redonda de Qualidade, 4., 1994, Rio
de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Petrobrás, 1994. p.256-266.

BERGAMINI, Cecilia Whitaker - Motivação. São Paulo: Atlas, 1991.

BORDENAVE, Ruan. O que é participação? São Paulo: Brasiliense, 1983.

BORDENAVE, Ruan &amp; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensinoaprendizagem. 8.ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1986.

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Universidade Federal do Paraná. R. Bibliotecon. Brasília, v.19, n.l, p.51-69,
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Estados Unidos, do Japão e da Europa. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

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Exército, 1980.

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MOURA, Paulo C. Construindo o futuro. Rio de Janeiro: MAUD, 1994.

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de

Informatização

do

Sistema

Núcleo

de

Documentação

(NDC):

equipamentos de informática para formação de redes locais do Sistema NDC.
Niterói, 1996. 44f.

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Serviço de Psicologia Aplicada.
Projeto: a questão da participação na implementação do projeto de qualidade no
atendimento aos usuários do Núcleo de Documentação-NDC da Universidade
Federal Fluminense-UFF. Niterói, 1994. 13f.

326

�,,
ABSTRACT.

The aim of the present work is to demonstrate that it is possible to improve the
functional performance by means of participation. The Participation and Quality
Project, developped by Núcleo de Documentação in association with Serviço de
Psicologia Aplicada from Universidade Federal Fluminense is described.

KEYWORDS: participation; professional capacitation; human resources

327

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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              <elementText elementTextId="72003">
                <text>Ferraz, Ana Angélica Carapiá, Meirelles, Catharina Marinho, Nascimento, Cecília Maria Pereira do, Graça, Neide maria da/ Castro, Siléa Carvalho de Castro </text>
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            <description>An account of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="72009">
                <text>Este trabalho demonstra que é possível melhorar o desempenho funcional através da participação. Apresenta o Projeto de Participação e Qualidade, desenvolvido pelo Núcleo de Documentação em parceria com o Serviço de Psicologia Aplicada, ambos da Universidade Federal Fluminense.</text>
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                    <text>11

PARCERIA: UMA ALTERNATIVA PARA ADMINISTRAR
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Anne Marie Lafosse Paes-de-Carvalho,
Bibliotecárias da Universidade Federal Fluminense/RJ
Márcia Maria Silvestre Bastos
Bibliotecárias da Universidade Federal Fluminense/RJ
Tania Maria Ecard
Professora da Universidade Federal Fluminense/RJ
RESUMO
Apresenta uma proposta de administração estratégica que vêm sendo
realizada pelo Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense,
através do relato de algumas parcerias desenvolvidas pelo setor e como elas têm
contribuído para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pela biblioteca
universitária aos usuários internos e externos.
Palavras-chave: parcerias, biblioteca universitária, administração de bibliotecas,
qualidade.
1 O CONTEXTO SOCIAL
Vivemos, neste momento, uma terceira revolução, a pnmerra foi a da
agricultura, a segunda industrial, e hoje nos deparamos com a revolução da
infonnação o que, com toda a certeza, deixará profundas e indeléveis marcas neste
nosso século, como base para o novo milênio que se aproxima.
Todos sabemos como a informação tem sido, no decorrer da vida social, fator
de grande peso no desenvolvimento da humanidade. Com a facilidade da
disseminação da informação, num cenário altamente globalizado como é o de hoje e
a transformação dos processos produtivos decorrentes, o profissional que lida e
294

�controla este processo, potenciahnente tem em suas mãos chances de exercer um
poder incalculável. Este poder, advindo do domínio do conhecimento e da
informação, se gerenciado de forma positiva dentro do ambiente das organizações,
resultará não apenas na melhoria do processo produtivo, garantindo maior
produtividade e alto padrão de qualidade, como levará a própria sociedade a um
processo progressivo de riqueza material e social.
Segundo Almada, a informação se constitui em um elemento fundamental
para o desenvolvimento. Uma informação oportuna se traduz em produtos e serviços
de alta qualidade, maior competitividade, adequadas tomadas de decisões e,
consequentemente, desenvolvimento, em nível nacional e internacional, com as
vantagens adicionais de ter um efeito multiplicador, de não se desgastar com o uso e
de permitir sua transmissão ou duplicação instantaneamente.
Não é surpresa, portanto, que administradores, gerentes e empresários, de um
modo geral, reconheçam a importância que a informação tem para os processos
decisórios nas empresas.
O processo de globalização faz do mundo de hoje um único universo onde as
informações circulam no exato momento em que os fatos ocorrem transmitidas por
recursos tecnológicos cada vez mais potentes, ágeis e confiáveis.
A globalização modifica também a concepção de mercado de trabalho e de
administração. Se no passado, as decisões comerciais entre os países eram definidas
locahnente, e havia um tempo mais demorado de maturação dos processos, hoje os
capitais passaram a transitar pelos mercados como se não mais existissem fronteiras
e são concretizados acordos com uma velocidade espantosa, possível somente com a
posse da informação e dos processos de comunicação hoje existentes.
O processo de globalização, segundo Picazo (1992), "é resultado dos avanços
da tecnologia de informação e das comunicações". Os efeitos desse processo são
marcados pelas transformações radicais na área gerencial, principalmente no que diz
respeito à implantação de programas de qualidade total.

295

�As organizações passaram a conviver com a necessidade de expandir sua
atuação e "democratizar" ações gerenciais, compartilhando seus recursos técnicos e
humanos, serviços e equipamentos. É a política de dividir para crescer: é a
capacidade de gerenciar, dentro de uma visão mais ampla, com estabelecimento de
relações em que são necessárias parcerias. E o cenário começa a mostrar, então, um
"mundo" de fusões, com o aparecimento de megaempresas, como estamos vendo no
dia a dia dos jornais. São novos tempos .. .
Esse processo nos mostra que a tendência, hoje em dia, acena para a
descentralização. É essencial atender à demanda atual, buscando um melhor e mais
rápido fluxo da informação nas novas estruturas organizacionais.
E como ficam, então, os mananciais da informação - as bibliotecas?
Nesta nova ordem, as bibliotecas não podem mais operar como "relicários" ,
circunscritas em si mesmas, "guardiãs do saber". Elas tem um novo paradigma: o
usuário é a razão do sistema. Neste aspecto - o cliente. Entramos, então, numa visão
de qualidade total. Nova regra do mercado nacional e internacional, que só será
alcançada pelas unidades de informação - aqui especificamente Bibliotecas
Universitárias - quando o estabelecimento de uma rede de trocas de informação,
úteis ao usuário mundial, for rápida, eficiente e permanente e onde equipamentos de
informática, programas e profissionais atualizados e competitivos com o mercado da
informação são indispensáveis.
As bibliotecas, então, têm de se transformar em agentes de troca,
constituindo-se em elementos importantes para a instituição e para o crescimento
dos países, particularmente ante a presença de três fenômenos:
• vertiginoso crescimento da produção documental: "explosão demográfica" e
"explosão da informação";
• desenvolvimento acelerado da informática e sua aplicação em bibliotecas.
• iminente apogeu do processo de globalização, que situa os países dentro do
marco de uma contínua e estreita relação.

296

�As bibliotecas universitárias cumprem o desafio de tomar a informação de
seus acervos acessível à comunidade em geral e à universitária em particular,
constituindo-se em importante elemento de apoio à docência e à investigação.
Segundo Almada, na atualidade seria dificil conceber o desempenho das
funções de docência, investigação e difusão da cultura, que se realiza nas
universidade, sem informação ou, com informação deficiente em qualidade e
quantidade, e sem a organização e serviços que a tomem acessíveis. Também seria
dificil entender que as universidades não tivessem desenvolvido organismos
destinados a administrar, como parte de seus serviços, a informação necessária para
seus programas e, portanto, para o elemento humano envolvido nestas tarefas.
O bibliotecário deve aproveitar as vantagens que lhe brinda a "Era da
Informação" e preparar-se, despojando-se de inibições e preconceitos e armando-se
de coragem para inovar, fazer uma gerência moderna, aproveitar as novas
tecnologias da informação, já que tem a vantagem de conhecer a essência do
processo.
Mais cedo ou mais tarde, ele vai se conscientizar que o cenário mudou, novas
regras surgiram e é necessário dividir, compartilhar idéias, serviços e produtos,
estabelecer parcerias.
2 O NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO - NDC
A Universidade Federal Fluminense (UFF), criada em 1960, é uma autarquia
federal, situada em Niterói, município do Estado do Rio de Janeiro. Constitui-se de
04 Pró-Reitorias, 04 Centros Universitários e 20 unidades de estudos básicos e
profissionais. Caracteriza-se, principalmente, pela integração com a comunidade,
uma vez que suas unidades estão espalhadas por toda a cidade, além de desenvolver
atividades extensionistas e acadêmicas em Unidades Avançadas em Oriximiná
(Pará) e em mais 12 municípios do Estado do Rio de Janeiro.
O NDC, órgão que coordena técnica e administrativamente o sistema de
bibliotecas e arquivos da Universidade dispõe de 21 bibliotecas (06 da área médica,

297

�08 de ciências exatas e tecnologia, 05 de ciências humanas e sociais e 02 da área
agrícola nos colégios técnicos agrícolas), duas divisões (a Divisão de Serviços
Técnicos e a Divisão Administrativa), o Centro de Memória Fluminense e a
Gerência de Arquivos, que coordena o Arquivo Central, o Laboratório de
Reprografia e o Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos.
Do universo das bibliotecas, apenas uma - a Biblioteca Central do Gragoatá -,
está instalada em prédio construído especificamente para abrigar uma biblioteca. As
vinte restantes estão em salas cedidas e adaptadas para comportar os acervos, o que,
na maioria das vezes, concorre para a inadequação do espaço e ausência de
condições de expansão.
3 PARCERIA: A ESTRATÉGIA DA uNIÃo

O desenvolvimento de parcerias é uma estratégia que privilegia a troca de
interesses mútuos entre Bibliotecas Universitárias e empresas do setor público e/ou
privado, tais como: serviços x serviços, serviços x financiamento de projetos,
serviços x equipamentos, serviços x profissionais especializados.
Firmar parcerias significa também moldá-las em bases jurídicas e
operacionais, além de defini-las em seus mínimos detalhes para se obter resultados
satisfatórios.
É uma estratégia simples, do ponto de vista de quem propõe, porém complexa

para aquele que concorda, pois envolve novas responsabilidades para ambos:
realização de trabalhos em equipe, coordenação de projetos de gestão compartilhada,
acompanhamento dos trabalhos, avaliação das ações desenvolvidas e cumprimento
de metas e prazos previamente estabelecidos, seja por meio de protocolo de
intenções, convênios, termo de cooperação técnica ou qualquer outro instrumento.
A estratégia de estabelecimento de parceria, uma velha conhecida do
bibliotecário - que há décadas realiza o empréstimo interbibliotecas, participa de
programas de cooperação técnica e redes de serviço tais como: COMUT, Rede
Antares, BlREME, Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN),
298

�Bibliodata e tantas outras - tomou-se grande aliada para o crescimento dos serviços
oferecidos pela biblioteca.
Ela proporciona aos parceiros as seguintes vantagens:
•

democratiza a infonnação;

•

fortalece a biblioteca como espaço social e cultural, aprofundando o
relacionamento com a comunidade em geral;

•

amplia sua área de atuação, o número de usuários atendidos e de colaboradores;

•

corrige falhas nos serviços prestados, garantindo melhor qualidade;

•

expande os serviços, o acervo documental e equipamentos;

•

otimiza e racionaliza o espaço físico e recursos, evitando a duplicidade na
aquisição de títulos ou equipamentos disponíveis em outros setores ou órgãos;

•

partilha idéias e projetos com profissionais de áreas diversas;

•

contribui para o marketing favorável da instituição;

•

fortalece

o papel

do

bibliotecário

na universidade,

atualizando

seus

conhecimentos; e favorece a integração dos grupos, através de trabalhos em
eqUIpe.
As parcerias podem ser classificadas em níveis de ação, a partir de critérios
como:

1. Parcerias institucionalizadas
São constituídas por redes de infonnação com a fmalidade de facilitar a troca
de infonnações e serviços e complementar as necessidades do usuário de biblioteca.
Algumas dessas parcerias já estão inseridas na biblioteca universitária de fonna tão
presente que nem são percebidas como tal. É o caso, por exemplo, do mICI
(COMUI e CCN), da BIREME e FGV/RJ (Bibliodata).

2. Parcerias Especiais
Foram constituídas com a finalidade de troca de experiências em áreas
específicas do conhecimento, como por exemplo, a Rede de Bibliotecários da Rede

299

-

,

~----

�I 11

de Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, Rede de Educação - REDUC e a Rede
de Informação sobre Arte e Cultura - REDARTE.

3. Parcerias virtuais
Internet e seus vários meIOS (listas de discussão, correIO eletrônico,
conferências, comunicações interativas, etc.)

4. Parcerias locais
Realizadas entre os responsáveis por bibliotecas e setores pertencentes a
universidades ou empresas públicas ou privadas, visando ao desenvolvimento de um
projeto. Podem ser feitas com Centros Universitários, Prefeituras, Secretarias de
Estados, Fundações etc.
3.1 As parcerias do Núcleo de Documentação

O Núcleo de Documentação (NDC) da Universidade Federal Fluminense
vem, ao longo destes dois últimos anos ampliando as parcerias dentro e fora da
instituição, de forma a romper com a inércia da espera por soluções milagrosas e
sobras de verbas para os problemas antigos e novos e o descaso das direções de
Centro e algumas Unidades para com as bibliotecas e o Arquivo.
Observa-se a necessidade de:
•

dotar as bibliotecas de equipamentos e programas para atender às demandas do
usuário;

•

a urgência em renovar e ampliar acervos;

•

a necessidade de expandir os serviços oferecidos e melhorar a qualidade dos
servIços.
Desta forma, foram buscadas, na própria universidade e em outras

instituições, parcerias que serão relatadas a seguir:

300

�3.1.1 Parcerias internas: a busca pela sobrevivência

Serviço de Psicologia Aplicada
O Núcleo de Documentação vem, desde 1994, desenvolvendo uma parceria
com o Serviço de Psicologia Aplicada da UFF, com o objetivo de preparar o pessoal
que atua nos setores, bibliotecas e Arquivo para um serviço de qualidade total.
O projeto denominado "Participação e Qualidade" é coordenado pelo
professor Júlio Figueiredo, do Departamento de Psicologia, e desenvolvido por
estagiários do curso de Psicologia e docentes convidados.
No ano de 1997, foram oferecidos os cursos: "Atendimento e Qualidade",
"Formação básica de Gerência", "Desenvolvimento de Equipe", "Planejamento
Estratégico" e "Coordenação de reuniões".
Os Centros Universitários, os diretores de Unidades e as chefias de
Departamentos
Principal fator para determinação da qualidade dos cursos de pós-graduação,
as bibliotecas, esquecidas desde longa data, enfrentavam sérias dificuldades para
atender decentemente o seu usuário. Além da falta de servidores, provocada por
aposentadorias, exonerações ou falecimentos, havia a necessidade de equipamentos
de informática (das 21 bibliotecas e arquivo com dois laboratórios, somente cinco
dispunham de O1 micro cada e a sede do NDC de 03 terminais ligados ao Núcleo de
Processamento de Dados); de reparos, conservação e manutenção da área fisica, das
redes elétricas, hidráulicas, sistemas de refrigeração e ventilação, era importante a
renovação do acervo.
O resultado foi imediato, em algumas áreas. Após reuniões com Diretores de
Centros e Unidades, Coordenadores de cursos de graduação e pós-graduação e
forçados pela demanda de alunos e docentes que solicitavam rapidez na recuperação
da informação, foram estabelecidas parcerias que estão produzindo os seguintes
efeitos:

301

�• novas instalações, em ambientes mais amplos e reformas para adequação à
finalidade, atendendo a 3 bibliotecas (Direito, Enfermagem e pós-graduação de
Matemática);
•

doação de equipamentos de informática (computadores, impressoras e CD-rom)
para 10 bibliotecas;

•

esforços conjuntos para renovação de acervo em duas bibliotecas;

•

convites às bibliotecas para integrar equipes interdisciplinares para o
desenvolvimento de projetos de pesquisa e/ou extensão, que poderão resultar em
novos equipamentos e renovação de acervo;

• realização de projetos conjuntos para divulgação de cursos em bibliotecas, com
exposição, seminários, palestras ....
•

criação do Programa de Leitura do NDC, em parceria com o Departamento de
Documentação.
Recentemente, devido à exigência do MEC no sentido de somente conceder

conceito A aos cursos de graduação que dispusessem de biblioteca, com acervo
atualizado e serviços automatizados, houve uma corrida às mesmas para agilizar o
processo de modernização e adequação aos novos padrões.
As Pró-Reitorias e os Departamentos da Administração Central da UFF
Como inicialmente ficou estabelecido que a prioridade de ação seria a busca
de recursos para fmanciar a informatização dos serviços da biblioteca e do arquivo e
a recuperação das instalações fisicas deterioradas e inadequadas, o contato para
novas parcerias com os órgãos que compõem a Administração Central foi
intensificado e direcionado para este objetivo. Logo os frutos começaram a aparecer:
•

a sede do NDC está ganhando novas instalações no Campus do Gragoatá, junto à
Biblioteca Central do Gragoatá, obra realizada sob a responsabilidade da Divisão
de Serviços Gerais, em parceria com a Pró-Reitoria de Planejamento e empresas
que doaram material de construção;

302

-

----~

�• a Gerência de Arquivo recebeu o casarão, que foi desocupado pelo NDC, para
acomodar seu acervo com segurança e conforto;
•

a sede do NDC e as unidades, que ainda não dispunham de equipamentos de
informática, receberam da Pró-Reitoria de Planejamento computadores e
acessórios;

• foi disponibilizada verba para aquisição do programa Bibliodata para inserção da
Biblioteca Central do Gragoatá e da Engenharia;
• a credibilidade dos serviços prestados tem propiciado marketing do NDC pela
Pró-Reitoria de Extensão, junto às Prefeituras e empresas privadas, facilitando o
acesso a essas empresas;
•

a inclusão do NDC, como prioridade, no projeto de instalação de fibra ótica nos
campi da UFF, para melhorar e ampliar a capacidade de comunicação e
recuperação da informação;

• por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão, o NDC obteve da Rhodia
microcomputadores para 04 bibliotecas.
Em contrapartida, o NDC, por meio das bibliotecas e da Gerência de
Arquivos, vem participando de projetos interdisciplinares, atendendo à solicitação
da Pró-Reitoria de Extensão e responsabilizando-se por organizar e tratar
tecnicamente todo acervo

documental arquivístico e biblioteconômico da

Universidade.
3.1.2 Parcerias externas

Esta política alternativa, ampliada nesta gestão do NDC, inclui também o
fortalecimento das chefias junto à comunidade em geral, no momento em que
investe no "marketing" dos serviços oferecidos por cada biblioteca e incentiva a
busca de novos parceiros externos à UFF.
Nesse esforço conjunto podemos destacar algumas parcerias:
Fundação para InIancia e Adolescência - FIA e NDC.

303

�I

Em tempos de compartilhamento de tecnologia e serviços, para se atingir o
desenvolvimento mais rapidamente, a principal preocupação dos administradores é
buscar parcerias para dividir tarefas e multiplicar resultados.
Nesta tônica, a FIA procurou a Universidade, através da Pró-Reitoria de
Extensão, com o objetivo de organizar um centro cultural para atendimento à sua
clientela e à comunidade vizinha em um casarão histórico em Niterói, de sua
propriedade.
Como resposta, a PROEX indicou o NDC para colaborar na organização de
uma biblioteca, nascendo, então, o projeto "Casa da Princesa", voltado para a área
de leitura e formação do leitor junto à comunidade do Preventório, em NiteróiIRJ.
A parceria está formalizada por convênio assinado em julho último e
estabelece que a UFF, através do NDC, fornecerá o suporte técnico para implantação
e manutenção do referido projeto, orientando o tratamento e organização do acervo
de literatura infantil e juvenil, a supervisão e coordenação do programa a ser
implementado e a preparação técnica e o acompanhamento dos profissionais agentes de leitura - da FIA, que estão responsáveis pelo espaço. Desta fonna, a
Universidade "ganha" um novo espaço de trabalho, destinado à leitura e dirigido a
crianças e adolescentes, e que servirá, também como campo de estágio e pesquisas.
Prefeitura Municipal de Niterói

A cessão de um espaço fisico, sob a administração do NDC, para instalação
do programa "Médico de Família" , que é um projeto da Prefeitura Municipal de
Niterói, na comunidade de Jurujuba, rendeu ao Núcleo oportunidades de colaborar
com a comunidade local e de dispor, sempre que necessário, de serviços da
Prefeitura como o transporte de equipamentos de grande porte.
Prefeitura Municipal de Araruama

Procurado pelo Secretário Municipal de Cultura de Araruama, o NDC está
iniciando uma parceria para orientar a organização de uma biblioteca pública e um
Centro de Memória Municipal. Caberá ao NDC oferecer treinamento específico para
304

II

�auxiliares de bibliotecas e supervisionar o desenvolvimento do projeto. O município
terá a responsabilidade de manter, conservar e atualizar os acervos e disponibilizar
servidores para atendimento nos espaços.
Com este parceiro, o NDC amplia a sua área de atuação e confirma a
credibilidade obtida junto à comunidade, resultado da qualidade dos serviços que
vêm sendo prestados.
Prefeitura Municipal de Santo Antonio de Pádua

Com esta Prefeitura, e em parceria com a Coordenação do curso de
Licenciatura em Matemática de Pádua, pertencente à UFF, o Núcleo vem
desenvolvendo um projeto para construção e organização de um Centro Cultural,
com biblioteca pública integrada à biblioteca universitária. Ao NDC coube a
orientação quanto à elaboração do projeto, no que diz respeito à especificidade do
espaço - biblioteca, a fonnação de wn auxiliar de biblioteca, através de cursos e,
posterionnente, toda a supervisão e acompanhamento para implantação e
implementação do projeto. A Prefeitura cedeu o terreno e tem sob a sua
responsabilidade a construção do imóvel que abrigará o Centro Cultural do
Município.
Editoras e Livrarias

Os eventos realizados pelo NDC e também alguns projetos ligados à leitura
têm contado com a parceria de Livrarias e Editoras diversas que, em troca da
divulgação de suas marcas e/ou do espaço que ocupam nos campi da universidade,
financiam parte dos projetos, contribuindo para a atualização de nossos
profissionais, viabilizando sua participação em congressos, cursos e seminários, e
patrocinando a presença de escritores e ilustradores, além de fazerem doações de
percentual em livros correspondentes ao aluguel do espaço fisico . Este tipo de
parceria torna possível projetos que, às vezes, nos parecem impossíveis de serem
realizados.

305

--

-

----

-~---

-

�4 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E OS DESAFIOS IMPOSTOS
PELAS MUDANÇAS
É evidente que o profissional da informação está passando por um processo

de transição e precisa se preparar para enfrentar as mudanças que estão correndo no
mercado. Com a globalização, estes profissionais estão tendo que se adaptar às
novas exigências, principalmente o bibliotecário que atua em biblioteca
universitária, ambiente privilegiado por situar-se no seio da produção do
conhecimento científico.
É imprescindível que o profissional da informação, como agente social que é,

faça uso das novas tecnologias de infOlmação no intuito de propiciar a efetiva
transmissão do conhecimento. Toma-se necessário estar atento às diversidades e
mudanças, ser capaz de gerir eficientemente a informação produzida em função
dessas mudanças e utilizar as tecnologias necessárias e apropriadas ao
gerenciamento eficaz da informação.
Cianconi (1991) alerta que "o processo holístico de ver e tratar a informação é
uma das chaves para a nova formação profissional". O perfil desse profissional
toma-se cada vez mais amplo com o novo mercado de trabalho, exigindo novas
competências

e

qualificações

e necessitando

absorver

um

conjunto

de

conhecimentos e atitudes que promovam sua identificação com o trabalho realizado.
De acordo com Tarapanoff (1997) , a unidade informacional e seu
profissional devem, no cenário atual, flexibilizar processos de trabalho, desenvolver
parcerias, adotar a cooperação como principal estratégia, inovar e competir por
novos espaços e formar grupos de apoio e de pressão, para auxiliá-los em decisões
administrativas e na elaboração de políticas informacionais. Além disto, deve formar
redes, propiciando a globalização da informação, preocupar-se com padrões de
qualidade e protocolos de acesso à informação em nível mundial e preocupar-se com
o aprendizado e a educação continuados para fazer face às mudanças telemáticas,
gerenciais e comportamentais.

306

,J _

�I

Amaral (1995) escreve que "é importante que o bibliotecário atue
politicamente, sempre atento às mudanças impostas pelos avanços da tecnologia,
sendo receptivo a elas, desenvolvendo principalmente sua criatividade". Escreve
ainda que "surge assim uma excelente oportunidade para os bibliotecários. É hora de
ampliar a visão profissional para acompanhar a evolução do mercado da informação,
que fatalmente será ocupada por profissionais de outras áreas, caso os bibliotecários
não saibam ocupá-lo com efetiva competência exigida pelos novos tempos que
vivemos". Para tanto, é fundamental que o novo bibliotecário seja um líder,
incentivador da produção de equipe, empreendedor de políticas comunitárias e
aberto a novas experiências com disponibilidade para o trabalho conjunto. Ele
precisa gostar de compartilhar suas idéias e trocar vivências buscando sempre
parcerias produtivas e criativas.
5 CONCLUSÃO
Face aos desafios que as bibliotecas da Universidade Federal Fluminense
vêm enfrentando, com certeza, a estratégia do estabelecimento de parcerias
constitui-se hoje um valioso instrumento para vencê-los.
É fato que as bibliotecas universitárias ficam à mercê das políticas traçadas

pela própria universidade e pelo governo federal.
Isto, na maioria das vezes, dificulta a formação de parcerias, principalmente
porque a instituição nem sempre consegue garantir o cumprimento dos acordos, seja
pela evasão de servidores em busca de melhores salários, seja pela carência de
recursos fisicos e fmanceiros, seja por má administração do mesmo. No entanto, o
esforço para mudar este quadro pode ser empreendido através de parcerias.
Outro fator que interfere fundamentalmente na política de parceria é o perfil
do bibliotecário que deve acompanhar as mudanças, uma vez que o trabalho em
parceria exige que o profissional seja generoso o suficiente para dividir ações e
vitórias com o outro, apresente facilidades de integração e de trabalho, desejo de
desempenho excelente e fôlego para buscar novos parceiros sempre.

307

-

�I ~I

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ABSTRACT

It presents strategy of partnership as an altemative to face tbe challenges of
globalization. It reports some partnerships that are being developed by the Núcleo de
Documentação of the Universidade Federal Fluminense and how tbey contribute to
improve the quality of the services held by tbe university library to tbe inside and
outside users.

309

-

----

�</text>
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Ciência da Informação&#13;
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Parceria: uma alternativa para administrar bibliotecas universitárias.</text>
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                <text>Paes de Carvalho, Anne Marie Lafosse, Bastos, Marcia Maria Silvestre, Ecard, Tania Maria </text>
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                <text>Apresenta uma proposta de administração estratégica que vêm sendo realizada no Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense, através do relato de algumas parcerias desenvolvidas pelo setor e como elas têm contribuído para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pela biblioteca universitária aos usuários internos e externos.</text>
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                    <text>x SEMINÁRIO NACIONAL DE BffiLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
TEMA CENTRAL: GESTÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ESTRATÉGIAS PARA UM NOVO TEMPO

SUB-TEMA : O CAPITAL HUMANO E SEU DESENVOLVIMENTO

CONTÍNUO. Capacitação de recursos humanos; Motivação; Gerenciamento e
Liderança. Desenvolvimento de equipes; Plano de cargos e carreira.

TRABALHO : " O BffiLIÓGRAFO NA UNICAMP: ESPECIALIZAÇÃO E

TECNOLOGIA RUMO AO SÉCULO XXI "

LIANE MARIA BERTUCCI
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Fortaleza - CEARÁ
25 a 30 de Outubro de 1998

O BffiLIÓGRAFO NA UNICAMP: ESPECIALIZAÇÃO E TECNOLOGIA
RUMO AO SÉCULO XXI

LIANE MARIA BERTUCCI

*

INTRODUÇÃO:
Considerações sobre a formação do acervo de uma biblioteca
Em seu belo livro O Nome da Rosa Umberto Eco nos conduz por uma
fascinante biblioteca do século XIV que acumulava grande parte do conhecimento
que o homem havia produzido até aqueles dias. Guardando segredos em suas obras
raras a biblioteca era um local misterioso onde só poucos iniciados tinham
permissão para estar. Eco faz da questão do sab.er, daquilo que os livros podem
conter e, em última instância do que uma biblioteca pode proporcionar àqueles que
282

�dela fazem uso, o centro de uma trama envolvente que retrata os conflitos
intelectuais e morais que agitaram a Europa entre os séculos XIV e XVI.
Quem formara aquela coleção e como o fizera? Que uso pretendia para ela?
Qual o motivo da interdição de algumas obras? Questões sugeridas pelo livro do
autor italiano mas que, atravessando os séculos, podem povoar a mente de qualquer
pessoa que freqüenta hoje uma biblioteca no Brasil ou em outra parte do mundo.
No Brasil a formação do acervo de uma biblioteca é atividade que compete

I

em grande parte aos bibliotecários. Dividindo esta tarefa com uma comissão de
seleção, principalmente quando se trata de uma biblioteca universitária, ou contando
com a assessoria consultiva de um grupo de especialistas, o bibliotecário está
entretanto a maioria das vezes sozinho na realização desta tarefa fundamental que é
a formação e manutenção do acervo de uma biblioteca. Mas em qualquer dos casos a
sintonia entre quem faz a seleção e os interesses da comunidade na qual a biblioteca
esta inserida, bem como o bom gerenciamento dos recursos disponíveis para as
aquisições, são problemas cruciais que demandam estudo contínuo e detalhado para
que o processo de formação das coleções não aconteça de forma caótica e

"

,I

I

dispendiosa e transforme a biblioteca em algo ineficiente no atendimento ao seu
público leitor.
A atenção às obras doadas para o acervo é outro ponto de relevância no
trabalho de quem seleciona. Levando em conta os aspectos emocionais que a

:

maioria das vezes envolvem a entrega para terceiros de um livro ou de uma grande
coleção, e a dificuldade de se realizar uma avaliação do material no próprio ato da

1

doação, tomava-se cada vez mais necessário que as regras estabelecidas para a
I

formação da coleção de uma biblioteca fiquem claras para o futuro doador antes que
este se disponha a abrir mão de seus livros. É imprescindível que se estabeleça a
autonomia da biblioteca em incorporar ou não ao seu acervo as obras recebidas,
assim como a forma de fazer esta inclusão e a liberdade para realizar (em nome do
doador ou da própria instituição) a realocação das obras "descartadas". Evitar futuras
complicações com aqueles que se dispuseram a prestigiar a biblioteca escolhendo-a
283

':

�,
I'

,
"

para doar as obras que possuíam é importante para continuar merecendo o apoio da
I

comunidade e das próprias instituições públicas e particulares.
O gerenciamento do acervo inclui ainda o expurgo de livros, revistas e outros
materiais cuja dinâmica vida da biblioteca (diretamente ligada aos interesses de seus
usuários) colocou em "desuso", o que pode ser feito através da doação ou pennuta
destes materiais. Essa troca de publicações com outras bibliotecas ou organizações,
tanto quanto a compra de mais obras para uma detenninada área de interesse do
público ao qual a biblioteca se destina, exigem um conhecimento minucioso do
acervo. Trabalhos dificeis e que demandam um conhecimento efetivo de toda a
coleção existente.
Como ficarão todas estas atividades atribuídas àquele que seleciona e tem sob
sua responsabilidade o acervo de uma biblioteca em um mundo cujo tônica cada vez
mais é a infonnatização, a realidade virtual, a velocidade da máquina ? A resposta
talvez seja a união entre as mais modernas tecnologias e a especialização.

BffiLIÓGRAFO : o personagem e sua atuação em um novo tempo
Como assinala Waldomiro Vergueiro " no Brasil, ao contrário de vários
outros países, o bibliotecário não é um especialista na área em que atua" e a atuação
como bibliotecário de profissionais de outras áreas com pós-graduação em
biblioteconomia e documentação é barrada pela legislação vigente no país, com o
apoio da maioria dos conselhos, sindicatos e associações de bibliotecários. Segundo
o autor, caso houvesse uma mudança nesta situação as bibliotecas universitárias
seriam das primeiras a sentirem os efeitos da transfonnação.
Desde janeiro de 1998, o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)
da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) possui em sua Biblioteca um
profissiop.al que, além de dedicar-se exclusivamente ao desenvolvimento de sua
coleção (algo inédito em bibliotecas universitárias no Brasil), tem fonnação na área
de Ciências Humanas. Inspirada em modelo norte-americano a figura do bibliógrafo
, enquanto um especialista na avaliação dos títulos a serem encaminhados para
284

�I"

I

compra, representa um esforço do Instituto para atender de maneira mais integral os
anseios de uma comunidade altamente especializada, voltada para a pesquisa e o
ensmo.
A Biblioteca do IFCH, com cerca de 180.000 volumes, conta atualmente com
7 bibliotecárias, 9 outros funcionários concursados, 1 estagiário na área de
informática e 3 bolsistas em regime de 15 horas semanais; atendendo em média 600
pessoas por dia: professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduandos.
A decisão de incluir um profissional especializado para realizar o trabalho de
seleção de materiais para aquisição foi o resultado de uma longa reflexão que
aconteceu principalmente entre os membros da Comissão de Biblioteca do Instittuto.
A Comissão é formada:
I - pelo(a) diretor(a) da biblioteca, como membro nato.
II - por representantes docentes dos Departamentos que compõem o Instituto
- Filosofia, História, Sociologia, Política e Antropologia.
III - por representantes discentes, em número de dois (um da graduação e
outro da pós-graduação).
A escolha dos representantes docentes é feita nas reuniões de cada
Departamento e ratificada pelo diretor do Instituto; quanto aos alunos seus
representantes são escolhidos pelo Centro Acadêmico de Ciências Humanas
(CACH) e pela Comissão dos Alunos de Pós-Graduação.
A Coordenadoria da Comissão de Biblioteca é função de um de seus
membros professores, que é escolhido pelos seus pares e aprovado pela direção do
IFCH. A Comissão de Biblioteca tem mandato de dois anos e seus membros podem
ser reeleitos. O Coordenador tem também mandato de dois anos podendo ser reeleito
apenas uma vez.
Encarregada de elaborar anualmente a proposta orçamentária e de propor a
aplicação dos recursos financeiros destinados à Biblioteca, a Comissão participa
ainda do Colegiado do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, através de seu

I

Coordenador; aprecia o plano de atividades da Biblioteca sugerido pela direção e
285

I

I

I

�I
realiza a avaliação dos títulos a serem encaminhados para aqUlslÇao. Foi para
colaborar na realização desta última função que se decidiu pela contratação de um
novo profissional.
Frente as possibilidades colocadas pelos avanços tecnológicos e concluindo
pela necessidade imperiosa da presença de um especialista para enfrentar os desafios
do século XXI, a Biblioteca, com a aprovação da diretoria do Instituto, decidiu pela
contratação de um bibliógrafo, isto é, por alguém que pudesse ter uma visão
abrangente das Ciências Sociais e Humanas e se mantivesse atento tanto aos
acontecimentos do país e do mundo quanto às mais diversas discussões acadêmicas
nacionais e internacionais. Projeto ambicioso, a inclusão no quadro de funcionários
da Biblioteca de um historiador, cientista político, antropólogo, sociólogo ou
filósofo deveria levar em consideração a atuação prévia deste profissional : o contato
com as outras áreas e não apenas aquela de sua formação específica, bem como sua
capacidade de organização e decisão (traduzida pela elaboração de projetos de
pesquisa e pela participação em grupos de trabalhos científicos e em publicações).
Pretendia-se que o bibliógrafo tivesse condições de avaliar o acervo da Biblioteca e
as obras importantes para compra, cujos temas estariam de alguma forma conectados
com pesquisas e cursos desenvolvidos no IFCH. Esperava-se também que tivesse a
capacidade de captar nos diferentes debates e acontecimentos do Brasil e do mundo
temas que poderiam se traduzir na aquisição de livros para a Biblioteca, devido sua
importância e possível interesse dos professores, alunos e pesquisadores do Instituto.
Além disso, pensar em uma política de desenvolvimento do acervo deveria significar
para este profissional a colaboração para a aglutinação de novos materiais e
tecnologias à Biblioteca: CD-ROMs, informações na INTERNET, bibliotecas
virtuais -- o que transcederia a instituição tradiconal, consagrada e cristalizada. Do
ideal para o real: foi selecionada uma historiadora que correspondia em parte a estas
expectativas.
A realização a contento deste projeto, que apenas se inicia, está condicionada
pela atenção ao acervo, ao contato entre a bibliógrafa e o corpo docente e de
286

I

�,...

pesquisadores do !FCR (para que haja uma efetiva troca de opiniões quanto ao
material que deve ser adquirido pela Biblioteca), e pela possiblidade de atuação em
conjunto desta profissional e da Comissão de Biblioteca, que continua a opinar sobre
a compra de obras para a coleção do !FCR, em muitos casos mediante discussão de
uma lista de títulos previamente selecionados pela bibliógrafa -- a decisão pela
aquisição de determinado livro pode então ser feita pela nova profissional, pela
Comissão, ou por ambas, imperiosa é a concordância na realização deste trabalho.
Outro ponto crucial do trabalho que começa a ser desenvolvido no Instituto é
o da aquisição propriamente dita. No complexo mundo da compra de materiais em
uma Biblioteca Universitária Estadual, onde muitas decisões dependem da
Biblioteca Central ou do Conselho Universitário , a relação entre bibliógrafa e
bibliotecárias, principalmente com a direção da Biblioteca, é fundamental para que
todo o processo não fique barrado por questões burocráticas e ganhe agilidade. A
utilização de verbas disponíveis em tempo hábil ou a elaboração de projetos que
devem ser encaminhados aos governos estadual ou federal, e à diferentes instâncias
da própria Universidade, com o objetivo de conseguir recursos para aquisições da
Biblioteca do !FCR, é um trabalho constante que depende da interação destas
profissionais. Juntas elaboram projetos, solicitam verbas e acompanham todo o
processo que resulta na incorporação dos livros ao acervo da Biblioteca, contando
sempre com a atenção da Comissão de Biblioteca, que intervém quando julga
necessário ou é convocada quando sua opinião ou decisão é fundamental. As
reuniões da Comissão acontecem regularmente, no mínimo uma vez por mês, e
podem contar ou não com a presença da bibliógrafa.
Mas no trabalho diário que acaba resultando na incorporação de maIS
volumes à uma biblioteca, especialização só não basta. A capacidade de decidir
sobre a inclusão ou não de um livro em uma lista de solicitação, bem como a
prioridade que vai ser dada a compra dessa obra são agilizadas ou não em função da
utilização dos meios que a instituição tem a seu dispor para realização desta tarefa.

287

�Em uma época em que os meIOS de comunicação cada vez mrus estão
abolindo distâncias e as facilidades para o armazenamento e processamento de
informações acontecem com uma velocidade até pouco tempo inimaginável, dispor
de recursos tecnológicos significa a possibilidade de realização mais eficiente de um
trabalho que exige uma atualização permanente quanto as publicações e debates na
área de Ciências Sociais e Humanas, tanto quanto uma sintonia constante com o que
está acontecendo no Brasil e no mundo e que pode resultar em temas de discussões
acadêmicas.
Para a realização do trabalho de seleção a bibliógrafa da Biblioteca do IFCH
tem a seu dispor os meios tradicionalmente usados na elaboração de listas para
compra: sugestões de professores, alunos e pesquisadores, catálogos, resenhas de
jornais diários e especializados e de revistas . O Catálogo Brasileiro do Publicações
(CBP), uma inciativa da editora Nobel para informação dos livros disponiveis no
mercado editorial brasileiro (com preço e dados sobre a edição), bem como das
publicações esgotadas, daquelas que estão no prelo e de muitos lançamentos, é outro
instrumento usado regularmente nesta tarefa. O CBP é um programa por assinatura
de consulta computadorizada que é atualizado mensalmente pela introdução de
novos dados via disquete fornecido pela Nobel ou através de fax-moden, instalado
no computador.
A implantação na UNICAMP da UNINET (rede de computadores),
possibilitando a interligação de todos os aparelhos da Universidade e destes com o
mundo através da INTERNET, é outro facilitador do trabalho da bibliógrafa ao
tomar viável a consulta à home page das editoras nacionais e internacionais,
agilizando e atualizando um trabalho que hoje é feito através de consulta a material
impresso. A home page viabiliza o conhecimento imediato dos mais recentes
lançamentos, principalmente em âmbito internacional. Além disto, a possibilidade,
hoje existente na BIBIFCH, de consulta das editoras e livrarias via e-mail toma mais
ágil o conhecimento de dados importantes para a organização das listas de compra,

288

�...

tais como a disponibilidade imediata de obras para aquisição, a negociação de
descontos e a confirmação de pedidos.
O trabalho de aquisição no Instituto é ainda facilitado pela consulta à Base de
Livros e Teses, sistema computadorizado (Acervus) que relaciona as obras
existentes no IFCH (e em todas as bibliotecas da UNICAMP), o que evita a compra
de um livro já existente na BIBIFCH. Além disso a Biblioteca dispõe de CD-ROMs
com dados sobre os livros estrangeiros disponíveis no mercado mundial.
Englobando publicações recentes e aquelas de várias anos anteriores os CD-ROMs
em inglês, francês e italiano, que a Biblioteca procura sempre atualizar, informam
sobre a Casa Publicadora (inclusive seu endereço), o preço da obra, sua edição e
data, e o ISBN do livro, possibitando uma consulta rápida por autor, título, subtítulo, ISBN, série, assunto ou palavra-chave.
Mas a organização de todo este trabalho de seleção, que resulta em listas de
títulos de obras encaminhadas para a compra, seria inviabilizada caso não houvesse

um sistema informatizado de armazenagem de títulos solicitados e selecionados. Na
Biblioteca do IFCH é usado o Sistema de Controle de Solicitações (SCS).
Desenvolvido no Centro de Computação da UNICAMP para facilitar o processo de
aquisição das bibliotecas de toda a Universidade, através do SCS cada solicitação
recebe um número (código) e é catalogada em um dos dois grupos existentes no
programa: nacionais e estrangeiras. Para cada um destes grupos há o mesmo "menu"
variado de possibilidades de organização dos títulos ali incluídos: Manutenção,
Consultas, Efetivação de Pedidos, Relação das Solicitações ou Pedidos, Limpeza de
Arquivo, Manutenção de Tabela de Fonte de Recursos. Possibilidades que têm
vários desdobramentos: na Manutenção, além da inclusão há a alteração ou a
exclusão de títulos; as Consultas podem ser feitas por código, autor ou título e as
Solicitações por prioridade, solicitante, Fonte de Recurso ( relação separada de
títulos previamente selecionados, encaminhados para aquisição ), país ou Casa
Publicadora. Há ainda a lista dos volumes recebidos e a das obras que aguardam
aquisição.
289

�No programa SCS cada livro ou coleção pode ser catalogado por autor (ou
autores), título, editora, país, volume (ou volumes), ano, edição, ISBN, número de
exemplares a serem adquiridos, moeda, preço, Departamento (do Instituto ao qual o
livro indicado se destina), prioridade (1 ou 2, dependendo da relevância da obra para
o IFCH), observações (usada principalmente em caso de obras no prelo ou pedidos
de duplicação de livros já existentes no acervo) e solicitante (a bibliógrafa, os
integrantes da Comissão de Biblioteca ou outro membro da comunidade do IFCH
que teve seu pedido validado para integrar a lista de solicitações). Além disso, no
momento em que uma obra é inserida no programa este acusa se o título já consta da
relação do SCS.
Apesar de racionalizar muito o trabalho em uma Biblioteca como a do IFCH,
o Sistema de Controle de Solicitações carece de mudanças, como por exemplo, a
leitura da lista dos títulos armazenados no Sistema sem a necessidade de sua
impressão, a criação de uma tabela com o número de títulos computados no SCS
(em geral, por Fonte de Recurso, recebidos) e a transposição de vários códigos ao
mesmo tempo da Relação de Solicitações para uma Fonte de Recursos ou viceversa. A integração SCS / Base de Livros e Teses seria outro ponto relevante para o
trabalho de quem seleciona os títulos no IFCH.
Um sistema que permitisse verificar em um mesmo computador se um livro
faz parte do acervo da Biblioteca e, caso a resposta fosse negativa, realizar
imeditamente sua inclusão na lista de solicitações, tornaria o trabalho mais rápido.
A perspectiva de que estas e outras mudanças ocorram cresce a medida que
novas tecnologias estão sendo implantadas na Universidade, que acaba de adqurir o
Virtua, software de gerenciamento de bibliotecas da Universidade de Virgínia, nos
Estados Unidos, e que chega com a promessa de tornar mais eficiente o trabalho de
todos os profissionais que atuam nas Bibliotecas da UNICAMP. O Virtua é a versão
mais atualizada do VTLS (Virgínia Technical Library Service).
Mas, em meio aos grandes avanços tecnológicos, algo permanece primordial.
Lembremos José Mindlin em Uma Vida entre Livros. Reencontros com o tempo ,
290

�I

quando ele afirma, em mais de um momento, sua paixão pela leitura e pelos livros,
algo que transcende ao mero ato de colecionar. Selecionar os livros para compra de
uma biblioteca também nunca deve prescindir de uma integração efetiva, intelectual
e até amorosa, com a área do conhecimento na qual a biblioteca está inserida. A
moderna tecnologia facilitando o trabalho mecânico que a função de bibliógrafo
requer deve assim liberar tempo para que sua atividade fundamental, que é a
intelectual, seja exercida de maneira cada vez mais plena.

291

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                    <text>MUDANÇAS NAS UNIDADES INFORMACIONAIS
Kátia Corina Vieira
Mestranda da Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUCCAMP

RESUMO
O artigo enfoca a importância da mudança nas organizações incluindo as Unidades
Informacionais. Aborda os aspectos da resistência a mudanças, tipos e mostra como
enfrentá-la. Destaca a importância das equipes complementares bem como do
respeito mútuo. Coloca os aspectos relevantes dos programas de mudanças
endereçados às atividades em contraste com aqueles voltados para resultados. Cita
os erros que não se deve cometer em se tratando de mudanças e finalmente mostra a
importância da negociação.

Palavras Chaves: Mudanças ; Unidades Infonnacionais ; Equipes complementares .

ABSTRACT
The article highlights the importance of change in the organizations including the
Informational Units. 1t approaches the aspects of resistence to ways of change, and
presents how to face it. It emphasizes the significance of complementary groups, as
well as mutual respect. It places the relevant aspects of the changing programas,
directed to activities, as opposed to results. It states the mistakes one should not
make related to changes e finally displays the importance of negotiation.

Key words: Changes; Informational Units; Complementary Groups.

266

�INTRODUÇÃO:

Toda mudança gera conflitos e incertezas nas pessoas que estão inseridas em
sistemas mutantes. Com os conflitos e incertezas vêm também a resistência. Isto é
comum pois facilmente nos acomodamos com as situações principalmente quando
temos uma estabilidade profissional. Porém, a mudança sempre é necessária. Com
ela crescemos e aprendemos mesmo que seja sofrível. Grandes mudanças são
definidas por Katzenbach (1996, p. 5) como "situações nas quais o desempenho das
empresas eXIge que a malOna das pessoas na organização aprenda novos
comportamentos e habilidades. "
O processo de mudanças organizacional no entanto, no dizer de Chiavenato
(1993, p.288) "começa com o aparecimento de forças que vêm de fora ou de
algumas partes da organização. Essas forças podem ser exógenas ou endógenas à
organização. "
Já para Morris e Brandon (1994, p.68) " Uma mudança ou modificação de
paradigma é essencialmente uma substituição significativa nas regras, nas
pressuposições e nas atitudes relacionadas com um padrão estabelecido de
realização. O termo também tem sido usado para mudanças fundamentais na
tecnologia, para enfatizar o impacto das novas capacidades da referida tecnologia.
Uma modificação de paradigma tem o efeito de um novo começo." Ele ainda
comenta que " a mudança de qualquer tipo é ameaçadora." Não apenas existe a
incerteza do novo como também a perda de um amigo confiável - " o modo como
sempre fizemos as coisas por aqui." As mudanças podem ser uma grande fonte de
energia e uma força criativa. O que é bom. Mas também há riscos.
Robbins e Finley (1997, p. 166) enfocam que" Estamos atravessando uma
era oficial de reinvenção, reengenharia e transformação. E a detestamos muitas
vezes. Detestamos a mudança porque não importa qual das três respostas clássicas
usemos, ela sempre vence. Se nós não encampamos a mudança, ela nos surpreende e
a dor é imensa. Se tentamos de fato encampá-la, ela ainda nos pega desprevenidos.
267

�Se tentamos antecipá-la para estarmos prontos quando ela surgir - bem, não faz
muita diferença afmal, ainda assim acabamos sofrendo. Mudança é dor, mesmo
quando autoministrada."

Mudança nas Unidades Informacionais
As bibliotecas passaram por mudanças e se observarmos na história podemos
ver desde o tempo em que a informação era um bem relegado somente aos ricos, as
grandes bibliotecas eram freqüentadas pela elite, os reis e toda a nobreza. A
biblioteca de Assurbanípal, a célebre biblioteca de Alexandria são exemplos. Depois
com a descoberta da imprensa o livro já não era mais um bem pertencente somente à
nobreza mas a qualquer pessoa que demonstrasse interesse e soubesse ler. E hoje
temos tão perto de nós e a qualquer momento. Ao analisarmos as mudanças
ocorridas com o passar do tempo no conceito de bibliotecas, verificamos que estas
mudanças aconteceram abrangendo o meio e a todos que estão inseridos nele.
E hoje não é diferente. As organizações através de seus líderes trabalham com
mudanças e tentam mostrar que ela faz parte do negócio e do sucesso de toda
organização. A mudança pode referir-se aos esforços de pequenas e grandes
organizações no sentido de fazer diversas coisas diferentes, das quais nem todas
dependem muito das pessoas. As grandes mudanças abrangem uma força de trabalho
inteira ou simplesmente a maioria das pessoas em uma determinada função ou uma
única linha de negócios. Pode referir-se também a mudanças drásticas nas
configurações dos ativos ou concentrações de mercado que não fazem uso intensivo
de pessoas. Por fim, pode concentrar-se em downsizing, demissões e substituição de
pessoas ou em crescimento, inovação e desenvolvimento das habilidades das
pessoas. E pode ser uma combinação de alguns desses fatores ou de todos eles.
Os verdadeiros líderes de mudança não se importam se o esforço pela
mudança for lento ou rápido, autônomo ou controlado, único ou recorrente, cultural
ou técnico, ou tudo isso junto. Eles só querem que abranja todos e que seja voltado
para o desempenho. As pessoas que estão engajadas devem estar prontas para a
268

�mudança. Todo um trabalho deve ser feito antes da implantação da mudança. E
antes de qualquer coisa as pessoas precisam querer a mudança. Uma análise precisa
ser feita, uma reavaliação, até que se chegue a conclusão de que a mudança é
necessária. Quando é esta a situação não há constrangimentos, nem climas pesados,
mas quando a mudança é imposta aí a situação fica diferente. Um exemplo é a
automação nas bibliotecas. Por incrível que pareça ainda hoje não são todas as
pessoas aptas para este serviço. Os profissionais antigos não estão preparados para
as novas tecnologias e todo um trabalho de adaptação necessita ser feito para
obtenção de resultados satisfatórios. Confirmando esta triste afirmação Russo (1973,
p.44) já dizia que : " É necessário que o Bibliotecário assuma seu verdadeiro lugar
junto ao leitor e lute pela global automação dos serviços rotineiros, cuja valorização
exagerada já pertence a uma idade que agoniza. Concretamente, isto significa
liquidar a concepção estática da biblioteca, substituindo - a pela visão dinâmica de
um mundo em completa transformação do qual o Bibliotecário é integrante."
Uma abordagem mais atual é dada por Litto (1985, p. 131) quando coloca que
um dos mitos que fascina a sociedade brasileira é a "idéia de que as novas tecnologia
são soluções para toda a nossa inadequação do passado." Ele ressalta o despreparo
da sociedade brasileira para a utilização desses avanços como meios potentes e
engenhosos de armazenamento, disseminação e recuperação de informação , devido
a inexistência de uma infra-estrutura informacional adequada. Amaral (1995, p.225)
mais recentemente conscientiza-nos dizendo que " é importante que o Bibliotecário
atue politicamente sempre atento às mudanças impostas pelos avanços da
tecnologia, sendo receptivo a elas, desenvolvendo principalmente sua criatividade."
Outro exemplo que pode ser citado é quanto à mudança na direção da
Instituição. É sabido que cada diretor tem uma equipe que planeja, realiza junto.
Quando muda a direção muitas vezes os planos ficam só no papel até que a outra
direção fique a par do funcionamento da organização e aí então resolva dar
continuidade às atividades. E este tipo de mudança é bastante comum em bibliotecas
e centros de documentação. Por isso a importância da equipe de trabalho . Quando a
269

�equipe é forte, quando ela caminha na mesma direção, ainda que mude a cabeça , a
filosofia de trabalho continua e o sofrimento neste caso é menor.
Como tudo na vida a mudança necessita ser planejada. Os resultados sempre
serão melhores quando o planejamento é a regra áurea. Até porque ela não pode ser
imposta, todo um trabalho precisa ser feito antes, durante e depois.
Um clima mental para mudanças deve ser despertado pois como afirma
Weinberg (1994, p. 220) "a dificuldade é de natureza inteiramente psicológica,
independente do que em particular, você está tentando fazer." Isso faz parte de um
condicionamento de nosso cérebro para resistir a quaisquer novos padrões de
comportamento. No mundo, geralmente as situações novas são sempre perigosas, de
modo que sempre que tentamos algo novo, o cérebro tenta proteger-nos:
1 - colocando-se em um estado especial de alerta, para que prestemos maior atenção
a tudo o que ocorra em nosso redor, e não somente na nova atividade e,
2 - tentando fazer-nos voltar à atividade antiga, um padrão seguro ao qual prestamos
atenção. Algumas vezes, a prática somente precisa estar na minha mente. E em se
tratando de planejamento, um plano de realizações pode ser também uma maneira de
aprender a realizar coisas. Para descobrir nosso próprio estilo de mudança, podemos
começar definindo o plano de realizações. Os peritos em aviões podem predizer que
a perda dos quatro motores provocará um desastre, os que entendem de mudança
podem predizer que, em algum lugar ao longo do curso, uma série de modificações
pequenas e comuns o colocará repentinamente na beira de algo grande e
extraordinário, já que os que entendem de si mesmos e de suas reações a mudanças,
têm a coragem de ir até a beirada e dar o mergulho.
Porém nem todas as pessoas estão prontas para encarar uma mudança,
resistindo muitas vezes sem nem mesmo tentar. Os pesquisadores John Kotter e
Leonard Sch1esinger citados por Hampton (1983,p. 480) analisaram dezenas de
mudanças empresariais, concentrando-se em quatro causas comuns de resistência:

270

�1 - Egoísmo provinciano,
2 - Má compreensão e falta de confiança,
3 - Avaliações diferentes,
4 - Baixa tolerância à mudanças.
Naturalmente, a resistência, que provém de qualquer dessas causas, é muitas
vezes disfarçada de várias maneiras para pessoas que resistem de modo requintado e
criativo. A maioria das pessoas acharia, consciente ou inconscientemente, dificil
argumentar abertamente a favor de um interesse próprio limitado em comparação
com um interesse maior da empresa. Em lugar disso, elas tendem a racionalizar ou
buscar justificativa à sua posição em termos mais convincentes para os outros do
que para si mesmos. Quando empenhado nessa prática de um político busca uma
vantagem limitada questionando em favor do interesse geral. De maneira idêntica,
um gerente que queira conquistar ou evitar a perda de uma região, status, conforto,
argumenta a favor dos objetivos da empresa.
Entretanto, o reconhecimento de que a resistência nem sempre se apresenta
como um pacote que especifica as verdadeiras causas não precisa levar ao cinismo
ou a uma suspeita exagerada. Ao contrário, uma apreciação da possibilidade de que
as objeções apresentadas a mudanças podem mascarar outras objeções menos
convincentes, pode alertá-lo a explorar a natureza de resistência com maior cuidado.
Ela pode facilitar um estudo mais profundo dos prós e contras de uma mudança
proposta.
Um exame mais profundo da resistência pode revelar objeções menores às
mudanças, porém, pode também revelar objeções de peso e valor. Uma afmnação
não declarada em muitos debates sobre a resistência a mudanças " é que a resistência
é indesejável e deve ser tratada de modo invariável como algo a ser superado."
(1983, p.480) Entretanto, a simples declaração dessa afirmação sugere a sua

271

�falsidade . A mudança nem sempre é desejável. De fato, a melhor coisa, que pode
acontecer a algumas mudanças mal concebidas, seria uma resistência bem sucedida.
As pessoas que resistem mereceriam aprovação (embora elas possam não recebê-la
dos defensores da mudança) por bloquear as mudanças que têm desvantagens
excessivas. A resistência a mudanças é um fato quase fundamental da natureza
humana. Bom seria se isto não fosse verdade. Resistência ao inevitável sugere que
existe algo de estúpido em nós. Mas isso é verdadeiro. Então a fórmula é mais ou
menos esta segundo Robbins e Fínley (1997, p. 171):
"Mudança não planejada cria ansiedade ...
Ansiedade fIrma os pés na resistência ...
Uma força irresistível colide com um objeto inamovível.. .
A equipe explode em uma imensa bola de fogo ."
Ainda com respeito à resistência a mudanças é oportuno a colocação de
Adizes (1993, p. 80) quando classifIca os gerentes em quatro grupos: Cavaleiro
Solitário = produtor; Burocrata = administrador; Incendiário
Politiqueiro

= empreendedor;

= integrador. E ainda chama de Peso Morto o gerente que não

desempenha nenhum desses papéis. Esses maus gerentes não estão interessados em
que, como , por quê ou quem, mas somente na sobrevivência. Suas marcas
registradas são o baixo metabolismo gerencial e a baixa energia. Eles dizem muito
"Hum hum"e "sim, sim", mas na verdade nunca fazem muito. Um Peso Morto
também nunca demonstra muita resistência às mudanças. Quando se diz a um
Cavaleiro Solitário para mudar alguma coisa, ele diz: "Mas como poderei fazer isso?
Minha mesa está cheia", ou "Cuidarei disso quando tiver tempo" . Por que os
Burocratas resistem ás mudanças? Porque eles conhecem o custo de tudo e o valor
de nada. Eles hesitam diante de repercussões das mudanças, portanto, dizem que
elas não podem ser feitas. "É muito arriscado" ou "custa muito caro". Eles pensam
272

�do ponto de vista da implementação e percebem as oportunidades como sendo
problemas.
Os incendiários resistem às mudanças quando a idéia não é deles. E os Super
Seguidores se opõem às novas idéias porque elas podem ser politicamente arriscadas
"o pessoal ainda não está pronto para isso." Este não é o momento certo". Para eles o
"momento certo" não é quando o mercado exige a mudança, mas quando o clima
político interno é favorável à mesma. O Peso Morto tem uma atitude diferente em
relação às mudanças. Se for dito a um Peso Morto : "Vamos mudar do Rio de
Janeiro para o Egito", ele dirá: Certo. Não apresentará nenhuma resistência
inicialmente. Mas, ser for interrogado, um ano mais tarde "Como está o projeto para
mudar do Rio de Janeiro para o Egito, ele dirá: "Temos estudado o assunto. Está
aqui um relatório preliminar. Ainda estamos trabalhando nele".
Como podemos ver, ele não mudou uma pedrinha para o Egito, mas passou
grande parte do seu tempo protegendo-se para não mexer em pedrinha nenhuma.
É muito dificil livrar-se de um Peso Morto, porque ele sempre concorda e

aceita qualquer tarefa. Ele sempre diz: "Está tudo bem! Sim , como você disser!
Certamente!" Mas nada ele faz e sente-se perfeitamente bem este respeito. O Peso
Morto é uma doença que cresce a cada dia nas organizações, impedindo seu
crescimento pois contamina um número razoável de pessoas. Traz como
características: baixo metabolismo gerencial, nenhuma resistência às mudanças e
nenhuma reclamação. Nenhum desses traços é fatal. O que toma o Peso Morto
realmente perigoso é que sua doença se espalha . O Peso Morto se multiplica. Ele
não cresce em capacidade gerencial. Não se move nem delega. Isso impede o
crescimento das pessoas que estão sob ele. Quando ele morre em termos gerenciais,
as pessoas sob ele também acabam morrendo. Eficácia e eficiência desaparecem e
ninguém sabe a causa, porque ninguém reclama. Quando os gerentes lhe dizem que
tudo está bem e ninguém está tentando melhorar ou mudar alguma COIsa, a
organização está com excesso de Pesos Mortos.

273

�I

Quando ao fazer um diagnóstico da organização pergunta-se como estão as
coisas e todos respondem "Tudo está ótimo, sem problemas", é de se suspeitar,
principalmente quando lembramos que o lugar mais tranqüilo da cidade é o
cemitério, lá nada acontece, ninguém tem problemas, porque lá não há mudanças.
Isso é morte. Estar vivo significa mudar e mudar significa enfrentar problemas sim,
e crescer significa enfrentar problemas maiores. Só que numa estrutura que quer
crescer não há lugar para Pesos Mortos. No entanto, a organização precisa de
pessoas que sejam orientadas para tarefas, organizadas, completas. Essas pessoas
devem ter uma visão global, ser criativa e estar disposta a assumir riscos. Além
disso, ela deve ser sensível às necessidades das outras pessoas e uma formadora de
equipes, que se tome dispensável. Porém, pode se perguntar : Mas existe alguém
como todas essas características? Não. Com algumas delas sim, mas todas é
impossível. Fala-se muito na literatura administrativa sobre o gerente perfeito, o que
ele deveria fazer. Mas ele na verdade não existe. O processo gerencial é muito
complicado para ser desempenhado por um indivíduo sozinho. O que não significa
que todas as organizações serão mal gerenciadas já que o gerente perfeito só existe
nos livros. Embora nenhum indivíduo possa ser o gerente perfeito, podemos ter uma
equipe. Não uma equipe qualquer, mas uma equipe complementar composta
logicamente de pessoas diferentes com idéias diferentes porém, que estejam
dispostas a respeitar uma, às outras com um único objetivo: o desenvolvimento e o
crescimento da organização.
Adizes (1993, p.86 ) ilustra muito bem quando diz que nossa mão é composta
por cinco dedos diferentes, que em conjunto agem como uma mão. "Se todos os
dedos fossem iguais, você não teria uma mão. Em gerência precisamos de uma
equipe complementar com senso de diferenças unidas. Se todos os componentes
fossem iguais, a organização seria vulnerável. Se eles fossem diferentes, a
organização ainda seria vulnerável porque as diferenças atuariam de formas
contraditórias. A força vem das diferenças unidas: dedos diferentes, com
capacidades distintas, que trabalham em conjunto."
274

�E aí está o segredo: trabalhar em conjunto mesmo sendo diferentes. Os
membros da equipe compartilham dos processos e têm de tomar decisões em
conjunto para que a empresa progrida, devem ser independentes, mas devem
cooperar e trabalhar ( Cf. Champy, 1997, p. 175).
Conflitos certamente haverão, pois como diferentes as pessoas têm diferenças
de opinião, mas o respeito mútuo deverá mover esta equipe como afirma Adizes
(1993, p. 91) "Precisamos legitimar as diferenças e uni-las através de um sistema de
respeito mútuo. Então enriqueceremos devido a essas diferenças e não a despeito
delas. O aprendizado é incentivado, porque o respeito mútuo encoraja a polinização
cruzada de idéias."
Trabalhar em conjunto a despeito das diferenças é doloroso, mas a dor produz
ganhos. Uma vez compreendendo isso, iremos continuar procurando pessoas
diferentes, não a despeito das diferenças, mas por causa delas. O conflito aciona o
processo criativo. Quando estendemos a participação para as pessoas realmente
responsáveis pelos recursos essenciais, que tem posições arraigadas ou que tenham
sido prejudicadas por tentativas anteriores de mudanças, garantimos o conflito. Mas
quando o grupo enfrenta e lida com questões dificeis , há uma mudança na maneira
como ele se relaciona com as controvérsias. Os participantes aprendem a discordar
sem serem desagradáveis. O conflito lá tem seus custos humanos e organizacionais,
mas também é um combustí vel essencial para o auto questionamento e a
revitalização. Segundo Robbins e Finley (1997, p. 166) " a mudança está para uma
equipe como um oceano para uma esponja - ela está dentro, fora, em todo lugar, no
meio onde tudo sempre acontece. " E ele afirma ainda que por visarem a
flexibilidade, as equipes devem ser mais capazes de lidar com as dificuldades da
mudança do que os grupos de trabalho convencionais.
Os esforços e melhoria do desempenho realizados por muitas empresas têm
tanto impacto sobre os resultados operacionais e fmanceiros quanto o que Schaffer e
Thomsom chamam de "dança da chuva" sobre o tempo. Embora algumas empresas
estejam sempre aperfeiçoando o desempenho mensurável. Em muitas outras os
275

�gerentes continuam dançando em volta da fogueira, transpirando fé e dissipando
energia. Schaffer e Thomsom definem "dança da chuva" como sendo ã busca
incansável de atividades que pareçam ser boas e permitam que os gerentes se sintam
bem mas na verdade sua contribuição é muito pequena ou nenhuma para o
desempenho dos resultados fmanceiros. Essas atividades a que eles se referem
muitas vezes vem rotuladas de "qualidade total" ou "melhoria contínua", em geral
fomentam filosofias ou estilos gerenciais como colaboração interfuncional,
empowerment da média gerência ou envolvimento dos funcionários. Algumas se
concentram em medições do desempenho como benchmarking competitivo,
avaliação da satisfação do cliente ou controles estatísticos de processos. Outras
atividades ainda têm por objetivo treinar os funcionários em solução de problemas
ou outras técnicas. As empresas implementam esses programas sob o falso
pressuposto de que, se realizarem uma quantidade suficiente de atividades "corretas"
de melhoria, melhorias reais de desempenho inevitavelmente se materializarão
(Schaffer e Thomsom ,1997, p. 142)
No âmago desses programas que nós chamamos de "orientados para
atividades" há uma lógica falha que confunde os fins com os meios, os processos
com os resultados. Essa lógica se baseia na crença de que, quando os gerentes fazem
o benchmarking do desempenho da sua empresa em relação a concorrência, avaliam
as expectativas de seus clientes e treinam seus funcionários nas técnica de solução
de problemas, as vendas aumentarão, os estoques serão reduzidos e a qualidade irá
melhorar. Especialistas e consultores dizem à gerência que ela não precisa, ou
melhor, não deve se concentrar diretamente na melhoria dos resultados, pois os
resultados acabam sendo uma conseqüência de tudo isso. O ímpeto por programas
orientados para atividades continua a aumentar, embora não haja praticamente
nenhuma prova para justificar o fluxo de investimentos. Aliás, justo pelo contrário:
há muitas provas de que as recompensas decorrentes dessas atividades são ilusórias,
pois como afirmam ainda os mesmos autores "os programas de mudança bem
sucedidos começam com resultados".
276

�Em um forte contraste com os programas orientados para atividades, as
melhorias orientadas para resultados deixam de lado os longos rituais de preparação
e têm por objetivo atingir ganhos mensuráveis com rapidez. A seguir será
apresentado um modelo de como pode-se iniciar programas orientados para
resultados. :
1 - Pedir que cada unidade defma e atinja algumas metas ambiciosas de desempenho
de curto prazo.
2 - Fazer uma análise critica periódica do progresso, captar o aprendizado essencial
de reformular a estratégia.
3 - Institucionalizar as mudanças que dão certo, descartando o resto.
4 - Criar o contexto e identificar os desafios cruciais de negócios.
Um processo de melhoria orientado para resultados não libera a alta gerência
da responsabilidade de tomar decisões estratégicas difíceis necessárias para a
sobrevivência e a prosperidade da empresa. No entanto, ao unir objetivos
estratégicos de longo prazo e projetos de melhoria de curto prazo a gerência tem o
poder de transformar a direção estratégica em realidade e resistir à tentação de
incutir a dança da chuva dos programas orientados para atividades.
Podemos aprender lições interessantes que provavelmente serão relevantes
para muitas organizações no ambiente de negócios cada vez mais competitivo na
década que está por vir. A lição mais geral que se pode aprender com os casos mais
bem sucedidos é que o processo de mudanças passa por uma série de fases que, no
total, costumam exigir um tempo considerável. Pular etapas só cria a ilusão de
velocidade e nunca produz um resultado satisfatório. A segunda lição geral é que
erros fundamentais em qualquer uma das fases podem ter um impacto devastador
reduzindo o ímpeto e anulando vitórias obtidas com muito esforço. Talvez pelo fato
de termos pouca experiência na renovação de organizações, até mesmo pessoas

277

�muito capazes muitas vezes cometem pelos menos um grande erro. Kotter (1997.
p.91) cita oito erros comuns que não se deve cometer em se tratando de mudanças:
Erro n. 1 - Não Estabelecer Um Grande Senso de Urgência
Erro n. 2 - Não Criar Uma Aliança de Orientação Forte o suficiente
Erro n. 3 - Falta de Visão
Erro n. 4 - A Visão, é Dez Vezes Menos Divulgada do que Deveria
Erro n. 5 - Não Retirar os Obstáculos que Atrapalham a Nova Visão
Erro n. 6 - Não Planejar e Criar de Fonna Sistemática Vitórias de Curto Prazo
Erro n. 7 - Cantar Vitória Cedo Demais
Erro n. 8 - Não Embutir As Mudanças na Cultura da Empresa.
Segundo o autor as pessoas cometem outros erros, mas esses oito são os
piores. Ainda coloca que "Na verdade até mesmo os esforços bem sucedidos de
mudanças são complicados e cheios de surpresas. Mas, assim como uma visão
relativamente simples é necessário para orientar as pessoas em uma grande
mudança, uma visão desse tipo do processo de mudança, pode reduzir a taxa de
erros. E uma quantidade menor de erros pode ser a diferença entre o sucesso e o
fracasso. "(1997, p. 103)
Outro fator importante em se tratando de mudança é a falta de preparo que as
pessoas tem para negociação. E não precisamos ir muito longe para ilustrar. A
realidade brasileira neste momento, nos mostra que é muito difícil e quase
impossível negociar. Os resultados são drásticos como podemos observar na greve
dos professores por exemplo, em que as pessoas são atingidas, prejudicadas até
porque os responsáveis não tiveram a capacidade de negociar. Em países como os
Estados Unidos, Inglaterra, França, o tema negociação começou a fazer parte dos
programas de treinamento gerencial e a ser inserido nos meios de comunicação por
volta dos anos 50. No Brasil, somente no fnn da década de 70, com o início da
abertura política, revitalização do movimento sindical, maior participação dos
empregados no processo decisório dos respectivos gerentes é que se começou a
tentar uma maior sistematização do assunto.
278

�o brasileiro sempre se considerou um bom negociador, apelando sempre para
sua capacidade de improvisação. Os tempos atuais tomaram suas habilidades de
negociação mais fundamentais. A diferença entre lucro ou prejuízo pode repousar na
maior ou menor habilidade dos negociadores.
Não se pode vencer o tempo todo, sempre tem-se que ceder em algum
momento. E um fracasso aqui neste momento pode significar a vitória de amanhã.
Pois também se aprende no fracasso. O problema é convencer certas mentes que não
aceitam a derrota como oportunidades para um aprendizado necessário. E
fmalizando é oportuno enfocar a necessidade da auto avaliação para a mudança.
Segundo Wilson (1996, p. 42) " A idéia por trás da auto avaliação é simples. Antes
de tomar decisões sobre mudanças tangíveis na organização, a equipe da alta
administração determina estudos de aspectos críticos da empresa." Em vez de
convocar uma equipe de fora, faz isso instruindo, preparando e apoiando um
pequeno grupo de pessoas de dentro da organização. Esse grupo de funcionários não
recebe instruções em aberto, mas tem uma considerável responsabilidade. A auto
avaliação é um estágio na complexa seqüência de eventos que irão progressivamente
transformar a empresa. Abandoná-la significa construir sobre uma fundação
inadequada, sem uma oportunidade para que a equipe de alta administração teste as
alternativas e sem preparar o resto da força de trabalho para a mudança que se
aproxuna.

Conclusões:
Ao analisar os processos de mudanças nas organizações ennquece muito
saber que a cada dia temos a oportunidade de crescer, de aperfeiçoar e de oferecer
cada vez mais um serviço de alta qualidade.
As mudanças são mais que necessárias, fazendo parte da vida de todo
profissional que ama o que faz. Sem dúvida nenhuma, o ciclo de mudanças cada vez
mais rápido não tem precedentes. Hoje em dia, as mudanças vêm ocorrendo de
forma mais rápida, imprevisível e essencial do que nunca. Uma colisão de pressões
279

�tecnológicas, competitivas e culturais está formando o vértice daquilo que passamos
a chamar de "era de informação". Por isso e por muito mais o profissional da
informação não pode ficar para trás. Ele precisa acompanhar as mudanças que estão
ocorrendo sem medo e se preparando para toda e qualquer situação. Cabe aqui
aplicar a analogia de um profissional de Planejamento Estratégico "No painel da
frente de um carro tem-se uma visão do que vem pela frente - do futuro e apenas um
pequeno espelho (retrovisor) que nos mostra o que ficou para trás. "(Leonardo, Luiz,
1997, conversação).
No decorrer do artigo foi colocado os processos de mudança, os obstáculos, a
conceituação de mudança e etc., porém, não podemos esquecer que antes de tudo
isso, a mudança deve ser interior. Precisamos mudar nossos conceitos, dogmas, de
maneira a nos tomarmos aptos e abertos para aceitar novas idéias, novas descobertas
incorporando-as ao nosso estilo de trabalho. Ninguém pode dar o que não tem , por
isso a mudança em primeiro lugar deve acontecer em cada pessoa , para que se
reflita na organização em que está inserido.

280

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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281

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                <text>UFC</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>1998</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>O artigo enfoca a importância da mudança nas organizações incluindo as unidades informacionais. Aborda os aspectos da resistência a mudanças, tipos e mostra como enfrentá-la. Destaca a importância das equipes complementares bem como do respeito mútuo. Coloca os aspectos relevantes dos programas de mudanças endereçados à atividades em contraste com aqueles voltados para resultados. Cita os erros que nãose deve cometer em se tratando de mudanças e finalmente mostra a importância da negociação.</text>
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                    <text>MUDANÇAS E INOVAÇÕES: NOVO MODELO DE ORGANIZAÇÃO
E

GESTÃO DE BIBLIOTECA ACADÊMICA
Changes and Inovations: New Model of Academic Library Organization
and Management
Maria Teresinha Dias de Andrade
Angela Maria Belloni Cuenca
Benedita Silveira Campos Sadi
Cibele Araújo Camargo
Eidi Raquel Franco Abdalla
Francis Sierra Hussein
José Sergio Damico
Maria do Carmo Avamilano Alvarez
Maria Fazzaneli Crestana
Mirian Santos
Sônia Garcia Gomes Eleutério
Sônia Regina de Mesquita Barone
Endereço: Biblioteca/CIR
Av. Df. Arnaldo, 715 - Cerqueira Cezar - CEP: 01246-904 - São Paulo, SP
Tel: (011) 3066-7711 - Fax: (011) 280-9163 - E-mai!: bibfsp@edu.usp.br

RESUMO
Descreve-se a reorganização e restruturação da Biblioteca da Faculdade de Saúde
Pública da USP, cujo objetivo era alcançar uma prestação de serviços de qualidade
ao usuário do meio acadêmico e profissional face às novas tecnologias de
informática e comunicação e dos novos métodos e processos de trabalho.
Inicialmente, foi desenvolvido um projeto de mudança de comportamento do corpo
funcional. F oi formulado um programa de ação destinado a valorização do trabalho,
reconhecimento e estímulo pessoal, que se inserisse na adoção de uma estrutura que
atendesse a uma nova forma de gerenjciamento e de pjrocessos de trabalho. O
modelo proposto foi o de Integração Estrutural, apoiado em equipes autônomas,
trabalhando em conjunto, formando parcerias orientadas por métodos e perspectivas
248

�de resultados. A sustentação do modelo se dá pela ação colegiada de um grupo
gestor, composto por representantes das áreas descritas. Para viabilizar o novo
modelo de gestão , procurou-se reduzir ao mínimo a verticalização estrutural,
utilizando a modelagem estrutural matricial para favorecer a integração e
flexibilidade das áreas, representada por projetos e programas. A implantação do
novo modelo iniciou-se em fevereiro de 1997, e se encontra em fase de
desenvolvimento, tendo já sido feita a primeira avaliação. Os resultados mostraram
que o processo de mudanças é lento, pois as barreiras a serem vencidas não são
poucas. Mas a direção que tais mudanças vêm tomando mostram que o mode410 de
gestão escolhido foi acertado. Resta continuar a desenvolver o modelo, fazendo as
correções e melhorando a qualidade dos serviõs prestados, que é o objetivo
pretendido.

Palavras-Chave: Inovação Organizacional, Biblioteca Universitária, Administração
de Biblioteca
ABSTRACT
The new organization and structure of the library of the School of Public Health of
the University of São Paulo, are described. The purpose of the library is to render
better services to its academic, scientific, and professional users through the
utilization of the new information and communication tecnologies and the up-to-date
methods and processes the library has adopted. Initially, a project was developed to
change employee work comportment. An action plan was drawn up that would give
greater recognition to their work and themselves and provide motivation; this plan
would be inserted in a structure that would attend a new form of management and
work processo The model proposed was that of structural integration, based on
independent teams that would work together, forming partnerships, guided by
methods and the results expected . Support is provided by the unified action of a
managing team made up of representatives of the areas mentioned. To make this

249

�model feasible vertical structure was reduced to a mmunum and the matricial
structure optimized to favor the integration and flexibility through projects and
programs. The new model was implemented in February 1997 and now, afier
undergoing its first evaluation is in the stage of development. Results show that
change is slow due to the many barriers. Nonetheless, the direction these changes
are taking prove that the management model chosen was correct. What remains to be
done is to continue developing the program, making the necessary corrections and
improving the quality of the services rendered, which was the prime object.

1 - INTRODUÇÃO

Mudança. Informação. Tecnologia.

Diariamente essas palavras são ouvidas, lidas ou escritas milhares de vezes .O
mundo está perplexo frente às mudanças que estão ocorrendo com a natureza, a
velocidade e a aplicação da tecnologia da informação nas empresas, nas escolas, nas
universidades, nos lares, na vida de todos.
Apesar de não ter conseguido, ainda, expressar com precisão o alcance dessas
mudanças e de suas implicações, a inquietação e a ansiedade delas decorrentes estão
instaladas.
Aqueles que lidam com a informação como atividade fmalística encontramse, mais que nunca, desafiados: as inovações tecnológicas vêm encurtando o tempo e
o acesso às informações de forma impossível de se prever poucos anos atrás.
A área de Biblioteconomia encontra-se atingida por esse desafio: movar,
mudar a forma de trabalhar rapidamente ou ser superada pelas novas tecnologias. Às
suas funções tradicionais devem ser incorporadas novas funções, compatíveis com
os novos paradigmas da informação.
Consciente dessas questões, a Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública, não
poderá ficar a margem dos acontecimentos. Assim, pois, decidiu-se pela elaboração
de um plano de mudanças e inovações para a Biblioteca, aproveitando a
250

�oportunidade da mudança de sua área física. A presente proposta representa os
resultados das primeiras ações que foram empreendidas e que contemplam um novo
modelo de organização e gestão para a Biblioteca, visando a criar facilidades à
incorporação das novas tendências da informação e das novas tecnologias.

FUNDAMENTOS DA PROPOSTA
A presente proposta de reorganização e reestruturação da Biblioteca da
FSP/USP está fundamentada em vários aspectos, abaixo relacionados, mas
sobretudo está alicerçada no conhecimento da necessidade de avançar na qualidade
da prestação de serviços, adotando as novas tecnologias de informática e
comunicação. Esses avanços tomaram-se visíveis a partir do novo projeto de
construção de edifício próprio, para instalação da "nova Biblioteca". E esta "nova
Biblioteca" não poderia significar apenas uma mudança física e tecnológica mas,
sobretudo, de mentalidade, de compromisso com a missão institucional.
Com a mudança para outro espaço físico, planejado de acordo com as
modernas técnicas arquitetônicas e novas tecnologias de informática, tomou-se
indispensável que o funcionamento da Biblioteca fosse condizente com uma
prestação de serviços de qualidade, voltado não somente para o usuário local e,
também, de outras origens institucionais, mas sobretudo para o novo usuário que
desponta no cenário acadêmico, científico e profissional.
Criada em 1918, a Biblioteca, vem empenhando-se em alcançar melhores
resultados em sua prestação de serviços, através de inovações freqüentes, em todos
esses anos de sua atuação. A partir de 1992 foi possível iniciar mudanças mais
consistentes com a implantação de seu Projeto de Informatização de Acervo e
Serviços.
Em conseqüência das mudanças, representadas pelas novas tecnologias,
método s e processos de trabalho, percebeu-se que tais mudanças deveriam ser
acompanhadas de outra, ou seja, de uma nova concepção intelectual, que
contemplasse os novos paradigmas da informação que estavam sendo introduzidos.
251

�Esta incorporação implicava adquirir e desenvolver novas relações no trabalho.
Desta forma, em setembro de 1995, foi iniciado um projeto de mudança de
comportamento do corpo funcional, alicerçado no trabalho de equipe, para permitir
maior integração, produtividade e economia de recursos materiais, humanos e de
tempo de execução. A partir de um anteprojeto situacional dos funcionários, foi
formulado um programa de ação para valorização do trabalho, reconhecimento e
estimulo pessoal, ao qual se inseria a adoção de novo modelo de gestão
participativa. Este modelo visava a transformar os setores funcionais em equipes de
processos, nas quais as pessoas pudessem ter mais autonomia de ação e, com isso,
maior grau de comprometimento com os resultados. Portanto, com uma equipe
integrada, agindo proativamente e direcionada para o usuário, estar-se-ia em
condições de alcançar melhoria da qualidade do trabalho realizado.

2- IMPLANTAÇÃO DO CENTRO DE INFORMAÇÃO E REFERÊNCIA EM
SAÚDE PÚBLICA
Para dar continuidade ao processo de desenvolvimento dos servIços de
Biblioteca, pela importância que eles representam para o progresso da saúde pública,
o novo modelo, foi prevista a atuação da Biblioteca como um Centro de Informação
e Referência e em Saúde Pública (CIR), projetando-se no cenário nacional e
internacional. No entanto, esclarece-se que os princípios básicos que tomam os
serviços de biblioteca e informação importantes, na verdade, permanecerão. O que
de fato muda drasticamente são as novas tecnologias de armazenamento,
recuperação e transmissão da informação e o valor da informação como recurso.
Assim, neste novo modelo como Centro atuará em quatro frentes:
a) Na seleção, tratamento e armazenamento de publicações e outros materiais.
Pretende a melhoria da qualidade do tratamento, com a inclusão de outras
informações de interesse aos usuários, como conteúdos, indicadores de qualidade,
resumos etc., nos catálogos on-line e bases institucionais.

252

�b) Na busca e acesso à informação desejada e obtida em qualquer lugar que ela
esteja. Estão planejados: consulta remota às bases de dados locais e serviços
oferecidos aos usuários; ampliação do acesso a bases de textos completos, de
diretórios etc; cursos que visam à auto-capacitação do usuário na recuperação de
informação; criação de um serviço de vigilância informacional a usuários, internos e
externos, sobre problemas e progressos relevantes da área; acesso à Internet pelo
usuário; serviço de comutação extensivo a todos os usuários do Centro; implantação
de sistema de transferência digital de cópias.
c) Na criação de outros formatos de disseminação e divulgação da informação.
Pretende-se criar outras bases de dados como, por exemplo, de referência da
produção nacional da área; bases de dados estatísticos de interesse das pesquisas
epidemiológicas; base de diretórios; base de especialistas, entre outras; criação de
novos veículos de divulgação de informação, inclusive no formato eletrônico.
d) Na manutenção de sistemas de acompanhamento e avaliação.

Serão

desenvolvidos estudos de necessidades dos usuários, como meio de criação de novos
serviços e avaliação dos existentes; e constante atualização na identificação de novas
tecnologias necessárias à melhoria dos serviços prestados.
Em conclusão o CIR deve ser visto como o componente chave que conduz à
criação, validação e critica do conhecimento. Para isso, deve unir o papel tradicional
das bibliotecas acadêmicas de pesquisa, de adquirir e preservar a palavra impressa,
ao papel inovador de incorporar as novas tecnologias de informática e comunicação.
É preciso ter presente que a rapidez com que se desenvolvem muitos sub-

campos científicos tem significado, além do crescimento exponencial da literatura
em poucas décadas, o aumento da especialização, da interdisciplinaridade e das
colaborações. Em conseqüência, esse aumento reduz a capacidade dos pesquisadores
para acompanhar as descobertas científicas e técnicas. A Biblioteca deverá estar apta
a participar diretamente desse sistema, oferecendo variados recursos para transferir e
para disseminar a informação para o cientista e pesquisador, e que se relacionem aos
seus projetos de pesquisa, direta ou indiretamente. O desafio está tão somente em
253

�aprender como identificar necessidades de informação e criar novos serviços que
facilitem ao docente e pesquisador o desenvolvimento de suas pesquisas,
contribuindo para que os mesmos alcancem maior competitividade científica.
Também se constitui um desafio o compromisso que o Centro se propõe, o de
ser referência nacional no campo da saúde pública.

3 - MODELO DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO

3. 1 PROPOSTA DO NOVO MODELO

Foram observadas as seguintes premissas básicas na elaboração do modelo:
a) Quanto aos objetivos:
•

Buscar o aumento da eficácia das áreas, desenvolvendo a capacidade de gerar
resultados.

•

Criar condições para solucionar problemas imediatos.

•

Melhorar a capacidade de antecipar e resolver situações no futuro .

•

Criar condições de adaptação, flexibilidade e auto-renovação.

b) Quanto à abordagem sistêmica:
•

Considerar as ações das áreas como partes de um todo, percebendo a organização
como um sistema.

•

Criar condições de flexibilidade e abrangência, para poder atuar no sistema de
forma global e respeitando os subsistemas de dimensões distintas e seus
diferentes graus de eficiência, eficácia e desenvolvimento.

•

Utilizar uma tecnologia compatível com o estágio de desenvolvimento do CIR,
observando as dimensões sociais e técnico-administrativas.

254

�c) Quanto ao relacionamento:
•

Criar e manter um clima de integração, baseado na troca de informações e na
administração participativa.

•

Assegurar o comprometimento dos integrantes do CIR com as decisões/escolhas
adotadas, de forma que o aprendizado e mudanças geradas no trabalho sejam
duradouros.

•

Assegurar a participação de toda a equipe no processo de reorganização, de
modo que as mudanças sejam lideradas pelos gestores das áreas e os trabalhos
sejam realizados com as pessoas;
As premissas adotadas constituem indicadores que possibilitam aos diferentes

agentes do processo acompanharem o desenvolvimento da área e lhes conferem uma
natureza educacional, uma vez que o comprometimento de todos é condição
fundamental para a aprendizagem contínua da equipe, e sua operacionalização é
requerida para viabilizar o processo de mudança.

3.2 MODELO DE GESTÃO
O modelo de gestão proposto foi o Modelo de Integração Estrutural (figura),
cUJa tônica é a total integração de recursos, desde os sistemas de controle e
informação até a alocação de pessoas nos pontos onde se faça necessário, de acordo
com as circunstâncias técnicas ou operacionais.
Apoia-se essencialmente em equipes auto - gerenciadas - A, B... n. Essas
equipes trabalham em conjunto, formando parcerias, orientadas por metas e
perspectivas de resultados. O princípio de auto - gerenciamento visa a dar às equipes
o máximo de autonomia, reduzindo a necessidade de supervisão em cima do que e
de como está sendo feito.
É possível, desta forma, obter malOr identificação com os objetivos da

organização, apontando necessidades de planejamento e programação das atividades
e potencializando o senso de responsabilidade pelos resultados por parte de todos os
integrantes das áreas.
255

�As pessoas fazem rodízio, tomando-se conhecedoras de todos os aspectos do
trabalho. Isto lhes dá uma dinâmica da organização e lhes permite um
desenvolvimento pessoal, uma vez que a amplitude do trabalho de cada um é
expandida para poder incluir novas atividades. Elas ficam mais comprometidas,
motivadas e satisfeitas, uma vez que o modelo minimiza os efeitos da rotina
funcional e encoraja a parceria.
Após adquirirem pleno conhecimento dos trabalhos realizados na sua área, os
membros de uma equipe mudam de posição e passam um tempo nas outras equipes
de trabalho, tomando-se habilitados, também, no desenvolvimento dessas atividades.
Dessa forma, promove-se um alto nível de integração entre todos os tipos de
trabalho. O planejamento das ações deve garantir que cada um dos membros da
equipe tenha algum contato com todas as atividades vinculadas ao CIR.
Dando suporte ao exercício das diferentes funções da equipe há o
compartilhamento do espaço fisico, dos recursos tecnológicos e materiais.
A supervisão é feita ao longo do desenvolvimento de todos os processos de
trabalho e visa a assegurar o cumprimento dos prazos e a qualidade dos resultados
obtidos. Seu principal papel é captar níveis de tensão gerados por momentos de
maior demanda em determinada área, problemas de natureza pessoal etc., intervir,
sempre que necessário, orientar e dirigir a equipe, prover e adequar os recursos
tecnológicos, identificar novas demandas e tecnologias, planejar as metas e a
distribuição do trabalho.

256

�DIAGRAMA DO MODELO DE GESTÃO

Figura
COORDENAÇÃO

Suporte

Sup orte

A ação colegiada, citada neste item, é a base de sustentação do modelo.
Compreende o compartilhamento das responsabilidades pela análise de conjunturas,
estudo de alternativas e propostas de solução, com o fIm de embasar as decisões a
serem tomadas, pelo planejamento de resultados, estabelecimento de estratégias e
metas, além do dimensionamento e da distribuição de recursos.
No primeiro nível funcional a ação colegiada se dá através da formação de
um Grupo Gestor, cuja composição absorve a representação de cada uma das áreas.
Nos demais níveis funcionais a ação colegiada é mais informal, mantendo, porém, a
mesma preocupação de representatividade das áreas subordinadas.

257

�o MODELO ORGANIZACIONAL
Para viabilizar o modelo de gestão apresentado, é a seguinte estrutura formal,
aprovada e em processo de implantação.

: c~~eiho- d; Edit~~1
:___ ~~ _l!~~ ______ ! ----------L--=--.:-:..--j--------1

Comissão Conswtiva
para a Biblioteca/CIR

Diretor FSP

DIRETORIA
CIR

Secretaria RSP

j . -_ _ _~

ApoiD á InfOrmática

Servi.ço de
Infra-

A arquitetura organizacional proposta (figura) tem como caracteristicas
.

. .

pnnclpats:
•

identificar e aglutinar as principais funções do CIR, reduzindo ao máximo a
verticalização da estrutura;

•

utilizar a modelagem matricial para favorecer a integração e flexibilidade das
áreas, representada por programas e projetos multidisciplinares, abrindo a
possibilidade da participação externa em seu desenvolvimento.

258

-

-

-

-_._-----

�•

instituir um nível colegiado, formado pela representatividade das áreas que
integram o CIR.

3.4 DIREÇÃO

Neste nível se situa a gestão estratégica e corporativa da instituição,
responsável pelo direcionamento superior da Biblioteca/CIR. É composta pela
Diretoria e pela ação colegiada do Grupo Gestor.

Diretoria

Ao Diretor cabe, precipuamente, fazer cumprir as diretrizes fundamentais e as
normas gerais aplicáveis à Biblioteca/CIR, representar a organização perante os
demais órgãos estruturais da USP e externos, bem como assegurar a prestação de
serviços aos usuários.
Seu papel é fundamental para o modelo proposto, pois a ele compete dar a
visão de conjunto às diferentes perspectivas das áreas componentes da
Biblioteca/CIR, promovendo, assim, a integração de esforços e recursos. Para atingir
esse objetivo a Diretoria será apoiada pelo Grupo Gestor, ao qual presidirá.

Grupo Gestor

A atuação colegiada do Grupo Gestor tem o papel de assessoramento e
discussão das questões de interesse geral da Biblioteca/CIR, perseguindo-se uma
atuação harmônica dos responsáveis pelas suas diferentes áreas.
Reserva-se a esse grupo o importante papel de assegurar a unidade
administrativa e a visão de conjunto das atividades da Biblioteca/CIR, evitando sua
fragmentação ou a preponderância eventual de uma atividade inerente a uma área
sobre as demais.
Este nível terá o papel fundamental de propor à Direção da Faculdade de
Saúde Pública as metas, objetivos, diretrizes e políticas do ClR. Seu foco principal

259

�de atenção estará voltado para a busca de resultados, sempre orientados pela missão,
objetivos e estratégias da FSP.
3.5 FUNÇÕES TÉCNICAS

Compreendem as funções ligadas às áreas de desenvolvimento de coleções,
processamento da informação e bases de dados, serviços de acesso à informação,
publicação e marketing.
As áreas terão o papel principal de traçar as orientações de suas linhas de
especialização para as respectivas equipes e serão responsáveis pela preservação das
competências tecnológicas especializadas. A diferença do atual modelo proposto
está no fato das equipes estarem organizadas segundo a visão da integração dos
processos produtivos.
Estas áreas foram concebidas para resguardar o saber fazer através de equipes
especializadas derivadas dos processos de trabalho, que se desenvolvem e se
aprimoram permanentemente, apoiadas pela aplicação do sistema de rodízio.
3.6 FUNÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA

Diferentemente do modelo atual, a proposta VIsa aglutinar em um único
ponto, ações que estavam dispersas por todas as áreas, permitindo um
gerenciamento mais eficaz e a atribuição de uma unidade de comando importante
para deflagrar os processos administrativos nos tempos necessários. Dessa forma, as
funções técnicas poderão se direcionar de maneira mais concentrada aos seus
compromissos, evitando perda de cronogramas e prejuízos no atendimento às
necessidades dos usuários.
A função de infra-estrutura necessita estar presente nas discussões sobre
metas, objetivos, estratégias e disponibilização de recursos, como pólo concentrador
de informações precisas e de um saber específico, orientado ao cumprimento de
procedimentos muitas vezes formatados pela lei.
As ações de responsabilidade da função de infra-estrutura compreendem as
necessidades de alcance institucional, ou seja, de interesse comum a todas as áreas
260

�da Biblioteca/CIR. As demandas localizadas, de interesse específico de uma
determinada área, devem fazer parte dos seus próprios processos de trabalho.
3.7 FUNÇÕES MATRICIAIS

São as funções que respondem pela maior dinâmica organizacional, pOIS
pennitem mobilidade das diferentes funções institucionais, flexibilizando-as para
atender a demandas não previstas. Os grupos responsáveis pela realização dos
programas e projetos deverão ser formados por membros das equipes da
Biblioteca/CIR, podendo ser enriquecidos com a participação de representantes de
organismos externos à mesma.
As funções matriciais são representadas no organograma por linhas
horizontais, perpassando todas as áreas, sendo diretamente ligadas ao Grupo Gestor.
3.8 BENEFÍCIOS DO MODELO

Como resultado do Modelo de Integração Estrutural podem ser apontados os
seguintes beneficios principais:
•

Maior controle e comprometimento com os resultados.

•

Maior integração das atividades, na medida em que a estruturação se dá
observando os processos de trabalho.

•

Leva a organização a voltar-se mais para os usuários, resultados e ambiente
externo.

•

Redução de níveis e funções organizacionais pela revisão da estrutura funcional,
possibilitando maior delegação/autonomia para as equipes e melhoria da
comunicação interna.

•

Preservação

do

conhecimento

técnico

com

a

manutenção

de

áreas

organizacionais por processos de trabalho.
•

Aproximação topo-base pela ligação direta das unidades operativas ao nível
diretivo-executi vo.

261

�•

Valorização, crescimento, reconhecimento e realização pessoaUprofissional pela
maior participação das equipes nos processos decisórios.

•

Comunicação transparente e sistemática, facilitada pelo aumento da participação
e do acesso às infonnações.

•

Valorização de atividades da equipe auxiliar, dando maior oportunidade para
aperfeiçoamento e treinamento em serviço.

4. COMENTÁRIOS SOBRE A APLICAÇÃO DO NOVO MODELO

DE GESTÃO
Retomando alguns pontos já mencionados, enfatiza-se que a decisão de
mudanças na organização da Biblioteca, para um modelo moderno de gestão, foi
fruto de uma conscientização coletiva das pessoas a ela vinculada. Era imperiosa a
necessidade de rever sua estrutura, funcionalidade e ambiente de trabalho, com o
objetivo de alcançar melhoria da produtividade através de equipes integradas. O
primeiro passo, que foi a realização de uma avaliação das pessoas envolvidas com o
processo, sob o ponte de vista comportamental e técnico, teve como resultado a
indicação dos pontos fracos e fortes da equipe. Com base nesses resultados, foi
estudado e planejado o novo modelo de gestão matricial, descrita no presente artigo.
A implantação do novo modelo ocorreu em fevereiro de 1997, para uma
experiência de seis meses . Vencido este prazo, foi feita a primeira avaliação do
modelo sob os aspectos técnicos e comportamentais. Foi verificado que o modelo
matricial escolhido foi bem planejado, mas que os objetivos pretendidos para o
sucesso do modelo ainda não estavam atingidos de fonna completa. Tais objetivos
podem ser assim resumidos.
•

integrar equipes em condições de atingir a produtividade desejada.

•

desenvolver espírito de confiança mútua no exercício dos respectivos papeis.

•

ter compromisso com o processo organizacional.

•

mcorporar os

conceitos de

comando

múltiplo

e de

responsabilidade

compartilhada.
262

�•

comprometer as gerências num trabalho mais facilitado do que de chefia

•

treinar as equipes, para garantir a integração e produtividade.
Algumas ações foram implantadas em 1997, tendo sido realizado a primeira

avaliação em agosto de 1997. Nesta oportunidade foram fixadas as metas a serem
atingidas em um ano (Agosto 1998), as quais ainda se encontram em curso. Uma
nova avaliação deverá ocorrer no fmal deste prazo.
Os resultados dessa primeira avaliação apontaram as várias dificuldades
encontradas na implantação do novo modelo de gestão, a partir dos objetivos
pretendidos. Mas também ficou claro que a decisão de mudanças foi aceltada e as
dificuldades poderão ser solucionadas, embora mais lentamente do que se esperava.
E somente com o correr do tempo poder-se-á alcançar o modelo ideal projetado.
Esta lentidão do processo tem sua justificativa, pois lida com o
comportamento de pessoas. O trabalho com equipes diferenciadas e coordenações
variadas necessita de muita disciplina, organização e maturidade profissional. O
processo de adaptação toma-se mais lento na medida em que tenta nivelar as
atitudes e conhecimentos profissionais do corpo funcional frente ao novo modelo de
gestão. Esta nossa experiência encontra similaridade com a maioria das instituições
que se teve conhecimento quando da implantação desse modelo matricial de
comando que, parece, deverá predominar no próximo tnilênio.
O importante é desejar firmemente alcançar as medidas propostas, vencer as
barreiras

detectando

falhas,

corrigindo-as,

desenvolvendo

habilidades

e

estimulando-as.
De qualquer forma temos presente que essas mudanças pressupõem um
esforço muito grande da parte de todos que se engajam neste projeto. E isto com o
objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados, pois só assim sentir-se-á
que se deu alguma contribuição ao bem comum.
AGRADECIMENTOS

Á Fundação Kellogg e aó Centro de Educação Permanente pelo apoio fmanceiro.
263

�BffiLIOGRAFIA CONSULTADA
ALLEN, B .. Academic Information services: a library management perspective.
Library Trends, v.43 , n.4, p.645-62, Spring, 1995.

BERNARDI, M.A. A nova era exige uma nova atitude dos executivos. Exame,
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BESEMER, S.P. et a!. Managing the academic library through teamwork: a case
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CRIST, M. Structuring the academic library organization of the future: some news
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JACOBSON, S. Reorganization promises, processes, and pitfalls Bulletin Medicai
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NOTA REGIMENTO DA BmLIOTECA/CIR

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poderá ser fornecido a pedido dos interessados.

265

�</text>
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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Mudanças e inovações: novo modelo de organização e gestão de biblioteca acadêmica.</text>
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                <text>Descreve-se a reorganização e restruturação da Biblioteca da faculdade de Saúde Pública da USP, cujo objetivo era alcançar uma prestação de serviços de qualidade ao usuário do meio acadêmico e profissional face às novas tecnologias de informática e comunicação e dos novos métodos e processos de trabalho. Inicialmente, foi desenvolvido um projeto de mudança de comportamento do corpo funcional. Foi formulado um programa de ação destinado a valorização do trabalho, reconhecimento e estímulo pessoal, que se inserisse na adoção de uma estruturaque atendesse a uma nova forma de gerenciamento e de processos de trabalho. O modelo proposto foi o de Integração Estrutural, apoiado em equipes autônomas, trabalhando em conjunto, formando parcerias orientadas por métodos e perspectivas de resultados. A sustentação do modelo se dá pela ação colegiada de um grupo gestor, composto por representantes das áreas descritas. Para viabilizar o novo modelo de gestão, procurou-se reduzir ao mínimo a verticalização estrutural, utilizando a modelagem estrutural matricial para favorecer a integração e flexibilidade das áreas, representada por projetos e programas. a implantação  do novo modelo iniciou-se em fevereiro de 1997, e se encontra em fase de desenvolvimento, tendo já sido feita a primeira avaliação. Os resultados mostraram que o processo de mudanças é lento, pois as barreiras a serem vencidas não são poucas. Mas a direção que tais mudanças vêm tomando mostram que o modelo de gestão escolhido foi acertado. Resta continuar a desenvolver o modelo, fazendo as correções e melhorando a qualidade dos serviços prestados, que é o objetivo pretendido.</text>
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                    <text>GESTÃO DA QUALIDADE EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
EM BUSCA DE INDICADORES DE DESEMPENHO
MARIA ETELVINA MADALOZZO RAMOS
Universidade Estadual de Ponta Grossa/Biblioteca Central.

MARIA LUZIA FERNANDES BERTHOLINO
Universidade Estadual de Ponta Grossa/Biblioteca Central.

REGINA CÉLIA BAPTISTA BELLUZZO
Universidade Estadual Paulista - Marília.

RESUMO:

Esta pesquisa é um estudo exploratório junto ao sistema de bibliotecas da
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O seu objetivo foi identificar
indicadores de desempenho, atribuindo um grau de importância para o serviço
desejado e o serviço encontrado. Utilizou-se para a coleta de dados a técnica de
questionário contendo 35 questões, a qual foi aplicada aleatoriamente nos três
segmentos: professores, alunos e funcionários. As questões foram reunidas em cinco
grupos: estrutura organizacional das bibliotecas, ambiente, recursos humanos,
servtço de referência e empréstimo. Os resultados demonstram que os três
segmentos pesquisados classificaram como muito importante e importante os
indicadores sugeridos quanto ao serviço desejado e como bom o serviço encontrado.

Palavras-Chave: biblioteca universitária; indicador de desempenho; gestão da

qualidade.

218

�I

1 INTRODUÇÃO

A avaliação das atividades informacionais de uma biblioteca ou de um
sistema de informação não pode ser apenas um fator de estudo, mas deve se
constituir em um instrumento vital para a gestão, que precisa ser inserido em todos
os setores de uma unidade, avaliando-se o conjunto de atividades ou algumas
especificamente.
O processo de avaliação pode ser feito mediante a utilização de padrões
estabelecidos, medidas e indicadores que servem como parâmetros aos bibliotecários
ao medir a qualidade de um serviço ou produto ofertado à clientela.
As medidas e indicadores de desempenho são instrumentos necessários na
detennmação e implantação de um programa de qualidade, mesmo que às vezes não
possam prover resultados verdadeiros e abrangentes da imagem e das funções da
biblioteca; mesmo assim, a comparação dos dados que falharam ou foram
incompletos indica um novo caminho a ser seguido.
Na literatura estão disponíveis estudos relevantes a respeito de indicadores e
de medidas de desempenho das bibliotecas, destacando-se o de VAN HOUSE et aI
(1990), que identificou 15 medidas de desempenho que incluem satisfação do
usuário, número de empréstimos registrados, número de itens utilizados/consultados,
uso total do material requisitado e atendido, demora e tempo de espera do material
em falta, freqüência do número de visitas a biblioteca, usuários remotos, soma da
freqüência do número de visitas e usuários remotos, uso de facilidades, utilização do
ponto focal do serviço, uso das dependências físicas da biblioteca, capacitação do
profissional de referência na interação com o usuário, satisfação com o serviço de
referência e relevância e satisfação com a busca onlíne.
Os autores sugerem ainda 16 indicadores de desempenho, divididos em
quatro grupos: 1) indicadores de desempenho operacional, 2) eficiência, 3) custoeficácia e 4) impacto, que pressupõem dados quantitativos somente sobre o
desempenho ou relativos aos aspectos da organização ou da operacionalização.

219

�Outra pesquisa, efetuada por CRAWFORD (1995, p.177-85), constituiu-se
em um estudo piloto na Glasgow Caledonian University. Este trabalho contou com
oito grupos de usuários que poderiam refletir, por sua experiência, a opinião da
comunidade universitária como um todo.
A coleta de dados foi efetuada mediante a aplicação de um questionário
contendo 103 questões e com uma escala de valores de 1-5. Distribuíram-se 632
questionários durante os meses de janeiro e fevereiro de 1995 a uma população
estratificada por departamento.
Os resultados foram analisados e interpretados com base nos estudos de
Nancy Van House, distribuídos em 8 grupos de indicadores, os quais incluíram: 1)
cortesia do staff; 2) ambiente; 3) avaliação do material; 4) assistência aos usuários e
avaliação de suas necessidades; 5) qualificação do staff de referência; 6) treinamento
de usuários; 7) orçamento da biblioteca e 8) equipamentos.
As conclusões do estudo mostraram que os acadêmicos de graduação
consideraram como mais importante a qualidade e o desempenho do staff e que os
respondentes da categoria de funcionários da universidade, com exceção daqueles da
biblioteca, consideraram que os serviços providenciados pela biblioteca são mais
importantes do que seu desempenho.
OULTON et al. (1995) realizaram um estudo piloto para identificar medidas
e indicadores de desempenho utilizados por bibliotecários no momento da tomada
de decisão. O estudo envolveu três bibliotecas: Sistemas de Bibliotecas Acadêmicas
de Oxford (Reino Unido), Biblioteca Escolar da Universidade de Barcelona
(Espanha) e Universidade de Parma (Itália), com o objetivo de identificar as
necessidades de informação dos bibliotecários no processo de tomada de decisão.
Os instrumentos de coleta de dados utilizados para pesquisa foram as
entrevistas com os bibliotecários, complementadas por meio da aplicação de
questionário. O primeiro focalizou as fontes de informação utilizadas pelos
bibliotecários no processo de tomada de decisão e o segundo buscou identificar o
uso das estatísticas (medidas de desempenho) na gerência de suas bibliotecas.
220

�Os resultados mostraram que os recursos de informação, tanto os
quantitativos quanto os qualitativos, auxiliam no processo de tomada de decisão.
Houve um número expressivo de respostas que indicaram a experiência no trabalho
em outras bibliotecas e dados de levantamento de uso também, como fontes
importantes na tomada de decisão.
Em se tratando da realidade nacional, uma iniciativa pioneira no país é a de
VERGUEIRO &amp; BELUZZO (1997), que tem como objetivo determinar indicadores
de qualidade em bibliotecas universitárias.
O projeto visa analisar instrumentos internacionais de certificação da
qualidade, avaliando a sua adequação à realidade brasileira com propostas de
adaptações necessárias, definindo assim indicadores aplicáveis a bibliotecas
universitárias.
Em atenção à carência de parâmetros nacionais que possam auxiliar os
gerentes de unidades de informação a avaliarem seus serviços e produtos, busca-se,
com esse trabalho, com base nos princípios de BROPHY &amp; CAULLING (1996) e
CRAWFORD (1995) a identificação de indicadores de desempenho avaliados pelos
usuários em seu grau de importância, comparando-se o serviço desejado e o serviço
encontrado nas unidades do Sistema de Bibliotecas da UEPG.

2 MÉTODO

2.1 Sujeitos

Os sujeitos desta pesquisa são compostos pelos usuários do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Estadual de Ponta Grossa, divididos da seguinte forma:
539 professores efetivos, 972 funcionários e 5.763 alunos de graduação, que,
somados, perfazem um universo de 7.274 usuários.
A população está distribuída em quatro bibliotecas: Biblioteca Central (BC),
que inclui também o acervo dos Setores de Ciências Humanas, Letras e Artes e de
Ciências Sociais Aplicadas; a Biblioteca do Setor de Ciências Biológicas e da Saúde
221

�I

~

(BCBS); a Biblioteca do Setor de Ciências Agrárias e de Tecnologia (BCAT); e a
Biblioteca do Setor de Ciências Exatas e Naturais (BCEN).
A amostra foi feita sobre 5% do total da população, o que corresponde a 363
usuários, distribuídos entre as quatro bibliotecas: Biblioteca Central: 185 usuários;
Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde: 72 usuários; Biblioteca de Ciências
Agrárias e de Tecnologia: 45 usuários; e Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais:
57 usuários.
A caracterização da amostra total por biblioteca e por segmento está descrita

I

no quadro e na tabela 1.
QUADRO 1 - CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA TOTAL
t·~·~"-,,,,·,,·,,,,,,,,·,,~,,,,~

i

....· ,.._._~-,._-,..,." ..,.,_.".--'_...... 'I'"-'''''''='~''''''''''''''''''''''''~''''' r"""~"""'~""'-""'"-"'-'''-''~'',i'''''''''''''''''''-'''''''''''"."""",,,,

I

Biblioteca

~
.

~ BC

~
i

Amostra

i

Ii

Devolvidos

INão devolvidos i

,
I:i
.~

Nulos

2
I 164
19
1
..1,... d;=='"=!,.= d; .'='.I,.............. . ""~~==,,,"==,,,==

I

185

1

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.

._m .•

~ BCAT

............ , lr····················· ..················· ..... ij...... ..... ,...............................

I

~ BCEN

~~~~~t
I

1

BCBS

...........

........... , ...........

iTOTAL
L~_____

57

I
Ij

57

t

72

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I
........{ .......................... .

····f

I

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2

2

72

;.~:..:.;.:.;..:.;~~~~:;,;.::.:;.:~~:.:.:.:.:.~:.:.:.~:.:.:.:.:.:..:.:,;~~::~:.:.:.:..:.~:.:.:.:.:.:.:.:.:..:.;.;,.:.:..;;.:..:.:;.::..:.~:.:.:.:;. ............... :~:.:.:.:.:.:.:..:.:..:.:.:.;,;.;.~:.:;;~;,;,:,;~~:

i

363

1_ _ _._ _ _..

i

i

338

!

21

.~___. . .l_. __.____. . . . . .

1

4

.!...·I_ _ _ _ . _ _

A amostra real do estudo foi feita com 338 sujeitos, o que representa 4,7% do
universo total de usuários potenciais da Biblioteca. Deve ser considerado ainda que
21 questionários não retomaram e 4 quatro foram anulados.

222

j

�TABELA 1 - CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA POR SEGMENTO
] Bibliotecas f

ALUNOS ru F~~~~~NÁRIOS

I ;~~;~s~~

! ~oTA~l

:-----:--r-r ~T-~i-----r%-rf-~; · ~!r
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i~---T---;--~1-;:: I--í~·--f;:~-b--~~f~::-1
I1 BCBS

: : 1 87,8

'

4

1 5,4

1

3

:

4,1

1i

72 197,?

i

ETÃ~~r3 ~'l·3·;~[~j:1s

A maior parte dos sujeitos da amostra foi composta por alunos (83,5%) e, em
índices proporcionais, por funcionários (4,7%) e professores (4,9%). Somente na
Biblioteca de Ciências Agrárias e de Tecnologia não foram obtidos dados do
segmento professor.

2.2 Material

O material compreendeu um instrumento de coleta de dados em forma de
questionário o qual foi elaborado tendo como modelo o questionário e com base nos
princípios de BROPHY &amp; CAULLING (1996) e CRAWFORD (1995) modificado e
adaptado para a realidade local.
Para a estruturação das questões fechadas considerou-se a hierarquia dos
tópicos relacionados a seguir: 1) estrutura organizacional das bibliotecas; 2)
ambiente; 3) recursos humanos; 4) serviço de referência; e 5) servIço de
empréstimo. Tais tópicos foram analisados sob a ótica do usuário quanto aos
serviços encontrados e aos serviços desejados.
A escala de valores foi estruturada de 1 a 5, como segue: serviço desejado: 1

= muito importante; 2 = importante; 3 = regular; 4 = pouco importante; e 5 = sem

223

�importância. Para o serviço encontrado: 1 = excelente; 2 = ótimo; 3 = bom; 4 =
regular; e 5 = ruim.
Para uma melhor organização do material, o que colabora para que os
objetivos propostos sejam atingidos, os questionários de coleta dos dados foram
impressos em cores diferenciadas para cada área de conhecimento: Ciências
Humanas e Sociais Aplicadas, amarelo; Ciências Exatas e Naturais, azul; Ciências
Biológicas e da Saúde, verde; e Ciências Agrárias e de Tecnologias, rosa. Ainda
foram identificados com a inicial de cada segmento para diferenciar os
respondentes: P = professor, A = aluno e F = para funcionário.
Com o intuito de que os respondentes pudessem participar mais ativamente
do questionário, no fmal foram deixados cinco itens em aberto, que poderiam ser
completados com outros indicadores que fossem considerados importantes.

2.3 Procedimento

O procedimento, quanto à coleta de dados, compreendeu a distribuição,
aleatoriamente, de 363 questionários aos diferentes segmentos de respondentes junto
ao Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
O questionário foi objeto de pré-teste junto a três usuários de cada segmento e
área, assegurando fidedignidade às respostas obtidas (36 questionários).
A coleta de dados ocorreu durante a semana de 13 a 17 de abril,
compreendendo os três horários de funcionamento das bibliotecas (manhã, tarde e
noite).
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para melhor compreensão dos dados obtidos na coleta, os 35 indicadores
foram agrupados em cinco grupos, a seguir nominados: 1) administração e
planejamento estratégico; 2) ambiente da biblioteca; 3) serviço de referência; 4)
recursos humanos; e 5) serviço de empréstimos.

224

�Nas tabelas 2 e 2.1 estão demonstrados os dados do prunerro grupo,
distribuídos por bibliotecas e segmentos da comunidade universitária conforme o
grau de importância para o serviço desejado e o serviço encontrado. Os dados
apresentados representam a somatória dos indicadores de cada grupo.

TABELA 2 - ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
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225

�TABELA 2.1- ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

226

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o primeiro grupo, denominado Administração e Planejamento estratégico, foi
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composto por dois itens: cumprimento da promessa (missão, objetivos, fmalidades
da biblioteca) e clareza de normas e regulamentos. Este grupo foi analisado sob dois
aspectos, serviço desejado e serviço encontrado.

I

Cada biblioteca foi analisada individualmente quanto ao serviço desejado. Os
três segmentos (alunos, professores e funcionários) da Biblioteca Central atribuíram
o maior número de respostas aos graus MUITO IMPORTANTE (60%) e
IMPORTANTE (31.1%), como fica demonstrado pela Tabela 2. O mesmo quadro
ocorreu nas demais bibliotecas do sistema. Quanto ao serviço encontrado, a maioria
das respostas foi classificada como BOM (43,2%) e ÓTIMO (31,1%) em todas as
bibliotecas.
Os resultados demonstram que, em relação aos indicadores da Administração
e Planejamento Estratégico da biblioteca obteve-se um alto nível de importância
enquanto serviço desejado. Todas as bibliotecas apontaram isso, não havendo
diferença de respostas nos segmentos estudados ou nas áreas de conhecimento que,
nas mesmas condições, atingiram altos conceitos de avaliação.
227

1

�TABELA 3 - AMBIENTE DA BmLIOTECA
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100

228

�As tabelas 3 e 3.1 demonstram os resultados quanto ao grupo Ambiente da
Biblioteca, composto pelos seguintes itens: 1) instalações fisicas; 2) comunicação
visual; 3) suporte técnico (materiais, humanos, equipamentos); 4) material de
divulgação; 5) equipamentos; 6) acervo; 7) organização do acervo nas estantes; 8)
notificação regular aos usuários do recebimento de novos materiais; 9) horário da
biblioteca; e 10) conservação do material bibliográfico.
Quanto ao serviço desejado, as respostas, nas quatro bibliotecas, se
concentraram nos graus MUITO IMPORTANTE (59,3%) e IMPORTANTE
(31,7%). Quanto ao serviço encontrado, classificaram como BOM e REGULAR
com os respectivos percentuais: na Biblioteca Central, 36,6% e 25,8%; na Biblioteca
de Ciências Agrárias e de Tecnologias, 35,2% e 25,5%; e, na Biblioteca de Ciências
Exatas e Naturais, 35,4% e 27,4%. Na Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde,
o ambiente foi avaliado como ÓTIMO (29,3%) e BOM (33,4%).
Ao ser consultado, por segmento, quanto ao serviço desejado, o indicador
considerado MUITO IMPORTANTE pelos alunos das quatro bibliotecas estudadas
foi acervo adequado às necessidades dos cursos, seguido de modernização dos
equipamentos, apontado pelos usuários das bibliotecas Central, Ciências Exatas e
Naturais e Ciências Biológicas e da Saúde. Em contrapartida, a Biblioteca de
Ciências Agrárias e de Tecnologias considerou o suporte técnico como o segundo
mais importante dentro do ambiente da biblioteca. Os indicadores considerados de
menor importância foram a comunicação visual e o material de divulgação. Esse
resultado é surpreendente, uma vez que tais indicadores representam uma
preocupação constante dos gerentes de bibliotecas com relação às necessidades de
seus usuários.
No segmento dos professores houve divergência de opiniões. Na Biblioteca
Central, o suporte técnico foi julgado o mais importante. Em segundo lugar ficou a
modernização dos equipamentos e a conservação do material bibliográfico. Os
indicadores com percentuais menores foram: comunicação visual, horário da
biblioteca e material de divulgação.
229

�Na Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde, foram considerados com
índices maiores: acervo adequado, modernização de equipamentos e horário da
biblioteca. Ficaram tidos como índices menores: instalações fisicas e suporte
técnico.
Os professores da Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais classificaram as
instalações fisicas, conservação do material e acervo adequado como os três
indicadores mais relevantes, enquanto organização do acervo, modernização dos
equipamentos e comunicação visual figuraram como os menos importantes.
Devido à pequena representação do segmento dos funcionários, somente na
Biblioteca Central é que foi possível obter classificação dos indicadores por ordem
de importância para esta parcela dos usuários. Acervo, suporte técnico e
conservação de material receberam a maior ocorrência de respostas.

TABELA4-RECURSOSHUMANOS

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Grau de importância do Serviço Desejado

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231

�I

I

As tabelas 4 e 4.1 demonstram os resultados do grupo recursos Humanos e
avaliam qualificação, aparência, segurança no atendimento, quantidade de pessoas e
treinamento da equipe.
Quanto ao serviço desejado, a maioria das respostas concentrou-se, em todas
as bibliotecas do sistema e entre os três segmentos de usuários, nos graus MUITO
IMPORTANTE (52%) e IMPORTANTE (40%).
No quadro 8, estão expostos os resultados do servIço encontrado. Na
Biblioteca Central, os três segmentos classificaram como BOM (40%) e ÓTIMO
(30%). Na Biblioteca de Agrárias, os resultados apontaram que para 35,1% o serviço
encontrado é ÓTIMO, para 29,7% ele é EXCELENTE, e para 27,9%, BOM. Na
Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais, o segmento dos alunos julgou os recursos
humanos da seguinte forma: para 37.1%, ele é BOM; para 29%, é ÓTIMO; e para
232

I.•

�23 ,7%, EXCELENTE. Os professores e funcionários, por sua vez, classificaram
como ÓTIMO (respectivamente, 64% e 80%).
Na Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde, os resultados, nos três
segmentos, se concentraram em ÓTIMO (38,9%) e BOM (28,8%).
A análise por segmento demonstrou que, para os alunos da Biblioteca
Central, no item Recursos Humanos, o treinamento da equipe, a qualificação e a
aparência receberam o maior percentual de respostas. Nas outras três bibliotecas, os
alunos consideraram a qualificação dos recursos humanos, a aparência e o
treinamento como os indicadores mais fundamentais .
Dentre os professores, consultados na Biblioteca Central, os indicadores que
obtiveram maiores percentuais foram o número de funcionários, a aparência e a
segurança no atendimento. Na Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde, foram
consideradas a quantidade de pessoas, a segurança no atendimento e a aparência. Na
Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais, os indicadores mais apontados para a
avaliação dos recursos humanos foram a aparência, a qualificação e a quantidade de
pessoas. Tal segmento não esteve representado na Biblioteca de Ciências Agrárias e
de Tecnologias.
Os funcionários classificaram como maIS eSSenCiaIS a qualificação, a
segurança no atendimento e o treinamento da equipe. Na Biblioteca de Ciências
Biológicas e da Saúde, os funcionários consideraram como indispensáveis a
qualificação, aparência e segurança no atendimento. Nas outras bibliotecas, este
segmento obteve uma baixa representatividade.

233

�TABELA 5 - SERVIÇO DE REFERÊNCIA
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235

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�As tabelas 5 e 5.1 fornecem os resultados do grupo do Serviço de Referência,

I

tratando dos itens: orientação e assistência imediata, ouvir e resolver reclamações,
informações corretas, facilidade de contato, atendimento personalizado, promoções,
fornecimento de informação desejada, entrega no prazo desejado, pedidos de
urgência, conhecimento das necessidades dos usuários, contatos telefônicos

I

imediatos, rápida solução dos problemas, orientação formal aos usuários, fontes de
referência e facilidade de acesso a outras bibliotecas.
Quanto ao serviço desejado, os resultados se concentraram em MUITO

!

IMPORTANTE (51,3%) e IMPORTANTE (37,7%). Em todas as bibliotecas do

i

sistema e em todos os segmentos, as opiniões foram unânimes quanto aos itens

i

arrolados nesse grupo.

I

No serviço encontrado, os conceitos ficaram particularizados em cada
biblioteca e em cada segmento, resultando em Índices diferenciados. Estas variações
ficaram definidas da seguinte forma: na Biblioteca Central, os três segmentos
classificaram o serviço de referência como BOM (40%); na Biblioteca de Ciências
Agrárias e Tecnologia, 34,1% dos alunos consideraram-no BOM; e, para 40% dos
funcionários, este serviço é ÓTIMO; na Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais, os
alunos e funcionários classificaram como BOM (38.5%) e os professores, como
ÓTIMO (48%); na Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde, os alunos e
funcionários classificaram os serviços como ÓTIMO (38,9%) e os professores como
BOM (33.8%).
Na Biblioteca Central, para os alunos, os três indicadores que mais peso têm
são informações corretas, fontes de referência e orientação e assistência imediata. Os
menos relevantes são orientação formal dos usuários, atendimento personalizado e
promoções (exposições). Na Biblioteca de Ciências Agrárias e de Tecnologia, os
maiores Índices foram para informações corretas, fontes de referência e facilidade de
acesso a outras bibliotecas. Tiveram importância menos expressiva as promoções
(exposições), os contatos telefônicos imediatos e a orientação formal aos usuários.
Na Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais, os indicadores mais necessários foram:
236

J

�fontes de referência, ouvir e resolver reclamações e informações corretas; os menos
necessários foram: atendimento personalizado, orientação formal aos usuários e
contatos telefônicos imediatos. Na Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde, os
mais importantes foram: conhecimento das necessidades dos usuários, informações
corretas e facilidade de acesso a outras bibliotecas. F oram tidos como menos
importantes: fornecimento de informação desejada, entrega conforme o pedido,
orientação formal aos usuários e promoções (exposições).
Os professores, consultados na Biblioteca Central, consideraram maIS
relevantes os itens informações corretas, orientação e assistência imediata e
atendimento personalizado, deixando em segundo plano: facilidade de acesso a
outras bibliotecas, rápida solução de problemas e contatos telefônicos imediatos. Já
os da Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais concederam maior importância para
fontes de referência, facilidade de acesso a outras bibliotecas e orientação formal aos
usuários, não salientando o fornecimento de informação desejada e entrega
conforme o pedido, a entrega no prazo desejado e a rápida solução de problemas. Na
Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde não se alcançou um número de
respostas representativo.
Entre os funcionários, consultados na Biblioteca Central, as respostas mais
recorrentes indicaram uma grande valorização das informações corretas, do
conhecimento das necessidades dos usuários, da informação desejada e da entrega
conforme o pedido.

237

�TABELA 6 - SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO
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238

�TABELA 6.1 - SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO

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239

�Nas tabelas 6 e 6.1 estão demonstrados os resultados do grupo do Serviço de
Empréstimo, incluindo itens como flexibilidade no serviço (prazos, quantidades) e
facilidades quanto a reserva de materiais.
Os resultados quanto ao serviço desejado foram tidos, por todas as
Bibliotecas e por todos os segmentos, como MUITO IMPORTANTE (54.6%) e
IMPORTANTE (40,2%), confinnando o que já ocorrera nos outros grupos já
apresentados anteriormente.
O serviço encontrado, para os usuários da Biblioteca Central, segundo
avaliações dos três segmentos, foi qualificado como BOM (38,4%). Na Biblioteca
de Ciências Agrárias e Tecnologia, a totalidade dos alunos e funcionários o
qualificou como REGULAR (100%), não tendo havido participação de nenhum
professor. Na Biblioteca de Ciências Exatas e Naturais, os alunos avaliaram este
serviço como BOM (31,8%) e os alunos e professores, como ÓTIMO (50%). Na
Biblioteca de Ciências Biológicas e da Saúde, para 32,2% do corpo discente, o
serviço de empréstimo é BOM e para 38% dos professores e funcionários, ÓTIMO.
Na análise dos segmentos, os alunos da Biblioteca Central consideraram
como mais importantes a flexibilidade no serviço de empréstimo, seguindo-se a ela a
reserva de materiais. Nas outras três bibliotecas, a facilidade da reserva de materiais
recebeu índice maior do que a flexibilidade no serviço de empréstimo.
No segmento de professores, consultados na Biblioteca Central, a facilidade
na reserva de materiais contou com índices representativos, sendo seguida pela
flexibilidade do serviço de empréstimo.
Para o segmento dos funcionários, também consultados na Biblioteca Central,
ficaram indicadas como prioritárias a flexibilidade do serviço de empréstimo e a
reserva. Nas demais bibliotecas, não houve um número de respostas representativo.

240

�4 CONCLUSÃO
A avaliação minuciosa e criteriosa de todas estas informações nos permite
concluir que os índices obtidos pelos indicadores referentes a administração e
planejamento estratégico foram relevantes, tendo em vista o desconhecimento do
usuário quanto a normatização e finalidades, objetivos e missão da biblioteca,
demonstrados na utilização diária dos serviços e produtos.
Ficou também delineado que os diferentes segmentos de usuários das
bibliotecas apresentaram opiniões divergentes quanto ao maior e ao menor nível de
importância dos indicadores do ambiente da biblioteca, embora possamos detectar
que o acervo e modernização de equipamentos foram aqueles que maior interesse
despertaram nos usuários. A avaliação do ambiente encontrado apresentou dados
que nos levam a detectar um descontentamento dos usuários em relação à atual
realidade. Tal quadro demonstra a importância da atualização do acervo e do
investimento em novas tecnologias que possibilitem agilizar e ampliar a oferta de
serviços e produtos.
Ficou também demonstrado que os recursos humanos, enquanto elemento
fundamental na prestação de serviço e interface com o público nas bibliotecas, são
minuciosamente observados pelos usuários. Daí a importância em investir em
treinamento, em qualificação e dar atenção também à aparência, buscando sempre
obter uma equipe eficiente e capacitada.
No que diz respeito ao serviço de referência, os indicadores destacados
apontam para a necessidade de uma equipe qualificada e capacitada, que saiba
utilizar as diferentes fontes de referência e fornecer informações precisas e
confiáveis para satisfazer os interesses de sua clientela. Esse serviço envolve
questões simples ou complexas, de respostas que demandam buscas rápidas ou
demoradas, exigindo um maior tempo e uma maior dedicação no atendimento. E,
para que isso ocorra, há de se investir mais nos funcionários, nos recursos
informacionais adequados às necessidades dos usuários.

241

�Como o serviço de empréstimo tem uma grande demanda, com percentuais
estatísticos elevados, ele exige rapidez no processo e controles rigorosos de saída e
devolução de material bibliográfico, constituindo-se, para a realidade estudada, em
um serviço de alto nível de importância. Destaca-se aqui como principal indicador a
flexibilidade em seus regulamentos.
Quanto à avaliação do serviço desejado, os cinco grupos variaram nos graus
de muito importante a importante. Conclui-se daí que os três segmentos
consideraram todos indicadores sugeridos de forma equilibrada em seu julgamento.
A avaliação do serviço encontrado pelos três segmentos foi divergente,
variando de excelente a regular, sendo que o grupo dois - Ambiente - recebeu o grau
REGULAR em três bibliotecas do sistema. Já o grupo cinco - Serviço de
empréstimo - obteve grau REGULAR em apenas uma biblioteca.
Pode-se afirmar, a título de conclusão, que os três segmentos consideraram
todos os indicadores muito importantes no desempenho de um sistema de
bibliotecas. Nesta avaliação, os indicadores sugeridos para serviços e produtos
ofertados às quatro bibliotecas analisadas ficaram classificados com conceito BOM.
ABSTRACT:
This research is an exploratory work made concerning the library network at Ponta
Grossa State University - UEPG aiming to identify performance indicators by
companson between desired and found services, through an strutural basis of
importance and quality, respectively. The opinions were col1ected with an
instrument containing 35 questions applied randomly to each one of three university
community segments: professors, students and employees. The instrument contains
questions related to five groups: library organizational structure, environrnental,
human resources, references services and loan. The figures show that the three
segments consulted consider as very important and important the desired service and
as good the found service.
Key-words: University Library; performance indicator; quality administration.

242

�REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

1 CRAWFORD, Iohn C The stakeholder approach to the construction of
performance measures. In: PROCEEDINGS OF THE 1st NORTHUMBRIA
INTERNATIONAL
CONFERENCE
ON
PERFORMANCE
MEASUREMENT IN LffiRARIES NA INFORMATION SERVICES,
England, 1995. Anais ... Northumbria: Information North for the Departament
of Information na Library Management, 1995. p.177-85
2 LANCASTER F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas; trad de Antonio
Agenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 1966.
3 OULTON, Tony et aI. Decision-making in libraries and the use of performance
measurement. In: PROCEEDINGS OF TRE 1st NORTHUMBRIA
INTERNATIONAL
CONFERENCE
ON
PERFORMANCE
MEASUREMENT IN LffiRARIES NA INFORMATION SERVICES,
England, 1995. Anais ... Northumbria: Information North for the Departament
ofInformation na Library Management, 1995. p.255-61

,
I

"

4 QUINN, Brian. Adapting service quality concepts to academics libraries. The
journal of Academic Librarianship, p. 359-369,
sept.1997
5 RAMOS, M.E.M. Por uma política de qualidade nos serviços de informação
em bibliotecas universitárias paranaenses. Dissertação (Mestrado em
Biblioteconomia) Departamento de Pós-Graduação em Biblioteconomia das
PUCCAMP, 1997.

I

6 VAN HOUSE, N et aI. Measuring academic library performance: a practical
approach. Chicago: ALA, 1990.
7 VERGUEIRO, Waldomiro; BELLUZZO, Regina C. B. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 1997, São
Luis. Anais ... .. São Luis: COLLECTA, 1997. Disquete 3 1/2. Word for
Windows 6.0

243

1

�QUESTIONÁRIO: INDICADORES DE DESEMPENHO DA QUALIDADE

EM SERVIÇOS DE BIBLIOTECAS

Sr.(a) Usuário(a)
Estamos realizando uma pesquisa sobre o desempenho das nossas bibliotecas e
solicitamos a sua colaboração no sentido de responder ao "formulário de indicadores
de desempenho da qualidade" anexo. A seguir encontram-se algumas informações,
cuja compreensão irá facilitar o preenchimento da questão 1.
MISSÃO: Atuar como mediadora entre a informação e a comunidade universitária,
apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
FINALIDADE: Auxiliar a comunidade universitária nas funções de ministrar ensino
e dar apoio aos programas de extensão e pesquisa.
OBJETIVOS:
a) Coletar, organizar e difundir a documentação bibliográfica necessária aos
programas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade
Estadual de Ponta Grossa;
b) estabelecer intercâmbio com bibliotecas, centros de documentação, universidades
e outras instituições técnicas, científicas e culturais,
nacionais e estrangeiras;
c) oferecer serviços de informação à comunidade universitária, de forma a efetuar o
desenvolvimento adequado do estudo, ensino, pesquisa e
extensão e demais atividades cientificas e culturais da Universidade;
d) promover programas de orientação do usuário na busca da informação e no uso
das fontes existentes na Biblioteca Central;
e) divulgar todas as atividades significativas da Biblioteca Central à Comunidade
Universitária.

244

�Por gentileza assinale no fonnulário de indicadores de desempenho da qualidade
anexo, o grau de importância para os itens relacionados
considerando os seguintes valores:

PARA A COLUNA DO SERVIÇO DESEJADO
UTIUZE

PARA A COLUNA DO SERVIÇO ENCONTRADO
UTIUZE

1 ; Muito importente

1 ; Excelente

2 = Imp ortente

2 = Ótimo

3 = Regular

3 = Bom

4 = Pouco Importante

4= Regular

5 = Sem importância

5;Ruirn

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SERVIÇO
ENCONTRADO

SERVIÇO

INDICADORES

DESEJADO
1 - Cumprimento da promessa (missão, objetivos, finalidades
da biblioteca)

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2 - Clareza de normas e regulamentos- - - - - - - - - - í ' - l

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14 - Comunioaç'o vi",o1

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6 - Material de divulgação

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245

�110 -Organização do acervo nas estantes

..

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\ 11- Notificação regular aos usuários do recebimento de novos ,
1
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I materiais

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118 - Treinamento da equipe dos RH

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12345

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119 - Orientaç ão e as sistência ime diata

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i :~;;~~~;------------~--~:;-·r--;':-~: --1
G3-Ate~dimen~~~;;~;;:~:d~'''''-''''''--'------'''''-''-''--'''''-~-'''---·r''--'''~''-'''1'234'7-_·.._.·-~·í---12'3 45""---'---'-1

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126 - Entrega no prazo desejaclo

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121 - Atendimento de pedidos de urgência

1 23 4.5

Conhodmonlo da&lt; n"",'d,d" do, u,uário,
i 1 2 3 45
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246

�Se você tiver algum outro item que acha importante constar nessa pesquisa, utilize
os espaços de 36 a 40 para acrescentá-los e assinale, igualmente, o grau de
importância dos mesmos.

247

�</text>
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              </element>
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    <collection collectionId="60">
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        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71352">
                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
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            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71353">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
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              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
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                <elementText elementTextId="71354">
                  <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
                </elementText>
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              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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                <text>Esta pesquisa é um estudo exploratório junto ao sistema de bibliotecas da Universidade Federal de Pota Grossa (UEPG). O seu objetivo foi identificar indicadores de desempenho, atribuindo um grau de importância para o servço desejado e o serviço encontrado. Utilizou-se para a coleta de dados a técnica de questionário contendo 35 questões, a qual foi aplicada aleatoriamente nos três segmentos: professores, alunos e funcionários. As questões foram reunidas em cinco grupos: estrutura organizacional das bibliotecas, ambiente, recursos humanos, serviço de referência e empréstimo. Os resultados demonstram que os três segmentos pesquisados classificam como muito importante e importante os indicadores sugeridos quanto ao serviço desejado e como bom o serviço encontrado.</text>
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                    <text>I

GERENCIANDO BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA ERA DA
INTERNET: DISPONIBILIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES E
COMUNICAÇÃO INTERATIVA COM usuÁRIos, CONCRETIZADA
NO SITE DA BIBLIOTECA DA ESCOLA DE BIBLIOTECONOMIA
DA UFMG.
Júlia Gonçalves da Silveira
Mestre em Ciência da Informação pela UFMG
Ex - Chefe da Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da UFMG
Diretora Interina da Biblioteca Universitária da UFMG

Destaca o trabalho desenvolvido na Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, sob a ótica de sua condição especial de biblioteca laboratório. Apresenta
visão geral sobre a Internet, destacando potencialidades de utilização de seus
recursos de comunicação e de informação pelas bibliotecas. Descreve a metodologia
utilizada para elaboração da página Web desta Biblioteca e ressalta a necessidade
por parte dos bibliotecários e/ou dos profissionais de informação de estar atentos à
evolução tecnológica e social, de modo a garantir e ampliar espaços de atuação na
sociedade presente e do futuro .

1 INTRODUÇÃO

A recente consolidação de infra-estrutura adequada para viabilizar o
funcionamento pleno da rede eletrônica da Escola ' de Biblioteconomia da UFMG,
propiciou avanços significativos nos processos de comunicação até então utilizados
pela Biblioteca "Pro-F Etelvina Lima", setorial desta Escola e integrante do Sistema
de Bibliotecas da UFMG. Como ocorre com as demais bibliotecas universitárias ela
também tem, dentre seus propósitos fundamentais, suprir as demandas e

197

II

�necessidades de informação de sua comunidade discente,

docente e de

pesquisadores, refletidas principalmente em conteúdos programáticos ou em
projetos acadêmicos dos cursos de graduação e de pós-graduação da Unidade que a
abriga.
No caso específico desta Biblioteca, além de sua função de biblioteca técnica,
cUJa política de desenvolvimento do acervo informacional privilegia áreas de
atuação da Escola de Biblioteconomia, possui característica peculiar que a distingue
das demais universitárias da UFMG, pois funciona ainda como laboratório para
ensino de práticas biblioteconômicas.
Dentre as modalidades rotineiras de trabalho, que comprovam intensa atuação
de seus bibliotecários no processo educativo de usuários discentes, podem ser
destacadas as supervisões de estágios curriculares, co-orientações de trabalhos
acadêmicos, orientações para elaboração e desenvolvimento de projetos de
interesses coincidentes com os da Biblioteca, participação em outras modalidades de
atividades didáticas, incluindo treinamento em utilização de fontes de informação
impressas e eletrônicas e atuação freqüente na condição de palestrantes. Neste
último caso, atendendo solicitações de professores, cujos temas discorridos tem a
ver principalmente com tópicos abordados em disciplinas por eles ministradas.
Considerando o potencial de beneficios de se utilizar convenientemente o
aparato tecnológico instalado para os setores daEscola, assim como a necessidade de
mostrar aos alunos formas de reorganizar e implementar mudanças em cotidiano de
trabalho bibliotecário, lidando com novas tecnologias e interagindo com cenários
organizacionais modernos, optamos por desenvolver o projeto de elaboração do site
da Biblioteca integrando aluno interessado nessa área ao referido projeto.
Portanto, a concepção de seu site foi essencialmente embasada e centrada no
papel da biblioteca/educadora. Seu projeto foi desenvolvido a partir de práticas
consolidadas e efetivamente adotadas, aliando sua condição especial de biblioteca
laboratório às ações gerenciais para alcance de metas estabelecidas para o Setor,
visando ao seu aperfeiçoamento e/ou modernização.
198

�II

Constitui-se, portanto, objetivo principal deste trabalho apresentar visão geral
sobre a Internet e possibilidades de seu uso em bibliotecas e a metodologia adotada
para construção do

site da Biblioteca "Prof! Etelvina Lima", incluindo

esclarecimentos sobre conteúdo informacional daquelas áreas que foram defInidas
como prioritárias para destaque.

2 INTERNET

A Internet é uma "rede de redes" . É a maior rede mundial de computadores da
atualidade, interconectada através de umgrupo comum de protocolos de
comunicação, conhecidos como TCP/IP.
Dentre os principais protocolos da Internet encontram-se citados:

IP - Internet Protocol
TCP - Transmission Control Protocol
FTP - File Transfer Protocol
TELNET - Network Terminal Protocol
SMTP - SimpleMail Transmission Protocol

Estes protocolos possibilitam que computadores, embora operem sob
sistemas operacionais distintos, "conversem entre si" através de uma rede,
permitindo-lhes compartilhamento de recursos de forma cooperativa. São regras que
estabelecem normas ou descrevem o que deve fazer o software e o hardware e como
devem trabalhar juntos.
A Internet originou-se de um grupo de redes americanas, como parte de um
projeto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no [mal da década de 60.
Nos primórdios de sua existência, portanto, rede eletrônica era estruturada
apenas em ambiente militar, rede original conhecida como ARP ANET, que fora
criada para apoiar pesquisas militares.
199

�Em 1986, a National Science Foundation, agência governamental cna a
NSFNET, componente norte-americano moderno da Internet. Às comunidades
acadêmicas foram dadas oportunidades, a partir daí, de incorporação de fato ao
mundo virtual, constituído pela possibilidade de conexão inicial às redes eletrônicas
estaduais e regionais, que se formaram na década de 80.
Nascida, como vimos, "em berço militar, cresceu e se formou como uma
jovem civil dedicada aos estudos, à pesquisa e à ação social", assim a definiu Tadao
Takahasbi, então Coordenador Geral da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), vertente
brasileira da Internet (TAKAHASHI, 1995).
Outros autores compartilham dessa opinião mostrando que as redes de
computadores, criadas no meio acadêmico americano, visavam a apoiar a pesquisa e
educação, garantindo à comunidade de pesquisadores, professores e alunos uma
comunicação ágil e eficaz, propiciando oportunamente a possibilidade de
comunicação entre instituições congêneres de outros países.
Aqui no Brasil, a referência encontrada como marco de esforço de integração
nacional à redes de computadores data de 1988/89, a partir de instalações de
conexões à rede americana BITNET, estabelecidas por três instituições: Laboratório
Nacional de Ciência da Computação (LNCC), Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (F APESP) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O objetivo comum dessas instituições, nesta circunstância, era possibilitar
que pesquisadores brasileiros ampliassem seu potencial de comunicação com outras
universidades e institutos de pesquisa estrangeiros. Posteriormente, outras
instituições similares foram se integrando a uma das três citadas, nascendo daí a
primeira geração de redes acadêmicas no País.
A partir de 1991, com a infra-estrutura inicial implantada pela Rede Nacional
de Pesquisa, a Internet tomou impulso no Brasil. Seu crescimento no mundo vem
sendo exponencial, estimando-se em cerca de 50 milhões sua população atual de
usuários, sendo que em nosso País ocupa a "décima nona posição de países com
maior volume de acesso ao sistema", de acordo com dados fornecidos por Raphael
200

�Mandarino Júnior, presidente da Sucesu-Nacional e representante dos usuários no
Comitê Gestor da Internet, em matéria publicada na revista "Internet World"
(MANDARINO JÚNIOR, 1997).

2.1 Serviços básicos

Os servIços básicos viabilizados VIa Internet são: correIO eletrônico,
transferência de arquivos e telnet.
O correio eletrônico é o servIço maIS difundido da Internet. Permite
comunicação rápida e eficaz entre pessoas, independentemente de sua localização
geográfica, desde que sejam, obviamente, usuários da rede e que conheçam o
endereço eletrônico das pessoas, das instituições ou das empresas para os quais se
pretenda enviar mensagens.
As principais aplicações VIa correIO eletrônico ou e-mail, como é maIS
conhecido, além do envio de mensagens, são a participação em listas de discussões e
assinaturas de publicações eletrônicas.
Transferência de arquivos, conhecida pela sigla ftp (file transfer protocol),
constitui outra aplicação possível via Internet. Permite a usuários da Rede copiar ou
enviar arquivos para computadores que estejam conectados, ou seja, viabiliza
transferência de arquivos de uma máquina para outra. As informações disponíveis
e/ou que podem ser transferidas de um computador para outro variam desde artigos
científicos, livros eletrônicos, programas de computador, gravuras, mapas, partituras
e até sons de música.
Considerado o serviço mais sofisticado que a Rede oferece, o protocolo telnet
possibilita usar um computador remoto de forma interativa. Isto é, permite que seu
computador se transforme em um terminal daquele com o qual se estabeleceu uma
conexão à distância. Tanto faz que esse equipamento que você solicitou "ligação"
esteja localizado em uma sala de trabalho ao lado da sua ou do outro lado do mundo.

201

�I
Através do temet podemos acessar bases de dados de outras instituições, ler
revistas e jornais eletrônicos, consultar bibliotecas on line, buscar informações de
toda natureza sobre universidades, organizações, empresas e pessoas, visitar museus
virtuais, enfIm acessar, quase que sem limites, todo o potencial de informação
armazenado na Internet.
As fontes de informação, volume de arquivos e possibilidades de fluxo de
comunicação através da Internet são praticamente imensuráveis.
A proveniência deste potencial de recursos informacionais deve-se a uma
gama diversifIcada de "geradores de informação", incluindo aí institutos de
pesquisa, universidades, faculdades, bibliotecas, escolas secundárias, entidades
classistas, comunidades de profIssionais, agências governamentais, empresas e
indivíduos.

2.2 Beneficios atribuídos à Internet

Dentre os benefícios atribuídos à Internet, a literatura tem mencionado com
maior freqüência a possibilidade de acesso à informação e à experiência livre de
limitações espaciais e temporais, possibilidade de compartilhar recursos e de
disseminar informações rapidamente, otimização do uso de novas tecnologias,
promoção das publicações eletrônicas, das bibliotecas e das universidades virtuais e
ainda viabilidade de se promover educação à distância.
Contribuir para a democratização do acesso à informação, constitui uma de
suas principais características.

2.3 Interfaces de comunicação

Há alguns anos atrás, a interface de comunicação com a Internet não era nada
fácil nem agradável para leigos em assuntos de campos da Informática. Os
comandos básicos para utilizar correio eletrônico, transferir arquivos ou efetuar
202

�I

acessos remotos envolviam linguagem extremamente técnica, rígida e nada
"amigável" ou "intuitiva" para simples "usuários".
O próprio crescimento vertiginoso de interessados em usar a Internet,
certamente, contribuiu para o desenvolvimento das interfaces amigáveis atuais, tipo
Windows, isto é, para criação desses programas , que facilitam ao máximo o
processo de interação entre as pessoas e as máquinas, simplificando a forma de
acesso à Internet.
No início dos anos 90, criou-se o WWW (World Wide Web) ou teia mundial,
que aperfeiçoou o modo de se acessar e de se disponibilizar informações via
Internet. O sistema conhecido como hipertexto, usado na interface WWW,
possibilita a "marcação" proposital de palavras que ampliam a informação a partir
do próprio texto, levando, através de um simples "clicar", a outros documentos que
podem ser textos, arquivos, imagens ou outros recursos de informação que, de certa
forma, se relacionam com aquele texto anteriormente referido. Hoje, pessoas
praticamente sem nenhum treinamento sofisticado podem acessar rapidamente
informações armazenadas em computadores sediados em todos os continentes.

2.4 Como conectar-se

Para intermediar o acesso à Internet existem instituições ou empresas, que
possuem infra-estrutura adequada para prestação deste serviço. São chamados, nessa
condição, de provedores de acesso.
O equipamento mínimo necessário para conectar-se à Rede constitui-se de
um microcomputador, de uma linha telefônica e de um modem. Evidentemente, a
eficiência, rapidez de comunicação e possibilidades de exploração das aplicações
que se utilizam de imagens e de outros recursos gráficos, vão depender da
"qualidade e sofisticação" do conjunto de equipamentos, aplicativos, programas
básicos de comunicação, dentre outros aparatos, pertencentes tanto aos
provedores de acesso quanto aos usuários da Rede.

203

�2.5 Problemas e dificuldades

Resumidamente, poder-se-ia afirmar que os problemas técnicos que afetam
negativamente o acesso à informação e/ou dificultam a comunicação via Internet são
os custos decorrentes da demora de certas conexões, das baixas taxas de
transmissão, dos ruídos na comunicação e de outros problemas gerados em
decorrência de deficiências nas linhas telefônicas.
Dificuldades e frustrações em relação ao volume excessivo de infonnações
irrelevantes recuperadas através das ferramentas de busca nacionais e internacionais
tipo Cadê, Yahoo, Altavista, dentre outras, são também queixas freqüentes de
usuários da Rede. Isto ocorre provavelmente devido ao fato de que o volume de
dados disponíveis ultrapassa a capacidade desses softwares de pesquisa, atualmente
disponíveis e mais utilizados por usuários que, muitas vezes, parecem desconhecer
outras ferramentas de busca ou estratégias corretas para utilização das existentes,
considerando caracteristicas particulares de sua demanda e/ou necessidade de
infonnação.
Outro entrave, comumente citado por usuários da comunidade técnicocientífica, diz respeito à impossibilidade de se consultar os textos completos, cujas
referências foram recuperadas principalmente em bases de dados bibliográficas. Para
superá-lo seria necessário que os provedores de infOlIDação em formatos eletrônicos
trabalhassem, basicamente, aspectos referentes a ampliação de espaços em
memórias de equipamentos, e ainda a polêmica questão dos direitos autorais.

204

�3 METODOLOGIA ADOTADA PARA CONSTRUÇÃO DA PÁGINA WEB
DA BIBLIOTECA DA ESCOLA DE BmLIOTECONOMIA DA UFMG

3.1 Aspectos observados durante sua concepção

Na infinidade de páginas web atualmente disponíveis pode-se perceber que,
muitas delas, refletem a despreocupação de seus idealizadores com aspectos
importantes que deveriam ter sido considerados durante sua concepção. Aspectos
esses que, se observados, advertem vários autores em suas abordagens sobre o
assunto, evitariam dificuldades e frustrações de usuários, em decorrência de erros
que poderiam inexistir, se se buscasse alcançar índices mais elevados de qualidade e
de organização efetiva no que conceme à estrutura da informação, adequação de
conteúdos, ergonomia, design, editoração, dentre outros aspectos que refletem na
imagem final de uma home page. Em resumo, como destaca MELO et aI. (1996) ao
se referir a esta questão: "deve-se buscar a concepção de dispositivos de informação
que funcionem adequadamente sob o ponto de vista técnico, que sejam fáceis de
aprender a usar, eficientes em seu uso e úteis para seus usuários. "
Na elaboração da página web da Biblioteca "ProF Etelvina Lima", cuidados
I"

especiais foram dedicados aos seguintes aspectos: adequação do conteúdo à
comunidade de usuários reais e potenciais; objetividade e clareza na apresentação
das informações textuais; simplicidade no projeto gráfico, evitando excesso de
lIDagens e conseqüente demora no momento de transferência destes arquivos;
inserção de textos completos daquelas informações consideradas potencialmente
subsidiárias de trabalhos acadêmicos dos alunos de graduação como, por exemplo,
texto do regulamento da Biblioteca, de seu histórico, de divisão do trabalho e de
distribuição de competências entre equipe de funcionários técnicos e administrativos
e de definição dos serviços prestados pelo Setor. Enfim, decidiu-se que os conteúdos
a serem apresentados não deveriam ser apenas informativos, mas exceder essa
condição, servindo também de modelo para alunos e/ou bibliotecários. Procurou-se,
205

ti

1

�portanto, manter o enfoque didático/educativo que sempre norteou o modo de lidar
com os alunos da Escola de Biblioteconomia da UFMG, ou seja, incorporar ao
conteúdo infonnacional da home page itens que fossem compatíveis com demandas
reais freqüentemente apresentadas por eles. Demandas estas, geralmente, vinculadas
às suas necessidades de infonnação no momento de elaborar trabalhos acadêmicos
ou de executar outras modalidades de tarefas escolares, integrantes das diversas
disciplinas curriculares.
Inclusão de links seletivos, indicando outros sites que pudessem contribuir
com o processo educativo da comunidade discente ou que contivessem recursos
úteis para uso por bibliotecários, pesquisadores e outros profissionais de informação,
também foi alvo de atenção especial.
Outros aspectos ainda considerados imprescindíveis para constar da página
web da Biblioteca foram possibilidade de acesso on line as suas bases de dados
referenciais e bibliográficas, assim como inserção nela de mecanismos que
viabilizassem comunicação eletrônica interativa entre a Biblioteca e sua comunidade
de usuários e/ou visitantes virtuais.
Orientações para navegação foram incluídas em diversas páginas e espaços
que seriam destinados à divulgação on line de produtos e de serviços prestados pela
Biblioteca também foram previstos e delineados.

3.2 Equipe participante

Participaram do planejamento e da execução da página web da Biblioteca
além da bibliotecária-chefe do Setor, bibliotecária atuante no serviço de referência e
processamento técnico, a professora orientadora de "Estágio B", estagiária! aluna do
8° período, cursando o referido estágio curricular e o analista de sistemas, lotado no
Laboratório de Tecnologia da Infonnação da Escola.

206

�I

3.2.1 Distribuição de competências entre membros da equipe

3.2.1.1 Bibliotecários

Planejamento/definição da estrutura do site; prestação de infonnações para
subsidiar o programa de trabalho do aluno, concretizada via entrevistas concedidas a
ele;
Fornecimento de cópias de textos, já estruturados pela administração da
Biblioteca, que deveriam ser fonnatados em editor de página HTML;
Redação e/ou revisão daqueles textos cujos conteúdos não se encontravam
previamente estruturados pela Biblioteca;
Absorção de noções básicas sobre a linguagem HTML, viabilizada através de
leituras e de atividades de treinamento de digitação, utilizando o editor para páginas
web "hot dog", e posteriormente leituras e aplicações do FrontPage;
Acompanhamento, revisão e avaliação do plano de trabalho desenvolvido
pelo discente e daquelas atividades específicas do analista de sistemas, cuidando do
atendimento às necessidades, dos interesses e das prioridades da Biblioteca;
Seleção e defInição das informações que mereceriam destaques, e da ordem
em que as mesmas deveriam ser apresentadas na home page;
Revisão do material digitado no novo formato, executando simultaneamente a
marcação de termos considerados relevantes e/ou adequados para links hipertexto;
DefInição dos links internos e externos, considerando sua real e provável
utilidade para a comunidade de usuários, constituída por alunos, professores,
pesquisadores e profIssionais bibliotecários, ou seja, da área de atuação mais
específIca da Biblioteca;
DefInição dos campos das bases de dados locais (Calco, Peri e Rev)
estruturadas em Microisis, que deveriam ser visualizados na tela de apresentação on
line, destacando pontos de acesso mais relevantes;

207

�Revisão do material digitado no novo formato, executando simultaneamente a
marcação de termos considerados relevantes e/ou adequados para links hipertexto;
Seleção e deflnição das informações que mereceriam destaques, e da ordem
que as mesmas deveriam ser apresentadas na home page;
Negociação com o analista de sistemas da Escola para executar conversões e
possibilitar o acesso via redes eletrônicas daquelas bases de dados já existentes na
Biblioteca, estruturadas em Microisis e, até então, passíveis de se consultar apenas
localmente, através dos microcomputadores distribuídos no recinto da Biblioteca;
Apresentação da home page à comunidade docente e discente da Unidade e
para proflssionais da área, em sessões públicas e em seminário realizado via parceria
da Escola e Associação de Bibliotecários de Minas Gerais, visando a coletar
sugestões para propiciar seu aperfeiçoamento e/ou melhorar sua performance e
obviamente divulgar essa nova fonte de informação on line, visando a otimização de
uso do site da Biblioteca.

3.2.1.2 Professor da disciplina "Estágio B"

Orientação e coordenação didática de todas as ações e atividades do aluno
envolvido na elaboração do site, desde aquelas relativas ao desenvolvimento do
plano de trabalho até sua conclusão propriamente dita;
Compartilhamento de idéias com bibliotecários co-orientadores do projeto
sobre iniciativas e procedimentos que deveriam ser adotados, visando a beneflciar o
processo de aprendizagem do aluno/educando cursante daquela disciplina,
auxiliando-o para estabelecimento de relações teoria/prática, através de sua vivência
no cotidiano de trabalho de uma biblioteca;
Avaliação fmal do aluno e do trabalho desenvolvido pela equipe.

208

�3.2.1.3 Aluno

Desenvolvimento da proposta de trabalho a ser executado na Biblioteca,
observando condições impostas no conteúdo do programa da disciplina curricular;
levantamento de informações sobre a Biblioteca e seleção dos docwnentos
administrativos e/ou textos já redigidos, considerados relevantes para constar do
protótipo de seu site;
Redação de textos que não encontrara estruturado e/ou redigido, que
deveriam constar da página para web;
Digitação e/ou formatação do material selecionado para linguagem HTML;
Treinamento dos bibliotecários para familiarizá-los com a linguagem HTML;
Execução de correções e acréscimos sugeridos pelos co-orientadores do
projeto;
Apresentação e divulgação dos produtos de seu trabalho, através de relatórios
impressos, de arquivos gravados em disquetes e winchester de máquina do
Laboratório de Tecnologia da Informação - LTI e via demonstrações de acesso ao
protótipo do site da Biblioteca.

3.2.1.4 Analista de sistemas

A participação mais efetiva do analista de sistemas, lotado no LTI da Escola,
ocorreu após conclusão do protótipo da página web da Biblioteca, que fora
apresentada pelo aluno. As ações que caracterizam seu envolvimento nessa primeira
fase, dizem respeito às providências, iniciativas e execução de disponibilização de
equipamentos e de espaços em servidores da rede interna da Unidade para viabilizar
produção do trabalho por parte do discente.
Posteriormente ao término da primeira versão da página web ficaram sob sua
responsabilidade parcial ou integral a execução das seguintes atividades:
Aprimoramento do design da página;
209

�Inserção de arquivos de imagens e de logomarcas pertinentes à página;
Digitação de textos, visando a atualização e/ou correções sugeridas pela
Biblioteca;
Viabilização das conversões das bases de dados já acessadas no recinto da
Biblioteca para acesso via redes eletrônicas;
Viabilização da apresentação das bases de dados referenciais e bibliográficas,
possibilitando utilização de modalidades de interfaces de acesso diversificadas
(linhas de comando e interface gráfica), bem como de versões mais atualizadas do
Microisis;
Formatação final da apresentação das informações, de acordo com
recomendações da Biblioteca;
"

Incorporação da página web desenvolvida para a Biblioteca a home page da
Escola de Biblioteconomia da UFMG;
Proceder às atualizações rotineiras e sugeridas pela Biblioteca, visando a
manutenção adequada do site, observando alimentação regular das bases de dados
efetivada pela Biblioteca e executando outras alterações pertinentes, observando a
dinâmica de funcionamento da Biblioteca ou de links incorporados à sua página
web.

4 sUMÁRIO DA PÁGINA WEB

Informações Gerais
Histórico da Biblioteca
Equipe Técnica e Administrativa
Recursos Informacionais
Serviços
Sugestões
ALERTA - Sumários Correntes
Últimas Aquisições
210

I

I'i

./'

�T
Links Interessantes
Além destes itens, que dão acesso às páginas posteriores do site, abrindo o
leque de possibilidades de navegação, esta página principal contém a logomarca da
Biblioteca, informa sobre sua denominação, sobre sua condição de integrante do

I

Sistema de Bibliotecas da UFMG, estabelecendo um link para o site da Biblioteca

!i

Universitária da UFMG, Órgão Coordenador deste Sistema. Informa ainda acerca de
seu endereço postal, telefones e fax, assim como possibilita emissão eletrônica de
correspondências (e-mail) para o Setor.

4.1 Conteúdo informacional e função dos itens destacados na página web

Informações Gerais

Neste item estão registradas informações sobre horário de funcionamento do
Setor e link para o texto completo de seu Regulamento Simplificado.

Histórico

Transcreveu-se em linguagem HTML, o texto integral do histórico da
Biblioteca "Profi Etelvina Lima", publicado à época da comemoração dos 40 anos
da Escola de Biblioteconomia da UFMG

Equipe Técnica e Administrativa

Descrição da equipe que atua na Biblioteca. Destaca as atribuições de cada
integrante deste grupo, com links previstos para comunicação via e-mail com os
bibliotecários do Setor e ainda links para visão de suas atribuições e daquelas
destinadas aos demais funcionários e aos estagiários.

Recursos Informacionais

Apresenta visão geral sobre recursos informacionais disponíveis na
Biblioteca, esclarece sobre suportes em que os mesmos estão registrados, e
211

I

I

�estabelece links para acesso às bases de dados específicas do Setor e para acesso ao
catálogo on line geral do Sistema de Bibliotecas da UFMG, no qual sua base de
dados referentes às coleções de monografias, teses e dissertações, folhetos e

I

I

publicações periódicas estão inseridas no conjunto do acervo Institucional.
Nesta área, existem também links para redes e programas dos quais o Setor
participa como elemento integrante e/ou como usuário, destacando suas
possibilidades de acessos praticamente imensurável aos recursos de informação de
todas as áreas do conhecimento, estruturados para serem utilizados via redes
eletrônicas, já que a Biblioteca está integrada à RNPIINTERNET.

Serviços

Descrição dos servIços prestados pela Biblioteca e inserção de links
fornecendo esclarecimentos acerca do significado de cada um deles.

Sugestões

Disponibilização de um formulário, que possibilita comunicação entre
usuários e Biblioteca, para encaminhamento de sugestões. Há espaço e link previsto
para respostas on line, informando ao emissor e demais interessados sobre o
andamento das questões encaminhadas e sobre quais providências em relação às
mesmas já foram tomadas pela administração do Setor.

ALERTA - Sumários Correntes

Espaço destinado à divulgação desta publicação mensal editada há 10 anos
pela Biblioteca, estabelecendo link para formulário de assinaturas on line do formato
apresentado impresso em papel. Planejou-se, para médio prazo, a disponibilização
eletrônica do conteúdo informacional dos sumários das revistas técnico-científicas
mais relevantes, existentes no acervo da Biblioteca. Esta intenção ainda não foi
concretizada, considerando problemas circunstanciais.

21 2

ui

�Últimas Aquisições

Nesta área o usuário poderá tomar conhecimento à distância das aquisições de
material bibliográfico e não bibliográfico, recentemente incorporado ao acervo
exceto das publicações periódicas, porque infonnações acerca das mesmas estão
registradas em base de dados própria atualizada diariamente pela Biblioteca e ainda
no catálogo coletivo on line do site do Sistema de Bibliotecas da UFMG.
Além da listagem atualmente apresentada desse material , em formato de
referência bibliográfica, pretende-se acrescentar às infonnações resumidas até então
oferecidas, o conteúdo textual dos sumários completos dos materiais recém
adquiridos, visando agregar valor aos serviços prestados de fonna tradicional.
Links Interessantes

Procurou-se, neste espaço, estabelecer links ou conexões com sites das mais
diversificadas procedências, instituições educacionais e de pesquisa, de empresas
comerciais fornecedoras ou atuantes na área de informação, de redes e/ou de
diretórios eletrônicos de bibliotecas, de publicações eletrônicas e de outras
instituições culturais e governamentais nacionais e internacionais, ferramentas de
busca, assim como de outros recursos de pesquisa já estruturados na INTERNET.
Enfim, estes links foram definidos, considerando características peculiares desses
recursos informacionais apresentados, que certamente terão utilidade para usuários
reais e potenciais da Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da UFMG,
observando ainda sua condição de biblioteca técnica e laboratório.

5. CONCLUSÃO

A evolução tecnológica, característica inquestionável deste Século, vem
causando impacto em todas as áreas do conhecimento humano, sendo que, em
algumas delas, seu reflexo parece mais evidente.

213

�Considerando particularmente a área de Biblioteconomia e/ou Ciência da
Informação, o impacto dos avanços tecnológicos tem sido forte e atualmente mais
"visível", o que pode ser comprovado tanto pela farta literatura nacional e
internacional que aborda esta temática quanto pela visibilidade das incontáveis
bibliotecas, que absorvem e aplicam diversas modalidades de tecnologias em suas
rotinas de trabalho, integram redes eletrônicas, armazenam, disseminam e
disponibilizam recursos informacionais em suportes modernos ou on line.
Analisando as bibliotecas historicamente percebe-se que, respeitando-se os
limites de cada época e as condições específicas de cada contexto em que se
encontram inseridas, estas instituições parecem vir, ao longo de sua existência,
buscando conhecer, assimilar e aplicar tecnologias que facilitem e beneficiem a
execução de suas tarefas peculiares.
SHERA , citado por MUELLER (1984) deixa claro que não há papéis
naturais ou lógicos para as instituições sociais, como as bibliotecas e outras
classificadas como tais, e que a autoridade máxima para determinar os papéis dessas
instituições é o consenso social:
"... a sociedade determinou o que a biblioteca do passado fOi, e a sociedade é
que determinará o que há de ser a biblioteca do futuro. "

Embasados na essência dessa visão apresentada por SHERA, consideramos
imprescindível a atenção dos profissionais bibliotecários, principalmente daqueles
que exercem funções gerenciais, para a complexidade de seu papel diante da
sociedade. Se não permanecerem responsivos à evolução social e tecnológica,
poderão ser responsabilizados pela inoperância, inutilidade e até mesmo pela
extinção das bibliotecas sob suas responsabilidades.
GUINCHAT (1994) mostra que não existe um novo profissional da
informação, e sim o profissional da informação lidando com novas tecnologias e
com novos contextos de organização das empresas e das entidades públicas,
interagindo com novas formas de gerenciamento, de planejamento, de avaliação de
resultados.
214

�I

Até a época da chamada "era industrial", a comunidade ia "fisicamente" às
bibliotecas. Hoje, "era da tecnologia, da informação e do conhecimento", as
bibliotecas, mais do que nunca, precisam ir à comunidade, o que pode ser
viabilizado e facilitado através da gama enorme de instrumentos de comunicação,
decorrentes de avanços da ciência e da tecnologia.
As bibliotecas atuais e do futuro devem ser compostas de materiais reais e
virtuais, possibilitando formas diversificadas de acesso ao conjunto de seus recursos
informacionais. O ponto básico a ser considerado pelos bibliotecários e outros
profissionais de informação não deve ser a tecnologia por ela mesma, mas a
possibilidade de intermediar acesso à informação de forma mais ágil, eficiente e
eficaz e de atender necessidades de pessoas. Sua missão deverá centrar na utilidade
social de seu trabalho, isto é, na contribuição que puder dar, enquanto agente
mediador entre necessidades dos que buscam ou dos que esperam que a biblioteca
possa atendê-los, interferindo positivamente no processo de crescimento, de
desenvolvimento de seres humanos.
O futuro da profissão e das bibliotecas parece claramente condicionado às
respostas que puderem dar aos anseios e demandas das sociedades de seu tempo e do
futuro . Portanto, cabe ao bibliotecário e aos profissionais de informação zelar pelos
destinos de sua profissão e pelas oportunidades de ampliação de seus espaços de
trabalho.
Os registros do conhecimento humano e as formas de comunicação
evoluíram. Talvez aí esteja a pista de novas possibilidades, de abertura de campos
emergentes para inserção do bibliotecário a quem, ao longo da história, sempre
coube a função de identificar, selecionar, organizar e disseminar informações. Os
avanços tecnológicos propiciam a concretização de instrumentos que podem facilitar
ou impedir a evolução de seu trabalho e de sua forma de executá-lo. Acompanhando
a evolução do mercado de informação, com postura crítica perante, não apenas a
este mercado, mas diante de sua inserção individual e coletiva na sociedade, a
tendência é sobreviver e progredir ...
215

.

�J

."

Em 1945, em artigo clássico de sua autoria, BUSHjá previa a necessidade do
"indicador de pistas. Pessoas que tem prazer em encontrar pistas úteis no enorme
volume do registro comum". Estaria prevendo a necessidades de bibliotecários e/ou

I

profissionais da informação para gerenciar o caos de informações não organizadas?

!

O volume e variedade de informações disponibilizadas atualmente pela Internet que,
paradoxalmente, podem representar uma séria dificuldade para seus usuários,
constituem campo fértil e promissor para aqueles profissionais que dominam
tecnologias de organização e de tratamento da informação.
I
I

I

ABTRACT
It shows the work developed at the Library of School of Librarianship of UFMG,

focusing on its role of experimental library. Presents general aspects of Internet,
mainly the potentiality of use its communication and information resources.
Describes the methodology applied for the construction of this library web site and
emphasis the need of librarians and information professionals to be updated on the
technological and social evolution aiming a bigger scope of atuation on the actual
and future society.

216

�BffiLIOGRAFIA

01 ALVES, R. Conversas com quem gosta de ensinar. 12 ed. São Paulo: Cortez,
Autores Associados, 1985. 87p.
02 BAX, M.P. As bibliotecas na web e vice-versa. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.3, n.I, p.5-20, jan./jun. 1998.
03 BUSH, V. As we may think. Atlantic Monthly, v. 176, n.I, p.lOI-8, July 1945.
04 CAMILO, C.M. Relatório das atividades desenvolvidas na execução da
proposta de trabalho para o Estágio Supervisionado B. Belo Horizonte,
1996. (Trabalho acadêmico)
05 CATTELAN, P. Bibliotecas digitais: alternativa viável para gerenciar o caos na
Internet. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 18, 1997, São Luiz. Anais ... São Luiz: Collecta,
1997. (versão eletrônica: disquete)
06 GUINCHAT, c., MENOU, M. Introdução geral às ciências e técnicas da
informação e documentação. 2. ed. COITo aum. Brasilía: IBICT, 1994.
540p.
07 MANDARINO JÚNIOR, R. Internet: os desafios do presente. Internet World,
Rio de Janeiro, v.2, n.26, p.I46, out. 1997.
08 MELO et. Al. Concepção ergonômica de páginas web. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9, 1996, Curitiba.
Anais ... (versão eletrônica: disquete, item 5.20)
09 MUELLER, S.P.M. Bibliotecas e sociedade: evolução da interpretação de
funções e papéis da biblioteca. Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, v.13, n.I, p.7-54, mar. 1984.
10 SILVEIRA, lG. Curso Internet/Rede Antares. Belo Horizonte: Biblioteca
Universitária da UFMG, 1995. (Apostila)
11 TAKAHASHI, T. Trilogia da Internet Brasil (lI): rumo a uma estratégia nacional
para supervias de infonnações. Internet World, Rio de Janeiro, v.I, n.3 ,
p.82-5, nov.I995.

217

�</text>
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                  <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Gerenciando bibliotecas universitárias na era da internet: disponibilização de informações e comunicação interativa com usuários, concretizada no site da Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da UFMG.</text>
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                <text>Destaca o trabalho na Biblioteca da Escola de Biblioteconomia da UFMG, sob a ótica de sua condição especial de biblioteca laboratório. Apresenta visão geral sobre a Internet, destacando potencialidades de utilização de informação pelas bibliotecas. Descreve a metodologia utilizada para elaboração da página We desta Biblioteca e ressalta a necessidade por parte dos bibliotecários e/ou profissionais de informação de estar atentos à evolução tecnológica e social, de modo a garantir e ampliar espaços de atuação na sociedade presente e do futuro.</text>
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                    <text>GERÊNCIA DA PROMOÇÃO NA BmLIOTECA CENTRAL DA
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

SUELI ANGELICA DO AMARAL
(Professora do Departamento de Ciência da Informação e
Documentação da Universidade de Brasília)

RESUMO:
Apresenta proposta de projeto integrado da gerência da promoção em bibliotecas
universitárias a ser desenvolvido na Biblioteca Central (BCE) da Universidade de
Brasília (UnB), por meio de parceria entre o Departamento de Ciência da
Informação e Documentação (CID) da UnB e a BCE. O projeto será desenvolvido a
partir do segundo semestre de 1998, como parte dos requisitos acadêmicos da
disciplina Seminário em Ciência da Informação, ministrada em nível de Mestrado e
Doutorado no CID. No projeto, a promoção é vista de forma integrada ao
planejamento da biblioteca, como atividade de marketing sob a ótica do processo
promoção/ comunicação. As diretrizes metodológicas da fundamentação teórica do
projeto baseiam-se no modelo desenvolvido e apresentado pela professora da
disciplina. Os resultados obtidos serão apresentados no próximo seminário nacional
de bibliotecas universitárias.

Palavras-chave: Promoção - bibliotecas universitárias, Marketing de sefVlços de
informação

INTRODUÇÃO
A integração ensmo, pesqUIsa e extensão é fundamental para qualquer
universidade. Na Universidade de Brasília (UnB), esse princípio básico foi
contemplado na proposta aqui apresentada. Na disciplina Seminário em Ciência da
Informação, do Curso de Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação, no
181

�Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UnE, que será
oferecida no segundo semestre de 1998, como parte dos trabalhos acadêmicos
propostos aos alunos da disciplina, o estudo da promoção integrada ao planejamento
de uma unidade de informação permitirá o desenvolvimento de projeto sobre essa
temática, tendo como cenário a Biblioteca Central (BCE) da UnE.
Escolha do tema

Na prática em bibliotecas universitárias, a promoção abrange uma infinidade
de técnicas, táticas, materiais e meios, que podem ser utilizados em distintos níveis
de sofisticação conforme desejados ou possíveis de serem mantidos. Entretanto, para
Cronin, (1981), a essência da promoção é algo mais que a soma desses significados
e métodos. É uma atividade, como qualquer outra, discreta e contínua como a
catalogação ou classificação e idealmente reflete o estilo particular de administrar,
ou filosofia de apresentação, que pode e certamente permeia o serviço bibliotecário
como um todo. Cronin (1981) enfatiza que a promoção inclui a habilidade de
antever mudanças sociais e organizacionais, interpretar as implicações dessas
mudanças e converter esse conhecimento em vantagem.
Analisada sob esse aspecto, o papel do gerente diante da promoção é de
fundamental importância, uma vez que sua crença na filosofia administrativa
adotada resultará em seu maior empenho na motivação da equipe para o
desempenho das atividades profissionais.
Entretanto, no Brasil, a prática da promoção, tanto em bibliotecas
universitárias, como nas demais unidades de informação, ainda não se incorporou,
de modo efetivo nas atividades administrativas. É comum, quando de modo isolado,
são idealizados marcadores de livro, cartazes e folhetos ou outro tipo de material
para divulgar produtos e/ou serviços de informação. Dessa forma, apenas elaborando
algumas peças promocionais, tanto as bibliotecas universitárias quanto as demais
unidades de informação admitem estar fazendo "o marketing" . Realizadas
isoladamente, essas atividades restringem o potencial das técnicas mercadológicas.

182

�Mesmo que a promoção seja uma atividade de marketing, relativamente bem
aceita, em certas ocasiões, ela não é bem entendida nem suficientemente assimilados
os seus elementos básicos. Consequentemente, esse fato impede que a promoção
possa ser realizada de forma consistente e efetiva.
No caso específico da Biblioteca Central (BCE) da Universidade de Brasília
(UNB), a possibilidade de cooperação entre a BCE e o Departamento de Ciência da
Informação e Documentação (CID) da Universidade vem permitir a efetivação de
proposta de projeto integrado que possibilitará condições favoráveis a transformar a
situação relativa ao desenvolvimento das atividades promocionais nessa biblioteca.
Existe um acordo de trabalho entre esses órgãos, de modo a tomar a BCE,
sempre que possível, um laboratório para o ensino ministrado pelo CID. Daí a
proposta de, no próximo semestre letivo (2/98), ser desenvolvido um projeto sobre a
promoção como atividade de marketing integrada ao planejamento da BCE, como
parte dos requisitos acadêmicos de disciplina ministrada no CID. O momento é
especialmente oportuno, considerando-se o interesse das partes envolvidas: direção
da BCE, professora da disciplina e alunos. A direção da BCE manifestou-se
favorável ao desenvolvimento da proposta, por entender sua validade em função das
metas de trabalho da biblioteca. Por sua vez, a coordenação do projeto atende ao
interesse de pesquisa da professora, que ministrará a disciplina. No tocante aos
alunos, o assunto, além de ter sido indicado como de interesse, propiciará exemplar
condição de desenvolvimento profissional, uma vez que os interessados mantém
vínculo de trabalho com a biblioteca. O projeto será desenvolvido por um grupo de
alunos da pós-graduação, sob a coordenação da professora, como atividade prática
da disciplina Seminário em Ciência da Informação.
Fundamentação teórica do desenvolvimento do projeto

O objetivo do projeto é evidenciar as atividades promocionais, como parte
integrante do planejamento das demais atividades, produtos e serviços da BCE,
destacando-se a inter-relação existente entre eles.

183

�o

estudo consistirá na aplicação de diretrizes para o desenvolvimento da

promoção propostas por Amaral (1998, p.227-235), fundamentadas no modelo da
teoria da comunicação.
Inicialmente, o mesmo modelo da teoria da comunicação inspirou Weingand
(1987, p.112-113), tomando possível sua adaptação às unidades de informação nos
Estados Unidos em um esquema, denominado por ela de plano de informação
pública.
Segundo a autora (Weingand, 1987, p.112-113), a primeira etapa do plano é
defender com clareza a unidade de informação e os seus produtos: o que a unidade
faz e por quê. Isto pode ser conseguido com a auditoria de marketing, que mostra
esses aspectos. Outra forma de demonstrar o que a biblioteca faz e por que, é
focalizar os beneficios, embora defInir precisamente o beneficio oferecido ao cliente
que usa o produto da unidade de informação possa ser uma tarefa arriscada.
A segunda etapa, sugerida pela autora, consiste em responder as seguintes
questões:

1. O que será comunicado? (mensagem) A equipe de planejamento precisa saber
como essa mensagem se relaciona com os objetivos, metas e prioridades.
2. Por quê? A missão da organização deve permitir responder essa questão.

3. Para quem? (receptor) A mensagem precisa ser direcionada ao mercado-alvo.
4. Como? (meio ou canal) A importância de um bom relacionamento com as várias
mídias é enorme. Os meios de comunicação de massa podem ser incluídos, mas não
se deve limitá-los aos jornais diários e semanais, revistas, televisão e rádio e à
gráfIca da biblioteca. Há um número enorme de canais para alcançar os mercadosalvo, incluindo: press kit, fotografIas, press releases, memos para notícias rápidas,
colunas, histórias, conferências, eventos especiais, materiais diversos (buttons,
marcadores, plásticos e decalques para paralamas de carros, relatórios anuais),
posters, brochuras, mala direta, anúncios de utilidade pública, boletins, discursos,
aparições públicas, apresentações em mídias. Testes para selecionar os meios ou
canais apropriados podem ser condensados com as seguintes questões:
184

�a) como alcançar o mercado-alvo?
b) O mercado-alvo é receptivo a essa mensagem?
c) A unidade de informação pode criar ou desenvolver o tipo de canal para essa
mensagem?
d) A unidade de informação pode arcar com os custos?
e) O canal selecionado pode enviar a mensagem no devido tempo e de modo
satisfatório?

f) Há alguma possibilidade de a escolha do canal ter conseqüências negativas,
podendo a mensagem ter sua interpretação confundida ou ser recebida por outros
mercados não desejados?
Pode ser claro que estas questões sejam estabelecidas quando a unidade de
informação conduz a auditoria de marketing e identifica seus mercados-alvo, seus
pontos fortes e fracos e assim por diante. Selecionar o canal adequado é uma
atividade introduzida, visando o estágio fmal

do ciclo do planejamento.

Essencialmente, isto envolve toda a informação e os demais componentes já
incluídos na equipe de planejamento.

5. De quem são as responsabilidades ? Embora esta questão seja a última, isto não
significa que ela seja a menos importante. Se a unidade de informação pode arcar
com a designação de uma pessoa tempo integral, para lidar com a promoção e a
orientação do esforço de marketing, isto seria ideal. Geralmente, essas tarefas fazem
parte da descrição das responsabilidades de um membro da equipe, mas é
fundamental que uma pessoa seja designada para assurnrr essa coordenação e
acompanhamento efetivo dessas operações multi-facetadas.
O plano de informação pública, apresentado por Weingand (1987, p.114117), não é fácil de ser elaborado e levado a termo com sucesso, apesar de ser um
elemento crucial do processo de marketing/ planejamento em unidades de
informação.
O desafio da efetiva comunicação, como objetivo adicional para a unidade de
informação, é, definitivamente, divulgar os recursos disponíveis da organização.
185

- - - - -

---

�Portanto, Weingand (1987, p.1l4-1l7) ressalta a importância do suporte
administrativo, incluindo o aspecto econômico, humano e psicológico. Para ela
(Weingand, 1987, p.1l4-1l7), o nível apropriado desse suporte começa com a
resolução da direção da biblioteca, seu time de diretores, gerentes, conselho
executivo, elementos da escola ou de qualquer outra organização mantenedora da
unidade de informação. Essa resolução assegura que a promoção seja realizada a
longo prazo, como atividade continuada e pode estabelecer seu comprometimento
filosófico e financeiro no processo do planejamento como um todo. Isto deve estar
escrito em um documento, em linguagem a mais específica possível, abrangendo
todos os itens, tais como a necessidade de treinamento da equipe; cooperação com
outras agências, bibliotecas e grupos; compromisso da equipe de compartilhar
informação com a comunidade; literatura promocional; e a designação de um
membro da equipe como coordenador.
Weingand (1987, p.1l6) determina que além do comprometimento da
resolução dos diretores, com periodicidade diária, semanal, mensal e anual deve
permanecer o compromisso efetivo da promoção, como parte integrante do esforço
de marketing I planejamento da unidade de informação. Esta extensão do suporte
administrativo, desde o nível político até a prática implementada diariamente, é
básica para o sucesso das atividades de promoção.
O modelo proposto por Weingand (1987, p.1l2-1l3) foi observado por
Amara I (1998, p.228), que propôs algumas adaptações para enriquecê-lo,
considerando que, segundo Kotler &amp; Armstrong (1998, p.319), o processo de
comunicação eficaz envolve nove elementos. Dois deles são os mais importantes:
emissor e receptor. Dois são ferramentas: mensagem e mídia. Quatro são funções de
comunicação : codificação, decodificação, resposta e feedback. O último elemento é
o ruído.
Os autores (Kotler &amp; Armstrong, 1998, p.319) definem esses elementos da
seguinte forma:

186

~

- - - - - - -

-

�1. emissor é a parte que emite a mensagem para outra parte, o receptor.

2. Codificação é o processo de transformar o pensamento em forma simbólica.
3. Mensagem é o conjunto de símbolos que o emissor transmite.
4. Mídia é o canal de comunicação através do qual a mensagem passa do emissor ao
receptor.
5. Decodificação é o processo pelo qual o receptor confere o significado aos
símbolos transmitidos pelo emissor.
6. Receptor é a parte que recebe a mensagem emitida pela outra parte, o emissor.
7. Resposta é a reação do receptor após ter sido exposto à mensagem.
8. Feedback ou retro alimentação é a parte da resposta do receptor que retoma ao
elllissor.
9. Ruído é a distorção ou estática não planejada durante o processo de comunicação,
que resulta em uma mensagem chegando ao receptor diferentemente da forma como
foi enviada pelo emissor.
No modelo proposto por Weingand (1987, p.112-113), as barreiras da
promoção não são definidas como etapa específica no processo de comunicação,
uma vez que o ruído não é contemplado no modelo da autora, apesar terem sido
considerado alguns dos problemas da promoção.
Se o relacionamento da promoção com a comunicação é algo integrado, a
adaptação do processo de comunicação às atividades promocionais não poderá
deixar de incluir um dos elementos desse processo. A inclusão desse elemento
referente ao ruído facilitará a visualização do processo como um todo, contribuindo,
positivamente, para a efetividade da promoção em unidades de informação.
Feita a transposição desses elementos, considerando a realização de
atividades promOCIOnaIs em unidades de informação, podemos esquematizar o
seguinte:
1. emissor - Quem promove? É a própria unidade de informação, que, por essa

razão, precisa saber por que promove?
2. Codificação - Como promover? É o processo em si.
187

�I

3. Mensagem -

°

que se promove?

4. Mídia - Quais os canais de comunicação a serem utilizados na promoção?

5. Decodificação - Como é recebida a promoção? É o processo de entendimento

pelo receptor da mensagem enviada
pela unidade de informação.
6. Receptor - Para quem se promove?
7. Resposta é a reação do receptor após ter sido exposto à mensagem.

8. Feedback ou retro alimentação é a parte da resposta do receptor, que retoma à

unidade de informação.
9. Ruído refere-se às barreiras da promoção.
Se os elementos mais importantes nesse esquema de promoção são a unidade
de informação, enquanto emissora e a comunidade usuária de produtos e serviços de
informação, enquanto receptores, os recursos humanos passam a ser vistos também
como a parte mais importante de todo processo de promoção. Assim, a equipe da
unidade de informação, que a representa enquanto EMISSORA (quem?) e a outra
parte, os usuários, enquanto RECEPTORES (para quem?) merecem destaque.
As ferramentas são os procedimentos utilizados, as decisões estratégicas e
táticas. É saber o que dizer e escolher o veículo e a forma adequados: MENSAGEM
(o que ?) e MÍDIA (qual canal de comunicação ?).
As funções de comunicação envolvem, novamente, o emissor e o receptor,
em relação ao processo em si (como ?): na CODIFICAÇÃO, por parte do emissor e
na DECODIFICAÇÃO, por parte do receptor. Assim o emissor precisa atuar em
sintonia com o receptor, pois a reação do usuário manifestada na RESPOSTA,
merece ser o foco de atenção do emissor.
Isto porque, para o emissor, essa resposta será apenas uma expectativa,
mesmo quando a promoção é bem planejada por ele.

°

planejamento melhora as

condições dessa realização, quando podem ser previstas ocorrências não desejadas,
mas sempre poderão existir ocorrências inesperadas. Por isso mesmo, o emissor
deve estar atento ao FEEDBACK ou RETROALIMENT AÇÃO, oferecido como
188

�retomo da reação do receptor. Trata-se de procedimento complexo, que dependerá
da receptividade às criticas, da atenção e acurada interpretação do fato ocorrido e
observado.
O último elemento, RUÍDO é representado pelas barreiras da promoção, que
poderão ser estudadas a partir das dificuldades técnicas, fmanceiras, administrativas,
institucionais, relacionadas ao meio ambiente e à variedade das necessidades e
exigências dos usuários diante das diferentes formas de comunicação, elencadas
conforme adaptação de Amaral (1998, p.108) aos múltiplos problemas dos serviços
de divulgação apontados por Guinchat &amp; Menou (1994, p.348-349).
No esquema da figura 1 pode ser observado o modelo promoção/
comunicação em unidades de informação.
Fig. 1: Promoção / Comunicação em unidades de informação

eMll,Oft
Porquê?'

De acordo com o detalhamento do esquema da figura 1, foram indicados os
principais pontos a serem observados em cada fase do processo promoção/
comunicação nas figuras 3 a 10, apresentadas a seguir.

189

�:jElVIISSOR: UNIDADE DE INFORMAÇÃO ,
j
Por que promove?
:1
Objetivos organizacionais
I!Comprometimento I Filosofia administrativa
:IMissão
:!Objetivos
:IMetas
~1

Fig. 2: Emissor (Promoção/ comunicação em unidades de infonnação)
.=......'----------_. ,

.,..-=.

1 0 :~::r~!!!e? I
!l
Apelo
:
.,"""

'I racional
lemocional
lmoral

I

1I

I

I

Fig. 3: Mensagem (Promoção/ comunicação em unidades de infonnação)
CANAL
ij Qual o canal para promover?

,!

:1

ilEstratégia
IITátic a
:Instrumento promocional

,
;

Fig. 4: Canal (Promoção/ comunicação em unidades de infonnação)
..H.....................

. HHHH'H'H' ......................... i

CODllITCAÇÃO
(Com.o prom.over'?)

!~::::~o

'

I
"I.

!continuidade
!planejamento integra~o
icomo parte. do planejamento
..
.
!comp rome1Jrnento I filosofia administrativa
,
,

I
i

jSuporte administrativo

I
I
I

190

�T""'''''''''''''''''''''''''''''''''''''''

I

"'__

o

."

'w"

--"

._"m""""",,,, .. v""'''''''''''N,,mTf

Recursos Financeiros

.

!lorçamento

!fontes alternativas de recursos
!custos
!
!preços

I

Recursos Materiais

itipologia dos instrumentos promocionais
!
' de comurucaçao
' !canrus
!tempo (quando e por quanto tempo)
!
.
!eqUlpamentos
!instalações (espaço fisico)
Imateriais de escritório

I
!

Recurso&lt; Humanos
.

ieqUlpe
.
!conhecttnento
lhabilidades
i
.
ltremamento s
!responsab~dades
jComprometttnento
i

Fig. 5: Codificação (Promoção/ comunicação em unidades de informação)

'r-'

I

I

I

lCognitivo

I

RECEPTOR
i(Para quem promover'?)
;
I
Mercado-alvo

I

jconhecimento

!

i

II

,

jAfetivo
igostos
.ipreferências
icrenças I convicções
.,

iComportamentais
ação
i

Fig. 6: Receptor (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
191

�.

DECODIFICAÇÃO

I

i(Como a, ~romoção é en~endida?) 1
Análise do conswrudor

!

I

i

l

laspectos culturais
!aspectos sociais
iaspectos psicológicos
iaspectos demográficos
iaspectos educacionais
laspectos tecnológicos
laspectos legais

II

I

I
i

I
I

1 :~ctOS~OlitiC~s . . . . . . . . . . . . . .. J
Fig. 7: Decodificação (Promoção/ comunicação em unidades de informação)

l(Reação do receptor à promoção&gt;,!
IAtenção e observação
IEstimulo à resposta
IRelacionamento

.......................q
Fig. 8: Resposta (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
.----..........- ..- .................- . - - - -...- - - - " ' ---;i...=
.... ''''::.c....-",.....,""".........

RETROALTIMENTAÇÃO
(Insumo da promoção)

IReceptividade às sugestões, criticas e reclamações
iRelacionamento com a clientela

Fig. 9 :Retroalimentação (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
RUÍDO (Barreiras da promoção)
(1) Dificuldades relativas à diversidade de preferências dos usuários versus
diferentes formas de comunicação:
a. não identificação das necessidades, expectativas,
preferências, percepções dos usuários;
b. deficiências dos estudos de usuários;
c. dificuldades na elaboração de perfis de interesse;

desejos,

motivações,

192

I

�d. não receptividade às críticas, reclamações e sugestões dos usuários;
e. oferta de produtos e serviços de informação tradicionais, sem questionamento ou
avaliação.
(2) Dificuldades financeiras:
a. orçamento não específico para a promoção na previsão orçamentária;
b. captação de recursos não consolidada;
c. frnanciamentos alternativos não buscados;
d. falta de recursos financeiros para diversificação, personalização e aprimoramento
dos produtos e serviços.
(3) Dificuldades institucionais:
a. inadequado status da unidade de informação;
b. excesso de hierarquia, em função da posição da unidade no organograma da
instituição mantenedora;
c. problemas de relacionamento com o mantenedor.
(4) Dificuldades técnicas:
a. desconhecimento e despreparo dos recursos humanos envolvidos ou falta de
envolvimento da equipe com as tarefas;
b. equipe de trabalho integrada apenas por bibliotecários, sem participação de
pessoal de outras áreas;
c. desconhecimento das técnicas apropriadas para cada tipo de instrumento
promocional, programação visual, comunicação e outras;
d. falta de profissionalismo.
(5) Dificuldades administrativas:
a. problemas de gestão e liderança;
b. inexistência de filosofia administrativa;
c. desconhecimento de marketing;
d. falta de compromisso com a qualidade.
(6) Dificuldades relativas ao meio ambiente:
a. desconhecimento do macroambiente (desconsideração das variáveis sobre
política, economia, tecnologia, cultura, legislação, social, educação);
b. inadequado ambiente físico da unidade de informação.
Ruído (Promoção/ comunicação em unidades de informação)
193

�A validade dessa proposta fundamentou-se no princípio que na concepção do
fluxo do processo promoção / comunicação, conforme sugerido, percebeu-se que as
etapas cruciais referem-se ao receptor, decodificação, resposta e retroalimentação.
Isto porque, ainda que pouca literatura brasileira de ciência da informação exista
sobre promoção, nesse mesmo tipo de literatura existem alguns trabalhos sobre
planejamento de unidades de informação, que abordam os aspectos em destaque
para a abordagem das etapas do processo relativas ao emissor e à codificação. Sobre
a mensagem e o canal, a literatura de comunicação pode ser consultada, facilitando o
enfoque enfatizado nessas etapas do fluxo. Entretanto, sobre o usuário do setor de
informação, enquanto receptor, que deveria ser entendido sob ponto de vista
cognitivo, afetivo e comportamental no fluxo do processo promoção/ comunicação,
pouco foi publicado. Pouco foi discutido também sob essa ótica, e, portanto, daí em
diante, o fluxo deve ser mais estudado, ficando prejudicado o entendimento de como
se processa a decodificação, uma vez que os estudos de usuários não abordam todos
os aspectos da análise do consumidor, necessários à percepção dessa etapa do fluxo
em questão, como propõe Amaral (1996). Sobre a reação do receptor à promoção,
menos ainda vem sido estudado, mesmo porque, a própria promoção é desenvolvida
timidamente no setor de informação, conforme evidenciado por Cunha (1984),
Silveira (1989) e Amaral (1990 e 1998). Se esta é a situação, como pensar em
retro alimentação ? Consequentemente, as considerações a respeito dos ruídos do
processo promoção/ comunicação muito ajudarão, levando-se em conta as medidas
preventivas, que poderão ser tomadas para evitar ou corrigir as dificuldades
possíveis de ocorrer durante o processo.
Portanto, para facilitar a percepção do impacto da promoção junto aos
usuários de um serviço de informação será necessário discutir e aprofundar os
estudos sobre essas etapas do processo promoção / comunicação, conforme
apresentado. É nesse sentido que a presente proposta se toma válida, por permitir o
estudo da realidade enfrentada pela BCE, em relação ao modelo proposto.

194

�CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como resultados esperados do desenvolvimento do projeto, após testada a
metodologia proposta, conta-se apresentar o relato da experiência no próximo
seminário nacional de bibliotecas universitárias.
ABSTRACT

It presents proposal of integrated project of the management of promotion in
academic libraries to be developed at Central Library (BCE) of University of
Brasilia (UnB) , by patemship between Department of Information Science and
Documentation (CID) ofUnB and BCE. The project will be developed in the second
semester of 1998 by students, as part of academic requirements of discipline
Seminar in Information Science in Master Science and Phi1osophy Doctor Degree
leveI. Promotion is seen as integrated part of library planning, as a marketing
activity of the promotionl communication processo A theoretical foundation of the
project is based on a proposal model developed by the teacher of the discipline. The
expected results will be presented in next national academic libraries seminar.

195

II
j

�REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS

AMARAL, Sueli Angelica do. Análise do consumidor brasileiro do setor de
infonnação: aspectos culturais, sociais, psicológicos e políticos. Perspectivas em
Ciência da Informação, v.l , n.2, jul./dez. 1996, p.207-224.
AMARAL, Sueli Angelica do. Impacto das atividades de marketing relativas à
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doutoramento)

AMARAL, Sueli Angelica do. O marketing nas bibliotecas brasileiras de
Geociências e Tecnologia Mineral. Brasília : UnB/ Departamento de
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WEINGAND, Darlene E. Marketing / planning library and information services.
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196

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Apresenta proposta de projeto integrado da gerência de promoçao em bibliotecas universitárias a seor desenvolvido na Biblioteca Central (BCE) da Universidade de Brasília (UnB),por meio de parceria entre o Departamento de Ciência da Informaçao e Documentação (CID) da UnB e a BCE. O projeto será desenvolvido no segundo semestre de 1998, como parte dos requisitos acadêmicos da disciplina Seminário em Ciência da Informaçao, ministrada em nível de mestrado e doutorado no CID. No projeto, a promoção é vista de forma integrada ao planejamento da biblioteca, como atividade de marketing sob a ótica do processo promoção/comunicação. As diretrizes metodológicas da fundamentação teórica do projeto baseiam-se no modelo desenvolvido e apresentado pela professora da disciplina. Os resultados obtidos serão apresentados no próximo Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias.</text>
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                    <text>EDUCAÇÃO E APRENDIZAGEM CONTÍNUA EM UNIDADES DE
INFORMAÇÃO

Lídia Eugenia Cavalcante
Professora do Curso de Biblioteconomia da UFC
Especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem UFRJIUFC
Mestranda em História Social UFRJIUFC
Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa - FUNCAP

RESUMO

Trata sobre a importância da educação continuada no mundo do trabalho,
observando, especialmente, questões relativas à qualidade profissional e à
necessidade constante de atualização como exigências prioritárias de um novo
mercado global. Muitas organizações vêm desenvolvendo políticas de recursos
humanos baseadas em diferentes teorias e técnicas como organizações de
aprendizagem, gestão participativa, trabalho em equipe e treinamento contínuo para
fortalecer seu quadro de pessoal e tornarem-se mais competitivas. Os centros de
informação, como muitas outras organizações, necessitam pensar tais questões
acerca do capital humano para viabilizar estratégias de crescimento face a essa nova
conjuntura onde o sujeito representa o principal fator de desenvolvimento, aliado às
novas tecnologias. Apresenta algumas considerações sobre a elaboração de um
programa de treinamento contínuo para bibliotecas universitárias e trata também
sobre a importância da qualidade dos serviços ao cliente em unidades de
informação.

Palavras-chave: Educação continuada, Treinamento em unidades de informação,

Programa de treinamento, Biblioteca universitária, Serviços ao usuário.

168

11

�INTRODUÇÃO

A capacidade de aprender é uma das universais características humanas. O
processo pelo qual a aprendizagem se dá tem desenvolvido-se continuamente ao
longo de diferentes épocas históricas, desde as mais longínquas civilizações
egípcias, gregas, persas ou muçulmanas, até as mais modernas sociedades
contemporâneas.
No desenvolvimento da capacidade humana, a educação sempre funcionou
como princípio de formação dos indivíduos em todo o percurso histórico,
coincidindo com a própria evolução do homem desde suas origens, quando o
homem começa a perceber e dominar a natureza, passando a transformá-la para o
sem bem-estar, fazendo uso da terra, da fauna e da flora para produção e
manutenção da sua sobrevivência. O conhecimento era transmitido de geração a
geração, principalmente através da observação e da oralidade.
Com o passar do tempo, novas manifestações acerca do registro do
conhecimento e do desenvolvimento humano possibilitaram que a educação
passasse a ter caráter formal, qualitativo e diferenciado entre as classes sociais.
Todavia, é na chamada sociedade capitalista que a educação para o trabalho
representa a força propulsora para o desenvolvimento urbano e industrial,
especialmente devido à preocupação com a formação de mão-de-obra, isto é,
trabalhadores aptos ao manuseio e operação das máquinas, frutos da mecanização
industrial e responsáveis pelo aumento do capital, dos meios de produção e
crescimento das cidades. Por conseguinte, o homem vende a sua força de trabalho
em troca de salários, muitos provenientes das zonas rurais e agrícolas.
Atualmente o investimento com a formação humana e profissional vai além
do ensino formal das escolas de 10 e 2 0 graus e das universidades. As empresas
tomaram-se mais exigentes fazendo com que a qualificação constitua-se importante
referencial à contratação de empregados, criando um mercado de trabalho muito
mais competitivo, dinâmico e excludente. Essa preocupação com a qualificação vai
aumentando à medida que as sociedades vão se modernizando, levando uma grande
169

�parcela das organizações econômicas a perceberem a evolução do mercado e o
aumento das exigências dos consumidores.
Tais questões têm possibilitado diferentes estudos e pesquisas na área de
administração de recursos humanos e capacitação profissional sobre educação para o
trabalho e aprendizado contínuo que possam atender às necessidades organizações e
pessoais no setor industrial, de serviços, comercial, cultural, público, privado ou de
informação.
Esse estudo fundamenta-se em teóricos, estudiosos e especialistas da
educação e da administração de recursos humanos, especialmente na concepção de
"organizações de aprendizagem" de Peter Senge, entre outros autores, na
possibilidade de aplicar conceitos, idéias e práticas em centros de informação e
bibliotecas, sobre formação profissional, educação continuada, treinamento e
desenvolvimento. Haja vista a necessidade de acompanhamento do ritmo desse novo
tempo, onde atualizar-se tomou-se exigência maior de uma sociedade que precisa
buscar a superação das diferenças e dos obstáculos econômicos e sociais por vias da
educação, da informação e do conhecimento, através de maiores investimentos em
seres humanos e assim chegar à qualidade, tanto econômica, científica e tecnológica,
quanto social, profissional e pessoal.

1 O PROCESSO DE APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL

Peter Senge, logo no início do primeiro capítulo do livro A Quinta disciplina,
define organizações de aprendizagem como "aquelas nas quais as pessoas expandem
continuamente sua capacidade de criar resultados que realmente desejam, onde
surgem novos e elevados padrões de raciocínio, onde a aspiração coletiva é libertada
e onde as pessoas aprendem continuamente a aprender em grupo." É essa capacidade
de aprendizagem em equipe, a força criadora e o raciocínio sistêmico que marcam
cada vez mais a condição competitiva e qualitativa para o desenvolvimento
organizacional.

170

�Aprendizagem não maIS como privilégio de uma illlnona, mas como
mecanismo necessário a todos os sujeitos que fazem parte de uma organização.
Em centros de informação, como em diferentes organizações, a questão do
aprendizado contínuo, individual e coletivo, apresenta-se ainda de forma incipiente,
o que parte da visão limitada sobre a necessidade de pensar a instituição como um
todo sistêmico e produtivo, independente do lugar que cada indivíduo ocupe. A
individualidade, a fidelidade ao cargo e a preocupação com a empregabilidade ainda
representam a parte principal do fazer cotidiano de gerentes, chefes, encarregados e
funcionários em geral, longe da preocupação com a missão e os objetivos da
empresa como um todo e do que cada um espera alcançar.
De acordo com Senge "Quando os membros de uma organização concentramse apenas em sua função, eles não se sentem responsáveis pelos resultados quando
todas as funções atuam em conjunto. Além do mais, quando os resultados são
decepcionantes, é muito difícil saber a razão. Tudo que se pode fazer é presumir que
alguém 'fez uma besteira"'.
Para uma organização tomar-se competitiva e de qualidade, não basta investir
em tecnologia e em equipamentos de última geração. O processo de definição de
estratégias de mudanças passa, necessariamente, pelo fator informação e
investimentos na qualificação de recursos humanos como elementos essenciais ao
desenvolvimento e crescimento organizacional.
Em face de uma nova visão estratégica e plural, marcada por diferentes
olhares e sujeitos, inserem-se formas inovadoras de gestão organizacional,
administração participativa, trabalho em equipe e novas tendências que geram
transformações individuais e coletivas, afetando relações, cenários e processos desse
novo ambiente de potencialidade empreendedora humana e informacional.
Com a informação exercendo o seu poder na sociedade como principal fator
de diferenciação e força propulsora de crescimento e modernização, os centros de
informação apresentam-se como diferenciais de qualidade de extraordinário poder

171

�competitivo, significando a geração de riquezas e crescimento econômico, à medida
que investimentos são feitos nesse grande potencial.
Nessa perspectiva empreendedora e dinâmica dos centros de informação, as
bibliotecas universitárias possuem papel fundamental na formação de uma sociedade
em desenvolvimento, tendo em vista a ligação direta que elas têm com a questão
educacional e a pesquisa de um país.
É importante acrescentar que para as bibliotecas estarem preparadas a este

desafio, vários são os requisitos indispensáveis ao processo: pessoal qualificado,
treinamento, informação, acervos, tecnologia, monitoramento do ambiente externo e
interno e investimentos constantes.
De certa forma, percebe-se uma grande preocupação das instituições em
acompanhar o movimento da sociedade através da aquisição de computadores,
acervos informacionais e tecnologia de informação e comunicação e deixam de lado
os acervos pessoais que representam o maior capital de uma organização. É esse
capital que impulsionará todo o crescimento, e o equilíbrio entre a evolução
tecnológica com o lado humano representará o papel transformador e de sucesso,
cenário da empresa do futuro. Tecnologia não basta, é impossível competir no
mercado mundial sem excelência profissional e investimentos no capital humano.

2 EDUCAÇÃO: O PARADIGMA EMERGENTE

Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida,
emancipação humana e cidadã constituem-se o paradigma emergencial da
atualidade. Criar políticas que incluam tanto o acesso indiscriminado ao ensino
formal quanto a educação continuada, o aperfeiçoamento profissional e técnico e o
crescimento pessoal é, sem dúvida, o caminho que deve ser buscado por governo e
sociedade no sentido de tomarem-se verdadeiramente competitivos, incluindo, nesse
caso especificamente, o Brasil e suas organizações, para tomarem a dimensão
necessária na chamada sociedade do conhecimento, de caráter mundial.

172

�Em termos de educação continuada, o que se observa constantemente é a
realização de treinamentos indiscriminados, "pacotes prontos" e pouco adequados à
realidade da instituição. Muitas vezes representam gastos dispendiosos e de poucos
resultados, a maioria com prazos de validade que, com o tempo, perdem a garantia e
os funcionários acabam esquecendo.
As instituições, de um modo geral, formam-se por conjuntos de pessoas
ligadas umas às outras por objetivos organizacionais em comuns, trabalhando
caracterizadas pela mesma "missão", do ponto de vista da organização. As
bibliotecas universitárias, enquanto organizações ligadas a uma instituição maior
que é a universidade possuem um conjunto de características e traços próprios, mas
que são definidos a partir da missão da própria universidade que é garantir e
proporcionar educação de qualidade e de alto nível através do ensino, da pesquisa e
da extensão, servindo assim à sociedade e ao país como um todo.
Nesse contexto, a biblioteca universitária encontra-se inserida com papel
claramente definido e fundamental que é o de atender qualitativamente as
necessidades informacionais da comunidade universitária, de modo a dar suporte ao
desenvolvimento da missão das universidades, apoiando-as na qualificação
profissional, na formação de pesquisadores, no crescimento da pesquisa e nas
atividades de extensão que ligam diretamente a instituição à comunidade. Todavia,
"o uso da informação como recurso estratégico e o estabelecimento de processos e
estruturas que darão suporte a esse enfoque não é mais atividade que se preste a uma
abordagem mecânica ou esquemática, ela envolve uma clara visão dos aspectos e
atitudes humanas que circundam a informação e seu uso.
Algumas questões tomam-se importantes: os funcionários da biblioteca estão
realmente integrados à missão da instituição? Eles estão sendo treinados nesse
sentido? Estão motivados? Que tipo de treinamento está sendo realizado? Ou os
dirigentes estão esperando que os funcionários simplesmente "se encaixem"? Estas
reflexões servem de ponto de partida para pensar a dimensão educacional necessária
para um novo cenário biblioteconômico que ora se instaura, mais dinâmico,
173

�produtivo, competitivo e comprometido com a instituição e seus clientes, em que os
profissionais possam realmente se sentir motivados e envolvidos.

3 ELABORANDO UM PROGRAMA DE TREINAMENTO CONTÍNUO

Não é dificil perceber que as pessoas possuem necessidades pessoais e
profissionais diferentes, o que leva a concluir que programas de treinamento
elaborados de acordo apenas com as necessidades da organização não podem levar a
resultados realmente eficazes, é o que geralmente acontece quando as instituições
compram "pacotes de treinamento" sem estarem adequados ao dia-a-dia da
instituição.
As equipes de um sistema de informação não só são constituídas por
profissionais diferentes, mas, fundamentalmente, por pessoas diferentes, o que leva a
crer que treinamentos padronizados não poderão atingir os mesmos resultados em
todos os funcionários.
Todos os profissionais precisam de atualização para estarem preparados às
mudanças de cenários, "mas nem todos precisam do mesmo treinamento, nem
demostram níveis iguais de aproveitamento. Cada um chega a uma sessão de
treinamento com diferentes capacidades cognitivas, níveis de intelecto, experiências
passadas, bagagem cultural, personalidade e níveis educacionais. Os programas de
treinamento padronizados e inflexíveis não surtem efeito quando impostos a esse
contigente de seres humanos diversos."
Um programa de treinamento deve ser elaborado com a participação
primordial dos representantes e líderes das unidades de informação, tendo em vista o
conhecimento do pessoal e das necessidades inerentes aos setores e aos funcionários,
permitindo uma visão ampla, revisões e mudanças contínuas, de acordo com os
parâmetros institucionais e da própria unidade. Nesse sentido, algumas etapas se
tornam importantes estratégias à elaboração do programa:

174

�1. Identificar as necessidades de treinamento

a) Onde é necessário treinar;
b) A quem treinar.
2. Fazer diagnósticos e desenvolver programas de treinamento de acordo com as

necessidades diagnosticadas para uma adequada definição de conteúdos de T&amp;D.
3. Determinar os objetivos do treinamento.
4. Selecionar na própria instituição e/ou unidades de informação os instrutores e
consultores, buscando a ajuda de consultores externos apenas quando se tratar de
treinamento que não seja da competência ou domínio dos instrutores internos.
5. Definir estratégias e implementação de programas de T&amp;D contínuos.
6. Direcionar as ações de T&amp;D para pessoas, conhecimentos, habilidades e atitudes.
7. Acompanhar e avaliar os resultados continuamente.
8. Atualizar periodicamente os programas de T&amp;D.
Para elaboração de um plano de treinamento contínuo é importante identificar
o perfil do funcionário que a unidade de informação tem e o perfil ideal do ponto de
vista da organização, o que facilitará tanto o reconhecimento das necessidades de
capacitação, quanto a avaliação dos resultados que se espera atingir, as habilidades,
os anseios de cada um, o nível de satisfação e as diversidades existentes.

3.1 O Papel do Instrutor e do Consultor Internos

Não é uma tarefa das mais dificeis identificar em uma biblioteca universitária
os profissionais aptos a assumir papéis de gestores e consultoria interna. Há pessoas
que encontram-se continuamente integradas e motivadas, são agentes promotores de
mudanças, assumem status de líderes junto aos outros funcionários, são flexíveis,
comunicativas, parceiras e negociadoras, além de buscarem continuamente a
melhoria do desempenho profissional e valores éticos.
Ao reconhecer esses parceiros é hora de "valorizar a prata ou o ouro da casa",
no sentido de proporcionar a eles as condições adequadas e necessárias para
participarem dos programas contínuos de treinamento, inclusive favorecendo o
175

�aperfeiçoamento de cada um através de cursos, orientações, autonomia e liberdade
para crescer. Tais colaboradores devem estar dispostos a aceitar desafios
fundamentais como:
•

Valorizar continuamente o crescimento do ser humano;

•

Pensar a educação como processo para a vida toda;

•

Tomar-se mais sensíveis e compreensivos quanto às diferenças existentes;

•

Conhecer bem a missão e os objetivos da organização;

•

Funcionar como um elo de ligação entre a organização (clientes internos e
externos) preocupando-se em tomar o espaço da biblioteca em um local onde as
pessoas gostem e queiram trabalhar sentindo-se motivadas.
O objetivo maior é, a partir da colaboração de um consultor interno, outros

venham surgindo, de preferência um para cada setor, o que facilitará o intercâmbio e
a identificação das necessidades de cada grupo de trabalho e de cada indivíduo.

4 CAPACITANDO A LINHA DE FRENTE DA BmLIOTECA

Nas bibliotecas universitárias, a missão maior é atender às necessidades
informacionais dos usuários de modo eficaz e qualitativo, o que toma fundamental o
espaço de atendimento, relacionamento e comunicação entre funcionário e cliente.
O segredo maior dessa etapa de trabalho, além da informação de qualidade, é
colocar funcionários treinados, motivados e comprometidos com a missão da
biblioteca para o atendimento ao público, pois a prestação de bons serviços não
ocorre acidentalmente. É necessário tomar o trabalho junto ao público uma
prioridade, criando valores e estratégias de atuação, fortalecendo as habilidades de
cada funcionário, realizando treinamento contínuo com a convicção de que eles têm
um papel importante para o crescimento da instituição.
Segundo Jaclyn R. Jeffrey " os funcionários de atendimento podem formar a
opinião dos clientes a respeito da empresa. [...] são parte de uma estratégia geral que
trata de satisfazer e manter os clientes, pois a forma como lidam com os problemas

176

�I
II

pode representar a diferença entre consolidar mn relacionamento de longo prazo
com os clientes e perdê-los."
O processo de treinamento dos funcionários de atendimento ao cliente, sejam
bibliotecários ou auxiliares, deve começar pela orientação de uma simples questão
ou pergunta por telefone, até a mais adversa das situações. Fazendo com que o
potencial de cada mn seja valorizado, com o fortalecimento das competências e
qualidades inerentes ao relacionamento com o cliente: comunicação, trabalhar bem

I

com a informação, conhecer os procedimentos de respostas às questões propostas e
saber resolver problemas eficazmente.
É pois a capacidade de lidar com informações, tratá-las e disseminá-las

adequadamente e, principalmente, oferecer serviços competentes e de qualidade aos
clientes, antecipando-se às necessidades, gerando empatia, bons relacionamentos e
satisfação, caminhos indispensáveis para se chegar a excelência dos diferentes e
importantes papéis que as unidades de informação têm a desempenhar, não só às
universidades, mas, principalmente, à sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Junto ao crescimento e a importância da educação formal e continuada,
especialmente nas universidades, as bibliotecas universitárias possuem papel
fundamental no sentido de facilitar e possibilitar o acesso à informação,
contribuindo com a missão das instituições de ensino superior que é de garantir o
desenvolvimento científico, tecnológico e social do país, através do ensino, da
pesquisa e da extensão.
Para o sucesso desse trabalho se faz necessário que investimentos sejam
feitos no principal capital de qualquer organização que é o capital hmnano.
Investimentos materializados na forma de treinamento, educação continuada e
valorização das diferenças, competências e habilidades de cada mn. As pessoas
necessitam de estímulos para crescer. Precisam de informações e respostas sobre
como estão se saindo, quais os resultados do seu trabalho e onde precisam melhorar.
177

�Um programa de treinamento contínuo pode acontecer na própria unidade de
informação por gestores e consultores internos aptos a criar e desenvolver
oportunidades de relacionamentos, prontos para agir em sintonia com o outro e em
processo de aprendizado contínuo.
Quando um usuário vai à biblioteca ele não só busca informações, ele espera
também ser bem atendido por profissionais competentes e prontos para resolver suas
questões, é o topo de todo o trabalho realizado na unidade de informação e suas
etapas de processamento e disseminação. O usuário da biblioteca, na verdade, busca
satisfação da mesma forma que um cliente vai a um shopping, numa loja de
departamentos e compra um colchão, na realidade, esse cliente busca bem mais do
que boas noites de sono e tranqüilidade, ele espera a garantia de ter ido ao lugar
certo, feito a compra certa e ter sido prontamente atendido em suas necessidades. É
preciso concentração nos clientes, no que eles querem e aí entregar-se inteiramente
em desenvolver o produto e o serviço que eles precisam, esperam e que garantam o
seu retomo.

178

�BmLIOGRAFIA CONSULTADA

ALLEN, Richard. O Treinamento um-a-um. HSM Management. n. 4, set./out.
1997.
BELAS CO, James A., ATA YER, Ralph C. O Vôo do búfalo: decolando para a
excelência, aprendendo a deixar os empregados assumirem a direção. Rio
de Janeiro: Campus, 1994.
CRAWFORD, Richard. Na Era do capital humano. São Paulo: Atlas, 1994.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do
Oprimido. 3 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.
JEFFREY, Jac1yn R. Capacitar a linha de frente. HSM Management. n. 4, set./out.
1997.
KEEN, Peter G. W. Guia gerencial para a tecnologia da informação. Rio de
Janeiro: Campus, 1996.
O LIDER do futuro : visões estratégicas e práticas para uma nova era: 3 ed. São
Paulo: Futura, 1996.
McGEE, James, PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação.
Rio de Janeiro: Campus, 1994.
NOVAS tecnologias, trabalho e educação: um debate multidisciplinar. 2 ed.
Petrópolis: Vozes, 1994.
SAVIANI, Demerval. O trabalho como princípio educativo. In.: Novas tecnologias,
trabalho e educação: um debate multidisciplinar. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.
151-168.
SENGE, Peter M. A Quinta disciplina: arte, teoria e prática da organização de
aprendizagem. 12 ed. São Paulo: Best Seller, 1990.
STONER, James A. F. FREEMAN, R. Edward. Administração. 5 ed. Rio de
Janeiro: Prentice Hall do Brasil, 1992.
WOOD JR., Thomas. Mudança organizacional: introdução ao tema. In.: _ . (Org.)
Mudança organizacional: aprofundando temas atuais em administração de
empresas. São Paulo: Atlas, 1995. 15-31.
179

�1 Cf. SAVIANI, Demerval. O trabalho como pnnClplO educativo. In. : Novas
tecnologias, trabalho e educação: um debate multidisciplinar. 2 ed. Petrópolis:
Vozes, 1994. 151-168.

SENGE, Peter M. A Quinta disciplina: arte, teoria e prática da organização de
aprendizagem. 12 ed. São Paulo: Best Seller, 1990.

2

3

Id. ibid. p.ll .

4

Id. ibid. p. 29.

McGREE, James, PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da
informação. Rio de Janeiro: Campus, 1994. p 172.

5

ALLEN, Richard. O Treinamento um-a-um. HSM Management. n. 4, set./out.
1997. p. 124.

6

JEFFREY, Jac1yn R. Capacitar a linha de frente. HSM Management. n. 4,
set./out. 1997. p. 70.

7

180

�</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <name>Coverage</name>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
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                <text>Trata da importância da educação continuada no mundo do trabalho, observando, especialmente, questões relativas à qualidade profissional e à necessidade constante de atualização como exigências prioritárias de um novo mercado global. Muitas organizações vêm desenvolvendo políticas de recursos humanos baseadas em diferentes teorias e técnicas como organizações de aprendizagem, gestão participativa,trabalho em equipe e treinamento contínuo para fortalecer seu quadro de pessoal e tornarem-se mais competitivas. os centros de informação, como muitas outras organizaçõeos, necessitam pensar tais questões acerca do capital humano para viabilizar estratégias de crescimento face a essa nova conjuntura onde o sujeito representa o principal fator de desenvolvimento, aliado às novas tecnologias. Apresenta algumas considerações sobre a elaboração de um programa de treinamento contínuo para bibliotecas universitárias e trata também sobre a importância da qualidade dos serviços ao cliente em unidades de informação. </text>
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                    <text>I

"",

"

A

EDU CAÇA0 DO USUARIO A DISTANCIA
RacheI Fullin de Mello
Serviços ao Público - Biblioteca Central UNICAMP
E-mail: bidsp@turing.unicamp.br
Valéria dos Santos Gouveia Martins
Serviços ao Público - Biblioteca Central UNICAMP
E-mail: bidados@obelix.unicamp.br
Luiz Atilio Vicentini
Sistemas Automatizados - Biblioteca Central UNICAMP
E-mail: vicentin@obelix.unicamp.br
Luciângela Slemer Mileck
Sistemas Automatizados - Biblioteca Central UNICAMP
E-mail: luciange@obelix.unicamp.br
Márcia Aparecida Pillon D' Alóia
Serviços ao Público - Biblioteca Central UNICAMP
E-mail: biatende@turing.unicamp.br

RESUMO:
Analisa os aspectos da educação formal de usuanos na Biblioteca Central da
UNICAMP através da sua Diretoria de Serviços ao Público. Apresenta serviços e
produtos utilizando as novas Tecnologias da Informação que irá proporcionar a
orientação do usuário on-line, com maior autonomia na busca de informações de
.
.
.
apolO ao ensmo e a pesqUIsa.
PALA VRAS CRAVES: Programa de Educação de Usuários, Programa de
Educação de Usuários à Distância, Bibliotecas Universitárias, Serviços de
Referência On-line, Internet.

157

�1 INTRODUÇÃO
A sensibilização e a educação fonnal e informal do usuário no âmbito de uma

biblioteca, bem como em outros segmentos que lidam com a infonnação, tem sido
apontada como uma linha de atuação cada vez mais necessária no atendimento ao
cliente.
Este segmento realizado na maioria das vezes de maneira informal e não
institucional, tem procurado levar ao cliente a importância da biblioteca, do seu
espaço, acervo e uso, o acesso à informação manual e on-line, formas de obtenção
dos documentos, normalização de referências bibliográficas, diretrizes para
elaboração de trabalhos científicos e tantos outros tópicos que variam de acordo com
as características da instituição e serviços/produtos oferecidos pelas bibliotecas a
comunidade de usuários.
Atualmente, este quadro tem requisitado maIS atenção por parte dos
profissionais da área, devido a inserção gradativa porém acelerada, das novas
tecnologias de informação e suas formas variadas de disponibilização da
informação.
O usuário de hoje, possui maior conhecimento no uso das novas tecnologias
de informação, são mais independentes na sua pesquisa, fazendo com que por si só
consiga as informações desejadas.
As facilidades decorrentes do uso dessas tecnologias, através de redes,
documentos eletrônicos, etc., tem proporcionado aos usuários integrantes do mundo
científico e tecnológico a busca da informação, de maneira segura e flexível, fator
que tem contribuído não só para a sua individualidade e independência como para o
crescimento da pesquisa.
Porém, com o uso das tecnologias de informação nas bibliotecas e a
globalização da informação, cria-se um novo segmento, ou melhor definindo uma
nova necessidade, dentro do Programa de Educação de Usuários que é a Educação
do Usuário à Distância.

158

�materiais." , afmnando também que ".. coleções devem ser avaliadas não pelo
número de publicações mas pela força de acessibilidade às interconexões com redes.
Urge que as entidades de credenciamento desenvolvam novas medidas ou critérios
para entrar em sincronia com novos métodos de informação em rede. "
Refletindo sobre os pensamentos citados e acompanhando os novos
segmentos e as informações disponibilizadas em "sites" de bibliotecas via Internet,
observa-se a ausência de orientações básicas de apoio aos usuários da área
acadêmica, quanto aos serviços e uso adequado dos recursos que as bibliotecas
podem oferecer, como também sobre o tratamento da informação recuperada.

3 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS

Repensando a autonomia e a capacitação do usuário, a Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, através de sua Diretoria de
Serviços ao Público - DSP, vem revisando, estruturando e implementando o seu
Programa de Educação de Usuários, de acordo com o novo contexto e necessidades
atuais, subdividindo-o em etapas, sendo:
1a Etapa - Treinamentos, palestras, orientações, individuais ou em grupos
realizadas no espaço fisico da Biblioteca Central; (Implantada) Módulos com
Treinamentos básicos e Palestras de conteúdo pragmático sucinto, aos alunos recém
ingressados na Universidade e ampliado à comunidade externa;
Módulos com uma carga horária mais densa, permitindo um conhecimento
mais profundo, como:
.:. Busca e Uso da Informação no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP;
.:. Diretrizes para Elaboração e Apresentação de Trabalhos Científicos;
.:. Noções Básicas sobre Normalização de Referências Bibliográficas;
.:. Tecnologia da Informação nas Bibliotecas;
.:. Pesquisa on-line em Bancos Bibliográficos Nacionais e Internacionais;
.:. Pesquisa e Acesso a Informação Utilizando as Novas Tecnologias;
.:. Iniciação à Pesquisa Científica;
160

�.:. Cursos previamente elaborados, atendendo às solicitações de docentes, mediante
necessidades específicas das disciplinas ministradas na graduação e pósgraduação.
23 Etapa - Disponibilização dos produtos, acima citados, via Internet através
da "Homepage" do Sistema de

Bibliotecas da UNICAMP, (Em fase de

implantação);
33 Etapa - Disponibilização de novos produtos de suporte a pesquisa e a
recuperação da informação:
BookUEC - Bookmark da Universidade Estadual de Campinas em Ciências e
Tecnologia (Em fase de implantação);
CADBIB - Cadastro Nacional de Bibliotecas on-line (Implantado, em
reformulação).

3.1 FUNÇÕES E CARACTERÍSTICAS DOS SERVIÇOS E PRODUTOS
Com o objetivo de fornecer subsídios ao usuário local e ao usuário à
distância, os serviços e produtos gerados possuem características próprias, porém
complementam-se quando são inseridos e agrupados em um único contexto:

Treinamentos, Cursos e Palestras
É o "background" do Programa de Educação de Usuários, contando com uma

programação anual para os treinamentos básicos, assim como uma agenda voltada
para as solicitações de cursos de carga horária mais densa. Esta etapa do Programa
possui características de formação, preparação, adaptação, conhecimento do espaço
fisico e do universo cultural, bem como os inúmeros recursos existentes e
disponíveis no acesso, localização e recuperação e tratamento da informação.

161

�I
No ano de 1998foram realizadas:
Palestras para os calouros ingressantes na Universidade, em parceria com o
Serviço de Apoio ao Estudante, conforme a Programação do Caderno A Informações gerais aos estudantes de graduação e pós-graduação -

1998;

treinamentos básicos individuais ou grupos de cinco usuários, com uma média de 15
treinamento/dia; curso para 31 alunos ingressantes na área de pedagogia, com carga
horária de 12 horas; cursos/treinamentos para os participantes do IH Curso
Regionalizado Sul/Sudeste/Centro-Oeste sobre Metodologia de Pesquisa em
Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva, no período de 1 a 19 de junho de 1998.

Disponibilização do Material Didático, via Internet
Tem como função orientar o usuário sobre questões básicas na elaboração e
apresentação de trabalhos científicos, normalização de referências bibliográficas,
normas adotadas, pesquisa, acesso e recuperação da informação através de meios
automatizados, etc.

BookUEC em Ciências e Tecnologia
Esta etapa do Programa de Educação de Usuários, pretende, em uma primeira
fase, compilar e organizar de forma sistemática, indexando e disponibilizando
através

da

"Homepage"

do

Sistema de

Bibliotecas

da

UNICAMP,

os

endereçamentos eletrônicos linkados pelos diversos órgãos da Universidade. Para
uma segunda fase pretende-se ampliar esta indexação buscando "links" externos a
UNICAMP, mas com informações substanciosas ao desenvolvimento do ensino e da
pesqmsa.
O produto VIsa oferecer um suporte alternativo à pesquisa, permitindo o
"link" com as unidades geradoras da informação, muitas vezes presente, porém sem
o conhecimento da grande maioria dos usuários.
Como menciona MENDES JR.&amp; HEINECK (1998):

162

�"... a navegação em busca de infonnações na WWW é um tanto árdua. As
ferramentas de busca - os browsers - são gerais e contém muita infonnação
retomando centenas e milhares de inserções ... ".

CADBIB - Cadastro Nacional de Bibliotecas
Etapa concretizada e disponível na "Homepage" do Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP, já com refonnulações em andamento, permite o acesso aos dados
cadastrais de mais de 200 bibliotecas brasileiras com atualização à distância "online".
Este novo produto, pennitirá ao usuário o acesso "on-line" aos dados da
biblioteca/instituição desejada, de fonna mais rápida. Para as bibliotecas cadastradas
que possuem "e-mail" e/ou "URL", permitirá a comunicação com novos usuários e a
divulgação de seus serviços e produtos.
Os dados que compõe o produto, estão estruturados em arquivos textos em
ordem alfabética por instituição, convertidos em código "HTML - Hypertext
Markup Language", organizados por estados e cidades e com "links" para os
mesmos e página com fonnulário "on-line" para cadastramento e atualização das
bibliotecas.
Para reestruturação do produto será desenvolvido um aplicativo utilizando
linguagem de programação, fonnato de conversão de dados, geração do banco de
dados, "layout" de telas, opções de busca (navegabilidade) e relatórios (etiquetas).

4 INFRA-ESTRUTURA DE INFORMÁTICA DA BmLIOTECA CENTRAL

O prédio da Biblioteca Central é composto por cinco pisos, subsolo, térreo,
1°,2° e 3°, com área útil de aproximadamente 1O.000m2.
Os setores da Biblioteca Central dispõem de recursos de informática,
tomando possível a oferta de serviços automatizados à clientela, com base em
recursos infonnacionais existentes ou não na Universidade.

163

�Conta também, com a conexão à UNInet (rede de computadores da
UNICAMP, interligados através de fibra óptica), que propicia acesso a Internet
através do backbone da FAPESP em Campinas. É servida por rede local com 180
pontos, 15 repetidores e um roteador, administrada pelo software Windows NT. Os
sistemas externos são acessados através do "gateway" da Biblioteca Central, nó da
rede de fibra óptica da UNICAMP - a UNInet.
No terceiro piso existe um laboratório de informática, equipado com 16
microcomputadores "pentium", um projetor de imagens, que auxilia não só nos
treinamentos das Bibliotecas do Sistema, bem como aos usuários da comunidade

I!

interna e externa a Universidade.
Desde

16/01/1997,

o Sistema de

Bibliotecas da UNICAMP

está

disponibilizando suas informações via Internet, através do "site" do sistema (URL http://www.unicamp.br/bc).Apartirdeagostodomesmoano. foidisponibilizado o
Banco Bibliográficos ACERVUS com interface "WEB", utilizando aplicativo
desenvolvido juntamente com o Centro de Computação da UNICAMP - CCUEC
para pesquisa na Base de Periódicos, e a implementação do "software"
AL TAVIS TA" Search" para indexação e recuperação na Base de Monografias
(livros, teses e dissertações).

5 CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS
A tecnologia da informação exerce um papel fundamental em qualquer área
de atividade neste fmal de século. Um dos principais impactos é sua capacidade de
integração, tanto interna quanto externa às organizações. Esta integração quando
exercida de forma livre e irrestrita facilita a disseminação da informação, a
transferência de tecnologia e a educação continuada.
Uma das conseqüências mais importantes da integração entre as pessoas é a
mudança na estrutura das organizações. A velocidade e abrangência desta revolução
de fmal de século fará com que uma parcela muito maior da sociedade organizada
mude rapidamente. Umá tendência muito citada é o surgimento da organização
164

�ampliada que exige resposta imediata aos problemas e solicitações entre seus pares.
Em pesquisa esta tendência se manifesta nos projetos desenvolvidos nos vários
centros, em cooperação ou consórcio, ligado a empresas privadas ou não. E nas
bibliotecas? Qual é o impacto desta integração no ensino, na pesquisa e na extensão?
Observa-se que já ocorre, nas bibliotecas, transformações significativas e
reestruturações em seus sistemas de tratamento da informação, disseminação e
recuperação da informação. Em suas atividades rotineiras de pesquisa e atendimento
ao usuário, agrega-se o atendimento do usuário à distância, não se limitando
somente ao sistemas de informação e bases de dados locais ou gerados pela própria
instituição, mas ampliando este horizonte fornecendo "links" e outras opções de
pesquisa e localização da informação.
A Biblioteca Central da UNICAMP, até por suas características sistêmicas de
atendimento, que até então vinha desenvolvendo no seu dia a dia de maneira
informal o atendimento ao usuário através de "e-mail", fax, programas cooperativos,
etc, parte para uma nova etapa estruturando novos processos "on-line" de serviços e
produtos que possam contribuir para o ensino e pesquisa.

ABSTRACT
Analise of the users education aspects on Central Library - UNICAMP through
Directory Public Services. Show services
and products that using new information technology will give to the on-line user
orientation and independence to search the
information that supports research and education.

KEY WORDS: Users Eduaction Program, Distance Users Education Program,
Universities Libraries, On-Line Reference Services, Internet.

165

�6 REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS
1 CUNHA, Murilo Bastos da. Biblioteca digital: bibliografia internacional anotada.
Ciência da Informação, Brasília, v .26, n. 2, p.195-213, maio/ago. 1997.
2

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Brasília, v. 14, n. 2, p. 175-188,jul./dez. 1986.

3 DRABENSTOTT, Karen M., BURMAN, Celeste M. Revisão analítica da
biblioteca do futuro. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p.180-194,
maio/ago. 1997.
4 FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Textos avançados em referência e
informação. São Paulo : Poli : APB, 1996. 124p. (Coleção Palavra Chave,
6).
5 FORES TI, Miriam Celí Pimentel Porto. Formação continuada de docentes na
Universidade: protótipo de um sistema hipermídia de educação à distância.
São Paulo, 1996. Tese(Doutorado)- Faculdade de Educação, Universidade de
São Paulo.
6 [On-Iine] http://www.botunet.com.br/fundacaouni/interface/formao.htm.
25/05/1998.
7 GRUPO DE TRABALHO SOBRE BIBLIOTECAS VIRTUAIS DO COMITÊ
GESTOR DA INTERNET-BRASIL. Orientações estratégicas para a
implementação de bibliotecas virtuais no Brasil. Ciência da Informação,
Brasília, v. 26, n. 2, p. 177-179, maio/ago. 1997.
8 MACEDO, Neusa Dias. Princípios e reflexões sobre o serviço de referência e
informação. R. Bras. Bibliotecon. Doc., São Paulo, v. 23, n. V4, p.9-37,
jan./dez. 1990.
9 MENDES JR., Ricardo, HEINECK, Luiz Fernando M. Ensino e informação
tecnológica
na
Internet.
1998.
[On-line]
http://www.sesec.ufpr.br/~mendesjr/cbenge96.htm. 6/08/1998.

166

�10 PASQUARELLI, M. L. R. O
estudante de graduação na
orientação bibliográfica
Tese(Doutorado)- Escola de
Paulo.

papel da universidade na capacitação do
busca e uso da informação. A disciplina de
em revlsao. São Paulo, 1993. 137p.
Comunicações e Artes, Universidade de São

11 PERES, Flávia Mendes de Andrade, NOTTINGHAM, Patricia Carvalho. Novas
[On-line]
tecnologias
trazem
inovações
pedagógicas.
http ://www. insoft.softex.br/~projead/flavia.htm. 01106/1998.
12 SILVA, Antônio Manuel dos Santos, ALMEIDA, Glaura Maria Oliveira
Barbosa, BELLUZZO, Regina Célia Baptista. O plano de gestão de qualidade
em sua implantação na rede de bibliotecas da UNESP: relatos de uma
experiência. In: Seminários de Bibliotecas Universitárias, 8, Anais .. .
Campinas, Unicamp, 1994. p.307-316.

167

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Mello, Rachel Fullin de, Martins, Valéria dos santos Gouveia, Vicentini, Luiz Atilio, Mileck, Luciângela Slemer, D'Alóia, Marcia Aparecida Pillon </text>
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                <text>Analisa os aspectos da educação formal de usuários na Biblioteca Central da UNICAMP através da sua Diretoria de Serviços ao Público. Apresenta serviços e produtos utilizando as novas Tecnologias da Informação que irá proporcionar a orientação do usuário on-line, com maior autonomia na busca de informaçoes de apoio ao ensino e a pesquisa.</text>
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                    <text>EDUCAÇÃO CONTINUADA
UMA AL TERNATIVA AO ALCANCE DE TODOS
Caterina Groposo Pavão
Biblioteca do Centro de Processamento de Dados - UFRGS
Caterina@cpd.ufrgs.br

Eloisa Futuro Pfitscher
Biblioteca da Faculdade de Odontologia - UFRGS
Efuturop@vortex.ufrgs.br

J acira Gil Bernardes
Biblioteca do Colégio de Aplicação - UFRGS
J aciragb@cap.ufrgs.br

RESUMO
Apresenta uma alternativa de educação continuada incluindo relato de experiência
com os Grupos de Trabalho do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul.

Palavras chave: Educação continuada; grupos de trabalho

A educação continuada, segundo Duarte (1986), " são todas as formas e tipos
de educação usufruídas pelos que antes deixaram, em qualquer dos seus graus, a
educação formal. A educação continuada permite a alguém completar um nível de
educação formal, adquirir conhecimento e perícia em detenninado campo, atualizarse ou rememorar um assunto específico, ou melhorar suas qualificações
profissionais. Embora não formalmente ligada a programas referentes à carreira, ela
é mais freqüentemente procurada pelos que tem esse campo de preocupações. A
149

�educação continuada pode ser organizada: dentro do sistema educacional, por meio
de programas específicos, fora do sistema educacional ou em bases não formais."
Com o passar das décadas, a educação continuada, vem sendo citada como
"fator de crescimento para o país, fator de sobrevivência social, elemento de política
e planificação social que pennite alcançar os objetivos nacionais de transformação
da sociedade" (Barroso, 1979) portanto ela toma-se também requisito básico para o
crescimento profissional, visto que sem profissionais capacitados não há
crescimento social, político e econômico.
Promover o crescimento profissional é tarefa da instituição à qual o indivíduo
está ligado mas é também tarefa individual. Esse crescimento pode ser promovido
pela educação continuada que deve não somente ensinar o uso de novas tecnologias
e novos equipamentos, mas deve levar em conta as potencialidades de cada
indivíduo e tentar desenvolvê-las para que suas emoções não entrem em choque
gerando rejeição, resistência, bloqueios, parada no crescimento, tudo isso
1I

culminando num perfil profissional negativo sendo repassado à comunidade e a
sociedade quando da prestação de serviços.
Para que a educação continuada tenha efeitos benéficos deve-se levar em

I
I
I

conta a motivação interna ou seja deve haver uma necessidade presente. As
necessidades são geradas pela velocidade das mudanças tecnológicas, pelas
situações que emergem das funções assumidas e a partir de questionamentos
pessoais ou de um grupo. Já a motivação tem mais a ver com as condições de

II

trabalho (política salarial, infra-estrutura, etc.) e com as condições de ajustamento

II

I)

pessoal (modo de viver a vida), ou seja a filosofia que norteia as decisões pessoais.
A educação continuada vem adquirindo conotações diferentes. Na década de
50 o lema era "há que ajustar-se a um mundo novo em mutação". Na década de 60
transfere-se o ensino formal das escolas para dentro das empresas e aparecem os
projetos multinacionais de incentivo à capacitação de mão-de-obra. A década de 70
caracteriza-se pela tomada de consciência de que o homem educa-se a partir da

150

II
11

�realidade que o cerca e em interação com os outros. A partir da década de 80
incorpora-se esta consciência.
Não há dúvida que o ser humano precisa de contato, comunicação, troca de
idéias para o seu desenvolvimento e para mudanças na sua vida.
A educação continuada desenvolve o indivíduo para fazer melhor aquilo que
ele já faz, enfocando o "como fazer" , preparando-o para atuar na realidade do
momento e para o futuro . Com certeza, capacitar o pessoal da instituição é melhorar
a qualidade dos serviços prestados à sua comunidade.
A Biblioteconomia tem oferecido aos seus profissionais várias alternativas de
educação continuada:
•

cursos de especialização;

•

cursos de extensão;

•

treinamentos em serviço;

•

cursos de capacitação pré-serviço;

•

workshops.
Os Bibliotecários da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),

além destas alternativas, sentiram necessidade de desenvolver uma proposta de
educação contínua dentro do Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBU), criando os
Grupos de Trabalho.
Estes Grupos de Trabalho do SBU tiveram início em 1975 "com o objetivo de
iniciar um programa de educação permanente" (Schreiner, 1982). O primeiro a ser
formado foi o grupo Automação de Bibliotecas (CALCOIUFRGS). Com o crescente
interesse dos demais Bibliotecários do Sistema por esta nova opção de
aprendizagem, foram sendo criados novos grupos, tais como: Administração de
Bibliotecas, Aquisição de Material Bibliográfico, Catalogação, Classificação,
Publicações Periódicas e Seriadas e Serviços de Referência.
Os Grupos de Trabalho ocupavam-se então com atividades dirigidas à sua
área e tinham características de grupos de estudos visando a atualização profissional
e não necessariamente vinculados aos programas de trabalho do SBU (Schreiner,
151

�1990). Em 1980, foram criados os Padrões Mínimos de Trabalho (PSBUs) que
vieram respaldar as ações do Sistema e melhorar as relações dos Bibliotecários com
a Administração Superior.
Em 1982, Schreiner apontou algumas medidas que deveriam ser tomadas
pelos grupos, a saber:
•

comunicação entre os grupos;

•

comunicação com a comunidade universitária;

•

criação, implantação, avaliação e revisão dos PSBU s pelo grupo pertinente;

•

divisão mais eqüitativa dos trabalhos entre os grupos existentes.
Os grupos passaram por diversas etapas, cada um desenvolvendo suas

propostas de trabalho. Para ampliar experiências e diversificar as atividades alguns
grupos optaram por agregar tarefas práticas às discussões teóricas que já existiam.
Um exemplo claro de tal situação foi a iniciativa do Grupo de Catalogação
(GTCAT) de realizar mutirões para processamento técnico (catalogação) nas
bibliotecas do Sistema que estavam passando por dificuldades nesta área. Esta tarefa
teve início com a indicação, por parte da Direção do SBU, das Unidades que
necessitavam ajuda. O Grupo organizou um sistema de rodízio entre os
participantes, que executavam as tarefas de processamento técnico do acervo nas
bibliotecas indicadas.
Depois de um longo período em que as bibliotecárias afastaram-se do seu
local de trabalho e as reuniões foram substituídas pela execução da tarefa proposta,
foi necessária uma reavaliação dessa atividade, o que levou a uma interrupção da
mesma. Entre os fatores que contribuíram para tomar esta decisão podemos citar os
seguintes:
•

os Bibliotecários executores não podiam interferir ou sugerir alterações na
dinâmica de trabalho das bibliotecas beneficiadas, uma vez que a equipe que
estava recebendo ajuda resistia às mudanças necessárias para agilizar sua rotina
técnica;

152

�I
•

os Bibliotecários envolvidos não somavam conhecimentos, funcionando apenas
como mão de obra;

•

I

II

não havia participação efetiva do corpo técnico da biblioteca beneficiada com a
ajuda, ficando alheios às atividades desenvolvidas, não sendo atingido então o

I

:

objetivo do grupo que era trabalhar COM e não PARA a equipe em questão.

I

A partir desta constatação, o Grupo retomou as suas atividades de rotina,

I

I

como os encontros semanais onde eram discutidos e solucionados os problemas de
catalogação. Paralelamente iniciou o desenvolvimento do Sistema de Automação de
Bibliotecas da UFRGS (SABi), apoiado por uma equipe de Analistas de Sistemas
designados especialmente para o SBU. O Grupo também se ocupou elaborando os
manuais do Sistema, organizando cursos de catalogação, ministrando treinamentos
para o próprio pessoal da Universidade e instituições que iriam utilizar o software. O
Grupo passou a ser o fórum de discussão e atualização do SABi, responsabilizandose pela edição dos manuais a cada nova versão do Sistema, e discutindo os
problemas surgidos em cada biblioteca com a implantação do SABi. As experiências
que cada um dos participantes trazia ao grupo eram a forma de encontrar soluções
que atendessem a todos, uma vez que a maioria dos problemas atingiam a mais de
uma biblioteca.
Os Grupos de Trabalho contam hoje com a participação de bibliotecários de
diversas bibliotecas do Sistema, dispersas fisicamente nos quatro Campi da
Universidade, reunindo-se regularmente em períodos previamente estabelecidos com
maior ou menor freqüência de acordo com as atividades a serem desenvolvidas.
Possuem uma coordenação e uma vice-coordenação, eleita entre o grupo, que
interagem entre si e com a Direção do Sistema para manter o funcionamento
homogêneo do SBU.
Algumas medidas apontadas por Schreiner, em 1982, já foram alcançadas. As
resoluções e iniciativas tomadas nos grupos de trabalho são documentadas e
repassadas à Direção do Sistema, que encarrega-se de informar a todas bibliotecas
do SBU. Os PSBUs foram avaliados e revisados pelos grupos, cada um na sua área,
153

i..

�bem como a divisão de tarefas específicas para cada grupo também foi observada.
Em 1996, os grupos mudaram sua denominação, passando de Grupos de Trabalho
para Grupos Assessores Técnicos, visto que absorveram a função de assessorar a

I

Direção do Sistema na tomada de decisões.
As reuniões de grupos tem a tarefa de manter os profissionais motivados para
o desenvolvimento profissional e consequentemente institucional. A discussão de
problemas ou de assuntos polêmicos é um fator de motivação, forçando os
componentes a perceberem os problemas em diversos ângulos, diversidade de
experiências e de formas de reflexão. Nos grupos, os profissionais encontram a
liberdade para expor suas idéias e discuti-las num ambiente democrático onde o
trabalho em equipe favorece o amadurecimento profissional individual e do grupo.
Podem ser apontadas algumas vantagens das atividades em grupo:
•

no grupo os indivíduos são mais sensíveis às argumentações dos colegas;

•

os preconceitos individuais tendem a desaparecer;

•

grupo cria autoconfiança permitindo que as pessoas se sintam seguras ao
executar determinadas tarefas;

•

grupo serve de instrumento de aprovação para o comportamento profissional;

•

grupo força as pessoas a tomar posição;

•

auxilia os profissionais dispostos a mudar seu comportamento e atitudes em
beneficio da comunidade.
A capacitação e aperfeiçoamento contínuo dos Bibliotecários é uma

realidade. Mas certamente existem algumas dificuldades para que a equipe técnica
de um sistema alcance esta meta:
•

cursos fora do Estado e muitos de longa duração;

•

falta de pessoal para cobrir a ausência daqueles que saem para aperfeiçoamento;

•

custo elevado dos cursos (a Instituição não oferece recursos financeiros e os
baixos salários não permitem autofmanciamento).

154

I

�Os Grupos de Trabalho funcionam como forma de preencher esta lacuna,
uma vez que nestes encontros os participantes trocam idéias e experiências. Existem
problemas com relação à participação de pessoal nas suas reuniões. O número de
participantes é bastante oscilante em função das dificuldades que cada biblioteca
enfrenta em determinados momentos. A falta de pessoal, um dos mais graves
problemas que a Universidade vem enfrentando, o aumento de exigências dos
usuários e do próprio Sistema, falta de objetivos no grupo, falta de integração entre
as atividades do Grupo e os interesses das Bibliotecas Setoriais e falta de motivação
dos funcionários são fatores que interferem na efetiva participação dos
Bibliotecários nos grupos.
Ainda assim essa proposta de educação continuada utilizando "Grupos de
Trabalho", vem dando certo na UFRGS pela característica dos participantes:
•

trabalham na mesma instituição (bibliotecas universitárias);

•

mesmos objetivos e mesmo tipo de usuário;

•

recursos e dificuldades financeiras semelhantes;

•

necessidades técnicas da mesma natureza.
Esta tentativa que vem sendo desenvolvida ao longo dos anos na

Universidade continua sendo a forma mais viável de aperfeiçoamento e capacitação
de pessoal, pois há que considerar a crise por que passam as Instituições Públicas de
Ensino Superior no País, fazendo com que seus funcionários busquem alternativas
para oferecer cada vez mais serviços com qualidade.

ABSTRACT

This work presents continuing education alternative that includes experience from
the Federal University ofRio Grande do Sul Library System' s Working Group.

155

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BARBOSA, G.S. A dinâmica dos grupos : um enfoque sistêmico. São Paulo :
Robe, 1995. 154 p.
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8.SCHREINER, H. Grupos de trabalho no sistema de bibliotecas da UFRGS.In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., Rio
de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro : SIBIlUFRJ, 1992. p. 32 (Trabalho
apresentado oralmente)
9.

. Grupos de trabalho no sistema de bibliotecas da UFRGS: reflexão
sobre a ação para a ação. In: JORNADA SUL-RIO-GRANDENSE DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 7., Porto Alegre. Anais ...
Porto Alegre: ARB, 1982. p. 132-140.

156

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                <text>Essa pesquisa apresenta um diagnóstico dos interesses de treinamento dos funcionários da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa destacando-se a importância do treinamento, áreas de atuação e interesse para um melhor desempenho nas funções que executam. Os resultados obtidos apresentam diretrizes para a implantação de uma politica de treinamento.</text>
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                <text>De acordo com o estudo realizado entre os bibliotecários pertencentes ao quadro de do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Bahia, e baseado em estudos sobre estresse e motivação considera-se os fatores da desmotivaçáo, como possiveis fontes de estresse entre os bibliotecários daquela instituição.</text>
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                <text>Relata a importância do treinamento na educação de usuários da Biblioteca de Ciências e Tecnologia da Universidade Federal do Ceará. Descreve algumas técnicas criadas pela Biblioteca em estudo para dinamizar o treinamento dos seus usuários, e tomá-lo mais atrativo. Enfatiza a relevância da dinâmica de grupo na fase do treinamento, no intuito de alcançar a otimização dos recursos disponíveis na biblioteca. Apresenta os resultados obtidos com a aplicação das novas técnicas.</text>
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                <text>A partir de uma breve análise da realidade sócio-econômica brasileira, argumenta pela necessidade da educação formativa e continuada de toda a equipe de pessoal as Bus do país, com a utilização de procedimentos de ensino à distância. O ponto de partida seria discutido em âmbito nacional com o envolvimento dos Cursos de Biblioteconomia, das Associações de Bibliotecários e das Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>O Curso de Organização e Gerência de Bibliotecas, ministrado por diversas vezes a bibliotecários, em duas universidades diferentes, foi avaliado pelos alunos egressos, pelas instrutoras e pelas universidades que os sediaram. São descritos itens relativos ao programa do curso, à sua carga horária, ao conteúdo programático e à dinâmica das aulas, assim como comenta-se a forma de avaliação do aprendizado. Apresentam-se comentários referentes às avaliações. Algumas conclusões e recomendações ao SNBU finalizam o trabalho.</text>
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                <text>Relata a experiência bem sucedida do trabalho de classificação e indexação do acervo de monografias, desenvolvido em equipe formada por bibliotecários e pesquisadores na Biblioteca "Prof Achille Bassi" do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP). Apresenta os pontos que alavancaram o processo de trabalho em conjunto, expõe de forma sucinta as etapas para sua concretização, bem como enumera as vantagens desta cooperação, delineando assim, uma nova tendência para o trabalho em equipe dentro das Bibliotecas e Centros de Infonnação. </text>
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                <text>A Educação à distância (EAD) como modalidade educativa deve buscar a prendizagem, o aprimoramento e o aperfeiçoamento do educando. Um programa de EAD nunca deve ser criado se não tiver um planejamento com viabilidade técnica e financeira e aceitabilidade da comunidade. As novas tecnologias interativas utilizadas na EAD devem permitir a inserção do indivíduo na sociedade globalizante e de extrema competição profissional. A universidade brasileira deve colocar a EAD em seus objetivos básicos: a pesquisa, o ensino e a extensão. A biblioteca universitária na EAD deve servir como elo de ligação entre o aluno e os recursos informacionais disponíveis.</text>
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